Você está na página 1de 356

XXXII Congresso Brasileiro de

Ciências da Comunicação

CURITIBA l 04 > 07 SETEMBRO l 2009


CAMPUS DA UNIVERSIDADE POSITIVO

Comunicação, Educação e
Cultura na Era Digital

Promoção e Realização:
INTERCOM –Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
UP –Universidade Positivo
Co-Realização:
UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro-Oeste
UFPR – Universidade Federal do Paraná
Co-Promoção:
RPC –Rede Paranaense de Comunicação
Patrocínio:
Globo Universidade
Apoio:
Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional
CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
CAPES – Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos
ECA-USP – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
Parcerias:
FENAJ
Revista Imprensa
Programa do XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação

Projeto gráfico, editoração e produção gráfica:


Universidade Positivo
Escritório Experimental de Design
(41) 3317-3236
escritoriodesign@up.edu.br

Curso de Design
Prof. Antonio Razera Neto (Coordenador de Design - Projeto de Produto)
Prof. Re-nato Bertão (Coordenador de Design - Programação Visual)
Prof. Eliza Sawada (Coordenadora do Escritório Experimental de Design)
Roberta Perozza (Designer do Escritório Experimental de Design)

Realização
Universidade Positivo
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 l Campo Comprido l CEP 81280-330 l Curitiba - PR
Fone/Fax: +55 (41) 3317-3000 l www.up.edu.br

Secretaria INTERCOM
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - INTERCOM
Rua Joaquim Antunes, 705 l Pinheiros l CEP 05415-012 l São Paulo - SP l www.intercom.org.br
secretaria@intercom.org.br l Fone/Fax: +55 (11) 3596 9494 l +55 (11) 3596 4747

Organização
Antonio Hohlfeldt (Intercom/PUC-RS)
André Tezza (UP)
Elza Oliveira Filha (UP)
Fernando F. Almeida (Intercom / Umesp)
Genio de Paulo Alves Nascimento (Intercom)
Maria do Carmo Silva Barbosa (Intercom)
Maria Zaclis Veiga (UP)
Marialva Carlos Barbosa (Intercom / UFF)
Osvando J. de Morais (Intercom/Uniso)
Rosa Maria Dalla Costa (Intercom/UFPR)

Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (32 : 2009 : Curitiba).


Programa do XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da
Comunicação, 4 a 7 de setembro de 2009, Curitiba : comunicação
educação e cultura na era digital / organizado por Marialva Carlos
Barbosa, Maria do Carmo Silva Barbosa, André Tezza, Elza Oliveira
Filha e Maria Zaclis Veiga. [realização Intercom e UP]. - São Paulo:
Intercom, 2009.
356pp
ISSN 2175-5701

1. Ciências da Comunicação - Congresso – Brasil.


2. Pesquisa em Comunicação - Congresso. I. Barbosa,
Marialva Carlos,org. II. Barbosa, Maria do Carmo Silva,
org. III. Tezza, André,org. IV. Oliveira Filha, Elza,org
V.Veiga, Maria Zaclis.
Título: Comunicação, educação e cultura na era digital.
Mensagem de Boas-Vindas

Os cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Universidade Positivo completam


dez anos de funcionamento em 2009. Não haveria melhor maneira de comemorar a data do
que a oportunidade que nos foi dada de organizar a sediar este XXXII Congresso Brasileiro de
Ciências da Comunicação. Por isso, nossa primeira palavra de agradecimento é endereçada à
diretoria da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) que,
há mais de um ano, nos confiou a tarefa e, ao longo de todo o percurso, deu suporte e incentivo
para que chegássemos até aqui.

O evento não teria sido possível, no entanto, sem o apoio de todas as instâncias da Universidade
Positivo: à Reitoria, ao Departamento de Marketing, aos cursos de Design e de Turismo, que
atenderam prontamente nossas demandas; a todos os professores, funcionários, monitores, es-
tagiários e alunos que se envolveram neste processo, nosso agradecimento especial.

Em conjunto com as entidades parceiras – a Universidade Federal do Paraná e a Universidade


Estadual Centro-Oeste do Paraná – procuramos antecipar cada detalhe das necessidades dos
participantes do congresso e buscamos atender a todos. Pois você, congressista, é o nosso con-
vidado principal da festa de dez anos. Sua presença fará com que tenhamos oportunidade de
aprender coisas novas; sua participação nas inúmeras atividades do congresso resultará em de-
bates e avanços que farão crescer nossos conhecimentos; os trabalhos apresentados ajudarão a
apontar os infindáveis caminhos que podem ser percorridos pela pesquisa, pelo ensino e pela
prática profissional na área da comunicação. Você contribuirá para que cresça o nosso círculo
de amizades e deixará Curitiba, certamente, com muitos novos amigos e amigas.

Sejam muito bem-vindos! Desejamos que este XXXII Congresso da Intercom seja um marco
importante na sua trajetória acadêmica e pessoal, assim como temos certeza que será para os
nossos cursos e para cada um de nós, professores e alunos da Universidade Positivo. Desejamos
que você se sinta acolhido no nosso campus como se estivesse em sua própria casa. Esperamos
que você consiga, apesar de todo trabalho ao longo do evento, desfrutar alguns dos atrativos
de Curitiba para que tenha vontade de voltar: a cidade estará sempre de braços abertos, da
mesma maneira que cada um de nós.

André Tezza
Elza Oliveira Filha
Maria Zaclis Veiga
Comissão organizadora local
Palavra do Reitor
Apresentação

Mais do que nunca, acreditar na importância da Comunicação Social


Prof. Dr. Antonio Hohlfeldt*

Estamos realizando este XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, aqui em Curiti-
ba, com muitas coisas para comemorar e outras para nos preocupar. A nos preocupar, a decisão
do Superior Tribunal Federal a respeito da não obrigatoriedade de diploma para a prática profis-
sional do jornalismo. Como a questão é polêmica, a INTERCOM não entrou na discussão de seus
méritos. Mas esta decisão, combinada com a outra que acabou com a antiga Lei de Imprensa,
deixa a sociedade brasileira e o Judiciário sem qualquer referência específica para decisões que
envolvam abuso do direito da expressão ou falta de direito à informação. Isso, sim, deve deixar
toda a sociedade brasileira preocupada, porque se fica à mercê de resoluções que podem ser
decididas no calor da hora ou, pior, sobretudo em regiões distantes do país, onde nem sempre
a legalidade chegou plenamente, à disposição da autoridade de plantão.

Por isso mesmo, e ainda que decidido com muita antecedência em relação a essas questões,
o tema do Congresso deste ano se reveste de especial importância. “Comunicação, Educação
e Cultura na Era Digital” é um programa extenso, ambicioso, de extrema responsabilidade. Se
tomarmos Cultura como todo o conjunto de valores e práticas que marca uma sociedade, e
Educação como o processo de aprendizagem sobre o mundo e sobre nós mesmos, podemos
dizer que a Comunicação está no centro e na articulação dessas duas perspectivas. É através da
Comunicação que a Cultura se processa. É mediante a Comunicação que a Educação se con-
cretiza. Temos belas lições a recordar de pioneiros como Luís da Câmara Cascudo, sobretudo
no campo da comunicação popular, e de Paulo Freire, no campo da educação popular. Temos,
enfim, referência imediata nas propostas de Luiz Beltrão quanto à comunicação popular.

O tema de nosso Congresso, contudo, acrescenta um detalhe importante: tudo isso acontece
na Era Digital. Ora, isso aumenta a nossa responsabilidade, porque amplia sua atuação, aprofun-
dando-a e alargando-a; e, ao mesmo tempo, dificulta-a, porque traz novas exigências e desafios.
Costuma-se dizer que o indivíduo que ainda enfrenta o analfabetismo tradicional agora fica
posto diante do analfabetismo informático. Qualquer um de nós que trabalhe com os processos
de Informação e de Comunicação na era digital sabe, porém, que uma perspectiva apocalíptica
é absolutamente falsa. Basta lembrar que, quando do surgimento da escrita, um percentual
imenso da população foi sendo gradualmente marginalizada, e por isso mesmo os alfabetiza-
dos ocuparam, dominaram e manipularam o poder ao longo de séculos, como bem já mostrou
Harold Innis, ainda nos anos 1950. Ora, se efetivamente o Brasil e a América Latina ainda pos-
suem preocupantes taxas de analfabetos, não é menos verdade que o crescimento do domínio
de compreensão e de instrumentalização da informática, por parte de nossas populações, tem-
se feito em ritmos muito rápidos. Por certo ainda temos percentuais pequenos em relação ao
todo da população com pleno acesso às redes computadorizadas. Mas somos surpreendidos,
a todo o momento, por comportamentos positivamente inesperados, por investimentos na
popularização do acesso à rede e, sobretudo, pela preocupação sobre o melhor uso de tais no-
vas tecnologias, justamente em favor da Educação e da Cultura, da real Comunicação entre os
povos e cada um de nós.

O XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação traz, a partir deste ano, algumas novi-
dades. Diminuímos de tamanho, para garantir que os congressistas pudessem aproveitar melhor
as diferentes atividades programadas. Assim mesmo, estamos batendo recordes de inscrição de
trabalhos e de presença em Curitiba, de tal sorte que tivemos de tomar como um máximo de
cinco mil participantes o teto para um bom atendimento por parte da INTERCOM e da Univer-
sidade Positivo, nossa parceira deste ano. Mas não foi apenas este Congresso nacional que ex-
trapolou nossas expectativas. Pelo menos três dos congressos regionais também ultrapassaram
números de anos anteriores, o que mostra o acerto das últimas diretorias da INTERCOM com a
criação dessa descentralização, que tem dois motivos básicos: a) permitir maior e mais simples
acesso a estudantes e professores interessados, sobretudo levando em conta a realidade das
enormes distâncias físicas que caracterizam nosso país e que, neste caso, nem as redes con-
seguem vencer; b) racionalizar a realização de encontros que custam caro, sobretudo em despe-
sas de locomoção e de hotelaria, o que fica cada vez mais difícil de ser coberto pelos apoios das
agências oficiais de fomento à pesquisa ou nossos parceiros universitários constantes.

Aliás, aqui, uma palavra especial de agradecimento, primeiro ao CNPQ – Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico, sempre o primeiro a nos dar seu aval; à CAPES – Co-
ordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, também parceira constante e fiel;
à FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, outra parceira histórica
na realização de nossos eventos; e às demais agências regionais de fomento à pesquisa e enti-
dades mais específicas, como a FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, sem as quais realizar
nossos congressos seria absolutamente impossível. Não podemos esquecer ainda a parceria
crescente que temos desenvolvido com o projeto Globo Universidade e o Canal Futura, e agora,
também, com o Itaú Cultural.

Mas, mais que tudo e todos, precisamos agradecer a nossos Conselheiros regionais, aos coorde-
nadores de congressos e todas as suas equipes, às Reitorias das diferentes universidades que, a
cada ano, nos recebem em seus campi e nos dão o melhor que cada região pode nos oferecer.
Sem esses companheiros todos, professores, técnicos, pesquisadores e estudantes, a INTERCOM
nada faria e nem teria sentido a sua existência, ao longo desses 33 anos, como tem sido.

Falemos de novidades. Começamos a escolher temas que marcarão diferentes seminários,


simpósios e mesas especiais. Neste ano, com a presença do Prof. Dr. Tapio Varis, vamos falar do
Relatório McBride e da importância da Nova Ordem da Comunicação. Propusemos reavaliar o
que se dizia, então, a respeito dos fluxos informacionais no mundo: terá a centralização se agra-
vado ou diminuído com a rede internacional de computadores?

Por outro lado, começamos a falar de nós mesmos. Por proposta da atual Diretoria, a partir deste
congresso, e nos próximos anos, vamos refletir um pouco sobre a obra e a contribuição ao cam-
po da Comunicação dada pelos nossos ex-presidentes. Começamos, evidentemente, pelo fun-
dador e Presidente de Honra da INTERCOM, José Marques de Melo. Não se trata apenas de uma
homenagem ou de um reconhecimento, mas sim de uma reavaliação, a ser feita da maneira
mais ampla possível, e numa perspectiva científica e universitária.

A realização de simpósios e colóquios binacionais, agora em boa parte deslocados dos períodos
de congressos, se dificulta seu financiamento, permitiu-nos mudar seus formatos, o que vamos
efetivar gradualmente, garantindo a paridade entre as duas nações proponentes. De qualquer
modo, a realização deste Colóquio Brasil-França, no âmbito do XXXII Congresso, é o reconheci-
mento de que tradições não devem ser rompidas, e, se queremos inovar, por certo não preten-
demos perder o que já conquistamos e as relações que já compusemos.

Por fim, uma palavra de alegria: seguindo proposta da Diretoria anterior, pela primeira vez em
nossa história poderemos antecipar, em nossa Plenária de final de congresso, não apenas as
sedes regionais e nacional do próximo ano de 2010, mas também a de 2011. E dizer que já
temos bem encaminhadas até mesmo sedes para 2012. Isso significa que, cada vez mais, os
congressos regionais e nacional poderão ser planejados e preparados com maior objetividade,
dando tempo e tranqüilidade para que as próximas diretorias se organizem, e para que nossos
associados e participantes programem os deslocamentos e apresentação de seus papers.

* Presidente da INTERCOM e Presidente da LUSOCOM; Professor do PPGCOM da PUCRS. Pesquisador


do CNPq
Organização do Congresso
Coordenação Geral Antonio Hohlfeldt (Intercom/PUC-RS)
Marialva Carlos Barbosa (Intercom/UFF)
André Tezza (UP)
Elza Oliveira Filha (UP)
Maria Zaclis Veiga (UP)

Comissão Organizadora Antonio Hohlfeldt (Intercom/PUC-RS)


André Tezza (UP)
Elza Oliveira Filha (UP)
Fernando F. Almeida (Intercom / Umesp)
Genio de Paulo Alves Nascimento (Intercom)
Maria do Carmo Silva Barbosa (Intercom)
Maria Zaclis Veiga (UP)
Marialva Carlos Barbosa (Intercom / UFF)
Osvando J. de Morais (Intercom/Uniso)
Rosa Maria Dalla Costa (Intercom/UFPR)

Comissão Científica Anamaria Fadul (Umesp)


Antonio Hohlfeldt (Intercom/PUC-RS)
Cicilia M. Krohling Peruzzo (Intercom/Umesp)
Edgar Rebouças (Intercom/Ufes)
Eduardo Meditsch (UFSC)
Fernando F. de Almeida (Intercom/Umesp)
José Marques de Melo (Intercom/Umesp)
Maria Cristina Gobbi (Intercom/Umesp/Unesp)
Marialva Carlos Barbosa (Intercom/UFF)
Nélia Rodrigues Del Bianco (Intercom/UnB)
José Carlos Marques (Intercom/Unesp)
Osvando J. de Morais (Intercom/Uniso)
Paula Casari Cundari (Intercom/Feevale)

Coordenação Local Alexandre Tadeu dos Santos (UP)


Ana Claudia M. Nunes (UP)
Ana Paula Mira (UP)
André Berberi (UP)
André Tezza (UP)
Ariane Carla Pereira (Unicentro)
Carlos Alexandre Gruber de Castro (UP)
Celso Rogério Klammer (UP)
Christian Luiz Melim Schwartz (UP)
Christiane Monteiro Machado (UP)
Desiree Menezes (UFPR)
Elson Faxina (UP)
Eduardo Baggio (UP)
Elza Oliveira Filha (UP)
Emerson Castro (UP)
Espencer Gandra (Unicentro)
Evelyn Mosca (UP)
Francismar Formentão (Unicentro)
Hilton Castelo (UP)
Iris Yae Tomita (Unicentro)
Itanel de Bastos Quadros (UFPR)
Kelly Prudencio (UFPR)
Layse Nascimento (Unicentro)
Leandro Moreira (Unicentro)
Lucas Thimoteo (Unicentro)
Luciana Panke (UFPR)
Luz Maria Romero Silva (UP)
Marcelo Catto Gallina (UP)
Marcelo Lima (UP)
Marcio Fernandes (Unicentro)
Marcio Macedo (Unicentro)
Maria Cora Chaves (UP)
Maria Zaclis Veiga (UP)
Nicolás Ramírez Torres (UP)
Paulo Negri (UFPR)
Rafael Ginane Bezerra (UP)
Raquel Pazini (UP)
Re-nato Antonio Bertão (UP)
Ricardo Macedo (UP)
Rogerio Mainardes (UP)
Rosa Maria Dalla Costa (UFPR)
Sérgio Menezes (UP)
Sonia Kurchaidt (Unicentro)
Tamara Sandra Pereira (UP)

Secretaria Executiva Maria do Carmo Silva Barbosa (Intercom)


Genio de Paulo Alves Nascimento (Intercom)

Núcleo de Atividades Raquel Pazini (AGATUR – Agência Acadêmica de Turismo da UP)


Culturais e Turísticas

INTERCOM
Diretoria Executiva (2008-2011)

Presidente Antonio Carlos Hohlfeldt


Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nélia Rodrigues Del Bianco


Universidade de Brasília

Diretor Financeiro Fernando Ferreira de Almeida


Universidade Metodista de São Paulo

Diretor Administrativo José Carlos Marques


Universidade Estadual Paulista

Diretora Científica Marialva Carlos Barbosa


Universidade Federal Fluminense

Diretora Cultural Rosa Maria Cardoso Dalla Costa


Universidade Federal do Paraná

Diretor Editorial Osvando José de Morais


Universidade de Sorocaba

Diretora de Documentação Maria Cristina Gobbi


Universidade Metodista de São Paulo e Universidade Estadual Paulista

Diretora de Projetos Paula Casari Cundari


Centro Universitário Feevale

Diretor de Relações Edgar Rebouças


Internacionais Universidade Federal de Espírito Santo

Conselho Curador José Marques de Melo (Presidente de Honra)


Anamaria Fadul (Presidente)
Gaudêncio Torquato (Vice-Presidente)
Margarida M. Krohling Kunsch (Secretária)
Cicilia Peruzzo (Conselheira)
Maria Immacolata Vassallo de Lopes (Conselheira)
Manoel Carlos Chaparro (Conselheiro)
Sonia Virgínia Moreira (Conselheira)
Adolpho Carlos Françoso Queiroz (Conselheiro)

Conselho Fiscal Ada de Freitas Maneti Dencker


Eduardo Barreto Viana Meditsch
Giovandro Marcus Ferreira
José Luiz Proença
Maria Salett Tauk Santos

Conselho Consultivo Maria Ataíde Malcher (Norte)


Representantes por regiões Moacir Barbosa de Sousa (Nordeste)
Ana Carolina Rocha Pessoa Temer (Centro-Oeste)
Iluska Maria da Silva Coutinho (Sudeste)
Valério Cruz Brittos (Sul)

Representantes de Maria Adísia de Barros Sá


pesquisadores Carlos Eduardo Lins da Silva
Muniz Sodré de Araújo Cabral
Gustavo Adolfo León Duarte
Luis Humberto Marcos
Manuel Peres i Maicas
Programa da Intercom 2009

Edição do Programa Marialva Carlos Barbosa (Intercom/UFF)


Gênio de Paulo Alves Nascimento (Intercom)

Capa e Projeto Gráfico Roberta Augustinho Perozza (UP)


Sumário
15 Apresentação do Tema Central

17 Síntese do Programa

31 BRASIL-FRANÇA- IX Colóquio Bi-nacional de Ciências da Comunicação


31 Programa

38 III SOCICOM
38 Fórum das Associações cientificas e as acadêmicas de comunicação

39 FÓRUM INTERCOM

40 Congresso
40 III Oficinas Intercom de Divulgação Científica

42 Abertura do Congresso

43 XXXII CECOM

45 II LIBERCOM

48 IV PUBLICOM
48 Jornalismo
48 Publicidade e Propaganda
49 Relações Públicas e Comunicação Organizacional
49 Comunicação Audiovisual
49 Comunicação Multimídia
50 Interfaces Comunicacionais
50 Comunicação, Espaço e Cidadania
51 Estudos Interdisciplinares da Comunicação

52 IX Encontro dos Grupos de Pesquisa e Núcleos de Pesquisa Intercom


52 DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP GÊNEROS JORNALÍSTICOS
58 DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP HISTÓRIA DO JORNALISMO
64 DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP JORNALISMO IMPRESSO
73 DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP TELEJORNALISMO
81 DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP TEORIA DO JORNALISMO
90 DIVISÃO TEMÁTICA 2 - GP PUBLICIDADE E PROPAGANDA
106 DIVISÃO TEMÁTICA 3 - GP RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL
119 DIVISÃO TEMÁTICA 4 - NP COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL
133 DIVISÃO TEMÁTICA 4 - GP FOTOGRAFIA
139 DIVISÃO TEMÁTICA 4 - NP FICÇÃO SERIADA
144 DIVISÃO TEMÁTICA 4 - GP RÁDIO E MIDIA SONORA
154 DIVISÃO TEMÁTICA 5 - GP CONTEÚDOS DIGITAIS E CONVERGÊNCIAS TECNOLÓGICAS
166 DIVISÃO TEMÁTICA 5 - GP CIBERCULTURA
177 DIVISÃO TEMÁTICA 6 - GP COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO
191 DIVISÃO TEMÁTICA 6 - GP COMUNICAÇÃO E ESPORTE
197 DIVISÃO TEMÁTICA 6 - NP COMUNICAÇÃO E CULTURAS URBANAS
211 DIVISÃO TEMÁTICA 6 - GP FOLKCOMUNICAÇÃO
216 DIVISÃO TEMÁTICA 6 - NP PRODUÇÃO EDITORIAL
221 DIVISÃO TEMÁTICA 7 - GP COMUNICAÇÃO PARA A CIDADANIA
231 DIVISÃO TEMÁTICA 7 – GP COMUNICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL E LOCAL
239 DIVISÃO TEMÁTICA 7 – GP GEOGRAFIAS DA COMUNICAÇÃO
244 DIVISÃO TEMÁTICA 7 – GP MÍDIA, CULTURA E TECNOLOGIAS DIGITAIS NA AMÉRICA LATINA
251 DIVISÃO TEMÁTICA 8 - GP COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA, MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE
258 DIVISÃO TEMÁTICA 8 - GP COMUNICAÇÃO, TURISMO E HOSPITALIDADE
265 DIVISÃO TEMÁTICA 8 - GP ECONOMIA POLÍTICA DA INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E CULTURA
271 DIVISÃO TEMÁTICA 8 - GP POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO E CULTURA
278 DIVISÃO TEMÁTICA 8 – GP SEMIÓTICA DA COMUNICAÇÃO
284 DIVISÃO TEMÁTICA 8 – NP TEORIAS DA COMUNICAÇÃO

289 V INTERCOM JÚNIOR – Sessão de Apresentação de Trabalhos de Iniciação Científica


289 DT1 - INTERCOM JÚNIOR - JORNALISMO
298 DT2- INTERCOM JÚNIOR - PUBLICIDADE E PROPAGANDA
303 DT3 - INTERCOM JÚNIOR - RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL
307 DT4 - INTERCOM JÚNIOR - COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL
316 DT5 - INTERCOM JÚNIOR - COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA
321 DT6 - INTERCOM JÚNIOR - INTERFACES COMUNICACIONAIS
325 DT7 - INTERCOM JÚNIOR - COMUNICAÇÃO, ESPAÇO E CIDADANIA
330 DT8 - INTERCOM JÚNIOR - ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA COMUNICAÇÃO

335 XVI EXPOCOM – Jornada de Pesquisa Experimental em Comunicação


335 I - CINEMA E AUDIOVISUAL
338 II - JORNALISMO
344 III - PRODUÇÃO EDITORIAL
344 IV - PUBLICIDADE E PROPAGANDA
348 V- RELAÇÕES PÚBLICAS
350 VI - ÁREAS EMERGENTES E PRODUÇÃO TRANSDISCIPLINAR EM COMUNICAÇÃO

353 IV RP BRASIL
INTERCOM 2009 l Curitiba

Apresentação do Tema Central

“Comunicação, Educação e Cultura na Era Digital”

Eis o tema que motiva pesquisadores da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares
da Comunicação – para o Congresso de Curitiba, em 2009, tendo em conta formular juízos, expor
projetos e intercâmbio de experiências sobre o processo de digitalização da informação, seu impacto
nas condições de produção, difusão e acesso a bens simbólicos. A era digital representa uma etapa
desafiadora para focar a relação entre tecnologia e comunicação, a partir do fato de que as mediações
no campo da educação e da cultura expressam novas condições de sociabilidade, compartilhamento
de informações e mudanças nas apreensões de sentidos e de inteligência humanos.

A complexidade e o acúmulo das revoluções informacionais que percorrem as passagens da tipo-


grafia para a eletrônica e destas para a informatização fizeram com que ciência e tecnologia, mun-
do privado e esfera pública, informação e entretenimento adquirissem contornos que precisam ser
decifrados em termos estéticos, éticos e políticos. Ao propor o debate sobre as interfaces entre a era
digital e os impactos nas esferas da cultura e da educação, a Intercom convida os pesquisadores a se
defrontarem com a questão da nucleação que os processos de comunicação adquirem no espectro
da sociedade globalizada e sistêmica. Ou seja, a digitalização dos processos comunicativos representa
mais que o fluxo de informações entre pessoas, sociedades e culturas, já que expressam alterações
nos modos de operar e de existir, o que, do ponto de vista educativo, revela formas de adaptação e de
gerenciamento do conhecimento.

Na era digital, acentuam-se as representações simuladas e virtuais da realidade, há uma tendência à


compactação da informação e seu acesso remoto, quando é possível compartilhar imagens, textos,
produções seriais motivadas pela indústria da cultura e outras oriundas de redes descentradas e des-
locadas das estruturas convencionais de poder. A digitalização permite outras fontes para a pesquisa
científica, afeta as condições de convivência e de transmissão do conhecimento. É um momento em
que se verificam a convergência tecnológica, a miniaturização dos equipamentos, a hibridização de
linguagens e suportes, e mais do que isto: a profunda modificação nas formas de comunicação que
altera também a maneira como se articulam experiência e imaginação.

Nesse contexto, e partindo da suposição de que inexiste neutralidade do uso dos aparatos técnicos,
já que resultam de condições objetivas do trabalho e das necessidades humanas historicamente
construídas, os processos de comunicação, especialmente na era digital, adquirem dimensões cult-
urais e educativas que necessitam ser analisadas sob diferentes perspectivas, já que expressam mu-
danças nas formas de apreender a realidade, nas maneiras do exercício do poder e do controle social,
bem como nas condições afetas à experiência e construção do imaginário.

Diante da complexidade e da sua atualidade, eis um tema que suscita lidar com a relação homem e
tecnologia, formação num ambiente artificializado e as condições estéticas e éticas para observar a
migração da oralidade e da escrita para o ambiente da informática, e a condição que esta coloca não
só para a comunicação, mas também para as formas recentes de produção de conhecimento e sua
articulação com a ciência, com a tecnologia e com o funcionamento mais amplo da sociedade.

A Intercom - que tem como fundamento o pluralismo de idéias - ao focar a digitalização na perspec-
tiva da cultura e da educação, suscita pensar as interfaces entre tecnologia e condição da vida hu-
mana, que envolve comunicação, linguagem e cidadania.

Prof. Dr. Belarmino Cesar Guimarães da Costa


Diretor da Faculdade de Comunicação / UNIMEP
Coordenador do GP Comunicação e Educação

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 15


INTERCOM 2009 l Curitiba

SÍNTESE DO PROGRAMA

INTERCOM 2009
CAMPUS DA UNIVERSIDADE POSITIVO

Síntese do Programa
Pré-Congresso

Pré-Congresso
Quarta-feira l 02 de Setembro

14-17h II FÓRUM EPTIC


Bloco Vermelho Tema: TV Digital
Auditório 1

Quinta-feira l 03 de Setembro

9–12 h BRASIL-FRANÇA
14–17 h IX Colóquio Bi-nacional de Ciências da Comunicação
Bloco Vermelho
Auditório 1

Sexta-feira l 04 de Setembro

9–12 h BRASIL-FRANÇA
14–17 h IX Colóquio Bi-nacional de Ciências da Comunicação
Bloco Vermelho
Auditório 1

9–10 h Fórum INTERCOM


Bloco Vermelho Entrega dos Troféus aos Vencedores dos Prêmios Estudantis 2008
Auditório 2

1O–12 h Reunião dos Conselhos Curador, Fiscal e Consultivo


Bloco Vermelho
Auditório 2

14–17 h Fórum dos Coordenadores de GPs/NPs


Hotel Radisson
Salão Agatha

9h-12h III SOCICOM - Fórum das Associações Científicas e Acadêmicas de


Bloco Vermelho Comunicação
Sala 2 d

As Ciências da Comunicação como Área de Conhecimento dentro do Sistema de Ciências,


Tecnologia e Inovação

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 17


INTERCOM 2009 l Curitiba

Congresso
XXXII Congresso Intercom

Síntese do Programa
Sexta-feira l 04 de Setembro

Congresso
Manhã- Recepção aos Congressistas
Tarde
Campus da
Universidade
Positivo
Secretaria do
Evento

8–12 h III Oficinas INTERCOM de Divulgação Científica


14 - 17h
Bloco Azul

19 h Solenidade de Abertura do Congresso


Grande Teatro Conferência Inaugural - Dominique Wolton
Positivo

Sábado l 05 de Setembro

9–12 h XXXII CECOM


Bloco Amarelo Painel 1 - Cultura Digital e Fronteiras do Contemporâneo
Auditório 1

9–12 h Painel 2 - MacBride after 30 years: O Relatório MacBride e o


Bloco Amarelo fluxo internacional da Comunicação. Uma reflexão sobre os últimos 30 anos
Auditório 2

9–12 h Painel 3 - Desafios da Comunicação, Educação e Cultura na Era Digital –


Bloco Vermelho uma abordagem a partir dos sujeitos
Auditório 1

9–12 h Painel 4 - 50 anos de CIESPAL: Contribuições para a Comunicação,


Bloco Vermelho Educação e a Cultura na América Latina
Auditório 2

9–12 h III SOCICOM - Fórum das Associações Científicas e Acadêmicas de


Bloco Amarelo Comunicação
Sala 121
O Plano Nacional de Pós-Graduação (2005-2010) e a Pós-Graduação
em Comunicação

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 19


INTERCOM 2009 l Curitiba

9 -12h IX Encontro dos Grupos de Pesquisa e


14 - 17h
Núcleos de Pesquisa da INTERCOM
Sessão de Apresentação de Trabalhos nos GPs e NPs.
(Organizado por ordem alfabética)

Bloco Vermelho Audiovisual


Salas 101, 102 e 103

Bloco Azul Cibercultura


Salas 215, 216 e 217

Bloco Vermelho Comunicação e Culturas Urbanas


Salas 104, 104a
e 105a

Bloco Vermelho
Sala 2
Comunicação e Desenvolvimento Regional e Local

Bloco Azul Comunicação e Educação


Salas 220 e 221

Bloco Azul Comunicação e Esporte


Sala 209

Bloco Vermelho
Salas 2a e 2b
Comunicação para a Cidadania

Bloco Vermelho
Sala 1
Comunicação, Ciência, Meio Ambiente e Sociedade

Bloco Vermelho Comunicação, Turismo e Hospitalidade


Sala 2e

Bloco Azul
Salas 218 e 219
Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas

Bloco Vermelho
Sala 3
Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura

Bloco Vermelho
Sala 106
Ficção Seriada

Bloco Vermelho Folkcomunicação


Sala 5

Bloco Azul Fotografia


Sala 120

Bloco Azul Gêneros Jornalísticos


Sala 2

Bloco Vermelho Geografias da Comunicação


Sala 2c

20 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Bloco Azul História do Jornalismo


Salas 3 e 6

Síntese do Programa
Bloco Azul Jornalismo Impresso
Salas 7 e 13

Congresso
Bloco Vermelho Mídia, Cultura e Tecnologias Digitais na América Latina
Sala 2d

Bloco Vermelho Políticas de Comunicação e Cultura


Sala 4

Bloco Vermelho
Sala 107
Produção Editorial

Bloco Azul Publicidade e Propaganda


Sala 201, 202 e 203

Bloco Azul Rádio e Mídia Sonora


Sala 207 e 208

Bloco Azul RP e Comunicação Organizacional


Salas 205 e 206

Bloco Vermelho Semiótica da Comunicação


Sala 6

Bloco Azul Telejornalismo


Sala 112

Bloco Azul Teoria do Jornalismo


Salas 14 e 15

Bloco Vermelho Teorias da Comunicação


Sala 109

9 -12h V INTERCOM JÚNIOR


14 - 18h
Sessão de Apresentação dos Trabalhos de Iniciação Científica

Bloco Bege DT 1 – Jornalismo


Salas 16, 17 e 18

Bloco Bege DT 2 – Publicidade e Propaganda


Salas 102 e 103

Bloco Bege DT 3 – Relações Públicas e Comunicação Organizacional


Salas 123 e 124

Bloco Bege DT 4 – Comunicação Audiovisual


Salas 207, 208
e 209

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 21


INTERCOM 2009 l Curitiba

Bloco Bege DT 5 – Comunicação Multimídia


Salas 210 e 211

Bloco Bege DT 6 – Interfaces Comunicacionais


Salas 218 e 219

Bloco Bege DT 7 – Comunicação, Espaço e Cidadania


Salas 220 e 221

Bloco Bege DT 8 – Estudos Interdisciplinares da Comunicação


Salas 222 e 223

9 -12h XVI EXPOCOM


14 - 18h
Bloco Amarelo
Jornada da Pesquisa
Salas 15, 103, 104,
105, 106, 107, 108,
Experimental em Comunicação
109, 110, 111, 112,
113, 114, 115 e 116

14 - 18h XXXII CECOM


Bloco Azul Painel 5 - A INTERCOM e a Memória das Ciências da Comunicação
Auditório

14 - 16h Palestra
Bloco Vermelho Jornalismo online: o portal de notícias G1
Auditório 1

14- 18 h II LIBERCOM (Mesas Redondas)


Bloco Amarelo Comunicação e Política ou comunicação política? Debate em torno de um campo de
Sala 212
estudo

14- 18 h O mundo no papel e o mundo digital: diálogos interculturais


Bloco Amarelo
Sala 213

14- 18 h Quatro casamentos e nenhum funeral. Cinema e Interfaces


Bloco Amarelo
Sala 214

19 h IV PUBLICOM
Biblioteca Lançamento de Livros dos Sócios

20 h30 Noite Fotográfica


Bloco Vermelho
Audittório 1

Domingo l 06 de Setembro

9- 12 h II LIBERCOM (Mesas Redondas)


Bloco Amarelo Epistemologia, Teorias e Metodologias de Pesquisa em Cibercultura
Sala 117

22 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

9 – 12 h Da revolução à evolução: o ensino do jornalismo digital na


convergência dos meios

Síntese do Programa
Bloco Amarelo
Sala 118

III SOCICOM - Fórum das Associações Científicas e

Congresso
9 – 12 h
Bloco Amarelo Acadêmicas de Comunicação
Sala 121
A formação e a avaliação nos cursos de Graduação em Comunicação

9 -12h IX Encontro dos Grupos de Pesquisa e


14 - 18h Núcleos de Pesquisa da INTERCOM
Sessão de Apresentação de Trabalhos nos GPs e NPs.

Bloco Vermelho Audiovisual


Salas 101, 102 e 103

Bloco Azul Cibercultura


Salas 215, 216 e 217

Bloco Vermelho Comunicação e Culturas Urbanas


Salas 104, 104a
e 105a

Bloco Vermelho
Sala 2
Comunicação e Desenvolvimento Regional e Local

Bloco Azul Comunicação e Educação


Salas 220 e 221

Bloco Azul Comunicação e Esporte


Sala 209

Bloco Vermelho
Salas 2a e 2b
Comunicação para a Cidadania

Bloco Vermelho
Sala 1
Comunicação, Ciência, Meio Ambiente e Sociedade

Bloco Vermelho Comunicação, Turismo e Hospitalidade


Sala 2e

Bloco Azul
Salas 218 e 219
Conteúdos Digitais e Convergências Tecnológicas

Bloco Vermelho
Sala 3
Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura

Bloco Vermelho
Sala 106
Ficção Seriada

Bloco Vermelho Folkcomunicação


Sala 5

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 23


INTERCOM 2009 l Curitiba

Bloco Azul Fotografia


Sala 120

Bloco Azul Gêneros Jornalísticos


Sala 2

Bloco Vermelho Geografias da Comunicação


Sala 2c

Bloco Azul História do Jornalismo


Salas 3 e 6

Bloco Azul Jornalismo Impresso


Salas 7 e 13

Bloco Vermelho
Sala 2d
Mídia, Cultura e Tecnologias Digitais na América Latina

Bloco Vermelho Políticas de Comunicação e Cultura


Sala 4

Bloco Vermelho Produção Editorial


Sala 107

Bloco Azul Publicidade e Propaganda


Sala 201, 202 e 203

Bloco Azul Rádio e Mídia Sonora


Salas 207 e 208

Bloco Azul RP e Comunicação Organizacional


Salas 205 e 206

Bloco Vermelho Semiótica da Comunicação


Sala 6

Bloco Azul
Sala 112
Telejornalismo

Bloco Azul Teoria do Jornalismo


Salas 14 e 15

Bloco Vermelho Teorias da Comunicação


Sala 109

9 -12h V INTERCOM JÚNIOR


14 - 18h
Sessão de Apresentação dos Trabalhos de Iniciação Científica

Bloco Bege DT 1 – Jornalismo


Salas 16, 17 e 18

24 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Bloco Bege l DT 2 – Publicidade e Propaganda


Salas 102 e 103

Síntese do Programa
Bloco Bege DT 3 – Relações Públicas e Comunicação Organizacional
Salas 123 e 124

Congresso
Bloco Bege DT 4 – Comunicação Audiovisual
Salas 207, 208
e 209

Bloco Bege DT 5 – Comunicação Multimídia


Salas 210 e 211

Bloco Bege DT 6 – Interfaces Comunicacionais


Salas 218 e 219

Bloco Bege DT 7 – Comunicação, Espaço e Cidadania


Salas 220 e 221

Bloco Bege DT 8 – Estudos Interdisciplinares da Comunicação


Salas 222 e 223

9 -12h XVI EXPOCOM


14 - 18h
Bloco Amarelo
Jornada da Pesquisa
Salas 15, 103, 104,
105, 106, 107, 108,
Experimental em Comunicação
109, 110, 111, 112,
113, 114, 115 e 116

14 - 18h II LIBERCOM ( Mesas Redondas)


Bloco Amarelo O jornalismo sob o signo da cibercultura: desafios emergentes
Sala 121

Bloco Amarelo Rede IFES Alternativa para Produção e


Sala 103
Intercâmbio de Programas de Rádio e TV nas IFES

Bloco Amarelo
Sala 119
O desafio do ensino: Comunicação e tecnologias

Bloco Amarelo Desafios da Pós-Graduação em Comunicação: perspectivas e análises


Sala 120

Bloco Amarelo Comunicação Publicitária em Novos Formatos


Sala 124

16 h IV RP BRASIL
Bloco Vermelho Simpósio de premiação do IV Prêmio Relações Públicas do Brasil
Auditório 1

18 h Reunião de coordenadores de cursos de Jornalismo –


Bloco Vermelho proposta de lançamento de jornal-laboratório nacional
Auditório 2

19 h BELTRÃO 2009
Bloco Azul Solenidade de Entrega de Troféus aos Vencedores do
Auditório Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 25


INTERCOM 2009 l Curitiba

Segunda-feira l 07 de Setembro

9 – 12 h II LIBERCOM (Mesas Redondas)


Bloco Amarelo Comunicação, Cultura e Educação na era digital: tradição x inovação
Sala 117

9 – 12 h Comunicação Organizacional: Desafios do século XXI


Bloco Amarelo
Sala 118

9 – 12 h Jornalistas ou Escritores?
Bloco Amarelo
Sala 119

9 – 12 h Produção de Conteúdos para Mídias Digitais


Bloco Amarelo
Sala 121

9 – 12 h Instabilidades e Ambivalências: Poéticas das Interfaces em Comunicação


Bloco Amarelo
Sala 124

9 – 12 h O papel articulador do Obitel Brasil na pesquisa da


Bloco Amarelo ficção televisiva iberoamericana e nacional
Sala 212

9 – 12 h Os desafios da Educomunicação na realidade escolar:


Bloco Amarelo a teoria aplicada aos projetos práticos
Sala 213

9 – 12 h III SOCICOM - Fórum das Associações Científicas e


Bloco Amarelo Acadêmicas de Comunicação
Sala 120
Os desafios para a criação do Fundo Setorial para a Indústria da Comunicação

9 -12h V INTERCOM JÚNIOR


14 - 18h
Sessão de Apresentação dos Trabalhos de Iniciação Científica

Bloco Bege
Salas 16, 17 e 18
DT 1 – Jornalismo

Bloco Bege DT 2 – Publicidade e Propaganda


Salas 102 e 103

26 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Bloco Bege DT 3 – Relações Públicas e Comunicação Organizacional


Salas 123 e 124

Síntese do Programa
Bloco Bege DT 4 – Comunicação Audiovisual
Salas 207, 208
e 209

Congresso
Bloco Bege DT 5 – Comunicação Multimídia
Salas 210 e 211

Bloco Bege DT 6 – Interfaces Comunicacionais


Salas 218 e 219

Bloco Bege DT 7 – Comunicação, Espaço e Cidadania


Sala 220 e 221

Bloco Bege DT 8 – Estudos Interdisciplinares da Comunicação


Salas 222 e 223

14 h Solenidade de encerramento do INTERCOM 2009


Teatro Positivo Homenagem aos Sócios que completaram Bodas de Prata
Pequeno
Auditório

16 h Assembleia de Sócios
Teatro Positivo
Pequeno
Auditório

16h30 XVI EXPOCOM


Teatro Positivo Jornada da Pesquisa Experimental em Comunicação
Pequeno
Auditório Solenidade de Premiação

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 27


INTERCOM 2009 l Curitiba

PRÉ-CONGRESSO

II Fórum EPTIC
Tema: Televisão Digital

Promoção
INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
EPTIC- Rede de Economia Política das Tecnologias da Informação e da Comunicação

Coordenação Geral

Pré-Congresso
Valério Brittos (Unisinos)
César Bolaño (UFS).
Mediação
Ruy Sardinha (USP)
Coordenação Local
Christiane Monteiro Machado (UP) e Elson Faxina (UP)
Data e Horário
2 de setembro de 2009
14 – 17 horas
Local
Campus da Universidade Positivo
AUDITÓRIO 1 BLOCO - VERMELHO
Expositores: Ana Silvia Médola (Unesp); Fernando Cruz (Estadão,); Karla Regina Macena Pereira Patriota
(UFPE); Sebastião Squirra (Umesp); Sérgio Mattos (UFRB) e Valério Brittos (Unisinos)

Audiovisual e digitalização: um padrão tecno-estético alternativo


Valério Cruz Brittos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos)

A proposta do trabalho é discutir a construção de um padrão tecno-estético alternativo digital, considerando


perspectivas abertas pela digitalização, como redução de custos de equipamentos e definição de novas formas de
distribuição, mas a ser efetivado a partir da ação conseqüente da Academia, de agentes sociais tradicionalmente
excluídos dessa cadeia de valor e do Estado. Nesta linha, debate-se alternativas para a sociedade civil posicionar-se na
contemporaneidade, visando avanços sociais, com a contribuição decisiva das tecnologias midiáticas digitais, que serve
como um instrumento desencadeador, mas que não encerra o projeto, o qual engendra-se no chão social. Portanto,
trata-se de um novo padrão com o digital, mas que o ultrapassa. Requer o uso da tecnologia digital, mas subvertendo-
a, pois a tendência é sua aplicação hegemônica de outra forma, a partir de critérios eminentemente mercadológicos e
não a partir da agenda social.

A interatividade nas primeiras transmissões da TV digital no Brasil


Ana Silvia Lopes Davi Médola (Universidade Estadual Paulista – Unesp)
O primeiro ano das transmissões da TV Digital aberta e terrestre no Brasil foi marcado pela ocorrência de grandes
obstáculos e alguns avanços no sentido de tornar realidade muitas das possibilidades desta nova mídia. As bases que
regem os meios digitais de comunicação introduzem novos conceitos nos fluxos de produção e consumo de conteúdos.
Atentas aos possíveis reflexos das mudanças em seus negócios, algumas empresas desenvolvem ações para adaptar as
emissoras às novas demandas, visando prioritariamente manter posição no mercado. Elementos como conectividade,
acessibilidade, ubiqüidade e pervasividade também irão interferir nos modos de fruição da nova televisão, além dos
mais divulgados como a imagem de alta definição, mobilidade e portabilidade. Mas o maior desafio é a interatividade
por estar diretamente ligada à produção e comercialização de conteúdos. Propomos investigar as características das
primeiras experiências interativas apresentadas pela Rede Globo em suas transmissões digitais em 2008.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 29


INTERCOM 2009 l Curitiba

As tecnologias digitais e a comunicação


Sebastião Squirra (Universidade Metodista de São Paulo – Umesp)
O audiovisual exerce enorme e irrecusável poder de atração no homem moderno, que é cada vez mais exigente e
tem menos tempo disponível. As enormes telas de alta definição e o som envolvente o transportam oniricamente,
despejando prazerosamente estas mensagens no seu córtex profundo. O iMax deixa platéias desnorteadas e a
imagem digital de alta definição da TV que chega às residências satisfazem desejos de perenidade vivencial ainda
não experimentada com as tecnologias anteriores. Estes altamente especializados cenários profissionais demandam
compreensão técnica e competência científica também da confraria da comunicação que, todavia, ainda reluta em
mergulhar em seus pressupostos tecnológicos para o domínio, a criatividade e a produção plenamente qualificados.
Tal iniciativa é fortemente necessária para superar o empirismo tecnológico freqüentemente constatável na formação
acadêmica e nas práticas profissionais da área.

A TV digital e o espectador inexistente


Renato Cruz (O Estado de S. Paulo)

Na implantação da TV digital, as emissoras deram prioridade à alta definição. Com isso, o sistema acabou tendo como
alvo um espectador que não existe: o consumidor que possui televisor de tela plana, pronto para a alta definição, é
assinante de TV paga, e não depende da TV aberta. A maioria dos brasileiros, que não tem aparelho HD e poderia
ser atraído pela multiprogramação e pela interatividade, não teve interesse na TV digital. Por causa disso, a venda
de equipamentos foi pequena até agora, e a venda de celulares com recepção de televisão foi maior do que a de
conversores. Além disso, depois de lutarem pelo lançamento do sistema, as emissoras não mostraram grande apetite
na ampliação de sua cobertura.

A TV digital, a convergência, a produção e distribuição de conteúdos para celulares e


receptores móveis
Sergio Mattos (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB)

A convergência além de ter engendrado a TV Digital eliminou as diferenças entre telefonia, TV a cabo, sinal de TV entre
outros. O debate atual sobre a TV digital passa pela mobilidade e pela distribuição de conteúdo, com uma acirrada
disputa entre radiodifusores e empresas de telecomunicações pelo domínio do mercado. Os radiodifusores querem
evitar que as teles tenham o direito de produzir conteúdo. Por sua vez, as empresas de telefonia pressionam para que
as transmissões das TVs para receptores móveis não aconteçam em sua faixa de frequencia. Mas, com o ISDB,padrão
japonês adotado, as emissoras podem transmitir para celulares e receptores móveis sem a necessidade de uma faixa
extra. Desde sua implantação em dezembro de 2007, a penetração da TV Digital no Brasil ainda é muito insipiente,
atingindo cerca de apenas 0,5% dos domicílios que possuem televisores. Neste trabalho pretende-se analisar esta
disputa entre os dois grupos de interesse, radiodifusores e Teles, verificando as perspectivas de produção e transmissão
de conteúdos para celulares e receptores móveis.

Os desafios da publicidade na TV digital


Karla Regina Macena Pereira Patriota (Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)

O trabalho, fruto do grupo de pesquisa Publicidade nas Novas Mídias, se propõe a analisar e discutir as perspectivas
de consumo geradas pela implementação da TV digital no Brasil. Para isso, analisamos o atual cenário tecnológico
e apontamos algumas tendências de mercado – baseadas nas características do novo consumidor – que emergem
da convergência das mídias e da publicidade interativa. Refletimos também a respeito do acesso aos conteúdos
veiculados, a implantação do t-commerce e a utilização de advergames a partir do desenvolvimento e da formatação
da TV digital.

30 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

BRASIL-FRANÇA
IX Colóquio Bi-nacional de Ciências da Comunicação

Promoção:
INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
SFSIC - Societé Française des Sciences de l’Information et de la Communication

Realização
Universidade Positivo – UP
Apoio
Capes, CNPq, Fapesp, Finep, Ministere des Affaires Etrangères (France)
Coordenação Internacional
Edgard Rebouças (Diretor de Relações Internacionais da INTERCOM)
Odile Riondet (Diretora de Relações Internacionais de SFSIC)
Coordenação
Zélia Leal Adghirni (UnB)
Rosa Maria Dalla Costa (UFPR)
Nicole d’Almeida (CELSA-Sorbonne)
Comitê Científico - Brasil Comité Scientifique- France
Giovandro Ferreira (UFBA) Ghislaine Chartron (CNAM)
Juremir Machado (PUC-RS) M. Coulomb-Gully
Laan Mendes Barros (Casper Libero) Bernard Miège (Université Grenoble 3)

Brasil-França e
Linda Bulik (Unimar) Denis Ruellan (UNR1)
Salett Tauk (UFRPE)

Programa
Idiomas
Português e francês

Data e Horário
3 e 4 de setembro de 2009
9 às 12 horas e das 14 às 17 horas

Local
Campus da Universidade Positivo
AUDITÓRIO 1 - BLOCO VERMELHO

PROGRAMA

Quinta-feira l 03 de Setembro

09h00 às 09h30 - Solenidade de Abertura

09h30 às 10h30 - Conferência Inaugural


Conferencista: Luiz Busato (ICM-UGrenoble3)
Moderador: Edgard Rebouças (UFES/INTERCOM)

10h30 às 12h00

Mesa 1: Estudos comparados entre Brasil e França – Comunicação, Educação e Cultura


Moderadora: Nicole d’Almeida (CELSA-Sorbonne/SFSIC)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 31


INTERCOM 2009 l Curitiba

A Indústria Cultural e a produção de programas denominados educativos: um estudo na


área da comunicação-educação
Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (UFPR)

O texto analisa a relação existente entre a organização da indústria cultural e os projetos denominados de comunicação
e educação que elas empreendem. Parte da hipótese de que neste processo existem confrontações de estratégias
que possibilitam resultados “educativos” que extrapolam os interess desses projetos. Tais resultados dependem
e são determinados por mediações culturais que diferem de uma sociedade para outra, no caso, as realidades
francesa e brasileira. A pesquisa parte de uma contextualização da indústria cultural e das novas tecnologias e de um
esclarecimento do conceito de comunicação e educação tomado como pressuposto principal. Faz uma descrição dos
projetos considerados como corpus para a análise e esboça uma classificação dessa programação identificando que
critérios podem ser considerados para diferenciar uma programação educativa de outra de entretenimento.

Formalisation technique et sociale en Afrique et place des technologie de l’information


Michel Durampart (Paris13)

Cette présentation d’un programme de recherche TPS (TIC et PME au Sud) est mise em perspective du point de vue
d’une construction méthodologique qui cherche à s’articuler avec un contexte local en voulant rendre compte d’une
appropriation des technologies dans des finalités économiques. Il est question de formalisation au sens où les enquêtes
cherchent à révéler le lien existant entre l’équipement informatique et les usages des TIC dans une rationalisation et
une normalisation des activités. Il est question aussi des difficultés pour étudier et observer des pratiques hybridant
des cultures et des modalités avec des utilisations des technologies qui ne s’exprimeraient pas seulement dans un
apparentement avec des modèles et procédures prescrites par des conceptions occidentales. En définitive, l’enquête
établit une confirmation d’un certain degré de corrélation entre formalisation et insertion des TIC et de pistes et
indications afin d’étudier les spécificités d’une adaptation des technologies dans des situations localisées en Afrique.

A contribuição das teorias críticas do “Laço Social” à “Tripla função da televisão” de


Dominique Wolton para os estudos da mídia televisiva na Europa e no Brasil
Adriana Tigre Lacerda Nilo (UFT )

Este artigo tem por objetivo geral discutir, em termos teóricos, a ampliação da teoria crítica da televisão do pesquisador
francês, Dominique Wonton, desde a sua abordagem inicial, quando faz o Elogio do Grande Público, obra na qual o
autor apresenta a tese da televisão generalista como fator de “laço social”, até a publicação Pensar a Comunicação, em
que trata de temas interdisciplinares, tais como televisão, cultura e espaço público, quando apresenta o que chama de
“tripla função da televisão”. Por meio deste conceito, Wolton amplia a tese anterior ao atribuir à mídia televisiva não só (I)
o papel de laço social, mas também o de (II) propiciadora de modernização nas sociedades menos favorecidas, e, ainda,
o de (III) significativo agente cultural na construção da identidade nacional em realidades sociais onde é presença viva.

Articulações entre Comunicação e Cultura a partir das matrizes teóricas francesa e latino-
americana
Laan Mendes de Barros (FCL)

A dimensão cultural dos produtos midiáticos e a dimensão comunicacional dos fenômenos culturais, em uma discussão
sobre o objeto de estudo das Ciências da Comunicação, a partir de um exame da mútua influência entre os pensamentos
comunicacionais francês e latino-americano. No contexto de um mundo globalizado e interligado por tecnologias de
informação cada vez mais sofisticadas, a reflexão sobre Comunicação e Cultura passa pelas questões de identidade
cultural em um tempo-espaço híbrido e marcado pela desterritorialização, pelos processos de conflitos e miscigenação
étnica e por novas perspectivas poéticas e estéticas na produção e fruição dos discursos da mídia e das manifestações
culturais contemporâneas.

14h00 às 17h00

Mesa 2: Avanços da pesquisa em Comunicação no Brasil e na França: Estudos de mídia,


jornalismo e comunicação organizacional
Moderadora: Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (UFPR)

A TV digital e o apagão tecnológico no Brasil e na França


Adriana Cristina Omena dos Santos (UFU), Raíssa Fernanda Caixeta (UFU), Clara Ribeiro Sacco (UFU)

O texto oferece informações acerca da implantação da TV Digital no Brasil, do posicionamento da imprensa e as

32 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

articulações da sociedade civil organizada acerca do assunto. Apresenta ainda informações sobre a implantação e
desenvolvimento da TV Digital na Europa, especificamente na França, e discute o apagão analógico previsto nos dois
países. Tem como proposta, ainda, verificar e analisar como a população está (des)informada a respeito do assunto,
utilizando, para isso, os dados obtidos em um levantamento realizado na cidade de Uberlândia – Minas Gerais, Brasil.

Pensar o Jornalismo enquanto prática sócio-discursiva: uma revisão das perspectivas


francófonas
Fábio Henrique Pereira (UnB )

O artigo faz uma revisão de algumas abordagens teóricas nascidas ou apropriadas por autores países de língua francesa,
aplicadas à compreensão do jornalismo e de suas transformações. Serão expostos os conceitos de campo, paradigma,
formação discursiva e fronteira profissional. Em comum, as perspectivas apresentadas destacam a necessidade de
pensar o jornalismo sem cair numa visão essencialista, situando-o como uma prática social e discursiva, como resultado
de uma realidade socialmente construída. Com isso, pretende-se abrir espaço para discussão e produção, no meio
acadêmico brasileiro e francês, de pesquisas empíricas que levem em conta essas perspectivas.

La peur de la haine des Noirs ou la rémanence médiatique des émeutes


Christine Larrazet (ISCC-CNRS)

Cette communication avance la thèse que la visibilité médiatique des citoyens noirs américains a été subordonnée
tout au long du 20e siècle à la peur de la confrontation raciale et présente le concept de « rémanence médiatique ». En
prospective, elle étudie la possibilité d’une analyse comparative Etats-Unis -Brésil.

Imagens do risco: técnicas jornalísticas e psicanalíticas nas favelas do Rio


Felipe Pena de Oliveira (UFF)

Programa
O presente artigo analisa as imagens do risco que são veiculadas pelos meios de comunicação, tendo como protagonistas
os próprios jornalistas que as veiculam. Tentamos entender porque essas imagens do risco exercem tanto fascínio nos
telespectadores e porque os jornalistas continuam a veiculá-las, apesar do contexto perigoso. Para isso, enveredamos
por um estudo de caso sobre a profissão de jornalista nas favelas do Rio de Janeiro, que vivem em guerra permanente,
tomando como parâmetro o assassinato do repórter Tim Lopes, da Rede Globo de Televisão, principal emissora do país.
Como base teórica, fazemos uma aproximação entre a técnica psicanalítica e a técnica jornalística, principalmente no
que concerne ao entendimento dos conceitos de objetividade e neutralidade, que, segundo minha hipótese, são mal
interpretados em ambas as profissões.

La traduction, enjeu central de la communication à l’heure de la mondialisation


Michaël Oustinoff (Paris 3)

A la suite de la Seconde guerre mondiale, on voyait un progrès dans le fait que le « village planétaire » de Marshall
McLuhan se dote d’une seule langue de communication, à savoir l’anglais, en raison de l’ampleur de sa diffusion
internationale. Cette solution était considérée comme à la fois la plus pratique, la plus économique, la plus équitable
(et, par conséquent, la plus démocratique) et la plus « culturellement neutre ». A terme, la planète entière pourrait
communiquer « directement » dans une seule langue. Aujourd’hui, à l’heure de la mondialisation, de l’Internet et de la
Déclaration universelle de l’Unesco sur la diversité culturelle adopté dans le sillage des événements du 11 septembre
2001, le tout-à-l’anglais apparaît non comme une solution, mais comme une impasse, voire une source de conflits
culturels majeurs. Néanmoins, un monde devenu massivement mulitilingue grâce aux NTIC (nouvelles technonologies
de l’information et de la communication) n’est pas pour autant synonyme de cohabitation culturelle réussie : ce serait
confondre information et communication. Ce n’est pas parce que l’on a accès à de plus en plus en plus d’informations
dans sa langue (ce qui constitue un progrès indéniable) que l’on est forcément en mesure de les décrypter sans faire de
contresens, parfois lourds de conséquence. C’est dans un tel cadre que la traduction, rouage désormais essentiel de la
mondialisation, demande à être replacée.

O Jornalismo como invenção permanente: novas práticas, novos atores


Zelia Leal Adghirni (UnB), Denis Ruellan (UNR1)

A Rede de Estudos de Jornalismo (REJ) é um grupo de pesquisa interdisciplinar e internacional, fundado em 2002, com
o objetivo de estudar a produção e a mediação da informação jornalística. A rede integra atualmente 27 pesquisadores
ligados a universidades de diferentes países: França, Brasil, Canadá, México e Ilha da Reunião. No Brasil, o projeto é

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 33


INTERCOM 2009 l Curitiba

desenvolvido dentro do Programa de Pós Graduação da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília como
parte das atividades da linha de pesquisa “Jornalismo e Sociedade”, e está inscrito no CNPq com a denominação SOJOR
( Sociedade e Jornalismo). Tem por princípio a associação de pesquisadores que colocam em comum uma dinâmica
científica com o objetivo de estudar conjuntamente e num tempo relativamente curto fenômenos relevantes cuja
observação e análise demandam meios muito importantes e inacessíveis à maioria dos pesquisadores.

Congruência entre estratégia competitiva e de comunicação: compreendendo o processo


de constituição e projeção da identidade corporativa da Natura Cosméticos no Brasil e na
França.
Rodrigo Cesar Severino Neiva (PUC MINAS )

Este artigo apresenta resultados de pesquisa realizada com o objetivo de compreender como a congruência entre
estratégia competitiva e de comunicação pode contribuir para a construção de vantagem competitiva sustentável
que viabilize a internacionalização de marcas brasileiras do setor de cosméticos. Para tal, foi conduzido um estudo
de caso sobre as operações, tanto no Brasil quanto na França, da Natura Cosméticos S.A., empresa reconhecida por
possuir como atributo estratégico a inovação em produto, no processo de produção e no uso matérias-primas oriundas
da biodiversidade brasileira, assim como por vir construindo sólida reputação tanto do mercado brasileiro quanto no
internacional.

Sexta-feira l 04 de Setembro
09h00 às 12h00

Mesa3: Estudos Comparados entre Brasil e França - Comunicação e Política


Moderador: Luiz Roberto Busato (ICM)

A Comunicação Pública no Brasil e na França: desafios conceituais


Heloiza Helena Gomes de Matos (FACASPER)

O artigo discute alguns dos desafios conceituais enfrentados pela pesquisa em comunicação pública no Brasil e na
França. Argumento que a comunicação pública não deve ser confundida com a comunicação governamental, nem se
restringir às estratégias de personalização e difusão de informações. Ela se relaciona mais com as noções de cidadania,
participação e engajamento cívico, considerando a necessidade de espaços e dinâmicas discursivas para a expressão
e a justificação pública de interesses plurais. É a ênfase no dissenso produtivo que permite à comunicação pública
descortinar os contextos de negociação e conflito que subjazem à comunicação governamental. No âmbito local, as
tecnologias de informação e comunicação estão contribuindo para ampliar e fortalecer os espaços de entrecruzamento
dos discursos estatais e cívicos, o que tende a aproximar as informações políticas e as mediatizadas.

Pour une approche interdisciplinaire des SIC qui prennent en compte les trois dimensions
de l’espace public démocratique
Eric Dacheux (UCLE)

Dés leur institutionnalisation en France, les Sciences de l’information et de la communication (SIC) sont pensées comme
étant interdisciplinaires. Nous voudrions, dans ce texte, apporter notre pierre à la lente et inachevée construction de
cette interdiscipline. Il nous semble en effet, que les SIC peuvent aller plus loin dans la prise en compte des multiples
dimensions qui structurent l’espace public des sociétés modernes. En effet, nous concevons l’espace public comme
étant l’instance de régulation, - propre à la démocratie - des conflits entre l’ordre politique (élaboration de la norme),
l’ordre symbolique (la circulation du croire) et l’ordre économique (la valorisation des ressources) (Dacheux, 2007). Dès
lors, toute analyse communicationnelle de la société démocratique doit prendre en compte, simultanément, ces trois
dimensions. C’est, en tout cas, ce que nous plaiderons dans une première partie, avant d’illustrer l’intérêt d’une telle
démarche par une analyse d’un mouvement social présent em France et au Brésil l’économie solidaire (deuxième
partie).

O outro é o meu espelho: uma análise das esferas pública e privada na sociedade
informatizada a partir de um estudo de caso
Marta Helena Dornelles Tejera (PUCRS )

Este ensaio pretende, a partir da análise de um estudo de caso, observar de que maneira as esferas pública e privada
estão manifestas na sociedade contemporânea, que tem as tecnologias da informação como uma das mediadoras nas

34 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

relações sociais, além de forte meio de expressão da maneira como estas relações se estabelecem. A partir da análise
do blog francês Désordre, e ao propor um diálogo entre vários autores que estudam os fenômenos da atualidade,
pretende-se apontar novas indagações e alguns caminhos a respeito das esferas pública e privada.

Um panorama do Marketing Político na França: fundamentos utilizados nas ações de


comunicação política no Brasil
Roberto Gondo Macedo (UMESP), Adolpho Carlos Françoso Queiroz (UMESP), Paulo Cezar Rosa (UMESP)

O presente artigo explana cronologicamente momentos marcantes da história da propaganda política na França, com
o objetivo de criação de parâmetros das ações de comunicação política desenvolvidas no Brasil. A França no viés de
comunicação política apresenta significativas manifestações de estratégias de comunicação de massa, seja na forma de
interação com o reinado de Luis XIV até as eleições de 2007 com a gestão de Nicolas Sarcosy no cargo presidencial. O
principal objetivo do trabalho foi de transitar por autores especializados em comunicação política francesa e apresentar
um cenário de questões contemporâneas acerca do Marketing Político Francês. Do ponto de vista metodológico foi
desenvolvida ampla revisão de literatura sobre o assunto, extensiva ao panorama contemporâneo através de pesquisa
nos sítios da Internet.

Etat des débats actuels sur la notion de « public médiatique » en France


Ayda Fitouri (Ugrenoble)

La reconnaissance de la participation active du récepteur dans la construction du sens et l’importance du contexte


de réception a inauguré une série de nouveaux travaux analytiques et empiriques sur le public-en particulier le public
médiatique-qui ont accompagné les sciences sociales de la communication. Une des évolutions frappantes de ces
recherches pendant les dernières décennies a eu pour objet l’activité interprétative du public et son rôle déterminant
dans la construction sémantique des messages. Le public médiatique prend alors un nouvel essor dans les débats
actuels en France. Des débats marqués par une série d’interrogations et de paradoxes : Le public, est-il un objet existant

Programa
comme tel ou un artefact ? Y a-t-il une différence entre public et audience, entre public et cible ? Quelles configurations
peut-on donner au public ? Quelles définitions ? Néanmoins ces débats s’accordent à reconnaitre au public médiatique
un triple inconvénient lié à sa nature, à savoir : être difficilement définissable, assez instable et faiblement identifié.

Contribuições francesas ao debate brasileiro sobre comunicação pública


Antonio Teixeira de Barros (CEFOR )

Analisa as contribuições de intelectuais franceses aos estudos de comunicação pública realizados no Brasil a partir da
década de 1980, com destaque para o trabalho de Pierre Zémor e o modo como suas idéias influenciaram o campo
acadêmico no Brasil. Discute as práticas e políticas de comunicação institucional no contexto brasileiro. O pressuposto
é de que o sistema brasileiro tem origem na iniciativa exclusiva do Estado, que assume o papel de provedor de
informações, com veículos governamentais, e não propriamente públicos. Tal fenômeno, iniciado no Estado Novo,
intensificou-se a partir de 1990, quando o Poder Legislativo também decidiu criar veículos próprios, apresentados com
o rótulo de comunicação pública, mas que representam de forma unilateral os interesses do Estado, utilizados com fins
políticos e não como sistemas efetivos de comunicação das instituições com os cidadãos.

14h00 às 16h00

Mesa 4: Os desafios da pesquisa em Comunicação no Brasil e na França


Moderadora: Zelia Leal Adghirni (UnB)

As novas condições de produção das Ciências da Informação e da Comunicação na América


Latina: gargalos e dilemas
Margarethe Born Steinberger-Elias (UFABC)

Muito já se discutiu no campo das Ciências da Informação e da Comunicação (CIC) sobre o impacto das novas
tecnologias sobre a difusão de informação midiática, mas pouco sobre o valor das ferramentas tecnológicas como
condição da pesquisa em grande escala que passou a ser requerida nesse campo. Enquanto gigantescos repositórios de
informação aguardam que pesquisadores de CIC latino-americanos desenvolvam expertise tecnológica para abordá-
los, os detentores desse know-how ferramental - profissionais de Informática, Métodos Matemáticos, Engenharia e até
Biologia - já tomam a dianteira na tarefa de desenvolver as nossas “sciences sociales éléctroniques”. A maioria deles nem

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 35


INTERCOM 2009 l Curitiba

cogita de bom texto, faro jornalístico ou intuição privilegiada. O objetivo de nosso trabalho é reunir informações sobre
atitudes e mentalidades no meio acadêmico-científico em torno desta questão.

Enjeux contemporains de la production et de la diffusion de connaissances em France,


relatives à l’information médiatique
Bertrand Cabedoche (Ugrenoble)

Les acteurs de l’instance médiatique procèdent facilement à la stigmatisation des productions - voire des producteurs
- de connaissances sur le terrain des médias, que les travaux s’investissent sous l’angle des industries culturelles, des
contenus rédactionnels, des pratiques professionnelles ou des jeux d’acteurs autour des enjeux sociétaux ! Et pourtant,
plus que jamais, les Sciences de l’Information et de la Communication ont légitimité à produire un savoir distancié,
notamment pour ne pas réduire leur enseignement, à l’heure de la professionnalisation des masters, à la formation de
« petits soldats du journalisme ». Entre autres, elles invitent à faire surgir le paradoxe en tant qu’élément de connaissance
plutôt qu’à le réduire et ainsi, à déconstruire l’idéaltype que l’instance corporatiste tend à figer, parlant des médias.

As contribuições da abordagem ergológica para o binômio Comunicação e trabalho


Roseli Aparecida Fígaro Paulino (ECA-USP)

Este artigo apresenta uma proposta de abordagem teórico-metodológica para os estudos de comunicação a partir do
binômio comunicação e trabalho. Para tal, propõe-se a discutir, de maneira introdutória, as contribuições que se podem
alcançar com o aporte teórico transdisciplinar da Ergologia. A Ergologia estuda o trabalho como atividade humana que
comporta prescrição de normas e re-normalização por meio do trabalho real. Como tal, permite entender o sujeito
(corpo-si) como ser que se objetiva por meio da atividade, sempre inédita e criativa, perpassada pela comunicação e
pela linguagem. Essa abordagem coloca em questão os valores e as condições em regem as relações de comunicação
no mundo do trabalho.

Ingénierie de l’information scientifique et technique


Ivana Roche et Claire François (INIST-CNRS)

Nous proposons de présenter l’approche de fouille de données textuelles développée dans notre équipe. Nos travaux
s’inscrivent dans une démarche d’analyse de l’information scientifique et technique, afin d’aider les utilisateurs à enrichir
leur modèle de connaissances ou à effectuer une tâche complexe comme la veille technologique, le traitement de
données scientifiques, ou la prise de décision stratégique dans la gestion scientifique. Aussi nos objectifs sont de
construire une représentation de l’information présente dans les documents et de capitaliser les connaissances acquises
en rendant cette représentation plus compréhensible par les utilisateurs. Pour répondre à ces objectifs nous avons
développé un processus de fouille de textes qui réalise une représentation de l’information présente dans les documents
en intégrant des techniques de traitement automatique des langues et des mathématiques appliquées à l’analyse de
l’information scientifique. Dans les différentes étapes du traitement des textes la prise en compte des connaissances
du domaine est nécessaire afin de pouvoir analyser et raisonner sur le contenu des documents. Pour outiller cette
approche nous avons réalisé une station d’analyse de l’information permettant la recherche d’information dans des
bases de données documentaires en vue de leur analyse statistique, terminologique, thématique et cartographique.

Biopolíticas da Comunicação: Contribuições foucaultianas para os estudos de mídia no


Brasil
Linda Bulik (UNIMAR)

O presente artigo busca resgatar alguns aportes teóricos da obra de Michel Foucault à área de estudos em Comunicação, e,
destarte, fornecer pistas de leituras foucaultianas das mídias, que poderiam contribuir para as pesquisas em Comunicação
no Brasil e na França. Ao examinar as conexões do pensamento de Michel Foucault no campo comunicacional, o ponto
de partida da autora são os conceitos de heterotopia, dispositivo, vontade de verdade e representação, biopoder e
biopolítica. Trata-se de perguntar pela relação entre política e vida e indagar se os meios de comunicação não seriam
ou poderiam vir a ser esse “outro espaço” ou “outro lugar” de convergência destinado a problematizar a relação entre
política e ética.

A pesquisa em comunicação na Amazônia brasileira e a “Escola Francesa”


Edileuson Santos Almeida (UFRR)

Este artigo trata sobre um breve estudo exploratório com o objetivo de sistematizar e relatar a presença do ensino em
comunicação na Amazônia brasileira (mas especificamente nos estados de Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia
e Roraima) a partir da criação do primeiro curso da área na região; recai a ênfase sobre os cursos de graduação em

36 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Comunicação e suas diversas habilitações (só há um Programa de mestrado em Comunicação na região delimitada).
Num segundo momento trata sobre a produção científica; quanto ao desenvolvimento da pesquisa, o foco recairá
sobre os artigos científicos publicados, para identificar a presença do “pensamento contemporâneo francês sobre a
comunicação” nos estudos desenvolvidos pelos pesquisadores emcomunicação da Amazônia brasileira.

16h00 às 17h00

Solenidade de Encerramento - Avaliação e caminhos futuros


Moderadores: Edgard Rebouças (UFES/INTERCOM) e
Nicole d’Almeida (CELSA-Sorbonne/SFSIC)

Programa

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 37


INTERCOM 2009 l Curitiba

III SOCICOM

FÓRUM DAS ASSOCIAÇÕES CIENTIFICAS E ACADÊMICAS DE COMUNICAÇÃO


Coordenação: Elias Machado (Socicom/UFSC)

Sexta-feira l 04 de Setembro
9h às 12 h
Local: Universidade Positivo – BLOCO VERMELHO SALA 2-D

Mesa 1
As Ciências da Comunicação como Área de Conhecimento dentro do Sistema de Ciência,
Tecnologia e Inovação
Participantes: Jacob Palis (ABC), Marco Antonio Raupp (SBPC), Juremir Machado da Silva (CNPq), Marcius Freire (Capes)
e José Marques de Melo (Socicom)

Sábado l 05 de Setembro
9h às 12 h
Local: Universidade Positivo – SALA 121 BLOCO AMARELO

Mesa 2
O Plano Nacional de Pós-Graduação (2005-2010) e a Pós-Graduação em Comunicação
Participantes: Jorge Guimarães (Capes), Wrana Panizzi (CNPq), Erick Felinto (Compós), Antonio Hohlfeldt
(Intercom) e Ana Silvia Médola (Socicom)

Domingo l 06 de Setembro
9h às 12 h
Local: Universidade Positivo – SALA 121 - BLOCO AMARELO

Mesa 3
A formação e a avaliação nos cursos de Graduação em Comunicação
Participantes: Maria Paula Dallari Bucci (Sesu), Maria Dora Mourão (Forcine), Edson Spentoph (FNPJ), Sergio Murillo (Fenaj)
e Margarida Kunsch (Socicom)

Segunda-Feira l 07 de Setembro
9h às 12 h
Local: Universidade Positivo – SALA 120 BLOCO AMARELO

Mesa 4
Os desafios para a criação do Fundo Setorial para a Indústria da Comunicação
Participantes: Luiz Antonio Rodrigues (MCT), Luis Manoel Fernandes (Finep), Silvio Da-Rin (Fundo Setorial do Audiovisual)
Walter Pinheiro (Câmara dos Deputados) e Elias Machado (Socicom)

38 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

FÓRUM INTERCOM

Sexta-feira l 04 de Setembro
9h-12h
Local: Universidade Positivo

9h
Local: AUDITÓRIO 2 BLOCO VERMELHO

Entrega dos Troféus aos Vencedores dos Prêmios Estudantis 2008


Coordenadora: Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (Intercom/UFPR)

Prêmio Freitas Nobre – Fernando Firmino da Silva (UFBA)


Prêmio Francisco Morel – Alessandra Oliveira Araújo (UFBA)
Prêmio Ligia Averbuck – André Farias Zielonka (PUCPR)
Prêmio Vera Giangrande – Frederico Jorge Tavares de Oliveira (ESPM)

10 h às 12 h
Local: AUDITÓRIO 2 BLOCO VERMELHO

Reunião dos Conselhos Curador, Fiscal e Consultivo


Coordenadores: Antonio Holhfeldt (Intercom/PUCRS) e Fernando Almeida (Umesp)
Participantes: Diretoria e Conselhos

Apreciação dos Relatórios 2008/2009

14 h às 17 h
Local: Hotel Radisson – Salão Agatha

FÓRUM INTERCOM
Fórum dos Coordenadores de Grupos de Pesquisas/NPs
Reunião de Avaliação com os Coordenadores dos GPs/NPs

III SOCICOM e
Coordenação: Marialva Carlos Barbosa (Intercom/UFF)
Participação: Diretoria Científica, Presidente da Intercom e Coordenadores de GPs/NPs.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 39


INTERCOM 2009 l Curitiba

CONGRESSO
III OFICINAS INTERCOM DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Coordenadores: José Carlos Marques (Intercom) e Luciana Panke (UFPR)

Sexta-feira l 04 de Setembro
8 h às 12 h
Local: Universidade Positivo - Bloco Azul

Oficina 1
SALA 201 BLOCO AZUL
Comunicação na praxis: a publi(cidade) no Metrô de São Paulo
Frederico Jorge Tavares de Oliveira (ESPM)

Oficina 2
SALA 203 BLOCO AZUL
A busca de um novo sentido para o ver e o ouvir na construção audiofotográfica
André Farias Zielonka (PUCPR)

Oficina 3
SALA 205 BLOCO AZUL
Rádio-Escola: um experiência de Comunicação Educativa
Alessandra Oliveira Araújo (UFC)

Oficina 4
SALA 206 BLOCO AZUL
Jornalismo reconfigurado: tecnologias móveis e conexões sem fio na reportagem de
campo
Fernando Firmino da Silva (UFBA)

8 h às 12 h e 14 h às 17 h
Local: Universidade Positivo - Bloco Azul

Oficina 5
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA I BLOCO AZUL
Imprensa 2.0: teoria e prática para o jornalismo na era digital
Rodrigo Manzano e Thais Naldoni (Revista Imprensa)

Oficina 7
SALA 207 BLOCO AZUL
Produção em Jornalismo Cultural - Informação, Serviço e/ou Entretenimento
Sérgio Luiz Gadini (UEPG)

14 h às 17 h

Oficina 6
SALA 203 BLOCO AZUL .
Jornalismo de Revista
Maria Teresa Freire (PUCPR)

Oficina 8
SALA 205 BLOCO AZUL
Criatividade como estilo de vida
Paulo Negri Filho (UFPR)

40 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Oficina 9
SALA 206 BLOCO AZUL
Comunicação Empresarial e Media Training
Denise Regina Stacheski (UTP) e Ana Maria Melech (UTP)

Oficina 10
ESTÚDIO DE ÁUDIO BLOCO AZUL .
Produção Sonora para Audiovisual
Irídio Magaldi Johansen de Moura (PUCPR)

Oficina 11
SALA 208 BLOCO AZUL
Como assistir filmes: a leitura de signos e a crítica cinematográfica
Anderson Antikievicz Costa (GazetaALT e Gazeta do Paraná)

Oficina 12
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA BLOCO AZUL - SALA 210
Fotografia panorâmica e tour virtual
Ricardo Macedo (UP e UTFPR)

Oficina 13
SALA 209 BLOCO AZUL
A educomunicação como forma de ampliar a capacidade de consumo pró ativo nos meios
de comunicação
Toni André Scharlau Vieira (UFPR)

Oficina 14
SALA 215 BLOCO AZUL
O processo criativo da publicidade e o repertório cultural do publicitário
Rogério Covaleski (PUCSP)

Oficina 15
SALA 216 BLOCO AZUL
Planejamento de eventos
Fracieli Mongon (PUCPR) e Denise Werneck (PUCPR)

Oficina 16
SALA 217 BLOCO AZUL
Cinema 2.0 ou Cinema open source - As novas possibilidades de formulação estética,
manipulação de conteúdos e da forma pelo público consumidor nos ambientes digitais
Alexandre Lara e Fabio Feltrin (UTP)

Oficina 17
SALA 218 BLOCO AZUL
Fotodocumentarismo
Carmen Lúcia Fagundes (UDC)

Oficina 18
Congresso

SALA 219 BLOCO AZUL


Quebrando a língua - Uma investigação sobre a Língua Portuguesa e suas variações
Marcelo Abílio Públio (PUCPR e Unibrasil)

Oficina 19
SALA 220 BLOCO AZUL
Imprensa, política e cotidiano
Sonia Cristina Poltronieri Mendonça (UDC)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 41


INTERCOM 2009 l Curitiba

ABERTURA DO CONGRESSO

Sexta-feira l 04 de Setembro
Local: Teatro Positivo Grande Auditório

19 h
SOLENIDADE DE INAUGURAÇÃO

19 h 30 m
CONFRÊNCIA DE ABERTURA DO CONGRESSO

La communication politique: la politique, les médias et l’opinion publique


Dominique Wolton (CNRS – Paris/França)

La politique est inséparable de la communication, et d’ailleurs l’histoire de la démocratie est celle de leurs relations
car pour faire de la politique, il faut se parler. Le problème, aujourd’hui, est plutôt de mieux cerner la spécificité de la
“communication politique “, au moment où, avec la radio, la télévision, Internet et les sondages, la communication est
en pleine expansion. La communication ne va t-elle pas manger la politique?
Nous définissons la communication politique comme l’espace où s’échangent les discours contradictoires des trois
acteurs qui ont la légitimité à s’exprimer publiquement sur la politique: les hommes politiques, les journalistes et
l’opinion publique au travers des sondages.
Elle est un lieu d’affrontement des discours qui portent sur la politique et dont l’enjeu est l’interprétation politique de
la situation. Cette définition insiste sur l’idée d’interaction de discours contradictoires tenus par des acteurs qui n’ont
ni le même statut, ni la même légitimité, mais qui de par leurs positions respectives dans l’espace public constituent
en réalité la condition de fonctionnement de la démocratie de masse. La communication politique est le moteur de
l’espace public qui est le cadre dans lequel s’exerce la politique.

A comunicação política: a política, a mídia e a opinião pública.


Dominique Wolton (CNRS - Paris/França)

A política é inseparável da comunicação, aliás, a história da democracia é a própria história de suas relações, pois para
fazer política é necessário falar. O problema, hoje, é sobretudo discernir a especificidade da “comunicação política”, no
momento em que com a rádio, a televisão, a Internet e as pesquisas de opinião, a comunicação está em plena expansão.
A comunicação não vai engolir a política?
Nós definimos a comunicação política como “o espaço onde se intercambiam os discursos contraditórios de três atores
que têm a legitimidade de exprimir-se publicamente sobre política: os homens políticos, os jornalistas e a opinião
pública, através das pesquisas de opinião”.
Ela é um lugar de confronto dos discursos a respeito da política, cujo objetivo é a interpretação política da situação.
Essa definição insiste sobre a ideia de interação de discursos contraditórios feitos por atores que não têm nem o mesmo
status, nem a mesma legitimidade mas que, por suas respectivas posições no espaço público constituem, na realidade,
a condição de funcionamento da democracia de massa. A comunicação política é o motor do espaço público, que é o
quadro onde se exerce a política.

42 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

XXXII CECOM
CICLO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA COMUNICAÇÃO
Coordenadores: Marialva Carlos Barbosa (UFF) e André Tezza (UP)

XXXII CECOM
Sábado l 05 de Setembro
9 h às 12 h
Local: Universidade Positivo

Tema: COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E CULTURA NA ERA DIGITAL

Painéis

PN 1 – Cultura Digital e Fronteiras do Contemporâneo


Local: AUDITÓRIO 1 BLOCO AMARELO
Mediador: Márcio Fernandes (Unicentro)
Palestrantes: Lorenzo Vilches (Universidad Autonoma de Barcelona – Espanha)
Muniz Sodré de Araújo Cabral (UFRJ/FBN)
André Lemos (UFBA)
Luis Fernando Soares (PUC-Rio)

PN 2 – MacBride after 30 years: O Relatório MacBride e o fluxo internacional da Comunicação:


uma reflexão sobre os últimos 30 anos
Local: AUDITÓRIO 2 BLOCO AMARELO
Mediador: Edgard Rebouças (Intercom)
Palestrantes: Tapio Varis (University of Tampere, Finland – Unesco)
Anamaria Fadul (Intercom)
Sonia Virginia Moreira (Uerj)

PN 3 – Desafios da Comunicação, Educação e Cultura na Era Digital – uma abordagem a


partir dos sujeitos
Local: AUDITÓRIO 1 BLOCO VERMELHO
Mediadores: Gláucia da Silva Brito (UFPR) e Rosa Maria Dalla Costa (UFPR)
Palestrantes: Guillermo Orozo (México)
Adilson Citelli (USP)

PN 4 – 50 anos de CIESPAL: Contribuições para a Comunicação, Educação e a Cultura na


América Latina
Local: AUDITÓRIO 2 BLOCO VERMELHO
Mediador: Eduardo Meditsch (UFSC)
Palestrantes: José Marques de Melo (Umesp/Intercom)
Raquel Paiva (UFRJ)
Christa Berger (Unisinos)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 43


INTERCOM 2009 l Curitiba

Sábado l 05 de Setembro
14 h às 16 h
Local: Auditório 1 BLOCO VERMELHO

PALESTRA
Jornalismo online: o portal de notícias G1
Palestrante: Márcia Menezes (Editora-Chefe do G1)
Mediação: Sílvia Helena Simões Borelli (PUCSP)

PN 5 – A INTERCOM e a Memória das Ciências da Comunicação


14 h às 18 h
Local: AUDITÓRIO BLOCO AZUL

Pioneiros do Pensamento Comunicacional Brasileiro


Coordenação: Maria Cristina Gobbi (Unesp)

Marques de Melo: Teórico do jornalismo


Jorge Pedro Sousa

Educación y comunicación en la obra de José Marques de Melo


Manuel Parés y Maícas

A relação dos estudos comunicacionais brasileiros com os latino-americanos


através de JMM
Gustavo Adolfo León Duarte

Aproximações entre os estudos comunicacionais norte-americanos e brasileiros


– contribuição de JMM
Emile McNanny

José Marques de Melo, o agitador cultural


Carlos Eduardo Lins da Silva

44 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

II LIBERCOM
Ciclo de Debates sobre Temas Livres em Comunicação
Coordenadores: Rosa Maria Dalla Costa (Intercom/UFPR) e Luciana Panke (UFPR)

Sábado l 05 de Setembro
14 h às 18 h
Local: Universidade Positivo

MESAS REDONDAS
MR 1 – Comunicação e Política ou comunicação política? Debate em torno de um campo de
estudo
Local: SALA 212 BLOCO AMARELO
Coordenador: Luciana Panke (UFPR)
Participantes: Luciana Panke (UFPR), Kelly Prudêncio (UFPR); Adolpho Queiroz (UMESP) e Maria Helena Weber (UFRGS)

II LIBERCOM
MR 2 – O mundo no papel e o mundo digital: diálogos interculturais
Local: SALA 213 BLOCO AMARELO
Coordenador: José Carlos Marques
Participantes: José Antonio de Oliveira (Meduc/UFPR), Anibal de Bragança (UFF), José Luiz Proença (USP)

MR 3 – Quatro casamentos e nenhum funeral – Cinema e Interfaces


Local: SALA 214 BLOCO AMARELO
Coordenador: Denise Araújo (UTP)
Participantes: Denise Guimarães (UTP), Denize Araújo (UTP), Renato Pucci (UTP) e Sandra Fischer (UTP)

Domingo l 06 de Setembro
9h às 12 h
Local: Universidade Positivo

MESAS REDONDAS
MR 4 – Epistemologia, Teorias e Metodologias de Pesquisa em Cibercultura
Local: SALA 117 BLOCO AMARELO
Coordenação: Adriana Amaral (UTP)
Participantes: Francisco Menezes Martins (UTP/Feevale), Erick Felinto (UERJ), Raquel Recuero (UCPEL), Adriana Amaral
(UTP) e Alex Primo (UFRGS)

MR 5 – Da revolução à evolução: o ensino do jornalismo digital na convergência de meios


Local: SALA 118 BLOCO AMARELO
Coordenação: Claudia Quadros (UTP)
Participantes: Javier Díaz Noci (Universidade Pompeu Fabra), Bella Palomo (Universidad de Málaga) e Koldo Meso
(Universidad del País Basco), Marcos Palacios (UFBA), Elizabeth Saad (USP), Elias Machado (UFSC), Claudia Quadris e Kati
Caetano (UTP), Tattiana Teixeira (UFSC)

14h às 18 h

MR 7 – O jornalismo sob o signo da cibercultura: desafios emergentes


Local: SALA 121 BLOCO AMARELO
Realização: Revista Imprensa
Coordenação: Osvando J. de Morais (Intercom/Uniso)
Mediação: Paula Puhl (Feevale)
Participantes: Rodrigo Manzano e Igor Ribeiro

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 45


INTERCOM 2009 l Curitiba

MR 8 – Rede IFES Alternativa para Produção e Intercâmbio de Programas de Rádio e TV nas


IFES
Local: SALA 103 BLOCO AMARELO
Coordenação: Carlos Rocha (UFPR)
Participantes: João Somma Neto (UFPR), Luciano Silva (UFPR), Edward Brasil (Andifes) e Nelson Simões (Rede Nacional
de Pesquisas)

MR 9 – O desafio do ensino: Comunicação e tecnologias


Local: SALA 119 BLOCO AMARELO
Coordenação: Nélia Del Bianco (UnB/Intercom)
Participantes: Moarcir Barbosa (UFRN), Ivana Bentes (UFRJ), Clovis Reis (Furb), Ana Regina Barros Rêgo Leal (UFPI), Daniella
Goulart Rodrigues (IESB) e Marco Bonito (Uniron)

MR 10 – Desafios da Pós-Graduação em Comunicação: perspectivas e análises


Local: SALA 120 BLOCO AMARELO
Coordenação: Paula Cesari Cundari (Feevale)
Participantes: Marcius Freire (Capes), Juremir Machado (CNPq) e José Tarcísio Pires Trindade, (Presidente da Fundação
Araucária / PR) e Maria Aparecida Pereira da Silva (CNPq).

MR 11 – Comunicação Publicitária em Novos Formatos


Local: SALA 124 BLOCO AMARELO
Coordenação: Adolpho Queiroz (Intercom/Umesp)
Participantes: Vicente Frare (Pulp), Patrícia Papp (Pulp) e Fernanda Ávila (Pulp)

Segunda-feira l 07 de Setembro
9h às12 h

MESAS REDONDAS
MR 12 – Comunicação, Cultura e Educação na era digital: tradição x inovação
Local: SALA 117 BLOCO AMARELO
Coordenação: Maria Ataíde Malchér (UFPA)
Participantes: Cicilia Peruzzo (Umesp), Ada de Freitas Maneti Dencker (Anhembi Morumbi), Giovandro Marcus Ferreira
(UFBA), Ana Carolina Rocha Pessoa Temer (UFG)

MR 13 – Comunicação Organizacional: Defasios do século XXI


Local: SALA 118 BLOCO AMARELO
Coordenação: Cleusa Maria Andrade Scroferneker (PUC-RS)
Participantes: Margarida Kunsch (USP), Adriana Casali (UFPR), Celsi Bronstrup (UFPR) e Arthur Roman (UFPR)

MR 14 – Jornalistas ou Escritores?
SALA 119 BLOCO AMARELO
Coordenação: Elza Oliveira Filha (UP)
Mediação: Rogério Pereira (editor do jornal Rascunho)
Participantes: Felipe Pena (UFF), Antonio Holhfeldt (PUC-RS) e Luis Humberto Marcos (ISMAI - Instituto Superior da Maia)
e Cristiane Costa (UFRJ

MR 15 – Produção de Conteúdos para Mídias Digitais


SALA 121 BLOCO AMARELO
Coordenação: Cosette Castro (Unesp)
Participantes: André Barbosa Filho (UnB e Fórum Brasileiro de TV), Carlos Ferraz (UFPE e Diretor do Instituto Cesar de
Recife/PE), Antonio Carlos de Jesus (Coordenador da TV Universitária Digital Unesp-Bauru) e Salustiano Fagundes
(UFRN)

MR 16 – Instabilidades e Ambivalências: poéticas das interfaces em comunicação


SALA 124 BLOCO AMARELO
Coordenação: Juliana P. Sousa (UniCuritiba)
Participantes: Cristina Surek (UniCuritiba), Benedito Costa Neto (UniCuritiba), Anuschka R. Lemos (UniCuritiba), Juliana P.
Sousa (UniCuritiba), Alessandra Izabel de Carvalho (UniCuritiba)

46 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

MR 17 - O papel articulador do Obitel Brasil na pesquisa da ficção televisiva iberoamericana


e nacional
SALA 212 BLOCO AMARELO
Mediador: Narciso Júlio Freire Lobo (UFPA)*
Participantes: Guillermo Orozco Gómez (U. Guadalajara-México), Isabel Ferin Cunha (U.Coimbra- Portugal), Constanza
Mujica (Un. Catolica de Chile), Sílvia Helena Simões Borelli (PUC-SP - Obitel Brasil), Maria Cristina Palma Mungioli (USP-
Obitel Brasil), Maria Immacolata Vassalo de Lopes (USP)
(*) Esta mesa seria mediada pelo Professor Narciso Júlio Freire Lobo, que faleceu em julho. Mantivemos seu nome no
programa como mediador, como uma homenagem póstuma.

MR 18 - Os desafios da Educomunicação na realidade escolar: a teoria aplicada aos projetos


práticos
SALA 213 BLOCO AMARELO
Mediadora: Roseli Aparecida Fígaro Paulino (USP)
Participantes: Maria Aparecida Bacega (ESPM), Acácia Zeneida Kuenzer (UFPR), Clarice Lopes (Instituto RPC) e Cristiane
Parente de Sá Barreto (Associação Nacional dos Jornais).

II LIBERCOM

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 47


INTERCOM 2009 l Curitiba

IV PUBLICOM

SESSÃO DE LANÇAMENTO DE LIVROS E OUTROS PRODUTOS EDITORIAIS


19 h 00 às 21 h 00
Local: Universidade Positivo – Biblioteca

Jornalismo

Civic Journalism: haverá um modelo brasileiro?


Marcio Ronaldo Santos Fernandes (UNICENTRO)

Sete Propostas para o Jornalismo Cultural: reflexões e experiências


Adriana Pessatte Azzolino(Fac), Isabelle Anchieta(FUMEC/Newton Paiva)

História do “Lance!” - Projeto e prática do jornalismo esportivo


Mauricio Jose Stycer(FFLCH - USP)

WebJornal ComTexto: um laboratório de jornalismo


Reinaldo César Zanardi(Unopar)

Introdução à História da Comunicação


Rafael Fortes Soares(UNIRIO), Pablo Cezar Laignier de Souza(UFRJ)

Inovação no telejornalismo: o que você vai ver a serguir


Carlos Alberto Moreira Tourinho(UFES)

Assessoria de imprensa - Teoria e prática


Luiz Artur Ferraretto(UCS)

Processos Midiáticos em Construção: Brasil 200 anos


Maria Cecília Guirado(Unimar), Cesar Augusto de Carvalho(UEL)

O sonho da casa no campo: jornalismo e imaginário de leitores urbanos


Gislene Silva(UFSC)

O Percurso Interpretativo na Produção da Notícia: Verdade e Relevância como Parâmetros de Qualidade


Jornalística
Josenildo Luiz Guerra(UFS)

Jornalistas do Vale do Paraíba: experiência e memória


Robson Bastos da Silva(UNITAU / UNISANTA), Francisco de Assis(UMESP)

Pensar o discurso no webjornalismo: temporalidade, paratexto e comunidades de experiência


Lilian Reichert Coelho(UFBA), Edson Fernando Dalmonte(UFBA)

Mulher de papel. A representação da mulher na imprensa feminina brasileira


Dulcilia Schroeder Buitoni (FCL)

Publicidade e Propaganda

“Eu Sou Brasileiro e Não Desisto Nunca” - A Dimensão Discursiva da Publicidade


Danielle Andrade Souza(FAVIP)

Propaganda social: spots e jingles educativos para rádios


Ismar Capistrano Costa Filho(UFC)

A Propaganda Política no Brasil Contemporâneo


Roberto Gondo Macedo(UMESP), Adolpho Carlos Françoso Queiroz(UMESP)

48 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Conto de Fadas na Publicidade - Magia e Persuasão


Roseméri Laurindo(Furb)

Cinema, publicidade, interfaces


Rogério Luiz Covaleski(PUCSP)

Como Planejar e Executar uma Campanha de Propaganda


Marcelo Abilio Públio(PUCPR)

RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL


Relações públicas: história, teorias e estratégias nas organizações contemporâneas
Waldemar Luiz Kunsch(PRESSA)

Comunicação e Organização em Processos e Práticas


Marlene Regina Marchiori(UEL)

Comunicação organizacional – Vol. II - Linguagem, gestão e perspectivas


Luiz Carlos Assis Iasbeck(UCB)

A comunicação na gestão da sustentabilidade das organizações


Rudimar Baldissera(UFRGS)

Relações públicas e comunicação organizacional: campos acadêmicos e aplicados de múltiplas


perspectivas
Cleusa Maria Andrade Scroferneker(PUCRS)

IV PUBLICOM
Gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas - 2a. ed. revista e atualizada
– Junho de 2009
Elizabeth Nicolau Saad Corrêa(ECA-USP)

Comunicação organizacional – Vol. 1 Histórico, fundamentos e processos


Margarida Maria Krohling Kunsch(ECA-USP)

Assessor de Imprensa
Rodrigo Capella Pattoli(PUCSP)

COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL
Webradio: novos gêneros, novas formas de interação
Nair Prata Moreira Martins(Uni-BH)

Do audiovisual às audiovisualidades: convergência e dispersão nas mídias


Miriam de Souza Rossini(UFRGS), Alexandre Rocha da Silva(UFRGS)

A ficção televisiva em países ibero-americanos: narrativas, formatos e publicidade


Maria Immacolata Vassallo de Lopes(ECA-USP)

Imagens do Sagrado
Fernando C. de Tacca(UNICAMP)

Site do Mestrado em Comunicação Visual - UEL


Maria Luisa Hoffmann(UEL)

COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA

Comunicação Digital – educação, tecnologia e novos comportamentos


Cosette Espíndola de Castro(UNESP), André Barbosa Filho(UnB)

Publicidade na Era Digital: um desafio para hoje


Mariana Lapolli(UFSC)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 49


INTERCOM 2009 l Curitiba

Mutações da Cultura Midiática


Herom Vargas Silva(USCS), Roberto Elísio dos Santos(USCS)

INTERFACES COMUNICACIONAIS
Publicidade Comparativa: Regras e Limitações
Aldo Batista dos Santos Junior(UNISO)

Mídia e Educação
Sandra de Fátima Pereira Tosta(PUC- Minas), José Marques de Melo(UMESP)

Jovens na Cena Metropolitana - Percepções, Narrativas e Modos de Comunicação


Rita de Cássia Alves de Oliveira(PUC/SENAC), Silvia Helena Simões Borelli(PUC/SP), Gislene Silva(UFSC), Josimey Costa
da Silva(UFRN), Rose de Melo Rocha(ESPMSP)

Leituras Sociais da Mídia?


Márcio David Macedo da Silva(UNICENTRO)

Para Entender as Teorias da Comunicação


Ana Carolina Rocha Pessoa Temer(UFG), Vanda Cunha Albieri Neri(UFU)

Comunicação, Narrativas e Culturas Urbanas


Ricardo Ferreira Freitas(UERJ), Silvia Helena Simoes Borelli(PUCSP)

www.biasanz.com.br: Comunicação Voltada a Educadores


Beatriz Sanz Vazquez(SEESP)

COMUNICAÇÃO, ESPAÇO E CIDADANIA

Para Fazer Rádio Comunitária com “C” Maiúsculo


Rodrigo Maciel Jacobus(UFRGS), Bruno Lima Rocha Beaklini(UNISINOS)

Viagem ao Mundo Alternativo: a Contracultura nos Anos 80


Cesar Augusto de Carvalho(UEL)

Revista Comunidades
Ismar Capistrano Costa Filho(UFC), Amanda Dias Capistrano(Fa7)

Recortes da mídia alternativa: Histórias & memórias da comunicação no Brasil


Karina Janz Woitowicz(UEPG)

Inclusão Digital, Inclusão Social? usos das tecnologias da informação e comunicação nas culturas
populares
Maria Salett Tauk Santos(UFRPE)

Formação Humana e Dialogicidade em Paulo Freire II: Reflexões e Possibilidades em Movimento


Alessandra Oliveira Araújo(Unifor)

Mídia Alter{n}Ativa: Estratégias e Desafios para a Comunicação Hegemônica


Ricardo Oliveira de Freitas(UESC)

Digitalização e práticas sociais: modulações e alternativas do audiovisual


Valério Cruz Brittos(UNISINOS)

Portal [RH em Hospitalidade]: Democratização da Informação, Difusão do Conhecimento e Suporte para


Acesso ao Mercado de Trabalho em Turismo & Hotelaria
Aristides Faria Lopes dos Santos(MICROLINS)

50 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA COMUNICAÇÃO

Retratos Midiáticos do Meio Ambiente: Gestos de Interpretacão


Ariane Carla Pereira Fernandes(UNICENTRO), Marcio Fernandes(UNICENTRO)

O delírio de Apolo: sobre teatro e cinema


Evandro José Medeiros Laia(UFJF)

A natureza da mídia - os discursos da TV sobre a Amazônia, a biodiversidade, os povos da floresta


Manuel José Sena Dutra(UNAMA)

Gestão da Comunicação - Projetos de Intervenção


Maria Cristina Castilho Costa(USP)

MATRIZes - Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de São Paulo Ano


2, vol.2
Renata Carvalho da Costa(USP), Maria Immacolata Vassallo de Lopes(USP)

Sociedade e Comunicação: Perspectivas Contemporâneas


Cláudia Regina Lahni(UFJF)

A História dos Devotos de Nossa Senhora da Cabeça Um Estudo Folkcomunicacional


Jacqueline Lima Dourado(UFPI)

Gestão da Comunicação Epistemologia e pesquisa teórica


Maria Aparecida Baccega(ESPM-SP/ ECA-USP)

IV PUBLICOM
Teoria da Comunicação - Idéias, conceitos e métodos
Luis Mauro Sa Martino(FCSCL)

Estudo das Mídias: da produção ao consumo


Sibila Rocha(UNIFRA), Viviane Borelli(UNIFRA)

Teoria do Meio: contribuições limites e desafios


Janara Kalline Leal Lopes de Sousa(UnB)

Mídia: fonte e palanque do pensamento culturalista de Gilberto Freyre


Edson Fernando Dalmonte(SOCIAL)

Retórica e Mídia: estudos ibero-brasileiros


Fernanda Lima Lopes(UFRJ), Igor Sacramento(UFRJ)

Comunicação Mercadológica: Uma visão mutidisciplinar


Missila Loures Cardozo(USCS), Lideli Crepaldi (USCS/FSA), Adriano Almeida Gadbem(UMESP)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 51


INTERCOM 2009 l Curitiba

IX ENCONTRO DOS GRUPOS DE PESQUISA E


NÚCLEOS DE PESQUISA DA INTERCOM

Coordenação Geral Coordenação Local


Marialva Carlos Barbosa (UFF) Maria Zaclis Veiga Ferreira (UP)

Dias 5 e 6 de Setembro
9 às 12 h e de 14 às 18 h
Local: Universidade Positivo

DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP GÊNEROS JORNALÍSTICOS


Coordenador: José Marques de Melo (Umesp)

Sábado l 05 de Setembro
16h30 às 18 h00
SALA 2 BLOCO AZUL
Sessão de Abertura
Coordenador: Jose Marques de Melo (Umesp)

Gêneros jornalísticos no Brasil: o estado da questão


Jose Marques de Melo (Umesp)

Previsões apocalípticas anunciam a morte do jornalismo e decretam a falência dos gêneros jornalísticos, confundindo e
assustando as novas gerações que ingressam na área. A partir das evidências observadas na sociedade brasileira deste
início de século XXI e da revisão de vasta bibliografia, esta comunicação científica pretende debater as controvérsias
que inquietam a comunidade acadêmica a propósito dos gêneros jornalísticos.

Gêneros e formatos jornalísticos na televisão brasileira


Guilherme Jorge de Rezende (UFSJ)

Este trabalho apresenta uma proposta de classificação de gêneros jornalísticos na televisão, a partir dos conceitos de
categoria, gêneros e formatos. Considera-se que a categoria telejornalismo abrange várias subcategorias - Telejornal,
Documentário, Reportagens Especiais, Entrevista, Programa de Debates, Talk Show, além de outras, episódicas, caso do
Plantão, das Retrospectivas de fim de ano e dos Espetáculos Midiáticos. O jornalismo integra também gêneros híbridos:
Programas de Variedades, Talk Shows e revistas femininas.

Os Gêneros jornalísticos no rádio


Janine Marques Passini Lucht (ESPM)

Este artigo tem como objetivo mapear a produção acadêmica sobre os gêneros radiojornalísticos nas últimas décadas.
O estudo, primeiramente, foi realizado para a tese de doutorado da autora, intitulada: Gêneros Radiojornalísticos - análise
da Rádio Eldorado de São Paulo, defendida em junho de 2009. Para tanto, baseia-se em autores brasileiros, espanhóis e
argentinos, em sua maioria. O resultado é um trabalho exaustivo que deve auxiliar pesquisadores, alunos e profissionais
do meio a compreender melhor a questão dos gêneros radiojornalísticos.

Jornalismo On-line no Brasil: reflexões em direção ao perfil de um profissional multimídia


Fábio Henrique Pereira (UnB)

Este trabalho visa contextualizar a emergência dos recursos midiáticos no jornalismo, explorar seu significado para a
cultura profissional, as rotinas produtivas e o ambiente de trabalho. Fazemos uma reflexão sobre como todos esses
elementos estão mudando o panorama das mídias contemporâneas, em especial o perfil do jornalista. Enquanto
procuramos estabelecer uma moldura conceitual para os fenômenos, provemos uma síntese dos debates que estão
sendo tentados neste momento no mundo e buscamos guiar a discussão para o currículo dos cursos de Jornalismo
e as novas competências que se exigem dos profissionais. Entendemos assim que há necessidade de um consenso
mínimo entre os atores direta ou indiretamente envolvidos com o processo de produção noticiosa, em um cenário de
computadorização, digitalização e convergência das organizações jornalísticas.

52 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
9 às 10 h 30
SALA 2 BLOCO AZUL

Sessão 2
Coordenador: Jose Marques de Melo (Umesp)

A Polêmica no Jornalismo: a Cantoria dos Sabiás e dos Rouxinóis da Mídia


Jacques Alkalai Wainberg (PUCRS)

Toda comunidade possui um estoque de vozes disponíveis ao debate de temas públicos. Este estudo sobre a polêmica
como um gênero jornalístico documentou 1208 debatedores e 1882 vozes envolvidas neste tipo de controvérsia nos
dois mais importantes programas de debate da imprensa gaúcha em 2008. Faz ainda uma tipologia destas vozes, um
cadastro dos temas e elabora sobre os dois tipos mais freqüentes de debatedores, os sabiás e os rouxinóis da mídia.
Descreve também a figura do polemista, um personagem que vive envolvido nas disputas de idéias e cuja missão é
desacomodar a opinião pública.

Por uma teoria dos Gêneros em Comunicação


Ana Carolina Rocha Pessoa Temer (UFG)

Este ensaio é parte de um Projeto de Pesquisa que trabalha a questão da representação de gênero e das etnias dentro
no Telejornalismo. Uma vez que o trabalho usa o conceito de Gênero, fez-se necessário uma reflexão sobre o uso deste
conceito, buscando trabalhar a partir das origens históricas do termo, os vínculos que possui com outros termos e/ou
conceitos utilizados nos estudos sobre a comunicação, seus usos atuais e os seus vínculos com a Análise de Conteúdo e
com as Teorias da Comunicação em uma proposta de acrescentar dados a taxionomia deste campo.

Gêneros Jornalísticos: partindo do discurso para chegar à finalidade


Lia da Fonseca Seixas (UFBA)

Nesses mais de 50 anos de estudos do jornalismo, a finalidade sempre foi considerada “o” critério de classificação de
gênero jornalístico. Partiu-se da finalidade para a compreensão e divisão de gêneros. Neste artigo, fundamentado
em nossa tese de doutorado, partimos da composição discursiva para, ao final, chegarmos à finaldidade. Porpormos,
assim, compreender a lógica enunciativa dessas composições, lógica esta configurada pela relação entre objeto de
realidade, tópico jornalístico e compromisso (ato linguístico). Através do diálogo entre pragmática (Searle) e análise do

Gêneros Jornalísticos
discurso (Foucault, Maingueneau, Charaudeau), consideramos que: a finalidade é mais uma dimensão da instituição
social jornalística do que de uma composição discursiva; e a lógica enunciativa é um critério de definição de gênero
mais produtivo do que a finalidade.

O real e o poético na narrativa jornalística


Jorge Kanehide Ijuim (UFSC)

O poeta nutre-se do real para sua criação artística, o repórter apropria-se da poética para dar mais atratividade e
compreensão à sua reportagem. Há pontos confluentes entre lite-ratura e jornalismo? O real e o poético fundem-
se para a construção de narrativas jornalísticas? Estas inquietações são pontos de partida para a discussão sobre
aproximações e apropriações dos recursos da literatura pelo jornalismo, em especial as figuras retóricas. Após reflexão
sobre a Arte Retórica e a Arte Poética de Aristóteles, que ajudam a escla-recer esses possíveis encontros, e sobre os
fundamentos do jornalismo que embasam a produção de narrativas, este trabalho propõe-se a debater a seguinte
questão: Como e de que forma as figuras retóricas, ou figuras de linguagem, podem contribuir para a cons-trução de
narrativas jornalísticas?

Limitación y control de la participación ciudadana. Un análisis preliminar sobre la función


del gatekeeper en blogs periodísticos deportivos de Argentina y Brasil.
Gonzalo Prudkin (UFBA)

Este artículo sugiere que la inclusión de blogs futbolísticos por empresas de información dominantes en Argentina
y Brasil no promovió una adecuada interacción entre los lectores y sus staffers. Tal cuestión condicionó la creación
de contenidos informativos mediante colaboración recíproca. Creemos que dicha política, enmarcada en el ideal del
denominado “periodismo como conversación” de Gillmor (2004), se presenta en este caso como “inocua”. Se llega a esa
deducción a través de examinar cómo las rutinas de producción periodística (newsmaking) y la figura del gatekeeper se
mantienen intactas en los blogs periodísticos estudiados.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 53


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
11h00 às 12h00
SALA 2 BLOCO AZUL

Sessão 3
Coordenador: Jose Marques de Melo (Umesp)

Gêneros opinativos e internet: mais espaço para o leitor


Zelia Leal Adghirni (UnB), Jurema Maria de Sousa Baesse (UnB)

O texto apresenta o novo papel do público na critica da mídia e na produção de notícias. A carta do leitor deixa de ser
apenas uma missiva manuscrita ou um e-mail para se transformar um espaço de expressão e de pressão em relação
às mídias. O leitor luta para dar visibilidade a sua opinião através dos espaços que lhe são destinados nos veículos de
comunicação. Ele usa as mídias como espaço de mediação para discutir questões atuais da sociedade e também para
exigir e cobrar seus direitos. O trabalho está ancorado na análise de quase três mil cartas dirigidas a dez jornais brasileiros
e no estudo de 372 e-mails enviados aos telejornais da TV Globo em Brasília. A opinião do leitor é o espaço que mais
cresce entre os gêneros jornalísticos opinativos, mas o crescimento não se traduz no aumento das páginas de jornais
nem na devida atenção que merece o telespectador que envia e-mail a TV.

Pacto de leitura ameaçado: O opinionismo nas emissoras de rádio


Clóvis Reis (Furb)

O presente trabalho busca identificar os gêneros jornalísticos veiculados nas emissoras de rádio de Blumenau (Santa
Catarina – Brasil), classificando os textos de acordo com os critérios de intencionalidade e natureza estrutural dos relatos
jornalísticos. A análise dos resultados do estudo indica que as emissoras confundem interpretação com opinião. O
hibridismo de gêneros jornalísticos, marcado pelo opinionismo do noticiário, ameaça o “pacto de leitura” entre autor e
receptor da mensagem.

Charges: uma leitura orientada pela Análise do Discurso de linha francesa


Cynthia Morgana Boos de Quadros (Furb), Armando Pilla (Furb)

Ingrediente da vida diária, ilustrando páginas de revistas e jornais, a charge critica, impressiona e provoca riso. Numa
ligação íntima com a imprensa, como uma sátira gráfica a um acontecimento político, ela pode ser considerada uma
prática discursiva situada no cosmo das relações entre o linguístico e o histórico-social. O discurso de humor gráfico é
uma narrativa eloqüente que, ao usar recursos expressivos, possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais
do texto e auxilia o leitor na construção de novos e outros significados. Interessantes eixos norteadores para ler e
interpretar charges são oferecidos pela linha francesa de Análise de Discurso, uma corrente de estudos que estabelece
a relação existente entre língua/sujeito/história ou língua/ideologia.

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 16h30
SALA 2 BLOCO AZUL

Sessão 4
Coordenador: Jose Marques de Melo (Umesp)

A estrutura da reportagem em quadrinhos e a prática jornalística


Juscelino Neco de Souza Júnior (UFSC)

O surgimento do chamado “jornalismo em quadrinhos”, iniciado com as reportagens feitas pelo quadrinista Joe
Sacco e popularizado nos jornais e revistas com a transposição de gêneros jornalísticos diversos, como o editorial, a
coluna e a resenha, modifica o cerne da relação entre os quadrinhos e o jornalismo. A falta de clareza teórica acerca da
linguagem dos quadrinhos permite que, em análises superficiais e descontextualizadas, denomine-se a reportagem
em quadrinhos de Sacco como um novo gênero do jornalismo. As histórias em quadrinhos simplesmente conseguem
comportar alguns gêneros do jornalismo impresso adaptando-os à nova mídia e utilizando-se de sua linguagem e

54 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

potencialidades. Embasados nos estudos acerca dos quadrinhos e na teoria da percepção visual, analisamos como se
configura a reportagem em quadrinhos em seus aspectos visuais e estrutura narrativa.

O Fotojornalismo e os gêneros na Revista Cruzeiro - A reportagem fotográfica As noivas dos


Deuses Sanguinários
Ranielle Leal Moura (Umesp)

Este artigo trata de uma análise da reportagem fotográfica As noivas dos Deuses Sanguinários realizada pelo fotojor-
nalista José Medeiros e pelo repórter Arlindo Silva para a Revista O Cruzeiro. O foco da análise centra-se no enquadra-
mento da mesma no gênero jornalístico reportagem, com o intuito de mostrar que a foto jornalisticamente tratada é de
máxima importância na composição de uma grande reportagem. Para tanto, realizamos um passeio rápido pela história
de O Cruzeiro e de sua tradição de grandes reportagens fotográficas.

A editorialização do Jornalismo infantil


Thaís Helena Furtado (Unisinos)

Este artigo trata do jornalismo segmentado para crianças pela perspectiva da Análise do Discurso (AD) francesa
relacionada com os conceitos de Teorias do Jornalismo. Propõe um olhar sobre a seção Para o Seu Filho Ler, do jornal Zero
Hora, produzido pelo Grupo RBS, em Porto Alegre, a partir dos conceitos de Charaudeau sobre modos de organização
do discurso, com o objetivo de verificar se a construção dos textos da seção se aproxima dos editoriais.

A Representação Feminina Segundo A Realidade Dos Discursos Midiáticos: um estudo das


crônicas de Martha Medeiros e Claudia Laitano no Jornal ZH
Sibila Rocha (Unifra)

A presente proposta de pesquisa se enquadra nas preocupações com os atuais processos de publicização do univer-
so feminino e de suas representações discursivas nas crônicas de Martha Medeiros e Claudia Laytano em dispositivo
midiático de circulação e referenciabilidade no RS: O Jornal ZH. Tal questão está situada no âmbito da problemática da
midiatização, onde os campos sociais desenvolvem suas práticas, tendo como ênfase os modos de existência da cultura
e das lógicas midiáticas. O foco deste estudo é o campo das mídias e o jornalismo no seu “trabalho” de constituir-se em
uma espécie de ‘observador’ do mundo, a partir de operações discursivas inerentes ao seu modo de funcionamento
enunciativo.

Gêneros Jornalísticos
Limites dos Infográficos Jornalísticos na Web: Sistematização preliminar de características
distintivas e produtos semelhantes
Ricardo Castilhos Gomes Amaral (UFSC)

O artigo apresenta a Sistematização Arbórea dos Infográficos Jornalísticos na web dispondo paralelamente os produtos
semelhantes. Assim pretendemos fazer uma diferenciação preliminar dos infográficos em relação aos produtos
semelhantes a partir de suas características. Nessa sistematização destacamos terceira e quarta gerações como
evoluções distintas dos infográficos jornalísticos na web, sendo que a terceira se caracteriza pela multimidialidade e a
quarta pelo uso de base dados para criação de infográficos com interatividade e personalização de conteúdo.

Jornalismo com traços de literatura: alguns apontamentos sobre o gênero diversional


Francisco de Assis (Umesp)

O trabalho apresenta uma revisão a respeito do gênero jornalístico diversional. Trata-se, portanto, de um estudo de
natureza bibliográfica. Fez-se um levantamento daquilo que já havia sido publicado sobre o assunto, estabelecendo
alguns pontos para seu entendimento. Como contribuição, situa tal gênero na fronteira que separa o jornalismo da lite-
ratura, por compreender que tal tipo de produção é caracterizado pela informação verídica estruturada com recursos
literários.

Deu drama no jornal: a busca por legitimação identitária em reportagem do Domingo Espe-
tacular sobre a novela “Duas Caras”
Hideide Aparecida Gomes de Brito Torres (UFJF)

O artigo articula a Análise de Discurso e a abordagem do telejornalismo sob o foco da dramaturgia para aproximar-se
da matéria especial produzida pelo Domingo Espetacular, da Rede Record, sobre a novela Duas Caras, da Rede Globo. O

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 55


INTERCOM 2009 l Curitiba

texto parte da perspectiva de que tanto o uso da dramaturgia quanto o discurso empregado visam gerar intercessões
discursivas focadas num nicho da audiência, o público evangélico, com objetivos de promover a identificação e
encontrar legitimação identitária do canal para com este segmento. Perguntamos ainda, neste contexto, pela ética
jornalística, pelo que é notícia e pelo papel do jornalista e sua responsabilidade no enunciado noticioso.

A Temática Saúde no Gênero Diversional: um estudo sobre o câncer no caderno saúde da


Folha de São Paulo
Vanderli Duarte de Carvalho (Umesp)

O cenário contemporâneo demanda uma atenção maior para aspectos na área da saúde. Propomos analisar o assunto
‘câncer’ publicado no jornal Folha de SPaulo, no caderno Saúde a partir do Gênero Diversional (GD). Buscamos na
metodologia qualitativa e descritiva. Como consideração final, reconhecemos o GD está posto neste estudo temático.
Avaliamos que o jornal não oferece maior profundidade sobre os diferentes tipos de câncer, usa de forma generalista
os tipos de pesquisa. Os infográficos são formas didáticas de explemplificar. As fonte são recorrentes de universidades,
institutos e hospitais, em menor grau estão às publicações de revistas e jornais. De acordo com o GD a notas, abordagens
de história de vida, estão presentes neste caderno. Podemos estimar que os assuntos sobre campanhas, mutirões,
palestras e lançamentos de livros funcionam como pílulas de informação para o público-leitor.

Jornalismo em Quadrinhos: território de linguagens


Iuri Barbosa Gomes (UFMT)

É inegável que avanço das novas tecnologias transformou a maneira de se fazer/receber produtos comunicacionais e
culturais. Em meio a liquefação de estruturas antes tidas como sólidas, propostas surgem como alternativas na miríade
de imagens e informações às quais todos estão diariamente submetidos. Estamos todos ligados a cabo a tudo que
acaba de acontecer, e isso sugere pressa, velocidade. Diante disso, propostas como a do jornalismo em quadrinhos
sugerem uma pausa, um ritmo entre duas linguagens cuja construção passa pela fruição estética de um produto
comunicacional.

Domingo l 06 de Setembro
16h30 às 18h00
SALA 2 BLOCO AZUL

Sessão 5
Coordenador: Jose Marques de Melo (Umesp)

Jornalismo de Serviço: O gênero utilitário na mídia impressa brasileira


Tyciane Viana Vaz (Umesp)

Resultado da dissertação de mestrado apresentada na Universidade Metodista de São Paulo em fevereiro de 2009,
sob orientação do professor José Marques de Melo, esta pesquisa tem a proposta de analisar o jornalismo de serviço,
também denominado de utilitário, em dois casos da mídia impressa brasileira: o jornal Folha de S. Paulo e a revista Veja,
incluindo a revista Veja São Paulo. Fez-se uma pesquisa exploratória e, em seguida, uma abordagem quantitativa dos
formatos e tipos do gênero utilitário nesses veículos em questão. A análise revelou a presença deste gênero jornalístico
desde o início da publicação desses veículos até os dias atuais. Contatou-se a existência de seis formatos, sendo quatro
deles já identificados por Marques de Melo, e dois identificados nesta análise, que foram considerados como tipos
híbridos de gêneros.

Gêneros híbridos: serviço ou publicidade?


Jullena Santos de Alencar Normando (UFG), Ana Carolina Temer (UFG)

Este trabalho aborda o discurso midiático na perspectiva da hibridização dos gêneros televisivos e a relação destes
com a publicidade. A discussão aqui apresentada faz parte de uma pesquisa maior realizada no programa de mestrado
da Universidade Federal de Goiás. O texto aqui apresentado será parte de uma dissertação de mestrado que explora
as relações entre cidadania e consumo na televisão. Nossa intenção, aqui, é apresentar reflexões sobre os contratos
de leitura estabelecidos por meio dos gêneros e formatos, detidamente no caso dos gêneros televisivos, e discutir
situações em que tais determinações prévias são suprimidas.

56 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Fazeres em Rede: do Jornalismo Público ao Participativo


Marielle Sandalovski Santos (Fadep)

O presente artigo problematiza o Jornalismo Púbico e o Jornalismo Participativo. Além de caracterizá-los, objetiva
indicar como essas práticas dialogam com outras que marcaram historicamente a comunicação, como as Comunicações
Popular e Alternativa e a Comunicação Comunitária. Entre os fatores que motivam este artigo estão ações desencadeadas
por veículos de comunicação visando à aproximação em relação a seus públicos e a intensificação da participação
dos usuários na produção de conteúdo veiculados na rede das redes. Embasam a discussão proposta autores como:
Bowman e Willis (2003); Peruzzo (1998); Quadros (2005a, 2005b); e, Traquina (2002).

Jornalismo-Depoimento-Montagem: Discurso, Política e Memória em Fernando Gabeira


Cláudio Rodrigues Coração (Unesp)

Pretendemos, com este trabalho, investigar três etapas da narrativa jornalística de Fernando Gabeira, a partir do resgate
que faz, no final dos anos 70, dos “anos de chumbo” à sedimentação de novos olhares e outras demandas de lutas como
a discussão de novos discursos políticos, da diversidade sexual e da ecologia. Acreditamos que a demarcação de tal
percurso se faz necessária na medida em que poderemos focalizar e identificar as configurações discursivo-jornalísticas
de Gabeira, que se desembocarão futuramente no debate que o autor estabelece no cenário político e cultural do país:
a revisão do papel da esquerda socialista; a assimilação dos novos comportamentos sexuais; a pauta da ecologia como
marca política, com a mediação do narrador-repórter.

Resistência da Reportagem Investigativa e/ou Literária: Análise do aprofundamento das


técnicas jornalísticas nas revistas Brasileiros e Rolling Stone
Bruna Vieira Guimarães (Umesp), Ingrid Gomes (Umesp)

Análise das reportagens investigativas e/ou literárias publicadas nas edições de maio e junho de 2009, nas revistas
mensais Brasileiros e Rolling Stone. A metodologia adotada foi a Análise de Conteúdo, utilizando-se como categorias
as questões jornalísticas relacionadas à profundidade, as fontes, ao discurso (narrativo, dissertativo, descritivo), ao tema
e à contextualização do assunto. Foram comparadas as técnicas utilizadas por ambas as revistas, tendo como base
SEQUEIRA, 2005; LIMA, 2004; e VILAS BOAS, 2008. A hipótese levantada para a pesquisa científica é visualizar a técnica
literária e/ou investigativa como resistência no jornalismo cotidiano, desenvolvido pelos veículos em análise. Portanto
entender como são realizadas as grandes reportagens nessas duas revistas torna-se necessário à área da pesquisa, para
ser instrumento norteador do jornalismo atual.

Gêneros Jornalísticos
Segunda-feira l 07 de Setembro
9 às 12 h
SALA 2 BLOCO AZUL

Reunião de Avaliação
Coordenador: Jose Marques de Melo (Umesp)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 57


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP HISTÓRIA DO JORNALISMO


Coordenador: Antonio Carlos Hohlfeldt (PUC-RS)

Sábado l 05 de Setembro
9 h às 12 h
SALA 3 BLOCO AZUL

Teorias e estudo das origens

“Combates” por uma história da mídia e do jornalismo no Brasil


Marialva Carlos Barbosa (UFF), Ana Paula Goulart Ribeiro (UFRJ)

O texto faz um balanço crítico-reflexivo sobre as pesquisas que têm como foco a história do jornalismo no Brasil,
procurando estabelecer algumas premissas teóricas e metodológicas para a construção dessa história como processo,
considerando-se também como fundamental para a sua realização a ênfase àsteorias da história. O artigo reúne um
conjunto de reflexões críticas que tem sido desenvolvida em relação à história da mídia e do jornalismo e, apesar de
constatarmos que houve não apenas um aumento quantitativo, mas de complexificação de muitas das análises, ainda
discordamos dos caminhos teóricos de muitos desses estudos desenvolvidos no país.

Revoluções Periódicas na Imprensa: disputas em torno do conceito de moderno no campo


jornalístico
Bruno Fernando Santos de Castro (UFRJ)

Com a proposta de estudar a história da imprensa e dos sistemas de comunicação como um processo, nos
permitiremos estudar como ao longo da história, a imprensa se autoreferenciou como baluartes da modernidade. Por
isso, trabalharemos também com história do conceito de moderno, e as suas variantes, dentro do campo jornalístico,
utilizado ao longo da história da imprensa buscando a legitimação dos variados projetos de jornalismo em disputa
nessa história, procurando definir o que é o jornalismo/jornalista, qual deveria ser sua atuação no campo intelectual e
político. A questão não é a realidade histórica, e sim as disputas conceituais a produzir efeitos observáveis e concretos
sobre ela, pois a palavra produz efeitos concretos sobre a realidade, por isso ela é um dos vetores constitutivos da
realidade socialmente construída.

Síntese histórica da imprensa moçambicana: tentativa de interpretação


Antonio Carlos Hohlfeldt (PUCRS), James Machado dos Santos (PUCRS)

O presente trabalho dá seqüência à pesquisa iniciada no estágio pós-doutoral, em 2008, na Universidade Fernando
Pessoa/Biblioteca Pública Municipal, da cidade do Porto, Portugal. Trata-se de buscar reconstituir a história da chamada
imprensa colonial portuguesa, constituída por uma história da imprensa colonial e uma história comparada da imprensa
luso-brasileira. Em artigos anteriores, abordou-se um panorama geral e a bibliografia disponível. Posteriormente,
estudou-se um jornal, especificamente. Este paper faz uma síntese histórica da imprensa de Moçambique. Depois de se
fazer um panorama da história das conquistas portuguesas do ultramar e da chegada dos portugueses a Moçambique,
desdobra-se a síntese histórica da imprensa moçambicana. Conclui-se o estudo com uma síntese de características
dessa imprensa, destacando-se algumas figuras de jornalistas e alguns dos periódicos editados.

Os pioneiros do jornalismo português na primeira metade do Século XVII


Jorge Pedro Almeida Silva e Sousa (UFP)

Quem foram os “jornalistas” portugueses que, na primeira metade do século XVII, iniciaram o jornalismo em Portugal?
Sobre o que escreviam? Quais as suas fontes? Que rotinas tinham? Que constrangimentos enfrentavam? Este trabalho
visa responder a essas questões, socorrendo-se da pesquisa bibliográfica e documental e da análise do discurso,
quantitativa e qualitativa, das Relações impressas de Manuel Severim de Faria (1626-1628) e da Gazeta de 1641-1647,
primeiro periódico português. Conclui-se que os primeiros “jornalistas” portugueses eram clérigos letrados para os quais
a redacção de folhas periódicas ou ocasionais seria uma “ocupação” (não um “ofício”), que exerceriam por satisfação
pessoal e para terem lucro. As notícias, censuradas, resultavam da observação pessoal, testemunhos, entrevistas, cartas
e traduções de jornais estrangeiros e, maioritariamente, tinham a guerra por tema.

58 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 3 BLOCO AZUL

Estudo sobre veículos

A (In)dependência da imprensa brasileira no século XIX: o discurso do Reverbero


Constitucional Fluminense
Giovanna Gertrudes Benedetto Flores (Unicamp/Unisul)

Esse trabalho pretende refletir sobre a imprensa no século XIX, tendo como corpus investigativo e de análise o jornal
Reverbero Constitucional Fluminense (1821-1822) editado no Rio de Janeiro. As análises serão dos primeiros exemplares
do jornal Reverbero. Pretendemos mostrar nesse periódico como se produziram os discursos sobre o momento político
brasileiro e o papel da imprensa na ruptura com Portugal. A partir desse recorte, estaremos utilizando o dispositivo
teórico-analítico da Análise do Discurso, tendo como principal referência Pêcheux (1969) e Orlandi (1990).

A Vida Fluminense, “folha joco-séria illustrada” (1868-1875)


José Carlos Augusto (Estácio/UniRadial)

O presente trabalho pretende apresentar as principais características da revista ilustrada A Vida Fluminense, publicada
no Rio de Janeiro entre 1868 e 1875 e destacar o trabalho de Angelo Agostini, ilustrador e sócio da publicação. No
conjunto da publicação também se privilegia “As aventuras de’Nhô-Quim’ ou impressões de uma viagem à corte”,
narrativa visual sequencial produzida por Agostini a partir de janeiro de 1869.

A Imprensa Alternativa no Jogo da Democracia


Lygia Maria Silva Rocha (UFSC)

Este artigo tem como objetivo analisar a revista Pif-Paf, produzida por Millôr Fernandes em 1964, no Brasil. O eixo que
norteia o trabalho é o conceito de objetividade e como este fundamento da atividade jornalística é utilizado de acordo
com o contexto histórico e cultural em que se encontra. Além disso, o artigo se baseia no aparato conceitual de Pierre
Bourdieu para compreender o papel social e simbolico que, tanto a revista Pif-Paf como a imprensa alternativa brasileira
da década de 60, tiveram no período histórico em questão.

“Onde está o jornalismo?” – uma análise da imprensa feminina a partir de Claudia (1961 e
1968)
Raquel de Souza Moreira Portilho (UFF)

Surgida no século XVII, na Europa, a imprensa feminina ganhou popularidade através dos séculos, abordando quase
sempre os mesmos assuntos: casa, culinária, decoração, família e conselhos amorosos. Este trabalho tem o propósito
História do Jornalismo

de analisar alguns aspectos da imprensa para mulheres, sua história e especificações, a partir da revista Claudia – criada
em 1961 e uma das mais antigas a circular no Brasil – em articulação com dois pontos específicos: a caracterização da
imprensa feminina em oposição à imprensa “geral”; e a abordagem por parte da revista de temas relacionados a um
“universo” específico, o “feminino”.

Jornalismo e imaginário social: elementos de um jornalismo revolucionário em Realidade


(1966-1968)
Vaniucha de Moraes (UFSC)

Realidade é considerada uma revista revolucionária na história da imprensa brasileira e os seus três primeiros anos
(1966-1968) são tidos como o auge de uma fórmula que consagrou o formato reportagem. A publicação foi inovadora
tanto na linguagem quanto em abordagem temática. Recursos literários, presença da voz autoral e densas pesquisas de
reportagem aliados ao tratamento de temas sociais polêmicos, não discutidos de forma direta pela grande imprensa,
foram a marca desta publicação. Em virtude de suas características, o discurso jornalístico de Realidade tornou-se um
eficaz instrumento difusor do imaginário social da década de 1960.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 59


INTERCOM 2009 l Curitiba

Estratégias de distinção política e cultural na imprensa homossexual ou a visão do jornal


Lampião da Esquina sobre si mesmo
Fernando Luiz Alves Barroso (UFS), Victor Hugo de Souza Oliveira (UFS), Diógenes de Souza Santos (UFS)

Este artigo representa a sistematização provisória de uma pesquisa em andamento sobre o debate sobre a mídia
presente no jornal Lampião da Esquina. Este foi o primeiro periódico voltado para a população homossexual, produzido
profissionalmente, no Brasil, no contexto da chamada imprensa alternativa. Neste artigo, exploramos e analisamos os
textos, presentes nas edições de número zero e trinta e sete, em que o jornal reflete sobre si mesmo. E argumentos que
estes textos expressam o interesse do Lampião em demarcar as diferenças políticas e culturais vistas entre a mídia e,
inclusive a imprensa alternativa, e o próprio jornal.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 6 BLOCO AZUL

Personagens e casos de análise

Um arquivo amoroso: Alvaro e Eugênia Moreyra


Joëlle Rachel Rouchou (FCRB)

Álvaro Moreyra (1888-1964), atua no cenário carioca do início do século XX como promotor de uma cultura que chegará
a novos públicos. Vamos abrir seu arquivo pessoal que contém correspondência com os filhos, cartas de sua esposa
Eugênia Moreyra, anotações, fotografias, e recortes de matérias de jornais, um universo que ajuda a contar a história da
cidade do Rio de Janeiro. O arquivo permite acompanhar diversas formas de representação do mundo desde o jovem
poeta gaúcho Álvaro que desembarca no Rio de Janeiro da Primeira República, a militância no Partido Comunista, o
casamento e a paixão por Eugênia Moreyra, as festas em sua casa de Copacabana. Aponta também para as mutações da
vida na cidade moderna, do escritor movendo-se entre literatura e jornalismo, com novos questionamentos e buscando
compreender formação de um novo imaginário.

Jornalismo e literatura: a presença de personagens-jornalistas na obra de Erico Verissimo


Eduardo Ritter (PUC-RS)

A vida e a obra do escritor Erico Verissimo foi fortemente marcada pela presença do jornalismo. Biograficamente, ele
foi o presidente-fudador da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), além de atuar em alguns órgãos da imprensa
de Porto Alegre. Essa formação jornalística de Erico Verissimo acabou influenciando na obra literária do escritor, que
utilizou 24 personagens-jornalistas em seus 13 romances. No presente artigo, fizemos uma breve apresentação dessa
“tribo jornalística”, que contém diversas características indicadas por teóricos do jornalismo, e que também consolidam
o nome de Erico Verissimo como um dos mais importantes da história do jornalismo brasileiro.

Cagarraios e Cavalões: Jornalismo, poder e metaficção historiográfica em “Rio de Raivas”,


de Haroldo Maranhão
Marcelo Vieira da Silva Dias (Unama)

A narrativa histórica, inclusive de uma história da imprensa, passa por uma necessária reformulação sobre a natureza do
discurso das fontes e da própria historiografia. A metaficção historiográfica do livro “Rio de Raivas”, do escritor paraense
Haroldo Maranhão, utiliza-se da ironia e da paródia para reconstruir e representar um período de embate entre o poder
político e a imprensa no estado do Pará, durante o século XX.

Fotografias de Imprensa e Memória: imagens fotojornalísticas, temporalidade e memórias


construídas
Jorge Carlos Felz Ferreira (UFJF)

O presente trabalho tem como idéia central a discussão das relações da imagem fotográfica, enquanto elemento
narrativo nos meios jornalísticos impressos, com a construção de uma memória particular e coletiva. Além disso,
pretende discutir como a lógica das tecnologias da imagem, que invadem o espaço, através das páginas das revistas
ilustradas no início do século XX, altera o olhar. Parte da pressuposição da existência de uma pedagogia da imagem
que, ao mesmo tempo em que coloca em cena o real construído – representações imagéticas – para um público ainda
não acostumado com a tecnologia, organiza e elabora um discurso ou narrativa específica para também através dela
ensinar o público a olhá-las.

60 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Análise comparativa das notícias sobre o incidente na Pacheco Fernandes em Brasília e as


conseqüências da ausência do jornalismo
Alexandre Ferreira Nonato (UFSC)

O artigo apresenta uma análise das notícias publicadas sobre um incidente na construtora Pacheco Fernandes, durante a
construção de Brasília (governo Juscelino Kubitschek), que até hoje permanece controverso e alvo de pautas de grandes
reportagens em vários jornais brasileiros. Para isto, temos como referência a comparação de notícias publicadas em oito
jornais no período de fevereiro de 1959, cujo objetivo é trazer algumas reflexões a respeito da ausência do jornalismo e
suas conseqüências históricas.

Dano moral e censura, debate sobre os processos contra uma charge na imprensa gaúcha
Paula Casari Cundari (Feevale), Maria Alice Bragança (Feevale), Rafael Rodrigo da Silva (Feevale)

Este artigo discute questões relacionadas ao campo do Direito e da Comunicação, enfocando a charge, como prática
jornalística, e a abordagem de suas possíveis implicações com a ética jornalística, o dano moral, a liberdade de expressão
e seus limites. Para isso, enfoca o caso de uma charge veiculada no jornal NH, em 2005, sobre a atuação da Brigada Militar
em um protesto em Sapiranga e ao final de um jogo no Beira-Rio, em Porto Alegre, gerando 531 ações de dano moral.
Com o objetivo de compreender as implicações da charge jornalística diante dos limites à liberdade de expressão, o
estudo segue a metodologia qualitativa, buscando aprofundar a compreensão sobre as práticas jornalísticas, através
da interlocução entre Comunicação e Direito. Entre outros autores, retomou-se Lage (2001), Romualdo (2000), Godoy
(2008), Guerra (2007), Karam (1997, 2004) e Leclerc & Théolleyre (2007).

Domingo l 06 de Setembro
9h00 às 12h00
SALA 3 BLOCO AZUL

Estudos regionais

A ferro e fogo: conflitos no primeiro século da imprensa paraense


Maria do Socorro Furtado Veloso (UFRN)

O movimento vintista português, as lutas políticas da Independência e uma revolta popular, a Cabanagem, estão
inscritos no aparecimento da imprensa no Pará, em 1822. Fundado por Felipe Patroni em Belém, o jornal O Paraense
inaugura a imprensa no Norte do Brasil e antecede o surgimento de jornais nas províncias de Minas Gerais e São Paulo,
onde os impressos só apareceriam pela primeira vez nos anos de 1823, com o Compilador Mineiro, e 1827, com o Farol
Paulistano. A história dos jornais paraenses é marcada por violentos atos de repressão tanto no período pré como
pós-republicano, com empastelamento, perseguições, prisões e assassinatos. Neste sentido, reitera as condições de
surgimento e expansão da imprensa brasileira, especialmente ao longo do século XIX.

Jornalismo, Memória e Autoritarismo: A Prática Profissional em Imperatriz-MA


História do Jornalismo

nos anos 60 e 70
Roseane Arcanjo Pinheiro (UFMA)

O incremento das empresas jornalísticas na cidade de Imperatriz, localizada na Região Oeste do Maranhão, ocorreu nas
décadas 60 e 70. Impulsionada por projetos econômicos e políticos, como a Rodovia Belém-Brasília e a exploração de
recursos naturais, a localidade viu surgir nesse período suas primeiras emissoras de rádio, TV e novos jornais. Evocando
personagens da cena jornalística daquelas décadas – os jornalistas - objetivou-se congregar pistas sobre a compressão
destes profissionais acerca de suas atividades e desafios profissionais, a partir de suas lembranças, reminiscências e
leituras do passado. Foram adotadas as técnicas de memória oral e feitas pesquisas bibliográfica e documental.

Literatura e Politica duas faces do jornalismo piauiense


Ana Regina Barros Rêgo Leal (UFPI)

Este trabalho aborda a trajetória da imprensa piauiense desde o seu nascimento em 1832 até as primeiras décadas do
século XX, tendo como enfoque as temáticas: literatura e política. A abordagem escolhida situa o jornalismo literário
e o jornalismo político a partir do panorama social e político do período. Trata-se, portanto, de um levantamento da
produção jornalística do Piauí no período em destaque.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 61


INTERCOM 2009 l Curitiba

Os Primeiros Passos da Imprensa no Interior Paulista


Paula Melani Rocha (Unicamp)

Na segunda metade do século XIX, floresceu a imprensa no interior do estado de São Paulo, mais especificamente
na região noroeste do estado. Os periódicos tinham caráter artesanal e foram marcados, em sua maioria, por vidas
curtas. Desenvolveram-se ao lado da cultura do café, juntamente com as benfeitorias e possibilidades que essa
cultura trouxe para a região. O objetivo do artigo proposto é levantar a história da imprensa e do jornalismo na região
noroeste do interior paulista até o período do final do século XIX. A metodologia utilizada foi a pesquisa documental e
bibliográfica.

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 3 BLOCO AZUL

A profissão e sua história de afirmação

Educar para o Progresso: A Função do Jornalismo n’A Gazeta de Cásper Líbero


Gisely Valentim Vaz Coelho Hime (UniFiamFaam)

Transformar seus veículos em instrumentos difusores de cultura foi a marca do exercício jornalístico de Cásper Líbero. Para
ele, a mídia exerce um papel fundamental na formação intelectual, moral e política da sociedade. Pioneiro empresário
moderno no segmento jornalístico brasileiro, proprietário do diário vespertino A Gazeta – considerado em 1939, o
jornal mais moderno da América Latina, do ponto de vista material e editorial -, responsável pela criação da primeira
faculdade de Jornalismo do País, em 1943, Cásper Líbero percebeu o que a maioria dos ministros que deliberaram sobre
a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, derrubada em 25 de junho de 2009 pelo Supremo Tribunal Federal, não
foi capaz, ou seja, que o exercício jornalístico não se reduz à vocação ou a técnicas de redação.

A Concepção de Imprensa Brasileira no Século XX: a visão de Rui, Jobim, Beltrão e Lacerda
Maria de Jesus Daiane Rufino Leal (Umesp), Rose Maria Vidal de Souza (Umesp)

Na primeira metade do século XX o jornalismo nacional, representado pelos intelectuais modernistas desafia a ofensiva
nacionalista das vanguardas políticas que entram em cena no processo de modernização econômica e democratização
do poder. O presente artigo enfatiza o pensamento do grupo de jornalistas ‘observadores’, conforme classificação de
Marques de Melo (2008). O estudo tem por base pesquisa bibliográfica e estudos comparados. Os jornalistas-pensadores
que foram analisados neste texto (Rui Barbosa, Danton Jobim, Carlos Lacerda e Luiz Beltrão) foram o fio condutor para
o “pensar” brasileiro do jornalismo no século XX. O estudo conclui que estes jornalistas pensaram acima de tudo a
realidade do Brasil e contribuíram para a formação de um pensamento jornalístico nacional.

A obrigatoriedade do diploma e a constituição da comunidade jornalística no Brasil – Uma


perspectiva histórica
Cicélia Pincer Batista (UPM)

O texto pretende discutir, a partir de uma perspectiva histórica da profissionalização do jornalismo brasileiro, o significado
da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício
da profissão, aprovada em votação plenária em 17 de junho de 2009. Com base em discussões que mobilizaram o meio
profissional, acadêmico e empresarial do jornalismo brasileiro após o julgamento do STF, pretende-se problematizar o
modo como a comunidade profissional entende seu papel social e como se definem os padrões de comportamento
que orientam o fazer jornalístico no Brasil de hoje. Para tanto, tem-se como referência a análise de Barbie Zelizer, que
propõe considerar o jornalismo não só como profissão, mas como uma comunidade interpretativa, unida pelo discurso
partilhado e pelas interpretações coletivas de acontecimentos públicos relevantes.

Jornalismo e luta política: conjuntura histórica e estratégias de comunicação dos estudantes


de jornalismo da USP no Governo Geisel
Alice Mitika Koshiyama (ECA-USP)

No estudo da história do jornalismo captamos fatos históricos que devidamente interpretados revelam as possibilidades
do jornalismo como instrumento de luta política. O período da história brasileira que cobre os anos de 1975 e 1976, em

62 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

que a ditadura presidida pelo Presidente Ernesto Geisel desenvolve o projeto de abertura lenta e gradual do regime,
teve desdobramentos no ensino de jornalismo. Com a presença da censura no jornalismo e a repressão a organização
político partidária da oposição, a universidade foi um reduto de ação jornalística e partidária vivenciada em cursos como
o de jornalismo (ECA-USP 1975-1976) e com a participação do movimento estudantil.

Corporações de mídia, entidades de classe e suas disputas sobre o diploma de jornalista


Fernanda Lima Lopes (UFRJ)

Sob a perspectiva teórica da retórica, este artigo lança olhares analíticos sobre uma ação judicial iniciada em 2001
(ainda em tramitação no início de 2009, data de conclusão deste trabalho) que sintetiza o embate entre um sindicato
de corporações de mídia e a Federação Nacional dos Jornalistas acerca da obrigatoriedade do diploma de jornalista
no Brasil. Numa definição rápida e simples, estão em disputa patrões versus empregados. São exatamente essas duas
esferas que este trabalho pretende abordar, embora se saiba que muitos outros atores participam das discussões sobre
a exigência do diploma em jornalismo para exercício dessa profissão. O artigo traz referências a outras disputas sobre o
tema, indicando a década de 1980 como momento de consolidação de uma polaridade na discussão a partir de uma
retórica classista, e analisa os debates atuais sob a ótica da retórica do risco.

O jornal A Cidade e a legitimidade de um discurso sobre o jornalista


Éverly Pegoraro (Unicentro)

O artigo analisa como o periódico A Cidade, de Guarapuava, município da região centro-sul do Paraná, apresentava a
função do jornalista na sociedade e como procurava legitimar esse discurso, em meados de 1930, época do surgimento
do jornal. A partir da análise do discurso jornalístico e da contextualização do período histórico-social naquele momento,
verifica-se o que o porta-voz do veículo de comunicação pensava sobre o jornalismo, sua legitimidade e sua importância
na sociedade de Guarapuava. A análise dos discursos manifestos nos jornais propicia acompanhar o movimento das
idéias que circulam em uma determinada época, o ideário e a prática política dos representantes da imprensa e de
quem eles representam e como seus objetivos se aproximam e se afastam segundo conveniências do momento.

A Profissionalização do Jornalista via Ensino: Argumentos Mobilizados em Defesa da


Formação Escolar Específica
Michelle Roxo de Oliveira (UFF)

A partir de um panorama sócio-histórico, o texto analisa três argumentos centrais mobilizados no Brasil, do início do
século XX aos anos 60, em defesa da profissionalização dos jornalistas via formação escolar específica: 1) necessidade de
“dignificar” a profissão e dotar o conjunto de jornalistas de competência cultural considerada legítima; 2) necessidade
de orientar as práticas jornalísticas a partir de um código de ética, vinculando o comportamento do grupo a padrões
de ação virtuosos, de natureza moral; 3) necessidade de dotar os jornalistas de competência técnica específica na
produção da notícia, segundo os princípios do projeto modernizador da imprensa. Observa como este processo de
profissionalização respaldado por credencial acadêmica caminhou, em última instância, para o controle do direito de
entrada e da autoridade para dizer quem está autorizado a dizer-se jornalista.
História do Jornalismo

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 63


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP JORNALISMO IMPRESSO


Coordenadora: Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP)

Sábado l 05 de Setembro
9 h às 12 h
SALA 7 BLOCO AZUL

Mesa de abertura - Jornalismo Impresso na Era Digital


Coordenador: Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP)

A infografía como representação visual da notícia da tragédia do voo 447


Itanel Bastos de Quadros Junior (UFPR)

O artigo trata da notícia da tragédia do voo 447 e de como ocorreu a sua reprodução visual e sequencial - na forma
de infográficos - em alguns jornais brasileiros, espanhóis e estadunidenses. Destaca que as soluções gráficas propostas
pelos infografistas para os diversos aspectos dessa tragédia não permitiram, a priori, uma apuração mais precisa. As
configurações iniciais se basearam em dados esparsos de fontes oficiais e conjecturas de especialistas aeronáuticos
e meteorologistas, acrescidas da criatividade dos profissionais que complementaram suas elaborações visuais com
informações geográficas e geológicas da região onde se deu o desaparecimento do avião. O material infográfico foi
analisado a partir de conceitos expostos por Valero Sancho e Peltzer.

Jogo de confetes: relações entre cor e informação nas capas do novo Jornal de Londrina(JL)
Tássia Caroline Zanini (Unesp)

A pesquisa tem como finalidade ampliar os conhecimentos acerca da influência da aplicação de cores em textos visuais,
particularizando para seu emprego em produtos jornalísticos impressos. O Jornal de Londrina (JL) representa um
campo apropriado para essa investigação, uma vez que recentemente introduziu modificações significativas em seu
planejamento gráfico. O interesse de estudo são suas capas, que, por força dessa reforma, contêm grande quantidade
de cor. O trabalho enseja aprofundamento nos estudos da cor em diferentes áreas, ressaltando a natureza cultural e
interdisciplinar dos matizes, com abordagem que ultrapassa a visão conceitual dos parâmetros de definição da cor e
atinge a percepção e a interpretação do leitor, por meio da explicação de relações sintáticas e semânticas, próprias de
uma utilização comunicacional.

Mônada Aberta Verticalidade e Horizontalidade no Jornalismo na Web


Wedencley Alves Santana (UFJF), Carlos Pernisa Junior (UFJF)

O presente texto, a partir de aportes da teoria do discurso associada a estudos do jornalismo, traz contribuições para
uma conceituação da notícia diante de novas questões postas pelo surgimento da rede, levando em consideração sua
relação com o suporte, com a mídia e mudanças no modo de constituição de sua textualidade. Consideram-se também
aqui as implicações sobre as práticas de escrita e leitura que as novas condições de produção fazem emergir. Para isso,
propomos dois conceitos operacionais, quais sejam, o de mônada aberta e horizontalidade.

Novas tecnologias e modernização na construção da auto-imagem do jornal cearense Diário


do Nordeste
Naiana Rodrigues da Silva (UFC)

A produção midiática está estreitamente ligada ao uso de tecnologias. Da prensa de Gutenberg aos dias atuais, as
mídias estão sempre buscando a inovação tecnológica, que implica em uma renovação de formatos e conteúdos.
Essa busca do novo está, muitas vezes, atrelada a um discurso de diferenciação que se ancora no papel modernizante
das tecnologias. Neste artigo, iremos analisar como a introdução de elementos multimídia na rotina de produção do
jornal cearense Diário do Nordeste é usada como estratégia de criação de valor, conforme define Lorenzo Vilches (2006)
e também como uma simulação da modernização tecnológica, como discute Martin-Barbero (2004), decisiva para a
construção da imagem do jornal. Para isso, analisaremos qualitativamente o conteúdo de um conjunto de matérias que
tratam das inovações adotadas pelo jornal.

64 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

O desafio de manter a identidade de dois formatos jornalísticos no processo de convergência


do Clarín

Jornalismo Impresso
Mauro César Silveira (UFSC)

O êxito editorial do portal de notícias Clarín.com está alicerçado, em boa parte, na sua histórica independência
em relação ao jornal que lhe deu origem. Mas esse caminho marcado pela autonomia convive, desde 2008, com a
reestruturação do maior conglomerado de mídia da Argentina, que segue a tendência mundial de integração entre
as redações do impresso e do on-line. O projeto de convergência, ainda em implantação, enfrenta um dos grandes
desafios do jornalismo contemporâneo: como manter a identidade dos dois formatos jornalísticos.

Os portais da imprensa escrita na Região Metropolitana de Campinas: modelos de negócio


e estágio de desenvolvimento tecnológico
Carlos Alberto Zanotti (PUC-Campinas)

Este trabalho debate o problema do financiamento da produção jornalística diante da ética de conteúdos de livre
acesso em vigor na internet, apurando-se na Região Metropolitana de Campinas (RMC) o estágio de desenvolvimento
e modelos de negócio de portais derivados da imprensa escrita. A pesquisa parte de um levantamento do tema nos
debates registrados pela imprensa, elabora uma revisão bibliográfica, aplica técnicas de observação direta e aprofunda
a investigação através de entrevistas junto aos principais editores entre os 20 portais localizados. O resultado aponta
para um momento de expectativa, com ações empresariais que têm feito aumentar a concentração da propriedade dos
meios e levado à adoção de estratégias em regime de cross-media.

Sábado l 05 de Setembro
14 h às 18 h
SALA 7 BLOCO AZUL

Mesa 2: Abordagens sobre Jornalismo de Revista


Coordenador: Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP)

Revista Veja e a terceira idade


Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP), Michelli Siracusa Bueno (UP)

Com o crescimento constante da população idosa brasileira, o papel da mídia desponta como um importante fator
que pode contribuir na qualidade de vida dessas pessoas. Este artigo propõe a análise da presença de informações
relacionadas à terceira idade publicadas no primeiro semestre de 2008 pela revista Veja. Através da pesquisa quantitativa
foram selecionadas 15 matérias. A seguir, realizou-se a pesquisa qualitativa que, com o uso de ferramentas da análise
de discurso, possibilitou avaliar o papel jornalístico desempenhado pela revista. O objetivo principal foi verificar se os
conteúdos publicados pela Veja contribuem de forma efetiva para a qualidade de vida da terceira idade. A conclusão
foi que a maioria das matérias usa termos impróprios, cria estereótipos e, dessa maneira, não contribui em uma melhor
qualidade de vida para esse público.

A Influência dos Fatores Econômicos no Jornalismo de Revista


Denise Fernandes Britto (Unesp)

Uma matéria jornalística concentra não apenas um teor explicitamente informativo mas traz, ainda que de modo sutil,
uma série de relações sociais uma vez que está inserida em um contexto. Neste artigo analisamos como os fatores
econômicos agem na composição do discurso jornalístico, a partir da seguinte problemática: até que ponto o jornalismo
é influenciado pelas condicionantes econômicas atuais? Para respondermos a essa questão, utilizamos como método
a Análise do Discurso e levamos em conta que cada reportagem consiste em uma representação da realidade. A partir
disso, percebemos fenômenos que contrariam a própria essência do fazer jornalístico, tais como a falta de informação
responsável e a função persuasiva sobrepondo-se à função informativa, culminando no estreitamento entre o jornalismo
e a publicidade.

Raça Brasil e a Temática Apresentada Nas Capas e Editoriais (2007-2009)


Daniele Gross Ramos (ECA)

Publicada desde setembro de 1996, Raça Brasil vem se mantendo ao longo de seus treze anos de existência como a
principal publicação brasileira dedicada aos negros. O trabalho aqui apresentado traz um pequeno resumo acerca da

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 65


INTERCOM 2009 l Curitiba

história da imprensa negra no Brasil, bem como o quanto a segmentação é cerne da mídia revista, sendo tida como uma
de suas características principais. Através de um levantamento quantitativo, será demonstrado como se dá a temática
apresentada nas capas e nos editoriais de Raça Brasil, no período de janeiro de 2007 a maio de 2009.

A Construção da Imagem da Mulher em Revistas Femininas da Atualidade


Maria do Carmo Almeida Corrêa (Faac-Unesp)

Considerando a imagem da mulher projetada pela mídia como efeito de sentido obtido a partir de determinados
procedimentos da linguagem, essa pesquisa tem como principal objetivo delinear a imagem da mulher projetada em
revistas femininas da atualidade, considerando-a no tríplice papel de redatora, leitora e personagem; em outras palavras:
sujeito da enunciação (enunciador e enunciátário) e sujeito do enunciado.

Hipertrofia das imagens - A morte de um ícone transformada em evento midiático - Tributo


a Michael Jackson segundo a revista especializada em música BIZZ
Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff (Facasper), Eric de Carvalho (Facasper)

Este trabalho consiste em uma análise da publicação especializada em música BIZZ, da Editora Abril, lançada em julho
de 2009 em tributo à morte do cantor Michael Jackson. Os autores buscaram mostrar como a revista tratou sobre o
tema, que se tornou um evento midiático, seguindo os conceitos de dilatação de semiosfera, de Lúcia Santaella, de
hipertrofia das imagens, de Norval Baitello Junior, e de imagem complexa, de Josep Català.

Representações da Argentina: a construção das identidades do país e dos argentinos na


revista Isto É
Rejane de Oliveira Pozobon (UFSM), Tabita Strassburger (UFSM)

O texto analisa representações das Identidades Argentinas na mídia brasileira, partindo das coberturas realizadas pela
revista Isto É, durante o primeiro semestre de 2008. Por meio da análise de conteúdo, apresenta dados quantitativos
e qualitativos que, integrados, apontam para a compreensão tanto do significado aparente do texto, quanto daquele
presente de modo implícito. Através de categorias definidas de acordo com as informações presentes no corpus, traça
um panorama da construção das Identidades Argentinas, na mídia brasileira. Por meio da revisão de conceitos como
estereótipos e representações sociais, a pesquisa busca ponderar sobre o enfoque evidenciado na mídia analisada,
mapeando pontos expressivos no que se refere à temática analisada.

A perda da essência trágica na cobertura jornalística da queda do voo AF 447


Maura Oliveira Martins (UniBrasil), Anna Carolina Ulandovski Azevedo (UniBrasil)

O presente artigo analisa as estratégias discursivas utilizadas pelo jornalismo na cobertura promovida sobre o acidente
com o voo Air France 447. Tendo em vista que o jornalismo costuma fazer uso de certos recursos para criar o sentido
de trágico em seu discurso, observa-se que a cobertura do acidente foi permeada por certas inovações, pois pode ser
considerada mais técnica do que essencialmente trágica. A investigação pretende verificar quais as especificidades
do fato em questão, que possibilita um tratamento jornalístico pouco usual a acontecimentos com características
semelhantes. Como corpus representativo para tal reflexão analítica, observa-se as reportagens “O que já dizem os
corpos”, publicada pela revista Veja em 17 de junho de 2009, e “A dor, o medo... e os números”, publicada em 10 de
junho de 2009.

A saúde nas mídias impressas: uma análise do contrato de leitura de “Veja” e “Istoé”
Janete de Páscoa Rodrigues (UFPI)

Este estudo foi desenvolvido a partir de uma análise comparativa entre os discursos de saúde nas revistas “Veja” e
“Istoé” editadas no período de janeiro a junho de 2007. O suporte teórico foi constituído sobre os conceitos de contrato
de leitura, polifônia, e heterogeneidade enunciativa formulados por Eliseo Verón, Mikail Bahktin, Cremilda Medina e
outros. Verificamos que “Veja” priorizou sentidos de prevenção de patologias e “Istoé” de terapia; “Veja” não apresenta
seção e periodicidade nas publicações sobre saúde, permanentes; “Istoé” mantém uma seção de saúde e periodicidade
constante; “Veja” se dirige ao leitor que busca manter-se saudável; “Istoé” ao leitor em busca de informação sobre
doenças. Ambas utilizam com frequência as vozes dos médicos e dos usuários de produtos e serviços de saúde, sendo
que “Istoé” recorre mais às vozes dos últimos que “Veja”.

66 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
9 h às 12 h

Jornalismo Impresso
SALA 7 BLOCO AZUL

Mesa 3 - O Jornalismo Impresso Diário em Coberturas Especiais


Coordenador: Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP)

As Representações no “Circuito das Notícias”: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-


terra no Jornal Zero Hora
Vilso Junior Chierentin Santi (PUC-RS)

Estudar a representação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) e de suas ações no jornal Zero Hora
(ZH), tendo como panorama o “Circuito das Notícias” e suas distintas fases, é aqui nosso objetivo central. Para tanto
procuramos mapear o movimento das representações e suas transformações ao longo da cadeia produção, texto e
leitura. O estudo propõe uma aproximação analítica entre o “Circuito da Cultura” de Johnson (1999) e o “Circuito das
Notícias” – uma tentativa de abordagem integral e integradora, que reivindica uma visão global sobre os processos
jornalísticos sustentada na ideia de integração entre produção, texto e leituras. Tal aproximação parte das contribuições
teórico-metodológicas dos Estudos Culturais Britânicos e busca entender e/ou explicar a dinâmica da cultura, dos
produtos culturais, e suas intersecções com o jornalismo.

O discurso jornalístico das operações da Polícia Federal e seu desdobramento sobre a


formação das identidades
Isabela Rodrigues Veiga (UFJF)

A Polícia Federal (PF), no decorrer dos últimos anos, tem pautado os jornais, evidenciando seu trabalho investigativo,
especialmente, no combate à corrupção. Através da mediação, portanto, a sociedade toma conhecimento das operações
da PF, bem como forma sua opinião acerca da identidade da organização. Partindo desta perspectiva, este trabalho dá
enfoque à análise do discurso jornalístico acerca das operações policiais, buscando reconhecer, nos jornais O Globo,
Folha de S. Paulo e Tribuna Minas, de que maneira a PF é representada e quais significados estão sendo atribuídos à
organização. Para tanto, far-se-á uso da análise de discurso proposta por Fairclough que considera a importância de se
analisar o texto e sua conexão com a prática discursiva e social, possibilitando, assim, a discussão sobre a constituição
das identidades e a importância da linguagem neste processo.

Quando a Testemunha Fala: a Cobertura Jornalística e a Renúncia do Deputado


Layse Pereira Soares do Nascimento (Unicentro)

Este estudo tem o objetivo de discutir as relações que se travam na produção da informação, principalmente envolvendo
os aspectos éticos. O mito do jornalista independente e os efeitos dos grupos de pressão no exercício do jornalismo
impresso. E, alguns apontamentos envolvendo a cobertura jornalística do jornal paranaense Gazeta do Povo sobre o
acidente automobilístico provocado por um jovem deputado estadual.

Quando os Catadores são Notícia?


Fernanda Kist Brusius (UFSM)

Neste trabalho busca-se conhecer os principais valores-notícia que estão relacionados à presença dos catadores de
materiais recicláveis no jornal Diário de Santa Maria, publicação tablóide do centro do Estado do Rio Grande do Sul.
Para isso, coletou-se as matérias jornalísticas publicadas entre janeiro e julho de 2008, chegando-se a um corpus de 23
notícias. Concluiu-se que os principais valores encontrados nas matérias que se referem ou mencionam os catadores
são proximidade geográfica, interesse público/social, atualidade e importância.

Performance em Zero Hora: o Episódio Aracruz


Élida de Lima Ferreira (UCPel), Antônio Luiz Oliveira Heberlê (UCPel - Embrapa

Este artigo tem como objetivo apresentar algumas considerações a cerca do campo midiático, assim como as primeiras
reflexões analíticas referentes à performance discursiva encenada pelo jornal Zero Hora para apresentar o episódio da
invasão da Aracruz, em Barra do Ribeiro/RS. Trata-se do trabalho inicial de uma pesquisa em andamento, que busca
analisar as notícias publicadas sobre o episódio ocorrido dia 8 de março de 2006, num protesto contra a instalação de
uma indústria de celulose no Rio Grande do Sul. As análises estão focadas nas notícias veiculadas pelo jornal e para este

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 67


INTERCOM 2009 l Curitiba

artigo recortou-se uma das páginas. A análise procura identificar os efeitos de sentido que produzem o que estamos
chamando de uma performance discursiva, tendo por base a teoria dialógica da Mikhail Bakhtin e as noções de campo
social de Pierre Bourdieu.

Processos de produção jornalística: o caso Isabella Nardoni


Maria Cecília Guirado (Unimar)

Entender o processo de produção jornalística por meio da cobertura do caso Isabella Nardoni, não é uma tarefa fácil.
Muito se questionou o motivo deste fato ter se destacado nos jornais, revistas, sites e telejornais. O acontecimento foi
divulgado nacionalmente num formato “novela”, cujas “cenas dos últimos capítulos” ainda são aguardas pelo público.
Este artigo descreve a primeira semana de cobertura do Caso Isabella feita pelo estadao.com.br, a fim de comentar os
elementos do enredo trágico e os recursos utilizados para comover os leitores.

Domingo l 06 de Setembro
9 h às 12 h
SALA 13 BLOCO AZUL

Mesa 5 - Coberturas internacionais e coberturas políticas


Coordenador: Maria Inez Mateus Dota (Unesp)

Eleições presidenciais americanas: estratégias de campanha na visão do New York Times


Maria Inez Mateus Dota (Unesp)

Apresenta as estratégias de campanha dos dois principais candidatos às eleições presidenciais americanas de 2008 –
John McCain e Barack Obama – na visão do jornal The New York Times, e as consequentes imagens construídas acerca
dos candidatos. Fundamenta-se nos pressupostos teóricos dos Estudos do Jornalismo e tem como instrumental
metodológico a Análise do Discurso, enfocando a formatação das notícias, as escolhas lexicais, o dito, o não-dito, a
ironia e a intertextualidade.

A mídia na contramão dos princípios da alteridade Análise qualitativa dos cadernos Mundo
da Folha de S. Paulo e Internacional do Estado de S. Paulo
Ingrid Gomes (Umesp)

O paper pretende analisar qualitativamente os jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, em específico o Caderno
Mundo e Internacional, respectivamente, aos domingos. O período de análise é o mês de março (dias 01, 08, 15, 22 e 29).
Foi selecionado o método de análise de conteúdo (BARDIN, 1977; KRIPPENDORFF, 1990; FONSECA, 2006). As principais
referências teóricas para fundamentação do paper são ligadas aos conceitos de alteridade (LÉVINAS, 2004; ARRUDA,
2002; HALL, 2000) e pós-modernidade (EAGLETON, 1998; BAUMAN, 2007; GIDDENS, 2003; HARVEY, 1992; JAMESON,
2005; KELLNER, 2001; SANTOS, 1995; SENNET, 1999), além do entendimento teórico sobre jornalismo (PRADO, 2003;
MORETZSOHN, 2007; MOTTA, 2002; CHOMSKY, 2003). Com isso o paper vislumbrou a ausência de alteridade e de
multiperspectivismo cultural nas reportagens analisadas, determinando olhar de confronto e de preconceito social.

Os Conflitos Árabe-Israelenses em Zero Hora e O Estado do Paraná


Ruben Dargã Holdorf (PUC-SP)

Este artigo verifica os diferentes posicionamentos editoriais nos cadernos de notícias internacionais dos jornais sulistas
Zero Hora, de Porto Alegre, e O Estado do Paraná, de Curitiba. Vale-se do pressuposto de que existe interferência no
processo de seleção das notícias e reportagens a respeito dos conflitos entre árabes e israelenses. Ou seja, Zero Hora
privilegia edições pró-Israel, enquanto que o jornal paranaense sustenta uma linha editorial favorável aos árabes.
O trabalho pretende mostrar o processo de construção do texto jornalístico, definindo o papel dos editores e suas
atribuições dentro das redações. Trata-se de um condensado da dissertação defendida em 2008 na Unimarco (SP).

O ‘antijornalismo público’ no Jornal do Senado


Solano dos Santos Nascimento (UnB), Bruno Sodré de Moraes (UnB)

Entre os princípios que norteiam o chamado jornalismo público, estão a defesa do interesse público, a pluralidade, a

68 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

busca por soluções de problemas e o incentivo à cidadania. Em 2007, durante a crise política provocada por denúncias
contra o então presidente do Senado, Renan Calheiros, o Jornal do Senado, publicação bancada pelos contribuintes,

Jornalismo Impresso
foi avesso a esses princípios. A análise das capas das edições do jornal de agosto de 2007, às vésperas da votação do
pedido de cassação de Calheiros, mostra que títulos e textos foram usados para fazer a defesa do então presidente da
instituição e tentar desqualificar as denúncias contra o senador.

Mídia e Política no Brasil: Grande Imprensa x Coronelismo Eletrônico


Pamela Araujo Pinto (UFF)

Este trabalho busca expor as tensões entre a mídia e a política no Brasil, por meio da análise das relações mantidas
entre a grande imprensa e o coronelismo eletrônico. Com base no monitoramento midiático da crise ética vivenciada
pelo Senado, principalmente pelo presidente da Casa José Sarney, espera-se ilustrar os vínculos entre a imprensa e os
jogos de poder. Para tanto, verificou-se o conteúdo dos jornais O Globo (periódico da família Marinho pertencente ao
maior conglomerado de comunicação brasileiro) e O Estado do Maranhão (propriedade da família Sarney no Maranhão
e veículo impresso de maior circulação regional) durante a divulgação dos “Atos Secretos” com objetivo de verificar os
respectivos posicionamentos e suas (possíveis) consequências.

A política na primeira página: um estudo sobre as capas do impresso Gazeta do Povo


no período eleitoral e não-eleitoral
Aline Louize Deliberali Rosso (UFSC)

O presente trabalho é uma análise de como o tema “política” foi pautado pelo jornal curitibano Gazeta do Povo. O
principal objetivo desse estudo é identificar as diferenças e semelhanças da cobertura do impresso (em sua primeira
página) em um período eleitoral (1° de agosto a 31 de outubro de 2006) e em um não-eleitoral (1° de agosto a 31
de outubro de 2007). Para isso a metodologia utilizada foi a análise de conteúdo diária dos conteúdos das capas do
periódico.

Domingo l 06 de Setembro
14 h às 18 h
SALA 7 BLOCO AZUL

Mesa 4 - O Mundo do Trabalho e a Sobrevivência dos Impressos


Coordenador: Elza Aparecida de Oliveira Filha (UP)

Quando a diferença é transformada em fragmentação: considerações sobre o futuro dos


jornais impressos
Gabriela de Resende Nóra Pacheco (UFRJ)

Como conciliar o esforço de padronização, característico dos tradicionais meios de comunicação de massa, com a
diversidade de públicos cada vez mais fragmentários e a fabricação de nichos de consumo mais e mais especializados?
Os perigosos caminhos da excessiva fragmentação dos jornais impressos, que, acompanhando a hipersegmentação
da mídia digital, tem por objetivo fornecer conteúdo cada vez mais especializado, mas com sérios prejuízos à
contextualização dos fatos e à própria integridade do noticiário. Os jornais enquanto mercadorias duplas (informativas e
publicitárias) e a tendência a uma valorização da função econômico-empresarial, em detrimento da função ideológica.
A inovação e a tecnologia agindo no empobrecimento do debate público e no esvaziamento da função política da
comunicação.

O jornalista em pauta: mudanças no mundo do trabalho, no processo de produção e no


discurso
Cláudia do Carmo Nonato Lima (ECA-USP)

O século XX foi um período de grandes mudanças no mundo do trabalho do jornalista. Empresas de comunicação
transformaram-se em conglomerados de mídia; métodos e processos foram reorganizados, precarizando o trabalho;
a informação tornou-se um produto supervalorizado na sociedade de consumo e passou a ser customizada. Essas
mudanças, nas esferas tecnológicas, culturais e interpessoais criaram novas práticas, influenciando profundamente os
jornalistas e também a sua maneira de se comunicar. Este artigo pretende abordar tais mudanças, e suas consequências
no processo de produção para o jornalista, a partir da reestruturação do mundo do trabalho.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 69


INTERCOM 2009 l Curitiba

Diagnóstico de estruturas consolidadas e perspectivas da Adjori/PR1


Sonia Maria Kurchaidt (Unicentro), Marcio Fernandes (Unicentro), Vitor Hugo Zanette (Unicentro), Heloisa Garrett
(Unisenp), Pedro Paulo Papi (Unicentro)

As características gerais de 32 dos 61 veículos ligados à Associação dos Jornais e Revistas do Interior do Paraná (Adjori/PR)
são apresentadas no presente estudo, bem como reflexões iniciais acerca dos resultados. Em uma ação inédita nos mais
de 20 anos de atuação da entidade, uma equipe multidisciplinar da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)
e da própria Associação apuraram, tabularam e analisaram dados referentes a eixos como Redação, Administração e
Comercial, dentre outros, apontando, a partir de então, alguns desafios urgentes

Papel do jornalista: a prática do jornalismo na revista Ocas”


Verônica Maria Alves Lima (Unesp)

A revista Ocas”, publicação que se presta a uma ação social de apoio à população em situação de rua, é produzida a
partir da ação de jornalistas colaboradores que, sem remuneração, se dividem entre o trabalho voluntário e o ofício em
outros veículos. Este trabalho traz reflexões acerca das motivações desses profissionais, bem como o caráter do trabalho
realizado e a relação deste com as configurações da própria revista Ocas”.

A morte do jornal e a morte no jornal: reflexões sobre os textos narrativos do obituário do


jornal “Folha de S. Paulo”
Andre Cioli Taborda Santoro (UPM)

Este artigo traz apontamentos sobre os desafios impostos ao jornalismo impresso diário em um cenário de concorrência
direta com as mídias digitais e de esgotamento das fórmulas textuais que conferem credibilidade, legitimidade e
identidade ao relato da notícia. Diante desse cenário, é perceptível o retorno a antigos modelos, como o jornalismo
narrativo ou literário. No jornal “Folha de S. Paulo”, muitos textos já apresentam um tratamento estético alternativo. Entre
essas matérias, destacam-se aquelas produzidas no obituário do periódico, que passou a trazer perfis de personagens
célebres e anônimos no lugar de notas simples de falecimento. Para uma análise apropriada dessas novas abordagens
narrativas, faz-se necessário um estudo processual e estético sobre o jornalismo literário praticado atualmente no
Brasil.

Jornalismo narrativo: possibilidade para a sobrevivência do jornalismo impresso diário


Lilian Juliana Martins (Unesp)

Este artigo pretende discutir o declínio do número de exemplares de jornais impressos diários e o jornalismo narrativo
como possibilidade para reposicionar o jornalismo tradicional. Para tanto, as reportagens da coluna A Vida Que Ninguém
Vê, publicada em 1999 no jornal Zero Hora de Porto Alegre, são estudadas. Assinados pela jornalista Eliane Brum, os
textos da coluna além de trazerem uma configuração narrativa diferente da convencional também foram construídos
a partir de fatos corriqueiros e pessoas comuns. Bem recepcionada pelo público, a experimentação textual da repórter
é discutida neste artigo como exemplo de alternativa possível de ser adotada pelos meios impressos, sobretudo por
jornais impressos diários.

O Discurso Jornalístico e o Acontecimento Histórico: o Centenário da Guerra de Canudos no


Jornal O Estado de S. Paulo
Lidiane Santos de Lima Pinheiro (Uneb)

Apesar de a noção de temporalidade sustentar muitas reflexões acerca da notícia, poucos estudos tocam na articulação
entre o acontecimento histórico e o discurso jornalístico. Visando explicar a construção discursiva de um importante
acontecimento do passado lembrado pela imprensa moderna, serão mobilizados conceitos relacionados ao
acontecimento, aos valores-notícia e à temporalidade no jornalismo. A partir de tais apreciações teóricas, será avaliada a
produção jornalística que tem eventos históricos como gancho. Para isso, serão analisadas matérias do jornal O Estado
de S. Paulo publicadas durante o centenário da Guerra de Canudos.

70 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
14 h às 18 h

Jornalismo Impresso
SALA 13 BLOCO AZUL

Mesa 6 - Imprensa Universitária, Abordagens Históricas e Identidades


Coordenadora: Márcia Marques (UnB)

Experiência de ensino-aprendizagem colaborativa na produção de reportagens. Revista


Campus Repórter - UnB
Márcia Marques (UnB)

O presente artigo descreve e contextualiza a experiência de ensino-aprendizagem colaborativa na produção de


reportagens no contexto da Revista Campus Repórter, publicada pela Faculdade de Comunicação da Universidade de
Brasília desde o ano de 2007. A base deste processo está na conjugação dos ensinamentos de Paulo Freire, no que se
refere à construção do conhecimento com autonomia, com as teorias do jornalismo.

A Universidade em Manchete – Análise da Estética e da Diagramação da Primeira Página


no Jornal Universitário: Estudo de Caso Jornal da USP
Carla de Araujo Risso (USP)

O Jornal da USP é o veículo mais antigo na categoria de jornalismo universitário institucional do Brasil. Exerce sua função
de mediador de uma instituição que, por seu caráter e por sua função social, tem uma elevada produção de notícias.
Para cumprir sua tarefa de divulgação científica e de integração comunitá¬ria, o jornal universitário, como qualquer
outro veículo midiático (comercial ou não), deve procurar atender aos requisitos estéticos de seus públicos. Este artigo,
fruto de pesquisa, procura investigar, em meio a um cenário de evolução técnica das artes gráficas, como o Jornal
da USP construiu sua identidade em mais de duas décadas de existência. Considerando o jornal impresso como um
produto cultural inserido em uma sociedade, empreendeu-se o estudo da história do jornal universitário assim como a
análise do contexto político da universidade.

Primeiro Texto - Uma experiência comunitária: Vila Santa Casa e Ilha Diana
Fernando De Maria dos Santos (Unisanta)

O jornalismo comunitário é um termo que merece estar presente nas dicussões voltadas à profissão. Neste sentido, o
estudante de Jornalismo tem papel preponderante para agir, ainda em âmbito acadêmico, com ações voltadas para
o bem-estar da comunidade, especialmente em localidades onde o acesso à informação é pequeno ou nulo. Afinal,
no tripé ensino-pesquisa-extensão inerente ao papel das universidades, cabem aos cursos de Jornalismo permitir a
ampliação de horizontes e a discussão junto à população de propostas que sejam importantes para a valorização e
desenvolvimento da coletividade, usando a comunicação como ferramenta para atingir este objetivo.

Foquinha: jornalismo infantil na ditadura militar


Juliana Doretto (ECA-USP)

O artigo resgata a trajetória do veículo infantil “Foquinha”, publicado entre 1977 e 1982, pela Editora Pedagógica
Brasileira, com sede em São Paulo (SP). O veículo, pago e distribuído somente em escolas, tinha como objetivo resgatar
valores nacionais e morais que considerava ameaçados, o que ia ao encontro da propaganda do regime militar, vigente
na época. Este trabalho faz observações gerais sobre o jornal e analisa os temas e a abordagem dos textos de capa do
seu primeiro ano de publicação.

Nelson Rodrigues: a arte de colorir a cena no jornalismo impresso


Priscila Rodrigues Melo (UFF)

Nada mais atual que falarmos do jornalismo de Nelson Rodrigues e sua forma de construir reportagens na década de 20.
Visualizando não o jornalista que falseia a cena, mas o repórter que colore cada frase com a intenção de tornar o texto
mais envolvente e interessante aos olhos do leitor. A objetividade vive um declínio dentro do jornalismo, e aos poucos
vem dando lugar ao retorno do jornalismo de sensação. Estamos acostumados a estudar Nelson Rodrigues diante da
sua obsessão travada aos “Idiotas da Objetividade” nos anos 50, mas esse artigo analisa o estilo rodriguiano, tendo em
mãos suas reportagens escritas na década de 20, espaço reservado ao sensacionalismo, livre para suas criações mais
ousadas à época em que atuou como jornalista policial.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 71


INTERCOM 2009 l Curitiba

Os economistas como fontes e os jornalistas


Hérica Lene Oliveira Brito (Ufop)

Este artigo discute o papel dos economistas como fontes de informação do jornalismo de economia no Brasil. Esta
abordagem faz parte de uma pesquisa desenvolvida no doutorado em Comunicação e Cultura da UFRJ sobre o
jornalismo de economia brasileiro no final do século XX (1986-1999), realizada a partir de levantamento bibliográfico, de
depoimentos de jornalistas e da cobertura dos dois principais jornais de circulação nacional no país: Folha de S. Paulo
e O Globo. A análise foi desenvolvida a partir de acontecimentos marcantes para o país, com dimensões econômicas,
políticas e sociais: os oito planos econômicos anti-inflacionários de grande alcance que mudaram a moeda ou as
relações de ordem econômica.

Jornalismo Impresso e Indústria Cultural: uma interpretação possível


Marina Lee Colbachini (Unicamp), Leila Cristina Bonfietti Lima (UNICAMP)

O presente trabalho revisita a história do jornalismo impresso, com maior enfoque no fortalecimento dos jornais
populares. O objetivo é avaliar em que medida o conceito de indústria cultural proposto por Adorno e Horkheimer no
texto “Conceito de Iluminismo” (1999), após a 2ª Guerra Mundial, pode esclarecer as contradições e determinações deste
tipo de produção jornalística. Num segundo momento observa-se como os grandes periódicos, constituem juntamente
com os jornais populares um dos artefatos da indústria cultural.

A mídia e a construção identitária da PM em Juiz de Fora


Marise Baesso Tristão (UFJF), Fernanda Nalon Sanglard (UFJF)

Este trabalho tem o objetivo de mostrar como vem sendo construída a identidade da Polícia Militar (PM) em Juiz de
Fora, a partir do que é publicado na imprensa, especificamente no jornal Tribuna de Minas. Por atuar diariamente no
combate explícito à criminalidade, a PM está presente de forma mais abrangente nas páginas dos jornais e, por isso, foi a
organização escolhida para ser estudada. O estudo analisa a forma na qual o que é veiculado nos meios de comunicação
influencia não só o imaginário popular sobre a instituição e a maneira como o crime é percebido pela sociedade, mas
também como provoca interferência nas ações policiais. O artigo ainda aborda como a questão da memória é utilizada
para reafirmar valores e apresentar discursos de mudança e modernidade sobre a identidade institucional da Polícia
Militar.

As relações raciais no Brasil no discurso do jornal O Globo


Rachel Pereira de Mello (UnB)

Com o intuito de compreender se e como o discurso do jornal O Globo, e especificamente o discurso de opinião
do jornal, atualiza o discurso hegemônico sobre as relações raciais no Brasil. Usando a Análise do Discurso como seu
instrumental metodológico, este trabalho identifica quatro estratégias discursivas sobre as relações raciais brasileiras,
desde a formação do Estado-nação brasileiro, e busca ecos e vestígios dos enunciados dessas estratégias no discurso
de opinião do jornal O Globo.

A enunciação não-verbal dos jornais Última Hora e Jornal do Brasil sob as estratégias de
planejamento visual de Andrés Guevara e Amílcar de Castro
Paulo César Castro de Sousa (UFRJ)

O paraguaio Andrés Guevara, já reconhecido pela sua atuação como caricaturista em diversos jornais e revistas cariocas
nas décadas de 1920 e 1930, tem destaque fundamental também na caracterização gráfica dos jornais da capital
fluminense. O ápice desta trajetória, que começou com a revista A Maçã, em 1923, foi a criação do projeto gráfico do
jornal Última Hora, fundado pelo jornalista Samuel Wainer em 1951. Este trabalho pretende mostrar a singularidade
do trabalho de Andrés Guevara como o estabelecimento de um contrato de leitura com seu público, feito sob uma
enunciação diametralmente oposta à colocada em prática no Jornal do Brasil pelo artista plástico Amílcar de Castro.
Entretanto, a concepção é de que os dois, sob óticas diferentes, deram importantes contribuições para a modernização
do jornalismo brasileiro a partir dos anos 1950.

72 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP TELEJORNALISMO


Coordenador: Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF)

Sábado l 05 de Setembro
9 às 12 h
SALA 112 BLOCO AZUL

Painel: Telejornalismo na TV Digital: Tecnologia e fazeres jornalísticos


Coordenador: Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF)

Telejornalismo
Telejornalismo: da edição linear a digital, algumas perspectivas
Águeda Miranda Cabral (UEPB), Alfredo Eurico Vizeu Pereira Júnior (UFPE)

O artigo propõe discutir a natureza do digital e sua inserção na produção de telejornais no seu aspecto de edição não
linear com a introdução da TV digital no Brasil. A discussão tem como pano de fundo o telejornalismo como construção
do real e as conseqüências oriundas da digitalização. Num ambiente de convergência, a edição de notícias televisivas
é potencializada pelas tecnologias digitais. No processo de edição não linear digital, o tratamento e a construção
de imagens dos fatos vão além das imagens registradas pelos repórteres cinematográficos. Os acontecimentos são
reconstituídos e divulgados na forma de notícia televisiva com alto grau de utilização de um aparato computacional de
hardwares, softwares e processos. Neste sentido, o artigo pretende explorar essa fase de transição e as potencialidades
resultantes da utilização da edição não linear digital nos telejornais.

Televisão e Internet: a interatividade entre as duas mídias e a abertura de um novo espaço


para a cidadania
Tatiane Dias Pimentel (UFG), Ana Carolina Rocha Pessôa Temer (UFG)

Os avanços tecnológicos, em especial a Internet, provocam mudanças estruturais na sociedade e nos próprios meios
de comunicação. A televisão, como meio de comunicação de massa, vem alterando a sua programação inserindo
novas práticas centradas na extensão de sua programação para a rede de computadores e na interatividade com o
telespectador. Essas mudanças podem abrir novas portas para que o cidadão influencie a pauta do telejornal e leve para
a tela da tevê os temas caros à cidadania. Este artigo trata-se de uma pesquisa, ainda em fase inicial, realizada dentro do
Programa de Pós Graduação em Mídia e Cidadania.

O impacto dos avanços tecnológicos e a evolução do discurso do poder na TV


Flávio Antônio Camargo Porcello (UFRGS)

O presente artigo busca nas lições do passado, formas de entender o presente e traçar perspectivas para o futuro. Além
de recuperar relatos que tratam do impacto da chegada das novas tecnologias de comunicação pretendemos fazer a
conexão entre autores clássicos e modernos tanto no âmbito da economia como na história do jornalismo para que
seja possível contextualizar o presente e enxergar o futuro. O ponto central da discussão é a influência dos modelos
econômicos e das práticas comerciais na construção do discurso do poder através da Tv. Traremos exemplos práticos do
jornalismo cotidiano para que sejam analisados, levando a uma discussão profícua sobre a linguagem do telejornalismo
e o discurso do poder.

(Tele)jornalismo participativo: novos olhares sobre as notícias de TV


Lidiane Ramirez de Amorim (PUC-RS)

Na contemporaneidade, o fazer jornalístico multiplica-se, adapta-se, sai das mãos das redações e ganha novas feições
e novos parceiros para narrar as realidades do mundo. Surgem modalidades como Jornalismo Participativo, em que
cidadãos comuns, leigos com relação à prática jornalística ou técnicas de filmagem, estão presentes na construção
de produtos noticiosos, através do fornecimento espontâneo ou estimulado, gratuito, de imagens por eles captadas.
O presente artigo traz alguns apontamentos acerca dessa nova realidade, sobretudo com relação ao que chamamos
de (tele)jornalismo participativo, prática que, como veremos, vem ressignificando o olhar do telespectador sobre as
notícias de TV.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 73


INTERCOM 2009 l Curitiba

TV Digital: o aparelho e a representação do real na edição de imagens no telejornalismo


brasileiro
Fernanda Aiex Boni (UEL)

A proposta deste trabalho é discutir de que maneira a televisão digital irá interferir na representação do real no
telejornalismo brasileiro a partir do conceito de aparelho de Vilém Flusser. A relação dos jornalistas com a edição
de imagens começou a ser modificada com a implantação da nova tecnologia digital. O objetivo desta discussão é
iniciar um debate sobre as possíveis alterações que isso pode causar na relação desses profissionais com o relato da
realidade.

A Gota Grávida: atmosfera imaginal contemporânea para a TV Digital e o novo


telejornalista
Marliva Vanti Gonçalves (UCS)

As perspectivas imagéticas contemporâneas para a comunicação e a cultura apontam um caminho para a formatação de
novos módulos audiovisuais na TV Digital. A aproximação entre áreas antes diferenciadas devem criar um telespectador
com perfil de jogador de games e um telejornalista capaz de transitar transdisciplinarmente. Instituições de ensino
e emissoras de televisão devem reinventar-se, buscando formação adequada a um entorno audiovisual mais aberto,
fluido e rápido.

Webtelejornalismo no Paraná: o telejornal convencional no Ciberespaço


Neusa Maria Amaral (UEL), William Santos Costa (UEL)

O presente estudo verifica como o telejornalismo do Paraná se configura na Web. Focaliza a transposição de telejornais
produzidos para a televisão convencional em páginas de Internet de duas emissoras paranaenses, a RPC TV e a TV
Tarobá. Descreve e analisa a transposição das reportagens dos telejornais Paraná TV 1ª Edição, e O Jornal Tarobá 1ª
Edição. Identifica e classifica os modelos virtuais utilizados pelas emissoras bem como acompanha os momentos e as
mudanças da transposição dos elementos destes dois telejornais para o ciberespaço.

Sábado l 05 de Setembro
14 h às 16 h
SALA 112 BLOCO AZUL

Painel: 40 anos do Jornal Nacional: O telejornal como objeto de estudos e reflexões


Coordenador: Alfredo Eurico Vizeu Pereira Junior (UFPE)

Telejornalismo como serviço público no Brasil: reflexões sobre o exercício do direito à


comunicação no Jornal Nacional/ TV Globo
Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF)

No Brasil os noticiários de TV cumprem uma função pública fundamental no que diz respeito ao direito à informação, e
mesmo ao seu processo de (auto)reconhecimento como brasileiros que se encontrariam na sociedade do telejornalismo.
Para garantir essa centralidade como ator social os noticiários de TV buscam nos cidadãos que representam a cada
edição, ou nas imagens que os jornalistas constroem do público, princípios legitimadores do conhecimento socialmente
produzido a cada edição.

Articulações entre Dispositivos Televisivos e Valores Jornalísticos na Cena de Apresentação


do Jornal Nacional
Juliana Freire Gutmann (UFBA)

Tendo como interesse central o telejornal enquanto forma televisiva, e não propriamente seu aspecto noticioso, este
artigo discute como o Jornal Nacional utiliza determinados recursos televisivos para produzir efeitos relacionados ao
jornalismo, como os de atualidade, transparência, vigilância e autoridade. Para operacionalizar o debate proposto,
o exercício analítico concentra a observação no modo como três dispositivos televisivos, a transmissão direta, os

74 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

apresentadores e os enquadramentos de câmera, são apropriados na cena de apresentação do programa. Em um


sentido mais amplo, busca-se refletir sobre a especificidade televisiva do telejornal, a partir do reconhecimento de que
a organização do discurso jornalístico no âmbito televisivo está ancorada, também, nas formas expressivas do meio.

Jornal Nacional: o discurso da brasilidade projetado na cobertura da Seleção Brasileira de


Futebol
Bianca Alvin de Andrade Silveira (UFJF)

O artigo tem como finalidade analisar de que maneira o Jornal Nacional representa a identidade nacional brasileira no
discurso veiculado sobre a Seleção Brasileira de Futebol. O trabalho tem como recorte empírico as matérias sobre a
Seleção no Jornal Nacional, durante a 7ª e a 8ª rodada das eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2010, nas
edições entre os dias 02/09/2008 e 11/09/2008. Em termos conceituais, o artigo trabalha com a categoria de identidade
como construção narrativa, na acepção que os Estudos Culturais emprestam ao termo; em termos metodológicos,
efetiva-se uma análise de conteúdo, a partir da perspectiva de Bardin.

Telejornalismo
A Morte no Telejornalismo: O Caso do Vôo 447 da Air France no Jornal Nacional
Michele Negrini (Unipampa)

Este artigo tem como objetivo refletir sobre o tratamento dado à morte na cobertura do Jornal Nacional ao acidente com
o vôo 447 da Air France. Também observamos como o JN abordou questões ligadas à tragédia, como o sofrimento de
parentes das vítimas, repercussão da tragédia no mundo e possíveis explicações para a ocorrência do caso. Consideramos
a morte como um acontecimento jornalístico a partir da definição de Adriano Duarte Rodrigues. Tomamos como objeto
de estudo as edições do telejornal que foram ao ar nos dias 01, 02 e 03 de junho.

Análise de Enquadramento Noticioso Televisivo: O Jornal Nacional e a representação dos


atores envolvidos no Caso do Morro da Providência
Plinio Marcos Volponi Leal (Unesp)

Este estudo buscou analisar como as notícias de um telejornal representam os atores envolvidos em um escândalo.
Tratando-se de uma mídia eletrônica, foi feita uma análise das matrizes verbal, visual e sonora, levando em conta a
perspectiva da análise de enquadramento. Como a grande maioria das análises de enquadramento noticioso – até o
momento – é aplicada no jornalismo impresso, este estudo também tem o objetivo de trazer esta abordagem teórica
para o campo televisual. O telejornal escolhido foi o Jornal Nacional, da Rede Globo, líder de audiência no Brasil e o
escândalo selecionado foi o caso da morte de três jovens no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, em Junho de
2008. Este caso apresentou uma variedade de atores, incluindo a participação de militares como envolvidos na morte
dos rapazes.

Sábado l 05 de Setembro
16h15 às 18h15
SALA 112 BLOCO AZUL

Painel: Telejornalismo e participação


Coordenador: Flávio Antônio Camargo Porcello (UFRGS)

A relação entre as imagens captadas pelo telespectador e a qualidade


Fabiana Cardoso de Siqueira (UFPE)

O presente artigo constitui-se de um estudo de caso de imagens feitas por telespectadores e que foram ao ar nas
edições de cinco minutos do telejornal Em Cima da Hora, exibido pela Globonews, canal de notícias de TV à cabo
pertencente à Rede Globo. A análise foi realizada com base nos critérios de qualidade no telejornalismo apontados após
a revisão bibliográfica realizada neste artigo. Buscou-se resposta para a seguinte questão: as imagens captadas pelos
telespectadores e exibidas no programa Em Cima da Hora têm qualidade? Neste estudo, entende-se por telespectadores
pessoas que não pertencem às redações de televisão e nem trabalham em empresas prestadoras de serviços na área de
comunicação, mas que participam ou podem vir a participar dos processos produtivos por meio da captação e envio
de imagens.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 75


INTERCOM 2009 l Curitiba

As representações para/ do público no telejornalismo local: um olhar sobre a negocia


ção de identidades no fluxo do discurso audiovisual
Jhonatan Alves Pereira Mata (UFJF), Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF)

As lutas simbólicas pelo reconhecimento têm na atualidade a comunicação como palco privilegiado. Neste contexto,
as narrativas televisivas se transformam em recursos simbólicos que podem orientar a formulação de representações
e identidades. A questão que daqui decorre e é foco deste trabalho consiste em analisar o papel específico que pode
caber ao telejornalismo local neste trabalho reconstitutivo. Tendo como recorte empírico o Telejornal da Alterosa
Edição Regional em Juiz de Fora, nossa proposta é compreender os modos pelo quais o telejornal tenta construir laços
de pertencimento com seu público. A partir das reflexões de Berger e Luckmann sobre o sistema representacional,
interessa-nos analisar a participação popular inserida nessa narrativa, por meio da observação das nuances discursivas
empregadas pelo telejornal para “afinar-se” com seu público.

Telejornalismo de Produção Local em Juiz de Fora: um Olhar sobre o Jornal da Alterosa


Edição Regional
Simone Teixeira Martins (FESJF)

A proposta desse trabalho é a de verificar a existência de vínculos entre o telejornalismo de produção local produzido
por uma emissora regional na cidade de Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, e o público a que ele se destina. Para
validar nosso estudo, analisamos a rotina de produção do Jornal da Alterosa Edição Regional. Efetuamos, ainda, grupos
focais para verificar a audiência real do noticiário e se aquele universo de pessoas pesquisado sentia-se representado
pelo telejornal e, conseqüentemente, pela emissora. A partir do suporte teórico de autores como Bazi, Coutinho e
Vizeu, dentre outros, e da observação e análise do processo de produção do telejornal e das considerações dos grupos
focais, percebemos que o jornalismo produzido pela TV Alterosa Juiz de Fora exerce uma função de referência para seu
público. Mas não para todo ele.

TVs Universitárias como Espaço para a Prática do Jornalismo Público


Michelle Fabiene Pires Ferreira (UFJF), Francisco Ângelo Brinati (UFJF)

O presente artigo propõe uma reflexão sobre a existência de um espaço destinado à prática do jornalismo público, no
Brasil, que vai além das fronteiras das emissoras públicas de televisão. Trata-se das TVs universitárias, entidades que estão
vinculadas a Instituições de Ensino Superior e, portanto, em tese, independem da lógica comercial e das interferências
do estado. Por meio de uma pesquisa quali-quantitativa realizada na TVU da Universidade Federal de Lavras, pôde-se
verificar que esta modalidade de jornalismo é praticada pelo canal universitário em questão, no entanto, sem a devida
percepção de seu potencial para tanto.

O telejornalismo como instrumento de informação e de conhecimento das minorias


representativas
Kelly Scoralick (UFJF)

Este artigo propõe uma discussão sobre a utilização do telejornalismo como potente instrumento de informação e de
conhecimento das minorias representativas, aqui, em especial, a dos deficientes (auditivos). Apresentamos a importância
da comunicação para promover o respeito à cidadania dessas camadas marginalizadas. O foco recai sobre questões
como discriminação e formas de representação no discurso da mídia e jornalismo como propagador do interesse
público. Para a presente reflexão, baseamonos na avaliação do Jornal Visual, exibido diariamente na Rede Minas e que é
apresentado com a tradução das notícias na linguagem de sinais – LIBRAS.

Domingo l 06 de Setembro
9 h às 12 h
SALA 112 BLOCO AZUL

Painel: Gêneros, formatos e fazeres no telejornalismo contemporâneo


Coordenador: Iluska Maria da Silva Coutinho (UFJF)

Telejornalismo Global Uma Análise dos Telejornais da Rede Globo de Televisão


Maria Silvia Fantinatti (PUC)

76 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Este trabalho analisa os programas que compõem a grade jornalística da Rede Globo de Televisão, recebida em São
Paulo, na busca do efeito de sentido do jornalismo da emissora. Nosso corpus é a programação básica durante uma
semana, no período entre os anos de 2006 e 2007, abordada sob a ótica das teorias que se preocupam com a adaptação
e verificação dos discursos nos sistemas de comunicação audiovisuais. Nos fundamentamos em conceitos de Análise
de Conteúdo, Análise de Texto, Semiótica e Semiologia da Comunicação, aplicados aos programas da TV e ao conjunto
da programação. Dados os altos índices de audiência e a presença marcante no cotidiano dos brasileiros, postulamos
como de relevância um olhar mais atento às estratégias de programação e contratos de comunicação propostos pelo
jornalismo da TV Globo.

Marcas do jornalismo no Mais Você


Jussara Peixoto Maia (UFBA)

Este artigo analisa o modo como marcas textuais e discursivas do telejornalismo no Mais Você são usadas para expressar
valores caros à ideologia que relaciona jornalismo com interesse público, imediaticidade, objetividade, autonomia e ética,
à lógica da indústria do entretenimento. A revista eletrônica é observada como exemplo da tensão pela combinação

Telejornalismo
de informação jornalística e entretenimento. Investigamos a inserção mais intensa de informações jornalísticas, numa
tendência inversa àquela de programas informativos com recursos do entretenimento, identificados como produtos do
infotainment, uma estratégia que traz questões para o jornalismo contemporâneo. A análise, com os referenciais dos
Estudos Culturais, utiliza o conceito de modo de endereçamento, e as estratégias de comunicabilidade de atrações e
contar história.

Formas Entonativas en las Fases del Discurso Noticia


Lluis Mas Manchon (UAB)

Presentamos un estudio semi-cualitativo sobre la entonación de las noticias en televisión. Se trata de analizar
foneticamente 90 casos correspondientes a 4 unidades entonativas de diferentes fases de las noticias. Para ello, tomamos
la superestructura de la noticia (entonación, ritmo e intensidad) como discurso autónomo, y definimos un protocolo ad-
hoc de análisis y representación de esa superestructura a partir de tres modelos entonativos consolidados: el Melódico
del Habla, el MOMEL y el Autosegmental. Los resultados muestran que cada una de las 4 fases de la noticia definidas
se rigen por formas entonativas propias y de variabilidad limitada. Los resultados son presentados de forma numerica,
preparados para ser probados en un estudio cuantitativo e implementados en un algoritmo.

Versões Rituais Telejornalísticas


Renata Marcelle Lara Pimentel (Cesumar)

Este estudo investiga o telejornal como um ritual de linguagem sujeito a falhas (rupturas da ordem ideológica), na
perspectiva da Análise de Discurso francesa, defendendo a tese de que as versões telejornalísticas se produzem
na conjunção entre verbal e visual, e, nesse mesmo imbricamento, se sustenta e se desestabiliza “o verdadeiro do
telejornalismo” (efeito notícia) pela imposição da resistência da especificidade material.

O pragmaticismo na comunicação dos produtos telejornalísticos.


Romilson Marco dos Santos (PUC-SP)

Este trabalho faz parte do primeiro capítulo da dissertação de mestrado, apresentado no Programa em Comunicação
e Semiótica na PUC-SP (2008). Objetivando mostrar a relação que se estabelece entre o jornalistas (e o estudante
de jornalismo) e os produtos telejornalísticos (telejornal e documentário). Ao mesmo tempo, que estes produtos
telejornalísticos são produzidos em função da manutenção do hábito, de quem os produziu, evitando colocar em
dúvida as crenças deste. Este trabalho mostrará também, que os produtos telejornalísticos não mostram a realidade,
mas sim, uma representação da mesma, em função da manutenção do hábito do jornalista ou da empresa que
trabalha. Buscamos também mostrar que a percepção que o jornalista considera ter é muito ingênua e preconceituosa.
Necessitando assim, uma nova abordagem do ensino de telejornalismo nas universidades.

Hibridização e Pós-modernidade: Novas formas de atualização do audiovisual


Karla Caroline Nery de Souza (Unisinos)

Este estudo tem como objetivo verificar como ocorre o processo de hibridização no audiovisual, em especial, na
televisão e nos telejornais, tendo em vista, alguns fatores que a influenciam e a crescente aceleração desse processo no
período atual, denominado por alguns autores de Pós-modernidade. O objeto de estudo é o processo de hibridização

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 77


INTERCOM 2009 l Curitiba

no Jornal Nacional. Como metodologia, além da pesquisa bibliográfica, realizou-se uma análise da produção televisiva,
de onde foram retirados exemplos de hibridização entre os gêneros televisivos. Observou-se que entre os fatores que
influenciam a hibridização está a globalização e o surgimento de novas tecnologias e que esta é também uma forma de
atualização do audiovisual, á medida que dá origem a novos gêneros, formatos e linguagens audiovisuais.

Moças do Tempo - O Corpo no Telejornalismo


Fabiane da Silva Proba (UERJ)

O artigo trata da representação do corpo no telejornalismo brasileiro em meio a uma mescla que se estabeleceu entre
notícia e entretenimento. Observa-se as apresentadoras da previsão do tempo de dois telejornais nacionais de duas
emissoras. O comprometimento da mensagem jornalística televisiva, o consumo do lazer, as representações sociais
nas metrópoles e o corpo como mercadoria são os temas deste estudo, que tem como referencial teórico o pensar de
Guy Debord, Jesús Martin-Barbero, Ricardo Freitas, Cremilda Medina, Émile Durkheim, Robert Farr, Serge Moscovici, Max
Weber, Michel Foucault, Marcel Mauss e Denise Siqueira.

Domingo l 06 de Setembro
14 h às 16 h
SALA 112 BLOCO AZUL

Painel: Jornalismo de TV: reflexões históricas e metodológicas


Coordenador: Christina Ferraz Musse (UFJF)

Propostas Metodológicas para a Análise de Telejornais


Edna de Mello Silva (UFT)

Este artigo apresenta a discussão sobre os procedimentos metodológicos para pesquisas científicas que tenham como
objeto a análise de telejornais, tendo como base a Análise de Conteúdo. Equaciona também as etapas de investigação
do método adaptadas às necessidades do produto jornalístico televisivo. O processo de pré-análise é iniciado pela
decupagem criteriosa do material a ser analisado; as inferências são feitas a partir dos resultados obtidos com a
categorização, fase que fornece elementos para a interpretação dos dados.

O telejornalista brasileiro - trajetória de formação


Valquíria Aparecida Passos Kneipp (UFRN)

Este trabalho é a síntese de uma investigação a respeito da trajetória de formação do telejornalista brasileiro, através dos
mais de 58 anos de introdução da televisão no Brasil e das implicações causadas pela influência do modelo americano
de telejornalismo dentro deste processo evolutivo. Para o desenvolvimento da pesquisa foram entrevistados 37
telejornalistas, agrupados desde a década de 50 até 90. As entrevistas foram orientadas pelos preceitos estabelecidos
pela história oral. As conclusões do trabalho revelaram, durante o processo evolutivo de formação do telejornalista
brasileiro, algumas fases distintas, que foram identificadas e catalogadas, de acordo com os momentos históricos,
políticos e econômicos ocorridos no país, e que a influência americana existiu e ainda existe.

Sem Imagem, Sem Voz: O Telejornalismo Nos Tempos da Ditadura Militar


Florentina das Neves Souza (UEL)

O presente artigo sintetiza a história do telejornalismo no período de repressão e censura durante os 20 anos de
ditadura militar no Brasil. A proposta é organizar momentos dos telejornais e dos profissionais que faziam os programas
jornalísticos na época mais difícil do regime militar. O trabalho recupera depoimentos inéditos sobre os programas,
conteúdos e os problemas vividos nas redações de emissoras de televisão após o golpe militar. Como procedimento
metodológico, utilizamos a pesquisa documental, bibliográfica, e entrevistas com jornalistas que vivenciaram aquele
momento.

Telejornalismo na TV Mariano Procópio – primeiros passos do noticiário na TV do interior do país


Livia Fernandes de Oliveira (UFJF)

O telejornalismo é na atualidade o principal meio de apreensão de entendimento do cotidiano para maioria dos

78 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

brasileiros. Compreender como se deu os primeiros passos deste gênero jornalístico no interior do Brasil é o objetivo
deste trabalho. O estudo de Marialva Barbosa é norteador para a construção de um estudo cultural da imprensa que
leve em consideração a história como um processo complexo. A análise dos registros encontrados sobre o início do
telejornalismo no interior do país permite verificar como este se aproximou da gênese do telejornalismo nacional,
apreendida por meio da contribuição de Mattos e Coutinho. De modo que, este artigo se baseia na experiência
telejornalística da TV Mariano Procópio de Juiz de Fora - MG, investigada a partir de uma pesquisa documental dos
jornais da cidade na época e apuração de história oral.

A prática do documentário jornalístico (modelos europeu e norte-americano) na disciplina


de Telejornalismo da Unicentro
Ariane Carla Pereira Fernandes (Unicentro)

Conhecer a rotina da uma redação telejornalística é parte fundamental do aprendizado. Porém, a experimentação
dentro das faculdades de Comunicação não pode, sobremaneira, se limitar ao gênero telejornal e seus respectivos
formatos. O processo de construção do conhecimento que se inicia com as regras textuais, se aprofunda em relação

Telejornalismo
às características do meio TV com os telejornais laboratórios, pede continuidade e esta se dá com a produção de
documentários telejornaísticos nos formatos europeu e norte-americano. Assim, esse texto tem por objetivo relatar
a experiência com a produção da grande-reportagem “Repórter Planalto”, que no programa-piloto tem como tema a
história da município de Guarapuava, e de documentários pelos acadêmicos da disciplina de Telejornalismo, do curso
de Jornalismo da Unicentro no ano de 2008.

Domingo l 06 de Setembro
16 h 15 às 18 h 15
SALA 112 BLOCO AZUL

Painel: Imaginário e identidades no telejornalismo


Coordenador: Ana Carolina Rocha Pessoa Temer (UFG)

Traços de mineiridade nos telejornais da TV Alterosa e da Rede Minas


Christina Ferraz Musse (UFJF), Mila Pernisa (UFJF)

O objetivo deste trabalho é investigar as marcas de pertencimento que podem ser identificadas em dois telejornais
de abrangência estadual, em Minas Gerais, para saber de que forma eles dão concretude aos aspectos regionais,
diferenciando-se dos produtos realizados em outros estados, e também de que forma o contexto de produção, sendo
uma das emissoras estatal e a outra privada, influenciam no tratamento dado às matérias jornalísticas. Nos telejornais
Jornal da Alterosa – 2ª edição, e Jornal de Minas – 2ª edição, analisamos as características das notícias, observando se
elas incorporam uma narrativa mítica sobre o estado de Minas Gerais ou contemplam a diversidade cultural das muitas
vozes que compõem o estado.

Programa Balanço Geral: Telejornalismo Popular e Novos Imaginários Urbanos de Porto


Alegre
Vicente Fernandes Dutra Fonseca (UFRGS)

Este trabalho busca analisar a forma como o programa Balanço Geral, da TV Record Porto Alegre, pratica o telejornalismo
popular a partir da construção de imaginários urbanos que não são comumente mostrados em outros telejornais locais
da área. Inaugurada em julho de 2007 na capital gaúcha, a emissora vem exibindo índices crescentes de audiência que já
a colocam, dois anos depois, como vice-líder neste quesito. Uma das mais marcantes características de sua programação
consiste na prática de um telejornalismo voltado para as classes de menor poder aquisitivo da Região Metropolitana, e o
Balanço Geral é o principal programa deste tipo em termos de audiência, inovação, conteúdo, formato e linguagem.

Identidade local e imaginário urbano no telejornalismo: Os 159 anos de Juiz de Fora no MGTV
Francisco Ângelo Brinati (UFJF), Paulo Roberto Figueira Leal (UFJF)

Parte-se aqui da hipótese de que o telejornalismo local, por seu alcance e cotidianidade, atua como (re)produtor
privilegiado de narrativas constituintes do imaginário urbano de uma cidade sobre si mesma, produzindo efeitos
identitários. O presente artigo busca avaliar como isso se dá num caso concreto, por meio da análise as ênfases

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 79


INTERCOM 2009 l Curitiba

discursivas, pelo MGTV 1ª e 2ª edição da TV Panorama (afiliada Globo), na cobertura jornalística da comemoração
dos 159 anos do município de Juiz de Fora. Discute-se qual foi a representação da cidade efetivada na série especial
comemorativa. Supõe-se que identidades não são fenômenos naturais ou essenciais, mas sim construções simbólicas
e discursivas a gerarem sentimento de pertencimento – o que leva os meios de comunicação a serem vocalizadores
preferenciais destes discursos.

Telejornalismo e (re)construção de identidades: a oportunidade do aniversário da cidade


Gilze Freitas Bara (UFJF)

A passagem do aniversário de uma cidade é uma oportunidade para o telejornalismo exercer seu poder de influenciar
na construção – ou reconstrução – das identidades do município. É isso o que este artigo pretende debater, tendo como
estudo de caso o Jornal da Alterosa Edição Regional (TV Alterosa/SBT) exibido no dia 30 de maio de 2009, véspera do
aniversário de 159 anos de Juiz de Fora (MG), cidade-sede da emissora na Zona da Mata mineira. Para isso, o artigo parte
de pressupostos gerais sobre processos de identificação e mídia e específicos sobre televisão e identidades.

Identidade do país sob outro olhar televisivo: análise do telejornal Repórter Brasil
Adriana Tigre Lacerda Nilo (UFT), Juliana de Sousa Matos (UFT)

Este artigo tem por objetivo analisar os instrumentos que contribuem para a construção de vínculos entre a audiência e
o Repórter Brasil, telejornal da TV Brasil, segundo os princípios do jornalismo público. A abordagem resulta da elaboração
de uma pesquisa sobre a proposta deste noticiário de estabelecer uma nova relação com o público. O procedimento
metodológico dedicou-se à observação de quadros, tanto os fixos quanto aqueles exibidos eventualmente, em que o
telejornal reserva espaço à participação do telespectador. Verifica-se, no decorrer da análise, a experiência de mudança
no papel desempenhado comumente por segmentos da audiência que, neste contexto, assume a postura de público-
cidadão, participando na produção de parte da informação veiculada pelo telejornal.

80 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 1 - GP TEORIA DO JORNALISMO


Coordenador: Felipe Pena de Oliveira (UFF)

Sábado l 05 de Setembro
9 h às 12 h
SALA 14 BLOCO AZUL

A Decisão do STF sobre o Diploma, o Futuro da Profissão e a Consolidação da Teoria do


Jornalismo
Coordenador: Felipe Pena de Oliveira (UFF)
Palestrantes: Luiz Gonzaga Motta (UnB), Zelia Leal Adghirni (UnB),Carlos Eduardo Franciscato (UFS), Beatriz
Alcaraz Marocco (Unisinos)

Sábado l 05 de Setembro
14 às 16 h
SALA 14 BLOCO AZUL

Subjetividades, complexidade e construção social da realidade no jornalismo


Coordenador: Felipe Pena de Oliveira (UFF)

Teoria do Jornalismo
Jornalismo e a realidade de segunda ordem: subjetividade à luz de Heinz von Foerster
Karenine Miracelly Rocha da Cunha (ECA/USP)

Os cânones do jornalismo atribuem a esta atividade neutralidade e imparcialidade e proclamam a reprodução dos fatos
observados com fidedignidade. A realidade de segunda ordem, de Heinz von Foerster, é usada para explicar como cada
jornalista pode observar um fato de maneira diferente e construir seu conhecimento de modo particular. O mesmo
ocorre com o receptor das notícias divulgadas pela mídia, também observador do mundo, porém de uma maneira
mediada, que não é passivo no processo comunicativo, capaz de construir a realidade à sua maneira.

Zero Hora 45 Anos – “Da construção da realidade a realidade da construção”


Daiane Bertasso Ribeiro (UFSM), Maria Ivete Trevisan Fossá (UFSM)

Busca-se refletir a respeito do poder da informação na midiatização. Parte-se da premissa de que o jornalismo é uma
prática discursiva, portanto, seus textos constituem discursos, sendo assim, ele constrói a realidade, embora persista
a questão da objetividade, entendida como uma estratégia utilizada por este para produzir efeitos de sentido de
“realidade”, “verdade” e “imparcialidade”. Outra premissa é a de que, na atualidade, a prática jornalística passa por
transformações decorrentes da midiatização, recorrendo a estratégias de autorreferencialdade, compreendida como
a competência discursiva que os dispositivos midiáticos possuem de poder falar de si mesmo e de outros campos
sociais. A reflexão teórico/empírico se estabelece por meio da observação dos produtos midiáticos que comemoram e
autorreferenciam os 45 anos do jornal Zero Hora - RS.

Em busca da complexa simplicidade: dispositivos pedagógicos na revista Vida Simples


Gisele Dotto Reginato (UFSM)

Partindo de uma breve exposição sobre a proposta editorial da Vida Simples, examinamos principalmente como se dá
a informação didática disciplinar na revista, ou seja, buscamos quais elementos no texto colocam o leitor na posição de
quem deve ser cotidianamente ensinado, reproduzindo práticas “escolarizadas”. Este artigo, então, estuda os dispositivos
pedagógicos da Vida Simples, adotando a perspectiva de que a revista usa um tom pedagógico e ensina modos de ser
e estar para os leitores.

A Beatlemania nos EUA: agendamento ou acontecimento midiático?


Bruna do Amaral Paulin (PUC-RS)

O texto tem como objetivo analisar a primeira visita da banda The Beatles aos Estados Unidos, em fevereiro de 1964 com
base na cobertura do jornal The New York Times, publicação do primeiro local da visita do grupo, através das teorias

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 81


INTERCOM 2009 l Curitiba

de agenda-setting e acontecimento midiático. Foram selecionadas cinco matérias jornalísticas para amostra, além da
análise de resgates da história do fenômeno.

Para Além do Presente: a inserção do passado nas reflexões sobre o jornalismo


Eliza Bachega Casadei (ECA-USP)

A partir de uma reflexão sobre as temporalidades do jornalismo, o objetivo do presente trabalho é apontar as ideias de
autores que enfatizam a importância do passado na formação das narrativas jornalísticas e, de uma forma mais geral,
nas próprias Teorias do Jornalismo. Além disso, gostaríamos de propor um modelo de análise baseado nos efeitos
de real que estas narrativas históricas engendram quando inseridas na construção das reportagens. Desta forma, se
adotarmos a perspectiva de que a tradição representada pelos dados históricos é deslocada da inter-relação entre os
indivíduos e passa a ser gerida em uma esfera midiatizada, a forma como a imprensa utiliza a História para explicar as
notícias do presente revelaria uma dinâmica própria dos processos pelos quais o passado e o próprio presente podem
ser re-significados.

Jornalismo e Construção Social da Realidade: Uma reflexão sobre os desafios da produção


jornalística contemporânea
Nicoli Glória De Tassis Guedes (UFMG)

Este artigo propõe uma reflexão sobre a prática jornalística como uma importante via de acesso e construção da
realidade social. Dessa forma, os produtos jornalísticos podem ser percebidos como pontos referenciais, norteadores
da percepção e do debate coletivo em torno das questões mais relevantes da atualidade. E o jornalista, por sua vez,
se destaca como um dos atores sociais que, em potencial, teria condições privilegiadas de interferir na dinâmica da
sociedade, ainda que sua atuação esteja sujeita aos contextos políticos, econômicos, editoriais e de produção nos quais
está inserido. Nesse ponto, retomamos a discussão sobre os conceitos de verdade, objetividade, responsabilidade social,
imparcialidade e credibilidade, fundadores de uma certa maneira de entender o jornalismo e seu contínuo esforço de
apreensão do real.

Sábado l 05 de Setembro
16 às 18 h30
SALA 14 BLOCO AZUL

As fronteiras entre informação e entretenimento no jornalismo


Coordenador: Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio)

Informar ou Entreter: questões sobre a importância e o interesse das notícias


Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio)

A proposta desse artigo é discutir, a partir da teoria do jornalismo, se existe ou não uma contradição entre os dois
principais critérios substantivos de noticiabilidade: a importância e o interesse da notícia. Se os fatos considerados
importantes são, obrigatoriamente, selecionados para serem transformados em notícia, o interesse de uma notícia
vincula-se às representações que os jornalistas fazem de seu público e também ao valor-notícia definido como
“capacidade de entretenimento”. Para dar conta desse empreendimento teórico, retomamos o conceito de fait-divers,
discutimos a questão do entretenimento no jornalismo e problematizamos a noção de sensacionalismo.

Assine Aqui: os Pactos de Leitura entre a Revista Elle e suas Leitoras


Daniela Maria Schmitz (UFRGS)

A proposta deste texto é discutir parte do referencial teórico construído em minha pesquisa de mestrado para
compreender as relações entre o produto da imprensa feminina “editoriais de moda da revista Elle” e a sua recepção,
focalizando os pactos de leitura que são instituídos entre essas duas instâncias. Essa problematização faz parte de uma
pesquisa maior em que se buscou investigar como a feminilidade é construída na moda desta revista, focando por um
lado a análise das páginas da publicação e, por outro, o processo de apropriação destes conteúdos por leitoras habituais.
Para empreender a discussão, trabalho a partir dos conceitos campo de efeitos de sentidos (Verón), contrato de leitura
(Fausto Neto) e modos de endereçamento (Ellsworth). Ao final, discuto parte dos resultados de como se configuram os
vínculos entre a revista e suas leitoras.

82 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Discursos da vida real: articulações entre jornalismo e cotidiano na imprensa feminina


Patrícia Monteiro Cruz (UFPB)

O objetivo deste trabalho é refletir como a imprensa feminina elabora uma realidade acerca da mulher, a partir da
relação mídia e cotidiano. As formulações da teoria do jornalismo nos ajudam a entender de que forma a revista semanal
Sou+Eu, nosso objeto de estudo, opera a produção de notícias sobre o dia a dia da mulher, convertendo a “vida real”
em visibilidade por meio do conteúdo elaborado pelas leitoras. Procedimentos teóricos da Sociologia do Cotidiano e
da Análise do Discurso de linha francesa oferecem suporte para este estudo, que resulta de pesquisa em andamento no
Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A escalada da abstração das tecno-imagens do jornalismo


Diego Pontoglio Meneghetti (Unesp)

Este artigo busca relacionar os estudos do jornalismo visual, preponderante na produção de sentido nas notícias
veiculadas pela mídia contemporânea, ao conceito que Vilém Flusser identifica como escalada da abstração das imagens
técnicas. Por meio de aproximações entre textos que abordam a imagem como alicerce importante na comunicação
midiática, alguns deles reunidos na semiótica da cultura, identifica-se a capacidade de mediação entre homem e
mundo intrínseca do meio visual e o rumo das imagens utilizadas pela mídia à dimensionalidade zero, apontada nos
mais recentes textos de Flusser.

Coluna Zapping da Folha Online: frivolidade ou mera aparência?


Karin Cristina Betiati Reginaldo (Univel)

Teoria do Jornalismo
Este artigo visa analisar a coluna diária de notas jornalísticas, Zapping, da editoria de cultura da Folha Online. Responsável
por tratar assuntos referentes aos bastidores da televisão e do mundo artístico é um dos cinco links mais acessados do
jornal. Será selecionada e analisada uma nota da coluna. Na Análise do Discurso, os textos passam a ser denominados
“enunciados” e, o eleito, publicado em outubro de 2008 servirá como modelo. Observa-se na coluna uma aparente
futilidade nos temas tratados, contrapondo um dos princípios do jornalismo: tratar assuntos relevantes à audiência.
Conjectura-se que tal coluna publique informações aparentemente inúteis ao leitor, mas o questionamento proposto
está na possibilidade de se tratar de uma espécie de denúncia, na qual a futilidade exposta não remete ao conteúdo da
coluna, mas das celebridades, personagens principais destas notícias.

Fábio de Melo, entre palco e altar: a imprensa brasileira e um novo olimpiano católico
Adilson Rodrigues da Nóbrega (Embrapa)

O artigo analisa a cobertura de publicações jornalísticas brasileiras sobre o padre Fábio de Melo, religioso católico que,
nos últimos anos se tornou olimpiano no país com atuação na música, literatura e como apresentador de TV. O trabalho
aborda a estratégia de inserção da Igreja Católica nos meios de comunicação de massa brasileiros, como estratégia para
sobrevivência e legitimação em uma sociedade espetacularizada, e, com base, na hipótese de newsmaking, identifica
valores/notícia que possam justificar as construções jornalísticas de revistas e portais sobre o sacerdote.

Domingo l 06 de Setembro
8 h às 10 h
SALA 14 BLOCO AZUL

O lugar de fala, a pauta e as estatísticas no discurso jornalístico


Coordenador: Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio)

O lugar de onde se fala: o jornalismo e seus princípios fundamentais


Rafael da Silva Paes Henriques (Ufes)

Este artigo tem o objetivo de identificar os princípios e procedimentos do jornalismo enquanto modo particular
de apropriação do real. Apesar da generalidade das regras existentes, a atividade possui uma série de valores que
servem como norte para quem se ocupa de ‘traduzir’ tudo aquilo que acontece. Há regras de codificação próprias que
estabelecem uma espécie de ‘gramática particular’ desse fazer e que constituem uma forma particular de olhar, de se
relacionar e de se reportar a realidade. Este trabalho propõe como valores fundamentais da atividade: a liberdade; a

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 83


INTERCOM 2009 l Curitiba

independência e autonomia; a credibilidade; o rigor e exatidão; a honestidade; a objetividade e equidade; a verdade; a


comunicabilidade e interesse; e também avalia as suas consequências.

A Manipulação dos Dados Estatísticos pela Mídia Impressa


Genilda Alves de Souza (Facasper)

Nos meios de comunicação encontramos mensagens com números em suas mais variadas formas: percentuais, índices,
taxas, resultados de pesquisas, etc. As pesquisas de opinião são utilizadas pela mídia impressa como complemento de
uma notícia – balizando uma análise e/ou a opinião do veículo ou do jornalista, e na maioria das vezes, o resultado de
uma pesquisa é a própria notícia. O número, que é considerado a mais objetiva das linguagens, quando transformado
em mensagem – a notícia – passa a ser um simulacro de si mesmo e acaba induzindo ao receptor (o leitor), muito
mais do que apenas os resultados numéricos atestam ou explicam. As pesquisas de opinião e os números, quando
transformados em notícia (a mensagem), são conotados (manipulados) pelo discurso jornalístico, com o objetivo de
trazer mais credibilidade à notícia.

A Pauta em Mutação
Aldo Antonio Schmitz (UFSC)

Este artigo propõe o debate em torno do pensamento sistêmico e uma abordagem holística na elaboração da pauta,
como forma de ruptura do jornalismo convencional, preso a uma visão cartesiana e mecanicista. Esta concepção parte
das ideias de Fritjof Capra, notadamente as inseridas na sua obra O Ponto de Mutação, onde o autor mostra que as forças
de transformação do mundo passam por um movimento positivo de mudança social e cultural.

Articulação da Memória Discursiva no Texto Opinativo


Ana Claudia Silva Mielki (ECA-USP)

Em se tratando dos produtos de mídia, em especial do texto jornalístico, as operações de posicionamentos dos sujeitos
emergem na escolha do gênero, do estilo e na forma como os enunciados são articulados em relação a uma memória
discursiva, o “já sempre aí” do discurso: o interdiscurso. Para fins deste trabalho, nossa meta é mostrar como os textos
opinativos realizam suas operações de articulação de uma memória discursiva, a partir da noção de gênero, do uso de
determinados enunciados, aqui entendidos como enunciados concretos, e a partir do uso da imagem. Para isso, a análise
parte do texto “Invertendo a verdade”, publicado no jornal A GAZETA, do Espírito Santo, em 25 de julho de 2006.

A mídia critica a mídia: apontamentos de jornalistas sobre a cobertura na tríplice fronteira


do Brasil, Paraguai e Argentina.
Denise Paro (UDC), Sônia Cristina Poltronieri Mendonça (UDC)

Com base na Teoria do Jornalismo e nos estudos de fronteira, o artigo retrata a cobertura na tríplice fronteira do Brasil,
Paraguai e Argentina sob o ponto de vista dos protagonistas da informação: os jornalistas. Foram feitas entrevistas em
profundidade com seis profissionais atuantes no jornalismo diário dos três países. Conclue-se que a cobertura no que
tange temas transfronteiriços é deficiente pelo fato de os veículos priorizarem assuntos das próprias cidades, sem manter
uma interconexão com temas semelhantes que atingem os demais países. Os relatos dos jornalistas ainda mostram que
a produção é influenciada pelos limites editoriais e financeiro das empresas.

Jornalismo regional: em busca de leituras possíveis


Milton Julio Faccin (Unesa)

Este artigo procura estabelecer alguns parâmetros conceituais para se entender a relação da prática jornalística em
um determinado território. Ele integra um projeto de pesquisa mais amplo que se propõem a identificar as principais
características que o chamado jornalismo regional tem assumido nas últimas décadas no solo brasileiro. Para isso,
os conceitos de campo social e práticas discursivas são fundamentais para superar certas leituras instrumentais dos
veículos jornalísticos. Assim, busca-se entender que ao cumprir com sua competência informativa, os diferentes
dispositivos jornalísticos se instituem como defensores dos interesses de um determinado território e promotores do
debate público, mediante regras privadas de produção, circulação e consumo.

84 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
10 h às 12h30 h
SALA 14 BLOCO AZUL

Avaliação de Qualidade, Reforma Editorial, Temporalidade e Pesquisa no Jornalismo


Coordenador: Felipe Pena de Oliveira (UFF)

Notas sobre o desenvolvimento de pesquisa de avaliação de qualidade aplicada ao


Jornalismo
Josenildo Luiz Guerra (UFS)

O artigo faz uma breve revisão de experiências de gestão e avaliação de qualidade para organizações jornalísticas, a fim
de identificar contribuições que possam ser incorporadas a um modelo próprio ainda em fase elaboração. Baseando-se
na literatura sobre qualidade da área de administração, o trabalho apresenta uma proposta, ainda em fase preliminar de
elaboração, de um modelo de gestão e avaliação de qualidade baseado em três aspectos das organizações jornalísticas:
1) compromissos e estrutura; 2) processos de produção e 3) produtos.

A Temporalidade Múltipla no Webjornalismo


Carlos Eduardo Franciscato (UFS)

Este paper investiga de que modo o webjornalismo tem possibilitado uma experiência mais rica de temporalidade em
relação aos veículos jornalísticos tradicionais. É nesta nova forma de produção jornalística, inserida em um ambiente

Teoria do Jornalismo
comunicacional digital e em rede, que se visualiza a possibilidade de co-existência de tempos múltiplos. A partir de uma
abordagem sociológica sobre o ‘tempo social’, procuramos desenvolver uma formulação, de natureza teórica, sobre as
variedades de temporalidades produzidas no webjornalismo.

Os primeiros mil dias: a reforma da Folha de São Paulo de 1975 a 1977


Victor Israel Gentilli (Ufes)

Análise da primeira reforma da Folha de S. Paulo comandada por Claudio Abramo, entre 1975 e 1977. Apresenta a
situação anterior à reforma, analisa os elementos que estimularam a deflagração das mudanças e procura entendê-las
no contexto da “distensão lenta, segura e gradual” patrocinada pelo governo Geisel. As eleições de 1974 apontaram para
uma opinião pública de oposição e evidenciaram a iminência de surgimento de vozes da sociedade civil. O candidato
Silvio Frota, representante da “linha dura” produz uma grave inflexão na reforma em setembro de 1977. Menos de
um mês depois, Geisel demi te o ministro do Exército e altera a conjuntura. Mas a Folha não retorna à sua situação
anterior embora estivesse na iminência de tornar-se o “intelectual coletivo” da transição brasileira, a exemplo El Pais na
Espanha.

Métodos Quantitativos na produção de conhecimento sobre jornalismo: abordagem


alternativa ao fetichismo dos números e ao debate com qualitativistas
Emerson Urizzi Cervi (UEPG)

O trabalho apresenta uma discussão a respeito do uso dos métodos quantitativos nas análises da produção jornalísticas
e, por consequência, como subsídio para a produção de conhecimento teórico partindo da premissa científica de que
todo novo saber precisa estar ancorado em elementos da realidade material.. O artigo é dividido em duas partes: na
primeira apresenta uma definição do que são e para que servem os métodos quantitativos para, em seguida, fazer uma
análise sobre o uso integrados dos métodos quantitativos e qualitativos na pesquisa em produção jornalística.

La implantación de un Sistema Iberoamericano de Control de Calidad para Productos


Audiovisuales: propuestas metodológicas.
Angel Rodríguez Bravo (UAB)

La calidad de la programación televisiva cada vez es más superficial e indigna, aunque se sigue consumiendo televisión
en todo el mundo. Vemos televisión unas tres horas y media al día y muchas de las producciones son nocivas para
nuestra salud intelectual y emocional. Esta comunicación revisa el concepto de calidad desde diversas perspectivas,
defiende una orientación más adaptada a la industria y una metodología basada en el análisis de valores y en pruebas
de recepción y, finalmente, propone un sistema de control de calidad para el ámbito Iberoamericano de producción
audiovisual.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 85


INTERCOM 2009 l Curitiba

Autor-Jornalista e autor-marca como parâmetros do jornalismo e da publicidade para além


do marco capitalista
Roseméri Laurindo (Furb)

O presente artigo lança algumas pistas para uma análise, de modo teórico-empírico, de traços comuns entre o jornalismo
e a publicidade em sociedades sob marcos sócio-econômicos distintos, como é o caso do Brasil e de Cuba. De um lado
condicionantes da sociedade capitalista a conduzirem o jornalismo e a publicidade brasileira e de outro os ditames
estatais da sociedade cubana. Busca-se aqui, como ensaio preliminar, testar uma construção metodológica comum
para entender o jornalismo e a publicidade praticados por sujeitos sob condicionantes distintos: o conceito de autor-
jornalista e o de autor-marca.

Domingol 06 de Setembro
14 h às 16 h
SALA 14 BLOCO AZUL

O Jornalismo Literário E As Narrativas Além Do Lead


Coordenador: Felipe Pena de Oliveira (UFF)

Jornalismo literário, humanização e polifonia: perfis da música erudita em piauí


Mateus Yuri Ribeiro da Silva Passos (UFSCar)

Este artigo discute a abordagem da música erudita em três reportagens narrativas publicadas em piauí: “Pérolas aos
poucos”, “Criador e criatura” e “Fantasia para piano”. A partir dos conceitos de dialogismo, polifonia e discurso não-oficial
de Mikhail Bakthin, partimos da hipótese de que o jornalismo literário, ao buscar vozes e pontos de vista diferenciados,
deve apresentar uma visão não-hegemônica acerca dos temas de que trata. Identificamos essa prática nas referidas
reportagens, nas quais política e ideologia do cotidiano somam-se ao cenário da música erudita, de modo a se traçar
um perfil humanizado, ou não-estereotipado, dos personagens retratados.

Programa Globo Rural: Um exemplo de Jornalismo Literário em mídias eletrônicas


Monica Martinez (Umesp/UniFiamFaam)

A partir das reportagens especiais exibidas no Programa Globo Rural no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2009, esse
trabalho visa identificar em sua composição elementos do Jornalismo Literário na visão do estudioso norte-americano
Mark Kramer e do pesquisador brasileiro Edvaldo Pereira Lima. A hipótese é a de que narrativas aprofundadas, mais
presentes em jornalismo impresso, também podem ser encontradas na mídia eletrônica. A análise quantitativa revela
a exibição de 135 reportagens especiais no período, sendo que a análise qualitativa sugere a presença dos elementos-
chave do Jornalismo Literário propostos pelos autores no universo de nove reportagens selecionadas na triagem
inicial.

Visão Sistêmica de Jornalismo Literário sobre Meio Ambiente


Francilene de Oliveira Silva (Umesp)

Este artigo representa parte de uma pesquisa levantada para o trabalho de conclusão de uma especialização em
Jornalismo Literário. A idéia é versar sobre a aplicação da Teoria dos Sistemas – adaptada para o jornalismo pelo
pesquisador Edvaldo Pereira Lima - nas matérias de jornalismo literário sobre meio ambiente em jornais impressos e
revistas. Para isso, fiz uma revisão bibliográfica, entrevistas com pesquisadores e análise de matérias sobre o tema meio
ambiente. A partir da análise do material concluí que uma abordagem transdisciplinar diminui o aspecto fragmentário
das informações repassadas aos leitores.

Contribuições do Jornalismo Literário à Comunicação Sindical


Suzana Aparecida Vier (ABJL)

Este trabalho apresenta as contribuições do jornalismo literário para humanizar e dinamizar a comunicação sindical.
Entrevistas com diretores e jornalistas do movimento sindical demonstraram que a comunicação das entidades
sindicais não encontra eco em seu principal público-alvo, os trabalhadores, e que o jornalismo literário, modalidade de

86 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

jornalismo que busca criatividade, humanização e imersão na realidade, pode melhorar a comunicação das entidades
sindicais com os trabalhadores e a sociedade.

Jornalismo e narrativa: uma análise discursiva da construção de personagens jornalísticos


no seqüestro de Abílio Diniz e suas repercussões políticas
Diana Paula de Souza (UFRJ)

Considerando que relatos jornalísticos são narrativas, analisamos a cobertura do seqüestro do empresário Abílio Diniz
realizada por O Globo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo. Partimos do conceito de “submissão”, empreendido por
Leão Serva, para identificar as estratégias discursivas utilizadas pelas três publicações no tratamento conferido aos
seqüestradores. Verificamos como o episódio contribuiu para o resultado das eleições presidenciais de 1989 e para a
identificação de grupos guerrilheiros da América Latina como terroristas.

A emoção como argumento no jornalismo: estratégias discursivas do phatos na Folha de


São Paulo
Adélia Barroso Fernades (UniBH)

O pathos, ou a emoção, é uma condição necessária e não uma contradição aparente do discurso jornalístico e promove
uma ligação entre os interlocutores num contrato de comunicação. O jornalismo impresso pode utilizar-se dos efeitos
da dramatização e do ludismo, por exemplo, buscando tocar o afeto do receptor, provocar nele certo estado emocional
que seja favorável a uma visada de influência do produtor da notícia. Explicitaremos algumas formas de patemização,
tentando recuperar pistas da emoção em alguns dados lexicais e sintáticos e no uso de termos comuns partilhados

Teoria do Jornalismo
na nossa cultura. Para isso, tomaremos dois corpora publicados no jornal Folha de São Paulo: uma matéria de 2008,
intitulada “Aluna com paralisia depende da mãe para assistir à aula” e uma crítica do Ombudsman a essa notícia.

Domingol 06 de Setembro
16 h às 18 h
SALA 14 BLOCO AZUL

Credibilidade, Agendamento e Controle no Jornalismo


Coordenador: Leonel Azevedo de Aguiar (PUC-Rio)

Jornalismo e Conteúdo Gerado pelo Usuário: uma Discussão sobre Credibilidade


Anelise Silveira Rublescki (UFRGS)

O artigo considera o jornalismo como uma área profissional com rotinas produtivas, objetivos e características
peculiares, inclusive a credibilidade, seu capital simbólico. A partir das diversas possibilidades de Conteúdo Gerado pelo
Usuário (CGU) hoje presentes online em sites e redes sociais diversas, discute se essas formas de participação podem
ser consideradas jornalismo ou fontes de informação. Pelo viés da credibilidade, discute as teorias do newsmaking,
gatekeeper e gatewatcher.

Credibilidade jornalística - Uma compreensão teórica


Josemari de Quevedo (PPGCOM-UFRGS)

O artigo em questão discurte o aspecto profissional, a partir das Teorias do Jornalismo, dentro de um sistema ético que
envolve situações diversas a partir de uma mesma responsabilidade. Localiza a profissão tanto a um nível midiático/
empresarial, quanto a um nível de comunicação realizada em instituições públicas de governo. Em comum entre os
dois, há a responsabilidade com o interesse público. Nesse sentido, descrever-se-à situações referentes à produção
jornalística nesses níveis e os aspectos a se ter em conta em prol da credibilidade jornalística.

O caso Kliemann e a hipótese do agendamento entre o Diário de Notícias e a Última Hora


Fábio Antônio Flores Rausch (PUCRS)

O presente trabalho visa a aplicar a hipótese do agenda setting na cobertura que os jornais Diário de Notícias
e Última Hora prestaram ao famoso Caso Kliemann. O trágico assassinato de Margit, esposa do deputado estadual

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 87


INTERCOM 2009 l Curitiba

Euclides Kliemann, a 20 de junho de 1962, foi um fait divers que abasteceu uma intensa cobertura sensacionalista
desenvolvida pelos periódicos. Entende-se que, até a morte do próprio parlamentar, pouco mais de um ano depois, as
folhas agendaram-se a partir do conceito do jogo de espelhos de Bourdieu (1997), pelo qual os veículos fundamentam
o próprio trabalho naquilo que o concorrente faz. O sociólogo francês chama este processo de circulação circular.
Acredita-se que a agenda de culpa tenha influenciado no segundo assassinato.

Representações Sociais e Construção Social da Realidade: Teorias para entender o papel


do jornalismo na cobertura do Judiciário
Ericka de Sá Galindo (UFPE)

O texto traz uma breve explanação acerca da Teoria das Representações Sociais e da Teoria da Construção Social da
realidade, com base nos textos dos seus principais autores. Apresentamos, aqui, os conceitos básicos dessas teorias e
sua aplicação no estudo de notícias, em conjunto com a identificação de valores-notícia. Propomos uma metodologia
de análise que está sendo desenvolvida na pesquisa do mestrado sobre a cobertura do julgamento da denúncia do
“Mensalão” no Supremo Tribunal Federal, em setembro de 2007. Usa

A Análise de Discurso Crítica da Cobertura do Jornal O Estado de S. Paulo sobre a Previdência


Social Brasileira
Rodrigo Dugnani (PUC-SP), Bruna Lopes Fernandes (Uniso)

Este artigo tem por objetivo avaliar a cobertura da Previdência Social brasileira do jornal O Estado de S. Paulo (OESP)
a partir da análise de discurso crítica baseada no modelo tridimensional proposto por Fairclough (2008). A análise do
discurso aqui promovida baseia-se em notícias, reportagens, artigos, entrevistas e editoriais veiculados nas páginas
do jornal, entre os meses de novembro de 2006 e fevereiro de 2007, e reproduzidos na edição on-line do OESP. Ao
contemplar a questão da hegemonia e da ideologia, é possível perceber as ideias neoliberais desse jornal que, direta ou
indiretamente, propõe a implantação de um sistema previdenciário de caráter mercadológico. Este estudo, portanto,
possibilita compreender como o OESP se posiciona para defender determinadas propostas, sendo agente propagador
de um pensamento claramente ideológico.

Jornalismo popular-massivo: Quem é o leitor do Super Notícia


Maria da Consolação Resende Guedes (MG)

O artigo aborda, através do Super Noticia – diário que é um fenômeno de vendas -, o jornalismo popular que vem se
espalhando por todo o Brasil. Para tanto, traço um paralelo entre imprensa popular e imprensa de referência, para enfim,
fazer uma análise de quem é este leitor, através da edição especial de 7 anos do jornal. Não se trata de um estudo de
recepção, apenas uma amostra, de como o leitor destes jornais é evidenciado.

Domingol 06 de Setembro
16 h às 18 h
SALA 15 BLOCO AZUL

Identidades Jornalísticas: Definidores Primários, Política e Psicanálise.


Coordenador: Soraya Venegas Ferreira (UNESA)

Violência Premiada: a Valorização da Imagem do Flagrante como Critério de Excelência no


Prêmio Esso de Fotografia
Soraya Venegas Ferreira (Unesa)

Nos últimos 50 anos, a fotografia e os veículos de imprensa passaram por profundas transformações estruturais, técnicas
e de rotinas de produção, mas as comissões julgadoras do Prêmio Esso de Fotografia, especialmente nos últimos 16
anos, parecem valorizar a violência como imperativo noticioso para premiação dos repórteres-fotográficos. Frente aos
dados de crescimento da violência urbana no Brasil a partir dos anos 90 e do estudo dos critérios de noticiabilidade,
chega-se a hipótese de que o prêmio está mais ligado ao impacto do fato retratado do que às estratégias discursivas
e às técnicas pré-pensadas, visto que as imagens que se afastam da noção fundadora do fotojornalismo, baseada no
flagrante e no testemunho, ou que indicam uma “leitura” mais contextualizada de editorias que não sejam as de Cidade
e/ou Polícia, mesmo quando finalistas, tendem a ser descartadas na premiação final.

88 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Desafios na Utilização do Conceito de Acontecimento em Coberturas Jornalísticas sobre


Homofobia
Carlos Alberto de Carvalho (Ufop)

Tema controverso, a homofobia é desafiadora para as coberturas jornalísticas, à medida que suscita tabus e
preconceitos. Nesse sentido, sujeitos sociais direta ou indiretamente afetados por ela tendem a criar situações propícias
à cobertura noticiosa, de que são exemplos acontecimentos planejados, como as paradas do orgulho LGBTT. Partindo
da problematização do conceito de homofobia, este artigo indica, na sequência, alguns dos pressupostos teóricos que
buscam esclarecer as noções de acontecimento, especialmente aplicadas à cobertura noticiosa. O percurso tem como
objetivo indicar potencialidades do conceito de acontecimento como metodologicamente válido em pesquisas que
têm a cobertura jornalística da homofobia como tema, tal como temos desenvolvido no doutorado e em pesquisa
realizada a partir de edital do Ministério da Saúde.

Reflexões sobre o agendamento: síntese de um estudo de caso


Bruno Souza Leal (UFMG)

Em 2008, respondendo a edital do Ministério da Saúde, realizou-se, na UFMG, a pesquisa “Mídia e Homofobia: linguagem,
construção da realidade e agendamento”, que tinha como objetivo analisar como veículos jornalísticos brasileiros
cobriam acontecimentos relativos à homofobia e às identidades LGBT. Por um período de seis meses, a pesquisa
realizou o acompanhamento diário da cobertura da “Folha de S. Paulo”, de “O Globo”, da “Veja” e do “ Jornal Nacional”,
do “MGTV2ª Ed e o jornal “O Tempo”. Uma das hipóteses de trabalho era a existência de agendamento mútuo dos
veículos em relação aos temas trabalhados. Neste artigo, apresenta-se uma síntese dos resultados da pesquisa no que
concerne particularmente à apreciação dessa hipótese. Propõe-se, portanto, uma reflexão sobre a evolução do conceito
de agendamento e as implicações que se vislumbram a partir dos resultados.

Teoria do Jornalismo
Análise da Atualidade da obra ‘Conselhos a um Jornalista”, de Voltaire: O que é um Jornalista?
Maria Argentina Húmia Dórrio (UTP)

Este artigo tem o objetivo de analisar, em sua atualidade, a obra “Conselhos a um Jornalista, de Voltaire. Num momento
em que cai, no Brasil, a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o execício desta profissão, nunca, talvez, esta
obra de Voltaire foi, em nosso país, tão pertinente. Considerado o primeiro jornalista, pela enorme influência exercida
por seus escritos na França de sua época, nossa abordagem será ancorada, sobretudo, em sua obra e aponta para um
questionamento do exercício de uma cidadania e para o que, segundo Voltaire, deveria ser um jornalista.

Os Discursos Terapêuticos na Imprensa a partir da Teoria dos Definidores Primários


Aline da Rocha Barbosa (UFF), Letícia Silva Queiroz (UFF)

Este artigo busca compreender de que forma os “discursos terapêuticos” (ligados à psicanálise, psicologia, psiquiatria
e psicoterapia) são representados nos jornais, especificamente no Jornal O Globo, e verifica quais as influências dos
discursos desses âmbitos profissionais sobre as produções das notícias de cunho comportamental, educacional, entre
outros. Essas influências foram visualizadas especialmente a partir da Teoria dos Definidores Primários. Esta define
a importância que as fontes, representadas neste trabalho pelos “profissionais da mente humana”, possuem nas
formulações de determinadas matérias jornalísticas. Acreditamos que tais fontes são capazes de nortear ou legitimar
algumas informações encontradas nos jornais.

O Espetáculo como Manchete: Da Candelária, uma multidão pede eleições diretas para
Presidente do Brasil
Rosane Martins de Jesus (UFC)

Na sociedade midiatizada, espetáculo, mídia e política se amalgamam em diversos momentos. A cobertura da Campanha
Diretas Já é um dos exemplos dessa combinação. Tendo como referencial-metodológico a análise do discurso, da escola
francesa, esse artigo analisa os discursos acerca do comício pró-diretas – realizado na Candelária, no Rio de Janeiro
– apresentados pelo jornal Folha de S.Paulo e pela revista Veja, nos dias 11 e 18 de abril de 1984, respectivamente. A
intenção é mostrar como cada um desses veículos de comunicação, ao seu modo, ativou os dispositivos constitutivos
do evento espetacular. Ao passo que propomos uma reflexão, a respeito da forma como os discursos jornalísticos
conduzem a espetacularização de eventos criados para serem vistos e sentidos, através da mídia, como no caso da
Campanha Diretas Já.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 89


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 2 - GP PUBLICIDADE E PROPAGANDA


Coordenador: Jean-Charles Jacques Zozzoli (Ufal)

SALAS 201, 202 E 203 BLOCO AZUL

Sábadol 05 de Setembro
09h – 10h15
SALA 201 BLOCO AZUL

Sessão Plenária de Abertura e Fórum do GP PP: Temáticas, Configuração e Planejamento


dos Grupos de Pesquisadores em Publicidade e Propaganda na Intercom - Balanço,
Desafios, Propostas e Perspectivas
Coordenador: Jean-Charles Jacques Zozzoli (Ufal)

Sábadol 05 de Setembro
10h15 – 18h
SAGÃO DO SEGUNDO ANDAR DO BLOCO AZUL

Sessão de Pôsteres: Feições da Publicidade e da Propaganda na Sociedade Con-


temporânea
Coordenadora: Karla Regina Macena Pereira Patriota (UFPE)

A comunicação viral nas Eleições 2008: um recurso que alterou o processo de decisão do
voto em Belo Horizonte
Admir Roberto Borges (Fumec/FCH)

Este estudo foi realizado durante o pleito eleitoral 2008, em Belo Horizonte, na perspectiva das ferramentas e das técnicas
de comunicação, tendo como objetivo avaliar o grau de influência na decisão do voto pelas campanhas publicitárias
no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, bem como nas redes sociais da Internet. Assim, cumpriu-se o processo
com as avaliações técnicas do conjunto dos materiais veiculados. Na fase inicial foram feitos estudos exploratórios,
através da literatura, documentos e informações das mídias eletrônicas e impressas. Também se utilizou a metodologia
qualitativa no segundo turno para avaliar a mudança de voto provocada pelos materiais veiculados na Internet. Este
trabalho transformase num indicador importante para entender o conceito de comunicação viral e a influência na
decisão do eleitor.

Comunicação no ponto-de-venda: um estudo sobre a ambientação nas megalivrarias


Andréa Firmino de Sá (Umesp)

Este texto pretende tecer uma reflexão sobre como as atuais livrarias se adaptaram a uma realidade de mercado, que
visa envolver o cliente em uma experiência prazerosa, tendo em vista a concorrência do comércio virtual e a crescente
venda de livros em supermercados. O texto apresenta, como estudo de caso, a observação e a análise da Livraria Cultura
do Conjunto Nacional, sua relevância ocorre pelo fato da livraria ser a maior loja em metros quadrados do país. Podê-se
concluir que o consumidor contemporâneo que busca experiências prazerosas associada a sinergia da comunicação
integrada de marketing favorecem para os resultados positivos apresentados pela livraria.

A luz como elemento de linguagem em filmes publicitários


Armando Pilla (Furb), Cynthia Morgana Boos de Quadros (Furb)

O presente trabalho visa buscar informações sobre luz em comerciais de televisão sob a ótica da textura, temperatura de
cor, iluminação e cores, assuntos relacionados a direção de fotografia com base no trabalho desenvolvido pelo diretor de
fotografia Ricardo Della Rosa. A iluminação tanto no cinema como nos vídeos e televisão não serve apenas para deixar
as cenas claras, mas também tem uma significação de linguagem não-verbal remetendo a determinadas significações
e interpretações. Foi percorrido um caminho bastante extenso iniciando com a linguagem, cinema, e finalmente luz ou
iluminação para cinema e vídeo, pois o filme publicitário utiliza-se das técnicas cinematográficas.

90 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Os Brasis do El País: a evolução da marca Brasil no noticiário espanhol


Cláudia Valéria Sendra da Silva (Uerj)

Este artigo apresenta resultados obtidos em pesquisa sobre a imagem do Brasil colocada em circulação pelo noticiário
do jornal espanhol El País, nos anos de 1995 e 2005. Esses períodos foram tomados, respectivamente, como início da
intensificação dosaportes financeiros espanhóis no país e como a época em que a presença econômica da Espanha
se solidificou, tornando o país ibérico o segundo maior investidor no Brasil. Por meio desse estudo pôde-se constatar,
entre outros, que embora as notícias econômicas tenham ganhado maior ênfase no repertório sobre o Brasil em 2005,
o discurso acerca do país é permeado por estereótipos relacionados a misticismo, exotismo e sexualidade. O aspecto
negativo mais recorrente foi a desigualdade social.

Liberdade de Expressão Comercial: um direito fundamental ou apenas mais um slogan


publicitário?
Fabiana Nogueira Neves (UFJF)

Como um grito em favor da liberdade e contra a censura, o termo liberdade de expressão comercial ressurge na pauta das
discussões do mercado a cada iniciativa do Governo no sentido de regulamentar o exercício da comunicação publicitária
de determinados produtos. O ano de 2008 foi especialmente fecundo neste sentido porque abrigou uma série de ações
de setores ligados à atividade publicitária motivadas em defesa deste direito. A partir da contextualização da origem
do direito de liberdade de expressão, contido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e da conceituação da
atividade publicitária, o presente artigo busca demonstrar a impertinência da classificação da publicidade como um
direito humano tutelado mundialmente e protegido da intervenção do Estado.

Interação, interatividade e mídia impressa


Fernanda Rodrigues Pucci (UTP)

Este trabalho é uma breve discussão conceitual sobre a interação, a interatividade e a capacidade interativa dos meios
de comunicação impressos. Pretende fazer um panorama dos conceitos de interatividade, trazendo vários autores e
algumas proposições já discutidas sobre o assunto para então fazer a relação entre os conceitos e a mídia publicitária
impressa apresentada pela construção de mensagens que só se completam através da manipulação do anúncio. Para
isso, o texto está fundamentado principalmente nas idéias de Alex Primo e Márcio Cassol transpostas aos meios de
comunicação tradicionais e ao exemplo de um vale-presente da grife brasileira de roupas esportivas da Colcci.

Breves Reflexões sobre Mercado, Linguagem e Audiência no Programa CQC


Gustavo Serrano Malafaya Sá (Uniban)

Publicidade e
Propaganda
Com a necessidade constante de inovar, a TV brasileira tem importado, dia após dia, novos formatos de mídia, que vêm
calçados de novas linguagens (diretas e indiretas) e abordagens. Sob este cenário, o mercado publicitário tem sido um
dos grandes afetados em função da adaptação de suas peças. Este é o exemplo do que acontece no programa CQC,
em que os anunciantes cedem aos novos formatos em prol da assertividade de suas campanhas. O CQC é um programa
que mostra que temas como mercado, linguagem e audiência andam de mãos dadas.

O Festival de Gramado como Lugar de Institucionalização dos Fazeres Criativos


Juliana Petermann (UFSM), Rafael da Rosa Balbueno (Unipampa)

Como qualquer outra disciplina, a publicidade e, especificamente, a criação publicitária apresenta práticas; técnicas;
ferramentas; discursos; modos de ser; espaços de congregação, como os festivais; lugares de promoção de
conhecimentos relativos à área, como a academia; organizações de gerência como associações e sindicatos. Por isso,
entendemos que existem mecanismos que tornam os fazeres criativos em publicidade uma instituição. Interessa-nos,
assim, neste artigo, analisar o Festival Mundial de Publicidade de Gramado como um espaço dessa institucionalização,
tendo como referência, especialmente a 17ª edição do evento, ocorrida em junho de 2009. Para tanto, utilizaremos
como referências teóricas os conceitos de formação discursiva e de arquivo de Foucault (2007), bem como aqueles de
institucionalização e legitimação de Berger e Luckmann (1983).

Comunicação Mercadológica em Mídias Digitais e o Consumidor/Internauta


Karla Caldas Ehrenberg (Umesp)

Esta pesquisa aborda as novidades tecnológicas como promotoras de novas possibilidades de comunicação. O tema
principal são as mídias digitais, mais precisamente a internet e os celulares, que se tornaram grandes meios de divulgação

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 91


INTERCOM 2009 l Curitiba

de serviços e produtos devido às suas características como mobilidade, rapidez e interatividade. A pesquisa será
realizada por meio de um levantamento bibliográfico sobre o tema e de uma análise empírica de ações de comunicação
mercadológica realizadas em mídias digitais. Por meio dos exemplos buscar-se-á verificar se o uso das mídias digitais
possibilita uma maior interação entre empresas e consumidores, garantindo que as mensagens atinjam diretamente o
público de interesse das companhias.

Consumo, cultura e publicidade: notas preliminares sobre a apropriação local da


comunicação publicitária global
Maria Alice de Faria Nogueira (PUC-Rio)

Versão preliminar de pesquisa para dissertação de mestrado, este artigo pretende analisar a questão da apropriação local
da comunicação publicitária global e possui como estudo de caso a campanha global Viva o Lado Coca-Cola da Vida,
veiculada no Brasil desde outubro de 2006. A abordagem ao tema será feita a partir de uma visão do consumo como
uma prática social com objetivos precisos de representação e identificação do sujeito no grupo e seu imbricamento
com a cultura de referência. Para traçar este caminho, foram utilizados teóricos das ciências sociais e da comunicação
que encararam as mudanças nos padrões de consumo como um importante campo de reflexão sobre o indivíduo e
suas práticas sociais na cultura moderno-contemporânea.

Sábadol 05 de Setembro
10h30 – 12h
SALA 201 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 1: Capitalismo Semiótico e Atuais (Re)configurações Paradigmáticas da


Publicidade na Era Digital
Coordenador: Jean-Charles Jacques Zozzoli (Ufal)

O discurso da ordem: a publicidade como construção sociodiscursiva da realidade


Guilherme Nery Atem (UFF)

Partimos da idéia de que vivemos hoje a época do Semiocapitalismo (Capitalismo Semiótico). A atual ordem mundial
compõe seus enunciados publicitários como elogiosos à ordem social vigente, bem como traça determinadas condições
de possibilidade para as diferentes práticas sociodiscursivas serem produzidas, circuladas e consumidas. O objetivo
desta análise é problematizar a estratégia de convergência entre os níveis do conteúdo e da expressão em Publicidade,
no que diz respeito à atual ordem mundial sociodiscursiva: o que propomos aqui chamar de o discurso da ordem. Nossa
hipótese é a de que tais níveis afirmam-se mutuamente, um pelo outro.

O Sistema de Valores Corporativos a Partir da Visão Publicitária


Maria Clotilde Perez Rodrigues Bairon Sá (USP), Pedro Antonio Hellin Ortuño (UMU)

A partir do início dos estudos sobre Imagem Corporativa, uma boa parte das empresas, principalmente as de
implantação supranacional e maior volume de negócio, se direcionou no sentido “construir” uma personalidade de
acordo com os anseios de seus públicos. Para isso se recorreu de forma insistente aos valores sociais, lugar comum de
fácil detecção para a investigação social, que permite às empresas situarse em um plano de igualdade em respeito aos
demais indivíduos sociais. Na origem deste trabalho está subjacente a idéia de que o sistema semiótico publicitário
é um sistema de comunicação social, de forma que se faz necessário refletir sobre seu contexto sociocultural, com o
objetivo de conhecer a multiplicidade de interações que existem entre a atividade publicitária e a sociedade.

Novas Práticas Midiáticas e Comparecimentos Contemporâneos da Marca


Jean-Charles Jacques Zozzoli (UFAL)

O presente trabalho discute a mudança de paradigma nos fazeres mercadológico e comunicacional, em especial
publicitários, decorrente das novas práticas midiáticas que dizem respeito à informação, à persuasão e ao entretenimento,
cada vez mais interativas num ambiente em que os consumidores alteraram sua atitude em relação à publicidade clássica
e no qual ferramentas do tipo “site na web” já parecem tradicionais. Analisa o vínculo de parceria e exploração dos
conteúdos da marca com seus públicos, como suporte convergente de identificação, personalização, contentamento
e experiência, ao considerar ações que recuperam, adaptam, transformam procedimentos publicitários clássicos como

92 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

o patrocínio e o merchandising, por exemplo, e inovam em performances revigoradas ou inéditas, conhecidas como
branded content, advertainment, product placement, product integration, street marketing...

Sábadol 05 de Setembro
10h30 – 12h
SALA 202 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 2: Mulher e Publicidade: alguns aspectos sobre beleza, consumo e


preconceito
Coordenadora: Flailda Brito Garboggini (PUC-Campinas)

Profissão Mulher: a publicidade entre os diplomas, o ofício e os cabelos femininos


Ana Luiza Coiro Moraes (Unifra), Janea Kessler (Unifra)

No anúncio do produto para ondulação permanente Toni, publicado pela revista O Cruzeiro, em 1955, a protagonista
Dorinha, candidata sempre recusada a uma “colocação” como secretária é instada por uma amiga a mudar os cabelos
para conseguir um emprego. O artigo procede à análise desta persona feminina protagonizando um dos papéis sociais
“desejáveis” à mulher, conforme a construção do discurso publicitário, contextualizando o entorno sócio-histórico que
lhe dá suporte, passando por um breve exame da mídia e, em especial, da revista O Cruzeiro e, como não poderia deixar
de ser, de algumas questões específicas do feminismo.

Marcas e baixa renda combinam? Estudo sobre o consumo da beleza por trabalhadoras
domésticas
Janaína Vieira de Paula Jordão (UFG)

A beleza é um tema que tem imensa importância na sociedade, seja pela forma como é amplamente trabalhada pelos
meios de comunicação de massa, seja também pelas estratégias utilizadas pela sociedade pós-moderna ocidental para
conquistá-la, em especial através do consumo. Mas como mulheres de baixo poder aquisitivo lidam com os com os
apelos da mídia ao consumo de bens ligados à beleza (como moda e cosméticos), tema histórica e culturalmente ligado
à feminilidade? Há um consumo significativo? Se sim, quais as estragégias para efetivá-lo e qual a força das marcas neste
processo? Assim, este paper é um avanço a partir de um estudo feito sobre as relações de trabalhadoras domésticas
com mídia, beleza e consumo3, no sentido de se buscar avaliar a importância das marcas no consumo de produtos

Publicidade e
ligados à beleza, feito por 31 trabalhadoras domésticas de Goiânia.

Propaganda
A mulher publicitária, preconceito e espaço profissional: estudo sobre a atuação de mulheres
na área de criação em agências de comunicação em Curitiba
Christiane Monteiro Machado (UP), Julio Cezar Peripolli (UP), Maria Eliza Ferraz Marques (UP)

O preconceito em relação ao gênero feminino no mercado de trabalho, historicamente e na atualidade, é o tema deste
estudo. Na área da criação das agências de publicidade de Curitiba, as mulheres são minoria e ocupam cargos inferiores
aos dos homens. Busca-se, então, compreender em que medida existe preconceito, por que a participação da mulher
nesta área é inferior à do homem e como se dá a divisão de cargos superiores nessas agências. A contextualização
histórica e as discussões de questões de gênero são a base do estudo, que mostra, a partir de entrevistas em
profundidade, que as publicitárias, apesar de sofrerem manifestações de preconceito, com brincadeiras de mau gosto
e ascensão profissional lenta, conformam-se. O ambiente estudado reproduz na atualidade características históricas de
discriminação, acatada como uma manifestação sociocultural natural.

Sábadol 05 de Setembro
14h – 18h
SALA 201 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 3: Publicidade e Configurações Midiáticas Digitais Contemporâneas


Coordenador: Dirceu Tavares de Carvalho Lima Filho (UFPE)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 93


INTERCOM 2009 l Curitiba

A Informação na Sociedade Complexa


Dulce Adélia Adorno Silva (PUC-Campinas)

Conceitua informação, conforme Wiener, como o conteúdo da permuta que se faz com o mundo, para entendê-lo em
evolução. Diferencia mundo natural e civilização, que se tornou complexa, devido à permuta pela técnica e pela
linguagem, mediadoras da ação dos homens no mundo natural e pelo ajuste deles entre si. A evolução gerou tecnologias
de comunicação e informação (TIC), que passam a atender a permuta informativa de grupos sociais amplos, cujas
fronteiras territoriais se rompem, produzindo a relação planetária entre os homens. Hoje, informação significa permuta
do homem com o mundo artificial, mediada pelas TIC. Exemplifica com pesquisa em redações de vestibulandos, que
repetiam informações da TV; agora, para elaborar trabalhos de aproveitamento na universidade, elas provêm da Internet.
Logo, a informação não provém da natureza ou de livros, mas de mensagens codificadas por linguagens geradoras da
complexidade e planetarização.

A indústria Audiovisual e os Novos Arranjos da Economia Digital


João Carlos Massarolo (UFSCar), Marcus Vinícius Tavares de Alvarenga (UFSCar)

A proposta deste trabalho visa analisar o poder da cultura participativa para o melhor entendimento dos novos arranjos
da economia digital, a partir da gratuidade, precificação e pirataria, assim como a sinergia e externalidades do mix de
produtos que estão na base desse novo modelo de negócios. Pretende-se assim demonstrar que os novos arranjos
da economia digital alteram tanto o modo de produção e distribuição quanto à relação entre consumidor e produtor,
fazendo emergir um modelo de negócios pautado pela criação de universos narrativos expandidos e a serialização dos
produtos.

TV Digital vs. Publicidade: Vantagens, Oportunidades e Perspectivas para o Mercado


Elizama das Chagas Lemos (UFRN)

O presente artigo se propõe a fazer uma reflexão acerca do papel que a publicidade pode assumir no âmbito nacional
com o advento da TV Digital. A possibilidade de criar conteúdos digitais interativos para veiculação abre novas
oportunidades para o mercado publicitário, que pode fazer do veículo, até então atuando puramente na transmissão,
em um poderoso mecanismo de comunicação com o público consumidor.

Publicidade na TV móvel: interação real, múltipla, possível e pessoal


Bartira Lins Tenorio (Universo), Karla Regina Macena Pereira Patriota (UFPE)

Este trabalho promove algumas reflexões sobre a TV digital móvel e a sua inserção no cenário das novas tecnologias
midiáticas, estabelecendo conexões com o perfil de consumo dos usuários de telefonia celular. Para isso, apresentamos
a formatação da televisão tradicional e o seu ajustamento publicitário do generalismo ao consumo sob demanda.
Em paralelo, refletimos sobre a experiência da contemporaneidade com o consumo da TV móvel como interação
real, múltipla, possível, pessoal e intransferível – ou seja, como a mídia que estabelece uma comunicação única e
personalizada, na qual a mensagem publicitária se expande a partir de um meio potencializador: a mobilidade.

Blogs no Google como controle panóptico


Dirceu Tavares de Carvalho Lima Filho (UFPE)

O Google pode vir a ser na internet o meio hegemônico de controle social, instituindo o “panóptico invertido” (Foucault,
Deleuze), através da inclusão digital por premiações. O Google atrai os internautas como sócios disponibilizando
softwares, como o AdSense3 e o Analytics4, para que aumentem os acessos e estimular os leitores a consumirem os
produtos anunciados. Os donos dos blogs ao usarem esses softwares expõem para os Bancos de Dados do Google as
suas estratégias na “economia da atenção”. Realizei entrevista semi- estruturada, de viés etnográfico, com estudantes
de publicidade sobre o Analytics, concluindo que o ganho de 100 dólares a cada 2.500 cliques nos anúncios são pouco
motivadores. Possivelmente, na cultura brasileira uma nova ferramenta de otimização das Redes Sociais atrairia mais
adesão midiática.

Publicidade e Marketing Turístico: Uma Análise dos Sites Oficiais de Turismo dos Estados
Brasileiros
Tânia Siqueira Montoro (UnB), Jun Matsuoka Tomikawa (UnB)

Turismo é um dos fenômenos mais significativos do mundo contemporâneo, exercendo influência direta no
desenvolvimento econômico, social, político e ambiental de países e regiões. Com o crescimento da atividade, cresceu

94 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

a competição entre os destinos que, em busca de vantagem competitiva, passaram a utilizar ferramentas de marketing
na Internet para atrair e reter clientes. Desse modo, é imprescindível que todo destino desenvolva seu website. O artigo
analisou qualitativamente os sites oficiais de turismo dos Estados brasileiros, concluindo que, apesar da Internet ser uma
ferramenta cada vez mais importante na promoção turística, os Estados brasileiros não a tem explorado adequadamente,
apresentando sites de difícil acesso, que pouco exploram os recursos da web, suas possibilidades mercadológicas e que
possuem conteúdo limitado, prejudicando sua imagem e não atraindo novos turistas.

A publicidade pessoal nas redes sociais


Walter Freoa (Facásper)

O principal objetivo das redes sociais é a propagação do conhecimento e a interação entre os participantes. Atingir estes
dois objetivos não é uma tarefa simples e exige ações específicas entre os usuários. O uso crescente da internet resultou
na criação de um novo tipo de organização social, a sociedade em rede, que permite a formação de comunidades virtuais,
redes sociais, grupos humanos constituídos pela identificação de interesses comuns. Este estudo aborda a formação
dessas comunidades como uma estratégia do indivíduo para adquirir uma identidade, uma vez que as identidades
culturais estão se fragmentando em conseqüência do processo de globalização, para ser aceito pela comunidade o
indivíduo precisa fazer sua publicidade pessoal, ou seja, pretende vender-se como marca.

Sábadol 05 de Setembro
14h – 18h
SALA 202 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 4: Discurso Publicitário: Perspectivas Interdisciplinares


Coordenadora: Maria Lilia Dias de Castro (UFSM)

RBS e gente gaúcha: histórias de primeira geração


Maria Lilia Dias de Castro (UFSM)

A base do artigo é o reconhecimento de uma função televisual que praticamente permeia as demais e que talvez seja
a mais característica: a promoção. Marca registrada da televisão comercial, a função promocional é regida pelas leis do
mercado e, assim, é determinante na receita da emissora, pela garantia de estabilidade econômica e de sustentabilidade
que oferece. O artigo começa pela conceituação da função promocional como uma noção simples e abstrata; discute
depois a instância da ação, que se atualiza em movimentos de divulgação e projeção, para chegar ao que se pode
denominar de autopromoção televisual. No plano da análise, reexamina os conceitos no plano da empresa gaúcha

Publicidade e
Propaganda
(RBS/TV), e elege um tipo de programa da emissora (Primeira Geração) para nele reconhecer as estratégias utilizadas no
que se refere à promoção e autopromoção.

Discurso Publicitário e Interdiscursividade: um Estudo sobre a Heterogeneidade na


Propaganda
Lisiane Maria Almeida Ströher (UCS)

A partir do quadro teórico-analítico da Análise do Discurso de linha francesa, procuramos neste trabalho refletir sobre
as formas marcadas e não-marcadas da heterogeneidade discursiva. Levando em consideração que todo discurso
estabelece relações de interdiscursividade com outros domínios discursivos, propusemo-nos a analisar os anúncios
publicitários veiculados durante um ano nos jornais impressos Diário Gaúcho e Zero Hora, a fim de verificar as relações
que o discurso publicitário estabelece com outros domínios de saber, as categorias de heterogeneidade que estão
em jogo e os efeitos de sentido que são produzidos quando elementos-outros são interiorizados no discurso da
propaganda.

Análise do discurso publicitário sobre a velhice


Rosânia Soares (Unicap)

O presente trabalho se propõe a mostrar as estratégias publicitárias utilizadas na utilização das imagens da velhice
para diversos públicos. Com base na aplicação da teoria da Análise do Discurso e sua ampla possibilidade de
instrumentalização exploramos anúncios publicitários como texto que comporta as práticas sociais e um lugar
importante na (re)apresentação das identidades. A categoria central de ethos discursivo de Maingueneau (2001)
somada aos conceitos de enunciados de Foucault (2005) são a base que permitiram entender e explicar os caminhos

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 95


INTERCOM 2009 l Curitiba

dos sentidos produzidos pelos anúncios, mostrando, claramente, o percurso dos sentidos e os espaços dos sujeitos em
constantes deslocamentos.

Úteis e Fúteis Considerações sobre Uso de Celebridades em Publicidade


Celso Figueiredo Neto (UPM)

Diversas marcas têm se utilizado de celebridades para anunciarem seus produtos. O presente trabalho tem por objetivo,
a partir do referencial teórico da retórica, estabelecer um sistema de categorização das celebridades de maneira que
se perceba quais são úteis e quais são fúteis nos processos de construção de marcas. Entende-se que tão mais eficaz
será uma mensagem quanto mais crível for seu ethos. Dentre os elementos que compõem o ethos de uma marca um
dos mais diretos, claramente discerníveis e amplamente utilizados é a celebridade. Seu uso indistinto tem contribuído
para a decadência da relevância, e, portanto, da eficiência da publicidade. A subdivisão das autoridades utilizadas em
publicidade nos três grupos: stricto, lato e presença pode funcionar como guia de eficácia na escolha dos representantes
para as marcas, restituindo a credibilidade a auxiliando àqueles que se recusam a fazer escolhas publicitárias baseados
tão somente nos critérios de mídia.

As Etapas do Discurso Aristotélico em Layouts Publicitários


Camila Pereira Morales (PUC-RS)

É notório que as mensagens publicitárias utilizam recursos retóricos para persuadir. Tais recursos são comumente
verificados em texto. Neste trabalho sistematizamos os principais aspectos do discurso deliberativo propostos por
Aristóteles, para verificar como estes aspectos podem ser desempenhados não só por textos, mas também por aspectos
imagéticos da mensagem. No final concluímos sobre o ganho de importância da visualidade na persuasão publicitária
contemporânea.

Gramática publicitária: alguns recursos


Lucilene dos Santos Gonzales (Unesp)

Tem o texto publicitário normas gramaticais específicas? Esse tipo de texto cria estruturas linguísticas próprias? Este
estudo tem como objetivo apontar algumas construções características das peças publicitárias previstas pela gramática
e outras criadas pelos publicitários. Nossa análise se detém na utilização das frases nominais, frases de situação –
englobando a relação imagem/texto verbal quanto ao uso do substantivo e do verbo na mensagem - e das orações
subordinadas adjetivas. Verificaremos com qual intenção esses artifícios lingüísticos e semiológicos são usados e criados
pelos publicitários.

Sábadol 05 de Setembro
14h - 18h
SALA 203 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 5: Publicidade e Propaganda: questões didáticas contemporâneas


Coordenadores: João Luiz Anzanello Carrascoza (ESPM) e Goiamérico Felício Carneiro dos Santos (UFG)

O mercado, a escola, o professor e o aluno: proposta de educação para um novo tempo


Bruno Pompeu Marques Filho (ECA-USP)

A idéia deste texto é apresentar uma discussão, baseada no pensamento de autores contemporâneos, acerca do ensino
da comunicação e, mais especificamente, da propaganda e da publicidade. Para tanto, quatro elementos centrais desse
contexto foram destacados e discutidos um a um: o mercado, a escola, o professor e o aluno. Procurando evitar a
crítica esvaziada (que apenas condenaria o mercado), o deslumbramento vão (que somente exaltaria as tecnologias),
a hipocrisia vil (que não aceitaria a complexidade do aluno) ou o corporativismo infame (que se negaria a questionar a
função do professor), o que se procurou estudar foi a união desses quatro referidos elementos, para que, talvez juntos,
se possa chegar a uma outra forma de ensino da comunicação.

As tramas da história no ensino da publicidade


Christiane Paula Godinho Santarelli (ECA-USP), João Luiz Anzanello Carrascoza (ESPM)

O artigo propõe uma nova metodologia para o ensino da publicidade, apresentando excertos de uma trilogia de

96 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

narrativas ficcionais que demonstram, em seus enredos e nas vivências dos personagens, valores culturais de suas
épocas e o impacto da comunicação de massa em seu cotidiano. A primeira narrativa trata do surgimento das técnicas
publicitárias (Belle Époque), a segunda aborda estratégias e táticas inovadoras na propaganda (Segunda Guerra Mundial)
e a terceira traz as interações da publicidade com as mídias digitais (contemporaneidade). Esse novo formato de texto
didático foi inspirado no romance de Umberto Eco “A misteriosa chama da Rainha Loana”. A metodologia apresentada
foi validada por meio de pesquisas feitas com alunos dos cursos de graduação e pós-graduação de Publicidade e
Propaganda e também de Design.

Ensino, aprendizagem e prática publicitária


Rogério Luiz Covaleski (PUC-SP)

Este artigo se propõe a tratar das relações entre os processos de ensino, aprendizagem e prática da publicidade. Diante
de ambientes comunicativos cada vez mais complexos e diversificados, buscam-se soluções alternativas para ensinar e
praticar a publicidade, e que atendam às suas novas configurações. As técnicas, as teorias, a aprendizagem e a prática
da publicidade estão em momento de ruptura paradigmática. Conceitos e princípios estão sendo revistos e adaptados
a fim de atender à demanda da nova realidade mercadológica.

Comunicação Publicitária: uma reflexão sobre políticas e práticas em Universidades do Rio


de Janeiro
Marcos Luis Barbato (PUC-RJ), Patrícia Saldanha (UFF)

Além de fundamentar teoricamente o conceito de Sociedade da Informação a partir do resgate do conceito de Sociedade
Civil, o presente trabalho discute o papel da Educação Formal das Faculdades de Comunicação Social e expõe dois
trabalhos empíricos de duas importantes Universidades cariocas que passaram a inovar a forma de trabalhar e estimular
o corpo discente do Curso de Publicidade e Propaganda a rever a forma de desenvolver e implementar seus projetos: a
PUC-RJ e a UFRJ. A primeira com desenvolvimento de uma experiência que traz para o laboratório de publicidade um
desafio real de inovação em comunicação. Neste caso, o projeto foi desenvolvido para a Nokia Interactive Advertising
e a segunda com enfoque alternativo trabalhado na estrutura de divulgação interna da Escola durante o Intercom
Sudeste/2009. Apesar de propostas diversas, ambas com trabalharam com o mesmo intuito: sensibilizar o estudante do
curso de publicidade a inovar sem vacilar na sua conduta ética.

Agência de propaganda: Casa de Orates ou Templo do Oráculo?


Goiamérico Felício Carneiro dos Santos (UFG)

David Ogilvy, em Confissões de um publicitário, provocativamente, alude a uma situação que se vive nos bastidores
das agências que bem pode soar como triste verdade para aqueles que estão diretamente no coração desse negócio

Publicidade e
chamado “indústria da propaganda” – o pessoal encarregado pelas estratégias de criação que, a partir de uma invenção

Propaganda
de Bill Bernbach (o gênio criativo da lendária agência americana BBDO), passou a formar as denominadas duplas de
criação que mais ou menos nos traz essa constatação: nas duplas de criação, temos um escritor frustrado frente a um
artista plástico também frustrado.

Domingol 06 de Setembro
09h – 12h
SALA 201 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 6: Propaganda Eleitoral e Controle Ideológico em Momentos Históricos


do Contexto Político Brasileiro
Coordenador: Adolpho Carlos Françoso Queiroz (Umesp) e Neusa Demartini Gomes (UFRGS)

Os slogans diante da história das eleiçoes presidenciais no Brasil


Adolpho Carlos Françoso Queiroz (Umesp), Carlos Manhanelli (Umesp)

Este artigo pretende recuperar a memória dos slogans eleitorais no Brasil, na ótica da propaganda política, mostrando
de que forma, estas palavras ajudam na construção da imagem eleitoral e política dos candidatos. O estudo presente
tem como objetivo a análise das representações discursivas, políticas e dos valores contidos nos slogans das eleições
presidenciais, governamentais e municipais. Os resultados do estudo incidirão na análise da diferenciação discursiva,
política, ideológica e dos valores contidos nos slogans de campanha. Do ponto de vista metodológico, este estudo

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 97


INTERCOM 2009 l Curitiba

utiliza a análise de conteúdo, percepções lingüísticas e visão histórica de sua evolução no Brasil.

Propaganda Eleitoral Radiofônica em Foco


Cristiane Soraya Sales Moura (FCL)

Esta pesquisa tem como objetivo analisar os programas de rádio do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) da
campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, com o intuito de esclarecer como foram produzidos. A autora realizou
uma investigação sobre o meio sonoro e sua relação com a política, partindo do pressuposto de que há uma relação
direta entre os temas (conteúdo) abordados e os recursos sonoros utilizados na elaboração dos programas do HGPE. A
análise dos programas radiofônicos aborda os seus aspectos quantitativos e qualitativos. Os recursos sonoros utilizados
na produção dos programas, se bem empregados, criam um verdadeiro cenário acústico que faz com que o ouvinte se
sinta presente no ambiente descrito.

Fale por mim e me eleja! Um estudo de caso sobre o apelo à autoridade no discurso
eleitoral
Luciana Panke (UFPR), Antonella Iacovone (UFPR), Thaise Mendonça (UFPR)

O artigo mostra como o discurso eleitoral dos dois principais candidatos à prefeitura de Curitiba, em 2008, desenvolveu
estratégias argumentativas semelhantes durante os programas veiculados no Horário Eleitoral Gratuito em TV, entre os
dias 20 de agosto e 1 de outubro de 2008. Com a decupagem do corpus, procurou-se investigar os principais temas
abordados, as técnicas argumentativas mais frequentes, assim como a construção da imagem dos candidatos. Dessa
forma, percebeu-se o uso da fala de autoridade, desde populares até o Presidente da República, como um dos principais
recursos argumentativos dos candidatos. A pesquisa fundamentou-se em conceitos de marketing político e eleitoral
(Manhanelli,2008, Queiroz, 2005, Lima, 1998, Iten e Kobayahi, 2002, Bezerra e Silva, 2006) e da Teoria da Argumentação
(Perelman e Olbrechts-Tyteca 1996).

Alegorias políticas: da carnavalização à espetacularização da política, da propaganda


político-eleitoral e da eleição contemporâneas
Marcelo Helvecio Navarro Serpa (UFRJ)

A partir do conceito de carnavalização do pensador russo Mikhail Bakhtin, proposto na introdução de sua obra A Cultura
Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais, procura-se elencar questões, talvez hipóteses,
e caminhos possíveis a respostas para a massa de interrogações, perplexidades e contradições que envolvem a
política, a propaganda político-eleitoral e a eleição contemporâneas. Como se relacionam carnavalização, propaganda,
virtualidade e espetacularização, política e eleição contemporâneas.

Da desqualificação à demonização: o resultado da (falta de) comunicação do Governo Yeda


Crusius
Sérgio Roberto Trein (Unisinos)

Desde que assumiu o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius tem enfrentado uma série de denúncias
sobre irregularidades na sua campanha eleitoral e em sua administração. Especialmente para a imprensa e para setores
de oposição, estas denúncias têm servido para desqualificar a imagem da Governadora. Chama a atenção, porém, que
até hoje não houve uma ação sequer por parte do Governo para defender a imagem de Yeda. Por isso, o objetivo desta
pesquisa foi o de compreender quais foram os possíveis efeitos de sentido produzidos contra a figura da Governadora,
a partir de três gêneros de comunicação: capas de jornais, charges e outdoors, veiculados no estado gaúcho.

Propaganda no Governo Militar. Um estudo exploratório dos 10 primeiros anos de “ditadura


militar”
Flailda Brito Garboggini (PUC-Campinas)

Tivemos como objetivo conhecer, através da investigação de materiais publicitários, alguns aspectos do período de
Governo Militar no Brasil, especialmente dos anos 1964 a 1974. Procuramos observar algumas das tendências da censura
e da influência do Governo nos meios de comunicação e sociedade no período. Realizamos estudos sobre os fatos
políticos que marcaram a época e analisamos como a mídia e a publicidade de TV tentaram sombrear os fatos reais,
seguindo a linha do governo.

98 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingol 06 de Setembro)
09h – 12h
SALA 202 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 7: Publicidade, Produção de Sentido e Representações Sociais


Coordenador: Eneus Trindade Barreto Filho (USP)

A produção de sentido do consumo no universo familiar paulista


Eneus Trindade Barreto Filho (USP), Rafael Araújo Lavor Moreira (USP)

Nesta oportunidade, abordaremos a produção de sentido do consumo, a partir de um estudo exploratório, com
fundamento etnográfico, sobre três famílias de extratos sociais distintos, buscando observar os vínculos de sentido ou
sígnicos entre a recepção da publicidade e as práticas de consumo que se estabelecem nos universos pesquisados.
A recepção da publicidade e as práticas de consumo são vistas na lógica da enunciação da recepção publicitária em
ambiente doméstico ou familiar, considerando-se suas produções de sentidos em aspectos subjetivos, temporais e
espaciais, conforme os pressupostos da enunciação de base lingüística.

A imagem do idoso na publicidade


Tania Maria Bigossi do Prado (Emescam), Vanderlea Bigossi Aragão (Pitágoras)

As mudanças demográficas apresentam o Brasil como um país que envelhece, a discussão sobre o envelhecimento
populacional começa a emergir em várias ciências, justificando o desenvolvimento de pesquisas como a que propomos,
objetivando explorar a construção e uso da imagem do idoso na mídia. De forma mais específica, buscamos identificar
a imagem do idoso na propaganda, por ser a comunicação publicitária utilizada como indicador, produto e reflexo dos
valores culturais da sociedade. O corpus recorta a imagem do idoso nos anúncios televisivos veiculados pela Sadia SA,
observando os mecanismos enunciativos acionados em tais textos, de natureza essencialmente sincrética, com apoio
da análise do discurso.

A Construção Publicitária como reforço do preconceito racial no Brasil


Márcio David Macedo da Silva (Unicentro)

Este artigo tem como objetivo discutir de que forma o racismo, amplamente debatido nos meios de comunicação pode
ser praticado de forma sutil, aproveitando-se do discurso publicitário que, com a justificativa de que apenas reproduzir
em suas criações os sentimentos ou desejos latentes na sociedade em que está inserido, pode reforçar e estimular
atitudes preconceituosas e racistas. O estudo tomou como corpus da discussão um anúncio impresso, publicado
na revista de bordo Gol Linhas Aéreas e produzido pela agência de publicidade AlmapBBDO. A partir da construção

Publicidade e
publicitária do anúncio é possível analisar como o racismo pode ser reforçado por meio de construções publicitárias

Propaganda
aparentemente inofensivas.

A temática homossexual na publicidade: representação e estereótipos


Adriana Tulio Baggio (Facinter)

O número crescente de anúncios publicitários com temática homossexual masculina no Brasil reflete aspectos sociais,
como a liberação de costumes, e econômicos, já que esse público é atrativo para as empresas. Este trabalho consiste
na análise de alguns destes anúncios e na verificação das reações em relação a eles. Com base na investigação, foi
possível perceber que anúncios para o público gay ainda são raros na mídia não dirigida a esse público. Observou-se
também que, quando a temática homossexual é utilizada em anúncios não específicos ao público gay, tem como
objetivo transmitir modernidade ou buscar o humor. Nestes casos, a publicidade pode acabar deslizando para a criação
de estereótipos e provocando reações negativas dos homossexuais, conforme exemplificado por uma campanha do
salgadinho Doritos, da PepsiCo.

O conceito de “juventude” na Publicidade: modernidade, felicidade, sociabilidade, amizade


e liberdade
Cláudia da Silva Pereira (PUC-Rio)

O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre as representações sociais da juventude na Revista Veja. Para tanto,
foram analisados anúncios publicitários veiculados no período de 1989 até 2009. A proposta da pesquisa, cujos resultados
iniciais são aqui apresentados, é avaliar de que maneira a mídia, e, em especial, a Publicidade, vem construindo um
conceito de “juventude” que, no final destes vinte anos, passa a ser hegemônico nas ações de comunicação de produtos
e marcas dirigidas a todas as idades.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 99


INTERCOM 2009 l Curitiba

Publicidade imobiliária e suas construções retóricas.


Maria Cristina Dias Alves (ESPM)

A publicidade de lançamentos residenciais apresenta especificidades decorrentes dos próprios produtos que anuncia,
de alto valor aquisitivo, que não podem ser consumidos no momento da compra (não existem materialmente).
Anuncia, portanto, um vir a ser, simulado em imagens hiper-realistas de empreendimentos que só ficarão prontos anos
depois. Ainda que o terreno seja um dos meios de produção, não reproduzível, a mercadoria-habitação se assemelha
aos produtos de consumo de massa quanto à sua fabricação em série, que exclui a marca pessoal do trabalhador.
A publicidade, como mito da nossa época, ocupa um lugar intermediário entre a produção e o consumo (operador
totêmico). Nela, o imóvel adquire sentido: ganha um nome, uma marca, uma “embalagem conceitual” que o distingue e
lhe dá “existência” no universo mágico de seus anúncios, cuja construção retórica discutimos neste artigo.

Domingol 06 de Setembroo
09h – 12h
SALA 203 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 8: Estratégias de Merchandising off On-Line E Posicionamento Na Comu-


nicação Mercadológica
Coordenadora: Scarleth Yone Ohara (UFPA)

Na Tessitura do Consumo Online e Offline


Scarleth Yone Ohara (UFPA)

O chamado ‘metaverso’ da realidade simulada surge como um forevertrend, movimentando um mercado de


entretenimento, informação e negócios, cada vez mais ‘reais’. Pretende-se trazer à discussão, reflexões sobre o futuro
da Internet 3D, da Comunicação 2.0, como estratégia das empresas, que estão repensando suas ações, diante desse
consumidor cada vez mais informado, informatizado, exigente e seletivo. As relações de consumo, atualmente, se
transformaram em um ‘jogo virtual’ que, vêm representando muito mais que um simples ‘enjoy’, mas o limiar e a
consagração de uma nova Era na Web, além de novos e mais desafios para a Comunicação.

Comunicação Mercadológica de Contato


Rodrigo Stéfani Correa (Uniderp), Renato Rodrigues Martins (UEL)

A comunicação mercadológica vem sendo pressionada pelas forças do marketing contemporâneo que exige retorno
dos investimentos na área e aplicação de novos recursos tecnológicos capazes de mensurar os indicadores de sucesso
de um plano estratégico. Por ser uma área de muita exposição, a comunicação mercadológica está substituindo de
maneira significativa as estratégias que eram comumente utilizadas por um novo modelo de posicionamento, com
maior profundidade e que está intimamente ligado à imagem e às associações da sociedde moderna, relevando uma
nova estrutura de comunicação, aqui tratata como Comunicação de Contato. Portanto, o presente artigo retrata, de
forma detalhada, as novas posturas que estão sendo adotadas por empresas e gestores de comunicação, na tentativa
de consolidar uma nova percepção do composto estratégio, que começa com o consumidor e se encerra no ponto de
venda.

A Representação do Trabalho nas Lojas de McDonald´s: produção de bens e gostos a partir


do controle
Viviane Riegel (ESPM)

O sistema de produção de McDonald´s é representado em suas lojas, diante da homologia que possui com o consumo
de sua alimentação fast. Dessa forma, são estabelecidos os ritmos de trabalho dentro da própria lógica que dá
visibilidade à experiência da marca, dentro de seu espaço de comunicação. Para que o processo funcione, o controle
das atividades, dos gestos e das falas é feito tanto pelos manuais, quanto pelo gerente responsável, assim como pelo
próprio consumidor, na frente do balcão.

O Cross Merchandising e a Promoção nos Supermercados Compactos: Juntando Fraldas,


Livros, Vinhos, Queijos, Pimenta e Gergelim, de Forma Atraente
Sergio Arreguy Soares (Fumec), Admir R. Borges (Fumec)

Com a abertura do mercado a partir dos anos 1990, as relações de consumo tornaram-se mais complexas e

100 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

impulsionaram o varejo colocando-o em destaque como centro das atenções frente às necessidades de adequação
às exigências estabelecidas desde então. A oferta de produtos e serviços diretamente ao consumidor estimulou a
atenção dos esforços de marketing para o varejo, com suas múltiplas possibilidades como o elo mais importante do
trade marketing. O objetivo deste estudo é avaliar o cenário atual dos supermercados compactos e as ações de cross
merchandising desenhadas para otimizar o tempo do consumidor no ponto de venda, estimulando-o para uma decisão
de compra mais diversificada. O cross merchandising e a promoção são hoje ferramentas determinantes na construção
de relacionamentos para o segmento supermercadista.

Embalagem: despertar do desejo de consumo


Patrícia Piana Presas (FAE)

Com a abertura do mercado a partir dos anos 1990, as relações de consumo tornaram-se mais complexas e
impulsionaram o varejo colocando-o em destaque como centro das atenções frente às necessidades de adequação
às exigências estabelecidas desde então. A oferta de produtos e serviços diretamente ao consumidor estimulou a
atenção dos esforços de marketing para o varejo, com suas múltiplas possibilidades como o elo mais importante do
trade marketing. O objetivo deste estudo é avaliar o cenário atual dos supermercados compactos e as ações de cross
merchandising desenhadas para otimizar o tempo do consumidor no ponto de venda, estimulando-o para uma decisão
de compra mais diversificada. O cross merchandising e a promoção são hoje ferramentas determinantes na construção
de relacionamentos para o segmento supermercadista.

A Comunicação e a sua Influência no Processo de Consumo


Rodney de Souza Nascimento (Facasper)

Entender o consumidor é um desafio para as corporações no mundo contemporâneo.O esforço envolve mudança da
identidade de um produto em relação à identidade de produtos concorrentes na mente dos consumidores. Posicionar
marcas nos tempos atuais,só é possível quando trabalhamos para fazer a conexão do posicionamento desejado para
a marca com a percepção,desejos e anseios do público-alvo.Em nosso estudo escolhemos o cartão de crédito como
foco principal de análise,uma vez que se trata de um produto de uso global e que ao longo dos últimas décadas, vem
transformando todo o processo dos meios de pagamento,e para tanto,utiliza-se da comunicação como colaborador
principal dessa transformação e expansão.O foco deste estudo foi procurar compreender o processo de mudança na
comunicação das campanhas publicitárias das bandeiras de cartão de crédito e a sua relação com o comportamento
do consumidor.

Domingol 06 de Setembro
14h – 18h

Publicidade e
Propaganda
SALA 201 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 9: Tendências Axiológicas Teóricas E Práticas E Estratégias De


Comunicação Marcárias
Coordenadora: Elizete de Azevedo Kreutz (Univates), Coordenador: Jean-Charles Jacques Zozzoli (Ufal)

A Importância da Investigação das Tendências de Comportamento em Consumo para a


Propaganda, a Comunicação e o Marketing
Janiene dos Santos e Silva (USP)

A investigação das tendências comportamentais e suas possíveis manifestações nos cenários de consumo é fundamental
para as marcas definirem suas estratégias mercadológicas. Diferentes áreas do saber, como a Antropologia, a Psicologia,
a Sociologia e a Economia, dão suporte teórico a essas pesquisas, o que permite a construção de diretrizes estratégicas
para a Publicidade e Propaganda e o plano integrado de comunicação e marketing. Nesse sentido, o objeto do
presente artigo é apresentar uma discussão sobre algumas metodologias empregadas com vistas à elaboração de um
mapeamento teórico-metodológico da pesquisa de tendências.

Observatório de Marcas
Elizete de Azevedo Kreutz (Univates), Francisco Javier Mas Fernández (UMayor)

O Observatório de Marcas é um programa internacional de pesquisa que reúne e reunirá pesquisadores de Instituições
de Ensino Superior de diferentes países, selecionados pelo notório conhecimento na área da comunicação, marketing,

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 101


INTERCOM 2009 l Curitiba

branding, entre outras, para desenvolver pesquisas abrangendo a marca e seus processos de compreensão, construção,
consolidação, proteção e avaliação, identificando e analisando as principais tendências das estratégias comunicacionais
e branding. Este artigo tem como objetivo apresentar o histórico do Observatório, bem como seu o propósito e suas
metas. Como resultado, esperamos que o mesmo possa ser difundido entre os pesquisadores e que estes possam
participar das atividades futuras.

Publicidade e Lovemarks: o amor além da razão no caso Havaianas


Carolina Conceição e Souza (PUC-RS)

O presente trabalho tem a intenção de contribuir com conhecimento acerca da publicidade e o marketing,
especificamente a visão do consumidor em relação ao posicionamento e às lovemarks. Dessa forma, a marca Havaianas
foi escolhida como estudo de caso uma vez que se encaixa na problemática pesquisada. Após uma revisão teórica sobre
publicidade, marketing, posicionamento e comportamento do consumidor, os dados empíricos foram coletados junto
às consumidoras através da técnica de entrevista em profundidade, com mulheres entre 20 e 45 anos e de classe AB e
CD. Tais informações foram analisadas através de categorias como a relação das consumidoras com a marca no passado
e no presente e com os anúncios atuais; sua percepção quanto ao novo posicionamento das Havaianas e as práticas de
consumo do produto.

Tem leite para os mamíferos? Reflexões sobre marca e publicidade na cadeia produtiva do
leite
Maria Berenice da Costa Machado (UFRGS)

Got Milk? (Estados Unidos) e Mamíferos Parmalat (Brasil) são referências de campanhas publicitárias empreendidas na
cadeia produtiva do leite: a primeira para promover o consumo do produto e a segunda para divulgar determinada
marca. Ambas institucionalizaram-se, conquistaram a preferência dos consumidores, ultrapassaram os objetivos
comerciais dos seus anunciantes e são objetos deste estudo. Partimos de uma breve revisão bibliográfica, analisamos
as etapas de planejamento, criação e mídia dos dois cases e refletimos sobre as funções da publicidade junto às marcas
de leite.

Redes Sociais como ambiente de comunicação institucional participativa: análise de IES na


Região Metropolitana de Campinas (RMC) Comunicação Oral
Luciana Fischer (PUC-Campinas)

As redes sociais constituem-se ambientes virtuais favoráveis para divulgação de ações institucionais que promovam
a marca e o relacionamento da organização com o seu público direto e indireto, além de favorecer a interação de
seus diversos públicos. Através de pesquisa qualitativa, mediante amostragem intencional foram pesquisadas 15
comunidades virtuais (orkut) de Instituições de Ensino Superior (IES), localizadas na Região Metropolitana de Campinas
(RMC), objetivou-se analisar o envolvimento que estas IES possuem junto a esta rede social. Deve-se considerar que a
ausência de ações estratégicas e a pouca interação junto aos seus usuários pode comprometer a provável sinergia em
tempo real, afinal, o perfil dos futuros estudantes tende a ser cada vez mais dinâmico frente às novas tecnologias da
informação e comunicação (NTICs).

Comunicação Integrada de Marketing e sua Relação na Construção da Personalidade de


Marca
Janine Kuroski Fischer (Furb), Cynthia Morgana Boos de Quadros (Furb), Fernanda Macha Ostetto (Furb)

O estudo avaliou a relação existente entre a estratégia de Comunicação Integrada de Marketing na construção de
personalidade de marca através da análise de um caso específico numa empresa têxtil. Para tal, foi utilizada uma
adaptação da auditoria de performance de Comunicação Integrada de Marketing de Reid (2005) e, para a mensuração
da personalidade das marcas, o estudo considerou Aaker (1997) e Muniz e Marchetti (2005). Como resultado, percebeu-
se que a metodologia de pesquisa é eficiente para a análise qualitativa de casos como este e que empresa analisada
não aplica modelos ou processos de acordo com a teoria, utilizando-se de ações de forma intuitiva que sugere
uma importância prática da empresa na estratégia da Comunicação Integrada de Marketing como fortalecedora da
personalidade de suas marcas.

102 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingol 06 de Setembro
14h – 18h
SALA 202 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 10: Produções Publicitárias e Relações Simbólicas na Contemporaneidade


Coordenador: Vander Casaqui (ESPM)

Interpretação de Imagens Publicitárias na Memória e na Cultura


Franciele Paes Pimentel (Unioeste), Acir Dias da Silva (Unioeste)

O presente artigo é fruto de um recorte da Dissertação de Mestrado desta autora. O texto aborda sobre o fenômeno
de articulação de elementos da memória e o reconhecimento de imagens produzidas pelos meios de comunicação. A
partir deste estudo pretendeu-se entender o crescente movimento de culto ao corpo, em especial do corpo feminino,
processo que está relacionado com a fragmentação do indivíduo no que tange à formação de sua identidade. Com
interpretações ancoradas nos postulados sobre a Arte da Memória, buscou-se investigar como as imagens produzidas
na publicidade contribuem para a identificação do indivíduo a partir da retomada dos elementos de sua memória, num
movimento caracterizado como rememoração.

O encantamento e o consumo. As relações entre publicidade e religião no início do século


XXI
Deborah Pereira da Silva (PUC)

Este trabalho tem como objetivo estudar as relações que ocorrem entre publicidade e religião sob a ótica da tendência
ao desencantamento do mundo. Buscar compreender as relações que surgem é determinante para vincular a
publicidade nascida da competição financeira que visa alavancar processos de consumo para ocupar o mundo que
tende ao desencantamento. A construção de significados do mundo referencial se ancora nas ferramentas que a
publicidade desenvolveu para dar sentido a um mundo desencantado. Adotamos a idéia de que através da publicidade
desenvolvida pelos investimentos capitalistas se ressignifiquem sentidos para a vida através do consumo.

Significações do Trabalho na Comunicação de Nextel: Análise da Campanha “Bem-vindo ao


Clube”
Vander Casaqui (ESPM-SP)

A campanha publicitária da marca de serviços telefônicos Nextel é analisada sob a ótica das teorias do consumo e
do trabalho. Discutimos os significados das narrativas de si construídas pelas pessoas que protagonizam os filmes,
que se apresentam por suas trajetórias erráticas, em relação às expectativas do outro. Nessas narrativas, o trabalho se

Publicidade e
Propaganda
apresenta como destaque, como esfera de desafio e afirmação, de identidade e de estranhamento, de expectativas
de fracasso e de conquista do sucesso. A reflexão sobre a espetacularização da intimidade serve como base para a
compreensão do papel da atividade produtiva como intersecção de indivíduos em comunidades imaginadas pela
linguagem publicitária.

O mundo jovem das drogas no comercial Álbum


Asdrúbal Borges Formiga Sobrinho (UCB)

Este artigo apresenta uma intepretação do comercial Álbum, assinado pela Associação Parceria Contra Drogas. O texto
começa pela contextualização sócio-histórica e cultural de quesitos relacionados à juventude e à sua representação
na publicidade; e dos conceitos de liberdade e rebeldia, eleitos como categorias de interpretação, numa proposta de
análise temática dialógica. Em seguida, apresenta a intepretação do enredo e segue com uma discussão sobre seu
tema central, relacionado com a inserção dos jovens na sociedade e a vinculação deles à cultura; e com a condição da
publicidade neste contexto, já que a juventude constitui uma de suas mais importantes promessas.

Propaganda de Medicamentos na Mídia de Massa: celebridades e automedicação.


Paula Renata Camargo de Jesus (UPM)

O presente trabalho busca compreender a medicalização da sociedade brasileira, por meio de uma visão transdisciplinar:
Comunicação e Saúde, em especial da Comunicação Publicitária de Medicamentos. Ao propor uma reflexão crítica
sobre a presença de celebridades em propagandas de medicamentos isentos de prescrição, o texto discorre por
questões sociais e éticas e, busca analisar a linguagem persuasiva presente no discurso de medicamentos que, ao
utilizar celebridades, pode contribuir com o alto índice de consumo irracional de medicamentos no país. Este trabalho

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 103


INTERCOM 2009 l Curitiba

é um “recorte” da minha tese de doutorado, defendida em 2008, na PUCSP.

A Publicidade Audiovisual no Contexto da Sociedade de Consumo


Marcelo Eduardo Ribaric (Fateci)

O filme publicitário talvez seja a peça mais característica da publicidade contemporânea e também a de maior
influência social. Os anúncios audiovisuais são a vanguarda da inovação técnica e retrato dos estereótipos sociais da
modernidade, modernidade esta que, segundo Walter Benjamin, opera uma mudança da percepção coletiva da vida
cotidiana, ressignificando o imaginário coletivo através de uma experiência do espectador com imagens, provocando
uma percepção aguda e criando um efeito de choque.

Os recursos fotográficos como estratégias de atratividade visual de outdoors em relação


aos seus contextos
Alexandre Davi Borges (Unisc)

A publicidade utiliza-se da fotografia constantemente. Um dos produtos comunicacionais da publicidade – o outdoor –


se aproxima ainda mais desta linguagem pela característica similar de impor limites físicos nas bordas de suas imagens.
Contudo, ao outdoor há uma possibilidade de saídas ‘físicas’ deste quadro (aplique). Este recurso, contrapondo o
recorte que coloca elementos dentro do quadro, serve, a priori, como estratégia de atratividade visual. Colocados em
seu contexto – o ambiente urbano – configura-se este recurso como atrativo? O modo como se dá a recepção destes
produtos – em seus contextos – é apresentado aqui, buscando revelar alguns sinais sobre a efetividade comunicacional
destes produtos e suas ‘transgressões’.

Domingol 06 de Setembro
14h – 18h
SALA 203 BLOCO AZUL

Mesa Redonda 11: Estudos de Algumas Práticas e Valores Investidos em Campanhas Pu-
blicitárias
Coordenador: Lideli Crepaldi (USCS/FSA)

Análise de campanha publicitária Diesel “live fast”: a importância da imagem na construção


de uma marca de luxo
Deivi Eduardo Oliari (Uniasselvi), Marcia Regina Annuseck (Uniasselvi)

Este estudo apresenta esclarecimentos sobre a propaganda de moda e seu poder de persuasão, com base na campanha
primavera-verão 2008 da conceituada marca Diesel. Tem por objetivo ajudar os leitores a compreender os motivos de
consumo de uma marca de luxo a partir de uma bem conceituada campanha publicitária denominada “Live fast”. Fez-se
necessária a revisão bibliográfica, fundamentando os conceitos da moda e da propaganda. A Diesel é considerada uma
marca de luxo, suas roupas são bem conceituadas e tem grande valor agregado no mercado internacional. A marca
sempre opta por fazer campanhas publicitárias impactantes e bem humoradas, enfocando a verdadeira correria dos
tempos atuais.

Hermès: o fabuloso império do consumo de luxo


Lideli Crepaldi (USCS/FSA)

O artigo tem por objetivo compreender como a marca francesa Hermès se distingue das demais marcas e empresas do
mercado de luxo. Partindo de um estudo de caso da referida empresa, utilizamos a pesquisa bibliográfica e pesquisas
quantitativas e qualitativas realizadas sobre o crescente mercado do consumo de luxo. A partir da análise, conclui-se
que a empresa Hermès está inserida no padrão de luxo autêntico, destacando-se no cenário internacional em vista de
atributos como exclusividade, elegância, valorização à manufatura e criação de itens one-of-a-kind, além de parcerias
estratégias com outras marcas de luxo para fabricação de carros e helicópteros personalizados.

A cultura da cidade de Itajaí/SC representada nos cartazes publicitários da Festa Marejada


Rafael Jose Bona (Furb/Univali)

A comunicação regional tem o objetivo de fortalecer a cultura local e produzir conhecimento. Ao trazer este contexto

104 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

para a cidade de Itajaí, em Santa Catarina, sentiu-se a necessidade do desenvolvimento desta pesquisa que tem como
objetivo analisar a forma que a cultura e costumes são representados nos cartazes publicitários da Festa Marejada, a
mais tradicional e representativa da cidade. Esta pesquisa utilizou a teoria Semiótica peirceana por meio de Santaella
(2000/2006) para analisar os signos de cultura presentes nos cartazes das últimas edições da festa (1997 a 2005). O
resultado alcançado foi ter conseguido traçar um “perfil de cultura” expressada nos cartazes publicitários da Festa
Marejada. Estudos como este visam fortalecer pesquisas relacionadas à Comunicação Publicitária Catarinense.

Entender a classe C: o novo desafio da comunicação publicitária


Sandra Dalcul Depexe (UFSM)

A proposta do presente artigo é refletir sobre a valorização da classe C como classe consumidora. Para tanto, lançamos
olhar sobre a classificação sócio-econômica deste estrato, sobre o modo como a indústria e a publicidade tem buscado
formas de aproximação e finalmente, traçamos algumas observações sobre a conceituação do popular. Procuramos
cultivar, neste trabalho, o caráter exploratório de tais questões.

Comunicação de Risco e Comunicação Publicitária de Produtos Saneantes Domissanitários


Carla Daniela Rabelo Rodrigues (USP)

Este artigo discute a Comunicação de Risco no âmbito dos processos comunicacionais diante de um cenário social onde
o número de acidentes com produtos saneantes domissanitários é elevado principalmente na infância. A publicidade,
por sua vez, utiliza em seu discurso elementos que podem desconstruir a noção de risco associada a esta categoria de
produtos.

Construção de marca em telefonia móvel no Brasil – contribuições da análise semiótica


aplicada à publicidade
Silvio Koiti Sato (USP)

O presente artigo tem o objetivo de apresentar a construção de uma marca de telefonia móvel brasileira, por meio da
análise de suas expressividades publicitárias. A partir da avaliação do contexto competitivo do setor, partiu-se para a
análise aprofundada da produção publicitária da marca. O roteiro analítico teve como base a Teoria Geral dos Signos
de Charles Peirce. Por meio da consolidação entre pesquisa bibliográfica e análise semiótica da publicidade foi possível
identificar as marcas sócio-culturais e mercadológicas que sustentam a marca hoje.

Merchandising no Cinema: Um olhar sobre Pulp Fiction, de Quentin Tarantino


Fabricia Durieux Zucco (Furb), Rafael Jose Bona (Furb/Univali), Larissa Schlögl (Furb)

Publicidade e
Propaganda
O merchandising é uma mídia que, quando bem trabalhada, consegue criar imagem positiva de determinado produto
ou serviço, e, quando utilizado na televisão ou cinema pode fazer associação a determinado personagem ou interferir
no contexto dramático da história. Este trabalho tem o objetivo de apresentar quais são as marcas – fictícias ou não
– que estão inseridas no filme Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994) do diretor Quentin Tarantino. Os merchandisings
serão apresentados e classificados e, em seguida, serão verificadas e apontadas as marcas que colaboraram no contexto
dramático do filme/cena. Espera-se que esta pesquisa suscite novos estudos e contribuia na área relacionada ao cinema
e a propaganda.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 105


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 3 - GP RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO


ORGANIZACIONAL
Coordenadora: Cleusa Maria Andrade Scroferneker (PUC-RS)

SALAS 205 e 206 BLOCO AZUL

Sábadol 05 de Setembro
9 h às 12 h
Local: SALA 205 BLOCO AZUL

Sessão 1: Relações Públicas e Comunicação Organizacional


Coordenador: Celsi Brönstrup Silvestrin (UFPR)

A Contribuição do Mass Comunication Research para as Teorias das Relações Públicas


Elisangela Carlosso Machado Mortari (UFSM)

O texto discute o processo das Relações Públicas através do paradigma funcionalista da Comunicação, mais
especificamente, através da escola norte-americana do Mass Communication Research. Na perspectiva teórica estudada
é possível compreender as teorias das Relações Públicas segundo o campo científico da comunicação. A proposta do
trabalho é revisitar as teorias Hipodérmica, dos Efeitos Limitados, da Persuasão e dos Usos e Gratificações segundo o
enquadramento teórico das relações públicas proposto por James Grunig

Do Campo das Relações Públicas ou Para Fazer o Contorno


Manoella Maria Pinto Moreira das Neves (Ufal)

O presente texto é um desdobramento dos registros preliminares de estudo sobre o campo das relações públicas na
sociedade contemporânea, partindo da compreensão do lugar da marca na constituição deste campo. Inicialmente em
outro artigo , buscou-se evidenciar uma concepção ampliada de marca, concebendo-a como capital simbólico vivo,
próprio das relações públicas. Neste texto procura-se abordar quanto à necessidade de orientar o exercício da atividade
tendo como foco o contexto social e o que ele indica, buscando, na aplicação profissional, uma postura analítica/
crítica, como alguém que desconfia/desconhece para descobrir um outro olhar sobre os processos comunicacionais.
A sociedade atual exige novas posturas do administrador da comunicação organizacional tendo em vista que os
indivíduos aprenderam a exercer sua cidadania a partir da experiência democrática dos últimos anos.

Mercado de trabalho e a formação dos profissionais de Relações Públicas: desafios e


oportunidades
Maura Padula (PUC-Campinas)

O artigo se propõe a abrir um debate sobre a formação dos profissionais de Relações Públicas frente às novas demandas
de mercado na área de comunicação corporativa. Este questionamento foi fruto da análise dos currículos acadêmicos
de algumas das IES com Cursos de Relações Públicas no Brasil, traçando o perfil do profissional formado hoje pelas
faculdades de relações públicas e avaliando sua competitividade no mercado, bem como as competências necessárias
para os profissionais atuarem na área de comunicação das organizações. Este trabalho objetiva contribuir para a
ampliação do potencial de mercado para os profissionais de Relações Públicas.

A Gestão da Ética Organizacional: possibilidades de atuação dos profissionais de


comunicação organizacional e relações públicas
Zilda Aparecida Freitas de Andrade (UEL)

Discute conceitos de ética e aborda a distinção entre os termos ética e moral para clarificar a moderna aplicação da
ética organizacional. Caracteriza a “empresa ética” como promotora de espaço de diálogo para consolidar a ética
organizacional dando legitimidade às ações dos indivíduos e da organização. Defende o comprometimento das
lideranças na implantação de um programa de ética e destaca a oportunidade aos profissionais de comunicação
organizacional e relações públicas de se tornarem estrategistas na gestão da ética organizacional.

106 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Comunicação Organizacional e Relações Públicas em Hospitais


Maria Rosana Ferrari Nassar (PUC-Campinas)

Este artigo apresenta uma reflexão sobre comunicação nos hospitais, analisando a complexidade desse tipo de
organização profissional diante das demandas sociais da contemporaneidade. Nessa perspectiva, o artigo trata
também da necessidade da formação do gestor do hospital no âmbito das competências comunicacionais e da cultura
presente nas organizações hospitalares como um fator que obstaculiza ou dificulta a apreensão do valor estratégico da
comunicação, ressaltando a importância das relações públicas e sua função estratégica, inserida no âmbito da gestão
dos hospitais, de modo a produzir resultados efetivos em busca da excelência nos processos da comunicação com os
públicos internos e externos.

Comunicação organizacional em um hospital público de ensino: o caso do HRAC-USP, suas


estratégicas e ações
Marisa Romangnolli (Faac/Unesp), Marcos Paulo da Silva (Umesp)

A proposta do trabalho é apresentar as estratégias de comunicação no âmbito de um hospital universitário público


de ensino, adotando como corpus de análise o caso do Serviço de Comunicação do Hospital de Reabilitação de
Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), campus Bauru (SP). Busca-se relacionar as estratégias
comunicacionais do corpus estudado e os resultados obtidos, permitindo uma visão sistematizada deste serviço no
contexto da comunicação organizacional.

O uso das tecnologias informacionais digitais pelas operadoras de telefonia móvel celular
na relação estratégica com o seu público consumidor
Marcello Raimundo Chamusca Pimentel (RP-Bahia)

A nossa pesquisa apoiou-se em vários âmbitos exploratórios e conceituais e se propôs a investigar como as operadoras
de telefonia móvel celular, que atuam em Salvador/BA, têm gerenciado as informações advindas dos seus Serviços
de Atendimento ao Consumidor (SAC’s), e quais as estratégias de comunicação utilizadas no estabelecimento das
relações com os seus usuários. Neste artigo, entretanto, vamos tratar apenas dos resultados relacionados com o uso das
tecnologias informacionais digitais pelos SAC’s.

Sábadol 05 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 206 BLOCO AZUL

2ª Sessão: Organizações e Novas Tecnologias


Coordenadora: Eugenia Maria Mariano da Rocha Barichello (UFSM)

Procurados pela NET: O uso da rede social como ferramenta de seleção de pessoas
Relações Públicas e Comu-

Ana Cristina M. Giacomo Minervino(FCSCL)


nicação Organizacional

A Era Digital nos trouxe uma nova proposta de comunicação e interação. Grupos Sociais ganham novos formatos e
passam a pertencer a Comunidades Virtuais, Redes Sociais e Sites de Convivência. Essa nova linguagem, que antes
pertenceria somente ao universo dos jovens, demonstra grande utilidade e eficácia dentro do contexto organizacional,
pois se tornou um poderoso aliado das empresas de recursos humanos na hora de recrutar profissionais. Este trabalho
faz, inicialmente, um aporte teórico sobre a existência dos grupos sociais e sua expansão para o ambiente tecnológico,
para em seguida, analisar de que maneira as redes virtuais podem ser utilizadas como uma poderosa ferramenta de
recrutamento e seleção.

A Comunicação Organizacional e as Organizações na Rede: TICs, Internet e Mudanças na


Comunicação
Margareth de Oliveira Michel (UCPel)

Este trabalho procura analisar a mudança que aconteceu com os meios de comunicação à medida que os mesmos
foram apropriados pelas TICs - Tecnologias da Informação e da Comunicação sendo transferidos para a Rede e com o
surgimento das Redes Sociais na Internet. Devido a essa nova realidade, a forma e o jeito de comunicar nas Organizações
se transformou, e a investigação tem como objetivo conhecer as mudanças provocadas.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 107


INTERCOM 2009 l Curitiba

A comunicação organizacional em tempos de redes sociais online e de usuários-mídia


Carolina Frazon Terra (USP)

Pretendemos entender o papel da comunicação organizacional diante dos usuários-mídia. Consideramos como
usuários-mídia aqueles produtores de conteúdo no ambiente digital, munidos de ferramentas colaborativas que os
permitem criar blogs, podcasts, participar e gerir comunidades, mobilizar-se por meio da web, direcionar protestos,
emitir opiniões. E tais manifestações geradas por esse consumidor afetam diretamente na imagem e nos planejamentos
comunicacionais das organizações. São estas formas que elucidaremos aqui com este artigo.

Organizações e clientes: considerações sobre comunicação e relacionamento na Web


Silvana Maria Sandini (PUC-RS)

Considerando que não há mais espaço para pensamentos positivistas e que impõem soluções programadas para a
comunicação organizacional, o texto busca explorar as novas formas de comunicação e relacionamento com clientes,
em ambientes virtuais, vinculando-as a questão da cultura organizacional. Neste sentido, não basta que as organizações
se posicionem na Web de forma coerente, clara e planejada é preciso que elas se insiram de forma orgânica, dialogando
de forma transparente com o usuário. É preciso que cada organização estabeleça o seu lugar na Rede. Para tanto,
as organizações devem possuir uma cultura que venha ao encontro do caráter transparente e dialógico da Rede,
estabelecendo uma relação de credibilidade e confiança que se reconstrói a cada dia.

O blog como ferramenta estratégica para a comunicação organizacional num momento de


crise: um ensaio sobre o Blog da Petrobras
Juliana Lúcia Escobar (SCT)

Análise do Blog da Petrobras – Fatos & Dados considerando a apropriação feita pela companhia de uma ferramenta
web como instrumento de comunicação organizacional, especialmente como parte de estratégia de comunicação de
crise. Avaliação crítica da polêmica prática adotada nos primeiros dez dias de existência do blog: postar as perguntas
enviadas por jornalistas à Petrobras, e respectivas respostas da companhia, antes da publicação do texto final pelos
veículos de imprensa.

Blogs corporativos: instrumentos de Relações Públicas para a eficácia da Comunicação


Organizacional
Ana Rosa Lattanzi Bezerra De Melo (Uerj)

Este artigo tem o objetivo de refletir sobre a utlização dos blogs corporativos como instrumentos de Relações
Públicas para o posicionamento da organização face aos seus públicos prioritários. Dado que a comunicação é uma
questão estratégica para as organizações contemporâneas, a utilização de instrumentos tecnológicos para a criação
e manutenção de um relacionamento profícuo com os públicos torna-se um desafio para a sobrevivência das marcas.
Aspectos como transparência, velocidade, acessibilidade e antecipação da informação pontuam as estratégias de
comunicação das organizações – públicas ou privadas -, no trato com os públicos prioritários, sob pena de abalo nas
reputação e imagem institucionais.

Re(pensando) a ecologia dos blogs corporativos


Marcio Gonçalves (Unesa)

O artigo tem o objetivo de mostrar que os blogs corporativos, fruto da chamada web 2.0, estão presentes no cenário
de (algumas) organizações brasileiras. Estes blogs, portanto, servem para ampliar a comunicação com os públicos da
empresa e são capazes de humanizar as relações mesmo em ambiente virtual. Outras mídias e ferramentas, porém,
surgem com o intuito de aprimorar o relacionamento empresa-colaborador, demonstrando o dinamismo e o surgimento
de novas formas de se lidar com a comunicação no ambiente que as novas tecnologias de informação e comunicação
proporcionam.

Sábadol 05 de Setembro
14h00 às 16h15
SALA 205 BLOCO AZUL

1ª Sessão - Divisão Temática 1: Comunicação Organizacional


Coordenador: Rudimar Baldissera (UFRGS)

108 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Reflexões sobre uma epistemologia da comunicação organizacional e das relações


públicas.
Fabia Pereira Lima (PUC-Minas)

O presente artigo apresenta uma proposta de reflexão sobre as bases epistemológicas da comunicação organizacional
e das relações públicas, entendidas como subáreas do campo de estudos da comunicação social. Para isto, apresenta
a conformação do campo da comunicação para, a partir daí, tratar da comunicação organizacional e das relações
públicas como subcampos. Por fim, defende a relevância da ampliação das reflexões e discussões epistemológicas
para consolidação da área da comunicação organizacional e das relações públicas tanto acadêmica como profissional
e socialmente.

Pensando métodos para o estudo da Comunicação Organizacional a partir da Autopoiese


Michelle Maia Paris (UCB), João José de Azevedo Curvello (UCB)

Este trabalho tem como principal objetivo promover uma discussão acerca do tema da comunicação organizacional,
entendendo a organização como um sistema que está em relação interdependente com um sistema maior, a
sociedade, e com uma gama de outros sistemas como indivíduos e outras organizações. Para tal compreensão, propõe-
se um estudo teórico sobre a aplicação de estratégias metodológicas empíricas, Teorias da Autopoiese e dos Sistemas
Sociais. Nossa intenção é a de investigar as contribuições que estas teorias e métodos, têm a oferecer para uma maior
compreensão dos processos comunicacionais dentro e fora das organizações. Pretendemos, ainda, comprovar que ir ao
campo é ainda a principal alternativa para aqueles pesquisadores dispostos a desvendar a comunicação em fluxo, em
processo e em auto-construção.

A Percepção do Fenômeno da Informação Organizacional: uma Medida Possível a partir do


Hipertexto e da Autopoiese
Adriana Locatelli Bertolini (UCS)

A comunicação organizacional na contemporaneidade assume um papel de destaque no qual a informação é


fundamental para a tomada de decisões. A dificuldade é então de localizar e seriar as boas informações (DOU,
1995), o que pode se realizar com a aplicação de metodologias como a de inteligência estratégica. Assim, o objetivo
deste estudo foi avaliar o nível de percepção do fenômeno da informação, a partir dos princípios do hipertexto e
da autopoiese, utilizando uma escala baseada em dois grandes eixos: a informação nas organizações e as etapas do
processo de inteligência estratégica. Os dados foram coletados através de uma pesquisa tipo survey, com amostra
composta por 250 empresas do setor moveleiro do Rio Grande do Sul. Os resultados indicam a existência de associação
entre a percepção dos fenômenos da informação e a estruturação dos processos de inteligência estratégica.

O papel fundante da escuta na comunicação organizacional


Marlene Branca Sólio (UCS)

Este trabalho traz análise de entrevistas aplicadas a trabalhadores de dois grupos organizacionais, para a construção de
tese de doutorado a ser defendida no PPG PUC-RS. A análise do discurso enfatiza princípios da Psicanálise (Freud e Lacan)
e da análise do discurso de linha francesa (Foucault nas questões de poder e Althusser nas questões de ideologia). O
paradigma norteador do trabalho é o da Complexidade (Morin). A análise não é, ainda, conclusiva, embora desenhe
base sólida para a discussão da questão norteadora da pesquisa: Como o comportamento dos sujeitos organizacionais,
Relações Públicas e Comu-

se consideramos aspectos psíquicos, pode desenhar as relações dos públicos nas organizações?
nicação Organizacional

Comunicação organizacional em situação de crise: o contexto e a polidez lingüística


Anely Ribeiro (UFPR)

O artigo apresenta fundamentos conceituais sobre o contexto e as estratégias da polidez lingüística, adequadas à
situação de crise no processo da comunicação organizacional. Empregamos a revisão bibliográfica com perspectivas
dos estudos lingüísticos relacionados aos princípios da polidez, às estratégias e às variáveis sociológicas, ou seja, o
poder relativo, distância social e nível de imposição, numa visão interdependente e complementar às noções de crise
nos discursos organizacionais.

A comunicação organizacional de cooperativas de economia solidária: um processo através


do olhar da complexidade
Caroline Delevati Colpo (PUC-RS)

O processo de comunicação organizacional acontece em todos os tipos de organizações. Neste trabalho estuda-se

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 109


INTERCOM 2009 l Curitiba

as cooperativas de economia solidária como organizações que estabelecem o processo de comunicação com seus
cooperados e com a comunidade. Para melhor entender este processo de comunicação organizacional em questão,
trabalhar-se-á com a comunicação através das relações de trabalho estabelecidas dentro das cooperativas de economia
solidária como um dos elementos de constituição da identidade do sujeito, ao mesmo tempo em que esta identidade
constitui a comunicação organizacional. Com isto se busca compreender e explicar a complexidade do processo
de comunicação organizacional nas cooperativas de economia solidária por intermédio das categorias organização,
comunicação organizacional, identidade e trabalho com uma pesquisa qualitativa.

Sábadol 05 de Setembro
14h00 às 16h15
SALA 206 BLOCO AZUL

2ª Sessão: Comunicação Organizacional


Coordenador: Luiz Carlos Assis Iasbeck (UCB)

Assessoria de Imprensa Imaginada


Basilio Alberto Sartor UFRGS), Rudimar Baldissera (UFRGS)

O artigo apresenta reflexão sobre a assessoria de imprensa imaginada, na perspectiva da comunicação organizacional,
atualizada por assessorados e jornalistas. Utiliza-se de pesquisa de campo com assessorados e jornalistas de mídia,
do Estado do RS. Compara os imaginários possíveis de identificar nas marcas de linguagem presentes nas repostas
dos entrevistados para compreender implicações desse(s) imaginário(s) no fazer do assessor. Indica que assessorados
tendem a imaginar a atividade como instrumento de visibilidade para fins mercadológicos e/ou construção de imagem-
conceito, enquanto jornalistas atribuem à atividade o papel de servir à produção de notícias. Infere que, além de usar
técnicas de jornalismo e relações públicas, o assessor, para garantir a visibilidade do assessorado, precisa atuar como
co-produtor de conteúdos jornalísticos.

Atuação da Assessoria de Imprensa em Eventos – O caso do Incidente no Porto Velho


Shopping
Cristina Leite Fernandes Bonito (Uniron), Marco Antonio Bonito (Uniron)

Este trabalho pretende estudar a atuação da assessoria de imprensa no evento específico do incidente no Porto Velho
Shopping, ocorrido em 11 de março de 2009. O fato gerou grande repercurssão na imprensa local, regional e, inclusive,
nacional, porém proporções maiores foram dadas ao incidente pela divulgação de informações equivocadas. As
referências teóricas encontradas neste artigo são fruto de estudo e pesquisa para o primeiro capítulo de monografia de
MBA em gestão e planejamento estratégico em comunicação pela Faculdade Interamericana de Porto Velho (Uniron).

Mídia e AIDS: um estudo destacando os pressupostos teóricos inerentes e os resultados de


pesquisas efetuadas nos jornais impressos e on line
Sonia Aparecida Cabestré (USC), Tania Maria Graziadei (USC)

Trata-se de um estudo que apresenta os diferentes aspectos que têm ligação com o tema AIDS, em especial aqueles
que se referem à abordagem da mídia. Dessa maneira, destaca-se que, para a elaboração do artigo, considerou-se três
momentos: inicialmente ressaltam-se os pressupostos pertinentes ao tema, ou seja, sociedade da informação e do
conhecimento e comunicação, mídia e HIV e trajetória da AIDS. Na sequência apresentam-se os principais aspectos
referentes ao resultado de pesquisa documental - uma desenvolvida no período de 1995 a 1997, junto à mídia impressa,
e outra realizada junto ao sistema on line, que priorizou no processo de coleta de informações o período compreendido
entre 01/12/2008 a 28/02/2009. Os resultados possibilitaram refletir sobre o comportamento da mídia em relação às
questões da AIDS.

“CHECK!”: A comunicação nas organizações em tempos de paradoxos. Identidades,


velocidade, volatilidade e consumo autoral
Boanerges Balbino Lopes Filho (UFJF), Cássia Vale Lara (UFJF), Raphael Carvalho (UFJF)

A percepção coletiva de passagem do tempo é outra no mundo contemporâneo. A velocidade trouxe valores
efêmeros, estabeleceu a volatilidade. Ao mesmo tempo, públicos cada vez mais exigentes e pluralizados ocupam novos

110 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

espaços colaborativos. O presente trabalho busca analisar esse momento marcado pelas transformações nos modos
como concebemos as relações humanas e organizacionais permeadas pela comunicação. A singularidade do consumo
se mostra como fator preponderante para entendermos as formas pelas quais as relações de identidade e diferença
são marcadas em meio ao hibridismo cultural. Neste contexto, as definições aplicadas à comunicação organizacional
também são postas em “check”. Inseridas que estão em um cenário de identidades fluidas e com formas consumptivas
complexas, proporcionando reflexões instigantes.

Imagem e discurso: o ethos dos candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte na eleição


municipal de 2008 presente nas matérias veiculadas pelo jornal Estado de Minas.
Virgínia Borges Palmerston (UniBH)

Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa realizada em 2008, por meio da Análise do Discurso, que
buscou verificar como foi construída a identidade dos candidatos nesse ano eleitoral, tomando como base o ethos dos
políticos presente nas matérias, ou seja, a imagem deles próprios refletida no discurso, por meio da utilização de signos,
qualificativos,entre outros recursos utilizados . Os resultados obtidos apontam que o discurso dos políticos funciona
como uma estratégia para passar uma impressão favorável ao eleitor, o que poderia contribuir com a visibilidade do
candidato ou para a adesão desse eleitorado ao projeto político. Desse modo, o relações-públicas tem em mãos um
eficiente instrumento para verificar a identidade de seu assessorado político e, partir daí, observar na recepção se a
imagem deste político é coerente com sua expectativa.

Imagem e símbolo: momentos ritualizados e a estabilização da comunicação nas


organizações.
Mariângela Benine Ramos Silva (UEL), Bruna Gabriela Simões (UEL), Ana Carolina Sciena (UEL)

Este artigo discute o funcionamento dos ritos, rituais e cerimônias em seu papel de elemento estratégico a serviço
da construção e consolidação da imagem e do relacionamento interpessoal nas organizações. Analisa o modo como
essas práticas contribuem para reforçar a credibilidade e a aceitação social dos fatos e realizações de um ambiente de
trabalho. Conclui que a imagem se fortalece e se torna mais intensa quanto mais impregnados de signos simbólicos
estiverem os momentos cerimoniosos. Por outro lado, os ritos e rituais marcam diversos estilos de relacionamento e,
além disso, aparecem com muita força no momento em que acontecem mudanças, em que há passagem de um estado
para o outro – e são elementos que reforçam, via comunicação, a preservação dos valores organizacionais.

Sábadol 05 de Setembro
16h30 às 18h45
SALA 205 BLOCO AZUL

1ª Sessão: Comunicação Organizacional


Coordenador: João José Azevedo Curvello (UCB)
Relações Públicas e Comu-

Análise da Comunicação Interna em Universidades no Rio Grande do Sul


nicação Organizacional

Cassiana Maris Lima Cruz (PUC-RS)

O estudo teve como objetivo analisar o significado atribuido a comunicação interna, analisando os canais de
comunicação, os sistemas de informações e a ouvidoria, segundo a percepção dos gestores de comunicação em
universidades do Rio Grande do Sul. Foi realizada uma pesquisa qualitativa de carater exploratório-descritivo, adotando
a estratégia de casos múltiplos (YIN, 2001), em quatro universidades. Os resultados demonstraram que o significado
de comunicação e, posteriomente, da comunicação interna assumem o sentido de diálogo, relação e inter-relação
entre sujeitos e organização; a utilização de canais formais de comunicação, reconhecendo os espaços de comunicação
informal; a falta de clareza quanto o significado de sistemas de informação e a importância da ouvidoria como canal de
comunicação.

Políticas Públicas de Comunicação: o desafio da Universidade Federal de Uberlândia


Vanda Cunha Albieri Nery (UFU), Dalira Lúcia Cunha Maradei Carneiro (UFU)

O trabalho propõe a discutir a trajetória da comunicação organizacional e a importância de sua implementação nas
instituições, quer sejam de caráter público ou privado, para o estabelecimento de canais efetivos, ágeis e eficientes,

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 111


INTERCOM 2009 l Curitiba

de ligação com seus diversos públicos. Partindo da constatação de que na sociedade contemporânea, a comunicação
organizacional deve pautar-se pela visão integrada, com as ações e estratégias comunicacionais remetendo-se ao
conjunto de diretrizes, valores e princípios da Instituição, busca-se apresentar uma síntese da experiência de criação da
área de comunicação na Universidade Federal de Uberlândia, na década de 1980, até a construção de sua política de
comunicação, integrada à política de administração da Instituição, em 2008. Teorias de comunicação organizacional e
de comunicação integrada sustentam a análise.

Um estudo de caso sobre a importância da comunicação organizacional nas instituições


privadas de ensino superior (IPES)
Maria Eugênia Porém (FIB)

Estudo sobre a importância que a comunicação organizacional exerce no âmbito das instituições privadas do ensino
superior. Entende-se que a comunicação organizacional vem ganhando espaço neste segmento e diferentes estudos
contribuem para a compreensão sobre sua função estratégica e integrada. Para tanto, foi realizado um estudo de caso
cujos resultados poderão promover uma reflexão mais aprofundada sobre o tema. Percebeu-se que apesar da sua
importância, ainda é necessário que as IPES criem e incorporem uma política de comunicação organizacional à sua
gestão universitária.

A Comunicação Organizacional Interna na Unifra


Luciano Mattana (Unifra)

A chegada das novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC ) à realidade das pessoas aumentou a capacidade
e a qualidade dos recursos técnicos de distribuição de informação e conhecimento, mudou consideravelmente a forma
com que as pessoas e ou organizações se comunicam com os outros e entre si. Sob essa perspectiva, torna-se pertinente
pensar a comunicação organizacional como possibilidade de interlocução entre colaboradores, e de construção de uma
gestão colaborativa a partir das novas tecnologias, à luz do pensamento complexo. Buscando analisar esta questão, foi
pesquisada a percepção dos professores do Centro Universitário Franciscano – UNIFRA a respeito da comunicação
desta com seu público interno.

Comunicação nas relações de trabalho: análise crítica de vozes da comunicação


organizacional no Brasil
Claudia Nociolini Rebechi (Umesp)

Este trabalho é fruto da dissertação de mestrado “Comunicação nas relações de trabalho: análise crítica de vozes da
comunicação organizacional no Brasil”, a qual busca uma reflexão crítica sobre a comunicação nas relações de trabalho
no contexto da comunicação organizacional no Brasil. A partir de investigações preliminares sobre esta área de
conhecimento, notamos que suas discussões a respeito desta temática apresentavam poucas análises críticas apoiadas
nos aspectos que tem configurado as transformações contemporâneas no mundo do trabalho. Este cenário despertou
nosso interesse em compreender como determinados estudiosos, bem como a Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial (Aberje), ambos considerados vozes representativas da área, concebem as relações entre organizações e
trabalhadores por meio da comunicação.

Oralidade para Líderes: abordagem estratégica da comunicação organizacional


Marta Terezinha Motta Campos Martins (ECA-USP), Aislan Ribeiro Greca (Unitau)

O trabalho tem o objetivo de abordar a organização como espaço de diálogo onde o líder pode adotar a comunicação
oral e a oralidade como orientações estratégicas para a comunicação interna. Apresenta o pensamento de estudiosos
da comunicação organizacional que reconhecem o diálogo como meio humanizado para a comunicação entre sujeitos
nas organizações. Discute habilidades esperadas de um líder, com destaque para o valor da habilidade de comunicação,
tão necessária para o exercício de liderança nos dias de hoje. Oferece sugestões para que a oralidade do líder sirva como
norte para o desempenho das equipes. Para cumprir seus objetivos o estudo ocorreu em duas fases. Na primeira fase
realizou-se uma pesquisa bibliográfica fundamentada na literatura indicada em disciplina da ECA/USP. A segunda fase
ocorreu com uma pesquisa empírica realizada em organização de grande porte.

112 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Sábadol 05 de Setembro
16h30 às 18h45
SALA 206 BLOCO AZUL

2ª Sessão - Divisão Temática 2: Comunicação Organizacional


Coordenadora: Adriana Machado Casali (UFPR)

Comunicação e Identidade Organizacinal: uma percepção possível


Iara Marques do Nascimento (UFJF)

A comunicação organizacional e a identidade organizacional enquanto ferramentas para aumentar a flexibilidade das
organizações precisam ser trabalhadas a partir das interações e das construções simbólicas que ocorrem no contexto
organizacional. Essa é a perspectiva trabalhada no presente artigo que tem como base os pensamentos da “Escola de
Montreal”4, do Interacionismo Simbólico e dos Estudos Culturais. Além de ver na comunicação interna um canal de
interação, construção e reconstrução da realidade organizacional, assim como de sua identidade.

Batalhas simbólicas e controvérsias terminológicas: a comunicação nas organizações e a


busca pelas identidades e alteridades
Cássia Vale Lara (UFJF), Boanerges Lopes (UFJF)

O presente trabalho, embasado no Interacionismo Simbólico e nos Estudos Culturais, pretende identificar as disputas
de poder simbólico na sub-área do campo da Comunicação chamada de Comunicação Organizacional. Apresenta
a perspectiva da construção imaterial e não-essencialista de identidade e alteridade. Por se tratarem de formações
discursivas, sua afirmação se processa na demarcação de fronteiras entre “nós” e “eles”. O uso aleatório de terminologias
atribuídas à comunicação organizacional parece ilustrar essa batalha simbólica entre os pesquisadores da área. O que
significa que o campo de pesquisa da Comunicação Organizacional opera com uma formação identitária controversa
e plural.

Comunicação Estratégica: Uma abordagem organizacional e política


André Luiz Araújo Corredoura (FCSH), Fabiola Vilela de Albuquerque (Seplag - UFPE)

Na era da informação, globalização e gestão do conhecimento, a comunicação obteve um posicionamento estratégico


nas organizações. A responsabilidade social, a ética, o meio-ambiente e a sustentabilidade são temáticas presentes
e praticadas pelas empresas que buscam uma colocação estratégica e uma vantagem competitiva num ambiente
instável, onde existe uma concorrência acentuada e global. Surge então, a Comunicação Estratégica, uma área que vem
se desenvolvendo e que engloba uma vasta tipologia comunicacional, num âmbito organizacional, político e inserida
no envolvente das organizações. Identificar os desdobramentos da comunicação estratégica, a sua tipologia e poder
relacioná-la aos conceitos da comunicação política e dos novos paradigmas estabelecidos na sociedade, dentre eles a
sustentabilidade e as novas tecnologias, fazem parte dos objetivos deste estudo teórico.
Relações Públicas e Comu-

Comunicação como Diferencial Estratégico na Gestão do Conhecimento das Organizações


nicação Organizacional

Tassiara Baldissera Camatti (UCS)

Este artigo visa explicitar, com base na revisão bibliográfica, os conceitos de comunicação, estratégia e gestão do
conhecimento, buscando verificar como a comunicação auxilia na implantação da gestão do conhecimento nas
organizações e se pode ser entendida enquanto um diferencial estratégico para esse processo. Também objetiva-se
definir como acontece a criação e gestão do conhecimento nos ambientes organizacionais, a fim de construir um
cenário real para a aplicação da gestão estratégica que envolva além do planejamento a visão e a interação humanas,
por meio da comunicação. Nesse cenário, onde tudo é único e cada pessoa é múltipla, acredita-se que a gestão do
conhecimento é uma ciência que tem como grande aliada a comunicação.

As Representações Sociais na Gestão do Relacionamento Comunitário: Estudo de Caso


–Petrobras/Revap
Aislan Ribeiro Greca (Unitau), Edna Maria Querido de Oliveira Chamon (Unitau)

Identificar como os públicos de interesse de uma organização a representam socialmente em sua coletividade é um
insumo de suma importância para as empresas que buscam sobreviver no mundo dos negócios. Assim, este artigo
busca analisar qual a representação social da comunidade do entorno de uma unidade de negócio da Petrobras que

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 113


INTERCOM 2009 l Curitiba

sofre diretamente os impactos do processo industrial (representados por líderes comunitários, professores e profissionais
de saúde) tendo como amostra 15 entrevistas realizadas, tendo como ferramenta de análise o software ALCESTE. Esta
pesquisa revela o quanto a análises de comunicação social podem influenciar na construção das representações sociais,
no entanto, esta influencia se limitada somente a quem possui um relacionamento próximo com a Petrobras e não é
disseminada por esses líderes para o restante da comunidade.

O impacto do estudo do corpo na formação do comunicador e em novas práticas


empresariais
Simone Ribeiro de Oliveira Bambini (PUC-SP)

No Brasil, os cursos de comunicação social tendem a ignorar o papel do corpo humano nas relações comunicacionais.
O campo está formado sem considerar a relevância do corpo humano nessas relações. As consequências dessa postura
epistemológica são hoje muito claras e podem ser percebidas em todas as instâncias do processo comunicacional. A
identificação desse quadro foi o agente propulsor de uma pesquisa, aqui relatada na forma de dissertação, que identificou
a urgência em propor a modificação da atual formação do futuro profissional de comunicação para que novas práticas
de comunicação possam surgir. Para tratar dessa questão, a pesquisa focou o que sucede com a comunicação interna
nas empresas.

Domingol 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 205 BLOCO AZUL

Sessão 2: Possibilidades de atuação das Relações Públicas


Coordenador: Márcio Simeone Henriques (UFMG)

Avaliação de Resultados: Ação Indispensável para Comprovar Ganhos Financeiros, de


Imagem e de Credibilidade
Marcos Alexandre Bazeia Fochi (Firb)

Quantidade ou qualidade? Por acreditar na importância de um resultado qualitativo, a mensuração quantitativa acabava
sendo deixada de lado, mesmo por que lidar com números sempre foi uma das maiores dificuldades do profissional de
comunicação. No entanto, as empresas agora mais preocupadas com o relacionamento com seus públicos de interesse
querem conhecer os números aplicados a estes resultados. O presente artigo trata desta questão demonstrando como
associar a avaliação dos “produtos” da comunicação os objetivos globais da organização.

Meeting Points: Eventos com Estratégia de Marketing


Gabriela Ayer de Oliveira (PUC-SP)

O presente artigo tem como objetivo apresentar um estudo exploratório a fim de contribuir para a compreensão da
utilização de Eventos como ferramenta de Comunicação, proporcionando a construção de imagem institucional positiva.
Por meio da reflexão sobre a sociedade contemporânea, alicerçada em valores que se contrapõem ao modernismo,
os eventos são um caminho para a construção de conexões e vínculos mais efetivos. Com as identidades plurais, os
momentos de exploração multimidiática na cultura possibilitam uma fruição diferenciada o que se configura como um
cenário privilegiado para a interação das empresas com seus públicos.

O poder do marketing: considerações acerca das interferências exercidas na cultura e


nos valores organizacionais
Renato Rodrigues Martins (UEL), Rodrigo Stéffani Correa (Uniderp)

O artigo analisa a demasiada importância dada ao marketing na cultura das organizações, suas interferências nos valores
e as mudanças comportamentais. Discute a cultura e a ideologia do marketing e suas conseqüências no mercado
mundial. Parte do pressuposto de que como elemento das relações interpessoais e das organizações, tem a natureza
na comunicação e é por meio dessa dimensão que se podem compreender os processos comunicacionais a serem
levados em conta num ambiente complexo. A noção de produtos e serviços que faz parte das necessidades da vida e da
felicidade é um componente da criação de significados, conduzindo o ser humano no interior do arriscado e almejado
universo do consumo.

114 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Comunicación Integral de Marca: apalancando el concepto de desarrollo territorial a partir


de las herramientas del branding
Agrivalca Ramsenia Canelón Silva (Ucab)

Partiendo del concepto de Placemarketing, se subraya la importancia del apalancamiento del desarrollo económico y
la participación ciudadana en las bondades del branding, enmarcando la reflexión en la propuesta de reordenamiento
territorial contemplada para Venezuela bajo el nombre de “descentralización desconcentrada”. Siguiendo esta línea, se
intenta ampliar la mirada integral de la comunicación de marca, sustentando la gestión estratégica del capital territorial
sobre un modelo de cuatro variables: cuadrante Cultura (imaginarios territoriales), cuadrante Política (gobernanza
territorial), cuadrante Economía (paradigma de desarrollo territorial) y cuadrante Comunicación (corporate territorial).

A comunicação interna em departamentos de jornalismo: um estudo em emissoras de redes


de televisão aberta brasileiras
Ana Flávia Sípoli Cól (Unesp), Maria Cristina Gobbi (Unesp)

As estratégias de comunicação interna viabilizam e são capazes de melhorar a relação entre organização e colaboradores,
que compõem um dos principais públicos das empresas. Essas estratégias, sem dúvida, podem gerar importantes
contribuições para as organizações jornalísticas, estimulando à construção do conhecimento para enfrentar os desafios
contemporâneos. Contudo, ainda é preciso despertá-las para a importância de investir nessa área e buscar os melhores
caminhos para realizar uma tarefa nem sempre fácil: “fazer” comunicação direcionada para os comunicadores.

O lugar da empresa socialmente responsável na autorepresentação de comunidades


cidadãs
Walderes Lima de Brito (UFG)

Quem fala em nome de uma empresa dita de responsabilidade social e ambiental tende a supervalorizar a importância
das organizações produtivas na história e no cotidiano de comunidades impactadas pelas atividades dessas organizações
ou que são incluídas no rol de públicos de interesse de tal empresa. Talvez essas empresas tenham um papel muito
mais discreto, como sugere pesquisa concluída em 2009, sobre as interações entre a Petrobras e uma comunidade do
município de Senador Canedo, GO, para a qual lideranças comunitárias foram selecionadas como interlocutores de uma
investigação acadêmica das conexões e fraturas entre os conceitos e práticas de responsabilidade social das empresas
e processualidades instituintes de cidadania de comunidades.

De públicos para cidadãos: um repensar sobre relacionamentos estratégicos


Maria José da Costa Oliveira (Metrocamp)

O artigo trata de analisar e contestar a utilização do conceito de público e suas respectivas classificações diante do atual
cenário social, político e econômico, considerando que as organizações mantém relações com sujeitos ou atores sociais
e não podem tratar grupos e indivíduos como meros objetos e receptores, que existem para atender seus interesses.
Nesse sentido, utilizando pesquisa bibliográfica, a autora levanta alguns questionamentos, que levem pesquisadores e
profissionais da área de Relações Públicas e Comunicação Organizacional a uma reflexão e busca de conceitos ajustados
aos novos tempos.
Relações Públicas e Comu-
nicação Organizacional

Domingol 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 206 BLOCO AZUL

2ª Sessão: Organizações e Novas Tecnologias


Coordenadora: Claudia Peixoto de Moura (PUC-RS)

Relações Públicas 2.0: Novos cenários para a gestão da comunicação colaborativa


Andréia Mendes Jacopetti (UTP)

O artigo discorre sobre os efeitos da Era da Participação nas práticas de gestão de comunicação corporativa e visa
analisar os desafios e oportunidades para os profissionais de Relações Públicas no cenário atual da web 2.0 e suas
potencialidades para a interação e comunicação participativa. Busca como aporte teórico, autores como Pierre Levy,

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 115


INTERCOM 2009 l Curitiba

Manuel Castells, Henrique Antoun, Tapscott e Williams, Raquel Recuero, Paulo Vaz, Beth Saad, Carolina Terra e outros.
Trata de conceitos e fenômenos do cenário da internet e seus impactos na comunicação organizacional, descreve
alguns recursos da web 2.0, especialmente as redes sociais, mostrando seus usos. Por fim, analisa como os profissionais
de Relações Públicas, que sempre se valeram da comunicação bidirecional, podem apropriar-se dos recursos atuais para
a sua atividade de gestão de imagem, relacionamento e processos comunicacionais.

Análise das práticas de Relações Públicas na web


Daiana Stasiak (UFG)

O artigo tem como objetivo descrever a metodologia do trabalho de dissertação: “Estratégias comunicacionais e
práticas de WebRP: o processo de legitimação na sociedade midiatizada” que teve como objetivo geral classificar as
diferentes fases das práticas de Relações Públicas na web (WebRP) ao longo dos últimos catorze anos e como objetivos
específicos: mapear as estratégias de comunicação propostas aos públicos nos portais institucionais desde o advento
da web comercial até os dias atuais; investigar as transformações das práticas de Relações Públicas evidenciadas nos
portais da web ao longo dos anos e tipificar as estratégias de comunicação presentes nos portais institucionais em cada
período de tempo. Após pesquisas sobre metodologias que pudessem responder satisfatoriamente aos objetivos foi
definido como adequada o “Estudo de Casos Múltiplos” com base no autor Robert K. Yin (2005).

Da Caixa de Sugestões às Mídias Digitais: o fazer comunicacional pelo Boticário.


Patrícia Milano Pérsigo (UFSM), Maria Ivete Trevisan Fossá (UFSM)

Este artigo apresenta as transformações que as tecnologias da informação e da comunicação provocam no contexto
corporativo. As organizações modernas passam a contar com uma gama cada dia maior de ferramentas digitais,
portanto a gestão da comunicação precisa elaborar estratégias promovendo posicionamento, bem como canais
de relacionamento organizacionais, também, no ciberespaço. Através de uma pesquisa bibliográfica e estudo da
utilização das mídias digitais pela empresa O Boticário, busca-se delinear a realidade organizacional no contexto
dessas transformações. A partir deste entendimento, se propõe uma reflexão sobre o uso dessas mídias respeitando as
características da cultura organizacional e dos públicos envolvidos.

Estratégias digitais de comunicação organizacional: possibilidades e limitações do espaço


Second Life
André Quiroga Sandi (Feevale/UCS/Unisinos)

É inegável a diversidade de tecnologias que utilizam a internet como suporte, entre estas o Second Life. O programa,
que teve grande crescimento no ano de 2007, movimentou o cenário das organizações na busca pela inserção nesse
“novo” espaço. Este trabalho busca entender, através de cenários propostos por Weissberg (2008), as variadas estratégias
organizacionais utilizadas no Second Life para se destacar no meio digital, cada vez mais disputado, marcado por intensa
concorrência.

Transparência Pública e Parlamento Eletrônico: A reforma do Poder Judiciário no portal do


Senado Federal (2000-2004)
Henrianne Barbosa (Umesp)
A Constituição de 1988 e leis subsequentes determinam que o Estado exerça o poder em público – trata-se do princípio
legal da Transparência Administrativa, que compreende os seguintes subprincípios: (1) Informação; (2) Motivação e (3)
Participação. Esta pesquisa discutiu o princípio da Transparência, com o objetivo de propor um conceito de Comunicação
Estatal que, de fato, corresponda aos ideais e à ética necessários à Comunicação Pública. O estudo analisou a tramitação
da reforma do Poder Judiciário (2000-2004) no portal do Senado, tendo em vista o conceito de transparência aplicado
ao Parlamento Eletrônico. Constatou-se que o portal do Senado alcançou graus de transparência, atendendo mais
aos subprincípios da informação e da motivação em detrimento do subprincípio da participação e da interatividade
cidadã.

Certificador de Credibilidade na Web


Cintia da Silva Carvalho (Feevale), Géssica Fernandes (Feevale)

A opinião pública é um fenômeno coletivo que representa uma realidade dos indivíduos e que é extremamente
relevante no ambiente internet como fator de influenciação na tomada de decisões dos consumidores frente a uma
transação comercial. Este trabalho tem como propósito revelar a influência da opinião pública na rede, um canal de
difamação, consolidação, destruição ou fortalecimento da reputação corporativa. Para este entendimento, este estudo
– que se vale de pesquisa bibliográfica e documental –identifica alguns pontos de reflexão sobre o comportamento do

116 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

novo consumidor e a reputação corporativa on line. Os resultados evidenciaram a necessidade do desenvolvimento de


novos sistemas de reputação na web para dar conta destes espaços de julgamentos, onde as opiniões sobre as relações
de consumo se fortalecem de maneira ativa e participativa.

O ‘Ouvir’ Virtual das Instituições de Ensino Superior


Cleusa Maria Andrade Scroferneker (PUC-RS)

O texto apresenta os resultados da pesquisa que vem sendo desenvolvida sobre as diferentes modalidades propostas
pelas Universidades para ouvir [e interagir] ‘virtualmente’ os seus diferentes segmentos de públicos, especificamente
aquelas identificadas como Fale Conosco e/ou Ouvidoria. O interesse em investigar esse novo ‘ouvir’, denominado no
projeto como ‘ouvidoria’ virtual, se deve à constatação de que atualmente essas novas formas de ‘interatividade’, cada
vez mais presentes nos portais das Universidades, se constituem em uma das principais opções de relacionamento
e comunicação, ‘virtualizando’ o falar e o ouvir. Palavras-chave: Ouvidorias, ‘ouvidorias’ virtuais, comunicação
organizacional, Instituições de Ensino Superior.

Domingol 06 de Setembro
14h00 às 18h30
SALA 205 BLOCO AZUL

Mesa Temática: Tendências do Ensino e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação


Organizacional
Convidados: Eugenia Maria Mariano da Rocha Barichello (UFSM), Adriana Machado Casali (UFPR), Celsi
Brönstrup Silvestrin (UFPR), Claudia Peixoto de Moura (PUC-RS), Margarida Maria Krohling Kunsch (ECA-USP) e
Cicilia Maria Krohling Peruzzo (Umesp)

Os estudos de Comunicação Organizacional e as novas abordagens sistêmicas


João José Azevedo Curvello (UCB)

O trabalho pretende discutir como as novas abordagens sistêmicas podem ser aplicadas aos estudos de Comunicação
Organizacional, a partir das contribuições de autores como Luhmann, Habermas, Jackson, Holmström e Leydesdorff.
Assim, veremos como os estudos de orientação sistêmica se libertam do funcionalismo e incorporam enfoques
interpretativos, pós-modernos, emancipatórios e até mesmo críticos, e como os avanços e as mudanças paradigmáticas
nesse campo afetam a observação, a análise e a interpretação das organizações, cada vez mais percebidas como
sistemas-comunicação.

Reflexões sobre Comunicação Organizacional e Relações Públicas: Tensões, Encontros e


Distanciamentos
Rudimar Baldissera (UFRGS)

Neste texto, à luz do Paradigma da Complexidade, na perspcetiva refletir sobre as tensões, encontros e distancimentos
Relações Públicas e Comu-

entre Comunicação Organizacional e Relações Públicas, assume-se que a Comunicação Organizacional é processo
nicação Organizacional

de construção e disputa de sentidos no âmbito das relações organizacionais e Relações Públicas é filosofia de
relacionamento estratégico entre uma dada entidade (indivíduo, organização) e sua alteridade (indivíduos, públicos,
sociedade), compreendendo investigação e interpretação de relacionamentos, definição de estratégias e seleção,
construção e circulação de sentidos, mediante processos de significação/comunicação, para a legitimação da entidade
e de suas ações, bem como para o seu comprometimento ecossistêmico.

O Ensino do Planejamento nos Cursos de Comunicação/Relações Públicas - Brasil


Marlene Regina Marchiori (UEL), Paulo Nassar (USP), Regiane Ribeiro (UEL), Suzel Figueiredo (Aberje)

Com o objetivo de mapear o ensino do planejamento nos Cursos de Comunicação/Relações Públicas, registrados
no MEC, o Grupo Gecorp desenvolveu uma pesquisa quantitativa e de caráter exploratório de novembro/2008 a
junho/2009, obtendo 77,08% de participação. Esta pesquisa revela o pensar do campo acadêmico de relações públicas
no Brasil sobre planejamento em Relações Públicas. Os resultados demonstram o valor que os Cursos creditam para o
ensino do planejamento, existindo equilíbrio entre as questões operacionais e estratégicas. O pensamento estratégico é
presente no campo acadêmico, o que possibilita maior desenvolvimento dos futuros profissionais de Relações Públicas
e consequentemente incremento no campo profissional dessa atividade.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 117


INTERCOM 2009 l Curitiba

Desafios às relações públicas: a demanda cívica por um modelo de interlocução no poder


público
Márcio Simeone Henriques (UFMG)

A ampliação da esfera deliberativa e da responsabilidade pela formulação de políticas públicas e gestão de processos
sob um novo modelo democrático cria uma nova realidade que desafia as formas tradicionais de comunicação com
as quais o poder público tem que lidar para relacionar-se com a sociedade. A partir da compreensão do fenômeno das
relações públicas como essencialmente político, o trabalho aborda a demanda cívica por um modelo de comunicação
que supere o modelo de informação pública e incorpore a necessidade de interlocução como uma demanda posta à
atividade de RP do poder público nos dias atuais.

Imagens, Imagem e Pesquisa de Imagem


Luiz Carlos Assis Iasbeck (UCB)

Os estudos da imagem ganham a cada dia mais relevância no mundo acadêmico, ao tempo em que se tornam
imprescindíveis ao planejamento da comunicação nas organizações públicas e privadas. Investir na complexidade que
se esconde por detrás das expressões de imagem demanda uma incursão semiótica pelos porões da produção de
sentido, ao mesmo tempo que exige do estudioso e do pesquisador humildade suficiente para entender que a imagem
é uma formulação do outro, daquele que recebe os estímulos do discurso e reage de modo interpretante. Recursos
semióticos podem aperfeiçoar as aferições de imagem e tornar mais produtivas a coleta e análise de dados, de modo a
gerar menor grau de incerteza e maior diretividade na formulação de estratégias discursivas.

118 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 4 - NP COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAL


Coordenador: Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar)

SALAS 101, 102 E 103 BLOCO VERMELHO

Comunicação
Audiovisual
Sábadol 05 de Setembro
09h00 às 10h30
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 01 - Em Torno da Indústria no Cinema Brasileiro


Coordenador: Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar)

O Pensamento Industrial Cinematográfico Brasileiro: Ontem e Hoje


Arthur Autran Franco de Sá Neto (UFSCar)

Este trabalho objetiva fazer uma comparação analítica entre de um lado aspectos relevantes do pensamento industrial
estruturado entre as décadas de 1950 e 1980 pela corporação cinematográfica, e de outro lado as modificações e linhas
de continuidade neste pensamento tal como ele se constitui a partir do fechamento da Embrafilme em 1990. Os eixos
centrais do pensamento industrial investigados pelo artigo dizem respeito às perspectivas sobre o mercado no que
tange à distribuição e à exibição do filme brasileiro.

A comédia de costumes e a sexualidade no cinema brasileiro: três ciclos de boa bilheteria.


Flávia Seligman (Unisinos)

Este trabalho aborda a representação da sexualidade na comédia de costumes em três tempos da história do cinema
brasileiro: a chanchada dos anos 40 e 50, a pornochanchada dos anos 60 e 70 e a comédia contemporânea. Analisamos
as recorrências das especificidades do gênero nos filmes que geram a empatia no público, as transgressões através do
foco na sexualidade e a representação da época presente de uma forma ou de outra em cada ciclo.

A barreira estético-produtiva no cinema brasileiro


Bruno Bueno Pinto Leites (Unisinos)

O trabalho é um esforço de análise do modo de financiamento do cinema brasileiro sob a luz do conceito de barreira
estético-produtiva, proposto por Brittos (2004), e dos padrões tecno-estéticos popular e dos meios de financiamento
(divisão elaborada e proposta neste trabalho). O primeiro corresponde àquele conjunto popularmente hegemônico,
enquanto o segundo designa o padrão sobressalente dentre os agentes que financiam a produção. O trânsito do
Cinema Novo nos anos 1960 foi analisado sob esta perspectiva, com o intuito de produzir reflexões norteadoras para a
compreensão da realidade atual da produção cinematográfica brasileira, ambiente marcado pela pluralidade de agentes
que atuam na construção desta barreira estético-produtiva.

Sábadol 05 de Setembro
10h30 às 12h00
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 02 - Tempos e Lugares do Cinema no Brasil


Coordenador: Acir Dias da Silva (Unioeste)

“Romance Proibido”: a ficção cinematográfica a serviço da propaganda no Estado Novo


Mauricio Reinaldo Gonçalves (Uniso)

O cinema foi importante instrumento da divulgação e implantação do ideário da ditadura de Getúlio Vargas durante
o Estado Novo. É sabido o papel do INCE, Instituto Nacional do Cinema Educativo, criado em 1936, na veiculação da
ideologia nacionalista do Estado Novo e no desenvolvimento de sua política de educação. No entanto, a produção
brasileira de cinema ficcional também teve seu papel na divulgação do pensamento estadonovista, país afora. Esta

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 119


INTERCOM 2009 l Curitiba

comunicação pretende apresentar uma análise do filme “Romance Proibido”, dirigido por Adhemar Gonzaga, entre 1939
e 1944, destacando nele os elementos discursivos que o identificavam com o discurso do Estado Novo, caracterizando-
o como texto audiovisual sintonizado com o discurso da nacionalidade característico do período estudado e inserindo-
o no esforço educacional e de “construção ideológica” em que se localizavam os documetários do INCE.

O Diálogo da Chanchada com o Cinema Nacional nos Anos 50: A Baronesa Transviada e
Carnaval Atlântida
André Luiz Machado de Lima (ECA - USP)

Este trabalho aborda o diálogo do gênero cômico-popular denominado “chanchada brasileira” com o cinema nacional
nos anos 50. Em uma década na qual o cinema passa por profundas transformações, em meio à evolução dos meios de
comunicação de massa e à lógica social de consumo, a chanchada configura-se como uma das vozes que permeia e
retrata a sociedade daquele período, polemizando com outras vozes do cinema brasileiro. Referenciado nos princípios
do dialogismo de Mikhail Bakhtin, da Análise do discurso (AD) e da Narrativa Cinematográfica, este trabalho procura
entender como se processa a interação das redes interdiscursivas entre a chanchada e o cinema nacional.

Antropologia, Cinema e Cidade: Representações de Belém do Pará em Dias.


Relivaldo Pinho de Oliveira (Unama)

Objetiva-se estudar as características pós-modernas no curta-metragem paraense Dias, de Fernando Segtowick. O filme
tem a cidade de Belém do Pará como temática. Dias intenta mostrar uma cidade mais contemporânea com os símbolos
dessa contemporaneidade, buscando distanciar-se de certo regionalismo. Para este estudo fez-se uma leitura do objeto
a partir da idéia da semiótica de Clifford Geertz e de autores como David Harvey e outros que fornecem conceitos sobre
antropologia contemporânea, pós-modernidade/contemporaneidade. Começa-se pela idéia de uma nova antropologia
que pensa a cultura contemporânea, para, em seguida, analisar-se o filme e suas relações com discursos e realidades.

Sábadol 05 de Setembro
10h30 às 12h00
SALA 102 BLOCO VERMELHO

Mesa 03 - Discursos Cinematográficos sobre o Sagrado


Coordenador: Leila Beatriz Ribeiro (Unirio)

O campo do sagrado na autoria coletiva: uma reflexão sobre Tickets de Olmi, Kiarostami e
Loach com Budapeste no meio do caminho
Miguel Serpa Pereira (PUC-Rio)

A noção de autoria no cinema está passando por um processo de redefinição. Da política dos autores para a ideia
contemporânea da criação coletiva, esta reflexão pretende pensar como esse processo se efetiva no filme Tickets (2005)
de Ermanno Olmi, Abbas Kiarostami e Ken Loach. Avalia também a contribuição de Budapeste de Walter Carvalho nessa
discussão. Tem como fundamento teórico as idéias de Michel Foucault expressas, principalmente, no texto O Que é um
Autor?

Do vazio á graça: atenção no cinema de Robert Bresson


Daniel Nunes Guimarães Paes (PUC-Rio)

O sagrado na experiência cristã tem em Robert Bresson e Simone Weil dois exemplos de como tal olhar pode gerar
uma expressão própria ainda no Séc. XX: no cinema e na filosofia. Esta análise pretende discutir como o fundamento da
atenção caracterizado por Simone Weil encontra na relação artista e espectador do estilo cinestético de Robert Bresson
uma elegia da graça como processo de religação do homem moderno com o Sagrado.

“Dançando no Escuro”: o Real e o Sagrado na Construção das Imagens


Júlia Machado de Carvalho (PUC-Rio)

A indústria cinematográfica teve na definição dos gêneros uma estratégia para a produção e comercialização dos
filmes. A acentuada tipificação da linguagem resultou numa proliferação de narrativas clichés, determinando os lugares

120 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

das imagens e de suas leituras. A partir da análise do filme “Dançando no Escuro” (Lars von Trier, 2000), pretendemos
observar os processos de representação no cinema e as suas possibilidades de expressão do sagrado.

Comunicação
Sábadol 05 de Setembro

Audiovisual
10h30 às 12h00
SALA 103 BLOCO VERMELHO

Mesa 04 - Audiovisual e Representações Locais


Coordenador: Alita Villas Boas de Sá Rego (Uerj)

Modos de Inserção Local das Emissoras Regionais de Televisão do Vale do Paraíba – SP


Lucimara Rett (Umesp)

A regionalização das redes de televisão é investigada com o objetivo de se realizar uma classificação das emissoras
regionais com relação aos seus modos de inserção local, observando-se suas especificidades, programação, estratégias
de comunicação e ações de conquista de identidade com o mercado e telespectadores. Tomando-se como recorte
de estudo, as emissoras de televisão regional de sinal aberto no Vale do Paraíba, estado de São Paulo, foram realizadas
entrevistas semi-abertas com profissionais das áreas comercial e de programação das mesmas, bem como com
profissionais do mercado publicitário da região. Conclui-se que no Vale do Paraíba não há emissoras de televisão
comerciais verdadeiramente locais, segundo o modelo de classificação de modos de inserção local proposto por
Gabriel Ringlet e adotado neste trabalho.

Mídia e manifestações locais: Revivendo as micaretas de Coaraci


Flaviny Najara Santos Ribeiro (Uesc)

Este estudo tem como objetivo avaliar as consequências de um produto audiovisual da micareta do ano de 1986 em
Coaraci, que foi divulgado na cidade no ano de 2007. Partindo do pressuposto que os processos comunicacionais
permitem o reavivamento da memória e consequentemente o reconhecimento identitário, a pesquisa verifica quais
as características desse direcionamento que leva ao fortalecimento da identidade cultural local. Em discussão estão
as lembranças das micaretas de Coaraci que representaram um importante período para a cidade. As estruturas de
memória coletiva hibridizadas por elementos das culturas da sociedade local são analisadas na pesquisa, através de
abordagens quantitativas e qualitativas com uma pesquisa de opinião, que visa discutir o resgate dessa memória.

Mise-en-image do Discurso Religioso nos Programas Neopentecostais Pernambucanos


Alexandre Figueirôa Ferreira (Unicap)

O contexto religioso contemporâneo introduziu no exercício da fé novas práticas, mediadas pelos veículos de
comunicação, cuja marca principal é um forte apelo à realização das necessidades materiais. Em diversos estudos nesse
campo, o fato que mais chama a atenção é como as igrejas neopentecostais, acima das questões teológicas, priorizam
a apresentação de soluções para os problemas financeiros e de saúde de seus fiéis. Este trabalho analisa as estratégias
e operações utilizadas com a imagem nos programas televisivos neopentecostais pernambucanos para demonstrar
como elas reproduzem e validam este discurso.

Sábadol 05 de Setembro
14h00 às 15h30
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 05 - Cinema e TV no Brasil na Década de 1970


Coordenador: Miguel Serpa Pereira (PUC-Rio)

O documentário televisivo no Globo-Shell Especial


Heidy Vargas Silva (Umesp)

Este artigo tem por objetivo reconstruir a trajetória do Globo-Shell Especial, criado em novembro de 1971, pela TV

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 121


INTERCOM 2009 l Curitiba

Globo, e identificar o modo de produção dos programas exibidos até 1973, quando deu lugar ao Globo Repórter. O
projeto, ainda pouco estudado, reuniu cineastas brasileiros e jornalistas que tinha como meta produzir documentários
com temática brasileira a serem exibidos na televisão. Durante quase dois anos, essa equipe produziu documentários
televisivos com forte influência do Cinema Novo, estabelecendo um marco, tornando-se referência para o telejornalismo
brasileiro.

Cineclubismo, curta-metragem e a Dinafilmes: a tentativa de distribuição de filmes de forma


alternativa durante a década de 1970 no Brasil
Flavio Rogerio Rocha (UTP)

Este artigo discorre a respeito da organização do cineclubismo durante a década de 1970 no Brasil. Suas bandeiras, suas
controvérsias e disputas internas de poder. Vislumbra o circuito cineclubista e sua relação com a produção de curtas-
metragem à época, bem como discute, também, uma das principais iniciativas desse movimento social organizado: a
criação de sua própria distribuidora independente de filmes, a Dinafilmes.

Uma Voz para a Boca: a experiência da Cinema em Close Up


Alessandro Constantino Gamo (UFSCar)

A Boca de Cinema de São Paulo sempre foi caracterizada como um centro de produção cinematográfica independente
e comercial. A sua história toma impulso a partir de fins dos anos 60 até fins dos 80, período que chegou a ocupar a
posição de principal centro de produção cinematográfica do Brasil. Este trabalho analisa a experiência da revista Cinema
em Close Up – editada entre 1975 e 1979 - feita por pessoas de ‘dentro da Boca de Cinema’ (profissionais de diversos
setores do cinema), mostra-se reveladora das opções, perspectivas e impasses daquela época na Boca, na tentativa de
se constituir como uma voz para aquela produção.

Sábadol 05 de Setembro
14h00 às 15h30
SALA 102 BLOCO VERMELHO

Mesa 06 - Sobre Teoria e História do Audiovisual


Coordenador: Nilson Assunção Alvarenga (UFJF)

Cinemas do Espanto: Sensorialidades Barrocas e a Representação da História Natural


Erick Felinto de Oliveira (Uerj)

Este trabalho pretende reconstituir brevemente a trajectória histórica de uma ideia de longa e polimórfica vida no
campo das ciências humanas no Ocidente: a metáfora da “História Natural”. Em seguida, a partir da análise de dois
documentários recentes – Protheus (2004) e Inhaling the Spore (2006) –, busca investigar de que modo essa noção
possibilita pensar uma forma do fazer cinematográfico fundado na exploração das sensações, da corporaldiade do
espectador e da materialidade da imagem.

Fantasmagoria Audiovisual sob as Potências do Falso


Juliana Santos Recart (Unisinos)

Meu objetivo neste trabalho é apontar as primeiras reflexões que estão sendo feitas em busca de uma re-construção do
conceito de fantasma no que diz respeito a sua utilização na observação de determinados audiovisuais. Dedico espaço
primeiramente às bases conceituais nas quais esse processo de re-construção se situa atualmente (Fantasmagoria
Tecnológica e Potência do Falso), para dar a ver de que forma uma aproximação/tensionamento está possibilitando
engendrar uma outra noção de fantasmagoria que possa constituir-se em elemento de investigação no campo do
audiovisual.

Imagem de Arquivo, Imagem-Cristal e Imagem-Fantasma: Atualizações em Eterno Devir


Michael Abrantes Kerr (UCPel)

O presente texto busca realizar alguns apontamentos a partir da relação entre as imagens de arquivo, a imagem-cristal
de Deleuze e a imagem-fantasma de Felinto. Para isso, conceitua-se o arquivo por meio de Derrida e Foucault, traçando
um percurso pela via das audiovisualidades, o qual passa pela duração audiovisual e pela memória. Finalmente, tomando

122 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

o audiovisual como devir, realiza-se uma aproximação do DVD La Revancha del Tango Live, do Gotan Project, o qual
possui projeções de imagens de arquivo feitas durante a apresentação de seu show.

Comunicação
Sábadol 05 de Setembro

Audiovisual
14h00 às 15h30
SALA 103 BLOCO VERMELHO

Mesa 07 - Cinemas de Corpos, Estéticas de Fluxos


Coordenador: Alexandre Figueirôa Ferreira (Unicap)

Bruce Lee: a apropriação de um novo mito


Marco Antonio Bonito (Uniron), Agnes de Sousa Arruda (Unip)

Após os EUA terem se firmado como a principal potência mundial e influenciado comportamentos e atitudes, inclusive
usando o cinema hollywoodiano como recurso para tal, surge no cenário um herói atípico aos padrões estéticos norte-
americanos. Bruce Lee foi pioneiro, influenciando toda uma geração fascinada por suas lutas, armas e golpes voadores.
Sua capacidade de sincronização, termo cunhado pelo alemão Harry Pross em sua Teoria da Mídia, foi tão forte que,
ainda hoje, ouve-se falar dele como ‘o rei do kung fu’. A proposta deste artigo é analisar esse fenômeno sobre o viés dos
estudos de Pross, pelos conceitos de mito e sociedade; filosofia e cultura da comunicação de Vilém Flusser, Ivan Bÿstrina,
Edgar Morin, Jacques Almont, Marcel Martin e Malena Contrera. O objetivo é compreender a função e a importância da
mídia primária em relação à criação de mitos e geração de sentidos comuns.

Entre a Superfície e a Profundidade: a Câmera-Corpo e a Estética do Fluxo no Cinema


Asiático Contemporâneo
Camila Vieira Da Silva (UFC)

Ao fazer uso da relação câmera-corpo e de uma “estética do fluxo”, os filmes contemporâneos asiáticos Shara, de Naomi
Kawase; Adeus, Dragon Inn, de Tsai Ming-liang; Café Lumière, de Hou Hsiao-hsien; e Mal dos Trópicos, de Apichatpong
Weerasethakul, trabalham a superfície e a profundidade não apenas como forças diametrialmente opostas, mas também
como experiências igualmente legítimas que podem ser vivenciadas até o extremo. São filmes que não separam o
estável do instável, a presença da ausência, o aparecer do desaparecer.

O tempo dos corpos no “cinema de fluxo” de Apichatpong Weerasethakul


Erly Milton Vieira Junior (Ufes)

A partir da análise de três filmes do tailandês Apichatpong Weerasethakul, um dos mais premiados realizadores
audiovisuais deste início de século, este artigo pretende discutir a relação entre corpo e espaço-tempo naquilo que
parte da crítica cinematográfica denomina “cinema de fluxo” (vertente à qual a obra de Weerasethakul costuma ser
incluída): um conjunto de narrativas audiovisuais marcadas por uma composição de ambiências que privilegiem uma
apreensão, por parte do espectador, muito mais sensorial que racional, num redimensionamento da relação câmera/
ator a partir da reinserção dos corpos num espaço-tempo concebido aqui como duração e experiência, ou seja, como
desencadeador de afetos. Para isso, serão analisadas cenas dos filmes Eternamente sua (2002), Mal dos trópicos (2004) e
Síndromes e um século (2006).

Sábadol 05 de Setembro
15h30 às 17h00
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 08 - Cinema Brasileiro Contemporâneo


Coordenador: Arthur Autran Franco de Sá Neto (UFSCar)

O Céu Errante de Suely, de Karim Aïnouz


Acir Dias da Silva (Unioeste)

Vivemos atualmente em uma sociedade oral cujo fluxo comunicacional ocorre majoritariamente por imagens e sons.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 123


INTERCOM 2009 l Curitiba

Se interpretar um filme é um processo diferente de ler um texto escrito, embora o significado de ambos corresponda da
mesma forma ao todo estético, sabemos que é no entrelaçamento da leitura e da memória que os significantes podem
reclamar sentidos. Diante disso, olharemos para o filme O céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz, como construtos da
memória em seus elementos estéticos que ativam outros vários elementos numa espécie de cadeia, a memória se
mostra parte da vida de Hermila que, no entremeio da errância e da estratégia, busca reinventar-se, refazer-se, alinhar-se
na direção da busca de um céu: o céu de Suely.

Música para os poros: Cartola e a memória do Samba Negro, Verde e Rosa


Maria Angela Pavan (UFRN)

Este artigo pretende realizar um olhar sobre o documentário Cartola: música para os olhos de Lírio Ferreira e Hilton
Lacerda. Dois pernambucanos que sentiram necessidade de compilar a obra de Cartola, que é brasileira e universal, por
meio de imagens de arquivo e depoimentos da história do samba e dos negros no Rio. Vamos analisar o documentário no
que diz respeito cinema, história e negritude. Para isso utilizamos a divisão realizada pelos cineastas morte, vida, morte.
Utilizamos para os referenciais teóricos Stuart Hall no que diz respeito às culturas de matriz africana, particularmente às
percepções de estilo, tempo, ritmo e musicalidade.

A nova ordem / desordem das representações de gênero na contemporaneidade: leitura


crítica dos filmes Se eu fosse você e Se eu fosse você 2
Lara Lima de Oliveira Paiva (UFG), Maria Luiza Martins de Mendonça (UFG)

As relações entre gêneros passam atualmente, por um reposicionamento, uma readequação de papéis sociais e, nesse
caso específico, abordaremos a sociedade brasileira por meio da análise crítica dos filmes “Se eu fosse você” e “Se eu
fosse você II”, como representantes dessas tentativas de construir o imaginário social da sociedade brasileira a respeito
da questão. Apesar das transformações sociais e econômicas que levaram mulheres a ocupar espaços antes reservados
apenas aos homens, fato verificável estatisticamente, essa nova posição sócio-econômica ocupada pela mulher parece
ainda não encontrar espaço devido às políticas de representações sociais da grande mídia.

Sábadol 05 de Setembro
15h30 às 17h00
SALA 102 BLOCO VERMELHO

Mesa 09 - Poéticas Audiovisuais


Coordenador: Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)

A morte viva. Apontamentos sobre Nick´s movie.


Josette Maria Alves de Souza Monzani (UFSCar)

Wim Wenders procura, através do metacinema, enquanto forma narrativa, apreender a essência do cineasta Nicholas
Ray, que se confunde com o ser-cinema. Apesar então de ter por horizonte a proximidade da morte de Nick, o filme
consegue ser prazeroso. Nossa tarefa aqui será discutir como isso ocorre. Procuraremos, principalmente por meio de
textos de Christian Metz, Philippe Dubois e Serge Daney analisar essa questão.

Irmãos Dardenne: Fronteiras Entre a Realidade e Ficção em Rosetta


Nanna Pôssa Bones (UFBA)

Analisa-se a questão da representação da realidade na obra ficcional dos diretores belgas Jean-Pierre Dardenne e Luc
Dardenne. Através do filme “Rosetta”, busca-se desenhar a estratégia de aproximação entre o cinema documental e o
ficcional. Trata-se de encontrar o modo com que os autores conseguem realizar um drama político-social associado
a um drama psicológico sobre a solidão e a melancolia contemporânea. O filme usa alguns recursos habitualmente
ligados ao documentário, como som direto, câmera tremida e grandes planos-sequências. Não há como negar que
a obra como um todo tem uma grande ligação com a realidade contemporânea, no entanto, falar que é um cinema
realista somente por isso é uma interpretação muito rasa. A base teórica desenvolvida pelo laboratório de análise fílmica
da UFBA, e também alguns conceitos de outros autores tal como o de leitor-modelo de Umberto Eco.

124 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

À beira da piscina, à beira do quadro: A utilização do som off e a construção de tensão


na obra de Lucrecia Martel
Natalia Christofoletti Barrenha (Unicamp)

Este trabalho analisará o som off em trechos dos filmes O pântano, A menina santa e A mulher sem cabeça, da cineasta

Comunicação
argentina Lucrecia Martel, em cuja obra o som detém papel significante na produção de sentido. Aqui, o som é tratado

Audiovisual
como elemento autônomo do filme e constituinte da narrativa como experiência diegética, não mais submetido à
imagem. Propõe-se um estudo analítico-interpretativo dos filmes, os quais são tomados como textos, e que serão
desconstruídos e reconstruídos para se proceder à análise.

Sábadol 05 de Setembro
15h30 às 17h00
SALA 103 BLOCO VERMELHO

Mesa 10 - Audiovisual e Poder Político


Coordenador: Ana Silvia Lopes Davi Médola (Unesp)

Salò - Ritos de poder e controle no último filme de Pasolini


Flavio Costa Pinto de Brito (PUC-Rio)

Este artigo pretende analisar o filme Saló, ou 120 dias de Sodoma (Salò, o 120 giornate di Sodoma) realizado em 1975
pelo diretor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975), com o intuito de observar os distintos ritos de poder e controle que
podemos encontrar no texto original de Sade, na opção de Pasolini em adaptar este universo para a República de Salò,
nas referências utilizadas pelo diretor, no período e no contexto em que o filme foi feito e nas conseqüências funestas
geradas pela atualização destes ritos que ocasionou o violento assassinato de Pasolini e um longo e profundo silêncio
sobre as razões deste homicídio. Ritos de crueldade e luxúria. Ritos de conivência e barbárie. Ritos de conivência e
omissão. Ritos de contínua e requintada reatualização que ultrapassam as páginas e películas de ficção para revigorar a
anarquia do poder e de sua recorrente impunidade.

Can YouTube improve politics? Análise do discurso de um vídeo político do YouTube


Rafael Lefcadito Alvares (Unesp)

O trabalho analisa os diferentes níveis do discurso de um vídeo postado no canal americano de cobertura política do
YouTube, o CitizenTube, antes das eleições americanas de 2008. O texto trabalha conceitos como enunciação, produção
textual, prática discursiva e prática social, tomando a narração do apresentador do vídeo, os elementos visuais de
cenário e a edição como referências de análise. O objetivo é identificar e interpretar como se articulam as dimensões
constitutivas da narrativa apresentada.

House MD: O monitoramento da vida, do crime e da doença na era da sua visualidade técnica
Ivana Bentes Oliveira (UFRJ)

O corpo, a subjetividade, a doença e o crime tornados informação médica, estatística, balística, ressonâncias, contrastes,
mapas e imagens, aparecem como novos “atores” e elementos dramáticos nas ficções contemporâneas, especialmente
nas séries como House M.D e CSI. Análise de episódios da série House destacando como essas tecnologias de visualização
do corpo, mapeamentos genéticos, diagnósticos, monitoramentos, equipamentos de produção de “evidências” de
toda sorte (médicas e criminais), são co-atores nesses dramas. Gadgetes tecnológicos e informação que ultrapassam
o domínio dos especialistas e se tornam nova forma de “entretenimento”, jogos vitais, que mobilizam especialistas e
amadores. Nesses jogos vemos uma gradual mudança de status do “paciente” ou da vitima, tornado “participador”,
interator”, co-gestor da sua doença, do seu sofrimento ou do seu crime.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 125


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingol 06 de Setembro
09h00 às 10h30
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 11 - Arqueologias e Arquivos Audiovisuais


Coordenador: Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar)

Com Ruínas se Constroem Memórias? Reflexões sobre o Cinema de Arquivo


Fabio Osmar De Oliveira Maciel (Unirio), Leila Beatriz Ribeiro (Unirio)

O documentário é muitas vezes visto como algo muito próximo da realidade, tido como verdade. No entanto, esse
gênero é também feito a partir de escolhas, recortes e interpretações. Há ainda aquelas produções em que o filme
é realizado a partir de imagens pré-existentes, recuperadas de arquivos, optando o cineasta por não filmar. É nosso
objetivo refletir sobre a utilização do cinema documentário, montado a partir de narrativas de fragmentos de arquivos.
A reapropriação, a resignificação e a reconstrução de memórias a partir do cinema de arquivo, nos dão ainda condições
de refletir acerca das memórias em disputas nesse processo.

O Vídeo de Família Através do Tempo: Pequena Jornada entre o Presente, o Passado e o


Futuro dos Registros de Família.
Lígia Azevedo Diogo (UFF)

Neste artigo propomos o “vídeo de família” como um objeto ou uma prática social particularmente interessante
para a proposição de um olhar através do tempo sobre a relação que se estabelece entre as famílias e as imagens
produzidas por elas. Acreditamos que, ao longo dos anos, novas formas de subjetivação foram se estabelecendo no
espaço doméstico e que a imagem de família tem tido importante papel nesses processos. A nossa breve jornada será
composta de três passos: definir o que seria “vídeo de família” e circunscrevê-lo no nosso presente próximo, trabalhar a
idéia de uma tradição de imagens de família e indicar algumas novas formas de produção, armazenamento e consumo
dessas imagens que vem sendo inauguradas recentemente, nos lares e em outros espaços.

Vestígios da Imagem: A Trilogia no Cinema


Ricardo Weschenfelder (UFSC)

Procuramos compreender como se forma o discurso na trilogia cinematográfica. De onde vem a tradição de narração
em série? Percebemos diferenças no modo de produção e de narração em série no cinema. As trilogias hollywoodianas
absorveram a estrutura narrativa da televisão, tratando cada filme como um episódio. Cada personagem e cada elemento
diegético possuem uma função lógica, que deve ser acompanhada e justificada ao longo da série. Nas trilogias de autor,
por outro lado, cada filme funciona como uma outra formulação do discurso, narrado com diferentes elementos. As
trilogias autorais fazem parte de um mesmo discurso que é formulado textualmente por três vezes, em três histórias
diferentes. Utilizamos como fundamento de análise a noção de série desenvolvida por Foucault na obra “Arqueologia
do Saber” (2005).

Domingol 06 de Setembro
09h00 às 10h30
SALA 102 BLOCO VERMELHO

Mesa 12 - Representações de Si e do Outro


Coordenador: Alfredo Dias D’Almeida (Umesp)

Favela-Movies e Favela-Series: Novas Representações na Produção Audiovisual Brasileira


Lúcia Loner Coutinho (PUC-RS)

Neste trabalho versaremos sobre a volta do cenário das favelas e periferias urbanas no cinema brasileiro, especialmente
a partir da primeira década do século XXI, com a consequente transposição desta temática e estética para a televisão na
forma de seriados. Veremos algumas questões sobre o envolvimento televisão/cinema e a relação destes filmes e séries
com novas representações e formações de identidade para populações de baixa renda. Para tanto, utilizaremos autores
como Bentes e sua crítica da “cosmética da fome”, Hamburguer e Oricchio situando o cinema nacional.

126 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Quando o Desejo de Celebridade se Torna Risível: Análise de um Caso do “Pânico na TV”.


Leonardo Gomes Pereira (UFMG)

Tencionamos discutir a inflação da necessidade da visibilidade midiática no contemporâneo, marcado pela


desestruturação de instituições que garantiam aos indivíduos estabilidade identitária e pelas tecnologias de auto-
produção e distribuição de produtos audiovisuais. Neste cenário, o desejo de ser celebridade se alarga, fragmentando o

Comunicação
Audiovisual
conceito clássico de Edgar Morin. Tendo se transformado em um vício socialmente partilhado, este desejo cria condições
para a existência de programas de televisão com a proposta de desestabilização do status dos famosos através do
humor, compreendido a partir de Henri Bergson. Como estudo de caso, apresenta-se uma análise de enquadramento
– derivada da idéia de frames de Goffman – da interação estabelecida entre o programa televisivo “Pânico na TV” e uma
aspirante a celebridade.

WEBTV Kaxinawá:autonomia audiovisual


Alita Villas Boas de Sá Rego (Uerj)

Este trabalho aborda algumas questões a respeito da produção de conteúdo audiovisual destinada à veiculação nos
canais alternativos de difusão, com base na observações realizadas durante a pesquisa Imagens sensoriais digitais e
suas narrativas: a produção de material didático audiovisual para os jovens da periferia do Rio de Janeiro no século XXI,
realizada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no campus da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense
(FEBF), em Duque de Caxias. Queremos verificar formas de formas e conteúdos de programas para serem utilizados
em sala de aula e veiculados pela WEBTV Kaxinawá da FEBF que sejam, ao mesmo tempo, locais, nacionais, globais e
capazes de atrair a atenção do público jovem que estuda e mora na Baixada Fluminense.

Domingol 06 de Setembro
09h00 às 10h30
SALA 103 BLOCO VERMELHO

Mesa 13 - Produções Contemporâneas da TV Brasileira


Coordenador: Alexandre Figueirôa Ferreira (Unicap)

Reflexões teóricas sobre o gênero documentário na TV Pública a partir do programa


Balançando o Ganzá
Júlio Arantes Azevedo (Ufal)

Este trabalho diz respeito ao gênero audiovisual documentário e está inscrito no campo teórico de Mídia e Linguagem,
apoiando-se em estudos das mídias em uma perspectiva discursiva, na análise do discurso filiada à Bakhtin e M. Pêcheux,
e na economia política da comunicação. Trata da construção do discurso midiático numa perspectiva dos gêneros
discursivos, tendo como suporte o programa temático sobre cultura popular Balançando o Ganzá, veiculado pela TV
Educativa de Alagoas, que é estruturado dentro do gênero documentário.

Sentidos para a cultura na televisão: uma análise a partir do programa “Re[corte] Cultural”
Luiz Felipe Ferreira Stevanim (UFRJ)

Quando se propõe a falar de cultura, a televisão em geral faz um apelo ao sentido tradicional do termo, como sinônimo
de repertório erudito. Essa não parece ser a visão apresentada por “Re[corte] Cultural”, programa que ficou três anos e
meio no ar pela TVE e depois pela TV Brasil, que utiliza recursos de corte/montagem e de aúdio e vídeo para construir
uma visão dinâmica sobre a cultura a partir da linguagem. É preciso entender o próprio lugar da televisão como sistema
cultural e as contradições que perpassam projetos que se põem a delimitar o que é ou não cultura. A análise desse caso
particular permite ainda pensar alternativas de experimentação nas televisões públicas e os limites de sua viabilidade.

Malhação e a Representação Midiática da Juventude Brasileira


Lidia Miranda Coutinho (Udesc)

Nesta pesquisa investigamos como a representação midiática de jovem produz endereçamentos e influencia o consumo
cultural do programa televisivo Malhação, e como adolescentes de 5ª a 8ª séries, de diferentes classes e contextos sociais,
consomem e ressignificam as mensagens. Como referencial teórico-metodológico adotamos a teoria latino-americana
das múltiplas mediações e o enfoque integral da audiência, os estudos culturais, a teoria dos modos de endereçamento

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 127


INTERCOM 2009 l Curitiba

e das representações midiáticas e como metodologia questionário e entrevistas coletivas. Foi possível concluir que a
televisão permanece uma das principais fontes de lazer e informação para adolescentes, sendo as telenovelas seus
programas prediletos; Malhação produz endereçamentos extremamente focados no público-alvo interpelando-o, a
partir da representação midiática de um adolescente modelo, socialmente valorizado.

Domingol 06 de Setembro
10h30 às 12h00
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 14 - Cinema, História, Memória


Coordenadora: Leila Beatriz Ribeiro (UniRio)

Sobre as Possibilidades Auráticas do Cinema


José Geraldo Freire Coêlho (UnB)

Para essa análise são trabalhados os conceitos, assim como suas relações, de cine-transe, como estabelecido por Jean
Rouch, de aura, definido por Walter Benjamin, dentro das possibilidades da interpretação imaginadas pela obra de Paul
Ricoeur. Ao final, conclui-se sobre as possibilidades auráticas da arte da reprodutibilidade técnica que é o cinema, a
partir da abertura de equipe, elenco, cineasta e platéia a novas possibilidades de ser-como

Drancy Avenir: narrativa com restos de memória e presença de Walter Benjamin


Bianca Magela Melo Silva (UFMG)

O filme Drancy Avenir, de Arnaud Des Pallières, aborda o holocausto sem usar nenhuma imagem de arquivo ou
diálogos. Trata-se de uma narrativa não convencional que usa citações de textos e apresenta imagens indiretas, como
as do conjunto habitacional que hoje ocupa o local onde ficava um campo de concentração. Sua narrativa particular
só é possível porque o diretor entende a história de forma anacrônica e o agora como um um acumulado de tempos.
Entendimento afim ao de Walter Benjamin, usado em citações no filme. O trabalho analisa a aproximação de conceitos
de Benjamin com a obra, sobretudo o de montagem, e reflete sobre a narrativa resultante dessa nova concepção. Ao
mesmo tempo, há espaço para a discussão sobre o uso de imagens de arquivo no cinema.

A Moral da Memória: Quando o Cinema Vai ao Holocausto


Julio Carlos Bezerra (UFF)

O objetivo deste artigo é observar como o cinema vem enquadrando o Holocausto. A idéia é problematizar uma
discussão cada vez mais freqüente da banalização do Holocausto no cinema. A banalidade do mal sendo multiplicada
pelo mal da banalidade. Analisaremos três filmes recentes (“O leitor”, “Operação Valquíria”, e “A queda!”) e “Shoah”
(1985) para pensar a questão da memória e da responsabilidade que ela encerra: lembrar para que não se repita, sem
permitir que essa lembrança se torne um produto. Nesse movimento, nos aproximaremos de Walter Benjamin e de seus
conceitos de rememoração e história. Por fim, trataremos de “A questão humana”, um filme diferente sobre o nazismo.

Domingol 06 de Setembro
10h30 às 12h00
SALA 102 BLOCO VERMELHO

Mesa 15 - Experiências com Documentário


Coordenador: Alessandro Constantino Gamo (UFSCar)

A busca ao pai: entre memórias históricas e afetivas


Patricia Furtado Mendes Machado (PUC-Rio)

Nossa proposta é buscar na filosofia de Henri Bergson, Friedrich Nietzsche e Walter Benjamin um entendimento da
memória que colabore para o aprofundamento da análise do documentário onde são usadas imagens de arquivo.
Em Rocha que voa, filme sobre Glauber Rocha realizado por seu filho Eryk Rocha, estão em jogo memórias históricas

128 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

e afetivas. Para além de uma tentativa de monumentalização, de manter fixa uma imagem do passado, apostamos em
uma reatualização do passado no presente e na força de lembranças que emergem abrindo o leque de possibilidades
para a criação e para um movimento em direção ao futuro.

Comunicação
Da janela do meu quarto: diálogos (im)prováveis

Audiovisual
Rafael de Almeida Tavares Borges (Unicamp)

A partir de uma análise do curta-metragem Da janela do meu quarto (2004), do cineasta e artista plástico Cao
Guimarães, pretendemos refletir sobre a probabilidade de diálogos entre o domínio documental e a videoarte. Nesse
contexto de pesquisa pretendemos considerar as influências dessas conversações, e suas implicações, para o que na
contemporaneidade tendemos a nomear como documentário experimental.

João Moreira Salles, de “Santiago”


Lucia Ferreira Tupiassu (PUC-Rio)

É em meio a reflexões acerca da suposta cultura da memória em que vive a sociedade ocidental contemporânea que
surge a proposta deste texto: esboçar uma leitura possível de uma obra cinematográfica sob o viés da memória – uma
leitura possível, dado que cabem inúmeros desdobramentos quando se trata de um conceito tão amplo e polissêmico
como memória, bem como toda obra cinematográfica possibilita muitas e diferentes formas de interpretação. O filme
escolhido é Santiago (Videofilmes, 2007), documentário escrito e dirigido por João Moreira Salles.

Domingol 06 de Setembro
10h30 às 12h00
SALA 103 BLOCO VERMELHO

Mesa 16 - Reflexões sobre a Linguagem Audiovisual


Coordenador: Acir Dias da Silva (Unioeste)

Os Processos de Significação e os Usos da Linguagem Audiovisual: um estudo do programa


televisivo Galpão Crioulo
Flavi Ferreira Lisbôa Filho (Unipampa), Nísia Martins do Rosário (Unisinos)

Este estudo propõe uma discussão das construções televisuais a partir de aspectos mais específicos dos discursos, das
linguagens e da produção de sentidos para entender os processos de significação no Galpão Crioulo. O programa traz
as suas especificidades que, no formato valorizam elementos do regionalismo gaúcho, como indumentária, linguajar,
canções, lendas e história do estado e no discurso abre pequenos espaços para a representação de certa diversidade no
que se refere à gauchidade incorporada à cultura. O destaque, porém, está na figura dos apresentadores, que mesclam
aspectos do tradicionalismo e aspectos da tradição atualizada. A forma como o programa é pautado vai constituindo
essa gauchidade nos engendramentos do mercado, nas técnicas televisivas, nas configurações temporais, ou seja, nos
processos midiáticos.

Novos meios, modernas linguagens: sobre a presença do modernismo na linguagem e na


estética contemporânea
Flávia Campos Junqueira (UFJF), Nilson Assunção Alvarenga (UFJF)

Partindo das relações entre modernização econômica e social, por um lado, e modernismo cultural, no terreno das
artes, por outro, no início do século XX, o artigo esboça considerações sobre a presença de premissas e procedimentos
de linguagem típicos da arte moderna, em especial do cinema de Dziga Vertov, no contexto dos novos meios de
comunicação. O fato que talvez mais instiga o pensamento sobre a comunicação na contemporaneidade é o de que,
apesar de estarmos defrontados com novos meios de comunicação, a linguagem desses novos meios permanece ainda
em grande parte passível de ser descrita como “moderna”.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 129


INTERCOM 2009 l Curitiba

Matrizes da Linguagem Cinematográfica, Tecnologias Digitais e o Cinema como Fenômeno


Pragmático
Dimas Tadeu de Lorena Filho (UFJF), Nilson Assunção Alvarenga (UFJF)

O presente trabalho nasce da junção de duas preocupações e duas práticas, respectivamente. Uma delas é a busca
de uma sistematização das matrizes da linguagem cinematográfica e, mais especificamente, de sua aplicação para
uma compreensão das grandes tendências do cinema digital, desenvolvida no curso Imagem Digital, Comunicação e
Cinema, ministrado no Programa de Pós Graduação em Comunicação da Faculdade de Comunicação Social da UFJF.
A outra preocupação é com a utilização da semiótica como possível base teórico-metodológica para os estudos de
comunicação, incluídos aí a crítica e a teoria do cinema. Conjugadas essas duas perspectivas, pôde-se delinear um
esboço de uma possível compreensão do cinema como fenômeno pragmático, compreendido através das matrizes
de linguagem.

Domingol 06 de Setembro
14h00 às 15h30
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 17 - Escritas do Cinema


Coordenador: Lucimara Rett (Umesp)

Formas de Cronotopo e de Exotopia nas Adaptações de O Pagador de Promessas


Igor Sacramento (UFRJ)
Neste trabalho, analiso as adaptações da peça O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, para o cinema e para a
televisão. Meu objetivo é mostrar como as reconfigurações na estrutura de significação da obra, engendradas pelos
novos sistemas de produção, permitiram diferentes fusões dos indícios temporais e espaciais (cronotopo), novas “zonas
de contato” com a realidade cotidiana e outras imagens do indivíduo. Ainda considero outro conceito bakhtiniano – o
de exotopia –, mostrando como o tipo de acabamento axiológico que o autor confere ao herói está indissoluvelmente
combinado à realidade espaço-temporal criada pela atividade estética e às relações sociais de um momento histórico
específico.

Roteiro para documentário: uma obra que não se fecha em si mesma.


Alfredo Dias D’Almeida (Umesp)

Este trabalho tem por objetivo discutir a questão da necessidade ou não de se fazer roteiros para documentários, uma
dúvida recorrente entre alunos de cursos de audiovisual. A resposta é condicionada por uma série de variáveis, nas quais
se inclui o que se entende por roteiro, o “tipo” de documentário que se deseja realizar, o assunto abordado, o método
de produção e as condições de produção. Todo documentário pressupõe uma pesquisa prévia sobre o tema e os
personagens e o estabelecimento de um caminho a ser seguido em sua realização. Durante o processo de produção,
devido ao fato de o documentário estar sujeito a imprevisibilidades, o roteiro é sempre reconstruído, para surgir em sua
versão final apenas durante a edição. Como complemento à argumentação, um passo a passo para a elaboração de um
roteiro preliminar de documentário é apresentado.

Jonas Mekas e os Restos do Real


Juliano Gomes de Oliveira (PPGCOM-ECO)

A partir do primeiro filme-diário de Jonas Mekas, Walden, pretendo investigar possibilidades de discurso audiovisual
em primeira pessoa que possam sugerir formas de intervenção estética que produzam singularidades e subjetividades
para além do sujeito autobiográfico interiorizado. O propósito aqui é analisar como algumas tendências que atravessam
o cinema documentário e a literatura podem criar espaços onde o real tenha configurações que comportem aberturas
tanto em sua leitura quanto em sua produção. Nos dois suportes, analisaremos possibilidades de relação com o “exterior”
da obra e a apresentação da subjetividade que advém desta relação. A partir daí examinaremos as implicações estéticas
e políticas para desenhar configurações férteis entre os discursos artísticos e o real.

130 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingol 06 de Setembro
14h00 às 15h30
SALA 102 BLOCO VERMELHO

Mesa 18 - Audiovisual Expandido

Comunicação
Audiovisual
Coordenador: Ana Silvia Lopes Davi Médola (UNESP)

Como reagir às imagens? Transformações comportamentais na recepção coletiva


audiovisual.
Fernanda de Oliveira Gomes (UFRJ)

A partir da análise da recepção coletiva que passa a ser determinada na Modernidade, principalmente com a consolidação
do Cinema como produto da Indústria Cultural, este estudo busca identificar as transformações que reposicionaram o
espectador e que levaram à mudanças comportamentais efetivas nos espaços de recepção. De recepções organizadas
e uniformizadas, próprias das salas de cinema, passamos às recepções singulares possibilitadas em instalações
interativas, dentro de uma dinâmica comunicacional contemporânea que privilegia a interlocução entre participantes
de propostas midiáticas e artísticas. Este artigo destaca, então, instalações interativas que incitam atos performáticos em
seus espectadores, estimulados pela lógica da visibilidade e da auto-exposição em espaços públicos.

Instalação Fotográfica: a Convergência dos Meios na Fotografia Contemporânea


Patricia C. A. Alessandri (PUC)

O objetivo deste trabalho é propiciar uma reflexão sobre o conceito de instalação fotográfica a partir da convergência
dos meios. Assim, desenvolveu-se um repertório conceitual para bem aclarar a importância do conceito de fotografia
expandida, aquela que rompe com o conceito inicial da fotografia de registro do real e extrapola suas fronteiras. Além
disso, considerações sobre a ruptura das fronteiras entre os diversos meios de comunicação e suas conseqüências,
são imprescindíveis para uma discussão da questão da hibridização das linguagens e da convergência dos meios. A
aplicação destes conceitos pode ser acompanhada no trabalho de alguns fotógrafos brasileiros e, em particular, na
instalação fotográfica Quartos, desenvolvida pela artista Rochelle Costi, com foco direcionado para a discussão da
importância desta vertente do código fotográfico no campo da comunicação.

Reinventando o trailer
Patricia de Oliveira Iuva (Unisinos)

Este artigo busca reinventar o trailer a partir da desconstrução do seu caráter hegemônico publicitário, considerando as
potencialidades que o fazem uma máquina desejante agenciadora de novas experiências audiovisuais, que conjugadas
num arquivo articulam movimentos de autonomia da produção e da estética trailerífica. A metodologia se apóia em
dois conceitos chave: o de desconstrução, a partir de Derrida, e o de arquivo, de Michel Foucault. Quer dizer, trata-se de
uma reflexão que descentraliza a publicidade cinematográfica do trailer, e o observa em manifestações e expressões
minoritárias.

Domingol 06 de Setembro
14h00 às 15h30
SALA 103 BLOCO VERMELHO

Mesa 19 - Efeitos de Cinema e TV


Coordenador: Alexandre Figueirôa Ferreira (Unicap)

Tecnologias da Imagem e Regimes de Visualidade: Fotografia, Cinema e a “Virada Imagética”


do Século XIX
Daniel Bittencourt Portugal (ESPM)

Após discussão inicial de cunho teórico-metodológico acerca da relação entre regimes de visualidade e tecnologias
da imagem, o artigo, fugindo de um determinismo tecnológico, procura analisar algumas transformações históricas

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 131


INTERCOM 2009 l Curitiba

que afetaram profundamente os regimes de visualidade do século XIX e que podem ajudar a explicar porque, neste
momento, tornou-se viável, pensável e desejável o desenvolvimento da fotografia e, posteriormente, do cinema.

Efeitos visuais: entre a discrição e o espetáculo


Roberto Tietzmann (PUC-RS)

Este texto debate conceitos teóricos e históricos vinculados à criação e uso de efeitos visuais no cinema. Desde seu
princípio, o cinema se descolou de uma imagem essencialmente realista, buscando complementá-la com diversas
trucagens vinculadas a uma idéia de espetáculo ou de discrição, simulando uma transparência de sua aplicação.
Recuperando temas a favor e contra os efeitos visuais, debatemos a natureza destas imagens que são parte inseparável
da linguagem cinematográfica.

Quando a ficção cinematográfica enquadra o reality show: uma inter-relação de mídias


audiovisuais em “The Truman Show”
Tiago Madalozzo (UTP-PR)

Em “The Truman Show” (Peter Weir, 1998) apresenta-se ao espectador um trabalho sofisticado de referencialidade
midiática, que se constrói a partir de um jogo de olhares entre televisão e cinema, revelando molduras que determinam
a organização interna da narrativa. Entendendo-se que há uma clara distinção entre cada tipo de imagem, indaga-se:
que papel cada uma das molduras desempenha – o que fazem a serviço da construção narrativa? As considerações
teóricas são ancoradas nos fundamentos da teoria da narrativa cinematográfica, na concepção de moldura aplicada ao
processo de análise de quadros em filmes pelo µ Groupe, e no conceito de estrutura de encaixe descrito por Todorov
em suas análises de narrativas literárias. Além disso, a pesquisa é amparada pelas ideias de dispositivo e index-appeal,
relacionadas ao reality show.

Domingol 06 de Setembro
15h30 às 17h00
SALA 101 BLOCO VERMELHO

Mesa 20 - Avaliação do NP de Comunicação Audiovisual


Coordenador: Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar)

132 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 4 - GP FOTOGRAFIA


Coordenadora: Profa. Dra. Dulcília Helena Schroeder Buitoni (FCL)

Sábado l 05 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 120 BLOCO AZUL

Fotografia e Contemporaneidade
Coordenador: Dulcília Helena Schroeder Buitoni (FCL), Debatedor: Fernando C. de Tacca (Unicamp)

GP de Fotografia
Fotografia contemporânea: entre olhares diretos e pensamentos obtusos
Ronaldo Entler (Faap)

Para conquistar um lugar de respeito entre as artes plásticas, a fotografia buscou negar sua tradição documental.
Subsiste-se, no entanto, uma produção com grande penetração nas galerias e bienais de arte contemporânea, que
ocorre à revelia dos discursos e das formas mais evidentes da “fotografia construída”: podemos observar documentações
constituídas de poses simples e registros frontais, ensaios sobre temáticas aparentemente ingênuas, e procedimentos
técnicos pouco elaborados, numa aproximação à fotografia amadora. De um lado, essas experiências podem ser
reconhecidas como maduras, na medida em que ignoram a necessidade de responder aos problemas históricos que
negavam à fotografia o status de obra de arte; de outro, são acusadas de se apoiar em discursos rebuscados, produzidos
na perspectiva da arte-conceitual, para mascarar seu baixo nível de elaboração técnica e estética.

Visibilidade e Subjetividade na Contemporaneidade


Juliana Martins Evaristo da Silva (UFRJ)

Neste texto abordamos a relação que se estabelece na contemporaneidade entre visibilidade e subjetividade, tendo
como objeto a imbricação presente na fotografia contemporânea entre arte e vida e o uso das imagens para a construção
de si no Orkut. Este movimento é decorrente de um processo de subjetivação cada vez mais calcado na exterioridade
da imagem, questionando a interioridade como o lugar do segredo e da verdade do sujeito. Acreditamos que haja
uma convergência das estratégias da fotografia contemporânea, no que concernem as narrativas do eu e o enfoque do
cotidiano, e o uso das imagens na construção da identidade pessoal no Orkut. Se a vida migrou de alguma forma para o
campo da arte, encontramos também aspectos estéticos na construção de si neste dispositivo do ciberespaço.

Internet: espaço da sobrevida das imagens midiáticas


Ana Paula da Rosa (Unisinos)

As imagens técnicas cada vez mais se tornam auto-replicantes, estão nos jornais, nas revistas e na internet. Mesmo
depois que as imagens deixam de aparecer na mídia tida como tradicional, elas passam a ser perenes na web. Desta
forma o imaginário coletivo formado pelas imagens internas e externas passa a ser influenciado também por aquilo
que é veiculado nas mídias terciárias e, principalmente, nos sites como o youtube, que recebe a cada dia um número
maior de vídeos e fotos. A memória coletiva formada e abastecidade por imagens midiatizadas e que se confunde com
a própria memória midiática do jornalismo esta ganhando uma sobrevida na Internet, mesmo quando há uma aparente
morte ou esvaziamento. Mais do que auto-referenciais, as imagens são memórias - próteses.

Por uma estética fotográfica do instante


Gabriela Pereira de Freitas (UnB)

Este artigo tem por objetivo defender uma estética fotográfica baseada no conceito de “instante” de Gaston Bachelard.
Assim, começaremos por entender como se deu o surgimento de uma estética tipicamente fotográfica, relacionada
à captação de momentos do cotidiano. Em seguida nos aprofundaremos no conceito de instante de Bachelard e o
relacionaremos com o ato fotográfico: como se dá a apreensão desse instante pelo fotógrafo e como essa dinâmica
pode interferir na produção de conhecimento e nas configurações da linguagem dos gêneros fotográficos. Por fim,
faremos um contraponto entre o instante bachelariano e o instante pós-moderno característico das práticas fotográficas
existentes hoje na internet.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 133


INTERCOM 2009 l Curitiba

Fotografia e Tempo: vertigem e paradoxo


Claudia Guilmar Linhares Sanz (UFF)

A atualidade está, cada vez mais, saturada de fotografias e esvaziada de duração. Nesse sentido, a experiência temporal
parece ser o elemento central pelo qual se efetuam as transformações da subjetividade contemporânea e essa alteração
é acompanhada de uma alteração também significativa na produção imagética, sobretudo fotográfica. A fotografia que,
pelo menos desde o final do século XIX, faz parte de um patrimônio coletivo, narrado e transmitido através de gerações,
se transforma de modo significativo nesse novo contexto. Para pensar as inéditas dimensões dessa experiência é
necessário, portanto, tratar a fotografia não como simples representação do tempo, ou síntese espacial, mas como, ela
própria, experiência de cunho temporal, reunindo tanto uma dimensão epistemológica e cronológica, quanto uma
dimensão existencial e anacrônica.

Heidegger e a fotografia: subjetividade, tempo e técnica na contemporaneidade


Wagner Souza e Silva (ECA/USP)

Martin Heidegger questiona a subjetividade tomando como eixo fundamental em seu pensamento a presença
inevitável dos jogos com a temporalidade. Ainda em seu projeto filosófico, vemos que a técnica torna-se peça mediadora
importante na própria afirmação do caráter humano. O objetivo deste artigo visa discutir a pertinência do pensamento
de Heidegger para abordar a fotografia como uma técnica mediadora da relação entre tempo e subjetividade, visando
compreender os desdobramentos de sua tecnologia no universo digital contemporâneo.

Da encenação à semelhança secundária: notas sobre fotografia e desejo


Paulo de Tarso Carvalho (UFPE)

Trata-se de estender a todas as imagens um estatuto desejante autônomo, a possibilidade de encontrar espontaneamente
a semelhança secundária: imagens capazes de por si mesmas formar relações com um conjunto heterogêneo de formas,
de contrair funções, de expandir o texto de Hjelmslev (esse todo almalgamado por um qualidade homogênea), até chegar-
se a um realidade fragmentada do plano, com elementos sempre estrangeiros, porque indecidíveis ou indiscerníveis
segundo definam-se enquanto formas de expressão ou conteúdo de um plano de consistência particular.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h30
SALA 120 BLOCO AZUL

Fotografia e Artes: Intertextualidades


Coordenador: Rubens Fernandes Junior (Faap), Debatedor: Ronaldo Entler (Faap)

O Fotógrafo na Literatura
Fernando C. de Tacca (Unicamp)

A comunicação aborda a construção do personagem “fotógrafo” na literatura, analizando lugares do fazer/pensar e do


pensar/fazer sobre o ato fotográfico pelo profissional em obras referenciais e em autores contemporâneos. Pretende-
se apontar características importantes dos lugares sociais do fotográfo como pessoa e como enunciador de valores
simbólicos na sociedade contemporânea em obras escolhidas da literatura.

Reconfigurações Fotográficas, Escritas Indiciais: Vik Muniz e Sebastião Salgado


Dulcília Helena Schroeder Buitoni (FCL)

Este trabalho apresenta uma discussão sobre a obra do artista plástico Vik Muniz, que utiliza o processo fotográfico
como princípio de composição e de hermenêutica, estimulando reflexões sobre as relações entre fotografia, o real e
a arte. A origem indicial é ponto de partida para refletir sobre as diferentes camadas de construção, re-produção, re-
apresentação e observação. Também será feita uma comparação com fotos de Sebastião Salgado que dialogam com
o imaginário visual trazido à tona em obras de Vik Muniz. Autores como Josep M. Català, John Berger, Margarita Ledo,
Paulo Herkenhoff e Susan Sontag fornecem a fundamentação teórica

134 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

O discurso do fim da fotografia com o advento do digital: considerações a partir de “A Última


foto”, de Rosângela Rennó
Nina Velasco e Cruz (UFPE), Elane Abreu de Oliveira (UFPE)

O trabalho tratará do discurso sobre o fim da fotografia com o advento do digital, a partir da obra concebida pela artista
Rosangela Rennó, intitulada “A última foto”. A hipótese levantada é que o surgimento do híbrido fotografia/imagem
numérica traz consigo um forte questionamento do que seria a essência da imagem fotográfica, sua relação indicial
com o referente (Dubois), ou o “isso foi” barthesiano. Não se trata de defender a idéia de uma ontologia fotográfica, mas
sim de se questionar de que maneira o surgimento da tecnologia digital incide sobre a teoria da imagem fotográfica.

São Paulo Underground – registros do graffiti de Zezão


Fernanda Romero Moreira (Senac)

Este artigo pretende discutir o trabalho de graffiti realizado pelo paulista José Augusto Amaro Capela (Zezão) intitulado

GP de Fotografia
“São Paulo Underground”. Neste projeto Zezão procura por lugares sujos e abandonados e desce ao esgoto da cidade
para grafitar. Apresenta seu graffiti como uma poética urbana e é através da comunicação visual que expõe sua crítica
ao descaso da sociedade. Seu trabalho exige do espectador comum um esforço diferenciado já que oferece a busca
pelo submundo. Outra forma seria apreciá-lo pelas fotografias, onde na maior parte das vezes, este trabalho é visto.
Este artigo propõe uma discussão entre a relação destas linguagens, o elo entre o graffiti na rua e sua representação
fotográfica, outra visualidade.

Novo Cartão Postal de São Paulo: Ponte Estaiada


Cristine Maria Albuquerque de Bem e Canto (UAM)

A partir da análise do material imagético e textual fotografias utilizadas na imprensa e no campo artístico para a
representação da Ponte Estaiada percebe-se duas leituras distintas do novo cartão postal da cidade de São Paulo,
situado na Marginal Pinheiros. Ao contrapor imagens jornalísticas e artísticas discute-se a relação da fotografia com o
real e compreende-se que a imagem fotográfica atesta apenas a existência, mas nunca o sentido de uma realidade.

Fotografia computacional: um cenário para a visualização e os processos interativos


Fernando Luiz Fogliano (Senac)

Este trabalho apresenta o cenário em que se dão práticas de visualização fotográfica, considerando uma nova
conceituação da Fotografia, bem como a subversão de seus cânones propiciada pelo surgimento das novas tecnologias
digitais e do número crescente de novas ferramentas de software para manipulação e construção de imagens digitais.
As imagens fotográficas tornaram-se objetos imagéticos híbridos e, no domínio digital, assumem agora novas
funcionalidades. Novos avanços tecnológicos impõem uma reestruturação de seus conceitos e de outros campos
da imagem como o vídeo, o cinema, a síntese de imagem (3D) cujos limites tornam-se progressivamente difusos e
indistintos. Essa situação conduz a categorização das práticas de produção imagética para um designador único – a
visualização. É o que podemos chamar de fotografia computacional.

Deter-se: os percursos de uma pesquisa visual em Fotografia


Denise Conceição Ferraz de Camargo (Unicamp)

Este texto apresenta o processo de elaboração de um ensaio fotográfico, posteriormente transformado no livro-objeto
Deter-se. Pretende-se traçar, com isso, um percurso da pesquisa visual que encontra na análise da imagem e no estudo
do processo de criação elementos essenciais nas etapas de pesquisa, produção e edição do material fotográfico. O
texto procura ressaltar a articulação do fazer fotográfico com o design, e evidenciar as estratégias artísticas nesse
procedimento, sobretudo ao considerar que, conceitualmente, o deslocamento da função de prova da realidade torna-
se prerrogativa para discussões que, como esta, pensam a Fotografia inserida nos processos artísticos e regida por
metodologias “próprias” a esse campo disciplinar.

Será a imagem a mesma imagem?


Andreza de Lima Ribeiro Teixeira (PUC-Rio)

A partir da reflexão sobre o ambiente gerado por novas tecnologias da imagem, o artigo pretende analisar se e de que
forma estes ambientes interferem na construção de diferentes perfis imagéticos para o mesmo sujeito. As possibilidades
tecnológicas somadas à multiplicidade intrínseca à fotografia estimulam a veiculação de imagens em diversas
plataformas digitais. Há como distinguir o original dos estereótipos criados para alimentar os perfis idealizados?

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 135


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingol 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 120 BLOCO AZUL

Fotografia, Documento e Comunicação


Coordenador: Ronaldo Entler (Faap), Debatedor: Paulo Cesar Boni (UEL)

Aurélio Becherini - lições e demolições do olhar


Rubens Fernandes Junior (Faap)

A pesquisa recupera a trajetória do fotógrafo italiano Aurélio Becherini que documentou sistematicamente a cidade de
São Paulo entre 1905 e 1928. Trabalhou na gestão do Prefeito Washington Rodrigues, 1914 – 1918, documentando toda a
transformação urbana. O texto traz ainda a contextualização da fotografia paulistana nos anos 1910 e 1920, destacando
alguns fotógrafos e as principais casas fotográficas em atividade. Aurélio Becherini também representa o pioneirismo do
fotojornalismo na imprensa paulistana, particularmente no jornal O Estado de S. Paulo, onde publicou com regularidade
entre 1910 e 1930.

Fotografia e Interpretação do Espaço Sociocultural: leituras do viver, agir, reconhecer


Itamar de Morais Nobre (UFRN), Vânia de Vasconcelos Gico (Farn)

Discutem-se as potencialidades da fotografia como narrativa visual a partir de uma visão dialógica da pesquisa realizada
nas comunidades de Venha Ver e Diogo Lopes (Macau,RN, BR), tendo como técnicas de coleta de dados a observação,
a entrevista, o registro fotográfico, a pesquisa documental e a análise qualitativa, compondo uma cartografia simbólica.
Ao examinar uma mensagem fotográfica, o interpretante está construindo um entendimento a respeito de si e do
outro, de suas formas de agir, viver e se relacionar com suas práticas, penetrando um cotidiano social que não é o
dele, podendo constituir-se em um caminho pelo qual ele pode adentrar, voltar, refazer e reconhecer o seu próprio
percurso social, religando-se ao seu plano histórico-cultural, além de percorrer os rumos da dedução e dos sentidos da
subjetividade de si e do outro.

O Sentido Posto em Imagem: a Comunicação de Estratégias Contemporâneas de


Enfrentamento do Mundo Através da Fotografia – Relato de Pesquisa
Ana Taís Martins Portanova Barros (UFRGS)

Este trabalho tem como objetivo verificar até que ponto a fotografia, produto de uma mediação fortemente técnica, pode
revelar um imaginário. Com o pressuposto de que as fotografias constituem atos comunicativos que desejam partilhar
visões de mundo, são examinadas fotografias do cotidiano, feitas por amadores. Utilizam-se os Estudos do Imaginário
encetados por Gilbert Durand para buscar as imagens simbólicas movimentadas pelas imagens fotográficas. Conclui-se
que a imaginação simbólica está presente também numa atividade eminentemente técnica como a fotografia, e que
a abundância de fotografias das banalidades íntimas indica uma conversão do imaginário objetivante e bélico a um
imaginário eufemizador e subjetivante.

A criação do retrato de Getúlio Vargas no Cine Jornal Brasileiro


Miguel Furtado Freire da Silva (UFF)

O texto trata da criação do retrato do líder Getúlio Vargas no Cine Jornal Brasileiro - CJB, o noticiário jornalístico
cinematográfico produzido pelo Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP, durante a vigência do Estado Novo.
Analisa a imagética foto-cinematográfica, com ênfase nas observações intra-quadro, em três exemplares do CJB,
comemorativos do aniversário de Vargas em João Pessoa, Porto Alegre e Belo Horizonte. A leitura procura vestígios e
rastros do que se está chamando olhar germânico.

Análise das imagens antitabagistas em embalagens de cigarros no Brasil


Rosane Vasconcelos Zanotti (UFES), Fabio Gomes Goveia (UFES)

O uso da fotografia na publicidade é cada vez mais comum. Apesar disso, os trabalhos que abordam essa utilização não
crescem na mesma intensidade. Como uma resposta a essa lacuna, este trabalho se propõe a investigar o emprego das
imagens nas campanhas contra o tabagismo presentes nas embalagens de cigarros. Neste sentido, foi realizada uma
pesquisa qualitativa com fumantes que avaliaram as fotografias da contrapropaganda, que se divide em três etapas
bastante distintas. Também foi feita uma análise das imagens a partir do pensamento de Machado (1984) e Joly (1996),
entre outros autores. O resultado aponta para uma subestimação da fotografia nas campanhas.

136 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Sobre rodas e com asas: imagens da modernidade Lobatiana


Gabriela Santos Alves (UFRJ)

Monteiro Lobato fotógrafo. Reconhecido como o mais importante escritor da literatura infanto-juvenil brasileira, pouco
se discute sobre a produção fotográfica de Lobato. É nessa linha que este artigo propõe-se a discutir a questão da
modernidade do e no olhar lobatiano, numa reflexão interdisciplinar que engloba fotografia, história e literatura e é
representada pelas imagens, presentes nas fotos, de carros e avião.

O Cotidiano Escolar Retratado nos Olhares dos Praticantes


Patricia Oliveira de Freitas (UFRJ)

O presente trabalho é parte de uma pesquisa, de doutorado em educação realizada na Universidade Federal Fluminense
– UFF, que teve o campo empírico da investigação constituído por alunos do quarto e quinto anos de escolaridade, no
Brasil e em Portugal, neste texto apresento uma parte de investigação realizada no Brasil. O objetivo da pesquisa foi

GP de Fotografia
perceber e compreender, a partir da produção de imagens fotográficas da escola, que outros modos de ver a escola
moram nos olhos das crianças, Mais do que imagens produzidas pelos alunos para apresentar a escola, as fotografias
apresentam aspectos da complexidade da vida cotidiana da escola, incluindo movimentos ambíguos: ordem/desordem,
controle/descontrole, mostrando a escola como um espaço de tensão entre diferentes lógicas e saberes.

Domingol 06 de Setembro
14h00 às 18h30
SALA 120 BLOCO AZUL

Fotojornalismo
Coordenador: Fernando C. de Tacca (Unicamp), Debatedor: Dulcília Helena Schroeder Buitoni (FCL)

O cotidiano dos negros no exterior dos jornais de Porto Alegre, sinais de fotojornalismo no
século XIX
Beatriz Alcaraz Marocco (Unisinos)

Existe uma coleção de fotografias que ocupa a contracorrente do discurso jornalístico sobre o cotidiano dos negros
que viviam em Porto Alegre. As cenas organizadas pelos Irmãos Ferrari, Virgílio Calegari e Lunara, entre o final do
século XIX e meados do século XX, evidenciam elementos de pobreza e “liberdade aparente” (FERNANDES, 1978): o
traje descomposto e gasto, os pés descalços, o trabalho infantil ambulante e o ambiente doméstico em lugares sem
urbanização. Nos jornais, os negros são associados à vagabundagem e localizados em “lugares malditos” (PESAVENTO,
1998, 1999; MAUCH, 1994; VARGAS, 1994; MAROCCO, 2004; HOHLFELDT, 2006). Há um ponto de tensão formado entre o
que era dito e essas fotografias que produz um jogo de visibilidade/invisibilidade de onde se pode fazer emergir certa
descontinuidade no arquivo fotográfico da época, voltado às paisagens e retratos da burguesia.

Enchentes no Nordeste: A Humanização da Notícia na Cobertura Fotográfica da Folha de S.


Paulo
Carolina Zoccolaro Costa Mancuzo (UEL)

Este artigo analisa as fotografias da cobertura das enchentes no nordeste brasileiro, tomadas pelo repórter fotográfico
Fernando Donasci e publicadas na Folha de S. Paulo, de 18 a 25 de maio de 2009. Seu objetivo é avaliar, por meio
da desconstrução analítica, proposta por Boni (2000), qual a intencionalidade do fotógrafo ao capturar cada uma das
fotografias analisadas. A desconstrução analítica – identificação e conceituação dos recursos técnicos e dos elementos
da linguagem fotográfica – possibilita aproximar-se da intencionalidade de comunicação do emissor no ato fotográfico.
Com a análise, ficou fortemente conotado que Fernando Donasci utiliza cores quentes e valoriza o elemento humano,
fazendo uso de técnicas e recursos de humanização da notícia para atrair o leitor.

A Representação Visual da Criança na Imprensa Brasileira: uma Análise dos Jornais Folha de
S. Paulo e O Estado de S. Paulo
Angela Maria Farah (Uniuv)

A pesquisa tem como objetivo analisar os casos de representação visual da criança em reportagens que indiquem
a complementaridade da informação verbal, conforme o conceito preconizado por Barthes para a relação texto-

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 137


INTERCOM 2009 l Curitiba

imagem nos processos discursivos. Para tanto, foi analisado o tratamento jornalístico na construção da cena visual e na
articulação texto verbal e não-verbal na mídia impressa, examinando como as significações se constroem e quais os
efeitos de sentido obtidos pelo recurso à imagem. O corpus se constitui de uma seleção de reportagens relacionadas
à temática escolhida, nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, examinados durante oito meses. A partir de
dados fornecidos pelos próprios textos (verbovisuais), foram sistematizadas categorias de análise, para a identificação
das diferentes formas de tratamento jornalístico utilizadas nas configurações visuais.

O câncer no palanque: a cobertura fotográfica da Veja sobre a doença da possível candidata


à presidência, Dilma Rousseff
Maria Luisa Hoffmann (UEL), Paulo César Boni (UEL)

As escolhas técnicas e estéticas dos fotógrafos podem determinar ou direcionar a interpretação de suas imagens. Este
artigo pretende analisar o discurso fotográfico da revista Veja na cobertura da doença da possível candidata do Partido
dos Trabalhadores (PT) à presidência do país, Dilma Rousseff. Por meio da proposta metodológica da desconstrução
analítica, e considerando elementos da linguagem fotográfica, é possível apontar a intencionalidade da revista na
reportagem.

Imprimindo Sensações: Fotojornalismo em Ultima Hora


Silvana Louzada da Silva (UFF), Leticia Cantarela Matheus (UFF)

O artigo apresenta o desenvolvimento do fotojornalismo de sensações realizado pelo jornal carioca Ultima Hora na
década de 1950, a partir de sua cobertura criminal e de tragédias de toda ordem. Novas apropriações do jornalismo
sensacionalista pelas práticas fotográficas conferiram à imagem novo estatuto comunicativo dentro do jornal que foi
responsável por um importante trabalho de pedagogia do olhar, preparando o público para novas visualidades capazes
de fazer emergir o passado no instantâneo e nas sensações e criando uma narrativa visual inovadora: o fotojornalismo
diário.

A ilustração fotográfica como recurso retórico: um olhar sobre a fotografia no jornalismo de


revista
Ana Carolina Lima Santos (UFS)

Dando continuidade aos estudos acerca da ilustração fotográfica (anteriormente discutidos nesse GP), o presente
trabalho tenta agora concebê-la em consonância com certas categorias jornalísticas, a saber: os jornalismos interpretativo
e opinativo, em especial aqueles praticados pelo jornalismo de revista. Nesse sentido, à simples noção de um tipo de
fotografia produzido e/ou montado para ilustrar matérias jornalísticas, a foto-ilustração passa a ser caracterizada como
uma imagem na qual, ao se concretizar um determinado conceito acerca do assunto noticiado, é possível delinear
visualmente uma interpretação ou argumentação sobre ele.

Do Pit ao “Eu-repórter”: a busca do caráter noticioso na fotografia


Leandro Pimentel Abreu (UFRJ)

Nos últimos anos há um crescimento do número de fotografias de amadores na grande imprensa e alguns veículos
passam a ter seções exclusivas para a publicação dessas imagens cuja produção é então estimulada. Essa busca por
imagens feitas por amadores ocorre paralelamente ao desenvolvimento de um tipo de dinâmica de produção mais veloz
e eficiente nas empresas de comunicação, se afastando de um ideal romântico de jornalismo. O objetivo deste ensaio
é problematizar a produção de fotografias documentais através dessas duas práticas, a do fotojornalista profissional e
a do fotógrafo amador, e, por meio da observação de alguns casos, perceber a possível convergência para um tipo de
proposta comum.

O repórter Pierre Verger


Cláudia Maria de Moura Pôssa (UFBA)

A matéria-prima do trabalho fotográfico de Pierre Verger é o cotidiano material, simbólico e imaginário dos homens das
mais diversas culturas, mais especialmente, a cultura negra da África e do Brasil. Para apreciar a contribuição de Verger
na história da fotografia e, em particular, do fotojornalismo, busca-se aqui comentar a produção de Pierre Verger como
repórter fotográfico, da época em que começou a publicar até quando esteve vinculado à revista O Cruzeiro. Busca-
se apresentar uma visão geral de sua atuação como repórter, assim como compreender as mudanças ocorridas na
imprensa na época e como estas afetaram os trabalhos iniciais de Verger e suas posteriores opções.

138 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 4 – NP FICÇÃO SERIADA


Coordenadora: Maria Immacolata Vassalo de Lopes (USP)

Sábado l 05 de Setembro
9h – 12h30
SALA 106 BLOCO VERMELHO

Sessão 1 - Ficção: Campo e Recepção

A Produção Científica sobre Teledramaturgia Brasileira – um campo de estudo


Ana Maria Figueiredo (Facasper)

Esta pesquisa apresenta o mapeamento dos trabalhos comunicados no NPFSINTERCOM, entre 2000 a 2008, com o
objetivo de avaliar a evolução das temáticas trabalhadas nos papers, bem como os autores mais presentes nas respectivas
bibliografias. Apresenta também a procedência institucional dos trabalhos, de forma que possamos visualizar não só
participação das diferentes universidades brasileiras na produção e reflexão sobre a teledramaturgia, como também a
contribuição desses estudos para a construção do saber comunicacional.

Novas Implicações nos Estudos de Recepção de Telenovela


Lourdes Ana Pereira Silva (UFRGS); Nilda Jacks (UFRGS)

Neste artigo, a partir do estado da arte dos estudos de recepção de telenovela desenvolvidos no Brasil, abordam-se

Ficção Seriada
algumas implicações de ordem teórico-metodológica que estão alterando de forma significativa esses estudos. Essas
implicações dizem respeito à concepção que se tem do sujeito receptor, da Internet como locus de captura do receptor
e do gênero como categoria analítica e epistemológica para estudar a recepção de telenovela. Nesse sentido pretende-
se problematizar como estes aspectos tem contribuído e alterado as questões teórico-metodológicas dos estudos de
recepção.

A Perspectiva das Mediações de Jesús Martín-Barbero no Estudo de Recepção da


Telenovela
Laura Hastenpflug Wottrich (UFSM); Renata Córdova da Silva (UFSM); Veneza V. Mayora Ronsini (UFSM)

Este trabalho tem como objetivo problematizar o conceito de mediações, transpondo-o para o universo da pesquisa
de recepção da telenovela. Primeiramente, retoma-se o conceito em Jesús Martín-Barbero para depois aprofundar
teoricamente as mediações comunicativas da cultura, especialmente a ritualidade e a socialidade, mais estreitamente
ligadas ao eixo da recepção no mapa conceitual do autor. Por fim, propõe-se viabilizar a aplicação empírica da teoria
das mediações através da articulação de métodos como o estudo de caso, a etnografia e o modelo encoding/decoding
de Stuart Hall na pesquisa de recepção.

Desigualdades sociais e telenovelas: relações ocultas entre ficção e reconhecimento


Lilia Maria Junqueira (UFPE)

O texto a ser apresentado é a apresentação do livro da autora de mesmo título que se encontra em editoração. Nele
procura-se mostrar como foi possível, através da história das telenovelas, a geração e atualização de nossos princípios
morais e percepções psicológicas coletivas a respeito de nossas relações de desigualdade social. a telenovela é vista
como um espaço onde estes princípios epercepções foram elaborados pela sociedade. Utiliza-se os conceitos de
reconhecimento de Charles Taylor e campo e habitus de Bourdieu, para analisar os dados resultantes de uma grande
pesquisa de recepção de telenovelas.

A educação que não passa pela tevê


Joanise Levy da Silva (UEG)

O título deste artigo é intencionalmente ambíguo, porque o assunto que proponho abordar apresenta mais de uma
faceta. No âmbito escolar, refiro-me ao desprestí¬gio da televisão e das telenovelas, em particular, como objeto de
estudo. O outro sentido do tí¬tulo diz respeito à pouca visibilidade que a educação formal tem nos programas de

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 139


INTERCOM 2009 l Curitiba

tevê. Compreendo que vários fatores concorrem para esse divórcio entre escola e televisão, os quais merecem ser
analisados.

Relato dos Trabalhos da Sessão

Debates

Sábado l 05 de Setembro
14h - 17h30
SALA 106 BLOCO VERMELHO

Sessão 2 - Obitel Internacional - 2008

Ficção Televisiva no prime-time português e brasileiro


Maria Aparecida Baccega (ESPM - ECA-USP); Isabel Ferin Cunha (UC); Marcia P. Tondato (ESPM); Diana G. Macedo (ESPM);
Fernanda C. Santana (UC)

Neste artigo, apresentamos os resultados preliminares de um estudo com foco nos gêneros televisivos e nas categorias
presentes na publicidade desta faixa horária. O objetivo maior deste projeto é aproximar-se das identidades das
mulheres brasileiras e portuguesas, suas intersecções e diferenças; desenhar os traços que mais influenciam na recepção
do conteúdo televisivo, incluindo a publicidade. A partir da pergunta “o que aproxima e o que diferencia os horários
nobres de Portugal e do Brasil?”, procuramos entender como as televisões portuguesa e brasileira estão desenhando
o consumidor, neste artigo, em específico, qual o peso da ficção no horário nobre, visto que este conhecimento indica
os critérios de definição da grade de programação, planejada estrategicamente para responder aos objetivos das
emissoras.

TV Globo internacional: trajetórias dentro do cenário mundial


Cláudia Maria Moraes Bredarioli (USP); Clarice Alves Greco (USP); Denise de Oliveira Freire (USP)

Imbricados na teia perene de fluxos que compõe o cenário global contemporâneo, os percursos da ficção televisa
brasileira mundo afora mostram nestes tempos atuais cada vez mais relevância à pesquisa em Comunicação. Neste
artigo, observaremos um pouco da trajetória da TV Globo internacional (TVGi), que completa 10 anos neste ano de
2009, como ponto de partida para traçar percepções iniciais acerca desta temática. A TVGi move-se com maestria por
entre os agentes que sustentam o globalismo atual, dialogando com questões culturais, econômicas, políticas e sociais.
Neste panorama, diz muito o slogan “Não importa onde você vive, com a Globo você vai sempre se sentir em casa”, que
reforça a condição local de produção da Globo para, a partir dela e tendo essa premissa como base de sua estratégia
de negócio, alcançar o mundo.

A multidimensionalidade do espaço-tempo na telenovela A favorita: entre a ambiguidade


e os destempos
Maria Cristina Mungioli (USP); Daniela Jakubaszko (USP)

Refletir sobre São Paulo em A favorita permite inter-relacionar espaços e (des)tempos da narrativa ficcional na
perspectiva de pensá-la como mapa onde se encontra a fluidez dos espaços urbanos multiformes justapostos que se
constroem/reconstroem no ritmo voraz que marca os espaços e os tempos na contemporaneidade desvelando sua
multidimensionalidade. Nessa telenovela, a presença da metrópole em sua amplitude de cidade-global (Ianni,2001)
fornece elementos para discutir as relações sociais com base nos espaços que compõem o palimpsesto urbano (Martin-
Barbero, s/d); tal qual uma escritura que se apaga e se reescreve constantemente. Escritura(s) que produz(em) sentido
por meio de discursos de uma metrópole imersa nas contradições da globalização. Contradições que encontram
ressonância no interdiscurso no qual se produzem os sentidos, os cronotopos, as ideologias (Bakhtin, 1993 e 2002).

O Som das Desigualdades: Reflexões Sobre a Trilha Sonora de Vidas Opostas


Mariane Harumi Murakami (USP)

Este artigo propõe a discussão sobre a trilha sonora da telenovela Vidas Opostas e sua relação com a organização

140 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

discursiva e temática desta novela, investigando como esses elementos atuam na construção de sentidos, mais
especificamente, das representações da pobreza e da violência urbana. Sendo assim, um dos principais objetivos
é verificar como se articulam os dois estratos da telenovela – o melodramático e o realista –, concedendo atenção
especial à trilha sonora, que além dos aspectos mercadológicos, possui papel primordial na narrativa, identificando
personagens, núcleos e ambientes e conferindo “tom” às cenas. Tal estudo poderá nos auxiliar na compreensão dos
mecanismos e estratégias de representação social da trama, uma vez que, atuando na construção narrativa, a trilha
contribui na demarcação de contextos, períodos históricos específicos, grupos sociais diversos, entre outros.

Merchandising comercial e merchandising social: os protagonistas de grandes sucessos da


teledramaturgia brasileira
Viviane Sales Martins (UFG); Goiamérico Felício Carneiro dos Santos (UFG)

Esta pesquisa analisa os papéis do merchandising social e comercial no enriquecimento do enredo de telenovelas que
serviram como marcos ao longo de quase quarenta anos, no Brasil (a análise considera o intervalo de 1969 a 2005).
Entende-se que o que transforma a novela em notícia é a discussão que ela gera na sociedade, os temas que ela coloca em
debate, e as repercussões que o merchandising, seja ele comercial ou social, gera para a emissora e, consequentemente,
para os veículos que patrocinam a novela. A telenovela brasileira é tratada aqui como um dos produtos televisivos que
mais induzem ao consumo e como um importante programa de difusão de idéias e comportamentos.

Relato dos Trabalhos da Sessão

Debates

Ficção Seriada
Domingol 06 de Setembro
9h – 12h30
SALA 106 BLOCO VERMELHO

Sessão 3 - Ficção: Identidades

Mirem-se no exemplo das mulheres de Atenas. Heroínas “d’antanho” na ficção televisual


seriada
Anna Maria Balogh (UNIP) – Livre-Docente

Mulheres apenas, não só as de Atenas: a retomada dos refrões da canção de Chico Buarque de Hollanda, oferecem
de forma poética e suscinta, uma idéia do que teria sido a trajetória das mulheres do passado. Talvez por ser uma
cultura enfática desse tipo de travessia feminina pretérita, tal como se observa na triste personagem da viúva vivida por
Irene Papas no emblemático Zorba, o grego. No filme, os homens da aldeia onde vive tentam apedrejá-la e depois um
homem a mata, simplesmente porque a bela viúva julgou ter a liberdade de escolher um amante que não pertencia ao
conjunto dos moradores de lá. A canção é simbólica, pois, do feminino em várias épocas pretéritas independente do
espaço geográfico em que forem situadas é que se torna possível resgatar e estudar a condição feminina através da rica
teledramaturgia seriada brasileira na qual já se tem vários exemplos passíveis de análise.

Telenovela e mediações culturais na conformação da identidade feminina


Lirian Sifuentes dos Santos (UFSM)

Este texto apresenta reflexões acerca do modo como os embates e complementaridades entre a audiência da telenovela
e as mediações família, escola e classe social conformam a identidade feminina de jovens mulheres de classe popular.
Os estudos culturais latino-americanos são adotados como modelo teórico-metodológico, especialmente no que se
refere à teoria das mediações culturais. O estudo configura-se como uma etnografia da audiência. A amostra analisada
é composta por 12 jovens com idade entre 16 e 24 anos, moradoras do bairro Urlândia, periferia de Santa Maria-RS.
Percebe-se que aquilo que as receptoras veem como o ideal ser mulher está presente nas representações da mulher na
telenovela. As heroínas, as supermulheres, as “mulheres fortes”, são o padrão entre as protagonistas e a aspiração das
garotas.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 141


INTERCOM 2009 l Curitiba

Discursos raciais na telenovela Duas Caras : Evilásio Caó, o herói negro


Danubia de Andrade Fernandes (UFJF)

A telenovela brasileira representa a sociedade narrando suas histórias e memórias do mundo social, interferindo
ativamente nas experiências do sujeito e nos olhares sobre si e sobre o Outro. Exercendo substancial importância no
cotidiano dos brasileiros, a ficção seriada, por meio de suas entrelinhas discursivas, auxilia nos processos de construção
identitária oferecendo ou impondo modelos a serem seguidos ou repelidos socialmente. Neste contexto, analisamos o
personagem Evilásio Caó, interpretado por Lázaro Ramos, protagonista da telenovela “Duas Caras” (TV Globo, 21 horas,
2007-8). Vamos em busca dos sentidos de negritude entremeados em seus discursos e refletidos em sua trajetória
ficcional.

Considerações em torno da abordagem do homossexualismo feminino na ficção televisiva


brasileira
Fernanda Castilho Santana (U.Coimbra)

O objetivo deste artigo é definir alguns pontos de discussão relacionados a abordagem do tema homossexualismo
feminino na ficção televisiva brasileira. A reflexão proporciona observações a respeito das tendências de mudança no
tratamento do assunto na TV, nomeadamente nos últimos dez anos, no tocante às produções de ficção realizadas
pela Rede Globo de Televisão. Para tanto, torna-se importante descrever, previamente, os conceitos de sexualidade
e homossexualismo, como também os principais momentos da história do homossexualismo feminino nos media
brasileiros.

Que mal há em fantasiar? Só não te metas em enrascadas


Elizabeth Bastos Duarte (UFSM)

O texto propõe-se a analisar a série Fantasias de uma dona de casa, exibida pela RBSTV, examinando não só o subgênero
em que se enquadra, estrutura do formato adotado, estratégias discursivas empregadas, caracterização dos personagens,
traços de gauchidade, bem como seu projeto comunicativo – a forma de inserção na grade de programação da emissora,
que contraria as normas, ao longo do tempo, estabelecidas pela gramática do televisual, ignorando as preferências e
características do público telespectador.

Relato dos Trabalhos da Sessão

Debates

Domingol 06 de Setembro
14h - 17h30
SALA 106 BLOCO VERMELHO

Sessão 4 - Ficção: História / Memória; Formatos

Mecanismos de memória e esquecimento na reconstituição teledramática da história


nacional
Sara Alves Feitosa (UFRGS)

O artigo se propõe a refletir sobre os modos que a teledramaturgia de reconstituição histórica contribui para a
constituição da memória nacional.Denomina a teleficção de reconstituição histórica de “ficção controlada” devido os
limites impostos pelo “peso da história” e pelos vestígios do passado. A partir da análise da narrativa da edição do Ato
Institucional Nº 5 (AI-5), na minissérie JK, se chega a conclusão que o lembrar e esquecer na trama de ficção controlada é
construída na articulação do histórico e do ficcional, num jogo de luz e sombra, bem como numa relação de colaboração
discursiva em que a ficção reforça o discurso histórico atribuindo-lhe verossimilhança e valor de verdade.

142 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

História e ficção na construção de narrativas ficcionais: O caso da minissérie Anos Rebeldes


Candice Cresqui (PUC-RS)

Ao seguir a estratégia de trabalhar com o realismo em sua programação, as produções da Rede Globo de Televisão
procuram reconstituir fatos históricos, adaptar textos literários e privilegiar o regionalismo. A transposição da História,
nessas produções, especialmente as minisséries, entretanto, costuma ter efeito de forte impacto sobre a memória
nacional. Verificar como se dá esse diálogo entre história e ficção nas minisséries televisivas é o nosso objetivo no
presente artigo. Como exemplo dessa relação, apresentamos a minissérie Anos rebeldes, veiculada pela Rede Globo
em 1992.

Telenovela: O Narrar da Pós-modernidade


Josefina de Fatima Tranquilin Silva (Uniso)

Esta comunicação dedica-se a pensar como se estrutura a narrativa no formato telenovela – produzido e exibido pela
Rede Globo de Televisão –, quais as proximidades e distanciamentos que este guarda tanto com velhos e arcaicos
narradores das aldeias rurais, quanto com as narrativas do romance-folhetim. Pretende-se, aqui, averiguar se a arte de
contar, de ritualizar o cotidiano, a memória, a realidade em que vivem os indivíduos, na contemporaneidade, se faz
presente neste formato.

A herança das telenovelas nos reality-shows Big Brother Brasil e O Aprendiz


Cláudio Augusto Ferreira (UnB); Lavina M. Ribeiro (UnB)

Este artigo apresenta alguns elementos característicos da telenovela que podem ser encontrados também em um
gênero cada vez mais consolidado na televisão brasileira: os reality-shows. Por meio da análise dos programas “Big
Brother Brasil”, da Rede Globo e “O Aprendiz”, da Rede Record, feita com os parâmetros teórico-metodológicos dos
Estudos Culturais, detecta-se uma forte herança das novelas, gênero hegemônico na TV aberta brasileira, que tem

Ficção Seriada
o objetivo de tornar familiar ao grande público o novo formato introduzido na grade de programação das redes de
televisão do país a partir do ano 2000.

Proposta de Leitura de Docudramas: Uma Análise do Quadro Anjo da Guarda do Fantástico


Alexandre Tadeu dos Santos (USP)

Investigação preliminar sobre o gênero docudrama. Termo ambíguo e híbrido por excelência, permite conexões
entre as convenções formais do documentário e do melodrama; ou do real (factual) com a ficção. Este estudo busca
refletir sobre as origens e características do gênero e a tendência de seu uso no cinema e em programas televisuais
contemporâneos. Análise de um quadro do programa Fantástico da TV Globo.

Relato dos Trabalhos da Sessão

Debates

Encerramento: avaliação e perspectivas do NP para 2010

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 143


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 4 - GP RÁDIO E MIDIA SONORA


Coordenador: Luiz Artur Ferraretto (UCS)

SALAS 207 E 208 BLOCO AZUL

Sábado l 05 de Setembro
09h00 às 10h45
SALA 207 BLOCO AZUL

Painel: História do rádio


Moderador: Luciano Klöckner (PUC-RS)

Memória radiofônica – a trajetória da escuta passada e presente de ouvintes idosos


Graziela Soares Bianchi (Unisinos)

As elaborações contidas nesse artigo indagam a maneira como os processos de escuta do rádio foram se configurando e
participando na conformação de uma memória midiática radiofônica de ouvintes hoje idosos, e constituindo assim parte
de suas histórias de vida midiática. Está se refletindo sobre como a cultura midiática radiofônica se desenvolve e gera
sentidos, buscando descrever e analisar tais processos de uma perspectiva dos ouvintes. Ao elaborar questionamentos
referentes à memória midiática, se está falando não de um simples acionamento de uma lembrança marcante, mas
da marca de um forte relacionamento histórico e vital com o midiático, que possibilita aos ouvintes desenvolver a
capacidade de estabelecer relações, de realizar comparações, de configurar competências radiofônicas e matrizes de
gosto, fazendo com que passado e presente de referências midiáticas possam dialogar.

Rádio Regional e a Cultura Midiática – PRA -7 (1924 – 1963)


Daniela Pereira Tincani (UniCOC)

O presente artigo delimita o contexto e a descrição das principais ações da emissora PRA-7 – Rádio Clube de Ribeirão
Preto - entre 1924 e 1963. Apresenta a correlação entre a PRA-7 e a cultura regional, fazendo uma comparação com as
dimensões de proximidade, singularidade, diversidade e familiaridade ao transmitir programas que representavam as
raízes da cidade e participava ativamente das ações comunitárias de Ribeirão Preto.

O primeiro Alô! Alô! numa rádio em Joinville (SC) foi pronunciado por um alemão, em
1941, quando o Brasil estava sob o domínio do Estado Novo
Izani Pibernat Mustafá (Ielusc)

Este artigo é um recorte da dissertação Alô, alô, Joinville! Está no ar a Rádio Difusora! – A radiodifusão em Joinville/SC
(1941-1961), defendida no mestrado em História (UDESC), sobre a formação das três primeiras emissoras de Joinville (SC).
A primeira entrou no ar em 1º de fevereiro de 1941, em pleno Estado Novo (1930-1945), quando Getúlio Vargas era o
presidente do Brasil, e ficou no ar, sem concorrente, por 17 anos. A idéia de ter uma rádio foi de Wolfgang Brosig, de origem
alemã. Naquele período, estava em vigor da Campanha de Nacionalização (1937-1945) que provocou perseguições e
muitos sofrimentos aos imigrantes e brasileiros de origem alemã. Era um idealista e para obter a permissão para o
funcionamento da Rádio Difusora de Joinville (prefixo ZYA-5) formou uma Sociedade Anônima que reunia diversos
empresários. Boa parte deles simpatizava com Getúlio Vargas.

Antônio Maria: o “tomba” cardisplicente


Moacir Barbosa de Sousa (UFRN)

Este trabalho tem como fim a discussão sobre a participação do pernambucano Antônio Maria no rádio, na música
brasileira e na crônica carioca a partir de algumas de suas obras musicais e jornalísticas. Algumas de suas composições
musicais se incluem no rol das melhores da MPB; cinco delas são do gênero dor de cotovelo, um frevo, um elogio em
forma de valsa ao Rio de Janeiro e um tema de filme: Menino Grande, Ninguém me Ama, As suas Mãos, Se eu Morresse
Amanhã, O Amor e a Rosa, Frevo número 1 do Recife, Valsa de uma Cidade e Manhã de Carnaval (do filme Orfeu
do Carnaval). O reconhecimento, no entanto, não foi proporcional à importância do seu legado. Autores de obras da
história da MPB não o citam: Ary Vasconcelos, Lúcio Rangel e Vasco Mariz.

144 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

O Radio na Espanha em tempos de turbulência política: EAJ-1 Radio Barcelona


Antonio Adami (Unip)

Considerando o tema central do Congresso, entendemos que a pesquisa científica visa a produção de conhecimento
novo, relevante teórica e socialmente. Entende-se aqui, de forma breve ‘novo’ como um conhecimento que preenche
uma lacuna importante no saber disponível na área em que se está trabalhando, no nosso caso a produção radiofônica
e experiência espanhola da EAJ-1 Radio Barcelona em momentos de turbulência política na Espanha: governo de Primo
de Rivera (1923-1930) e Segunda República Espanhola (1931-1935), portanto, em momentos que antecedem a Guerra
Civil.

Sábado l 05 de Setembro
10h45 às 12h00
SALA 207 BLOCO AZUL

Painéis
Ensino de rádio e de outras mídias sonoras
Moderador: Mágda Rodrigues da Cunha (PUC-RS)

Radioescola Ponto Com: Uma experiência extensionista


Wanir T. Campelo Araújo de Siqueira (Uni-BH)

Este artigo é fruto de uma experiência extensionista que nasceu há quase cinco anos e tem por objetivo relatar o
trabalho desenvolvido por acadêmicos do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) e alunos dos ciclos de ensino
fundamental e médio de escolas públicas e particulares da capital mineira, tendo como foco a utilização do rádio e da
internet como agentes multiplicadores do conhecimento construído.

Metaprogramas como estratégia para o ensino de rádio e o resgate da memória do veículo


Thays Renata Poletto (Unibrasil)

Este artigo trata da construção acadêmica de metaprogramas de rádio que buscam motivar estudantes na aprendizagem
de rádio, recuperando e valorizando a memória do veículo. O termo meta é utilizado no sentido do programa de rádio

Rádio e Mídia Sonora


que discute o próprio veículo e busca criar, do rádio pelo rádio e para o rádio, estudos sobre a produção radiofônica.
A primeira experiência é o Doc Rádio, série de radiodocumentários produzida entre 2003 a 2007, reunindo trechos
de outras produções, pesquisa histórica e depoimentos. A segunda, realizada em 2008, é o programa ZYZ, série de
entrevistas com radialistas que testemunharam as primeiras emissões de rádio no Paraná. Aqui apresentamos como o
estudo acadêmico sobre formatos radiofônicos pode proporcionar a produção de documentos sonoros que resgatam
a memória histórica do rádio, aproximam alunos e profissionais e dão novo sentido a estudos e produções.

Em defesa do radioteatro: relato de uma experiência de ensino de rádio na UFSM em


Frederico Westphalen – RS
Fernanda Kieling Pedrazzi (UFSM)

Este paper encerra um ciclo de trabalho em ensino de rádio relatando a experiência de radioteatro no Curso de
Comunicação Social habilitação em Jornalismo da UFSM no Campus de Frederico Westphalen – RS. É apresentada uma
análise sobre os resultados alcançados no período de um ano e meio em que foi ofertada a Disciplina de Radioteatro
como opção complementar no currículo dos acadêmicos do Curso de graduação localizado no Centro de Educação
Superior Norte do Rio Grande do Sul da Universidade Federal de Santa Maria.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 16h00
SALA 207 BLOCO AZUL

Painéis
Futuro do rádio
Moderador: Marcelo Kischinhevsky (PUC-Rio)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 145


INTERCOM 2009 l Curitiba

Alterações no modelo comunicacional radiofônico: perspectivas de conteúdo em um


cenário de convergência tecnológica e multiplicidade da oferta
Luiz Artur Ferraretto (UCS)

Reflexão a respeito do posicionamento mercadológico das rádios comerciais no contexto da convergência tecnológica
e da multiplicidade da oferta. Como artifício teórico-metodológico, parte-se do modelo comunicacional proposto por
Wilbur Schramm. Dentro da lógica capitalista e face às transformações no cenário da indústria de radiodifusão sonora, tal
modelo, mesmo com seu reducionismo de viés funcionalista, resulta útil para o estudo e a compreensão das estratégias
– corretas ou equivocadas – do negócio radiofônico neste início de século 21. Descrevem-se, aqui, as raízes históricas da
passagem do broadcasting para o narrowcasting, processo gerado pelo impacto da TV no ambiente comunicacional.
Em raciocínio semelhante, busca-se a identificação, sob a influência da internet, de novas possibilidades e barreiras para
o desenvolvimento dos segmentos de jornalismo, musical e popular.

O Rádio diante das novas tecnologias de comunicação: uma nova forma de gestão
Alvaro Bufarah Junior (Faap/Uni9)

As emissoras de rádio brasileiras ainda não se aperceberam das novas tecnologias de comunicação e de seus impactos
na mudança do perfil das diversas audiências. Com isso, temos novos ouvintes com características diferentes do perfil
baseado na comunicação de massa. Cada vez mais interessados em participar da produção do conteúdo e da própria
mensagem, este novo ouvinte tende a se alinhar com produtos serviços e empresas que possibilitem estes recursos de
interação. Este é o grande dilema do meio radiofônico brasileiro para se adaptar às necessidades de um mercado cada
vez mais ágil e segmentado.

O Futuro do Rádio no Cenário da Convergência Frente às Incertezas Quanto aos Modelos de


Transmissão Digital
Nelia Rodrigues Del Bianco (UnB)

O crescente processo de convergência de sistemas de comunicação e tecnologias da informação e de redes integradas


de alta capacidade que carregam informação em formato digital desafia o futuro do rádio por colocar à disposição dos
consumidores diversos dispositivos e plataformas para se ouvir áudio. O artigo aborda o paradoxo entre a integração
do rádio com a Internet e plataformas digitais e o lento processo de migração para o sistema de transmissão digital em
boa parte do mundo. O impasse está vinculado a fatores tecnológicos que dificultam a adequação dos sistemas de
transmissão à realidade da radiodifusão e a construção de política transição e de mercado.

O uso das novas TICs pelas emissoras de rádio: uma análise dos casos paulistanos e o
referencial de Bernard Miège
Daniel Gambaro (UAM)

O presente artigo reflete uma investigação preliminar sobre a utilização das novas tecnologias de informação e
comunicação – especialmente aquelas ligadas à internet – pelas emissoras FM comerciais paulistanas. O objetivo
principal é mostrar em que nível ferramentas como podcasts, blogs e outros serviços interativos são usados para
fidelizar a audiência. No percurso, o texto alia essas reflexões ao referencial de Bernard Miège sobre as novas TICs, em
uma tentativa de demonstrar os processos de enraizamento social das tecnologias e como isso afeta o rádio como
veículo de comunicação.

A webradio e a geração digital


Nair Prata Moreira Martins (Uni-BH)

A webradio é uma das mídias que mais sofrem mudanças com as novas tecnologias pois, agora, possui também
conteúdos textuais e imagéticos, além dos já conhecidos elementos sonoros. Mas como as novas gerações, isto é, as
gerações genuinamente digitais, acessam esse novo modelo de radiofonia? Com base em discussões sobre recepção
e novas tecnologias, este artigo pesquisa como os jovens da geração digital navegam pela webradio mais acessada do
país, a Estação Pop.

Oi FM no Celular: Um Novo “Lugar” para Ouvir Rádio


Jefferson Mickselly Silva Chagas (UFF)

Questionando a lógica de substituição que opõe mídias massivas como o rádio às novas formas de escuta musical
desenvolvidas a partir da Internet e dos aparelhos digitais de reprodução sonora, o artigo propõe investigar a ascensão

146 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

do celular como novo suporte para a escuta radiofônica. Para tanto, investigaremos a proposta da Oi FM, emissora que
ao privilegiar o celular como aparelho receptor, reconfigura a narrativa radiofônica disponibilizando interfaces gráficas,
recursos de interação e mobilidade em sintonia com os novos hábitos de consumo de música.

Sábado l 05 de Setembro
16h00 às 18h00
SALA 207 BLOCO AZUL

Painel: O rádio, a emissora e o ouvinte


Moderador: Eduardo Vicente (USP)

Contratos de leitura: narrativas do cotidiano como estratégia de captura da recepção no


rádio
Maicon Elias Kroth (Unifra)

As reflexões apresentadas neste artigo representam a fase inicial de um estudo, em nível de doutoramento, que visa
compreender a lógica produtiva de um programa radiofônico na cidade de Santa Maria – RS. A análise busca observar
estratégias discursivas utilizadas pelo radialista João Carlos Maciel. De maneira mais específica, o que se quer analisar é
porque o apresentador volta-se para as individualidades, ao fazer uso de narrativas do cotidiano, mediante vários tipos
de interação, para concretizar novas formas de vínculos com a audiência.

O jornalismo no rádio atual: o ouvinte interfere?


Doris Fagundes Haussen (PUC-RS)

O artigo propõe-se, através da análise da programação de quatro emissoras de Porto Alegre, a investigar de que maneira,
efetivamente, as novas tecnologias e a maior participação do ouvinte têm alterado a rotina das rádios dedicadas ao
jornalismo. Além do estudo das programações e a descrição da situação das emissoras, são realizadas entrevistas com
os responsáveis e consulta à bibliografia pertinente. As principais questões são: esta participação traduz-se em uma real
interatividade? Em que medida a participação influi nas pautas jornalísticas? A interatividade técnica converte-se em
interatividade comunicativa? A web tem sido realmente um espaço para novos ouvintes? Entre os autores que apóiam
o estudo estão Cebrián-Herreros (2007), Ferraretto (2009) e Bustamante (2003).

Rádio e Mídia Sonora


Os Jovens e o Consumo de Mídias. Surge um Novo Ouvinte
Mágda Rodrigues da Cunha (PUC-RS)

Os jovens têm hoje, na sociedade tecnológica, um poder que sequer reconhecem. Esse é um contexto que vem
sendo desenhado desde os anos 70, quando a indústria começou a oferecer em larga escala tecnologias complexas
de informação. A observação do comportamento de consumo midiático do público jovem torna-se relevante para
apontar tendências. Uma dessas dimensões deve estar voltada às apropriações que fazem hoje do rádio ou farão no
futuro. Essa reflexão, no entanto, deve levar em consideração o desenvolvimento do suporte e modelo de distribuição
de conteúdos radiofônicos e categorias de análise que possam emergir da observação do comportamento jovem em
relação às mídias em geral.

Como Jovens Jornalistas Ouvem Rádio


Marcelo Kischinhevsky (PUC-Rio)

O presente artigo sistematiza as primeiras conclusões de levantamento sobre hábitos de consumo de conteúdos
radiofônicos entre estudantes de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Foram
ouvidos 118 jovens das mais diversas classes sociais, com formatura prevista para o ano de 2009, sobre sua relação com o
meio e sua adesão às novas plataformas digitais. Os resultados evidenciam algumas das profundas transformações nos
usos do rádio ao longo da última década, com a chegada de canais de distribuição como a telefonia móvel e as novas
modalidades de radiodifusão via internet, que possibilitam a formação de audiências online.

Rádio Informativo e Ecologia da Comunicação: o Jornal da CBN como Cenário de Vinculação


Sócio-cultural
José Eugenio de Oliveira Menezes (Facasper)

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 147


INTERCOM 2009 l Curitiba

A partir da descrição empírica de um programa de rádio informativo, o Jornal da CBN Primeira Edição, o texto reúne
pistas para a compreensão da prática do rádio informativo e das interfaces entre jornalismo e expressões lúdicas da
cultura. A partir dos processos de vinculação pela oralidade mediatizada, destaca a importância epistemológica do
ouvir pelo rádio ou pelos ambientes digitais em rede no contexto da escalada da abstração descrita por Vilém Flusser e
aponta possibilidades de uma ecologia da comunicação.

Sábado l 05 de Setembro
18h00 às 19h00
SALA 207 BLOCO AZUL

Fórum
Reunião anual do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 09h45
SALA 207 BLOCO AZUL

Painel: Publicidade radiofônica


Moderador: Clóvis Reis (FURB)

Jingle: narrativa sonora


Roseli Trevisan Campos (FCL)

O presente texto tem como objetivo analisar a participação do meio rádio, especialmente através dos jingles, no
cotidiano dos ouvintes. Entendemos o rádio como instituição mediadora e o jingle como produção cultural, uma
narrativa que tenta reproduzir o cotidiano dos ouvintes e estabelecer relações. O corpus foram jingles veiculados
pela Rádio Gazeta FM, freqüência 88,1, mantida pela Fundação Cásper Líbero, em São Paulo, uma emissora comercial
popular com audiência predominantemente jovem e feminina. Os jingles foram estudados como narrativas musicais
estruturadas com linguagens simples, muitas vezes de forma lúdica, para ajudar a fixar a marca de um produto ou uma
idéia na mente dos ouvintes. Para analisarmos a recepção dos jingles realizamos pesquisa empírica em duas etapas: um
questionário para trinta ouvintes e, na segunda etapa, quatro entrevistas em profundidade.

Memória Musical Publicitária: o jingle imprevisível.


Lígia Teresinha Mousquer Zuculoto (IELUSC)

Este trabalho se propõe a refletir sobre o jingle. Apresenta análises preliminares especificamente sobre o jingle
imprevisível, aqui entendido como aquele que é criativo, ousado e memorável. Tomamos como categorias balizadoras
iniciais, para esta reflexão, algumas linguagens da comunicação: a radiofônica, a musical e a publicitária. Discutimos
os elementos que compõem estas linguagens na criação e produção de um jingle. E com base nestas discussões,
evidenciamos e analisamos alguns jingles que se destacam na memória musical publicitária.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 09h45
SALA 208 BLOCO AZUL

Painel: Música e indústria fonográfica


Moderador: Alvaro Bufarah Junior (Faap/Uni9)

148 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

A Questão dos Suportes na Indústria Musical: concentração, substituição,


desmaterialização
Eduardo Vicente (USP)

Esse texto busca oferecer uma discussão acerca do desenvolvimento histórico e da crise atual da indústria fonográfica
a partir da questão dos suportes de gravação. Os suportes e sua desmaterialização, a partir das possibilidades abertas
pelas tecnologias digitais de produção e pela web, parecem estar na base de vários importantes processos que afetam
a indústria, desde a questão da integração hardware/software – crucial para a formação de alguns dos conglomerados
que durante longo tempo controlaram os rumos da produção fonográfica – até o avanço da pirataria, um dos mais
graves problemas enfrentados atualmente pelo setor.

Condições e Contexto Midiático do Experimentalismo na MPB dos Anos 1970


Herom Vargas Silva (USCS)

Este trabalho discute quatro aspectos contextuais que, direta ou indiretamente, contribuíram para sustentar o
desenvolvimento de trabalhos mais experimentais na MPB nos anos 1970. Dentro das condições culturais, são analisadas
a contracultura, a vertente inovadora na MPB a partir do tropicalismo e o uso conceitual do disco. No que se refere às
condições midiáticas, serão tratadas a situação da indústria fonográfica, do mercado do disco e das emissoras de TV que
deram base para que determinados compositores, cantores e grupos desenvolvessem trabalhos mais criativos dentro
da linguagem da canção. Dentre tais artistas na década, serão citados os casos de Walter Franco, Secos & Molhados,
Jards Macalé, Tom Zé, entre outros.

Domingo l 06 de Setembro
09h45 às 11h30
SALA 207 BLOCO AZUL

Painel: Cidadania, política, comunidade e educação


Moderador: Doris Fagundes Haussen (PUC-RS)

A programação do rádio brasileiro do campo público: um resgate da Segunda Fase

Rádio e Mídia Sonora


histórica, dos anos 40 ao início dos 70
Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)

Este artigo é um resgate ainda inicial da segunda fase histórica do rádio do campo público no Brasil - meados dos anos
40 ao início dos 70. Está focado nas concepções e linhas gerais de programação das emissoras naquele período. Analisa
e reflete sobre a construção desta programação, evidenciando influências e trajetórias para a constituição do campo
público da radiodifusão brasileira, recortado em emissoras estatais, educativas, culturais e universitárias. Categorizamos
esta fase como do Desenvolvimento do Educativo, na qual este segmento efetivamente passa a se firmar com programas
de educação até mesmo formal, com aulas pelo rádio. Também é quando começa a implantação de rádios educativas
vinculadas a universidades. A primeira foi a da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que entrou no ar em 1957.

Um Perfil das Rádios Comunitárias no Brasil


Bruno Araujo Torres (Unipac)

O presente trabalho pretende provocar e ampliar o debate sobre o tema das rádios comunitárias no Brasil. Embora
seja um tema muito comentado na nossa atualidade, ainda é pouco estudado dentro da sua devida importância na
comunicação científica. Este estudo traz novas informações a respeito de como estão operando as rádios comunitárias
devidamente legalizadas no Brasil desde a sua criação em 1998. Os dados apresentados neste estudo foram catalogados
durante o desenvolvimento de uma tese de doutorado cujo foco foi o funcionamento das rádios comunitárias no
Brasil.

O som que se faz ver das rádios comunitárias da web


Gisele Sayeg Nunes Ferreira (PUC-SP)

Este trabalho busca compreender a construção de imagens em som a partir das espacialidades e visualidades
engendradas pelo som de uma RadCom com transmissão simultânea pelo espectro eletromagnético e pela web. O

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 149


INTERCOM 2009 l Curitiba

estudo assenta-se nas categorias epistemológicas de análise da construtibilidade da imagem (visualidade e visibilidade)
propostas por FERRARA (2008a; 2008b; 2007). Parte ainda da noção de que a justaposição de formatos de mídia existentes
cria uma linguagem visual híbrida de imagens em movimento (MANOVICH: 2008), essencialmente sinestésica – na qual
a programação radiofônica passa a ser concebida para ser ouvida em sendo vista.

Rádio e educação - maneiras de conjugar


Adriana Gomes Ribeiro (FEBF)

A utilização do rádio para educar está presente na história da radiodifusão brasileira desde a fundação de nossas primeiras
emissoras. Até a década de 1970, a maioria dos projetos pensava o veículo como vetor de educação a distância. Nos
últimos 20 anos, porém, outros tipos de projeto de educação com o rádio têm sido propostos, tais como: a promoção
do exercício crítico para melhor “leitura” do meio; a produção de programas como motivadora para aprendizagem
de outros conteúdos; a produção como estímulo para promover uma melhor comunicação e troca de informações
num determinado grupo. Ainda assim, a produção de programas para ensinar conteúdos não cessa, ao contrário, se
reinventa, tentando apreender a melhor maneira de conjugar rádio e educação. Este artigo procura apresentar histórico
e panorama atual das produções radiofônicas dedicadas à educação formal e não formal.

Ciência e Tecnologia em Rádios Universitárias: as experiências de Ouro Preto e Uberlândia


Marta Regina Maia (Ufop), Mirna Tonus (UFU)

No Brasil, embora não haja dados consistentes sobre o tempo que ciência e tecnologia ocupam no rádio, é possível
afirmar que a informação sobre esses temas é rara nesse meio, com exceção de emissoras educativas e universitárias, que
abrem espaço além do noticiário diário para a divulgação científica e tecnológica. Essa tendência delineia-se na história
do rádio educativo no Brasil. Este trabalho apresenta duas experiências de programas científicos nas emissoras das
Universidades Federais de Ouro Preto e Uberlândia, UFOP Ciência e Pesquisa UFU, discutindo a estrutura e a linguagem
dos referidos programas.

Domingo l 06 de Setembro
09h45 às 11h30
SALA 208 BLOCO AZUL

Painel: Rádio, som e criatividade


Moderador: Nair Prata Moreira Martins (Uni-BH)

Performance Vocal Midiática1


Marcos Júlio Sergl (Unisa/Fapcom)

A presente pesquisa analisa as peças radiofônicas publicitárias pelo viés da paisagem sonora contida nos jingles.
Partindo da linguagem conativa, o jingle se apropria de outras funções para conquistar o público. Para atrair a escuta
dos ouvintes e fixar a marca dos produtos, as peças radiofônicas publicitárias buscaram constituintes diferenciadores,
os efeitos sonoros e as trilhas. Ao referenciar sonoramente os produtos e os serviços oferecidos, os efeitos sonoros e
as trilhas confeccionam novos contextos. É nossa proposta recriar esse percurso histórico, apontando os elementos
que contribuíram para definir esse traçado e determinar a peça radiofônica publicitária como pilar fundamental da
radiofonia enquanto mídia.

Áudio slideshow como formato para reportagens multimídia: primeiras aproximações


Marcelo Freire Pereira de Souza (UFBA), Rodrigo Carreiro (FSBA)

Esse artigo faz de forma preliminar uma analise da estrutura do formato Áudio slideshow e sua aplicação como formato
para reportagens no webjornalismo. Ele è composto por imagens estáticas, texto e áudio e conjuga características do
jornalismo online, mas também elementos da narrativa radiofônica. Além de mapear algumas das suas características,
realizamos uma breve revisão de literatura sobre o conceito de reportagem nas mídias tradicionais e na internet.

Raça, Amor e Paixão. Os Sons dos Estádios de Futebol como Elementos de Vinculação.
Rodrigo Fonseca Fernandes (FCL)

150 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Quais são os diversos sons que produzimos e que estamos sujeitos a escutar sempre que vamos ao estádio de futebol?
Neste artigo, veremos como esses sons vinculam os torcedores, criando um ambiente envolvente onde cada um deixa
projetos, angústias e amores de lado e se dedica, durante um tempo, exclusivamente ao jogo e às suas sensações.
Da sirene da viatura de polícia aos hinos entoados pelas torcidas. Os sons fazem parte do futebol. O “futebol-arte” é
imagem e som.

Para criar o site Radioforum, em busca de um rádio inventivo...


Mauro José Sá Rego Costa (UERJ)

Discussão do projeto e conteúdo de um site para a divulgação de gêneros radiofônicos pouco ouvidos em nosso
dial, como radiodrama e radioarte; além das formas de design sonoro que também não contam com outros meios de
divulgação – design sonoro para dança, performances, vídeos e cinema, arquiteturas e esculturas sonoras, etc.... Após a
apresentação da comunicação, o site será mostrado em operação.

Entreouvidos: sobre Rádio e Arte, comunicação radiofônica na linha de tangência entre


imagem e som
Lilian Martins Zaremba da Camara (UFRJ)

A gramática da mensagem radiofônica vem sendo reinventada ao longo de sua já centenária história, construindo e
desconstruindo padrões de escuta em imagens sonoras. Adotando no terceiro milênio o fantasma da possibilidade de
imagens visuais, muitos questionam a sobrevivência deste meio de comunicação denominado “rádio”. Este artigo se
propõe linhas de discussão a esta questão, equacionando um painel deste momento da história, aonde as faces mais
contemporâneas deste médium possam ser expressas como arte.

6 de setembro
11h30 às 12h00
SALA 207 BLOCO AZUL

Fórum
Reunião anual do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora

Rádio e Mídia Sonora


6 de setembro
14h00 às 15h45
SALA 207 BLOCO AZUL

Painel: A programação radiofônica - Parte 1


Moderador: Luiz Artur Ferraretto (UCS)

Radiojornalismo e convergência tecnológica: uma proposta de classificação


Debora Cristina Lopez (UFSM)

O presente artigo trata de uma das cinco perspectivas de estudos sobre a convergência para observar as mudanças
no fazer radiojornalistico no que diz respeito aos aspectos tecnológicos. Parte de uma pesquisa doutoral, ele discute
as mudanças do veículo neste novo ambiente e caminhos possíveis para a sua reconfiguração e, por conseguinte, as
mudanças na atividade do jornalista. Alem disso, apresenta uma proposição de classificação da convergência tecnológica
no radiojornalismo, mostrando como os três níveis propostos agem no fazer jornalístico neste meio de comunicação.

Radiojornalismo, Webjornalismo e Formação Profissional


Carla Rodrigues (PUC-Rio), Creso Soares Jr. (PUC-Rio)

Este artigo discute as habilidades do profissional de rádio, a partir da expansão do veículo para a internet. Para isso,
toma-se como ponto de partida o exemplo do blog especial da rádio CBN para as olimpíadas de Pequim 2008 e a
experiência do Portal PUC-Rio Digital a fim de para discutir que novas exigências o mercado de trabalho impõe ao
radiojornalista, refletindo também sobre o que passa a ser o papel da formação deste profissional.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 151


INTERCOM 2009 l Curitiba

Rádio e Internet: recursos proporcionados pela web, ao radiojornalismo


Antonio Francisco Magnoni (Unesp), Ana Carolina Almeida (Unesp)

Este artigo apresenta um estudo inicial sobre a relação internet e rádio. As conclusões preliminares foram baseadas em
pesquisas bibliográficas e em quinze dias de análise das páginas virtuais de cinco rádios (BandNews FM, Jovem Pan,
Eldorado, CBN e Rádio Bandeirantes) na internet. Foram observados os indicadores de presença e os possíveis efeitos dos
novos fenômenos comunicativos derivados das novas tecnologias digitais. Estudamos em sites de emissoras de rádio,
a ocorrência de multimidialidade e institucionalidade, as tendências de aprofundamento da informação jornalística, a
interatividade, a importância da memória para o armazenamento e recuperação de informações e a personalização ou
recepção individualizada de conteúdos.

Reflexões sobre a Produção de Conteúdo Jornalístico para uma Emissora Esportiva no


Rádio Digital
Patricia Thomaz (UFPR), Alisson Castro Geremias (UFPR)

Este artigo visa refletir sobre a programação de uma emissora esportiva 24 horas por dia no rádio digital. Com a previsão
de digitalização do rádio no Brasil, em um futuro breve, abrem-se novas perspectivas. As rádios poderão transmitir em
subfaixas, com programações diferenciadas. Essa nova era pode favorecer a segmentação das emissoras em diversos
temas, como o esporte. Os produtores de conteúdo têm um grande desafio pela frente com o rádio digital. Entretanto, a
maioria dos empresários ainda não têm planos de negócio, seja na produção de conteúdos, criação de canais adicionais
ou produtos e serviços específicos. Sem a pretensão de criar estratégias mercadológicas, o artigo pretende apontar
tendências de conteúdo e características da linguagem esportiva que podem encontrar maior espaço nesta mídia
digital.

A retoricidade de contexto no Rádio Informativo


Luciano Klöckner (PUC-RS)

O artigo trata um dos aspectos de estudo mais amplo que visa detectar os níveis retóricos e argumentativos de
diversos formatos do Rádio Informativo (Meditsch,2001), a partir da Nova Retórica (Perelman & Olbrechts-Tyteca, 1996).
Fundamentando-se metodologicamente na Análise Retórica (Leach, 2002), tenciona-se apresentar a retoricidade de
contexto como fator implícito nas emissoras e nos programas jornalísticos, constituindo-se em item determinante para
atrair a audiência de públicos interessados na notícia.

Domingo l 06 de Setembro
15h45 às 18h00
SALA 207 BLOCO AZUL

Painel: A programação radiofônica - Parte 2


Moderador: Luiz Artur Ferraretto (UCS)

Radiojornalismo e polifonia: a enunciação do mundo do trabalho no Programa Rádio Livre


Raimundo Nonato de Lima (UFC), Andrea Pinheiro Paiva Cavalcante (UFC)

A proposta deste texto é apresentar e analisar a experiência do Rádio Livre, programa jornalístico diário, produzido pela
Rádio Extra Comunicação, veiculado pela Rádio Universitária FM de Fortaleza e cuja produção discursiva está baseada
na informação sob o ponto de vista do trabalhador. Essa opção não se manifesta apenas na maneira de produzir a
notícia, envolve sobretudo o modo como ela é transmitida aos ouvintes. O estilo do apresentador ao comentar os fatos
que noticia tem um viés político evidente cuja principal característica é o diálogo subjetivo que vai estabelecer com o
público-ouvinte tecido em uma linguagem marcada pela oralidade e polifonia.

A apresentação de histórias fantásticas com a utilização do radiojornalismo


Sandra Sueli Garcia de Sousa (PUC-SP)

Este trabalho apresenta o quadro “Caixão de Notícias” veiculado em um programa de entretenimento da Rádio Cultura
FM do Pará (Visagem). O quadro em questão parte da narrativa de histórias fantásticas e sobrenaturais contadas por
quem viveu o fato. Os relatos são contados em forma de reportagem, com amplo recurso sonoro que o meio rádio

152 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

comporta: a fala, a música, os efeitos e ruídos contribuindo para atiçar a imaginação do ouvinte. O “Caixão de Notícias”
além de enriquecer sonoramente esses relatos também ajuda a manter viva a cultura regional, por veicular histórias
sempre presentes no imaginário amazônico.

Radiodocumentário: gênero em extinção ou lócus privilegiado de aprendizado?


Sônia Caldas Pessoa (NP)

O presente artigo tem o objetivo de apresentar a experiência da produção de radiodocumentário em uma disciplina
de rádio no curso de Jornalismo, ministrada em uma instituição privada de ensino superior. Para tal, discutimos
o conceito de radiodocumentário, dialogando com alguns autores, e implantamos, em conjunto com os alunos, o
projeto Radidocumentário: lócus de aprendizado. O nosso objetivo é contribuir para a reflexão sobre a importância do
radiodocumentário no aprendizado do estudante de Jornalismo e despertar a atenção para a ausência desse gênero na
produção radiojornalística brasileira.

Rádio Nacional do Rio de Janeiro: um estudo dos gêneros entretenimento e jornalístico


Carina Macedo Martini (UPM)

Esta pesquisa tem como proposta refletir a apropriação de dois gêneros radiofônicos pela Rádio Nacional do Rio de
Janeiro, durante os anos 40 e 50: o entretenimento e o jornalístico. Da grade de programação dessa emissora, no período
em análise, esses dois gêneros representavam juntos 67,6% do que era produzido e veiculado. Ainda pretende abordar
o pioneirismo do departamento artístico da Nacional que fez do rádio o palco do drama, da música e da notícia, com
produções que foram abarcadas pela época de ouro do rádio no Brasil.

O revival identitário no humor radiofônico: Múltiplas temporalidades e imaginários


regionais
Ricardo Pavan (Unoesc)

A despeito da multiplicação das mídias interativas, o rádio se mantém como um dos principais meios de expressão das
identidades sociais. Nesse artigo trataremos de salientar os imaginários construídos entre as diversas tradições culturais
nacionais e regionais e sua inserção no cenário midiático estandardizado contemporâneo. As reflexões têm como
referência as produções humorísticas radiofônicas que recuperam estereótipos étnicos. A observação compreende a
caracterização identitária das populações descendentes de alemães e italianos por meio das performances cômicas dos
personagens Radicci e Willmutt, dois ícones do caricato midiatizado desses grupos sociais no Sul do Brasil.

Rádio e Mídia Sonora

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 153


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 5 – GP CONTEÚDOS DIGITAIS E CONVERGÊNCIAS


TECNOLÓGICAS
Coordenadora: Cosette Castro (Unesp)

SALAS 218 E 219 BLOCO AZUL

Sábado l 05 de Setembro
SALA 218 BLOCO AZUL

Sessão 1 - TV Digital
08h30 às 12h00

Narrativa Audiovisual para Multiplataforma Um Estudo Preliminar


Cristiana Freitas Gonçalves de Araujo (Unesp), Cosette Espíndola de Castro (Unesp)

Este artigo trata do impacto das novas Tecnologias de Informação e Conhecimento – TIC, na estrutura narrativa de um
programa audiovisual. Analisa os efeitos das novas mídias digitais sobre a percepção e o comportamento da audiência.
Investiga a narrativa não linear a partir da linguagem usada nos novos meios, com vistas à formatação de um conteúdo
para a interação da audiência na televisão digital, na internet mediada pelo computador e no celular.

Televisão - O Discurso Interativo Digital


Flávia Silva Souza (UFJF), Kelly Scoralick (UFJF)

O presente trabalho tem o objetivo de apontar os marcadores de interatividade presentes no discurso televisivo. A
análise é feita utilizando os conceitos de analógico e digital, determinantes na maneira de se promover a interatividade.
No primeiro, a interatividade pode ser percebida na oralidade. No segundo, o desenvolvimento das novas tecnologias da
comunicação e da informação permite que os telespectadores possam realizar interferências de forma mais significativa
nos programas televisivos.

A interatividade na TV digital e as novas tecnologias convergentes no viés das transformações


comunicacionais
Santiago Naliato Garcia (Unesp)

Vemos, com o desenvolvimento tecnológico ao longo da história da humanidade, o surgimento de tecnologias


chamadas inovadoras – hoje “emergentes” – que são produtos de tantas outras tecnologias já existentes. Em alguns
casos, o desenvolvimento ultrapassa a representação imaginada; em outros, é clara a relativa demora da sua utilização
devido, principalmente, a barreiras econômicas e políticas que impedem tal avanço tecnosocial. A partir dessas
observações, tentaremos contextualizar, sob a óptica de autores que pensaram as “novas tecnologias” em momentos
anteriores, o atual desenvolvimento da TV digital Interativa, com alguns conceitos de tecnologias próximas: a Internet
e os computadores.

TV pública digital e interatividade: como colaborar com a formação de cidadãos?


Giovana Sanches (Unesp), Antonio Carlos de Jesus (Unesp)

Partindo da hipótese de que a TV digital interativa pode contribuir para a formação de cidadãos, como auxiliar na
educação informal, e levando-se em consideração algumas funções da televisão pública, o presente trabalho descreve
uma proposta de conteúdo educativo para a Televisão Universitária Unesp (TVU). Para esse fim, faz-se uma abordagem
sobre a TV Digital no Brasil e os padrões dessa nova mídia no mundo. Posteriormente, são elencadas algumas
possibilidades de contribuição da TV pública para a sociedade que servem como base para a proposta sugerida para a
TVU, descrita por último.

Novos gêneros e formatos: a produção de conteúdos interativos na TV Digital


Dafne Fonseca Arbex (UFSC), Berenice Gonçalves (UFSC)

154 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

O presente artigo tem como objetivo indicar a potencialidade da hipermídia no contexto da TV Digital interativa.
Destaca-se as mudanças ocasionadas, tanto nas narrativas televisivas, agora adaptadas para um novo contexto
audiovisual, quanto para a aprendizagem on-line ou t-learning, formatado para o paradigma da convergência digital
entre os diversos meios e formas de comunicação. Para tanto, verificou-se os tipos de acessos simultâneos e a navegação
não-linear que a televisão digital poderá proporcionar a fim de identificar as possibilidades de produção interativa
de conteúdos voltados para a educação, e dos elementos de comunicação e interação disponíveis. A hipermídia na
televisão digital possibilitará uma nova maneira de “assistir” TV tendo o telespectador como sujeito ativo e conteúdos
educativos mais ricos e abrangentes.

Aplicações interativas em TVD suportadas por metadados


Fernando Jose Spanhol (UFSC)

Este artigo objetiva explorar conceitos de aplicações interativas para TV Digital suportadas pelo uso de metadados. Serão
apresentadas as principais diferenças entre o sistema televisivo analógico e o digital, sendo que dentre as características
levantadas, destaca-se a interatividade. A metodologia utilizada foi a abordagem qualitativa, a pesquisa descritiva e a
aplicada. Já para coleta de dados utilizou-se a pesquisa bibliográfica e documental. Por fim, apresenta-se um quadro
comparativo dos principais metadados existentes, sendo considerados dez critérios específicos de TV Digital. A análise
apontou que esses padrões de metadados, para atender os requisitos para o Sistema Brasileiro de TVD, devem ser
utilizados de maneira convergente e interoperável.

Sociedade da informação e a aplicação da informação na sociedade contemporânea


Angela Maria Grossi de Carvalho (Unesp)

Sociedade Pós-Industrial, Sociedade do Conhecimento e Sociedade da Informação podem ser consideradas como
sinônimos quando pensamos na sociedade que utiliza os processos informacionais por meio das tecnologias da
informação e comunicação (TICs) como forma de evolução. Partindo desse princípio, o artigo aponta para as possíveis
alterações no modo de produção e consumo da informação nessa sociedade, tendo como objetivo discutir o papel da
informação na contemporaneidade. Como metodologia utilizamos, de forma exploratória, as pesquisas bibliográfica e
documental. Os resultados obtidos nos mostram que em nosso país a Sociedade da Informação e o uso da informação
ainda caminham a passos lentos e necessitam ser observadas, debatidas e ampliadas.

RedeIFES: Propostas para Otimização de uma Plataforma de Compartilhamento de


Conteúdo Audiovisual entre Instituições Federais de Ensino Superior
Marcelo Ricardo Miranda Espindola (Uniderp/ Anhanguera), Andréa Ferraz Fernandez (UFMT), Vitor Busnardo Torres
Teixeira (UFMT), Maurício Falchetti (UFMT)

Esse artigo é sobre o sistema RedeIFES, infovia com intenção de compartilhar material audiovisual de instituições públicas
de ensino superior. Entre os objetivos estão a verificação da utilização prática do sistema, a identificação de problemas
que dificultam o seu uso e a sugestão de propostas para potencializar seu papel como espaço de compartilhamento
de conteúdo intelectual. A pesquisa foi realizada em dois momentos, um de caráter técnico-bibliográfico e outro de
caráter experimental e exploratório. Os principais resultados encontrados mostram que as dificuldades de utilização
do sistema RedeIFES são de ordem técnica e conceitual e sobrepassam as dificuldades previstas no projeto original,
Convergência Tecnológico
abrangendo problemas oriundos das instituições federais, produtoras e receptoras do material disponibilizado pelo
sistema RedeIFES.
Conteúdos Digitais e

Produção de informação de relevância social no ambiente da mídia social conectada


Walter Teixeira Lima Junior (Facasper)

A interação do usuário da Web com os conteúdos jornalísticos através de mecanismos simples, como fórum de discussão
no final da década de 90, favoreceu a experimentação do Jornalismo de duas vias. Ou seja, o conteúdo publicado
(emitido) pelo jornalista profissional contava com a complementação e/ou análise do usuário. Nos últimos anos, as
ferramentas tecnológicas “webbrowseadas” melhoraram a interatividade, permitindo ao usuário não somente inserir
comentários no fórum, mas também participar da criação, do compartilhamento, da avaliação, da classificação, da
recomendação e da disseminação de conteúdos digitais de relevância social de forma descentralizada, colaborativa e
autônoma tecnologicamente. Esses atributos caracterizam as Mídias Sociais, possibilitando ao Jornalismo experimentar
novos caminhos na construção de conteúdos informativos conectados aos interesses da sociedade.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 155


INTERCOM 2009 l Curitiba

Aplicação Pedagógica do WebLab e sua diponibilização na Rede Relivi: Uma prática


inovadora em sala de aula
Sergio Ferreira do Amaral (Unicamp)

Este artigo, é resultado de um projeto da Fapesp, que procura contextualizar a seguinte problematização: “Como o
Projeto WebLab implantado no Lantec/FE/Unicamp, pode ser utilizado no desenvolvimento de práticas pedagógicas
em sala de aula, mediatizada pela linguagem do vídeo digital e disponibilizado na Internet através da Rede Relivi?”. Para
tanto, objetivamos a criação de um modelo de uso didático – pedagógico mediatizado pela linguagem digital presente
no WebLab, para o processo de ensino e aprendizagem. Foi desenvolvido uma fundamentação teórica centrada em
dois eixos: A fundamentação da Comunicação e Interação em ambientes sociais colaborativos e a Consolidação de
um ambiente colaborativo de produção e disseminação de conteúdo educacional baseado na Internet denominado
Relivi.

Sábado l 05de Setembro


14h15 às 18h00
SALA 218 BLOCO AZUL

Sessão 2 - Jornalismo Digital

Jornalismo Participativo e a Observação da Mídia Brasileira: Uma Análise das Estruturas e


Canais de Interação nos Observatórios de Imprensa Brasileiros
Moisés Carvalho Brito (UFBA)

Este artigo pretende compreender como (ou se) os observatórios de imprensa brasileiros que atuam na Internet estão
inseridos no campo do webjornalismo participativo. Para isso, serão analisadas quatro iniciativas de monitoramento de
mídia no Brasil que fazem parte da Rede Nacional dos Observatórios de Imprensa (Renoi). O trabalho pretende mostrar
como os observatórios brasileiros estão se preparando para lidar com o novo papel ocupado pelo usuário da rede e
qual a estrutura de pessoal e de ferramentas disponível para o gerenciamento da interação observatório-usuário.

Comunicação Através de Mensagens de SMS: Um Estudo Sobre os Atributos Considerados


Importantes pelos Consumidores do Serviço
Joao Renato de Souza Coelho Benazzi (PUC-RJ)

Este trabalho apresenta a investigação sobre quais são os atributos que o consumidor considera importantes para
solicitar uma informação ou até mesmo assinar um ou mais canais de notícias via SMS. Por isso, a base teórica de análise
foi extraída de livros, sites da internet e artigos que apresentam conceitos como o comportamento do consumidor,
adoção de inovações, marketing de serviços e mobile marketing. A coleta de dados contou com entrevistas informais
e aplicações de questionário junto a pessoas que já tivessem acessado o serviço de notícias pelo celular. Assim, foi
possível identificar quais são as características necessárias e imprescindíveis que tanto os conteúdos como os formatos
das notícias por mensagem de texto devem ter para manter clientes atuais e atrair novos consumidores para o serviço
por assinatura.

Times Virtuais: Além do Tempo e Espaço.


Osmir Paulo Souza Junior (Umesp)

Este artigo discorre sobre a definição de times virtuais e suas principais características, nas palavras de diferentes autores.
Justifica-se por ser uma discussão presente no relatório da UNESCO e utilizado em discursos corporativos, porém
pouco definida em língua portuguesa. Objetiva-se com este refletir sobre a base histórica para o nascimento dos times
virtuais, a definição do termo em si, assim como suas características. Para tanto foram utilizadas pesquisas documentais
e bibliográficas. Como resultado concluíu-se que times virtuais são um resultado direto da necessidade humana de
encurtar distâncias e não se resume apenas à comunicação online de um grupo de trabalho. A base para times virtuais
está no método de utilização de ferramentas online para o desenvolvimento de trabalhos por colaboradores com
objetivos em comum com baixa interação sincronizada, tanto real quanto virtual.

Percepção dos Usuários da Rede Social Twitter com Relação às Estratégias de Comunicação
Dos Grupos de Notícias
Nickolas Xavier Rodrigues (Uni-BH)

No cenário de mudança dos recursos da comunicação e marketing, onde o público passa a ganhar maior espaço de

156 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

decisão e transformação de conteúdo. Pode-se considerar que alguns fatores estão promovendo importantes mudanças
no formato da comunicação dos grupos de notícias pela internet: a plataforma Web 2.0 com o jornalismo participativo;
a audiência crescente nas redes sociais; e uma globalização que dá visibilidade para os usuários e os grupos de notícias.
O Twitter é uma das alternativas para as considerações citadas acima. Observamos que os grupos de notícia ainda não
aproveitam os benefícios da Web 2.0 é necessário planejamento para operar a ferramenta. A metodologia utilizada
baseia-se nos estudos bibliográficos, e pesquisa de marketing qualitativa.

A participação do leitor no webjornalismo como vetor de desenvolvimento: o caso do texto


fotográfico no portal de notícias da Globo - G1
Lilian Cristina Monteiro França (UFS)

Nos jornais online de terceira geração (webjornais), a convergência tecnológica é um fator fundamental como forma de
ampliar a interatividade e a participação do leitor no processo de produção de conteúdos digitais. O portal de notícias
da Globo - G1, possui uma sessão, chamada “VC NO G1”, que permite o envio de fotos pelos internautas (leitores). Essas
fotos, acompanhadas ou não de textos e legendas poderiam, teoricamente, significar a possibilidade de encaminhar
ao jornal pautas com temas locais que poderiam levar a uma tomada de conhecimento do poder público que agiria
de modo a melhorar a qualidade de vida da população. Ao pautar uma série de temas que não estariam na mídia, pelo
menos não no mainstream, a participação do leitor se constituiria num vetor de desenvolvimento.

Twitter: microblog, publicidade e resultados


Rodrigo Duguay da Hora Pimenta (Unicap), Karla Regina Macena Patriota (UFPE)

As redes sociais tem se tornado a experiência de maior audiência da internet colaborativa. Dentre as ferramentas
clássicas, um novo tipo de rede começa a ganhar espaço entre os usuários e a mídia por seu crescimento exponencial
e pelo incrível potencial de convergência de conteúdos. Baseada em posts rápidos e no total controle do usuário sobre
que conteúdos receber, o Twitter se tornou a mais nova esfinge midiática a ser decifrada pelos profissionais da área.
Este trabalho dá um panorama da ferramenta, suas origens e prognósticos, mostrando como o Twitter pode ser usado
hoje para exposição de mensagens publicitárias e construção de marcas vitoriosas, se valendo dos conceitos clássicos
de mensuração e audiência.

Jornalismo colaborativo: produção de notícias do cidadão repórter no iReport.com da CNN


Mariana Lapolli (UFSC), Roberto Amaral (SCC)

A CNN (Cable News Network), rede de televisão norte-americana especializada na transmissão de notícias, possui uma
página na internet denominada iReport.com. Este site, permite a publicação de conteúdos do público sem edição e sem
filtro. Os arquivos postados considerados mais importantes e que obtiverem destaque são veiculados na programação
tradicional da emissora. Esta possibilidade de colaboração na produção jornalística afeta teorias tradicionais relacionadas
ao jornalismo de massa, como os processos de gatekeeping e agenda setting. Surge a figura do cidadão repórter que
além de receptor é também um emissor da mensagem. Neste contexto, o objetivo deste artigo é analisar a contribuição
do cidadão repórter na produção e disseminação da notícia. Para o alcance deste objetivo, realizou-se uma pesquisa
bibliográfica e utilizou-se o estudo de caso como técnica de pesquisa.
Convergência Tecnológico
Conteúdos Digitais e

Sábado l 05 de Setembro
14h15 às 18h00
SALA 219 BLOCO AZUL

Sessão 2.1 - Cinema e Mídias Digitais

Fan films e cultura participatória


Lucio Luiz Corrêa da Silva (Unesa)

Fãs de produtos culturais estão desenvolvendo uma nova maneira de homenagear os objetos de sua “paixão”: criando
novos produtos culturais derivados dos originais. Uma das formas de criação derivada são os fan films, produções
cinematográficas, geralmente amadoras, construídas a partir da apropriação de personagens e universos ficcionais
criados por terceiros, sem a preocupação com direitos autorais. Os fan films são parte da cultura participatória, que se
relaciona com as atividades desses fãs.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 157


INTERCOM 2009 l Curitiba

Interações No Cinema: Proposta De Realização De Um Filme Colaborativo Na Web


Rodrigo Bomfim Oliveira (Uesc), Roberto Ribeiro Miranda Cotta (Uesc)

Este artigo faz um levantamento das possibilidades de interatividade no cinema contemporâneo, frente a influência das
novas tecnologias e das ferramentas digitais. A proposta desta pesquisa é avaliar o redimensionamento da participação
do espectador na construção de significações de uma obra fílmica, tendo como ponto de partida a realização de um
filme interativo experimental, cujo processo será partilhado com os interagentes através de um blog. O objetivo geral
desta comunicação é apresentar o projeto de um filme colaborativo, a ser confeccionado com a tecnologia digital,
averiguando as formas de interação possíveis mostradas no projeto. A metodologia adotada parte de uma revisão de
literatura de teorias da cibercultura, do cinema e dos e da estética da recepção.

O Cinema e os Cinemas: diálogos entre estética e tecnologia


Claudia Cristina Guimarães (UTP)

O texto discorre sobre divergências e convergências nos diálogos entre estética e tecnologia, impressas nas práticas
audiovisuais contemporâneas. Com base no postulado de que a globalização está intimamente ligada ao fenômeno
da proliferação de imagens, o ensaio apresenta como eixo de investigação as narrativas hipertextuais contemporâneas,
construídas sobre estruturas-teias, que carregam uma forma de desorganização caracterizada pela interatividade,
descentramento, fragmentação, simultaneidade e multilinearidade. Redimensionando o cinema como laboratório de
realizações criativas das teorias pós-modernas, a reflexão contextualiza o produto audiovisual que migra das grandes
telas e ocupa espaços virtuais onde formas superpõem-se, embricam-se, misturam-se, articulam-se gerando estéticas
da saturação, do excesso, da instabilidade que configuram as sociedades da comunicação de vanguarda.

Immemory, de Chris Marker e Documentário Interativo: Relações e Possibilidades Narrativas


na Cultura da Interface e da Convergência
Daniela Muzi (PPGCom-Uerj)

Este trabalho pretende relacionar a obra Immemory (1997), de Chris Marker - que usou o CD-ROM como suporte para
produzir um conteúdo audiovisual não-linear - como um ponto de partida para uma perspectiva estética de produção
de documentários interativos e participativos onde a narrativa deixa de ser linear e passa a ser não-linear. Possibilidades
que se tornam cada mais viáveis no âmbito da cultura da interface e da convergência, contexto onde se insere a TV
Digital Interativa (TVDI). Essa mudança estética pode significar uma mudança social do aspecto do espectador de
passivo à interativo e participativo.

Entre Nixon e SCUMM: Uma análise do game Maniac Mansion.


Eduardo Fernando Müller (PUC-RS)

A proposta deste trabalho é realizar uma análise do game Maniac Mansion, seguindo um modelo de comunicação
proposto por Raymond Nixon, e adaptando-o à realidade de um produto inserido no mercado dos jogos digitais.
Consideram-se, nesta adaptação, as etapas do processo de comunicação, que envolvem o emissor e suas intenções; a
plataforma de funcionamento do game, ou engine; seu sistema de regras; a narrativa; a interface e sua relação com o
receptor/jogador; e os efeitos causados.

Metaversos e Redes Sociais: convergências rumo a novos padrões.


Francisco José Paoliello Pimenta (UFJF), Julia Pessôa Varges (UFJF)

Trabalho voltado para a descrição de resultados de pesquisa sobre a atual convergência entre dois tipos de plataforma
interativa existentes na Rede: os metaversos e os sites de relacionamento. A análise abrange o Orkut, o Kaneva e o
Second Life, e três hipóteses sobre essa convergência serão testadas, uma referente ao suporte físico (programação e
hardware); outra sobre a capacidade de representação da concretude existencial e uma terceira relativa aos padrões de
sociabilidade entre os usuários destas plataformas.

Produções digitais na Era da Tag: os novos atributos para a (re)construção de conteúdos e


da logística da mídia interativa
Ricardo Luis Nicola (Unesp-Bauru/UofT)

Graças aos aportes teóricos da definição da cibercidadania da pesquisa anterior (2006-2008),este artigo pretende traçar
caminhos para identificar características e desdobramentos da (re)construção dos conteúdos da mídia e sua logística
através da legitimação dos ferramentais de linguagem das plataformas de tecnologias móveis e fixas.Aí entraria o

158 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

papel das “tag”,compreendidas como instrumentos do cibediscurso, em que se operacionaliza o conteúdo em função
da gerência e distribuição das edições on-line.Assim, visualizaremos novos modelos de comunicação transmidiática
focado mais nas mídias interativas, a TV Digital, a web, os celulares, etc. a detectar quais as falhas e as virtudes em seus
modelos de produção jornalística, de entretenimento entre outros, para com isso trabalhar as tags tanto num papel
info-inclusivo dentro da cibersociedade como de estudar o processo de sua criação.

Especificidades Midiáticas e Convergência Digital: Estranhamentos dos Meios


Rafael Franco Coelho (UFG), Cleomar de Sousa Rocha (UFG)

O artigo discute as especificidades das mídias impressa e eletrônica, relacionando tais diretrizes com a capacidade
computacional de convergência a mescla destas. Discute, em seguida, como o computador tem sido utilizado na
descaracterização das mídias, mas não avança em suas próprias especificidades. De outro lado, como as mídias impressa
e eletrônica se deixam contaminar pelo primado computacional, em níveis acentuados de referência a ele. Por fim o
artigo advoga o uso crítico e colaborativo das mídias, na construção de mensagens.

Narrativas Contemporâneas: Comunicação e Arte em Tempo de Convergência


Carlos Pernísa Júnior (UFJF)

Lev Manovich, em The language of new media, trata de uma questão importante quando se fala em novas possibilidades
contemporâneas de se contar histórias. Ele busca uma maneira de se ligar o banco de dados à narrativa, mas de uma
nova forma e não apenas com a expectativa de se criar um novo efeito. Assim, investiga-se aqui melhor o que está
sendo feito tanto na ficção como no ambiente jornalístico para tentar encontrar estas novas formas, que vão além de
meros efeitos. Autores como Steven Johnson, Janet Murray e Henry Jenkins apresentam alternativas a esta questão,
mas também é possível ver nos meios de comunicação atuais exemplos de tentativas de uma narrativa diferenciada em
relação à possibilidade do uso do computador e do banco de dados.

Modelo de Produto Híbrido para Comunicação Digital On-line: Execução de Projeto para
Produção Colaborativa e Coletiva de Conhecimento.
Andréa Ferraz Fernandez (UFMT), Marcelo Ricardo Miranda Espindola (Uniderp/Anhanguera), Talyta Louise Todescat
Singer (UFMT), Rafaela Almeida de Souza (UFMT)

Este trabalho investiga um modelo de produto híbrido de comunicação digital destinado a publicação de conteúdos
científicos, informativos e/ou de entretenimento online. O modelo busca os atributos da interatividade dentro da
perspectiva da construção coletiva e colaborativa de conteúdos entre autores que não se conheçam, mas tenham
interesses comuns. Utilizou-se da pesquisa bibliográfica e exploratória para a busca de sites e ferramentas de interatividade
digital, compatíveis e de fácil utilização. Os resultados demonstram que não existe um espaço que possibilite o encontro
dos usuários da informação digital, que ora são produtores e ora são consumidores de informação na UFMT. Este espaço
pode ser criado pela disponibilização online desses conteúdos em um modelo que permita a localização e edição de
materiais multimídia.

Domingo l 06 de Setembro
Convergência Tecnológico

08h30 às 12h00
Conteúdos Digitais e

SALA 218 BLOCO AZUL

Sessão 3 - Mídias Digitais e TVD

Juventudes no Ciberespaço: Produções de Conteúdos e Interações no Jornalismo


Janaína Cristina Marques Capobianco (UFMT)

Esta pesquisa discute os movimentos dos jovens na rede, focando a juventude em Mato Grosso, no contexto de
descentralização da informação e ampliação das perspectivas de produção e divulgação de conteúdos. A pesquisa
trabalha com grupos de jovens do Estado no universo hipertextual, suas produções, interações, participação em
conteúdos informativos alternativos, convencionais e suas interfaces. Analisa a forma como estas diferentes juventudes
navegam e interagem com o jornalismo convencional e com o conteúdo alternativo produzidos e disponíveis no
ciberespaço. Os impactos destes percursos em sua vida social também são observados.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 159


INTERCOM 2009 l Curitiba

Uma análise das potencialidades de implantação de uma Webtv a partir dos sites YouTube,
Vimeo, YahooVideo.
Jean Fabio Borba Cerqueira (UFS)

Este artigo é resultado de uma pesquisa para viabilizar condições tecnológicas para a implantação de uma Webtv
no Departamento de Artes e Comunicação Social da UFS (DAC), realizada no Laboratório de Estudos em Animação
(FREIMI). O trabalho contempla as potencialidades das plataformas Web 2.0 oferecidas pelos sites Youtube, Vimeo e
YahooVideo e investiga aspectos relevantes para o compartilhamento de uma programação inicialmente focada nos
vídeos produzidos como projetos de conclusão nos cursos de Jornalismo e Rádio e TV. Além de pesquisas bibliográfica
e documental, uma intervenção empírica tornou possível a análise destas plataformas. Neste enfoque, evidencia-se que
os recursos, apesar de sofisticados e bastante semelhantes, apresentam especificidades que devem ser ponderadas
considerando-se as particularidades da programação a ser veiculada.

As Tecnologias Móveis de Comunicação e as Apropriações Pelos ‘Repórteres de Ocasião’:


Novas Dinâmicas Emergentes nos Espaços Públicos
Grace Kelly Bender Azambuja (Unisinos)

Importante instrumento no registro de material inusitado e também jornalístico, os celulares inauguram a possibilidade
de manter o contato visual perpétuo (Kondor, 2007). Até então, desde simples flagras do cotidiano até os atentados aos
metrôs londrinos seriam de difícil captura in loquo. Casos mais recentes como o conflito na Faixa de Gaza e os protestos
no Irã também não teriam a visibilidade global alcançada se não fosse a constante participação dos ‘Repórteres
de Ocasião’ (Rebelo, 2006), com o envio de material informativo direto para a rede. Com a crescente popularização
destes dispositivos tecnológicos e a transmissão através das redes telemáticas móveis, urge a necessidade de se
pensar as dinâmicas que emergem entre a grande mídia e os sujeitos em relação aos espaços públicos na sociedade
contemporânea.

A experiência do canal do Ministério Público-SC no YouTube: uma alternativa à radiodifusão


para uma “TV” pública nascida da convergência
Ângelo Augusto Ribeiro (Ielusc)

Este artigo apresenta a experiência do Ministério Público de Santa Catarina, MPSC, de usar o YouTube como alternativa à
radiodifusão para implantar um canal público institucional e educativo. O MPSC foi pioneiro entre os órgãos do sistema
de Justiça brasileiro a utilizar o portal de compartilhamento de vídeos de maneira planejada e organizada com o objetivo
de orientar e esclarecer o cidadão a respeito de seus direitos e das formas de atuação da instituição. A experiência
demonstra como o ambiente digital de comunicação gera oportunidades para que grupos e instituições criem seus
próprios canais de comunicação com a sociedade. Ao mesmo tempo, mostra como a resistência das emissoras em
adotar a totalidade dos recursos da TV Digital torna esta mídia vulnerável às mudanças trazidas pela convergência ao
ambiente concorrencial.

Uma escuta do presente: videoclipe e convergências tecnológicas


Laura Josani Andrade Correa (UFMT)

Este artigo busca fazer uma leitura panorâmica, perceber o que acontece e ainda os devires do videoclipe como
escuta do presente. Esta empreitada tem inicio com a conceituação do termo videoclipe, segue com a verificação da
possibilidade de hibridação e mestiçagem com outros gêneros audiovisuais e então mostra a circulação desse produto
audiovisual a partir das transformações nos modos de se consumir música nos dias de hoje: da música para ouvir à
música para ouvir e ser vista. Estas transformações nos processos de consumo evidenciam a tendência de que a cultura
contemporânea é extremamente calcada na conjugação do som e da imagem.

O telespectador e a TV digital móvel: entrevistas preliminares para um estudo de recepção


Simone Feltes (Unisinos)

Nesse texto, apresentamos os resultados de um exercício preliminar e exploratório de realização de entrevistas com
telespectadores de TV no celular. A prática foi realizada com o objetivo de uma aproximação inicial com o objeto da
pesquisa de mestrado em andamento que propõe compreender as lógicas das mudanças nos processos interacionais
entre o telespectador, o meio e a mensagem na TV digital. A experiência, numa fase de pouca adesão dos telespectadores
à digitalização da TV no Brasil, visa buscar pistas teórico-metodológicas para uma posterior e definitiva ida a campo.

160 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Produção de Conteúdo para TV Digital e Uso de Ferramenta de Autoria para Inserção de


Interatividade
Fernando Antonio Crocomo (UFSC)

Encontrar alternativas para a produção mais facilitada de conteúdo para TV Digital. Este artigo tem como objetivo
apresentar uma experiência de pesquisadores das áreas de computação e jornalismo em busca de metodologias para a
produção de vídeo em alta definição além do desenvolvimento e uso de uma ferramenta de autoria, um software que
permite ao produtor inserir interatividade, sem a necessidade de programação específica a cada etapa de um vídeo
proposto.

Computação para não computeiros: considerações sobre interatividade e o canal de retorno


da TV digital brasileira
Rodrigo Eduardo Botelho Francisco (USP)

Este trabalho tem como temas o canal de retorno e a interatividade em ambiente de televisão digital no Brasil. É o
terceiro e último de três artigos, que tiveram como objetivo discutir assuntos técnicos sobre a implantação da TV digital
brasileira como uma forma de abrir a “caixa-preta” sobre esse novo dispositivo eletrônico de comunicação. Algumas
considerações parciais sobre esse processo de digitalização da televisão que vivenciamos no país apontam o conceito
de interação reativa como uma classificação possível para as relações estabelecidas entre os interagentes no novo
ambiente proposto para TV.

Edições Digitais de Periódicos: Gradações de Interatividade e Potencial Hipermidiático


Ildo Francisco Golfetto (UFSC), Berenice Santos Gonçalves (UFSC)

Esse artigo aborda o contexto atual dos periódicos na internet, mais especificamente das edições digitais. Busca-se
definir e qualificar os graus de interatividade e de imersão de das edições digitais a partir dos pressupostos de Kretz
(1985) e de Santaella (2004). O artigo finaliza com uma análise sobre os graus de interatividade presentes em duas
edições digitais. Discute-se principalmente as possibilidade de navegação e o uso dos recursos interativos. Conclui-se
que o uso dessa tecnologia pode ser aprimorado e também aplicada a outros contextos, além jornalismo. As edições
digitais trazem benefícios pois orientam o leitor na navegação possibilitando concentração no conteúdo e evitando
aprendizado dos códigos da interface.

A Práxis na Televisão Digital: o despertar do hipertelejornalista


Alan César Belo Angeluci (Unesp), Cosette Espíndola de Castro (Unesp)

Neste artigo, os autores buscam evidenciar as transformações que estão em curso no perfil do profissional de televisão,
sobretudo o jornalista, na medida em que avançam as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Tais mudanças
atingem desde o campo da produção à recepção. Baseado no conceito de hipertelevisão de Carlos Alberto Scolari
(2009), os autores propõem o despertar do hipertelejornalista, consciente e ativo diante das mudanças de sua práxis.
Nesse cenário insere-se o Sistema Brasileiro de Televisão Digital observado desde o ponto de vista econômico e social,
que aparece como válvula propulsora do desenvolvimento de uma indústria tecnológica inovadora no país. Uma
indústria que precisa correr para atualizar-se frente a digitalização que promete superar o atual modelo analógico de
Convergência Tecnológico

televisão.
Conteúdos Digitais e

Outros olhares. Outras maneiras de realizar o audiovisual. Outro paradigma broadcasting


Álvaro Fraga Moreira Benevenuto Junior (UCS)

A convergência digital tem alterado comportamentos, maneiras e velocidade da sociedade se comunicar. Com a
facilidade de acesso aos equipamentos de captura de imagens e sons; a disponibilidade de ferramentas para edição
e/ou montagem e acessos abertos para internet e demais repositórios de conteúdos audiovisuais da web, percebe-se
a ocorrência de fenômenos sociais de comunicação que incidem na quebra de paradigmas daquilo que se conhece
como linguagem broadcasting, a partir da disseminação da televisão na sociedade contemporânea. O texto que segue
pretende incrementar o debate sobre essa nova estética audiovisual gerada pela migração para os novos suportes e
ambientes da realização do setor. As observações são resultantes de oficinas desenvolvidas com adolescentes e jovens
da rede municipal de ensino básico de Caxias do Sul, que buscaram um outro modo de construir sua alfabetização.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 161


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
08h30 às 12h00
SALA 219 BLOCO AZUL

Sessão 4 - Jornalismo Digital e participação

Revistas Online: cartografia de um território em transformação permanente


Leonor Graciela Natansohn (UFBA), Tarcízio Roberto da Silva (UFBA), Samuel Barros (UFBA)

O artigo explora as formas de distribuição de revistas na internet e discute sobre as novas configurações na esfera
da circulação. Traça-se um panorama histórico dessas publicações em rede e assinalam-se algumas particularidades.
Tecnologias para a disponibilização e leitura de revistas em rede estão em permanente renovação. Elementos tais como
os sistemas disponibilizadores carecem de uma exploração e sistematização que permita conhecer o estado atual da
disponibilização de jornalismo de revistas na web e suas principais tendências. Nesse sentido, este artigo pretende
mapear o território das revistas online, no que se refere a sistemas mais usuais de publicação na Internet.

Modelos comparados de jornal-laboratório on-line


André Fabrício da Cunha Holanda (UFBA)

A prática laboratorial em jornalismo on-line exige a seleção de ferramentas eficientes e de baixo custo que proporcionem
aos estudantes a competência necessária ao uso dos sistemas de publicação e comunicação on-line, assim como a
compreensão dos dilemas e implicações sociais da produção noticiosa no contexto das redes digitais. Mais do que
meras ferramentas de publicação, as soluções aqui apresentadas pretendem-se ambientes virtuais de interação entre
alunos, professores, fontes e público, constituindo-se como verdadeiros ambientes integrais de ensino-aprendizagem.

Os Gadgets do Presidente: Interatividade e Mobilidade na Campanha Eleitoral de Barack


Obama
Renata Gonçalves (UFSJ)

Este trabalho tem como objetivo analisar o uso dos gadgets na campanha eleitoral de Barack Obama. Os gadgets
durante a campanha foram utilizados como centros móveis de interação entre o candidato e os eleitores. Em plena
mobilidade e privacidade os eleitores puderam interagir no espaço publico e discutir sobre política e melhorias publicas
com o governo. Esta análise pretende argumentar sobre a materialização da convergência das mídias pelos gadgets, a
interatividade e o uso dos gadgets durante a campanha eleitoral e as relações entre mobilidade, espaço virtual e espaço
real.

Formatos Multimídia no Jornalismo Digital: As “Histórias Fotográficas”


Daniela Osvald Ramos (FCL)

O artigo pretende iniciar o mapeamento de novos formatos multimídia informativos desenvolvidos na internet, em
especial o jornalístico, que apresenta fotografias em seqüência com áudio. Escolhemos especialmente este formato pois
esta configuração está se consolidando em empresas de comunicação em ao menos três países: Estados Unidos (portal
MSNBC), Argentina (portal Clarín.com) e Brasil (portal UOL), bem como está sendo ensinado como formato jornalístico
por Mindy McAdamns, professora de jornalismo multimídia na University of Florida College of Journalism. Também
discutiremos os usos do termo “formato”, muito utilizado na TV, e sua aplicação em conteúdos digitais jornalísticos na
internet.

A Notícia sob a Ótica do Público


Fernanda Carraro Dal-Vitt (UTP)

O crescimento da participação popular nos meios de comunicação sofre um incremento nesta última década. As
notícias que antes eram produzidas e transmitidas pelos jornalistas passaram a contar também com a colaboração do
público, que seleciona, redige, edita e distribui as informações. Assim, a proposta deste artigo é promover uma reflexão
acerca do que o público entende por notícia a partir da análise dos conteúdos noticiosos publicados no canal “Vc no G1”,
do Portal Globo, coletados durante 30 dias, totalizando um corpus de 91 notícias. Para tanto, foi investigado o perfil do
cidadão-repórter e mapeada as suas produções colaborativas. Os dados foram interpretados e, paralelamente, incluídas
as contribuições de autores sobre o tema proposto.

162 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

E-Gov e a Participação Popular


Margarete Panerai Araujo (Feevale)

As temáticas participação popular e gestão pública do e-gov vêm sendo motivo de novas pesquisas e investigações das
ciências sociais aplicadas, parecendo concentrar muitas preocupações atuais de nossa sociedade. Os governos buscam
novas orientações pautadas em programas políticos sob diferentes enfoques, de forma a avançar na construção de
conceitos na formação para cidadania. Tal modelo de gestão vem sendo implementado no estado do Rio Grande do
Sul. A metodologia de pesquisa utilizada corresponde às técnicas exploratórias ainda parciais e com uma abordagem
qualitativa. Objetiva-se aqui apresentar algumas bases de reflexão da implantação do e-gov, como política de expressão
do compromisso social, e geradora de ações socialmente inovadoras de conhecimento.

Celular: a potência da comunicação


Vilma da Silva Vilarinho (Senac), Marlivan Moraes de Alencar (Senac)

Este texto pretende discutir de que forma a expansão do uso dos aparelhos celulares assim como seus recursos de
produção de conteúdo têm contribuído para a constituição de novas formas de comunicar. Considera-se, neste trabalho,
que os celulares são máquinas potentes, capazes de gerar situações sociais originais, sejam as de tipo democrático e
livre, sejam as que afirmam ações de controle. Independente do caráter ideológico dessas situações, o fato é que os
dispositivos móveis de comunicação formam um sistema aberto que, ao se acoplaram aos corpos, se tornam verdadeiras
próteses tecnológicas.

Modernidade, Mobilidade e as Efemeridades do Século XXI


Sara Rodrigues de Moraes Bridi (CES/JF), Fernanda Leite Alonso (CES/JF)

A sociedade tem vivenciado constantes mudanças tecnológicas. A questão apresentada nesse artigo é se as mudanças
frenéticas que implementam apetrechos, amplificam ações e convergem mídias para a palma da mão seriam reflexos
das constantes invenções dos engenheiros da computação ou parte de algo maior – a modernidade levada às suas
últimas conseqüências. O estudo terá foco nas tecnologias móveis, em especial nas constantes mutações que levam os
aparelhos celulares à quarta geração, mal tendo passado pela terceira.

Jornalismo 2.0 e os usuários colaboradores


Janaina de Oliveira Nunes (UFJF)

Este trabalho analisa algumas influências da constituição da Web 2.0 no jornalismo impresso e on-line, tendo como
objetos de estudo o jornal e o site O Globo. A hipótese é de que o aumento e as facilidades de acesso ao ciberespaço
vêm forçando as empresas de comunicação a produzirem conteúdo diversificado para a plataforma Web, abrindo
espaço para a participação de leitores/usuários em seus diferentes suportes de publicação.

Domingo l 06 de Setembro
Convergência Tecnológico

14h15 às 18h00
Conteúdos Digitais e

SALA 218 BLOCO AZUL

Sessão 5 - TVD e Mídias Digitais

A Construção de Sentido e a Interatividade no Telejornalístico na TVDI


Kellyanne Carvalho Alves (Unesp), Cosette Espindola de Castro (Unesp)

Este artigo tem como objetivo o estudo das relações de sentido provocados no discurso telejornalístico a partir da
perspectiva de criação de novos espaços midiático de mediação e reprodução do real pela ótica da interatividade.
Esta característica inovadora permite estabelecer um estímulo para as discussões futuras a cerca das inquietações
provocada pela subjetividade e personalização dos acontecimentos inseridos num contexto social e tecnológico da
possibilidade de construção de conteúdos audiovisuais pela audiência. No caso da TVDI, se trabalha especificamente o
conteúdo telejornalístico e sua relação com a audiência, relacionada a dois princípios essenciais a construção interativa
de conteúdo: os conceitos de participação e colaboração.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 163


INTERCOM 2009 l Curitiba

A evolução da tecnologia e as tendências do jornalismo esportivo na TV Digital


Guilherme Michelon Sette (Unesp), Juliano Maurício de Carvalho (Unesp)

A evolução do homem corresponde à evolução tecnológica. As necessidades da sua própria existência fizeram com que
invenções fossem criadas para facilitar o modo de vida das pessoas. Ao longo da história, novas tecnologias mudaram
as formas de trabalhar, de se divertir, de viver a vida e criaram novas profissões. O presente projeto visa apresentar e
discutir as novas tecnologias e a história do jornalismo esportivo e sua evolução nos meios de comunicação de massa.
Além disso, apresenta-se as tendências e os novos conteúdos interativos digitais desenvolvidos para a área de esporte
na Televisão Digital.

A TV Digital Interativa na Era Convergente das Comunicações Sem Fio


Luís Geraldo Pedroso Meloni (Unicamp), André Barbosa Filho (UnB)

Vivemos a era da convergência das tecnologias digitais, onde o recente sucesso da implantação do sistema brasileiro
de televisão digital vai de encontro às tecnologias de comunicação sem fio na Internet, pavimentando o caminho da
aguardada interatividade plena. Um importante desafio se apresenta com a possibilidade do país assumir um papel
de liderança na definição de um novo perfil de operação do WiMAX abaixo de 1 GHz, denominado WiMAX-700. Ao
desempenhar um papel promissor como canal de interatividade do SBTVD, amplia as possibilidades de produção de
conteúdos audiovisuais digitais que, por sua vez, colaboram no esforço do conjunto de programas de inclusão social
do País.

A Produção de Conteúdos Audiovisuais na Era Digital e a construção de políticas públicas


para o setor
Cosette Espíndola de Castro (Unesp)

Este artigo aborda as mídias digitais e a convergência tecnológica para inclusão social a partir da produção de
conteúdos audiovisuais digitais interativos como novo modelo de negócio para profissionais liberais, pesquisadores
e empresas. Busca-se analisar as mudanças que estão ocorrendo e as novas necessidades na formação profissional
voltada para a produção de conteúdos audiovisuais digitais para TV digital, celulares, computadores mediados por
internet ou videojogos em rede, a partir da proposta de construção de políticas públicas para o setor. A reflexão aborda
as tecnologias digitais como uma indústria em estágio inicial e como espaço de sustentabilidade para a Região.

Interoperabilidade e Interatividade da TV digital na Construção da Sociedade da


Colaboração
Deisy Fernanda Feitosa (Unesp), Cosette Castro (Unesp), Vânia Cristina Pires Nogueira Valente (Unesp)

No mundo digital, produzir conteúdos exige considerar um conjunto de aparatos tecnológicos e as inovações que
oferecem, observando o contexto em que estão inseridos. Foi-se o tempo que as empresas de radiodifusão eram as
únicas a possuir plataformas tecnológicas e a ofertar conteúdos audiovisuais para as audiências. Hoje vivemos um
momento de transformação da tecnologia analógica para a digital e no mundo proliferam geradores de conteúdos
digitais que oferecem conteúdos de áudio, vídeo e texto lado a lado com os profissionais com formação na área da
Comunicação. Considerando a geração de conteúdos digitais ofertadas pelo mercado, passamos a ter nos cidadãos
comuns colaboradores importantes do espaço audiovisual. Neste texto, buscamos compreender o papel da
interoperabilidade, interatividade e a importância de processos colaborativos na TV digital que está sendo implantada
no Brasil.

A atuação da promoção de vendas em meios digitais


Adriano de Almeida Gadbem (Umesp)

A promoção de vendas em meios digitais como estratégia de aumento dos lucros empresariais, onde o consumidor,
parte central dessa cadeia de marketing, participa da mecânica promocional que se caracteriza por oferecer toda
interatividade necessária, proporcionando maior rapidez e dinamismo. O mercado cria estratégias promocionais que
serão processadas nos atuais suportes de comunicação funcionando como ligação neste relacionamento empresa-
consumidor. Este texto pretende contribuir no estudo de duas variáveis da comunicação integrada de marketing, a
promoção de vendas e o marketing digital, através da análise do perfil deste consumidor emergente, do mercado digital
em que está inserido e das estratégias promocionais utilizadas por algumas empresas do setor.

164 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Era Digital: novas linguagens para a construção do Design de Relações


Joana Gusmão Lemos (Unesp)

A Era Digital experimenta uma espécie de nova ordem, marcada pelas mídias digitais, que possibilita a construção
coletiva de conteúdos. Com a interatividade e a mobilidade desses meios, outros comportamentos e linguagens são
estimulados. Mudam as formas de conceber o tempo, o espaço e as relações. As novas velocidades e a virtualização
caracterizam outras interações nas quais se mesclam múltiplas possibilidades. As informações constituem hipertextos
digitais que integram uma rede de livre navegação, interligando mensagens e pessoas de origens diversas, formando
uma inteligência coletiva dinâmica. Este trabalho trata, portanto, deste contexto marcado por transformações. Busca
identificar as linhas gerais para o desenvolvimento de novas linguagens, especialmente em relação ao Design de
Relações, para as mídias digitais.

Diseño Periodístico en Internet


Ana Serrano Tellería (UPV - EHU)

El estudio del diseño periodístico en internet se encuentra aún en una fase inicial, en la que académicos, profesionales
y usuarios se debaten entre qué líneas y parámetros seguir para llegar a una óptima consecución. Si bien, contamos
ya con un corpus académico sobre el que basar nuestras primeras investigaciones; un corpus que relaciona distintas
disciplinas. Las primeras se basan en sus medios predecesores: prensa y televisión principalmente; las segundas, surgidas
a raíz del nuevo médio y sus características: usabilidad, arquitectura y diseño de la información.

Convergência Tecnológico
Conteúdos Digitais e

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 165


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 5 - GP CIBERCULTURA


Coordenador: Alex Fernando Teixeira Primo (UFRGS)

SALAS 215, 216 E 217 BLOCO AZUL

Sábado l 05 de Setembro 5 de setembro


09h00 às 12h00
SALA 215 BLOCO AZUL

Mesa de Abertura
Coordenador: Alex Fernando Teixeira Primo (UFRGS)

Estéticas da Vigilância e da Atenção: notas preliminares


Fernanda Gloria Bruno (UFRJ)

O trabalho efetua uma análise preliminar das estéticas da vigilância e da atenção nas imagens midiáticas e na produção
audiovisual contemporânea. A partir de uma breve apresentação do sentido do termo vigilância nas teorias da atenção
e da presença da atenção vigilante nos modos de produção, distribuição e consumo de imagens na atualidade, explora-
se quatro trabalhos artísticos que dialogam com as atuais estéticas da vigilância. Dois trabalhos de performance em
espaços urbanos (Surveillance Camera Players e Street with a View) e dois vídeos (I think it would better if i could weep,
do Atlas Group, e Teoria da Paisagem, de Roberto Bellini) são analisados tendo em vista apreender uma estética e uma
poética da atenção que se produz a partir de deslocamentos e perturbações nos regimes atencionais correntes nas
práticas e imagens de vigilância.

A busca por fama na web: reputação e narcisismo na grande mídia, em blogs e no Twitter
Alex Fernando Teixeira Primo (UFRGS)

Este trabalho apresenta inicialmente uma discussão teórica sobre a vinculação entre celebridades e personalidade
narcisista. A partir disso, discute como as tecnologias da web 2.0 transformam ou potencializam o desejo pela fama
e a construção de reputações na rede. Finalmente, faz uma reflexão sobre sujeitos brasileiros famosos em blogs e no
Twitter: @twittess, Ambrósio, o Mágico, e Lucas Celebridade.

Padrões de conectividade e links na web: uma proposta teórico-metodológica para avan-


çar a Webometria e a Análise de Hiperlinks
Suely Dadalti Fragoso (Unisinos)

Este trabalho propõe uma abordagem comunicacional para a análise da conectividade de websites. A primeira
seção consiste em uma breve revisão das principais correntes de estudos de hiperlinks na web, cujas limitações são
apontadas e discutidas. A segunda seção contempla os princípios fundamentais da proposta de que a adoção de uma
abordagem comunicacional seria capaz de revitalizar os estudos de Webometria e Análise de Hiperlinks. A terceira
seção exemplifica a proposta a partir de um estudo em andamento, no qual se aborda a conectividade internacional
de sites com domínio brasileiro (.br) procedendo análises quali-quantitativas em diferentes escalas: das ccTLDs, dos
websites, das páginas e dos hiperlinks.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 215 BLOCO AZUL

Interações na blogosfera
Coordenador: Marcelo Ruschel Träsel (PUC-RS)

166 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Blog confessional permite revelar a intimidade sem se expor


Patrícia Pereira Batista (Uerj)

Blogs confessionais, aqueles em que o autor escreve sobre suas ações cotidianas e suas reflexões sobre a vida, são
comparados aos antigos diários íntimos, de papel. Mas há supostas diferenças que os separariam em grupos distintos.
A mais marcante apontada é o ato de o blog tornar público o que, por definição, deveria ser privado – a intimidade

Cibercultura
de quem escreve. Outro corte é a pretensa falta de liberdade do blogueiro, que se sentiria acuado na hora de revelar
sua intimidade, já que tudo estará ao alcance do olhar alheio na rede, e criaria uma ‘intimidade sob medida’ para ser
exposta. Neste artigo vamos discutir até que ponto o autor de um blog confessional se expõe de fato e se o que mostra
realmente é uma privacidade editada.

Comunicação mediada por computador e newsmaking: o caso do blog da Petrobras


Marcelo Ruschel Träsel (PUC-RS)

O desenvolvimento das tecnologias de comunicação mediada por computador enfraquece o monopólio da midia de
massa sobre a circulação de notícias, conferindo às fontes jornalísticas a capacidade de passar ao largo da imprensa para
divulgar suas informações. A análise do caso do blog Fatos e Dados, criado pela Petrobras como estratégia de relações
públicas para proteger a imagem da companhia, objeto de uma Comissão Parlamentar de Inquéito do Senado Brasileiro,
permite identificar tensões introduzidas nas rotinas produtivas do jornalismo por esses novos processos comunicacionais.
O caso levanta problemáticas no relacionamento dos jornalistas com suas fontes e a necessidade de reavaliação dos
valores-notícia, especialmente aqueles ligados à temporalidade específica do jornalismo e à concorrência.

Blogs podem ser a imprensa livre de uma nova era


Marcia Siqueira Costa Marques (PUC-SP)

Novos meios de comunicação e convergência tecnológica estão fazendo emergir tipos diferentes de redes sociais na
cibercultura, aqui tomada como categoria de época. Surgem, com elas – podemos dizer –, uma “aldeia glocal”, na qual o
avanço da técnica traz outra forma de interação entre pessoas e redes digitais e estas estão abrindo canais de expressão
e mostrando seu potencial de catalisadoras de mudanças sociais. Os blogs e o microglog Twitter se popularizam cada
vez mais e estão sendo usados como meios de mobilização de pessoas, de pressão política e de luta contra a censura
da mídia por governos autoritários. A informação em tempo real faz com que todos passem a ser repórteres. Assim, os
blogueiros no Irã puderam noticiar para o mundo a revolta do povo em relação aos resultados da eleição presidencial
de junho passado.

O Blog do Ombudsman: Interação e Auto-Referencia no Ciberespaço


Sabrina Franzoni (UFRGS)

Este artigo pretende refletir sobre o “espaço” ocupado pelo ombudsman virtual, ambiente onde se mesclam as “fala”
dos internautas, os textos disponibilizados pela redação do portal e o próprio discurso do ombudsman, relacionando-
o a complexidade do sistema interativo. Com isso, propõe-se estudar a interação mediada pelo computador a partir
da relação “entre” os participantes da ação, chegando a noção de “entre-lugar” interativo. Além disso, ao considerar os
circuitos de auto-referencialidade e reflexibilidade da mídia, redes nas quais o ombudsman esta emaranhado busca-
se estabelecer uma relação paradoxal, pois, se por um lado, esse profissional viabiliza a colaboração dos interagentes
nos canais de participação, por outro lado, serve de filtro, ao selecionar as informações e/ou os comentários que serão
disponibilizados no blog.

Os Blogs e Blogosfera nas Rotinas de Trabalho dos Jornalistas, com os Estudos de caso dos
Jornais A Tarde e Gazeta do Povo
Lia Raquel Lima Almeida (UFBA)

Este estudo exploratório visa analisar o uso dos blogs nas rotinas de trabalho dos jornalistas, a partir de sua inserção nas
suas práticas de trabalho e da percepção que eles têm dos blogs e da blogosfera no contexto do trabalho jornalístico.
Para tanto, selecionou-se dois jornais regionais, o A Tarde e a Gazeta do Povo. Os resultados revelaram que os blogs
são fontes complementares de informação e opinião para os jornalistas, fontes de pautas ou informações alternativas,
dependendo de sua autoria. A pesquisa revelou, ainda, que os constrangimentos que limitam o uso de blogs pelos
jornalistas são os limites organizacionais, falta de tempo, o papel exercido pela cultura e valores profissionais e a forma
relutante como são encarados os aspectos relacionados à interatividade propiciada pelos blogs.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 167


INTERCOM 2009 l Curitiba

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 216 BLOCO AZUL

Redes sociais online


Coordenador: Suely Dadalti Fragoso (Unisinos)

Sítios de Redes Sociais na Internet e Possibilidades de Singularização


João Baptista Soares de Faria Lago (Ceunsp)

Não há separação entre real e virtual: ambas dimensões são reais, nos afetam e influenciam-se recíprocamente. Sítios de
redes sociais na Internet, assim como ocorre na dimensão presencial, também possuem possibilidades tanto libertadoras
quanto aprisionadoras. Aqueles cujas arquiteturas apresentam mais recursos, favoreceriam uma comunicação melhor,
sobretudo, entre os membros de redes sociais pautadas pela singularidade. Contudo, não são apenas os sítios com
menores recursos, que obstacularizariam uma comunicação singular. Agenciamentos por parte dos modos hegemônicos
de subjetivação, como a judicialização crescente da Internet, a patologização das conexões por psicólogos e psiquiatras,
além do caráter comercial do protocolo “www”, atuariam para manter os internautas aprisionados a circuitos-escravos,
obstaculizando suas possibilidades de singularização na grande rede.

Em Busca do Concreto: Dos Lugares Virtuais para os Lugares Físicos


Rebeca da Cunha Recuero (Unisinos)

O trabalho analisa a ligação que as relações sociais virtuais possuem com o universo físico, especialmente quando há
o fortalecimento de laços sociais no processo de sociabilidade virtual. Tenta-se compreender o quanto o ciberespaço
suporta as interações providas de afeto, intimidade e confiança. Para isso, pesquisou-se a formação de amizades,
aplicando questionários e realizando entrevistas com freqüentadores de ambientes voltados para a sociabilidade virtual.
Os resultados iniciais parecem confirmar uma forte ligação dos indivíduos com o seu lugar de origem, o que sugere
um movimento de terceiros lugares virtuais para terceiros lugares concretos, bem como uma suposta ineficiência do
ciberespaço em suprir as necessidades sociais do ser humano.

Como fazer amigos e influenciar pessoas 2.0: quando o capital social desvia para o capital
de influência
Jorge Rocha Neto da Conceição (UNA)

Com base nas conceituações de Pierre Bordieu (1985) sobre capital social, comparando-as com as de outros autores
(Coleman, 1988;1990 e Loury, 1977;1981) que tratam o tema em um contexto histórico-comunicacional, traçamos uma
síntese da função do termo, aplicado à Cibercultura, concentrando-nos em compreender seus desvios. Em processos
comunicacionais em ambientes digitais, esses desvios – aqui caracterizados como capital de influência – podem reduzir
a utilização do potencial de uma comunicação inter-relacional. Desse modo, concluímos que tal configuração pode ser
responsável pela possibilidade de fechamento de redes sociais à colaboração.

As apropriações nos sites de redes sociais na internet


Antônio César da Silva (UFC)

O artigo aqui proposto antecipa as reflexões iniciais a respeito de algumas das categorias presentes no meu projeto
de pesquisa no Mestrado em Comunicação da Universidade Federal do Ceará. O trabalho em andamento discute
as apropriações e intervenções no ambiente da virtualidade, mais especificamente nos sites de redes sociais. As
considerações que vêm sendo desenvolvidas tentam refletir sobre em que medida as apropriações exercidas por
diversos atores que se encontram nesses sites e o que há por trás dessas apropriações, além de exercer impacto sobre
essas estruturas, ajuda-nos a compreender melhor a relação que estes atores estabelecem com essas plataformas.

O glocal e a organização do capital no espaço


Angela Pintor dos Reis (PUC-SP)

O presente trabalho discute a relação das dimensões econômica e cultural do fenômeno glocal com a lógica de
organização espacial do modo de acumulação no capitalismo avançado. Nos termos do estudo, o glocal se refere a
um hibridismo entre o local e o global e corresponde à condição contemporânea de desterritorialização das relações

168 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

humanas, hoje tecnologicamente mediadas pelo ciberespaço. A mencionada lógica de organização espacial se deve à
necessidade de maximização e eficiência do processo de circulação de mercadorias (materiais e simbólicas), a partir do
uso das tecnologias digitais e da produção de repertório cultural típico, como recursos para a compressão do tempo,
a superação do espaço tradicional e a criação de um ambiente imaterial constituído por representações sociais que
conferem sentido ao modo de vida no capitalismo avançado, caracterizando o contexto da cibercultura.

Cibercultura
Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 217 BLOCO AZUL

Espaços virtuais: games, mobilidade e geolocalização


Coordenador: Sergio Amadeu da Silveira (FCL)

Alice Através dos Neurônios-Espelho: empatia e personagens autônomos nos videogames


Renata Correia Lima Ferreira Gomes (Senac)

O presente artigo descreve as bases para uma nova abordagem conceitual para análise e construção dos personagens
autônomos nos videogames, estes entendidos como os agentes de software diegeticamente implicados como
personagens e corporalmente presentes no espaço do jogo. Para tanto, descrevemos o conceito de empatia, a partir das
estruturas corticais conhecidas como neurônios-espelho, e sua implicação para as habilidades de leitura de personagens
nas narrativas “não-participativas”, descrevendo, a partir daí, um novo “ciclo de empatia” inaugurado pelos games, no
que diz respeito à relação interator-personagem. Acreditamos que essa nova relação, que parte do interator, vai ao
personagem, mas volta ao interator, abre caminho para uma nova compreensão da narrativa como forma expandida
levada a cabo pelos videogames.

Game-Ativismo e a Nova Esfera Pública Interconectada


Sergio Amadeu da Silveira (FCL)

A estética dos games ultrapassou o cenário do entretenimento e está sendo utilizada pelo novo ativismo, articulado no
ciberespaço. O texto discute o potencial dos games como forma de protesto e de persuasão no cenário das redes digitais.
Focaliza principalmente o game-ativismo desenvolvido pelo grupo italiano chamado La Molleindustria . Também busca
vincular os games à tradição do vídeo-ativismo e às práticas recombinantes, tais como os machinimas.

O Corpo e o Espaço Físico Relacionados ao Ciberespaço


André Fagundes Pase (PUC-RS), Eduardo Campos Pellanda (PUC-RS)

Novas apropriações do corpo e do espaço começam a surgir em um contexto de imersão e ubiquidade midiática.
Esta constatação é observada a partir de suportes como os novos consoles de jogos eletrônicos e aparelhos celulares
avançados. São analisados no texto a original ligação entre o espaço físico demarcado geograficamente por aparelhos
GPS com informações no ciberespaço e a exploração do corpo imerso nos games. Estes desdobramentos são
contrastados e apoiados por autores âncoras da cibercultura.

Mobile Social Network: a tecnologia móvel e o avanço das novas redes sociais
Sandra Mara Garcia Henriques (PUC-RS)

O presente artigo busca mostrar o desenvolvimento das redes sociais potencializadas pelas tecnologias móveis
como os celulares e internet sem fio (WI-FI). Realizamos para este fim, uma revisão acerca dos aspectos referentes a
formação de redes sociais e das possibilidades que a mobilidade das tecnologias digitais proporcionam na interação
entre os indivíduos. Este trabalho, procura mostrar a importância das Mobile Social Network – redes sociais móveis no
desenvolvimento das relações sociais na Pós-modernidade.

A contempl@ção do mundo. O Google Earth, a Comunicação e a Terra digitalizada.


Claudio Cardoso de Paiva (UFPB)

Este trabalho dá prosseguimento a uma pesquisa intitulada Moderniz@ção Tecnológica e Desenvolvimento Social
(2002-2009), que reflete um esforço coletivo de repensar a inserção das tecnologias de comunicação nos espaços

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 169


INTERCOM 2009 l Curitiba

da esfera pública, gerando modalidades de interação social e de cidadania virtual. Em etapas anteriores, colocamos
em perspectiva a televisão digital, a realidade virtual no cinema, o YouTube, os Blogs, o Twitter, o Second Life e os
chats, para explorar alguns aspectos específicos da cibercultura. E agora, numa primeira sondagem do Google Earth,
observamos como este dispositivo de comunicação pode abrir caminhos para uma reflexão do ciberespaço, como
vetor de informação e vinculação dos agentes sociais, como motor gerador de reconhecimento das conexões da vida
social e cósmica, e enquanto produção de socialidade e comunicabilidade.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 215 BLOCO AZUL

Interações no Twitter
Coordenador: Fernanda Gloria Bruno (UFRJ)

O Encadeamento Midiático da Imagem dos Índios Isolados no Twitter


Débora de Carvalho Pereira Gabrich (UFMG)

O uso de marcações semânticas vem permitindo a evolução das ferramentas de análise da popularidade de temas na
web, o que facilita o mapeamento dos encadeamentos midiáticos, segundo o conceito de Primo (2008). Assim, surgem
novas perspectivas para a comunicação nas mídias digitais, fundamentadas em uma dimensão mais estruturada
da informação, ilustrada no artigo, pela análise de micro-blogs. O estudo de caso apresentado mostra processos de
migração de valores (Vilches, 2006) pelos quais passa a imagem dos índios isolados no Twitter. Os exemplos do estudo
de caso possibilitam inferências a respeito de novos processos comunicacionais em que mídias de massa e de nicho se
influenciam em um sistema de retro-alimentação.

A representação dos profissionais de comunicação no Twitter: Análise dos perfis de Marcelo


Tas e Edney Souza
Gilberto Balbela Consoni (UFRGS), Erika Oikawa (UFRGS)

O objetivo deste artigo é analisar a apropriação que os profissionais de comunicação fazem do serviço de micropostagem
Twitter para representar o seu perfil nas redes sociais online e verificar quais os valores construídos a partir dessas
representações. Centramos nossas análises no perfil de um profissional da mídia de massa e de um profissional
micromidiático digital (PRIMO, 2008a), representados, respectivamente, pelo apresentador Marcelo Tas, do Programa
CQC da Band, e por Edney Souza, blogueiro profissional de renome no Brasil. Através de uma Análise de Conteúdo
de dois mil tweets (postagens), fizemos uma tabulação cruzada quantitativamente do conteúdo das mensagens, dos
retweets (RT) e dos tipos de links encontrados para obtermos resultados qualitativos dos dados.

O Microblog Twitter como Agregador de Informações de Relevância Jornalística


Luciana Menezes Carvalho (UFSM), Eugenia Maria Mariano da Rocha Barichello (UFSM)

Este artigo discute a possibilidade de entendimento do microblog Twitter como agregador de informações de
relevância jornalística na web. A partir da teoria da Cauda Longa, que relaciona o conceito de agregador ao fenômeno
da democratização das ferramentas de distribuição de conteúdo, conecta o conceito de agregação de conteúdo às
apropriações que observamos no Twitter referentes à distribuição de informações de relevância jornalística na web.

Informações Hiperlocais no Twitter: Produção Colaborativa e Mobilidade


Gabriela da Silva Zago (UFRGS)

Com a proliferação de dispositivos móveis e da possibilidade de produção jornalística em redes digitais, tem-se
observado a tendência de as informações se tornarem cada vez mais específicas, com vistas a atender às necessidades
de indivíduos situados em territórios circunscritos. Com base nesse cenário, este trabalho procura discutir a prática
do chamado jornalismo hiperlocal, caracterizado pela produção de informações associadas a um determinado lugar
bastante especifico, a partir de um estudo de caso em caráter exploratório de práticas jornalísticas e colaborativas
observadas na ferramenta de microblog Twitter. Procura-se relacionar os exemplos observados com os conceitos de
global/local, des-re-territorializações, produção colaborativa e mobilidade.

170 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Os gorjeios que ganharam o mundo ou a importância do Twitter na #iranelection


Mônica Schieck Chaves Lopes (UFRJ)

O trabalho tem a proposta de analisar como a informação disseminada na Rede pode ser percebida como uma
organização democrática capaz de proporcionar ao indivíduo a experiência de manifestar-se para o mundo. A análise
desenvolveu-se a partir da mobilização desencadeada pelos cidadãos iranianos contra o resultado das eleições que

Cibercultura
reelegeram o Presidente Mahmoud Ahmadinejad, principalmente através dos twettes postados na rede social Twitter .
Para explorar tais objetivos foram observadas as informações desencadeadas na Rede que, diante do bloqueio imposto
pelo governo aos tradicionais meios de comunicação, acabou por intensificar a utilização da Rede na propagação da
informação em tempo real.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 216 BLOCO AZUL

Produção colaborativa no ciberespaço


Coordenador: Fabio Luiz Malini de Lima (Ufes)

Colaboração, uso livre das redes e a evolução da arquitetura p2p


Fabio Luiz Malini de Lima (Ufes)

Este artigo busca proporcionar um panorama sobre a evolução da arquitetura peer-to-peer, demonstrando que a
evolução técnica dos sistemas de trocas de arquivo é, antes de tudo, derivada de soluções sociais às limitações instituídas
pela indústria do direito autoral ao conjunto geral da sociedade, sobretudo, no que tange ao rigor estabelecido na
forma como os objetos culturais devam ser distribuídos coletivamente. O artigo atravessa a história social que baliza
a emergência do Napster até o aparecimento do modelo torrent, sendo este a forma até então mais bem acabada de
anonimato das trocas de informação online. Cada modelo alimenta novas formas de gestão democrática da multidão,
constituindo uma soberania que não passa por nenhum ente que centraliza informação e relações, ao mesmo tempo
em que alimenta novas investidas coercitivas do poder das corporações da economia da informação.

“A multiplicação dos mortos”: comemoração e constituição da memória nas comunidades


virtuais
Renata de Rezende Ribeiro (UFF)

Este artigo é uma continuidade de nossa pesquisa sobre a ressignificação da morte na contemporaneidade midiática,
cuja imbricação entre corpo, comunicação e tecnologias digitais de informação articula novas leituras sobre a
representação da morte. Nessa análise, tomamos os conceitos de comemoração e de memória articulando-os aos usos
nas comunidades virtuais de mortos do Orkut. Como exemplo, exploramos a repercussão do acidente aéreo do vôo
AF 447.

Tropa de Elite: tramas do espetáculo na Cibercultura


Magali Simone de Oliveira (UFSJ)

Discutir a partir do episódio do “vazamento” do filme “Tropa de Elite” se existe hoje, no Brasil atual, interação entre a
Cibercultura (LÉVY,1999) e a Sociedade do Espetáculo ( DÉBORD, 1997). A idéia é refletir até que ponto o “vazamento “ do
filme poderia ser entendido como uma contaminação da Cibercultura por outras mídias e se esse mundo ciber já teria
dado fim à Sociedade do Espetáculo, como previsto por LÉVY.

Vídeos Amadores, Poder e Vigilância em Foucault


Ludimila Santos Matos (PUC-Rio), Luisa Procknik (PUC-Rio)

Este artigo apresenta um estudo a respeito da utilização de vídeos amadores como dispositivos de vigilância e poder.
A popularização de dispositivos móveis com câmeras de baixa resolução embutidas, a Web 2.0 e a interatividade, a
democratização das tecnologias e o receptor que se tranforma em emissor, são temas abordados neste trabalho. As
Novas Tecnologias digitais vêm transformando as rotinas dos usuários, colocando o tema no centro de importantes
discussões acadêmicas atuais. Cinco vídeos amadores foram selecionados como objeto da investigação. Utiliza-se
como base teórica conceitos foucaultianos de poder e vigilância e a cibercultura de Pierre Lévi, entre outros.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 171


INTERCOM 2009 l Curitiba

Espaço para construção do conhecimento dos sujeitos/blogueiros/educadores


Candice Campos Habeyche (PUC-RS)

Pretendemos aqui analisar, a partir das obras de Morin, os sujeitos/blogueiros, especificamente os educadores, que criam
blogs com o intuito de expor seu perfil profissional. Porém ao propormos este estudo observamos que a blogosfera
está reproduzindo um vasto conteúdo, o que provoca que estes blogueiros com laços sociais fracos, não tenham voz, e
por isso, tenham pouco acesso e poucos diálogos via blog. Tal situação gera o que chamamos de hiper reprodução de
informação que muitas vezes não é difundida. Para este estudo iremos aprofundar conceitos de Sujeito e Autonomia
para Morin e Democracia para Lévy.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 217 BLOCO AZUL

Informação e cognição da cibercultura


Coordenador: Fátima Cristina Régis Martins de Oliveira (Uerj)

Consumo da informação na sociedade contemporânea


Luciane Fassarella Agnez (UFRN)

As tecnologias da comunicação vêm alterando os modos de produção, distribuição e agora, especialmente, de consumo
da informação. A disseminação das mídias digitais e das redes móveis de telecomunicação criaram um novo cenário
de acesso a informação, com alteração dos processos de mediação como conhecíamos. Esse cenário representa um
desafio para o jornalismo e mais ainda para os meios tradicionais de comunicação de massa. Fatos recentes, como o
novo blog da Petrobras e a cobertura das eleições presidenciais no Irã, dão indícios de que está sendo exigida uma
reconfiguração do processo de produção jornalística. Nosso propósito neste trabalho é levantar questões sobre o
consumo da informação na sociedade contemporânea, considerando o tripé tecnologia-sociedade-consumo.

Tecnologias de Comunicação e Capacitação Cognitiva na Cibercultura: uma análise


comparativa dos seriados O Incrível Hulk e Heroes
Fátima Cristina Régis Martins de Oliveir (Uerj), Alessandra Cristina da Silva Maia Cardoso Monteiro (Uerj), Daniela Martins Silva de
Almeida (Uerj), José Carlos Messias Santos Franco (Uerj), Juliana Fernandes da Silva Souza (Uerj), Mariana Ferreira de Aguiar (Uerj)

As Tecnologias de Informação e de Comunicação deflagraram transformações no sistema de mídias que têm estimulado
a capacitação cognitiva em seus usuários (JOHNSON, 2005; ANDERSON, 2006; JENKINS, 2008). A maioria dos estudos
adota uma abordagem macro-social, deixando uma lacuna sobre quais são essas competências cognitivas e como
atuam sobre as práticas comunicativas. O objetivo de nossa pesquisa é adotar uma perspectiva “micro”, que por meio
de análise comparativa de produtos culturais possibilite um levantamento das mudanças nas habilidades cognitivas
requeridas e estimuladas pela cibercultura. Neste artigo, são apresentados dados iniciais resultantes da aplicação da
metodologia da pesquisa na análise comparativa entre duas séries de TV: O Incrível Hulk - 1977 (fase inicial da cibercultura
/ antes da “explosão” das tecnologias digitais) e Heroes - 2006 (em plena cibercultura).

O Correio Eletrônico na Era da Cibercultura


Thaís Cunha Martini (Feevale)

Com a proliferação das novas tecnologias digitais, a entrada na Web 2.0 e a sociedade vivendo a era da cibercultura,
algumas midias podem perder espaço. Ano passado, 2008, surgiram pesquisas e publicações sobre a possibilidade do
fim do e-mail, devido a todas essas mudanças digitais. Em resposta, o Google lançou recentemente o que pode ser
chamado de evolução do correio eletrônico, uma ‘onda’ que mistura diversos programas, chamado Google Wave. Será
este o e-mail do futuro?

Comunicação e Inteligência Artificial: Aspectos da Mediação Tecnológica Diante de uma


Nova Geração de Agentes Inteligentes
Sandro Tôrres De Azevedo (Unesa)

A inteligência artificial tem se desenvolvido francamente nos últimos anos e a premissa de participação cotidiana na

172 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

experiência digital contemporânea vem se solidificando, principalmente diante do crescimento exponencial do universo
de informações que integram o ciberespaço. Desse modo, esse artigo se propõe a observar o avanço tecnológico de
agentes inteligentes e trazer à discussão a potencialidade de mediação/interação que esses dispositivos tecnológicos
ensejam.

Cibercultura
Informações museológicas no ciberespaço: Reflexões sobre o cyber e o mobile museum.
José Cláudio Alves de Oliveira (UFBA)

O artigo e a comunicação retratam o percurso e a história de uma das mais antigas e clássicas mídias, o museu, que vai
do museu presencial (MP) ao museu digital (MD), ambos procurando o caminho infinito do ciberespaço, apresentando
os seus acervos e exposições, elucidando a memória social, fruto do patrimônio cultural da humanidade, agora visto
universalmente, em qualquer lugar, seja interconectado por PCs, note ou netbooks, seja nos smartphones. O trabalho
traz referências de teóricos como Pierre Lévy, Niklas Luhmann, Paul Virilio, e grandes pesquisadores brasileiros como
André Lemos e Marcos Palácios, e vem com as reflexões que contextualizam o potencial das informações dos acervos,
ou seja, de cada objeto que observador pode pesquisa, e não informações avulsas que apenas publicizam a instituição.
O foco principal é está centrado entre a mídia museu e a informação científica.

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 215 BLOCO AZUL

Jornalismo na Web 2.0


Coordenador: Raquel Longhi (UFSC)

Os nomes das coisas: em busca do especial multimídia


Raquel Longhi (UFSC)

Os chamados “especiais multimídia” reúnem em um mesmo ambiente a linguagem textual, sonora e visual, constituindo-
se em formatos noticiosos completos, com autonomia enunciativa. Apesar de considerados formatos inovadores do
ponto de vista do uso da linguagem hipermídia, esses produtos ainda estão “escondidos” nos sites jornalísticos, sendo
poucos os casos em que são localizáveis na estrutura do site noticioso. Este artigo tem o objetivo de colaborar para
a definição do formato “especial multimídia”, verificando o espaço que ocupa este tipo de produto em alguns sites, e
agregando elementos para a definição da sua linguagem, a partir de uma verificação dos conceitos de “multimidialidade
por integração” (Ramón Salaverría, 2005) e intermídia (Longhi, 2008).

O jornalismo digital e os efeitos da convergência: meta-informação, encadeamento


midiático e a cauda longa invertida
Vivian de Carvalho Belochio (UFRGS)

Este artigo discute as transformações do jornalismo digital ao longo das suas quatro gerações na Web e o surgimento
de uma nova fase de desenvolvimento das suas práticas e dos seus produtos em tempos de convergência midiática. O
texto propõe a reflexão sobre rupturas e apropriações no jornalismo digital, a fim de identificar diferentes fatores que
influenciam a sua transformação na contemporaneidade. Considera-se o pressuposto de que, na atualidade, a atuação
dos meios jornalísticos em micromídias digitais representa a sua manifestação em meios externos, o que implica na
necessidade da sua submissão às regras de publicação destes mesmos espaços.

Influências mútuas e diversidade na interação jornalista-leitor em um blog


Maria Auxiliadora de Lima Wang (PUC-SP)

Pesquisadores interessados em analisar a relação mídia-consumidor têm enfatizado a influência dos meios de
comunicação sobre o público-alvo e acabam por perder de vista a influência do público sobre a mídia. Neste trabalho,
apresentam-se dados de uma pesquisa realizada conforme a abordagem da análise do comportamento, em que se
analisaram interações verbais em um blog jornalístico em busca de influências mútuas: do jornalista sobre os leitores e
vive-versa, e de leitores entre si. Entre os resultados, encontraram-se indícios de influências mútuas entre os participantes
do blog e de diversidade na forma como os participantes relataram um tema-alvo ao longo do tempo. Discute-se o

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 173


INTERCOM 2009 l Curitiba

papel de novas tecnologias, como a internet, para a diversidade do conhecimento produzido socialmente e para o
possível contracontrole do público sobre a mídia.

Os cenários de interação do jornal online na web 2.0: mudança ou manutenção do processo


comunicacional?
Stefanie Carlan da Silveira (UFRGS)

Este artigo se propõe a observar os diferentes cenários de interação que aparecem na relação entre leitores e jornais
online no contexto da web 2.0. Diversas publicações jornalísticas ligadas a veículos de comunicação tradicionais abrem
canais para a participação de interagentes, permitindo o envio de fotos, vídeos e até mesmo de texto noticioso. O trabalho
apresenta este contexto e utiliza os conceitos de interação mútua e reativa para estudar as formas de participação nos
sites. Além disso, o estudo observa que grande parte destes canais, presentes em jornais online, estão sob controle da
instituição jornalística e por isso não são pensados sem a mediação, a edição e o filtro da informação, uma vez que estão
ligados ao profissionalismo jornalístico e ao ethos da profissão. Para demonstrar esse pressuposto, toma-se como objeto
de observação o jornal online Zero Hora.

Para pensar a participação do público nos webjornais de referência


Maria Joana Chiodelli Chaise (Unisinos)

Novas relações entre os sujeitos e as mídias estão surgindo a partir da emergência das tecnologias de informação e
comunicação. Ao mesmo tempo em que se configura a passagem de uma comunicação centralizada e unidirecional
para um cenário de maior abertura de publicação, autonomia do usuário e circulação de informação, atores e conteúdos
diferenciados ganham forma. Este artigo busca refletir acerca destas alterações, especificamente as identificadas nos
webjornais de referência, partindo da apresentação deste novo leitor e do contexto de transformações que propiciam
sua emergência em direção a uma problematização do conceito de jornalismo cidadão.

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 216 BLOCO AZUL

Estratégias mercadológicas na cibercultura


Coordenador: Ana Maria Brambilla (PUC-RS)

Conteúdo Gerado pelo Consumidor: Reflexões sobre sua apropriação pela Comunicação
Corporativa
Sandra Portella Montardo (Feevale)

Este artigo propõe uma reflexão sobre as apropriações de conteúdo gerado pelo consumidor (CGC) pela comunicação
corporativa. Se, por um lado, há organizações que propõem espaços de conversação on-line com os seus públicos,
estimulando a geração de algum tipo de conteúdo na web, por outro, quais seriam os motivos para levar um internauta a
fazê-lo em um espaço controlado pela marca, se ele tem toda a web para isso? Para responder a essa questão, analisa-se
os usos comunicacionais de duas marcas que proporcionam a geração de conteúdo pelos internautas: Pq?pedia (Pepsi)
e Nike Corre (Nike). As categorias que balizam a avaliação desses usos quanto a mobilização à geração de conteúdo são
os valores construídos em redes sociais na internet: visibilidade, reputação, popularidade e autoridade (Recuero, 2009).

Estratégia de atuação institucional em mídias sociais


Ana Maria Brambilla (PUC-RS)

Este artigo busca retratar a busca por uma estratégia de atuação em mídias sociais em âmbito institucional, tomando
como case de análise o trabalho feito por um grupo de alunos e professores da Famecos, com a marca EuSouFamecos.
Entendendo essa ação como atividade didática mas também mercadológica, será buscado um diagnóstico para as
dificuldades de criação e implementação de uma tática a partir da compreensão dos usos que jovens fazem das redes
sociais. Paralelamente, tentar-se-á encontrar um modo de aplicação das regras de SMO na ação.

174 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Comunicação, cibercultura e comportamento: Um estudo sobre a difusão de informação via


e-mail e o marketing viral.
Joao Renato de Souza Coelho Benazzi (PUC-RJ)

Este trabalho visa contribuir para aprofundar a compreensão do comportamento de usuários no ambiente on-line
quanto à difusão de e-mail para então identificar que atributos e características contidos neste material devem ou não

Cibercultura
estar presentes em ações de marketing viral de empresas. Para atingir tais objetivos discutiram-se as perspectivas da
motivação de abrir, ler e em seguida encaminhar uma mensagem recebida via e-mail. A coleta de dados no campo
contou com entrevistas semi-estruturadas para investigar o comportamento e a motivação de usuários quanto a
disseminação de e-mail. Pode-se verificar que os critérios usados para estas três etapas são muito semelhantes entre
si visto que levam principalmente em consideração a “pessoa que mandou”, o “receptor”, o “assunto” do e-mail e o
“conteúdo” nele presente.

Mídias Interativas e Relacionamento Mercadológico: Um Estudo Comunicacional sobre o


Site Nike Plus
Marcos Antonio Nicolau (UFPB), Ana Cirne Paes de Barros (UFPB)

O desenvolvimento de novas mídias interativas está proporcionando o surgimento de formas inovadoras de


comunicação e relacionamento mercadológico entre consumidores e empresas, de maneira cada vez mais efetiva.
Partindo do princípio de que todas as mídias digitais estão se tornando mídias de relacionamento, este artigo tem como
objetivo principal demonstrar indícios e comprovações desse processo comunicacional personalizado, embora envolva
a participação coletiva de milhões de clientes. O trabalho ora apresentado tem como base o site Nike Plus, do famoso
fabricante de tênis, cujo estudo de caso confirma a proposição acima apresentada: o relacionamento mercadológico
sustenta-se na principal característica das mídias presentes no ciberespaço, a interatividade.

O que vem de baixo nos atinge: intertextualidade, reconhecimento e prazer na cultura


digital trash.
Fernando Israel Fontanella (UFPE)

O artigo tem por objetivo apresentar algumas hipóteses sobre o valor de entretenimento da cultura digital trash,
partindo da premissa que a produção, compartilhamento e consumo dos textos dessa cultura é prazerosa e de que os
mecanismos desse prazer são passíveis de serem descritos. Essa problematização do prazer, de caráter especulatório,
reflete uma parte da fase exploratória de uma pesquisa de doutoramento que visa confrontar a produção e a recepção
do digital trash, e que servirá para subsidiar em um segundo momento uma abordagem etnográfica dessa cultura.

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 217 BLOCO AZUL

Tecnologia e práticas sociais


Coordenadora: Adriana da Rosa Amaral (UTP)

Lan houses e telecentros: semelhanças e diferenças na apropriação tecnológica de espaços


de inclusão digital
Olívia Bandeira de Melo Carvalho (UFF)

Cresce o número de lan houses no país, ao lado de telecentros instalados por governos visando o combate à “exclusão
digital”. A popularização das lan houses é acompanhada, porém, de uma polêmica: para alguns autores, esse “fenômeno”
está promovendo a inclusão digital no Brasil, enquanto outros acreditam que somente os telecentros são capazes
de incluir a população em nossa sociedade midiatizada. Desconfiando da dicotomia, este artigo apresenta dados
iniciais resultantes da observação e análise de uma lan house e um telecentro de uma “comunidade” de baixa renda
do município de Niterói (RJ), e a discussão das diferentes modalidades de apropriação tecnológica nesses espaços,
buscando contribuir para a desnaturalização de alguns termos desse debate.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 175


INTERCOM 2009 l Curitiba

A Comunicação Mediada Sob a Ótica dos Gêneros: Percepção e Preferências no Ambiente Online
Renata Francisco Baldanza (UFBA), Nelsio Rodrigues de Abreu (Ufal), Alcides Carlos de Araujo (Ufal)

A comunicação via internet está cada vez mais presente no cotidiano social contemporâneo, e a absorção dessa
modalidade comunicativa que proporciona interação rápida em rede tende a aumentar ainda mais. A partir daí, faz-se
necessário o conhecimento das particularidades de percepções, desejos e opiniões de homens e mulheres, que por
vezes podem ser diferenciadas. Tais práticas, poderão assim direcionar de forma mais eficaz a comunicação mediada
online, e vários segmentos poderão se beneficiar do conhecimento dessas peculiaridades como organizações, escolas,
sites de diversas finalidades e outros. Esta pesquisa objetivou analisar a comunicação na internet sob a ótica dos gêneros,
vislumbrando compreender seus anseios, percepções e preferências na comunicação online. Para tanto, utilizamos
métodos quantitativos para análise dos dados coletados através de um questionário estruturado online.

Apontamentos metodológicos iniciais sobre a netnografia no contexto pesquisa em


comunicação digital e cibercultura
Georgia Miroslau Galli Natal (UTP), Adriana Amaral (UTP), Lucina Reitenbach Viana (UTP)

Ao definir o papel da netnografia como uma metodologia para estudos na Internet (Hine, 2000) e como um método
interpretativo e investigativo para o comportamento cultural e de comunidades online (Kozinets, 1997), o próprio
método se traduz como objeto de reflexão no presente artigo. Abordamos aqui alguns exemplos de uso dessa
ferramenta metodológica nos estudos em comunicação mediada pelo computador (CMC), assim como uma breve
problematização sobre o papel e os desafios do pesquisador nesse contexto.

Manifestações da cibersocialidade no Orkut: o caso da repercussão sobre a não-


obrigatoriedade do diploma de jornalista na comunidade “Jornalismo”
Ieda Maria Menezes Tourinho (UFS)

O site de relacionamento Orkut é um lócus privilegiado para a manifestação das relações de cibersocialidade, pois
agrega membros de diferentes identidades culturais e territorialidades que participam dos debates das comunidades
virtuais. Assim, o presente trabalho estuda por meio da análise de conteúdo como está sendo a repercussão da não-
obrigatoriedade do diploma de jornalista na comunidade do Orkut “Jornalismo”. Para tal, foram analisadas postagens
entre os dias 17 e 23 de junho para verificar os principais argumentos contra e a favor da decisão do Supremo Tribunal
Federal e aplicar os conceitos de habitus e campo de Pierre Bourdieu. O estudo procurou fomentar mais estudos
interdisciplinares em comunicação.

A Proliferação de Rastros de Subjetividade na Internet no Início do Século XXI


Maria Martha Bruno de Arruda (UFRJ)

Em tráfego na internet, um volume incontável de informação evidencia traços da personalidade de milhões de usuários
que na rede podem se manifestar sobre todo tipo de assunto e expor sua intimidade. Característica da modernidade
tardia, a revelação intencional e planejada da subjetividade encontrou em dispositivos tecnológicos formas de expressão
que permitem ao sujeito interagir com o outro em alta velocidade e almejar um reconhecimento que há algumas
décadas era restrito. Este artigo busca analisar as formas e conteúdos desses discursos compostos por palavras, sons e
imagens, bem como algumas consequências de seu registro, como a possível constituição de um legado cultural e de
um amplo recorte sobre uma geração que conta com novas maneiras de manifestar sua individualidade.

176 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 6 – GP COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO


Coordenador: Belarmino Cesar Guimarães da Costa (Unimep)

SALAS 220 E 221 BLOCO AZUL

Sábado l 05 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 220 BLOCO AZUL

Comunicação e Educação
Suportes Midiáticos e Educação: Reflexões sobre Imagem e Faixas de Audiência
Coordenador: Belarmino Cesar Guimarães da Costa (Unimep)

O Dualismo Estético Entre o Ser e o Ter: Do Pensamento Cartesiano Aos Modernos Processos
Midiáticos
Claudio Schubert (Ulbra/Univates)

A exacerbação do visual presente nos conceitos estéticos da sociedade Ocidental contemporânea segue um paradigma
que se concretizou como referência na ciência moderna, especialmente com a influência do pensamento cartesiano.
Pitágoras, Vitrúvio e Leonardo da Vinci posteriormente utilizaram as medidas matemáticas para estabelecer o conceito
do belo humano. Com a ascensão da mídia nasce o padrão de beleza que subordina o belo humano às medidas
pré-estabelecidas, definindo diferentes tamanhos para os membros que formam o corpo. A boneca Barbie e Shrek
nos auxiliam a compreender a parcialidade da estética centrada na aparência prioritariamente. Espinoza aponta outra
direção possível daquela tomada pelo dualismo da ciência moderna: o paralelismo entre corpo e mente. É nesse
enfoque que o presente artigo se desenvolve.

Reflexões sobre o uso da imagem fotográfica na educação e comunicação popular: realidade


e fantasia no Reisado de Sabal
Ronaldo Nunes Linhares (Unit), Valeria Cristina Bonini (Unit)

Este artigo é resultado de uma reflexão inicial sobre o uso da imagem fotográfica como mediadora dos processos de
educação e comunicação popular. Realidade e fantasia no Reisado de Sabal, procura identificar a relação e a articulação
da imagem como registro e como instrumento de educação e comunicação nos processos de socialização, construção e
manutenção da identidade de um grupo social. Considera os elementos estéticos, o estilo e as diferenças do Reisado, como
subsídios para compreender a iconografia desta manifestação cultural destacando a imagem como um instrumento de
informação cultural carregada de simbolismos; funcionando sob o signo de metamorfoses; afirmando e/ou enganando
fatos como informação pictorial e como elemento constitutivo dos processos de transmissão e manutenção de valores,
costumes, hábitos, ideologias de um grupo, entendido hora como realidade hora como fantasia.

A imagem e outras linguagens no ensino da comunicação


Adriana Pessatte Azzolino (FAC)

Quando se opta por ensinar jovens, é relevante questionar a medida e a profundidade suficiente de informações a
lhes proporcionar boa formação e, por conseguinte, para que aprimorem seus níveis de compreensão adequados ao
desempenho das atividades profissionais, comuniquem suas ideias de maneira eficiente para a comunidade em que
vivem. O trabalho procura aproximar os alunos da Teoria Geral das Artes, da semântica de obras e da configuração
plástica de seu sentido e das abordagens poéticas, das estratégias do apelo e das condições pragmáticas, estéticas
e “midiológicas” da produção e da recepção de sentido, a partir de experimentações com diferentes linguagens e
instrumentos de produção. Despertar a sensibilidade e o sentido da observação de alunos de Comunicação Social
quanto às diversas formas de manifestação e produção cultural do homem enquanto gestor de signos ao longo da sua
história

O poder da atitude jovem está na pauta do dia. Um estudo sobre mídia, educação e juventude.
Saraí Patrícia Schmidt (Feevale)

Este estudo pretende contribuir no debate entre mídia, educação e juventude. A pesquisa tem como suporte de

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 177


INTERCOM 2009 l Curitiba

investigação a análise de um conjunto de reportagens e propagandas com o tema juventude em quatro revistas
nacionais: Veja, Isto É, Época e Carta Capital e a realização de um grupo de discussão com acadêmicos de Comunicação
Social a partir da experiência na produção de jornais comunitários. As contribuições de Zygmunt Bauman são o aporte
teórico para as análises desenvolvidas tendo como foco a relação da pedagogia da mídia e a construção da identidade
jovem. Trazer como tema de pesquisa a relação da cultura jovem com as pedagogias da mídia pode oferecer outras
possibilidades para este debate entre profissionais/pesquisadores do campo da Educação e da Comunicação.

Fazer rir... a que preço? Desrespeito e comercialização da liberdade infantil


Vânia Lúcia Quintão Carneiro (UnB)

Busca-se compreender a participação de crianças, em programas de TV voltado ao grande público, especificamente


da Maísa. Analisa-se, aqui, o mecanismo de entretenimento usado em programas de auditório, bem como o que se
solicitava ou se exigia da interlocutora-mirim e em que condições. Parte-se da observação de trechos do programa
que circularam no YouTube, e que refletiam, a princípio, a imagem de uma menina inteligente, que faz rir; e, dos
últimos e constrangedores episódios da menina que chora. Evidenciou-se que o mecanismo de produção do riso,
evocava brincadeiras infantis com bonecos de molas ou cordas. Por meio de tais imagens, o competente apresentador,
transformava em “comédia/grotesco” qualquer situação real, ainda que dolorosa e desrespeitosa à criança, desde que
atendesse aos interesses mercantilistas da emissora, medidos pelos índices de audiência.

Tecnologias da Informação, Terceira Idade e Educação


Vânia de Vasconcelos Gico (UFRN), Liane Ferreira da Trindade Mariz (FARN)

Discute-se, a partir de uma visão dialética do conhecimento e em um artigo de revisão, a caracterização do processo de
informação e conhecimento instantâneos e a aplicação dos mesmos para a geração de novos conhecimentos. Analisam-
se os dispositivos do processamento de informação, em um ciclo de realimentação cumulativo, entre inovação e seu
uso, os quais influenciam exponencialmente a vida cotidiana dos indivíduos em suas diversas modalidades e atividades.
Afirma-se que todas as gerações sentem essa influência, sendo na terceira idade que se evidenciam as maiores
conseqüências, demandando novas habilidades para o uso de novas tecnologias. Aponta-se a educação, através de
programas de capacitação em informática para a terceira idade, como uma das alternativas para vivências coletivas,
intergeracionais, interdependentes e autônomas.

Sábado l 05 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 221 BLOCO AZUL

Fundamentos sobre Comunicação e Educação: Mídia e Processos de Conhecimento


Coordenadora: Sílvia Porto Meirelles Leite (RS)

A Educomunicação Como Resposta Possível às Inter-relações Entre Comunicação e Educação:


Promoção de Ecossistemas Comunicativos
Ademilde Silveira Sartori (Udesc)

Com este artigo, pretende-se discutir a Educomunicação como campo de aproximação das áreas de Educação e da
Comunicação a partir de reflexões sobre algumas idéias de Marshall McLuhan, Walter Benjamin e Jesús Martin-Barbero,
apontando a necessidade da escola aprender a conviver com as linguagens não escolares e com as novas percepções
de mundo viabilizadas pelas NTIC, criando e potencializando ecossistemas comunicativos. Para a escola, a nova tarefa é
o diálogo com a aprendizagem distraída.

Educomunicação e Pedagogia de Projetos: abordagens e convergências


Richard Romancini (Famec), Lílian Bhruna Pinho de Andrade (ECA-USP)

O trabalho procura destacar o papel da Pedagogia de Projetos (PP) na renovação dos processos educativos, refletindo
sobre como esta metodologia pode ser relacionada com a Educomunicação, para tornar mais abrangente e crítica
a formação dos jovens no âmbito da escola, instituição que na sociedade atual passa por uma crise. Desse modo, o
texto descreve características importantes da PP e do conjunto de reflexões/teorias e práticas sobre as relações entre
a comunicação e a educação, que podem ser agrupadas sob o conceito de Educomunicação, de modo a que seja
realizado um cotejo crítico, mostrando as possíveis convergências relevantes entre essas abordagens.

178 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Avaliação de jogos educativos de matemática segundo a filosofia da Caixa Preta de Vilém


Flusser: um processo educomuicativo
Eliany Salvatierra Machado (Facasper)

Este artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre o uso dos jogos no ensino da matemática sob a perspectiva
filosófica, a partir de Vilém Flusser e sua “Filosofia da Caixa Preta”. O desejo do educando deve passar do simples ato de
jogar para o ato de criar e assim descobrir no pensamento lógico matemático a sua potencialidade. Todo o processo
deve ser valorizado como educomunicativo garantindo o dialogo e a construção do conhecimento.

Educomunicação Socioambiental: Reflexões Metodológicas Acerca de uma Experiência em


Desenvolvimento
Laura Alves Martirani (Esalq/USP)

Comunicação e Educação
O artigo tem o objetivo de comunicar, analisar e fundamentar processo de pesquisa que envolve a formulação, aplicação
e avaliação de metodologia para educomunicação socioambiental com uso do blog e com base no paradigma da
pesquisa-ação. A reflexão, com base em Andaloussi (2004), Barbier (2004) e Dick (2009), inicia-se com uma análise da
natureza da pesquisa na área de ciências humanas e sociais, discorre acerca das limitações impostas pela simplificação
e reducionismo para essas áreas do conhecimento e considera a implicação e o engajamento do pesquisador como
fatores estratégicos para se atingir os objetivos de uma educação e comunicação ambiental comprometidas com a
transformação social e conservação ambiental. Conclui que a pesquisa-ação é a adoção metodológica que permite
trabalhar e discutir esse intento de forma ética e contextualizada.

As Fotografias e as Redes Cotidianas de Conhecimentos e Sentidos Tecidas com a Escola e


com a Pesquisa em Educação
Maria da Conceição Silva Soares (Faacz)

O texto trata da fotografia, como imagem técnica, para problematizar seus usos em práticas educativas e pesquisas
acadêmicas, tais como: prova de verdade, registro da realidade e modo de perceber, atribuir e expressar sentidos ao que
chamamos de real. Considera que as imagens produzidas estão previamente inscritas na configuração dos aparelhos,
mas defende que os processos de significação se constituem em meio a lógicas operatórias diversas e incontroláveis,
engendradas nas redes cotidianas de saberes e fazes dos praticantes de imagens.

Educação, Comunicação e Mídias: Interfaces na Prática Docente


Cleide Aparecida Carvalho Rodrigues (UFG)

Com o entendimento de que Educação e Comunicação são práticas culturais e as Mídias expressão simbólica das
diferenças culturais, a disciplina Educação, Comunicação e Mídias ofertada no 8º período do curso de Pedagogia na
Universidade Federal de Goiás têm como propósito central contribuir para reflexão conceitual da articulação dos
processos educativos e comunicativos como produção cultural na sociedade tecnológica. Esta proposta, voltada para a
formação de professores objetiva contribuir para a preparação de docentes aptos a entender a estrutura e a linguagem
das mídias como processo educativo e cultural. Para isso, desenvolve-se o exercício teórico prático de leitura crítica das
mídias, a discussão sobre o consumo e a ética e a construção de práticas interdisciplinares.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 220 BLOCO AZUL

Suporte Televisivo: Universidade, Sociedade e Contexto da Digitalização


Coordenadora: Maria das Graças Pinto Coelho (UFRN)

Comunicação, cultura e consumo: da televisão à internet


Telma Domingues da Silva (Univas)

Este trabalho apresenta uma reflexão sobre a programação da televisão brasileira como discurso cultural para o sujeito,
entre a posição do cidadão e a posição do consumidor. No contexto atual, de expansão da internet, observa-se o link
que na televisão se produz entre a televisão e esse outro ambiente, o ciberespaço. Da televisão à internet, o sujeito iria
de uma posição passiva a um ambiente de interatividade. Essa remissão está, a meu ver, relacionada à discursividade do

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 179


INTERCOM 2009 l Curitiba

“consumo consciente”: da passividade do telespectador à (inter)atividade do internauta produz-se uma re-qualificação


do consumidor e do consumo de produtos/ informação/ imagens.

TV Universitária: A Televisão da Universidade


Denise Cortez da Silva Accioly (UFRN)

Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a importância da TV Universitária, responsável por divulgar o conhecimento
produzido dentro da Universidade, aproximando esta da Sociedade. Defendemos que a TV Universitária é um espaço de
inclusão ao ensino superior que contribui para a democratização de informações para quem está postulando ingressar
na Academia e também para aqueles que já fazem parte dessa cultura acadêmica. Ela colabora para a disseminação
do conhecimento científico e oferece informações relevantes sobre a Instituição. Destacamos que hoje se exige da
Universidade um papel mais amplo e sintonizado com as demandas da Sociedade, através de uma atuação que leve
em conta as desigualdades e que ajude na promoção da inclusão social. Depreende-se daí a importância de estudos
sobre a TV Universitária.

Entre o Mercado e a Universidade: Reflexões Sobre o Processo de Construção do Conheci-


mento e a Formação Profissional na TV Uesc
Betânia Maria Vilas Bôas Barreto (UFPB), Rita Virginia Argollo (UFBA)

A TV ocupa um campo comunicacional heterogêneo, repleto de multiplicidades, cuja representatividade do cotidiano


mostra a sedimentação da proposta interpretativa do real junto aos espectadores. Esta é uma fonte de informações
e entretenimento bastante multifacetada. Assim, uma TV Universitária deve aliar-se ao fazer acadêmico e educativo.
A inter-relação entre comunicação e educação a partir do audiovisual remete a meios voltados para perspectivas
mercadológicas, e também para abordagens educativas e colaborativas. Experimentação e pluralismo televisuais e
apropriação dos meios são vetores incondicionais, também na formação de novos profissionais. Deste modo, refletimos
sobre a participação da TV UESC no processo de formação dos bolsistas do projeto, a partir de suas experiências como
produtores, no intuito de perceber como pode ser um instrumento educativo de construção do conhecimento.

Como é que chama o nome disso? Comunicação, Educação e Televisão: Uma aposta no
hibridismo das televisões universitárias
Vanessa Maia Barbosa de Paiva (UFES), Joao Barreto da Fonseca (UVV/ES)

Este artigo tem o objetivo de apresentar o estatuto das tevês universitárias e de discutir a idéia dessa televisão como
uma televisão de fronteira, no sentido como o entende Homi Bhabha. Sendo e atuando na fronteira a TV Universitária
não é nem uma TV comercial, onde os imperativos mercadológicos ditam a produção, nem um ambiente de sala de
aula, onde a didática, dentre outras práticas, regem a relação de conhecimento. Trata-se, portanto, de um ambiente de
fronteiriço que se constitui a partir do hibridismo, com mímicas, como táticas, e traduções, possibilitando que o “novo
entre no mundo”

Sociedade do conhecimento e educação para as mídias via televisão digital


Larissa Fernanda Domingues Rosseto (FAAC-Unesp)

Introduzimos o artigo abordando a relevância das teconologias de informação e comunicação na sociedade


contemporânea, contextualizando suas diferentes definições, como sociedade da informação, do conhecimento ou da
aprendizagem. Destacamos especialmente o papel da tecnologia digital, de onde deriva a televisão digital. Relatamos
que a implantação desse sistema de televisão no país traz a promessa da promoção da Educação a Distância. E, por meio
dela, acreditamos ser possível desenvolver um curso de formação continuada para professores, via televisão digital, que
os capacite a desenvolver a leitura para as mídias em sala de aula.

A TV Multimídia nas escolas estaduais do Paraná: do plano político a novas possibilidades


pedagógicas
Elizandra Jackiw (UFPR), Luis Otávio Dias (UFPR), Rosa Maria Cardoso Dalla Costa (UFPR)

A intenção deste texto é fazer uma reflexão sobre a implantação da TV Multimídia nas escolas públicas estaduais do
Paraná, especificamente na cidade de Curitiba. Trata-se de uma pesquisa, em fase inicial, que faz parte do Mestrado
em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e tem como objetivo investigar a utilização dessa nova
ferramenta na prática docente como alternativa de trabalho de integração entre mídia e construção do conhecimento.
O embasamento teórico foi fundamentado nos Estudos de Recepção e na Educomunicação. Tem como principais
autores consultados Geneviève Jacquinot-Delaunay, Rosa Maria Bueno Fischer, Dominique Wolton e Ismar de Oliveira
Soares. A discussão sinaliza que a integração das tecnologias da informação e da comunicação pode oferecer melhorias

180 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

na construção do conhecimento e contribui para aumentar o grau de autonomia do estudante neste processo.

Possibilidades Educativas da TV na Web


Rita Virgínia Alves Santos Argollo (Uesc)

A TV precisa redefinir o próprio conceito, repensar técnicas enquanto produtores conquistam novos espaços, como os
possíveis com a internet. Refletimos em torno desta realidade e das possibilidades educativas que se depreendem dela.
Com a abertura disponível a partir da Web 2.0, a TV e o até então telespectador ganham força e liberdade enxergando
esta nova mídia como o lugar da sua fala, da troca e criação entre pares, da construção do conhecimento e não apenas
o local do consumo, proposto pela mídia hegemônica. Neste estudo, discutimos a relação entre TV na web, Web 2.0
e educação, entendendo que a construção colaborativa de conteúdos passa necessariamente pelo conceito de novas
educações e leva à elaboração de uma programação em que se discute o interesse de determinado grupo, comunidade,

Comunicação e Educação
segmento – como estes sujeitos preferem e em que cada um se aproprie dos recursos dos meios.

Observatório da Imprensa - O panóptico da mídia


Gizeli Costa Bertollo Menezes (Unitins)

A forte presença dos meios de comunicação no processo de educação da sociedade e as suas lógicas de produção são
os eixos centrais deste trabalho, que seleciona o programa jornalístico Observatório da Imprensa, como um mecanismo
capaz de auxiliar alunos, professores e a comunidade como um todo, a exercitar uma leitura mais crítica das informações
transmitidas pela mídia, em especial a televisão. Busca-se nesta análise ampliar a discussão acerca da comunicação sob
a perspectiva do desenvolvimento e da educação para as mídias.

Ruídos Musicais Nos Anos de Chumbo: Televisão e Ideologia Educacional no Brasil Auto-
ritário (1968-1972)
Felipe Araújo de Carvalho (UTP)

Analisamos a TV no Brasil (1967-1972) destacando a Rede Globo, parte de um processo ideológico no contexto autoritário.
A TV era componente do desenvolvimento capitalista no país, tanto como processo de educação de massas, quanto na
dimensão cultural e extra-escolar como destaque na ação do Estado, apoiada em múltiplos fenômenos relacionados
à construção hegemônica e aos processos de formação de consenso social necessário ao regime. Aqui, os festivais de
música desempenharam um papel fundamental. Destacamos a importância dos movimentos sócio-musicais ocorridos
no país e as duas principais iniciativas da ditadura no campo das políticas educacionais: a Reforma Universitária (Lei
n. 5.540, de 1968) e a Reforma do Ensino de 1o. e 2o. Graus (Lei n. 5.692, de 1971). Estes eventos estão diretamente
relacionados às fortes tensões políticas do período, marcado pelo acirramento da repressão.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 221 BLOCO AZUL

Ambientes Virtuais de Ensino, Tecnologias de Informação e Novas Experiências


Formativas
Coordenador: Ademilde Silveira Sartori (UDESC)

Relações Interdisciplinares na Ação de Projetar Ambientes Virtuais de Aprendizagem


Sílvia Porto Meirelles Leite (RS)

O estudo analisa as relações interdisciplinares na ação de projetar Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs). Com
isso, busca-se refletir sobre o envolvimento de projetistas oriundos de diferentes áreas do conhecimento na produção
de materiais destinados à Educação a Distancia (EAD), tendo em vista que essa é uma prática cada vez mais presente nas
instituições de ensino. Para tanto, vislumbram-se os desequilíbrios e as reequilibrações decorrentes dessas relações, o
que converge para um estudo das interações entre projetistas com diferentes formações acadêmicas e das formalizações
que caracterizam a ação de projetar. A fim de compreender as relações interdisciplinares nesse processo, propõe-se um
estudo de caso com o grupo de pesquisa NUTED da UFRGS, no qual trabalham projetistas oriundos dos cursos de
Comunicação Social, Pedagogia e Informática.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 181


INTERCOM 2009 l Curitiba

Comunicação e Educação na Cibercultura


Jucimara Roesler (Unisul)

Ao pensar nas interfaces entre comunicação e educação na cibercultura é preciso reconhecer que as redes digitais
são fundamentos da prática cotidiana de jovens e adultos. Ao inserir as tecnologias de informação e comunicação em
contextos educacionais é possível oportunizar aos alunos espaços virtuais de aprendizagem que sirvam de janelas para
o mundo, que abram diferentes percursos através da navegação, da hipertextualidade e da conectividade de forma que
oportunizem a interlocução e a enunciação daqueles que buscam interagir através dos fluxos comunicativos que se
apresentam nas tramas da rede. A Comunidade Virtual de Aprendizagem – CVA surge como um espaço para as ações
educativas a partir de uma estrutura didática que viabiliza relações socioeducativas por meio da interlocução e do
diálogo como substratos das interações oriundas do processo de ensinar e aprender.

Mídia e Educação: Relendo a Interface dos campos a partir de Usos e Apropriações da Mídia
Digital por Alunos em Escolas
Sandra de Fátima Pereira Tosta (PUC- Minas)

A mídia digital está presente no território escolar. Quais os significados desta presença e os possíveis aprendizados
decorrentes de sua apropriação e uso da mídia por jovens alunos no cotidiano escolar, alterando as formas tradicionais
desse processo e inserindo novos elementos ainda pouco reconhecidos pelas escolas e educadores, foram as perguntas
que se buscou responder neste ensaio. A discussão e análise da temática, na perspectiva da interface entre mídia e
educação, fundamentaram-se nos resultados de duas pesquisas realizadas com adolescentes e jovens alunos do ensino
fundamental e médio de uma escola pública e de uma escola da rede privada de Belo Horizonte/MG, onde a circulação
dos conteúdos simbólicos da mídia e a presença de equipamentos digitais em seu ambiente eram uma realidade por
demais evidente.

Sondagens sobre a Formação do Professor para o Uso das Tecnologias da Informação e da


Comunicação em Ambiente Escolar
Ligia Beatriz Carvalho de Almeida (Unesp), Pedro Polesel Filho (USC), Roseane Andrel o(USC)

Este trabalho deriva de um percurso de pesquisa, cujo objetivo tem sido delinear estratégias metodológicas que
permitam a apropriação e o estudo das potencialidades das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) nas
escolas básicas locais. Já foram analisados o comportamento do aluno e o entendimento dos professores do que seja
a temática. Nesta fase, face à relevância do papel do professor no processo, buscou-se entender como se dá, no ensino
superior, a formação do docente para o uso das citadas tecnologias no ambiente escolar. Para tanto, foram analisados
os conteúdos de disciplinas específicas oferecidas aos formandos em pedagogia e depoimentos de professores e
coordenadores de curso de duas universidades de Bauru/SP.

Educação e identidade: a interação da escola com os espaços virtuais de sociabilidade no


processo de formação identitária de adolescentes estudantes
Cindy Romualdo Souza Gomes (UFGD)

A pesquisa tem como objetivo analisar o processo de formação das identidades de adolescentes em espaços virtuais de
sociabilidade, o orkut, buscando também caracterizar a interação da escola com os espaços virtuais de sociabilidade dos
adolescentes e, ainda dimensionar o papel das relações de consumo na formação identitária de adolescentes estudantes.
Para tanto estão previstas pesquisa documental, bibliográfica, pesquisa de campo por amostragem (virtual, escolar) e
estudo de painel para cotejamento quantitativo e qualitativo dos dados coletados. Fomentando assim debates nas
escolas entre educadores de MS, permitindo reflexões quanto às maneiras de entender, interagir e compartilhar essas
novas maneiras de construções socioculturais e identitárias entre educadores e educandos.

O processo de comunicação em ambientes virtuais de aprendizagem: novos modos de


ensinar e aprender
Iris Yae Tomita (Unicentro)

O presente trabalho apresenta um relato de observações do processo de comunicação em uma experiência dentro
de um ambiente virtual de aprendizagem. O objetivo é refletir sobre a relação entre os envolvidos no processo de
comunicação existente nessa modalidade educacional, que tem como característica a relação mediada pela tecnologia,
sob a perspectiva de uma das vertentes educomunicativas. Resistências e inseguranças levam à necessidade de
entender o processo de comunicação nessa metodologia revendo o conceito de aluno/receptor diante dos novos
modos de aprender e ensinar.

182 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação na Formação de Alunos de


Graduação em Uma Perspectiva Plurimodal
Mirna Tonus (UFU), Beatriz Sanz Vazquez (Unicamp)

O artigo apresenta discussões sobre um novo conceito, aplicado nas práticas didáticas utilizadas em processos de
ensino-aprendizagem na formação de alunos de graduação nas áreas de Comunicação e Educação. Tal formação
empregou diversas possibilidades de interação e intersecção, dentre as quais Ambientes Virtual de Aprendizagem (AVA),
ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona, e toda a diversidade das Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC) e seus multimeios, seguindo os pressupostos teóricos de Jean Piaget, Paulo Freire, Lev Semenovich Vygotsky, José
Armando Valente e Otto Peters. Dessa reflexão, deriva o aspecto central discutido neste artigo, qual seja o hibridismo
didático-tecnológico que pudemos desenvolver em nossas pesquisas formativas dentro de conceito de educação
plurimodal.

Comunicação e Educação
Tecnologia da Comunicação e Informação no currículo de Comunicação Social: um estudo
em cinco fases
Paulo Negri Filho (UFPR), Gláucia da Silva Brito (UFPR)

Este trabalho tem o intuito de apresentar a correlação entre Comunicação e Tecnologia, tendo como questão norteadora:
quais seriam os elementos curriculares básicos necessários a uma disciplina específica que adentra ao campo das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) para uma melhor e mais abrangente formação teórico-prática do
comunicador social em qualquer uma de suas habilitações? Para responder esta questão, a pesquisa foi realizada em
cinco fases distintas em instituição pública de Ensino Superior selecionada na cidade de Curitiba-PR. Assim, chegou-se
nos elementos que devem ser privilegiados pela disciplina que se propõe a adentrar no campo das TICs na graduação
de Comunicação Social: Interdisciplinaridade; Didática estruturada; Metodologia plural; Projetos integrados.

A importância da acessibilidade como mediadora da informação na internet para os defi-


cientes visuais
Roberta Lucas Scatolim (FESL)

A Interação Humano - Computador permite a avaliação e solução de problemas de usabilidade. Por esse, viés, que
o objetivo desse trabalho busca analisar a interface do portador de deficiência visual na interface Web, enfatizando
ferramentas de acessibilidade capazes de informar com eficiência aos cegos e portadores de baixa visão ao acesso às
novas tecnologias da informação, como mediadores da democratização do conhecimento e respeitando diferenças.
Demonstrando uma análise sobre o desenvolvimento de páginas virtuais com normas acessibilidade, especificamente,
o Webvox, onde são adaptados com recursos em áudio.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 220 BLOCO AZUL

Influências das Mídias Digitais nas Condições de Ensino e na Cultura - Experiências de EaD
Coordenadora: Luzia Mitsue Yamashita Deliberador (UEL)

A escola e a cultura digital: os usos dos meios e os consumos culturais de professores


Monica Fantin (UFSC)

Diversos discursos sociais afirmam que a escola e seus professores estão em descompasso com a mídia e o uso das
tecnologias e isso estaria relacionado aos consumos culturais dos professores. Mas será que é possível generalizar esse
discurso? Como as tecnologias estão presentes na vida pessoal e profissional dos professores? O que os professores
fazem no seu tempo livre e como usufruem dos bens culturais? Foi isso que se buscou investigar em uma pesquisa
realizada com professores do ensino fundamental e algumas destas reflexões são tratadas neste artigo. A partir da
construção de uma outra idéia de escola e da relação entre educação, mídia e tecnologias da informação e comunicação,
análises parciais apontam indícios de uma transformação em curso no que diz respeito à presença das tecnologias e dos
artefatos de mídia para além das dimensões de uso pessoal e profissional na prática docente.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 183


INTERCOM 2009 l Curitiba

A relação do público universitário com a internet e a sua influência nos hábitos de leitura
Celso Rogério Klammer (PR), Beatriz Sawes De Campos (UP), Thiago Tavarnaro (UP)
O presente trabalho destaca a relação dos hábitos de leitura dos jovens universitários com as novas tecnologias da
informação. Para tanto, procurou-se refletir sobre a escrita desde o seu surgimento e as funções atribuídas à leitura no
decorrer da história. Por meio de pesquisa de campo com universitários do curso de Comunicação Social – Publicidade
e Propaganda,de uma universidade particular, observou-se que o suporte da tecnologia digital está cada vez mais
presente no contexto cultural contemporâneo e, por esta razão, uma análise dos novos hábitos de leitura foi proposta,
em decorrência do acesso à Internet na sociedade atual.

Um olhar sobre o imediatismo que atinge os alunos da graduação.


Maria do Carmo Jampaulo Plácido Palhaci (Unesp)

Estamos encontrando no aluno da graduação , um imediatismo que o atinge diretamente em suas atividades na
Universidade e na Vida. A transdisciplinaridade, surge como um movimento de reconhecimento do espírito e da
consciência. O Pensar surge forte, mas ainda não alcança a velocidade do imediatismo. Os educadores necessitam
lançar um olhar atento, urgentemente sobre este grave problema. É necessário encontrar um caminho de retorno ao
interior e combater o imediatismo que atinge a criança, o jovem e o adulto. Ao chegar a Universidade, o mesmo já foi
submetido a um processo de exigências em sua infância, deixando na maior parte de vivê-la adequadamente. O Ser
Melhor que o outro é uma necessidade gritante na vida de cada pessoa e a necessidade da mesma está sendo relegada
em troca da tecnologia desenfreada.

A Interatividade no Ensino da Comunicação Social: novas faces de integração do acadê-


mico com o conteúdo didático
Deivi Eduardo Oliari (Uniasselvi), Marcia Regina Annuseck (Uniasselvi)

Este estudo visa demonstrar a importância da utilização da interatividade no ambiente acadêmico, com foco no Ensino
Superior da Comunicação Social. Tem por objetivo auxiliar os docentes a explorar o ambiente de ensino, através da
utilização de ferramentas interativas. Fez-se necessária a revisão bibliográfica, fundamentando os conceitos básicos da
interatividade. Foram adicionadas experiências em sala de aula, tomando como exemplo uma disciplina teórica e outra
prática, ambas utilizando a interatividade como parte integrante do processo de ensino. Constatou-se que, nos tempos
atuais, é necessário buscar uma maior integração do acadêmico com o conteúdo de forma interativa e que proporcione
o aprendizado de maneira mais agradável.

Neo-Pragmatismo e Análise de Comunicação e Linguagem de EaD na UNIVALI


Hans Peder Behling (Univali)

O processo de ensino-aprendizagem foi e continua sendo bastante afetado pelo advento de novas tecnologias de
informação e comunicação. Com a UNIVALI inserida neste contexto sentiu-se a necessidade de desenvolver uma
pesquisa com o objetivo de analisar a comunicação e as linguagens em um curso de EaD (educação a distância) no
ambiente virtual da instituição. Esta pesquisa utilizou as teorias do neo-pragmatismo de Rorty, Davidson e Crépeau,
confrontando outras teorias, para promover análises de linguagens e situações comunicacionais num curso de EaD
semi-presencial.

O processo comunicacional na tutoria em cursos superiores a distância: reflexões sobre a


experiência na Licenciatura em Letras Português da UFSC
Josias Ricardo Hack (UFSC)

A UFSC, atuando em parceria com a UAB, oferece desde 2008 o Curso de Licenciatura em Letras Português na modalidade
a distância. Na concepção do projeto UAB/UFSC o tutor atua como um mediador entre os professores, alunos e a
instituição. Cumpre o papel de auxiliar no processo de ensino e aprendizagem ao esclarecer dúvidas de conteúdo,
reforçar a aprendizagem, coletar informações sobre os estudantes e prestar auxílio para manter e ampliar a motivação
dos alunos. O presente artigo evidencia a importância da comunicação dialógica entre as partes envolvidas no ensino
e aprendizagem no ensino superior a distância, fator que leva o tutor à reflexão sobre o processo comunicacional
adotado em sua prática docente.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALA 221 BLOCO AZUL

184 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Comunicação e Suporte Digital: Interação, Mobilidade e Novas Experimentações


Coordenador: Mônica Pegurer Caprino (USCS)

Práticas Sociais Constitutivas: A Mobilidade como Fronteira de Inclusão e Interação


Maria das Graças Pinto Coelho (UFRN)

Será que as mídias digitais podem exercer um papel estruturante nas sociabilidades contemporâneas? Em especial no
meio rural, do semi-árido nordestino do Brasil, de tal maneira que seja possível ocorrer aspectos de inserção e formação
social? O corpus deste estudo articula estratégias que resgatam novas competências para a recepção e para as lógicas
da produção, mediadas pelos movimentos de sociabilidade e pelas mudanças na institucionalidade em um locus antes
inimaginável das relações cotidianas.

Comunicação e Educação
Artemídia Polivalente: Ambiente de Comunicação-Educação-Cultura Artístico-Científica
na Era Digital
Pelópidas Cypriano PEL (Unesp)

Artemídia Polivalente é o termo que procura expressar um juízo formulado a partir da exposição de um projeto artístico-
científico ocorrido num ambiente de comunicação-educação-cultura na era digital. Como conduzir a disciplina Mídia
I (computação bidimensional) sem computadores? Esse foi o desafio para o projeto de ensino-pesquisa-extensão
desenvolvido com os alunos ingressantes em 2009 no Curso de Artes Visuais do Instituto de Artes da UNESP. Quais
questões emergem dessa reflexão em contra-corrente? Esse é o foco de abordagem do presente trabalho.

Google: a colonização mercantil da comunicação educativa por meio dos motores de busca
na Web
Paulo Alexandre Cordeiro Vasconcelos (UAM), Aldo Ambrózio (UES, Unesp e PUC-SP), Luciana Aparecida Santos (UAM)

Reflete nossas preocupações com as tecnologias da comunicação e da informação no âmbito da educação. Nesta
perspectiva, pretendemos trazer para essa comunicação e Núcleo de Pesquisa uma reflexão sobre os motores de
busca – o Google – e sua estratégia sub-reptícia de introduzir campanhas publicitárias no seu modo de relacionar as
palavras-chave no ato da pesquisa on-line. Tem-se assim uma colonização da comunicação educativa pela Indústria
Cultural Contemporânea. Nesse percurso constatamos também as mutações ocorridas no interior das tecnologias da
comunicação e da informação e as alterações provocadas nas relações entre ensino, leitura, escrita e pesquisa.

Comunicação, Educação e Cultura: Lições Vygotskyanas sobre Letramento Digital


Débora Castilho Duran Prieto Negrão de Souza (CEP)

Nos discursos e nas práticas dos projetos que abordam o papel das tecnologias da informação e comunicação na
educação, é frequente notarmos uma ênfase exacerbada no suposto poder revolucionário das redes telemáticas, sem
a devida atenção ao caráter plural das apropriações que se manifestam em contextos específicos. Por compreender
o processo de desenvolvimento como uma estrutura tripartite – o homem, o outro e os instrumentos/signos –,
Vygotsky traz a lume a importância das mediações e das relações viscerais entre história e cultura na constituição das
subjetividades. Nesse sentido, pensar nas relações entre comunicação, educação e cultura na perspectiva da teoria
histórico-cultural é deslocar o foco do equipamento para o letramento digital como um fenômeno complexo que se
configura em tempos de cibercultura.

Fanfics: a Intersecção entre Leitura, Escrita e Tecnologias de Comunicação


Sergio Luiz Alves da Rocha (ProPEd)

O presente trabalho é parte de uma pesquisa de doutorado em educação que analisa a relação entre a leitura, a escrita
e as tencologias de comunicação e informação. Seu objetivo e analisar uma prática específica de um grupo de jovens
que combinam a leitura do conjunto de livros da série Harry Potter com a invenção de novas aventuras escritas a partir
da leitura dos livros, do acesso aos filmes, associando técnicas tradicionais e modernas. Tais práticas conduzem a um
aprofundamento da reflexão sobre os efeitos que as denominadas novas tecnologias geram sobre a escrita e a leitura
dos jovens, fator de preocupação entre os educadores.

Interatividade em ambiente virtual de aprendizagem: contribuições de uma experimentação


Vanessa Matos dos Santos (Unesp)

A relação existente entre o homem e a tecnologia - na qual os papéis de dominador e dominado estão constantemente

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 185


INTERCOM 2009 l Curitiba

sendo debatidos - a humanização da técnica é o componente capaz de garantir a apropriação social da tecnologia.
Nesse sentido, esta humanização pode ser alcançada à medida que a tecnologia passa a transformar o processo da
comunicação e também os processos pedagógicos. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) TelEduc é um ambiente
bastante intuitivo e, além de possuir uma interface amigável.Busca-se compreender e analisar as interações ocorridas
no AVA TelEduc, tendo por base o conceito de interatividade desenvolvido por Steuer (1993) e a classificação proposta
por Sheizaf Rafaeli (1988).

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 220 BLOCO AZUL

Suportes Midiáticos e Sala de Aula: Interfaces entre Educação e Comunicação


Coordenador: Monica Fantin (UFSC)

Mídia Educação e a formação cidadã: análise das oficinas de rádio da escola municipal
Olavo Soares Barros de Cambé – PR 1
Luzia Mitsue Yamashita Deliberador (UEL), Mariana Ferreira Lopes (UEL)

O presente trabalho apresentou como proposta uma reflexão teórica sobre a mídia educação e a avalaiação da
possibilidade de sua prática incitar o comprometimento dos jovens com a sua realidade, e assim, servindo de alicerce
para a construção de sua cidadania. Para isso, objeto consistiu de análise as oficinas de rádio ministradas na escola
municipal Olavo Soares Barros, em Cambé – PR, no período de agosto a dezembro de 2008, bem como um levantamento
bibliográfico sobre os pressupostos da mídia educação. Mídia educação –– Cidadania – Comprometimento

A Ação Comunicativa do Programa Veja Na Sala De Aula: O Guia Do Professor


Regiane Regina Ribeiro (UEL)

Esse artigo faz parte da tese de doutoramento a respeito de como uma produção midíática pode influenciar uma
experiência de aprendizagem. Analisou-se importância da ação comunicativa como estratégia fundamental de
desenvolvimento de habilidades e competências no processo educacional. Em um primeiro momento foi analisada a
comunicação em sala de aula e pôde-se verificar que na maioria das vezes essa comunicação apresentava características
muito prejudiciais ou mesmo retardadoras para o ensino: simplificação excessiva da comunicação, ausência de elementos
culturais, modelo linear e caráter mecanicista, sendo que o fator cultural foi considerado fundamental para uma a maior
interação comunicativa. Nessa perspectiva foi analisado como objeto de estudo o suplemento Guia do Professor, uma
mídia impressa que faz parte do Programa Veja na Sala de Aula.

Jornal na sala de aula e habilidades de leitura na Era da Informação


Mônica Pegurer Caprino (USCS)

O trabalho apresenta reflexões a partir de pesquisa iniciada em 2008 pelas autoras junto à rede municipal de ensino de
São Caetano do Sul, com o objetivo de verificar o nível de compreensão de leitura de notícias de jornal pelos alunos do
Ensino Fundamental II. A análise se vale de dados quantitativos - extraídos da aplicação de um teste de compreensão
de leitura baseado nos descritores de Língua Portuguesa do Sistema Nacional de Avaliação - e qualitativos, obtidos em
discussão com os professores. A interpretação dos dados indica que os jovens transportam para a leitura do texto do
jornal estratégias utilizadas para a leitura e decodificação das informações on-line, em uma sociedade que valoriza cada
vez mais os recursos multimidiáticos como forma de relação e compreensão do mundo.

Rádio Educativo e Tecnologias Digitais – travessias comunicacionais na educação a distância


Edgard Patrício (UFC)

A possibilidade de separação física e temporal entre educadores e educandos fez surgir a necessidade de aproximação
entre processos de aprendizagem na educação a distância e as tecnologias comunicacionais, com a utilização dos
media. Hoje, a educação a distância é um campo fértil para a utilização das tecnologias digitais. Mas, e as ‘velhas’
tecnologias, como podem ser apropriadas nesse novo ambiente? Apoiado nos conceitos de comunicação educativa
(Kaplún) e educação problematizadora (Freire), esse artigo tenta estabelecer possibilidades de coexistência entre
‘velhas’ e ‘novas’ tecnologias nos processos de educação a distância, apresentando princípios e algumas estratégias em
processos educativos envolvendo simultaneamente rádio e internet.

186 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Computação Gráfica, ferramenta de comunicação e interação em sala de aula.


Luiz Antonio Vasques Hellmeister (Faac-Unesp)

Este trabalho apresenta a utilização da computação gráfica como ferramenta de motivação do ensino-aprendizagem,
resultado da reformulação dos conteúdos programáticos e da forma de comunicação entre professor e aluno. A
monotonia das aulas expositivas clássicas pode e deve ser quebrada através da utilização da computação gráfica,
ferramenta atualmente indispensável na comunicação em aulas de projeto. As transformações impostas pelo avanço
das tecnologias, cada vez mais presentes no dia a dia dos alunos, nem sempre acompanhadas pelas instituições de
ensino e em particular pelos professores, podem ser colocadas em uso nas salas de aula. Portanto, faz-se necessário
o treinamento de professores e a adoção definitiva da tecnologia CAD, possibilitando a quebra de barreiras de
comunicação entre professores e alunos.

Comunicação e Educação
Audiovisual e Educação: a videoaula e as novas implicações pedagógicas
Shirley Mônica Silva Martins (UFPB), Betânia Maria Vilas Bôas Barreto (UFPB), Leônidas Leão Borges (UFPB)

Trata de um relato de experiência com videoaulas produzidas com professores e professoras no intuito de discutir ricas
possibilidades de uso deste subgênero - vídeo educativo – advindas do uso intensivo das tecnologias da informação e
comunicação em processos educativos diversos. As possibilidades de aprendizagens diversas com suportes audiovisuais
estão a exigir de professores e professoras novos saberes. As tentativas de diálogo entre os saberes dos professores e
os saberes dos produtores de vídeo no processo de produção participativo e interdisciplinar das videoaulas, apesar de
relevantes para todos os envolvidos, mostram-se incipientes. Para um resultado mais satisfatório no que concerne às
necessidades estético-pedagógicas do produto/processo videoaula, a aproximação entre as áreas da educação e da
comunicação é cada vez mais necessária.

O uso da rádio-escola como ferramenta da mídia-educação e na formação da cidadania


Alexandra Fante Nishiyama Frost (Umesp)

Os avanços tecnológicos criaram um novo processo de comunicação que afetaram os processos sociais, os métodos
de trabalho, criaram mudanças culturais e novos modos de aprender e perceber o mundo, o que repercutiu no campo
da educação. Desta forma, a comunicação pediu licença para entrar na sala de aula e contribuir para a educação.
Essa pesquisa é o resultado de um trabalho que visa identificar as percepções de alunos da Escola Estadual do Jardim
Independência, localizado na periferia da cidade de Sarandi – PR, após oficinas voltadas para a leitura crítica dos meios,
comunicação comunitária, mídia-educação, cidadania e rádio. A prática proporcionou aos jovens a oportunidade de
visualizar de uma forma mais crítica os meios de comunicação e suas mensagens e as oficinas contribuíram para a
formação referente a percepção da realidade.

Entre o Ideal e o Real: Os Limites e as Possibilidades da Comunicação no Espaço Escolar


Riva Blanche Kran (UFG)

Como a escola tem se adaptado e respondido às rápidas mudanças tecnológicas e às novas formas de se comunicar
e se relacionar dos jovens? Coexistem na era digital, diversas possibilidades pedagógicas trazidas pelas tecnologias da
informação e da comunicação com velhas práticas da pedagogia tradicional. Este artigo traz o depoimento perplexo,
cansado, mas também esperançoso de professores que tentam incorporar as sempre novas tecnologias às suas práticas,
em um universo tão complexo quanto à própria forma de ser dos jovens.

Calvin e Haroldo: relações possíveis com Calvino e Hobbes


Diva Lea Batista da Silva(IMESA)

Este trabalho tem como objetivo verificar as relações percebidas entre as personagens de tiras em quadrinhos, Calvin e
Haroldo, de Bill Watterson e os filósofos João Calvino e Thomas Hobbes. Com base em uma pesquisa bibliográfica, serão
feitas possíveis relações entre o conteúdo de algumas tiras e o que se lê sobre a educação escolar.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 187


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 221 BLOCO AZUL

Novos Olhares: Pesquisas sobre Comunicação e Educação no Brasil


Coordenador: Belarmino Cesar Guimarães da Costa (Unimep)

Educação Planetária pelos Meios de Comunicação: a Produção e Veiculação de Audiovisuais


Institucionais
Andréia Zulato Marçolla (Inesc)

Este trabalho tem como objetivo contextualizar a educação planetária focalizando ações que contribuem para a
mudança de percepção no mundo em quem vivemos. A paz, a solidariedade, os direitos humanos são discussões
essenciais para a tomada de iniciativas para esta mudança. Através dos meios de comunicação a realidade atual pode ser
modificada, integrando também veículos informativos e suas mensagens no contexto educativo. O estudo tem como
foco a produção e veiculação vídeos documentários institucionais e reportagens sobre duas associações do Noroeste
Mineiro a Associação Beneficente Natal Justino da Costa e a Associação Noroeste Mineiro de Estudos e Combate o
Câncer. A veiculação de vídeos institucionais na televisão, na internet e no âmbito escolar, propicia ações sociais com
embasamento na educação planetária.

Mario Kaplún: A comunicação educativa por uma sociedade mais democrática


Fernanda Coelho da Silva (UFJF)

A constituição de uma comunicação mais plural e dialógica é questão imprescindível na busca por uma sociedade mais
democrática. O pesquisador argentino Mario Kaplún dedicou sua vida a esse objetivo. Para Kaplún, a comunicação não
funciona se não através do diálogo. O pesquisador criticou o modelo de comunicação massiva, comparando-o com
o modelo “bancário” de educação. Para ele, comunicação e educação são ciências indissociáveis, e daí, surge o termo
educomunicação. Além de teorias que até hoje sedimentam as pesquisas dos que compartilham de seu sonho, Kaplún
deixou práticas e teorias de comunicação dialógica. Dentre elas, está o cassete-fórum. Além da comunicação, o papel
do comunicador, ou do comunicador educativo também foi tema da reflexão de Kaplún.

Da produção de discursos à produção do conhecimento: Convergências entre os estudos de


recepção e a proposta pedagógica de Paulo Freire
Paola Mazzilli(ESPM), Maria Aparecida Baccega(ESPM)

O presente trabalho propõe uma reflexão sobre o campo comunicação/educação, buscando estabelecer pontos de
convergência entre os estudos de recepção e a proposta pedagógica de Paulo Freire. Para isso, discute o processo
comunicacional em paralelo ao processo educativo, apresentando similaridades entre as figuras do professor e do
emissor, e do aluno e do receptor. Vale notar que o principal enfoque dessa investigação se localiza na discussão
sobre o aluno e o receptor, vez que aqui o objetivo é tratar de ambos como sujeitos que aprendem comunicando-se e
comunicando-se aprendem a transformar sua realidade. Como suporte teórico, esse trabalho se vale, principalmente,
dos estudos de Freire, Martín Barbero, Hall e Baccega. Espera-se que as articulações aqui propostas contribuam para
novas discussões no campo da comunicação/educação.

Comunicação e Educação: uma aproximação possível


Gabriela Felippe Rodrigues Metzker (USP)

Enquanto a escola continua profundamente centrada na linguagem verbal, os meios de comunicação e as novas
tecnologias estão trabalhando com diversas outras linguagens, gerando novas formas de produzir, circular e receber as
mensagens, o que influencia o modo de ver e perceber das pessoas. O resultado é um descompasso entre o que o jovem
aprende dentro e fora da escola, desnudando a dimensão repetitiva do ensino formal. É preciso aproximar os campos
da educação e da comunicação, considerando as tensões existentes, de forma a repensar o processo educacional e
promover o ensino emancipatório. Nesse processo, o educador tem papel decisivo.

Educomunicação, étimo e interfaces: muitos olhares, um só campo


Cláudio Messias (USP)

Desenvolvemos pesquisa para identificar as maneiras como a relação comunicação/educação é focada em outras

188 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

produções científicas, advindas de várias regiões do Brasil. Nossa investigação utiliza o sistema de dissertações e teses
da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e o banco de dados da Intercom. No primeiro, com
base em conceituação epistemológica preconizada em conformidade com os teóricos do Núcleo de Comunicação
e Educação da USP, verificamos o que mestres e doutores pesquisaram e utilizaram como referencial teórico sobre
Educomunicação. No outro, observamos papers apresentados com assunto ou palavra-chave relacionados à
Educomunicação, bem como mídia-educação, educação/comunicação, comunicação/educação e mídia educativa. O
período de observação corresponde ao que foi produzido nos últimos 20 anos.

Comunicação Crítica Aplicada: Experiência de Interação Educativa na Diversidade x Solidão


do professor transmissor de conhecimento
Zilda Martins Barbosa (UFRJ)

Comunicação e Educação
A comunicação crítica aplicada a jovens de comunidades do Rio de Janeiro, do projeto social Dançando para não
dançar, resulta na percepção do sujeito com nível de pertencimento a uma esfera social ampliada. Tal prática é analisada
à luz de teóricos da Escola de Frankfurt e de outros pensadores, que problematizam o uso da comunicação na educação
formal apenas como instrumento complementar dos parâmetros pedagógicos. Esse trabalho aborda a experiência do
pesquisador, que interage com o objeto – mediador do grupo – e confronta os efeitos da aplicação da metodologia
com a prática convencional, a partir de depoimentos de uma professora do sistema institucional de ensino de Belo
Horizonte. A pesquisa traz a ‘negação’ de Adorno para a comunicação como alternativa de promover a interlocução, o
debate e a criatividade.

Educomunicação em Rádio: uma contribuição para os alunos da Escola Estadual Geraldo


Costa Alves na produção e recepção da informação.
Gilda Soares Miranda (UVV), Rodrigo Fernandes de Sousa (UVV), Yasmin Dimanche Vilhena (UVV)

O presente texto relata um trabalho iniciado em março de 2008, dentro do projeto de extensão em rádio do Curso de
Jornalismo, do Centro Universitário Vila Velha - UVV. Na primeira etapa foi resgatada a história da Radioescola Atitude,
localizada na Escola Estadual Geraldo Costa Alves (GCA). Alunos e ex-alunos narraram as experiências vividas no
cotidiano para manter a rádio funcionando. A segunda etapa investigou os processos vivenciados pelos alunos em
práticas educomunicativas de expressão artística e cultural. Por fim, na terceira etapa, estágio atual, a pesquisa busca
compreender a dinâmica de funcionamento da Radioescola Atitude, ou seja, a complexa articulação que possibilita seu
funcionamento dentro da escola e o papel pedagógico que ela desempenha junto à comunidade escolar.

A Educomunicação como Disciplina de Publicidade e Propaganda da UNICENTRO/PR:


experiência vivida e contextualizada com Acadêmicos do 4º ano
Jamile Santinello (Unicentro), Espencer Avila Gandra (Unicentro)

O presente trabalho objetiva-se relatar sobre a experiência e o processo de desenvolvimento de acadêmicos do 4º


ano, Curso de PP , na disciplina de Educomunicação, do Departamento de Comunicação Social, da UNICENTRO/PR,
na execução de projetos de pesquisa com a comunidade regional, em estudos e aplicabilidade da Comunicaçao e
Educação, tendo em vista o conceito de integração do cidadão e as intervenções sociais de trabalhos acadêmicos para
com a sociedade. Os projetos foram elaborados tendo como foco as articulações que o futuro Publicitário no auxílio
à comunidade, e a aplicabilidade em desenvolver projetos visando a educacao e cidadania dos participantes deste
processo. Assim, cabe ressaltar que a Educomunicação e o Design propiciam nas caracterizações e intervenções sociais
para o desenvolvimento de atividades e trabalhos cidadãos por meio da informática e educação.

Programa Midiação: experiência de ensino, pesquisa e extensão em educomunicação no


Sul do Brasil
Caroline Casali (UFSM), Fabiane Aparecida Paza (UFSM)

Este artigo relata a experiência de ensino, pesquisa e extensão em educomunicação no Curso de Comunicação Social
– Jornalismo do CESNORS/UFSM, através do Programa Midiação, que funciona, desde abril de 2009, com a participação
de 14 acadêmicos, sob orientação de duas professoras do Curso. O Programa Midiação tem por objetivo central o
assessoramento a escolas no que concerne à gestão da comunicação, através da oferta de oficinas de educação para
a mídia e gestão da informação no espaço escolar. Para tanto, os integrantes do grupo realizam sessões de estudo
e reflexão de textos em educomunicação e empreendem projetos de pesquisa na área, buscando o diagnóstico da
situação da comunicação nas escolas para, a partir dele, exercer a extensão por meio da oferta de oficinas.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 189


INTERCOM 2009 l Curitiba

Caminho Viável para o Desenvolvimento Local: Uma Experiência de Educação com


Interface com a Comunicação
Rosevanya Fortunato de Albuquerque (UFRPE)

Este artigo tem o objetivo de apresentar uma experiência que aproxima a educação com a comunicação e analisar
sua contribuição ao desenvolvimento local em contextos populares. Essa possibilidade se deve ao fato da atividade,
vivenciada em uma escola pública de Pernambuco, estar voltada para as perspectivas da inclusão social: trabalhar
em prol da construção da cidadania. Como dados conclusivos, destacamos que a intencionalidade educativa em
atividades integradoras, como a de um jornal escolar, além de contribuir na aprendizagem, colabora para desenvolver
o senso crítico dos alunos, tanto enquanto indivíduos como grupo. E, ao ter como matéria prima as questões ligadas à
comunidade do entorno escolar, as ações favorecem o envolvimento dos jovens com sua realidade e contribuem para
a formação de redes sociais.

190 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 6 – GP COMUNICAÇÃO E ESPORTE


Coordenador: Márcio de Oliveira Guerra (UFJF)

Sábado l 05 de Setembro
09h00 às 12 h
SALA 209 BLOCO AZUL

Sessão 1

A convergência da bola: uma troca de passes entre rito, football e footbyte


Ricardo Bedendo (UFJF)

A troca de passes mediada por chips da sociedade digital, mergulhada em redes de comunicação com maior potencial de
informação, faz a tradicional forma moderna de football convergir com uma póshumana/contemporânea denominada
aqui de footbyte. A expressão footbyte integra ambos os “B”s: ball e byte, num quadro de trabalho convergente e
coletivo entre tradição e tecnologia em campos transfronteiriços.

Football Manager: quando o virtual imita e se relaciona com o futebol real.


Márcio de Oliveira Guerra (UFJF)

Comunicação e Esporte
Este trabalho se propõe a discutir o “fenômeno” Football Manager, um jogo virtual que lança mão de várias informações
do futebol real e que têm provocado algumas intrigantes co-relações, especialmente na circulação de informação,
com a inclusão de ferramentes de comunicação e que provoca uma mistura de virtual e real constantemente. Além
de projetar futuros talentos, o jogo virtual representa uma poderosa rede de informação que já começa a despertar
interesse de empresários, dirigentes e jogadores do mundo real. O trabalho abre uma série de estudos com o objetivo
de analisar novos aspectos que estão se inserindo no dia-a-dia do esporte.

O Twitter na Comunicação Esportiva: reflexões sobre as características e potencialidades


Sílvio Saraiva Júnior (FIJ)

Este trabalho busca expor reflexões sobre a circulação de mensagens esportivas através da comunidade virtual Twitter
(www.twitter.com). Uma nova ferramenta web que se caracteriza pela exibição de mensagens curtas (140 caracteres, no
máximo) e possibilida a todos transmitir informações e opiniões acerca do mundo esportivo através de dispositívos fixos
e móveis. Pautado pela interatividade das comunidades virtuais, usuários e empresas de comunicação vêm utilizando o
Twitter de inúmeras maneiras e desenhando uma nova maneira de comunicar-se midiaticamente com os apreciadores
do assunto.

Play by play da galera: uma transmissão esportiva colaborativa


Antônio Marcus Lima Figueiredo (Uesc), Karen Vieira Ramos (Uesc)

Este artigo busca compreender as formas de participação e interação ocorridas durante a transmissão do play by play,
modalidade de transmissão caracterizada pela narração descritiva de um evento desportivo, realizada no site Portal do
Vale Tudo, por meio de tópicos abertos no fórum. Nestes tópicos, são descritas e comentadas as lutas de eventos de
Mixed Martial Arts, uma prática corporal e cultural de combate corpo a corpo. Os dados para análise foram coletados
através da observação participante das transmissões, da coleta e categorização de enunciados retirados do play by
play do Ultimate Fighting Championship 89, 94 e 99, e de uma enquete aberta no site para esse fim. Procurou-se, à
luz da literatura sobre cibercultura e jornalismo participativo, analisar as diferentes formas de participação e interação
realizadas pelos interagentes envolvidos no processo comunicativo.

Proposta de debate sobre o tema “Limites e Desafios do Jornalismo Esportivo Brasileiro”, a


partir de reflexões propostas no livro “História do Lance! – Projeto e prática de jornalismo
esportivo”
Mauricio Jose Stycer (FFLCH – USP)

O livro “História do Lance! – Projeto e prática do jornalismo esportivo”, de minha autoria, lançado em maio deste ano,
parte da criação do diário para uma discussão sobre a prática do jornalismo esportivo. A obra passa em revista as

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 191


INTERCOM 2009 l Curitiba

biografias de jornalistas destacados compromissados com os projetos de jornalismo esportivo levados a cabo em
alguns dos principais centros de irradiação do futebol no país, bem como avalia o recente processo de modernização
do futebol brasileiro do ponto de vista pretensamente descentrado da mídia, revelando também suas contradições
inerentes ao trato da paixão futebolística.

Sábado l 05 de Setembro
14h30 às 18h00
SALA 209 BLOCO AZUL

Sessão 2

Futebol, Identidade e Memória: o Lance! do Consumo do Botafogo de 1962


Roberta Oliveira (UFJF), Aline Silva Correa Maia (UFJF)

O Jornalismo Esportivo se utiliza memória como forma de fortalecer conceitos e ideias associadas ao futebol, em
geral, e aos clubes e seus torcedores, de forma específica. No Brasil, o diário esportivo Lance! recorreu ao passado na
cobertura anterior da final do Campeonato Carioca de 2009. Além de linha editorial, a medida era parte da estratégia
de lançamento de uma promoção. O trabalho avalia a produção, nesta circunstância, do discurso para atrair o torcedor
do Botafogo.

Perspectiva à Implantação de um Ambiente direcionado a Análise dos Cenários Esportivos


na Mídia
Vagner de Magalhães Silva (UFSM)

O artigo se fundamenta no reconhecimento das necessidades à constituição de um ambiente de observação direcionado


a mídia esportiva. E na utilização do material analisado, neste contexto, como elemento constitutivo para o ensino
esportivo. Para tanto, o foco analítico de sustentação ocorre a partir daquilo que advém do jornalismo especializado na
cobertura de eventos esportivos: cenários. Neste sentido, a ação principal se concentra na identificação e na análise dos
diversos elementos e aspectos geradores de uma institucionalização, característica do esporte apresentado na mídia.
Considerando-se, sobretudo, a centralidade midiática e a forma como o entretenimento passou a compor e a interagir
no estabelecimento de uma cultura esportiva brasileira.

De ‘la magia’ a ‘la merde’ – O olhar da imprensa argentina sobre a seleção brasileira na
Copa do Mundo de 2006
Ronaldo George Helal (Uerj), Alvaro Vicente (Uerj)

O artigo analisa o discurso da imprensa argentina sobre a seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2006 nos
jornais Clarín, La Nación y Olé. Com a consciência argentina – por meio de leitura dos jornais brasileiros na internet - de
que os brasileiros geralmente “torcem” contra sua seleção, questionamos: Estaríamos observando uma mudança no
“olhar” argentino sobre o nosso futebol ou a mudança estaria centrada na atitude de “torcer” ou não “torcer” para o
Brasil? Nossa hipótese é de que houve um acirramento da rivalidade, principalmente depois do surgimento de Olé na
Argentina e Lance! no Brasil, a partir de 1996. Contudo, os argentinos demonstram uma admiração explícita pelo futebol
brasileiro, mesmo que já não “torçam” mais pelo Brasil. As informações da falta de reciprocidade do “outro” lado teriam
gerado uma mudança de atitude por parte dos argentinos.

A Copa do Mundo é Nossa: a organização do Mundial de Futebol no Brasil em 2014,


retratada pela imprensa nacional e européia
José Carlos Marques (Unesp), Mayra Cristina Lopes (UPM)

Este trabalho propõe uma análise sobre como a imprensa brasileira e européia retrataram a capacidade de o Brasil
promover a Copa do Mundo de 2014, assim que o país foi nomeado pela Fifa (Fédération Internationale de Football
Association), a 30 de outubro de 2007, como sede oficial do evento. O corpus de análise restringiu-se aos jornais brasileiros
Folha de São Paulo e O Globo, e aos diários europeus Le Figaro (França), The Times (Inglaterra), El Pais (Espanha) e Diário
de Noticias (Portugal) durante o segundo semestre de 2007. Pretendeu-se verificar, por meio das teorias do jornalismo,
como esses veículos construíram a imagem do Brasil diante do desafio de se organizar uma competição dessa grandeza,
compromisso assumido pelo país em meio às discussões sobre investimentos em infra-estrutura, desigualdade social,
corrupção, violência e paixão pelo futebol.

192 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

As torcidas de futebol como uma neotribo urbana na cidade do Rio de Janeiro


João Paulo Vieira Teixeira (Uerj)

Utilizando-se do conceito de neotribos urbanas, desenvolvido pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, pretendemos
lançar um olhar atento ao comportamento das torcidas de futebol na cidade do Rio de Janeiro. Além de refletir sobre
como se dá o comportamento delas no interior dos estádios, é válido analisar como acontece o seu deslocamento
dentro do espaço urbano. O quanto ela interfere e é influenciada pela vida da metrópole, tornando-se uma das vozes
mais barulhentas da cidade.

Jogos, Comunicação e Carnaval: Relações Entre o Jogo dos Desfiles de Escola de Samba e o
Universo dos Jogos
José Maurício Conrado Moreira da Silva (UPM)

Este trabalho baseia-se em uma pesquisa em andamento que estuda, dentre outras coisas, o carater competitivo dos
desfiles carnavalescos e seu contexto comunicativo que permeia o início do século XX até os dias atuais. Para entender
o que isto significa esta pesquisa propõe uma análise bibliográfica que demonstra brevemente a história e o processo
de montagem de desfiles de escola de samba como forma de entender os jogos metafóricos presentes neste ritual.
Como parte das análises construir-se-á uma breve análise de um desfile especifico que versou sobre os jogos, como
meio de se entender um processo metalinguistico, ou seja, o jogo do carnaval alegorizando as imagens de outros jogos
e esportes.

O surfe brasileiro e as mídias sonora e audiovisual nos anos 1980


Rafael Fortes Soares (UniRio)

Comunicação e Esporte
Esporte midiático por excelência, o surfe estabeleceu uma série de relações com a cultura (música, televisão, cinema),
incluindo imbricações com a cultura pop. Estas manifestações foram fundamentais para a divulgação da modalidade
e a construção de uma imagem em torno da mesma para o público externo, assim como a discussão e a configuração
de valores para os membros de sua subcultura. No Brasil, este processo teve notável força durante a década de 1980. O
artigo mapeia as imbricações entre surfe e mídias sonora e audiovisual no período, tendo como fonte principal a revista
Fluir.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 09h15
SALA 209 BLOCO AZUL

Sessão 3

Michael Phelps - mitologia da natação nas olimpíadas Ensaio sobre abordagens


jornalísticas impressas
Fábio de Carvalho Messa (UFSC)

Este artigo questiona os limites da enunciação jornalística e atém-se a alguns aspectos da cobertura do jornal Diário
Catarinense a respeito de personagens específicos da natação mundial, dentre eles o nadador Michael Phelps. Faz-se
uma crítica acerca dos rumos argumentativos das notícias, a partir de textos publicados no período de 8 a 18/8/08,
com maior destaque aos do cronista esportivo David Coimbra, oficialmente membro da editoria de esportes do jornal
Zero Hora, de Porto Alegre/RS, correspondente das Olimpíadas em Pequim. O trabalho se atém ao conjunto do que é
dito sobre o nadador. Foi examinada a cobertura do DC, que tinha como palco as sucessivas conquistas de medalhas
do nadador. Foi feito também um levantamento da fortuna crítica sobre jornalismo especializado, que serviu de
embasamento e constitui, portanto, parte da revisão de literatura.

MichaeI Phelps e Usain Bolt: onze medalhas de ouro e duas faces da construção do herói
olímpico na mídia impressa brasileira.
Ary José Rocco Junior (Fecap)

O discurso da imprensa esportiva, em tempos de pós-modernidade, está cada vez mais relacionado com o consumo do
evento esporte. A construção do herói olímpico, por diversas oportunidades, serve a esse propósito. O objetivo desse
trabalho é discutir, com base no acompanhamento da mídia esportiva impressa, os diversos caminhos da construção

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 193


INTERCOM 2009 l Curitiba

do herói olímpico. Para isso, analisamos a cobertura realizada por dois dos principais veículos impressos do país das
conquistas dos atletas Michael Phelps e Usain Bolt nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados em agosto de 2008.
È nossa intenção demonstrar como a construção do herói olímpico, pela mídia impressa, pode apresentar roteiros
diversos. Apesar dessa diversidade, o objetivo da construção desse discurso é único: reafirmar a cultura do consumo do
esporte e aumentar sua importância econômica.

Idolatria nos Jogos Pan-Ameicanos de 2007: Uma análise do jornalismo esportivo.


Alvaro Vicente Graça Truppel do Cabo (Uerj), Ronaldo George Helal (Uerj)

O artigo realiza uma análise do material jornalístico relativo aos Jogos Pan-Americanos de 2007, com o foco voltado
para os recursos acionados pela imprensa na “construção” de nossos heróis esportivos. Como parte do cronograma do
projeto “Meios de Comunicação, Idolatria, Identidade e Cultura Popular” apoiado pelo CNPq e coordenado por Helal,
foram coletados os Jornais O Globo e Lance! durante o período de 16 a 30 de julho de 2007. A cobertura dos Jogos
Pan-Americanos nos veículos da imprensa carioca demonstra que as tentativas de construção de ídolos no campo dos
esportes amadores são muito mais complexas e utiliza-se de uma lógica distinta da formação dos heróis futebolísticos.
Aqui, valoriza-se o “suor” e a “superação” e desloca-se para um plano secundário elementos como “talento” e “magia”

A saga dos sergipanamericanos nas olimpíadas de Pequim 2008


André Marsiglia Quaranta (UFSC), Fábio de Carvalho Messa (UFSC)

A abrangência dos meios de comunicação e o aumento de sua acessibilidade fazem com que os fenômenos esportivos
globais cheguem a todas as regiões do país, mesmo aquelas com pouca tradição. Este trabalho discute a cobertura
telejornalística local sobre os atletas sergipanos nas olimpíadas de Pequim-2008, numa perspectiva descritivo-
qualitativa. Foram selecionadas 18 reportagens exibidas entre julho e agosto de 2008, categorizadas quanto às ênfases
temáticas abordadas. A partir destas categorias temáticas, optou-se por destacar algumas peculiaridades das matérias
telejornalísticas, considerando a condição dialética local/global e os critérios de noticiabilidade.

A Antiguidade ainda é um posto? Os momentos de vitória nos Paraolímpicos de Pequim


Tatiane Hilgemberg Figueiredo (UP)

A finalidade desse estudo é comparar os principais momentos de glória dos Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008, pela
imprensa Brasileira e Portuguesa: a conquista das medalhas de ouro pelo atleta brasileiro e Daniel Dias; e pelo português
João Paulo Fernandes. Este artigo tem como objetivo validar a hipótese de que a imprensa brasileira dará maior ênfase
ao triunfo do atleta paraolímpico em comparação com a imprensa portuguesa. Da mesma forma tentamos comprovar
que o evento desportivo analisado é retratado de forma diametralmente diferente pela mídia dos dois países em
questão, conferindo às conquistas dos atletas paraolímpicos apenas uma ínfima cobertura mediática, com o reforço e
propagação de estereótipos.

O Futuro do Jornalismo Esportivo no Brasil – As lições dos Jogos do Rio e de Pequim


Luciano Victor Barros Maluly (USP)

Este artigo propõe alternativas para a ampliação da cobertura esportiva nos meios de comunicação de massa,
atualmente direcionada ao futebol e, em menor escala, ao automobilismo e a certas modalidades tradicionais ou com
apelo comercial. A possibilidade do acompanhamento periódico das demais modalidades esportivas, assim como
a orientação para a atividade física, proporcionam uma possível massificação do esporte no Brasil, com ênfase não
somente na competição, mas também no lazer e na saúde pública. Neste contexto, as lições dos Jogos Olímpicos de
Pequim e dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro revelam um campo de atuação ainda a ser explorado pelos
comunicadores, principalmente, os jornalistas.

194 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Domingo l 06 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 209 BLOCO AZUL

Sessão 3

Corpos em Trânsito: globalização, identidade e consumo


Tânia Márcia Cezar Hoff (ESPM), Selma Felerico (PUC-SP)

Resultado inicial de um projeto de pesquisa, desenvolvido em conjunto pelas autoras, sobre corpo masculino,
identidade e consumo, este artigo aponta para algumas reflexões sobre representações do corpo do jogador de futebol
e a construção de identidades midiáticas associadas a algumas marcas locais e globais. Para refletir sobre questões
referentes à identidade do jogador e ao modo como ele representa as marcas que anuncia, analisamos um corpus
formado por peças publicitárias protagonizadas por jogadores de vários países.

Pós-colonialismos e futebol: transferências internacionais e geopolítica da visibilidade no


discurso midiático
Lennita Oliveira Ruggi (UC)

Encarado como um dos principais negócios da indústria cultural, pelo potencial de público que atrai e pelo volume
de recursos que movimenta, o futebol reproduz, quando se avalia sua cobertura midiática, a mesma dinâmica de

Comunicação e Esporte
preferência e hegemonia que preside as transferências internacionais de jogadores. Os atletas têm sempre como meta
as agremiações mais importantes, o que significa melhores salários. Estes clubes são justamente os que desfrutam de
maior cobertura e alcançam maiores patrocínios. O presente artigo discute aspectos da visibilidade oferecida pela mídia
e os critérios de noticiabilidade que determinam os enfoques da imprensa, em suas variadas dimensões.

Do Gramado à Fábrica Simbólica: a Apresentação de Paulo Autuori pelo Grupo RBS


Marcel Neves Martins (Unisinos)

No contexto das relações entre os campos midiático e esportivo, o esporte encontra-se midiatizado não somente pelo
viés da cobertura midiática dos fatos, mas também pelas suas movimentações e incursões em direção e pela mídia.
Assim, neste artigo buscamos analisar o vídeo que materializa esta situação com a apresentação de Paulo Autuori, novo
técnico do Grêmio Foot-ball Porto-Alegrense, à imprensa, na medida em que percorrendo os corredores midiáticos de
Zero Hora, Rádio Gaúcha e RBS TV acontece o protocolo que formaliza a sua relação com a mídia e, principalmente, o
apresenta aos torcedores gremistas. Nesse sentido, abordamos a circulação de um membro do campo esportivo pelo
ambiente midiático que se materializa pelas entrevistas concedidas aos três principais veículos do GrupoRBS através de
três mecanismos de enunciação.

Ronaldo em dois tempos no jogo econômico


Anderson Gurgel Campos (Unisa)

Neste artigo vamos analisar duas fases da vida profissional do jogador Ronaldo Fenômeno, a partir de reportagens
que analisam o atleta dentro do enfoque da economia do esporte. A primeira parte refere-se a reportagens ligadas
à economia do esporte no período próximo à Copa do Mundo de 2002. A segunda parte refere-se a reportagens
referentes ao primeiro semestre de 2009, quando o atleta anunciou a sua volta ao futebol, no Esporte Clube Corinthians
Paulista. Para fazer a análise de estratégias de produção de sentido desses textos, utilizamos primordialmente a teoria
de Olimpianos, Edgard Morin e conceitos relacionados à economia do esporte.

Merchandising no Jornalismo Esportivo, Abuso e Lucro


Maria Cecilia Alves Martinez (UCB)

Estudo foi realizado com a finalidade de discutir o merchandising, estratégia do mercado publicitário que está invadindo
outra vertente da Comunicação Social: o Jornalismo. Para tanto, foi possível encontrar opiniões de profissionais do
mercado comunicacional em livros, artigos e sites na internet e constatou-se que, apesar do uso expressivo, muitos
ponderam de forma negativa a utilização dessa tendência misturada à informação. O programa Terceiro Tempo, da
TV Record, nos anos 2006 e 2007, é analisado sob o ponto de vista comercial e jornalístico – já que foi a atração de
mesa-redonda esportiva que melhor retratou o uso do merchandising. Entretanto, verificou que o jornalista-publicitário
Milton Neves é o apresentador de TV que melhor retrata a utilização do merchandising e que o jornalismo esportivo é

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 195


INTERCOM 2009 l Curitiba

tratado como lucro certo e está em plano secundário.

A Recepção do programa Globo Esporte e os sentidos produzidos por universitárias do


município de Cabo Frio (RJ)
Andreia De Vasconcellos Gorito (Uerj)

Este artigo visa discutir parte dos resultados obtidos num estudo sobre a recepção de jornalismo esportivo pela
audiência feminina, a partir do programa de televisão Globo Esporte, exibido pela TV Globo. Tomaremos como base
uma pesquisa realizada com dez universitárias do município de Cabo Frio, no litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro,
utilizando o grupo focal como metodologia qualitativa de investigação, com o objetivo de compreender os sentidos
produzidos pelas mulheres em relação ao noticiário esportivo em questão, problematizando a relação entre mídia,
esporte e sociedade.

Globo Esporte São Paulo: Ousadia e Experimentalismo no Telejornal Esportivo


Patrícia Rangel Moreira Bezerra (Rio Branco)

Este artigo se insere no debate da produção midiática contemporânea e das relações entre jornalismo e entretenimento,
mídia e esporte, particularmente no que diz respeito ao novo formato do telejornal Globo Esporte São Paulo. Tem como
objetivo discutir as principais mudanças do programa, principalmente em sua narrativa e refletir se hoje sua linguagem
transita mais entre o jornalismo ou entre o entretenimento.

Futebol como espetáculo: caminhos para conservar valores clássicos do jornalismo na


transmissão esportiva em televisão
Alexandre Augusto Freire Carauta (PUC-RJ)

Entrevistas em profundidade com consumidores de futebol ao vivo revelam que a valorização deste bilionário produto
da indústria de entretenimento é influenciada, de forma significativa, pela capacidade de a experiência de consumo
oferecer ao espectador: a) vasto de repertório de significados; b) entendimento; c) ligação afetiva. Conveniente a
tais demandas, e impulsionada por avanços tecnológicos, a espetacularização das transmissões de futebol aguça o
desafio de conservar valores clássicos do jornalismo, como contextualização, profundidade e compromisso com o
bem-estar social, frente ao domínio dos interesses e da estética mercantis. Este trabalho propõe reflexões em busca
de aperfeiçoamento da qualificação profissional diante da necessidade de resguardar as fronteiras entre informação
qualificada e espetáculo mediático.

Politica no Jornalismo Esportivo: o Jornal do Brasil e o Jornal dos Sports no Dissidio


Esportivo dos Anos 30
Mauricio da Silva Drumond Costa (UFRJ)

Durante o dissídio esportivo que dividiu a organização esportiva nacional na década de 1930, o Jornal do Brasil e o
Jornal dos Sports adotaram posições antagônicas. O Jornal dos Sports, liderado por Argemiro Bulcão e depois por Mario
Filho, se tornou o maior porta-voz do grupo dissidente profissionalista, ao passo que o Jornal do Brasil foi o grande
defensor da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e de suas afiliadas. O trabalho se propõe analisar em especial
dois momentos chave da tensão entre os dois grupos – uma proposta de pacificação em 1934 e o fim do dissídio em
1937 –, tendo em vista perceber o papel da imprensa esportiva na difusão de ideais e na consolidação de um campo
em meio às suas disputas.

196 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

DIVISÃO TEMÁTICA 6 – NP COMUNICAÇÃO E CULTURAS URBANAS


Coordenadora: Rosamaria Luiza de Melo Rocha (ESPM)

SALAS 104, 104a E 105a BLOCO VERMELHO

Sábado l 05 de Setembro
09h00 às 12h00
SALAS 104 BLOCO VERMELHO

Sessão 1 - Produção cultural/midiática em dinâmicas urbanas contemporâneas


Coordenador: Josimey Costa da Silva (UFRN)

Cidade: imagem cinema


Marlivan Moraes de Alencar (Senac)

Este trabalho discute a imagem fílmica quando a cidade é seu objeto de apreensão ou representação, considerando
que a cidade no filme apesar de dever a cidade real a sua existência não a substitui, mas a recria de acordo com as
intenções do cineasta e do que lhe interessa mostrar. O espectador reconhece nessas imagens territórios conhecidos ou
imaginados, a eles agrega valores e significados e, finalmente, estabelece relações que identificam não somente o que
está sendo representado, mas também o filme como parte de uma cinematografia com características próprias.

Exibições itinerantes de cinema: uma análise do contexto situacional de recepção das


mostras organizadas pelo Cineclube Lanterninha Aurélio
Dafne Reis Pedroso da Silva (PUC-RS)

A proposta deste artigo é caracterizar e compreender o contexto situacional de recepção das mostras itinerantes
de cinema organizadas pelo cineclube Lanterninha Aurélio. Para tal, articulei perspectivas teóricas desenvolvendo
conceitos sobre recepção, mediações e recepção de cinema. Acerca das estratégias metodológicas, realizei observação
participante com foco comunicacional em três sessões itinerantes, para apreender elementos do contexto situacional.
Como resultados, evidencio que essa mediação é construída na modificação do cenário a partir dos equipamentos
tecnológicos e das diversas interações que ali se realizam; as lógicas culturais de usos dos espaços também configuram
a disposição e o comportamento dos sujeitos; o poder dos cineclubistas na situação, assim como o dos agentes
mediadores, parece ser marcante.

Culturas Urbanas
Comunicação e
A cidade pela mídia: introdução ao estudo das representações urbanas
Mariana Zibordi Pelegrini (Uerj)

Este trabalho pretende introduzir bases teóricas para o estudo das representações da cidade pela mídia. Traçando, dessa
maneira, reflexões sobre o espaço urbano, representações sociais, comunicação e cidade. Buscando compreender a
influência da mídia no imaginário urbano, vamos indicar estudos sobre a percepção da cidade e de como a mídia atua
neste imaginário. Procuramos, dessa forma, entender a presença da comunicação nas representações sociais e a relação
desta interação com a imagem da cidade.

“Nova York, a grande cidade”: por uma comunicação na e da cidade


Marília Santana Borges (PUC-SP)

Este trabalho pretende introduzir bases teóricas para o estudo das representações da cidade pela mídia. Traçando, dessa
maneira, reflexões sobre o espaço urbano, representações sociais, comunicação e cidade. Buscando compreender a
influência da mídia no imaginário urbano, vamos indicar estudos sobre a percepção da cidade e de como a mídia atua
neste imaginário. Procuramos, dessa forma, entender a presença da comunicação nas representações sociais e a relação
desta interação com a imagem da cidade.

Cidade dos medos x Cidade dos sonhos: o paradoxo das representações do jornal O Globo
durante o Pan no Rio de Janeiro
Ricardo Ferreira Freitas (Uerj), Vania Oliveira Fortuna (UVA)

Este artigo analisa as narrativas do jornal O Globo, publicadas em julho de 2007, mês da realização dos Jogos Pan-

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 197


INTERCOM 2009 l Curitiba

Americanos no Rio de Janeiro. O objetivo é a interpretação das representações da violência urbana, observando as
diferentes apropriações e o seu reflexo no espaço público. Percebemos que a passagem de um megaevento tem o
poder de movimentar a cidade e a mídia. Identificamos um paradoxo nas matérias analisadas. A cidade foi representada
como perigosa e insegura ao mesmo tempo em que as páginas ofereciam um Rio desejado por todos, seguro e feliz,
cenário possível graças ao aumento do efetivo policial. Constatamos que O Globo se utiliza de uma dinâmica midiática
que permite interromper o padrão das suas representações, admitindo vozes que despertam novos olhares sobre o Rio
de Janeiro, especialmente quando a cidade é sede de um megaevento.

09h00 às 12h00
SALAS 104a BLOCO VERMELHO

Sessão 2 - Análise de produtos e linguagens midiáticas ligadas à vida urbana


Coordenador: Silvia Helena Simoes Borelli (PUC-SP)

A Identidade Híbrida Revelada no Quadrinho “Belém Imaginária”


Diego Andrade de Araújo (UFPA)

A região amazônica é marcada pela forte influência de suas narrativas orais, que remetem a uma herança mitológica dos
povos indígenas. A influência dessas narrativas no cotidiano de cidades como Belém (PA) é tamanha que, por vezes, é
possível mesclarmito e realidade; real e imaginário; num contexto híbrido. Com esta premissa, e tendo na literatura um
processo comunicativo com formas de articulação histórica e cultural específicas, este artigo visa analisar o quadrinho
paraense “Belém Imaginária”, que mescla o cenário da cidade de Belém com suas próprias lendas, tendo como foco,
o olhar de um garoto que - a princípio - pertence ao mundo “real”, mas a cada capítulo da trama, percebe o quanto o
“imaginário” é parte de sua própria essência. Para esta análise, serão utilizadas abordagens sobre o contexto das cidades
e a relação entre os conceitos de homem dicotômico e o homem híbrido.

Reflexões sobre a Potencialidade Poética e Ficcional das Imagens Fotográficas de Projetos


Sócio-Culturais
Roberta Simon (UnB)

Buscamos refletir a relação entre os seres humanos e seu contexto social a partir do processo de construção e
desconstrução de sentidos e realidades das imagens fotográficas de projetos sócio-culturais. Pensaremos tal relação
a partir das potencialidades poéticas e ficcionais dessas imagens. Essas potencialidades ocorrem por meio do jogo de
comunicação estética entre imagens, homem e seu mundo. O ser-em-comunidade projeta o mundo como imagem
e se relaciona através da experiência de trocas simbólicas afetivas, sensibilizando o social e sociabilizando o sensível.
Pelas forças ficcionais e poéticas, principalmente do sagrado, essas imagens de arte-educação penetram em nosso
imaginário e nos provocam mudanças. Consideramos seus ditos e não-ditos para pensarmos o processo de compartilhar
as experiências narrativas e sensíveis.

Armação Ilimitada: a Representação Juvenil sob o Signo do Novo


Marina Caminha Ferreira Gomes (UFF)

Esse artigo se propõe a pensar sobre a narrativa da série Armação Ilimitada, interpretada como paradigma de uma
reconfiguração da linguagem televisiva da época, para discutir o modo como a cultura juvenil foi deslocada para o
universo midiático no Brasil. Parto do pressuposto que com a entrada de novos profissionais às emissoras televisivas,
como Guel Arraes, configurou-se um tipo de modo narrativo que se propôs a debater sobre o fazer televisivo no mesmo
momento em que buscou redefinir o significado de ser jovem em um período de transformações sociais, políticas e
econômicas do qual a televisão passou a ser uma instância importante da organização do cotidiano brasileiro.

Animencontros: o hibridismo cultural midiático como consequência do relacionamento na


formação de novos costumes juvenis
Carlos Alberto Machado (PUC-Rio)

Foram analisadas as práticas de jovens que se autodenominam otakus, que costumam se reunir em animencontros
— eventos organizados por aficionados por mangás e animês, onde exercitam atividades características e estabelecem,
coletivamente, uma forma própria de aproximação com essa produção cultural. A pesquisa de observação e registro foi
realizada ao longo de 2006 e 2007, em quatro regiões brasileiras, nos moldes definidos para uma pesquisa qualitativa, de
cunho etnográfico. Observou-se o processo de socialização e os modos de aquisição compartilhada de conhecimentos

198 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

específicos relativos à cultura pop japonesa, assim como os modos de organização interna dos eventos e seus rituais.
Autores ligados aos Estudos Culturais Latino-americanos como Renato Ortiz, Nestor García Canclini e Jesús Martin-
Barbero, foram utilizados.

Juventudes e culturas do consumo no Brasil contemporâneo: uma abordagem (politicamente)


comunicacional
Rosamaria Luiza de Melo Rocha (ESPM), Thálita Larissa Galutti (ESPM), Denise de Paiva Costa Tangerino (ESPM)

O artigo apresenta síntese conceitual-metodológica de projeto coletivo de pesquisa desenvolvido junto ao Programa de
Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM. Assumindo uma ênfase teórica de base comunicacional,
problematiza relações estabelecidas entre culturas do consumo, políticas de visibilidade e juventudes brasileiras. Os
processos e cenários midiáticos de produção e consumo de imagens e a constituição de ações comunicacionais e de
consumo juvenis dotadas de politicidade constitui seu principal escopo analítico.

09h00 às 12h00
SALAS 105a BLOCO VERMELHO

Sessão 3 - Produção cultural/midiática em dinâmicas urbanas contemporâneas


Coordenador: Rita de Cássia Alves de Oliveira (PUC/Senac)

Fronteiras e mediações urbanas.


Ane Shyrlei Araújo (PUC-SP), Mônica Bueno Leme (Senac)

A dimensão epistemológica da diversidade dos lugares, nas grandes cidades resgata-os como objetos de estudo, em que
peculiaridades locais não se dissociem das visualidades globais; procede-se assim um diagnóstico de fluxos promissores
de interlocuções entre alteridades dos habitantes devidamente contextualizados em singulares cartografias culturais.
Nesta direção, o termo fronteira expande operacionalmente seu significado, como película que ata as espacialidades em
modos diferenciados; ora limitando a penetração do externo ao interno e ora a filtrá-lo e elaborá-lo adaptativamente,
exemplo de como esta semiose se dá e de modo especial, nas megalópoles, construindo um sistema de troca de
informações e mecanismos de ajustes contínuos entre a diversidade das espacialidades.

Mapas de situações comunicativas de diálogos públicos em Belo Horizonte


Milene Migliano Gonzaga (Filmes)

Culturas Urbanas
Comunicação e
Nosso trabalho tem o intuito de produzir mapas de sentidos das situações comunicativas de diálogos públicos no
centro de Belo Horizonte, a partir dos registros fotográficos dos encontros que se estabelecem situações comunicativas
de diálogos públicos; buscamos tornar visíveis algumas relações de sociabilidade urbana por meio das práticas de
escrita da cidade e as temporalidades sociais acessadas, articulando diferentes modos de participação dos sujeitos na
dinâmica comunicacional urbana.

Escolher, colecionar, compor. Aproximações entre vestígios de um processo comunicacional


e a paisagem urbana
Clarissa Rita Daneluz (Unisinos)

Os documentos da trajetória criativa do autor Bruno Novelli permitem refletir sobre a produção de imagens em seu
processo comunicacional. A crítica genética e o método cartográfico auxiliam na tarefa de aproximar vestígios desta
produção e a paisagem urbana. A apropriação do conceito de passagens de Raymond Bellour serve de ancoragem para
legitimar este encontro quando nos diz que entender uma imagem implica adentrar em suas passagens, nesse “lugar”
que contem a imagem sem se reduzir a ela, aquilo de que ela se compõe.

Novas Formas de Mediação Social: o Dispositivo Estético-Discursivo João Buracão na


Construção de Novos Estados Mentais Coletivos
Karla Azeredo Ribeiro Marinho (Uerj), Juliano Sebastian Marçal Leite (UFMG)

Este artigo busca analisar um fenômeno recente de mediação social surgido no cenário carioca e que ganhou projeção
nacional, o boneco João Buracão. Promovido pela mídia e pela participação popular, João Buracão tornou-se estratégia
de denúncia de problemas cotidianos da cidade. O personagem crítico e bem-humorado se apresenta como mecanismo

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 199


INTERCOM 2009 l Curitiba

de mediação, interação e produção social de sentido e ao mesmo tempo ilustra a crise dos modelos de representação
política e social tradicionais como partidos, sindicatos e associações no momento atual. A hipótese é que este fenômeno
de mediação constitui um dispositivo estético-discursivo que propicia a reintrodução de cidadãos comuns na ágora
pública, possibilitando uma experiência de construção de novas formas de ação coletiva e, por conseguinte, de imersão
destes na tomada de decisão e deliberação de ações políticas.

Medo, mídia e recepção na cidade


Gaelle Marie Chloé Rony (UFRJ)

Nesse artigo, ao estabelecer um paralelo entre as notícias televisivas e o discurso dos jovens da elite carioca sobre crime
no Rio de Janeiro, aparecem diferentes modalidades de recepção, configuradas por sentimentos de insegurança e por a
identificação com o sofredor. Enquanto o discurso da mídia propõe categorias de identificações rígidas e estereotipadas
e naturaliza uma cidade marcada pelo medo, os jovens receptores constroem uma comunidade imaginada nos,
vitimas/eles, criminosos, cujas fronteiras sociais e morais são flexíveis. Ou seja, a perspectiva racionalista segundo qual
a exposição à mídia e a taxa de crime determinam e reforçam o medo nas interações sociais urbanas não se verifica. Ao
falar da rotina urbana, das relações sociais e da justiça, os receptores negociam o enquadramento dominante da mídia.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALA 104 BLOCO VERMELHO

Sessão 4 - Campo cultural, mídia e mercado articulados à urbanidade


Coordenador: Rita de Cássia Alves de Oliveira (PUC-SP/Senac)

Apontamentos Sobre a Reconfiguração da Indústria Fonográfica a Partir das Estratégias de


Comunicação da Banda “Cansei de Ser Sexy”
Lucas Laender Waltenberg (UFF)

Este artigo tem como objetivo pensar as relações da Indústria Fonográfica com as novas tecnologias de comunicação
e informação, principalmente as novas formas de distribuição e reorganização do espaço de circulação da música na
Internet. Como estudo de caso, analisaremos as estratégias de comunicação da banda Cansei de Ser Sexy, formada
em 2003, que se utilizou das ferramentas virtuais disponíveis para armazenar sua produção – inicialmente caseira – e
disponibilizá-la para download, consolidando uma base de fãs e despontando no cenário independente. Essa articulação
da banda em diversos ambientes virtuais levanta algumas questões sobre a produção e consumo de música hoje e as
novas tecnologias que, muitas vezes, são apontadas como responsáveis pela crise da Indústria Fonográfica.

O Gorillaz é uma banda de mentira? Uma discussão sobre o papel das bandas virtuais na
música massiva
Ariane Diniz Holzbach (UFF)

Este artigo pretende fazer uma discussão sobre o papel das bandas virtuais na música massiva da atualidade, a fim
de entender como uma banda que não existe no plano real faz parte da indústria do entretenimento com a mesma
legitimidade que bandas com integrantes de carne e osso. Para isso, serão analisadas a performance ao vivo e as
estratégias de surgimento e consolidação da banda virtual Gorillaz, uma das mais impactantes do gênero das últimas
décadas. Para terem legitimidade e conseguirem se enquadrar no cenário musical, essas bandas tratam de maneira
bastante particular elementos essenciais da experiência musical, desconstruindo parte de seus conceitos.

Notas sobre o consumo de música e tecnologia móvel no Tim Festival 2007


Igor da Costa Bento (ESPM)

Com o esvaziamento dos espaços tradicionais dos encontros urbanos, a aceleração do cotidiano e a pervasividade da
tecnologia vemos surgir novas práticas comunicacionais e de consumo. Este presente trabalho pretende através de
uma metodologia de cunho etnográfico entender como se dão as apropriações, os usos da tecnologia e consumo de
música Como lócus para esta investigação utilizamos um dos eventos culturais de grande porte – Tim Festival 2007.

200 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Estratégias de autenticidade e rotulação: o valor da forma e os impactos da segmentação na


trajetória narrativa do heavy metal
Thiago Nogueira Martins (UFBA)

O artigo se preocupa com as estratégias de autenticidade e rotulação nos gêneros e produtos musicais. Estratégias
essas capazes (ou não) de estabilizar a tensão existente entre os processos criativos e as lógicas de mercado que regem
a ambientação midiática da música popular massiva. Para isso desenvolve algumas sugestões de Simon Frith (1996)
a respeito das trajetórias narrativas dos gêneros e o modo pelo qual o reconhecimento dos eventos componentes
de sua escritura histórica e musical são indispensáveis para a mensuração do seu grau de mitificação. Nesse sentido,
empreende um breve mapeamento dos principais elementos, factuais ou mitificados, que orientam a autenticidade do
heavy metal enquanto gênero musical e devedor da noção de autenticidade formal como elemento de valoração de
seus produtos.

Seja marginal, seja herói - Estratégias que mantêm o indie rock como um gênero musical a
partir do estudo de caso de Mallu Magalhães e Little Joy
Nadja Vladi Cardoso Gumes (Ufba)

Este artigo aborda o gênero muscal indie rock, a partir do estudo de caso de dois artistas, a cantora Mallu Magalhães e
a banda Little Joy. Tendo como pano de fundo algumas recentes reconfigurações da indústria da música e do consumo
musical, o artigo propõe uma reflexão sobre a funcionalidade dos gêneros musicais na produção, circulação e consumo
da música popular massiva. A análise dos dois artistas é uma tentativa de refletir sobre a discussão dos gêneros musicais
e como eles são consumidos no ambiente da cultura popular massiva.

Moda dos anos 80, sua influência na Cibercultura e na Cibermoda. do Cyberpunk ao Universo
POP.
Neliffer Horny Salvatierra (UTP)

O presente trabalho tem como objetivo apresentar um estudo da moda dos anos 80, mostrando seu conceito geral,
influenciado pela cibercultura, que vai do Cyberpunk ao universo pop Japones, apresentando uma influencia na criaçao
da identidade de cada individuo, enfim chegando a cibermoda, sendo uma interferência da tecnologia que se origina
à partir das diversas manifestações sócio-culturais dos anos 70.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00 -

Culturas Urbanas
Comunicação e
SALA 104a BLOCO VERMELHO

Sessão 5 - Dinâmicas de produção e consumo cultural em centros metropolitanos


Coordenador: Silvia Helena Simoes Borelli (PUC-SP)

Narrativas Transmidiáticas como Plataformas de Produção e Consumo Cultural


Gisela Grangeiro da Silva Castro (ESPM), Vicente Martins Mastrocola (ESPM)

Este trabalho focaliza a produção cinematográfica Transformers: Revenge of the Fallen (EUA 2009, dir. Michel
Bay) colocando em discussão o entrelaçamento entre culturas urbanas, mídia e entretenimento. Nesse contexto,
argumentamos que o filme parece operar como plataforma para o desenvolvimento de estratégias de marketing e
publicidade envolvendo o lançamento e a promoção de marcas, produtos e serviços. Entendemos que a mídia oferece
modelos para a constituição de subjetividades no mundo atual. Baseado nos estudos de recepção e das convergências
tecnológicas é possível investigar a constituição de perfis identitários específicos. Interessam-nos em especial as redes
sociais que operam a partir do compartilhamento e da interpretação coletiva das narrativas transmidiáticas (cf. JENKINS,
2008).

Bourdieu e as cenas musicais – limites e barreiras


Marcelo Garson Braule Pinto (PUC-SP)

Neste artigo propomos uma reflexão acerca dos limites, barreiras e das adaptações necessárias que o uso das colocações
de Bourdieu sobre a formação do gosto nos impõem quando tentamos aplicá-las a objetos da contemporaneidade.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 201


INTERCOM 2009 l Curitiba

Nesse sentido, selecionamos as cenas musicais como nosso instrumento de análise, a fim de enxergar em que medida
conceitos tal como campo, habitus, capital cultural e social, podem ser aplicados no intuito de investigar sua forma
particular de organização.

Escutas possíveis: música midiática, mundialização, world music em espaços interculturais


Simone Luci Pereira (Musimid)

Partindo de uma inquietação suscitada pela leitura de um texto de Roland Barthes de 1968 – em que afirmava que a
voz é o que está realmente em jogo na modernidade – esta comunicação se propõe a fazer uma discussão conceitual
sobre a escuta midiática na era global. Abordando também o conceito de world music, discutiremos a escuta como
forma de consumo cultural que pode possibilitar o conhecimento do Outro, do diferente mediado pela técnica nas
canções midiáticas, num momento em que fluxos globais e locais se acham em confronto e negociação, configurando
espaços interculturais. Neste contexto, a voz e a escuta midiática adquirem papel de destaque num mundo em que
identidades e sentidos de pertencimento se encontram em reconstrução constante. Uma escuta que põe em jogo
novas articulações entre próprio/estrangeiro, local/global, em que “escutar é escutar-se” (Barthes).

Batidas Intensas - Corpo e Sociabilidade nas Festas de Música Eletrônica


Thiago Tavares das Neves (UFRN)

O significado do corpo nas festas de música eletrônica como um signo comunicante e sociabilizante entre os
participantes é o foco deste trabalho. O suporte empírico é a pesquisa de mestrado desenvolvida na Universidade
Federal do Rio Grande do Norte, que investiga como a sociabilidade acontece em raves e em casas noturnas na cidade
de Natal/RN. O corpo carrega durante sua existência características do universo físico, biológico, social e cultural. Ponto
de interseção entre a natureza e a cultura, é mídia primária. Funciona como a sede das emoções e da sociabilidade, pois,
é por meio dele que as relações sociais se efetuam.

A cidade contemporânea e o indivíduo nas neotribos urbanas em Balada das duas mocinhas
de Botafogo
Thalita Cruz Bastos (Uerj)

O presente artigo se propõe a estudar as representações do espaço urbano e suas relações na narrativa ficcional
brasileira, focando nos curta-metragens. Partindo dos conceitos e características de cidade contemporânea apontados
por Simmel e Maffesoli, e passando pelos aspectos contemporâneos do corpo colocados por Siqueira, discutimos
o papel da narrativa ficcional de representar realidades preteridas. O curta-metragem Balada das duas mocinhas de
Botafogo, de Fernando Valle e João Caetano Feyer, serve como base para analisarmos as representações da cidade e as
relações entre seus habitantes.

Tattoo: incorporações culturais do discurso midiático na constituição de identidades


híbridas
Eric de Carvalho (FCL)

O estudo da influência do discurso da mídia no estabelecimento de uma identidade cultural por meio da observação
de uma mediação que permite a apropriação de elementos da cultura midiática. A metodologia utilizada é a análise
da tatuagem compreendida enquanto uma prática ritual contextualizada no cenário urbano, perenizando imagens no
corpo de seu usuário. Assim, a hipótese formulada é que a escolha do receptor pelo registro de imagens de produtos
midiáticos ou de representações de suas paisagens culturais seriam indícios de uma opção por uma apropriação cultural
dos elementos da mídia ou pela incorporação de seus valores do consumo. A abordagem da questão se estabelecerá na
análise na leitura dos conceitos de mediação cultural e identidades híbridas pelos estudos de cultura latino-americanos
em diálogo com a reflexão sobre a iconofagia conforme estudada por Norval Baitello Jr.

Sábado l 05 de Setembro
14h00 às 18h00
SALAS 105a BLOCO VERMELHO

Sessão 6 - Análise de produtos e linguagens midiáticas ligadas à vida urbana


Coordenador: Rosamaria Luiza de Melo Rocha (ESPM)

202 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Espaço urbano e representações midiáticas: tessituras da esfera pública contemporânea


Carla Reis Longhi (PUC-SP/Unip)

O objetivo deste trabalho é desenvolver uma reflexão sobre a esfera pública contemporânea. Vários são os vieses
possíveis de análise, com os quais temos trabalhado nas últimas pesquisas. Para esta comunicação privilegiamos dois
aspectos distintos e igualmente importantes: a análise do papel do espaço urbano, considerando-se as feições de uma
grande metrópole como São Paulo e o percurso pelo qual são construídas imagens sobre São Paulo através das mídias,
aqui especificamente a mídia impressa. Trata-se de um estudo de caráter teórico, recuperando conceitos fundamentais
ao tema e dialogando com autores que refletem sobre estas questões.

O supereu do gozo na mídia impressa: o discurso performativo da Boa Forma


João Osvaldo Schiavon Matta (PUC)

Este artigo busca discutir, à luz dos trabalhos de Freud e Lacan em torno do conceito de supereu, o imperativo do
gozo que vemos presente no discurso performativo da revista Boa Forma da Editora Abril. Esta, a partir de seus mapas
cognitivos, estabelece um contrato de comunicação com seus leitores em busca de uma fidelização como produto de
consumo. A partir de um artigo do professor Vladimir Safatle, discutimos o papel do supereu na sociedade de consumo
atual em comparação com a sociedade de produção quando Freud cunhou tal conceito para designar esta importante
instância psíquica.

Sintoma de nossos tempos: representações do ideal adolescente em matérias sobre


parricídio
Mariana Duccini Junqueira da Silva (USP)

Este artigo pretende analisar, em duas reportagens publicadas pela revista semanal de informação Época, no ano de 2002,
de que maneira as estratificações sociais, em terminologia de S. Moscovici, respaldam a construção de representações
sociais tangentes a um crime de parricídio, mobilizando configurações imaginárias que dizem respeito, sobretudo, a um
ideal de adolescência típico de nossos tempos. Considerando-se uma característica inerente à dinâmica dos discursos,
qual seja, a de falar em nome de uma vontade de verdade que traduz articulações de um jogo de poder – o poder de
instalar significados socialmente aceitos –, o estudo tentará depreender de que maneira tais vontades de verdade se
materializam, em um discurso midiático, estabelecendo parâmetros de legitimação relativos às práticas e condutas
sociais.

A Sociedade dos Sonhos: Uma Nova Lógica que Rege os Espetáculos Midiáticos
Renata Barreto Malta (UNESP)

Culturas Urbanas
Comunicação e
Pretendemos através deste trabalho elucidar a lógica da Sociedade dos Sonhos, denominada assim por Jensen
(1999), como o novo modelo de sociedade que já começa a deixar suas marcas. Como qualquer outra empresa, as
emissoras televisivas e seus produtos midiáticos também buscam adequar-se à realidade que desponta. Estaríamos,
assim, diante de um cenário voltado à emoção das histórias e deixando paulatinamente a lógica material da Sociedade
da Informação, cujas raízes estão voltadas à propria informação. A mídia buscaria, assim, seduzir o público através de
narrativas construídas em que o “como” prepondera em detrimento de “o quê” se informa.

O consumo da televisão por jovens de classe popular e as mediações da família e da escola


Veneza Veloso Mayora Ronsini (UFSM), Gabrielli Siqueira Dala Vechia (UFSM), Juliano Florczak Almeida (UFSM), Karina
Aurora Dacol (UFSM), Sarah Oliveira Quines (UFSM)

O texto discorre sobre a relação entre o consumo da televisão por jovens de classe popular e as mediações da escola
e da família a fim de levantar questões iniciais sobre a leitura crítica da telenovela. No cotidiano dos jovens de classe
popular, a televisão simboliza prazer, consagração de saberes, demonstração dos estilos de vida das classes média e alta,
sonhos de consumo e de ascensão social. A escola parece contribuir para uma leitura crítica do gênero melodramático,
tanto no que diz respeito ao saber formal ministrado aos jovens quanto, indiretamente, pela escolarização de pais ou
irmãos.

O caso do Rolex
José Carlos Souza Rodrigues (PUC-Rio)

Este artigo pretende analisar as manifestações ocorridas na Internet na sequência do assalto de que foi vítima o
apresentador de tv Luciano Huck. Nesta ocasião, o apresentador teve roubado o seu valioso relógio da grife Rolex.

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 203


INTERCOM 2009 l Curitiba

Um incidente localizado, ocorrido em um sinal de trânsito de uma cidade determinada, expandiu-se dramaticamente
na mídia como acontecimento de importância nacional. Tais manifestações nos fornecem interessante material para
refletirmos sobre representações sociais relativas à sociedade brasileira. Neste sentido, estas manifestações serão
tomadas como dramas, na linha sugerida por Victor Turner: ao dramatizarem acontecimentos, pessoas e grupos
problematizam questões efervescentes de sua sociedade e procuram encaminhar para as mesmas soluções que são
ao menos simbólicas.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALAS 104 BLOCO VERMELHO

Sessão 7 - Produção cultural/midiática em dinâmicas urbanas contemporâneas


Coordenador: Josimey Costa da Silva (UFRN)

Comunicação e Manifestações Culturais Populares


Renato Márcio Martins de Campos (Unaerp), Sebastião Geraldo (Unaerp)

Esta pesquisa buscou preliminarmente elementos para o entendimento de aspectos da cultura, particularmente aqueles
que envolvem os processos de comunicação e o imaginário. Teve, portanto, a pretensão de compreender conceitos de
que envolvem cultura e meios de comunicação no contexto da mundialização econômica e tecnológica, bem como os
aspectos que confrontos os interesses existentes entre os meios de comunicação e manifestações culturais populares.

Cultura, Comunicação e Espaço: uma reflexão sobre a formação de novas subjetividades


subalternas no espaço-tempo da cidade
Fabiana Felix do Amaral e Silva (ECA-USP)

Este artigo propõe discutir sobre a possibilidade de construção de ações emancipatórias frente às imposições
hegemônicas dos processos globalizantes, ao compreender as práticas construídas nas ambiências das classes
subalternas, em especial sua relação com o espaço no contexto da cidade. Estas relações são discutidas a partir do
entendimento da comunicação e cultura como campo investigativo e considerando o espaço como eixo articular
das subjetividades das classes subalternas. Para construir esta reflexão propõe-se a discussão de três questões: a
importância da pesquisa em comunicação e culturas subalternas; a compreensão das alterações ocorridas na relação
espaço-tempo e, o entendimento da cotidianidade como palco de análise tanto da reprodução do capital como dos
processos emancipatórios da realização da vida.

Sociedade Novo Aeon: Raul Seixas, contracultura e pós-modernismo


Vitor Cei Santos (Ufes)

O assunto que nos convida e reúne a pensar é a concepção de Novo Aeon apresentada por Raul Seixas, refletindo sobre
sua constituição histórica, seus valores e conseqüências para a cultura urbana pós-moderna. A doutrina do Novo Aeon,
elaborada pelo escritor inglês Aleister Crowley no início do século XX, impulsionou trajetórias existenciais de grande
força contestatória, influenciando a contracultura das décadas de 1960 e 1970. Seixas, que acompanhou o movimento,
fez de sua criação poética o espírito de seu tempo. A partir de análise da linguagem midiática do compositor, nosso
objetivo geral é compreender os sentidos do Novo Aeon, revelando sua interseção com o pós-modernismo, tal como
pensado por Fredric Jameson e outros pensadores das culturas urbanas contemporâneas.

Do vermelho-sangue ao rosa-choque: o mito do vampiro e suas transformações no


imaginário midiático do século XXI
Rita Aparecida da Conceição Ribeiro (UEMG)

O mito do vampiro esteve presente em todas as sociedades, independente do nome que a criatura levava. A ideia do
sangue como fonte de energia e, consequentemente de juventude, propiciou o desenvolvimento de histórias que
tiveram na criação de Drácula de Bram Stoker a sua versão definitiva. Podemos apontar o cinema como o principal
responsável pela disseminação do mito do vampiro ao longo do século XX nas suas mais variadas formas: desde o
monstro devorador sem alma até o novo estereótipo do romantismo do século XXI. O trabalho, parte de uma pesquisa
mais ampla sobre mitos urbanos, visa apresentar as transformações do mito do vampiro e o processo de encantamento
e identificação do espectador, principalmente os jovens, com o personagem.

204 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

Balladeur: O flâneur da pós-modernidade


Oziel Gheirart (ESPM)

O sujeito pós-moderno é constituído por uma infinidade de combinações fragmentárias que o afeta no corpo e na
alma. Na época dos excessos, ele não apenas perdeu seu lugar e sua história, mas tem sua subjetividade em condição
de risco. O balladeur é pensado aqui, apesar da sua tentativa de atualização do flâneur, para além de uma possível frente
de resistência a esse hiper-preter-sur-real. Utiliza-se desta concepção como abertura para uma proposta teórica e um
modelo investigativo, que a um só tempo reconhece e assimila a hiper-realidade.

Graffiti Palace. Fantasmagorias urbanas, espaços abandonados


Fabrício Lopes da Silveira (UNISINOS)

Examinamos aqui certos modos em função dos quais a idéia de fantasmagoria urbana vem sendo empregada em
estudos pertinentes ao campo da Comunicação. Nessa rápida recuperação monográfica, procuraremos apreender o
tema tanto por um viés histórico quanto por um viés teórico-metodológico, já que estaremos construindo um eixo para
a análise de determinados materiais comunicacionais que, logo mais à frente, irão exigir atenção.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALAS 104a BLOCO VERMELHO

Sessão 8 - Análise de produtos e linguagens midiáticas ligadas à vida urbana


Coordenador: Rosamaria Luiza de Melo Rocha (ESPM)

Lost e a Ficção Televisiva Transmídia


Afonso de Albuquerque (UFF)

O texto se propõe a discutir a série Lost como um exemplo de ficção televisiva transmídia, tendo em vista o modo
como a sua trama e a sua estrutura narrativa se relacionam com a crescente convergência (tecnológica e cultural) que
se estabelece entre a televisão e outros meios de comunicação. Discutiremos o modo como o caráter multiplataforma
e a influência de formatos oriundos de outras mídias afetam a narrativa da série em três aspectos: 1) a representação do

Culturas Urbanas
espaço; 2) a experiência do tempo; 3) o papel desempenhado pelos espectadores da série.

Comunicação e
Flashdance: um olhar sobre influências geradas pela indústria do entretenimento na
produção de filmes nos anos 1980
Paulo Roberto Ferreira da Cunha (ESPM)

Esta pesquisa tem por objetivo analisar o filme Flashdance como forma de exemplificar determinadas orientações da
indústria cinematográfica para a produção de filmes, na década de 1980, no momento em que vivia uma importante
transformação – a consolidação dos conglomerados de comunicação. E assim aprofundar o estudo do cinema enquanto
entretenimento e como produto multimidiático, pontuando a horizontalização de lucros, estratégias de produção e
influências temáticas e estéticas. Por fim, identificar estas marcas – que podem ser encontradas ainda hoje no cinema e
em outras representações midiáticas, tanto nos EUA como em outros países, desde aquela época – é um caminho para
compreender a comunicação contemporânea.

Juventude e Rebeldia em Sem Destino (1969): Contracultura, Novas Identidades e Cinema


Contemporâneo
Carlos Pereira Gonçalves (PUC-SP)

Este trabalho pretende analisar o filme norte-americano Sem Destino (Easy rider; 1969), dirigido por Dennis Hopper,
com o objetivo de discutir a influência da contracultura na formação das novas identidades comunitárias inseridas
nas sociedades contemporâneas. Ressalta-se, nestas, a crescente influência do modo de vida urbano, cosmopolita e
midiático configurado na segunda metade do século XX, ambiente social comumente denominado de pós-moderno.
O filme representa uma das produções audiovisuais mais emblemáticas do movimento hippie, caracterizado pelo
comportamento juvenil de rebeldia, ideário libertário e contestação política. Ao tratar do cinema jovem extrai temas de

XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação 205


INTERCOM 2009 l Curitiba

análise sócio-antropológica da cultura urbana planetária como mobilidade, juvenilização, emancipação social, música/
comportamento rock-pop e modernidade.

Shock!: slasher movie “made in Brazil”


Laura Loguercio Canepa (UAM)

O presente artigo analisa o longa-metragem Shock! (São Paulo, 1982), de Jair Correia, filme juvenil brasileiro e principal
representante nacional de um dos subgêneros do horror internacional mais populares no planeta desde o final dos anos
1970: o slasher movie. O que se pretende é comparar algumas estratégias narrativas usadas em Shock! com as formas
canônicas desse subgênero, buscando caracterizar a composição específica do exemplar brasileiro e também sugerir
como tal composição se relaciona com a cultura urbana jovem brasileira dos anos 1980.

Identificações discursivas e representações da morte no ciberespaço


Mariana Della Dea Tavernari (USP)

Os diários virtuais íntimos, experiências legítimas de reconhecimento social, são elementos-chave para compreender a
transformação dos modos de cognição e interações perceptivas, bem como as consequentes configurações identitárias
na sociedade contemporânea, em suas circunstâncias sociais, culturais e epistemológicas. A partir da perspectiva
descentrada da Análise do Discurso busca-se percorrer das estruturas sintáticas às pragmáticas investigando os processos
de subjetivação e possibilitando reconhecer a dinâmica dos processos identitários no ciberespaço, principalmente
aqueles relacionados à temática da morte.

Domingo l 06 de Setembro
09h00 às 12h00
SALAS 105a BLOCO VERMELHO

Sessão 9 - Campo cultural, mídia e mercado articulados à urbanidade


Coordenador: Silvia Helena Simoes Borelli (PUC-SP)

O consumo como fonte de encantamento da vida dos jovens urbanos na metrópole


Marcos Rodrigues de Lara (PUC-SP)

Vivemos num mundo desencantado, construído ao longo da história, e que apresenta, na contemporaneidade,
condições insuportáveis à vida humana em sociedade. Nas construções históricas das relações sociais a religiosidade
assume sua função como um dos seus componentes contextuais geradora de significados para a vida através de seus
elementos, ritos e símbolos. É com a religiosidade parametrada pelas instituições religiosas, e nelas circunscrita, que fica
exposta uma vida desencantada fora de suas esferas de influência, cujos sentidos não são mais elaborados por ela. É
neste contexto que esta tese identifica um deslizamento de significantes religiosos para o campo do consumo e que
ali se inseriram ressignificados. É nessa ressignificação via consumo que se restabelece o encantamento reinserindo
sentidos para a condição humana.

A religião dos celulares: consumo de tecnologia como expressão de fé entre evangélicos e


umbandistas
Sandra Rúbia da Silva (UFSC)

Ao longo de onze meses de trabalho de campo em um bairro de camadas populares em Florianópolis, pude constatar
importantes conexões entre o consumo de telefones celulares e a vivência da religiosidade entre evangélicos e
umbandistas. Neste artigo, exploro as maneiras pelas quais os telefones celulares estão presentes no discurso e nas
práticas religiosas desses dois grupos, percebendo o celular tanto como mediador positivo quanto negativo. A partir da
análise do material etnográfico, argumento que a associação entre religião e uso de telefones celulares, além de aliviar
a experiência da pobreza, traz renovadas possibilidades de expressão da identidade religiosa. Sugiro também que a
dimensão política está presente, na medida em que suas funcionalidades – em especial o bluetooth e o SMS - auxiliam
na disseminação do discurso religioso e na obtenção de novos adeptos.

206 XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação


INTERCOM 2009 l Curitiba

A “Descoberta” da Sociedade do Consumo: Processos de Comunicação em dois centros


comerciais de Lisboa
Isabel Maria Ferin Cunha (UC/Fluc)

Baseada em algumas indagações – por que da afluência aos centros comercias e o que proporcionam e impulsionam
num grande número de consumidores, com idades e origens tão diversificadas? por que o turismo torna-se um dos
pilares da economia? em que medida a concepção de “Descobertas” organiza um lugar mental de identidade e articula
a ideia de consumo? – este artigo procurou respondê-las, através de observações inscritas em conceitos e autores que
refletiram sobre a sociedade de consumo, mas também sobre a identidade coletiva portuguesa

Comunicação e Consumo de Cultura Fast-Food: Uma eXperiência Giraffas na praça de


alimentação
Marina Pechlivanis Koutsantonis (ESPM)

O objetivo desta pesquisa foi investigar as relações de comunicação e consumo que se estabelecem em lojas da rede
de fast-food Giraffas em praças de alimentação de shopping centers, significativos pontos de encontro e de socialidade
da contemporaneidade. Conceitualmente, a articulação entre autores como Walter Benjamin, Roger Silverstone, Michel
Maffesoli e Massimo Canevacci, construindo a experiência da cultura fast-food. Metodologicamente, a experiência do
olhar, permitindo a análise das diferentes grafias dos impactos da comunicação da rede Giraffas: a “geografia” da praça
de alimentação, a “etnografia” da prática de consumo e a “biografia” do consumidor. Para a estrutura do corpus da
pesquisa, os shoppings West Plaza e Frei Caneca, em São Paulo, foram selecionados por sua proximidade geográfica
(oito quilômetros) e distância de consumo cultural.

Entre a Politização do Consumo e a Comodificação do Político: Quando o ativismo invade o


mercado
Taiane Cristine Linhares Pinto (UFRJ)

Prática central na sociedade contemporânea, o consumo não é apenas um instrumento de constituição identitária. É
cada vez mais comum a ação nesse campo como forma de promover valores socioambientais, fenômeno chamado de
“consumo político”, termo recorrente em pesquisas européias e norte-americanas sobre o tema. A ação política através
do consumo, caracterizada, sobretudo, pelo boicote e pela compra de produtos “ecológica e eticamente corretos”,
enfrenta, no entanto, o sério risco de decompor-se em um ato irrefletido de “consumismo consciente”. É preocupação
fundamental discutir os limites da tênue fronteira entre a politização do consumo e a comodificação do político. O
estudo de caso do veganismo – estilo de vida que defende o boicote a itens de origem animal – põe em questão a
problemática coexistência de ética e mercado.

Culturas Urbanas
Comunicação e
Usos Juvenis de Computadores na Lan da Periferia: Um Estudo Sobre Cultura, Sociabilidade
e Alteridade
Carla Fernanda Pereira Barros (ESPM-RJ)

O estudo se propõe a investigar determinados usos de computadores em lan houses junto a um grupo de jovens
pertencente às camadas populares da cidade do Rio de Janeiro. O foco do artigo recai sobre o papel dos games como
motores da sociabilidade, as navegações coletivas e a apropriação da lan com