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Acérdios TCAS. Acérd Process: o2s04i0s Seceto cr7"suiz0 Data do Acar: 09.12.2008 Relat JOSECORREA Deseritres IMPUGNAGAO DEIRC. INSPBCCAO INTERNA/EXTERNA, Sumi 1)-Nos temms do disposto no an” 13° do refer RCIT, quanto ao garda realizaeio, procedimento pode chsifcase emintem, quando os aetos de inspeceo se efeetuomexcusivamente nos servigos {da administrago tbuticn através da andi firma ede coerécia dos documentos e externa, quando 08 actos de inspeegto se efctuem otal ou parcsinent, em nstalgBes ou dependéncias dos sujetos passives ou dennis obrgades,deterceirs com quemmantenhamrelagbes esonémeas ou emqualquer but eal quo a adminstregdo tana acess. do Tribunal Central Administrativo Sul 1) -Decorendo do conteido do relatra © dos fundamsntos que serviminde base as comeoySes ‘eetuadas que o poeedimento nto visou apenas arecolha de fformas30, antes se podendo amar que {bo mito mais do que isto, pols fi ness informago que se findamentou ods 8 woo inspectva, stamps peante ume inspec¢io materalmente etema.A dia inspecqlowintema»nio resutou de ure tmerinspecséo de andise sabre a comecydo formal dos documentos entegues e sua coertnca coms declaagbesapresenadas. mp -Eque, vendo uma sequéncie de inspecrioinsinda como provedinento de 181/205, que se orentou para identificasdo de eventuaisinfacgdes candied contablkade da impugnante de modo a {ue pudessemresubar conecgbes& mata wibutvel,impBe-se conch que o procedimento de 18 de ‘Agosto de 2005 nto foi apenas de recotha de inforngio, ants tendo dado inicio a inspecporealiada 0 sujito passive, qual revestncarcieestemo, 1) -Evisto que nfo foi notified 20 suet passvo e se prolongou por petlodo superior ao prazo previsto nae (An® 361° 2 RCPTT,semqualqur despacho de promogaso, tal configura um vieio ‘geradordeanvlabiidase das iguidasbes baseadas em tal procedimento (An* 135 do CPA). Deiat Teele: Agordam nesta Sec¢So do Contencioso do Tribunal Central Administrativo St T-RELATORIO A. EXCELENTISSIMA REPRESENTANTE DA FAZENDA PUBLICA, dizendo-se inconformada com a sentenca proferida pelo M. Juiz do Tifbunal Tebutério de 18 Inst8nca de Lelia que julgou procedente a impugnacao judicial deduzida por As... & C. Contra a liguldaeBo de IRC ¢ de Denains referente eo exeracio 00" ano de 2004, velo da mesma recorrer para este Tribunal formulando para tanto nas suas alegacdes as seguintes concludes e que na integra se reproduzem ordenadas numericamente por nossa iniciativa: N&o subsistem quaisquer vicios capazes de afectar a validade do acto de liquidaco impugnado: 1. Ocorreram dois procedimentos inspectivos e no apenas um; 2. 0 primeiro procedimento inspectivo teve carécter extemo € destinou-se & recolha de elementos, no caso, os ficheiros do programa de registo das operagies tributaveis do sujeito passivo; 3.0 segundo procedimento inspectivo teve cardcter interno e nao implicou qualquer acto exterior as instalagdes da AT; 4. Os dois procedimentos so independentes um do outro; 5.Nem um nem outro dos procedimentos inspectivos obrigavam ao envio de carta aviso; 6. A impugnante ora recorrida no logrou, pér em crise nenhum dos motivos que levaram a AT a fixacéo da sua matéria tributavel com base no registo de proveitos constante dos ficheiros do programa informético que utilizava no seu estabelecimento e que no foram ofc ro POSADA HA ESO Open cede levados & contabilidade e depois 4s declaracées fiscais; 7.0 impugnante no logrou pér em crise nem a correcco nem a sua necessidade e muito menos a sua fundamentacao, 8. Foi demonstrado de forma clara, suficiente e consistente, quer 0 montante da correccdo, quer a sua necessidade e razéo de Ser no relatério inspectivo; 9, Na douta sentenca recorrida nao foram identificados outros vicios além dos atinentes & condugo dos procedimentos inspectivos; 10. As ilegalidades eventualmente cometidas no procedimento inspectivo ndo se projectam na liquidagio a que da lugar; 11, Nao assiste, por conseguinte, a ora recorrida, quaisquer razdes de facto ou de direito susceptiveis de anular ou revogar o acto tributério controvertido. Nestes termos deve o presente recurso ser julgado procedente, considerando-se a liquidacéo legalmente efectuada, revogando-se a douta sentenca do Meritissimo Juiz "a quo", substituindo-se por outra em que seja julgada totalmente improcedente a impugnaco judicial. Também a recorrida veio a produzir as suas alegacdes, defendendo a bondade do decidido e que deve ser mantido na ordem juridica com as seguintes conclusdes: 1. A ERFP nas alegagSes de recurso que apresenta da douta sentenca do Meritissimo Juiz a quo invoca que tal sentenca padece de erro quanto a factualidade dada como provada e quanto recondugdo dessa factualidade ao direito aplicdvel. 2, Antes de entrar na anélise das alegacdes da ERFP, assume a maior importancia a invocacdo de uma questdo prévia e prejudicial de todas as demais, a saber, a autoridade de caso julgado que a sentenca proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria no &mbito do proceso n° ..../...BELRA tem no Ambito dos presentes autos. 3. A autoridade de caso julgado consiste, a par da excepcao de caso julgado, numa das vertentes do caso julgado material, e “destina-se a evitar que a relacSo -m situacdo jurldica material definida por uma sentenca possa ser validamente definida de ‘modo diverso por outra sentenca (razéo de certeza ou seguranca Jurldica) *, ‘4. Conforme € paciico na doutnna e na junsprudencia, esta rigura, ao contrério da excepcao de caso julgado, nao exige, quanto aos seus pressupostos, a triplice identidade de sujeitos, causa de pedir e pedido referida no art. 498° do CPC. 5. Acresce que a autoridade de caso julgado se traduz no efeito positivo do caso julgado material, na medida em que, essencialmente por razdes de seguranca e certeza juridicas, proibe que uma decisdo posterior contrarie uma decisao anterior ja transitada em julgado. 6. Assim sendo, “a autoridade de caso julgado importa a aceitacso de tema decis&o proferida em acco anterior, que se insere, quanto ao seu objecto, no objecto da segunda, visando obstar a que a relacao ou situacao juridica material definida por uma sentenca possa ser validamente definida de modo diverso por outra sentenca (razio de certeza ou seguranca juridica), néo se exigindo a triplice identidade". 7. Transpondo 0 que ficou dito para o caso em apreco, dir-se-8 que aquele processo (cuja sentenca jé transitou em julgado) é em tudo semelhante aos presentes autos, na medida em que em ambos os processos é levada & consideracéo do Tribunal a (i)legalidade do mesmo procedimento de inspecco levado a cabo. ofc ro POSADA HA ESO Open maces 8. Fol do mesmo procedimento de inspeccSo que emergiram as liquidacdes adicionais de IRC impugnadas pela ora Recorrida tanto naquele proceso como nos presentes autos. 9. Assim sendo, dado que a sentenca proferida naquele processo, jé transitada em julgado, pronunciou-se no sentido da ilegalidade do procedimento de inspeccéo em causa nos presentes autos, aquela deciso deverd ser acatada nos presentes autos, mantendo-se por conseguinte, a deciséo recorida. 10. Sem conceder, caso se entenda que a referida sentenca transitada em julgado néo tem autoridade de caso julgado nos presentes autos -o que apenas por dever de patrocinio se admite - deverdo ser reapreciados os factos e 0 direito aplicdvel, devendo a sentenca recorrida ser confirmada, por a mesma ndo merecer qualquer reparo. 11, Embora 0 nao diga expressamente, a ERFP imputa & sentenca recorrida o vicio de erro na apreciagio da prova, e pretender que o Tribunal considere como provados varios factos que 0 no foram na deciso 2 quo. 12. Contudo, e desde logo, a ERFP nao indica sequer, na maioria das vezes, quais os elementos de prova que foram erradamente apreciados e dos quais alegadamente resulta uma conclusao diferente quanto a tais factos. 13. E que, na realidade, da prova produzida tais factos néo resultam indiscutivelmente provados, pelo que no merece neste ponto qualquer censura a decisdo recorrida, que deve ser integraimente mantida. 14, Entrando na matéria de direito, a ERFP comeca por defender que, no caso em andlise, houve lugar a dois procedimentos de inspecco, um primeiro de carécter externo e um segundo, considerado pela ERFP como aquele que deu origem & liquidacdo impugnada, de cardcter intemo, defendendo que ambos so legais. 15.A ora Recorrida no pode concordar com tal entendimento. 16.Em primeiro lugar, porque partilha do entendimento do Meritissimo Julz a quo segundo 0 qual se trata no presente caso de um nico procedimento de inspeccéo, 0 qual teve inicio com uma diligéncia de recolha de informaco nas instalagdes da ora Recorrida. 17,A referida dilig€ncia, além de ter tido lugar nas instalagbes da ora Kecomda, transceneram em larga mecida a analise meramente formal e de coeréncia dos documentos, pelo que no restam duvidas de que o mencionado procedimento de inspeccéo tem cardcter externo, alids como jé propugnado pelo Merit Juiz a quo. 18,Dado que o procedimento de inspeccéo é extemo, o mesmo padece de diversas ilegalidades, entre as quais a falta de notificacdo prévia & Impugnante do procedimento de inspeccéo, conforme impie 0 artigo 49° do RCPIT. 19.Acresce ainda que 0 referido procedimento enferma de outra ilegalidade na medida em que excedeu 0 prazo maximo legalmente previsto (6 meses) para a conclusao do procedimento. 20. Pelo exposto, bem andou o Tribunal 2 quo ao decidir que, tratando-se de um tinico procedimento de inspeccSo, o mesmo enferma de ilegalidades, afectando igualmente de ilegalidade as liquidagées impugnadas que nele tiveram origem, pelo que aquela decis&o deverd ser confirmada, por no merecer qualquer reparo. 21, Ainda que assim ndo se entendesse, o que apenas por dever de patrocinio se admite, e sem conceder, caso se considere tratar- se de dois procedimentos de inspeccio distintos, conforme entende a ERFP, sempre se dird, em primeira linha, que os mesmos ofc ro POSADA HA ESO Open oimscent