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FACULDADE ERNESTO RISCALI APERFEIÇOAMENTO

SILMARA APARECIDA DA NEVES CARON

HISTÓRIA DA ARTE PARA CRIANÇAS (Arte Visual)

OLÍMPIA 2012

SILMARA APARECIDA DAS NEVES CARON

HISTÓRIA DA ARTE PARA CRIANÇAS (Arte Visual)

Trabalho apresentado à conclusão do curso em História da Arte para Crianças (Artes Visuais), ministrado pela Professora Maria Aparecida Pereira em Aperfeiçoamento.

OLÍMPIA 2012

MÓDULO 1 – O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ-HISTÓRIA À IDADE MÉDIA PRÉ HISTORIA................................................................................................................04 ARTE RUPESTRE............................................................................................................04 ARTE INDÍGENA............................................................................................................07 ARTE AFRICANA...........................................................................................................09 IDADE ANTIGA...............................................................................................................12 ARTE EGÍPICIA...............................................................................................................12 ARTE GREGA...................................................................................................................12 ARTE ROMANA...............................................................................................................13 IDADE MÉDIA.................................................................................................................16 ARTE BIZANTINA..........................................................................................................16 MÓDULO 2 – O RENASCIMENTO DA ARTE: RENASCENÇA E BARROCO RENASCIMENTO............................................................................................................18 BARROCO........................................................................................................................20 ARTE GÓTICA.................................................................................................................21 MÓDULO 3 – O NASCIMENTO DOS “ISMOS” IMPRESSIONISMO..........................................................................................................23 PONTILHISMO.................................................................................................................24 EXPRESSIONISMO..........................................................................................................24 CUBISMO..........................................................................................................................25 MÓDULO 4 – SÉCULO XX: A ARTE MODERNA SURREALISMO................................................................................................................26 ABSTRACIONISMO GEOMÉTRICO.............................................................................27 FUTURISMO.....................................................................................................................27 EXPRESSIONISMO ABSTRATO...................................................................................28 EXPRESSIONISMO FIGURATIVO...............................................................................29 MÓDULO 5 – O SÉCULO XX EM DIANTE: ARTE CONTEMPORÂNEA PRÉ POP.............................................................................................................................31 POP ART............................................................................................................................32 MÓDULO 6 – O DESENHO DA CRIANÇA.................................................................34 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.................................................................................37

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MÓDULO 1 – O NASCIMENTO DA ARTE: DA PRÉ–HISTÓRIA À IDADE MÉDIA

PRÉ-HISTÓRIA

Os caçadores da Idade da Pedra criaram as primeiras imagens da história do humanidade. Sobre as paredes rochosas das grutas e cavernas espalhadas pelo mundo, os homens primitivos retrataram animais e cenas de caça. Podemos dizer que a primeira manifestação artística da humanidade nasceu da relação entre o homem e a natureza.

ARTE RUPESTRE

A arte rupestre é considerada a expressão artística mais antiga da humanidade, as obras foram realizadas pelos homens primitivo em cavernas, grutas ou ao ar livre. A pintura parece ter sido a realização mais antiga, para executá-las o homem utilizou a matéria prima retirada da natureza, os traços podem ser feitos com os dedos ou com a ajuda de utensílios. Para colorir os desenhos o homem utilizou o carvão (preta), o óxido de ferro (vermelha e amarela) e cera de abelha. Usou também outras substâncias líquidas como aágua, clara de ovo, sangue, entre outras. Os temas mais comuns na arte rupestre são as formas humanas e de animais, também se fazem presentes figuras fantásticas, objetos e cenas, domésticas ou de trabalho. A falta de registros sobre a forma de sociedade daqueles que produziram a arte rupestre, a ambigüidade dos símbolos e as dificuldades em separar o universo profano do religioso, são um enigma para os pesquisadores, o que dificulta a sua interpretação, mesmo assim alguns estudiosos se arriscam a emitir um parecer. Asseguram que a arte rupestre, “afirma uma presença”, indicando uma forma de dizer “estive” ou “estivemos aqui”, por meio da representação de mãos, pés e figuras, na medida em que representa visualmente narrativa, eventos, cenas e mitos.

IMPRESSÃO DA MÃO EM NEGATIVA

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Figura 1-Contorno da mão com lápis de cor

PINTURA RUPESTRE I

Figura 2-Textura feita em giz de cera e cola colorida

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PINTURA RUPESTRE II

Figura 3-Textura feita em areia, cola, tinta e giz de cera

FÓSSIL

Figura 4-Textura feita em areia, paçpelão e cola

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Figura 5-Arte com cola, gesso e guache

ARTE INDÍGENA

Denominamos de arte indígena brasileira a arte produzida pelos povos nativos do Brasil, para entendê-la é necessário considerar a grande diversidade de tribos indígenas brasileiras, em conjunto, elas se destacam na arte da cerâmica, do trançado e de enfeites no corpo. A arte indígena é a mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que da personalidade do indivíduo que a faz. E o resultado são os mais variados estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica que variam significativamente de uma tribo para outra. As peças de cerâmica testemunham os costumes e a linguagem dos diferentes que a produziu. São assim, por exemplo, as peças em cerâmica da Ilha de Marajó, que podem ser divididas em dois tipos: Santarém e Marajoara. Nas peças de Santarém apresentam tamanho pequeno, porém bem trabalhado. Já nas peças de Marajoaras apresentam tamanho grande e normalmente contém pinturas de deuses ou animais, sempre contendo cores avermelhadas.

VASO DE MASSA

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Figura 6-Vaso feito com massa de modelar

A máscara é um outro tipo de produção artítica indigina. Para os índios, as máscaras têm um caráter duplo: ao mesmo tempo que são um artefato produzido por um homem comum, são a figura viva do ser sobrenatural que representam. Os índio confeccionavam as máscaras com troncos de árvores, cabaças e palhas de buriti e são usadas geralmente em danças cerimoniais, como, por exemplo, na dança do Aruanã, entre os Karajá, quando representam heróis que mantêm a ordem do mundo. As cores mais usadas pelos índios para pintar seus corpos são o vermelho muito vivo do urucum, o negro esverdeado da tintura do suco do jenipapo e o branco da tabatinga. A escolha dessas cores é importante, porque o gosto pela pintura corporal está associado ao esforço de transmitir ao corpo a alegria contida nas cores vivas e intensas. Através da pintura corporal algumas tribos se organizam socialmente,cada grupo como guerreiros, nobres e povo, se pintam e se enfeitam diferentemente. Algumas pinturas chegam a ser bem elaboradas, algumas rompe com as formas do corpo humano.

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Figura 7-Carimbo de arame

ARTE AFRICANA

A arte africana é o conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos povos da África subsaariana ao longo da história. A arte africana é um reflexo fiel das ricas histórias, mitos, crenças e histórias dos habitantes deste enorme continente. A história da arte africana remonta ao período pré histórico. As formas mais antigas são as pinturas e gravações em pedra de Tassili e Ennedi, na região do Saara (6000 a.c. ao século I da nossa era). Os povos africanos faziam seus objetos de arte utilizando diversos elementos da natureza. Os temas retratados nas obras de arte são motivos do cotidiano, da religião e daos aspectos naturais da região. O artista africano esculpiam e pintavam mitos, animais da floresta, cenas das tradições, personagens do cotidiano etc. A arte africana chegou ao Brasil através de escravos, que foram trazidos para cá pelos portugueses durante os períodos colonial e imperial. Em muitos casos, os elementos artísticos africanos fundiram-se com os indígenas e portugueses, para gerar novos componentes artísticos de uma magnífica arte afro-brasileira.

ESTAMPA

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Figura 8-Estampa em lixa d´água com giz de cera estampada em tecido com ferro quente

CARIMBO DE EVA E ESTAMPA

Figura 9-Matriz de EVA com símbolo da cultura africana para executar estampas

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Figura 10-Estampa em tecido a partir de matriz de EVA

MÁSCARAS

Figura 11-Máscara africana feita com argila

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IDADE ANTIGA

ARTE EGÍPCIA

No Antigo Egito as obras de arte tinham um forte apelo religioso e funerário. A crença dos egipicios na vida após a morte, teve uma forte influência nas artes visuais, principalmente na estatuária que tinha a função de materializar em formas tridimensionais o conceito de realeza divina. As estátuas eram colocadas nos templos das divindades máximas, nos lugares de culto, ou nos templos dedicados ao próprios faraós ou nos túmulos reais. Para compreender qualquer expressão da arte egípcia, essencialmente uma arte sacra, é necessário conhecer as principais divindades da antiga religião egípcia. Sem dúvida as mais importantes construções do Egito, são as grandes pirâmides, que são monumentos sepulcrais dos faraós mais antigos e deve ser entendida como arte funerária ligada ao conceito de sobrevivência depois da morte física. As pirâmides foram erguidas com o faraó construtor ainda estava vivo e exigiam enormes quantidades de material e o trabalho de milhares de escravos. As pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides ou em papiros. Na pintura egípcia, o modo de desenhar a figura humana não era realista. De fato as imagens não deviam retratar os indivíduos como eles se apresentavam na vida terrena, mas retratar a sua “essência”, que segundo o egípcios sobrevivia depois da morte. Por issso os artistas pintavam seguindo um código de regras precisas, que permaneceram imutáveis durante séculos. Uma das características principais da pintura egípcia é o desenho chapado de perfil e sem perspectiva artística.

ARTE GREGA

A arte grega valoriza do homem como indivíduo e o coloca em destaque, tal concepção humanística reflete por toda arte figurativa grega. No período antigo da arte grega, o modelo preferido é o Kouros, a de um homem jovem representado nu, sem outro ornamento, se não a perfeição de um corpo atlético. Essas estátuas não eram retratos, mas imagens que eram colocadas em uma aréa sagrada. Podiam ser estátuas de um deus, como Apolo ou estátuas ofertadas para lembrar um

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herói morto na guerra. Depois do Kouros, surge na primeira idade clássica a figura do efebo, o jovem esportista representado em posição de descanso. A cultura atlética, ligada aos jogos olímpicos, exerce uma influencia muito grande nas artes visuais grega, em sua maior parte, as obras eram esculturas masculinas, pois, na grécia, predominava o ideal esportivo. As artes visuais gregas também sofren influencia do modo de pensar e se baseiam não mais em modelos ideais, mas na percepção direta da realidade, o faz com que o artista olhe para todos os aspectos da figura fumana, inclusive a feiura e a velhice. A figura humana foi escolhida pelos gregos como símbolo de muitas qualidades divinas ou sobre humanas. A nudez masculina e heróica, simboliza tanto o homem ideal quanto um deus. A imagem feminina mais difundida é a de Vênus, apresentada como a forma da beleza feminina e da sedução. Quanto a arquitetura, o modelo do templo foi elaborado no século VII a.C e difundido com poucas variações em todo o mundo grego, sendo o dórico o modelo mais antigo. O modelo do templo dórico se difundiu rapidamente também nas colônias e representou para os gregos do Ocidente o símbolo da unidade. As três ordens clássicas da arquitetura grega são: a dórica, a jônica e a coríntia. O teatro foi uma instituição cultural da maior importância na Grécia e expressão da sociedade em seu conjunto. Toda cidade grega importante, inclusive nas colõnias italianas, tinha o seu teatro. No mundo antigo a comunicação se fazia atraves das imagens reproduzidas em qualquer suporte que pudesse ser visto pelas pessoas. Os objetos de uso cotidiano eram os mais difundidos e eficazes instrumentos de comunicação visual. Os vasos que estão entre as mais belas produções da Grécia, não tinham somente uma função prática, mas também a de informar; de educar; de distrair; eram como livros ilustrados que podiam ser vistos de todos os lados. A pintura em vasos ilustra fatos religioso-mitológicos, histórias legendárias e épicas, cenas da vida e dos costumes.

ARTE ROMANA

Com a invasão etrusca no fim do século VII- 510 a.C, os romanos aprendem a usar o arco pleno, e o utilizam amplamente nas construções públicas. Os romanos substituíram os blocos de pedra por um tipo de concreto muito resistente. O concreto é uma característica comum dos edifícios em todos os territórios sob influência romana.

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Como exemplo citamos o Coliseu, o Anfiteatro Flaviano, foi construido em 77-80 d.C., que podia abrigar 45 mil espectadores sentados e 5 mil em pé. Os anfiteatros eram edificações tipicamente romanas eram nesses locais que o povo romano assistia às lutas, frequentemente mortais, entre gladiadores e entre homens e animais ferozes. Nas cidades romanas o Foro era um espaço aberto no centro da cidade, usado como local de encontro para o comércio ou para as manifestações políticas. Os sucessivos imperadores construiram Foros imponentes, com os Foros Imperiais de César, de Augusto, de Vespasiano, de Trajano. Além de mudar a tendência urbanística da cidade, esses grandiosos e monumentais Foros era sinal de uma mudança radical na política de Roma e atestavam a vontade imperial de potência. As abóbadas e as cúpulas representam a mais engenhosa e original criação da arquitetura romana. A obra prima por excelência é a cúpula do Panteão Romano. Na arquitetura do período imperial vemos uma imponência que ultrapassa a necessidade de prática de construir edifícios grandiosos. A mensagem da arquitetura, além daquela da obra-de-arte em si, que é uma mensagem estética, é um sinal de força, de eficência, de capacidade de dominar e também de ostentação e riqueza. Os mais belos e bem conservados exemplos de pintura romana provêm de interiores das casas das cidades de Herculano, Pompéia, Óstia, são mosaicos pavimentais e murais, marchetaria de mármores coloridos, afrescos policromos decoravam as suntuosas vilas mergulhadas no verde do campo. Os modelos iconográficos derivam em parte da pintura helenística e muitas vezes os artistas e artesãos provinham de escolas gregas do vizinho Oriente. Os romanos admiravam muito a escultura grega colecionado os originais e muitas vezes fazendo reproduzir cópias para decorar a suas ricas moradias. O retrato romano apresenta o índividuo na sua realidade e perpetua entre os familiares, ou os cidadãos, a imagem de um antepassado, de um concidadão ilustre.

VASO NO PAPEL

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Figura 12-Desenho com lápis de cor abordando as principis contribuição de cada época

VASO DE CERÂMICA

Figura 13-Vaso de cerâmica representando o ideal de beleza e corpo perfeito

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Figura 14-Vaso de cerâmica: recorte de jornais representando o ideal de beleza e perfeição do corpo

IDADE MÉDIA

ARTE BIZANTINA

No Império Império Bizantino, com capital em Constantinopla (Bizâncio) surge a arte bizantina. Aparecem nesta época os grandes murais, os manuscritos, os icones religiosos e os mosaicos de cores fortes e brilhantes, carregados de profundo carater religioso. A igreja de São Vital, na cidade de Ravena, cidade riquissíma em edifícios sacros e civis é uma das obras-primas arquitetônicas desse periodo (século VI-VII). O interior da igreja impressiona pela variedade e riqueza da arquitetura e dos efeitos da luz, pela beleza dos contrastes de luz e sombra, a cintilação dos mosaicos dourados e coloridos. O mosaico é a expressão máxima da Arte Bizantina, a assim como na pintura, principalmente naquela sobre madeira, a tradição clásssica da representação realista foi deixada de lado e as figuras passaram a ser estilizadas, adquirindo um caráter simbólico. A técnica usada no mosaico são peças de pastas de vidro colorido cortado, com fundo dourado, fragmentos de madrepérola iriada e valiosas pedras duras. Os artistas utilizavam figuras e símbolos, tidos como verdades da fé cristã, que se caracterísava pelas figuras alinhadas em posição frontal, imobilidade das expressões faciais,

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ausência de relevo corpóreo e de claro- escuro, a supressão de profundidade espacial, esplendor do ouro e da cor pura.

MOSAICO

Figura 15-Trabalho em EVA formando mosaico

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MÓDULO 2 – O RENASCIMENTO DA ARTE: RENASCENÇA E BARROCO

RENASCIMENTO

No renascimento o ser humano é o centro do Universo, e esse modo de pensar se difundir entre os artistas da Itália entre os séculos XV e XVI. Nesse período a Europa passava por transformações profundas, a igreja, que até então ditava as regras sociais e políticas, começava a se enfraquecer, dando lugar a um poder maior das monarquias. Terminava o período em que a igreja pensava por todos e ameaçava com o castigo de Deus aqueles que ousassem pensar por conta própria. Assim, agora, cabia ao homem buscar soluções, já que estava livre para investigar, descobrir e criar. Essa valorização do ser humano criou uma nova visão política e impulsionou as ciências e as artes. Os artistas renascentistas redescobrem a beleza física do homem e da mulher, exercita a arte de pensar, criar, imaginar e não apenas a habilidade técnica. Voltaram à cena os valores da Antiguidade clásssica, adormecidos durante a Idade Média. O conjunto desse fatores nos dá a razçao por esse período ser conhecido como Renascimento. As figuras dos deuses resgatadas da cultura greco-romana são representadas com características humanas e detalhes anatômicos, seguindo regras de proporções e perspectiva. A arquitetura renascentista teve vários períodos distintos, com construções pouco decoradas em suas fachadas, mas tecnicamente bem resolvidas, utilizavam cúpulas monumentais sem colunas de sustentação. As construções são, em geral, simétricas, além disso a arquitetura renascentista teve preocupações urbanísticas no planejamento das cidades e das áreas públicas. Muitos pintores renascentistas tinham na perspectiva o model como base da pintura, e a aplicava aos corpos, paisagens formas arquitetônicas, geralmente referenciadas pela matemática e a anatomia artística. O uso da perspectiva aumenta a ilusão de realidade em suas obras. Os escultores da época, também utilizaram o modelo anatomico, e observavam e respeitavam a forma com que os músculos do corpo tomava quando estava em determinadas posições como abaixado ou contorcido. Eles acreditavam que, em movimento, o corpo adquiria diversas expressões. SABÃO DE COCO

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Figura 16-Escultura em sabão de coco inspirada nas esculturas renascentistas

PERSPECTIVA- LINHA DO HORIZONTE

Figura 17-Desenho em perspectiva em papel e lápis de cor

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BARROCO

No século XVII tem início o estilo que se sucedeu ao Renascimento. No movimento barroco, as técnicas artísticas e as descobertas renascentistas permanecem, porém de forma mais solta, mais livre, tanto na expressão e nos movimentos da pintura e escultura, quanto na parte decorativa da arquitetura. O barroco teve inícioe na Itália e se espalhou para outros países da europa a América Latina. A arte barroca destaca a cor e não o formato do desenho. Os efeitos de luz e sombra são utilizados constantemente como recurso para dar vida à obra. Os temas que mais frequentes nesse período é a paisagem, a natureza morta e cenas do cotidiano. As pinturas e esculturas desse período são rebuscadas, cheias de detalhes e ornamentos. E expressam as emoções humanas de forma exagerada. A representação de tecidos cheios de dobras e o emprego de formas assimétricas são outras duas características da escultura barroca. Seu tema mais frequentes são os religiosos ou a mitologia grega. O artista barroco cuidava não apenas da escultura em si, mas também do ambiente onde a colocaria. Bernini, por exemplo, graças a essa preocupação, dedicou-se também à arquitetura.

LUZ E SOMBRA

Figura 18-Desenho em papel de luz e sombra

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ARTE GÓTICA

O estilo gótico nasce na época em que se delineiam as fisionomias dos povos europeus e as fronteiras das nações. As tradições culturais consolidam-se nos vários países, e a burguesia fortalece a sua posição política frente à nobreza e ao clero. As catedrais francesas e alemãs são obras-primas arquitetônicas, suas construçoes só foram possível graças a uma apreciável disponibilidade de dinheiro e de mão-de-obra; com efeito, são monumentos gigantescos, cuja construção demandava algumas décadas, mobilizando as energias e os recursos dos cidadãos. A catedral, tida como símbolo da fé cristã e do orgulho cívico, devia se erguer acima de todos os outros edifícios da cidade; tal exigência que levou os arquitetos a solucionar os problemas estruturais de fundamental importancia para construir esses magestosos edifícios, com blocos de pedra, evitando assim o desabamento das abóbadas e dos muros. Os elementos da estrutura românica, as abóbada de arestas, pilares, contraforte- no estilo gótico se transformam em abóbadas de arestas com nervuras que se reunem nos feixes de pilares e contraforte curvos, conhecidos como arcos rampantes. O predominio da dimensão vertical sobre a horizontal é a principal característica da arquitetura gótica. Na Itália, a arquitetura gótica voltada ao culto tem uma fisionomia própria, o Duomo de Milão é uma exceção pelas suas caracteristicas anômalas, de inegável influência estrangeira. As outras catedrais italianas não são tão altas a ponto de exigir uma armação de arcos de sustentação. A decoração é sóbria, tinham como regra a simplicidade e a pobreza. O Duomo de Milão , entre as igrejas góticas italianas é a que apresenta mais pronuciadamente os caracteres estilísticos do gótico , inclusive a decoração sobrecarregada de ornamentos e de estátuas. Como nas igrejas nórdicas, a catedral de Milão se orgulha de uma série de vitrais policromos que estão entre os mais belos da Europa. No exterior as grandes janelas apresentam um rendado de mármore e, no interior, os vidros coloridos criam uma luminosidade irreal que exalta a espiritualidade de uma arquitetura criada para o culto. As representações obtidas com uma particular técnica vidreira tinham uma função didádica, ou seja, ensinavam a história sacra ao povo.

VITRAL

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Figura 19-Trabalho em vidro, cola quente, contact e tinta vitral

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MÓDULO 3 – O NASCIMENTO DOS “ISMOS”

O século XIX foi de grandes transformações sociais, políticas e filosóficas. Sob o impulso da nova mentalidade iluminista, também as tendências artísticas mudaram rapidamente. Essa nova etapa da arte é marcada pelo surgimento representando uma tendência artística. dos ismos, cada um

IMPRESSIONISMO

Os artistas do impressionismo, através da luz e da cor, buscam atingir a realidade, suas obras são feitas ao ar livre para aproveitar a luz natural. O impressionismo não foi somente uma revolução artística , mas também uma revolução no modo de ver o mundo ao redor. Os artistas nos ensinam a ver, pois para eles o olho é um instrumento que deve ser guiado pela mente. Esses pintores criaram um novo código de representação pictórica : as suas pinturas não são mais desenhos coloridos, mas são construídas diretamente com a cor; as sombras também são cores.

Figura 20-Pintura com guache em tela

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PONTILHISMO

Nessa técnica, pequenas manchas ou pontos de cor são colocados lado a lado de maneira diversificada, levando à percepção de novas cores e sombras pelo observador. No pontilhismo, os artistas não utilizavam nenhuma linha para compor as cenas, apenas pontos. Muitos artistas usavam e ainda usam o ponto como elemento de base para sua criação.

Figura 21-Pintura emm papel com guache partindo de pontos

EXPRESSIONISMO

Movimento artístico do expressionismo, se caracteriza pela expressão de intensas emoções. No expressionismo, as obras não têm preocupação com o padrão de beleza e tem como principais características:cores resplandescentes, vibrantes, dinâmismo, pintura grossa, ou seja o artísta usava bastante tinta sobre a tela, tinha preferência por retratar angústia, dor e muitas vezes necessidades de denunciar problemas sociais. As imagens retratadas exprimem modos de sentir, e a mesma intensidade transparece nas paisagens, com cores fortes e linhas muito marcadas.

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CUBISMO

O cubismo é um estilo que rompe com os elementos artísticos tradicionais ao representar diversos pontos de vista em uma mesma obra de arte. As formas geométricas são utilizadas muitas vezes para representar figuras humanas, e para representá-las são usados recortes de jornais, revistas e fotos. Nesse movimento, várias visões de um mesmo objeto são a ser representadas ao mesmo tempo, no mesmo plano, pois não há compromisso com a aparência real das coisas. O movimento foi dividido em três fases: primitivo, analítico e sintético. No cubismo primitivo, a natureza é reduzida a formas geométricas, como esferas, cones e cilindros. No cubismo analítico, as figuras são totalmente desestruturadas e decompostas em partes. No cubimo sintético adotou uma mistura de técnicas como colagens de materiais diversos, como jornais, revistas e papéis de parede.

FORMA GEOMÉTRICA

Figura 22-Trabalho em forma geométrica com jornal, cola e papel colorido

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MÓDULO 4 – SÉCULO XX: A ARTE MODERNA

ARTE MODERNA

A arte moderna é uma tendência vanguardista que rompe com padrões rígidos, toma um caminho para uma produção mais livre no meio artístico. Surge no final do século XIX, deixando de lado a representação literalmente do assunto ou objeto, para mostrar uma nova visão, com ideias inéditas.

SURREALISMO

O Surrealismo é um movimento artístico e literário vanguardista, surgido em Paris, na França, por volta de 1920. Nesse movimento, o irracional e o subconsciente aparecem como elementos essenciais á criação humana. A realidade é tratada de maneira fantasiosa. A lógica e a razão são questionadas. Influenciado pelas teorias psicanalistas de Sigmund Freud (1859-1939), o Surrealismo resgata o imaginário do mundo interior, buscando a liberação do inconsciente e a valorização do sonho.

Figura 23-Partes do corpo humano: figurativo

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ABSTRACIONISMO

O abstracionismo foi uma tendência das artes plásticas, desenvolvida no início do século XX na Alemanha. Surge a partir das experiências das vanguardas européias, que recusam a herança renascentista das academias de arte. A arte abstrata ou abstracionismo foge do padrão das formas concretas e bem definidas. As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente e não produzem figuras nem temas. O que importa são as formas e as cores da composição.

CORES E FORMAS

Figura 24-Pintura em papel usando cores e formas

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FUTURISMO

O futurismo é um movimento de vanguarda italiano, e envolve todas as expressões artísticas: poesia, artes visuais, música e espetáculo, surge em 1909, com a publicação do Manifesto Futurista pelo poeta italiano Filippo Marinetti. Os futuristas concebiam a modernidade como dinamismo e energia, considerados princípios básicos da vida moderna. Os artistas quiseram expressar de novas maneiras a fé no progresso e o culto da força. Para tanto, era preciso uma linguagem. Uma vez que toda a realidade era percebida pelos futuristas como formas em movimento e visto que com os meios pictóricos e plásticos tradicionais o movimento pode ser apenas representado e não realizado, inventaram um novo modelo de formas que transmitisse ao observador a sensação óptica do movimento. Nas artes figurativas, pintura e escultura, os futuristas procuraram de todas as maneiras reproduzir o movimento, decompondo as formas ou identificando as linhas de força no interior dos corpos e dos objetos.

ESCULTURA

Figura 25-Escultura feita com arame e garfo

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EXPRESSIONISMO ABSTRATO Movimento denominado Action Paint, em portugês: pintura de ação, foi praticado por um grupo de artistas, em que realizavam de forma gestual, estabelecendo uma relação direta entre o seu corpo e obra. Seguiam os seus impulsos profundos e pintavam sem um desenho compositivo preliminar. O mais conhecido representante da Action Painting é o americano, Jackson Pollock (1912-1956), que trabalhava sobre grandes telas estendidas no chão e, com movimentos ondulatórios, deixava escorrer de grossos pincéis ou diretamente de latas de tinta liquida traços cromáticos, manchas, respingos.

Figura 26-Pintura em cartolina com tinta jogada

EXPRESSIONISMO FIGURATIVO

São manifestações artísticas que apresentam com realismo a natureza, a forma humana, e os objetos criados pelo homem, ela pode ser realista ou estilizada, desde que haja o reconhecimento daquilo que foi desenhado.

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Figura 27-Trabalho em tela com barbante colorido

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MÓDULO 5 – DO SÉCULO XX EM DIANTE: ARTE CONTEMPORÂNEA

A arte contemporânea é um movimento artístico que surgiu na segunda metade do século XX que se prolonga até os dias de hoje. A arte começa a incorporar ao seu repertorio questionamentos bem diferentes das rupturas propostas pelas Arte Moderna e as Vanguardas Modernistas. Na década de 70 a arte contemporânea é um conceito a ter em conta. Para ser considerada contemporânea, uma obra de arte deve estar conectada a linguagens, conceitos e conteúdos da atualidade.

PRÉ POP

No pós-guerra o centro da arte moderna se deslocou de Paris para Nova York, para onde confluíram os mais criativos artistas dadaístas e surrealistas. Do Expressionismo abstrato se desligou Robert Rauschenberg (1925), criou composições heterogêneas de objetos encontrados no lixo. Jaspers Johns (1930) apresenta a bandeira americana como quadro. As obras desses artistas, realizadas nos anos 50, pela sua afinidade com o Dadá europeu, tomaram o nome de Neodadaísmo e anteciparam diretamente a Pop Art, nascida por volta do final da década.

Figura 28-Escultura em tecido

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POP-ART

Os anos 60 foram os mais intensos e criativos para os artistas pop americanos. A palavra: Pop Art é a abreviação de Popular Art, e dirigida a um público de massa, para as pessoas comuns das cidades populosas, que estão continuamente sob pressão da comunicação de massa: cinema, televisão e publicidade. Todo esse universo metropolitano, típico das nossas cidades, foi apresentado pelos artistas americanos como arte, ou melhor: como não arte. A Pop Art exalta o objeto banal, coloca-o à mostra. As coisas que consumimos ou que vemos todos os dias fogem à nossa atenção e, no entanto, convivemos com ela. Como uma crítica explicita ao consumismo exagerado e à industria cultural a Art pop elevou a ícones objetos de consumo popular. Andy Warhol, o mais representativo artista pop americano, depois de trabalhar com designer publicitário, transferiu para o plano criativo fotografias, imagens publicitárias,

imagens de produtos ou de personalidades que são tão americanas e tão conhecidas a ponto de se tornarem símbolos em uma sociedade consumista e em uma cultura massificada: CocaCola e Pepsi, latas de sopa, retratos de personagens célebres. Warhol repete em série contínuas os seus temas: como a publicidade que nos persegue a toda hora, como as fotografias dos rostos mais conhecidos que estão por toda parte. A imagem artificial é pintada em cores não naturalistas, que eliminam todo caráter verista do tema representado.

FOTOGRAFIA XEROCADA-(ANDY WARHOL)

Figura 29-Trabalho em fotografia xerocada e pintada com pincel hidrográfico

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ESCULTURA DO SÉCULO XX

Figura 30-Móbile

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MÓDULO 6 – O DESENHO DA CRIANÇA: ANÁLISE DO DESENHO DA CRIANÇA

Fase da garatuja ordenada: a criança faz passagem do movimento sinestésico, motor, ao imaginário, ou seja, representa o objeto concreto através de uma imagem gráfica. Distribui melhor os traços no papel. Anuncia o que vai fazer, descreve o que fez, relaciona o desenho com o que vê ou ouviu, sendo que o significado do seu desenho só é intelegível para ela mesma. 1° Desenho- Garatuja ordenada. Passa a olhar o que faz, começa a controlar o tamanho, a forma, a família com círculos, olhos e pernas.

Figura 31-Garatuja ordenada

Figura 32-Garatuja desordenada

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2° Garatuja desordenada. Essa criança coloca círculos na representação da família e muitos traços.

Figura 33-Fase pré-esquemática

3° Pré- Esquemática- Apresentação da família Mãe,Pai e ela cabeça grande em relação o corpo não possui formato, no corpo. Para os pés círculos, os braços os traços na horizontal e ela pequena em relação ao pai e a mãe.

Figura 34-Fase esquemática

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4° Esquemática- Representa a organização de uma cena todos em casa a figura do irmão maior depois o papai, mãe e ela, a imagem do rosto, corpo desproporcional, com pés, braços nas mãos e os animais.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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