P. 1
Professor César Augusto Venâncio da Silva. FARMACOLOGIA V - TOMO II ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA.

Professor César Augusto Venâncio da Silva. FARMACOLOGIA V - TOMO II ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA.

|Views: 741|Likes:
CURSO, FARMACOLOGIA, VOLUME V TOMO II, ANATOMIA, FISIOLOGIA, HUMANA, APARELHO DIGESTIVO, INFUSÃO, INJEÇÃO, TEORIA MÉDICA, FARMACOCINÉTICA, FARMACODINÂMICA, MEDICINA, SAÚDE, UNIVERSIDADE ABERTA, PROFESSOR, CÉSAR, AUGUSTO, VENANCIO, DA, SILVA. JANEIRO, 2014, FORTALEZA, INESPEC, AUXILIAR.
LIVRO FARMACOLOGIA TOMO II PROFESSOR CÉSAR VENANCIO ANATOMIA 4a REEDIÇÃO
2014. QUINTA EDIÇÃO DA SÉRIE – REVISTA E AUMENTADA.
1ª. Edição do Volume V – TOMO II Editora Free Virtual. INESPEC – 2012 - Fortaleza-Ceará. Edição em Janeiro de 2014
Anatomia e Fisiologia
4ª. Reedição Aumentada.










Aos alunos do autor, chega a quarta reedição do livro Tomo II – Anatomia e Fisiologia, aumentada e revisada. As demais edições encontra-se assim distribuídas:
1 - (Aula especial tópico ensaio. Published by Cesar Augusto Venâncio Silva. Dec 15, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial - PDF, DOCX, TXT)
http://www.scribd.com/doc/191659914/aula-especial-topico-ensaio
2 - (SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA 2a. EDIÇÃO AULAS PARA O PERÍODO DE 1 A 21 DE DEZEMBRO FARMACOLOGIA CLÍNICA II TOMO II DO VOLUME - Cesar Augusto Venâncio Silva. SEGUNDA REEDIÇÃO AMPLIADA COM AULAS PARA O PERÍODO DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013 A 21 DE DEZEMBRO. Dec 16, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial)
http://www.scribd.com/doc/191746207/SERIE-FARMACOLOGIA-APLICADA-2a-EDICAO-AULAS-PARA-O-PERIODO-DE-1-A-21-DE-DEZEMBRO-FARMACOLOGIA-CLINICA-II-TOMO-II-DO-VOLUME-V
3 - (Published by Cesar Augusto Venâncio Silva - ANATOMIA DA VIA
Parenteral por injeção ou infusão. LIVRO FARMACOLOGIA TOMO II PROFESSOR CÉSAR VENÂNCIO ANATOMIA 21122013 - Dec 21, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial (PDF, DOCX, TXT):
http://www.scribd.com/doc/192841449/ANATOMIA-DA-VIA-Parenteral-por-injecao-ou-infusao-LIVRO-FARMACOLOGIA-TOMO-II-PROFESSOR-CESAR-VENANCIO-ANATOMIA-21122013
CURSO, FARMACOLOGIA, VOLUME V TOMO II, ANATOMIA, FISIOLOGIA, HUMANA, APARELHO DIGESTIVO, INFUSÃO, INJEÇÃO, TEORIA MÉDICA, FARMACOCINÉTICA, FARMACODINÂMICA, MEDICINA, SAÚDE, UNIVERSIDADE ABERTA, PROFESSOR, CÉSAR, AUGUSTO, VENANCIO, DA, SILVA. JANEIRO, 2014, FORTALEZA, INESPEC, AUXILIAR.
LIVRO FARMACOLOGIA TOMO II PROFESSOR CÉSAR VENANCIO ANATOMIA 4a REEDIÇÃO
2014. QUINTA EDIÇÃO DA SÉRIE – REVISTA E AUMENTADA.
1ª. Edição do Volume V – TOMO II Editora Free Virtual. INESPEC – 2012 - Fortaleza-Ceará. Edição em Janeiro de 2014
Anatomia e Fisiologia
4ª. Reedição Aumentada.










Aos alunos do autor, chega a quarta reedição do livro Tomo II – Anatomia e Fisiologia, aumentada e revisada. As demais edições encontra-se assim distribuídas:
1 - (Aula especial tópico ensaio. Published by Cesar Augusto Venâncio Silva. Dec 15, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial - PDF, DOCX, TXT)
http://www.scribd.com/doc/191659914/aula-especial-topico-ensaio
2 - (SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA 2a. EDIÇÃO AULAS PARA O PERÍODO DE 1 A 21 DE DEZEMBRO FARMACOLOGIA CLÍNICA II TOMO II DO VOLUME - Cesar Augusto Venâncio Silva. SEGUNDA REEDIÇÃO AMPLIADA COM AULAS PARA O PERÍODO DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013 A 21 DE DEZEMBRO. Dec 16, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial)
http://www.scribd.com/doc/191746207/SERIE-FARMACOLOGIA-APLICADA-2a-EDICAO-AULAS-PARA-O-PERIODO-DE-1-A-21-DE-DEZEMBRO-FARMACOLOGIA-CLINICA-II-TOMO-II-DO-VOLUME-V
3 - (Published by Cesar Augusto Venâncio Silva - ANATOMIA DA VIA
Parenteral por injeção ou infusão. LIVRO FARMACOLOGIA TOMO II PROFESSOR CÉSAR VENÂNCIO ANATOMIA 21122013 - Dec 21, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial (PDF, DOCX, TXT):
http://www.scribd.com/doc/192841449/ANATOMIA-DA-VIA-Parenteral-por-injecao-ou-infusao-LIVRO-FARMACOLOGIA-TOMO-II-PROFESSOR-CESAR-VENANCIO-ANATOMIA-21122013

More info:

Published by: Cesar Augusto Venancio Silva on Dec 27, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/15/2014

pdf

text

original

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA Formação em Auxiliar de Farmácia Hospitalar e Drogarias Volume V - TOMO II

Anatomia e Fisiologia

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1287

2014. QUINTA EDIÇÃO DA SÉRIE – REVISTA E AUMENTADA. 1ª. Edição do Volume V – TOMO II Editora Free Virtual. INESPEC – 2012 Fortaleza-Ceará. Edição em Janeiro de 2014

Anatomia e Fisiologia

4ª. Reedição Aumentada.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1288

Aos alunos do autor, chega a quarta reedição do livro Tomo II – Anatomia e Fisiologia, aumentada e revisada. As demais edições encontra-se assim distribuídas: 1 - (Aula especial tópico ensaio. Published by Cesar Augusto Venâncio Silva. Dec 15, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial - PDF, DOCX, TXT) http://www.scribd.com/doc/191659914/aula-especial-topico-ensaio 2 - (SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA 2a. EDIÇÃO AULAS PARA O PERÍODO DE 1 A 21 DE DEZEMBRO FARMACOLOGIA CLÍNICA II TOMO II DO VOLUME - Cesar Augusto Venâncio Silva. SEGUNDA REEDIÇÃO AMPLIADA COM AULAS PARA O PERÍODO DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013 A 21 DE DEZEMBRO. Dec 16, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial) http://www.scribd.com/doc/191746207/SERIE-FARMACOLOGIA-APLICADA-2aEDICAO-AULAS-PARA-O-PERIODO-DE-1-A-21-DE-DEZEMBROFARMACOLOGIA-CLINICA-II-TOMO-II-DO-VOLUME-V 3 - (Published by Cesar Augusto Venâncio Silva - ANATOMIA DA VIA Parenteral por injeção ou infusão. LIVRO FARMACOLOGIA TOMO II PROFESSOR CÉSAR VENÂNCIO ANATOMIA 21122013 - Dec 21, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial (PDF, DOCX, TXT): http://www.scribd.com/doc/192841449/ANATOMIA-DA-VIA-Parenteral-por-injecaoou-infusao-LIVRO-FARMACOLOGIA-TOMO-II-PROFESSOR-CESARVENANCIO-ANATOMIA-21122013

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1289

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA Formação em Auxiliar de Farmácia Hospitalar e Drogarias Volume V

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1290

Fortaleza-Ceará-2014

Especialista Professora Ray Rabelo – Presidente do INESPEC – Gestão 2013-2019. Jornalista Editora. Reg MTB-Ceará 2892. Apresentação. Esse Volume representa o Tomo II, da Série., e reafirmo a posição firmada anteriormente. O presente livro tem como base de formação teórica uma visão que se processa através de informações científicas e atualizadas, dando aos profissionais, no presente e no futuro oportunidades de revisão e fixação de aprendizagens sobre os fenômenos que classificam a compreensão da atividade de regulação de medicamentos, anatomia e fisiologia aplicada, farmacocinética e farmacodinâmica em suas várias dimensões. Essa série visa atingir os alunos do projeto universidade virtual OCW, onde o autor escreve e publica material didático para os alunos dos cursos de farmácia, biologia, psicologia e disciplinas do Curso de Medicina das Universidades que adotam o sistema OCW. O Consórcio Open Course Ware é uma colaboração de instituições de ensino superior e organizações associadas de todo o mundo, criando um corpo amplo e profundo de conteúdo educacional aberto utilizando um modelo compartilhado. Mais detalhes já se encontra descrito no Tomo I. No link seguinte, você pode acessar a integralidade desse

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1291

livro:

http://farmacologiatomo2rdm.blogspot.com.br/

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

http://farmacologiatomo1rdm.blogspot.com.br/

1292

http://farmacologiav5t1.blogspot.com.br/ Outros livros da série podem ser vistos nos links: http://inespeceducacaocontinuada.webnode.com/ http://radioinespec2013.yolasite.com/ A segunda edição está disponível na INTERNET no site: http://institutoinespec.webnode.com.br/. Podendo ser baixado diretamente no link: http://institutoinespec.webnode.com.br/livro-do-curso-de-farmacia-para-as-turmas-iii-eiv-/ Ou e: http://www.scribd.com/doc/125825298/Livro-Revisado-4-de-Fevereiro http://institutoinespec.webnode.com.br/livro-do-curso-de-farmacia-para-as-turmas-iii-eiv-/
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1293

A gestão do INESPEC agradece ao Professor César Augusto Venâncio da SILVA. Docente de Farmácia Aplicada e especializando em Farmacologia Clínica pela Faculdade ATENEU. Fortaleza-Ceará. 2013.Matrícula 0100.120.102201775, autor, o seu empenho em fortalecer as ações do instituto. Fortaleza, Janeiro de 2014. Boa sorte.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1294

Capítulo I Principiologia

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1295

Introdução. Os profissionais em formação a partir da linha ideológica deste e-book devem conhecer as vias de administração medicamentosa. Tais vias representam o caminho pelo qual uma substância interage com o organismo. A substância tem que ser transportada do ponto de entrada à parte do corpo onde deseja-se que ocorra sua ação. Uma substância é qualquer espécie de matéria formada por átomos de elementos específicos em proporções específicas. Cada substância possui um conjunto definido de propriedades e uma composição química. Elas também podem ser inorgânicas (como a água e os sais minerais)ou orgânicas (como a proteína, carboidratos, lipídeos, ácido nucleico e vitaminas). Composição química é o conjunto de moléculas dos elementos químicos constituintes de uma certa substância. A matéria que forma os seres vivos é constituída por átomos, assim, como as entidades não-vivas. Isso significa que a matéria viva está sujeita às mesmas leis naturais que regem o universo conhecido. Na matéria viva, porem,certos tipos de elemento químico sempre estão presentes em proporção diferente que da matéria não viva. Os átomos formam as moléculas,que formam os genes, que por sua vez formam o DNA, que deteriora-se depois da morte. Esta é a composição básica do DNA. Todo ser vivo possui, em sua matéria, os seguintes elementos químicos: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N), fósforo (P) e enxofre (S) ou silício (SI) , que ao lado de outros elementos que aparecem em menor escala, formam substâncias complexas que constituem os seres vivos, denominados compostos orgânicos, como os carboidratos, as proteínas, os lipídios, as vitaminas e os ácidos nucleicos. Os compostos ou moléculas orgânicas são as substâncias químicas que contêm na sua estrutura Carbono e Hidrogênio, e muitas vezes com oxigênio, nitrogênio, enxofre, fósforo, boro, halogênios e outros. Não são moléculas orgânicas os carbetos, carbonatos, bicarbonatos, cianetos, óxidos de carbono, assim como o carbono grafite, diamante e o fulereno.

Acetona - As moléculas orgânicas podem ser: Moléculas orgânicas naturais e Moléculas orgânicas artificiais.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1296

Moléculas orgânicas naturais: São as sintetizadas pelos seres vivos, denominadas biomoléculas, que são

estudadas pela bioquímica. Moléculas orgânicas artificiais: São substâncias que não existem na natureza e têm sido fabricadas pelo homem, como os plásticos. A maioria dos compostos orgânicos puros são produzidos artificialmente.

Glicose.- A linha que divide as moléculas orgânicas das inorgânicas tem originado polêmicas e historicamente tem sido arbitrária, porém,

geralmente os compostos orgânicos apresentam carbono ligado a hidrogênio, e os compostos inorgânicos não. Deste modo, o ácido carbônico é inorgânico, entretanto, o ácido fórmico, o primeiro ácido carboxílico, é orgânico. O anidrido carbônico e o monóxido de carbono são compostos inorgânicos. Portanto, todas as moléculas orgânicas contêm carbono, porém nem todas as moléculas que tem carbono, são moléculas orgânicas.

Síntese de Wohler. - A etimologia da palavra "orgânico" significa que procede de "organos", relacionada com a vida, em oposição ao inorgânico que teria o significado de tudo que carece de vida(Júlio César Lima Lira. Síntese Orgânica. InfoEscola. Página visitada em 06 de julho de 2013; Líria Alves. R7. Brasil Escola. Página visitada em 06 de agosto de 2013). As

propriedades farmacocinéticas de uma droga (isto é, as propriedades relacionadas a
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1297

absorção, distribuição e eliminação) são bastante influenciadas pela via de administração. O sucesso terapêutico do tratamento de doenças em humanos depende de bases farmacológicas que permitam a escolha do medicamento correto, de forma científica e racional. Mais do que escolher o fármaco adequado (ou o mais correto para cada caso clínico)visando reverter, atenuar ou prevenir um determinado processo patológico; o clínico, ao prescrever, também precisa selecionar o mais adequado às características fisiopatológicas, idade, sexo, peso corporal e raça do paciente. Como a intensidade dos efeitos, terapêuticos ou tóxicos, dos medicamentos depende da concentração alcançada em seu sítio de ação, é necessário garantir que o medicamento escolhido atinja, em concentrações adequadas, o órgão ou sistema suscetível ao efeito benéfico requerido. Para tal é necessário escolher doses que garantam a chegada e a manutenção das concentrações terapêuticas junto aos sítios moleculares de reconhecimento no organismo, também denominados sítios receptores. Se quantidades insuficientes estão presentes no sítio receptor, o medicamento pode parecer ser ineficaz mesmo sendo o mais correto para cada caso clínico, podendo até falsiar, assim, a eficácia do fármaco escolhido; em uma situação como esta, o fármaco pode ser descartado erroneamente, sendo que o sucesso terapêutico poderia ser alcançado se a dose e/ou o intervalo de administração (posologia) corretos fossem prescritos. Do mesmo modo, esquemas posológicos inapropriados podem produzir concentrações excessivas no sítio receptor, o que acarretaria a produção de toxicidade e, mais uma vez, o medicamento "certo" pode erroneamente ser descartado, por apresentar excessivas concentrações no organismo. No Volume V Tomo III teremos a oportunidade de estudar Farmacodinâmica e Farmacocinética.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1298

Referência Bibliográfica.
1. AÏACHE, J. M., DEVISSAGUET, S., GUYOT-HERMANN, A. M. Biofarmacia. México : El Manual Moderno, 1983. 2. ARANCIBIA, A., RUIZ,I., et al. Fundamentos de Farmacologia Clínica. Santiago de Chile: PIADE, Facudad de Ciencias Económicas y Administrativas de la Universidad de Chile, 1993. 3. FUCHS, F.D. e WANNMACHER, L. Farmacologia Clínica – Fundamentos da Terapêutica Racional, 2 ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998 4. GILLIES, H.C., ROGERS, H.J., SPECTOR, R.G., TROUCE,J.R. Farmacologia Clínica, 2ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989. 5. GOODMAN & GILMAN, A. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. 6. KATZUNG, B.G. Farmacologia Básica & Clínica 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. 7. ROWLAND, M., TOZER, T.N. Clinical Pharmacokinetics – Concepts and Applications. 3 ed. Philadelphia: Williams & Wilkins, 1995. 8. SHARGEL, L., and YU, A.B.C., Applied Biopharmaceutics and

Pharmacokinetics, 2 ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil Ltda, 1985. 9. WALKER, R., EDWARDS, C. (ed.), Clinical Pharmacy and Therapeutics New York: Churchill Livingston, 1994.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1299

Da Anatomia e Fisologia Aplicada.
Assim, iniciamos neste Tomo II com noções elementares de anatomia de forma aplicada. Por exemplo: vamos classificar as vias medicamentosas e derivando da classificação dar-se-á inicio a orientação descritiva da anatomia e fisiologia envolvida. Para entender e deter uma boa formação técnica nos objetivos anunciados nos livros Tomos I, II e III do Volume V, em relação a Anatomia e Fisiologia Aplicada temos que compreender que as vias de medicamentos podem ser: Tópica; Parenteral por injeção ou infusão; Parenteral - que não por injeção ou infusão; intraperitoneal infusão ou injeção na cavidade peritoneal, por. ex. diálise peritoneal; epidural - ou peridural - injeção ou infusão no espaço epidural, por. ex. anestesia epidural; intratecal -injeção por. ou ex. infusão no fluido anestesia

cerebroespinhal,

antibióticos,

espinhal ou anestesia geral. As razões expostas nesta inicial em relação a algumas vias de administração impõe o conhecimento da anatomia e fisiologia, são as vias que podem ser usadas tanto para propósitos tópicos quanto sistêmicos, dependendo das circunstâncias. Por exemplo, a inalação de drogas para asma visa agir sobre as vias aéreas (efeito tópico), enquanto que a mesma inalação, porém, de anestésicos voláteis visa agir sobre o cérebro (efeito sistêmico). Por outro lado, uma mesma droga pode produzir diferentes resultados dependendo da via de administração. Por exemplo, algumas drogas não são absorvidas significativamente na corrente sangüínea a partir do trato gastrointestinal e, por isso, sua ação após administração enteral é diferente daquela após administração parenteral. Isto pode ser ilustrado pela ação da naloxona, um antagonista de opiáceos como a morfina. A naxolona contra-ataca a ação do opiáceo, no sistema nervoso central, quando

administrado por via intravenosa e por isso é usada no tratamento de overdose de opiáceos. A mesma droga, porém, quando engolida, age exclusivamente no sistema digestivo; é assim usado para tratar constipações sob terapia da dor com opiáceos e não afeta o efeito de redução da dor causado pelo opiáceo.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1300

Assim, em termos anatômicos e funcionais como entender que: As vias enterais são geralmente a mais conveniente para o paciente, já que não há necessidade de se fazer punções ou utilizar procedimentos de esterilização? Por que os Medicamentos enterais são freqüentemente os mais preferidos para deficiências crônicas? Por que algumas drogas não podem ser administradas desta forma porque sua absorção no trato digestivo é baixa ou imprevisível? O que é, e por que a administração transdérmica é uma alternativa confortável; e que há, porém, somente algumas poucas preparações medicamentosas adequadas para a administração transdérmica? Quais e por que em situações graves ou nas medicinas de emergência e de tratamento intensivo, as drogas são muito freqüentemente administradas por via intravenosa? Fortalece as questões acima, a necessidade do profissional entender a anatomia e fisiologia para um exercício de conhecimento prático teórico de forma segura.

Conceitos. 1 – Anatomia. 2 – Fisiologia. Laboratório.
O professor César Augusto Venâncio da Silva, autor do e-book entende que é relevante as informações que seguem pois a implantação de cursos da área da saúde em IES requer a montagem e instalações de laboratórios para disciplinas básicas (anatomia, fisiologia, histologia). Tais laboratórios representam um dos maiores investimentos para Instituição, devido ao alto custo dos equipamentos. Os laboratórios despertam grande interesse nas Comissões de Avaliação Institucional do MEC, tanto na avaliação do curso quanto da Instituição. O projeto e a montagem desses laboratórios sendo executada por profissional da área, que tenha o conhecimento dos equipamentos
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1301

utilizados e do material de consumo, no momento do investimento inicial, faz diferença. Tendo em vista essas particularidades, justifico as informações aqui apresentadas. DOAÇÃO DE CORPOS. Programa de Doação Voluntária para Estudos Anatômicos. Diversas instituições acadêmicas, IES, integram o programa, são instituições que se destinam habilitar os futuros profissionais da área da saúde (Medicina, Odontologia, Enfermagem, Nutrição, Farmácia e Bioquímica, Terapia Ocupacional, Educação Física, Esporte, Ciências Fundamentais da Saúde, Psicologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia) na disciplina de Anatomia Humana. Existem várias implicações legais para ingressar no projeto citado. Como as instituições devem prezar pela excelência de ensino e embora haja a ampliação da tecnologia relacionada às imagens para uso educacional, a utilização do cadáver para efeitos didáticos, não deve ser ignorada e é imprescindível, uma vez que cirurgias, diagnósticos e prognósticos realizados pelos diferentes profissionais das áreas relacionadas à saúde, devem ser corretamente executados e interpretados. No entanto, o material humano para estudo, está cada vez mais raro de ser disponibilizado, o que compromete a qualidade do ensino oferecido. Por este motivo, a exemplo de como é realizado em outros países, incluímos aqui nesse livro o apoio para promover a campanha voluntária de corpo para o estudo anatômico, para que através dos corpos doados possamos continuar formando profissionais com elevado grau de conhecimento da Anatomia Humana para sua atuação profissional em toda nossa sociedade. O que é doar o corpo? Significa que após o seu falecimento o seu corpo não será enterrado nem cremado, mas sim ficará no nosso laboratório de Anatomia, será estudado pelos nossos alunos de graduação e pós-graduação, com todo o respeito e gratidão que merece, com isso melhoraremos a qualidade do nosso ensino, e dos futuros profissionais. Para não putrefar ou degenerar, são utilizadas substâncias químicas a base de glicerina, que conservam e mantém o corpo em condições ideais e seguras de manuseio. Alguma lei ampara a doação de corpo?

válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte para depois da morte. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo". Para doar o corpo é necessário que: Seja maior de 18 anos
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1302

Sim, de acordo com o Artigo 14 da Lei 10.406/2002 do Código Civil brasileiro: "é

e tenha a intenção de fazê-lo. Se for menor de 18 anos precisará do consentimento dos responsáveis legais. Existem gastos para o doador e sua família? Não existem gastos para o doador nem para seus familiares. Apenas se a família decidir fazer o velório, antes da doação (o que não impede que após as homenagens o corpo seja doado), os custos desse deverão ser pagos para a agência funerária contratada. Pode-se doar órgãos para transplante e meu corpo para estudo anatômico? Sim. A doação de órgãos para transplante será realizada anteriormente, assim que constatado o óbito e será utilizado para salvar vidas. Os órgãos e estruturas não doadas para transplante serão encaminhados ao departamento de Anatomia, depois de ser realizado o velório e serão utilizadas para o conhecimento, a aprendizagem dos futuros profissionais. Quanto tempo o corpo permanecerá no laboratório? Esse prazo é variável. Temos corpos há mais de 50 anos que contribuem para o ensino. O material humano é raro e rico em detalhes que permitem o enriquecimento do conhecimento. O que será feito com o corpo após o mesmo ser utilizado para estudos? Após ser completamente estudado e ter contribuído de forma magnífica ao desenvolvimento profissional dos alunos, este corpo ou parte dele será sepultado no jazigo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. Os familiares terão acesso ao corpo? Não. O acesso é permitido apenas aos alunos, professores e técnicos do laboratório do departamento de Anatomia. Algum tipo de doença ou idade impede de ser doador? Não há contra indicações para doações. Receberei alguma recompensa por doar meu corpo? Financeira não receberá, está estabelecido em lei. Como garantir que meu corpo será doado? Além de preencher os documentos e enviá-los ao departamento, é importante que você discuta e informe seus familiares sobre esta decisão, para que quando constatado o óbito, um dos familiares nos comunique e assim possamos proceder para receber o corpo. Caso os familiares não estejam de acordo com a decisão ou não nos informar, o desejo não será concretizado.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1303

Como proceder para ser um doador? Primeiro tenha certeza da sua escolha, informe seus familiares sobre sua decisão e, preferencialmente, em vida, preencha os documentos inseridos no livro, porém antes consulte a Faculdade de Medicina a que se destina o corpo, reconheça firma em cartório das assinaturas (doador e testemunhas), e envie uma via original para a Universidade escolhida, se estiver em São Paulo, o autor recomenda o: Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, Av: Prof Lineu Prestes, 2415, CEP: 05508-900 – Butantã, SP- SP.

ANEXO OS DOCUMENTOS:

1) Termo de Declaração de Vontade e Testemunho de Doação Voluntária de Corpo para Estudos Anatômicos (preencher 3 vias, reconhecer assinatura em cartório e nos enviar apenas uma via e arquivar as outras 2 vias).

2) Formulário de Registro do Doador Voluntário de Corpo Para Estudos Anatômicos (preencher apenas uma via e nos enviar via correio, juntamente com o Termo de Declaração de Vontade e Testemunho de Doação Voluntária de Corpo).

3) Termo de Declaração de Vontade de Doação Voluntária de Corpos/Membros por TERCEIROS para Estudos Anatômicos.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1304

Álbum Iconográfico Capítulo I

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1305

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1306

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1307

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1308

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1309

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1310

Anatomia.
No seu conceito mais amplo, a Anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. Um excelente e amplo conceito de Anatomia foi proposto em 1981 pela American Association of Anatomists: anatomia é a análise da estrutura biológica, sua correlação com a função e com as modulações de estrutura em resposta a fatores temporais, genéticos e ambientais. Tem como metas principais a compreensão dos princípios arquitetônicos da construção dos organismos vivos, a descoberta da base estrutural do funcionamento das várias partes e a compreensão dos mecanismos formativos envolvidos no desenvolvimento destas. A amplitude da anatomia compreende, em termos temporais, desde o estudo das mudanças a longo prazo da estrutura, no curso de evolução, passando pelas das mudanças de duração intermediária em desenvolvimento, crescimento e envelhecimento; até as mudanças de curto prazo, associadas com fases diferentes de atividade funcional normal. Em termos do tamanho da estrutura estudada vai desde todo um sistema biológico, passando por organismos inteiros e/ou seus órgãos até as organelas celulares e macromoléculas. A palavra Anatomia é derivada do grego anatome (ana = através de; tome = corte). Dissecação deriva do latim (dis = separar; secare = cortar) e é equivalente etimologicamente a anatomia. Contudo, atualmente, Anatomia é a ciência, enquanto dissecar é um dos métodos desta ciência. Seu estudo tem uma longa e interessante história, desde os primórdios da civilização humana. Inicialmente limitada ao observável a olho nu e pela manipulação dos corpos, expandiuse, ao longo do tempo, graças a aquisição de tecnologias inovadoras. Podemos ainda ampliar conceitos de escolas diversas: Anatomia é o estudo da estrutura, classificação do corpo humano, situação e relações das diferentes partes do corpo de animais ou plantas. O termo anatomia tem sua raiz etimológica na palavra grega ―Anatemnein‖ que quer dizer cortar sucessivamente. Dessa forma os estudos que supuseram o nascimento da anatomia como ciência se basearam nas descrições minuciosas da disposição das estruturas nos organismos depois de praticar cortes de cadáveres. Nesta anatomia incipiente não se contemplava nem a relação entre as distintas formas nem seu caráter

descritiva do ser vivo a tentativa de compreender e explicar suas formas e as relações entre estas, integrando neste conhecimento as transformações que vão sofrendo ao longo de sua existência e seus motivos. Definitivamente busca leis gerais que governem as
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1311

variável. O sucessivo avanço da anatomia supôs a passagem dessa fase meramente

gerações, as modificações e a manutenção das formas. Durante muito tempo, os conhecimentos sobre anatomia estavam levianamente baseados simplesmente no estudo de vegetais e de animais sem vida. Porém, para ter-se uma compreensão mais exata do termo, passou-se a estudar organismos que estivessem vivos passando-se assim a obter mais informações sobre a matéria como um todo. A anatomia também tem um

importante aspecto que a une à outra ciência, a filosofia dando nome a um campo da anatomia conhecido como anatomia funcional. A vida é estudada por varias ciências que são consideradas básicas para o estudo dos seres e a biologia é um desses campos que estão relacionados com a anatomia. Outro campo da ciência que está unido à anatomia é mais conhecido: a medicina. A anatomia é responsável pelo destrinche de todas as partes de um corpo, podendo ser ele animal ou vegetal. Estuda cada parte destes corpos minuciosamente para proporcionar informações valiosas que podem ser usadas para cura de enfermidades ou para desenvolver novas tecnologias para o melhoramento dos mesmos. Dentro destes estudos anatômicos podemos encontrar a averiguação de milhares de informações úteis e que dá a ciência uma maior possibilidade de desenvolvimento quanto à melhoria da qualidade de vida e resolução de problemas que podem ser solucionados com o estudo anatômico. A anatomia é de vital importância para adquirir informações sobre os estudos dos ossos, dos músculos, dos órgãos, etc.

NOMENCLATURA ANATÔMICA.
Como toda ciência, a Anatomia tem sua linguagem própria. Ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes dá-se o nome de Nomenclatura Anatômica. Com o extraordinário acúmulo de conhecimentos no final do século passado, graças aos trabalhos de importantes ―escolas anatômicas‖ (sobretudo na Itália, França, Inglaterra e Alemanha), as mesmas estruturas do corpo humano recebiam denominações diferentes nestes centros de estudos e pesquisas. Em razão desta falta de metodologia e de inevitáveis arbitrariedades, mais de 20000 termos anatômicos chegaram a ser consignados (hoje reduzidos a poucos mais de 5 000). A primeira tentativa de uniformizar e criar uma nomenclatura anatômica internacional ocorreu em 1895. Em sucessivos congressos de Anatomia em 1933, 1936 e 1950 foram feitas revisões e finalmente em 1955, em Paris, foi aprovada oficialmente a Nomenclatura Anatômica, conhecida sob a sigla de P.N.A. (Paris Nomina Anatomica). Revisões têm sido feitas, ao longo do tempo, já que a nomenclatura anatômica tem caráter dinâmico,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1312

podendo ser sempre criticada e modificada, desde que haja razões suficientes para as modificações e que estas sejam aprovadas em Congressos Internacionais de Anatomia. A última revisão criou a Terminologia Anatômica, que está atualmente em vigor. As línguas oficialmente adotadas são o latim (por ser ―língua morta‖) e o inglês (que se tornou a linguagem internacional das ciências), porém cada país pode traduzi-la para seu próprio vernáculo. Ao designar uma estrutura do organismo, a nomenclatura procura utilizar termos que não sejam apenas sinais para a memória, mas tragam também alguma informação ou descrição sobre a referida estrutura. Dentro deste princípio, foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os termos indicam: a forma (músculo trapézio); a sua posição ou situação (nervo mediano); o seu trajeto (artéria circunflexa da escápula); as suas conexões ou inter-relações (ligamento sacroilíaco); a sua relação com o esqueleto (artéria radial); sua função (m. levantador da escápula); critério misto (m. flexor superficial dos dedos – função e situação). Entretanto, há nomes impróprios ou não muito lógicos que foram conservados, porque estão consagrados pelo uso.

POSIÇÃO ANATÔMICA.
Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica). Deste modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na posição padronizada. Nela o indivíduo está em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para a frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente.

DIVISÃO DO CORPO HUMANO.
O corpo humano divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça corresponde à extremidade superior do corpo estando unida ao tronco por uma porção

cavidades torácica e abdominal; a cavidade abdominal prolonga-se inferiormente na cavidade pélvica. Dos membros, dois são superiores ou torácicos e dois inferiores ou

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1313

estreitada, o pescoço. O tronco compreende o tórax e o abdome com as respectivas

pélvicos. Cada membro apresenta uma raiz, pela qual está ligada ao tronco, e uma parte livre.

PLANOS DE DELIMITAÇÃO E SECÇÃO DO CORPO HUMANO.
Na posição anatômica o corpo humano pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, os quais, com suas intersecções, determinam a formação de um sólido geométrico, um paralelepípedo. Tem-se assim, para as faces desse sólido, os seguintes planos correspondentes: dois planos verticais, um tangente ao ventre – plano ventral ou anterior – e outro ao dorso – plano dorsal ou posterior. Estes e outros a eles paralelos são também designados como planos frontais, por serem paralelos à ―fronte‖; dois planos verticais tangentes aos lados do corpo – planos laterais direito e esquerdo e, finalmente, dois planos horizontais, um tangente à cabeça – plano cranial ou superior – e outro à planta dos pés – plano podálico – (de podos = pé) ou inferior. O tronco isolado é limitado, inferiormente, pelo plano horizontal que tangencia o vértice do cóccix, ou seja, o osso que no homem é o vestígio da cauda de outros animais. Por esta razão, este plano é denominado caudal. Os planos descritos são de delimitação. É possível traçar também planos de secção: o plano que divide o corpo humano em metades direito e esquerdo é denominado mediano. Toda secção do corpo feita por planos paralelos ao mediano é uma secção sagital (corte sagital) e os planos de secção são também chamados sagitais; os planos de secção que são paralelos aos planos ventrais e dorsais são ditos frontais e a secção é também denominada frontal (corte frontal); os planos de secção que são paralelos aos planos craniais, podálico e caudal são horizontais. A secção é denominada transversal.

TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO.
A situação e a posição das estruturas anatômicas são indicadas em função dos planos de delimitação e secção. Assim, duas estruturas dispostas em um plano frontal serão chamada de medial e lateral conforme estejam, respectivamente, mais próxima ou mais distante do plano mediano do corpo. Duas estruturas localizadas em um plano sagital serão chamado de anterior (ou ventral) e posterior (ou dorsal) conforme estejam,

dispostas longitudinalmente, os termos são superior (ou cranial) para a mais próxima ao plano cranial e inferior (ou caudal) para a mais distante deste plano. Para estruturas dispostas longitudinalmente nos membros empregam-se, comumente, os termos
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1314

respectivamente, mais próxima ou mais distante do plano anterior. Para estruturas

proximal e distal referindo-se às estruturas respectivamente mais próxima e mais distante da raiz do membro. Para o tubo digestivo empregam-se os termos orais e aborais, referindo-se às estruturas respectivamente mais próximas e mais distantes da boca. Uma terceira estrutura situada entre uma lateral e outra medial é chamada de intermédia. Nos outros casos (terceira estrutura situada entre uma anterior e outra posterior, ou entre uma superior e outra inferior, ou entre uma proximal e outra distal ou ainda uma oral e outra aboral) é denominada de média. Estruturas situadas ao longo do plano mediano são denominadas de medianas, sendo este um conceito absoluto, ou seja, uma estrutura mediana será sempre mediana, enquanto os outros termos de posição e direção são relativos, pois se baseiam na comparação da posição de uma estrutura em relação à posição de outra. Como bases para o nosso estudo verão a Anatomia e Fisiologia no homem fazendo algumas comparações com as vias medicamentosas, quando necessário. Temos que ter sempre a visão de que não iremos comparar Anatomia e Fisiologia Humana com a de animais. Se fizéssemos, estaríamos estudando a Zoologia. O corpo humano se mantém em equilíbrio com o meio ambiente através de seus vários sistemas (conjunto de órgãos que atuam com um mesmo objetivo). Os Sistemas Ósseo e Muscular, por exemplo, atuam na sustentação e movimentação do organismo através das várias articulações do nosso corpo que é revestido pelo Tegumento (pele nos vertebrados). O Sistema Digestivo é responsável pela transformação do alimento que, após ser absorvido no intestino, vai ser transportado pelo Sistema Circulatório que vai também transportar o oxigênio e o gás carbônico capturado e eliminado, respectivamente, pelo Sistema Respiratório. Circulando pelo sangue, os resíduos celulares serão filtrados nos rins e eliminados pelo Aparelho Excretor (urinário). Ainda para o perfeito funcionamento do organismo, participam o Sistema Sensorial (pele, visão, audição, olfato e gustação), Sistema Nervoso que atua principalmente através de nervos originando as rápidas modificações (ou

movimentações) de nosso organismo e o Sistema Endócrino (hormonal) que atua através de substâncias químicas - os hormônios - que vão originar as lentas modificações no organismo (você se lembra muito bem das "coisinhas" que, esperava que desenvolvessem logo - pêlos, pênis, seios, tonalidade de voz, etc. São todas alterações causadas por hormônios). Agora vamos lembrar algo que é fundamental para o equilíbrio do organismo e perpetuação da vida - o Sistema Reprodutor. Pelo que foi visto nessa introdução, é necessário uma integração de todos os sistemas para o perfeito funcionamento do organismo, ou seja, para o equilíbrio do meio interno. Todos os
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1315

sistemas que ajudam a manter o meio interno constante estão mantendo o que se denomina de Homeostasia. Essa tendência dos organismos à manutenção de um meio interno constante é o que se denomina de Homeostase (grego = HOMOIOS = igual; STASIS = permanente, constante). A Homeostase é, portanto, o equilíbrio dinâmico entre as funções do organismo. Atualmente, a Anatomia pode ser subdividida em três grandes grupos: Anatomia macroscópica, Anatomia microscópica e Anatomia do desenvolvimento. A Anatomia Macroscópica é o estudo das estruturas observáveis a olho nu, utilizando ou não recursos tecnológicos os mais variáveis possíveis, enquanto a Anatomia Microscópica é aquela relacionada com as estruturas corporais invisíveis a olho nu e requer o uso de instrumental para ampliação, como lupas, microscópios ópticos e eletrônicos. Este grupo é dividido em Citologia (estudo da célula) e Histologia (estudo dos tecidos e de como estes se organizam para a formação de órgãos). A Anatomia do Desenvolvimento estuda o desenvolvimento do indivíduo a partir do ovo fertilizado até a forma adulta. Ela engloba a Embriologia que é o estudo do desenvolvimento até o nascimento. A Anatomia Humana, a Anatomia Vegetal e a Anatomia Comparada também são especializações da anatomia. Na anatomia comparada faz-se o estudo comparativo da estrutura de diferentes animais (ou plantas) com o objetivo de verificar as relações entre eles, o que pode elucidar sobre aspectos da sua evolução. Fisiologia. ,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1316

Capítulo II ANATOMIA DA VIA Parenteral por injeção ou infusão.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1317

ANATOMIA DA VIA Parenteral por injeção ou infusão.
Nesse capítulo observamos os aspectos de biosegurança aplicada na produção de equipamentos médicos, o que nos leva a considerar a definição ampla de biotecnologia de uso de organismos vivos ou parte deles, para a produção de bens e serviços. Nesta

definição se enquadram um conjunto de atividades que o homem vem desenvolvendo em ampliação asos espectros de ação da ciencia, como a produção de alimentos fermentados (pão, vinho, iogurte, cerveja,

equipamentos médcios, e tratamento de saúde e outros). A biotecnologia esta muito em voga nas datas moderna como parte que faz uso da informação genética, incorporando técnicas de DNA recombinante.

A

biotecnologia

é

uma

protociencia

que

combina

disciplinas

tais

como genética, biologia molecular, bioquímica, embriologia e biologia celular, com

outras.

Segundo a Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, biotecnologia

significa ―qualquer aplicação tecnológica que use sistemas biológicos, organismos vivos ou derivados destes, para fazer ou modificar produtos ou processos para usos específicos.‖
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1318

aengenharia química, tecnologia da informação, robótica, bioética e o biodireito, entre

DECRETO FEDERAL Nº 2.519, DE 16 DE MARÇO DE 1998. Promulga

a

Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada no Rio de Janeiro, em 05 de junho de 1992.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 2.519, DE 16 DE MARÇO DE 1998. Promulga a Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada no Rio de Janeiro, em 05 de junho de 1992. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Constituição, CONSIDERANDO Diversidade Biológica que foi a Convenção pelo sobre

assinada

Governo

brasileiro no Rio de Janeiro, em 05 de junho de 1992; CONSIDERANDO que o ato multilateral em epígrafe foi oportunamente submetido ao Congresso Nacional, que o aprovou por meio do Decreto Legislativo nº 02, de 03 de fevereiro de 1994; CONSIDERANDO que Convenção em tela entrou em vigor internacional em 29 de dezembro de 1993;

depositou o instrumento de ratificação da Convenção em 28 de fevereiro de 1994, passando a mesma a vigorar, para

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1319

CONSIDERANDO que o Governo brasileiro

o Brasil, em 29 de maio de 1994, na forma de seu artigo 36, DECRETA: Art. 1º A Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada no Rio de Janeiro, em 05 de junho de 1992, apensa por cópia ao presente Decreto, deverá ser executada tão inteiramente como nela se contém. Art. 2º O presente Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 16 de março de 1998; 177º da Independência e 110º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Luiz Felipe Lampreia - Este texto não substitui o publicado no D.O.U de 17.3.1998. Download para anexo – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1998/anexos/and2519-98.pdf Conclusão. Biotecnologia é tecnologia baseada na biologia, especialmente quando usada na agricultura, ciência dos alimentos e medicina. A Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU possui uma das muitas definições de biotecnologia: "Biotecnologia define-se pelo uso de conhecimentos sobre os processos biológicos e sobre as propriedades dos seres vivos, com o fim de resolver problemas e criar produtos de utilidade." A biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção,

proteção do trabalhador, minimização de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados" (Teixeira & Valle, 1996). Podemos interpretar nas concepções da cultura da engenharia de segurança e da medicina do trabalho. a biossegurança é ainda "conjunto de medidas
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1320

técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes em ambientes biotecnológicos". Está centrada na prevenção de acidentes em ambientes ocupacionais. Fontes et al. (1998) já apontam para "os procedimentos adotados para evitar os riscos das atividades da biologia". Embora seja uma definição vaga, subentende-se que estejam incluídos a biologia clássica e a biologia do DNA recombinante. Estas definições mostram que a biossegurança envolve as relações tecnologia/risco/homem. O risco biológico será sempre uma resultante de diversos fatores e, portanto, seu controle depende de ações em várias áreas, priorizandose o desenvolvimento e divulgação de informações além da adoção de procedimentos correspondentes às boas práticas de segurança para profissionais, pacientes e meio ambiente. A engenharia de segurança estuda as causas e a prevenção de mortes

acidentais ou lesões. Historicamente, a engenharia de segurança não foi uma disciplina específica e unificada. Profissionais com variados títulos, descrições de trabalho, responsabilidades e níveis hierárquicos têm atuado no campo de engenharia de segurança, tanto na indústria como nas companhias de seguro. Os profissionais de segurança têm desempenhado diversas funções como: o desenvolvimento de métodos, procedimentos e programas de controle de acidentes ou de perdas; a comunicação de acidentes; e a medição e avaliação dos sistemas de controle de perdas e acidentes. Também cabe aos profissionais de segurança indicar as modificações necessárias para obter os melhores resultados na prevenção de acidentes. Atualmente, a ênfase do trabalho da engenharia de segurança inclui: prevenção e antecipação de riscos potenciais; a mudança de conceitos legais referentes à responsabilidade por produtos e negligência em design ou produção, a proteção do consumidor e o desenvolvimento de legislações e controles nacionais e internacionais nas áreas de segurança e saúde ocupacionais, controles ambientais, segurança em transportes, segurança de produtos, e proteção do consumidor. Medicina do trabalho ou medicina ocupacional é uma

especialidade médica que se ocupa da promoção e preservação da saúde do trabalhador. O médico do trabalho avalia a capacidade do candidato a determinado trabalho e realiza reavaliações periódicas de sua saúde dando ênfase aos riscos ocupacionais aos qual este trabalhador fica exposto. A ciência que estuda os acidentes e as doenças do trabalho e chamada de infortunística. Segurança e saúde ocupacional ou SSO é uma área

multidisciplinar relacionada com a segurança, saúde e qualidade de vida de pessoas no trabalho ou no emprego. Como efeito secundário a segurança e saúde ocupacional também protegem empregados, clientes, fornecedores e público em geral que possam
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1321

ser afetados pelo ambiente de trabalho. A gestão da segurança e saúde ocupacional pode ser definida como um conjunto de regras, ferramentas e procedimentos que visam eliminar, neutralizar ou reduzir a lesão e os danos decorrentes das atividades. A gestão de SSO pode fazer parte de um Sistema de Gestão (Gestão da Qualidade). Atualmente, os Sistemas de Gestão de SSO estão baseados em normas internacionais, tais como OHSAS 18001 e BS-8800. Uma das principais ferramentas dessa gestão é a gestão de riscos, que atua através do reconhecimento dos Perigos e da classificação dos Riscos (Risco Puro). Terminologia usual em Biossegurança. Aerossol. Aerossolização Alteração seletiva. Antissepsia. Assepse: ausência de infecção ou de material ou agente infeccioso. Assepsia. Bacteremia. Biofilme. Choque. Choque séptico. Colonização. Contágio mediato. Contágio por vetores. Contaminação.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1322

Desinfecção. Degermação. Descontaminação. Desinfestação. Doença endêmica. Doença epizoótica. Doença infecciosa. Doença pandêmica. Dose infecctiva. Epidemiologia da infecções. Esporocida ou esporicida. Ferida. Fômite. Gotícula de Flügge. Incidência. Infecção. Infecção cruzada. Infecção emergente. Infecção endógena. Infecção exógena.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1323

Infecção hospitalar ou nosocomial. Infectividade. Infestação. Limpeza. Pasteurização. Patogenicidade. Poliquimioterapia. Precauções universais. Prevalência. Prevalência. Quarentena. Quimioprofilaxia. Reservatório. Sanificação. Sepse. Soroprevalência. Superinfecção ou suprainfecção. Taxa ou índice específico de infecção. Taxa ou índice global de infecção. Taxa ou índice de infecção pós-operatória.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1324

Taxa ou índice de mortalidade por infecção hospitalar. Tendência secular, periódica e sazonal. Tuberculocida ou tuberculicida. Veículo. Virucida. Virulência.

Injeção pode se referir a técnica para se introduzir líquidos no organismo por meio de uma seringa. Trata-se de um dispositivo que pode ser feito em vidro, em metal ou em plástico, sendo esta primeira forma menos usual atualmente pela dificuldade adicional em se esterilizar a seringa. Assim, encontramos mais as descartáveis. Esta contém uma parte móvel, que seria o êmbolo, a qual contribui para uma variação de volume de um determinado líquido contido nesta. Seringa é um equipamento com uma agulha usado por profissionais da área da saúde (ou eventualmente por usuários de drogas) para inserir substâncias líquidas por via intravenosa, intramuscular, intracardíaca, subcutânea, intradérmica, intra-articular; retirar sangue; ou, ainda, realizar uma punção aspirativa em um paciente. Syrigx do grego, syringa do latim, significa caniço, canudo. Uma curiosidade é que a seringa hipodérmica foi criada pelo médico veterinário francês Tabourin (FERREIRA, A. B. H.

Fronteira, 1986. p.1 574; Síntese da História da Medicina Veterinária. Página visitada em 2013-13. De dezembro)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1325

Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova

Hipodérmica. Para uso médico há a agulha hipodérmica que é uma haste metálica ou plástica com um orifício que vai de uma extremidade a outra, para passagem de fluido. A espessura (calibre) é consoante a viscosidade do fluido e o calibre da veia ou artéria que se quer alcançar. Existem outras duas formas de uso além da intravenosa, que são subcutânea e intramuscular. superfícies Acucla, em latim ou agulha, é uma ferramenta utilizada para perfurar

1. INFORMAÇÕES TÉCNICAS 2. Cânula em aço inoxidável, siliconizada, atóxica e apirogênica. 3. Bisel trifacetado. 4. Comprimentos ideais para aspiração e administração de soluções. 5. Identificação dos calibres conforme Padrão Universal de Cores do canhão. 6. Embaladas individualmente em papel grau cirúrgicos. 7. Esterilizadas por Óxido de Etileno.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1326

8. Apresentação: caixa com 100 unidades.

Apresentação È composta de canhão, cânula e protetor, fabricados de acordo com as normas da ABNT. Possui bisel trifacetado e é siliconizada, permitindo punção e deslize suaves, buscando maior conforto ao usuário. Esterilizada com óxido de etileno, com validade de 5 (cinco) anos, a partir da data de fabricação, com a embalagem intacta. Composição e Material Canhão : fabricado em cores diversas que seguem padrão universal e identificam os calibres das agulhas(veja tabela de cores e equivalência). Permite acoplamento fácil e seguro ao bico das seringas luer slip ou luer lock, proporcionando segurança e eficácia no manuseio dos produtos. Para perfeita conexão no bico da seringa luer lock deve ser feito o encaixe correto e o rosqueamento até o final do bico, para a conexão do bico luer slip basta seguir as instruções abaixo: Protetor : até o momento do uso, protege a agulha de possíveis danos e garante a esterilidade do conjunto por cinco anos, além de garantir a centralização da cânula no canhão. Ambos são fabricados a partir da resina de polipropileno (PP), moldados em máquina específica de injeção plástica a qual é abastecida automaticamente por sugadores. Através de controles de pressão, velocidade e ciclo de injeção, a temperatura da resina
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1327

é elevada até a fusão completa do material. Neste caso tanto o protetor quanto o canhão são injetados dentro de moldes específicos e com perfeitos ajustes para a extração das peças. Cânula : é um tubo fabricado a partir de uma fita de aço inoxidável, que vem colado no canhão. A extremidade externa deste tudo é cortada de acordo com a finalidade de uso da agulha.

Embalagem Primária: em invólucro individual, esterilizada por óxido de etileno e submetida a todos ensaios físico-químicos e microbiológicos de acordo com as normas vigentes. Secundária: caixas com 100 unidades e caixas de transporte com 5.000 unidades. Descarte Seguro Após o uso, para evitar acidentes, utilize EPI´s que proporcionem o descarte seguro das agulhas, visando não só a segurança do profissional da saúde, assim como os profissionais da limpeza ou outra pessoa que possa ter contato com os resíduos. Recomendamos o uso de dispositivos seguros, registrados na ANVISA/MS, fabricados de acordo com os requisitos de boas práticas de fabricação. O EPI deve ainda ser de fácil manuseio, permitir a proteção da agulha antes do descarte e contribuir na diminuição de resíduos infectantes, minimizando assim o impacto ambiental que este resíduo representa. Agulhas Especiais

São indicadas para procedimentos de aspiração e irrigação nas áreas de odontologia, oftalmologia e veterinária. São também indicadas para a aspiração de medicamentos. Possuem corte de bisel diferente das agulhas hipodérmicas, visando facilitar o procedimento dos usuários.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1328

Podem ser retas ou anguladas: sem bisel ou com bisel de apenas um corte. Como todos seus componentes e etapas de montagem são feitas pela própria SR, podem atender demandas específicas, com tamanhos, calibres e formas diferenciados conforme especificações dos clientes. Agulha de irrigação SR - Na endodôntica é utilizado para injetar solução irrigante no interior do canal radicular. A agulha é fornecida separadamente e em embalagem individual que permite o profissional abrir e descartar na frente do paciente. A SR possui diversos calibres inclusive calibres reduzidos entre 27 e 30 G (Gauge), sem bisel e angulada que permite conectar ao carpule da seringa manualmente sem exigir exija força extrema para a conexão e movimentação do êmbolo. Agulha de aspiração SR- A agulha de aspiração endodôntica SR é utilizada para remover solução irrigante do interior do canal radicular. Geralmente, os sistemas de aspiração são compostos por cânulas de aspiração em diversos tamanhos sem bisel para adaptar ao sistema de sucção do consultório odontológico. É importante que as cânulas não contenham bisel e que sejam fornecidas em diferentes diâmetros. As técnicas mais comuns são: Injeção intravenosa. Injeção intramuscular.

Demonstração típica de terapia intravenosa Terapia intravenosa (IV) é uma via de administração que consiste na injeção de agulhas ou catéter contendo princípios ativos, vacinas ou hemoderivados nas veias periféricas dos membros superiores. Não existe absorção nesta via de administração, pois a droga cai diretamente na corrente sanguínea, não podendo assim ser revertida. É um meio

para fármacos que não podem ser aplicados por via intramuscular ou subcutânea, quando o objetivo é o início rápido de ação ou quando a via oral não é possível por intolerância à medicação (como vômitos e dor de estômago) ou por condição que reduza
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1329

ótimo de administrar medicamentos, pela velocidade e eficiência. É a via de preferência

a absorção do medicamento (como diarréia). Água destilada aplicada via intravenosa é fatal devido à lise de hemácias Injeção intramuscular ou via intramuscular é a injeção de uma substância diretamente dentro de um músculo, onde a substância fica armazenada em profundidade. Na injeção no glúteo, a localização da picada é exatamente dois dedos acima da prega glútea (divisão entre as duas partes das nádegas), no quadrante superior externo, evitando assim o risco de acertar o nervo ciático. O músculo deltóide pode ser utilizado para pequenas doses de até três mL. Em lactantes e crianças é comum a utilização do músculo vasto lateral da coxa (GARCÍA, María Inarejos. Enfermería pediátrica. ISBN 978-84-458-1399-7. pag.332; AMATO, Alexandre Campos Moraes. Procedimentos Médicos - Técnica e Tática. São Paulo: Roca, 2008. pag. 31; Schellack, Gustav. Farmacologia na prática clínica da área da saúde. São Paulo: Fundamento, 2006). Nota do Autor. Processo produtivo verticalizado. O processo produtivo das seringas SR demonstra ser moderno e automatizado desde o recebimento da matéria prima até o produto final, observamos os seguintes padrões de produção: Área de injeção plástica. A sala controlada possui classificação higiênica conforme a norma federal Satnder 209E classe 10.000, funciona com filtros absolutos, garantindo total retenção de partículas. A matéria prima é injetada em máquinas automáticas, com controle computadorizado e através de um moderno sistema de alimentação pôr sucção. Os moldes são de altíssima precisão, fabricados na Suíça. O acesso ao ambiente é prescindido de todos os cuidados para se evitar contaminação bacteriológica e a introdução de material particulado. Nesta área é feita a injeção de: pistão em borracha termoplástica látex free; hastes em polietileno de alta densidade e cilindro fetio em polipropileno com transparência plus produção. Montagem.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1330

Totalmente

automatizada

a

área

de

montagem conta com modernos equipamentos que asseguram confiabilidade e precisão. Os dispositivos dos sensores especiais são responsáveis pela verificação de cada operação, garantindo a qualidade do produto. Controle de qualidade. O controle de qualidade é garantido pelas BPF _ Boas Práticas de Fabricação - e ISSO 9002. A revisão é feita pôr amostragem, conforme NBR 5426. Embalagem. Todos os produtos são embalados e isentos de quaisquer partículas, em papel grau cirúrgico e filme termoplástico, após o que são submetidos aos mais eficientes processo de esterilização. As seringas são embaladas em embalagens com cores diferenciadas e possuem etiquetas de controle de qualidade e estoque. Caixas de Insulina. Caixa 1ml. 3 ml. Caixa 3ml. 3 ml. Caixa 5ml. 5 ml. Caixa 10ml. 10 ml. Caixa 20ml. 20 ml. Caixa 60ml.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1331

As caixas de embalagem das seringas são apresentadas com sua rotulagem em cores diferenciadas, de acordo com seu calibre. ORIENTAÇÕES PARA ARMAZENAMENTO. Observar as orientações das caixas; Armazenar conforme as cores, separando os calibres; Observar e armazenar na ordem cronológica da etiqueta de controle; Expedir na ordem cronológica das etiquetas de controle; Expedir na ordem cronológica das notas fiscais. Esterilização.

Após a embalagem, os produtos passam pela

Esta etapa é totalmente acompanhada pôr registros gráficos. A esterilização, que é feita a gás ETO, aliada às embalagens primária e secundária dos produtos, garantem sua esterilidade por 5 (cinco) anos.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1332

esterilização final, através de um processo moderno e rigoroso de controle de qualidade.

Análise Microbiológica. Os ensaios físicos, testes de esterilidade, toxicidade e determinação de virógenos são feitos em laboratório próprio, acompanhados pelo responsável técnico, antes da liberação do produto. Produto final. Resultado de um moderno e rigoroso processo de fabricação, os produtos SR oferecem o que há de melhor para seus consumidores. Armazenamento

O armazenamento é feito em amplo depósito, respeitando-se a quarentena Expedição. A expedição com docas de acesso facilita e agiliza os processos de expedição das cargas. Notas Técnicas. Norma federal Satnder 209E classe 10.000.

Referência com preservação de direitos autorais da Sociedade Escocesa de Controle de Contaminação. Os objetivos do S2C2 como previsto na sua

constituição são: avançar na educação do público em matérias relacionadas com a prática e a ciência de controle de contaminação; auxiliar no desenvolvimento
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1333

do controle de contaminação para o benefício do público, não só para o avanço da educação do público, mas também para a promoção de sua saúde; auxiliar na padronização de métodos eficazes de controle de contaminação. As salas limpas são classificadas com a limpeza do seu ar. O método mais facilmente entendido e é universalmente aplicável foi sugerido nas versões anteriores (A, B, C e D) de Norma Federal 209, em que o número de partículas iguais ou maiores do que 0,5(1*) mm são medidos em um pé cúbico de ar e essa contagem é utilizada para classificar o quarto. A versão mais recente 209E aceitou uma nomenclatura métrica. (1*) Subnota Técnica. Sistema Internacional de Unidades (sigla SI, do francês Système international d'unités) é a forma moderna do sistema métrico e é geralmente um sistema de unidades de medida concebido em torno de sete unidades básicas e da conveniência do número dez. É o sistema mais usado do mundo de medição, tanto no comércio todos os dias e na ciência. O SI um conjunto sistematizado e padronizado de definições para unidades de medida, utilizado em quase todo o mundo moderno, que visa a uniformizar e facilitar as medições e as relações internacionais daí decorrentes. Observação. Um nanômetro (ou nanômetro), milimícron ou milimicro é a subunidade do metro, correspondente a 1×10−9 metro, ou seja, um milionésimo de milímetro ou um bilionésimo do metro. Tem como símbolo nm. A forma não acentuada da

palavra, nanômetro, tem sido defendida como sendo a correta, contudo, não está atualmente presente em qualquer dicionário da língua portuguesa. É uma unidade de comprimento do SI, comumente usada para medição de comprimentos de onda de luz visível (400 nm a 700 nm), radiação ultravioleta, radiação infravermelha e radiação gama, entre outras coisas. Notas exemplificativas: 1 nm = 1000 pm; 1000 nm = 1 µm. Picômetro << nanômetro << micrometro (Referências Bibliográficas Suplementar: HOUAISS, Antônio; nanómetro in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa p. 5709; Lisboa; Temas e Debates; 2005; O Livro Preparacao & Revisão de - Google

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1334

Livros. books.google.pt. Página visitada em 14.12.2013; Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. ciberduvidas.pt. Página visitada em 14.12.2013).

Unidade de medida. Está definido como um milésimo do metro (1 × 10−3 m ou1⁄1000 m), sendo assim o seu terceiro submúltiplo. Sua abreviatura é mm. Exemplos de sua interpretação: Na fabricação mecânica, os planos construtivos das peças que se mecanizam vão cotados em milímetros, e a tolerância das cotas se expressam em décimas, centésimas ou milésimas de milímetro; O milímetro é a unidade de medida para as precipitações. Embora a chuva medida corresponde a uma unidade de volume e não de longitude, a expressão desta medida se baseia na quantidade de chuva caída sobre uma área de um metro quadrado. A altura deste volume corresponde à medição da precipitação em milímetros, ou seja, 1(Um) mm de precipitações significa que em uma área de um m² caiu um litro de água de chuva. Atenção para suas equivalências:
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

1.000.000 nm; 1.000 µm; 0,1 cm; 0,01 dm; 0,001 m; 0,0001 dam; 0, 00001 hm; 0, 000001 km.

Federal 209 Padrão.

Esta norma foi publicada pela primeira vez em 1963 nos EUA e intitulado "salas limpas e Estação de Trabalho Requisitos, ambientes controlados". Ele foi revisto em 1966 (209A), 1973 (209B), 1987 (C), 1988 (D) e de 1992 (E). Está disponível a partir de:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1335

Instituto de Ciências Ambientais 940 Médio Northwest Highway Mount Prospect Illinois, 60056 EUA Tel: 0101 708 255 1561 Fax: 0101 708 255 1699 e-mail: Instenvsci@aol.com As classificações de salas limpas dadas nos anteriores 209 versões são mostrados na Tabela 2. No novo 209E as concentrações na sala foram dadas em unidades métricas, ou seja, por m ^ 3 e as classificações da sala definido como o logaritmo da concentração no ar de partículas ³ 0,5 milímetros por exemplo, uma sala de classe M3 tem um limite de partículas para partículas ³ 0,5 milímetro de 1000 / m ^ 3. Isto é mostrado na Tabela 3. Tabela 2 Limites Norma Federal 209D Classe MEDIDA - Tamanho de partícula (micrômetros) CLASSE 0,1 1 10 100 1000 10.000 100.000 35 350 NA NA NA NA 0,2 7.5 75 750 NA NA NA 0,3 3 30 300 NA NA NA 0,5 1 10 100 1000 10.000 100.000 5 NA NA NA 7 70 700

Tabela 3 Federal Padrão 209E Airborne Particulate Limpeza Classes Nome Classe da

0,1 milímetros 0,2 milímetros 0,3 milímetros 0,5 milímetros 5m m Desconto Desconto Desconto Desconto Desconto

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1336

Limites da Classe

Unidades SI M1 1,5 M M2 M 2.5 M3 M 3.5 M4 M 4.5 M5 M 5.5 M6 M 100 100 10 1 Inglês (M 3) 350 ^ (Ft 3) 9.91

Unidades ^ (M 3) 75,7 265 757 ^ (Ft 3) 2.14 7,50 21,4

Unidades ^ (M 3) 30,9 106 309 ^

Unidades (Ft 3)

Unidades ^ (M 3) ^ (Ft 3) 7,00 ^

(Ft ^ 3) (M ^ 3) 0.875 10.0 3,00 8.75 35,3 100 353 1 000 3 530

0,283 1,00 2,83 10.0 28,3 100 -

1 240 35,0 3 500 99,1 12 400 350 35 000 991 -

2 650 75,0 7 570 214 26 500 750

1 060 30,0 3 090 87,5 10 600 300

75 700 2 140 30 900 875 -

10 000 283

1 000 -

35 300 1 000 247 100 000 353 000 1 000 3 000 000

-

-

-

-

-

-

2 830 618

17,5

10 000 -

-

-

-

-

-

10 000 2 470 70.0

-

-

-

-

-

-

28 300 6 180 175

6.5 000 M7

-

-

-

-

-

-

350 100 000

24 700 700

-

-

-

-

-

-

10 000 283 000 000

61 800 1 750

Com um pouco de reflexão pode ser apreciado que o nível de contaminação do ar de uma determinada sala limpa é dependente das atividades de geração de partículas acontecendo no quarto. Se uma sala está vazia, uma concentração muito baixa de

filtro de alta eficiência. Se a sala tem equipamentos de produção na mesma e operacional, haverá uma maior concentração de partículas, mas as maiores concentrações irá ocorrer quando a sala está em plena produção. A classificação do quarto de acordo com FS 209D pode, portanto, ser realizada quando o quarto é:
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1337

partículas pode ser alcançada, isso reflete de perto a qualidade do ar fornecido pelo

(A) como construído, ou seja, completo e pronto para operação, com todos os serviços relacionados e funcional, mas sem equipamentos de produção ou pessoal de operação. (B) em repouso, ou seja, completa, com todos os serviços funcionando e com o equipamento instalado e operável ou operação, conforme especificado, mas sem pessoal na instalação. (C) operacional, isto é, em funcionamento normal, com todos os serviços funcionando e com equipamentos e pessoal, se for o caso, o presente eo desempenho de suas funções normais de trabalho na instalação. Federal Standard 209 é um documento que dá, principalmente, sobre os limites de partículas no ar que são necessários para especificar a qualidade de ar de salas limpas e também dá os métodos utilizados para verificar o que as concentrações estão presentes. Ele não dá qualquer informação sobre como uma sala limpa deve ser operado. Esta informação tinha sido incluído em uma série de práticas recomendadas que são escritos pelo mesmo Instituto, como escreveu o Federal Standard 209, ou seja, o Instituto de Ciências Ambientais. Alguns dos RP de que são de especial interesse para aqueles que testar e correr salas limpas são discutidos mais adiante neste documento. Padrão Britânico 5295:1989 Esta BSI 389 Londres Tel Fax 0181 996 7400 A norma britânica é dividida em cinco partes. Estes são os seguintes: 0181 Chiswick W44 996 High norma está disponível em: Standards Road AL 9000

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1338

Parte 0 - Introdução Geral e termos e definições para salas limpas e aparelhos de ar limpo. (4 páginas) Parte 1 - Especificação para salas limpas e aparelhos de ar limpo. (14 páginas) Parte 2 - Método para especificar a concepção, construção e comissionamento de salas limpas e aparelhos de ar limpo. (14 páginas) Parte 3 - Guia de procedimentos operacionais e disciplinas aplicáveis a salas limpas e aparelhos de ar limpo. (6 páginas). Parte 4 - Especificação para monitorar salas limpas e aparelhos de ar limpo para provar a conformidade contínua com a BS 5295. (10 páginas) Os conteúdos das partes acima referidas são como se segue: Parte 0 - "Introdução Geral, termos e definições para salas limpas e aparelhos de ar limpo ' As definições foram reunidas e apresentadas nesta seção. Esta parte também fornece uma introdução básica para as principais partes da norma, especialmente para aqueles não familiarizados com salas limpas ou o padrão em si. Parte 1 - "Especificação para salas limpas e aparelhos de ar limpo ' A Norma contém dez classes de limpeza ambiental. Mostrados na Tabela 4 são as classes estabelecidas na norma. Todas as classes têm contagem de partículas especificadas para pelo menos duas faixas de tamanho das partículas para fornecer confiança adequada sobre a faixa de tamanho de partícula relevantes para cada classe. Algumas classes de quartos, com exceção de partículas de 0,3 milímetros, tem uma especificação idêntica.Por exemplo, Classe F é equivalente a Classe E, exceto para a especificação de partículas 0,3 milímetros. Isso é proposital, pois muitos usuários, por exemplo, fabricação de produtos farmacêuticos, não querem ser associados com a pequena tecnologia de partículas que não é apropriado para sua indústria.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1339

Tabela 4 BS 5295 classes de limpeza ambiental O número máximo permitido de partículas Área Diferença de pressão

por m ^ 3 (igual a, ou maior do que, o máxima de mínima * tamanho indicado) Classe de 0,3 0,5 5 10 25 piso por

posição de Entre áreas Entre área m salas para as e não a e áreas classificad adjacentes áreas de classificaçã o inferior

milímetro milímetro milímetro m milímetro amostrage classificad classificad s s m s

limpeza s ambient al

limpas (m as ^ 2) (PA)

(Pa) C D E F G H J 100 1 000 10 000 NS 35 350 3 500 3 500 0 0 0 0 200 200 NS NS NS NS NS NS NS NS 0 NS 0 NS 45 0 0 K NS 3 000 500 20 000 4 500 50 0 L NS NS 200 000 45 5 000 00 M NS NS NS 45 50 000 0 00 50 10 NA 50 10 10 50 15 10 10 10 10 25 25 25 25 15 15 15 15 15 15 15 10 10 10 10 10 10 10

100 000 35 000 NS NS 35 000

350 000 2 000

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

BS 5295:1989 identifica três estados de operação semelhante ao FS208E:

1340

0

Como construído - a conclusão, antes de se mudar; Não tripulado - operacional, mas não está em uso; Tripulado - em uso operacional total; Também dado na especificação da parte 1 são outros requisitos para salas limpas para cumprir. Estes são os seguintes: Diferença mínima de pressão entre a sala limpa e áreas adjacentes (ver Tabela 4); Vazamento de teste de instalação do filtro; Liberdade de vazamento de juntas de construção ou aberturas. Testando para satisfazer os requisitos da Parte 1 da norma britânica é discutido mais adiante neste documento em que a seção que trata do teste e validação de salas limpas. Parte 2 - "Método para especificar a concepção, construção e comissionamento de salas limpas e aparelhos de ar limpo ' Uma consideração importante na reescrita da BS 5295 foi o de garantir a sua utilidade como uma compra e especificação operacional e como documentação de apoio para um contrato. Parte 2 foi, pois, reestruturada em um formato que permite que um comprador para especificar que tipo de quarto ou o dispositivo é necessária e, se pertinente, como é para ser alcançado. Para ajudar com o seu uso como parte da documentação contratual que tenha sido concedido o estatuto de especificação, ou seja, é obrigatório. Parte 3 - "Guia de procedimentos e disciplinas operacionais aplicáveis para salas limpas e aparelhos de ar limpo ' Isso incorpora a orientação para as que estabelecem os procedimentos para o pessoal, operações de limpeza, roupas e lavagem de roupa. Parte 4 - "Especificação para monitorar salas limpas e aparelhos de ar limpo para provar a conformidade contínua com a BS 5295: Parte 1 ' Padrões para salas limpas e equipamentos de ar limpo há muitos anos as classes de limpeza definido e como eles devem ser avaliados. No entanto, nunca houve qualquer exigência para testar uma sala limpa em qualquer ponto do seu freqüentemente muito longo tempo de vida, a não ser no momento da entrega do fornecedor para o comprador. Uma vez aceite do fornecedor, a instalação, em seguida reembolsado seu
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1341

custo de capital, ao longo de um ciclo de vida de dez a vinte anos, às vezes sem nunca ter sido testado. No entanto, durante este período, os clientes foram fornecidos com os produtos que foram declarados de ser "produzido na classe X '. Isso não pode ser o caso. Os ensaios especificados são aqueles contidos na Parte 1, proporcionando, assim, uma continuidade de volta para a especificação de compra original. Os intervalos entre os testes estão relacionados com a classe de quarto ou dispositivos e são dadas mais adiante neste manual, em que a seção relativa à validação e teste de salas limpas. Norma ISSO. Devido ao grande número de padrões para salas limpas produzidos pelos diversos países é muito desejável que um padrão de classificação de sala limpa de todo o mundo é produzido. A Organização Internacional de Normalização está produzindo tal documento. Por causa do número de países envolvidos e os problemas com a tradução, pode ser mais de um ano antes de ser publicado. No entanto, é pouco provável que seja diferente da tabela 5. Tabela 5. ISO 209 aulas no ar partículas de limpeza selecionados para salas limpas e zonas limpas. números Limites de concentração máxima (partículas / m ^ 3 de ar) para partículas (N) iguais ou maiores do que os tamanhos considerados mostrados abaixo 0,1 milímetros ISO 1 ISO 2 3 ISO ISO 4 ISO 5 ISO 6 ISO 7 10 100 1 000 10 000 100 000 1 000 000 0,2 milímetros 2 24 237 2 370 23 700 237 000 10 102 1 020 10 200 102 000 4 35 352 3 520 35 200 352 000 8 83 832 29 0,3 milímetros 0,5 milímetros 1m m 5,0 milímetros

8 320 293 83 200 2 930

ISO 8

3 520 000

832

29 300

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1342

000 ISO 9 35 200 000 8 320 293 000 000

A tabela é derivada a partir da seguinte fórmula:

onde: Cn

representa a concentração máxima (em partículas / m ^ 3 de ar) de partículas em suspensão que são iguais ou maiores do que o tamanho de partícula considerada. Cn é arredondado para o número inteiro mais próximo. N é o número de classificação ISO, que não deve exceder o valor de 9. Números de classificação intermédia ISO pode ser especificada, com 0,1 a menor incremento permitido de N. D é o tamanho de partícula considerada em m m. 0,1 é uma constante com uma dimensão de m m. A Tabela 5 mostra uma passagem para os velhos FS 209 classes como por exemplo ISO 5 é equivalente à idade FS 209 Classe 100. A norma também dá um método pelo qual o desempenho de uma sala limpa pode ser verificado locais de amostragem, ou seja, o volume da amostra, etc. Estes são semelhantes aos FS 209. Ele também inclui um método para definir um quarto usando partículas fora da gama de tamanhos indicados no quadro 5. As partículas menores (ultra elevada) será de uso especial para a indústria de semicondutores e as grandes (5m ³ m partículas macro) será de uso em indústrias, tais como partes da indústria de dispositivos médicos, onde as partículas pequenas não são de importância prática. Fibras também pode ser usado. O método empregado com partículas macro é usar o formato: «M (a, b), c ' onde um é o máximo permitido de concentração / m ^ 3 b é o diâmetro equivalente. c é o método de medição especificado. Um exemplo seria o 'M (1 000; 10m m a 20m m); impacto em cascata seguido de dimensionamento microscópica e contagem. Farmacêuticas/ salas limpas Classification. O mais recente conjunto de normas para a Europa entrou em funcionamento em 1 de Janeiro de 1997. Isso está contido em um "Revisão do Anexo ao Guia da UE para Boas

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1343

Práticas de Fabricação-Fabricação de Medicamentos estéreis. O que se segue é um extrato das informações no padrão que é relevante para o projeto de salas limpas: 'Geral - A fabricação de produtos estéreis deve ser realizada em áreas limpas, cuja entrada deve ser através de câmaras pressurizadas para o pessoal e / ou de equipamentos e materiais. Limpar as áreas deve ser mantida a um nível de limpeza adequado e fornecido com ar que passou através de filtros com uma eficiência adequada. As várias operações de preparação do componente, a preparação do produto de enchimento e deve ser levada a cabo em zonas separadas dentro da área limpa. As operações de fabrico são divididos em duas categorias: em primeiro lugar aqueles em que o produto é esterilizado, e em segundo lugar, os quais são realizados de forma asséptica em algumas ou todas as etapas. Áreas limpas para a fabricação de produtos estéreis são classificadas de acordo com as características exigidas do meio ambiente. Cada operação de fabricação exigia um nível de limpeza ambiental adequada no estado

operacional, a fim de minimizar os riscos de partículas ou contaminação microbiana do produto ou materiais que estão sendo manipulados. A fim de cumprir "em operação" condições estas áreas devem ser projetados para atingir certos níveis de ar de pureza indicadas no "em repouso" estado de ocupação. O estado "em repouso" é a condição em que a instalação está completa, com equipamentos de produção instalada e operacional, mas sem pessoal de operação atual. O estado "em funcionamento" é a condição em que a instalação

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1344

está a funcionar no modo de operação definido com o número especificado de pessoal que trabalha. Para o fabrico de medicamentos esterilizados, normalmente quatro classes podem ser distinguidos. Grade A: A zona local para operações de alto risco, por exemplo, zona enchimento, tigelas de rolha, ampolas e frascos abertos, fazendo conexões

assépticas. Normalmente, tais condições são fornecidos por uma estação de trabalho de fluxo laminar de ar. Sistemas de fluxo de ar laminar deve proporcionar uma velocidade de ar homogénea de 0,45 m / s + / - 20% (valores indicativos) na posição de trabalho. Grau B: Em caso de preparação asséptica e enchimento, o ambiente de fundo para grau A zona. Graus C e D: áreas limpas para a realização de estágios menos críticas na fabricação de produtos estéreis. A classificação de partículas em suspensão para estas classes é dada na tabela seguinte. o número máximo permitido de partículas / m ^ 3, igual ou acima Grau em repouso (b) 0,5 m m A B (a) C (a) 3 500 3 500 350 000 5m m 0 0 2 000 20 000 em operação 0,5 m m 3 500 350 000 3 500 000 não definido (c) 0,5 m 0 2 000 20000 não definido (c)

D (um) 3 500 000

Notas:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1345

(A) A fim de alcançar a B, C e D, os graus de ar, o número de trocas de ar deve estar relacionado com o tamanho da sala e o equipamento e pessoal presente na sala. O sistema de ar deve ser fornecido com filtros adequados, tais como HEPA por graus A, B e C. (B) A orientação dada para o número máximo permitido de partículas no "em repouso" condição corresponde, aproximadamente, para os EUA Federal Standard 209E e as classificações ISO da seguinte forma: classes A e B correspondem a classe 100, M 3.5, ISO 5; grau C com classe 10 000, M 5.5, ISO 7 e grau D com classe 100 000, M 6.5, ISO 8. (C) O requisito e limite para essa área irá depender da natureza das operações realizadas. Exemplos de operações a serem realizadas nas várias classes são dadas na tabela abaixo. (Ver também par. 11 e 12). Grau Exemplos de operações para produtos esterilizados terminalmente. (Ver par. 11) A C D Enchimento de produtos, quando excepcionalmente em risco. Preparação de soluções, quando excepcionalmente em risco. Enchimento de produtos. Preparação de soluções e componentes para o enchimento subsequente.

Grau Exemplos de operações para preparações assépticas. (Ver par. 12) A C D Preparação asséptica e enchimento. Preparação de soluções de ser filtrada. Manuseio de componentes após a lavagem.

As condições de partículas apresentados na tabela para o estado "em repouso" deve ser alcançada no estado não-tripulado depois de uma curta "limpar" período de 15-20

partículas de tipo A na operação dada na tabela deve ser mantida na zona imediatamente circundante do produto quando o recipiente do produto ou aberto fica exposto ao meio ambiente. Aceita-se que ele pode não ser sempre possível para
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1346

minutos (valor de orientação), após a conclusão das operações. As condições de

demonstrar a conformidade com os padrões de partículas no ponto de enchimento, quando o enchimento está em andamento, devido à geração de partículas ou gotículas do produto em si. Monitoramento microbiológico adicional também é exigido de fora as operações de produção, por exemplo, após a validação de sistemas, limpeza e sanitização.

Limites recomendados para a contaminação microbiana (a) GRADE amostra de ar resolver placas (Ø placas de contato luva de impressão. 5 ufc / m ^ 3 90mm), ufc / 4 horas (dia.55 mm), ufc / fingers.cfu / luva (b) A B C D <1 10 100 200 <1 5 50 100 placa <1 5 25 50 <1 5 -

Notas: (A) Estes são valores médios.(B) placas de assentamentos individuais podem ser expostas para menos do que 4 horas. (C) os limites de alerta e ação apropriadas devem ser definidas para os resultados de partículas e monitoramento microbiológico. Se estes limites forem excedidos os procedimentos operacionais devem

prescrever medidas corretivas. Isolador e tecnologia Blow Fill (extrato apenas). A classificação de ar necessária para o ambiente de fundo depende da concepção do isolador e a sua aplicação. Deve ser controlada e para processamento asséptico ser pelo menos de grau D.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1347

Golpe / encher equipamentos / selo usado para a produção asséptica que é equipado com um grau eficaz Um chuveiro de ar pode ser instalado em pelo menos um ambiente de grau C, desde que a roupa classe A / B é usado. O ambiente deve cumprir os limites viáveis e não viáveis em repouso e o limite viável somente quando em funcionamento. Equipamentos Funda / enchimento / vedação utilizado para a produção de produtos para esterilização terminal deve ser instalado em pelo menos um ambiente de classe D. Produtos esterilizados terminalmente Preparação dos componentes e a maioria dos produtos devem ser feito em pelo menos um ambiente de nível D, a fim de dar um baixo risco de contaminação microbiana e de partículas, adequado para filtração e esterilização. Onde há risco incomum para o produto por causa de contaminação microbiana, por exemplo, porque o produto apóia ativamente o crescimento microbiano ou deve ser mantido por um longo período antes da esterilização ou a sua transformação não necessariamente principalmente em recipientes fechados, a preparação deve ser feita em um grau C ambiente. Enchimento de produtos para esterilização terminal deve ser feito em, no mínimo, um ambiente de grau C. Quando o produto está em risco incomum de contaminação do meio ambiente, por exemplo, porque a operação de enchimento é lenta ou os recipientes são de boca larga ou são necessariamente exposto por mais de alguns segundos antes de selar, o preenchimento deve ser feito em um grau A zona com pelo menos um fundo de grau C. Preparação e enchimento de pomadas, cremes, suspensões e emulsões devem em geral ser feito num ambiente de grau C, antes da esterilização terminal. Preparação asséptica Componentes após a lavagem deve ser manuseado em pelo menos um ambiente de classe D. Manipulação de materiais iniciais estéreis e componentes, a menos que submetidos a esterilização ou filtração através de um filtro de retenção de microrganismos no final do processo, deve ser feito de um grau Um ambiente com um fundo grau B.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1348

Preparação das soluções que estão a ser esterilizadas por filtração, durante o processo deve ser realizado em um ambiente de grau C, se não for filtrada, a preparação de materiais e produtos que deve ser feito em um grau Um ambiente com um fundo grau B. A transferência de um recipiente parcialmente fechado, tal como utilizado na secagem por congelação, que, antes da realização de tamponamento, ser feito em um grau Um ambiente com fundo grau B ou em tabuleiros de transferência selado em um ambiente grau B. Preparação e enchimento de pomadas, cremes estéreis, suspensões e emulsões deve ser feito de um grau Um ambiente, com uma base de grau B, quando o produto é exposto e não é, subsequentemente, filtrou-se. ' Comparação de várias normas. Mostrados na Tabela 6 é uma comparação das classes dadas nas normas acima discutidas. Tabela 6: Uma comparação de padrões internacionais País padrão e EUA EUA GrãAustrália França AFNOR X44101 1989 1972 1990 1997 Alemanha VD I.2083 Norma ISO

209D 209E Bretanha BS AS 1386 5295

Data edição atual

da 1988

1992 1989

1 10 100 M1.5 C M2.5 D M3.5 E ou F 0.035 0,35 3,5 35 350 3500 4 000 400 000 4 000 000

0 1 2 3 4 5 6 3 4 5 6

1 000 M4.5 G ou H 10 000 M5.5 J 100 000 M6.5 K

8

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1349

7

As informações acima sobre as normas de salas limpas foram extraídos do manual 'salas limpas Tecnologia' escrito por Bill Whyte. Injeção de pistão em borracha termoplástica látex free; hastes em polietileno de alta densidade e cilindro feito em polipropileno com transparência plus produção. Assim como observamos a norma, a sociedade tem padrões de controle a sua disposição o que falta na verdade e informação e vigilância para emissão de pareceres e dados seguros. Conclusão. Seringas Descartáveis.

Seringa descartável de uso único, estéril, atóxica e antipirogênica, indicada para procedimentos médico-hospitalares. Descrição: Fabricadas em ambiente de sala controlada, com polímeros atóxicos especialmente formulados para este fim, atendendo às especificações das Normas NBR, ISO e Boas Práticas de Fabricação. I. - Cilindro - altamente transparente ( série Cristal Plus), que permite a visualização nítida do fluido aspirado; apresenta anel de retenção

II.

- Pistão - confeccionado em TPE, atóxico, "látex free", em atenção às normas FDA.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1350

que impede o desprendimento do êmbolo.

III.

- Escala de graduação - apresenta alto grau de precisão, traços e números de inscrição claros e legíveis.

IV.

- Embalagem - as seringas são embaladas em invólucro apropriado, garantindo integridade e esterilidade ao produto durante

armazenamento e até o momento do uso. V. - Esterilizadas a óxido de etileno - e submetidas a todos os ensaios físico-químicos e microbiológicos de acordo com as normas NBR e Farmacopéia. VI. - Esterilização válida por cinco anos, a partir da data de fabricação, com a embalagem intacta.

Agulhas Descartáveis

Agulha descartável de uso único, estéril, atóxica e apirogênica, em vários calibres para atender aos diferentes procedimentos nas rotinas dos profissionais da saúde. Descrição: I. - Canhão e protetor - fabricados em ambiente de sala controlada, com polímeros atóxicos

especialmente formulados para este fim, atendendo às especificações das normas NBR, ISO e Boas Práticas de Fabricação. II. - Canhão - permite perfeito acoplamento à seringa, com código de cores, padrão universal para identificação dos calibres.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1351

III.

- Cânula -

com

bisel

trifacetado

em

aço

inoxidável, siliconizada, permitindo um deslize suave e perfeito. IV. - Montadas em máquinas automáticas, de última geração, que permite testes computadorizados em 100% do lote, verificando a segurança "cânulacanhão" (colagem), afiação da cânula, e obstrução, garantindo assim a qualidade do produto. V. - Embalagem - Embaladas individualmente em filme de polipropileno + papel grau médico, selados termicamente (blister); acondicionadas em caixas de papelão e ondulado, esterilidade garantindo durante a o

integridade

armazenamento a até o momento do uso. Contendo os seguintes dizeres: fabricante, calibre da agulha, indicativo de artigo médico-hospitalar de uso único, data e método de esterilização, nº do lote, data de fabricação e validade, nº do registro no Ministério da Saúde. VI. - Esterilização válida por cinco anos, a partir da data de fabricação, com a embalagem intacta.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1352

Seringa Luer Lock.

*Bico lock projetado conforme NBR ISO 594-2. *Conicidade 6% com rosca de travamento. *Conexão compatível para agulhas e outros equipos médicos. *Não permite que a agulha desprenda facilmente da seringa. *Cilindro altamente transparente, que permite a

visualização nítida do fluido aspirado. *Cilindro com anel de retenção que não permite a saída livre do êmbolo. MATERIAL. CILINDRO: Polipropileno atóxico e apirogênico. HASTE: Polipropileno atóxico e apirogênico. PISTÃO: Borracha termoplástica atóxica e apirogênica. DIMENSÕES. Obedece aos padrões universalmente adotados, conforme NBR vigente. BICO. Luer Lock. MARCAÇÃO. Com alto grau de precisão, traços e números de inscrição claros, legíveis e isentos de falhas até o momento da
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1353

utilização. Escala da graduação de 1 em 1 ml numerados de 5 em 5 ml. TOLERÂNCIAS E CAPACIDADE. As seringas apresentam capacidade nominal, residual e de volume útil dentro do descrito em NBR aplicável. EFICÁCIA DO PRODUTO. São realizados ensaios físico-químicos e microbiológicos, conforme padrões especificados na NBR ISO 7886-1. EMBALAGEM. Embalagem com código de barras que facilita controle de estoque.

BPF - Boas Práticas de Fabricação. Além das regras legais para fins de produção dos equipamentos citados nesta nota técnica as práticas de boas ações de fabricação alcançam outros seguimentos ligados a Saúde Pública. Boas Práticas. Legislação de Boas Práticas de Fabricação. As Boas Práticas de Fabricação (BPF) abrangem um conjunto de medidas que devem ser adotadas pelas indústrias de alimentos, medicamentos e produtos médicos a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos lançados no mercado em consonância com os regulamentos técnicos. A legislação sanitária federal regulamenta essas medidas em caráter geral, aplicável a todo o tipo de indústria para fins didáticos, nesse e-book dar-se-á enfoque também os indicativos na área de alimentos e específico, voltados às indústrias que processam determinadas categorias de alimentos. Legislação Geral. Resolução - RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002. Essa Resolução foi desenvolvida com o propósito de atualizar a legislação geral, introduzindo o controle contínuo das BPF e os Procedimentos Operacionais
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1354

Padronizados, além de promover a harmonização das ações de inspeção sanitária por meio de instrumento genérico de verificação das BPF. Portanto, é ato normativo complementar à Portaria SVS/MS nº 326/97. Portaria SVS/MS nº 326, de 30 de julho de 1997. Baseada no Código Internacional Recomendado de Práticas: Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos CAC/VOL. A, Ed. 2 (1985), do Codex Alimentarius, e harmonizada no MERCOSUL, essa Portaria estabelece os requisitos gerais sobre as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos produtores industrializadores de alimentos. Portaria MS nº 1.428, de 26 de novembro de 1993. Precursora na regulamentação desse tema, essa Portaria dispõe, entre outras matérias, sobre as diretrizes gerais para o estabelecimento de Boas Práticas de Produção e Prestação de Serviços na área de alimentos. Legislação Específica. Água Mineral Natural e Água Natural. Amendoins Processados e Derivados. Frutas e ou Hortaliças em Conserva. Gelados Comestíveis. Palmito em Conserva. Sal destinado ao Consumo Humano. Água Mineral Natural e Água Natural. Resolução - RDC nº 173, de 13 de setembro de 2006. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Industrialização e Comercialização de Água Mineral Natural e de Água Natural e a Lista de Verificação das Boas Práticas para Industrialização e Comercialização de Água Mineral Natural e de Água Natural.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1355

Amendoins Processados e Derivados. Resolução - RDC nº 172, de 4 de julho de 2003. Regulamento que aprova as Boas Práticas de Fabricação e os requisitos sanitários específicos para o processamento de amendoim, com ênfase nas medidas de controle destinadas a prevenir ou reduzir o risco de contaminação por aflatoxinas. Essa resolução institui o instrumento específico aplicável aos estabelecimentos industrializadores de amendoins processados e derivados. Frutas e ou Hortaliças em Conserva. Resolução - RDC nº 352, de 23 de dezembro de 2002. Regulamento que complementa a legislação geral incorporando as medidas específicas que devem ser adotadas a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade das frutas e hortaliças em conserva com os regulamentos técnicos específicos. Essa Resolução contempla ainda uma lista de verificação das Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos produtores/industrializadores dessa categoria de produtos. Gelados Comestíveis. Resolução - RDC nº 267, de 25 de setembro de 2003. Legislação que estabelece os procedimentos de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos industrializadores de gelados comestíveis a fim de garantir as condições higiênico-sanitárias do produto final, incluindo requisitos para produção, transporte e exposição à venda, dentre outros. Essa Resolução institui, ainda, a obrigatoriedade da pasteurização das misturas à base de leite, ovos e derivados para fabricação de gelados comestíveis. O exemplo do formato adotado para as legislações específicas, consta do Anexo um instrumento de avaliação das BPF aplicável a esse tipo de estabelecimento. Palmito em Conserva. Resolução - RDC nº 81, de 14 de abril de 2003. Considerando as alterações promovidas pela Resolução - RDC nº 275/02, houve a necessidade de complementar a legislação aplicada ao setor produtivo de palmito em
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1356

conserva, especificando as etapas críticas do processo que devem ser documentadas e submetidas a um controle sistemático. A alteração foi consubstanciada por meio da publicação dessa Resolução, que determina a implementação de Procedimentos Operacionais Padronizados nas etapas de acidificação e do tratamento térmico. Resolução - RDC nº 18, de 19 de novembro de 1999. Legislação inovadora na área de alimentos por apresentar em seu anexo um instrumento destinado à avaliação dos estabelecimentos industrializadores de palmito em conserva, congregando critérios relativos às Boas Práticas de Fabricação e requisitos sanitários específicos para o controle do processamento desse alimento. Sal destinado ao Consumo Humano. Resolução - RDC nº 28, de 28 de março de 2000. Considerando a importância do sal como alimento selecionado para suplementação de Iodo na dieta da população brasileira, essa Resolução congrega em um único ato requisitos higiênico-sanitários gerais e específicos a serem observados no

beneficiamento desse alimento, incluindo o controle da etapa de iodação. A legislação apresenta no anexo um instrumento específico para avaliação das indústrias salineiras. ISSO 9002. A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo ou dimensão. ISO é uma organização não-governamental fundada em 1947, em

Genebra, e hoje presente em APROXIMADAMENTE 162 países. A sua função é a de promover a normatização de produtos e serviços, para que a qualidade dos mesmos seja permanentemente melhorada. Critérios para a normatização. As normas foram elaboradas por meio de um consenso internacional acerca das práticas

total. A ISO 9000 não fixa metas a serem atingidas pelas organizações a serem certificadas; as próprias organizações são quem estabelecem essas metas. Uma organização deve seguir alguns passos e atender a alguns requisitos para serem
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1357

que uma empresa deve tomar a fim de atender plenamente os requisitos de qualidade

certificadas. Dentre esses se podem citar: Padronização de todos os processos-chave da organização, processos que afetam o produto e conseqüentemente o cliente; Monitoramento e medição dos processos de fabricação para assegurar a qualidade do produto/serviço, através de indicadores de desempenho e desvios; Programar e manter os registros adequados e necessários para garantir a rastreabilidade do processo; Inspeção de qualidade e meios apropriados de ações corretivas quando necessário; e Revisão sistemática dos processos e do sistema da qualidade para garantir sua eficácia. Um "produto", no vocabulário da ISO, pode significar um objeto físico, ou serviço, ou software. A International Organization for Standardization publicou em 2004 um artigo que dizia: "Atualmente as organizações de serviço representam um número grande de empresas certificadas pela ISO 9001:2000, aproximadamente 31% do total". A denominação "International Organization for Standardization" permite diferentes acrônimos (Acrónimo em português europeu, e acrônimo em português brasileiro, ou sigla, é uma palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras sucessivas de uma locução, ou pela maioria destas partes. A palavra acrônimo deriva do grego: άκρος - (ákros, "extremo" + ὀνομα - onoma, "nome". Os acrônimos são especialmente úteis nas telecomunicações, uma vez que permite condensar várias palavras em poucas letras, poupando largura de banda e, em alguns casos, dinheiro) em diferentes idiomas (IOS em inglês, OIN em francês, OIP em português) e, por isso, seus fundadores decidiram usar a abreviatura ISO, que significa "igual". Qualquer que seja o país ou a linguagem, a abreviatura é sempre ISO, que vem do grego "isos" que significa igual, igualdade, pois o sistema prevê que os produtos detenham o mesmo processo produtivo para todas as peças. ISO significa International Organization for Standardization (Organização Internacional de Normalização), seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, com o intuito de encorajar o comércio de bens e serviços. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada representado por um organismo de normas, testes e certificação. Por exemplo, o American National Standards Institute (ANSI) é o representante dos Estados Unidos na ISO. O ANSI é uma organização de normas que apóia o desenvolvimento de

normas, mas providência estrutura e mecanismos a fim de que grupos industriais ou de produtos se juntem para estabelecer um consenso e desenvolver uma norma. A ISO 9000 é uma série de cinco normas internacionais sobre o gerenciamento e a garantia da
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1358

normas consensuais nos Estados Unidos, no entanto não desenvolvem em escreve estas

qualidade, que compreende a ISO 9000, ISO 9001, ISO 9002, ISO 9003 e ISO 9004. A ISO 9000 serve de roteiro para programar a ISO 9001, ISO 9002 ou a ISO 9003. Estas três normas da qualidade podem ser entendidas pela diferença entre suas abrangências. A mais abrangente, a ISO 9001, incorpora todos os 20 elementos de qualidade da norma da qualidade; a ISO 9002 possui 18 daqueles elementos e a ISO 9003 tem 12 elementos básicos. A norma ISO 9001 é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos, desde o projeto até o serviço. Ele inclui o elemento do projeto do produto, que se torna mais crítico para os clientes que se apóiam em produtos isentos de erros. A norma ISO 9002 é usada por companhias as quais a ênfase está na produção e na instalação. Esta norma da qualidade pode ser utilizada por uma empresa cujos produtos já foram comercializados, testados, melhorados e aprovados. Desta forma, há a possibilidade de a qualidade do produto ser alta. Estas companhias focalizam seus esforços para a qualidade na conservação e no melhoramento dos sistemas da qualidade existentes, em lugar de desenvolverem sistemas da qualidade para um produto novo. A norma ISO 9003 é dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podem não ser importantes ou necessários, como, por exemplo, as fornecedoras de mercadorias, nestes casos, a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. As leis da Comunidade Européia, chamadas de diretrizes, estão

promovendo a necessidade de certificação dos sistemas de qualidade é de ensaios do produto. Dependendo do produto, os europeus têm estabelecido meios diferentes, denominados de módulos, para cumprir uma norma CE e para avaliar a concordância com os padrões. Requisitos dos Sistemas ISO 9003, ISO 9002, ISO 9001. ISO 9003 ISO 9002 ISO 9001 Responsabilidade da Gestão. Sistema da Qualidade.

Identificação e Rastreabilidade do Produto. Situação da Inspeção e Ensaios.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1359

Identificação.

Inspeção e Ensaios. Equipamentos de Inspeção, Medição e Ensaios. Controle de Produto. Manuseio, Armazenamento, Embalagem e Expedição. Controle de Documentos. Registros de Qualidade. Treinamento. Técnicas Estatísticas. Auditoria de Qualidade. Análise Crítica de Contratos. Aquisição. Controle de Processos. Produto Fornecido pelo Comprador. Ação Corretiva. Controle de Projeto. Assistência Técnica. Exemplo de Manual da Qualidade (Quality

Manufacturibg - Empresa Fictícia) Baseado nos 20 elementos da qualidade ISO 9001 - 1987. Existe uma correspondência de um para um entre os sistemas da qualidade da ISO 9001 e as políticas deste exemplo de manual da qualidade. Freqüentemente, o manual da qualidade é o documento núcleo

para ter certeza de que todos os elementos dos sistemas da qualidade da norma estão sendo tratados. Examinando o material que vem a seguir, você poderá conseguir compreender os pontos críticos das normas. Primeiro deveríamos rever vários pontos. A

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1360

necessário para a certificação. Os auditores do organismo de certificação revisam-no

ISO 9001, que só tem sete páginas, é a norma contratual da qualidade ISO 9000 com espectro mais abrangente. O presente manual da qualidade é mais longo que a norma porque detalha especificamente ações, mediante as quais a norma pode ser satisfeita. Em certos sistemas da qualidade, o manual pormenorizado descreve ações coerentes com os quesitos da ISO 9001, mas que vão além deles. Se você estiver iniciando o processo de certificação pela ISO, poderá usar este manual como núcleo do esboço de seu manual. Provavelmente terá de adaptá-lo às necessidades específicas de seu processo e de seu produto. Referências Bibliográficas Suplementar. NBR ISO 9000-1/1994, Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte 1: Diretrizes para seleção e uso. NBR ISO 9000-2/1994, Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte 2: Diretrizes gerais para a aplicação das NBR ISO 9001, NBR ISO 9002 e NBR ISO 9003 NBR ISO 9000-3 /1993, Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte 3: Diretrizes para a aplicação da NBR ISO 9001 ao desenvolvimento, fornecimento e manutenção de "software". NBR ISO 9001/1994, Sistemas da qualidade - Modelo para garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados. NBR ISO 9003/1994, Sistemas da Qualidade - Modelo para garantia da qualidade para inspeção e ensaios finais. NBR ISO 10011-1/1993, Diretrizes para auditoria de sistemas da qualidade - Parte 1: Auditoria NBR ISO 10011-2/1993, Diretrizes para auditoria de sistemas da qualidade Parte 2: Critérios para qualificação de auditores de sistema da qualidade. NBR ISO 10011-3/1993, Diretrizes para auditoria de sistemas da qualidade - Parte 3: Gestão de programas de auditoria NBR ISO 10012-1/1993, Requisitos de garantia da qualidade para equipamento de medição Parte 1: Sistema de comprovação metrológica para equipamento de medição NBR ISO 10013 Diretrizes para desenvolvimento de manual da qualidade ISO/TR 13425, Guidelines for the selection of statistical methods in standardization and specification.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1361

Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). Instituto Latino americano de La Calidad (INLAC).
Academia Brasileira de Letras (s.d.). Reduções. Página visitada em 15 de dezembro de 2013.

DT-Dicionário Terminológico para consulta em linha do Ministério da Educação de Portugal. Dt.dgidc.min-edu.pt. "procurar sigla eacrónimo'". Site Global (Acrónimos Banco de dados de acrónimos e siglas (340,000+) Global Acrónimos abrange abreviações médicas, acrônimos religiosos, militares siglas, abreviaturas, finanças, governo siglas energia actividade de transporte siglas, acrônimos comuns, siglas e jargões científicos computador. Dicionário de siglas, termos e acrónimos (em português). (em inglês) (em português) Banco de dados de acrónimos e siglas. Riami. Dicionário de siglas e acrónimos). http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/silvano/materiais/NBR_5426_Nb_309_ 01___Planos_De_Amostragem_E_Procedimentos_Na_Inspecao_Por_Atributos.pdf Compreendendo o processo referente à esterilização a gás ETO. ESTERILIZAÇÃO POR ÓXIDO DE ETILENO - O óxido de etileno C2H4O é um gás incolor à temperatura ambiente, é altamente inflamável. Em sua forma líquida é miscível com água, solventes orgânicos comuns, borracha e plástico. Para que possa ser utilizado o óxido de etileno é misturado com gases inertes, que o torna não-inflamável e não-explosivo. As misturas utilizadas são: Carboxide: 90% de dióxido de carbono e 10% de óxido de etileno; Oxifume-12: 88% de diclorofluormetano

(freon) em peso e 12% de óxido de etileno; Oxifume20: 80% de dióxido de carbono em peso e volume de gás e 20% de óxido de etileno; Oxifume-30: 70% de dióxido de carbono em peso e volume de gás e 30% de óxido de etileno. A umidade relativa é de suma importância na esterilização por óxido de etileno. Alguns enfoques são dados a esta importância da umidade na esterilização por óxido de etileno, um deles é o fato de que o aumento da umidade relativa aumenta o poder de
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1362

esterilização do óxido de etileno. Outro enfoque dado a essa importância é que ocorrem reações químicas entre o óxido de etileno e unidades biológicas, essas reações são ligações covalentes e, portanto não se dissociam para isso a ionização deve ocorrer em um solvente polar; assim a água funciona nesta reação como meio de reação ou solvente. Outro aspecto da importância da umidade neste tipo de esterilização é o fato de que a água e o agente esterilizante promovem reciprocamente a permeabilidade através de embalagens de filme plástico, dependendo de sua característica polar ou apolar. O óxido de etileno funciona como transportador através de filmes não polares e hidrófobos; já a água favorece a passagem de óxido de etileno através de filmes polares (celofane e poliamida, por exemplo). O óxido de etileno reage com a parte sulfídrica da proteína do sítio ativo no núcleo do microrganismo, impedindo assim sua reprodução. A utilização do óxido de etileno na esterilização é hoje principalmente empregada em produtos médico-hospitalares que não podem ser expostos ao calor ou a agentes esterilizantes líquidos: instrumentos de uso intravenoso e de uso cardiopulmonar em anestesiologia, aparelhos de monitorização invasiva, instrumentos telescópios (citoscópios, broncoscópios, etc.), materiais elétricos (eletrodos, fios elétricos), máquinas (marcapassos, etc.), motores e bombas, e muitos outros. Este tipo de esterilização contribui para a reutilização de produtos que inicialmente seriam para uso único, assim a prática deste tipo de esterilização evidencia vantagens econômicas, porém a segurança de se reesterilizar estes produtos ainda é questionada. A esterilização por óxido de etileno, como os demais métodos, exige limpeza prévia do material, esta deve ser rigorosa. O acondicionamento dos produtos também é questão importante e deve ser adequado ao tipo de esterilização e ao artigo. A esterilização é realizada em equipamento semelhante a uma autoclave e o ciclo compreende as seguintes fases:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1363

Elevação da temperatura: até aproximadamente 54oC, a eficiência da esterilização aumenta com o aumento da temperatura, diminuindo o tempo de exposição; Vácuo: de cerca de 660mmHg, assim se reduz a diluição do agente esterilizante e fornece condições ótimas de umidificação e aquecimento; umidificação: é introduzido o vapor na câmara até atingir umidade relativa de 45 a 85%. A fase de umidificação depende do tamanho e densidade da carga; Admissão do gás: a mistura gasosa sob pressão e concentração pré-determinada é introduzida na câmara; Tempo de exposição: depende do tipo de embalagem, do volume e densidade da carga e se o esterilizador possui circulação de gás. Para esterilizadores industriais o tempo pode variar de 3 a 16 horas; Redução da pressão e eliminação do gás: devem ser tomados cuidados para proteger os operadores do equipamento, para diminuir resíduos nos produtos e para preservar a integridade da embalagem; Aeração: este período é necessário para que o óxido de etileno residual possa ser reduzido a níveis seguros para a utilização dos artigos nos pacientes e para o manuseio pela equipe, é realizado utilizando ar quente em um compartimento fechado específico para esse fim, o tempo desse período depende da composição e tamanho dos artigos, do sistema de aeração, da forma de penetração de temperatura na câmara, do preparo e empacotamento dos artigos e do tipo de esterilização por óxido de etileno. Este período pode variar de 6 horas a sete dias.

O óxido de etileno é irritante da pele e mucosas, provoca distúrbios genéticos e neurológicos. É um método, portanto, que apresenta riscos ocupacionais. Existem alguns relatos de exposições agudas de humanos a altas concentrações de óxido de
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1364

etileno, onde foram observadas reações como náusea, vômitos e diarréia (CAWSE et al, 1980 apud APECIH). Há também na literatura estudos que revelam alterações no número e tipo de aberrações cromossômicas em grupos de pessoas expostas a concentrações de 1 a 40 ppm de óxido de etileno, em relação a pessoas não expostas (RICHAMOND et al, 1985 apud APECIH). Os limites estabelecidos de tolerância ao óxido de etileno são: no ar, a concentração máxima para a qual pode-se ficar exposto é de 1 ppm ou 1,8 mg/m3 para um dia de 8 horas de trabalho; a exposição ao gás a uma concentração de 10 ppm é por, no máximo, 15 minutos. Para se validar a esterilização por óxido de etileno, devem ser realizados testes físicos, químicos e microbiológicos. Os testes químicos envolvem a avaliação da umidade, da concentração do óx. de etileno, da pureza do ar e do gás, dos resíduos ambientais e nos produtos após a esterilização. Os testes físicos envolvem o controle da temperatura, da pressão (positiva e negativa) e do tempo de exposição. No teste microbiológico um indicador biológico é colocado dentro de uma seringa, com o êmbolo inserido, esta é empacotada e colocada no centro da câmara. O equipamento é então carregado normalmente. Existem algumas desvantagens - custo elevado; toxicidade; efeito carcinogênico, mutagênico e teratogênico; tempo longo de aeração, exigindo maior quantidade de material disponível para uso. Recomendações especiais. Para o manuseio de artigos esterilizados por óxido de etileno, antes de passado o período de aeração, deve-se utilizar luvas de borracha butílica. Outro cuidado importante é durante o transporte dos materiais após a esterilização, o carro de transporte deve ser puxado e não empurrado e esse transporte deve ser realizado o mais rápido possível. No caso de ocorrência de vazamento do gás, alguns cuidados devem

15 minutos; se cair sobre a pele lavar imediatamente com água e sabão. Isolar a roupa contaminada; em caso de exposição por muito tempo, levar a pessoa exposta a local arejado e administrar oxigênio se necessário.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1365

ser observados: se entrar em contato com os olhos lavar com bastante água corrente por

Alerta - mulheres em idade fértil e gestantes não devem realizar qualquer atividade relacionada com óxido de etileno. O Processo de Esterilização por Óxido de Etileno (EtO).

O composto químico óxido de etileno ou epóxi-etano é uma importante substância química usada como um intermediário na produção de etilenoglicol e outros produtos químicos, e como um esterilizante para alimentos e materiais de uso médico. É um gás inflamável incolor ou líquido refrigerado com um fraco odor doce. É o mais simples exemplo de epóxido. Seu

nome IUPAC é epoxietano. Outros nomes incluem oxirano e óxido de dimetileno(Wurtz, A.. (1859). "". Compt. rend. 48: 101–104; P. P. McClellan. (1950). "Manufacture and Uses of Ethylene Oxide and Ethylene Glycol". Ind. Eng. Andrew; Chem. 42: 2402–2407. Clayton H..

DOI:10.1021/ie50492a013;

Streitwiser,

Heathcock,

Introduction to Organic Chemistry. (S.l): Macmillan, 1976. ISBN 0-02-418010-6) Como já referenciado a esterilização por Óxido de Etileno (EtO) é utilizada

principalmente para esterilizar produtos médicos e farmacêuticos que não podem suportar a esterilização convencional com vapor em alta temperatura – como dispositivos que incorporam componentes eletrônicos, embalagens plásticas ou recipientes plásticos. O gás EtO infiltra nos pacotes, bem como nos próprios produtos, para matar os micro organismos que sobraram da produção ou do processos de empacotamento. Este gás misturado com o ar na proporção de pelo menos 3% de gás EtO, forma uma mistura explosiva. O ponto de ebulição do gás EtO puro é de 10.73 ºC em pressão atmosférica. Na maior parte do tempo, é misturado com Nitrogênio ou CO2. Esta condição explosiva necessita de um zoneamento com Segurança Intrínseca do material (ATEX), para segurança das pessoas assim como do processo em si. Industrialmente, óxido de etileno é produzido quando etileno (H2C=CH2)

eoxigênio (O2) reagem sobre um catalisador de prata a 200–300 °C apresentando
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1366

abundância de nanopartículas de Ag sobre alumina. Tipicamente, modificadores químicos tais como o cloro pode ser incluído. Pressões usadas são na faixa de 1-2MPa. A equação química para esta reação é:

H2C=CH2 + ½ O2 → C2H4O
O rendimento típico para esta reação sob condições industriais é 70-80%. Na reação acima, um intermediário (oxametalaciclo) é formado. Duas diferentes marchas de reação pode então ocorrer. Formação de óxido de etileno:

H2C=CH2 + O → C2H4O
Formação de acetaldeído:

H2C=CH2 + O → CH3CHO
O último caminho é o primeiro passo na completa combustão resultando emdióxido de carbono e água:

CH3CHO +5/2 O2 → 2CO2 + 2H2O
Óxido de etileno pode ser convenientemente produzido em laboratório pela ação de um hidróxido alcalino sobre etileno cloroidrina.

CH2OH−CH2Cl + OH− → C2H4O + Cl− + H2O com etileno cloroidrina sendo
preparado facilmente pela ação de ácido hipocloroso sobre etileno. Diversos métodos para produzir óxido de etileno mais seletivo têm sido propostos, mas nenhum tem alcançado importância industrial. A segurança do pessoal é uma questão importante para o efeito danoso do EtO nos humanos. Áreas poluídas precisam ser alertadas utilizando detectores de gás colocados em diferentes locais para monitorar qualquer vazamento. Sistemas de alarme visuais e sonoros precisam ser providenciados. O sistema deve informar a qualquer operador quando as células de esterilização contêm EtO. Quando o gás tóxico é removido da sala, é necessário que seja tratado usando queimadores térmicos, purificadores de gás ou oxidação para proteção ambiental ou que seja transportado para uma instalação para ser tratado. A maioria das linhas de esterilização por EtO envolve três estágios diferentes. Estes podem ser separados em três diferentes células dependendo do tamanho ou quantidade

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1367

de dispositivos a serem tratados: PRÉ CONDICIONAMENTO; ESTERILIZAÇÃO; DEGASIFICAÇÃO.

Quando as células estão separadas, os sistemas de carga/descarga são solicitados. Isso poupa tempo do operador, bem como oferece proteção contra exposição ao ambiente poluente que poderia trazer prejuízos à saúde. O Processo de Esterilização por EtO. ESTÁGIO DE PRÉ CONDICIONAMENTO. Primeiro, os produtos precisam passar por uma fase de pré condicionamento para fazer os microrganismos crescerem. A batelada carregada passa por um tempo de atraso sob um ambiente controlado de: Temperatura e Umidade.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1368

ESTÁGIO DE ESTERILIZAÇÃO. Depois, a carga passa por um longo e complexo ciclo de esterilização. Os requisitos de um sistema como este são: Controle preciso da temperatura, Disponibilidade do sistema de controle, Controle preciso da pressão e do vácuo, Visualizações fáceis das fases do processo, Receitas do cliente dedicadas, Liberação de batelada automática ao longo dos testes de tolerância, Relatório, Intertravamento de segurança entre atuadores, Alarme, Estratégias de desacionamento, Facilidades do Audit Trail – Tendências, 21CFR Part11, etc.

Uma vez que o ciclo foi iniciado, visores de fácil uso são necessários para mostrar: A fase exata da esterilização, Todos os setpoints e tolerâncias chave estão como carregado na receita, Todos os valores de processo chave para a função de liberação de batelada automática. O controle do vácuo e da pressão também é necessário. Para acabar com o efeito tóxico do EtO, são usadas bombas rotativas de anel. O processo de vácuo precisa executar uma fase de evacuação de emergência para uma rápida evacuação do gás. As fases de esterilização são: Atraso do início do ciclo para habilitar o sistema a iniciar as condições de estabilidade, Verificação geral da temperatura da célula, Fase de vácuo inicial, Teste de taxa de Vazamento, Primeiro Fluxo, Segundo Fluxo,

Conditioning), Injeção de gás EtO, Período de tempo de atraso na Esterilização por EtO, Nível de vácuo posterior ao atraso, Primeira lavagem, Segunda lavagem, Admissão Final de Ar, Atraso de re-evacuação final da câmara. Durante a execução
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1369

Condicionamento

Ambiental

Dinâmico

(DEC - Dynamic

Environmental

dessas fases um relatório da batelada é gerado. Este relatório irá incluir: verificações da tolerância, mudanças de fase, alarmes, eventos e valores críticos do processo. Uma característica chave do sistema é a liberação do ―auto batch‖ (batelada automática). Durante o ciclo de esterilização se alguma ocorrer condição anormal, a batelada será automaticamente parada e a(s) condição(ões) que causaram a parada serão identificadas. Com a função de liberação do ―auto batch‖ os operadores não têm que esperar até o final do ciclo e desperdiçar tempo em relatórios de batelada para entender o que deu errado. Com essa função e dado que a batelada completou satisfatoriamente, ela avançará automaticamente para a degasificação da sala sem precisar de verificação humana da tolerância, valores de processo e de alarmes. Para cada batelada, o operador seleciona a receita adequada ao produto. Depois de a receita ser descarregada, o operador tem a oportunidade de verificar se os valores estão corretos para esta batelada em particular antes de iniciar o ciclo. Quando a batelada estiver com impressão automática uma cópia do relatório pode ser feita. Os arquivos de registro da batelada também são feitos eletronicamente para revisão futura. Os arquivos de registro da batelada podem ser pesquisados das seguintes formas: ID da batelada, Nome do Cliente, Receita, Tipo do Produto, Horário de Início e Fim. Uma vez que o ciclo foi iniciado, visores de fácil uso são necessários para mostrar: A fase exata da esterilização, Todos os setpoints e tolerâncias chave estão como carregado na receita, Todos os valores de processo chave para a função de liberação de batelada automática. O controle do vácuo e da pressão também é necessário. Para acabar com o efeito tóxico do EtO, são usadas bombas rotativas de anel. O processo de vácuo precisa executar uma fase de evacuação de emergência para uma rápida evacuação do gás. As fases de esterilização são: Atraso do início do ciclo para habilitar o sistema a iniciar as condições de estabilidade, Verificação geral da temperatura da célula, Fase de vácuo inicial, Teste de taxa de Vazamento, Primeiro Fluxo, Segundo Fluxo, Condicionamento Ambiental Dinâmico (DEC - Dynamic Environmental

Conditioning), Injeção de gás EtO, Período de tempo de atraso na Esterilização por EtO, Nível de vácuo posterior ao atraso, Primeira lavagem, Segunda lavagem, Admissão Final de Ar, Atraso de re-evacuação final da câmara. Durante a execução dessas fases um relatório da batelada é gerado. Este relatório irá incluir: verificações da tolerância, mudanças de fase, alarmes, eventos e valores críticos do processo. Uma

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1370

característica chave do sistema é a liberação do ―auto batch‖ (batelada automática). Durante o ciclo de esterilização se alguma ocorrer condição anormal, a batelada será automaticamente parada e a(s) condição(ões) que causaram a parada serão identificadas. Com a função de liberação do ―auto batch‖ os operadores não têm que esperar até o final do ciclo e desperdiçar tempo em relatórios de batelada para entender o que deu errado. Com essa função e dado que a batelada completou satisfatoriamente, ela avançará automaticamente para a degasificação da sala sem precisar de verificação humana da tolerância, valores de processo e de alarmes. Para cada batelada, o operador seleciona a receita adequada ao produto. Depois de a receita ser descarregada, o operador tem a oportunidade de verificar se os valores estão corretos para esta batelada em particular antes de iniciar o ciclo. Quando a batelada estiver com impressão

automática uma cópia do relatório pode ser feita. Os arquivos de registro da batelada também são feitos eletronicamente para revisão futura. Os arquivos de registro da batelada podem ser pesquisados das seguintes formas: Cliente, Receita, Tipo do Produto, Horário de Início e Fim. ESTÁGIO DE GASIFICAÇÃO Finalmente, os produto precisam passar por uma fase de gasificação para remover qualquer partícula de EtO. A carga da batelada passa por um tempo de atraso sob ambiente com temperatura controlada. ID da batelada, Nome do

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1371

Conclusão. O óxido de etileno é um gás que mata bactérias (e seus endósporos), mofo, e fungos, e pode conseqüentemente ser usado para esterilizar substâncias que sofreriam danos por técnicas de esterilização tais como pasteurização que se baseiam em calor. A esterilização por óxido de etileno para a preservação de especiarias foi patenteado no ano de 1938, pelo químico estadunidense Lloyd Hall, e é ainda usado com este fim. Adicionalmente, óxido de etileno é largamente usado para esterilizar suprimentos médicos tais como ataduras, suturas, e instrumentos cirúrgicos. A imensa maioria dos materiais médicos é esterilizada com óxido de etileno. Os métodos preferidos têm sido a tradicional câmara de esterilização, onde uma câmara é preenchida com um misto de óxido de etileno e outros gases os quais são depois removidos por exaustão, e o mais recente método da difusão gasosa desenvolvido em 1967 o qual se coloca em bolsas que acondicionam os materiais a serem esterilizados e atua como uma mini-câmara de maneira a consumir menos gás e fazer o processo economicamente mais atraente para pequenas demandas. Outros nomes para este método alternativo para pequenas cargas são: método Anprolene, método de esterilização em bolsas ou método de esterilização de micro-doses. A maioria do óxido de etileno, entretanto, é usada como um intermediário na produção de outras substâncias. O principal uso de óxido de etileno é na produção de etileno glicol. O uso primário final para o etileno glicol é na produção de polímeros de poliéster. Etileno glicol é mais comumente conhecido por seu uso como um refrigerante automotivo e anticongelante. Porque de sua alta inflamabilidade e larga faixa de concentração explosiva no ar, o óxido de etileno é usado como um componente de explosivo ar-combustível. Nota Técnica do Autor. Nesse espaço você poderá visualizar resumos e links para as principais Leis e Resoluções bem como Recomendações e Normas Técnicas que normatizam o setor de CME dos Hospitais no Brasil. RDC (RESOLUÇÃO DE DIRETORIA

COLEGIADA); RDC Nº 307, DE 14 DE NOVEMBRO DE 2002; RDC Nº156, DE 11 DE AGOSTO DE 2006; RE Nº 2605, DE 11 DE AGOSTO DE 2006; RE Nº 2606, DE 11 DE AGOSTO DE 2006; RDC Nº 75, DE
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1372

23

DE

OUTUBRO

DE

2008;

MANUAL

DE

ACREDITAÇÃO - RESOLUÇÃO RDC Nº 93; IEC/TR3 60513; ISO ICS 11.080.10

EQUIPAMENTOS DE ESTERILIZAÇÃO; ISO - ICS 11.040.30 INSTRUMENTOS E MATERIAS

CIRÚRGICOS. Iconografia Vinculada a esse capítulo.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1373

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1374

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA DE FORMA SUPLEMENTAR PARA O PRESENTE CAPÍTULO - Centro de Material e Esterilização (CME). Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde – APECIH. Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos em serviços de saúde. São Paulo: APECIH; 2010. Association of Peri Operative Registered Nurses (AORN). Perioperative standards and recommended practices. AORN; 2012. Bonfim IM, Malagutti W, organizadores. Recuperação pós-anestésica: assistência especializada no centro cirúrgico. São Paulo: Martinari; 2010. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos em estabelecimentos assistenciais de saúde.Legislação na internet. Brasília; 2002. Disponível em: http//www.anvisa.gov.br/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas

internet. Brasília; 2012. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1375

para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Legislação na

Brasil. Ministério da Saúde (MS). Orientações gerais para central de esterilização. Brasília; 2001. Carvalho R, Bianchi ERF, organizadoras. Enfermagem em centro cirúrgico e recuperação. 1ªed. 2ªreimp. São Paulo: Manole; 2010. Fernandes AT, Fernandes MOV, Ribeiro Filho N. Infecção hospitalar e suas interfaces na área da saúde. São Paulo: Atheneu; 2000. Graziano KU, Silva A, Psaltikidis EM, organizadoras. Enfermagem em centro de material e esterilização. Barueri (SP): Manole; 2011. Jegier MA, Leone FJ. Manual de anestesiologia: conceitos e aplicações para prática diária. Porto Alegre (RS): Artmed; 2007. Kavanagh CMG. Elaboração do manual de procedimentos em central de materiais e esterilização. São Paulo: Atheneu; 2007. Lacerda RA, coordenadora. Controle de infecção em centro cirúrgico: fatos, mitos e controvérsias. São Paulo: Atheneu; 2003. Malagutti W, Bonfim IM, organizadores. Enfermagem em centro cirúrgico: atualidades e perspectivas no ambiente cirúrgico. São Paulo: Martinari; 2008. Mohallem AGC, Farah OGD, Laselva CR, coordenadoras. Enfermagem pelo método de estudo de casos. Barueri (SP): Manole; 2011. Capítulo 1 e Capítulo 11. Possari JF. Assistência de enfermagem na recuperação pós-anestésica. São Paulo: Iátria; 2003. Possari JF. Centro cirúrgico: planejamento, organização e gestão. 4ªed. São Paulo: Iátria; 2009. Possari JF. Centro de material e esterilização: planejamento, organização e gestão. 4ªed. São Paulo: Iátria; 2010. Rothrock JC. Alexander: cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico. 13ªed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2007.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1376

Rodrigues AB, Silva MR, Oliveira PP, Chagas SSM. O guia da enfermagem: fundamentos para assistência. 2ªed. São Paulo: Iátria; 2010. Capítulo 8 e Capítulo 20. Sallum AMC, Paranhos WY, Silva SCF, organizadoras e editoras. Discussão de casos clínicos e cirúrgicos: uma importante ferramenta para a atuação do enfermeiro. São Paulo: Atheneu; 2009. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Recomendações práticas para processos de esterilização em estabelecimentos de saúde. Campinas: Komedi; 2000. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Práticas recomendadas: centro cirúrgico, recuperação pós-anestésica e centro de material e esterilização. 5ªed. São Paulo: SOBECC; 2009. Periódicos recomendados: - Anais dos Congressos Brasileiros de Enfermagem em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Publicações da Association of periOperative Registered Nurses (AORN). - AORN Journal e Standards, recommended practices, guidelines. - Revistas da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (Rev SOBECC). - Revista Brasileira de Anestesiologia. Sites recomendados: - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Organização dos Serviços de Saúde. www.anvisa.gov.br. - American Association of Nurse Anesthetist (AANA). www.aana.com . - Association of periOperative Registered Nurses (AORN). www.aorn.com. - Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC).

www.sobecc.org.br. - European Operating Room Nurses Association (EORNA). http://www.eorna.eu/. Análise Microbiológica.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1377

É prática comum nas empresas a adoção de sistemas de qualidade, como BFP– Boas Práticas de Fabricação e APPCC - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle. Estes sistemas de qualidade possibilitam melhor uso dos resultados das análises de alimentos e superfícies. As análises indicam a eficiência dos procedimentos de higiene (PPHO), além de orientar sobre medidas corretivas em pontos críticos de controle (PCCs). A identificação de patógenos ou a simples enumeração de microorganismos indicadores de higiene são dados importantes para o produtor monitorar o alimento fabricado, garantindo a qualidade microbiológica dos alimentos produzidos.

Conforme amplamente abordado nessa nota, quase todas as empresas vinculadas as atividades do tema do capítulo, precisam de controle do ar ambiental, pois no ar encontramos inúmeros microrganismos, dentre eles, os causadores de doenças respiratórias e problemas alérgicos. Quando não higienizados devidamente, os equipamentos condicionadores de ar são os grandes condutores de contaminação para as áreas de trabalho. Assim, este tipo de avaliação com o objetivo de detectar o nível de contaminação microbiológica presente no ambiente, em dutos de

Também se devem buscar identificar microrganismos encontrados na amostra, como a Legionella pneumophila e bolores anemófilos, responsáveis por quadros de alergias

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1378

circulação do ar-condicionado, e na água da bandeja de condensação dos equipamentos.

respiratórias. De posse dos resultados analíticos, a empresa pode planejar a correta limpeza dos aparelhos condicionadores de ar, evitando riscos de doenças. Em hospitais. Hospitais – Deve se adotar procedimentos específicos para ambientes hospitalares. Os microbiologistas devem verificar as instalações de diversas áreas e orientam os procedimentos de higiene e limpeza que podem minimizar contaminações; também coletar amostras de ar, água, tecidos, equipamentos e manipuladores. Assim, nessa conduta se realiza análises para detecção de patôgenos comuns na área hospitalar, como estafilococos, estreptococos, pseudomonas, enterobactérias e fungos. Lavanderias hospitalares - Tecidos sujos são identificados como fonte transmissora de microrganismos patogênicos. Em função deste agravante, torna-se imprescindível para uma boa gestão hospitalar a adoção de medidas sanitárias. O principal objetivo destas análises é a constatação da eficiência dos procedimentos de lavagem e sanificação (Sanificação - do latim, sanitas = saúde, é feita quando se reduz os microrganismos a um número considerado isento de perigo. O difícil é se avaliar este número. É o que se faz nas lavandeiras, quartos consultórios e demais ambientes, lavando-se) dos tecidos como uniformes de funcionários, lençóis, panos de campos, etc(GUIMARÃES JR., Jairo. Biossegurança e controle de infecção cruzada, em consultórios odontológicos. (cidade?): Santos Livraria Editora, 2001). BIBLIOGRAFIA BÁSICA INDICADA. Microbiologia Geral - - Microbiologia de Brock. 2008. Madigan, M.T., Martinko, J.M. & Parker, J. (Eds.). 10ª. edição. Editora Pearson Education, Inc. Imunologia - - Imunologia Celular e Molecular. 2005. ABBAS, A.K. & LICHTMAN, A.H. (Eds.). 5ª. edição. Editora Elsevier. - Imunobiologia. 2007. Janeway Junior, C.A., Shlomchik, M.J., Travers, P. & Walport, M. (Eds). 6ª. edição. Editora Artmed. Virologia - - Introdução a Virologia Humana. 2008. Santos, N. S.O., Romanos, M.T.V.,

Microbiologia Médica - - Microbiologia. 2008. Trabulsi, L.R., Alterthum, F., Martinez, M.B., Campos, L.C., Gompertz, O.F. & Rácz, M.L. (Eds.). 5ª. Edição. Editora Atheneu. - Koneman Diagnóstico Microbiológico: Texto e Atlas Colorido. 2008. Koneman, E.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1379

Wigg, M.D. (Eds), 2ª. edição. Editora Guanabara Koogan.

W., Allen, S. D., Janda, W. M., Schreckenberger, P. C., Winn, W. C. 6ª. Edição. Editora Guanabara Koogan. - Microbiologia Medica. 2009. Murray, P.R., Rosenthal, K.S., Pfaller, M.A. 6ª. Edição. Editora Elsevier. BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR. Para estudo de antimicrobianos) Microbiologia Médica. 2008. Jawetz, E. & Levinson, W. (Eds). 7ª. edição. Editora Nova Guanabara OU Microbiologia Médica. 2006. Pfaller, P.R. & Rosenthal, M.A. (Eds). 5a edição. Editora Elsevier. Dialética textual. Anatomia das veias periféricas dos membros superiores. Na luz, o sangue aparenta ser vermelho porque a maioria das cores é absorvida pelo pigmento carregador de oxigênio hemoglobina (Hb). Se um filtro que bloqueia a cor refletida é posicionado entre o sangue e os olhos de um observador, a cor percebida muda. No caso dos humanos, a pele serve como um filtro para a cor vermelho, e a cor remanescente acaba sendo esverdeada. O espectro de cor exato é determinado pela superficialidade da veia e pelos níveis relativos de hemoglobina oxigenada (HbO) e dióxido de carbono (CO2) no sangue. Altas taxas de oxigênio refletem a cor vermelha e altas taxas de CO2 refletem a cor azul, que nas veias menos superficiais, misturada com a cor amarelada da gordura e/ou pele acaba aparecendo esverdeada. Doenças mais comuns das veias incluem varizes e tromboflebite. A maioria das veias possuem válvulas unidirecionais chamadas de válvulas venosas para prevenir o refluxo causado pela gravidade. Este sistema é constituído de um fino músculo de esfíncter e de dois ou três folhetos membranosos. Elas também possuem uma fina camada externa de colágeno, que ajuda a manter a pressão sanguínea e evita o acúmulo de sangue. A cavidade interna na qual o sangue flui é chamada usualmente de luz vascular. A parede da veia possui uma camada de músculos lisos, porém esta camada é fina e as veias são vasos frágeis, com válvulas frágeis. As paredes das veias são menos resistentes e mais delgadas do que as das artérias, embora apresentem três camadas. Quando transportam

colapsam. Longos períodos em pé podem resultar numa acumulação ("pooling") de sangue nos membros inferiores. Este "pooling" venoso diminui a pressão arterial a nível do cérebro e pode causar perdas de consciência. No sistema circulatório, uma veia é um
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1380

pouco sangue fazem vaso-constrição, reduzindo o seu calibre e em caso extremo

vaso sanguíneo que leva sangue em direção ao coração. Os vasos que carregam sangue para fora do coração são conhecidos como artérias. O estudo das veias e doenças das veias é feito na disciplina de flebologia, que está a tornar-se cada vez mais importante. A American Medical Association adicionou a flebologia à sua lista de especialidades médicas auto-designadas. As veias servem para transportar os produtos nocivos, derivados do metabolismo tissular de volta ao coração. Na circulação sistêmica o sangue oxigenado é bombeado para as artérias pelo ventrículo esquerdo até os músculos e órgãos do corpo, onde seus nutrientes e gases são trocados nos capilares. O sangue venoso, contendo produtos finais do metabolismo celular e dióxido de carbono, é recolhido pelos capilares da vertente venosa que forma progressivamente as vénulas e depois as veias, que o conduzem até ao átrio direito ou aurícula direita do coração, que o transfere para o ventrículo direito, onde é então bombeado para a artéria pulmonar, (que rapidamente se bifurca em direita e esquerda) e finalmente aos pulmões. Na circulação pulmonar as veias pulmonares trazem o sangue oxigenado dos pulmões para a aurícula esquerda, que desemboca no ventrículo esquerdo, completando o ciclo da circulação sanguínea. O retorno do sangue para o coração é auxiliado pela ação do bombeamento de músculos esqueléticos, que ajudam a manter extremamente baixa a pressão sanguínea do sistema venoso. Importância nos objetivos do e-book aplicado a Farmacologia Clínica. As veias são usadas medicamente como pontos de acesso para a circulação sanguínea, permitindo a retirada de sangue para exames, e permitindo a infusão de fluidos, eletrólitos, nutrição e medicamentos. Isso pode ser feito com uma injeção usando uma seringa, ou inserindo um cateter (tubo flexível). Se um cateter intravenoso tem de ser inserido, para a maioria das finalidades é realizado em uma veia periférica (uma veia próxima à superfície da pele na mão ou braço, ou menos utilizado, na perna). Alguns fluidos altamente concentrados ou medicamentos irritantes devem fluir para dentro das largas veias centrais, que são às vezes utilizadas quando o acesso periférico não pode ser obtido. Catéteres podem ser colocados na veia jugular para estes usos: Se se pensa

permanente extra pode ser inserido cirurgicamente. Apesar de terem sido implementadas novas técnicas para execução das Ponte aorto-coronárias, os segmentos de veias safenas ainda são considerados os que dão melhores resultados. A distribuição

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1381

que uma utilização por um longo período de tempo será necessária, um ponto

anatômica das veias é muito mais variável de pessoa para pessoa do que a das artérias, sobretudo as veias do sistema venoso superficial, e na mesma pessoa a distribuição do membro inferior direito é da do diferente do esquerdo.

m diagrama de Wiggers mostrando os eventos do ciclo cardíaco que ocorrem no ventrículo esquerdo. Nota: A pressão ventricular no fechamento da valva aórtica está incorreta neste diagrama. Ela é apresentada entre 40-60 mmHg, quando o correto seria cerca de 80 mmHg. Para uma representação mais fidedigna, confira a página 84 dePhysiology (Série Oklahoma Notes), por Roger Thies.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1382

QUESTÃO: O esquema acima mostra um coração humano em corte. O gráfico mostra a variação da pressão sangüínea no ventrículo esquerdo durante um ciclo

cardíaco, que dura cerca de 0,7 segundo. a) Em qual das etapas do ciclo cardíaco, indicadas pelas letras de A a O, ocorre o fechamento das valvas atrioventriculares ? b) Os ventrículos direito e

esquerdo possuem volume interno similar e ejetam o mesmo volume de sangue a cada contração. C) No entanto, a parede ventricular esquerda é cerca de 4 vezes mais espessa do que a direita. Como se explica essa diferença em função. Resposta: a) O fechamento das valvas atrioventriculares ocorre durante as etapas de E a H (ou E a I). b) A parede ventricular esquerda tem de ser mais espessa porque precisa bombear sangue para todo o organismo. c) A parede ventricular direita pode ser menos espessa porque só bombeia sangue para os pulmões.

coração com a parede torácica anterior. Ant. Segmento anterior da valva tricúspide. A
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

Diagrama mostrando as relações do

1383

O. Aorta. A.P.Músculo papilar anterior. In. Innominate artery. L.C.C. artéria carótida comum esquerda. L.S.Artéria subclávia esquerda. L.V. Ventrículo esquerdo.

P.A. Artéria pulmonar. R.A. Átrio direito. R.V. Ventrículo direito. V.S. Septo ventricular. Os sons cardíacos, ou bulhas, são as manifestações acústicas (som) geradas pelo impacto do sangue em diversas estruturas cardíacas e nos grandes vasos. As vibrações são depois propagadas às paredes do torax e podem ser auscultadas através de um estetoscópio, permitindo a obtenção de um conjunto de informações importantes sobre a condição do coração. Em adultos saudáveis, existem geralmente dois sons do coração normais que ocorrem em sequência com cada batida do coração. Eles são a primeira bulha cardíaca ou primeiro som cardíaco (B1 ou S1) e a segunda bulha cardíaca ou segundo som cardíaco (B2 ou S2), produzidos pelo fechamento das valvas atrioventriculares e valvas semilunares respectivamente. Além destes sons normais, mais dois sons podem estar presentes (comumente referidos de extra-sons), incluindo os terceira bulha cardíaca ou terceiro som cardíaco (B3 ou S3) e quarta bulha cardíaca ou quarto som cardíaco (B4 ou S4), os quais podem ser normais em algumas circunstâncias.Os sopros cardíacos são gerados por um fluxo turbulento do sangue, que pode ocorrer dentro ou fora do coração. Os sopros podem ser fisiológicos (benignos) ou patológicos(anormais). Os sopros anormais podem ser causados por

uma estenose que restringe a abertura de uma valva cardíaca, causando turbulência ao fluxo sanguíneo que passa por ali. A insuficiência da valva (ou regurgitação) permite o fluxo inverso do sangue quando a valva incompetente deveria estar fechada. Diferentes sopros são audíveis em diferentes partes do ciclo cardíaco, dependendo da causa do sopro. Podem ainda ouvir-se outras manifestações acústicas como atrito pericárdico, estalidos e cliques(Semiologia Médica, Celmo Celeno Porto 4ª Edição. Semiologia Médica, Celmo Celeno Porto 4ª Edição. "The Cardiovascular System." Bates, B. A Guide to Physical Examination and History Taking. 9h Ed. 2005).

Frente

do tórax,

mostrando

as

relações

de

superfície

com

os ossos, pulmões(roxo), pleura (azul)

e coração (contorno

vermelho). Heart valves are labeled with "B", "T", "A", and "P".

Bicúspide/Mitral(B) e Tricúspide (T). Segundo som cardíaco causado pelas valvas semilunares -- Aórtica (A) ePulmonar (P).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1384

Primeiro som cardíaco: causado pelas valvas atrioventriculares -

As mais relevantes veias do SV – SISTEMA VENOSO: Veia cava superior; Veia cava inferior; Veias ilíacas; veia femoral; Veia jugular Veia safena magna também chamada grande safena ou safena interna Veia safena externa também chamada pequena safena ou safena parva. Os sistemas venosos:

Sistema venoso pulmonar; sistêmico.

Sistema venoso

Os vasos sanguíneos são órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo o organismo da maior parte dos seres-vivos, como o ser humano, por onde circula o sangue: artérias, arteríolas, vênulas, veias e capilares. As artérias, arteríolas, veias e capilares sanguíneos, em conjunto, têm o comprimento de 160 000 km. São artérias que dão passagem ao sangue. O sangue é lançado na artéria aorta. Ela se ramifica e forma artérias menores que se distribuem ao corpo, elas se chamam arteriólas, elas se ramificam pelo corpo e viram menores ainda (microscópicas) e são chamadas de capilares. Entre os gregos, as artérias eram consideradas como "carregadoras de ar", sendo responsáveis pelo transporte de ar até os tecidos. Acreditava-se que elas eram
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1385

conectadas à traqueia. Essa teoria provavelmente surgiu do fato de as artérias ficarem vazias após a morte, já que a última batida do coração do ser humano empurra o sangue do interior dos capilares para as veias. Nos tempos medievais, já se sabia que as artérias carregavam um fluido, chamado de "sangue espiritual" ou "espíritos vitais", considerados diferentes do conteúdo das veias. William Harvey descreveu e popularizou o conceito moderno do sistema circulatório, assim como os papéis das artérias e veias no século XVII. Artérias são vasos sanguíneos que carregam sangue a partir dos ventrículos do coração para todas as partes do nosso corpo. Elas se contrastam com as veias, que carregam sangue em direção aos átrios do coração. O sistema circulatório é extremamente importante para a manutenção da vida. O seu funcionamento adequado é responsável por levar oxigênio e nutrientes para todas as células, assim como remover dióxido de carbono (CO2) e produtos metabólicos, manter o pH ótimo, e a mobilidade dos elementos, proteínas e células do sistema imune. As duas principais causas de morte em países desenvolvidos, o infarto do miocárdio e o ataque cardíaco, podem ser resultado direto de um sistema arterial que tenha sido lentamente e progressivamente comprometido pelos anos de deterioração, como a arteriosclerose.

Verificação do pulso radial. Pulsação arterial é o ciclo de expansão e relaxamento das artérias do corpo. Pode ser percebido facilmente em regiões específicas do corpo, sendo útil na abordagem de emergência. A pulsação corresponde às variações de pressão sangüínea na artéria durante os batimentos cardíacos. As pressões arteriais máximas e mínimas podem ser detectadas nas artérias do braço e medidas com um aparelho chamado

esfigmomanômetro. Algumas veias também podem ter a pulsação percebida, porém são mais raras. Pulso da Artéria Braquial. O pulso da artéria braquial é difícil de ser feito. É necessário empurrar o músculo bíceps lateralmente para sentirmos a pulsação.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1386

Pulso da Artéria Poplítea (parte posterior da perna na altura do joelho). É muito difícil de ser medido, pois a artéria poplítea está muito profunda. Pulso da Artéria Carótida Comum. É facilmente medido o pulso no lado do pescoço. Essa medição é usada rotineiramente por equipes de emergência durante a Reanimação Cardiorrespiratória. A ausência do pulso nessa região indica uma parada cardíaca. A expressão pressão arterial (PA) refere-se à pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias. A pressão arterial bem como a de todo o sistema circulatório encontra-se normalmente um pouco acima da pressão atmosférica, sendo a diferença de pressões responsável por manter as artérias e demais vasos não colapsados. O seu valor no indivíduo saudável varia continuamente, consoante a atividade física, o stress ou a emotividade.

Ciclo Cardíaco.
Denomina-se ciclo cardíaco o conjunto de acontecimentos desde o fim de um batimento cardíaco até o fim do seguinte. No momento em que o coração bombeia seu conteúdo na aorta mediante contração do ventrículo esquerdo, encontrando-se a válvula mitral fechada e a válvula aórtica aberta, quando a pressão ventricular esquerda é máxima, a pressão calculada no nível das artérias também é máxima. Como esta fase do ciclo cardíaco se chama sístole, a pressão calculada neste momento é chamada de pressão arterial sistólica. Imediatamente antes do próximo batimento cardíaco, com a válvula aórtica fechada e a mitral aberta, o ventrículo esquerdo está em relaxamento e a receber o sangue das aurículas. Neste momento a pressão arterial nas artérias é baixa, e, como este período do ciclo cardíaco se chama diástole, é denominado pressão arterial diastólica. No entanto, esta pressão mínima ainda é consideravelmente superior à pressão presente do lado exterior da aorta e de todo o sistema arterial, sendo esta certamente maior do que a pressão atmosférica razão pela qual as artérias não colapsam nesta fase do ciclo(Hall, E., Guyton,John. Textbook of Medical Physiology

(em inglês). 12 ed. [S.l.]: Saunders Elsevier. ISBN 978-1416045748; Fishman, em Circulation of the Blood Men & Ideas, Alfred P. Fishman & Dckinson W. Richards. [S.l.]: New York Oxford University Press.).
O Ciclo cardíaco é o termo referente aos eventos relacionados ao fluxo e pressão sanguíneos que ocorrem desde o início de um batimento cardíaco até o próximo
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1387

batimento. Em resumo, dividimos o ciclo em dois períodos: o de relaxamento, chamado diástole, quando o coração recebe o sangue proveniente das veias, e o de contração, denominado sístole, quando ejeta o sangue para as artérias. O ciclo cardíaco é iniciado pela geração espontânea de potencial de ação no nodo sinoatrial (NSA), pelas células marcapasso. O impulso elétrico difunde-se pelo miocárdio atrial e, posteriormente, passa para os ventrículos através do feixe atrioventricular, que apresenta velocidade de condução mais baixa, gerando um atraso na transmissão, garantindo que os átrios(as aurículas) contraiam-se antes dos ventrículos, favorecendo a função do coração como bomba(Aires, Margarida de Mello, Vários Fisiologistas - Fisiologia 3a. ed.

Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008; Lionel H. Opie - Mechanisms of Cardiac Contraction and Relaxation IN Branwauld, Zippes , Libby Heart Disease, A textbook of cardiovascular medicine - 6th Ed HIE/SAUNDERS 2001- Cap 14 pag 462~465; Paulo Lavitola - Ciclo Cardíaco IN Manual de Cardiologia SOCESP - Atheneu 2001).
O coração apresenta atividade elétrica por variação na concentração citosólica
(Proteínas citosólicas são aquelas que "residem" no citosol, isto é, atuam nas reações citosólicas, ao contrário de outras proteínas, que após serem sintetizadas sintetizadas migram para compartimentos celulares, tais como a mitocôndria, o núcleo ou os peróxissomos e os plastos. Outras ainda são para dentro do retículo endoplasmático granular e enviada após a síntese da cadeia primária, para o complexo golgiense, onde completam o processo de secreção e podem sair da célula ou ser endereçada ao lisossomo – Referência Bibliográfica: JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, José. Biologia Celular e Molecular (em Português do Brasil). 7º ed. (S.l.): Guanabara Koogan, 2000. 3 p.ISBN 85-277-0588-5. SILVA, mparo Dias da, e outros; Terra, Universo de Vida 11 - 1ª parte, Biologia; Porto Editora; Porto; 2008. SEELEY, Rod R. ; STEPHENS, Trent D. ; TATE, Philip - Anatomia & fisiologia. 6ª ed. Loures : Lusociência, 2005. XXIV, 1118, [82] p.. ISBN 972-8930-07-0)de

iões cálcio. Os Eletrodos(Eletrodo ou eletródio ou electródio,

o

variante

eletrodo,

eléctrodo,

conhecido comumente por pólo, de maneira geral é o terminal utilizado para conectar um circuito elétrico a uma parte metálica ou não metálica ou solução aquosa. O termo deriva

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1388

das palavras gregas elektron – âmbar, e hodos - caminho ou via. O objetivo do eletrodo é proporcionar uma transferência de elétrons entre no meio no qual está inserido, através de corrente elétrica. Como tal, é usado em eletroquímica e em eletrônica) sensíveis e colocados em pontos específicos do corpo registram esta diferença elétrica.

O exame eletrocardiográfico pode ser utilizado em situações eletivas ou de urgência e emergência cardiovascular. Sístole é o período de contração muscular das câmaras cardíacas que alterna com o período de repouso, diástole. A cada batimento cardíaco, os átrios contraem-se primeiro, impulsionando o sangue para os ventrículos, o que corresponde à sístole atrial. Os ventrículos contraem-se posteriormente, bombeando o sangue para fora do coração, para as artérias, o que corresponde à sístole ventricular. Sístole é o processo de contração de cada parte do miocárdio. Durante a sístole, o sangue entra nas artérias, pelos leitos capilares, mais depressa do que sai.

Sístole ventricular - Sístole ventricular é o processo pelo qual o ventrículo se contrai e envia o sangue para o pulmão, se for o ventrículo direito, e se for o ventrículo esquerdo, o destino é o corpo. A artéria que sai do ventrículo esquerdo é a aorta, e a que sai do direito é a artéria pulmonar. O sangue retorna ao coração através das veias cavas e veias pulmonares e chega aos átrios. Há então um relaxamento.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1389

Fluxo sanguíneo na diástole. Diástole cardíaca é um período de relaxamento muscular ou recuperação do músculo cardíaco; alterna com o período de contração muscular (sístole). Nesse período, de pressão arterial mínima, a cavidade dilata-se (aurículas e ventrículos) e permite a entrada de sangue, para que possa ser expelido na contração. Corresponde à onda T do eletrocardiograma (ECG).

O eletrocardiograma (ECG) é um exame realizado com fins de avaliação
cardiológica no qual é feito o registro da variação dos potenciais elétricos gerados pela atividade elétrica do coração. O exame é habitualmente efetuado por técnicos e interpretado por médicos. O aparelho registra as alterações de potencial elétrico entre dois pontos do corpo. Estes potenciais são gerados a partir da despolarização e repolarização das células cardíacas. Normalmente, a atividade elétrica cardíaca se inicia no nodo sinusal (células auto-rítmicas) que induz a despolarização dos átrios e dos ventrículos. Esse registro mostra a variação do potencial elétrico no tempo, que gera uma imagem linear, em ondas. Estas ondas seguem um padrão rítmico, tendo denominação particular. O exame não apresenta riscos. Eventualmente podem ocorrer reações dermatológicas em função do gel necessário para melhorar a qualidade do exame(Sociedade Brasileira de Cardiologia, Diretriz de interpretação de

eletrocardiograma de repouso, Arq Bras Cardiol volume 80, (suplemento II), 2003).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1390

Referência Bibliográfica.

Aktar, M.; Shenasa, M.; Jazayeri, M.; et al. -Wide QRS complex tachycardia. Reappraisal of a common clinical problem. Ann Inte Med. 1988; 109:905-12. Alessie, M.A.; Rischhof, C.J.H.J.; Komings, K.T.S. -Unravelling the electrical mysteries of atrial fibrillation. Eur Heart J 1996; 17(Suppl. C):2-9. Alonso-orcanjo, N.; Izquierdo Garcia, F.; Simarro, E. -Atrial rupture and sudden death following atrial infarction. Int. J. Cardíol 1994; 46:82-4. Andries, E.; et al. apud Podrid, P.; Kowey, P. -Cardíac Arrhytmia: Mechanisms, Diagnosis and Management. Baltimore, Williams & Wilkins, 1995. p.1 030. Andersen, H.R.; Falk, E.; Nielsen, D. -Right ventricular infarction: Frequency, size and topography in coronary heart disease. A prospective study comprising 107 consecutive autopsies from a coronary care unit. J. Am. Coll. Cardíol. 1987; 10:1223. Aktar, M.; Shenasa, M.; Jazayeri, M.; et al. -Wide QRS complex

tachycardia. Reappraisal of a common clinical problem. Ann Inte Med. 1988; 109:90512. Alessie, M.A.; Rischhof, C.J.H.J.; Komings, K.T.S. -Unravelling the electrical mysteries of atrial fibrillation. Eur Heart J 1996; 17(Suppl. C):2-9. Alonso-orcanjo, N.; Izquierdo Garcia, F.; Simarro, E. -Atrial rupture and sudden death following atrial infarction. Int. J. Cardíol 1994; 46:82-4. Andries, E.; et al. apud Podrid, P.; Kowey, P. Cardíac Arrhytmia: Mechanisms, Diagnosis and Management. Baltimore, Williams & Wilkins, 1995. p.1 030. Andersen, H.R.; Falk, E.; Nielsen, D. -Right ventricular infarction: Frequency, size and topography in coronary heart disease. A prospective study comprising 107 consecutive autopsies from a coronary care unit. J. Am. Coll. Cardíol. 1987; 10:1223. Benchimol, A. e Desser, K.B. -The Frank vectorcardiogram in left posterior hemiblock. J. Electrocardiol. 1971; 4:129. Bencosme, S.A.; Trillo, A.; Alanis, J.; Benitez, D. -Correlative ultrastructural and electrophysiological study of the Purkinje system of the heart. J. Electrocardíol. 1969; 2:27. Benolkin J. QualityGuidelinesHelp Gettothe Heartof Pacemaker Costs. Hosp Mater Manage 1996; 21:18. Bernstein AD, Camm AJ, Fletcher R, Gold RD et al. The NASPE/BPEG Generic Pacemaker Code for Antibradyarrhythmia and Adaptive Rate Pacing and

Antitachyarrhythmia devices. PACE 1987; 10:794-9. Berkowitz, W.D.; Lau II, S.; Patton, R.D.; Rosen, K.M.; Damato, A.N. -The use of his bundle recordings in the analysis of unilateral and bilateral bundle branch block.Amer. Heart J. 1971; 81:340. Bernstein, M.; Bengtson, J.R. -Isolated right ventricular myocardial infarction. Ann. Intern. Med. 1993; 118:708-11. Bigger Jr., J.T.; Goldreyer, B.N. -The mechanism of
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1391

supraventricular tachycardia. Circulatíon 1970; 42:673. Bisteni, A.; Sodi -Pallares, D.; Medrano, G.A.; Pillegi, F. -A New approach for the recognition of ventricular premature beats. Amer. J. Cardiol 1960; 5:358. Bisteni, A.; Sodi-Pallares, D.; Medrano, G.A.; Pileggi, F.- Nuevos conceptos para El diagnóstico de Ias extrasistoles ventriculares. Arch. Inst. Cardiol. Mex 1957; 27:46. Boineau, P.J.; Moore, N.E. Evidence for propagation of activation across na accessory atrioventricular connection in thypes A and B pre-excitation. Circulation 1970; 41:375. Bosisio I. Clinical applications of ECG in the child. Rev Soc Cardiol 1999; 3:277-85. Burchell, H.B.; Anderson, M.W.; Frye, R.L.; McGoon, D.C. -Atrioventricular and ventriculoatrial excitation in Wolff-Parkinson-White syndrome (Type B): temporary ablation at surgery. Circulation 1967; 36:663. Benchimol, A. e Desser, K.B. -The Frank vectorcardiogram in left posterior hemiblock. J. Electrocardiol. 1971; 4:129. Bencosme, S.A.; Trillo, A.; Alanis, J.; Benitez, D. -Correlative ultrastructural and electrophysiological study of the Purkinje system of the heart. J. Electrocardíol. 1969; 2:27. Benolkin J. QualityGuidelinesHelp Gettothe Heartof Pacemaker Costs. Hosp Mater Manage 1996; 21:18. Bernstein AD, Camm AJ, Fletcher R, Gold RD et al. The NASPE/BPEG Generic Pacemaker Code for Antibradyarrhythmia and Adaptive Rate Pacing and

Antitachyarrhythmia devices. PACE 1987; 10:794-9. Berkowitz, W.D.; Lau II, S.; Patton, R.D.; Rosen, K.M.; Damato, A.N. -The use of his bundle recordings in the analysis of unilateral and bilateral bundle branch block.Amer. Heart J. 1971; 81:340. Bernstein, M.; Bengtson, J.R. -Isolated right ventricular myocardial infarction. Ann. Intern. Med. 1993; 118:708-11. Bigger Jr., J.T.; Goldreyer, B.N. -The mechanism of supraventricular tachycardia. Circulatíon 1970; 42:673. Bisteni, A.; Sodi -Pallares, D.; Medrano, G.A.; Pillegi, F. -A New approach for the recognition of ventricular premature beats. Amer. J. Cardiol 1960; 5:358. Bisteni, A.; Sodi-Pallares, D.; Medrano, G.A.; Pileggi, F.- Nuevos conceptos para El diagnóstico de Ias extrasistoles ventriculares. Arch. Inst. Cardiol. Mex 1957; 27:46. Boineau, P.J.; Moore, N.E. Evidence for propagation of activation across na accessory atrioventricular connection in thypes A and B pre-excitation. Circulation 1970; 41:375. Bosisio I. Clinical applications of ECG in the child. Rev Soc Cardiol 1999; 3:277-85. Burchell, H.B.; Anderson, M.W.; Frye, R.L.; McGoon, D.C. -Atrioventricular and ventriculoatrial excitation in Wolff-Parkinson-White syndrome (Type B): temporary ablation at surgery. Circulation 1967; 36:663

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1392

Algumas ondas e alguns períodos no ECG. Esquema: 1. Onda P - Corresponde à despolarização atrial, sendo a sua primeira componente relativa à aurícula direita e a segunda relativa à aurícula esquerda, a sobreposição das suas componentes gera a morfologia tipicamente arredondada (exceção de V1)[não se encontra explicação sobre o que vem a ser V1], e sua amplitude máxima é de 0,25 mV. Tamanho normal: Altura: 2,5 mm, comprimento: 3,0 mm, sendo avaliada em DII. A Hipertrofia atrial causa um aumento na altura e/ou duração da Onda P. 2. Complexo QRS – Corresponde a despolarização ventricular. É maior que a onda P, pois a massa muscular dos ventrículos é maior que a dos átrios, os sinais gerados pela despolarização ventricular são mais fortes do quê os sinais gerados pela repolarização atrial. Anormalidades no sistema de condução geram complexos QRS alargados.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1393

3. Onda T - Corresponde a repolarização ventricular. Normalmente é perpendicular e arredondada. A inversão da onda T indica processo isquêmico. Onda T de configuração anormal indica hipercalemia. Arritmia não sinusal = ausência da onda P. 4. Onda U - A onda U, nem sempre registrada no ECG, corresponde a repolarização dos Músculos Papilares. 5. Onda T atrial - A onda T atrial, geralmente não aparece no ECG, pois é "camuflada" pela Repolarização Ventricular. Ela corresponde a Repolarização Atrial, e quando aparece possui polaridade inversa a onda T - Repolarização Ventricular. 6. Intervalo PR - É o intervalo entre o início da onda P e início do complexo QRS. É um indicativo da velocidade de condução entre os átrios e os ventrículos e corresponde ao tempo de condução do impulso elétrico desde o nodo atrioventricular até aos ventrículos. O espaço entre a onda P e o complexo QRS é provocado pelo retardo do impulso elétrico no tecido fibroso que está localizado entre átrios e ventrículos, a passagem por esse tecido impede que o impulso seja captado devidamente, pois o tecido fibroso não é um bom condutor de eletricidade. 7. Período PP - O Intervalo PP, ou Ciclo PP. É o intervalo entre o início de duas ondas P. Corresponde à freqüência de despolarização atrial, ou simplesmente freqüência atrial. 8. Período RR - O Intervalo RR ou Ciclo RR. É o intervalo entre duas ondas R. Corresponde à freqüência de despolarização ventricular, ou simplesmente freqüência ventricular.

Pressão Arterial.
Doenças relacionadas com PA: Hipertensão arterial, Hipertensão pulmonar e Choque circulatório. A pressão arterial pode ser medida a vários níveis do sistema circulatório, diminuindo a pressão à medida que o ponto de medida se afasta do coração. Assim, na grande circulação podem ser medidas pressões a todos os níveis mas na prática clínica diária só

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1394

se usa a pressão máxima e a mínima. Pressão Arterial Sistólica: Pressão Arterial máxima do ciclo cardíaco, ocorrendo durante a sístole ventricular. Pressão Arterial Diastólica: Pressão Arterial mínima do ciclo cardíaco, equivalendo a pressão no fim da diástole ventricular. Pressão Arterial média: Média das pressões instantâneas de todo um ciclo cardíaco. Costuma ser deduzida das pressões diastólica e sistólica, com margens de erro variáveis, conforme a fórmula utilizada. Poder-se-ia pensar que seria realmente a média mas não é: aproxima-se mais da pressão diastólica. Arteriolar: Pressão nas arteríolas do organismo. Pressão

Pressão Pré-capilar. Pressão na

arteríola imediatamente antes de se iniciar um capilar. Pressão Capilar. pressão média no capilar. Fundamental para as trocas de líquidos entre o sangue e o espaço extracelular, conforme a Lei de Starling. Pressão Pós-capilar ou Venular. Pressão no início das vênulas. A este nível passa a ser pressão venosa e não arterial. Na pequena circulação existem todos os equivalentes acima, seguidos do termo "Pulmonar", como em "Pressão Arterial Pulmonar".

Grande circulação é a parte do sistema circulatório que transporta o sangue oxigenado para longe do coração para o corpo, e retorna o sangue desoxigenado de volta para o coração. A designação dada à parte da circulação sanguínea na qual o sangue do ventrículo esquerdo vai para todo o organismo, pela artéria aorta, e do organismo até o átrio direito, pela veia cava. Iniciase: ventrículo esquerdo e termina no átrio direito do coração.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1395

As arteríolas são vasos sanguíneos de dimensão pequena que resultam de ramificações das artérias. Através das arteríolas o sangue é libertado para os capilares. Regulam principalmente a resistência ao fluxo sanguíneo, e, portanto, a pressão sanguínea periférica. O músculo liso está reduzido a uma camada descontínua (a exceção do esfíncter pré-capilar), que se irradia progressivamente. Embora as arteríolas possam ser um pouco mais amplas que os capilares nos quais se abrem, distinguem-se destes pela retenção de certo montante de músculo na parede. Os esfíncteres pré-capilares, ao redor da transição entre as arteríolas e capilares, constituem um mecanismo para determinar o quanto de perfusão que teremos a cada momento no leito capilar. Isto decorre do fato de que as arteríolas finais (metarteríolas) e os esfíncteres pré-capilares constantemente se contraem e relaxam, de forma cíclica, variando então o fluxo médio capilar. O nome deste fenômeno é vasomotricidade. A vasomotricidade é regulada pelo próprio tecido perfundido pelos capilares, através da demanda de oxigênio deste tecido e do acúmulo de metabólitos vasodilatadores (adenosina principalmente) decorrentes da atividade metabólica dos mesmos. Os capilares sanguíneos, ou vasos capilares, são vasos sanguíneos do sistema circulatório com forma de tubos de pequeníssimo calibre. Constituem a rede de distribuição e recolhimento do sangue nas células. Estes vasos estão em comunicação, por um lado, com ramificações originárias das artérias e, por outro, com as veias de menor dimensão. Os capilares existem em grande quantidade no nosso corpo. Podem deformar-se com muita facilidade e impedir a passagem de glóbulos vermelhos. A
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1396

parede dos capilares é constituída por uma única camada de células que é a túnica íntima (ou interna) das artérias. É nas paredes dos capilares que ocorrem as trocas dos gases. Suas paredes são de tecido conjuntivo. Esses microvasos têm diâmetro entre 5 e 10 μm e conectam arteríolas e veias, possibilitam a troca de água, oxigênio, dióxido de carbono, vários outros nutrientes e resíduos químicos entre o sangue e tecidos ao seu redor. O sangue flui do coração às artérias, que se ramificam e estreitam-se até

formarem arteríolas, que se estreitam ainda mais e formam os capilares. Após o tecido ter sido perfundido, os capilares se unem e se espessam até formarem vênulas, que continuam se unindo e se espessando até formarem as veias, que levam o sangue de volta ao coração. O "leito capilar" é a rede de capilares que alimenta um órgão. Quanto menor o metabolismo das células, maior a quantidade de capilares necessários para fornecer nutrientes e recolher os resíduos de alta tensão. Metarteríolas fornecem comunicação direta entre arteríolas e vênulas. Elas têm importância em evitar o fluxo através dos capilares. Capilares verdadeiros se ramificam principalmente de metarteríolas. O diâmetro interno de 8 μm força as células vermelhas do sangue a se dobrarem parcialmente em forma de bala e se organizarem em fila simples, para que possam continuar o fluxo. Esfíncteres pré-capilares são anéis de músculo liso na origem dos capilares verdadeiros que regulam o fluxo de sangue nesses vasos e, portanto, controlam o fluxo em um tecido. Uma vênula ou vénula é um pequeno vaso sanguíneo que faz o sangue pobre em oxigênio retornar dos capilares para as veias. Participam nos intercâmbios entre os tecidos e o sangue e nos processos inflamatórios, e podem influenciar o fluxo de sangue nas arteríolas através da produção e secreção de substâncias vasoativas difusíveis. As vênulas apresentam diâmetro de 0,2 a 1 milímetro e têm por três camadas: um endotélio composto de células epiteliais escamosas que agem como uma membrana, uma camada média de musculatura e tecido elástico e uma camada externa de tecido conjuntivo fibroso. A camada média é pobremente desenvolvida de modo que as vênulas têm paredes mais finas que as arteríolas. As venículas com diâmetro de até 50 nm apresentam estruturas semelhantes à dos capilares(UNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1397

José. Histologia básica (10a. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1398

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1399

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1400

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1401

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1402

Corte transversal de uma veia mostrando uma válvula que previne o refluxo sanguíneo

As válvulas venosas impedem o fluxo inverso de sangue.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1403

Sistema Venoso.
As veias pulmonares carregam sangue oxigenado (sangue arterial) dos pulmões para a aurícula esquerda. A veia cava superior e a veia cava inferior carregam sangue relativamente pobre em oxigénio (sangue venoso) das circulações sistémicas para a aurícula direita. Um sistema porta venoso é uma série de veias ou vénulas que se conectam diretamente a dois leitos capilares. Exemplos de sistemas como esse incluem o veia porta hepática e o Sistema porta hipofisiário. O sistema venoso é formado por veias, responsáveis em trazer o sangue pobre em oxigênio até o coração, através de um fluxo sanguíneo, e transportar o sangue rico em oxigênio dos pulmões para o coração através das veias pulmonares. Esse sistema VENOSO é dividido em duas partes: sistema venoso periférico e sistema venoso abdominal. O sistema venoso periférico é composto pela maioria das veias do organismo, ele tem a função de irrigar todos os tecidos. Essas veias originam-se da fusão de vênulas, que vão ficando cada vez mais calibrosas, e segue até o átrio direito do coração, levando até ele o sangue pobre em oxigênio. De lá, o fluxo sanguíneo segue para o ventrículo direito e depois para os pulmões, pelas artérias pulmonares, o sangue enviado do átrio direito para o ventrículo direito não consegue retornar, pois entre eles há uma válvula chamada tricúspide que impede esse retorno. Este circuito percorrido pelo sangue é conhecida como pequena circulação ou circulação pulmonar. Iconografia 1. O coração recebe esse sangue diretamente de duas grandes veias, que desembocam no átrio direito, a veia cava superior e a veia cava inferior. A veia cava superior tem aproximadamente 7,5 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro. A veia cava inferior é a maior veia do corpo, formada pelas duas veias ilíacas comuns, responsáveis pelo recolhimento do sangue da região pélvica e dos membros inferiores. É possível ainda distinguir no sistema venoso periférico dois tipos de veia: as superficiais e as profundas. As veias superficiais circulam muito perto da superfície do corpo e são visíveis por baixo da pele, enquanto que as profundas circulam entre os músculos. O fluxo sanguíneo percorre das veias superficiais para as profundas através das veias comunicantes, responsáveis pela comunicação entre as outras primeiras. É constituído por tubos chamados de veias que tem como função conduzir o sangue dos capilares para
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1404

o coração. As veias, também como as artérias, pertencem a grande e a pequena circulação. O circuito que termina no átrio esquerdo através das quatro veias pulmonares trazendo sangue arterial dos pulmões chama-se de pequena circulação ou circulação pulmonar. E o circuito que termina no átrio direito através das veias cavas e do seio coronário retornando com sangue venoso chama-se de grande circulação ou circulação sistêmica. Algumas veias importantes do corpo humano: Veias da circulação pulmonar (ou pequena circulação): As veias que conduzem o sangue que retorna dos pulmões para o coração após sofrer a hematose (oxigenação), recebem o nome de veias pulmonares. São quatro veias pulmonares, duas para cada pulmão, uma direita superior e uma direita inferior, uma esquerda superior e uma esquerda inferior. As quatro veias pulmonares vão desembocar no átrio esquerdo. Estas veias são formadas pelas veias segmentares que recolhem sangue arterial dos segmentos pulmonares. Veias da circulação sistêmica (ou da grande circulação): duas grandes veias desembocam no átrio direito trazendo sangue venoso para o coração. São elas: veia cava superior e veia cava inferior. Temos também o seio coronário que é um amplo conduto venoso formado pelas veias que estão trazendo sangue venoso que circulou no próprio coração. Iconografia 2.

Veia cava superior: a veia cava superior tem o comprimento de cerca de 7,5cm e diâmetro de 2cm e origina-se dos dois troncos braquiocefálicos (ou veia braquiocefálica direita e esquerda).

Cada veia braquiocefálica é constituída pela junção da veia subclávia (que recebe sangue do membro superior) com a veia jugular interna (que recebe sangue da cabeça e pescoço). Iconografia 3.

Veia cava Inferior: a veia cava inferior é a maior veia do corpo, com diâmetro de cerca

pélvica e dos membros inferiores. Iconografia 4.

Seio Coronário e veias Cardíacas.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1405

de 3,5cm e é formada pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem sangue da região

O seio coronário é a principal veia do coração. Ele recebe quase todo o sangue venoso do miocárdio. Fica situado no sulco coronário abrindo-se no átrio direito. É um amplo canal venoso para onde drenam as veias. Recebe a veia cardíaca magma (sulco interventricular anterior) em sua extremidade esquerda, veia cardíaca média (sulco interventricular posterior) e a veia cardíaca parva em sua extremidade direita. Diversas veias cardíacas anteriores drenam diretamente para o átrio direito. Iconografia 5. VEIAS DA CABEÇA E PESCOÇO – Iconografia 6. Crânio: a rede venosa do interior do crânio é representada por um sistema de canais intercomunicantes denominados seios da dura-máter. Seios da dura-máter. São verdadeiros túneis escavados na membrana dura-máter. Esta é a membrana mais externa das meninges. Estes canais são forrados por endotélio. Os seios da dura-máter podem ser divididos em seis ímpares e sete pares. SEIOS DA DURA-MÁTER – Iconografia 7, 8 e 9. SEIOS ÍMPARES (6): são três relacionados com a calvária craniana e três com a base do crânio. Seios da calvária craniana.

1 - Seio sagital superior: situa-se na borda superior e acompanha a foice do cérebro em toda sua extensão. 2 - Seio sagital inferior: ocupa dois terços posteriores da borda inferior da parte livre da foice do cérebro. 3 - Seio reto: situado na junção da foice do cérebro com a tenda do cerebelo. Anteriormente recebe o seio sagital inferior e a veia magna do cérebro (que é formada pelas veias internas do cérebro) e posteriormente desemboca na confluência dos seios.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1406

Seios da base do crânio. 1 - Seio intercavenoso anterior: liga transversalmente os dois seios cavernosos. Situado na parte superior da sela túrsica, passando diante e por cima da hipófise. 2 - Seio intercavernoso posterior: paralelo ao anterior, este liga os dois seios cavernosos, passando por trás e acima da hipófise. 3 - Plexo basilar: é um plexo de canais venosos que se situa no clivo do occipital. Este plexo desemboca nos seios intercavernoso posterior e petrosos inferiores (direito e esquerdo).

SEIOS PARES: são situados na base do crânio. 1 - Seio esfenoparietal: ocupa a borda posterior da asa menor do osso esfenóide. 2 - Seio cavernoso: disposto no sentido ântero-posterior, ocupa cada lado da sela túrsica. Recebe anteriormente a veia oftálmica, a veia média profunda do cérebro e o seio esfenoparietal e,

posteriormente, se continua com o seios petrosos superior e inferior. 3 - Seio petroso superior: estende-se do seio cavernoso até o seio transverso, situa-se na borda superior da parte petrosa do temporal. 4 - Seio petroso inferior: origina-se na extremidade posterior do seio cavernoso, recebe parte do plexo basilar, indo terminar no bulbo superior da veia jugular interna. 5 - Seio transverso: origina-se na confluência dos seios e percorre o sulco transverso do osso occipital, até a base petrosa do temporal, onde recebe o seio petroso superior e se continua com o seio sigmóide. 6 - Seio sigmóide: ocupa o sulco de mesmo nome, o qual faz um verdadeiro "S" na borda posterior da parte petrosa

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1407

do temporal, indo terminar no bulbo superior da veia jugular interna, após atravessar o forame jugular. A veia jugular interna faz continuação ao seio sigmóide, sendo que o seio petroso inferior atravessa o forame jugular para ir desembocar naquela veia. 7 - Seio occipital: origina-se perto do forame magno e localiza-se de cada lado da borda posterior da foice do cerebelo. Posteriormente termina na confluência dos seios ao nível da protuberância occipital interna. Face: Normalmente as veias tireóidea superior, lingual, facial e faríngica se anastomosam formando um tronco comum que vai desembocar na veia jugular interna. O plexo pterigoídeo recolhe o sangue do território vascularizado pela artéria maxilar, inclusive de todos os dentes, mantendo anastomose com a veia facial e com o seio cavernoso. Os diversos ramos do plexo pterigoídeo se anastomosam com a veia temporal superficial, para constituir a veia retromandibular. Essa veia retromandibular que vai se unir com a veia auricular posterior para dar origem à veia jugular externa. A cavidade orbital é drenada pelas veias oftálmicas superior e inferior que vão desembocar no seio cavernoso. A veia oftálmica superior mantém anastomose com o início da veia facial. Pescoço: descendo pelo pescoço, encontramos quatro pares de veias jugulares. Essas veias jugulares têm o nome de interna, externa, anterior e posterior. Veia jugular interna: vai se anastomosar com a veia subclávia para formar o tronco braquiocefálico venoso. Veia jugular externa: desemboca na veia subclávia. Veia jugular anterior: origina-se superficialmente ao nível da região supra-hioídea e desemboca na terminação da veia jugular externa. Veia jugular posterior: origina-se nas proximidades do occipital e desce posteriormente ao pescoço para ir desembocar no tronco braquiocefálico venoso. Está situada profundamente.

VEIAS DO TÓRAX E ABDOME Iconografia 11, 12, 13, 14 e 15. VEIAS QUE FORMAM A VEIA PORTA - SISTEMA PORTA-HEPÁTICO.

Tórax: encontramos duas exceções principais:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1408

- A primeira se refere ao seio coronário que se abre diretamente no átrio direito. - A segunda disposição venosa diferente é o sistema de ázigos. As veias do sistema de ázigo recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e abdome. Do abdome o sangue venoso sobe pelas veias lombares ascendentes; do tórax é recolhido principalmente por todas as veias intercostais posteriores. O sistema de ázigo forma um verdadeiro "H" por diante dos corpos vertebrais da porção torácica da coluna vertebral. O ramo vertical direito do "H" é chamado veia ázigos. O ramo vertical esquerdo é subdividido pelo ramo horizontal em dois segmentos, um superior e outro inferior. O segmento inferior do ramo vertical esquerdo é constituído pela veia hemiázigos, enquanto o segmento superior desse ramo recebe o nome de hemiázigo acessória. O ramo horizontal é anastomótico, ligando os dois segmentos do ramo esquerdo com o ramo vertical direito. Finalmente a veia ázigo vai desembocar na veia cava superior.

Abdome: no abdome, há um sistema venoso muito importante que recolhe sangue das vísceras abdominais para transportá-lo ao fígado. É o sistema da veia porta. A veia porta é formada pela anastomose da veia esplênica (recolhe sangue do baço) com a veia mesentérica superior. A veia esplênica, antes de se anastomosar com a veia mesentérica superior, recebe a veia mesentérica inferior. Depois de constituída, a veia porta recebe ainda as veias gástrica esquerda e prepilórica. Ao chegar nas proximidades do hilo hepático, a veia porta se bifurca em dois ramos (direito e esquerdo), penetrando assim no fígado. No interior do fígado, os ramos da veia porta realizam uma verdadeira rede. Vão se ramificar em vênulas de calibre cada vez menor até a capilarização. Em seguida os capilares vão constituindo novamente vênulas que se reúnem sucessivamente para formar as veias hepáticas as quais vão desembocar na veia cava inferior. A veia gonodal do lado direito vai desembocar em um ângulo agudo na veia cava inferior, enquanto a do lado esquerdo desemboca perpendicularmente na veia renal.

RESUMINDO O SISTEMA PORTA-HEPÁTICO: A circulação porta hepática desvia o sangue venoso dos órgãos gastrointestinais e do baço para o fígado antes de retornar ao coração. A veia porta hepática é formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica. A veia mesentérica superior drena sangue do intestino delgado e
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1409

partes do intestino grosso, estômago e pâncreas. A veia esplênica drena sangue do estômago, pâncreas e partes do intestino grosso. A veia mesentérica inferior, que deságua na veia esplênica, drena partes do intestino grosso. O fígado recebe sangue arterial (artéria hepática própria) e venoso (veia porta hepática) ao mesmo tempo. Por fim, todo o sangue sai do fígado pelas veias hepáticas que deságuam na veia cava inferior. As veias profundas dos membros superiores seguem o mesmo trajeto das artérias dos membros superiores. As veias superficiais dos membros superiores: A veia cefálica tem origem na rede de vênulas existente na metade lateral da região da mão. Em seu percurso ascendente ela passa para a face anterior do antebraço, a qual percorre do lado radial, sobe pelo braço onde ocupa o sulco bicipital lateral e depois o sulco deltopeitoral e em seguida se aprofunda, perfurando a fáscia, para desembocar na veia axilar. A veia basílica(NRA - O sulco bicipital lateral e depois o sulco deltopeitoral e em seguida se aprofunda, perfurando a fáscia, para desembocar na veia axilar. A veia basílica origina-se da rede de vênulas existente na metade medial da região dorsal da mão. Ao atingir o antebraço passa para a face anterior, a qual sobe do lado ulnar. No braço percorre o sulco bicipital medial até o meio do segmento superior, quando se aprofunda e perfura a fáscia, para desembocar na veia braquial medial. A veia mediana do antebraço inicia-se com as vênulas da região palmar e sobe pela face anterior do antebraço, paralelamente e entre as veias cefálica e basílica. Nas

proximidades da área flexora do antebraço, a veia mediana do antebraço se bifurca, dando a veia mediana cefálica que se dirige obliquamente para cima e lateralmente para se anastomosar com a veia cefálica, e a veia mediana basílica que dirige obliquamente para cima e medialmente para se anastomosar com a veia basílica. NR - VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES)origina-se da rede de vênulas existente na metade medial da região dorsal da mão. Ao atingir o antebraço passa para a face anterior, a qual sobe do lado ulnar. No braço percorre o sulco bicipital medial até o meio do segmento superior, quando se aprofunda e perfura a fáscia, para desembocar na veia braquial medial. A veia mediana do antebraço inicia-se com as vênulas da região palmar e sobe pela face anterior do antebraço, paralelamente e entre as veias cefálicas e basílica. Nas proximidades da área flexora do antebraço, a veia mediana do antebraço se bifurca, dando a veia mediana cefálica que se dirige obliquamente para cima e lateralmente para se anastomosar com a veia cefálica, e a veia mediana basílica que dirige obliquamente para cima e medialmente para se anastomosar com a veia basílica. Iconografia 16, 17 e 18.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1410

VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES. As veias profundas dos membros inferiores seguem o mesmo trajeto das artérias dos membros inferiores. As veias superficiais dos membros inferiores - Veia safena

magna: origina-se na rede de vênulas da região dorsal do pé, margeando a borda medial desta região, passa entre o maléolo medial e o tendão do músculo tibial anterior e sobe pela face medial da perna e da coxa. Nas proximidades da raiz da coxa ela executa uma curva para se aprofundar e atravessa um orifício da fáscia lata chamada de hiato safeno. A veia safena parva: origina-se na região de vênulas na margem lateral da região dorsal do pé, passa por trás do maléolo lateral e sobe pela linha mediana da face posterior da perna até as proximidades da prega de flexão do joelho, onde se aprofunda para ir desembocar em uma das veias poplíteas. A veia safena parva comunica-se com a veia safena magna por intermédio de vários ramos anastomósticos. Iconografia.

Esquema de Sistema Venoso. Iconografia 1.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1411

VEIAS PULMONARES, CAVAS SUPERIOR E INFERIOR E SEIO CORONÁRIO. Iconografia 2.

Iconografia 3.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1412

Iconografia 4.

Iconografia 5.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1413

Iconografia 6

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1414

. .

SEIOS DA DURA-MÁTER – Iconografia 7, 8

(7)

(8)
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1415

Iconografia 9.

Iconografia 11, 12, 13, 14 e 15. VEIAS QUE FORMAM A VEIA PORTA - SISTEMA PORTA-HEPÁTICO.

(11)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1416

VEIAS QUE FORMAM A VEIA CAVA SUPERIOR E O SISTEMA PORTAHEPÁTICO

(12)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1417

VEIAS DOS MEMBROS SUPERIORES.

(13)

(14)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1418

(15) Iconografia 16, 17 e 18. VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES.

(16)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1419

(17)

(18)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1420

Referência Bibliográfica Suplementar. 1. CALAIS-GERMAIN, Blandine. Anatomia para o Movimento. V. I: Introdução à Análise das Técnicas Corporais / Blandine Calais - Germain; [tradução Sophie Guernet]. São paulo: Manole, 1991. 2. CASTRO, Sebastião Vicente de. Anatomia Fundamental. 3ed. São Paulo: Makron Books, 1985. 3. GANONG, William F. Fisiologia Médica. 17ed. Guanabara Koogan, 1998. 4. GARDNER, Ernest. Anatomia: Estudo Regional do Corpo Humano. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. 5. GOSS, Charles Mayo. Gray Anatomia. 29ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1988. 6. GRAY, Henry. Anatomia. 29ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A., 1988. 7. Noszczyk W, Bielska H, Kostewicz W, Noszczyk B. False aneurysms of the proximal anastomosis of the arterial prosthesis and the abdominal aorta. Med Sci Monit. 2000;6:390-8. 8. Millili JJ, Lanes JS, Nemir P Jr. A study of anastomotic aneurysms following aortofemoral prosthetic bypass. Ann Surg. 1980;192:69-73 9. Lopes, Sônia e Rosso, Sérgio. Biologia – Volume único, São Paulo – SP: Editora Saraiva, 2005. 10.Levada, Miriam M. O., Fieri, Walcir J. e Pivesso, Mara Sandra G.. Apontamentos Teóricos de Citologia, Histologia e

Embriologia, São Paulo: Catálise Editora, 1996. 11.Melissano G, Di Mario C, Tshomba Y, et al. Endovascular treatment of a noninfected anastomotic juxtarenal aortic aneurysm. Tex Heart Inst J. 2000;27:408-11.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1421

12.van den Akker PJ, Brand R, van Schilfgaarde R, van Bockel JH, Terpstra JL.. False aneurysms after prosthetic reconstructions for aortoiliac obstructive disease. Ann Surg. 1989;210:658-66. 13.Szilagyi DE, Smith RF, Elliot JP, Hageman JH, Dall'Olmo CA. Anastomotic aneurysm after vascular reconstruction: problems of incidence, etiology and treatment. Surgery. 1975;78:800-16. 14.Gautier C, Borie H, Lagneau P. Aortic false aneurysms after prosthetic reconstruction of the infrarenal aorta. Ann Vasc Surg. 1992;6:413-7. 15.Mulder EJ, van Bockel JH, Maas J, van den Akker PJ, Hermans J. Morbidity and mortality of reconstructive surgery of noninfected false aneurysms detected long after aortic prosthetic reconstruction. Arch Surg. 1998;133:45-9. 16.Melissano G, Di Mario C, Tschomba Y, et al. Endovascular treatment of aortic aneurysms of the abdominal aorta with covered stents. Cardiologia. 1999;44:949-56. 17.Faries PL, Won J, Morrissey NJ, et al. Endovascular treatment of failed prior abdominal aortic aneurysm repair. Ann Vasc Surg. 2003;17:43-8. 18.DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 2ed. São Paulo: Atheneu, 2001. 19.FREITAS, Valdemar de. Anatomia – Conceitos e Fundamentos. São Paulo: Artmed, 2004. 20.HERLIHY, Bárbara; MAEBIUS, Nancy K. Anatomia e Fisiologia do Corpo Humano Saudável e Enfermo. 1ed. São

21.KENDALL,

Florence

Peterson;

McCREARY,

Elizabeth

Guanabara Koogan, 1987.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

Kendall. Músculos – Provas e Funções. 3ed. Rio de Janeiro:

1422

Paulo: Manole, 2002.

22.LATARJET, Michel. Anatomia Humana. 2ed. V1/V2. São Paulo: Panamericana, 1996. 23.MACHADO, Ângelo. Neuroanatomia Funcional. Rio de

Janeiro/São Paulo: Atheneu, 1991. 24.McMINN, R. M. H.. Atlas Colorido de Anatomia Humana. São Paulo: Manole, 1990. 25.MOORE, Keith L.. Anatomia Orientada para a Prática Clínica. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 26.NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. 27.PETRUCELLI, L. J.. História da Medicina. São Paulo: Manole, 1997. 28.Tiesenhausen K, Hausegger KA, Tauss J, Amann W, Koch G. Endovascular treatment of proximal anastomotic aneurysms after aortic prosthetic reconstruction. Cardiovasc Intervent Radiol. 2001;24:49-52. 29.Treiman GS, Weaver FA, Cossman DV, et al. Anastomotic false aneurysms of the abdominal aorta and the iliac arteries. J Vasc Surg. 1988;8:268-73 30.THIBODEAU, Gary A.; PATTON, Kevin T. Estrutura e Funções do Corpo Humano. 11ed. São Paulo: Manole, 2002. 31.TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 32.Magnan PE, Albertini JN, Bartoli JM, et al. Endovascular

aorta. Ann Vasc Surg. 2003;17:365-74.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1423

treatment of anastomotic false aneurysms of the abdominal

33.Schonholz C, Donnini F, Naselli G, Pocovi A, Parodi JC. Acute rupture of an aortic false aneurysm treated with a stent-graft. J Endovasc Surg. 1999;6:293-6. 34.SACRAMENTO, Arthur; CASTRO, Luciano. Anatomia Básica Aplicada à Educação Física. 2ed. Canoas: Editora da Ulbra, 2001. 35.SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 36.van Herwaarden JA, Waasdorp EJ, Bendermacher BL, van den Berg JC, Teijing JA, Moll FL. Endovascular repair of paraanastomotic aneurysms after previous open aortic

prosthetic reconstruction. Ann Vasc Surg. 2004;18:280-6. 37.Morrissey NJ, Yano OJ, Soundararajan K, et al. Endovascular repair of para-anastomotic aneurysm of the aorta and iliac arteries: preferred treatment for a complex problem. J Vasc Surg. 2001;34:503-12. 38.Mikati A, Marache P, Watel A, et al. End-to-side aortoprosthetic anastomoses: long-term computed tomography assessment. Ann Vasc Surg. 1990;4:584-91. 39.Aguiar ET, Albers MT, Langer B, Fratezi AC, Furlan JC. Surgical treatment of infections involving arterial prosthesis in aorto-femoral position. Rev Hosp Clin Fac Med Sao Paulo. 1993;48:76-81. 40.Aguiar ET, Langer B, Albers MT, Fratezi AC, Basseto FL. Infection involving arterial prosthesis: clinical picture, etiology

1993;48:8-12.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1424

and predisposing factors. Rev Hosp Clin Fac Med Sao Paulo.

Sistema venoso abdominal.
O sistema venoso abdominal é o responsável pela coleta das substâncias nutritivas absorvidas no tubo digestivo. Suas veias confluem e formam a veia porta para penetrar no fígado, através da veia supra-hepática ou cava inferior, onde o sangue sofrerá uma série de transformações antes de chegar ao fígado. Em outras palavras, o fígado atua como um verdadeiro filtro entre o tubo digestivo e o coração. O sangue oxigenado segue caminho através das veias pulmonares, chegando ao átrio esquerdo, passando pelo ventrículo esquerdo e para o corpo através da artéria aorta. A distribuição de sangue do coração para todo o corpo é chamado de grande circulação ou circulação sistêmica. O sangue não consegue retornar do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo devido a presença da valva mitral. Há quatro veias pulmonares, superior direita, inferior direita, superior esquerda e inferior esquerda, que irão recolher sangue venoso dos segmentos pulmonares. As veias pulmonares são a exceção no sistema venoso, já que são as únicas a transportarem o sangue oxigenado. SVA – Fígado.

O fígado é dividido em duas regiões principais: o lobo direito e o lobo esquerdo. O fígado está preso anteriormente a parede abdominal pelo ligamento falsiforme, que é uma prega que separa os dois lobos. Recebe sangue oxigenado proveniente da aorta através da artéria hepática e recebe sangue venoso do intestino, pâncreas e baço pela veia porta hepática. Conforme o sangue atravessa o fígado, os nutrientes são modificados. Por minuto, cerca de 1,5 L de sangue passa pelo fígado. Os compartimentos hexagonais do fígado são chamados lóbulos hepáticos.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1425

As células hepáticas são chamadas de hepatócitos.

Principais funções: Hematopoiese: juntamente com a medula óssea e o baço, o fígado participa da produção de células sanguíneas. Hemocarotese: também participa da destruição das hemácias. Integração dos mecanismos energéticos. Emulsificação de gorduras da digestão secretando bile como produto final. Armazenar e metabolizar vitaminas. Armazenar e metabolizar glicose. Síntese de proteínas plasmáticas. Produção de precursores de plaquetas. Desintoxicação de toxinas internas e externas. Conversão de amônia em uréia. Filtragem de impurezas. Importância: Uma vez com falência em suas células, suas funções não são recuperadas. Porém, um único pedaço transplantado pode salvar a vida de uma pessoa, pois o órgão tem capacidade de regeneração. O fígado é extremamente importante para o organismo e lesões nele podem levar o indivíduo à morte. Patologias: As hepatites são as patologias mais conhecidas. Existem também

insuficiência hepática, fibroses e cirroses. O alto consumo de álcool é muito prejudicial ao fígado. Algumas patologias podem levar o indivíduo à morte.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1426

Conclusão: O fígado é um órgão vital para o corpo humano, atua como glândula tanto exócrina quanto endócrina, pois libera secreções e também substâncias importantes nos vasos linfáticos, realiza diversas funções essenciais, pois converte a comida em energia armazenada, age como filtro na corrente sanguínea removendo substâncias tóxicas,

processa de maneira correta os medicamentos no sistema digestivo,
fazendo com que o organismo os utilize de forma adequada, fabrica a bile que é uma substância essencial para a digestão de gordura, sintetiza o colesterol, entre outras funções. Por ser um órgão importante é preciso estar atento às doenças hepáticas, que vem crescendo de forma assustadora, chegando a ser considerada como um problema de saúde pública, principalmente as de caráter infeccioso como as hepatites virais.

Segundo estudos, estima-se que cerca de 25% da população são portadoras de hepatite tipo C sem saber, o que agrava ainda mais a situação, pois a hepatite quando não tratada pode evoluir para um quadro de cirrose em 10 a 15 anos aproximadamente, já esse tempo diminui para 5 a 10 anos quando há a ingestão de bebida alcoólica. Nota do Autor. Automedicação.

Esse e-book, por tratar-se de Farmacologia Clínica, busca trazer e

problemas de saúde quando não prescrito por profissional de saúde, e agora com a nova lei do ato médico é abrangente. Mais levo aos leitores uma informação não para pânico mais para reflexão acadêmica. Citarei alguns medicamentos aparentemente inofensivos

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1427

conduzir informações para os profissionais de saúde em geral. Medicamentos são graves

que podem destruir a saúde do indivíduo quando automedicado. Aspirina, paracetamol, anticoncepcional e até complexos vitamínicos podem representar riscos para a saúde. Diariamente morrem centenas de pessoas por uso indevido de medicamentos. Porém não se tem notícias com tanta repercussão. Ressalvando-se alguns casos, Elvis Presley, na década de 1970, e mais recente, em 25 de junho de 2009, Michael Jackson. Nesta data, foi anunciada a morte do cantor, depois de sofrer uma parada cardíaca na casa em que morava, em Los Angeles, Estados Unidos. A morte prematura do rei do pop foi atribuída a uma overdose de medicamentos que Michael Jackson tinha tomado horas antes de dormir. Podemos dizer que o que aconteceu com o cantor é apenas um exemplo dos riscos que os remédios ou e medicamentos (SILVA. César. 2013) apresentam, caso sejam mal administrados. Para o Professor César Augusto Venâncio da Silva, autor da Série Farmacologia Aplicada Para e professor do Curso Técnico de Farmácia, o maior problema está no excesso. ―Medicamentos como antiinflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares e antibióticos são perigosos se usados em grandes quantidades, geralmente acima do limite recomendado pela bula‖, e o mais grave sem a supervisão do profissional de saúde. Decorrente de fatores, entre os quais o progresso da indústria farmacêutica, com o aparecimento cada vez mais freqüente de medicamentos novos e mais potentes, há uma tendência generalizada da automedicação pela sociedade. Apesar do surgimento e da disponibilização de vacinas e antimicrobianos eficazes, os agentes patogênicos continuam avançando na proliferação de doenças infecciosas. Etc. O maior pânico científico em torno da automedicação passa pelo surgimento e disseminação de resistência bacteriana, que tende a aumentar mediante o uso indiscriminado de antibióticos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções causam 25% das mortes em todo o mundo e 45%, nos países menos desenvolvidos. O uso de antibióticos para essas situações pode ser calculado. Mais de 50% das prescrições se mostram inapropriadas. 2/3 dos antibióticos são usados sem prescrição médica em muitos países. 50% dos consumidores compram o medicamento para um dia, 90% compram-no para período igual ou inferior a três dias. Mais de 50% do orçamento com medicamentos são destinados aos antimicrobianos. A pesquisa visou demonstrar os índices de automedicação de antibióticos, bem como a forma que as pessoas utilizam os medicamentos. Conscientizar as pessoas quanto ao uso indiscriminado de

medicamentos, esclarecendo as possíveis conseqüências que este procedimento pode
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1428

ocasionar é uma das missões éticas do profissional de saúde. No livro CURSO

FARMACOLOGIA – VOLUME III – páginas 634/636, silva, César Augusto Venâncio da Silva, abordei o assunto, V. link:
LIVROS FREE PODEM SER BAIXADOS, DESDE QUE NÃO TENHA FINS COMERCIAIS. http://farmaciaead2013.blogspot.com.br/2013/07/farmacologia-clinica-quarto-livroda.html http://www.ebah.com.br/content/ABAAAf8qsAK/livro-farmacia-volume-iii-protocolo590588-subtomo-ii http://farmaciaead2013.blogspot.com.br/2013/07/view-livro-de-farmacia-volumeiii.html http://www.scribd.com/doc/125825298/Livro-Revisado-4-de-Fevereiro http://www.scribd.com/doc/115447089/Professor-Cesar-Venancio http://www.scribd.com/doc/191045991/FARMACOLOGIA-LIVRO-DISPENSACAOREGULAMENTACAO-TOMO-I-SERIE-FARMACOLOGIA-APLICADA-Formacaoem-Auxiliar-de-Farmacia-Hospitalar-e-Drogarias-Volume-V http://www.scribd.com/doc/131248798/LIVRO-III-REDACAO-FINAL-SEGUNDAREVISAO

URM NA CLÍNICA MÉDICA. Farmacologia Clínica:Medicamentos e seu uso na ClínicaMédica. silva, César Augusto Venâncio da Silva, Fortaleza-Ceará-2013 link:

URM-Farmacologia-Clinica-Medicamentos-PRIMEIRA-PARTE Published by Cesar Augusto Venancio Silva.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1429

http://www.scribd.com/doc/178876442/1-LIVRO-EM-REVISAO-FINAL-24-10-2013-

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA Formação em Auxiliar de Farmácia Hospitalar e Drogarias Volume V - TOMO I REGULAMENTAÇÃO DA DISPENSAÇÃO 2013. QUARTA EDIÇÃO DA SÉRIE – REVISTA E AUMENTADA. 1ª. Edição do Volume V – TOMO I Editora Free Virtual. INESPEC – 2013 - Fortaleza-Ceará. 4.a. Edição – Setembro. 2ª. Reedição e reimpressão em dezembro de 2013. More info: Published by: Cesar Augusto Venancio Silva on Dec 12, 2013 Copyright:Attribution Non-commercial Downloads: 1 Availability: Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android. Free download as PDF, DOCX, TXT or read online for free from Scribd Consumo arriscado. Por isso, se engana quem acredita que apenas os medicamentos que necessitam de receita são perigosos. O uso indiscriminado dos fármacos pode trazer danos consideráveis à saúde, mesmo uma simples aspirina em doses acima do recomendado. Até complexos vitamínicos ingeridos por muitos anos em demasia apresentam riscos ao
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1430

paciente. A ansiedade pela cura, a dificuldade de acesso de parte da sociedade aos serviços públicos de saúde e a falta de informação a respeito da doença podem ser descritos como fatores que colaboram para a automedicação. De acordo com um editorial da Associação Médica Brasileira, a automedicação é um risco enorme, pois pode mascarar diagnósticos na fase inicial da doença. Por isso, a palavra-chave é bom senso. ―É importante ressaltar que o uso contínuo de qualquer medicamento pode causar tolerância no organismo e não ter a ação que deveria‖ ressalta Everton Dombeck, médico cardiologista especialista em medicina paliativa. Iniciamos uma discusão em torno da questão da automedicação. Agora, aqui aproveito a oportunidade para apresentar o resumo de uma pesquisa mais recente que enquadrou o perfil dos usuários de automedicação. DA PESQUISA. Metodologia. Foi aplicado um questionário em um grupo de 100 pessoas voluntárias de ambos os sexos, com idade superior a 18 (dezoito) anos, onde responderam a 20 questões objetivas. Sendo que se perguntava antes da entrega do questionário o grau de escolaridade da pessoa; só responderam o questionário pessoas com nível de ensino superior ou igual ao ensino médio completo. O enfoque do questionário estava relacionado ao tema de automedicação de antibióticos e suas conseqüências. De acordo com as respostas se analisava o perfil de conhecimento e precaução sobre o uso de medicamentos. Ao responder à pesquisa as pessoas contribuíram para o

desenvolvimento da pesquisa e conclusão de trabalho. Resultados. Em relação à idade houve uma notável diversificação, entre os 18 a 50 anos, como segue descrito. IDADE PORCENTAGEM 18 a 25 anos 28% 26 a 30 anos 22% 31 a 35 anos 22% 36 a 40 anos 13% 41 a 45 anos 8% 46 a 50 anos 7%. Durante a pesquisa as pessoas que estavam fazendo uso de medicamentos foram em número de 36%, sendo que os medicamentos que estavam sendo utilizados eram para tratamentos diversificados. Na questão que era perguntado as pessoas se elas já se
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1431

medicaram baseando-se em receitas antigas o índice foi alarmante, e chegou a 57% de respostas positivas a essa pratica de automedicação e autoprescrição. Ao responder a questão relacionada ao tópico sobre automedicar os filhos, esposa, parentes e amigos constatou-se em pesquisa que 30% temos por hábito automedicar pessoas de seu ciclo de relacionamentos. Uma questão que nos preocupa - o uso de antibiótico sem prescrição; teve uma taxa elevada de usuários, o que mostra a preocupação que devemos ter como profissionais de saúde, com a automedicação de antibióticos. Dos participantes da pesquisa, 43% afirmaram que se automedicam com antibióticos sem orientação profissional. Foi demonstrada a falta de conhecimento quanto à importância da prescrição médica, como pode ser demonstrado: SINTOMAS QUE LEVAM AS PESSOAS A UTILIZAR ANTIBIÓTICOS. 1. Dor de Garganta; 2. 36% Dor de cabeça; 3. 11% Dor muscular; 4. 11% Dor ao urinar; 5. 11% Febre; 6. 6% Pressão alto-baixa 1% e Outros 24% Conclusões. Pode-se notar de acordo com a pesquisa, que a sociedade necessita de maior divulgação sobre uso de medicamentos, através de campanhas e de uma orientação melhor dispensada pelos profissionais de saúde, não só médicos, mas farmacêuticos, auxiliares de farmácia, enfermeiras e dentistas. Ao basear-se em uma receita antiga o paciente pode estar criando uma série de conseqüências, dentre elas pode ocorrer: mascaramento da doença, intoxicação medicamentosa, resistência bacteriana além da interação medicamentosa, isso pode estar ocorrendo em 57% das pessoas entrevistadas. Automedicar outras pessoas traz um problema sério para a população, pois, o que cura um organismo, não necessariamente irá ter o mesmo êxito em outro. Infelizmente não é isso que a população pensa, e as conseqüências são diversas. O uso de antibióticos sem
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1432

prescrição, ou simplesmente para curar sintomas como, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, febre, etc., causam um dos problemas mais importantes atualmente na saúde pública, que é à resistência bacteriana. A resistência bacteriana refere-se a cepas de microorganismos que são capazes de multiplicar-se em presença de concentrações de antimicrobianos mais altos do que as que provêm de doses terapêuticas dadas a humanos. Dentro dos resultados, não só acima descritos, mas num contexto geral da pesquisa, demonstrou-se que esse problema pode ser resolvido em longo prazo, mais é necessário o governo, os conselhos, o profissional de saúde e a sociedade se engajarem em um processo de informação e cultura para eximir essa prática.

Medicação Via Oral. Para fins didáticos sem o intuito de sugerir discriminação ou contra indicar apresentamos um conjunto resumido de medicamentos que podem trazer problemas quando usado pelo regime de automedicação e autoprescrição. Vitaminas. Observei entre meus alunos de farmácia em um ensaio escolar que a maioria às vezes solicitava a vitamina pela letra, Vitaminas: A, B, C, D ou E. Até brincando se falou que vitamina deve se pedir pela letra.

TABELA Vitaminas do Complexo B. B1 (Tiamina) Fontes: gema do ovo, arroz integral, aveia, castanha-do-pará, fígado, cereais integrais, feijão, peixes, pão integral. Funções no organismo: funcionamento do sistema nervoso e músculos, desenvolvimento corporal, estimulam o apetite.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1433

O que pode provocar a carência: fraqueza muscular, diminuição da memória, falta de energia, depressão, diminuição do apetite e beribéri (doença). B2 (Riboflavina) Fontes: Brócolis, abacate, amendoim, castanhas, lêvedo de cerveja, nozes, leite, carne, ervilhas e verduras. Funções no organismo: atua no metabolismo de enzimas e células nervosas, equilíbrio da pele e saúde dos olhos. O que pode provocar a carência: dermatite seborréia, estomatite, inflamação de gengiva, catarata, lesões na língua. B3 (Niacina) Fontes: fígado, levedura de cerveja, carnes magras, ovos, leite, amendoim, castanha do Pará, fígado, frutas secas, tomate e cenoura. Funções no organismo: funcionamento do sistema digestor, equilíbrio do sistema nervoso e da pele. O que pode provocar a carência: insônia, cansaço, irritabilidade, manchas na pele, depressão nervosa, pelagra (doença). B5 (Ácido Pantotênico) Fontes: ervilha, feijão cogumelo, ovos, gérmen de trigo, melado, salmão. Funções no organismo: formação de anticorpos, metabolismo de proteínas, produção de hormônios suprarrenais, atua contra o estresse.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1434

O que pode provocar a carência: artrite, alergias, estresse, retardo de crescimento, queda de cabelo, envelhecimento precoce. B6 (Piridoxina) Fontes: melado, levedo de cerveja, farelo de trigo, leite, arroz integral, aveia, cereais integrais, batata, melão. Funções no organismo: produção de células sanguíneas, metabolismo dos aminoácidos, funcionamento do sistema nervoso e saúde da pele. O que pode provocar a carência: caspa, anemia, lesões na boca, náuseas e gengivite. B7 (Biotina) Fontes: fígado de galinha, fígado de boi, levedo de cerveja, gema de ovo crua, leite, nozes, gérmen de trigo, amendoim e aveia. Funções no organismo: atua do processo de gliconeogênese, participa da síntese de purinas, participa da formação da pele, metabolismo de carboidratos e proteínas. O que pode provocar a carência: alopecia e dermatite seborreica (em bebês de menos de oito meses), dores musculares, dermatites, palidez, calvície e flacidez. B9 (Ácido Fólico) Fontes: verduras de folha verde, vísceras de animais, frutas secas, legumes,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1435

levedura de cerveja e grãos integrais.

Funções no organismo: tratamento de alguns tipos de anemias, saúde dos espermatozóides, saúde do feto durante a gravidez, controle da pressão sanguínea. O que pode provocar a carência: apatia, anorexia, anemias, cansaço, dores de cabeça, fraqueza muscular, insônia. B12 (Cobalamina) Fontes: cereais integrais, levedo de cerveja, vegetais verdes, leite, ovos, peixes, batata. Funções no organismo: metabolismo de proteínas combate a anemia. O que pode provocar a carência: alterações neurológicas, anemia, distúrbios no sangue.
Entrar na farmácia e escolher entre as diversas combinações disponíveis para venda não é o caminho certo para tentar suprir deficiências de organismo. ―Milagres são prometidos por complexos vitamínicos, mas seu consumo pode representar mais riscos do que benefícios‖. Veja os livros do professor César Augusto Venâncio da Silva nos links acima recomendados. Se a quantidade ingerida de vitaminas é muito grande ou se a pessoa apresenta problema nos rins, pode ser que o excesso ingerido não consiga ser eliminado pelo corpo. Isso leva ao acúmulo de vitaminas no organismo, chamado de hipervitaminose. Essa condição pode trazer riscos à saúde, como vômitos, diarréia, problemas no fígado, arritmias, osteoporose, perda de cabelo, irritabilidade, fraqueza muscular e inúmero outro sintomas. Além disso, as vitaminas podem aumentar o risco de morte, segundo um estudo publicado pela Associação Médica Americana. A ingestão de complementos que contenham vitaminas A, E ou betacaroteno está ligada a um aumento de 5% nos riscos de mortalidade em um grupo de aproximadamente 181 mil pessoas nos Estados da América.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1436

O que são vitaminas. As vitaminas são nutrientes importantes para o nosso organismo. São de extrema importância para o bom funcionamento do nosso organismo, principalmente, porque ajuda a evitar muitas doenças. Elas não são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de alimentos (frutas, verduras, legumes, carnes etc). A falta de vitaminas pode acarretar em diversas doenças (avitaminoses). Elas podem ser de dois tipos: hidrossolúveis (solúveis em água e absorvidas pelo intestino) e lipossolúveis (solúveis em gorduras e absorvidas pelo intestino com a ajuda dos sais biliares produzidos pelo fígado). Doenças Fontes provocadas carência (avitaminoses) Problemas de visão, secura A Fígado de da pele, de Combate radical livres, pela Funções no organismo

Vitaminas

aves, diminuição

animais e cenoura glóbulos vermelhos, formação de cálculos renais Óleo de peixe, Raquitismo e osteoporose Dificuldades visuais e alterações

formação dos ossos, pele; funções da retina

D

fígado, gema de ovos Verduras, azeite e vegetais

Regulação

do

cálcio

do sangue e dos ossos

E

Atua

como

agente

neurológicas

antioxidante. Atua na coagulação do

Fígado e verduras Deficiência K de folhas verdes, coagulação abacate

na sangue, do osteoporose,

previne ativa a

sangue, hemorragias. osteocalcina

(importante

proteína dos ossos). B1 Cereais, carnes, Beribéri Atua no metabolismo

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1437

verduras, levedo de cerveja Leites, verduras Fígado, cogumelos, B5 milho, ovos, vegetais Seborréia, distúrbios crescimento anemia, de abacate, Fadigas, carnes, Inflamações língua, seborréia

energético dos açúcares

na Atua no metabolismo de anemias, enzimas, no sistema nervoso. proteção

B2

cãibras Metabolismo

de proteínas,

leite, musculares, insônia gorduras e açúcares

Crescimento, celular, gorduras

proteção de

B6

Carnes,

frutas,

metabolismo e

verduras e cereais

proteínas,

produção de hormônios Formação de hemácias e multiplicação celular Atua no fortalecimento de sistema imunológico,

B12

Fígado, carnes Laranja, limão, abacaxi,

Anemia perniciosa

C

kiwi, acerola, morango, brócolis, melão, manga Noz, amêndoa,

Escorbuto

combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino.

castanha, lêvedo de Eczemas, exaustão, H cerveja, leite, gema dores de ovo, musculares, metabolismo de gorduras,

arroz dermatite

integral Anemia M ou B9 Cogumelos, hortaliças verdes megaloblástica, doenças neural Ervilha, PP ou B3 amendoim, peixe, fígado fava, feijão, Insônia, cabeça, dor de do tubo Metabolismo dos

aminoácidos, formação das hemácias e tecidos nervosos Manutenção da pele,

dermatite,

proteção do fígado, regula a taxa sangue de colesterol no

diarréia, depressão

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1438

As vitaminas atualmente consideradas essenciais aos humanos são as seguintes: Hidrossolúveis - As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório para os tecidos em que serão utilizadas. Como o organismo não tem capacidade para armazená-las, o excesso desse tipo de vitaminas é secretado (principalmente na urina). Deste modo, as vitaminas hidrossolúveis necessitam de reposição diária. As vitaminas hidrossolúveis são muito sensíveis ao cozimento e se perdem facilmente na água em que as verduras e legumes são cozidos. Por isso longos cozimentos devem ser evitados(Vitaminas Hidrossolúveis. ApDietistas. Página visitada em 2 de novembro de 2013). São portantoVitamina hidrossolúvel: 1. Tiamina (vitamina B1). 2. Riboflavina (vitamina B2). 3. Ácido pantotênico (vitamina B5). 4. Piridoxina, piridoxamina e piridoxal (Vitamina B6). 5. Ácido fólico (vitamina B9).

Nota Técnica.
Fortificação de Farinhas - Os altos índices de anemia e de doenças causadas pela deficiência de ácido fólico, na população brasileira, levaram o Ministério da Saúde e a Anvisa tornar obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e milho. Com a publicação da Resolução - RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002, tanto as farinhas de trigo e de milho vendidas diretamente ao consumidor, quanto aquelas utilizadas como matériaprima pelas indústrias, na fabricação de outros produtos, terão que ser enriquecidas com ferro e ácido fólico, a partir de junho de 2004. Cada 100g de farinha de trigo e de milho deverá conter 4,2 mg de ferro e 150 mcg de ácido fólico. Com isso, as farinhas e produtos, como pães, macarrão, biscoitos, misturas para bolos e salgadinhos deverão apresentar maior quantidade de ferro e ácido fólico em sua formulação final. Para se informar sobre o regulamento de fortificação de farinhas, leia as Perguntas Freqüentes

rotulagem dos produtos.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1439

sobre o assunto, que traz informações sobre prazos, esgotamento de embalagem e

O ácido fólico, folacina ou ácido pteroil-L-glutâmico, também conhecido como vitamina B9 ou vitamina M, é uma vitamina hidrossolúvel pertencente ao complexo B necessária para a formação de proteínas estruturais e hemoglobina. Benefícios: O ácido fólico é efetivo no tratamento de certas anemias. Pode manter espermatozóides saudáveis. É um dos componentes indispensáveis para uma gravidez saudável. Reduz risco de mal de Alzheimer. Pode ajudar a evitar doenças cardíacas e derrame. Ajuda a controlar a hipertensão. Encontrado em vísceras de animais, verduras de folha verde, legumes, frutos secos, grãos integrais e levedura de cerveja. Ele se perde nos alimentos conservados em temperatura ambiente e durante o cozimento. Ao contrário de outras vitaminas hidrossolúveis, é armazenado no fígado e sua ingestão diária não é necessária. Sua insuficiência nos seres humanos é muito rara. No Brasil, há uma lei que determina que a farinha de trigo seja enriquecida com ferro e ácido fólico (e produtos derivados, como o pão) para diminuir a ocorrência de anemia principalmente em crianças. Se a mulher tem ácido fólico suficiente durante a gravidez, essa vitamina pode prevenir defeitos de nascença no cérebro e na coluna vertebral do bebê, como a espinha bífida. Pois o ácido fólico participa na formação do tubo neural no feto.

Sinais e sintomas de níveis anormais do nutriente:
Hipovitaminose: anemias, anorexia, apatia, distúrbios digestivos, cansaço, dores de cabeça, problemas de crescimento, insônia, dificuldade de memorização, aflição das pernas e fraqueza.

Hipervitaminose: euforia, excitação e hiperatividade.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1440

Fortificação obrigatória das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico.
O Ministério da Saúde, visando à redução da prevalência de anemia por deficiência de ferro, estabeleceu em maio de 1999, o Compromisso Social para Redução da Anemia por Deficiência de Ferro no Brasil. O propósito foi estabelecer as bases e os mecanismos entre as partes, em prol da redução da anemia por deficiência de ferro por meio da promoção da alimentação saudável, distribuição de suplementos na rede de saúde para grupos populacionais específicos e fortificação da produção brasileira das farinhas de trigo e milho. A fortificação das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico no Brasil veio por meio da Resolução RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002, emitida pela Anvisa, que determinou a adição obrigatória de 4,2mg de ferro e de 150µg de ácido fólico nas farinhas de trigo e milho foi proposta em decorrência da necessidade de reduzir a prevalência de anemia por deficiência de ferro e prevenir defeitos do tubo neural. A anemia por deficiência de ferro pode causar efeitos deletérios à saúde da criança, tais como repercussões negativas no desenvolvimento psicomotor e cognitivo, diminuição na capacidade de aprendizagem, e comprometimento da imunidade celular, com menor resistência às infecções. A anemia grave na gestação está associada ao maior risco de morbidade e mortalidade fetal e materna e em casos moderados maior risco a parto prematuro e baixo peso ao nascer. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS-2006) traçou o perfil da população feminina em idade fértil e das crianças menores de cinco anos no Brasil. Em linhas gerais, a pesquisa revelou prevalência de anemia em crianças de 20,9% e de 29,4% em mulheres. Para crianças, observou-se que a região Nordeste apresenta a maior prevalência (25,5%). A pesquisa aponta maior prevalência de anemia em crianças com idade inferior a 24 meses. Observou-se, ainda, que as crianças moradoras de áreas rurais apresentam menor freqüência de anemia quando comparadas as crianças das áreas urbanas. No caso das mulheres, a prevalência de anemia foi igual a 29,4%, e de aproximadamente 40% na região Nordeste. A deficiência de ácido fólico pode apresentar conseqüências hematológicas, complicações na gestação e más formações congênitas. O Atlas

Mundial de Defeitos Congênitos publicado pela OMS em 2003 mostrou prevalências variáveis em defeitos do tubo neural para os diferentes
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1441

países no período 1993-1998. A prevalência de anencefalia no Brasil foi de 0,862?1000 nascidos e as de espinha bífida foi de 1,139?1000 nascidos (WHO, 2003).

Fortificação de Alimentos.
A fortificação de alimentos refere-se a adição de micronutrientes em alimentos processados. Aplicável quando o acesso e a disponibilidade de alimentos é limitada e, portanto, não há oferta de nutrientes em níveis adequados na dieta associado ao nível de carência nutricional da população. Apresenta-se como intervenção de saúde pública de custo-efetividade, e a média e longo prazos pode elevar o status de micronutrientes na população a custo razoável (ALLEN, et al., 2006). A OMS reconhece três tipos de fortificação. A ―fortificação universal‖ que consiste na adição de micronutrientes em alimentos de grande consumo pela maioria da população, regulada pelo governo; a fortificação voluntária ou ―mercado aberto‖ de iniciativa da indústria de alimentos com o objetivo final de diversificar a produção. A ―fortificação direcionada‖, que consiste na fortificação de alimentos consumidos por grupos específicos. Há também uma recente abordagem denominada ―fortificação comunitária ou domiciliar‖ que consiste na adição de suplementos vitamínicos ou minerais às refeições das crianças poucos minutos antes da ingestão (WHO, 2006). A fortificação universal e mandatória é o modelo de ação para redução de carências nutricionais principalmente nos países que compõem as Américas - Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Venezuela – esses possuem programas de fortificação estabelecidos a partir de decisões políticas (HURRELL, el al, 2010). O processo de fortificação deve ser economicamente viável e os produtores de alimentos devem apresentar monitoramento apropriado da qualidade do produto final. Os produtos considerados como principais veículos são os cereais (farinha de trigo, arroz, cereais matinais), os produtos lácteos (leite em pó e fórmulas infantis) e, em menor proporção, chá, sal, açúcar, óleos e gorduras, condimentos (molhos e glutamato

consumidos em quantidades expressivas pelos diferentes segmentos da sociedade (USAID, 2008). Legislação.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1442

monossódico). Esses são selecionados por serem produzidos industrialmente e

Resolução RDC nº 344 de 13 de dezembro de 2002. No Brasil a fortificação de farinhas de trigo e milho foi instituída pela Resolução RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002, emitida pela Anvisa, determinou a adição obrigatória de 4,2mg de ferro e de 150 µg de ácido fólico nas farinhas de trigo e milho, cujo prazo para as indústrias se adequarem foi até 17 de junho de 2004. Ou seja, a partir dessa data todas as farinhas de trigo e milho comercializadas no território nacional, isto é, as pré-embaladas na ausência do cliente e prontas para oferta ao consumidor, as destinadas ao uso industrial, incluindo as de panificação e as farinhas adicionadas nas pré-mistruras. Ressalta-se que as farinhas de trigo e milho foram escolhidas para a fortificação, pois atendem a todos requisitos exigidos: alimentos consumidos pela maioria da população; pequena variação do consumo por pessoa; não ocorrem alterações em suas características organolépticas (sabor, cheiro e de aceitabilidade do produto); nutrientes biodisponíveis no alimento; e os processos de fortificação são economicamente viáveis. Compostos que podem ser utilizados: Podem ser utilizados os seguintes compostos: sulfato ferroso desidratado (seco); fumarato ferroso; ferro reduzido – 325 mesh Tyler; ferro eletrolítico – 325 mesh Tyler; EDTA de ferro e sódio (NaFeEDTA) e ferro bisglicina quelato. Outros compostos podem ser usados desde que atendam, no mínimo, o mesmo nível de biodisponibilidade destes citados. Agência

Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002. Diário Oficial da União de 18/12/2002. Para obter mais informações sobre a norma, clique aqui: http://189.28.128.100/nutricao/docs/ferro/resolucao_rdc344_2002.pdf
Portaria nº 1793 de 11 de agosto de 2009. Com intuito de monitorar a efetividade da fortificação das farinhas como estratégias na redução de anemia, o Ministério da Saúde institui a Comissão Interinstitucional para Implementação, Acompanhamento e Monitoramento das Ações de Fortificação de

de agosto de 2009. A Comissão terá as seguintes atribuições:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1443

Farinhas de Trigo, de Milho e de seus Subprodutos por meio da Portaria nº-1.793 de 11

I.

propor

medidas

destinadas

a

implementar as ações para fortificação das farinhas de trigo e de milho;
II.

acompanhar e monitorar a fortificação das farinhas de trigo e de milho e seus subprodutos, avaliar os resultados e garantir efetividade das ações adotadas; e

III.

- estabelecer estratégias de informação, de comunicação, de educação e de mobilização social com vistas à redução da prevalência de anemia e os defeitos do tubo neural.

A primeira reunião ordinária da Comissão Interinstitucional para Implementação, Acompanhamento e Monitoramento das Ações de Fortificação de Farinhas de Trigo, Milho e de seus subprodutos ocorreu em Brasília no dia 11 de novembro de 2009. Nessa ocasião foram encaminhados os itens:

a) Formulação

de proposta

de um

Programa Nacional de Monitoramento de Fortificação das Farinhas; b) Revisão da Resolução RDC nº 344 de 13 de dezembro de 2002; c) Relatório sobre monitoramento das farinhas no Brasil.
Ministério da Saúde. Portaria nº 1793 de 11 de agosto de 2009. Diário Oficial da União de 12/08/2009 http://www.anvisa.gov.br/alimentos/farinha.htm

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1444

ANEXO LEGISLATIVO/NORMATIVO/ADMINISTRATIVO ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro

PORTARIA Nº 1.793, DE 11 DE AGOSTO DE 2009 Institui a Comissão Interinstitucional para Implementação, Acompanhamento e Monitoramento das Ações de Fortificação de Farinhas de Trigo, de Milho e de seus Subprodutos.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e Considerando que a anemia nutricional por deficiência de ferro é um problema grave de Saúde Pública, que consiste na deficiência nutricional de maior magnitude no mundo, acometendo todas as fases do ciclo de vida e que no Brasil acomete em torno de 21% das crianças menores de 5 anos e de 30% das mulheres em idade fértil (PNDS, 2006); Considerando que, em crianças, a anemia está associada ao retardo do crescimento, ao déficit cognitivo e à baixa resistência a infecções, e nas gestantes está relacionada ao baixo peso do feto ao nascer e ao incremento da mortalidade perinatal; Considerando que as estratégias de intervenção preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, ratificadas pelo Ministério da Saúde, para o controle da anemia por deficiência de ferro são a educação e a orientação nutricional, a fortificação de alimentos e a suplementação universal de ferro para grupos de maior vulnerabilidade; Considerando que a Política Nacional de Alimentação e Nutrição, aprovada pela Portaria Nº 710/GM, de 10 de junho de 1999, e o Compromisso Social para a redução
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1445

da anemia por deficiência de ferro no Brasil, firmado em 8 de maio de 1999, que fixam a fortificação das farinhas de trigo e de milho como uma das medidas essenciais no controle da deficiência de ferro, alimentos de largo consumo popular e de baixo custo; Considerando que a fortificação de alimentos com ácido fólico é uma intervenção inquestionável na prevenção primária, com impacto positivo na prevenção dos defeitos do tubo neural já demonstrado em diversos países; e Considerando que a estratégia de fortificação de alimentos foi efetivada no Brasil, tornando obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico a partir de junho de 2004, pela Resolução Nº 344, de 13 de dezembro de 2002, resolve: Art. 1º Instituir a Comissão Interinstitucional para Implementação, Acompanhamento e Monitoramento das Ações de Fortificação de Farinhas de Trigo, de Milho e de seus Subprodutos. Art. 2º A Comissão Interinstitucional será composta por um representante - titular e suplente - de cada um dos seguintes órgãos, entidades e instituições, e atuará sob a coordenação da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde: I - Ministério da Saúde: a) Secretaria de Atenção à Saúde (SAS); b) Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS); II - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA); III - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); IV - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA); V - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC); VI - Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS); VII - Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); VIII - Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA);
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1446

IX - Associação Brasileira das Indústrias Moageiras de Milho (ABIMILHO); e X - Associação Brasileira das Indústrias do Trigo (ABITRIGO). Art. 3º Compete à Comissão: I - propor medidas destinadas a implementar as ações para fortificação das farinhas de trigo e de milho; II - acompanhar e monitorar a fortificação das farinhas de trigo, de milho e de seus subprodutos, bem como discutir a efetividade das ações adotadas; e III - estabelecer estratégias de informação, de comunicação, de educação e de mobilização social com vistas à redução da prevalência de anemia e dos defeitos do tubo neural. Art. 4º Compete ao Ministério da Saúde: I - promover a integração e a coordenação de todos os setores envolvidos na fortificação das farinhas de trigo, de milho e de seus subprodutos; II - definir estratégia de divulgação da fortificação às Secretarias de Saúde dos Estados, e Municípios e de outras instituições relacionadas de acordo com o pactuado no âmbito da Comissão; III - promover, com apoio dos componentes da Comissão, a produção e a distribuição de materiais educativos e informativos, para profissionais de saúde e relacionados, indústrias produtoras de farinha de trigo e de milho e para a população em geral; IV - promover ações educativas e de comunicação, com vistas a esclarecer a população sobre a importância do consumo de ferro e do ácido fólico, bem como sobre os papéis desses micronutrientes na prevenção e controle da anemia por deficiência de ferro e na redução da incidência do nascimento de crianças com defeitos do tubo neural; V - delinear, desenvolver e apoiar estudos e pesquisas que avaliem os processos e os resultados de impacto da fortificação das farinhas, em nível nacional, regional e local;

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1447

VI - apoiar e fomentar, com apoio dos componentes da Comissão a realização de inquéritos e/ou levantamentos epidemiológicos referentes às patologias decorrentes da deficiência de ferro e de ácido fólico; e VII - estabelecer parcerias com outras áreas do Ministério da Saúde, órgãos e instituições governamentais e não-governamentais, para o fomento de atividades complementares, com o objetivo de promover ações destinadas à prevenção e ao controle da anemia por deficiência de ferro e dos defeitos do tubo neural acarretados pela deficiência de ácido fólico. Art. 5º Compete à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): I - implantar e implementar o monitoramento nacional das farinhas de trigo e de milho produzidas em todos os moinhos e indústrias, bem como dos produtos expostos no mercado; II - coordenar e regulamentar as ações de controle higiênicosanitário dos estabelecimentos produtores de farinhas de trigo e de milho e do produto exposto à comercialização; III - analisar e divulgar, sistematicamente, os resultados do controle e do monitoramento das farinhas de trigo e de milho; IV - promover a inserção dos laboratórios oficiais em programas de controle de qualidade analítica; V - promover a sensibilização do setor produtivo com vistas a atender à legislação sanitária vigente; e VI - monitorar as farinhas de trigo e de milho importadas quanto ao cumprimento da legislação vigente, em especial quanto aos teores de ferro e de ácido fólico. Art. 6º Cabe a cada membro da Comissão Interinstitucional fornecer as informações necessárias para o acompanhamento e avaliação periódica da fortificação das farinhas de trigo e de milho.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1448

§ 1º As competências e atribuições dos demais componentes da Comissão serão estabelecidas no Regimento Interno a ser elaborado pela Comissão Interinstitucional a partir da data de sua instalação, submetendo-o à aprovação do Ministério da Saúde. § 2º Cada membro da Comissão Interinstitucional deverá compilar e fornecer toda informação necessária, a ser analisada em conjunto, para o acompanhamento e a avaliação periódica da fortificação das farinhas de trigo e de milho. Art. 7º A Comissão Interinstitucional reunir-se-á, ordinariamente, duas vezes por ano, e, extraordinariamente, quando convocada por seu coordenador ou por solicitação de qualquer um de seus membros, cabendo neste último caso a apreciação do coordenador. Art. 8º A Comissão Interinstitucional poderá convidar cientistas, especialistas ou pesquisadores de instituições acadêmicas ou científicas de organismos internacionais, bem como representantes da sociedade civil para colaborarem na análise de assuntos específicos. Art. 9º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 10. Fica revogada a Portaria Nº 14/GM, de 3 de janeiro de 2002, publicada no Diário Oficial da União Nº 5, de 8 de janeiro de 2002, Seção 1, página 59. JOSÉ GOMES TEMPORÃO Saúde Legis - Sistema de Legislação da Saúde 6. Cobalamina (vitamina B12). 7. Ácido ascórbico (vitamina C). 8. Biotina (vitamina B8). 9. Protosoárina (vitamina B3). Lipossolúveis. Este tipo de vitaminas necessita do auxílio de gorduras para serem absorvidas. As vitaminas lipossolúveis mais importantes são: A, D, E, K. As vitaminas A e D são armazenadas principalmente no fígado, a vitamina E nos tecidos gordurosos e nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K. Ingeridas em excesso, algumas vitaminas lipossolúveis podem alcançar níveis
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1449

tóxicos no interior do organismo(Dose Diárias Recomendadas de Vitaminas. Traduzido por Dr. José Hamilton Vargas no site Saúde do Futuro). São Vitaminas lipossolúveis: 1. Vitamina A. 2. Vitamina D. 3. Vitamina E. 4. Vitamina K. Letras indicativas nas Vitaminas. No passado não existia a denominação científica para denominar cientificamente uma vitamina. As vitaminas receberam uma letra. Chegaram a ir de A a U (pulando o jota). Algumas, todavia, mudou de nome, como a Vitamina B, que virou um complexo vitamínico, ou a vitamina M (B9). A lista atual sujeita a revisão é:

A: Retinol. B: Tiamina. Riboflavina. Nicotinamida/Niacina. Adenina. Ácido pantotênico. Piridoxina. Biotina. Ácido fólico. Ranitina. Pitolamina. Cobalamina. Ácido orótico. Nota:

O ácido orótico, conhecido também pelo nome do seu anião orotato, vitamina B13 ou ácido pirimidinocarboxílico, é uma pirimidina historicamente considerada como uma vitamina, o que já não se verifica atualmente, pois se descobriu que é sintetizada pela flora intestinal. É por vezes utilizada como meio de administração de minerais em suplementos dietéticos (para aumentar a sua biodisponibilidade), em especial para lítio. Intervém no metabolismo do ácido fólico e da vitamina B12. Fontes naturais na dieta incluem tubérculos e soro de leite. Um excesso de ácido orótico causa a patologia acidúria orótica. A deficiência na enzima ornitina transcarbamilase causa um excesso de fosfato de carbamoílo, que é convertido a orotato e tipicamente detectado na urina. Benefícios incluem a prevenção de determinados problemas de fígado e

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1450

envelhecimento precoce e ajuda no tratamento de esclerose múltipla. Flora intestinal é um nome vulgar da microbiótica intestinal que consiste em um conjunto de bactérias que naturalmente habitam o intestino, ajudando na digestão de alimentos e controlando (por competição) o crescimento de microrganismos patogênicos (outras bactérias, fungos, protozoários etc. Importância: manter em equilíbrio as populações de microrganismos (essenciais e patogênicos), auxiliarem na digestão e produção de algumas vitaminas. Quando há aumento exagerado, ocorrem distúrbios no organismo, com eliminação de parte dessas bactérias (por uma diarréia, por exemplo) até que o equilíbrio se refaça. Quando há diminuição da flora bacteriana (quando se toma antibióticos de via oral, por exemplo), a digestão e funcionamento do intestino podem ficar prejudicados e/ou pode haver proliferação de microrganismos patogênicos (pela falta de competidores) até que as populações de bactérias voltem até seu tamanho normal(Sicherheitsdatenblatt

Carl

Roth

(PDF);

Bruchhausen, S. Ebel, A. W. Frahm, E. Hackenthal: Hagers Handbuch der Pharmazeutischen Praxis: Band 8, Stoffe E–O, Springer, ISBN 3540526889, S. 1241; Sicherheitsdatenblatt Sigma-Aldrich; M. Kulhánek, E. Svátek and M. Tadra, Microbiological decarboxylation of orotic acid to uracil, Folia Microbiologica, Volume 10, Number 2, 142-144, DOI: 10.1007/BF02888916; Maton, Anthea; Jean Hopkins, Charles William McLaughlin, Susan Johnson, Maryanna Quon Warner, David LaHart, Jill D. Wright. Human Biology and Health (em inglês). Englewood Cliffs, Nova Jérsei: Prentice Hall, 1969. ISBN 0-13-981176-1; Isaac. O corpo humano: sua Asimov, e estrutura

Hemus, 2002. ISBN 8528902846).
TABELA ASSOCIATIVA. Acidúria orótica hereditária.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1451

funcionamento (em português). 1 ed. São Paulo:

V. Link - http://www.orpha.net/consor/cgi-bin/OC_Exp.php?lng=PT&Expert=30

Ácido pangâmico. Amigdalina. X. Ácido para-aminobenzóico.
Nota.

O ácido ácido para-aminobenzóico ou

4-aminobenzóico (também é um composto

conhecido

como

PABA)

orgânico com fórmula

molecular C7H7NO2. É caracterizado por tratar-se de um pó cristalino de cor branca ou branco-amarelado, inodoro, de sabor amargo e ligeiramente solúvel em água, porém altamente solúvel em álcool absoluto. A sua molécula consiste de um anel debenzeno ligado a um grupo amina e a um grupo carboxila. É essencial para algumas bactérias e às vezes designado vitamina B10, no entanto como não é essencial para os seres humanos não é considerado umavitamina(Registo de CAS RN 150-13-0 na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA; (en) « p-Aminobenzoesäure » em ChemIDplus; CRC Handbook of Tables for Organic Compound Identification, Third Edition, 1984, ISBN 0-8493-0303-6; Acido Fólico Pode Reduzir Risco de MáFormação Congênita. Boasaúde. Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online Colunas - Nutrição é Saúde - Fortificação de Farinhas. Folha Online (21.out.2013). Página visitada em 21.ago.2013; O ranking do ácido fólico— SAÚDE. Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online - BBC Brasil - Ácido fólico pode manter espermatozóides saudáveis, diz estudo. Folha Online (20.mar.2008). Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online - BBC Brasil - Erramos: Ácido fólico pode manter espermatozóides saudáveis, diz estudo. Folha Online (21.mar.2008). Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online - Colunas - Nutrição é Saúde - Suplementos nutricionais na gestação são necessários?. Folha Online (02.out.2008). Página visitada em 21.ago.2013;

Folha Online (16.ago.2005). Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online - Reuters Ácido fólico pode ajudar a evitar doenças cardíacas e derrame. Folha Online (22.nov./2002). Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online - Equilíbrio e Saúde SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1452

Folha Online - BBC - Ácido fólico reduz risco de mal de Alzheimer, afirma estudo.

Uso de analgésico eleva risco de hipertensão. Folha Online (28.jul.2009). Página visitada em 21.ago.2013; José de Felippe Junior e Váleria Cristina Paschoal ControlSoft Nutrition 2004)

C: Ácido ascórbico. D: forma adquirida via alimentícia:
Ergocalciferol - forma hormonal: Colecalciferol - forma metabolizada armazenável: 25-hidroxicalciferol forma metabolizada ativa:

Calcitriol. E: Tocoferol. F: Ácido graxo. K: Naftoquinona. L:

Carboxianilina. P: Rutina. T: Somatotrofina. U: Lactucina.
Referência Bibliográfica. O Poder das Vitaminas 12 - Coleção O Poder do Po Autor: Avalon, Manville Editora: Martin Claret A Revolução das Vitaminas Autor: Janson, Michael Editora: Record As Vitaminas - Do Nutriente ao Medicamento Autor: Guilland, Jean-Claude Editora: Santos As Vitaminas - Substancias Essenciais para a vida humana Autor: Buchner, George Editora: Gaia - Brasil As Vitaminas do Futuro - O Poder Verde Autor: Camargo, Wilson
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1453

Editora: Mauad Vitaminas - Aspectos Nutricionais, Bioquímicos, Clínicos e Analíticos Autor: Penteado, Marilene de Vuono Camargo Editora: Manole Vitaminas e Sais Minerais Autor: Picard, Charles Editora: Edições 70 Vitaminas Autor: Ulene, Art Editora: Eko Vitaminas e Minerais Autor: Sullivan, Karen Editora: Konemann do Brasil Vitaminas: verdades e mitos Autor: Rodrigues, Luiz Erlon Araújo Editora: Edufba A Vitamina C - O Resfriado comum e a Gripe Autor: Pauling, Linus Editora: Atheneu São Paulo Vitamina E - Coleção Prevenção Guias de Saúde

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1454

Autor: Lloyd, Eileen Editora: Martins Fontes

Ver Nota Complementar – NC4. Dentro da continuidade do discurso, nos deparamos com a Dipirona. Metamizol sódico ou dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente como analgésico e antipirético. A sua utilização, no entanto, encontra-se restrita a alguns países, como já foi comentado, porém, no Brasil, efetivamente é um dos
analgésicos mais populares, ao lado do ácido acetil salicílico. Quimicamente é o [(2,3-diidro-1,5-dimetil3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanossulfonato sódico (ou 1-fenil-2,3-dimetil-5-

pirazolona-4-metilaminometano sulfonato de sódio). Também é dito simplesmente metamizol

ou

dipirona ou ainda metilmelubrina, sem alusão ao cátion ligante, que, embora mais comumente seja o sódio, pode também ser o magnésio, originando a dipirona magnésica. Comercialmente, conhece-se pelos nomes Dipidor®, Novalgina®, Neosaldina®, Lisador®, Nolotil®, Anador® entre outros, até também pelo próprio nome Dipirona®. Dipirona. A dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente como analgésico e antitérmico. A droga permaneceu disponível mundialmente até a década de 1970, quando foi descoberto que havia risco de ela causar agranulocitose, uma doença muito perigosa e potencialmente fatal. Também conhecida como agranulocitopenia, a agranulocitose é uma doença aguda do sangue, caracterizada pela ausência de leucócitos granulosos. Estas células são as principais barreiras de defesa contra as infecções, sendo assim, aumenta o risco do paciente contraí-las. Desde então, alguns países como

Estados Unidos, Japão, Austrália, e grande parte dos que integram o continente europeu, baniram o medicamento. No Brasil, a dipirona é o analgésico e antitérmico mais usado, mas entrou na lista de remédios perigosos. Analgésico.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1455

Comprimidos de ácido acetilsalicílico, protótipo dos AINE, tanto pelo seu mecanismo de ação quanto pelo seus efeitos colaterais. Analgésico é um tipo de medicamento que diminui ou interrompe as vias de transmissão nervosa, suprimindo a dor. É um termo colectivo para designar qualquer membro do diversificado grupo de drogas usadas para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como

os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol e o demerol. Os analgésicos são medicamentos que podem causar dependência física e possivelmente levam à morte, se administrados em excesso. Os anti-inflamatórios não-esteroides (abreviadamente, AINEs ou NSAIDs, do inglês Nonsteroidal anti-inflammatory drugs) são um grupo variado de fármacos que têm em comum a capacidade de controlar a inflamação, de analgesia (reduzir a dor), e de combater a hipertermia (febre). Apesar de em sua maioria serem constituidos por ácidos orgânicos, sua estrutura química não é relacionada. Caracterizam-se por inibir a atividade de subtipos da ciclo-oxigenase, impedindo assim a síntese de eicosanoides pela via metabólica da cascata do ácido araquidónico.

Estrutura química do ácido araquidónico, do qual derivam a grande maioria dos eicosanoides. Ver NC5 – Nota Complementar5.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1456

Em bioquímica, chamam-se eicosanoides as moléculas derivadas de ácidos graxos com 20 carbonos das famílias ômega-3 e ômega 6. A maioria dos eicosanoides mais relevantes deriva do ácido araquidónico através da via metabólica da cascata do ácido araquidónico. Elas exercem um complexo controle sobre diversos sistemas do organismo humano, especialmente na inflamação, imunidade, e como mensageiros do sistema nervoso central. As redes de controles biológicos que dependem dos eicosanoides estão entre as mais complexas do corpo humano. Os eicosanoides ω-6 são geralmente pró-inflamatórios, enquanto os ω-3 exercem bem menos essa função. A quantidade desses ácidos graxos na dieta de uma pessoa afeta as funções controladas pelos eicosanoides no organismo dela, podendo afetar o sistema cardiovascular, a quantidade de triglicérides, a pressão arterial, e artrite. Drogas anti-inflamatórias, como o ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não-esteroides agem diminuindo a síntese de eicosanoides. Existem três famílias de eicosanoides: os prostanóides,

leucotrienos e lipoxinas. Os prostanóides incluem as prostaglandinas, as prostaciclinas e os tromboxanos. Para cada uma há duas ou três séries separadas, derivadas de um ácido graxo ω-3 ou ω-6. As diferentes atividades dessas séries explicam os efeitos benéficos dos ω-3 e ω-6 para a saúde. Fazem parte deste grupo medicamentos muito conhecidos, em parte por alguns já estarem disponíveis há muito tempo, por serem de venda livre (MNSRM), e pelo vasto número de situações em que são usados. Alguns nomes sonantes incluem o ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e naproxeno. O paracetamol, embora possua um mecanismo de acção semelhante e tenha efeito antipirético e analgésico2 , é praticamente desprovido de efeito anti-inflamatório. O uso abusivo também pode provocar efeitos colaterais, como hipertensão, gastrite e hepatite. Não é recomendado o uso dessas

drogas por conta própria, assim como qualquer outro medicamento. Outras classes de drogas, que normalmente não são consideradas analgésicos, são usadas para tratar sindromas de dor neuropáticos. Estas incluem antidepressivos

tricíclicos e anticonvulsantes. No Brasil, a exposição dos analgésicos em gôndolas foi suspensa em 2010 pela Anvisa para tentar inibir a compulsividade dos consumidores e a automedicação. A aspirina pode inibir a produção das prostaglandinas, que protegem a mucosa gástrica e os rins. Já o paracetamol pode causar hepatite medicamentosa, considerada nos Estados Unidos a principal causa de transplantes de fígado. Muitos analgésicos contêm altas doses de cafeína. Por isso, a sua falta pode causar a
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1457

"cefaleia de retirada" e, assim, é necessário acompanhamento médico para a retirada dessas drogas(Referência: Brunton, Laurence L.; John S. Lazo, Keith L.

Parker. Goodman & Gilman's The Pharmacological Basis of Therapeutics. 11 ed. ed. [S.l.]: McGraw-Hill, 2006. ISBN 0-07-142280-3; Bertolini, A; Ferrari A, Ottani A (2006). "Paracetamol: new vistas of an old drug". CNS Drug Reviews: 12(3-4):250-75. PMID 17227290; Lafont, O (2007). "From the willow to aspirin". Revue d'histoire de la pharmacie: 55(354):209-16. PMID 18175528; Khanapure SP; Garvey DS, Janero DR, Letts LG (2007). "Eicosanoids in inflammation: biosynthesis, pharmacology, and therapeutic frontiers". Current Topic in Medicinal Chemistry: 7(3):311-40. PMID 17305573; Süleyman H; Demircan B, Karagöz Y (2007). "Anti-inflammatory and side effects of cyclooxygenase inhibitors". Pharmacological reports: PR: 59(3):247-58. PMID 17652824; Bertolini A; Ottani A, Sandrini M (2001). "Dual acting anti-inflammatory drugs: a reappraisal". Pharmacological Research: 44(6):437-50. PMID 11735348; Loureiro, Ana Paula de Melo.. Nefrotoxicantes e Mecanismos de Lesão Renal).
Exemplos de analgésicos: Aspirina Acetanilida. Fenacetina Morfina. Paracetamol. Piramida. Tramadol.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1458

Analgésicos.
Salgueiro - Salseiro - Chorão - Plantas Medicinais e Rituais - Brasil. O uso de plantas medicinais e rituais no país é uma prática comum, resultante da forte influência cultural dos diversos grupos indígenas que se mesclaram as tradições africanas e a cultura dos colonizadores europeus. Nesse contexto, a comercialização de plantas adquire não só uma função fitoterapêutica, mas também um aspecto religioso fortíssimo. Segundo os preceitos religiosos, os poderes das plantas não se devem apenas aos componentes químicos que encerram, mas também aos poderes que as divindades lhes atribuem (BARROS, 1993). Ervas que induzem a visões e previsões, que combatem o cansaço e a insônia, que estimulam ou anulam o apetite sexual, e ainda, que provocam depressão e euforia já são há muito conhecidas. O ácido salicílico, extraído das cascas do salgueiro chorão (Salix babilônica) e utilizado até hoje como analgésico. Ainda existem ervas que aumentam a contração da parede do útero, levando ao aborto, a exemplo do cipó-mil-homens (Aristolochia sp.) e do aperta-ruão (Piper mollicomum). Uma espécie que foi muito utilizada nos conventos e seminários é o lótus (Nymphaea lotus), devido a sua ação anafrodisíaca (inibe o apetite sexual). Outras vão ser fundamentais em rituais religiosos, como o nativo (Dracaena fragans), usada em casas de Candomblé para estimular o transe. Os princípios ativos contidos nas plantas são absorvidos pelo organismo por diferentes meios, tais como: Ingestão; uso tópico através de aplicações na pele.

O reverendo Edmund Stone, de Chipping Norton no condado de Oxford, Reino Unido, redescobriu em 1763 as propriedades

antipiréticas da casca do Salgueiro e as descreveu de forma científica. O princípio ativo da casca, a salicina ou ácido salicílico (do nome latino do salgueiro Salix alba) foi isolado na sua forma cristalina em 1828 pelo farmacêutico francês Henri Leroux, e Raffaele Piria, químico italiano. Em 1897, o laboratório farmacêutico alemão Bayer,

acetilsalicílico (Aspirina), que descobriram ser menos tóxico. O ácido
acetilsalicílico foi o primeiro fármaco a ser sintetizado na história da farmácia e não recolhido na sua forma final da natureza. Foi a primeira criação da indústria
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1459

conjugou quimicamente o ácido salicílico com acetato, criando o ácido

farmacêutica. Foi também o primeiro fármaco vendido em tabletes. E em julho de 1899, a Bayer começou a comercializar a aspirina, obtendo sucesso imediato. No século V a.C., Hipócrates, médico grego e pai da medicina científica, escreveu que o pó ácido da casca do salgueiro ou chorão (que contém salicilatos mas é potencialmente tóxico) aliviava dores e diminuía a febre.

O ácido acetilsalicílico(Em latim acidum acetylsalicylicum) é um fármacodo grupo dos anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), utilizado como anti-

inflamatório, antipirético, analgésico e também como antiplaquetar. É, em estado puro, um pó de cristalino branco ou cristais incolores, pouco solúvel na água, facilmente

acetilsalicílico é a Aspirina.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1460

solúvel no álcool e solúvel no éter. Um dos medicamentos mais famosos à base de ácido

Síntese do ácido acetilsalicílico. O seu nome foi obtido da seguinte maneira: A vem de acetil; Spirse refere a Spiraea ulmaria (planta que fornece o ácido salicílico); e o in era um sufixo utilizado na época, formando o nome Aspirin, que depois foi aportuguesado para Aspirina. Em alguns países, Aspirina é ainda nome comercial registrado, propriedade dos laboratórios farmacêuticos da Bayer para o composto ácido acetilsalicílico. É o medicamento mais conhecido e consumido em todo o mundo. Em1999 a Aspirina completou 100 anos. Persistem dúvidas se foi Felix Hoffmann (como afirma a Bayer) ou Arthur Eichengrun (de acordo com vários peritos) que inventou o método que criou o ácido acetilsalicílico. A Bayer perdeu a marca registada Aspirina em muitos países após a Primeira Guerra Mundial, como reparação de guerra aos países aliados. John Vane, do Royal College of Surgeons, demonstrou pela primeira vez o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico, em Londres, 1971. Ele viria a receber o Prêmio Nobel da Medicina e Fisiologia pela sua descoberta em 1982. Síntese do ácido acetilsalicílico: O processo de síntese consiste em tratar o ácido salicílico com anidrido acético, em presença de um pouco de ácido sulfúrico, que atua como catalisador. Técnicas como filtração a vácuo e recristalização podem ser empregadas. No procedimento em escala laboratorial, percola-se, num erlenmeyer de 125 mL, 2,5 g de ácido salicílico, 6 mL de anidrido acético e algumas gotas de ácido sulfúrico concentrado. Agita-se e aquece-se a mistura em banho-maria durante 10 minutos. Resfria-se e adiciona-se 10 a 15 mL de água destilada gelada para decompor o excesso de anidrido acético. Resfria-se até que a cristalização esteja completa. Filtra-se em funil de Büchner lavando com pequena quantidade de água destilada gelada. Purifica-se o ácido acetilsalicílico

por recristalização. Dissolve-se o produto em 10 mL deetanol num béquer de 100 mL e aquece-se em banho-maria. Adiciona-se 25 mL de água aquecida. Se houver precipitação, dissolve-se por aquecimento sob refluxo, banho-maria. Cobre-se o
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1461

recipiente e deixa-se em repouso para resfriar. Separam-se os cristais obtidos por filtração. Secam-se e pesam-se o cristais. Depois determina-se o ponto de fusão do ácido acetilsalicílico e compara-se ao valor tabelado. Indicações.

São

consideradas

indicações

do

uso

de

ácido

acetilsalicílico: Síndrome coronariana aguda; Infarto agudo do miocárdio com(presença ou aussência?) da elevação ou de segmento de ataques ST ou não-Q; Prevenção transitórios;

do tromboembolismo cerebral

isquêmicos

Trombose cerebral; Dismenorreia; Febre (contraindicada em crianças, especialmente em quadros virais, pelo risco deSíndrome de Reye); Dor de cabeça; Prevenção primária ou secundária do infarto miocárdico, incluindo prevenção pósangioplastia; Osteoartrite; Dor; Outras indicações de inibição da agregação plaquetária; Tratamento da artrite reumatoide, artrite juvenil, osteoartrite ou artrose; Febre reumática; Tratamento

da doença de Kawasaki; Aterosclerose; Profilaxia da demência multi-infarto e Tratamento da diabetes. Essas são indicações que são sujeitas a estudos de

negação, onde veremos no Volume V, Tomo III, Farmacologia Clínica: Farmacocinética e Farmacodinâmica de autoria do Professor César Venâncio.
Contraindicações e precauções: Exceto em circunstâncias especiais, esta medicação não deve ser usada quando os seguintes problemas médicos existem: É totalmente contraindicado em casos de suspeita de dengue pois pode levar ao quadro de hemorragia fatal. Úlcera péptica activa; Estados hemorrágicos; Hemofilia ou outros problemas com hemorragias, incluindo perturbações na coagulação ou na função plaquetária; Angioedema, anafilaxia, história de qualquer outra reacção severa de sensibilidade induzida pela ácido acetilsalicílico ou outros AINEs; Pólipos nasais associados com asma, induzida ou exacerbada pelo ácido acetilsalicílico; Trombocitopenia (devido ao risco aumentado de hemorragia). Aspirina nunca pode ser ministrada em casos de dengue.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1462

O risco-benefício deve ser considerado quando os seguintes problemas médicos existem: Anemia (pode ser exacerbada pela perda sanguínea gastrointestinal; a vasodilatação periférica induzida pelos salicilatos pode também conduzir a uma pseudoanemia); Circunstâncias que predispõem à retenção de fluidos, como o comprometimento da função cardíaca ou hipertensão; Gastrite erosiva; Úlcera péptica; Gota (pode aumentar as concentrações sanguíneas de ácido úrico e pode interferir com a eficácia dos medicamentos uricosúricos); Deficiências na função hepática (salicilatos são metabolizados a nível hepático; assim, os pacientes com cirrose podem ser mais susceptíveis aos efeitos adversos a nível renal; na falha hepática grave, a inibição da função das plaquetas pelo ácido acetilsalicílico pode aumentar o risco do hemorragias); Deficiência de vitamina K ou hipoprotrombinemia (risco aumentado de hemorragias devido à acção antiplaquetária e ao efeito hipoprotrombinemico de doses elevadas dos salicilatos); Deficiências na função renal (a eliminação dos salicilatos pode estar reduzida, levando a um aumento do risco de efeitos adversos renais); Lúpus eritomatoso (nestes pacientes existe o risco de uma filtração glomerular diminuída);

Tirotoxicose (pode ser exacerbada por doses elevadas); Asma (risco aumentado de reacção de sensibilidade broncoespástica); Deficiência em Glucose-6-fosfato

desidrogenase - G6PD ( risco de causar anemia hemolítica, ainda que raramente); Nos imunodeprimidos (pode mascarar os sintomas de uma infecção); Nas crianças com menos de 12 anos e no aleitamento deve ser evitado o uso de ácido acetilsalicílico (devido ao risco de síndrome de Reye). Nas formulações que contêm cafeína: Doença cardíaca severa (doses elevadas de

cafeína podem aumentar o risco de taquicardia ou extra-sístole, que pode conduzir a falha cardíaca); História anterior de sensibilidade à cafeína. Efeitos adversos: Mais frequentes - Dor abdominal com cólicas; Irritação

gastrointestinal; Dor precordial; Condições hipersecretórias; Náuseas e vômitos; Raros Reações alérgicas, incluindo dermatite e anafilaxia; Anemia por sangramento

gastrointestinal crônico ou hemólise por deficiência de G6PD ou de piruvato quinase; Angioedema; Anorexia; Broncoespasmo; Hepatite tóxica; Hemorragia gastrointestinal por gastropatia medicamentosa ou úlceras gastrointestinais; Trombocitopenia; Síndrome de Reye, uma doença rara, porém grave e rapidamente progressiva, caracterizada por esteatose microvesicular eencefalopatia metabólica. Pode ocorrer em crianças de qualquer idade com quadro viral (geralmente influenza ou varicela) associada ao uso de
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1463

ácido acetilsalicílico. Por esse motivo, está contraindicada em crianças com quadro viral ou febre. Resistência ao ácido acetilsalicílico: A resistência ao ácido acetilsalicílico é a incapacidade do ácido acetilsalicílico reduzir a produção plaquetária do tromboxano A2 e desse modo, a ativação e a agregação das plaquetas. Os graus crescentes de resistência ao ácido acetilsalicílico podem correlacionar-se independentemente com o aumento do risco de eventos cardiovasculares. A resistência ao ácido acetilsalicílico pode ser detectada por testes laboratoriais de produção do tromboxano A2 das plaquetas ou da função das plaquetas, que dependem da produção plaquetária do tromboxano. As potenciais causas da resistência ao ácido acetilsalicílico incluem: dose inadequada, interacções medicamentosas, polimorfismos genéticos da COX-1 e de outros genes envolvidos na biossíntese do tromboxano, feedback positivo de fontes não plaquetárias de biossíntese do tromboxano, e aumento do turnover das plaquetas. A resistência ao ácido acetilsalicílico pode ser superada tratando a causa ou as causas, e ser reduzida minimizando a produção e a actividade do tromboxano, ou ainda bloqueando outras vias de activação das plaquetas. Interações Medicamentosa: O ácido acetilsalicílico pode interagir com outras drogas. Alguns exemplos: Paracetamol; Álcool; AINEs; Anticonvulsivantes fenitoína e ácido valproico; Agentes antidiabéticos (insulina, sulfonilureias); Antieméticos,

incluindo anti-histamínicos e fenotiazinas; Corticosteroides ou Corticotropina (ACTH), uso terapêutico crónico(drugs,lara); Zidovudina; Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA); Furosemida; Laxativos, contendo celulose; Metotrexato;

Medicamentos ototóxicos, especialmente Vancomicina; Probenecida ou Sulfinpirazona; Niacina; Vitamina K. Deve também ser considerada a possibilidade de efeitos aditivos ou múltiplos que conduzem a danos na formação de coágulos sanguíneos e/ou que o risco aumentado de sangramento podem ocorrer se um salicilato, especialmente ácido acetilsalicílico, for usado simultaneamente com qualquer medicamento que possua um potencial significativo para causar hipoprotrombinemia, trombocitopenia, ou ulceração

ou hemorragia gastrointestinal. Intoxicação (Overdose). Sem essa não existe a intoxicação. Vias de administração para entrada do farmáco:
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1464

Oral. A ingestão de comprimidos de ácido acetilsalicílico é a causa mais frequente de envenenamento com salicilatos; Nos neonatos e nas crianças outras causas menos comuns incluem a aplicação de geles nos dentes, transferência placentária e amamentação. Inalação. Concentração atmosférica máxima permitida de 5 mg/m³. Cutânea. Parenteral. Outras vias pode ser administração retal que veremos em outro capítulo desse livro. A exposição ocupacional pode ocorrer por contato dérmico ou inalação nos lugares onde o ácido acetilsalicílico é produzido ou usado. Sintomas: Salicismo caracterizado por: zumbido (silvo na audição) e outros distúrbios auditivos; vómitos; vertigens. Revertível se a dose for reduzida. Hiperpneia: respiração acelerada. Acidose: o ácido acetilsalicílico é um ácido e altas doses podem causar alcalose seguida por acidose metabólica, com respiração muito rápida, confusão mental. Raramente: cardiotoxicidade e intolerância à glicose (diabetes tipo 2); hepatite, sangramento, eritemas, reacções alérgicas potencialmente graves. Toxicidade: Em adultos: Toxicidade suave a moderada 150-300 mg/kg; Toxicidade severa 300-500 mg/kg; Potencialmente letal >500 mg/kg. Em crianças: Numa criança, a ingestão de 240 mg/kg causará envenenamento moderado a severo, mas as mortes raramente ocorrem quando menos de 480 mg/kg foram tomados. O envenenamento com salicilatos em crianças pequenas (<4 anos) é frequentemente mais sério do que em crianças, uma vez que estas desenvolvem preferencialmente uma acidose metabólica. Efeitos tóxicos: Ver Nota Complementar NC6, tratamento indicado ainda em fase de experimentação, e não aprovado pela ANVISA. Cuidados. Os efeitos tóxicos dos salicilatos são complexos. Os efeitos seguintes parecem ser os efeitos preliminares principais em overdose por salicilatos: estimulação do centro respiratório; inibição do ciclo do ácido cítrico (metabolismo dos hidratos de carbono); estimulação do metabolismo dos lípidos; inibição do metabolismo dos a.a; desacoplar da fosforilação oxidativa; Alcalose respiratória, acidose metabólica, perda de água e electrólitos ocorrem como as consequências secundárias principais da intoxicação com salicilatos. A toxicidade do sistema nervoso central (zumbido no ouvido incluindo perda de audição, convulsões e coma), a hipoprotrombinemia e edema pulmonar nãocardiogénico podem também ocorrer, embora o mecanismo permaneça incerto. Órgãos alvo: todos os tecidos (cujo o metabolismo celular é afetado), principalmente o fígado, rins, pulmões e o VIII nervo craniano.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1465

Mecanismo de ação: A atividade dos AINE como antiagregantes plaquetários e sua capacidade de prolongar o tempo de sangramento devem-se ao efeito inibidor da síntese de prostaglandinas, mediante a inativação da cicloxigenase – enzima que catalisa a síntese de prostaglandinas a partir do ácido araquidônico. Consequentemente, produzse, nas plaquetas, e da liberação de tromboxano A2, que é um potente vasoconstritor e estimulador da agregação plaquetária. Diferentemente de outros AINE, o ácido acetilsalicílico inibe a agregação plaquetária de forma irreversível. Por isso, a recuperação da hemostasia normal, após a interrupção do tratamento, depende da produção de novas plaquetas funcionantes (7 a 10 dias). Por outro lado, o efeito antiagregante de outros AINE é mantido somente enquanto permanecem no plasma. Fármaco/Toxicodinâmica: Náuseas e vómitos ocorrem em consequência da estimulação dos receptores da mucosa pela irritação gástrica; e da estimulação dos receptores acessíveis a partir do líquido cerebrospinal, provavelmente no

quimiorreceptor da medula. Hiperventilação marcada ocorre como consequência do estímulo directo do centro respiratório. A estimulação indirecta da respiração é causada pela produção aumentada de CO2 em consequência do desacoplar da fosforilação oxidativa induzida pelos salicilatos. A alcalose respiratória é consequência da estimulação directa e indirecta do centro respiratório. Numa tentativa de compensação, o bicarbonato, acompanhado pelo sódio, potássio e água, é excretado na urina. O que vai resultar numa desidratação e hipocalcémia mas, mais importante, a perda do bicarbonato diminui a capacidade tampão do corpo e permite o desenvolvimento de uma acidose metabólica. O efeito pirético de doses tóxicas de ácido acetilsalicílico é um resultado directo do desacoplar da fosforilação oxidativa, e a sudação que acontece posteriormente contribui ainda mais para a desidratação. Doses elevadas de salicilatos têm efeitos tóxicos adicionais no SNC, consistindo numa estimulação (incluindo convulsões) seguida de depressão, confusão, vertigem, tremor nas mãos (sinal precoce de encefalopatia hepática), delírio, psicose, adormecimento e coma. Doses muito elevadas de salicilatos têm um efeito depressor na medula e podem causar paralisia respiratória central, bem como colapso circulatório repentino subsequente à depressão

metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas conduzem ao desenvolvimento de uma acidose metabólica, ou mais geralmente, a um distúrbio do equilíbrio ácidobase. A inibição competitiva de desidrogenases dependentes de NAD+ no ciclo do ácido

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1466

vasomotora. A perda da capacidade tampão, e os efeitos do ácido acetilsalicílico no

cítrico conduzirá à acumulação de intermediários ácidos.

O ácido acetilsalicílico

aumenta a entrada e a oxidação de ácidos gordos nas células do fígado, conduzindo a um aumento da cetogénese, e inibirá também a incorporação dos a.a. em proteínas causando aminoacidémia. Numa situação de acidose, a entrada do ião salicilato nas células é promovida, e os efeitos metabólicos são exacerbados. Hipo e hiperglicemia podem ambas ocorrer no envenenamento com ácido acetilsalicílico, a hipoglicemia é mais provavelmente devida à demanda aumentada de oxidação da glucose nos tecidos devido ao desacoplar da fosforilação oxidativa. Neuroglicopenia pode ocorrer na presença de açúcar sanguíneo em concentrações normais. Se as reservas hepáticas de glicogénio forem adequadas, a produção de catecolaminas estimula a glicogenólise que conduz à hiperglicemia que pode persistir por diversos dias; concentrações aumentadas de corticosteroides plasmáticos aumentam provavelmente este efeito. A intoxicação é frequentemente acompanhada por hipoprotrombinemia devido a uma acção comparável à da varfarina no ciclo da vitamina K1-epóxido, embora isto raramente cause problemas clínicos. Fármaco/Toxicocinética: Absorção O ácido acetilsalicílico é pouco solúvel no

estômago (meio ácido) e os precipitados podem coalescer formando blocos, retardando desse modo a absorção por 8-24h. Apesar do pH mais elevado do intestino delgado. (Ver Nota Complementar NC7), a maior área de superfície permite a absorção do salicilato, e esta ocorre rapidamente em doses terapêuticas. Entretanto, a absorção após uma overdose ocorre geralmente mais lentamente, e as concentrações sanguíneas podem continuar elevadas até 24h após a ingestão. A absorção será ainda mais atrasada se for ingerida uma preparação entérica revestida. Distribuição - Aproximadamente 50-80% do salicilato no sangue encontra-se ligado a proteínas, enquanto o restante se mantém ativo, no estado ionizado; A ligação às proteínas é dose-dependente. A saturação de locais de ligação conduz a um aumento do salicilato livre e a uma toxicidade aumentada. O volume de distribuição é 0,1-0,2 L/kg. A acidose aumenta o volume de distribuição pelo aumento da penetração nos tecidos. Tempo de semi-vida biológico - O ácido acetilsalicílico é hidrolisado no estômago (Ver Nota Complementar NC7) e no

consequentemente apenas 20 minutos. O tempo de semi-vida do salicilato plasmático em doses terapêuticas é 2-4,5 h, mas em situação de overdose aumenta para 18-36 h. Metabolismo - Em pequenas doses, aproximadamente 80% do ácido salicílico é

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1467

sangue a ácido salicílico e a ácido acético; o tempo de semi-vida biológico é

metabolizado no fígado. A conjugação com glicina forma o ácido salicilúrico, e a conjugação com ácido glucurónico forma salicilacil-glucurónicos e salicilfenilglucurónicos. Mas estas vias metabólicas têm uma capacidade limitada. Quantidades pequenas de ácido salicílico são também hidroxiladas a ácido gentísico. Com grandes doses de salicilatos, passamos de uma cinética de 1.ª ordem (onde a eliminação é proporcional à concentração plasmática) para uma cinética de ordem zero. Eliminação Os salicilatos são excretados principalmente pelo rim na forma de ácido salicilúrico (75%), ácido salicílico livre (10%), salicilfenil-glucurónicos (10%), salicilacilglucurónicos (5%), e ácido gentísico (< 1%). Quando são ingeridas doses pequenas (<250 mg no adulto), todas as vias prosseguem pela cinética de primeira ordem, com um tempo de semi-vida de eliminação de aproximadamente 2-3h. Quando são ingeridas doses mais elevadas de salicilatos (>4g), o tempo de semi-vida prolonga-se (15-30h) porque as vias de biotransformação relativas ao ácido salicilúrico e salicilacilglucurónicos encontram-se saturadas. A excreção renal do ácido salicílico torna-se mais importante à medida que as vias metabólicas ficam saturadas, porque esta é extremamente sensível às mudanças de pH urinário acima de 6. A alcalinização urinária explora este aspecto particular da eliminação do ácido salicílico. Usos clínicos - O ácido acetilsalicílico não deve ser usada em crianças (menores de 18) devido ao pequeno risco de síndrome de Reye, uma doença muitas vezes fatal com danos cerebrais. No adulto raramente provoca danos permanentes. Enquanto protótipo dos AINE o ácido acetilsalicílico tem três aplicações básicas: A principal indicação do ácido acetilsalicílico é o combate as dores, incluindo enxaquecas (dores de cabeça). O paracetamol é mais eficaz enquanto analgésico. É um eficaz anti-inflamatório. No entanto os seus efeitos adversos a longo prazo levaram à sua substituição pelo ibuprofeno(outro AINE) para controle da inflamação crônica. É um antipirético. (diminui a febre). Em todas estas aplicações, se a doença é crônica e não aguda, é geralmente preferível utilizar outros anti-inflamatórios não-esteroides com menos efeitos secundários a longo prazo. Devido a esse fato e como é de baixo custo e de venda livre, o ácido acetilsalicílico é principalmente usada para condições pouco graves

infecções virais de pouca consequência. Prevenção de enfarte do miocárdio em indivíduos de risco, como idosos. Pequena dose todos os dias. O ácido acetilsalicílico é a primeira escolha enquanto antiplaquetário. Angina instável e outros estados

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1468

que requerem os três efeitos simultaneamente, como as constipações/resfriados e outras

de isquémia cardíaca. Previne o crescimento da aterosclerose e a trombose arterial. Após bypass coronário, previne trombose. Nos dias atuais por vezes usada na febre reumática, artrite reumatoide e outras condições semelhantes, mas largamente substituída por outros AINEs como o ibuprofeno*. É também utilizada no tratamento da dor devido ao câncer, conjugada com opioides. Na diabetes diminui a formação de placa aterosclerótica. Também utilizada no mal de Alzheimer e enxaquecas. Efeitos clinicamente úteis: Diminui a febre mas não tem efeito na temperatura normal. Diminui a resposta inflamatória. Diminui a dor inflamatória de intensidade baixa a moderada, mas é pouco eficaz na dor forte. É um excelente inibidor da agregação das plaquetas, o primeiro passo na formação dos trombos arteriais. Combate a formação detrombos nas artérias e previne tromboses arteriais, frequentes causas de infarto do miocárdio e AVCs. Há estudos epidemiológicos que sugerem que a longo prazo diminui a prevalência de cancro do cólon. Aplicações em estudo: Investigação na área do cancro. Estudos epidemiológicos sugerem que o ácido acetilsalicílico pode ter um efeito protetor no desenvolvimento de certos tumores como: cancro da próstata, do cólon, colo-rectal, da mama. A investigação tem sugerido que a inibição da síntese das prostaglandinas pode prevenir o aparecimento de cancro da mama. A reação final da síntese de estrogénios depende de uma enzima do citocromo P450 que é estimulada pela PGE2. Então, a inibição da produção de prostaglandinas vai diminuir consequentemente a produção de estrogénios. Dada a importância dos estrogénios no desenvolvimento do cancro da mama, os AINEs podem ter um papel protetor no desenvolvimento do cancro da mama. Chegou-se à conclusão que o ácido acetilsalicílico estava associado a uma redução do cancro da mama em pacientes com tumores relacionados com um excesso de hormonas. Estes resultados são mais evidentes para mulheres que tomavam 7 ou mais comprimidos de ácido acetilsalicílico por semana. Ácido acetilsalicílico e câncer gástrico: Devido à relação entre inflamação crônica

da mucosa do estômago (gastrite) e câncer, postulou-se que o ácido acetilsalicílico, por causar dano crônico à mucosa no seu uso prolongado, poderia causar câncer. No entanto, o mecanismo da lesão (fisiopatogenia) da ácido acetilsalicílico é distinto da gastrite, não ocorrendo por inflamação. De fato, não só o ácido acetilsalicílico não aumenta o risco decâncer gástrico, como pela sua atividade anti-inflamatória tende a reduzir esse risco. Pesquisas publicadas em 2009 pelo British Journal of Cancer,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1469

realizadas com mais de 300 mil pessoas que tomaram ao menos comprimido de ácido acetilsalicílico nos últimos doze meses à pesquisa, tem 36% menos chance de desenvolver câncer de estômago. Ibuprofeno*.

O ibuprofeno é um fármaco do grupo dos anti-inflamatórios não esteróides (AINE) sendo também analgésico e antipirético, utilizado frequentemente para o alívio sintomático da dor de cabeça (cefaleia), dor dentária, dor muscular (mialgia), moléstias da menstruação (dismenorreia), febre e dor pós-cirúrgica. Também é usado para tratar quadros inflamatórios, como os que apresentam-se em artrites, artrite reumatóide (AR) e artrite gotosa. O seu nome vem das iniciais do ácido iso-butil-propanóico-fenólico (na verdade, isobutilfenilpropanóico). O medicamento foi banido em algumas nações, vejamos:

Lista de produtos banidos e que não conseguiram registro em outros países, citados no livro: Banned Products - ONU. mercado brasileiro. Pública. Eles estão presentes no

Alerta cientifico para fins de pesquisa na Saúde

Fator IX

Berbulin ImmunoComplexo

É uma fração protéica de natural do sangue

fator IX - Konyne Fator humano, vital para a

Pedrilson Immunine Immuno Mononine -

deficiente hemofílicos .

nos É

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1470

IX -

Marcos coagulação sanguínea,

Centeon Prothomplex T - Immuno

extraido sanguíneo número doadores conhecido 1984,

do

plasma de um de É desde muitos

grande .

que

vírus, inclusive o HIV podem transmitidos ser aos

hemofílicos por este elemento do sangue . Na Suécia a industria farmacêutica este produto devido retirou do a

mercado,

relatos de infeções por HIV em três pacientes tratados com o

produto . Autoridades de muitos países

obrigam as industrias a realizarem

específicos durante o processo
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

de

Página

1471

tratamentos anti-virais

industrialização . Fator VIII Emoclot Cristalia Fator hemofílico Sintofarma Fator DI - <> Também utilizado Anti- no tratamento da

hemofilia . Também VII pode transmitir muitos

Biotest SDH - Marcos vírus e como resultado Pedrilson Haemate Centeon Immunate Immuno Kryobulin ImmunoMonoclate Centeon P - disto, autoridades de muitos países obrigam as industrias a

P - realizarem tratamentos anti-virais específicos durante o processo de

industrialização . Na Alemanha, ocorre a seleção dos doadores, monitoramento componentes limitação quantidade de virais, da de

doadores e a inclusão de advertências nas

produto . Fenazona Auditol É um derivado da

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1472

informações

do

Synynelabo Fluxosedatina - Farmavy

pyrazolona, quimicamente relacionada aminofenazona Muitos adotaram restritivas a a . países ações este

medicamento, porém um recente estudo

internacional mostrou que não existem que a deste com ou . não que a

evidências comprovem associação medicamento agranulocitose anemia Também comprova aplástica

aminofenazona aumente a propensão a carcinogenicidade .

países não permitem este produto, como:
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1473

No

entanto,

alguns

Emirados

Árabes,

Malásia e uma parte da Alemanha . Banida dos Emirados Árabes . Fenformina Debei Eurofarma DiabetalZambon É uma biguanida com atividade hipoglicêmica oral . Introduzido em 1957 para o tratamento da diabetes mellitus . Nos anos 70, foi

relacionado a acidose lática, inclusive

resultando em obitos, e mais tarde foi

comprovado que seus perigos eram maiores que seus benefícios . No Brasil associações contendo fenformina

são proibidas desde

evidência metformina
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

que

a

possua

Página

1474

1977

.

Existe

menor

tendência

a

induzir estes efeitos . Na Alemanha, foi

retirado do mercado, bem como na França . Retirado do mercado na Turquia, Canadá, Noruega, Nova

Zeilândia, Singapura, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, França,

Áustria, Suécia, EUA, Reino Unido e outros . Fenilbutazona Algiflan Bras.Butazil Teuto É um derivado da Neo pirazolona com ação antinflamatória, analgésica . e Foi

Química Butazolidina NovartisButazona Boeh Teuto Brasil.Fenilbutazona Farmédica; NeoQuímica; Mioflex-

Ilgel.Butazonil - antipirética

introduzida em 1949 para o tratamento de disordens reumáticas .

Sanofi uso

foi

relacionada

Winthrop Peralgin -

com graves reações

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1475

Vitapan Posteriormente,

seu

InfabraReumix Makros

adversas, até mesmo fatais, como anemia aplástica, agranulocitoses . De modo geral as

autoridades regulatórias nacionais consideram que

produtos mais novos são alternativas mais seguras para a maior parte dos pacientes, portanto tem sido

retirado do mercado e restrito a pacientes

que não respondem a outras drogas . No Japão seu uso foi

restrito aos casos de agudização artrite, espondilite anquilosante e gota da

são

avisados

a esta

prescreverem
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1476

aguda . Os médicos

droga

somente

a

adultos e não por mais de uma semana . Na Alemanha também seu não uso deve

exceder 1 semana em casos de exacerbações do reumatismo ou

gota aguda . É contraindicado em crianças menores de 14 anos . Na Grã Bretanha seu uso é somente

hospitalar e em casos de espondilite . Na

anquilosante

Itália seu uso também não pode ultrapassar o período de 7 a 10 dias. Foi banido no Iraque, Jordânia, Chile,

Paraguai, Malásia e

Emirados Árabes . Fenilefrina Afebrin Na Grã Bretanha

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1477

etc

.

Banida

dos

Legrand Asafen Sanofi Alagripe Windson Bialerge ElofarCloridrato

recusou a extensão da C - licença deste produto para de poder colírios, resultar na cura por em e

fenilefrina e lidocaína - atraso S.S.White

hiperemia reativa e a precipitação do

glaucoma de angulo fechado . Fenobarbital Edhanol É um barbitúrico de

SintofarmaFenobarbital - longa Sanval; Funed; Neovita; duração, controlado Vital Brazil; pela agenda da de

Veafarm Fenocris Cristalia Gardenal Rhodia

conferência substâncias

psicotrópicas de 1971 . Na Suécia seu uso foi associado a

intoxicações fatais e abuso, sendo retirado do mercado . A OMS ainda produto tratamento Epilepsia .
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

considera útil

o

da

Página

1478

no

Fenoftaleína

Agarol Aché Dioctosal Libbs Elegantin Brasmédica Esbelt VirtusFideine Bergamo Lacto-purga DM Manólio Brasmédica Obesidex Bunker Obesiform Herald’s Prisoventril Simões Purgoleite Virtus

Tem sido largamente utilizado como

laxativo, desde que sua atividade catartica foi descrita em 1902 . É eliminado

lentamente devido a circulação enteropática .

Relacionado a reações adversas como

reações alérgicas na pele, perda de potássio e atonia . Na Noruega, Iem e na Grécia, foi retirado do mercado .

Fenol

Algidente Sedabel Audi Granado Eucalyptene Millet Timpanol -

Começou a ser usado largamente depois que sua bactericida atividade foi

QIF Um instante adulto - demonstrada em 1867 Farmabraz . É uma substância

percutânea produzir
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

pode sérias

Página

1479

corrosiva e a absorção

reações sistêmicas República Dominicana, .

tóxicas Na

as

industrias de todos os ramos foram

solicitados a retirar este ingrediente de

seus produtos, já que foi mostrado que seus benefícios ultrapassam riscos . Fenoterol Berotec Boeh de É um agonista beta 2adrenoreceptor com não seus

Ilgen.Fenozam -

ZambomBromidrato de atividade Fenoterol Neovita Femmal FarmasaDuovent Boehringer broncodilatadora . Foi introduzido primeiramente 1971 para em o

tratamento da asma . Seu uso está associado

mortalidade por asma . Porém, não está claro
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1480

ao

aumento

da

que

a

morte

seja a dos

relacionada severidade

ataques de asma ou ao tratamento com este medicamento Austrália indicações restringem . Na suas se ao

tratamento de asma moderada . Na Nova Zelândia existem

relatos de aumento de mortes entre pacientes com asma grave

usando esta substância . Floctofenina Idarac - Hoescht Na Bélgica, devido a possibilidade floctofenina da causar

choques anafiláticos, produtos com este

ser

obtidos

com

prescrição médica .
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1481

componente só podem

Glufenin produto foi

é

um

semelhante, do

retirado

mercado mundialmente próprio produtor . Flunarizina Sibelium JanssenFlunarin MédicaFluvert Medley Vertix Aché Vertizine - Aché É um agente e . Foi na pelo

Asta antihistamínico vasodilatador introduzido

medicina em 1970 . É usado no tratamento das desordens

vasculares centrais e periperais efetividade . não Sua foi

convincentemente demonstrada e seu uso está relacionado a

reações adversas que envolvem o sistema nervoso incluindo central,

Na Espanha só tem como
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

indicações

Página

1482

depressão.

aprovadas

distúrbios

vestibulares, vertigem, prevenção de cefaléia vascular associado movimento . Flunitrazepam Rohypnol - Roche É um derivado da benzodiapina ação sedativa com e . e enjoo ao

hipnótica

Introduzido em 1974 para o tratamento da insonia . É controlado pela agenda 4 da de

Convenção Substâncias

Psicotrópicas de 1971 . Mas devido ao

abuso, alguns países colocaram o produto sob controles mais

rigorosos .

FarmaFurazolidona Teuto;

nitrofuran com açao antibacterial e

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1483

Furazolidona

Giarlam -

Uci É um derivado do

Funed Enterocoli Quimio. Br.

antiprotozoal, introduzido na

medicina em 1954 . Nos anos 70, foi que potencial em

demonstrado possui

carcinogênico tratamentos prolongados em

animais . A segurança de seu tratamento a curto humanos prazo não em foi

estabelecida . Na Itália é obrigatória a na do

inscrição embalagem produto

informando

que seu uso deve ser por curtos períodos de tempo e sob

orientação médica .

Gangliosídeos Sinaxial - TRB Pharma

É

um

glicolípidio do cortex

extraído

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1484

Banido da Coréa.

cerebral de bovinos . Alega melhorar

neuropatias periféricas de vários tipos, pós-

incluindo

herpéticas, do tabaco ou álcool, ambliopatia e paralisias faciais

traumáticas . Seu uso está associado a

síndrome de GuillanBarré e a

polineuropatia mista e em alguns casos a paralisia flácida . A Alemanha suspendeu a comercialização

desde 1989 . Griseofulvina Fulcin ZenecaSporostatin Schering Pl Foi isolado de uma penincilina sistemicamente administrado em e é

antifúngica . Existem evidências de que este
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1485

homens por sua ação

medicamento carcinogênico teratogênico

é e em

animais de laboratório . Na Grã Bretanha, devido aos indícios de carcinogenicidade, fetotoxicidade teratogenicidade e em

roedores, seu uso foi restrito ao tratamento de infeções

dermatófitas da pele, do coro cabeludo, dos cabelos e das unhas quando a terapia

tópica falhou . Existe também a

recomendação de não usar este medicamento durante a gravidez ou como profilático Hexaclorofeno Sabolyn - Gujer É um agente tratamento

antimicrobial
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1486

introduzido

na

medicina em 1948 em preparações líquidas e em pó .

Subsequentemente foi utilizado antiséptico como tópico .

Nos anos 70, estudos em demonstraram causa por crianças que

encefalopatia absorção

transdérmica . Estudos mais recentes sugerem também um potencial teratogênico . No

Japão, foram banidas as preparações

farmacêuticas, em pó, desde que edema de cérebro foi observado em animais . Vários

esta

substância

ou

restringiram seu uso .
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1487

outros países baniram

Hidroquinona

Clariderm - Stiefel

Foi introduzido em 1965 como um

despigmentador tópico usado na . altas é

hiperpigmentação Em concentrações

corrosivo e na maioria dos países e restrito à concentração de 2% por no máximo 2

meses . Em animais demonstrou potencial carcinogênico mutagênico . e Na

Alemanha seu uso é proibido para crianças menores de 12 anos . Ibuprofeno Actiprofen Winthrop Advil WhitehallArtril Farmasa Benotrin SEM Danilon Allergan Doretrin Sanofi Este agente antinão foi

inflamatório esteróide

introduzido em 1969 .

para venda livre em baixas em

Novartis Ibufran- Neo- doses

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1488

Depois da passagem

Química Ibuprofeno -

vários

países

Bunker; Teuto; União aumentaram os relatos Química Motrin UpJonhParattrin Cazi Aflogen Farma Algi de efeitos adversos distúrbios

como:

Uci gastrointestinais, Danilon - reações hipersensibilidade, meningite asséptica e danos aos rins . Na Alemanha, o de

Allergan Algifin SintofarmaFymmal FarmasaReuplex Farmasa

Escritório Federal de Saúde, aprovou

Ibuprofeno na forma tópica, porém

restringiu seu uso a pacientes que não

tivessem história de alergia e em crianças com menos de 6 anos. Isotretinoína Roacutan Roche Isotrex Stiefel Nota: Já foi alvo de portarias e medidas no Resulta número anormalidades em maior de

ou após algum tempo de uso . Nos EUA é

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1489

fetais quando em uso

Brasil

permitido para

somente de

tratamento

acne cística grave, que não responda a

tratamento convencional Austrália . Na

também

possui esta indicação, sendo que em alguns estados sua prescrição só pode ser feita por apenas especialistas alguns . Na

Espanha, esta droga só pode ser usada por mulheres fértil em idade quando

acompanhada de um método contraceptivo . Levartenerol Xylocaína 2% c/ Este vasoconstritor foi utilizado durante anos

norepinefrina - Astra

duração de anestesia local, particularmente
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1490

para

prolongar

a

por dentistas . Provoca sérias reações e

cardiovasculares

cerebrovasculares . Na Irlanda preparações anestésicas foram mercado Venezuela, locais do Na foi todas

retiradas . não

aprovada para venda ou uso. Lindano Escabin Virtu's EscabronHebron Lindane RoytonLindano BrasmédicaPilensar IMA Piodrex Bunker Pioletal Delta Pionax Sanval Plurisan Herald's Pruritrat Newlab Esta disponível no

mercado há mais de 25 anos e tem sido largamente utilizado

como pesticida . Seu uso aumenta o número de resistentes organismos . Na

Holanda não pode ser usado na infestação

aumentar o número de organismos resistentes
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1491

por

piolhos

por

. Em países como a Alemanha, o Egito e Oman, concentração sua não

pode ultrapassar 0,3% . Na Alemanha só se faz exceção a maiores concentrações fabricação na de

shampoos, que pode conter mais de 1% do produto, desde que a exposição a este não seja maior que 4

minutos . Linestrenol Exluton Akzo Anacyclin Novartis Este sintético progestogeno foi

introduzido no início dos anos 60 como um componente preparações contraceptivas orais . de

resultado de um novo regulamento requerido
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1492

Em

1967,

como

pelo

FDA, a

foi um

submetido

estudo de toxicidade a longo prazo . Este estudo realizado nos EUA demonstrou que em cadelas da raça Beagle aumenta a

incidência de tumores de mama . Na

Austrália,

produtos

com alta dosagem (2,5 mg) foram retirados do mercado . Lobelia Sedatux Profarb ProfarbBroncofenil Zurita SEM Xip- Utilizada tratamento sintomático da asma. Existem preparações no

mais eficazes e menos irritantes extrato que . este Em

Bangladesh seu uso

foi

retirada

do . Hoje

mercado
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1493

foi proibido e na Itália

considera-se desforável a relação risco-benefício . Loperamida Closecs EurofarmaDiarresec Farmion DiasecQIF Enterocler Herald’sImosec É um inibidor da

peristase

intestinal,

introduzido em 1975 no tratamento aguda da e

diarréia

Janssen CilagObstar - J crônica . O tratamento &J com medicamento este foi

associado com casos de íleo paralítico,

ocasionando 6 mortes . O programa da OMS para controle da

diarréia sugere que a loperamida não seja usada para controle da diarréia em crianças com menos de 5 anos . Na França, este

pode ser administrado em crianças com

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1494

medicamento

não

menos de 2 anos de idade . Na Corea, o uso de formulações sólidas medicamento deste não

deve ser prescrito à crianças menores de 7 anos e os xaropes à crianças menores de 2 anos . Banida no

Líbano . L-Triptófano Apetil Bunker Cobalpex Ducto Desenvoltin UsmedOrganoneuro Este aminoácido

essencial precursor da serotonina, intorduzido em foi na 1963

Optico - Gross Pelo DEF medicina

não se sabe se todos são para o tratamento da L-Triptófano, escrito ―triptofano‖ . está depressão a desordens apenas do sono . No entanto, nunca demonstrado convincentemente sua foi

é largamente utilizado em suplementos

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1495

efetividade . Também

alimentares, preparações para

nutrição parenteral e preparações dietéticas para crianças com

fenilcetonúria . Em 1989, relatórios dos EUA demonstraram

uma associação entre o consumo de e La de

Triptófano síndrome

eosinofilia-mialgia, caracterizada por uma severa eosinofilia de

acompanhada

intensa dor muscular, inchaço dos braços e pernas, erupções na pele e febre . No Japão, como resultado de uma sindrome de

epidêmica nos EUA,

relatada todos

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1496

eosinofilia-mialgia

produtos Triptofano

com

Lforam

retirados do mercado . Nos EUA a para de

autorização venda livre

suplementos nutricionais contendo esta substância foi

cassada. Para analise e reflexão técnica cientifica:
http://www.ema.europa.eu/docs/pt_PT/document_library/EPAR__Summary_for_the_public/human/000549/WC500039048.pdf

A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) publicou em sua página na internet , no dia 22 de outubro de 2012, conclusões sobre a revisão de estudos de segurança cardiovascular dos antinflamatórios não-esteroidais tradicionais (AINE-t), realizada pela União Europeia (UE) no ano de 2006 (1,2). As informações analisadas nesta revisão procedem de metanálise de ensaios clínicos (5,6) e estudos observacionais (7-9), assim como diversos estudos observacionais recentemente publicados e do projeto de investigação independente Safety ou Non-Steroidal AntiInflammatory Drugs (SOS) (10). Os AINE-t incluídos nesses estudos são fundamentalmente os mais utilizados: diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno. Ibuprofeno - É o único dos três AINEs citados nesse informativo que está presente na Rename-2012(11). Ibuprofeno é derivado do ácido propiônico, com propriedades anti-

inflamatórios não-esteroides (AINE), mas sua atividade anti-inflamatória é mais fraca (12). As principais indicações do ibuprofeno são: dor branda a moderada (incluindo cefaleia e dismenorreia); febre e inflamações musculoesqueléticas (12).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1497

inflamatória, analgésica e antipirética. Causa menos efeitos adversos que outros anti-

Existem certas inconsistências entre estudos no que diz respeito ao risco de ictus. De forma global, os resultados dos estudos observacionais mostram que o ibuprofeno está associado a um ligeiro aumento do risco cardiovascular quando se compara com o naproxeno, sendo esse risco inferior ao observado com o diclofenaco e os coxibes. Ainda que os dados possuam certas limitações, mostram novamente que a administração de doses diárias de ibuprofeno de 1.200 mg/dia ou inferiores, parecem mais seguras do que o uso de doses superiores (9,10). Naproxeno - Os resultados são consistentes com as conclusões estabelecidas em 2006. Recentes metanálises de ensaios clínicos mostram um menor risco que os AINEs inibidores da COX-2 (coxibes)(5) e um risco similar aos pacientes que receberam placebo (6). Ainda que os resultados de metanálises de estudos observacionais mostrem um ligeiro aumento do risco, naproxeno seria o AINE-t com menor risco de efeito cardiovascular do tipo aterotrombótico (9). Esses resultados se confirmam em estudos individuais. Por outro lado, deve-se levar em conta que em estudos epidemiológicos, naproxeno está relacionado com maior risco gastrointestinal que o diclofenaco e o ibuprofeno. Diclofenaco - Além das propriedades antinflamatórias, exibe também propriedades analgésicas e antipiréticas(13). Diclofenaco sódico e potássico são utilizados por seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, no tratamento sintomático da artrite reumatoide crônica e aguda, osteoartrite, espondilite anquilosante e outras condições inflamatórias. Diclofenaco sódico é utilizado por via oral, mas também pode ser administrado por via retal, parenteral (intramuscular) e tópica. Porém, as formas farmacêuticas para administração por via retal e parenteral não estão disponíveis para comercialização nos Estados Unidos. Estudos recentes sobre o diclofenaco apontam para um maior risco cardiovascular quando comparado a outros AINE-t e similar ao observado com os coxibes. Metanálises de ensaios clínicos indicam um risco similar ao obtido para os coxibes como grupo (5) ou para o eterocoxibe (6). Os estudos de metanálises observacionais mostram um risco superior para o diclofenaco quando comparado ao celecoxibe e outros AINE-t (7-9). Estes resultados são observados também em estudos epidemiológicos individuais. No que tange o efeito da dose de diclofenaco sobre o risco cardiovascular, a informação, ainda que limitada, parece indicar que o risco cardiovascular aumenta com doses superiores a 100mg/dia. Por outro lado, deve-se levar em conta que, ainda que o perfil de risco cardiovascular possa ser mais
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1498

desfavorável para o diclofenaco quando comparado com o naproxeno ou ibuprofeno, o aumento do risco observado é moderado. Para outros AINE-t, os dados disponíveis procedentes de estudos recentes continuam sendo insuficientes para concluir sobre o risco aterotrombótico, assim não pode ser excluído o aumento do risco associado ao seu uso. Conclusões da Revisão: A evidência científica procedente dos estudos recentes confirmam as conclusões estabelecidas em 2006, as quais indicam um ligeiro aumento do risco cardiovascular do tipo aterotrombótico para AINE-t, em particular quando se utilizam doses elevadas, durante períodos de tempo prolongados. No que tange o ibuprofeno e o naproxeno, os dados recentemente publicados estão de acordo com a informação proporcionada em sua ficha técnica. Já para o diclofenaco, o Comitê de Avaliação de Riscos de Farmacovigilância Europeu (Pharmacovigilance Risk Assessment Committee-PRAC) deverá avaliar a informação disponível sobre este medicamento, procedente de dados publicados e não publicados, com o objetivo de avaliar se são necessárias medidas reguladoras ou de prevenção de riscos adicionais, aos já estabelecidos atualmente. Recomendações da AEMPS:

O balanço risco/benefício dos AINEs continua sendo positivo, sempre e quando sejam utilizados, de acordo com as condições de uso autorizadas. Para os AINEs devem-se utilizar as mínimas doses

eficazes e durante o menor tempo possível para controlar sintomas, de acordo com o objetivo terapêutico estabelecido. A prescrição e seleção de um AINE deve ser realizada baseando-se nos perfis globais de segurança de cada um dos medicamentos, de acordo com as informações proporcionadas em suas fichas técnicas (disponíveis em www.aemps.gob.es), e em função dos fatores de risco cardiovascular e gastrointestinal de cada paciente.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1499

Referências Bibliográficas. 1. Botelho, Rachel. (27 de maio de 2010). Analgésico pode levar a "vício" psíquico. Folha de S.Paulo. 2. ChemSpider. Aspirina. Página visitada em 23/02/2010. 3. P.R.Vade-mécum ABIMIP 2006/2007. 4. Farmacopéia Portuguesa VII. pag.694. 5. Ácido acetilsalicílico: o comprimido 1.001 utilidades, Acesso em 22 de novembro de 2013. 6. LOIOLA, A. Drogas Antiagregantes Plaquetárias Parte I: Atualização. Revista Boa Saúde online, 17 de outubro e 21 de novembro de 2013. 7. Aspirina reduz risco de câncer de estômago, diz estudo, Acesso em 22 de novembro de 2013. 8. K Akre, A M Ekström, L B Signorello, et. al. Aspirin and risk for gastric cancer: a population-based case-control study in Sweden.Br J Cancer 2001; 84(7):965-8. 9. Bircher, J, Benhamou, JP et al. Oxford Textbook of Clinical Hepatology, Oxford Medical Publications,1999. 10.1001 Invenções que Mudaram o Mundo, Trevor Baylis. Por Eduardo Mombach Mota. 11.Rossi S (Ed.) (2004). Australian Medicines Handbook 2004. ISBN 0-9578521-4-2. 12.Castell JV, Gomez MJ, Miranda MA, Morera IM (1987). Photolytic degradation of ibuprofen. Toxicity of the isolated photoproducts on fibroblasts and erythrocytes. Photochem Photobiol, 46 (6), 991-6. 13.Hippisley-Cox J, Coupland C (2005). Risk of myocardial infarction in patients taking cyclo-oxygenase-2 inhibitors or
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1500

conventional non-steroidal antiinflammatory drugs: population based nested case-control analysis. British Medical Journal 2005;330:1366 (11 de Junio). 14.Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios. Nota informativa de seguridad de Medicamentos 2006/07, 27/09/ 2006. 15.Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios. Nota informativa de seguridad de Medicamentos 2006/10, 26/10/ 2006. 16.European Medicines Agency. European Medicines Agency review concludes positive benefit-risk balance for non-selective NSAIDs. Press release 23/10/2006. 17.European Medicines Agency. European Medicines Agency finalises review of recent published data on cardiovascular safety of NSAIDs. Press release 19/10/2012. 18.Chen LC, Ashcroft DM. Risk of myocardial infarction associated with selective COX-2 inhibitors: meta-analysis of randomised controlled trials. Pharmacoepidemiol Drug Saf. 2007

Jul;16(7):762-72. 19.Trelle S, Reichenbach S, Wandel S, Hildebrand P, Tschannen B, Villiger PM, Egger M, Jüni P. Cardiovascular safety of nonsteroidal anti-inflammatory drugs: network meta-analysis. BMJ. 2011 Jan 11; 342:c7086. 20.Varas-Lorenzo C, Riera-Guardia N, Calingaert B, Castellsague J, Pariente A, Scottil L, Stukernboom MPerez-Gutthann S.

Systematic Review of Observational Studies. Pharmacoepidemiol Drug Saf. 2011 Dec;20(12):1225-36.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1501

Stroke

RiskNonsteroidal

Anti-inflammatory

Drugs.

A

21.McGettigan P, Henry D Cardiovascular riskinhibition of cyclooxygenase: a systematic review of the observational studies of selectivenonselective inhibitors of cyclooxygenase 2. JAMA. 2006 Oct 4; 296(13):1633-44. 22.McGettigan P, Henry D. Cardiovascular risk with non-steroidal anti-inflammatory drugs: systematic review of population-based controlled observational 8(9):e1001098. Safety Of non-Steroidal anti-inflammatory drugs project: http://www.sos-nsaids-project.org/ 23.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência studies. PLoS Med. 2011 Sep;

Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 2012. Brasília: Ministério da Saúde; set-2012. Disponível

em:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/anexos_renam e_2012_pt_533_27_09_12.pdf 24.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência

Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010. 2a. edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/FTN_2010.pdf 25.McEvoy GK (Ed.). AHFS: Drug Information 2011. Bethesda: ASHP; 2011

Medicamentos y Productos Sanitarios): Seguridad Cardiovascular De Los Aine Tradicionales: Conclusiones De La Revisión De Los

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1502

26. Nota

Informativa

da

AEMPS

(Agencia

Española

de

Últimos Estudios Publicados. Publicação na página da AEMPS e da Red-CimLac em 22.10.2012. 27.http://www.aemps.gob.es/informa/notasInformativas/medicamen tosUsoHumano/seguridad/2012/NI-MUH_FV_15-2012.htm 28.http://www.aemps.gob.es/informa/campannas/home.htm 29.http://www.aemps.gob.es/informa/info-atencionciudadano/home.htm 30.http://www.aemps.gob.es/informa/rss/home.htm 31.Alertas – Medicamentos Humanos:

http://www.aemps.gob.es/informa/rss/manual/rss_alertas_MUH. xml 32.http://www.aemps.gob.es/informa/listasDistribucion/home.htm 33.http://www.aemps.gob.es/informa/circulares/home.htm 34.http://www.aemps.gob.es/informa/notasPrensa/home.htm
Temas como Aspirina. Acetanilida. Fenacetina. Morfina. Paracetamol. Piramida. Tramadol. Antitérmico. Agranulocitose. Agranulocitopenia. Ausência de leucócitos

granulosos. Veremos veremos no Volume V, Tomo III, Farmacologia

Clínica: Farmacocinética e Farmacodinâmica de autoria do Professor César Venâncio.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1503

Lista de remédios perigosos.

Terminologia

importante

para

compreender conceitos: Um dos obstáculos encontrados no estudo e prevenção de erros de medicação é a falta de padronização e a multiplicidade da terminologia utilizada para classificá-los. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Council of Europe propuseram uma classificação internacional dos termos usados em segurança do paciente, de forma a promover a harmonização destas definições. Entretanto, ainda é observada a pluralidade de conceitos e definições. Transcrevemos abaixo o link em que o leitor poderá acessar os artigos publicados pela OMS disponível para pesquisa: OMS – Conceptual Framework for the International Classification for Patient Safety. http://www.ismp-brasil.org/faq/artigos/OMS_TAXONOMIA_icps_full_report.pdf Council of Europe – Committee of Experts on Managem ent of Safety and Quality in Health Care (SP-SQS) Expert Group on Safe Medication Practices Glossary of terms related to patient and medication safety. http://www.ismp-brasil.org/faq/artigos/seguridadpaciente.pdf Eventos adversos relacionados a medicamentos: São considerados como qualquer dano ou injúria causado ao paciente pela intervenção médica relacionada aos e Council of Europe,

qualquer injúria ou dano, advindo de medicamentos, provocados pelo uso ou falta do uso quando necessário6. A presença do dano é, portanto, condição necessária para a caracterização do evento adverso. Outra definição utilizada em alguns estudos é:
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1504

medicamentos. A American Society of Health-System Pharmacists define-os como

Qualquer dano provocado por iatrogenia relacionada a medicamento. Estão incluídos neste conceito os erros de medicação e as reações adversas. Reação adversa a medicamento: Resposta nociva a uma droga, não intencional, que ocorre nas doses usuais para profilaxia, terapêutica, tratamento ou para modificação de função fisiológica (WORLD HEALTH ORGANIZATION 4). Uma dos problemas em relação a este conceito de 1972, é que não havia como classificar as reações ou sintomas provocados por erros na utilização do medicamento, sendo um deles a utilização de doses não usuais para o homem. Várias outras definições foram publicadas no sentido de diferenciar a reação adversa e o erro de medicação, sendo uma delas, descrita a seguir: Qualquer resposta nociva ou indesejada ao medicamento, que ocorre na dose normalmente usada para profilaxia, diagnóstico ou tratamento ou tratamento de doença, ou para modificação de função fisiológica, mas não devido a um erro de medicação. Erro de medicação: Qualquer evento evitável que, de fato ou potencialmente, pode levar ao uso inadequado de medicamento. Esse conceito implica que o uso inadequado pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor. O erro pode estar relacionado à prática profissional, produtos usados na área de saúde, procedimentos, problemas de comunicação, incluindo prescrição, rótulos, embalagens, nomes, preparação, dispensação, distribuição, administração, educação, monitoramento e uso de medicamentos. Diferenças entre erros de medicação e reações adversas: Os eventos adversos preveníveis e potenciais relacionados a medicamentos são produzidos por erros de medicação, e a possibilidade de prevenção é uma das diferenças marcantes entre as reações adversas e os erros de medicação. A reação adversa a medicamento é considerada como um evento inevitável, ainda que se conheça a sua possibilidade de ocorrência, e os erros de medicação são, por definição, preveníveis. Erro de prescrição: Erro de prescrição com significado clínico é definido como um erro de decisão ou de redação, não intencional, que pode reduzir a probabilidade do tratamento ser efetivo ou aumentar o risco de lesão no paciente, quando comparado com as praticas clínicas estabelecidas e aceitas.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1505

Erro de dispensação: São apresentadas três definições. Entretanto, é preciso ressaltar que estas definições não abordam a possibilidade da prescrição médica estar errada e o atendimento de uma prescrição incorreta é também um erro de dispensação. - Definido como a discrepância entre a ordem escrita na prescrição médica e o atendimento dessa ordem - São erros cometidos por funcionários da farmácia (farmacêuticos, inclusive) quando realizam a dispensação de medicamentos para as unidades de internação. - Erro de dispensação é definido como o desvio de uma prescrição médica escrita ou oral, incluindo modificações escritas feitas pelo farmacêutico após contato com o prescritor ou cumprindo normas ou protocolos preestabelecidos. E ainda considerado erro de dispensação qualquer desvio do que é estabelecido pelos órgãos regulatórios ou normas que afetam a dispensação. Erro de administração: São apresentadas duas definições sendo que a primeira considera que tudo que for desvio da prescrição médica é considerado erro de administração. Este conceito considera que a prescrição está sempre correta quanto à administração de medicamentos, o que não ocorre na prática. A segunda definição já prevê a possibilidade do medicamento ser administrado na técnica correta e pode estar diferente da prescrição médica, sendo uma definição mais prática e realista. É considerado erro de administração a ocorrência de um desvio entre o que está prescrito e o que foi administrado. Qualquer desvio na preparo e administração de medicamentos mediante prescrição médica, não observância das recomendações ou guias do hospital ou das instruções técnicas do fabricante do produto. Considera ainda que não houve erro se o medicamento foi administrado de forma correta mesmo se a técnica utilizada contrarie a prescrição médica ou os procedimentos do hospital.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1506

Referências Suplementares. 1. Yu KH, Nation RL, Dooley MJ. Multiplicity of medication safety terms, definitions and functional meanings: when is enough? Qual Saf Health Care. 2005; 14(5):358-63. 2. World Health Organization. World Alliance for Patient Safety Taxonomy. [acesso em 4 de setembro de 2009] Disponivel em:

http://www.who.int/patientsafety/taxonomy. 3. Franklin BD, Rei MJ, Barber N. Dispensing errors [editorial]. International Journal of Pharmacy Practice 2009, 17:17-18. 4. World Health Organization. International drug monitoring: the role of national centres. Geneva: World Health Organization; 1972 (WHO Technical Reports Series, 498). 5. Edwards IR, Aronson JK. Adverse drug reactions: definitions, diagnosis, and management. Lancet 2000: 356:1255-9. 6. American Society of Healthy-System Pharmacists. Suggested definitions and relationships among medication misadventures, medication errors, adverse drug events, and adverse drug reactions - 1998 [on line]. [cited 1998 Jan. 21] Available from: http://www.ashp.org/public/proad/ mederror. 7. Bates DW, Spell N, Cullen DJ, Burdick E, Laird N, Petersen LA, et al. The costs of adverse drug events in hospitalized patients. JAMA 1997; 277(4): 307-11. 8. Otero MJ, Domíngues AG. Acontecimientos adversos por medicamentos: una patología emergente. Farm. Hosp. 2000;24(4):258-266. 9. Rosa MB, Perini E. Erros de medicação: quem foi? Rev Assoc Med Bras. 2003;49(3):335-41. 10. Bryony DF, Vincent C, Schachter, Barber N. The incidence of prescribing errors in hospital inpatients. Drug Safety 2005 : 28 (10) 891-900. 11. National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention. Taxonomy of medication errors - 1998-1999 [on line]. [cited 2001 Nov 19] Available from: http://www.nccmerp.org/public/aboutmederror.htm. 12. Rosa MB, Perini E, Anacleto TA, Neiva HM, Bogutchi T. Erros na prescrição hospitalar de medicamentos potencialmente perigosos.Rev. Saúde Pública 2009. 6(43): 490-8.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1507

13. Dean B, Barber N, Schachter V. What is prescribing error? Qual Health Care 2000; 9:232-7. 14. Flynn ,AE, Barker, KN, Carnahan BJ. National observational study of prescription dispensing accuracy and safety in 50 pharmacies. J Am Pharm Assoc 2003; 43(2):191-200. 15. Cohen MR. Medication errors. 2ª ed. Washington: American Pharmaceutical Association; 2006. 16. Beso A, Franklin BD, Barber N. The frequency and potencial causes of dispensing errors in a hospital pharmacy. Pharm Word Sci. 2005;27:182-190. 17. Taxis K, Barber N. Ethnographic study of incidence and severity of intravenous drug erros. BMJ 2003; 326(7391):684-7. 18. Barker KN, Flynn EA, Pepper GA. Observation method of detecting medication errors. Am J Health Syst Pharm 2002; 59: 2314-6. 19. Leape LL, Lawthers AG, Brennan TA, Johnson WG. Preventing medical injury. Qual Rev Bull 1993;19:144–149. 20. Cooper JB, Gaba DM, Liang B, Woods D, Blum LN. The National Patient Safety Foundation Agenda for Research and Development in Patient Safety. MedGenMed. 2(3):E38, 2000. 21. Spath PL. Patient Safety Improvement Guidebook. Forest Grove, OR: BrownSpath & Associates, 2000. 22. Wilson RM, Runciman WB, Gibbard RW, et al. The Quality in Australian Health Care Study. Med J Aust 1995;163:458–471. 23. Walshe K. The development of clinical risk management. In: Vincent CA, ed. Clinical Risk Management: Enhancing Patient Safety. London: BMJ Publications, 2001. pp. 45-60. 24. Kramen SS, Hamm G. Risk management: Extreme honesty may be the best policy. Ann Intern Med 1999;131-963-967. 25. ACSNI Study Group on Human Factors. Organising for Safety (Third Report to Health and Safety Commission. ACSNI Study Group on Human Factors, Advisory Committee on the Safety of Nuclear Installations). London: Health and Safety Commission, 1993. 26. Rasmussen J. Safety Control: Some Basic Distinctions and Research Issues in High Hazard Low Risk Operation. Presented at the NeTWork Workshop on Risk Management. Bad Homburg, Germany, May 1991.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1508

27. Rogers AS, Israel E, Smith CR, et al. Physician knowledge, attitudes, and behavior related to reporting adverse drug events. Arch Intern Med 1988;148:1596–1600. 28. Kessler DA, for the Working Group. Introducing MEDWatch: A new approach to reporting medication and device adverse effects and product problems. JAMA 1993;269:2765–2768.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1509

MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS. Como já posicionado e reafirmam-se os medicamentos potencialmente perigosos são aqueles que possuem risco aumentado de provocar danos significativos aos pacientes em decorrência de falha no processo de utilização. Os erros que ocorrem com esses medicamentos podem não ser os mais freqüentes, porém suas conseqüências tendem a ser mais graves, podendo ocasionar lesões permanentes ou à morte(Cohen MR, Smetzer JL, Tuohy NR, Kilo CM. High-alert medications: safeguarding against errors. En: Cohen MR, editor. Medication Errors. 2nd ed. Washington (DC): American Pharmaceutical Association; 2007. p. 317- 411). No Brasil existe uma organização cuja sigla é ISMP entre outras organizações dedicadas à segurança do paciente em várias partes do mundo que recomendam que os

profissionais de saúde que trabalham com estes medicamentos conheçam seus riscos e que os hospitais implantem práticas para minimizar a ocorrência de erros com os mesmos(Instituto para el Uso Seguro de los Medicamentos. Recomendaciones para la prevención de errores de medicación. ISMP-España Boletín nº 35 (Octubre 2012): Salamanca. Disponível em: http://www.ismp-espana.org/ficheros/Boletin%2035-

%20Octubre%202012.pdf). Na defesa social as organizações comentadas definem pontos de estratégias que sugerem e podem incluir padronização das prescrições, do armazenamento, da dispensação, do preparo e da administração desses produtos, melhorias no acesso às informações sobre estes fármacos, limitação ao acesso, uso de rótulos auxiliares e alertas automatizados e adoção de checagem independente (duplo check) manual ou automatizada, quando necessário ou indicado. É importante ressaltar que a dupla checagem manual ou independente pode não ser adequada para todos os medicamentos da lista(Institute for Safe Medication Practices. ISMP´s list of high-alert medications. Huntingdon Valley (PA): ISMP; 2012. Disponível em:

http://www.ismp.org/Tools/highalertmedications.pdf). O ISMP apresenta em seu sitio na internet uma lista de medicamentos sugerindo que são potencialmente perigosos para hospitais. A lista atualizada apresenta pela egrégia associação acadêmica apresentou em sua última edição poucas modificações, como pode ser observado na versão brasileira apresentada, está dividida em classes
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1510

terapêuticas e medicamentos específicos, sendo a maioria deles usados exclusivamente em âmbito hospitalar. Foram acrescentados os inibidores diretos de trombina, dentro da classe terapêutica de agentes antitrombóticos, e a dexmedetomidina, agonista adrenérgico seletivo alfa-2, no grupo de sedativos intravenosos de ação moderada. A vasopressina e a prometazina injetáveis foram incluídas na lista de medicamentos específicos. Para enfatizar que todas as insulinas são consideradas medicamentos potencialmente perigosos, elas agora fazem parte da lista de classe terapêutica e não mais por da via lista de medicamentos ou específicos. Sejam sejam administradas intravenosa subcutânea,

acondicionadas em qualquer tipo de embalagem (frasco-ampolas, canetas) ou qualquer outro tipo de dispositivos para administração. LISTA DE MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS. Medicamentos Potencialmente Perigosos em Hospitais. Classes Terapêuticas. 1. Agonistas adrenérgicos intravenosos (ex.

epinefrina, fenilefrina, norepinefrina); 2. Anestésicos gerais, inalatórios e intravenosos (ex. propofol, cetamina); 3. Antagonistas adrenérgicos intravenosos (ex.

propranolol, metroprolol, labetalol); 4. Antiarrítmicos amiodarona) 5. Antitrombóticos; 6. Anticoagulantes (ex. heparina, varfarina, heparinas não fracionadas e de baixo peso molecular (ex. enoxaparina, dalteparina, nadroparina); intravenosos (ex. lidocaína,

rivaroxabana); 8. Inibidores diretos da trombina (ex. dabigatrana, lepirudina);
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1511

7. Inibidor

do

Fator

Xa

(ex.

fondaparinux,

9. Trombolíticos (ex. alteplase, tenecteplase); 10. Inibidores da glicoproteína llb/llla (ex. eptifibatide, tirofibana); 11. Bloqueadores neuromusculares (ex. suxametônio, rocurônio, pancurônio, vecurônio); 12. Contrastes radiológicos intravenosos; 13. Hipoglicemiantes orais; 14. Inotrópicos intravenosos (ex. milrinona) 15. Insulina subcutânea e intravenosa (em todas as formas de administração); 16. Medicamentos administrados por via epidural ou intratecal; 17. Medicamentos na forma lipossomal (ex.

anfotericina B lipossomal) e Convencionais (ex. anfotericina B deoxicolato); 18. Analgésicos opióides intravenosos, transdérmicos, e de uso oral (incluindo líquidos concentrados e formulações de liberação imediata ou prolongada); 19. Quimioterápicos de uso parenteral e oral; 20. Sedativos de uso oral de ação moderada, para crianças (ex. hidrato de cloral); 21. Sedativos intravenosos de ação moderada (ex. dexmedetomidina, midazolam); 22. Soluções cardioplégicas; 23. Soluções de diálise peritoneal e hemodiálise 24. Soluções de nutrição parenteral.

Medicamentos Específicos. 1. Água estéril para inalação e irrigação em embalagens de 100mL ou volume superior; 2. Cloreto de potássio concentrado injetável;
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1512

3. Cloreto

de

sódio

hipertônico

injetável

(concentração maior que 0,9%); 4. Epoprostenol intravenoso; 5. Fosfato de potássio injetável; 6. Glicose hipertônica (concentração maior ou igual a 20%); 7. Metotrexato de uso oral (uso não oncológico); 8. Nitroprussiato de sódio injetável; 9. Oxitocina intravenosa; 10. Prometazina intravenosa; 11. Sulfato de magnésio injetável; 12. Tintura de ópio; 13. Vasopressina injetável. RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE ERROS DE MEDICAÇÃO COM OS MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS a) Estabelecer e divulgar a lista dos medicamentos potencialmente perigosos na instituição de saúde. b) Padronizar a prescrição, dispensação, preparação, administração e armazenamento. c) Utilizar etiquetas auxiliares com cores ou sinais de alerta diferenciados nas embalagens. d) Implantar práticas de dupla checagem na

dispensação no preparo e administração. e) Limitar o número de apresentações e concentrações disponíveis, particularmente de anticoagulantes,

opiáceos e insulinas.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1513

f) Retirar das enfermarias e ambulatórios soluções concentradas de eletrólitos, particularmente cloreto de potássio injetável. g) Estabelecer e divulgar as doses máximas desses medicamentos. h) Fornecer e melhorar o acesso à informação sobre estes medicamentos. i) Utilizar indicadores para gerenciamento dos erros de medicação. j) Incorporar alertas de segurança nos sistemas informatizados de prescrição e dispensação. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA. Conseqüências dos erros de medicação em unidades de terapia intensiva e semiintensiva - Maria Cecília Toffoletto, Kátia Grillo Padilha; Erros de administração de antimicrobianos identificados em estudo multicêntrico brasileiro - Tatiane Cristina Marques, Adriano Max Moreira Reis, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Fernanda Raphael Escobar Gimenes, Simone Perufo Opitz, Thalyta Cardoso Alux Teixeira, Rhanna Emanuela Fontenele Lima, Silvia Helena De Bortoli Cassiani; Erros de dispensação de medicamentos em farmácia hospitalar - ANACLETO, Tânia Azevedo, PERINI, Edson, ROSA, Mário Borges e CESAR, Cibele Comini; Erros de dispensação de medicamentos em um hospital público pediátrico - Lindemberg Assunção Costa, Cleidenete Valli, Angra Pimentel Alvarenga; Erros de medicação e sistemas de dispensação de medicamentos em farmácia hospitalar - Tânia Azevedo Anacleto, Edson Perini, Mário Borges Rosa e Cibele Comini Cesar; Erros de medicação: tipos, fatores causais e providências tomadas em quatro hospitais brasileiros

Adriana Inocenti Miasso, Cris Renata Grou, Silvia Helena De Bortoli Cassiani, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Flávio Trevisan Fakih; Erros de prescrição em hospitais brasileiros: um estudo exploratório multicêntrico - Adriana Inocenti Miasso, Regina Célia de Oliveira, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Divaldo Pereira de Lyra Junior,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1514

Fernanda Raphael Escobar Gimenes, Flávio Trevisan Fakih, Sílvia Helena De Bortoli Cassiani; Erros na prescrição hospitalar de medicamentos potencialmente perigosos Mário Borges Rosa, Edson Perini, Tânia Azevedo Anacleto, Hessem Miranda Neiva, Tânia Bogutchi; Estratégias para prevenção de erros na medicação no setor de emergência - Regina Célia de Oliveira, Ana Elisa Bauer de Camargo, Sílvia Helena De Bortoli Cassiani; Eventos adversos com medicação em Serviços de Emergência: condutas profissionais e sentimentos vivenciados por enfermeiros - Audry Elizabeth dos Santos, Kátia Grillo Padilha; O processo de preparo e administração de medicamentos: identificação de problemas para propor melhorias e prevenir erros de medicação Adriana Inocenti Miasso, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Silvia Helena de Bortoli Cassiani, Cris Renata Grou, Regina Célia de Oliveira, Flávio Trevisan Fakih; O sistema de medicação nos hospitais e sua avaliação por um grupo de profissionais - Silvia Helena De Bortoli Cassiani, Thalyta Cardoso Alux Teixeira, Simone Perufo Opitz, Josilene Cristina Linhares; Perceptions about medication errors: analysis of answers by the nursing team – Elena Bohomol, Lais Helena Ramos; Problemas na comunicação: uma possível causa de erros de medicação - Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Silvia Helena de Bertoli Cassiani, Adriana Inocenti Miasso, Simone Perufo Opitz; Terminologia de incidentes com medicamentos no contexto hospitalar

Maria de Almeida Rocha Rissato, Nicolina Silvana Romano-Lieber, Renato Rocha Lieber. TESES E DISSERTAÇÕES - Análise de risco do processo de

administração de medicamentos por via intravenosa em pacientes de um hospital universitário de Goiás - Ana Elisa Bauer de Camargo Silva; Desenvolvimento de um modelo de construção e aplicação de um conjunto de indicadores de desempenho na Farmácia Hospitalar com foco na comparabilidade - Sonia Lucena Cipriano; Determinação do perfil dos erros de prescrição de medicamentos em um Hospital Universitário - Eugenie Desirèe Rabelo Néri; Proposta de um conjunto de indicadores para utilização na Farmácia Hospitalar com foco na Acreditação Hospitalar - Sonia Lucena Cipriano; Sistema de medicação: análise dos erros nos processos de preparo e administração de medicamentos em um hospital de ensino Simone Perufo Opitz.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1515

Bibliografia para referência mundial.

1. Agencia de Calidad. Ministerio de Sanidad y Consumo. Seguridad del Paciente. http://www.msc.es/seguridaddelpaciente.es 2. Agencia de Medicamentos y Productos Sanitarios. Ministerio de Sanidad y Consumo. http://www.agemed.es 3. Agency for Healthcare Research and Quality. http://www.ahrq.gov 4. American Hospital Association. http://www.aha.org 5. American Society of Health-System Pharmacists. http://www.ashp.org 6. Anesthesia Patient Safety Foundation. http://www.apsf.org 7. Anvisa http://www.anvisa.gov.br 8. Australian Commission on Safety and Quality in Healthcare. http://www.safetyandquality.gov.au 9. Australian Patient Safety Foundation. http://www.apsf.net.au 10.California Institute for Health Systems Performance. http://www.cihsp.org 11.Canadian Patient Safety Institute. http://www.patientsafetyinstitute.ca 12.Centro de Investigación para Seguridad Clínica. Fundación Donabedian. http://www.fadq.org
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1516

13.Conselho Federal de Farmácia http://www.cff.org.br 14.Consórcio Brasileiro de Acreditação. http://www.cbacred.org.br 15.Danish Society for Patient Safety. http://www.patientsikkerhed.dk 16.European Medicines Agency. http://www.emea.europa.eu 17.Food and Drug Administration MedWatch. http://www.fda.gov/medwatch/ 18.Food and drug administration. http://www.fda.gov 19.Institute for Healthcare Improvement. http://www.ihi.org 20.Institute for Safe Medication Practices Canadá. http://www.ismp-canada.org 21.Instituto para el Uso Seguro de los Medicamentos Espanha. http://www.ismp-espana.org 22.Instiute for Safe Medication Practices EUA. http://www.ismp.org 23.Masshusetts Coalition for the Prevention of Medical Errors. http://www.macoalition.org/ 24.Med-E.R.R.S. http://www.med-errs.com 25.NSW Therapeutic Advisory Group.

26.National Center for Patient Safety. Department of Veterans Affairs. http://www.patientsafety.gov/

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1517

http://www.ciap.health.nsw.gov.au/nswtag/

27.National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention. http://www.nccmerp.org 28.National Patient Safety Agency. http://www.npsa.nhs.uk 29.National Quality Forum. http://www.qualityforum.org 30.Proyecto IDEA. http://www.dsp.umh.es/proyectos/idea/ 31.Proyecto SIMPATIE. Unión Europea. http://www.simpatie.org/Main 32.Sociedad Española de Farmacia Hospitalaria. http://www.sefh.es 33.Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH) http://www.sbrafh.org.br 34.The International Medication Safety Network. http://www.intmedsafe.net 35.The Joint Commission International. http://www.jointcommissioninternational.org 36.The Joint Commission. http://www.jcaho.org 37.The Josie King Foundation. http://www.josieking.org 38.The National Patient Safety Foundation. http://www.npsf.org

http://www.who.int/patientsafety/en

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1518

39.World Health Organization.

Mais informações - Medicamentos. Combinações perigosas. As marcas mais vendidas são CORTICÓIDES E ANTIINFLAMATÓRIOS. Na mesma linha já comentada pesquisas afirmam que a principal causa de intoxicação entre os brasileiros é o mau uso de medicamentos na linha benzodiazepínicos, antigripais, antidepressivos e antiinflamatórios que são mal empregados, segundo, demonstra um levantamento do Sistema Nacional de Informações

Toxicofarmacológicas. Muitos medicamentos se tornam ineficazes ou perigosos quando associados a outros. Mas mesmo alimentos e fitoterápicos podem interagir de maneira nociva com medicamentos. A automedicação é um mau hábito cultivado por 60% dos brasileiros. "Para complicar, há uma desatenção generalizada por parte dos médicos com os problemas causados por certas combinações", na interpretação do toxicologista Gilberto De Nucci. Além das informações já lançadas nesse livro acrescemos outras associações mais freqüentes e arriscadas: Combinação: CORTICÓIDES E ANTIINFLAMATÓRIOS. Nomes comerciais: os corticóides Meticorten e Decadron e os anti-inflamatórios não esteróides Spidufen, Cataflam, Voltaren e Feldene. Efeitos: dores de estômago e maior risco de sangramento e formação de úlceras. Recomendações: especialmente quando o tratamento com corticoide dura mais de cinco dias, não se devem

Combinação: ANTIÁCIDOS E ANTIBIÓTICOS.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1519

combinar os dois medicamentos.

Nomes comerciais: Aldrox, Pepsamar e Mylanta Plus e antibióticos em geral. Efeitos: os antiácidos mais comuns diminuem a taxa de absorção do antibiótico. Até 70% do seu princípio ativo deixa de ser aproveitado. Recomendações: é um erro tomar um antiácido para combater a dor de estômago que o antibiótico possa provocar. É preciso esperar pelo menos uma hora depois da ingestão do antibiótico para tomar o antiácido SE PRESCRITO POR MÉDICO QUE O ACOMPANHA. Combinação: MEDICAMENTOS PARA EMAGRECER E ANTIDEPRESSIVOS. Nomes comerciais: os antidepressivos cujo princípio ativo é a fluoxetina, Daforin, Deprax, Fluxene e Prozac, e os medicamentos à base de sibutramina Reductil, Plenty e Vazy. Efeitos: a fluoxetina inibe enzimas que metabolizam a sibutramina, potencializando seus efeitos colaterais. Ocorrem aumento da pressão arterial e taquicardia. Recomendações: os dois medicamentos só devem ser tomados juntos com acompanhamento médico rigoroso. Dependendo do metabolismo de cada pessoa, até as doses pequenas podem interagir de forma perigosa. Combinação:

Nomes comerciais: os anorexígenos Inibex, Desobesi-M, Dualid e Hipofagin e os benzodiazepínicos Valium, Lorax e Lexotan.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1520

INIBIDORES DE APETITE E Ansiolíticos.

Efeitos: o paciente pode ter irritabilidade, confusão mental, alteração de batimentos cardíacos e tontura. Em casos graves, a combinação pode desencadear psicoses e esquizofrenia. Recomendações: a associação não deve ser feita em nenhuma hipótese. Só é cogitada pelos médicos em casos extremos de obesidade mórbida. Automedicação para perder peso. Uma nota real envolvendo uma pessoa com capacidade intelectual acima da média se automedicou e apresenta sua versão: AUTOMEDICAÇÃO PARA EMAGRECER. A professora de inglês F.S, 32 anos, misturou, por conta própria, um antidepressivo com um remédio para emagrecer. "Foram quatro horas de terror. Minha pressão subiu muito e senti rigidez nos músculos" MEDICAMENTOS E ALIMENTOS: Interação medicamentosa.

Combinação: BRONCODILATADORES E GORDURA. Nomes comerciais: Euphyllin e Bamifix. Efeitos: o princípio ativo dos broncodilatadores, ao ser absorvido no intestino, compete com a digestão da gordura dos alimentos – um dificulta a absorção do outro. Em menor quantidade, o remédio perde o efeito esperado e as crises respiratórias voltam muito antes do previsto. Recomendações: não se devem fazer refeições ricas em gordura duas horas antes nem duas horas depois de tomar o medicamento. É o tempo
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1521

mínimo para que ele passe pelo intestino e caia na corrente sanguínea em quantidade suficiente. Combinação: ANTIBIÓTICOS DO GRUPO

QUINOLONA E LATICÍNIOS. Nomes comerciais: Floxacin, Cipro, Trovan e Tavanic. Efeitos: o leite e seus derivados neutralizam a atividade do antibiótico. Recomendações: o alimento e o remédio não devem ser ingeridos juntos. Depois de consumir um laticínio, deve-se esperar cerca de três horas, tempo da digestão, antes de tomar um antibiótico. Os alimentos também só podem ser consumidos duas horas depois da ingestão do medicamento. MEDICAMENTOS E BEBIDAS. Combinação: ANTIPARASITÁRIOS E ÁLCOOL. Nomes comerciais: Flagyl, Periodontil, Pletil e Facyl. Efeitos: a associação causa dores de cabeça, taquicardia, náuseas e sudorese. Em casos extremos, pode desencadear convulsões. Recomendações: os tratamentos contra parasitas são curtos – duram, em média, até três dias –, mas a interação pode acontecer mesmo com doses
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1522

moderadas de álcool. Depois do tratamento, é preciso esperar 24 horas até que o medicamento seja eliminado do organismo. Combinação: PARACETAMOL E ÁLCOOL Nomes comerciais: Tylenol, Acetofen e Dôrico. Efeitos: o álcool e o paracetamol, presente em analgésicos, são metabolizados no fígado e, em combinação, produzem um resultado altamente tóxico. Utilizada com freqüência, a mistura pode lesionar o fígado. O uso concomitante e recorrente das duas substâncias pode ser fatal Recomendações: não existe idéia mais

equivocada do que tomar um comprimido de paracetamol para curar a dor de cabeça de uma ressaca. É recomendável esperar, no mínimo, seis horas para ingerir qualquer bebida alcoólica depois do analgésico. Combinação: ANSIOLÍTICOS E CAFEÍNA

(presente, sobretudo em café e nos chás verde, preto e branco). Nomes comerciais: Valium, Lorax e Lexotan.

cafeína ingeridas, os efeitos do ansiolítico são anulados. Em geral, o nível de stress do paciente

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1523

Efeitos: dependendo das doses de remédio e de

aumenta ao perceber que o medicamento não faz efeito. Recomendações: deve-se esperar entre oito e doze horas para ingerir cafeína, mesmo em doses pequenas. Combinação: ANSIOLÍTICOS E ÁLCOOL. Nomes comerciais: Valium, Lorax e Lexotan. Efeitos: um potencializa a ação do outro se administrados conjuntamente. Há diminuição da freqüência da respiração e pode ocorrer até mesmo parada respiratória. Recomendações: é preciso esperar doze horas até que o princípio ativo do tranqüilizante tenha deixado o organismo para consumir bebidas alcoólicas. Ou aguardar doze horas depois de ingerir álcool para tomar o medicamento.
MEDICAMENTOS E FITOTERÁPICOS. Combinação: ANSIOLÍTICOS E VALERIANA. Nomes comerciais: Valium, Lorax e Lexotan. Efeitos: a valeriana, indicada como um ansiolítico natural pode potencializar a ação de outros medicamentos de efeito calmante semelhante. Entre os perigos, letargia e queda de pressão arterial.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1524

Recomendações: na falta de informações conclusivas sobre os riscos, o melhor a fazer é evitar a associação. Combinação: GINKGO BILOBA E ÁCIDO

ACETILSALICÍLICO. Nome comercial: Aspirina. Efeitos: no organismo, as ações anticoagulantes das substâncias se somam, aumentando o risco de

sangramentos internos. Recomendações: só é seguro tomar ginkgo biloba depois de no mínimo dez dias do uso de Aspirina. Ginkgo biloba. A palavra ginkgo tem origem chinesa

(ginkyo: 銀杏),

que significa damasco

prateado. A palavra biloba vem do formato bilobado das folhas.

http://www.youtube.com/watch?v=QLCa6xAfWRg Engelbert Kaempfer (Nasceu em Lemgo, 16 de setembro de 1651 — Faleceu em Lemgo, 2 de novembro de 1716) foi um médico e viajante alemão. Lemgo, principado de Lippe, na Vestfália, onde seu pai era pastor. Estudou em Hamelin, Lüneburg, Hamburgo, Lübeck e Danzig (Gdansk) , e após obter o doutorado (Ph.D.) em Cracóvia,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1525

passou quatro anos em Königsberg na Prússia, estudando medicina e história natural(Kaempf. é a abreviatura padrão usada para indicar Engelbert

Kaempfer como autoridade na descrição e classificação científica de géneros e espécies botânicas. Referência: Engelbert-Kaempfer-

Bibliography - part 1: 1673-1899; Old map of Japan by Kaempfer, The Hague 1727 e Engelbert Kaempfer info from the Hauck Botanical online exhibit).
V. Vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=kYs66PKdyK8 Foi identificada pelo médico alemão Engelbert Kaempfer, segundo historiadores aproximadamente nos anos de 1690. Porém entrou no interesse das pesquisas após a Segunda Guerra Mundial, quando observou-se que a planta tinha sobrevivido à estado de radiação atômica por conta da bomba nuclear lançada na cidade de Hiroshima, e que foi brotando naturalmente na cidade devastada pelo lançamento nuclear atomístico. Suas folhas têm indicada para uso no processo de detenção ou erradicação ou simplesmente combate aos radicais livres e como auxiliar da oxigenação cerebral prevenindo a isquemia cerebral. Um detalhe importante é que essas árvores perdem todas as folhas no inverno e atingem uma altura de 20–35 m (alguns espécimes, na China, chegam a atingir os 50 m). Foram durante muito tempo consideradas extintas no meio natural, mas posteriormente verificou-se que duas pequenas zonas na província de Zheijian (China) albergavam exemplares da espécie.

Uma árvore antiga... As descobertas fósseis mostram que

Mesozóica.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1526

o Ginkgo prevaleceu sob climas úmidos e moderadamente quentes desde a era

Adiantoides Ginkgo Naturalis.

Árvores de gingko na Bélgica.

Ginkgo biloba - MHNT.

Hoje a planta existe em praticamente todos os continentes e no Brasil há exemplares produzidos de sementes. simplesmente ginkgo. Nomes populares: nogueira-do-Japão, árvore-avenca, ou

Estudo farmacológicos sugere que Ginkgo seja Complementar – NC1) e é usado

um nootrópico(Nota

principalmente como intensificador de memória, de atenção e contra vertigem.
O maior e mais longo teste clínico independente, conduzido pelo Periódico da Associação Médica Americana para avaliar o "Ginkgo biloba", publicou o resultado em 2008 de que o suplemento não reduz a incidência de demência de quaisquer causas ou de Alzheimer em adultos, de 75 anos ou mais, que tinham cognição normal ou mínimo déficit cognitivo, quando administrado duas vezes por dia em doses de 120 mg do
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1527

extrato de "G. biloba"(2008 – Pesquisa: "Ginkgo biloba for Prevention of Dementia". The Journal of the American Medical Association 300 (19): 2253–2262. DOI:10.1001/jama.2008.683. PMID 19017911; Rabin, Roni Caryn (November 18, 2008). Ginkgo biloba Ineffective Against Dementia, Researchers Find. The New York Times. Página visitada em 12 October 2009). Noticia-se que um teste similar, publicado em 2010 pelo Periódico Internacional de Psiquiatria Geriátrica, concluiu que a mesma formulação de extrato do "G. biloba" (EGb761), quando administrada como uma única dose de 240 mg diariamente, se mostrou significativamente superior ao placebo no tratamento de pacientes com demência com sintomas neuropsiquiátricos(Ihl R, Bachinskaya N, Korczyn AD, Vakhapova V, Tribanek M, Hoerr R, Napryeyenko O. (2010). "Efficacy and safety of a once-daily formulation of Ginkgo biloba extract EGb 761 in dementia with neuropsychiatric features: a randomized controlled trial". Int J Geriatr Psychiatry: n/a. DOI:10.1002/gps.2662. PMID 21140383). Segundo vários

estudos, prinicpalmente na Europa o Ginkgo pode melhorar significativamente a atenção em indivíduos saudáveis, sem comprometimento neuropsiquiátrico(2005 "Differential cognitive effects of Ginkgo biloba after acute and chronic treatment in healthy young volunteers". Psychopharmacology 179 (2): 437–46.

DOI:10.1007/s00213-005-2206-6. PMID 15739076; BBC News: Herbal remedies "boost brain power"). Em um desses estudos, o efeito foi quase imediato e chegou ao seu pico em 2 horas e meia depois da administração(2000 - "The dose-dependent cognitive effects of acute administration of Ginkgo biloba to healthy young volunteers". Psychopharmacology 151 (4): 416–23. DOI:10.1007/s002130000501. PMID

11026748). Os estudos pré-clínicos e clínicos do medicamento em questão foi submetido em 2007 a uma análise sistemática de forma criteriosa e os dados sobre os testes com o Ginkgo, usando a literatura disponível até 2007, em qualquer uma das nações apontou falhas metodológicas em vários estudos. Observa-se que, enquanto alguns estudos mostraram resultados positivos agudos com doses particulares, estes resultados não foram reproduzidos ou foram diretamente contraditos por outros estudos. Afirma que a evidência disponível de estudos de longo-prazo é altamente negativa, que apenas um de 5 estudos agudos mostra resultados positivos e apenas um de 6 estudos de longo-prazo mostrou algum resultado positivo significante(2007 - "Ginkgo biloba is not a smart drug: an updated systematic review of randomised clinical trials testing the nootropic effects of G. biloba extracts in healthy people". Human Psychopharmacology: Clinical and Experimental 22 (5): 265–278. DOI:110.1002/hup.843. PMID 17480002).
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1528

Um estudo sugere que o efeito do Ginkgo sobre a cognição pode ser atribuído ao seu efeito inibitório na recaptação da noradrenalina(A Noradrenalina, também chamada de Noraepinefrina, é uma das monoaminas - também conhecidas como catecolaminas que mais influenciam o humor, ansiedade, sono e alimentação junto com a Serotonina, Dopamina e Adrenalina - 2009 - "Ginkgo biloba extract (EGb761®) influences monoaminergic neurotransmission via inhibition of NE uptake, but not MAO activity after chronic treatment". Pharmacological Research 60 (1): 68–73.

DOI:10.1016/j.phrs.2009.02.012. PMID 19427589; 2012 - "Ginkgo biloba - effect, adverse events and drug interaction". PMID Norwegian Merck Medical Index, Association. 11th Edition,

DOI:10.4045/tidsskr.11.0780.

22562327.

6612)Assim, por conta dos estudos anunciados e referenciados uma análise mais recente, de 2012, da literatura disponível, não deu razão para mudar as conclusões antigas. Afirma que não há evidência convincente de que ginkgo seja

efetivo para déficit cognitivo ou demência, derrame isquêmico agudo, claudicação intermitente ou zumbido. Ainda há falta de evidência
conclusiva do efeito sobre a degeneração macular em idosos. O extrato da folha do Ginkgo parece ser seguro de usar, sem excesso de efeitos colaterais em comparação com o placebo. Pode causar efeitos colaterais mínimos como irritação

estomacal, dor de cabeça, tontura, constipação e reações dermatológicas alérgicas. Ainda há preocupação de que o extrato da folha possa aumentar o risco de sangramento e de que possa interagir com anticoagulantes. Como
precaução geral, recomenda-se abster-se do ginkgo por pelo menos duas semanas antes de cirurgias.

Estudo Indica Ginkgo biloba não reduz o risco de câncer.
Uma nova análise de dados da Avaliação Ginkgo da Memória estudo (GEM) sugere que o suplemento dietético de ervas Ginkgo biloba não reduz o risco de a maioria dos tipos de câncer em adultos mais velhos. Pesquisas anteriores sugeriram ginkgo pode ter propriedades anticâncer, e este estudo investigou essa possibilidade no maior estudo randomizado, controlado por placebo de ginkgo à data. Os resultados foram publicados na revista Farmacoepidemiologia and Drug Safety. O estudo pai, apoiado em parte por NCCAM, envolveu 3.069 participantes, pelo menos 75 anos que foram designados
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1529

aleatoriamente para tomar 120 mg de um produto cuidadosamente preparado a base de ginkgo padronizado ou um placebo duas vezes ao dia durante 6 anos. Usando a internação e os registros de descarga, os pesquisadores observaram 310 internações por câncer entre os participantes-148 no grupo placebo e 162 no grupo ginkgo. A taxa de câncer em geral foi semelhante entre os dois grupos, no entanto, em comparação com o grupo placebo, de mama e câncer de cólon foram aumentadas entre os participantes que receberam ginkgo, enquanto o câncer de próstata foi reduzido. Embora estes resultados foram estatisticamente significativos, os pesquisadores notaram que deve ser levado em conta o pequeno número de estudos de casos de câncer ao interpretar suas descobertas para ginkgo e tipos específicos de câncer. Além disso, os cientistas também apontam que a sua investigação não descarta a possibilidade de que o uso de ginkgo começando em uma idade mais jovem, ou com um período de seguimento mais longo pode diminuir a ocorrência de câncer. Resultados preliminares do estudo GEM mostrou que ginkgo não teve nenhum efeito sobre a demência e que não impediu um ataque cardíaco, acidente vascular cerebral ou morte, mas pode reduzir o risco de desenvolvimento de doença arterial periférica(Biggs ML, Sorkin aC, Nahin RL, et al. Ginkgo biloba eo risco de câncer: análise secundária de Avaliação Ginkgo da Memória (GEM) de Estudo. Farmacoepidemiologia and Drug Safety. 2010 ; 19 (7) :694-698).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1530

Referência Bibliográfica de Pesquisas Difusas no tema acima referenciado. 1. National Toxicology Program. Technical report on the toxicology and carcinogenesis studies of Ginkgo biloba extract in F344/N rats and B6C3F1/N mice. Research Triangle Park, NC. March 2013. NIH publication number 13-5920. Available

at: http://ntp.niehs.nih.gov/ntp/htdocs/LT_rpts/TR578_508.pdf (Ac cessed 9 May 2013). 2. Emerit I, Ogansian N, Sarkisian T, et al. Clastogenic factors in the plasma of Chernobyl accident recovery workers: anticlastogenic effect of Ginkgo biloba extract. Radiat Res 1995;144:198-205. 3. Szczurko O, Shear N, Taddio A, Boon H. Ginkgo biloba for the treatment of vitiligo vulgaris: an open label pilot clinical trial. BMC Complement Altern Med 2011;11:21. 4. Ihl R, Tribanek M, Bachinskaya N. Baseline neuropsychiatric symptoms are effect modifiers in Ginkgo biloba extract (EGb 761) treatment of dementia with neuropsychiatric features.

Retrospective data analyses of a randomized controlled trial. J Neurol Sci 2010;299:184-7. 5. Lister RE. An open, pilot study to evaluate the potential benefits of coenzyme Q10 combined with Ginkgo biloba fibromyalgia syndrome. J Int Med Res 2002;30:195-9. 6. Kuller LH, Ives DG, Fitzpatrick AL, et al. Does Ginkgo biloba reduce the risk of cardiovascular events? Circ Cardiovasc Qual Outcomes 2010;3:41-7. 7. Yoshitake T, Yoshitake S, Kehr J. The Ginkgo biloba extract EGb 761 and its main constituent flavonoids and ginkgolides increase extract in

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1531

extracellular dopamine levels in the rat prefrontal cortex.Br J Pharmacol 2010;159:659-68. 8. Fehske CJ, Leuner K, Muller WE. Ginkgo biloba extract (EGb761) influences monoaminergic neurotransmission via inhibition of NE uptake, but not MAO activity after chronic treatment.Pharmacol Res 2009;60:68-73. 9. Ihl R, Tribanek M, Bachinskaya N; GOTADAY Study Group. Efficacy and tolerability of a once daily formulation of Ginkgo biloba extract EGb761 in Alzheimer's disease and vascular dementia: results from a randomised controlled

trial. Pharmacopsychiatry 2012;45:41-6. 10.Kellermann AJ, Kloft C. Is there a risk of bleeding associated with standardized ginkgo biloba extract therapy? A systematic review and meta-analysis. Pharmacotherapy 2011;31:490-502. 11.Salehi B, Imani R, Mohammadi MR, et al. Ginkgo biloba for attention-deficit/hyperactivity disorder in children and adolescents: a double blind, randomized controlled trial. Prog

Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry 2010;34:76-80. 12.Kim BH, Kim KP, Lim KS, et al. Influence of Ginkgo biloba extract on the pharmacodynamic effects and pharmacokinetic properties of ticlopidine: An open-label, randomized, two-period, two-treatment, two-sequence, single-dose crossover study in healthy Korean male volunteers. Clin Ther 2010;32:380-90. 13.Wiegman DJ, Brinkman K, Franssen EJ. Interaction of Ginkgo biloba with efavirenz. AIDS 2009;23:1184-5.

Ginkgo biloba extract on sexual dysfunction in women. Arch Sex Behav 2008;37:530-47.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1532

14.Meston CM, Rellini AH, Telch MJ. Short- and long-term effects of

15.Doruk A, Uzun O, Ozsahin A. A placebo-controlled study of extract of ginkgo biloba added to clozapine in patients with treatmentresistant schizophrenia. Int Clin Psychopharmacol 2008;23:223-7. 16.Gardner CD, Taylor-Piliae RE, Kiazand A, et al. Effect of Ginkgo biloba (EGb 761) on treadmill walking time among adults with peripheral artery disease: a randomized clinical trial. J

Cardiopulm Rehabil Prev 2008;28:258-65. 17.Schneider LS, DeKosky ST, Farlow MR, et al. A randomized, double-blind, placebo controlled trial of two doses of Ginkgo biloba extract in dementia of the Alzheimer's type. Curr Alzheimer Res 2005;2:541-51. 18.Birks J, Grimley Evans J. Ginkgo biloba for cognitive impairment and dementia. Cochrane Database Syst Rev 2007;:CD003120. 19.Dodge HH, Zitzelberger T, Oken BS, et al. A randomized placebocontrolled trial of ginkgo biloba for the prevention of cognitive decline. Neurology 2008;70(19 Pt 2):1809-17. 20.DeKosky ST, Williamson JD, Fitzpatrick AL, et al. Ginkgo biloba for prevention of dementia. JAMA 2008;300:2253-62. 21.Woelk H, Arnoldt KH, Kieser M, Hoerr R. Ginkgo biloba special extract EGb 761 in generalized anxiety disorder and adjustment disorder with anxious mood: a randomized, double-blind, placebocontrolled trial. J Psychiatr Res 2007;41:472-80. 22.Jiang X, Blair EY, McLachlan AJ. Investigation of the effects of herbal medicines on warfarin response in healthy subjects: a population pharmacokinetic-pharmacodynamic modeling

23.Dugoua JJ, Mills E, Perri D, Koren G. Safety and efficacy of ginkgo (Ginkgo biloba) during pregnancy and lactation. Can J Clin Pharmacol 2006;13:e277-84.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1533

approach. J Clin Pharmacol 2006;46:1370-8.

24.Ye B, Aponte M, Dai Y, et al. Ginkgo biloba and ovarian cancer prevention: epidemiological and biological evidence. Cancer Lett 2007;251:43-52. 25.Dartigues JF, Carcaillon L, Helmer C, et al. Vasodilators and nootropics as predictors of dementia and mortality in the PAQUID cohort. J Am Geriatr Soc 2007;55:395-9. 26.Aruna D, Naidu MU. Pharmacodynamic interaction studies of Ginkgo biloba with cilostazol and clopidogrel in healthy human subjects. Br J Clin Pharmacol 2007;63:333-8. 27.Bush TM, Rayburn KS, Holloway SW, et al. Adverse interactions between herbal a and dietary substances and prescription Health Med

medications: 2007;13:30-5.

clinical

survey. Altern

Ther

28.Mazza M, Capuano A, Bria P, Mazza S. Ginkgo biloba and donepezil: a comparison in the treatment of Alzheimer's dementia in a randomized placebo-controlled double blind study. Eur J Neruol 2006;13:981-5. 29.Vale S. Subarachnoid haemorrhage associated with Ginkgo biloba. Lancet 1998;352:36. 30.Kudolo GB, Delaney D, Blodgett J. Short-term oral ingestion of Ginkgo biloba extract (EGb 761) reduces malondialdehyde levels in washed platelets of type 2 diabetic subjects. Diabetes Res Clin Pract 2005;68:29-38. 31.Kudolo GB, Wang W, Javors M, Blodgett J. The effect of the ingestion of Ginkgo biloba extract (EGb 761) on the

subjects-A double blind placebo-controlled, crossover study. Clin Nutr 2006;25:606-16.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1534

pharmacokinetics of metformin in non-diabetic and type 2 diabetic

32.Yagmur E, Piatkowski A, Groger A, et al. Bleeding complication under Gingko biloba medication. Am J Hematol 2005;79:343-4. 33.Chatterjee SS, Doelman CJ, Noldner M, et al. Influence of the Ginkgo extract EGb 761 on rat liver cytochrome P450 and steroid metabolism and excretion in rats and man. J Pharm Pharmacol 2005;57:641-50. 34.Lu WJ, Huang JD, Lai ML. The effects of ergoloid mesylates and ginkgo biloba on the pharmacokinetics of ticlopidine. J Clin Pharmacol 2006;46:628-34. 35.Pennisi RS. Acute generalised exanthematous pustulosis induced by the herbal remedy Ginkgo biloba. Med J Aust 2006;184:583-4. 36.Kudolo GB. The effect of 3-month ingestion of Ginkgo biloba extract (EGb 761) on pancreatic beta-cell function in response to glucose loading in individuals with non-insulin-dependent diabetes mellitus. J Clin Pharmacol 2001;41:600-11. 37.Zeng X, Liu M, Yang Y, et al. Ginkgo biloba for acute ischaemic stroke. Cochrane Database Syst Rev 2005;:CD003691. 38.Wheatley D. Triple-blind, placebo-controlled trial of Ginkgo biloba in sexual dysfunction due to antidepressant drugs. Hum

Psychopharmacol 2004;19:545-8. 39.Kudolo GB, Wang W, Elrod R, et al. Short-term ingestion of Ginkgo biloba extract does not alter whole body insulin sensitivity in non-diabetic, pre-diabetic or type 2 diabetic subjects--a randomized double-blind placebo-controlled crossover study. Clin Nutr 2006;25:123-34.

biloba: evaluation of CYP2C9 drug interactions in vitro and in vivo. Am J Ther 2006;13:24-31.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1535

40.Mohutsky MA, Anderson GD, Miller JW, Elmer GW. Ginkgo

41.Hauser D, Gayowski T, Singh N. Bleeding complications precipitated by unrecognized Gingko biloba use after liver transplantation. Transpl Int 2002;15:377-9. 42.Kupiec T, Raj V. Fatal seizures due to potential herb-drug interactions with Ginkgo biloba. J Anal Toxicol 2005:755-8. 43.Buss K, Drewke C, Lohmann S, et al. Properties and interaction of heterologously expressed glutamate decarboxylase isoenzymes GAD(65kDa) and GAD(67kDa) from human brain with

ginkgotoxin and its 5'-phosphate. J Med Chem 2001;44:3166-74. 44.Bebbington A, Kulkarni R, Roberts P. Ginkgo biloba: Persistent bleeding after total hip arthroplasty caused by herbal selfmedication. J Arthroplasty 2005;20:125-6. 45.Meisel C, Johne A, Roots I. Fatal intracerebral mass bleeding associated with Ginkgo biloba and ibuprofen. Atherosclerosis 2003;167:367. 46.Bent S, Goldberg H, Padula A, Avins AL. Spontaneous bleeding associated with Ginkgo biloba: a case report and systematic review of the literature. J Gen Intern Med 2005;20;657-61. 47.Yin OQ, Tomlinson B, Waye MM, et al. Pharmacogenetics and herb-drug interactions: experience with Ginkgo biloba and omeprazole. Pharmacogenetics 2004;14:841-50. 48.Destro MW, Speranzini MB, Cavalheiro Filho C, et al. Bilateral haematoma after rhytidoplasty and blepharoplasty following chronic use of Ginkgo biloba. Br J Plast Surg 2005;58:100-1. 49.Jiang X, Williams KM, Liauw WS, et al. Effect of ginkgo and

warfarin in healthy subjects. Br J Clin Pharmacol 2005;59:425-32.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1536

ginger on the pharmacokinetics and pharmacodynamics of

50.Shannon M, McElroy EA, Liebelt EL. Toxic seizures in children: Case scenarios and treatment strategies. Pediatr Emerg Care 2003;19:206-10. 51.Kohler S, Funk P, Kieser M. Influence of a 7-day treatment with Ginkgo biloba special extract EGb 761 on bleeding time and coagulation: a randomized, placebo-controlled, double-blind study in healthy volunteers. Blood Coagul Fibrinolysis 2004;15:303–9. 52.Gaudineau C, Beckerman R, Welbourn S, Auclair K. Inhibition of human P450 enzymes by multiple constituents of the Ginkgo biloba extract. Biochem Biophys Res Comm 2004;318:1072–8. 53.Kurz A, Van Baelen B. Ginkgo biloba compared with cholinesterase inhibitors in the treatment of dementia: a review based on meta-analyses by the Cochrane collaboration. Dement Geriatr Cogn Disord 2004;18:217-26. 54.Engelsen J, Nielsen JD, Winther K. Effect of coenzyme Q10 and Ginkgo biloba on warfarin dosage in stable, long-term warfarin treated outpatients. A randomised, double blind, placebo-crossover trial. Thromb Haemost 2002;87:1075-6. 55.Fies P, Dienel A. [Ginkgo extract in impaired vision--treatment with special extract EGb 761 of impaired vision due to dry senile macular degeneration]. Wien Med Wochenschr 2002;152:423-6. 56.Gertsch JH, Basnyat B, Johnson EW, et al. Randomised, double blind, placebo controlled comparison of ginkgo biloba and acetazolamide for prevention of acute mountain sickness among Himalayan trekkers: the prevention of high altitude illness trial

57.Yang X, Chen J, Qian Z, Guo T. [Study on the antibacterial activity of ginkgolic acids]. Zhong Yao Cai 2002;25:651-3.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1537

(PHAIT). BMJ 2004;328:797.

58.Wang H, Ng TB. Ginkbilobin, a novel antifungal protein from Ginkgo biloba seeds with sequence similarity to embryo-abundant protein. Biochem Biophys Res Commun 2000;279:407-11. 59.Muir AH, Robb R, McLaren M, et al. The use of Ginkgo biloba in Raynaud's disease: a double-blind placebo-controlled trial. Vasc Med 2002;7:265-7. 60.Arenz A, Kelin M, Flehe K, et al. Occurrence of neurotoxic 4'-Omethylpyridoxine in ginkgo biloba leaves, ginkgo medications and Japanese ginkgo food. Planta Med 1996;62:548-51. 61.Markowitz JS, Donovan JL, Lindsay DeVane C, et al. Multipledose administration of Ginkgo biloba did not affect cytochrome P450 2D6 or 3A4 activity in normal volunteers. J Clin

Psychopharmacol 2003;23:576-81. 62.von Moltke LL, Weemhoff JL, Bedir E, et al. Inhibition of human cytochromes P450 by components of Ginkgo biloba. J Pharm Pharmacol 2004;56:1039-44 . 63.Yasui-Furukori N, Furukori H, Kaneda A, et al. The effects of Ginkgo biloba extracts on the pharmacokinetics and

pharmacodynamics of donepezil. J Clin Pharmacol 2004;44:53842. 64.Yale SH, Glurich I. Analysis of the inhibitory potential of Ginkgo biloba, Echinacea purpurea, and Serenoa repens on the metabolic activity of cytochrome P450 3A4, 2D6, and 2C9. J Altern Complement Med 2005;11:433-9. 65.Kang BJ, Lee SJ, Kim MD, Cho MJ. A placebo-controlled, double-

dysfunction. Hum Psychopharmacol 2002;17:279-84.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1538

blind trial of Ginkgo biloba for antidepressant-induced sexual

66.Gurley BJ, Gardner SF, Hubbard MA, et al. Cytochrome P450 phenotypic ratios for predicting herb-drug interactions in humans. Clin Pharmacol Ther 2002;72:276-87. 67.Fong KC, Kinnear PE. Retrobulbar haemorrhage associated with chronic Ginkgo biloba ingestion. Postgrad Med J 2003;79:531-2. 68.Quaranta L, Bettelli S, Uva MG, et al. Effect of Ginkgo biloba extract on preexisting visual field damage in normal tension glaucoma. Ophthalmology 2003;110:359-62. 69.Hauns B, Haring B, Kohler S, et al. Phase II study of combined 5fluorouracil/ Ginkgo biloba extract (GBE 761 ONC) therapy in 5fluorouracil pretreated patients with advanced colorectal

cancer. Phytother Res 2001;15:34-38. 70.Morgenstern C, Biermann E. The efficacy of Ginkgo special extract EGb 761 in patients with tinnitus. Int J Clin Pharmacol Ther 2002;40:188-197. 71.Kudolo GB, Dorsey S, Blodgett J. Effect of the ingestion of Ginkgo biloba extract on platelet aggregation and urinary prostanoid excretion in healthy and Type 2 diabetic subjects. Thromb Res 2002;108:151-60. 72.Wesnes KA, Ward T, McGinty A, Petrini O. The memory enhancing effects of a Ginkgo biloba/Panax ginseng combination in healthy middle-aged volunteers. Psychopharmacology (Berl) 2000;152:353-61. 73.Scholey AB, Kennedy DO. Acute, dose-dependent cognitive effects of Ginkgo biloba, Panax ginseng and their combination in healthy

demand. Hum Psychopharmacol 2002;17:35-44. 74.Mix JA, Crews WD. A double-blind, placebo-controlled,

randomized trial of Ginkgo biloba extract EGb 761 in a sample of
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1539

young

volunteers:

differential

interactions

with

cognitive

cognitively intact older adults: neuropsychological findings. Hum Psychopharmacol 2002;17:267-277. 75.Nathan PJ, Ricketts E, Wesnes K, et al. The acute nootropic effects of Ginkgo biloba in healthy older human subjects: a preliminary investigation. Hum Psychopharmacol 2002;17:45-9. 76.Solomon PR, Adams F, Silver A, et al. Ginkgo for memory enhancement: a randomized controlled trial. JAMA 2002;288:83540. 77.Kressmann S, Muller WE, Blume HH. Pharmaceutical quality of different Ginkgo biloba brands. J Pharm Pharmacol 2002;54:6619. 78.Kudolo G. Ingestion of Ginkgo biloba extract significantly inhibits collagen-induced platelet aggregation and thromboxane A2 synthesis. Alt Ther 2001;7:105. 79.Spinella M, Eaton LA. Hypomania induced by herbal and pharmaceutical psychotropic medicines following mild traumatic brain injury. Brain Inj 2002;16:359-67. 80.Miller LG, Freeman B. Possible subdural hematoma associated with Ginkgo biloba. J Herb Pharmacother 2002;2:57-63. 81.Polich J, Gloria R. Cognitive effects of a Ginkgo

biloba/vinpocetine compound in normal adults: systematic assessment of perception, attention and memory. Hum

Psychopharmacol 2001;16:409-16. 82.Burschka MA, Hassan HA, Reineke T, et al. Effect of treatment with Ginkgo biloba extract EGb 761 (oral) on unilateral idiopathic

study

of

106

outpatients. Eur

Arch

Otorhinolaryngol

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

2001;258:213-9.

1540

sudden hearing loss in a prospective randomized double-blind

83.Li W, Fitzloff JF, Farnsworth NR, Fong HH. Evaluation of commercial Ginkgo biloba dietary supplements for the presence of colchicine by high-performance liquid

chromatography.Phytomedicine 2002;9:442-6. 84.Petty HR, Fernando M, Kindzelskii AL, et al. Identification of colchicine in placental blood from patients using herbal medicines. Chem Res Toxicol 2001;14:1254-8. 85.Kennedy DO, Scholey AB, Wesnes KA. The dose-dependent cognitive effects of acute administration of Ginkgo biloba to healthy young volunteers. Psychopharmacology (Berl)

2000;151:416-23. 86.Lyon MR, Cline JC, Totosy de Zepetnek J, et al. Effect of the herbal extract combination Panax quinquefolium and Ginkgo biloba on attention-deficit hyperactivity disorder: a pilot study. J Psychiatry Neurosci 2001;26:221-8. 87.Lingaerde O, Foreland AR, Magnusson A. Can winter depression be prevented by Ginkgo biloba extract? A placebo-controlled trial. Acta Psychiatr Scand 1999;100:62-6. 88.Miwa H, Iijima M, Tanaka S, Mizuno Y. Generalized convulsions after consuming a large amount of gingko nuts. Epilepsia 2001;42:280-1. 89.Kajiyama Y, Fujii K, Takeuchi H, Manabe Y. Ginkgo seed poisoning. Pediatrics 2002;109:325-7. 90.Granger AS. Ginkgo biloba precipitating epileptic seizures. Age Ageing 2001;30:523-5.

Med 2001;134:344.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1541

91.Gregory PJ. Seizure associated with Ginkgo biloba? Ann Intern

92.Bastianetto S, Ramassamy C, Dore S, et al. The ginkgo biloba extract (EGb 761) protects hippocampal neurons against cell death induced by beta-amyloid. Eur J Neurosci 2000;12:1882-90. 93.Campos-Toimil M, Lugnier C, Droy-Lefaix M, et al. Inhibition of type 4 phosphodiesterase by rolipram and Ginkgo biloba extract (EGb 761) decreases agonist-induced rises in internal calcium in human endothelial cells. Arterioscler Thromb Vasc Biol

2000;20:e34-e40. 94.Forstl H. Clinical issues in current drug therapy for

dementia. Alzheimer Dis Assoc Disord 2000;14:S103-S108. 95.Le Bars PL, Kieser M, Itil KZ. A 26-week analysis of a doubleblind, placebo-controlled trial of the Ginkgo biloba extract EGb 761 in dementia. Dement Geriatr Cogn Disord 2000;11:230-7. 96.Budzinski JW, Foster BC, Vandenhoek S, Arnason JT. An in vitro evaluation of human cytochrome P450 3A4 inhibition by selected commercial herbal extracts and tinctures.Phytomedicine

2000;7:273-82. 97.Galluzzi S, Zanetti O, Binetti G, et al. Coma in a patient with Alzheimer's disease taking low dose trazodone and Ginkgo biloba. J Neurol Neurosurg Psychiatry 2000;68:679-80. 98.White HL, Scates PW, Cooper BR. Extracts of Ginkgo biloba leaves inhibit monoamine oxidase. Life Sci 1996;58:1315-21. 99.Porsolt RD, Roux S, Drieu K. Evaluation of a ginkgo biloba extract (EGb 761) in functional tests for monoamine oxidase

inhibition. Arzneimittelforschung 2000;50:232-5.

biloba extract does not inhibit MAO A and B in living human brain. Life Sci 2000;66:141-6.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1542

100.

Fowler JS, Wang GJ, Volkow ND et al. Evidence that gingko

101.

Roncin JP, Schwartz F, D'Arbigny P. Ginkgo biloba (EGb

761) in control of acute mountain sickness and vascular reactivity to cold exposure. Aviat Space Environ Med 1996;67:445-52. 102. Tamborini A, Taurelle R. [Value of standardized Ginkgo

biloba extract (EGb 761) in the management of congestive symptoms of premenstrual syndrome]. Rev Fr Gynecol Obstet 1993;88:447-57. 103. Evans JR. Ginkgo biloba extract for age-related macular

degeneration. Cochrane Database Syst Rev 2000;:CD001775. 104. Lebuisson DA, Leroy L, Rigal G. [Treatment of senile

macular degeneration with Ginkgo biloba extract. A preliminary double-blind drug vs. placebo study]. (Abstract). Presse Med 1986;15:1556-8. 105. National Institutes of Health. Clinical trials. Available at:

www.clinicaltrials.gov/ct/gui/c/r (Accessed 15 June 2000). 106. Kanowski S, Herrmann WM, Stephan K, et al. Proof of

efficacy of the ginkgo biloba special extract (EGb 761) in outpatients suffering from mild to moderate primary degenerative dementia of the Alzheimer type or multi-infarct

dementia. Pharmacopsychiatry 1996;29:47-56. 107. Wettstein A. Cholinesterase inhibitors and Gingko extracts-

are they comparable in the treatment of dementia? Comparison of published, placebo-controlled efficacy studies of at least six months duration (abstract). Phytomedicine 2000;6:393-401. 108. Kleijnen J, Knipschild P. Ginkgo biloba for cerebral

109.

Hopfenmuller W. [Evidence for a therapeutic effect of

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

Ginkgo biloba special extract. Meta-analysis of 11 clinical studies

1543

insufficiency. Br J Clin Pharmacol 1992;34:352-8.

in

patients

with

cerebrovascular

insufficiency

in

old

age].Arzneimittelforschung 1994;44:1005-13. 110. Haguenauer JP, Cantenot F, Koskas H, Pierart H.

[Treatment of equilibrium disorders with Ginkgo biloba extract. A multicenter, double-blind drug vs. placebo study]. Presse Med 1986;15:1569-72. 111. Cesarani A, Meloni F, Alpini D, et al. Ginkgo biloba (EGb

761) in the treatment of equilibrium disorders. Adv Ther 1998;15:291-304. 112. Meyer B. [Multicenter, randomized, double-blind drug vs.

placebo study of the treatment of tinnitus with Ginkgo biloba extract]. Presse Med 1986;15:1562-4. 113. Holgers KM, Axelsson A, Pringle I. Ginkgo biloba extract

for the treatment of tinnitus. Audiol 1994;33:85-92. 114. Rai GS, Shovlin C, Wesnes KA. A double-blind, placebo-

controlled study of Ginkgo biloba extract ('tanakan') in elderly outpatients with mild to moderate memory impairment. Curr Med Res Opin 1991;12:350-5. 115. Subhan Z, Hindmarch I. The psychopharmacological effects

of Ginkgo biloba extract in normal healthy volunteers. Int J Clin Pharmacol Res 1984;4:89-93. 116. Rigney U, Kimber S, Hindmarch I. The effects of acute doses

of standardized Ginkgo biloba extract on memory and psychomotor performance in volunteers. Phytother Res 1999;13:408-15. 117. Peters H, Kieser M, Holscher U. Demonstration of the

claudication - a placebo-controlled, double-blind multicenter trial.Vasa 1998;27:106-10.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1544

efficacy of ginkgo biloba special extract EGb 761 on intermittent

118.

Li AL, Shi YD, Landsmann B, et al. Hemorheology and

walking of peripheral arterial occlusive diseases patients during treatment with Ginkgo biloba extract. Chung Kuo Yao Li Hsueh Pao 1998;19:417-21. 119. Pittler MH, Ernst E. Ginkgo biloba extract for the treatment

of intermittent claudication: a meta-analysis of randomized trials. Am J Med 2000;108:276-81. 120. Lanthony P, Cosson JP. [The course of color vision in early

diabetic retinopathy treated with ginkgo biloba extract. A preliminary, double-blind versus placebo study]. J Fr Ophtalmol 1988;11:671-4. 121. Mazzanti G, Mascellino MT, Battinelli L, Coluccia D, et al.

Antimicrobial investigation of semipurified fractions of Ginkgo biloba leaves. J Ethnopharmacol 2000;71:83-8. 122. Itil TM, Eralp E, Ahmed I, Kunitz A, et al. The

pharmacological effects of ginkgo biloba, a plant extract, on the brain of dementia patients in comparison with

tacrine. Psychopharmacol Bull 1998;34:391-7. 123. Heck AM, DeWitt BA, Lukes AL. Potential interactions

between alternative therapies and warfarin. Am J Health Syst Pharm 2000;57:1221-7. 124. Amri H, Ogwuegbu SO, Boujrad N, et al. In vivo regulation

of peripheral-type benzodiazepine and glucocorticoid synthesis by Gingko biloba extract EGb 761 and isolated

ginkgolides.Endocrinology 1996;137:5707-18.

administration of Gingko biloba extract or Ginkgolide on the hypothalamic-pituitary-adrenal 1998;62:2329-40.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

axis

in

the

rat. Life

Sci

1545

125.

Marcilhac A, Dakine N, Bourhim N, et al. Effect of chronic

126.

Diamond BJ, Shiflett SC, Reiwel N, et al. Ginkgo biloba

extract: mechanisms and clinical indications. Arch Phys Med Rehabil 2000;81:668-78. 127. van Dongen MC, van Rossum E, Kessels AG, et al. The

efficacy of ginkgo for elderly people with dementia and ageassociated memory impairment: new results of a randomized clinical trial. J Am Geriatr Soc 2000;48:1183-94. 128. Kudolo GB. The effect of 3-month ingestion of Ginkgo

biloba extract on pancreatic beta-cell function in response to glucose loading in normal glucose tolerant individuals. J Clin Pharmacol 2000;40:647-54. 129. Mix JA, Crews WD Jr. An examination of the efficacy of biloba extract EGb761 on the neuropsychologic

Ginkgo

functioning of cognitively intact older adults. J Altern Complement Med 2000;6:219-29. 130. Brautigam MR, Blommaert FA, Verleye G, et al. Treatment

of age-related memory complaints with Gingko biloba extract: a randomized double blind placebo-controlled study. Phytomedicine 1998;5:425-34. 131. Gardiner P, Wornham W. Recent review of complementary

and alternative medicine used by adolescents. Curr Opin Pediatr 2000;12:298-302. 132. Ranchon I, Gorrand JM, Cluzel J, et al. Functional

protection of photoreceptors from light-induced damage by dimethylurea and Ginkgo biloba extract. Invest Ophthalmol Vis Sci

133.

Siegers CP. Cytotoxicity of alkylphenols from Ginkgo

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

biloba. Phytomedicine 1999;6:281-3.

1546

1999;40:1191-9.

134.

Lininger S. The Natural Pharmacy. Prima Health. Rocklin,

CA: 1998. 135. Ondrizek RR, Chan PJ, Patton WC, King A. An alternative

medicine study of herbal effects on the penetration of zona-free hamster oocytes and the integrity of sperm deoxyribonucleic acid. Fertil Steril 1999;71:517-22. 136. Ondrizek RR, Chan PJ, Patton WC, King A. Inhibition of

human sperm motility by specific herbs used in alternative medicine. J Assist Reprod Genet 1999;16:87-91. 137. Levine SB. Caution recommended. J Sex Marital Ther

1999;25:2-5. 138. Ellison JM, DeLuca P. Fluoxetine-induced genital

anesthesia relieved by Ginkgo biloba extract. J Clin Psychiatry 1998;59:199-200. 139. Balon R. Ginkgo biloba for antidepressant-induced sexual

dysfunction? J Sex Marital Ther 1999;25:1-2. 140. Cohen AJ, Bartlik B. Ginkgo biloba for antidepressant-

induced sexual dysfunction. J Sex Marital Ther 1998;24:139-43. 141. Schweizer J, Hautmann C. Comparison of two dosages of

Ginkgo biloba extract Egb 761 in patients with peripheral arterial occlusive disease Fontain's stage llb / a randomised, double-blind, multicentric clinical trial. Arzneimittelforschung 1999;49:900-4. 142. Hofferberth B. The efficacy of Egb 761 in patients with

senile dementia of the Alzheimer type, A double-blind, placebocontrolled study on different levels of investigation. Human

143.

Wesnes K, Simmons D, Rook M, Simpson P. A double-blind

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

placebo-controlled trial of Tanakan in the treatment of idiopathic

1547

Psychopharmacol 1994;9:215-22.

cognitive impairment in the elderly. Human Psychopharmacol 1987;2:159-69. 144. Logani S, Chen MC, Tran T, et al. Actions of Ginkgo Biloba

related to potential utility for the treatment of conditions involving cerebral hypoxia. Life Sci 2000;67:1389-96. 145. Oken BS, Storzbach DM, Kaye JA. The efficacy of Ginkgo

biloba on cognitive function in Alzheimer disease. Arch Neurol 1998;55:1409-15. 146. Le Bars PL, Katz MM, Berman N, et al. A placebo-

controlled, double-blind, randomized trial of an extract of Ginkgo biloba for dementia. North American EGb Study Group. JAMA 1997;278:1327-32. 147. Gurley BJ, Gardner SF, Hubbard MA. Clinical assessment

of potential cytochrome P450-mediated herb-drug interactions. AAPS Ann Mtg & Expo Indianapolis, IN: 2000; Oct 29 - Nov 2:presentation #3460. 148. Vorberg G. Ginkgo biloba extract (GBE): A long-term study

of chronic cerebral insufficiency in geriatric patients. Clin Trials J 1985;22:149-57. 149. Fessenden JM, Wittenborn W, Clarke L. Gingko biloba: a

case report of herbal medicine and bleeding postoperatively from a laparoscopic cholecystectomy. Am Surg 2001;67:33-5. 150. Rosenblatt M, Mindel T. Spontaneous hyphema associated

with ingestion of Gingko biloba extract. N Engl J Med 1997;336:1108.

hemotomas with chronic Gingko biloba ingestion. Neurology 1996;46:1775-6.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1548

151.

Rowin J, Lewis SL. Spontaneous bilateral subdural

152.

Matthews,

MK.

Association

of

Ginkgo

biloba

with

intracerebral hemorrhage. Neurology 1998;50:1934. 153. 154. Dupuis C. Poison ivy. Pharmacy Practice 1995;11:51-2,54-5. Benjamin J, Muir T, Briggs K, Pentland B. A case of

cerebral haemorrhage-can Ginkgo biloba be implicated? Postgrad Med J 2001;77:112-3. 155. Drew S, Davies E. Effectiveness of Ginkgo biloba in treating

tinnitus: double blind, placebo controlled trial. BMJ 2001;322:73. 156. Paick J, Lee J. An experimental study of the effect of ginkgo

biloba extract on the human and rabbit corpus cavernosum tissue. J Urol 1996;156:1876-80. 157. Ginkgo biloba for SSRI-induced sexual dysfunction.

Pharmacist's Letter / Prescriber's Letter 1997;13:130916. 158. Davydov L, Stirling AL. Stevens-Johnson syndrome with

Ginkgo biloba. J Herb Pharmacother 2001;1:65-9. 159. Ashton AK, Ahrens K, Gupta S, Masand PS. Antidepressant-

induced sexual dysfunction and Ginkgo biloba. Am J Psychiatry 2000;157:836-7.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1549

Nota Complementar – NC1 Nootrópico (Expressão do grego νοσς nous, mente, τρέπειν trepein, direcionar ou virar) é usada para representar uma classe de compostos que supostamente aumentam o desempenho cognitivo no ser humano. A indicação dos nootrópicos aumenta o fluxo de sangue ao cérebro, o que fornece mais oxigênio a este, aumenta o consumo de glucose ou é estimulante do sistema nervoso central. Existem várias substâncias vulgarmente chamadas de nootrópicos, sendo que estas podem ser normalmente divididas nas seguintes categorias:

Ácido

valpróico, estiripentol, clobazam e

midazolam são

exemplos

de

anticonvulsivantes. Vitaminas e minerais; Aminoácidos e compostos orgânicos; Drogas (farmacêuticas ou recreativas) Colinérgicas; Adrenérgicos, Dopaminérgicos e outros estimulantes; Antidepressivos; Antiepilépticos; Neuropeptídios; Ervas Recreativa (Têm esse nome porque o seu consumo está associado à busca do prazer farmacológico. São na maioria dos países de consumo proibido e associado à produção e distribuição (tráfico) ilegal. Funcionam muitas vezes de uma forma parecida com as drogas farmacêuticas, mas normalmente com mais efeitos secundários e outros perigos inerentes à sua utilização, como a possível dependência de algumas delas se o uso não for devidamente controlado. O grupo dos enteógenos(Nota Complementar – NC2), que possuem esse último nome por sua freqüente associação ao uso religioso nas culturas ditas primitivas, onde se inclui o LSD, já foram considerados potenciais

expansores da mente ou consciência, contudo por mecanismos distintos da atuação estimulante ainda não completamente conhecidos Referência Bibliográfica. Schmidt,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1550

Michael A. GORDURAS INTELIGENTES, Como as gorduras e os óleos afetam as inteligências mental, física e emocional. SP, Roca, 2000 em pdf. Jan. 2013; Dean, Ward; Morgenthaler, John; Fowkes, Steven. SMART DRUGS 2, THE NEXT GENERATION). Vitaminas e minerais. Servem de cofatores em muitas das reações no nosso organismo que podem levar a um maior poder de processamento cerebral e proteção do corpo com ação antioxidante. Sua importância nos processos cognitivos foi descoberta nos estudos dos sintomas neurológicos das doenças carências, especialmente a niacina de cuja carência decorre a síndrome dos três Ds (dermatite, diarréia, demência) ou Pelagra. Vitaminas B: B3 ou Niacina. B5 ou Ácido pantotênico. B6 ou Piridoxina. B12 ou Cobalamina. Vitamina C. Vitamina A. Vitamina E. Vitamina D. Cromo. Lítio. Magnésio. Fósforo.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1551

A deficiência mental, déficit neuropsicomotor relacionado à deficiência protéico calórica na infância ainda persiste em algumas populações nos países e regiões subdesenvolvidas economicamente. Ambas as formas clínicas da desnutrição, o Marasmo e o Kwashiorkor quando não matam os recém-nascidos e infantes por diarréia e pneumonia deixam severas seqüelas no sistema nervoso, especialmente quando associadas às outras formas de maltratos e ausência das necessárias condições de estimulação e afeto de que necessitam os seres humanos para o seu desenvolvimento saudável. Aminoácidos e compostos orgânicos. Glutamina. Tirosina. Acetil-L-Carnitina. Inositol. DMAE Dimethylethanolamine. Creatina. Coenzima Q10. Colina. Lecitina. Medicamentos e Drogas (produzidos nas indústrias farmacêuticas, Drogas recreativas). Nesta classe inserem-se todas aquelas substâncias que só por si supostamente causam mudanças no cérebro humano de modo a aumentar as capacidades cognitivas. Nem todas as substâncias aqui descritas causam alguma mudança e nenhuma delas deve ser tomada sem supervisão e recomendação de um profissional de saúde. Colinérgicas: Citicolina; Colina; DMAE; Centrofenoxina; Derivados da pirrolidona: Piracetam, Oxiracetam, Aniracetam, Pramiracetam, Nefiracetam, Derivados do fungo da cravagem: Hidergina, Nicergolina, Bromocriptina; Inibidores de acetilcolinesterase: Donepezil, Galantamina, Tacrina, Nicotina. Adrenérgicos, Dopaminérgicos e outros estimulantes: Aumentam a eficácia do sistema nervoso e a capacidade cognitiva. Exemplos: Cafeína, Efedrina, Modafinil, Adrafinil, Bupropiona, Adderall® (sais derivados de anfetamina fabricados por Catalytica Pharmaceuticals Inc.), Metilfenidato; Inibidores Seletivos da Reutilização De Noradrenalina: Atomoxetina. Antidepressivos: A depressão afeta negativamente a capacidade cognitiva. Exemplos: Inibidores da Reutilização de Serotonina: Fluoxetina, Serotonérgica: 5-http Tripofano. Antiepilépticos. Exemplos: Phentoyin, Neuropeptídios, Semax (Utilizado e disponível principalmente em países da ex-União Soviética). Outros: Carphedon (derivado do
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1552

piracetam); Vasopressina; Idebenona; Piritinol; Vinpocetina; Vincamina; Selegilina (inibidor de MAO-B); Pirissudanol; Sulbutiamina. Ervas Medicinal: São todas as plantas que contêm uma ou mais substâncias que causam o suposto aumento das capacidades cognitivas. Exemplos já citado nesse livro, com as observações vinculadas: Ginkgo Biloba; Gotu Kola (centelha asiática); Café; Cacau; Erva-mate; Camelia Sinensis (chá branco, chá verde, chá preto); Noz-de-cola; Alecrim; Bacopa monnieri; Withania Somnifera; Ginseng; Guaraná. Recreativas – Exemplos: MDMA (principal constituinte do ecstasy);

Metanfetamina (speed); Cocaína; LSD; Nesse livro essa relação é parcial, pois existem muitas mais substâncias que podem ser consideradas nootrópicos e que são descobertas pelas pesquisas farmacêuticas modernas. ALERTA: Nunca tomar uma substância só porque se encontra nesta lista, visto que muitas delas podem ter efeitos ADVERSOS do esperado se utilizados sem a devida orientação profissional especializada, e seus efeitos variam conforme a cada indivíduo. Os nootrópicos continuam a evoluir e recentemente começou a ser investigado um novo grupo de compostos denominados Ampakinas que parecem ter muito poucos efeitos secundários e um efeito duradouro mesmo após deixarem o organismo. Tais substâncias muitas vezes não são de todo indicadas a pessoas saudáveis por causa dos seus efeitos secundários, e muitas outras simplesmente não funcionam da maneira que muitos herbalistas, supostos mestres em nutrição, e empresas farmacêuticas querem fazer parecer, ou não causam nenhum efeito além de placebo. O uso destas substâncias deve ser sempre que possível recomendado e supervisionado por um médico e com recurso a uma extensiva pesquisa pessoal sobre a eficácia e os riscos inerentes à substância em questão. O termo é normalmente aplicado a várias ervas, suplementos nutricionais e medicamentos (normalmente usados em demência de Alzheimer e outras doenças neuro-degenerativas e/ou associadas com o envelhecimento e redução de capacidades cognitivas) que alegadamente afetam a capacidade cerebral humana em termos de memória, eficácia e rapidez de raciocínio. O grupo que mais consome este tipo de compostos, principalmente os medicamentos, são os idosos com doenças degenerativas como doença de Parkinson e doença de Alzheimer, e pessoas de várias idades com doenças que afetam as suas capacidades cognitivas negativamente. Cada vez mais, também aparece um novo grupo de pessoas saudáveis que querem aumentar a sua
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1553

eficácia de modo a serem mais produtivos e bem sucedidos no trabalho, ou que simplesmente querem tirar o máximo partido do seu cérebro, assim como transhumanistas e pessoas com ideologias relacionadas que o fazem na tentativa de irem além das capacidades do ser humano. Estudos sugerem o seu uso em pesquisa para fins de tentativas com as deficiências mentais, especialmente graças ao resultado promissor dos estimulantes e do ácido gama-aminobutírico (Gammar da Nikkho) nas síndromes do déficit de atenção, seja com sintomas de ausências ou hiperatividade.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1554

Nota Complementar – NC2. Enteógeno também denominado enteogénico é o estado xamânico ou

de êxtase induzida pela ingestão de substâncias alteradoras da consciência. É um neologismo que vem do inglês: entheogen ou entheogenic, tendo sido proposto em 1973 por investigadores, dentre os quais se podem citar Gordon Wasson (18981986). A palavra enteógeno, que significa literalmente "manifestação interior do

divino", deriva de uma palavra grega obsoleta, da mesma raiz da palavra "entusiasmo", que refere à comunhão religiosa sob efeito de substâncias visionárias ou à ataques de profecia, e paixão erótica. Entretanto este termo foi proposto como uma forma elegante de nomear estas substâncias, sem tachar pejorativamente costumes de outras culturas como a Medicina indígena. O uso de plantas, ou fungos, para alteração da consciência e percepção é uma realidade mundial e milenar. Até mesmo animais usam plantas com atividade psicotrópica, como é o caso de javalis e primatas que cavam para conseguir as raízes do poderoso eboka. Esses seres, são considerados pelos usuários, como seres divinos e professores espirituais. Entre as plantas, alguns dos enteógenos mais conhecidos: Ayahuasca, Jurema, Cânabis, Yopo, Peiote, Ololiuqui. Entre os

fungos, Psilocybe, Amanita. Chamamos sua atenção para que incluam nessa relação plantas com substâncias que possuem efeitos farmacológicos distintos. A Cannabis Cannabis sativa, por exemplo, com suas múltiplas formas de preparação Bangue Bhang, Haxixe, etc. se enquadra nessa categoria por seu uso étnico - religioso medicinal em algumas culturas da Índia, da Jamaica e de algumas tribos africanas, mas é considerada por alguns como um sedativo euforizante, ou seja, um psicotrópico com efeito depressor no sistema nervoso com propriedades diferenciadas deste grupo

dos tranqüilizantes, análogas talvez às que explicam as diferenças entre dois elementos ativos extraídos do ópio, a Heroína e Morfina(Referência Bibliográfica: Schmidt, Michael A. GORDURAS INTELIGENTES, Como as gorduras e os óleos afetam as inteligências mental, física e emocional. SP, Roca, 2000 em pdf Jan. 2011; Dean, Ward; Morgenthaler, John; Fowkes, Steven. SMART DRUGS 2, THE NEXT

GENERATIONJan 2011; Lidsky, Theodore I; Schneider, Jay Brain candy: boost your

EDUARDO. V. Fármacos e outros objetos sócio-técnicos: notas para uma genealogia das drogas, in: LABATE, BEATRIZ C....(et al.) (orgs.) Drogas e cultura: novas perspectivas. Salvador, EDUFBA, 2008; SANTOS, RAFAEL G. DOS; Aspectos

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1555

brain power with vitamins, supplements, drugs, Google Books Dez 2013; VARGAS,

culturais e simbólicos do uso de enteógenos; NEIP; GREEN, JONATHON. Cannabis. Barcelona, RBA - integral, 2003; GOTH, ANDRES. Farmacologia médica. RJ, Guanabara Koogan, 1975; CARNEIRO, HENRIQUE. Filtros, mezinhas e triacas, as drogas no mundo moderno. SP, Xamã, 1994).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1556

Nota Complementar – NC3. Nomeclatura para fins didáticos: Principio Ativo(PA) Existência na Natureza(EM) Efeitos(Efs)

Citação das principais substâncias que alteram a consciência, são nootrópicas e enteógenas. Outras substâncias não listadas nesta Nota Complementar podem ser encontradas em trabalhos cientificos, comop exemplo: Alexander Shulgin, no trabalho Shulgin Index, que relaciona diversas substâncias catalogadas como detentora de efeito enteógeno. Lista das principais substâncias alteradoras da consciência e enteógenos.

Princípio ativo

Ocorrências natureza

na

Efeitos

Causa

uma

ampliação

da

percepção o que faz com que a pessoa veja nitidamente a sua imaginação (o que provoca as visões, que são como um sonho acordado e consciente e outras percepções da realidade, estando sempre acontece). Em DMT contexto religioso, são tais consciente do que

fenômenos

atribuídos

Chacrona (Psychotri à clarividência, projeção da a viridis), Jurema- consciência ou contatos Preta (Mimosa espirituais. Em outras hostilis) experiências, dependendo da

tolerância particular, o estado alterado se dá através de visões interiores próximas do estado
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1557

formulação de cada grupo e

meditativo, consegue "mirações"

onde

o

usuário as da

distinguir pessoais

"realidade exterior". Sensações de lugares e presenças familiares, sentimento de revisão de vida, alteração no

tempo/espaço, visões de lugares impossíveis, presença Salvinorin A Salvia divinorum sentimento divina, de

inexplicável

volta ao mundo real com um sentimento de segredo. O principal alcaloide ocorrente no cacto Peiote (Lophophora williansii). geralmente Os usuários experimentam

alucinações visuais e radicais estados alterados de consciência, tanto Mescalina Peiote, São Pedro (Wachuma), Tocha Peruana podendo acompanhar

sensações de prazer e iluminação quanto, sentimentos perseguição e ocasionalmente, de ansiedade, efeitos

outros

adversos (a chamada bad trip). Após a ingestão da substância (através do "chá" do cogumelo, do cogumelo desidratado e moído, ou in natura, por exemplo) o Psilocybe Psilocibina

de 15 a 45 minutos para começar

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

semilanceata,Psilocy a sentir os efeitos. Os efeitos be cubensis variam de pessoa para pessoa e

1558

indivíduo leva tipicamente cerca

também dependem do tipo de cogumelo ingerido. A princípio pode-se ter uma impressão de leve tontura e até mesmo um certo desconforto gástrico (que pode ocasionar vômito). Muitas vezes tem-se sensações agradáveis que incluem empatia com as outras pessoas e com o universo. Em um segundo perceber momento é possível nas

alterações

percepções visuais e noção de espaço. Por volta da 2º hora costuma-se alcançar o topo da "viagem". dependendo Neste da ponto, quantidade

ingerida, pode-se estar em um estado totalmente desconexo da realidade. Alucinações

intermitentes em todos os sentidos provocando desprendimento comuns. O sinestesia do ponto ego alto e são da

"viagem" pode ser extremamente agradável e, segundo alguns

usuários, de um considerável. Os efeitos

aprendizado

do muscimol são

substancialmente diferentes dos

químicos afetam diferentes partes Muscimol do cérebro. O muscimol tem Amanita muscaria mostrado não produzir

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1559

dapsilocibina, ao passo que estes

alucinações "estruturadas" em muitos casos, e os efeitos são frequentemente comparados com um estado de sonhos lúcidos. Originária do Gabão, na África, utilizada há milênios em rituais pelas religiões Bwiti e Fang. Em baixas dosagens, a ibogaína tem um efeito estimulante leve. Em doses altas, efeitos temporários incluem alucinações, com visões de cenas da infância, e ataxia (incapacidade de coordenar os Ibogaine movimentos provável musculares, cerebelar). por Os

ação

efeitos clínicos mais estudados Tabernanthe iboga indicam que a Ibogaína mostra um grande potencial no

tratamento da dependência de drogas, principalmente opiáceos, mas também cocaína e crack. A Bufotenina é o ingrediente ativo primário das sementes das árvores de Anadenanthera

colubrina e Anadenanthera peregrina (variedades de Cebil ou "angicos"). Sementes Bufotenina (5-OH-DMT) deAnadenanthera colubrina O pó insuflável

chamado de Vilca ou Yopo (ou Cohoba), são feitos destas

sementes. Para potencializar este rapé, muitos xamãs comumente adicionam uma forma natural de

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1560

hidróxido de cálcio (ou óxido de cálcio) e um pouco de água ao pó. Este processo com o hidróxido de cálcio causa a conversão da bufotenina presente nas sementes em Cálcio Bufotenato lipossolúvel com (um da efeitos

derivado bufotenina

alucinogênicos ainda mais fortes que os da bufotenina em sua forma natural). Uma dose típica do rapé contém acima de 100mg de bufotenina (na forma de sal de Cálcio). O Bufo alvarius ou Sapo-do-RioColorado, como Sonora, o também conhecido

Sapo-do-Deserto-deé no um sapo sudoeste

psicoativo achado

dos Estados Unidos e no norte do México. A Pele e o Veneno do Bufo alvarius contém 5-MeO-

DMT e Bufotoxina. Bufotoxina (5-MeO-DMT) Bufo alvarius O início dos efeitos ocorrem segundos após fumar/injetar, ou minutos depois de cheirar. A experiência é, às vezes descrita, como similar a uma experiência de quase-morte.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1561

THC é o princípio ativo primário de várias espécies de cannabis, preparados cannabis canabinóides psicoativos possuem de outros (estruturas

semelhantes na função) presentes e participam no efeito da droga. Cannabis tem uma longa história de uso ritual. Na Índia foi usado pelos monges indus por séculos e, Tetraidrocanabinol (THC) atualmente, Cannabis sativa movimento rastafariadotou. Alguns etimologistas historiadores dizem que e a o

cannabis foi usada como um sacramento religioso

por judeus, cristãos emuçulmanos da ordem sufista. Conhecida também por LSA ou LA-111, os efeitos tem sido

comparados com o do LSD-25, no entanto, significativamente menos potentes. atualmente psicodélica, Ipomoea tricolor, A experiência reportada dependendo é

como da

dosagem. Alguns distúrbios óticos de olhos abertos e conjuntos de cores com os olhos fechados ocorrem, além da sementes de Argyreia nervosa, Ergina corymbosa de Rivea

sentidos; noção de tempo e espaço podem ser profundamente

alteradas. Contudo, as alterações
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1562

amplificação/intensificação

dos

mais

notáveis

induzidas

são

cognitivas e subjetivas, a nível de expansão da consciência. Os efeitos ao se beber Kava, em ordem de sensação, são: leve paralisia da língua e lábios, causados pela contração dos

vasos sanguíneos nessas áreas (não é comum mas pode ocorrer palidez dos lábios e da pele em volta), fala rápida e

comportamento eufórico, efeitos Kavalactones Kava ansiolíticos sensação pensamentos de ("Calmantes"), "bem-estar", limpos e

relaxamento muscular. O sono é geralmente períodos sonolência repousante pronunciados correlacionado e há de à

quantidade de Kava consumida. Estudos recentes mostraram que a Nymphaea caerulea (Blue

Water lily ou Lírio Aquático Azul) possui efeitos psicodélicos, e que fora usada no por para sacramento Egito e

religioso também Aporphine

Antigo certas

culturas

antigas da América do Sul e África. Dosagens de 5 a 10 Nymphaea caerulea gramas de flores produzem estimulação leve, um aumento no processo de pensamento, e

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1563

sensação

de

alegria.

Doses

maiores, geralmente acima de 30g podem incluir indução a estados meditativos/contemplativos, visuais olhos leves fechados paradisíacos e de

embriaguez

psicodélica leve. A Nymphaea caerulea confundida muitas com a vezes é

Nelumbo

nucifera (Lotus Sagrada), que contém o alcaloide nuciferina (não presente na Nymphaea) que possui propriedades sedativas e relaxante-musculares. Apesar dos estudos apontarem para a

Aporfina (Aporphine) como sendo um dos ingredientes mais

importantes da Nymphaea, ainda não foi identificado o alcaloide responsável pelos efeitos mais psicodélicos. Os efeitos alucinógenos incluem visões e sensações que eram tidas como formas de comunicação com os deuses. Curandeiros e Escopolamina adivinhos buscavam inspiração nessas visões. Ritos de iniciação, bem Datura como de de passagem crianças de para

condições

preparados dessas plantas.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1564

adultos, envolviam o uso de

Em baixas doses, a Noz-moscada (Myristica fragrans) não produz nenhuma resposta fisiológica ou neurológica grandes notável. de 60g Doses (~12

acima

colheres de chá) são perigosos e podem induzir a convulsões, eventual dores corpo. Em

palpitações, desidratação C11 H12O3 Myristica fragans generalizadas

náusea, e no

quantias de 10-40g (~4-8 colheres de chá) é um moderado a

alucinógeno médio, produzindo distorção visuais e uma euforia moderada. contém Myristica fragrans um

"myristicina",

fraco IMAO. Lista de drogas sintéticas consideradas enteógenos[editar | editar código-fonte]

Nomenclat ura

R3 R4

Estrutura 3d Nomenclatura Estrutur Estrutura a 2D 3D

2C-C

H

Cl

3C-E

3C-P

2C-D

H

CH3

2C-B-FLY

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1565

2C-E

H

CH2CH3

5-MeO-DMT

5-MeO-MiPT 2C-G CH
3

CH3

5-MeO-DPT

2C-I

H

I 2,5-Dimethoxy-4methylamphetamin e

2C-N

H

NO2 2,5-Dimethoxy-4bromoamphetamin e

2C-P

H

CH2CH2CH3 4-Chloro-2,5-

2C-T

H

SCH3

dimethoxyampheta mine

2C-T-2

H

SCH2CH3 N-Methyl-Nisopropyltryptamin

2C-T-4

H

SCH(CH3)2

e

ethylamphetamine 2C-T-7 H S(CH2)2CH3

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1566

2,5-Dimethoxy-4-

2C-T-8

H

SCH2CH(C H2)2

MMDA (psychedelic)

Proscaline 2C-T-9 H SC(CH3)3

Escaline 2C-T-21 H S(CH2)2F

2C-TFM

H

CF3 LSD

Outras substâncias não catalogadas nesta lista podem ser encontradas em trabalhos mais detalhados como a do químico Alexander Shulgin, em seu trabalho intitulado Shulgin Index, que contém inúmeras substâncias criadas e catalogadas de efeito enteógeno.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1567

Referência Bibliográfica. 1. PASSIE, TORSTEN. Psycholytic and Psychedelic Therapy Research 19311995: A Complete international Bibliography Cottonwood Research Foundation Digital Library Jul.2011. 2. FONTANA, ALBERTO E. (org.) Psicoterapia com LSD e outros alucinógenos. SP, Mestre Jou, 1969. 3. FISHER, GARY. Treatment of Childhood Schizophrenia Utilizing LSD and Psilocybin In: Newsletter of the Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies MAPS - Volume 7 Number 3 Summer 1997 - pp. 18-25 The Albert Hofmann Foundation jUL. 2011. 4. CASHMAN, JOHN. LSD. SP, Perspectiva, 1970. 5. COHEN, SIDNEY. A droga alucinante, história do LSD. Lisboa, Livros do Brasil.

1960 In Psicobiologia, as bases biológicas do comportamento, textos do Scientific American. SP Poligno, 1970. 7. MEDEIROS, Maurício et al. Terapêutica Psiquiátrica: narco-análise. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 1, no. 5, p.3-78, 1948. apud: PAULA
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1568

6. FREEDMAN, LAWRENCE ZELIC, Sôros da verdade. Scientific American,

BARROS DIAS. ARTE, LOUCURA E CIÊNCIA NO BRASIL: As Origens do Museu de Imagens do Inconsciente. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História das Ciências da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, RJ, 2003. Em PDF Jul. 2011. 8. BENDER, LAURETTA. Children's Reactions to Psychotomimetic Drugs, Psychotemimetic Drugs, 1970; pp. 263-273). 9. BENDER L; GOLDSCHMIDT L; SIVA D.V. Treatment of Autistic Schizophrenic Children with LSD-25 and UML-491; Recent Advances in Biological Psychiatry, 4:170-77 (1962). 10. EROWID CHARACTER VAULTS. Humphry Osmond Erowid Jul. 2011. 11. ORTHOMOLECULAR HISTORY. Humphry Osmond PDF Jul. 2011. 12. KAMINSKY, Patricia; KATZ, Richard. Flower Essence Repertory.

Nevada. Flower Essence Society.... in: Morning Glory Flower Essence (Ipomoea purpurea) Ananda Apothecary Acesso, out. 2013. 13. HALLOT, Ana Catarina. Ipomeia. Estudo floral, Rio Flor, RJ, Julho de 2009 Assoc dos Terap. Florais do Estado do Rio de JaneiroJun. 2011. 14. GROF, STANISLAV LSD Psychotherapy, 1980. (3ª ed., editora MAPS, ISBN 0-9660019-4-X [2001]). 15. HOSSRI, CESÁRIO MOREY. Prática do treinamento autógeno & LSD. SP, Martin Claret, 1984. 16. R. ANDREW SEWELL; KYLE REED; MILES CUNNINGHAM. Response of cluster headache to self-administration of seeds. containing lysergic acid amide (LSA). MAPS Jul 2011. 17. SEMPERE , A.P.; BERENGUER-RUIZ, L.; ALMAZÁN, F. Chronic cluster headaches responding to psilocybin. Revista de Neurologia 2006; 43 (9), 571572 MAPS Jul. 2011. 18. GRIFFITHS, ROLAND R.; GROB, CHARLES S. Alucinógenos que podem curar. Scientific American Brasil, Ano 8, n 104 56-59, Jan. 2011, Ed. online Jan. 2011. 19. BLEWETT, D.B., PH.D; CHWELOS N., M.D., A Handbook for the Therapeutic use of LSD-25 [1]. Este texto está parcialmente desatualizado, mas ainda é um boa referência (em inglês). 20. HUXLEY, ALDOUS. As portas da Percepção e O céu e o Inferno. RJ, Civilização Brasileira, 1965.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1569

21. JOHNSON, M. W.; RICHARDS, W. A.; GRIFFITHS, R. R. Human Hallucinogen Research: Guidelines for Safety. Journal of Psychopharmacology, Vol. 22, No. 6; pages 603–620; August 2008. Original papers in MAPS Jan. 2011 Em inglês. 22. MYRON STOLAROFF, The Secret Chief: Conversations with a pioneer of the underground psychedelic therapy movement, Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS) 1997. ISBN 0-9660019-0-7 (hardcover) ISBN 09660019-1-5(paperback). Em inglês. 23. PiHKAL (ISBN: 096300965) e TiHKAL (ISBN: 0963009699), de Ann & Alexander Shulgin, incluem capítulos sobre psicoterapia psicodélica (em inglês). 24. STOLAROFF, MYRON,Thanatos to Eros [2]. Apesar de não ser estritamente sobre psicoterapia, esse livro discute muitos aspectos da terapia psicodélica (em inglês). 25. MAPS, Research into psilocybin and LSD as potential treatments for people with cluster headaches MAPS. 26. DSM-5 Timeline. 27. Grob, GN. (1991) Origins of DSM-I: a study in appearance and reality Am J Psychiatry. Apr;148(4):421–31. 28. Mayes, R. & Horwitz, AV. (2005) DSM-III and the revolution in the classification of mental illness. J Hist Behav Sci 41(3):249–67. 29. Wilson, M. (1993) DSM-III and the transformation of American psychiatry: a history. Am J Psychiatry. 1993 Mar;150(3):399–410. 30. Speigel, A. (2005) The Dictionary of Disorder: How one man revolutionized psychiatry. The New Yorker, issue of 2005-01-03. 31. Allen Frances, Avram H. Mack, Ruth Ross, and Michael B. First (2000) The DSM-IV Classification and Psychopharmacology. Schaffer, David (1996) A Participant's Observations: Preparing DSM-Can J Psychiatry 1996;41:325–329. 32. APA Summary of Practice-Relevant Changes to the DSM-IV-TR. 33. "The diagnostic status of homosexuality in DSM-III: a reformulation of the issues", by R.L. Spitzer, Am J Psychiatry 1981; 138:210-215.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1570

34. Spiegel, Alix. (18 January 2002.) "81 Words". In Ira Glass (producer), This American Life. Chicago: Chicago Public Radio. 35. Maser, JD. & Patterson, T. (2002) Spectrum and nosology: implications for DSM-V Psychiatric Clinics of North America, Dec, 25(4)p855-885 36. DSM FAQ. 37. DSM-IV Sourcebook Volume 1. 38. DSM-IV Sourcebook Volume 2. 39. DSM-IV Sourcebook Volume 3. 40. DSM-IV Sourcebook Volume 4. 41. Poland, JS. (2001) Review of Volume 1 of DSM-IV sourcebook. 42. Poland, JS. (2001) Review of vol 2 of DSM-IV sourcebook 43. DSM-V Prelude Project website. 44. First, M. (2002) A Research Agenda for DSM-V: Summary of the DSM-V Preplanning White Papers Published in May 2002 . 45. Kupfer, First & Regier (2002) A Research Agenda for DSM-V. 46. Regier, DS., Narrow, WE., First, MB., Marshall, T. (2002) The APA classification of mental disorders: future perspectives. Psychopathology. MarJun;35(2-3):166-70. 47. DSM-5 Research Planning. 48. APA DSM-V Research Planning Activities. 49. Regier, MD, MPH, Darrel A. (2007). "Somatic Presentations of Mental Disorders: Refining the Research Agenda for DSM-V" (pdf). Psychosomatic Medicine 69: 827-828. Lippincott Williams and Wilkins. doi:10.1097. Retrieved on 2007-12-21. 50. Kendell R, Jablensky A. (2003) Distinguishing between the validity and utility

51. Baca-Garcia E, Perez-Rodriguez MM, Basurte-Villamor I, Fernandez del Moral AL, Jimenez-Arriero MA, Gonzalez de Rivera JL, Saiz-Ruiz J, Oquendo MA.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1571

of psychiatric diagnoses. Am J Psychiatry. Jan;160(1):4-12. PMID 12505793

(2007) Diagnostic stability of psychiatric disorders in clinical practice. Br J Psychiatry. Mar;190:210-6. PMID 17329740. 52. Pincus et al. (1998) "Clinical Significance" and DSM-IV Arch Gen Psychiatry.1998; 55: 1145. 53. Spitzer, Robert L, M.D., Williams, Janet B.W, D.S.W., First, Michael B, M.D., Gibbon, Miriam, M.S.W., Biometric Research. 54. Maser, JD & Akiskal, HS. et al. (2002) Spectrum concepts in major mental disorders Psychiatric Clinics of North America, Vol. 25, Special issue. 55. Krueger, RF., Watson, D., Barlow, DH. et al. (2005) Toward a Dimensionally Based Taxonomy of Psychopathology Journal of Abnormal Psychology Vol 114, Issue 4. 56. Bentall, R. (2006) Madness explained: Why we must reject the Kraepelinian paradigm and replace it with a 'complaint-orientated' approach to understanding mental illness Medical hypotheses, vol. 66(2), pp. 220–233. 57. Chodoff, P. (2005) Psychiatric Diagnosis: A 60-Year Perspective Psychiatric News June 3, 2005 Volume 40 Number 11, p17. 58. Jerome C. Wakefield, PhD, DSW; Mark F. Schmitz, PhD; Michael B. First, MD; Allan V. Horwitz, PhD (2007) Extending the Bereavement Exclusion for Major Depression to Other Losses: Evidence From the National Comorbidity Survey Arch Gen Psychiatry. 2007;64:433-440. 59. Spitzer RL, Wakefield JC. (1999) DSM-IV diagnostic criterion for clinical significance: does it help solve the false positives problem? Am J Psychiatry. 1999 Dec;156(12):1856-64. PMID 10588397. 60. Cosgrove, Lisa, Krimsky, Sheldon,Vijayaraghavan, Manisha, Schneider, Lisa,Financial Ties between DSM-IV Panel Members and the Pharmaceutical Industry. 61. Kirk, A.S. (2005) Are we all going mad, or are the experts crazy? August 14 edition of the Los Angeles Times. 62. GID Reform Advocates (2007). Retrieved on 2007-12-12. 63. Kalapa / DSM and Pedophilia (2007). Retrieved on 2007-12-25.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1572

64. C. J. S. Severiano, I. I. Barcelos, J.G. Morais, N.S.G. Folly, U.R.P. Morais. Dependência Química: As Comunidades Terapêuticas de Reabilitação. Projeto de Pesquisa, Faculdade Pitágoras, 2007. 65. KALINA, E., & Kovadloff, S. Drogadição. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988. 66. TANCREDI, F.B. As Toxicomanias do ponto de vista da Medicina e da Saúde Pública. In Drogas e Drogados: o indivíduo, a família e a sociedade. São Paulo, EPU: 1982. 67. Drogadição: Álcool x Cérebro 68. Drogadição: Dependência Química e Saúde Pública 69. Drogadição: Instituto da Droga e da Toxicodependência – IDT, em Portugal 70. Drogadição: Secretaria Nacional Antidrogas – SENAD, no Brasil 71. Drogadição: Situação no Brasil 72. Drogadição: Situação no Estado do RS x Brasil 73. Drogadição: Solventes e Inalantes 74. Drogadição: Toxicomania – Manual Merk de Saúde 75. Drogadição: Violência x Álcool e Drogas 76. Portal de Saúde da UE - Drogas 77. L’Hôpital Marmottan Nov. 2011

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1573

Nota Complementar – NC4. Popularmente conhecida e largamente utilizada no Brasil, a dipirona é um medicamento de caráter antitérmico, antiinflamatório e analgésico antiespasmódico . Tem nomenclatura [(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino],
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1574

porém é usualmente denominada apenas dipirona, sem levar em conta o cátion da fórmula (sódio -dipirona sódica, mais comum, seguido do magnésio - dipirona magnésica).

Fórmula estrutural da dipirona sódica. A dipirona está disponível no mercado desde 1922, sendo comercializa por vários países tais como Alemanha (onde foi sintetizada pela primeira vez), Espanha, Holanda, Itália, Argentina, México, França e outros. Tem vasto consumo porque, além de produzir efeito rápido, é vendida livremente, ou seja, não é necessárioapresentar receita médica para compra-la. É ministrada, principalmente nos casos de dor de cabeça, febre, e cólicas renais, atuando no Sistema Nervoso Central periférico. Produz alguns efeitos colaterais como avermelhamento da urina, baixa da pressão arterial, dispneia, alergias, hipotermia, etc. Embora tenha conquistado a aprovação dos cidadãos de praticamente em todo o mundo, muitos países proibiram o uso da dipirona a partir da década de 1970, devido à possibilidade desse medicamento causar distúrbios hematológicos, comoagranulocitose, diminuição de leucócitos granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) na corrente sanguínea, e anemia aplásica, deficiência da medula ósseade produzir os três elementos figurados do sangue: hemácias, leucócitos eplaquetas. A suspensão do medicamento começou nos Estados Unidos e na Suécia, seguidos da União Europeia, Japão, Austrália, além de outros 30 países, aproximadamente. Nos demais países, o comércio da droga ainda é permitido.

feitos de modo a estabelecer uma relação entre o uso do medicamento e o acometimento por agranulocitose e anemia aplásica. O que se comprovou com tais estudos é que a incidência de distúrbios hematológicos se dá numa média muito baixa entre pessoas que
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1575

Após a proibição da aplicação de dipirona em muitos países, inúmeros estudos foram

fazem uso da droga, estima-se que esse número chegue a 1,5 casos por milhão ao ano, não sendo, portanto, justificativa plausível para a retirada desse medicamento das prateleiras. Devido às acaloradas discussões geradas a cerca do uso do fármaco no mundo, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou e julho de 2001 o Painel Internacional de Avaliação da Segurança da Dipirona, tendo a participação de renomados cientistas brasileiros e do exterior, com o intuito de esclarecer os riscos causados pela dipirona. Ao final da discussão, foi elaborado um relatório conclui que o medicamento como antitérmico e analgésico apresenta inquestionável eficácia, os riscos atribuídos ao seu uso são baixos e similares (ou até menores) aos demais analgésicos e antitérmicos disponíveis no mercado, e que a ocorrência desses riscos, por ser muito baixa, não pode ser tomada como base para uma mudança de regulamento, ou seja, passar a comercializá-la apenas sob prescrição médica. Cabe ao indivíduo, então, estar ciente dos riscos a que está exposto e, quando fizer uso do medicamento, que seja com responsabilidade e bom senso. Conclusão: Produz alguns efeitos colaterais como avermelhamento da urina, baixa da pressão arterial, dispnéia, alergias, hipotermia, etc. Possibilidade desse medicamento causar distúrbios hematológicos, como agranulocitose, diminuição de leucócitos granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) na corrente sanguínea, e anemia aplásica, deficiência da medula óssea de produzir os três elementos figurados do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas. Reações adversas: Reações anafiláticas com os seguintes sintomas na pele ou mucosas: Ardor; Inchaço. Prurido; Rubor; Urticária; Além de dispnéia e, menos freqüentemente, sintomas gastrintestinais. Entre outras reações adversas encontram-se: Angioedema grave; Arritmia cardíaca; Broncoespasmo grave; Choque circulatório; Exantema; Hipotensão arterial e Urticária generalizada. E em casos isolados e/ou raramente: Agranulocitose ou trombocitopenia; Leucopenia; Síndrome de Lyell; e Síndrome de Stevens-Johnson. Informações complementares: Absorção e administração: via oral e parenteral. Metabolismo: Hepático. Excreção: Renal. Meia vida plasmática (4 em 4 horas). Dose Máxima Diária: 4 g. Referências Bibliográficas.
http://www.uff.br/mfl/outras_disciplinas/med_integral_infancia_adolescente/dipirona.htm SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1576

http://www.cantoverde.org/drogas-de.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Metamizol http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/1260_01re.htm Dr. Anthony Wong in WHO Pharmaceuticals Newsletter No. 1, 2002, p.15 Andrade SE, Martinez C, Walker AM. Comparative safety evaluation of non-narcotic analgesics. J Clin Epidemiol 1998; 51: 1357-1365. CCIOMS WORKING GROUP IV – Geneva, 1998 – Benefit-Risk Balance of Marketed Drugs: Evaluating Drug Signals. Metamizole Use by Latino Immigrants: A Common and Potentially Harmful Home Remedy. The Pharmaceutical Industry — Prices and Progress. F.M. Scherer, Ph.D. N Engl J Med 2004; 351:927-932August 26, 2004. Roland B. Walter, Filippo Milano, Theodore M. Brasky and Emily White. (2011). "Long-Term Use of Acetaminophen, Aspirin, and Other Nonsteroidal AntiInflammatory Drugs and Risk of Hematologic Malignancies: Results From the Prospective Vitamins and Lifestyle (VITAL) Study". Journal of Clinical Oncology. DOI:10.1200/JCO.2011.34.6346. P.R. Vade-mécum ABIMIP 2006/2007.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1577

Nota Complementar NC5. Os ácidos graxos ômega 3 (ómega 3), como o ácido alfa-linolênico, ácido

eicosapentaenoico e o ácido docosahexanoico, são ácidos carboxílicos poliinsaturados, em que a dupla ligação está no terceiro carbono a partir da extremidade oposta à carboxila. Muitos deles (e outros ômega 6) são chamados de "essenciais" porque não podem ser sintetizados pelo corpo e devem ser consumidos sob a forma de gorduras. Porém nem todos os ômega 3‖ são iguais. O ―bom‖ ômega 3 é o de cadeia longa (ácidos graxos de cadeia longa), e o menos adequado, com poucos benefícios para a saúde, são os ácidos graxos de cadeia curta. A ingestão do ômega 3 auxilia na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL, enquanto pode favorecer o aumento do colesterol bom HDL. Possui ainda importante papel em alergias e processos inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas inflamatórias, tromboxanos e leucotrienos. Podemos encontrar o ―bom‖ ômega 3 (de cadeia longa) nos peixes de águas profundas salmão (somente o selvagem; de cativeiro não possuem ômega3), atum, bacalhau, albacora, cação. Os ômega 3 (de cadeia curta) menos adequados, com poucos benefícios para a saúde, são encontrados em óleos extraídos de soja, de girassol, de milho. Este minúsculo ômega 3 também está presente em alguns vegetais ―verdes‖ como brócolis, rúcula, couve, espinafre. A linhaça é a melhor fonte de Omega3, ainda mais que o salmão. Comparativamente temos em 100 mL de: óleo de linhaça = 53,3 gramas de ômega-3; óleo CANOLA e soja = 6,3 e 6,8 mg; óleo de salmão = 16 gramas de Ômega-3(Ômega 3. Benefícios para saúde e melhores fontes. Banco de Saúde. Ômega 3. Mitos e verdades sobre o ômega 3 - em português. Veja.com. Página visitada em 19 de agosto de 2013. Dr. Eric Slywitch).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1578

Nota Complementar NC6. Tratamento indicado ainda em fase de experimentação, e não aprovado pela ANVISA. Cuidados. Cuidados De Pele – Máscara De Aspirina.

Estar na Internet uma informação que fala sobre cuidados de pele. Tratamentos de microdermabrasão e que sugere ainda uma máscara de Aspirina no mínimo uma vez por semana. Como já se escreveu incluindo os riscos, etc. A Aspirina é, basicamente, ácido acetilsalicílico.

Diz a nota: (...) Funciona como um esfoliante químico, mas não só – ajuda a diminuir a produção de óleo (ainda que temporariamente), dá luminosidade à pele, deixa-a super macia e, porque a aspirina é anti-inflamatória, ajuda a reduzir a vermelhidão e o aspecto de borbulhas. É a informação bastante comentada nas redes sociais. Diz ainda que fazer

barato. Primeiro é preciso Aspirina. Usem Aspirina em comprimidos não revestidos - é que o
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1579

uma máscara de aspirina é fácil e, melhor ainda,

revestimento vai impedir que esta técnica funcione - e não efervescente. Peguem em dois comprimidos e coloquemnos na palma da mão. Depois, basta adicionar entre uma colher de café e de chá de água. É mesmo pouquinho assim. Agora basta aguardar um minuto ou assim, para que a Aspirina se desfaça. O próximo passo é opcional: quando se junta água à Aspirina, esta não se dissolve, mas desfaz-se e fica como se fosse uma areia. É possível aplica-la assim na pele. Porém, se quiserem uma mistura que se fixe melhor na pele e que acabe por ser mais confortável, podem adicionar uma colher de chá de mel, aloé vera ou, então, de iogurte natural sem açúcar. Usem o que têm em casa. Agora basta aplicar a mistura no rosto, evitando a zona em redor dos olhos. Deixem atuar por 10 a 20 minutos. Tenho visto pessoas a recomendar deixar atuar durante a noite, mas isso, para mim, é um erro muito, mas mesmo muito grande. Primeiro porque existe uma coisa chamada esfoliação excessiva e depois porque, ao mexermo-nos na cama, os grânulos de aspirina podem acabar por entrar nos olhos. Além de doloroso, pode ser perigoso. Depois dos 10 a 20 minutos, retirem a máscara com água fria e

suave e macia, mas é preciso que apliquem um bom hidratante porque, de contrário, a pele estará muito seca no dia seguinte. Conclue por
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1580

sequem a pele sem esfregar. Vão sentir a pele

questionar: Então e vocês? Já experimentaram? Pretendem experimentar? Comentem e digam-me!
Tratamentos de microdermabrasão. A Microdermoabrasão é uma técnica inovadora para manter a pele jovem, através da eliminação de células mortas da epiderme, a camada mais superficial da pele. Como todas as esfoliações, um dos seus principais objetivos é eliminar as rugas superficiais e as impurezas. Cicatrizes de acne e outras cicatrizes superficiais e queloides. Linhas finas de expressão e rugas de grau leve. Eliminação de pontos negros e milium. Manchas de idade e outras pigmentações superficiais. Peles envelhecidas, e estragadas pelo sol. Atenuação de estrias. Também pode utilizar-se antes da aplicação de qualquer princípio ativo de uso dermatológico para regeneração da pele. A microdermoabrasão tem sido usada pelos especialistas para dar às pessoas um ar mais jovem e completamente renovado. Recentemente, porém, a microdermoabrasão tem recebido grande atenção devido à sua utilização no tratamento de estrias. Microdermoabrasão é um método nãoinvasivo e não-químico de remover a camada externa de matéria seca de células da pele que estão mortas. A remoção destas células ultraperiféricas incentiva o crescimento da pele nova nas áreas tratadas. Durante o procedimento, cristais pequenos como o óxido de alumínio, são pulverizados na superfície da pele para remover partes da camada externa que não são necessárias no funcionamento da pele. Ao mesmo tempo, é usada a sucção para extrair essa pele morta e os cristais. A Força do spray e da aspiração pode variar, onde com um mais spray forte a penetração é mais profunda na camada superior da pele. Uma nova e mais saudável pele cresce nas áreas tratadas, substituindo também o tecido cicatrizado por um novo tecido de pele. Cicatrizes, rugas e estrias ficam cada vez menos visíveis com os sucessivos tratamentos da microdermoabrasão. Para ver resultados, a maioria das Pessoas tem entre 5 e 12 tratamentos, que são espaçados em 23 semanas de intervalo. O número de tratamentos pode ser maior que 12 UM se a área a tratar estiver muito danificada, por exemplo, com muitas estrias. As sessões de tratamento normalmente duram de 30 a 45 minutos, mas as sessões para tratar estrias podem durar até 2 horas. A microdermoabrasão realmente elimina as estrias? sucesso usando o tratamento de Muitas pessoas têm enorme com as estrias. A

microdermoabrasão

microdermoabrasão foi projectada para tratar áreas da epiderme, a camada superior da
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1581

pele. As estrias ocorrem principalmente na camada intermédia da pele, a derme, mas a epiderme é também afetada. Durante a formação das estrias, o colágeno e elastina na derme quebram e não podem retornar à sua estrutura normal, deixando uma cicatriz causada pela estria. A epiderme também se estende durante a formação de estrias. Torna-se transparente E mais fina. Enquanto a microdermoabrasão não foi projectada para tratar as estrias na derme, poderia ter muito bem efeitos positivos sobre a cicatrização da lesão na epiderme causada pelas estrias. Podemos sugerir que pode reduzir extremamente a aparência das estrias através de sucessivos tratamentos de microdermoabrasão. Até agora, ninguém pode afirmar que a microdermoabrasão remove completamente as estrias, mas podem sim melhor e bastante o seu aspecto. Acreditamos que seja um meio de dissimular as estrias até um ponto que estas se tornem quase invisíveis, então devemos recomendar que os interessados falassem com o seu dermatologista acerca dos resultados. Não tenho autoridade para afirmar que a proposta citada seja irregular, mas recomendo cautela no uso da aspirina conforme relatado não encontrou na doutrina ou nas pesquisas algo que dê a segurança para a indicação (GUIRRO, E; GUIRRO, R. Fisioterapia dermato –funcional. 3 ed. São Paulo: Manole, 2008. FERRANDEZ, J.; THEYS, S.; BOUCHET, J. Reeducação vascular nos edemas dos membros inferiores. São Paulo: Manole, 2002. 98. Otávio Roberti Macedo – Os Segredos da boa pele. Fábio dos Santos Borges – Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas - 2 Edição Revisada e Ampliada. Arthur dos Santos Pimentel – Peeling, máscara e acne). Máscara de Aspirina. Recomendo a leitura do site: http://todabeleza.blogspot.com.br/2009/10/mascara-de-aspirina.html http://www.youtube.com/watch?v=Q-Hksg8B4cQ O vídeo acima nessa data, 21 de dezembro teve aproximadamente 2.661.992. Analise, tenha cuidado com os efeitos adversos, como diz a Michelle, ela perguntou ao dermatologista quanto a usar aspirina, e ele falou que não há problema, pelo contrário eles recomendam até mesmo para curar cicatrizes. Mas, como eu já falei: ALÉRGICAS, CUIDADO!!!! Esfoliante químico.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1582

Segundo profissionais não médicos, pela prática afirmam que ter

cabelos sedosos, um corpo em dia, uma saúde equilibrada e uma pele viçosa requerem
técnica e esforços. A nossa pele requer cuidados diários. Há várias maneiras de cuidar da

pele. Uma delas é a famosa esfoliação, que atua na remoção das células mortas, cujo acúmulo pode deixar a pele opaca. O discurso conclusivo dessa nota questiona se o usuário
sabe exatamente como fazer e entender esse processo? Diferença entre a esfoliação

caseira e a realizada no salão de beleza? E os riscos que alguns produtos naturais podem conter partículas que podem arranhar a pele em vez de cuidar? Existem diferentes tipos de produtos e formulações para a realização deste procedimento, que mudam a forma de aplicação. Conclusão. É possível a esfoliação ajudar a manter a pele saudável? O acúmulo de células mortas na superfície deixa um aspecto sem viço, sem brilho e com textura áspera e ressecada. A esfoliação devolve uma pele mais fina, brilhante e saudável, além de ajudar na absorção dos ingredientes das demais etapas de tratamento, como hidratação, nutrição e produtos antiidade. Na verdade o que é um processo de esfoliante químico, e quais os benefícios e resultados? O esfoliante químico promove o afinamento da pele removendo as células mortas pela ação dos ácidos. Deixa a pele mais fina, lisa e com uma melhor aparência e dependendo do porte físico exibir uma melhor beleza: bonita. O esfoliante físico é constituído por pequenas partículas insolúveis que, por ação mecânica (atrito) na pele, promovem um leve afinamento. O esfoliante desliza com mais facilidade, ajudando no espalhamento durante a aplicação. Isso evita que o atrito seja excessivo. O importante é usar esfoliante, em geral, até duas vezes na semana. A escolha do produto dependerá da intensidade de esfoliação desejada. De um modo geral, as peles normais, mistas e oleosas podem usar o esfoliante duas vezes na semana. Já nas peles mais secas, a freqüência é menor: somente uma vez na semana e não pode ser uma esfoliação intensa. Para as peles acneicas, não é recomendável a esfoliação física, somente química, conforme orientação do dermatologista. O próximo passo após a esfoliação é a
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1583

hidratação, que será muito mais efetiva já que a camada de células mortas da superfície foi removida. Os ativos permearão com mais facilidade. Ter a pele lisinha e mais fina antes de se expor ao sol permite um bronzeado mais uniforme, mas deve-se orientar para ter cuidado com o exagero na exposição ao sol. Pois a primeira função da nossa pele é nos proteger dos agentes externos e um desses agentes é o sol. Importante utilizar filtro solar e obedecer à freqüência de uso. O uso de agentes esfoliantes caseiros não permite uma esfoliação uniforme, pois o tamanho das partículas não mantém uma regularidade e até mesmo a concentração pode variar. Dessa forma, a esfoliação não será homogênea. Os ingredientes naturais normalmente usados podem apresentar partículas grandes que ―riscam‖ e deixam a pele irritada.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1584

Referência Bibliográfica. Bibliografia Básica: Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008. Belda Junior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de Dermatologia. 1º Ed. Atheneu – São Paulo; 2010. Bologna J, Jorizzo J, Rapini RP. Dermatology. 2nd ed. London: Mosby, 2007. Champio n RH, Burton JL, Burns DA, et al. Rook/Wilkison/Ebling textbook of dermatology. 8th ed. New York: Blackwell Science; 2010. Elder DE, Elenitsas R, Johnson Jr B, et al. Lever’s histopathology of the skin.. 10th ed. Philadelphia: Lippiticout; 2008. Ferreira CMM, Barcaui C, Piñero-Macera J. Atlas de Dermatoscopia. Aplicação Clínica e Correlação Histopatológica. DiLivros. 2010. Lacaz CS, Porto E, Martins JEC, et al. Tratado de Micologia Médica. 9º ed. São Paulo: Sarvier; 2002. Sampaio & Rivitti. Dermatologia. 3º Ed. Artes Médicas. São Paul o. AZULAY, R. D.; AZULAY, D. R. Dermatologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 877 p. SAMPAIO, S. A. P.; RIVITTI, E. A. Dermatologia Básica. 2ª ed. São Paulo: Artes Médicas, 2000. 1.156 p. Bibliografia Complementar: FONSECA, Aurélio Da. Dermatologia Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1984. 642 p. FITZPATRICK, T. B.; EISEN, A. Z.; et all. Dermatologia em Medicina Geral. Bogota: Panamericana,1988. 3 vs. FITZPATRICK, T. B.; FREEDBERG, I. M. Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine. New York: MacGraw-Hill, 1999 2 vs. SITTART, J. A. de S.; PIRES, M. C. Dermatologia para o clínico. São Paulo: Lemos Editorial, 1997. 418 p. Periódicos: Anais Brasileiros de Dermatologia. Rio de Janeiro: Soc. Bras. Dermatologia. 1961/2006. Dermatology. USA. Archives of

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1585

Nota Complementar NC7.

Nota Complementar NC7.
Inicialmente apresento a principal via de investigação do sistema anatômico e funcional investigativo.

Método de Investigação do Apd - Endoscopia Digestiva.

A Endoscopia Digestiva constitui uma peça fundamental na investigação e no tratamento das doenças do aparelho digestivo. Este fato reflete-se no
Serviço de Gastrenterologia dos Centros Hospitalares e Universitários. De fato, está disponível para o Serviço a tecnologia endoscópica que permite, não só aceder a todos os segmentos do tubo digestivo, mas também à árvore bílio-pancreática. Daí decorre que seja possível executar qualquer técnica endoscópica que esteja recomendada para o diagnóstico ou terapêutico dos doentes. Além da vertente assistencial, também a investigação merece atenção, destacando-se dois estudos a decorrer, um sobre colonoscopia por cápsula e outro sobre endomicroscopia confocal. Em síntese, uma

tecnológico e é comumente considerado como uma referência. Nos dias de hoje,

assistência clínica de pacientes de diversa origem, há que realçar a
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

para além do significativo número de exames endoscópicos ligados à

1586

Unidade de Endoscopia é um espaço altamente diferenciado do ponto de vista

posição de vanguarda que estas Unidades sempre tiveram ao acompanhar a crescente e sofisticada inovação tecnológica ligada à endoscopia diagnóstica e terapêutica. A isto soma se dois fatores relevantes.
Um, liga-se com o elevado número de indicações para a especialidade Gastrenterologia de hospitais não especializados. O outro prende se com a investigação científica levada a cabo nestas Unidades, fato este gerador de numerosos trabalhos e artigos científicos apresentados ou escritos, seja no âmbito nacional, seja no plano internacional. Em síntese a discriminação de Técnicas (diagnósticas e terapêuticas):

1. Endoscopia digestiva alta. 2. Colonoscopia. 3. Polipectomia. 4. Hemóstase endoscópica. 5. Dilatações e próteses. 6. Colangiopancreatografia retrógrada – CPRE. 7. Videocápsula endoscópica. 8. Enteroscopia com duplo balão. 9. Enteroscopia convencional. 10.Laparoscopia. 11.Ecografia. 12.Eco-endoscopia. 13.Punções eco guiadas. 14.Mucosectomia e dissecção da submucosa. 15.Diverticulotomia de Zenker. 16.Gastrostomia endoscópica percutânea –

17.Balões intragástricos. 18.Técnicas proctológicas.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1587

PEG.

Aula Ead INESPEC. Sistma Digestivo. http://www.youtube.com/watch?v=5WgMUdjERWc <iframe width="640" height="360" src="//www.youtube.com/embed/5WgMUdjERWc?feature=player_detailpage" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Aula Ead INESPEC http://www.youtube.com/watch?v=XMIwoVZglt4 <iframe width="640" height="390" src="//www.youtube.com/embed/XMIwoVZglt4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Aula Ead INESPEC - http://www.youtube.com/watch?v=OFsmR3F6QYk <iframe width="640" height="390" src="//www.youtube.com/embed/OFsmR3F6QYk"

frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1588

Aula Ead – INESPEC - Solitaria o Tenia http://www.youtube.com/watch?v=LhufdMa5zso <iframe width="640" height="360" src="//www.youtube.com/embed/LhufdMa5zso?feature=player_detailpage" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Aula Ead – INESPEC - Solitaria o Tenia - Taenia solium http://www.youtube.com/watch?v=9MxI2bMwFNE <iframe width="640" height="390" src="//www.youtube.com/embed/9MxI2bMwFNE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Aula Ead – INESPEC - Cirurgia para retirada de vermes do intestino. http://www.youtube.com/watch?v=RR3aO6B9Tp8

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1589

<iframe width="640" height="390" src="//www.youtube.com/embed/RR3aO6B9Tp8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> Aula Ead – INESPEC – Cirurgia - Tirando vermes do intestino de paciente. http://www.youtube.com/watch?v=uhC6PgKanbw <iframe width="640" height="360" src="//www.youtube.com/embed/uhC6PgKanbw?feature=player_detailpage" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> Introdução.

É através da ingestão de alimentos que nosso organismo retira os nutrientes necessários para a construção de novos tecidos e também faz a manutenção dos tecidos danificados. Funções. Este processo somente é possível graças ao sistema digestório, que é o responsável por transformar os alimentos que ingerimos em moléculas suficientemente pequenas para penetrarem em nossas células. Órgãos do sistema digestório humano. Este sistema responsável tanto pela digestão quanto pela absorção dos alimentos é formado pela boca, esôfago, fígado, visícula biliar, estômago, intestinos (grosso e delgado) reto e glândulas anexas. Fisiologia - Principais funções do Sistema Digestório: Captação dos alimentos através da boca (ingestão); - Liberação de enzimas, ácidos e água no lúmen do trato gastrointestinal. Triturar, dissolver e misturar os alimentos, impulsionando-os pelo trato gastrointestinal; Digerir os alimentos através do processo de degradação química (moléculas grandes são transformadas em menores) e mecânica (moídos na boca e triturados nos músculos do estômago e intestinos); Absorção de nutrientes e outras substâncias que passam dos alimentos para o sangue e para a linfa; Eliminação das fezes do trato gastrointestinal (processo de defecação). São eliminados revestimentos do trato gastrointestinal, células não utilizadas pelo organismo, bactérias e matérias orgânicos não absorvidos. Processo de digestão. A digestão tem seu início na boca onde o alimento é triturado pelos dentes e umedecido pela saliva. O sabor dos alimentos é determinado pelas papilas gustativas (localizadas na língua), é através delas que identificamos quando determinado alimento é doce,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1590

salgado, azedo ou amargo. Em seguida o bolo alimentar segue pela faringe que o empurra para o esôfago, este, através de seus movimentos peristálticos, empurra o alimento para o estômago. No estômago o alimento é dissolvido pelo suco gástrico, que é produzido por fatores estimulantes como a visão, paladar, odor, mastigação, fome, etc. Apenas 5% da digestão ocorrem no estômago. Do estômago, o bolo segue para o intestino delgado, onde os nutrientes serão reduzidos a moléculas muito pequenas através do processo de digestão. A água na digestão. Para realizar todo este processo, o corpo utiliza em média dez litros de água. É através do intestino grosso que a maior parte desta água é reabsorvida, apenas uma pequena parte dela é utilizada para ajudar no deslizamento do bolo fecal. Principais doenças e distúrbios que afetam o sistema digestório humano: - Úlcera péptica, câncer de estômago, câncer de intestino, pancreatite, gastrite, gastrenterites e estomatite (Referência Bibliográfica: - Fisiologia Clínica do Sistema Digestório. Autor: Douglas, Carlos Roberto. Editora: Novo Conceito Saúde.

Temas: Anatomia, Saúde, Gastroenterologia. - Tratado de Fisiologia Clínica do Sistema Digestório. Autor: Douglas, Carlos Roberto. Editora: Robe Editorial.

Temas: Anatomia, Saúde).

Anatomia e Fisiologia - intestino delgado e estômago. O tubo digestivo é uma estrutura presente nos Bilateria – ou seja: animais triploblásticos e em Platelmintos e Cnidaria, é responsável spara introduzir o alimento ao interior do corpo, ocorrendo na sequência o processo de digere, e transportar os metabólitos de volta ao meio externo. Em seres humanos, o
tubo digestivo é constituído por: boca, faringe, esôfago, cárdia, estômago, piloro,

cólon), reto e ânus. Há ainda ossos, músculos e glândulas anexos que auxiliam a digestão, como dentes, língua, glândulas salivares, pâncreas, fígado, vesícula biliar e apêndice (embora este
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1591

intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo),

intestino grosso(ceco e

último não tenha propriamente uma função na digestão). O tubo digestivo é maior do que o individuo a que pertence, o seu intestino delgado chega a ter cerca de 8 metros de comprimento, encontra-se todo enrolado. Animais celomados possuem uma tendência à complexidade do tubo digestivo maior do que os pseudocelomados e acelomados, e mesmo animais simples, de corpo vermiforme, possuem alguma especialização. Em todos estes animais, o conjunto básico do tubo digestivo inclui: boca (por onde o alimento entra, e onde muitas vezes ocorre a digestão mecânica), esôfago (tubo revestido de musculatura lisa que conduz o alimento pelo tubo digestivo), intestino (onde ocorre toda ou parte da digestão química) e ânus (por onde são eliminados os restos). Este é o plano básico presentes nos Platelmintos e diversos organismos simples, cuja alimentação não exige estruturas especiais para sua digestão e absorção.

Dimensão, arquitetura, anatomia e fisiologia do intestino delgado.
O intestino delgado é uma estrutura tubular dentro da cavidade abdominal que leva o alimento na continuação com o estômago até os dois pontos de onde o grande intestino os leva ao reto e fora do corpo através do ânus. A função principal deste órgão é ajudar na digestão. Durante o processo de crescimento de um individuo, o intestino delgado acompanha essa progressão, chegando a aumentar 20 vezes de comprimento de aproximadamente 200 cm em um recém-nascido a quase 6 metros em um adulto. O comprimento do intestino delgado é aproximado por múltiplo de três em relação ao cumprimento do infante, criança, ou por altura da criança ou do adulto.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1592

A fossa cecal. O íleo e ceco são atraídos para trás e para cima. O duodeno é aproximadamente 25 cm (aproximadamente 10 polegadas) por um demasiado período de tempo; o jejunum é aproximadamente 2,5 m e o íleo(Possíveis

funções para o lábio ileocecal incluem a prevenção de refluxo do ceco para o íleo e a regulação da passagem do conteúdo do íleo para o ceco. A função primária do íleo é absorver os nutrientes do quimo, ou comida digerida. Isto é feito com a ajuda de vilosidades, que são dedos-projeção. Existem vasos linfáticos, chamados lactíferos, presentes nas vilosidades, cuja função é absorver a gordura no sistema linfático. Esta gordura digerida é então drenada para a corrente sanguínea, que é transportada junto com outros nutrientes, para o fígado através da veia porta hepática. A desintoxicação ocorre, e os nutrientes são assimilados pelo organismo. A quebra de hidratos de carbono em açúcares simples, e lipídios em glicerol que podem ser facilmente absorvidos pelo corpo, é também uma das funções do íleo. Isto é possível devido às enzimas produzidas pelas

anatomia do intestino delgado. Esta parte do intestino delgado absorve sais biliares, que são produzidos pelo fígado) é aproximadamente 3,6 metros. O
intestino delgado começa com o duodeno. O duodeno começa no bulbo duodenal e
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1593

células de revestimento do íleo. O íleo terminal é a última porção da

circunda a cabeça do pâncreas e das extremidades enquanto retorna à cavidade peritonea, a no ligamento de Treitz. A cavidade peritonea uma cavidade fina da membrana que cobre os órgãos dentro do abdômen com algumas exceções. O restante do intestino delgado é suspendido dentro da cavidade peritonea por um mesentery fino, isto permite a livre circulação do intestino delgado dentro da cavidade abdominal.

O intestino delgado é a parte do tubo digestivo que vai do estômago (do qual está separado pelo piloro) até o intestino grosso (do qual está separado pela válvula ileocecal). O quimo, que resulta de uma primeira transformação dos alimentos no estômago, segue para o intestino delgado passando pelo duodeno, a parte superior deste último.

Dduodeno.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1594

O duodeno é a primeira seção do intestino delgado, na maioria dos vertebrados superiores, incluindo mamíferos, répteis e aves. Nos peixes, as divisões do intestino delgado não são tão claras, e os termos do intestino anterior ou intestino proximal podem ser usados em vez de duodeno. Nos mamíferos, o duodeno pode ser o principal local para a absorção de ferro. O duodeno precede o jejuno e íleon, e é a parte mais curta do intestino delgado, onde a digestão química ocorre. Os nomes do duodeno provem do latim duodenum digitorum, ou "largura de doze dedos", porque o seu comprimento era estimado em doze dedos transversos. Como já comentado nos seres humanos, o duodeno é um tubo oco articulado ao longo da ligação do estômago ao jejuno. É no duodeno que o suco biliar, vindo da vesícula biliar e anteriormente do fígado, se junta ao alimento sobre a Papilla duodeni major. Pela mudança de pH entre o estômago e o duodeno, diversas enzimas digestivas são ativadas. O duodeno é a porção primária do intestino delgado (ou fino) e possui diversas vilosidades. Em suas criptas encontramos várias células distintas. Duodeno é um tubo onde se tem espaço para a maior parte do processo digestivo. Suas paredes se compõem de uma série de pregas que incrementam a superfície de absorção e secreção. No duodeno os alimentos se misturam a bile (uma espécie de detergente) expulsada pela vesícula biliar e com os sucos digestivos enviados pelo pâncreas.

Jejunum.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1595

Jejuno (jejune significa jejum) é a porção do intestino delgado compreendida entre o duodeno e o íleo, formando uma estrutura de cerca de 2.5 metros em um humano adulto. É um órgão responsável pela absorção de carboidratos e aminoácidos já parcialmente digeridos pelo estômago e pelo duodeno. Jejuno vêm da palavra latina para jejum por estar quase sempre vazio na realização das necrópsias. Faz parte do intestino delgado. Por não ter limite nítido na sua continuação com o íleo, pode ser descrito em conjunto com este, sendo jejuno nome atribuído aos dois quintos proximais e o íleo aos três quintos distais. Compreendem a parte móvel do intestino delgado, que começa no nível da flexura duodenojejunal e termina no nível da região inguinal direito, com o íleo terminal, onde ele estabelece continuidade com o intestino grosso. Não há linha morfológica de distinção entre os dois e a divisão é arbitrária. As características dos mesmos sofrem mudanças graduais de tal modo que uma parte retirada da primeira porção apresentará diferenças típicas e acentuadas em relação a parte terminal do íleo.

Superior and inferior duodenal fossæ.

Iconografia Especial.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1596

Síntese de Conhecimento Aplicado. Sistema Digestório.
Síntese de Aprendizagem Vinculada – SAV relacionadas com o Intestino grosso Sistema Digestório. 1 - O intestino grosso é dividido em quatro partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmóide), reto e ânus. – PRANCHA 1.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1597

PRANCHA 1. 1) Intestino Grosso Segmento do TRATO

GASTRINTESTINAL INFERIOR, compreendendo o CECO, o COLO e o RETO. 2) Canal Anal - Segmento terminal do INTESTINO GROSSO, começando na ampola do RETO e terminando no ânus. 3) Colo - O segmento do INTESTINO GROSSO entre o CECO e o RETO. Inclui o COLO ASCENDENTE; o COLO TRANSVERSO; o COLO DESCENDENTE e o COLO SIGMÓIDE. 4) Reto - Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL. 5) Mucosa Intestinal - Revestimento dos INTESTINOS, consistindo em um EPITÉLIO interior, uma LÂMINA PRÓPRIA média, e uma MUSCULARIS MUCOSAE
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1598

exterior. No INTESTINO DELGADO, a mucosa é caracterizada por várias dobras e muitas células absortivas (ENTERÓCITOS) com

MICROVILOSIDADES. Artéria mesentérica inferior - Sistema Cardiovascular. 2 - A artéria mesentérica inferior tem origem na aorta abdominal. Ela é responsável pela irrigação sanguínea do intestino grosso, exceto na sua parte inicial (irrigada pela artéria mesentérica superior). Dá origem a artéria cólica esquerda e sigmóideas e seu ramo terminal é a artéria retal superior.

Artéria Mesentérica Inferior - Artéria que irriga em suas proximidades todo o lado esquerdo do colo transverso, todo o colo descendente, o colo sigmóide e grande parte do reto. É menor que a artéria mesentérica superior (ARTÉRIA MESENTÉRICA SUPERIOR) e nasce da aorta acima de sua bifurcação em artérias ílicas comuns. Sistema porta-hepático - Sistema Cardiovascular. A veia porta hepática é formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica. A veia mesentérica superior drena sangue do intestino delgado e partes do intestino grosso, estômago e pâncreas. A veia esplênica drena sangue do estômago, pâncreas e partes do intestino grosso. A veia mesentérica inferior, que deságua na veia esplênica, drena partes do intestino grosso. Principais distúrbios no Sistema Digestório que implica em uso medicamentoso -

diarréia (8,49%), dor abdominal (7,01%), boca seca (5,52%), dispepsia (3,08%), dificuldade para engolir (1,07%), flatulência (1,01%), fezes sanguinolentas (0,83%), distensão abdominal (0,53%), hemorróidas (0,48%), fezes anormais (0,36%), obstrução
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1599

Transtornos gastrintestinais: constipação (33,02%), náusea (30,88%), vômito (15,56%),

intestinal (0,30%), divertículo (0,18%), eructação (0,18%), alteração dos movimentos gastrintestinais (0,18%), perfuração de intestino grosso (0,12%), fissura anal (0,06%), formação de bolo de alimento no canal alimentar (0,06%), inflamação do duodeno (0,06%), íleo (0,06%), esvaziamento gástrico alterado (0,06%), defecação dolorosa (0,06%).

Informações Complementares Conexas dentro de um contexto de anatomia e fisiologia aplicada. Cavidade abdominal.

Estômago.
Aula Ead – INESPEC - Anatomia do estomago. http://www.youtube.com/watch?v=cT6pADeco68
<iframe width="640" height="360" src="//www.youtube.com/embed/cT6pADeco68?feature=player_detailpage" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

O estômago nos humanos é um órgão digestivo em forma de bolsa presente no tubo digestivo, situado logo abaixo do diafragma, mais precisamente entre o esôfago e o duodeno. Nele, os alimentos são pré-digeridos e esterilizados, a fim de seguirem para o intestino, onde são absorvidos. Encontra-se situado por debaixo do diafragma, no lado esquerdo do abdômen. (Situação: Epigástrio & Hipocôndrio esquerdo do Abdômen) Apresenta duas comunicações: uma superior chamada cárdia, que o comunica ao esôfago e outra inferior, chamada piloro, que o comunica ao intestino delgado. O
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1600

estômago tem duas classificações, uma cirúrgica e uma anatômica, em sua classificação cirúrgica ele é subdividido em cárdia, fundo, corpo, antro, piloro, curvatura

menor, curvatura maior, face anterior e face posterior. O estômago em sua classificação anatômica é dividido em uma porção vertical chamada trituradora, e uma porção horizontal chamada evacuadora. No interior do estômago que se encontram as glândulas gástricas que produzem o suco gástrico. No estômago, o suco gástrico é envolvido nos alimentos em digestão, através dos movimentos peristálticos, e o bolo alimentar é transformado em quimo. Inicia-se aí a digestão das proteínas, pois esse suco contém muitas enzimas, dentre essas está a pepsina, que é responsável pela digestão

das proteínas. Resumo.

Estômago: importante na digestão. Pois a parede do estômago possui estrutura similar a outras partes do sistema digestório, com a ressalva de que neste órgão existe uma camada oblíqua extra de músculo liso por dentro de uma camada de musculatura estriada, que ajuda nos movimentos da digestão. Quanto está vazio, o estômago permanece contraído apresentando mucosa e submucosa enrugada. Assim que é distendido pelo alimento, o estado de sua mucosa e submucosa passa de rugoso para liso. Na parte interna deste importante órgão, existem orifícios que possuem glândulas que atuam liberando secreções que são indispensáveis ao processo digestivo. Dentre os vários tipos de glândulas que atuam no processo digestivo, encontramos as glândulas de muco (responsáveis pela lubrificação das paredes gástricas) e as glândulas de pepsina (responsáveis pela produção do muco gástrico). Esta última possui como função principal metabolizar as proteínas e a lactose. De forma geral, é importante

entendermos que existem três diferentes princípios ativos encontrados dento do suco gástrico, sendo eles: o ácido clorídrico, a pepsina e o lab-fermento. A Gastroenterologia é a especialidade médica que estuda e trata dos problemas relacionados ao sistema digestório, entre eles o estômago(Bibliografia Indicada: Gastroenterologia: Autor: MISZPUTEN, SENDER JANKIEL. Editora: Manole. Temas: Anatomia Humana /

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1601

Saúde / Medicina. Câncer de estômago. Autor: Andrei Editora. Editora: Andrei. Temas: Anatomia Humana / Saúde / Medicina. Tudo que você precisa saber antes de reduzir seu estômago. Autor: Mancini, Márcio. Editora: Brasiliense. Temas: Anatomia Humana / Saúde / Medicina.

Observação: Absorção de medicamentos no organismo. Assim que se ingere um medicamento pela ―via oral‖, a seqüência é faringe, esôfago e estômago. No estômago, as enzimas digestivas começam a triturar o medicamento digerido (o mesmo processo que acontece quando digerimos alimentos). Se o medicamento não tiver uma cápsula protetora já sofrerá degradação no estômago. Do estômago o medicamento ascende ao intestino. É nesse órgão que ocorrerá a absorção da maior parte do princípio ativo, pois esse órgão é rodeado por muitos vasos sanguíneos. Como as maiorias dos medicamentos são bem solúveis, os princípios ativos atravessam as membranas permeáveis do intestino e penetram nesses vasos. Chegando à corrente sanguínea, o princípio ativo do remédio começa a circular pelas artérias e veias do organismo, que são responsáveis por levar a substância química do remédio até o exato ponto onde ela precisa agir. Em geral, o medicamento que circula na corrente sanguínea só não penetra numa parte do corpo: o cérebro. Para preservar essa sensível região de danos colaterais, existe uma proteção fisiológica chamada barreira hematoencefálica. Ela impede a passagem da maioria das substâncias químicas para o liquor, o líquido que envolve o sistema nervoso central. O segredo do medicamento é que ele só entra em ação quando seu princípio ativo interage com moléculas do corpo chamadas de receptores. Como cada órgão coração, pulmão, fígado, etc., tem receptores específicos, o medicamento só age quando seu princípio ativo encontra moléculas que se ―encaixem‖ perfeitamente com sua fórmula química. É a famosa ―chave-fechadura‖ que tanto se fala nas aulas de fisiologia médica. Assim a título de revisão, as formas de administrar os medicamentos têm linha de raciocínio especifico para compreender sua absorção. Os alunos e leitores dos livros do Professor César Venâncio, questionam a ação prolixa de seus textos. Responde o autor dizendo: NÃO ESCREVEMOS OS LIVROS PARA COMÉRCIO, E SIM AGREGAR INFORMAÇÕES RELEVANTES.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1602

Conclusão.
Nessa nota técnica vimos superficialmente o que o corpo faz, na primeira fase, aos medicamentos quando ingeridos. Cada formulação medicamentosa (a forma do medicamento) pode afetar a absorção, distribuição, metabolização e excreção. Veremos no Volume V – TOMO III destinado a Farmacologia Clínica: farmacocinética e farmacodinâmica as várias formas de medicamentos: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. - Comprimidos; - Supositórios; - Comprimidos sublinguais; - Via transdérmica; - Inaladores e spray nasais; - Colírios; - Intravenosa (IV); - Intratecal; - Intramuscular (IM); - Subcutânea (SC).

Esse livro não impõe aos leitores, com exceção dos alunos, a continuidade de conteúdos para formação técnica. Nesse desiderato informo aqui, aos não alunos, e relvanmtes leitores as notas técnicas seguintes: Cada medicamento tem uma dosagem certa, e cada fármaco ou droga, age de formas variáveis e especificas. Vejamos três exemplos complementares já mencionados em outras páginas do presente livro. ANALGÉSICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1603

São exemplos de medicamentos que não agem em contato com as moléculas receptoras. Para diminuir dores e inflamações, eles inibem a produção de uma substância chamada prostaglandina — que entra em ação quando o corpo é invadido por alguma bactéria ou agente agressor. Com menos prostaglandina no organismo, a pessoa sente menos dor. ANSIOLÍTICOS (CALMANTES). É uma classe grande de remédios complexos. Atinge a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro de substâncias químicas) e atuam no sistema nervoso central. Os ansiolíticos se ligam então a receptores que reduzem a excitação na transmissão dos neurônios — a passagem de um impulso elétrico de um neurônio para outro. Isso reduz os impulsos nervosos que causam a ansiedade. ANTI-HIPERTENSIVOS. São remédios que atuam de diversas formas, mas buscando sempre o mesmo objetivo: reduzir a pressão arterial. Os anti-hipertensivos podem tanto dilatar as artérias (aumentando seu calibre e a vazão do sangue) quanto reduzir a freqüência cardíaca, fazendo com que o coração bata menos rápido A absorção do medicamento em nosso organismo.

comprimidos. Esta é muitas vezes a maneira mais fácil de administrar um medicamento.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

Comprimidos - A maioria dos medicamentos está disponível sob a forma de

1604

Esta formulação resulta bem para medicamentos acídicos (uma vez que o estômago é acídico), ou medicamentos lipossolúveis (que são absorvidos rapidamente pelas células). Medicamentos de origem protéica, como a insulina ou os interferões beta, são destruídas no estômago da mesma forma que são destruídas as proteínas da comida, significando isto que a administração oral não é eficaz. Supositórios - Cada medicamento é designado para uma patologia ou doença específica e para uma via de administração específica. Os supositórios, podem ser desagradáveis, mas, são úteis sempre que se deseja um efeito local - por outras palavras, sempre que se pretende que o medicamento seja utilizado para tratar alguma alteração a nível do reto. Os supositórios também são úteis quando uma pessoa se sente nauseada ou com vômitos, ou não pode tomar medicamentos pela boca. Comprimidos sublinguais - Os medicamentos administrados por baixo da língua (i.e. sublinguais) são úteis quando é necessária ao mesmo tempo uma resposta rápida e uma auto-administração. O medicamento entra rapidamente na circulação sanguínea através das células delicadas que delineiam a boca, evitando, portanto o efeito de primeirapassagem dos comprimidos que são engolidos. Um exemplo é a nitroglicerina, que é administrada por via sublingual para a angina e peito. Via transdérmica - A medicação administrada por via transdérmica entra no organismo através da pele. Podem ser administrados sob a forma de cremes ou pomadas ou como sistemas terapêuticos transdérmicos. Os cremes são muito utilizados quando se pretende um efeito local em nível da pele (ex. picada de um insetos ou alergia cutânea). Os sistemas terapêuticos transdérmicos contêm um reservatório do medicamento, que é libertado lentamente durante certo período de tempo. O medicamento passa através da pele e para a corrente sanguínea de forma a ser transportado através do corpo até ao órgão/tecido alvo. A libertação transdérmica de nicotina através destes sistemas reduz os sintomas de abstinência que acompanham a interrupção de fumar. Os sistemas terapêuticos transdérmicos são também utilizados para as terapêuticas hormonais de substituição e para a nitroglicerina. Inaladores e sprays nasais - A via inalatória é utilizada para anestésicos voláteis e gasosos, e medicamentos que afetam os pulmões (ex. para a asma). Os medicamentos inalados passam rapidamente para a corrente sanguínea, evitando o efeito de primeirapassagem. Os pulmões contêm uma vasta rede de pequenos sacos de ar (alvéolos) que proporcionam uma grande área superficial através da qual os medicamentos podem passar do ar inalado para a corrente sanguínea. Para além dos descongestionantes nasais,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1605

os sprays nasais são utilizados por vezes para medicamentos de origem protéica, mas muito pequenos (chamados péptidos) para evitar a necessidade de injeções freqüentes. Como exemplos têm a hormona antidiurética (HAD - para promover a retenção de água). Possivelmente conhece a HAD pelo nome de desmopressina, que pode ajudar a prevenir a micção durante a noite. Os anti-histamínicos são por vezes administrados sob a forma de sprays nasais para tratar as constipações, uma vez que o medicamento pode ser entregue diretamente à fonte da congestão. Colírios - Os colírios são quase exclusivamente utilizados para levar um medicamento diretamente ao olho (ex. para tratar o glaucoma ou uma infecção nos olhos). No entanto, para serem eficazes, os medicamentos nos colírios têm de ser lipossolúveis. Ocorre também alguma absorção para a corrente sanguínea. Injetáveis: intravenosa (IV) - A administração intravenosa consiste em injetar um líquido que contém o medicamento diretamente nas veias. É a forma mais rápida e mais direta de administrar um medicamento, e evita o efeito de primeira-passagem'. O medicamento vai assim primeiro ao coração e depois para a circulação geral. Alguns medicamentos são administrados de uma só vez; outros são administrados durante certo período de tempo (uma perfusão). Possivelmente já fez injeções intravenosas de esteróides tais como a metilprednisolona. Injetáveis: intratecal - A administração intratecal consiste em injetar a preparação medicamentosa no canal raquidiano O emprego desta via deve-se à difícil passagem dos medicamentos do sangue para o tecido nervoso especialmente para a região do encéfalo. A espasticidade grave na EM é por vezes tratada com baclofeno, que pode ser administrado por via intratecal. Injetáveis: intramuscular (IM) - Alguns medicamentos são injetados diretamente na massa muscular. Uma vez que o músculo apresenta uma elevada irrigação sanguínea, proporciona uma via mais rápida para o resto do organismo do que a administração oral. Massagear o músculo após a injeção pode aumentar ainda mais a irrigação sanguínea e conseqüentemente a distribuição para o resto do corpo. Se for necessária uma administração mais lenta, os medicamentos administrados por via intramuscular podem estar sob a forma de formulações de libertação prolongada ou depot (depósito). As injeções IM podem ser bastante dolorosas ou desconfortáveis porque penetram profundamente nas camadas musculares, que são bastante inervadas por fibras sensitivas. Por outro lado, a injeção IM está associada a um maior risco de lesão em nervos e vasos sanguíneos se um vaso sanguíneo for perfurado durante uma
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1606

injeção (hematoma). Os medicamentos administrados por via IM não precisam ser administrados tão freqüentemente como as injeções IV ou subcutâneas (ver em baixo), mas devem ser administradas por um profissional de saúde ou sob a sua supervisão, uma vez que é necessário evitar que estas injeções atinjam o osso ou os nervos. Injetáveis: subcutânea (SC) - As injeções subcutâneas permitem que o medicamento seja administrado no tecido subcutâneo que fica por baixo da pele. Não são muito dolorosas porque existem poucos vasos sanguíneos e nervos nesta área. O medicamento é geralmente absorvido de maneira mais lenta (e, portanto a um ritmo constante) do que se administrado por via intramuscular. As formulações depot podem ser utilizadas para controlar a velocidade de absorção. Existe um limite para a quantidade de medicamento que pode ser administrado por via SC (não é possível efetuá-lo para volumes grandes). Massagear o músculo após a injeção ajuda a absorção, tal como com as injeções IM. É importante alternar (rodar) os locais de injeção, para evitar as reações no local da injeção. Apesar de ser necessária uma formação inicial por um profissional de saúde, as pessoas que necessitam de se injetar por via subcutânea podem aprender a executar as injeções a si próprias, permitindo a independência e flexibilidade. Existem muitas pessoas a auto-administrarem medicamentos por via subcutânea. Os interferões beta são de origem protéica e, portanto não podem ser administrados por via oral porque senão seriam destruídos a nível do estômago. Por esta razão, são injetados por via SC ou IM. Por exemplo, o interferão beta-1b é administrado por via subcutânea. Já tem posicionado o autor, seu pensamento em relação ao uso incorreto e abuso de medicamentos e remédios que podem causa graves danos à saúde. Nosso corpo pode tornar-se tolerante aos efeitos de alguns medicamentos. Quando isso acontece, precisamos tomar doses cada vez maiores, para obter o mesmo efeito anteriormente desejado. Mas as doses maiores do que as normais constituem um perigo, pois podem potencializar, ou seja, reforçar os efeitos colaterais do medicamento, provocando outros danos à nossa saúde. Por isso, ninguém deve se automedicar, nem abusar dos remédios que lhe foram prescritos pelo médico. Aliás, tudo o que acontece enquanto usamos algum medicamento precisa ser comunicado ao médico. Uma coceira, por exemplo, pode ser um sinal de alergia a um componente da fórmula. Se o remédio serve para a dilatação dos vasos sanguíneos, pode provocar dor de cabeça, ou ainda, sonolência - se for um tranqüilizante. Então, só o médico pode avaliar as condições reais do paciente e determinar a dosagem adequada de qualquer remédio.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1607

Nos livros já editados e publicados de autoria do professor César Venâncio, se encontra muito o adjetivo gástrico, então desde já interpretem como referência ao estômago no sentindo amplo, ou latu sensu. A retirada cirúrgica do estômago ou parte dele chamase gastrectomia. A colocação de tubos no estômago através do abdômen chamase gastrostomia. A modificação do estômago chama-se gastroplastia. No livro Volume V TOMO III da Série que originou o presente livro, encontraremos quando das Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas algumas referencias a

biotransformação, então segue uma Nota Extra... (...) Classificação da Obesidade atende as diretrizes de acordo com o IMC =(Peso/altura²) O aumento de peso atualmente está divido em: I. II. III. IV. V. VI. VII. 18,5-24,9 - IMC adequado; 25,0-29,9 – Sobrepeso; 30,0-34,9 - Obesidade Leve; 35,0-39,9 - Obesidade Moderada; 40,0-49,9 - Obeso Mórbido; 50,0-59,9 - Super Obeso; > de 60,0 - Super Obeso.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

Referências Bibliográficas.

1608

I.

Mason EE, Ito C. Gastric bypass in obesity. Surg Clin North Am. 1967 Dec;47(6):1345-51.

II.

Wittgrove AC, Clark GW, Tremblay LJ.Obes Surg.Laparoscopic Gastric Bypass, Roux-en-Y: Preliminary Report of Five Cases.1994 Nov;4(4):353-357.

III.

Laws HL, Piantadosi S. Superior gastric reduction procedure for morbid obesity : a prospective, randomized trial. Ann Surg. 1981;193(3):334-40.

IV.

Fobi MA, Fleming AW. Vertical banded gastroplasty vs gastric bypass in the treatment of obesity.

V. VI.

J Natl Med Assoc. 1986 Nov;78(11):1091-8. Capella RF, Capella JF, Mandec H, Nath P. Vertical banded gastroplasty-gastric bypass: preliminary report. Obes Surg. 1999;1(4):389-95.

VII.

Cirurgia da Obesidade. Jornal da Obesidade. Out, 2009.[online] Disponível na Internet via WWW. URL:http://obesidade.livejournal.com. Arquivo capturado em 31 de outubro de 2009.

VIII.

Mason, EE Vertical banded gastroplasty for obesity. Arch Surg 1982;117: 7016.

IX.

Hess DS, Hess DW. Biliopancreatic diversion with a duodenal switch. Obes Surg 1998;8:267-82.

X.

Marceau P, Biron S, Bourque R-A et al. Biliopancreatic diversion with a new type of gastrectomy. Obes Surg 1993; 3: 29-35.

XI.

Ren CJ, Patterson E, Gagner M. Early results of laparoscopic biliopancreatic diversion with duodenal switch: A case series of 40 consecutive patients. Obes Surg. 2000;10(6):514–523

XII.

Scopinaro, N., Gianetta, E, et al. Biliopancreatic diversion for obesity at eighteen years. Surgery 1996;119:261-8. de Paula AL, Macedo AL, Prudente AS, Queiroz L, Scharaibman V, Pinus J. Laparoscopic sleeve gastrectomy with ileal interposition (―neuroendocrine brake‖)—pilot study of a new operation. Surg Obes Relat Dis 2006;2:464-7.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1609

XIII.

Forster J, Sarosiek I, Delcore R, et al. Gastric pacing is a new surgical treatment for gastroparesis. Am J Surgery. 2001;182:676-681.

XIV.

Regan JP, Inabnet WB, Gagner M et al. Early experience with two-stage laparoscopic Roux-en-Y gastric bypass as an alternative in the super-super obese patient. Obes Surg 2003; 13: 861-4.

XV. XVI. XVII.

http://jpck.zju.edu.cn/jcyxjp/files/ge/05/MT/0511.pdf http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ibd.3780020412/pdf http://www.ivy-rose.co.uk/HumanBody/Digestion/Function-of-the-SmallIntestine.php

XVIII.

http://www.bbc.co.uk/science/humanbody/body/factfiles/smallintestine/small_in testine.shtml

XIX.

Gastroenterologia - Esôfago - volume 1. Autor: Bockus.

Editora: Santos

Editora. Temas: Anatomia Humana / Medicina / Gastroenterologia / Saúde. XX. Esôfago. Autor: Cooper, Merian, C. Editora: Rúbio. Temas: Anatomia Humana / Saúde / Medicina / Gastroenterologia. XXI. Avaliação funcional do esôfago. Autor: Michelsohn, Nelson, H. Editora: Roca. Temas: Anatomia Humana / Saúde / Medicina

XXII.

BÁSICA - GRAY, G. Anatomia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

XXIII. XXIV. XXV.

SOBOTTA, J. C. Atlas de Anatomia. Guanabara Koogan, 1997. YOCOCCHI, C. Atlas de Anatomia. COMPLEMENTAR – MOORE, K. Anatomia Aplicada á Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

XXVI.

HENRY, G. Anatomia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

XXVII. XXVIII.

Doenças do Aparelho Digestivo. Diniz de Freitas, Coimbra 2002. Gastrenterologia - Semiologia Clínica e Laboratorial. Diniz de Freitas, Coimbra 2005.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1610

XXIX.

Lições de Gastrenterologia (CD). Serviço GE-HUC, Coimbra 2011.

XXX.

Biblioteca do Serviço de Gastrenterologia - HUC:

Clinical

Gastroenterology, Howard M. Spiro. Gastrointestinal and Liver Disease, Sleisenger & Fordtran’s – 7th Edition, Volume I e II. XXXI. Textbook of Gastroenterology, Tadataka Yamada, Volume I e II. Livros e Revistas da Especialidade: Lições de Gastrenterologia novo material didáctico da Disciplina de Gastrenterologia. A bibliografia de suporte da Disciplina de Gastrenterologia: “Lições de Gastrenterologia”. Volumes - temas de semiologia e patologia gastrenterológicas referentes às matérias abordadas nas aulas e seminários. Prof. Pedro Figueiredo, colaboração dos Drs. Nuno Almeida, Paulo Freire e Tito Correia. Laboratórios Bayer. XXXII. XXXIII. BERG, J. M.; TYMOCZKO, J. L.; STRYER, L. Bioquímica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

Obesidade.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1611

A obesidade é uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, causado por um gasto energético insuficiente, e está associada a doenças que trazem prejuízo a saúde. Observem que na página do Projeto OCW existem vários cursos com abordagem nessa temática, principalmente na disciplina Bioquímica e Biofísica, e que alguns cursos de extensão na área encontra-se sendo ministrado na Universidade de Brasília, tem como objetivo discutir pontos importantes dessa doença, que atinge mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Inclusive, o autor participou de um curso, que nesse e-book por ser voltado a medicamentos creio que se vincula, assim, veja se possível o vídeo (Essa é para os futuros cirurgiões). http://www.youtube.com/watch?v=F3BYy5PZbA4&NR=1 http://www.youtube.com/watch?v=8KwZqEKnut8 Pós-operatório. Os resultados da cirurgia bariátrica são tanto positivos quanto negativos. A perda de peso é evidente, já nos primeiros meses do pós-operatório, com melhora das comorbidades. Há também progresso das relações sociais e profissionais e conseqüentemente da qualidade de vida. De acordo com o Dr. José Carlos Pareja, Chefe do Serviço de Cirurgia de Obesidade da Unicamp, ―a cirurgia bariátrica apresenta resultados favoráveis nos fatores de risco cardiovasculares. Há uma nítida melhora no perfil lipídico, na hipertensão arterial, na apnéia de sono e, mesmo, na redução da
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1612

hipertrofia ventricular esquerda, e no espessamento da camada íntimo-média das carótidas após a cirurgia‖.Por outro lado, a longo prazo, os pacientes apresentam quadros de deficiência nutricional, em virtude de em quase todos os procedimentos cirúrgicos o intestino delgado, principal órgão de absorção de nutrientes, ser afetado. O acompanhamento clínico e nutricional deverá acompanhar o paciente pelo resto de sua vida, em virtude da baixa ingestão calórica. Nas primeiras semanas do pós-operatório, o consumo calórico se aproxima de 350Kcal. O consumo diário recomendado é de 1250Kcal. Há deficiência de ferro, ácido fólico e vitamina B12, principalmente. Dessa forma, torna-se imprescindível o consumo de suplementos de vitaminas e minerais. Cirurgia de Scopinaro Duodenal.

Cirurgia desenvolvida em 1979 por Scopinaro, um médico italiano. Consiste em diminuir o caminho percorrido pelo alimento no intestino delgado para 2,5 metros, de forma que o restante do intestino sirva de canal para as secreções do pâncreas e do fígado, que se misturam ao alimento nos 100 centímetros finais do intestino delgado. Há uma redução drástica na absorção de nutrientes, com maior perda de gorduras e de carboidratos nas fezes. No primeiro ano após a cirurgia, os pacientes precisam evacuar de 4 a 6 vezes por dia. Após esse período, estabiliza-se em 2 a 4 evacuações por dia. A grande vantagem desse procedimento é que após seis meses o paciente pode ingerir a mesma quantidade de alimento de antes da cirurgia, sem restrições alimentares. Bypass gastrojejunal tipo Capella.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1613

Cirurgia que combina redução do estômago com desvio do intestino delgado de forma a criar um estado de má absorção intestinal. A redução estomacal é feita por um anel, que diminui o seu volume de 1500 ml para cerca de 30 ml. Além disso, uma parte do duodeno é isolada da passagem de alimento, o que acelera a sensação de saciedade, diminuindo a ingestão de alimentos. Outro auxílio para a redução de peso está na Síndrome de Dumping, uma intolerância a doces e alimentos gordurosos. Os pacientes sentem náuseas e vômitos, o que ajuda na perda de peso. O resultado é a perda em torno de 75% do peso em excesso (por volta de 35% do peso total).

No Canal INESPEC destinado a suporte ao presente livro, apresentamos alguns vídeos sobre gastroplastias. http://www.youtube.com/watch?v=ds_nwlgQztE

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1614

http://br.youtube.com/watch?v=VR7cDYyF4rw

Gastrectomia é uma técnica cirúrgica em que é retirado parte do estômago (gastrectomia parcial) ou todo o estômago (gastrectomia total). É possível fazer uma vida praticamente normal sem ter estômago. A vitamina B12 tem que ser injetada aos

indivíduos submetidos à gastrectomia total, uma vez que, não tendo estômago para produzir fator intrínseco, não se dá a absorção da vitamina B12 no intestino delgado.
Gastrostomia ou jejunostomia (enterostomia) é um procedimento cirúrgico para a fixação de uma sonda alimentar. Um orifício artificial é criado na altura do estômago (gastrostomia) ou na altura do jejuno (jejunostomia). Este orifício cria uma ligação direta do meio externo com o meio interno do paciente. A cirurgia é realizada em pacientes que perderam, temporária ou definitivamente, a capacidade de deglutir os alimentos, tanto em conseqüência de lesões cerebrais graves ou transtornos do trato gastrointestinal superior. O procedimento cirúrgico só é recomendado quando há a necessidade de alimentação por longo prazo, ao menos 3 a 10 anos, quando o paciente necessita de alimentação por curtos períodos, a alimentação naso/enteral ou naso/gástrica, é a mais recomendada.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1615

Gastroplastia,

também

chamada

de Cirurgia

Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estomago, é, literalmente, a plástica do estômago (gastro = estômago, plastia = plástica). São uma cirurgia realizada em pessoas com o peso muito acima do ideal, os

chamados obesos mórbidos. A Indicação geral para cirurgia bariátrica segundo OMS se apresenta: Pessoas com Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou superior a 40 Kg/m²; Pessoas com Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 35 e 40 Kg/m², que apresentem doenças associadas a obesidade como diabetes, hipertensão, apnéia do sono, dislipidemia e artropatias(Referência: Flum DR, Belle SH, King WC, Wahed AS, Berk P, Chapman W, Pories W, Courcoulas A, McCloskey C, Mitchell J, Patterson E, Pomp A, Staten MA, Yanovski SZ, Thirlby R, Wolfe B. Perioperative safety in the longitudinal assessment of bariatric surgery.Longitudinal Assessment of Bariatric Surgery (LABS) Consortium.N Engl J Med. 2009 Jul 30;361(5):445-54; Sjöström L, Narbro K, Sjöström CD, et al. Effects of bariatric surgery on mortality in Swedish obese subjects. N Engl J Med 2007;357:741-52.; Adams TD, Gress RE, Smith SC, et al. Long-term mortality after gastric bypass surgery. N Engl J Med 2007;357:753-61; Tipos Mais Freqüentes de Cirurgia Bariátrica. Jornal da Obesidade. Out, 2009.[online] Disponível na Internet via http://obesidade.livejournal.com/2009/10/31/ . URL: Arquivo capturado em 31 de outubro de 2013). Gastroplastia vertical. O primeiro tipo de gastroplastia vertical é do tipo bandagem, também conhecida como Mason, pois foi introduzida por esse médico nos Estados Unidos em 1982. A cirurgia é caracterizada pelo fechamento de uma parte do estômago por uma sutura. Com a
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1616

redução do tamanho do estômago ocorre uma redução na ingestão de alimentos e consequentemente menor ingestão de calorias. Os resultados eram satisfatórios, com perda de até 50% do peso em excesso (cerca de 20% do peso total). Hoje não é mais utilizada, pois estudos comprovaram que de cinco a dez após a cirurgia os pacientes voltavam a ganhar peso. O segundo tipo, conhecida como Lap Band, consiste em uma laparoscopia que introduz na parte superior do estômago um anel, uma banda regulável capaz de controlar a entrada de alimentos no órgão. Há uma redução da atividade funcional do estômago, já que o anel permite controlar o seu tamanho. Os resultados são semelhantes aos da gastroplastia Mason, com perda de 20% do peso total. O controle é feito por ingestão de uma solução salina em um canal posicionado abaixo da pele. Conclusão - Tipos de cirurgia.

Bypass jejuno ileal.

Consiste em diminuir o caminho percorrido pelo alimento no intestino delgado. A primeira parte do jejuno é ligada à última parte do ílio, suprimindo a área em que os nutrientes são absorvidos. Em média, o intestino delgado possui 6 metros de comprimento. Após a cirurgia, apenas 45 centímetros serviriam para absorção de alimento. Essa técnica, entretanto, foi abandonada ainda na década de 70, em virtude de complicações no pós-operatório. Sem o jejuno, não era possível absorver vitaminas, principalmente vitamina C e vitaminas do complexo B, o que provocava um quadro de desnutrição e falência do fígado.

Cirurgia Bariátrica.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1617

A cirurgia bariátrica consiste em um procedimento com o objetivo de reduzir o estômago e também o caminho percorrido pelo alimento, no intestino. Dessa forma força-se o paciente a atingir um nível de saciedade mais rápido e obriga o organismo a absorver menos nutrientes do que o normal. As cirurgias são recomendadas apenas depois de esgotadas outras formas de controle de peso. Um tratamento clínico prévio com acompanhamento de um médico é essencial. A cirurgia é feita em pacientes com obesidade severa, também conhecida como obesidade mórbida ou de grau III (IMC superior a 40 Kg/m²) que não tenham atingido resultados satisfatórios pela prática de exercícios, pelo uso de drogas e por mudanças na alimentação. O procedimento cirúrgico é indicado também para pacientes com IMC entre 35 e 40 kg/m² e que apresentem comorbidades, condições graves que dependam da perda de peso, tais como hipertensão e diabetes tipo 2.

Dieta programada Lean Body.

Dieta criada por Cliff Sheats consiste em regular melhor o metabolismo do corpo, Sheats é um nutricionista norte-americano autor de uma série de livros que propõe a redução de peso a partir do aumento da ingestão de calorias, combinada com a prática regular de exercícios. A dieta segue alguns passos importantes. O aumento da ingestão de calorias deve ser gradual e dividida durante o dia. A prática de exercícios regularmente é obrigatória, pois é dessa forma que se queima a gordura em excesso. A ingestão de calorias é dividida em 65% de carboidratos (de preferência integrais), 25% de proteínas (ovo e carne de aves) e 10% de gorduras (azeite de oliva). As atividades físicas devem ser estendidas por uma hora, pelo menos três vezes por semana. Claro que cada organismo reage de uma maneira diferente a dietas e exercícios. Faz-se necessário, portanto, o acompanhamento de um nutricionista para que a dieta e a quantidade de
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1618

exercícios diários sejam calculadas da forma mais saudável e de maneira que a dieta programada tenha resultados positivos. A realização de exercícios prolongados sem exigência total do corpo, com grande disponibilidade de oxigênio, é responsável por uma maior queima de lipídios. A respiração aeróbica é um caminho de degradação de ácidos graxos para formação de acetil-CoA. Uma intensificação do ciclo de Krebs aumenta a formação de citrato. Altas concentrações desse substrato inativam a fosfofrutoquinase. Essa enzima, por sua vez, faz parte da via glicolítica, que passa a ser inibida também, pois há armazenamento de glicose para quando o organismo estiver com falta de oxigênio, usado como agente oxidante para reoxidação de coenzimas da Cadeia Transportadora de elétrons. Interligar a prática de exercícios com uma dieta que preenche as necessidades do organismo é favorável não só ao emagrecimento, mas também a uma saúde melhor, pois previne contra problemas cardiovasculares. Alerta-se os interessados que tudo descrito nesse e-book deve ser supervisionado por um médico e um nutricionista. Dietas Dieta de Atikins. Criada pelo cardiologista Robert Atkins a Estratégia Nutricional Atkins tornou-se popular na década de 1970, em virtude de sua publicação em vários livros. A dieta consiste em cortar drasticamente o consumo de carboidratos e adotar o consumo livre de proteínas e gordura. São quatro as etapas. Na introdução, só é permitida a ingestão de até 20 gramas de carboidratos. Na segunda etapa, denominada perda de peso, é possível adicionar mais 5 gramas de carboidrato por semana. Adiciona-se a quantia até que se pare de perder peso. Em seguida, retiram-se 5 gramas da medida final, para que o peso volte a cair. A terceira etapa, ou pré-manutenção, consiste na fase de manutenção do peso. Aumentase a quantidade de carboidrato em 10 gramas por semana, caso queira interromper a perda de peso. A última parte é chamada de manutenção, pois permite ao usuário continuar a perda de peso ou apenas manter a massa corporal atingida. O raciocínio utilizado por Atkins para emagrecer é semelhante ao da condição do jejum noturno. A reserva hepática de glicogênio é limitada e insuficiente para manter os níveis normais por mais de oito horas de jejum. “Após esse período, a contribuição da reserva de glicogênio decresce, ao mesmo tempo em que é adicionada outra via metabólica de produção de glicose. Esta outra via que se processa no fígado e nos rins, é a
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1619

gliconeogênese. Como seu nome indica, a gliconeogênese consiste na síntese de glicose a partir de compostos que não são carboidratos: aminoácidos, lactato e glicerol” (Bayardo: 2007). Assim, a falta de carboidratos proporcionada pela dieta força o corpo a utilizar seus aminoácidos para manter os níveis corretos de glicemia, provocando o emagrecimento. As proteínas são consumidas também porque não há, nos mamíferos, vias metabólicas capazes de transformar os ácidos graxos, principais formadores da reserva lipídica, em glicose. A maioria dos ácidos graxos presentes na alimentação e nas reservas lipídica são moléculas lineares de número par de átomos de carbono. Sua degradação forma acetil-CoA e não há vias de conversão de acetil-CoA a glicose nos mamíferos. ―A exceção está nos ácidos graxos de número ímpar de carbonos ou contendo ramificações na sua molécula, que, quando oxidados, originam, além de acetil-CoA, propionil-CoA. Este composto pode ser transformado em succinil-CoA, um intermediário do ciclo de Krebs, que pode, portanto, gerar glicose‖ (Bayardo: 2007). A parcela de glicose proporcionada por essa cadeia de reações, contudo, é muito pequena. Além disso, os carboidratos são rapidamente absorvidos quando chegam ao intestino delgado. Dessa forma, eles demoram em inibir a ação da grelina, o hormônio da fome, e estimular a ação do PYY, o hormônio da saciedade.

A grelina é um hormônio gastrointestinal com várias funções, sendo sua principal atuação a de estimular uma maior secreção do hormônio do crescimento (GH). Descobertas em 1999 por cientistas japoneses, apenas dois anos depois, pesquisadores britânicos detectaram que a grelina atua também como regulador da ingestão alimentar. Seus níveis são elevados quando a fome predomina e baixos quando há sensação de saciedade. Produzido por neurônios e principalmente por células do estômago, o hormônio da fome atua sobre o hipotálamo de forma a determinar a sensação de fome. Dessa forma, come-se bastante até que os níveis corretos sejam atingidos. Proteínas e lipídeos, por outro lado, são degradados lentamente. Como permanece muito tempo no trato digestório permitem a sinalização para que a grelina seja diminuída e o PYY aumentado, de forma que uma pequena quantidade dessas substâncias seja ingerida. Por isso ajudam a emagrecer(Referência Bibliográfica: Inui A, Asakawa A, Bowers CY, et al. (2004). "Ghrelin, appetite, and gastric motility: the emerging role of the stomach as an endocrine organ". FASEB J. 18 (3): 439–56. doi:10.1096/fj.03-0641rev. PMID 15003990. http://www.fasebj.org/cgi/content/full/18/3/439. "Hunger hormone tied to learning". http://www.the-scientist.com/news/display/23132/. Retrieved 2007-06-01. at The Scientist Cummings DE, Weigle DS, Frayo RS, et al. (May 2002). "Plasma ghrelin
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1620

levels after diet-induced weight loss or gastric bypass surgery". N. Engl. J. Med. 346 (21): 1623–30. doi:10.1056/NEJMoa012908. PMID 12023994.

http://content.nejm.org/cgi/content/abstract/346/21/1623)

Fármacos para obesidade. Muito se tem discutido a respeito das drogas utilizadas no tratamento contra obesidade. Muitos especialistas são contra o uso de certas drogas, bem como, alertam para o abuso que muitos indivíduos, até profissionais andam cometendo. É comum que a pessoa que deseja emagrecer procure a farmácia como uma solução rápida. Porém atrás dessa ilusória se escondem os efeitos colaterais. Já está mais do que comprovado que somente o uso de drogas não é suficiente para uma perda de peso permanente, saudável e eficiente. Nos planos de perda de peso deve estar incluída a mudança dos

hábitos alimentares, bem como a prática de exercícios físicos. É necessário também que o paciente procure ajuda de médicos e nutricionistas. Os fármacos podem ser indicados por especialistas nos casos de obesidade mórbida em que já há o comprometimento da saúde do indivíduo. Somente o médico pode fazer a prescrição desses remédios depois de uma análise bastante criteriosa do quadro clínico do paciente. Os fármacos para combate à obesidade se dividem em três grupos, de acordo com seu principal modo de ação.
PRIMEIRO GRUPO DE MEDICAMENTOS. O primeiro grupo atua sobre o sistema nervoso central modificando o apetite e a conduta alimentar. São exemplos desse primeiro grupo: Fenproporex.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1621

Feniletilamina.

Anfetamina.

Femproporex (Perphoxene)

é

uma droga estimulante das classes químicas feniletilamina(é um alcaloide natural semelhante às anfetaminas, uma amina aromática muito simples, de fórmula C8H11N, sendo um neurotrasmisor monoamínico biosintetizado através da decarboxilazação

de dopamina- Rbl: Merck Index, 12th Edition, 7371.)e a anfetamina(São substâncias simpatomiméticas que têm a estrutura química básica da beta-fenetilamina. Sob esta designação, existem três categorias de drogas sintéticas que diferem entre si do ponto de vista químico. As anfetaminas, propriamente ditas, são a dextroanfetamina e
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1622

enzimática do aminoácido fenilalanina. Este alcaloide, se for ingerido, ativa a libertação

a metanfetamina. A anfetamina é uma droga estimulante do sistema nervoso central, que provoca o aumento das capacidades físicas e psíquicas. - Rbl: Patrícia

Lopes. Anfetaminas - Brasil Escola. Página visitada em 27 de novembro de 2013. Anfetaminas - Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas. Página visitada em 27 de novembro de 2013) que foi desenvolvida na década de 1960. É usado como um supressor do apetite para o tratamento da obesidade. Femproporex

produz anfetamina como um metabolito,

e foi retirado em muitos países após

problemas com abuso, mas ainda é prescrito em alguns países. Às vezes é combinado com benzodiazepinas, antidepressivos e outros compostos para criar a "pílula de dieta do brasileiro". Foi retirado do mercado brasileiro pela ANVISA em setembro de 2011. Por colocar em risco a Saúde Pública as autoridades da ANVISA – MINISTÉRIO DA SAÚDE decidiu após estudos técnicos retira as anfetaminas do mercado – Drogas Lícitas usadas para reprimir o Emagrecimento.

RESOLUÇÃO - RDC Nº 52, DE 6 DE OUTUBRO DE 2011 - Dispõe sobre a proibição do uso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, seus sais e isômeros, bem como intermediários e medidas de controle da prescrição e dispensação de medicamentos que contenham a substância sibutramina, seus sais e isômeros, bem como intermediários e dá outras providências.
http://www.anvisa.gov.br/hotsite/anorexigenos/pdf/RDC%2052-2011%20DOU%2010%20de%20outubro%20de%202011.pdf

Alerta!!!
A violação dessa norma pode resultar em prisão por uso indevido de drogas e a venda, tráfico de drogas (Inteligência da lei Federal - Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1623

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, Mensagem de veto Regulamento atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1o Esta Lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes. Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União. Art. 2o Ficam proibidas, em todo o território nacional, as drogas, bem como o

ser extraídas ou produzidas drogas, ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar, bem como o que estabelece a Convenção de Viena, das Nações Unidas,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1624

plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam

sobre Substâncias Psicotrópicas, de 1971, a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso. Parágrafo único. Pode a União autorizar o plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas as ressalvas supramencionadas. TÍTULO IV DA REPRESSÃO À PRODUÇÃO NÃO AUTORIZADA E AO TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 31. É indispensável a licença prévia da autoridade competente para produzir, extrair, fabricar, transformar, preparar, possuir, manter em depósito, importar, exportar, reexportar, remeter, transportar, expor, oferecer, vender, comprar, trocar, ceder ou adquirir, para qualquer fim, drogas ou matéria-prima destinada à sua preparação, observadas as demais exigências legais. Art. 32. As plantações ilícitas serão imediatamente destruídas pelas autoridades de polícia judiciária, que recolherão quantidade suficiente para exame pericial, de tudo lavrando auto de levantamento das condições encontradas, com a delimitação do local, asseguradas as medidas necessárias para a preservação da prova. § 1o A destruição de drogas far-se-á por incineração, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, guardando-se as amostras necessárias à preservação da prova. § 2o A incineração prevista no § 1o deste artigo será precedida de autorização judicial, ouvido o Ministério Público, e executada pela autoridade de polícia judiciária competente, na presença de representante do Ministério Público e da autoridade sanitária competente, mediante auto circunstanciado e após a perícia realizada no local da incineração.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1625

§ 3o Em caso de ser utilizada a queimada para destruir a plantação, observar-seá, além das cautelas necessárias à proteção ao meio ambiente, o disposto noDecreto no 2.661, de 8 de julho de 1998, no que couber, dispensada a autorização prévia do órgão próprio do Sistema Nacional do Meio Ambiente - Sisnama. § 4o As glebas cultivadas com plantações ilícitas serão expropriadas, conforme o disposto no art. 243 da Constituição Federal, de acordo com a legislação em vigor. CAPÍTULO II DOS CRIMES Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. § 1o Nas mesmas penas incorre quem: I - importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas; II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas; III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1626

§ 2o Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga: nº 4.274)

(Vide ADI

Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. § 3o Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28. § 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. (Vide Resolução nº 5, de 2012)

Art. 34. Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente, maquinário, aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a 2.000 (dois mil) dias-multa. Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa. Parágrafo único. Nas mesmas penas do caput deste artigo incorre quem se associa para a prática reiterada do crime definido no art. 36 desta Lei.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1627

Art. 36. Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 (quatro mil) dias-multa. Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa. Art. 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) dias-multa. Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente. Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias-multa. Parágrafo único. As penas de prisão e multa, aplicadas cumulativamente com as demais, serão de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o veículo referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1628

Art. 40. As penas previstas nos arts. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se: I - a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade do delito; II - o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão de educação, poder familiar, guarda ou vigilância; III - a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais, de ensino ou hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos; IV - o crime tiver sido praticado com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo, ou qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva; V - caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal; VI - sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação; VII - o agente financiar ou custear a prática do crime. Art. 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços. Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1629

Art. 43. Na fixação da multa a que se referem os arts. 33 a 39 desta Lei, o juiz, atendendo ao que dispõe o art. 42 desta Lei, determinará o número de dias-multa, atribuindo a cada um, segundo as condições econômicas dos acusados, valor não inferior a um trinta avos nem superior a 5 (cinco) vezes o maior salário-mínimo. Parágrafo único. As multas, que em caso de concurso de crimes serão impostas sempre cumulativamente, podem ser aumentadas até o décuplo se, em virtude da situação econômica do acusado, considerá-las o juiz ineficazes, ainda que aplicadas no máximo. Art. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e liberdade provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos. Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-á o livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena, vedada sua concessão ao reincidente específico. Art. 45. É isento de pena o agente que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Parágrafo único. Quando absolver o agente, reconhecendo, por força pericial, que este apresentava, à época do fato previsto neste artigo, as condições referidas no caput deste artigo, poderá determinar o juiz, na sentença, o seu encaminhamento para tratamento médico adequado. Art. 46. As penas podem ser reduzidas de um terço a dois terços se, por força das circunstâncias previstas no art. 45 desta Lei, o agente não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Art. 47. Na sentença condenatória, o juiz, com base em avaliação que ateste a necessidade de encaminhamento do agente para tratamento, realizada por profissional

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1630

de saúde com competência específica na forma da lei, determinará que a tal se proceda, observado o disposto no art. 26 desta Lei.

A Diretoria Colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu,em 04/10/2011, pela retirada dos medicamentos inibidores de apetite do tipo anfetamínico do mercado e pela manutenção da sibutramina como medicamento para o tratamento da obesidade, com a imposição de novas restrições. De acordo com a decisão dos diretores, os medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona terão seus registros cancelados, ficando proibida a produção, o comércio, a manipulação e o uso destes produtos. Esses três medicamentos são do grupo denominado inibidores de apetite do tipo anfetamínico. Como se sabe as anfetaminas agem estimulando o sistema nervoso central através de uma intensificação da noradrenalina, um neurohormônio que ativa partes do sistema nervoso simpático. Efeitos semelhantes aos produzidos pela adrenalina no cérebro são causados pelas anfetaminas, levando o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem em alta velocidade. Resultado: o batimento cardíaco é acelerado e a pressão arterial eleva-se. Ao agir sobre os centros de controle do apetite no hipotálamo (área do cérebro), ao mesmo tempo em que reduzem a atividade gastrintestinal, a droga inibe o apetite e seu efeito pode durar de quatro até 14 horas, dependendo da dosagem (Nota Técnica da ANVISA). O femproporex, um agente simpatomimético com ação similar à dexanfetamina. Causa depressão do apetite e diminuição da acuidade pelo sabor e odor, o que leva a uma

contribui para a perda de peso. O sítio de ação é, provavelmente, o centro hipotalâmico lateral. Age inibindo o centro da fome hipotalâmico, tendo como neurotransmissor a noradrenalina. O Brasil é maior produtor e consumidor dessa substância no mundo,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1631

redução da ingestão de alimentos. Ocasiona aumento da atividade física, o que também

segundo o relatório da ONU de 2009 sobre drogas psicotrópicas e medicamentos controlados, o Brasil produziu 72% desta substância comercializada no mundo. Femproporex é uma anfetamina pesada e com poder de dependência muito forte, é proibida em muitos países do mundo. Existem alternativas mais seguras para o tratamento da obesidade como a anfepramona (também é uma anfetamina, entretanto o seu poder de efeito é muito mais preciso e seguro) e o mazindol (um inibidor de apetite que não pertence às classes da anfetamina). Embora tenha a opinião expressada, não devemos esquecer que certos medicamentos estão proibidos e seus efeitos colaterais geralmente são boca seca, insônia e irritabilidade. É extremamente contra-indicado para pessoas com distúrbios cardíacos, incluindo hipertensão arterial moderada. O femproporex nunca chegou a ser aprovado pelo FDA. SEGUNDO GRUPO DE MEDICAMENTOS. O segundo grupo de drogas atua sobre o metabolismo incrementando a maior produção de calor com maior gasto energético. Efedrina e cafeína fazem parte desse grupo. O terceiro grupo age sobre o sistema gastrointestinal diminuindo a absorção de gorduras, como o orlistat. A fluoxetina e a sertralina, apesar de não serem medicamentos antiobesidade, podem ser úteis em alguns tipos de pacientes obesos como em comedores compulsivos, acometidos por bulimia nervosos ou obesos deprimidos.

TERCEIRO GRUPO DE MEDICAMENTOS.

Além dessas drogas, outras substâncias são utilizadas no tratamento contra a obesidade como diuréticos, fibras e hormônios de crescimento e da tireóide.

A característica desejada no fármaco é que seu efeito final seja sobre tecidos adiposos e não sobre a água do corpo. È desejado também que não haja efeitos colaterais ou que eles sejam tolerados. Para que essas metas sejam atingidas, é necessário que a confiabilidade do remédio seja comprovada pelas organizações competentes de cada

forma, quando for pertinente o uso de fármacos, que o tratamento seja prolongado. O uso indiscriminado dessas medicações envolve problemas a longo prazo como efeitos colaterais.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1632

país. A suspensão temporária das drogas leva à retomada de ganho de peso. Dessa

Em 1997, um grupo de pesquisadores relatou 24 casos de mulheres que haviam desenvolvido uma doença nas válvulas cardíacas após a utilização de fentermina associada à fenfluramina. Alguns efeitos colaterais podem levar ao infarto do miocárdio, bem como a problemas na aorta devido ao comprometimento de sua válvula. Dessa forma, o uso de medicações em casos de obesidade é eficaz desde que submetidos a indicações. Remédios que dão certo para alguns podem causar sérios danos a outros, por isso é necessário um severo acompanhamento médico. Anfepramona. A anfepramona (cloridrato), também conhecida como dietilpropiona, é um fármaco anorexígeno, auxiliar no tratamento da obesidade. Possui atividade similar mas, de menor potência estimulante à anfetamina e trata-se de uma amina

simpaticomimética. Pesquisa cientifica sugerem que este medicamento é o mais potente para tratamento da obesidade, proporcionando perdas de peso em 84 dias, numa faixa entre 9,7 a 17,5 kg. Nos anos de 2000 em particular em 2009 era mais vendido no Brasil, para mulheres na forma manipulada. Sempre com uma maior vendagem no verão, por volta de outubro daquele ano atingiu seu pico máximo de venda. Os estados brasileiros que mais venderam foram SP, GO, SC, DF e RS. Segundo o relatório do SNGPC de 2009 entre os médicos que mais prescreveram anfepramona estavam os gastroenterologista e ginecologista, especialidades não condizentes com a prescrição do medicamento em questão. Foi retirada do mercado farmacêutico brasileiro em 04/10/2011 pela ANVISA.

Anorexígeno, Anorético ou Anomirineronético são medicamentos com a finalidade de induzir anorexia - aversão ao alimento, falta de apetite, são os famosos remédios para emagrecer. Geralmente

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1633

são anfetaminas, metanfetaminas e similares, mesma classe de drogas classificadas na lista de repressão a exemplo da cocaína, crack e crystal meth. Só para rever

imediatamente, atualmente, as drogas anorexígenas utilizadas no Brasil são a dietilpropiona(anfepramona), o fenproporex, fenfluramina, fenilpropanolamina e

o manzidol. Dentre eles, o femproporex é o anorexígeno mais utilizado no Brasil (60% das prescrições). No Brasil, em 2008, o uso foi de cerca de 20 DDD / 1.000 habitantes, ou seja, estão entre os medicamentos mais vendidos no Brasil.

Um novo medicamento não anfetamínico, o Xenical (Orlistat), causa menos efeitos colaterais e não causa dependência química, porém causa problemas gastrointestinais em 91% dos casos e renais em mais de 33% dos casos. A fentermina é comercializada como fórmula de liberação imediata (Adipex) e como resina de liberação lenta (Ionamin e Duromine). Interações. I. A interação com antidiabéticos orais pode alterar significativamente a taxa de glicose; II. A interação com anti-hipertensivos, como

a clonidina, guanetidina, metildopa e alcalóides da Rauwolfia diminuem os efeitos

adrenérgicos; III. A interação com hormônios da tireóide aumenta a estimulação do sistema nervoso central e
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1634

hipotensores

por

competir

com receptores

com fenotiazina, como aclorpromazina, produz efeito antagônico, anulando o efeito anorexígeno; IV. O álcool pode interagir com todas as classes de anorexígenos provocando tonturas, vertigens, confusão mental e sonolência; V. Os anorexígenos podem reforçar o efeito central dos estimulantes do sistema nervoso central, dos hormônios da tireóide ou da amantadina; VI. Os efeitos das catecolaminas exógenas; VII. Efeitos colaterais. Em vários países a fenilpropanolamina e a efedrina foram banidos por causar derrame hemorrágico. Seus efeitos colaterais dependem do organismo de quem usa e do tempo de uso, sendo os mais comuns: Hipertensão arterial; Taquicardia; Midríase (seqüela que Os efeitos simpaticomiméticos dos IMAO.

compromete os nervos oculares); Disforia (humor instável); Cefaléia; Depressão nervosa; Irritabilidade; Arritmia; Insônia; Confusão mental; Tonturas; Agitação psicomotora; Constipação intestinal; Aumento da ansiedade; Instabilidade do humor; Calafrios; Vômitos; Sudorese; Verborragia; Enjôo. Devido ao seu alto potencial para causar dependência, a OMS recomenda que seu não ultrapasse 12 semanas. Uma pessoa que faça uso prolongado pode

desenvolver transtornos alimentares, especialmente bulimia. Como geralmente são anfetamínicos eles também podem causar depressão maior, alucinação, delírios e desencadear surto psicótico. Uso recreativo. Tal como a cocaína, a anfepramona gera sensação de bem-estar e euforia, aumentando o batimento cardíaco e diminuindo o sono, a fadiga e a fome, o que acaba tornando

ser muito perigoso, principalmente se associado a álcool e outras drogas, podendo ocasionar até overdose e morte. Nomes comerciais.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1635

atraente seu consumo fora das prescrições médicas. Porém, seu uso irresponsável vem a

NOME DO MEDICAMENTO Tenuate Dualid S Hipofagin S Inibex S Neobes Tenuate Dospan Prefamone Regenon Proibição.

PAÍSES ONDE É COMERCIALIZADO Austrália, Canadá, Estados Unidos da América Brasil Brasil Brasil México África do Sul, Nova Zelândia Suíça Suíça

Em 04/10/2011, a ANVISA (Agência Nacional de Saúde) proibiu o comércio da substância em todo o Brasil. As farmácias terão até 60 dias para interromper as vendas do remédio. Apos essa proibição, milhares de obesos do Brasil todo que tinham a sua obesidade controlada voltaram a engordar. Esta em tramitação na CCJ da Câmara dos Deputados a PL 2431/11 que impede a ANVISA de proibir a venda e prescrição da Anfepramona. http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=0C43 556668E8C94087BB7107A11275F8.node2?codteor=925113&filename=PL+2431/20 11 Deputado FELIPE BORNIER.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

Informações do Deputado.

1636

Nome civil: FELIPE LEONE BORNIER DE OLIVEIRA Aniversário: 26 / 12 - Profissão: EMPRESÁRIO Partido/UF: PSD / RJ / Titular Telefone: (61) 3215-5216 - Fax: 3215-2216 Legislaturas: 07/11 11/15

Para Décio Lima, a melhor de maneira de tratar do assunto seria por meio de um projeto de decreto legislativo.

Em 19/11/2013 as 20h37, recebemos a notícia: CCJ libera venda de inibidores de apetite sob prescrição médica. Proposta aprovada hoje pode, em tese, seguir direto para o Senado. Presidente da comissão, no entanto, informou que vai pedir a Henrique Eduardo Alves que leve a discussão da matéria para o Plenário da Câmara. O Deputado Federal Sergio Zveiter preferiu adotar o texto aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19), em caráter conclusivo, proposta

apetite (anorexígenos): anfepramona, femproporex e mazindol. Em outubro de 2011, todos esses medicamentos – geralmente utilizados para auxiliar no emagrecimento –

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1637

que libera a produção e a venda, sob prescrição médica, em todo o País de inibidores de

foram retirados do mercado por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O texto inicial da proposta, Projeto de Lei 2431/11, do deputado Felipe Bornier (PSDRJ), pretendia exatamente revogar a decisão da agência, ao impedir a Anvisa de vetar a produção e comercialização dos referidos medicamentos. O relator na CCJ, deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ), no entanto, preferiu recomendar a aprovação do texto com as emendas adotada pela Comissão Seguridade Social e Família – a única a analisar o mérito da matéria. ―Em vez de proibir a ANVISA de vetar a elaboração e venda dos anorexígenos enumerados, como previa a proposta original, a solução mais certa é autorizar diretamente, por meio de projeto de lei, a produção, comercialização e consumo, sob prescrição médica, desses medicamentos‖, explicou o relator, ao defender as alterações da comissão anterior. NOTAS JORNALÍSTICAS - Reunião Ordinária. Presidente da CCJC, Dep. Décio Lima (PT-SC). Para Décio Lima, a melhor de maneira de tratar do assunto seria por meio de um projeto de decreto legislativo. Como tramita em caráter conclusivo, o texto aprovado pode seguir direto para a análise do Senado. Entretanto, como houve divergências na CCJ com relação à constitucionalidade do projeto, o presidente do colegiado, deputado Décio Lima (PT-SC), já anunciou que vai sugerir ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que leve o debate para o Plenário. Projeto de decreto legislativo.

Zveiter preferiu adotar o texto aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família.

Lima concorda com a tese defendida por alguns parlamentares de que a melhor maneira de tratar do assunto seria por meio de um projeto de decreto legislativo (PDC).
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1638

―Portanto, por zelo, no que diz respeito às competências da CCJ, que são a análise da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica, vamos oficiar ao presidente da Câmara para que leve ao Plenário os PDCs pertinentes ao mérito desse mesmo projeto de lei que acabamos de debater‖, afirmou Lima. Segundo o presidente da CCJ, a questão principal é saber se a solução encontrada aprovada hoje, um projeto de lei, pode cercear a atividade de uma agência reguladora, como a ANVISA. Debate. Durante a discussão da matéria, alguns parlamentares discordaram da proibição determinada pela ANVISA e afirmaram que é preciso manter o acesso a remédios de combate à obesidade. Já outros defenderam o papel da agência de regular o setor e restringir o uso de determinados medicamentos. Contrário à proibição dos remédios, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) citou como exemplo sua própria experiência de ter utilizado inibidores de apetite para emagrecer 12 quilos. Segundo o parlamentar, a Anvisa não deve vedar o uso e, sim, regular quando os medicamentos serão aplicados e em que dosagens. ―Devemos nos concentrar na análise da constitucionalidade, porque o mérito já foi aprovado pela comissão anterior [Seguridade Social e Família], com a participação de técnicos e medicos‖, disse Vaccarezza. Já o deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), que apresentou voto em separado, argumentou que não é necessário nenhum notório conhecimento para entender que a Constituição reserva poderes ao Sistema Único de Saúde (SUS) e, por delegação, à Anvisa para controlar e fiscalizar qualquer tipo de medicamento, entre os quais os anorexígenos em debate. ―Não bastasse essa competência, translúcida, a Constituição ainda afirma, explicitamente, que cabe ao SUS executar ações de vigilância sanitária, nos termos da lei‖, declarou Almeida, que defende a competência da ANVISA de regular a produção e a comercialização dos emagrecedores. Videochat - No início do ano, em videochat promovido pela Câmara Notícias, internautas pediram a volta da venda dos inibidores de apetite. Convido aos colegas acadêmicos para debater discutir a seguinte questão. Que interesses está a defender os parlamentares, saúde pública ou indústria farmacêutica. Acompanhe o processo legislativo federal em relação a matéria:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1639

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=5221 26 Xenical.

A obesidade é considerada uma síndrome, outras a denomina doença crônica que tem atingido proporções colossais e tem sido discutida por todo o mundo. Não se limita apenas a distúrbios alimentares, é uma doença que pode atingir todos os níveis sociais e está diretamente relacionada com fatores culturais e econômicos de uma nação. No Brasil segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2008 a população já vinha ganhando mais peso a cada ano, metade dos homens adultos representavam 50,1% da população acima do peso, enquanto as mulheres representavam 48% de acordo com este índice. Muitas fórmulas surgiram ao longo dos anos e existem hoje muitas opções no mercado do emagrecimento. Mas um produto surgiu com o intuito de representar a inovação dentro desse segmento e tem sido discutido como um dos produtos mais promissores quando o assunto é perder peso de maneira saudável e eficaz. O medicamento Xenical é patenteado pela marca Roche e representa uma evolução entre os medicamentos para emagrecimento já

existentes(AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das células. São Paulo: Moderna, 2004. SAFFIOTI, WALDEMAR; Fundamentos de Química; Companhia Editora Nacional; São Paulo, Brasil; 1968. Seme Youssef Reda e Paulo I. Borba Carneiro Oleos e gorduras: aplicações e implicações; Revista Analytica • Fevereiro/Março 2007 • Nº 27 - Óleo de Girassol - www.cienciaviva.pt Rose de Moraes; Aceitação dos insumos naturais obtidos no Brasil é maior no exterior; Revista Química e Derivados Edição nº 471 de março de 2008. Soja - Histórico e composição - www.nutricaoclinica.com.br. Vieira, F.C.V., Pierre, C.T. e Castro, H.F.; INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO EM ÁCIDOS GRAXOS DE DIFERENTES ÓLEOS
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1640

VEGETAIS

NAS

PROPRIEDADES

CATALÍTICAS

DE

UMA

PREPARAÇÃO COMERCIAL DE LÍPASE PANCREÁTICA; VI Congresso Brasileiro de Engenharia Química em Iniciação Científica www.feq.unicamp.br. O bom colesterol e o mau colesterol -

www.editorasaraiva.com.br (Acessado em 03/11/13). CAMPBELL, M.K. & FARRELL, S.O. (2007). Bioquímica. São Paulo: Thomson Learning).
Xenical tem como principal ingrediente ativo o orlistate (nome genérico do medicamento) que representa 120 mg de sua composição original, a principal função do medicamento é a redução do peso prejudicial à saúde, atuando desta forma diretamente no tratamento da obesidade. O orlistate é um fármaco utilizado no tratamento da obesidade. Produzido pelo Streptomyces toxytricini tem a propriedade de impedir a atuação das lípases do tubo intestinal e assim diminui a absorção de gorduras (Uma regra geral é que todas as gorduras consistem de três moléculas de ácidos graxos com uma molécula de glicerol, formando uma estrutura conhecida como triacilglicerol).

Estrutura de um triacilglicerol.

Xenical (orlistate)

atua no sistema digestivo e impede que 30% das gorduras ingeridas em cada refeição sejam absorvidas pelo organismo e desta forma são eliminadas pelo intestino grosso. A ação do medicamento concomitante com uma dieta equilibrada é capaz de produzir resultados demasiadamente satisfatórios. Orlistate não é considerado um supressor da fome, pois atua de modo diferente, atingindo as enzimas pancreáticas e gástricas responsáveis pela digestão da gordura. Deste modo, os lipídeos necessitam sair pelo ânus, arrastando consigo uma série de vitaminas e causando flatulência, desconforto, fezes oleosas e forte odor desagradável. A atuação de Xenical (orlistate) suplanta a expectativa de apenas emagrecer já que junto à obesidade, outras doenças estão diretamente relacionadas. Desta forma males como altos níveis de colesterol no sangue que podem gerar: hipertensão; diabetes; doenças cardiovasculares, entre outras, podem
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1641

ser prevenidos ou devidamente tratados com o benefício do emagrecimento. Nas duas primeiras semanas de tratamento são visíveis os resultados satisfatórios de emagrecimento decorrentes do uso de Xenical (orlistate). O medicamento em questão é utilizado no combate ao peso, juntamente com dieta hipocalórica, pois impede a absorção de até 30% de toda gordura ingerida pelo organismo, não produz efeitos como outros produtos que auxiliam na perda de peso, como dependência química e danos cerebrais. Somente indicado para obesos com IMC igual ou superior a 30 kg/m2 e para aqueles com IMC menor ou igual a 28 kg/m2 com algum risco associado. O ideal quanto à posologia do produto é que as cápsulas de 120 mg de Xenical (orlistate) sejam ingeridas durante ou uma hora depois das principais refeições. É importante seguir rigorosamente as instruções de uso para que a ação do medicamento possa atingir plenamente os objetivos para os quais foi formulado. Dois estudos realizados com placebo que duraram dois anos, mostrou que uma dose de 120 mg três vezes ao dia associado a dieta hipocalórica promoveu perda de peso de 8,7 e 10,2% em comparação com 5,8 e 6,1% nos paciente que recebiam placebo e faziam dieta. Os estudos envolveram mais de 1500 pessoas. Após um ano de tratamento, aproximadamente 57% dos pacientes a tomar Xenical perderam 5% do peso corporal total, contra 31% dos pacientes a quem foi administrado o placebo. Xenical (orlistate) deve ser associado a ma dieta com amena redução de calorias nas três principais refeições. Diariamente devem ser tomados alguns cuidados como ingerir equilibradamente a quantidade de gorduras, carboidratos e proteínas. É importante salientar que os níveis de gordura deverão ser de até 30% por dia. Os resultados de Xenical (orlistate) são comprovadamente mais eficazes do que uma dieta administrada isoladamente. O medicamento atua pragmaticamente na prevenção do 'temido' reganho de peso. Estudos foram realizados e foi comprovado que doenças relacionadas à obesidade, tais como: hipercolesterolemia; hipertensão e diabetes tipo 2 são magnificamente alcançadas pelos benefícios do uso de Xenical (orlistate). Este medicamento é indicado para tratamentos de longo prazo de obesidade ou sobrepeso, e deve ser administrado levando em consideração algumas doenças provenientes do peso em excesso, de acordo com determinado tratamento indicado. Todo medicamento deve ser cuidadosamente administrado e podem causar reações adversas que variam de pessoa para pessoa. Dessa forma, o ideal é que o uso de Xenical (orlistate) seja administrado sob orientação médica. Perder peso deve ser

encarado cuidadosamente como um processo de reeducação do indivíduo, Xenical (orlistate) atua para cooperar neste processo impedindo o reganho de peso e devolvendo
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1642

ao paciente mais do que resultados visíveis, devolve autoestima (Referencia Bibliográfica: FREEMAN, A. e DATTILIO F. M. Estratégias Cognitivas

Comportamentais para Intervenção em Crise Editorial Psy, 1995, S.P. RANGÉ BERNARD, Psicoterapia Comportamental e Cognitiva de Transtornos Psiquiátricos, Editorial Psy 1998, S.P. FREEMAN, A. e DATTILIO F. M. Compreendendo a Terapia Cognitiva, Editorial Psy, 1998 S.P. Autora – Arlete de Godoy Mesiano) como resultado psicológico da suplantação de resultados obtidos com o uso do medicamento. O medicamento aqui em pauta tem aspectos que devem ser observados quando da sua prescrição, exemplos: Efeitos adversos. I. Comuns. Problemas gastrointestinais (91% dos casos); Problemas renais; Diarréia

ou Incontinência fecal; Esteatorreia (tipo de diarréia gordurosa que fica colada à cerâmica da sanita); Dor abdominal; Flatulência; Redução dos níveis das

vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K); Cefaléia. II. Também pode causar severos problemas no fígado.

Castanho-parda: Cor característica.

Fezes na retrete após uma defecação reconhecendo-se ainda os restos de comida. Fezes humanas são material restante após a digestão e absorção dos alimentos pelo tubo digestivo dos seres humanos. Geralmente têm aspecto castanho parda e pastosa, porém pode aparecer nas mais variadas formas, tamanhos e cores. São impróprias para o consumo humano, a despeito das questões sanitárias associadas à prática da coprofagia
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1643

por alguns indivíduos. Nos seres humanos o alimento pode levar cerca de nove horas para transitar no organismo e chegar como uma massa uniforme ao intestino grosso, onde permanece por cerca de três dias. Nesse período parte da água (10 a 12 litros) e sais é absorvida, para que na região final do cólon a massa fecal se solidifique, transformando-se então nas fezes. Consistência. As fezes normais são sólidas e apresentam 75% de água na sua

composição. Variações mínimas nas concentrações de água interferem na sua consistência. Fezes moles apresentam, mais ou menos, 80% de água e as líquidas 90%. Alguns fatores como o vegetarianismo pode aumentar o teor de líquido. Diarréias potentes podem ser constituídas de 100% água, em alguns casos graves. Quando pessoas contêm a Síndrome de Westler possuem as fezes semelhantes à de um pássaro. ESCALA FECAL DE BRISTOL.

A Escala de Bristol ou Escala de fezes de Bristol é uma escala médica destinada a classificar a forma das fezes humanas em sete categorias. Às vezes referido no Reino Unido como a ―Escala de Meyers‖, foi desenvolvido por Dr. Ken Heaton na Universidade de Bristol e publicado no Scandinavian Journal of Gastroenterology em 1997. A forma e a consistência das fezes dependem do tempo de permanência do mesmo no cólon. Veremos em outros capítulos a anatomia do Cólon. http://www.worldgastroenterology.org/assets/export/userfiles/constipation_pt.pdf Interpretação da Escala. Os sete tipos de fezes são: 1. 2. 3. Caroços duros e separados, como nozes (difícil de passar); Forma de salsicha, mas granuloso; Como uma salsicha, mas com fissuras em sua superfície;

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1644

4. 5. 6. 7.

Como uma salsicha ou serpente, suave e macio; Bolhas suaves com bordas nítidas (que passa facilmente); Peças fofas com bordas em pedaços; Aquoso, sem partes sólidas, inteiramente líquidas.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1645

Tipos 1 e 2 indicam constipação. Tipos 3 e 4 são consideradas ótimas, especialmente a última, uma vez que estas são mais fáceis de passar na defecação. Tipos 5–7 estão associados com tendência de aumento de diarréia ou de urgência. Para a saúde

intestinal, e prevenção de doenças, devemos ingerir pelo menos 2 litros de líquidos por dia, comer frutas e verduras, alimentos integrais, cereais integrais e praticar atividade física regularmente! O tipo ideal é o tipo 4 e a freqüência, desde que seja o tipo saudável, é de 1 a 3 vezes ao dia. Além da água e das fibras, para o bom funcionamento intestinal, é necessário, portanto, que ele esteja íntegro. A mucosa intestinal se renova todos os dias e para isso, diversas substâncias são necessárias: Iconografia.

A causa das fissuras anais permanece incerta. Provavelmente tem origem na passagem de fezes endurecidas e/ou muito calibrosas, que provocam uma lesão inicial no canal anal. Por sentir dor, o paciente pode ter medo de defecar, evitando as idas ao banheiro, o que torna as fezes cada vez mais secas, duras e calibrosas, formando um círculo vicioso.

cicatrizam, podem passar para a forma crônica. Estudos afirmam que o esfíncter anal interno, camada muscular responsável pelo controle da defecação, nos portadores da fissura anal crônica, possui maior pressão. Isto causa dificuldades para relaxar, tornando
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1646

As fissuras começam agudas, e muitas vezes cicatrizam sozinhas. Quando não

a passagem das fezes mais difícil. Outras causas possíveis para o surgimento de fissuras são inflamações da mucosa anal e irrigação sanguínea deficiente, que torna os tecidos frágeis. Fissuras múltiplas, em localizações diferentes da posterior, associadas a prurido (―coceira‖) provavelmente são secundárias, ou seja, resultam de outras doenças, como, por exemplo, traumas não relacionados à evacuação, doenças inflamatórias intestinais e doenças infecciosas.

Vitamina E presente em óleos vegetais como o azeite e óleo de canola e oleaginosas como castanhas é essencial para a integridade da membrana das células, assim como a vitamina C, presente em frutas e vegetais frescos; a Vitamina A, presente em produtos de origem animal e em vegetais, na forma da pré vitamina A, que é o betacaroteno (produtos de origem vegetal não tem vitamina A) é essencial para a função de barreira intestinal; ácido fólico, presente em vegetais em tons verdes escuros, é essencial para a formação da barreira intestinal; o complexo gama orizanol, encontrado no arroz integral, é essencial para restaurar a

permeabilidade intestinal; a fosfatidilcolina, presente na soja e ovo, é solicitada para a manutenção das tigh junctions, que são os espaços entre as células intestinais; o ácido pantotênico, presente em vegetais de tons verdes escuros e ovo; é essencial para cicatrização da mucosa.; zinco; encontrado em alimentos de origem animal e cereais integrais, é importante para o crescimento da mucosa e; glutamina,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1647

presente principalmente em produtos de origem animal, é o principal combustível das células intestinais e, portanto, requerida para a

renovação diária da mucosa intestinal.
Bifidobacterium é um gênero de bactéria anaeróbica e atua como um probiótico beneficente para a saúde humana. As Bifidobactérias são uns dos maiores grupos de bactéria que compõe a flora intestinal; estas residem no cólon e promovem benefícios para a saúde de seus hospedeiros. Bifidobactérias estão associadas a uma menor incidência de alergias (Björkstén et al., 2001) e também com a prevenção do crescimento de algumas formas de tumor (Guarner e Malagelada, 2003). Antes da década de 1960 estas espécies eram conhecidas coletivamente como Lactobacillus bifidus(Referencias Bibliográficas: Björkstén B, Sepp E, Julge K, Voor T, and Mikelsaar M. 2001. Allergy development and the intestinal microflora during the first year of life. Journal of Allergy and Clinical Immunology, Volume 108, 4ª edição, pp 516–520. Guarner F and Malagelada JR. 2003. Gut flora in health and disease. The Lancet, Volume 361, 9356ª edição, 8 de Fevereiro de 2003, pp 512–519. LIMA, A. Oliveira, et.al, Guanabara Koogan, Métodos de Laboratório Aplicados à clínica, 8.ed., Rio de Janeiro: 2001. HIELE, M; Ghoos, Y; Rutgeerts, P; Vantrappen, G; Schoorens, D. (1991 Jun). "Influence of nutritional substrates on the formation of volatiles by the fecal flora.". Gastroenterology 100 (6): 1597602. PMID 2019366. hydrogen various TANGERMAN, sulfide, A. (2009 and Oct 15). "Measurement and biological significance of the volatile sulfur compounds sulfide in methanethiol matrices.". dimethyl of biological Journal

and life sciences 877 (28): 3366-77. PMID 19505855. CHAVEZ, C; Coufal, CD; Carey, JB; Lacey, RE; Beier, RC; Zahn, JA. (2004 Jun). "The impact of supplemental dietary methionine sources
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1648

chromatography. B, Analytical technologies in the biomedical

on volatile compound concentrations in broiler excreta.". Poultry science 83 (6): 901-10. PMID 15206616. GEYPENS, B;
Claus, D; Evenepoel, P; Hiele, M; Maes, B; Peeters, M; Rutgeerts, P; Ghoos, Y. (1997 Jul). "Influence of dietary protein supplements on the formation of bacterial metabolites in the colon.". Gut 41 (1): 70-6. PMID 9274475. OTTO, ER; Yokoyama, M; Hengemuehle, S; von Bermuth, RD; van Kempen, T; Trottier, NL. (2003 Jul). "Ammonia, volatile fatty acids, phenolics, and odor offensiveness in manure from growing pigs fed diets reduced in protein concentration.". Journal of animal science81 (7): 1754-63. PMID 12854812. Lewis SJ, Heaton KW. (1997). "Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time". Scand. J. Gastroenterol. 32 (9): 920– 4.DOI:10.3109/00365529709011203. PMID 9299672. Mônica de Fátima Gontijo Carneiro; Augusto Afonso Guerra Júnior; Francisco de Assis Acurcio. Prescrição, dispensação e regulação do consumo de psicotrópicos anorexígenos em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(8):1763-1772, ago, 2008. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/csp/v24n8/05.pdf Secretaria de Vigilância do Grupo Sanitária, de Ministério da Saúde. da Parecer e recomendações Estudos assessor SVS-MS sobre

medicamentos anorexígenos. São Paulo: Ministério da Saúde; 2003 Fishman AP. Aminorex to Fen/Phen: An Epidemic Foretold. Circulation 1999;99:156. Evandro Murer. Drogas, Anfetaminas e Remédios para Emagrecer.. Fef.unicamp.br. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. ANVISA analisa riscos e benefícios dos inibidores seletivos de COX-2.. Anvisa.gov.br. Página visitada em 7 de março de 2005. Ministério da Saúde. Portaria nº. 344. Aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Diário Oficial da União 1998; 12 mai. Parecer técnico-científico do Grupo Assessor de Estudos sobre Medicamentos Anorexígenos. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Página visitada em 21 de julho de 2002. World Health Newsletter 1997; 3/4.. Who.int. Página visitada em 7 de março de 2005. Título não preenchido, favor adicionar. Fda.gov. Cuidados Pré e Pós Operatórios na Cirurgia da Obesidade Germed. Bula do Hipofagin® S. Página visitada em 25/11/2013. Relatório do SNGPC de 2009. G1. 3 dos 4 SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva Organization. Anorectic agents: restricted use. WHO Pharmaceuticals

Página

1649

remédios para emagrecer mais consumidos podem causar dependência. Página visitada em 25/11/2013. P.R. Vademécum ABIMIP).

O orlistate tem Indicações para: Obesidade com outras medidas (dieta, exercício); Preparação para cirurgia em casos de obesidade mórbida. Mecanismo de ação: Inibe a enzima lípase libertada pelo pâncreas (lípase pancreática). Esta enzima é responsável pela degradação da gordura ingerida no intestino. Sem a sua ação a gordura é evacuada com as fezes. O seu uso por bactérias da flora normal intestinal leva à produção de metano e outros gases, que provocam dores e flatulência. Efeitos úteis - Reduz a quantidade de gordura absorvida no intestino. Perda de peso até 10% em 6 meses. Redução do LDL ("mau" colesterol). Interações medicamentosas - Ciclosporinas; Acarbose; Anticoagulantes orais; Vitaminas lipossolúveis; Amiodarona. Hábitos saudáveis: Embora existam muitos medicamentos que auxiliam no tratamento da obesidade somente hábitos saudáveis como a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação balanceada podem ajudar na mudança efetiva da sua vida. Fluoxetina.

Normalmente a distimia é tratada com Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) como a Fluoxetina(nomes comerciais: Prozac, Daforin) em conjunto com psicoterapia ou só com a psicoterapia.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1650

FLUOXETINA (ORAL) (nome genérico) (substância ativa). Referência: DAFORIN (Sigma Pharma); PROZAC (Eli Lilly). Genérico. Apresentações assinaladas com G. Similar. EUFOR (Farmasa); FLUXENE (Eurofarma); PSIQUIAL (Merck);

VEROTINA (Libbs); VEROTINA S (Libbs). Cloridrato de fluoxetina equivalente a fluoxetina.

Cápsulas de fluoxetina 20 mg. Fluoxetina é um medicamento antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Suas principais indicações são para uso

em depressão moderada a grave, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC),transtorno alimentar , transtorno do pânico e de ansiedade. É utilizado na forma de cloridrato de fluoxetina, como cápsulas ou em solução oral. Foi sintetizada e comercializada inicialmente pela companhia farmacêutica Eli Lilly com o nome Prozac®. Atualmente é comercializada no Brasil e em Portugal por vários laboratórios como medicamento genérico, estando sujeita a receita médica (ou até mesmo a retenção da receita). A patente da Eli Lilly sob o Prozac expirou em agosto de 2001, despertando um influxo de genéricos ao mercado. Só nos Estados Unidos, mais de 19 milhões de prescrições genéricas foram efetuadas em 2006, colocando-a na terceira posição entre os antidepressivos mais receitados, após a sertralina e o escitalopram.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1651

Escitalopram é um medicamento antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina ou ISRS. É o enantiômero (S) do citalopram. Trata-se de uma molécula extremamente seletiva, ou seja, age somente na recaptação de serotonina sem afetar outros receptores. Esta característica foi possível pela purificação da mistura racêmica(Em Química, uma mistura racêmica é uma mistura em quantidades iguais de dois enantiómeros de uma molécula quiral, cuja atividade óptica não desvia o plano da luz polarizada nem para a esquerda levogiro, nem para a direita dextrogiro. É portanto uma mistura de 50% de levogiro e 50% de dextrogiro. A quantidade de isômeros opticamente ativos pode ser dada a partir da quantidade de carbonos quirais diferentes em uma molécula. Se uma dada molécula tiver n estereocentros - centros quirais, existirão 2n isômeros ópticos ativos. A nomenclatura química das misturas racêmicas é dada pelo prefixo (±)- ou rac- (ou racem-) ou pelos símbolos RS e SR – Referência Bibliográfica: Victor Gold, IUPAC Gold Book, racemate)do citalopram que contém os isômeros (R) e (S), enquanto o escitalopram possui somente o isômero (S). Este medicamento é o mais seletivo ISRS, e age no cérebro, onde corrige as concentrações inadequadas de determinadas substâncias denominadas neurotransmissores, em especial a serotonina, que causam os sintomas característicos do quadro de depressão(P.R.Vademécum ABIMIP 2006/2007. Bula do medicamento Lexapro 10 mg. Lundbeck. 2008).

Cipralex.

Nome Comercial: Cipralex;

Lexapro; Exodus (1º similar no Brasil); Espran; Reconter; Sedopan; procimax; EscilexEMS Sigma Pharma. Dosagem Recomendada: As doses variam entre 05 e 20 mg ao dia.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1652

Serotonina -

A serotonina ou 5-hidroxitriptamina

(5-HT) é uma monoamina, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre neurônios. Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Diferentes receptores detectam este neurotransmissor, envolvido em várias patologias. A serotonina parece ter funções diversas, como o controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo circadiano, do sono e do apetite. Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. Neste caso, deve se administrar inibidores da recaptação de serotonina pelos neurônios, como a fluoxetina, resultando em maior disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sináptica. Alimentos como banana, tomate, chocolate e vinho são ricos no precursor da serotonina, o triptofano. Monoaminas são substancias bioquímicas derivadas de aminoácidos através do processo de descarboxilação. As principais monoaminas são as catecolaminas(a saber dopamina,norepinefrina,epinefrina), originadas da Tirosina; a serotonina derivada da triptamina e a histamina que vem da histidina. As monoaminas atuam no corpo humano como neurotransmissores, sendo a norepinefrina, a serotonina e a dopamina as mais abundantes no sistema nervoso central(Thieme Chemistry (Hrsg.): RÖMPP Online Version 3.5. Georg Thieme Verlag KG, Stuttgart 2009. (en) « Serotonina » em ChemIDplus. Bananas: do Plantio ao Amadurecimento. Porto Alegre: Cinco

Continentes, 1998 (100p.). DENHAM, T., Haberle, S. G., LENTFER, C., FULLAGAR, R., FIELD, J., PORCH, N., THERIN, M., WINSBOROUGH, B., & GOLSON, J.. Multi-disciplinary Evidence for the Origins of Agriculture from 6950-6440 Cal BP at Kuk Swamp in the Highlands of New Guinea. [S.L.]: Science: 2003 (June). FAO.

FERRÃO, José; Bananeira, in "Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI", Volume IV, Editorial Verbo, Braga, Março de 1998. PubChem, site pubchem.ncbi.nlm.nih.gov).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1653

Bananas Commodity notes: Final results of the 2003 season. [S.L.]: [S.N.], 2004.

Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS ou SSRI) são uma classe de fármacos usados no tratamento da síndromes depressivas, transtornos de ansiedade e alguns tipos de transtorno de personalidade. Os ISRSs aumentam a concentração

extracelular do neurotransmissor serotonina ao inibir a sua recaptação pelo neurônio pré-sináptico, aumentando o nível de serotonina disponível para se ligar ao receptor pós-sináptico. O grau de seletividade para outros transportadores de monoaminas (como a dopamina ou noradrenalina) é variável, embora a afinidade seja de forma geral muito baixa. São a primeira classe de fármacos psicotrópicos a serem racionalmente desenhados, e são os antidepressivos mais amplamente prescritos em muitos países(Sheldon H. Preskorn; Christina Y. Stanga, Ruth Ross. . "Selective serotonin reuptake inhibitor": 242. in Sheldon H. Preskorn; Christina Y. Stanga, John P. Feighner, Ruth Ross. (2004). "Antidepressants: Past, Present, and Future". Springer. Beasley CM Jr et al, J Clin Psychopharmacol. 2007 Dec;27(6):682-6) Sertralina.

O cloridrato de sertralina é um medicamento utilizado no tratamento da depressão. O mecanismo de ação é a inibição da recaptação da serotonina. Obteve a aprovação para comercialização pelo FDA em 1991.

A sertralina foi aprovada para as seguintes indicações: depressão maior, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno do stress pós-traumático, transtorno associado à tensão pré-menstrual, transtorno do pânico, distimia, fobia social e transtorno da ansiedade social. O cloridrato de sertralina.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1654

Zoloft 25 mg & 50 mg comprimidos (EUA)

-

Zoloft 100 mg comprimidos

(Suécia). O cloridrato de sertralina está disponível em apresentações de comprimidos de 25 mg, 50 mg, 75 mg e 100 mg. A dose máxima diária é de 200 mg, ingerida uma vez ao dia ou em doses fracionadas O medicamento no Brasil. Laboratório: Medley. Referência: Zoloft. Apresentação de Sertralina: Comprimidos revestidos. 50 mg: embalagem com 30 comprimidos revestidos. USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 6 ANOS. USO ORAL. COMPOSIÇÃO - Cada comprimido revestido de 50 mg contém: Cloridrato de Sertralina (equivalente a 50 mg de Sertralina base) ......................... 56 mg Excipiente q.s.p. ...........................................................................................1 comprimido (hiprolose, celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico di-hidratado,

amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, macrogol, hipromelose, corante laca amarelo crepúsculo,dióxido de titânio).

Sertralina. Indicações.
O cloridrato de Sertralina é indicado no tratamento de sintomas de depressão, incluindo depressão acompanhada por sintomas de ansiedade, em pacientes com ou sem história de mania. Após uma resposta satisfatória, a continuidade do tratamento com cloridrato
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1655

de Sertralina é eficaz tanto na prevenção de recaída dos sintomas do episódio inicial de depressão, assim como na recorrência de outros episódios depressivos.

Indicações Secundárias.
O medicamento também é indicado para o tratamento das seguintes patologias: Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Após resposta inicial, a Sertralina mantém sua eficácia, segurança e tolerabilidade em tratamento a longo prazo, como indicam estudos clínicos de até 2 anos de duração; Transtorno do Pânico, acompanhado ou não de agorafobia; Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) em pacientes pediátricos; Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT); No tratamento dos sintomas da Síndrome da Tensão PréMenstrual (STPM) e/ou Transtorno Disfórico PréMenstrual (TDPM). No tratamento de Fobia Social (Transtorno da Ansiedade Social). Após resposta satisfatória, a continuidade do tratamento com Sertralina é eficaz na prevenção de recidivas do episódio inicial da Fobia Social.

Contra indicações de Sertralina.
O medicamento é contra indicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade à Sertralina ou a outros componentes de sua fórmula. O uso concomitante de cloridrato de Sertralina em pacientes utilizando inibidores da monoaminoxidase (IMAO) é contra indicado (vide Precauções e Advertências).

Advertências.
Inibidores da monoaminoxidase (IMAO): casos de reações graves, algumas vezes fatais, foram relatados em pacientes que estavam recebendo cloridrato de Sertralina em

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1656

associação a um inibidor da monoaminoxidase (IMAO), incluindo o IMAO seletivo, selegilina, e o IMAO reversível, moclobemida. Alguns casos apresentaram-se com sinais semelhantes à síndrome serotoninérgica, cujos sintomas incluem: hipertermia, rigidez, espasmo clônico, instabilidade autonômica com possibilidade de rápidas flutuações dos sinais vitais, alterações mentais que incluem confusão, irritabilidade e agitação extrema progredindo para delírio e coma. Portanto, a Sertralina não deve ser usada em combinação com um IMAO ou dentro de 14 dias após a descontinuação do tratamento com IMAO. Similarmente, um intervalo de no mínimo 14 dias deverá ser respeitado após a descontinuação do tratamento com Sertralina antes de iniciar um tratamento com um IMAO. Outros fármacos serotoninérgicos: a coadministração de Sertralina com outros fármacos que aumentam os efeitos da neurotransmissão serotoninérgica, assim como o triptofano, fenfluramina, ou agonistas 5-HT, deve ser realizada com cuidado e ser evitada sempre que possível devido ao potencial de interação farmacodinâmica. Substituição de antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) ou outros: existe um número limitado de experiências controladas com relação ao momento ideal para substituir a terapia com antidepressivos ISRS por Sertralina. É necessário cuidado e avaliação médica prudente ao realizar a mudança, particularmente de agentes de ação prolongada, como a fluoxetina. A duração do período de washout necessário para a substituição de um ISRS por outro ainda não foi estabelecida. Ativação de mania/hipomania: em estudos iniciais pré-comercialização, hipomania ou mania ocorreram em aproximadamente 0,4% dos pacientes tratados com Sertralina. A ativação de mania/hipomania também tem sido relatada numa pequena proporção de pacientes com transtorno afetivo maior tratados com outros antidepressivos disponíveis. Convulsões: convulsões são um risco potencial com o uso de medicamentos antidepressivos. Foram observadas convulsões em aproximadamente 0,08% dos pacientes tratados com Sertralina no programa de desenvolvimento para depressão. Nenhum caso de convulsão foi relatado no programa de desenvolvimento para o distúrbio do pânico. Durante o programa de desenvolvimento para TOC, quatro

convulsões (aproximadamente 0,2%). Três desses pacientes eram adolescentes, dois com transtornos convulsivos e um com histórico familiar de transtorno convulsivo, nenhum desses pacientes estavam recebendo medicação anticonvulsivante. Em todos
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1657

pacientes de um total de aproximadamente 1.800 expostos à Sertralina apresentaram

estes casos, a relação com o tratamento com Sertralina foi incerta. Uma vez que a Sertralina não foi avaliada em pacientes com transtornos convulsivos, ela deve ser evitada em pacientes com epilepsia instável. Pacientes com epilepsia controlada devem ser cuidadosamente monitorados. A Sertralina deve ser descontinuada em qualquer paciente que desenvolva convulsões.

Suicídio.
Uma vez que a possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que uma remissão significativa ocorra, os pacientes devem ser cuidadosamente supervisionados durante o período inicial da terapia. Devido à co-morbidade estabelecida entre TOC e depressão, Transtorno do Pânico e depressão, TEPT e depressão e Fobia Social e depressão, as mesmas precauções observadas durante o tratamento de pacientes com depressão devem ser observadas durante o tratamento de pacientes com TOC, Transtorno do Pânico, TEPT ou Fobia Social.

Uso na Insuficiência Hepática.
A Sertralina é extensamente metabolizada pelo fígado. Um estudo farmacocinético de dose múltipla em indivíduos com cirrose estável de grau leve, demonstrou uma meiavida de eliminação prolongada e Cmáx e área sob a curva (AUC) aproximadamente 3 vezes maior em comparação a indivíduos sadios. Não foram observadas diferenças significantes na ligação às proteínas plasmáticas entre os dois grupos. O uso de cloridrato de Sertralina em pacientes com doença hepática deve ser feito com cuidado. Uma dose menor ou menos frequente deve ser considerada para pacientes com insuficiência hepática.

Uso na Insuficiência Renal.
A Sertralina é extensamente metabolizada. A excreção do fármaco inalterado na urina é uma via de eliminação pouco significativa. Em pacientes com insuficiência renal de grau leve a moderado (clearance de creatinina de 30 a 60 mL/min) ou insuficiência renal de grau moderado a grave (clearance de creatinina de 10 a 29 mL/min), os parâmetros farmacocinéticos de dose múltipla (AUC 0-24 ou Cmáx) não foram significativamente diferentes quando comparados aos controles. As meias-vidas foram similares e não houve diferenças na ligação às proteínas plasmáticas em todos os grupos estudados.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1658

Este estudo indica que, de acordo com a baixa excreção renal da Sertralina, as doses de Sertralina não precisam ser ajustadas com base no grau de insuficiência renal.

Uso em Crianças.
A segurança e a eficácia do uso da Sertralina foram estabelecidas para pacientes pediátricos (com idades variando entre 6 a 17 anos) apenas para o tratamento do TOC (vide Posologia - Uso em Crianças ).

Uso durante a Gravidez e Lactação.
Estudos de reprodução foram realizados em ratos e coelhos com doses até aproximadamente 20 e 10 vezes a dose máxima diária em humanos (mg/kg), respectivamente. Não foi observada qualquer evidência de teratogenicidade em qualquer nível de dose. Contudo, nas doses correspondentes à aproximadamente 2,5 a 10 vezes a dose máxima diária em humanos (mg/kg), a Sertralina foi associada com retardo no processo de ossificação dos fetos, provavelmente secundários aos efeitos maternos. Houve diminuição da sobrevida neonatal após a administração materna de Sertralina em doses aproximadamente 5 vezes superior à dose máxima indicada para humanos (mg/kg). Efeitos similares na sobrevida neonatal foram também observados com outros fármacos antidepressivos. O significado clínico destes efeitos é desconhecido. Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Uma vez que estudos de reprodução em animais nem sempre preveem a resposta humana, a Sertralina deverá ser usada durante a gravidez somente quando os benefícios superarem os riscos potenciais. Mulheres em idade fértil devem empregar métodos adequados de contracepção quando em tratamento com cloridrato de Sertralina. Apenas dados limitados a respeito dos níveis de Sertralina no leite materno estão disponíveis. Estudos isolados em um número muito pequeno de lactantes e seus recém-

recém-nascida, embora os níveis no leite materno foram mais concentrados do que aqueles no soro materno. O uso em lactantes não é recomendado a menos que, na avaliação do médico, os benefícios superem os riscos.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1659

nascidos indicaram níveis de Sertralina desprezíveis ou indetectáveis no soro da criança

Se a Sertralina for administrada durante a gravidez e/ou lactação, o médico responsável deve ser informado que sintomas, incluindo aqueles compatíveis com as reações de abstinência, foram relatados em alguns neonatos, cujas mães estavam sob tratamento com antidepressivos ISRS, incluindo a Sertralina.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas.
Estudos clínicos de farmacologia demonstraram que a Sertralina não produz efeito na atividade psicomotora. Contudo, uma vez que medicamentos psicotrópicos podem interferir nas habilidades mentais ou físicas necessárias para a realização de tarefas potencialmente arriscadas como dirigir e operar máquinas, o paciente deve ser advertido adequadamente.

Interações medicamentosas de Sertralina.
IMAO: vide Precauções e Advertências e Contraindicações. Depressores do SNC e álcool: a administração concomitante com 200 mg diários de Sertralina não potencializa os efeitos do álcool, carbamazepina, haloperidol ou fenitoína nas atividades psicomotoras e cognitivas em indivíduos sadios; entretanto, o uso concomitante de cloridrato de Sertralina e álcool não é recomendado. lítio: em estudos placebo-controlados realizados em voluntários sadios, a

coadministração de Sertralina e lítio não alterou significativamente a farmacocinética do lítio, porém, em relação ao placebo, resultou em um aumento no tremor, indicando uma possível interação farmacodinâmica. Os pacientes que estiverem sob tratamento concomitantemente com Sertralina e outros medicamentos, como o lítio, que podem atuar por mecanismos serotonérgicos, devem ser apropriadamente monitorizados. fenitoína: em um estudo placebo-controlado com voluntários sadios, a administração crônica de Sertralina 200 mg/dia, não produz inibição clinicamente importante do metabolismo da fenitoína. Entretanto, após o início do tratamento com Sertralina, é recomendado que as concentrações plasmáticas de fenitoína sejam monitoradas e sua

sumatriptano: no período pós-comercialização, foram relatados raros casos de pacientes apresentando fraqueza, hiper-reflexia, incoordenação motora, confusão, ansiedade e agitação, após o tratamento com Sertralina e sumatriptano. Se o tratamento
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1660

dose seja ajustada adequadamente.

concomitante com Sertralina e sumatriptano for clinicamente justificado, recomenda-se que os pacientes sejam acompanhados adequadamente (vide Precauções e Advertências) outros fármacos serotoninérgicos ). outros fármacos serotoninérgicos: vide Precauções e Advertências. fármacos que se ligam às proteínas plasmáticas: uma vez que a Sertralina liga-se às proteínas plasmáticas, o potencial da mesma em interagir com outros fármacos que se ligam às proteínas plasmáticas deve ser levado em consideração. Entretanto, em três estudos formais de interação com diazepam, tolbutamida, e varfarina respectivamente, a Sertralina não apresentou efeitos significantes na ligação do substrato às proteínas (vide também os itens varfarina e Interações com outros fármacos). varfarina: a coadministração de 200 mg diários de Sertralina com varfarina resultou em um aumento pequeno mas, estatisticamente significante, no tempo de protrombina; a significância clínica deste fato é desconhecida. Sendo assim, o tempo de protrombina deve ser cuidadosamente monitorado quando a terapia com a Sertralina for iniciada ou interrompida. interações com outros fármacos: estudos formais de interação medicamentosa foram realizados com Sertralina. A coadministração de 200 mg diários de Sertralina com diazepam ou tolbutamida resultou em pequenas alterações estatisticamente significantes em alguns parâmetros farmacocinéticos. A coadministração com a cimetidina causou um decréscimo significativo na eliminação da Sertralina. O significado clínico destas alterações é desconhecido. A Sertralina não apresentou qualquer efeito sobre a capacidade bloqueadora beta-adrenérgica do atenolol. Nenhuma interação foi observada com 200 mg diários de Sertralina e glibenclamida ou digoxina. terapia eletroconvulsiva (TEC): não existem estudos clínicos estabelecendo os riscos ou benefícios do uso combinado de TEC e Sertralina. fármacos metabolizados pelo citocromo P450 (CYP) 2D6: há uma variabilidade entre os antidepressivos no que se refere ao grau de inibição da atividade da isoenzima CYP 2D6. A significância clínica desse achado depende do grau de inibição e da indicação terapêutica do fármaco que será coadministrado. Os substratos da isoenzima CYP 2D6 que apresentam uma indicação terapêutica restrita incluem os antidepressivos tricíclicos e antiarrítmicos da classe 1C, tais como a propafenona e a flecainida. Em estudos formais de interação, a administração crônica de 50 mg diários de Sertralina demonstrou uma elevação mínima (23%-37%, em média) nos níveis plasmáticos de steady state de desipramina (um marcador da atividade da isoenzima CYP 2D6).
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1661

fármacos metabolizados por outras enzimas do CYP (CYP 3A3/4, CYP 2C9, CYP 2C19, CYP 1A2): CYP 3A3/4: estudos de interação in vivo demonstraram que a administração crônica de 200 mg diários de Sertralina não inibe a 6-beta hidroxilação do cortisol endógeno mediada pelo CYP 3A3/4 nem o metabolismo da carbamazepina ou da terfenadina. Além disso, a administração crônica de Sertralina 50 mg, diariamente, não inibe o metabolismo do alprazolam que é mediado pelo CYP 3A3/4. Os resultados desses estudos sugerem que a Sertralina não seja um inibidor clinicamente relevante do CYP 3A3/4. CYP 2C9: a aparente ausência de efeitos clinicamente significantes da administração crônica de 200 mg diários de Sertralina nas concentrações plasmáticas de tolbutamida, fenitoína e varfarina sugere que a Sertralina não é um inibidor clinicamente relevante do CYP 2C9 (vide os itens Interações com outros fármacos , fenitoína e varfarina). CYP 2C19: a aparente ausência de efeitos clinicamente significantes da administração crônica de 200 mg diários de Sertralina nas concentrações plasmáticas de diazepam sugere que a Sertralina não é um inibidor clinicamente relevante do CYP 2C19 (vide o item Interações com outros fármacos). CYP 1A2: estudos in vitro indicam que a Sertralina apresenta pouco ou nenhum potencial de inibir o CYP 1A2.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Sertralina.
Dados de Estudos Clínicos Em estudos com doses múltiplas de Sertralina, para depressão, as reações adversas que ocorreram com frequência significativamente maior em relação ao placebo foram: Sistema Nervoso Autônomo: boca seca e aumento da sudorese. Sistema Nervoso Central e Periférico: tontura e tremor. Gastrintestinal: diarreia/fezes amolecidas, dispepsia e náusea. Psiquiátrico: anorexia, insônia e sonolência. Reprodutivo: disfunção sexual (principalmente retardo na ejaculação).

controlado em pacientes com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Fobia Social foi semelhante ao observado em experiências clínicas em pacientes com depressão.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1662

O perfil de efeito adverso normalmente observado em estudos duplo-cego, placebo-

Dados do período pós-comercialização. Relatos espontâneos de eventos adversos em pacientes sendo tratados com Sertralina recebidos desde a introdução do medicamento no mercado. Estes relatos incluem: Sistema Nervoso Autônomo: midríase e priapismo. Geral: reação alérgica, alergia, reação anafilactoide, astenia, fadiga, febre, rubor, malestar, diminuição de peso e aumento de peso. Cardiovascular: dor torácica, edema periférico, hipertensão, palpitações, edema periorbital, síncope e taquicardia. Sistema Nervoso Central e Periférico: coma, convulsões, dor de cabeça, enxaqueca, distúrbios motores (incluindo sintomas extrapiramidais tais como, hipercinesia, hipertonia, ranger de dentes e distúrbios da marcha), contrações musculares involuntárias, parestesia e hipoestesia. Também foram relatados sinais e sintomas associados à síndrome de serotonina: em alguns casos associados com o uso concomitante de fármacos serotoninérgicos incluindo, agitação, confusão, sudorese, diarreia, febre, hipertensão, rigidez e taquicardia. Endócrino: galactorreia, ginecomastia, hiperprolactinemia e hipotireoidismo, síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético (ADH). Gastrintestinal: dor abdominal, aumento do apetite, constipação, pancreatite e vômito. Audição/Vestibular: tinido. Hematopoiético: função plaquetária alterada, distúrbios hemorrágicos (tais como epistaxe, hemorragia gástrica e hematúria), leucopenia, púrpura e trombocitopenia. Alterações laboratoriais: resultados clínicos laboratoriais anormais. Hepático/Biliar: eventos hepáticos graves (incluindo hepatite, icterícia e disfunção hepática) e elevações assintomáticas das transaminases hepáticas (TGO e TGP). Metabólico/Nutricional: hiponatremia e aumento do colesterol sérico. Músculo-esquelético: artralgia. Psiquiátrico: agitação, reações agressivas, ansiedade, sintomas de depressão, euforia, alucinações, diminuição da libido feminina e masculina, paroníria, psicose e bocejo. Reprodutivo: irregularidades menstruais. Respiratório: broncoespasmo. Pele: alopecia, angioedema, reação de foto sensibilidade na pele, prurido, rash (incluindo casos raros de graves distúrbios esfoliativos da pele, por exemplo, síndrome de Stevens-Johnson e necrose epidérmica) e urticária. Urinário: edema facial, incontinência e retenção urinária.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1663

Visão: visão normal. Outros: foram relatados sintomas seguidos da descontinuação do uso da Sertralina, e incluem agitação, ansiedade, tontura, dor de cabeça, náusea e parestesia.

Sertralina – Posologia.
O cloridrato de Sertralina deve ser administrado em dose única diária, pela manhã ou à noite. Os comprimidos revestidos podem ser administrados com ou sem alimentos.

Tratamento Inicial.
Depressão e TOC: o tratamento com Sertralina deve ser feito com uma dose de 50 mg/dia. Transtorno do Pânico e Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Fobia Social: o tratamento deve ser iniciado com 25 mg/dia, aumentando para 50 mg/dia após uma semana. Este regime de dosagem demonstrou reduzir a frequência de efeitos colaterais emergentes no início do tratamento, característicos do transtorno do pânico. Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM): o tratamento deve ser iniciado com 50 mg/dia, podendo-se adotar o tratamento contínuo (durante todo o ciclo menstrual) ou apenas durante a fase lútea do ciclo, de acordo com orientação médica.

Titulação.
Depressão, TOC, Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático e Fobia Social: os pacientes que não responderem à dose de 50 mg, podem ser beneficiados com um aumento da dose. As alterações nas doses devem ser realizadas com um intervalo mínimo de 1 semana, até a dose máxima recomendada de Sertralina que é de 200 mg/dia. Alterações nas doses não devem ser feitas mais que 1 vez por semana devido à meia-vida de eliminação da Sertralina de 24 horas. O início dos efeitos terapêuticos pode ocorrer dentro de 7 dias. Entretanto, períodos maiores são usualmente necessários, especialmente em TOC. Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM): uma vez que a relação entre dose e efeito ainda não foi estabelecida para o
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1664

tratamento dos sintomas da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual e/ou Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, as pacientes que participaram dos estudos clínicos foram tratadas com doses variando entre 50-150 mg/dia, com aumentos de dose a cada novo ciclo menstrual, baseado na resposta clínica e tolerabilidade. As pacientes que não estiverem obtendo resultados com a dose de 50 mg/dia, podem ser beneficiadas com aumentos de dose (incrementos de 50 mg a cada ciclo menstrual), até um máximo de 150 mg/dia quando administrado diariamente durante todo o ciclo menstrual, ou até um máximo de 100 mg/dia quando administrado somente durante a fase lútea do ciclo (últimas duas semanas). Se o tratamento estabelecido for correspondente a fase lútea, iniciar a medicação 14 dias após o primeiro dia da menstruação. A resposta ao tratamento deve ser evidenciada no período de até três ciclos menstruais. Manutenção: a dose de cloridrato de Sertralina durante a terapia de manutenção prolongada deverá ser mantida com a menor dose eficaz, com subsequentes ajustes dependendo da resposta terapêutica. Uso em Crianças: Tratamento do TOC: a segurança e a eficácia do uso da Sertralina foi estabelecida para pacientes pediátricos (com idades variando entre 6 a 17 anos) apenas para o tratamento do TOC. A administração de Sertralina em pacientes pediátricos com idades variando entre 13 a 17 anos, deve começar com 50 mg/dia. O tratamento de pacientes pediátricos com idades variando entre 6 e 12 anos, deve começar com 25 mg/dia e aumentar para 50 mg/dia após uma semana. No caso de ausência de resposta clínica, a dose pode ser subsequentemente aumentada em incrementos de 50 mg/dia, até 200 mg/dia, se necessário. Em um estudo clínico com pacientes com idades variando entre 6 a 17 anos, com depressão ou TOC, a Sertralina mostrou um perfil farmacocinético similar àquele observado em adultos. Entretanto, o menor peso corpóreo de uma criança, quando comparado ao de um adulto, deve ser considerado quando se pensar em aumentar a dose de 50 mg. Titulação em Crianças e Adolescentes: uma vez que a meia-vida de eliminação da Sertralina é de aproximadamente 24 horas, as mudanças de dosagem não devem ocorrer em intervalos menores que uma semana. Uso em Idosos: a mesma dosagem indicada para pacientes mais jovens pode ser utilizada em pacientes idosos. Mais de 700 pacientes idosos (idade superior a 65 anos) participaram de estudos clínicos que demonstraram a eficácia da Sertralina nesta

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1665

população de pacientes. O padrão e incidências de reações adversas nos idosos foram similares aos observados em pacientes mais jovens.

Uso na Insuficiência Hepática: o uso da Sertralina em pacientes com doença hepática deve ser feito com cuidado. Uma dose menor ou menos frequente deve ser considerada para pacientes com insuficiência hepática (vide Precauções e Advertências). Uso na Insuficiência Renal: a Sertralina é extensamente metabolizada. A excreção do fármaco inalterado na urina é uma via de eliminação pouco significativa. De acordo com a baixa excreção renal da Sertralina, as doses não precisam ser ajustadas com base no grau de insuficiência renal (vide Precauções e Advertências). Superdosagem Conforme as evidências disponíveis, Sertralina tem ampla margem de segurança em superdose. Foi relatada superdose com Sertralina isoladamente em doses de até 13,5 g. Foram relatadas mortes envolvendo superdoses com Sertralina, principalmente em associação a outros fármacos e/ou álcool. Portanto, qualquer superdose deve ser tratada rigorosamente. Os sintomas incluem: efeitos adversos mediados pela serotonina tais como sonolência, distúrbios gastrintestinais (como náusea e vômito), taquicardia, tremor, agitação e tontura. Coma foi reportado com menor frequência. Não existem antídotos específicos para Sertralina. Estabeleça e mantenha respiração assistida, assegure ventilação e oxigenação adequadas, se necessário. Carvão ativado, o qual pode ser utilizado com um agente catártico, pode ser tão ou mais eficaz do que a lavagem e deve ser considerado no tratamento da superdose. A indução de emese não é recomendada. Monitoração cardíaca e dos sinais vitais são recomendadas juntamente com o controle dos sintomas e medidas gerais de suporte. Devido ao amplo volume de distribuição da Sertralina, diurese forçada, diálise, hemoperfusão e transfusão de sangue provavelmente não trarão benefícios.

Características farmacológicas. Propriedades Farmacodinâmicas.
A Sertralina é um inibidor potente e específico da recaptação da serotonina (5-HT) neuronal in vitro que resulta na potencialização dos efeitos da 5-HT em animais. Ela possui apenas efeito muito fraco sobre a recaptação neuronal da dopamina e
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1666

norepinefrina. Em doses terapêuticas, a Sertralina bloqueia a recaptação de serotonina em plaquetas humanas. É desprovida de atividades estimulantes, sedativas ou anticolinérgicas ou cardiotoxicidade em animais. Em estudos controlados em voluntários sadios, a Sertralina não causou sedação e não interferiu com a atividade psicomotora. De acordo com sua inibição seletiva de recaptação da 5-HT, Sertralina não aumenta a atividade catecolaminérgica. A Sertralina não possui afinidade por receptores muscarínicos (colinérgicos), serotoninérgicos, dopaminérgicos, adrenérgicos,

histaminérgicos, GABA ou benzodiazepínicos. A administração crônica de Sertralina em animais foi associada à redução adaptativa dos receptores norepinefrínicos cerebrais, como observado com outros medicamentos antidepressivos clinicamente eficazes. Não foi observado aumento de peso durante o tratamento de depressão e Transtorno Obsessivo Compulsivo com Sertralina, nos estudos clínicos controlados; alguns pacientes poderão apresentar redução de peso durante o tratamento com este medicamento. Em estudos realizados com animais e humanos, a Sertralina não demonstrou potencial de abuso. Em um estudo randomizado, duplo cego, placebo-controlado de avaliação do potencial de abuso comparativo da Sertralina, alprazolam e d-anfetamina em humanos, a Sertralina não produziu efeitos subjetivos positivos que indicassem potencial de abuso. Ao contrário, indivíduos avaliados com alprazolam e d-anfetamina apresentaram efeitos significativamente superiores ao placebo nos índices de farmacodependência, euforia e potencial de abuso. A Sertralina não produziu efeitos estimulantes ou ansiedade associados à d-anfetamina nem sedação e comprometimento psicomotor associados ao alprazolam. A Sertralina não age como um facilitador para a autoadministração de cocaína em macacos rhesus treinados. Além disso, a Sertralina não substituiu a d-anfetamina ou pentobarbital como estímulo discriminatório em macacos rhesus. Em um estudo de prevenção de recidiva da Fobia Social, pacientes que responderam ao tratamento no final de um estudo de 20 semanas, dose-flexível, multicêntrico, que comparou cloridrato de Sertralina (50-200 mg/dia) ao placebo, foram re-randomizados por mais 24 semanas em um tratamento continuado com cloridrato de Sertralina (dentro de 50-200 mg/dia) ou substituição por placebo, enquanto que os pacientes que responderam ao placebo permaneceram com o mesmo. Os pacientes que receberam o tratamento continuado com cloridrato de Sertralina apresentaram uma taxa de recidiva

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1667

estatística e significantemente menor após este estudo de 24 semanas que os pacientes randomizados para o tratamento de substituição por placebo.

Propriedades Farmacocinéticas.
A Sertralina demonstra farmacocinética linear, isto é, os níveis plasmáticos são doseproporcionais, em uma variação de dose de 50 a 200 mg. No homem, após a administração oral de doses únicas diárias de 50 a 200 mg por 14 dias, os picos de concentração plasmática (Cmáx) de Sertralina ocorrem em torno de 4,5 a 8,4 horas após a dose. O perfil farmacocinético em adolescentes e idosos não é significativamente diferente do observado em adultos entre 18 e 65 anos. A meia-vida média de Sertralina para homens e mulheres jovens e idosos varia de 22 a 36 horas. De forma consistente à meia-vida de eliminação terminal, concentrações estáveis (steady state), de aproximadamente o dobro da obtida em dose única são atingidas 1 semana após administração de doses únicas diárias. Aproximadamente 98% do fármaco circulante está ligado às proteínas plasmáticas. Estudos em animais indicam que a Sertralina possui um grande volume aparente de distribuição. A farmacocinética da Sertralina em pacientes pediátricos com TOC se mostrou comparável àquela observada em adultos (embora os pacientes pediátricos metabolizem a Sertralina com uma eficiência ligeiramente maior). Entretanto, doses mais baixas podem ser recomendadas a pacientes pediátricos, devido ao seu menor peso corpóreo (especialmente entre 6 a 12 anos), a fim de se evitar níveis plasmáticos muito altos. A Sertralina sofre um extenso metabolismo hepático de primeira passagem. O principal metabólito no plasma, a N-desmetilSertralina é substancialmente menos ativa que a Sertralina (cerca de 20 vezes) in vitro e não há evidência de atividade em modelos de depressão in vivo. A meia-vida da N-desmetilSertralina varia de 62 a 104 horas. A Sertralina e a N-desmetilSertralina são extensivamente metabolizadas pelo homem, e seus metabólitos resultantes são excretados na urina e fezes em quantidades semelhantes. Somente uma pequena quantidade (< 0,2%) de Sertralina é excretada na

O alimento não altera significativamente a biodisponibilidade da Sertralina quando administrada na forma de comprimidos revestidos.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1668

urina sob forma inalterada.

Dados de Segurança Pré-Clínicos. Estudos extensivos de avaliação de segurança crônica em animais demonstram que a Sertralina é geralmente bem tolerada em doses superiores àquelas clinicamente eficazes. A Sertralina também se apresentou destituída de efeitos mutagênicos. Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco.

PACIENTES IDOSOS.
Recomenda-se a mesma dosagem indicada para os pacientes adultos. Dizeres legais. Informes de ordem legal: VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA. Data de fabricação, prazo de validade e nº do lote: vide cartucho. A responsável técnica é a Farmacêutica

Doutora. Miriam Onoda Fujisawa - CRF-SP nº 10.640. Medicamento Registrado no MS: 1.0181.0537. Indústria responsável produtora: Medley Indústria Farmacêutica Ltda.

Conclusão.
Sertralina tem ação esperada como medicamento: cloridrato de Sertralina é um inibidor potente e específico da recaptação da serotonina (5-HT) neuronal e está indicado para o tratamento de sintomas de depressão, incluindo depressão acompanhada por sintomas de ansiedade, em pacientes com ou sem história de mania. Está indicado também para o tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) em pacientes adultos e pediátricos, Transtorno do Pânico e Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), Fobia Social (Transtorno da Ansiedade Social) e no tratamento dos sintomas da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM) e/ou Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM). Cuidados de armazenamento: conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C). Proteger da umidade. O medicamento normalmente tem prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem externa do produto. Não utilize o medicamento se o prazo de validade estiver vencido. Pode ser prejudicial à saúde. Em caso de gravidez e amamentação: este medicamento não deverá ser administrado durante a gravidez sem exclusiva orientação médica. Recomenda-se o acompanhamento médico na ocorrência de gravidez e no curso do tratamento ou após
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1669

o seu término. O uso do medicamento durante o período de amamentação também não é recomendado. Informe ao médico se estiver amamentando. Cuidados de administração: a duração do tratamento dependerá da resposta ao medicamento. Portanto, a posologia deverá ser orientada exclusivamente pelo médico. A segurança e a eficácia do uso da Sertralina em pacientes pediátricos com idade inferior a 6 anos não foi estabelecida. Deve haver nesses casos a orientação supervisionada do médico, e o horários monitorados respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Em interrupção do tratamento: não interromper o tratamento sem o conhecimento do médico. O médico deve avaliar a eficácia da terapia. Reações adversas: o aparecimento de reações desagradáveis durante o tratamento com cloridrato de Sertralina deve ser documentado para fins de vigilância do fármaco. As reações adversas mais comuns que poderão ocorrer com o uso do medicamento são: náusea, diarreia, fezes amolecidas, perda do apetite, indisposição digestiva, tremor, tonturas, insônia, sonolência, sudorese, boca seca e retardo na ejaculação. Ingestão concomitante com outras substâncias:

cloridrato de Sertralina pode ser administrado com alimentos, porém não deverá ser administrado junto com álcool. Contra indicações: em pacientes utilizando inibidores da monoaminoxidase (IMAO) ou com conhecida hipersensibilidade ao fármaco ou aos outros componentes da fórmula. O médico para fins de farmacovigilância deve acompanhar sobre qualquer medicamento que o paciente esteja usando, antes do início ou durante o tratamento. Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem ser prejudicadas.

Atenção!!! Aos pesquisadores e discentes ou profissionais. Os medicamentos elencados nas notas técnicas acima citadas, estão incorporados nas limitações e definições estabelecidas na Resolução ANVISA N.º 147, DE 28 DE MAIO DE 1999.

RESOLUÇÃO ANVISA N.º 147, DE 28 DE MAIO DE 1999. Atualização das listas de substâncias sujeitas a controle especial. Resolução n.º 147/ANVISA, 28 de maio de 1999.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1670

O Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 13, inciso XI, do Regulamento aprovado pelo Decreto n.º 3.029, de 16 de abril de 1999 e tendo em vista o art. 73 do Regimento Interno, aprovado pela Resolução n.º 1, de 26 de abril de 1999,
Resolve,

Art. 1º Publicar a atualização das listas de substâncias sujeitas a controle especial (Anexo I) em acordo com o artigo 101 do Regulamento Técnico aprovado pela Portaria SVS/MS n.º 344, de 12 de maio de 1998, republicado no Diário Oficial da União de 1 de fevereiro de 1999. Art. 2º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. ANVISA - Gonzalo Vecina Neto. ANEXO I MINISTÉRIO DA SAÚDE AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DIRETORIA DE MEDICAMENTOS E PRODUTOS GERÊNCIA GERAL DE MEDICAMENTOS ATUALIZAÇÃO N.º 1 LISTAS DA PORTARIA SVS/MS N.º 344 DE 12 DE MAIO DE 1998 (DOU DE 1/2/99) LISTA - A1 LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES (Sujeitas a Notificação de Receita ―A‖) 1. ACETILMETADOL
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1671

2. ACETORFINA 3. ALFACETILMETADOL 4. ALFAMEPRODINA 5. ALFAMETADOL 6. ALFAPRODINA 7. ALFENTANILA 8. ALILPRODINA 9. ANILERIDINA 10. BECITRAMIDA 11. BENZETIDINA 12. BENZILMORFINA 13. BENZOILMORFINA 14. BETACETILMETADOL 15. BETAMEPRODINA 16. BETAMETADOL 17. BETAPRODINA 18. BUPRENORFINA 19. BUTORFANOL 20. CETOBEMIDONA 21. CLONITAZENO 22. CODOXIMA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1672

23. CONCENTRADO DE PALHA DE DORMIDEIRA 24. DEXTROMORAMIDA 25. DIAMPROMIDA 26. DIETILTIAMBUTENO 27. DIFENOXILATO 28. DIFENOXINA 29. DIIDROMORFINA 30. DIMEFEPTANOL (METADOL) 31. DIMENOXADOL 32. DIMETILTIAMBUTENO 33. DIOXAFETILA 34. DIPIPANONA 35. DROTEBANOL 36. ETILMETILTIAMBUTENO 37. ETONITAZENO 38. ETORFINA 39. ETOXERIDINA 40. FENADOXONA 41. FENAMPROMIDA 42. FENAZOCINA 43. FENOMORFANO

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1673

44. FENOPERIDINA 45. FENTANILA 46. FURETIDINA 47. HIDROCODONA 48. HIDROMORFINOL 49. HIDROMORFONA 50. HIDROXIPETIDINA 51. ISOMETADONA 52. LEVOFENACILMORFANO 53. LEVOMETORFANO 54. LEVOMORAMIDA 55. LEVORFANOL 56. METADONA 57. METAZOCINA 58. METILDESORFINA 59. METILDIIDROMORFINA 60. METOPONA 61. MIROFINA 62. MORFERIDINA 63. MORFINA 64. MORINAMIDA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1674

65. NICOMORFINA 66. NORACIMETADOL 67. NORLEVORFANOL 68. NORMETADONA 69. NORMORFINA 70. NORPIPANONA 71. N-OXICODEÍNA 72. N-OXIMORFINA 73. ÓPIO 74. OXICODONA 75. OXIMORFONA 76. PETIDINA 77. PIMINODINA 78. PIRITRAMIDA 79. PROEPTAZINA 80. PROPERIDINA 81. RACEMETORFANO 82. RACEMORAMIDA 83. RACEMORFANO 84. REMIFENTANILA 85. SUFENTANILA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1675

86. TEBACONA (ACETILDIIDROCODEINONA) 87. TEBAÍNA 88. TILIDINA 89. TRIMEPERIDINA ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima, bem como os intermediários da METADONA (4-ciano-2-dimetilamina4,4-difenilbutano), MORAMIDA (ácido 2-metil-3-

morfolina-1,1-difenilpropano carboxílico) e PETIDINA (A – 4 ciano-1-metil-4-fenilpiperidina, B – éster etílico do ácido 4-fenilpiperidina-4-carboxilíco e C – ácido-1-metil4-fenilpiperidina-4-carboxílico); 2) preparações a base de DIFENOXILATO, contendo por unidade posológica, não mais que 2,5 miligramas de DIFENOXILATO calculado como base, e uma quantidade de Sulfato de Atropina equivalente a, pelo menos, 1,0% da quantidade de DIFENOXILATO, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: ―VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA―; 3) preparações a base de ÓPIO contendo não mais que 50 miligramas de ÓPIO (contém 5 miligramas de morfina anidra), ficam sujeitas a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA;

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1676

4) fica proibida a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham ÓPIO e seus derivados sintéticos e CLORIDRATO DE DIFENOXILATO e suas associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico(Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94). LISTA – A2 LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES DE USO PERMITIDO SOMENTE EM CONCENTRAÇÕES ESPECIAIS (Sujeitas a Notificação de Receita ―A‖) 1. ACETILDIIDROCODEINA 2. CODEÍNA 3. DEXTROPROPOXIFENO 4. DIIDROCODEÍNA 5. ETILMORFINA (DIONINA) 6. FOLCODINA 7. NALBUFINA 8. NALORFINA 9. NICOCODINA 10. NICODICODINA

12. PROPIRAM 13. TRAMADOL
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1677

11. NORCODEÍNA

ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima; 2) preparações a base de ACETILDIIDROCODEÍNA, CODEÍNA, DIIDROCODEÍNA, ETILMORFINA, FOLCODINA, NICODICODINA,

NORCODEÍNA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade de entorpecentes não exceda 100 miligramas por unidade posológica, e em que a concentração não ultrapasse a 2,5% nas preparações de formas indivisíveis ficam sujeitas prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: ―VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA ―; 3) preparações a base de TRAMADOL, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 100 miligramas de TRAMADOL por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: ―VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA 4) preparações a base de DEXTROPROPOXIFENO, misturadas a um ou mais componentes, em que a

quantidade de entorpecente não exceda 100 miligramas por unidade posológica e em que a concentração não ultrapasse 2,5% nas preparações indivisíveis, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1678

apresentar

a

seguinte

frase:

―VENDA

SOB

PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA ―. 5) preparações a base de NALBUFINA, misturadas a um ou mais componentes, em que a quantidade não exceda 10 miligramas de CLORIDRATO DE NALBUFINA por unidade posológica ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: ―VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA ―; 6) preparações a base de PROPIRAM, misturadas a um ou mais componentes, contendo não mais que 100

miligramas de PROPIRAM por unidade posológica e associados, no mínimo, a igual quantidade de

metilcelulose, ficam sujeitas a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula deverão apresentar a seguinte frase: ―VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA ―. LISTA - A3 LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS (Sujeita a Notificação de Receita ―A‖) 1. ANFETAMINA 2. CATINA 3. CLOBENZOREX 4. CLORFENTERMINA 5. DEXANFETAMINA
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1679

6. FENCICLIDINA 7. FENETILINA 8. FENMETRAZINA 9. LEVANFETAMINA 10. LEVOMETANFETAMINA 11. METANFETAMINA 12. METILFENIDATO 13. TANFETAMINA ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima. LISTA – B1 LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS (Sujeitas a Notificação de Receita ―B‖) 1. ALOBARBITAL 2. ALPRAZOLAM 3. AMOBARBITAL 4. APROBARBITAL 5. BARBEXACLONA 6. BARBITAL 7. BROMAZEPAM

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1680

8. BROTIZOLAM 9. BUTALBITAL 10. BUTOBARBITAL 11. CAMAZEPAM 12. CETAZOLAM 13. CICLOBARBITAL 14. CLOBAZAM 15. CLONAZEPAM 16. CLORAZEPAM 17. CLORAZEPATO 18. CLORDIAZEPÓXIDO 19. CLOTIAZEPAM 20. CLOXAZOLAM 21. DELORAZEPAM 22. DIAZEPAM 23. ESTAZOLAM 24. ETCLORVINOL 25. ETINAMATO 26. FENOBARBITAL 27. FLUDIAZEPAM 28. FLUNITRAZEPAM

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1681

29. FLURAZEPAM 30. GLUTETIMIDA 31. HALAZEPAM 32. HALOXAZOLAM 33. LEFETAMINA 34. LOFLAZEPATO ETILA 35. LOPRAZOLAM 36. LORAZEPAM 37. LORMETAZEPAM 38. MEDAZEPAM 39. MEPROBAMATO 40. MESOCARBO 41. METIL FENOBARBITAL (PROMINAL) 42. METIPRILONA 43. MIDAZOLAM 44. N-ETILANFETAMINA 45. NIMETAZEPAM 46. NITRAZEPAM 47. NORCANFANO (FENCANFAMINA) 48. NORDAZEPAM 49. OXAZEPAM

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1682

50. OXAZOLAM 51. PEMOLINA 52. PENTAZOCINA 53. PENTOBARBITAL 54. PINAZEPAM 55. PIPRADOL 56. PIROVARELONA 57. PRAZEPAM 58. PROLINTANO 59. PROPILEXEDRINA 60. SECBUTABARBITAL 61. SECOBARBITAL 62. TEMAZEPAM 63. TETRAZEPAM 64. TIAMILAL 65. TIOPENTAL 66. TRIAZOLAM 67. TRIEXIFENIDIL 68. VINILBITAL 69. ZOLPIDEM 70. ZOPICLONA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1683

ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima; 2) os medicamentos que contenham FENOBARBITAL, PROMINAL, BARBITAL e BARBEXACLONA, ficam sujeitos a prescrição da Receita de Controle Especial, em 2 (duas) vias e os dizeres de rotulagem e bula devem apresentar a seguinte frase: ―VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA ―. LISTA - B2 LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS

ANOREXÍGENAS (Sujeitas a Notificação de Receita ―B‖) 1. AMINOREX 2. ANFEPRAMONA (DIETILPROPIONA) 3. FEMPROPOREX 4. FENDIMETRAZINA 5. FENTERMINA 6. MAZINDOL 7. MEFENOREX ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1684

LISTA – C1 LISTA DAS OUTRAS SUBSTÂNCIAS SUJEITAS A CONTROLE ESPECIAL (Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias) 1. ACEPROMAZINA 2. ÁCIDO VALPRÓICO 3. AMANTADINA 4. AMINEPTINA 5. AMISSULPRIDA 6. AMITRIPTILINA 7. AMOXAPINA 8. AZACICLONOL 9. BECLAMIDA 10. BENACTIZINA 11. BENFLUOREX 12. BENZOCTAMINA 13. BENZOQUINAMIDA 14. BIPERIDENO 15. BUSPIRONA 16. BUTAPERAZINA 17. BUTRIPTILINA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1685

18. CAPTODIAMINA 19. CARBAMAZEPINA 20. CAROXAZONA 21. CETAMINA 22. CICLARBAMATO 23. CICLEXEDRINA 24. CICLOPENTOLATO 25. CITALOPRAM 26. CLOMACRANO 27. CLOMETIAZOL 28. CLOMIPRAMINA 29. CLOREXADOL 30. CLORPROMAZINA 31. CLORPROTIXENO 32. CLOTIAPINA 33. CLOZAPINA 34. DEANOL 35. DESFLURANO 36. DESIPRAMINA 37. DEXETIMIDA 38. DEXFENFLURAMINA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1686

39. DEXTROMETORFANO 40. DIBENZEPINA 41. DIMETRACRINA 42. DISOPIRAMIDA 43. DISSULFIRAM 44. DIVALPROATO DE SÓDIO 45. DIXIRAZINA 46. DOXEPINA 47. DROPERIDOL 48. ECTILURÉIA 49. EMILCAMATO 50. ENFLURANO 51. ENTACAPONA 52. ETOMIDATO 53. ETOSSUXIMIDA 54. FACETOPERANO (LEVOFACETOPERANO) 55. FEMPROBAMATO 56. FENAGLICODOL 57. FENELZINA 58. FENFLURAMINA 59. FENILPROPANOLAMINA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1687

60. FENIPRAZINA 61. FENITOINA 62. FENTOLAMINA 63. FLUFENAZINA 64. FLUMAZENIL 65. FLUOXETINA 66. FLUPENTIXOL 67. FLUVOXAMINA 68. GABAPENTINA 69. HALOPERIDOL 70. HALOTANO 71. HIDRATO DE CLORAL 72. HIDROCLORBEZETILAMINA 73. HIDROXIDIONA 74. HOMOFENAZINA 75. IMICLOPRAZINA 76. IMIPRAMINA 77. IMIPRAMINÓXIDO 78. IPROCLORIZIDA 79. ISOCARBOXAZIDA 80. ISOFLURANO

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1688

81. ISOPROPIL-CROTONIL-URÉIA 82. LAMOTRIGINA 83. LEVODOPA 84. LEVOMEPROMAZINA 85. LINDANO 86. LISURIDA 87. LITIO 88. LOPERAMIDA 89. LOXAPINA 90. MAPROTILINA 91. MECLOFENOXATO 92. MEFENOXALONA 93. MEFEXAMIDA 94. MEPAZINA 95. MESORIDAZINA 96. METILPENTINOL 97. METISERGIDA 98. METIXENO 99. METOPROMAZINA 100.METOXIFLURANO 101.MIANSERINA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1689

102.MINACIPRAN 103.MINAPRINA 104.MIRTAZAPINA 105.MISOPROSTOL 106.MOCLOBEMIDA 107.MOPERONA 108. NALOXONA 109.NALTREXONA 110.NEFAZODONA 111.NIALAMIDA 112.NOMIFENSINA 113.NORTRIPTILINA 114.NOXPTILINA 115.OLANZAPINA 116.OPIPRAMOL 117. ORLISTAT 118.OXCARBAZEPINA 119.OXIFENAMATO 120.OXIPERTINA 121.PAROXETINA 122.PENFLURIDOL

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1690

123.PERFENAZINA 124.PERGOLIDA 125.PERICIAZINA (PROPERICIAZIDA) 126.PIMOZIDA 127.PIPAMPERONA 128.PIPOTIAZINA 129.PRAMIPEXOL 130.PRIMIDONA 131.PROCLORPERAZINA 132.PROMAZINA 133.PROPANIDINA 134.PROPIOMAZINA 135.PROPOFOL 136.PROTIPENDIL 137.PROTRIPTILINA 138.PROXIMETACAINA 139. REBOXETINA 140.RISPERIDONA 141.ROPINIROL 142.SELEGILINA 143.SERTRALINA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1691

144.SEVOFLURANO 145.SIBUTRAMINA 146. SILDENAFILA 147.SULPIRIDA 148.TACRINA 149.TALCAPONA 150.TETRACAÍNA 151.TIANEPTINA 152.TIAPRIDA 153.TIOPROPERAZINA 154.TIORIDAZINA 155.TIOTIXENO 156.TOPIRAMATO 157.TRANILCIPROMINA 158.TRAZODONA 159.TRICLOFÓS 160.TRICLORETILENO 161.TRIFLUOPERAZINA 162.TRIFLUPERIDOL 163.TRIMIPRAMINA 164. TROGLITAZONA

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1692

165.VALPROATO SÓDICO 166.VENLAFAXINA 167.VERALIPRIDA 168.VIGABATRINA 169.ZIPRAZIDONA 170. ZOTEPINA 171.ZUCLOPENTIXOL ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima; 2) ficam suspensas, temporariamente, as atividades mencionadas no artigo 2º da Portaria SVS/MS n.º 344/98, relacionadas as substâncias FENFLURAMINA E

DEXFENFLURAMINA e seus sais, bem como os medicamentos que as contenham, até que os trabalhos de pesquisa em desenvolvimento no país e no exterior, sobre efeitos colaterais indesejáveis, sejam ultimados; 3) os medicamentos a base da substância LOPERAMIDA ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA; 4) fica proibido a comercialização e manipulação de todos os medicamentos que contenham LOPERAMIDA ou em associações, nas formas farmacêuticas líquidas ou em xarope para uso pediátrico (Portaria SVS/MS n.º 106 de 14 de setembro de 1994 – DOU 19/9/94);

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1693

5) só será permitida a compra e uso do medicamento contendo a substância MISOPROSTOL em

estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados junto a Autoridade Sanitária para este fim; 6) os medicamentos a base da substância

FENILPROPANOLAMINA, ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA; 7) os medicamentos a base da substância TETRACAÍNA ficam sujeitos a: (a) VENDA SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico odontológico, não associadas a qualquer outro princípio ativo; (b) VENDA COM PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM A RETENÇÃO DE RECEITA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico

ortorrinolaringológico, especificamente para Colutórios e Soluções utilizadas no tratamento de Otite Externa e... (c) VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM

RETENÇÃO DE RECEITA - quando tratar-se de preparações farmacêuticas de uso tópico oftalmológico; 8) os medicamentos a base da substância

DEXTROMETORFANO, ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO RECEITA; 9) Excetuam-se das disposições legais deste Regulamento Técnico os produtos a base das substâncias Lindano e Tricloroetileno quando, comprovadamente, forem MÉDICA SEM RETENÇÃO DE

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1694

utilizadas para outros fins que não os de efeito à área de saúde, e portanto não estão sujeitos ao controle e

fiscalização do Ministério da Saúde; 10) As empresas detentoras de registro de medicamentos a base da substância TROGLITAZONA ficam obrigadas a proceder o monitoramento clínico e bioquímico dos pacientes que utilizam os referidos medicamentos. LISTA - C2 LISTA DE SUBSTÂNCIAS RETINÓICAS (Sujeitas a Notificação de Receita Especial) 1. ACITRETINA 2. ADAPALENO 3. ISOTRETINOÍNA 4. TRETINOÍNA ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima; 2) os medicamentos de uso tópico contendo as substâncias desta lista ficam sujeitos a VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SEM RETENÇÃO DE RECEITA. LISTA – C3 LISTA DE SUBSTÂNCIAS IMUNOSSUPRESSORAS (Sujeita a Notificação de Receita Especial) 1) FTALIMIDOGLUTARIMIDA (TALIDOMIDA)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1695

ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima. LISTA – C4 LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANTI-RETROVIRAIS (Sujeitas a Receituário do Programa da DST/AIDS ou Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias) 1. ABACAVIR 2. DELAVIDINA 3. DIDANOSINA (ddI) 4. EFAVIRENZ 5. ESTAVUDINA (d4T) 6. INDINAVIR 7. LAMIVUDINA (3TC) 8. NELFINAVIR 9. NEVIRAPINA 10. RITONAVIR 11. SAQUINAVIR 12. ZALCITABINA (ddC) 13. ZIDOVUDINA (AZT) ADENDO:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1696

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima; 2) os medicamentos a base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, devem ser prescritos em receituário DST/AIDS do

próprio estabelecido pelo Programa de

Ministério da Saúde, para dispensação nas farmácias hospitalares/ambulatoriais do Sistema Público de Saúde; 3) os medicamentos a base de substâncias anti-retrovirais acima elencadas, quando dispensados em farmácias e drogarias, ficam sujeitos a venda sob Receita de Controle Especial em 2 (duas) vias. LISTA - C5 LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANABOLIZANTES (Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias) 1. DIIDROEPIANDROSTERONA (DHEA) 2. ESTANOZOLOL 3. FLUOXIMESTERONA OU

FLUOXIMETILTESTOSTERONA 4. MESTEROLONA 5. METANDRIOL 6. METILTESTOSTERONA 7. NANDROLONA 8. OXIMETOLONA ADENDO:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1697

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima. LISTA - D1 LISTA DE SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS DE

ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS (Sujeitas a Receita Médica sem Retenção) 1. 1-FENIL-2-PROPANONA 2. 3,4 - METILENDIOXIFENIL-2-PROPANONA 3. ACIDO ANTRANÍLICO 4. ÁCIDO FENILACETICO 5. ÁCIDO LISÉRGICO 6. ÁCIDO N-ACETILANTRANÍLICO 7. EFEDRINA 8. ERGOMETRINA 9. ERGOTAMINA 10. ISOSAFROL 11. PIPERIDINA 12. PIPERONAL 13. PSEUDOEFEDRINA

ADENDO:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1698

14. SAFROL

1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima. LISTA - D2 LISTA DE INSUMOS QUÍMICOS UTILIZADOS

COMO PRECURSORES PARA FABRICAÇÃO E SÍNTESE DE ENTORPECENTES E/OU

PSICOTRÓPICOS (Sujeitos a Controle do Ministério da Justiça) 1. ACETONA 2. ÁCIDO CLORÍDRICO 3. ÁCIDO SULFÚRICO 4. ANIDRIDO ACÉTICO 5. CLORETO DE METILENO 6. CLOROFÓRMIO 7. ÉTER ETÍLICO 8. METIL ETIL CETONA 9. PERMANGANATO DE POTÁSSIO 10. SULFATO DE SÓDIO 11. TOLUENO ADENDO: 1) produtos e insumos químicos, sujeitos a controle da Polícia Federal, de acordo com a Lei n.º 9.017 de

2.036 de 14/10/1996, Resolução n.º 01/95 de 07 de
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

30/03/1995, Decreto n.º 1.646 de 26/09/1995, Decreto n.º

1699

novembro de 1995 e Instrução Normativa n.º 06 de 25/09/1997; 2) o insumo químico ou substância CLOROFÓRMIO está proibido para uso em medicamentos. LISTA – E LISTA DE PLANTAS QUE PODEM ORIGINAR SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICAS 1. CANNABIS SATIVUM 2. CLAVICEPS PASPALI 3. DATURA SUAVEOLANS 4. ERYTROXYLUM COCA 5. LOPHOPHORA WILLIAMSII (CACTO PEYOTE) 6. PRESTONIA AMAZONICA (HAEMADICTYON AMAZONICUM) ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias obtidas a parti das plantas elencadas acima. LISTA - F LISTA DAS SUBSTÂNCIAS DE USO PROSCRITO NO

LISTA F1 - SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1700

BRASIL

1. 3-METILFENTANILA (N-(3-METIL 1-(FENETIL-4PIPERIDIL)PROPIONANILIDA) 2. 3-METILTIOFENTANILA (N-[3-METIL-1-[2-(2-TIENIL)ETIL]-4PIPERIDIL]PROPIONANILIDA) 3. ACETIL-ALFA-METILFENTANILA (N-[1-µ-

METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]ACETANILIDA) 4. ALFA-METILFENTANILA (N-[1-µ-

METILFENETIL)-4-PIPERIDIL]PROPIONANILIDA) 5. ALFAMETILTIOFENTANIL (N-[1-[1-METIL-2-(2-TIENIl)ETIL]-4PIPERIDIL]PROPIONANILIDA) 6. BETA-HIDROXI-3-METILFENTANILA 7. BETA-HIDROXIFENTANILA 8. COCAÍNA 9. DESOMORFINA (DIIDRODEOXIMORFINA) 10. ECGONINA 11. HEROÍNA (DIACETILMORFINA) 12. MPPP (1-METIL-4-FENIL-4-PROPIONATO DE PIPERIDINA (ESTER)) 13.PARA-FLUOROFENTANILA (4-FLUORO-N-(1-

14. PEPAP (1-FENETIL-4-FENIL-4-ACETATO DE PIPERIDINA (ESTER))

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1701

FENETIL-4-RIDIL)PROPIONANILIDA)

15.

TIOFENTANILA

(N-[1-[2-TIENIL)ETIL]-4-

PIPERIDIL]PROPIONANILIDA) LISTA F2 - SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS 1. 4-METILAMINOREX (±)-CIS-2-AMINO-4-METIL-5FENIL-2-OXAZOLINA 2. BENZOFETAMINA 3. CATINONA ( (-)-(S)-2-AMINOPROPIOFENONA) 4. CLORETO DE ETILA 5. DET ( 3-[2-(DIETILAMINO)ETIL]LINDOL) 6. DMA ((±)-2,5-DIMETOXI-µ-

METILFENETILAMINA) 7. DMHP (3-(1,2-DIMETILHEPTIL)-7,8,9,10-

TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL-6HDIBENZO[B,D]PIRANO1-OL) 8. DMT - (3-[2-(DIMETILAMINO)ETIL] INDOL) 9. DOB ((±)-4-BROMO-2,5-DIMETOXI-µ-

METILFENETILAMINA)-BROLANFETAMINA 10. DOET ((±) –4-ETIL-2,5-DIMETOXIµ-

FENETILAMINA) 11. ETICICLIDINA (N-ETIL-1-

FENILCICLOHEXILAMINA)-PCE 12. ETRIPTAMINA - (3-(2-AMINOBUTIL)INDOL)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1702

13. LISERGIDA - (9,10-DIDEHIDRO-N,N-DIETIL-6METILERGOLINA-8 b-CARBOXAMIDA) -LSD 14. MDA (µ-METIL-3,4-

(METILENDIOXI)FENETILAMINA)TENAMFETAMINA 15. MDMA ( (±)-N, µ-DIMETIL-3,4-

(METILENDIOXI)FENETILAMINA) 16. MECLOQUALONA 17. MESCALINA (3,4,5-

TRIMETOXIFENETILAMINA) 18. METAQUALONA 19. METICATINONA (2-(METILAMINO)-1-

FENILPROPAN-L-ONA) 20. MMDA (2-METOXI-µ-METIL-4,5-

(METILENDIOXI)FENETILAINA) 21. PARAHEXILA (3-HEXIL-7,8,9,10-TETRAHIDRO-6,6,9-TRIMETIL6H-DIBENZO[B,D]PIRANO-1-OL) 22. PMA - (P-METOXI-µ-METILFENETILAMINA) 23. PSILOCIBINA - (FOSFATO DIHIDROGENADO DE 3-[2-(DIMETILAMINOETIL)]INDOL-4-ILO) 24. PSILOCINA, PSILOT (3-[2-

25.

ROLICICLIDINA

-

(L-(L-

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

FENILCICLOMEXIL)PIRROLIDINA)-PHP,PCPY

1703

(DIMETILAMINO)ETIL]INDOL-4-OL)

26.

STP,DOM

(2,5-DIMETOXI-µ,4-

DIMETILFENETILAMINA) 27. TENOCICLIDINA (1-[1-(2-

TIENIL)CICLOHEXIL]PIPERIDINA)-TCP 28. THC - (TETRAIDROCANABINOL) 29. TMA ( (±)-3,4,5-TRIMETOXI-µ-

METILFENETILAMINA) 30. ZIPEPROL LISTA F3 – OUTRAS SUBSTÂNCIAS 1. ESTRICNINA 2. ETRETINATO ADENDO: 1) ficam também sob controle, todos os sais e isômeros das substâncias enumeradas acima.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1704

Bibliografia Suplementar. 1. AMR, M. M.; HALIM, Z. S.; MOUSSA, S. S. Psychiatric disorders among egyptian pesticide applicators and formulators. Environ. Res., n. 73, p. 193–199, apr. 1997. 2. ANDRADE, M. F.; ANDRADE, R. C. G.; SANTOS V. Prescrição de psicotrópicos: avaliação das informações contidas em receitas e notificações. Rev Bras Ciênc Farm, v. 40, n. 4, p. 471-79, out./dez. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbcf/v40n4/v40n4a04.pdf.>. Acesso em: 31 jun. 2009. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Bulário eletrônico. Brasília: ANVISA, 2010. 3. ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Declaração de possíveis conflitos de interesse para membros da Câmara Técnica de Medicamentos. Disponível em:

<http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/cateme/declara_conflito.pdf>. Acesso em: 15 dez. 2013. 4. ARAÚJO, A. L. A. et al. Perfil da assistência farmacêutica na atenção primária do Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13 (supl), p. 611-617, 2008. Disponível em:

<http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S14138123200800 0700010>. Acesso em: 10 dezembro de 2013. 5. AUCHEWSKI, L. et al. Avaliação da orientação médica sobre os efeitos colaterais de benzodiazepínicos. Rev Bras Psiquiatr, v. 26, n. 1, p. 24-31, 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbp/v26n1/a08v26n1.pdf>. Acesso em: 2 de dezembro de 2013. 6. AUSTRALIAN and New Zealand clinical practice guidelines for the treatment of depression. Australian and New Zealand Journal of Psychiatry, v. 38, p. 389407, 2004. Disponível

em:<http://www.nzgg.org.nz/guidelines/0095/Depression_Clinican_Full.pdf.>. Acesso 1 de dezembro de 2013. 7. Warembourg H, Jaillard J. Clinical experimentation with fenproporex in the treatment of obesity. Apropos of 40 cases. (French). Journal de la Faculte de médecine et de pharmacie de l'Universite de Lille. 1968 Mar;13(3):Suppl:273-6.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1705

8. Tognoni G, Morselli PL, Garattini S. Amphetamine concentrations in rat brain and human urine after fenproporex administration. European Journal of Pharmacology. 1972 Oct;20(1):125-6. 9. Cody JT. Metabolic precursors to amphetamine and

methamphetamine. Forensic Science Reviews 1993; 5:109. 10. Pelissier-Alicot AL, Piercecchi-Marti MD, Bartoli C, Kuhlmann E, Coiffait PE, Sanvoisin A, Giocanti D, Leonetti G. Abusive prescription of psychostimulants: a study of two cases. Journal of Forensic Science. 2006 Mar;51(2):407-10. 11. Cohen PA. Imported fenproporex-based diet pills from Brazil: a report of two cases. Journal of General Internal Medicine 2009; 24(3):430-3. 12. Cohen PA, McCormick D, Casey C, Dawson G, Hacker KA. Imported compounded diet pill use among Brazilian women immigrants in the United States. Journal of Immigrant and Minority Health 2009; 11(3):229-236. 13. Cláudia Collucci (24 de dezembro de 2012). Pílula brasileira ilegal para emagrecimento preocupa EUA (em português). Folha de S.Paulo. Página visitada em 07 de setembro de 2013. 14. Seyffart, G. (1991). = FubgMz6aOWAC & lpg = PA245 & ots = pfluHBRuOx & pg = PA245 # v = onepage & q & f = false dosagem da droga na insuficiência renal .Springer. pp 245-246. ISBN 978-0-7923-0964-2 . 15. http://www.fda.gov/cder/consumerinfo/weight_loss_products.htm 16. "21 CFR 1.308,14 (e) (4)" . Governo dos EUA Office Printing. Retirado 2011/04/20. 17. A Lista Proibida Standard 2009 Internacional . Agência Mundial AntiDoping (2009). Página visitada em 2009-08-18. 18. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Atualização das Diretrizes para o Tratamento Farmacológico da Obesidade e do Sobrepeso. Posicionamento Oficial da ABESO/ SBEM – 2010. 19. Stokowski LA. Weight Loss Drugs: What Works? From Medscape Diabetes & Endocrinology. Disponível em: http://www.medscape.com/viewarticle/733585.

20. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes brasileiras de obesidade 2009/2010. 3aed. Itapevi, SP: AC Farmacêutica, 2009.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1706

Acessado em: 11/02/2011.

Nota Técnica. Iconografias.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1707

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1708

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1709

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1710

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1711

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1712

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1713

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1714

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1715

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1716

O presente livro pode ser lançado em sites e blogs conforme licença internacional do autor do e-book e da editora. Seqüência:

Aula audiovisual – Ead-INESPEC. http://www.youtube.com/watch?v=es-enaK1Mvc <iframe width="640" height="360" src="//www.youtube.com/embed/XexKTyELig0?feature=player_detailpage" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Aula audiovisual – Ead-INESPEC. - Gastroplastia - Vanessa 1 ano depois. <iframe width="640" height="360" src="//www.youtube.com/embed/XexKTyELig0?feature=player_detailpage" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1717

GASTROPLASTIA

Y

ROUX

NA

OBESIDADE MÓRBIDA (bypass)- COMO EU FACO -DR. NILTON ARANHA.mpg http://www.youtube.com/watch?v=Jr3cvT246vk <iframe width="640" height="390" src="//www.youtube.com/embed/Jr3cvT246vk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Aula audiovisual – Ead-INESPEC. Gastroplastia (Gastric Bypass)Sidnei Barbosa -16 mar 2011 - B Stomach Reduction. http://www.youtube.com/watch?v=28bvMrwOcdU <iframe width="640" height="390" src="//www.youtube.com/embed/28bvMrwOcdU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1718

Essas notas técnicas e complementares têm por objetivo mostrar a funcionalidade do conhecimento na prática da atividade profissional, assim, para finalizar esse Capítulo ANATOMIA DA VIA Parenteral por injeção ou infusão, dentro do contexto do Tomo de Anatomia e Fisiologia Direcionada ao SISTEMA DE INFUSÃO, apresento os dois últimos tópicos vinculados ao uso de medicação parenteral por injeção e infusão.

ONDE SE PODE FAZER USO DA VIA Parenteral por injeção ou infusão?
Nota do Autor. O conteúdo abaixo transcrito foi produzido sem fins econômico e os direitos são licenciados sob uma Licença Creative Commons, detentora Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. NRA – Anastomóticos na aorta abdominal. Os aneurismas anastomóticos que envolvem a anastomose proximal de reconstruções do território aorto-ilíaco são graves, e as operações convencionais para sua correção são complexas e passíveis de graves complicações. Só para termos uma idéia visual do
seguimento anastomótico. Apresentaremos os relatos: CASO 1 - Relato do caso – Paciente do sexo masculino, 68 anos de idade, hipertenso,

havia sido submetido a enxerto aorto-bifemoral há 18 anos por doença oclusiva aortoilíaca bilateral. Estava em acompanhamento pós-operatório quando se diagnosticou, através de ultra-som abdominal, a presença de aneurisma anastomótico na aorta infrarenal, com diâmetro de 4,5 cm. Não havia sinais clínicos e laboratoriais de infecção envolvendo a prótese. A angiotomografia confirmou este achado (Iconografia A1). O enxerto estava pérvio em seus dois ramos, e decidiu-se por correção endovascular do pseudo-aneurisma.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1719

Segundo relato do médico cirurgião dos casos utilizou-se uma endoprótese aorto-monoilíaca para o ramo direito do enxerto, oclusão do ramo esquerdo e enxerto fêmoro-femoral cruzado (Iconografia A2). O paciente encontra-se com um ano de pós-operatório, com o aneurisma anastomótico excluído e os membros inferiores revascularizados.

CASO 2 - Relato do caso – Paciente do sexo masculino, 57 anos, obeso, hipertenso. Tratado cirurgicamente de doença oclusiva aorto-ilíaca bilateral com enxerto aorto-bifemoral há 15 anos. Neste período de pós-operatório, foi identificado, ao ultra-som, um aneurisma anastomótico de aorta infra-renal, inicialmente de 2 cm, que cresceu até 4,3 cm. Realizou-se angiotomografia pré-operatória (Iconografia A3).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1720

Segundo os autores do estudo clínico, foi realizada correção endovascular do pseudo-aneurisma, utilizando-se uma endoprótese tubular aórtica posicionada justa-renal até a bifurcação do enxerto, também por via femoral. O paciente se encontra com 3 meses de pós-operatório, com evolução satisfatória (Iconografia A4 e a5).

Conclusão – O tratamento endovascular do aneurisma anastomótico de aorta infra-renal é factível. Por ser uma cirurgia de menor porte, a morbimortalidade associada é menor. E, pelo sucesso técnico satisfatório, pode ser indicada em casos selecionados, sem infecção e com anatomia favorável. Nota Técnica Inserida no Capítulo.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1721

Administração endovenosa – injeção ou infusão contínua de contraste iodado hidrossolúvel de excreção renal (iônico ou não iônico). Exemplos de uso de infusão: Exames Contrastados – Urografia Excretora – Radiologia do SISTEMA URINÁRIO. UROGRAFIA EXCRETORA. Também denominada urografia intravenosa, urografia excretora tem o objetivo de limpar o intestino que se superpõe aos rins e ureteres e também desidratar levemente o paciente, para melhorar a concentração de contraste nos rins. Para isso é feito um preparo á base de laxativo e restrição de líquidos na véspera do exame. As indicações mais comuns para esse tipo de exame são o estudo do urotélio e pesquisa de cálculo (renal e ureteral). TIPO DE MEIO DE CONTRASTE A SER UTILIZADO NA REALIZAÇÃO DO EXAME. Esse exame é realizado com a administração endovenosa (injeção ou infusão contínua) de contraste iodado hidrossolúvel de excreção renal (iônico ou não iônico). Antes da realização do exame é de extrema importância saber de antecedentes alérgicos do paciente, tendo em vista que o tipo de contraste utilizado nesse exame pode provocar reações adversas (alérgicas), sendo algumas muito graves (não muito freqüentes), que podem até determinar a morte do paciente. Para paciente sem antecedente alérgico pode ser utilizado meio de contraste iodado do tipo iônico. Para paciente com antecedentes alérgicos (não específicos ao iodo) deve ser feito um preparo profilático á base de drogas (remédios) antialérgicos, e utilizado o contraste iodado do tipo não iônico.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1722

NTCICONOGRAFIA1. Sistema Urinário. REALIZAÇÃO DO EXAME. A seguir será descrita uma rotina radiográfica básica, objetivando a análise morfológica e funcional do sistema urinário. Em função da patologia pesquisada podem ser necessárias incidências adicionais. Antes do início do exame o paciente deverá esvaziar a bexiga (urinar). O exame tem início com uma radiografia simples do abdome em ântero- posterior (AP), realizada com o paciente deitado em decúbito dorsal na mesa bucky. Após a avaliação dessa radiografia pelo médico radiologista, é dado prosseguimento ao exame com a injeção endovenosa do meio de contraste iodado. A injeção do meio de contraste não deve ser lenta, que poderia prejudicar a concentração da excreção do meio de contraste pelos rins, e nem excessivamente rápida, que poderia causar um desconforto maior ao paciente. Pode ser da ordem de 4 a 5mL/s. A via de acesso venoso deve ser conservada até o final do exame. È importante que todas as radiografias realizadas tenham uma marcação de tempo na sua identificação, sendo essa feita a partir do final da administração endovenosa do meio de contraste. Cerca de cinco a sete minutos após o final da injeção é feita a primeira radiografia panorâmica do

radiografia deve ser avaliada pelo médico radiologista, que determinará a necessidade (ou não) de compressão uretral. Em seguida podem ser realizadas radiografias localizadas das lojas renais com o paciente em decúbito dorsal em 1723erá1723úSÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1723

abdome em 1723erá1723ú-posterior (AP), com o paciente em decúbito dorsal. Essa

posterior (AP), oblíqua posterior direita e em oblíqua posterior esquerda, para estudo dos rins e sistemas pielocaliciais. Após a análise dessas radiografias pelo médico radiologista, dá-se prosseguimento á rotina com uma radiografia panorâmica do abdome em 1724erá1724ú-posterior (AP),com o paciente em decúbito dorsal. Pode também ser realizada uma radiografia panorâmica do abdome em póstero-anterior(PA), com o paciente em decúbito ventral, quando houver necessidade do estudo do ureter distal NTCiconografia2. 1ª Radiografia de abdome simples em (AP), para início do estudo.

NTCICONOGRAFIA3.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1724

NTCiconografia4. Urografia Excretora. NTCiconografia4. Urografia Excretora. 1-Rim esquerdo; 2 - Rim direito; 3- Pelve renal esquerda, 4 - Pelve renal direita; 5 - Papila renal; 6- Ureter esquerdo; 7- ureter direito; 8 - Bexiga urinária. Finalizando, são feitas radiografias localizadas da bexiga, primeiramente cheia de contraste e depois quando estiver vazia sendo essa última denominada pós-miccional. Se houver necessidade podem ser realizadas incidências localizadas da bexiga em oblíquas posteriores e em perfil. CONSIDERAÇÕES SOBRE O EXAME. NEFROGRAMA- È uma radiografia localizada das lojas renais, realizada cerca de 1 minuto após a injeção endovenosa do meio de contraste. Nela os rins devem aparecer densos – V. Ntciconografia5.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1725

NTCiconografia5. Nefrograma. NEFROTOMOGRAFIA OU (NEFROTOMOGRAMA) - São cortes tomográficos dos rins (tomografia linear), que podem ser realizadas, no decorrer do exame ( urografia com mefrotomografia) – NTCiconografia6.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

NTCiconografia6. Nefrotomografia.

1726

NTCiconografia7. (Urografia com 20 minutos de injeção de contraste) COMPRESSÃO URETRAL- Quando realizada deve ser feita na topografia do promontório (S1). Tem por objetivo melhorar a visibilidade dos sistemas pielocaliciais. Não deve ser feita em pacientes com cólica renal, cirurgia abdominal recente e trauma abdominal. VIA DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO - INFUSÃO CONTÍNUA DO MEIO DE CONTRASTE - Também denominada urografia com infusão contínua ou urografia com dripping. È feita utilizando-se uma infusão endovenosa contínua de uma solução de meio de contraste ionizado hidrossolúvel. È utilizada quando existe a necessidade de uma quantidade maior de contraste, como no caso dos exames realizados em caráter de urgência sem preparo prévio do paciente (paciente hidratado). RETARDO DA ELIMINAÇÃO DO MEIO DE CONTRASTE - Pode ocorrer em pacientes com obstrução ureteral e nesse caso devem ser realizadas radiografias tardias até a observação da excreção do meio de contraste, ou encerramento em 24 horas após a infusão endovenosa do meio de contraste. O objetivo dessas radiografias tardias é a

ACOMPANHAMENTO

DO

PACIENTE

-

O

paciente

não

deverá

ficar

desacompanhado na sala de exame. O operador deve permanecer a maior parte do

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1727

identificação do ponto de obstrução ureteral.

tempo ao seu lado. Convém lembrar que a maior parte das reações (*) adversas ao meio de contraste pode ocorrer até 25 minutos após a injeção. UROGRAFIA EXCRETORA - Também denominada urografia excretora minutada ou urografia excretora seriada, é um exame semelhante á urografia excretora convencional. A diferença está no início do exame, em que deverão ser feitas três radiografias ( ou nefrotomografias) localizadas das lojas renais, respectivamente no 1º,2º e 3º minuto após o início da administração endovenosa do meio de contraste iodado. Esses exames estão em desuso. Tinha como objetivo a observação da excreção bilateral do meio de contraste pelos rins que deve ser simultânea. PIELOGRAFIA RETRÓGRADA - Também denominada urografia retrógrada ou ureteropielografia retrógrada, é um exame realizado no centro cirúrgico, em que o médico (urologista), após cateterização, injeta o meio de contraste iodado diretamente no ureter, com a realização de radiografias (ou aquisição de imagens) em 1728erá1728ú-posterior (AP) . As indicações clínicas mais comuns para a realização desse exame são pesquisas de: Exclusão renal obstrutiva ou não, em pacientes sem

diagnóstico por outro método de exame; Obstrução estenoses ureterais; Hematúria macroscópica, com urografia excretora normal.

NTCiconografia8. Pielografia retrógrada.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1728

Fonte: Técnicas Radiográficas – Princípios Radiográficas , Anatomia Básica e Posicionamento - 1ª Edição- 2003 Rubio. Editora- Antonio Biasoli Jr. O

1729erá1729údo usado foi autorizado pelo autor. MATERIAL COMPLEMENTAR.

NTCiconografia9. Radiografia simples de abdome.

NTCiconografia10. Radiografias com Injeção de contraste 3 minutos e injeção de contraste com 5 minutos

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1729

NTCiconografia11. Radiografias com Injeção de contraste 10 minutos e injeção de contraste com 15 minutos

NTCiconografia12. Radiografias com Injeção de contraste 20 minutos e injeção de contraste com 25 minutos em decúbito ventral.

miccional em decúbito dorsal.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

NTCiconografia13. Radiografia pós

1730

(*) NOTA TÉCNICA - Riscos de Choque Anafilático. Toda alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a alguma substância estranha ao nosso organismo. Os sintomas comuns das alergias não são causados primariamente por comidas, picadas de insetos, pólen, drogas ou qualquer outra substância alérgica; os sintomas são causados pela ação das células de defesa chamadas de mastócitos e basófilos, pelo anticorpo do tipo IgE e pela grande liberação de uma substância chamada histamina. Portanto, a reação alérgica é nada mais do que um tipo de reação inflamatória. O choque anafilático é a reação alérgica no seu extremo. Causas de anafilaxia. Comidas: Derivados de leite, ovos, peixes e frutos do mar, soja, amêndoas e amendoim são os mais comuns. Picadas de insetos. Antibióticos: Derivados da penicilina são os mais comuns. Antiinflamatórios: Quem tem alergia a um tipo costuma ter a todos, inclusive aspirina e dipirona (metamizol) que não são propriamente do mesmo grupo. Anti-hipertensivos: Inibidores da ECA (ex: captopril e enalapril). Látex. Iodo: Incluindo contrastes para exames radiológicos e anti-sépticos para pele. Ainda existe a anafilaxia idiopática, que ocorre sem causa definida. Obviamente que para se ter anafilaxia devido a alguma dessas substâncias, a pessoa precisa ser alérgica a elas.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1731

Sintomas da anafilaxia - A anafilaxia costuma ocorrer em pacientes com histórico prévio de alergias à alguma substância, mas pode também acometer pessoas que nunca tiveram episódios alérgicos. O quadro é imprevisível. Os sintomas costumam iniciar poucos minutos após o contato com a substância alérgena, mas podem demorar até 1 hora. Os sintomas mais comuns e que ocorrem em até 90% dos casos são: Urticária É uma erupção cutânea, muito pruriginosa, caracterizada por placas

avermelhadas distribuídas pelo corpo.

Angioedema - Inchaço da pele ou mucosa. Os mais comuns são os edemas em volta dos olhos, nos lábios, na língua. O mais perigoso é o edema da laringe, também conhecido como edema de glote.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1732

Outros sintomas que também podem ocorrer: Asma; Conjuntivite; Congestão nasal e rinite; Comichão generalizada; Náuseas e vômitos; Tonturas; Hipotensão e/ou síncope. É importante salientar que nem toda urticária ou angioedema significa necessariamente um episódio de anafilaxia. Um quadro de urticária, mesmo que generalizada, sem

Do mesmo modo, um angioedema isolado, também não. Quadros de alergia é comum, mas anafilaxia ou choque anafilático propriamente dito são eventos raros. Nos casos mais graves onde o paciente desenvolve dificuldade respiratória e choque circulatório,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1733

angioedema ou alguns dos sintomas descritos acima, não se caracteriza como anafilaxia.

pode-se evoluir rapidamente para o óbito se não for tratado a tempo. Esses casos mais sérios de choque anafilático normalmente ocorrem após infusão de medicamentos por via venosa, contrataes ou picadas de insetos. Muitas vezes a reação anafilática é bifásica, ou seja, apresenta uma recaída dentro de 48-72h do primeiro episódio. Não se consegue prever quando uma pessoa vai desenvolver um choque anafilático, porém alguns pessoas apresentam mais riscos que outros, principalmente pacientes com antecedentes de asma ou com episódio anterior de alergia a alguma substância. Doentes com histórico de insuficiência cardíaca ou DPOC (bronquite crônica / enfisema pulmonar), correm maiores riscos de morte quando apresentam um quadro de anafilaxia.

Tratamento do choque anafilático.
O paciente com sintomas de anafilaxia deve ser imediatamente levado para um

hospital. Quadro de angioedema ou urticária também devem ser avaliados por um médico, pois não há como prever se eles evoluirão para choque anafilático ou não. A evolução costuma ser rápida por isso não se deve perder tempo. O tratamento é feito com adrenalina, corticóides, broncodilatadores e anti-histamínicos. Alguns pacientes com história conhecida de reação anafilática carregam consigo uma seringa automática de adrenalina para auto-administração em casos de urgência. Todo mundo que já tenha apresentado alguma reação anafilática deve ser consultado por um alergologista. É importante também andar com alguma identificação da doença, como uma pulseira, para o caso do paciente estar inconsciente e não poder fornecer história no momento do atendimento médico.

Classificação das reações alérgicas e tratamento proposto:
LEVE - Reação limitada e sem progressão: náusea, vômito, tosse, calor, cefaléia, tontura, tremores, alteração do gosto, coceira, palidez, rubor, calafrios, suor, nariz entupido, inchaço facial e nos olhos, ansiedade. TRATAMENTO - Observar o paciente, tratamento sintomático se necessário.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1734

MODERADO- Maior intensidade dos sintomas dos sinais sistêmicos - Taquicardia/bradicardia, hipertensão, eritema difuso ou

generalizado, dispnéia, broncospasmo, chiado, edema laríngeo, hipotensão moderada. TRATAMENTO - Tratamento medicamentoso conforme sintomatologia, monitorização, ver necessidade de acionar a equipe de apoio (código amarelo ou correspondente). GRAVE RISCO DE VIDA - Edema laríngeo (acentuado ou rapidamente progressivo), arresponsividade, parada cardiorrespiratória, convulsões, hipotensão acentuada, arritimias com manifestação clínica. TRATAMENTO - Tratamento agressivo, equipe de apoio (código amarelo ou código azul no caso de parada cardiorrespiratória), hospitalização.

TRATAMENTO.
O uso de medicamentos prévios pode reduzir a chance de reação alérgica ao contraste. Entretanto, nenhum esquema foi capaz de prevenir completamente a sua recorrência. Além disso, nenhum estudo demonstrou redução de risco para pacientes que apresentaram reação alérgica grave, possivelmente devido à raridade desta manifestação, o que dificulta a sua comprovação científica. Em nosso serviço, reservase o uso da pré-medicação aos pacientes que apresentaram reações alérgicas leves ou moderadas e que não tenham contraindicação às drogas preconizadas. O componente mais importante do esquema é o corticóide e é necessário que seja administrado pelo menos 6 horas antes do uso do contraste para que se obtenha algum efeito. A via preferível é a oral, porém, caso seja necessário, pode-se substituir pela via venosa (200 mg IV de hidrocortisona – Solucortef)12 horas e 2 horas antes do exame. O uso do antihistamínico (H1) reduz a incidência de angioedema, de urticária e de sintomas respiratórios. Recomendam-se o uso oral 2 horas antes do exame (padronizado cloridrato de fexofenadina - Allegra 60 mg). Se a via venosa for necessária, pode ser
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1735

substituído por 50 mg difenidramina - Benadryl. O uso de anti-histamínicos H2 é controverso e não é recomendado pelo nosso serviço, pois existem relatos de aumento da incidência de reações alérgicas com o seu uso.

OUTROS TRATAMENTOS:
Os seguintes medicamentos são padronizados para o tratamento das reações adversas e podem ser achados no kit de reação alérgica ou no carrinho de parada, conforme descrito em documentos específicos:

MEDICAMENTO DOSE

VIA

INDICAÇÃO

Sempre qualquer (O2) 6 a 10L/min Máscara

que

houver sintoma alteração e

respiratório, cardiovascular convulsão. Reações

alergicas

moderadas extensas ou em 0,1 a 0,3 mL(mg) Adrenalina (1:1.000) 0,01mL(mg)/Kg em crianças SC/IM progressão ou

associadas a alteração sistêmica. laríngeo Edema inicial ou sem

broncoespasmo

resposta a medicamento inalatório.

repetir: 3 a 5min Máx. 3 doses

Adrenalina

1 a 3 mL (0,1 a IV

Edema

laríngeo,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1736

(1:10.000)

0,3 mg) 0,1 mL/kg (0,01 mg/kg)em crianças

reações alterações

graves,

com

sistêmicas.

Necessidade de resposta mais rápida que SC

Reações alérgicas leves 25 Difenidramina (Benadryl) a 50 mg ou moderadas que

(adulto) 1 a 2 mg/kg

necessitem

tratamento

VO/IM/IV como urticária e edema facial

(crianças)

Fexofenadina (Allegra D) Salbutamol (Aerolin) Soro fisiológico

Reações alérgicas leves 60 mg (12/12h) VO ou ambulatorial 2 a 3 puffs Inalatória Edema laríngeo leve ou broncoespasmo Hipotensão prescrição

ou Ringerlactato

500 mL 0,6 a 1 mg IV, repetir a cada 3-5 min,máx 3 mg

IV

Hipotensão bradicardia vagal)

com (reação

Atropina

0,02

mg/kg IV

(crianças) máx 0,6 mg/dose, máx 2 mg Diazepam (Valium) 5 mg IV

Convulsão

http://medicalsuite.einstein.br/diretrizes/imagem/meios_de_contraste_iodado.pdf

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1737

Outros meios de infusão no corpo humano, referência para a compreensão didática dos textos aplicados em relação à anatomia e fisiologia venosa para infusão. Nota Técnica Aplicada ao Capítulo. Como já citado essas notas técnicas e complementares têm por objetivo mostrar a funcionalidade do conhecimento na prática da atividade profissional. Esta nota finaliza esse Capítulo - ANATOMIA DA VIA Parenteral por injeção ou infusão, dentro do contexto do Tomo de Anatomia e Fisiologia Direcionada ao SISTEMA DE INFUSÃO. Bomba de Infusão. Bomba de infusão é um aparelho médico-hospitalar ou veterinário, utilizado para infundir líquidos tais como drogas ou nutrientes, com controle de fluxo e volume nas vias venosa, arterial ou esofágica.

Uma bomba de infusão. Existem vários modelos de bomba de infusão, mas podemos dividi-las em três classes principais: Bombas de infusão volumétricas universais, Bombas de infusão de equipos especiais e Bombas de infusão de seringas. Porém vamos nos concentrar nas bombas de Infusão de seringa, utilizam seringas de injeção descartáveis comuns para infundir. Por meio de um dispositivo mecânico, um acionador vai empurrando o embolo da seringa continuamente, podendo ser um eixo sem-fim ou engrenagens tipo pinhão e cremalheira. Um tubo fino (equipo de seringa) conduz o líquido da seringa para dentro

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1738

do corpo, que pode ser por uma agulha de injeção ou cateter. São os modelos de maior precisão e fluxo contínuo. Após as publicações das edições anteriores do Livro com o mesmo tópico aqui tratado, vejamos os links: 1 - (Aula especial tópico ensaio. Published by Cesar Augusto Venâncio Silva. Dec 15, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial - PDF, DOCX, TXT) http://www.scribd.com/doc/191659914/aula-especial-topico-ensaio 2 - (SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA 2a. EDIÇÃO AULAS PARA O PERÍODO DE 1 A 21 DE DEZEMBRO FARMACOLOGIA CLÍNICA II TOMO II DO VOLUME - Cesar Augusto Venâncio Silva. SEGUNDA REEDIÇÃO AMPLIADA COM AULAS PARA O PERÍODO DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013 A 21 DE DEZEMBRO. Dec 16, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial)
http://www.scribd.com/doc/191746207/SERIE-FARMACOLOGIA-APLICADA-2a-EDICAO-AULAS-PARA-OPERIODO-DE-1-A-21-DE-DEZEMBRO-FARMACOLOGIA-CLINICA-II-TOMO-II-DO-VOLUME-V

3 - (Published by Cesar Augusto Venâncio Silva - ANATOMIA DA VIA Parenteral por injeção ou infusão. LIVRO FARMACOLOGIA TOMO II PROFESSOR CÉSAR VENÂNCIO ANATOMIA 21122013 - Dec 21, 2013 - Copyright: Attribution Non-commercial (PDF, DOCX, TXT):
http://www.scribd.com/doc/192841449/ANATOMIA-DA-VIA-Parenteral-por-injecao-ou-infusaoLIVRO-FARMACOLOGIA-TOMO-II-PROFESSOR-CESAR-VENANCIO-ANATOMIA-21122013

(...) muitas questões foram lançadas, entre elas a introdução de medicamentos através da forma venosa: Sistema de infusão de terapias medicamentosas líquidas através de bomba portátil de seringa. É compreendida de componentes eletrônicos e mecânicos, confeccionados em material disponível no mercado, resultando num mecanismo de funcionamento que se dá através de uma fita de transporte que é movimentada por dispositivo de acionamento e monitorada pelo dispositivo de realimentação, sendo guiados por cilindros através do cabeçote de união, que movimenta o êmbolo no interior da seringa, proporcionando infusão de terapias medicamentosas em quantidade e fluxo precisamente controlados no tempo, dotada ainda, de uma caixa de acondicionamento do conjunto, com o display interface, sinais visuais e sonoros audíveis, que permitem acompanhar as etapas de programação e atividade em operação, além de teclado de

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1739

comando, que permite o ajuste adequado das doses de infusão a serem administradas, de acordo com as necessidades médicas do usuário.

O Que é Uma Bomba de Infusão de Fármaco?
Bombas De Infusão - Sistemas de propulsão de fluidos conduzidos mecanicamente, eletricamente ou osmoticamente que são usados para injetar (ou infundir) substâncias ao longo do tempo em um paciente ou animal experimental; usado rotineiramente em hospitais para manter uma linha intravenosa evidente, administrar substâncias neoplásicas e outros medicamentos em tromboembolismo, doença cardíaca, diabetes mellitus (sistemas de infusão de insulina também estão disponíveis) e outros distúrbios (Sistemas de Infusão de Medicamentos; Infusores; Sistemas de Distribuição Endovenosa de Medicamentos; Sistemas de Distribuição Intravenosa de Medicamentos; Bombas de Perfusão; Bombas de Infusão Externa). Bomba de Infusão de Medicamentos. Sistema implantável para infusão de medicamento com sistema de liberação a gás, produzida em titânio injetado de alta biocompatibilidade com sistema altamente durável (20 anos +). Suporta exames de RM até 3 tesla sem alteração de fluxo. Principais benefícios: Fluxo contínuo de infusão. Baixo perfil e formato anatômico para conforto do paciente. Alta durabilidade. As bombas de infusão de fármaco (sistemas de infusão intratecal de fármaco) liberam medicação para dor na região repleta de fluido ao redor da medula espinhal (chamada espaço intratecal). Devido à medicação para a dor ir diretamente para os receptores de dor próximos à coluna vertebral (em vez de entrar em seu sistema circulatório), uma bomba de infusão de fármaco oferece um significativo controle da dor usando uma pequena fração da dose que a medicação oral requer (Portenoy RK. Management of Common Opioid Side Effects During Long-Term Therapy of Cancer Pain. Ann Acad Med 1994; 23:160-170. Onofrio BM, Yaksh TL. Long-Term Pain Relief Produced by Intrathecal Infusion in 53 Patients. J Neurosurg 1990; 72: 200-209.).

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1740

Referência Bibliográfica.
Imagens • Infusões parenterais; infusões intra-abdominais; infusões intraperitoneais; infusõe Infusões Parenterais Google Powered by Extensão para infusão de alta www.fbmfarma.com.br Extensão ... parainfusão de para infusão de alta baixa www.fbmfarma.com.br www.fbmfarma.com.br Extensão recém-nascido

http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Infusões Parenterais&lang=3&from=40

Vídeos • Rinite - sinusite - Asma - Bronquite - asmazol.com.br (41) 3272-9023 / 9208-3830(tim): As pesquisas com o uso da infusão quente (chá) da Dicksonia sellowiana, ... (41) 3272-9023 / 9208-3830(tim): As pesquisas com o uso da infusão quente (chá) da Dicksonia

http://lookfordiagnosis.com/videos.php?title=Rinite - sinusite - Asma - Bronquite - asmazol.com.br&content=As pesquisas com o uso da infusão quente (chá) da Dicksonia sellowiana, por pessoas voluntárias, mostraram resultados em torno de 98% de eficácia ...&lang=3 Vídeos • protozoarios

DE ZOOLOGIA. (PROF. ANDRÉ) Visualização de protozoários em infusão de: água suja de piscina, água de

http://lookfordiagnosis.com/videos.php?term=protozoarios&lang=2 &from=32 Imagens • Infusões parenterais; infusões intra-abdominais; infusões intraperitoneais; infusõe Infusões Parenterais Google Powered by BOMBA DE INFUSÃO PARA catalogohospitalar.com.br Extensão ... DE INFUSÃO PARA catalogohospitalar.com.br Extensão para infusão www.fbmfarma.com.br Bomba de Infusão

http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Infusões Parenterais&lang=3&from=16 Imagens • Infusões parenterais; infusões intra-abdominais; infusões intraperitoneais; infusõe Infusões Parenterais Google Powered by Extensão para infusão de baixa www.fbmfarma.com.br Extensão ... parainfusão de para infusão de baixa baixa www.fbmfarma.com.br www.fbmfarma.com.br Extensão Bomba

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1741

http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Infusões Parenterais&lang=3&from=24 Imagens • Infusões parenterais; infusões intra-abdominais; infusões intraperitoneais; infusõe Infusões Parenterais Google Powered by infusão de levosimendana www.scielo.br a ... by infusão de levosimendana www.scielo.br a duração da infusão deve

www.scielo.br da infusão lipídica ... www.scielo.br a duração da infusão deve www.scielo.br http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Infusões Parenterais&lang=3&from=56 Imágenes • Enfermedades reumáticas; reumatismo; entesopatía em estados gripais febris. Para baixar a febre: Faça www.scielo.br da infusão lipídica quando Dispositivo

uma infusão com 1 xíc.de chá de água e 1 xíc. ... nos locais doloridos. Contra ansiedade: Faça uma infusão com 5 gs de folha ou rizoma para

http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Enfermedades Reumáticas&photo_id=3459348109&lang=2 Vídeos • rinite vasomotora

- Sinusite - www.enature.com.br As pesquisas com o uso da infusão quente (chá) da Dicksonia sellowiana, ... - Bronquite asmazol.com.br As pesquisas com o uso da infusão quente (chá) da Dicksonia http://lookfordiagnosis.com/videos.php?term=Rinite Vasomotora&lang=3 Imagens • Infusões parenterais; infusões intra-abdominais; infusões intraperitoneais; infusõe Equipo para infusões de nursecare.com.br Extensão para infusão de alta www.fbmfarma.com.br Extensão ... parainfusão de para infusão de alta baixa www.fbmfarma.com.br www.fbmfarma.com.br Extensão Extensão sellowiana,

http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Infusões Parenterais&lang=3&from=32 Imagens • Infusões parenterais; infusões intra-abdominais; infusões intraperitoneais; infusõe Infusões Parenterais Google Powered by infusão parenteral (Tabela www.scielo.br ... Entre as infusões ,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1742

houve um www.scielo.br DE INFUSÃO E TRANSFUSÃO ghostmed.com.br [ Bombas ... DE INFUSÃO E TRANSFUSÃO ghostmed.com.br [ Bombas de Infusão ] catalogohospitalar.com.br Produto http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Infusões Parenterais&lang=3&from=48

Camellia sinensis; Chá Verde; Chá-da-Índia; Thea sinensis é um arbusto Asiático sempre verde da família theaceae . A infusão das folhas desta planta é usada como

http://lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Camellia Sinensis&lang=3

Frutose;

Levulose

água , álcool ou éter. É empregado como conservante e em infusão intravenosa na alimentação parenteral.

http://lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Frutose&lang=3

Infusões

Parenterais;

Infusões

Intra-Abdominais;

Infusões

Intraperitoneais; Infusões Peritoneai ou horas, por gravidade do fluxo ou por bombeamento de infusão. Imagens Powered by de infusões parenterais ... para infusões parenterais www.celm.com.br Bomba de infusão med pump mp20 www.produtosmed.com.br http://lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Infusões Parenterais&lang=3

Ilex

Paraguariensis;

Erva-Mate;

Mate

Mate) Espécie de plantas ( família aquifoliaceae ) cuja infusão das folhas geralmente é tomada na

http://lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=Ilex Paraguariensis&lang=3 Imagens • Infusões parenterais; infusões intra-abdominais; infusões intraperitoneais; infusõe

bebidas-nao-alcoolizadas.twenga.com.br Indicado para infusão de www.fbmfarma.com.br para infusão de de Infusão Volumétrica Bomba de Infusão ... Indicado Bomba

www.fbmfarma.com.br

assistiva.mct.gov.br

Parenterais&lang=3&from=8

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

http://lookfordiagnosis.com/images.php?term=Infusões

1743

North R, Kidd D, Zuhurak, M, et al. Spinal Cord Stimulation for Chronic, Intractable Pain: Experience Over Two

Decades.Neurosurgery 1993;32 384-395. Kumar K, Toth C, Nath R, et al. Epidural Spinal Cord Stimulation for Treatment of Chronic Pain – Some Predictors of Success. A 15Year Experience. Surg Neurol 1998;50:110-121. De La Porte C, Van de Kelft E. Spinal Cord Stimulation in Failed Back Surgery Syndrome. Pain 1993;52:55-61. Devulder J, De Laat M, Van Bastalaere M, et al. Spinal Cord Stimulation: A Valuable Treatment for Chronic Failed Back Surgery Patients. J Pain Symptom Manage 1997;13:296-301. Burchiel K, Anderson V, et al. Prospective, Multicenter Study of Spinal Cord Stimulation for Relief of Chronic Back and Extremity Pain. Spine 1996;21:2786-2794. Turner J, Loeser J, Bell K. Spinal Cord Stimulation for Chronic Low Back Pain: A Systematic Literature Synthesis.

Neurosurgery1995;37:1088-1096. Onofrio BM, Yaksh TL. Long-Term Pain Relief Produced by Intrathecal Infusion in 53 Patients. J Neurosurg 1990; 72: 200-209. Winkelmuller M, Winkelmuller W. Long-Term Effects of

Continuous Intrathecal Opioid Treatment in Chronic Pain of Nonmalignant Etiology. J Neurosurg 1996; 85: 458-467. Paice JA, Penn RD, Shott S. Intraspinal Morphine for Chronic Pain: A Retrospective, Multicenter Study. J Pain Symptom Manage 1996; 11(2): 71-80. Lamer TJ. Treatment of Cancer-Related Pain: When Orally Administered Medications Fail. Mayo Clin Proc 1994; 69:473-480. Portenoy RK. Management of Common Opioid Side Effects During Long-Term Therapy of Cancer Pain. Ann Acad Med 1994; 23:160170.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1744

ICONOGRAFIAS.

Bombas De Infusã Bomba de i BOMBAS DE INF A bomba de infus nfusão ão de insulina o; Sistemas de USÃO B BRAUN pt.wikipedia lookfordiagnosis.c www.flickr.com www.tiabeth.com .org om

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1745

Fotos Bombas de A bomba de infusão de BOMBA DE I Infusomat® Infusão. NFUSÃOB Bombas da infusão www.unifes www.bbraun.com.b sp.quebarato.com. r p.br pt.dreamstime.com br

Infusões Parenterais;Infusõ es lookfordiagnosis.c om

de Infusão Parenteral agapecirurgica.co m.br

de Infusão Bomba Parenteral de Infusão LifeM agapecirurgica.c ed om.br www.nursecare. com.br

Equipo para infusões de nursecare.com.br

infusões de via parenteral www.mformigoni. com.br

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1746

Bomba de infusão p/ www.brasmed.c om.br

Equipo para infusões de nursecare.com. br

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1747

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=e-euL6923Uk http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6okoDbAndXk http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kgpjGaJo19E Resultados da Estimulação Cerebral Profunda: Ligado/Desligado

Farmacologia Clínica e Neurociência Clínica caminham para o futuro juntas em relação ao uso da Neuromodulação no Tratamento das Doenças. A Neuromodulação é hoje uma das mais excitantes e dinâmicas áreas do conhecimento médico. A sua ação se dá por meio da modulação do sistema nervoso por estímulos elétricos e agentes farmacológicos em alvos neurológicos específicos. Muitas doenças produzem alterações estruturais e bioquímicas permanentes, causando disfunção do sistema nervoso, como as síndromes de dor crônica, espasticidade, distúrbios do movimento (Doença de Parkinson), epilepsia e transtornos psiquiátricos – essas são algumas das patologias mais freqüentemente tratadas pelos métodos de neuromodulação. Os primeiros relatos do uso da neuromodulação datam da antiguidade, quando.os antigos egípcios utilizavam corrente elétrica do peixe-gato do Nilo para o tratamento de dor. No século XVIII a corrente elétrica foi utilizada por Benjamin Franklin para o tratamento de dor lombar e gota. A era moderna da neuromodulação começou nos anos 1960, com a estimulação da medula espinhal para o tratamento da dor refratária. Atualmente a Neuromodulação
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1748

emprega tecnologias avançadas para aumentar ou suprimir a atividade do sistema nervoso em diferentes doenças. Estas tecnologias incluem dispositivos implantáveis e não-implantáveis, que, através de estímulos químicos e elétricos, modificam reversivelmente a atividade das células nervosas no cérebro, medula e nervos periféricos. As terapias de neuromodulação são:

•Altamente direcionadas para áreas específicas do cérebro ou da medula espinal, ao contrário das terapias sistêmicas como os tratamentos farmacológicos convencionais; •Altamente reversível, permitindo que o

tratamento seja imediatamente interrompido com a remoção do dispositivo de estimulação.
As aplicações práticas da neuromodulação são muito diversas e incluem: Tratamento da dor crônica de difícil controle - O tratamento da dor crônica refratária é a indicação mais comum, sendo a dor neuropática, em particular, a mais freqüente. Pacientes com dor em colunas cervical, torácica e lombar, dor em membros e dor oncológica intratável são candidatos ao uso da neuromodulação. A estimulação da medula espinhal é a modalidade mais comum, mas também podemos utilizar a estimulação de nervos periféricos e mesmo a estimulação cerebral em casos mais extremos de dor. Além da estimulação elétrica, pode ser necessário o implante de sistemas que infundem medicações (por exemplo: morfina) diretamente na medula espinhal ou no espaço liquórico otimizando o tratamento. Tratamento dos distúrbios do movimento: o uso da estimulação cerebral profunda para o tratamento da Doença de Parkinson é uma terapia reversível já bem estabelecida na literatura médica, com excelente resposta quando corretamente indicada. A neuromodulação também é altamente eficaz na terapêutica do tremor essencial intratável clinicamente e das distonias motoras.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1749

Tratamento da espasticidade: infusão de baclofeno no espaço liquórico é uma terapêutica segura, eficaz e reversível nos casos de espasticidade de difícil tratamento clínico. Tratamento da incontinência urinária e fecal: o implante de um estimulador sacral já é prática bastante estabelecida no mundo, embora ainda pouco difundida em nosso país. Apresenta boa efetividade, com grande melhora da qualidade de vida dos pacientes com incontinência Avanços e novas indicações. A partir da década de 1990, novas indicações estão progressivamente surgindo com benefícios aos pacientes submetidos à terapia neuromodulatória, muitas já consolidadas. Como exemplo pode citar: uso da neuromodulação no tratamento dos transtornos psiquiátricos como a depressão, transtorno obsessivo compulsivo, Síndrome de Tourrete e agressividade. Podemos também citar trabalhos em distúrbios alimentares (obesidade) e o uso terapêutico em outras síndromes dolorosas crônicas, como a enxaqueca e a cefaléia crônica diária.

Sistema de Infusão de Fármaco - O sistema contém uma bomba e um cateter
ambos os quais são cirurgicamente colocados sob a pele. A bomba é um dispositivo redondo que armazena e libera medicação para dor. Ela é tipicamente colocada no abdômen. O cateter (um tubo fino e flexível) é inserido em sua coluna vertebral, e é conectado à bomba. Durante a cirurgia, o médico preenche a bomba com medicamentos
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1750

para dor usando uma agulha. A bomba envia a medicação através do cateter à região da coluna vertebral onde os receptores de dor estão localizados. Posteriormente o paciente volta ao consultório do seu médico para obter mais medicamento quando a bomba precisa ser cheia. Ela trabalha da forma, a saber: a medula espinhal é como uma rodovia para os sinais de dor que estão indo para o cérebro. Quando a bomba envia medicação para dor diretamente aos receptores próximos à coluna vertebral, ela interrompe os sinais de dor antes que eles cheguem ao cérebro. Tipos de Infusão de Fármaco - Existe uma grande variedade de sistemas de bomba de infusão de fármaco feitos sob medida para diferentes sintomas, incluindo: Sistemas programáveis – As doses podem ser

programadas e mudadas usando-se um dispositivo de programação externo. Sistemas não-programáveis – Administram

medicamentos em um fluxo constante. Programador do médico – Um computador no consultório do seu médico que permite a ele ajustar os parâmetros do sistema de bomba de infusão de fármaco (somente bombas programáveis). Programador do paciente – Um dispositivo de mão que permite que você libere a dosagem de medicação que o seu médico prescreve (somente para bombas

programáveis). Se uma bomba de infusão de fármaco for uma opção para você, o seu médico trabalhará com você para selecionar o sistema de tratamento de dor que seja mais apropriado às suas necessidades (Onofrio BM, Yaksh TL. Long-Term Pain Relief Produced by Intrathecal

Winkelmuller M, Winkelmuller W. Long-Term Effects of Continuous Intrathecal Opioid Treatment in Chronic Pain of Nonmalignant Etiology. J Neurosurg 1996; 85:
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1751

Infusion in 53 Patients. J Neurosurg 1990; 72: 200-209.

458-467. Paice JA, Penn RD, Shott S. Intraspinal Morphine for Chronic Pain: A Retrospective,

Multicenter Study. J Pain Symptom Manage 1996; 11(2): 71-80. Lamer TJ. Treatment of Cancer-Related Pain: When Orally Administered Medications Fail. Mayo Clin Proc 1994; 69:473-480. Portenoy RK. Management of Common Opioid Side Effects During Long-Term Therapy of Cancer Pain. Ann Acad Med 1994; 23:160-170). Outras questões abordadas nos questionamentos (dos alunos e leitores dos livros linkados) foi preço e se o SUS cobre o tratamento, ainda se existem decisões judiciais favoráveis. Esse livro é de anatomia e fisiologia, porém o autor buscou ser eclético na redação de tópicos vinculados ou agregados. Após pesquisas na internet decidi transcrever as informações a seguir, informado e solicitando que não usem os dados contidos neste livro com fins de substituir a orientação presencial do especialista médico ou farmacologista clínico, lembrando que o ato médico vinculado deve ser atribuído ao médico. Devemos orientar que o interessado no assunto sempre converse com o seu médico sobre diagnóstico e opções de tratamento.

Resumo:
A indicação ou fatores que a medicina considera para o uso das Bombas de Infusão de Fármaco depende do tipo de dor, de sua gravidade e de como o paciente responde ao tratamento da dor. Podemos refletir e compreender que para ser um candidato a uma bomba de infusão de fármaco atentamos para os seguintes detalhes, se:

Outras opções de tratamento falharam em fornecer alívio adequado de dor ou

desconfortáveis; Se o médico entende o que está causando a dor crônica do
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1752

produziram

efeitos

colaterais

paciente; Outras cirurgias tradicionais não são recomendadas; Se o paciente não tem uma dependência grave e não tratada de medicamentos para dor; Paciente deve ser avaliado em certas circunstancias especificas por analise psicológica;

Ausência de problemas médicos que tornariam a cirurgia difícil; Teste de triagem para neuroestimulação foi bem sucedido.
Teste de Triagem.
Após o médico confirmar que seu paciente é um candidato a uma bomba de infusão de fármaco, ele pode decidir executar um teste de triagem que lhe permitirá experimentar temporariamente a terapia. A participação no teste permite que o paciente e o médico avaliem o quanto o tratamento se adequará ao cliente. Recomenda-se que o paciente se informe e debata com seu médico sobre o que esperar dessa terapia. Durante esse teste, o médico poderá escolher um destes dois procedimentos:

Injeção única – Uma injeção única de uma pequena quantidade de medicamento na coluna vertebral, semelhante a uma injeção epidural. Infusão contínua – Uma infusão contínua de medicamento é liberada na região ao redor da medula espinhal através de um cateter

implantado temporário (esse teste dura alguns dias). Empós poderá o médico decidir pela cirúrgia.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1753

Cirurgia: O Que Esperar – Bombas de Infusão de Fármaco.

Detalhe - Infusão intratecal de fármaco. Se o paciente decidir a partir da sugestão médica em usar uma bomba de infusão de fármaco como parte do tratamento da dor, o paciente terá que se submeter a uma cirúrgia para implantar o sistema. Antes da cirurgia, o médico e o paciente devem decidir sobre o posicionamento a bomba para o o melhor conforto do usuário. A cirurgia dura aproximadamente 1 a 3 horas. A anestesia será local ou poderá ser geral a critério da visão técnica cientifica do médico. Como procede: Uma vez que o paciente estar anestesiado, irá fazer uma incisão e formar uma bolsa para segurar a bomba (geralmente no abdômen); em seguida uma segunda incisão nas costas do paciente para o cateter; cria-se um pequeno túnel para a passagem do cateter; Posicionar a bomba e o cateter e uma vez que a bomba e o cateter estejam posicionados, as incisões são fechadas e a cirurgia é completada. A duração da internação hospitalar variará, dependendo do critério do médico e dos procedimentos hospitalares.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1754

Anatomia x Fisiologia x Direito a Dispensação. Como comentado, em diversos sites do autor, os leitores questionaram: O Estado deve fornecer a Bomba gratuitamente aos carentes na forma definida pela Constituição da República? Não é o presente livro um discurso jurídico, mais acredito na pertinência das questões, e levo a colação do livro as jurisprudências seguintes: TJ-MS - Mandado de Seguranca MS 25604 MS 2007.025604-8 (TJ-MS) Data de publicação: 14/02/2008 Ementa: MANDADO ILEGITIMIDADE TRATAMENTO DE SEGURANÇA REJEITADA SAÚDE -

PASSIVA DE

FORNECIMENTO DE BOMBA DE INFUSÃO DE M EDICAMENTOS - PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA DO DIREITO LÍQUIDO E CERTO EXISTENTE - DIREITO FUNDAMENTAL À VIDA E À SAÚDE - DEVER DO ESTADO - DIREITO LÍQUIDO E CERTO AO RECEBIMENTO SEGURANÇA CONCEDIDA. TJ-MS - Mandado de Seguranca MS 15604 MS 2005.015604-1 (TJ-MS) Data de publicação: 10/11/2006 Ementa: MANDADO ILEGITIMIDADE REJEITADA FORNECIMENTO DE BOMBA DE INFUSÃO DE M EDICAMENTOS DEVER DO ESTADO DE PASSIVA SEGURANÇA DOSMEDICAMENTOS -

PRELIMINAR -

TJ-RS - Apelação Cível AC 70039600903 RS (TJ-RS) Data de publicação: 25/01/2011

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1755

SEGURANÇA CONCEDIDA.

Ementa: APELAÇÃO

CÍVEL.

DIREITO

À

SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. DI ABETES TIPO 1. BOMBA DE INFUSÃO DE

INSULINA. LEGITIMIDADE DO ESTADO. 1. A Constituição Federal (art. 196) preceitua que "saúde é direito de todos e dever do Estado", aí entendido em sentido amplo, contemplando os entes federados União, Estados e Municípios. 2. Ainda que se reconheça a necessidade da racionalizar a a dispensação de

de medicamentos, respeitando

repartição

competências no âmbito do SUS, enquanto não houver manifestação definitiva do STF no RE 566.471/RN, ainda pendente de julgamento, cuja... TJ-SP Apelação / Reexame SP Necessário REEX

116425920108260053 (TJ-SP)

0011642-59.2010.8.26.0053

Data de publicação: 20/06/2012 Ementa: APELAÇÃO CÍVEL Fornecimento gratuito

de medicamentos e insumos Diabetes Mellitus Insulina Humalog, Triatec Prevent 10mg, conjunto de infusão e reservatório para bomba de insulina, tiras reagentes e lancetas. 1. Tutela constitucional do direito à vida (artigos 5º , caput e 196 da Constituição Federal ) Dever de prestar atendimento integral à saúde Irrelevância dos fármacos não se encontrarem na lista

dos medicamentos padronizados Violação ao princípio constitucional da separação dos poderes não configurada Mecanismo de garantia do efetivo exercício do direito. 2. Dispensação condicionada à prescrição por médico da

receituário e relatório médicos fornecidos por profissional habilitado. 3. Condenação à dispensação de fármacos futuramente prescritos Impossibilidade Direito líquido e
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1756

rede pública de saúde Inadmissibilidade Suficiência do

certo a ser demonstrado de plano Recurso da Fazenda e reexame necessário desprovidos. Recurso do impetrante parcialmente provido. TJ-SP Apelação / Reexame Necessário REEX

42498220098260000 SP 0004249-82.2009.8.26.0000 (TJSP) Data de publicação: 23/09/2011 Ementa: OBRIGAÇÃO DE FAZER -

FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS E INSUMOS ? CABIMENTO ? ARTS. 23 , II , E 196 , DA CONSTITUIÇÃO ? BOMBA DE INFUSÃO DE FEDERAL INSULINA ?

IMPOSSIBILIDADE ? RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS. ?Cabe à administração insumos pública a

o fornecimento de medicamentos e

hipossuficiente que se encontra em tratamento de doença grave, pois cuidar da saúde é dever dos três entes estatais, nos termos dos arts. 23 , II , e 196 , da Constituição Federal . Entretanto, deve-se excluir insulina

o fornecimento da bomba deinfusão de

'Paradigm 722 Real Time' e do 'kit' de manutenção respectivo, havendo outras opções de tratamento

oferecidas pelo Município, que garanta o direito fundamental à saúde?. TJ-SP - Apelação APL 9100392772009826 SP 910039277.2009.8.26.0000 (TJ-SP) Data de publicação: 14/09/2011 Ementa: OBRIGAÇÃO DE FAZER -

FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS E INSUMOS ? CABIMENTO ? ARTS. 23 , II , E 196 , DA CONSTITUIÇÃO ? BOMBA DE INFUSÃO DE FEDERAL INSULINA ?

IMPOSSIBILIDADE ? RECURSOS PARCIALMENTE
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1757

PROVIDOS.

?Cabe

à

administração insumos

pública a

o fornecimento de medicamentos e

hipossuficiente que se encontra em tratamento de doença grave, pois cuidar da saúde é dever dos três entes estatais, nos termos dos arts. 23 , II , e 196 , da Constituição Federal . Entretanto, deve-se excluir

o fornecimento da bomba deinfusão de insulina 'AccuChek Spirit' e do 'kit' de manutenção respectivo, havendo outras opções de tratamento oferecidas pelo Município, que garantem o direito fundamental à saúde?. TJ-SP - Apelação APL 1007183020088260000 SP 0100718-30.2008.8.26.0000 (TJ-SP) Data de publicação: 09/11/2011 Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA

? FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS E INSUMOS ? CABIMENTO ? ARTS. 23 , II , E 196 , DA CONSTITUIÇÃO ? BOMBA DE INFUSÃO DE FEDERAL INSULINA ?

IMPOSSIBILIDADE ? RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS. ?Cabe condenação para insumos que o a

Estado forneça medicamentos e

hipossuficiente que se encontra em tratamento de doença grave, pois cuidar da saúde é dever dos três entes estatais, nos termos dos arts. 23 , II , e 196 , da Constituição Federal . Entretanto, deve-se excluir insulina

o fornecimento da bomba deinfusão de

'Medtronic Paradigma Mod. 715' e do 'kit' de manutenção respectivo, oferecidas havendo pelo outras opções de tratamento o direito

Estado,

que

garantem

TJ-PR - 9242904 PR 924290-4 (Acórdão) (TJ-PR) Data de publicação: 11/09/2012

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1758

fundamental à saúde?.

Ementa: FORNECIMENTO GRATUITO DE MEDICAMENTOS A PESSOA PORTADORA DE DOENÇA GRAVE E CARENTE DE RECURSOS FINANCEIROS. RELATÓRIO MÉDICO ATESTANDO A IMPRESCINDIBILIDADE DO INSULINA USO PELA

DE BOMBA DE INFUSÃO DE

APELADA EM RAZÃO DA INEFICÁCIA DE OUTROS MÉTODOS DE APLICAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DIREITO FUNDAMENTAL À VIDA OU À SAÚDE (CF, ARTS. 6.º E 196) QUE PERMITE A CHAMADA "JUDICIABILIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS". APELAÇÃO DESPROVIDA. CONFIRMAÇÃO DA SENTENÇA RECORRIDA EM SEDE DE REEXAME NECESSÁRIO, DE OFÍCIO CONHECIDO. (1) "Eventual ausência do cumprimento de formalidade burocrática não pode obstaculizar

o fornecimentode medicação indispensável à cura e/ou a minorar o sofrimento de portadores de moléstia grave que, além disso, não dispõem dos meios necessários ao custeio do tratamento" (2.ª Turma, ROMS n.º 11.129/PR, Rel. Min. Francisco Peçanha Martins, j. em 02.10.2001). (2) "Comprovado por atestadomédico que o impetrante deve fazer uso do medicamento solicitado, certo é que tem ele direito líquido e certo a que este lhe seja fornecido pelo Estado" (TJPR, 5.ª CCv., MS n.º 662.652-2, Rel. Juiz Convocado Eduardo Sarrão, j. em 27.07.2010). (3) A inexistência de previsão orçamentária não justifica a recusa ao fornecimento de remédio a pessoa portadora de doença grave e carente de recursos econômicos, visto tratar-se de dever do Estado, em sentido amplo, e direito fundamental do cidadão. Nessa perspectiva mais

abrangente, do enfoque constitucional dos direitos e deveres envolvidos no caso concreto, afasta-se a discricionariedade dos atos administrativos, permitindo-se
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1759

a chamada "judiciabilidade das políticas públicas", impondo-se ao Poder Público a superação de eventuais obstáculos através de mecanismos próprios disponíveis em nosso ordenamento jurídico, pois no plano das políticas públicas onde e quando a Constituição Federal estabelece um fazer, ou uma abstenção, automaticamente fica assegurada a possibilidade de cobrança dessas condutas comissiva ou omissiva em face da autoridade e/ou do órgão competente.... TJ-PE Mandado PE de Segurança MS

164811020118170000 (TJ-PE)

0016481-10.2011.8.17.0000

Data de publicação: 18/01/2012 Ementa: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA. PACIENTE

PORTADOR DE DIABETES MELLITUS TIPO 1. TRATAMENTO MÉDICO AUXILIADO EQUIPAMENTOS DE ADEQUADOS

(BOMBA DE INFUSÃO CONTÍNUA DE INSULINA E BOMBA COM GLICOSE MEDIDOR SUBCUTÂNEO CUSTO DE

ACOPLADO).

ELEVADO.

RECURSOS FINANCEIROS ESCASSOS. DIREITO À VIDA E À SAÚDE. FORNECIMENTO GRATUITO. DEVER CONSTITUCIONAL DO PODER PÚBLICO ( CF , ARTS. 5º , CAPUT, E 196). PRECEDENTES. SEGURANÇA CONCEDIDA. DECISÃO UNANIME. 1. A prova produzida pela requerente, consistente em relatório médico circunstanciado, mostra-se suficiente

para comprovar a certeza e liquidez do direito pleiteado

apreciar qualquer lesão ou ameça de lesão ao direito do cidadão. 3. É assegurado ao cidadão brasileiro pleitear ao Poder Público a prestação do serviço assistencial à saúde,
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1760

em mandado de segurança. 2. Ao Poder Judiciário cabe

direito fundamental, podendo fazê-lo através do manejo ações perante a Justiça, inclusive para

requerer medicamentos de alto custo e essenciais à manutenção de sua vida. 4. In casu, é patente a gravidade da doença que aflige a impetrante, mostrando-se indispensável o fornecimento do medicamento pleiteado para a efetividade aos direitos que detêm os cidadãos brasileiros à saúde, à vida e à dignidade da pessoa humana, assegurados pela Constituição Federal .

Preliminares de ausência de prova pré-constituída e impossibilidade jurídica do pedido rejeitadas. Decisão indiscrepante. Segurança concedida no mérito. Decisão unânime. TJ-SP Apelação / Reexame SP Necessário REEX

293849720108260053 (TJ-SP)

0029384-97.2010.8.26.0053

Data de publicação: 26/10/2011 Ementa: APELAÇÃO Mandado de Segurança - Pessoa hipossuficiente e portadora de Diabetes Melito tipo 1? (CID E 10.7) - Medicamento prescrito

por médico (Insulina Asparte) - Insumos necessários (bomba de infusão de insulina e insumos descritos na inicial) Obrigação do Estado - Direito fundamental ao fornecimento gratuito de medicamentos e insumos Aplicação dos arts. 1º , III , e 6º da CF - Princípio da isonomia - Falta de padronização dos bens pretendidos, limitação orçamentária e teoria da reserva do possível Teses afastadas - Viabilidade ? Recurso voluntário e oficial não provido. 1. Os princípios da dignidade da

saúde dos cidadãos em geral (art. 6º da CF ) impõem ao Estado a obrigação insumo

de fornecer,prontamente, medicamento e
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1761

pessoa humana (art. 1º , III , da CF ) e da preservação da

necessitados, em favor de pessoa hipossuficiente, sob responsabilidade solidária dos entes públicos (art. 196 da CF ). 2. Havendo direito subjetivo fundamental violado, não há ofensa ao princípio da isonomia, e no quadro da tutela do mínimo existencial, não se justifica inibição à efetividade do direito ofendido sob os escudos de falta de padronização ou de inclusão dos bens em lista oficial, de limitações orçamentárias e de aplicação da teoria da reserva do possível. DJSP 21/11/2012 - Pág. 718 - Judicial - 1ª Instância Capital - Diário de Justiça do Estado de São Paulo sentido da antecipação dos efeitos da tutela impondo-se à requerida o fornecimento da bomba de infusão e demais medicamentos em foco,... de Infusão Contínua, sem prejuízo dos demais medicamentos e insumos ... Diário • Diário de Justiça do Estado de São Paulo TJ-ES - Agravo de Instrumento AI 24089010474 ES 24089010474 (TJ-ES) Data de publicação: 06/02/2009 Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO . PLANO DE SAÚDE . NEGATIVA DE FORNECIMENTO DE BOMBA DE INFUSÃO DE INSULINA PELO

CONVÊNIO MÉDICO . DECISÃO DO JUÍZO A QUO PARA NEGAR A TUTELA ANTECIPADA

PRETENDIDA . RECURSO PARA DEFERIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA . PERIGO IMINENTE DE VIDA . PLANO DE SAÚDE EM DIA . SOLICITAÇÃO MÉDICA DE URGÊNCIA . A SAÚDE É O BEM JURÍDICO PROTEGIDO . PERICULUM IN MORA
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1762

CARACTERIZADO . RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. A) O plano de saúde pode estabelecer quais doenças estão sendo cobertas, mas não que tipo de tratamento está alcançado para a respectiva cura. A abusividade da cláusula reside exatamente nesse preciso aspecto, qual seja, não pode o paciente, em razão de cláusula limitativa, ser impedido de receber tratamento com o método mais moderno disponível no momento em que instalada a doença coberta.B) É preciso ficar bem claro que o médico, e não o plano de saúde, é responsável pela orientação terapêutica. Entender de modo diverso põe em risco a vida do consumidorC) Nesse sentido deve ser reformada a r. decisão do magistrado de piso,

primeiramente, porque a saúde é um direito fundamental que está acima do direito patrimonial. E por fim, tendo em vista a impossibilidade da agravante de suportar o ônus do tempo do processo até o final da demanda, estando patente o periculun in mora suportado pela mesma. TJ-ES - Agravo de Instrumento AI 24089010474 ES 024089010474 (TJ-ES) Data de publicação: 06/02/2009 Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO . PLANO DE SAÚDE . NEGATIVA DE FORNECIMENTO DE BOMBA DE INFUSAO DE INSULINA PELO

CONVÊNIO MÉDICO . DECISAO DO JUÍZO A QUO PARA NEGAR A TUTELA ANTECIPADA

PRETENDIDA . RECURSO PARA DEFERIMENTO DA

VIDA . PLANO DE SAÚDE EM DIA . SOLICITAÇAO MÉDICA DE URGÊNCIA . A SAÚDE É O BEM JURÍDICO PROTEGIDO . PERICULUM IN MORA
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1763

TUTELA ANTECIPADA . PERIGO IMINENTE DE

CARACTERIZADO . RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. A) O plano de saúde pode estabelecer quais doenças estão sendo cobertas, mas não que tipo de tratamento está alcançado para a respectiva cura. A abusividade da cláusula reside exatamente nesse preciso aspecto, qual seja, não pode o paciente, em razão de cláusula limitativa, ser impedido de receber tratamento com o método mais moderno disponível no momento em que instalada a doença coberta.B) É preciso ficar bem claro que o médico, e não o plano de saúde, é responsável pela orientação terapêutica. Entender de modo diverso põe em risco a vida do consumidorC) Nesse sentido deve ser reformada a r. decisão do magistrado de piso,

primeiramente, porque a saúde é um direito fundamental que está acima do direito patrimonial. E por fim, tendo em vista a impossibilidade da agravante de suportar o ônus do tempo do processo até o final da demanda, estando patente opericulun in morasuportado pela mesma. TJ-ES - Agravo de Instrumento AG 24089010474 ES 024089010474 (TJ-ES) Data de publicação: 06/02/2009 Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO . PLANO DE SAÚDE . NEGATIVA DE FORNECIMENTO DE BOMBA DE INFUSAO DE INSULINA PELO

CONVÊNIO MÉDICO . DECISAO DO JUÍZO A QUO PARA NEGAR A TUTELA ANTECIPADA

PRETENDIDA . RECURSO PARA DEFERIMENTO DA

VIDA . PLANO DE SAÚDE EM DIA . SOLICITAÇAO MÉDICA DE URGÊNCIA . A SAÚDE É O BEM JURÍDICO PROTEGIDO . PERICULUM IN MORA
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1764

TUTELA ANTECIPADA . PERIGO IMINENTE DE

CARACTERIZADO . RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. A) O plano de saúde pode estabelecer quais doenças estão sendo cobertas, mas não que tipo de tratamento está alcançado para a respectiva cura. A abusividade da cláusula reside exatamente nesse preciso aspecto, qual seja, não pode o paciente, em razão de cláusula limitativa, ser impedido de receber tratamento com o método mais moderno disponível no momento em que instalada a doença coberta.B) É preciso ficar bem claro que o médico, e não o plano de saúde, é responsável pela orientação terapêutica. Entender de modo diverso põe em risco a vida do consumidorC) Nesse sentido deve ser reformada a r. decisão do magistrado de piso,

primeiramente, porque a saúde é um direito fundamental que está acima do direito patrimonial. E por fim, tendo em vista a impossibilidade da agravante de suportar o ônus do tempo do processo até o final da demanda, estando patente opericulun in morasuportado pela mesma. TJ-RS - Agravo de Instrumento AI 70024422636 RS (TJRS) Data de publicação: 02/06/2008 Ementa: DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO DE INSTRUMENTO. FORNECIMENTO CONTÍNUA DEMAIS DE SAÚDE BOMBA DE DE PÚBLICA. INFUSÃO E

SUB-CUTÂNEA APARELHOS E

INSULINA

MEDICAMENTOS

INDISPENSÁVEIS PARA O SEU FUNCIONAMENTO.

196 , CF . LEGITIMIDADE PASSIVA DOS ENTES PÚBLICOS. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. 1) O Estado é parte
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1765

DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO ¿ ART.

legítima para figurar no pólo passivo em demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de medicamentos, ainda que se considere a obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar-se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5º , § 1º ; 6º e 196 da CF . É direito do cidadão exigir e dever do Estado fornecer medicamentos excepcionais e aparelhos

indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse em agir pela urgência da medida pleiteada. AGRAVO PROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70024422636, Vigésima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Francisco José Moesch, Julgado em 21/05/2008) TJ-SP Apelação / Reexame SP Necessário REEX

253949820108260053 (TJ-SP)

0025394-98.2010.8.26.0053

Data de publicação: 23/11/2011 Ementa: SAÚDE. Mandado de segurança. Diabetes mellitus tipo 1. Pretensão ao fornecimento de bomba de infusão de insulina e demais insumos e medicamentos. Sentença que concedeu parcialmente a ordem para determinar o fornecimento dos medicamentos e insumos prescritos, facultado o fornecimento de outro também eficaz. Indicação de utilização de bomba de infusão

(FMUSP). Inexistência, porém, de justificativa para que a bomba de infusão seja da marca escolhida pela impetrante. Recursos não providos, com observação.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1766

confirmada por médico da rede pública de saúde

TJ-SP - Apelação APL 994092519343 SP (TJ-SP) Data de publicação: 24/02/2010 Ementa: Mandado de Segurança. Pretensão ao

fornecimento de medicamentos e insumos, inclusive bomba de infusão, para tratamento e controle de diabetes. Ordem parcialmente concedida. Exigência de prova pericial quanto à necessidade de bomba de infusão. Recursos oficial e voluntários não providos, com observação. TJ-SP - Apelação APL 994090172000 SP (TJ-SP) Data de publicação: 07/04/2010 Ementa: O Estado tem o dever de fornecer bomba de infusão, insumos e medicamentos necessários à saúde de pessoa diabética que não tem meios para sua aquisição.". TJ-SP - Apelação APL 1434607020088260000 SP 0143460-70.2008.8.26.0000 (TJ-SP) Data de publicação: 25/06/2012 Ementa: MANDADO DE SEGURANÇA. Medicamentos. Autora portadora de talassemia, em regime de transfusão regular a cada 3 (três) semanas. Pretensão ao fornecimento de insumo: "bomba de infusão própria". Ordem amparada no artigo 196 da Constituição Federal . Sentença que concede a segurança para determinar que a Fazenda do

reexame necessário não providos.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1767

Estado forneça o insumo pleiteado. Recurso de apelação e

TJ-SP

-

Apelação

APL 322012220118260564

SP

0032201-22.2011.8.26.0564 (TJ-SP) Data de publicação: 24/10/2012 Ementa: FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS, INSUMOS E EQUIPAMENTOS Portadora de diabetes mellitus Medicamentos prescritos por médico particular: bomba de infusão de insulina Accu-Chek Combo, insulina Humalog e seus insumos Paciente que tem direito ao mesmo tratamento disponibilizado na rede pública aos pacientes do SUS Sem prova pericial não há como saber se os medicamentos, equipamentos e insumos pretendidos são melhores que os disponibilizados e fornecidos pelo Estado. Ação improcedente. Recurso provido.

Algumas decisões em resumo: (...)JULGO PROCEDENTE o pedido formulado

nesta Ação proposta por PATRÍCIA MARIE TODA MARQUES, e o faço, com base na previsão do Artigo 269, inciso I do Código de Processo Civil. A procedência do pedido se dá para impor à Fazenda do Estado a obrigação de fornecer à autora a bomba de insulina de infusão contínua e demais medicamentos e insumos necessários ao controle da moléstia, respeitadas as prescrições médicas.
SENTENÇA

(...)devidamente qualificada nos autos, maneja a presente Ação de Obrigação de Fazer, sob regras

FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO, também qualificada. Narrava a petição inicial, em
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1768

de Procedimento comum Ordinário, em face da

apertada síntese, que a autora seria portadora de Diabetes Mellitus Tipo I e estaria grávida de cinco meses, necessitando de tratamento mediante a utilização do denominado Sistema de Infusão Contínua, sem prejuízo dos demais medicamentos e insumos prescritos por seu médico. Assim sendo, invocando a regra contida no Artigo 196 da Constituição Federal, a autora postulava no sentido da antecipação dos efeitos da tutela impondo-se à requerida o fornecimento da bomba de infusão e demais medicamentos em foco, respeitada a prescrição médica anexada. Sem prejuízo, o pleito de tutela antecipada era reproduzido pela autora como pedido final, devendo responder a requerida pelos ônus advindos da sucumbência. Com a inicial, vieram os documentos de fls. 13/23 dos autos, deferida a antecipação de tutela (fls. 25/26). Citada, a requerida apresentou contestação tempestiva, no prazo destinado à resposta (fls. 34/42). Em sua defesa processual a Fazenda aduzia que faltaria à autora interesse para agir, considerando que a insulina reclamada (insulina lispro) não estaria inserida no Programa Nacional de Assistência Farmacêutica. No mais, tecendo considerações a respeito do acesso universal e igualitário, os protestos da ré eram lançados com vistas ao
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1769

decreto de improcedência do pedido, anexando com a contestação o documento de fls. 43/44. Houve réplica por parte da autora (fls. 48/54). É o relatório do essencial. Passo a decidir. Processo em ordem. Cabível o julgamento antecipado da lide, o que se dá, de acordo com a dicção extraída do Artigo 330, inciso I do Código de Processo Civil, considerando o caráter essencialmente de direito da matéria controvertida em debate nos autos. Assim sendo, nem de longe se cogitando de ausência de interesse por conta da não padronização do tratamento, máxime

considerando a resistência apresentada pela Fazenda em contestação, no mérito, penso que a tutela antecipada concedida nos termos da r. decisão interlocutória de fls. 25/26 dos autos deve ser confirmada em definitivo, posto que o pedido formulado pela autora merece o resultado de procedência, conforme passo a demonstrar de maneira fundamentada: Não se poderia permitir que - submetida à burocracia estatal calcada na oportunística defesa do interesse coletivo - viesse a autora a sofrer efeitos manifestamente danosos à sua saúde. Observe-se que o Artigo 196,

da Carta Magna preceitua ser a saúde dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1770

redução do risco de doença e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e

recuperação. Por seu turno, o Artigo 23, inciso II, estabelece a partilha de

atribuições na Federação, prescreve ser de competência comum da União e dos Estados e Municípios “cuidar da Saúde e assistência pública, da proteção e

garantia das pessoas portadoras de deficiência”. Destaque-se ainda a Lei 8.080/90
(SUS), que lhe comete atribuições para a execução de programas de combate e

tratamento de doenças. Também a Constituição Estadual, no inciso V, do Artigo 223, atribuiu ao Sistema Único de Saúde a organização,

fiscalização e controle da produção e distribuição dos componentes farmacêuticos produtos básicos, químicos,

medicamentos,

biotecnológicos, imunológicos, hemoderivados e outros de interesse para a saúde, facilitando à população o acesso a eles. Ora, sendo a

concorrente das três esferas de governo e suas respectivas autarquias, qualquer delas pode ser acionada pelos cidadãos em caso de necessidade.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1771

obrigação de assistência à saúde solidária e

E nem se argumente que ao assim decidir se estaria violando o principio da separação dos poderes, pela interferência do Poder Judiciário em outro Poder. É que o Poder Judiciário tem sobre os demais o controle da legalidade, ou seja, a conformidade dos atos administrativos com as normas legais, e a aferição nos casos concretos, da omissão administrativa, no que tange a atos vinculados, em que a administração não tem a opção de deixar de atuar. Pois bem, neste contexto, forçoso concluir que no caso concreto, a autora demonstrou de maneira

documentalmente idônea - ser pessoa portadora de DIABETES, fazendo-se necessária a bomba, os medicamentos e os demais insumos prescritos pelo médico (fls. 17/18). Em caso análogo, envolvendo a moléstia ora em questão, assim também já decidiu o E. Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua C. 2ª. Câmara de Direito Público (Apelação com Revisão 0007201-

29.2011.8.26.0270 Rel. Cláudio Pedrassi j. em 23/10/2012) conforme se observa pela análise da ementa a seguir reproduzida: FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. Apelado portador de Diabetes Mellitus tipo 1. Ausência de padronização que não tem o condão de restringir o direito material tutelado. Indisponibilidade do direito à saúde.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1772

Art. 196 da Constituição Federal. Comprovação da hipossuficiência econômica do Apelado. Receituário médico que basta ao atendimento do pedido. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. Tutela jurisdicional que não interfere na

discricionariedade da Administração Pública. Garantia do fornecimento da medicação que não empresta, em absoluto, caráter de imposição do Judiciário ao Executivo, mas envolve, sim, o cumprimento exato dos preceitos constitucionais e o disposto na Lei n. 8.080/90. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. Óbices orçamentários.

Descabimento. Política pública que se pressupõe contemplada nas leis orçamentárias.

FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. Criação de entraves sob o fundamento de que haveria prioridade do interesse individual em detrimento do coletivo. Impossibilidade. A saúde constitui direito público subjetivo do cidadão e dever do Estado. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. Multa diária contra Medida a Fazenda que Pública. o

Possibilidade.

objetiva

cumprimento da determinação judicial. Fixação de teto máximo para a multa. Recurso de apelação e reexame necessário parcialmente providos. Imperioso assim, o prevalecimento do princípio da dignidade da pessoa humana, como
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1773

corolário de uma sociedade justa e solidária, garantindo-se, em última análise o direito à vida, confirmando-se, pois, a tutela antecipada para impor à Fazenda a obrigação de fornecer a bomba de insulina de infusão contínua e demais medicamentos e insumos necessários à autora, respeitadas as prescrições médicas. Anoto, por fim, que face à incidência do princípio da causalidade, vencida, ante a resistência

apresentada por meio da contestação, a Fazenda deverá responder pelos ônus advindos da sucumbência. Ante todo o exposto, ao confirmar em definitivo a antecipação de tutela de fls. 25/26, neste ato, JULGO PROCEDENTE o

pedido formulado nesta Ação proposta por PATRÍCIA MARIE TODA MARQUES, e o faço, com base na previsão do Artigo 269, inciso I do Código de Processo Civil. A procedência do pedido se dá para impor à Fazenda do Estado a obrigação de fornecer à autora a bomba de insulina de infusão contínua e demais medicamentos e insumos necessários ao controle da moléstia, respeitadas as prescrições

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

médicas. Desnecessária, por ora, a fixação de

1774

multa diária, questão que, entretanto, poderá ser objeto de deliberação em sede de cumprimento de sentença. Condeno a Fazenda ao pagamento das custas e despesas processuais havidas em razão do Processo, desde que comprovado desembolso por parte da autora, beneficiária da Justiça Gratuita. Finalmente, condeno a Fazenda ao pagamento de verba honorária em favor da n. patrona da autora, verba esta arbitrada de maneira equitativa, (Artigo 20, parágrafo quarto do Código de Processo Civil) em quantia de R$ 1.000,00, com incidência de atualização

monetária oficial a partir desta data. P. R. I. C. São Paulo, 06 de novembro de 2012. ALEXANDRE BUCCI Juiz de Direito (Assinatura eletrônica) C E R T I D Ã O Certifico e dou fé que o valor das custas de preparo de eventual recurso corresponde a (ISENTO). - ADV: TATIANE APARECIDA DE ALMEIDA FERREIRA SANTANA (OAB 223014/SP), ANA PAULA MANENTI DOS SANTOS (OAB 131167/SP), CLAUDIA RABELLO NAKANO (OAB 240243/SP)

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1775

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/43385661/djsp-judicial-1a-instancia-capital-21-11-2012-pg-718/pdfView

Diário

de

Justiça

do

Estado -

de 1ª

São

Paulo -

(DJSP) • 21/11/2012 • Judicial Capital • Pg. 718 • PDF.

Instância

AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 24089010474 VITÓRIA - 10ª VARA CÍVEL AGRAVANTE :LOUISE DE MARILLAC LACOURT LOUREIRO FILHA FELIPE AGRAVADO : UNIMED VITORIA RELATOR DES. RONALDO GONÇALVES DE SOUSA RELATÓRIO VOTOS O SR. DESEMBARGADOR RONALDO

GONÇALVES DE SOUSA (RELATOR):Cuidam os autos de agravo de instrumento, interposto por LOUISE DE MARILLAC LACOURT LOUREIRO FILHA, em face da UNIMED VITÓRIA, no qual a agravante sustenta equívoco na r. decisão do magistrado que indeferiu a antecipação dos efeitos da tutela, consistente no fornecimento a cargo da empresa agravada da bomba de infusão contínua de insulina "Accu-chek Spirit" da marca Roche Diagnostics e os seus acessórios: cateter e cânula Accu-chek Tenderlink II (caixa com 10 sets de infusão mais 10 cânulas), -

- cartucho (accu-chek cartucho plástico 3,15 ml (caixa com 25 cartuchos) ;

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1776

ângulo para inserção cânula de 30 a 45 graus;

- pilhas; - tampa de bateria; - adaptadores. O juiz a quo, decidiu pelo indeferimento da antecipação dos efeitos da tutela afirmando que não foi comprovado que o contrato da autora está vigendo e com o pagamento em dia. O ponto nodal do presente recuso é saber se estão presentes o periculum in mora e a verossimilhança da alegações por parte da autora que alega um eminente risco de morte pela ausência de tal procedimento médico. Inicialmente, deve-se observar que o caso em tela trata de relação de consumo, onde as cláusulas, quando não forem claras, deverão ser interpretadas em favor do consumidor. É indiscutível que se trata de uma relação de consumo, onde o plano de saúde é o fornecedor de serviços e os associados são os

consumidores finais dos serviços oferecidos. Mais do que isto, se trata de uma relação de consumo oriunda de um contrato de adesão (Número do processo: 048.01.012185-2 Ação: Apelação Civel Órgão Julgador : SEGUNDA CÂMARA CÍVEL Data de Julgamento : 06/04/2004

no Diário : 10/05/2004 Relator : ANTÔNIO CARLOS ANTOLINI Vara de Origem : SERRA - 1ª VARA CÍVEL).
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1777

Data de Leitura : 04/05/2004 Data da Publicação

Outrossim,

É

importante

asseverar

que

a

agravante juntou às fls. 82/84 do caderno processual os comprovantes de pagamento do plano saúde que atestam a vigência e o pagamento em dia do contrato ora pactuado. O Superior Tribunal de Justiça, tem decidido reiteradamente no sentido de que a negativa de fornecimento imprescindível, de um de medicamento algum de uso

ou

procedimento

médico, cuja ausência gera risco à vida ou grave risco à saúde, é ato que, por si só, viola a Constituição Federal, pois a vida e a saúde são bens jurídicos constitucionalmente

Página 1

A orientação que se vem firmando, é estabelecer um critério para proteger o consumidor e o mesmo tempo assegurar a viabilidade

empresarial dos planos privados de saúde. De fato, não se pode negar o direito do contrato de estabelecer que tipo de doença está a alcance do plano oferecido. Todavia, entendo que deve haver uma distinção entre a patologia alcançada e a terapia. Não me parece razoável que se exclua

determinada opção terapêutica se a doença está

plano está destinado a cobrir despesas relativas ao tratamento, o que o contrato pode dispor é sobre as patologias cobertas, não sobre o tipo de
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1778

agasalhada no contrato. Isso quer dizer que se o

tratamento para cada patologia alcançada pelo contrato. Na verdade, se não fosse assim, estar-se-ia autorizando que a empresa se substituísse aos médicos na escolha da terapia adequada de acordo com o plano de cobertura do paciente. E isso, pelo menos na minha avaliação, é incongruente com o sistema de assistência à saúde, porquanto quem é senhor do tratamento é o especialista, ou seja, o médico que não pode ser impedido de escolher a alternativa que melhor convém à cura do paciente. É preciso ficar bem claro que o médico, e não o plano de saúde, é responsável pela orientação terapêutica. Entender de modo diverso põe em risco a vida do consumidor. No caso em tela, as fls. 31 está demonstrada a necessidade médica do uso da bomba de infusão de insulina, in verbis:

"Solicito implantação de bomba de infusão de insulina. paciente diabética tipo 1, há 25 anos apresentando controle difícil com alguns

episódios de hipoglicemia grave, inclusive com episódio de crise convulsiva". Assim, no caso, da caracterização do periculum in mora e da verossimilhança das alegações da agravante e decisão do juízo a quo deve ser

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1779

reformada para a concessão da tutela antecipada pretendida. STJ - Seguro saúde. Cobertura. Câncer de pulmão. Tratamento com quimioterapia. Cláusula abusiva. 1. O plano de saúde pode estabelecer quais doenças estão sendo cobertas, mas não que tipo de tratamento está alcançado para a respectiva cura. Se a patologia está coberta, no caso, o câncer, é inviável vedar a quimioterapia pelo simples fato de ser esta uma das alternativas possíveis para a cura da doença. A abusividade da cláusula reside exatamente nesse preciso aspecto, qual seja, não pode o paciente, em razão de cláusula limitativa, ser impedido de receber tratamento com o método mais moderno disponível no momento em que instalada a doença coberta. 2. Recurso especial conhecido e provido. (REsp 668.216/SP, Rel. Ministro CARLOS TERCEIRA

ALBERTO

MENEZES

DIREITO,

TURMA, julgado em 15.03.2007, DJ 02.04.2007 p. 265) Deste modo, em conformidade com a orientação traçada pelo Supremo Tribunal Federal nas Súmulas6344 e6355, em casos excepcionais, em que estiverem conjugados os requisitos (a) da verossimilhança das alegações e (b) do risco de dano grave e irreparável

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1780

o

direito

afirmado,

este

E.

Tribunal

vem

admitindo o cabimento de medida cautelar destinada a atribuir efeito suspensivo ou a antecipar tutela em recurso especial ainda não admitido pelo Tribunal de origem.

Página 2

Nesse sentido deve ser reformada a r. decisão do magistrado de piso, primeiramente, porque a saúde é um direito fundamental que está acima do direito patrimonial. E por fim, tendo em vista a impossibilidade da agravante de suportar o ônus do tempo do processo até o final da demanda, estando patente o periculun in mora suportado pela mesma. Ante o exposto, CONHEÇO E DOU PROVIMENTO ao recurso de agravo de instrumento para conceder a tutela pretendida, confirmando a medida liminar anteriormente deferida. É como voto. *

A

SRA.

DESEMBARGADORA

ELISABETH

LORDES : Voto no mesmo sentido

*

SOUZA : Voto no mesmo sentido
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

O SR. DESEMBARGADOR ALINALDO FARIA DE

1781

*

DECISÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são as partes as acima indicadas, ACORDA o Egrégio Tribunal de Justiça do Espírito Santo (Terceira Câmara Cível), na conformidade da ata e notas taquigráficas da sessão, que integram este julgado, em, À UNANIMIDADE DAR

PROVIMENTO AO RECURSO.

Dados Gerais Processo: Relator(a): Julgamento: MS 25604 MS 2007.025604-8 Des. João Maria Lós 21/01/2008

Órgão Julgador: 3ª Seção Cível Publicação: 14/02/2008 Impetrante: Daniel Cesar Correleiro da Silva Parte(s): Impetrado: Secret&aacute;rio (a) de Estado de Sa&uacute;de de Mato Grosso do Sul

Ementa MANDADO DE SEGURANÇA - ILEGITIMIDADE PASSIVA - REJEITADA TRATAMENTO DE SAÚDE - FORNECIMENTO DE BOMBA DE INFUSÃO DE MEDICAMENTOS - PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA DO DIREITO LÍQUIDO E

DO ESTADO - DIREITO LÍQUIDO E CERTO AO RECEBIMENTO DOS MEDICAMENTOS - SEGURANÇA CONCEDIDA.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1782

CERTO EXISTENTE - DIREITO FUNDAMENTAL À VIDA E À SAÚDE - DEVER

Processo: Órgao Julgador: 3ª Cível Seção Mandado Segurança de

Julgamento: 21/01/2008

Classe:

21.1.2008 Terceira Seção Cível Mandado de Segurança - N. - Capital. Relator Impetrante Advogada Impetrada Proc. Est. E M E N T A - Exmo. Sr. Des. João Maria Lós. - Daniel César Correleiro da Silva. - Cristiani Massilon Bezerra. - Secretária de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. - Julizar Barbosa Trindade Júnior. – MANDADO DE SEGURANÇA – ILEGITIMIDADE

PASSIVA – REJEITADA – TRATAMENTO DE SAÚDE – FORNECIMENTO DE BOMBA DE INFUSÃO DE MEDICAMENTOS – PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA DO DIREITO LÍQUIDO E CERTO EXISTENTE – DIREITO FUNDAMENTAL À VIDA E À SAÚDE – DEVER DO ESTADO – DIREITO LÍQUIDO E CERTO AO RECEBIMENTO DOS MEDICAMENTOS – SEGURANÇA CONCEDIDA. A ordem constitucional vigente, em seu art. 196, consagra o direito à saúde como dever do Estado, que deverá, por meio de políticas sociais e econômicas, propiciar aos necessitados não “ qualquer tratamento” , mas o tratamento mais adequado e eficaz, capaz de ofertar ao enfermo maior dignidade e menor sofrimento.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1783

Presente nos autos a prova pré-constituída acerca da doença do impetrante, da necessidade do recebimento do medicamento , bem como da impossibilidade de este arcar com as despesas da medicação e materiais prescritos, resta evidente a existência do direito líquido e certo pleiteado, que fora violado pela autoridade impetrada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os juízes da Terceira Seção Cível do Tribunal de Justiça, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria e contra o parecer, conceder a segurança, nos termos do voto do relator. Impedido o 1º vogal. Campo Grande, 21 de janeiro de 2008. Des. João Maria Lós – Relator

RELATÓRIO O Sr. Des. João Maria Lós Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Daniel César Correleiro da Silva em face do Secretário de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, consistente na negativa de fornecimento do equipamento que necessita para tratamento de sua moléstia ( diabetes mellitus ). Alega o impetrante que é portador da doença há mais de nove anos, sendo que já realizou tratamentos de diversas formas, as quais não se fizeram eficazes na

Ressalta que, em razão de sua profissão, realiza viagens constantes às cidades do interior do Estado, o que acarreta prejuízos na condução de seu tratamento, sendo que a
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1784

normalização dos níveis de glicose no sangue devido ao avanço de sua patologia.

médica que o assiste constatou a necessidade de utilização da bomba de infusão de insulina (Accu-Check Spirit – Roche Diagnostics). Alega que tal equipamento é de alto custo, com valores superiores a R$10.000,00 reais, e que não possui condições de custear o aparelho, sendo-lhe negado pela Casa da Saúde. Por fim, pugna pela concessão da medida liminar, bem como pela confirmação daquela, tornando-a definitiva, e a cominação de multa no caso de descumprimento das obrigações. À f. 32 TJ/MS, a análise da liminar foi postergada para o momento subseqüente, determinando ao impetrante que seja emendada a inicial informando o real custo do kit de insumos pleiteados. Às f. 37-47 TJ/MS, o impetrado alega sua ilegitimidade para figurar no pólo passivo do mandamus , a ausência do direito líquido e certo, pugnando pelo indeferimento dos pedidos do impetrante. O parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, às f. 57-66 TJ/MS, defende a extinção do processo sem o julgamento de mérito, em razão da necessidade de dilação probatória e, no mérito, pela denegação da ordem. VOTO O Sr. Des. João Maria Lós (Relator) Trata-se de Mandado de Segurança impetrado por Daniel César Correleiro da Silva em face do Secretário de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul, consistente na negativa de fornecimento do equipamento que necessita para tratamento de sua moléstia

Conforme se observa através da análise dos autos, o impetrante é portador dediabetse mellitus tipo I, e pretende que o Estado lhe forneça uma bomba de infusão de insulina
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1785

( diabetes mellitus ).

(Accu-Check Spirit – Roche Diagnostics), para que melhore seu estado de saúde. Analiso primeiramente a preliminar de ilegitimidade passiva argüida pelo Estado de Mato Grosso do Sul em suas informações, aduzindo que o legitimado é o coordenador da Casa de Saúde. Porém, a autoridade coatora é aquela que determina a execução do ato impugnado, e nunca aquela que executa. Ainda, no pólo passivo figura a pessoa que tem competência para rever a qualquer tempo os atos praticados pelos seus subordinados, neste caso, os atos do Coordenador da Casa de Saúde. A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, LXIX, foi bastante clara ao definir a autoridade coatora como sendo a autoridade pública ou o agente de pessoa jurídica, no exercício de atribuições do poder público. Nos dizeres de Celso Antônio Bandeira de Mello, deve-se recorrer à idéia de agente público, de forma mais ampla e compreensiva, ao se definir autoridade coatora sujeita a Mandado de Segurança, e não à noção restrita de servidor público. Assim, a autoridade coatora é quem pratica comissiva ou omissivamente o ato impugnado, devendo ter também competência para desfazer o ato impugnado, acatando eventual sentença concessiva da ordem pleiteada, ou para realizar o ato reclamado. Portanto, em face destas considerações, rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva. No mérito, temos como requisito do mandado de segurança a existência de umdireito líquido e certo violado ou na iminência de o ser, por ato ilegal ou abusivo de autoridade. O artigo 1º da Lei n. 1.533/51 estabelece que: conceder-se-á mandado de segurança

ilegalmente ou com abuso de poder, alguém sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1786

para proteger direito líquido e certo não amparado por habeas corpus , sempre que,

funções que exerça. No caso, alegou o impetrante que necessita fazer uso de bomba de infusão de insulina (Accu-Check Spirit – Roche Diagnostics), pois sua médica que acompanha seu tratamento lhe indicou tal aparelho em razão das tentativas frustradas no uso da terapia convencional. Ora, é inadmissível que a autoridade impetrada, ente do Poder Público, omita-se de cumprir direito fundamental do indivíduo, sob a alegação de que tal prestação não é possível por não se tratar de sua competência ou pela necessidade de se preencher protocolos clínicos, quando o seu fornecimento se trata de um dever

constitucionalmente imposto ao Estado como um todo (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) e não mera faculdade, senão vejamos: “ Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” Assim sendo, em face da prova pré-constituída acerca da doença do impetrante, da necessidade do recebimento do medicamento e materiais solicitados (f. 17/30 TJ/MS), bem como da impossibilidade de ele arcar com as despesas destes, resta evidente a existência do direito líquido e certo do impetrante a receber gratuitamente da autoridade impetrada os insumos de alto custo, nas doses e quantidades prescritas, em respeito ao direito à vida e à saúde, constitucionalmente garantido. Consigne-se nesse sentido o entendimento pacífico no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça: “ PACIENTE COM HIV/AIDS – PESSOA DESTITUÍDA DE RECURSOS

FINANCEIROS – DIREITO À VIDA E À SAÚDE – FORNECIMENTO GRATUITO DE MEDICAMENTOS – DEVER CONSTITUCIONAL DO PODER PÚBLICO (CF,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1787

ARTS. 5º, CAPUT, E 196) O direito à saúde representa conseqüência constitucional indissociável do direito à vida. O direito público subjetivo à saúde representa prerrogativa jurídica indisponível assegurada à generalidade das pessoas pela própria CF (art. 196). Traduz bem jurídico constitucionalmente tutelado, por cuja integridade deve velar, de maneira responsável, o poder público, a quem incumbe formular – E implementar – Políticas sociais e econômicas idôneas que visem a garantir, aos cidadãos, inclusive àqueles portadores do vírus HIV, o acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica e médico-hospitalar. O direito à saúde – além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas – representa conseqüência constitucional indissociável do direito à vida. O poder público, qualquer que seja a esfera institucional de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por censurável omissão, em grave comportamento inconstitucional. A interpretação da norma programática não pode transformá-la em promessa constitucional inconseqüente. O caráter programático da regra inscrita no art. 196 da CF – que tem por destinatários todos os entes políticos que compõem, no plano institucional, a organização federativa do estado brasileiro – não pode converter-se em promessa constitucional inconseqüente, sob pena de o poder público, fraudando justas expectativas nele depositadas pela coletividade, substituir, de maneira ilegítima, o cumprimento de seu impostergável dever, por um gesto irresponsável de infidelidade governamental ao que determina a própria Lei Fundamental do estado. Distribuição gratuita de medicamentos a pessoas carentes. O reconhecimento judicial da validade jurídica de programas de distribuição gratuita de medicamentos a pessoas carentes, inclusive àquelas portadoras do vírus HIV/AIDS, dá efetividade a preceitos fundamentais da CF (arts. 5º, caput, e 196) e representa, na concreção do seu alcance, um gesto reverente e solidário de apreço à vida e à saúde das pessoas, especialmente daquelas que nada têm e nada possuem, a não ser a

273.834-4 – RS – Rel. Min. Celso de Mello – DJU 02.02.2001 – 2ª Turma STF). “ CONSTITUCIONAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA .

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1788

consciência de sua própria humanidade e de sua essencial dignidade.” (AgRg-RE

DIREITO

FUNDAMENTAL

À

VIDA

E

À

SAÚDE. FORNECIMENTO DE

MEDICAÇÃO. HEPATITE C. RESTRIÇÃO. PORTARIA/MS N.º 863/02. 1. A ordem constitucional vigente, em seu art. 196, consagra o direito à saúde como dever do Estado, que deverá, por meio de políticas sociais e econômicas, propiciar aos necessitados não “ qualquer tratamento” , mas o tratamento mais adequado e eficaz, capaz de ofertar ao enfermo maior dignidade e menor sofrimento. 2. O medicamento reclamado pela impetrante nesta sede recursal não objetiva permitir-lhe, apenas, uma maior comodidade em seu tratamento. O laudo médico, colacionado aos autos, sinaliza para uma resposta curativa e terapêutica “ comprovadamente mais eficaz” , além de propiciar ao paciente uma redução dos efeitos colaterais. A substituição do medicamento anteriormente utilizado não representa mero capricho da impetrante, mas se apresenta como condição de sobrevivência diante da ineficácia da terapêutica tradicional. 3. Assim sendo, uma simples restrição contida em norma de inferior hierarquia (Portaria/MS n.º 863/02) não pode fazer tábula rasa do direito constitucional à saúde e à vida, especialmente, diante da prova concreta trazida aos autos pela impetrante e à mingua de qualquer comprovação por parte do recorrido que venha a ilidir os fundamentos lançados no único laudo médico anexado aos autos. 4. As normas burocráticas não podem ser erguidas como óbice à obtenção de tratamento adequado e digno por parte do cidadão carente, em especial, quando comprovado que a medicação anteriormente aplicada não surte o efeito desejado, apresentando o paciente agravamento em seu quadro clínico. 5. Recurso provido.” (RMS 17903/MG; RECURSO ORDINARIO

EM MANDADO DESEGURANÇA 2004/0022973-0 Ministro CASTRO MEIRA10.08.04 – 2ª Turma STJ). Também nesse sentido é o posicionamento deste Tribunal de Justiça:

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1789

“ MANDADO

DE

SEGURANÇA

– FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS –

DEVER DO ESTADO – ORDEM CONCEDIDA. É dever do Estado assegurar a todos os cidadãos o direito fundamental à saúde (art. 173 da CRFB). Assim, a mera ausência do cumprimento de formalidade burocrática, a exemplo da falta de previsão do medicamento em lista de dispensação, não pode obstar o fornecimento de medicação indispensável à cura ou para minorar o sofrimento de portadores de moléstia grave que, além disso, não dispõem dos meios necessários ao custeio do tratamento.” ( Mandado de Segurança- N. – Capital - Rel. Des. Elpídio Helvécio Chaves Martins – 14.03.2005 – 2ª Seção Cível). Assim, deve-se assegurar ao portador de doença grave o direito líquido e certo de obter do Estado o medicamento de que necessita para o seu tratamento, na medida em que o direito à saúde é conseqüência indissociável do direito à vida, constituindo-se ambos em prerrogativas fundamentais do cidadão. Diante dessas razões, contrariando o parecer ministerial, concedo a segurança pleiteada para determinar que a autoridade impetrada pague ou forneça imediatamente ao impetrante uma bomba de infusão Accu-Check Spirit (Roche Diagnóstics), bem como os refis de insulina, sets de infusão e pacote de serviços, pelo tempo que perdurar o tratamento. O Sr. Des. Julizar Barbosa Trindade (1º Vogal) Gostaria de anunciar meu impedimento, pois, no caso, o procurador é meu filho. O Sr. Des. Rubens Bergonzi Bossay (2º Vogal) De acordo com o relator. O Sr. Des. Luiz Carlos Santini (3º Vogal) A obrigação constitucional imposta às pessoas jurídicas de direito público devem ser entendidas na utilização dos recursos de menor custo possível, isto para atendimento de
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1790

toda a população. No caso presente, verifica-se que a compra de bomba infusora de insulina, qual seja ACCU-CHECK SPIRIT (ROCHE DIAGNOSTICS) tem a finalidade tão-somente de propiciar conforto pessoal ao impetrante, pois, ao que tudo indica, o medicamento não lhe é imprescindível para tratar da enfermidade que lhe acomete, porquanto não restou demonstrado que o paciente não obteve melhora fazendo uso da aplicação de insulina pelos meios mais tradicionais, ou que inexiste equipamento similar de menor custo. Outrossim, a questão relativa a eventuais prejuízos financeiros que a diabete vem lhe causando, pela dificuldade da manutenção do tratamento em razão de ser representante comercial e necessitar realizar viagens, é matéria a ser provada em cognição plena e não em mandado de segurança. Destarte, diante da falta de prova pré-constituída da imprescindibilidade da bomba infusora pleiteada, julgo extinto o feito sem julgamento do mérito. O Sr. Des. Atapoã da Costa Feliz (4º Vogal) Acompanho o relator. DECISÃO Como consta na ata, a decisão foi a seguinte: POR MAIORIA E CONTRA O PARECER, CONCEDERAM A SEGURANÇA, NOS TERMOS DO VOTO DO RELATOR. IMPEDIDO O 1º VOGAL. Presidência do Exmo. Sr. Des. Atapoã da Costa Feliz. Relator, o Exmo. Sr. Des. João Maria Lós. Tomaram parte no julgamento os Exmos. Srs. Desembargadores João Maria Lós,

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1791

Rubens Bergonzi Bossay, Luiz Carlos Santini e Atapoã da Costa Feliz. Campo Grande, 21 de janeiro de 2008.

Dados Gerais

Processo:

AI 730447 PE

Relator(a):

Min. ROSA WEBER

Julgamento:

11/12/2012

Órgão Julgador: Primeira Turma ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-026 DIVULG 06-02-2013

Publicação:

PUBLIC 07-02-2013 ESTADO DE PERNAMBUCO

PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Parte(s): MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Ementa EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO REGIONAL EM QUE MANTIDA ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DEFERIDA LIMINARMENTE. FORNECIMENTO DE ELEMENTOS NECESSÁRIOS À NUTRIÇÃO ENTERAL DE IDOSA. ALIMENTOS E BOMBA DE INFUSÃO.
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1792

DIREITOS FUNDAMENTAIS. SAÚDE. AUSÊNCIA DE JUÍZO DEFINITIVO DE CONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA 735/STF. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto de decisão que defere antecipação de tutela, mediante liminar, com espeque na urgência do caso, considerada a ausência de juízo definitivo de constitucionalidade. Aplicação da Súmula 735/STF. Agravo conhecido e não provido.

Decisão Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 11.12.2012. http://jurisprudencia.s3.amazonaws.com/STF/IT/AI_730447_PE_1360419746277.pdf? Signature=eauKmnH2MRZKJnu9MDUVt%2BrOnRw%3D&Expires=1388101761&A WSAccessKeyId=AKIAIPM2XEMZACAXCMBA&response-contenttype=application/pdf

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1793

Chegamos nos parágrafos finais do presente capítulo Tema. Porém uma alerta para os profissionais. Anvisa suspende produto usado para infusão de medicamentos – Notícia antiga mas, muitos estão desinformado(Publicado26/01/2012). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão, na quinta-feira, dia 2 de janeiro de 2012, do lote 8B13 do produto equipo macrogotas para infusão de medicamentos, fabricado pela empresa Angiplast Private Limited e importado pela empresa Lamedid Comercial e Serviços Ltda. A suspensão foi feita após a constatação de desvio de qualidade do produto. A suspensão do produto é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial da União. As pessoas que já tiverem adquirido algum produto dos lotes suspensos devem interromper o uso. Já a empresa Janssen Cilag Farmacêutica Ltda. fará o recolhimento de todos os lotes referentes ao medicamento Velcade (bortezomibe) pó liofilizado injetável. O recolhimento é necessário em decorrência de deficiências na garantia de esterilidade do produto. De acordo com a Anvisa, o produto não deve ser consumido ou comercializado. Veja as publicações no Diário Oficial da União. http://portal.in.gov.brvisualiza/index.jsp?data=26/01/2012&jornal=1&pagina=51&total Arquivos=84

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1794

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1795

Equipos com Câmara Graduada » EA-37C - Equipo macrogotas com câmara graduada de 100ml. "Equipo macrogotas com bureta para administração de

medicamentos/soluções; Ponta perfurante adaptável com facilidade e segurança em qualquer tipo de frasco/ampola/bolsa, contendo protetor; Câmara

graduada de 0 a 100ml e subdivisão 1ml; Tampa contendo tubo flexível e transparente de 140cm de comprimento, alça de sustentação, filtro de ar hidrófobo de 5 microns, membrana autocicatrizante para administração de medicamento/soluções; Tubo flexível e transparente em P.V.C. de no mínimo 1,2m de comprimento; Regulador de fluxo (clamp e rolete) para controle de fluxo com segurança; Clamp corta fluxo; Conector luer macho universal com protetor; Embalado individualmente em papel grau cirúrgico e filme termoplástico, contendo os dados impressos de identificação, código, lote, data de fabricação e validade e registro no Ministério da Saúde, conforme NBR 14041/1998." Protetor da ponta perfurante: mantém a esterilidade da ponta perfurante e do interior do equipo. Ponta perfurante: para adaptação do equipo aos frascos, bolsas ou ampolas plásticas. Calibrado para 20 macrogotas/ml. Atendendo as especificações da NBR 14041/1998. Clamp corta fluxo: interrompe e reinicia o fluxo com segurança. Alça: para sustentação da câmara graduada.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1796

Filtro de ar de 5mm: assegura que todo ar admitido na câmara graduada passe através do mesmo e que o fluxo do líquido não seja significantemente reduzido. Membrana auto cicatrizante: acessório que permite múltiplas injeções de drogas. Câmara graduada 100ml: com capacidade de 100ml, escala graduada com divisão de 5 em 5ml e subdivisão de 1 em 1ml. Câmara de gotejamento flexível: em material atóxico. Permite a visualização da solução e do processo de gotejamento. Tubo flexível: confeccionado em PVC flexível, atóxico e transparente. Regulador de fluxo Clamp e rolete): permite controle preciso do gotejamento, sendo capaz de suportar uso contínuo sem danificar o tubo. Injetor lateral: acessório com membrana auto

cicatrizante que permite múltiplas injeções de drogas. Conector luer macho: com conicidade de 6% (luer) padrão universal, de acordo com a NBR ISO 5941/2003. Protetor do conector luer macho: mantém a

esterilidade do conector luer macho e do interior do equipo. Código: EA-37C – Equipo macrogotas com câmara graduada de 100ml

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1797

O equipo acima, acrescido da letra “ F ” indica equipo fabricados na cor âmbar, para soluções fotossensíveis. Embalagem interna: embalado unitariamente em blister constituído de Papel Grau Cirúrgico e filme termoplástico. Mantendo a esterilidade do equipo até o momento do uso, desde que esteja no prazo de validade. Embalagem de transporte: caixa de papelão reforçado, contendo 50 peças. Esterilização: a Gás Óxido de Etileno – ETO. Validade: 24 meses, desde que a embalagem interna esteja intacta. Registro no Ministério da Saúde: ANVISA nº 80106750003 Normas: NBR 14041/1998 – Equipo de infusão estéril e de uso único; NBR ISO 594-1/2003 – Montagem cônica com conicidade de 6% (luer) para seringas, agulhas e outros equipamentos médicos; NBR 13386/1995 – Embalagem para artigo odontomédico-hospitalar esterilizado por óxido de etileno; NBR 13849/1997 – Esterilizadores a gás de óxido de etileno puro e suas misturas;

procedimentos na inspeção por atributos.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1798

NBR

5426/1985

Plano

de

amostragem

e

ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO - RE Nº 219, DE 25 DE JANEIRO DE 2012 O Diretor da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das atribuições que lhe conferem o Decreto de nomeação de 31 de março de 2011, da Presidenta da República, publicado no D. O. U. de 1º de abril de 2011, o inciso VIII do art. 15, o inciso I e o § 1º do art. 55 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria n.º 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006 e a Portaria nº 1417, de 20 de setembro de 2011; considerando os artigo 6º e 7º, ambos da Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976; considerando, ainda, o Laudo de Análise Fiscal nº. 4072.00/2009, constatando que o produto EQUIPO MACROGOTAS PARA INFUSÃO DE MEDICAMENTOS apresenta desvio de qualidade quanto ao ensaio de Aspecto, RESOLVE : Art. 1º Determinar, como medida de interesse sanitário, a suspensão da distribuição, comércio e uso do produto EQUIPO MACROGOTAS PARA INFUSÃO DE MEDICAMENTOS, lote 8B13, fabricado pela empresa Angiplast Private Limited, localizada na Índia e importado pela empresa LAMEDID COMERCIAL E SERVIÇOS LTDA, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 46.568.655/0001-61, com endereço na Avenida Gupê, nº. 10767, Galpão 20, Bloco IV - Jardim Belval, Barueri - SP, por se constatar desvio de qualidade no produto citado. Art. 2º Determinar o Recolhimento do lote 8B13 do produto EQUIPO MACROGOTAS PARA INFUSÃO DE MEDICAMENTOS, importado pela empresa LAMEDID COMERCIAL E SERVIÇOS LTDA. Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. JAIME CÉSAR DE MOURA OLIVEIRA Saúde Legis - Sistema de Legislação da Saúd

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia Professor César Augusto Venâncio da Silva

Página

1799

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->