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Tabernáculo de Moisés - SUD

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TABERNÁCULO DE MOISÉS: AS ORIGENS DO TEMPLO DE JERUSALÉM

(Por: Roberto Bondarik)
RESUMO: Este artigo procura tratar das origens do Templo de Jerusalém, considerado o símbolo da união entre os hebreus, a materialização da Aliança a representação do seu contato com Deus. A edificação deste Templo teve como base as medidas repassadas a Moisés no Monte Sinai, quando da entrega dos Mandamentos. Moisés edificou o Tabernáculo, um Templo portátil, que serviu de abrigo a Lei e ao culto enquanto os hebreus vagavam pelo deserto, até que conquistassem Canaã e erigissem o seu Templo definitivo, no Monte Moriá em Jerusalém, tarefa que coube ao Rei Salomão. No conjunto do Antigo Testamento, destacamos a figura do Rei Salomão e do Templo de Jerusalém... O Templo de Jerusalém, foi a grande obra arquitetônica dos hebreus, símbolo do orgulho e da unidade nacionais e no seu entorno concentraram-se as atividades pertinentes a vida religiosa e, como não poderia deixar de ser, e também a vida política da nação, como era característicos das sociedades do Antigo Oriente. Inicialmente trataremos do Tabernáculo Hebraico, posteriormente utilizado como modelo por Salomão, na edificação do Templo, que foi reconstruído pelo menos outras duas vezes. Tabernáculo - O Templo Precursor: MEDIDAS DE COMPRIMENTO Apresentamos as propostas mais habituais. Inclinamo-nos para a primeira, embora saibamos que as medidas indicadas pelos Antigos devem ser entendidas como aproximações.
Légua (30 estádios) Milha Romana (8 estádios) Estádio (400 côvados) (600 pés) Plectro (100 pés) Vara (6 côvados) Braça (4 côvados) (6 pés) Côvado Romano (6 mãos) (1 pé X 1, 5) Pé (1 côvado / 1, 5) Palmo (1 côvado / 2) Mão (1 côvado / 6) Dedo (1 côvado / 24) [Côvado Filitariano (7 mãos)] 5 328 m 1 420, 8 m 177, 6 m 29, 6m 2, 664 m 1, 776 m 0, 444 m 0, 296 m 0, 222 m 0, 074 m 0, 0185 m 0, 525 m 5 550 m 1, 479 m 185 m 30 m 2, 7 m 1, 85 m 0, 45 m 0, 3 m 0, 225 m 0, 075 m 0, 01875 m

O em

Tabernáculo Hebraico, cujo nome grego significa Tenda (em hebraico, suká), era o santuário (mishcán) usado pelos hebreus

quando eram nômades e vagavam pelo deserto após a saída do Egito. Chamado também de Tenda da Reunião, era no Tabernáculo que eram realizados os serviços religiosos, até a chegada em Canaã. O Tabernáculo era, portanto, um Templo móvel, que podia ser montado e desmontado conforme as necessidades de transferência dos povos nômades. Segundo a Bíblia, Moisés recebeu no Monte Sinai as instruções para construir este Templo portátil, para a guarda da lei e que deveria acompanhar o povo durante a sua peregrinação. As medidas do Tabernáculo, como já dito, teriam sido repassadas por Deus (Javé) diretamente a Moisés e serviram de referência para a construção do Templo em Jerusalém, e para as demais reconstruções que se fizeram necessárias e possíveis:
" (...) Este Santuário consistia num templo em tenda e num único átrio circundante O Templo tinha 30 CV de comprimento por 10 CV de largura e de altura. Na fachada, tinha 5 colunas; uma parte superior de 4 CV de cortina caindo sobre as colunas, como se fosse um entablamento; e uma cortina de abrir e fechar, do cimo das colunas até ao fundo, que tapava os restantes 6 CV de baixo. No interior, era dividido em 2 compartimentos: o Santo, de 20 CV de comprimento por 10 de largura e de altura; e o Santo do Santos, com 10 CV de comprimento, de largura e de altura. Entre o Santo e o Santo dos Santos, havia 4 colunas e uma outra cortina dependurada do cimo ao fundo, que servia de porta. O átrio tinha 100 CV de comprimento por 50 CV de largura, e era cercado por cortinas de 5 CV de altura, presas em colunas espetadas no chão. A cortina da porta era a oriente e media 20 CV de largura por 5 CV de

altura. Era uma porta tripla, com 2 colunas no meio e outras 2 a delimitá-la dos lados. As cortinas que circundavam o átrio mediam, portanto, metade da altura do Templo. O altar dos holocaustos era de bronze e media 5 CV de comprimento e de largura por 3 CV de altura. Não teria, portanto, nenhuma rampa

Todas as obras seriam em estilo egípcio, aquele que os Israelitas aprenderam, enquanto trabalharam no Egito. Não é sem razão que este estilo é freqüente nos achados arqueológicos palestinos. (...)” Confirmando as dimensões e o formato do Tabernáculo Hebraico, o mesmo era formado por uma série de quatro tendas sobrepostas, sendo a mais interior delas o “Santo dos Santos”, onde ficava guardada a Arca da Aliança. Confirmação da Existência do Tabernáculo: Durante muito tempo a maioria dos estudiosos achavam que o Tabernáculo seria apenas uma lenda, um mito criado pelos hebreus e posteriormente incorporado a Bíblia. A confirmação de que povos do Oriente Médio utilizavam-se de Templos em forma de tenda, foi conseguida pelo arqueólogo israelense Beno Rothenberg, que descobriu um pequeno ídolo em forma de serpente de bronze que era cultuado em um santuário em forma de tenda, na região bíblica das minas de cobre, em Timna:

"(...) Quanto a serpente de bronze, trata-se de um sinal, de forças mágicas para curar os feridos (...) até no Templo em Jerusalém teria existido a efígie de tal ídolo (...) um sábio alemão, H. Gressmann, opinou que a “serpente de bronze” bíblica deve ser proveniente dos mitannitas, como os quais os israelitas entraram em contato, em sua passagem pelo deserto. Segundo a Bíblia, os mitannitas descendiam de Quatura, mulher de Abraão (...) e Jetro, um sacerdote mitannita, era o sogro de Moisés, cujas palavras e conselhos o genro ouviu e aceitou (...)Teria sido Jetro que os israelitas deviam o estranho culto da serpente A pequena e delicada serpente, de brilho dourado, estava no tabernáculo de um santuário de tenda. Esse detalhe constitui o coroamento da descoberta, feita por Rothemberg, pois com esse achado marcou um tento arqueológico-bíblico de extraordinário alcance, visto que desde o século XIX críticos da Bíblia das mais diversas tendências e ‘escolas’ sempre puseram em dúvida a existência daquele santuário, do tabernáculo, do qual a Bíblia fala tão explicitamente e fornece tantos detalhes (...)”.

Foram encontrados os buracos dos postes, e até mesmo pedaços dos tecidos dos toldos. Estes achados vieram a confirmar primeiro a existência e por fim a utilização destes santuários móveis pelos povos dos desertos, para a realização de seus trabalhos religiosos. Conclusões: O que nos cabe por fim destacar em relação ao Tabernáculo de Moisés, é que suas medidas foram depois transpostas para a construção que o Rei Salomão conduziu no Monte Moriá, e que se transformou no símbolo da unidade judaica: o Templo de Jerusalém.

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