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PUC-RJ | Introdução ao Jornalismo

Professora: Sonia Miranda


Aluno: Guilherme Vieira Rezende Junior

Resenha da matéria “O Preço da Ignorância” de Alexa Salomão


Referência: Revista Exame do dia 27 de setembro de 2006
De uns anos para cá, a elite intelectual brasileira tem se esforçado para entender
porque o Brasil, um país fadado ao sucesso, vem ficando para trás na corrida global pela
prosperidade.
O Banco Mundial realizou um estudo sobre como os principais países emergentes
têm se inserido na sociedade do conhecimento, considerada o estágio mais avançado do
capitalismo. O sistema de ensino brasileiro ficou em último e entre os principais
problemas estão: o tempo médio de estudo, que no Brasil corresponde a cinco anos,
contra 11 do coreano e 10 da maioria dos países desenvolvidos; e o abandono dos
estudos, que se estima ser de 31 estudantes por hora.
A Unesco realizou outro estudo em que foi constatado que, nos ritmos atuais, o Brasil
demorará mais de 30 anos para alcançar o nível educacional que as maiores economias
têm hoje. Um grave problema, pois hoje em dia os empregos necessitam de habilidades
mentais, adquiridas com ensino de qualidade. É o que diz Célio da Cunha, representante
da Unesco do Brasil para a área de educação.
Outro problema foi constatado em 2003, através do Sistema Nacional de Avaliação
do Ensino Médio: os níveis dos alunos não correspondem com suas séries, por exemplo,
na 8ª série, menos de 10% sabiam elaborar textos mais complexos.
Apesar de o país ter passado por uma revolução educacional nos últimos anos, os
avanços são insuficientes para sustentar o crescimento numa economia globalizada. E o
que acontece é a dificuldade de se achar bons empregados, levando à estagnação
tecnológica.
Hoje existem várias vagas não preenchidas pela incapacidade de achar pessoas
qualificadas. Devido a esse problema o setor privado está se vendo obrigado a combater
com as próprias mãos o mal que é a ignorância. Várias empresas investem na educação
de seus funcionários, enquanto deveriam estar investindo em outras áreas. É o caso da
Embraer que investiu 13 milhões de dólares para criar um programa de especialização,
pois os três cursos existentes não supriam as necessidades da empresa. Isso tudo torna
muito desleal a concorrência global, pois em outros países as empresas não precisam
gastar com a educação.