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GUIA PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO INTEGRADOR

V.1

Rio de Janeiro 2009


FACULDADE SENAC RIO

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE MÍDIAS DIGITAIS E INTERATIVAS

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROJETO INTEGRADOR

“Sem uma compreensão da gramática dos meios de comunicação é


impossível ter esperança de se atingir uma consciência
contemporânea do mundo em que vivemos”.
Marshall McLuhan, 1969.

Introdução

Com a criação do curso de especialização “Gestão de Projetos em Mídias Digitais e


Interativas”, a Faculdade SENAC RIO vem atender a uma demanda específica da área de
Comunicação Social – o estudo de novas mídias – apresentada, entre outros, pelos agentes do
segmento terciário da Economia, de comércio e serviços.

Desde as resoluções do então Conselho Federal de Educação (CFE) que normatizaram os


cursos/áreas/disciplinas do campo da Comunicação Social (1983 e 1984), coube aos seus
pesquisadores e docentes, em todo o país, dar forma ao que o MEC consagrou como uma
disciplina independente: “Novas Tecnologias da Comunicação”. Antes disso cada área
(Jornalismo, Produção Editorial, Propaganda, Relações Públicas, Arquivologia,
Biblioteconomia e Documentação, Ciência da Informação, Rádio e TV, Cinema) abordava a
questão tecnológica como um aspecto “meio” de sua constituição e o conceito de
“comunicação de massa”, hoje em decadência, então, imperava.

Integrando teoria e prática

A falsa questão de que a teoria não se coaduna com a prática está afastada pela concepção
do curso “Gestão de Projetos em Mídias Digitais e Interativas” da Faculdade SENAC RIO.

No caso das ditas novas tecnologias (podemos substituir por: “com o rápido avanço
tecnológico”, necessariamente, o que seria um ou variados enunciados teóricos (ou teorias da
informação e da comunicação) teriam tido lugar, há tempos, em laboratórios avançados das
empresas desenvolvedoras de hardware e software ao redor do mundo (tais como IBM, Intel,
Oracle, Microsoft, Apple, Sun, Yahoo, Cisco, Google). Cabe-nos, hoje, utilizar tais criações
para otimizar realidades profissionais imediatas.

Integrando fins e meios

Relevante é o enfoque quase pioneiro da Faculdade SENAC RIO (este “quase” vem para
abrandar a pretensão da descoberta, que é coletiva e acontece ao mesmo tempo em muitos
lugares, algo mais ao estilo wiki): querer integrar saber acadêmico – pelo contato com autores
e obras consagradas – ao ”mundo real”, das necessidades produtivas do comércio e dos
serviços.

2
Integrando conhecimento e aplicação

Assim, o que parecia teórico, “descolado” da realidade, abre-se, em desvelamento


fenomenológico1 e mostra-se útil para pensar e, principalmente, agir sobre a realidade
circunstante.

Entre os docentes da especialização e a coordenação da Faculdade SENAC RIO constituiu-se,


então, um Colegiado de Curso encarregado de dar forma e normatizar a condução da
disciplina PROJETO INTEGRADOR da especialização “Gestão de Projetos em Mídias Digitais e
Interativas”.

Visão do Projeto Integrador

Uma concepção transdisciplinar do saber e do fazer traduzida em um ou mais “produtos”


textuais no campo da Comunicação Social, tanto pelo viés conteudístico cultural quanto pelo
viés tecnológico e estético, das linguagens e processos midiáticos contemporâneos.

Como campo de investigação e práticas profissionais, a Comunicação Social vê-se diante de


desafios qualitativos e quantitativos enquanto instrumento de mercado amplamente utilizado
por diversos agentes: legisladores, emissoras, produtoras, agências e criadores de conteúdo
em geral.

Realizar uma pesquisa a partir de um universo temático-tecnológico aberto em um mundo


aceleradamente dinâmico torna-se mandatório, além de condição sem a qual o intelectual
deste campo de mediações sociais permanece inerte.

Espera-se que o aluno seja capaz de evidenciar o seu saber, ora verbalmente (quando
apresentando um projeto prático), ora por escrito (quando entregando um TCC) acerca de
uma temática aplicada específica na área da Comunicação Social, explorada de modo a
concretizar uma experiência de iniciação científica pelo acesso aos procedimentos de
pesquisa realizada sob a orientação de um docente adequado para o tema, a partir de seu
interesse e estruturação acadêmica da sua experiência profissional e estudo de campo.

O projeto integrador tenta cumprir a missão de agregar o conhecimento estabelecido com as


práticas profissionais já em curso com vistas a prover um perfil de agente que consiga atender
às demandas contemporâneas.

Estruturado como uma unidade curricular que se estende ao longo de todo o tempo do curso,
o PROJETO INTEGRADOR compreende duas partes distintas: um TCC (Trabalho de Conclusão
de Curso) e um trabalho prático voltado para uma demanda à escolha do estudante.

Características do TCC

É muito importante que se ressalte duas características paralelas acerca da produção final
gerada pelo curso:

1) O aspecto inovador: a possibilidade de desenvolvimento individual ou em grupo, de um


projeto-resposta mercadológica a uma determinada demanda identificada pelo inscrito e
corroborada por um orientador de conteúdo (NÃO OBRIGATÓRIO);

2) O aspecto formal que um curso de pós-graduação tem que, necessariamente, atender: a


produção intelectual formal final individual, a conclusão de um “mergulho” acadêmico: um
TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em formato monográfico tradicional (OBRIGATÓRIO).

1
Método filosófico que enfatiza o sujeito na relação com o objeto. Um de seus expoentes foi Edmund
Husserl. “O objeto é quando e porque é pensado”.

3
O TCC não exige um relato do porte de uma dissertação de mestrado ou de uma tese de
doutoramento. É trabalho monográfico com um mínimo de 40 páginas (excluídas as pré e pós-
textuais).

O produto ou serviço que um aluno ou grupo vislumbra e submete a orientador de conteúdo –


obrigatoriamente entre um dos docentes do curso – será, necessariamente, resposta a uma
demanda do mercado.

Como fruto de um mergulho no nível de pós-graduação regularmente inscrito nos cânones do


Conselho Nacional de Educação (CNE) do MEC, será cumprido o rito de produção de um texto
monográfico formal – no formato ABNT – após a conclusão com aprovação das unidades
curriculares, para submissão ao Colegiado de Curso 2.

O primeiro é opcional. Por quê? Porque nem sempre o aluno terá inserção, conhecimento
consolidado anterior ou até mesmo interesse em desenvolver aplicação nova. Seu trabalho
presente ou seu interesse futuro (uma pós-graduação stricto sensu, carreira acadêmica etc.)
talvez demandem apenas um aperfeiçoamento de sua visão atual e melhorias em sua
performance, sem maiores vôos no campo do empreendimento comercial. Um tipo de perfil
que, típica e historicamente, sempre recorreu ao SENAC RIO.

O segundo é, contudo, obrigatório para que se obtenha o certificado de conclusão com


proficiência. E como um “cartão de visitas” para o futuro.

Para além da freqüência – o curso é presencial – o aluno deverá ser capaz de produzir um
texto em formato monográfico tradicional – uma demanda inédita no SENAC RIO, mas algo
que torna-se mandatório no âmbito da Faculdade SENAC RIO – uma instituição de ensino
superior (IES) que consolidar-se-á em um ambiente de congregação de dois objetivos
convergentes: a acumulação/difusão do conhecimento técnico-científico e o atendimento a
demandas sociais por novos produtos e serviços na esfera da Comunicação Social mediada por
novas tecnologias digitais e interativas – consagrando a nova área adotada na instituição.

Considerações Finais sobre o “novo” campo

A estrutura curricular do curso “Gestão de Projetos em Mídias Digitais e Interativas” procura


dar resposta atual a um desafio específico, num tempo em que os meios tradicionais de
comunicação convergem para uma nova instância – a internet.

WebTV, WebRadio, WebPhone, WikiLabor e Redes Sociais têm sido discutidos no âmbito
acadêmico e ainda não está conceituada cientificamente, por exemplo, a seguinte questão: a
internet, em si, é meio ou veículo? Enquanto isso, os mercados consumidores e os players
(provedores de acesso, databases, cias. telefônicas, emissoras de TV e rádio e uma infinidade
de produtores “de conteúdo”) do campo prático avançam, esses sim, definindo e
conceituando o setor ao sabor das demandas específicas por serviços.

Ocorre que – como sempre acontece em mercados emergentes – muitas das iniciativas não
duram. Simplesmente quebram. Deixam de atender a quem demanda serviços sem qualquer
satisfação. E somos arrebatados pela próxima onda.

Cabe a alguém que busca um aprofundamento, estender o que já sabe para, então, atuar
sobre uma dada realidade, uma dada demanda, um dado mercado, aguçar o conhecimento.
Uma pós-graduação lato sensu tem este papel.

Diferentemente do que ocorre no stricto sensu (mestrado e doutorado), o lato sensu


(especialização), tem o objetivo de agrupar conhecimento técnico-acadêmico e discutir tais
problemáticas (entre os alunos, sempre graduados e portadores de um anseio comum –

2
Colegiado de Curso: Adriane Gazzola, Kitta Eitler, Lisandra Maioli, Marco de Cardoso e M. Marcondes
Neto.

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tornarem-se especialistas em determinado nicho), oferecendo novas visões sobre aplicação de
conhecimentos às necessidades práticas demandadas, sempre que possível através de
pesquisa de mercado ou de opinião pública. Tais anseios, cientificamente medidos e
desvendados é que dão base à totalidade dos novos negócios que caracterizaram a última
década, antes e depois do chamado boom da bolha da internet – fenômeno ocorrido entre
1998 e 2001.

Plano de negócios – tudo ao mesmo tempo, agora

Não passa um dia, um noticiário de TV ou uma palestra em que não se trate de business plan.
A onipresença do mercado, outro fenômeno de duas décadas de idade (levando em conta a
queda do muro de Berlim, em 1989, como referência), obrigou-nos a todos a ter uma visão
holística e sistêmica de nossas próprias circunstâncias produtivas.

O “fim do emprego formal” requer empreendedorismo e uma carreira profissional hoje


caracteriza-se muito mais por um viés cibernético – de construção do caminho enquanto se
caminha – do que fruto de planejamento de longo prazo. Educação aí incluída. Educação
permanente.

Para essa demanda, artificialmente ou não (isto não é o que mais importa) acelerada,
algumas iniciativas vêm ganhando terreno: Ensino à Distância, trabalho cooperativo em
plataforma “wiki”, treinamento ad hoc, entre outras. A Faculdade SENAC RIO, com o curso de
especialização “Gestão de Projetos em Mídias Digitais e Interativas”, é uma delas.

Seu diferencial é o alinhamento de uma missão solidamente reconhecida – preparar recursos


humanos para o segmento terciário, de comércio e serviços – ao saber acadêmico, com ganhos
para ambos. Num ideal: formar quadros efetivos mais adaptados à realidade mercadológica
circunstante.

O ambiente de aprendizagem -15 vagas apenas, num mandamento qualitativo de contato com
os docentes (professores titulados e especialistas) – dispõe de computadores individuais
servidos por banda larga, o que facilita a coleta de informações e a consolidação rápida e
individual do conhecimento.

ORIENTAÇÃO ACADÊMICA

CONTEUDÍSTICA: Será definida em comum acordo pelo aluno e por um dos docentes do curso.
Vale para o TCC e para o Projeto Prático.

DE FORMATAÇÃO: Será conduzida pelo docente da unidade curricular PROJETO INTEGRADOR


ao longo do curso. Vale para o TCC e para o Projeto Prático.

Glossário de termos básicos relacionados à aquisição de conhecimentos e sua comunicação

CULTURA (kultur: campo dos saberes, crenças, valores, instituições, complexo de padrões e
bens materiais e imateriais de uma coletividade, perspectiva sócio-antropológica).

COMUNICAÇÃO (comuniccare: tornar comum, comungar, saber e sentir socializado, mediação,


emissão-transmissão-recepção, relacionamento baseado em sistemas de significação e
repertório comum).

CONHECIMENTO (cognoscere: ato de conhecer e elaborar o saber, transformação crítica e


conscientização, apropriação e internalização do saber, experiência de pensamento,
percepção com apreensão das impressões de um objeto ou fenômeno cognoscível).

EDUCAÇÃO (educatione: aperfeiçoamento das faculdades humanas de modo integral e


integrado para convívio com civilidade em grupo, em sociedade; conhecimento e prática dos

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usos da sociedade, saberes, significados e os repertórios aplicados no âmbito do indivíduo e
do grupo com ampla comunicação mediante modos de compartilhar a cultura com a formação
do cidadão e da pessoa, por prismas éticos que valorizem o bem comum, o direito à auto-
realização e o exercício para o trabalho, através das instituições educativas e de ações não-
formais com intenção educativa).

INFORMAÇÃO (informatione: dado em um contexto, conteúdo original, noção, fase inicial do


conhecimento).

TECNOLOGIA (technos: o encontro entre saber, conhecer e o saber fazer, know how).3

M. Marcondes Neto. Doutor em Ciências da Comunicação (USP), mestre em Comunicação


(ênfase em Sistemas de Informação / UFRJ), especialista em Análise de Sistemas e
Métodos (St. Charles CPE/Illinois, EUA), bacharel em Comunicação (Instituto de Psicologia
e Comunicação Social / UERJ). Atuou como consultor na Accenture. Edita os sítios
www.cpdcom.inf.br e www.marketing-e-cultura.com.br na internet. Autor dos livros
“Marketing Cultural: das práticas à teoria” (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e
“Relações Públicas e Marketing: convergências entre Comunicação e Administração”
(Conceito Editorial, 2008, 2a. edição). marcondesneto@yahoo.com / marcondes@blog.
______________________________________________________________

3
FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro,
Nova Fronteira, 1986.

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FACULDADE SENAC RIO

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE MÍDIAS DIGITAIS E INTERATIVAS

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO INTEGRADOR

INTRODUÇÃO

Ao longo das 360 horas de encontros presenciais que compõem o curso de especialização
Gestão de Projetos para Mídias Digitais e Interativas, 90 horas são dedicadas ao
desenvolvimento do projeto integrador. Divididas entre os 3 módulos, 30 horas serão
dedicadas exclusivamente aos encontros com o docente de Projeto Integrador ou orientador
de formatação. Nas outras 60 horas serão realizados encontros em formato de workshop com
profissionais da área.

Os estudantes deverão usar as competências desenvolvidas ao longo dos Módulos por meio de
Unidades Curriculares (UCs) para auxiliar no desenvolvimento do projeto integrador. Sendo
assim, o Projeto Integrador tem desenvolvimento constante e inicia-se desde o primeiro
encontro presencial do curso, conforme ilustra diagrama a seguir:

Ao final de cada Módulo, o estudante deve apresentar o resultado das competências


desenvolvidas nos módulos e formatado nos encontros de Projeto Integrador. Estes resultados

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serão etapas do desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (obrigatório e individual)
e Business Plan (Plano de Negócios) do projeto prático (opcional, individual ou em grupo).

- Pré-projeto para Mídias Digitais e Interativas;


- Conteúdo e interface para Mídias Digitais e Interativas;
- Projeto/produto para Mídias Digitais e Interativas.

ETAPAS DO PROJETO INTEGRADOR


Estes resultados devem estar adequados ao foco temático de cada Módulo:

Duração em
Módulo Foco temático
horas
Pesquisa e planejamento para Mídias Digitais e Interativas
1 120
Projeto Integrador: Pré-projeto para Mídias Digitais e Interativas
Produção de conteúdo e interface para Mídias Digitais e Interativas
2 120
Projeto Integrador: Conteúdo e interface para mídias digitais
Desenvolvimento e avaliação de Projetos Digitais e Interativos
3 120
Projeto Integrador: Projeto ou produto para mídias digitais e interativas
Duração total 360

1 - Pré-projeto para Mídias Digitais e Interativas


Ao longo das 120h que compõem o primeiro Módulo, o estudante irá desenvolver as
seguintes competências durante os encontros de Projeto Integrador, Workshops e
Unidades Curriculares que serão usadas para o desenvolvimento do Pré-projeto para
Mídias Digitais e Interativas:

 Identificar oportunidades de negócios no atual cenário de comunicação


digital, por meio da pesquisa, identificação e análise de demandas e
tendências de mercado;
Traçar perfil do público-alvo para adequar a proposta de projeto para mídias
digitais e interativas às necessidades deste público;
 Efetuar o desenho do projeto, contendo o modelo de negócio e as
estratégias para o desenvolvimento do produto, a partir da identificação das
principais características mercadológicas do ambiente digital e do
consumidor que interage com esse cenário;
 Planejar e fazer a gestão de projetos para mídias digitais traçando metas e
objetivos concretos para obtenção de resultados.

2 - Conteúdo e interface para Mídias Digitais e Interativas


Já ao longo do segundo módulo o estudante desenvolverá a proposta do conteúdo e da
interface de seu projeto, a partir do desenvolvimento das seguintes competências ao
longo das 120 horas compostas por encontros de Projeto Integrador, Workshops e
Unidades Curriculares:

 Produzir, editar e gerenciar conteúdo (texto/ imagem/ som) levando em


conta as especificidades dos meios digitais e interativos e suas possibilidades
de integração e adaptação às diferentes mídias (como TV Digital, celular,
internet, DVD, jogos etc.).
 Adequar o conteúdo às mídias digitais e interativas, utilizando ferramentas
para construção de estrutura visual (layout, arquitetura de informação e
design de interface) e integrando múltiplas linguagens.

3 - Projeto/produto para Mídias Digitais e Interativas

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Ao longo das 120 horas de encontros de Projeto Integrador, Workshops e Unidades
Curriculares, os estudantes desenvolverão as seguintes competências para finalização
do projeto/produto final:

 Coordenar, desenvolver e implementar projetos para mídias digitais e


interativas relacionando-se com profissionais de diferentes áreas, de modo a
viabilizar o lançamento do projeto.
 Avaliar o impacto do projeto acompanhando os resultados por meio de
métricas de comunicação digital e levando em conta as metas e objetivos do
briefing inicial.

ORIENTADOR DE CONTEÚDO

O estudante deve lembrar-se que cada um dos docentes das 9 Unidades Curriculares que
formam os 3 Módulos deste curso podem ser orientadores de conteúdo no desenvolvimento do
seu TCC, uma vez que estes estarão acompanhando de perto e a cada encontro a evolução do
desenvolvimento das competências necessárias par a elaboração do Projeto Integrador.

Sendo assim, o estudante deve sentir-se estimulado a apresentar aos docentes seus temas,
dúvidas e questões quanto ao conteúdo do TCC ao longo dos encontros das UCs.

O mesmo pode e deve acontecer durante os workshops realizados ao longo do curso e que têm
como objetivo compor e auxiliar o desenvolvimento das competências necessárias para a
elaboração do Projeto Integrador.

A lista de orientadores será divulgada aos estudantes até o final do Módulo 2. Os estudantes
deverão sugerir 3 possíveis orientadores e preencher documento “Apresentação de Projeto
para orientador”, conforme modelo anexo no final deste documento. Este documento deve
ser entregue dentro da data divulgada pela Coordenação do Curso.

A coordenação do curso irá definir os orientadores de cada estudante baseada nas


informações deste documento que contemplam as sugestões de nomes indicados pelos
estudantes, o tema do TCC e a área de atuação e/ou conhecimento dos nomes indicados para
a orientação.

ENTREGA E APRESENTAÇÃO

A entrega de Projeto Integrador deve acontecer 15 dias corridos após último encontro do
curso.

O estudante terá mais duas opções de entrega do TCC. Esta possibilidade deve ser avaliada
junto ao seu orientador de conteúdo:

Como 2ª opção de entrega de projeto integrador 30 dias corridos após último encontro de do
curso. Neste caso, o orientador de conteúdo deverá avisar a coordenação do curso 10 dias
corridos após esse último encontro.

Caso o orientador de conteúdo avalie a necessidade de uma nova opção de data de entrega,
deverá avisar a coordenação 5 dias úteis antes da data anterior marcada como 2ª opção.
A 3ª opção de entrega de projeto integrador acontecerá 60 dias após o último encontro do
curso. Neste caso, o orientador de conteúdo deverá avisar a coordenação do curso 10 dias
corridos após esse último encontro.

É importante destacar aqui a importância da constante comunicação entre docente e


estudante que deve informar seu orientador sobre o andamento da finalização do Projeto
Integrador. O orientando deve enviar relatórios de status atual quando solicitado pelo
orientador.

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APRESENTAÇÃO
A escolha dos integrantes da banca poderá ser composta por sugestões do estudante e da
coordenação do curso, sendo definida pelo orientador de conteúdo. A apresentação do TCC
será marcada pelo orientador que também será responsável por convidar os integrantes da
banca. O orientador enviará uma cópia do TCC em formato digital e outra cópia impressa
entregues pelo estudante. Sendo assim, o estudante deve entregar cópias em formato digital
e impresso conforme o número de integrantes que compõem a banca.

Apresentação e Avaliação de TCC


Ao final dos 3 módulos, o estudante terá finalizado seu TCC, formatado ao longo das 30 horas
de encontros de Projeto Integrador e desenvolvido com as competências desenvolvidas
durante as 270 horas UCs e 60 horas de Workshops, totalizando as 360 horas de encontros
presenciais que compõem o curso.

O TCC desenvolvido será apresentado por uma banca formada por um docente do corpo
docente do curso, um docente convidado ou profissional da área, além do orientador de
conteúdo e do orientador de formatação.

Apresentação e Avaliação do Business Plan


Se o estudante apresentar ainda como parte integrante do Projeto Integrador um Business
Plan desenvolvido em grupo ou individualmente, o mesmo será avaliado e validado por um
profissional da área no qual a proposta se insere.

AVALIAÇÃO

Tanto o TCC quanto o Business Plan, que compõem o Projeto Integrador, serão expressos em
menções:

 ÓTIMO – capaz de desempenhar, com excelência, todas as competências


exigidas pelo perfil profissional de conclusão.
 BOM – capaz de desempenhar bem todas as competências exigidas pelo
perfil profissional de conclusão
 SUFICIENTE – capaz de desempenhar, no mínimo, as competências essenciais
exigidas pelo perfil profissional de conclusão.
– não é capaz de desempenhar, uma ou mais competências essenciais
 INSUFICIENTE exigidas pelo perfil profissional de conclusão.

CERTIFICAÇÃO

Àquele que concluir o conjunto das unidades curriculares deste curso de Pós-Graduação,
tendo constituído as competências do perfil de conclusão e a entrega/apresentação do TCC,
com menção final mínima SUFICIENTE, será conferido o certificado de Especialista em Mídias
Digitais e Interativas, eixo temático/área da Comunicação/ mídias digitais, com validade
nacional.

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FACULDADE SENAC RIO

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO DE MÍDIAS DIGITAIS E INTERATIVAS

GUIA DE NORMALIZAÇÃO PROJETO INTEGRADOR

1 - INTRODUÇÃO

Este Guia de Normalização foi desenvolvido com base nas normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT), que padronizam a elaboração de trabalhos acadêmicos.

A ABNT, por meio da NBR 14724 de 2005, estabelece padrões a serem seguidos nos seguintes
trabalhos acadêmicos: dissertação, tese e trabalhos de conclusão de curso/trabalho de
graduação interdisciplinar, entendidos como:

3.8 dissertação: documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou


exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua
extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o
conhecimento da literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização
do candidato. É realizado sob a coordenação de um orientador (doutor), visando à obtenção do
título de mestre. [...]

3.27 tese: documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição


de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em
investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão.
É realizado sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa à obtenção do título de doutor,
ou similar.

3.28 trabalhos acadêmicos - similares (trabalho de conclusão de curso - TCC, trabalho de


graduação interdisciplinar - TGI, trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou
aperfeiçoamento e outros): documento que representa o resultado de estudo, devendo
expressar conhecimento do assunto escolhido. Deve ser emanado da disciplina, módulo, estudo
independente, curso, programa e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um
orientador.
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2005, p. 2-3)

As seguintes normas foram utilizadas na elaboração deste guia:

NBR 14724/2005 -Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos - Apresentação;


NBR 6023/2002 -Informação e documentação – Referências – Elaboração;
NBR 6024/2003 -Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um
documento escrito – Apresentação;
NBR 6027/2003 -Informação e documentação – Sumário – Apresentação;
NBR 6028/2003 -Informação e documentação – Resumos - Apresentação;
NBR 6034/2004 -Informação e documentação – Índice – Apresentação;
NBR 10520/2002 -Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação
NBR 6021/2003 -Informação e documentação – Publicação periódica científica impressão –
Apresentação;
NBR 6022/2003 -Informação e documentação – Artigo em publicação periódica científica
impressa – Apresentação;

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2 - OBJETIVO

Este Guia tem por objetivo servir como referência para a elaboração e apresentação
estrutural dos trabalhos acadêmicos da especialização em Gestão de Mídias Digitais e
Interativas do SENAC RIO.

3 - TRABALHOS ACADÊMICOS

Em algum momento dos cursos de graduação ou de pós-graduação (Lato sensu ou Stricto


sensu), o aluno deve apresentar um trabalho acadêmico.

O tema e o desenvolvimento desses trabalhos são sempre orientados por um docente e


desenvolvidos a partir de um determinado assunto escolhido pelo estudante ao longo do curso
nos encontros da Unidade Curricular Projeto Integrador.

3.1 Estrutura
Todo trabalho acadêmico é dividido em elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Para
um maior entendimento acompanhe o quadro abaixo:

Quadro estrutural do trabalho acadêmico

Pré-textuais Textuais Pós-textuais


*Capa *INTRODUÇÃO *REFERÊNCIAS¹
Lombada *DESENVOLVIMENTO *GLOSSÁRIO¹
*Folha de Rosto² (anverso) *CONCLUSÃO APÊNDICE(S)¹
*Folha de Rosto² (verso) ANEXO(S)¹
ERRATA¹ ÍNDICE(S)¹
Folha de Aprovação²
Dedicatória²
AGRADECIMENTOS¹
Epígrafe²
*RESUMO¹
*ABSTRACT¹
LISTA DE ILUSTRAÇÕES¹
LISTA DE TABELAS¹
LISTA DE ABREVIATURAS¹
LISTA DE SÍMBOLOS¹
*SUMÁRIO¹
* Elementos obrigatórios.
¹ Títulos sem indicativos numéricos devem aparecer centralizados.
² Sem título e sem indicativo numérico

3.1.1 Elementos pré-textuais

Capa
As informações devem aparecer conforme citado abaixo:

a)nome da instituição (opcional);


b)nome do autor;
c)título;
d)subtítulo (quando houver);
e)local (cidade) da instituição;
f)ano de entrega do trabalho.

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(MODELO)

Somente para capa e folha de rosto (anverso).


Utilizar papel no formato A4 (21 x 29,7 cm)
Sugestão use fonte arial, tamanho 14

Folha de Rosto (anverso)


Devem aparecer na ordem descrita abaixo:

a) nome do autor;
b) título;
c) subtítulo (quando houver);
d) natureza do trabalho (monografia, dissertação ou tese);
e) nome (s) do(s) orientador(es) e, se houver, do(s) co-orientador(es);

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f) local (cidade) da instituição;
g) ano de entrega do trabalho.

(MODELO)

Folha de Rosto (verso)


Deverá conter a ficha catalográfica, conforme determina o Código de Catalogação Anglo-
Americano vigente. A ficha catalográfica poderá ser revisada com o auxílio do (a)
Bibliotecário(a). Os pedidos para revisão da ficha poderão ser enviados para os endereços
eletrônicos das bibliotecas do SENAC.

Quanto ao formato considerar 12,5 x 7,5 cm, assim como demonstrado abaixo:

14
(MODELO)

Errata

Utilizada para informar em que páginas ocorreram erros, seguida sempre das respectivas
correções. Porém, sua utilização deverá ocorrer após a apresentação do trabalho à banca
avaliadora. Disposta da seguinte maneira:

(MODELO)

15
Folha de aprovação
Elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto, constituído pelo nome do autor do
trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome da instituição a
qual é submetido, área de concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura.

(MODELO)

16
Dedicatória
Folha exclusivamente direcionada a realização de homenagens que o autor queira fazer. Não
há regras quanto ao seu conteúdo. Não coloque título ou numeração.

(MODELO)

17
Folha de aprovação
Elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto, constituído pelo nome do autor do
trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome da instituição a
qual é submetido, área de concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura.

(MODELO)

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Aluno: Nome do autor do Trabalho Acadêmico
Título: Título do Trabalho.
Trabalho de conclusão de curso apresentado à faculdade Senac Rio, como exigência parcial
para obtenção do grau Especialista em Gestão de mídias Digitais e Interativas
Orientadores: Prof. ___________________________, Profª. _____________________________
A banca examinadora dos Trabalhos de Conclusão em sessão pública realizada em __/__/__,
considerou o(a) candidato(a): (aprovado ou reprovado)
1) Examinador(a)________________________________
2) Examinador(a)________________________________
3) Presidente ___________________________________

Dedicatória
Folha exclusivamente direcionada a realização de homenagens que o autor queira fazer. Não
há regras quanto ao seu conteúdo. Não coloque título ou numeração.

(MODELO)

19
AGRADECIMENTOS
O autor poderá utilizar uma folha, para agradecer as pessoas que o ajudaram de alguma
forma na realização do trabalho. Diferentemente da folha de dedicatória, escreva o título de
forma centralizada e sem indicativo numérico.

(MODELO)

20
AGRADECIMENTOS

(MODELO)

21
EPÍGRAFE
Apresentação de uma citação e em seguida a apresentação da autoria. O ideal é que tenha
alguma relação com o conteúdo do trabalho. Trata-se de um item sem título e sem indicativo
numérico.

(MODELO)

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RESUMO
Deve conter:

• Informações básicas apresentadas no texto do trabalho;


• Objetivos e métodos;
• Resultados e conclusões do trabalho;
• Usar frases precisas e informativas;
• De 150 a 500 palavras.

Evitar termos redundantes, palavras negativas e símbolos, dar preferência ao uso da 3ª pessoa
e verbo na voz ativa, evitar adjetivos.

RESUMO EM LÍNGUA INGLESA


O resumo em Língua Inglesa é a versão do resumo em Língua Portuguesa, deverá aparecer em
folha separada, com a expressão Abstract. O resumo em Língua Inglesa é um auxiliar na
divulgação internacional. No fim do resumo, também deverão constar as palavras-chave.

LISTAS DE ILUSTRAÇÕES
São elementos opcionais, inseridas antes do sumário. Deverá ser elaborada de acordo com a
ordem apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico,
acompanhado do respectivo número de páginas.

23
LISTA DE TABELAS
Elemento opcional, elaborado de acordo com a ordem do texto, com cada item designado por
seu nome específico, seguido de páginas. O Objetivo das tabelas é apresentar valores
comparativos, especialmente quando em grande quantidade.

(MODELO)

LISTA DE SÍMBOLOS
Inserida antes do sumário, a lista de símbolos deverá ser elaborada de acordo com a ordem
apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do
respectivo número de página.

(MODELO)

24
SUMÁRIO
É a enumeração das seções do trabalho, na ordem em que aparecem no texto, com a
indicação das páginas.

(MODELO)

25
3.1.2 Elementos textuais

Possuem três divisões importantes:

Introdução: Parte inicial do texto, na qual devem constar:


• A delimitação do assunto tratado,
• Objetivos da pesquisa
• Outros elementos necessários para situar o tema do trabalho.

Desenvolvimento: Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e


pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções, que variam em função da
abordagem do tema e do método.

Conclusão: Parte final do texto na qual se apresentam conclusões correspondentes aos


objetivos ou hipóteses. Os desdobramentos relativos à importância, projeção, repercussão,
encaminhamento e outros, são opcionais.

3.1.3 Elementos pós-textuais

REFERÊNCIAS
Conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de documentos, que permitem suas
identificações individuais.

GLOSSÁRIO
Lista em ordem alfabética, que tem o objetivo de apresentar os significados das palavras e
expressões utilizadas no trabalho e de difícil compreensão para o leitor.

(MODELO)

26
APÊNDICE
De elaboração do próprio autor, o apêndice é acrescentado a uma obra, por exemplo,
questionário utilizado no trabalho, roteiro de entrevista, representação gráfica e outros. É
identificado por letra maiúscula, travessão e pelo respectivo título de forma centralizada.

(MODELO)

27
ANEXO
De elaboração de outro autor, o anexo é acrescentado a uma obra, por exemplo, questionário
utilizado no trabalho, roteiro de entrevista, representação gráfica e outros. É identificado por
letra maiúscula, travessão e pelo respectivo título.

(MODELO)

28
ÍNDICE
É uma lista de entrada ordenada segundo determinado critério, que remete a leitura para as
informações contidas no texto.
O índice deve ser organizado de acordo com um padrão lógico, equilibrado, consistente e
facilmente identificável pelos usuários.
Tipos de Índice:

Alfabético: quando as entradas são ordenadas alfabeticamente.

(MODELO)

Sistemático: quando as entradas são organizadas por classes, numéricas


ou cronológicas.

29
(MODELO)

Quanto ao enfoque, o índice pode ser especial ou geral.


Especial:

(MODELO)

Geral:

(MODELO)

30
Quanto à indicação da paginação, deverá seguir como demonstrado abaixo:

3.2 Orientações de apresentação


Formato
Apresentar o trabalho acadêmico em folha de papel em branco, formato A4, ocupando apenas
o anverso da página, utilizar a fonte Arial, tamanho 12 para texto e tamanho 14 para títulos e
capa. Tipos itálicos são usados para nomes científicos e expressões estrangeiras. Para citações
utilize tamanho menor que 12.

Margens
Devem apresentar margens que permitam a encadernação e a reprodução.
Para isso siga as orientações abaixo:

(MODELO)

31
Espacejamento
O trabalho por completo deve ser digitado com entrelinhas de 1,5 (embora a ABNT 14725
sugira espaço duplo). O espaço duplo deve ser utilizado para os títulos, subseções e
referências.

Notas de rodapé
São indicações, observações ou transposição ao texto, feitos pelo autor. Devem ser
apresentadas dentro das margens, ficando separadas do texto por um espaço simples de
entrelinhas e por um filete de 3 cm, alinhado à esquerda. Utilizar fonte arial, de tamanho
menor que 12.

32
Indicativo de seção e subseção
O indicativo numérico de uma seção e subseção devem preceder o título, alinhado à margem
esquerda, precedendo título, separado por um espaço de caractere, obedecendo a ordem
crescente:

TÍTULOS SEM NUMERAÇÃO


Os títulos sem indicativo numérico são os itens citados abaixo, devem aparecer centralizados.

(MODELO)

Paginação
Todas as folhas do trabalho acadêmico a partir da folha de rosto devem ser contadas, mas não
numeradas. A numeração somente irá aparecer a partir da primeira folha da parte textual
(Introdução) e deve estar localizada no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda
superior. Havendo apêndice e anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira
contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal.

33
NUMERAÇÃO PROGRESSIVA
Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho deve-se adotar a numeração
progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias, por serem as principais
seções de um texto, devem iniciar em folha distinta.

Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de caixa alta


e/ou negrito, sendo que no sumário aparecerá de forma idêntica.

E recomendável que a numeração das seções não ultrapasse a divisão quinária.

O título na seção primária é apresentado com todas as letras em maiúscula e para as outras
seções somente a primeira letra deverá ser em maiúscula, assim temos a seguinte
apresentação:

SIGLAS
Somente na primeira vez em que a sigla aparecer no texto, informar o nome completo da
instituição com a sigla colocada entre parênteses.

34
EQUAÇÕES E FÓRMULAS
Devem aparecer destacadas no texto, de modo a facilitar sua leitura. No decorrer do texto é
permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoente, índices e
outros).

Quando destacadas do parágrafo são centralizadas e, se necessário, deve se numerá-las.


Quando for necessário utilizar uma segunda linha, por falta de espaço, devem ser
interrompida antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração,
multiplicação e divisão.

Exemplo:

ILUSTRAÇÕES
As ilustrações podem ser:
Desenhos;
Esquemas;
Fluxogramas;
Fotografias;
Gráficos;
Mapas;
Organogramas;
Plantas;
Quadros;
Retratos e outros.
A designação deve aparecer na parte inferior, seguida de seu número de ordem de ocorrência
no texto, em algarismos arábicos seguido da legenda ou título.

TABELA
A tabela apresenta informações tratadas estatisticamente. Abaixo segue um exemplo de
tabela do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2000).

(MODELO)

35
4 CITAÇÃO
Citação é uma indicação ou trecho de texto extraído de outra fonte. As citações podem
aparecer no próprio texto ou nas notas de rodapé. As chamadas pelo sobrenome do autor,
pela instituição responsável ou título incluído na sentença devem ter a primeira letra de cada
palavra em maiúscula e o restante em minúscula e, quando estiverem entre parênteses,
devem ser em letras maiúsculas.

4.1 Citação direta


É a menção exata ou transcrição literal do texto, que podem ser leis, decretos, regulamentos,
fórmulas científicas, palavras ou trechos de outro autor.

A regra principal da citação é especificar no texto a(s) página(s), volume(s), tomo(s) ou


seção(ões) da fonte consultada, nas citações diretas. Este(s) deve(m) seguir data, separado(s)
por vírgula e precedido(s) pelo termo, que o(s) caracteriza, de forma abreviada. Nas citações
indiretas, a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional.

A citação direta pode ser:

Até três linhas: sua representação deve ser no corpo do texto e aparecer entre aspas duplas:

Mais de três linhas: devem ser destacadas do texto (um espacejamento duplo entre o corpo
do texto e a citação), sem aspas, com fonte tamanho 10, recuo de 4 centímetros da margem
esquerda, alinhamento justificado.:

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4.2 Citação indireta
É a expressão da idéia contida na fonte citada, sem transcrição. As citações indiretas ou
parafraseadas dispensam o uso de aspas duplas.

4.3 Citação de citação


É a citação direta ou indireta de um texto ao qual não se teve acesso. Ela é representada pela
expressão apud e pode aparecer em dois momentos do trabalho. É necessário escolher apenas
um dos formatos abaixo ao longo de todo o trabalho:

No texto:
Segundo Silva (1983 apud ABREU, 1999, p.3) diz ser [...] .
Neste caso o autor ABREU citou Silva em sua obra, lembrando que o autor ABREU terá que ser
obrigatoriamente citado na lista de referência.

Na nota de rodapé
No modelo serial de Gough¹ o ato de ler envolve um processamento serial que começa com
uma fixação ocular sobre o texto, prosseguindo da esquerda para a direita de forma linear.

No rodapé da página:
_____________________________
¹GOUGH, 1972 apud NARDI, 1993
( lembre-se a nota de rodapé deve ser apresentada no tamanho 10)

4.4 Citação de vários trabalhos


Na citação de vários trabalhos, de diferentes autores, mencionam-se todos os autores,
separados por notações do sistema autor-data. A citação de vários autores poderá obedecer à

37
ordem alfabética ou cronológica, quando citados em um bloco no texto. A opção por qualquer
dos critérios deverá ser seguida uniformemente, em todo trabalho.

Exemplo: ordem alfabética

Exemplo: ordem cronológica

As citações de diversos documentos de um mesmo autor, publicados em um mesmo ano, são


distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas, em ordem alfabética, após a data, e sem
espacejamento.

Exemplo:

Quando houver coincidências de autores com o mesmo sobrenome e data, acrescentar as


iniciais de seus prenomes.

4.5 Sistema de chamada autor - data


Utilizar o sistema autor-data que traz as citações indicadas nos documentos pelo sobrenome
do autor ou de cada entidade responsável até o primeiro sinal de pontuação, seguido da data
de publicação do documento e da(s) página(s) da citação (no caso de citação direta),
separados por vírgula e entre parênteses.

Exemplo 1 autor:

Exemplo 2 autores:

Exemplo Entidade:

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4.6 Sistema de chamada numérico
Neste sistema a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva, em
algarismos arábicos, remetendo a citação à lista de referencias ao final do trabalho, do
capítulo ou da parte, na mesma ordem em que aparecem no texto.

• O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé;


• A indicação da numeração pode ser feita entre parêntese, alinhada ao texto, ou
situada pouco acima da linha do texto em expoente à linha do mesmo, após a
pontuação que fecha a citação.

Exemplo:

Diz Mário de Andrade: “Na Rua Aurora, nasci”. (2)

Diz Nelson Rodrigues: “Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo” ³

Outro exemplo são as citações onde não há uma publicação e sim informações anotadas
através de canais informais, como comunicação pessoal, anotação de aula, eventos não
impressos. Elas também devem ser mencionadas em nota de rodapé.

Exemplo:

O novo medicamento estará disponível até o fim deste semestre


(informação verbal ¹).
_________________________________
¹ Notícia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional de Engenharia
Genética, em Londres, em outubro de 2001.

5 Apresentação de Referências
Referência é um conjunto de elementos que permitem a representação e identificação dos
documentos citados no trabalho.

a) Toda referência deve ser datada.

b) Alinhada somente à margem esquerda do texto e de forma a identificar cada documento.

c) Utilizar o recurso de negrito para destacar o título.

d) Materiais consultados e sem autoria, cujo elemento de entrada é o próprio título, destacar
pelo uso de letras maiúsculas na primeira palavra (com exceção de artigos).

5.1 Modelos de referências


Os elementos essenciais são: autor(es), título, edição, local, editora e data da publicação.

Segue exemplos abaixo:

39
40
41
42
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS E TÉCNICAS. Informação e documentação Referências –
Elaboração: NBR 6023. São Paulo: ABNT, 2002.

______.Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação: NBR 10520.


São Paulo: ABNT, 2002.

______.Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação: NBR 14724. São


Paulo: ABNT, 2005.

______.Informação e documentação – Numeração progressiva das seções de um documento:


NBR 6024. São Paulo: ABNT, 2003.

______.Informação e documentação – Índice - Apresentação: NBR 6034. São Paulo: ABNT,


2004.

______.Informação e documentação – Sumário – Apresentação: NBR 6027. São Paulo: ABNT,


2003.

______.Informação e documentação – Resumos - Apresentação : NBR 6028. São Paulo: ABNT,


2003.

______.Informação e documentação – Livros e folhetos – Apresentação: NBR 6029. São Paulo:


ABNT, 2002.

43
______.Informação e documentação – Publicação periódica científica impressão –
Apresentação: NBR 6021. São Paulo: ABNT, 2003. 3p.

______.Apresentação de relatórios técnico-científicos: NBR 10719 São Paulo: ABNT, 1989.

______.Informação e documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa –


Apresentação: NBR 6022. São Paulo: ABNT, 2003.

FRANÇA, Júnia Lessa. Manual para normalização de publicações técnicocientífica. Belo


Horizonte: Ed. UFMG, 2004.

APÊNDICE A

Apresentação ilustrativa de um trabalho acadêmico

Nas próximas páginas você encontrará a seqüência correta da apresentação de um trabalho


acadêmico.

(MODELO CAPA)

(MODELO FOLHA DE ROSTO ANVERSO)

44
(MODELO FOLHA DE ROSTO ANVERSO)

45
(MODELO)

46
(MODELO FOLHA DE APROVAÇÂO)

47
(MODELO DEDICATÓRIA)
(opcional)

48
(MODELO AGRADECIMENTO)
(opcional)

49
(MODELO EPÍGRAFE)
(opcional)

50
(MODELO)

51
(MODELO)

52
(MODELO)

53
(MODELO)

54
(MODELO)

55
(MODELO SUMÁRIO)

56
1 – INTRODUÇÃO

57
2 – DESENVOLVIMENTO

58
3 – CONCLUSÃO

59
REFERÊNCIAS

60
LOSSÁRIO (opcional)

61
APÊNDICE A – TÍTULO

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63
ANEXO 1

Modelo para apresentação do projeto para orientador


Para efetuar a inscrição de orientação de conteúdo, o aluno deverá apresentar, no ato de
inscrição 02 cópias do projeto de pesquisa, indicando, em uma das cópias 03 nomes de
docentes para orientação, por ordem de preferência. O elenco dos docentes e área está ao
final deste modelo/roteiro.

Título do projeto de pesquisa

Autor:
Orientador:
1.
2.
3.

1. Introdução. Antecedentes e motivação (no máximo 15 linhas)


(o aluno deverá explicar o tema da pesquisa, o porquê dessa escolha temática, justificando
através da área de inserção no mercado de trabalho, ou então pelo tipo de preocupação
acadêmica e, principalmente, pelo o desejo e paixão no assunto escolhido. Lembre que toda
e qualquer pesquisa para obtenção de título é, em geral sofrida, pois vemo-nos frente a
frente as nossas lacunas de conhecimento. É como se o papel em branco, a nossa frente,
fosse um espelho a quem perguntamos, a cada minuto: “espelho, espelho meu, existe alguém
mais burro do eu?” Por isso, é fundamental que a questão escolhida para objeto de estudo
seja algo que nos dê prazer e algo que gostamos de fazer. Caso contrário, a angústia e o
desconforto serão sempre muito grandes).

2. Objetivos (no máximo 20 linhas)


(lembre que “pesquisamos o que não conhecemos, aquilo que temos dúvidas. Não existe
pesquisa daquilo que já sabemos ou daquilo que temos certeza. As certezas são profissões de
fé e não nos permitem perceber qualquer coisa diferente”. Portanto nesse item é
fundamental que você recorte, com clareza, a problemática a ser estudada contextualizando-
a. Toda e qualquer problemática está inserida num contexto histórico e de debate. Deixe
claro o que você deseja saber, quais dúvidas que a pesquisa irá esclarecer para você. Onde
você deseja chegar?

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Lembre também que este é um projeto de pesquisa para uma monografia de Pós-Graduação
Lato-Sensu, o que significa dizer que ninguém irá resolver os problemas do mundo, ou fazer
um trabalho que responderá todas as angústias que uma pessoa tem. É uma pequena questão,
apenas, que você irá dar tratamento.

3. Fundamentos Teóricos e Metodologia (no máximo 20 linhas)


Toda pesquisa deve estar fundamentada em conceitos, devidamente selecionados, para que
tenhamos condições de dar peso a nossas afirmações. Daí ser fundamental, selecionar, isolar
e relacionar os conceitos que fundamentam a sua observação. Mas, é também fundamental
que você deixe claro, o modo como você irá tratar, desenvolver a reflexão. Você já cursou,
pelo menos cinco disciplinas diferentes, e cada qual desenvolveu um conjunto de questões e
conceituação, nas quais você deverá selecionar, aproximar, relacionar e, portanto, estar
apoiado. Além disso, a problemática escolhida deverá também indicar outros autores e
conceitos que vocês deverá selecionar.

4. Estratégias utilizadas (no máximo 10 linhas)


Neste item você deverá esclarecer os passos, os instrumentos que utilizará. Enfim, as etapas
de trabalho.

5. Cronograma
O cronograma deverá estar muito claro, com todos os passos a serem seguidos.

6. Viabilidade
Aparentemente este item é supérfluo. Mas, é um dos itens de maior importância. Aqui você
deverá, mais ou menos, prever o que é inviável (tempo, dinheiro, etc) ou não, o que você não
poderá fazer caso, não consiga determinado material, por exemplo se depender de um
equipamento que o SENAC não tem ou que você não possa obter. Por exemplo, para
desenvolver determinado assunto, é fundamental, por exemplo, entrevistar o Caetano Veloso.
Sem essa entrevista nada poderá acontecer, não é possível dar continuidade à pesquisa. A
consciência do que é viável dá os limites de nossos passos. Um outro exemplo, as minhas
condições de trabalho são x, sou demorada, trabalho o dia inteiro, não posso fazer um
levantamento que me exija ficar na rua o dia inteiro.

7. Bibliografia inicial.
Você deverá elencar, de acordo com as normas da ABNT, a bibliografia selecionada,
inicialmente, que, de preferência você já tenha lido. Por favor, não elenque 200 livros, pois
sabemos que não terá lido e que não terá condições de ler. Saiba selecionar e não esqueça de
que os autores/teorias/conceitos que você utilizará na fundamentação teórica, devem estar
aqui contemplados

Exemplo.
MALDONADO, T. Design Industrial. Lisboa: Edições 70, 1999.
ou então,
ARGAN, Giulio Carlo. “A cultura das cidades”. IN: Projeto e Destino. São Paulo: Ática, 2002.

Outros tipos de obra a serem elencadas, tais como periódicos, sites, dicionários,
enciclopédias, documento de arquivo, etc pode-se consultar em SALOMON, Décio Vieira.
Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

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ANEXO 2

Modelo de Plano de Negócios

Segundo o SEBRAE:

“Um plano de negócio é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio
e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os
riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no
papel, ao invés de cometê-los no mercado”3.

Segundo Fernando Dolabela, autor de “O Segredo de Luisa” e “Oficina de Empreendedores”4:

“Plano de Negócio é um instrumento de que dispõem empreendedores, empresários e


instituições para planejar um empreendimento e prever situações de risco. Trata-se de um
conjunto de informações elaboradas de forma organizada em que são vislumbrados os
aspectos mais importantes de um empreendimento. O Plano de Negócio tem sido cada vez
mais utilizado no Brasil, tornando-se um instrumento indispensável para a criação e o
planejamento de negócios.

Porque Plano de Negócio é tão importante?

• Plano de Negócio é, antes de tudo, um processo de validação de uma idéia.


Através do qual o empreendedor obtém elementos para decidir se deve ou não
abrir a empresa ou iniciar um novo projeto.
• É um instrumento de diminuição de riscos. Ao fazer o Plano de Negócio, o
empreendedor estuda a viabilidade do seu negócio sob todos os aspectos, cria
ações preventivas contra possíveis ameaças e desafios, conhece a fundo o
mercado e a clientela, evita esforços desnecessários, investimentos
improdutivos, gastos sem sentido.
• Plano de Negócio é um mecanismo de que dispõe o empreendedor para refletir
sobre si mesmo e sobre o negócio: vale a pena? É o que sonhei? Depois de feito,
o Plano de Negócio indica novos caminhos, mesmo que um deles seja a
desistência da idéia.
• É uma linguagem de comunicação entre e o empreendedor e sua equipe, já que
as informações existentes no documento (objetivos, missão, valores, metas,
estratégias) vão unir todos os integrantes em um esforço direcionado.

3
Do site http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/planeje-sua-empresa/plano-de-
negocio/integra_bia?ident_unico=1440
4
Do site http://www.starta.com.br/#planodenegocio

66
• É um documento para negociação e obtenção de recursos. No Brasil, o Plano de
Negócios já é exigido em algumas circunstâncias. Em função dele são
selecionadas empresas para serem admitidas em incubadoras e parques
tecnológicos; os capitalistas de risco condicionam sua participação a um Plano
de Negócios extremamente profissional; alguns financiamentos bancários
exigem Plano de Negócio.”

Numa visão mais ampliada, o plano de negócio tem as seguintes funções:

• Avaliar o novo empreendimento do ponto de vista mercadológico, técnico,


financeiro, jurídico e organizacional;
• Avaliar a evolução do empreendimento ao longo de sua implantação: para cada
um dos aspectos definidos no plano de negócio, o empreendedor poderá
comparar o previsto com o realizado;
• Facilitar ao empreendedor a obtenção de capital de terceiros quando o seu
capital próprio não é suficiente para cobrir os investimentos iniciais.

Perguntas que devem estar respondidas no Plano de Negócios5:

Descrição do Negócio
• Que tipo de negócio você está planejando?
• Que produtos ou serviços você vai oferecer?
• Por que o seu produto ou serviço vai ter êxito?
• Quais são as suas oportunidades de crescimento?

Plano de Marketing
• Quem são os seus clientes potenciais?
• Como você atrairá os seus clientes e se manterá no mercado?
• Quem são os seus concorrentes? Como eles estão prosperando?
• Como vai promover as suas vendas?
• Quem serão os seus fornecedores?
• Qual será o sistema de distribuição utilizado para o seu produto/serviço?
• Qual imagem sua empresa vai transmitir aos clientes?
• Como você vai desenvolver o design de seu produto?

Plano Organizacional
• Quem administrará o seu negócio?
• Que qualificações deverá ter sue gerente?
• Quantos empregados precisará e quais as suas funções?
• Como você administrará as suas finanças?
• Quais são os consultores ou especialistas necessários?
• Que legislações ou movimentos de ONGs poderão afetar seu negócios?

Plano Financeiro
• Qual a renda total estimada para seu negócio no primeiro ano?
• Quanto lhe custará para abrir o negócio e mantê-lo durante 18 meses de operação?
• Qual será o fluxo de caixa mensal durante o primeiro ano?
• Que volume de vendas você vai precisar para obter lucros durante os primeiros três
anos?
• Qual será o valor do capital em equipamentos?
• Quais serão as suas necessidades financeiras totais?

5
http://www.estufainvestimentos.com.br/downloads/Roteiro%20PN.pdf

67
• Como você pretende assegurar o pagamento dos seus custos fixos?
• Quais serão as suas fontes financeiras potenciais?
• Como utilizará o dinheiro do empréstimo ou dos investidores?
• Como o empréstimo será assegurado?

Estrutura do Plano de Negócios

Um Plano de Negócios tem a seguinte estrutura que pode ser usada como modelo:

1.1.1. Missão e Visão


1.1.2. Objetivos Estratégicos
1. Descrição da
1.1. Dados da Empresa 1.1.3. Natureza do Negócio
Empresa
1.1.4. Breve Histórico da Empresa
1.1.5. Abrangência de Atuação (Nacional,
Internacional, Regional, etc.)
1.1.6. Estágio Atual da Empresa
1.1.7. Vantagens Competitivas
1.1.8. Localização Geográfica
1.1.9. Exigências Legais para o funcionamento da
empresa
1.1.10. Alianças Estratégicas
1.1.11. Responsabilidade Social
2.1. Estrutura Legal do
2.1.1. Estrutura Legal do Negócio
Negócio
2. Estrutura 2.2. Gerência e 2.2.1. Descrição do Organograma
Organizacional Estrutura
Organizacional 2.2.2. Descrição e Experiência Profissional dos
Executivos Chaves
2.3.1. Descrição e Experiência Profissional do Comitê
2.3. Comitê Diretivo
Diretivo
2.4.1. Recrutamento e Seleção
2.4. Política de RH
2.4.2. Plano de Carreira e Compensação
2.4.3. Treinamento e Desenvolvimento
2.4.4. Avaliação de Desempenho
2.4.5. Plano de Incentivo
3. Produtos e 3.1.1. Estágio Evolutivo de cada linha de
Serviços 3.1. Descrição dos Produto/Serviços
Produtos/Serviços 3.1.2. Potencial e Vantagens competitivas dos
Produtos/Serviços
3.1.3. Especificações e Requisitos Técnicos
3.1.4. Propriedade Industrial associada
3.1.5. Uso e Apelo
3.1.6. Descrição de Produtos/Serviços existentes
3.2. Descrição de novos 3.2.1. Potencial e Vantagens competitivas dos novos
Produtos/Serviços produtos/serviços
3.2.2. Habilidade de atender necessidades
3.2.3. Especificações e Requisitos Técnicos
3.2.4. Propriedade Industrial associada

68
3.2.5. Descrição de novos Produtos/Serviços
3.2.6. Uso e Apelo dos novos Produtos/Serviços
3.3. Atividades de 3.3.1. Atividades Correntes
Pesquisas e 3.3.2. Atividades futuras
Desenvolvimentos
3.3.3. Tecnologia aplicada aos Produtos/ Serviços

4.1.1. Limitações e entraves do Setor


4.1. Descrição do Setor 4.1.2. Tamanho e taxa de crescimento do Setor
(Valores)
4.1.3. Segmentação
4.1.4. Características do Setor primário e secundário
4.1.5. Panorama atual e principais Tendências do
Setor
4. Plano de 4.2.1. Características do Mercado Alvo e seus
Marketing Segmentos

4.2. Mercado Alvo 4.2.2. Tempo de Entrada no Mercado Alvo


4.2.3. Cobertura Geográfica
4.2.4. Segmentação
4.2.5. Tamanho do Mercado Alvo
4.2.6. Oportunidades e Ameaças Externas
4.2.7. Pesquisa de Mercado
4.2.8. Potencial de Entrada no Mercado Alvo
4.2.9. Tendências e Mudanças previstas no mercado-
alvo
4.2.10. Perfil dos Clientes
4.2.11. Necessidades dos Consumidores
4.2.12. Mercados-alvo secundários
4.3.1. Descrição dos Concorrentes por
Produto/Serviço
4.3. Concorrência
4.3.2. Concorrentes Indiretos
4.3.3. Participação de Mercado de cada Concorrente
4.3.4. Forças e Fraquezas dos Concorrentes
4.3.5. Importância do Mercado Alvo para os
Concorrentes
4.3.6. Barreiras à entrada no Mercado
4.4.1. Estratégia de Entrada no Mercado
4.4. Estratégia de
Marketing 4.4.2. Estratégia de Crescimento
4.4.3. Canais de Distribuição
4.4.4. Comunicação (Promoção/Publicidade
/RP/Material impresso)
4.4.5. Estratégia de Marca
4.5. Estratégia de 4.5.1. Força de Vendas
Comercialização 4.5.2. Tempo de Entrega dos Produtos/Serviços
4.5.3. Processos de Pós-venda
4.5.4. Composição de Preços
4.5.5. Projeção de Faturamento
4.5.6. Efeitos de Sazonalidades
5. Plano 5.1. Fluxo Operacional 5.1.1. Descrição do Fluxo Operacional
Operacional 5.2. Planejamento da 5.2.1. Capacidade de Produção
Capacidade de 5.2.2. Capacidade de Entrega Interna e Externa
Produção
5.2.3. Previsão de Aumento de Capacidade

69
5.2.4. Procedimentos de Entrega de
Produtos/Serviços
5.2.5. Vantagens Competitivas nas Operações
5.3. Fornecedores e 5.3.1. Identificação de Fornecedores críticos
Terceiros 5.3.2. Requisitos de Tempo
5.3.3. Descrição de Parceiros
5.4.1. Gestão de Estoque e Inventário
5.4. Sistema de Gestão
5.4.2. Gestão da Qualidade
5.4.3. Gestão de Segurança e Saúde
5.4.4. Gestão do Impacto Ambiental
5.4.5. Sistemas de Informação e Automação
6.1. Capital Próprio 6.1.1. Capital Próprio
6.2. Necessidade atual 6.2.1. Necessidade Atual de Capital de Terceiros
6. Estrutura e de capital de terceiros (montante,tempo )
Capitalização
6.3. Necessidade de
6.3.1. Necessidade de Capital de Terceiros para os
capital de terceiros para
próximos 5 anos
5 anos
6.4. Utilização do 6.4.1. Utilização do Capital
capital
6.4.2. Remuneração do Capital
6.5. Estratégia de Saída 6.5.1. Estratégia de Saída
7.1. Entradas 7.1.1. Pressupostos Críticos
Descritivas
7.1.2. Histórico Financeiros dos últimos 3 anos
7. Plano 7.1.3. Análise de Sensibilidade
Financeiro
7.2.1. Propriedades do Plano de Negócios
7.2.2. Matérias-primas/Mercadorias/Insumos
7.2. Lançamentos 7.2.3. Tributos
7.2.4. Regime de Tributação e Impostos Federais
7.2.5. Produtos/Serviços
7.2.6. Projeção de vendas
7.2.7. Política de Comercialização
7.2.8. Comissão de Vendas
7.2.9. Outras Receitas
7.2.10. Despesas Fixas
7.2.11. Cargos e Salários
7.2.12. Estrutura de Capital
7.2.13. Empréstimos/Financiamentos
7.2.14. Ativos Fixos
7.2.15. Outros Usos
7.2.16. Fluxo de Caixa
7.2.17. Demonstrativo de Resultados
7.2.18. Balanço Patrimonial
7.2.19. Indicadores Principais
7,2,20, Outros Indicadores
8. Sumário
8.1 Sumário Executivo do Plano
Executivo

DICAS PARA PREENCHER UM MODELO DE NEGÓCIOS

70
No livro “Oficina do Empreendedor” (Ed. Sextante, 2008), do professor Fernando Dolabela,
encontramos o seguinte roteiro6:

6
DOLABELA, Fernando. Oficina do Empreendedor – Rio de Janeiro: Sextante, 2008 (p. 190 e 191)

71
Com a ferramenta “Make Money”7, desenvolvida pelo professor Fernando Dolabela – também
autor dos livros “O Segredo de Luísa” (Ed. Sextante, 2008)8, entre outros – pode-se usar o
seguinte roteiro para desenvolver o Plano de Negócios.

1 - Resumo Executivo

1.1 - Enunciado do projeto

Este tópico pode ser entendido como a definição, de forma sintética, do projeto ou negócio
que se pretende desenvolver e implantar.

Indique como a empresa será estruturada para iniciar suas atividades, os produtos e ou
serviços que serão oferecidos, as características do mercado almejado, bem como as
estratégias a serem adotadas para o alcance dos objetivos. Mas lembre-se, é um resumo.

1.2 - Empreendedores
Quem são as pessoas diretamente envolvidas no projeto? Ou seja, quem são os sócios da
empresa? Coloque nome completo e documentos pessoais, além de endereço e contatos.

1.3 - Os produtos, Serviços e a Tecnologia

Este item descreve as principais características dos produtos e/ou serviços oferecidos pela
empresa. Exponha também a tecnologia empregada e, claro, ressalte os diferenciais que
possam ter.

Essa é uma descrição sintética, mas que deve conduzir ao completo entendimento do
produto, do processo e da tecnologia envolvidos.

1.4 - O Mercado Potencial

O mercado potencial pode ser entendido como o segmento da população que possui interesse,
renda e acesso aos produtos e serviços oferecidos por determinada empresa. O estudo das
características deste mercado é de extrema importância para que se possa conhecer as
necessidades e desejos dos consumidores e atendê-los de maneira mais eficiente.

7
http://www.starta.com.br/
8
DOLABELA, Fernando. O segredo de Luísa – Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

72
Faça um resumo desse mercado e ressalte as informações mais significativas e decisivas que
colheu em seu estudo mercadológico. Utilize-se de pesquisas e fontes para argumentar e
demonstrar conhecimento de causa.

Prove que sua idéia, modelo ou projeto, tem boas possibilidades de se tornar um produto ou
serviço: prove que existe um potencial mercado consumidor!

1.5 - Elementos de Diferenciação

Por que os clientes escolherão seus produtos/serviços e não os da concorrência? Os elementos


de diferenciação são aquelas características que os tornam únicos quando confrontados com o
que a concorrência possui. Mostre o que faz o produto/serviço ter aquele brilho próprio que o
distingue dos demais. As vantagens competitivas e as estratégias de Marketing são, na maioria
dos casos, os fatores mais expressivos utilizados para diferenciar uma empresa de outra.

1.6 - Projeção de Vendas

O assunto aqui é dinheiro. Explicite o quanto a empresa espera vender ou gerar receitas sobre
o produto/serviço. Para isso, não falseie nem iluda. Pés no chão são a melhor e única garantia
que o Plano de Negócio pode oferecer. Afinal, é justamente para isso que ele é feito.

Seja realista e mostre a demanda que a empresa pode ter. Baseie-se, entre outros fatores, no
segmento de mercado pretendido, nas tendências mercadológicas a curto, médio e longo
prazo, na capacidade do público-alvo em aceitar e absorver o novo produto e/ou serviço.

1.7 - Rentabilidade e Projeções Financeiras*

Estes são os parâmetros que mostram a habilidade do comandante em guiar o navio. São os
sinais internos e externos de alerta, radares e, ninguém espera que nunca aconteça consigo
próprio, sinais de SOS.

As projeções financeiras representam a principal fonte de referência e controle da solvência


do negócio. Servem para conduzir as atividades dentro dos parâmetros planejados, corrigir
distorções e se adaptar às novas variáveis decorrentes de mudanças na conjuntura.

O estudo da rentabilidade do negócio e dos resultados financeiros de determinado período é


extremamente importante para que se possa avaliar o desempenho da empresa e sua
capacidade de geração de riqueza, tendo em vista a comparação entre os resultados
esperados e os reais. Em síntese, são a medida de avanço ou recuo do negócio.

1.8 - Necessidades de Financiamento*

Todo negócio precisa de uma infra-estrutura inicial, composta de bens e materiais que
possibilitam a arrancada e o início das operações. No entanto, muitas vezes o empreendedor
não possui recursos próprios suficientes para arcar com estes gastos e surge a necessidade de
financiamento.

Em linhas gerais, esclareça o que será preciso e onde pretende aplicar os recursos obtidos,
ressaltando assim sua importância para o projeto. Conseguindo financiamento, mais tarde
essas informações servirão de referência para prestação de contas, caso seja necessária.

2 - A Empresa

Este é o tópico para a apresentação da empresa. Deverão ser relacionados desde os conceitos
que definem sua inserção no mercado até o modo como ela se estrutura e atua para ser bem
sucedida naquilo a que se propõe.

2.1 – Histórico

Relate como foi a evolução da empresa até agora, as conquistas importantes, as alianças, o

73
crescimento e as estratégias para chegar aos objetivos propostos. Mostre como a empresa
está consolidada perante o mercado e como a equipe dirigente foi capaz de conduzi-la ao
patamar atual.

Fale também sobre o que a empresa já produz, fornecendo dados que comprovem a inserção
de seus produtos/serviços no mercado. Apresente resumidamente o público-alvo, as
estratégias, os concorrentes e os objetivos traçados para cada produto.

Neste tópico, mostre que a empresa está consolidada ou em vias de se consolidar. E lembre-
se de que, para o leitor do seu plano de negócio, uma empresa ainda inexistente ou que
esteja à mercê de apenas um produto é um negócio arriscado.

2.2 - Missão

2.3 - Planejamento Estratégico

Este é o tópico que fala do futuro do projeto em questão neste Plano de Negócio. Aonde
pretende chegar com a empresa? Que futuro pretende atingir?
Cuidado para não ser ingênuo a ponto de querer conquistar o mundo e mostrar armas e
capacidade simplórias. Este planejamento deve dar conta de seus sonhos. Caso contrário,
quem acreditaria em você?
Baseie-se nas seguintes perguntas para elaborar o texto do tópico:
Como será a empresa daqui a 3, 5 e 10 anos ? As relações com clientes, fornecedores,
concorrentes, a qualidade do que oferece e o reconhecimento.
Quais ações farão o objetivo e as metas se concretizarem?
Diga em qual área se concentra o negócio. Qual o foco do negócio? Lembre-se de que o foco
deve ser preciso e claro, de modo que todos na empresa o conheçam. Ele é a referência na
tomada de decisão e definição de metas e estratégias.
Perceba o que irá afetar a trajetória da empresa. Tente antecipar aqueles pontos ou
momentos decisivos em que os processos internos, a produção, tecnologia, a característica de
produtos ou método de serviços serão questionados ou revistos. Faça o mesmo exercício em
relação à concorrência, ela possui alguma vantagem competitiva ou domina algum mecanismo
que influencia todo o mercado? Como superá-la?

2.4 - Estrutura Organizacional e Legal

Elabore este tópico com base nas seguintes perguntas:

Qual é o regime jurídico escolhido pelos sócios? Qual é a razão desta escolha?
O tipo de negócio, serviço ou produto da empresa necessita de alguma licença especial,
algum controle governamental ou ambiental?
Existe alguma legislação específica voltada para o negócio da empresa?
Se algum sócio desejar sair da empresa: está definida a regra de saída? Como será calculado o
valor da empresa? Há preferência para a compra de parte da empresa?
Esclareça a divisão funcional da empresa. Monte uma espécie de organograma, explicite os
setores e departamentos.
Diga as funções e responsabilidades de cada, como estão estruturados e o número de
funcionários ou colaboradores envolvidos.

2.5 - Equipe Dirigente

Dependendo de quem for avaliar seu plano de negócio, um investidor, por exemplo, este
tópico é um dos mais importantes.

As pessoas são essenciais ao sucesso do empreendimento. E mostrar quem são, capacidade e


formação, além das atribuições, é argumento vital para conquistar a confiança daqueles que
vão investir no negócio.

Diga como é formada a Diretoria e como é o processo de escolha das pessoas que a ocupam.
Identifique cada diretor, explique suas funções e relate sua experiência profissional num

74
breve currículo.
Quais as principais atribuições de cada Diretoria?
A quem se reportam e quais são as principais atribuições dos órgãos de Assessoria, Gerentes e
Coordenadores?

2.6 - Plano de Operações

Mostre como a empresa será administrada, se as decisões estarão a cargo da direção ou serão
descentralizadas ao longo de sua estrutura. Explique porque o tipo de administração
escolhido é mais condizente com a realidade da organização, evidenciando suas vantagens.
Relacione as ações do dia-a-dia para maximizar os benefícios na área comercial da empresa.
Atenção especial a dois pontos: inserção no mercado e relacionamento com clientes.

Diga também:
Que ações complementares despertarão nos consumidores a preferência pela empresa,
serviço ou produto, ao invés da concorrência?
Como o produto será disponibilizado no mercado?
Qual o nível de informatização/automatização do processo administrativo ou produtivo e de
que forma essa realidade colabora ou prejudica a rotina da empresa e a relação com os
clientes?

Fale sobre o nível de qualidade dos produtos e/ou serviços da empresa e como ele é avaliado
pelos clientes, parceiros e concorrência.
Diga se a qualidade dos produtos e/ou serviços afetará (positiva ou negativamente) o
desempenho mercadológico da empresa. Essa qualidade será ou é mantida e aprimorada
sistematicamente?
Indique se existe algum mecanismo de controle de qualidade e se a empresa pretende ter
programa de qualidade total e certificação ISO.

Existe alguma atividade da empresa que pode ser terceirizada? Quais as empresas
especializadas que estariam aptas a executar tal atividade? Em caso positivo, quais os
benefícios gerados por esta prática?

2.7 – Parcerias
Este item também pode contribuir de modo significativo para o sucesso do plano de negócio.
Mostra a capacidade de articulação da empresa no mercado e sua capacidade de manter-se
atenta a novas oportunidades e negócios com outras organizações.
Indique aqui os parceiros que agregam valor nos serviços ou produtos da empresa,
fornecedores, distribuidores, clientes ou parceiros de importância estratégica para o futuro
do negócio.
Diga também se pretende conquistar futuras parcerias ou melhorar e modificar as atuais e se
a concorrência possui parceiros que a colocam em posição de destaque no mercado.

2.8 - Responsabilidade Social e Meio Ambiente

Há empreendimentos em que este tópico gera importantes considerações, pois pode ser fonte
de sérias conseqüências e grandes repercussões sociais. O empreendedor deve ter em mente
que a função social da empresa é mais ampla do que a participação no processo econômico ou
tecnológico.
Envolve, sim, a relação ética e responsável da empresa com seus diversos públicos, internos e
externos, e com a manutenção de uma sociedade ambientalmente sustentável.

Reflita nas perguntas abaixo para preencher este tópico:

As estratégias adotadas pela empresa levam em conta o fator social e a ética?


Os produtos/serviços por ela fornecidos consideram o bem-estar do público-alvo?
A empresa possui projetos para melhoria da qualidade de vida daquelas pessoas que se
relacionam com ela?
Participa de alguma campanha ou evento com finalidade social?
A atuação da empresa interfere no meio-ambiente? É necessária alguma licença ou

75
autorização governamental?
Quais os projetos para minimizar o impacto ambiental resultante da atuação da empresa?

3 - Plano de Marketing

Plano de Marketing é o instrumento de orientação da empresa para alcançar seus objetivos


mercadológicos, uma espécie de mapa. Mostrará aonde o negócio está indo e como vai chegar
lá, tornando-se um ótimo mecanismo de orientação ao processo decisório.

O Plano de Marketing disciplina o planejador, levando-o a expor e estruturar idéias, fatos e


conclusões de uma maneira lógica.

Cada empresa, dependendo de seus propósitos, terá seu formato para o Plano de Marketing.

3.1 - Análise de Mercado

A análise do mercado é a base de respostas para as seguintes perguntas: existe mercado para
o produto, com a tecnologia desenvolvida pela empresa? Há consumidores que estariam
dispostos a pagar pelos nossos serviços ou produtos?

Para muitos, esta é uma das partes mais importantes do Plano de Negócio. É o
reconhecimento de área, mapeamento da região, vale dizer, mercado, onde a empresa irá
atuar.
Uma análise consistente dá ao empreendedor uma sólida base de informações que serão
usadas nas mais diversas decisões e momentos, principalmente nos estratégicos.
A análise do mercado deve contemplar informações que identifiquem possibilidades e riscos
relacionados ao produto/serviço.

3.1.1 – Setor

Oriente-se pelas questões abaixo para construir o texto deste tópico.

A pesquisa de mercado apontou características na população e na localização do público-alvo


que podem auxiliar ou atrapalhar o desenvolvimento e comercialização dos
produtos/serviços?
O público é bem segmentado ou existem dificuldades em identificá-lo com segurança?
Existe alguma característica nos hábitos do público-alvo que pode auxiliar ou inibir o
desenvolvimento ou a comercialização do serviço ou produto?
Há características na economia da cidade, do estado ou do país onde vai a empresa vai atuar
que podem auxiliar ou atrapalhar o desenvolvimento e a comercialização dos
produtos/serviços?
Mudanças políticas ou econômicas podem interferir nos planos?
O desenvolvimento e a comercialização dos produtos/serviços podem ser afetados pelo poder
público, seja ele municipal, estadual ou federal?
Há alguma característica tecnológica do serviço ou produto (bem como na concorrência) que
pode auxiliar ou inibir o desenvolvimento e o plano de comercialização?
Podem haver mudanças tecnológicas significativas no mercado nos próximos anos?
Como está o desenvolvimento tecnológico em mercados semelhantes nos países mais
expressivos?
A comunidade está desenvolvida o suficiente para gerar demanda pelo serviço e produto?

3.1.2 – Clientela

Identifique o público-alvo do negócio. Mostre o potencial e a amplitude desse seu mercado


consumidor.
A clientela será formada por pessoa física ou jurídica? (lembre-se de que aqui você deve
considerar os consumidores finais do seu produto/serviço, o público que irá usufruir
diretamente deles e gerar demanda).
Qual seu perfil, hábitos, características, comportamentos?
É possível agrupar a clientela pela idade, sexo, escolaridade, religião ou algum outro fator

76
demográfico?
Do ponto-de-vista geográfico, há algum fator importante que influencie a aquisição e
consumo do produto/serviço?
E em relação às características psicográficas (estilo de vida, padrões de comportamento,
personalidade, atitudes), é fácil identificar os clientes através delas?
O produto/serviço atende a uma fatia segmentada de mercado? Em outras palavras: é possível
classificar o público-alvo por características em comum.

Conhecer adequadamente o perfil da cliente será a base de muitas e importantes estratégias


que a empresa tomará. Consulte pesquisas e estudos de institutos e outros órgãos (muitos
disponíveis na internet), organize entrevistas com clientes.

Neste tópico, o texto deverá conter informações úteis e condensadas, fundamentadas por
estatísticas e informações confiáveis retiradas de estudos e entrevistas.

3.1.3 - Concorrência

A pesquisa de mercado deve apontar claramente quem são os concorrentes que oferecem
serviço ou produto semelhantes aos oferecidos pela empresa.
Indique neste tópico quais são as características dos concorrentes (localização, tradição,
porte, faturamento, etc.), seus pontos fracos e fortes, os benefícios dos produtos oferecidos
por eles e como formaram seu diferencial. Fale também sobre as estratégias de venda,
distribuição e publicidade utilizadas pelos concorrentes.

Essas informações podem ser obtidas junto a clientes, distribuidores em comum,


revendedores ou através de pesquisa dirigida.

3.1.4 – Fornecedores

Relacione aqui as empresas capacitadas a fornecer os insumos necessários para a fabricação


dos produtos ou desenvolvimento do serviço, descreva seus pontos fracos e fortes, políticas
de preço e prazo praticadas e nível de qualidade das matérias-primas oferecidas.
Analise também se elas trabalham para a concorrência e como a disputa entre os
fornecedores pode trazer vantagens à empresa.

3.2 - Estratégias de Marketing

As estratégias de marketing são os mecanismos (meios e métodos) que a empresa utiliza para
alcançar metas e objetivos. Pense estrategicamente no processo de produção ou prestação do
serviço, nas suas características físicas e funcionais, em seu preço, em sua distribuição e,
ainda, na divulgação e propaganda.

Em geral, as estratégias de marketing baseiam-se nos seguintes fundamentos:

- tipo de negócio que a empresa deseja ter;


- segmento de mercado que a empresa planeja cobrir;
- modo como a empresa irá cobrir tal segmento de mercado;
- tempo em que a empresa pretende conquistar a parte escolhida do mercado.

3.2.1 - Produtos e Serviços

Relate as características dos produtos/serviços e como a empresa deseja que eles sejam
reconhecidos pelo mercado, qual o seu posicionamento - o modo de a empresa marcar
presença e se distinguir da concorrência. Oriente-se pelas perguntas abaixo para elaborar o
texto deste tópico:

Como a empresa deseja ser reconhecida pelo mercado? Qual a imagem que ela quer passar?
A empresa domina ou detém a tecnologia de desenvolvimento dos produtos/serviços? Ela
depende de fornecedores ou parceiros para utilizar essa tecnologia?
Em relação ao mercado, em qual fase de vida encontra-se o produto: introdutória,

77
crescimento, maturidade, declínio?
Quais os elementos de diferenciação, aquelas características que tornam únicos os produtos
da empresa quando confrontados com os que a concorrência possui? Quais os benefícios
exclusivos dos produtos/serviços oferecidos aos clientes?
Qual é a importância da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico para a evolução do
segmento de mercado no qual compete o produto?
A empresa faz investimentos ou possui pessoal dedicado à pesquisa e ao desenvolvimento
tecnológico?
Possui alguma parceria estratégica com universidades ou centros de pesquisa?

3.2.2 – Preço

A mais efetiva ferramenta de vendas que a empresa pode ter para promover o negócio é um
bom preço. O preço pode construir uma imagem, afetar a demanda e ajudar a segmentar o
mercado.
A definição do preço baseia-se nos custos da empresa, na política comercial da concorrência e
naquilo que o consumidor entende como um preço justo a se pagar.
Pense então:
Qual o preço adequado do produto/serviço, tendo em vista os objetivos da empresa?
A política de preços distinguirá a empresa da concorrência?
Essa política é flexível e prevê mudanças estratégicas após determinados resultados? Quais
são?

3.2.3 – Distribuição

Segundo a pesquisa que definiu o perfil dos consumidores, quais seriam os meios mais
adequados para disponibilizar o serviço/produto? Indique aqui quais os locais ou pontos-de-
venda onde os clientes terão acesso à compra do produto, defina as ações para alcançar os
melhores pontos de vendas, os custo e benefícios da rede de distribuição formada. Informe
também se existem alternativas de distribuição, mecanismos, parcerias, canais ou pontos-de-
venda ainda não explorados.
Analise se a concorrência leva alguma vantagem no que diz respeito à distribuição dos seus
produtos. Como superá-la?
Outro fator a ser considerado é a sazonalidade, que pode aumentar ou diminuir
significativamente o consumo do serviço/produto.

3.2.4 - Promoção e Publicidade

Reflita e analise estrategicamente as questões abaixo para elaborar este tópico:

Como a empresa pretende divulgar o produto/serviço? Fará divulgação ampla que alcance
várias pessoas de vez só ou terá ações localizadas e específicas para atingir determinado
público?
Fará promoções, exposição de demonstração de produtos, participará de feiras e eventos?
Fará propaganda em algum veículo de comunicação? Investirá em divulgação através de press
release para a imprensa?
Com os recursos que possui, é possível desenvolver ações deste tipo junto aos consumidores
para incrementar as vendas?
Existe a possibilidade de promover campanhas e parcerias para aumentar o consumo do
serviço/ produto?

3.2.5 - Relacionamento com os Clientes

Atenção para as questões abaixo, que ajudarão a determinar a satisfação dos clientes em
relação ao produto e à empresa. Baseie-se nelas para construir o texto deste tópico.

O que a empresa faz para oferecer um bom atendimento ao ciente? O tratamento é o mesmo
para o cliente que chega pela primeira e para o que já é cliente há mais tempo?
Os funcionários recebem treinamento para aprimorar o atendimento aos consumidores?
A empresa está aberta a ouvir críticas e aceitá-las como forma de proporcionar mudanças e

78
conseqüentemente, melhorias?
A organização está adotando alguma estratégia de fidelização e manutenção de seus clientes
atuais?
Quais mecanismos a empresa utiliza ou utilizará para avaliar a satisfação dos clientes?

4 - O Projeto

Faça o mapeamento das ações até a completa implementação do plano de negócio.


Estabeleça prazos e etapas. Tenha sempre alternativas (Planos “B”, “C”) para continuar a
escalada rumo ao sucesso.

4.1 - Plano de Implementação

Estabeleça todas as etapas pelas quais passará o empreendimento até que o Plano de Negócio
seja completamente efetivado. Se a idéia é lançá-lo em fases, é preciso que esteja previsto.
Organização e método ainda são boas medidas para evitar riscos, desperdícios e conquistar a
confiança daqueles que apostam ou contribuem para o sucesso do Plano de Negócio.

Há algum condicionamento ou risco antes de ser implementado? Em outras palavras: só


poderá ser implementado se alguma medida anterior for completamente estabelecida? Que
condições são essas? Há alguma estratégia prevista para superar prováveis dificuldades? E se
não sair como o previsto, qual será o caminho?

Pense em alternativas como medidas de segurança para que contorne adversidades e consiga
de fato implementar o negócio.

4.2 – Cronograma

Sem estabelecer datas e prazos é bastante difícil levar a cabo o projeto. Dá a impressão de
que o negócio é levado ao léu, sem condução e ao sabor da sorte. Perdem-se inclusive as
referências de medição de resultados e análise de projeções.

Mostre claramente as fases pelas quais passará o projeto. Seja realista. Se na prática estas
fases forem antecipadas, isso poderá ser considerado um mérito, bom sinal, “tudo indo
melhor do que o previsto”. Se, ao contrário, forem atrasadas, pode indicar má administração
ou que as coisas não estão saindo como previstas. Dê o passo que possa alcançar e planeje um
após o outro.

5 - Plano Financeiro

Você pode incluir neste tópico uma introdução ao Plano Financeiro (que começa logo abaixo)
ou apenas esclarecer algum detalhe importante para o seu entendimento.

MODELO DE PLANO DE NEGÓCIOS SIMPLIFICADO

O roteiro também pode ser seguido para o desenvolvimento do Plano de Negócios:

Plano de Negócios

Caracterização do Projeto:

Identifique de forma clara e objetiva, o ramo em que pretende atuar e os motivos que o
levaram a tomar esta decisão. Defina qual o seu negocio e as principais características do
mesmo.

Análise de Mercado e competitividade:

79
Descreva as oportunidades que você percebe neste negocio. Quais as tendências identificadas
que justificam seu projeto.

Quais as principais ameaças ao seu projeto? Indique as mudanças, chamadas sinais de


mercado, que você deverá ter atenção permitindo interagir com previsibilidade e
consistência.

Localização e instalação:

Analise os diversos pontos potenciais existentes para tomar uma decisão sobre o local para
desenvolvimento do seu projeto. A escolha do local e o espaço físico onde você pretende
instalar seu negócio são decisões muito importantes para o sucesso do projeto. O local deve
oferecer infra estrutura adequada, acesso facilitado para clientes e fornecedores.

Consumidor:

Qual o seu mercado potencial?


Identifique seu publico principal (para quem você pretende produzir, vender, prestar
serviços, etc). Esta analise pode ser estendida para que tipo de empresas (porte, ramo de
atuação, nível de faturamento, comercio, industria) pode ser atendida pelo produto/ serviço.
Deve-se priorizar os mercados identificados.

Dimensione seu mercado principal.


Identifique o raio de atuação, tamanho de mercado, numero de clientes, etc. Estas
informações podem ser obtidas em consulta a bancos de dados, censos econômicos e
demográficos, publicações especializadas do setor, associações comerciais e de classes,
sindicatos, órgãos governamentais, ou em pesquisas de mercado.

Identifique se existe sazonalidade no consumo.


A grande maioria das atividades econômicas sofre oscilações em determinadas épocas do ano
e o plano de negocio deve prever as ações para enfrentar este problema.

Fornecedor:

Identifique seus fornecedores


Considere localização, preço, forma e prazos de pagamento, disponibilidade de fornecimento,
lote mínimo de compra, poder de negociação, disposição para estabelecer parcerias
comerciais.

O setor apresenta sazonalidade no fornecimento?


Observe que a disponibilidade de fornecimento durante os diversos períodos do ano podem
sofrer alterações e seu plano de negocio deve prever as ações necessárias para enfrentar este
problema.

Concorrentes:

Identifique seus concorrentes e suas características.


Pontos fortes e pontos fracos, canais de distribuição, custos e preços de venda praticados,
políticas de crédito, formas de divulgação, qualidade e reputação. O conhecimento sobre a
concorrência é fundamental para definir sua estratégia de atuação.

Pessoal:

Dimensione sua equipe de trabalho


Relacione numero de funcionários, cargos, salários e encargos sociais.

Produtos e Serviços:

Relacione os produtos ou serviços que serão oferecidos e suas características

80
Ao descrever seus produtos ou serviços, deixe bem claro suas vantagens e benefícios. Cite os
aspectos que levarão o consumidor a escolher o seu produto ou serviço em lugar dos outros
existentes no mercado. Liste as vantagens de seu produto em relação aos concorrentes.

Estime a capacidade instalada para o primeiro ano de atividade.


Para evitar ociosidade, desperdício de recursos, ou mesmo impossibilidade de atender à
demanda prevista é importante dimensionar a capacidade instalada, volume de atendimento,
número de funcionários, etc.

Estratégia Competitiva:

Defina sua estratégia competitiva:


A estratégia é fundamental para traçar o direcionamento do seu negócio. Esta estratégia pode
ser baseada na liderança em custos, ou na busca de um diferencial no que se refere a
qualidade, atendimento, tecnologia, etc.

Plano de Marketing e Comercialização

Defina as estratégias de comunicação.


Indique como você irá divulgar o seu negócio analisando os meios de comunicação (radio, TV,
mala direta, internet, jornal, telemaketing) e estimando a freqüência e custos.

Defina os canais de distribuição


Descreva como você vai levar seu produto/ serviço ao mercado. A forma de distribuição
adotada vai influir no alcance do seu cliente potencial, na sua capacidade de atingir novos
mercados e no seu dimensionamento. Podem ser adotados diferentes canais para isso como:
vendedores internos, vendedores externos , representantes, franquias, Internet, etc

Defina uma marca para o seu produto/ serviço


A marca bem trabalhada contribui de forma efetiva para o sucesso do negocio. Ela estará
associada à qualidade, credibilidade e imagem do seu produto/ serviço. Fique atento para a
facilidade de pronúncia e de memorização.

Defina uma estratégia de posicionamento


Esta ação visa buscar uma afinidade com o seu cliente potencial. Deve direcionar o esforço de
marketing no sentido de associar o seu negocio às diversas características que são atribuídas
ao mercado. Exemplo: “empresa tradicional”, “empresa jovem”, “empresa de vanguarda”,
etc.

81