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Resoluções 1 a 10 da Comissão de Ética Pública da Presidência

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Resoluções 1 a 10 da Comissão de Ética Pública da Presidência da República Resolução nº 01, 13 de setembro de 2000

Art. 2o As informações prestadas na forma do artigo anterior são de caráter sigiloso e, uma vez conferidas por pessoa designada pela CEP, serão encerradas em envelope lacrado.

Art. 3o A autoridade deverá também comunicar à CEP as participações de for titular em sociedades Estabelece procedimentos para apresentação deque informações, sobre situação de economia mista, de instituição patrimonial, pelas autoridades submetidas ao Código de Conduta da Alta financeira ou de empresa que negocie Administração Federal. com o Poder Público, conforme determina o art. 6o do Código de A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA, Conduta. no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no art. 4o do Código de Conduta da Alta Administração Federal, RESOLVE: Art. 1o O cumprimento do disposto no art. 4o do Código de Conduta da Alta Administração Federal, que trata da apresentação de informações sobre a situação patrimonial das autoridades a ele submetidas, será atendido mediante o envio à Comissão de Ética Pública CEP de: I - lista dos bens, com identificação dos respectivos valores estimados ou de aquisição, que poderá ser substituída pela remessa de cópia da última declaração de bens apresentada à Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda; II - informação sobre situação patrimonial específica que, a juízo da autoridade, suscite ou possa eventualmente suscitar conflito com o interesse público e, se for o caso, o modo pelo qual pretende evitá-lo. Art. 4o O prazo de apresentação de informações será de dez dias, contados: I - da data de publicação desta Resolução, para as autoridades que já se encontram no exercício do cargo; II - da data da posse, para as autoridades que vierem a ser doravante nomeadas. Art. 5o As seguintes autoridades estão obrigadas a prestar informações (art. 2o do Código de Conduta): I - Ministros e Secretários de Estado; II - titulares de cargos de natureza especial, secretários-executivos, secretários ou autoridades equivalentes ocupantes de cargo do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível seis; III - presidentes e diretores de agências nacionais, autarquias, inclusive as especiais, fundações mantidas pelo Poder Público, empresas públicas e sociedades de economia mista.

Art. 6o As informações prestadas serão mantidas em sigilo, como determina o § 2º do art. 5º do referido Código. Art. 7o As informações de que trata esta Resolução deverão ser remetidas à CEP, em envelope lacrado, localizada no Anexo II do Palácio do Planalto, sala 250 - Brasília-DF. João Geraldo Piquet Carneiro Presidente Resolução nº 02, 24 de outubro de 2000

correrão por conta do órgão a que pertença a autoridade, observado o seguinte: I - excepcionalmente, as despesas de transporte e estada, bem como as taxas de inscrição, poderão ser custeadas pelo patrocinador do evento, se este for: a) organismo internacional do qual o Brasil faça parte; b) governo estrangeiro e suas instituições; c) instituição acadêmica, científica e cultural; d) empresa, entidade ou associação de classe que não esteja sob a jurisdição regulatória do órgão a que pertença a autoridade, nem que possa ser beneficiária de decisão da qual participe a referida autoridade, seja individualmente, seja em caráter coletivo. II - a autoridade poderá aceitar descontos de transporte, hospedagem e refeição, bem como de taxas de inscrição, desde que não se refira a benefício pessoal. 3. Quando se tratar de evento de interesse pessoal da autoridade, as despesas de remuneração, transporte e estada poderão ser custeadas pelo patrocinador, desde que: I - a autoridade torne públicas as condições aplicáveis à sua participação, inclusive o valor da remuneração, se for o caso;

Regula a participação de autoridade pública abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal em seminários e outros eventos A Comissão de Ética Pública, com fundamento no art. 2º, inciso V, do Decreto de 26 de maio de 1999, adota a presente resolução interpretativa do parágrafo único do art.7º do Código de Conduta da Alta Administração Federal. 1. A participação de autoridade pública abrangida pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal em atividades externas, tais como seminários, congressos, palestras e eventos semelhantes, no Brasil ou no exterior, pode ser de interesse institucional ou pessoal. 2. Quando se tratar de participação em evento de interesse institucional, as despesas de transporte e estada, bem como as taxas de inscrição, se devidas,

II - o promotor do evento não tenha interesse em decisão que possa ser tomada pela autoridade, seja individualmente, seja de caráter coletivo. 4. As atividades externas de interesse pessoal não poderão ser exercidas em prejuízo das atividades normais inerentes ao cargo. 5. A publicidade da remuneração e das despesas de transporte e estada será assegurada mediante registro do compromisso na respectiva agenda de trabalho da autoridade, com explicitação das condições de sua participação, a qual ficará disponível para consulta pelos interessados. 6. A autoridade não poderá aceitar o pagamento ou reembolso de despesa de transporte e estada, referentes à sua participação em evento de interesse institucional ou pessoal, por pessoa física ou jurídica com a qual o órgão a que pertença mantenha relação de negócio, salvo se o pagamento ou reembolso decorrer de obrigação contratual previamente assumida perante aquele órgão. João Geraldo Piquet Carneiro Presidente da Comissão de Ética Pública

Administração Federal em seminários, congressos e eventos semelhantes O Código de Conduta da Alta Administração Federal estabeleceu os limites que devem ser observados para a participação de autoridades a ele submetidas em seminários, congressos e eventos semelhantes (art. 7º, parágrafo único). A experiência anterior ao Código de Conduta revela um tratamento não uniforme nas condições relativas à participação das autoridades da alta administração federal nesses eventos. Com efeito, diante das conhecidas restrições de natureza orçamentária e financeira, passou-se a admitir que as despesas de viagem e estada da autoridade fossem custeadas pelo promotor do seminário ou congresso. Tal prática, porém, não se coaduna com a necessidade de prevenir situações que possam comprometer a imagem do governo ou, até mesmo, colocar a autoridade em situação de constrangimento. É o que ocorre, por exemplo, quando o patrocinador tem interesse em decisão específica daquela autoridade. Após o advento do Código de Conduta, diversas consultas sobre o tema chegaram à Comissão de Ética Pública, o que demonstrou a inequívoca necessidade de tornar mais clara e detalhada a aplicação da norma constante do Código de Conduta. A presente Resolução, de caráter interpretativo, visa justamente afastar dúvidas sobre a maneira pela qual a

Nota Explicativa Participação de autoridades submetidas ao Código de Conduta da Alta

sem prejuízo de que cada órgão detalhe suas próprias normas internas sobre a participação de seus servidores em eventos externos Resolução nº 03. as despesas poderão ser cobertas pelo promotor do evento quando decorrente de obrigação contratual de empresa perante a instituição da autoridade. 3) a participação não resulte em prejuízo das atividades normais inerentes ao seu cargo. a cobertura de custos pelos promotores do evento somente será admissível se: 1) a autoridade tornar públicas as condições aplicáveis à sua participação. O acesso público à agenda deve ser facilitado. distinguiu a participação da autoridade em dois tipos: a de interesse institucional e a de interesse pessoal. a menos que tal pagamento ou reembolso decorra de obrigação contratual por ela assumida. A Resolução. exceto quando este for: 1) organismo internacional do qual o Brasil faça parte.autoridade pública poderá participar de determinados eventos externos. a Comissão procurou fixar os balizamentos mínimos a serem observados pelas autoridades abrangidas pelo Código de Conduta. por meio desta resolução interpretativa. Quando a participação for de interesse pessoal. 23 de novembro de 2000 . para fins práticos. não é permitida a cobertura das despesas de transporte e estada pelo promotor do evento. se for o caso. por exemplo. e a inexistência de interesse do patrocinador dos referidos eventos em decisão da autoridade pública convidada. Entende-se por participação de interesse institucional aquela que resulte de necessidade e conveniência identificada do órgão ao qual pertença a autoridade e que possa concorrer para o cumprimento de suas atribuições legais. A publicidade relativa à participação das autoridades em eventos externos será assegurada mediante registro na agenda de trabalho da autoridade das condições de sua participação. 2) governo estrangeiro e suas instituições. de empresa que forneça bens ou serviços ao referido órgão. 2) o promotor do evento não tiver interesse em decisão da esfera de competência da autoridade. Em se tratando de participação de autoridade em evento de interesse institucional. tampouco. científica ou cultural. assegurada pela publicidade. a aceitação do pagamento ou reembolso de despesa de transporte e estada por empresa com a qual o órgão a que pertença a autoridade mantenha relação de negócio. Não será permitida. inclusive remuneração. dentro dos limites éticos constantes do Código de Conduta. entidade ou associação de classe que não tenha interesse em decisão da autoridade. Da mesma forma. 3) instituição acadêmica. Em síntese. A agenda de trabalho ficará disponível para consulta por qualquer interessado. 4) empresa. É o caso. Os dois princípios básicos que orientam a resolução ora adotada são a transparência.

individualmente ou de caráter coletivo. II – tenha interesse pessoal. É permitida a aceitação de presentes: I – em razão de laços de parentesco ou amizade. 2. IV – represente interesse de terceiros. Resolve adotar a presente Resolução de caráter interpretativo: Presentes 1. de pessoas. em razão da natureza do bem: I – tratando-se de bem de valor histórico. promover a sua doação a entidade de caráter assistencial ou filantrópico reconhecida como de utilidade pública. nos casos protocolares em que houver reciprocidade ou em razão do exercício de funções diplomáticas. Não sendo viável a recusa ou a devolução imediata de presente cuja aceitação é vedada. e não por pessoa. e considerando que: a) de acordo com o art.III – mantenha relação comercial com o órgão a que pertença a autoridade. 2º. quando o ofertante for pessoa. com fundamento no art. II – nos demais casos. b) a aplicação da mencionada norma e de suas exceções requer orientação de caráter prático às referidas autoridades. esta se comprometa a aplicar o bem ou o produto da sua alienação em suas atividades fim. II e III. ou Regras sobre o tratamento de presentes e brindes aplicáveis às autoridades públicas abrangidas pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal A Comissão de Ética Pública. . II – quando ofertados por autoridades estrangeiras. A proibição de que trata o Código de Conduta se refere ao recebimento de presentes de qualquer valor. é vedada a aceitação de presentes por autoridades públicas a ele submetidas. 3. empresa ou entidade que: I – esteja sujeita à jurisdição regulatória do órgão a que pertença a autoridade. 9º do Código de Conduta da Alta Administração Federal. desde que. do Decreto de 26 de maio de 1999. profissional ou empresarial em decisão que possa ser tomada pela autoridade. em razão do cargo. a autoridade deverá adotar uma das seguintes providências. empresas ou entidades compreendidas nos incisos I. inciso V. desde que o seu custo seja arcado pelo próprio ofertante. tratando-se de bem não perecível. em razão do cargo que ocupa a autoridade. como procurador ou preposto. empresa ou entidade que se enquadre em qualquer das hipóteses previstas no item anterior. cultural ou artístico. destiná-lo ao acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN para que este lhe dê o destino legal adequado.

23 de novembro de 2000 João Geraldo Piquet Carneiro Presidente da Comissão de Ética Pública Publicado no Diário Oficial de 01 de dezembro de 2000 . e III –.00 (cem reais). 19 do Código de Conduta. para fins de eventual controle. aplicando-se-lhe a norma prevista no item 3 acima.4. não se destinem a agraciar exclusivamente uma determinada autoridade. É permitida a aceitação de brindes. deverá constar da respectiva agenda de trabalho ou de registro específico da autoridade. assim como a sua doação a entidade de caráter assistencial ou filantrópico reconhecida como de utilidade pública. 6. científica. propaganda. 10. para os fins desta Resolução: I – prêmio em dinheiro ou bens concedido à autoridade por entidade acadêmica. a autoridade determinará sua avaliação junto ao comércio . desde que não ultrapassem o valor unitário de R$ 100. Dúvidas específicas a respeito da implementação das normas sobre presentes e brindes poderão ser submetidas à Comissão de Ética Pública. II – cuja periodicidade de distribuição não seja inferiora 12 (doze) meses. III – bolsa de estudos vinculada ao aperfeiçoamento profissional ou técnico da autoridade. Não caracteriza presente. conforme o previsto no art. científica ou cultural. 7. Se o valor do brinde ultrapassar a R$ 100. Brindes 5. Divulgação e solução de dúvidas 8. tecnológica ou cultural. podendo ainda. será ele tratado como presente.00 (cem reais). A incorporação de presentes ao patrimônio histórico cultural e artístico. como tal entendidos aqueles: I –que não tenham valor comercial ou sejam distribuídos por entidade de qualquer natureza a título de cortesia. se julgar conveniente. A autoridade deverá transmitir a seus subordinados as normas constantes desta Resolução. Brasília. de modo a que tenham ampla divulgação no ambiente de trabalho. em razão do cargo que ocupa. 9.00 (cem reais). portanto. em reconhecimento por sua contribuição de caráter intelectual. dar-lhe desde logo o tratamento de presente. divulgação habitual ou por ocasião de eventos ou datas comemorativas de caráter histórico ou cultural. Havendo dúvida se o brinde tem valor comercial de até R$ 100. que sejam de caráter geral e. desde que o patrocinador não tenha interesse em decisão que possa ser tomada pela autoridade. II – prêmio concedido em razão de concurso de acesso público a trabalho de natureza acadêmica.

como regra geral. c) mantenha relação comercial de qualquer natureza com o órgão a que pertence a autoridade (fornecedores de bens e serviços. pois tem a ver com a observância de regra ética fundamental. e não por pessoa física ou entidade que tenha interesse em decisão da autoridade. 9º do Código de Conduta da Alta Administração Federal que veda à autoridade pública por ele abrangida. A vedação se configura quando o ofertante do presente seja pessoa. nos casos protocolares. seja de forma coletiva. normas claras sobre presentes e brindes também darão mais segurança ao relacionamento de pessoas e empresas com autoridades governamentais. posto que todos saberão. de qualquer valor. A Resolução está dividida em três partes principais: na primeira ( itens 1 a 4) cuida-se de presentes. e na terceira ( itens .8 a 10). inciso II). A regra geral é que as autoridades abrangidas pelo Código de Conduta estão proibidas de receber presentes. quando for o caso. empresa ou entidade que se encontre numa das seguintes situações: a) esteja sujeita à jurisdição regulatória do órgão a que pertença a autoridade. desde logo. inciso I). de pessoas. b) por motivo de parentesco ou amizade ( item 2. na segunda ( itens 5 a 7) trata-se de brindes e sua caracterização. b) tenha interesse pessoal. O recebimento de presente só é permitido em duas hipóteses: a) quando o ofertante for autoridade estrangeira. a aceitação de presentes. d) represente interesse de terceiros. seja individualmente. profissional ou empresarial em decisão que possa ser tomada pela autoridade. Nota Explicativa Regras sobre o tratamento de presentes e brindes aplicáveis às autoridades públicas abrangidas pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal A Resolução nº 3 da Comissão de Ética Pública (CEP) tem por objetivo dar efetividade ao art. na qualidade de procurador ou preposto. regula-se a divulgação das normas da resolução e a solução de dúvidas na sua implementação. em razão do seu cargo ( item 1). das situações em que estes podem ser recebidos e da sua devolução. por exemplo). desde que o respectivo custo seja coberto pelo próprio parente ou amigo. o que podem e não podem dar como presente ou brinde a autoridades públicas. Além disso. em razão do cargo. qual seja. empresas ou entidades conforme especificados anteriormente. a de que a capacidade decisória da autoridade pública seja livre de qualquer tipo de influência externa. A matéria é de inquestionável relevo tanto do ponto de vista da opinião pública quanto da própria Administração. ou em razão do exercício de funções diplomáticas ( item 2.

A Resolução esclarece que poderão ser aceitos brindes ( item 5). que em nenhum caso prêmios ou bolsas de estudos poderão implicar qualquer forma de contraprestação de serviço. o bem deverá ser doado a entidade de caráter assistencial ou filantrópico reconhecida como de utilidade pública que se comprometa a utilizá-lo ou transformá-lo em receita a ser aplicada exclusivamente em suas atividades fim. Se se tratar de bem de valor histórico ou cultural. também nessa matéria. Brindes que ultrapassem o valor de R$ 100. Além disso.00. deve constar de registro a ser mantido pela autoridade. sua periodicidade não poderá ser inferior a um ano e o brinde deve ser de caráter geral. Tendo em vista o amplo interesse das normas sobre presentes e brindes. ou seja. propaganda. científica.00 – a recomendação constante do item 7 da Resolução é que sejam considerados presentes.Quando não for recomendável ou viável a devolução do presente. salvo as exceções elencadas. tecnológica. científicas ou culturais. os abrangidos utilizem. divulgação habitual ou por ocasião de eventos ou datas comemorativas de caráter histórico ou cultural ( pode incluir. que não possam ser recusados ou devolvidos. como tais considerados os que não tenham valor comercial ou cujo valor unitário não ultrapasse R$ 100. é muito importante que. incisos I e II). que lhe dará a destinação legal mais adequada ( item 3. por exemplo. quando tiver valor inferior a R$ 100. por exemplo. É natural que possam surgir situações específicas que suscitem dúvidas quando à correta conduta de autoridade.00 devem ser considerados presentes de aceitação vedada ( item 6).00. portanto. Não caracteriza presente ( item 4) o recebimento de prêmio em dinheiro ou bens concedido por entidades acadêmicas. podem ser aceitas bolsas de estudos vinculadas ao aperfeiçoamento acadêmico da autoridade. É importante observar que a destinação de presentes. será ele transferido para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. a distribuição de livros ou discos). pois. desde que a entidade promotora não tenha interesse em decisão de sua alçada. Assim. Está claro. Da mesma forma. afinal. como. para fins de eventual controle (item 9). as normas são sempre elaboradas para que tenham aplicação geral e nem sempre alcançam todos os casos particulares. o brinde deve ser distribuído estritamente a título de cortesia. Brindes sobre os quais persistam dúvidas quanto ao valor – se supera ou não R$ 100. não se configura como presente o prêmio outorgado em razão de concurso para seleção de trabalho de natureza acadêmica. sempre que . não deve ser destinado exclusivamente a determinada autoridade. Finalmente. em reconhecimento por contribuição intelectual. Na segunda hipótese. quando a autoridade tenha que incorrer em custos pessoais para fazê-lo. as autoridades deverão divulgá-las entre seus subordinados (item 8).

apurar. e VII . 2o Compete à Comissão de Ética Pública (CEP): . 07 de junho de 2001 I . se for o caso. Resolução nº 04.submeter ao Presidente da República sugestões de aprimoramento do Código de Conduta e resoluções de caráter interpretativo de suas normas. e. ou dos Poderes Legislativo e Judiciário. adotar as providências nele previstas. com órgãos e entidades da administração federal. estadual e municipal. III . 3o A CEP é composta por seis membros designados pelo Presidente da Aprova o Regimento Interno da Comissão de Ética Pública A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA. 1o Fica aprovado na forma desta Resolução o Regimento Interno da Comissão de Ética Pública. IV . do Decreto de 26 de maio de 1999 RESOLVE: Art. o canal de consulta oferecido pela própria Comissão de Ética. pelas autoridades públicas federais por ele abrangidas.dar ampla divulgação ao Código de Conduta. quando solicitado. deve-se salientar que as normas da Resolução se aplicam tão somente às autoridades enumeradas no art.colaborar. do Decreto de 26 de maio de 1999 A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA. condutas que possam configurar violação do Código de Conduta.assegurar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal. V . inciso VII. Finalmente. inciso VII. II . com fundamento no art. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO Art. aprovado pelo Presidente da República em 21 de agosto de 2000. VI .dar subsídios ao Presidente da República e aos Ministros de Estado na tomada de decisão concernente a atos de autoridade que possam implicar descumprimento das normas do Código de Conduta. 2o. 2º do Código de Conduta. Caberá a cada órgão ou entidade da administração pública regular a matéria em relação a seus demais servidores e empregados. de ofício ou em razão de denúncia. 2o.dirimir dúvidas a respeito da aplicação do Código de Conduta e deliberar sobre os casos omissos. CAPÍTULO I DA COMPETÊNCIA Art.necessário. com fundamento no art.

Art.convocar e presidir as reuniões. que lhe prestará apoio técnico e administrativo. quando relacionadas com suas atividades. em caráter ordinário. que terá mandato de um ano. com mandato de três anos. II . § 1o Os membros da CEP não terão remuneração e os trabalhos por eles desenvolvidos são considerados prestação de relevante serviço público. V . 5o As deliberações da CEP serão tomadas por voto da maioria de seus membros. vinculado à Casa Civil da Presidência da República. III . 7o As reuniões da CEP ocorrerão.orientar os trabalhos da Comissão. indicadores e dimensione os recursos necessários. § 2o As despesas com viagens e estada dos membros da CEP serão custeadas pela Presidência da República. Art. VI . por si ou por entidades que representem. § 1o A pauta das reuniões da CEP será composta a partir de sugestões de qualquer de seus membros ou por iniciativa do Secretário-Executivo.República. o Secretário-Executivo prestará informações sobre o estágio de execução das atividades contempladas no plano de trabalho e seus resultados. iniciar e concluir as deliberações. IV .autorizar a presença nas reuniões de pessoas que. Art. possam contribuir para os trabalhos da CEP. permitida a recondução. e. cabendo ao presidente o voto de qualidade. admitindo-se no início de cada reunião a inclusão de novos assuntos na pauta. § 1o O Secretário-Executivo submeterá anualmente à CEP plano de trabalho que contemple suas principais atividades e proponha metas. podendo ser reconduzidos. CAPÍTULO III DO FUNCIONAMENTO Art. ainda que parciais. mensalmente.proferir voto de qualidade. 6o A CEP terá um SecretárioExecutivo. § 2o Nas reuniões ordinárias da CEP. por iniciativa de qualquer de seus membros. 8o Ao Presidente da CEP compete: I . 4o Os membros da CEP escolherão o seu presidente. extraordinariamente. .orientar e supervisionar os trabalhos da Secretaria-Executiva. ordenar os debates. § 2o Assuntos específicos e urgentes poderão ser objeto de deliberação mediante comunicação entre os membros da CEP. sempre que necessário.tomar os votos e proclamar os resultados. CAPÍTULO IV DAS ATRIBUIÇÕES Art.

11. a execução de diligências e a expedição de comunicados à autoridade pública para que se manifeste na forma prevista no art. 9o Aos membros da CEP compete: I .solicitar às autoridades submetidas ao Código de Conduta informações e subsídios para instruir assunto sob apreciação da CEP. no exercício de suas atribuições. As deliberações da CEP relativas ao Código de Conduta compreenderão: I .desenvolver ou supervisionar a elaboração de estudos e pareceres como subsídios ao processo de tomada de decisão da CEP.examinar as matérias que lhes forem submetidas.secretariar as reuniões. IV .proceder ao registro das reuniões e à elaboração de suas atas. 12 deste Regimento.representar a CEP em atos públicos. e IX . . 10.VII .determinar ao SecretárioExecutivo. V . VII . nos casos em que houver necessidade. e IV . inclusive reuniões com autoridades submetidas ao Código de Conduta. ouvida a CEP. Art.homologação das informações prestadas em cumprimento às obrigações nele previstas. III . por delegação de seu Presidente.providenciar. CAPÍTULO V DAS DELIBERAÇÕES Art. 8o. VIII . inciso VII. Art.tomar as providências necessárias ao cumprimento do disposto nos arts. previamente à instrução de matéria para deliberação pela CEP. Ao Secretário-Executivo compete: I . ad referendum da CEP.solicitar informações a respeito de matérias sob exame da Comissão. bem como outras determinadas pelo Presidente da Comissão. e IX . VIII .decidir os casos de urgência. a instauração de processos de apuração de prática de ato em desrespeito ao preceituado no Código de Conduta da Alta Administração Federal.determinar o registro de seus atos enquanto membro da Comissão.instruir as matérias submetidas à deliberação. II .dar apoio à CEP e aos seus integrantes no cumprimento das atividades que lhes sejam próprias.organizar a agenda das reuniões e assegurar o apoio logístico à CEP.pedir vista de matéria em deliberação pela CEP. III . II . emitindo pareceres. parecer sobre a legalidade de ato a ser por ela baixado. e 12 deste Regimento. VI .

CAPÍTULO VII DOS DEVERES E RESPONSABILIDADE DOS MEMBROS DA COMISSÃO Art. O procedimento de apuração de infração ao Código de Conduta será instaurado pela CEP. ainda. quando se tratar de infração grave ou de reincidência. em caráter geral ou particular. pela divulgação periódica de relação de perguntas e respostas aprovada pela CEP. adotará uma das providências previstas no inciso V do art.a CEP poderá promover as diligências que considerar necessárias. ou. IV . quando se tratar de autoridade no exercício do cargo. II . de ofício ou em razão de denúncia fundamentada. Os membros da CEP obrigamse a apresentar e manter arquivadas na Secretaria-Executiva declarações .o eventual denunciante. de ofício. com comunicação ao denunciado e ao seu superior hierárquico. na hipótese de autoridade que já tiver deixado o cargo. a própria autoridade pública. por meio de resolução. no prazo de três dias. e c) encaminhamento de sugestão de exoneração à autoridade hierarquicamente superior. b) censura ética. desde que haja indícios suficientes. 12.a autoridade será oficiada para manifestar-se por escrito no prazo de cinco dias.adoção de uma das seguintes providências em caso de infração: a) advertência. observado o seguinte: I . além de propostas para sua eventual alteração. assim como solicitar parecer de especialista quando julgar imprescindível. III . 11. 13.instauração de procedimento para apuração de ato que possa configurar descumprimento ao Código de Conduta. bem assim a CEP. IV . mediante comunicação às autoridades abrangidas.se a CEP concluir pela procedência da denúncia.II . a CEP oficiará à autoridade para nova manifestação.elaboração de sugestões ao Presidente da República de atos normativos complementares ao Código de Conduta. b) de ofício. CAPÍTULO VI DAS NORMAS DE PROCEDIMENTO Art.concluídas as diligências mencionadas no inciso anterior. III . V . poderão produzir prova documental.adoção de orientações complementares: a) mediante resposta a consultas formuladas por autoridade a ele submetidas. e V .

em razão de sua atividade profissional. de qualquer modo. a afete. O membro da CEP que. de 8. tiver relacionamento específico em matéria que envolva autoridade submetida ao Código de Conduta da Alta Administração. e dispõe sobre a atualização de informações patrimoniais para os fins do art. Art. deverá abster-se de participar de deliberação que. Art. 15. Art. Os membros da CEP não poderão se manifestar publicamente sobre situação específica que possa vir a ser objeto de deliberação formal do Colegiado. que possam surgir em função do exercício das atividades profissionais de membro da Comissão. 18. em suas ausências. Caberá à CEP dirimir qualquer dúvida relacionada a este Regimento Interno. 4o do Código de Conduta.prestadas nos termos do art. CAPÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Art.O. 4o do . Eventuais conflitos de interesse. bem como promover as modificações que julgar necessárias. 16. deverão ser informados aos demais membros. 19. 20. efetivos ou potenciais. Art. João Geraldo Piquet Carneiro Presidente da Comissão Este texto não substitui o publicado no D. 07 de junho de 2001 Aprova o modelo de Declaração Confidencial de Informações a ser apresentada por autoridade submetida ao Código de Conduta da Alta Administração Federal.2001 Resolução nº 05. será substituído pelo membro mais antigo da Comissão. quando a Comissão deverá decidir sua forma de encaminhamento. 14. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Os membros da CEP deverão justificar eventual impossibilidade de comparecer às reuniões. Parágrafo único. O Presidente da CEP. 17. Art. As matérias examinadas nas reuniões da CEP são consideradas de caráter sigiloso até sua deliberação final. Os casos omissos serão resolvidos pelo colegiado.U. Parágrafo único.6.

inciso V. autarquias. 1o A autoridade pública nomeada para cargo abrangido pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal. Declaração Confidencial de Informações . secretários executivos. 2o Estão obrigados à apresentação da DCI ministros. real ou potencialmente. de 23 de novembro de 2000. secretários de estado. apresentar nova DCI. aprovado pelo Presidente da República em 21 de agosto de 2000. serão submetidas à CEP e esclarecidas por sua Secretaria Executiva. e nos termos do art. presidentes e diretores de agências nacionais. do Decreto de 26 de maio de 1999. João Geraldo Piquet Carneiro Presidente da Comissão Publicado no Diário Oficial de 08 de junho de 2001 Resolução nº 06. inciso V. 2º. nível seis. assim como sobre situação patrimonial que. Art.Código de Conduta da Alta Administração Federal A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA. no uso de suas atribuições. 2º. conforme modelo anexo. secretários ou autoridade equivalentes ocupantes de cargos do GrupoDireção e Assessoramento Superiores . titulares de cargos de natureza especial.DCI. 4o do Código de Conduta da Alta Administração Federal. encaminhará à Comissão de Ética Pública. adotou a seguinte RESOLUÇÃO: Art. com fundamento no art. inclusive as especiais. podendo. no prazo de dez dias da data de nomeação. para esse fim. Não sendo viável a recusa ou a devolução imediata de presente cuja . de 23 de novembro de 2000. 1o O item 3 da Resolução nº 3. Art.DAS. quaisquer alterações relevantes nas informações prestadas. 4o Dúvidas específicas relativas ao preenchimento da DCI. que a instituiu. possa suscitar conflito com o interesse público. A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA. 25 de julho de 2001 Dá nova redação ao item III da Resolução nº 3. empresas públicas e sociedades de economia mista. e tendo em vista o disposto no art. 3o A autoridade pública comunicará à CEP. do Decreto de 26 de maio de 1999. Art. passa a vigorar com a seguinte redação: " 3. fundações mantidas pelo Poder Público. RESOLVE: Art. no mesmo prazo.

. Art. tais como convenções e reuniões de partidos políticos.... 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.......... Art.determinar a incorporação ao patrimônio da entidade ou do órgão público onde exerce a função...... na condição de cidadão-eleitor.. a autoridade deverá adotar uma das seguintes providências: I .. 1º A autoridade pública vinculada ao Código de Conduta da Alta Administração Federal (CCAAF) poderá participar....... 14 de fevereiro de 2002 Regula a participação de autoridade pública submetida ao Código de Conduta da Alta Administração Federal em atividades de natureza políticoeleitoral A Comissão de Ética Pública. João Geraldo Piquet Carneiro Presidente da Comissão Resolução nº 07. a autoridade não poderá fazer promessa. do Decreto de 26 de maio de 1999. desde que. função de administrador de campanha eleitoral.. comícios e manifestações públicas autorizadas em lei.. tratando-se de bem não perecível. Art. inciso V. 4º Nos eventos político-eleitorais de que participar. liberação de recursos e nomeação para cargos ou empregos.. adota a presente resolução interpretativa do Código de Conduta da Alta Administração Federal. 2º... formal ou informalmente. . 2º A atividade político-eleitoral da autoridade não poderá resultar em prejuízo do exercício da função pública.aceitação é vedada......... se comprometa a aplicar o bem ou o produto da sua alienação em suas atividades fim. cujo cumprimento dependa do cargo público que esteja exercendo... à participação de autoridades públicas em eventos político-eleitorais. ou III . bens públicos de qualquer espécie ou de servidores a ela subordinados. II – expor publicamente divergências com outra autoridade administrativa federal ou criticar-lhe a honorabilidade e o desempenho funcional (artigos 11 e 12......... nem implicar o uso de recursos.." Art.. com fundamento no art.promover a sua doação a entidade de caráter assistencial ou filantrópico reconhecida como de utilidade pública. inciso I.. do CCAAF). Art.. ainda que de forma implícita. no que se refere III – exercer. 3º A autoridade deverá abster-se de: I – se valer de viagens de trabalho para participar de eventos político-eleitorais. tais como realização de obras. de eventos de natureza político-eleitoral.. II .

a autoridade deverá abster-se de participar daquela atividade ou requerer seu afastamento do cargo. Para facilitar a compreensão do cumprimento das referidas normas. segundo. as quais deverão ser registradas por servidor do órgão ou entidade por ela designado para acompanhar a reunião. Brasília. 1º O dispositivo enfatiza o direito da autoridade de participar de eventos eleitorais. publicada no Diário Ofícial da União de 25. tais como convenções partidárias. participantes e resultados. 7º Havendo possibilidade de conflito de interesse entre a atividade político-eleitoral e a função pública. reconhecer o direito de qualquer autoridade. a autoridade poderá consultar a Comissão de Ética Pública. 14 de fevereiro de 2002 João Geraldo Piquet Carneiro Presidente da Comissão de Ética Pública COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA O Presidente da República aprovou recomendação no sentido de que se regule a participação de autoridades submetidas ao Código de Conduta da Alta Administração Federal em atividades de natureza político-eleitoral. Art. com informações sobre seus objetivos. informando as condições de logística e financeiras da sua participação. reuniões políticas e outras manifestações públicas que não contrariem a lei. de participar em atividades e eventos políticos e eleitorais. 5º A autoridade. Primeiro. pública ou privada. a partir do momento em que manifestar de forma pública a intenção de candidatar-se a cargo eletivo. eventos político-eleitorais de que participe.2. permitir que as autoridades exerçam esse direito a salvo de críticas. Art. são prestados os esclarecimentos que seguem. na condição de cidadãoeleitor.Art. 6º Para prevenir-se de situação que possa suscitar dúvidas quanto à sua conduta ética e ao cumprimento das normas estabelecidas pelo CCAAF.2002. Art. Art. não poderá praticar ato de gestão do qual resulte privilégio para pessoa física ou entidade. mediante explicitação de normas de conduta. Art. é interpretativa das normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal e tem duplo objetivo. 8º Em caso de dúvida. 2º . II shy. O importante é que essa participação se enquadre nos princípios éticos inerentes ao cargo ou função da autoridade. a autoridade deverá consignar em agenda de trabalho de acesso público: I – audiências concedidas. situada em sua base eleitoral ou de seus familiares. desde que as cumpram adequadamente. A Resolução CEP Nº 7.

4º É fundamental que a autoridade não faça promessa. Trata-se de norma de ordem prática.A norma reproduz dispositivo legal existente. a autoridade exerce um cargo de livre nomeação na administração e está vinculada a deveres de fidelidade e confiança. não poderá exercer tal atividade em prejuízo da função pública. de forma explícita ou implícita. recursos de informática. de modo geral. Da mesma forma. Especial atenção deve ser dada à vedação ao uso de funcionários subordinados. 3º. sem vencimentos. serviços de reprodução ou de publicação de documentos. II A autoridade não deve expor publicamente suas divergências com outra autoridade administrativa federal. Não se trata de censurar o direito de crítica. Não haverá restrição se a autoridade se licenciar do cargo. pois seria muito difícil exercer algum controle sobre a segregação entre tais atividades e as inerentes ao cargo público. durante o honorário normal de expediente ou em detrimento de qualquer de suas obrigações funcionais. Cumpre esclarecer que esta norma não restringe a atividade político-eleitoral de interesse do próprio funcionário. 5º . ou criticar-lhe a honorabilidade ou o desempenho funcional. aplicando-o de maneira específica à atividade político-eleitoral. nos limites da lei. que pretenda ou não candidatar a cargo eletivo. III A autoridade não poderá aceitar encargo de administrador de campanha eleitoral. Art. Esta norma não impede que a autoridade que viajou por seus próprios meios para participar de evento políticoeleitoral cumpra outros compromissos inerentes ao seu cargo ou função. diante da dificuldade de compatibilizar essa atividade com suas atribuições funcionais. a autoridade pública. Art. em atividades político-eleitorais de interesse da autoridade. afinal. mas de adequá-lo ao fato de que. material de escritório. como realização de obras. cujo cumprimento dependa do uso do cargo público. liberação de recursos e nomeação para cargo ou emprego. dentro ou fora do expediente oficial. Art. entre outros. É o caso do uso de veículos. Art. Essa restrição decorre da necessidade de se manter a dignidade da função pública e de se demonstrar respeito à sociedade e ao eleitor. I O dispositivo recomenda que a autoridade não se valha de viagem de trabalho para participar de eventos político-eleitorais. 3º. Assim. 3º. por exemplo. como. assim como servidores a ela subordinados. não poderá utilizar bens e serviços públicos de qualquer espécie. Art.

e não atos normais de gestão. Art. sendo recomendável também que a agenda seja divulgada pela internet.A lei já determina que a autoridade que pretenda se candidatar a cargo eletivo peça exoneração até seis meses antes da respectiva eleição. E. a autoridade deverá escolher entre abster-se de participar daquela atividade ou requerer o seu afastamento do cargo. ambos os casos os registros são de acesso público. . É importante enfatizar que se trata apenas de ato que gere privilégio. Art. inclusive. 25 de setembro de 2003 Identifica situações que suscitam conflito de interesses e dispõe sobre o modo de preveni-los A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA. se ela antes disso manifestar publicamente sua pretensão eleitoral. o qual fará o registro dos participantes e dos assuntos tratados na agenda de trabalho da autoridade. a autoridade deve tomar cautelas específicas para que seus contatos funcionais com terceiros não se confundam com suas atividades político-eleitorais.Presidente Adhemar Palladini Ghisi Celina Vargas do Amaral Peixoto João Camilo Pena Lourdes Sola Miguel Reale Júnior Resolução nº 08. Porém. Art. seja incompatível com as atribuições do cargo ou função pública da autoridade. O mesmo procedimento de registro em agenda deve ser adotado com relação aos compromissos político-eleitorais da autoridade. 7º Se por qualquer motivo se verificar a possibilidade de conflito de interesse entre a atividade político-eleitoral e a função pública. Suscita conflito de interesses o exercício de atividade que: a) em razão da sua natureza. não poderá mais praticar ato de gestão que resulte em algum tipo de privilégio para qualquer pessoa ou entidade que esteja em sua base eleitoral. A forma adequada é fazer-se acompanhar de outro servidor em audiências. como tal considerada. 8º A Comissão de Ética Pública esclarecerá as dúvidas que eventualmente surjam na efetiva aplicação das normas. 6º Durante o período pré-eleitoral. a atividade desenvolvida em áreas ou matérias afins à competência funcional. com o objetivo de orientar as autoridades submetidas ao Código de Conduta da Alta Administração Federal na identificação de situações que possam suscitar conflito de interesses. esclarece o seguinte: 1. João Geral Piquet Carneiro .

comunicar sua ocorrência ao superior hierárquico ou aos demais membros de órgão colegiado de que faça parte a autoridade. enquanto perdurar a situação passível de suscitar conflito de interesses. 4. da qual a União seja acionista. e) possa transmitir à opinião pública dúvida a respeito da integridade. 2. 5. . implicar o uso de informação à qual a autoridade tenha acesso em razão do cargo e não seja de conhecimento público. A autoridade poderá prevenir a ocorrência de conflito de interesses ao adotar. com identificação das atividades que não sejam decorrência do cargo ou função pública. conforme o caso. e) divulgar publicamente sua agenda de compromissos. d) possa.b) viole o princípio da integral dedicação pelo ocupante de cargo em comissão ou função de confiança. c) transferir a administração dos bens e direitos que possam suscitar conflito de interesses a instituição financeira ou a administradora de carteira de valores mobiliários autorizada a funcionar pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. 3. sobre a suficiência da medida adotada para prevenir situação que possa suscitar conflito de interesses. d) na hipótese de conflito de interesses específico e transitório. em cada caso concreto. uma ou mais das seguintes providências: a) abrir mão da atividade ou licenciar-se do cargo. que exige a precedência das atribuições do cargo ou função pública sobre quaisquer outras atividades. b) alienar bens e direitos que integram o seu patrimônio e cuja manutenção possa suscitar conflito de interesses. é-lhe vedado participar de deliberação que possa suscitar conflito de interesses com o Poder Público. clareza de posições e decoro da autoridade. em se tratando de decisão coletiva. abstendo-se de votar ou participar da discussão do assunto. moralidade. mediante instrumento contratual que contenha cláusula que vede a participação da autoridade em qualquer decisão de investimento assim como o seu prévio conhecimento de decisões da instituição administradora quanto à gestão dos bens e direitos. A participação de autoridade em conselhos de administração e fiscal de empresa privada. conforme o caso. somente será permitida quando resultar de indicação institucional da autoridade pública competente. A ocorrência de conflito de interesses independe do recebimento de qualquer ganho ou retribuição pela autoridade. c) implique a prestação de serviços a pessoa física ou jurídica ou a manutenção de vínculo de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão individual ou coletiva da autoridade. pela sua natureza. Nestes casos. A Comissão de Ética Pública deverá ser informada pela autoridade e opinará.

CAPÍTULO I DAS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES . inciso V. 2o A autoridade ocupante de cargo público vinculado ao Código de Conduta da Alta Administração Federal deverá apresentar a Declaração Confidencial de Informações. 1º. também deverá ser observado o disposto nesta Resolução. e 4º. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. No trabalho voluntário em organizações do terceiro setor. de 22 de junho de 1994. 1º do Decreto de 26 de maio de 1999 e pelos arts.pela primeira vez.de 20 de maio de 2005 O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA. As consultas dirigidas à Comissão de Ética Pública deverão estar acompanhadas dos elementos pertinentes à legalidade da situação exposta. Brasília. e nos termos do art. RESOLVE Art. procedimentos e outras providências no âmbito das Comissões de Ética instituídas pelo Decreto nº 1. até dez dias após a posse. até trinta dias da ocorrência. 2o. de 29 de janeiro de 1999. que cria a Comissão de Ética Pública. 25 de setembro de 2003 João Geraldo Piquet Carneiro Presidente Resolução nº 9.sempre que ocorrer alteração relevante nas informações prestadas. devidamente preenchida: I . 1º Ficam aprovadas. 1o Fica aprovado o modelo anexo da Declaração Confidencial de Informações de que trata a Resolução no 5.171. e II . delimitando competências. sem finalidade de lucro. as normas de funcionamento e de rito processual. Art. de 27 de dezembro de 2002 e tendo em vista a Lei nº 9. de 1º de fevereiro de 2007. de 7 de junho de 2001. de 7 de junho de 2001. inciso III. na forma desta Resolução. 4o Fica revogado o Anexo à Resolução no 5. Art. FERNANDO NEVES DA SILVA Presidente da Comissão de Ética Pública Resolução nº 10.de 29 de setembro de 2008 A COMISSÃO DE ÉTICA PÚBLICA. de 22 de junho de 1994. atribuições.553. no uso de suas atribuições conferidas pelo art. 3o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. inciso IV.029. nos termos dos Decretos nos 1. do Decreto nº 6. com as alterações estabelecidas pelo Decreto nº 6. RESOLVE: Art.784. de 1º de fevereiro de 2007. 7.029. Art.6. 4o do Código de Conduta da Alta Administração Federal. Decreto nº 4. do Decreto de 26 de maio de 1999.171.

arquivar os processos ou remetêlos ao órgão competente quando. IX . XIV . c) sugerir ao dirigente máximo a remessa de expediente ao setor competente para exame de eventuais transgressões de naturezas diversas. de 2007.instaurar processo para apuração de fato ou conduta que possa configurar descumprimento ao padrão ético recomendado aos agentes públicos. XV .CEP propostas de aperfeiçoamento do Código de Ética Profissional.aplicar a penalidade de censura ética ao servidor e encaminhar cópia do ato à unidade de gestão de pessoal. inclusive no relacionamento com o cidadão e no resguardo do patrimônio público. b) sugerir ao dirigente máximo o retorno do servidor ao órgão ou entidade de origem. lavrando. XIII . respectivamente.representar o órgão ou a entidade na Rede de Ética do Poder Executivo Federal a que se refere o art.orientar e aconselhar sobre a conduta ética do servidor. VII . c) recomendar. IV .realizar diligências e solicitar pareceres de especialistas. se couber. VI . de 1994. XI . aos agentes públicos e aos órgãos e entidades federais informações e documentos necessários à instrução de expedientes.Art. devendo: a) submeter à Comissão de Ética Pública .ACPP. 9º do Decreto nº 6. o Acordo de Conduta Pessoal e Profissional . b) apurar. não seja comprovado o desvio ético ou configurada infração cuja apuração seja da competência de órgão distinto.171.aplicar o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. V .convocar servidor e convidar outras pessoas a prestar informação. de ofício ou mediante denúncia.supervisionar a observância do Código de Conduta da Alta Administração Federal e comunicar à CEP situações que possam configurar descumprimento de suas normas. se for o caso. 2º Compete às Comissões de Ética: I .requerer informações e documentos necessários à instrução de expedientes a agentes públicos e a órgãos e entidades de outros entes da federação ou de outros Poderes da República. capacitação e treinamento sobre as normas de ética e disciplina.029. aprovado pelo Decreto nº 1. VIII .requisitar às partes. acompanhar e avaliar o desenvolvimento de ações objetivando a disseminação. XVI .responder consultas que lhes forem dirigidas.atuar como instância consultiva do dirigente máximo e dos respectivos servidores de órgão ou de entidade federal. XII . podendo também: a) sugerir ao dirigente máximo a exoneração de ocupante de cargo ou função de confiança. . fato ou conduta em desacordo com as normas éticas pertinentes. II . procedendo à apuração. III .aplicar o código de ética ou de conduta próprio. d) adotar outras medidas para evitar ou sanar desvios éticos. X .esclarecer e julgar comportamentos com indícios de desvios éticos.receber denúncias e representações contra servidores por suposto descumprimento às normas éticas.

dar publicidade de seus atos. XXIV .dar ampla divulgação ao regramento ético. em caso de impedimento ou vacância. § 1º Não havendo servidores públicos no órgão ou na entidade em número suficiente para instituir a Comissão de Ética.notificar as partes sobre suas decisões. e XXV . XXI . XXIII . observada a restrição do art. mediante prévia autorização do dirigente máximo do órgão ou entidade. XX . representantes locais da Comissão de Ética. Art. § 5º No caso de vacância.elaborar e executar o plano de trabalho de gestão da ética. observando as normas e orientações da CEP. XXII . § 2º A atuação na Comissão de Ética é considerada prestação de relevante serviço público e não enseja qualquer remuneração. CAPÍTULO II DA COMPOSIÇÃO Art. § 7º Cessará a investidura de membros das Comissões de Ética com a extinção do mandato. § 6º Na ausência de membro titular. o cargo de Presidente da Comissão será preenchido mediante nova escolha efetuada pelos seus membros. servidores públicos ocupantes de cargo efetivo ou emprego do seu quadro permanente. para contribuir nos trabalhos de educação e de comunicação. a renúncia ou por desvio disciplinar ou ético reconhecido pela Comissão de Ética Pública. § 3º O dirigente máximo de órgão ou entidade não poderá ser membro da Comissão de Ética. designados por ato do dirigente máximo do correspondente órgão ou entidade. poderão ser escolhidos servidores públicos ocupantes de cargo efetivo ou emprego do quadro permanente da Administração Pública.requisitar agente público para prestar serviços transitórios técnicos ou administrativos à Comissão de Ética. que terá como finalidade contribuir para a .XVII .elaborar e propor alterações ao código de ética ou de conduta próprio e ao regimento interno da respectiva Comissão de Ética. 4º A Comissão de Ética contará com uma Secretaria-Executiva.submeter ao dirigente máximo do órgão ou entidade sugestões de aprimoramento ao código de conduta ética da instituição. XVIII . o respectivo suplente deve imediatamente assumir suas atribuições. 14 desta Resolução.dirimir dúvidas a respeito da interpretação das normas de conduta ética e deliberar sobre os casos omissos. 3º A Comissão de Ética do órgão ou entidade será composta por três membros titulares e respectivos suplentes. devendo ser registrada nos assentamentos funcionais do servidor. que serão designados pelos dirigentes máximos dos órgãos ou entidades.indicar por meio de ato interno. § 4º O Presidente da Comissão será substituído pelo membro mais antigo. XIX .

§ 3º A Comissão de Ética poderá designar representantes locais que auxiliarão nos trabalhos de educação e de comunicação. dos seus membros ou do Secretário-Executivo. II . sendo admitida a inclusão de novos assuntos no início da reunião.solicitar informações a respeito de matérias sob exame da Comissão de Ética.elaboração e o cumprimento do plano de trabalho da gestão da ética e prover apoio técnico e material necessário ao cumprimento das atribuições. II . 9º Compete aos membros da Comissão de Ética: I . indicado pelos membros da Comissão de Ética e designado pelo dirigente máximo do órgão ou da entidade. III .pedir vista de matéria em deliberação. § 2º Fica vedado ao SecretárioExecutivo ser membro da Comissão de Ética. e proclamar os resultados. § 1º O encargo de secretário-executivo recairá em detentor de cargo efetivo ou emprego permanente na administração pública. Art.orientar os trabalhos da Comissão de Ética. 10. 8º Compete ao presidente da Comissão de Ética: I . para realização de atividades administrativas junto à Secretaria-Executiva. V . emitindo parecer e voto. III . e IV . em caráter extraordinário por iniciativa do Presidente.delegar competências para tarefas específicas aos demais integrantes da Comissão de Ética.convocar e presidir as reuniões. CAPÍTULO III DO FUNCIONAMENTO Art. dos membros ou do Secretário-Executivo.organizar a agenda e a pauta das . O voto de qualidade de que trata o inciso V somente será adotado em caso de desempate. § 4º Outros servidores do órgão ou da entidade poderão ser requisitados. 6º As Comissões de Ética se reunirão ordinariamente pelo menos uma vez por mês e. 5º As deliberações da Comissão de Ética serão tomadas por votos da maioria de seus membros. Art. IV . bem como as diligências e convocações.designar relator para os processos. em caráter transitório. Parágrafo único.determinar a instauração de processos para a apuração de prática contrária ao código de ética ou de conduta do órgão ou entidade. e VI . 7º A pauta das reuniões da Comissão de Ética será composta a partir de sugestões do presidente. Compete ao SecretárioExecutivo: I .examinar matérias.fazer relatórios. CAPÍTULO IV DAS ATRIBUIÇÕES Art. proferindo voto de qualidade. Art. ordenar os debates e concluir as deliberações.tomar os votos. Art.

b) instauração. IV .executar outras atividades determinadas pela Comissão de Ética. 12. de três anos. As fases processuais no âmbito das Comissões de Ética serão as seguintes: I . VIII . II . excepcionalmente. § 2º Poderá ser reconduzido uma única vez ao cargo de membro da Comissão de ética o servidor público que for designado para cumprir o mandato complementar. dois e três anos. CAPÍTULO V DOS MANDATOS Art. manifestação do investigado e realização de diligências urgentes e necessárias. não coincidentes. f) decisão preliminar determinando o arquivamento ou a conversão em Processo de Apuração Ética. capacitação e treinamento sobre ética no órgão ou entidade. caso o mesmo tenha se iniciado antes do transcurso da metade do período estabelecido no mandato originário. c) provas documentais e. o membro da Comissão de Ética que o exercer poderá ser conduzido imediatamente ao posterior mandato regular de 3 (três) anos. permitindo-lhe uma única recondução ao mandado regular.Processo de Apuração Ética. VI . CAPÍTULO VI DAS NORMAS GERAIS DO PROCEDIMENTO Art. Os membros da Comissão de Ética cumprirão mandatos. estabelecidos em portaria designatória. § 3º Na hipótese de o mandato complementar ser exercido após o transcurso da metade do período estabelecido no mandato originário. VII . § 2º Aos representantes locais compete contribuir com as atividades de educação e de comunicação.coordenar o desenvolvimento de ações objetivando a disseminação. e) proposta de ACPP. 11.executar e dar publicidade aos atos de competência da SecretariaExecutiva. § 1º Os mandatos dos primeiros membros e dos respectivos suplentes serão de um.reuniões. d) relatório.fornecer apoio técnico e administrativo à Comissão de Ética. III . V .instruir as matérias submetidas à deliberação da Comissão de Ética. compreendendo: a) juízo de admissibilidade. e IX . .proceder ao registro das reuniões e à elaboração de suas atas.Procedimento Preliminar. II . permitida uma única recondução. § 1º Compete aos demais integrantes da Secretaria-Executiva fornecer o suporte administrativo necessário ao desenvolvimento ou exercício de suas funções.coordenar o trabalho da SecretariaExecutiva.desenvolver ou supervisionar a elaboração de estudos e subsídios ao processo de tomada de decisão da Comissão de Ética. bem como dos representantes locais.

18. 17. nos termos do Decreto nº 4. Art. a produção de provas. Art. sempre que constatarem a possível ocorrência de ilícitos penais. sem prejuízo da adoção das demais medidas de sua competência. Art. rubrica da paginação. de 2007. bem como de obter cópias de documentos. Os setores competentes do órgão ou entidade darão tratamento prioritário às solicitações de documentos e informações necessárias à instrução dos procedimentos de investigação instaurados pela Comissão de Ética. conforme determina o Decreto nº 6. conterá sanção. 15. c) relatório. Art. A decisão final sobre investigação de conduta ética que resultar em sanção. A apuração de infração ética será formalizada por procedimento preliminar. Ao denunciado é assegurado o direito de conhecer o teor da acusação e ter vista dos autos no recinto da Comissão de Ética. que declarará improcedência. e d) deliberação e decisão.029. Art. em casos de nomeação para cargo em comissão ou de alta relevância pública. para fins de consulta pelos órgãos ou entidades da administração pública federal. de improbidade administrativa ou de infração disciplinar.553. em recomendação ou em Acordo de Conduta Pessoal e Profissional será resumida e publicada em ementa. 16. compreendendo: 1. recomendação a ser aplicada ou proposta de ACPP. a realização de diligências. § 2º No âmbito do órgão ou da entidade e em relação aos respectivos agentes públicos a Comissão de Ética terá acesso a todos os documentos . As cópias deverão ser solicitadas formalmente à Comissão de Ética. b) instrução complementar. A decisão final contendo nome e identificação do agente público deverá ser remetida à Comissão de Ética Pública para formação de banco de dados de sanções. encaminhará cópia dos autos às autoridades competentes para apuração de tais fatos. de 27 de dezembro 2002. § 1º A inobservância da prioridade determinada neste artigo implicará a responsabilidade de quem lhe der causa. Parágrafo único. estarão acessíveis aos interessados conforme disposto na Lei nº 9. todos os expedientes de apuração de infração ética terão a chancela de “reservado”.784. 2. a manifestação do investigado. e 3. 13. 14. Parágrafo único. de 29 de janeiro de 1999. As Comissões de Ética. após. civis.subdividindo-se em: a) instauração. que deverá observar as regras de autuação. com a omissão dos nomes dos envolvidos e de quaisquer outros dados que permitam a identificação. Art. Até a conclusão final. juntada de documentos em ordem cronológica e demais atos de expediente administrativo. compreendendo numeração.

ainda que sem retribuição financeira. inclusive disciplinar. A representação.necessários aos trabalhos. dando tratamento específico àqueles protegidos por sigilo legal. Art. Entende-se por agente público todo aquele que por força de lei.indicação da autoria. o denunciado deverá ser notificado sobre a remessa do expediente ao órgão competente.descrição da conduta. desde que contenha indícios suficientes da ocorrência da infração ou. de expediente de investigação deve ser fundamentada pelos integrantes da Comissão de Ética e apoiada em notícia pública de conduta ou em indícios capazes de lhe dar sustentação. Qualquer cidadão. infração disciplinar. falta ética e infração de outra natureza. de ofício. excepcional ou eventual. associação ou entidade de classe poderá provocar a atuação da Comissão de Ética. podendo ser . 21. Art. 20. CAPÍTULO VII DO RITO PROCESSUAL Art. a denúncia ou qualquer outra demanda deve conter os seguintes requisitos: I . de ofício. II . temporária. e III . Parágrafo único. contrato ou qualquer ato jurídico. 19. se desvio ético. § 3º Na hipótese prevista no § 2º. § 2º Se houver indícios de que a conduta configure. Quando o autor da demanda não se identificar. a cópia dos autos deverá ser encaminhada imediatamente ao órgão competente. 22. Parágrafo único. em caso contrário. a um só tempo. ato de improbidade. de ofício ou mediante representação ou denúncia formulada por quaisquer das pessoas mencionadas no caput do art. a órgão ou entidade da Administração Pública Federal direta e indireta. em tese. a Comissão de Ética poderá acolher os fatos narrados para fins de instauração. em caráter excepcional. preste serviços de natureza permanente. poderá solicitar parecer reservado junto à unidade responsável pelo assessoramento jurídico do órgão ou da entidade. a Comissão de Ética.apresentação dos elementos de prova ou indicação de onde podem ser encontrados. A representação. 19. denúncia ou qualquer outra demanda será dirigida à Comissão de Ética. crime de responsabilidade ou infração de natureza diversa. configure infração ao padrão ético será instaurado pela Comissão de Ética. de procedimento investigatório. visando a apuração de transgressão ética imputada ao agente público ou ocorrida em setores competentes do órgão ou entidade federal. Art. determinar o arquivamento sumário. pessoa jurídica de direito privado. O Procedimento Preliminar para apuração de conduta que. § 1º A instauração. caso seja possível. agente público. § 4º Havendo dúvida quanto ao enquadramento da conduta.

cientificando o denunciante. com a competente fundamentação. § 3º É facultado ao denunciado a interposição de pedido de reconsideração dirigido à própria Comissão de Ética. Art. bem como receber eventuais provas. convertendo o Procedimento Preliminar em Processo de Apuração Ética. § 4º A juízo da Comissão de Ética e mediante consentimento do denunciado. 25. conforme o caso. o Procedimento Preliminar será sobrestado. contados da ciência da decisão. § 8º Não será objeto de Acordo de Conduta Pessoal e Profissional o descumprimento ao disposto no inciso XV do Anexo ao Decreto nº 1. a Comissão de Ética deliberará sobre sua admissibilidade. Oferecida a representação ou denúncia. 24. § 2º A Comissão de Ética. Ao final do Procedimento Preliminar. o Acordo de Conduta Pessoal e Profissional for cumprido. no prazo de dez dias. § 1º A Comissão de Ética expedirá comunicação oficial divulgando os endereços físico e eletrônico para atendimento e apresentação de demandas. poderá ser lavrado Acordo de Conduta Pessoal e Profissional. arquivará representação ou denúncia manifestamente improcedente. correio eletrônico ou fax.protocolada diretamente na sede da Comissão ou encaminhadas pela via postal. será determinado o arquivamento do feito. § 5º Lavrado o Acordo de Conduta Pessoal e Profissional. § 7º Se o Acordo de Conduta Pessoal e Profissional for descumprido. de 1994. a Comissão de Ética dará seguimento ao feito. por até dois anos. até o final do prazo de sobrestamento. Instaurado o Processo de Apuração Ética. § 1º A Comissão de Ética poderá determinar a colheita de informações complementares ou de outros elementos de prova que julgar necessários. § 3º Será assegurada ao denunciante a comprovação do recebimento da denúncia ou representação por ele encaminhada. § 2º Caso a pessoa interessada em denunciar ou representar compareça perante a Comissão de Ética. no prazo de dez dias. mediante decisão fundamentada. a Comissão de Ética notificará o investigado para. 23. . será proferida decisão pela Comissão de Ética do órgão ou entidade determinando o arquivamento ou sua conversão em Processo de Apuração Ética. 21. verificando o cumprimento dos requisitos previstos nos incisos do art. Art. esta poderá reduzir a termo as declarações e colher a assinatura do denunciante. Art. a critério da Comissão de Ética. apresentar defesa prévia. § 6º Se.171.

a juízo da Comissão de Ética. mediante requerimento justificado do investigado. O pedido de inquirição de testemunhas deverá ser justificado. comprovadamente notificado ou citado por edital público. a Comissão de Ética designará um defensor dativo preferencialmente escolhido dentre os servidores do quadro permanente para acompanhar o processo. salvo se entender necessária a inquirição de testemunhas. O prazo previsto neste artigo poderá ser prorrogado por igual período. elaborará o relatório. 30.formulado em desacordo com este artigo. § 2º Caso o Acordo de Conduta Pessoal e Profissional seja descumprido. Apresentadas ou não as alegações finais.o fato já estiver suficientemente provado por documento ou confissão do investigado ou quaisquer outros meios de prova compatíveis com o rito descrito nesta Resolução. bem como lavrar o Acordo de Conduta Pessoal e Profissional. e. Art. a Comissão de Ética poderá aplicar a penalidade de censura ética prevista no Decreto nº 1. Art. § 1º Será indeferido o pedido de inquirição. Parágrafo único. fazer recomendações. O pedido de prova pericial deverá ser justificado. além dos documentos apresentados com a defesa prévia.revelar-se meramente protelatório ou de nenhum interesse para o esclarecimento do fato. § 2º As testemunhas poderão ser substituídas desde que o investigado formalize pedido à Comissão de Ética em tempo hábil e em momento anterior à audiência de inquirição. a Comissão de Ética dará seguimento ao Processo de Apuração Ética. Concluída a instrução processual e elaborado o relatório. ou II . Na hipótese de o investigado não requerer a produção de outras provas. Art.por escrito.171. cumulativamente.o fato não possa ser provado por testemunha. o investigado será notificado para apresentar as alegações finais no prazo de dez dias. até o número de quatro. Na hipótese de o investigado. sendo-lhe vedada conduta contrária aos interesses do investigado. . nem enviar procurador legalmente constituído para exercer o direito ao contraditório e à ampla defesa. listando eventuais testemunhas. sendo lícito à Comissão de Ética indeferi-lo nas seguintes hipóteses: I . quando: I . 29. Art. Parágrafo único. 27. e apresentando ou indicando as provas que pretende produzir. não se apresentar. a Comissão de Ética proferirá decisão. a realização de diligências ou de exame pericial. de 1994. II . a Comissão de Ética. 28.a comprovação do fato não depender de conhecimento especial de perito. ou III . 26. Art. § 1º Se a conclusão for pela culpabilidade do investigado. sem prejuízo de outras medidas a seu cargo.

Art. não tenha praticado nova infração ética. III . justificando ao presidente da Comissão.atuar de forma independente e imparcial. VI . para constar dos assentamentos do agente público. será encaminhada à unidade de gestão de pessoal. e VII .proteger a identidade do denunciante. § 2º Em se tratando de prestador de serviços sem vínculo direto ou formal com o órgão ou entidade. desde que o servidor. denunciado ou investigado. bem como a ocupante de cargo em comissão ou função de confiança.tenha participado ou venha a participar. por escrito. como perito. CAPÍTULO VIII DOS DEVERES E RESPONSABILIDADES DOS INTEGRANTES DA COMISSÃO Art. II . eventuais ausências e afastamentos. II . instruir o substituto sobre os trabalhos em curso.§ 3º É facultada ao investigado pedir a reconsideração acompanhada de fundamentação à própria Comissão de Ética. companheiros ou parentes até o terceiro grau. nesse período.comparecer às reuniões da Comissão de Ética.tenha interesse direto ou indireto no feito. em outro processo administrativo ou judicial. ou de seus respectivos cônjuges. contados da data em que a decisão se tornou definitiva. 33. § 3º Em relação aos agentes públicos listados no § 2º. testemunha ou representante legal do denunciante. IV .esteja litigando judicial ou administrativamente com o denunciante. § 1º O registro referido neste artigo será cancelado após o decurso do prazo de três anos de efetivo exercício. a Comissão de Ética expedirá decisão definitiva elencando as condutas infracionais. para fins exclusivamente éticos. V . no prazo de dez dias. Cópia da decisão definitiva que resultar em penalidade a detentor de cargo efetivo ou de emprego permanente na Administração Pública. São princípios fundamentais no trabalho desenvolvido pelos membros da Comissão de Ética: I . Dá-se o impedimento do membro da Comissão de Ética quando: I . recomendações ou Acordo de Conduta Pessoal e Profissional. a quem competirá a adoção das providências cabíveis. companheiros ou parentes até o terceiro grau.em eventual ausência ou afastamento. 32. ou .eximir-se de atuar em procedimento no qual tenha sido identificado seu impedimento ou suspeição. a cópia da decisão definitiva deverá ser remetida ao dirigente máximo.declarar aos demais membros o impedimento ou a suspeição nos trabalhos da Comissão de Ética. 31. eximindo-se de aplicar ou de propor penalidades. denunciado ou investigado. contado da ciência da respectiva decisão.preservar a honra e a imagem da pessoa investigada. III . ou com os respectivos cônjuges. Art.

nos trinta dias que antecedem o termo final. O prazo previsto neste artigo poderá ser prorrogado. Art. ou de seus respectivos cônjuges. ou II . denunciado ou investigado. denunciado ou investigado. ou de seus respectivos cônjuges. 34.for amigo íntimo ou notório desafeto do denunciante. O Regimento Interno de cada Comissão de Ética poderá estabelecer normas complementares a esta Resolução. companheiros ou parentes até o terceiro grau. companheiros ou parentes até o terceiro grau. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. denunciado ou investigado.for seu cônjuge. de acordo com o previsto no Código de Ética próprio. no Código de Conduta da Alta Administração Federal. Art. 35. Parágrafo único.IV . CAPÍTULO IX DISPOSIÇÕES FINAIS Art. bem como em outros atos normativos pertinentes. mediante envio de justificativas. Fica estabelecido o prazo de seis meses para que as Comissões de Ética dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal possam se adequar ao disposto nesta Resolução. 37.for credor ou devedor do denunciante. JOSÉ PAULO SEPÚLVEDA PERTENCE Presidente da Comissão de Ética Pública . companheiro ou parente até o terceiro grau o denunciante. Art. 38. As situações omissas serão resolvidas por deliberação da Comissão de Ética. para apreciação e autorização da Comissão de Ética Pública. Art. no Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. Ocorre a suspeição do membro quando: I . 36.

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