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IMPERATIVIDADE DA NORMA JURÍDICA

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Aula 5 – Processo IMPERATIVIDADE DA NORMA JURÍDICA

Liebman “Através da função legislativa, o Estado estabelece a OR E! "#R$ %&A, fi'ando em forma (reventiva e )i(otética as normas *ue deverão incidir sobre as situaç+es ou relaç+es *ue (ossivelmente virão a ocorrer entre os )omens no conv,vio social-. Assim, ordenamento atribui aos cidadãos seus %RE%/O0, (refi'ando as PRE/E102E0 *ue cada um (ode O0/E1/AR (erante os outros, bem como estabelece os E3ERE0. O comando da OR E! "#R% %&A, *ue visa a PA4 0O&%AL e o 5E! &O!#!, é geralmente aceito e obedecido (ela &OLE/%3% A E. !as, *uando isto não ocorre, e as normas são de O50ER361&%A %!PERA/%3A, cabe ao Estado A O78O E !E % A0 E &OA78O (ara restabelecer a OR E! "#R$ %&A. "#0/%7A PR%3A A e "#0/%7A P95L%&A Primeiro a "ustiça era com reali:ada com as (r;(rias mãos – l;gico *ue era %!PER<E%/A e %1&APA4 E =ERAR A PA4 0O&%AL dese>ada. &om <OR/ALE&%!E1/O do Estado e APER<E%7OA!E1/O do E0/A O E %RE%/O, de (rivada e desacreditada foi substitu,da (ela "#0/%7A P95L%&A O# O<%&%AL. Portanto, o estado !O ER1O assumiu o !O1OP?L%O de E<%1%R O %RE%/O 1O &A0O &O1&RE/O, bem como de REAL%4AR E0/E %RE%/O, se a (arte se recusar a &#!PR%R es(ontaneamente o &O!A1 O &O1&RE/O A LE%. E@&E72E0A LE=%/%!A E<E0A, E0<OR7O %!E %A/O 1O E05#LBO PO00E00?R%O, APREE108O O O5"E/O 0#"E%/O A PE1BOR LE=AL, etc.

Além de E<%1%R O0 %RE%/O0 E13OL3% O0 E! L%/$=%O, Estado também (assou a E@E&#/CDLO0 *uando in>ustamente resistidos. "#R%0 %78O Para desem(en)o destas funç+es estabeleceuDse a "#R%0 %78O, como o PO ER *ue toca ao E0/A O. 3ai atuar concretamente uma norma *ue disci(lina determinada situação >ur,dica. Então, a "#R%0 %78O vai e'ercer suas funç+es e utili:ar seu (oder (ara solucionar &A0O0 &O1&RE/O0 E &O1<L%/O0 E %1/ERE00E0 e *uando %13O&A A PELO0 %1/ERE00A O0. 1ão *ual*uer conflito de interesses, mas a*ueles *ue &O1<%=#RA! L% E. Lide ou Lit,gioD evento anterior ao (rocesso. E &O1 %/%O 0%1E F#A 1O1 O PRO&E00O. 0em lide não )G interesse. &onceito de LideA &onflito de interesses F#AL%<%&A O POR #!A PRE/E108O RE0%0/% A. H&arneluttiI A missão do "ui: &O10%0/E E! &O!POR O %!PA00E &R%A O &O! A PRE/E108O E AL=#E! A #! 5E! A 3% A E A RE0%0/E1&%A E O#/RE! A LBE PROP%&%AR O %/O 5E!. Precisamos saber o *ue é %1/ERE00E e PRE/E108O. %1/ERE00EA (osição favorGvel (ara a satisfação de uma necessidade assumida (or uma das (artes. PRE/E108OA e'igJncia de uma (arte de subordinação de um interesse al)eio num interesse (r;(rio. 5E10 A 3% AD coisas ou valores necessGrios ou Kteis L sobrevivJncia do )omem, bem como a seu a(rimoramento. Alguns 5ens da vida são L%!%/A O0, não como a lu: ou ar. a,, determinados ob>etos são utili:ados ou dis(utados (or mais de uma (essoa.

&onflito de interessesA *uando mais de um su>eito (rocura usufruir o mesmo bem. Fuando ocorrer a Lide, as (artes vão ter de (erguntar ao Estado *uem tem o direito material na*uele caso concreto – ve: *ue (roibido >ustiça com as (r;(rias mãos. /omando con)ecimento das alegaç+es de ambas as (artes, magistrado definirG *uem tem !ELBOR %1/ERE00E, segundo as regras do ordenamento >ur,dico em vigor, dando solução ao conflito, fa:endo (revalecer a (retensão *ue l)e se>a corres(ondente. a, o Estado tem o (oder e o E3ER A "#R%0 %78O. Então, >urisdição não é meramente um PO ER, mas a uma <#178O E0/A/AL. &onceitoA "#R%0 %78O é a função do Estado de declarar e reali:ar, de forma (rGtica, a vontade da lei diante de uma situação >ur,dica controvertida. &ARA&/ER$0/%&A0 A "#R%0 %78O aI 0E&#1 CR%AA (or*ue Estado reali:a coativamente uma atividade *ue deveria ter sido (rimariamente e'ercida, es(ontaneamente. bI %10/R#!E1/ALA dar atuação (rGtica as regras de direito, de forma *ue é %10/R#!E1/O E F#E O PROPR%O %RE%/O %0POE PARA %!PORD 0E A O5E %E1&%A O0 &% A 8O0. 1ão cria o direito, nem é sua fonte. 0omente vai E&LARAR *ual é a regra (ara a*uele caso concreto, ou APL%&AR as ulteriores medidas de REPARA78O ou de 0A178O (revistas (elo direito. Assim, é A/%3% A E E&LARA/%3A O# E@E&#/%3A. cI %!PAR&%AL% A E E %0PO1%5%L% A E

E a A/%3% A E E0%1/ERE00A A O &O1<L%/O, ve: *ue (+e em (rGtica a vontade concreta da lei, *ue não se dirige ao estado, mas as (artes da relação discutida. O "ui: mantJmDse EF#% %0/A1/E dos interessados e sua atividade é 0#5OR %1A A E@&L#0%3A!E1/E M LE%. &omo a maioria dos casos versam sobre o %1/ERE00E PR%3A O das (artes, da, a ra:ão de s; ter cabimento (restação F#A1 O 0OL%&%/A A, da, di:erD se *ue é A/%3% A E PRO3O&A A e não E0PO1/A1EA dos Estado. O desinteresse acontece mesmo *uando o Estado é (arte, ve: *ue organismo com(letamente estran)o L administração (Kblica. Além de %!PAR&%AL o ;rgão >udicial é sem(re um /ER&E%RO A RELA78O !A/ER%AL &O1/RO3ER/% A. %A1/E

Essa é a diferença com as demais funç+es estatais, (ois cuida de casos em *ue não é PAR/E. O5"E/%3O0 A "#R%0 %78O – REE0/A5ELE&ER A PA4 0O&%AL, !E %A1/E A APL%&A78O O %RE%/O AO &A0O &O1&RE/O, EL%!%1A1 O O &O1<L%/O E %1/ERE00E0. PR%1&%P%O0 <#1 A!E1/A%0 A "#R%0 %78O PR%1&%P%O O "#%4 1A/#RALD s; (ode e'ercer a >urisdição a*uele ;rgão a *ue a &< atribui (oder >urisdicional. Legislador ordinGrio não (ode criar >u,:es e tribunais de e'ceção – nem (ermitir ao >udiciGrio estruturação diversa da &<. "#R%0 %78O E %!PRORRO=C3ELD os limites do (oder >urisdicional são os traçados (ela &<, não (odem ser alterados nem am(liados. "#R%0 %78O E %1 E&L%1A3ELD ;rgão res(onsGvel tem a O5R%=A78O de (restar a tutela >urisdicional, não é sim(les faculdade. 1ão (ode recusarDse a ela, *uando legitimamente (rovocado, nem (ode delegar a outros ;rgãos o seu e'erc,cio.

"#R%0%78O &%3%L "#R%0 %78O E <#178O #1A. &ontudo, a diferença da matéria >ur,dica a ser mani(ulada é necessidade (rGtica da E0PE&%AL%4A78O, dos "#L=A ORE0 E A0 LE%0 F#E RE=#LA! A A/%3% A E "#R%0 %&%O1AL. P&D art. N >urisdição civil, contenciosa e voluntGria. 6mbito é delineado (or e'clusão. A*uilo *ue não couber a PE1AL e as E0PE&%A%0, é &%3%L, (ouco im(ortando se é direito (Kblico Hconstitucional, tributGrio, administrativo, etcI ou (rivado Hcivil ou comercialI. "#R%0 %78O &O1/E1&%O0A E 3OL#1/AR%A &O1/E1&%O0AD com(osição de lit,gios HlideI. 3OL#1/CR%AD gestão (Kblica em torno dos interesses (rivados – nomeação de tutores, alienação de bens de inca(a:es, retificação de registro civil, etc. &arGter administrativo e sem lit,gio. 1ão )G lide nem (artes, a(enas neg;cio >ur,dico (rocessual, envolvendo >ui: e interessados. "ui: serve (ara dar eficGcia ao neg;cio >ur,dico – entre n;s é A !%1%0/RA7AO P95L%&A E %1/ERE00E0 PR%3A O0. 1ão )G PRO&E00O, mas sim(les PRO&E %!E1/O, e não são PAR/E0 mas %1/ERE00A O0. 0#50/%/#/%3O0 A "#R%0 %78O /RA10A78O – acordo – concess+es rec,(rocas (ara afastar controvérsia. Antes do (rocesso ou em sua (endJncia – im(edindo a abertura ou e'tinguindoDo com >ulgamento mérito, a(enas )omologada (elo >ui:. &O1&%L%A78O – transação obtida em >u,:o, antes de iniciar a instrução da causa Hart. OOPI.

"u,:o AR5%/RAL – Lei PQRSTPUI – renKncia a via >udiciGria. Hdireitos dis(on,veisI A E3OL#78O A "#R%0 %78O %1 %3% #AL PARA A &OLE/%3A 0; no séc. @@ (assou também a se (reocu(ar com os fenVmenos coletivos, onde os interesses /RA10&E1 E! A E0<ERA O %1 %3$ #O e, de maneira difusa, alcançam toda a comunidade ou grande (ro(orção dela. a, %1/ERE00E0 RELA3A1/$00%!O0 &O!OA !E%O A!5%E1/E, 3ALORE0 B%0/?R%&O0 &#L/#RA%0, 0A9 E P95L%&A, 0E=#RA17A &OLE/%3A, RELA72E0 E &O10#!O, E/&. &omo esses interesses são %1 %3%0$3E%0, ou (or*ue mesmo (odendoDse <RA&%O1AR, o nKmero de (essoas é numeroso, tornaDse mais <C&%L E E<%&%E1/E a tutela (ara um &O1"#1/O E %1/ERE00A O0 Hinteresses individuais )omogJneosI. Primeira – A78O POP#LAR Hlei OSNSTU5I !as, mel)orou mesmo com A7AO &%3%L P95L%&A HSQOSTW5I, inicialmente voltadas (ara RE0PO10A5%L% A E0 POR A1O0 &A0#A O0 AO !E%O A!5%E1/E, &O10#!% OR, 5E10 E %RE%/O0 E 3ALOR AR/$0/%&O, E0/E/%&O, B%0/?R%&O, /#R%0/%&O E PA%0A=$0/%&O, de(ois am(liou (ara %1/ERE00E0 %<#0O0 E &OLE/%3O0 E #! !O O =ERAL. Por todas estas Aç+es &oletivas, tem legitimidade !%1%0/ER%O P95L%&O, ?R=8O0 A A !%1%0/RA78O P#5L%&A, A00O&%A72E0, E/&.

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