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Licao Biblica 1º Trimestre.2014

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Lição Bíblica CPAD 1º Trimestre 2014 Uma Jornada de Fé
Lição Bíblica CPAD 1º Trimestre 2014 Uma Jornada de Fé

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Jo v e n s A
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1o Trimestre de 2014

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ISSN 1678-6823

o rma çao u o 0 ovo -f;
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a Bíblia em sua vida
Gomo funciona a oração? O que a Bíblia realmente diz sobre o dinheiro? A Bíblia tem algo a dizer sobre amizade? j

MANUAL da BIBLIA
de A plicação Pessoal

Nem sempre é fácil ligar os pontos entre as diversas passagens bíblicas sobre um tema em particular, pelo qual você possa estar interessado, independentemente do assunto: dinheiro, sucesso ou como vencer a depressão. Mas agora você encontrará as respostas de modo rápido e prático no Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. Esta obra é o seu guia bíblico, organizado em 645 tópicos, em ordem alfabética, que orientam a maneira como você vive seu dia a dia. Em destaque, alguns temas: - Amizade - Atitudes - Contentamento - Dinheiro - Dúvida - Depressão - Encorajamento - Oração - Preocupações - Sexo - Zeio

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fjmp é i p á r a

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Um recurso indispensável

para sua vida

NAS MELHORES LIVRARIAS

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w w w .liv ra ria cp a d .co m .b r

Digitalização: Escriba Digital
C o m e n t á r io : ANTONIO GILBERTO Liçõ es do 1° T rim estre de 2 0 1 4

L içã o 1 O Livro de Êxodo e o C ativeiro de Israel no Egito Liçã o 2 Um Libertador para Israel Liçã o 3 As Pragas D ivinas e as Propostas A rd ilo sas de Faraó L içã o 4 A Celebração da Prim eira Páscoa Liçã o 5 A Trave ssia do Mar Verm elho L içã o 6 A Peregrinação de Israel no Deserto até o Sinai L iç ã o 7 Os Dez M andam entos do Senhor L iç ã o 8 Moisés — sua Liderança e seus A u xiliare s Liçã o 9 Um Lugar de Adoração a Deus no Deserto L içã o 10 As Leis C ivis Entregues por Moisés aos Israelitas L içã o 1 1 Deus Escolhe Arão e seus Filhos Para o Sacerdócio L içã o 12 A Consagração dos Sacerdotes L içã o 1 3 O Legado de Moisés 11 19 26 33 41 49 57 64 70 77 84 90

L iç õ e s B í b l ic a s

1

L iç õ e s B íb l ic a s
P u b lica çã o T rim e s tra l d a C a s a P u b lica d o ra d a s A s s e m b le ia s d e D e u s Presidente da Convenção Geral d a s A ssem b leias de Deus no Brasil José Wellington Bezerra da Costa Presid ente do C o nselh o A dm in istrativo

LIVRARIAS CPAD

~\

José Wellington Costa júnior
D iretor Executivo

Ronaldo Rodrigues de Souza___________
Gerente d e Publicações Alexandre Claudlno Coelho C o n s u lto ria D o u trin á ria e T eo ló g ica Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade G erente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente d e Produção

Jarbas Ramires Silva
Gerente Com ercial

Cícero da Silva
Gerente da Rede de Lojas

João Batista Guilherme da Silva
G eren te de C o m u n ic a ç ã o

Rodrigo Sobral Fernandes^
Chefe de A rte
& D e sig n

Wagner de Almeida
C h efe do Setor d e Educação C ris tã

César Moisés Carvalho
R e d a to re s

Marcelo de Oliveira e Telma Bueno
D esigner Gráfico

A M A Z O N A S : Rua B a rro so , 36 - C e n tro - 6 9 0 1 0 -0 5 0 - M anaus - AM - T e le fa x : (92) 2 1 2 6 -6 9 5 0 - E-m ail: manaus<ã>cpad.com.br Gerente: R icard o dos Santo s Silva B A H IA : Av. Antônio Carlo s M agalhães, 4 0 0 9 - Loja A - 4 0 2 8 0 -0 0 0 - Pituba - S a lva d o r - BA - Tefefax: (71) 2104-5300 E-m ail: salvador<§>cpad.com.br - G erente: Mauro G om es da Silva B R A S IL IA : Setor C o m ercial SuS - Qd-5, Bl.-C, Loja 54 - G aleria Nova O u vid o r - 70305-918 - B rasília - DF - T e lefax : <61) 2107-4750 E-mail: b rasilia@ cp ad .co m .b r - G erente: Marco Aurélio da Silva ESP ÍR ITO SA N TO : Rod. do Sol, 5000 loja 1074 e 1075 - Praia de Itaperica - 29102-020 - Vila Velha - ES - Tel (27) 3202-2723 - G erente: Fran cisco A le xa n d re Ferreira M A R A N H Ã O : Rua da Paz, 428, Centro, São Luis do M aranhão, MA65020-450 - Tel.: (98) 3231-6030/2108-8400 - E-mail: saofuisc®cpad. c o m .b r - G erente: Eliel A lb uquerque de Agurar Junior M IN A S G E R A IS : Rua São Paulo, 1371 - Loja 1 - C e n tro - 30170-131 Belo H orizonte - MG - T e l.: (31) 3431 -4 0 0 0 - E-m ail: belohorizontet® cp a d .co m .b r- G erente: W illiam s Roberto Ferreira P A R A N Á : Rua Senador X avíer da Silva, 450 - Centro Cívico - 80530060 - Curitiba - PR - Tel.: (41) 2117-7950 - E-mail: curitiba@ cpad.com .br Gerente: Maria Madalena Pimentel da Silva P E R N A M B U C O : Av. D antas Barreto, 1021- São José - 5 0 0 2 0 -0 0 0 Recife - PE - T e lefax : (S l) 3 4 2 4-66 00 /21 28 -47 50 E-mail: recife@cpad.com.br - Gerente: Edgard Pereira dos Santos Junior R IO D E J A N E IR O : V icen te de C a rv a l ho: Av. Vicente de Carvalho, 1083 - Vicente de Carvalho - 21210-000 - Rio de Janeiro - RJ - Tel.: (21) 2481-2101 J 2481-2350 - Fax: (21) 2481-5913 - E-mail: vicentecarvalho<£>cpad.com.br Gerente: Severin o Joaquim da Silva Filho N it e ró i: Rua Aurelino Leal, 47 - lojas A e B - Centro - 24020-110 Niterói - RJ - Tel.: (21) 2 620-4318 / Fax: (21) 2621-4038 E-mail: niteroi<S>cpad.com.br - G erente: E d e r C a la z a n s N o va Ig u a çu : Av. Governador Amaral Peixoto, 427 - loja 101 e 103 Galeria Veplan -Centro- 26210-060- Nova Iguaçu -RJ -Tel.: (21)2667-4061 Telefax: (21) 2667-8163 - E-mail: n ovaiguacu@ cpad.com .br- G erente: Patrick d e O liveira C e n tr o : Rua Prim eiro de M arço, 8 - C e n tro -R io de Janeiro-RJ - Tel: 2509-3258 / 2507-5948 - G erente: Silvio Tom é S h o p p in g J a rd im G u a d a lu p e : Av. B rasil,22.155, Espaço Com ercial 115-01 - G uadalupe - Rio de Janeiro-RJ - (21) 3369-2487 - G erente: Ju cileid e G om es da Silva S A N T A C A T A R IN A : Rua Sete de Setem b ro , 142 loja 1 - Cen tro • 8 8 .0 1 0 -0 6 0 - Flo rian ó p o lis - SC - T e lefax : (48) 3225-3923 / 32251128 - E-m ail: floripa(§>cpad.com.br G erente: Geziel V ieira D am asceno S Ã O P A U L O : Rua C o n se lh e iro Co teg ip e, 210 - Belenzinho - 03058000 - SP - Telefax: (11) 2198-2702 - E-mail: saopauío<®cpad.com.br G erente: Jefferso n de F reitas F L Ó R ID A :3 9 3 9 North Federal H ighw ay - Pom pano Beach, FL 3 3 0 64 - USA - Tel.: (954) 941-9588 - Fax: <954) 941-4034 E-mail: cpadusa<®cs.com - Site: http ://w w w .ed itp atm o s.co m Gerente: Jo n a s Mariano D is t r ib u id o r : C E A R Á : Rua Senad o r Pom peu, 834 loja 27 - Centro - 6 0 0 2 5 -0 0 0 - Fo rtaleza - C£ - Tel.: (85) 323T-3004 - E-mail: cbiblia@ ig.com .br G e re n te :Jo sé Maria N ogueira Lira P A R Á : E .L .G O U V E IA - Av. G o v . J o s é M a lch e r 1579 - C e n tro 66060-230-Belém-PA-Tel.:(91)3222-7965-E-mail:gerencia@cpadbelem. com .br - G erente: Benedito de M oraes Jr. JA P Ã O : Gunm a-ken O ta-shi Sh im oham ada-cho 304-4 T 373-0821Tel.: 2 76 -4 5 -4 0 4 8 Fax (81) 276-43-8131 C e lu la r (81) 90 8942-3669 E-mail: cpadjp@ hotm ail.com - G erente: Jo e lm aW atab e Barbosa L IS B O A - C A P U : Av. A lm irante G ag o Co u tin h o 158 - 1700-030 Lisboa - Portugal - Tel.: 351-21-842-9190 Fax: 351-21-840-9361 - E-m ails: capu@>capu.pt e silvio<®capu.pt Site: w w w .cap u .p t M A T O G R O S S O : Livraria A sse m b lé ia de Deus - Av. Rubens de M en­ d on ça, 3 .5 0 0 - G rande Tem p lo - 7 8 0 4 0 -4 0 0 - Centro - Cu iab á - MT - T elefax : (65) 644-2136 - E-m ail: he lio rap @ zaz.co m .b r G erente: Hélio José da Silva M IN A S G E R A IS : Nova Sião - Rua Jarbas L. D. Santos, 1651 - 1 j . 102 - Shopping Santa Cruz - 36013-150 - Juiz de Fora - MG - Tel.: (32) 32127248/3236-8757 E-mail: n ovasiao @ g m ail.co m G erente: D aniel Ram os de O liveira SÃ O P A U LO : S O C E P -R u a Floriano Peixoto, 103 - C e n tro -S ta . Bárbara D’O este - SP - 13450-970 - T e l.: (19) 3 4 5 9-20 00 E-m ail: v e n d a s@ so ce p .c o m .b r- G erente: A ntônio Ribeiro Soares

TELEM ARKETIN G
(de 2 a à 6a d as 8h às 18h e aos sáb ad o s d as 9h às 15h) R io d e J a n e ir o : (2 1 ) 3 1 7 1 -2 7 2 3 C e n t r a l d e A t e n d im e n to : 0800-0217373 (lig a ç ã o g ra tu ita ) ■ Igrejas / C o tas e A ssin atu ra s - ram al 2 ■ C o lp o rto re s e Lo g istas - ram al 3 » Pastores e d em ais clientes - ramal 4 « SA C (Serviço de A tend im ento ao Co nsum id or) - ram al 5 L IV R A R IA V IR T U A L : w w w .c p a d .c o m .b r O u vid o ria: o u vid o ria@ cp ad .co m .b r

Marlon Soares
Capa

Flamir Ambrósio
Av, B rasil, 34.401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - Cep 218 52 /0 02 Tel.: (21) 2406-7373 Fax: (21) 2406-7326

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L iç õ e s B í b l i c a s

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Lição 1

5 de Ja n eiro de 2014

O L iv r o de Êx o d o e o C a t i v e i r o d e Is r a e l n o E g it o
“E Jo sé fe z ju r a r os filhos de Israel, dizendo: Certam ente, vos visita rá Deus, e fa re is tra n sp o rta r os m eus o ssos d a q u i” (Gn 5 0 .25 ). V E R D A D E P R A T IC A Os propósitos de Deus são im utáveis e se cu m p rirão no tem po d eterm in a­ do por Ele.

H IN O S S U G E R I D O S 33, 42, 4 6

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Gn 5 0 .2 5 Jo sé não se esqueceu da prom essa . v T e rç a - Êx 1.7 . ■ O crescim en to dos hebreus no Eqito Q u a r ta - Êx 1.11 A aflição dos hebreus Q u in ta - Êx 1.1 3 ,1 4 A op ressão do Povo Escolhido Sexta - J r 3 3 .3 Deus atende ao clam or do seu povo S á b a d o - Jó 4 2 .2 Os propósitos do Senhor ja m a is serão fru strad o s
L iç õ e s B í b l i c a s 3

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L E IT U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E Êxodo 1.1-14

IN T E R A Ç Ã O P reza d o p ro fe sso r, pela g ra ç a de D eus in ic ia m o s um n o vo a n o e um n ovo t r im e s t r e . E s tu d a r e m o s o se g u n d o liv ro do P en ta teu co , Êxod o. T erem o s a o p o rtu n id a d e ím p a r de co n h e ce r m a is a re sp e ito da lib e rta çã o de Is ra e l do ca tiv e iro eg íp cio e su a tra je tó ria pelo d e se rto ru m o à T e rra P ro m e tid a . O c o m e n ta r is ta d a s liç õ e s é o p a s to r A n to n io G ilb erto , C o n su lto r Teológico e D o u trin á rio da CPAD, m e m b ro da C asa de L e tra s Em ílio C onde, teólogo e e sc rito r. Que o Todo-Poderoso utilize ca d a lição p a ra a ed ifica çã o de se u s a lu n o s. Que D eus o a b en ço e.

1 - Estes, pois, são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa: 2 - Rúben, Simeão, Levi e Judá; 3 - Issacar, Zebulom e Benjamim; 4 - Dã, Naftali, Cade e Aser. 5 - Todas as almas, pois, que des­ cenderam de Jacó foram setenta al­ mas; José, porém, estava no Egito. 6 - Sendo, pois, José falecido, e todos os seus irm ãos, e toda aquela geração, 7 - os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multipli­ ca ram-se, e foram fortalecidos O B J E T IV O S grandemente; de maneira que a terra se encheu deles. Após esta aula, o aluno deverá estar 8 - Depois, levantou-se um novo rei apto a: sobre o Egito, que não conhecera a José, R e s s a l t a r os aspectos p rincipais do 9 - o qual disse ao seu povo: Eis que livro de Êxodo. o povo dos filhos de Israel é muito e D e lin e a r os aspectos biográficos de mais poderoso do que nós. 10 - Eia, usem os sabiam ente M oisés. para com ele, para que não se S a b e r que o z e lo p re c ip ita d o de multiplique, e aconteça que, vindo Moisés e sua fu g a não im pediram os guerra, ele também se ajunte com propósitos d ivinos em sua vid a. os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra. 11 - E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A afligirem com suas cargas. E edifi­ caram a Faraó cidades de tesouros, Professor, para esta prim eira aula suge­ rimos que seja feito um esboço geral do Pitom e Ramessés. livro de Êxodo. R eproduza o esquem a da 12 - Mas, quanto mais os afligiam, página seguinte no quadro de giz ou tire tanto mais se m ultiplicavam e cópias para os aluno s. Explique à classe tanto mais cresciam; de maneira que o vocábulo êxodo sig n ifica saída. que se enfadavam por causa dos M oisés é o autor do livro e, segundo a filhos de Israel. Bíblia de Estudo P en tecostal, o propósito 13 - E os egípcios faziam servir os dele ao e screver a obra foi o ferecer ao filhos de Israel com dureza; seu povo um registro perm anente dos 14 - assim, lhes fizeram amargar atos histó rico s e redentores de Deus. a vida com dura servidão, em Com ente com os alunos que alguns barro e em tijolos, e com todo o conceitos im portantes são enfatizados trabalho no campo, com todo o por Moisés no d ecorrer de todo o livro , seu serviço, em que os serviam com o por e xem p lo , a libertação da m or­ com dureza. te, da escravidão e da idolatria.

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4

L iç õ e s B í b l i c a s

I - O L IV R O D E E X O D O 1. Seu p r o p ó s it o . O v o c á ­ bulo êxodo sig n ifica sa íd a. O livro de Êxodo foi e scrito por M oisés e, Neste trim e stre estu d arem o s o se g u n d o liv ro das E s c ritu ra s segundo a Bíblia de Estu d o Penteco sta l, foi “escrito para que tiv é s ­ S a g ra d a s, Ê xo d o . N esta p rim e ira liç ã o , d e s t a c a m o s a a f l i ç ã o sem o s um reg istro p erm an en te p e la q u a l o p o v o dos ato s h is tó ric o s e re d e n to re s de D e u s , h e b r e u p a s s o u no PA LA V RA -CH A VE E g ito p o r 4 3 0 a n o s . p elo s q u a is Isra e l foi C a t iv e ir o : lib e rto do Eg ito ”. Este O povo e s c o lh id o do E sc ra v id ã o , s e r v i­ S e n h o r foi c ru e lm e n te livro fig u ra a redenção. dão d os h e b re u s o p r im id o p o r F a ra ó . Seg und o o D ic io n á rio p elo s e g íp cio s. P o ré m , D e u s j a m a is ^ W ycliffe, “o conceito de se e sq u e c e d as su a s libertação da m orte, da p r o m e s s a s . E le v e la p o r s u a e scravid ão e da id o latria é enco n­ P a la v ra . D ia n te d as a tro c id a d e s trado ao longo de todo o livro ” . c o m e t id a s p o r F a r a ó , os 2. A e s c r a v id ã o . O livro de is r a e lita s c la m a ra m a D e u s. O Êxod o foi e sc rito entre 14 5 0 e S e n h o r o u v iu a a fliç ã o do seu 1 41 0 a .C. Nesse livro vem os como p o v o e e n v io u um lib e r t a d o r os hebreus foram duram ente a fli­ p a ra r e d im i- lo s . V e re m o s ao gidos por Faraó (Êx 1 .1 4 ). Com o lo ng o d as liç õ e s que o liv ro de e sca p a r de tão grande opressão? Ê x o d o é o liv r o da re d e n ç ã o Para os israelitas seria im p o ssível. e fe tu a d a p elo S e n h o r. Som ente Deus poderia resgatá-los

INTRODUÇÃO

O L IV R O D E Ê X O D O
T í t u l o : ............................Êxodo. A u to r: .............................Moisés.

D ata e lo c a l: .................Aproxim adam ente 1450— 1410 a.C. Foi escrito no deserto,
durante a peregrinação de Israel, em algum lugar da península do Sinai.

P r o p ó s it o : .................... Registrar os acontecim entos da libertação de Israel do Egito e seu desenvolvim ento com o nação.

9

E s tr u t u ra : ..................... I. IsraeE no Egito (1.1— 13.20).
II. Israel no deserto (12.1— 18.27). III. Israel no Sinai (19.1— 40.38).

L u g a re s-c h a v e s: ......... Egito, Gósen, rio Nilo, Midiã, mar Vermelho, península do Sinai
e monte Sinai.

C a r a c t e r ís t ic a s : ..........Relata mais milagres do que qualquer livro do Antigo Testamento. V e rsícu lo -ch a v e :......... Êxodo 3.7,10.
....

P e ss o a s-c h a v e : ........... Moisés, Faraó, Miriã, Jetro, Arão. L u g a re s -c h a v e s : .........Egito, Gósen, rio Nilo, Midiã, mar Vermelho, penísula do Sinai
e monte Sinai.

> ----— .. ...... .......................................................................................................................................................... >
A daptado d a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPADr p. 82.

L iç õ e s B í b l i c a s

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e libertá-los do ju g o do inim igo. Som ente o Pai tam b ém poderia te r nos resg atad o do pecado e do m undo. C risto m orreu na cru z para nos lib ertar do poder do pe­ cado. Ele m orreu em nosso lugar. 3. C la m o r p o r lib e rta ç ã o . O povo hebreu, ao ser cruelm ente oprim ido pelos egíp cios, em g ran­ de an g ú stia clam ou ao Senhor, e a Palavra de Deus nos d iz que ouviu o Senhor o gem ido do seu povo (Êx 2 .2 4 ). Não desanim e! O Senhor ouve suas sú p licas e está atento às suas dores. Deus já e stava pro­ vid e n cia n d o um lib e rta d o r para o seu povo. Com o nos e n sin a a Verdade Prática d esta lição : “Os propósitos de Deus são im utáveis e se cum p rirão no tem po determ i­ nado por Ele”. S IN O P S E D O T Ó P IC O (1) M oisés é o autor do livro de Êxodo e, segundo a Bíblia de E s ­ tudo P entecostal, ele foi “escrito para que tivé sse m o s um registro perm anente dos atos h istó rico s e redentores de D eus, pelos quais Israel foi liberto do Egito”. RESPON DA 7. Q ual o p ro p ó s ito do liv ro de Ê xod o? II - O N A S C I M E N T O D E M O IS É S | I | | 1. O s i s r a e l i t a s no E g ito . Eles “fru tific a ra m , au m e n ta ra m m uito , e m u ltip licaram -se , e foram fo rta le c id o s g ra n d e m e n te , e a terra se encheu d e le s.” Estas m esm as bênçãos Deus têm hoje para a sua ig reja. O b se rve com atenção as segu intes p alavras do texto bíblico de Êxodo 1.7:
L iç õ e s B í b l i c a s

a) F ru tifica ra m , a u m en ta ra m m uito, m u ltip lica ra m -se (At 9 .3 1 ; Lc 1 4 .2 2 ,2 3 ). Este foi um cre sci­ m ento ve rtig in o so . Que Deus nos faça cre sce r na igreja em q uanti­ dade e q ualid ade. b) “Fo rta lecid o s g ra n d e m e n ­ t e ”. Na e s fe ra e s p ir it u a l, um a igreja deve sem pre fortalecer-se em C risto (1 Pe 5 .1 0 ; Fp 4 .1 3 ). Lem brem o-nos sem pre de que a n o ssa fonte suprem a e abundante de poder é o E sp írito Santo (Ef 3.1 6; Zc 4 .6 ). c) “A te rra se e n ch eu d eles". A ig reja p recisa se e n ch e r não só em d eterm in ad o d istrito , m u n icí­ pio, e stad o , região, país e c o n ti­ nente, mas em todo o m undo (Mc 16.1 5; At 1.8). 2. Um b e b ê é s a lv o da m o rte . Preocupado com o c re s ­ cim ento dos h eb re u s, Faraó deu um a ordem às p arte ira no Egito para que to d o s os m e n in o s is ­ ra e lita s re cé m -n a scid o s fo ssem m o rto s. Porém , as p arteiras eram te m en tes a D eus e não m ataram as cria n ça s (Êx 1 .1 7 ,2 1 ). Então, Faraó vo lto u à cena m acab ra, or­ denando aos eg íp cios que todos os m enino s dos heb reus fo ssem lançad os no rio Nilo (a fim de que se afo g asse m ou que fo ssem de­ vo rad o s por cro codilo s) (Êx 1 .2 2 ). Isso m o stra o q u a n to e sse rei era cruel e m alig no . A tu alm ente esta atrocidad e está g e n e ra liz a ­ da. M uitas cria n ça s estão sendo m o rta s, v ítim a s do ab o rto . É o in fa n ticíd io g e n e raliza d o e lega­ liza d o pelas a u to rid a d e s. O bebê M oisés foi sa lvo da m orte porque se u s pais eram tem en tes a D eus. P re cisa m o s de pais v e rd a d e ira ­ m ente cristão s para que possam z e la r pela v id a de se u s filh o s ,

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com o M oisés foi p re serva d o da m orte. Os p ais de M o isés, pela fé em D eu s, d e scu m p rira m as or­ dens do rei e e sco n d e ra m o bebê em ca sa (Hb 1 1 .2 3 ). Por m ais um m ilag re de D eus, o nenê M oisés co n tin u o u send o criad o p ela pró­ p ria mãe (Ê x 2.3-1 0 ). 3. A m ã e d e M o i s é s (Êx 6 . 20 ). jo q u eb ed e aproveitou cada m inuto que p asso u ao lado do seu filh o para ensiná-lo ace rca de Deus, da sua Palavra, do seu povo, do pecado, das prom essas divinas e da fé no C riad o r. Sem d ú vid a, é um e xem p lo a se r seg u id o . 4 . A F i l h a d e F a r a ó (Êx 2= 5,6). A filh a de Faraó desceu para se b an har no rio Nilo e teve um a g ra n d e s u rp re s a — h a v ia ali um cesto com um bebê. Não sabem o s com o, m as Deus tocou no coração da filh a de Faraó para que ad o tasse o m enino hebreu. C ertam en te a p rin ce sa sab ia das ordens do seu pai con tra os isra e ­ lita s. Porém , operando o Senhor, quem im pedirá? (Is 43.1 3). D e u s , em s u a b o n d a d e , usou a filh a de Faraó para que e n c o n tra s s e a lg u é m , a fim de c ria r o bebê M oisés. Tal p esso a foi ju sta m e n te Jo q ueb ed e, a mãe de M oisés (Ê x 2 .9 ). Há um a re­ co m p en sa para os pais p iedosos e o b ed ien tes. Você tem en sin ad o a P alavra de Deus aos seu s filh o s? Então, p ersevere em cond uzi-lo s no cam inho correto (Pv 2 2 .6 ). S IN O P S E D O T Ó P IC O (2 ) Moisés nasceu durante o pe­ ríodo em que Faraó ordenou que todos os m eninos israelitas recém-nasctdos fo ssem m ortos. Todavia, os pais de Moisés eram tem entes a

REFLEXÃO “O s p ro p ó sito s de D eus são im u tá veis e se cu m p rirã o no tem po d eterm in a d o p o r E le ." A ntonio G ilberto Deus e co n seg u iram , com a ajuda dEle, sa lva r o m enino. RESPO N D A 2 . Q u a l fo i a o rd e m de F a ra ó em re la ç ã o a o s b e b ê s m e n in o s is ra e lita s ? 3. Q uem tocou no co ra çã o da filh a ' de F a ra ó p a ra que ela a d o ta sse o E bebê M o isé s? III - O Z E L O P R E C I P I T A D O D E M O IS É S E S U A F U G A ( Ê X 2 .1 1 2 2 ) 1. M o is é s é le v a d o a o p a lá ­ cio (Êx 2 .1 0 ) . A p e sa r de te r sido adotado pela filh a de Faraó, Moi­ sés foi criad o por su a m ãe. Não sabem o s quanto tem po ele ficou na casa dos seus p ais, porém , em determ inad o tem po o m enino foi levado para o p alácio . Deus c u i­ dou de M oisés em cada etapa de sua vid a . Ele tam bém tem cuidado de vo cê. Todos os acontecim entos em sua v id a são parte do plano s do Senhor. Não d esanim e! Deve te r sido d ifícil para M oisés d e ixa r 1 a casa dos seus p ais. Entretanto, no tem po certo , ele o fe z . 2 . O p r e p a r o d e M o is é s (Êx 3 .9 ,1 0 ) . M oisés passou ju v e n tu d e no palácio real. Com o filho de um a p rin ce sa eg íp cia, ele fre q u e n to u as m ais re n o m a d a s universid ad es eg íp cias, inclusive a de Om (At 7 .2 2 ; Gn 4 1 .4 5 ). O Egito era então um a potência m und ial. Na e d u c a ç ã o s u p e r io r e g íp c ia
L iç õ e s B íb l ic a s 7

co n sta v a m , co n fo rm e a H istó ria e as d esco b e rtas arq u e o ló g icas, a d m in is tra ç ã o , a rq u ite tu ra , m a­ te m ática , astro n o m ia, engenh aria etc. Esse con hecim en to adq uirid o por M oisés, e em pregado com sa­ bed o ria, foi-lhe m uito útii em sua m issã o p o s te rio r de lib e rta d o r, condutor, e sc rito r e leg islad o r na longa jo rn a d a co n d u zin d o Israel no d eserto para a te rra de C anaã. D eus pode u tiliz a r n o ssas h a b ili­ dades ad q u irid as em benefício de su a obra. 3 . A f u g a d e M o is é s (Êx 2.1 1-22). M oisés foi criado com o egíp cio, porém , ele sab ia que era hebreu. Estava no Egito, m as não pertencia àquele lugar. Certo dia, ao v e r um egípcio m altratando um israe lita, Moisés tom ou as dores do seu povo e resolveu defender um de seus irm ãos. Moisés acabou m atando um hom em e enterrando o corpo na areia. Ele queria libertar seu povo pela fo rça hum ana, m as a libertação viria pelo poder divino e so b ren atu ral, para que ninguém d isse sse : “ Nós fize m o s, nós co n ­ se g u im o s.” M oisés, a ssim com o os dem ais heb reus, p recisava v e r e sa b e r que fo ra o Sen h o r que os lib e rta ra . Quem nos libertou da escravid ão do pecado? D eus. Som ente Ele p o d e ria q u e b ra r o terrível ju g o do pecado que estava sobre nó s. Não dem orou m uito para Faraó d e sco b rir que Moisés m atara um egípcio. Ele deveria ser preso e m orto. Então, com m edo, fugiu para Midiã (Ê x 2.1 5). Alt foi convidado para a casa de Jetro, um sacerd o te. M oisés casou-se com

um a das fithas de Jetro e c o n s ti­ tuiu um a fa m ília , longe da casa dos seus pais e do seu povo. Teve que ir para um lug ar d e sco n h e ­ cido e tornou-se um e stra n g e iro , m as tu d o fa z ia parte do plano de D eu s. Em M idiã, M oisés pôde co m p ro va r o cuid ad o p ro vid ente do Sen h o r por e le . T a lv e z vo cê te n h a que ir tam b é m p ara um lu g ar d ista n te , to d a v ia , não te ­ nha m edo. D eus e stá com v o cê . Pode ser parte do trein am ento do Sen ho r em sua v id a . S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 ) Moisés passou su a ju v e n tu d e no palácio real. Como filho de uma p rin cesa eg íp cia, ele frequentou as m ais renom adas un iversid ad es. M oisés e stava sendo preparado, por D eus, para lib ertar o seu povo e conduzi-lo até a Terra Prom etida. RESPON DA 4 . Na te n ta tiva p re cip ita d a de d e ­ fe n d e r seu povo, o que fe z M oisés? 5. De a co rd o com a lição quem nos lib e rto u da e scra v id ã o do p eca d o? CO N CLUSÃO Ao estudar os prim eiros anos da vid a de M oisés, vem os que o S e n h o r tem um p lano d e fin id o para cada filho seu. É nosso dever o b e d e c e r a D e u s, m e sm o com nossas im perfeições, assim como fez Moisés; conseguim os fa ze r isso pela poderosa presença em nós, do Espírito Santo, que Deus dá àqueles que lhe obedecem (At 5.32).

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L iç õ e s B íb l ic a s

r B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A

A U X ÍLIO B IB L IO G R Á F IC O I

S u b s íd io Bibliológico ! COHEN, Arm ando Chaves. Êxodo, i 1 .ed, Rio de Janeiro: CPAD, 1998. “ M o is é s na In fâ n c ia e co m o R e fu g ia d o (1— 2) j HAM ILTON, V icto r P. M a n u a l d o É im p o ssíve l d e ix a r de no tar ; P e n ta te u c o . 2 .e d . Rio de Janeia d iferença entre o fim do livro de [ ro: CPAD, 2 0 0 7 . G ênesis e os p rim eiro s v e rsíc u lo s de Êxodo em term os de atividade S A IB A M AIS d iv in a . Com sua vid a em risco , José dá testem unho da proteção de Deus R evista En sin ad o r C ristão sobre ele. A histó ria é tanto a res­ CPAD, n° 5 7, p .3 6 . peito de Deus com o de Jo sé . Tem -se, então, os sete p rim ei­ R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S ros v e rsíc u lo s de Êxodo, cobrindo 1. O propósito era “para que tivés­ nada m enos que 4 0 0 an o s. Durante semos um registro permanente dos todo esse período, não há q ualq uer re fe rê n cia e x p líc ita à atu ação de atos históricos e redentores de Deus, peios quais Israel foi liberto do Egito”. D eus (sem c o n sid e ra r o que fic a 2 . Que todo s os recém -n ascid o s im p lícito na p reservação e na e x ­ fossem m ortos. p lo são p o p u lacio n al de Israel no 3 . Deus. Egito (1 .7 ). Não surge ninguém que 4 . Moisés acabou matando um ho­ seja destacado pelas E scritu ra s. São mem e enterrando o corpo na areia. 5 . Deus. Somente Ele poderia que­ quatrocentos anos de silê n cio . Esse brar o terrível jugo do pecado que hiato é com parável ao período entre estava sobre nós. Noé e A b raão. Existem épocas em que Deus está perto (Is 5 5 .5 ) e épo­ cas em que sua presença é velad a. [...] A inda assim , não devem os p a ssa r tão rapidam ente pelos sete prim eiros ve rsícu lo s de Êxodo. Note que Êxodo 1.1 não co m e ça logo ap ó s G ê n e s is 5 0 .2 6 . O le ito r de Êxodo 1.1 é em v e z d isso , levado de vo lta no tem po até G ênesis 4 6 .8 . A m b as as genealo g ias ap resentam os filh o s de Jacó com o ‘filh o s de Isra e l’. A linhagem da alia n ça p assa através do novo nome dado a Jacó em Peniel” (HAMILTON, V icto r P. Ma­ n u a l d o P e n ta te u c o . 2 .e d . Rio de ja n e iro : CPAD, 2 0 0 7 , p .l 55).

.içõr.s B í b l i c a s

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A U X ÍL IO B IB LIO G R Á F IC O II
S u b s íd io H isto rio g ráfico “ O S ig n ific a d o d o Êxo do O Êxodo é o evento teológico e h istó rico m ais e xp re ssiv o do A ntig o Testam e n to , porque m ostra a m ag nificente ação de Deus em fa vo r do seu povo, um a ação que os co n d uziu da e scravid ão à liberdade, da frag m en tação à unidade, de um povo com um a pro­ m essa — os hebreus — à um a nação e stab elecid a — Isra e l. No livro de G ên esis encontram -se a introdução e o p ropósito, seguindo-se então todas as revelaçõ es su b se q u e n te s do A ntigo Te stam en to . Um reg istro que é ao m esm o tem po um com entário in sp irad o e um a exp o sição detalh ad a. Em últim a an álise, o êxodo serve com o um tipo de êxo do prom ovido p o rje s u s C risto , de fo rm a que ele se to rn a um evento sig n ifica tiv o tan to para a Igreja quanto para Isra e l” (M ERRILL, Eugene H. H is t ó r ia d e Is r a e l no A n tig o T e s t a m e n t o : O rein o de s a c e rd o te s que D eus colocou en tre a s n a çõ es. 6 .e d . Rio de Jan e iro : CPAD, 2 0 0 7 , p p .4 9 -5 0 ).

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Lição 2
12 de Ja n e iro de 2014

Um L ib e r t a d o r p a r a Is r a e l
T E X T O ÁUREO “E d isse D eus a M o isés: EU SOU o QUE SOU. D isse m a is: A ssim d irá s a o s filh o s de Is ra e l: EU SOU m e enviou a vó s” (Êx 3.14). V E R D A D E P R Á T IC A A s s im c o m o M o is é s , u s a d o p o r D e u s, lib e rto u Isra e l do c a tiv e iro , Í23 C ris to nos lib e rta da e sc ra v id ã o do == pecado e do m u nd o .

H IN O S S U G E R I D O S 4 5 8 , 4 5 9 , 4 6 7

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Hb 3 .3 C risto é su p e rio r a M oisés T e r ç a - Hb 3 .5 M oisés, um se rvo fiel Q u a r t a - Êx 2 .2 3 -2 5 Deus ouve o clam o r do povo Q u in t a - Êx 3 .1 0 Deus ch am a M oisés Sexta - Ex 4 .3 -8 Deus co n firm a a lid eran ça de Moisés com sin a is S á b a d o - Êx 5.1 M oisés diante de Faraó
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L E IT U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E Êxo d o 3.1 -9 1 - E a p a sc e n ta v a M oisés o reb a n h o de Je tro , seu so g ro , sacerdote em Midiã; e levou o rebanho a trá s do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe. 2 - E apareceu-lhe o Anjo do SE­ NHOR em uma cham a de fogo, no meio de uma sa rça ; e olhou, e eis que a sa rça ardia no fogo, e a sa rça não se consum ia. 3 - E Moisés d isse : A gora me v ir a r e i p a ra lá e v e re i e sta grande visão, porque a sa rça se não queima. 4 - E, vendo o SENHOR que se vira va p a ra lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sa rça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui. B 5 - E d isse: Não te chegues para S cá; tira os teus sapatos de teus ■ p és; porque o lugar em que tu estás é terra santa. 6 - Disse m ais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus. 7 - E disse o SENHOR: Tenho visto atentam ente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clam or por causa dos seus exatores, porque conheci as su as dores. 8 - Portanto, desci p a ra livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo su b ir daquela te rra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e m el; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do a m orreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jeb u seu . 9 - E agora, eis que o clam or dos filhos de Isra el chegou a mim, e 5 também tenho visto a opressão gk com que os egípcios os oprimem.
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IN T E R A Ç Ã O
Deus tinha um plano traçado para o seu povo através de Moisés. Este o conduziria até Canaã. Moisés foi dia a dia preparado e lapidado pelo Senhor para cum prir os propósitos divi­ nos. A form ação de um líder requer tempo, mas infelizmente muitos na atualidade não querem respeitar o momento de Deus. Vive­ mos em uma sociedade imedratista onde as pessoas não admitem mais esperar. O enfoque da lição de hoje é o preparo de Moisés para se torn ar o libertador do povo de Deus. Quando a ssu m iu a m issão de conduzir os israelitas pelo deserto, Moisés já havia sido preparado pelas universidades egípcias e pelo próprio Todo-Poderoso. O Deus que levantou Moisés não mudou, Ele continua a le va n ta r e p re p a ra r pessoa s para serem usadas na sua obra. Você está disposto a se rv ir m ais a Deus? O Senhor deseja usá-lo em sua obra para que m uitos sejam libertos da escravidão do pecado e da ignorância espiritual.

O B J E T IV O S Após esta aula, o aluno d everá e sta r apto a: C o m p r e e n d e r com o se deu a ch a ­ m ada e o preparo de M oisés. S a b e r q u a is fo ra m as d e s c u lp a s ap resen tad as por M oisés ao Senhor. A n a l i s a r com o foi a ap resen tação de M oisés a Faraó. O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Professor, reproduza o mapa da pági­ na seguinte. Utilize-o para m ostrar aos atunos o caminho que Moisés teve que percorrer de volta ao Egito. Ele andou aproxim adam ente 320 quilôm etros. Enfa­ tize que Deus chamou Moisés para uma importante Missão — libertar os israelitas do jugo da escravidão. Em obediência ao Senhor, Moisés voltou ao Egito. Muitas vezes Deus requer que voltem os de onde saím os. Porém, ao retornar, Moisés era um novo homem. Agora não agiria mais segundo as suas forças, mas em obediên­ cia restrita a Deus.

e cham ou Moisés para libertar seu povo, ele estava pastoreando o ve ­ IN T R O D U Ç Ã O lhas — um excelen te aprendizado para quem m ais tarde iria ser o Um líder cristão não é feito da p astor do povo de D eus, Israel (SI noite para o dia. É preciso que sua 7 7 .2 0 ). É Deus que cham a e separa lid eran ça seja am ad u recid a pelo aqueles que vão d irig ir seu reba­ tem po. Na lição de hoje, verem os nho, e Ele continua vocacio nando que Moisés foi preparado lentam en­ e capacitando para o santo m in is­ te pelo Senhor ao longo dos anos tério . O Senhor cham a, mas cabe até que se tornasse o libertador do ao hom em cuid ar do seu preparo seu povo. Moisés era um homem para ser útil a Deus. m anso e ao que parece g PA LA V RA -CH A VE O que m u ito nos não era muito eloquente, edifica no versículo seis porém Deus viu que ele L ib e r t a d o r : é Deus identificar-se não seria obediente e capaz O que lib e rta ; que de libertar o seu povo da co n ced e a lib e rd a d e . som ente como “o Deus de Abraão e o Deus de escravidão egípcia. Isaque”, mas igualmente I - M O IS É S - S U A C H A M A como “o Deus d ejacó ”. Ele é, portan­ DA E SEU PREPA RO to, o Deus de toda graça, com paixão ( Ê X 3.1 17) e paciência, uma vez que Jacó teve 1. D eus cham a o seu esco ­ sérios incidentes negativos na sua lh id o . Quando o Senhor escolheu vida em geral (1 Pe 5.1 0;Jo 1.14,1 6).
O CAM INHO DE VO LTA AO E G IT O

Extraído- d a BibTia d e Estudo Aplicação Pessoal, CPAD. p . 89.

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REFLEXÃO “D eus p o d e , se g u n d o o seu q u e re r, a g ir d ire ta m e n te . C ontu do, o se u m éto d o é u s a r h o m en s e m u lh e re s ju n t o a o s s e u s se m e lh a n te s ”. A n to n io G ilb erto 2. O p r e p a r o d e M o isé s (Êx 3.10-15). M oisés foi cham ad o e recebeu tre in a m e n to da parte de Deus para que c u m p risse sua m is s ã o com ê x it o . D e u s a in d a ch am a e p re p ara seu s s e rv o s . T a l­ v e z Ele o e ste ja ch am an d o p ara a re a liza çã o de um a o b ra. Qual será su a resp o sta? M o isés e x p e rim e n to u o s i­ lêncio e a so lid ão do d e serto em M idiã (Ê x 3.1). Em sua p rim e ira e tap a de 40 ano s de v id a v iv e u no p alácio real e fre q u e n to u as m ais reno m ad as u n iv e rsid a d e s. O co n h ecim e n to ad q u irid o por M oi­ sé s, e em p reg ad o com sa b e d o ria , foi-lhe m uito útil em sua m issão de lib e rta d o r, co n d uto r, e sc rito r e le g isla d o r na long a jo rn a d a c o n ­ d u zin d o Israel no d e se rto . 3. O o b j e t i v o d a c h a m a d a d i v i n a (Ê x 3 .1 0 ). O p ro p ó sito d iv in o era a sa íd a do povo de Is­ rael do Egito lid e ra d a p o r M oisés. D eus p ode, seg u n d o o seu q u e ­ rer, a g ir d ire ta m e n te . C o n tu d o , o seu m étodo é u sa r h o m e n s e m u lh e re s ju n to ao s se u s s e m e ­ lh a n te s. H o je, em re la ção a m u i­ ta s ig re ja s, D eus e stá d ize n d o à se u s d irig e n te s: “T ir a o ‘ E g ito ’ de d entro do meu p o vo ”. É o m undan ism o en tre os c re n te s, na te o ria e na p rá tic a ; no v iv e r e no agir, e n fra q u e ce n d o e co n ta m in a n d o j^ a^ g reja. É Israel q u e re n d o v o lta r
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p ara o Egito (Ê x 16.3; 17.3). D eus com m ão p o d e ro sa tiro u Israel do Eg ito , m as não tiro u o ‘ E g ito ’ de d e n tro d e le s, p o rq ue isso é um ato v o lu n t á r io de c a d a c re n te q u e, q u e b ra n ta d o e c o n sa g ra d o , re co rre ao E sp írito San to . “C e rta m e n te eu serei c o n ti­ g o ” (v. 12). Isso era tud o o que M oisés p re c isa v a com o líd er e s­ p iritu a l do povo de D e u s. Hoje, m u ito s já p e rd e ram e ssa d iv in a p re se n ça em su a v id a e em seu m in isté rio , p o r ach arem que são alg u m a co isa em si m esm o s, daí, a o p eração do E sp írito Santo c e s­ sa r em sua v id a . Paulo e xcla m o u : “Nada so u ” (2 Co 12.11). Tudo que tem o s ou so m os na o b ra de D eus vem dEle (1 Co 3 .7 ). S IN O P S E D O T Ó P I C O (1 ) M oisés foi ch a m a d o e p re ­ p arad o p o r Deus p ara que c u m ­ p risse sua m issão com e xce lê n cia. RESPO N DA J. Q u a l e ra a a tivid a d e que M oisés e sta v a e x e rce n d o q u a n d o D eus o ch a m o u p a ra lib e rta r seu povo? 2. Q ual fo i o o b jetivo da ch a m a d a d iv in a na vid a de M oisés? II - AS D ESCULPAS D E M O IS É S E A SU A V O LT A P A R A O E G IT O 1, O r e c e io d e M o i s é s e s u a s d e s c u l p a s . O M oisés im ­ p u lsiv o que m atou o e g íp cio e o e n te rro u na a re ia j á não e x is tia m a is . Ele h a v ia sid o m u d ad o e m o ld a d o p e lo S e n h o r, e a g o ra p re c is a v a c re r não no seu p o ten ­ c ia l, m as no S e n h o r que o ch a m a ­ ra . Ao se r ch a m a d o pelo S en h o r p ara ser o lib e rta d o r dos h e b reu s,

M oisés ap resen tou alg u m as d e s­ cu lp as — “eles não vão c re r que o Senho r me e n v io u ”; “não sou e lo q u e n te ”. Q u a n ta s d e sc u lp a s tam bém não dam os quando Deus nos cham a para um trab alh o es­ p ecífico? A s e scu sa s de M oisés, assim com o as n o ssa s, nunca são aceitas pelo Senhor, pois Ele co ­ nhece o m ais p rofundo do nosso ser. Se o Senho r está cham ando v o cê para um a o b ra, não tem a e não p erca tem po com d e scu lp a s. C o n fie no S e n h o r e não q u e ira a c e n d e r a ira d iv in a com o fe z M oisés, que tentou p ro te lar sua c h a m a d a d an d o u m a s é rie de d e scu lp a s a Deus (Ê x 4.14). 2. D eu s co n ced e p o d e re s a M o i s é s . A fim de e n c o ra ja r M o isés e c o n firm a r o seu c h a ­ m ad o , o S e n h o r re a liz a a lg u n s s in a is (Ê x 4.1-9). Da m esm a fo r­ m a Deus a in d a d e m o n stra sin a is p ara nos m o stra r o seu p o d er e a su a v o n ta d e . 3. O r e t o r n o d e M o is é s . M oisés não revelou ao seu sogro Jetro o que ele fa ria no Egito. A in ­ da não era a hora ce rta para isso. O líd er p re cisa sab e r o m om ento adequado para re ve lar seus pro­ je to s . Entretanto , M oisés não po­ d eria p a rtir sem o con sentim ento de sua fa m ília , assim ele d isse a Jetro que iria ao Egito re ve r seus irm ão s: “Eu irei agora e to rn arei a m eus irm ãos que estão no Egito, para ver se ainda v iv e m ” (Êx 4.18). Jetro prontam ente liberou M oisés d iz e n d o : “Vai em p a z ”. M oisés não saiu sem a bênção dos seus p aren tes. Para re a liz a r a obra de Deus o líd er p recisa ter o apoio e coo p eração da su a fa m ília . Se você ainda não o tem , ore a Deus nesse sentid o.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Deus não aceitou as escu sas de M oisés. Ele tam bém não a ce i­ tará as n o ssas, pois Lie conhece o m ais profundo do nosso ser. RESPO N D A 3. Q u a is fo r a m a s d e s c u lp a s de M o isés ao s e r ch a m a d o peto S e n h o r? 4. O que D eus fe z p a ra e n c o ra ja r M oisés? III - M O I S É S S E A P R E S E N T A A F A R A Ó ( Ê X 5.1-5) 1. M o isé s d ia n te d e Faraó. Chegando ao Egito, Moisés e seu irm ão Arão procuraram Faraó para com unicar-lhe a vontad e de Deus para o povo de Israel. Quão difícil e arriscad a era a tare fa de M oisés. A pós o encontro que já tiv e ra com Deus, ele estava preparado para apresentar-se ao rei do Egito. Faraó recusou de im ediato o pedido de M oisés. A lém de re c u sa r d e ix a r o povo ir e m b o ra , Faraó ag o ra aum enta o volum e de trabalho do povo (Ê x 5 .8 ,9 ). Moisés fe z tudo com o Deus lhe o rd enara, porém , sua obediência não im pediu que ele e seu povo so fressem . T alvez v o cê e ste ja re a liz a n d o a lg u m a o b ra em o b e d iê n cia ao S en ho r, m a s isto não v a i im p e d ir q ue su rja m d ific u ld a d e s , p ro b le m a s e afliçõ es. Esteja preparado. Não á p o d em o s nos e sq u e c e r de q u e |F “por m uitas trib u la çõ e s nos im ­ p o rta e n tra r no Reino de D eu s” (At 14.22). Enquanto e stive rm o s neste m undo, estam os sujeitos às dificuldades Qo 16.33). 2. A q u e ix a d o s is r a e l i t a s (Êx 5 .2 0 ,2 1 ). O povo hebreu fica descontente com M oisés e Arão
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como os egípcios, teriam a opor­ e lo g o c o m e ç a m a m u rm u ra r. tunidade de ver o poder de Deus. C ertam ente todos esperavam que a saíd a do Egito fo sse im ed iata. S IN O P S E D O T Ó P IC O (3 ) Mas este não era o piano de D eus. M oisés, aflito com a piora da situ a­ Depois do encontro que Moi­ ção , b u sca o Senho r e fa z v á ria s sés tiv e ra com D eus, ele estava in d a g a ç õ e s . Q uem de nós em finalm ente preparado para apre­ se m e lh a n te s situ a çõ e s, estand o sentar-se ao rei do Egito. em o b e d iê n cia a D eu s, na v id a c ristã e no trab alh o , já não ind a­ RESPO N DA gou: “Por que Sen h o r?” M oisés 5. C h eg a n d o ao E g ito , M o isés e não co n se g u ia e n te n d e r tudo o A rã o fo ra m até Fa ra ó . O que eies que estava o co rrend o, m as Deus fo ra m c o m u n ica r ao re i do Egito? e sta va no co n tro le. À s v e ze s não con seg uim os entend er o m otivo CO N CLUSÃO de ce rta s d ificu ld ad e s, m as não Na liçã o de h o je a p re n d e ­ podem os d e ix a r de cre r que Deus m os co m o o g ra n d e “ Eu S o u ” está no com ando de tudo. e s c o lh e u e p r e p a r o u M o is é s 3. D e u s prom ete liv ra r se u p ara que ele lib e rta s s e seu povo povo (Êx 6-1), A saída de Israel do d a e s c r a v id ã o e g íp c ia . D e u s Egito seria algo sobrenatural e esta c o n tin u a a le v a n ta r e p re p a ra r prom essa foi totalmente cum prida h o m en s p ara a sua o b ra . Você quando Israel, finalm ente, saiu do e stá d isp o sto a se r usado pelo Egito. Deus, nos seus atributos e Senhor? M oisés ap rese n to u a lg u ­ prerrog ativas, ia agora redim ir o m as d e s c u lp a s , m as não fo ram povo de Israel (v. 6), adotá-lo como a c e ita s . Não p e rca tem p o com ju s t ific a t iv a s , m as d ig a “s im ” ao seu povo (v. 7), e introduzi-lo na Ter­ ch am ad o de D e u s. ra Prometida. Todo o Israel, assim

REFLEXÃO “À s vezes não co n se g u im o s e n te n d e r o m otivo de c e rta s d ificu ld a d e s, m a s não p o d em o s d e ix a r de c r e r que D eus e stá no com ando de tu d o ." A ntonio G ilberto

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A U XÍLIO BIBLIO GRÁFICO I
S u b s íd io B ib lio ló g ic o

R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S

1 . Ele estava apascentando as o ve­ lhas do seu sogro. 2 . O objetivo da cham ada d ivin a na v id a de Moisés era fa z e r o povo de Israel sair do Egito. 3 . “Eles não vão crer que o Senhor me en vio u ”, “não sou eloquente”. 4 . A fim de encorajar Moisés e confir­ m ar o seu cham ado, o Senhor realiza alguns sinais (Êx 4.1-9). 5 . A vontade de Deus para o povo de Israel.

“O E n co n tro en tre D e u s e M o is é s (3 — 5) O term o h eb raico para ‘s a rç a ’ ( se n e h ) só aparece no A n tig o T e s­ tam ento aqui e em D euteronôm io 3 3 .1 6 , q u an d o M o isés ca n ta que Deus era ‘[aquele] que h ab ita va na sarça (ard ente)’. Quão oportuno que as ú ltim as p alavras de M oisés reg is­ tra d a s nas E scritu ra s se ja m , entre o u tra s c o is a s , so b re -se u p rim eiro encontro com D eus na sa rça a rd e n ­ te! E ssa p alavra h eb raica fa z so ar e fa z le m b ra r a p alavra ‘S in a i’ {s n y e snh ). Por duas v e z e s , Deus apareceu a M oisés de fo rm a in can d e sce n te . P rim eiro em um a sn h (cap ítu lo 3), dep o is no s n y (cap ítu lo 19). Deus co stu m a a p a re ce r nos lo ca is m ais in e sp e ra d o s, com o em um a sa rça. Foi p ró xim o a um arb u sto que Ele ap areceu para A g ar (Cn 2 1 .1 5 , com um a ou tra p alavra h eb raica para ‘ar­ b u sto ’, ( sia h )) e foi em um a rb u sto , ou sa rç a , que ap areceu pela p rim e i­ ra v e z a M oisés. Falando em lugares in esp erad o s, ta lv e z seja p ossível e s­ ta b e le ce r um a an alo g ia entre o anjo de Deus que ap areceu no m eio do nad a p ara o p asto r M o isés, fa ze n d o um im p o rtante a n ú n cio ; e os anjo s que apareceram diante de um grupo de p a sto re s, no m eio do nada, a fim de fa z e r um im p o rtan te an ú n cio (Lc 2 .8 -2 0 )” (H AM ILTO N , V ic to r P. M a­ n u a l d o P e n ta te u c o . 2 .e d . Rio de Ja n e iro : CPAD, 2 0 0 7 , p. 160).

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AUXILIO BIBLIOGRÁFICO II
S u b s íd io T e o ló g ic o “ C a p a c it o u e t r a n s f o r m o u o s e u c a r á t e r O se r hum ano d eve re co n h e ce r a su a d e ficiê n cia em re a liz a r a obra de D eus com p e rfe içã o . M o isés, re co n h ecen d o a su a in c a p a ­ cidad e de fa z e r o que o Se n h o r lhe o rd e n a ra , relutou e perguntou hum ild em en te: ‘Q uem sou eu?’ (Ê x 3 .1 ). C e rtam en te o valen te e afoito prín cip e herd eiro do tro no e g íp cio sentia-se in ca p a z de c u m p rir a ordem do Senhor, pois m u ito s ano s se h aviam p a ssa d o , e ele pouco ou nada sa b ia so b re o Egito de en tão . E, d e p o is, v o lta r ao país de origem p ara lib e rta r seu povo da e scra v id ã o se ria um a m issã o m u i­ to á rd u a . A ssim se n d o , p re fe riria fic a r no d e se rto p asto rean d o os reb an ho s de seu so g ro . Sentia-se m ais ú til. Além d isso , a rejeição de seu s irm ão s o ab atera fo rte m e n te . C om o se v ê , o tem po p a ssa ra e tu d o h a v ia se tra n sfo rm a d o ; o hom em ta m b é m . C o n tu d o , o Todo-Poderoso p e rm a n e ce ra im u tá v e l, pois nEle não há so m b ra de v a ria ç ã o . M oisés sen tiu -se d e sa n im a d o , m as D eus o fo rta le c e ra , d iz e n d o : ‘Eu serei co n tig o ’ (Ê x 3 .1 2 - 1 5 ). A p ro m essa d a p re se n ça real de D eus é a re sp o sta p ara tod a fra q u e z a h u m a n a ” (CO H EN , A rm an d o C h a v e s. C o m e n t á r io B íb lic o Ê x o d o , ed. Rio de Ja n e iro : CPAD , 1 9 9 8 , p .3 2 ).

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Lição 3
79 de Ja n e iro de 2 0 1 4

D iv in a s e a s P r o p o s t a s A r d ilo s a s de F a r a ó
T E X T O AUREO ‘R e v e .sti-v o s de to d a a a r m a d u r a de D e u s, p a r a q u e p o s s a is e s t a r f ir m e s c o n t r a a s a s t u t a s c ila d a s d o d ia b o ” ( E f 6 .1 1 ). V E R D A D E P R Á T IC A C om o sa lv o s por C ris to , podem os p ela fé v e n c e r o D iabo em su as in ­ v e s tid a s co n tra n ó s.

As P r a g a s

H IN O S S U G E R I D O S 107, 2 1 2 , 531

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - 1 C o 1 5 .5 7 D eus que nos dá a v itó ria T e r ç a - 2 C o 2 .1 4 Deus nos fa z triu n fa r em C risto Q u a r t a - 2 C o 1 1 .1 4 Satanás en g an a pela im itação Q u in t a - 1 T m 4.1 D o u trin as fa lsa s vêm de d em ô n io s S e x ta - J o 8 .4 4 A m e n tira procede do Diabo S á b a d o - 1 T s 2 .1 8 Satanás co m b ate a o b ra de D eus
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Fa ra ó e ra p e rv e rso e não tinha in ten ­ ção algu m a de lib e rta r os h e b re u s. D iante da re cu sa dele, D eus enviou v á ria s p ra g a s ao Egito (Êx 3 .1 9 ,2 0 ). Êxodo 3 19 - Eu sei, porém , que o rei do Q ual e ra o p ro p ó sito divin o ao e n v ia r Egito não vos d eixa rá ir, nem a s p ra g a s 7 O o b jetivo e ra o ju lg a m e n ­ to co n tra o g o vern o de Fa ra ó e seu ainda por uma mão forte. 20 - Porque eu estenderei a mi­ povo e um ju íz o co n tra o g en era lizad o nha mão e ferire i ao Egito com culto id ó la tra egípcio. todas as m inhas m aravilhas que Para in tro d u z ir a lição, fa ça um re ­ fa re i no meio dele; depois, vos su m o d a s te rrív e is p ra g a s que a r r a ­ deixará ir. sa ra m o Egito. D epois , exp liq u e que a Êxodo 7 p a r t ir da seg u n d a p ra g a (a d a s rã s, 4 — F a ra ó , p o ré m , não vos o u v i­ Êx 8.1 -I 5), Fa ra ó p a sso u a fa z e r um a rá ; e eu porei a mão sobre o Egito sé rie de p ro p o sta s a rd ilo sa s e d e stru i­ e tirarei os meus exércitos, o meu d o ra s a M oisés e a seu a u xilia r, A rã o . povo, os filhos de Israel, da terra P recisa m o s de d iscern im en to a fim de do Egito com grandes ju ízo s. não a c e ita r a s a rd ilo sa s p ro p o sta s de 5 - Então, os egípcios saberão ■ S a ta n á s p a ra nós, ig re ja do Senhor. que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tira r os filhos de Isra el do meio O B J E T IV O S deles. Após esta aula, o aluno deverá estar Êxodo 8 apto a: 8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR A n a l i s a r as p rag as d e fe rid a s e a que tire a s rã s de mim e do p rim eira proposta de Faraó. meu povo; depois, deixarei ir o S a b e r que assim com o Faraó, Sata­ povo, para que sacrifiquem ao SENHOR. nás não d esiste facilm en te. 25 - Então, chamou Faraó a Moi­ sés e a A rão e disse: Ide e sa cri­ D is c u t ir a proposta fin al de Faraó. ficai ao vosso Deus nesta terra . Êxodo 10 8 - Então, Moisés e A rão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, se rv i ao SENHOR, * vosso Deus. Q uais são os que O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A * hão de ir? I 1 - Não s e rá a s s im ; a n d a i Professor, reproduza o quadro da pági­ agora vós, varões, e servi ao SE ­ na seguinte conform e as suas p o ssibi­ lidades. Em classe, juntam ente com os NHOR; pois isso é o que pedistes. alunos, com plete a segunda coluna. De­ E os lançaram da face de Faraó. bata com a turm a as propostas de Faraó 24 - Então, Faraó chamou a Moi­ e as suas consequências, caso Moisés sés e d isse: Ide, servi ao SENHOR; as aceitasse. Conclua enfatizando que, somente fiquem vossas ovelhas e como salvo s por C risto , podemos pela vossas vacas; vão também con­ fé nEle sem pre vencer o Diabo em suas vosco as vossas crianças. in vestid as contra nós. Êxodo 3 .1 9 ,2 0 ; 7.4,5; 8 .8 ,2 5 ; 10.8,1 1,24

'r rr'irinM M — — L E IT U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E
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1N T E R A Ç Ã O _______________

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INTRODUÇÃO

I - A S P R A G A S E N V IA D A S E A P R IM E IR A P R O P O S T A DE FARAÓ

1. P r a g a s a t in g e m o E g ito D eu s h a v ia d e c la ra d o q u e (Êx 7.19— 1 2.33 ). Deus ordenou se F a ra ó n ão d e ix a s s e o se u que M oisés e A rão fo sse m até o povo sa ir do Egito, Ele fe riria os p a lá cio de Faraó p ara p ed ir-lhe e g íp cio s com v á ria s p ra g a s (Ê x que d e ix a s s e o povo heb reu par­ 3 .1 9 ,2 0 ). Em Ê xo d o 7 .4 ,5 , D eus tir. D ia n te de Faraó M o isés fe z reitero u o e n vio de fla g e lo s te r­ alg u n s m ila g re s, p ara rív e is so b re o E g ito , P A LA V R A -C H A V E que este co n te m p la sse os q u a is tin h am com o um a a m o stra do poder p ro p ó sito s: ju lg a r ta n ­ P ro p o sta: do A ltíssim o e lib e ra s­ to o g o v e rn o q u a n to A q u ilo q u e se se o p o v o de D e u s . o povo por seus ato s, p ro p õ e ; s u g e s tõ e s Faraó era co n sid e ra d o e tam b é m a p re s s a r a de F a ra ó ao p o v o um d e u s, por isso foi | s a íd a d o s h e b re u s e d e D eu s. n e c e ssá rio que M oisés * m o s t r a r o p o d e r de se a p re se n ta sse diante I D eus sobre os d eu ses d e le co m s in a is e m a r a v ilh a s . I e g íp cio s. P o ré m , F a ra ó e n d u re c e u o se u 1 A p a rtir da o co rrê n cia da se ­ c o r a ç ã o e n ão d e ix o u o p o v o gunda praga (a das rã s, Ê x 8.1-15), p a rtir (Ê x 7 .13,1 4 ,2 2 ; 8 .1 5 ,1 9 ,3 2 ; Faraó p a ssa a fa z e r um a série de 9 .7 ,3 4 ,3 5 ; 4 .2 1 ; 7.3; 9.12; 10 .1,27; p ro p o stas a rd ilo sa s e d e stru id o ­ 11.10; 1 4 .4 ,8 ,1 7 ). Com receio das ras a M oisés e A rã o . Na lição de p ra g as que j á e sta va m atin g in d o hoje estu d arem o s o am b iente e as d u ram e n te o Eg ito, Faraó decid e P c irc u n stâ n c ia s em que o co rre ram fa z e r alg u m a s p ro p o sta s a rd ilo ­ as p rag as e as p ro p o stas de Faraó sas p ara M oisés e A rão . ao povo de D eu s.
A S PRO P O STA S D E FA RA Ó A O PO VO D E D EU S AS PR O P O STA S
“Ide, sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Êx 8.25).

AS C O N SEQ U ÊN C IA S

“Somente que indo, não vades longe” (Êx 8.28).

“Deixai ir os homens” (Êx 10.7).

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“Ide, servi ao Senhor; somente fiquem ovelhas e vossas vacas“ (Êx 10.24).

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jg p ^ re su lta ria em o povo de Deus sa ir do Eg ito , m as o Eg ito não s a ir d eles, com o acontece ainda hoje com o crente m undano (Tg 4 .4 ,5 ; 1 Jo 2.15). A ssim fe z a m u lh er de Ló, que saiu de Sodom a m as não tirou Sodom a do seu co ração e da su a m en te, e p erd eu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32). O p ro pó sito de Faraó ao o rd e n ar “não vad es lo n g e” era v ig ia r e c o n tro la r os p asso s do povo de Isra e l. “Não v a d e s lo n g e ” s ig n if ic a p a ra o crente hoje o ro m p im ento parcial com o pecado e com o m undo . É a v id a c ris tã sem p ro fu nd id ad e, sem e xp re ssã o e por isso sem pre v u ln e rá v e l. “ Não vad e s long e” (Ê x 8 .2 8 ) equivale ao crente v iv e r sem co m p ro m isso com D e u s, com a d o u trin a do Senhor, com a ig reja, com a sa n tid ad e . É a v id a cristã s u p e rfic ia l, sem c o n sa g ra ç ã o a Deus e ao seu se rv iç o . 2. A t e r c e ir a p r o p o s t a de F a r a ó (Êx 10.7). Essa p ro po sta ating ia os chefes de fa m ília e d e­ m ais adultos. Os dem ais m em bros da fa m ília fic a ria m no Egito. O povo de Israel v iv ia o rg an izad o por fa m ílias e casas paternas (Êx 6.14,15,17,19). A fam ília é u n ive r­ s a lm e n te a u n id a d e b á s ic a da S I N O P S E D O T Ó P I C O (1) sociedade hum ana. A saíd a parcial Diante das p rag as que a tin ­ do povo, com o queria Faraó, re­ giram d uram ente o Egito, Faraó su ltaria no fracio n am en to e fra g i­ a p re se n to u a lg u m a s p ro p o sta s lização das fa m ília s, divid indo-as. * a rd ilo sa s p ara M oisés e A rão . O p ro p ó sito de D eus é sem p re abençoar toda a fam ília, no sentido RESPO N D A de que ela seja sa lva , unida, coesa, fo rte , fe liz e saud ável. 1. Q u a l fo i a p r im e ir a p r o p o s t a A p ro p o sta de Faraó tra ria de F a ra ó ? re su ltad o s n e fasto s para o povo II - F A R A Ó N Ã O D E S I S T E de D eus. V ejam o s: a) F a m ília s sem o g o vern o 1. A se g u n d a p ro p o sta dos p ais, sem p ro visã o , sem p ro ­ d e F a r a ó (Ê x 8 .2 8 ) . “Som en te te ção , sem d ireção . que indo, não vad e s long e”. Isso 2. A p r im e ir a p r o p o s t a I (Êx 8 .2 5 ). Esta p ro p o sta e x ig ia que Israe l c u ltu a sse a D eus no próprio Egito, em m eio aos fa lso s d e u se s. O e cu m en ism o tam bém p arte deste p rin c íp io , p o ré m , a P a la v ra de D eus nos e x o rta : “ E ser-m e-eis sa n to s, porque eu, o Senhor, sou san to , e separei-vos dos povos, para se rd es m eus” (Lv 2 0 .2 6 ). A p ro p o sta de Faraó era para Israel s e r v ir a Deus sem q u al­ q uer sep aração do m al. T o d a v ia , “sem sa n tifica çã o ninguém v e rá o Senhor” (Hb 12.14). Um povo se p a­ rado por Deus e para D eus, e ao m esm o tem po m istu rad o com os ím p ios e g íp cio s, com o sendo um só povo, se ria um a ab o m in ação ao Senhor. Deus req uer san tid ad e do seu povo. Nestes últim os dias antes da v o lta de C risto , o pecado sob to d a s a s fo rm a s a vo lu m a se por to d a a p a rte , com o um rolo co m p re sso r. Esta é um a das c a u sa s de h a v e r ta n to s cre n te s frio s e sp iritu a lm e n te : “ E, por se m u ltip lica r a in iq u id ad e, o am or de m uitos se e sfria rá ” (Mt 24.12). P re c is a m o s s e r m a is s a n to s e co n sag rad o s a Deus!

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L i ç õ e s B íb l i c a s

b) M aridos sem as e sp o sa s; h o m e n s v ia ja n d o no d e se rto e as cria n ç a s sem os p a is. O Diabo q u e r a ru ín a do c a sa m e n to (Ê x 1.16). O rem o s por um avivam ento e sp iritu al so b re os c a sa is que se rve m ao Senhor. c) M iscigenação d e vasta d o ra . Os jo v e n s de Israel so zin h o s no d eserto a cam in h o de C an a ã se ca sa ria m com m oças p ag ãs, id ó ­ la tra s. Por sua v e z , as jo v e n s d e i­ xa d a s no Egito se ca sa ria m com os in c ré d u lo s e g íp c io s . E n fim , h a v e ria p erd a de identidade dos h eb reus com o povo do Senhor.

com v o cê , atenda-o. Não resista! Muitos já v iram e e xp e rim e n taram os m ila g re s do S e n h o r, p o ré m , seus co raçõ es perm anecem duros e in fle x ív e is , com o o de Faraó . Lem b re-se de que há um preço alto a se p ag ar por não se d ar atenção ao que Deus fa la. 2. A q u a r t a e últirtia p r o ­ p o s t a . A situ a çã o era tão c a ó tica no E g ito q u e o p ró p rio F a ra ó p ro cu ro u M oisés (Ê x 10.24) e fe z a su a ú ltim a p ro p o sta : “ Ide, se rv i ao S e n h o r; so m e n te fiq u e m as o v e lh a s e v o s s a s v a c a s ” (v. 24). A o ve lh a e a v a c a eram a n im a is c e rím o n ia lm e n te “ lim p o s ” p a ra S I N O P S E D O T Ó P I C O (2 ) o fe re n d a s de s a c rifíc io s a Deus na é p o ca da Lei (c f. 1 Pe 2 .2 5 ; “Não vad e s long e”, sig n ific a Hb 13.15,16). Sem as o v e lh a s e p ara o crente ho je, o ro m p im en to v a c a s não h a v e ria s a c r if íc io s . p a rc ia l com o p e cad o e com o Não h a v e ria e n tre g a ao S enho r. m undo. Seg u n d o a B íb lia E x p lic a d a , esta p ro p o s ta ta m b é m s ig n ific a “os RESPO N D A n o s s o s n e g ó c io s e in t e r e s s e s 2. D e scre v a a se g u n d a p ro p o sta m a t e r ia is , não s a n t if ic a d o s e de Faraó. não su je ito s à v o n ta d e de D e u s” y (1 0 .2 4 ). O c re n te p re c is a v iv e r 3. Q ual foi a te rce ira p ro p o sta de F a ra ó ? um a v id a d ig n a , não só d ian te de D eu s, m as tam b ém diante dos 889 - A P R O P O S T A hom ens (2 Co 8.21). A santidade é F IN A L D E F A R A Ó um im p e ra tiv o na v id a do c ristã o 1. A s i t u a ç ã o c a ó t ic a d o até m esm o nos n e g ó cio s. E g it o . A p ra g a d as tre v a s a c a ­ S I N O P S E D O T Ó P I C O (3 ) b ara de o co rre r, e todo o Egito d urante trê s d ias seg u id o s fico u A ca d a p raga o co raçã o de sem lu z . Só h avia lu z nas c a sa s Faraó se to rn ava m ais end urecido. dos hebreus (10.21-23). Faraó teve Ele esco lh eu re sistir a Deus e teve m uitas o p o rtu n id a d e s, m as não seu país d e va sta d o p eias p ra g as. deu o u vid o s à v o z do Sen h o r e não atendeu aos ap elos de M oi­ RESPO N D A sés. A cad a praga o co ração de 4 . Q u a l fo i a p ro p o s ta fin a l de Faraó se to rn ava m ais end urecid o. F a ra ó ? O rei do Egito esco lheu re s istir a 5. QuaJ deve s e r a a titu d e do c r is ­ D eus e teve seu país d e vasta d o tão ante à s m a ld ita s e tra iço e ira s pelas p ra g as. Quem pode re s istir p ro p o s ta s do M aligno? ao Senhor? Se Deus e stá falan d o
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CO N CLUSÃO A a titu d e do c r is t ã o h o je ante as tra iç o e ira s p ro p o sta s do M aligno deve se r a m esm a dos re p re se n ta n te s de Isra e l, M oisés e A rão : “Nem um a unha fic a rá ” no Egito (Ê x 10.26). Satanás fig u rad o m Faraó não m udou em relação

à su a luta co n tra o povo de D eus. Ele co n tin u a a te n ta r o cren te de m u ita s m a n e ir a s p a ra fa z ê - lo ca ir, in c lu s iv e com m ás in sin u a ­ çõ e s, su g e stõ e s, c o n clu sõ e s etc. “ Mas g ra ça s a D e u s, que nos dá a v itó ria por n o sso S e n h o r Je su s C ris to ” (1 Co 15.57).

A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O I j
S u b s íd io B ib lio ló g ic o “As pragas do Egito com binam to d o s os a sp e c to s das p ra g as da Bíblia. Esses eventos são explicados através de exam es dos term os hebrai­ cos usados para defini-los. Muitas pa­ lavras derivam da raiz nagap ‘atingir, destruir’, e m ostram as pragas como um golpe de Deus para castigar ou punir. A palavra hebraica negep, no sentido de ‘golpear, atacar’ foi usada como term o de ju lg am en to . É encon­ trada relacionada às pragas do Egito apenas em Êxod o 1 2 .1 3 , que fala sobre a morte dos prim ogênitos. A pa­ lavra hebraica m a g g ep a também quer d izer ‘golpe, m atança, praga, pesti­ lência’ e é aplicada à praga som ente em Êxodo 9.1 4 que é uma referência geral a esses acontecim entos. Da raiz n a g a , ‘tocar, alcançar, a tin g ir’, vem n e g a , ‘g olpe, p rag a’, que é usad a m etafo ricam ente para d o e n ças com o ca stig o d iv in o . Na n a r r a t iv a do Ê x o d o e la a p a re c e apenas em 1 1 .1 , onde se refere à d estru ição dos p rim o g ê n ito s. Esses term o s indicam um a ação direta de D eus no ca stig o ; o u tro s te rm o s e d eclaraçõ e s b íb lico s m ostram que e sse s ato s são o te ste m u n h o do poder e da d ivin d ad e do D eus único (cf. Dt 4 .3 4 ,3 5 )” (D ic io n á r io B íb li­ co W y cliffe . l.e d . Rio de Jan e iro : CPAD, 2 0 0 9 , p .l 5 8 4 ).
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B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A COHEN, Arm ando Chaves. Êxodo. 1. ed. Rio d e ja n e iro : CPAD, 1 9 9 8 . M ERRILL, Eugene H. H is t ó r ia de I s r a e l no A n tig o T e s t a m e n to : O re in o de s a c e rd o te s que D eus co lo co u e n tre a s n a çõ es. 6 ed. Rio de Jan e iro : CPAD, 2 0 0 7 .

S A IB A M A IS
R e vista En sin ad o r C ristão CPAD, n° 5 7 , p .37.
R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S

1 . “Ide, s a c rific a i ao v o sso Deus nesta te rra” (Êx 8 .2 5 ). 2 . “Som ente que indo, não vad es longe". 3 . “D eixa ir os hom ens” (Êx 10 .7 ). 4 . “Ide, servi ao Senhor; som ente fiquem ovelhas e vo ssas v a c a s .” 5 . A atitude do cristã o hoje ante as m alditas e traiçoeiras propostas do Maligno deve se r a m esm a dos re p re se n ta n te s de Is ra e l, M oisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10 .2 6 ).

A U X ÍL IO B IB L IO G R Á F IC O II
S u b s íd io B ib lio ló g ic o “Z. Zevit pesquisou p o ssíve is analogias para as pragas em outras p artes da B íb lia. Entre o relato das pragas e a n a rra tiv a da C ria çã o , ele d esco b riu e x p re ssõ e s e v o c á b u lo s se m e lh a n te s, o que o levou a su g e rir que G ê n e sis 1— 2 , te m a tica m e n te , fu n cio n a com o pano de fu nd o para as p ra g as. D e ssa fo rm a , por e xe m p lo , na p raga do sa n g u e , a e x p re ssã o 'sobre todo o aju n tam e n to das su a s á g u a s’ (Ê x 7.1 9) co rresp o n d a ‘ao aju n tam en to das á g u a s’ de G ên esis 1 .1 0 . Z e vit tam b ém re la cio n a as d e z p rag as às d ez o co rrê n cia s da e x p re ssã o ‘e d isse D eus’ (Gn 1 ,3 ,6 ,9 ,1 1,1 4 ,2 0 ,2 4 ,2 6 ,2 8 ,2 9 )” (HAM ILTON, V icto r P. M a n u a l d o P e n ta te u c o . 2 .e d . Rio de Ja n e iro , CPAD: 2 0 0 7 , p. 1 8 3 ).

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Lição 4
2 6 de Ja n eiro de 2014

A C elebração d a P r i m e i r a Pá s c o a
T E X T O ÁUREO T...] Porque C risto, nossa páscoa, foi sa crifica d o p o r n ó s” (1 Co 5.7b). V E R D A D E P R Á T IC A C ris to é o n o sso C o rd e iro P a sca l. Por meio do seu sa c rifíc io e xp ia tó ­ rio fom os lib erto s da e scravid ão do pecado e da ira de D eus.

H IN O S S U G E R I D O S 2 4 4 , 2 8 2 , 2 8 9

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Êx 1 2 .5 Um cordeiro sem m ácula deveria ser morto T e r ç a - Êx 1 2 .7 Sangue foi asperg id o nas portas Q u a r t a - Êx 1 2 .2 9 -3 3 Morte nas fa m ílias egípcias Q u in t a - J o 1 .2 9 O C ord eiro de D eus que tira o pecado do m undo S ex ta - 1 Jo 1 .7 O sangue purificador do Cordeiro de Deus Sábado - Hb Í Í . 2 8 fé, M oisés celebrou a Páscoa
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L E IT U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E Ê x o d o 1 2 .1 -1 1

IN T E R A Ç Ã O Na lição de hoje, estudarem os uma das festa s m ais significativas para Israel e a Igreja — a Páscoa. Deus queria que seu povo nun ca se e sq u e ce sse d esta com em oração especial. Por isso, esta d a ta fo i sa n tific a d a . No d e c o rre r da lição, p ro cu re e n fa tiza r que a Páscoa era uma oportunidade para os israelitas descan sarem , festejarem e adorarem a Deus p o r tão grande livram ento, que foi a sua libertação e saída do Egito. Hoje, o nosso C ordeiro Pascal é C risto . Ele m orreu p a ra tra ze r redenção aos ju d e u s e gentios. Cristo nos livrou da escravidão do peca d o e su a co ndenação e tern a . Exaltem os ao Sen h o r diariam ente p o r tão grande salvação.

1 - £ falou o SENHOR a Moisés e a A r ao na terra do Egito, dizendo: 2 - Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o prim eiro dos meses do ano. 3 - Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa. 4 - Mas, se a família fo r pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das alm as; conforme o com er de cada um, fareis a conta para o cordeiro. O B J E T IV O S 5 - 0 cordeiro, ou cabrito, será A p ós a a u la , o alu n o d e v e rá e sta r sem mácula, um macho de um apto a: ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras A n a l i s a r o sig n ific a d o da Páscoa 6 - e o guardareis até ao décimo para os israelitas, egípcios e para os quarto dia deste mês, e todo o cristão s. ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. S a b e r quais eram os elem entos prin­ 7 - E tomarão do sangue e pô-locipais da Páscoa. -ão em ambas as om breiras e na verga da porta, nas casas em que C o n s c ie n tiz a r- s e de que C risto é a 0 comerem. nossa Páscoa. 8 - E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães \ asm os; com ervas am argosas a O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A comerão. Professor, para iniciar a lição faça a se­ 9 - Não comereis dele nada cru, guinte pergunta: “O que significa a paiavra nem cozido em água, senão assa­ Páscoa?” Ouça os alunos com atenção e do ao fogo; a cabeça com os pés e explique que o termo significa “passar com a fressura. por”. Diga que este vocábulo tornou-se 10 - E nada dele deixareis até pela o nome de uma das mais im portantes manhã; mas o que dele fica r até celebrações do povo hebreu. Diga que a peia manhã, queimareis no fogo. festa da Páscoa acontece no mês de abibe 1 1 - A ssim , pois, o co m ereis: (m arço/abril). os vossos lom bos cingidos, os U tilizando o quadro da página seg uinte, vossos sapatos nos pés, e o vos­ e xp liq u e aos alunos o sig n ificad o desta so cajado na mão; e o comereis celebração para os eg íp cio s, ju d e u s e apressadam ente; esta é a Páscoa c ristã o s. C onclua, enfatizand o que a do SENHOR. Páscoa nos fala do sacrifício de C risto , o
nosso Cordeiro Pascal.
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todos os d ias” (Sl 7.1 1). O pecado, a idolatria e as injustiças sociais s u s c ita m a ira do P ai. O povo IN T R O D U Ç Ã O hebreu e sta va sendo m assacrado A Páscoa foi in stitu íd a pelo pelos egípcios e o Senhor queria Senhor para que os israe litas ce le ­ libertá-lo. Restava uma últim a pra­ brassem a noite em que Deus pou­ ga. Então o Senhor falou a Moisés: pou da m orte todos os p rim o g ê­ “À meia-noite eu sairei pelo meio nitos hebreus. É um a festa repleta do Egito; e todo prim ogênito na de s ig n ific a d o s tan to terra do Egito m orrerá” P A LA V RA -CH A VE (Ê x 1 1 .4 ,5 ) . Foi um a para os ju d e u s quanto p a ra os c r is t ã o s . O s noite pavorosa para os Páscoa: ju d e u s d everiam co m e­ egípcios e inesquecível Um a d a s m a is m o rar a Páscoa no mês para os israe litas. im p o rta n te s fe s ta s de A b ib (corresp ond e à 2. P ara Is r do p ovo h eb re u em parte de m arço e parte a s a íd a , a p a s s a g e m que co m em o ra va m de abril em nosso calen­ para a lib erdade, para a sa íd a do Eg ito. dário), cujo sig n ificad o um a v id a v it o r io s a e são as “espigas v e rd e s”. a b u n d a n t e . Foi p a ra Hoje estudarem os a respeito desta isto que C risto veio ao m undo, fe sta sagrada e o seu sig n ificad o m orreu e re ssu scito u ao terceiro para nós, cristã o s. dia, para nos lib e rtar do ju g o do pecado e nos dar um a v id a cristã I - A PÁSCOA ab und ante (Jo 1 0 .1 0 ). Enquanto 1. P a ra o s e g íp c io s . Para h avia choro nas ca sa s e g íp cia s, os egípcios a Páscoa significou o nas casas dos ju d e u s havia alegria ju íz o divin o final sobre o Egito, e esp erança. O Egito, a escravid ão Faraó e todos os deuses cultuados e Faraó ficariam para trás. Os isra ­ ali. O Senhor havia enviado v á ria s elitas teriam sua própria te rra e pragas e conced id o tem po su fi­ não seriam e scravo s de ninguém . ciente para que Faraó se rendesse, 3. P a ra n ó s . Com o pecado­ deixando o povo partir. Deus é mires tam bém e stá va m o s d e stin a ­ r sericord ioso , longânim o e deseja dos a e xp e rim e n ta r a ira de D eus, que todos se salvem (2 Pe 3 .9 b ). m as C r is t o , o n o s so C o rd e iro Porém, Ele é tam bém um ju iz ju sto P a sca l, m orreu em n o sso lu g ar que se ira contra o pecado: “Deus é e com o seu sangue nos redim iu um ju iz ju sto , um Deus que se ira dos n o sso s pecados (1 Co 5 .7 ).

r
A PÁSCOA
Para os egípcios Para os israelitas Para os cristãos

A PÁSCO A
SEU SIG N IFICAD O
Significava o juízo divino sobre o Egito. A saída do Egito, a passagem para a liberdade. É a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo.

V
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Para nós, cristã o s, a Páscoa é a passagem da m orte dos n ossos pecados para a vid a de santid ad e em C risto . No Egito um cordeiro foi im olado para cada fa m ília. Na cru z m orreu o Filho de Deus pelo m undo inteiro (Jo 3 .1 6 ).

2. A s e r v a s a m a r g a s (Êx Í 2 . 8 ) . S im b o liz a v a m to d a a a m a rg u ra e a fliçã o e n fre n ta d a s no cative iro . Foram 4 3 0 anos de op ressão , dor, an g ú stia, quando os hebreus eram cativo s do Egito. 3. O c o rd e iro (Êx 12.3-7). Um cordeiro sem defeito deveria ser morto e o sangue derram ado S I N O P S E D O T Ó P I C O <1) nos um brais das portas das casas. Para nós cristão s a Páscoa é O sangue era uma proteção e um a passagem da m orte dos nossos sím bolo da obediência. A desobe­ pecados para a vid a de santidade diência seria paga com a m orte. em C risto . O cordeiro da Páscoa ju d aica era uma representação do “Cordeiro de RESPO N D A Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1 .29). O sangue de Cristo foi /. O que sig n ifico u a P áscoa p a ra vertido na cru z para redim ir todos os e g íp cio s? 2. Q ual o sig n ific a d o da P áscoa os filhos de Adão (1 Pe 1 .1 8 ,1 9 ). Aquele sangue que foi derram ado p a ra Is ra e l? 3. Q ual o sig n ifica d o da Páscoa no Egito, e aspergido nos um brais p a ra os c ris tã o s ? das portas, aponta para o sangue de Cristo que foi oferecido por Ele II - O S E L E M E N T O S como sacrifício expiatório para nos DA PÁSCOA redim ir dos nossos pecados. 1. O pão. D everia ser assado sem ferm ento, pois não havia tem ­ S IN O P S E D O T Ó P IC O (2 ) po para que o pão pudesse crescer Os três elem entos da Páscoa (Ê x 1 2 .8 ,1 1 ,3 4 - 3 6 ). A sa íd a do eram : o pão, as ervas am argas e Egito d everia ser ráp id a. A falta o cordeiro sem m ácula. de ferm ento tam bém representa a p u rific a ç ã o , a lib e rta ç ã o do RESPO N DA P ferm ento do m undo. Em o Novo 4. Q uais os elem entos da p rim eira T e s ta m e n to v e m o s q ue J e s u s utilizou o ferm ento para ilu strar P á sco a ? 0 fa lso en sin o dos fa rise u s (Mt III - C R I S T O , N O S S A P Á S C O A 1 6 .6 , 1 1 ,1 2 ; Lc 1 2 .1 ; Mc 8.1 5). O pão tam bém sim b o liza vid a. Jesus 1. J e s u s , o P ão da V id a se identificou aos seus d iscíp u lo s (Jo 6 .3 5 ,4 8 ,5 1 ) . Com em os pão para saciar a nossa fom e, porém , com o “o pão da v id a ” (Jo 6.3 5). Toda v e z que o pão é partido na a fome da salvação da nossa alm a p t celebração da Ceia do Senhor, traz som ente pode ser saciada por Je-1 à nossa m em ória o sa crifício v ic á ­ sus. Certa v e z, Ele afirm ou: “Eu sou rio de C risto , através do quai Ele o pão da vid a; aquele que vem a entregou a sua vid a em resgate da mim não terá fom e” Co 6.3 5). Ape- | hum anidade caída e e scra v iza d a nas Ele pode saciar a necessidade 1 pelo Diabo. e sp iritu al da hum anidad e. N ad alf
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pode su b stitu í-lo . N e ce ssitam o s deste pão divino diariam ente. Sem Ele não é possível a nossa reconci­ liação com Deus (2 Co 5 .1 9 ). 2 . O s a n g u e de C r i s t o (1 C o 5 .7 ; Rm 5 .8 ,9 )- No Eg ito , o sangue do co rd eiro m orto só protegeu os hebreus, mas o sa n ­ gue de Je su s derram ado na cru z proveu a salvação não apenas dos ju d e u s , m as tam bém dos gentio s. O c o rd e iro p a sc a l s u b s titu ía o prim ogênito. O sacrifício de Cristo sub stituiu a hum anidade desviada de Deus (Rm 3 .1 2 ,2 3 ). Fom os re­ d im id o s por seu sangue e salvo s da m orte e te rn a p ela g ra ça de D eus em seu C o rd e iro P a s c a l, Je su s C risto . 3. A S a n ta C e ia . A Ceia do Senhor não é um m ero sím b o lo ; é um m em orial da m orte redentora de C ris to por nós e um a le rta quanto à sua v in d a : “Em m em ória de m im ” (1 Co 1 1 .2 4 ,2 5 ). É um m em orial da m orte do C ordeiro de Deus em nosso lugar. O crente deve se assentar à m esa do Senhor com re v e rê n c ia , d is c e rn im e n to , tem o r de Deus e h um ild ad e, pois está diante do su b lim e m em orial

da p aixão e m orte do Senhor J e ­ sus C risto em nosso favor. Caso c o n trá rio , se to rn a rá réu diante de D eus (1 Co 1 1 .2 7 -3 2 ). S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 ) A Ceia do Senhor é um m em o­ rial da m orte redentora de C risto por nós e um alerta quanto à sua v in d a . RESPO N D A 5. P or que C risto é a nossa P áscoa? CO N CLUSÃO Deus q ueria que o seu povo Israel nunca se esq uecesse da Pás­ coa, por isso a data foi santificada. A Páscoa era uma oportunidade para os is ra e lita s d e sca n sa re m , festejarem e adorarem a Deus por tão grande livram e n to , que foi a sua lib ertação e saíd a do Egito. Hoje o n osso C o rd eiro Pascal é C r is t o . Ele m o rre u p ara t r a z e r redenção aos ju d e u s e g e n tio s. C risto nos livrou da e scravid ão do pecado e sua condenação eterna. Exaltem o s ao Senhor d iariam ente por tão grande salvação .

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BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
C O H E N , A rm a n d o C h a v e s . Ê x o d o . 1. ed . Rio de Ja n e iro : CPA D , 1 9 9 8 . R IC H A RD S, Law re n ce O. G u ia do L e it o r d a B íb tia : Um a a n á lise de G ên esis a A p o ca lip se ca p ítu lo p o r ca p ítu lo . 1 ed. Rio de Ja n e iro : CPAD, 2 0 0 5 . S u b s íd io B ib lio ló g ic o “O pro pó sito de Deus em in s ti­ tu ir a Páscoa era e sta b e le ce r o m ar­ co in icial para a lib ertação de Israel do ca tive iro egíp cio e p ro clam ar a redenção a lca n çad a pelo sangue do C o rd eiro , já re ve lad a no sa c rifíc io de Isaque (Gn 2 2 .1 -1 9 ), con form e m ais tarde e scre ve ram os a p ó sto ­ los Paulo e Pedro: ‘e d e m o n stra r a todos qual se ja a d isp e n sa çã o do m in isté rio , que, desde os sé cu lo s S A IB A M A IS esteve oculto em D e u s’ (E f 3 .9 ); [...] R evista En sin ad o r C ristã o o qual, na verd ad e, em outro tem po, CPAD, n° 57, p .3 8 . foi conhecido, antes da fundação do m u nd o ’ (1 Pe 1 .2 0 ). C risto é a n o ssa Páscoa (1 Co RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS 5.1 7). Ele é o C ord eiro de Deus Co 1 . Para os eg íp cio s a Páscoa sig ­ nificou o ju íz o divino final sobre o 1 .2 9 ). O cordeiro d e v e ria ser se p a­ Egito, Faraó e todos os falso s deuses rado p ara o sa c rifíc io até ao décim o cultuados ali. quarto dia do p rim eiro m ês do ano 2 . Era a saída, a passagem para a (Ê x 1 2.3-6 ) e tinh a de se r sem d e ­ liberdade, para uma vida vito rio sa feito <Êx 1 2 .5 ). C risto cu m p riu e ssa e abundante. e xig ê n c ia (1 Pe 1.1 8,1 9). Ele entrou 3 . Para nós cristãos a Páscoa é a pas­ em Je ru sa lé m no dia da sep aração sagem da morte dos nossos pecados para a vid a de santidade em C risto . do co rd e iro e m orreu no m esm o 4 . Pães asm os, ervas am argas dia do sa c rifíc io . O co rd eiro p re ci­ e cordeiro. sa va ser im olado pela con gregação, 5. Porque Ele morreu em nosso lugar assim com o C risto foi sa crific a d o para nos redim ir de nossos pecados. pelos líd e re s c iv is e re lig io so s de C risto nos livrou da escravidão do Israel e de Rom a e pela vo n tad e do pecado e sua condenação eterna. p o v o . N enhum o sso do c o rd e iro p o d eria ser q u eb rad o (Ê x 1 2 .4 6 ), ta m b é m n e n h u m o sso de C ris to foi p artid o Oo 1 9 .3 3 -3 6 )” (CO H EN , A rm and o C h a v e s. Ê x o d o . 1. ed. Rio de Jan e iro : CPAD, 1 9 9 8 , p .4 2 ).

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A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FIC O II
S u b síd io B ib lio ló g ico “Êxodo 12 não d iz respeito som ente ao m om ento da Páscoa, ao p o rq u ê da Páscoa e a com o ela deve se r o b servad a, m as tam bém quem deve p articip ar (Êx 1 2 .4 3 -4 9 ). A Páscoa não era algo in d iscri­ m inadam ente aberto para to d o s. Quem podia particip ar? A congre­ gação de Israel (v. 4 7 ); os escravo s (v. 4 4 ), quando circu n cid ad o s, por terem os m esm os p rivilég io s dos heb reus; os estran g eiro s (v. 4 8 ), gentios que tivessem abraçado a fé em Je o v á . Quem não podia participar? O fo rasteiro (v. 4 3 ), pagão e incréd ulo; o viajan te (v. 45) que, hóspede ou de p assagem , fica va algum tem po no territó rio de Israel; o servo assalariad o (v. 4 5 ), que p ertencia a um a outra nação m as tra b alh ava em Israel. Essas d istin çõ e s eram n ecessárias por cau sa da ‘m istu ra de gente’ (1 2 .3 8 ) que d eixou o Egito. Foi por isso que as in stru çõ es acerca da elegib ilidade para p articip ar da Páscoa (1 2 .4 3 -4 9 ) foram p assad as logo após e ssa ‘m istu ra de g en te’ d e ixa r o Egito (1 2 .3 7 -3 9 )” (HAMILTON, V icto r P. M anual d o P e n ta te u c o . 2. ed. Rio de Jan eiro ; CPAD, 2 0 0 7 , pp. 1 91 -92).

Lição 5
2 de Fevereiro de 2014

A TRAVESSIA do M a r V erm elho
TEX TO ÁUREO “O S en h o r é a m inha fo rça e o m eu câ n ti­ co; ele me fo i p o r sa lva çã o ; este é o m eu D eus [ ...] ” ( Ê x 1 5.2). V E R D A D E P R Á T IC A Deus tirou o seu povo do Egito e o conduziu com zelo, proteção e provi­ são pelo deserto até a Terra Prometida.

H IN O S S U G E R I D O S 178, 185 , 189

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Êx 1 3.1 7 Rumo à liberdade I T e r ç a - Êx 1 3 .1 9 ^ Uma p ro m essa é cu m p rid a Q u a r t a - Êx 1 3.21 è à Deus protege o seu povo Q u in t a - Ex 14.11 A m u rm u ração do povo de Deus Sexta - Êx 14.1 3 ,1 4 “Vede o livram e n to do Senho r” S á b a d o - Êx 1 5.1 A celeb ração do povo de Deus
L iç õ e s B íb l ic a s 33

L E IT U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E Êx o d o 14.1 5 ,1 9-2 6 1 5 - Então, disse o SENHOR a Moi­ sés: Por que clam as a mim ? Dize aos filhos de Israel que m archem. 19 - E o Anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e ia a trá s deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se pôs atrás deles. 2 0 - E ia e n tre o cam po dos egípcios e o campo de Israel ; e a nuvem era escu rid a d e p a ra aqueles e para estes esclarecia a noite; de m aneira que em toda a noite não chegou um ao outro. 21 - Então, M oisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o SENHOR fez re tira r o m a r p o r um forte vento oriental toda aquela noite; e o m ar tornou-se em seco, e as águas foram p artidas. 22 - E os plhos de Israel entraram pelo meio do m ar em seco; e as águas lhes foram como muro à sua direita e à sua esquerda. 2 3 - E os egípcios seguiram-nos, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. 24 - E aconteceu que, na vigília daquela m anhã, o SENHOR, na coluna de fogo e de nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvoroçou o campo dos egípcios, 2 5 - e tirou-lhes a s rodas dos seus carros, e fê-los a n d a r dificultosam ente. Então, disseram os egípcios: Fujam os da face de Israel, porque o SENHOR por eles peleja contra os egípcios. 26 - E disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.
L iç õ e s B í b l i c a s

IN T E R A Ç Ã O
O povo hebreu teve de e sp e ra r 430 anos até que finalm en te fo i lib erto da e sc ra ­ vidão pelo Todo-Poderoso. D eus não se esqueceu das p ro m essa s que havia feito a A braão. O Sen h o r ja m a is se esquece das su a s p ro m essas e se u s planos não serão fru stra d o s. Talvez você esteja esperando o a g ir de Deus em seu fa vo r j á há muitos anos. Não p erca as esperan ças. Sua hora chegará, assim com o chegou o m om ento dos israelitas. Na lição de hoje verem os que o Sen h or não som ente libertou o seu povo do cativeiro, m as os conduziu com cuidado e zelo pelo deserto . Deus é fiel, im utável e tam bém cuidará de você até a sua chegada ao céu. Creia no p o d e r providente e p ro te to r do , nosso Pai Celestial.

1

O B J E T IV O S Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: A n a lis a r o significado da saída dos hebreus do Egito e a travessia do mar. C o n s c ie n t iz a r - s e de que som ente Deus m erece o nosso lo u vo r e ad o ­ ração. C o m p r e e n d e r a proteção e o c u i­ dado de Deus para com o seu povo.

O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Professor, reproduza o quadro da página seguinte. Utilize-o para introd uzir o tó p i­ co II da lição. A ntes de apresentar o quadro faça a seguinte indagação: "O que podemos oferecer a Deus por todos os seus be­ n efícios?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida, explique que Moisés e alguns servo s do Senhor ofereceram a Deus a sua adoração. Depois, apresente o quadro e leia as referências ju ntam en te com os aluno s. Conclua enfatizando que devem os o ferecer a Deus o nosso louvor e gratidão.

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fo rte o seu povo do Egito. D epois de tudo que p re se n cia ra m , tan to os isra e lita s quanto os eg íp cio s IN T R O D U Ç Ã O p erceb eram que e sta va m d iante Na liç ã o de h o je v e re m o s de um m ilagre d ivin o , um aco n te­ com o se deu a saída dos hebreus cim en to so b re n a tu ra l. A g o ra era do Egito. Você pode im a g in a r a hora da p artid a. O povo já e sta v a alegria do povo hebreu? Deus tem p rep arado para ir e m b o ra , todos o tem po certo de agir. O povo teve v e stid o s e com seu s caja d o s nas que esp erar 43 0 anos até o dia da m ão s. Você e stá preparando para tão esp erad a liberdade. a viagem à C asa do Pai? PA LA V R j«V-CHAVE1 Todos terão um dia que O dia chegou e quem traço u a rota de saíd a fa z e r e sta p a ss a g e m . Pari id a : foi o próprio Senhor. O S e g u n d o o t e x t o b í­ A sah ia d o s cam inho escolhido foi o b lico de Êxod o 1 2 .3 7 , h e b re u s do Egito m ais longo, pois Deus d e ixa ra m o Egito s e is ­ ru m o t à T e rra conhecia o coração dos c e n t o s m il h o m e n s , Prom et ida. is r a e lita s e s a b ia que fo ra os m e n in o s e as na prim eira dificuldade m u lh e re s. Os isra e lita s logo d e se ja ria m reto rnar. N esta não s a íra m do E g ito de m ãos lição verem os que Deus retirou Is­ v a z ia s . Deus os ab enço ou de tal rael do Egito e cuidou do seu povo m a n e ira que e le s d e s p o ja ra m todos os dias durante a longa tra ­ os eg íp cio s (Êx 1 2 .3 6 ). Era um a v e ssia pelo deserto até a entrada pequena re trib u ição por tod os os na tão sonhada Terra Prom etida. an o s de tra b a lh o e scra v o a que fo ram su b m e tid o s. I - A T R A V E S S IA D O M AR A rota escolhida pelo Senhor 1. A s a í d a d o E g i t o (Ê x para a saída do Egito foi a m ais lon­ 1 2 .1 1 ,3 7 ): Deus retirou com mão ga, pois nem sem pre Deus escolhe A L G U N S C Â N T IC O S NA B ÍB L IA '?> m k. < r .■
LIV R O P R O P Ó SITO
Cântico de Moisés após Deus ter tirado Israel do Egito e repartido as águas do mar Vermelho. Cântico de Israel em louvor a Deus por terem recebido água no deserto. Cântico de Moisés sobre a história de Israel com ações de graças e louvor enquanto os hebreus estavam prestes a entrar na Terra Prometida. Cântico de todos os remidos em louvor ao Cordeiro que os remiu.

Êxodo 15.1 -2 1

Números 21.17

Deuteronômio 32.1-43

Apocalipse 1 5.3,4

V
E xtra íd o d a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 104.

J
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L iç õ e s B íb l ic a s

cía m a m ao S e n h o r (Ê x 1 4 .1 0 ). Deus ouve a oração do seu povo, Ele tam bém resp o nd e a sú p lica “D eus se a le g ra com a que lhe fa ze m o s, por isso ore, cla­ g ra tid ã o d o s se u s filh o s, me e ve ja o ag ir do Todo-Poderoso p o ré m , nem se m p re os filh o s em sua v id a . de D eus têm um co ra çã o 3. A ru ín a de F a ra ó e se u g ra to ao S e n h o r . " e x é r c it o (Ê x 1 4 .2 6 - 3 1 ) . “D ize A ntonio G ilb erto aos filhos de Israel que m archem ” (Êx 1 4 .1 5). Esta foi a resposta do Senhor para o seu povo que estava o cam inho m ais rápido para nos sendo p erseg u id o pelo e xé rcito abençoar. O objetivo de tal escolha egípcio. Eles m archaram e Deus en­ era tam bém evitar que os israelitas viou durante toda aquela noite um tivessem que p assar pelo cam inho vento e o mar se abriu. O Senhor dos filiste u s, evitando confronto providenciou um cam inho para os com eles (Êx 1 3 .1 7 ). Os hebreus isra e lita s p assare m , e o m esm o não estavam preparados para lutar, cam inho serviu de ju íz o para Faraó pois ainda estavam acostum ados e seu exército. à escravidão. Deus tam bém sabia O povo de Deus atravessou o que diante de qualquer obstáculo o m ar e quando os egípcios intenta­ povo iria querer vo ltar para o Egito. ram fa ze r o m esm o, o Senhor os 2. A p e r s e g u iç ã o de F a r a ó destruiu (Êx 1 4 .2 7 ,2 8 ). Para que o (Êx 14.5-9). O povo e sta va acam ­ povo não duvidasse, Deus permitiu pado pró xim o do m ar Verm elho que os israelitas vissem os corpos q u an d o o co raçã o de Faraó foi dos egípcios na praia (Êx 14.30). m ais um a v e z e n d u re cid o c o n ­ tra os heb reus (Êx 1 4 .5 ). Então, S I N O P S E D O T Ó P I C O (1> Faraó tom ou todo o seu e xé rcito Deus retirou com mão forte e saiu em p erseg u ição ao povo os israe litas do Egito e os guiou de D eus. A q u eles que se rve m ao rum o a Terra Prom etida. Sen h o r com in te g rid a d e são a l­ vo s de m uitas p erseg u içõ e s, m as RESPO N D A tem os um Deus que nos livra de todas as afliçõ es e p erseg u içõ es /. De a co rd o com o texto bíblico (SI 34.1 9). O povo de Israel ficou de Êxod o 1 2 .3 7 , q u a n to s h eb reu s ap avorad o quando v iu o e xé rcito d e ix a ra m o Eg ito? de Faraó vin d o em sua d ireção . 2. Q ual fo i a ro ta esco lh id a pelo I Diante deles e sta va o m ar e atrás S e n h o r p a ra a sa íd a do E g ito ? I um grande e xé rcito in im ig o . Há II - O C Â N T I C O D E M O IS É S k m om entos em que o Inim igo tenta jü nos acuar, m as Deus sem pre sai 1. M o is é s c e le b r a a D e u s I em d efesa do seu povo, por isso , p e la v it ó r ia (Êx 1 5 .1 - 1 9 ). não ten h a m edo. C onfie firm en te D iante de tão g ran d e liv ra m e n ­ no Sen h o r e Ele o g u a rd a rá (SI to , M oisés e le va um cân tico ao S e n h o r em ad o ra çã o . O cân tico 1 2 1 .1 ). Diante da p erseg u ição de de M oisés foi um a fo rm a de a g ra ­ Faraó os isra e lita s m ais um a v e z REFLEXÃO
36 L iç õ e s B íb l ic a s

d e ce r a D eus pelos se u s fe ito s . Lo u ve a D eus por tu d o que Ele é e por tu d o que Ele tem fe ito em sua v id a . O fe re ça ao S e n h o r sa c rifíc io s de g ratid ão (Lv 2 2 .2 9 ). Podem os o ferecer-lh e n o sso lo u ­ v o r e a n o ssa ad o ra çã o : “ B e n d ize , ó m in h a a lm a , ao Senhor, e não te e sq u e ça s de nenhum de se u s b e n e fíc io s ” (SI 1 0 3 .2 ). Seg un d o a B íb lia de E stu d o P e n te c o s ta l, “ o liv ra m e n to dos israe litas das m ãos dos egípcios prefigura e p ro fetiza a vitó ria do povo de Deus sobre Satanás e o A n tic ris to nos ú ltim o s d ia s; daí um dos câ n tic o s dos re d im id o s ser cham ado o ‘cântico de M oisés’ (Ap 15.3). 2 . M iriã j u n t a m e n t e co m a s m u l h e r e s lo u v a m a D e u s ( Ê x 1 5 . 2 0 , 2 1 ) . Por in te rm é d io de Ê xo d o 1 5 .2 0 , p o d e m o s v e r que M iriã não era ap enas p ro fe­ tis a (Nm 1 2 .2 ), ela tam b ém tin h a h ab ilid a d e s m u sic a is. Segundo a B íb lia de E stu d o A p lic a ç ã o P e sso ­ al, “a p ro fecia e a m ú sica estão fre q u e n te m e n te re la cio n a d a s na Bíblia" (1 Sm 1 0 .5 ; 1 C r 2 5 .1 ). Mi­ riã adorou a Deus ju n ta m e n te com to d as as m u lh e re s. Foi um dia de grand e a le g ria e ce le b ração para Isra e l. Era im p o ssív e l fic a r calado diante da d e m o n stra ção do poder de D eus. O Se n h o r e sp e ra que o ad o rem o s por seu s atos g ra n d io ­ so s, e que o ad o rem os em Esp írito e em ve rd a d e , pois o Pai p rocura aq u eles que a ssim o adoram Qo 4 .2 3 ,2 4 ). 3. C e le b r a n d o a D e u s . Todo Israel, em um a única v o z , cantou e celebrou a grande vitó ria . Foi uma alegria coletiva nunca v ista antes na história do povo de D eus. Celebre a Deus individual e diariam ente (SI

100.1), mas tam bém na sua congre­ gação, com o um só corpo.
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S IN O P S E D O T Ó P IC O (2 ) M oisés celebrou a Deus pela v itó ria com um cân tico de louvor. RESPO N D A 3 . O que M o isés fe z em g ra tid ã o \ ao S e n h o r p elo liv ra m e n to ? III - A P R O T E Ç Ã O E O C U ID A D O D E D EU S COM SEU PO V O 1. U m a c o lu n a d e n u v e m g u i a v a o p o v o d e D e u s (Ê x 1 1 3 .2 1 ,2 2 ; 4 0 .3 6 ,3 7 ) . O Senhor não som ente resgatou o seu povo, m as o conduziu de fo rm a cuidado­ sa durante todo o d eserto. Tem os um Deus que se preocupa e cuida de nós. O Senhor enviou um a co ­ luna de nuvem para proteger o seu povo. Durante o dia e sta coluna fa z ia som bra para que o povo de Deus pudesse suportar o calo r e s­ caldante do deserto (Êx 1 3 .2 1 ). Esta coluna, segundo C harles F. Pfeifer, | “era um sin al real da ve rd a d e ira | presença de Jeo vá com o seu povo”. 2. D e u s c u id a d o s e u p o v o | (Êx 1 6 .4 ; Dt 2 9 .5 ) . O Sen h o r não m u d o u , Ele cu id o u do seu I p ovo na t r a v e s s ia pelo d e se rto é e tam b ém cu id a de nós em todo ? o te m p o (H b 1 3 .5 ). C o n fie no f : S e n h o r e não m u rm u re com o fe z 4 o p o vo no d e s e rto , p o is o Pai | c u id a de n o s sa p ro v is ã o . Em o Novo T e sta m e n to , Paulo fa z um a sé ria re co m e n d ação , a fim de que % não v e n h a m o s nu n ca a s e g u ir o e xe m p lo de Isra e i: “ E não m urm u- | re is , com o tam b ém a lg u n s d e les I m u rm u ra ra m e p e re ce ra m pelo k d e s t r u id o r ” (1 Co 1 0 .1 0 ). M u r - J
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BHW W Iffl

m u ra r é fa la r mal de alguém ou alg o . A m u rm u ração é um g rave pecado co n tra D eus (Fp 2 .1 4 ). S IN O P S E D O T Ó P IC O (3 ) D eus guiou e protegeu seu povo durante a cam in h ad a pelo deserto. Ele utilizou um a coluna de nuvem para co n d u zir os israelitas. RESPO N D A 4. O que Deus u tilizo u p a ra g u ia r e p ro te g e r o se u p o vo d u ra n te a tra v e s sia peio d e se rto ?

5. De a co rd o com a lição o que é m u rm u ra r?

CONCLUSÃO
D e u s liv r o u se u p o vo do c a tiv e iro e o co n d u ziu pelo d e­ serto . O Senho r é fie l, im utável e tam bém cu id ará de vo cê até a sua chegada aos cé u s. C reia no poder providente e protetor do nosso Pai C e le stia l e confie no seu cuidado e na su a p ro te ção . Estu d e com afinco a h istó ria do povo de D eus, pois ela vai ajudá-lo a não cair nos m esm o s pecados dos isra e lita s.

REFLEXÃO “Que você não se caie diante dos feitos do Senhor, m as louve e adore-o em esp írito e em verdade, pois o Pai p ro cu ra aqu eles que o adoram (Jo 4 .2 3 ).’’ A ntonio G ilb erto

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A U X ILIO B IB LIO G R Á FIC O I
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COHEN, A rm and o C h a ve s. Ê x o ­ d o . 1 .ed . Rio de Ja n e iro , CPAD: 1998. RICH A RD S, Law re n ce O. G u ia do L e it o r d a B íb lia : Uma a n á lise de G ên esis a A p o ca lip se ca p ítu lo p o r ca p ítu lo . 1 .ed . Rio de Ja n e iro : CPAD, 2 0 0 5 . S u b síd io T e o ló g ic o “A m o rte d o s e g íp c io s (1 4 .2 6 -3 1 ) Deus inverteu a ação das águas e as águas vo ltaram ao lugar. O t e x ­ to não d e clara se houve um a rever­ são do ve n to . O retorno das águas foi tão sú b ito e forte que alcançou os eg íp cio s quando tentavam fu g ir e os m atou. As m esm as águ as que se rviram de m uro para o povo de Deus tornou-se o m eio de destruição para os e g íp cio s. Esta últim a d isp u ta entre Deus e Faraó, resultando em v itó ria final e co m p leta para o Senhor, im p re ssio ­ nou fo rtem ente os isra e lita s . A s itu ­ ação parecia d esesp erad o ra na noite anterior. A gora Israel viu os egípcios m ortos na p raia do mar. As águas tu rb u le n ta s, ou a m aré, levaram os corp os à p raia. O Sen ho r sa lv a ra os isra e lita s; tod a a prova n e ce ssá ria e sta va diante dos olhos d eles. nuvem Q . u a n d o v iu Is ra e l a g ra n d e o b ra, tem eu o povo do S e n h o r e cre u . Este ato poderoso e xp u lso u o m edo que os a to rm e n ta ra e im ­ p lan to u um v e rd a d e iro te m o r de D eus — um tem or que co n d u ziu a um a fé v iv a ” (C o m e n tá r io B íb lic o B ea co n . vo l 1. 1 .ed. Rio de Jan e iro , CPAD, 2 0 0 5 , p p .l 72-73 ).

S A IB A M A IS
R evista E n sin a d o r C ristão CPAD, n° 5 7 , p .38.

R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S

1 . D e ixa ra m o Egito s e isc e n to s mil hom ens, fora os m eninos e as m ulheres. 2 . A rota escolhida pelo Senhor foi a mais longa. 3 . Moisés louvou a Deus com um cântico. 4, Uma coluna de 5« M urm urar é falar mal de alguém ou algo.

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A U X ÍLIO B IB LIO G R Á F IC O II
S u b s íd io G e o g rá fic o “ M ar V e rm e lh o Em bora não pertença à Terra Santa, encontra-se o Mar Verm elho estritam en te ligado à h istó ria do povo isra e lita . Ele é conhecido nas Sag radas E scritu ra s com o ‘Yam Suph’, que sig n ifica Mar d e ju n c o s . No Mar Verm elho encontra-se, em grande quantidade, a alga co­ nhecida como trich odesm iu m eryth aeu m que, ao morrer, assum e uma totalidade m arrom -averm elhada, ju stifica n d o assim o nome do mar. O Mar Verm elho sep ara os te rritó rio s eg íp cios e sau d ita. Na parte se te n trio n a l, d ivide-se em dois braços pela P enísu la do Sin ai. O braço ocid ental é co n h ecid o com o Golfo de Su e z. O o rie n tal, Golfo de A kab a. Com quase dois mil quilôm etros de com prim ento, entre o estreito de Bab al-Mandeb e o Suez, no Egito, e cerca de 300 quilôm etros de largura, som ando um a área de 4 5 0 .0 0 0 km , o Mar Verm elho banha o Sudão, o Egito, e a Eritréia, a oeste; e a A ráb ia Saudita e o lêm em , a leste. Uma pequena fa ixa do Golfo de Aqaba banha Israel e a Jord ânia. No Mar V erm elh o , enco ntram o s o estreito de Bab al-M andeb, que liga o extrem o sul do m ar ao oceano Índ ico. Esta p assag em , que fa z o Mar Verm elho um a rota entre a Europa e a Á sia, é m antida ab erta por m eio de e xp lo sõ e s e d rag ag en s. O Ê x o d o do P o vo de Is r a e l Israel d eixo u o Egito no sécu lo XV a .C . isra e lita s e eg íp cios v o ltariam a se e n fre n tar no tem po dos reis no cham ado período in te rb íb lico . D epois da fo rm ação do Estado de Isra e l, em 1 9 4 8 , houve pelo m enos quatro g u erras entre Israel e Egito: a G u erra da In d ep end ên cia, em 1 9 4 8 ; a G u erra do Sin ai, em 1 9 5 6 ; a G u erra dos Seis D ias, em 1 9 6 7 ; e a G u erra do Yom K ip p u r em 19 7 3 . Em 1 9 79 , am bos os p aíses assin aram um acordo de p az, em Cam p D a vid , nos Estados U nidos, p o ssib ilitan d o o térm in o do e s­ tado de g u erra e o estab elecim en to de relações d ip lo m áticas entre Cairo e Je ru sa lé m . A Bíb lia garante que se rá de paz o fu turo de am bas as nações (ls 1 9 .2 3 -2 5 )” (AN D RAD E, C laudio nor. G e o g ra fia B íb lica : A g e o ­ g ra fia da T erra S a n ta é um a d a s m a n e ira s m a is em o cio n a n tes de se e n te n d e r a h istó ria sa g ra d a . 25 ed. Rio de Ja n e iro : CPAD, 201 3, pp. 35-1 50).

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Lição 6___
9 de Fevereiro de 2 0 1 4

A P e r e g r in a ç ã o de Isra e l n o D e s e r t o A té o S i n a i
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T E X T O ÁUREO “O ra, tudo isso lhes sobreveio como fig u ra s, e estão e scrita s p a ra aviso nosso, p a ra quem j á são chegados os fin s dos sé cu lo s” (1 Co 10.11). V E R D A D E P R A T IC A Os erros e pecados de Israel servem .j á , nos de alerta para que não venham os a com eter os m esm os enganos.

HINOS SUGERIDOS 3 0 2 , 4 6 7 , 5/5 L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Rm 1 5 .4 A Bíblia to d a nos e n sin a T e r ç a - Hb 2.1-3 V ig iem o s em todo o tem po Q u a r t a - Hb 1 2 .1 ,2 O crente e a ca rre ira c ristã Q u in t a - Rm 9 .2 8 Deus cum p re fielm en te a su a P alavra S ex ta - C l 2 .1 6 ,1 7 Som b ras do A ntig o Testam en to S á b a d o - Hb 13.1 7 O b ed iên cia em C risto

SterL iç õ e s B í b l i c a s 41

L E IT U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E

IN T E R A Ç Ã O

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D eu s lib e rto u Is ra e l da e sc ra v id ã o . L iv re , o p o vo d e D eu s in icio u a su a jo r n a d a ru m o à T e rra P ro m e tid a . O p e r c u r s o e s ­ Êxodo 19 c o lh id o p e lo S e n h o r não fo i o m a is fá c il, 1 - A o terceiro m ês da saída p o ré m , com c e rte z a fo i o m e lh o r p a ra os dos filhos de Isra e l da te rra do is r a e lita s n a q u ela o c a siã o , p o is eles não Egito, no m esm o dia, vieram ao e sta v a m p re p a ra d o s p a r a e n fr e n t a r o d eserto do Sinai. in im ig o . D eu s é fie l e se m p re cu id o u com 2 - Tendo partido de Refidim , z e lo do se u p o vo , to d a v ia , os is ra e lita s a vieram ao d eserto do Sinai e ca d a d ific u ld a d e s e m p re m u rm u ra v a m acam param -se no d eserto ; Isra ­ c o n tra o Se n h o r. N esta liçã o , v e re m o s a el, pois, ali acampou-se defronte ch e g a d a do p o v o de D eu s ao d e s e rto de S u r, su a p a s s a g e m p o r M a ra e Elim até do m onte. 3 - E subiu M oisés a Deus, e o a ch e g a d a ao Sin a i. O povo p re c isa v a s e r SENHOR o cham ou do m onte, la p id a d o e o d e se rto fo i u m a esco la p a ra dizendo: A ssim fa la rá s à casa o s is r a e lit a s . O s h e b re u s tro p e ç a ra m de Ja có e an u nciarás aos filhos m u ita s v e z e s a té c h e g a re m a C a n a ã , c o n tu d o D eu s n u n ca os a b a n d o n o u . O de Isra el: S e n h o r é fiel!

Êxodo 19.1 -6; Números 11.1-3

4 - Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre a sa s de á g u ia s , e vos tro u xe a m im ; 5 - a gora , p ois, se d ilig e n te ­ m ente ouvirdes a m inha voz e gu a rd a rd es o meu concerto, en­ tão, sereis a m inha propriedade pecu liar dentre todos os povos; porque toda a te rra é minha. 6 - E vós me sereis reino sa ce r­ dotal e povo santo. Esta s são as p a la vra s que fa la rá s aos filhos de Israel.

O B J E T IV O S A pós e sta au la, o aluno d everá estar apto a: A n a l i s a r a p ereg rin ação de Israel pelo d eserto . S a b e r com o foi a chegada e a per­ m an ên cia no m onte Sinai. C o n s c ie n t iz a r - s e de que a id o latria é pecado.

N ú m ero s 1 1 1 - E aconteceu que, queixandos e o povo, era m al aos ouvidos do SENHOR; porque o SENHOR ouviu-o, e a sua ira se acendeu , O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A e o fogo do SENHOR ardeu entre Professor, reproduza o mapa da página eles e consum iu os que estavam seguinte. Utilize-o para m ostrar aos alu ­ na últim a p a rte do a rra ia l. nos a traje tó ria dos israelitas até o Sinai. 2 - Então, o povo clam ou a Moi­ Explique que Deus conduziu o povo até sés, e Moisés orou ao SENHOR, o deserto de Sur (Êx 1 5 .2 2 ). Depois eles e o fogo se apagou. partiram em direção a Mara, onde as águas eram am arg as. Depois os isra­ 3 - Pelo que ch a m o u aquele elitas se deslocaram em direção a um lu g a r T a b e rá , p o r q u a n to o fogo do SENHOR se a cen d era oásis cham ado Elim . Mostre que o povo estava seguindo em direção ao Sinai. entre eles.
42 L iç õ e s B íb l ic a s

a com eter os m esm o s e rro s que o povo de Deus com eteu no p a ssa ­ do. Então, estude com afinco cada IN T R O D U Ç Ã O lição deste trim estre e ja m a is siga Há muitos crentes que fazem a os c a m in h o s da d e so b e d iê n c ia , seguinte indagação: “Por que e stu ­ reb eldia e id o latria trilh ad o s por d a ra s lições do Antigo Testam ento, Israel no deserto. sendo nós cristãos da Nova A lia n ­ Na liçã o de h o je , e stu d a re ç a ? ” A re sp o sta a e sta ^ & m o s a c a m in h a d a do P A LA V R A -C H A V E pergunta se encontra na p o v o d e D e u s a té o Prim eira Epístola aos CoS in a i. V e re m o s co m o P e r e g r in a ç ã o : ríntio s, capítulo 10, v e r­ A jo r n a d a lo n g a e D e u s g u io u e s u s te n ­ sículos 1 a 12. Os fatos tou seu p o vo que foi e x a u s tiv a q u e os do A n tig o T e sta m e n to in f ie l, m u rm u ra d o r e is ra e lita s fiz e ra m são com o fig u ra s (1 Co id ó la tra . O S e n h o r p e r­ a té ch e g a re m a 10.6,11), nos alertando m an e ce u fie l e c u id a n ­ T e rra P ro m e tid a . para que não ven ham o s ^ do dos is r a e lit a s .
O ÊXO D O
Jericó •

Berseba

\ Horma : v * «Arade Zoar'
Baal-Zefom Beerote NEGUEBE

Pi tom •

Sucote

Monte Sinai? (Jebel Ali)

Cades-Barneia (Meribá)

Deserto de Etã Mènfis

Mara? • El im? Deserto de Sim?

Goff o de Suez Gofío de Aqaba Possível rota do êxodo e peregrinações Monte Sinai? (Monte Horebej

Outras rotas sugeridas
Principais estradas 100 100 2 0 0 M ilhas M ar Vermelho

2 00 Quilómetros

f - ISRA EL PEREGRINA PELO D ESERTO
1. Is ra e l c h e g a a M ara (Êx 1 5.23 ). O povo de Deus e sta va fin a lm e n te liv re dos e g íp cio s e co m eçava sua cam inhada pelo d e ­ serto a cam inho de C an aã. Depois da tra v e ssia do Mar Verm elho os isra e lita s fo ram co n d u zid o s por Moisés até o deserto de Sur. Eles an d aram trê s d ias pelo d e serto e as águas que encontraram em Mara eram im p ró p rias para beber. D e s c o n te n te , o p o vo co m e ço u a m u rm u ra r c o n tra M o isé s. Na verd ad e eles não estavam re cla ­ m ando de M oisés, m as de Deus (Ê x 16.7,8). Muitos podem p en sar que estão reclam ando do seu líder, m as na verdade estão reclam ando contra aquEle que delegou au to ri­ dade ao líder: Deus. A m urm uração é um a ca ra cte rística negativa da­ queles que não confiam no Senhor. M oisés co n fia v a na p ro v id ê n c ia do Pai. Então ele orou e Deus lhe m ostrou um lenho. Moisés jogou o lenho nas águas e elas se tornaram boas para o consum o. Segundo o C om entário Bíblico Beacon, “assim com o Deus curou as águas am ar­ g as de M ara, a ssim Ele c u ra ria Israel satisfazen d o -lh es as neces­ sidades fís ic a s e, m ais im portante que tudo, curando o povo de sua n atu reza co rro m p id a”. Is r a e l e ra u m a m a s s a de g e n te b rig u e n ta e sem fé que p re c is a v a se r lap id ad a pelo Se: nho r para que se tra n sfo rm a sse em um a nação sa n ta . A lap idação veio com as p ro vaçõ es rum o ao m onte Sinai. 2. R u m o ao S in ai (Êx 16.1). |i Depois de Mara os israelitas foram ' para Elim e em seguida para o defâ t a m sg aig »»n mn im — m in

serto de Sim , que fica va entre Elim e Sinai (Êx 19.1,2). Esse é um lugar inóspito, repleto de areia e pedra, porém um local perfeito para Deus tra ta r do seu povo. Diante das d ifi­ culdades o povo v o lta a m urm urar e quer m ais um a v e z reto rnar ao Egito (Ê x 16.2,3). Mas Deus é bom e m ise ric o rd io so . Ele m ais um a v e z supriu as necessid ad es do seu p ovo. T a lv e z vo cê e ste ja send o tam bém provado pelo Senhor. Este é um m om ento d ifícil, mas em v e z de m u rm u ra r ad o re ao S e n h o r. Você, assim com o Israel, v e rá o sobrenatural de Deus em sua v id a . No deserto de Sim , Deus envia o m aná ao seu povo. O m aná não foi um fenô m en o n atu ral, com o alguns cogitam . Foi um a provisão esp ecial de D eus. Esta p ro visã o ap on tava para Je su s, o Pão V ivo que desceu do céu (Jo 6.31-35). D e u s s u s te n to u se u p o vo atra v é s do d eserto não som ente com pão, m as tam bém com car­ ne e ág u a. Em R efid im , Deus fe z ág ua jo r r a r da rocha (Ê x 17.1-7). Ele é o nosso p ro ved o r (SI 23.1). Tudo que tem os vem do Senhor, por isso devem os ser g ratos a Ele pela p ro visão . Depois de p a rtird e Refidim , o p ovo, sob a o rien tação de Deus, cam inhou até o m onte Si­ nai, onde os isra e lita s receb eram a lei do Senhor.

SINOPSE DO TÓ PICO (1)
Os heb reus foram lapidados m ediante as p ro vaçõ es que tiv e ­ ram que e n fre n ta r no d eserto .

RESPONDA
7. Q ual fo i a a titu d e d o s isra e lita s ao c h e g a r a M ara e não e n co n tra r á g u a p o tá v e l p a ra b eb e r?

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2. D epois de M ara p a ra onde foram os hebreus? O que encontraram ali? II - IS R A E L N O M O N T E S IN A I 1. O m o n te S in a i (Êx 19.2). Este é um lug ar especial p ara todo o povo de D eus. Ali Deus revelouse de m odo esp ecial a M oisés e a Isra e l e lhe e n tre g o u os D ez M a n d a m e n to s. A li os is r a e lit a s tiv e ra m a re ve lação da g ló ria e da sa n tid ad e do To d o -Po d ero so . T i ­ veram tam bém a revelação da sua n a tu re za , da sua lei, da e xp ia ç ã o do pecado, da vo ntad e d ivin a e do seu culto. Todo o livro de Levítico , que tra ta do m in isté rio e do culto ao Senho r, teve o seu d e se n ro la r no aca m p a m e n to do Sin ai, ao pé do m onte. A d istân cia do Sinai a C an aã é de quase 500 q u ilô m e tro s, e se ria p e rc o rrid a em um c u rto p ra z o pelos is ra e lita s , m as in fe lizm e n te levou 38 anos. A dem ora decorreu com o p arte do ju lg a m e n to d ivin o dos p e c a d o s de in c re d u lid a d e , m u rm u ra ç ã o , re b e liã o e d e sv io dos isra e lita s (D t 2.14,15). 2. A p e r m a n ê n c i a no S i­ n a i. No Sin ai, Israel p erm an eceu , c o n fo rm e as d e te rm in a ç õ e s do Sen h o r a M oisés, ce rca de onze m e se s. D uran te sua p e rm an ê n cia a li, Is ra e l c a iu no a b o m in á v e l pecado da id o la tria do b e ze rro de o u ro (Ê x 3 2 .1 - 8 ,2 5 ). Com a id o la tria v e io a o b sc e n id a d e , a im o ralid ad e e a p ro stitu içã o . Este h o rríve l pecado de Israel é m en ­ cionado v á ria s v e ze s a tra v é s da Bíblia, sem p re de modo infam ante com o em 1 C o rín tio s 10.7: “ Não vo s fa ç a is , p o is, id ó la tra s , com o alg un s deles; con form e está e s c ri­ to: O povo assen to u -se a co m er e

REFLEXÃO O m a n a n ã o fo i um fe n ô m e n o n a tu r a l. F o i u m a p r o v is ã o e s p e c ia l de D e u s. E sta p r o v is ã o a p o n ta v a p a r a J e s u s , o Pão V ivo q u e d e s c e u d o c é u .” A nto nio G ilb erto

a beber e levantou-se para folgar.' A p e s a r de Isra e l te r fa lh a d o , o eterno propósito sa lvífic o de Deus não fa lh o u (Ef 3.11). S I N O P S E D O T Ó P I C O <2) O m onte Sinai é um lu g ar es­ pecial p ara todo o povo de D eus. A li, D e u s re v e lo u - s e de m o d o e sp e cial a M oisés e a Israel e lhes entreg ou os D ez M and am ento s. RESPO N D A 3. Q uanto tem po o p ovo p e rm a n e ­ ceu no Sin a i? 118 - A I D O L A T R I A D O S IS R A E L IT A S 1. O b e z e r r o d e o u r o (Êx 3 2 .2 -6 ). M oisés e Jo su é su b iram l ao m onte Sinai p ara se e n co n tra r com o Sen ho r e receb er dEle as tá b u a s da L e i. A li e le s fic a ra m m uitos d ia s, e o povo, com p ressa em sa b e r n o tícia s, com eçou m ais um a v e z a re cla m ar e a e sp e cu la r a cau sa da d em o ra de M oisés e Jo s u é . Não le v o u m uito te m p o A p ara que um a g ran d e co n fu sã o fo sse fo rm a d a . O povo, lid erado * por A rão , pecou d e lib e rad am e n te co n tra o Sen ho r co n stru in d o um bezerro de ouro para ser ado rad o. D iv e rsa s p a ssa g e n s b íb lica s rela-

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conhece o coração do hom em e Ig cio nam o ídolo aos d e m ô n io s, e I o culto id ó latra ao cuito diabó lico sabe da sua propensão à id olatria. I (Lv 17.7). Os ídolos sem p re foram P recisam o s vig iar, pois som ente I la ço s p ara o p o vo de Is ra e l, a Deus deve ser único dom inador e I quem Deus eiegeu com o seu povo rei em nosso coração. I p e cu lia r aqui na te rra . 2. C u id a d o c o m a ido laSINOPSE DO TÓ PICO <3) I t r i a . A P a la v ra de D eu s em 1 Os is ra e lita s , lid e ra d o s por i j o ã o 5.21 nos a d v e rte : “Filh in h o s, 1 guardai-vos dos ídolos. A m ém !”. O A rã o , p ecaram d elib erad am en te co n tra Deus ao fu n d irem o b e ze r­ I cren te deve e sta r vig ila n te contra I a id o la tria . M uitos p ensam que ro de ouro. id o la tria é som ente ad o rar a imaRESPONDA gens de e sc u ltu ra . T o d a v ia , um ídolo é tudo aquilo que ocupa o 4. T ra n scre va um texto bíblico que lu g ar de D eus na v id a hu m ana. nos e xo rte a re sp e ito da id o la tria . A lg u m a c o is a te m o c u p a d o o 5. O que o rd en a o p rim e iro m a n ­ lu g ar do Sen ho r em seu coração? dam ento do Eterno em Êxodo 2 0 .3 ? Peça a aju d a do Pai e livre-se im e­ CONCLUSÃO d iatam en te de toda id o la tria . O apóstolo Paulo ad ve rte a igreja de O Salm o 106 relata os tro p e ­ Corinto p ara não se e n vo lve r com ços de Israel a cam inh o de C an aã, a id o la tria, com o o povo de Israel e a su b lim e h is tó ria da in fin ita no d eserto (1 Co 10.14,19-21). m ise ric ó rd ia de D eus p ara com e le s. Deus é fiel! Israel pecou e 3. A id o la tria no c o ra ç ã o . O com eteu m uitos e rro s, porém os profeta Ezequiel adverte-nos sobre p lano s do S e n h o r em relação a isso em 14.2-4,7 do seu livro . O Israel e a toda hum anidade não prim eiro m andam ento do Eterno fo ram fru stra d o s. Com o crentes sê em Êxodo 2 0 .3 , ordena: “Não tedevem os rep u d iar toda fo rm a de rás outros deuses diante de m im ”. id o la tria , e n tro n iz a n d o a D eus Israel, antes de se r liberto e resg a­ co m o ú n ico S e n h o r em n o sso s tado da escravidão do Egito, pecou co raçõ e m entes. contra oes Senhor, adorando a falsos

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deuses (Is 24.2,15; Cn 35.2,4). Deus

“M u ito s p en sa m que id o la tria é som en te a d o ra r a im a g en s de e sc u ltu ra . To d a via , um ídolo é tudo a q u ilo q u e ocu p a o lu g a r de D eus na vida h u m a n a .” A n to n io G ilberto

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BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
C O H EN , A rm a n d o C h a v e s . Ê x o d o . 1. ed. Rio de Ja n e iro : CPAD, 1 9 9 8 . RIC H A RD S, La w re n ce O. G u ia d o L e it o r d a B íb lia : Um a a n á lise de C ê n e sis a A p o ca lip se ca p ítu lo p o r ca p ítu lo . 1 ed. Rio de Jan eiro : CPAD, 2 0 0 5 .

SA IB A MAIS
R evista E n sin a d o r C ristão CPAD, n °5 7 . p .3 9 .
R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S 1. Eles m urm uraram . 2 . Eles foram para Elim . Um verda­ deiro oásis. 3- Durante onze m eses. 4 . “Filhinho s, guardai-vos dos ído­ los” (1 Jo 5.21). 5 . "Não terás outros deuses diante de m im .

S u b s íd io B ib lio ló g ic o “ O p o v o m u r m u r o u c o n tr a M o is é s A liderança é cara, porque a culpa pela adversidad e recai nos líderes. Essas pessoas sabiam que Moisés era homem de Deus; por isso, o pecado tam bém era con tra D eus. G randes e xp e riê n cias com Deus não curam n e cessariam en te o coração mau e queixoso. A m urm uração cessa ape­ nas quando crucificam os o eu e entro­ nizam os Cristo somente (Ef 4 .3 1 ,3 2 ). A única coisa que Moisés poderia fa ze r era clam ar ao Senhor. Não há dúvida de que teria fornecido água potável em resp osta à fé paciente de Israel, se tivessem perm anecido firm e s. O Senhor às v e ze s sa tisfa z nossos caprichos em detrim ento da fé. Aqui, as águas se tornaram doces, quando Moisés lançou um lenho ne­ las, mas a fé de Israel continuou fraca. D esconhecem os método natural que e xp lica este m ilagre. Deus usou esta ocasião para ensi­ nar uma lição a Israel, dando-lhes esta­ tutos e uma ordenação. Se as pessoas ouvissem a Deus e obedecessem in­ teiram ente à sua palavra, elas seriam curadas de todas as enfermidades que Deus tinha posto sobre o Egito. Assim com o Deus curou as águas am argas de Mara, assim Ele curaria Israel satisfazendo-lhe as necessidades físicas e, mais im portante que tudo, curando o povo de sua natureza corrom pida. Deus queria tirar o espírito de mur­ m uração do meio do povo e lhe dar uma fé forte” (Com entário Bíblico Beacon. vol 1 . 1 . ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2 0 0 5 , p. 1 75). wm
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A UXÍLIO BIBLIO G RÁ FICO I I _______
S u b s íd io B ib lio ló g ic o “M aná A p alavra ocorre pela prim eira v e z em Êxodo 1 6 .3 1 . Em outra passagem no AT, todas as versõ es inglesas traduzem uniform em ente a palavra heb. com o ‘m aná’, o que é m eram ente uma tran sliteração ap ro xim ad a; m as em Êxodo 16.1 5 o term o é trad u zid o com o uma pergunta. ‘Que é isto?’ Evidentem ente quando os israelitas o viram pela p rim eira v e z no chão, o apelidaram de ‘O que é?’ , ou de form a coloquial ‘Com o se cham a isto?’, o que parece ser o sign ificado li­ teral com referência à qualidade m isterio sa do pão d ivin o . O maná era pequeno, redondo e branco (Êx 1 6.1 4 ,3 1 ). Guardado para o dia seguinte ele com um ente ‘cria va bichos e ch eirava m al’ (Êx 1 6 .2 0 ). D erretia quando exp o sto ao sol quente. D everia ser apanhado dia­ riam ente, pela m anhã, um ôm er por pessoa. No sexto dia o povo d everia ju n ta r o dobro, para prover para o sábado, quando nenhum m aná seria dado. Neste caso ele não cria va b ichos, nem cheirava mal durante o sábado. Um pote de m aná foi apanhado e m antido com o m em orial desta m iraculosa provisão do Senhor para os israelitas ao longo dos 40 anos no deserto (Êx 1 6 .3 2 -3 5 ). Mais tarde, um pote de ouro de m aná foi colocado dentro da arca no Tabernáculo (Hb 9 .4 )” (D icio n á rio B íb lico W y cliffe . 1 .ed. Rio de Janeiro : CPAD, 2 0 0 9 , p .75).

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Lição 7
/ 6 de Fevereiro de 2014

Os D e z

Mandam entos do Senhor
T E X T O Á U REO “Porque o fim da lei é C risto p a ra ju s tiç a , de todo aquele que c rê ” (R m 1 0 .4 ). V E R D A D E P R Á T IC A A Lei exp õ e e co n d en a os n o sso s pecados, porém , o Senhor Je su s C ris ­ to, pelo seu san g u e exp iad o r, nos perdoa e nos ju s t ific a m ediante a fé.

HINOS SUGERIDOS 2 6 2 , 2 8 5 , 306

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - J o 1 .1 6 ,1 7 A lei de M oisés e a g raça de Deus T e r ç a - R m 1 .1 6 ,1 7 O cren te v iv e em C risto a p artir da fé Q u a r t a - G l 4 .4 ,5 C risto veio a lca n ça r os que estavam sob a Lei Q u in t a - 1 C o 1 .3 0 ,3 1 C risto - sa b e d o ria , ju s t iç a , sa n tifica çã o e redenção S e x t a - R m 1 0 .8 ,1 7 A fé pela P alavra quando crid a e obed ecid a S á b a d o - G l 2 .1 6 A ju s tific a ç ã o nos vem pela fé em C risto
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LEITU R A BÍBLICA EM CLASSE
Êx o d o 2 0 .1 -5 ,7 -1 0 ,1 2 -1 7
1 - Então, fa lo u D eus todas e sta s p a la v ra s, d izen d o : 2 - Eu sou o SENHOR, teu D eus, que te tire i da te rra do Egito, da ca sa da se rv id ã o . 3 - Não t e r á s o u t r o s d e u s e s d ia n te de m im . 4 - Não fa rá s p a ra ti im agem de e sc u ltu ra , nem a lg u m a se m e ­ lh a n ça do que há em cim a nos c é u s , nem em b a ix o na t e r r a , nem n a s á g u a s d eb a ixo da te rra . 5 - Não te e n c u r v a r á s a e la s nem a s s e r v ir á s ; p o rq u e eu, o S E N H O R , te u D e u s, s o u D e u s ze lo so [...]. 7 - Não to m a rá s o nom e do S E ­ NHOR, teu D eus, em vão; p o rq u e o SENHO R não terá p o r in ocente o que to m a r o se u nom e em vão. 8 - Lem bra-te do dia do sá b a d o , p a ra o sa n tifica r. 9 - S e is d ia s tra b a lh a rá s e fa rá s toda a tu a ob ra, 10 - m as o sétim o dia é o sá b a d o do SENHO R, teu D eu s; não fa rá s n enhum a o b ra , nem tu, nem o teu filh o, nem a tu a filh a , nem 0 teu s e rv o , nem a tu a s e r v a , nem o teu a n im a l, nem o teu e stra n g e iro que e stá d e n tro d a s tu a s p o rta s. 1 2 - H onra a teu p a i e a tua m ãe, p a ra que se p ro lo n g u em os teu s d ia s na te rra que o SEN HO R, teu D eus, te dá . 1 3 - Não m a ta rá s. 14 - Não a d u lte ra rá s. 1 5 - Não fu rta rá s . 1 6 - Não d irá s fa lso testem u n h o c o n tra o teu p ró xim o . 1 7 - Não co b iça rá s a ca sa do teu p ró xim o; não cobiçarás a m u lh er do teu próxim o, nem o seu servo, nem a sua se rv a , nem o seu boi, nem o se u ju m e n to , nem co isa algum a do teu próxim o.
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IN T E R A Ç Ã O
O Decálogo expressa o propósito de Deus para o povo de Israel: uma nação que an­ dasse em ju stiça , odiasse o pecado e am asse a santidade. Caso seguissem esse estilo de vida, os ju d e u s resplandeceriam como luz à s nações vizinhas. Mas Israel falhou nesta m issão e voltou-se contra Deus. Entretanto, a queda do povo ju d e u trouxe salvação aos gentios. Todavia, isso não deve orgu lh a r ou ensoberbecer a Igreja do Senhor, rep re­ sentante do Reino de Deus no m undo; pelo contrário, a com unidade dos santos deve tem er a Deus e ou vir o conselho do apóstolo Paulo: "Porque, se Deus não poupou os ra ­ mos naturais [Israel], teme que te não poupe a ti também [igreja]’’ (Rm 11.2 i).

O B J E T IV O S A pós a a u ía , o alun o d e ve rá e sta r apto a: C o n h e c e r os p ro p ó sito s dos D ez Mandam entos. C o m p r e e n d e r o conceito de cada m andam ento. S a b e r que os D ez M a n d am e n to s referem-se a relação do homem com Deus e o próxim o.

O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Prezado p ro fe sso r, u tilize o esquem a da página seguinte para c o n c lu irá lição. Os objetivos desta atividade são: recapitu lar os m andam entos estudados e an alisar as duas relações hum anas im p lícitas no Decálogo. Explique à classe o quanto é óbvio que a interpretação dos quatro prim eiros m andam entos se distingue dos outros se is, pois os quatro prim eiros tratam do relacionam ento do homem com Deus e os outros seis, do homem com o próxim o . C onclua a aula afirm ando que, além do aspecto e sp iritu a l, o Decálogo ap resen ta um caráter social da Lei cuja garantia da dignidade hum ana torna-se uma ordenança d ivina.

v e rd a d e , um resu m o da lei m oral de D e u s. 2. O b je t iv o s d o C o n c e r t o IN T R O D U Ç Ã O d iv in o . A lei foi dada por Deus a Hoje estu d arem o s o cap ítu lo Israel com os seg u in tes o b jetivo s: 20 do livro de Êxo d o . É um a sín ­ a) P ro ve r um p a d rã o de ju s t i ­ ça. A lei entreg ue pelo te se c o n c e rn e n te aos Sen h o r a M oisés é um D ez M andam entos que PA LA V R A -C H A V E p a d rã o de m o r a lid a ­ fo ra m e n tre g u e s p o r M a n d a m e n to : de p ara o c a rá te r e a Deus a M oisés. Muitos c o n d u ta do h o m e m p e n s a m q u e os p r e ­ D isp o siçã o e sc rita c e ito s m o ra is da Lei em que se d e te rm in a seja ele ju d e u , se ja ele gentio (Dt 4 .8 ; Rm 7.12). fo ram som ente para o a re a liz a ç ã o de A ntigo Pacto. To d avia , b) Id e n tific a um a to , de um a Je su s re ssa lto u , no Ser­ d ilig ê n cia ; m a n d a to. p o r a m a lig n id a d e do mão do Monte, que os p e ca d o . “V eio , p orém , p receito s m o rais da Lei a lei para que a ofensa são eternos e im u tá v e is, por isso a b u n d a s s e ”; isto é, fo s s e d e v i­ p re cisam o s conhecê-los. d a m e n te c o n h e c id a (Rm 5 .2 0 ). “Pela lei vem o conhecim ento do I - OS PROPÓSITOS DA LEI pecado”, ou se ja , o conhecim ento 1. O D e c á lo g o ( Ê x 2 0 .3 pleno da tra n sg re ssã o (Rm 3 .2 0 ; 1 7 ). O te rm o D e c á lo g o lit e r a l­ 7.7). A lei não fa z do se r hum ano m ente sig n ific a “d e z e n u n c ia d o s” um pecador, m as fa z com que ele ou “d e c la ra ç õ e s ” (Ê x 3 4 .2 8 ; Dt se reco nh eça com o um tra n s g re s­ 4.13). Ele foi p ro fe rid o por D eus sor. Ela e xp õ e a m alignidade do no Sinai (Ê x 20 .1 ), m as tam b ém p e cad o , m as ao m esm o tem p o e scrito por Ele em d uas tá b u a s ap on ta o cam inh o da sua e x p ia ­ de p ed ra (Ê x 31.18). O D ecálo g o ção pela fé em Deus atravé s dos e xp rim e a v o n ta d e de Deus em sa crifício s que eram oferecidos no re la ç ã o ao s e r h u m a n o . É, na T a b e rn ácu lo (Lv 4 — 7).
RESUMO DO D EC Á LO G O

1° M andam ento................................................. Não terás outros deuses diante de mim

2° M andam ento................................................. Não farás imagens de escultura.
3o M andam ento................................................. Não tomarás o nome de Deus em vão.

4o M andam ento................................................. Lembra-te do sábado, para o santificar. 5o M andam ento................................................. Honra o teu pai e a tua mãe. 6o M andam ento................................................. Não matarás. 7o M andam ento................................................. Não adulterarás. 8o M andam ento................................................. Não furtarás. 9o M andam ento................................................. Não dirás falso testemunho. 10° M andam ento............................................... Não cobiçarás. --Texto adaptado d a obra “Manual do P e n t a teuco". editada p ela CPAD.
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to , fo i a re s p e ito da a d o ra ç ã o c) R e v e la r a s a n t id a d e de so m en te a D eus (1 Co 8 .4 -6 ; 1 Tm D e u s . O S e n h o r r e v e la a s u a 1.17; E f 4 .5 ,6 ; Mt 4.10). sa n tid a d e p o r in te rm é d io da lei 2. O seg u n d o m an d am en ­ m o sa ica (Ê x 24.15-17; Lv 19.1,2), to . “ Não fa rá s p ara ti im agem de de igual fo rm a , em o Novo Pacto, e sc u ltu ra ” (Ê x 2 0 .4 -6 ). A q ui Deus Ele re ve la a todo o m undo o seu p ro íb e te rm in a n te m e n te o uso de am o r a tra v é s do seu Filho Je su s im ag en s id o lá tric a s. “D eus é E sp í­ (Jo 3.16; Rm 5 .8 ). A lei foi dada por rito ”, d isse Je su s (Jo 4 .2 4 ). Então , Deus para c o n d u zir a hum anidade não há com o adorá-lo por m eio a C risto (Rm 10.4). de im ag e n s. Q uerer ad o rar a Deus por m eio de im agens v isív e is é fa l­ SINOPSE DO T Ó P IC O (1) ta de fé, pois C risto é a im agem de A Lei de D e u s , e n tre g u e a D eus (Cl 1.13-23). É ab o m in ação M oisés tinha os seg u intes propósi­ ao Sen ho r a id o la tria , ou se ja , ter tos para Isra e l: p ro ve r um padrão íd o lo s e se r id ó la tra (D t 7 .2 5). Na de ju s t iç a ; id e n tific a r e e x p o r a v id a do cre n te , um ídolo é tudo m alig n id ad e do p ecado ; re v e la r a o que o cu p a o p rim e iro lu g ar em sa n tid ad e de D eus. su a v id a , em seu c o ra ç ã o , em se u te m p o e em su a v o n ta d e . RESPONDA Esse “íd o lo ” pode se r acú m u lo de riq u e z a , a b u sca p ela g ra n d e z a , 1. Q u a l o s ig n ific a d o do te rm o pelo su c e sso e p ela fa m a . Pode “D e cá lo g o ”? se r tam b ém a b u sca pela p o p u la­ 2 . De a co rd o com a liçã o, o q u e o rid a d e , pelo p ra z e r d e se n fre a d o . D ecá lo g o e x p rim e ? Há m u ita gente na ig re ja se a r ru i­ 3. Q u ais os o b je tiv o s do C o n ce rto nando e sp iritu a lm e n te por ca u sa d ivin o ? dos “íd o lo s do co ra çã o ”. II - OS DEZ MANDAMENTOS 3 . O te rc e iro m a n d a m e n to . ( Ê X 2 0 .1 - 1 7 ) “ Não to m a rá s o nom e do Senhor, 1. O p r im e ir o m a n d a m e teu n ­ D e u s, em v ã o ” (Ê x 2 0 .7 ). O n o m e de D e u s r e p r e s e n t a Ele to . “ N ão t e r á s o u t r o s d e u s e s m esm o ; sua d ivin a n a tu re za ; seu diante de m im ” (Ê x 2 0 .3 ). Neste in fin ito poder e seu santo caráter. p rim e iro m a n d a m e n to , D eus se Este m an d am en to , p o rtan to , d iz | re ve la com o o único e v e rd a d e iro re sp eito à sa n tid a d e do Senho r. } D eus (D t 6 .4 ). N aquela é p o ca ha­ To m ar o nom e do Todo-Poderoso l l v ia entre as nações fa lso s d e u se s. I Um e xe m p lo d isso é o Egito, onde em vão é m encioná-lo de m odo ba­ nal, profano, se cu la r e irre ve ren te. ’ o povo de Israel e stiv e ra por 430 4 . O q u a r t o m a n d a m e n to . : a n o s . N o s s a a d o ra ç ã o e c u lto “ L e m b ra -te d o d ia de s á b a d o , devem se r d irig id o s so m ente ao p ara o s a n tific a r” (Ê x 20.8-11). O i ú n ic o e v e r d a d e ir o D e u s . Não sá b a d o e ra um d ia de d e sc a n so e j ; d e v e m o s c u ltu a r nem os a n jo s de a d o ra ç ã o a D eu s. O te rm o s á ­ (A p 19.10), nem os h o m e n s (At bado vem do h e b ra ico sh a b b a th 1 0 .2 5 ,2 6 ) ou q u a isq u e r sím b o lo s. ( c e s s a r ; in te rro m p e r). Em G ênesis I O p rim e iro m an d am e n to da lei, 2 .3 e stá e s c rito que: D eus “d e s­ H re a firm a d o em o Novo T e s ta m e n ­

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c a n so u ” (lite ralm e n te “ce sso u ”, no se n tid o de alg u é m in te rro m p e r o que e sta v a fa ze n d o ). A e x p re ssã o “le m b ra -te ”, u sa d a pelo au to r no v e rs íc u lo 8, in d ic a que o sá b a d o já fo ra dado p o r D eus no p rin c í­ pio, e que já era o b s e rv a d o p ara d e sc a n so do tra b a lh o e a d o ra ç ã o a D e u s (G n 2 .1 -3 ; Ê x 2 0 .1 0 ). É im p o rta n te r e s s a lt a r que em o Novo T e sta m e n to não há um só v e r s íc u lo q u e o rd e n e a g u a rd a do sá b a d o com o d ia fix o s a n t ifi­ cad o p ara d e sc a n s o e ad o ra çã o ao S e n h o r. O s á b a d o fo i d ado co m o um “s in a l” do p acto do S i­ nai en tre D eus e Is ra e l. A s s im , o sáb ad o a s s in a la Israel com o povo e sp e c ia l de D eus (Ê x 31.12,13,17; E z 2 0 .1 0 - 1 2 ). A r e s p e it o d o s d e m a is m a n d a m e n to s não e s tá d ito que e le s são “ s in a is ”. P a ra n ó s, o p rin c íp io que p e rm a n e c e é um d ia de d e s c a n s o na s e m a ­ n a, p a ra n o sso b e n e fíc io fís ic o e e s p iritu a l (C f. Mc 2 .2 7 ,2 8 ). N ós, c ris tã o s , o b s e rv a m o s o d o m in g o co m o d ia de c u lto , p o is C ris to re s s u s c ito u no p rim e iro d ia da se m a n a (Lc 24.1-3). S I N O P S E DO T Ó P IC O ( 2 ) Do p rim e iro ao q u arto m a n ­ d a m e n to , o D ecálo g o a p re se n ta leis para situ a r a relação do ho­ m em com D eus. R ESPO N D A 4 . O que sig n ific a to m a r o nom e de D eu s em vã o? III - A C O N T I N U A Ç Ã O D O S M A N D A M E N T O S D IV IN O S 1* O q u in to m a n d a m e n to . “ H onra a teu pai e a tu a m ãe” (Ê x 20.12). H onrar é re sp e ita r e obe-

REFLEXÃ O “H á m u ita g e n te n a ig r e ja se a r r u in a n d o e s p ir it u a l­ m e n te p o r c a u s a d o s ‘íd o lo s d o c o r a ç ã o ”'. A n to n io G ilb e rto

decer, por am or, à au to rid ad e dos pais, e com eles co o p e ra re m tudo. É o p rim eiro m and am ento co n ten ­ do um a p ro m essa de D eus: “Para que se prolonguem os teus d ia s .” 2 . O s e x to m a n d a m e n to . “ N ão m a t a r á s ” ( Ê x 2 0 .1 3 ). No o rig in a l, o te rm o ra sa h e q u iv a le a m ata r o se r hu m an o de m odo d o lo so , p re m e d ita d o , p lan e jad o . Este m an d a m e n to re s sa lta a sacra lid a d e da v id a h u m a n a com o d á d iv a de D eus (At 17.25-28). Há ta m b é m a q u e le s que m a ta m o p ró xim o no se n tid o m o ra l, so cial e e sp iritu a l, m ediante a m e n tira, a fa lsid a d e , a d ifa m a ç ã o , a c a lú n ia , a m a le d ic ê n c ia e o fa ls o t e s t e ­ m u n h o (1 Jo 3 .1 5 ). A tu a lm e n te há m urtos q ue fo ra m a tin g id o s m o r t a lm e n t e em s u a h o n ra e p ra ticam e n te “m o rre ra m ”. 3 . O s é t im o m a n d a m e n to . “ Não a d u lte ra rá s ” (Ê x 20.14 ). Este m a n d a m e n t o do S e n h o r e s t á v in c u la d o à sa c ra lid a d e , p u re z a e re sp eito a b so lu to ao se x o , ao m atrim ô n io e à fa m ília . O a d u lté ­ rio é um ato se x u a l ilícito e p e ca ­ m inoso, de um côn ju g e com o u tra p e sso a e stra n h a ao c a s a m e n to . En q u an to a lei co n d e n a v a a p rá ­ tic a do ato , o Novo T e sta m e n to v a i além — co n d en a os m o tivo s o cu lto s no co raçã o que levam ao ad u lté rio (Mt 5 .2 7 ,2 8 ). P o rtan to , m ais que co n d e n a r o ato p ra tic a ­
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do, D eus e sp e ra que em todo o ético a tudo o que p erten ce aos tem po d o m in em o s no sso s d e se ­ o u tro s. Isto ab ran g e o co n tro le e jo s e nos sub m etam o s ao dom ínio o d om ín io dos ap e tite s da alm a, dos im p u lso s, d esejo s e vo n tad e do E sp írito Santo. 4. O o ita v o m a n d a m e n to . do c re n te . C o b iç a r é q u e re r o “Não fu rta rá s ” (Ê x 20.15). F u rta r que p e rte n ce a a lg u é m . Q u erer é apoderar-se o cu lta ou d isfa rç a ­ as co isa s dos o u tro s é um d esejo dam ente daquilo que pertence a in san o que p re cisa se r d eb elad o . outrem . Isso abrange toda fo rm a de d eso n estid ad e, de m entira, de SINOPSE DO T Ó P IC O (3) ocu ltação , por p a la v ra e por ato s. Do q u in to ao décim o m and a­ É preciso re sp eitar os bens dos ou­ m ento , o D ecálogo ap re se n ta leis tro s. Te r honestidade e p ureza nos que tratam da relação do hom em atos; no viver, no agir, no proceder. com o p ró xim o . 5. O n o n o m a n d a m e n t o . “Não dirás falso testem unho contra RESPONDA o teu próxim o” (Êx 20.16). Este m an­ dam ento do Senhor trata da nossa 5. Fale a re s p e ito d o d é cim o m a n ­ honestidade e sinceridade no uso da d a m en to . palavra em relação aos outros. Falso CONCLUSÃO testem unho é falar mal dos outros; A Lei e x p õ e e c o n d e n a os acusar e culpar injustam ente; difa­ no sso s p ecad o s, p o rém , o Sen h o r m ar; caluniar; m entir (Tg 4.11). 6 . O d é c im o m a n d a m e n ­ | Je su s C risto , pelo seu sang ue exto . “ Não c o b iç a r á s ” (Ê x 2 0 .1 7 ). piador, nos p erd o a e nos ju s tific a E ste m a n d a m e n to é o re sp e ito m ediante a fé. REFLEXÃ O “C o b iç a r é q u e r e r o que p e rte n c e a a lg u ém . Q u e re r a s c o isa s d o s o u tro s é um d e se jo in sa n o que p re c is a s e r d eb e la d o .'' A ntonio G ilb erto

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A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FIC O I
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
B íb lia d e E s t u d o P e n t e c o s ­ t a l. Rio d e ja n e iro : CPAD, 1 9 9 5 . HAMILTON, V ito r P. M a n u a l d o P e n t a t e u c o : G ê n e sis, Ê xo d o , L e v ftic o , N ú m e ro s e D eu tero n ô m io . I .e d . Rio de Ja n e iro : CPAD, 2 0 0 6 . COHEN, A rm ando C h aves. C o ­ m e n tá r io B íb lic o Ê x o d o . 1 .ed. Rio de Jan eiro : CPAD, 19 9 8 . S u b síd io T e o ló g ico “ O D e z M a n d a m e n to s Os Dez Mandamentos, aqui regis­ trados (cf. Dt 5.6-21), foram escritos pelo próprio Deus em duas tábuas de pedra e entregues a Moisés e ao povo de Israel (3 1 .1 8 ; Dt 4.1 3; 10.4). A guarda dos mandamentos proveu um meio de Israel procurar vive r em retidão diante de Deus, agradecido pelo seu liv ra m e n to do Eg ito ; ao m esm o tem po, tal obediência era um requisito para os israelitas habitarem na Terra Prometida (Dt 4 1 .1 4 ; 14 [...]). SA IBA MAIS (1) Os D ez M andam entos são o resum o da lei moral de Deus para R e v ista En sin ad o r C ristão CPAD, n° 57, p .3 9 . Israel, e descrevem as obrigações para com Deus e o próxim o. Cristo e os apóstolos afirm am que, como exp res­ R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S sões autênticas da santa vontade de O termo Decálogo literalmente sig­ Deus, eles permanecem obrigatórios nifica dez enunciados ou declarações. para o crente do NT (Mt 2 2 .3 7 -3 9 ; 2. O Decálogo exprim e a vontade Mc 12.28-34; Lc 10.27; Rm 13 .9; Gl de Deus em relação ao ser humano. 5.1 4; Lv 1 9.1 8; Dt 6 .5 ; 10.1 2; 30.6). 3 . Prover um padrão de ju s tiç a ; Conforme esses trechos do NT, os Dez identificar e expor a malignidade do Mandamentos resumem-se no amor a pecado; revelara santidade de Deus. Deus e ao próxim o; guardá-los não é É mencioná-lo de modo banal, apenas uma questão de práticas exter­ profano, secu lar e irreverente. nas, mas também requer uma atitude 5, Este mandamento é o respeito éti­ do coração [...]. Logo, a lei demanda co a tudo o que pertence aos outros. uma ju stiça espiritual interior que se Isto abrange o controle e o domínio e xp re ssa em retidão e xterio r e em dos apetites da alm a, dos im pulsos, santidade. desejos e vontade do crente. (2) Os preceitos civis e cerim o­ niais do AT que regiam o culto e a vid a social de Israel [...] já não são obrigatórios para o crente do NT. Eram tipos de som bras de coisas melhores vindouras, e cum priram -se em Jesus Cristo (Hb 10.1; Mt 7 .1 2 ; 22.37-40; Rm 1 3 .8 ; Gl 5 .1 4 ; 6 .2 ). Mesmo a s­ sim , contêm sabedoria e princípios espirituais a todas as gerações [...]” (Bíblia d e E stu d o P en te co sta l. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p .145).
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A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FIC O II
S u b s íd io B íb lio ló g ic o “A E s t r u t u r a d o D e c á lo g o É b astan te ó b vio que a in te n ção dos q uatro p rim e iro s m a n ­ d am en to s d ife re d a in ten ção dos o u tro s se is . Os q uatro p rim e iro s tra tam do re la cio n am e n to com D eu s, en q u an to os o utros seis re g u ­ lam re la cio n a m e n to s in te rp e sso a is. T a lv e z seja sig n ific a tiv o que o m andam ento a c e rc a dos pais se ja o p rim e iro no âm b ito in te rp e sso a l | [...]. O co rre um a g u in ad a do C ria d o r p ara o p ro cria d o r; a v id a de um a p e sso a se deve a am b o s. Ao se r perguntad o so b re o m ais im p o rtan te m and am ento (como 1 se eles p u d essem se r o rg a n iza d o s h ie ra rq u ica m e n te ), Je su s citou | D eu tero n ô m io 6 .5 : A m a rá s o Senhor, teu D eus, de todo o teu cora| ção, e de tod a a tu a a lm a , e de todo o teu p e n sa m e n to ’ (Mt 2 2 .3 7 ), o que re d u ziu o p rim eiro m an d am ento a um a ú n ica fra se . A p e sa r de ' não lhe pedirem m aio res e scla re c im e n to s, Je su s p ro sseg u iu falan d o : ‘e o seg u n d o , se m e lh a n te a e ste , é: A m a rá s o teu p ró xim o com o a ti i m esm o ’ (Mt 2 2 .3 9 ). Isso co n d e n sa em um a ú n ica o ração os ú ltim o s . 1 seis m an d a m e n to s. O b se rve que Je su s in siste que o am o r pode ser ; d e te rm in ad o . Isso não se ria um a p ro fan ação do am or? O am o r não é i algo a ser vo lu n ta riam e n te dado? Ao co lo car o am o r num co n te xto de e x ig ê n c ia ou m esm o de im p o siçã o , Je su s dá a en te n d e r que o am o r j po r D eus e pelo p ró xim o se b a se ia na v o n ta d e , não em e m o çõ es. Logo após se r o rie n tad o por Je su s so b re o cu m p rim e n to do | m an d am en to com o re q u isito p ara a v id a e te rn a, o rico p erg un to u: 1‘Q u ais?’ Je s u s não d isse nad a sobre os quatro p rim e iro s m andam en; to s, m as ap en as so b re o seg u nd o g ru p o . Até m esm o a ordem que ; eles são citad o s é in te re ssa n te : se x to , sétim o , o ita vo , nono e quinto. A fa lta de am o r entre irm ã o s im pede a p o ssib ilid ad e do am o r de D eus e to rn a o b scu ra q u a lq u e r e x p re ssã o de a m o r por Deus (um a d as m en sa g e n s de 1 Jo ão )” (H AM ILTO N , V ito r P. M a n u a l d o Pen tate u c o : G ên esis, Êxod o, Le vítico , N ú m ero s e D e u tero n ô m io . l.e d . Rio

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Lição 8
23 de Fevereiro de 2014

M oisés —
e seus

su a

L id e r a n ç a
T EX T O ÁUREO

A u x il ia r e s
‘Ouve ag ora a m inha voz; eu te a co n selh a­ rei, e Deus se rá contigo [ ...] ” (Êx 1 8.19 ). V E R D A D E P R Á T IC A Para cu id a r da sua obra, Deus cham a a quem Ele quer, e pelo seu Esp írito cap a cita e ssas p esso as para a sua san ta m issão .

HINOS SUGERIDOS 153 , 156 , 305

L E I T U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Êx 28.1 O obreiro a d m in istra n d o para Deus T e r ç a - Êx 2 9 . 4 4 S an tificad o s p ara o m in istério ^ Q u a r t a - Êx 40.1 3-1 5 Ungidos para o m in istério í ‘V* '
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Q u i n t a - M c 3 .1 3 ,1 4 Je su s cham a e en via para a obra

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% Sexta - 1 Pe 5.3 O obreiro com o e xem p lo para o u u rebanho
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S á b a d o - Rm 1 5 .3 0 1 O ração da ig reja pelos obreiros -.*5
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LEITU RA BÍBLICA EM CLASSE
Êxo d o 18.1 3-22

______________ IN T E R A Ç Ã O ____________ Lid era r é uma arte. Interagir com pesso­ as de diferentes personalidades requ er flexibilidade. Quando tratam os sobre o tema liderança em relação à Igreja de Cristo o assunto torna-se mais complexo ainda, pois um lider espiritual vocacio­ nado p o r Deus não responde apenas a assuntos de ordem espiritual e celestial; além d isso , respo n d e à s questões de ca rá ter m aterial e terreno. O líder c ris ­ tão p recisa ter discernim ento da parte de Deus pa ra atender às necessidades espirituais do seu rebanho, m as igual­ mente, te r a sensibilidade para com as dem andas sociais da com unidade de fé onde lidera. A p e sa r de Moisés s e r um bom exemplo de liderança, a pessoa de je s u s Cristo é o perfeito modelo de lide­ rança humilde, acolhedora e am orosa.

13 - E aconteceu que, ao outro dia, M oisés assentou-se p a ra ju l ­ g a r o povo; e o povo estava em pé diante de M oisés desde a m anhã até à tarde. 14 - Vendo , pois , o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que tu fa zes ao povo? Por que te a ssen ta s só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a m anhã até à tarde? 15 - Então, d isse M oisés a seu so g ro : É porque este povo vem a m im p a ra co n su lta r a D eus. 16 - Q uando tem algum negócio, vem a m im , p a ra que eu ju lg u e entre um e outro e lhes d eclare os estatutos de Deus e as su a s leis. 17 - 0 sogro de M oisés, porém , O B J E T IV O S lhe disse: Não é bom o que fazes. Após a a u la , o aluno d e ve rá e sta r 18 - T o ta lm e n te d e s fa le c e r á s , assim tu com o este povo que está apto a: co n tig o ; p o rq u e e ste n eg ó cio é S a b e r que a obra do Senhor precisa m u i d ifíc il p a ra ti; tu só não o de trabalhadores. p o d es fazer. 19 - Ouve agora a m inha voz; eu te E x p lic a r a relação de Moisés com os aconselharei, e D eus será contigo. seus au xiliares. Sé tu peio povo diante de D eus e leva tu as coisas a D eus; E le n c a r as qualidades de um líder. 2 0 - e declara-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes sa b e r o cam inho em que devem a n d a r e a obra que O R IE N T A Ç Ã O P ED A G Ó G IC A devem fazer. Prezado professor, para concluir o segun­ 21 - E tu, dentre todo o povo, p ro ­ do tópico da lição desta semana, sugeri­ cu ra hom en s capazes, tem entes mos que você reproduza o esquema da a D eus, hom ens de verdade, que página seguinte na lousa ou faça cópias. a bo rreça m a a va reza ; e põe-nos Peça aos alunos para comentarem sobre os so b re ele s p o r m a io ra is de m il, textos em destaque no esquema. Ouça-os m aiorais de cem , m aio rais de cin ­ com atenção. Em seguida, explique para quenta e m aiorais de dez; a classe a importância de o líder construir 22 - p a ra que ju lg u e m este povo relacionamentos sólidos e sadios na igreja local onde ele exerce a liderança e na co­ em to d o o te m p o , e s e ja q u e munidade onde se relaciona cotidianamentodo negócio g ra v e tra g a m a ti, te — família, vizinhança, trabalho, escola m a s todo n egócio p eq u en o eles ou faculdade, etc. Afirme que o verdadeiro o ju lg u e m ; a ssim , a ti m esm o te líder nunca se impõe, mas conduz seus a liv ia rá s da c a rg a , e eles a levaliderados com sabedoria. . rã o contigo. 'K i____________________________________________
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v ia a c o n g re g a ç ã o c o m o u m a propriedade su a. João repudiou e d enun cio u a recu sa de D iótrefes IN T R O D U Ç Ã O em se re la cio n a r com as o u tras lid e ra n ças e irm ã o s. N esta lição e s tu d a re m o s a resp eito de M oisés com o se rvo 2 . F a lta d e p e rc e p ç ã o do fiel de Deus e com o líder. M oisés líd e r (Êx 1 8 .1 4 ,1 7). Às v e ze s o h avia sid o “in stru íd o em tod a a líder não percebe as necessid ad es ciê n cia dos eg íp cio s e era p ode­ dos seu s lid e rad o s. Isso não sig ­ roso em su a s p alavra s n ifica que ele se ja um P A LA V R A -C H A V E e o b ras” (At 7 .2 2 ). Toda­ mau líder, m as q ue, em L id e r a n ç a : v ia , com o líd e r do povo a lg u n s m o m e n to s, os de D eus, vem o s as suas que estão de fo ra têm F u n çã o , p o siçã o , dificuld ad es na carência um a p e rce p çã o m a io r c a r á t e r de tíd e r; e u tiliza çã o de a u x ilia ­ e sp írito de ch e fia . da n o s s a a d m in is t r a ­ res. O líd e r c ristã o , por ç ã o . J e t r o e ra s o g ro m a is c a p a c ita d o que s e ja , não de M oisés e sa ce rd o te ; ele logo c o n se g u irá re a liz a r su as ta re fa s percebeu a d ificu ld ad e que Moi­ sem a aju d a de líd eres a u x ilia re s . s é s e s t a v a te n d o no e x e r c íc io da sua lid e ra n ça. Eliseu tam bém I - O TRABALH O não p e rce b ia que os d isc íp u lo s DO SENHOR E OS dos p ro fe ta s e n fre n ta v a m um a SEUS O BREIRO S s é r ia n e c e s s id a d e a t in e n t e à 1. D e s p e n s e ir o e não d o n m o o rad ia (2 Rs 6 .1 ). T a lv e z vo cê, (Êx 1 8 .1 3 -2 7 ). Podem os se r la­ líd er, não e ste ja p erce b e n d o as bo rio so s e d ed icad o s na obra do n e c e s s id a d e s do seu re b a n h o , Senho r com o foi M oisés e aind a m as elas e xiste m e não devem ser a ssim co m e te r fa lh a s em n o ssa ig n o rad as. O rem os para que Deus a d m in istra çã o . Um dos erros de levan te hom ens fié is com o Jetro M o isé s e de a lg u n s líd e re s da para sem p re lhe ajudar. atu alid ad e e stá no m onopólio do 3 . O líd e r n e c e s s it a de p o d e r a d m in is tra tiv o . Na B íb lia a j u d a n t e s ( Ê x 1 8 . 1 8 ) . C a so encontram os vário s exem p lo s que M o isés c o n tin u a s s e a tra b a lh a r se rve m p ara m o stra r que o líd er so zin h o , logo e sta ria enfrentando de Deus não pode p e n sa r que é um severo esg o tam en to físico e dono da obra ou do rebanho que m en tal. Ao m esm o tem po o povo dirig e. Vejam os com o exem p lo Ditam b ém iria se ca n sa r pela longa ótrefes (3 Jo vv. 9,1 0). Este obreiro esp era em pé (vv. 1 3,1 4). Sozinho , CONSTRUINDO RELACIONAMENTOS NA IGREJA E NA COMUNIDADE
A fo rm a ç ã o de re laciona m en tos com eça com um p ro c e d im e n to e um p ro c e d im e n to apenas: atitude. Um líder te m de q u e re r vê-la acontecer. Jesus estava entre as pessoas, onde q u e r que estivessem . A m iz a d e é caracterizada p o r relaciona m en to não por im posições.
Texto ada p ta d o do ManuaJ Pastor Pentecostal, ed ita d o peia CPAD.

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a) Miriã era au xiliar de Moisés e também sua irm ã. Era profetisa e cantora (Êx 1 5 .2 0 ,2 1 ). Seu nom e, em hebraico, corresponde em gre­ go a Maria. Certa v e z, levantou-se contra Moisés e pagou caro por sua rebeldia (Nm 1 2). b) Arão, irm ão de M oisés, seu p o rta-vo z (Ê x 4 .1 4 - 1 6 ; 7 .1 ,2 ) e líd er dos sacerdo tes. c) Os an cião s, tam bém cha­ S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 1 ) m a d o s p r ín c ip e s no p e río d o O líder precisa ter a percep­ m o sa ico . Eram líd e re s e re p re­ ção de que no trabalho do Senhor sentantes do povo (Dt 1 .1 3 -1 5 ; ele é apenas um despenseiro e não Ê x 3 .1 6 ,1 8 ) . O u tro s a u x ilia r e s o dono da O bra. eram os ju iz e s e os le v ita s Os 8 .3 3 ; 2 4 .1 ). RESPO N D A d) Jetro, o sogro de M oisés, não era israelita, mas dem onstrou \ 1. De a co rd o com a lição, aponte I um dos e rro s de M oisés na lide- ser um hom em cheio de sabedo­ I ra n ça do povo. ria. Ele muito ajudou M oisés. I 2 . 0 que a c o n te c e ria a M o isé s e) Jo su é, su ce sso r de Moisés I ca so ele co n tin u a sse a tra b a lh a r (Nm 27.1 8 -2 3 ), é m e n cio n a d o pela p rim e ira v e z na B íb lia em I so zin h o ? Êxod o 1 7 .9 , num co n te xto que 1 1 - O S A U X IL IA R E S D E destaca a sua obediência a Moisés M O IS É S N O M IN IS T É R IO (33.1 1). Por te r sido fiel e obe­ diente a Moisés foi o escolhido de 1» D e u s le v a n ta a u x ilia r e s 1 (Êx 1 8 .2 1 ). Para fa ze r a sua obra, Deus para suceder o Legislador. I Deus levan ta líd eres p rin c ip a is, S IN O P S E D O T Ó P I C O (2 ) | com o M oisés, e de igual modo $ le va n ta líd e re s a u x ilia re s . Todo Deus levantou auxiliares para I obreiro que está à frente do trao m inistério de M oisés. São eles: balho do Senhor, seja qual fo r a M iriã, A rão , os a n c iã o s, ju iz e s , | ta re fa , n e c e ss ita de a u x ilia re s , le vitas, Jetro e Josu é. I cooperadores, colaboradores (Rm I 1 6 .3 ,2 1 ; 2 Co 8 .2 3 ). RESPO N D A 2. O s a u x ilia r e s de M o isé s 3. Cite trê s a u xilia re s de M oisés. I (Êx 1 8 .2 5 ). C ertam ente Moisés 1 E S teve m uitos a u xilia re s cujos noIII - Q U A L I D A D E S D E $ mes não foram reg istrad o s nas M O IS É S C O M O L Í D E R | Escritu ras Sagradas, mas vejam os 1. M a n sid ã o e h u m ild a d e y ap enas alg u n s que o aju d aram (N m 1 2 .3 ) . D e u s fa la v a com | durante a cam inhada do povo até Moisés face a face. Todavia, ele f ia Terra Prom etida.

ninguém é cap az de cuidar do re­ banho do Senhor. O líder não deve ten tar fa ze r m ais do que pode. Tam bém p re c isa m o s nos c o n s ­ cie n tizar de que nenhum a pessoa é in su bstitu ível na obra de D eus. Mais cedo ou m ais tarde cada um de nós será su b stitu íd o , contudo, a obra de Deus pro sseguirá.

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com hum ildade parou para o u vir pratica o que en sin a. A verd ad eira os co n selh o s de Je tro , que não fid e lid a d e re ve la-se em n o sso s era nem m esm o israe lita. Se você atos co tid ian o s. Os olhos do Se­ d eseja ser bem -sucedido em sua nhor estão à procura dos que são lid erança, seja h u m iíd e. A sober­ fiéis (SI 1 0 1 .6 ). M oisés foi fiel a ba, além de ser pecado, im pede o D eus, ao seu povo, à sua fam ília. líder de crescer. A Palavra de Deus Sigam os seu exem p lo . d iz que na "m ultid ão de c o n se ­ S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 ) lh eiro s, hã se g u ran ça” (Pv 1 1.1 4 ), to d avia , a soberba im pede que o M a n sid ã o , h u m ild a d e , p ie ­ líder ouça seus a u x ilia re s. d a d e , o b e d iê n c ia e fid e lid a d e 2n P ie d o s o e o b e d ie n te » são algum as das q ualid ades que Moisés era um exem p lo de obe­ podem os e n co n trar na lid erança d iência e integridade e da m esm a de M oisés. form a o obreiro p recisa ser m ode­ lo dos fiéis (1 Pe 5 .3 ). O verdadeiro RESPO N D A m in istro de C risto p re cisa v iv e r 4. Relacione a lg u m a s q u a lid a d e s um a vid a digna, não só diante de Deus, m as tam bém dos hom ens (2 de M oisés com o líder, Co 8 .2 1 ; 1 Tm 6.1 1 ,1 2 ). O servo 5. Q ual q u a lid a d e você a cre d ita deve v iv e r e agir de modo honroso que se ja in d isp e n sá v el a um líd e r? no trab alh o , na v iz in h a n ç a e na CO N CLU SÃ O fa m ília . A santidad e é um im p era­ tivo na vid a do obreiro. Um bom Ninguém pode fa ze r a obra m inistro de C risto não apenas dá de Deus so zin h o . O líder cristão ordens, m as em tudo é o exem p lo p re cisa de a u x ilia re s dados por para o rebanho. Deus que o aju d e. Não sejam o s 3. Fiei (Nm 1 2 .7 ; Hb 3 .2 ,5 ). co m o m u ito s líd e re s q ue não Esta é um a das qualidades prim or­ sabem delegar tare fas. Estes aca­ diais de um líder, pois “requer-se bam so frend o e faze n d o a obra nos d e sp e n se iro s que cad a um de Deus so fre r d an o s. Sigam os o se ache fie i” (1 Co 4 .2 ). De nada exem p lo de Moisés e seus a u x i­ ad ian ta o líd e r cristã o p reg ar e liares, que o ajudaram na m issão e n sin a r a Palavra, se ele é deso b e­ de co n d u zir o povo de Deus até à | q p » —i D r r v t v i A l - i r l - i diente, d isp lice n te , e nem seq u er

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A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FIC O ^
Su b síd io T e o lo g ia P a sto ra l “ O P a sto r D e v e S e r H u m ild e Vivem os em um mundo que não v a lo riza e nem deseja a hum ildade. Seja na política, nos negócios, nas artes ou nos esportes, as pessoas se esforçam para alcançar destaque, popularidade e fam a. Infelizm ente, e ss a atitu d e tem co n ta m in a d o a igreja. Existe um culto à p erso n ali­ dade, pois os líderes cristão s lutam para alcan çar glória. O verdadeiro homem de Deus, entretanto, busca a aprovação de seu Senhor, e não a adulação da m ultidão. A hum ildade é, portanto, a m arca registrada de qualquer servo comprometido com a obra de Deus. Spurgeon nos lem bra de que ‘se e xaltarm o s a nós m es­ m os, nos tornarem os d e sp rezíveis, e não exaltarem o s nosso trabalho e nem o Senhor. Somos servos de C ris­ to, não senhores da sua herança. Os m inistros são para as igrejas, e não as igrejas para os m in istro s... Cuide de não ser exaltado m ais do que se deve, para que não se transform e em nada'” (M ACARTHUR, JR ., John. M in isté rio P a sto ra l: A lcançando a excelência do m inistério cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p .38).

V O C A B U LÁ R IO
A d u la ç ã o : A to ou e fe ito de adular, de liso n je a r (alg uém ); b ajulação. E s c o lta m : Ato ou efeito de e s­ coltar, seg u ir ju n to de (alguém ou algo) com a fin a lid ad e de dar proteção. D a tilo g ra fa m : Ato ou efeito de datilografar, e scre ve r à m á­ quina datilo gráfica.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
C A R LSO N , R a y m o n d ; T R A S K , Th o m as E. et aL M anual P a s ­ to r P e n t e c o s t a l: Teolog ia e P rá tica s P a sto ra is. 3 .ed . Rio de Jan eiro : CPAD, 2 0 0 5 . MACARTHUR, JR ., John. M in is­ té rio P a sto ra l: A lca n ça n d o a excelência do m inistério cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

SAIBA MAIS
R evista Ensinad o r C ristão CPAD, n° 57, p .3 9 .
R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S

1. Um dos erros de Moisés e de al­ guns líderes da atualidade está em querer fazer tudo sozinho. 2» Caso Moisés continuasse a tra­ balhar sozinho, logo ele estaria en­ frentando um severo esgotamento físico e mental. 3. Miriã, Arão e Josu 4„ Mansidão, humildade, piedade, obediência e fidelidade. 5- Resposta pessoal.

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A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FICO II
S u b síd io T e o lo g ia P a s to r a l “T r a b a lh a n d o com P e s s o a s d e T o d o T ip o ‘Pasto rear se ria o m elhor em prego do m undo, se eu não tiv e sse de lid ar com certo s tipos de p e sso a s1 . Essas foram as p alavras de um m in istro que acabou de te r um a d e sa ve n ça com Bill, m em bro exig en te de sua igreja. Bitl se can sara dos se rm õ e s, [...], do estilo de a d m in istra ção do p asto r e suas e xp e cta tiv a s para com a co n g reg a­ ção. A ssim , fru stra d o , d isse ab ertam ente ao p asto r: V o cê é o pior pastor que esta igreja já te v e ’. A m andíbula do pastor apertava, enquanto citava para si m esm o: ,4 re sp o sta b ra n d a d e sv ia o fu ro r. Bill p ro sseguiu em su a in v e stid a : ‘Essa era um a igreja m a ra vilh o sa , antes de vo cê ch e g ar’. [.,.] O p asto r arrisco u um so rriso cu rio so . ‘Diga-m e, Bill, com o é que acab am os fazend o tudo errad o ?’ Bill hesito u . ‘Q uando você chegou aqui e com eçou a pedir para mim e para todos os d em ais que fizé sse m o s c o isa s5. ‘Com o o que?' V o cê e sp e ra va que p articip ásse m o s de todas as ativid ad e s da igreja de segu nd a a dom ingo. D ep ois, você fe z com que fizé sse m o s seu trab alh o de v isita ç ã o ’, O p asto r su sp iro u . ‘Bem, irm ão Bill, sinto m uito que você se sinta a s s im ’. ‘Eu tam b é m ’, vo cifero u Bill. ‘M inha fa m ília e eu estam o s nos m udando de igreja e indo para um lugar onde o pregador entende que, hoje em dia, as p esso as estão ocupadas e não têm tem po de fa z e r o que o p asto r foi pago para fa z e r1 . E xp e riê n cia s com o e ssa s fazem os pastores d esistir. Para e v ita r co n flito s com os m em bros da congregação e instigá-los a fre q u en ­ ta r a ig reja, alg u n s pastores abstém -se de colocá-los sob q ualq uer e xp e cta tiva . Escoltam os cren tes a um lugar co n fo rtável todos os d o m in g o s, depois ousam pregar m ensag ens que se esq u ivam da resp o n sab ilid ad e c ristã . O resto da sem an a e sse s pastores tentam ser o grupo de um hom em só. Só eles pregam , can tam , v isita m , cortam a g ram a, datilo grafam e oram . Esse padrão leva a pastores d o m in ad o res, cren tes leigos in e ficaze s e co m u n id ad es sem s a lv a ­ ção” (CARLSO N , Raym ond; T R A S K , T h o m a s E. et al. M an u al P a s to r P e n te c o s ta l: Teologia e P rá tica s P a sto ra is. 3 .ed . Rio de Jan e iro : CPAD, 2 0 0 5 , p p .61 -2 ).

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2 de M arço de 201 4

U m L u g a r de A d o r a ç ã o a D eus n o D e s e r t o
T E X T O AU REO E me fa rã o um sa ntu ário , e h a b itarei no meio d eles” (Ê x 2 5 .8 ) .
•• • •

V E R D A D E P R Á T IC A Deus d eseja hab itar entre nós, para que Ele se ja o nosso Deus e para que nós sejam o s o seu povo.

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Ê x 2 9 .4 5 ,4 6 Deus habita no m eio do seu povo T e r ç a - Ê x 2 5 -1 0 -1 6 A arca de m adeira de cetim Q u a r t a - Ê x 2 5 .1 7-22 O pro piciatório de ouro puro Q u in t a - Ê x 2 5 .2 3 - 3 0 A m esa de m adeira de cetim S e x ta - Ê x 2 6 .1 - 1 4 As co rtinas do tab ern ácu lo S á b a d o - Ê x 2 6 .3 1 - 3 3 do tab ern ácu lo

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L E I T U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E Êxo d o 2 5 .1 -9 1 - Então, fa io u o SENHO R a M oisés, d ize n d o : 2 - Faia a o s filh o s de Isra e l que m e tra g a m um a o fe rta a lça d a ; de todo hom em cu jo co ra çã o se m o v e r v o lu n ta ria ­ m ente, dele to m a re is a m inha o fe rta a lç a d a . 3 - E e sta é a o fe rta a lça d a que to m a re is d e le s : o u ro , e p ra ta , e co b re , 4 - e pano a zu l, e p ú rp u ra , e ca rm e sim , e linho fino, e pelos de c a b ra s, 5 - e p e le s de c a rn e iro s tin ta s de verm elh o , e p e le s de te xu ­ g o s, e m a d e ira de ce tim , 6 - e a zeite p a ra a lu z, e e sp e ­ c ia ria s p a ra o óleo da u n çã o} e e sp e c ia ria s p a ra o in cen so, 7 - e p e d ra s s a rd ó n ic a s, e p e ­ d ra s de en g a ste p a ra o éfode e p a ra o p e ito ra l. 8 - E m e fa rã o um sa n tu á rio , e h a b ita re i no m eio d eles. 9 - C onform e tu d o o que eu te m o s tr a r p a ra m o d elo do ta b ern á cu lo e p a ra m odelo de to d o s os se u s m ó v e is , a ssim m esm o o fa re is.

IN T E R A Ç Ã O O povo ju d e u viveu mais de quatrocentos anos no Egito. Este reino era fundam en­ talmente idólatra. Como era de se esperar em qualquer nação do mundo antigo, o Egito tinha templo, sacerdotes e todo um sistem a religioso que funcionava vigo­ rosam ente. Mas a nação de Israel ainda não possuía uma religião sedim entada. Portanto, a influência egípcia na cultu­ ra dos ju d e u s era inevitável — vide os exemplos dos deuses egípcios como fonte de apostasia para os ju d e u s (Ez 20.5-9; 2 3 .3 ,8 ,1 9 - 2 1 ,2 7 ), o B ezerro de O uro construído no Monte Sinai e a posterior adoração do bezerro de jeroboão I. Por isso, assim como o fez no Decálogo, Deus revelou diretam ente a Moisés um modelo para a construção do Tabernáculo. Ele deixou claro que a sua habitação devia ser única, sem a m istura com o paganismo do Egito. O B JE T IV O S Após a au la, o aluno d e ve rá e sta r apto a: C o n h e c e r as instruções para a co n s­ tru ção do Tab ern ácu lo . E le n c a r os u ten sílio s presentes no pátio do Tab ern ácu lo . C o m p re e n d e r que o Ta b e rn ácu lo re p re se n tava o lu g ar de hab itação p de Deus em pleno d eserto. O R IEN TA ÇÃ O PED A G Ó G ICA
Prezado professor, para m in istrar a presente iição sugerim os que você leve para a classe uma gravu ra do T ab er­ náculo ou reproduza cópias para os alunos conform e a sua p o ssibilidad e. Você poderá encontrá-la na Bíblia de Estu do P entecostal, editada pela CPAD, pág. 158, ou no mapa O Tabernáculo tam bém editado pela CPAD. O au xílio do mapa do Tabernáculo m uito o ajudará para uma apresentação do conteúdo da aula desta sem ana.

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que dá com a le g ria ” (2 Co 9 .7 ). O Sen ho r não se ag rad a de quem e n tre g a a su a o fe rta e d íz im o IN TRO D U ÇÃO co n tra ria d o ou por o b rig ação (Ml 3.1 0 ). De nada ad ian ta c o n trib u ir D eus q u e ria h a b ita r no m eio com re lu tâ n c ia e a m a rg u ra . de Is r a e l. Por is s o , o rd e n o u a 3. T u d o s e g u n d o a o rd e ­ M oisés q u e , ju n ta m e n te com o n a n ç a d iv in a (Êx 2 5 .8 ,9 ,4 0 )* todo o povo, c o n s tru ís s e um lu ­ O tab ernáculo não foi gar sep arad o para ado­ um a in v e n çã o h u m a ­ ra çã o . Trata-se do “T a ­ PA LA VRA -CH A VE na. Podem os v e r que b e rn á cu lo do S e n h o r”, T ab ern ácu lo : a p artir de Êxodo 25, um s a n t u á r io m ó v e l Santuário portátil o p ró p rio D e u s in s q u e a c o m p a n h o u os onde os hebreus trui a Moisés quanto à h e b re u s d u ra n te su a guardavam e planta e os objetos do lo n g a p e r e g r in a ç ã o transportavam a arca tem plo m óvel. Moisés pelo d e se rto . Na lição da aliança e dem ais o b e d e ce u a to d a s as de h o je, e stu d a re m o s com o oco rreu a c o n s ­ utensílios sa grados. instruçõ es, pois todo o ta b e rn á cu lo a p o n tava trução desse lugar sa n ­ para o sacrifício de C risto na cruz to de ad o ração ao Senhor. do C alvário . Sim b o lizava o plano I - A S IN S T R U Ç Õ E S P A R A perfeito de Deus para a redenção A CO N STRUÇÃO da hum anidade (Hb 9.8-1 1). DO TA BERN Á CU LO 1. O p r o p ó s i t o d i v i n o . D epois da entreg a da lei, Deus ordenou que o seu povo edificasse um lugar de ado ração. O objetivo d ivino era au m en tar e fo rtale ce r os laços de com unhão com o seu povo Israel, que Ele lib ertara do poder de Faraó no Egito. O Senhor assim age para que o hom em o conheça de form a pessoal e íntim a (Jo 1 4 .2 1 ,2 3 ). 2 . A s o f e r t a s . O ta b e rn á ­ culo se ria co n stru íd o pelo povo de D eus, com os re cu rso s que re~ ceb eram pela p ro vid ê n cia d iv in a ao saírem do Egito (Ê x 3 .2 1 ,2 2 ; 1 2 .3 5 ,3 6 ). Para a co n stru ç ã o do T a b e rn á c u lo os is r a e lit a s o fe r­ ta ra m v o lu n ta ria m e n te e com a le g ria . A P a la vra de D eus nos e n s in a q u e o fa to r m o tiv a n te para a co n trib u içã o do cren te é a a le g ria : “ porque Deus am a ao
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S IN O P S E D O T Ó P I C O (1 ) As in stru çõ es para a co n stru ­ ção do Ta b ern ácu lo foram rigo­ ro sam ente acatad as por M oisés segundo a ordenança d ivin a. RESPO N D A /. Q ual era o objetivo de Deus com a co n stru çã o do T a b ern ácu lo ? 2. O Ta b ern á cu lo fo i co n stru íd o com q u a is re c u rs o s ? 1 1 - O P Á T IO D O TA BERN Á CU LO 1. O pátio» "Farás tam bém o pátio do tab e rn ácu lo ” (Êx 2 7 .9 ). Os israe litas p recisavam aprender a fo rm a co rre ta de se ch eg ar à p resença de Deus e adorá-lo. O pátio tin h a o form ato retangular, e ind icava que, na adoração a D eus, deve h aver sep aração , santid ade.

H avia um a única porta de e n tra­ da, que ap o n tava para um único cam inh o , um a única d ireção. Isso p refigura Je su s C risto , que d isse : “Eu sou a porta; se alguém en trar por m im , sa lvar-se -á” (Jo 1 0 .9 ). Je su s é o cam inho que nos conduz a Deus Co 14 .6 ). 2 . O a lt a r d o s h o lo c a u s t o s . “ Fa rá s tam b ém o a lta r de m adeira de ce tim ” (Êx 2 7 .1 ). Ao e n trar no pátio, o isra e lita tin ha a su a frente o alta r do h o lo cau s­ to. Era um a c a ix a de m adeira de cetim co b e rta de b ro n ze . Ju n to a esse alta r o tra n sg re sso r da lei e n co n tra v a -se com o sacerd o te para o fere ce r sa c rifíc io s a Deus a fim de e x p ia r seu s pecados e o b ter o perdão. O alta r dos holocau sto s tip ific a v a C risto , o nosso sa crifício perfeito que m orreu em nosso lugar (E f 5 .2 ; G1 2 .2 0 ). Sem um sa crifíc io e xp ia d o r do pecado não há perdão de Deus (Lv 6 .7 ; 2 Co 5 .2 1 ). A e p ísto la aos Hebreus nos m ostra que o sa c rifíc io salvífico de C risto foi ú n ico , p erfeito e com pleto para a nossa salvação (Hb 7 .2 5 ; 1 0 .1 2 ). 3 . A p ia d e b r o n z e (Ê x 30-1 7-2 1 ). Na pia os sacerdotes lavavam suas mãos e pés antes de executarem seus deveres sacerd o­ ta is. Mãos lim p as: trabalho hones­ to; pés lim pos: um v iv e r e um ag ir íntegros (E f 5 .2 6 ,2 7 ; Hb 1 0 .2 2 ). Precisam os nos ach e g ar a Deus com um co ração puro e lim p o . Deus é santo e requer santidade do seu povo. Deus não aprova o v iv e r e o se rvir do im puro. O servo de Deus deve ser “lim po de mãos e puro de coração” (SI 2 4 .4 ). Hoje som os lavados e purificados pelo precioso sangue de C risto que foi derram ado por nós (1 Jo 1.7).

R EFLEXÃ O D eus e sa n to e re q u e r sa n tid a d e do se u povo. D eu s não a p ro v a o v iv e r e o s e r v ir do im p u ro A ntonio G ilberto
:,v:

^49»

S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 2 ) No pátio do Tabernáculo loca­ lizava-se o altar dos holocaustos e a pia de b ronze. RESPO N D A 3. F a ça um p e q u e n o re s u m o a re sp e ito do p á tio do Ta b ern á cu lo . Eli - O L U G A R D A H A B IT A Ç Ã O D E D E U S 1. O c a s t iç a l d e o u ro (Êx 2 5 .3 1 - 4 0 ). Não h avia ja n e la s no Lu g ar Santo e a ilu m in ação v in h a de um ca stiç a l de ouro puro e ba­ tid o . Esta peça tam bém ap o n tava para Je su s C risto , lu z do m undo, e a quem se g u in d o , não a n d a re ­ m os em tre v a s , m as terem o s a luz da v id a (Jo 8 .1 2 ). O c a s tiç a l, em A p o calip se , sim b o liz a a Igreja (Ap 1.1 2,1 3 ,2 0 ). As lâm p adas do c a s tiç a l a rd ia m c o n tin u a m e n te e eram a b aste cid as d iariam en te de a z e ite puro de o liv e ir a (Ê x 2 7 .2 0 ,2 1) a fim de que ilu m in a s­ sem todo o Lu g ar Santo. O azeite é um sím b o lo do E sp írito Santo. Se q u is e rm o s e m a n a r a lu z de C risto p ara este m undo que se e n co n tra em tre v a s , p re cisam o s se r ch e io s, co n sta n te m e n te , do E sp írito Santo de D eus. “Enchei-vos do E s p ír it o ” (E f 5 .1 8 ) é a reco m end ação b íb lica .
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2. O s p ã e s d a p ro p o siç ã o a u tiliza ra m com o um a e sp é cie e o a lta r do in c e n so (Êx 2 5 .3 0 ). de am u le to . Em H e b re u s 1 0 .1 9 ,2 0 , v e ­ Havia um a m esa com doze pães m os a g lo rio sa revelação profé­ e, todos os sábados, esses eram tica entre o Santo dos Santos, o tro cad o s. Estes pães apontavam Senhor Je su s e o povo salvo da para Jesu s, o Pão da vid a (Jo 6 .3 5 ). atu alid ad e. O term o “sa n tu á rio ”, Precisam os nos alim en tar d ia ria ­ no ve rsícu lo 19, é literalm ente, no mente de Cristo, e não apenas no o rig in ai, “santo dos sa n to s”. domingo. Tem você se alim entado d iariam ente na m esa do Senhor S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 ) Jesus? Além dos pães, próxim o ao Santo dos Santos ficava o altar do No in te rio r do T a b e rn á cu lo incenso, um lugar destinado à ora­ f ic a v a o c a s t iç a l de o u ro , os ção e ao louvor a Deus. Precisam os pães da p ro p o siçã o , o a lta r do nos achegar ao Senhor diariam ente in ce n so , o Santo dos sa n to s e a com a nossa adoração e nossas ora­ a rca da a lia n ç a . ções: “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o RESPO N D A levantar das minhas mãos como o ü 4 . No A p o ca lip se o que o c a s t iç a l ; sacrifício da tarde” (SI 141.2). 3O S a n to d o s S a n to s e s aim b o liz a ? 5. F a ça um p e q u e n o re su m o a a r c a d a a lia n ç a (Êx 2 5.1 0 -2 2 ). re sp e ito do Sa n to dos S a n to s. O Santo dos Santos era um local re s trito , onde so m en te o sum o CO N CLU SÃ O | sacerdote poderia en trar um a úni- I Os is r a e lit a s , m e d ia n te o ! ca v e z ao ano. A arca da a lia n ça T a b e rn á c u lo , p o d iam a p re n d e r E era a única peça deste c o m p a rti­ c o rre ta m e n te com o ach eg ar-se I m ento sag rad o . Era um a c a ix a de a D eus, adorá-lo, serví-lo e v iv e r I m ad eira fo rrad a de ouro. D urante para Ele em santidade. A ssim deve I a p e re g rin ação pelo d eserto os fa ze r a igreja, conform e Hebreus sa ce rd o te s carre g avam -n a sobre 1 0 .2 1 -2 3 . O Senhor é Santo e sem os o m b ro s. A a rca sim b o liz a v a a santidade nosso louvor e ad o ra­ p resença de Deus no m eio do seu ção não poderão agradá-lo. povo. Erro n eam ente os isra e lita s

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V O C A B U L Á R IO
S e d im e n t a d a : P ro c e s s o de fo rm a ç ã o e a c u m u la ç ã o de cam adas só lid as. B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A GOWER, Ralph. N o vo M an u al d os U so s & C o stu m e s d o s T e m p o s B íb lic o s . 2 .e d . Rio de Ja n e iro : CPAD, 2 0 1 2 , MERRJL, Eugene H. H is tó r ia de Is ra e l no A n tig o T e sta m e n to : O rein o de sa ce rd o te s que Deus colocou e n tre a s n açõ es. 6 ,ed . Rio de Jan eiro : CPAD, 2 0 0 7 .

SA IB A MAIS
R evista E n sin ad o r C ristão CPAD, n° 57, p .4 0 .
R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S

1» O objetivo divino era aumentar e fortalecer os laços de comunhão com o seu povo Israel. 2, Com os recursos que receberam pela providência divina ao saírem do Egito. 3. O pátio tinha o formato retangular, e indicava que, na adoração a Deus, deve haver separação, santidade. 4- A Igreja. 5, O Santo dos Santos era um local restrito, onde somente o sumo sacer­ dote poderia entrar uma única vez ao ano. A arca da aliança era a única peça deste compartimento sagrado.

S u b s íd io T e o ló g ic o “A n á lis e T e o ló g ic a (d o T a ­ b e rn á c u lo ) Os m ateriais n e ce ssário s para o T a b e rn á cu lo e as v e s te s s a c e r­ d o tais deviam ser doados de bom g rad o pelo p o vo . A n in g u é m foi im p osto um a d ívid a ou parte nos cu sto s, mas a doação era v o lu n tá ria (2 5 .1 -7 , com destaque para o v .2 ). A resp osta ao apelo de M oisés foi sen ­ sacio n al. Ao contrário de m uitos m i­ nistro s que v á ria s v e z e s im ploram e bajulam por d inh eiro , M oisés teve de im p ed ir que o povo co n tin u asse doando. Foi, sem d ú vid a, um a g ran­ de d em o n stração de generosid ade | por parte do povo (36.2-7)! A d e scriçã o do m o b iliário do T a b e rn á c u lo co m e ça p elas p eças do c e n tro e p ro s s e g u e p a ra as m ais e x te rn a s, m as não de fo rm a s is t e m á t ic a . Já nos tre c h o s que d escrevem a e fe tiva co n stru çã o , a ordem de e xecu ção difere da ordem das in stru çõ e s. [...] O próprio te xto de Êxodo d e via nos s e rv ir de a le rta co n tra um a e x c e s s iv a in te rp re ta ç ã o a le ­ g ó ric a do T a b e rn á c u lo . E n x e rg a r um sig n ificad o oculto em cada m o­ b iliário , tecid o , co rred iças e co res, em v e z de e xe g é tico , não p assa de e sp e c u la ç ã o ” (H AM ILTO N , V íto r P. M an u al d o P e n ta te u c o : G ê n e sis, Êxo d o , Levítico , N úm eros e D euteronôm io. I.e d . Rio de Ja n e iro : CPAD, 2 0 0 6 , p p .2 4 9 ,5 0 ).

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Lição 1 0
9 de M arço de 2014

As L eis C ivis
por

M oisés

En t r e g u e s a o s Is r a e l it a s
T E X T O Á U R EO “Mas o ju íz o voltara a s e r ju s tiç a , e hão de segui-lo todos os retos de coração" <SI 9 4 .1 5 ). V E R D A D E P R A T IC A Deus é ju sto e deseja que o seu povo aja com ju stiça.

HINOS SUGERIDOS I S , 1 5 1 ,3 8 4
L E IT U R A D IA R IA S e g u n d a - Ex 2 1 .1 -1 6 Leis acerca dos se rvo s e dos hom icidas T e rç a - Êx 21-1 7 Lei acerca de quem am ald iço ar os pais Q u a rta - Êx 2 1 .1 8 ,1 9 Lei acerca de quem fere um a pessoa Q u in ta - Êx 22.1-1 5 Leis acerca da propriedade Sexta - Êx 2 3 .1 ,2 Leis acerca do falso testem u nho S áb ad o - Êx 2 3 .3 -9 Leis acerca da in ju stiça social
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Os c a p ítu lo s 2 0 .2 2 — 2 3 .3 3 do liv ro do Êxodo ve rsa m so b re le is que re g e ­ ram a s e sfe ra s civis e litú rg ica s na h is­ 1 - Estes são os estatutos que lhes tó ria ju d a ic a , isto é, ela s le g isla v a m ta n to a vida da so cie d a d e is ra e lita proporás: 2 - Se com prares um servo he­ q u a n to o sis te m a de cu lto ao D eus breu, seis anos servirá; mas, ao de A b ra ã o , Isa q u e e Ja có . Seg u n d o a sétimo, sairá forro, de graça. Bíblia de Estudo P en teco stal, “e ss a s 3 - Se entrou só com o seu corpo , le is , que e ra m p rin c ip a lm e n te c iv is só com o seu corpo sairá; se ele em su a n a tu re z a , tinha a v e r som en te era hom em casado, sa irá sua com Isra e l, su a relig iã o e a s co n d içõ es m ulher com eie . e c ircu n stâ n c ia s p re v a le ce n te s n a q u e­ 4 - S e seu senhor lhe houver dado le p e río d o ”. E n tre ta n to , “os p rin cíp io s um a m ulherr e ela lhe h o u ver e x iste n te s n e ssa s leis — ta is com o o dado filhos ou filhas , a m ulher e re sp e ito à v id a , apego ã ju s t iç a e à seus filhos serão de seu senhor; e eq u id a d e — sã o e te rn a m en te v á lid o s” ele sairá só com seu corpo. (p. 150). P re cisa m o s in te rp re ta r a Pa­ 5 - Mas , se aquele servo expres­ la vra de Deus de m a n eira e q u ilib ra d a , samente disser: Eu amo a meu não co n fu n d id o e a p lica n d o a iiterasenhor ; e a minha m ulher ; e a lidade da Lei de um a n a çã o à Ig re ja . m eus filhos, não quero sa ir forro, 6 - então, seu senhor o levará aos O B JE T IV O S ju ize s, e o fará chegar à porta , ou ao postigo, e seu senhor lhe Após esta aula, o aluno deverá estar furará a orelha com uma sovela; apto a: e o servirá para sem pre. E s t u d a r o processo de prom ulgação 7 - E , se algum vender sua filha das leis de caráter civil e religioso. p o r serva, não sairá como saem os servos. A n a lis a r a s leis acerca dos crim es 8 - Se desagradar aos olhos de das propriedades em Israel. seu senhor, e não se desposar com C o m p re e n d e r o caráter social das ela, fará que se resgate; não pode­ leis prom ulgada por M oisés. rá vendê-la a um povo estranho, usando deslealmente com ela. 9 - Mas, se a desposar com seu O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A filho, fará com ela conform e o direito das filhas. Caro p ro fe sso r, rep ro d u za o esq uem a elaborado na página seg uinte tirando 1 0 - 5 6 lhe tom ar outra, não di­ cópias ou usando a lo u sa . Use este minuirá o mantimento desta, nem recurso para co n clu ir a lição desta a sua veste, nem a sua obrigação sem ana, de modo que os seus alunos marital. recapitulem as leis ap resen tad as no te x ­ 11 - E, se lhe não fizer estas três to b íb lico . Não se esq ueça de e xp licarcoisas, sairá de graça, sem d a r -Ihes sobre o cuidado de com preende­ dinheiro. rem a p articu larid ad e d e ssas leis c iv is 12 - Quem fe rir alguém , que e re lig io sas para a nação de Israel e os m orra, ele também certam ente p rincíp io s eternos que podem e devem in flu e n cia r a Ig reja de C risto . m orrerá; Êxo d o 2 1 .1 -1 2
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L E I T U R A B IB L IC A EM C L A S S E

IN T E R A Ç Ã O

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IN TR O D U Ç Ã O

D e u s e n tre g o u a Is ra e l o D e cá lo g o e a lg u m a s le is c iv is I - M O IS É S , O M E D IA D O R que re g e ria m a q u e la n a çã o . O D A S L E I S D IV IN A S D ecálogo pode ser con sid erad o, em nossos dias, à nossa legislação 1. O m e d ia d o r (Ê x 2 0 .1 9 c o n stitu cio n a l, c iv il e 2 2 ) . Deus falou d ire ta ­ P A L A V R A S -C H A V E p e n a l. T a n to no seu m ente com o seu povo. ca m in h a r no d eserto , T o d a v ia , eles tem eram L e i: P re scriçã o c o m o d e p o is j á em e não q u iseram o u v ir a re lig io sa , co n ju n to C anaã, o povo de Israel vo z do Todo-Poderoso de re g ra s que vive u rodeado de po­ d ir e t a m e n t e . E n tã o , em anam da vos ím pios, incrédulos, os isra e lita s d isse ram p ro v id ê n cia divin a id ó la tra s , p e rv e rs o s , a M oisés: “Fala tu c o ­ e d a d a ao hom em e n fim , g ra n d e s p e ca ­ nosco, e o u v ire m o s; e pela revela çã o . dores contra o Senhor não fale Deus conosco, e c o n tra o p ró x im o . p a ra que não m o rra ­ Com o nação, o povo p recisava de m o s.” D iante do Senho r o povo leis que os o rientasse e os levasse re co n h e cia as su as in iq u id a d es a um a co n vivê n cia ideal. e fra g ilid a d e s.

Na lição de hoje, estudarem os algum as destas leis e a sua ap li­ cação, tendo como referenciai no Novo Testam ento passagens como Mateus 5 a 7 e Rom anos 12 e 13.

RESUM O DAS LEIS DA SEÇ Ã O 20.22 — 23.33 DE ÊXO D O 1. Proibição dos ídolos e das leis do altar. 2 . A lei sobre servos e servas (escravos).
3. A proibição de assassinatos, agres­ sões verbais e físicas contra os pais e

9. Leis sobre destruições de plantações sejam por queimada ou pastagem. 10. Leis sobre tomadores de emprésti­ mos e pessoas responsáveis pelos bens de outrem. 11. A lei sobre a sedução de uma vir­ gem, com intercurso sexual antes do casamento. 12. Leis diversas sobre questões reli­ giosas e sociais: feitiçaria, bestialismo, opressão contra usura, etc. 13. Lei sobre a retidão no tribunal, tan­ to por parte das testemunhas como por parte do juiz. 14. Leis sobre o sábado. 15. Convocação para a celebração de uma festa a ser realizada três vezes por ano. 16. Proibição de cozer o cabrito no leite de sua mãe.

coni tíiçtrnc ^nrlncari nana Ut; rio rriUilc/* ILIUjaU Ha Uc JJtiricl

\ \ 1

4 . Sanções para quem ferir ou aleijar outras pessoas — o próximo (não inclui pena de morte).
5. Lei sobre o boi que pisoteava um ser humano até a morte, a culpa cai sobre o proprietário negligente.

6 . Lei sobre o poço descoberto, no qual cai um animal desatento.
7. Lei sobre o animal que é mortalmen­ te ferido por outro, a culpa recai sobre o dono do animal agressor que não tomou precauções.

8. Proibição do furto com obrigação de .restituição por parte do infrator.
Texio adaptado da o b ra
" M i anual

j

do PettMleuco”, editada pela CPAD.

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Moisés foi o m ediador entre no A ntig o Testam ento era d en u n ­ ciar e a d v e rtir os israe litas contra o povo e D eus. H oje, Je su s é o nosso m ediador. Sem C risto não a in ju stiça social e trab alh o mal podem os nos a p ro xim a r de Deus renum erado e op ressão dos ricos nem o u v ir a sua v o z (1 Tm 2.5). e p oderosos. 2„ L e is c o n c e r n e n te s à e s ­ S IN O P S E D O T Ó P I C O (1) c ra v id ã o (Êx 21.1-7). As leis civis I fo ram d ad as a Israel tendo em A ssim com o Moisés fe z a me­ v ista o meio e a condição social diação entre Deus e Israel, C risto em que v iv ia m . O Senhor nunca é o único m ediador entre Deus e acolheu a e scravid ão , m as, já que os hom ens. ela fa z ia parte do contexto social em que Israel v iv ia , era preciso RESPO N D A reg u lam entar esta triste condição 1. Q uem foi o m e d ia d o r en tre os I social. Deus ordenou que o tem po em que a p esso a e sta ria na co n d i­ isra e lita s e D eus? 2. De acord o com a lição , a p o - 1 ção de escravo se ria de seis anos b re z a em Is ra e l e ra d e c o rre n te I (Êx 21.2). Segundo o C om entário de quê? Bíblico Beacon, “a lei não e xig ia que h o u v e sse e s c ra v id ã o , m as II - L E IS A C E R C A v isto que e x is tia , estas leis reg u ­ D E C R IM E S lam entares regiam a m anutenção das re la çõ e s c e rt a s ”. O S e n h o r 1. B r ig a s , c o n f lit o s , lu t a s I p e s s o a is (Ê x 2 1 .1 8 ,1 9 ). D eus I sabia da e xistê n cia da escravid ão , porém , Ele nunca ap rovo u esta criou o hom em , logo, Ele conhece I con d ição. bem a sua n atu re za. Para o rie n tar I 3. R ic o s e p o b re s (Dt 15.4o povo em caso s de a g re ssõ e s e I 11; Jo 12.8). Deus sustentou o b rig a s, o Senh o r d eterm in o u leis I seu povo durante sua cam inh ad a e s p e c íf ic a s . Na N o va A l i a n ç a ,! no deserto. A gora, quando entras­ aq u eles que já e x p e rim e n ta ra m I sem na te rra, deveriam trab alh ar, o n o vo n a s c im e n to , p elo E sp í-1 e h averia entre os israe litas ricos rito San to (Jo 3 .3 ), não devem | e pobres. O co n te xto era outro. se e n v o lv e r em b rig a s, d isp u ta s Em geral, a p o b re za era resultado e co n te n d a s, pois a P a la v ra de de c a tá stro fe s n a tu ra is, p ro b le ­ Deus nos a d v e rte : “E ao se rv o do m as com as c o lh e ita s , g u e rra s S en h o r não con vém co n te n d e r” e rebeldia do povo em obedecer (2 Tm 2 .2 4 ). Na ig re ja de C o rin ­ aos m andam entos d ivin o s. Deus to fa lta v a co m u n h ão fra te rn a e * sem pre quer o m elhor para o ser em seu lu g a r h a v ia d is p u ta s e hum ano, que Ele criou e abençoou c o n te n d a s . P au lo d e n u n c io u e (Gn 1 .2 7 ,2 8 ). Is s o a b ra n g e os c ritic o u d u ra m e n te os co rín tio s p obres: ‘A p re n d e i a fa z e r o bem ; por e sta fa lta (1 Co 6.1-11). praticai o que é reto; ajudai o op ri­ 2 . C r im e s c a p it a is . Deus m ido; fazei ju s tiç a ao ó rfão ; tratai já h a v ia o rd enado no D ecálo g o : ~ da cau sa das v iú v a s ” (Is 1.17). “Não m a ta rá s” (Ê x 20.13). Na exUma parte do m inistério de p ressão "não m a ta rá s”, o verb o vário s profetas que Deus levantou heb raico e xp rim e a id eia de maL íç õ e s B íb l ic a s
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ta r d o lo sam e n te , p e rfid a m e n te , j p asto ril, ru ra L Segundo a Bíblia de Estudo A p lica çã o P essoal, "tais por tra içã o . leis visavam proteger a nação e Na A ntiga A lia n ça , o sistem a org anizá-la e v o lta r sua atenção ju ríd ic o era bem into lerante com para D eus”. O Senhor h avia retira­ os tra n sg re sso re s: “olho por olho, do os israelitas do Egito, porém , o dente por dente, mão por m ão, “ Egito” não saiu da vid a de m uitos pé por pé”. T o d avia, havia caso s d eles. Por isso eram n ecessárias onde a m orte e ra , na v e rd a d e , leis rígid as quanto ao direito do um a fa ta lid a d e . Pouco d e p o is, pró xim o e a propriedade p rivad a, D eus, em sua m ise ricó rd ia e b on­ sabendo-se que toda a te rra é do dade, estabeleceu as “cidad es de Senhor; nós som os apenas inq ui­ re fú g io ”, p ara s o c o rre r aq u eles linos nela (Dt 10.14). que com etessem hom icídio in v o ­ 2 . P ro fa n a ç ã o d o s o lo e lu n tário , ou seja, m orte acidental o f o g o (Ê x 2 1 .3 3 ,3 4 ; 2 2 .6 ) . (Nm 35.9-11). A s cidades de re fú ­ N aquelas te rra s e naqueles tem ­ gio apontavam p a ra je s u s C risto , pos e ra co m u m os h a b ita n te s nosso abrig o e so co rro . Elas ta m ­ p erfu rarem ou escavarem o solo bém se rvia m para e v ita r que as em b usca de água para o povo e p esso as fizessem vin g a n ça com os an im ais e as lavo u ras. Quem as p ró prias m ãos. fize sse tal a b e rtu ra no solo era 3. U m a t e r r a p u ra . Deus tam bém responsável pela sua pro­ libertou seu povo da escravid ão teção para a prevenção de acid en­ e os e sta va cond uzind o para uma tes. Segundo o C om entário Bíblico nova terra. As leis se rv iria m para Beacon , “estas norm as ensinavam ensinar, a d v e rtir e im pedir que o o cuidado e prom oviam o respeito povo Israel profanasse C anaã (Nm pelos direitos de propriedade dos 3 5 .3 3 ,3 4 ). o u tro s”. A tualm ente m uitas reser­ v a s eco ló g icas são queim ad as e S IN O P S E D O T Ó P I C O (2 ) espécies em e xtin ção elim inad as A s leis ace rca de crim es v e r­ pela ação inconsequente, crim in o ­ savam sobre as b rig a s, co n flito s, sa e irresponsável daqueles que se lutas p esso ais e crim es ca p ita is. u tilizam dos recu rso s naturais de fo rm a in d evid a. RESPO N D A S IN O P S E D O T Ó P I C O (3 ) A s leis co n ce rn e n te s ao d i­ reito de p ro p ried ad e g arantiam o d ire ito do p ró x im o à t e r r a . T o d a v ia , a te rra é do Senho r e os seres hum anos são apenas os seus m ordom os. RESPO N D A 5. Q ual era o objetivo d a s leis co n ­ ce rn e n te s à p ro p rie d a d e ?

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3. Q ual a a d v ertên cia da Palavra l de D eus em o Novo Testam ento quanto às co n ten d a s e d isp u ta s? 4 . Com o era o sistem a ju ríd ic o na A n tig a A lia n ça com resp eito aos tra n sg re sso re s?

5 5 III - L E I S C O N C E R N E N T E S À P R O P R IE D A D E 1. O ro u b o (Êx 22.1-15). A o velh a e o boi são citad o s por­ que os israe litas eram um povo
L i ç õ e s B íb lic a s

CONCLUSÃO
A s leis abordadas nesta lição foram entregues a Israel, porém , a p re n d e m o s com os co n c e ito s

destas leis a respeitar a vid a e os direitos do próxim o. Quando os direitos do próxim o não são res­ peitados, a convivência em so cie­ dade se torna um verdadeiro caos.

R EFLEXÃ O “Na Nova A lia n ça a q u eles que j á e xp erim e n ta ra m o novo n a scim e n to , pelo E sp írito Sa n to (Jo 3 .3 ), não devem se e n v o lv e r em b rig a s, d isp u ta s e co n te n d a s , p o is a P ala vra de D eus nos a d v e rte : ‘E ao se rv o do S e n h o r não convém co n te n d e r ' (2 Tm 2 .2 4 ).” Antonio Gilberto

L iç õ e s B íb l i c a s

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A U X ILIO BIBLIO G RÁ FICO
S u b síd io Exegético “Uma das form as mais freq u en­ tes de se rv id ã o na M eso p o tâm ia d a q u e le s d ia s e ra a e s c r a v id ã o por d ív id a s. O a rt. 117 do Código de H am urabi, na p rim eira fase da prótese, afirm a que se um awJIum [o hom em livre o seu p roprietário] foi acom etido de d ívidas e tornou-se inadim plente e vendeu ou entregou em se rviço pela d ívid a a sua esp o ­ sa, seu filho ou a sua filh a , o prazo m áxim o de trab alh o seria de três anos [...]. Entre os ju d e u s o escravo era c o n sid e ra d o um a m e rc a d o ria de altíssim o valo r. Caso um deles fosse ferid o por um boi, receb eria com o indenização o v a lo r de trin ta ciclos de p ra ta (Ê x 2 1 .3 2 ). O le g isla d o r hebreu procura, se não im pedir, ate­ nuar a v io lê n cia contra os e scravo s, determ inando que se um p ro p rie ­ tário de escravo m altratasse o seu servo e este vie sse a so fre r algum rs dano físico , o am o do agredido de­ m v e ria alfo rriá-lo . Eventualm ente, se o escravo m orresse em d eco rrência da agressão so frid a, o senhor in to ­ lerante d e v e ria se r ca stig a d o (Ê x 21.20,2627) (BENTHO, Esdras Costa. A F a m ília no A n tig o T e sta m e n to : H istó ria e So cio lo g ia , l.e d . Rio de Jan eiro : CPAD, 2 0 0 6 , p .174-75).

V O C A B U LA R IO
D o lo sa m e n te : Que atua com dolo e engano, intencionalmente. P ró te se : A créscim o de um ele­ m ento fonético (sílab a ou som) no início de um vo cáb u lo , sem alteração do sign ificado (p .e x. a b a g u n ça r , de b a g u n ça r).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HARRISON, R. K. T e m p o s do A n t i g o T e s t a m e n t o : Um C o n t e x t o S o c ia l, P o lít ic o e C u ltu ra l, l.e d . Rio de ja n e iro : CPAD, 2 0 1 0 . SOARES, Esequias. O M in isté ­ rio P ro fé tico na B íb lia : A voz de Deus na T erra . 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 201 0. ZUCK, Roy B (Ed.). T e o lo g ia do A n tig o T e sta m e n to . 1 .ed. Rio de Jan e iro : CPAD. 2 0 0 9 .

SA IBA MAIS
R evista Ensinad o r C ristão CPAD, n° 57, p .4 1 .
R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S

1 - Moisés. 2- Em geral, a pobreza era resultado de catástrofes naturais, problemas com as colheitas, guerras e rebeldia do povo em obedecer aos manda­ mentos divinos. 3 . "E ao servo do Senhor não con­ vém contender” (2 Tm 2 .2 4 ). 4 . O sistema jurídico era bem intole­ rante com os transgressores: "olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”. 5. Proteger a nação e organizá-la e voltar a sua atenção para Deus.

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Lição 1 1
] 6 de M arço de 2 0 1 4

D eu s E s c o l h e A r ã o e S eus F i l h o s Pa r a o S a c e r d ó c i o
T E X T O Á U REO (E p a ra o n osso Deus os fizeste re is e s a ­ ce rd o te s; e ei es rein a rã o so b re a te rra " (Ap 5 .1 0 ). V E R D A D E P R A T IC A C ris to nos fe z re is e s a c e rd o te s , p ara a n u n c ia rm o s as v irtu d e s do seu Reino.

H IN O S S U G E R ID O S 8 6 , 176, 4 3 2

L E IT U R A D IÁ R IA
S e g u n d a - Hb 6 .2 0 Je s u s , Sacerdote Eterno T e rç a - Hb 5.1-9 A su p e rio rid ad e do sacerd ó cio de Je su s Q u a rta - Hb 5 .1 0 Sacerdote segundo a ordem de M eíquisedeque Q u in ta - Hb 7.1-4 Figura do sacerd ó cio eterno de C risto S ex ta - Hb 7 .2 6 Je s u s , Sacerdote Santo S á b a d o - A p 1.6 C risto nos fe z reis e sacerdo tes do A ltíssim o
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L E I T U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E Êx o d o 28.1-11
1 - Depois, tu fa rá s chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel , para me adm inistrarem o ofício sacerdotal, a sa b er: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 2 - E farás vestes santas a Arão, teu irmão, para glória e ornamento. 3 - Fala rás tam bém a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenha enchido do espírito de sa b e d o ria , que fa ça m vestes a A rão para santificá-lo, para que me adm inistre o ofício sacerdotal. 4 - Estas, pois, são as vestes que farão: um peitoral, e um éfode, e um manto, e uma túnica bordada, e uma mitra , e um cinto ; farão , pois, vestes santas a Arão, teu irmão, e a seus filhos, para me administrarem o ofício sacerdotal.

r _____________ IN T E R A Ç Ã O _______________1 No A n tig o T e sta m e n to o su m o s a ­ ce rd o te e x e rc ia o o fício sa g ra d o de ir ao Tem plo e e n tra r p a ra o fe re c e r sa c rifíc io p o r ele e p o r toda a nação. L o g o , se u s a c r ifíc io n ão e ra ú n ico ou p e rfe ito . O m in isté rio s a c e rd o ta l a ra ôn ico a p o n ta va p a ra C risto , nosso Sum o Sa cerd o te e te rn o , Je s u s C risto é o único Sum o S a cerd o te p e rfe ito e su ficie n te . Ele é o único re p re se n ta n te en tre D eu s e o hom em . A ssim com o Je su s é o Sum o P astor ; nós os cre n te s, tam bém fo m o s fe ito s s a c e rto d e s. A n o ssa fu n çã o é a de s e r v ir a Ig re ja e a C risto com am or. O B JE T IV O S Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: E x p lic a r o sacerdócio em israeL E le n c a r os elementos da indumentária sacerdotal. C o m p re e n d e r o papel atual dos m i­ nistros da igreja de Cristo.

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I 5 - E tom arão o ouro, e o pano | azul, e a púrpura, e o carm esim , e I o Unho fino 6 - e farão o éfode de ouro, e de 1 pano azul, e de púrpura, e de car! mesim, e de linho fino torcido , de I obra esm erada. J 7 - Terá duas om breiras que se \ unam às suas duas pontas, e assim se unirá . 8 - E o cinto de obra esm erada do éfode , que estará sobre ele, será da sua m esm a obra, da m esm a obra de ouro, e de pano azul, e de púrpura, e de carm esim , e de linho fino torcido. 9 - E tom arás duas pedras sardóni­ cas e lavrarás nelas os nomes dos filhos de Israel , 10 - seis dos seus nomes numa pe­ dra e os outros seis nomes na outra pedra, segundo as suas gerações. 11 - Conforme a obra do la pi dá rio, com o o la v o r de selos, la v ra rá s estas duas pedras, com os nomes dos filhos de Israel; engastadas ao red o r em ouro as fa rá s.
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O R IE N T A Ç Ã O P ED A G Ó G IC A
Para concluir o terceiro tópico da lição, ieia com a sua classe, a primeira epístola do apóstoío Paulo a Timóteo 3.1-7. Use a lou­ sa para eíencaras qualidades necessárias para quem deseja exercer o Santo Minis­ tério: (1) Ser irrepreensível; (2) marido de uma só mulher; (3) vigilante; (4) sóbrio; (5) hospitaleiro; (6) apto para ensinar; (7) não dado ao vinho; (8) não espancador; (9) não cobiçoso de torpe ganância; (10) moderado, não contencioso, não avarento; (11) governe bem a própria casa tendo os filhos em sujeição, com toda modéstia; (1 2) que não seja novo na fé; (1 3) não soberbo; (14) tenha bom testemunho dos que estão fora da igreja. Conclua dizendo que tais características resultam do caráter regenerado pela mensagem do Evangelho.

2 . O m in is té r io d o s s a c e r ­ d o t e s . Q u a is eram as fu n ç õ e s de um sace rd o te ? Sua p rin cip a l IN T R O D U Ç Ã O m issão era a p re se n ta r o hom em O cap ítulo 28 de Êxodo trata p e ca d o r d ian te do D eus sa n to . da cham ada d iv in a para o sa c e r­ E ra m , e s p e c ific a m e n te , trê s as dócio em Israe l. O povo p re cisa va o b rig açõ es b á sica s do sacerd o te: a p re n d e r a a d o ra r a “sa n tific a r o povo, o fe­ D e u s . E ra n e c e s s á rio PA LA V RA S-CH A V E recer dons e sa c rifíc io s que hom ens cham ad o s pelo povo e in terced er S a c e rd ó c io ; p o r D e u s c u id a s s e m pelos tra n s g re s s o re s ”. da p rá tica do culto ao O fício , o m in isté rio Eles tam b ém atu avam e a fu n çã o do Senho r no Tab e rn ácu lo com o m estres da lei (Lv sa c e rd o te . e ta m b é m a tra v é s da 10,10,11). O sacerd ó cio co n g reg ação de Israel. de A rão ap o n tava para Logo, o S en h o r sep aro u a trib o C r is t o , n o s so ú n ic o m e d ia d o r de Levi para o se rv iç o no T a b e r­ diante de D eu s. Com o Sum o Sa­ náculo e para o santo m in istério cerd o te, C risto in terced e diante sa ce rd o tal. Os le vita s se rvia m a do Pai por nós (1 Tm 2.5 ). Deus e a u x ilia v a m os sacerd o tes. 3. O su m o s a c e r d o t e . A s A ssim , todo sacerdo te em Israel nações que e stavam ao redor dos k era levita, mas nem todo levita era heb reus já con heciam o se rv iço I sacerdote com o verem o s na lição. s a c e rd o ta l. O s s a c e rd o te s não I receb eram nenhum a h eran ça de | 8 - O S A C E R D Ó C IO te rras quando as trib o s entraram g ( Ê X 2 8 .1 5) na T e rra P ro m e tid a , p ois a sua Si 1O s a c e r d o t e . Deus ordena reco m p en sa era s e rv ir ao To do-1 que M oisés se p are A rão e seu s -Poderoso. Eles eram su ste n tad o s | filhos para o m inistério sacerdotal. pelas o fe rtas e os sa c rifíc io s le-1 O sacerdote d everia não som ente vad o s ao tab e rn ácu lo . V iv ia m de J p ertencer à tribo de Levi, mas era m odo sim p les e dependiam única || preciso que fosse um descendente e e xc lu siva m e n te da ob ed iência e de A rão , que teve o p rivilég io de fid elid ad e do povo ao tra z e r seus ser o prim eiro sacerdote de Israel. d ízim o s (Nm 18.3-32). Pertenciam à classe sacerdotal em Israel o sum o sacerdote, os sacer­ S IN O P S E D O T Ó P I C O (1) dotes e tam bém os le vitas. D e u s o rd e n a o m in is té r io O sacerd ó cio de A rão ap o n ­ sacerd o tal por interm édio de Moi­ t a v a p a ra C r is t o , n o s so S u m o sés, sep aran d o A rão e seus filh o s Sacerdote eterno (Hb 6 .2 0 ). A rão para o santo o fício . era um ser hum ano e, p o rtan to , um p e ca d o r que c a re c ia de se RESPO N D A a p re se n ta r d ian te de D eus com s a c rifíc io s p elo s se u s p ró p rio s h Q uem D eus o rd en o u que M oisés I pecad o s. Mas C risto é p erfeito e se p a ra sse p a ra o sa ce rd ó cio ? seu sa crifíc io por nós foi único, 2. O sa ce rd ó cio de A rã o a p on ta va I com pleto e aceito pelo Pai. p a ra q u a l S a ce rd ó cio ? m
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REFLEXÃ O "O sa ce rd ó cio de A rã o a p o n ta va p a ra C risto , n osso único m e d ia d o r dia n te de D e u s.” A ntonio G ilberto 3. Q ual era a p rin cip a l fu n çã o do sa ce rd o te ? II - A IN D U M E N T Á R IA DO SA CERD O TE 1. A tú n ic a d e lin h o e o é fo d e (Êx 2 8 .4 -2 8 ). A s v e ste s do sacerdo te d everiam se r san tas (Ê x 2 8 .3 ). Eles não poderiam se a p re se n ta r diante do Sen ho r de q u a lq u e r m a n e ira . O linho fino apontava para a p u reza, perfeição e ju s tiç a de C risto , nosso sa c e r­ dote. Segundo a Bíblia de Estu d o p A plicação Pessoal , ‘‘o éfode era um I tipo esm erado de avental borda| do, unido nos om bros e ligados I p o r um a f a ix a na c in tu r a ”. No \ | éfode h avia d uas p edras de ô n ix com os nom es das doze trib o s. A rão d eve ria le va r e a p re se n ta r | diante de Deus as doze trib o s de | Israel. C risto carrego u sobre si os nossos pecados e os apresentou diante do Pai (1 Co 15.3). Sobre o éfode e sta va o p eito ­ ral contendo doze pedras precio- | sas com os nom es dos doze filh o s de Israel. Esta peça fic a v a sobre o coração de A rão — o sum o sa ce r­ dote (Ê x 28.15,17,21,29). 2 . O U rim e T u m im (Êx 2 8 .3 0 ). Eram p edras que os s a ­ cerd o tes u tiliz a v a m na hora de to m a r d e c is õ e s . E le s d e v e ria m c a rre g a r e stas peças ju n to ao co ­ ração , m ostran do a im p o rtân cia d elas. Isso nos m ostra que nossas

d ecisõ es devem se r tom ad as de acordo com a P alavra de D eus. S IN O P S E D O T Ó P I C O <2) A tú n ica de linho, o éfode, o Urim e o Tum im eram elem entos sagrados que com punham a indu­ m en tária sa ce rd o tal. RESPO N D A 4. O que era o éfode? III - M IN IS T R O S D E C R I S T O P A R A A IG R E J A 1. C h a m a d o s p o r D e u s . Os v e rd a d e iro s m in istro s da ig reja são c h a m a d o s e v o c a c io n a d o s pelo Senho r. O m in isté rio p a sto ­ ral não é sim p le sm e n te um cargo ou um a fo rm a de se a lc a n ç a r s ta tu s seja ele qual fo r. M uitos querem v iv e r da obra e não p ara ela. Q uem e xe rce o san to m in is­ té rio sem a d ire ta ch a m a d a do S en h o r — o Dono da o b ra — é um in tru so e está p ro fan an d o a o b ra de D eus. 2 . Q u a lif ic a ç õ e s . O s a c e r­ d o te não p o d ia se a p r e s e n ta r d ia n te de D eus e da c o n g re g a ­ ção de q u a lq u e r m a n e ira . Um p a s t o r d e v e s e m p r e a g ir de m odo a d ar um bom te stem u n h o (1 Tm 3 .7 ). O bom te ste m u n h o d eve v ir não so m e n te dos que e s tã o fo ra da ig r e ja , m as e s ­ p e c ia lm e n te p e lo s irm ã o s em C r i s t o . É p r e c is o v i v e r u m a v id a d ig n a d ia n te dos h o m en s e ta m b é m d ia n te de D eu s (1 Tm 6 .1 1 ,1 2 ). O p a s to r d e ve em tu d o se r o e x e m p lo (T t 2 .7 ). 3. C o m p ro m e tid o s com a P a la v ra . Os sacerd o tes tam bém tinham a fu n ção de e n sin ar a Pa­ la v ra de D eus. Da m esm a fo rm a,

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L iç õ e s B íb l i c a s

Paulo reco m en d a que o m in istro seja apto p ara e n sin a r (1 Tm 3 .2 ). É p reciso que se ja alguém ca p a ­ citad o na P a la v ra . A m issão dos m in istro s de C risto co n siste no s e rv iç o , na m o rd o m ia, isto é, na a d m in is tra ç ã o dos n eg ó cio s de Deus e, so b retud o , em su a fid e li­ dade e san tid ad e . S IN O P S E D O T Ó P I C O <3) Os m in istro s de C risto são dados por Deus à Ig reja. Eles de­ vem m a n ife sta r um c a rá te r que honre ao Pai e que, ig ualm en te, d em o n stre o co m p ro m isso com o m in istério da P alavra.

RESPONDA
5. Q u a is a s q u a lific a çõ e s que você a cre d ita que são in d isp e n sá ­ veis à q u e les que alm eja m o santo m in isté rio ? CO N CLU SÃ O Os sacerdotes levavam os is­ raelitas até a presença de Deus. O sacerdócio de Arão apontava para o sa ce rd ó cio p erfeito de C risto . A tualm ente, todos os que creem em Je su s e no seu s a c rifíc io na cru z foram feito s, pela fé, reis e sacerdotes do Deus A ltíssim o (1 Pe 2 .5,9 ). Você é um representante de Deus aqui na terra, e nessa posição, você tem levado outros até Cristo?

R EFLEXÃ O “A m issã o d o s m in istro s de C risto co n siste no s e rv iç o , na m o rd o m ia , isto é, na a d m in istra çã o dos n eg ócio s de D eus e, so b re tu d o , em su a fid elid a d e e sa n tid a d e A nto nio G ilb erto

L i ç õ e s B íb l ic a s

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A U X ÍLIO BIBLIO G RÁ FICO I
S u b síd io G e o g rá fico “O D ia d a E x p ia ç ã o O dia 10 do mês de Tisri m arcava o Dia da Expiação (Lv 16). Esse dia era de muitas form as um clím ax do ano religioso ju d e u . Os sacerdotes ofereciam durante o ano inteiro sacri­ fícios a Deus, a fim de tornar o povo aceitável a Ele; mas os sacerdotes e seu equipamento foram cerimonialmente afetados pelo pecado e o Dia da Expiação foi instituído para promover umaMimpeza espiritual de primavera’, de modo que o caminho para chegar a Deus, mediante sacrifício, ficasse aberto por mais um ano. O sum o sacerdote era a única p essoa que podia fazer isso e nos dias do Novo Testam ento, a fim de não haver erro, ele era cuidadosam ente vestido pelos anciãos e praticava o ritual diariam en­ te durante a sem ana anterior. No Dia da E xp ia çã o , o sum o sacerdote era mantido acordado du­ rante a madrugada, e quando chegava a m anhã, era vestid o com roupas brancas sim ples para dar início às cerim ônias. Ele primeiro confessava os pecados das pessoas com a mão sobre o pescoço de um touro sacrifi­ cial, que havia sido morto e colhido o seu sangue. Dois bodes eram colo­ cados à sua frente e sortes lançadas para ver qual deles devia ser de Deus e qual do povo. O bode de Deus era morto e seu sangue m isturado com o do touro. Depois, sozinho, o sumo sacerdote entrava com incenso e bra­ sas no Santo dos Santos. O incenso era queimado e quando ele enchia o lugar, acreditava-se que o sumo sacerdote era aceitável a Deus” (GOWER, Ralph. Novo M anual d o s U so s & C o stu ­ m es d o s Tem p o s Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2 012 , pp.321-22).

V O C A B U L Á R IO
In d u m e n t á r ia : A rte re la c io ­ nada com v e stu á rio ; conjunto de v e s t im e n t a s u s a d a s em determ in ad a época ou por de­ term in ado povo, classe so cial, p ro fissão , etc. E s m e r a d o : C a p ric h o so , e m ­ p enhad o . C lím a x : Parte do enredo (de livro, film e , peça, e tc.) em que os aco ntecim ento s cen trais ga­ nham o m áxim o de tensão, pre­ nunciando o d esfech o ; ápice.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
GOWER, Ralph. N ovo M anual d o s U so s & C o stu m e s d o s T e m p o s B íb lico s. 2.ed . Rio de Jan e iro : CPAD, 201 2. C A RLSO N , R a y m o n d ; T R A S K , Th o m as E. et al. M anual P a s ­ to r P e n t e c o s t a l: Teologia e P rá tica s P a sto ra is. 3.ed . Rio de Jan e iro : CPAD, 2 0 0 5 .

SA IBA MAIS
R evista Ensinad o r C ristão CPAD, n° 57. p .4 1 .
R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S

1. Arão e os seus filhos. 2» O sacerdócio de Arão apontava para Cristo. 3 , Sua principal m issão era apre­ sen tar o homem pecador diante do Deus santo. 4 . O éfode era um tipo esmerado de avental bordado, unido nos ombros e ligados por uma fa ixa na cintura. 5 . Resposta pessoal.

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L iç õ e s B íb l i c a s

A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FIC O II
S u b síd io T e o lo g ia P a s to r a l “O C a r á t e r d o S e rv o d o S e n h o r Um a geração inteira levantou-se em o p o sição a todas as fo rm as de o rg an ização in stitu íd a s, quer os cred os e p ráticas estab elecid as fo ssem ce rto s, q uer não. A p recip itação m aléfica d isso ain d a é v ista na o po sição p úb lica a q u alq u e r au to rid ad e: c iv il, relig io sa ou o rg an i­ za cio n a l. Pode se r que haja o casiõ e s em que se d eva fa z e r op osição às in stitu içõ es, m as o verd adeiro caráter não condena a autoridade só porque é au to rid ad e. Deve h aver padrões de ca rá te r: para in d ivíd u o s e para o rg a n iza çõ e s. O posição a rb itrá ria à au to rid ad e, sem q u alq u er base ética ou m oral, só co n d u z à an arq u ia e ao cao s. A so cied ade m oderna não parece e sta r m uito d istan te d esse estad o . De todas as p esso as, o m in istro do Evan g elho tem de te r um a d efin ição clara do que seja o caráte r para que se ja m odelado com n itid e z. O C a rá te r e A ção O ca rá te r nunca é com p rovad o por um a d eclaração e scrita ou oral de co n vicçõ e s. É d em on strad o pelo m odo com o v iv e m o s , pelo com portam ento, pelas esco lh as e d ecisõ es. C aráte r é a virtu d e v iv id a . O caráte r ruim ou o com p o rtam en to pouco ético tem sido co m ­ parado ao odor do corpo: fica m o s ofendidos quando o detectam os nos o utro s, m as raram ente o detectam os em nós m e sm o s. Os líd eres e sp iritu a is sem p re devem se r se n s ív e is ao fato de que suas ações falam m uito m ais alto do que as p alavras d itas do p ú lp ito . V isto que as ações que p raticam o s raram ente são perceb idas com o p ro vas de caráter d e fe itu o so , fazem -se e sse n cia is à in tro sp ecção e à auto-avaliação, não porque d esejam o s ag rad ar ou e v ita r o fend er os o u tro s, m as porque a reputação e o caráter do m inistro devem e star acim a de toda repreensão (1 Tm 3 .2 ,7 ). N ossas p alavra s e p ensam en tos devem ser ag rad áve is perante a face de D eus (SI 1 9 .1 4 ), m as n o ssas ações revelam nosso caráter aos outros. A s caracte rísticas do caráter exig id o por Deus d aq u eles que querem h ab itar em sua p resen ça são açõ es, e não um estado p a ssivo de ser [...] (SI 15)" (CARLSO N , R aym ond; T R A S K , T h o m as E. et al. M an u al P a s t o r P e n te c o s ta l: Teologia e P rá tic a s P a sto ra is. 3.ed . Rio de Ja n e iro : CPAD, 2 0 0 5 , p p .l 14-1 5).

L iç õ e s B í b l i c a s

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Lição 12
23 de M arço de 2014

dos

Sacerdotes
“E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derram am en­ to de sangue não há rem issão” ( Hb 9,22). V E R D A D E P R A TIC A O sa crifício e xp iad o r de C risto no C alvário foi perfeito, único e capaz de nos p urificar de todo pecado.

HINOS SUGERIDOS 363, 4 2 3 , 432

L E IT U R A D IA R IA
S e g u n d a - Êx 28-1 A instituição do sacerdócio T e rç a - Êx 2 9 .1 -9 A cerim ônia de consagração Q u a rta - L v 16-11-14 A oferta do sacerdote pelo seu pecado Q u in ta - Hb 6 .2 0 Je su s, nosso Sumo Sacerdote eterno S e x t a - H b 4 .1 5 ,1 6 Je su s, Sumo Sacerdote com p assivo S áb ad o - Hb 9.11 Je su s, Sumo Sacerdote dos bens futuros
L iç õ e s B íb l i c a s

Wa'

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LEITU R A BÍBLICA EM CLASSE
Ê x o d o 2 9 .1 - 1 2 1 - Isto é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho, e dois carneiros sem mácula, 2 - e pão asm o, e bolos as mos am assado s com azeite, e coscorões asmos untados com azeite ; com flor de farinha de trigo os farás. 3 - E os porás num cesto e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros. 4 - Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congre­ gação e os lavarás com água; 5 - depois, tomarás as vestes e vestirás a Arão da túnica, e do manto do éfode, e do éfode mes­ mo, e do peitoral; e o cingirás com o cinto de obra de artífice do éfode. G - E a mitra porás sobre a sua ca­ beça; a coroa da santidade porás sobre a mitra ; 7 - e tomarás o azeite da unção e o derram arás sobre a sua cabeça; assim, o ungirás. 8 - D epoisf fa rá s chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicasr 9 - e os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras, p a ra que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e sagrarás a Arão e a seus filhos. 10 - E fa rá s chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do novilho; 11 - e degolarás o novilho perante o Senhor f à porta da tenda da congregação. 12 - Depois, tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derram a­ rás á base do altar.

IN T E R A Ç Ã O C h eg am o s ao ca p ítu lo que d eta lh a o ce rim o n ia l de co n sa g ra ç ã o s a c e rd o ta l p a ra o s e rv iç o no T a b e rn á cu lo : Êxodo 2 9 . Este ca p ítu lo d e scre v e o rito consag ra tó rio d o s sa c e rd o te s. Ele co n sistia na a p re se n ta ç ã o de um b e z e rro e d ois c a rn e iro s sem m á cu la ; pão a sm o (sem fe rm e n to ) e bolos a sm o s a m a ssa d o s com a z e ite ; b o lin h o s a sm o s u n ta d o s com a ze ite e fe ito com flo r de fa rin h a de trig o . Todos e ste s ite n s e ra m ele­ m en to s que co m pu n h am todo o ritu a l p a ra co n sa g ra r, isto é, se p a ra r, p a ra o m in isté rio sa c e rd o ta l , A rã o e os se u s filh o s. E sta lin h a g em re p re s e n ta ria o sa ce rd ó cio o ficia l da C a sa de Isra e l. O B J E T IV O S A pós esta aula, o aluno d everá estar apto a: E x p lic a r com o se dava a ce rim ô n ia de co n sag ração sacerd o tal. C it a r os elem entos do sa crifíc io de p o sse. C o m p r e e n d e r que C risto é o perpé­ tuo e o m ais perfeito Sumo Sacerdote. O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A
Prezado professor, para ampliar a conclu­ são do primeiro tópico da aula desta sema­ na, reproduza na lousa o seguinte texto: “O Novilho [Bezerro]. Quando os sacerdotes impunham as mãos na cabeça do novilho, isso sim bolizava a sua identificação com o animai, como seu substituto e, talvez, a transferência dos pecados do povo para o animal. Assim , o novilho tornava-se um sacrifício vicário, que morria por causa dos pecados do povo (v. 14). Essa cerimônia aponta para o sacrifício vicário de Cristo, que tornou-se a nossa oferta pelo pecado (Is 53.5; Cl 3.13; Hb 13.11-13)” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1 65). Em seguida, explique que a suficiência do sa­ crifício de Jesus Cristo é a garantia de que Ele é o Sumo Sacerdote perfeito.
L iç õ e s B í b l i c a s 85

i-rm m s . 'r o a a n a B H H r 't ii .:

2. A u n çã o com a z e ite <Êx 3 0 .2 3 3 3 ). O a z e ite da u n çã o d e v e ria se r d e rram ad o so b re a IN TRODUÇÃO c a b e ç a de A rã o e se u s filh o s . Deus ordenou que Moisés seO a z e ite é sím b o lo do E sp írito | p arasse A rão e seus filh o s para o Santo que v iria hab itar no crente I sacerdócio. O v e stiário , bem como pelo m in is té rio in te rc e s s o r de | o m o d o de p ro c e d e r ^ Je su s (Jo 14 .16,1 7,26), dos sacerd o tes, foram PA LA VRA -CH A VE bem com o o b atism o dados por orientaçõ es com o E s p írito San to C o n s a g r a ç ã o : do próprio D eus. A ntes (At 1.4,5,8). A ssim tam ­ de o ferece r sa c rifíc io s A çã o de d edicar-se bém a igreja recebeu o em fa vo r do povo, A rão a D e u s; d ed ica çã o , p e n h o r do E sp írito (2 sa g ra çã o . deveria oferecer s a c rifí­ r Co 1.21,22), m as alguns cio para a rem issão dos de seus m em bros são seus próprios p ecad o s. Na lição in d ivid u alm en te sep arad o s para de hoje, estu darem o s a respeito m inistério s esp e cífico s, segundo do ato de co n sag ração e p u rifica ­ os propósitos de Deus. ção do sacerd ó cio , conform e as 3. A n im a is s ã o Im o la d o s determ inações de D eus. co m o s a c r if íc io (Êx 29.10-18). Era necessário que antes de m inis­ I - A CO N SAGRAÇÃO DE trar em favor do povo, o sacerdote A R Ã O E S E U S F IL H O S oferecesse sacrifícios de holocausto 1. A la v a g e m co m á g u a . por sua própria vid a. Arão e seus “Então, fa rá s cheg ar A rão e seus filhos deveriam levar um cordeiro, filho s à p o rta da tend a da co n ­ sem mancha ou defeito, diante do gregação e os lavará s com águ a” altar. O cordeiro morto tipificava a (Ê x 29.4). Muitos eram os rituais morte vicária de Jesus Cristo, que de p reparação que os sacerdo tes “m orreu por nossos pecados, se­ d e v e ria m r e a liz a r a n te s de se gundo as Escrituras” (1 Co 15.3). A achegarem à p resen ça de D eus. morte vicária de Cristo proporciona Uma parte dos rituais era a lavaao homem pecador a reconciliação gem com ág ua, que sim b o liza v a com Deus. Jesus morreu para expiar p u reza e p erfeição . Deus é santo os nossos pecados (1 Pe 1.18,19). e requ er santidade do seu povo: | “ S a n to s s e r e is , p o rq u e e u , o S IN O P S E D O T Ó P IC O (1) | Senhor, v o sso D eus, sou sa n to ” A consagração do sacerdócio I (Lv 19.2). A tualm ente o crente é I lim po pela Palavra (Jo 15.3) e pelo de Arão e de seus filhos decorria I sangue de C risto (1 Jo 1.7). Sem pela passagem da água, a unção com azeite e a imolação de anim ais p p u reza e santidad e não podem os como sacrifício. ] nos ach eg ar à p resen ça de D eus. Uma im p ortante razão pela RESPO N D A qual o crente deve santificar-se é i que a santidade de Deus, em parte, 7. Atualm ente som os lim pos m e­ á § é revelada através do procedimento diante quê? S justo e da vida santificada do crente. 2. O que o azeite sim b oliza ?

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II - O S A C R I F Í C I O DA PO SSE 1. O s e g u n d o c a r n e ir o d a c o n s a g r a ç ã o (Ê x 2 9 .1 9 - 3 5 ) . Era n ecessário que outro anim al inocente fo sse m orto. Segundo o C om en tá rio Bíblico Beacon, “parte do sangue era co lo cad a p rim e ira ­ m ente na o relh a d ire ita , no dedo polegar da mão d ire ita e no dedo p o leg ar do pé d ire ito ”. O restan te do sangue d e v e ria se r d erram ad o sobre o altar. Sem d erram am e n to de sa n g u e não há re m is sã o de pecado (Hb 9 .2 2 ). Tudo a p o n ta v a para o C a lv á rio , onde C risto d e r ram ou seu sangue por nós. 2. S a c r if íc io s d iá r io s . D ia­ riam ente eram oferecidos s a c rifí­ cios pelo pecado. Peia m anhã e a tarde havia sa crifício s e um anim al inocente era m orto em resgate da v id a de alg uém . O sa crifíc io de C risto foi perfeito e único. Por isso, hoje podem os nos ach eg ar a Deus para adorá-lo livrem en te. No ta b e rn á cu lo , tudo d e v e ­ ria e sta r sem p re pronto a fim de que o culto d iário a Deus nunca fo sse in terro m p id o . Os sa ce rd o ­ tes cu id avam p ara que o fogo do a lta r n u n ca se a p a g a sse . A cada m an h ã, este era alim entad o com no va lenha e novos h o lo cau sto s (L v 6 .1 2 ,1 3 ). D a m e sm a fo rm a Deus quer que nos ap rese n te m o s a Ele, prontos e reno vad o s e sp iri­ tu alm en te (2 Co 4,16 ). S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 2 ) O sa c rifíc io da posse consistia na co n sa g ra çã o do seg u nd o ca rn e iro e nos sa c rifíc io s d iá rio s.

RESPONDA
3. O que d ev eria s e r feito com o I re s ta n te do sa n g u e do se g u n d o I c a rn e iro ? III - C R I S T O , P E R P É T U O SUM O S A C E R D O T E I

1. S a c e r d ó c io s e g u n d o a | o rd e m d e M e lq u is e d e q u e . A p rim eira referência a M elquisede-1 que com o sacerdote encontra-se 1 no livro de G ênesis 14.18. Poucos 1 sabem os a respeito de M elquise-1 deque: “sem pai, sem m ãe, sem | genealogia, não tendo princípio de 1 dias nem fim de vid a” (Hb 7.3). Mel-1 quisedeque é um tipo de C risto . 2 . O s a c r if íc io p e rfe ito de C r is t o . A rão e seus d escen dentes I d e v e ria m o fe re c e r d ia ria m e n te | s a c r ifíc io s p o r se u s p e ca d o s e tam bém do seu povo. Hoje não M p recisam o s fa z e r e sse s tip o s de | s a c r ifíc io s , p ois o s a c rifíc io de C risto foi único , p erfeito e p e rp é -1 tuo (Hb 7.25-28). 3. O s a c r if íc io e te rn o de | C r f s t o . “ Mas e ste , p o rq ue p e r - 1 m a n e c e e te rn a m e n te , te m um I sa c e rd ó c io p e rp é tu o (Hb 7 .2 4 ). O v o c á b u lo “p e rp é tu o ” sig n ific a a “in alte ráve l”. Je su s não p ertencia à trib o de Le vi, m as seu sacerd ó cio era segu ndo a ordem de Melquisedeque (Hb 5 .6 ,1 0 ; 7.11,12), logo, seu sa c e rd ó c io era su p e rio r ao de A rão . O sa ce rd ó cio de C risto é su p e rio r, eterno e im u táve l. S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 3 ) I

O sa c rifíc io de C risto é per-1 fe ito , eterno e perpétuo segu ndo I a ordem de M elq uised eq ue. M

L iç õ e s B í b l i c a s

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RESPONDA
4 . C risto e ra S a ce rd o te seg u n d o q u a l o rd e m ? 5. De a co rd o com a lição, q u a l o significado do vocábulo “p erp étu o ”?

CONCLUSÃO
D eus e sta b e le ce u o s a c e rd ó ­ cio e as c e rim ô n ia s de p u rific a ­

ção e c o n sa g ra çã o . E sta s c e rim ô ­ nias a p o n ta v a m p ara o s a c rifíc io p e rfe ito e o s a c e rd ó c io e te rn o de C ris to . Ele se o fe re ce u co m o h o lo c a u s t o em n o s s o lu g a r . Sem C ris to , ja m a is p o d e ría m o s nos a c h e g a r à p re s e n ç a sa n ta e e te rn a de D eus e te r co m u n h ão com Ele.

A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FIC O I
S u b síd io G e o g rá fic o “O s is t e m a s a c r if ic ia l GOW ER, R alp h . N o vo M a n u a l Q u a n d o os s e r e s h u m a n o s d o s U so s & C o stu m e s d o s T e m p o s B íb lico s. 2 ,e d . Rio de en tram em re la ção de a lia n ç a com D e u s e m a n tê m o se u la d o do Ja n e iro : CPAD, 2 0 1 2 . D ic io n á r io B íb lic o W y c liffe . tra to , e v ita n d o tod os os p ecad o s I .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2 0 0 9 . c o n h e cid o s, surg e o d e se jo de re ­ M ERRIL, Eugene H. H is t ó r ia d e lacio nar-se m ais in tim am e n te com Is r a e l no A n tig o T e sta m e n to : Deus — entreg ar-se ao seu se rv iç o , O re in o de s a c e rd o te s que D eu s e x p r e s s a r a g ra d e c im e n to , a p o ia r co locou e n tre as n a ç õ e s . G.ed. seu s s e rv o s , te r co m u n h ão , e d e s­ cu lp ar-se pelo m al co m e tid o a c i­ Rio de Jan e iro : CPAD , 2 0 0 7 . d e n ta lm e n te . O siste m a sa c rific ia l d e m o n stro u que um a relação m ais SA IB A M AIS p ro fu n d a com D eus era p o s sív e l, m as p ara que isso a co n te ce sse h a­ R evista E n sin a d o r C ristão CPAD, n °5 7 , p .4 2 . v ia necessidade de um a p urificação co n tín u a do p ecad o . Ao m esm o tem p o, o siste m a R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S d e m o n stro u su a s p ró p ria s d e fi­ ■ Atualm ente o crente é limpo pela ciê n cia s e resu lto u na n ecessid ad e Palavra (Jo 15.3) e pelo sangue de de e n c o n tra r o u tro m eio não só Cristo (1 Jo 1.7). 2 , O azeite é sím bolo do Espírito para e sta b e le ce r um a relação m ais Santo que v iria h ab itar no crente pro fund a com D eus, com o tam bém pelo m inistério intercesso r de Jesu s para tra ta r com todo o problem a do Co 14. 16, 17, 26) . pecado deliberado. Esse outro meio 3 . O restante do sangue deveria ser derram ado sobre o altar. foi tornado p o ssível m ediante Je su s 4. Ordem de M elquisedeque. (Hb 10.1-8)” (GOW ER, Ralp h. Novo 5= O vocábulo “perpétuo” sign ifica M an u al d o s U s o s & C o s t u m e s “in alterável”. d o s T e m p o s B íb lico s. 2.ed. Rio de Ja n e iro : CPAD, 2012, p .325).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

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L iç õ e s B íb l ic a s

A U X ÍLIO B IBLIO G R Á FICO II
S u b síd io B iblioKógico “A O rig e m d o s S a c r if íc io s Em relação à origem dos sa c rifíc io s, existe m duas o p iniõ es: (1) que eles têm sua origem nos hom ens, e que Israel apenas re o rg an i­ zou e adaptou os costum es de o u tras relig iõ e s, quando inaugurou seu sistem a sa c rific ia l; e (2) que os sa c rifíc io s foram instituíd os por Adão e seus descen d entes em resp o sta a um a revelação de D eus. É possível que o prim eiro ato sacrificial em Gênesis tenha o co rri­ do quando Deus ve stiu Adão e Eva com peles para co b rir sua nudez (Gn 3.21). O segundo sa c rifíc io m encion ado foi o de C aim , que veio com um a o fe rta do ‘fruto da te rra ’, isto é, daquilo que havia p ro d u zi­ do, exp ressan d o sua satisfação e orgulho. Entretanto, seu irm ão Abel ‘tro u xe dos prim o gênitos das suas ovelh as e da sua g o rd u ra’ com o fo rm a de e x p re s s a r a co n trição de seu co ração , o arrep end im ento e a necessid ad e da e xp iação de seus pecados (Gn 4 .3 ,4 ). Em Rom anos 1.21, Paulo refere-se à revelação e ao conhecim ento inicial que os p atriarca s tinham a respeito de D eus, e e x p lic a a ap o s­ ta sia e o pecado dos hom ens do seguinte m odo: ‘Tendo conhecido a D eus, não o g lo rificaram com o D eus, nem lhe deram g ra ç a s’. Depois do D ilúvio, ‘edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de anim al limpo e de toda a ave lim pa e ofereceu holo caustos sobre o a lta r’ (Gn 8 .2 0 ). Muito tem po antes de M oisés, os p atriarca s A b rão (Gn 12.8;13.18; 15.9-17; 22.2SS-), Isaque (Gn 2 6 .2 5 ), e Jacó (Gn 3 3 .2 0 ; 35.3) tam bém ofereceram ve rd ad e iro s sa c rifíc io s (D ic io n á rio B íb lico W y c liffe . l.e d . Rio de Jan e iro : CPAD, 2 0 0 9 , p .1723).

R EFLEXÃ O “A ca d a m an hã, o a lia r e ra a lim en ta d o com n ova lenha e n o vos h o lo c a u sto s . Da m esm a fo rm a Deus q u e r que nos a p re se n te m o s a Ele , p ro n to s e re n o v a d o s e sp iritu a lm e n te .” A ntonio G ilberto

L iç õ e s B í b l i c a s

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Lição 1 3
30 de M arço de 2014

O L e g a d o d e M o is é s
T E X T O Á U REO “Era M oisés da idade de cento e vinte anos quando m o rre u ; os seu s olhos nunca se e sc u re ce ra m , nem p erd eu ele o seu v ig o r” (D t 3 4 .7 ) .

:

.

Moisés foi usado por Deus para tira r Israel do Egito e en tre g ar os D ez M andam entos para a hum anidade.

L E I T U R A D IA R IA
S e g u n d a - E x 6 .2 0 A fa m ília de Moisés T e r ç a - D t 3 3 .1 - 2 9 A últim a bênção de um líd er Q u a r t a - L c 2 4 ,2 7 ,4 4 ,4 5 M oisés, profeta m essiânico Q u in t a - A t 3 .2 2 ,2 3 M oisés, tipo de C risto S e x ta - D t 3 2 ,1 - 4 7 O últim o cântico de Moisés S á b a d o - D t 3 4 .1 - 5 Moisés vê a Terra Prom etida e morre
90 L iç õ e s B íb l i c a s

L E I T U R A B ÍB L IC A EM C L A S S E D e u te ro n ô m io 3 4 .1 0 - 1 2 ; H e b re u s 1 1 .2 3 -2 9

,

IN T E R A Ç Ã O

D e u te ro n ô m io 34 10 - E nunca m ais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhe­ cera face a face; 1 1 “ nem sem elhante em todos os sin a is e m a ra vilh a s, que o S e n h o r o en vio u p a ra fa z e r na terra do Egito, a Faraó , e a todos os seu s servo s , e a toda a r£ v > sua terra; 12 - e em toda a mão forte e em todo o espanto grande que operou Moisés aos olhos de todo ■ i o Isra el. H e b re u s 11 2 3 - Pela fé, Moisés, j á nascido, fo i escondido trê s m eses p o r se u s p a is , p o rq u e vira m que era um menino form oso; e não tem eram o m andam ento do rei. 2 4 - Pela fé, M oisés, sendo já g ran de, recusou s e r cham ado filho da filha de Faraó, 2 5 - escolhendo, antes , s e r m al­ tratado com o povo de Deus do que por ; um pouco de tempo, te r o gozo do pecado; 2 6 - tendo, p o r m aiores rique­ zas, o vitupério de Cristo do que os te so u ro s do E g ito ; p o rq u e tinha em vista a recom pensa. 2 7 - Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque fi­ cou firm et como vendo o invisível. 2 8 - Pela fé, celebrou a Páscoa e a aspersão do sangue, para que o d estru id o r dos prim ogênitos lhes não tocasse. 2 9 - Pela fé, passaram o m ar Vermelho , como p o r terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram .

Se há algum a coisa de valor transcendente que os líderes podem d eixa r aos su cesso res é o seu legado. Querem os d ize r com legado toda a d isp o siçã o , tra d içã o t exem plos e valores m orais e esp iritu a is, deixados pelo líd er p a ra o bem da ig reja local. Conta-nos a Bíblia a h istó ria de um re i cham ado Jeo rã o (2 C r 2 J .4-20). Este era um opressor, sem q u a lq u er sensibilidade hum ana e que andava nos cam inhos dos reis de Israel. Esse rei não deixou qu alqu er legado edificante p a ra os seu s su ce sso re s, ao ponto de o texto bíblico d e s c re v e r o sentim ento do povo quando da sua m orte, desse m odo: “e foi-se sem d e ixa r de si sa u ­ d a d e s" (v.20). Que este não seja o legado dos líderes cristã o s!
O B J E T IV O S

A pós a au la, o aluno d everá e sta r apto a:
C o n h e c e r

a re sp eito dos ú ltim o s dias da vid a de M oisés. E x p lic a r as características de Moisés com o hom em de Deus e pastor de Israel.

A p r e n d e r

à luz do legado de Moisés sobre a co m u n h ão , a piedade e a prudência.
O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A

v

Prezado professor, peça à classe que cite cinco ca ra cte rística s p o sitivas e cin ­ co neg ativas que possam e x is tir num a lid eran ça. À m edida que responderem , anote as respo stas na lousa em duas colunas re sp e ctiva s (ca ra cte rística s p o sitivas e neg ativas). Em seguida, diga aos alunos que um líd er não é um super-hom em . Ele é igualzinho a nós, pois se trata de um ser hum ano. Entretanto, as E scritu ra s convocam os líderes a a p re ­ sentarem uma v id a de serviço a Deus e à igreja que lideram* C onclua a lição dizendo que devem os am ar os nossos líd eres, pois são pessoas vo cacio n ad as por Deus para fa z e r o bem à sua Igreja.

L iç õ e s B íb l ic a s

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wm 2. M o isé s in ce n tiv a o po vo a m e d ita r na P a la v ra . Moisés era um homem que am ava os preceitos IN TRO D U ÇÃ O divinos. Por isso, antes de sua parti­ da ele incentiva e reforça a ideia de M oisés nasceu quando Israel que os israelitas precisavam ouvir e e sta v a ca tiv o no Eg ito , d urante obedecerás ordenanças de Deus, a os te rrív e is d ias em que Faraó fim de que prosperassem enquanto ordenou que todos os recém -nas­ nação. Sabem os que tod os que cidos israelitas do sexo m asculino amam e meditam na lei de Deus são fo ssem m ortos (Êx 1 .1 5 ,1 6 ). C a­ bem -aventurados (SI 1.1-6). sou-se com Zíp ora, filh a de Jetro , 3. M o isé s v ê a T e rra P ro ­ sacerdote de M idiã, descendente m e tid a e m orre* Antes de m or­ de A braão (Gn 2 5 .1 ,2 ). Ele teve rer, M oisés ab en ço o u um a co m u n h ão e s p e ­ PA LA VRA -CH A VE c a d a um a d as trib o s cial com o Senhor e nas de Israel (Dt 3 3 .1 -2 9 ). E s c ritu ra s S a g ra d a s é Legado: repetidam ente ch a m a ­ O que é tra n sm itid o Ele íutou em fa vo r do seu povo e o amou até do de “servo de D eus”, à s g e ra ç õ e s que os últim os dias de sua pois “foi fiel em toda a se seg u em . vid a. Ele foi fiel a Deus sua ca sa ” (Hb 3 .5 ). No e à sua nação em tudo. últim o livro do A ntigo Por o c a siã o de su a m o rte , por Testam ento , Deus cham a M oisés ordem de Deus, Moisés sobe até de “ m eu s e r v o ” (Ml 4 .4 ) , e no o monte Nebo e dali avista toda a últim o livro do Novo Testam ento Terra Prom etida. Porém, não tem ele é cham ado “M oisés, servo de perm issão para entrar nela. Moisés D eus" (Ap 1 5 .3 ). M oisés é um a havia desobedecido a Deus ferindo figura tip o ló g ica de C risto . a rocha (Nm 2 0 ). Aíi no m onte, I - O S Ú L T IM O S D IA S solitário, o grande legislador vai se D E M O IS É S encontrar com o seu Deus. Eie foi pelo Senhor em um vale 1, A s p a la v ra s d e d e sp e dsepultado i­ na terra de Moabe, tod avia, o local d a. O ministério de Moisés chegaria nunca foi revelado a ninguém (Dt ao fim em breve. Consciente deste 3 4 .6 ). Certam ente Deus quis evitar fato, ele se despede ensinando o seu que o local, assim como o corpo de povo a guardar as leis. M oisés, fo ssem venerado s peios No capítulo 32 do livro de Deuisra e lita s. D urante trin ta dias os teronômio, temos o último cântico israelitas choraram e lam entaram de Moisés. O servo do Senhor se a m orte de Moisés (Dt 3 4 .8 ). despede com adoração e louvor. 4 . M o isé s n o m e ia s e u s u ­ Moisés de forma bem didática faz c e s s o r (Dt 31.1 -8). É necessário um resumo de toda a história de c o m e ç a r bem um m in is té rio e Israel em forma de cântico. Segundo term iná-lo de igual fo rm a. M oisés a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, preparou Jo su é para que este fo s­ ele “fez o povo lem b rar de seus se o seu sucesso r. O Legislador de erros, a fim de que não mais os re­ Israel tinha consciência de que seu petisse e suscitou a nação a confiar m inistério um dia find aria. É muito apenas em Deus”.
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me faças sa b e r o teu cam in h o ”, j No v e rsícu lo 1 8, ele ora em co n ti­ nuação: “Rogo-te que me m ostres a tua g lória”. Essas duas orações não d e ve m se r in v e rtid a s pelo c re n te , com o alg u n s faze m por S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 1 ) im aturidade ou fanatism o . M o isé s in te r c e d e u d ia n te Em seus últim os dias de vid a, do S e n h o r p edindo p ara e n tra r M oisés d isp en so u p alavras de a d ­ na tão so n had a Te rra Prom etida, ve rtê n cia s e e xo rtaçõ e s ao povo. m as Deus negou esse pedido (Dt Em seg u id a, viu a Terra Prom etida 3 .2 3 -2 5 ). e m orreu. O re m o s se m p re u n s p e lo s o u tro s, in c lu siv e pelos d e sco n h e­ RESPO N D A c id o s. In te rce d am o s “ por todos 1. Em que livro da Bíblia e n co n tra ­ os hom ens" (1 Tm 2 .1 ), a fim de m os o últim o câ n tico de M o isés7 que alcancem a etern a Je ru sa lé m . 2. De a co rd o com a lição, o que fe z 3. H o m e m d e fé- M o isés M oisés a n te s de m o rre r? agia por fé em Deus (Hb 1 1.243. P o r que M o isés não teve p e r ­ 2 9 ), daí, a quantidade de m ilagres m is s ã o p a r a e n t r a r n a T e r r a re a liz a d o s peio S e n h o r a tra v é s P ro m e tid a ? dele. Seus pais foram cam peões da fé (Hb 1 1 .2 3 ), p ois a fé em II - M O IS É S , P A S T O R Deus opera m ilagres (Mt 1 7.18D E IS R A E L 2 1 ; At 3 .1 6 ; 6 .8 ;). A liá s, um dos 1 d H om em d e D e u s. No final dons e sp iritu a is é o da fé (1 Co de su a ca rre ira , M oisés é c h a m a ­ 1 2 .9 ); fé para op erar m a ra vilh a s. do nas E scritu ra s de “hom em de M o isé s e A rã o re a liz a r a m D e u s” (D t 3 3 .1 ). Ele é tam b ém m uitos m ilagres perante Faraó e pasto r e líder do povo de Israel seus oficiais no período que precesob a mão de Deus (SI 7 7 .2 0 ). A s ­ deu a saíd a de Israel do Egito (Êx sim , Homem de Deus é o hom em 4 — 12). Esses m ilagres em fo rm a § a quem Deus usa com o Ele quer. de catástrofes tinham por objetivo U 2H om em de o ra çã o . A d e m o n stra r pub licam ente que os I vid a de intensa oração de Moisés deuses do Egito nada eram diante | resultou em força, coragem , destedo D eus v e rd a d e iro e único de | mor, sabedoria e hum ildade, pois o Israel (Êx 1 2 .1 2 ; Nm 3 3 .4 ). povo de Israel era na época m uito j desobediente, m urm u rado r e car­ S IN O P S E D O T Ó P I C O ( 2 ) I nal. M oisés era um hom em m uito j M oisés com o p asto r de Israel | ocupado com seus encargos, mas era um homem de Deus, de oração i c o n s e g u ia le v a r se m p re m u ito e de fé. tem p o em o ração in te rc e s s ó ria pelo povo. Era com a sabed oria do RESPO N D A I Alto que Moisés o rava. Um e xe m ­ plo d isso está em Êxodo 3 3 .1 3 , 4. D e sc re v a s o b re M o isés com o ! quando ele d iz: “rogo-te que [...] hom em de o ra ç ã o . Jf im p ortante que o líd e r do povo de Deus ten h a esta co n sciê n cia e prepare os seus su ce sso re s aind a em v id a , assim com o fe z M oisés (Dt 3 4 .7 -9 ),
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e b u sq u e m o s a co m u n hão com os nossos irm ão s, pois estam os tam bém todos cam inh ando rum o 1. A c u lt iv a r co m u n h ã o à Terra Prom etida. c o m D e u s . " C u lt iv a r ”, s ig n if i­ 3. A a c e it a r o m in is t é r io ca in c e n tiv a r , p re p a ra r p a ra o d e líd e r e s p ie d o s o s . Os líderes c re s c im e n to . M uito a n te s de as são in stru m e n to s de D eu s para p rim e ira s flo re s a p a re c e re m ou a lim e n ta r e n u trir seu p ovo. Eféos s in a is do fru to se re m v is t o s , sio s 4.1 1-1 3 e n fa tiz a que o p ro ­ m u ito foi fe ito p a ra p re p a ra r a p ó sito dos m in is té rio s de a p ó s ­ p la n ta p a ra o fru to e sp e ra d o . O t o lo s , p r o fe t a s , e v a n g e lis t a s , la v r a d o r c u id a da p la n ta com p a sto re s e d o u to re s na ig re ja é z e lo p a ra q u e e s ta s e ja m a is e d ific a r o povo de D e u s. Q uando p r o d u t iv a . E s te p r o c e s s o de v o cê a c e ita e a p lic a os e n sin o s c a rin h o e a te n ç ã o é o c u ltiv o . de D e u s , q u e nos são p ro p o r­ É em n o s sa re la ç ã o com D e u s, c io n a d o s p o r m eio dos líd e re s m e d ia n te a c o m u n h ã o c o n t í­ que E(e c h a m o u , v o c ê é levad o n u a , que n o s s a v id a é m u d a d a a um lu g a r de m a io r fe rtilid a d e e d e s e n v o lv id a em d ire ç ã o à e de c re s c im e n to (E f 4.1 6 ). Toda re a liz a ç ã o p le n a . C o m o filh o de v e z que os h eb reu s d e ix a v a m de D e u s , v o c ê d e s f r u t a de p le n a o b e d e ce r a M oisés eles p ecavam co m u n h ã o com o P ai, o F ilh o e e eram g ra n d e m e n te p re ju d ic a ­ o E s p írito S an to ? C u lt iv e , co m o d o s . Q u an d o M iriã se re b e lo u M o is é s , e s t a c o m u n h ã o , p a s ­ c o n tra a lid e ra n ça de M o isés, seu s a n d o m a is te m p o co m D e u s irm ã o , ela fico u le p ro sa e o povo em o ra ç ã o , le itu ra da P a la v ra e todo não pôde p artir. To d os fic a ­ a d o ra ç ã o . M oisés foi um hom em ram re tid o s p ela d e so b e d iê n c ia q u e c u lt iv o u u m a c o m u n h ã o de um a ú n ica p e sso a . b a sta n te ín tim a com D e u s. 4 . A t e r c u id a d o co m o s 2. A t e r c o m u n h ã o co m in im ig o s . Ao e n trare m na T e rra o u tr o s c r e n t e s . A tra v é s da v id a P ro m e tid a , os is ra e lita s tin h a m de c o m u n h ã o co m os s a n to s , de d e s tru ir as naçõ es ím p ias que vo cê é incen tivad o a v iv e r a vid a a li v iv ia m . E sse era o plano de c ristã sau d ável e ab und ante. Os D e u s, m as Isra e l não o se g u iu . prim eiro s cristã o s tinham co m u ­ Em c o n se q u ê n c ia d is s o , o povo nhão d iá ria e n tre si (A t 2 .4 6 ) . de Is r a e l fo i s e d u z id o p e lo s Não ad m ira que suas v id a s fo s­ m aus ca m in h o s d e sse s p ovos (SI sem testem u n h o s poderosos do 1 0 6 .3 4 - 3 6 ). E ssa e x p e riê n c ia é E van g elh o e fiz e s s e m com que um a v iso p ara nós* C u id ad o com as p esso as tiv e sse m sede de sa l­ o In im ig o e as su a s p ro p o sta s. v ação . H avia um a co lh e ita d iária V ig ie p ara que vo cê e su a fa m ília de a lm a s, à m edida que o Senhor não sejam s e d u z id o s p elas c o i­ a cre sce n ta va à ig reja os que iam sa s d e ste m u n d o . O m und o e a sendo sa lvo s (At 2 .4 6 ,4 7 ). M oisés su a c o n c u p isc ê n cia é p assag e iro , p re zava pela com unhão em fa m í­ m as os v a lo re s de Deus e a su a lia e com todo o povo de D eus. Sigam os de perto o seu exem p lo P a la v ra são e te rn o s.
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III - APRENDENDO COM MOISÉS

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SINOPSE DO TÓPICO (3)
A vida de Moisés nos ensina a cultivara comunhão com Deus e com o próximo, a piedade e a prudência. RESPO N D A 5. C ite t r ê s c o is a s qu e p o d e m o s a p r e n d e r com a vid a de M o isé s.

CO N CLU SÃ O M oisés cum p riu su a carre ira com fé em D eus, coragem e deter­ m inação. Em tudo ele buscou se r fiel ao Senhor. Sigam os o exem plo deste líder a fim de que possam os v iv e r com sab ed o ria e a ag rad ar a Deus em toda a n o ssa m aneira de viver.

A U X ILIO B IB LIO G R Á FIC O I
S u b s id io B ib lio ló g ic o *í|[ D e u t e r o n ô m io ] 3 1 .2 [...] Parece injusto que o Senhor negue a B íb lia d e E s tu d o D e fe s a d a F é : Q u estõ es R ea is, R e sp o sta s Moisés o acesso àTerra Prometida, por P re c is a s , Fé S o lid ifica d a . Rio de causa de uma explosão e descontrole por parte daquele homem (1 .3 7 ; cf. Ja n e iro : CPAD, 2 0 1 0 . Nm 2 0 .1 2 ). Mas Moisés, aquele ho­ HAMILTON, Vitor P. M anual do mem que havia recebido um privilégio P en ta te u co : G ênesis, Êxodo, Le~ especial, tam bém foi incum bido de vftico, N úm eros e D euteronôm io. uma responsabilidade especial. Deixar 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2 0 0 6 . de cu m p rir a sua responsabilidade ZU CK, Roy B (Ed .). T e o lo g ia d o de um a form a com pleta significava A n tig o T e s t a m e n to . 1 .ed . Rio passar a ter um a má reputação, tanto de Jan e iro : CPAD. 2 0 0 9 . para si mesmo como para o seu Deus. j Por este motivo, ele não pôde entrar na terra, com a nova geração. SA IB A MAIS 3 1 -9 Este v e rs íc u lo co n firm a R evista En sin ad o r C ristão claram ente a autoria m osaica, pelo CPAD, n° 57, p .4 2 . m enos do livro de D euteronôm io, se não todo o Pentateuco. Os que argum entam que editores do final R E S P O S T A S D O S E X E R C ÍC IO S da época anterior ao e xílio , ou até 1. Deuteronôm io. m esm o durante o e xílio , inseriram 2 . Moisés abençoou cada uma das tribos de Israel (Dt 33.1 -29). declarações como esta para indicar 3 . M oisés h avia d esobedecido a uma com posição de autoria m osaica Deus ferindo a rocha (Nm 20). tardia, o fazem apenas com base em 4. M oisés era um homem m uito um a p ressuposição de que M oisés ocupado com seus encargos, mas não poderia ter escrito estes texto s. conseguia levar sem pre muito tem ­ Estas suposições infundadas podem po em oração pelo povo. Era com a surgir de um desejo de desp ir o Pen­ sabedoria do Alto que Moisés orava. tateuco, e a Bíblia como um todo, de 5. C u ltivar a com unhão com Deus e com os outros crentes. qualquer credibilidade” (Bíblia de E s ­ tu d o D e fe sa d a Fé: Q uestões R eais , R e sp o sta s P re cisa s , Fé So lid ifica d a . Rio de Janeiro: CPAD, 201 0, p .359).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

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A U X ÍLIO B IB LIO G R Á FIC O II
S u b s id io B ib lio ló g ic o “Em um certo se n tid o , D eu tero n ô m io , e na verd ad e todo o Pen­ tateu co , te rm in a com o um a h istó ria in co m p le ta . D eutero n ô m io se en cerra sem que M oisés ou Israel ad entrem a te rra , e m b o ra M oisés ten h a podido vê-la. O que Deus tin h a p ro m etid o rep etid as v e z e s ao s p a tria rc a s, d esd e G ê n e sis 12. 7, não se co n c re tiza até o fim do Pentateuco. Von Rad resolveu de modo fácil (e a rtificial) e ssa questão, bastand o su b s titu ir o conceito de Pentateuco pelo de um H e xate u co . Ele tra z Jo su é para o c lím a x final de um co n ju n to de se is liv ro s, em v e z de p e rm itir que D eutero nô m io e M oisés d e sem p en h em esse papel em um co n ju n to de cin co liv ro s. T o d a via , a fo rm a com o o Pentateuco é en ce rrad o pode se r m ais um a co n firm a ção teo ló g ica que um pro blem a te o ló g ico . Em p rim eiro lugar, com o co m en ta S a n d e rs, a p o sição de D eutero nô m io entre N úm eros e Jo su é , entre p ere g rin açõ es e o fim das p e re g rin açõ es, ‘tom ou o lu g ar de Jo su é e suas co n q u ista s com o o c lím a x do perigo can ô n ico de au to rid ad e [...] A v e rd a d e ira au to rid ad e é en co n trad a apenas no período de M o isé s’. A lém d isso , o Pentateuco te rm in a com re alism o (‘Vocês ain d a não são o que D eus q u e r que v o cê s se ja m ’) e e sp e ra n ça (‘Logo vo cês estarão no lug ar que Deus lhes sep aro u 7 ). É no deserto que vo cê e stá , m as não é no d e se rto que fic a rá . Para c ita r W alter B ru eg g em ann: ‘O te x to , de m ais a m ais, se rve para todo o tip o de co m u n id ad e s de e x ila d o s . O Pentateuco é, no fin al das co n ta s, a p ro m essa de um lar e de um reto rno ao lar. É um a p ro m e ssa dada pelo Deus de todas as p ro m e ssa s, que ja m a is se co n te n tará com o d e se rto , o e x ílio ou o d egredo1 ” (H AM ILTO N , V ito r P. M a n u a l d o P e n t a t e u c o : G ê n e sis, Ê xo d o , Levftico , N ú m eros e D eu tero n ô m io . 1 .ed . Rio de Jan e iro : CPAD,

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tem que o Jioer seja eiicaz em seu ; CMò de passagens biMcâseéas as pessoais do autor, este livra vai íar heroeus e mulheres a seguirem >>;a Cristo, mas serem também

êI p íié ié ííi^

Todo

precisa de uma boa O pescador de homens tambérrf
Como responder sobre seitas sem ter um manual de religiões à mão? Como dar um conselho bíblico sobre depressão, ansiedade ou drogas? Como explicar o que a Bíblia diz sobre adoração, pecado ou Igreja? A Bíblia do Pescador oferece estas e muitas outras respostas úteis para todo aquele que milita no ministério do evangetismo pessoal. Através de mais de 500 notas de versículos, aborda de forma acessível conceitos fundamentais que tomam simples e claro a evangelização, o discipuíado e o aconselhamento de pessoas em nosso dia a dia. Nela você encontrará temas e artigos sobre: Apologética t j ” Evangelismo Igreja Devocional Doutrina cristã V Aconselhamento

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