Professora Alessandra Lautenschlager

1. Leia o texto abaixo e responda as questões abaixo:

Compare os dois enunciados abaixo:
“Depois vão pensar que eu sou a relaxada!”
Depois vão pensar que eu sou relaxada!
a) Qual deles foi retirado dos quadrinhos? Explique como você descobriu.
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b) Que diferença de sentido há entre os dois enunciados acima, em conseqüência do
emprego da palavra “a” antes de relaxada?
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2. A linguagem serve para muitas coisas: interagir, comunicar, divertir, etc.
Por meio da linguagem, podemos até influenciar o comportamento das
pessoas.
a) A pessoa que conversa com Ozzy, nos quadrinhos, é seu interlocutor. Com que
finalidade o interlocutor de Ozzy utilizou a linguagem?
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b) O interlocutor atingiu seu objetivo? Por quê?
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3. Nos quadrinhos vemos a sombra de Ozzy e de seu interlocutor. Observe os
gestos do interlocutor e a expressão facial de Ozzy durante a conversa.
a) O que os gestos do interlocutor expressam?
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b) O que a expressão facial de Ozzy sugere?
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c) Na sua opinião, por que o autor dos quadrinhos, em vez de representar o
interlocutor de Ozzy, preferiu representar o interlocutor de Ozzy, preferiu
representar sua sombra?
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d) Conclua: Quando interagimos com outras pessoas por meio da linguagem,
somente as palavras são capazes de expressar o que queremos?
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4. Quando usamos a palavra como o meio de comunicação da linguagem,
dizemos que se trata de linguagem verbal: quando não é a palavra que
comunica, dizemos que se trata de linguagem não-verbal; e, quando se
combinam os dois modos, denomina-se linguagem mista. Na tira de
Angeli, foi utilizada linguagem verbal, linguagem não verbal ou linguagem
mista? Justifique sua resposta.
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5. Leia os textos que seguem:
Natal na Barca
O narrador-personagem faz um passeio num barco sem querer lembrar por
que estava naquela barca com pessoas humildes e de forte calor humano, crentes.
"Era uma mulher com uma criança, um velho e eu." Com essas pessoas, ele aprende
ou desperta coisas que até então, não imaginava que existisse a fé.
“A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o rio.
Agachei-me para apanhá-la. Sentindo então alguns respingos no rosto, inclinei-me
mais até mergulhar as pontas dos dedos na água. - Tão gelada - estranhei,
enxugando a mão.
- Mas de manhã é quente. – disse a mulher ao meu lado.
Voltei-me para a mulher que embalava a criança e me observava com um
meio sorriso. Sentei-me no banco ao seu lado. Tinha belos olhos claros,
extraordinariamente brilhantes. Vi que suas roupas puídas tinham muito caráter,
revestida de uma certa dignidade."
- Seu filho? – perguntei.
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- É. Está doente, vou ao especialista, o farmacêutico de Lucena achou que
eu devia consultar um médico hoje mesmo. Ainda ontem ele estava bem, mas de
repente piorou. Uma febre, só febre... - Levantou a cabeça com energia. O queixo
agudo era altivo, mas o olhar tinha a expressão doce. - Só sei que Deus não vai me
abandonar."
- É o caçula?
- É o único. O meu primeiro morreu o ano passado. Subiu o muro, estava
brincado de mágico quando de repente avisou, vou voar!?
Como não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa,
perdera o filhinho, o marido, e ainda via pairar uma sombra sobre o segundo filho que
ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Intocável. Apatia?
Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos e aquelas mãos
enérgicas. Inconsciência? Uma obscura irritação me fez sorrir.
- A senhora é conformada. – disse.
- Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou.
- Deus - repeti vagamente.
- A senhora não acredita em Deus? – ela me perguntou.
- Acredito - murmurei. E ao, ouvir o som débil da minha afirmativa, sem
saber porque, pertubei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela confiança,
daquela calma. Era a tal fé que removia montanha...
- Acordou o dorminhoco! E olha ai, deve estar agora sem nenhuma febre.
- Acordou?! – pergunta ao bebê.
Ela teve um sorriso.
- Veja...
Inclinei-me. A criança abrira os olhos - aqueles olhos que eu vira cerrados,
tão definitivamente. E bocejava, esfrengando a mãozinha na face de novo corada.
Fiquei olhando sem conseguir falar.
- Então, bom Natal! - disse ela, enfiando a sacola.
Encarei-a Sob o manto preto, de pontas cruzadas e atiradas para trás, seu
rosto resplandecia. Apertei-lhe a mão vigorosa. E acompanhei-a com o olhar até que
ela desapareceu na noite. Conduzido pelo bilheteiro, o velho passou por mim
reiniciando seu afetuoso diálogo com o vizinho invisível. Saí por último da barca.
Duas vezes voltei-me ainda para ver o rio. E pude imaginá-lo como seria de manhã
cedo: verde e quente. Verde e quente.
Adaptação do texto de Lygia Fagundes Telles
Esse texto é um conto. As narrativas desse gênero têm características próprias:
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I – os fatos são organizados em uma ordem crescente de conflitos até atingir o clímax,
e logo em seguida vem o desfecho;
II – com o desfecho do conto, uma das personagens principais sofre uma
transformação interna, no seu modo de ser, de pensar...
III – o espaço, onde se passa a história, é praticamente o mesmo, do início ao fim do
conto;
IV – o tempo de duração da história também é curto...
V – o ambiente (externo ou interno) é descrito minuciosamente;
VI – como nas outras narrativas, tudo é ficcional, há o narrador (que pode ser
personagem ou observador) e os personagens.
a) Indique, como na página 90 da apostila, os fatos mais importantes que
correspondem ao gráfico abaixo.
Clíma
x

Complicações

Desfec
ho

Conflito
Inicial

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Situação
Inicial
b) O narrador é personagem ou observador? Comprove sua resposta.
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c) Quem sofre uma grande transformação interior? Que transformação é
essa?
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d) Onde se passa a história?
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e) Qual a duração da história? Comprove.
_______________________________________________________________________________________

f) As respostas das questões “d” e “e” comprovam que o texto é um conto.
Por quê?
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6. Copie as palavras em negrito do texto, colocando-as na linha e coluna que
correspondem à sua classificação correta:
Pronome Pessoal

Caso Reto

Pessoa

Caso Oblíquo

1ª Pessoa do Singular
3ª Pessoa do Singular
7. Leia a crônica abaixo

A Última Crônica

Fernando Sabino
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao
balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me
assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do
pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz
mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do
acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num
acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem
mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta
se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e
estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os
assuntos que merecem uma crônica.
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Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas
mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na
contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha
de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou
também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de
curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição
tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo
mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou
do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um
pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente
ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o
pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para
os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom
encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no
pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A
negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o
garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe
e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de
plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de
fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém
mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na
fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as
velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra
com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns
pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na
bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a
comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo
crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim,
satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo
de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num
sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura, como esse sorriso.
Esse texto é uma crônica, os textos desse gênero são mistos; são considerados
narrativas, mas também são textos informativos, pois os fatos que relata não são
fictícios, partem de um fato do cotidiano, rotineiro, singelo, aparentemente sem
importância, mas que fazem o narrador tecer uma reflexão e levar o leitor a concluir
algo sobre aquele fato. Suas principais características são:
I – o narrador é o próprio autor do texto, não é fictício, é real;
II – as personagens podem ser fictícias ou não - (dividem-se em protagonistas e
secundárias);
III – o enredo é breve e não possui muitos fatos, concentrando-se em poucos locais;
IV – o fato principal é algo real, que acontece diariamente e nós não damos muita
importância;
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V – traz uma informação ao leitor, por meio da reflexão despertada pelos comentários
do narrador-autor em um final inesperado.
a) Quem é o narrador do texto?

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b) Onde os fatos relatados ocorrem?

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c) Qual é o fato do cotidiano que desperta a atenção do autor?

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d) Por que esse fato chama a atenção do autor?

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e) Qual a reflexão feita pelo autor-narrador? A que conclusão ele chega?

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8. Reveja as características do conto e as da crônica. Explique na tabela
abaixo, as semelhanças e diferenças entre esses dois gêneros.
SEMELHANÇAS

DIFERENÇAS

9. Qual é a classe gramatical das palavras em negrito, no texto “A última
crônica”? Copie-as nas linhas abaixo e dê a classe gramatical de cada
uma.

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________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
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10. Os dois textos têm pontos em comum. O que há de comum, semelhante,
entre os dois textos? Explique com suas palavras.

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________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
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11. Explique o que é:
a. uma

palavra

monossílaba:

__________________________________________________________
b. um

monossílabo

tônico:

____________________________________________________________
c. uma

palavra

oxítona:

______________________________________________________________
d. uma

palavra

paroxítona:

___________________________________________________________
e. o

encontro

vocálico

“ditongo”:

______________________________________________________

Reveja, na gramática, as regras de acentuação dos monossílabos tônicos, oxítonas,
paroxítonas e ditongos abertos antes de fazer o exercício 12.
12.Classifique as palavras abaixo em monossílabas, oxítonas e paroxítonas.
Depois, acentue as que devem ser acentuadas e explique o porquê,
citando a regra.
a) Ceu ______________________________________________________________________________
b) Heroi ____________________________________________________________________________
c) Avo ______________________________________________________________________________
d) orfão ____________________________________________________________________________
e) voce _____________________________________________________________________________
f) ideia _____________________________________________________________________________
g) torax _____________________________________________________________________________
h) nos _______________________________________________________________________________

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