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O PLANEJAMENTO E A AVALIAÇÃO DA ESCOLA

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FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA – Facinter

KAREN ABREU DE OLIVEIRA

O PLANEJAMENTO E A AVALIAÇÃO DA ESCOLA

CAXIAS DO SUL 2009

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KAREN ABREU DE OLIVEIRA

O PLANEJAMENTO E A AVALIAÇÃO DA ESCOLA

Trabalho apresentado às disciplinas de Planejamento e avaliação educacional, Gestão de recursos financeiros e Sistema de Avaliação da Educação Básica do Curso de Gestão do Trabalho Pedagógico, período 2008/02, da Faculdade Internacional de Curitiba – Facinter. Profa. Ana Paula P. P. de Castro Profa. Josemary Morastoni Profa. Simone Zampier da Silva

CAXIAS DO SUL 2009

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO........................................................................................ 4 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................. 5 3. CONCLUSÃO.........................................................................................10 4. REFERÊNCIAS......................................................................................11

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INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre o planejamento e a avaliação da escola, tendo em vista sua importância na organização e na gestão, contribuindo para a melhoria do processo ensino-aprendizagem e para a resolução dos problemas existentes no cotidiano escolar. Propõe-se também apresentar essas questões à luz de pesquisa, observação e entrevista realizadas em uma escola pública estadual, na cidade de Caxias do Sul. Observa-se que a referida escola possui um bom estado de conservação e ocupa um espaço físico amplo e adequado tanto para o número de alunos que atende como para o desenvolvimento do trabalho administrativo, assim como para estoque de materiais de consumo e permanente. Possui trinta e duas salas de aula, duas bibliotecas, três laboratórios sendo um deles de informática, duas quadras externas e um ginásio. Atualmente trabalham na escola cento e sessenta professores. A escola funciona nos três turnos e oferece Ensino Médio e Ensino Fundamental, perfazendo uma média de setenta e duas turmas com mais ou menos três mil e quinhentos alunos matriculados. Verifica-se que no Regimento Escolar da escola constam normas administrativas referentes à conservação do patrimônio escolar e que em seu Projeto Político Pedagógico não existem dados relativos as avaliações externas e aos índices de desenvolvimento da educação norteando e orientando seu trabalho pedagógico. Embora, se note que aconteça na prática dos envolvidos com o processo de ensinoaprendizagem. Visa ainda, apresentar o resultado de pesquisa onde se investigou como acontece o planejamento e a avaliação dos resultados nesta instituição de ensino, que mudanças os programas de avaliação externa estão ocasionando no planejamento da escola e como a escola trabalha com os recursos financeiros repassados pelo governo..

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FUNDAMENTAÇÂO TEÓRICA

O planejamento da escola deve garantir a eficácia do trabalho como um todo levando em consideração o ambiente físico escolar, os recursos humanos, didáticos e financeiros e ainda os programas de avaliação externa dos governos estadual e federal. Sendo assim, a avaliação da escola está diretamente associada ao seu planejamento, pois é através dela que podemos traçar objetivos a curto, médio e longo prazo e repensá-los visando estratégias cada vez mais definidas de ação para modificar e aperfeiçoar o nosso trabalho.

“Podemos simplificar a compreensão da avaliação, definindo-a como o processo de conhecer e julgar a relação entre metas estabelecidas, recursos, empenhos e resultados obtidos pela administração e por professores e alunos em uma dada situação de trabalho na instância pedagógica. Esse conhecimento serve à tomada de decisão das intervenções que regulam e aperfeiçoam a função escolar sob a inspiração de planos e projetos educacionais formalizados. Com tal definição, a avaliação educacional compromete-se com processos de mudança planejada”. (CERVI, 2008 p.75)

Cabe a escola organizar todas as suas ações, sejam elas de caráter administrativo, pedagógico ou financeiro e para que as mesmas obtenham sucesso necessitam ser planejadas, levando em conta a sua realidade, características, dificuldades e necessidades. Esse planejamento deve estar explícito no Projeto Político Pedagógico de cada estabelecimento de ensino, mas devido a sua importância para o desenvolvimento de todas as ações o planejar não deve se esgotar aí, pois a escola precisa estar constantemente planejando, para atender ao que dela se espera. “Desta forma este preceito legal responsabiliza a escola pelo seu plano de trabalho em consonância com a sua especificidade.” (FERREIRA, 2008, p.12).

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No que diz respeito ao planejamento, nota-se que no estabelecimento de ensino que é objeto de estudo ele está presente e formalizado em seu Projeto Político e Pedagógico e no Regimento Escolar, mas esta formalização não ocorre quanto à organização do trabalho pedagógico, pelo menos a longo prazo. Nessa escola, mesmo assim o ato de planejar é uma constante no trabalho diário de seus gestores e professores, o que falta é colocar no papel todas essas idéias para que não se percam no cotidiano e para que possam ser percorridas todas as etapas do planejamento visando produzir bons resultados. Deve-se proceder à avaliação, pois é ela que fornecerá os elementos necessários para ver se os resultados pretendidos foram alcançados ou não. A partir dessa análise, podese concluir ou retomá-lo através do replanejamento das ações. As avaliações externas nos dão subsídios e informações importantes para o replanejamento do trabalho escolar. A escola deve ser entendida como um todo, como uma organização e para que isso ocorra, à cultura do planejamento deve estar presente em todas as suas ações.

“Com os programas de avaliação externa (SAEB, ENEM e SAERS) a nossa escola tem trabalhado a fim de reverter esse processo da cultura do planejamento e avaliação, pois precisamos nos avaliar constantemente para vermos como estão nossos índices de aprendizagem frente às outras escolas do sistema estadual e municipal de ensino, visando focar todas as nossas questões em prol do nosso aluno garantindo assim, uma melhor qualidade dos nossos serviços.” (Profa. Joana, 2009).

Nota-se que a escola do passado era bem menos complexa, que tinha regras que eram cumpridas pela maioria dos alunos. Era uma escola mais familiar onde os docentes eram mais respeitados, onde tudo era mais tranqüilo com menos conflitos e menos intervenções. A escola era menos criticada, pois era forte as vistas da sociedade. Hoje tudo mudou e esta escola que é nosso objeto de estudo, assim como também todas as

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outras precisam correr atrás, buscar como trabalhar esse novo contexto não deixando seu papel se confundir com o da família, deve-se profissionalizar mais a escola e para isso, temos que ter regras estabelecidas e a questão do planejamento e da avaliação deve ser algo contínuo dentro da educação.

“Se nos remetermos à escola brasileira do início do século passado, com certeza a identificamos como uma instituição menos complexa, mais familiar, com uma rotina regulada por um controle mais ou menos simples em que o improviso não se instalava com grandeza porque o improviso causava grande impacto.” (CERVI, 2008, pág. 45).

A escola deve trabalhar com a memória organizacional considerando o que aconteceu no ano anterior e partir daí. Não se deve partir do zero por que assim não se leva em conta as experiências adquiridas no ano anterior que poderão ser de grande valia para o planejamento da instituição.

“Outro fator que fortalece ”a construção do sentido do cotidiano escolar” é a memória da organização escolar. O que se observa, de um modo geral, é que as escolas se comportam com amnésia. Tudo se começa do zero, ou quase zero, a cada ano. Não ocorre a apropriação da experiência por socialização.” (CERVI, 2008, pág.143).

Com os programas de avaliação externa pretende-se saber em que medida a organização do trabalho pedagógico está dando um suporte para que o aluno aprenda, como a escola está garantindo o acesso, a permanência e a qualidade do seu ensino. O Brasil não possui um sistema de educação nacional para todos, mas possui um sistema nacional de avaliação. A prova é universalizada e tem como grandes eixos a Língua Portuguesa (leitura, produção e compreensão de textos) e a Matemática (resolução de problemas). Em nosso país, a Prova Brasil norteia as decisões das políticas educacionais.

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Estamos vivendo em tempos de avaliação, onde se pode retratar detalhadamente as habilidades e competências dos nossos alunos e podemos nos orgulhar desse feito, pois levamos apenas um pouco mais de dez anos para chegarmos a esse patamar de avaliação dos sistemas educacionais. Mesmo não tendo informações dos resultados dessas avaliações na escola que é objeto de nosso estudo, pode-se dizer que não basta ter acesso aos mesmos, é preciso analisar as variáveis, pois neste imenso país onde é desenvolvido este tipo de avaliação de larga escala, existem diferentes realidades entre escolas e dentro da mesma escola, e, todas essas diferenças devem ser levadas em conta.

“... Há desigualdades entre escolas. Alunos de perfis socioeconômicos distintos freqüentam escolas distintas. As condições de escolarização são diferentes tipicamente, reforçando as diferenças sociais preexistentes - e há aprendizado diferenciado... Mas notem que há um segundo tipo de desigualdade: dentro da mesma escola, há diferenças sociais entre os alunos e há diferenças no aprendizado...” (FRANCO, 2008, pág. 56).

Uma das variáveis que se deve levar em conta e que é de grande importância são os recursos dos quais a escola dispõe para se manter e atender sua clientela. Todas as transferências de recursos são repassadas as escolas com base no Censo Escolar do ano anterior. A escola foco da pesquisa recebe através da unidade executora - Conselho Escolar e CPM - 80% do recurso para despesas com material de custeio (consumo) e 20% para material de capital (permanente).

‘Aquisição de material permanente e equipamento que dispensa licitação em nossa escola se dá de uma forma bem participativa, ou seja, é feita uma pesquisa principalmente envolvendo o Conselho Escolar que é formado por todos os segmentos da nossa comunidade para darem sua opinião sobre estes gastos e, além disso, esta previsão de compra deve estar contemplada no Planejamento Anual do Estado e também quando é preciso realizar obras e serviços que envolvam construção com dispensa de licitação deve-se através da

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unidade executora prestar contas com regularidade, ou seja, protocolar autorização para realizar a despesa, registrar tudo o que foi adquirido com este dinheiro e apresentar as notas fiscais.” (Profa. Cristiane, 2009).

A verba do PDDE – Programa Dinheiro Direto na Escola é calculada pelo número de alunos matriculados no Ensino Fundamental. Essa verba tem repasse anual.

“... a escola pode receber outros recursos que não se destinam especificamente à manutenção e a conservação predial e no pagamento de prestação de serviços, como é o caso do PDDE, que são instrumentos de transferências automáticas da União.” (CASTRO 2008, pág. 128).

Para usar o recurso do PDDE é importante que a escola tenha um planejamento onde este recurso seja gasto na sua totalidade, pois este não pode ser devolvido aos cofres públicos porque evidência o mau gerenciamento dos recursos financeiros por parte do gestor. Deve-se ter bem claro que o gestor escolar tem como atividade principal a administração do estabelecimento de ensino e que seu objetivo maior é o de proporcionar que toda a comunidade escolar seja atendida com excelência e qualidade em todos os seus aspectos.

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CONCLUSÂO Conclui-se com este trabalho que o planejamento e a avaliação da escola são guias de orientação para efetivar o objetivo maior da educação que á aprendizagem do aluno, pois estes norteiam todo o trabalho que nela é realizado. Percebe-se que as escolas ainda trabalham muito no improviso. A cultura do planejamento é algo bem recente. A escola está sendo quase que obrigada a adotá-lo, pois as avaliações externas requerem que se planejem formalmente ações que revertam em melhorias do ensino em vistas aos resultados apresentados nas recentes avaliações feitas pelos sistemas federal e estadual de educação. Além dessas questões, um bom gestor deve ter clareza de como organizar uma instituição, levando em conta as questões legais e os recursos disponíveis. Precisa tomar decisões em cima de dados concretos, por isso, tem que ter indicadores e pensar na escola como um todo, visando melhorias, tendo como foco principal o aluno. Assim sendo, o gestor deve organizar o trabalho escolar junto a todos os profissionais de educação que atuam no estabelecimento de ensino tentando superar a fragmentação entre o pensar, o planejar, o fazer e o avaliar.

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REFERÊNCIAS

BONAMINO, A.; BESSA, N.; FRANCO, C. Avaliação da Educação Básica. São Paulo: Edições Loyola, 2004. CASTRO A.P.P.P. A gestão dos recursos financeiros e patrimoniais da escola. Curitiba: Ibpex, 2008. CERVI, R.M. Planejamento e avaliação educacional. Curitiba: Ibpex, 2008. FERREIRA, N.S. C. Projeto Política Pedagógico. Curitiba: Ibpex, 2008.

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