P. 1
Manual Do Cuidador

Manual Do Cuidador

|Views: 18|Likes:
Publicado porWashington Costa

More info:

Published by: Washington Costa on Jan 06, 2014
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/12/2014

pdf

text

original

Sections

  • BANHO
  • Cuidados de higiene em pacientes dependentes
  • Quando tomar banho for um problema
  • Indo para o banheiro
  • O banho propriamente dito
  • Banho no leito
  • Seqüências para o banho
  • Higiene íntima
  • Auto cuidado
  • ÚLCERAS DE PRESSÃO (ESCARAS)
  • Prevenção de escaras
  • Tratamento de escara
  • Cuidados com pacientes inconscientes
  • SONDA VESICAL DE DEMORA
  • Tratamento de urina
  • TREINAMENTO DE INTESTINO
  • Vida social e familiar
  • CUIDADOS COM A OSTOMIA
  • Hora do banho
  • Uso de roupas
  • Exercícios físicos e prática de esportes
  • Freqüência do esvaziamento da bolsa
  • Cuidados com a pele periestomal
  • CUIDADOS NA SAÚDE BUCAL
  • A importância dos cuidadores na saúde bucal
  • Dedicação, carinho e orientação correta
  • Escova dental
  • Desinfecção de prótese
  • A Língua
  • Noções de nutrição
  • ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E NUTRIÇÃO
  • Pirâmide de alimentos
  • Formas de Alimentação
  • Dietas hospitalares
  • Tipos de dietas (via oral)
  • Dieta enteral – forma de preparo
  • Dicas importantes para alimentar o paciente
  • Adaptações caseiras
  • TRANSFERÊNCIAS
  • Abaixo são citados exemplos de adaptações
  • ADAPTAÇÕES AMBIENTAIS
  • ESTIMULAÇÃO SENSORIAL
  • PROTEGER O PACIENTE
  • É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO
  • após um derrame
  • COMUNIÇÃO
  • CUIDADOS COM A MEDICAÇÃO
  • EXERCÍCIOS PARA O PACIENTE
  • Exercícios respiratórios
  • Tosse ativa
  • Posicionamento
  • (pacientes traqueostomizados)
  • Saiba que o paciente está vivenciando:
  • Diante desses quadros o cuidador pode ter
  • Pode vivenciar
  • Calma! Procure:
  • Cuidados com as emoções
  • CUIDANDO DO CUIDADOR
  • Cuide do seu corpo
  • Exercícios para o pescoço (coluna cervical):
  • DICAS DE EXERCÍCIOS PARA O CUIDADOR
  • Exercícios para os ombros:
  • Exercícios para os membros superiores:
  • Exercícios para os membros inferiores
  • Aposentadoria por idade
  • Aposentadoria por invalidez
  • Documentações para INSS
  • PREVIDÊNCIA SOCIAL PARA O CUIDADOR
  • Acidente de trabalho
  • Materiais para uso domiciliar
  • Transporte
  • Medicação de alto custo
  • Quando o médico atesta o óbito
  • Quando o médico não atesta o óbito
  • Óbito na residência
  • ÓBITO DENTRO DO HOSPITAL
  • IMPORTANTE
  • Pensão
  • Seguro
  • Contas bancarias
  • BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO PAULISTA PARA O DESENVOLVIMENTO DA MEDICINA

CUIDANDO DE CUIDADOR
GUIA PRÁTICO PARA CUIDADORES INFORMAIS

São Paulo - 2011
1

SPDM
Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Presidente Prof. Dr. Rubens Belfort Mattos Jr. Vice-Presidente Prof. Dr. José Luiz Gomes do Amaral Conselheiros Prof. Dr. Angelo Amato Vincenzo de Paola Prof. Dr. Luc Louis Maurice Weckx Prof. Dr. Ronaldo Ramos Laranjeira Prof. Dr. Valdemar Ortiz Profa. Dra. Emília Inoue Sato

SPDM Instituições afiliadas
Superintendente Dr. Nacime Salomão Mansur Coordenadora das Diretorias Clínicas Prof. Dra. Roseli Giudici Coordenadora Administrativa Maria Alice Ferreira Lopes Coordenadora das Diretorias de Enfermagem Elizabeth Akemi Nishio

COLABORADORES
Ana Maria Silva • Enfermeira Antonio Carlos V. Vazquez •Psicólogo Eliane T. L. Almeida • Assistente Social Fabiana Dantas • Fisioterapeuta Jackeline Pillon • Fonoaudióloga José Carlos Martins • Fisioterapeuta Maira Barros Hasemi • Fonoaudióloga Patrícia A. L. Maciel • Nutricionista Tenille G Aguiar • Terapeuta Ocupacional

Revisor
Dra. Sandra de Oliveira Guaré

Coordenador
Dra. Yumi Kaneko Guia Aprovado pela Comissão de Prontuário do Hospital Geral de Pirajussara em 18/11/2008
2

PREFÁCIO s A SPDM há 77 anos caracteriza-se pelo empreededorismo e inovação na saúde e sente-se muito orgulhosa com este livro que vem ampliar a ação das equipes de saúde dando ênfase e poder de ação curativa aos familiares e elementos da comunidade. Na sociedade moderna as fronteiras entre especialistas e profissionais é cada vez mais difusa com a necessidade de criação de habilidades e comportamentos resolutivos em benefício do paciente, com respeito a sua cidadania. Um dos grandes desafios da nossa época é a interface das diferentes tecnologias e o interelacionamento entre a tecnologia que depende de máquinas e a tecnologia humana que cuida também da comunicação e segue uma das mais importantes na área da saúde. A equipe da SPDM sob a liderança do Dr. Nacime Salomão Mansur é multidisciplinar e nesse livro que envolve praticamente todas as áreas relacionadas aos cuidados dos pacientes apresenta com maestria, ensinamentos muito importante sobre a arte de cuidar, amparar, diminuir o sofrimento, aumentar a qualidade de vida e o bem estar. A tecnologia e a quantidade de informações disponíveis é sem dúvida enorme e cada vez maior. No entanto, muitas vezes necessitamos apenas uma pequena parte dela, para confortar nossos pacientes e não necessitamos de currículos extensos e inúmeros artigos publicados para poder ensinar, transmitir e pensar aquilo que é necessário para ajudar as pessoas. Esse guia prático para cuidadores informais preenche dois dos objetivos mais importantes na área da tecnologia da saúde: A inovação e a Difusão. Profissionais muito bem capacitados e experientes ensinam o cuidador informal, membro da família e da comunidade a desenvolver as habilidades necessárias para conversar, orientar e até mesmo impor, quando necessário,as condutas ao bem estar do paciente.

A sociedade moderna, caracterizada por parcelas cada vez maiores de famílias desestruturadas, fraturadas e desamparadas bem como o número muito grande de idosos precisa cada vez mais dos cuidadores formados e informais e de Manuais como este. Prof. Dr. Rubens Belfort Mattos Jr.

dificuldades e características dos problemas que acometem o paciente e familiares. é fundamental. somente o ato técnico bem realizado. Nacime Salomão Mansur. etc.A arte do de respeito e solidariedade. Estes atributos separados. permitindo melhor entendimento sobre as necessidades. por maior que seja a boa vontade. Superintendente das Instituições Afiliados da SPDM APRESENTAÇÃO s a um ato cuidador é agregar 5 . bem como. propiciem maior qualidade aos cuidados prestados e. Dr. Este Manual traz com muita propriedade conhecimentos importantes para quem tem a nobre missão de ser cuidador. não comtempla a totalidade das expectativas que cercam a vida de alguém com limitações ou necessidades especiais. alimentação. maior segurança ao paciente. no carinho e compreensão. não alcançam o resultado esperado e desejado. compromisso e empenho no resgate da dignidade humana e qualidade de vida. além dos estímulos naturais para o ato de cuidar. na ausência de preconceitos. alguns conhecimentos técnicos. Certamente. Assim. que a pessoa esteja munida de conhecimentos técnicos básicos para a tarefa. sendo inestimável uma relação cidadã baseada no tratamento respeitoso. portanto. utilizando técnicas e processos de higienização.

6 .

este manual não substitui a assistência profissional e especializada de saúde que os pacientes devem receber nos devidos momentos. Pudemos contar com uma preciosa colaboração dessas pessoas. encontro semanal entre cuidadores. Sabemos quão difícil é a função do cuidador. Além do medo gerado pelo desconhecimento. no Hospital Geral de Pirajussara. Entretanto. Evidentemente. familiares e profissionais de saúde que tem sido uma rotina desde 2007. observamos também o sentimento de desamparo destes familiares nesta situações. Muitas vezes. Pensando nesse conjunto de problemas. orientação concreta para que o cuidado ao paciente possa ser realizado de forma a atender as suas múltiplas necessidades. Eles procuraram dar também. de uma maneira adequada e sem prejudicar a saúde física e emocional do cuidador. pedimos a um grupo de profissionais que se dedicam ao atendimento de pessoas com incapacidades funcionais temporárias ou permanentes que escrevessem sobre os temas que constam deste manual.INTRODUÇÃO O presente manual foi criado a partir da necessidade de registrar as informações que vínhamos fornecendo aos cuidadores durante as orientações técnicas e nas rodas de conversas que acontecem no grupo “Cuidando de Cuidador”. os familiares podem consultá-lo a fim de 7 Por que este manual? A quem se destina este manual? . deparamos com conflitos entre os familiares e profissionais de saúde no momento da alta hospitalar por cuidadores não se sentirem seguros para levar e cuidar do seu familiar no domicílio. que se esforçaram para comunicar conhecimentos complexos sobre os vários aspectos do cuidar em linguagem simples e direta.

Esperamos cuidar dos cuidadores através deste manual acolhendo e mostrando os caminhos que podem ser seguidos durante a árdua tarefa de cuidar dos outros. Lembramos. que é essencial que cada cuidador cuide de si primeiro para cuidar dos outros nas suas melhores condições. Agradecemos profundamente à liderança da SPDM. alimentação. diretoria e todos colaboradores do Hospital Geral de Pirajussara que acreditaram na importância deste trabalho e se empenharam para concretizar a elaboração deste manual.enquanto paciente estiver internado. a ser utilizados em vários momentos: . Mais de um profissional contribuiu para escrever os capítulos.).auxiliá-los nas eventuais dúvidas que tiverem durante o ato de cuidar dos pacientes em casa. Basta o usuário procurar o assunto de interesse no sumário para encontrar os esclarecimentos que se busca.após a alta hospitalar. podem consultar o manual para sanar as dúvidas sobre como e o que fazer para cuidar bem do seu familiar com saúde debilitada Pensando na comodidade para usuários. . etc. este manual é destinado a todos cuidadores. Assim. porém. Equipe de Cuidadores HGP Como consultar este manual? 8 . adaptações domiciliares. os cuidadores podem se preparar para alta hospitalar. familiares ou não. este manual é divido conforme assuntos (banho. de maneira que todos os procedimentos descritos são condutas discutidas entre profissionais de várias áreas. recebendo orientações ou treinamentos pelos profissionais baseado nos assuntos discutidos neste manual.

..................................... 30 O programa de treinamento do intestino inclui os seguintes passos .... 18 Locais onde é mais comum o aparecimento de escaras .................................................. 23 Tratamento de urina ................. 22 SONDA VESICAL DE DEMORA ... 18 Prevenção de escaras ..................... 34 A importância dos cuidadores na saúde bucal............................................... 34 Dedicação....................................................................................................................................................................................................... 25 TREINAMENTO DE INTESTINO .. 30 CUIDADOS COM A OSTOMIA ............................... 13 Indo para o banheiro .......................................... 33 Exercícios físicos e prática de esportes .................. 33 Uso de roupas ............................................... 17 Auto cuidado ........... 34 ................................................................SUMÁRIO BANHO ....... 13 Banho propriamente dito .............. 18 Evitar que o paciente durma o dia todo e sempre que possível: ...... 33 Cuidados com a pele periestomal ....................... carinho e orientação correta ...................... 33 Freqüência do esvaziamento da bolsa ............................................................................................................. 15 Seqüências para o banho ....... 32 Hora do banho .............. 16 Higiene íntima ..... 17 ÚLCERAS DE PRESSÃO (ESCARAS) . 13 Quando tomar banho for um problema.............................. .................................................. 24 Cateterismo vesical intermitente: técnica limpa......................... 33 CUIDADOS NA SAÚDE BUCAL ........ 21 Cuidados com pacientes inconscientes ........... 19 Tratamento de escara ................................................... 19 Acessório improvisado para mudança de posição .............. 13 Cuidados de higiene em pacientes dependentes. 14 Banho no leito ....................................................................................................... 32 Vida social e familiar .......................

..................................... 66 CUIDADOS COM A MEDICAÇÃO ................................................ 66 EXERCÍCIOS PARA O PACIENTE .. 48 PACIENTE QUE USA SONDA DE ALIMENTAÇÃO....................................... 42 Dietas hospitalares .........Escova dental ................... 39 Noções de nutrição ................ 59 ESTIMULAÇÃO SENSORIAL ............ 42 Dieta enteral ................ 42 Tipos de dietas ( via oral) ........................................................................................forma de preparo ...................... 50 Técnicas de preparo e higienização de sonda de alimentação ......................................... 59 Abaixo são citados exemplos de adaptações .......................... 70 PARA AQUELES QUE CONSEGUEM NOS AJUDAR ................................................................................. 43 Dicas importantes para alimentar o paciente ....... 48 O que observar e como ajudar durante as refeições .................. 53 POSICIONAMENTO NO LEITO ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE ACAMADO ................................. 54 TRANSFERÊNCIAS ........................................... 61 PROTEGER O PACIENTE ........................................... 37 A Língua ......................................................... 71 Exercícios respiratórios ........................... 36 Desinfecção de prótese .................................................................................................................. 39 Pirâmide de alimentos ................................... 66 Dificuldades de comunicação após um derrame......... 56 ADAPTAÇÕES AMBIENTAIS .......................................................... 71 ................................................ 71 Posicionamento .................................. 71 Tosse ativa ... 43 Adaptações caseiras ............... 44 DISFAGIA (DIFICULDADE DE ENGOLIR) ...................................................................... 38 ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E NUTRIÇÃO................................................................................. 40 Formas de Alimentação .. 63 É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO .. 65 COMUNIÇÃO ........................................

.....Lei orgânica de assistência social ...... 85 Óbito na residência .. 84 Materiais para uso domiciliar ....... 84 Transporte . 74 Diante desses quadros o cuidador pode ter ................................................................................................................................................................... 77 Cuidados com as emoções ................. 81 Exercícios para os ombros: ....... 83 Aposentadoria por idade: ............................ 85 Quando o médico não atesta o óbito .............. 82 Exercícios para os membros inferiores: ..................... 83 Acidente de trabalho ............................................................ 83 Documentações para INSS ................ 83 Aposentadoria por invalidez : .................... 86 BIBLIOGRAFIA ..... 86 Seguro .............................................................................. 75 Pode vivenciar ................. 74 Saiba que o paciente está vivenciando: ................................................................ 77 Cuide do seu corpo ...... 83 Que o paciente ou familiar cuidador podem requerer: Amparo assistencial ao paciente ou deficiente   LOAS ................................................................................................... 85 Quando o médico atesta o óbito .......................... 86 Contas bancarias .................... 84 Medicação de alto custo ............................................................................................................................................................................ 81 Exercícios para o pescoço (coluna cervical): ............................ 79 Existem muitas formas de incorporar a atividade física à sua vida..............PARA AQUELES QUE NÃO CONSEGUEM NOS AJUDAR (pacientes traqueostomizados)............ 85 Importante .. 81 Exercícios para os membros superiores: ....................... 82 PREVIDÊNCIA SOCIAL PARA O CUIDADOR....... 87 ....................................... 75 Calma! Procure: ..................... 74 O paciente pode emitir comportamentos como ..................................................... 84 ÓBITO DENTRO DO HOSPITAL ................................................................ Veja algumas dicas e sugestões:....... 75 CUIDANDO DO CUIDADOR ............................................... 86 Pensão ............. 79 DICAS DE EXERCÍCIOS PARA O CUIDADOR ........................................ 72 CUIDADOS NOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO PACIENTE .............

.

o paciente deve ser despido no quarto e conduzido ao banheiro protegido por um roupão ou toalha.BANHO A higiene corporal constitui um fator importante para recuperação. cuidar para que a porta do banheiro não possa ser trancada pelo lado de dentro e que a temperatura da água esteja adequada – em torno de 26 a 30º C. Respeite seus hábitos!  Cuidados de higiene em pacientes dependentes. tonturas ou mesmo sentir-se envergonhado por expor seu corpo diante do cuidador.. que deve ser limpo. evite fixar os olhos em seu corpo (isto pode constrange-lo).  • Se possível.   • Regule a temperatura da água que deve ser morna. Quando tomar banho for um problema. medo de cair. conforto e bem estar do paciente. dor. observe-o sutilmente. O paciente pode estar com dificuldade para caminhar.  • Prepare o banheiro previamente e leve para lá todos os objetos necessários para higiene. com infecções que geram mal estar.   • Separe as roupas pessoais antecipadamente. bem como a higiene do ambiente. Alguns cuidados deverão ser tomados durante a realização da higiene corporal tais como: não permitir a existência de correntes de ar.   • Evite deixar o paciente sozinho.. neste momento. arejado e com o mínimo necessário para atendimento das suas necessidades. ter medo da água. pode estar deprimido. Deixe no quarto do doente somente os móveis necessários. especialmente se for do sexo oposto.   • Elimine correntes de ar fechando portas e janelas. para evitar quedas.  Tentar identificar a(s) causa(s) da recusa é um bom começo.  13 Indo para o banheiro .

cotovelos. posteriormente. corte-as retas. comprar ou improvisar uma cadeira higiênica. seque bem o corpo. Para facilitar o banho de chuveiro. observe se há lesões no couro cabeludo. O banho propriamente dito cadeira higiênica 14 . supervisione.   Não faça por ele. articulares (dobra de joelhos. os cabelos curtos.   Observe se há necessidade de cortar as unhas dos pés e das mãos.   Após o banho. axilas) e interdigitais (entre os dedos). Estimule. auxilie. Apenas nos estágios mais avançados da doença o cuidador deve assumir a responsabilidade de dar o banho.   Lave a cabeça no mínimo 3 vezes por semana. oriente.Oriente-o para iniciar o banho e auxilie-o se necessário. principalmente as regiões de genitais. especialmente nos pacientes diabéticos. com todo o cuidado. Mantenha se possível. em caso positivo. você pode alugar.

acessórios que facilitem a realização de pequenas tarefas. Material necessário para o banho: comadre. sempre que possível. Lavar os braços. com a ajuda de outra pessoa. 15 Banho no leito . bacia. ou mesmo substituído pelo banho no leito. Caso o paciente seja muito pesado ou sinta muita dor na mudança de posição deve-se contar. água morna. plástico e roupas. escova de dente. A higiene deve sempre ser iniciada pela seqüência cabeça – pés. pode ser intercalado. secas e massageadas com óleo ou cremes hidratantes para ativar a circulação. Isto evita acidentes. luvas. como lavar os pés ou as costas O banho de chuveiro é o ideal mas. previne o cansaço excessivo do cuidador e proporciona maior segurança para o paciente. lençóis. Em seguida. tórax e a barriga secandoos e cobrindo-os. Durante o banho colocar forro plástico e apoiar a bacia com água morna sobre a cama. As costas devem ser lavadas. enxugar bem para evitar assaduras e micose. toalha. sabonete. Lavar os pés com água e sabonete realizando a higiene entre os dedos. rosto. Na região sob as mamas das mulheres. caso haja dificuldades (ou impossibilidade) de o paciente sair da cama. Primeiro os olhos. forro. orelhas e pescoço. passa-se para as pernas secando-as e cobrindo-as. ou improvisar.Para estimular a autonomia do paciente você pode comprar em casas especializadas.

Você pode comprar. O momento do banho é importante para observar e avaliar a integridade da pele. incha ço e vermelhidão podem ser os primeiros sinais indicativos do aparecimento de escaras (feridas). dos cabelos. hidratação. ou mesmo improvisar acessórios que facilitem a higiene no leito. A análise cuidadosa da pele e a avaliação de aspectos como cor.Seqüências para o banho 1 4 2 5 3 1 Cabeça 2 Tórax (peito) 3 Braços e mãos 4 Costas 5 Barriga 6 Pernas e pés 7 Partes íntimas (trocar a água antes) 4 3 7 6 A higiene nas regiões genito-urinário e anal deve acontecer diariamente e após cada eliminação evitando assim umidade e assaduras. Dispositivo inflável para lavar os cabelos no leito 16 . temperatura. unhas e da higiene oral.

deve-se lavar as suas mãos ao término do procedimento. Higiene íntima Auto cuidado 17 .É feita após o ato de urinar e evacuar. Secar cuidadosamente evitando o aparecimento de lesões e assaduras. Caso os pêlos estejam grandes e volumosos devem ser aparados com tesoura para facilitar a limpeza. O cuidador deve saber que ajudar o doente não é fazer as coisas por ele. Durante a higiene é sempre importante observar as eliminações (fezes e urina). Deve-se elogia-lo em cada tarefa que ele realizar mesmo que para isso seja necessário mais tempo pois isso pode trazer satisfação e melhoras ao doente. Se o paciente realizar sozinho a sua higiene ou auxiliar na realização da mesma. Para isso é colocada uma comadre sob as nádegas do paciente. Para isso é importante observá-lo tentando identificar sua potencialidade e estimulá-lo a ir fazendo sozinho as tarefas em seu próprio benefício. então jogar a água e enxugá-la com um pano. Em seguida deve-se ensaboar a região genital no sentido da púbis para o ânus.

Escara na região do sacro Escara no calcanhar Ombros. base da espinha (região sacral). podem ter dificuldade de mudar de posição e assim. omoplata.ÚLCERAS DE PRESSÃO (ESCARAS) Elas surgem quando o corpo. joelhos. formando escaras em locais de movimentação preservada. ou parte dele. Locais onde é mais comum o aparecimento de escaras Prevenção de escaras Omoplata Ombros Cotovelos Base da espinha Quadril Lateral das nádegas Joelhos Tornozelo e calcanhar 18 . lateral das nádegas. Pacientes com alterações cognitivas (esclerose. quadril. demência) ou de comportamento. cotovelos. tornozelo e calcanhar. está paralisado e a pessoa não consegue se mexer. provocando a falta de circulação do sangue e a formação de feridas (“escaras”). permanecerem horas sob parte do corpo.

fazer isso com cuidado para não raspar a pele no lençol. Para facilitar a mudança de posição pelo próprio paciente você pode improvisar. barras de apoio para cabeceiras. Acessório improvisado para mudança de posição 19 . ou adquirir. Deixar a roupa que fica embaixo do paciente sempre lisa e sem dobras e tomar cuidado com farelos ou pedacinhos de comida. Roupas bem folgadas com prendedores elásticos ou fáceis de desatar (por exemplo sutiã com enganche na frente) Evitar que o paciente durma o dia todo e sempre que possível: Placa acolchoada para prevenir as escaras Corda com um laço para ajudar a pessoa a sentar-se • Sempre que mudar a pessoa de lugar. ou faixas laterais ou inferiores que sirvam de “cordas” para mobilização. ou nas cadeiras. nos estofados.Mudá-lo de posição de três em três horas e colocálo sentado na cadeira ou sofá.

antes das dez horas ou após as 16 horas. Colchão caixa de ovo.   Rolos de lençois para proteger as saliências ósseas. de preferência. pequenas almofadas ou lençóis dobrados em forma de rolo. • Levar o paciente aos banhos de sol (utilizar protetor solar). encontrado em casas de material cirúrgico e que deve ser colocado em cima do colchão habitual.• Mobilização no leito usando um lençol para não “arrastar” (Adaptado do Guia de Deficiências e Reabilitação) • Proteger as saliências ósseas com travesseiros. 20 . durante 15 a 30 minutos. • Colocar comadre ou papagaio com cuidado para não machucar a pele do paciente. Rolos de lençois para proteger as saliências ósseas deitadas de lado. • Usar colchão “caixa-de-ovo” que deve ser protegido com lençol de um material plástico específico denominado “Vapt Vupt”. • Manter o paciente limpo. sucos e chá várias vezes ao dia e em pequenas quantidades. • Oferecer água. • Realizar massagens para conforto. troque-o sempre que necessário e aplique uma camada de creme para proteção. quando ele perder o controle da urina e das fezes.

Papagaio Comadre • Sempre que possível. Não se deve esfregá-la durante a limpeza pois a pele ressecada pode originar feridas e favorecer o surgimento de escaras. Caso contrário você deve conversar com sua equipe de saúde sobre o melhor procedimento para o caso específico do seu paciente. andar devagar com a pessoa. Lavar a pele sempre com muito cuidado. com periodicidade (número 21 . Se o paciente tem força nos braços ele pode realizar isto sozinho. Quando ela faz isto uma das nádegas fica levantada. Lembre-se que uma escara leva 1 hora para surgir e pode levar meses para cicatrizar. evitando que ela arraste os pés e calcanhares. ATENÇÃO Tratamento de escara A avaliação médica e de enfermagem faz-se necessária para a definição do tipo de curativo a ser utilizado para cada paciente. • Para os pacientes que ficam em cadeira de rodas ou poltronas recomenda-se que deixem as nádegas livres do peso do corpo durante pelo menos 1 minuto a cada 15 ou 20 minutos. conforme mostra a seqüencia abaixo. O curativo deve ser trocado de acordo com o tipo de curativo utilizado.

traumatismo craniano e derrame. A elevação da cabeceira do leito a 30 graus (cerca de 3 travesseiros grossos). Elevador cabeceira Cuidados com pacientes inconscientes Para evitar o ressecamento dos lábios recomendase a aplicação de manteiga de cacau. evitando a pneumonia. Você pode elevar a cabeceira com material improvisado. É importante evitar a presença de fezes ou urina diretamente sobre a ferida. Para prevenir perdas nos músculos e articulações é necessário fazer exercícios e atividades orientados por um fisioterapeuta. Deve-se ficar atento aos sinais de constipação intestinal ou diarréia. o que dificulta a respiração e a torna ruidosa (barulhenta). Também previne a queda da língua para “trás”. A mudança freqüente de posição é importante para prevenir a formação de escaras. também ajuda a prevenir a entrada de secreções nos pulmões e brônquios. ou pode adquirir o acessório para ser adaptado à cama do paciente. Se isto ocorrer procure o médico. como um pedaço de madeira. 22 . tornando difícil a respiração. Toda a alimentação e medicação oral devem ser oferecidas por sonda enteral. ou pode alugar uma cama hospitalar com diferentes inclinações. definidos pelo médico e/ou enfermeira. Como o paciente é incapaz de deglutir há um acúmulo de secreções (saliva + catarro) na boca e faringe. As causas mais comuns de inconsciência são de natureza neurológica como. por exemplo.de vezes). Essas secreções devem ser retiradas através de aspirações freqüentes.

2. Não deixe a perna do paciente apoiada na sonda. porque tem um balão (bexiga) interno que a impede de sair do lugar. porque está estará ocluida. 6. que pode ser fixada na lateral da cama. e pode haver sangramentos. 8. bloqueie a sonda com uma gaze estéril. e a urina não sairá da bexiga. com água e sabão ou água e cloro (cândida). verifique se não há dobras ou obstruções no sistema. e não deixe que ela fique muito cheia. e deve ser realizado com técnica específica do profissional. sangra _ mentos. Lave as mãos antes de mexer na sonda. 3. sempre através de prescrição médica. porque você irá ferir a uretra. tenha cuidado para não puxar a sonda. ou sonda vesical de demora pode ser utilizada em pacientes que perderam a capacidade de urinar espontaneamente. Neste método a sonda é mantida dentro da bexiga. Lave a bolsa coletora uma vez ao dia. 4. Limpe a pele em torno da sonda com água e sabão pelo menos duas vezes ao dia para evitar o acumulo de secreção. da cadeira de rodas. A sonda liga-se a uma bolsa coletora. Mantenha a bolsa coletora sempre abaixo do nível da cama. 5. é importante que você tenha os seguintes cuidados:  1. A sonda não precisa de nenhum tipo de fixação externa. 23 U SONDA VESICAL DE DEMORA . Para prevenir complicações como infecções. quando desconectar a bolsa da sonda. este é um procedimento de enfermagem. para que a urina não vaze. ou na perna do paciente (caso ele ande). 7. NUNCA troque a sonda vesical.A sonda de Foley. e a urina flui continuamente. feridas. Sempre que não houver urina na bolsa coletora. para evitar que a urina retorne para dentro da bexiga.

bexiga. Esse conjunto de órgãos é responsável pela elaboração e armazenamento da urina até o momento em que é eliminada. • A bexiga é responsável pelo armazenamento temporário da urina.Tipos de sonda vesical Bolsa coletora de urina O aparelho urinário é composto pelos rins (02). • A uretra é o tubo que liga a bexiga com o meio exterior. ureteres (02). • O meato urinário é o orifício de saída da urina. uretra e meato urinário. Tratamento de urina Rim Ureter Bexiga Uretra Meato Urinário 24 . • Os rins são os órgãos responsáveis pela filtragem do sangue e elaboração da urina • Os ureteres são tubos que levam a urina dos rins à bexiga.

Cateterismo Vesical Intermitente: técnica limpa 25 .crianças: nº 6.Esta quantidade de urina que fica retida na bexiga é chamada de volume residual. 8 ou 10 . O que é? É uma técnica de sondagem que retira a urina da bexiga com o auxílio de uma sonda. quando não há eliminação natural da urina em sua totalidade.adultos: nº 12 ou 14 • Lidocaína gel a 2% • Recipiente para coletar a urina • Um pote plástico com tampa para armazenar a sonda • Um frasco com graduação para mediar a urina • Um espelho (para mulheres).Algumas situações podem dificultar ou impedir o esvaziamento regular da bexiga. Como se realiza? 1º Passo: Lavar as mãos e os genitais com água e sabão neutro. temporária ou definitiva. Esse procedimento pode ser realizado pelo próprio paciente ou por um cuidador. Quando isto acontecer. ocasionando uma retenção urinária parcial ou total. um grande volume a realização do cateterismo vesical poderá ser indicada pelo seu médico. Para que serve? Permite ao paciente o esvaziamento da bexiga a intervalos regulares. Qual o material necessário? • Água e sabão neutro • Cateter uretral plástico (sonda) com calibre de acordo com a idade: . de acordo com a necessidade individual.

vaso sanitário): acomodar o espelho para visualizar o meato urinário: Clítoris Lábios Maiores Lábios Menores Ânus Orifício Uretal Vagina .apoiando um pé sobre um degrau (cama. escada. 26 . • Mulheres: . recostado no leito. .2º Passo: Reunir o material (a sonda. a lidocaína gel e o recipiente para coletar a urina) em um lugar bem iluminado e limpo.Sentada ou em pé . sentado ou em pé.No caso de o procedimento ser realizado pelo familiar. 3º Passo: Escolher uma posição confortável: deitado. a posição mais confortável é a deitada.Recostada no leito: dobrar as pernas e acomodar o espelho para visualizar o meato urinário.

Não deve ser colocada no congelador ou freezer. segurar o pênis na posição reta e.4º Passo: Aplicar uma pequena quantidade de lidocaína gel sobre a sonda e introduzi-la no meato urinário até o momento em que a urina comece a drenar. Ao encerrar. introduzi-la. injetando a água e sabão neutro com a seringa. Esse controle permitirá que você programe o número de sondagens necessário durante o dia (veja a seguir). • Homens: . por fora com água e sabão. em seguida. seco e limpo. deixando correr água por dentro durante 10 segundos. puxar lentamente a sonda e aguardar o término da drenagem para. então retirá-la totalmente. 5º Passo: Quando parar de sair urina. 27 . lavar as mãos. 6º Passo: Ao finalizar o procedimento.Devem lubrificar bem a sonda com lidocaína gel. 7º Passo: Lavar a sonda. medir o volume da urina drenado e anotar na folha de registros. Lavar a sonda internamente. Seca-la com uma toalha limpa e guardá-la dentro da geladeira em um pote com tampa.

Exemplo de ficha de registro: Data Espontâneo Cateterismo Hora ML Hora ML Hora ML Hora ML Hora ML Exemplo: 1/04/99 espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo 08h ml ml 11h ml ml 14h ml ml 17h ml ml 20h ml ml Quantas vezes realizar o cateterismo vesical durante o dia? Para estabelecer o número de cateterismo vesicais por dia. você deverá saber qual é a quantidade de urina que fica de resíduo dentro da sua bexiga (volume residual). Veja a tabela abaixo para ver quantas vezes deve passar a sonda: Qual foi o volume de urina que saiu pela sonda depois de tentar urinar espontaneamente? OBS. após urinar espontaneamente ou após a tentativa de urinar. Recomendamos calcular a média de última 3 micções Número de vezes que deve passar a sonda durante o dia Até 100ml 100 a 200ml 200 a 300ml 300 a 400ml Mais de 400ml 28 Não precisa de sondagem 2 vezes ao dia (12/12h) 3 vezes ao dia (8/8h) 4 vezes ao dia (6/6h) 6 vezes ao dia (4/4h) .

• Não usar vaselina como lubrificante de sonda. febre. seguindo a orientação do seu médico. calafrios. urina com cheiro forte ou dor ao urinar procurar atendimento médico. retire-a e tente introduzi-la novamente. sem a autorização de seu médico. 29 . • Restrinja a quantidade de líquidos após o último cateterismo da noite para evitar acúmulo de urina durante o sono. porque pode levar à formação de cálculo na bexiga. • Pacientes com lesão medular não devem pressionar a barriga na altura da bexiga para acelerar o esvaziamento. girando-a em torno de si mesma. • Em caso de sangramentos. urina turva. • A mesma sonda uretral pode ser por até 14 dias. IMPORTANTE • Procure beber água diariamente.OBSERVAÇÕES • Não é necessário usar luvas ou material antisséptico. quando encontrar resistência. • Não forçar a passagem da sonda. Nessa situação.

com freqüencia. ou caso não consiga sentar.TREINAMENTO DE INTESTINO Os pacientes acamados perdem. também pode causar assaduras e feridas (escaras). também ajudam no estímulo da defecação e na eliminação de gazes. até que o ânus se relaxe ou as fezes comecem a sair . mexa o dedo em círculo. movimentos de flexão (dobrar) as pernas sobre a barriga. além de inconveniente e embaraçoso. um pouco antes do horário programado para a evacuação (de preferência antes do banho). Isto torna difícl para o doente permanecer limpo. suavemente. coloque-a deitada sobre o 30 O programa de treinamento do intestino inclui os seguintes passos . o que. a massagem abdominal é feita começando do lado direito e inferior da barriga do paciente. Embora a recuperação do controle normal do funcionamento do intestino não seja possível para a maioria dos pacientes. depois ajude a pessoa a sentar-se na privada ou penico. O intestino preso ou preguiçoso também é comum. percorrendo todo o contorno do abdome. podemos “treinar” o intestino para trabalhar em determinada hora do dia. introduza o dedo ou o supositório contra a parede do reto (parte final do intestino) uns 2 cm para dentro. para isto você pode usar um supositório ou um dedo protegido por uma luva e lubrificado com óleo ou vaselina. • Continue o programa estimulando a região do ânus. o controle sobre o funcionamento do intestino (não sabe quando vai defecar). até a região inferior esquerda do paciente. antes do banho. se possível. O ideal é que o paciente consiga evacuar uma vez ao dia. como se ele fosse um quadrado. e espere uns 2 a 3 minutos e então. em movimentos circulares. • Faça a massagem abdominal diariamente.

repita isso 3 ou 4 vezes ou até que não haja mais fezes. • Se possível usar a privada ou penico. 31 . • Ser paciente. limpe o paciente e lave as mãos. no mesmo horário. • Os pacientes com colostomia também podem se beneficiar com o treinamento de cólon. • Às vezes as fezes iniciais endurecem e você precisa retirá-las com o dedo. mesmo quando o intestino já funcionou acidentalmente. pois o intestino funciona melhor com a pessoa sentada do que deitada. • Execute o programa todos os dias. para que o doente possa defecar. às vezes o intestino leva dias ou até semanas para se adaptar ao novo esquema.lado esquerdo. ou por causa de uma diarréia.

  As fezes passam pela ostomia para fora do corpo sem o controle da pessoa. praticar esportes ou passear ao ar livre.. Para momentos íntimos deve esvaziar e limpar a bolsa previamente para se sentir mais confortável e seguro. caso seja necessário. Se a abertura do intestino foi na última porção doente ou lesada do intestino delgado (íleo). feridas ou dor. brilhante e úmida. A pele ao seu redor deve estar lisa sem vermelhidão.. 32 Vida social e familiar .   Uma ostomia urinária drenará a urina.  Uma ostomia normal é vermelha ou rosa vivo. diretamente para a parede abdominal através do gotejamento contínuo sem o controle da pessoa. Uma bolsa de urostomia deverá estar aderida a pele para coletá-la. As fezes neste local são com frequencia mais líquidas e agressivas para a pele.CUIDADOS COM A OSTOMIA Ostomia Digestiva é uma abertura cirúrgica realizada na parede abdominal onde uma porção do intestino é levada até a pele. nadar. a pessoa foi ileostomizada. Colostomia Bolsa de colostomia A pessoa pode manter atividade normal: viajar. e são armazenadas em uma bolsa que fica aderida ao corpo. coceira. A ileostomia fica no lado direito do abdômen pouco abaixo da linha da cintura. A única precaução é levar uma bolsa extra para troca. Se a abertura foi no intestino grosso (cólon) a pessoa foi colostomizada.

O importante é a roupa ficar cômoda.   Atividades físicas normais. como. pois pode provocar sangramento. É desaconselhável a prática de esportes de grupo.Não é necessário retirar a bolsa para tomar banho. No caso da colostomia. a bolsa terá que ser esvaziada à medida que for necessário. Se for preciso poderá trocar o equipamento durante o banho. são capazes de causar grandes lesões na pele. quer seja de chuveiro ou de banheira já que ela é impermeável à água. pela sua composição. por exemplo. geralmente uma ou duas vezes ao dia. Na urostomia é indicada uma bolsa que tenha válvula anti-refluxo que direcione o jato. Portanto é importante que se utilize uma bolsa que proteja bem a pele fixando e adaptando-se bem o ostoma. futebol.   As fezes e a urina. bem apresentável e a pessoa se sentir bem.   Na urostomia o esvaziamento é feito com maior freqüência. pelo risco de trauma local. Hora do banho Uso de roupas Exercícios físicos e prática de esportes Freqüência do esvaziamento da bolsa Cuidados com a pele periestomal 33 . proporcionando um esvaziamento da bolsa sem vazamento. O sabão e a água não são perigosos e nem prejudicam a ostomia. Apenas deve-se evitar o jato forte do chuveiro diretamente na abertura da ostomia. incluindo esportes aquáticos.   A pessoa pode continuar a usar as mesmas roupas.

CUIDADOS NA SAÚDE BUCAL A higiene oral é um hábito saudável e agradável que deve ser mantido ao longo de toda a vida. Alterações da mucosa oral. orientadas de acordo com suas habilidades funcionais. prótese mal ajustadas. 34 . acentuando sua curvatura ou pode ser substituído por uma manopla de bicicleta para facilitar o seu manuseio. A importância dos cuidadores na saúde bucal Dedicação. a escova dental pode ter o seu cabo adaptado. perda de dentes. carinho e orientação correta Cada grupo necessita de estratégias especiais de motivação. diminuição do fluxo salivar. gengivites (inflamação das gengivas). Por exemplo. são fatores que podem ocasionar infecções na cavidade oral.

recolocadas • Pacientes muito confusos. recolocadas pela manhã. e após limpeza da cavidade oral. que não consegue realizar a higienização bucal. e após higenização. Dessa maneira ele fica com a boca aberta facilitando o acesso e a higienização. colocadas em solução anti-séptica. • Para a higienização bucal do paciente parcial ou to talmente dependente é necessário que ele fique numa posição confortável. Estas devem ser retiradas após cada refeição. usando sempre luvas. pela possibilidade de a engolirem. IMPORTANTE A bancada da pia deve ficar com espaço livre para que possa ser encaixada (colocada) uma cadeira de rodas ou cadeira comum * torneira monobloco de fácil acionamento com movimento do braço. Alguns pacientes não devem permanecer com a prótese mesmo durante o dia. com a coluna reta.Para os pacientes totalmente dependentes. evitando uma mordida repentina. Dentaduras e pontes deverão ser retiradas da boca antes de escovar os dentes naturais. de frente para a pia com o espelho ou com uma bacia e espelho na mão. higienizada fora da boca. o cuidador pode utilizar abridores de boca para facilitar a limpeza. 35 OBSERVAÇÃO . de maneira que sua cabeça seja facilmente segura durante a limpeza. a ponta do gargalo é colocada na boca do paciente (na região posterior) para que ele a morda. • O cuidador poderá ficar por trás do paciente e um pouco de lado. o gargalo de uma garrafa de refrigerante descartável (tipo PET).Nestes casos é recomendado coloca-la somente no momento da refeição. • Deve-se ter maior atenção para a higiene oral nos pacientes que usam prótese dentária. devem ter suas próteses dentárias retiradas à noite. como por exemplo.

envolvendo gaze em espátula de madeira e realizar o mesmo procedimento. e descartável podendo ser manipulado com uma mão só. tentar que só cuspa. Existe no mercado fio dental adaptado. principalmente à noite. Se necessário trocar de gaze durante a limpeza. sem esfregar. Para os desdentados deve-se utilizar uma gaze ou algodão embebido em água.Colocar uma pequena quantidade de creme dental em uma escova pequena e macia e. pedir que realize vários bochechos com água ou na impossibilidade disso. mas com movimentos firmes para retirada de todo a sujeira. após a limpeza. Se a escovação for impossível. Como usar a gaze: Envolver a gaze no dedo indicador e após umedece-la passar por toda cavidade oral. antes de dormir. 36 . Também pode ser feita a bonequinha. consultar sobre o uso de escova elétrica ou jatos de água. Escova dental Essa limpeza deve ser realizada após cada refeição e. para a limpeza das mucosas.

Periodicamente, faça uma limpeza mais rigorosa das dentaduras e pontes móveis em uma solução de meio copo de água comum com três gotas de água sanitária por 30 minutos, duas vezes por semana no mínimo, colocadas em recipiente com tampa. Em seguida lave bem com detergente neutro ou sabão de coco em água corrente. OBSERVE Muitas vezes, a recusa do paciente em alimentar-se ou sua agitação no horário de refeições deve-se ao fato de próteses mal ajustadas ou significar simplesmente uma dor de dentes. A estabilidade da prótese dentária na boca do paciente: Lembrar que com o envelhecimento ocorre perda óssea, fazendo com que as próteses fiquem frouxas e se desestabilizem. É conveniente neste caso, aconselhar-se com um dentista.   A presença de cáries ou dentes quebrados podem causar dor. Existem equipes de profissionais (Dentistas) que atendem no domicílio pacientes que se encontram impossibilitados de comparecer ao consultório.  

Desinfecção de prótese

37

A língua deve ser massageada com a escova macia, ou raspador de língua para a remoção de: (sujidade + microorganismo = saburra lingual). Na presença de uma crosta branca sobre a língua – saburra lingual – removê-la utilizando uma solução de bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher de café de bicarbonato de sódio em 1 copo de água. Para executar a limpeza da língua, molhar na solução a escova de dentes, ou uma espátula envolvida em gaze, ou mesmo o próprio dedo indicador envolto em gaze. A limpeza deve ser feita com movimentos suaves, sem esfregar, para não alterar as papilas. Sempre realizar os movimentos no sentido de dentro para fora, nunca com a espátula ou dedo apontando para o final da língua, isto para evitar que machuque a garganta ou amígdalas do paciente.

A Língua

38

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E NUTRIÇÃO
Uma alimentação saudável deve ser equilibrada, ou seja, fornecer energia e todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do nosso organismo. A quantidade de calorias (energia), vai variar de uma pessoa para outra, de acordo com o sexo, a idade, o peso, a altura, a atividade física, o estado fisiológico ou patológico (presença de doenças), condições do paciente (mastigação, deglutição e digestão). Uma alimentação saudável é fator importante para a saúde e conseqüentemente para a qualidade de vida das pessoas, pois exerce influência: no bem estar físico e mental, no equilíbrio emocional, na prevenção de agravos à saúde e no tratamento de pessoas doentes. É através da alimentação que o nosso organismo recebe todas as substâncias (chamadas nutrientes) necessárias ao seu bom funcionamento. A alimentação balanceada é importante para manter e/ou recuperar a saúde do paciente. Alimento - é toda substância consumida, digerida e aproveitada pelo corpo humano. Nutrientes - são as substâncias encontradas nos alimentos (proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e sais minerais). Alimentos Construtores - têm a função de construir e reconstruir. Esses alimentos contém proteínas. Alimentos Energéticos - têm a função de fornecer calor e energia necessários para as funções do organismo. Esses alimentos contém carboidratos e gorduras. Alimentos Reguladores - têm a função de regular e auxiliar os processos de circulação, respiração e digestão. Esses alimentos contém vitaminas, sais minerais, fibras e água. A alimentação diária deve ser dividida em 5 a 6 refeições incluindo, em cada, no mínimo, um alimento
39

Noções de nutrição

de cada grupo para que o paciente tenha todas as funções do organismo reguladas.Ex.: café- da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Pirâmide de alimentos
Grupo 4, 5 e 8 Alimento fornecedores de gorduras e açucares

Óleos e gorduras Açúcares e doces

Oleo

Leguminosas Carnes e ovos

Grupo 1, 2 e 6 Alimentos fornecedores de proteínas

Hortaliças Frutas

Grupo 3 e 7 Alimentos fornecedores de vitaminas e minerais

Cereais, pães tubérculos e raízes

Arroz

Farinha

Alimentos fornecedores de energia

GRUPO 1 - Grupo dos cereais, pães, tubérculos e raízes: ficam na base da pirâmide e são as principais fontes de carboidratos . Recomenda-se em média o consumo de 5 a 9 porções ao dia, dando preferência aos alimentos integrais, que contêm maior quantidade de fibras. Uma porção eqüivale a: um pão francês, duas fatias de pão de forma, 4 bolachas de água e sal, 4 fatias de torradas, 4 colheres das de sopa de arroz ou 6 colheres das de sopa de macarrão, uma batata grande, 3 colheres das de sopa de farinha de mandioca.   GRUPO 2 - Grupo das hortaliças: fazem parte desse grupo as verduras e os legumes que são fontes de vitaminas, sais minerais e fibras. Recomenda-se a ingestão de 4 a 5 porções ao dia.   Uma porção eqüivale a: 1 tomate, 3 colheres das de
40

sopa de cenoura ralada. É recomendada a ingestão de 3 porções ao dia. suínas.   GRUPO 7 . uma fatia de abacaxi. 1 fatia de mamão ou meio mamão papaia.bico. ervilha seca. aves.   Uma porção eqüivale a: 1 xícara das de chá de leite desnatado . Uma porção eqüivale a: 1 colher das de sopa de azeite ou outros tipos de óleos. melão ou melancia. 1 pedaço de coxa ou sobrecoxa (sem pele). ervilha ou lentilha.Grupo dos óleos e gorduras: incluem os óleos de canola. coalhada. São fontes de carboidratos 41 . Devemos consumir de 1 a 2 porções ao dia.de.. 3 colheres das de sopa de vagem ou abobrinha ou chuchu. bolachas.   GRUPO 8 .Grupo das carnes e ovos: compõem este grupo as carnes bovinas. margarinas cremosas. banana. São fontes de proteínas e cálcio. milho.. 1 pires dos de sobremesa de alface . soja.   Uma porção eqüivale a: 1 fruta média (laranja.   GRUPO 3 .   GRUPO 4 . 2 ramos de brócolos cozidos.Grupo dos açúcares e doces: incluem quaisquer tipos de açúcares. bolos.Grupo das leguminosas: fazem parte desse grupo os feijões.   GRUPO 5 .   GRUPO 6 . lentilha. iogurte. queijos. girassol. ferro e fibras. grão. 2 colheres das de sopa de grão-de-bico. maçã. Deve ser utilizado sempre em pequenas quantidades: entre 1 a 2 porções ao dia. 1 copo de iogurte desnatado. refrigerantes. azeite de oliva. Uma porção eqüivale a: 1 filé de carne magra grelhada. sais minerais e fibras. É recomendado o consumo de 1 a 2 porções ao dia.. cremes vegetais “light”. balas.Grupo das frutas: são fontes de vitaminas. Recomenda-se a ingestão de 3 a 4 porções ao dia. uma fatia de carne assada.   Uma porção eqüivale a: 4 colheres das de sopa de feijão. São fontes de proteínas e ferro. goiaba. peixes e ovos. São fontes de proteínas. 1 copo de suco de frutas. chocolates. 1 fatia de queijo fresco ou ricota.). 1 filé de peixe cozido ou 2 ovos.Grupo do leite e derivados: fazem parte desse grupo o leite. 10 unidades de morango ou jabuticaba. 1 colher das de sobremesa de creme vegetal ou margarina cremosa. 1 filé de frango grelhado.

Hipercalórica) Diminuição: Hipo (Ex. até 2 porções. temperos industrializados. no máximo. cardíaco e renal.   Ex: Café da manhã: pão/fruta/ leite Almoço e jantar: arroz/verduras e legumes/ carne/frutas   Via Oral (VO) . linguiça).quando o paciente pode ser alimentado pela boca. Dietoterapia: é a parte da Nutrição que cuida do tratamento de doenças através da dieta. bacon. queijos amarelos.   A quantidade de porções de cada grupo que cada pessoa pode utilizar depende da quantidade total da calorias necessárias para o seu organismo. 42 Formas de Alimentação Dietas hospitalares Tipos de dietas (via oral) .Hipogordurosa. almoço e jantar) deve estar presente pelo menos um alimento do grupo dos energéticos. Hiperproteica. mortadela). frios (presunto. diminui ou retira um ou mais de seus nutrientes.para pacientes tanto em tratamento clínico ou cirúrgico.para pacientes com problemas de hipertensão. Dieta: é o conjunto de alimentos utilizados com a finalidade de nutrir o indivíduo em qualquer fase de saúde ou doença. 2) Modificadas São as dietas em que se acresce. Hipoproteica. Aumento: Hiper (Ex.   Em cada refeição principal (café da manhã. embutidos (salsicha. um dos reguladores e um dos construtores. carnes salgadas. Uma porção eqüivale a: 1 colher das de sopa de açúcar.e dão energia ao nosso organismo. Pode ser utilizado. quando os mesmos não podem se alimentar por via oral. etc. Via enteral . 1) Geral Destinada a todas as pessoas e aos pacientes sem restrições alimentares. Hipossódica) 3) Específicas Hipossódica . Diminuição do sal.

Aumento no consumo de proteínas (carnes.Diabéticos .para pacientes diabéticos. • Armazenar sob refrigeração – 24 horas. • Separar utensílios para uso exclusivo na preparação da dieta (colher. • Separar e higienizar os alimentos. vitamina. peneira).   Dicas importantes para alimentar o paciente Adaptador para prato OPÇÃO: Material anti-derapante sobre a mesa (apoia-se o prato em cima deste material) 43 . leite e derivados) e calorias (mingau. Hiper Hiper . são fatores imprescindíveis para que a alimentação seja bem aceita pelo paciente. etc). cereais. massas e frutas. Dieta enteral – forma de preparo Nem sempre alimentar o paciente é tarefa fácil. ambiente tranquilo. • Oferecer a dieta ao paciente no horário determinado pelo nutricionista retirando da refrigeração antes de administrar ao paciente (à temperatura ambiente).para pacientes com necessidades calóricas aumentadas e em repouso por tempo prolongado no leito (escaras). Horários regulares. da parte do cuidador. Oferecer a água filtrada e fervida após cada dieta administrada. ovos. • Preparar conforme a orientação escrita do nutricionista. especialmente muita calma e paciência. Alimentação isenta de açúcares e doces e com controle na quantidade de pães. azeite.

Jamais ofereça água ou alimentos quando ele estiver deitado. talheres adaptados e outros acessórios. • Caso haja a limitação de movimento do braço e dificuldade para levar o alimento do prato à boca. de farinha láctea. pode-se entortar o colher. o cabo engrossado com pêso pode facilitar a função. e utilizando bicos adaptadores para copos. diminuindo o tremor). não importando o tempo que leve. 44 . vitaminas com suplementos e cereais integrais. • Deve-se procurar oferecer ao paciente os alimentos de sua preferência e incentivá-lo a comer no caso de inapetência e se necessário acrescentar em suas refeições: mingaus de aveia. de maisena. você pode diminuir a sujeira durante a alimentação forrando o chão com plástico ou jornal. • O paciente que ainda conserva a independência para alimentar-se sozinho deve continuar a receber estímulos para fazê-lo.• O paciente deve estar sentado confortavelmente para receber a alimentação. Adaptações caseiras velcro bola de borracha tira de câmara de ar enrolada cabo de borracha cabo de ferramenta velha dobre o cabo para se encaixar na mão colher cortada • Em casos que pacientes apresentem tremores nas mãos ou má coordenação.

raspadas ou batidas no liqüidificador. gostosa para estimular as sensações que com o avanço da idade podem diminuir levando à redução do apetite e do prazer de comer. desfiadas. precisam ser bem mastigados. não há razão para modificações de consistência e utilização de sopas ou purês. que se apresente agradável a todos os órgãos dos sentidos: bonita. moídas ou batidas no liqüidificador. No caso da ausência parcial ou total dos dentes e uso de prótese. não deixar de comer carnes. 45 .   • Que possua poder de saciedade (auxilia nesse aspecto o consumo de alimentos ricos em fibras e alimentar-se calmamente). aroma. sabor. • No caso de a função mastigatória estar íntegra. legumes. amassadas. aromática. Os legumes e as verduras cruas podem ser picados ou ralados. • Caso haja dificuldade para deglutição. Apresente aspectos agradáveis: cor. procurar oferecer alimentos cozidos e com molho.• Adaptadores com bico de sucção favorece desenvolvimento da musculatura ao redor da boca além de facilitar o movimento de levar o bico á boca. • É importante que a refeição seja de fácil digestão. • Alças facilitam a preensão. Para que os alimentos sejam melhor aproveitados. As frutas mais “duras” podem ser cortadas em pedaços pequenos. As carnes podem ser picadas. textura ou seja. verduras e frutas.

Recomenda-se o consumo de carnes e leguminosas secas.   •Deve-se evitar o consumo exagerado de sal (cloreto de sódio). doces. sempre que possível cruas e com casca. Essa conduta pode prevenir o aparecimento de anemia. devido à diminuição da produção de glóbulos vermelhos. •Utilizar açúcar. que pode ser agravada por uma alimentação deficiente em alimentos ricos em ferro. deve-se tomar de 6 a 8 copos de água por dia. no preparo e cozimento de alimentos. de preferência cruas. alimentos gordurosos em pequena quantidade para manter o peso adequado.(leguminosas secas. de canola. pode-se prevenir o aparecimento da osteoporose que é uma doença comum em pacientes.   • É fundamental ingerir diariamente alimentos que contenham cálcio e exposição diária ao sol.   •É importante evitar o uso de laxantes. hortaliças. acerola. de milho. quando já existentes. de arroz. cereais integrais. goiaba. Isto é importante na prevenção de doenças (obesidade. doença que é cada vez mais comum na população adulta e idosa e está relacionada com o aumento 46 . caju. como laranja. Com estas práticas. azeite de oliva. limão. sempre em pequena quantidade. especialmente em mulheres. pode haver aumento da pressão arterial e retenção de líquido (inchaço). de preferência no intervalo das refeições). Com o avanço da idade. girassol e outros). problema tão freqüente em pacientes. o organismo pode apresentar dificuldade na utilização de água e eletrólitos (sódio e potássio). abacaxi. Em virtude deste fato. •É importante que se dê preferência à utilização de óleos vegetais (óleo de soja. gorduras. o ferro é melhor absorvido na presença de alimentos ricos em vitamina C.• Para manter um bom hábito intestinal deve-se consumir grande quantidade de líquidos e de alimentos ricos em fibras: frutas. diabetes. No caso das leguminosas. Desta maneira pode-se prevenir a aterosclerose. doenças cardiovasculares) e também para prevenir complicações destas.. devido à mudança hormonal provocada pela menopausa. e outros na sua forma natural ou em sucos.

creme de leite. cebola e alho (principalmente crus. assadas ou grelhadas. couve-flor. toucinho . rabanete. bebidas gasosas. • Caso o paciente apresente obstipação intestinal evitar oferecer banana-maça. chá preto/mate e limão. pepino. procure substituir frituras por preparações cozidas. caju. etc. 1 colher de sopa de creme de leite. doces concentrados. reutilizado muitas vezes (principalmente para frituras). banha.do consumo de alimentos ricos em colesterol e gordura saturada.   • Sempre que possível. grão de feijão. bacon. óleo de dendê. do leite integral. Deve-se procurar oferecer uma vitamina laxativa composto por: 150ml de suco de laranja. cenoura.   • Recomenda-se a compra de alimentos da época. maçã. • Observar atentamente a data de validade dos produtos adquiridos. pimentão. 1 ameixa seca. Devemos procurar evitar ou diminuir alimentos ricos em gorduras saturadas e em colesterol: gorduras animais (das carnes gordas. dos queijos gordos. com cobertura de chocolate ou com coco e biscoitos amanteigados. • No preparo de carnes. embutidos). nabo. pães recheados com cremes.) 47 . Deve-se consumir no máximo 3 ovos/semana. 1 pedaço de mamão. 1 colher de sopa de farelo de aveia (açúcar ou mel à gosto). assim como a pele das aves e dos peixes. manteiga. óleo superaquecido. gordura hidrogenada. que têm melhor qualidade nutricional e um custo menor. retire toda a gordura visível. preparações à base de ovos. • Caso o paciente apresente flatulência (gases) devem ser evitados: repolho. queijos amarelos. goiaba.

O que observar e como ajudar durante as refeições Figura 1 48 . quando temos dificuldades para mastigar os alimentos ou quando necessitamos de outra via de alimentação como as sondas. Se as dentaduras ficarem soltas a mastigação dos alimentos sólidos ficará difícil e o paciente pode engasgar com o alimento. Se o paciente faz uso de dentaduras. verificar se as mesmas possuem bom encaixe. Neste caso o paciente se alimentará melhor sem a dentadura. quando engasgamos. é de apresentar complicações como a pneumonia de repetição ou mesmo morrer. É importante identificar e ajudar esses pacientes a se alimentar com maior segurança através da identificação de alguns sinais ou sintomas que eles apresentam durante as refeições.DISFAGIA (DIFICULDADE DE ENGOLIR) A dificuldade para engolir adequadamente o alimento é chamada de disfagia. Por exemplo. O risco de um paciente que apresenta dificuldades para engolir. se alimentar normalmente.

A quantidade de alimento oferecido deve ser ingerida toda ou quase toda. Dê preferência para alimentos mais grossos como a vitamina.É importante saber qual o alimento e que consistência o paciente apresenta maior dificuldade ou engasga mais. Os alimentos líquidos devem ser oferecidos no copo SEM uso de canudos. Quando o paciente acumula alimento da parte posterior da boca observamos uma voz diferente que chamamos de “voz molhada”. identificar se o paciente está comendo menos do que comia antes para que não fique desnutrido. Verificar se o paciente entende que está na hora da refeição e colabora. pigarreie e em seguida engula ou guspa o alimento. oferecer uma porção de cada vez e pedir que engula todo alimento antes de oferecer outra porção. Na oferta do alimento deve-se oferecer pequenas porções usando colheres pequenas como a colher de chá. água mel néctar pudim 49 . exercícios antes das refeições pois se o paciente estiver cansado poderá engasgar com maior freqüência. pudins e mingau.Deve-se acordar bem o paciente e coloca-lo sentado (figura 1) antes de oferecer o alimento. pedir para que ele tussa. Ao identificar que o paciente está engasgado. Alimento líquido é mais fácil de engasgar e por isso devemos ficar atentos. um gole de cada vez e nunca oferecer o líquido quando o paciente ainda estiver com algum alimento na boca. Deve-se evitar atividades físicas. ajuda com a alimentação.

NÃO TENTE REPASSAR A SONDA EM CASA SEM O PROFISSIONAL HABILITADO A sonda deverá ser passada pela equipe de Enfermagem e a dieta deverá ser prescrita pela Nutricionista. Sonda enteral Fixação da sonda enteral 50 . Nas áreas de contato com a pele deve-se utilizar micropore. A fixação externa da sonda pode ser trocada pelo cuidador. para evitar feridas na pele ou alergias. sempre tendo o cuidado de não puxar a sonda.PACIENTE QUE USA SONDA DE ALIMENTAÇÃO O uso da sonda de alimentação é necessário quando o paciente não consegue engolir adequadamente e o risco do alimento da boca ir parar no pulmão é grande. Manter a boca do paciente sempre limpa evitará que a saliva se acumule na boca e se direcione aos pulmões. O que deve ser feito se a sonda de alimentação sair do lugar Procure um Pronto Socorro mais perto para que um profissional especializado reposicione a sonda. Se o paciente está de sonda de alimentação e sem indicação de comer pela boca. é importante que não seja oferecido alimento pela boca sem o acompanhamento da Fonoaudióloga. os locais de fixação devem ser constantemente trocados. Porém é importante que seja fornecido a higiene bucal com freqüência.

Frasco descartável . e a industrializada (a dieta já está pronta para o consumo e o custo é maior que a preparada em casa). A nutrição enteral é líquida e o fornecimento é feito diretamente no tubo digestivo.Equipo descartável 5 .recipiente utilizado para infundir a alimentação e água 4 .Sonda jejunal 2 .Seringa descartável (20 ml) Kit para dieta enteral 51 .   Os materiais necessários para a nutrição enteral são:  1 . sem depender do apetite e da colaboração do paciente.  As dietas caseiras deverão ter consistência líquida (solução liquidificada e coada) e a validade será de 12 horas após o preparo.Sonda simples 3 .Há dois tipos de nutrição enteral (o que influencia na forma de preparo e armazenamento da dieta): caseira ou artesanal (é preparada em casa com alimentos naturais). As dietas industrializadas possuem maior tempo de validade (geralmente 24 horas) e maior custo.

prego ou suporte de vasos. • Infundir a dieta lentamente por gotejamento (através de frasco acoplado ao equipo) gota a gota (é como se fosse uma torneira quebrada que pinga lentamente) para evitar diarréia. • Não aquecer a dieta em banho-maria ou em microondas. não deve ultrapassar de 350ml. para evitar acúmulo de resíduos e entupimento da mesma. • Infundir água filtrada e fervida (que deverá ser fornecida em temperatura ambiente) nos intervalos entre os horários da dieta . Lave-a com água e sabão e guarde-a em lugar seco e limpo. • Manter a sonda fechada quando não estiver em uso. distensão abdominal. Para facilitar a descida da dieta. • Fracionar a dieta durante o dia (de acordo com orientação da Nutricionista). pois ela pode ser reutilizada. tais como: • Manter o paciente sentado ou com travesseiros nas costas formando um ângulo de no mínimo de 15 graus para receber a dieta.   • Após o preparo a dieta caseira. vômitos e má absorção. • Após administrar cada frasco da dieta. esta deverá ser guardada na geladeira e retirar somente a quantidade que for utilizar 30 minutos do horário estabelecido. não tente recolocá-la. passar pela sonda cerca de 20ml de água filtrada e fervida. A dieta portanto. o frasco pode ser pendurado em ganchos. • Caso o paciente puxe a sonda (ou ocorra um acidente na mobilização) e esta saia “para fora”. 52 .   • O volume em cada horário. nunca deitado para evitar vômitos e aspiração da dieta para os pulmões (o que é muito perigoso). deverá ser oferecida ao paciente em temperatura ambiente.quantidade a ser definida pelo Médico ou pela Nutricionista – através da seringa ou colocada no frasco descartável. o paciente deverá ser mantido em decúbito elevado durante toda a infusão da dieta e 30 minutos após o término.Alguns cuidados são importantes na infusão da dieta enteral.

leve-o até uma balança. Caso o paciente esteja acamado ou inconsciente. procure o hospital onde o paciente foi atendido e recebeu as orientações quanto à alimentação por sonda. • Lavar o local de preparo com água e sabão e passar álcool. Utilizar sempre água filtrada e fervida. OBSERVAÇÃO 53 . Para verificar se a nutrição enteral esta ajudando na recuperação do paciente. se ele consegue caminhar um pouco mais a cada dia e se for possível pesá-lo. Reservar os utensílios somente o preparo da dieta.• Dependendo do tipo de sonda enteral ela pode ser utilizada por até 6 meses. braço e peito estão ganhando massa. • Lavar as mãos cuidadosamente com água e sabão antes de preparar a dieta.   • Pesar e medir corretamente todos os ingredientes da dieta.   • O equipo. desde que não obstrua. Técnicas de preparo e higienização de sonda de alimentação A diarréia pode ser uma ocorrência comum: verifique o gotejamento. fure ou vaze. verifique os cuidados de higiene do preparo. a seringa e o frasco deverão ser lavados com água fervente. com o aperto de mão mais forte. • Os utensílios utilizados deverão ser lavados com água corrente e sabão. Seguir rigorosamente as instruções de preparo. verifique se o seu rosto. observar freqüentemente se ele está mais disposto.

3 e 4: Figura 2: Posicionamento no decúbito dorsal (barriga para cima). favorecendo uma flexão discreta. A perna lesada deve ter embaixo do joelho um travesseiro. o surgimento de úlceras de decúbito (escaras). como mostram as figuras 2. no paciente que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (derrame). impedindo que todo o membro inferior fique rígido em extensão. O braço comprometido deve estar sempre estendido e apoiado em um travesseiro. É importante alterar o posicionamento no leito ou na cadeira de rodas periodicamente evitando assim. é importante que ele fique bem posicionado e que esteja confortável. Figura 2 54 .POSICIONAMENTO NO LEITO ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE ACAMADO O paciente acamado precisa de muita atenção. Particularmente. Nos casos em que a perna toda está rodada para fora (rotação externa) coloque um apoio deixando-a reta em posição neutra.

o ideal é fazer esta atividade em posição sentada com os joelhos à 90º e os pés apoiados. colocar travesseiros a sua frente onde possa posicionar o membro superior.Figura 3: Ao vestir-se. B: Paciente em decubito lateral sobre o lado NÃO acometido. estimulando que fique aberta. o membro superior afetado deve ser o primeiro a ser vestido e o último a ser despido. com o cotovelo levemente flexionado ou estendido e manter a mão aberta. em apoio planar. Figura 3 Figura 4: A: Acomodação do paciente de lado hemiplégico (paralisado). estando bem estavél sua participação será mais efetiva. Se a mão estiver fechada. Figura 4 55 . caso o paciente tenha um bom controle de tronco. O cotovelo deve estar bem estendido. a palma da mão virada para cima. na mão comprometida. deve ser colocado um rolo feito de tecido ou atadura utilizada para enfaixes. O membro acometido deve permanecer sobre um travesseiro entre as pernas e joelhos ligeiramento dobrados. membro inferior plégico alinhado evitando manter o pé caido.

Esta orientação é válida para quaisquer tipos de dificuldades.TRANSFERÊNCIAS Figura 5 A melhor maneira de auxiliar o paciente a passar de sentado para em pé é apoiá-lo pela cintura e colocar o joelho do cuidador entre os joelhos do paciente (figura 5). 56 . Repare que o pé do cuidador apóia os pés do paciente. peça que incline o tronco para frente. Se for possível para o paciente. pode ser por uma simples fraqueza muscular decorrente do envelhecimento. no momento de se levantar. independente da doença do paciente. dando suporte e impedindo que deslize.

Explique ao paciente o que será realizado. Os cuidadores devem sempre usar sapatos baixos. Levantem o paciente juntos.Em casos de pacientes com maiores dificuldades físicas a seqüência abaixo ilustra o melhor manejo. peça ajuda a outra pessoa. ou no caso do cuidador estar apresentando quaisquer dificuldades nas transferências. Quem for apoiar a parte superior do corpo do paciente deve segurá-lo próximo ao próprio corpo. Inicie sentando o paciente na beirada da cama. Figura 7 Figura 8 57 . 2pt oval Figura 6 No caso de pacientes muito pesados. não forçar a coluna. bem ajustados e amarrados. Dobrar as pernas.

ou da sua axila. colocando uma mão embaixo do braço do paciente. dando-lhe apoio e segurança. a melhor maneira de auxiliá-lo é o cuidador ou familiar apoiar o lado que apresenta maiores dificuldades. o cuidador deve estar à frente do paciente segurando-o firmemente entre as mãos e os cotovelos e estimulando que olhe para frente ao andar. Em casos de maior desequilíbrio. segurando com sua outra mão. a mão do mesmo.Em um paciente que apresenta dificuldades para andar. 58 .

já que as quedas acarretam conseqüências graves. podendo chegar inclusive à morte.   Cadeiras. incluindo fraturas. pois. Muito cuidado com as cadeiras de plástico. camas e poltronas devem ser mais altas facilitando o acesso. ou seja entre os olhos e quadris. fios.   Devem ser retirados tapetes soltos. pois podem escorregar e provocar quedas. ou adquirir “levantadores de cama e cadeiras” em lojas especializadas. cirurgias e imobilidade. podem provocar quedas.   As adaptações são importantíssimas nos casos de Doença de Alzheimer. Barras de apoio no banheiro Apoio para vaso sanitário Abaixo são citados exemplos de adaptações 59 .ADAPTAÇÕES AMBIENTAIS Essas adaptações são importantes para facilitar a autonomia do paciente e para a prevenção de quedas. Você pode improvisar com tijolos ou blocos de madeira. capachos.   O piso não deve ser escorregadio.   Os objetos de uso pessoal devem estar em uma altura que facilite o acesso. pois esses pacientes são mais vulneráveis a acidentes domésticos e às quedas.   As camas não devem ser posicionadas embaixo das janelas (evitando correntes fortes de vento).   A iluminação e ventilação devem ser adequadas. tacos soltos.

e terem faixa ou piso antiderrapante. o cuidador deve proceder o mesmo com o paciente sentado. usando uma cadeira com braços. facilitando a chegada ao banheiro. Em caso de dificuldade para o paciente levantar-se do vaso sanitário. Elevador sanitário Acessório para elevação de camas Se for identificado risco de queda durante o banho. mostrando a ele pontos de referência. Estimule caminhada em ambientes arejados.   As escadas devem ter corrimãos dos dois lados. seja próximo ao vaso sanitário ou dentro do box. Deve ser deixada uma luz acesa durante a noite. para que o mesmo tenha apoio ao levantar-se. Procure a orientação em um serviço de saúde. Andador e diferentes tipos de bengalas 60 .   Ao caminhar. boa iluminação. existe disponível no comércio os elevadores de vaso sanitários e os apoios de vaso sanitário.Instalar barras de apoio (corrimãos) no banheiro.   Há uma altura correta para bengalas e andadores e uma maneira certa de usá-los. caminhe sempre no mesmo trajeto. No caso de pacientes com Alzheimer. o paciente não deve estar usando chinelos e sim um calçado firme e que esteja bem adaptado em seus pés.

conforme a variação da temperatura. criando sempre que possível a oportunidade de escolha pelo próprio paciente é de fundamental importância. pois pode ser que haja necessidade de auxilia-lo na combinação de cores. essa rotina permite a preservação da personalidade elevando a auto-estima e a independência. cole fotos de peças e ou objetos pessoais na parte externa da gaveta ou guarda-roupas. • Estimular a independência é fundamental. dando instruções com palavras fáceis de serem entendidas. • Deve-se estimular o ato de vestir-se sozinho. com creme. Mostre gravuras. dessa forma. • Para que ele mesmo possa procurar suas roupas. Isto o ajudará a encontrar rapidamente o que procura. 61 . Apenas supervisione. Evite quaisquer comentários negativos a respeito do diagnóstico e/ou prognóstico do paciente na presença dele. Coloque música para ele ouvir. confeccionadas com tecidos próprios ao clima. • Dê a ele a oportunidade de optar pelo tipo de vestuário e as cores que mais lhe agradem. espuma. Leia para o paciente trechos ou crônicas de um livro preferido.ESTIMULAÇÃO SENSORIAL O toque no corpo do paciente pode ser feito com a mão (aquecida ou não). etc. nunca esquecer de tirar ou colocar agasalhos. toalha. • As roupas devem ser simples. nos armários. Manter um vestuário simples e confortável. O paciente pode ter perdido a capacidade de expressar sensações de frio ou calor. revistas ou fotos que o agrade. Converse com o paciente e oriente os familiares a fazerem o mesmo.

protegido. o critério para a escolha do vestuário é ainda mais rigoroso. • Em casos de dependência mais severa. pois eles facilitam as quedas. pode-se dar preferência aos conjuntos do tipo moleton. caso o cadarço se desamarre. deverão ser preferencialmente abertos na parte da frente. • Na medida do possível. 62 . • Deve-se evitar o uso de chinelos. • Evite roupas com botões. largas. evitam quedas que o paciente tropece e caia. deve-se providenciar um roupão. • Pacientes limitados às cadeiras de rodas ou poltronas. pois além de serem fáceis de tirar e colocar. para que o paciente possa se despir no quarto e. especialmente nos quadris. camisas ou suéteres. Dê preferência às roupas com elástico ou velcro. para facilitar a colocação ou retirada. em função da sua praticidade.• Roupas como blusas. Deve-se optar por roupas mais confortáveis. ser conduzido ao banho. elas dificultam o trabalho do paciente para abri-los ou fecha-los. • Todos os tipos de sapatos devem ter solados anti-derrapantes. os mais indicados são aqueles que possuem elástico na parte superior. zíperes e presilhas.

Desta forma. agulhas. • Banheiros geralmente apresentam pisos lisos e escorregadios. não devem descaracterizar totalmente o ambiente familiar ao paciente e pelo qual ele tem apreço. móveis e objetos familiares a ele devem ser mantidos no mesmo lugar. que previnam a ocorrência de acidentes. Algumas medidas. o risco de quedas com conseqüente fratura é muito alto. necessitam de supervisão constante. A cozinha e o banheiro são freqüentemente os dois ambientes mais perigosos. com limitações motoras. tanto domésticos quanto em ambientes externos devem ser adotadas. devem ser guardados em local seguro. • Nunca permita que o paciente execute atividade na cozinha quando estiver sozinho. desorientados no tempo e no espaço. moedas (que podem ser engolidos). genericamente: os pontiagudos. Assim. adaptar o ambiente tornando-o mais seguro é muito importante. vagantes. a fim de eliminar riscos potenciais de acidentes. Inicialmente analise cada cômodo da casa. • Manter produtos de limpeza.PROTEGER O PACIENTE Pacientes confusos. Embora as adaptações sejam necessárias. Nunca o encere. • Estimule-o a ajudar em tarefas simples que não ofereça perigo. quebráveis. detergentes ou inflamáveis em armários que devem permanecer fechados. botões. pesados. Se possível deve-se colocar barras de segurança na parede do interior do Box e ao lado do vaso sanitário. Pequenos objetos como alfinetes. eles permitem que o paciente se apóie e sinta-se 63 . deve-se providenciar tapetes antiderrapantes (emborrachados) para evitar quedas.   • O piso da cozinha deve ser preferencialmente antiderrapante. • Todos os objetos perigosos devem ser removidos. desinfetantes. cortantes.

• Os pacientes agitados devem ter sua cama encostada em uma das paredes e possuir grade lateral. Devem ser firmes e fortes. Mantenha apenas os objetos pessoais de higienização. lâminas de barbear. estas devem ser bem iluminadas e com corrimão em ambos os lados.   • Os sofás. devem ser envolvidos cuidadosamente.seguro e ainda evitam que ele se apóie em suportes falsos. • Manter ambientes claros e arejados. • Caso haja escadas. a iluminação natural é ideal. poltronas. porém estão subordinados ao grau de dependência apresentado. devem ainda ser revestidos de material impermeável e lavável.   • Fechaduras devem possibilitar a abertura da porta pelos dois lados. principalmente nos casos de pacientes incontinentes. cadeiras. como os de toalhas. • Retire do armário do banheiro todos os medicamentos. principalmente nos casos de o  paciente residir em apartamento. • As camas hospitalares com grades laterais e providas de colchão “casca de ovo” são indicadas para pacientes de alta dependência. 64 . cortinas.   • Deve-se avaliar a necessidade de colocação de telas ou grades em janelas. pois evita que o paciente tranque-se e não consiga abrir a porta. etc. com antebraços que permitam o apoio para o ato de sentar e levantar. pia. • Os passeios externos devem ser incentivados.

• Se possível. • Atividades sociais fora de casa devem ser selecionadas. ainda que seja preciso que outra pessoa.É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO Manter atividades é extremamente importante. porém deve-se levar em consideração as preferências anteriores do paciente na tentativa de mantê-las por maior tempo possível. 65 . em um segundo momento. amigos ou parentes que o acompanham devem ter plena consciência de suas limitações. refaça a tarefa executada por ele. para que possam agir transmitindo calma e segurança. respeitando-se o grau de dependência apresentado. pois irão gerar no paciente. devem ser encorajadas. um sentimento agradável de participação e utilidade. No entanto você deve supervisionar estas atividades. tirar o pó. segundo as limitações físicas e/ou mentais apresentadas. desde que elas não representem perigo para ele. como varrer. • Todas as atividades devem estar subordinadas às habilidades e limitações do paciente. busque aconselhamento com profissionais capacitados –Terapeutas Ocupacionais – que certamente terão condições de avaliar e indicar quais atividades poderão ser executadas pelo paciente. • As atividades profissionais (desde que possível) devem ser incentivadas e o paciente observado sutilmente. • Atividades domésticas simples. • Observe e considere as preferências do paciente.

tomando o cuidado de usar caixas diferentes para 66 . Dificuldades de comunicação após um derrame CUIDADOS COM A MEDICAÇÃO Pacientes usam. banho. peça para ele escrever. fazendo sim ou não com a cabeça. sugerimos algumas medidas: 1. como por parte do cuidador.COMUNIÇÃO • Quando os músculos do rosto são prejudicados com o derrame. • Ao falar com o paciente não deixe que nada o distraia. tanto por parte do paciente. etc.. o doente pode ter dificuldade ao falar. Isso não quer dizer que ele não entenda o que você diz. em horários variados. • Se ele não puder escrever. e considerando que o uso correto da medicação é fundamental para o bom andamento dos cuidados. sabonete. concentrando a atenção.. assim não ficará irritado e você poderá entender melhor sua necessidade. 3 a 4 tipos diferentes de medicamentos ao dia. geralmente já sobrecarregado com suas múltiplas tarefas. combine os sinais com ele. Coloque os medicamentos em uma caixa com tampa (plástica ou papelão). Para evitar problemas maiores. • Ao fazer coisas com e para o paciente. de horário e de troca de medicação. tornando difícil o entendimento do que ele diz. maior a chance de erro de dose. faça perguntas que ele possa responder com sinais. ir dando nome a tudo o que está sendo usado. ou vidro com tampa. Para entender melhor o que ele quer falar. Quanto maior o número de medicamentos usados. pois. camisa. em média. se puder. por exemplo: água. prato. você poderá entende-lo com maior facilidade.

Este Plano de Medicação deverá ficar em lugar de 67 . se você for exigente. Além de ser mais higiênico. para material de curativo e material e medicamentos para inalação. almoço e jantar. é menos provável que você confunda e dê por boca um medicamento inalatório. Para facilitar você pode dividir a caixa em compartimentos. a caixa organizadora pode ser utilizada para medicação oral e existe em várias opções e formatos. à disposição em lojas de produtos médico-hospitalares. Caixa com material curativo Caixa improvisada com divisórias 2. como por exemplo café da manhã. com o desenho do horário em que deve ser tomado. 3. ou farmacêutico distribui a medicação em horários padronizados. pode comprar caixas para medicamentos e materiais de curativo. Para facilitar a administração dos medicamentos você pode usar o Plano de Medicação Diária (impresso com vários relógios desenhados). que com a orientação do médico. e colocar os respectivos medicamentos nos respectivos horários.medicamentos dados pela boca. e faça uma lista do que pode e do que não pode ser dado no mesmo horário. Converse com o médico ou enfermeira responsável sobre a possibilidade de dividir as medicações em horários padronizados. caso você não saiba ler. ou que misture um material de curativo de ferida com o de limpeza de sonda ou cânulas. peça a sua enfermeira para dividir os medicamentos em envelopes ou saquinhos. enfermeira.

para evitar confusão. febre. diarréia. arejado. lembre-se que medicamentos prescritos para outras pessoas podem não ter o mesmo efeito. conforme prescrição médica. como vômitos. facilita a consulta em caso de dúvidas ou quando solicitado pelo profissional de saúde. na quantidade correta de comprimidos para cada horário. Lembre-se de solicitar ao médico uma prescrição para caso de necessidade. dor. com o rótulo “necessidades especiais”. pode-se colar os medicamentos do lado do desenho do relógio. você pode devolver os medicamentos que não estão sendo utilizados para o centro de saúde. Caso o cuidador não saiba ler. Mantenha os medicamentos em local seco. e mantenha uma pequena quantidade destes medicamentos em uma caixa separada. Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para evitar misturas e realizar o controle da data de validade. Caixa organizadora Plano de medicação diária 6. 4. Isto evi- ta confusão quando há troca de medicamentos ou receitas.fácil visualização. 8. longe do sol e principalmente das crianças. substitua ou retire medicamentos sem antes consultar um profissional de saúde. como por exemplo. a porta da geladeira. ou não serem indicados para o paciente. ou guardá-los em outro local. Deixe somente a última receita médica ou de enfermagem junto à caixa de medicamentos. 68 . Não acrescente. 5. 7.

O cuidador não deve aceitar empréstimos de medicamento quando o do seu paciente acabar. Por exemplo. Isto evita a desagradável pergunta: Será que eu já dei os medicamentos das 10 horas? 11. Muitas vezes o medicamento tem o mesmo nome mas a sua concentração é diferente. Caso o paciente utilize vários medicamentos por dia. ou alimentar-se por sonda. e caso não seja possível. 14. para não correr o risco de faltar. Evite dar medicações no escuro. e colocar um visto nas medicações já dadas. Não use como referência a cor do comprimido. utilize um calendário ou um caderno onde você possa colocar a data. 69 . o horário. O cuidador deve sempre avisar o médico ou enfermeira quando o paciente parar de tomar algum medicamento prescrito. o captopril existe em comprimidos branco e azul. pois esta pode mudar de acordo com o laboratório fabricante. Evite o uso de chás e plantas medicinais. converse com o médico ou enfermeira sobre a possibilidade de dissolvê-lo em água ou suco. Tire suas dúvidas com o o médico ou a enfermeira. pois eles são considerados medicamentos e podem ter efeitos indesejáveis. 15.9. para não correr o risco de trocas perigosas. Não substituir medicamentos sem a autorização do médico. 16. 10. Seja prevenido e sempre confira a quantidade de medicamento antes de feriados ou finais de semana. 17. peça para o profissional trocar o medicamento. Se o paciente apresentar dificuldades para engolir comprimidos. 13. 12.

sua movimentação está diminuída. Todos os cuidados são individuais. 70 . Essas características aumentam o risco de desenvolver pneumonia.EXERCÍCIOS PARA O PACIENTE Pacientes acamados são mais dependentes. evitando assim possíveis reinternações. Por este motivo a intervenção da fisioterapia respiratória e motora é tão importante. Fazer somente o que for orientado para seu familiar. por ficarem muito tempo na mesma posição. sua respiração é curta e apresentam risco maior de engasgar. associado à diminuição do movimento acabam desenvolvendo encurtamentos e fraqueza muscular. Além disso. o que serve para um não serve para outro.

Pedir para paciente tossir forte. prevenindo complicações pulmonares.PARA AQUELES QUE CONSEGUEM NOS AJUDAR Facilitam a eliminação de secreções e melhoram a ventilação pulmonar.puxar o ar pelo nariz lentamente e soltar pela boca.puxar o ar o máximo que conseguir e soltar pela boca devagar. Respiração em 2 tempos .  71 Posicionamento . Permanecer maior tempo sentado ou em pé de acordo com a condição de cada um. Respiração profunda . facilitando também a respiração. avisar ao profissional da saúde rapidamente.puxa um pouco de ar. Respiração abdominal . o surgimento de úlceras de decúbito (escaras). sozinho.   Exercícios respiratórios Tosse ativa É importante alterar o posicionamento no leito ou na cadeira de rodas periodicamente evitando assim. puxa tudo e solta devagar pela boca. segura. levando o ar para barriga. observar a cor da secreção. caso não esteja clara.

PARA AQUELES QUE NÃO CONSEGUEM NOS AJUDAR (pacientes traqueostomizados) Por serem mais dependentes. para que o paciente possa respirar. A traqueostomia é uma abertura realizada na traquéia (tubo que conduz o ar da boca e nariz para os pulmões). por indicação médica. não conseguem tossir sozinhos. porém se houver muita secreção pode-se fazer a limpeza várias vezes ao dia. A cânula de traqueostomia deve ser limpa pelo menos uma vez ao dia. que pode ser de plástico ou metal. acumulando mais secreção. Este orifício é mantido aberto e protegido por uma cânula. 72 . e é fixada ao redor do pescoço com um cordão (cadarço). não tem força. É realizada no hospital. Normalmente são traqueostomizados necessitando de aspirações freqüentes.

Após a limpeza da cânula deve-se verificar se a cânula interna está na posição correta e bem fixada. como um pedaço de madeira. evitando a pneumonia. ou pode adquirir o acessório para ser adaptado à cama do paciente. A gaze deve passar de um lado para o outro do mandril limpando as secreções ressecadas que obstruem o mesmo. ou pode alugar uma cama hospitalar com diferentes inclinações. o que dificulta a respiração e a torna ruidosa (barulhenta). comida. limpando com uma gaze ou cotonete. 73 . perfumes.Se a cânula for de metal deve-se retirar a cânula interna (mandril) e lavar em água corrente. como: água. A elevação da cabeceira do leito a 30 graus (cerca de 3 travesseiros grossos). insetos.   Lembre-se que o orifício da traqueostomia comunica o meio ambiente diretamente com o pulmão. Também previne a queda da língua para “trás”. Você pode elevar a cabeceira com material improvisado. talcos e etc pelo orifício. devese ter o cuidado de evitar a entrada de “coisas estranhas”.  Para proteção do cuidador e do paciente é aconselhável o uso de luvas de procedimento para limpeza da cânula. também ajuda a prevenir a entrada de secreções nos pulmões e brônquios. Você pode usar uma gaze para proteger o orifício da entrada de insetos.

  • Ser teimoso. não obedecendo ordens. não importa. • A impotência. O paciente pode emitir comportamentos como 74 .  • A depressão: as vezes causada por morte do conjuge. o medo.CUIDADOS NOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO PACIENTE O apoio familiar é o suporte do paciente e a segurança dos profissionais que o assistem. reação a medicação. você está exercendo a função de facilitador de uma etapa no caminho do viver de um ser humano. limitações. Caso você não faça parte da família. • Ficar inativo e ou agressivo.  • A ansiedade frente a patologia. • Ter insônia.  • A dependência.   Saiba que o paciente está vivenciando: • Chamar pelo cuidador várias vezes. etc. aposentadoria. etc.

faça por ele).   • Cansaço.   • Impotência. • Ter coordenação motora inadequada (derrubar objetos. tomar banho de sol e fazer alguns exercícios dentro de seus limites. comida.   Diante desses quadros o cuidador pode ter Pode vivenciar 1 Deixar o paciente sempre ocupado. • Perda de memória.).   • Insônia. etc.  • Ansiedade: por espera de progresso do paciente. • Perda de orientação espacial. para sair da rotina do dia a dia da doença. ver notícias (caso não possa faze-lo.   Calma! Procure:   75 .   3 Ler jornais.   4 Ouvir música. Ofereça-lhe revistas.   • Depressão.   2 Assistir à TV.   5 Se possível caminhar. •Tristeza: por vivenciar as perdas do paciente   • Raiva: diante das sua recusas.   •Culpa: por ter pensamento e atitudes as vezes negativas.   • Perda de autocontrole.• Não ter controle dos esfincters. falta de controle dos esfincters.

6. 16 Cuidado com seus gestos ou palavras. 15 Tente manter as atividades possíveis que o paciente executava como: dobrar roupas.. Incentiva-lo a rezar (se o paciente for religioso).   9 Sair de perto quando estiver perdendo o autocontrole e solicitar ajuda de outro cuidador da família ou voluntário. vivencie atento o seu momento que vai qualifica-lo diante do aprimoramento das emoções que geram nossa vida. Não responder pelo paciente. Não faça por ele o que ele pode fazer. 13 Procurar recursos oferecidos pela saúde.  10 Sempre que possível revezar com alguém. vivência e cuidadores etc. auto-cuidado como: não descuidar de sua pessoa (manutenção da auto-estima). 76 . 12 Procurar recursos existentes na comunidade.. 18 O cuidador não deverá esquecer de proporcionar para si próprio: ginástica.   8. o paciente é atento.) 14 Conversar com familiares que também tenham seus doentes. grupos de lazer. Como: grupos existentes nos centros de saúde (Lian-kung. vestir-se e etc. 11 Procurar se informar a respeito da evolução da patologia. 17 Revezar entre os membros da família e amigos horário com disponibilidade interna de conversar/ dialogar com carinho e ternura com o paciente. 7.   Cuidador persevere.

precisa treinar para tentar acolher as angustias de quem está se sentindo prejudiado pela vida. etc. pode lhe proporcionar um grande conforto. principalmente para os mais próximos mas podemos tentar vive-la sem que fiquem marcas muito profundas. Por estar muito entristecido ou debilitado.CUIDANDO DO CUIDADOR O apoio familiar é um importante suporte ao paciente. Se você não faz parte da família. pode não ter ânimo para comer ou realizar cuidados básicos de higiene pessoal. o paciente vivencia diversos sentimentos. 77 Cuidados com as emoções . sem motivos aos olhos dos outros. sendo a parceria principal dos profissionais que o assistem. saiba que está exercendo o papel facilitador de uma etapa bastante complexa e importante. Ser cuidador exige maestria. machucarem-se por qualquer motivo. é comum ao paciente chamar pelos outros sem muita paciência de esperar. fica prejudicada. mas está disposto de alguma forma a ajudar nos cuidado. Sente-se impotente por não depender apenas de si para melhorar. sem muito exagero. Esta é uma fase dificíl para todos. Neste momento. e ficar atento a esses sinais de entristecimento do ente querido. dentro das suas possibilidades. apresenta muitas vezes um alto grau de ansiedade e/ou irritabilidade. sabendo que não está sozinho. no caminho do viver de alguém. Podem ocorrer pequenos acidentes como derrubar objetos. é que o paciente pode começar a apresentar difildades ao dormir e sua cooredenação motora talvez pela própria doença ou por estar muito ansioso. Por estar sentindo-se limitado e ansioso. Tão comum quanto isso. Paciência é um exercicio diário que todo cuidador.

Pode-se começar a desenvolver certa raiva do ente querido. Muitas vezes. o que fazer? Parar com os cuidados daquele que necessita? Não!!! Calma. diminuindo a ansiedade dele e a sua. observando que outras pessoas também podem estar passando por questões iguais ou piores que a sua. o cuidador tem noção de que o mundo não está contra ele. Diante disso tudo. O esforço emocional é bastante intenso. Pode sentir tristeza e também impotência.Dividir seus problemas com outras pessoas. Há muito o que fazer. É necessário prestar a atenção em sentimentos 78 . Às vezes o cuidador pensa que não vai dar conta de lidar com as dificuldades. cuidador e paciente. Sempre dentro dos limites da dupla. etc) e de saúde também ajudam a enfrentar estes momentos. Nas conversas. assim como. saber que seu cuidador não está sozinho nos cuidados. dilui-se para todos. Por isso é extremamente importante para quem cuida. etc. Desta maneira. ajudar a lavar louças. com medo de perder o controle da situação ou com o humor entristecido. mesmo que só para tomar um ar. Alem disso.Diante deste quadro de vida com tantas situações novas e adversas. centros de convivência. pode acontecer. passear em locais agradáveis e procurar os recursos sócio-culturais da sua comunidade (parques. ver programas leves na TV. Atividades como por exemplo ler algo agradável. o cuidador experimenta muitos sentimentos inesperados e desagradáveis também. pode ajudar. ouvir músicas. arrumar pequenas atividades ao gosto do paciente podem ocupá-lo. pequenos afazeres domésticos (se possível) como ajudar a dobrar roupas. revezar com alguém nos cuidados. a sobrecargas sentida. como imaginava. Quando possível. e também sente-se impotente. por acreditar que sua ajuda não é suficiente para o outro.. ficar ansioso ou sentir-se culpado pela situção. acreditando que ele é ingrato e não reconheçe seu esforço. faz-se necessário também. assim como o paciente. É necessário ao paciente. um grande cansaço no corpo. parentes ou não.. cuidar de si mesmo.

preocupado. 79 Existem muitas formas de incorporar a atividade física à sua vida. crochê. não estamos ajudando para que ele possa readquirir através do seu próprio esforço. 5 Incorpore os exercícios de relaxamento a seu dia. mas sim JUNTO a ele. pois agindo assim. espreguice todo o corpo. por isso converse com o profissional responsável pelo paciente. 2 Quando for às compras. Veja algumas dicas e sugestões : . Pratique-os quando estiver perturbado. Cuide do seu corpo 1 Enquanto estiver assistindo TV: •Movimente os dedos das mãos e dos pés para mantê-los flexíveis. alongue os músculos de todas as maneiras possíveis. passeie pelo pátio antes de entrar na loja. descansar. Preste a atenção: saber sobre a doença do seu querido é um direito e dever de quem cuida. O Paciente agradece LEMBRE-SE SEMPRE: SOMOS SERES HUMANOS E NÃO MÁQUINAS. estamos tão penalizados pelo fato. comece o dia bem. 3 Ao se levantar pela manhã. ginástica. relaxar. lian gong. Muitas vezes sem perceber. Simplesmente movendo o corpo e as juntas a cada 15 minutos. realizar alguma atividade física ou de lazer como: caminhada.como”dó” e/ ou “pena” do outro. desenhos. É fundamental que o CUIDADOR reserve alguns momentos do seu dia para se cuidar. De modo geral. não se esqueça de reservar um tempo para intervalos de “exercícios”. tricô. Informe-se sobre a questão. Esteja atento a isso. sua autoconfiança e autoestima. isso o ajudará a ficar menos tenso e ansioso. ou com rolinhos de madeira ou com bolinhas. •Massageie os pés com as mãos. que acabamos fazendo tudo por ele e apenas por ele. CUIDE-SE TAMBÉM. pinturas. não necessitam que façam POR ele. 4 Ao sentar-se por longos períodos de tempo.

SEMPRE QUE LEMBRAR. leia um livro novo.6 Ria várias vezes por dia. como Lian Gong. MEXA-SE. A risada é um maravilhoso exercício que envolve diversos sistemas e aparelhos do corpo. 9 Procure o Centro de Saúde da sua área de residência e se informe sobre as atividades corporais existentes. 10 Rodizie os cuidados com outros membros da família (ou outro cuidador) para que você possa ter um período de férias! 80 . faça novos amigos e peça ajuda quando precisar. 7 A atividade física reduz seu cansaço. participe das atividades de lazer do seu bairro. caminhada. sua tensão. seu esgotamento físico e mental. aprenda mais sobre algum assunto de seu interesse. RELAXE. aprenda uma atividade nova. 8 Sempre que possível. etc. Torne a sua vida mais leve e saudável.

e a inclinação lateral (aproximar as orelhas do ombro). Exercícios para os ombros: Faça movimentos circulares. rodando os ombros para trás e para frente. eleve os ombros próximo às orelhas. Exercícios para o pescoço (coluna cervical): Inspirando. a extensão (olhar para o céu). a rotação (olhar para os lados). como mostra a figura abaixo: 81 .DICAS DE EXERCÍCIOS PARA O CUIDADOR Faça a flexão (como se fosse encostar seu queixo no tórax). expirando solte-os bruscamente.

. 82 . Alterne com períodos na posição sentada. Exercícios para os membros superiores: Deite-se em decúbito dorsal (barriga para cima) e apoie os pés na cama com os joelhos dobrados. Não fique muitas horas seguidas em pé. aproxime seu joelho de seu tronco. Exercícios para os membros inferiores. fique nesta posição por alguns segundos e volte na posição inicial.. Apoiando em uma de suas pernas. abduzir o membro superior livre até acima da cabeça inclinando lateralmente o corpo.Em pé. Faça caminhadas em locais planos. Faça o mesmo exercício com a outra perna. tecidos umedecidos em água quente) auxiliam no relaxamento muscular. Compressas quentes (bolsas térmicas. com um dos braços apoiando no encosto de uma cadeira. Repetir o movimento com o outro lado.

Para requerer este benefício não é necessário ter contribuído para a Previdência Social.   Amparo assistencial ao paciente ou deficiente  LOAS .  As mulheres tem direito quando completam 60 anos. Para o deficiente é necessário perícia médica comprovando a deficiência. no 1º andar. Exigências para requerer esse benefício: Ser considerado total e definitivamente incapaz para o trabalho e comprovado pela perícia médica do INSS. na Central de Agendamento do Hospital de 2ª a 6ª feira das 7h00 as 18h00). 83 Documentações para INSS . Os homens tem direito quando completam 65 anos.  Não estar recebendo nenhum outro benefício da Previdência Social ou de outro regime previdenciário. Para o paciente a idade mínima exigida é de 67 anos. Para Trabalhadores Rurais: Os homens tem direito quando completam 60 anos As mulheres tem direito quando completam 55 anos.Lei orgânica de assistência social Exigências para requerer esse benefício:   Tempo mínimo de contribuição é de 15 anos.PREVIDÊNCIA SOCIAL PARA O CUIDADOR O QUE O PACIENTE OU FAMILIAR/ CUIDADOR PODEM REQUERER: Exigências para requerer esse benefício: Renda mensal da família deve ser inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo vigente na data do requerimento.   Aposentadoria por idade  Aposentadoria por invalidez Solicitar relatório médico (paciente de ambulatório.

Levar a receita médica ao Posto de Saúde mais próximo à residência. Carteira Profissional). Solicitar CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) à empresa em 6 vias. material para curativo. O familiar deverá procurar o Serviço Social do Hospital para obter maiores informações sobre a aquisição do material. Solicitar processo de medicação de alto custo para ser preenchido pelo médico. CPF. Acidente de trabalho Materiais para uso domiciliar Transporte Medicação de alto custo 84 . muletas. O médico deverá prescrever. fraldas. o familiar deverá procurar o Serviço Social do Hospital para receber orientações de transporte para o tratamento ambulatorial e reabilitação. Procurar a agência do INSS mais próxima de sua residência.Documentos pessoais (RG. Para Carteira de Isenção Tarifaria (carteirinha de ônibus). Quando o paciente receber alta. o material a ser utilizado pelo paciente em domicilio. será necessário relatório médico e procurar o Serviço Social para maior orientação. para ser preenchido pelo médico que atendeu o paciente pela 1ª vez. oxigênio. se necessário. Procurar o Serviço Social do Hospital.Solicitar relatório médico para paciente internado (procurar médico responsável ou enfermeiro chefe da Unidade). como por exemplo: cadeira de rodas.

• De posse do atestado de óbito procurar a funerária de sua escolha. Quando o médico não atesta o óbito • Procurar imediatamente a delegacia do municí-pio para que a mesma possa acionar o SVO/IML (Serviço de verificação de Óbito/Instituto Médico Legal) • O SVO/IML(Serviço de verificação de Óbito/ Instituto Médico Legal) se encarrega de retirar o corpo e averiguar causa morte. • Caso não tenha condições financeiras. procurar o cemitério municipal Óbito na residência 85 . • Caso não tenha condições financeiras. procurar o cemitério municipal. Quando o médico atesta o óbito • Retirar os documentos no setor de internação. • Caso não tenha condições financeiras. procuraro cemitério municipal. • Procurar a funerária de sua escolha. • Procurar a delegacia de Taboão da Serra.ÓBITO DENTRO DO HOSPITAL • Procurar o setor de interação para retirar os papéis. para averiguar causa morte e emitir o atestado de óbito • Procurar a funerária de sua escolha. entregar os documentos para a mesma poder acionar o SVO/IML (Serviço de verificação de Óbito/ Instituto Médico Legal) • O SVO/IML (Serviço de verificação de Óbito/Instituto Médico Legal) se encarregar de retirar o corpo. • Procurar o cartório de Taboão da Serra para registrar o óbito.

levando os documentos e atestados de óbito.O atestado de óbito é o documento principal para os seguintes casos: IMPORTANTE Pensão Encaminhar o atestado de óbito juntamente com os documentos pessoais e carteira profissional em uma agência do INSS Seguro Procurar a seguradora. encaminhar para o médico responsavél pelo paciente para preenchimento do mesmo. retirar os papeís. 86 . Contas bancarias Importante verificar a existência de contas bancárias e regularizar a nova situação. Não esquecer de pedir o cartório para reconhecer firma de assinatura do médico.

Ciência e Saúde como Princípio. Rio de Janeiro. editora Atheneu. RJ. Fisioterapia Geriátrica. – Ginástica. Doença Vascular Cerebral In: Unimed. Et all. 2000 ( distribuição gratuita). Editora da Unicamp.Acidente Vascular Cerebral – Um Guia para Pacientes e Familiares. et al. BOFF. I. MINISTÉRIO DA SAÚDE – Redes Estaduais de Atenção à Saúde do Paciente – editora MS. 11. MELMAN Jonas – Família e Doença Mental. 1995. J. 20. BAUR. 1998 14.Hemiplegia no Adulto: Avaliação e Tratamento. . Saber Cuidar 4. 19. BORGES. FRANK . RZL. Guanabara Koogan – 2002. 7. B. E. London. NOBRE. Brasília – DF. 1978. Campinas. Jogos e Esportes para Pacientes. Leonardo. HAYFLICK.A. SP. London. Qualidade de Vida e Medicina Preventiva. & Yokoo. Ana Amélia . Edited by Katrina Payne.L. 12ª edição. Editora Springer. Leonard.T. PHD – Como e Porque Envelhecemos – editora Campus.2002.Orientações para Cuidadores informais na assistência domiciliar. GUCCIONE. HOPKINS. 1996. 6. GARRET. WANDERLEY. MINISTÉRIO DA SAÚDE. PM – Gerontologia. CASSEL. Editora Manole. 2ª Edição. Domingues.D. Adding Health to Years. Editora Guanabara Koogan. 2002. 1996 87 . Helpage Internacional. ORÇAMENTO E GESTÃO – IPEA – Camarano. MRC. 300p.p.Manual do Cuidador – convivendo com Alzheimer  5. Nutrição no Envelhecer. MANNONI. 1992. São Paulo. 9ª edição Ed. A.89-109 9. Reducing the risk of a stroke. Geriatric Medicine. 2002. Christine K. 1993 15.BIBLIOGRAFIA 1. SOARES.A. A Primeira Entrevista em Psicanálise – editora Campos. In Trb Pharma. 2000 17. MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO.(orgs). 1978. 1983. 18. Márcio F.T. E. & Egeler. editora Transversais.Envelhecimento da População Brasileira: Uma Contribuição Demográfica – Rio de Janeiro. . 10. London. BOBATH. Atheneu. R.A. A.S. Viver Mais e Melhor. Edited by the Stroke Association. 2002.F. 13. DANJANI. Gill. 2002. R. 1999.Guia completo para você melhorar sua saúde e qualidade de vida. 2.E. DIAS. FREUD. BRUNNER & SUDDARTH – Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. NELTO. Maud. 21. 3.. R. – Os Pensadores – editora Abril Cultural.1993 12. 8. 16. . S.

Imprensa Nacional. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento: descrições clínicas e diretrizes diagnosticas. Y. SECRETARIA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS – Política Nacional do Paciente – Programa Nacional de Direitos Humanos.O Mundo da Saúde.Imprensa Oficial. VIORST.22.htm> 88 . 31.P. SILVA. 24.hc. 23.Coordenadoria Nacional para integração da pessoa portadora de deficiência. OMS Organização Mundial de Saúde. 1993. Orban. WERNER. Fonte Consultada Manual de cuidados domiciliares na terceira idade. CID-10.hc. Faculdade de Saúde Pública... Genebra: Artes Medicas.br/saude/programas/protocolos/man_cuid_idosos/adapt_amb. Hospital das Clínicas. W. julho / agosto 2000. Alimentação na Terceira Idade.Grupo de Apoio Nutricional.gov.J. GENUTI. 25. 2001. ano 24. Maria Júlia Paes e GIMENES. editora Marco Zero1993. 26.sp. 29. São Paulo. 1993. 1996. David. Ryad – Psicologia Clínica Preventiva – editora EPU.unicamp.D. Disponível na Internet em HYPERLINK “http://www. Théberge. Disponível em < http://www. V. SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO – Sorria Toda Vida – Viva com Saúde Bucal . 47p. . 2ª edição.n.A. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. 2002. 1998.. – Manual de Ginástica e Bem Estar para a Terceira Idade. Olímpia Maria Piedade V.SÃO PAULO. 27.campinas. Guia de Deficiências e reabilitação simplificada . RODRIGUES. GAN. Editora Papirus.Como Cuidar dos Pacientes. & Diogo. 32. br/” \n _blankhttp://www. S. R.R. SIMON. Serviços Internos.A. M. Judith – Perdas Necessárias – editora Melhoramentos. Brasilia 1994. 24. WAGORN. . 28.br (setembro de 2003) 30.Autocuidados e Cuidadores .unicamp. 24. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->