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RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA - BRASIL
SECRETARIA PAULO APÓSTOLO

CARISMAS

MÓDULO BÁSICO APOSTILA

AUTORES: Alides Destri Mariotti Antonio Carlos Lungnani Ronaldo José de Sousa

B APRESENTAÇÃO Ao escrever esta apresentação da apostila sobre carismas, logo nos vem mente o es!orço reali"ado por todos os participantes da Comissão de #ormação$ %, de in&cio, 'ueremos louvar a Deus por (ter nos !eito de modo tão admir)vel* +c!$ Sl 1,-, 1./$ 0o in&cio dos trabal1os, parec&amos meio estran1os e sem saber o 'ue e2atamente !a"er$ 3ercebemos 'ue o mel1or 4eito de !a"er era começar$ % começamos$ % o trabal1o 'ue a princ&pio seria simples, !oi crescendo em taman1o, import5ncia e signi!icado$ % logo percebemos também 'ue estava muito acima de nossa capacidade e con1ecimento$ A se'67ncia dos trabal1os !oi revelando a bele"a e a capacidade do ser 1umano, obra prima das mãos de Deus$ 8 trabal1o !oi )rduo, mais do 'ue esper)vamos$ %studa, escreve, envia para leitura de outros irmãos9 volta todo rabiscado, c1eio de coment)rios, sugest:es de novos livros, novos autores e outros en!o'ues$ Começar de novo, re!a"er, estudar, reescrever$$$ % 'uanto amor pudemos ver nos irmãos$ ;uanta dedicação e vontade de servir ao Reino< ;ueremos di"er a todos os 'ue vão utili"ar esta apostila= esperamos em Deus 'ue a leitura e o estudo possam dar a todos a mesma alegria e descoberta 'ue n>s tivemos ao elabor)?la$ 0ão tanto pela 'ualidade do material, mas sim pela graça de Deus 'ue acompan1a todo o nosso es!orço sincero de crescimento e busca de con1ec7?lo mais$ %, con1ecendo mais, am)?lo mais e mais$ @emidos como tudo o 'ue é novidade e, depois, muito polemi"ados, 1o4e os carismas ainda causam interrogaç:es e 'uestionamentos$ 3retendemos dar e2plicaç:es simples, baseadas na Sagrada %scritura, nos ensinamentos da Agre4a e na e2peri7ncia da Renovação Carism)tica Cat>lica em grupos de oração, semin)rios, retiros, congresso, en!im, no cotidiano da viv7ncia carism)tica$ 0ão temos condiç:es e nem pretendemos esgotar o assunto$ #ornecemos uma ra"o)vel bibliogra!ia para apro!undamento$ @ambém não temos pretensão de analisar e estudar todos os dons, mas apenas de desenvolver um pe'ueno estudo sobre a'ueles elencados por São 3aulo, ditos e!usos +c!$ 1 Cor 1B, .?1C/$ 0o primeiro cap&tulo trataremos do tema geral= carismas$ Depois abordaremos os nove dons e!usos, um por um, em cap&tulos distintos, procurando conceitu)?los e emitir uma base b&blica, doutrin)ria e vivencial sobre cada um$ D importante salientar em especial, com sincero recon1ecimento e gratidão, a colaboração do colega Dercides 3ires da Silva, 'ue !orneceu muitas de suas preciosas anotaç:es9 além de Marcos Dione EgosFi Golcan e Maria LHcia Gianna, 'ue !i"eram a revisão de te2to$ 3articular gratidão ao padre Lui" #ernando R$ Santana, pela revisão teol>gica e ao pro!essor Raul 3imenta pela revisão gramatical$ Em carin1oso agradecimento Daniela R$ I$ Consoli e a Lilian Daniela Jenvenutti, 'ue dedicaram muito de seu tempo para a digitação e organi"ação deste trabal1o e a Mirian R$ Kein"en pela revisão b&blica$ A todos os 'ue nos assistiram com suas oraç:es e 'ue de alguma maneira colaboraram, o nosso (Deus l1es pague generosamente*$ Sim, 'ue a todos o Deus de amor e in!inita miseric>rdia recompense$ ;ue todos voc7s, ao lerem este material, orem intensamente por n>s da Comissão de #ormação, para 'ue se4amos d>ceis ao %sp&rito Santo, recebendo dele toda a instrução= (8 %sp&rito da verdade ensinar?vos?) toda a verdade e anunciar?vos?) as coisas 'ue virão* +Jo 1L,1,/$ Deus abençoe a todos$ % ten1am caridade conosco na'uilo 'ue o trabal1o não ten1a !icado tão bom 'uanto voc7s esperavam e merecem ter$ Il>ria ao 3ai, ao #il1o e ao %sp&rito Santo$ Agora e sempre$ Amém$ 8S AE@8R%S

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CAPÍTULO PRIMEIRO

CARISMAS
“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados +Mc 1L, 1M?1-/$ 1. Introdução 8s carismas eram comuns no in&cio da Agre4a$ Jasta ler os Atos dos Ap>stolos e as cartas de São 3aulo$ Depois, por alguns séculos eles se mantiveram restritos aos grandes santos$ Assim, pensava?se 'ue os carismas eram para alguns 1omens e mul1eres recon1ecidamente santos, m&sticos e penitentes$ 8s carismas, portanto, não são novidades tra"idas pela Renovação Carism)tica Cat>lica, a não ser no aspecto do seu e2erc&cio nos tempos atuais$ 8s grupos de oração tornaram poss&vel a sua mani!estação em maior intensidade, percebendo sua 'ualidade de (dom* para todos os 'ue crerem, conse'67ncia normal do batismo no %sp&rito$ (Se v>s, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos !il1os, 'uanto mais vosso 3ai celestial dar) o %sp&rito Santo aos 'ue l1e pedirem* +Lc 11,1,/$ Mas !oi o documento conciliar !umen "entium 'ue traçou as primeiras diretri"es sobre carismas para os tempos atuais=
($$$8 %sp&rito 1abita na Agre4a e nos coraç:es dos !iéis +$$$/ dirige?a mediante os diversos dons 1ier)r'uicos e carism)ticos$ +$$$/ 0ão é apenas através dos sacramentos e dos ministérios 'ue o %sp&rito Santo santi!ica e condu" o 3ovo de Deus +$$$/, mas, repartindo seus dons a cada um como l1e apra" +1 Cor 1B,11/, distribui entre os !iéis de 'ual'uer classe mesmo graças especiais +$$$/ %stes carismas, 'uer eminentes, 'uer mais simples e mais amplamente di!undidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação, pois 'ue são per!eitamente acomodados e Hteis s necessidades da Agre4a$ Ema vida mais plena no %sp&rito Santo, a unção carism)tica do %sp&rito, contempla a Agre4a com toda uma amplitude de dons$* 1

8s carismas estão amparados na doutrina da Agre4a, além de serem !undamentados biblicamente$ %sses dons de adoração, louvor e oração apro!undam a dimensão contemplativa da !é cristã e as d)divas de serviço animam uma vida de santidade$ (@odos os carismas tra"em nova docilidade ao %sp&rito, a !é esperançosa na salvadora intervenção de Deus nas 'uest:es 1umanas, acentuado "elo pelo %vangel1o e o respeito pela autoridade da Agre4a$*B 0esse sentido, é necess)rio a!irmar a atualidade dos carismas e promov7?los como realidades necess)rias evangeli"ação e ao crescimento pessoal de cada cristão$ (A vida bati"ada no %sp&rito é marcada por uma e2peri7ncia de união din5mica com Deus e também por uma e2peri7ncia de carismas doados pelo %sp&rito Santo$*, São 3edro aviva essa esperança= (3ois a promessa é para v>s, para os vossos !il1os e para todos os 'ue ouvirem de longe o apelo do Sen1or, nosso Deus* +At B, ,N/$ A promessa é, portanto, para todos os tempos$ 8 e2erc&cio dos carismas é tanto mais necess)rio por causa das di!iculdades do tempo presente, marcado pela indi!erença religiosa e pelo abandono dos valores espirituais e morais do cristianismo9 esse tempo cobra não s> um testemun1o aut7ntico dos cristãos convictos, como também demonstraç:es do poder do %sp&rito$

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$ 0$ . e 1B$ B $ C80#%RO0CAA CA@PLACA D8S %EA, #eclara$ão pastoral sobre a %&&, n$' , $ Qilian MCD800%LL, Ieorge M80@AIE%, (vivar a chama, p$ ,B$

. Convém abali"ar dons efusos, 'ue é matéria deste estudo, dos dons infusos, 'ue também são carismas do %sp&rito, mas 'ue se distinguem da'ueles.= a/ #ons infusos ? temor de Deus, !ortale"a, piedade, consel1o, con1ecimento, sabedoria e discernimento +c!$ As 11, 1?,/$ 0um total de sete, esses dons são concedidos para a pessoa +in!undidos/, aprimoram e re!orçam as virtudes, constituindo?se em bene!&cios para o crescimento pessoal9 b/ #ons efusos R l&nguas, pro!ecia, interpretação, ci7ncia, sabedoria, discernimento dos esp&ritos, cura, !é e milagres +c!$ 1 Cor 1,, -?1C/$ 0um total de nove, esses dons são para o serviço e o bem comum e são concedidos como mani!estaç:es atuais, de acordo com a vontade de Deus$ A'ui serão estudados os carismas e!usos, 'ue são realidades mani!estas nos grupos de oração da Renovação Carism)tica, constituindo?se num dos aspectos de sua identidadeS$ 2. Conceito 8s carismas são dons, graças, presentes, dados pelo %sp&rito Santo, (mas um e o mesmo %sp&rito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como l1e apra" +1 Cor 1B,11/=
(A palavra TcarismaU +chárisma/ é oriunda da l&ngua grega e signi!ica Tdom gratuitoU$ %la encontra seu signi!icado !undamental na rai" Tc1arU? 'ue indica tudo a'uilo 'ue produ" bem?estar9 assim é 'ue temos c1)ris, 'uerendo signi!icar TgraçaU, TdomU, T!avorU, TbondadeU9 charí)omai, no sentido de !a"er um dom gratuito, mostrar?se generoso$ 8 su!i2o T?maU e2prime na l&ngua grega o resultado da ação indicada pelo verbo, o seu e!eito, o 'ue pode denotar também o car)ter ob4etivo da concessão e da e2peri7ncia da graça$ 3ortanto, o signi!icado geral e !undamental de Tc1)rismaU poderia ser= dom concedido por pura benevol7ncia, 'ue é, ao mesmo tempo, o ob4etivo e o resultado da graça divina, do presente 'ue Deus !a" aos 1omens* L

%m sentido restrito, os carismas são mani!estaç:es e2traordin)rias do %sp&rito Santo para proveito comumM$ %les e2ercem papel !undamental na evangeli"ação, ou se4a, na e2pansão do cristianismo, o 'ue re!orça sua import5ncia e dignidade$ 8 padre Lui" #ernando R$ Santana apro!unda o assunto e alerta=
(A maciça presença de chárisma nos escritos de 3aulo 4) é su!iciente para mostrar 'uanto o termo, em seu signi!icado e conteHdo, era caro para a teologia do ap>stolo$ Desde o in&cio de seu apostolado, 3aulo tem em alta estima a presença e ação dos dons e carismas do %sp&rito na vida da Agre4a e dos !iéis bati"ados, até mesmo e2ortando a comunidade a 'ue tivesse o cuidado de não e2tinguir o %sp&rito, de não despre"ar as pro!ecias, mas de veri!icar tudo com um discernimento s)bio e s>brio +C!$ 1 @s S, 1N?BB/$ Disso in!erimos 'ue, para 3aulo, os carismas e os ministérios são os instrumentais privilegiados na edi!icação do Corpo de Cristo e na reali"ação do des&gnio de Deus na 1ist>ria9 ambas as realidades possuem igual import5ncia e dignidade, uma ve" 'ue emanam do mesmo %sp&rito e estão ordenadas, cada uma na'uilo 'ue l1e é espec&!ico, a um mesmo !im$ Ainda podemos dedu"ir 'ue e2iste uma interdepend7ncia no 'ue di" respeito relação Tcarismas?ministériosU, o 'ue !a" com 'ue a dimensão carism)tica da Agre4a na teologia paulina se4a um tema de primeira grande"a$* .

$ %ssa distinção é did)tica, mas com !undamento b&blico?teol>gico9 apesar disso, não tem a intenção de segmentar a ação do %sp&rito nem de encerrar dentro dela todas as espécies de carismas$ S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA, *dentidade da %enova$ão &arismática &at+lica, p$ BM? B-$ L $ Luis #ernando R$ SA0@A0A, %ecebereis a for$a do Espírito ,anto, p$MM$ M $ C!$ A$ GA0 D%0 J8R0, #icionário enciclop-dico da .íblia, p$B.S$
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3elo seu pr>prio car)ter, dom não implica santidade$ 0a verdade, 'ual'uer pessoa pode receber os presentes de Deus +c!$ At 1C, ,./$ 3orém, não se pode es'uecer 'ue 'uem não tem vida espiritual e reta intenção de agradar a Deus, certamente usar) mal os carismas, pois não cultiva a necess)ria união com Cristo +c!$ Jo 1S, .?S/, para 'uerer o 'ue Deus 'uer$ 3. Qu ndo uti!i" r o# c ri#$ # D di!&cil precisar em 'ue momentos utili"ar os carismas do %sp&rito$ 8 seu e2erc&cio deve se d) sempre, notadamente 'uando as situaç:es o e2igirem$ Sendo a graça do %sp&rito uma realidade perene na vida 1umana, os carismas por sua ve", tornam?se também pro!usamente inseridos na vida da'ueles 'ue !oram bati"ados$ 0o entanto, é preciso di"er 'ue os carismas são realidades atuais e não ad'uiridas por posse$ D o %sp&rito 'ue opera tudo em todos +c!$ 1 Cor 1B, L?M/, a seu 'uerer$ Assim, (a um, o %sp&rito d) uma palavra de sabedoria9 a outro, uma palavra de ci7ncia, segundo o mesmo %sp&rito9 a outro, a !é no mesmo %sp&rito9 a outro, o dom das curas, nesse Hnico %sp&rito9 a outro, o operar milagres9 a outro, a pro!ecia9 a outro, o discernimento dos esp&ritos9 a outro, o !alar diversas l&nguas, a outro ainda o interpretar essas l&nguas* +1Cor 1B,-?1C/$ 0ão seria 4usto, portanto, atribuir a uma pessoa ou grupo de pessoas espec&!ico a contenção e2clusiva de 'ual'uer mani!estação carism)ticaN9 nem mesmo se pode di"er 'ue alguém (tem* este ou a'uele dom, pois cada mani!estação é Hnica1C, mesmo 'ue se processe com muita !re'67ncia através de determinadas pessoas$ @alve" ao dom de l&nguas possa se atribuir um car)ter mais perene e sob controle, por se tratar de um dom de oração, mais para edi!icação pessoal +c!$ 1 Cor 1., ./$ Contudo, não se pode cair no e'u&voco de redu"ir os dons do %sp&rito a algumas ocasi:es especiais$ %les !oram dados em pro!usão nos tempos atuais$ 3ode ser cultivada uma constante e2pectativa em relação sua mani!estação, como para o derramamento do %sp&rito11$ 3eculiarmente, a ação evangeli"adora constitui um momento preciso de viv7ncia dos dons e!usos$ A missão da Renovação Carism)tica Cat>lica é evangeli"ar a partir do batismo no %sp&rito Santo, !ormando o povo de Deus em santidade e serviço$ 3ara evangeli"ar o povo de Deus com unção e poder são necess)rios os carismas$ ;uando utili"ados de !orma livre, consciente, na 1ora necess)ria, levam as pessoas a terem uma e2peri7ncia da presença real de Deus, 'ue mani!esta o seu in!inito amor=
(A T!orça do %sp&rito SantoU +At 1, -/ derramada nos coraç:es dos cristãos, mani!estação do amor e do poder de Deus, provoca uma signi!icativa di!erença entre a ação evangeli"adora de uma pessoa 'ue se dei2a condu"ir por ela e uma 'ue age sem ela$ A'uele 'ue evangeli"a com os dons carism)ticos multiplica as possibilidades 1umanas$ A investidura carism)tica em comunidades da Agre4a, em todo mundo, tem gerado e sustentado grande nHmero de evangelistas dedicados e e!icientes, com novo vigor, com nova capacitação, nova alegria, novo 4ubilo, nova e2altação e louvor, levando em si o poder trans!ormador do %sp&rito +C!$ 1 Cor B, 1?S/ 'ue toca crianças, 4ovens, adultos e idosos de todo tipo de raça e cultura$* 1B

8 uso dos carismas não é s> um direito, é um dever de todos os !iéis$ (Da aceitação destes carismas, mesmo dos mais simples, nasce em !avor de cada um dos !iéis +$$$/ o dever de e2erc7?los para o bem dos 1omens e a edi!icação da Agre4a dentro da Agre4a e do mundo*1,$
$ .ati)ados no Espírito, p$ .,?..$ N $ C!$ SAIRADA C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D, *nstru$/es sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura, p$ 1.$ 1C $ C!$ Abid$, p$ 1C$ 11 $ C!$ Ronaldo José de S8ESA, 0 impacto da %enova$ão &arismática, p$ B,$ 1B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA, ( espiritualidade da %&&, p$.,
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os carismas são graças do %sp&rito Santo 'ue. e con1ecesse todos os mistérios e toda a ci7ncia9 mesmo 'ue tivesse toda a !é. se não tiver caridade. se4am simples e 1umildes.N$ 1L $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA.BB? B.. ou como o c&mbalo 'ue retine$ Mesmo 'ue eu tivesse o dom da pro!ecia. t7m uma utilidade eclesial.$Ns$1. a maior delas é a caridade* +1Cor 1. pa". e ainda 'ue entregasse o meu corpo para ser 'ueimado. são verdadeiros re!erenciais para se viver a vida nova./$ 8s cap&tulos 1B a 1. guiada pelo %sp&rito Santo. bondade. o imper!eito desaparecer)$ 3or ora subsistem a !é. segundo a caridade. 1b/$ A motivação deve ser o uso em bene!&cio dos outros./$ Dessa !orma. 1S$. ao bem dos 1omens e s necessidades do mundo$ 8s carismas devem ser acol1idos com recon1ecimento por a'uele 'ue os recebe. L?-9 1. se não tiver caridade. p$ B. (postolican (ctuositatem.. $ C!$. mas também por todos os membros da Agre4a$ São uma maravil1osa ri'ue"a de graça para a vitalidade apost>lica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo. ordenados 'ue são edi!icação da Agre4a. Ronaldo José de S8ESA. 1regador ungido. brandura. isto é. temperança$ Contra estas coisas não 1) lei* +Il S. alegria. 1a/9 e acrescenta= (aspirai igualmente os dons espirituais. desde 'ue se trate de dons 'ue proven1am verdadeiramente do %sp&rito Santo e 'ue se4am e2ercidos de maneira plenamente con!orme aos impulsos aut7nticos deste mesmo %sp&rito.. são !undamentados na caridade= (Se4am e2traordin)rios. col1em?se !rutos abundantes= os carismas !a"em di!erença e são e!ica"es na evangeli"ação. como eu vos amo* +Jo 1S. portanto. direta ou indiretamente. n$ . mas sobretudo ao da pro!ecia* +c!$ 1 Cor 1. a ponto de transportar montan1as. encora4a São 3aulo +c!$ 1 Cor 1. p$ . &arismas. de nada valeria< A nossa ci7ncia é parcial. -?1C9 e 1 @ess S. paci7ncia.L 3ode?se constatar na pr)tica apost>lica 'ue. 'ue tratam dos carismas e suas mani!estaç:es. amor doação a Cristo e aos irmãos= (Ainda 'ue eu !alasse as l&nguas dos 1omens e dos an4os. 1.?1S$ 1N?B1$ Jesus d) a regra para veri!icar o valor do trabal1o= (3elos !rutos os con1ecereis* +Mt M. para a4udar o povo de Deus a alcançar a santidade$ 3or isso.. e2ercendo os seus dons de maneira aut7ntica e !rutuosa$ %les cont7m regras b)sicas e orientaç:es seguras$ 8utras recomendaç:es podem ser encontradas em %! . 'uando a evangeli"ação é acompan1ada de carismas. os carismas devem ser pedidos com !é e sem temor$ %mbora eles se4am $ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA. mas o amor ()gape*. se não tiver caridade. não sou nada$ Ainda 'ue distribu&sse todos os meus bens em sustento dos pobres.?BS$ 1S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. sou como o bron"e 'ue soa.1?. 'uando e2ercidos na caridade$ %.1L/$ São 3aulo também !ala= (o !ruto do %sp&rito é caridade. o bom uso dos carismas é garantido pelo amor 1.C9 Rm 1B. da carta aos Cor&ntios.u$i!d de D e2atamente por causa do amor 'ue os dons e!usos devem ser alme4ados$ (%mpen1ai? vos em procurar a caridade*... verdadeira medida dos carismas* 1L$ '. O# don# e&u#o# e c rid de Jesus deu o mandamento do amor= (Amai?vos uns aos outros.uando c1egar o 'ue é per!eito. a esperança e a caridade ? as tr7s$ 3orém. O# c ri#$ # de(e$ #er )edido# co$ &* e e+ercido# n . a nossa pro!ecia é imper!eita$ .$ 1. n$ MNN?-CC$ . a prop>sito. !idelidade. 1B$1M/$ São 3aulo apresenta o trabal1o apost>lico reali"ado no amor$ 0ão um amor 'ual'uer. 'ue é o dom por e2cel7ncia e 'ue atribui sentido aos outros dons1S$ 8s carismas. a!abilidade.

M distribu&dos con!orme apra" ao %sp&rito. e dar?se?vos?)9 buscai e ac1areis9 batei e abrir?se?vos?)$ 3ois todo a'uele 'ue pede. . 1onra. .. embora marcados pela espontaneidade e e2pressividade. sem buscar prest&gio. ou dando aos carismas um relevo tão singular e Hnico como se !ossem bens totais e absolutos sobre os 'uais não 1) nada mais e2celente e primeiro*BC$ c2 0rdem A ordem no e2erc&cio dos carismas é uma e2tensão da 1armonia. um ap+s outro. compondo a realidade con4unta do povo de Deus$ 1M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.?. 1?. p$ . a con!irmação.N?1C/*1M$ 3ara o e2erc&cio pr)tico dos carismas. . ol1ando os nossos pr>prios interesses.?S/$ (S> a'ueles 'ue recon1ecem o valor dos dons na sua vida cristã e no serviço aos irmãos são impulsionados a pedi?los ao 3ai. cale?se o primeiro$ @odos. mas na utilidade ob4etiva 'ue tem para a comunidade$ Assim. mas sup:e autoridade e obedi7ncia$ 8 cristão pode ser instrumento da mani!estação aut7ntica do %sp&rito Santo. poder$ +$$$/ D também e2erc7?los sem auto? su!ici7ncia +c!$ Mt 1-. saindo do plano meramente individual./$ 8 uso dos carismas ser) tanto mais saud)vel e Htil 'uanto as pessoas 'ue a eles se abrirem !orem e'uilibradas emocionalmente e orantes o su!iciente para saber distinguir a ação do %sp&rito de eventuais devaneios da pessoa 1umana1N$ D necess)rio ter respeito pelos dons de Deus9 (não podemos e2erc7?los irrespons)vel e indi!erentemente. deve obedecer a um ritmo 1armZnico.. p$ B1?BB$ BC $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. com despre"o. !alem dois ou tr7s e os outros 4ulguem$ Se !or !eita uma revelação a algum dos assistentes. não se deve es'uecer tr7s coisas !undamentais= a2 3umildade D preciso vigiar para não cair na tentação de ac1ar 'ue os dons são méritos alcançados..$ 1N $ C!$ Ronaldo José de S8ESA. de tal maneira 'ue um carisma s> se pleni!ica no con4unto da comunidade$ (%2ercer os carismas na 1umildade é e2erc7? los sem e2ibicionismo. 4amais e2altado ou demasiadamente estrondoso +c!$ 1 Cor 1. os dons são ordenados para a obedi7ncia. 1B?BN/. Deus não é Deus de con!usão. &arismas. portanto. mas de pa"* +1 Cor 1. &arismas. ac1a9 e ao 'ue bater se l1e abrir)U +Lc 11.. p$ . como Jesus mesmo nos ensinou= T3edi. sabendo 'ue necessitamos da a4uda dos irmãos para con!irmar ou discernir a vontade de Deus para o seu povo$$$*1-$ b2 3armonia 8 e2erc&cio dos carismas... recebe9 a'uele 'ue procura. sem individualismo.1$ 1$ Abid$. recompensas de Deus por es!orços desmedidos$ A 1umildade !a" perceber 'ue o cristão é um administrador dos bens do Sen1or +c!$ Lc 1L.uanto aos pro!etas.$ ./. os carismas se inserem na vida cristã sem causar esc5ndalos$ (3or'uanto. para 'ue seu testemun1o se4a permeado de sinais +c!$ 1 Cor B. sobretudo nas reuni:es de oração.. podeis pro!eti"ar. nada impede 'ue o crente aspire e peça os dons. mas não deve es'uecer 'ue até o esp&rito dos pro!etas deve estar?l1es submissos +c!$ 1 Cor 1. de maneira 'ue os carismas individuais se4am abonados comunitariamente$ Dessa !orma. BN? .B/$ São 3aulo esclarece nos seguintes termos= (. de !orma inconse'6ente. para todos aprenderem e serem todos e2ortados* +1 Cor 1. BL?BM/$ A !orça de um carisma não consiste na tonalidade 'ue l1e é imposta ou no tipo de e2pressão 'ue o acompan1a../ e 'ue nen1um (carism)tico* se basta a si mesmo$ Deus constituiu a Agre4a como um corpo +c!$ 1 Cor 1B.1 R gri!os nossos/$ 8 mecanismo 'ue garante a ordem na mani!estação dos carismas é. 1regador ungido. p$ .

. P ! (r d I. mas também podem ser partil1ados por outros. 'ue !a"em agir segundo o bem.M/. uma utilidade eclesial.1B e 1N?B1/. !umen "entium. a !im de 'ue Tcada um pon1a em serviço dos outros a graça 'ue recebeuU. &hristifidelis !aici.$ C!$ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA. 1omens e mul1eres$ São dados ao indiv&duo. pela 3alavra de Deus +$$$/ pelas virtudes. para a edi!icação. . Tdistribuindo?os por cada um con!orme l1e apra"U +1 Cor 1B. n$ B. para o bem comum*B. os carismas devem ser e2ercidos na obedi7ncia a Cristo e s autoridades constitu&das$ (Mas !aça?se tudo com dignidade e ordem* +1 Cor 1. n$ 1B$ B. são graças do %sp&rito Santo 'ue t7m. c1amados carismas$ 3odem assumir as mais variadas !ormas. e todos atuem Tcomo bons administradores da multi!orme graça de DeusU +1 3d . no amor. na sua diversidade e complementaridade. tanto como e2pressão da liberdade absoluta do %sp&rito 'ue os distribui.3ortanto. e en!im pelas mHltiplas graças especiais +c1amadas de TCarismasU/.$ As palavras da Agre4a tiram o medo e as dHvidas 'uanto necessidade e utilidade dos carismas..1L/$ +$$$/ 0en1um carisma est) dispensado da sua re!er7ncia e depend7ncia dos pastores da Agre4a$ 8 Conc&lio escreve com palavras claras 'ue o 4u&"o acerca da sua +dos carismas/ autenticidade e reto uso pertence 'ueles 'ue presidem a Agre4a e aos 'uais compete de modo especial não e2tinguir o %sp&rito. ordenados como são edi!icação da Agre4a. Conc!u#ão B1 $ J8W8 3AEL8 AA. como em resposta s mHltiplas e2ig7ncias da 1ist>ria da Agre4a$ A descrição e a classi!icação 'ue os te2tos do 0ovo @estamento !a"em desses dons são um sinal da sua grande variedade$$$*B1= b/ (8s carismas. $ 0$ MN-$ . se4am e2traordin)rios ou simples e 1umildes. mas 4ulgar tudo e conservar o 'ue é bom +c!$ 1@s S.$ BB $ Abid$. de modo 'ue todos os carismas concorram.$ 0.M?11/. ao bem dos 1omens e s necessidades do mundo$@ambém em nossos dias não !alta o !lorescer de diversos carismas entre os !iéis leigos.. 'ue opera a santi!icação do povo de Deus por meio do ministério e dos sacramentos. enri'uece?a com outros dons e impulsos especiais. do corpo todo$ +c!$ %! .C/$ -.1C/. o %sp&rito Santo.re/ D oportuno destacar algumas asserç:es do Magistério da Agre4a em relação aos carismas e seu uso= a/ (8 %sp&rito Santo. n$ B. direta ou indiretamente. através das 'uais Ttorna os !iéis aptos e prontos a tomarem sobre si os v)rios trabal1os e o!&cios 'ue contribuem para a renovação e maior incremento da Agre4a*B. bem como o direito 'ue os !iéis leigos t7m de us)?los para o bem comum$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica segue a mesma !irme orientação= (8 %sp&rito Santo é o principio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do corpo$ %le opera de mHltiplas maneiras a edi!icação do corpo inteiro na caridade. n$ B. concede também aos !iéis dons particulares +c!$ 1 Cor 1B. 'ue geram uma a!inidade espiritual entre as pessoasBB$ c/ (3ara e2ercerem este apostolado +os leigos/. $ Abid.$ B. e de tal modo perseveram no tempo como uma 1erança preciosa e viva. ao con!iar Agre4a?comun1ão os diversos ministérios.

todo dom. Evangelli 5untiandi. todo serviço prestado ao Reino de Deus em nome de Jesus. os grupos de oração não devem ter medo nem resistir aos dons do %sp&rito. !oi a Renovação Carism)tica 'ue resgatou. n$ MS$ . mas procurar con1ec7?los cada ve" mais para bem utili")?los$ CAPÍTULO SEGUNDO O dom das línguas 1. no ambiente cat>lico. Introdução 0este cap&tulo serão vistas e estudadas as tr7s modalidades do carisma da variedade das BS $ 3AEL8 GA.N D importante tomar consci7ncia de 'ue todo bem. a necessidade do uso dos carismas$ 3or isso. acontece sob a ação do %sp&rito Santo$ Sem ele nada é e!ica" para o Reino de Deus$ (0unca ser) poss&vel 1aver evangeli"ação sem a ação do %sp&rito*BS$ %m certo sentido.

no sentido 'ue apresenta a ling6&stica. por'ue não 1) conceitos 1umanos. 'ue tin1am vindo com 3edro. mas o %sp&rito mesmo intercede por n>s com gemidos ine!)veis$ % a'uele 'ue perscruta os coraç:es sabe o 'ue dese4a o %sp&rito. e !alavam em l&nguas estran1as* +At 1N. são bene!&cios certos e imprescind&veis para o crescimento espiritual$ 8 grande dese4o de S$ 3aulo é mani!estado assim= \De min1a parte.. 'ue em Mc 1L. ve4a?se como ele aparece em algumas passagens da Sagrada %scritura= At B.9 1C. ainda.N$ Ressalte?se. L/$ 2. 'ue a pessoa se une.. ( %enova$ão no Espírito .. . o %sp&rito vem em au2&lio nossa !ra'ue"a9 por'ue não sabemos o 'ue devemos pedir. con!orme o %sp&rito Santo l1es concedia 'ue !alassem* +At B.1C l&nguas 'ue são= o orar.L/$ (% 'uando 3aulo l1es impZs as mãos. .S/$ D a esta oração misteriosa. em primeiro lugar..1?1. o %sp&rito orando no 1omem ser) pouca coisa[ (8utrossim..L/9 ? é um carisma em virtude do 'ual o crente !ala com Deus ao impulso do %sp&rito +c!$ 1 Cor 1. senão a Deus= ninguém o entende. principalmente para alguns. nem orar como convém. São 3aulo escreve: (A'uele 'ue !ala em l&nguas não !ala aos 1omens. a pa" pro!unda 'ue s> Deus pode dar. segundo Deus* +Rm -. BL? BM/$ @alve" o mais di!&cil. modi!ica?se a vida pela ação amorosa e misteriosa de Deus$ 0o pentecostes aconteceu a primeira mani!estação do dom das l&nguas de 'ue se tem con1ecimento$ São Lucas narrou com muito entusiasmo= (#icaram todos c1eios do %sp&rito Santo e começaram a !alar em outras l&nguas. o %sp&rito Santo desceu sobre eles. se4a abandonar?se para 'ue o %sp&rito ore através de sua pr>pria vo" com (gemidos ine!)veis*$ Alguns precisam renunciar a auto? su!ici7ncia e submeter?se ação do %sp&rito Santo$ Mas vale a pena< 8 go"o ine!)vel 'ue o mesmo %sp&rito tra" com sua presença. o dom de l&nguas= ? é. a vo".$1. p$ NC ./$ Depois do pentecostes.1C9 1.$1-$.. o 'ual intercede pelos santos. o !alar e o cantar em l&nguas$ Além disso. ..1. sob a ação do %sp&rito* +1 Cor 1.1L?1M/* BL$ 3ara se ter uma idéia mais clara acerca do dom de orar em l&nguas. . 1M ele est) relacionado como um dos milagres BL $ Salvador Carrilo ALDA].-9 1 Cor 1B. serão abordados os principais aspectos de sua mani!estação e o !undamento b&blico e doutrin)rio$ Algumas pessoas pensam e di"em 'ue o dom das l&nguas é o menor e o mais insigni!icante de todos$ 3orém. um t&tulo da graça$ 0a medida em 'ue cresce a oração.anto.?1S/9 ? é um carisma de b7nção e ação de graça$ +C!$ 1 Cor 1.. propriamente. dese4aria 'ue todos !al)sseis em l&nguas$$$\ +1 Cor 1.B/$ 8ra. o dom das l&nguas di!undiu?se também entre todos os cristãos= (8s !iéis da circuncisão. Conceito 8 dom das l&nguas é uma oração !eita por meio de sons emitidos.. dei2ando ao pr>prio Deus o cuidado de glori!icar?se e dar?se graças por um amor 'ue supera todo o con1ecimento$ %sta oração contém um camin1o de enri'uecimento espiritual.uanto ao !ormal deste carisma e ao seu signi!icado pro!undo. inarticulada.B$B-/9 ? é um carisma de oração e de louvor +c!$ 1 Cor 1.$119 1C. mesmo descon1ecidos$ Consiste em di"er palavras sem con1ecer?l1es o signi!icado$ 3ro!erir palavras 'ue não são. pro!undamente se admiraram vendo 'ue o dom do %sp&rito Santo era derramado também sobre os pagãos9 pois eles os ouviam !alar em outras l&nguas e glori!icar a Deus* +At 1C. movidos por inspiração e 'ue o %sp&rito Santo l1es d) o sentido$ 0ão se trata de l&ngua. para e2pressar ao Sen1or os sentimentos 'ue v7m do %sp&rito Santo= (. a certe"a de 'ue %le ora da mel1or !orma. pois !ala coisas misteriosas. um carisma para glori!icar a Deus +c!$ At B.?. mani!estação de um pensamento !ormulado pela mente$ Esar a l&ngua.

'ue a pessoa se une. in!lu7ncias negativas de pessoas contr)rias..$ $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. dei2ando ao pr>prio Deus o cuidado de glori!icar?se e dar?se graças por um amor 'ue supera todo o con1ecimento$ %.u # BM B- $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA./$ Ema ou outra ve". bene!&cio$ Se4a 'ual !or o seu car)ter. Deus sabe o 'ue dese4a o %sp&rito$ Apesar da intelig7ncia não assimilar nada. dHvidas. por ele e com ele +c!$ Rm -. como uma grande promessa de Jesus$ D um (milagre* por'ue é e2traordin)rio. ação do %sp&rito9 é um dom 'ue provém do Sen1or. como o dom dos milagres ou das l&nguas.. as graças especiais. esta não e2clui a !inalidade comum 'ue t7m todos os carismas. 'ue edi!icam a Agre4a*BM$ 3. indiscut&vel. 1in !id de do do$ de !2n. !a" ao 3ai o pedido certo e na 1ora certa. como se ver) mais adiante. . veri!ica?se uma nova dimensão da oração$ 3oucas !rases bastam para 'ue a'uele 'ue recebe o dom se sinta envolvido pelo mistério e possu&do por um pro!undo sentimento de alegria e pa"$ Desta !orma. podendo começar e terminar 'uando 'uer$ %sta oração não suprime a oração !ormal..M$BM?. apego auto?imagem e boa !ama$ %mbora não se compreenda o signi!icado. a pessoa não !ica est)tica.uem ora em l&nguas não ora aos 1omens. muitas ve"es devem?se romper barreiras de medo. além disso. a saber= a edi!icação mHtua. s ve"es e2traordin)rio. nem entra em transe. 'uase palp)vel$ 8 dom das l&nguas !avorece a mani!estação dos demais dons$ Ao orar em l&nguas. a presença de Deus se torna aconc1egante. do 4eito 'ue Deus 'uer$ 3or isso pode?se di"er com !undamento 'ue orar em l&nguas é (orar no %sp&rito*.u # 8 dom das l&nguas é uma oração 'ue se !a" a Deus. no cap&tulo 'uarto$ (Segundo a!irmação de 1Cor 1. sabendo o 'ue est) !a"endo. o dom de l&nguas é um carisma 'ue o %sp&rito Santo d) para edi!icação pessoal9 no entanto. designadas também TcarismasU. antes a completa e enri'uece$ %la e2ige a atitude de render?se ao %sp&rito Santo9 é como uma porta bai2a pela 'ual s> passa 'uem se curva um pouco$ D a esta oração misteriosa. segundo a palavra grega empregada por S$ 3aulo. &arismas. respeito 1umano. ainda 'ue n>s não entendamos os gemidos ine!)veis +$$$/. mas continua no pleno dom&nio de suas !aculdades.B/9 a'uele 'ue se abre ao dom das l&nguas tem o %sp&rito Santo orando nele. Ti)o# de or ção e$ !2n. dom gratuito. para estar em 1armonia com as demais$ A pessoa é livre. pode assumir a !orma de mensagem comunidade9 neste caso necessita da interpretação. tem por meta o bem da Agre4a e ac1a?se a serviço da caridade= ($$$ São. !ora do comum da linguagem 1umana$ A Agre4a indica 'ue a oração em l&nguas é. BL?BM/$ 8 %sp&rito Santo sabe do 'ue o orante tem necessidade. ( %enova$ão no Espírito . e 'ue signi!ica !avor. n$ BCC.anto. mesmo se !eita em assembléia$ (A'uele 'ue !ala em l&nguas edi!ica?se a si mesmo* +1 Cor 1. inarticulada. de não compreendermos o 'ue !alamos. verdadeiramente.11 'ue acompan1am os 'ue cr7em. sentimos 'ue algo nos toca pro!undamente +$$$/. podendo per!eitamente controlar o tom da vo". incredulidade. mas a Deus +c!$ 1 Cor 1. cantamos ou oramos. sentimos 'ue o mais pro!undo do nosso ser comunga de maneira especial com A'uele 'ue nos criou e ao 'ual pertencemos*B8 dom das l&nguas apro!unda a oração e a união com Deus$ @rata?se de uma oração individual. é uma !orma de glori!ic)?lo$ ..C/BN$ 8 dom das l&nguas é um dom para a santi!icação pessoal$ 3ara orar em l&nguas. p$ NC$ . os carismas se ordenam graça santi!icante e t7m como meta o bem comum da Agre4a$ Ac1am?se a serviço da caridade. p$ MM$ BN $ Salvador Carrilo ALDA]. porém. a construção do Corpo de Cristo +c!$ 1 Cor 1B. pois é emprestar a mente e a vo" para 'ue o %sp&rito Santo ore$ (Assim. .

1?S$ 8 pr>prio S$ 3edro identi!ica os !enZmenos com os de Cesaréia +At 1C. de palavreado !re'6ente. embora não con1ecesse esta l&ngua$ %le também registra o !ato de uma sen1ora norte?americana 'ue ao orar em l&nguas perto de um padre portugu7s. mergul1ar nas pro!unde"as do %sp&rito$ (8utras ve"es.C$ b2 6enoglossia D uma oração em l&ngua descon1ecida de 'uem ora./ e a citação de Jl . L/9 não é a mesma coisa 'ue o T!alar outras linguasU +o milagre de 3entecostes/. 'ue ascendeste ao mais alto dos céus. 1S9 1S. cidade norte?americana. a4uda?nos a con1ecer o teu #il1o/*. &arismas.8plica R oração compassada e em tonalidade penitencial. 'ue se tornavam compreens&veis apenas para 'uem possu&a o carisma da interpretação +1 Cor 1. portanto. -/$ @alve" ten1a considerado como o inverso da con!usão das l&nguas em Jabel*.1 $ 0 dom das línguas. p$ 1S$ .. sem con1ecer sua l&ngua.1B K) variedade de mani!estaç:es do dom das l&nguas$ Duas delas são= a2 "lossolalia (Em !enZmeno 'ue se deu sobretudo na comunidade cristã de Corinto +1 Cor 1B. ouviu uma moça orar em latim.B$ b/ Abre a pessoa para os demais carismas. sendo 'ue em tonalidade musical$ '. mas também nas de Cesaréia e D!eso +At 1C. como o latim.L9 1N.1$ .B . por'ue mantém o esp&rito em alerta para o 'ue . 'ue e2iste em n>s pelo nosso pecado$$$*. sem necessidade de pensar. vem em nosso au2&lio corrigindo toda esta imper!eição. import5ncia !undamental no enri'uecimento espiritual$ %le contribui para a renovação da vida da pessoa. 'ue leva a !rutos de contrição9 d/ &anto +c!$ 1 Cor 1. -/$ +$$$/ S$ Lucas v7 no milagre um s&mbolo da universalidade do evangel1o +c!$ At B. mas 'ue e2iste ou 4) e2istiu e ainda é do dom&nio 1umano. 1C9 1. 4ubilosa e e2tremamente alegre. 'uase intermin)vel e sem pausas9 c/ .. 1. também não sabemos como devemos pedir ou di"er a Deus +$$$/$ 8 %sp&rito Santo. #icionário enciclop-dico da . ao começarmos a orar. a impressão 'ue causou nos presentes +At B. . através do dom de l&nguas. !ormular preces. 1S/ R é também uma espécie de louvor. p$ e2$. p$ MS?ML$ . A i$)ort3nci do do$ d # !2n.C $ A GA0 D%0 J8R0. mas consistia nisso 'ue a pessoa +$$$/ pro!eria sons inintelig&veis e palavras sem ane2o. a oração em l&nguas normalmente se apresente como= a/ !ouvor R oração se'6enciada.B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.u # 8 dom de l&nguas tem. B?1N/. onde a pessoa !ica (mergul1ada* como criança diante de Deus9 b/ 78bilo R oração transbordante.íblia.M9 11. . na medida em 'ue se constitui em ação misteriosa e amorosa de Deus$ D poss&vel indicar alguns bene!&cios do dom de l&nguas= a/ #avorece a intimidade com Deus. mas.uanto tonalidade. por e2emplo$ Robert DeIrandis di" 'ue (durante uma reunião de oração em 0ova 8rleans.. p$ B. 1C/ +$$$/$ @ambém o milagre de 3entecostes pode ser interpretado como uma mani!estação de g$ como indica.. nela !e" a seguinte oração= +P Maria. S/ 'ue se adapta nature"a de cada um +c!$ At B. num abandono con!iante.

$ 0. peço a Deus 'ue conceda s pessoas a e!usão do %sp&rito Santo$ De 'ue !orma[ Convido a pessoa a orar comigo. pode di"er= TJesus é o Sen1orU. as di!iculdades vão desaparecendo e o dom se torna um modo a mais de como poder re"ar$ @ambém é necess)rio 'ue o receptor colabore com o Doador$ R o %sp&rito Santo$ A este cabe a moção e a inspiração das palavras en'uanto 'ue 'uele. !avorecendo a intimidade e a comun1ão com Deus$ A oração em l&nguas pode se mani!estar de v)rias !ormas9 o mais importante não é o 'ue se di" e sim o 'ue 1) no coração do orante em relação a Deus$ (0inguém !alando sob a ação divina. Conc!u#ão 8 dom de l&nguas !oi um dom abundante no in&cio da Agre4a$ D normal um cat>lico e2erc7?lo$ %le tra" muitos !rutos para a vida de oração e de santi!icação pessoal. !aça o mesmo$ 0ão é assim 'ue o passarin1o aprende a voar[ 0ão é assim 'ue aprendemos a nadar[ K) muito tempo. 1M/$ 3elo modo como se mani!esta. o dom das curas e assim por diante$ c/ A4uda a orar por determinadas coisas das 'uais a pessoa !oge de colocar na presença de Deus. (spirai aos dons espirituais. indicando a direção certa e levando conversão. en!im. a mel1or maneira de orar em l&nguas é soltar?se no meio dos outros$ Se 1) um grupo orando em l&nguas. o dom de l&nguas au2ilia no processo de santi!icação pessoal. pode di"er= TJesus se4a malditoU9 e ninguém. Co$o rece4er o do$ d # !2n.u # 8 dom de l&nguas é para todos os 'ue cr7em +c!$ Mc 1L. a !im de dei2ar 'ue o %sp&rito Santo ore em si$ D algo muito !)cil e simples* .1. voc7 solta os sons. sob Sua ação a l&ngua pro!erir) palavras inintelig&veis= (0o dom das l&nguas. ele pode apresentar?se sem sentido s mentes mais racionais$ Mas na medida em 'ue se cede ao dom e abre?se o coração e a mente. Introdução 8 carisma da pro!ecia é um dos meios 'ue o Sen1or tem para comunicar?se com o seu povo. movimentar os l)bios. mover a l&ngua. o dese4o. reuniu?se muita gente e maravil1ava?se de 'ue cada um os ouvia !alar na sua pr>pria l&ngua* +At B.. dando novo rumo ao trabal1o apost>lico. a pessoa deve !a"er um ato de !é= ceder ação do %sp&rito Santo. proporcionando uma oração certeira e e!ica"$ -. mani!estando sua santa vontade em tudo +c!$ 1 Cor . Deus 'uer !alar ou !a"er$ Ieralmente a palavra de pro!ecia ou a interpretação das l&nguas v7m durante ou ap>s a oração ou c5ntico em l&nguas$ Da mesma !orma a palavra de ci7ncia. pois submete o esp&rito ao %sp&rito. $ Jonas AJAJ. e a pessoa me acompan1a$ 0ão se pode imitar$ Cada um deve se soltar. problemas interiores nos 'uais pre!ere não tocar9 d/ D também um dom de unidade entre os cristãos= (Ac1avam?se então em Jerusalém 4udeus piedosos de todas as naç:es 'ue 1) debai2o do céu$ 8uvindo a'uele ru&do./$ CAPÍTULO TERCEIRO Car sma da Pro!"# a 1. pois. senão sob a ação do %sp&rito Santo* +1 Cor 1B. instruindo. e o %sp&rito Santo d) o conteHdo$ %sta é a sua parte$ 3or isso. p$ S-$ . e2ortando. . da mesma maneira como estou orando$ Começo a orar. produ"ir sons$ Diante deste dom. encora4ando. a aceitação e a decisão de orar= abrir a boca.. S?L/$ Acima de tudo. como dos outros.

ao dom de pro!ecia\ +c!$ 1 Cor 1.. B.. torna?se um instrumento apto do Sen1or para pro!eti"ar na assembléia$ 3.uem pro!eti"a !ala aos 1omens para edi!ic)?los. porém. pois ten1o um numeroso povo nesta cidade +At 1-. 1N/. do 4eito certo$ ..ue maravil1a poder ouvir a Deus e por ele ser orientado$ . pois. mas na maioria delas erra. 1/9 e e2plica a import5ncia deste dom= \. mas é uma palavra inspirada 'ue mani!esta a vontade de Deus em circunst5ncias do momento e mani!esta os sentimentos ocultos do coração$ A palavra pro!ética geralmente suscita !ortemente um movimento de conversão.. ( %enova$ão no Espírito ..B/$ São 3aulo aconsel1a a aspirar aos dons \mas. podeis pro!eti"ar. e é um sinal \para os !iéis\ +c!$ 1 Cor 1. 1. de agradecimento ao Sen1or por suas intervenç:es de amor. $ Salvador Carrillo ALDA]. e2ort)?los e consol)?los\ +1 Cor 1. L/. L1e obedece./9 por isso. /$ 8 dom de pro!ecia (edi!ica a assembléia\ +c!$ 1 Cor 1.M/[ 2. !ala assembléia para e2ort)?la. e2erça?o con!orme a !é* +Rm 1B.?. sobretudo. um sentido pro!undo de sua presença$ A pro!ecia é um dom 'ue todos podem ter= \@odos. estimul)?la ou corrigi?la$ D um carisma 'ue contribui muito para edi!icar a Agre4a$ 0ão comunica revelaç:es sensacionais. 1L?B1/$ Assim. disse?l1es o %sp&rito Santo= separai?me Jarnabé e Saulo para a obra a 'ue os ten1o destinado* +At 1. . 1.. o ap>stolo mani!esta seu dese4o= \8ra. para todos aprenderem e serem todos e2ortados\ +1 Cor 1./$ ./ Deus sempre 'uer !alar.uando o !a" e.M?1B/$ A pro!ecia pode tra"er uma sugestão sobre algo 'ue deve ser mudado9 pode tra"er uma con!irmação do amor de Deus. é movido pelo %sp&rito.. um sentimento de pa"$ 8casionalmente o pro!eta recebe uma lu" particular predi"endo o !uturo +c!$ 1Cor 1. do seu poder.ue povo 1).. em seguida. depois de terem 4e4uado. é lembrada pelo ap>stolo 3edro. segundo a medida do dom de Cristo. 'uanto para os in!iéis. em nome de Deus.$ 3or ve"es.BN l7?se= \3rouvera a Deus 'ue todos pro!eti"assem e 'ue o Sen1or l1es desse o seu %sp&rito\$ 8ra.uando !a" por sua pr>pria conta. no 0ovo @estamento. encora4ando a continuar$ (0uma noite.$B. mas nem sempre o seu povo est) pronto para escut)?lo$ ... so!re ou !racassa$ D necess)rio ouvir o Sen1or sempre +c!$ Dt L. con!irma?se na pro!ecia o 'ue 4) se est) !a"endo. . BC/$ \A'uele 'ue tem o dom da pro!ecia. BB/.. S/$ %ste dom \instrui também os outros +ouvintes/\ +c!$ 1 Cor 1. !a" a coisa certa.1.?BS/$ D dese4o ardente do ap>stolo 'ue na comunidade se mani!este este dom do %sp&rito= (0ão despre"eis as pro!ecias* +1 @ess S. O e+erc2cio do do$ de )ro&eci . muito mais dese4o 'ue pro!eti"eis\ +1 Cor 1..1/$ %m 0Hmeros 11... por sua vontade.. p$-M .anto. na 1ora certa. 'ue ten1a seu Deus tão pr>2imo de si cada ve" 'ue o invoca com sinceridade +c!$ Dt . dese4o 'ue todos !aleis em l&nguas. logo no dia de 3entecostes.?BS/*. Conceito (A pro!ecia é um carisma em virtude do 'ual o inspirado. um ap>s outro. N?1C/$ %la pode também prever uma missão para a Agre4a dentro de algum tempo= (%n'uanto celebravam o culto do Sen1or. pois 'uem tem o %sp&rito do Sen1or e se dei2a condu"ir por %le. como \cumprimento do 'ue !oi dito pelo pro!eta Joel* +c!$ At B. alguns !oram constitu&dos pro!etas para o aper!eiçoamento dos cristãos +c!$ %! .. com e!eito. algumas ve"es acerta. .. o pro!eta Joel predissera 'ue o Sen1or iria derramar o seu %sp&rito sobre todo o ser vivo= tal pro!ecia. a pro!ecia é uma conse'67ncia do derramamento do %sp&rito Santo na Agre4a. o Sen1or disse a 3aulo em visão= não temas< #ala e não te cales$ 3or'ue eu estou contigo$ 0inguém se apro2imar) de ti para te !a"er mal. sendo para estes motivo de adoração e proclamação da presença de Deus em meio comunidade +c!$ 1.

\Deus não é Deus de con!usão. não pode contradi"er o 'ue !oi revelado através da J&blia e da @radição e 'ue é e2plicado pelo Magistério da Agre4a +revelação pHblica/$ A mani!estação da pro!ecia deve ser com \dignidade e ordem\ +c!$ 1 Cor 1. o e2erc&cio da pro!ecia acontece 'uando o pro!eta !ala sob a in!lu7ncia sobrenatural do %sp&rito. c1ama e capacita o pro!eta +c!$ %! . p$ S. as revelaç:es de Deus$ %st) no campo das revelaç:es particulares e.L $ C!$ Jonas AJAJ. a unção é a c1ave 'ue permite saber 'ue o Sen1or 'uer !alar.. para a verbali"ação de Suas palavras$ A pro!ecia não se re!ere necessariamente ao !uturo. acol1er as palavras no &ntimo e pronunci)?las destemidamente$ 8 pro!eta não precisa mudar a vo" ou imprimir uma tonalidade discursiva. abrindo o seu ser para isso. a comunidade louva e e2ulta de alegria pela palavra 'ue o Sen1or deu$ D importante 'ue 1a4a con!irmação da pro!ecia$ 3. BN/.$ .C/. em sua mente e. 11/$ D %le 'ue suscita o dese4o de pro!eti"ar. trans!ormando?se em (porta?vo"* de Deus. Deus se utili"a da cultura e do vocabul)rio da pessoa$ . são combinadas a ação do %sp&rito e a adesão da pessoa$ 8 %sp&rito unge o pro!eta.. 1/$ Ap>s acol1er a pro!ecia. o pro!eta transmite o pensamento de Deus para 'ue se possa agir segundo esse pensamento$ % essa transmissão vem de Deus e não da mente da'uele 'ue !ala$ 8 pro!eta !ala sob inspiração divina. dei2a de pro!eti"ar$ Deus não violenta. (spirai aos dons espirituaiss. . mas apenas pronunciar o 'ue l1e é revelado na sua pr>pria maneira de !alar$ 0esse sentido. e com um critério de 4ulgamento sobre a mesma +c!$ 1.S $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. oração e c5ntico em l&nguas seguidos de breve tempo de sil7ncio$ Assim se cria o clima !avor)vel para a mani!estação do carisma da pro!ecia. como segue= oração.. não !orça a mente 1umana contra a sua vontade e consentimento9 serve?se sim.S. insegurança ou respeito 1umano. mas acol1e as palavras de Deus.. como tal. normalmente. mas de pa"\ +1 Cor 1. 1) uma certa se'67ncia em relação pro!ecia. sua liberdade$ A pro!ecia é geralmente precedida pela unção. embora respeite o seu livre?arb&trio. vai derrubando as barreiras 'ue impedem a entrega plena do ser da pessoa ao seu %sp&rito./$ Assim sendo. s ve"es com sinais sens&veis e inspira?l1e as palavras a serem ditas$ A pessoa deve entregar?se a Deus. p$ SL$ . sob ação divina. A co!.. ou 'ual é a Sua intenção para o !uturo$ 0uma reunião de oração.id d )ro&eci 0inguém pro!eti"a sem o consentimento da vontade. como e 'uando %le 'uiser9 nas reuni:es de oração. 'ue é um Tsenso da presença do Sen1orU. a pro!ecia tem o e!eito de apro!undar o senso da presença de Deus$ D um meio e!ica" de o povo ser condu"ido por Deus$ 0este sentido. .1S 8 dom de pro!ecia é a !aculdade de acol1er no &ntimo +pensamento/ e transmitir em palavras intelig&veis. 'ue deve ser dese4ado por todos +c!$ 1 Cor 1. sendo instrumento ativo desta inspiração e comunicação9 o 'ue importa é a mensagem. de maneira 'ue a pessoa é usada por %le$ D o Sen1or 'uem escol1e. de suas !aculdades. muito embora isso ten1a sido o caso em algumas ocasi:es. "rupo de ora$ão.1. não aceitando uma pro!ecia divina por'ue esta veio por este ou a'uele membro da comunidade$ 8 %sp&rito Santo é livre para 'ue 1a4a pro!ecia onde. pois. um movimento no &ntimo do esp&rito. é um impulso para anunciar a mensagem de Deus9 com !re'67ncia.L$ Assim sendo. louvor +c5nticos ou preces/.. Deus utili"a?se de alguém para di"er aos 1omens o 'ue %le pensa sobre a situação presente. se não as pronunciar por medo. como evidencia a J&blia$ 3ela pro!ecia. e não tanto o transmissor da mensagem$ D preciso ter cuidado para não se dei2ar levar pela !ra'ue"a 1umana.

sem se dei2ar impregnar por dHvidas e inseguranças$ 3or ve"es. O cic!o c ri#$5tico 0as reuni:es de oração. tão logo se recebe$ Ao ouvir o anHncio de uma pro!ecia. outras se seguirão$ @ambém pode acontecer de ser dada primeiro em pensamento ou por meio de uma imagem$ . tenta comunicar os pr>prios sentimentos como se !ossem mensagens do %sp&rito9 b/ 9alsa profecia ? é uma mensagem in!luenciada pelo DemZnio9 pode ocorrer$ 0ormalmente. di"endo em bom tom= \eu con!irmo\$ Asto d) certe"a da pro!ecia 'uanto sua origem$ Deve?se !alar o 'ue se recebe. mas 'ue não v7m de Deus e sim da pessoa 'ue. oraç:es em l&nguas. ela contradi" a %scritura ou a @radição e o ensinamento da Agre4a$ A !alsa pro!ecia é detectada pelos seus !rutos= ela causa um mal?estar espiritual 4unto comunidade9 v7?se logo 'ue não procede do %sp&rito Santo pelos e!eitos negativos 'ue . unção +'ue geralmente precede a pro!ecia/. movida por seus anseios ou mesmo por problemas emocionais. é um inclinar de ouvido na direção dos l)bios da @rindade Sant&ssima +c!$ As SC. usando as mentes e vontades da'ueles 'ue se rendem a %le para edi!icar a comunidade$ 0o ciclo carism)tico. so!rer na solidão.b?S/ para saborear o seu canto de amor$ 3. 'ual é a de Deus +c!$ Jo 1B. 'ue é o di)logo com o Sen1or9 %le responde pela pro!ecia. pode acontecer de ser proclamada numa reunião de oração ou !ora dela= a/ 5ão profecia ? 'uando as palavras v7m da mente 1umana9 são sentimentos. é necess)rio um ato de entrega ao Sen1or e não apenas de passividade$ 8 pro!eta deve manter uma e2pectativa de escuta$ A escuta é a capacidade dada pelo %sp&rito Santo para ouvir a vo" de Deus no coração e discernir. composto de louvor. 'ue v)rios membros da comunidade ten1am a mesma pro!ecia no momento9 'uando a primeira pro!ecia é anunciada. go"a. cria?se assim o 'ue é denominado \ciclo carism)tico\. por ve"es.1L 8 essencial para acol1er a pro!ecia e proclam)?la é crer 'ue Deus 'uer !alar na'uele momento e dispor?se a ser seu instrumento$ A pessoa recebe em sua mente uma palavra ou !rase e. da ami"ade das outras$ 3or isso sua oração é.2. antes de tudo. pro!ecia. automaticamente. ler no v)cuo.1. Ti)o# de )ro&eci Além da pro!ecia verdadeira. L/. encontram?se assim estes elementos= oração.. louvor +c5nticos ou preces/. os outros. seguido de breve tempo de sil7ncio. podem con!irm)?la. contemplar um tHnel sem !im$ A oração do disc&pulo de Jesus Cristo ressuscitado é muito mais do 'ue tatear na escuridão$ %la não é tampouco um salto no abismo$ 8 disc&pulo de Jesus !oi elevado posição de amigo do Mestre +c!$ Jo 1S. ap>s a 'ual a comunidade louva e e2ulta de alegria pela palavra 'ue o Sen1or l1e dirigiu$ 0a medida em 'ue a comunidade se 1abitua com o ciclo carism)tico. torna?se mais aberta ao Sen1or e ao cumprimento de sua vontade$ 8corre. toda a assembléia deve louvar o Sen1or 'ue ali est) se comunicando com ela$ %.ual'uer 'ue se4a a !orma de receber a pro!ecia. dentre todas as vo"es 'ue c1egam.BM?BN/$ A oração do disc&pulo de Jesus é mais do 'ue !alar no va"io. s ve"es bastante piedosos. oração e pro!ecia$ A assembléia se dirige a Deus pela oração./$ Sendo amigo de uma das 3essoas da Sant&ssima @rindade. tendo?a também recebido. a pessoa deve dar um passo na !é para pronunci)?la. medida 'ue as pronuncia. di!icilmente serão usados com o dom da pro!ecia$ 3ara ouvir o Sen1or. apro2imar?se de Deus +c!$ Kb 11. a pessoa se acostuma a !icar esperando pelos 'ue mais costumeiramente pro!eti"am$ 8s 'ue agem assim.

nas mais das ve"es. depois 'ue !ala o 'ue sentiu de Deus. continua repetindo as mesmas palavras ou com pe'uenas variaç:es9 c/ 1rofecias influenciadas por devo$/es pessoais R 'uando uma pessoa tem ligação muito estreita com algum tipo de devoção +Coração de Jesus. vai introdu"indo outros elementos e misturando?os com o 'ue Deus est) revelando$ Seria o caso de= a/ 1rofecias longas R a pessoa recebe a inspiração e. etc/. uma pro!ecia pode ser= a/ #ireta R pronunciada em l&ngua compreens&vel. pelo 'ual Deus d) uma convicção interior da autenticidade ou não da pro!ecia$ 8 discernimento. alegria. portanto. mas também pode acontecer numa oração comunit)ria9 b/ &omunitária R dirigida a todas as pessoas reunidas em oração$ 3ode?se pedir uma pro!ecia para alguém particularmente. angHstia. a mensagem é transmitida estritamente com elementos de tais devoç:es. uma pro!ecia pode ser= a/ 1essoal R dirigida diretamente a uma pessoa. 'uanto para uma necessidade da comunidade como um todo$ 0a pro!ecia podem ser revelados planos a se reali"ar e 'ue 4) estão sendo amadurecidos dentro de cada um individualmente ou na comunidade$ . não 'uer di"er 'ue este4am sendo !eito acréscimos pelo pro!eta9 b/ 1rofecias repetitivas R a pessoa pronuncia as palavras inspiradas e. de alguma !orma. seria oportuno= a/ 8bservar se ela não contradi" a J&blia ou a doutrina da Agre4a9 b/ 3erceber as impress:es 'ue ela causa da assembléia +pa".uanto !orma.1M produ"$ 3ode acontecer também 'ue inspiraç:es aut7nticas se mesclem sub4etividade do indiv&duo 'ue. etc/9 c/ %sperar 'ue ela se4a con!irmada por outras pessoas$ D bom 'ue se diga 'ue o DemZnio não tem poder e autoridade para inter!erir numa oração 1umilde e aberta ao %sp&rito$ . medo. 'ue pode ser causada por presunção. contrição. entre outros9 nesses casos. o !ato de uma pro!ecia ser um pouco mais alongada.uanto mais louvor. o pro!eta normalmente comunica o 'ue Deus . como se !osse o pr>prio Deus !alando9 b/ *ndireta ? por meio de visuali"ação. 0ossa Sen1ora. na 5nsia de continuar ensinando.uanto aos destinat)rios. menos espaço para Satan)s$ %le necessita de um tipo de (brec1a* para in!luenciar as pessoas. ao ser proclamada uma pro!ecia. algum santo. o 'ue se constitui numa não?pro!ecia$ D necess)rio recorrer ao dom do discernimento. espontaneamente. ela mesma tem vontade de di"er comunidade ou a algumas pessoas 'ue ali estão presentes$ A pro!ecia se torna longa e um pouco con!usa. permanece comentando ou acrescentando coisas 'ue. na oração pessoal ou através de alguém 'ue ora por ela9 mais raramente. torna?se também um e2erc&cio espiritual$ 0o entanto. recordação de trec1os b&blicos ou !atos ocorridos. di!icultando o entendimento dos ouvintes 'uanto ao 'ue realmente é mensagem de Deus$ Apesar disso. na primeira pessoa do singular. ansiedade. poder) se sentir impulsionada a mesclar a pro!ecia com esses sentimentos pessoais9 s ve"es. altive" ou algum pecado grave 'ue este4a. in!luenciando !ortemente o momento de oração$ . desespero.

eu sou o camin1o.uando não se presta atenção e não se vive o 'ue o Sen1or !ala. por'ue. esta ou a'uela mensagem ou verdade da !é contida na %scritura$ 0este conte2to. pela !alta de con!irmação./$ Seu conteHdo deve estar de acordo com a J&blia e o ensino da Agre4a. a 'ual !ocali"a uma verdade 4) con1ecida. compostas de !rases b&blicas. Conc!u#ão 8 ob4etivo da pro!ecia é edi!icar. palavras de vida. 'ue somos n>s.. na edi!icação da Agre4a e na busca da santidade$ 8 pro!eta é o porta?vo" de Deus R Deus é o centro R mostrando o Cristo vivo e ressuscitado agindo. obviamente. o Sen1or nos !ala$ %la pode mudar o rumo das coisas. Aspirai aos dons espirituais. motivada ou não pelo clima da oração$ 3elo dom do discernimento é poss&vel saber se as palavras b&blicas t7m uma conotação atual$ 3or !im.-$ .$ 31ilippe MADR%. por'ue recordou a'uela palavra na'uele momento. BN?. p$ -M$ . a verdade e a vida*. a pro!ecia.uando alguém apenas emite supostas mensagens tais como= (Meus !il1os..1C/$ (8 grupo deve levar a sério a palavra de pro!ecia. p$ . é importante lembrar 'ue (um carisma R sobretudo de ordem pro!ética R não é in!al&vel e o seu in&cio pode ser marcado pelo !racasso. e é assim 'ue a Agre4a. pelo erro.. instruam e e2ortem +c!$ Col . o rumo da pr>pria Agre4a. mas 'ue precisa na'uele momento.N $ Jonas AJAJ. leg&tima e necess)ria para assentar esse carisma$ Mas ela não deve. e2cessivamente$$$*$.M$ As passagens b&blicas v7m ao pensamento naturalmente$ 0o entanto./$ Sua autenticidade deve ser 4ulgada pelos demais pro!etas +c!$ 1 Cor 1. são palavras de Deus. e2ortar. por seu %sp&rito$ São 3aulo convida con!iança 'uando di"= \@odos podeis pro!eti"ar\ +1 Cor 1. . consolar +c!$ 1 Cor 1. 'ue levam a comunidade e as pessoas a terem vida e vida em abund5ncia +c!$ Jo 1C.1est) !alando. 1L/$ . animem.. é um pensamento da pr>pria pessoa. sem 'ue ele ten1a de ser imediatamente 'uestionado$ @udo isso é uma !ase de ensaios s cegas. 4ustamente por'ue na'uele momento.N$ -. "rupo de 0ra$ão. p$ SS$ .12$ A Agre4a precisa de pro!etas 'ue encora4em. como se estive e2pondo$ @ambém é poss&vel 'ue alguém pro!eti"e en'uanto pro!ere uma pregação ou ensino$ #re'6entemente podem ocorrer pro!ecias com substrato b&blico. não se trata de uma pro!ecia no sentido estrito9 na maioria dos casos. se mantém em ação*. por ela. é \uma ação de Deus mediante a 'ual alguém proclama uma mensagem de Deus..M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. é preciso 'ue se diga 'ue a mera recordação de vers&culos b&blicos sem uma conotação atual não é pro!ecia$ . %le pode calar?se$ D importante levar bem a sério as pro!ecias. levar glori!icação de Deus. ressaltar o crescimento de Cristo no amor !raterno. Deus 'uer relembrar comunidade orante.. Pro&eci e o4edi6nci As pro!ecias são dadas como orientaç:es para serem ouvidas$ . ser lembrada\. (spirai aos carismas.'. prolongar?se.

<!0 =<(%. Introdução 8corre muitas ve"es numa assembléia carism)tica reunida. a oração ou o canto em l&nguas.0 O #ar sma da In$"r%r"$a&'o das Línguas 1. numa 1armoniosa alegria pela presença de Deus na'uele lugar$ Durante a oração ou .1N &(1:.

a unção do %sp&rito caracteri"a o e2erc&cio dos dons do %sp&rito Santo$ . uma mensagem em l&nguas também é precedida por uma unção$ 8 intérprete recebe um impulso interior para a interpretação$ Ali)s. a não ser 'ue este as interprete./$ @anto (o !alar* como (o orar* e (o cantar* em l&nguas s> se tornam mensagem pro!ética 'uando 1ouver interpretação$ 3.BC canto em l&nguas ou no sil7ncio 'ue se segue. orada ou cantada/$ Ap>s a pro!ecia em l&nguas !a"?se sil7ncio para a escuta da interpretação$ A interpretação pode vir pela mesma pessoa ou por outra.uem recebe o dom da interpretação percebe 'ue as palavras l1e v7m mente de !orma abundante. uma pro!ecia motivada e antecedida pelo dom das l&nguas= (A'uele 'ue !ala em l&nguas não !ala aos 1omens.1 $ C!$ cap&tulo anterior o re!erente pro!ecia indireta$ . podendo ser longa ou breve9 contudo.. a interpretação deve ser concisa. 4) estudada no cap&tulo anterior$ . muito mais dese4o 'ue pro!eti"eis$ Maior é 'uem pro!eti"a do 'ue 'uem !ala em l&nguas.. o dom da interpretação das l&nguas pode ocorrer durante o (ciclo carism)tico*= louvor R sil7ncio R pro!ecia em l&nguas e interpretação R louvor a Deus.. peça na oração o dom de interpretar\ +1 Cor 1. para 'ue a assembléia receba edi!icação$ .uem !ala em l&nguas. anotando com clare"a a mensagem do Sen1or$ .a interpretação ocorre ap>s a emissão de uma mensagem em l&nguas$ A mensagem em l&nguas pode ter duração di!erente. entre outras !ormas$ Da mesma maneira 'ue na pro!ecia.. utili"ando palavras de um dos idiomas con1ecidos. pois !ala coisas misteriosas. reescreve o te2to em outra l&ngua 'ual'uer$ A tradução é a substituição de palavras.uanto mais a pessoa se 1abitua com ela. B$S$1. portanto. $ C!$ cap&tulo anterior$ . dese4o 'ue todos !aleis em l&nguas. por meio do 'ual a pessoa capta o sentido da mensagem e comunica?a. como uma palavra de pro!ecia$ 3ode ocorrer também a interpretação indireta . recordação de vers&culos b&blicos ou !atos. e deve di"er o 'ue o Sen1or l1e inspira$ Assim como 1) uma unção para pro!eti"ar.C. Conceito 8 carisma da interpretação das l&nguas é a !aculdade de perceber o sentido da oração ou da pro!ecia em l&nguas$ 0ão se con!unde com tradução +ou versão/$ 0esta. mais !acilmente identi!ica o modo como o Sen1or l1e \dita\ as palavras$ 3or 'ue Deus utili"a o dom das l&nguas para comunicar sua mensagem 'uando pode !a"7? lo (diretamente* através da pro!ecia[ Dom João %vangelista Martins @erra procura responder= . O e+erc2cio d inter)ret ção d # !2n. termos ou per&odos de uma l&ngua pelos de outra$ 8 dom da interpretação das l&nguas é um impulso.B $ C!$ cap&tulo anterior$ . dando uma pro!ecia em l&nguas +!alada.C $ A interpretação direta acontece da mesma maneira 'ue a pro!ecia. uma vo" destaca?se das demais$ 8utras vo"es se calam por'ue sentem 'ue o %sp&rito est) agindo.1 por meio de visuali"ação. sob a ação do %sp&rito$ 8ra. senão a Deus= ninguém o entende.B$ 2.u # 8 e2erc&cio do dom de interpretação das l&nguas segue os mesmos princ&pios 'ue para o dom de pro!ecia$ De !orma pessoal ou comunit)ria . através de uma unção espiritual. de !orma direta . para torn)?la compreens&vel aos membros da comunidade$ D. o tradutor entende cada palavra$ D por isso 'ue ele.

B1 (#alar em l&nguas numa assembléia cultual cria uma atmos!era de audição interior e uma e2pectação atenta da palavra do Sen1or$ %sse dom alerta os 'ue pro!eti"am no grupo.u # 8 acol1imento do dom de interpretação também segue os mesmos princ&pios para o acol1imento da pro!ecia. p$1N$ $ C!$ cap&tulo anterior$ . 'uer por meio da interpretação das l&nguas. acontece 'ue v)rias pessoas recebem a mesma interpretação da mensagem ouvida$ 0este caso.. não 1) necessidade de interpretação por'ue a pessoa est) se dirigindo a Deus +c!$ 1 Cor 1.ão 1aulo. B?. a !im de estarem mais preparados para receber uma inspiração sobre o 'ue o Sen1or 'uer comunicar ao grupo.uando e2iste uma unção pro!ética na assembléia e 'ue se e2pressa em l&nguas. Ti)o# de inter)ret ção A distinção dos tipos de interpretação obedece aos par5metros atribu&dos pro!ecia$ A interpretação é verdadeira 'uando vem do %sp&rito Santo$ 0ão?interpretação é 'uando as palavras t7m origem na mente 1umana +não vem de Deus/$ A !alsa interpretação é in!luenciada pelo DemZnio$ 8 instrumento 'ue separa um dos outros é o carisma do discernimento dos esp&ritos$ 8 discernimento da interpretação é tão necess)rio 'uanto para a pro!ecia.S $ 0s carismas em ../ . a& cabe a interpretação em vern)culo e a con!irmação de outros membros da assembléia +c!$ 1 Cor 1. é importante !a"er a di!erença entre a oração em l&nguas e a pro!ecia em l&nguas9 somente esta necessita de interpretação$ . pois.. mas s> 'uando o %sp&rito suscita alguém a !alar em l&nguas na assembléia.1. consciente da presença de Deus. pois uma ve" 'ue é proclamada assume todas as caracter&sticas da pro!ecia. consolar +c!$ 1 Cor 1.L $ C!$ cap&tulo anterior$ . e coloca também o grupo inteiro alerta para escutar o 'ue se vai di"er$ %ssa interpretação não é uma tradução./$ 0uma assembléia pe'uena ou numa grande assembléia 'ue este4a em pro!unda oração.i$ento d inter)ret ção d # !2n. en'uanto todos os outros guardam sil7ncio. o senso de 'ue a interpretação ouvida é correta.. a mani!estação das l&nguas tem todas as utilidades das pro!ecias. mas um carisma di!erente 'ue não acontece na oração particular..1S?B.. bem como seus re'uisitos e utilidades +c!$ Mt M. dirigida pelo %sp&rito Santo.. 'ue é colocada diretamente no coração do pro!eta por uma ação do %sp&rito Santo$ A interpretação das l&nguas é também depositada na mente do intérprete$ %. . deve?se di"er em vo" alta= (eu con!irmo<*$ Ap>s receber uma mensagem em l&nguas e sua interpretação. é rati!icado$ Como na pro!ecia. deve?se dei2ar algum tempo para o louvor$ D %le mesmo 'ue est) dirigindo a sua palavra$ % 'uando o Sen1or !ala. a saber= edi!icar. através da mani!estação dos dons do seu %sp&rito.L$ Sua din5mica é semel1ante da pro!ecia. e2ortar. . ao receber uma mensagem do Sen1or. sua palavra tra" sempre !rutos poderosos sobre todos$ Ema ve" interpretada. 'uer por pro!ecias. preparando assim o clima para a intervenção do carisma pro!ético 'ue interpreta e2ortando. 3or ve"es. 1. O co!./$ .B?./$ . . todos devem proclamar a miseric>rdia do Sen1or. consolando e corrigindo\$ .uando se ora ou louva em l&nguas.S $ 3./$ A'ui. 1aver) outros pro!etas para 4ulgarem ou con!irmarem a pro!ecia em l&nguas e sua interpretação +c!$ 1 Cor 1.

'uem 'uer. crede 'ue o tendes recebido. orientando os !il1os de Deus a !a"er a Sua vontade$ . com a di!erença de 1aver sempre uma mensagem em l&nguas antecedente$ (Assim. peça na oração o dom de as interpsetar* +1Cor 1. Conc!u#ão (3or isso 'uem !ala em l&nguas.0 .. não impeçais !alar em l&nguas$ Mas !aça?se tudo com dignidade e ordem* +1Cor 1.. por Jesus. aspirai ao dom de pro!eti"ar9 porém. 1. pede= (@udo o 'ue pedirdes na oração. irmãos. obedece aos mesmos princ&pios da pro!ecia.C/$ .<!0 =<*5.uem dese4a./$ O dom #ar sm($ #o da C )n# a 1.B./$ 8 carisma da interpretação leva ao 3ai. pois. . Introdução &(1:.N?. no poder do %sp&rito Santo.BB '. e ser?vos?) dado* +Mc 11.uanto ao seu e2erc&cio.

paci7ncia. comunica?se a toda a assembléia o 'ue o Sen1or est) reali"ando$ A palavra de ci7ncia distingue?se da ci7ncia 1umana e do dom de ci7ncia in!uso$ Assim= a/ &i>ncia= desenvolvimento das aptid:es naturais da pessoa através do estudo.1$ . trans!ormando. pa". Conceito 8 carisma da palavra de ci7ncia é uma revelação sobrenatural de algo 'ue Deus con1ece$ %le comunica !atos. um !ato ou uma lembrança dolorosa relativa a acontecimentos passados ou presentes$ %ste dom !a" com 'ue a mente penetre nas verdades divinas sem 'ue empregue o es!orço do racioc&nio +c!$ B Re L. 1. O e+erc2cio do do$ de ci6nci # A palavra de ci7ncia não é necessariamente uma palavra piedosa +amor. pes'uisa. ap>s uma oração em l&nguas. impondo as mãos$ 0ão depende de in!ormação. mas 'ue é necess)rio saber na'uele momento de oração pessoal.B. comunit)ria ou 'uando se re"a por alguém. problemas./$ c/ 1alavra de ci>ncia= revelação particular e moment5nea sobre um !ato singular e determinado9 é urna revelação interior compreens&vel por 'uem a recebe +c!$ 1 Cor 1B. muito belo. Deus revela as curas 'ue est) reali"ando no meio da comunidade9 então. ou mesmo um c1amado conversão$ 2.B .-ss/ . por meio da 'ual a intelig7ncia do 1omem se ilumina com a ação do %sp&rito Santo. . assim. escrevem %miliano @ardi! e José K$ 3rado #lores= (D um dos dons carism)ticos. !eridas ou 'ual'uer outra matéria 'ue não é do con1ecimento de 'uem ora.M $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. con1ecimento$ ^ a !ormação ad'uirida$ D também associada a toda tecnologia 'ue o 1omem con1ece e utili"a para o desenvolvimento 1umano$ b/ #om de ci>ncia infuso= é um dom crismal 'ue a4uda a 4ulgar de maneira correta as coisas criadas. p$. a mente est) aberta e livre para receber a comunicação do Sen1or$ 3or ve"es. por meio do 'ual Deus revela e comunica o 'ue 4) 1ouve ou o 'ue est) acontecendo na 1ist>ria da salvação das pessoas$ 3or esta revelação. 8 dom da ci7ncia é uma grande !erramenta de trabal1o na edi!icação do Reino de Deus. Através do dom da ci7ncia o %sp&rito Santo !a" com 'ue a pessoa entenda as coisas como Deus entende$ #a" com 'ue se penetre na rai" do acontecimento. di"er 'ue a palavra de ci7ncia \é um con1ecimento sobrenatural 'ue se recebe. ou um 'uadro. não é !iloso!ia ou teologia= é dom gratuito do %sp&rito Santo$ 8 dom de ci7ncia é o diagn>stico de Deus$ D o carisma pelo 'ual o %sp&rito Santo revela uma situação. uma cura espiritual. de bagagem cultural. uma cena$ 8 Sen1or mostra. pode?se c1egar rai" de um problema ou causa de um cativeiro +depend7ncia de um trauma/ ou ao con1ecimento de uma cura*. 'ue pode ser= uma cura !&sica ou emocional.M$ 0este mesmo sentido. reali"ando. acontecimentos. devido graça. B9 Kab B.-$ 3elo dom de ci7ncia. !ato. estado de esp&rito$ D um !ragmento da onisci7ncia de Deus$ 3ode?se. em suas relaç:es com Deus e mostra o valor e a import5ncia 'ue t7m as criaturas aos ol1os de Deus +c!$ As 11. situação.$ 7esus está vivo. o 'ue est) curando. vem mente uma palavra somente. p$. "rupo de 0ra$ão. sentimento. para con1ecer e ver a rai" de um problema ou o 'ue Deus est) !a"endo ou vai !a"er entre suas criaturas\. pois leva as pessoas conversão e glori!icação de Deus$ A palavra de ci7ncia é percebida como uma certe"a interior 'ue c1ega mente$ Ieralmente. -b/$ 3. sobre o dom da ci7ncia. ainda.

M R A'ui.B. mas outro modo de compreensão espiritual= é também dom de ci7ncia$ 3odem ser re!eridos. uma percepção acerca de determinadas realidades$ 0esse caso. o dom de ci7ncia a4uda no processo de santi!icação pessoal$ Deus dese4a 'ue o 1omem compreenda como e por'ue %le est) agindo de determinada maneira$ Deus ensina ao 1omem sobre as suas verdades. pode?se pedir ao Sen1or uma palavra de ci7ncia$ Re"a?se em l&nguas por alguns instantes. Jesus teve uma percep$ão da !orça 'ue dele saira9 . um sentimento. BM/$ 8ra. a pessoa pode perceber 'ue a ela se re!ere a palavra. R 0esse epis>dio. uma ou mais pessoas podem receber palavras de ci7ncia. cabeça. 'ue ainda incomodam as pessoas. . mesmo as pro!unde"as de Deus +c!$ 1 Cor B. para 'ue o 1omem possa ter a liberdade de optar pelo bem$ b2 5a imposi$ão de mãos D comum 1aver mani!estação da palavra de ci7ncia 'uando se est) orando por alguém. não seria uma (palavra* no sentido estrito. a t&tulo de e2emplo. etc/. por meio deste dom de ci7ncia$ .uanto ocasião. carta. e tiram a !elicidade$ 8 %sp&rito Santo penetra tudo. 'uando se anunciam curas por meio do dom de ci7ncia. geralmente relacionadas a uma ação de Deus na'uele momento$ %m alguns casos. Uti!id de do do$ de ci6nci A !inalidade primeira deste dom é levar cura das lembranças dolorosas. mas di" respeito ao 'ue Deus 'uer revelar$ 3ode ser palavras simples e corri'ueiras$ 3or e2emplo= tesoura. do sentimento. e aguarda?se a comunicação do Sen1or em sil7ncio$ A pessoa por 'uem se ora poder) dar o signi!icado da palavra de ci7ncia. BS?. !a"endo com 'ue ela penetre na rai" do !ato. revelando?l1e o 'ue deve ser curado. !a"em so!rer. sem 'ue a pessoa se ten1a preparado ou pensado$ 8 dom de ci7ncia pode vir acompan1ado da palavra de sabedoria$ 8 primeiro revela a situação9 o segundo revela como agir$ 8 dom de ci7ncia também pode se mani!estar por meio de um entendimento. entre outras coisas$ 8 %sp&rito Santo tem di!erentes maneiras de se revelar s pessoas$ %..L?. anel. Jesus teve um entendimento espiritual acerca da situação da'uela mul1er9 b/ Mc S. dois epis>dios b&blicos= a/ Lc M. por meio de uma sensação !&sica ou sentimento. carro. por meio da imposição de mãos$ 3or e2emplo= 'uando alguém so!re de algum mal cu4a causa é descon1ecida. 1C9 Rm -. da situação ou estado de esp&rito relacionado com o passado ou o presente dela mesma$ 0esse sentido. associando?a a algum !ato de sua vida$ Ap>s a emissão e compreensão da palavra de ci7ncia. penetra também as pro!unde"as do 1omem. etc$ A palavra vem mente. o dom de ci7ncia pode se mani!estar principalmente= a2 5a ora$ão pessoal 8 (diagn>stico* ser) re!erente pr>pria pessoa ou acontecimento 'ue l1e di" respeito. re"a?se de acordo com o ob4eto revelado$ c2 5a reunião de ora$ão 0uma assembléia de oração.

1und $ento# 424!ico# do do$ de ci6nci • • • • • • • • João 1. por inspiração do 3ai9 Atos S. revela tanto o 'ue o Sen1or esta reali"ando +curando/ na comunidade. Co$o re" r )or )ro4!e$ # de#con. aguarda?se a palavra de ci7ncia. prova a veracidade da palavra de ci7ncia$ 3elos depoimentos se con1ece se 1ouve a ação de Deus ou não. A i$)ort3nci do te#te$un. 1L?BC/$ Assim.1L= de!inição de !é do ap>stolo 3edro. em parte.1L?1N= revelação da vida da Samaritana9 João11. etc$/$ Muitos casos de doenças !&sicas t7m sua origem nos problemas emocionais9 em outros casos.o %m 'ual'uer 1ip>tese de mani!estação do dom de ci7ncia. pelos testemun1os se con!irmam não somente as curas. é importante o testemun1o das pessoas 'ue.ecido# D muito comum encontrar pessoas com problemas cu4as causas não se con1ece= se4am problemas de ordem !&sica.1?11= 3edro denuncia o roubo de Ananias e Sa!_ra9 Atos 1C. a gravide" divina de Maria$ -. poss&veis causas9 levar em conta a interdepend7ncia dos campos !&sico.enhor que venha em auxílio com o dom da ci>ncia $ 0este caso. re"a?se pela cura do 'ue !oi ..M?S1= a palavra de Jesus a 0atanael9 João .. e deve ser usado com sabedoria e discernimento$ (8 carisma da palavra de ci7ncia est) sempre a serviço de outro dom= de cura. palavra de sabedoria.1-?BS= 8 an4o revela.B$ . poss&veis contaminaç:es.S= 8 %sp&rito Santo revela a Asabel a gravide" divina de Maria9 Mt 1. de pro!ecia*. portanto. em son1os.entar o diálogo com a pessoa. ora?se em l&nguas por alguns minutos9 ap>s breve sil7ncio. p5nico.BS %ste dom.N $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.N/. conscientes ou inconscientes/9 se no campo espiritual +se é caso de con!issão sacramental. não é bater palmas= mas dei2ar a assembléia louvar e agradecer ao Sen1or com espontaneidade$ 0. os problemas de ordem espiritual?moral repercutem no psicobiol>gico$ c/ 1edir ao . um dom associado ao dom de curar doenças +c!$ 1 Cor 1B.?. etc/ e não sabe e2plicar o por 'u7 de tal estado9 s ve"es não 1) nen1um motivo aparente$ Como !a"er nestes casos[ a/ .Nss= visão de 3edro e a palavra 'ue l1e é comunicada9 Lc 1. emocional e espiritual$ b/ ?er em que nível a enfermidade se situa: se no campo som)tico +se é algo simplesmente de origem biol>gica/9 se no campo emocional +das lembranças dos !atos traumati"antes. através da palavra de ci7ncia.N$ '. re!ere? se a casos acontecidos recentemente$ Ap>s a palavra de ci7ncia. &arismas. . anunciada pela palavra de ci7ncia +c!$ Mt M. doença !&sica. a palavra de ci7ncia corresponde a um !ato acontecido 1) muito tempo9 outras ve"es. p$ 1. procurando reunir todos os elementos poss&veis= in&cio da en!ermidade +1) 'uanto tempo/. mas a pr>pria palavra de ci7ncia$ 8 importante. 'uanto o 'ue deve ser curado$ 8 dom da ci7ncia é também. a José. emocional ou mesmo espiritual$ A pessoa pode estar vivendo em estado doentio +depressão. receberam alguma graça$ 8 'ue é testemun1ado. ap>s os testemun1os.11?1S= con1ecimento da morte de L)"aro9 Mateus 1L. comunica?se pessoa a mesma palavra$ A pessoa e2pressa a resson5ncia da palavra em sua vida$ 3or ve"es.

Conc!u#ão 8 dom da ci7ncia não depende do con1ecimento.BL revelado$ 8 processo vai se repetindo. no momento oportuno. ou mesmo b&blica$ Caso não se receba palavras de ci7ncia ou se a pessoa 'ue recebe a oração não associ)?la a nen1um !ato de sua vida.igilo 9 'uem ora por outra pessoa deve manter sigilo em relação ao 'ue o Sen1or revelou ou curou +casos particulares ou situaç:es secretas/. imagem +visuali"ação/. não é !iloso!ia ou teologia= é dom gratuito do %sp&rito Santo$ 3alavra de ci7ncia= diagn>stico de Deus$ #a" com 'ue a mente penetre numa verdade +ou na rai" de um problema/ sem es!orço 1umano$ Mani!esta?se através de= uma palavra ou !rase. de bagagem cultural. en'uanto c1eguem palavras de ci7ncia$ 3or !im. sentimento ou son1o$ Atitudes cristãs= sigilo9 prud7ncia9 sabedoria9 discernimento$ &(1:. !a"?se um louvor ao Sen1or e conclui?se com alguma oração espont5nea. respeitando a privacidade das pessoas$ :. sensação. o seu amor para com a'uela pessoa$ 7. Introdução .0 Car sma da Pala*ra d" Sa+"dor a 1.<!0 . Au+i!i re# do do$ de ci6nci a2 .abedoria 8 dom do %sp&rito Santo 'ue revela como agir diante da'uilo 'ue o dom de ci7ncia esclareceu$ b2 #iscernimento 9 este carisma a4uda a descobrir o sentido das revelaç:es dadas pelo %sp&rito Santo através do dom de ci7ncia$ c2 1rud>ncia 9 a prud7ncia a4udar) a descobrir o momento e a !orma certa de proclamar as palavras de ci7ncia$ d2 . mesmo assim deve?se re"ar e entregar o caso miseric>rdia do Sen1or$ %le 'ue tudo con1ece 1aver) de mani!estar.E6.

B$ 3elo dom de sabedoria. 1umana. e para 'ue ela se4a movida a procurar Deus*SC$ %2emplos de palavras de sabedoria= Mt M.. discuss:es.abedoria diab+lica= (Mas.abedoria divina= dom crismal. dom do %sp&rito Santo para o crismando. capacidades e tend7ncias pessoais. etc/$ A palavra de sabedoria é. diab>lica* +@g . BBss9 B.BM 0um mundo tão di!&cil como este todos precisam urgentemente do carisma da palavra de sabedoria$ A sabedoria 'ue vem do %sp&rito Santo ilumina o camin1o. não vos glorieis. debates. além de outros !atores e2ternos$ b2 . . mas é uma sabedoria terrena. A ) ! (r de # 4edori n E#critur SC $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. nem mintais contra a verdade$ %sta não é a sabedoria 'ue vem do alto. para santi!icação de sua vida pessoal$ %ste dom !a" aprender as realidades espirituais e suas conse'67ncias na vida pr)tica9 desperta o sabor das coisas de Deus +c!$ @g 1. a !im de 'ue a presença e o amor de Deus se4am e2perimentados. movendo uma pessoa a ensinar ou e2plicar verdades religiosas. atitude ou ação a !im de 'ue as pessoas percebam a verdade 'ue antes não con1eciam$ Anspira o 1omem como agir. nem é !ruto de dedução racional ou cient&!ica= é puro dom da graça divina +c!$ 1 Cor 1B. d) a direção certa. Conceito A palavra de sabedoria é uma \ação de Deus. levando?o a decidir acertadamente.M9 . a pessoa sente 'ue o Sen1or est) l1e guiando para !a"er alguma coisa ou di"er algo em determinado momento$ 3ortanto. se tendes no coração um ciHme amargo e gosto pelas contendas. de acordo com a vontade de Deus +c! 1 Cor 1B. !alar ou se comportar em situaç:es concretas da vida. Uti!id de do do$ d # 4edori 8 dom de sabedoria mani!esta a vontade de Deus em situaç:es concretas$ D o socorro de Deus para momentos de crise +o estudo de algum tema di!&cil. um problema +d) o diagn>stico/9 o dom da sabedoria revela como agir +indica o remédio/$ A sabedoria também ilumina a pro!ecia para 'ue se4a entendida e vivida$ %..S/$ d2 ( palavra de sabedoria= dom carism)tico do %sp&rito Santo.. apropriada para testemun1ar a presença de Deus em momentos di!&ceis +c!$ Mt BB. para orientar situaç:es concretas9 não depende de méritos pessoais.-/$ 3.1S?BB/$ 8 dom da sabedoria tem &ntima ligação com o dom da ci7ncia$ 8 dom da ci7ncia revela uma situação. B-?BN9 Lc B.abedoria humana= ad'uirida pelo es!orço do con1ecimento 1umano e pelas ci7ncias$ %la depende de es!orços. BB9 1B. portanto.?1S/$ c2 . 1. "rupo de ora$ão. . dom gratuito de Deus. p$. palavra de sabedoria é uma palavra. situaç:es de con!usão.1 . -/$ 1 D oportuno !a"er a seguinte distinção= 2 a2 . leva a decis:es con!orme a vontade de Deus e condu" santidade$ Como é importante este carisma< 2.

governar o mundo na santidade e na 4ustiça.BG)rias passagens da Sagrada %scritura revelam a utili"ação do dom da sabedoria como recurso para mostrar a vontade de Deus ou intervir em situaç:es concretas$ 3ode? se. de uma orientação de Deus sobre este determinado momento ou problema$ D o dom divino 'ue leva a agir corretamente diante de uma situação di!&cil$ 3or este dom. 'ue a todos d) liberalmente.. O e+erc2cio do do$ de # 4edori A abertura para o dom da sabedoria obedece aos mesmos princ&pios 'ue para os outros dons$ 3ara receber e mani!estar o dom da sabedoria a4uda= v ida de oração. mesmo per!eito. sem nen1uma vacilação\ +@g 1. -ss/$ 3ara a eleição dos sete di)conos.9 1S. estudo. vosso servo e !il1o de vossa serva. ao e2empli!icar.. não ser) nada.. peça?a a Deus. com simplicidade e sem recriminação. ao ouvirem palavras de sabedoria. ela sabe o 'ue vos é agrad)vel. 1B?BM9 Cl . BBss9 Jo 1C. 1L?B-9 Lc 1B.. 1C/$ São 3aulo agiu movido por este dom. 1.?BS9 Sempre 'ue Jesus e os ap>stolos davam aos seus ouvintes noç:es pr)ticas de como viver segundo Deus.M/$ Salomão pediu?a assim= (Deus de nossos pais. 1?L$N?1C/$ .. como e2orta São @iago em sua carta= \Se alguém de v>s necessita de sabedoria. 1ss/$ 8s 'ue discutiam com %stevão. BS?. um 1omem !raco... dando?l1es clare"a e direção pela ação do %sp&rito Santo$ @odos podem e devem aspirar a este dom9 devem.M9 . tome parte em meus trabal1os. e pro!erir seu 4ulgamento na retidão de sua alma. e precisa do au2&lio divino. 1Bss e .9 c/ Como atitude= At N. para 'ue.$. dese4ando?o ardentemente.?1B/$ '. BB?. est) a sabedoria 'ue con1ece vossas obras9 ela estava sempre 'uando !i"estes o mundo. BC?. pois.ss9 . e para 'ue eu saiba o 'ue vos agrada* +Sab N. 1?. e o 'ue se con!orma s vossas ordens$ #a"ei?a. cu4a e2ist7ncia e breve. com e!eito. B. como também antes de tomarem decis:es pr)ticas para a Agre4a +c!$ At B.9 %! .. 'uando o cristão é c1amado a tomar decis:es importantes..C9 Mc 1C.19 Lc L. se l1e !altar a sabedoria 'ue vem de v>s$ Mas. Deus se serve de alguém para transmitir um con1ecimento mais pro!undo da sua palavra ou da direção de Deus sobre a vida deles$ A palavra de sabedoria é !re'6entemente dada no aconsel1amento de outros.1?. entre os 1omens. transmitiam palavras de sabedoria$ Alguns te2tos importantes= Mt 1C. re!le2ão. c1eios do %sp&rito Santo e de sabedoria +c!$ At L. e enviai?a do trono de vossa gl>ria. descer de vosso santo céu. 1?1L$ A palavra de sabedoria !oi usada pelos ap>stolos em v)rias ocasi:es.. 1. em resposta a seus problemas... ao lado de v>s. os ap>stolos pedem Assembléia 'ue escol1a 1omens de boa reputação.N9 1B. a comunidade sente mais pro!undamente a presença do %sp&rito Santo$ 8s participantes de uma reunião. distinguir o uso da palavra de sabedoria= a/ %m situaç:es embaraçosas= 1 Rs . 4unto de mim. 'ue todas as coisas criastes pela vossa palavra. nos momentos de pregação. 1umildade e simplicidade +coração de criança/$ 8 dom da sabedoria pode estar vinculado a certos momentos decisivos na vida pessoal e comunit)ria. pedindo?o. 1. 'uando dei2ou cego a Dlimas o mago. e Sen1or de miseric>rdia. percebem o pr>prio Deus a l1es !alar$ 3or este carisma. para ser o sen1or de todas as vossas criaturas. outrossim. incapa" de compreender vosso 4ulgamento a vossas leis9 por'ue 'ual'uer 1omem..?B19 Lc 1B. segundo o ideal cristão. \não podiam resistir sabedoria e ao %sp&rito 'ue o inspirava\ +At L. 'ue procurava desviar da !é o procZnsul Sérgio 3aulo +c!$ At 1. S?M9 11. e ser?l1e?) dada$ Mas peça?a com !é. 1. S?L9 c!$ %clo L. re"ar. 11?1B9 b/ Como !onte de entendimento espiritual= Lc 1B. da&?me a sabedoria 'ue partil1a do vosso trono.?1L9 #l B. lLss9 1 3d 1. e não me re4eiteis com indigno de ser um de vossos !il1os$ Sou. 1ss9 Il S.

p$ 1C-$ . obedecendo assim a lei de Deus escrita no seu coração. Conc!u#ão A sabedoria é um precioso dom do %sp&rito Santo 'ue est) ao alcance de todos9 basta pedi?la com !é.BN -. iluminados pela sabedoria de Deus. saibam agir e !alar inteligentemente. &arismas. a Hnica lei capa" de elevar sua dignidade de 1omem e assim enri'uecer o mundo* S1 $ S1 $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. para viv7?la e lev)?la aos irmãos (8 mundo necessita de 1omens 'ue.

Jesus indica= (3elos seus !rutos. precisam deste carisma para saber distinguir 'ual esp&rito est) agindo em cada situação= o %sp&rito de Deus. em 1ip>tese alguma. decisão. surgem no mundo os !alsos pro!etas 'ue v7m dis!arçados de ovel1as +e mesmo dis!arçados de pastores/. é pai ou mãe de !am&lia. o diabo$ 8 carisma do discernimento dos esp&ritos é um dos dons mais necess)rios a 'uem coordena um grupo de oração.1L?BC/$ Contudo. ou a mistura destes/* SB $ %ste dom permite identi!icar 'ual esp&rito est) impulsionando ou est) in!luenciando uma= ação. pelo racioc&nio l>gico. pela e2peri7ncia 'ue se tem sobre alguma coisa. preside uma reunião de oração. ação. 0 despertar dos carismas. da Sagrada @radição e da doutrina da Agre4a9 algo 'ue se aprende. &arismas. pela observação$ b/ #outrinal D o discernimento ad'uirido pelo con1ecimento da Sagrada %scritura. e2erce alguma !unção na comunidade paro'uial. intuitiva e instantaneamente. pela !ormação.&(1:. Ti)o# de di#cerni$ento a2 %eflexivo Dbom senso2 D o discernimento conseguido pela intelig7ncia. situação ou pessoa +santo.@. pela e2peri7ncia de vida. Introdução Jesus usou muito o carisma de discernimento dos esp&ritos em sua vida di)ria$ @ambém os 1omens e mul1eres. 1umanamente ine2plic)veis$ 3ortanto. pelo estudo. demon&aco. proposta. ou na RCC$ D bom estudar com carin1o este carisma$ 2.<!0 . EG2 SB $ Robert D%IRA0DAS.M$ S. dons do amor de #eus. 'uais esp&ritos estão presentes e operantes em uma palavra. palavra. o!erecimento= (8 discernimento é o dom 'ue nos abre os ol1os para o mundo invis&vel. ora por alguém. dese4o. os con1ecereis* +Mt M. mas por dentro são lobos arrebatadores +c!$ Mt M. Conceito (Dom do %sp&rito Santo através do 'ual uma pessoa percebe.C . p$ . onde agem tanto os esp&ritos bons como os maus$ 8 discernimento é lu" sobrenatural 'ue nos mostra a origem e a causa Hltima de certos !enZmenos misteriosos. de um 4u&"o temer)rio 'ue !a"emos sobre as pessoas$ As pr>prias palavras Tdiscernimento dos esp&ritosU dei2am claro 'ue tratamos dos esp&ritos e não dos 1omens e da sua conduta*$BC 3. pais e mães. p$ 1M1 . 1umano. $ S$ #ALG8. servos com grande responsabilidade. situação.*A0 . o esp&rito 1umano ou esp&rito do mal. não se trata. 1S/$ c2 &arismático Dcf' E&or EF. se desenvolve$ 0o %vangel1o. s#"rn m"n$o dos Es%ír $os 1.

in3$ic d $ ni&e#t ção do di#cerni$ento c ri#$5tico Como !a"er para ter discernimento[ 0ão e2iste receita. est) dividido e não poder) continuar. podemos consider)?lo como protetor dos demais dons$ De !ato. situaç:es desastrosas para ele e para os outros$ -.uando atribu&am a %le um esp&rito imundo. principalmente a de coordenação. nem ao pr>prio 1omem cego../$ e/ 0o caso do cego de nascença. di"endo= \0ão sabeis 'ual esp&rito vos anima$ 8 #il1o do Komem não veio para perd7?los. 'ue espécie de esp&rito est) movendo uma pessoa ou uma comunidade$ 8s discernimentos= carism)tico. . por ele é poss&vel saber 'uando e como orar em l&nguas. completam?se um ao outro$ 8 mel1or é camin1arem 4untos$ %m algumas ve"es.D a capacidade 'ue o %sp&rito Santo d) para distinguir. mas dos 1omens +c!$ Mc -.. por um movimento do %sp&rito no &ntimo. Jesus não atribuiu a cegueira nem aos pais.. como perguntavam os disc&pulos. entre outras coisas= \8 dom do discernimento. repreende a 3edro. B-/$ b/ 0a 'uestão da cura no dia de s)bado. 1?1M R Davi criou. pro!eti"ar.1ss/$ !/ Diante da atitude de @iago e João. mas para salv)?los* +Lc N. p$ 1M. inventadas pelo demZnio*S..1?. curar. pois o discernimento dos esp&ritos S. pois. das poss&veis adulteraç:es. Uti!id de do di#cerni$ento c ri#$5tico a/ Aumenta a margem de acerto em tudo o 'ue se !a"9 b/ 3ermite a descoberta da vontade de Deus revelada por meio de outros carismas9 c/ D um dom precioso para 'uem e2erce todas as !unç:es. doutrinal e re!le2ivo. baseado somente na ra"ão. %le concluiu: \D permitido.$ '. 1B9 Mc .1 . pronto para proteger a autenticidade dos dons do %sp&rito.1M R %va não parou para discernir se a proposta 'ue a Serpente l1e dava era coisa de Deus ou não9 b/ B Sm 11. !a"er o bem no dia de s)bado\ +Mt 1B.o$ do di#cerni$ento n (id de <e#u# Jesus usou o dom do discernimento para encontrar orientação correta em certas ocasi:es$ %ste dom parece estar presente na vida de Jesus de !orma muito original9 alguns e2emplos podem servir de inspiração= a/ . mas desaparecer)\ +Mc . 0 despertar dos carismas. pedindo !ogo do céu para consumir os samaritanos 'ue l1es negavam pousada. BN9 Mc 1B../$ d/ 0a discussão sobre a ressurreição +pelos saduceus. Jesus os orienta. 1?1L/$ c/ 0a primeira predição de sua 3ai2ão. pregação e animação9 d/ 3rotege os outros dons$ Assim. BB?BM9 Mt 1B.$ . di"endo 'ue os sentimentos de 3edro não são de Deus. interiormente. ele a& est). %le discerne= \Se Satan)s se levanta contra si mesmo. B. $ S$ #ALG8. por !alta de discernimento. . S1 ss/$ Alguns trec1os da Sagrada %scritura revelam as conse'67ncias da !alta de discernimento$ 3or e2emplo= a/ In . mas discerniu como ocasião de mani!estação da Il>ria de Deus +c!$ Jo N. os 'uais a negavam/ Jesus orienta= \%rrais não compreendendo as %scrituras e o poder de Deus\ +Mt BB. o discernimento re!le2ivo. !oge completamente da vontade de Deus$ %.

pois. pelo carisma do discernimento dos esp&ritos. acol17?lo. na percepção da ação de Deus e sua vontade. na !am&lia$ %le permite distinguir !enZmenos.é um dom$ 3orém. o 'ue vem do maligno* SS 3edir com !é o %sp&rito Santo. 1?1C9 M.. mani!estaç:es de todo tipo$ D necess)rio perseverar nas oraç:es. na vida sacramental. d) bons !rutos9 toda )rvore m) d) maus !rutos$ 3elos seus !rutos. os con1ecereis* +Mt M. pode?se di"er. o 'ue vem de Deus. o 'ue vem de n>s. terão !rutos espirituais9 os 'ue são guiados pela carne. no grupo de oração. e alimentados pela oração. p' . Conc!u#ão Jesus discerniu com poder e ensinou a vigiar +c!$ Mt . na docilidade ao %sp&rito Santo. 1L?BC/$ 8s 'ue são guiados pelo %sp&rito Santo. pedir o dom do discernimento. !ideran$a cristã. 1 /$ SS $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.uão necess)rio se torna o dom do discernimento nas v)rias situaç:es da vida pessoal e comunit)ria< %sse dom é muito importante na orientação doutrin)ria. 1L?L. na devoção mariana e na doutrina da Agre4a para crescer no con1ecimento de Deus e estar cada ve" mais aberto ao carisma do discernimento dos esp&ritos$ .. importante. em discernimento dos esp&ritos não temos tempo nem de raciocinar$ Da& esta palavra precisar estar tão enrai"ada em n>s 'ue !aça parte 4) do nosso pr>prio ser$ Desta !orma. da carne col1erão corrupção +c!$ Ial S. nossa vontade e intelig7ncia estarão sempre abertas ação do %sp&rito Santo. no grupo de oração. ir analisando suas mani!estaç:es9 é. a \e2aminar se os esp&ritos são de Deus\ +1 Jo .1S/$ @odos devem pedir a Deus e buscar com empen1o o dom do discernimento dos esp&ritos$ %le é necess)rio. a4udando en!im.B . do inimigo ou de n>s pr>prios é a 3alavra de Deus$ Muitas ve"es. indispens)vel na comunidade 'ue re"a.N/$ 0. 'ue nos revelar). uma coisa é importante= con1ecer Deus e Sua 3alavra$ (Ema maneira corret&ssima de sabermos se algo vem da vontade de Deus. um aprendi"ado$ Sua mani!estação se parece com a intuição$ Assemel1a?se também com (a vo" da consci7ncia* Discernir segundo Deus gera bons !rutos$ Jesus d) uma regra in!al&vel= (@oda )rvore boa. no estudo da J&blia.

criando toda a espécie de dor e insatis!ação dessas necessidades$ 2. a evangeli"ação é con!irmada$ (8s disc&pulos partiram e pregaram por toda a parte$ 8 Sen1or cooperava com eles e con!irmava a sua palavra com os milagres 'ue a acompan1avam* +Mc 1L. n$ 1SCC$ SM $ J8W8 3AEL8 AA apud R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.BC/$ 2. a alma e o corpo$ .1. a doença +dese'uil&brio. uma doença do 1omem total$ %2empli!icando= um pecado. etc$ %sses dons continuam sendo mani!estos na Agre4a$ São necess)rios aos nossos dias..&(1:. !é e milagres podem ser c1amados (dons?sinais*. por'ue con!irmam da palavra do Sen1or$ 0ão !oram necess)rios somente no in&cio do cristianismo. voluntariamente. . uma ressurreição. seus limites e sua !initude*SL$ 8 3apa João 3aulo AA. além da imortalidade do esp&rito$ Kavia 1armonia R e'uil&brio R entre o esp&rito. desarmonia/ e a morte$ A doença +'ue é um dese'uil&brio/ pode ter in&cio em um dos elementos constitutivos do ser 1umano e atingir os outros.alvifici #oloris R (8 sentido cristão do so!rimento 1umano* ? procura responder ao sentido da dor e do so!rimento$ Segundo ele. por'ue sinali"am algo de e2traordin)rio reali"ado pelo poder de Deus$ São dons 'ue mani!estam o poder de Deus no mundo9 são obras do poder do %sp&rito. do 'ual é. para sua e2pansão$ D pr>prio da Agre4a testemun1ar pela mani!estação dos dons carism)ticos. do plano original de Deus. secundariamente$ 3or e2emplo= uma doença 'ue comece no esp&rito +pneuma/ pode se e2primir na mente + psique/ e no corpo +soma/$ %ntão é uma doença pneumopsicossom)tica.$ . Conceito de # =de >e?ui!24rio@ + doenç >de#e?ui!24rio@ Deus criou o 1omem em 1armonia per!eita com todas as coisas$ 8 %sp&rito de Deus governava o esp&rito do 1omem9 este governava a alma e a alma governava o corpo$ % o 1omem go"ava de um dom c1amado imortalidade corporal. Introdução 8s carismas de cura. entraram no mundo o so!rimento. emocionais e ps&'uicas/. B/$ Antes de entrar propriamente no dom da cura convém tecer alguns coment)rios a respeito da 'uestão das en!ermidades e de sua relação com a vida cristã e o plano da salvação$ 8 entendimento da Agre4a a respeito dessas realidades é de 'ue a en!ermidade e o so!rimento sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida 1umana= (0a doença o 1omem e2perimenta a sua impot7ncia. em sua Carta Apost>lica . num certo sentido e2clu&do. agindo nos cristãos e através deles. 'ue é uma SL $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. muitos se converteram !é. (poder? se?ia di"er 'ue o 1omem so!re por causa de um bem do 'ual não participa. ao presenciarem uma cura.uando o 1omem saiu.<!0 0*. pelo pecado das origens. para con!irmar a verdade da mensagem cristã$ Diante do poder de Deus 'ue se mani!estava em Jesus e nos ap>stolos. um milagre. A# en&er$id de# e cur “EnviouHos a pregar o %eino de #eus e curar os enfermos +Lc N.(?0 Car sma da Cura 1. se interp:e o pecado. a ação poderosa do Sen1or em meio a seu povo$ 3elos carismas. p$1. 0ra$ão pela pura. um prod&gio sobrenatural. ou do 'ual ele pr>prio se privou* SM $ 0o plano inicial de Deus 'ue previa todo o bem e toda a satis!ação das necessidades do 1omem +!&sicas.

conservei a !inalidade para a 'ual a criara. saHde plena$ %ste é o plano de Deus= a !elicidade e o bem de suas criaturas$ As palavras dos pro!etas.?. S. m&sera nature"a 1umana. 1) um anseio leg&timo e pro!undo do 1omem de se libertar de todo mal.. por meio da 'ual a pessoa se recon1ece pecadora e solicita a miseric>rdia de Deus$ SN $ &hristifideles !aici. as intervenç:es divinas em !avor do povo escol1ido testemun1am um a!eto e uma ternura 'ue e2pressam o grande amor de Deus$ Se dHvidas ainda 1ouvesse.MM$ .$ LC $ C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D. em recente publicaçãoLC se mani!esta di"endo 'ue e2atamente por 'ue somos destinados alegria. regenerado em todo o seu ser para voltar 1armonia inicial$ A cura é isto= a restauração do e'uil&brio. nas suas promessas de redenção.9 Jr . é preciso uma cura espiritual +libertação/$ %m 'ual'uer 1ip>tese. pode gerar um sentimento de (remorso*S. a 1umanidade não !oi leal e !iel para comigo$ Desobedeceu min1a ordem +In B.C. o Sen1or. com a intenção de dar ao 1omem a !elicidade$ Eni a nature"a divina.+na alma ou psiqu>/. precisa?se de cura !&sica9 se na mente..-/$ 2. o mistério da encarnação de Jesus Cristo as dissiparia por completo$ Em Deus 'ue se d) de !orma tão apai2onada não poderia ter pensado ou dese4ado a dor ou o so!rimento para os seus amados$ 0o #iálogoL1 encontram?se registros primorosos de como Deus v7 a separação do 1omem e a sua necess)ria reconstrução= (P !il1a bondosa e 'uerida. *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura..doença do esp&rito +ou do pneuma/.eu# ?uer o . restaurados. .. pois o Sen1or é (a'uele 'ue liberta de todos os males* +Sb 1L. é necess)ria uma cura ps&'uica9 adoecem as emoç:es. restitu&?l1e a graça pela morte de meu #il1o$ 8s 1omens sabem de tudo isso mas não acreditam 'ue sou poderoso para socorr7?los. ao bem?estar.2. curados. !orte para au2ili)?los e de!end7?los dos inimigos. mas todos os dias e2perimenta variad&ssimas !ormas de so!rimento e de dor* SN$ % a Congregação para a Doutrina da #é. levando a doenças >sseas +no corpo ou no soma/$ 8 1omem em dese'uil&brio +doente/ precisa ser curado. a Hnica prerrogativa é usar o nome de Jesus$ D preciso dei2ar de lado o medo e os enganos e orar pelos en!ermos. O e+erc2cio do do$ de cur Se a doença é no corpo. ao se deparar com sua imper!eição$ A contrição é uma atitude de 1umildade. BN/$ 3or isso. resgatei a 1umanidade. tem e2peri7ncia ou é santa$ @odos podem e2ercitar o dom de curar as doenças$ 8 prop>sito de Deus é 'ue os seus !il1os se4am totalmente sadios. Deus o c1amou !elicidade. s)bio para iluminar suas S- $ 8 (remorso* distingue?se da (contrição* pelo seu car)ter altivo= a pessoa sente?se atingida no orgul1o.3. a car7ncia é de uma cura interior$ Caso o problema se4a espiritual. p S$ L1 $ 3rincipal obra de Santa Catarina de Sena$ %ste livro é considerado a obra?prima desta doutora da Agre4a$ #oi escrito na !orma original de (revelação divina* de Deus 3ai santa por volta do ano de 1$.o$e$ # ud5(e! Desde a criação do 1omem. regenerados e libertos$ 3ara isso %le enviou o Seu #il1o para morrer pela 1umanidade$ 3elas suas pisaduras o #il1o trou2e a cura total e a libertação +c!$ As S.S. .?S/$ 8 3apa João 3aulo AA di" 'ue (o 1omem é destinado alegria. 1M/ e ac1ou a morte$ De min1a parte mantive a !idelidade. tão per!eita. da 1armonia do plano de Deus$ 2. o dom de cura geralmente se mani!esta por meio da oração de cura$ 3ara orar por cura. anuncia a alegria do coração ligada libertação dos so!rimentos +c!$ As . BN9 . sabendo 'ue Deus os cura pelos méritos de Jesus Cristo e não por'ue a pessoa sabe orar. restaurado. .

?1S/$ 8ra. 1L/ e torn)?lo participante da nature"a +c!$ B 3d 1. ambição9 em sua desarmonia consigo mesmo.L9 Sb 1. e isto é uma constante na narrativa de todos os evangelistas.S. com os outros. N9 S. p$ L$ .. por !im. %le o 'uer c1eio de vida. por'ue a Justiça é imortal* +Sl 11S. de saHde. 1?1B/ e são sinais dos bens salv&!icos*LM$ 8 mesmo sentido pode ser observado no in&cio da evangeli"ação ao longo dos Atos dos Ap>stolos. 4) não é verdade 'ue todo o so!rimento se4a conse'67ncia da culpa e ten1a um car)ter de castigo$ A !igura de J> é disso uma prova convincente no Antigo @estamento +$$$/$ Se o Sen1or permite 'ue J> se4a provado pelo so!rimento. *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura.L. pois %le é o Deus da vida9 %le (é um Deus 'ue nos cura* +%2 1S. a sua atitude é sempre de curar e de libertar de todos os males$ A esse respeito di" a Congregação para a Doutrina da #é= (As curas são sinais de sua ação messi5nica +c!$ Lc M. S?L9 LS.uando Jesus se depara com os en!ermos. . 1. BC?B. 1N?BC/LL$ A partir da vinda de Jesus Cristo é 'ue se encontra uma resposta mais completa para a 'uestão das en!ermidades$ ./$ Mani!estam a vit>ria do Reino de Deus sobre todas as espécies de mal +$$$/.$ 8 3apa João 3aulo AA esclarece sobre isso= (Se é verdade 'ue o so!rimento tem um sentido de castigo 'uando é ligado culpa. . $ C!$ Jo M. ('ue sara as nossas en!ermidades* +Dt . p$ L$ LM $ Abid$.o$ de cur e #o&ri$ento . 11/$ Se Jesus deu a vida pelo 1omem. especialmente. a doença pode ter aspectos positivos de demonstrar !idelidade ou mesmo de reparação. no seu pecado. con!orme o testemun1o do pr>prio Jesus Cristo. orgul1o. não 1aver) mais desgraças e invalide" e o decurso da vida nunca mais ser) interrompido com en!ermidades mortais +c!$ As .B.u$ no 0o Antigo @estamento percebe?se 'ue o povo de Asrael tin1a o entendimento de 'ue as en!ermidades estavam misteriosamente ligadas ao pecado e ao mal9 mas elas atingiam também os 4ustos. mas continua sendo sempre um mal e as promessas de Deus vão sempre no sentido de libertação e de cura e 'ue. $ C!$. n$ 1SCB?1S1C$ L. nen1um princ&pio é !unesto. p$ S$ LL $ C!$ *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura. com a sabedoria do #il1o e com a clem7ncia do %sp&rito Santo$ @odo o abismo da @rindade. 1.%.1S L. com a nature"a e. Jesus veio ao mundo para dar ao 1omem vida em plenitude. e a morte não é a rain1a da terra. BL/. se (!omos transladados da morte para a vida* +1 Jo . . em tempos vindouros. BC$ LS $ J8W8 3AEL8 AA apud C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D. con!orme Jesus 1avia prometido$ São !re'6entes as curas e as libertaç:es por meio dos ap>stolos$ São 3aulo também con!irma a continuidade dos sinais e prod&gios em sua evangeli"ação$ A Sagrada Congregação para a Doutrina da #é acrescenta= (%ram prod&gios 'ue LB $ p$ . aponta 'ue de Deus vem a cura e a salvação$ 8 dese4o de Deus. com o pr>prio Criador$ Mas esta é uma verdade b&blica= Deus 'uer o 1omem saud)vel< 2.1C/$ A %scritura a!irma 'ue (Deus não é o autor da morte. a vida plena e abundante +c!$ Jo 1C. uniu?se vossa 1umanidade$* LB 8 ensinamento da Agre4aL./. o 'ue levava o 1omem a interrogar?se o por'u7 L. e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação$ 0elas.N9 Sl 1CB. !)?lo para demonstrar a sua 4ustiça$ 8 so!rimento tem car)ter de prova*LS$ Con!orme o entendimento e2presso pela Congregação para a Doutrina da #é. CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. de !elicidade. .. servem para mostrar 'ue Jesus tem o poder de perdoar os pecados +c!$ Mc B.S ./ e do amor divino +c!$ 1 Jo . mani!estando o amor de Deus 3ai +c!$ Jo ..9 1. é a cura. ./$ As doenças encontram sua causa no pr>prio 1omem. e a perdição dos vivos não l1e d) nen1uma alegria$ %le criou tudo para e2ist7ncia.intelig7ncias +$$$/$ A nature"a divina uniu?se com poder meu +o 3ai/.

-. 1. 11/ presente nU%le e em sua obra +c!$ Mt 1B. BS?BL9 11 . os surdos ouvem..1B/9 !oi predito ser o Messias.. (Jesus percorria toda a Ialiléia. a verdade 'ue Jesus é o Messias anunciado pelos pro!etas. ensinando nas L- $ Abid$. neste sentido.. 1. en!im. elas se tornam camin1o de conversão +c!$ Sl .N9 Lc M. 1C/9 veio (para salvar os pecadores* +c!$ 1@im 1. . o co2o saltar) como um cervo.9 B-. 'ue tra" a Salvação em seus raios +Ml .não estavam ligados e2clusivamente através dos !iéis$*L- pessoa do Ap>stolo.N. ap>s a narrativa do pecado e das conse'67ncias 'ue ele tra" para o 1omem. o Justo. S9 . e 1abitou entre n>sA +c!$ Jo 1./9 veio. os co2os andam.$S$11/$ #oi assim 'ue os pro!etas viram a c1egada do Messias= (%le mesmo vem salvar?nos9 os ol1os dos cegos se abrirão e se desimpedirão os ouvidos dos surdos9 então. de esperança e consolo$ 0o 0ovo @estamento. de vida e saHde. na plenitude dos tempos. N$1B/ e o perdão de Deus inaugura a curaLN$ C1ega?se a momentos de uma compreensão e2traordin)ria da dor e da redenção a serem mani!estadas plenamente no Cordeiro de Deus. 1L9 Sl 11M. especialmente nos salmos e através dos pro!etas.1S/9 como (Iérmen* . plenitude de vida !&sica.o Te#t $ento Ao longo do Antigo @estamento.. é salv&!ica. BB= (Ade anunciar a João o 'ue tendes visto e ouvido= os cegos v7em. En&er$id de# no Anti. O No(o Te#t $ento: <e#u# e o# en&er$o# @odos os temas presentes no Antigo @estamento a respeito do Messias dão a idéia de salvação.S. BC/$ A %ncarnação do Gerbo. B. n$ 1SCB$ . os leprosos !icam limpos. B1?BB9 1L. uma visão nova da doença diante de Deus$ Das lamentaç:es sobre as en!ermidades. 1L9 Mc 1. 11/9 como alguém 'ue viria (pensar a c1aga de seu povo e curar as contus:es dos golpes 'ue recebeu* +As . mas 'ue se mani!estavam também 3. o #il1o de Deus. os mortos ressuscitam. aos prisioneiros a liberdade$$$* +As L1. S9 Mt 1. BC/$ %. 1-?B. etc/$ Anunciava o Reino de Deus +c!$ Lc N.L . e (enviado a levar a Joa 0ova aos pobres.9 As -. começa a surgir.. o Deus conosco.. p$ M$ LN $ C!$ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. os evangelistas se es!orçam por transmitir aos seus leitores e ouvintes. e aos pobres é anunciado o evangel1o* +% Jesus acabara de !a"er muitas curas= c!$ v$ B1/$ #undamentalmente. pois %le veio ao mundo (para salvar o povo de seus pecados* +c!$ Mt 1. B-9 Lc 11. . 'uando (se !e" carne. e a l&ngua do mudo dar) gritos alegres* +As . a (3edra Angular* na construção da Agre4a +c!$ `c 1C.9 N. de cura das en!ermidades 1umanas. o Servo= (%le tomou sobre si as nossas en!ermidades e carregou com nossos so!rimentos$$$ % ainda= (3or suas c1agas. como uma plenitude de bens. B129 veio para (e2piar os nossos pecados* Dc!' 1 Jo . para 'ue todos tivessem vida plena +c!$ Jo 1C./9 seria o (Sol da Justiça. segundo o pro!eta `acarias +c!$ `c . BB9 At . S e . a anunciar aos cativos a redenção. como tempos nos 'uais o poder de Deus se mani!estaria com esplendor em Jesus Cristo$ 8 Messias teria em si a plenitude do %sp&rito Santo9 seria consagrado pela unção. 'ue devia vir a este mundo para reali"ar o plano do 3ai= a salvação dos 1omens e a mani!estação do Reino de!initivo +c!$ Mt 1.C. presente em Jesus.b?La/$ 8s tempos messi5nicos !oram vistos como tempos de plenitude espiritual.-9 L. a curar os coraç:es doloridos. 1...BM.9 Jo . 1S/9 veio (para nos resgatar de toda a ini'uidade e nos puri!icar* Dc!' @t B. 1?1S9 1S. . 1?B/$ %le !ora prenunciado como o (rebento 4usto brotado de Davi* +c!$ Jr B. n>s !omos curados* +As S. 1C/$ 0o in&cio de seu ministério pHblico. 1.BL/$ %le seria o (%manuel. . o pr&ncipe da 3a"* +c!$ As M. v7?se Jesus cumprindo as pro!ecias$ Em dos te2tos claros. é Lucas M./. .

9 Mc 1. 'ue a todos recebia$ @odos o 'ueriam tocar e %le se dei2ava tocar$ As curas reali"adas por Jesus suscitavam a !é em sua 3essoa Divina e levavam os ouvintes a se tornarem seus disc&pulos e suas testemun1as$ Se Jesus curava. sua caridade.9 Lc N. Diversas ve"es os evangelistas se re!erem sua compai2ão$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica di" 'ue (sua compai2ão para com todos a'ueles 'ue so!rem é tão grande 'ue ele se identi!ica com eles= Estive doente e me visitastes*MC$ @odos buscavam a Jesus. %le o trans!eriu sua Agre4a$ A missão de Jesus e da Agre4a é a salvação dos 1omens. Jesus ordenou= (Ade por todo o mundo e pregai o %vangel1o a toda criatura$ . curando?os$ %le mesmo disse= (os sãos não precisam de médicos.19 Lc 1. .?-/9 d/ 3edro. e por'ue mani!estava. e te abençoa com a doença< Ao contr)rio= curou a todos os 'ue dele se apro2imaram e l1e pediram com con!iança e !é +c!$ Mc L.M . Jesus apareceu aos ap>stolos e l1es disse= (Como o 3ai me enviou.?BS/$ 0ão somente Jesus curava< Mas dava aos disc&pulos o poder 'ue tin1a. !alarão novas l&nguas. assim. em Lida. o seu amor e a sua caridade$ 8 amor de Jesus é sempre curativo< % a ninguém 'ue dele se apro2imasse teria dito= volta para casa com tua en!ermidade. 1L?1-/$ A intenção de Jesus é bem clara= (%stes milagres acompan1arão aos 'ue tiverem crido*$ J) mesmo durante a vida pHblica de Jesus.. permitir 'ue uma doença permaneça em uma pessoa. . e2pulsai os demZnios$$$* +Mt 1C. . a saHde plena.. da mente e da alma dos 1omens$ '. ressuscitai os mortos.sinagogas. e se beberem algum veneno mortal não l1es !ar) mal9 imporão as mãos sobre os en!ermos e eles !icarão curados* +Mc 1L. passando por sobre os doentes os curava9 Deus !a"ia milagres e2traordin)rios por intermédio de 3aulo +c!$ At S. cura o paral&tico %néias +c!$ At N. em !orma de mandamento= (Curai os doentes. com o Di)cono #ilipe. . e esta é a vontade do 3ai +c!$ 1 @im B. os ap>stolos puderam testemun1ar o poder curativo 'ue %le l1es dava= pregavam e curavam os doentes +c!$ Mc L. 1. 1M/$ % Jesus ali estava como o médico divino do corpo. por'ue Deus 3ai assim o dese4a. a vontade de Deus é 'ue o 1omem se4a curado para poder louv)?Lo com todo o ser$ Jesus demonstrou isto em sua vida pHblica ao curar os doentes$ Compadecia?se dos doentes e mani!estava seu amor.B?. manusearão serpentes. pregando o %vangel1o do Reino. sendo a mesma um meio de santi!icação e puri!icação para si e para os outros$ De modo geral. acontecem prod&gios e curas +c!$ At -. B1/$ A missão 'ue Jesus recebeu do 3ai. . A I. 1B?1L9 1N.B/$ Deus pode.S/9 este !ato trou2e muitas MC $ n$ 1SC. L/$ 0os Atos dos Ap>stolos. BB/9 b/ A sombra de 3edro. estas sim. . eram dese4adas por Deus$ Jesus curava por'ue os via doentes. puri!icai os leprosos. com mais de 'uarenta anos de idade +c!$ At . é certo. BC/$ %is alguns relatos da era apost>lica= a/ 3edro cura um co2o de nascença. e curando todas as doenças e en!ermidades entre o povo$$$ e curava a todos* +Mt . mas os en!ermos* +Mc B.. era por'ue não aceitava a en!ermidade como algo 'uerido normalmente por Deus9 mas a cura. de tornar presente entre os 1omens o seu amor salv&!ico. assim também eu vos envio* +Jo BC. os milagres acontecem pelo poder do nome de Jesus e do seu %sp&rito$ %ra o Sen1or con!irmando a pregação apost>lica +c!$ Mc 1L.$ . SL/$ Jesus 'uer dar a saHde$ %le é o divino médico 'uer curar o 1omem totalmente +c!$ Mt -. B.uem crer e !or bati"ado ser) salvo9 mas 'uem não crer ser) condenado$ %stes milagres acompan1arão aos 'ue tiverem crido= e2pulsarão os demZnios em meu 0ome..re/ e o )oder de cur r doenç # Ap>s a ressurreição.19 . -/$ Ema palavra pode de!inir o relacionamento de Jesus com os en!ermos= compaixão. 11?1B/9 c/ 0a Samaria./$ Ao se despedir dos ap>stolos.

especialmente./$ Assim.Lss/9 !/ %m AcZnio. E ?u ndo # cur # não contece$B %ssa 'uestão é intrigante e in'uieta a muitos os 'ue se dedicam a orar pelos en!ermos$ %2iste sempre um mistério em torno da vontade de Deus$ 3or 'ue uns são curados e outros não[ %mbora se4a da vontade de Deus curar o seu povo. a 'uem nada é imposs&vel$ 8 dom da cura. por seu corpo 'ue é a Agre4a* +Col 1. n$ 1SC-$ . -?N/$ Se Jesus associou a evangeli"ação aos sinais vis&veis de seu poder presente na Agre4a. 3aulo cura o pai de 3Hblio. 3aulo cura um 1omem alei4ado das pernas. os dons de cura começaram a e2pressar?se com mais !re'67ncia no meio do povo. A or ção de cur As orientaç:es e2pressas a seguir t7m um car)ter introdut>rio e servem como um rumo geral a todos os cristãos$ . o 'ue suscita a !é em muitos coraç:es. manteve?se !irme por v)rios séculos na Agre4a= ser santo era operar prod&gios e curas$ Depois do Conc&lio do Gaticano AA surgiram na Agre4a Cat>lica diversos grupos 'ue retomaram o uso dos dons carism)ticos$ Conse'6entemente. contribuiu para isso$ 8 Catecismo da Agre4a Cat>lica atesta essa vontade de Deus em curar o seu povo e recon1ece= (8 %sp&rito Santo d) a algumas pessoas um carisma especial de cura para mani!estar a !orça da graça do ressuscitado*M1$ Dessa !onte maravil1osa. 3aulo ressuscita um moço +c!$ At BC. o Sen1or operava prod&gios por meio de 3aulo e Jarnabé +c!$ At 1. impondo as mãos9 e cura os doentes da il1a +c!$ At B-. M?1C/9 i/ %m Malta. 'ue se voltam ao Sen1or +c!$ At N. por seus milagres em !avor do povo$ Associou?se assim. completo na min1a carne. os grupos de oração da Renovação Carism)tica Cat>lica t7m bebido e é poss&vel testemun1ar as maravil1as 'ue o Sen1or tem !eito neles$ -. dos m&sticos.N/$ %le ensina 'ue alguns so!rimentos devem ser suportados na vida e 'ue eles !a"em parte da camin1ada= (Agora me alegro nos so!rimentos suportados por v>s$ 8 'ue !alta s tribulaç:es de Cristo. como um aspecto da unção do 3entecostes renovado$ A Renovação Carism)tica Cat>lica. . 3edro ressuscita a @abita.- . pois é na !ra'ue"a 'ue min1a !orça mani!esta todo o seu poder* +B Cor 1B. é bom lembrar 'ue (mesmo as oraç:es mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças*MB$ São 3aulo teve 'ue aprender 'ue (basta?te a min1a graça. a santidade ao !ato de se reali"arem milagres e curas em bene!&cio dos en!ermos$ %sta idéia da santidade. pode?se sempre re"ar pela cura. co2o de nascença +c!$ At 1. com o passar do tempo. não se pode separar evangeli"ação e sinais..B. isto é um sinal 'ue a4uda a caracteri"ar um serviço espec&!ico ou ministério$ 0esse caso torna?se necess)ria uma !ormação espec&!ica e mais apro!undada$ Jesus assegura 'ue é poss&vel obter o 'ue se pede na oração +c!$ Mc 11. 1ss/9 g/ %m Listra. sem deturpar sua intenção$ Ap>s a era apost>lica. unida a !atos prodigiosos.B.-/9 1/ %m @rZade. mas cabe ao Sen1or curar segundo a Sua vontade$ 0./$ A oração de cura est) intimamente unida !é no poder de Deus. M1 $ n$ 1SC-$ MB $ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA. a Agre4a continuou a e2ercer estes dons de cura e milagres9 é con1ecida a !ama dos santos.pessoas conversão para a !é9 e/ %m Jope..uando o dom da cura começa a se mani!estar com !re'67ncia na vida do participante do grupo de oração.

pois ele !oi criado por Deus9 'ue ele não te dei2e. a palavra de ci7ncia. se estiveres doente não te descuides de ti. $ 8 conteHdo desse item. sempre tão dolorosas9 escravidão e v&cios9 !rustraç:es diversas9 comple2os nos relacionamentos 1umanos e tantos outros$ Coordenador. amortecida interiormente. con!orme a necessidade dos participantes$ D preciso discernimento para en!ocar os pontos sens&veis no esp&rito para a'uele momento$ As reuni:es espec&!icas para cura !&sica e cura interior em outros momentos poderão ser mais e2tensas e detal1adas$ 0o grupo. cirurgias e mortes de entes 'ueridos9 traumas de separaç:es matrimoniais. 'ue !ornece um (diagn>stico*. pode ser ad'uirida através de uma palavra de sabedoria ou do dom do discernimento$ 8 padre Dario JetancourtM. também em seu Irupo.ou a graça de curar as doenças no poder do %sp&rito Santo é tratado na Sagrada %scritura de uma !orma bastante simples. passim$ 8 padre Al&rio !a" uma abordagem pr)tica da oração de cura. a graça de curar as doenças no mesmo %sp&rito* +1 Cor 1B. a !im de 'ue o %sp&rito santo de Deus possa nelas reali"ar a sua obra$ A graça de Deus para a santi!icação sup:e a nature"a apta e preparada$ Asto é. A or ção de cur interior no . voltar logo ao louvor$ M. se a pessoa est) !erida. voc7 não pode omitir?se no cuidado da cura do psi'uismo dos participantes< %la é necess)ria e imprescind&vel para 'ue as pessoas ten1am sua nature"a interior sadia e este4am em boas condiç:es psicoemocionais. 11/$ D Deus 'uem cura sempre. reergue as mãos e puri!ica teu coração de todo o pecado*$ c/ Ar missa e o!erec7?la pela cura= v$ 11 R (8!erece um incenso suave e uma lembrança de !lor de !arin1a9 !a"e a oblação de uma v&tima gorda*$ d/ 3rocurar o médico e tratar?se= v$ 1B R (%m seguida d) lugar ao médico. pois sua arte te é necess)ria*$ 0. N?1B para indicar os passos para a cura= a/ 8rar pedindo a cura= v$ N ? (Meu !il1o. servindo?se de instrumentos 1umanos$ 3or isso. p$ .-. "rupos de ora$ão= como !a"er a graça acontecer. usa o te2to do %clesi)stico .ru)o de or ção0% a2 &onsidera$/es K). !oi tomado de Al&rio José 3%DRA0A. Nb/9 mas (um mesmo %sp&rito distribui todos esses dons a cada um como l1e apra"* +1 Cor 1B. abaladas$ São portadoras de traumas$ 8s traumas podem ser de mHltiplas espécies= traumas de re4eição de vida. de amor ou de se2o.1. o %sp&rito ter) di!iculdades de agir nela$ A oração de cura não deve ser programada para abranger todo o tempo do grupo de oração$ %la acontece no decorrer da oração e. de acordo com o discernimento e plane4amento do nHcleo de serviço$ 8 leitor observar) uma mudança de estilo de linguagem$ . tal como deve ser ministrada nas reuni:es de oração$ 0ão se trata de um modelo Hnico e !ec1ado. ou causa da doença$ @ambém a orientação sobre como orar e o 'ue di"er pessoa por 'uem se ora. !eridas. $ C!$.N . com toda certe"a. no con4unto dos demais dons carism)ticos= ($$$a outro. 'ue te curar)*$ b/ Arrepender?se e con!essar os pecados +con!issão sacramental/= v$1C R (A!asta?te do pecado. bem como o do item M$B. de !eridas ps&'uicas$ 3essoas 'ue passaram por momentos dolorosos e !icaram marcadas. outros dons podem ser usados$ 3or e2emplo. na medida em 'ue re"ar pelos doentes. escravi"ada. pessoas portadoras de problemas psicol>gicos. começar) a constatar 'ue as curas ocorrem$ 3ara re"ar pela cura. marcada. todo cristão pode pedir o dom de cura e. mas ora ao Sen1or.L$ M. traumas de medos compulsivos e in'uietadores9 traumas de se2ualidade9 de e2peri7ncias marcantes em doenças graves. se 1ouver oração de cura. mas de orientaç:es aplic)veis total ou parcialmente nas reuni:es ou na din5mica do grupo de oração. acidentes.

sete semanas. !a"?se oração de cura interior por uma determinada )rea da vida das pessoas$ Goc7 pode programar oraç:es de cura interior dos problemas= 1$ Da !ase da vida intra?uterina. . mortes. reali"ar os passos do perdão 8rar pela cura interior.$ S$ Motivação oração de cura interior Criar clima da presença de Jesus.$ Da meninice. S$ Da 4uventude até o casamento. pré?natal. dos S aos 1C anos. orar sobre todos os poss&veis acontecimentos dolorosos ocorridos como= problemas de relacionamento em !am&lia. interceder. problemas de se2ualidade. voc7 programa o processo necess)rio de cura dos seus irmãos$ Goc7 pode utili"ar?se de diversas oportunidades como= o transcurso da pr+pria reunião de oração9 uma ou mais reuni:es programadas para a oração de cura interior9 um retiro de !im de semana todo dedicado cura dos participantes9 ou ainda um semin)rio de cinco. traumas de acidentes. pedir a cura em nome de Jesus. -$ Do tempo de trabal1o$ 0essas etapas. . B$ Do nascimento até . ou .b2 =uando orar para a cura interior A necessidade de cura interior é evidente$ 8 povo de Deus é !erido$ 3or isso. invocando?o e adorando?o Apresentar e entregar o problema a Jesus Se !or necess)rio. pelo poder do seu sangue$ 8rar em l&nguas L$ 3edir os !rutos do %sp&rito Santo de Deus para criar nova realidade psicol>gica e emocional M$ Agradecer e louvar pela cura$ Analise. cada um destes passos e perceba a se'67ncia l>gica e necess)ria e2istente entre eles$ 0a oração de cura interior não se4a imediatista$ 0ão pule degraus$ 0ão passe de imediato a reali"ar o passo nHmero cinco. desamores.$ Da adolesc7ncia. para 'ue a cura possa acontecer$ d2 0ra$ão de cura interior por etapas Goc7 pode programar uma camin1ada de cura interior reali"ando?a por etapas ou )rea de relacionamento$ Goc7 reserva vinte a trinta minutos da reunião de oração para !a"er a graça acontecer$ %m cada reunião. Or ção de cur &2#ic no .$ . etc$ 0.ru)o de or ção . L$ Da vida matrimonial. sem preparar os coraç:es !eridos$ #aça bem !eito. re4eiç:es. anos. todo dedicado cura dos participantes$ c2 &omo orar 0as oportunidades surgidas durante a reunião de oração pode?se seguir esses passos= 1$ B$ . M$ Da !ase escolar. sabedoria e con!iança. en!ermidade.C .2. a partir da realidade de seu Irupo. com !é viva.

uem é doente so!re$ . ou de outro modo$ Ao perceber a oportunidade. o coordenador assume a palavra e deve re"ar pela saHde !&sica. mal?alimentado mal?cuidado. os testemun1os.a2 &onsidera$/es Dentre os participantes de seu Irupo de 8ração 1) sempre portadores de problemas de saHde !&sica. a 3alavra de Deus escol1ida. intermedi)rio e intercessor dos seus irmãos doentes com Jesus. 1o4e e sempre$ Sabemos do nHmero cada ve" maior de pessoas 'ue são curadas nos nossos grupos de oração$ Como coordenador. nas necessidades apresentadas$ 3ara a e!ic)cia da oração pedindo cura !&sica. a cada m7s ou dois meses.1 . admitindo ainda 'ue outras devem e2istir$ Algumas parecem mais !undamentais e comuns= MS $ @ 7esus que cura. voc7 deve estar atento e aberto a !a"er a graça da saHde acontecer nos participantes do seu Irupo de 8ração$ b2 0portunidades de orar pelos doentes São diversas as ocasi:es e possibilidades de se interceder pelos necessitados de saHde= 8 Criar um serviço carism)tico permanente de oração pelos doentes. animado por algumas pessoas maduras. ou através de uma pro!ecia na 'ual o Sen1or !ala 'ue est) a curar. observa?se 'ue algumas ra":es ou motivos podem impedir ou di!icultar a cura$ #rancis MacnuttMS c1ega a enumerar 11 dessas causas. Coti(o# ?ue i$)ede$ ou di&icu!t $ cur Sabe?se 'ue Deus 'uer a cura dos seus !il1os9 se ela acontece num momento ou noutro. um ministério de oração pelos en!ermos. ou mesmo se não acontece. os cantos. para 'ue os possa curar$ 0osso povo tão empobrecido. durante as reuni:es de oração$ %ssa oportunidade pode ser percebida na oração de um participante 'ue re"a pedindo saHde. é muito doente$ .Sss$ . através de palavra de ci7ncia. uma grande oração de cura !&sica !ora da reunião de oração$ 0esta reunião programada.uem so!re necessariamente procura solução para os seus males$ D preciso compreender a realidade de 'uem so!re$ D preciso sentir o 'ue sentem e aliar?se a eles para a solução de suas doenças e so!rimentos$ Jesus é o mesmo ontem. tudo se4a direcionado para despertar a !é na presença e poder de Jesus vivo e preparar os coraç:es para receberem as b7nçãos da saHde$ 8 8ração de cura !&sica nas reuni:es de oração= outra oportunidade para re"ar pedindo saHde é aproveitar as c1ances 'ue se apresentam naturalmente. p$ B. esclarecidas e acol1edoras dos carismas. orar ao Sen1or pedindo a cura e agradecer e testemun1ar a cura recebida$ 7. é Htil levar em consideração tr7s passos= criar clima !avor)vel oração de cura !&sica. 'ue se dispon1am a re"ar pelos necessitados de saHde !&sica$ 8 Irande oração de cura !&sica !ora da reunião de oração= reali"e periodicamente. cabe somente a Deus con1ecer os Hltimos motivos ou ra":es$ Contudo. menores ou mais graves$ Jesus ressuscitado continua amando e tendo compai2ão dos en!ermos e doentes 'ue participam de seu Irupo de 8ração$ %le pode cur)?los$ #a" parte de sua missão provocar encontros entre os portadores de problemas de saHde do seu Irupo de 8ração e Jesus$ Sua missão inclui a tare!a de ser mediador.

tanto 'uanto no espiritismo ou curandeirismo$ Jesus ensina 'ue a !é em sua pessoa./$ . &arismas no grupo de ora$ão.. na casa de Simão. repreendeu os disc&pulos= (1omens de !é pe'uenina<* +Lc 1B. por causa da descon!iança dos 'ue com ele estavam* +Mc L. capacitando?o para o perdão$ A !alta de perdão poder) impedir a cura9 o perdão o!erecido de coração sincero acelerar) a cura$ 3erdoar não é !)cil./$ 8 te2to de Lucas L.M/9 por ve"es.. . é necess)ria para a vida em todos os momentos e não somente por ocasião das en!ermidades$ 8 %vangel1o di"= (%stando Jesus em 0a"aré.1/$ Diante do menino epiléptico. e não o Sen1or 'ue cura$ 3rocuram a cura como um ato pelo 'ual se livram de suas en!ermidade ou problemas emocionais$ Juscam a cura nos grupos de oração. . se apro2imar de Jesus com toda a !é do coração9 se ainda não a tem. até 'ue a causa origin)ria se4a removida*ML$ . 1umanamente !alando$ D preciso !é. por outro lado. e !é !irme< % ao estender?l1e a mão e segur)?lo l1e disse= *1omem de pouca !é. ali não !e" milagre algum. salvador do 1omem. B/$ a 1emorro&ssa %le disse= (#il1a.. p$. (vendo a !é da'uela gente* +Mt N. aumenta?nos a !é* +Lc 1M. S?L9 Mt 1. da vida comunit)ria eclesial$ 3rocuram a cura em si. Jesus disse aos disc&pulos= (Como sois medrosos$ Ainda não tendes !é[ +Mc .. .a/ ( falta de fMuitos procuram a cura como tal.. S/9 pois Jesus é o (autor e consumador da nossa !é<* +Kb 1B. se4a !eito con!orme a tua !é* +Mt -. . 1./$ %le curou o paral&tico. .C/$ Ao !alar da provid7ncia do 3ai./$ a mul1er pecadora. Jesus os censura di"endo= (#oi por causa da vossa !alta de !é<* +Mt 1M. S/$ Ao convidar 3edro para 'ue este camin1asse sobre as )guas. estando pregado na cru"= pediu ao 3ai 'ue perdoasse a seus algo"es +c!$ Lc B.. 12' b) A falta de perdão Jesus parece colocar um acento especial no perdão como condição para a cura9 insiste para 'ue se re"e por a'ueles 'ue causaram mal a outrem e até 'ue se ame os inimigos +c!$ Mt S. (ele se contristava com a dure"a de seus coraç:es* +Mc . curava por'ue via a !é presente nos pedidos de cura: (Gai. não curado pelos disc&pulos. em participar dos sacramentos. e essa en!ermidade 1abitualmente permanece. .B . l1e disse= (@ua !é te salvou9 vai em pa"* +Lc M. BC/$ 0a travessia do lago de @iber&ades..-/$ A !alta de perdão parece ser uma das causas mais constat)veis do por'u7 de muitos não receberem a cura$ Constata?se 'ue (o >dio e os maus relacionamentos provocam todas as espécies de en!ermidades. a tua !é te salvou$ Gai em pa" e s7 curada do teu mal* +Mc S.M (perdoai e sereis perdoados*. Jesus notava a !alta de !é nos ouvintes. como #il1o de Deus. pode re"ar pedindo. B-/$ Se por um lado. . sem um interesse maior em mel1orar sua vida espiritual.uanto mais se perdoa de coração.. por 'ue duvidaste[* +Mt 1. mais !acilmente acelera?se o processo curativo$ Jesus deu o e2emplo. e não apenas um sentimento passageiro$ Jesus abençoa a decisão do 1omem e !a" !luir o seu amor. e2igiu dele um ato de !é.uando se re"a por alguém se dese4a todo o bem$ % o perdão vir)< c/ 0 pecado ML $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA..L$ . pode também ser acomodado assim= (perdoai e sereis curados*$ 8 perdão é decisão !irme da vontade. revelador do amor do 3ai. decisão da vontade e con!iança em Deus< (8rai pelos 'ue vos maltratam e perseguem* +Mt S.?. como !i"eram os ap>stolos= (Sen1or. SC/$ 8 cristão de 1o4e precisa. . S-9 Jo 1B. como sempre. ap>s ter acalmado a tempestade.

não se alimentava direito. não peca e vive em sua graça +c!$ Jo 1./$ Jesus veio libertar e salvar o 1omem do pecado$ 8 perdão pode ser ad'uirido pelo sacramento da reconciliação$ Jesus se tornou (a e2piação de nossos pecados* +c! 1 Jo . Conc!u#ão Algumas ve"es o caso e2ige 'ue se ore v)rias ve"es.S/$ “%le é 4usto e !iel para nos perdoar os pecados e para nos puri!icar de toda ini'uidade +1 Jo 1. se assim age. lev)?lo con!issão sacramental$ :. ao curar o paral&tico. e'uil&brio. até 'ue a cura total se4a constatada$ 3ode acontecer 'ue o empecil1o para a cura este4a no ministro e não no (paciente*9 por isso.uem cumpre os mandamentos ama a Deus9 e. emocional e espiritualmente$ 8 perdão de Deus tra" calma. perdoou primeiro o seu pecado e a seguir o curou de sua paralisia +c!$ Lc S. B.. vivendo sob calmantes$ Ao conversar com o sacerdote constatou?se a violação de uma lei moral$ A pessoa !oi con!ortada e recebeu o sacramento da reconciliação$ % ela se re!e" !&sica. mantendo?se (na brec1a* para 'ue Deus possa agir$ &(1:. sendo poss&vel. a paralisia estaria de alguma !orma relacionada com o pecado$ %m Marcos 11. Jesus recomenda o perdão antes da oração para 'ue esta se4a ouvida$ %le também recomenda a reconciliação antes da o!erta sacri!ical +c!$ Mt S.. a inobserv5ncia de seus mandamentos$ Certa ocasião. 'ue é !undamentalmente amor a Deus e aos irmãos$ Jesus. é sempre aconsel1)vel pedir a Jesus 'ue perdoe seus pecados$ %. a transgressão de alguma lei de Deus. serenidade.?B. da lei do %vangel1o. o amor a Deus é 4ustamente cumprir seus mandamentos$ . saHde e cura< 8 pecado é algo 'ue destr>i o e'uil&brio da personalidade 1umana$ Ao re"ar por alguém em !avor de sua cura./$ Muitas en!ermidades prov7m da !alta de observ5ncia da lei de Deus.8 pecado blo'ueia a comun1ão de vida com o Sen1or$ Se o pecado é transgressão da lei de Deus +c!$1 Jo .<!0 5050 Car sma da -.N/$ A e2peri7ncia de orar pelos en!ermos tem ensinado 'ue muitas ve"es as en!ermidades !&sicas e emocionais t7m causas espirituais.// MM ./.. B19 1 Jo S. . . isto é. 1M?BL/$ 3ara Jesus. uma pessoa estava desesperada= não dormia. BS. cada um deve veri!icar suas condiç:es espirituais$ 8corre também considerar 'ue nem sempre a cura é imediata$ 8 tempo e2ato em 'ue a pessoa deve ser curada depende apenas de Deus$ 8 necess)rio ao cristão é 'ue !aça a sua parte.. neste caso. antes de re"ar por alguém. B? .

é um grande desa!io. no mundo de 1o4e.1. pois para se ac1egar a ele. dando assim sentido vida cristã de muitos bati"ados 'ue viviam indi!erentes ao seu estado$ 3ara compreender bem o 'ue é o dom carismático da f-. da cate'uese$ D ela 'ue apro!unda a esperança e !a" o 1omem agir na caridade +c!$ Il S. 'ue se tornam lu" e amor para seu camin1o$ %ssa !é teologal é necess)ria para a salvação +c!$ Il B. na vida de oração e na vida comunit)ria. 1Ss/$ A !é teologal vem em conse'67ncia do batismo. 'ue é o autor da !é. nos sacramentos. é necess)rio !a"er a distinção entre= a !é teologal ou doutrinal.ue benção é poder ter certe"a 'ue a !é é dom derramado< (3or'ue é gratuitamente 'ue !ostes salvos mediante a !é$ Asto não provém de vossos méritos. o #il1o de Deus. do anHncio de Cristo.teologal ou doutrinal Df. nas suas pr>prias capacidades. do testemun1o. é necess)rio 'ue se creia primeiro 'ue ele e2iste e 'ue recompensa os 'ue o procuram* +Kb 11. a !é virtude ou !ruto do %sp&rito Santo e o dom carism)tico da !é= a2 9. o 1omem não s> cr7 intelectualmente. 'ue se importa com sua vida$ Crer em Jesus Cristo como o enviado do 3ai. nos seus pr>prios talentos.que acredita2 3or ela o cristão acredita nas verdades reveladas por Deus sobre si mesmo e sobre o 1omem e 'ue são de!inidas pela Agre4a$ A !é teologal !a" o 1omem crer !irmemente em Deus como seu 3ai. vem ao mundo de 1o4e reavivar. 1?. condu"indo?o a uma entrega total a Deus e sua $ %ste conteHdo !oi composto originalmente na Apostila de Irupo de 8ração da %scola 3aulo Ap>stolo +1NNN. nos seus planos. nas coisas 'ue são concretas$ J) não acreditam nos outros irmãos e a !é em Deus est) muito !ragili"ada$ Algumas ve"es trata?se de uma !é tradicional. .$L/$ A !é é.virtude Df. no seu din1eiro. vaga..?. pp$ B.que confia2 Leva o 1omem a con!iar plenamente na reali"ação das promessas de Deus$ Ampulsiona?o a ir além do ato de aderir s promessas de Deus.. super!icial. L/$ #undamentada na 3alavra de Deus. sub4etiva./$ b2 9. .-/$ 2. a !é teologal é um grande sustento para o cristão do mundo de 1o4e. é uma certe"a a respeito do 'ue não se v7$ #oi ela 'ue !e" a gl>ria de nossos antepassados$ 3ela !é recon1ecemos 'ue o mundo !oi !ormado pela palavra de Deus e 'ue as coisas vis&veis se originaram do invis&vel$ +$$$/ 8ra. con!usa. onde os 1omens (não suportam a sã doutrina* +c!$ B @im .e BN/ e !oi adaptado para esta apostila$ . em Hltima an)lise. um dom 'ue o %sp&rito Santo colocou disposição do 1omem para 'ue ele possa e2perimentar concretamente da onipot7ncia de Deus$ A !é. mas é puro dom de Deus* +%! B. Conceito A Carta aos Kebreus apresenta em seu cap&tulo 11 um dos te2tos mais e2pressivos a respeito da !é$ Di" o te2to sagrado= (A !é é o !undamento da esperança. sem !é é imposs&vel agradar a Deus. indi!erente$ A !é é como um raio de lu" 'ue parte de Deus para a alma$ 8 %sp&rito Santo. mas adere pro!undamente s suas verdades. o salvador do mundo$ Crer também no %sp&rito Santo 'ue edi!ica a Agre4a de Cristo e a santi!ica$ Crer 'ue o %sp&rito Santo é o poder de Deus$ % por'ue cr7 nas tr7s pessoas da Sant&ssima @rindade. pois muitos s> cr7em em si mesmos. Introdução 8 cristão pode ter ousadia em sua vida sabendo 'ue é uma pessoa de !é$ 3ode reivindicar a !é necess)ria para 'ual'uer situação$ . !ria.

BC?. 1N?B1/$ c2 0 dom carismático da f. a uma decisão.. 'uem ser) contra n>s[* +Rm -. S?1.. 1L?B1 R Moisés estende a mão sobre o mar. BC?.enhor.B1 R paral&ticos e os amigos Jo 11. 1L/. o 1omem se abandona provid7ncia divina. O do$ d &* n P ! (r de . ao 'ual adere a sua vontade.C R %lias e os pro!etas de Jaal R usou %lias o dom carism)tico. a uma !irme"a de atitude ou a algum ato 'ue libera a b7nção de Deus07 +c!$ Mc 11. BS/$ 3ela !é virtude. 1N?B19 1. e o resultado mani!esta a gl>ria de Deus$ 8 padre 8vila MelançonMN ensina 'ue este dom é dado em vista de a4udar a orar (com absoluta con!iança e sem duvidar*$ 3. como est) escrito= 8 4usto viver) pela !é$ Abrão não vacilou na !é. pois agia com muita autoridade e con!iança$ A !é dava?l1e a certe"a antecipada de 'ue o Sen1or agiria a seu !avor$ • • • • • M- Milagres reali"ados por Jesus em ra"ão do dom carism)tico da !é= Mt -. BB?B.C/$ %ssa certe"a é tão especial 'ue Deus age. R resposta de Deus$ • %2 1.. 'ue se obtém pela !é e condu" !é. ao ver os eg&pcios se apro2imarem$ • %2 1.. • %2 1. não vacilou.B. mas por amor. não descon!iou.. B.BS?. mas !orte impulso interior.1?. 1... n$ L-$ .1C R Moisés diante das murmuraç:es do povo. con!iante 'ue Deus ir) operar maravil1as$ • 1 Rs 1-. 1.1?. R ressurreição de L)"aro$ $ C!$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA.?B.9 Mt 11.B1?B. vive os ensinamentos de Deus não como obrigação. tornando sua oração um ato de !é con!iante= (Se Deus é por n>s.?1..eu# 0a 3alavra de Deus e2istem v)rios epis>dios 'ue descrevem a ação poderosa de Deus movida pela !é= • Rom . embora recon1ecendo o seu pr>prio corpo sem vigor R pois tin1a 'uase cem anos R e o seio de Sara igualmente amortecido$ Ante a promessa de Deus.Df. uma ve" 'ue a !é est) gravada no mais pro!undo do seu coração +c!$ Rm .. R centurião Mt 1S.9 1 Rs 1-.R cananéia Mc S.provid7ncia +c!$ Mt L./$ (3or'ue nele se revela a 4ustiça de Deus. . p$ MN $ C!$ 7esus ?ive e . mas conservou?se !orte na !é e deu gl>ria a Deus* +Rm 1. R 1emorro&ssa Lc S.1M9 . mas interiori"a?os no coração. pratica a 3alavra de Deus. e2perimenta e cr7 na bondade e miseric>rdia de Deus$ 3or esta !é o 1omem prova a si mesmo e ao mundo 'ue a 3alavra de Deus não é uma utopia.. a miseric>rdia e o amor de Deus na sua vida +c!$ 1 Jo .1M/$ %sta !é virtude leva o 1omem a crer e e2perimentar a bondade.o .?1. &arismas.S .9 %2 1. vive segundo a mentalidade de Jesus Cristo9 não s> con1ece os mandamentos com sua intelig7ncia.expectante2 A !é carism)tica se mani!esta 'uando uma pessoa é movida a ter uma con!iança &ntima de 'ue Deus agir) de !orma atual$ %ssa con!iança leva a uma oração convicta..

assim como os demais dons$ 0unca é demais notar 'ue esse dom est) pro!undamente associado com a caridade$ Como os dons são dados para o bem comum.1/$ Assim. curando.C/$ 0ão é preciso (!a"er !orça* para ter !é. é bom e necess)rio pedir com insist7ncia ao 3ai o dom da !é. .om d" M lagr"s . libertado e reali"ando milagres 'ue levem edi!icação do Reino$ Jesus di"= (Se creres. ver)s a gl>ria de Deus* +Jo 11.11/$ '. como di" São 3aulo. mas deve também aspirar igualmente aos dons espirituais +c!$ A Cor 1. o cristão deve se empen1ar em procurar a caridade.%. nem (!orçar* Deus agir com (palavras de !é*$ A !é é um dom gratuito e o cristão deve. sempre crer 'ue %le !a" o mel1or e nunca decepciona a'uele 'ue nele con!ia. para reali"ar as obras 'ue constroem o Reino e edi!icam a Agre4a$ &(1:. sua pr)tica re!lete a caridade$ Assim também acontece com o dom da !é$ 3ortanto. Conc!u#ão 8 dom da !é é um presente 'ue Deus d) para o bem da comunidade.L . O e+erc2cio do do$ c ri#$5tico d &* 8 dom carism)tico da !é é sempre crer incondicionalmente no poder de Deus9 crer é saber 'ue %le agir) a'ui e agora para o bem do povo. como di" Jesus= (Se v>s 'ue sois maus sabeis dar boas coisas a vossos !il1os.. com muita tran'6ilidade. 'uanto mais vosso 3ai celeste dar) boas coisas ao 'ue l1e pedirem* +Mt M.<!0 #@&*A0 .

1C9 At 1C.uantos creram por causa dos milagres de Jesus< . combinados com a evangeli"ação 'ue proclamava $ %videnciava?se.-/9 e estreitamente ligados. 1. ./. 1.C?.B9 1. -?1. provando a presença viva de Deus 4unto ao seu povo eleito$ Muitos milagres eram operados através dos patriarcas +c!$ %2 M. a palavra (milagre* vem acompan1ada de um ou outro termo +revelando ser o milagre uma mani!estação de !orça divina e sinal de ação de Deus/$ 8 'ue mais se realça nos milagres de Jesus é ser um !ato e2traordin)rio= cura instant5nea de doenças incur)veis. en'uanto %le e2ecuta os milagres através de um ato cooperativo com os 1omens*-C$ @odo milagre cristão aut7ntico aponta para a cru" e a ressurreição. ou a e2ecução de algo 'ue se4a contr)rio s leis da nature"a9 é um !enZmeno sobrenatural. Jesus operava milagres. p$. o 'ue !a" o povo se maravil1ar$ 8 escopo evangélico é o de ressaltar a mani!estação da !orça e o car)ter de sinal$ %ste é o sentido dos milagres de Jesus= abrir os ol1os sobre o mistério de sua 3essoa< As curas e milagres estavam pro!undamente relacionados com a 3essoa Divina de Jesus.?L9 Jo 1B.uando acontece uma cura instant5nea.9 Mc -. "rupo de ora$ão. 11/9 estavam relacionados com o poder 'ue %le tin1a como #il1o de Deus +c!$ Mc B. apesar dos milagres os 4udeus não acreditavam nU%le +c!$ Mt 1. muitas ve"es. . seu poder glorioso$ %ram sinais e prod&gios 'ue con!irmavam a !é do povo no Hnico Deus verdadeiro$ 2. 1Nss/ e outros tantos narrados na J&blia$ 8s milagres atestavam a divindade do Deus da Aliança.9 1C. Introdução 8 dom de milagres sempre esteve presente na 1ist>ria da salvação. Jesus não apenas operava milagres para suscitar a !é em seus ouvintes9 pois. de demonstração de !orça e de sinais9 geralmente. 'ue desa!ia a ra"ão e transcende as leis naturais9 este dom é simplesmente a 1abilidade dada por Deus de cooperar?se com %le. vendo seus milagres e ouvindo a sua palavra< -C $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. levando?os a uma !é sempre mais crescente$ 3.. BCss9 B Rs B.. de Engido do 3ai pelo %sp&rito Santo +c!$ Lc . sua predileção por seu povo escol1ido. !re'6entemente.1. B1/$ Durante a vida pHblica. 1.uantos creram nU%le. ..L9 1. <e#u# e o# $i! . B-?BN9 11. dos pro!etas +c!$ 1 Rs 1M. a ação de Deus é sHbita e e2traordin)ria$ . Mss9 1 Rs 1-. por causa da sua obstinação.M$ . S-9 Mc L.M/$ Mas. para a abertura da !é e con!irmação de sua união com o 3ai +c!$ Jo L.M . sua assist7ncia divina.re# 8s evangelistas usam tr7s termos ao se re!erirem intervenção de Deus em Jesus= !alam de !atos miraculosos. sua divindade de Messias. . dei2ando?se levar pela compai2ão diante do so!rimento 1umano +c!$ Mt N.. começando com o milagre inicial da salvação e continuando através de todos os grandes e pe'uenos milagres subse'6entes 'ue !ormam a 1ist>ria de milagres pessoais$ 8s milagres são intervenç:es diretas de Deus na nature"a do 1omem ou na ordem da criação$ 8s milagres provam o poder de Deus agindo na vida dos 1omens. multiplicação dos pães. . ressurreição dos mortos./$ . B9 Lc M. é milagre por'ue o !ator intervenção de Deus é >bvio a ponto de não ser re!utado$ 8u ainda= (8 milagre é um acontecimento ou evento sobrenatural. desde o Antigo @estamento. mas este dom não se limita ação de Deus na restauração da saHde$ %m alguns casos. assim. Conceito 8 'uinto carisma re!erido em 1 Cor 1B é o (dom de milagres*$ %sse dom pode ser de!inido como uma ação do poder de Deus intervindo e2traordinariamente em determinada situação$ Algumas curas são milagres.

eram levados aos en!ermos9 e a!astavam?se deles as doenças e retiravam?se os esp&ritos malignos* +c!$ At 1N. de testemun1)?Lo ante os 1omens de todos os tempos e naç:es . provocaria milagres como con!irmação da ação de Jesus.9 Il S. pela !orça do %sp&rito Santo +c!$ Il l . ao !a"er o milagre em Can).re/ e o# $i! ..uem vos recebe. BB9 N.. . BC/$ %. dos alei4ados 'ue eram curados. -/. e a implantação do seu Reino +c!$ Mc L. pregando o %vangel1o !a"endo curas por toda a parte* +Lc N. reali"ada por 3edro e João$ 0o Conc&lio de Jerusalém. aos seus gestos e aos anos em 'ue viveu no mundo$ Jesus 'uis 'ue a Agre4a também !osse participante deste seu poder. 1?-/$ % os ap>stolos (partiram e percorriam as aldeias. 'ue os (revestiria da !orça do alto* +c!$ Lc B. Jarnabé e 3aulo contaram assembléia 'uantos milagres e prod&gios Deus !i"era por meio deles entre os gentios +c!$ At 1S. 1ss/. assim também eu vos envio* +Jo BC. mas (e!etuava também a salvação de Deus$ D um ato de !orça. o milagre não apenas revelava a bondade de Deus e sua compai2ão pelos 1omens ao cur)?los. .N/. dos co2os 'ue andavam.- .. para cumprimento de suas tare!as. . tanto dos ap>stolos 'uanto dos seus ouvintes. o povo glori!icou a Deus por ter dado tal poder aos 1omens9 ante ao espet)culo dos mudos 'ue !alavam. (con!ere?l1es o poder de e2pulsar os esp&ritos imundos e de curar todo o mal e toda a en!ermidade9 de anunciar o Reino de Deus e de curar os doentes9 de ressuscitar. possibilitava ver a gl>ria de Deus +c!$ Jo 11. 11?1B/$ Assim como Jesus.re# Jesus não guardou somente para si este poder 'ue %le tem como #il1o de Deus9 nem o restringiu somente ação. 1C/9 (. missão 'ue Jesus l1es dera. o povo glori!icava o Deus de Asrael9 ao suscitar a !é. de poder. para continuar a atrair para %le os 1omens de todos os tempos$ Assim. de puri!icar os leprosos* +Mt 1C.N$1. 'ue l1es daria (!orça* +c!$ At 1. na cura do co2o 4unto 3orta #ormosa do @emplo +c!$ At . BL9 Lc M. o povo !oi levado ao entusiasmo9 ao presenciar a cura de um cego em Jeric> +c!$ Lc 1-. por e2emplo. o povo deu gl>ria a Deus9 ao curar o paral&tico em Ca!arnaum +c!$ Mt N. 1?L/$ 8 anHncio do %vangel1o e os milagres acompan1aram os ap>stolos. ap>s a ressurreição. de modo 'ue lenços e outros panos. para repelir os advers)rios de Deus= uma irrupção do divino neste mundo. . M9 M.uem vos ouve. e recebe a'uele 'ue Me enviou* +Mt 1C.. e ao mesmo tempo um sinal do mundo vindouro*-1$ Sinali"ava?se deste modo a presença salv&!ica de Deus em meio aos 1omens. 1-ss/$ 8s milagres de Jesus con!irmavam a sua doutrina R é o 'ue os %vangel1os a!irmam em tantos relatos 'ue tra"em$ A evangeli"ação de Jesus era acompan1ada de sinais prodigiosos. B-9 Lc M. con!irmando sua e!ic)cia.1/. (mani!estou sua gl>ria e os disc&pulos creram nU%le* +Jo B. a mim ouve* +Lc 1C.8s milagres eram também um meio do povo glori!icar a Deus= ao curar a mul1er 'ue vivia encurvada !a"ia de"oito anos +c!$ Lc 1. a gl>ria de Deus continuaria sendo mani!estada pelos (sinais miraculosos* edi!icando e !a"endo crescer a !é dos ouvintes$ 0a comunidade cu4os membros se dei2am guiar pelo %sp&rito Santo +c!$ Rm -.Sss/. A I. -1 $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. de milagres. S)' D o 'ue se ver. 11/. %le deu a mesma missão 'ue teve : (Como o 3ai me enviou.C/$ Ao escol1er ap>stolos. 1B/$ Deus (!a"ia milagres e2traordin)rios por intermédio de 3aulo. (até os con!ins do mundo*$ A Agre4a 3rimitiva entendeu 'ue a !é em Jesus. p$ . dos cegos 'ue viam +c!$ Mt 1S. mudando a )gua em vin1o saboroso. a Mim recebe.C/$ 0este sentido. 'ue tin1am tocado seu corpo. "rupo de 0ra$ão. 1ss/. mesmo depois da ascensão de Jesus ao 3ai$ Jesus l1es prometera o %sp&rito Santo. 1?L9 Mt 1B. seu poder$ 8 mesmo aconteceu com os ap>stolos na Agre4a 3rimitiva= (8 Sen1or cooperava com eles e con!irmava a sua palavra com os milagres 'ue a acompan1avam* +Mc 1L. B1/9 (. BN?.- . 1Css/.

1M/$ @oda ve" 'ue se reHnem em nome do Sen1or Jesus. em resposta oração de seus santos. 1-/. os milagres 'ue por meio de pessoas. por meio de cada bati"ado$ Sua vontade não mudou$ % 'uando se reHnem pessoas para louvar a Deus e proclamar sua gl>ria. nos tempos atuais. no 0ovo @estamento com Jesus e sua Agre4a$ %le 'uer operar 1o4e. Jesus se torna presente como A'uele sobre o 'ual coloca a sua complac7ncia +c!$ Mt . mani!estando a santidade de Deus e sua ação no mundo. os milagres se tornam presentes. da Agre4a triun!ante ou da Agre4a militante*-B$ -. pois. !ar) também as obras 'ue eu !aço. como agiu no Antigo @estamento. p$.. (os casos de curas e de milagres são de todos os tempos. pode?se de !orma mais convincente publicar as (maravil1as de Deus 1o4e e sempre$ Amém< DIDEIOFRA1IA AJAJ.1L$BS/. 1NN-$ -B $ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA. provando seu amor$ Deus continuar) agindo de !orma e2traordin)ria. 1B/$ Cabe. no amor. Conc!u#ão 8 dom de milagres estar) sempre presente na Agre4a.. !ortalecendo a !é de todos$ Ainda é preciso acreditar mais e mais neste dom de milagres no coração da Agre4a$ 3or meio dele.N . para pedir se4a o 'ue !or. no louvor. Jonas$ (spirai aos dons espirituais' . e!etivamente. e ninguém 'ue ten1a !é em Deus. ed$ São 3aulo= Lobola. consegu&?lo?ão de meu 3ai 'ue est) no céu* +Mt 1-. pois são promessas de Jesus a toda sua Agre4a= (. e !ar) ainda maiores do 'ue estas.uem cr7 em mim. no mesmo %sp&rito* +%! B.BC/= (se dois de v>s se reunirem sobre a terra. (tendo por %le acesso 4unto ao 3ai. 1N/$ 8nde est) a Agre4a reunida na !é. os milagres podem ocorrer de !orma natural. abrir?se sempre mais a este dom 'ue é também necess)rio nos dias de 1o4e$ K). 'uer diretamente. a cada cristão. na esperança. "rupo de ora$ão. por'ue eu vou para o 3ai* +Jo 1. não é de estran1ar 'ue milagres aconteçam realmente$ Jesus prometeu sua presença +c!$ Mt 1-. duvida 'ue %le ten1a operado as curas. na ação de graças.-$ . um re!lorescimento dos dons carism)ticos na Agre4a9 o dom de milagres continua sendo necess)rio para o surgimento e !ortalecimento da !é em Deus$ Assim.

ed de #i+s. 1N-. Lobola. 1N-L ccccc$ .. 1NN$ SC .o . decretos. 1N-. decretos.$ ccccc$ !umen "entium$ An$ C8M3O0DA8 D8 GA@ACA08 AA= constituiç:es. 1NNL$ J8W8 3AEL8 AA$ &hristifidelis !aici= e2ortação apost>lica sobre vocação e missão dos leigos na Agre4a e no mundo$ São 3aulo= 3aulinas. declaraç:es$ Antrodução e &ndice anal&tico de #rei Joaventura Qloppenburg$ Coordenação geral de #rei #rederico Gier$ B1 ed$3etr>polis= Go"es. 1NN. Qilian e M80@AIE%. 1-M p$ MAC0E@@. M.$ C80IR%IAVW8 3ARA A D8E@RA0A DA #D$ *nstru$ão sobre as ora$/es para alcan$ar de #eus a cura$ Cidade do Gaticano= Libreria %ditrice Gaticana.. declaraç:es$ Antrodução e &ndice anal&tico de #rei Joaventura Qloppenburg$ Coordenação geral de #rei #rederico Gier$ B1 ed$3etr>polis= Go"es. p$ C80CYLA8 %CEMO0AC8 GA@ACA08 AA$ (postolicam (ctuositatem$ An$ C8M3O0DA8 D8 GA@ACA08 AA= constituiç:es. pp$ SBM?SL. Santa$ 0 diálogo$ São 3aulo= 3aulinas. São 3aulo= 3aulinas. BCCC$ D%IRA0DAS. 1N-M$ JYJLAA SAIRADA$ @radução dos originais mediante a versão dos monges de Maredsous +Jélgica/$ S-$ ed$ São 3aulo= Ave?Maria.$ MCD800%LL.$ #ALG8. Ave?Maria. Jogot) +ColZmbia/= Centro Carism)tico Minuto de Di>s. 1N-1$ MADR%. 1N-L$ 3%DRA0A. dons do amor de #eus' B ed$ Campinas= Raboni. Ieorge$ (vivar a chama' São 3aulo= Lobola. Al&rio J$ &arismas para o nosso tempo = re!le2ão teol>gica e pastoral$ São 3aulo= Lobola. S$ 0 despertar dos carismas$ 11 ed$ São 3aulo= 3aulinas.M?11M$ C80#%RO0CAA CA@PLACA D8S %EA$ #eclara$ão pastoral sobre a %&&' das1ington= D$C$. 1NN1. 1NN1.$ ed$ 3etr>polis= Go"es. 1N-M$ CA@ARA0A D% S%0A. 1NN.8vila$ 7esus vive e .$ CA@%CASM8 DA AIR%JA CA@PLACA$ .enhor $ 3AEL8 GA$ Evangelii nuntiandi = e2ortação apost>lica sobre a evangeli"ação no mundo contempor5neo$ N ed$ São 3aulo= 3aulinas. 1NN-$ ccccc$ 0 dom das línguas$ . ed$ São 3aulo= Lobola. 1N-. Salvador Carrillo$ ( %enova$ão no Espírito . #rancis'@ 7esus que cura' São 3aulo= Lobola. 1N-N. pp$ . 1NN1$ M%LA0V80.ALDA]. 31ilippe$ (spirai aos carismas' Aparecida= Santu)rio.anto' Rio de Janeiro= Louva?a?Deus. Robert$ &arisma.

. 1/ ccccc$ &arismas' Aparecida= Santu)rio. 1NMM$ S1 . s$d$ +M>dulo J)sico. 1NNN$ +M>dulo Adentidade. BCCC$ ccccc$ 1regador ungido= missão e espiritualidade$ Aparecida= Santu)rio. 1NNN$ +M>dulo J)sico. BCC1$ +M>dulo J)sico./$ ccccc$ Secretaria 3aulo Ap>stolo$ *dentidade da %enova$ão &arismática &at+lica$ São 3aulo= Ave?Maria. 1/ ccccc$ Secretaria Ra!ael$ 0ra$ão pela cura$ B ed$ São José dos Campos= Comdeus./$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ &arismas no grupo de ora$ão$ São José dos Campos= ComDeus.$ GA0 D%0 J8R0. BCCC$ ccccc$ %ecebereis a for$a do Espírito . . Asac Asa&as$ Aanifesta$/es da presen$a do Espírito .anto$ Rio de Janeiro= Louva?a? Deus. 1NNN$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ "rupo de ora$ão$ São José dos Campos= ComDeus. 1NN. 1NNL$ R%08GAVW8 CARASMX@ACA CA@PLACA$ %scola 3aulo Ap>stolo$ ( espiritualidade da %&&$ São José dos Campos= ComDeus. Ronaldo José de$ 0 impacto da %enova$ão &arismática$ São José dos Campos= ComDeus. s$d +M>dulo Missão.ccccc$ "rupos de ora$ão= como !a"er a graça acontecer$ . 1NN.anto' São José dos Campos= ComDeus.ão 1aulo$ B ed$ São 3aulo= Lobola. . João %vangelista Martins$ 0s carismas em ./ SA0@A0A. 1NNN$ @%RRA. 1NNS$ GALL%. ed$ São 3aulo= Lobola. BCC1$ +Coleção RCC 0ovo Mil7nio.$ +Coleção 3aulo Ap>stolo./$ ccccc$ %scola 3aulo Ap>stolo$ !ideran$a cristã' São José dos Campos= ComDeus. #L8R%S .íblia$ B ed$ 3etr>polis= Go"es. %miliano. BCCC$ SCA0LA0. Lui" #ernando R$ . A$ #icionário enciclop-dico da . 1/$ @ARDA#. M$ &ura para o homem todo$ Rio de Janeiro= Louva?a?Deus. .ati)ados no Espírito$ São José dos Campos= ComDeus.ed$ São 3aulo= Lobola. José K$ 3rado$ 7esus está vivo$ B. 1N-L$ S8ESA.

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