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RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA - BRASIL
SECRETARIA PAULO APÓSTOLO

CARISMAS

MÓDULO BÁSICO APOSTILA

AUTORES: Alides Destri Mariotti Antonio Carlos Lungnani Ronaldo José de Sousa

B APRESENTAÇÃO Ao escrever esta apresentação da apostila sobre carismas, logo nos vem mente o es!orço reali"ado por todos os participantes da Comissão de #ormação$ %, de in&cio, 'ueremos louvar a Deus por (ter nos !eito de modo tão admir)vel* +c!$ Sl 1,-, 1./$ 0o in&cio dos trabal1os, parec&amos meio estran1os e sem saber o 'ue e2atamente !a"er$ 3ercebemos 'ue o mel1or 4eito de !a"er era começar$ % começamos$ % o trabal1o 'ue a princ&pio seria simples, !oi crescendo em taman1o, import5ncia e signi!icado$ % logo percebemos também 'ue estava muito acima de nossa capacidade e con1ecimento$ A se'67ncia dos trabal1os !oi revelando a bele"a e a capacidade do ser 1umano, obra prima das mãos de Deus$ 8 trabal1o !oi )rduo, mais do 'ue esper)vamos$ %studa, escreve, envia para leitura de outros irmãos9 volta todo rabiscado, c1eio de coment)rios, sugest:es de novos livros, novos autores e outros en!o'ues$ Começar de novo, re!a"er, estudar, reescrever$$$ % 'uanto amor pudemos ver nos irmãos$ ;uanta dedicação e vontade de servir ao Reino< ;ueremos di"er a todos os 'ue vão utili"ar esta apostila= esperamos em Deus 'ue a leitura e o estudo possam dar a todos a mesma alegria e descoberta 'ue n>s tivemos ao elabor)?la$ 0ão tanto pela 'ualidade do material, mas sim pela graça de Deus 'ue acompan1a todo o nosso es!orço sincero de crescimento e busca de con1ec7?lo mais$ %, con1ecendo mais, am)?lo mais e mais$ @emidos como tudo o 'ue é novidade e, depois, muito polemi"ados, 1o4e os carismas ainda causam interrogaç:es e 'uestionamentos$ 3retendemos dar e2plicaç:es simples, baseadas na Sagrada %scritura, nos ensinamentos da Agre4a e na e2peri7ncia da Renovação Carism)tica Cat>lica em grupos de oração, semin)rios, retiros, congresso, en!im, no cotidiano da viv7ncia carism)tica$ 0ão temos condiç:es e nem pretendemos esgotar o assunto$ #ornecemos uma ra"o)vel bibliogra!ia para apro!undamento$ @ambém não temos pretensão de analisar e estudar todos os dons, mas apenas de desenvolver um pe'ueno estudo sobre a'ueles elencados por São 3aulo, ditos e!usos +c!$ 1 Cor 1B, .?1C/$ 0o primeiro cap&tulo trataremos do tema geral= carismas$ Depois abordaremos os nove dons e!usos, um por um, em cap&tulos distintos, procurando conceitu)?los e emitir uma base b&blica, doutrin)ria e vivencial sobre cada um$ D importante salientar em especial, com sincero recon1ecimento e gratidão, a colaboração do colega Dercides 3ires da Silva, 'ue !orneceu muitas de suas preciosas anotaç:es9 além de Marcos Dione EgosFi Golcan e Maria LHcia Gianna, 'ue !i"eram a revisão de te2to$ 3articular gratidão ao padre Lui" #ernando R$ Santana, pela revisão teol>gica e ao pro!essor Raul 3imenta pela revisão gramatical$ Em carin1oso agradecimento Daniela R$ I$ Consoli e a Lilian Daniela Jenvenutti, 'ue dedicaram muito de seu tempo para a digitação e organi"ação deste trabal1o e a Mirian R$ Kein"en pela revisão b&blica$ A todos os 'ue nos assistiram com suas oraç:es e 'ue de alguma maneira colaboraram, o nosso (Deus l1es pague generosamente*$ Sim, 'ue a todos o Deus de amor e in!inita miseric>rdia recompense$ ;ue todos voc7s, ao lerem este material, orem intensamente por n>s da Comissão de #ormação, para 'ue se4amos d>ceis ao %sp&rito Santo, recebendo dele toda a instrução= (8 %sp&rito da verdade ensinar?vos?) toda a verdade e anunciar?vos?) as coisas 'ue virão* +Jo 1L,1,/$ Deus abençoe a todos$ % ten1am caridade conosco na'uilo 'ue o trabal1o não ten1a !icado tão bom 'uanto voc7s esperavam e merecem ter$ Il>ria ao 3ai, ao #il1o e ao %sp&rito Santo$ Agora e sempre$ Amém$ 8S AE@8R%S

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CAPÍTULO PRIMEIRO

CARISMAS
“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados +Mc 1L, 1M?1-/$ 1. Introdução 8s carismas eram comuns no in&cio da Agre4a$ Jasta ler os Atos dos Ap>stolos e as cartas de São 3aulo$ Depois, por alguns séculos eles se mantiveram restritos aos grandes santos$ Assim, pensava?se 'ue os carismas eram para alguns 1omens e mul1eres recon1ecidamente santos, m&sticos e penitentes$ 8s carismas, portanto, não são novidades tra"idas pela Renovação Carism)tica Cat>lica, a não ser no aspecto do seu e2erc&cio nos tempos atuais$ 8s grupos de oração tornaram poss&vel a sua mani!estação em maior intensidade, percebendo sua 'ualidade de (dom* para todos os 'ue crerem, conse'67ncia normal do batismo no %sp&rito$ (Se v>s, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos !il1os, 'uanto mais vosso 3ai celestial dar) o %sp&rito Santo aos 'ue l1e pedirem* +Lc 11,1,/$ Mas !oi o documento conciliar !umen "entium 'ue traçou as primeiras diretri"es sobre carismas para os tempos atuais=
($$$8 %sp&rito 1abita na Agre4a e nos coraç:es dos !iéis +$$$/ dirige?a mediante os diversos dons 1ier)r'uicos e carism)ticos$ +$$$/ 0ão é apenas através dos sacramentos e dos ministérios 'ue o %sp&rito Santo santi!ica e condu" o 3ovo de Deus +$$$/, mas, repartindo seus dons a cada um como l1e apra" +1 Cor 1B,11/, distribui entre os !iéis de 'ual'uer classe mesmo graças especiais +$$$/ %stes carismas, 'uer eminentes, 'uer mais simples e mais amplamente di!undidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação, pois 'ue são per!eitamente acomodados e Hteis s necessidades da Agre4a$ Ema vida mais plena no %sp&rito Santo, a unção carism)tica do %sp&rito, contempla a Agre4a com toda uma amplitude de dons$* 1

8s carismas estão amparados na doutrina da Agre4a, além de serem !undamentados biblicamente$ %sses dons de adoração, louvor e oração apro!undam a dimensão contemplativa da !é cristã e as d)divas de serviço animam uma vida de santidade$ (@odos os carismas tra"em nova docilidade ao %sp&rito, a !é esperançosa na salvadora intervenção de Deus nas 'uest:es 1umanas, acentuado "elo pelo %vangel1o e o respeito pela autoridade da Agre4a$*B 0esse sentido, é necess)rio a!irmar a atualidade dos carismas e promov7?los como realidades necess)rias evangeli"ação e ao crescimento pessoal de cada cristão$ (A vida bati"ada no %sp&rito é marcada por uma e2peri7ncia de união din5mica com Deus e também por uma e2peri7ncia de carismas doados pelo %sp&rito Santo$*, São 3edro aviva essa esperança= (3ois a promessa é para v>s, para os vossos !il1os e para todos os 'ue ouvirem de longe o apelo do Sen1or, nosso Deus* +At B, ,N/$ A promessa é, portanto, para todos os tempos$ 8 e2erc&cio dos carismas é tanto mais necess)rio por causa das di!iculdades do tempo presente, marcado pela indi!erença religiosa e pelo abandono dos valores espirituais e morais do cristianismo9 esse tempo cobra não s> um testemun1o aut7ntico dos cristãos convictos, como também demonstraç:es do poder do %sp&rito$

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$ 0$ . e 1B$ B $ C80#%RO0CAA CA@PLACA D8S %EA, #eclara$ão pastoral sobre a %&&, n$' , $ Qilian MCD800%LL, Ieorge M80@AIE%, (vivar a chama, p$ ,B$

. Convém abali"ar dons efusos, 'ue é matéria deste estudo, dos dons infusos, 'ue também são carismas do %sp&rito, mas 'ue se distinguem da'ueles.= a/ #ons infusos ? temor de Deus, !ortale"a, piedade, consel1o, con1ecimento, sabedoria e discernimento +c!$ As 11, 1?,/$ 0um total de sete, esses dons são concedidos para a pessoa +in!undidos/, aprimoram e re!orçam as virtudes, constituindo?se em bene!&cios para o crescimento pessoal9 b/ #ons efusos R l&nguas, pro!ecia, interpretação, ci7ncia, sabedoria, discernimento dos esp&ritos, cura, !é e milagres +c!$ 1 Cor 1,, -?1C/$ 0um total de nove, esses dons são para o serviço e o bem comum e são concedidos como mani!estaç:es atuais, de acordo com a vontade de Deus$ A'ui serão estudados os carismas e!usos, 'ue são realidades mani!estas nos grupos de oração da Renovação Carism)tica, constituindo?se num dos aspectos de sua identidadeS$ 2. Conceito 8s carismas são dons, graças, presentes, dados pelo %sp&rito Santo, (mas um e o mesmo %sp&rito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como l1e apra" +1 Cor 1B,11/=
(A palavra TcarismaU +chárisma/ é oriunda da l&ngua grega e signi!ica Tdom gratuitoU$ %la encontra seu signi!icado !undamental na rai" Tc1arU? 'ue indica tudo a'uilo 'ue produ" bem?estar9 assim é 'ue temos c1)ris, 'uerendo signi!icar TgraçaU, TdomU, T!avorU, TbondadeU9 charí)omai, no sentido de !a"er um dom gratuito, mostrar?se generoso$ 8 su!i2o T?maU e2prime na l&ngua grega o resultado da ação indicada pelo verbo, o seu e!eito, o 'ue pode denotar também o car)ter ob4etivo da concessão e da e2peri7ncia da graça$ 3ortanto, o signi!icado geral e !undamental de Tc1)rismaU poderia ser= dom concedido por pura benevol7ncia, 'ue é, ao mesmo tempo, o ob4etivo e o resultado da graça divina, do presente 'ue Deus !a" aos 1omens* L

%m sentido restrito, os carismas são mani!estaç:es e2traordin)rias do %sp&rito Santo para proveito comumM$ %les e2ercem papel !undamental na evangeli"ação, ou se4a, na e2pansão do cristianismo, o 'ue re!orça sua import5ncia e dignidade$ 8 padre Lui" #ernando R$ Santana apro!unda o assunto e alerta=
(A maciça presença de chárisma nos escritos de 3aulo 4) é su!iciente para mostrar 'uanto o termo, em seu signi!icado e conteHdo, era caro para a teologia do ap>stolo$ Desde o in&cio de seu apostolado, 3aulo tem em alta estima a presença e ação dos dons e carismas do %sp&rito na vida da Agre4a e dos !iéis bati"ados, até mesmo e2ortando a comunidade a 'ue tivesse o cuidado de não e2tinguir o %sp&rito, de não despre"ar as pro!ecias, mas de veri!icar tudo com um discernimento s)bio e s>brio +C!$ 1 @s S, 1N?BB/$ Disso in!erimos 'ue, para 3aulo, os carismas e os ministérios são os instrumentais privilegiados na edi!icação do Corpo de Cristo e na reali"ação do des&gnio de Deus na 1ist>ria9 ambas as realidades possuem igual import5ncia e dignidade, uma ve" 'ue emanam do mesmo %sp&rito e estão ordenadas, cada uma na'uilo 'ue l1e é espec&!ico, a um mesmo !im$ Ainda podemos dedu"ir 'ue e2iste uma interdepend7ncia no 'ue di" respeito relação Tcarismas?ministériosU, o 'ue !a" com 'ue a dimensão carism)tica da Agre4a na teologia paulina se4a um tema de primeira grande"a$* .

$ %ssa distinção é did)tica, mas com !undamento b&blico?teol>gico9 apesar disso, não tem a intenção de segmentar a ação do %sp&rito nem de encerrar dentro dela todas as espécies de carismas$ S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA, *dentidade da %enova$ão &arismática &at+lica, p$ BM? B-$ L $ Luis #ernando R$ SA0@A0A, %ecebereis a for$a do Espírito ,anto, p$MM$ M $ C!$ A$ GA0 D%0 J8R0, #icionário enciclop-dico da .íblia, p$B.S$
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3elo seu pr>prio car)ter, dom não implica santidade$ 0a verdade, 'ual'uer pessoa pode receber os presentes de Deus +c!$ At 1C, ,./$ 3orém, não se pode es'uecer 'ue 'uem não tem vida espiritual e reta intenção de agradar a Deus, certamente usar) mal os carismas, pois não cultiva a necess)ria união com Cristo +c!$ Jo 1S, .?S/, para 'uerer o 'ue Deus 'uer$ 3. Qu ndo uti!i" r o# c ri#$ # D di!&cil precisar em 'ue momentos utili"ar os carismas do %sp&rito$ 8 seu e2erc&cio deve se d) sempre, notadamente 'uando as situaç:es o e2igirem$ Sendo a graça do %sp&rito uma realidade perene na vida 1umana, os carismas por sua ve", tornam?se também pro!usamente inseridos na vida da'ueles 'ue !oram bati"ados$ 0o entanto, é preciso di"er 'ue os carismas são realidades atuais e não ad'uiridas por posse$ D o %sp&rito 'ue opera tudo em todos +c!$ 1 Cor 1B, L?M/, a seu 'uerer$ Assim, (a um, o %sp&rito d) uma palavra de sabedoria9 a outro, uma palavra de ci7ncia, segundo o mesmo %sp&rito9 a outro, a !é no mesmo %sp&rito9 a outro, o dom das curas, nesse Hnico %sp&rito9 a outro, o operar milagres9 a outro, a pro!ecia9 a outro, o discernimento dos esp&ritos9 a outro, o !alar diversas l&nguas, a outro ainda o interpretar essas l&nguas* +1Cor 1B,-?1C/$ 0ão seria 4usto, portanto, atribuir a uma pessoa ou grupo de pessoas espec&!ico a contenção e2clusiva de 'ual'uer mani!estação carism)ticaN9 nem mesmo se pode di"er 'ue alguém (tem* este ou a'uele dom, pois cada mani!estação é Hnica1C, mesmo 'ue se processe com muita !re'67ncia através de determinadas pessoas$ @alve" ao dom de l&nguas possa se atribuir um car)ter mais perene e sob controle, por se tratar de um dom de oração, mais para edi!icação pessoal +c!$ 1 Cor 1., ./$ Contudo, não se pode cair no e'u&voco de redu"ir os dons do %sp&rito a algumas ocasi:es especiais$ %les !oram dados em pro!usão nos tempos atuais$ 3ode ser cultivada uma constante e2pectativa em relação sua mani!estação, como para o derramamento do %sp&rito11$ 3eculiarmente, a ação evangeli"adora constitui um momento preciso de viv7ncia dos dons e!usos$ A missão da Renovação Carism)tica Cat>lica é evangeli"ar a partir do batismo no %sp&rito Santo, !ormando o povo de Deus em santidade e serviço$ 3ara evangeli"ar o povo de Deus com unção e poder são necess)rios os carismas$ ;uando utili"ados de !orma livre, consciente, na 1ora necess)ria, levam as pessoas a terem uma e2peri7ncia da presença real de Deus, 'ue mani!esta o seu in!inito amor=
(A T!orça do %sp&rito SantoU +At 1, -/ derramada nos coraç:es dos cristãos, mani!estação do amor e do poder de Deus, provoca uma signi!icativa di!erença entre a ação evangeli"adora de uma pessoa 'ue se dei2a condu"ir por ela e uma 'ue age sem ela$ A'uele 'ue evangeli"a com os dons carism)ticos multiplica as possibilidades 1umanas$ A investidura carism)tica em comunidades da Agre4a, em todo mundo, tem gerado e sustentado grande nHmero de evangelistas dedicados e e!icientes, com novo vigor, com nova capacitação, nova alegria, novo 4ubilo, nova e2altação e louvor, levando em si o poder trans!ormador do %sp&rito +C!$ 1 Cor B, 1?S/ 'ue toca crianças, 4ovens, adultos e idosos de todo tipo de raça e cultura$* 1B

8 uso dos carismas não é s> um direito, é um dever de todos os !iéis$ (Da aceitação destes carismas, mesmo dos mais simples, nasce em !avor de cada um dos !iéis +$$$/ o dever de e2erc7?los para o bem dos 1omens e a edi!icação da Agre4a dentro da Agre4a e do mundo*1,$
$ .ati)ados no Espírito, p$ .,?..$ N $ C!$ SAIRADA C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D, *nstru$/es sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura, p$ 1.$ 1C $ C!$ Abid$, p$ 1C$ 11 $ C!$ Ronaldo José de S8ESA, 0 impacto da %enova$ão &arismática, p$ B,$ 1B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA, ( espiritualidade da %&&, p$.,
1,

1. a prop>sito. brandura. 'uando a evangeli"ação é acompan1ada de carismas. Ronaldo José de S8ESA.?BS$ 1S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.L 3ode?se constatar na pr)tica apost>lica 'ue.. mas o amor ()gape*. n$ . segundo a caridade. (postolican (ctuositatem. se não tiver caridade. e2ercendo os seus dons de maneira aut7ntica e !rutuosa$ %les cont7m regras b)sicas e orientaç:es seguras$ 8utras recomendaç:es podem ser encontradas em %! . p$ B. isto é. O# don# e&u#o# e c rid de Jesus deu o mandamento do amor= (Amai?vos uns aos outros. 'ue tratam dos carismas e suas mani!estaç:es.. guiada pelo %sp&rito Santo. são !undamentados na caridade= (Se4am e2traordin)rios.$Ns$1. O# c ri#$ # de(e$ #er )edido# co$ &* e e+ercido# n . como eu vos amo* +Jo 1S. os carismas devem ser pedidos com !é e sem temor$ %mbora eles se4am $ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA. p$ . a esperança e a caridade ? as tr7s$ 3orém.C9 Rm 1B.. col1em?se !rutos abundantes= os carismas !a"em di!erença e são e!ica"es na evangeli"ação.uando c1egar o 'ue é per!eito. a!abilidade. direta ou indiretamente. a ponto de transportar montan1as. $ C!$. ou como o c&mbalo 'ue retine$ Mesmo 'ue eu tivesse o dom da pro!ecia. encora4a São 3aulo +c!$ 1 Cor 1.1L/$ São 3aulo também !ala= (o !ruto do %sp&rito é caridade. 1B$1M/$ São 3aulo apresenta o trabal1o apost>lico reali"ado no amor$ 0ão um amor 'ual'uer. o bom uso dos carismas é garantido pelo amor 1. ordenados 'ue são edi!icação da Agre4a. se4am simples e 1umildes.BB? B. se não tiver caridade. !idelidade. são verdadeiros re!erenciais para se viver a vida nova. não sou nada$ Ainda 'ue distribu&sse todos os meus bens em sustento dos pobres..N$ 1L $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. temperança$ Contra estas coisas não 1) lei* +Il S./$ 8s cap&tulos 1B a 1. 'uando e2ercidos na caridade$ %. L?-9 1. se não tiver caridade. 1regador ungido. paci7ncia.. mas sobretudo ao da pro!ecia* +c!$ 1 Cor 1. alegria. sou como o bron"e 'ue soa.?1S$ 1N?B1$ Jesus d) a regra para veri!icar o valor do trabal1o= (3elos !rutos os con1ecereis* +Mt M. n$ MNN?-CC$ ./$ Dessa !orma. de nada valeria< A nossa ci7ncia é parcial. bondade. amor doação a Cristo e aos irmãos= (Ainda 'ue eu !alasse as l&nguas dos 1omens e dos an4os. para a4udar o povo de Deus a alcançar a santidade$ 3or isso. 'ue é o dom por e2cel7ncia e 'ue atribui sentido aos outros dons1S$ 8s carismas. a nossa pro!ecia é imper!eita$ . a maior delas é a caridade* +1Cor 1. verdadeira medida dos carismas* 1L$ '. 1S$.u$i!d de D e2atamente por causa do amor 'ue os dons e!usos devem ser alme4ados$ (%mpen1ai? vos em procurar a caridade*. desde 'ue se trate de dons 'ue proven1am verdadeiramente do %sp&rito Santo e 'ue se4am e2ercidos de maneira plenamente con!orme aos impulsos aut7nticos deste mesmo %sp&rito. 1b/$ A motivação deve ser o uso em bene!&cio dos outros. ao bem dos 1omens e s necessidades do mundo$ 8s carismas devem ser acol1idos com recon1ecimento por a'uele 'ue os recebe. e ainda 'ue entregasse o meu corpo para ser 'ueimado. portanto. da carta aos Cor&ntios. t7m uma utilidade eclesial. pa". -?1C9 e 1 @ess S. e con1ecesse todos os mistérios e toda a ci7ncia9 mesmo 'ue tivesse toda a !é. o imper!eito desaparecer)$ 3or ora subsistem a !é.$ 1. mas também por todos os membros da Agre4a$ São uma maravil1osa ri'ue"a de graça para a vitalidade apost>lica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo.. &arismas. 1a/9 e acrescenta= (aspirai igualmente os dons espirituais. os carismas são graças do %sp&rito Santo 'ue.1?.

mas sup:e autoridade e obedi7ncia$ 8 cristão pode ser instrumento da mani!estação aut7ntica do %sp&rito Santo.uanto aos pro!etas. nada impede 'ue o crente aspire e peça os dons./. p$ B1?BB$ BC $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.. com despre"o.$ 1N $ C!$ Ronaldo José de S8ESA. podeis pro!eti"ar.. os carismas se inserem na vida cristã sem causar esc5ndalos$ (3or'uanto. recompensas de Deus por es!orços desmedidos$ A 1umildade !a" perceber 'ue o cristão é um administrador dos bens do Sen1or +c!$ Lc 1L. 1?. de !orma inconse'6ente.. a con!irmação. sem buscar prest&gio. embora marcados pela espontaneidade e e2pressividade. poder$ +$$$/ D também e2erc7?los sem auto? su!ici7ncia +c!$ Mt 1-. 4amais e2altado ou demasiadamente estrondoso +c!$ 1 Cor 1. saindo do plano meramente individual. 1regador ungido./ e 'ue nen1um (carism)tico* se basta a si mesmo$ Deus constituiu a Agre4a como um corpo +c!$ 1 Cor 1B. e dar?se?vos?)9 buscai e ac1areis9 batei e abrir?se?vos?)$ 3ois todo a'uele 'ue pede. mas de pa"* +1 Cor 1.?S/$ (S> a'ueles 'ue recon1ecem o valor dos dons na sua vida cristã e no serviço aos irmãos são impulsionados a pedi?los ao 3ai...1 R gri!os nossos/$ 8 mecanismo 'ue garante a ordem na mani!estação dos carismas é. ol1ando os nossos pr>prios interesses. sem individualismo. para 'ue seu testemun1o se4a permeado de sinais +c!$ 1 Cor B. um ap+s outro. portanto. !alem dois ou tr7s e os outros 4ulguem$ Se !or !eita uma revelação a algum dos assistentes. BN? . p$ . &arismas./$ 8 uso dos carismas ser) tanto mais saud)vel e Htil 'uanto as pessoas 'ue a eles se abrirem !orem e'uilibradas emocionalmente e orantes o su!iciente para saber distinguir a ação do %sp&rito de eventuais devaneios da pessoa 1umana1N$ D necess)rio ter respeito pelos dons de Deus9 (não podemos e2erc7?los irrespons)vel e indi!erentemente. cale?se o primeiro$ @odos. de tal maneira 'ue um carisma s> se pleni!ica no con4unto da comunidade$ (%2ercer os carismas na 1umildade é e2erc7? los sem e2ibicionismo. não se deve es'uecer tr7s coisas !undamentais= a2 3umildade D preciso vigiar para não cair na tentação de ac1ar 'ue os dons são méritos alcançados. mas na utilidade ob4etiva 'ue tem para a comunidade$ Assim. Deus não é Deus de con!usão. os dons são ordenados para a obedi7ncia.B/$ São 3aulo esclarece nos seguintes termos= (. .$ ..1$ 1$ Abid$. &arismas. como Jesus mesmo nos ensinou= T3edi. ou dando aos carismas um relevo tão singular e Hnico como se !ossem bens totais e absolutos sobre os 'uais não 1) nada mais e2celente e primeiro*BC$ c2 0rdem A ordem no e2erc&cio dos carismas é uma e2tensão da 1armonia.N?1C/*1M$ 3ara o e2erc&cio pr)tico dos carismas. 1B?BN/. BL?BM/$ A !orça de um carisma não consiste na tonalidade 'ue l1e é imposta ou no tipo de e2pressão 'ue o acompan1a. ac1a9 e ao 'ue bater se l1e abrir)U +Lc 11. . sobretudo nas reuni:es de oração. sabendo 'ue necessitamos da a4uda dos irmãos para con!irmar ou discernir a vontade de Deus para o seu povo$$$*1-$ b2 3armonia 8 e2erc&cio dos carismas. compondo a realidade con4unta do povo de Deus$ 1M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. p$ . 1onra.M distribu&dos con!orme apra" ao %sp&rito. mas não deve es'uecer 'ue até o esp&rito dos pro!etas deve estar?l1es submissos +c!$ 1 Cor 1. de maneira 'ue os carismas individuais se4am abonados comunitariamente$ Dessa !orma. ..?.. para todos aprenderem e serem todos e2ortados* +1 Cor 1. p$ . deve obedecer a um ritmo 1armZnico. recebe9 a'uele 'ue procura.

c1amados carismas$ 3odem assumir as mais variadas !ormas.1B e 1N?B1/. pela 3alavra de Deus +$$$/ pelas virtudes. de modo 'ue todos os carismas concorram. enri'uece?a com outros dons e impulsos especiais. . do corpo todo$ +c!$ %! . os carismas devem ser e2ercidos na obedi7ncia a Cristo e s autoridades constitu&das$ (Mas !aça?se tudo com dignidade e ordem* +1 Cor 1. Conc!u#ão B1 $ J8W8 3AEL8 AA.3ortanto. o %sp&rito Santo. se4am e2traordin)rios ou simples e 1umildes. 'ue !a"em agir segundo o bem. ao con!iar Agre4a?comun1ão os diversos ministérios. P ! (r d I.$ C!$ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA.. 1omens e mul1eres$ São dados ao indiv&duo. $ Abid.1L/$ +$$$/ 0en1um carisma est) dispensado da sua re!er7ncia e depend7ncia dos pastores da Agre4a$ 8 Conc&lio escreve com palavras claras 'ue o 4u&"o acerca da sua +dos carismas/ autenticidade e reto uso pertence 'ueles 'ue presidem a Agre4a e aos 'uais compete de modo especial não e2tinguir o %sp&rito. para o bem comum*B. n$ 1B$ B. 'ue opera a santi!icação do povo de Deus por meio do ministério e dos sacramentos. n$ B.M/.$ As palavras da Agre4a tiram o medo e as dHvidas 'uanto necessidade e utilidade dos carismas. ordenados como são edi!icação da Agre4a. uma utilidade eclesial. mas também podem ser partil1ados por outros. &hristifidelis !aici. mas 4ulgar tudo e conservar o 'ue é bom +c!$ 1@s S. direta ou indiretamente. no amor. através das 'uais Ttorna os !iéis aptos e prontos a tomarem sobre si os v)rios trabal1os e o!&cios 'ue contribuem para a renovação e maior incremento da Agre4a*B.$ B.$ BB $ Abid$.re/ D oportuno destacar algumas asserç:es do Magistério da Agre4a em relação aos carismas e seu uso= a/ (8 %sp&rito Santo. n$ B.. !umen "entium. para a edi!icação. e en!im pelas mHltiplas graças especiais +c1amadas de TCarismasU/. e de tal modo perseveram no tempo como uma 1erança preciosa e viva. concede também aos !iéis dons particulares +c!$ 1 Cor 1B. como em resposta s mHltiplas e2ig7ncias da 1ist>ria da Agre4a$ A descrição e a classi!icação 'ue os te2tos do 0ovo @estamento !a"em desses dons são um sinal da sua grande variedade$$$*B1= b/ (8s carismas. bem como o direito 'ue os !iéis leigos t7m de us)?los para o bem comum$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica segue a mesma !irme orientação= (8 %sp&rito Santo é o principio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do corpo$ %le opera de mHltiplas maneiras a edi!icação do corpo inteiro na caridade.. na sua diversidade e complementaridade. Tdistribuindo?os por cada um con!orme l1e apra"U +1 Cor 1B.M?11/. tanto como e2pressão da liberdade absoluta do %sp&rito 'ue os distribui.C/$ -. ao bem dos 1omens e s necessidades do mundo$@ambém em nossos dias não !alta o !lorescer de diversos carismas entre os !iéis leigos. são graças do %sp&rito Santo 'ue t7m. n$ B.$ 0. e todos atuem Tcomo bons administradores da multi!orme graça de DeusU +1 3d . $ 0$ MN-$ . 'ue geram uma a!inidade espiritual entre as pessoasBB$ c/ (3ara e2ercerem este apostolado +os leigos/. a !im de 'ue Tcada um pon1a em serviço dos outros a graça 'ue recebeuU.1C/.

a necessidade do uso dos carismas$ 3or isso.N D importante tomar consci7ncia de 'ue todo bem. todo dom. todo serviço prestado ao Reino de Deus em nome de Jesus. n$ MS$ . !oi a Renovação Carism)tica 'ue resgatou. acontece sob a ação do %sp&rito Santo$ Sem ele nada é e!ica" para o Reino de Deus$ (0unca ser) poss&vel 1aver evangeli"ação sem a ação do %sp&rito*BS$ %m certo sentido. no ambiente cat>lico. mas procurar con1ec7?los cada ve" mais para bem utili")?los$ CAPÍTULO SEGUNDO O dom das línguas 1. os grupos de oração não devem ter medo nem resistir aos dons do %sp&rito. Evangelli 5untiandi. Introdução 0este cap&tulo serão vistas e estudadas as tr7s modalidades do carisma da variedade das BS $ 3AEL8 GA.

. mas o %sp&rito mesmo intercede por n>s com gemidos ine!)veis$ % a'uele 'ue perscruta os coraç:es sabe o 'ue dese4a o %sp&rito. L/$ 2. principalmente para alguns. a pa" pro!unda 'ue s> Deus pode dar../$ Depois do pentecostes. se4a abandonar?se para 'ue o %sp&rito ore através de sua pr>pria vo" com (gemidos ine!)veis*$ Alguns precisam renunciar a auto? su!ici7ncia e submeter?se ação do %sp&rito Santo$ Mas vale a pena< 8 go"o ine!)vel 'ue o mesmo %sp&rito tra" com sua presença. mani!estação de um pensamento !ormulado pela mente$ Esar a l&ngua. o %sp&rito orando no 1omem ser) pouca coisa[ (8utrossim.9 1C. a vo".S/$ D a esta oração misteriosa.1?1.. senão a Deus= ninguém o entende. são bene!&cios certos e imprescind&veis para o crescimento espiritual$ 8 grande dese4o de S$ 3aulo é mani!estado assim= \De min1a parte.B/$ 8ra.1. dese4aria 'ue todos !al)sseis em l&nguas$$$\ +1 Cor 1. movidos por inspiração e 'ue o %sp&rito Santo l1es d) o sentido$ 0ão se trata de l&ngua. sob a ação do %sp&rito* +1 Cor 1. dei2ando ao pr>prio Deus o cuidado de glori!icar?se e dar?se graças por um amor 'ue supera todo o con1ecimento$ %sta oração contém um camin1o de enri'uecimento espiritual.1C l&nguas 'ue são= o orar.. a certe"a de 'ue %le ora da mel1or !orma. . mesmo descon1ecidos$ Consiste em di"er palavras sem con1ecer?l1es o signi!icado$ 3ro!erir palavras 'ue não são. propriamente. serão abordados os principais aspectos de sua mani!estação e o !undamento b&blico e doutrin)rio$ Algumas pessoas pensam e di"em 'ue o dom das l&nguas é o menor e o mais insigni!icante de todos$ 3orém.1C9 1.1L?1M/* BL$ 3ara se ter uma idéia mais clara acerca do dom de orar em l&nguas. pois !ala coisas misteriosas. um carisma para glori!icar a Deus +c!$ At B. por'ue não 1) conceitos 1umanos. modi!ica?se a vida pela ação amorosa e misteriosa de Deus$ 0o pentecostes aconteceu a primeira mani!estação do dom das l&nguas de 'ue se tem con1ecimento$ São Lucas narrou com muito entusiasmo= (#icaram todos c1eios do %sp&rito Santo e começaram a !alar em outras l&nguas. segundo Deus* +Rm -.N$ Ressalte?se. 'ue tin1am vindo com 3edro. o %sp&rito vem em au2&lio nossa !ra'ue"a9 por'ue não sabemos o 'ue devemos pedir. con!orme o %sp&rito Santo l1es concedia 'ue !alassem* +At B.-9 1 Cor 1B. ainda.. nem orar como convém. inarticulada. o dom das l&nguas di!undiu?se também entre todos os cristãos= (8s !iéis da circuncisão.$1-$. . . o %sp&rito Santo desceu sobre eles. o 'ual intercede pelos santos. no sentido 'ue apresenta a ling6&stica.?. para e2pressar ao Sen1or os sentimentos 'ue v7m do %sp&rito Santo= (. e !alavam em l&nguas estran1as* +At 1N..uanto ao !ormal deste carisma e ao seu signi!icado pro!undo.$119 1C.L/$ (% 'uando 3aulo l1es impZs as mãos. BL? BM/$ @alve" o mais di!&cil. o dom de l&nguas= ? é.L/9 ? é um carisma em virtude do 'ual o crente !ala com Deus ao impulso do %sp&rito +c!$ 1 Cor 1. ( %enova$ão no Espírito . p$ NC . o !alar e o cantar em l&nguas$ Além disso.$1. Conceito 8 dom das l&nguas é uma oração !eita por meio de sons emitidos.?1S/9 ? é um carisma de b7nção e ação de graça$ +C!$ 1 Cor 1. pro!undamente se admiraram vendo 'ue o dom do %sp&rito Santo era derramado também sobre os pagãos9 pois eles os ouviam !alar em outras l&nguas e glori!icar a Deus* +At 1C.B$B-/9 ? é um carisma de oração e de louvor +c!$ 1 Cor 1. ve4a?se como ele aparece em algumas passagens da Sagrada %scritura= At B... 1M ele est) relacionado como um dos milagres BL $ Salvador Carrilo ALDA]. em primeiro lugar. 'ue em Mc 1L. 'ue a pessoa se une. São 3aulo escreve: (A'uele 'ue !ala em l&nguas não !ala aos 1omens. um t&tulo da graça$ 0a medida em 'ue cresce a oração..anto. .

mesmo se !eita em assembléia$ (A'uele 'ue !ala em l&nguas edi!ica?se a si mesmo* +1 Cor 1. &arismas. mas a Deus +c!$ 1 Cor 1. apego auto?imagem e boa !ama$ %mbora não se compreenda o signi!icado. pode assumir a !orma de mensagem comunidade9 neste caso necessita da interpretação. a construção do Corpo de Cristo +c!$ 1 Cor 1B. 'uase palp)vel$ 8 dom das l&nguas !avorece a mani!estação dos demais dons$ Ao orar em l&nguas.C/BN$ 8 dom das l&nguas é um dom para a santi!icação pessoal$ 3ara orar em l&nguas. porém. in!lu7ncias negativas de pessoas contr)rias. Deus sabe o 'ue dese4a o %sp&rito$ Apesar da intelig7ncia não assimilar nada. pois é emprestar a mente e a vo" para 'ue o %sp&rito Santo ore$ (Assim. por ele e com ele +c!$ Rm -. é uma !orma de glori!ic)?lo$ . Ti)o# de or ção e$ !2n. a presença de Deus se torna aconc1egante. veri!ica?se uma nova dimensão da oração$ 3oucas !rases bastam para 'ue a'uele 'ue recebe o dom se sinta envolvido pelo mistério e possu&do por um pro!undo sentimento de alegria e pa"$ Desta !orma. os carismas se ordenam graça santi!icante e t7m como meta o bem comum da Agre4a$ Ac1am?se a serviço da caridade... para estar em 1armonia com as demais$ A pessoa é livre. tem por meta o bem da Agre4a e ac1a?se a serviço da caridade= ($$$ São. mas continua no pleno dom&nio de suas !aculdades. o dom de l&nguas é um carisma 'ue o %sp&rito Santo d) para edi!icação pessoal9 no entanto. 'ue a pessoa se une./$ Ema ou outra ve".$ $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. 1in !id de do do$ de !2n. designadas também TcarismasU. bene!&cio$ Se4a 'ual !or o seu car)ter. do 4eito 'ue Deus 'uer$ 3or isso pode?se di"er com !undamento 'ue orar em l&nguas é (orar no %sp&rito*. segundo a palavra grega empregada por S$ 3aulo. antes a completa e enri'uece$ %la e2ige a atitude de render?se ao %sp&rito Santo9 é como uma porta bai2a pela 'ual s> passa 'uem se curva um pouco$ D a esta oração misteriosa. esta não e2clui a !inalidade comum 'ue t7m todos os carismas. sabendo o 'ue est) !a"endo. BL?BM/$ 8 %sp&rito Santo sabe do 'ue o orante tem necessidade. . p$ NC$ . as graças especiais. respeito 1umano. sentimos 'ue o mais pro!undo do nosso ser comunga de maneira especial com A'uele 'ue nos criou e ao 'ual pertencemos*B8 dom das l&nguas apro!unda a oração e a união com Deus$ @rata?se de uma oração individual. s ve"es e2traordin)rio.. n$ BCC. muitas ve"es devem?se romper barreiras de medo. verdadeiramente. como o dom dos milagres ou das l&nguas. dom gratuito. nem entra em transe.u # 8 dom das l&nguas é uma oração 'ue se !a" a Deus. indiscut&vel. cantamos ou oramos. no cap&tulo 'uarto$ (Segundo a!irmação de 1Cor 1. !ora do comum da linguagem 1umana$ A Agre4a indica 'ue a oração em l&nguas é.. podendo começar e terminar 'uando 'uer$ %sta oração não suprime a oração !ormal. podendo per!eitamente controlar o tom da vo". como uma grande promessa de Jesus$ D um (milagre* por'ue é e2traordin)rio. a saber= a edi!icação mHtua. de não compreendermos o 'ue !alamos. !a" ao 3ai o pedido certo e na 1ora certa. ação do %sp&rito9 é um dom 'ue provém do Sen1or.11 'ue acompan1am os 'ue cr7em. ( %enova$ão no Espírito . dHvidas. além disso. sentimos 'ue algo nos toca pro!undamente +$$$/. dei2ando ao pr>prio Deus o cuidado de glori!icar?se e dar?se graças por um amor 'ue supera todo o con1ecimento$ %.uem ora em l&nguas não ora aos 1omens. incredulidade. p$ MM$ BN $ Salvador Carrilo ALDA]. ainda 'ue n>s não entendamos os gemidos ine!)veis +$$$/. como se ver) mais adiante.anto.u # BM B- $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. e 'ue signi!ica !avor. a pessoa não !ica est)tica.B/9 a'uele 'ue se abre ao dom das l&nguas tem o %sp&rito Santo orando nele. 'ue edi!icam a Agre4a*BM$ 3. inarticulada.M$BM?. .

onde a pessoa !ica (mergul1ada* como criança diante de Deus9 b/ 78bilo R oração transbordante./ e a citação de Jl . 'ue e2iste em n>s pelo nosso pecado$$$*.1B K) variedade de mani!estaç:es do dom das l&nguas$ Duas delas são= a2 "lossolalia (Em !enZmeno 'ue se deu sobretudo na comunidade cristã de Corinto +1 Cor 1B. cidade norte?americana. portanto. 1C9 1. embora não con1ecesse esta l&ngua$ %le também registra o !ato de uma sen1ora norte?americana 'ue ao orar em l&nguas perto de um padre portugu7s. mas 'ue e2iste ou 4) e2istiu e ainda é do dom&nio 1umano.1 $ 0 dom das línguas. A i$)ort3nci do do$ d # !2n. #icionário enciclop-dico da . 'ue leva a !rutos de contrição9 d/ &anto +c!$ 1 Cor 1. ouviu uma moça orar em latim. por e2emplo$ Robert DeIrandis di" 'ue (durante uma reunião de oração em 0ova 8rleans.uanto tonalidade. mergul1ar nas pro!unde"as do %sp&rito$ (8utras ve"es. p$ e2$. 'ue ascendeste ao mais alto dos céus. mas consistia nisso 'ue a pessoa +$$$/ pro!eria sons inintelig&veis e palavras sem ane2o. de palavreado !re'6ente. a4uda?nos a con1ecer o teu #il1o/*. -/$ +$$$/ S$ Lucas v7 no milagre um s&mbolo da universalidade do evangel1o +c!$ At B.B . sendo 'ue em tonalidade musical$ '. 1. ao começarmos a orar. 1C/ +$$$/$ @ambém o milagre de 3entecostes pode ser interpretado como uma mani!estação de g$ como indica. também não sabemos como devemos pedir ou di"er a Deus +$$$/$ 8 %sp&rito Santo. vem em nosso au2&lio corrigindo toda esta imper!eição. &arismas.B$ b/ Abre a pessoa para os demais carismas. mas. 'ue se tornavam compreens&veis apenas para 'uem possu&a o carisma da interpretação +1 Cor 1...M9 11.C $ A GA0 D%0 J8R0.B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.. por'ue mantém o esp&rito em alerta para o 'ue .1?S$ 8 pr>prio S$ 3edro identi!ica os !enZmenos com os de Cesaréia +At 1C.u # 8 dom de l&nguas tem.íblia. !ormular preces. nela !e" a seguinte oração= +P Maria. p$ 1S$ . S/ 'ue se adapta nature"a de cada um +c!$ At B.C$ b2 6enoglossia D uma oração em l&ngua descon1ecida de 'uem ora. B?1N/. sem necessidade de pensar. p$ MS?ML$ . na medida em 'ue se constitui em ação misteriosa e amorosa de Deus$ D poss&vel indicar alguns bene!&cios do dom de l&nguas= a/ #avorece a intimidade com Deus. a oração em l&nguas normalmente se apresente como= a/ !ouvor R oração se'6enciada. L/9 não é a mesma coisa 'ue o T!alar outras linguasU +o milagre de 3entecostes/. -/$ @alve" ten1a considerado como o inverso da con!usão das l&nguas em Jabel*. mas também nas de Cesaréia e D!eso +At 1C. 1S/ R é também uma espécie de louvor. através do dom de l&nguas.8plica R oração compassada e em tonalidade penitencial. p$ B. import5ncia !undamental no enri'uecimento espiritual$ %le contribui para a renovação da vida da pessoa. 'uase intermin)vel e sem pausas9 c/ . num abandono con!iante. 4ubilosa e e2tremamente alegre. .. a impressão 'ue causou nos presentes +At B. como o latim. sem con1ecer sua l&ngua. 1S9 1S. .1$ .L9 1N.

as di!iculdades vão desaparecendo e o dom se torna um modo a mais de como poder re"ar$ @ambém é necess)rio 'ue o receptor colabore com o Doador$ R o %sp&rito Santo$ A este cabe a moção e a inspiração das palavras en'uanto 'ue 'uele. pois. Deus 'uer !alar ou !a"er$ Ieralmente a palavra de pro!ecia ou a interpretação das l&nguas v7m durante ou ap>s a oração ou c5ntico em l&nguas$ Da mesma !orma a palavra de ci7ncia. a !im de dei2ar 'ue o %sp&rito Santo ore em si$ D algo muito !)cil e simples* . instruindo.. a pessoa deve !a"er um ato de !é= ceder ação do %sp&rito Santo. o dese4o.. S?L/$ Acima de tudo.1. reuniu?se muita gente e maravil1ava?se de 'ue cada um os ouvia !alar na sua pr>pria l&ngua* +At B. Co$o rece4er o do$ d # !2n. $ Jonas AJAJ. pode di"er= TJesus é o Sen1orU. movimentar os l)bios. !avorecendo a intimidade e a comun1ão com Deus$ A oração em l&nguas pode se mani!estar de v)rias !ormas9 o mais importante não é o 'ue se di" e sim o 'ue 1) no coração do orante em relação a Deus$ (0inguém !alando sob a ação divina. en!im. mover a l&ngua. o dom das curas e assim por diante$ c/ A4uda a orar por determinadas coisas das 'uais a pessoa !oge de colocar na presença de Deus. a mel1or maneira de orar em l&nguas é soltar?se no meio dos outros$ Se 1) um grupo orando em l&nguas. o dom de l&nguas au2ilia no processo de santi!icação pessoal. a aceitação e a decisão de orar= abrir a boca. 1M/$ 3elo modo como se mani!esta. problemas interiores nos 'uais pre!ere não tocar9 d/ D também um dom de unidade entre os cristãos= (Ac1avam?se então em Jerusalém 4udeus piedosos de todas as naç:es 'ue 1) debai2o do céu$ 8uvindo a'uele ru&do. sob Sua ação a l&ngua pro!erir) palavras inintelig&veis= (0o dom das l&nguas. senão sob a ação do %sp&rito Santo* +1 Cor 1B.u # 8 dom de l&nguas é para todos os 'ue cr7em +c!$ Mc 1L. pode di"er= TJesus se4a malditoU9 e ninguém. (spirai aos dons espirituais. voc7 solta os sons. Introdução 8 carisma da pro!ecia é um dos meios 'ue o Sen1or tem para comunicar?se com o seu povo. e o %sp&rito Santo d) o conteHdo$ %sta é a sua parte$ 3or isso. peço a Deus 'ue conceda s pessoas a e!usão do %sp&rito Santo$ De 'ue !orma[ Convido a pessoa a orar comigo.$ 0. produ"ir sons$ Diante deste dom. dando novo rumo ao trabal1o apost>lico. indicando a direção certa e levando conversão. p$ S-$ . e a pessoa me acompan1a$ 0ão se pode imitar$ Cada um deve se soltar. da mesma maneira como estou orando$ Começo a orar. pois submete o esp&rito ao %sp&rito. encora4ando. . como dos outros. !aça o mesmo$ 0ão é assim 'ue o passarin1o aprende a voar[ 0ão é assim 'ue aprendemos a nadar[ K) muito tempo. e2ortando. Conc!u#ão 8 dom de l&nguas !oi um dom abundante no in&cio da Agre4a$ D normal um cat>lico e2erc7?lo$ %le tra" muitos !rutos para a vida de oração e de santi!icação pessoal. ele pode apresentar?se sem sentido s mentes mais racionais$ Mas na medida em 'ue se cede ao dom e abre?se o coração e a mente./$ CAPÍTULO TERCEIRO Car sma da Pro!"# a 1. mani!estando sua santa vontade em tudo +c!$ 1 Cor . proporcionando uma oração certeira e e!ica"$ -.

uando !a" por sua pr>pria conta. o ap>stolo mani!esta seu dese4o= \8ra. para todos aprenderem e serem todos e2ortados\ +1 Cor 1. um sentido pro!undo de sua presença$ A pro!ecia é um dom 'ue todos podem ter= \@odos. é movido pelo %sp&rito. com e!eito. 1. alguns !oram constitu&dos pro!etas para o aper!eiçoamento dos cristãos +c!$ %! .uem pro!eti"a !ala aos 1omens para edi!ic)?los. um ap>s outro. o pro!eta Joel predissera 'ue o Sen1or iria derramar o seu %sp&rito sobre todo o ser vivo= tal pro!ecia./9 por isso. em nome de Deus. mas é uma palavra inspirada 'ue mani!esta a vontade de Deus em circunst5ncias do momento e mani!esta os sentimentos ocultos do coração$ A palavra pro!ética geralmente suscita !ortemente um movimento de conversão.. mas na maioria delas erra. 'ue ten1a seu Deus tão pr>2imo de si cada ve" 'ue o invoca com sinceridade +c!$ Dt . sendo para estes motivo de adoração e proclamação da presença de Deus em meio comunidade +c!$ 1. !a" a coisa certa.. L/.. um sentimento de pa"$ 8casionalmente o pro!eta recebe uma lu" particular predi"endo o !uturo +c!$ 1Cor 1. é lembrada pelo ap>stolo 3edro. N?1C/$ %la pode também prever uma missão para a Agre4a dentro de algum tempo= (%n'uanto celebravam o culto do Sen1or.. mas nem sempre o seu povo est) pronto para escut)?lo$ .$ 3or ve"es. o Sen1or disse a 3aulo em visão= não temas< #ala e não te cales$ 3or'ue eu estou contigo$ 0inguém se apro2imar) de ti para te !a"er mal./ Deus sempre 'uer !alar. sobretudo. BB/.. .?.. p$-M .... e2ort)?los e consol)?los\ +1 Cor 1. do seu poder. e é um sinal \para os !iéis\ +c!$ 1 Cor 1.M?1B/$ A pro!ecia pode tra"er uma sugestão sobre algo 'ue deve ser mudado9 pode tra"er uma con!irmação do amor de Deus. . con!irma?se na pro!ecia o 'ue 4) se est) !a"endo.. !ala assembléia para e2ort)?la./$ . BC/$ \A'uele 'ue tem o dom da pro!ecia.?BS/$ D dese4o ardente do ap>stolo 'ue na comunidade se mani!este este dom do %sp&rito= (0ão despre"eis as pro!ecias* +1 @ess S. ao dom de pro!ecia\ +c!$ 1 Cor 1. encora4ando a continuar$ (0uma noite. 'uanto para os in!iéis.. podeis pro!eti"ar.ue povo 1). pois. do 4eito certo$ . depois de terem 4e4uado.. muito mais dese4o 'ue pro!eti"eis\ +1 Cor 1..anto. so!re ou !racassa$ D necess)rio ouvir o Sen1or sempre +c!$ Dt L. 1L?B1/$ Assim.BN l7?se= \3rouvera a Deus 'ue todos pro!eti"assem e 'ue o Sen1or l1es desse o seu %sp&rito\$ 8ra.1. ( %enova$ão no Espírito . e2erça?o con!orme a !é* +Rm 1B. S/$ %ste dom \instrui também os outros +ouvintes/\ +c!$ 1 Cor 1. algumas ve"es acerta. na 1ora certa. .B/$ São 3aulo aconsel1a a aspirar aos dons \mas. pois ten1o um numeroso povo nesta cidade +At 1-.1/$ %m 0Hmeros 11.$B.ue maravil1a poder ouvir a Deus e por ele ser orientado$ .. $ Salvador Carrillo ALDA]. porém. torna?se um instrumento apto do Sen1or para pro!eti"ar na assembléia$ 3. em seguida.uando o !a" e. logo no dia de 3entecostes. dese4o 'ue todos !aleis em l&nguas. disse?l1es o %sp&rito Santo= separai?me Jarnabé e Saulo para a obra a 'ue os ten1o destinado* +At 1. no 0ovo @estamento.. como \cumprimento do 'ue !oi dito pelo pro!eta Joel* +c!$ At B.. B. por sua vontade. segundo a medida do dom de Cristo. pois 'uem tem o %sp&rito do Sen1or e se dei2a condu"ir por %le. 1/9 e e2plica a import5ncia deste dom= \. a pro!ecia é uma conse'67ncia do derramamento do %sp&rito Santo na Agre4a. 1N/. 1. Conceito (A pro!ecia é um carisma em virtude do 'ual o inspirado. L1e obedece.?BS/*. /$ 8 dom de pro!ecia (edi!ica a assembléia\ +c!$ 1 Cor 1..M/[ 2. O e+erc2cio do do$ de )ro&eci . de agradecimento ao Sen1or por suas intervenç:es de amor. estimul)?la ou corrigi?la$ D um carisma 'ue contribui muito para edi!icar a Agre4a$ 0ão comunica revelaç:es sensacionais.

a comunidade louva e e2ulta de alegria pela palavra 'ue o Sen1or deu$ D importante 'ue 1a4a con!irmação da pro!ecia$ 3. não pode contradi"er o 'ue !oi revelado através da J&blia e da @radição e 'ue é e2plicado pelo Magistério da Agre4a +revelação pHblica/$ A mani!estação da pro!ecia deve ser com \dignidade e ordem\ +c!$ 1 Cor 1. é um impulso para anunciar a mensagem de Deus9 com !re'67ncia. um movimento no &ntimo do esp&rito.1. sendo instrumento ativo desta inspiração e comunicação9 o 'ue importa é a mensagem.id d )ro&eci 0inguém pro!eti"a sem o consentimento da vontade. sob ação divina. muito embora isso ten1a sido o caso em algumas ocasi:es.L$ Assim sendo.$ . (spirai aos dons espirituaiss.. Deus utili"a?se de alguém para di"er aos 1omens o 'ue %le pensa sobre a situação presente. 'ue é um Tsenso da presença do Sen1orU. s ve"es com sinais sens&veis e inspira?l1e as palavras a serem ditas$ A pessoa deve entregar?se a Deus.L $ C!$ Jonas AJAJ. como segue= oração.. .. trans!ormando?se em (porta?vo"* de Deus. "rupo de ora$ão. mas acol1e as palavras de Deus. a pro!ecia tem o e!eito de apro!undar o senso da presença de Deus$ D um meio e!ica" de o povo ser condu"ido por Deus$ 0este sentido. louvor +c5nticos ou preces/.. Deus se utili"a da cultura e do vocabul)rio da pessoa$ ./$ Assim sendo. embora respeite o seu livre?arb&trio. normalmente. A co!. pois. 11/$ D %le 'ue suscita o dese4o de pro!eti"ar. o pro!eta transmite o pensamento de Deus para 'ue se possa agir segundo esse pensamento$ % essa transmissão vem de Deus e não da mente da'uele 'ue !ala$ 8 pro!eta !ala sob inspiração divina. . a unção é a c1ave 'ue permite saber 'ue o Sen1or 'uer !alar.C/. e não tanto o transmissor da mensagem$ D preciso ter cuidado para não se dei2ar levar pela !ra'ue"a 1umana.S. para a verbali"ação de Suas palavras$ A pro!ecia não se re!ere necessariamente ao !uturo. e com um critério de 4ulgamento sobre a mesma +c!$ 1. de maneira 'ue a pessoa é usada por %le$ D o Sen1or 'uem escol1e.S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. ou 'ual é a Sua intenção para o !uturo$ 0uma reunião de oração. vai derrubando as barreiras 'ue impedem a entrega plena do ser da pessoa ao seu %sp&rito. não aceitando uma pro!ecia divina por'ue esta veio por este ou a'uele membro da comunidade$ 8 %sp&rito Santo é livre para 'ue 1a4a pro!ecia onde. p$ S. como e 'uando %le 'uiser9 nas reuni:es de oração.1S 8 dom de pro!ecia é a !aculdade de acol1er no &ntimo +pensamento/ e transmitir em palavras intelig&veis. se não as pronunciar por medo. são combinadas a ação do %sp&rito e a adesão da pessoa$ 8 %sp&rito unge o pro!eta. \Deus não é Deus de con!usão. dei2a de pro!eti"ar$ Deus não violenta. abrindo o seu ser para isso. 1/$ Ap>s acol1er a pro!ecia.. p$ SL$ . insegurança ou respeito 1umano. BN/. mas de pa"\ +1 Cor 1. as revelaç:es de Deus$ %st) no campo das revelaç:es particulares e. não !orça a mente 1umana contra a sua vontade e consentimento9 serve?se sim. 'ue deve ser dese4ado por todos +c!$ 1 Cor 1.. como evidencia a J&blia$ 3ela pro!ecia. sua liberdade$ A pro!ecia é geralmente precedida pela unção. oração e c5ntico em l&nguas seguidos de breve tempo de sil7ncio$ Assim se cria o clima !avor)vel para a mani!estação do carisma da pro!ecia. c1ama e capacita o pro!eta +c!$ %! . acol1er as palavras no &ntimo e pronunci)?las destemidamente$ 8 pro!eta não precisa mudar a vo" ou imprimir uma tonalidade discursiva. como tal. 1) uma certa se'67ncia em relação pro!ecia. mas apenas pronunciar o 'ue l1e é revelado na sua pr>pria maneira de !alar$ 0esse sentido. de suas !aculdades. em sua mente e. o e2erc&cio da pro!ecia acontece 'uando o pro!eta !ala sob a in!lu7ncia sobrenatural do %sp&rito.

/$ Sendo amigo de uma das 3essoas da Sant&ssima @rindade. pro!ecia. torna?se mais aberta ao Sen1or e ao cumprimento de sua vontade$ 8corre. seguido de breve tempo de sil7ncio. os outros. cria?se assim o 'ue é denominado \ciclo carism)tico\. di"endo em bom tom= \eu con!irmo\$ Asto d) certe"a da pro!ecia 'uanto sua origem$ Deve?se !alar o 'ue se recebe. s ve"es bastante piedosos. é necess)rio um ato de entrega ao Sen1or e não apenas de passividade$ 8 pro!eta deve manter uma e2pectativa de escuta$ A escuta é a capacidade dada pelo %sp&rito Santo para ouvir a vo" de Deus no coração e discernir. da ami"ade das outras$ 3or isso sua oração é. tenta comunicar os pr>prios sentimentos como se !ossem mensagens do %sp&rito9 b/ 9alsa profecia ? é uma mensagem in!luenciada pelo DemZnio9 pode ocorrer$ 0ormalmente.1. di!icilmente serão usados com o dom da pro!ecia$ 3ara ouvir o Sen1or. outras se seguirão$ @ambém pode acontecer de ser dada primeiro em pensamento ou por meio de uma imagem$ . toda a assembléia deve louvar o Sen1or 'ue ali est) se comunicando com ela$ %. contemplar um tHnel sem !im$ A oração do disc&pulo de Jesus Cristo ressuscitado é muito mais do 'ue tatear na escuridão$ %la não é tampouco um salto no abismo$ 8 disc&pulo de Jesus !oi elevado posição de amigo do Mestre +c!$ Jo 1S. ler no v)cuo. Ti)o# de )ro&eci Além da pro!ecia verdadeira. medida 'ue as pronuncia. antes de tudo. pode acontecer de ser proclamada numa reunião de oração ou !ora dela= a/ 5ão profecia ? 'uando as palavras v7m da mente 1umana9 são sentimentos. a pessoa se acostuma a !icar esperando pelos 'ue mais costumeiramente pro!eti"am$ 8s 'ue agem assim. apro2imar?se de Deus +c!$ Kb 11. a pessoa deve dar um passo na !é para pronunci)?la. unção +'ue geralmente precede a pro!ecia/. 'ue v)rios membros da comunidade ten1am a mesma pro!ecia no momento9 'uando a primeira pro!ecia é anunciada. dentre todas as vo"es 'ue c1egam. so!rer na solidão. ap>s a 'ual a comunidade louva e e2ulta de alegria pela palavra 'ue o Sen1or l1e dirigiu$ 0a medida em 'ue a comunidade se 1abitua com o ciclo carism)tico.ual'uer 'ue se4a a !orma de receber a pro!ecia.1L 8 essencial para acol1er a pro!ecia e proclam)?la é crer 'ue Deus 'uer !alar na'uele momento e dispor?se a ser seu instrumento$ A pessoa recebe em sua mente uma palavra ou !rase e. 'ual é a de Deus +c!$ Jo 1B.BM?BN/$ A oração do disc&pulo de Jesus é mais do 'ue !alar no va"io.. louvor +c5nticos ou preces/. composto de louvor. tendo?a também recebido. oração e pro!ecia$ A assembléia se dirige a Deus pela oração. usando as mentes e vontades da'ueles 'ue se rendem a %le para edi!icar a comunidade$ 0o ciclo carism)tico. é um inclinar de ouvido na direção dos l)bios da @rindade Sant&ssima +c!$ As SC. mas 'ue não v7m de Deus e sim da pessoa 'ue. go"a.b?S/ para saborear o seu canto de amor$ 3. movida por seus anseios ou mesmo por problemas emocionais. 'ue é o di)logo com o Sen1or9 %le responde pela pro!ecia. podem con!irm)?la. automaticamente. oraç:es em l&nguas. por ve"es. encontram?se assim estes elementos= oração. tão logo se recebe$ Ao ouvir o anHncio de uma pro!ecia. L/. sem se dei2ar impregnar por dHvidas e inseguranças$ 3or ve"es. O cic!o c ri#$5tico 0as reuni:es de oração.2. ela contradi" a %scritura ou a @radição e o ensinamento da Agre4a$ A !alsa pro!ecia é detectada pelos seus !rutos= ela causa um mal?estar espiritual 4unto comunidade9 v7?se logo 'ue não procede do %sp&rito Santo pelos e!eitos negativos 'ue .

pelo 'ual Deus d) uma convicção interior da autenticidade ou não da pro!ecia$ 8 discernimento.uanto !orma. o 'ue se constitui numa não?pro!ecia$ D necess)rio recorrer ao dom do discernimento. ansiedade. na primeira pessoa do singular. 0ossa Sen1ora. na 5nsia de continuar ensinando. o pro!eta normalmente comunica o 'ue Deus .1M produ"$ 3ode acontecer também 'ue inspiraç:es aut7nticas se mesclem sub4etividade do indiv&duo 'ue. di!icultando o entendimento dos ouvintes 'uanto ao 'ue realmente é mensagem de Deus$ Apesar disso. depois 'ue !ala o 'ue sentiu de Deus. altive" ou algum pecado grave 'ue este4a. permanece comentando ou acrescentando coisas 'ue. espontaneamente. uma pro!ecia pode ser= a/ #ireta R pronunciada em l&ngua compreens&vel. seria oportuno= a/ 8bservar se ela não contradi" a J&blia ou a doutrina da Agre4a9 b/ 3erceber as impress:es 'ue ela causa da assembléia +pa". nas mais das ve"es. uma pro!ecia pode ser= a/ 1essoal R dirigida diretamente a uma pessoa. entre outros9 nesses casos. portanto. contrição. o !ato de uma pro!ecia ser um pouco mais alongada. de alguma !orma. a mensagem é transmitida estritamente com elementos de tais devoç:es. como se !osse o pr>prio Deus !alando9 b/ *ndireta ? por meio de visuali"ação. angHstia. 'uanto para uma necessidade da comunidade como um todo$ 0a pro!ecia podem ser revelados planos a se reali"ar e 'ue 4) estão sendo amadurecidos dentro de cada um individualmente ou na comunidade$ .uanto mais louvor. continua repetindo as mesmas palavras ou com pe'uenas variaç:es9 c/ 1rofecias influenciadas por devo$/es pessoais R 'uando uma pessoa tem ligação muito estreita com algum tipo de devoção +Coração de Jesus. alegria.uanto aos destinat)rios. 'ue pode ser causada por presunção. etc/. poder) se sentir impulsionada a mesclar a pro!ecia com esses sentimentos pessoais9 s ve"es. vai introdu"indo outros elementos e misturando?os com o 'ue Deus est) revelando$ Seria o caso de= a/ 1rofecias longas R a pessoa recebe a inspiração e. desespero. medo. in!luenciando !ortemente o momento de oração$ . torna?se também um e2erc&cio espiritual$ 0o entanto. mas também pode acontecer numa oração comunit)ria9 b/ &omunitária R dirigida a todas as pessoas reunidas em oração$ 3ode?se pedir uma pro!ecia para alguém particularmente. algum santo. na oração pessoal ou através de alguém 'ue ora por ela9 mais raramente. ao ser proclamada uma pro!ecia. etc/9 c/ %sperar 'ue ela se4a con!irmada por outras pessoas$ D bom 'ue se diga 'ue o DemZnio não tem poder e autoridade para inter!erir numa oração 1umilde e aberta ao %sp&rito$ . menos espaço para Satan)s$ %le necessita de um tipo de (brec1a* para in!luenciar as pessoas. ela mesma tem vontade de di"er comunidade ou a algumas pessoas 'ue ali estão presentes$ A pro!ecia se torna longa e um pouco con!usa. recordação de trec1os b&blicos ou !atos ocorridos. não 'uer di"er 'ue este4am sendo !eito acréscimos pelo pro!eta9 b/ 1rofecias repetitivas R a pessoa pronuncia as palavras inspiradas e.

1est) !alando. 4ustamente por'ue na'uele momento. palavras de vida.M$ As passagens b&blicas v7m ao pensamento naturalmente$ 0o entanto. por seu %sp&rito$ São 3aulo convida con!iança 'uando di"= \@odos podeis pro!eti"ar\ +1 Cor 1. Aspirai aos dons espirituais. na edi!icação da Agre4a e na busca da santidade$ 8 pro!eta é o porta?vo" de Deus R Deus é o centro R mostrando o Cristo vivo e ressuscitado agindo.. (spirai aos carismas. ser lembrada\.uando alguém apenas emite supostas mensagens tais como= (Meus !il1os.M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.uando não se presta atenção e não se vive o 'ue o Sen1or !ala.'. . 1L/$ . ressaltar o crescimento de Cristo no amor !raterno.-$ . sem 'ue ele ten1a de ser imediatamente 'uestionado$ @udo isso é uma !ase de ensaios s cegas. não se trata de uma pro!ecia no sentido estrito9 na maioria dos casos. obviamente.1C/$ (8 grupo deve levar a sério a palavra de pro!ecia. e é assim 'ue a Agre4a. é importante lembrar 'ue (um carisma R sobretudo de ordem pro!ética R não é in!al&vel e o seu in&cio pode ser marcado pelo !racasso. por'ue recordou a'uela palavra na'uele momento. e2ortar. eu sou o camin1o./$ Seu conteHdo deve estar de acordo com a J&blia e o ensino da Agre4a. o Sen1or nos !ala$ %la pode mudar o rumo das coisas.. a verdade e a vida*. pelo erro. por ela. é preciso 'ue se diga 'ue a mera recordação de vers&culos b&blicos sem uma conotação atual não é pro!ecia$ . p$ SS$ . %le pode calar?se$ D importante levar bem a sério as pro!ecias.. esta ou a'uela mensagem ou verdade da !é contida na %scritura$ 0este conte2to. a pro!ecia. mas 'ue precisa na'uele momento.. se mantém em ação*.. o rumo da pr>pria Agre4a. Deus 'uer relembrar comunidade orante. 'ue somos n>s. Conc!u#ão 8 ob4etivo da pro!ecia é edi!icar. animem. "rupo de 0ra$ão. por'ue. é um pensamento da pr>pria pessoa. leg&tima e necess)ria para assentar esse carisma$ Mas ela não deve.N $ Jonas AJAJ.12$ A Agre4a precisa de pro!etas 'ue encora4em. como se estive e2pondo$ @ambém é poss&vel 'ue alguém pro!eti"e en'uanto pro!ere uma pregação ou ensino$ #re'6entemente podem ocorrer pro!ecias com substrato b&blico.N$ -. instruam e e2ortem +c!$ Col . são palavras de Deus./$ Sua autenticidade deve ser 4ulgada pelos demais pro!etas +c!$ 1 Cor 1. motivada ou não pelo clima da oração$ 3elo dom do discernimento é poss&vel saber se as palavras b&blicas t7m uma conotação atual$ 3or !im.$ 31ilippe MADR%. p$ . e2cessivamente$$$*$. levar glori!icação de Deus. consolar +c!$ 1 Cor 1. pela !alta de con!irmação. p$ -M$ . Pro&eci e o4edi6nci As pro!ecias são dadas como orientaç:es para serem ouvidas$ .. compostas de !rases b&blicas. é \uma ação de Deus mediante a 'ual alguém proclama uma mensagem de Deus. 'ue levam a comunidade e as pessoas a terem vida e vida em abund5ncia +c!$ Jo 1C. a 'ual !ocali"a uma verdade 4) con1ecida. prolongar?se. BN?.

numa 1armoniosa alegria pela presença de Deus na'uele lugar$ Durante a oração ou .1N &(1:.0 O #ar sma da In$"r%r"$a&'o das Línguas 1. Introdução 8corre muitas ve"es numa assembléia carism)tica reunida. a oração ou o canto em l&nguas.<!0 =<(%.

peça na oração o dom de interpretar\ +1 Cor 1.B $ C!$ cap&tulo anterior$ . senão a Deus= ninguém o entende.B$ 2. o dom da interpretação das l&nguas pode ocorrer durante o (ciclo carism)tico*= louvor R sil7ncio R pro!ecia em l&nguas e interpretação R louvor a Deus.uem recebe o dom da interpretação percebe 'ue as palavras l1e v7m mente de !orma abundante. entre outras !ormas$ Da mesma maneira 'ue na pro!ecia.u # 8 e2erc&cio do dom de interpretação das l&nguas segue os mesmos princ&pios 'ue para o dom de pro!ecia$ De !orma pessoal ou comunit)ria . portanto. dese4o 'ue todos !aleis em l&nguas. uma vo" destaca?se das demais$ 8utras vo"es se calam por'ue sentem 'ue o %sp&rito est) agindo. Conceito 8 carisma da interpretação das l&nguas é a !aculdade de perceber o sentido da oração ou da pro!ecia em l&nguas$ 0ão se con!unde com tradução +ou versão/$ 0esta. termos ou per&odos de uma l&ngua pelos de outra$ 8 dom da interpretação das l&nguas é um impulso. pois !ala coisas misteriosas. anotando com clare"a a mensagem do Sen1or$ . O e+erc2cio d inter)ret ção d # !2n. para 'ue a assembléia receba edi!icação$ . orada ou cantada/$ Ap>s a pro!ecia em l&nguas !a"?se sil7ncio para a escuta da interpretação$ A interpretação pode vir pela mesma pessoa ou por outra. reescreve o te2to em outra l&ngua 'ual'uer$ A tradução é a substituição de palavras.. sob a ação do %sp&rito$ 8ra. mais !acilmente identi!ica o modo como o Sen1or l1e \dita\ as palavras$ 3or 'ue Deus utili"a o dom das l&nguas para comunicar sua mensagem 'uando pode !a"7? lo (diretamente* através da pro!ecia[ Dom João %vangelista Martins @erra procura responder= ./$ @anto (o !alar* como (o orar* e (o cantar* em l&nguas s> se tornam mensagem pro!ética 'uando 1ouver interpretação$ 3. a interpretação deve ser concisa. e deve di"er o 'ue o Sen1or l1e inspira$ Assim como 1) uma unção para pro!eti"ar. uma pro!ecia motivada e antecedida pelo dom das l&nguas= (A'uele 'ue !ala em l&nguas não !ala aos 1omens. recordação de vers&culos b&blicos ou !atos. dando uma pro!ecia em l&nguas +!alada.uem !ala em l&nguas. o tradutor entende cada palavra$ D por isso 'ue ele.1 por meio de visuali"ação. a unção do %sp&rito caracteri"a o e2erc&cio dos dons do %sp&rito Santo$ .BC canto em l&nguas ou no sil7ncio 'ue se segue. podendo ser longa ou breve9 contudo.C $ A interpretação direta acontece da mesma maneira 'ue a pro!ecia.. $ C!$ cap&tulo anterior$ ..a interpretação ocorre ap>s a emissão de uma mensagem em l&nguas$ A mensagem em l&nguas pode ter duração di!erente. B$S$1. como uma palavra de pro!ecia$ 3ode ocorrer também a interpretação indireta . de !orma direta . a não ser 'ue este as interprete.uanto mais a pessoa se 1abitua com ela. uma mensagem em l&nguas também é precedida por uma unção$ 8 intérprete recebe um impulso interior para a interpretação$ Ali)s. através de uma unção espiritual. para torn)?la compreens&vel aos membros da comunidade$ D.. utili"ando palavras de um dos idiomas con1ecidos.1 $ C!$ cap&tulo anterior o re!erente pro!ecia indireta$ . muito mais dese4o 'ue pro!eti"eis$ Maior é 'uem pro!eti"a do 'ue 'uem !ala em l&nguas. por meio do 'ual a pessoa capta o sentido da mensagem e comunica?a.C. 4) estudada no cap&tulo anterior$ .

Ti)o# de inter)ret ção A distinção dos tipos de interpretação obedece aos par5metros atribu&dos pro!ecia$ A interpretação é verdadeira 'uando vem do %sp&rito Santo$ 0ão?interpretação é 'uando as palavras t7m origem na mente 1umana +não vem de Deus/$ A !alsa interpretação é in!luenciada pelo DemZnio$ 8 instrumento 'ue separa um dos outros é o carisma do discernimento dos esp&ritos$ 8 discernimento da interpretação é tão necess)rio 'uanto para a pro!ecia. 'uer por meio da interpretação das l&nguas. a& cabe a interpretação em vern)culo e a con!irmação de outros membros da assembléia +c!$ 1 Cor 1.. 'uer por pro!ecias.. é rati!icado$ Como na pro!ecia.uando e2iste uma unção pro!ética na assembléia e 'ue se e2pressa em l&nguas. consolar +c!$ 1 Cor 1. consolando e corrigindo\$ . o senso de 'ue a interpretação ouvida é correta. . . pois uma ve" 'ue é proclamada assume todas as caracter&sticas da pro!ecia..ão 1aulo. consciente da presença de Deus.u # 8 acol1imento do dom de interpretação também segue os mesmos princ&pios para o acol1imento da pro!ecia. ao receber uma mensagem do Sen1or.. e coloca também o grupo inteiro alerta para escutar o 'ue se vai di"er$ %ssa interpretação não é uma tradução. a !im de estarem mais preparados para receber uma inspiração sobre o 'ue o Sen1or 'uer comunicar ao grupo.1. en'uanto todos os outros guardam sil7ncio. dirigida pelo %sp&rito Santo./$ A'ui. 1aver) outros pro!etas para 4ulgarem ou con!irmarem a pro!ecia em l&nguas e sua interpretação +c!$ 1 Cor 1. acontece 'ue v)rias pessoas recebem a mesma interpretação da mensagem ouvida$ 0este caso. p$1N$ $ C!$ cap&tulo anterior$ . pois. a saber= edi!icar.i$ento d inter)ret ção d # !2n. 3or ve"es../$ ./ .L$ Sua din5mica é semel1ante da pro!ecia. bem como seus re'uisitos e utilidades +c!$ Mt M. a mani!estação das l&nguas tem todas as utilidades das pro!ecias. é importante !a"er a di!erença entre a oração em l&nguas e a pro!ecia em l&nguas9 somente esta necessita de interpretação$ .L $ C!$ cap&tulo anterior$ . mas s> 'uando o %sp&rito suscita alguém a !alar em l&nguas na assembléia. B?.B1 (#alar em l&nguas numa assembléia cultual cria uma atmos!era de audição interior e uma e2pectação atenta da palavra do Sen1or$ %sse dom alerta os 'ue pro!eti"am no grupo.. não 1) necessidade de interpretação por'ue a pessoa est) se dirigindo a Deus +c!$ 1 Cor 1./$ .S $ 0s carismas em . 1.1S?B. sua palavra tra" sempre !rutos poderosos sobre todos$ Ema ve" interpretada.uando se ora ou louva em l&nguas. 'ue é colocada diretamente no coração do pro!eta por uma ação do %sp&rito Santo$ A interpretação das l&nguas é também depositada na mente do intérprete$ %. deve?se dei2ar algum tempo para o louvor$ D %le mesmo 'ue est) dirigindo a sua palavra$ % 'uando o Sen1or !ala. . e2ortar. mas um carisma di!erente 'ue não acontece na oração particular.B?. através da mani!estação dos dons do seu %sp&rito.S $ 3. deve?se di"er em vo" alta= (eu con!irmo<*$ Ap>s receber uma mensagem em l&nguas e sua interpretação./$ 0uma assembléia pe'uena ou numa grande assembléia 'ue este4a em pro!unda oração. O co!. preparando assim o clima para a intervenção do carisma pro!ético 'ue interpreta e2ortando.. todos devem proclamar a miseric>rdia do Sen1or.

<!0 =<*5.. Introdução &(1:. com a di!erença de 1aver sempre uma mensagem em l&nguas antecedente$ (Assim. . Conc!u#ão (3or isso 'uem !ala em l&nguas. e ser?vos?) dado* +Mc 11./$ O dom #ar sm($ #o da C )n# a 1./$ 8 carisma da interpretação leva ao 3ai.C/$ . aspirai ao dom de pro!eti"ar9 porém.uanto ao seu e2erc&cio. por Jesus. 1. pois. obedece aos mesmos princ&pios da pro!ecia. irmãos.N?. peça na oração o dom de as interpsetar* +1Cor 1.B. crede 'ue o tendes recebido. não impeçais !alar em l&nguas$ Mas !aça?se tudo com dignidade e ordem* +1Cor 1.0 . pede= (@udo o 'ue pedirdes na oração. no poder do %sp&rito Santo. 'uem 'uer.BB '.. orientando os !il1os de Deus a !a"er a Sua vontade$ .uem dese4a.

pode?se c1egar rai" de um problema ou causa de um cativeiro +depend7ncia de um trauma/ ou ao con1ecimento de uma cura*. p$. vem mente uma palavra somente.$ 7esus está vivo. a mente est) aberta e livre para receber a comunicação do Sen1or$ 3or ve"es. -b/$ 3. acontecimentos. comunit)ria ou 'uando se re"a por alguém. por meio do 'ual Deus revela e comunica o 'ue 4) 1ouve ou o 'ue est) acontecendo na 1ist>ria da salvação das pessoas$ 3or esta revelação. assim.-$ 3elo dom de ci7ncia. ainda. impondo as mãos$ 0ão depende de in!ormação. uma cena$ 8 Sen1or mostra. "rupo de 0ra$ão. Através do dom da ci7ncia o %sp&rito Santo !a" com 'ue a pessoa entenda as coisas como Deus entende$ #a" com 'ue se penetre na rai" do acontecimento. muito belo. con1ecimento$ ^ a !ormação ad'uirida$ D também associada a toda tecnologia 'ue o 1omem con1ece e utili"a para o desenvolvimento 1umano$ b/ #om de ci>ncia infuso= é um dom crismal 'ue a4uda a 4ulgar de maneira correta as coisas criadas. escrevem %miliano @ardi! e José K$ 3rado #lores= (D um dos dons carism)ticos. ap>s uma oração em l&nguas. 1. sentimento. por meio da 'ual a intelig7ncia do 1omem se ilumina com a ação do %sp&rito Santo.M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. sobre o dom da ci7ncia.M$ 0este mesmo sentido. pes'uisa. um !ato ou uma lembrança dolorosa relativa a acontecimentos passados ou presentes$ %ste dom !a" com 'ue a mente penetre nas verdades divinas sem 'ue empregue o es!orço do racioc&nio +c!$ B Re L. di"er 'ue a palavra de ci7ncia \é um con1ecimento sobrenatural 'ue se recebe. devido graça. paci7ncia. em suas relaç:es com Deus e mostra o valor e a import5ncia 'ue t7m as criaturas aos ol1os de Deus +c!$ As 11. trans!ormando. o 'ue est) curando. não é !iloso!ia ou teologia= é dom gratuito do %sp&rito Santo$ 8 dom de ci7ncia é o diagn>stico de Deus$ D o carisma pelo 'ual o %sp&rito Santo revela uma situação. 8 dom da ci7ncia é uma grande !erramenta de trabal1o na edi!icação do Reino de Deus. de bagagem cultural. 'ue pode ser= uma cura !&sica ou emocional. .1$ . B9 Kab B. pois leva as pessoas conversão e glori!icação de Deus$ A palavra de ci7ncia é percebida como uma certe"a interior 'ue c1ega mente$ Ieralmente.B .B. estado de esp&rito$ D um !ragmento da onisci7ncia de Deus$ 3ode?se. situação. comunica?se a toda a assembléia o 'ue o Sen1or est) reali"ando$ A palavra de ci7ncia distingue?se da ci7ncia 1umana e do dom de ci7ncia in!uso$ Assim= a/ &i>ncia= desenvolvimento das aptid:es naturais da pessoa através do estudo. p$. uma cura espiritual./$ c/ 1alavra de ci>ncia= revelação particular e moment5nea sobre um !ato singular e determinado9 é urna revelação interior compreens&vel por 'uem a recebe +c!$ 1 Cor 1B. Deus revela as curas 'ue est) reali"ando no meio da comunidade9 então. !eridas ou 'ual'uer outra matéria 'ue não é do con1ecimento de 'uem ora. O e+erc2cio do do$ de ci6nci # A palavra de ci7ncia não é necessariamente uma palavra piedosa +amor. para con1ecer e ver a rai" de um problema ou o 'ue Deus est) !a"endo ou vai !a"er entre suas criaturas\. ou mesmo um c1amado conversão$ 2. mas 'ue é necess)rio saber na'uele momento de oração pessoal. Conceito 8 carisma da palavra de ci7ncia é uma revelação sobrenatural de algo 'ue Deus con1ece$ %le comunica !atos. pa". !ato. ou um 'uadro.-ss/ . problemas. reali"ando.

etc$ A palavra vem mente. uma percepção acerca de determinadas realidades$ 0esse caso. associando?a a algum !ato de sua vida$ Ap>s a emissão e compreensão da palavra de ci7ncia. !a"endo com 'ue ela penetre na rai" do !ato. da situação ou estado de esp&rito relacionado com o passado ou o presente dela mesma$ 0esse sentido. . o dom de ci7ncia pode se mani!estar principalmente= a2 5a ora$ão pessoal 8 (diagn>stico* ser) re!erente pr>pria pessoa ou acontecimento 'ue l1e di" respeito. sem 'ue a pessoa se ten1a preparado ou pensado$ 8 dom de ci7ncia pode vir acompan1ado da palavra de sabedoria$ 8 primeiro revela a situação9 o segundo revela como agir$ 8 dom de ci7ncia também pode se mani!estar por meio de um entendimento. anel. uma ou mais pessoas podem receber palavras de ci7ncia. R 0esse epis>dio. cabeça. revelando?l1e o 'ue deve ser curado. Jesus teve uma percep$ão da !orça 'ue dele saira9 . para 'ue o 1omem possa ter a liberdade de optar pelo bem$ b2 5a imposi$ão de mãos D comum 1aver mani!estação da palavra de ci7ncia 'uando se est) orando por alguém. entre outras coisas$ 8 %sp&rito Santo tem di!erentes maneiras de se revelar s pessoas$ %. mas outro modo de compreensão espiritual= é também dom de ci7ncia$ 3odem ser re!eridos. Jesus teve um entendimento espiritual acerca da situação da'uela mul1er9 b/ Mc S.uanto ocasião. re"a?se de acordo com o ob4eto revelado$ c2 5a reunião de ora$ão 0uma assembléia de oração.M R A'ui. a t&tulo de e2emplo. dois epis>dios b&blicos= a/ Lc M. !a"em so!rer. 1C9 Rm -. a pessoa pode perceber 'ue a ela se re!ere a palavra. por meio de uma sensação !&sica ou sentimento.. e tiram a !elicidade$ 8 %sp&rito Santo penetra tudo. 'ue ainda incomodam as pessoas. BM/$ 8ra. não seria uma (palavra* no sentido estrito. Uti!id de do do$ de ci6nci A !inalidade primeira deste dom é levar cura das lembranças dolorosas. e aguarda?se a comunicação do Sen1or em sil7ncio$ A pessoa por 'uem se ora poder) dar o signi!icado da palavra de ci7ncia. um sentimento. pode?se pedir ao Sen1or uma palavra de ci7ncia$ Re"a?se em l&nguas por alguns instantes. o dom de ci7ncia a4uda no processo de santi!icação pessoal$ Deus dese4a 'ue o 1omem compreenda como e por'ue %le est) agindo de determinada maneira$ Deus ensina ao 1omem sobre as suas verdades. penetra também as pro!unde"as do 1omem. mas di" respeito ao 'ue Deus 'uer revelar$ 3ode ser palavras simples e corri'ueiras$ 3or e2emplo= tesoura. carta. BS?. 'uando se anunciam curas por meio do dom de ci7ncia. por meio da imposição de mãos$ 3or e2emplo= 'uando alguém so!re de algum mal cu4a causa é descon1ecida. geralmente relacionadas a uma ação de Deus na'uele momento$ %m alguns casos.L?. por meio deste dom de ci7ncia$ . etc/. carro. mesmo as pro!unde"as de Deus +c!$ 1 Cor B. do sentimento.B.

os problemas de ordem espiritual?moral repercutem no psicobiol>gico$ c/ 1edir ao . re"a?se pela cura do 'ue !oi . anunciada pela palavra de ci7ncia +c!$ Mt M. palavra de sabedoria. por inspiração do 3ai9 Atos S. portanto. aguarda?se a palavra de ci7ncia.B$ . em parte. p$ 1. 'uanto o 'ue deve ser curado$ 8 dom da ci7ncia é também.?.ecido# D muito comum encontrar pessoas com problemas cu4as causas não se con1ece= se4am problemas de ordem !&sica. procurando reunir todos os elementos poss&veis= in&cio da en!ermidade +1) 'uanto tempo/. a José. poss&veis causas9 levar em conta a interdepend7ncia dos campos !&sico. comunica?se pessoa a mesma palavra$ A pessoa e2pressa a resson5ncia da palavra em sua vida$ 3or ve"es.. . através da palavra de ci7ncia. re!ere? se a casos acontecidos recentemente$ Ap>s a palavra de ci7ncia.Nss= visão de 3edro e a palavra 'ue l1e é comunicada9 Lc 1. A i$)ort3nci do te#te$un. p5nico. pelos testemun1os se con!irmam não somente as curas. a gravide" divina de Maria$ -.enhor que venha em auxílio com o dom da ci>ncia $ 0este caso. revela tanto o 'ue o Sen1or esta reali"ando +curando/ na comunidade.1-?BS= 8 an4o revela.entar o diálogo com a pessoa. etc/ e não sabe e2plicar o por 'u7 de tal estado9 s ve"es não 1) nen1um motivo aparente$ Como !a"er nestes casos[ a/ . não é bater palmas= mas dei2ar a assembléia louvar e agradecer ao Sen1or com espontaneidade$ 0.. mas a pr>pria palavra de ci7ncia$ 8 importante.N/.BS %ste dom. em son1os.1?11= 3edro denuncia o roubo de Ananias e Sa!_ra9 Atos 1C. prova a veracidade da palavra de ci7ncia$ 3elos depoimentos se con1ece se 1ouve a ação de Deus ou não.N $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. doença !&sica. 1L?BC/$ Assim. de pro!ecia*. ora?se em l&nguas por alguns minutos9 ap>s breve sil7ncio.M?S1= a palavra de Jesus a 0atanael9 João . a palavra de ci7ncia corresponde a um !ato acontecido 1) muito tempo9 outras ve"es. 1und $ento# 424!ico# do do$ de ci6nci • • • • • • • • João 1. ap>s os testemun1os. e deve ser usado com sabedoria e discernimento$ (8 carisma da palavra de ci7ncia est) sempre a serviço de outro dom= de cura. poss&veis contaminaç:es. conscientes ou inconscientes/9 se no campo espiritual +se é caso de con!issão sacramental.1L= de!inição de !é do ap>stolo 3edro.S= 8 %sp&rito Santo revela a Asabel a gravide" divina de Maria9 Mt 1. receberam alguma graça$ 8 'ue é testemun1ado. emocional e espiritual$ b/ ?er em que nível a enfermidade se situa: se no campo som)tico +se é algo simplesmente de origem biol>gica/9 se no campo emocional +das lembranças dos !atos traumati"antes.N$ '.1L?1N= revelação da vida da Samaritana9 João11. um dom associado ao dom de curar doenças +c!$ 1 Cor 1B.11?1S= con1ecimento da morte de L)"aro9 Mateus 1L. emocional ou mesmo espiritual$ A pessoa pode estar vivendo em estado doentio +depressão. é importante o testemun1o das pessoas 'ue. &arismas. Co$o re" r )or )ro4!e$ # de#con. etc$/$ Muitos casos de doenças !&sicas t7m sua origem nos problemas emocionais9 em outros casos.o %m 'ual'uer 1ip>tese de mani!estação do dom de ci7ncia.

no momento oportuno. mesmo assim deve?se re"ar e entregar o caso miseric>rdia do Sen1or$ %le 'ue tudo con1ece 1aver) de mani!estar. não é !iloso!ia ou teologia= é dom gratuito do %sp&rito Santo$ 3alavra de ci7ncia= diagn>stico de Deus$ #a" com 'ue a mente penetre numa verdade +ou na rai" de um problema/ sem es!orço 1umano$ Mani!esta?se através de= uma palavra ou !rase. Au+i!i re# do do$ de ci6nci a2 . !a"?se um louvor ao Sen1or e conclui?se com alguma oração espont5nea. respeitando a privacidade das pessoas$ :.igilo 9 'uem ora por outra pessoa deve manter sigilo em relação ao 'ue o Sen1or revelou ou curou +casos particulares ou situaç:es secretas/. sentimento ou son1o$ Atitudes cristãs= sigilo9 prud7ncia9 sabedoria9 discernimento$ &(1:.0 Car sma da Pala*ra d" Sa+"dor a 1. Introdução . imagem +visuali"ação/.E6.<!0 .BL revelado$ 8 processo vai se repetindo. sensação.abedoria 8 dom do %sp&rito Santo 'ue revela como agir diante da'uilo 'ue o dom de ci7ncia esclareceu$ b2 #iscernimento 9 este carisma a4uda a descobrir o sentido das revelaç:es dadas pelo %sp&rito Santo através do dom de ci7ncia$ c2 1rud>ncia 9 a prud7ncia a4udar) a descobrir o momento e a !orma certa de proclamar as palavras de ci7ncia$ d2 . o seu amor para com a'uela pessoa$ 7. ou mesmo b&blica$ Caso não se receba palavras de ci7ncia ou se a pessoa 'ue recebe a oração não associ)?la a nen1um !ato de sua vida. Conc!u#ão 8 dom da ci7ncia não depende do con1ecimento. en'uanto c1eguem palavras de ci7ncia$ 3or !im. de bagagem cultural.

. dom do %sp&rito Santo para o crismando.. nem mintais contra a verdade$ %sta não é a sabedoria 'ue vem do alto.1S?BB/$ 8 dom da sabedoria tem &ntima ligação com o dom da ci7ncia$ 8 dom da ci7ncia revela uma situação. situaç:es de con!usão. discuss:es. A ) ! (r de # 4edori n E#critur SC $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.. "rupo de ora$ão. apropriada para testemun1ar a presença de Deus em momentos di!&ceis +c!$ Mt BB.S/$ d2 ( palavra de sabedoria= dom carism)tico do %sp&rito Santo. capacidades e tend7ncias pessoais. mas é uma sabedoria terrena. Uti!id de do do$ d # 4edori 8 dom de sabedoria mani!esta a vontade de Deus em situaç:es concretas$ D o socorro de Deus para momentos de crise +o estudo de algum tema di!&cil.abedoria humana= ad'uirida pelo es!orço do con1ecimento 1umano e pelas ci7ncias$ %la depende de es!orços. debates. d) a direção certa.M9 . BB9 1B. !alar ou se comportar em situaç:es concretas da vida. não vos glorieis. para santi!icação de sua vida pessoal$ %ste dom !a" aprender as realidades espirituais e suas conse'67ncias na vida pr)tica9 desperta o sabor das coisas de Deus +c!$ @g 1. 1umana.BM 0um mundo tão di!&cil como este todos precisam urgentemente do carisma da palavra de sabedoria$ A sabedoria 'ue vem do %sp&rito Santo ilumina o camin1o. a pessoa sente 'ue o Sen1or est) l1e guiando para !a"er alguma coisa ou di"er algo em determinado momento$ 3ortanto. diab>lica* +@g . 1. se tendes no coração um ciHme amargo e gosto pelas contendas.-/$ 3. palavra de sabedoria é uma palavra. -/$ 1 D oportuno !a"er a seguinte distinção= 2 a2 .?1S/$ c2 . a !im de 'ue a presença e o amor de Deus se4am e2perimentados. um problema +d) o diagn>stico/9 o dom da sabedoria revela como agir +indica o remédio/$ A sabedoria também ilumina a pro!ecia para 'ue se4a entendida e vivida$ %.B$ 3elo dom de sabedoria.1 .abedoria diab+lica= (Mas. além de outros !atores e2ternos$ b2 . e para 'ue ela se4a movida a procurar Deus*SC$ %2emplos de palavras de sabedoria= Mt M. BBss9 B. dom gratuito de Deus. nem é !ruto de dedução racional ou cient&!ica= é puro dom da graça divina +c!$ 1 Cor 1B. leva a decis:es con!orme a vontade de Deus e condu" santidade$ Como é importante este carisma< 2. etc/$ A palavra de sabedoria é.abedoria divina= dom crismal. levando?o a decidir acertadamente. atitude ou ação a !im de 'ue as pessoas percebam a verdade 'ue antes não con1eciam$ Anspira o 1omem como agir.. Conceito A palavra de sabedoria é uma \ação de Deus. p$. de acordo com a vontade de Deus +c! 1 Cor 1B. movendo uma pessoa a ensinar ou e2plicar verdades religiosas. para orientar situaç:es concretas9 não depende de méritos pessoais. B-?BN9 Lc B. portanto. .

19 Lc L. com e!eito.. 'uando o cristão é c1amado a tomar decis:es importantes. transmitiam palavras de sabedoria$ Alguns te2tos importantes= Mt 1C. pois.. descer de vosso santo céu. 1.?1L9 #l B. ao ouvirem palavras de sabedoria. vosso servo e !il1o de vossa serva.. dese4ando?o ardentemente.?BS9 Sempre 'ue Jesus e os ap>stolos davam aos seus ouvintes noç:es pr)ticas de como viver segundo Deus. 'ue a todos d) liberalmente. para ser o sen1or de todas as vossas criaturas.. re!le2ão. 1umildade e simplicidade +coração de criança/$ 8 dom da sabedoria pode estar vinculado a certos momentos decisivos na vida pessoal e comunit)ria. e precisa do au2&lio divino. S?M9 11. não ser) nada. ao e2empli!icar. distinguir o uso da palavra de sabedoria= a/ %m situaç:es embaraçosas= 1 Rs . B. a comunidade sente mais pro!undamente a presença do %sp&rito Santo$ 8s participantes de uma reunião. cu4a e2ist7ncia e breve.BG)rias passagens da Sagrada %scritura revelam a utili"ação do dom da sabedoria como recurso para mostrar a vontade de Deus ou intervir em situaç:es concretas$ 3ode? se. em resposta a seus problemas. 4unto de mim. 'uando dei2ou cego a Dlimas o mago. est) a sabedoria 'ue con1ece vossas obras9 ela estava sempre 'uando !i"estes o mundo. 1ss/$ 8s 'ue discutiam com %stevão.N9 1B. como e2orta São @iago em sua carta= \Se alguém de v>s necessita de sabedoria. de uma orientação de Deus sobre este determinado momento ou problema$ D o dom divino 'ue leva a agir corretamente diante de uma situação di!&cil$ 3or este dom.. e o 'ue se con!orma s vossas ordens$ #a"ei?a. da&?me a sabedoria 'ue partil1a do vosso trono. 1?L$N?1C/$ ... 1. 1C/$ São 3aulo agiu movido por este dom.C9 Mc 1C. segundo o ideal cristão. estudo. dando?l1es clare"a e direção pela ação do %sp&rito Santo$ @odos podem e devem aspirar a este dom9 devem.9 %! . sem nen1uma vacilação\ +@g 1. se l1e !altar a sabedoria 'ue vem de v>s$ Mas. percebem o pr>prio Deus a l1es !alar$ 3or este carisma. e enviai?a do trono de vossa gl>ria. O e+erc2cio do do$ de # 4edori A abertura para o dom da sabedoria obedece aos mesmos princ&pios 'ue para os outros dons$ 3ara receber e mani!estar o dom da sabedoria a4uda= v ida de oração..M9 . BBss9 Jo 1C. incapa" de compreender vosso 4ulgamento a vossas leis9 por'ue 'ual'uer 1omem. \não podiam resistir sabedoria e ao %sp&rito 'ue o inspirava\ +At L. ela sabe o 'ue vos é agrad)vel. e para 'ue eu saiba o 'ue vos agrada* +Sab N. 'ue todas as coisas criastes pela vossa palavra. c1eios do %sp&rito Santo e de sabedoria +c!$ At L. BS?.ss9 . 1. um 1omem !raco.$. lLss9 1 3d 1. como também antes de tomarem decis:es pr)ticas para a Agre4a +c!$ At B. com simplicidade e sem recriminação. BC?.. pedindo?o. 1?. os ap>stolos pedem Assembléia 'ue escol1a 1omens de boa reputação. 1?1L$ A palavra de sabedoria !oi usada pelos ap>stolos em v)rias ocasi:es.. governar o mundo na santidade e na 4ustiça. mesmo per!eito. 1. ao lado de v>s. 1Bss e . e não me re4eiteis com indigno de ser um de vossos !il1os$ Sou.M/$ Salomão pediu?a assim= (Deus de nossos pais. 'ue procurava desviar da !é o procZnsul Sérgio 3aulo +c!$ At 1. -ss/$ 3ara a eleição dos sete di)conos. 1L?B-9 Lc 1B. 1ss9 Il S. e pro!erir seu 4ulgamento na retidão de sua alma. BB?. e ser?l1e?) dada$ Mas peça?a com !é. nos momentos de pregação. e Sen1or de miseric>rdia.. re"ar.?1B/$ '.?B19 Lc 1B. tome parte em meus trabal1os. 11?1B9 b/ Como !onte de entendimento espiritual= Lc 1B. 1B?BM9 Cl . outrossim.1?. entre os 1omens. para 'ue. Deus se serve de alguém para transmitir um con1ecimento mais pro!undo da sua palavra ou da direção de Deus sobre a vida deles$ A palavra de sabedoria é !re'6entemente dada no aconsel1amento de outros..9 c/ Como atitude= At N.. peça?a a Deus. S?L9 c!$ %clo L.9 1S.

para viv7?la e lev)?la aos irmãos (8 mundo necessita de 1omens 'ue. iluminados pela sabedoria de Deus. saibam agir e !alar inteligentemente. obedecendo assim a lei de Deus escrita no seu coração. p$ 1C-$ .BN -. a Hnica lei capa" de elevar sua dignidade de 1omem e assim enri'uecer o mundo* S1 $ S1 $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. Conc!u#ão A sabedoria é um precioso dom do %sp&rito Santo 'ue est) ao alcance de todos9 basta pedi?la com !é. &arismas.

não se trata.1L?BC/$ Contudo. decisão. precisam deste carisma para saber distinguir 'ual esp&rito est) agindo em cada situação= o %sp&rito de Deus. o esp&rito 1umano ou esp&rito do mal. Conceito (Dom do %sp&rito Santo através do 'ual uma pessoa percebe.&(1:. p$ 1M1 . pela e2peri7ncia 'ue se tem sobre alguma coisa. surgem no mundo os !alsos pro!etas 'ue v7m dis!arçados de ovel1as +e mesmo dis!arçados de pastores/. pais e mães. EG2 SB $ Robert D%IRA0DAS. s#"rn m"n$o dos Es%ír $os 1. preside uma reunião de oração.*A0 .C . Introdução Jesus usou muito o carisma de discernimento dos esp&ritos em sua vida di)ria$ @ambém os 1omens e mul1eres. mas por dentro são lobos arrebatadores +c!$ Mt M. intuitiva e instantaneamente. proposta. dons do amor de #eus. p$ .M$ S. o diabo$ 8 carisma do discernimento dos esp&ritos é um dos dons mais necess)rios a 'uem coordena um grupo de oração. $ S$ #ALG8. da Sagrada @radição e da doutrina da Agre4a9 algo 'ue se aprende. Ti)o# de di#cerni$ento a2 %eflexivo Dbom senso2 D o discernimento conseguido pela intelig7ncia. em 1ip>tese alguma. ou na RCC$ D bom estudar com carin1o este carisma$ 2. os con1ecereis* +Mt M. é pai ou mãe de !am&lia. 'uais esp&ritos estão presentes e operantes em uma palavra. pela observação$ b/ #outrinal D o discernimento ad'uirido pelo con1ecimento da Sagrada %scritura. pelo racioc&nio l>gico.<!0 . 1umanamente ine2plic)veis$ 3ortanto. pela e2peri7ncia de vida. situação. o!erecimento= (8 discernimento é o dom 'ue nos abre os ol1os para o mundo invis&vel. 0 despertar dos carismas. Jesus indica= (3elos seus !rutos. ou a mistura destes/* SB $ %ste dom permite identi!icar 'ual esp&rito est) impulsionando ou est) in!luenciando uma= ação. dese4o.@. servos com grande responsabilidade. e2erce alguma !unção na comunidade paro'uial. &arismas. 1S/$ c2 &arismático Dcf' E&or EF. pelo estudo. demon&aco. de um 4u&"o temer)rio 'ue !a"emos sobre as pessoas$ As pr>prias palavras Tdiscernimento dos esp&ritosU dei2am claro 'ue tratamos dos esp&ritos e não dos 1omens e da sua conduta*$BC 3. ora por alguém. situação ou pessoa +santo. se desenvolve$ 0o %vangel1o. onde agem tanto os esp&ritos bons como os maus$ 8 discernimento é lu" sobrenatural 'ue nos mostra a origem e a causa Hltima de certos !enZmenos misteriosos. ação. palavra. pela !ormação. 1umano.

os 'uais a negavam/ Jesus orienta= \%rrais não compreendendo as %scrituras e o poder de Deus\ +Mt BB. %le discerne= \Se Satan)s se levanta contra si mesmo. B-/$ b/ 0a 'uestão da cura no dia de s)bado.. 'ue espécie de esp&rito est) movendo uma pessoa ou uma comunidade$ 8s discernimentos= carism)tico. 1B9 Mc .$ .1ss/$ !/ Diante da atitude de @iago e João. pois o discernimento dos esp&ritos S. di"endo 'ue os sentimentos de 3edro não são de Deus.1 . 1?1L/$ c/ 0a primeira predição de sua 3ai2ão. podemos consider)?lo como protetor dos demais dons$ De !ato. Jesus os orienta. p$ 1M. situaç:es desastrosas para ele e para os outros$ -.$ '.. inventadas pelo demZnio*S...uando atribu&am a %le um esp&rito imundo. baseado somente na ra"ão. mas discerniu como ocasião de mani!estação da Il>ria de Deus +c!$ Jo N. pregação e animação9 d/ 3rotege os outros dons$ Assim. !oge completamente da vontade de Deus$ %.1?. principalmente a de coordenação. curar. $ S$ #ALG8. 0 despertar dos carismas. repreende a 3edro. pro!eti"ar. ele a& est). mas dos 1omens +c!$ Mc -. doutrinal e re!le2ivo. entre outras coisas= \8 dom do discernimento.o$ do di#cerni$ento n (id de <e#u# Jesus usou o dom do discernimento para encontrar orientação correta em certas ocasi:es$ %ste dom parece estar presente na vida de Jesus de !orma muito original9 alguns e2emplos podem servir de inspiração= a/ .1M R %va não parou para discernir se a proposta 'ue a Serpente l1e dava era coisa de Deus ou não9 b/ B Sm 11. mas desaparecer)\ +Mc . BN9 Mc 1B. como perguntavam os disc&pulos. . nem ao pr>prio 1omem cego. por um movimento do %sp&rito no &ntimo. pedindo !ogo do céu para consumir os samaritanos 'ue l1es negavam pousada. B../$ e/ 0o caso do cego de nascença. est) dividido e não poder) continuar. S1 ss/$ Alguns trec1os da Sagrada %scritura revelam as conse'67ncias da !alta de discernimento$ 3or e2emplo= a/ In . Jesus não atribuiu a cegueira nem aos pais. interiormente. mas para salv)?los* +Lc N. %le concluiu: \D permitido.D a capacidade 'ue o %sp&rito Santo d) para distinguir. por ele é poss&vel saber 'uando e como orar em l&nguas./$ d/ 0a discussão sobre a ressurreição +pelos saduceus. pois. das poss&veis adulteraç:es. completam?se um ao outro$ 8 mel1or é camin1arem 4untos$ %m algumas ve"es. 1?1M R Davi criou. !a"er o bem no dia de s)bado\ +Mt 1B. BB?BM9 Mt 1B.in3$ic d $ ni&e#t ção do di#cerni$ento c ri#$5tico Como !a"er para ter discernimento[ 0ão e2iste receita. . di"endo= \0ão sabeis 'ual esp&rito vos anima$ 8 #il1o do Komem não veio para perd7?los. o discernimento re!le2ivo. Uti!id de do di#cerni$ento c ri#$5tico a/ Aumenta a margem de acerto em tudo o 'ue se !a"9 b/ 3ermite a descoberta da vontade de Deus revelada por meio de outros carismas9 c/ D um dom precioso para 'uem e2erce todas as !unç:es. pronto para proteger a autenticidade dos dons do %sp&rito. por !alta de discernimento.

Conc!u#ão Jesus discerniu com poder e ensinou a vigiar +c!$ Mt . terão !rutos espirituais9 os 'ue são guiados pela carne. pedir o dom do discernimento. uma coisa é importante= con1ecer Deus e Sua 3alavra$ (Ema maneira corret&ssima de sabermos se algo vem da vontade de Deus. 1 /$ SS $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.1S/$ @odos devem pedir a Deus e buscar com empen1o o dom do discernimento dos esp&ritos$ %le é necess)rio. a4udando en!im.N/$ 0. acol17?lo. o 'ue vem do maligno* SS 3edir com !é o %sp&rito Santo. na percepção da ação de Deus e sua vontade. o 'ue vem de Deus. 1?1C9 M. mani!estaç:es de todo tipo$ D necess)rio perseverar nas oraç:es. na devoção mariana e na doutrina da Agre4a para crescer no con1ecimento de Deus e estar cada ve" mais aberto ao carisma do discernimento dos esp&ritos$ . no grupo de oração. p' . 'ue nos revelar). na docilidade ao %sp&rito Santo. o 'ue vem de n>s. e alimentados pela oração. os con1ecereis* +Mt M. indispens)vel na comunidade 'ue re"a. um aprendi"ado$ Sua mani!estação se parece com a intuição$ Assemel1a?se também com (a vo" da consci7ncia* Discernir segundo Deus gera bons !rutos$ Jesus d) uma regra in!al&vel= (@oda )rvore boa. pelo carisma do discernimento dos esp&ritos. 1L?BC/$ 8s 'ue são guiados pelo %sp&rito Santo. d) bons !rutos9 toda )rvore m) d) maus !rutos$ 3elos seus !rutos. ir analisando suas mani!estaç:es9 é.B .. no estudo da J&blia. no grupo de oração. pode?se di"er.uão necess)rio se torna o dom do discernimento nas v)rias situaç:es da vida pessoal e comunit)ria< %sse dom é muito importante na orientação doutrin)ria. na vida sacramental. na !am&lia$ %le permite distinguir !enZmenos. em discernimento dos esp&ritos não temos tempo nem de raciocinar$ Da& esta palavra precisar estar tão enrai"ada em n>s 'ue !aça parte 4) do nosso pr>prio ser$ Desta !orma. pois. !ideran$a cristã.. 1L?L. da carne col1erão corrupção +c!$ Ial S. a \e2aminar se os esp&ritos são de Deus\ +1 Jo .é um dom$ 3orém. nossa vontade e intelig7ncia estarão sempre abertas ação do %sp&rito Santo. do inimigo ou de n>s pr>prios é a 3alavra de Deus$ Muitas ve"es. importante.

agindo nos cristãos e através deles. secundariamente$ 3or e2emplo= uma doença 'ue comece no esp&rito +pneuma/ pode se e2primir na mente + psique/ e no corpo +soma/$ %ntão é uma doença pneumopsicossom)tica. A# en&er$id de# e cur “EnviouHos a pregar o %eino de #eus e curar os enfermos +Lc N. a alma e o corpo$ .<!0 0*. a doença +dese'uil&brio. n$ 1SCC$ SM $ J8W8 3AEL8 AA apud R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.&(1:. desarmonia/ e a morte$ A doença +'ue é um dese'uil&brio/ pode ter in&cio em um dos elementos constitutivos do ser 1umano e atingir os outros.uando o 1omem saiu. criando toda a espécie de dor e insatis!ação dessas necessidades$ 2. a evangeli"ação é con!irmada$ (8s disc&pulos partiram e pregaram por toda a parte$ 8 Sen1or cooperava com eles e con!irmava a sua palavra com os milagres 'ue a acompan1avam* +Mc 1L. p$1. por'ue sinali"am algo de e2traordin)rio reali"ado pelo poder de Deus$ São dons 'ue mani!estam o poder de Deus no mundo9 são obras do poder do %sp&rito. do 'ual é. para con!irmar a verdade da mensagem cristã$ Diante do poder de Deus 'ue se mani!estava em Jesus e nos ap>stolos. Introdução 8s carismas de cura. . se interp:e o pecado. do plano original de Deus. ou do 'ual ele pr>prio se privou* SM $ 0o plano inicial de Deus 'ue previa todo o bem e toda a satis!ação das necessidades do 1omem +!&sicas. 'ue é uma SL $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. em sua Carta Apost>lica . a ação poderosa do Sen1or em meio a seu povo$ 3elos carismas. emocionais e ps&'uicas/. ao presenciarem uma cura. 0ra$ão pela pura. !é e milagres podem ser c1amados (dons?sinais*. seus limites e sua !initude*SL$ 8 3apa João 3aulo AA. por'ue con!irmam da palavra do Sen1or$ 0ão !oram necess)rios somente no in&cio do cristianismo. B/$ Antes de entrar propriamente no dom da cura convém tecer alguns coment)rios a respeito da 'uestão das en!ermidades e de sua relação com a vida cristã e o plano da salvação$ 8 entendimento da Agre4a a respeito dessas realidades é de 'ue a en!ermidade e o so!rimento sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida 1umana= (0a doença o 1omem e2perimenta a sua impot7ncia. para sua e2pansão$ D pr>prio da Agre4a testemun1ar pela mani!estação dos dons carism)ticos. entraram no mundo o so!rimento. uma ressurreição.BC/$ 2. Conceito de # =de >e?ui!24rio@ + doenç >de#e?ui!24rio@ Deus criou o 1omem em 1armonia per!eita com todas as coisas$ 8 %sp&rito de Deus governava o esp&rito do 1omem9 este governava a alma e a alma governava o corpo$ % o 1omem go"ava de um dom c1amado imortalidade corporal. uma doença do 1omem total$ %2empli!icando= um pecado. etc$ %sses dons continuam sendo mani!estos na Agre4a$ São necess)rios aos nossos dias.alvifici #oloris R (8 sentido cristão do so!rimento 1umano* ? procura responder ao sentido da dor e do so!rimento$ Segundo ele. além da imortalidade do esp&rito$ Kavia 1armonia R e'uil&brio R entre o esp&rito. um prod&gio sobrenatural. pelo pecado das origens.(?0 Car sma da Cura 1. um milagre. (poder? se?ia di"er 'ue o 1omem so!re por causa de um bem do 'ual não participa.$ .1.. num certo sentido e2clu&do. muitos se converteram !é. voluntariamente.

curados. pode gerar um sentimento de (remorso*S. por meio da 'ual a pessoa se recon1ece pecadora e solicita a miseric>rdia de Deus$ SN $ &hristifideles !aici. mas todos os dias e2perimenta variad&ssimas !ormas de so!rimento e de dor* SN$ % a Congregação para a Doutrina da #é. restaurado. é necess)ria uma cura ps&'uica9 adoecem as emoç:es. a car7ncia é de uma cura interior$ Caso o problema se4a espiritual. levando a doenças >sseas +no corpo ou no soma/$ 8 1omem em dese'uil&brio +doente/ precisa ser curado. sabendo 'ue Deus os cura pelos méritos de Jesus Cristo e não por'ue a pessoa sabe orar. precisa?se de cura !&sica9 se na mente. tão per!eita. BN/$ 3or isso. regenerados e libertos$ 3ara isso %le enviou o Seu #il1o para morrer pela 1umanidade$ 3elas suas pisaduras o #il1o trou2e a cura total e a libertação +c!$ As S.C. restitu&?l1e a graça pela morte de meu #il1o$ 8s 1omens sabem de tudo isso mas não acreditam 'ue sou poderoso para socorr7?los.?. conservei a !inalidade para a 'ual a criara. 1) um anseio leg&timo e pro!undo do 1omem de se libertar de todo mal. regenerado em todo o seu ser para voltar 1armonia inicial$ A cura é isto= a restauração do e'uil&brio.. .S. !orte para au2ili)?los e de!end7?los dos inimigos. S. a Hnica prerrogativa é usar o nome de Jesus$ D preciso dei2ar de lado o medo e os enganos e orar pelos en!ermos.. pois o Sen1or é (a'uele 'ue liberta de todos os males* +Sb 1L. anuncia a alegria do coração ligada libertação dos so!rimentos +c!$ As . 1M/ e ac1ou a morte$ De min1a parte mantive a !idelidade.doença do esp&rito +ou do pneuma/.. o dom de cura geralmente se mani!esta por meio da oração de cura$ 3ara orar por cura. *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura.eu# ?uer o . é preciso uma cura espiritual +libertação/$ %m 'ual'uer 1ip>tese. com a intenção de dar ao 1omem a !elicidade$ Eni a nature"a divina. Deus o c1amou !elicidade.. m&sera nature"a 1umana.2.MM$ . saHde plena$ %ste é o plano de Deus= a !elicidade e o bem de suas criaturas$ As palavras dos pro!etas. restaurados. O e+erc2cio do do$ de cur Se a doença é no corpo. a 1umanidade não !oi leal e !iel para comigo$ Desobedeceu min1a ordem +In B. o mistério da encarnação de Jesus Cristo as dissiparia por completo$ Em Deus 'ue se d) de !orma tão apai2onada não poderia ter pensado ou dese4ado a dor ou o so!rimento para os seus amados$ 0o #iálogoL1 encontram?se registros primorosos de como Deus v7 a separação do 1omem e a sua necess)ria reconstrução= (P !il1a bondosa e 'uerida.3.$ LC $ C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D.+na alma ou psiqu>/.-/$ 2. s)bio para iluminar suas S- $ 8 (remorso* distingue?se da (contrição* pelo seu car)ter altivo= a pessoa sente?se atingida no orgul1o. . ao bem?estar. ao se deparar com sua imper!eição$ A contrição é uma atitude de 1umildade. . tem e2peri7ncia ou é santa$ @odos podem e2ercitar o dom de curar as doenças$ 8 prop>sito de Deus é 'ue os seus !il1os se4am totalmente sadios. BN9 . o Sen1or. resgatei a 1umanidade. nas suas promessas de redenção.9 Jr .?S/$ 8 3apa João 3aulo AA di" 'ue (o 1omem é destinado alegria. p S$ L1 $ 3rincipal obra de Santa Catarina de Sena$ %ste livro é considerado a obra?prima desta doutora da Agre4a$ #oi escrito na !orma original de (revelação divina* de Deus 3ai santa por volta do ano de 1$. em recente publicaçãoLC se mani!esta di"endo 'ue e2atamente por 'ue somos destinados alegria.o$e$ # ud5(e! Desde a criação do 1omem. da 1armonia do plano de Deus$ 2. as intervenç:es divinas em !avor do povo escol1ido testemun1am um a!eto e uma ternura 'ue e2pressam o grande amor de Deus$ Se dHvidas ainda 1ouvesse.

pois %le é o Deus da vida9 %le (é um Deus 'ue nos cura* +%2 1S.1C/$ A %scritura a!irma 'ue (Deus não é o autor da morte. em tempos vindouros. 1N?BC/LL$ A partir da vinda de Jesus Cristo é 'ue se encontra uma resposta mais completa para a 'uestão das en!ermidades$ . aponta 'ue de Deus vem a cura e a salvação$ 8 dese4o de Deus. BL/. e a morte não é a rain1a da terra./ e do amor divino +c!$ 1 Jo . S?L9 LS. 1.L9 Sb 1. . 4) não é verdade 'ue todo o so!rimento se4a conse'67ncia da culpa e ten1a um car)ter de castigo$ A !igura de J> é disso uma prova convincente no Antigo @estamento +$$$/$ Se o Sen1or permite 'ue J> se4a provado pelo so!rimento.. 11/$ Se Jesus deu a vida pelo 1omem. p$ L$ . por !im. . nen1um princ&pio é !unesto.$ 8 3apa João 3aulo AA esclarece sobre isso= (Se é verdade 'ue o so!rimento tem um sentido de castigo 'uando é ligado culpa. *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura.S . com o pr>prio Criador$ Mas esta é uma verdade b&blica= Deus 'uer o 1omem saud)vel< 2./$ Mani!estam a vit>ria do Reino de Deus sobre todas as espécies de mal +$$$/./. o 'ue levava o 1omem a interrogar?se o por'u7 L. 1L/ e torn)?lo participante da nature"a +c!$ B 3d 1. p$ S$ LL $ C!$ *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura. BC$ LS $ J8W8 3AEL8 AA apud C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D. mani!estando o amor de Deus 3ai +c!$ Jo .uando Jesus se depara com os en!ermos.9 1. p$ L$ LM $ Abid$. de saHde. é a cura. ('ue sara as nossas en!ermidades* +Dt . servem para mostrar 'ue Jesus tem o poder de perdoar os pecados +c!$ Mc B. a vida plena e abundante +c!$ Jo 1C.%.1S L. mas continua sendo sempre um mal e as promessas de Deus vão sempre no sentido de libertação e de cura e 'ue.B. especialmente. a sua atitude é sempre de curar e de libertar de todos os males$ A esse respeito di" a Congregação para a Doutrina da #é= (As curas são sinais de sua ação messi5nica +c!$ Lc M. e isto é uma constante na narrativa de todos os evangelistas. CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. n$ 1SCB?1S1C$ L. uniu?se vossa 1umanidade$* LB 8 ensinamento da Agre4aL.o$ de cur e #o&ri$ento . $ C!$ Jo M.S. %le o 'uer c1eio de vida.N9 Sl 1CB. por'ue a Justiça é imortal* +Sl 11S. con!orme Jesus 1avia prometido$ São !re'6entes as curas e as libertaç:es por meio dos ap>stolos$ São 3aulo também con!irma a continuidade dos sinais e prod&gios em sua evangeli"ação$ A Sagrada Congregação para a Doutrina da #é acrescenta= (%ram prod&gios 'ue LB $ p$ . com a nature"a e. e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação$ 0elas. N9 S. de !elicidade. con!orme o testemun1o do pr>prio Jesus Cristo. não 1aver) mais desgraças e invalide" e o decurso da vida nunca mais ser) interrompido com en!ermidades mortais +c!$ As . $ C!$.u$ no 0o Antigo @estamento percebe?se 'ue o povo de Asrael tin1a o entendimento de 'ue as en!ermidades estavam misteriosamente ligadas ao pecado e ao mal9 mas elas atingiam também os 4ustos. . .intelig7ncias +$$$/$ A nature"a divina uniu?se com poder meu +o 3ai/.L./$ As doenças encontram sua causa no pr>prio 1omem. com a sabedoria do #il1o e com a clem7ncia do %sp&rito Santo$ @odo o abismo da @rindade. Jesus veio ao mundo para dar ao 1omem vida em plenitude.?1S/$ 8ra.. a doença pode ter aspectos positivos de demonstrar !idelidade ou mesmo de reparação. no seu pecado. .. ambição9 em sua desarmonia consigo mesmo. 1. orgul1o. 1?1B/ e são sinais dos bens salv&!icos*LM$ 8 mesmo sentido pode ser observado no in&cio da evangeli"ação ao longo dos Atos dos Ap>stolos. BC?B. com os outros. !)?lo para demonstrar a sua 4ustiça$ 8 so!rimento tem car)ter de prova*LS$ Con!orme o entendimento e2presso pela Congregação para a Doutrina da #é. e a perdição dos vivos não l1e d) nen1uma alegria$ %le criou tudo para e2ist7ncia. se (!omos transladados da morte para a vida* +1 Jo .

BC/$ %. o Justo.b?La/$ 8s tempos messi5nicos !oram vistos como tempos de plenitude espiritual. segundo o pro!eta `acarias +c!$ `c . 'uando (se !e" carne. o #il1o de Deus. 1C/$ 0o in&cio de seu ministério pHblico.9 B-. 1?B/$ %le !ora prenunciado como o (rebento 4usto brotado de Davi* +c!$ Jr B.9 N. 1C/9 veio (para salvar os pecadores* +c!$ 1@im 1.BM.S. n>s !omos curados* +As S. a verdade 'ue Jesus é o Messias anunciado pelos pro!etas.BL/$ %le seria o (%manuel. ap>s a narrativa do pecado e das conse'67ncias 'ue ele tra" para o 1omem.N. 1S/9 veio (para nos resgatar de toda a ini'uidade e nos puri!icar* Dc!' @t B.-9 L. e (enviado a levar a Joa 0ova aos pobres. elas se tornam camin1o de conversão +c!$ Sl . aos prisioneiros a liberdade$$$* +As L1.-. na plenitude dos tempos. os surdos ouvem. 1. .C. 1-?B. 1. neste sentido. O No(o Te#t $ento: <e#u# e o# en&er$o# @odos os temas presentes no Antigo @estamento a respeito do Messias dão a idéia de salvação. 1L9 Mc 1. 1. 'ue devia vir a este mundo para reali"ar o plano do 3ai= a salvação dos 1omens e a mani!estação do Reino de!initivo +c!$ Mt 1. 11/9 como alguém 'ue viria (pensar a c1aga de seu povo e curar as contus:es dos golpes 'ue recebeu* +As . ensinando nas L- $ Abid$. é salv&!ica. S9 Mt 1. 11/ presente nU%le e em sua obra +c!$ Mt 1B. 1?1S9 1S..1S/9 como (Iérmen* .não estavam ligados e2clusivamente através dos !iéis$*L- pessoa do Ap>stolo. 'ue tra" a Salvação em seus raios +Ml . BB9 At .o Te#t $ento Ao longo do Antigo @estamento. o Deus conosco. começa a surgir. B1?BB9 1L.. etc/$ Anunciava o Reino de Deus +c!$ Lc N.1B/9 !oi predito ser o Messias. BC/$ A %ncarnação do Gerbo.. uma visão nova da doença diante de Deus$ Das lamentaç:es sobre as en!ermidades. o Servo= (%le tomou sobre si as nossas en!ermidades e carregou com nossos so!rimentos$$$ % ainda= (3or suas c1agas./. especialmente nos salmos e através dos pro!etas. o co2o saltar) como um cervo.9 As -. e aos pobres é anunciado o evangel1o* +% Jesus acabara de !a"er muitas curas= c!$ v$ B1/$ #undamentalmente.. e 1abitou entre n>sA +c!$ Jo 1. B-9 Lc 11. é Lucas M. os co2os andam. B. BB= (Ade anunciar a João o 'ue tendes visto e ouvido= os cegos v7em. plenitude de vida !&sica. N$1B/ e o perdão de Deus inaugura a curaLN$ C1ega?se a momentos de uma compreensão e2traordin)ria da dor e da redenção a serem mani!estadas plenamente no Cordeiro de Deus. pois %le veio ao mundo (para salvar o povo de seus pecados* +c!$ Mt 1. de esperança e consolo$ 0o 0ovo @estamento. p$ M$ LN $ C!$ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA./9 seria o (Sol da Justiça.$S$11/$ #oi assim 'ue os pro!etas viram a c1egada do Messias= (%le mesmo vem salvar?nos9 os ol1os dos cegos se abrirão e se desimpedirão os ouvidos dos surdos9 então. en!im. o pr&ncipe da 3a"* +c!$ As M. os leprosos !icam limpos. . . a curar os coraç:es doloridos.N9 Lc M. BS?BL9 11 . . n$ 1SCB$ . B129 veio para (e2piar os nossos pecados* Dc!' 1 Jo . mas 'ue se mani!estavam também 3. S9 . En&er$id de# no Anti.. S e . a anunciar aos cativos a redenção. e a l&ngua do mudo dar) gritos alegres* +As . (Jesus percorria toda a Ialiléia. 1. como uma plenitude de bens. para 'ue todos tivessem vida plena +c!$ Jo 1C./9 veio. de cura das en!ermidades 1umanas. os evangelistas se es!orçam por transmitir aos seus leitores e ouvintes. os mortos ressuscitam. como tempos nos 'uais o poder de Deus se mani!estaria com esplendor em Jesus Cristo$ 8 Messias teria em si a plenitude do %sp&rito Santo9 seria consagrado pela unção. presente em Jesus. .. 1L9 Sl 11M.9 Jo . a (3edra Angular* na construção da Agre4a +c!$ `c 1C. de vida e saHde..L .. v7?se Jesus cumprindo as pro!ecias$ Em dos te2tos claros.

era por'ue não aceitava a en!ermidade como algo 'uerido normalmente por Deus9 mas a cura. acontecem prod&gios e curas +c!$ At -. de tornar presente entre os 1omens o seu amor salv&!ico. assim. . puri!icai os leprosos. .B?. com mais de 'uarenta anos de idade +c!$ At . Diversas ve"es os evangelistas se re!erem sua compai2ão$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica di" 'ue (sua compai2ão para com todos a'ueles 'ue so!rem é tão grande 'ue ele se identi!ica com eles= Estive doente e me visitastes*MC$ @odos buscavam a Jesus.?BS/$ 0ão somente Jesus curava< Mas dava aos disc&pulos o poder 'ue tin1a. pregando o %vangel1o do Reino. %le o trans!eriu sua Agre4a$ A missão de Jesus e da Agre4a é a salvação dos 1omens. e te abençoa com a doença< Ao contr)rio= curou a todos os 'ue dele se apro2imaram e l1e pediram com con!iança e !é +c!$ Mc L.S/9 este !ato trou2e muitas MC $ n$ 1SC. em Lida..$ . A I. os milagres acontecem pelo poder do nome de Jesus e do seu %sp&rito$ %ra o Sen1or con!irmando a pregação apost>lica +c!$ Mc 1L. 1. e esta é a vontade do 3ai +c!$ 1 @im B. por'ue Deus 3ai assim o dese4a. SL/$ Jesus 'uer dar a saHde$ %le é o divino médico 'uer curar o 1omem totalmente +c!$ Mt -. assim também eu vos envio* +Jo BC. B. e por'ue mani!estava. eram dese4adas por Deus$ Jesus curava por'ue os via doentes. B1/$ A missão 'ue Jesus recebeu do 3ai. 1M/$ % Jesus ali estava como o médico divino do corpo.M . 'ue a todos recebia$ @odos o 'ueriam tocar e %le se dei2ava tocar$ As curas reali"adas por Jesus suscitavam a !é em sua 3essoa Divina e levavam os ouvintes a se tornarem seus disc&pulos e suas testemun1as$ Se Jesus curava. Jesus ordenou= (Ade por todo o mundo e pregai o %vangel1o a toda criatura$ . da mente e da alma dos 1omens$ '.uem crer e !or bati"ado ser) salvo9 mas 'uem não crer ser) condenado$ %stes milagres acompan1arão aos 'ue tiverem crido= e2pulsarão os demZnios em meu 0ome. é certo. em !orma de mandamento= (Curai os doentes.19 Lc 1.. . mas os en!ermos* +Mc B..9 Mc 1./$ Ao se despedir dos ap>stolos. permitir 'ue uma doença permaneça em uma pessoa. -/$ Ema palavra pode de!inir o relacionamento de Jesus com os en!ermos= compaixão. manusearão serpentes. e se beberem algum veneno mortal não l1es !ar) mal9 imporão as mãos sobre os en!ermos e eles !icarão curados* +Mc 1L. sua caridade. a saHde plena. sendo a mesma um meio de santi!icação e puri!icação para si e para os outros$ De modo geral. e2pulsai os demZnios$$$* +Mt 1C. com o Di)cono #ilipe. ressuscitai os mortos.re/ e o )oder de cur r doenç # Ap>s a ressurreição.?-/9 d/ 3edro. e curando todas as doenças e en!ermidades entre o povo$$$ e curava a todos* +Mt .B/$ Deus pode. passando por sobre os doentes os curava9 Deus !a"ia milagres e2traordin)rios por intermédio de 3aulo +c!$ At S. os ap>stolos puderam testemun1ar o poder curativo 'ue %le l1es dava= pregavam e curavam os doentes +c!$ Mc L. estas sim. . cura o paral&tico %néias +c!$ At N.9 Lc N. BB/9 b/ A sombra de 3edro. BC/$ %is alguns relatos da era apost>lica= a/ 3edro cura um co2o de nascença.sinagogas.19 . 1B?1L9 1N. curando?os$ %le mesmo disse= (os sãos não precisam de médicos. Jesus apareceu aos ap>stolos e l1es disse= (Como o 3ai me enviou. . a vontade de Deus é 'ue o 1omem se4a curado para poder louv)?Lo com todo o ser$ Jesus demonstrou isto em sua vida pHblica ao curar os doentes$ Compadecia?se dos doentes e mani!estava seu amor. L/$ 0os Atos dos Ap>stolos. .. 1L?1-/$ A intenção de Jesus é bem clara= (%stes milagres acompan1arão aos 'ue tiverem crido*$ J) mesmo durante a vida pHblica de Jesus. 11?1B/9 c/ 0a Samaria. o seu amor e a sua caridade$ 8 amor de Jesus é sempre curativo< % a ninguém 'ue dele se apro2imasse teria dito= volta para casa com tua en!ermidade. !alarão novas l&nguas.

Lss/9 !/ %m AcZnio. como um aspecto da unção do 3entecostes renovado$ A Renovação Carism)tica Cat>lica. 3edro ressuscita a @abita. M?1C/9 i/ %m Malta. a Agre4a continuou a e2ercer estes dons de cura e milagres9 é con1ecida a !ama dos santos.- .. é bom lembrar 'ue (mesmo as oraç:es mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças*MB$ São 3aulo teve 'ue aprender 'ue (basta?te a min1a graça. isto é um sinal 'ue a4uda a caracteri"ar um serviço espec&!ico ou ministério$ 0esse caso torna?se necess)ria uma !ormação espec&!ica e mais apro!undada$ Jesus assegura 'ue é poss&vel obter o 'ue se pede na oração +c!$ Mc 11. . M1 $ n$ 1SC-$ MB $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. especialmente. pode?se sempre re"ar pela cura. não se pode separar evangeli"ação e sinais. co2o de nascença +c!$ At 1. o Sen1or operava prod&gios por meio de 3aulo e Jarnabé +c!$ At 1. mas cabe ao Sen1or curar segundo a Sua vontade$ 0. -?N/$ Se Jesus associou a evangeli"ação aos sinais vis&veis de seu poder presente na Agre4a..B. pois é na !ra'ue"a 'ue min1a !orça mani!esta todo o seu poder* +B Cor 1B. dos m&sticos. por seus milagres em !avor do povo$ Associou?se assim. 3aulo cura um 1omem alei4ado das pernas. o 'ue suscita a !é em muitos coraç:es.B. a santidade ao !ato de se reali"arem milagres e curas em bene!&cio dos en!ermos$ %sta idéia da santidade. os dons de cura começaram a e2pressar?se com mais !re'67ncia no meio do povo. por seu corpo 'ue é a Agre4a* +Col 1.uando o dom da cura começa a se mani!estar com !re'67ncia na vida do participante do grupo de oração. manteve?se !irme por v)rios séculos na Agre4a= ser santo era operar prod&gios e curas$ Depois do Conc&lio do Gaticano AA surgiram na Agre4a Cat>lica diversos grupos 'ue retomaram o uso dos dons carism)ticos$ Conse'6entemente./$ Assim. E ?u ndo # cur # não contece$B %ssa 'uestão é intrigante e in'uieta a muitos os 'ue se dedicam a orar pelos en!ermos$ %2iste sempre um mistério em torno da vontade de Deus$ 3or 'ue uns são curados e outros não[ %mbora se4a da vontade de Deus curar o seu povo. 3aulo cura o pai de 3Hblio. impondo as mãos9 e cura os doentes da il1a +c!$ At B-.pessoas conversão para a !é9 e/ %m Jope. unida a !atos prodigiosos. completo na min1a carne. 1ss/9 g/ %m Listra./$ A oração de cura est) intimamente unida !é no poder de Deus.N/$ %le ensina 'ue alguns so!rimentos devem ser suportados na vida e 'ue eles !a"em parte da camin1ada= (Agora me alegro nos so!rimentos suportados por v>s$ 8 'ue !alta s tribulaç:es de Cristo. a 'uem nada é imposs&vel$ 8 dom da cura. com o passar do tempo. n$ 1SC-$ .-/9 1/ %m @rZade. 3aulo ressuscita um moço +c!$ At BC. sem deturpar sua intenção$ Ap>s a era apost>lica. os grupos de oração da Renovação Carism)tica Cat>lica t7m bebido e é poss&vel testemun1ar as maravil1as 'ue o Sen1or tem !eito neles$ -. contribuiu para isso$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica atesta essa vontade de Deus em curar o seu povo e recon1ece= (8 %sp&rito Santo d) a algumas pessoas um carisma especial de cura para mani!estar a !orça da graça do ressuscitado*M1$ Dessa !onte maravil1osa. A or ção de cur As orientaç:es e2pressas a seguir t7m um car)ter introdut>rio e servem como um rumo geral a todos os cristãos$ . 'ue se voltam ao Sen1or +c!$ At N.

Nb/9 mas (um mesmo %sp&rito distribui todos esses dons a cada um como l1e apra"* +1 Cor 1B. escravi"ada. servindo?se de instrumentos 1umanos$ 3or isso. pois sua arte te é necess)ria*$ 0. $ 8 conteHdo desse item. mas ora ao Sen1or. bem como o do item M$B. de !eridas ps&'uicas$ 3essoas 'ue passaram por momentos dolorosos e !icaram marcadas. se estiveres doente não te descuides de ti. acidentes. N?1B para indicar os passos para a cura= a/ 8rar pedindo a cura= v$ N ? (Meu !il1o. amortecida interiormente. a !im de 'ue o %sp&rito santo de Deus possa nelas reali"ar a sua obra$ A graça de Deus para a santi!icação sup:e a nature"a apta e preparada$ Asto é. o %sp&rito ter) di!iculdades de agir nela$ A oração de cura não deve ser programada para abranger todo o tempo do grupo de oração$ %la acontece no decorrer da oração e. na medida em 'ue re"ar pelos doentes. com toda certe"a. traumas de medos compulsivos e in'uietadores9 traumas de se2ualidade9 de e2peri7ncias marcantes em doenças graves. passim$ 8 padre Al&rio !a" uma abordagem pr)tica da oração de cura. ou causa da doença$ @ambém a orientação sobre como orar e o 'ue di"er pessoa por 'uem se ora. pessoas portadoras de problemas psicol>gicos. de acordo com o discernimento e plane4amento do nHcleo de serviço$ 8 leitor observar) uma mudança de estilo de linguagem$ .ou a graça de curar as doenças no poder do %sp&rito Santo é tratado na Sagrada %scritura de uma !orma bastante simples. abaladas$ São portadoras de traumas$ 8s traumas podem ser de mHltiplas espécies= traumas de re4eição de vida. de amor ou de se2o. se 1ouver oração de cura. p$ . no con4unto dos demais dons carism)ticos= ($$$a outro. A or ção de cur interior no . !oi tomado de Al&rio José 3%DRA0A. con!orme a necessidade dos participantes$ D preciso discernimento para en!ocar os pontos sens&veis no esp&rito para a'uele momento$ As reuni:es espec&!icas para cura !&sica e cura interior em outros momentos poderão ser mais e2tensas e detal1adas$ 0o grupo.N . começar) a constatar 'ue as curas ocorrem$ 3ara re"ar pela cura. pois ele !oi criado por Deus9 'ue ele não te dei2e. pode ser ad'uirida através de uma palavra de sabedoria ou do dom do discernimento$ 8 padre Dario JetancourtM. se a pessoa est) !erida. todo cristão pode pedir o dom de cura e. 'ue te curar)*$ b/ Arrepender?se e con!essar os pecados +con!issão sacramental/= v$1C R (A!asta?te do pecado. !eridas. voltar logo ao louvor$ M.-. outros dons podem ser usados$ 3or e2emplo. tal como deve ser ministrada nas reuni:es de oração$ 0ão se trata de um modelo Hnico e !ec1ado. 'ue !ornece um (diagn>stico*. cirurgias e mortes de entes 'ueridos9 traumas de separaç:es matrimoniais. também em seu Irupo. a palavra de ci7ncia. usa o te2to do %clesi)stico . "rupos de ora$ão= como !a"er a graça acontecer. a graça de curar as doenças no mesmo %sp&rito* +1 Cor 1B. sempre tão dolorosas9 escravidão e v&cios9 !rustraç:es diversas9 comple2os nos relacionamentos 1umanos e tantos outros$ Coordenador.L$ M. 11/$ D Deus 'uem cura sempre. marcada.ru)o de or ção0% a2 &onsidera$/es K). voc7 não pode omitir?se no cuidado da cura do psi'uismo dos participantes< %la é necess)ria e imprescind&vel para 'ue as pessoas ten1am sua nature"a interior sadia e este4am em boas condiç:es psicoemocionais.1. $ C!$. mas de orientaç:es aplic)veis total ou parcialmente nas reuni:es ou na din5mica do grupo de oração. reergue as mãos e puri!ica teu coração de todo o pecado*$ c/ Ar missa e o!erec7?la pela cura= v$ 11 R (8!erece um incenso suave e uma lembrança de !lor de !arin1a9 !a"e a oblação de uma v&tima gorda*$ d/ 3rocurar o médico e tratar?se= v$ 1B R (%m seguida d) lugar ao médico.

$ Da adolesc7ncia. pré?natal. reali"ar os passos do perdão 8rar pela cura interior. cada um destes passos e perceba a se'67ncia l>gica e necess)ria e2istente entre eles$ 0a oração de cura interior não se4a imediatista$ 0ão pule degraus$ 0ão passe de imediato a reali"ar o passo nHmero cinco. re4eiç:es. Or ção de cur &2#ic no . M$ Da !ase escolar. ou . L$ Da vida matrimonial.ru)o de or ção .C . problemas de se2ualidade.$ S$ Motivação oração de cura interior Criar clima da presença de Jesus. sem preparar os coraç:es !eridos$ #aça bem !eito.b2 =uando orar para a cura interior A necessidade de cura interior é evidente$ 8 povo de Deus é !erido$ 3or isso. desamores. sete semanas. voc7 programa o processo necess)rio de cura dos seus irmãos$ Goc7 pode utili"ar?se de diversas oportunidades como= o transcurso da pr+pria reunião de oração9 uma ou mais reuni:es programadas para a oração de cura interior9 um retiro de !im de semana todo dedicado cura dos participantes9 ou ainda um semin)rio de cinco. traumas de acidentes. orar sobre todos os poss&veis acontecimentos dolorosos ocorridos como= problemas de relacionamento em !am&lia. dos S aos 1C anos. B$ Do nascimento até . mortes. com !é viva. invocando?o e adorando?o Apresentar e entregar o problema a Jesus Se !or necess)rio. pedir a cura em nome de Jesus.$ . a partir da realidade de seu Irupo. para 'ue a cura possa acontecer$ d2 0ra$ão de cura interior por etapas Goc7 pode programar uma camin1ada de cura interior reali"ando?a por etapas ou )rea de relacionamento$ Goc7 reserva vinte a trinta minutos da reunião de oração para !a"er a graça acontecer$ %m cada reunião. sabedoria e con!iança. todo dedicado cura dos participantes$ c2 &omo orar 0as oportunidades surgidas durante a reunião de oração pode?se seguir esses passos= 1$ B$ . en!ermidade. pelo poder do seu sangue$ 8rar em l&nguas L$ 3edir os !rutos do %sp&rito Santo de Deus para criar nova realidade psicol>gica e emocional M$ Agradecer e louvar pela cura$ Analise. S$ Da 4uventude até o casamento. !a"?se oração de cura interior por uma determinada )rea da vida das pessoas$ Goc7 pode programar oraç:es de cura interior dos problemas= 1$ Da !ase da vida intra?uterina.2. anos.$ Da meninice. etc$ 0. interceder. . . -$ Do tempo de trabal1o$ 0essas etapas.

ou de outro modo$ Ao perceber a oportunidade. cabe somente a Deus con1ecer os Hltimos motivos ou ra":es$ Contudo. 'ue se dispon1am a re"ar pelos necessitados de saHde !&sica$ 8 Irande oração de cura !&sica !ora da reunião de oração= reali"e periodicamente. a 3alavra de Deus escol1ida. os testemun1os. mal?alimentado mal?cuidado.1 .uem é doente so!re$ . p$ B. esclarecidas e acol1edoras dos carismas.uem so!re necessariamente procura solução para os seus males$ D preciso compreender a realidade de 'uem so!re$ D preciso sentir o 'ue sentem e aliar?se a eles para a solução de suas doenças e so!rimentos$ Jesus é o mesmo ontem. os cantos. voc7 deve estar atento e aberto a !a"er a graça da saHde acontecer nos participantes do seu Irupo de 8ração$ b2 0portunidades de orar pelos doentes São diversas as ocasi:es e possibilidades de se interceder pelos necessitados de saHde= 8 Criar um serviço carism)tico permanente de oração pelos doentes.Sss$ . é Htil levar em consideração tr7s passos= criar clima !avor)vel oração de cura !&sica. admitindo ainda 'ue outras devem e2istir$ Algumas parecem mais !undamentais e comuns= MS $ @ 7esus que cura. ou através de uma pro!ecia na 'ual o Sen1or !ala 'ue est) a curar. para 'ue os possa curar$ 0osso povo tão empobrecido. 1o4e e sempre$ Sabemos do nHmero cada ve" maior de pessoas 'ue são curadas nos nossos grupos de oração$ Como coordenador. a cada m7s ou dois meses. o coordenador assume a palavra e deve re"ar pela saHde !&sica. durante as reuni:es de oração$ %ssa oportunidade pode ser percebida na oração de um participante 'ue re"a pedindo saHde. uma grande oração de cura !&sica !ora da reunião de oração$ 0esta reunião programada. através de palavra de ci7ncia. um ministério de oração pelos en!ermos. intermedi)rio e intercessor dos seus irmãos doentes com Jesus. ou mesmo se não acontece. Coti(o# ?ue i$)ede$ ou di&icu!t $ cur Sabe?se 'ue Deus 'uer a cura dos seus !il1os9 se ela acontece num momento ou noutro. observa?se 'ue algumas ra":es ou motivos podem impedir ou di!icultar a cura$ #rancis MacnuttMS c1ega a enumerar 11 dessas causas. orar ao Sen1or pedindo a cura e agradecer e testemun1ar a cura recebida$ 7.a2 &onsidera$/es Dentre os participantes de seu Irupo de 8ração 1) sempre portadores de problemas de saHde !&sica. animado por algumas pessoas maduras. é muito doente$ . menores ou mais graves$ Jesus ressuscitado continua amando e tendo compai2ão dos en!ermos e doentes 'ue participam de seu Irupo de 8ração$ %le pode cur)?los$ #a" parte de sua missão provocar encontros entre os portadores de problemas de saHde do seu Irupo de 8ração e Jesus$ Sua missão inclui a tare!a de ser mediador. nas necessidades apresentadas$ 3ara a e!ic)cia da oração pedindo cura !&sica. tudo se4a direcionado para despertar a !é na presença e poder de Jesus vivo e preparar os coraç:es para receberem as b7nçãos da saHde$ 8 8ração de cura !&sica nas reuni:es de oração= outra oportunidade para re"ar pedindo saHde é aproveitar as c1ances 'ue se apresentam naturalmente.

decisão da vontade e con!iança em Deus< (8rai pelos 'ue vos maltratam e perseguem* +Mt S. BC/$ 0a travessia do lago de @iber&ades. estando pregado na cru"= pediu ao 3ai 'ue perdoasse a seus algo"es +c!$ Lc B. por outro lado. (vendo a !é da'uela gente* +Mt N. p$. . por causa da descon!iança dos 'ue com ele estavam* +Mc L./$ 8 te2to de Lucas L./$ %le curou o paral&tico. 1. (ele se contristava com a dure"a de seus coraç:es* +Mc .C/$ Ao !alar da provid7ncia do 3ai.L$ ..M/9 por ve"es.. l1e disse= (@ua !é te salvou9 vai em pa"* +Lc M. . na casa de Simão. B-/$ Se por um lado. . por 'ue duvidaste[* +Mt 1. até 'ue a causa origin)ria se4a removida*ML$ . 1umanamente !alando$ D preciso !é. capacitando?o para o perdão$ A !alta de perdão poder) impedir a cura9 o perdão o!erecido de coração sincero acelerar) a cura$ 3erdoar não é !)cil..uanto mais se perdoa de coração. ali não !e" milagre algum. e !é !irme< % ao estender?l1e a mão e segur)?lo l1e disse= *1omem de pouca !é. como sempre. S/$ Ao convidar 3edro para 'ue este camin1asse sobre as )guas. S?L9 Mt 1. . ./$ a mul1er pecadora. Jesus notava a !alta de !é nos ouvintes. salvador do 1omem. pode também ser acomodado assim= (perdoai e sereis curados*$ 8 perdão é decisão !irme da vontade. &arismas no grupo de ora$ão. como !i"eram os ap>stolos= (Sen1or. em participar dos sacramentos. aumenta?nos a !é* +Lc 1M. a tua !é te salvou$ Gai em pa" e s7 curada do teu mal* +Mc S. .. repreendeu os disc&pulos= (1omens de !é pe'uenina<* +Lc 1B. Jesus os censura di"endo= (#oi por causa da vossa !alta de !é<* +Mt 1M... curava por'ue via a !é presente nos pedidos de cura: (Gai. e não apenas um sentimento passageiro$ Jesus abençoa a decisão do 1omem e !a" !luir o seu amor. da vida comunit)ria eclesial$ 3rocuram a cura em si. S/9 pois Jesus é o (autor e consumador da nossa !é<* +Kb 1B.a/ ( falta de fMuitos procuram a cura como tal.. e essa en!ermidade 1abitualmente permanece.1/$ Diante do menino epiléptico. SC/$ 8 cristão de 1o4e precisa.uando se re"a por alguém se dese4a todo o bem$ % o perdão vir)< c/ 0 pecado ML $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. tanto 'uanto no espiritismo ou curandeirismo$ Jesus ensina 'ue a !é em sua pessoa. S-9 Jo 1B. revelador do amor do 3ai. ap>s ter acalmado a tempestade. . 12' b) A falta de perdão Jesus parece colocar um acento especial no perdão como condição para a cura9 insiste para 'ue se re"e por a'ueles 'ue causaram mal a outrem e até 'ue se ame os inimigos +c!$ Mt S.-/$ A !alta de perdão parece ser uma das causas mais constat)veis do por'u7 de muitos não receberem a cura$ Constata?se 'ue (o >dio e os maus relacionamentos provocam todas as espécies de en!ermidades. .. não curado pelos disc&pulos.M (perdoai e sereis perdoados*.B . mais !acilmente acelera?se o processo curativo$ Jesus deu o e2emplo. pode re"ar pedindo. se4a !eito con!orme a tua !é* +Mt -. e não o Sen1or 'ue cura$ 3rocuram a cura como um ato pelo 'ual se livram de suas en!ermidade ou problemas emocionais$ Juscam a cura nos grupos de oração. sem um interesse maior em mel1orar sua vida espiritual. B/$ a 1emorro&ssa %le disse= (#il1a.. é necess)ria para a vida em todos os momentos e não somente por ocasião das en!ermidades$ 8 %vangel1o di"= (%stando Jesus em 0a"aré. como #il1o de Deus. e2igiu dele um ato de !é./$ . se apro2imar de Jesus com toda a !é do coração9 se ainda não a tem. Jesus disse aos disc&pulos= (Como sois medrosos$ Ainda não tendes !é[ +Mc .?.

<!0 5050 Car sma da -. é sempre aconsel1)vel pedir a Jesus 'ue perdoe seus pecados$ %. isto é... B19 1 Jo S.. saHde e cura< 8 pecado é algo 'ue destr>i o e'uil&brio da personalidade 1umana$ Ao re"ar por alguém em !avor de sua cura. se assim age. a inobserv5ncia de seus mandamentos$ Certa ocasião.N/$ A e2peri7ncia de orar pelos en!ermos tem ensinado 'ue muitas ve"es as en!ermidades !&sicas e emocionais t7m causas espirituais. serenidade. 'ue é !undamentalmente amor a Deus e aos irmãos$ Jesus./. mantendo?se (na brec1a* para 'ue Deus possa agir$ &(1:.8 pecado blo'ueia a comun1ão de vida com o Sen1or$ Se o pecado é transgressão da lei de Deus +c!$1 Jo . emocional e espiritualmente$ 8 perdão de Deus tra" calma. lev)?lo con!issão sacramental$ :. da lei do %vangel1o.// MM . uma pessoa estava desesperada= não dormia. sendo poss&vel. BS. Conc!u#ão Algumas ve"es o caso e2ige 'ue se ore v)rias ve"es.uem cumpre os mandamentos ama a Deus9 e.?B. e'uil&brio. neste caso. B. a transgressão de alguma lei de Deus./$ Muitas en!ermidades prov7m da !alta de observ5ncia da lei de Deus. a paralisia estaria de alguma !orma relacionada com o pecado$ %m Marcos 11.. ao curar o paral&tico. . não se alimentava direito. vivendo sob calmantes$ Ao conversar com o sacerdote constatou?se a violação de uma lei moral$ A pessoa !oi con!ortada e recebeu o sacramento da reconciliação$ % ela se re!e" !&sica. antes de re"ar por alguém. 1M?BL/$ 3ara Jesus. perdoou primeiro o seu pecado e a seguir o curou de sua paralisia +c!$ Lc S. Jesus recomenda o perdão antes da oração para 'ue esta se4a ouvida$ %le também recomenda a reconciliação antes da o!erta sacri!ical +c!$ Mt S. cada um deve veri!icar suas condiç:es espirituais$ 8corre também considerar 'ue nem sempre a cura é imediata$ 8 tempo e2ato em 'ue a pessoa deve ser curada depende apenas de Deus$ 8 necess)rio ao cristão é 'ue !aça a sua parte. ./$ Jesus veio libertar e salvar o 1omem do pecado$ 8 perdão pode ser ad'uirido pelo sacramento da reconciliação$ Jesus se tornou (a e2piação de nossos pecados* +c! 1 Jo .S/$ “%le é 4usto e !iel para nos perdoar os pecados e para nos puri!icar de toda ini'uidade +1 Jo 1. até 'ue a cura total se4a constatada$ 3ode acontecer 'ue o empecil1o para a cura este4a no ministro e não no (paciente*9 por isso. o amor a Deus é 4ustamente cumprir seus mandamentos$ . não peca e vive em sua graça +c!$ Jo 1. B? .

'ue se tornam lu" e amor para seu camin1o$ %ssa !é teologal é necess)ria para a salvação +c!$ Il B.e BN/ e !oi adaptado para esta apostila$ . pois para se ac1egar a ele. nos seus pr>prios talentos. . vem ao mundo de 1o4e reavivar. é necess)rio !a"er a distinção entre= a !é teologal ou doutrinal. onde os 1omens (não suportam a sã doutrina* +c!$ B @im . um dom 'ue o %sp&rito Santo colocou disposição do 1omem para 'ue ele possa e2perimentar concretamente da onipot7ncia de Deus$ A !é. em Hltima an)lise. sub4etiva..que acredita2 3or ela o cristão acredita nas verdades reveladas por Deus sobre si mesmo e sobre o 1omem e 'ue são de!inidas pela Agre4a$ A !é teologal !a" o 1omem crer !irmemente em Deus como seu 3ai. condu"indo?o a uma entrega total a Deus e sua $ %ste conteHdo !oi composto originalmente na Apostila de Irupo de 8ração da %scola 3aulo Ap>stolo +1NNN. do anHncio de Cristo.?. L/$ #undamentada na 3alavra de Deus. !ria. no seu din1eiro.teologal ou doutrinal Df. pois muitos s> cr7em em si mesmos. o #il1o de Deus. é uma certe"a a respeito do 'ue não se v7$ #oi ela 'ue !e" a gl>ria de nossos antepassados$ 3ela !é recon1ecemos 'ue o mundo !oi !ormado pela palavra de Deus e 'ue as coisas vis&veis se originaram do invis&vel$ +$$$/ 8ra.ue benção é poder ter certe"a 'ue a !é é dom derramado< (3or'ue é gratuitamente 'ue !ostes salvos mediante a !é$ Asto não provém de vossos méritos. vaga. 'ue é o autor da !é. . super!icial. nos seus planos.. a !é teologal é um grande sustento para o cristão do mundo de 1o4e. Conceito A Carta aos Kebreus apresenta em seu cap&tulo 11 um dos te2tos mais e2pressivos a respeito da !é$ Di" o te2to sagrado= (A !é é o !undamento da esperança. o salvador do mundo$ Crer também no %sp&rito Santo 'ue edi!ica a Agre4a de Cristo e a santi!ica$ Crer 'ue o %sp&rito Santo é o poder de Deus$ % por'ue cr7 nas tr7s pessoas da Sant&ssima @rindade. é um grande desa!io. dando assim sentido vida cristã de muitos bati"ados 'ue viviam indi!erentes ao seu estado$ 3ara compreender bem o 'ue é o dom carismático da f-. 1?. 1Ss/$ A !é teologal vem em conse'67ncia do batismo.que confia2 Leva o 1omem a con!iar plenamente na reali"ação das promessas de Deus$ Ampulsiona?o a ir além do ato de aderir s promessas de Deus. o 1omem não s> cr7 intelectualmente. mas adere pro!undamente s suas verdades. 'ue se importa com sua vida$ Crer em Jesus Cristo como o enviado do 3ai.virtude Df. nas suas pr>prias capacidades./$ b2 9.$L/$ A !é é.1. nas coisas 'ue são concretas$ J) não acreditam nos outros irmãos e a !é em Deus est) muito !ragili"ada$ Algumas ve"es trata?se de uma !é tradicional. con!usa. indi!erente$ A !é é como um raio de lu" 'ue parte de Deus para a alma$ 8 %sp&rito Santo. Introdução 8 cristão pode ter ousadia em sua vida sabendo 'ue é uma pessoa de !é$ 3ode reivindicar a !é necess)ria para 'ual'uer situação$ . do testemun1o. mas é puro dom de Deus* +%! B. pp$ B. sem !é é imposs&vel agradar a Deus. a !é virtude ou !ruto do %sp&rito Santo e o dom carism)tico da !é= a2 9. nos sacramentos. da cate'uese$ D ela 'ue apro!unda a esperança e !a" o 1omem agir na caridade +c!$ Il S. na vida de oração e na vida comunit)ria. no mundo de 1o4e. é necess)rio 'ue se creia primeiro 'ue ele e2iste e 'ue recompensa os 'ue o procuram* +Kb 11.-/$ 2.

R resposta de Deus$ • %2 1. 'uem ser) contra n>s[* +Rm -.C/$ %ssa certe"a é tão especial 'ue Deus age. con!iante 'ue Deus ir) operar maravil1as$ • 1 Rs 1-.expectante2 A !é carism)tica se mani!esta 'uando uma pessoa é movida a ter uma con!iança &ntima de 'ue Deus agir) de !orma atual$ %ssa con!iança leva a uma oração convicta. BB?B.S .?1. R 1emorro&ssa Lc S.9 1 Rs 1-. S?1. R centurião Mt 1S. embora recon1ecendo o seu pr>prio corpo sem vigor R pois tin1a 'uase cem anos R e o seio de Sara igualmente amortecido$ Ante a promessa de Deus.?1./$ (3or'ue nele se revela a 4ustiça de Deus. n$ L-$ .1?. B.1M9 . • %2 1.. 1N?B1/$ c2 0 dom carismático da f.B1?B... 1N?B19 1.. e o resultado mani!esta a gl>ria de Deus$ 8 padre 8vila MelançonMN ensina 'ue este dom é dado em vista de a4udar a orar (com absoluta con!iança e sem duvidar*$ 3. 1.?B. BC?. a uma !irme"a de atitude ou a algum ato 'ue libera a b7nção de Deus07 +c!$ Mc 11.. pois agia com muita autoridade e con!iança$ A !é dava?l1e a certe"a antecipada de 'ue o Sen1or agiria a seu !avor$ • • • • • M- Milagres reali"ados por Jesus em ra"ão do dom carism)tico da !é= Mt -. &arismas.o . ao ver os eg&pcios se apro2imarem$ • %2 1. pratica a 3alavra de Deus. 1. . mas conservou?se !orte na !é e deu gl>ria a Deus* +Rm 1. 1L/..provid7ncia +c!$ Mt L. o 1omem se abandona provid7ncia divina. BC?. não vacilou.9 %2 1. R ressurreição de L)"aro$ $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA..C R %lias e os pro!etas de Jaal R usou %lias o dom carism)tico.B.enhor.. p$ MN $ C!$ 7esus ?ive e .eu# 0a 3alavra de Deus e2istem v)rios epis>dios 'ue descrevem a ação poderosa de Deus movida pela !é= • Rom . como est) escrito= 8 4usto viver) pela !é$ Abrão não vacilou na !é.. mas !orte impulso interior.1C R Moisés diante das murmuraç:es do povo.Df.BS?. e2perimenta e cr7 na bondade e miseric>rdia de Deus$ 3or esta !é o 1omem prova a si mesmo e ao mundo 'ue a 3alavra de Deus não é uma utopia. O do$ d &* n P ! (r de . ao 'ual adere a sua vontade. mas interiori"a?os no coração. 'ue se obtém pela !é e condu" !é..9 Mt 11.R cananéia Mc S..1M/$ %sta !é virtude leva o 1omem a crer e e2perimentar a bondade. vive segundo a mentalidade de Jesus Cristo9 não s> con1ece os mandamentos com sua intelig7ncia. a miseric>rdia e o amor de Deus na sua vida +c!$ 1 Jo . não descon!iou.1?. tornando sua oração um ato de !é con!iante= (Se Deus é por n>s. mas por amor. uma ve" 'ue a !é est) gravada no mais pro!undo do seu coração +c!$ Rm . vive os ensinamentos de Deus não como obrigação. 1L?B1 R Moisés estende a mão sobre o mar. BS/$ 3ela !é virtude. a uma decisão.B1 R paral&ticos e os amigos Jo 11.

com muita tran'6ilidade. mas deve também aspirar igualmente aos dons espirituais +c!$ A Cor 1. ver)s a gl>ria de Deus* +Jo 11. nem (!orçar* Deus agir com (palavras de !é*$ A !é é um dom gratuito e o cristão deve. é bom e necess)rio pedir com insist7ncia ao 3ai o dom da !é. como di" São 3aulo.11/$ '. curando.<!0 #@&*A0 . assim como os demais dons$ 0unca é demais notar 'ue esse dom est) pro!undamente associado com a caridade$ Como os dons são dados para o bem comum.%.. 'uanto mais vosso 3ai celeste dar) boas coisas ao 'ue l1e pedirem* +Mt M.L . sua pr)tica re!lete a caridade$ Assim também acontece com o dom da !é$ 3ortanto. .C/$ 0ão é preciso (!a"er !orça* para ter !é. o cristão deve se empen1ar em procurar a caridade. como di" Jesus= (Se v>s 'ue sois maus sabeis dar boas coisas a vossos !il1os. libertado e reali"ando milagres 'ue levem edi!icação do Reino$ Jesus di"= (Se creres. sempre crer 'ue %le !a" o mel1or e nunca decepciona a'uele 'ue nele con!ia. para reali"ar as obras 'ue constroem o Reino e edi!icam a Agre4a$ &(1:.1/$ Assim. O e+erc2cio do do$ c ri#$5tico d &* 8 dom carism)tico da !é é sempre crer incondicionalmente no poder de Deus9 crer é saber 'ue %le agir) a'ui e agora para o bem do povo.om d" M lagr"s . Conc!u#ão 8 dom da !é é um presente 'ue Deus d) para o bem da comunidade.

M/$ Mas. ./$ . B-?BN9 11. começando com o milagre inicial da salvação e continuando através de todos os grandes e pe'uenos milagres subse'6entes 'ue !ormam a 1ist>ria de milagres pessoais$ 8s milagres são intervenç:es diretas de Deus na nature"a do 1omem ou na ordem da criação$ 8s milagres provam o poder de Deus agindo na vida dos 1omens. apesar dos milagres os 4udeus não acreditavam nU%le +c!$ Mt 1. de Engido do 3ai pelo %sp&rito Santo +c!$ Lc . provando a presença viva de Deus 4unto ao seu povo eleito$ Muitos milagres eram operados através dos patriarcas +c!$ %2 M. sua predileção por seu povo escol1ido.B9 1. 1C9 At 1C. a palavra (milagre* vem acompan1ada de um ou outro termo +revelando ser o milagre uma mani!estação de !orça divina e sinal de ação de Deus/$ 8 'ue mais se realça nos milagres de Jesus é ser um !ato e2traordin)rio= cura instant5nea de doenças incur)veis. Conceito 8 'uinto carisma re!erido em 1 Cor 1B é o (dom de milagres*$ %sse dom pode ser de!inido como uma ação do poder de Deus intervindo e2traordinariamente em determinada situação$ Algumas curas são milagres. BCss9 B Rs B. 1.L9 1. mas este dom não se limita ação de Deus na restauração da saHde$ %m alguns casos.uantos creram por causa dos milagres de Jesus< . B1/$ Durante a vida pHblica. . "rupo de ora$ão. Jesus operava milagres. Jesus não apenas operava milagres para suscitar a !é em seus ouvintes9 pois. -?1. desde o Antigo @estamento.uantos creram nU%le. 'ue desa!ia a ra"ão e transcende as leis naturais9 este dom é simplesmente a 1abilidade dada por Deus de cooperar?se com %le. . !re'6entemente.9 Mc -.re# 8s evangelistas usam tr7s termos ao se re!erirem intervenção de Deus em Jesus= !alam de !atos miraculosos.M$ .M . assim.uando acontece uma cura instant5nea. o 'ue !a" o povo se maravil1ar$ 8 escopo evangélico é o de ressaltar a mani!estação da !orça e o car)ter de sinal$ %ste é o sentido dos milagres de Jesus= abrir os ol1os sobre o mistério de sua 3essoa< As curas e milagres estavam pro!undamente relacionados com a 3essoa Divina de Jesus. vendo seus milagres e ouvindo a sua palavra< -C $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. muitas ve"es. 1.C?. Mss9 1 Rs 1-./. combinados com a evangeli"ação 'ue proclamava $ %videnciava?se. sua divindade de Messias. p$. 1. para a abertura da !é e con!irmação de sua união com o 3ai +c!$ Jo L. multiplicação dos pães. ou a e2ecução de algo 'ue se4a contr)rio s leis da nature"a9 é um !enZmeno sobrenatural. en'uanto %le e2ecuta os milagres através de um ato cooperativo com os 1omens*-C$ @odo milagre cristão aut7ntico aponta para a cru" e a ressurreição. sua assist7ncia divina. <e#u# e o# $i! . S-9 Mc L. seu poder glorioso$ %ram sinais e prod&gios 'ue con!irmavam a !é do povo no Hnico Deus verdadeiro$ 2. de demonstração de !orça e de sinais9 geralmente.-/9 e estreitamente ligados. por causa da sua obstinação.. Introdução 8 dom de milagres sempre esteve presente na 1ist>ria da salvação. 1Nss/ e outros tantos narrados na J&blia$ 8s milagres atestavam a divindade do Deus da Aliança.?L9 Jo 1B. dei2ando?se levar pela compai2ão diante do so!rimento 1umano +c!$ Mt N.9 1C. . B9 Lc M. é milagre por'ue o !ator intervenção de Deus é >bvio a ponto de não ser re!utado$ 8u ainda= (8 milagre é um acontecimento ou evento sobrenatural.. a ação de Deus é sHbita e e2traordin)ria$ . dos pro!etas +c!$ 1 Rs 1M.. . 11/9 estavam relacionados com o poder 'ue %le tin1a como #il1o de Deus +c!$ Mc B. ressurreição dos mortos. levando?os a uma !é sempre mais crescente$ 3..1.

.Sss/. para repelir os advers)rios de Deus= uma irrupção do divino neste mundo. -1 $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. e ao mesmo tempo um sinal do mundo vindouro*-1$ Sinali"ava?se deste modo a presença salv&!ica de Deus em meio aos 1omens. con!irmando sua e!ic)cia. BB9 N. S)' D o 'ue se ver. 'ue os (revestiria da !orça do alto* +c!$ Lc B. 1ss/. eram levados aos en!ermos9 e a!astavam?se deles as doenças e retiravam?se os esp&ritos malignos* +c!$ At 1N. de modo 'ue lenços e outros panos. BL9 Lc M. p$ . Jarnabé e 3aulo contaram assembléia 'uantos milagres e prod&gios Deus !i"era por meio deles entre os gentios +c!$ At 1S. 1Css/.. 'ue l1es daria (!orça* +c!$ At 1. %le deu a mesma missão 'ue teve : (Como o 3ai me enviou.uem vos ouve. pregando o %vangel1o !a"endo curas por toda a parte* +Lc N. de puri!icar os leprosos* +Mt 1C. dos cegos 'ue viam +c!$ Mt 1S. a Mim recebe. .- . . tanto dos ap>stolos 'uanto dos seus ouvintes. 11?1B/$ Assim como Jesus..N/. pela !orça do %sp&rito Santo +c!$ Il l . 11/. ap>s a ressurreição. "rupo de 0ra$ão. a gl>ria de Deus continuaria sendo mani!estada pelos (sinais miraculosos* edi!icando e !a"endo crescer a !é dos ouvintes$ 0a comunidade cu4os membros se dei2am guiar pelo %sp&rito Santo +c!$ Rm -. 1-ss/$ 8s milagres de Jesus con!irmavam a sua doutrina R é o 'ue os %vangel1os a!irmam em tantos relatos 'ue tra"em$ A evangeli"ação de Jesus era acompan1ada de sinais prodigiosos. 1ss/. na cura do co2o 4unto 3orta #ormosa do @emplo +c!$ At . mesmo depois da ascensão de Jesus ao 3ai$ Jesus l1es prometera o %sp&rito Santo. para continuar a atrair para %le os 1omens de todos os tempos$ Assim. a mim ouve* +Lc 1C. ao !a"er o milagre em Can). provocaria milagres como con!irmação da ação de Jesus. o povo glori!icava o Deus de Asrael9 ao suscitar a !é. seu poder$ 8 mesmo aconteceu com os ap>stolos na Agre4a 3rimitiva= (8 Sen1or cooperava com eles e con!irmava a sua palavra com os milagres 'ue a acompan1avam* +Mc 1L.C/$ Ao escol1er ap>stolos. mudando a )gua em vin1o saboroso. para cumprimento de suas tare!as. assim também eu vos envio* +Jo BC.1/. dos alei4ados 'ue eram curados. 1B/$ Deus (!a"ia milagres e2traordin)rios por intermédio de 3aulo. missão 'ue Jesus l1es dera. mas (e!etuava também a salvação de Deus$ D um ato de !orça. por e2emplo. BC/$ %. 1?-/$ % os ap>stolos (partiram e percorriam as aldeias. possibilitava ver a gl>ria de Deus +c!$ Jo 11. o povo glori!icou a Deus por ter dado tal poder aos 1omens9 ante ao espet)culo dos mudos 'ue !alavam. M9 M. B-9 Lc M. o povo !oi levado ao entusiasmo9 ao presenciar a cura de um cego em Jeric> +c!$ Lc 1-.N$1.8s milagres eram também um meio do povo glori!icar a Deus= ao curar a mul1er 'ue vivia encurvada !a"ia de"oito anos +c!$ Lc 1.. o milagre não apenas revelava a bondade de Deus e sua compai2ão pelos 1omens ao cur)?los. . aos seus gestos e aos anos em 'ue viveu no mundo$ Jesus 'uis 'ue a Agre4a também !osse participante deste seu poder. (até os con!ins do mundo*$ A Agre4a 3rimitiva entendeu 'ue a !é em Jesus.- . . dos co2os 'ue andavam. o povo deu gl>ria a Deus9 ao curar o paral&tico em Ca!arnaum +c!$ Mt N. BN?. B1/9 (. e a implantação do seu Reino +c!$ Mc L. (mani!estou sua gl>ria e os disc&pulos creram nU%le* +Jo B. A I. -/. e recebe a'uele 'ue Me enviou* +Mt 1C.re# Jesus não guardou somente para si este poder 'ue %le tem como #il1o de Deus9 nem o restringiu somente ação. reali"ada por 3edro e João$ 0o Conc&lio de Jerusalém. 'ue tin1am tocado seu corpo. 1?L/$ 8 anHncio do %vangel1o e os milagres acompan1aram os ap>stolos.uem vos recebe. 1C/9 (.9 Il S.C/$ 0este sentido.re/ e o# $i! . de testemun1)?Lo ante os 1omens de todos os tempos e naç:es . (con!ere?l1es o poder de e2pulsar os esp&ritos imundos e de curar todo o mal e toda a en!ermidade9 de anunciar o Reino de Deus e de curar os doentes9 de ressuscitar. 1?L9 Mt 1B. de poder. de milagres.

como agiu no Antigo @estamento. 1B/$ Cabe. no mesmo %sp&rito* +%! B. 1N/$ 8nde est) a Agre4a reunida na !é. nos tempos atuais. Jonas$ (spirai aos dons espirituais' . no 0ovo @estamento com Jesus e sua Agre4a$ %le 'uer operar 1o4e. na ação de graças. na esperança. pois são promessas de Jesus a toda sua Agre4a= (. 1M/$ @oda ve" 'ue se reHnem em nome do Sen1or Jesus..N . por'ue eu vou para o 3ai* +Jo 1. provando seu amor$ Deus continuar) agindo de !orma e2traordin)ria.BC/= (se dois de v>s se reunirem sobre a terra. (os casos de curas e de milagres são de todos os tempos. e!etivamente. no louvor. "rupo de ora$ão. da Agre4a triun!ante ou da Agre4a militante*-B$ -. e !ar) ainda maiores do 'ue estas. 1NN-$ -B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. no amor. !ar) também as obras 'ue eu !aço. e ninguém 'ue ten1a !é em Deus. a cada cristão. Conc!u#ão 8 dom de milagres estar) sempre presente na Agre4a. para pedir se4a o 'ue !or. os milagres 'ue por meio de pessoas. (tendo por %le acesso 4unto ao 3ai.. abrir?se sempre mais a este dom 'ue é também necess)rio nos dias de 1o4e$ K). 1-/. um re!lorescimento dos dons carism)ticos na Agre4a9 o dom de milagres continua sendo necess)rio para o surgimento e !ortalecimento da !é em Deus$ Assim. consegu&?lo?ão de meu 3ai 'ue est) no céu* +Mt 1-. por meio de cada bati"ado$ Sua vontade não mudou$ % 'uando se reHnem pessoas para louvar a Deus e proclamar sua gl>ria.1L$BS/. pois. p$. ed$ São 3aulo= Lobola. os milagres se tornam presentes. em resposta oração de seus santos. mani!estando a santidade de Deus e sua ação no mundo. Jesus se torna presente como A'uele sobre o 'ual coloca a sua complac7ncia +c!$ Mt .uem cr7 em mim. !ortalecendo a !é de todos$ Ainda é preciso acreditar mais e mais neste dom de milagres no coração da Agre4a$ 3or meio dele. duvida 'ue %le ten1a operado as curas. pode?se de !orma mais convincente publicar as (maravil1as de Deus 1o4e e sempre$ Amém< DIDEIOFRA1IA AJAJ. não é de estran1ar 'ue milagres aconteçam realmente$ Jesus prometeu sua presença +c!$ Mt 1-. os milagres podem ocorrer de !orma natural.-$ . 'uer diretamente.

ed$ São 3aulo= Lobola. 1N-L ccccc$ . pp$ SBM?SL. 1NN-$ ccccc$ 0 dom das línguas$ . pp$ . M. decretos. declaraç:es$ Antrodução e &ndice anal&tico de #rei Joaventura Qloppenburg$ Coordenação geral de #rei #rederico Gier$ B1 ed$3etr>polis= Go"es. Jogot) +ColZmbia/= Centro Carism)tico Minuto de Di>s. 1-M p$ MAC0E@@. Al&rio J$ &arismas para o nosso tempo = re!le2ão teol>gica e pastoral$ São 3aulo= Lobola.$ C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D$ *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura$ Cidade do Gaticano= Libreria %ditrice Gaticana..o . 1N-L$ 3%DRA0A. 1NN1.$ ed$ 3etr>polis= Go"es. Robert$ &arisma. 1NN.$ #ALG8. 1N-M$ CA@ARA0A D% S%0A. Ieorge$ (vivar a chama' São 3aulo= Lobola. dons do amor de #eus' B ed$ Campinas= Raboni.. 1NN.8vila$ 7esus vive e . Qilian e M80@AIE%. 1NN1. 1N-1$ MADR%.$ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA$ . Santa$ 0 diálogo$ São 3aulo= 3aulinas.$ ccccc$ !umen "entium$ An$ C8M3O0DA8 D8 GA@ACA08 AA= constituiç:es.anto' Rio de Janeiro= Louva?a?Deus. p$ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA$ (postolicam (ctuositatem$ An$ C8M3O0DA8 D8 GA@ACA08 AA= constituiç:es. Ave?Maria. 1N-. 1N-. Lobola.enhor $ 3AEL8 GA$ Evangelii nuntiandi = e2ortação apost>lica sobre a evangeli"ação no mundo contempor5neo$ N ed$ São 3aulo= 3aulinas. 1NNL$ J8W8 3AEL8 AA$ &hristifidelis !aici= e2ortação apost>lica sobre vocação e missão dos leigos na Agre4a e no mundo$ São 3aulo= 3aulinas. declaraç:es$ Antrodução e &ndice anal&tico de #rei Joaventura Qloppenburg$ Coordenação geral de #rei #rederico Gier$ B1 ed$3etr>polis= Go"es.ed de #i+s.$ MCD800%LL. São 3aulo= 3aulinas. 1NN$ SC . #rancis'@ 7esus que cura' São 3aulo= Lobola. Salvador Carrillo$ ( %enova$ão no Espírito . S$ 0 despertar dos carismas$ 11 ed$ São 3aulo= 3aulinas. 1NN1$ M%LA0V80. BCCC$ D%IRA0DAS. 1N-M$ JYJLAA SAIRADA$ @radução dos originais mediante a versão dos monges de Maredsous +Jélgica/$ S-$ ed$ São 3aulo= Ave?Maria. 31ilippe$ (spirai aos carismas' Aparecida= Santu)rio. decretos. 1N-N.M?11M$ C80#%RO0CAA CA@PLACA D8S %EA$ #eclara$ão pastoral sobre a %&&' das1ington= D$C$.ALDA]. 1N-.

BCCC$ ccccc$ %ecebereis a for$a do Espírito . Lui" #ernando R$ . #L8R%S . A$ #icionário enciclop-dico da . 1/$ @ARDA#. BCC1$ +M>dulo J)sico.anto$ Rio de Janeiro= Louva?a? Deus./$ ccccc$ Secretaria 3aulo Ap>stolo$ *dentidade da %enova$ão &arismática &at+lica$ São 3aulo= Ave?Maria. . Asac Asa&as$ Aanifesta$/es da presen$a do Espírito . . 1N-L$ S8ESA./$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ !ideran$a cristã' São José dos Campos= ComDeus. 1NN. BCC1$ +Coleção RCC 0ovo Mil7nio. 1NN.$ +Coleção 3aulo Ap>stolo. 1NMM$ S1 . João %vangelista Martins$ 0s carismas em .íblia$ B ed$ 3etr>polis= Go"es. 1NNN$ @%RRA. M$ &ura para o homem todo$ Rio de Janeiro= Louva?a?Deus. 1NNS$ GALL%.ed$ São 3aulo= Lobola. BCCC$ ccccc$ 1regador ungido= missão e espiritualidade$ Aparecida= Santu)rio. %miliano.anto' São José dos Campos= ComDeus. . 1/ ccccc$ Secretaria Ra!ael$ 0ra$ão pela cura$ B ed$ São José dos Campos= Comdeus. .ccccc$ "rupos de ora$ão= como !a"er a graça acontecer$ . ed$ São 3aulo= Lobola. 1NNL$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA$ %scola 3aulo Ap>stolo$ ( espiritualidade da %&&$ São José dos Campos= ComDeus./$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ &arismas no grupo de ora$ão$ São José dos Campos= ComDeus./ SA0@A0A.ão 1aulo$ B ed$ São 3aulo= Lobola. s$d +M>dulo Missão. 1NNN$ +M>dulo Adentidade. s$d$ +M>dulo J)sico. BCCC$ SCA0LA0. José K$ 3rado$ 7esus está vivo$ B. 1/ ccccc$ &arismas' Aparecida= Santu)rio. Ronaldo José de$ 0 impacto da %enova$ão &arismática$ São José dos Campos= ComDeus.ati)ados no Espírito$ São José dos Campos= ComDeus. 1NNN$ +M>dulo J)sico. 1NNN$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ "rupo de ora$ão$ São José dos Campos= ComDeus.$ GA0 D%0 J8R0.

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