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A condição Humana

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Published by: Bruno Sampaio on Dec 25, 2013
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI – UESPI CAMPUS CLÓVIS MOURA COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO DISCIPLINA: FILOSOFIA GERAL PROF.

ª ALMERINDA

BRUNO SAMPAIO SANTOS

RESUMO: “A CONDIÇÃO HUMANA”

TERESINA-PI 2013

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2005. pp.28-39.

De início, as autoras indagam sobre a natureza humana. Segundo elas, o ser humano não analisa as ideias que estão em suas afirmações usuais, em que podem ser descobertos alguns pressupostos teóricos. Dentre os quais a ideia de que não adianta tentar mudar o mundo, pensamento da imutabilidade dos fatos; assim como a ideia da predestinação, pensamento de isenção do livre arbítrio. O fato é que há uma distinção entre as espécies animais no que se refere ao uso ou não da inteligência como fator de flexibilidade dos atos. Enquanto os animais utilizam-se de instintos e reflexos para o estabelecimento das relações, os seres humanos são dotados de racionalidade, e a partir disso, são capazes de realizar atividades que fogem do padrão, ou seja, o homem é capaz de inovar, de improvisar, e claro, de criar e recriar. No entanto, estudos recentes mostram a atenuação das diferenças entre o homem e os animais. Um exemplo disso é a própria espécie dos chimpanzés, capaz de criar utensílios e de organizar-se em formas mais elaboradas de comunicação. Todavia, o ser humano não nasce com sua “inteligência” plenamente desenvolvida. Requer-se um processo de educação e socialização. Caso contrário, o indivíduo terá uma exclusão automática da sociedade, uma vez que não desenvolveu os artifícios básicos da comunicação e expressão. Segundo o livro, a individualidade humana é construída dentro da vivência social. E é justamente a dialética entre o social e o pessoal que irá orientar o percurso humano. Assim, é necessário ainda que se entenda o fato de que a inteligência usada para a sobrevivência humana é chamada “concreta”. Enquanto que a inteligência usada para o estabelecimento comunicativo, a própria linguagem, utilizando-se de símbolos, é conhecida como “abstrata”. E é a partir dessa necessidade de criar que o homem transforma o meio e, portanto, produz cultura e a recria. Além disso, para que se produza cultura é requerido o uso da linguagem simbólica, estabelecida pelo uso de signos simbólicos, aceitos por convenção pelo grupo social. Dessa forma, a linguagem humana propicia o desenvolvimento do trabalho, o que garante, portanto, um parâmetro para a distinção entre o ser humano e os animais. Um dos maiores problemas humanos é ainda a capacidade de conciliar tradição e ruptura, mudança e continuidade. O fato é que todo ato humano é regido pelo pensamento e pela ação. Dessa forma, o ser humano pode ir de encontro ao pré-estabelecido, diferentemente dos animais. O homem é, portanto, capaz de refletir-se em sociedade.
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As autoras defendem ainda, o fato de que é necessária a garantia dos direitos fundamentais ao ser humano. Para elas, ninguém nascido de seres humanos pode ser excluído da convivência social. E utilizando-se do pensamento de Kant, aprofundam o fato de que a dignidade humana precisa ser conservada como um fim em si mesmo, uma vez que ninguém é um meio para o quer que seja. Para tanto, o estudo antropológico é crucial para o entendimento da formação humana, sob diferentes ângulos. O fato é que a cultura humana, múltipla e variável no tempo e no espaço, passa por crises; e quando ocorrem, há o rompimento com antigas certezas ou verdades absolutas, como ocorreu na mudança de mentalidade mítica para filosófica na Grécia Antiga, além da evolução das ciências como produto da criação humana. Dessa forma, e com base antropológica, surgiram correntes para explicar a natureza humana. Dentre elas, a essencialista, defendida por Platão e Aristóteles, que defende o fato de a essência humana ser a mesma em diferentes tempos e lugares, e as diferenças são acidentes a serem corrigidos. Para outros, como Marx e Nietzsche, a corrente supracitada é falha, e passam a defender suas teorias em discordância com a tradição. Diferentes visões são aplicadas para o assunto. Segundo Platão, a realidade está no mundo das ideias. Enquanto que Aristóteles afirmava que todo ser era na atualidade sua forma em potência. E mais ainda, na Idade Média, Santo Tomás de Aquino afirmava que o ser estava de passagem na Terra. Vários são os críticos da corrente essencialista. Karl Marx, por exemplo, afirma que não há uma natureza humana universal. O homem é aquilo que ele produz, regido pelas condições econômicas. Kierkegaard e Nietzsche, por outro lado, apoiam a visão da concretude humana na realidade cotidiana. Atrelada a esses pensadores surgiu a fenomenologia, corrente fundada por Husserl, e defendida por Jean-Paul Sartre. Por fim, Sartre, representante do existencialismo francês, dizia que só os animais são “em si”, enquanto que o homem é o “ser para si”, e, portanto, dotado da consciência de si. Logo, o ser humano é capaz de construir a própria existência.

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