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RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA - BRASIL
SECRETARIA PAULO APÓSTOLO

CARISMAS

MÓDULO BÁSICO APOSTILA

AUTORES: Alides Destri Mariotti Antonio Carlos Lungnani Ronaldo José de Sousa

B APRESENTAÇÃO Ao escrever esta apresentação da apostila sobre carismas, logo nos vem mente o es!orço reali"ado por todos os participantes da Comissão de #ormação$ %, de in&cio, 'ueremos louvar a Deus por (ter nos !eito de modo tão admir)vel* +c!$ Sl 1,-, 1./$ 0o in&cio dos trabal1os, parec&amos meio estran1os e sem saber o 'ue e2atamente !a"er$ 3ercebemos 'ue o mel1or 4eito de !a"er era começar$ % começamos$ % o trabal1o 'ue a princ&pio seria simples, !oi crescendo em taman1o, import5ncia e signi!icado$ % logo percebemos também 'ue estava muito acima de nossa capacidade e con1ecimento$ A se'67ncia dos trabal1os !oi revelando a bele"a e a capacidade do ser 1umano, obra prima das mãos de Deus$ 8 trabal1o !oi )rduo, mais do 'ue esper)vamos$ %studa, escreve, envia para leitura de outros irmãos9 volta todo rabiscado, c1eio de coment)rios, sugest:es de novos livros, novos autores e outros en!o'ues$ Começar de novo, re!a"er, estudar, reescrever$$$ % 'uanto amor pudemos ver nos irmãos$ ;uanta dedicação e vontade de servir ao Reino< ;ueremos di"er a todos os 'ue vão utili"ar esta apostila= esperamos em Deus 'ue a leitura e o estudo possam dar a todos a mesma alegria e descoberta 'ue n>s tivemos ao elabor)?la$ 0ão tanto pela 'ualidade do material, mas sim pela graça de Deus 'ue acompan1a todo o nosso es!orço sincero de crescimento e busca de con1ec7?lo mais$ %, con1ecendo mais, am)?lo mais e mais$ @emidos como tudo o 'ue é novidade e, depois, muito polemi"ados, 1o4e os carismas ainda causam interrogaç:es e 'uestionamentos$ 3retendemos dar e2plicaç:es simples, baseadas na Sagrada %scritura, nos ensinamentos da Agre4a e na e2peri7ncia da Renovação Carism)tica Cat>lica em grupos de oração, semin)rios, retiros, congresso, en!im, no cotidiano da viv7ncia carism)tica$ 0ão temos condiç:es e nem pretendemos esgotar o assunto$ #ornecemos uma ra"o)vel bibliogra!ia para apro!undamento$ @ambém não temos pretensão de analisar e estudar todos os dons, mas apenas de desenvolver um pe'ueno estudo sobre a'ueles elencados por São 3aulo, ditos e!usos +c!$ 1 Cor 1B, .?1C/$ 0o primeiro cap&tulo trataremos do tema geral= carismas$ Depois abordaremos os nove dons e!usos, um por um, em cap&tulos distintos, procurando conceitu)?los e emitir uma base b&blica, doutrin)ria e vivencial sobre cada um$ D importante salientar em especial, com sincero recon1ecimento e gratidão, a colaboração do colega Dercides 3ires da Silva, 'ue !orneceu muitas de suas preciosas anotaç:es9 além de Marcos Dione EgosFi Golcan e Maria LHcia Gianna, 'ue !i"eram a revisão de te2to$ 3articular gratidão ao padre Lui" #ernando R$ Santana, pela revisão teol>gica e ao pro!essor Raul 3imenta pela revisão gramatical$ Em carin1oso agradecimento Daniela R$ I$ Consoli e a Lilian Daniela Jenvenutti, 'ue dedicaram muito de seu tempo para a digitação e organi"ação deste trabal1o e a Mirian R$ Kein"en pela revisão b&blica$ A todos os 'ue nos assistiram com suas oraç:es e 'ue de alguma maneira colaboraram, o nosso (Deus l1es pague generosamente*$ Sim, 'ue a todos o Deus de amor e in!inita miseric>rdia recompense$ ;ue todos voc7s, ao lerem este material, orem intensamente por n>s da Comissão de #ormação, para 'ue se4amos d>ceis ao %sp&rito Santo, recebendo dele toda a instrução= (8 %sp&rito da verdade ensinar?vos?) toda a verdade e anunciar?vos?) as coisas 'ue virão* +Jo 1L,1,/$ Deus abençoe a todos$ % ten1am caridade conosco na'uilo 'ue o trabal1o não ten1a !icado tão bom 'uanto voc7s esperavam e merecem ter$ Il>ria ao 3ai, ao #il1o e ao %sp&rito Santo$ Agora e sempre$ Amém$ 8S AE@8R%S

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CAPÍTULO PRIMEIRO

CARISMAS
“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados +Mc 1L, 1M?1-/$ 1. Introdução 8s carismas eram comuns no in&cio da Agre4a$ Jasta ler os Atos dos Ap>stolos e as cartas de São 3aulo$ Depois, por alguns séculos eles se mantiveram restritos aos grandes santos$ Assim, pensava?se 'ue os carismas eram para alguns 1omens e mul1eres recon1ecidamente santos, m&sticos e penitentes$ 8s carismas, portanto, não são novidades tra"idas pela Renovação Carism)tica Cat>lica, a não ser no aspecto do seu e2erc&cio nos tempos atuais$ 8s grupos de oração tornaram poss&vel a sua mani!estação em maior intensidade, percebendo sua 'ualidade de (dom* para todos os 'ue crerem, conse'67ncia normal do batismo no %sp&rito$ (Se v>s, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos !il1os, 'uanto mais vosso 3ai celestial dar) o %sp&rito Santo aos 'ue l1e pedirem* +Lc 11,1,/$ Mas !oi o documento conciliar !umen "entium 'ue traçou as primeiras diretri"es sobre carismas para os tempos atuais=
($$$8 %sp&rito 1abita na Agre4a e nos coraç:es dos !iéis +$$$/ dirige?a mediante os diversos dons 1ier)r'uicos e carism)ticos$ +$$$/ 0ão é apenas através dos sacramentos e dos ministérios 'ue o %sp&rito Santo santi!ica e condu" o 3ovo de Deus +$$$/, mas, repartindo seus dons a cada um como l1e apra" +1 Cor 1B,11/, distribui entre os !iéis de 'ual'uer classe mesmo graças especiais +$$$/ %stes carismas, 'uer eminentes, 'uer mais simples e mais amplamente di!undidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação, pois 'ue são per!eitamente acomodados e Hteis s necessidades da Agre4a$ Ema vida mais plena no %sp&rito Santo, a unção carism)tica do %sp&rito, contempla a Agre4a com toda uma amplitude de dons$* 1

8s carismas estão amparados na doutrina da Agre4a, além de serem !undamentados biblicamente$ %sses dons de adoração, louvor e oração apro!undam a dimensão contemplativa da !é cristã e as d)divas de serviço animam uma vida de santidade$ (@odos os carismas tra"em nova docilidade ao %sp&rito, a !é esperançosa na salvadora intervenção de Deus nas 'uest:es 1umanas, acentuado "elo pelo %vangel1o e o respeito pela autoridade da Agre4a$*B 0esse sentido, é necess)rio a!irmar a atualidade dos carismas e promov7?los como realidades necess)rias evangeli"ação e ao crescimento pessoal de cada cristão$ (A vida bati"ada no %sp&rito é marcada por uma e2peri7ncia de união din5mica com Deus e também por uma e2peri7ncia de carismas doados pelo %sp&rito Santo$*, São 3edro aviva essa esperança= (3ois a promessa é para v>s, para os vossos !il1os e para todos os 'ue ouvirem de longe o apelo do Sen1or, nosso Deus* +At B, ,N/$ A promessa é, portanto, para todos os tempos$ 8 e2erc&cio dos carismas é tanto mais necess)rio por causa das di!iculdades do tempo presente, marcado pela indi!erença religiosa e pelo abandono dos valores espirituais e morais do cristianismo9 esse tempo cobra não s> um testemun1o aut7ntico dos cristãos convictos, como também demonstraç:es do poder do %sp&rito$

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$ 0$ . e 1B$ B $ C80#%RO0CAA CA@PLACA D8S %EA, #eclara$ão pastoral sobre a %&&, n$' , $ Qilian MCD800%LL, Ieorge M80@AIE%, (vivar a chama, p$ ,B$

. Convém abali"ar dons efusos, 'ue é matéria deste estudo, dos dons infusos, 'ue também são carismas do %sp&rito, mas 'ue se distinguem da'ueles.= a/ #ons infusos ? temor de Deus, !ortale"a, piedade, consel1o, con1ecimento, sabedoria e discernimento +c!$ As 11, 1?,/$ 0um total de sete, esses dons são concedidos para a pessoa +in!undidos/, aprimoram e re!orçam as virtudes, constituindo?se em bene!&cios para o crescimento pessoal9 b/ #ons efusos R l&nguas, pro!ecia, interpretação, ci7ncia, sabedoria, discernimento dos esp&ritos, cura, !é e milagres +c!$ 1 Cor 1,, -?1C/$ 0um total de nove, esses dons são para o serviço e o bem comum e são concedidos como mani!estaç:es atuais, de acordo com a vontade de Deus$ A'ui serão estudados os carismas e!usos, 'ue são realidades mani!estas nos grupos de oração da Renovação Carism)tica, constituindo?se num dos aspectos de sua identidadeS$ 2. Conceito 8s carismas são dons, graças, presentes, dados pelo %sp&rito Santo, (mas um e o mesmo %sp&rito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como l1e apra" +1 Cor 1B,11/=
(A palavra TcarismaU +chárisma/ é oriunda da l&ngua grega e signi!ica Tdom gratuitoU$ %la encontra seu signi!icado !undamental na rai" Tc1arU? 'ue indica tudo a'uilo 'ue produ" bem?estar9 assim é 'ue temos c1)ris, 'uerendo signi!icar TgraçaU, TdomU, T!avorU, TbondadeU9 charí)omai, no sentido de !a"er um dom gratuito, mostrar?se generoso$ 8 su!i2o T?maU e2prime na l&ngua grega o resultado da ação indicada pelo verbo, o seu e!eito, o 'ue pode denotar também o car)ter ob4etivo da concessão e da e2peri7ncia da graça$ 3ortanto, o signi!icado geral e !undamental de Tc1)rismaU poderia ser= dom concedido por pura benevol7ncia, 'ue é, ao mesmo tempo, o ob4etivo e o resultado da graça divina, do presente 'ue Deus !a" aos 1omens* L

%m sentido restrito, os carismas são mani!estaç:es e2traordin)rias do %sp&rito Santo para proveito comumM$ %les e2ercem papel !undamental na evangeli"ação, ou se4a, na e2pansão do cristianismo, o 'ue re!orça sua import5ncia e dignidade$ 8 padre Lui" #ernando R$ Santana apro!unda o assunto e alerta=
(A maciça presença de chárisma nos escritos de 3aulo 4) é su!iciente para mostrar 'uanto o termo, em seu signi!icado e conteHdo, era caro para a teologia do ap>stolo$ Desde o in&cio de seu apostolado, 3aulo tem em alta estima a presença e ação dos dons e carismas do %sp&rito na vida da Agre4a e dos !iéis bati"ados, até mesmo e2ortando a comunidade a 'ue tivesse o cuidado de não e2tinguir o %sp&rito, de não despre"ar as pro!ecias, mas de veri!icar tudo com um discernimento s)bio e s>brio +C!$ 1 @s S, 1N?BB/$ Disso in!erimos 'ue, para 3aulo, os carismas e os ministérios são os instrumentais privilegiados na edi!icação do Corpo de Cristo e na reali"ação do des&gnio de Deus na 1ist>ria9 ambas as realidades possuem igual import5ncia e dignidade, uma ve" 'ue emanam do mesmo %sp&rito e estão ordenadas, cada uma na'uilo 'ue l1e é espec&!ico, a um mesmo !im$ Ainda podemos dedu"ir 'ue e2iste uma interdepend7ncia no 'ue di" respeito relação Tcarismas?ministériosU, o 'ue !a" com 'ue a dimensão carism)tica da Agre4a na teologia paulina se4a um tema de primeira grande"a$* .

$ %ssa distinção é did)tica, mas com !undamento b&blico?teol>gico9 apesar disso, não tem a intenção de segmentar a ação do %sp&rito nem de encerrar dentro dela todas as espécies de carismas$ S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA, *dentidade da %enova$ão &arismática &at+lica, p$ BM? B-$ L $ Luis #ernando R$ SA0@A0A, %ecebereis a for$a do Espírito ,anto, p$MM$ M $ C!$ A$ GA0 D%0 J8R0, #icionário enciclop-dico da .íblia, p$B.S$
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3elo seu pr>prio car)ter, dom não implica santidade$ 0a verdade, 'ual'uer pessoa pode receber os presentes de Deus +c!$ At 1C, ,./$ 3orém, não se pode es'uecer 'ue 'uem não tem vida espiritual e reta intenção de agradar a Deus, certamente usar) mal os carismas, pois não cultiva a necess)ria união com Cristo +c!$ Jo 1S, .?S/, para 'uerer o 'ue Deus 'uer$ 3. Qu ndo uti!i" r o# c ri#$ # D di!&cil precisar em 'ue momentos utili"ar os carismas do %sp&rito$ 8 seu e2erc&cio deve se d) sempre, notadamente 'uando as situaç:es o e2igirem$ Sendo a graça do %sp&rito uma realidade perene na vida 1umana, os carismas por sua ve", tornam?se também pro!usamente inseridos na vida da'ueles 'ue !oram bati"ados$ 0o entanto, é preciso di"er 'ue os carismas são realidades atuais e não ad'uiridas por posse$ D o %sp&rito 'ue opera tudo em todos +c!$ 1 Cor 1B, L?M/, a seu 'uerer$ Assim, (a um, o %sp&rito d) uma palavra de sabedoria9 a outro, uma palavra de ci7ncia, segundo o mesmo %sp&rito9 a outro, a !é no mesmo %sp&rito9 a outro, o dom das curas, nesse Hnico %sp&rito9 a outro, o operar milagres9 a outro, a pro!ecia9 a outro, o discernimento dos esp&ritos9 a outro, o !alar diversas l&nguas, a outro ainda o interpretar essas l&nguas* +1Cor 1B,-?1C/$ 0ão seria 4usto, portanto, atribuir a uma pessoa ou grupo de pessoas espec&!ico a contenção e2clusiva de 'ual'uer mani!estação carism)ticaN9 nem mesmo se pode di"er 'ue alguém (tem* este ou a'uele dom, pois cada mani!estação é Hnica1C, mesmo 'ue se processe com muita !re'67ncia através de determinadas pessoas$ @alve" ao dom de l&nguas possa se atribuir um car)ter mais perene e sob controle, por se tratar de um dom de oração, mais para edi!icação pessoal +c!$ 1 Cor 1., ./$ Contudo, não se pode cair no e'u&voco de redu"ir os dons do %sp&rito a algumas ocasi:es especiais$ %les !oram dados em pro!usão nos tempos atuais$ 3ode ser cultivada uma constante e2pectativa em relação sua mani!estação, como para o derramamento do %sp&rito11$ 3eculiarmente, a ação evangeli"adora constitui um momento preciso de viv7ncia dos dons e!usos$ A missão da Renovação Carism)tica Cat>lica é evangeli"ar a partir do batismo no %sp&rito Santo, !ormando o povo de Deus em santidade e serviço$ 3ara evangeli"ar o povo de Deus com unção e poder são necess)rios os carismas$ ;uando utili"ados de !orma livre, consciente, na 1ora necess)ria, levam as pessoas a terem uma e2peri7ncia da presença real de Deus, 'ue mani!esta o seu in!inito amor=
(A T!orça do %sp&rito SantoU +At 1, -/ derramada nos coraç:es dos cristãos, mani!estação do amor e do poder de Deus, provoca uma signi!icativa di!erença entre a ação evangeli"adora de uma pessoa 'ue se dei2a condu"ir por ela e uma 'ue age sem ela$ A'uele 'ue evangeli"a com os dons carism)ticos multiplica as possibilidades 1umanas$ A investidura carism)tica em comunidades da Agre4a, em todo mundo, tem gerado e sustentado grande nHmero de evangelistas dedicados e e!icientes, com novo vigor, com nova capacitação, nova alegria, novo 4ubilo, nova e2altação e louvor, levando em si o poder trans!ormador do %sp&rito +C!$ 1 Cor B, 1?S/ 'ue toca crianças, 4ovens, adultos e idosos de todo tipo de raça e cultura$* 1B

8 uso dos carismas não é s> um direito, é um dever de todos os !iéis$ (Da aceitação destes carismas, mesmo dos mais simples, nasce em !avor de cada um dos !iéis +$$$/ o dever de e2erc7?los para o bem dos 1omens e a edi!icação da Agre4a dentro da Agre4a e do mundo*1,$
$ .ati)ados no Espírito, p$ .,?..$ N $ C!$ SAIRADA C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D, *nstru$/es sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura, p$ 1.$ 1C $ C!$ Abid$, p$ 1C$ 11 $ C!$ Ronaldo José de S8ESA, 0 impacto da %enova$ão &arismática, p$ B,$ 1B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA, ( espiritualidade da %&&, p$.,
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O# don# e&u#o# e c rid de Jesus deu o mandamento do amor= (Amai?vos uns aos outros. p$ B. t7m uma utilidade eclesial. 1S$. 1B$1M/$ São 3aulo apresenta o trabal1o apost>lico reali"ado no amor$ 0ão um amor 'ual'uer./$ Dessa !orma. mas também por todos os membros da Agre4a$ São uma maravil1osa ri'ue"a de graça para a vitalidade apost>lica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo. de nada valeria< A nossa ci7ncia é parcial./$ 8s cap&tulos 1B a 1. o bom uso dos carismas é garantido pelo amor 1. pa". guiada pelo %sp&rito Santo. se4am simples e 1umildes. e2ercendo os seus dons de maneira aut7ntica e !rutuosa$ %les cont7m regras b)sicas e orientaç:es seguras$ 8utras recomendaç:es podem ser encontradas em %! . alegria.BB? B. se não tiver caridade. 'ue tratam dos carismas e suas mani!estaç:es. ou como o c&mbalo 'ue retine$ Mesmo 'ue eu tivesse o dom da pro!ecia. 'uando a evangeli"ação é acompan1ada de carismas.. e con1ecesse todos os mistérios e toda a ci7ncia9 mesmo 'ue tivesse toda a !é. encora4a São 3aulo +c!$ 1 Cor 1. amor doação a Cristo e aos irmãos= (Ainda 'ue eu !alasse as l&nguas dos 1omens e dos an4os.. mas o amor ()gape*.?1S$ 1N?B1$ Jesus d) a regra para veri!icar o valor do trabal1o= (3elos !rutos os con1ecereis* +Mt M. (postolican (ctuositatem. os carismas são graças do %sp&rito Santo 'ue. 1regador ungido. 1b/$ A motivação deve ser o uso em bene!&cio dos outros. 1. desde 'ue se trate de dons 'ue proven1am verdadeiramente do %sp&rito Santo e 'ue se4am e2ercidos de maneira plenamente con!orme aos impulsos aut7nticos deste mesmo %sp&rito. para a4udar o povo de Deus a alcançar a santidade$ 3or isso. n$ MNN?-CC$ . o imper!eito desaparecer)$ 3or ora subsistem a !é. se não tiver caridade. verdadeira medida dos carismas* 1L$ '.. da carta aos Cor&ntios. brandura. O# c ri#$ # de(e$ #er )edido# co$ &* e e+ercido# n . n$ . a ponto de transportar montan1as. bondade. isto é.C9 Rm 1B.1L/$ São 3aulo também !ala= (o !ruto do %sp&rito é caridade. Ronaldo José de S8ESA. como eu vos amo* +Jo 1S. !idelidade. se não tiver caridade. col1em?se !rutos abundantes= os carismas !a"em di!erença e são e!ica"es na evangeli"ação. ao bem dos 1omens e s necessidades do mundo$ 8s carismas devem ser acol1idos com recon1ecimento por a'uele 'ue os recebe.$Ns$1. sou como o bron"e 'ue soa. a!abilidade. a prop>sito. temperança$ Contra estas coisas não 1) lei* +Il S. os carismas devem ser pedidos com !é e sem temor$ %mbora eles se4am $ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA.$ 1. não sou nada$ Ainda 'ue distribu&sse todos os meus bens em sustento dos pobres. $ C!$. p$ . são verdadeiros re!erenciais para se viver a vida nova. &arismas. a esperança e a caridade ? as tr7s$ 3orém.. são !undamentados na caridade= (Se4am e2traordin)rios.?BS$ 1S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. L?-9 1. -?1C9 e 1 @ess S. e ainda 'ue entregasse o meu corpo para ser 'ueimado..1?.N$ 1L $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. portanto. 1a/9 e acrescenta= (aspirai igualmente os dons espirituais.. ordenados 'ue são edi!icação da Agre4a.L 3ode?se constatar na pr)tica apost>lica 'ue. segundo a caridade. direta ou indiretamente.uando c1egar o 'ue é per!eito.u$i!d de D e2atamente por causa do amor 'ue os dons e!usos devem ser alme4ados$ (%mpen1ai? vos em procurar a caridade*. 'ue é o dom por e2cel7ncia e 'ue atribui sentido aos outros dons1S$ 8s carismas. a maior delas é a caridade* +1Cor 1. a nossa pro!ecia é imper!eita$ . mas sobretudo ao da pro!ecia* +c!$ 1 Cor 1. 'uando e2ercidos na caridade$ %. paci7ncia.

de maneira 'ue os carismas individuais se4am abonados comunitariamente$ Dessa !orma. recebe9 a'uele 'ue procura. cale?se o primeiro$ @odos. e dar?se?vos?)9 buscai e ac1areis9 batei e abrir?se?vos?)$ 3ois todo a'uele 'ue pede. 1?. sobretudo nas reuni:es de oração. sem buscar prest&gio. mas na utilidade ob4etiva 'ue tem para a comunidade$ Assim. mas sup:e autoridade e obedi7ncia$ 8 cristão pode ser instrumento da mani!estação aut7ntica do %sp&rito Santo. de tal maneira 'ue um carisma s> se pleni!ica no con4unto da comunidade$ (%2ercer os carismas na 1umildade é e2erc7? los sem e2ibicionismo.. não se deve es'uecer tr7s coisas !undamentais= a2 3umildade D preciso vigiar para não cair na tentação de ac1ar 'ue os dons são méritos alcançados. 1onra. deve obedecer a um ritmo 1armZnico. como Jesus mesmo nos ensinou= T3edi.. nada impede 'ue o crente aspire e peça os dons. sem individualismo./$ 8 uso dos carismas ser) tanto mais saud)vel e Htil 'uanto as pessoas 'ue a eles se abrirem !orem e'uilibradas emocionalmente e orantes o su!iciente para saber distinguir a ação do %sp&rito de eventuais devaneios da pessoa 1umana1N$ D necess)rio ter respeito pelos dons de Deus9 (não podemos e2erc7?los irrespons)vel e indi!erentemente. .B/$ São 3aulo esclarece nos seguintes termos= (.uanto aos pro!etas. sabendo 'ue necessitamos da a4uda dos irmãos para con!irmar ou discernir a vontade de Deus para o seu povo$$$*1-$ b2 3armonia 8 e2erc&cio dos carismas. mas de pa"* +1 Cor 1. !alem dois ou tr7s e os outros 4ulguem$ Se !or !eita uma revelação a algum dos assistentes. para todos aprenderem e serem todos e2ortados* +1 Cor 1.N?1C/*1M$ 3ara o e2erc&cio pr)tico dos carismas. 1regador ungido. . os carismas se inserem na vida cristã sem causar esc5ndalos$ (3or'uanto.1$ 1$ Abid$. recompensas de Deus por es!orços desmedidos$ A 1umildade !a" perceber 'ue o cristão é um administrador dos bens do Sen1or +c!$ Lc 1L... ou dando aos carismas um relevo tão singular e Hnico como se !ossem bens totais e absolutos sobre os 'uais não 1) nada mais e2celente e primeiro*BC$ c2 0rdem A ordem no e2erc&cio dos carismas é uma e2tensão da 1armonia. poder$ +$$$/ D também e2erc7?los sem auto? su!ici7ncia +c!$ Mt 1-. saindo do plano meramente individual. compondo a realidade con4unta do povo de Deus$ 1M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.. &arismas. &arismas. 1B?BN/. de !orma inconse'6ente. embora marcados pela espontaneidade e e2pressividade. podeis pro!eti"ar. p$ . com despre"o. ./ e 'ue nen1um (carism)tico* se basta a si mesmo$ Deus constituiu a Agre4a como um corpo +c!$ 1 Cor 1B. p$ .1 R gri!os nossos/$ 8 mecanismo 'ue garante a ordem na mani!estação dos carismas é.M distribu&dos con!orme apra" ao %sp&rito./. BL?BM/$ A !orça de um carisma não consiste na tonalidade 'ue l1e é imposta ou no tipo de e2pressão 'ue o acompan1a. p$ . p$ B1?BB$ BC $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.$ . ol1ando os nossos pr>prios interesses. portanto. a con!irmação.$ 1N $ C!$ Ronaldo José de S8ESA.. um ap+s outro.. 4amais e2altado ou demasiadamente estrondoso +c!$ 1 Cor 1.?.?S/$ (S> a'ueles 'ue recon1ecem o valor dos dons na sua vida cristã e no serviço aos irmãos são impulsionados a pedi?los ao 3ai. Deus não é Deus de con!usão. para 'ue seu testemun1o se4a permeado de sinais +c!$ 1 Cor B. ac1a9 e ao 'ue bater se l1e abrir)U +Lc 11.. mas não deve es'uecer 'ue até o esp&rito dos pro!etas deve estar?l1es submissos +c!$ 1 Cor 1. os dons são ordenados para a obedi7ncia. BN? .

os carismas devem ser e2ercidos na obedi7ncia a Cristo e s autoridades constitu&das$ (Mas !aça?se tudo com dignidade e ordem* +1 Cor 1. na sua diversidade e complementaridade. e de tal modo perseveram no tempo como uma 1erança preciosa e viva..$ C!$ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA.$ 0. Tdistribuindo?os por cada um con!orme l1e apra"U +1 Cor 1B. n$ 1B$ B.$ BB $ Abid$.. n$ B. mas 4ulgar tudo e conservar o 'ue é bom +c!$ 1@s S.1C/. no amor. c1amados carismas$ 3odem assumir as mais variadas !ormas.3ortanto. como em resposta s mHltiplas e2ig7ncias da 1ist>ria da Agre4a$ A descrição e a classi!icação 'ue os te2tos do 0ovo @estamento !a"em desses dons são um sinal da sua grande variedade$$$*B1= b/ (8s carismas. ao bem dos 1omens e s necessidades do mundo$@ambém em nossos dias não !alta o !lorescer de diversos carismas entre os !iéis leigos. n$ B. direta ou indiretamente. $ 0$ MN-$ .$ As palavras da Agre4a tiram o medo e as dHvidas 'uanto necessidade e utilidade dos carismas. mas também podem ser partil1ados por outros. e en!im pelas mHltiplas graças especiais +c1amadas de TCarismasU/. enri'uece?a com outros dons e impulsos especiais. bem como o direito 'ue os !iéis leigos t7m de us)?los para o bem comum$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica segue a mesma !irme orientação= (8 %sp&rito Santo é o principio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do corpo$ %le opera de mHltiplas maneiras a edi!icação do corpo inteiro na caridade. 'ue geram uma a!inidade espiritual entre as pessoasBB$ c/ (3ara e2ercerem este apostolado +os leigos/. para a edi!icação. P ! (r d I. o %sp&rito Santo. n$ B. $ Abid.1L/$ +$$$/ 0en1um carisma est) dispensado da sua re!er7ncia e depend7ncia dos pastores da Agre4a$ 8 Conc&lio escreve com palavras claras 'ue o 4u&"o acerca da sua +dos carismas/ autenticidade e reto uso pertence 'ueles 'ue presidem a Agre4a e aos 'uais compete de modo especial não e2tinguir o %sp&rito.$ B. para o bem comum*B. pela 3alavra de Deus +$$$/ pelas virtudes.re/ D oportuno destacar algumas asserç:es do Magistério da Agre4a em relação aos carismas e seu uso= a/ (8 %sp&rito Santo. são graças do %sp&rito Santo 'ue t7m. ordenados como são edi!icação da Agre4a. tanto como e2pressão da liberdade absoluta do %sp&rito 'ue os distribui. 1omens e mul1eres$ São dados ao indiv&duo. Conc!u#ão B1 $ J8W8 3AEL8 AA. !umen "entium.C/$ -. se4am e2traordin)rios ou simples e 1umildes. &hristifidelis !aici. 'ue !a"em agir segundo o bem.. a !im de 'ue Tcada um pon1a em serviço dos outros a graça 'ue recebeuU.M?11/. ao con!iar Agre4a?comun1ão os diversos ministérios. concede também aos !iéis dons particulares +c!$ 1 Cor 1B. do corpo todo$ +c!$ %! . de modo 'ue todos os carismas concorram. e todos atuem Tcomo bons administradores da multi!orme graça de DeusU +1 3d .M/. . uma utilidade eclesial. através das 'uais Ttorna os !iéis aptos e prontos a tomarem sobre si os v)rios trabal1os e o!&cios 'ue contribuem para a renovação e maior incremento da Agre4a*B. 'ue opera a santi!icação do povo de Deus por meio do ministério e dos sacramentos.1B e 1N?B1/.

!oi a Renovação Carism)tica 'ue resgatou. todo serviço prestado ao Reino de Deus em nome de Jesus. n$ MS$ . acontece sob a ação do %sp&rito Santo$ Sem ele nada é e!ica" para o Reino de Deus$ (0unca ser) poss&vel 1aver evangeli"ação sem a ação do %sp&rito*BS$ %m certo sentido. os grupos de oração não devem ter medo nem resistir aos dons do %sp&rito. mas procurar con1ec7?los cada ve" mais para bem utili")?los$ CAPÍTULO SEGUNDO O dom das línguas 1.N D importante tomar consci7ncia de 'ue todo bem. Introdução 0este cap&tulo serão vistas e estudadas as tr7s modalidades do carisma da variedade das BS $ 3AEL8 GA. Evangelli 5untiandi. todo dom. no ambiente cat>lico. a necessidade do uso dos carismas$ 3or isso.

o %sp&rito Santo desceu sobre eles.. .?.1C l&nguas 'ue são= o orar. um carisma para glori!icar a Deus +c!$ At B. a certe"a de 'ue %le ora da mel1or !orma.-9 1 Cor 1B. por'ue não 1) conceitos 1umanos. p$ NC . para e2pressar ao Sen1or os sentimentos 'ue v7m do %sp&rito Santo= (. o %sp&rito vem em au2&lio nossa !ra'ue"a9 por'ue não sabemos o 'ue devemos pedir.anto. senão a Deus= ninguém o entende. em primeiro lugar./$ Depois do pentecostes. ( %enova$ão no Espírito . modi!ica?se a vida pela ação amorosa e misteriosa de Deus$ 0o pentecostes aconteceu a primeira mani!estação do dom das l&nguas de 'ue se tem con1ecimento$ São Lucas narrou com muito entusiasmo= (#icaram todos c1eios do %sp&rito Santo e começaram a !alar em outras l&nguas. BL? BM/$ @alve" o mais di!&cil. no sentido 'ue apresenta a ling6&stica. segundo Deus* +Rm -...B$B-/9 ? é um carisma de oração e de louvor +c!$ 1 Cor 1. nem orar como convém. .L/9 ? é um carisma em virtude do 'ual o crente !ala com Deus ao impulso do %sp&rito +c!$ 1 Cor 1.$1-$. 'ue tin1am vindo com 3edro. serão abordados os principais aspectos de sua mani!estação e o !undamento b&blico e doutrin)rio$ Algumas pessoas pensam e di"em 'ue o dom das l&nguas é o menor e o mais insigni!icante de todos$ 3orém. mani!estação de um pensamento !ormulado pela mente$ Esar a l&ngua. ve4a?se como ele aparece em algumas passagens da Sagrada %scritura= At B. dese4aria 'ue todos !al)sseis em l&nguas$$$\ +1 Cor 1. o !alar e o cantar em l&nguas$ Além disso.1. um t&tulo da graça$ 0a medida em 'ue cresce a oração. a vo".uanto ao !ormal deste carisma e ao seu signi!icado pro!undo. mas o %sp&rito mesmo intercede por n>s com gemidos ine!)veis$ % a'uele 'ue perscruta os coraç:es sabe o 'ue dese4a o %sp&rito. dei2ando ao pr>prio Deus o cuidado de glori!icar?se e dar?se graças por um amor 'ue supera todo o con1ecimento$ %sta oração contém um camin1o de enri'uecimento espiritual.N$ Ressalte?se. o dom das l&nguas di!undiu?se também entre todos os cristãos= (8s !iéis da circuncisão. são bene!&cios certos e imprescind&veis para o crescimento espiritual$ 8 grande dese4o de S$ 3aulo é mani!estado assim= \De min1a parte.. e !alavam em l&nguas estran1as* +At 1N..L/$ (% 'uando 3aulo l1es impZs as mãos. principalmente para alguns. pois !ala coisas misteriosas. .. o dom de l&nguas= ? é. o %sp&rito orando no 1omem ser) pouca coisa[ (8utrossim.?1S/9 ? é um carisma de b7nção e ação de graça$ +C!$ 1 Cor 1.$1. 'ue a pessoa se une. 'ue em Mc 1L.$119 1C. inarticulada. L/$ 2.1L?1M/* BL$ 3ara se ter uma idéia mais clara acerca do dom de orar em l&nguas. a pa" pro!unda 'ue s> Deus pode dar.1C9 1. São 3aulo escreve: (A'uele 'ue !ala em l&nguas não !ala aos 1omens. sob a ação do %sp&rito* +1 Cor 1. pro!undamente se admiraram vendo 'ue o dom do %sp&rito Santo era derramado também sobre os pagãos9 pois eles os ouviam !alar em outras l&nguas e glori!icar a Deus* +At 1C.S/$ D a esta oração misteriosa. se4a abandonar?se para 'ue o %sp&rito ore através de sua pr>pria vo" com (gemidos ine!)veis*$ Alguns precisam renunciar a auto? su!ici7ncia e submeter?se ação do %sp&rito Santo$ Mas vale a pena< 8 go"o ine!)vel 'ue o mesmo %sp&rito tra" com sua presença.. 1M ele est) relacionado como um dos milagres BL $ Salvador Carrilo ALDA].1?1. mesmo descon1ecidos$ Consiste em di"er palavras sem con1ecer?l1es o signi!icado$ 3ro!erir palavras 'ue não são. movidos por inspiração e 'ue o %sp&rito Santo l1es d) o sentido$ 0ão se trata de l&ngua..B/$ 8ra.. con!orme o %sp&rito Santo l1es concedia 'ue !alassem* +At B. o 'ual intercede pelos santos. . propriamente.9 1C. Conceito 8 dom das l&nguas é uma oração !eita por meio de sons emitidos. ainda.

esta não e2clui a !inalidade comum 'ue t7m todos os carismas. podendo começar e terminar 'uando 'uer$ %sta oração não suprime a oração !ormal. nem entra em transe. as graças especiais. os carismas se ordenam graça santi!icante e t7m como meta o bem comum da Agre4a$ Ac1am?se a serviço da caridade. Ti)o# de or ção e$ !2n. muitas ve"es devem?se romper barreiras de medo. dHvidas. verdadeiramente. !ora do comum da linguagem 1umana$ A Agre4a indica 'ue a oração em l&nguas é. veri!ica?se uma nova dimensão da oração$ 3oucas !rases bastam para 'ue a'uele 'ue recebe o dom se sinta envolvido pelo mistério e possu&do por um pro!undo sentimento de alegria e pa"$ Desta !orma. porém.u # BM B- $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. sentimos 'ue o mais pro!undo do nosso ser comunga de maneira especial com A'uele 'ue nos criou e ao 'ual pertencemos*B8 dom das l&nguas apro!unda a oração e a união com Deus$ @rata?se de uma oração individual. segundo a palavra grega empregada por S$ 3aulo. in!lu7ncias negativas de pessoas contr)rias. respeito 1umano.M$BM?.11 'ue acompan1am os 'ue cr7em. 'ue edi!icam a Agre4a*BM$ 3. cantamos ou oramos.uem ora em l&nguas não ora aos 1omens. por ele e com ele +c!$ Rm -. antes a completa e enri'uece$ %la e2ige a atitude de render?se ao %sp&rito Santo9 é como uma porta bai2a pela 'ual s> passa 'uem se curva um pouco$ D a esta oração misteriosa. p$ NC$ . podendo per!eitamente controlar o tom da vo"... a pessoa não !ica est)tica. como uma grande promessa de Jesus$ D um (milagre* por'ue é e2traordin)rio. é uma !orma de glori!ic)?lo$ . tem por meta o bem da Agre4a e ac1a?se a serviço da caridade= ($$$ São. s ve"es e2traordin)rio.C/BN$ 8 dom das l&nguas é um dom para a santi!icação pessoal$ 3ara orar em l&nguas. n$ BCC. como o dom dos milagres ou das l&nguas. sentimos 'ue algo nos toca pro!undamente +$$$/. a saber= a edi!icação mHtua. incredulidade./$ Ema ou outra ve". apego auto?imagem e boa !ama$ %mbora não se compreenda o signi!icado.. pois é emprestar a mente e a vo" para 'ue o %sp&rito Santo ore$ (Assim. mas continua no pleno dom&nio de suas !aculdades. pode assumir a !orma de mensagem comunidade9 neste caso necessita da interpretação. . . p$ MM$ BN $ Salvador Carrilo ALDA]. !a" ao 3ai o pedido certo e na 1ora certa. 'uase palp)vel$ 8 dom das l&nguas !avorece a mani!estação dos demais dons$ Ao orar em l&nguas. no cap&tulo 'uarto$ (Segundo a!irmação de 1Cor 1. a presença de Deus se torna aconc1egante. para estar em 1armonia com as demais$ A pessoa é livre. o dom de l&nguas é um carisma 'ue o %sp&rito Santo d) para edi!icação pessoal9 no entanto. de não compreendermos o 'ue !alamos. bene!&cio$ Se4a 'ual !or o seu car)ter. &arismas.u # 8 dom das l&nguas é uma oração 'ue se !a" a Deus. dei2ando ao pr>prio Deus o cuidado de glori!icar?se e dar?se graças por um amor 'ue supera todo o con1ecimento$ %. 1in !id de do do$ de !2n. e 'ue signi!ica !avor. BL?BM/$ 8 %sp&rito Santo sabe do 'ue o orante tem necessidade. indiscut&vel. ação do %sp&rito9 é um dom 'ue provém do Sen1or. ( %enova$ão no Espírito . sabendo o 'ue est) !a"endo.B/9 a'uele 'ue se abre ao dom das l&nguas tem o %sp&rito Santo orando nele. 'ue a pessoa se une. mas a Deus +c!$ 1 Cor 1. dom gratuito.anto.. do 4eito 'ue Deus 'uer$ 3or isso pode?se di"er com !undamento 'ue orar em l&nguas é (orar no %sp&rito*. mesmo se !eita em assembléia$ (A'uele 'ue !ala em l&nguas edi!ica?se a si mesmo* +1 Cor 1. a construção do Corpo de Cristo +c!$ 1 Cor 1B. ainda 'ue n>s não entendamos os gemidos ine!)veis +$$$/. designadas também TcarismasU. além disso.$ $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. como se ver) mais adiante. inarticulada. Deus sabe o 'ue dese4a o %sp&rito$ Apesar da intelig7ncia não assimilar nada.

C$ b2 6enoglossia D uma oração em l&ngua descon1ecida de 'uem ora.1?S$ 8 pr>prio S$ 3edro identi!ica os !enZmenos com os de Cesaréia +At 1C.. !ormular preces. na medida em 'ue se constitui em ação misteriosa e amorosa de Deus$ D poss&vel indicar alguns bene!&cios do dom de l&nguas= a/ #avorece a intimidade com Deus. 1S9 1S. &arismas.. 'ue se tornavam compreens&veis apenas para 'uem possu&a o carisma da interpretação +1 Cor 1. . também não sabemos como devemos pedir ou di"er a Deus +$$$/$ 8 %sp&rito Santo. p$ e2$. 'ue e2iste em n>s pelo nosso pecado$$$*.B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. sendo 'ue em tonalidade musical$ '. a impressão 'ue causou nos presentes +At B.1$ .. embora não con1ecesse esta l&ngua$ %le também registra o !ato de uma sen1ora norte?americana 'ue ao orar em l&nguas perto de um padre portugu7s. sem con1ecer sua l&ngua. #icionário enciclop-dico da .1 $ 0 dom das línguas..uanto tonalidade. 'ue ascendeste ao mais alto dos céus. a4uda?nos a con1ecer o teu #il1o/*. de palavreado !re'6ente.M9 11. 4ubilosa e e2tremamente alegre. num abandono con!iante. sem necessidade de pensar. L/9 não é a mesma coisa 'ue o T!alar outras linguasU +o milagre de 3entecostes/. -/$ @alve" ten1a considerado como o inverso da con!usão das l&nguas em Jabel*. portanto. 1S/ R é também uma espécie de louvor. 1. como o latim. através do dom de l&nguas. vem em nosso au2&lio corrigindo toda esta imper!eição. nela !e" a seguinte oração= +P Maria. ao começarmos a orar. por e2emplo$ Robert DeIrandis di" 'ue (durante uma reunião de oração em 0ova 8rleans. B?1N/. p$ 1S$ . mas 'ue e2iste ou 4) e2istiu e ainda é do dom&nio 1umano. 1C/ +$$$/$ @ambém o milagre de 3entecostes pode ser interpretado como uma mani!estação de g$ como indica.1B K) variedade de mani!estaç:es do dom das l&nguas$ Duas delas são= a2 "lossolalia (Em !enZmeno 'ue se deu sobretudo na comunidade cristã de Corinto +1 Cor 1B. mas. A i$)ort3nci do do$ d # !2n. p$ B. 'ue leva a !rutos de contrição9 d/ &anto +c!$ 1 Cor 1. onde a pessoa !ica (mergul1ada* como criança diante de Deus9 b/ 78bilo R oração transbordante.u # 8 dom de l&nguas tem. 'uase intermin)vel e sem pausas9 c/ .C $ A GA0 D%0 J8R0. ouviu uma moça orar em latim.B$ b/ Abre a pessoa para os demais carismas. . mas também nas de Cesaréia e D!eso +At 1C.L9 1N. cidade norte?americana. p$ MS?ML$ .B . 1C9 1. por'ue mantém o esp&rito em alerta para o 'ue . -/$ +$$$/ S$ Lucas v7 no milagre um s&mbolo da universalidade do evangel1o +c!$ At B./ e a citação de Jl . S/ 'ue se adapta nature"a de cada um +c!$ At B. import5ncia !undamental no enri'uecimento espiritual$ %le contribui para a renovação da vida da pessoa.8plica R oração compassada e em tonalidade penitencial.íblia. a oração em l&nguas normalmente se apresente como= a/ !ouvor R oração se'6enciada. mergul1ar nas pro!unde"as do %sp&rito$ (8utras ve"es. mas consistia nisso 'ue a pessoa +$$$/ pro!eria sons inintelig&veis e palavras sem ane2o.

p$ S-$ . en!im.u # 8 dom de l&nguas é para todos os 'ue cr7em +c!$ Mc 1L. Co$o rece4er o do$ d # !2n. pode di"er= TJesus se4a malditoU9 e ninguém. movimentar os l)bios.. e o %sp&rito Santo d) o conteHdo$ %sta é a sua parte$ 3or isso. indicando a direção certa e levando conversão. S?L/$ Acima de tudo. Deus 'uer !alar ou !a"er$ Ieralmente a palavra de pro!ecia ou a interpretação das l&nguas v7m durante ou ap>s a oração ou c5ntico em l&nguas$ Da mesma !orma a palavra de ci7ncia. o dom das curas e assim por diante$ c/ A4uda a orar por determinadas coisas das 'uais a pessoa !oge de colocar na presença de Deus. como dos outros. Introdução 8 carisma da pro!ecia é um dos meios 'ue o Sen1or tem para comunicar?se com o seu povo. pois submete o esp&rito ao %sp&rito. 1M/$ 3elo modo como se mani!esta. ele pode apresentar?se sem sentido s mentes mais racionais$ Mas na medida em 'ue se cede ao dom e abre?se o coração e a mente. e2ortando. (spirai aos dons espirituais. as di!iculdades vão desaparecendo e o dom se torna um modo a mais de como poder re"ar$ @ambém é necess)rio 'ue o receptor colabore com o Doador$ R o %sp&rito Santo$ A este cabe a moção e a inspiração das palavras en'uanto 'ue 'uele. pois. Conc!u#ão 8 dom de l&nguas !oi um dom abundante no in&cio da Agre4a$ D normal um cat>lico e2erc7?lo$ %le tra" muitos !rutos para a vida de oração e de santi!icação pessoal. e a pessoa me acompan1a$ 0ão se pode imitar$ Cada um deve se soltar. dando novo rumo ao trabal1o apost>lico. mani!estando sua santa vontade em tudo +c!$ 1 Cor . voc7 solta os sons. reuniu?se muita gente e maravil1ava?se de 'ue cada um os ouvia !alar na sua pr>pria l&ngua* +At B. problemas interiores nos 'uais pre!ere não tocar9 d/ D também um dom de unidade entre os cristãos= (Ac1avam?se então em Jerusalém 4udeus piedosos de todas as naç:es 'ue 1) debai2o do céu$ 8uvindo a'uele ru&do. instruindo. a aceitação e a decisão de orar= abrir a boca. peço a Deus 'ue conceda s pessoas a e!usão do %sp&rito Santo$ De 'ue !orma[ Convido a pessoa a orar comigo. da mesma maneira como estou orando$ Começo a orar. a mel1or maneira de orar em l&nguas é soltar?se no meio dos outros$ Se 1) um grupo orando em l&nguas. . produ"ir sons$ Diante deste dom. sob Sua ação a l&ngua pro!erir) palavras inintelig&veis= (0o dom das l&nguas./$ CAPÍTULO TERCEIRO Car sma da Pro!"# a 1. !avorecendo a intimidade e a comun1ão com Deus$ A oração em l&nguas pode se mani!estar de v)rias !ormas9 o mais importante não é o 'ue se di" e sim o 'ue 1) no coração do orante em relação a Deus$ (0inguém !alando sob a ação divina. !aça o mesmo$ 0ão é assim 'ue o passarin1o aprende a voar[ 0ão é assim 'ue aprendemos a nadar[ K) muito tempo.1. $ Jonas AJAJ. pode di"er= TJesus é o Sen1orU. a pessoa deve !a"er um ato de !é= ceder ação do %sp&rito Santo. o dese4o. mover a l&ngua. encora4ando.$ 0.. proporcionando uma oração certeira e e!ica"$ -. o dom de l&nguas au2ilia no processo de santi!icação pessoal. senão sob a ação do %sp&rito Santo* +1 Cor 1B. a !im de dei2ar 'ue o %sp&rito Santo ore em si$ D algo muito !)cil e simples* .

?. por sua vontade..ue maravil1a poder ouvir a Deus e por ele ser orientado$ . para todos aprenderem e serem todos e2ortados\ +1 Cor 1.anto.$B.. con!irma?se na pro!ecia o 'ue 4) se est) !a"endo. porém.. p$-M . . 1. O e+erc2cio do do$ de )ro&eci . encora4ando a continuar$ (0uma noite.B/$ São 3aulo aconsel1a a aspirar aos dons \mas. em seguida. 1N/. S/$ %ste dom \instrui também os outros +ouvintes/\ +c!$ 1 Cor 1. !a" a coisa certa. Conceito (A pro!ecia é um carisma em virtude do 'ual o inspirado. pois. e2ort)?los e consol)?los\ +1 Cor 1. BB/. estimul)?la ou corrigi?la$ D um carisma 'ue contribui muito para edi!icar a Agre4a$ 0ão comunica revelaç:es sensacionais.uem pro!eti"a !ala aos 1omens para edi!ic)?los. pois ten1o um numeroso povo nesta cidade +At 1-. . segundo a medida do dom de Cristo.$ 3or ve"es. logo no dia de 3entecostes. 1L?B1/$ Assim..BN l7?se= \3rouvera a Deus 'ue todos pro!eti"assem e 'ue o Sen1or l1es desse o seu %sp&rito\$ 8ra. do 4eito certo$ .uando !a" por sua pr>pria conta.1/$ %m 0Hmeros 11. dese4o 'ue todos !aleis em l&nguas. como \cumprimento do 'ue !oi dito pelo pro!eta Joel* +c!$ At B. sobretudo. torna?se um instrumento apto do Sen1or para pro!eti"ar na assembléia$ 3.. é lembrada pelo ap>stolo 3edro. do seu poder.M/[ 2. mas nem sempre o seu povo est) pronto para escut)?lo$ ./ Deus sempre 'uer !alar.uando o !a" e. L/. mas é uma palavra inspirada 'ue mani!esta a vontade de Deus em circunst5ncias do momento e mani!esta os sentimentos ocultos do coração$ A palavra pro!ética geralmente suscita !ortemente um movimento de conversão. 1. /$ 8 dom de pro!ecia (edi!ica a assembléia\ +c!$ 1 Cor 1. um sentido pro!undo de sua presença$ A pro!ecia é um dom 'ue todos podem ter= \@odos. no 0ovo @estamento. ( %enova$ão no Espírito . é movido pelo %sp&rito. um sentimento de pa"$ 8casionalmente o pro!eta recebe uma lu" particular predi"endo o !uturo +c!$ 1Cor 1./9 por isso.. L1e obedece.?BS/*./$ . . 1/9 e e2plica a import5ncia deste dom= \. a pro!ecia é uma conse'67ncia do derramamento do %sp&rito Santo na Agre4a. ao dom de pro!ecia\ +c!$ 1 Cor 1. pois 'uem tem o %sp&rito do Sen1or e se dei2a condu"ir por %le.. o ap>stolo mani!esta seu dese4o= \8ra.ue povo 1). sendo para estes motivo de adoração e proclamação da presença de Deus em meio comunidade +c!$ 1. !ala assembléia para e2ort)?la..1. um ap>s outro. N?1C/$ %la pode também prever uma missão para a Agre4a dentro de algum tempo= (%n'uanto celebravam o culto do Sen1or. so!re ou !racassa$ D necess)rio ouvir o Sen1or sempre +c!$ Dt L... depois de terem 4e4uado. de agradecimento ao Sen1or por suas intervenç:es de amor. muito mais dese4o 'ue pro!eti"eis\ +1 Cor 1.. alguns !oram constitu&dos pro!etas para o aper!eiçoamento dos cristãos +c!$ %! . disse?l1es o %sp&rito Santo= separai?me Jarnabé e Saulo para a obra a 'ue os ten1o destinado* +At 1. o Sen1or disse a 3aulo em visão= não temas< #ala e não te cales$ 3or'ue eu estou contigo$ 0inguém se apro2imar) de ti para te !a"er mal. mas na maioria delas erra.. em nome de Deus. com e!eito. o pro!eta Joel predissera 'ue o Sen1or iria derramar o seu %sp&rito sobre todo o ser vivo= tal pro!ecia. 'uanto para os in!iéis.M?1B/$ A pro!ecia pode tra"er uma sugestão sobre algo 'ue deve ser mudado9 pode tra"er uma con!irmação do amor de Deus. B. e2erça?o con!orme a !é* +Rm 1B. na 1ora certa.?BS/$ D dese4o ardente do ap>stolo 'ue na comunidade se mani!este este dom do %sp&rito= (0ão despre"eis as pro!ecias* +1 @ess S.. 'ue ten1a seu Deus tão pr>2imo de si cada ve" 'ue o invoca com sinceridade +c!$ Dt .... e é um sinal \para os !iéis\ +c!$ 1 Cor 1. algumas ve"es acerta. podeis pro!eti"ar. $ Salvador Carrillo ALDA].. BC/$ \A'uele 'ue tem o dom da pro!ecia.

s ve"es com sinais sens&veis e inspira?l1e as palavras a serem ditas$ A pessoa deve entregar?se a Deus. normalmente. 'ue é um Tsenso da presença do Sen1orU. se não as pronunciar por medo. abrindo o seu ser para isso. um movimento no &ntimo do esp&rito.id d )ro&eci 0inguém pro!eti"a sem o consentimento da vontade. o e2erc&cio da pro!ecia acontece 'uando o pro!eta !ala sob a in!lu7ncia sobrenatural do %sp&rito. insegurança ou respeito 1umano. BN/. 1/$ Ap>s acol1er a pro!ecia. Deus utili"a?se de alguém para di"er aos 1omens o 'ue %le pensa sobre a situação presente. .S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.1S 8 dom de pro!ecia é a !aculdade de acol1er no &ntimo +pensamento/ e transmitir em palavras intelig&veis.L $ C!$ Jonas AJAJ. e com um critério de 4ulgamento sobre a mesma +c!$ 1. 11/$ D %le 'ue suscita o dese4o de pro!eti"ar. o pro!eta transmite o pensamento de Deus para 'ue se possa agir segundo esse pensamento$ % essa transmissão vem de Deus e não da mente da'uele 'ue !ala$ 8 pro!eta !ala sob inspiração divina. Deus se utili"a da cultura e do vocabul)rio da pessoa$ ..S./$ Assim sendo. como tal. mas acol1e as palavras de Deus. \Deus não é Deus de con!usão. sua liberdade$ A pro!ecia é geralmente precedida pela unção.$ .. são combinadas a ação do %sp&rito e a adesão da pessoa$ 8 %sp&rito unge o pro!eta. a comunidade louva e e2ulta de alegria pela palavra 'ue o Sen1or deu$ D importante 'ue 1a4a con!irmação da pro!ecia$ 3. é um impulso para anunciar a mensagem de Deus9 com !re'67ncia.1. como e 'uando %le 'uiser9 nas reuni:es de oração. a unção é a c1ave 'ue permite saber 'ue o Sen1or 'uer !alar. de suas !aculdades. louvor +c5nticos ou preces/. A co!. dei2a de pro!eti"ar$ Deus não violenta. c1ama e capacita o pro!eta +c!$ %! . mas de pa"\ +1 Cor 1. as revelaç:es de Deus$ %st) no campo das revelaç:es particulares e. embora respeite o seu livre?arb&trio. p$ SL$ .. p$ S.. não pode contradi"er o 'ue !oi revelado através da J&blia e da @radição e 'ue é e2plicado pelo Magistério da Agre4a +revelação pHblica/$ A mani!estação da pro!ecia deve ser com \dignidade e ordem\ +c!$ 1 Cor 1. vai derrubando as barreiras 'ue impedem a entrega plena do ser da pessoa ao seu %sp&rito. "rupo de ora$ão.C/. trans!ormando?se em (porta?vo"* de Deus. em sua mente e. mas apenas pronunciar o 'ue l1e é revelado na sua pr>pria maneira de !alar$ 0esse sentido. e não tanto o transmissor da mensagem$ D preciso ter cuidado para não se dei2ar levar pela !ra'ue"a 1umana. .L$ Assim sendo. 1) uma certa se'67ncia em relação pro!ecia. a pro!ecia tem o e!eito de apro!undar o senso da presença de Deus$ D um meio e!ica" de o povo ser condu"ido por Deus$ 0este sentido. como evidencia a J&blia$ 3ela pro!ecia. (spirai aos dons espirituaiss. muito embora isso ten1a sido o caso em algumas ocasi:es. sendo instrumento ativo desta inspiração e comunicação9 o 'ue importa é a mensagem. não aceitando uma pro!ecia divina por'ue esta veio por este ou a'uele membro da comunidade$ 8 %sp&rito Santo é livre para 'ue 1a4a pro!ecia onde.. pois. acol1er as palavras no &ntimo e pronunci)?las destemidamente$ 8 pro!eta não precisa mudar a vo" ou imprimir uma tonalidade discursiva. não !orça a mente 1umana contra a sua vontade e consentimento9 serve?se sim. oração e c5ntico em l&nguas seguidos de breve tempo de sil7ncio$ Assim se cria o clima !avor)vel para a mani!estação do carisma da pro!ecia. de maneira 'ue a pessoa é usada por %le$ D o Sen1or 'uem escol1e.. ou 'ual é a Sua intenção para o !uturo$ 0uma reunião de oração. para a verbali"ação de Suas palavras$ A pro!ecia não se re!ere necessariamente ao !uturo. 'ue deve ser dese4ado por todos +c!$ 1 Cor 1. como segue= oração. sob ação divina.

1L 8 essencial para acol1er a pro!ecia e proclam)?la é crer 'ue Deus 'uer !alar na'uele momento e dispor?se a ser seu instrumento$ A pessoa recebe em sua mente uma palavra ou !rase e. oraç:es em l&nguas. 'ue é o di)logo com o Sen1or9 %le responde pela pro!ecia. torna?se mais aberta ao Sen1or e ao cumprimento de sua vontade$ 8corre. s ve"es bastante piedosos. contemplar um tHnel sem !im$ A oração do disc&pulo de Jesus Cristo ressuscitado é muito mais do 'ue tatear na escuridão$ %la não é tampouco um salto no abismo$ 8 disc&pulo de Jesus !oi elevado posição de amigo do Mestre +c!$ Jo 1S. antes de tudo. pode acontecer de ser proclamada numa reunião de oração ou !ora dela= a/ 5ão profecia ? 'uando as palavras v7m da mente 1umana9 são sentimentos. pro!ecia. a pessoa se acostuma a !icar esperando pelos 'ue mais costumeiramente pro!eti"am$ 8s 'ue agem assim. ler no v)cuo. da ami"ade das outras$ 3or isso sua oração é.2. tenta comunicar os pr>prios sentimentos como se !ossem mensagens do %sp&rito9 b/ 9alsa profecia ? é uma mensagem in!luenciada pelo DemZnio9 pode ocorrer$ 0ormalmente. oração e pro!ecia$ A assembléia se dirige a Deus pela oração. louvor +c5nticos ou preces/.BM?BN/$ A oração do disc&pulo de Jesus é mais do 'ue !alar no va"io. 'ual é a de Deus +c!$ Jo 1B. ela contradi" a %scritura ou a @radição e o ensinamento da Agre4a$ A !alsa pro!ecia é detectada pelos seus !rutos= ela causa um mal?estar espiritual 4unto comunidade9 v7?se logo 'ue não procede do %sp&rito Santo pelos e!eitos negativos 'ue . por ve"es. 'ue v)rios membros da comunidade ten1am a mesma pro!ecia no momento9 'uando a primeira pro!ecia é anunciada. unção +'ue geralmente precede a pro!ecia/. toda a assembléia deve louvar o Sen1or 'ue ali est) se comunicando com ela$ %. so!rer na solidão. encontram?se assim estes elementos= oração. seguido de breve tempo de sil7ncio. Ti)o# de )ro&eci Além da pro!ecia verdadeira. usando as mentes e vontades da'ueles 'ue se rendem a %le para edi!icar a comunidade$ 0o ciclo carism)tico. di!icilmente serão usados com o dom da pro!ecia$ 3ara ouvir o Sen1or. ap>s a 'ual a comunidade louva e e2ulta de alegria pela palavra 'ue o Sen1or l1e dirigiu$ 0a medida em 'ue a comunidade se 1abitua com o ciclo carism)tico. os outros. é necess)rio um ato de entrega ao Sen1or e não apenas de passividade$ 8 pro!eta deve manter uma e2pectativa de escuta$ A escuta é a capacidade dada pelo %sp&rito Santo para ouvir a vo" de Deus no coração e discernir. é um inclinar de ouvido na direção dos l)bios da @rindade Sant&ssima +c!$ As SC. outras se seguirão$ @ambém pode acontecer de ser dada primeiro em pensamento ou por meio de uma imagem$ . tendo?a também recebido. a pessoa deve dar um passo na !é para pronunci)?la.b?S/ para saborear o seu canto de amor$ 3.. podem con!irm)?la.ual'uer 'ue se4a a !orma de receber a pro!ecia. sem se dei2ar impregnar por dHvidas e inseguranças$ 3or ve"es.1. composto de louvor./$ Sendo amigo de uma das 3essoas da Sant&ssima @rindade. go"a. tão logo se recebe$ Ao ouvir o anHncio de uma pro!ecia. apro2imar?se de Deus +c!$ Kb 11. movida por seus anseios ou mesmo por problemas emocionais. cria?se assim o 'ue é denominado \ciclo carism)tico\. dentre todas as vo"es 'ue c1egam. di"endo em bom tom= \eu con!irmo\$ Asto d) certe"a da pro!ecia 'uanto sua origem$ Deve?se !alar o 'ue se recebe. O cic!o c ri#$5tico 0as reuni:es de oração. L/. mas 'ue não v7m de Deus e sim da pessoa 'ue. medida 'ue as pronuncia. automaticamente.

como se !osse o pr>prio Deus !alando9 b/ *ndireta ? por meio de visuali"ação. 'uanto para uma necessidade da comunidade como um todo$ 0a pro!ecia podem ser revelados planos a se reali"ar e 'ue 4) estão sendo amadurecidos dentro de cada um individualmente ou na comunidade$ . uma pro!ecia pode ser= a/ 1essoal R dirigida diretamente a uma pessoa. angHstia. menos espaço para Satan)s$ %le necessita de um tipo de (brec1a* para in!luenciar as pessoas. espontaneamente. na primeira pessoa do singular. contrição. não 'uer di"er 'ue este4am sendo !eito acréscimos pelo pro!eta9 b/ 1rofecias repetitivas R a pessoa pronuncia as palavras inspiradas e. recordação de trec1os b&blicos ou !atos ocorridos. permanece comentando ou acrescentando coisas 'ue. na oração pessoal ou através de alguém 'ue ora por ela9 mais raramente. algum santo. o 'ue se constitui numa não?pro!ecia$ D necess)rio recorrer ao dom do discernimento. uma pro!ecia pode ser= a/ #ireta R pronunciada em l&ngua compreens&vel. entre outros9 nesses casos. na 5nsia de continuar ensinando. ela mesma tem vontade de di"er comunidade ou a algumas pessoas 'ue ali estão presentes$ A pro!ecia se torna longa e um pouco con!usa. depois 'ue !ala o 'ue sentiu de Deus. desespero. pelo 'ual Deus d) uma convicção interior da autenticidade ou não da pro!ecia$ 8 discernimento. ansiedade. seria oportuno= a/ 8bservar se ela não contradi" a J&blia ou a doutrina da Agre4a9 b/ 3erceber as impress:es 'ue ela causa da assembléia +pa". altive" ou algum pecado grave 'ue este4a. de alguma !orma. di!icultando o entendimento dos ouvintes 'uanto ao 'ue realmente é mensagem de Deus$ Apesar disso. nas mais das ve"es.uanto mais louvor.uanto aos destinat)rios. etc/9 c/ %sperar 'ue ela se4a con!irmada por outras pessoas$ D bom 'ue se diga 'ue o DemZnio não tem poder e autoridade para inter!erir numa oração 1umilde e aberta ao %sp&rito$ . poder) se sentir impulsionada a mesclar a pro!ecia com esses sentimentos pessoais9 s ve"es. in!luenciando !ortemente o momento de oração$ . vai introdu"indo outros elementos e misturando?os com o 'ue Deus est) revelando$ Seria o caso de= a/ 1rofecias longas R a pessoa recebe a inspiração e. a mensagem é transmitida estritamente com elementos de tais devoç:es. 0ossa Sen1ora.1M produ"$ 3ode acontecer também 'ue inspiraç:es aut7nticas se mesclem sub4etividade do indiv&duo 'ue. 'ue pode ser causada por presunção. alegria. etc/. medo. o pro!eta normalmente comunica o 'ue Deus . mas também pode acontecer numa oração comunit)ria9 b/ &omunitária R dirigida a todas as pessoas reunidas em oração$ 3ode?se pedir uma pro!ecia para alguém particularmente. torna?se também um e2erc&cio espiritual$ 0o entanto. o !ato de uma pro!ecia ser um pouco mais alongada. portanto.uanto !orma. continua repetindo as mesmas palavras ou com pe'uenas variaç:es9 c/ 1rofecias influenciadas por devo$/es pessoais R 'uando uma pessoa tem ligação muito estreita com algum tipo de devoção +Coração de Jesus. ao ser proclamada uma pro!ecia.

1L/$ .. o rumo da pr>pria Agre4a. obviamente. prolongar?se.. por'ue. ser lembrada\. é importante lembrar 'ue (um carisma R sobretudo de ordem pro!ética R não é in!al&vel e o seu in&cio pode ser marcado pelo !racasso.N$ -.. a 'ual !ocali"a uma verdade 4) con1ecida./$ Sua autenticidade deve ser 4ulgada pelos demais pro!etas +c!$ 1 Cor 1. esta ou a'uela mensagem ou verdade da !é contida na %scritura$ 0este conte2to. não se trata de uma pro!ecia no sentido estrito9 na maioria dos casos.M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. eu sou o camin1o.uando alguém apenas emite supostas mensagens tais como= (Meus !il1os.$ 31ilippe MADR%.. o Sen1or nos !ala$ %la pode mudar o rumo das coisas. Pro&eci e o4edi6nci As pro!ecias são dadas como orientaç:es para serem ouvidas$ . pelo erro.N $ Jonas AJAJ. p$ -M$ . ressaltar o crescimento de Cristo no amor !raterno. (spirai aos carismas. é \uma ação de Deus mediante a 'ual alguém proclama uma mensagem de Deus. levar glori!icação de Deus. a verdade e a vida*. a pro!ecia. e2cessivamente$$$*$. pela !alta de con!irmação. p$ . se mantém em ação*. "rupo de 0ra$ão..-$ . como se estive e2pondo$ @ambém é poss&vel 'ue alguém pro!eti"e en'uanto pro!ere uma pregação ou ensino$ #re'6entemente podem ocorrer pro!ecias com substrato b&blico. por'ue recordou a'uela palavra na'uele momento. Aspirai aos dons espirituais. Deus 'uer relembrar comunidade orante.'. 'ue somos n>s. é preciso 'ue se diga 'ue a mera recordação de vers&culos b&blicos sem uma conotação atual não é pro!ecia$ . compostas de !rases b&blicas. sem 'ue ele ten1a de ser imediatamente 'uestionado$ @udo isso é uma !ase de ensaios s cegas. e é assim 'ue a Agre4a. por ela. instruam e e2ortem +c!$ Col . consolar +c!$ 1 Cor 1. palavras de vida. mas 'ue precisa na'uele momento.12$ A Agre4a precisa de pro!etas 'ue encora4em..1C/$ (8 grupo deve levar a sério a palavra de pro!ecia. é um pensamento da pr>pria pessoa. leg&tima e necess)ria para assentar esse carisma$ Mas ela não deve. . e2ortar.1est) !alando. Conc!u#ão 8 ob4etivo da pro!ecia é edi!icar. 4ustamente por'ue na'uele momento.uando não se presta atenção e não se vive o 'ue o Sen1or !ala. animem. BN?. %le pode calar?se$ D importante levar bem a sério as pro!ecias. são palavras de Deus. p$ SS$ ./$ Seu conteHdo deve estar de acordo com a J&blia e o ensino da Agre4a. por seu %sp&rito$ São 3aulo convida con!iança 'uando di"= \@odos podeis pro!eti"ar\ +1 Cor 1.M$ As passagens b&blicas v7m ao pensamento naturalmente$ 0o entanto. na edi!icação da Agre4a e na busca da santidade$ 8 pro!eta é o porta?vo" de Deus R Deus é o centro R mostrando o Cristo vivo e ressuscitado agindo. motivada ou não pelo clima da oração$ 3elo dom do discernimento é poss&vel saber se as palavras b&blicas t7m uma conotação atual$ 3or !im. 'ue levam a comunidade e as pessoas a terem vida e vida em abund5ncia +c!$ Jo 1C.

numa 1armoniosa alegria pela presença de Deus na'uele lugar$ Durante a oração ou .1N &(1:. a oração ou o canto em l&nguas.0 O #ar sma da In$"r%r"$a&'o das Línguas 1. Introdução 8corre muitas ve"es numa assembléia carism)tica reunida.<!0 =<(%.

o tradutor entende cada palavra$ D por isso 'ue ele.u # 8 e2erc&cio do dom de interpretação das l&nguas segue os mesmos princ&pios 'ue para o dom de pro!ecia$ De !orma pessoal ou comunit)ria .. entre outras !ormas$ Da mesma maneira 'ue na pro!ecia. podendo ser longa ou breve9 contudo. senão a Deus= ninguém o entende. utili"ando palavras de um dos idiomas con1ecidos.1 $ C!$ cap&tulo anterior o re!erente pro!ecia indireta$ . a não ser 'ue este as interprete.uem recebe o dom da interpretação percebe 'ue as palavras l1e v7m mente de !orma abundante.BC canto em l&nguas ou no sil7ncio 'ue se segue.a interpretação ocorre ap>s a emissão de uma mensagem em l&nguas$ A mensagem em l&nguas pode ter duração di!erente. dando uma pro!ecia em l&nguas +!alada. o dom da interpretação das l&nguas pode ocorrer durante o (ciclo carism)tico*= louvor R sil7ncio R pro!ecia em l&nguas e interpretação R louvor a Deus. por meio do 'ual a pessoa capta o sentido da mensagem e comunica?a. como uma palavra de pro!ecia$ 3ode ocorrer também a interpretação indireta . peça na oração o dom de interpretar\ +1 Cor 1. anotando com clare"a a mensagem do Sen1or$ . recordação de vers&culos b&blicos ou !atos. sob a ação do %sp&rito$ 8ra. B$S$1.1 por meio de visuali"ação.C $ A interpretação direta acontece da mesma maneira 'ue a pro!ecia. portanto. de !orma direta .uem !ala em l&nguas. reescreve o te2to em outra l&ngua 'ual'uer$ A tradução é a substituição de palavras. pois !ala coisas misteriosas. O e+erc2cio d inter)ret ção d # !2n. orada ou cantada/$ Ap>s a pro!ecia em l&nguas !a"?se sil7ncio para a escuta da interpretação$ A interpretação pode vir pela mesma pessoa ou por outra. uma mensagem em l&nguas também é precedida por uma unção$ 8 intérprete recebe um impulso interior para a interpretação$ Ali)s. termos ou per&odos de uma l&ngua pelos de outra$ 8 dom da interpretação das l&nguas é um impulso. para 'ue a assembléia receba edi!icação$ .C. dese4o 'ue todos !aleis em l&nguas./$ @anto (o !alar* como (o orar* e (o cantar* em l&nguas s> se tornam mensagem pro!ética 'uando 1ouver interpretação$ 3. uma pro!ecia motivada e antecedida pelo dom das l&nguas= (A'uele 'ue !ala em l&nguas não !ala aos 1omens. uma vo" destaca?se das demais$ 8utras vo"es se calam por'ue sentem 'ue o %sp&rito est) agindo. para torn)?la compreens&vel aos membros da comunidade$ D. Conceito 8 carisma da interpretação das l&nguas é a !aculdade de perceber o sentido da oração ou da pro!ecia em l&nguas$ 0ão se con!unde com tradução +ou versão/$ 0esta.B $ C!$ cap&tulo anterior$ . e deve di"er o 'ue o Sen1or l1e inspira$ Assim como 1) uma unção para pro!eti"ar..uanto mais a pessoa se 1abitua com ela. 4) estudada no cap&tulo anterior$ . através de uma unção espiritual. muito mais dese4o 'ue pro!eti"eis$ Maior é 'uem pro!eti"a do 'ue 'uem !ala em l&nguas.B$ 2. $ C!$ cap&tulo anterior$ .. a unção do %sp&rito caracteri"a o e2erc&cio dos dons do %sp&rito Santo$ .. a interpretação deve ser concisa. mais !acilmente identi!ica o modo como o Sen1or l1e \dita\ as palavras$ 3or 'ue Deus utili"a o dom das l&nguas para comunicar sua mensagem 'uando pode !a"7? lo (diretamente* através da pro!ecia[ Dom João %vangelista Martins @erra procura responder= .

/$ 0uma assembléia pe'uena ou numa grande assembléia 'ue este4a em pro!unda oração. deve?se di"er em vo" alta= (eu con!irmo<*$ Ap>s receber uma mensagem em l&nguas e sua interpretação. a& cabe a interpretação em vern)culo e a con!irmação de outros membros da assembléia +c!$ 1 Cor 1.. e coloca também o grupo inteiro alerta para escutar o 'ue se vai di"er$ %ssa interpretação não é uma tradução. 'ue é colocada diretamente no coração do pro!eta por uma ação do %sp&rito Santo$ A interpretação das l&nguas é também depositada na mente do intérprete$ %. .. 1aver) outros pro!etas para 4ulgarem ou con!irmarem a pro!ecia em l&nguas e sua interpretação +c!$ 1 Cor 1. B?.S $ 0s carismas em . sua palavra tra" sempre !rutos poderosos sobre todos$ Ema ve" interpretada.i$ento d inter)ret ção d # !2n. Ti)o# de inter)ret ção A distinção dos tipos de interpretação obedece aos par5metros atribu&dos pro!ecia$ A interpretação é verdadeira 'uando vem do %sp&rito Santo$ 0ão?interpretação é 'uando as palavras t7m origem na mente 1umana +não vem de Deus/$ A !alsa interpretação é in!luenciada pelo DemZnio$ 8 instrumento 'ue separa um dos outros é o carisma do discernimento dos esp&ritos$ 8 discernimento da interpretação é tão necess)rio 'uanto para a pro!ecia.. consciente da presença de Deus. acontece 'ue v)rias pessoas recebem a mesma interpretação da mensagem ouvida$ 0este caso. não 1) necessidade de interpretação por'ue a pessoa est) se dirigindo a Deus +c!$ 1 Cor 1. o senso de 'ue a interpretação ouvida é correta.1S?B. a saber= edi!icar. O co!. é rati!icado$ Como na pro!ecia. consolando e corrigindo\$ .L $ C!$ cap&tulo anterior$ . en'uanto todos os outros guardam sil7ncio../$ A'ui.1./$ . preparando assim o clima para a intervenção do carisma pro!ético 'ue interpreta e2ortando. e2ortar. bem como seus re'uisitos e utilidades +c!$ Mt M.B?. .u # 8 acol1imento do dom de interpretação também segue os mesmos princ&pios para o acol1imento da pro!ecia.S $ 3. .. a !im de estarem mais preparados para receber uma inspiração sobre o 'ue o Sen1or 'uer comunicar ao grupo. pois uma ve" 'ue é proclamada assume todas as caracter&sticas da pro!ecia.. 'uer por meio da interpretação das l&nguas. pois. mas um carisma di!erente 'ue não acontece na oração particular. dirigida pelo %sp&rito Santo.L$ Sua din5mica é semel1ante da pro!ecia. através da mani!estação dos dons do seu %sp&rito. mas s> 'uando o %sp&rito suscita alguém a !alar em l&nguas na assembléia. 1./$ . todos devem proclamar a miseric>rdia do Sen1or. consolar +c!$ 1 Cor 1. ao receber uma mensagem do Sen1or.uando se ora ou louva em l&nguas. a mani!estação das l&nguas tem todas as utilidades das pro!ecias../ . 'uer por pro!ecias.ão 1aulo. 3or ve"es. p$1N$ $ C!$ cap&tulo anterior$ .B1 (#alar em l&nguas numa assembléia cultual cria uma atmos!era de audição interior e uma e2pectação atenta da palavra do Sen1or$ %sse dom alerta os 'ue pro!eti"am no grupo.uando e2iste uma unção pro!ética na assembléia e 'ue se e2pressa em l&nguas. deve?se dei2ar algum tempo para o louvor$ D %le mesmo 'ue est) dirigindo a sua palavra$ % 'uando o Sen1or !ala. é importante !a"er a di!erença entre a oração em l&nguas e a pro!ecia em l&nguas9 somente esta necessita de interpretação$ .

./$ 8 carisma da interpretação leva ao 3ai. no poder do %sp&rito Santo. e ser?vos?) dado* +Mc 11.. com a di!erença de 1aver sempre uma mensagem em l&nguas antecedente$ (Assim. obedece aos mesmos princ&pios da pro!ecia. 'uem 'uer. 1.BB '.B. aspirai ao dom de pro!eti"ar9 porém. não impeçais !alar em l&nguas$ Mas !aça?se tudo com dignidade e ordem* +1Cor 1. .uanto ao seu e2erc&cio./$ O dom #ar sm($ #o da C )n# a 1. irmãos. orientando os !il1os de Deus a !a"er a Sua vontade$ . crede 'ue o tendes recebido. pois.<!0 =<*5.uem dese4a. por Jesus. Conc!u#ão (3or isso 'uem !ala em l&nguas.N?. pede= (@udo o 'ue pedirdes na oração.0 . peça na oração o dom de as interpsetar* +1Cor 1.C/$ . Introdução &(1:.

escrevem %miliano @ardi! e José K$ 3rado #lores= (D um dos dons carism)ticos. reali"ando. muito belo. pes'uisa. p$. ou mesmo um c1amado conversão$ 2. "rupo de 0ra$ão.B . di"er 'ue a palavra de ci7ncia \é um con1ecimento sobrenatural 'ue se recebe. . por meio do 'ual Deus revela e comunica o 'ue 4) 1ouve ou o 'ue est) acontecendo na 1ist>ria da salvação das pessoas$ 3or esta revelação. p$. 8 dom da ci7ncia é uma grande !erramenta de trabal1o na edi!icação do Reino de Deus. pode?se c1egar rai" de um problema ou causa de um cativeiro +depend7ncia de um trauma/ ou ao con1ecimento de uma cura*. ap>s uma oração em l&nguas. pois leva as pessoas conversão e glori!icação de Deus$ A palavra de ci7ncia é percebida como uma certe"a interior 'ue c1ega mente$ Ieralmente. vem mente uma palavra somente. !ato. em suas relaç:es com Deus e mostra o valor e a import5ncia 'ue t7m as criaturas aos ol1os de Deus +c!$ As 11.B. para con1ecer e ver a rai" de um problema ou o 'ue Deus est) !a"endo ou vai !a"er entre suas criaturas\. estado de esp&rito$ D um !ragmento da onisci7ncia de Deus$ 3ode?se. !eridas ou 'ual'uer outra matéria 'ue não é do con1ecimento de 'uem ora. comunica?se a toda a assembléia o 'ue o Sen1or est) reali"ando$ A palavra de ci7ncia distingue?se da ci7ncia 1umana e do dom de ci7ncia in!uso$ Assim= a/ &i>ncia= desenvolvimento das aptid:es naturais da pessoa através do estudo. ou um 'uadro. um !ato ou uma lembrança dolorosa relativa a acontecimentos passados ou presentes$ %ste dom !a" com 'ue a mente penetre nas verdades divinas sem 'ue empregue o es!orço do racioc&nio +c!$ B Re L.-ss/ . a mente est) aberta e livre para receber a comunicação do Sen1or$ 3or ve"es. O e+erc2cio do do$ de ci6nci # A palavra de ci7ncia não é necessariamente uma palavra piedosa +amor. não é !iloso!ia ou teologia= é dom gratuito do %sp&rito Santo$ 8 dom de ci7ncia é o diagn>stico de Deus$ D o carisma pelo 'ual o %sp&rito Santo revela uma situação.-$ 3elo dom de ci7ncia. por meio da 'ual a intelig7ncia do 1omem se ilumina com a ação do %sp&rito Santo. Através do dom da ci7ncia o %sp&rito Santo !a" com 'ue a pessoa entenda as coisas como Deus entende$ #a" com 'ue se penetre na rai" do acontecimento. impondo as mãos$ 0ão depende de in!ormação.1$ . assim. Conceito 8 carisma da palavra de ci7ncia é uma revelação sobrenatural de algo 'ue Deus con1ece$ %le comunica !atos. devido graça. con1ecimento$ ^ a !ormação ad'uirida$ D também associada a toda tecnologia 'ue o 1omem con1ece e utili"a para o desenvolvimento 1umano$ b/ #om de ci>ncia infuso= é um dom crismal 'ue a4uda a 4ulgar de maneira correta as coisas criadas. 1. mas 'ue é necess)rio saber na'uele momento de oração pessoal. 'ue pode ser= uma cura !&sica ou emocional.M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. problemas. trans!ormando. -b/$ 3. pa". situação. uma cura espiritual. comunit)ria ou 'uando se re"a por alguém. uma cena$ 8 Sen1or mostra. o 'ue est) curando. acontecimentos. sentimento. de bagagem cultural.$ 7esus está vivo./$ c/ 1alavra de ci>ncia= revelação particular e moment5nea sobre um !ato singular e determinado9 é urna revelação interior compreens&vel por 'uem a recebe +c!$ 1 Cor 1B. ainda. Deus revela as curas 'ue est) reali"ando no meio da comunidade9 então. paci7ncia. sobre o dom da ci7ncia. B9 Kab B.M$ 0este mesmo sentido.

por meio de uma sensação !&sica ou sentimento. etc$ A palavra vem mente. 1C9 Rm -. uma ou mais pessoas podem receber palavras de ci7ncia. o dom de ci7ncia pode se mani!estar principalmente= a2 5a ora$ão pessoal 8 (diagn>stico* ser) re!erente pr>pria pessoa ou acontecimento 'ue l1e di" respeito. para 'ue o 1omem possa ter a liberdade de optar pelo bem$ b2 5a imposi$ão de mãos D comum 1aver mani!estação da palavra de ci7ncia 'uando se est) orando por alguém. BS?. do sentimento. mesmo as pro!unde"as de Deus +c!$ 1 Cor B.M R A'ui. mas di" respeito ao 'ue Deus 'uer revelar$ 3ode ser palavras simples e corri'ueiras$ 3or e2emplo= tesoura. uma percepção acerca de determinadas realidades$ 0esse caso. Uti!id de do do$ de ci6nci A !inalidade primeira deste dom é levar cura das lembranças dolorosas. da situação ou estado de esp&rito relacionado com o passado ou o presente dela mesma$ 0esse sentido. um sentimento. !a"endo com 'ue ela penetre na rai" do !ato.uanto ocasião. sem 'ue a pessoa se ten1a preparado ou pensado$ 8 dom de ci7ncia pode vir acompan1ado da palavra de sabedoria$ 8 primeiro revela a situação9 o segundo revela como agir$ 8 dom de ci7ncia também pode se mani!estar por meio de um entendimento. re"a?se de acordo com o ob4eto revelado$ c2 5a reunião de ora$ão 0uma assembléia de oração. R 0esse epis>dio. pode?se pedir ao Sen1or uma palavra de ci7ncia$ Re"a?se em l&nguas por alguns instantes.B. revelando?l1e o 'ue deve ser curado. o dom de ci7ncia a4uda no processo de santi!icação pessoal$ Deus dese4a 'ue o 1omem compreenda como e por'ue %le est) agindo de determinada maneira$ Deus ensina ao 1omem sobre as suas verdades. por meio deste dom de ci7ncia$ .. etc/. 'ue ainda incomodam as pessoas. BM/$ 8ra. não seria uma (palavra* no sentido estrito. e aguarda?se a comunicação do Sen1or em sil7ncio$ A pessoa por 'uem se ora poder) dar o signi!icado da palavra de ci7ncia. anel. Jesus teve uma percep$ão da !orça 'ue dele saira9 . mas outro modo de compreensão espiritual= é também dom de ci7ncia$ 3odem ser re!eridos. entre outras coisas$ 8 %sp&rito Santo tem di!erentes maneiras de se revelar s pessoas$ %. geralmente relacionadas a uma ação de Deus na'uele momento$ %m alguns casos. 'uando se anunciam curas por meio do dom de ci7ncia. cabeça. !a"em so!rer. e tiram a !elicidade$ 8 %sp&rito Santo penetra tudo. carta. associando?a a algum !ato de sua vida$ Ap>s a emissão e compreensão da palavra de ci7ncia. a t&tulo de e2emplo. carro. dois epis>dios b&blicos= a/ Lc M. por meio da imposição de mãos$ 3or e2emplo= 'uando alguém so!re de algum mal cu4a causa é descon1ecida. . penetra também as pro!unde"as do 1omem. Jesus teve um entendimento espiritual acerca da situação da'uela mul1er9 b/ Mc S.L?. a pessoa pode perceber 'ue a ela se re!ere a palavra.

re"a?se pela cura do 'ue !oi . emocional ou mesmo espiritual$ A pessoa pode estar vivendo em estado doentio +depressão. de pro!ecia*.. e deve ser usado com sabedoria e discernimento$ (8 carisma da palavra de ci7ncia est) sempre a serviço de outro dom= de cura. a José. mas a pr>pria palavra de ci7ncia$ 8 importante.1L= de!inição de !é do ap>stolo 3edro. revela tanto o 'ue o Sen1or esta reali"ando +curando/ na comunidade.N/. anunciada pela palavra de ci7ncia +c!$ Mt M.B$ . doença !&sica.S= 8 %sp&rito Santo revela a Asabel a gravide" divina de Maria9 Mt 1. etc/ e não sabe e2plicar o por 'u7 de tal estado9 s ve"es não 1) nen1um motivo aparente$ Como !a"er nestes casos[ a/ . receberam alguma graça$ 8 'ue é testemun1ado.Nss= visão de 3edro e a palavra 'ue l1e é comunicada9 Lc 1. não é bater palmas= mas dei2ar a assembléia louvar e agradecer ao Sen1or com espontaneidade$ 0.ecido# D muito comum encontrar pessoas com problemas cu4as causas não se con1ece= se4am problemas de ordem !&sica. p5nico. portanto. a gravide" divina de Maria$ -. p$ 1. através da palavra de ci7ncia.enhor que venha em auxílio com o dom da ci>ncia $ 0este caso. pelos testemun1os se con!irmam não somente as curas. em son1os.1L?1N= revelação da vida da Samaritana9 João11. prova a veracidade da palavra de ci7ncia$ 3elos depoimentos se con1ece se 1ouve a ação de Deus ou não. procurando reunir todos os elementos poss&veis= in&cio da en!ermidade +1) 'uanto tempo/. é importante o testemun1o das pessoas 'ue.?. emocional e espiritual$ b/ ?er em que nível a enfermidade se situa: se no campo som)tico +se é algo simplesmente de origem biol>gica/9 se no campo emocional +das lembranças dos !atos traumati"antes. em parte. um dom associado ao dom de curar doenças +c!$ 1 Cor 1B.N$ '. .o %m 'ual'uer 1ip>tese de mani!estação do dom de ci7ncia. etc$/$ Muitos casos de doenças !&sicas t7m sua origem nos problemas emocionais9 em outros casos. 1und $ento# 424!ico# do do$ de ci6nci • • • • • • • • João 1.M?S1= a palavra de Jesus a 0atanael9 João . ap>s os testemun1os.11?1S= con1ecimento da morte de L)"aro9 Mateus 1L. re!ere? se a casos acontecidos recentemente$ Ap>s a palavra de ci7ncia.. comunica?se pessoa a mesma palavra$ A pessoa e2pressa a resson5ncia da palavra em sua vida$ 3or ve"es. os problemas de ordem espiritual?moral repercutem no psicobiol>gico$ c/ 1edir ao . Co$o re" r )or )ro4!e$ # de#con. palavra de sabedoria. conscientes ou inconscientes/9 se no campo espiritual +se é caso de con!issão sacramental. 1L?BC/$ Assim. a palavra de ci7ncia corresponde a um !ato acontecido 1) muito tempo9 outras ve"es. por inspiração do 3ai9 Atos S. poss&veis causas9 levar em conta a interdepend7ncia dos campos !&sico.1-?BS= 8 an4o revela. &arismas.1?11= 3edro denuncia o roubo de Ananias e Sa!_ra9 Atos 1C.BS %ste dom. A i$)ort3nci do te#te$un.N $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. poss&veis contaminaç:es. ora?se em l&nguas por alguns minutos9 ap>s breve sil7ncio.entar o diálogo com a pessoa. 'uanto o 'ue deve ser curado$ 8 dom da ci7ncia é também. aguarda?se a palavra de ci7ncia.

Introdução . ou mesmo b&blica$ Caso não se receba palavras de ci7ncia ou se a pessoa 'ue recebe a oração não associ)?la a nen1um !ato de sua vida. sentimento ou son1o$ Atitudes cristãs= sigilo9 prud7ncia9 sabedoria9 discernimento$ &(1:.0 Car sma da Pala*ra d" Sa+"dor a 1. mesmo assim deve?se re"ar e entregar o caso miseric>rdia do Sen1or$ %le 'ue tudo con1ece 1aver) de mani!estar. sensação. Conc!u#ão 8 dom da ci7ncia não depende do con1ecimento. respeitando a privacidade das pessoas$ :. não é !iloso!ia ou teologia= é dom gratuito do %sp&rito Santo$ 3alavra de ci7ncia= diagn>stico de Deus$ #a" com 'ue a mente penetre numa verdade +ou na rai" de um problema/ sem es!orço 1umano$ Mani!esta?se através de= uma palavra ou !rase.BL revelado$ 8 processo vai se repetindo. de bagagem cultural. no momento oportuno. en'uanto c1eguem palavras de ci7ncia$ 3or !im.abedoria 8 dom do %sp&rito Santo 'ue revela como agir diante da'uilo 'ue o dom de ci7ncia esclareceu$ b2 #iscernimento 9 este carisma a4uda a descobrir o sentido das revelaç:es dadas pelo %sp&rito Santo através do dom de ci7ncia$ c2 1rud>ncia 9 a prud7ncia a4udar) a descobrir o momento e a !orma certa de proclamar as palavras de ci7ncia$ d2 .igilo 9 'uem ora por outra pessoa deve manter sigilo em relação ao 'ue o Sen1or revelou ou curou +casos particulares ou situaç:es secretas/. imagem +visuali"ação/. Au+i!i re# do do$ de ci6nci a2 . o seu amor para com a'uela pessoa$ 7.<!0 . !a"?se um louvor ao Sen1or e conclui?se com alguma oração espont5nea.E6.

B-?BN9 Lc B.?1S/$ c2 .. d) a direção certa. A ) ! (r de # 4edori n E#critur SC $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. Conceito A palavra de sabedoria é uma \ação de Deus. p$. -/$ 1 D oportuno !a"er a seguinte distinção= 2 a2 . . a !im de 'ue a presença e o amor de Deus se4am e2perimentados. palavra de sabedoria é uma palavra. situaç:es de con!usão.abedoria diab+lica= (Mas. nem mintais contra a verdade$ %sta não é a sabedoria 'ue vem do alto. debates. atitude ou ação a !im de 'ue as pessoas percebam a verdade 'ue antes não con1eciam$ Anspira o 1omem como agir. discuss:es.S/$ d2 ( palavra de sabedoria= dom carism)tico do %sp&rito Santo. para orientar situaç:es concretas9 não depende de méritos pessoais.abedoria divina= dom crismal. . capacidades e tend7ncias pessoais.M9 .-/$ 3. não vos glorieis. diab>lica* +@g .B$ 3elo dom de sabedoria. movendo uma pessoa a ensinar ou e2plicar verdades religiosas. apropriada para testemun1ar a presença de Deus em momentos di!&ceis +c!$ Mt BB. leva a decis:es con!orme a vontade de Deus e condu" santidade$ Como é importante este carisma< 2. mas é uma sabedoria terrena. um problema +d) o diagn>stico/9 o dom da sabedoria revela como agir +indica o remédio/$ A sabedoria também ilumina a pro!ecia para 'ue se4a entendida e vivida$ %. levando?o a decidir acertadamente. portanto. BB9 1B. 1umana. a pessoa sente 'ue o Sen1or est) l1e guiando para !a"er alguma coisa ou di"er algo em determinado momento$ 3ortanto.. etc/$ A palavra de sabedoria é. Uti!id de do do$ d # 4edori 8 dom de sabedoria mani!esta a vontade de Deus em situaç:es concretas$ D o socorro de Deus para momentos de crise +o estudo de algum tema di!&cil. para santi!icação de sua vida pessoal$ %ste dom !a" aprender as realidades espirituais e suas conse'67ncias na vida pr)tica9 desperta o sabor das coisas de Deus +c!$ @g 1. e para 'ue ela se4a movida a procurar Deus*SC$ %2emplos de palavras de sabedoria= Mt M. BBss9 B.abedoria humana= ad'uirida pelo es!orço do con1ecimento 1umano e pelas ci7ncias$ %la depende de es!orços. "rupo de ora$ão. de acordo com a vontade de Deus +c! 1 Cor 1B. dom gratuito de Deus. !alar ou se comportar em situaç:es concretas da vida. nem é !ruto de dedução racional ou cient&!ica= é puro dom da graça divina +c!$ 1 Cor 1B.1S?BB/$ 8 dom da sabedoria tem &ntima ligação com o dom da ci7ncia$ 8 dom da ci7ncia revela uma situação. se tendes no coração um ciHme amargo e gosto pelas contendas. dom do %sp&rito Santo para o crismando. 1.1 .BM 0um mundo tão di!&cil como este todos precisam urgentemente do carisma da palavra de sabedoria$ A sabedoria 'ue vem do %sp&rito Santo ilumina o camin1o.. além de outros !atores e2ternos$ b2 .

est) a sabedoria 'ue con1ece vossas obras9 ela estava sempre 'uando !i"estes o mundo. e para 'ue eu saiba o 'ue vos agrada* +Sab N.. descer de vosso santo céu. ao ouvirem palavras de sabedoria.ss9 .C9 Mc 1C. Deus se serve de alguém para transmitir um con1ecimento mais pro!undo da sua palavra ou da direção de Deus sobre a vida deles$ A palavra de sabedoria é !re'6entemente dada no aconsel1amento de outros. dese4ando?o ardentemente. pedindo?o.19 Lc L. ao lado de v>s.. e o 'ue se con!orma s vossas ordens$ #a"ei?a. 11?1B9 b/ Como !onte de entendimento espiritual= Lc 1B. nos momentos de pregação. S?M9 11. dando?l1es clare"a e direção pela ação do %sp&rito Santo$ @odos podem e devem aspirar a este dom9 devem.9 c/ Como atitude= At N. re!le2ão. 1ss9 Il S. O e+erc2cio do do$ de # 4edori A abertura para o dom da sabedoria obedece aos mesmos princ&pios 'ue para os outros dons$ 3ara receber e mani!estar o dom da sabedoria a4uda= v ida de oração. sem nen1uma vacilação\ +@g 1. e não me re4eiteis com indigno de ser um de vossos !il1os$ Sou. 1. ela sabe o 'ue vos é agrad)vel.?BS9 Sempre 'ue Jesus e os ap>stolos davam aos seus ouvintes noç:es pr)ticas de como viver segundo Deus. e precisa do au2&lio divino. 'ue a todos d) liberalmente. 4unto de mim.1?. governar o mundo na santidade e na 4ustiça. 1Bss e . 1. com simplicidade e sem recriminação. BBss9 Jo 1C. 1. outrossim. BS?. cu4a e2ist7ncia e breve. entre os 1omens. peça?a a Deus. se l1e !altar a sabedoria 'ue vem de v>s$ Mas. lLss9 1 3d 1. 1?. e Sen1or de miseric>rdia.$. um 1omem !raco. incapa" de compreender vosso 4ulgamento a vossas leis9 por'ue 'ual'uer 1omem. não ser) nada. S?L9 c!$ %clo L. distinguir o uso da palavra de sabedoria= a/ %m situaç:es embaraçosas= 1 Rs ..BG)rias passagens da Sagrada %scritura revelam a utili"ação do dom da sabedoria como recurso para mostrar a vontade de Deus ou intervir em situaç:es concretas$ 3ode? se.N9 1B. 'ue todas as coisas criastes pela vossa palavra. como também antes de tomarem decis:es pr)ticas para a Agre4a +c!$ At B. em resposta a seus problemas. 1?L$N?1C/$ . como e2orta São @iago em sua carta= \Se alguém de v>s necessita de sabedoria. 'ue procurava desviar da !é o procZnsul Sérgio 3aulo +c!$ At 1. -ss/$ 3ara a eleição dos sete di)conos.. 1B?BM9 Cl .. e ser?l1e?) dada$ Mas peça?a com !é. \não podiam resistir sabedoria e ao %sp&rito 'ue o inspirava\ +At L.. transmitiam palavras de sabedoria$ Alguns te2tos importantes= Mt 1C.. c1eios do %sp&rito Santo e de sabedoria +c!$ At L.. e enviai?a do trono de vossa gl>ria. ao e2empli!icar. B. pois...M9 . para 'ue. 1. de uma orientação de Deus sobre este determinado momento ou problema$ D o dom divino 'ue leva a agir corretamente diante de uma situação di!&cil$ 3or este dom. 1umildade e simplicidade +coração de criança/$ 8 dom da sabedoria pode estar vinculado a certos momentos decisivos na vida pessoal e comunit)ria. e pro!erir seu 4ulgamento na retidão de sua alma. estudo. 1?1L$ A palavra de sabedoria !oi usada pelos ap>stolos em v)rias ocasi:es.9 1S. BC?. vosso servo e !il1o de vossa serva..M/$ Salomão pediu?a assim= (Deus de nossos pais. re"ar.?1B/$ '.9 %! . segundo o ideal cristão. 'uando o cristão é c1amado a tomar decis:es importantes. percebem o pr>prio Deus a l1es !alar$ 3or este carisma. a comunidade sente mais pro!undamente a presença do %sp&rito Santo$ 8s participantes de uma reunião. os ap>stolos pedem Assembléia 'ue escol1a 1omens de boa reputação. tome parte em meus trabal1os.. para ser o sen1or de todas as vossas criaturas. mesmo per!eito. 1L?B-9 Lc 1B. 1ss/$ 8s 'ue discutiam com %stevão.?B19 Lc 1B..?1L9 #l B. 1C/$ São 3aulo agiu movido por este dom. 'uando dei2ou cego a Dlimas o mago. BB?. da&?me a sabedoria 'ue partil1a do vosso trono. com e!eito.

Conc!u#ão A sabedoria é um precioso dom do %sp&rito Santo 'ue est) ao alcance de todos9 basta pedi?la com !é. iluminados pela sabedoria de Deus.BN -. p$ 1C-$ . para viv7?la e lev)?la aos irmãos (8 mundo necessita de 1omens 'ue. &arismas. a Hnica lei capa" de elevar sua dignidade de 1omem e assim enri'uecer o mundo* S1 $ S1 $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. obedecendo assim a lei de Deus escrita no seu coração. saibam agir e !alar inteligentemente.

é pai ou mãe de !am&lia.M$ S. o esp&rito 1umano ou esp&rito do mal. ou a mistura destes/* SB $ %ste dom permite identi!icar 'ual esp&rito est) impulsionando ou est) in!luenciando uma= ação. intuitiva e instantaneamente. os con1ecereis* +Mt M. Ti)o# de di#cerni$ento a2 %eflexivo Dbom senso2 D o discernimento conseguido pela intelig7ncia.&(1:.1L?BC/$ Contudo. pela observação$ b/ #outrinal D o discernimento ad'uirido pelo con1ecimento da Sagrada %scritura. e2erce alguma !unção na comunidade paro'uial. dons do amor de #eus. em 1ip>tese alguma. preside uma reunião de oração. s#"rn m"n$o dos Es%ír $os 1.@. 1umano. p$ . situação ou pessoa +santo. da Sagrada @radição e da doutrina da Agre4a9 algo 'ue se aprende. pela e2peri7ncia 'ue se tem sobre alguma coisa. ora por alguém. situação. decisão. proposta.<!0 . pelo racioc&nio l>gico. surgem no mundo os !alsos pro!etas 'ue v7m dis!arçados de ovel1as +e mesmo dis!arçados de pastores/. precisam deste carisma para saber distinguir 'ual esp&rito est) agindo em cada situação= o %sp&rito de Deus. palavra. 'uais esp&ritos estão presentes e operantes em uma palavra. Conceito (Dom do %sp&rito Santo através do 'ual uma pessoa percebe.C . 1S/$ c2 &arismático Dcf' E&or EF. dese4o. pelo estudo. pela e2peri7ncia de vida. $ S$ #ALG8. ou na RCC$ D bom estudar com carin1o este carisma$ 2. o!erecimento= (8 discernimento é o dom 'ue nos abre os ol1os para o mundo invis&vel. Jesus indica= (3elos seus !rutos. de um 4u&"o temer)rio 'ue !a"emos sobre as pessoas$ As pr>prias palavras Tdiscernimento dos esp&ritosU dei2am claro 'ue tratamos dos esp&ritos e não dos 1omens e da sua conduta*$BC 3. o diabo$ 8 carisma do discernimento dos esp&ritos é um dos dons mais necess)rios a 'uem coordena um grupo de oração. ação. servos com grande responsabilidade. se desenvolve$ 0o %vangel1o. mas por dentro são lobos arrebatadores +c!$ Mt M. pais e mães. não se trata. onde agem tanto os esp&ritos bons como os maus$ 8 discernimento é lu" sobrenatural 'ue nos mostra a origem e a causa Hltima de certos !enZmenos misteriosos. 0 despertar dos carismas. EG2 SB $ Robert D%IRA0DAS. &arismas. 1umanamente ine2plic)veis$ 3ortanto. p$ 1M1 . demon&aco. Introdução Jesus usou muito o carisma de discernimento dos esp&ritos em sua vida di)ria$ @ambém os 1omens e mul1eres. pela !ormação.*A0 .

pois o discernimento dos esp&ritos S. curar. podemos consider)?lo como protetor dos demais dons$ De !ato.in3$ic d $ ni&e#t ção do di#cerni$ento c ri#$5tico Como !a"er para ter discernimento[ 0ão e2iste receita. por um movimento do %sp&rito no &ntimo. $ S$ #ALG8.. pregação e animação9 d/ 3rotege os outros dons$ Assim. %le discerne= \Se Satan)s se levanta contra si mesmo.1?.$ '. pro!eti"ar. por !alta de discernimento.1M R %va não parou para discernir se a proposta 'ue a Serpente l1e dava era coisa de Deus ou não9 b/ B Sm 11. BB?BM9 Mt 1B.. como perguntavam os disc&pulos.1ss/$ !/ Diante da atitude de @iago e João. pronto para proteger a autenticidade dos dons do %sp&rito. BN9 Mc 1B.$ . inventadas pelo demZnio*S. mas dos 1omens +c!$ Mc -. 1?1M R Davi criou. 1?1L/$ c/ 0a primeira predição de sua 3ai2ão. mas discerniu como ocasião de mani!estação da Il>ria de Deus +c!$ Jo N. por ele é poss&vel saber 'uando e como orar em l&nguas. baseado somente na ra"ão. ele a& est). Jesus não atribuiu a cegueira nem aos pais.uando atribu&am a %le um esp&rito imundo. mas desaparecer)\ +Mc . completam?se um ao outro$ 8 mel1or é camin1arem 4untos$ %m algumas ve"es. 0 despertar dos carismas. entre outras coisas= \8 dom do discernimento. Uti!id de do di#cerni$ento c ri#$5tico a/ Aumenta a margem de acerto em tudo o 'ue se !a"9 b/ 3ermite a descoberta da vontade de Deus revelada por meio de outros carismas9 c/ D um dom precioso para 'uem e2erce todas as !unç:es./$ d/ 0a discussão sobre a ressurreição +pelos saduceus.D a capacidade 'ue o %sp&rito Santo d) para distinguir. !a"er o bem no dia de s)bado\ +Mt 1B.1 . di"endo= \0ão sabeis 'ual esp&rito vos anima$ 8 #il1o do Komem não veio para perd7?los. pedindo !ogo do céu para consumir os samaritanos 'ue l1es negavam pousada. Jesus os orienta. S1 ss/$ Alguns trec1os da Sagrada %scritura revelam as conse'67ncias da !alta de discernimento$ 3or e2emplo= a/ In . doutrinal e re!le2ivo. o discernimento re!le2ivo. 1B9 Mc . nem ao pr>prio 1omem cego. 'ue espécie de esp&rito est) movendo uma pessoa ou uma comunidade$ 8s discernimentos= carism)tico. principalmente a de coordenação. p$ 1M. %le concluiu: \D permitido. B-/$ b/ 0a 'uestão da cura no dia de s)bado. B. repreende a 3edro. . situaç:es desastrosas para ele e para os outros$ -.o$ do di#cerni$ento n (id de <e#u# Jesus usou o dom do discernimento para encontrar orientação correta em certas ocasi:es$ %ste dom parece estar presente na vida de Jesus de !orma muito original9 alguns e2emplos podem servir de inspiração= a/ . pois.. !oge completamente da vontade de Deus$ %.. das poss&veis adulteraç:es. mas para salv)?los* +Lc N./$ e/ 0o caso do cego de nascença. interiormente. est) dividido e não poder) continuar.. . di"endo 'ue os sentimentos de 3edro não são de Deus. os 'uais a negavam/ Jesus orienta= \%rrais não compreendendo as %scrituras e o poder de Deus\ +Mt BB.

a \e2aminar se os esp&ritos são de Deus\ +1 Jo .N/$ 0. 1?1C9 M. mani!estaç:es de todo tipo$ D necess)rio perseverar nas oraç:es. na !am&lia$ %le permite distinguir !enZmenos. o 'ue vem de Deus. ir analisando suas mani!estaç:es9 é. uma coisa é importante= con1ecer Deus e Sua 3alavra$ (Ema maneira corret&ssima de sabermos se algo vem da vontade de Deus.B . na docilidade ao %sp&rito Santo. na vida sacramental.uão necess)rio se torna o dom do discernimento nas v)rias situaç:es da vida pessoal e comunit)ria< %sse dom é muito importante na orientação doutrin)ria. o 'ue vem do maligno* SS 3edir com !é o %sp&rito Santo.é um dom$ 3orém. pedir o dom do discernimento. a4udando en!im. !ideran$a cristã. na percepção da ação de Deus e sua vontade. d) bons !rutos9 toda )rvore m) d) maus !rutos$ 3elos seus !rutos. indispens)vel na comunidade 'ue re"a. um aprendi"ado$ Sua mani!estação se parece com a intuição$ Assemel1a?se também com (a vo" da consci7ncia* Discernir segundo Deus gera bons !rutos$ Jesus d) uma regra in!al&vel= (@oda )rvore boa. pelo carisma do discernimento dos esp&ritos. o 'ue vem de n>s. p' .. acol17?lo. pode?se di"er. importante.1S/$ @odos devem pedir a Deus e buscar com empen1o o dom do discernimento dos esp&ritos$ %le é necess)rio. nossa vontade e intelig7ncia estarão sempre abertas ação do %sp&rito Santo. Conc!u#ão Jesus discerniu com poder e ensinou a vigiar +c!$ Mt . na devoção mariana e na doutrina da Agre4a para crescer no con1ecimento de Deus e estar cada ve" mais aberto ao carisma do discernimento dos esp&ritos$ . no estudo da J&blia. pois. 'ue nos revelar). do inimigo ou de n>s pr>prios é a 3alavra de Deus$ Muitas ve"es. e alimentados pela oração. 1L?L. no grupo de oração.. 1 /$ SS $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. da carne col1erão corrupção +c!$ Ial S. terão !rutos espirituais9 os 'ue são guiados pela carne. em discernimento dos esp&ritos não temos tempo nem de raciocinar$ Da& esta palavra precisar estar tão enrai"ada em n>s 'ue !aça parte 4) do nosso pr>prio ser$ Desta !orma. os con1ecereis* +Mt M. no grupo de oração. 1L?BC/$ 8s 'ue são guiados pelo %sp&rito Santo.

B/$ Antes de entrar propriamente no dom da cura convém tecer alguns coment)rios a respeito da 'uestão das en!ermidades e de sua relação com a vida cristã e o plano da salvação$ 8 entendimento da Agre4a a respeito dessas realidades é de 'ue a en!ermidade e o so!rimento sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida 1umana= (0a doença o 1omem e2perimenta a sua impot7ncia. do 'ual é. 'ue é uma SL $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. a evangeli"ação é con!irmada$ (8s disc&pulos partiram e pregaram por toda a parte$ 8 Sen1or cooperava com eles e con!irmava a sua palavra com os milagres 'ue a acompan1avam* +Mc 1L. seus limites e sua !initude*SL$ 8 3apa João 3aulo AA. ao presenciarem uma cura. entraram no mundo o so!rimento. a doença +dese'uil&brio.BC/$ 2. criando toda a espécie de dor e insatis!ação dessas necessidades$ 2. além da imortalidade do esp&rito$ Kavia 1armonia R e'uil&brio R entre o esp&rito. do plano original de Deus.(?0 Car sma da Cura 1. pelo pecado das origens.&(1:. para sua e2pansão$ D pr>prio da Agre4a testemun1ar pela mani!estação dos dons carism)ticos.<!0 0*. secundariamente$ 3or e2emplo= uma doença 'ue comece no esp&rito +pneuma/ pode se e2primir na mente + psique/ e no corpo +soma/$ %ntão é uma doença pneumopsicossom)tica. a ação poderosa do Sen1or em meio a seu povo$ 3elos carismas.1. n$ 1SCC$ SM $ J8W8 3AEL8 AA apud R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. . !é e milagres podem ser c1amados (dons?sinais*. (poder? se?ia di"er 'ue o 1omem so!re por causa de um bem do 'ual não participa. num certo sentido e2clu&do.alvifici #oloris R (8 sentido cristão do so!rimento 1umano* ? procura responder ao sentido da dor e do so!rimento$ Segundo ele. um prod&gio sobrenatural. em sua Carta Apost>lica ..$ . se interp:e o pecado. a alma e o corpo$ . uma doença do 1omem total$ %2empli!icando= um pecado. desarmonia/ e a morte$ A doença +'ue é um dese'uil&brio/ pode ter in&cio em um dos elementos constitutivos do ser 1umano e atingir os outros. agindo nos cristãos e através deles. uma ressurreição. p$1. 0ra$ão pela pura. voluntariamente. ou do 'ual ele pr>prio se privou* SM $ 0o plano inicial de Deus 'ue previa todo o bem e toda a satis!ação das necessidades do 1omem +!&sicas. por'ue con!irmam da palavra do Sen1or$ 0ão !oram necess)rios somente no in&cio do cristianismo.uando o 1omem saiu. etc$ %sses dons continuam sendo mani!estos na Agre4a$ São necess)rios aos nossos dias. muitos se converteram !é. A# en&er$id de# e cur “EnviouHos a pregar o %eino de #eus e curar os enfermos +Lc N. emocionais e ps&'uicas/. Introdução 8s carismas de cura. um milagre. Conceito de # =de >e?ui!24rio@ + doenç >de#e?ui!24rio@ Deus criou o 1omem em 1armonia per!eita com todas as coisas$ 8 %sp&rito de Deus governava o esp&rito do 1omem9 este governava a alma e a alma governava o corpo$ % o 1omem go"ava de um dom c1amado imortalidade corporal. por'ue sinali"am algo de e2traordin)rio reali"ado pelo poder de Deus$ São dons 'ue mani!estam o poder de Deus no mundo9 são obras do poder do %sp&rito. para con!irmar a verdade da mensagem cristã$ Diante do poder de Deus 'ue se mani!estava em Jesus e nos ap>stolos.

da 1armonia do plano de Deus$ 2. com a intenção de dar ao 1omem a !elicidade$ Eni a nature"a divina. em recente publicaçãoLC se mani!esta di"endo 'ue e2atamente por 'ue somos destinados alegria. restitu&?l1e a graça pela morte de meu #il1o$ 8s 1omens sabem de tudo isso mas não acreditam 'ue sou poderoso para socorr7?los. BN9 . o dom de cura geralmente se mani!esta por meio da oração de cura$ 3ara orar por cura. restaurados.9 Jr . pode gerar um sentimento de (remorso*S.2. !orte para au2ili)?los e de!end7?los dos inimigos. sabendo 'ue Deus os cura pelos méritos de Jesus Cristo e não por'ue a pessoa sabe orar. tem e2peri7ncia ou é santa$ @odos podem e2ercitar o dom de curar as doenças$ 8 prop>sito de Deus é 'ue os seus !il1os se4am totalmente sadios. curados. ao bem?estar. conservei a !inalidade para a 'ual a criara. anuncia a alegria do coração ligada libertação dos so!rimentos +c!$ As . a Hnica prerrogativa é usar o nome de Jesus$ D preciso dei2ar de lado o medo e os enganos e orar pelos en!ermos. . 1M/ e ac1ou a morte$ De min1a parte mantive a !idelidade. 1) um anseio leg&timo e pro!undo do 1omem de se libertar de todo mal. saHde plena$ %ste é o plano de Deus= a !elicidade e o bem de suas criaturas$ As palavras dos pro!etas.eu# ?uer o . precisa?se de cura !&sica9 se na mente.+na alma ou psiqu>/..?.S. *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura. as intervenç:es divinas em !avor do povo escol1ido testemun1am um a!eto e uma ternura 'ue e2pressam o grande amor de Deus$ Se dHvidas ainda 1ouvesse. é preciso uma cura espiritual +libertação/$ %m 'ual'uer 1ip>tese. Deus o c1amou !elicidade.. regenerado em todo o seu ser para voltar 1armonia inicial$ A cura é isto= a restauração do e'uil&brio.doença do esp&rito +ou do pneuma/.-/$ 2. m&sera nature"a 1umana. .$ LC $ C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D. é necess)ria uma cura ps&'uica9 adoecem as emoç:es.MM$ . a 1umanidade não !oi leal e !iel para comigo$ Desobedeceu min1a ordem +In B. restaurado.. levando a doenças >sseas +no corpo ou no soma/$ 8 1omem em dese'uil&brio +doente/ precisa ser curado. nas suas promessas de redenção. S..3.?S/$ 8 3apa João 3aulo AA di" 'ue (o 1omem é destinado alegria. .o$e$ # ud5(e! Desde a criação do 1omem. tão per!eita. a car7ncia é de uma cura interior$ Caso o problema se4a espiritual. ao se deparar com sua imper!eição$ A contrição é uma atitude de 1umildade. o Sen1or. por meio da 'ual a pessoa se recon1ece pecadora e solicita a miseric>rdia de Deus$ SN $ &hristifideles !aici. pois o Sen1or é (a'uele 'ue liberta de todos os males* +Sb 1L. p S$ L1 $ 3rincipal obra de Santa Catarina de Sena$ %ste livro é considerado a obra?prima desta doutora da Agre4a$ #oi escrito na !orma original de (revelação divina* de Deus 3ai santa por volta do ano de 1$. BN/$ 3or isso.C. regenerados e libertos$ 3ara isso %le enviou o Seu #il1o para morrer pela 1umanidade$ 3elas suas pisaduras o #il1o trou2e a cura total e a libertação +c!$ As S. resgatei a 1umanidade. s)bio para iluminar suas S- $ 8 (remorso* distingue?se da (contrição* pelo seu car)ter altivo= a pessoa sente?se atingida no orgul1o. mas todos os dias e2perimenta variad&ssimas !ormas de so!rimento e de dor* SN$ % a Congregação para a Doutrina da #é. o mistério da encarnação de Jesus Cristo as dissiparia por completo$ Em Deus 'ue se d) de !orma tão apai2onada não poderia ter pensado ou dese4ado a dor ou o so!rimento para os seus amados$ 0o #iálogoL1 encontram?se registros primorosos de como Deus v7 a separação do 1omem e a sua necess)ria reconstrução= (P !il1a bondosa e 'uerida. O e+erc2cio do do$ de cur Se a doença é no corpo.

u$ no 0o Antigo @estamento percebe?se 'ue o povo de Asrael tin1a o entendimento de 'ue as en!ermidades estavam misteriosamente ligadas ao pecado e ao mal9 mas elas atingiam também os 4ustos. por'ue a Justiça é imortal* +Sl 11S. BC?B. uniu?se vossa 1umanidade$* LB 8 ensinamento da Agre4aL. p$ S$ LL $ C!$ *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura./$ As doenças encontram sua causa no pr>prio 1omem. $ C!$. pois %le é o Deus da vida9 %le (é um Deus 'ue nos cura* +%2 1S. com o pr>prio Criador$ Mas esta é uma verdade b&blica= Deus 'uer o 1omem saud)vel< 2. n$ 1SCB?1S1C$ L.o$ de cur e #o&ri$ento .. $ C!$ Jo M.S. %le o 'uer c1eio de vida. . BC$ LS $ J8W8 3AEL8 AA apud C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D. . con!orme Jesus 1avia prometido$ São !re'6entes as curas e as libertaç:es por meio dos ap>stolos$ São 3aulo também con!irma a continuidade dos sinais e prod&gios em sua evangeli"ação$ A Sagrada Congregação para a Doutrina da #é acrescenta= (%ram prod&gios 'ue LB $ p$ . 1L/ e torn)?lo participante da nature"a +c!$ B 3d 1. ('ue sara as nossas en!ermidades* +Dt . . 1N?BC/LL$ A partir da vinda de Jesus Cristo é 'ue se encontra uma resposta mais completa para a 'uestão das en!ermidades$ . não 1aver) mais desgraças e invalide" e o decurso da vida nunca mais ser) interrompido com en!ermidades mortais +c!$ As .%. por !im. a sua atitude é sempre de curar e de libertar de todos os males$ A esse respeito di" a Congregação para a Doutrina da #é= (As curas são sinais de sua ação messi5nica +c!$ Lc M. CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA.1C/$ A %scritura a!irma 'ue (Deus não é o autor da morte. de saHde. com os outros. mas continua sendo sempre um mal e as promessas de Deus vão sempre no sentido de libertação e de cura e 'ue. no seu pecado. *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura. 1. p$ L$ . de !elicidade.uando Jesus se depara com os en!ermos.. especialmente. N9 S. se (!omos transladados da morte para a vida* +1 Jo . nen1um princ&pio é !unesto. BL/. 4) não é verdade 'ue todo o so!rimento se4a conse'67ncia da culpa e ten1a um car)ter de castigo$ A !igura de J> é disso uma prova convincente no Antigo @estamento +$$$/$ Se o Sen1or permite 'ue J> se4a provado pelo so!rimento. a doença pode ter aspectos positivos de demonstrar !idelidade ou mesmo de reparação. o 'ue levava o 1omem a interrogar?se o por'u7 L.N9 Sl 1CB./ e do amor divino +c!$ 1 Jo . S?L9 LS./. a vida plena e abundante +c!$ Jo 1C. em tempos vindouros. !)?lo para demonstrar a sua 4ustiça$ 8 so!rimento tem car)ter de prova*LS$ Con!orme o entendimento e2presso pela Congregação para a Doutrina da #é. é a cura. . . con!orme o testemun1o do pr>prio Jesus Cristo. ambição9 em sua desarmonia consigo mesmo. e a perdição dos vivos não l1e d) nen1uma alegria$ %le criou tudo para e2ist7ncia. com a sabedoria do #il1o e com a clem7ncia do %sp&rito Santo$ @odo o abismo da @rindade. 1. aponta 'ue de Deus vem a cura e a salvação$ 8 dese4o de Deus. orgul1o. p$ L$ LM $ Abid$. com a nature"a e. mani!estando o amor de Deus 3ai +c!$ Jo . 1?1B/ e são sinais dos bens salv&!icos*LM$ 8 mesmo sentido pode ser observado no in&cio da evangeli"ação ao longo dos Atos dos Ap>stolos.1S L.S .B./$ Mani!estam a vit>ria do Reino de Deus sobre todas as espécies de mal +$$$/.. 11/$ Se Jesus deu a vida pelo 1omem. Jesus veio ao mundo para dar ao 1omem vida em plenitude.intelig7ncias +$$$/$ A nature"a divina uniu?se com poder meu +o 3ai/.9 1. servem para mostrar 'ue Jesus tem o poder de perdoar os pecados +c!$ Mc B.L9 Sb 1. e isto é uma constante na narrativa de todos os evangelistas. e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação$ 0elas. e a morte não é a rain1a da terra.?1S/$ 8ra.L.$ 8 3apa João 3aulo AA esclarece sobre isso= (Se é verdade 'ue o so!rimento tem um sentido de castigo 'uando é ligado culpa.

os leprosos !icam limpos.. e (enviado a levar a Joa 0ova aos pobres. n>s !omos curados* +As S. etc/$ Anunciava o Reino de Deus +c!$ Lc N.BM. pois %le veio ao mundo (para salvar o povo de seus pecados* +c!$ Mt 1. 1C/$ 0o in&cio de seu ministério pHblico. BC/$ %. B1?BB9 1L. ensinando nas L- $ Abid$.-9 L. a verdade 'ue Jesus é o Messias anunciado pelos pro!etas. de esperança e consolo$ 0o 0ovo @estamento. . o Justo.1B/9 !oi predito ser o Messias. 1. BS?BL9 11 . n$ 1SCB$ . é Lucas M.. S e .-..b?La/$ 8s tempos messi5nicos !oram vistos como tempos de plenitude espiritual. BB= (Ade anunciar a João o 'ue tendes visto e ouvido= os cegos v7em. BB9 At .L . S9 Mt 1. a anunciar aos cativos a redenção. 11/9 como alguém 'ue viria (pensar a c1aga de seu povo e curar as contus:es dos golpes 'ue recebeu* +As . e 1abitou entre n>sA +c!$ Jo 1. os mortos ressuscitam. começa a surgir.9 B-. de cura das en!ermidades 1umanas. 'uando (se !e" carne. segundo o pro!eta `acarias +c!$ `c ./. 1L9 Sl 11M. 1S/9 veio (para nos resgatar de toda a ini'uidade e nos puri!icar* Dc!' @t B. o #il1o de Deus.BL/$ %le seria o (%manuel. 1-?B. 1. para 'ue todos tivessem vida plena +c!$ Jo 1C. 1?1S9 1S. BC/$ A %ncarnação do Gerbo./9 seria o (Sol da Justiça. é salv&!ica. 1C/9 veio (para salvar os pecadores* +c!$ 1@im 1.. mas 'ue se mani!estavam também 3. presente em Jesus. en!im. 11/ presente nU%le e em sua obra +c!$ Mt 1B. e a l&ngua do mudo dar) gritos alegres* +As . de vida e saHde. ap>s a narrativa do pecado e das conse'67ncias 'ue ele tra" para o 1omem. O No(o Te#t $ento: <e#u# e o# en&er$o# @odos os temas presentes no Antigo @estamento a respeito do Messias dão a idéia de salvação. os surdos ouvem. na plenitude dos tempos. N$1B/ e o perdão de Deus inaugura a curaLN$ C1ega?se a momentos de uma compreensão e2traordin)ria da dor e da redenção a serem mani!estadas plenamente no Cordeiro de Deus. .C. o Deus conosco. especialmente nos salmos e através dos pro!etas. B. 'ue devia vir a este mundo para reali"ar o plano do 3ai= a salvação dos 1omens e a mani!estação do Reino de!initivo +c!$ Mt 1. aos prisioneiros a liberdade$$$* +As L1. 1. B-9 Lc 11. 1. e aos pobres é anunciado o evangel1o* +% Jesus acabara de !a"er muitas curas= c!$ v$ B1/$ #undamentalmente.9 Jo . elas se tornam camin1o de conversão +c!$ Sl . o Servo= (%le tomou sobre si as nossas en!ermidades e carregou com nossos so!rimentos$$$ % ainda= (3or suas c1agas.$S$11/$ #oi assim 'ue os pro!etas viram a c1egada do Messias= (%le mesmo vem salvar?nos9 os ol1os dos cegos se abrirão e se desimpedirão os ouvidos dos surdos9 então. .9 As -.. B129 veio para (e2piar os nossos pecados* Dc!' 1 Jo . os evangelistas se es!orçam por transmitir aos seus leitores e ouvintes.. 'ue tra" a Salvação em seus raios +Ml . .o Te#t $ento Ao longo do Antigo @estamento. a curar os coraç:es doloridos.9 N.S.N. 1L9 Mc 1. .não estavam ligados e2clusivamente através dos !iéis$*L- pessoa do Ap>stolo. os co2os andam./9 veio. a (3edra Angular* na construção da Agre4a +c!$ `c 1C. 1?B/$ %le !ora prenunciado como o (rebento 4usto brotado de Davi* +c!$ Jr B. neste sentido..1S/9 como (Iérmen* . como uma plenitude de bens. uma visão nova da doença diante de Deus$ Das lamentaç:es sobre as en!ermidades. (Jesus percorria toda a Ialiléia. p$ M$ LN $ C!$ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA.. o co2o saltar) como um cervo. o pr&ncipe da 3a"* +c!$ As M. como tempos nos 'uais o poder de Deus se mani!estaria com esplendor em Jesus Cristo$ 8 Messias teria em si a plenitude do %sp&rito Santo9 seria consagrado pela unção. v7?se Jesus cumprindo as pro!ecias$ Em dos te2tos claros. S9 . plenitude de vida !&sica. En&er$id de# no Anti.N9 Lc M.

e te abençoa com a doença< Ao contr)rio= curou a todos os 'ue dele se apro2imaram e l1e pediram com con!iança e !é +c!$ Mc L. a vontade de Deus é 'ue o 1omem se4a curado para poder louv)?Lo com todo o ser$ Jesus demonstrou isto em sua vida pHblica ao curar os doentes$ Compadecia?se dos doentes e mani!estava seu amor.uem crer e !or bati"ado ser) salvo9 mas 'uem não crer ser) condenado$ %stes milagres acompan1arão aos 'ue tiverem crido= e2pulsarão os demZnios em meu 0ome. A I. L/$ 0os Atos dos Ap>stolos. B1/$ A missão 'ue Jesus recebeu do 3ai. 'ue a todos recebia$ @odos o 'ueriam tocar e %le se dei2ava tocar$ As curas reali"adas por Jesus suscitavam a !é em sua 3essoa Divina e levavam os ouvintes a se tornarem seus disc&pulos e suas testemun1as$ Se Jesus curava. ressuscitai os mortos. B. e esta é a vontade do 3ai +c!$ 1 @im B.. 1M/$ % Jesus ali estava como o médico divino do corpo. em !orma de mandamento= (Curai os doentes. com mais de 'uarenta anos de idade +c!$ At .19 . curando?os$ %le mesmo disse= (os sãos não precisam de médicos. %le o trans!eriu sua Agre4a$ A missão de Jesus e da Agre4a é a salvação dos 1omens.?BS/$ 0ão somente Jesus curava< Mas dava aos disc&pulos o poder 'ue tin1a. cura o paral&tico %néias +c!$ At N. mas os en!ermos* +Mc B. e curando todas as doenças e en!ermidades entre o povo$$$ e curava a todos* +Mt . Jesus ordenou= (Ade por todo o mundo e pregai o %vangel1o a toda criatura$ .M . -/$ Ema palavra pode de!inir o relacionamento de Jesus com os en!ermos= compaixão.re/ e o )oder de cur r doenç # Ap>s a ressurreição. Jesus apareceu aos ap>stolos e l1es disse= (Como o 3ai me enviou.19 Lc 1../$ Ao se despedir dos ap>stolos.sinagogas. . da mente e da alma dos 1omens$ '. com o Di)cono #ilipe. !alarão novas l&nguas. . puri!icai os leprosos. .?-/9 d/ 3edro. e por'ue mani!estava. a saHde plena. em Lida. sendo a mesma um meio de santi!icação e puri!icação para si e para os outros$ De modo geral. pregando o %vangel1o do Reino. estas sim. assim.. 11?1B/9 c/ 0a Samaria. Diversas ve"es os evangelistas se re!erem sua compai2ão$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica di" 'ue (sua compai2ão para com todos a'ueles 'ue so!rem é tão grande 'ue ele se identi!ica com eles= Estive doente e me visitastes*MC$ @odos buscavam a Jesus. de tornar presente entre os 1omens o seu amor salv&!ico. permitir 'ue uma doença permaneça em uma pessoa. era por'ue não aceitava a en!ermidade como algo 'uerido normalmente por Deus9 mas a cura. os milagres acontecem pelo poder do nome de Jesus e do seu %sp&rito$ %ra o Sen1or con!irmando a pregação apost>lica +c!$ Mc 1L. é certo.B?.B/$ Deus pode. manusearão serpentes. 1B?1L9 1N. sua caridade. . assim também eu vos envio* +Jo BC. por'ue Deus 3ai assim o dese4a. e2pulsai os demZnios$$$* +Mt 1C.. SL/$ Jesus 'uer dar a saHde$ %le é o divino médico 'uer curar o 1omem totalmente +c!$ Mt -. 1L?1-/$ A intenção de Jesus é bem clara= (%stes milagres acompan1arão aos 'ue tiverem crido*$ J) mesmo durante a vida pHblica de Jesus. o seu amor e a sua caridade$ 8 amor de Jesus é sempre curativo< % a ninguém 'ue dele se apro2imasse teria dito= volta para casa com tua en!ermidade. e se beberem algum veneno mortal não l1es !ar) mal9 imporão as mãos sobre os en!ermos e eles !icarão curados* +Mc 1L.S/9 este !ato trou2e muitas MC $ n$ 1SC. . acontecem prod&gios e curas +c!$ At -.9 Mc 1. 1. os ap>stolos puderam testemun1ar o poder curativo 'ue %le l1es dava= pregavam e curavam os doentes +c!$ Mc L. BC/$ %is alguns relatos da era apost>lica= a/ 3edro cura um co2o de nascença. BB/9 b/ A sombra de 3edro. . passando por sobre os doentes os curava9 Deus !a"ia milagres e2traordin)rios por intermédio de 3aulo +c!$ At S.9 Lc N. eram dese4adas por Deus$ Jesus curava por'ue os via doentes.$ .

o Sen1or operava prod&gios por meio de 3aulo e Jarnabé +c!$ At 1. 'ue se voltam ao Sen1or +c!$ At N. 3aulo ressuscita um moço +c!$ At BC.-/9 1/ %m @rZade. 3aulo cura um 1omem alei4ado das pernas. pode?se sempre re"ar pela cura. por seu corpo 'ue é a Agre4a* +Col 1.. -?N/$ Se Jesus associou a evangeli"ação aos sinais vis&veis de seu poder presente na Agre4a. a 'uem nada é imposs&vel$ 8 dom da cura. pois é na !ra'ue"a 'ue min1a !orça mani!esta todo o seu poder* +B Cor 1B. os grupos de oração da Renovação Carism)tica Cat>lica t7m bebido e é poss&vel testemun1ar as maravil1as 'ue o Sen1or tem !eito neles$ -. 3aulo cura o pai de 3Hblio. o 'ue suscita a !é em muitos coraç:es. mas cabe ao Sen1or curar segundo a Sua vontade$ 0. impondo as mãos9 e cura os doentes da il1a +c!$ At B-. n$ 1SC-$ . sem deturpar sua intenção$ Ap>s a era apost>lica. os dons de cura começaram a e2pressar?se com mais !re'67ncia no meio do povo. .- . contribuiu para isso$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica atesta essa vontade de Deus em curar o seu povo e recon1ece= (8 %sp&rito Santo d) a algumas pessoas um carisma especial de cura para mani!estar a !orça da graça do ressuscitado*M1$ Dessa !onte maravil1osa.. 3edro ressuscita a @abita. M?1C/9 i/ %m Malta./$ Assim. como um aspecto da unção do 3entecostes renovado$ A Renovação Carism)tica Cat>lica.B. não se pode separar evangeli"ação e sinais. completo na min1a carne. M1 $ n$ 1SC-$ MB $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA.B. é bom lembrar 'ue (mesmo as oraç:es mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças*MB$ São 3aulo teve 'ue aprender 'ue (basta?te a min1a graça. por seus milagres em !avor do povo$ Associou?se assim. manteve?se !irme por v)rios séculos na Agre4a= ser santo era operar prod&gios e curas$ Depois do Conc&lio do Gaticano AA surgiram na Agre4a Cat>lica diversos grupos 'ue retomaram o uso dos dons carism)ticos$ Conse'6entemente. isto é um sinal 'ue a4uda a caracteri"ar um serviço espec&!ico ou ministério$ 0esse caso torna?se necess)ria uma !ormação espec&!ica e mais apro!undada$ Jesus assegura 'ue é poss&vel obter o 'ue se pede na oração +c!$ Mc 11. unida a !atos prodigiosos. co2o de nascença +c!$ At 1. especialmente. E ?u ndo # cur # não contece$B %ssa 'uestão é intrigante e in'uieta a muitos os 'ue se dedicam a orar pelos en!ermos$ %2iste sempre um mistério em torno da vontade de Deus$ 3or 'ue uns são curados e outros não[ %mbora se4a da vontade de Deus curar o seu povo.pessoas conversão para a !é9 e/ %m Jope.Lss/9 !/ %m AcZnio./$ A oração de cura est) intimamente unida !é no poder de Deus. a santidade ao !ato de se reali"arem milagres e curas em bene!&cio dos en!ermos$ %sta idéia da santidade. 1ss/9 g/ %m Listra. com o passar do tempo.uando o dom da cura começa a se mani!estar com !re'67ncia na vida do participante do grupo de oração. a Agre4a continuou a e2ercer estes dons de cura e milagres9 é con1ecida a !ama dos santos.N/$ %le ensina 'ue alguns so!rimentos devem ser suportados na vida e 'ue eles !a"em parte da camin1ada= (Agora me alegro nos so!rimentos suportados por v>s$ 8 'ue !alta s tribulaç:es de Cristo. A or ção de cur As orientaç:es e2pressas a seguir t7m um car)ter introdut>rio e servem como um rumo geral a todos os cristãos$ . dos m&sticos.

mas de orientaç:es aplic)veis total ou parcialmente nas reuni:es ou na din5mica do grupo de oração. tal como deve ser ministrada nas reuni:es de oração$ 0ão se trata de um modelo Hnico e !ec1ado. $ 8 conteHdo desse item. Nb/9 mas (um mesmo %sp&rito distribui todos esses dons a cada um como l1e apra"* +1 Cor 1B. p$ . pessoas portadoras de problemas psicol>gicos. servindo?se de instrumentos 1umanos$ 3or isso. marcada. se 1ouver oração de cura. pois ele !oi criado por Deus9 'ue ele não te dei2e.-. pode ser ad'uirida através de uma palavra de sabedoria ou do dom do discernimento$ 8 padre Dario JetancourtM. de amor ou de se2o. voltar logo ao louvor$ M. !oi tomado de Al&rio José 3%DRA0A. todo cristão pode pedir o dom de cura e. voc7 não pode omitir?se no cuidado da cura do psi'uismo dos participantes< %la é necess)ria e imprescind&vel para 'ue as pessoas ten1am sua nature"a interior sadia e este4am em boas condiç:es psicoemocionais. a palavra de ci7ncia. de !eridas ps&'uicas$ 3essoas 'ue passaram por momentos dolorosos e !icaram marcadas. no con4unto dos demais dons carism)ticos= ($$$a outro. escravi"ada. ou causa da doença$ @ambém a orientação sobre como orar e o 'ue di"er pessoa por 'uem se ora. se estiveres doente não te descuides de ti.L$ M. se a pessoa est) !erida. 'ue !ornece um (diagn>stico*. outros dons podem ser usados$ 3or e2emplo. abaladas$ São portadoras de traumas$ 8s traumas podem ser de mHltiplas espécies= traumas de re4eição de vida. con!orme a necessidade dos participantes$ D preciso discernimento para en!ocar os pontos sens&veis no esp&rito para a'uele momento$ As reuni:es espec&!icas para cura !&sica e cura interior em outros momentos poderão ser mais e2tensas e detal1adas$ 0o grupo. usa o te2to do %clesi)stico . também em seu Irupo. 11/$ D Deus 'uem cura sempre. 'ue te curar)*$ b/ Arrepender?se e con!essar os pecados +con!issão sacramental/= v$1C R (A!asta?te do pecado. A or ção de cur interior no . pois sua arte te é necess)ria*$ 0. bem como o do item M$B. amortecida interiormente. reergue as mãos e puri!ica teu coração de todo o pecado*$ c/ Ar missa e o!erec7?la pela cura= v$ 11 R (8!erece um incenso suave e uma lembrança de !lor de !arin1a9 !a"e a oblação de uma v&tima gorda*$ d/ 3rocurar o médico e tratar?se= v$ 1B R (%m seguida d) lugar ao médico.ou a graça de curar as doenças no poder do %sp&rito Santo é tratado na Sagrada %scritura de uma !orma bastante simples. na medida em 'ue re"ar pelos doentes. o %sp&rito ter) di!iculdades de agir nela$ A oração de cura não deve ser programada para abranger todo o tempo do grupo de oração$ %la acontece no decorrer da oração e. com toda certe"a.ru)o de or ção0% a2 &onsidera$/es K). passim$ 8 padre Al&rio !a" uma abordagem pr)tica da oração de cura. !eridas. sempre tão dolorosas9 escravidão e v&cios9 !rustraç:es diversas9 comple2os nos relacionamentos 1umanos e tantos outros$ Coordenador. acidentes. cirurgias e mortes de entes 'ueridos9 traumas de separaç:es matrimoniais. começar) a constatar 'ue as curas ocorrem$ 3ara re"ar pela cura. a graça de curar as doenças no mesmo %sp&rito* +1 Cor 1B. traumas de medos compulsivos e in'uietadores9 traumas de se2ualidade9 de e2peri7ncias marcantes em doenças graves. a !im de 'ue o %sp&rito santo de Deus possa nelas reali"ar a sua obra$ A graça de Deus para a santi!icação sup:e a nature"a apta e preparada$ Asto é. mas ora ao Sen1or. $ C!$.1. "rupos de ora$ão= como !a"er a graça acontecer. N?1B para indicar os passos para a cura= a/ 8rar pedindo a cura= v$ N ? (Meu !il1o.N . de acordo com o discernimento e plane4amento do nHcleo de serviço$ 8 leitor observar) uma mudança de estilo de linguagem$ .

C . desamores. orar sobre todos os poss&veis acontecimentos dolorosos ocorridos como= problemas de relacionamento em !am&lia. voc7 programa o processo necess)rio de cura dos seus irmãos$ Goc7 pode utili"ar?se de diversas oportunidades como= o transcurso da pr+pria reunião de oração9 uma ou mais reuni:es programadas para a oração de cura interior9 um retiro de !im de semana todo dedicado cura dos participantes9 ou ainda um semin)rio de cinco.$ Da meninice. B$ Do nascimento até . S$ Da 4uventude até o casamento. interceder. pedir a cura em nome de Jesus.$ S$ Motivação oração de cura interior Criar clima da presença de Jesus. ou . problemas de se2ualidade. L$ Da vida matrimonial. re4eiç:es. traumas de acidentes. mortes. . com !é viva.2.$ Da adolesc7ncia. !a"?se oração de cura interior por uma determinada )rea da vida das pessoas$ Goc7 pode programar oraç:es de cura interior dos problemas= 1$ Da !ase da vida intra?uterina. invocando?o e adorando?o Apresentar e entregar o problema a Jesus Se !or necess)rio. en!ermidade. pré?natal. para 'ue a cura possa acontecer$ d2 0ra$ão de cura interior por etapas Goc7 pode programar uma camin1ada de cura interior reali"ando?a por etapas ou )rea de relacionamento$ Goc7 reserva vinte a trinta minutos da reunião de oração para !a"er a graça acontecer$ %m cada reunião. . M$ Da !ase escolar. etc$ 0. sem preparar os coraç:es !eridos$ #aça bem !eito. pelo poder do seu sangue$ 8rar em l&nguas L$ 3edir os !rutos do %sp&rito Santo de Deus para criar nova realidade psicol>gica e emocional M$ Agradecer e louvar pela cura$ Analise. sete semanas. a partir da realidade de seu Irupo. reali"ar os passos do perdão 8rar pela cura interior. dos S aos 1C anos. cada um destes passos e perceba a se'67ncia l>gica e necess)ria e2istente entre eles$ 0a oração de cura interior não se4a imediatista$ 0ão pule degraus$ 0ão passe de imediato a reali"ar o passo nHmero cinco.ru)o de or ção . todo dedicado cura dos participantes$ c2 &omo orar 0as oportunidades surgidas durante a reunião de oração pode?se seguir esses passos= 1$ B$ . sabedoria e con!iança.$ . anos. Or ção de cur &2#ic no .b2 =uando orar para a cura interior A necessidade de cura interior é evidente$ 8 povo de Deus é !erido$ 3or isso. -$ Do tempo de trabal1o$ 0essas etapas.

mal?alimentado mal?cuidado. animado por algumas pessoas maduras. Coti(o# ?ue i$)ede$ ou di&icu!t $ cur Sabe?se 'ue Deus 'uer a cura dos seus !il1os9 se ela acontece num momento ou noutro. um ministério de oração pelos en!ermos.a2 &onsidera$/es Dentre os participantes de seu Irupo de 8ração 1) sempre portadores de problemas de saHde !&sica. a 3alavra de Deus escol1ida. uma grande oração de cura !&sica !ora da reunião de oração$ 0esta reunião programada.Sss$ . intermedi)rio e intercessor dos seus irmãos doentes com Jesus. através de palavra de ci7ncia. o coordenador assume a palavra e deve re"ar pela saHde !&sica. durante as reuni:es de oração$ %ssa oportunidade pode ser percebida na oração de um participante 'ue re"a pedindo saHde.uem so!re necessariamente procura solução para os seus males$ D preciso compreender a realidade de 'uem so!re$ D preciso sentir o 'ue sentem e aliar?se a eles para a solução de suas doenças e so!rimentos$ Jesus é o mesmo ontem. 'ue se dispon1am a re"ar pelos necessitados de saHde !&sica$ 8 Irande oração de cura !&sica !ora da reunião de oração= reali"e periodicamente. menores ou mais graves$ Jesus ressuscitado continua amando e tendo compai2ão dos en!ermos e doentes 'ue participam de seu Irupo de 8ração$ %le pode cur)?los$ #a" parte de sua missão provocar encontros entre os portadores de problemas de saHde do seu Irupo de 8ração e Jesus$ Sua missão inclui a tare!a de ser mediador. ou através de uma pro!ecia na 'ual o Sen1or !ala 'ue est) a curar. observa?se 'ue algumas ra":es ou motivos podem impedir ou di!icultar a cura$ #rancis MacnuttMS c1ega a enumerar 11 dessas causas. é Htil levar em consideração tr7s passos= criar clima !avor)vel oração de cura !&sica. admitindo ainda 'ue outras devem e2istir$ Algumas parecem mais !undamentais e comuns= MS $ @ 7esus que cura. tudo se4a direcionado para despertar a !é na presença e poder de Jesus vivo e preparar os coraç:es para receberem as b7nçãos da saHde$ 8 8ração de cura !&sica nas reuni:es de oração= outra oportunidade para re"ar pedindo saHde é aproveitar as c1ances 'ue se apresentam naturalmente. 1o4e e sempre$ Sabemos do nHmero cada ve" maior de pessoas 'ue são curadas nos nossos grupos de oração$ Como coordenador. a cada m7s ou dois meses.uem é doente so!re$ . os testemun1os. os cantos. nas necessidades apresentadas$ 3ara a e!ic)cia da oração pedindo cura !&sica. voc7 deve estar atento e aberto a !a"er a graça da saHde acontecer nos participantes do seu Irupo de 8ração$ b2 0portunidades de orar pelos doentes São diversas as ocasi:es e possibilidades de se interceder pelos necessitados de saHde= 8 Criar um serviço carism)tico permanente de oração pelos doentes. ou de outro modo$ Ao perceber a oportunidade. para 'ue os possa curar$ 0osso povo tão empobrecido. orar ao Sen1or pedindo a cura e agradecer e testemun1ar a cura recebida$ 7.1 . ou mesmo se não acontece. p$ B. é muito doente$ . cabe somente a Deus con1ecer os Hltimos motivos ou ra":es$ Contudo. esclarecidas e acol1edoras dos carismas.

ali não !e" milagre algum. é necess)ria para a vida em todos os momentos e não somente por ocasião das en!ermidades$ 8 %vangel1o di"= (%stando Jesus em 0a"aré. por 'ue duvidaste[* +Mt 1./$ a mul1er pecadora. S-9 Jo 1B. e não o Sen1or 'ue cura$ 3rocuram a cura como um ato pelo 'ual se livram de suas en!ermidade ou problemas emocionais$ Juscam a cura nos grupos de oração..?. . como #il1o de Deus. SC/$ 8 cristão de 1o4e precisa. .. . sem um interesse maior em mel1orar sua vida espiritual. 1. revelador do amor do 3ai. por outro lado.. l1e disse= (@ua !é te salvou9 vai em pa"* +Lc M. ap>s ter acalmado a tempestade. . aumenta?nos a !é* +Lc 1M. S?L9 Mt 1. se4a !eito con!orme a tua !é* +Mt -. B/$ a 1emorro&ssa %le disse= (#il1a. por causa da descon!iança dos 'ue com ele estavam* +Mc L.L$ ./$ 8 te2to de Lucas L. 1umanamente !alando$ D preciso !é. Jesus disse aos disc&pulos= (Como sois medrosos$ Ainda não tendes !é[ +Mc .M/9 por ve"es. (ele se contristava com a dure"a de seus coraç:es* +Mc . até 'ue a causa origin)ria se4a removida*ML$ ... na casa de Simão. 12' b) A falta de perdão Jesus parece colocar um acento especial no perdão como condição para a cura9 insiste para 'ue se re"e por a'ueles 'ue causaram mal a outrem e até 'ue se ame os inimigos +c!$ Mt S. S/9 pois Jesus é o (autor e consumador da nossa !é<* +Kb 1B.uando se re"a por alguém se dese4a todo o bem$ % o perdão vir)< c/ 0 pecado ML $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. salvador do 1omem. e !é !irme< % ao estender?l1e a mão e segur)?lo l1e disse= *1omem de pouca !é. e2igiu dele um ato de !é. p$. como !i"eram os ap>stolos= (Sen1or. (vendo a !é da'uela gente* +Mt N. como sempre./$ %le curou o paral&tico. decisão da vontade e con!iança em Deus< (8rai pelos 'ue vos maltratam e perseguem* +Mt S. e essa en!ermidade 1abitualmente permanece. da vida comunit)ria eclesial$ 3rocuram a cura em si. tanto 'uanto no espiritismo ou curandeirismo$ Jesus ensina 'ue a !é em sua pessoa.. curava por'ue via a !é presente nos pedidos de cura: (Gai. . . se apro2imar de Jesus com toda a !é do coração9 se ainda não a tem. . S/$ Ao convidar 3edro para 'ue este camin1asse sobre as )guas./$ .B . não curado pelos disc&pulos.M (perdoai e sereis perdoados*. &arismas no grupo de ora$ão. estando pregado na cru"= pediu ao 3ai 'ue perdoasse a seus algo"es +c!$ Lc B. mais !acilmente acelera?se o processo curativo$ Jesus deu o e2emplo.-/$ A !alta de perdão parece ser uma das causas mais constat)veis do por'u7 de muitos não receberem a cura$ Constata?se 'ue (o >dio e os maus relacionamentos provocam todas as espécies de en!ermidades. Jesus os censura di"endo= (#oi por causa da vossa !alta de !é<* +Mt 1M.1/$ Diante do menino epiléptico... e não apenas um sentimento passageiro$ Jesus abençoa a decisão do 1omem e !a" !luir o seu amor. capacitando?o para o perdão$ A !alta de perdão poder) impedir a cura9 o perdão o!erecido de coração sincero acelerar) a cura$ 3erdoar não é !)cil. BC/$ 0a travessia do lago de @iber&ades. repreendeu os disc&pulos= (1omens de !é pe'uenina<* +Lc 1B. B-/$ Se por um lado. em participar dos sacramentos.uanto mais se perdoa de coração.a/ ( falta de fMuitos procuram a cura como tal. . Jesus notava a !alta de !é nos ouvintes. pode também ser acomodado assim= (perdoai e sereis curados*$ 8 perdão é decisão !irme da vontade.C/$ Ao !alar da provid7ncia do 3ai. a tua !é te salvou$ Gai em pa" e s7 curada do teu mal* +Mc S.. pode re"ar pedindo.

B? ..?B. da lei do %vangel1o. serenidade..8 pecado blo'ueia a comun1ão de vida com o Sen1or$ Se o pecado é transgressão da lei de Deus +c!$1 Jo . antes de re"ar por alguém. lev)?lo con!issão sacramental$ :. B. 1M?BL/$ 3ara Jesus. 'ue é !undamentalmente amor a Deus e aos irmãos$ Jesus. perdoou primeiro o seu pecado e a seguir o curou de sua paralisia +c!$ Lc S. mantendo?se (na brec1a* para 'ue Deus possa agir$ &(1:./. . é sempre aconsel1)vel pedir a Jesus 'ue perdoe seus pecados$ %. e'uil&brio. se assim age. emocional e espiritualmente$ 8 perdão de Deus tra" calma. até 'ue a cura total se4a constatada$ 3ode acontecer 'ue o empecil1o para a cura este4a no ministro e não no (paciente*9 por isso.. Jesus recomenda o perdão antes da oração para 'ue esta se4a ouvida$ %le também recomenda a reconciliação antes da o!erta sacri!ical +c!$ Mt S. neste caso.uem cumpre os mandamentos ama a Deus9 e. B19 1 Jo S. o amor a Deus é 4ustamente cumprir seus mandamentos$ .S/$ “%le é 4usto e !iel para nos perdoar os pecados e para nos puri!icar de toda ini'uidade +1 Jo 1. ao curar o paral&tico. não peca e vive em sua graça +c!$ Jo 1. ./$ Muitas en!ermidades prov7m da !alta de observ5ncia da lei de Deus.. a transgressão de alguma lei de Deus. cada um deve veri!icar suas condiç:es espirituais$ 8corre também considerar 'ue nem sempre a cura é imediata$ 8 tempo e2ato em 'ue a pessoa deve ser curada depende apenas de Deus$ 8 necess)rio ao cristão é 'ue !aça a sua parte./$ Jesus veio libertar e salvar o 1omem do pecado$ 8 perdão pode ser ad'uirido pelo sacramento da reconciliação$ Jesus se tornou (a e2piação de nossos pecados* +c! 1 Jo . a paralisia estaria de alguma !orma relacionada com o pecado$ %m Marcos 11. sendo poss&vel. BS. não se alimentava direito.<!0 5050 Car sma da -. vivendo sob calmantes$ Ao conversar com o sacerdote constatou?se a violação de uma lei moral$ A pessoa !oi con!ortada e recebeu o sacramento da reconciliação$ % ela se re!e" !&sica. a inobserv5ncia de seus mandamentos$ Certa ocasião.// MM .N/$ A e2peri7ncia de orar pelos en!ermos tem ensinado 'ue muitas ve"es as en!ermidades !&sicas e emocionais t7m causas espirituais. uma pessoa estava desesperada= não dormia. Conc!u#ão Algumas ve"es o caso e2ige 'ue se ore v)rias ve"es. isto é. saHde e cura< 8 pecado é algo 'ue destr>i o e'uil&brio da personalidade 1umana$ Ao re"ar por alguém em !avor de sua cura.

1Ss/$ A !é teologal vem em conse'67ncia do batismo.-/$ 2. pois muitos s> cr7em em si mesmos. mas adere pro!undamente s suas verdades. é um grande desa!io.$L/$ A !é é. 'ue se importa com sua vida$ Crer em Jesus Cristo como o enviado do 3ai. no seu din1eiro. . con!usa. do testemun1o. L/$ #undamentada na 3alavra de Deus. o salvador do mundo$ Crer também no %sp&rito Santo 'ue edi!ica a Agre4a de Cristo e a santi!ica$ Crer 'ue o %sp&rito Santo é o poder de Deus$ % por'ue cr7 nas tr7s pessoas da Sant&ssima @rindade. no mundo de 1o4e. indi!erente$ A !é é como um raio de lu" 'ue parte de Deus para a alma$ 8 %sp&rito Santo.. onde os 1omens (não suportam a sã doutrina* +c!$ B @im .e BN/ e !oi adaptado para esta apostila$ . é uma certe"a a respeito do 'ue não se v7$ #oi ela 'ue !e" a gl>ria de nossos antepassados$ 3ela !é recon1ecemos 'ue o mundo !oi !ormado pela palavra de Deus e 'ue as coisas vis&veis se originaram do invis&vel$ +$$$/ 8ra.que acredita2 3or ela o cristão acredita nas verdades reveladas por Deus sobre si mesmo e sobre o 1omem e 'ue são de!inidas pela Agre4a$ A !é teologal !a" o 1omem crer !irmemente em Deus como seu 3ai. na vida de oração e na vida comunit)ria. em Hltima an)lise. nas coisas 'ue são concretas$ J) não acreditam nos outros irmãos e a !é em Deus est) muito !ragili"ada$ Algumas ve"es trata?se de uma !é tradicional.teologal ou doutrinal Df. 1?./$ b2 9. o #il1o de Deus. é necess)rio 'ue se creia primeiro 'ue ele e2iste e 'ue recompensa os 'ue o procuram* +Kb 11. 'ue se tornam lu" e amor para seu camin1o$ %ssa !é teologal é necess)ria para a salvação +c!$ Il B.. pp$ B. nos seus planos. nas suas pr>prias capacidades.ue benção é poder ter certe"a 'ue a !é é dom derramado< (3or'ue é gratuitamente 'ue !ostes salvos mediante a !é$ Asto não provém de vossos méritos. Introdução 8 cristão pode ter ousadia em sua vida sabendo 'ue é uma pessoa de !é$ 3ode reivindicar a !é necess)ria para 'ual'uer situação$ .virtude Df.?. a !é virtude ou !ruto do %sp&rito Santo e o dom carism)tico da !é= a2 9. 'ue é o autor da !é. a !é teologal é um grande sustento para o cristão do mundo de 1o4e. . da cate'uese$ D ela 'ue apro!unda a esperança e !a" o 1omem agir na caridade +c!$ Il S. sub4etiva. mas é puro dom de Deus* +%! B.1. sem !é é imposs&vel agradar a Deus. dando assim sentido vida cristã de muitos bati"ados 'ue viviam indi!erentes ao seu estado$ 3ara compreender bem o 'ue é o dom carismático da f-. vaga. o 1omem não s> cr7 intelectualmente. nos sacramentos. nos seus pr>prios talentos. um dom 'ue o %sp&rito Santo colocou disposição do 1omem para 'ue ele possa e2perimentar concretamente da onipot7ncia de Deus$ A !é. condu"indo?o a uma entrega total a Deus e sua $ %ste conteHdo !oi composto originalmente na Apostila de Irupo de 8ração da %scola 3aulo Ap>stolo +1NNN. !ria. é necess)rio !a"er a distinção entre= a !é teologal ou doutrinal. vem ao mundo de 1o4e reavivar. do anHncio de Cristo.que confia2 Leva o 1omem a con!iar plenamente na reali"ação das promessas de Deus$ Ampulsiona?o a ir além do ato de aderir s promessas de Deus. Conceito A Carta aos Kebreus apresenta em seu cap&tulo 11 um dos te2tos mais e2pressivos a respeito da !é$ Di" o te2to sagrado= (A !é é o !undamento da esperança. super!icial. pois para se ac1egar a ele.

ao ver os eg&pcios se apro2imarem$ • %2 1..provid7ncia +c!$ Mt L.. vive segundo a mentalidade de Jesus Cristo9 não s> con1ece os mandamentos com sua intelig7ncia. mas interiori"a?os no coração. a uma !irme"a de atitude ou a algum ato 'ue libera a b7nção de Deus07 +c!$ Mc 11.B1?B. embora recon1ecendo o seu pr>prio corpo sem vigor R pois tin1a 'uase cem anos R e o seio de Sara igualmente amortecido$ Ante a promessa de Deus. vive os ensinamentos de Deus não como obrigação.1M/$ %sta !é virtude leva o 1omem a crer e e2perimentar a bondade.R cananéia Mc S.?1. S?1.?B. pratica a 3alavra de Deus. a miseric>rdia e o amor de Deus na sua vida +c!$ 1 Jo . ao 'ual adere a sua vontade. uma ve" 'ue a !é est) gravada no mais pro!undo do seu coração +c!$ Rm . 1N?B1/$ c2 0 dom carismático da f. BC?. 1N?B19 1. BS/$ 3ela !é virtude.. tornando sua oração um ato de !é con!iante= (Se Deus é por n>s. R 1emorro&ssa Lc S. BB?B..1?. como est) escrito= 8 4usto viver) pela !é$ Abrão não vacilou na !é. não descon!iou. não vacilou. 1./$ (3or'ue nele se revela a 4ustiça de Deus.BS?. a uma decisão. o 1omem se abandona provid7ncia divina.?1.C/$ %ssa certe"a é tão especial 'ue Deus age. 'ue se obtém pela !é e condu" !é. R centurião Mt 1S. 1L?B1 R Moisés estende a mão sobre o mar. mas !orte impulso interior.. mas por amor.enhor. R ressurreição de L)"aro$ $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.B1 R paral&ticos e os amigos Jo 11. 'uem ser) contra n>s[* +Rm -.Df..9 Mt 11..1C R Moisés diante das murmuraç:es do povo. pois agia com muita autoridade e con!iança$ A !é dava?l1e a certe"a antecipada de 'ue o Sen1or agiria a seu !avor$ • • • • • M- Milagres reali"ados por Jesus em ra"ão do dom carism)tico da !é= Mt -. &arismas.. e o resultado mani!esta a gl>ria de Deus$ 8 padre 8vila MelançonMN ensina 'ue este dom é dado em vista de a4udar a orar (com absoluta con!iança e sem duvidar*$ 3.o .9 1 Rs 1-.. . e2perimenta e cr7 na bondade e miseric>rdia de Deus$ 3or esta !é o 1omem prova a si mesmo e ao mundo 'ue a 3alavra de Deus não é uma utopia.eu# 0a 3alavra de Deus e2istem v)rios epis>dios 'ue descrevem a ação poderosa de Deus movida pela !é= • Rom .expectante2 A !é carism)tica se mani!esta 'uando uma pessoa é movida a ter uma con!iança &ntima de 'ue Deus agir) de !orma atual$ %ssa con!iança leva a uma oração convicta.. BC?.1?. R resposta de Deus$ • %2 1.S . mas conservou?se !orte na !é e deu gl>ria a Deus* +Rm 1. p$ MN $ C!$ 7esus ?ive e . n$ L-$ . B. O do$ d &* n P ! (r de .B.1M9 .C R %lias e os pro!etas de Jaal R usou %lias o dom carism)tico. 1L/. • %2 1. con!iante 'ue Deus ir) operar maravil1as$ • 1 Rs 1-.9 %2 1. 1..

Conc!u#ão 8 dom da !é é um presente 'ue Deus d) para o bem da comunidade. curando. nem (!orçar* Deus agir com (palavras de !é*$ A !é é um dom gratuito e o cristão deve. sempre crer 'ue %le !a" o mel1or e nunca decepciona a'uele 'ue nele con!ia. libertado e reali"ando milagres 'ue levem edi!icação do Reino$ Jesus di"= (Se creres.<!0 #@&*A0 . assim como os demais dons$ 0unca é demais notar 'ue esse dom est) pro!undamente associado com a caridade$ Como os dons são dados para o bem comum.C/$ 0ão é preciso (!a"er !orça* para ter !é.%. como di" São 3aulo. 'uanto mais vosso 3ai celeste dar) boas coisas ao 'ue l1e pedirem* +Mt M.. O e+erc2cio do do$ c ri#$5tico d &* 8 dom carism)tico da !é é sempre crer incondicionalmente no poder de Deus9 crer é saber 'ue %le agir) a'ui e agora para o bem do povo. com muita tran'6ilidade.11/$ '. como di" Jesus= (Se v>s 'ue sois maus sabeis dar boas coisas a vossos !il1os. o cristão deve se empen1ar em procurar a caridade.om d" M lagr"s .1/$ Assim. para reali"ar as obras 'ue constroem o Reino e edi!icam a Agre4a$ &(1:. é bom e necess)rio pedir com insist7ncia ao 3ai o dom da !é. sua pr)tica re!lete a caridade$ Assim também acontece com o dom da !é$ 3ortanto. mas deve também aspirar igualmente aos dons espirituais +c!$ A Cor 1. ver)s a gl>ria de Deus* +Jo 11.L . .

L9 1. seu poder glorioso$ %ram sinais e prod&gios 'ue con!irmavam a !é do povo no Hnico Deus verdadeiro$ 2./$ . . 1.-/9 e estreitamente ligados. vendo seus milagres e ouvindo a sua palavra< -C $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. 'ue desa!ia a ra"ão e transcende as leis naturais9 este dom é simplesmente a 1abilidade dada por Deus de cooperar?se com %le. combinados com a evangeli"ação 'ue proclamava $ %videnciava?se.?L9 Jo 1B. dos pro!etas +c!$ 1 Rs 1M. sua predileção por seu povo escol1ido.uando acontece uma cura instant5nea.. mas este dom não se limita ação de Deus na restauração da saHde$ %m alguns casos. ou a e2ecução de algo 'ue se4a contr)rio s leis da nature"a9 é um !enZmeno sobrenatural. de Engido do 3ai pelo %sp&rito Santo +c!$ Lc . . a palavra (milagre* vem acompan1ada de um ou outro termo +revelando ser o milagre uma mani!estação de !orça divina e sinal de ação de Deus/$ 8 'ue mais se realça nos milagres de Jesus é ser um !ato e2traordin)rio= cura instant5nea de doenças incur)veis. provando a presença viva de Deus 4unto ao seu povo eleito$ Muitos milagres eram operados através dos patriarcas +c!$ %2 M. sua divindade de Messias./. para a abertura da !é e con!irmação de sua união com o 3ai +c!$ Jo L.1. Mss9 1 Rs 1-. ressurreição dos mortos. a ação de Deus é sHbita e e2traordin)ria$ . 1.uantos creram por causa dos milagres de Jesus< .. é milagre por'ue o !ator intervenção de Deus é >bvio a ponto de não ser re!utado$ 8u ainda= (8 milagre é um acontecimento ou evento sobrenatural. B9 Lc M.M . desde o Antigo @estamento. o 'ue !a" o povo se maravil1ar$ 8 escopo evangélico é o de ressaltar a mani!estação da !orça e o car)ter de sinal$ %ste é o sentido dos milagres de Jesus= abrir os ol1os sobre o mistério de sua 3essoa< As curas e milagres estavam pro!undamente relacionados com a 3essoa Divina de Jesus.9 1C. Introdução 8 dom de milagres sempre esteve presente na 1ist>ria da salvação. en'uanto %le e2ecuta os milagres através de um ato cooperativo com os 1omens*-C$ @odo milagre cristão aut7ntico aponta para a cru" e a ressurreição.C?. . assim. Jesus operava milagres. . multiplicação dos pães. de demonstração de !orça e de sinais9 geralmente.re# 8s evangelistas usam tr7s termos ao se re!erirem intervenção de Deus em Jesus= !alam de !atos miraculosos. sua assist7ncia divina. 1Nss/ e outros tantos narrados na J&blia$ 8s milagres atestavam a divindade do Deus da Aliança. começando com o milagre inicial da salvação e continuando através de todos os grandes e pe'uenos milagres subse'6entes 'ue !ormam a 1ist>ria de milagres pessoais$ 8s milagres são intervenç:es diretas de Deus na nature"a do 1omem ou na ordem da criação$ 8s milagres provam o poder de Deus agindo na vida dos 1omens. S-9 Mc L. B1/$ Durante a vida pHblica. p$. levando?os a uma !é sempre mais crescente$ 3..uantos creram nU%le.9 Mc -. 1C9 At 1C.B9 1. Jesus não apenas operava milagres para suscitar a !é em seus ouvintes9 pois.. !re'6entemente. <e#u# e o# $i! . "rupo de ora$ão. por causa da sua obstinação. -?1. BCss9 B Rs B. Conceito 8 'uinto carisma re!erido em 1 Cor 1B é o (dom de milagres*$ %sse dom pode ser de!inido como uma ação do poder de Deus intervindo e2traordinariamente em determinada situação$ Algumas curas são milagres. 11/9 estavam relacionados com o poder 'ue %le tin1a como #il1o de Deus +c!$ Mc B. dei2ando?se levar pela compai2ão diante do so!rimento 1umano +c!$ Mt N. B-?BN9 11. 1. apesar dos milagres os 4udeus não acreditavam nU%le +c!$ Mt 1. muitas ve"es.M$ .M/$ Mas. .

1?L9 Mt 1B. o milagre não apenas revelava a bondade de Deus e sua compai2ão pelos 1omens ao cur)?los. 1C/9 (. dos alei4ados 'ue eram curados. seu poder$ 8 mesmo aconteceu com os ap>stolos na Agre4a 3rimitiva= (8 Sen1or cooperava com eles e con!irmava a sua palavra com os milagres 'ue a acompan1avam* +Mc 1L.. de testemun1)?Lo ante os 1omens de todos os tempos e naç:es . 1ss/.- . BC/$ %.re/ e o# $i! . -1 $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. assim também eu vos envio* +Jo BC. (con!ere?l1es o poder de e2pulsar os esp&ritos imundos e de curar todo o mal e toda a en!ermidade9 de anunciar o Reino de Deus e de curar os doentes9 de ressuscitar.uem vos recebe. provocaria milagres como con!irmação da ação de Jesus. 1ss/. de milagres.Sss/.C/$ Ao escol1er ap>stolos. S)' D o 'ue se ver. Jarnabé e 3aulo contaram assembléia 'uantos milagres e prod&gios Deus !i"era por meio deles entre os gentios +c!$ At 1S. BL9 Lc M. . para continuar a atrair para %le os 1omens de todos os tempos$ Assim.8s milagres eram também um meio do povo glori!icar a Deus= ao curar a mul1er 'ue vivia encurvada !a"ia de"oito anos +c!$ Lc 1. (até os con!ins do mundo*$ A Agre4a 3rimitiva entendeu 'ue a !é em Jesus. pela !orça do %sp&rito Santo +c!$ Il l .. mas (e!etuava também a salvação de Deus$ D um ato de !orça. dos cegos 'ue viam +c!$ Mt 1S. 'ue os (revestiria da !orça do alto* +c!$ Lc B.1/. A I. . 'ue tin1am tocado seu corpo. . "rupo de 0ra$ão. 1B/$ Deus (!a"ia milagres e2traordin)rios por intermédio de 3aulo. missão 'ue Jesus l1es dera.uem vos ouve. e a implantação do seu Reino +c!$ Mc L. mesmo depois da ascensão de Jesus ao 3ai$ Jesus l1es prometera o %sp&rito Santo. 1?L/$ 8 anHncio do %vangel1o e os milagres acompan1aram os ap>stolos. BB9 N. con!irmando sua e!ic)cia. -/. . p$ . para repelir os advers)rios de Deus= uma irrupção do divino neste mundo. tanto dos ap>stolos 'uanto dos seus ouvintes. de puri!icar os leprosos* +Mt 1C. e ao mesmo tempo um sinal do mundo vindouro*-1$ Sinali"ava?se deste modo a presença salv&!ica de Deus em meio aos 1omens. e recebe a'uele 'ue Me enviou* +Mt 1C. 1-ss/$ 8s milagres de Jesus con!irmavam a sua doutrina R é o 'ue os %vangel1os a!irmam em tantos relatos 'ue tra"em$ A evangeli"ação de Jesus era acompan1ada de sinais prodigiosos. B1/9 (. 11?1B/$ Assim como Jesus. para cumprimento de suas tare!as. 1?-/$ % os ap>stolos (partiram e percorriam as aldeias. BN?. o povo !oi levado ao entusiasmo9 ao presenciar a cura de um cego em Jeric> +c!$ Lc 1-. o povo glori!icava o Deus de Asrael9 ao suscitar a !é. eram levados aos en!ermos9 e a!astavam?se deles as doenças e retiravam?se os esp&ritos malignos* +c!$ At 1N. pregando o %vangel1o !a"endo curas por toda a parte* +Lc N. por e2emplo.. de poder.N/. reali"ada por 3edro e João$ 0o Conc&lio de Jerusalém. de modo 'ue lenços e outros panos.re# Jesus não guardou somente para si este poder 'ue %le tem como #il1o de Deus9 nem o restringiu somente ação. ap>s a ressurreição. (mani!estou sua gl>ria e os disc&pulos creram nU%le* +Jo B. mudando a )gua em vin1o saboroso.- . na cura do co2o 4unto 3orta #ormosa do @emplo +c!$ At .9 Il S. ao !a"er o milagre em Can). a gl>ria de Deus continuaria sendo mani!estada pelos (sinais miraculosos* edi!icando e !a"endo crescer a !é dos ouvintes$ 0a comunidade cu4os membros se dei2am guiar pelo %sp&rito Santo +c!$ Rm -. dos co2os 'ue andavam. 1Css/. a mim ouve* +Lc 1C. B-9 Lc M. o povo deu gl>ria a Deus9 ao curar o paral&tico em Ca!arnaum +c!$ Mt N. 11/. %le deu a mesma missão 'ue teve : (Como o 3ai me enviou. aos seus gestos e aos anos em 'ue viveu no mundo$ Jesus 'uis 'ue a Agre4a também !osse participante deste seu poder. possibilitava ver a gl>ria de Deus +c!$ Jo 11. o povo glori!icou a Deus por ter dado tal poder aos 1omens9 ante ao espet)culo dos mudos 'ue !alavam. M9 M.. a Mim recebe.N$1. 'ue l1es daria (!orça* +c!$ At 1.C/$ 0este sentido.

pode?se de !orma mais convincente publicar as (maravil1as de Deus 1o4e e sempre$ Amém< DIDEIOFRA1IA AJAJ. Conc!u#ão 8 dom de milagres estar) sempre presente na Agre4a. consegu&?lo?ão de meu 3ai 'ue est) no céu* +Mt 1-. na ação de graças. Jesus se torna presente como A'uele sobre o 'ual coloca a sua complac7ncia +c!$ Mt . no louvor. os milagres 'ue por meio de pessoas.N . no mesmo %sp&rito* +%! B. nos tempos atuais. da Agre4a triun!ante ou da Agre4a militante*-B$ -. p$. a cada cristão. !ar) também as obras 'ue eu !aço. Jonas$ (spirai aos dons espirituais' .. não é de estran1ar 'ue milagres aconteçam realmente$ Jesus prometeu sua presença +c!$ Mt 1-. 1M/$ @oda ve" 'ue se reHnem em nome do Sen1or Jesus.1L$BS/. um re!lorescimento dos dons carism)ticos na Agre4a9 o dom de milagres continua sendo necess)rio para o surgimento e !ortalecimento da !é em Deus$ Assim. no 0ovo @estamento com Jesus e sua Agre4a$ %le 'uer operar 1o4e. 'uer diretamente. no amor.-$ . (tendo por %le acesso 4unto ao 3ai. por meio de cada bati"ado$ Sua vontade não mudou$ % 'uando se reHnem pessoas para louvar a Deus e proclamar sua gl>ria. como agiu no Antigo @estamento. por'ue eu vou para o 3ai* +Jo 1. 1NN-$ -B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. 1B/$ Cabe. pois são promessas de Jesus a toda sua Agre4a= (. e ninguém 'ue ten1a !é em Deus.BC/= (se dois de v>s se reunirem sobre a terra.uem cr7 em mim. os milagres podem ocorrer de !orma natural. "rupo de ora$ão. !ortalecendo a !é de todos$ Ainda é preciso acreditar mais e mais neste dom de milagres no coração da Agre4a$ 3or meio dele. ed$ São 3aulo= Lobola. e !ar) ainda maiores do 'ue estas. 1N/$ 8nde est) a Agre4a reunida na !é. os milagres se tornam presentes. duvida 'ue %le ten1a operado as curas. para pedir se4a o 'ue !or. 1-/. (os casos de curas e de milagres são de todos os tempos. mani!estando a santidade de Deus e sua ação no mundo. e!etivamente. na esperança. provando seu amor$ Deus continuar) agindo de !orma e2traordin)ria.. em resposta oração de seus santos. pois. abrir?se sempre mais a este dom 'ue é também necess)rio nos dias de 1o4e$ K).

1-M p$ MAC0E@@.enhor $ 3AEL8 GA$ Evangelii nuntiandi = e2ortação apost>lica sobre a evangeli"ação no mundo contempor5neo$ N ed$ São 3aulo= 3aulinas.o . Salvador Carrillo$ ( %enova$ão no Espírito . 1NN. ed$ São 3aulo= Lobola. decretos. BCCC$ D%IRA0DAS.. Qilian e M80@AIE%. Jogot) +ColZmbia/= Centro Carism)tico Minuto de Di>s.$ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA$ . Santa$ 0 diálogo$ São 3aulo= 3aulinas. Lobola. 1NN. M. Ieorge$ (vivar a chama' São 3aulo= Lobola. declaraç:es$ Antrodução e &ndice anal&tico de #rei Joaventura Qloppenburg$ Coordenação geral de #rei #rederico Gier$ B1 ed$3etr>polis= Go"es.$ C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D$ *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura$ Cidade do Gaticano= Libreria %ditrice Gaticana. 1NNL$ J8W8 3AEL8 AA$ &hristifidelis !aici= e2ortação apost>lica sobre vocação e missão dos leigos na Agre4a e no mundo$ São 3aulo= 3aulinas. decretos. 1N-N.$ #ALG8. 1N-1$ MADR%. 1N-L ccccc$ . Robert$ &arisma. #rancis'@ 7esus que cura' São 3aulo= Lobola.anto' Rio de Janeiro= Louva?a?Deus.$ ed$ 3etr>polis= Go"es.ALDA]..ed de #i+s. 31ilippe$ (spirai aos carismas' Aparecida= Santu)rio. São 3aulo= 3aulinas. 1NN1. 1NN1$ M%LA0V80. p$ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA$ (postolicam (ctuositatem$ An$ C8M3O0DA8 D8 GA@ACA08 AA= constituiç:es. declaraç:es$ Antrodução e &ndice anal&tico de #rei Joaventura Qloppenburg$ Coordenação geral de #rei #rederico Gier$ B1 ed$3etr>polis= Go"es. dons do amor de #eus' B ed$ Campinas= Raboni. 1NN1.M?11M$ C80#%RO0CAA CA@PLACA D8S %EA$ #eclara$ão pastoral sobre a %&&' das1ington= D$C$. pp$ . Ave?Maria.8vila$ 7esus vive e . pp$ SBM?SL. 1N-M$ CA@ARA0A D% S%0A. 1N-. 1N-. Al&rio J$ &arismas para o nosso tempo = re!le2ão teol>gica e pastoral$ São 3aulo= Lobola. 1N-. 1N-L$ 3%DRA0A. 1N-M$ JYJLAA SAIRADA$ @radução dos originais mediante a versão dos monges de Maredsous +Jélgica/$ S-$ ed$ São 3aulo= Ave?Maria.$ MCD800%LL. 1NN$ SC .$ ccccc$ !umen "entium$ An$ C8M3O0DA8 D8 GA@ACA08 AA= constituiç:es. S$ 0 despertar dos carismas$ 11 ed$ São 3aulo= 3aulinas. 1NN-$ ccccc$ 0 dom das línguas$ .

1/$ @ARDA#. 1/ ccccc$ Secretaria Ra!ael$ 0ra$ão pela cura$ B ed$ São José dos Campos= Comdeus. 1NNN$ @%RRA.ão 1aulo$ B ed$ São 3aulo= Lobola.ccccc$ "rupos de ora$ão= como !a"er a graça acontecer$ . 1NNN$ +M>dulo Adentidade.anto$ Rio de Janeiro= Louva?a? Deus. Ronaldo José de$ 0 impacto da %enova$ão &arismática$ São José dos Campos= ComDeus. José K$ 3rado$ 7esus está vivo$ B. 1/ ccccc$ &arismas' Aparecida= Santu)rio./$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ !ideran$a cristã' São José dos Campos= ComDeus./$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ &arismas no grupo de ora$ão$ São José dos Campos= ComDeus. 1NN. BCCC$ ccccc$ %ecebereis a for$a do Espírito .ed$ São 3aulo= Lobola. 1NNL$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA$ %scola 3aulo Ap>stolo$ ( espiritualidade da %&&$ São José dos Campos= ComDeus. A$ #icionário enciclop-dico da . . BCC1$ +M>dulo J)sico. .íblia$ B ed$ 3etr>polis= Go"es. 1NN. 1N-L$ S8ESA. 1NMM$ S1 . 1NNN$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ "rupo de ora$ão$ São José dos Campos= ComDeus. s$d +M>dulo Missão. M$ &ura para o homem todo$ Rio de Janeiro= Louva?a?Deus. João %vangelista Martins$ 0s carismas em .ati)ados no Espírito$ São José dos Campos= ComDeus. BCCC$ ccccc$ 1regador ungido= missão e espiritualidade$ Aparecida= Santu)rio.anto' São José dos Campos= ComDeus./$ ccccc$ Secretaria 3aulo Ap>stolo$ *dentidade da %enova$ão &arismática &at+lica$ São 3aulo= Ave?Maria. Lui" #ernando R$ . ed$ São 3aulo= Lobola. . 1NNS$ GALL%. BCCC$ SCA0LA0./ SA0@A0A. .$ GA0 D%0 J8R0. 1NNN$ +M>dulo J)sico. s$d$ +M>dulo J)sico. BCC1$ +Coleção RCC 0ovo Mil7nio. Asac Asa&as$ Aanifesta$/es da presen$a do Espírito . %miliano.$ +Coleção 3aulo Ap>stolo. #L8R%S .