Você está na página 1de 8
Visite o nosso blog sobre profecias e estudos da Bíblia: http://www.aprophecia.blogspot.com/

Visite o nosso blog sobre profecias e estudos da Bíblia:

http://www.aprophecia.blogspot.com/

O Sinal do Filho do Homem Texto Bíblico Básico:

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do Homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. (Mateus 24. 30)

Prosseguindo com o nosso estudo sobre a segunda vinda de Cristo, iremos fixar a atenção em um ponto que tem causado estranheza e que desde os primitivos anos do cristianismo vem sendo abordado de modo meramente especulativo, ou quando muito, tratado sem a devida segurança, mas com algumas reticências.

Foi o Senhor quem disse que a sua segunda vinda há de ser precedida por um sinal no céu. A palavra grega ali empregada é “semeion”, que numa acepção corriqueira traz o sentido de “símbolo”, uma marca distintiva, um brasão etc. Perdoem-me se estou sendo repetitivo, mas a idéia aqui transmitida é a de um selo pessoal, uma forma de associar determinada imagem a alguém em particular e desta maneira torná-lo identificável.

Grandes autores do cristianismo primitivo partiram dessa acepção etimológica e concluíram que nenhum outro símbolo há que possa mais rapidamente direcionar-nos a Cristo senão a cruz. Uma asserção bastante razoável, mas que deve ser tratada com restrições, porque nos parece que a força dessa interpretação consistiu mais na suposta visão

do imperador Constantino do que na exegese do Evangelho ou na idéia que a própria palavra “sinal” possa exprimir.

Assim, o livro de Clemente diz: “Então haverá sinais no céu: um arco- íris será visto, uma trombeta e um relâmpago”.

A História Judaica de Daniel: “E aparecerá o estandarte do Messias”.

Os Oráculos Sibilinos, referindo-se à segunda vinda de Cristo: “Desde então Deus realizará um grande sinal, porque como refulgente coroa uma estrela brilhará no céu

Lactâncio escreveu: “De repente uma espada descerá do céu, para que os justos possam saber que o líder dos santos exércitos está por aparecer”.

Outras manifestações foram descritas em importantes obras do cristianismo antigo, tal como a visão de uma carruagem de fogo, porém, o símbolo que mais força exprimia era a aparição de uma grande cruz, como se a imagem do madeiro fosse suficiente para dar aos moradores da Terra a mais concisa certeza acerca Daquele que está para descer. O Apocalipse de Elias, todavia, inclui outros elementos nessa aparição, quando diz:

“Porque quando vier o Cristo, há de aparecer como uma pomba, e rodeado por uma coroa de pombas, descendo sobre as nuvens do céu precedido pelo maravilhoso sinal da cruz. O mundo inteiro O verá, pois surgirá como o sol, de modo que será visto desde o Oriente até ao Ocidente. Eis que virá e todos os seus anjos com Ele”.

Eu, porém, lanço um demorado olhar sobre a Bíblia e concentro toda a minha atenção no único motivo que levou o Senhor Jesus a incluir “o sinal do Filho do Homem” no seu Sermão Profético. E antes de dar a real interpretação quero explicar que a palavra “semeion” não raro ocorre no Novo Testamento com outros sentidos. Em Apocalipse 12. 1,

por exemplo, ela serve para descrever todo um conjunto de símbolos que compõem a visão do profeta. Mas o verdadeiro foco da nossa investigação é outro e devemos buscá-lo no imediato contexto das palavras do Senhor.

A mesma palavra “semeion” ocorre exatamente na abertura do Sermão Profético de Jesus e foi ela a real causa do maravilho discurso de Nosso Senhor. Vamos relembrar? Então leiam comigo o texto de Mateus 24. 3:

“E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a Ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas, e que sinal (semeion) haverá da tua vinda e do fim do mundo”.

Como me admira que mais uma vez a escatologia judaica tenha largado na frente! É impressionante como os alucinados autores do apocalipsismo intertestamentário conseguiram perscrutar as profundezas do Conselho de Deus. Porque as questões suscitadas pelos discípulos não estavam edificadas sobre o vácuo. Já naquele tempo (ou mesmo antes dele) existia uma bem-estruturada doutrina acerca dos sinais que antecederiam a vinda sobrenatural do Messias, e a maneira consciente pela qual a questão foi apresentada deve provar que aqueles rudes pescadores da Galiléia não eram tão ignorantes quanto se supunha.

Notem que eles não perguntam necessariamente pelos “sinais”, mas pelo único e específico “sinal” da vinda do Senhor, e com sapiência sabem associar esse sinal com o fim do mundo, que outra coisa não é senão uma alusão geral ao fim do governo humano e a conseqüente implantação do Reino de Deus. Então quando o Senhor faz menção do “sinal do Filho do Homem” Ele está apenas respondendo à inicial preocupação dos discípulos.

Em linhas gerais podemos dizer que os sinais da segunda vinda de Cristo, tal como anunciados pelo mesmo Senhor, não acrescentaram nada ao conhecimento escatológico dos apóstolos, pois todos aqueles indícios proféticos lhes haviam sido transmitidos através dos sermões na sinagoga e eram bastante populares graças à abundante literatura apocalíptica da época. Mas acontecia de existirem diferentes ordens na cadeia dos acontecimentos, de modo que pairava sempre a dúvida sobre qual o sinal que definitivamente precederia a parousia do Salvador.

Eles queriam saber “que sinal haverá da vinda do Messias e do fim do mundo”. Esse detalhe é de particular importância, conquanto represente uma crença corrente naqueles dias segundo a qual se imaginava que o advento do Messias também seria o início do Juízo Final. Portanto, “o sinal do Filho do Homem” tem a ver com “ Que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo”.

Enfim, que vem a ser esse sinal? São duas as respostas à questão e ambas estão interligadas. Em primeiro lugar, devemos ter em mente que tanto o Antigo quanto o Novo Testamento falam de um curto período de tempo durante o qual vários sinais ocorrerão simultaneamente. O Senhor Jesus sintetizou as visões dos profetas em um só versículo: Mateus 24. 29:

“E logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e alua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências do céu serão abaladas”.

Em segundo lugar, imediatamente a estes acontecimentos de ordem natural (?) aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Esse sinal, lamento desapontar os meus colegas, não será nenhum símbolo pessoal de Cristo, mas uma visão universal da majestade de Jesus, anunciada pelo estarrecedor toque da shofar de Deus, a qual há de ser ouvida em

toda a Terra. Estejamos atentos à pista que o Nosso Senhor nos deu ao declarar:

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem”.

Mas dois versículos antes Ele havia dito:

“Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem”. (Mateus 24. 27.).

E outra vez:

“Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu” (Mateus 26. 64).

Apocalipse 1. 7 também diz:

“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até mesmo os que o traspassaram; e todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Sim. Amém”.

Já expliquei que a palavra grega “semeion” traduzida em nossas Bíblias como “sinal”, também ocorre em Apocalipse 12. 1 com o sentido de “uma visão no céu”. O sinal do Filho do Homem é então uma parousia, ou manifestação universal, e isso não tem nada a ver com transmissões via satélite, pois a Escritura atesta que a sua aparição há de ser testemunhada até no Inferno!

Mas caso o leitor ainda não esteja convencido desta nossa exposição, eis o que o Apocalipse de João tem a nos dizer:

“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como um saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. E s estrelas do céu caíram sobre a terra,

como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes e ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Cai sobre nós,e escondei-nos do rosto Daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro.”

Esse quadro é a explicação dada pela própria Bíblia para a profecia de anunciada por Cristo em Mateus 24. 29, 30. Mas o texto de Mateus 26. 64 resume todo a complexidade da visão em poucas e esclarecedoras palavras. E como em todas as passagens correspondentes, fica claro que o sinal do Filho do Homem há de ser uma visão mundial da pessoa de Jesus Cristo assentado à direita de Deus. Apesar de tudo, a cena apavorante será “apenas” uma visão daquilo que estará acontecendo em Jerusalém quando o Messias vier na sua glória. É por isso que é chamada de o sinal do Filho do Homem.