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dam) Ae) tu te) BPP eS 4 TE@RIA GERAL B® DIREIT® CIVIL Casos Praticos Resolvidos Aur pWoFER MAN 20 BACRUZ OVO BuoIDERO ut PISO UNIVERSIDADE CATOLIGA PORTUGUESA CENTRO REGIONAL DO PORTO TEORIA GERAL DO DIREITO CIVIL INDICE Nota de Abertura veseronesbiiisde Cut ponsablidade Extracontratual do Estado por Actos de Gestéo Publica directa e indirectadac.RP. * Aooisas {uncionamento das Leis do Registo ¢ do art. 201° (ireitos obrigacionais ajreitos Pessoais de Gozo ¥ Falta da Vontade Vicios da Vontade ae TEORIA GERAL DO DIREITO CIVIL TEORIA GERAL DO DIREITO CN. ee Nota de Abertura Consideragées a respeito da solugao de casos préticos Se alguém é bom jurista ou néio mostra-se na solugo de casos pratics. Todo o ‘estudo e saber de pouco servem, se no se consegue aproveité-los para este preciso objectivo. Para quem comega, a solugéo de casos praticos, muitas vezes, constitul um problema: surgem dificuldades quanto ao modo de proceder. Estas dificuldades voltam sempre, face a cada caso, sempre diferente. Todavia é possivel aprender como se resolve um caso. a) Convém fazer algumas reflexées prévias, gerais (@ que no pertencem a solugao. apenas & preparacio). Para este efeito, 0 enunciado do caso deve ser lido com cuidado duas vezes (no minimo). E imprescindivel haver um entendimento completo e correcto do enunciado (0 que sucedeu? quais os factos relevantes? qual a situagao concreta da vida? quem agiu no interesse de quem? etc.). Nao consultar nesta fase a lei. Fazer um julzo prévio a respeito do enunciado e a solugao a dar, conservando 0 entendimento natural das coisas. No caso de o enunciado ser complicado ou envolver varias pessoas, convém fazer um esbogo ou desenho para uma melhor transparéncia; no caso de existirem muitos factos ou acontecimentos, com datas diferentes, é util fazer uma tabela cronolégica. Nao se deixar influenciar por um caso "parecido” ou um caso “conh O caso do enunclado cuja solugéo se pretende deve ser analisado, sempre,-de forma auténoma. ‘Analisar bem qual 6 a questo em causa: qual 6 a pergunta feita, no fim do enunciado, & espera de resposta ("0 pagamento pode ser exigido?"; “quais so os direitos de...?"; @ acgfo teré éxito?", - “quid iuris?", etc.). Reler, em fungdo das perguntas, 0 texto do enunciado. E preciso ter em conta que a solug&o do caso esté condiclonada pela pergunta feita. Tudo o que ndo contribui para responder 4 pergunta felta 6 supérfluo (e, assim, no sera cotado). Depois, em fungio da pergunta feita, deve(m)-se procurar a(s) base(s) na lei—o Fundamento legal - capaz de justificar 0 pedido: quem quer o qué de alguém e com base em qué? ‘Agora, fazer uma pausa e reflectir, calmamente acerca do enunciado e os problemas juridicos que coloca. Tentar fazer um esbogo de solugdo, apenas com tépicos ou breves referéncias para apoiar a meméria. Calcular bom o tempo! Para este Ultimo efelto s&0 indicios valiosos as cotagées atribuidas aos varios casos ou grupos que compdem o texto do enunciado. b) Quanto a propria solugao, preciso ter culdado com a apresentagdo e a esquematizagao da mesma. Devem ser observadas as regras de caligrafia, ortografia ¢ 3