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Vol I 7 Administracao Publica

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Prof. Danilo Vieira. Bacharel em Administração de Empresas pela (UNESP) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Possui experiência nas áreas: Administrativa e Acadêmica.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS MODERNAS: TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, NATUREZA, FINALIDADES E CRITÉRIOS DE DEPARTAMENTALIZAÇÃO;

Organização é um sistema que visa realizar determinado conjunto de objetivos, formados por partes independentes capazes de processar recursos e transformá-los em negócios (BATEMAN e SNELL, 1998). Com este conceito, podemos focalizar a atenção nos indivíduos que compõem a empresa, no qual formam um grupo social secundário ou grupo formal, que possuem relações regidas por regulamentos baseados em normas explícitas, criando direitos e obrigações. A estrutura organizacional funciona definindo as responsabilidades, divisão de trabalho, autoridade e o sistema de comunicação dentro da empresa. A divisão de trabalho, segundo Maximiano (2000), é o processo por meio do qual a tarefa é dividida em partes, e cada parte é distribuída a um individuo diferente, permitindo que a organização realize atividades mais complexas. As responsabilidades são as obrigações e os deveres que um indivíduo deve desempenhar. Já as tarefas, são atividades específicas e operacionais, as quais os gerentes podem realizar individualmente ou em conjunto com as outras pessoas, entretanto, apesar do termo parecer sinônimo de responsabilidade, somente torna os indivíduos intimamente ligados (BATEMAN E SNELL, 1998). O modelo de estrutura organizacional, de acordo com Maximiano (2000), é o produto da divisão do trabalho, sistema de autoridade e comunicação. Existe dois modelos principais: modelo mecanicista e modelo orgânico. O modelo mecanicista é uma organização mais burocrática, onde tende a ser mais rígida. As pessoas têm pouca autonomia e suas relações são mais formais e seguem mais a estrutura hierárquica. Já o modelo orgânico tende a reduzir a formalidade, possuindo uma hierarquia imprecisa. As pessoas tem maior participação na tomada de decisão e possuem menor dependência em relação ao superior. As organizações sofrem continuamente com variáveis externas e internas, assim é necessário que as organizações passem por uma análise e mudança da estrutura. É um processo que precisa passar por revisões periódicas e utiliza uma simples ferramenta: o organograma. O organograma pode ser representado por um gráfico, no qual se encontram as informações sobre a divisão do trabalho através da representação por retângulos, a comunicação (representada pelas linhas que ligam os retângulos), a autoridade e a hierarquia, representada em níveis que os retângulos são agrupados, no topo é a pessoa que tem mais autoridade e na base a que tem menos autoridade. Essa ferramenta permite realizar uma análise e promover ações para mudança. É importante ressaltar que entre as estruturas mecânicas ou orgânicas, existem organizações intermediárias ou mistas, os quais englobam características de ambos os modelos. OLIVEIRA (2000) define estrutura organizacional como: “Conjunto ordenado de responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa.” A administração pública pode ser direta, quando composta pelas suas entidades estatais (União, Estados, Municípios e DF), que não possuem personalidade jurídica própria, ou indireta quando composta por entidades autárquicas, fundacionais e paraestatais. A Administração Pública tem como principal objetivo o interesse público, seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos, pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se, enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”, em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”, pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade, conforto e bem-estar. O serviço público é organizado com a finalidade de harmonizar atividades, de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública, ou seja, o bem comum, que é a organização de todos os seus bens particulares, e não a simples soma dos bens individuais, como faz crer o liberalismo, nem a absorção dos bens pelo Estado, como induz o socialismo, residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora.
Didatismo e Conhecimento
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as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. matricial. por clientes. representada em níveis que os retângulos são agrupados. no topo é a pessoa que tem mais autoridade e na base a que tem menos autoridade. Somente os gerentes administram. etc. Sendo funcional. ü Gerentes são chefes de subordinados que obedecem. ou como o caso em que se dividem as organizações governamentais regionais. Já o modelo orgânico tende a reduzir a formalidade. NOVAS IDÉIAS A RESPEITO DA ADMINISTRAÇÃO ü Todos são gerentes. As tarefas são especializadas e precisas. como a comunicação pessoal. ou seja. existem organizações intermediárias ou mistas. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. os quais englobam características de ambos os modelos. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. no qual se encontram as informações sobre a divisão do trabalho através da representação por retângulos. visando a satisfação de necessidades da comunidade. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. ü Gerentes coordenam o processo decisório e fornecem as condições para a realização das tarefas dos grupos. a escrita ou por meio de equipamentos. de acordo com Maximiano (2000). territorial. em que se configuraria o Estado Unitário. Os funcionários operacionais passam assumir responsabilidades antes delegada apenas aos gerentes. Existe dois modelos principais: modelo mecanicista e modelo orgânico. Com as grandes mudanças e transformações no mundo empresarial o papel dos gerentes que exercem autoridade e responsabilidade passa a ser compartilhado com outros. e atividades exercidas por delegações do poder público. etc. As pessoas tem maior participação na tomada de decisão e possuem menor dependência em relação ao superior prevalecendo à natureza cooperativa do conhecimento. a autoridade e a hierarquia. Ocorre grande valorização da lealdade e a obediência aos superiores. Didatismo e Conhecimento 2 . sistema de autoridade e comunicação. por departamento. frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. Modelo de Estrutura Organizacional O modelo de estrutura organizacional. que transmitem as informações da seguinte forma: § A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. de um grupo para outro. MODELO DE ADMINISTRAÇÃO CENTRALIZADO NO CHEFE ü O Gerente é o personagem principal do processo administrativo. bem como suas sugestões. 2000 afirma que os tipos de estrutura organizacional são influenciados pela departamentalização. Nessa ordem de ideias. Essa ferramenta permite realizar uma análise e promover ações para mudança. O organograma pode ser representado por um gráfico. O modelo mecanicista é uma organização mais burocrática. e por ele são exercidos diretamente. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados. em sentido amplo. Para se comunicar. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. § A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. onde tende a ser mais rígida. a comunicação (representada pelas linhas que ligam os retângulos). possuindo uma hierarquia imprecisa.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A forma com a qual se exerce o poder político em função do território pode ser de unidade. Por serviços públicos. por projetos. A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. As pessoas têm pouca autonomia e suas relações são mais formais e seguem mais a estrutura hierárquica. porém que se situem em diferentes hierarquias. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. A administração do grupo de trabalho pertence ao próprio grupo. é o produto da divisão do trabalho. em que estaríamos diante do Estado Federativo. por produtos. OLIVEIRA. É importante ressaltar que entre as estruturas mecânicas ou orgânicas.

como a qualidade de vida e o relacionamento humano. aborda. éticos e ambientais. A ética na empresa é hoje. entra em conflito com a coletividade e pode perder a oportunidade de realizar bons negócios. Sob uma visão “globalizada”. as empresas precisam retificar o passado e oferecer tecnologia ao futuro (KARKTLI e ARAGÃO. De acordo com Donaire (1999). tornou-se de tamanha importância que ao se tornar uma exigência da sociedade. de grande importância para sua sobrevivência num ambiente hiper competitivo. enfatizado na abordagem estruturalista. que enfatiza o lado social. por departamento. onde as organizações são observadas a partir do seu papel sociopolítico. pois vale lembrar que a responsabilidade social e a postura ética são critérios que aumentam a segurança e confiabilidade á longo prazo. a verdadeira cidadania empresarial. ele reforça que a concepção da empresa como instituição sociopolítica. a responsabilidade de uma empresa moderna. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. Segundo Karktli e Aragão (2004) a responsabilidade social corporativa é necessária para que a empresa alcance sua “maioridade”. ou seja. Mudanças na concepção do papel dos chefes.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ü Administração está sempre presente no trabalho de pessoas e grupos que tomam decisões e assumem responsabilidades. 2000. as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. assim é necessário que as organizações passem por uma análise e mudança da estrutura. finalizando lucro e interesses individuais). além da qualidade intrínseca de seus produtos e a consequência de sua utilização. Essa nova visão. Os stakeholders serão então. As organizações sofrem continuamente com variáveis externas e internas. Os Stakeholders Karktli e Aragão(2004) utiliza o termo Stakeholders. etc. é resultado da mudança de enfoque por parte da sociedade. Então. Comunicação A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. que transmitem as informações da seguinte forma: A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. porém que se situem em diferentes hierarquias. concorrentes governo e o próprio cliente. Atividades como filantropia. fez-se regra de cumprimento indispensável para a comercialização dos bens e consequente competitividade no mercado. a escrita ou por meio de equipamentos. com ou sem gerentes. ético e de responsabilidade ambiental. com função operativa. surge essa nova tendência de compreensão dos aspectos sociais. ação social. 2004). que impôs novos hábitos acompanhados do crescente nível de informação e conscientização da sociedade. Para se comunicar. bem como suas sugestões. marketing social ideológico ou institucional. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. Não basta despoluir o planeta. Uma empresa devastadora. A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. de um grupo para outro. Didatismo e Conhecimento 3 . passando a atentar mais para o comportamento ético da empresa. orientando as decisões empresariais. A ética empresarial A ética empresarial esta pautada sobre dois aspectos. a proteção ao meio ambiente e ao bem estar da comunidade atual e futuramente. na qual esta depende de elementos internos e externos para que alcance sua máxima eficiência. sendo tomada como um diferencial. Uma empresa é considerada ética se adotar uma postura ética para com os stakeholders. o da convicção (justificado por valores morais) e o da responsabilidade (empresas usam do utilitarismo. também estão ligadas a responsabilidade social corporativa. Fonte: Maximiano. por exemplo. É um processo que precisa passar por revisões periódicas e utiliza uma simples ferramenta: o organograma. principalmente á longo prazo. para especificar a concepção de uma empresa sobre uma visão integrada. desde os empregados. ü Administração e gerentes são sinônimos. até os acionistas. como a comunicação pessoal. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados.

afirma que mudanças com relação a preocupação socioambiental. já se percebe que sua degradação é repassada à sociedade como custos sociais. a eficiência e a melhor qualidade do trabalho. que serão abordados mais profundamente. Domina o processo escalar. É conveniente citar também a matricial. O crescimento no organograma ocorre sempre de forma horizontal. por produto ou serviço. etc. início de uma organização ou trabalha apenas com um produto ou serviço.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A questão da responsabilidade ambiental Segundo Karktli e Aragão (2004) assim como o controle de qualidade a preocupação com o meio ambiente também é uma estratégia e fator de sucesso. Departamentalização Os departamentos são as unidades de trabalho responsáveis por uma função ou por um conjunto de funções. com relação a temática do meio ambiente. O termo responsabilidade social não ganhava muito espaço no mundo capitalista que visava o lucro a qualquer preço. tornou-se uma obrigação mundial. Escolher homegeneidade das atividades. projetos e ajustamento funcional. É conhecida pelo nome de departamentalização pelo tendência incrível de criar departamentos. tornaram-se necessárias uma vez que o sistema capitalista mesmo considerando toda a inovação tecnológica que proporcionou. vantagens e desvantagens de cada tipo. por localização geográfica. afetando a totalidade da população. confrontando seus resultados econômicos com outros resultados sociais como redução da pobreza. De acordo com Donaire. porém. por ser considerado um recurso abundante e ser um bem livre. possuindo assim uma linha dupla de comando. não houve critérios em sua utilização. Hoje. onde é a combinação das formas funcional e por produto. e desenvolveu-se junto a necessidade da responsabilidade social. causando a deterioração ambiental) e os neoclássicos (acreditam ser necessário identificar os direitos de propriedade sobre o uso dos recursos ambientais. A departamentalização por ser tratada com um mecanismo de especialização vertical ou horizontal. A departamentalização funcional é organizada de acordo com as operações principais dos departamentos. negociando-os no mercado privado). refere-se ao crescimento da cadeia de comando. controle da poluição. Donaire (1999). no entanto. os Pigouvianos (afirmam que o preço de mercado não incorpora os custos dos agentes econômicos. Didatismo e Conhecimento 4 . sendo geralmente aplicada quando a empresa é de pequeno porte. Segundo Chiavenato a especialização vertical se caracteriza pelo aumento do números de níveis hierárquicos. Dentre as principais correntes econômicas. A especialização vertical se faz à custa de um aumento de níveis hierárquicos. essa preocupação é crescente. ocorre também quando se verifica a necessidade de aumentar a qualidade da supervisão e chefia acrescentando mais níveis hierárquicos na estrutura. Responsabilidade Social A responsabilidade social empresarial é um termo relativamente recente. Já a especialização horizontal ocorre com a necessidade de aumentar a perícia. agrupando os componentes da organização em departamentos e divisões. Existem várias formas de departamentalização: a funcional. fases do processo. principalmente a partir do século XXI. onde é necessário aliar essa disputa a um desenvolvimento mais sustentado. De um modo geral o meio ambiente tem sido um bem econômico gratuito que a empresa utiliza sem considerar sua finitude. incluem-se os eco desenvolvimentistas (propõe transformar o desenvolvimento econômico numa relação harmônica com a natureza). que já desenvolvem mais criticamente essas consciências. Tipos de departamentalização: características. por cliente. levando em consideração a qualidade de vida e as exigências dos chamados stakeholders. atendendo às exigências internas e externas das organizações. principalmente porque o impacto da variável ecológica na estratégia da organização está ligado diretamente ao seu potencial de poluição. ainda há muito a ser superado. É um meio de se obter homegeneidade de tarefas em cada órgão.

(Unidades em diferentes locais. O cliente se torna mais importante do que os produtos e serviços oferecidos a ele. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com a localização onde o trabalho está desempenhado ou uma área de mercado a ser servida pela empresa. (Busca atender as necessidades específicas do cliente). A busca e concentração no cliente pode também tornar diversas outras atividades importantes como segundo plano nas organizações. Exemplo de departamentalização por localização geográfica.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Exemplo de departamento funcional. A estrutura geográfica é composta por unidades em diferentes locais com recursos e autonomia própria. Didatismo e Conhecimento 5 . Exemplo de departamento por cliente. deixando de lado questões da lucratividade. produtividade. Uma grande vantagem é o foco que permanece no cliente. recursos e autonomia própria). eficiência. É utilizada normalmente por empresas que cobrem uma grande área geográfica. A departamentalização por localização geográfica. produto e programa. possibilitando o atendimento das necessidades específicas. pode também ser conhecida como departamentalização territorial ou regional. onde cada uma delas possui sua própria estrutura funcional. A departamentalização por produto é dividida em unidades. (Organizada de acordo com as operações principais dos departamentos: quem cuida dos recursos humanos = departamento rh). e cada qual detendo a responsabilidade por um projeto. A departamentalização por cliente compreende unidades que têm responsabilidade pelo atendimento a um determinado tipo de cliente.

etc. Segundo Chiavenato. ! O agrupamento por projeto é utilizado por organizações que se dedicam a atividades influenciadas pelo desenvolvimento tecnológico. arranjo ou disposição racional do equipamento utilizado. É uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. e entradas e saídas claramente identificadas. Chiavenato define processos como “um conjunto de atividades estruturadas e destinadas a resultar num produto especificado para um determinado cliente ou mercado. nos aspectos de planejamento. existe flexibilidade na tomada de decisão adaptando-se as diferenças territoriais. aeronáutica. Consiste no agrupamento de atividades e tarefas de acordo com os principais projetos executados pela organização. como no caso de pesquisa e desenvolvimento em empresas de ramo de eletrônica. quando projeto se refere a um novo produto a ser pesquisado e desenvolvido para ser futuramente colocado em linha de produção. astronáutica. um fim. Ocorre principalmente nas áreas de marketing e produção. execução ou controle da organização como um todo. O fato de a empresa operar em diferentes territórios como se fosse uma companhia independente. A principal tarefa é reunir uma equipe de especialista em diversos campos de atividade. Uma série de atividades que geram valor ao cliente”. Exemplo de departamentalização por projetos. Como desvantagem deste tipo de departamentalização podemos considerar que o enfoque territorial da organização deixa em segundo plano a coordenação. Didatismo e Conhecimento 6 .  A departamentalização por processos é formada pela diferenciação e agrupamento da sequência do processo produtivo ou operacional.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Uma grande vantagem da departamentalização geográfica é quando as circustâncias externas indicam que o sucesso da organização depende particularmente do seu ajustamento às condições e necessidades locais ou regionais. com um começo. energia nuclear. a departamentalização por projetos envolve a diferenciação e o agrupamento das atividades de acordo com as saídas e os resultados. farmacêutico.

As autoridades são fundamentais em qualquer organização. de forma cooperativa. os empregados trabalharão em situações nas quais tenderão para a dependência. níveis hierárquicos. Não estamos falando de organizações formais operando de modo informal. Organização informal A organização informal pode ser conhecida como o conjunto de interações e relacionamentos que se estabelecem entre as pessoas. não há motivo para se acreditar que as organizações formais e informais estejam se antagonizando. 82) A organização formal se caracteriza pelo uso de princípios de “organização” como especialização de tarefa. Existem três tipos: autoridade de linha (dentro de um departamento). Exemplo de departamentalização por processos. p. cadeia de comando (estrutura hierárquica) e âmbito de controle (extensão do controle). melhor coordenação e avaliação de cada parte ou etapa do processo. que são basicamente a de forma achatada e a de forma horizontal. que devem ser muito bem conhecidos: os indivíduos que irão trabalhar nela através de um relacionamento necessário à realização de tarefas. essa cooperação depende das atitudes administrativas que não negam nem rejeitam a existência natural das organizações informais. que é constituída pela estrutura organizacional composta de órgãos. ou seja. possuindo duas formas gerais. O termo organização informal na literatura de administração é normalmente usado para referir-se aos grupos que estão fora dos padrões organizacionais prescritos. que é composta de níveis hierárquicos estabelecidos nos organogramas. Os níveis hierárquicos propiciam a distribuição dos resultados em níveis. unidade de direção. em contraposição à organização formal. Naturalmente. cargos. que conduzirão ao alcance dos objetivos. Como desvantagens podemos citar a possibilidade de perda da visão global do andamento do processo. A quantidade de níveis é chamada de números de escalões hierárquicos. flexibilidade restrita para ajustes no processo. 242). para a subordinação e passividade em relação ao líder. A estruturação de uma organização no momento em que ela começa a ser elaborada faz-se por meio de dois componentes básicos fundamentais. A delegação de autoridades e responsabilidades centralizadas é a concentração de poder em um único indivíduo onde existe o controle da organização como um todo e a uniformidade dos procedimentos e decisões. Para Thewatha (1982.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O cliente que se enquadra no processo não é necessariamente um cliente externo. Segundo Argyris (1968. Se houver cooperação apropriada entre as duas. sendo o poder investido a uma pessoa que tornará as decisões que conduzirão o ritmo da empresa. A amplitude de controle ou amplitude de comando resume-se ao número de pessoas subordinadas a um gerente. A escolha do tipo de departamentalização constitui na combinação ou agrupamento adequado das atividades necessárias à organização em departamentos específicos. A organização formal é conduzida pela práticas estabelecidas pela empresa e por uma política empresarial traçada para atingir objetivos da empresa. a estrutura da organização informal decorre dos relacionamentos não documentados e não reconhecidos oficialmente entre os membros de uma organização que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos empregados. Devemos ter em mente que o termo organização informal refere-se às infinitas “disposições” de pessoas que existem dentro de uma estrutura formal. e. onde a pessoa que está no nível superior (gerente). mas podemos considerar o cliente interno da empresa. Uma organização por ter uma relação de interdependência entre os vários segmentos especializados necessita estabelecer um alto nível de integração para que o conjunto consiga atingir seus objetivos. Didatismo e Conhecimento 7 . p. Para Stoner (1985. se esses princípios forem usados corretamente. Algumas vantagens que provem da departamentalização processos podemos considerar uma maior especialização de recursos alocados. Já a descentralização é a distribuição do poder que garante a tomada de decisão rápida. e a Organização Formal. relações funcionais. tem autoridade sobre pessoas que se encontra em escalões mais baixos.370). possibilidade de comunicação mais rápida de informações técnicas. respostas mais rápida ao ambiente externo e o desenvolvimento de habilidades gerenciais. O comportamento dos grupos sociais está condicionado a dois tipos de organização: a organização formal ou racional e a organização informal ou natural. autoridade de assessoria (staff que aconselha os presidentes ou gerentes) e a autoridade funcional (uma função tem autoridade sobre a outra). talvez haja um alinhamento de objetivos. p.

a movimentação horizontal e vertical do pessoal. Origens da Organização Informal Existem quatro fatores que condicionam os grupos informais: a) Os “interesses comuns” das pessoas e que. cuja duração e natureza transcendem as interações e relações formais. atividades etc. independentemente da sua posição na organização formal. Os indivíduos interagem em grupos informais. acontecimentos públicos. através deles. bem como podem estar em perfeita harmonia ou em completa oposição. causam mudanças na estrutura informal. b) A interação provocada pela própria organização formal. A rotatividade. As pessoas participam de vários grupos informais em face das relações funcionais que mantêm com outras pessoas em outros níveis e setores da empresa. do lazer e relacionamento com o ambiente. situadas em diferentes níveis de setores da empresa. as transferências etc. Os períodos de lazer ou tempos livres são os intervalos de tempo nos quais o indivíduo não trabalha. nos ideais e nas normas sociais. nas tradições. os quais são determinados por normas. É a expressão da necessidade de “associar-se” e não se modifica rapidamente e nem procede da lógica: estão relacionadas com o senso dos valores. Os grupos informais desenvolvem. respeito à hierarquia e capacidade de inovação. espontaneamente. também chamados grupos de amizade. os quais são inconscientes como questões relacionadas à natureza humana. c) A flutuação do pessoal dentro da empresa provoca a alteração dos grupos sociais informais. valores e expectativas divididos a todos os membros da organização. ou seja. e) Padrões de relações e atitude. Didatismo e Conhecimento 8 . esportes. o indivíduo preocupa-se com o reconhecimento e aprovação social do grupo ao qual pertence. mas durante os quais permanece ao redor de seu local de trabalho. É o que denominamos cultura organizacional. pois traduzem os interesses e aspirações do grupo. há a presença dos valores conscientes como lealdade. é comum que passem a identificar interesses comuns quanto a assuntos de política. nos processos de trabalho. A organização informal tem sua origem na necessidade do indivíduo de conviver com os demais seres humanos. dependendo do grau de motivação do grupo quanto aos objetivos da empresa. Traduz-se por meio de altitudes e disposições baseadas na opinião e no sentimento. No segundo nível. Os padrões de desempenho e de trabalho estabelecidos pelo grupo informal nem sempre correspondem aos padrões estabelecidos pela administração. se organizam naturalmente por meio de adesões espontâneas de pessoas que com eles se identificam. d) A possibilidade da oposição à organização informal. da ética. As pessoas em associação com as outras. Na organização informal. Podem ser maiores ou menores. h) Padrões de desempenho nos grupos informais. Os grupos informais. as relações estabelecidas pela organização formal dão margem a uma vida grupal intensa que se realiza fora dela. dentro dos quais cada um. A organização informal é um reflexo da colaboração espontânea que pode e deve ser aplicado a favor da empresa. c) Colaboração espontânea. Cultura organizacional Cada organização tem a sua cultura própria. são os sintomas visíveis. pois as interações se alteram e com elas os vínculos humanos. em contato com outras pessoas. padrões de relações e atitudes aceitos e assimilados pelas pessoas. A cultura organizacional compreende aos hábitos e crenças da empresa. b) Status. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais. os estilos de vida e com as aquisições da vida social que a pessoa se esforça por preservar e pela defesa das quais está disposta a lutar a resistir. O cargo que cada pessoa ocupa na empresa exige contatos e relações formais com outras pessoas. Os grupos informais tendem a se alterar com as modificações na organização formal. Enquanto a organização formal está circunscrita ao local físico e ao horário de trabalho da empresa. ou seja. a organização informal escapa a essas limitações. atitudes. Características da Organização Informal A organização informal apresenta as seguintes características: a) Relação de coesão ou de antagonismo. propiciando a formação de contatos informais. adquire certa posição social ou status em função do seu papel e participação e integração na vida do grupo. Atua em três níveis: no primeiro. g) A organização informal transcende a organização formal. os comportamentos dos membros. A inter-relação decorrente das atividades do cargo se prolonga e se amplia além dos momentos do trabalho. passam a se sintonizar mais intimamente. A hierarquia funcional existente na organização formal nem sempre prevalece nos grupos informais. as vestimentas dos empregados. Coma as pessoas passam juntas a maio parte de seu tempo nos locais de trabalho. o layout do escritório. O seu ajustamento social reflete sua integração ao grupo. Os interesses comuns aglutinam as pessoas. Quando não bem entendida ou manipulada inadequadamente. A organização informal é constituída por interações relações espontâneas. os “tempos livres” permitem a interação entre as pessoas que estabelece e fortalece os vínculos sociais entre elas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A organização informal concretiza-se nos usos e costumes. Assim. d) Os períodos de lazer. são os princípios ou paradigmas. Já no último nível. a organização informal pode se desenvolver em oposição à organização formal e em desarmonia com os objetivos da empresa. criam relações pessoais de simpatia (de identificação) ou de antagonismo (de antipatia). entre outros.

funcionando como um padrão coletivo que identifica os grupos. A cultura exprime a identidade da organização. ü Valores compartilhados: Constitui o segundo nível da cultura. sistemas de recompensa valorizam o comprometimento com os valores da organização. valores. Segundo Chiavenato (1999) toda a cultura se apresenta em 3 diferentes níveis: ü Artefatos: Constituem o primeiro nível da cultura. os quais tendem a contratar pessoas com a mesma linha de pensamento. a cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direciona suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. A cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direciona suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. de hábitos e de artefatos. No contexto das organizações públicas. suas maneiras de perceber. sistemas de valores e normas de comportamento. Didatismo e Conhecimento 9 . A gestão da cultura de uma empresa é feita pela área de recursos humanos. isto é. Dessa forma. Em outras palavras. atitudes. a cultura organizacional de uma empresa não é estática e atemporal. 53). métodos e procedimentos. Assim. cultura significa construção de significados partilhados pelo conjunto de pessoas pertencentes a um mesmo grupo social. como as percepções. os heróis. as histórias. os programas de treinamento promovem destaque para a história da empresa. percepções e sentimentos nos quais as pessoas acreditam. Por essa razão. como as políticas e diretrizes. pensar. ü Pressuposições básicas: Constituem o nível mais íntimo. No fundo. é a cultura que define a missão e provoca o nascimento e o estabelecimento dos objetivos da organização. A cultura precisa ser alinhada juntamente com outros aspectos das decisões e ações da organização. Além dos fundadores. Entretanto. As organizações públicas se deparam com a necessidade do novo tanto em aspectos administrativos quanto em políticos. Segundo Pires e Macedo. de seus comentários e das visões que adotam. as cerimônias são exemplos de artefatos. rituais. a luta de forças se manifesta entre o “novo e o velho”. os lemas. 2006 a cultura é um dos pontos-chave na compreensão das ações humanas. p. visível e perceptível. profundo e oculto da cultura organizacional. mapeamento do sistema de comunicações seja formal ou informal. Ela é constituída ao longo do tempo e passa a impregnar todas as práticas. constituindo um complexo de representações mentais e um sistema coerente de significados que une todos os membros em torno dos mesmos objetivos e do mesmo modo de agir. A cultura organizacional mostra aspectos formais e facilmente perceptíveis. São os valores relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que definem as razões pelas quais elas fazem o que fazem. metáforas. cerimônias. Os símbolos. sentir e agir. interações informais e etc. onde se possa obter as melhores estratégias para descrever organizações públicas capazes de atingir seus objetivos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Segundo Moraes (2001. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. São as crenças inconscientes. São todas as coisas ou eventos que podem nos indicar visual ou auditivamente como é a cultura da organização. Estes produtos incluem: mitos. A cultura organizacional é importante na definição dos valores que orientam a organização e seus membros. mais do que um conjunto de regras. o mais superficial. os líderes também têm maior possibilidade de reforçar ou criar as principais características de uma cultura organizacional. o qual a faz por ações como: a prática de recrutamento é feita baseado nos valores organizacionais. necessitam criativamente integrar aspectos políticos e técnicos. sagas. essa busca de forças torna-se necessária para se conduzir a uma reflexão. entretanto. Mais que isso. O início da cultura organizacional de uma empresa está ligado diretamente com seus fundadores. que consistem em serviços eficientes à sociedade. suas mudanças requerem tempo e ações especificas a fim de alterar os valores e crenças da organização. Contudo oculta alguns aspectos informais. organização. sistemas de linguagem. as transformações e inovações das organizações no mundo contemporâneo ante uma dinâmica e uma burocracia arraigadas. símbolos. cultura organizacional é um conjunto de produtos concretos através dos quais o sistema é estabilizado e perpetuado. sentimentos. direção e controle para que se possa melhor conhecer a organização. sendo essa junção inerente e fundamental para as ações nesse campo. Em muitas culturas organizacionais os valores são criados originalmente pelos fundadores da organização. ela condiciona a administração das pessoas. Os líderes assumem um papel importante ao criar e sustentar a cultura organizacional através das suas ações. como planejamento.

até um passado recente. Kotter e Heskett apud Chiavenato (1999) afirmam que a cultura apresenta um forte e crescente impacto no desempenho das organizações. Para Ponte e Cunha. e são voltadas para o conservantismo. • As organizações bem sucedidas estão adotando culturas não somente flexíveis. A parte formal e perceptível da cultura é mais fácil de mudar. os rituais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os principais elementos da cultura organizacional são: • O cotidiano do comportamento observável. Os sentimentos das pessoas e a maneira como elas interagem entre si. • Os valores dominantes. no entanto. da qualificação e da valorização dos funcionários. que são compartidas por todos os membros da organização e que os novos membros devem aprender a aceitar para serem aceita no serviço da organização. Culturas organizacionais adaptativas: caracterizam-se pela maleabilidade e flexibilidade e são voltadas para a inovação e a mudança Culturas organizacionais não adaptativas: caracterizam-se pela rigidez. depende. Ou regras que envolvem os grupos e seus comportamentos. Assim. Modificações de liderança. nas refeições. A Administração Pública passou a adotar novos métodos de atuação voltados para a cultura do diálogo. Como as coisas funcionam. Defendidos por uma organização. deve abranger além da capacitação técnica. como nos momentos de lazer. a linguagem e gestos utilizados. Que guia e orienta as políticas da organização quanto aos funcionários. a democratização política com a Constituição Cidadã de 1988 e a disseminação de novas ferramentas de gestão. distanciando-se dos modelos burocráticos puramente gerenciais e neoliberais. de junho de 1998 foi considerada relevante. com os clientes ou elementos externos. sobretudo sensitivas. A cultura organizacional pode ser um fator de sucesso ou de fracasso das organizações. gradativamente. Para atender as necessidades da sociedade os recursos administrados pelo poder público passou a ser administrado por novos modelos. aliadas à pressão cada vez maior por parte da sociedade organizada por seus direitos têm provocado uma intensa preocupação com um atendimento de qualidade. A mudança cultura emerge a partir do primeiro nível e. estão os valores compartilhados e pressuposições desenvolvidas ao longo da história da organização. como a ética. Mudanças foram propostas como um novo modelo de gestão na Administração Pública chamado Reforma Administrativa. Didatismo e Conhecimento 10 . O treinamento para a atuação eficiente voltada para o cidadão. o que um novo funcionário deve aprender para sair-se bem e ser aceito como membro de um grupo. • A filosofia administrativa. Certas culturas permitem a adaptação a mudanças e a melhoria do desempenho da organização. espalhando-se por várias partes do mundo. a cultura passa a ser a maneira costumeira ou tradicional de pensar e fazer as coisas. para acomodar as diferenças sociais e culturais de seus funcionários. rotinas e procedimentos comuns. como também pode ser rígida e travar seu desenvolvimento. Esse nível é mais difícil de mudar. em grande parte. 2008 a maioria dos serviços públicos prestados à população. clientes e acionistas. As culturas organizacionais podem ser adaptativas ou não adaptativas. procurando ser mais transparente. • As normas. A administração assume hoje a função de harmonizar o comportamento dos atores sociais. Algumas situações propícias a mudanças culturais: Uma crise dramática. enquanto outras não. Contudo. no nível oculto. de favorecer o trabalho da sociedade sobre ela mesma. • As regras do jogo. Ela poder ser flexível e impulsionar a organização. A emenda Constitucional n°19. o respeito pelas pessoas. Como as pessoas interagem. Organização pequena e jovem e Cultura fraca. As disfunções de atendimento ao cliente por parte do servidor público. mas. A cultura organizacional se caracteriza pela aceitação implícita de seus membros. afeta o segundo nível. • O clima organizacional. eram consideradas como parte constitutiva da cultura organizacional pública. principalmente quando eles atuam em termos globais e competitivos. nos dias informais. É também reforçada pelo próprio processo de seleção que elimina as pessoas com características discrepantes aos padrões estabelecidos ajudando a preservar a cultura. à qualidade de seus produtos ou preços baixos. onde estão os aspectos informais. a incorporação de comportamentos e atitudes compatíveis com a função de acolher e orientar o público.

Segundo Maximiano. não sendo necessário que exista nenhum tipo de intervenção. competitividade. e aqueles que interferem em qualquer fase do sistema (input. tendência para algo) e minister (pessoas). elas estão. Estrutura organizacional. A palavra administração vem do latim ad (direção. informação cada processo tem uma dinâmica e particularidades próprias. Todo este processo acontece de forma natural. objetivos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A cultura organizacional é criada e mantida por um processo forte e persistente. dinheiro. Embora a grande maioria das organizações utilizem recursos humanos. medicamentos. sendo muito similares em todos os sistemas. output). • Administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão de obra até o desligamento). regras. podemos entender que os valores individuais de cada indivíduo afetam diretamente a cultura vigente. por exemplo. Estas pessoas estão dizendo que não existe problema em agir daquela determinada maneira. O processo toma um determinado insumo e transforma para criar um resultado. com começo. DIREÇÃO. São diferentes os produtos. • Gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). empregabilidade. O novo grupo traz consigo novos valores que afetarão a cultura vigente. informacionais. CONTROLE E AVALIAÇÃO. reger ou governar negócios públicos ou particulares. serviços. podem ser observados dois tipos de gestores: aqueles que observam os preceitos científicos da matéria ou interferem ao fim do sistema (output). Maximiano (1997) analisa o significado da administração tratando-a como o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos. Sendo utilizada em especial em áreas com corpos dirigentes que necessitem gerir algo ou alguém. cultura em que cada um produz. seja nos seus aspectos mais banais. políticas.” “Adotar a perspectiva do processo é adotar o ponto de vista do cliente”. Quando as pessoas se ajustam a um determinado tipo de cultura. Uma mudança tecnológica pode fazer com que certo grupo de pessoas não se adapte ao novo modo de trabalho. • Administração de suprimentos. e designa o desempenho de tarefas de direção dos assuntos de um grupo. Abaixo seguem alguns dos processos mais comuns nas empresas: • Desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). O campo de estudos da administração nos ajuda a compreender processos decisórios. além de liderança. PROCESSO ORGANIZACIONAL: PLANEJAMENTO. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. fim e inputs e outputs identificados. para caracterizarem-se como pertencentes à cultura. materiais. regulamentos. Desta forma. empreendedorismo e qualificação profissional. • Serviço de vendas pelo correio. Gestão passou a significar de forma mais comum a interferência direta dos gestores nos sistemas e procedimentos empresariais. O processo passa então a definir o sistema. como por exemplo. e não apenas as partes. O autor apresenta-nos alguns dos princípios de decisões ou processos administrativos: Didatismo e Conhecimento 11 . etc. comportamentais e motivacionais. de justiça. missões. tecnologias. 2000 um processo organizacional pode ser definido como “uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. a natureza das relações entre as partes. A capacidade de um indivíduo afetar a cultura da empresa está diretamente ligada ao poder que ele possui dentro da organização. burocráticos. obrigando-as a sair da organização. levando consigo seus valores e crenças. descrições de cargos e procedimentos operacionais padronizados são fatores que afetam a cultura de uma empresa. na verdade. COMUNICAÇÃO. no mundo empresarial (administração de empresas) e em entidades ou instituições dependentes dos governos (Administração pública). devem ser compartilhados pelos membros da organização. Isto significa que tais processos são efetivados pelo poder de liderança enfocado por cada um. uma estrutura para a ação. garantindo que esta cultura permaneça da maneira tal qual ela é. Em Contabilidade. Administração é o ato ou processo de gerir. seja nos seus aspectos mais contundentes. O desafio de compreender as organizações enquanto cultura é compreender como esse sistema é criado e mantido. Conjunto de atividades ligadas entre si. • Gerenciamento de informações. à oferta) de sacramentos. processamento. Os valores e as crenças. normas. Outro sentido da palavra refere-se à administração (ou seja.

bem como as políticas orientadoras para o processo decisório organizacional. Didatismo e Conhecimento 12 . estratégias e políticas estabelecidos no planejamento estratégico. O Planejamento tático está contido no planejamento estratégico e não representa um conceito absoluto. mas também. O planejamento estratégico deve definir os rumos do negócio e. partilhar. a fim de assegurar o desenvolvimento ótimo de longo prazo da empresa de acordo com um cenário aprovado. trocar opiniões. O Planejamento é dividido dento das organizações em três níveis: planejamento estratégico. mas relativo: o planejamento tático de um departamento da empresa em relação ao planejamento estratégico da organização é estratégico em relação a cada uma das seções que compõem aquele departamento. aprendizagem gerando resultados que proporcionam aperfeiçoamento e mudanças. elaboração do plano estratégico. É fundamental que o planejamento organizacional seja algo simples. ações futuras e recursos necessários para realizar objetivos. o ensino. Busca a visão da racionalidade na tomada de decisões. aos elementos estruturais internos da empresa. técnica que proporciona mudanças e também inovações. Representa uma tentativa da organização de integrar o processo decisório e alinhá-lo à estratégia adotada. Planejamento O planejamento organizacional busca encontrar métodos de estabelecer a ordem dentro de uma companhia. Ou seja. em geral cinco a dez anos. áreas menos amplas e níveis mais baixos da hierarquia organizacional. em que todos dentro da empresa entendam e possam seguir. com uma maior competitividade de mercado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Planejamento: abrange decisões sobre objetivos. formulação das alternativas estratégicas e escolha da estratégia empresarial. Controle: compreende as decisões sobre a compatibilidade entre objetivos esperados e resultados alcançados (p. O Planejamento Tático tem por objetivo otimizar determinada área e não a organização como um todo. considerado um plano maior ao qual todos os demais estão subordinados. sempre estará voltado para o futuro. Organização: compreende as decisões sobre a divisão da autoridade. ou seja. Direção ou coordenação: significa ativar o comportamento das pessoas por meio de ordens. e principalmente. A alta administração é quem define o plano estratégico. Estratégico É a determinação dos objetivos empresariais. O Planejamento Estratégico refere-se ao planejamento sistêmico das metas de longo prazo e dos meios disponíveis para alcançá-las. ou seja. isto é. recursos humanos. O planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores. Com um bom planejamento organizacional teremos uma empresa mais eficiente. tático e operacional. O planejamento estratégico é um processo permanente e contínuo. Comunicação: tornar comum. trabalha com decomposições dos objetivos. Os dirigentes possuem uma visão sistêmica ou global da empresa e têm melhores condições para ficarem atentos ao que ocorre no ambiente externo. Podemos considerar uma técnica de alocação de recursos. ele é um nível intermediário entre a estratégia global da empresa e o nível operacional. a fim de atingir os objetivos organizacionais anteriormente propostos (CHIAVENATO. portanto. É o planejamento mais amplo e abrange toda a organização. é realizado no nível gerencial ou departamental segundo uma estratégia predeterminada. ajudando-as a tomar decisões por conta própria. conferenciar. tarefas e responsabilidades entre pessoas e sobre a divisão dos recursos para realizar as tarefas. O principal objetivo de se realizar um planejamento é a busca da eficiência. 1994). Tático É a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução dos objetivos previamente fixados. O planejamento estratégico inicia-se no topo da hierarquia. prazos mais curtos. análise organizacional interna (forças e fraquezas). 17) Avaliação: faz a mediação entre os processos. análise ambiental externa (oportunidades e ameaças). associar. responder à pergunta: qual é o nosso negócio e como deveria sê-lo? Seu propósito geral é influenciar o ambiente interno e externo. implementação por meio dos planos táticos e planos operacionais. evitar o desperdício de tempo. selecionando uma entre várias alternativas. para orientar o nível operacional em suas atividades e tarefas. O Planejamento Tático é um conjunto de tomada deliberada e sistemática de decisões envolvendo empreendimentos mais limitados. entre outras coisas. É projetado para longo prazo e seus efeitos e consequências são estendidos para vários  anos. o ambiente externo no qual a empresa está inserida.

A palavra administrador é mais adequada neste nível. cumprindo os processos e eficaz atingindo os objetivos. Pode ser considerada uma forma de alocação de recursos. Aproxima o estratégico do operacional. mensal ou trimestral. “Tarefa é um trabalho que se há de concluir em determinado tempo. Os procedimentos básicos a serem adotados. equipe. é de médio prazo. processos e sistemas aplicados. de como será realizado o caminho para a consecução dos objetivos estratégicos já estabelecidos no nível acima. • Detalhamento das etapas do projeto. com a precisão praticável. Por exemplo. precisam ser guiadas e motivadas para alcançarem os resultados que delas se espera. 2012) este nível tem como objetivo principal o desdobramento da estratégia. É executado pelos níveis intermediários da organização. Direção é o processo administrativo que conduz e coordena o pessoal na execução das tarefas antecipadamente planejadas. É ele quem especifica. Produz planos mais bem direcionados às atividades organizacionais. utilizando de forma eficiente. De acordo com cada função que o colaborador exerce. No planejamento operacional cada atividade desempenhada deve conter os recursos necessários para o seu desenvolvimento e implantação. que recursos devem estar disponíveis para cada produto e serviço. As pessoas precisam ser admitidas. etc. Aproxima os aspectos incertos da realidade. cumpram de forma eficiente e eficaz cada uma das atividades que lhes for atribuída. projeto. Preocupa-se com os métodos operacionais e alocação de recursos. função. o desempenho de qualquer trabalho. ou seja. então. • Pessoas: responsabilidade. bienal. envolvendo cada tarefa ou atividade isoladamente preocupando-se com o alcance de metas específicas. • Prazos e cronograma. como por exemplo. etc. prazos estabelecidos e também quem será o responsável ou responsáveis pela execução e implantação. Os diversos planejamentos operacionais devem estar coerentes entre si e com o planejamento estratégico da empresa. Tem alcance mais limitado do que o planejamento estratégico. preencher tais relatórios. que acaba afetando o desempenho das equipes de trabalho. Os resultados finais esperados. aplicadas em seus cargos. com detalhamento semanal. desdobrando-os em metas específicas para suas áreas e liderados. Para (Teixeira. serviço é o exercício de funções obrigatórias. doutrinadas e treinadas: elas precisam conhecer aquilo que se espera delas e como elas devem desempenhar seus cargos. um vendedor precisa prospectar um numero “x” de clientes por dia. O planejamento operacional realiza as tarefas práticas. ou. ou seja. Busca criar condições adequadas para a realização dos trabalhos diários na empresa. ou seja. 2012 afirma que para cumprir a estratégia traçada (desdobrando-a) e alcançar os objetivos almejados. O planejamento operacional é projeto para o curto prazo. o próximo passo é a função de direção. ele será o administrador e responsável por uma área. • Métodos. ou com horizontes de doze meses. Ao analisar os níveis de planejamento deve-se considerar alguns desafios que podem decorrer durante sua aplicação. Direção Após o planejamento e a organização da ação empresarial. à qual esse planejamento está intimamente vinculado. acompanhar os processos de vendas. Ocorre uma formalização do trabalho por meio de metodologias estabelecidas e formalmente designadas em documentos. competição pelo poder. é necessário que pessoas “coloquem a mão na massa”. • Equipamentos necessários. é o plano de ação e execução.” Didatismo e Conhecimento 13 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Características Principais: • • • • • • • Processo permanente e contínuo. e os cronogramas relativos a essa atividade que o devem acompanhar. incompreensão da importância e influência da cultura e do clima organizacional. Assim. Operacional Teixeira. é preciso introduzir esse conceito com mais detalhes. Ele pode ser um planejamento anual. fazer “y” visitas.etc. atividades/tarefas. Nos planejamentos operacionais. dá-se muita ênfase à eficiência.

Por exemplo: telefones. escrita) verifica-se que a há defeitos que precisam ser sanados na proposta de Shannon.caráter mecanicista do modelo.modelo linear de comunicação. ou seja. interfones. burocrática e tradicionalista. associar. responsabilidades e tarefas. . proposto por C. melhorar a transmissão das mensagens-sinais.F. em troca de mensagem. ordens de serviço. . Se levar em conta a comunicação humana (verbal. manutenção etc. partilhar. sejam matérias primas. em interação. implica participação. Comunicação A palavra Comunicação deriva do latim communicare. por sua vez. As linhas de comunicações entre indivíduos para a transmissão de informações relacionadas com as tarefas administrativas são chamadas canais. A comunicação é muito relevante na vida da sociedade. onde esta. energia elétrica.as mensagens que elas compartilham. a mesma é direcionada ao receptor. Didatismo e Conhecimento 14 . . Assim. . Esse esquema se fundamenta em um emissor e um receptor (onde ambos têm como função separar a codificação e decodificação da emissão e da recepção). intranet. a ponto de considerar que todos já se acostumaram a viver se comunicando. um modelo linguístico conhecido como “esquema de comunicação”. em um canal (um meio que serve para transmitir a mensagem de um ponto a outro). personalizada pela evolução da informática nas tecnologias de comunicação está influenciando os modelos de gestão. cartas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Participantes de uma organização: a) Empregados: São as pessoas que contribuem com seu tempo e esforço para a organização. etc.simplificação excessiva da comunicação verbal. d) Distribuidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização e os distribuem para o mercado de clientes ou consumidores em troca da remuneração de suas atividades e continuidade de suas operações. em uma mensagem (uma sequência de sinais no momento da comunicação). ajudando-as a tomar decisões por conta própria. Podemos nomear alguns elementos básicos da comunicação. fornecendo habilidades e conhecimentos em troca de salários e de outros incentivos que a organização proporciona.a situação onde ocorre e como proporciona um efeito transformador. conferenciar.). e em fontes de ruídos (diminuem a eficácia da comunicação). como se vê. c) Fornecedores: são as pessoas ou instituições que contribuem com recursos para a produção. trocar opiniões. e) Consumidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização para utilizá-los e consumi-los na expectativa de satisfação de suas necessidades. foi considerado mais aceito entre os linguísticos. comunicados. O ato de comunicar existente entre as pessoas são formas de estas compartilharem experiências. onde através de sinais e com influência da fonte de ruído. A necessidade de se promover mudanças no modelo de gestão é inevitável. serviços (como consultorias. Os meios de comunicação utilizados para a transmissão de informações ou mensagens são os mais diversos. Tem o sentido de participação. os velhos paradigmas não se adaptam ao mundo globalizado. Shannon. ideias e sentimentos. onde o uso de sistemas de informação atua como agente facilitador de mudança juntamente com o com comportamento das pessoas.os signos e os meios que utilizam para representar e transmitir. A mensagem que será passada pelo transmissor provém de uma fonte de informação.os interlocutores que dela participam. como: . cujo significado é tornar comum. onde não há lugar para uma gestão centralizadora. A finalidade desse modelo é melhorar a comunicação entre as pessoas. Ao conjunto de canais existentes (ou possíveis) num grupo de pessoas ou departamento dá-se o nome de rede(ou sistema) de comunicação. tecnologia. correio eletrônico. memorandos. b) Investidores: são as pessoas ou instituições que contribuem com os investimentos financeiros que proporcionam a estrutura de capital e os meios para o financiamento das operações da empresa e esperam um retorno para o seu investimento. oral. lenta. avisos. propaganda. A Revolução da Informação caracterizada pelo surgimento da Era da Informação. participa da ação como destinatário final. pois ela é caracteriza como: . componentes etc. em troca da remuneração de seus produtos/serviços e condições de continuidade de suas operações. Nos estudos da linguagem. O processo de direção busca ativar o comportamento das pessoas por meio de ordens. em emissão ou recebimento de informação nova. . Ao se relacionarem. assessoria. alteram a realidade onde estão inseridas.

Pode ser a velocidade das máquinas. Outros dois grandes linguísticos. produção. Esse novo modelo surgiu para criar esse estilo circular na comunicação. “O controle inspira-se no princípio do feedback. também lançaram propostas que procuraram complementar a comunicação verbal. As funções ressaltadas por Jakobson são: Emotiva (centrada no remetente). Para se comunicar. por departamento. ou um código de barras. e para que esta mensagem seja transmitida de forma eficaz. pode-se afirmar que o controle constitui poder-dever dos órgãos a que a Lei atribui essa função precisamente pela sua finalidade corretiva. Nenhum tipo de comunicação é neutro ou ingênuo e as relações entre sujeitos são marcadamente ideológicas e que os discursos que circulam entre eles são marcados por coerções sociais. Para não ser considerado um caráter mecanicista. do destinatário. ou seja. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados. O termo controle. requer a presença de um contexto. nos modelos de comunicação. Didatismo e Conhecimento 15 . dois fazeres: o “fazer emissivo” e o “fazer persuasivo”. Em contrapartida. onde este envia uma mensagem a um destinatário. espécies. como a comunicação pessoal. A informação produzida por estes meios permite ao próprio sistema ajustar seu funcionamento aos objetivos ou permite que um operador humano intervenha. Controle Administrativo é praticado pelas áreas funcionais da empresa. o modelo da teoria da informação e a teoria da comunicação. marketing. os chamados “Deveres Administrativos”. que as pessoas devem acompanhar. surgiu uma nova teoria chamada de Nova Comunicação. os sujeitos devem ser considerados competentes (envolvendo destinador e o destinatário – termos menos restritivos que emissor – receptor) e apresentarem qualidades (modais (comunicar-se) – semânticas (determinam a comunicação)) permitindo assim que haja comunicação. que produz a informação necessária para que o sistema seja capaz de regular seu próprio funcionamento. é necessário conhecer o “fazer comunicativo”. o destinatário realiza o “fazer receptivo” e o “fazer interpretativo”. ou seja. no campo da administração. finanças. O destinador exerce. foi utilizado primeiramente por Henri Fayol. as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. Referencial (centrada no contexto). e um adquirir-saber. ao elencar uma série de recomendações. ou que pode haver uma circularidade no diálogo. recursos humanos. Considerando-se que o controle é elemento essencial sendo sua finalidade assegurar que a Administração atue de acordo com os princípios que lhe são impostos. Uma contribuição relevante mais conhecida da proposta de Jakobson na variação linguística está relacionada com a questão da variedade de funções da linguagem (variar as diversas funções e não prender em apenas funções informativas). com o decorrer dos tempos. porém que se situem em diferentes hierarquias. A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. portanto. A informação pode ser a inspeção visual de um supervisor. tratam da transmissão da mensagem entre um transmissor/receptor. como Bertil Malmberg e Roman Jakobson. característico da comunicação humana. Metalinguística (centrada no código). Conativa (centrada no destinatário). na comunicação há sempre um remetente. (Maximiano. do destinador. entre outros. etc. São controles que produzem informações especializadas e possibilitam a tomada de decisões em cada área da organização. que transmitem as informações da seguinte forma: A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. Aplica-se a toda organização. Para Jacobson. Os modelos da teoria da informação já apresentados são lineares. tem sido amplamente empregado e. de um grupo para outro. 2000). sem levar em conta que pode haver reciprocidade entre ambos. bem como suas sugestões. Para analisar as qualidades modais. Para que haja comunicação entre um remetente e o destinatário é preciso um código (estoque estruturado de elementos discretos que se apresentam como um conjunto de alternativas de seleção para a produção de mensagem). sendo que todos os aspectos do desempenho de uma empresa devem ser monitorados e avaliados. experimentaram evolução quanto a seus princípios. A partir daí.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. fases e processos. A partir de 1950. Fática (centrada no contato). numa etiqueta. Controle O controle pode ser definido como qualquer processo de direciona as atividades das pessoas alcance das metas organizacionais. frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. Poética (centrada na mensagem). que é entendido como fazer-saber. a escrita ou por meio de equipamentos. considerando objetivos e critérios diferentes em cada um dos níveis hierárquicos de controle. Pode ser a inspeção visual de um supervisor.

utilizar as estratégias e instrumentos mais adequados. assessoria e não simples decisão final a respeito do desempenho. etc. É fundamental que sejam conhecidos os clientes desses processos. e como saída teremos um produto acabado. tendo as funções de orientação.2000. entradas e saídas. pessoas. 1994 abordam o conceito de processos como um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. especificar claramente o que será avaliado. • A avaliação não enfocará aspectos isolados da teoria desvinculada da prática. uma estrutura para ação. entre outros recursos. Dessa forma. por exemplo. adicionando valor resultando em um output para um cliente específico. considera ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. GESTÃO DE PROCESSOS As organizações são constituídas por uma complexa combinação de recursos formados pelo capital humano. de modo a permitir a troca de informações. com um começo. (CCUE Unicamp) Gestão por processos é o enfoque administrativo aplicado por uma organização que busca a otimização e melhoria de cadeia de seus processos. instalações. mas insere-se como estratégia fundamental para o desenvolvimento de competências. Os resultados das avaliações deverão ser sempre discutidos para que haja clareza sobre o pretendido e o alcançado. um fim. e cujos desempenhos podem afetar positiva ou negativamente a organização em seu conjunto. o processo de avaliação deverá. A avaliação com base em competências implica a necessidade de utilização de estratégias variadas de ensino. No processo de produção. aprendizagem que. sistemas informatizados. O enfoque administrativo aplicado por uma organização que busca otimização e melhoria da cadeia de seus processos. que devem perseguir os mesmos objetivos. dialogam entre si. equipamentos. apoio. embora distintos. a cooperação. sem estabelecer relações entre elas. No decorrer do processo formativo. • Fomentará a resolução de problemas em que seja necessário mobilizar conhecimentos. Davenport. 1998. capital intelectual. Didatismo e Conhecimento 16 . de ordem teórica e prática. se comunicam. os recursos de entrada se interagem. os seguintes critérios serão observados: • A avaliação não tem um fim em si mesma. Para Gonçalves. claramente identificadas. máquina. é qualquer atividade ou conjunto de atividades realizadas a partir de um input. a liderança. Hammer e Champy. além de variadas estratégias de avaliação que deem condições de serem avaliados de diferentes formas e em várias oportunidades. necessariamente. deverá enfatizar a proposição de situações. Dessa forma. hipotéticas ou não. clareando as exigências de crescimento dentro das atividades organizacionais. habilidades e atitudes. o ensino. Dessa forma o processo de avaliação será uma ferramenta de grande utilidade para se construir melhorias. A avaliação da aprendizagem é considerada meio de coleta de informações para a melhoria do ensino e da aprendizagem. em consonância com as competências que se deseja desenvolver. ou seja. assegurando o melhor desempenho possível do sistema integrado a partir da mínima utilização de recursos e do máximo índice de acerto.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Avaliação A avaliação faz a mediação entre os processos. estimulá-lo a progredir e a buscar sempre a melhoria de seu desempenho. que são transformados. enfim. Processo é a forma pela qual se produz um produto ou presta-se um serviço. Para se definir estratégias de avaliação primeiramente deve-se considerar suas diferentes funções. o diálogo. possibilitar a auto-avaliação por parte do receptor. seus requisitos e o que cada atividade adiciona de valor na busca do atendimento a esses requisitos.) interdependentes e inter-relacionados. desenvolvida para atender necessidades e expectativas das partes interessadas. temos entradas de materiais. equipamentos. informações. Conceitos da abordagem por processos. que envolvem elementos relevantes na caracterização de desempenho em uma área profissional.

Outputs: é o Resultado do processo operacional sob o inputs. uma transformação do consumidor) mais nenhum desses é mais importante que a contabilidade está correta. torna-se possível otimizá-los de forma que a organização possa vir a funcionar melhor. são empresas que precisam do cliente para que haja produção. Hoje as empresas procuram atender da melhor maneira o seu cliente com isso muitas vezes se perde o verdadeiro foco funcional da empresa o que é bom para cliente mais torna muito mais complicada a administração da empresa. Um bom exemplo de como os três inputs podem está dentro de um mesmo processo é o Banco. se o custo da diferenciação for compensador. Compreendendo como os processos de fato são executados. telecomunicação. negociando e buscando alternativas. algumas empresas processão informações (serviço) são empresas de contabilidade. ficamos em condições de estabelecer onde será concentrado o esforço da gestão. A partir de um bom modelo de gestão estratégico. escolas e etc. Os inputs. Relação entre os três inputs. não ter acesso a uma orientação financeira por um profissional qualificado ou acontecer um erro na sua transição financeira ? Segundo Dreyfus (1995). continuamente. processo é um conjunto de atividades organizadas possíveis de serem medidas e que resultam em uma saída. hospitais. insumos ou entradas: são materiais. A transição de uma organização tradicional orientada por funções para uma organização orientada por processo é um trabalho árduo. Claro que. funcionários. O sucesso do negócio depende da criação de valor de seus processos. as empresas tradicionais tendem a fragmentar o trabalho em atividades especializadas. Para que a gestão por processo de negócio tenha sucesso é necessário que os processo estejam alinhados à estratégia da organização. O que realmente importa. Bens e Serviços. a diminuição de custos e a melhoria da eficiência e da qualidade. de forma lícita. são empresas como cabeleireiro. Os bens são tem origem quando há como input materiais principalmente o que não quer dizer que para operações de serviços não possam ser utilizados também. A modelagem dos processos de negócio permite à organização entender suas atividades. e o cliente não tinha um papel central. encerradas dentro de unidades organizacionais delimitadas estáticas. é a forma como o trabalho é feito. informações ou serviços utilizados para dar início as atividades de agregação de valor. O funcionário compreende seu trabalho como uma tarefa isolada. ou você pode receber dicas para investir no mercado (ou seja. e a satisfação do cliente modela o objetivo da organização. pode-se obter a redução de tempos de ciclo. E não com práticas insustentáveis de exploração de pessoas e dos recursos naturais. bancos. lá você pode imprimir sua movimentação financeira mais isso não signifique que o banco seja uma gráfica. Com isso. Para que a gestão por processo de negócio ocorra é necessário desenhar o fluxo dos recursos (materiais. São divididos em três segmentos cada um representa um grupo de empresas mas em pelo menos uma etapa do processo a empresa realiza os três segmentos. As organizações trabalham com dois tipos principais de estratégia: redução de custos e diferenciação. afinal o que lhe aborreceria mais no banco: receber impresso um demostrativo com uma péssima qualidade de impressão. tinta e etc. Nesse tipo de organização as atenções estão voltadas para dentro de cada célula organizacional e não para a sua cadeia de atividades que cria os bens e serviços para os seus clientes. é possível identificar quais são os processos críticos e os processos de apoio que são realizados na organização. Desta forma. uma vez que as pessoas não conseguem visualizar as atividades importantes para satisfazer o cliente. Já nas organizações por processos o trabalho é realizado em equipe e o funcionário é dotado de múltiplos conhecimentos. métodos ou processos). são eles: Material. Consumidores. mas que pode ser executado. matéria-prima ou processo inovador é o que garante a vantagem competitiva da empresa. todo o seu processo de trabalho. Com os processos conhecidos a organização passa a realizar o que é necessário e exigido para satisfazer as necessidades dos clientes internos e externos. cada uma comandada por um chefe que controla as tarefas de seus subordinados. O que dificulta a gestão por processos. A Fundação Nacional de Qualidade define como um conjunto de recursos e atividades interrelacionadas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). Diminuir os custos com mão de obra. Muitas vezes identificar o foco principal do negócio não era tarefa fácil para muitos funcionários. todas as empresas de manufatura processão materiais pois se utilizam de materiais para a produção o exemplo pode ser uma gráfica onde o principal input é o papel. pode parecer estranho mais algumas empresas transformam os próprios consumidores. Dois outputs podem ser criados com o processamento de inputs. mas no geral os serviços são mais comuns quando se processa informações e consumidores. Trata-se dos bens ou serviços criados através do processo produtivo a fim de garantir a satisfação do cliente final. As organizações por funções têm como fortes características o trabalho individual e especializado. Didatismo e Conhecimento 17 . avaliar sua forma de executar tarefas e melhorar. auditorias e etc. à estrutura organizacional e aos métodos adotados. sejam eles externos ou internos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Simplificadamente. A estratégia de diferenciação ou diversificação do portfólio de produtos atraem os clientes e pode atrair bons retornos financeiros. que começa com o reconhecimento do desejo do cliente e termina na satisfação desse desejo. Informações.

Algumas empresas utilizam como forma de proteção patente em seus processos. 1. Para (AJARD. saídas e tarefas estão relacionadas e inclui os principais passos dos processos. O aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida. tomar decisões.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Técnicas de mapeamento. Maior frequência de entrada e saída de profissionais (turn over) tem dificultado a gestão de conhecimento e a documentação das regras de negócio. como por exemplo: Amazon. Qual o dimensionamento de equipe ideal para a execução e o controle dos processos? 2.com. O atual dinamismo das organizações. As regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados devido ao ambiente de constante mudança. o desempenho total de todos os processos poderia ser aumentado em termos. menor desperdício. Para Smith e Fingar (2003) novos processos de negócios significam agilidade e vantagem competitiva. 2008). documentar.g. e registrá-los de forma que possam ser entendidos por outras pessoas interessadas em seu conhecimento.g. • Implementar ações para determinar causa de desvios. • Como o processo será estabelecido e mantido. Para Muehlen (2005). Mediante os desafios apresentados. Mostra como as entradas. rapidez de adequação às mudanças ambientais) e fatores quantitativos (e. Estrutura e Objetivos. Planejamento do Processo: • Qual o propósito do processo. Os primeiros pontos a serem levantados em uma análise inicial são: 1. Se o alinhamento entre estes componentes for conseguido. • Pessoa e equipamentos necessários. • Quais os objetivos. Qual é o nível de integração e interdependência entre processos? O gerente exerce diversas atividades durante o gerenciamento do processo. na distribuição os administradores e tomadores de decisão precisam repensar em seus negócios. mais recentemente. gerir equipe. Qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas? 3. • Fazer comparações com os objetivos originais. É comum a falta de alinhamento entre os processos depois de se implementar sistemas integrados de gestão. 2008 com os avanços tecnológicos e diversas mudanças do ambiente organizacional. muitas organizações têm buscado novas formas de gerenciar seus processos. Segundo Harmon. menores ciclos. Em tal situação erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara. Segundo COSTA e POLITANO. análise e melhoria de processos. • Qual a sua definição. menores tempos ociosos e eliminação de retrabalho). qualitativos (e. planejar tarefas. Dell computadores. É preciso estabelecer objetivos. 1998) o mapeamento de processos fornece uma visão geral para identificar. é criar um alinhamento entre os elementos individuais dos processos: Entradas (informação e recursos). ou BPM) seja discutido e estudado com crescente interesse pelas empresas. 2004 essas atividades ou responsabilidades podem ser organizadas em dois blocos: 1. Quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados? 4. Por sua grande importância nas empresas os processos agora são considerados ativos intelectuais estratégicos. gerando como resultado maior dificuldade como na integração e treinamento de novos colaboradores. • Quais os resultados esperados. 2. Planejamento do Processo e 2. materiais e trabalho ao longo dos processos. (COSTA e POLITANO. na comunicação. • Determinar correções (se houver desvios). fornecer recursos. gestão por processos (Business Process Management. • Realizar um orçamento levando em consideração o espaço e os recursos requeridos. monitorar os resultados. analisar e desenvolver melhorias. aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios. Processos devem representar redução de custos e melhoria na qualidade. O mapeamento de processos consiste basicamente na captura dos fluxos de informações. vem fazendo com que o tema processos e. Saídas. Didatismo e Conhecimento 18 . Gerenciamento do Processo: • Coletar dados dos resultados. • Examinar o processo detalhadamente descobrindo origens dos desvios. Gerenciamento do Processo.

por exemplo. BPM oferece uma abordagem para integrar uma organização “capacidade de mudança” que é humano e tecnológico. Como uma abordagem gerencial. análise. os modelos são projeções de alguma coisa. como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados para o futuro.” Argumenta-se que o BPM permite que as empresas a ser mais eficiente mais eficaz e mais capaz de mudar de uma abordagem de gerenciamento hierárquico funcional focada e tradicional. é preferível definir BPM como “gestão empresarial através de processos”.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Conjunto de atividades que deve ser seguido para a criação de um ou mais modelos com o objetivo de representação. comunicação. Ou seja. Costa e Polito (2008) propõe uma analogia dos mapas com os mapas de estradas ou de cidades. BPM. Didatismo e Conhecimento 19 . o que permite. os dois conceitos tratam-se de abstrações da realidade e às vezes são citados na literatura como modelos. 3. Na verdade. os dados e os objetos envolvidos na produção de um resultado específico. A ferramenta de modelagem é um sistema que permite a geração e classificação de ideias e/ou para analisar a qualidade de um projeto. BIAZZO (2002). em termos de algum formalismo (ou linguagem). Tradução do negócio em processos: É importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam. O mapeamento dos processos pode ser considerado como construção de modelos que mostram as relações entre as atividades. De forma complementar são identificados os atributos dos processos. O mapeamento estruturado com a definição de padrões de documentação permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível. BPM usa uma abordagem sistemática na tentativa de melhorar continuamente a eficácia do negócio e eficiência. uma representação gráfica com o objetivo de mostrar como os elementos de um conjunto estão situados ou relacionados em termos de escala e posicionamento. BPM vai um passo além. portanto. atuar e melhorar! Assim. Business Process Management (BPM) tem sido referida como uma abordagem de “gestão holística” para alinhar os processos de negócio de uma organização com os desejos e necessidades dos clientes. pode ser descrito como um “processo de otimização de processos. Ao adicionar BPM o segundo significado de “Business Performance Management” usado por August-Wilhelm Scheer. buscando a inovação. Portanto. BPM vê os processos como ativos estratégicos de uma organização que deve ser entendido. para o propósito do usuário. As ferramentas e técnicas de modelagem ajudam também a produzir documentações necessárias para padronizações e certificações como. além dos modelos de controle a serem utilizados. a ISO 9000. definidos pelos constructos de modelagem. uma vez que é frequentemente associada com uma visão hierárquica (por função) de uma empresa. é possível construir o Mapa Geral de Processos da Organização. o que significa medir. Por outro lado. tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho. as pessoas. ou Business Process Management é muitas vezes referida como “Gestão por Processos de Negócios”. Define também modelo como sendo uma representação de algo (mais ou menos formal). em seu artigo “Advanced Assessment BPM”. a modelagem serve ainda para o projeto de processos. 2. enquanto o mapeamento refere-se a processos já existentes e não documentados. Uma abstração da realidade (ou universo em estudo). Estes processos podem afetar a geração de uma organização assim como os custos e receitas. por exemplo. projeto ou síntese. em Gerenciando o desempenho através de processos de negócios. Gestão por processos é um método de gestão baseado em dois níveis lógicos: governança de processos e gestão de processos. gerenciado e melhorado para oferecer produtos e serviços de valor agregado aos clientes. por exemplo. BPM pode. Por isso. ou controle. flexibilidade e integração com a tecnologia. Definição de indicadores de desempenho: O objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos. muitos artigos de BPM e especialistas muitas vezes discutir BPM a partir de um dos dois pontos de vista: as pessoas e / ou tecnologia. Sua implantação deve considerar no mínimo cinco 5 diferentes passos fundamentais: 1. a planta de uma casa que pretendemos construir. De qualquer forma. O termo “negócio” pode ser confuso. Como tal. ser definida como “gestão de desempenho da empresa através de processos”. Com isso. Mapeamento e detalhando os processos: A partir da definição do Mapa Geral de Processos inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo. Dominique Thiault. Esta fundação se assemelha a outro de Gestão de Qualidade Total ou metodologias de processo de melhoria contínua ou abordagens. tomada de decisão. ou ainda dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo. Uma das distinções que existem entre mapeamento e modelagem é que. afirmando que esta abordagem pode ser suportada ou habilitada por meio da tecnologia para garantir a viabilidade da abordagem gerencial em momentos de estresse e mudança. Isso é possível a partir do entendimento da Visão Estratégica. define BPM como um método de gestão processos que ajuda a melhorar o desempenho da empresa em um ambiente cada vez mais complexo e em constante mudança.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 4. recursos para administração financeira. 5. contempla também as partes impactadas.elementos facilmente identificáveis pelos clientes. Quando se estabelece processos de negócios ágeis. Essa organização não governamental tem a função de promover a normatização de produtos e serviços. ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio. logo atrás da Itália (8.826). a maior capacitação dos colaboradores. contemplando para cada ação sua natureza. Os processos organizacionais necessitam ser verificados através de auditorias externas independentes. responsáveis e prazos. é um recurso visual utilizado pelos engenheiros de produção ao analisar sistemas de produção. simplificar. a fim de se tornar possível uma melhor compreensão de processos e sua posterior melhoria. O acrônimo “ISO” originou-se da palavra grega “isos” que significa igualdade. o programa deve ser conduzido de forma a identificar fatores facilitadores ou que possam dificultar a Implantação Assistida. O gráfico representa os diversos eventos que ocorrem durante a execução de uma tarefa específica. Processos e certificação ISO 9000:2000. as autoridades regulamentadoras e os consumidores. Esta família de normas estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos. O INMETRO é o responsável pela gestão dos Programas de Avaliação da Conformidade. A ISO desenvolve normas voluntárias internacionais de alta qualidade que facilitam o intercâmbio internacional de bens e serviços. serviços e pessoal. alinhados às políticas do Sistema Nacional de Metrologia. A norma pode aplicar-se a campos distintos. descreve em seu trabalho o fluxograma do processo. de forma a facilitar o entendimento. A International Organization for Standardization foi fundada em 1947. São utilizados alguns símbolos padronizados. médio e longo prazo. ou durante uma série de ações. em Genebra. a verificação da satisfação dos clientes. promovem a inovação e protegem a saúde. A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral. processos. por sua vez. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e nesse caminho trata-se de uma mudança cultural. Mesmo com grande volume de documentos. concorrência justa e proteção à saúde e segurança do cidadão e ao meio ambiente. ou gráfico do fluxo do processo. com aumento de 4. no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade . Didatismo e Conhecimento 20 . o monitoramento do ambiente de trabalho. Rússia (9. É por causa desse último passo que a implantação de BPM deve ser tratada de forma planejada e orientada em resultados de curto. a segurança e o meio ambiente. apoiam o crescimento econômico sustentável e equitativo. perda de esforço e de eficiência. que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar. as aplicações ainda não forneceram o total controle do ciclo de vida dos processos. Normalização e Qualidade Industrial (SINMETRO) e às práticas internacionais. O Brasil está no grupo dos países que mais crescem em número de certificações em 2010. num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade. na última busca-se a simples exclusão da atividade ou transferência da mesma para terceiros. Os processos de reengenharia surgem na última década impulsionados pelos trabalhos de Hammer (1990) e também com a implantação dos sistemas de gestão organizacional como ERP (Enterprise Resource Planning). para que a qualidade dos mesmos seja permanentemente melhorada.009 certificações.961) que lidera o grupo. Fluxograma Em sua obra clássica Motion and Time Study. Fonte: Pesquisa ISO9001 (2010). a cadeia de valores pode ser monitorada e continuamente melhorada.113) e China (39. buscando identificar oportunidades de melhorar a eficiência dos processos. aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. segundo Fitzsimmons e Fitzsimmons (2000). é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos. produtividade e credibilidade . A adoção das normas ISO é vantajosa para as organizações uma vez que lhes confere maior organização. colaboradores e fornecedores. O terceiro avanço de BPM proporcionou as companhias e seus colaboradores um constante aperfeiçoamento nos negócios. promovendo competitividade. aceitação e adequação ao Programa por todas as partes interessadas que. seja em produtos. O processo de elaboração dos Programas de Avaliação da Conformidade tem como premissa a implantação assistida. meios. Sendo a mudança um dos primeiros objetivos dos projetos. Gerando oportunidades de melhoria: A intenção é garantir um modelo de operação que não leve a retrabalho. não basta controlar os resultados dos processos. Barnes (1982). Enquanto que na primeira busca-se o ganho de escala. Para tal é necessário identificar as oportunidades de melhoria. automatizar ou eliminar. na Suíça e está presente em quase todo o globo. serviços e materiais. Nesse sentido. Seu negócio é implantar de forma assistida programas de avaliação da conformidade de produtos. Seu público-alvo são os setores produtivos. desde a concepção até a implementação e posterior acompanhamento no mercado.SBAC. Implantando um novo modelo de gestão: O BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. Um fluxograma do processo. ou seja. É necessária maior percepção das relações entre processos. qualquer que seja o seu tipo ou dimensão. processos.

1999. Desenvolvimento. mobilizar o pessoal em um projeto na área da qualidade ou aumentar o controle na organização (De Medeiros e Vernet. relacionados a seguir: • • • • • Articulação Externa e Desenvolvimento de Projetos Especiais. Isto talvez possa ser ligada ao fato de que muitas empresas pequenas são recursos limitados na medida em que eles podem não ter pessoal suficiente para implementar e. a norma britânica BS 5750 foi aprovada com algumas mudanças como a norma internacional ISO 9000. após a escolha do modelo a ser adotado. publicada em 1994. A certificação ISO 9000 por Medeiros e Silvestre: A série de normas ISO 9000. Acompanhamento no mercado. Isso levou à publicação do primeiro comercial de gestão da qualidade norma BS 5750 pela British Standards Institute em 1979. Anderson .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Qualidade. Assim. seja para melhorar a qualidade dos produtos. processo. 1997). Além disso. compreende o grau de atendimento (ou conformidade) de um produto. ISO 9002. ISO 9001. ISO 9000 Origens históricas A série de normas ISO 9000 tem suas origens nos padrões de compras militares em torno da Segunda Guerra Mundial. em particular. de fato. Houve uma tentativa de “empurrar” ISO 9000 na cadeia de abastecimento por essas organizações para seus próprios fornecedores. uma das principais dificuldades é definir o processo a adotar para implementar este modelo (Long. 1991). definir as atividades necessárias e sua ordem de realização é um ponto fundamental para o processo. geralmente centrado na crença de que. é formada por 5 normas principais: ISO 9000. serviço ou ainda um profissional a requisitos mínimos estabelecidos em normas ou regulamentos técnicos. A certificação deve ser complementar às ações que as empresas devem realizar para obter e assegurar a qualidade de seus produtos e consequentemente. em vez de garantir a qualidade para o cliente. há muitas pequenas empresas que não levam até ISO 9000. a norma ISO 9002. e para as empresas onde os produtos ou serviços podem ser verificadas apenas por inspeção e teste. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor desde o projeto até serviços associados. O processo de certificação ISO 9000 é visto por muitas empresas como um objetivo interno para melhorar a qualidade na empresa. O padrão internacional foi atualizado novamente em 1994. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor no momento da inspeção final. ISO 9004 é apenas para orientação. Isso resultou em uma série de críticas. ISO 9000 acrescenta burocracia e os custos para as pequenas empresas. como grandes empresas e organizações do setor público têm-se obtido a certificação ISO 9000. a norma ISO 9003. humanos e financeiros) e durante quanto tempo será necessária esta mobilização. 1999). As principais normas da série ISO 9000 são a norma ISO 9004 e suas partes. Em 1987. Agenda Regulatória de RT e PAC. de acordo com Fearnside (1999). A série padrão 1994 incluiu três padrões de certificação auditáveis ​​ e criou ISO 9001. Com a globalização e o acirramento da concorrência e as barreiras técnicas (requisitos técnicos que os países exigem para importar produtos) a necessidade de obter a certificação tornou-se mais comum. ISO 9003 e ISO 9004. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor desde a produção até serviços associados e a norma ISO 9001. Implementação e Aperfeiçoamento de programas de Avaliação da Conformidade. em grande parte caiu em desuso. Há também evidências que sugerem que as pequenas empresas acreditam que os padrões de qualidade são parte de um ritual para o comércio em alguns setores e que podem até mesmo agir como uma “tarifa” para comércio internacional (Murphy. que dão diretrizes e conselhos para a gestão da qualidade e elementos dos sistemas da qualidade. no contexto do INMETRO. Promoção da Atividade de Avaliação da Conformidade. Didatismo e Conhecimento 21 . Para muitas empresas. ISO 9002 e ISO 9003. quais os recursos necessários (em termos materiais. ISO 9003 tem. Estes correspondem a empresas que projetam seus próprios produtos e serviços. ao menor custo possível para a sociedade. a satisfação de seus clientes. para as empresas que fazem tudo. mas esta foi uma pequena atualização com as grandes mudanças que foram adiadas até 2000. O macroprocesso Avaliação da Conformidade é operacionalizado pela Diretoria de Avaliação da Conformidade e é desmembrado em cinco processos específicos. posteriormente. monitorar padrões de qualidade. exceto design. et al . Isso pode ter facilitado a implementação de ISO 9000 dentro pequenas empresas para as razões erradas. O impacto da contratação autoridade local. sobre as pequenas empresas tem sido grande.

o prazo e a verificação. O diagnóstico da situação existente é necessário para que os responsáveis possam conhecer precisamente o estado da empresa com relação à garantia da qualidade. as adaptações necessárias. 5. redação e utilização dos documentos relacionados à qualidade. as necessidades em formação do pessoal devem ser levantadas nos seguintes temas: técnicas estatísticas. sua duração e o nome do responsável de cada uma. Aquisições necessárias São computadas as compras realizadas em função do processo de certificação. 6. a estrutura e a redação dos documentos relacionados com a qualidade. externa ou mista. Acompanhamento do processo A equipe responsável pela certificação deve manter um controle periódico para acompanhar todas as atividades planejadas e verificar seu grau de execução. 7. a maneira de desenvolver o projeto de certificação também pode variar em função das características das empresas. o controle destes documentos. do estado de seu sistema da qualidade antes de começar o projeto de certificação. seja com relação à razão inicial para obter o certificado. Planejamento do processo de certificação Os responsáveis do processo de certificação devem estabelecer um plano principal que inclui todas as atividades principais até a certificação. Durante o processo de certificação. Informação do pessoal sobre a certificação As informações relacionadas com as normas ISO 9000 e com a certificação devem ser comunicadas a todos na empresa. a Direção da empresa deve designar uma equipe para ser responsável pelo processo de certificação. e o acompanhamento do processo de certificação. Formação do pessoal No momento do diagnóstico do sistema da qualidade existente. o pessoal deve receber as informações regularmente e de maneira compreensível sobre o sistema implementado. seja com relação ao projeto adotado para obtê-lo. Diagnóstico do sistema da qualidade existente Após a tomada de decisão sobre a obtenção do certificado. Modelo adotado para avaliar os processos de certificação ISO 9000 Medeiros e Silvestre desenvolveram um modelo que identificou treze atividades básicas que podem compor um processo de certificação: 1. a participação de um consultor. 8. Redação do Manual da Qualidade A redação do manual da qualidade deve seguir o planejamento realizado. 3. os responsáveis devem organizar os itens seguintes. O controle dos documentos pode ser feito através de procedimentos operacionais. com relação ao montante e ao período do processo de certificação no qual elas foram realizadas. as necessidades em aquisições. Durante o planejamento. sobre o modelo para garantia da qualidade escolhido e sobre os efeitos esperados da certificação sobre empresa. os resultados obtidos nas empresas também variam. como por exemplo. de acordo com a atribuição de responsabilidades para a redação de cada capítulo. a alocação de recursos. 4.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Considerando que os motivos que levam as empresas a procurar a certificação são diferentes. No manual. deverão constar a política da qualidade da empresa. a realização de auditorias internas. Assim sendo. É necessária também a formação de um grupo de empregados às auditorias internas. Didatismo e Conhecimento 22 . É neste momento que as necessidades são determinadas e que torna-se possível realizar o planejamento do processo de certificação. e os objetivos de cada requerimento da norma escolhida. os pontos fortes e fracos do sistema da qualidade atual. 2. Esta equipe deve promover uma comparação entre o sistema da qualidade atual e o modelo escolhido com a finalidade de determinar os elementos inexistentes. ferramentas e métodos para melhoria da qualidade. instruções de trabalho e formulários e planilhas de registros. Estas informações devem ser sobre as normas. Redação dos procedimentos A redação dos documentos relacionados ao sistema da qualidade pode ser feita de diferentes maneiras. As modalidades de formação que podem ser utilizadas são: formação interna. a informação e a formação do pessoal sobre a certificação. entre outros: a atribuição de responsabilidades.

12. Publicado em: ABEPRO – ENEGEP 2001. supervisão da redação do manual da qualidade. redação dos procedimentos. 10. ou ainda pelos representantes do agente certificador. 11. Implementação prática do sistema da qualidade A implementação prática do sistema da qualidade compreende diversas e diferentes tarefas. formação do pessoal. para que a totalidade do sistema de garantia da qualidade seja auditada periodicamente. implementação do sistema de garantia da qualidade. supervisão da redação dos procedimentos. Outros elementos importantes do processo de certificação ISO 9000 A participação de um consultor externo no processo de certificação pode ser identificada nas diferentes etapas do processo. preparação do pessoal para a auditoria de certificação. Realização de auditorias internas Além de formar uma equipe para as auditorias internas. os meios de registro e as ações corretivas a serem tomadas. correção das não conformidades levantas na auditoria (quando necessário). planejamento do processo de certificação. nos quais são designados os responsáveis. os responsáveis do processo de certificação devem definir quando estas auditorias acontecerão. As principais atividades nas quais ele pode participar são as seguintes: § § § § § § § § § diagnóstico do sistema da qualidade existente na empresa. a implementação de ações corretivas consecutivas às auditorias internas. À cada auditoria interna. deixando a ele ou o papel de apoio. a atualização dos procedimentos em todos os níveis da empresa. a equipe de auditores deve entregar um documento com os pontos fortes e os fracos da empresa com relação ao modelo de garantia da qualidade escolhido. redação do manual da qualidade. Entre as mais importantes. é necessário que os responsáveis pela certificação determinem as equipes para auditoria de manutenção do certificado. Realização da auditoria de pré-certificação A auditoria de pré-certificação pode ser realizada de diferentes maneiras: ou pela equipe de auditoria interna. O Consultor poderá participar desde a supervisão e acompanhamento das atividades até a realização das mesmas. 13. Acredita-se que as principais dificuldades que as empresas podem encontrar durante o processo de certificação sejam as seguintes: confronto entre o modelo existente na empresa e o proposto pela norma ISO 9000 escolhida.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 9. A partir deste documento. definição de responsabilidades e descrição nos procedimentos exatamente o que é realizado. Didatismo e Conhecimento 23 . Texto de: Denise Dumke de Medeiros e Manuela Ferreira Silvestre. a informação a todo o pessoal sobre o estado do processo de certificação. se encontram as seguintes: a aprovação do Manual da Qualidade. Preparação para a auditoria de certificação Esta atividade pode compreender as seguintes tarefas: programação da auditoria de certificação. ou realizada pelo consultor que auxiliou no processo de certificação. Estas auditorias devem ser preparadas pelos grupos de auditores internos levando em consideração o procedimento formalizado para as auditorias e os planos específicos de auditoria. seu controle e acompanhamento. a aprovação dos procedimentos e dos outros documentos relacionados com a qualidade. realização da auditoria pelo agente certificador. a maneira de lhes realizar e a maneira de reagir em função das conclusões destas auditorias. compreensão da norma. realização de auditorias internas. sensibilização do pessoal à certificação. REFERÊNCIA UMA METODOLOGIA PARA ANÁLISE DOS PROCESSOS DE CERTIFICAÇÃO ISO 9000. ou confiar todo o processo e poder de decisão a este elemento externo. ou pelos dois. adaptação às exigências requeridas na norma. cabendo à Direção da empresa determinar o grau de participação do consultor. ações corretivas devem ser tomadas rapidamente para corrigir a situação. adesão da Direção e dos empregados. Planejamento da manutenção do certificado Para a manutenção do sistema de garantia da qualidade. correção das não conformidades levantadas na auditoria de pré-certificação.

Quando ocorrem mudanças é porque as “forças indutoras” são superiores às “forças restritivas”. contudo pode criar certa pressão sobre as pessoas. cada pessoa do grupo dá a sua idéia em cada rodada ou “passa” até que chegue a sua próxima vez. É um processo dinâmico. Existem algumas regras que devem ser lembradas: Nunca criticar idéias. Nesta forma. 5 a 15 minutos são suficientes. respectivamente. Algumas técnicas são de controle e melhoria: Brainstorming São reuniões com o pessoal envolvido com o problema em estudo a fim de se coletar opiniões sobre causas. geralmente ocorre que a seleção do problema foi influenciada por pessoas que falaram mais alto ou têm maior autoridade. a fim de eliminar/controlar essas variações. pode-se listar estas possíveis forças e analisa-las. continuamente. Fazer um “brainstorming” rápido. é um método preventivo de se comparar. Isto cria um ambiente mais relaxado. existem forças indutoras e forças restritivas agindo a favor e contra. Isto pode gerar uma falta de comprometimento com a solução do problema escolhido e também a idéia de que foi escolhido o problema “errado”. sejam pessoais ou organizacionais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Noções de estatística aplicada ao controle e à melhoria de processos. Isto obriga até os mais tímidos a participarem. identificando a partir de dados estatísticos as tendências para variações significativas. • Indicação de ações para corrigir e prevenir as causas de instabilidade. Posteriormente o CEP trará menos re-trabalho aproveitando melhor os recursos disponíveis e o bem estar dos funcionários que passarão a trabalhar melhor e com metas específicas para cada área. A visão global das idéias serve de estímulo para novas propostas e também evita mal entendido. porém existe o risco da reunião ser dominada pelos mais extrovertidos. A Técnica Nominal de Grupo permite a todos os membros do grupo igual participação na seleção de problemas. Assim. Nesta forma. Análise do campo de forças Toda vez que se pretende fazer mudanças. • Informações para melhoria contínua do processo. os resultados de um processo com os padrões. O CEP estabelece: • Informação permanente sobre o comportamento do processo. bem como soluções possíveis. Didatismo e Conhecimento 24 . Escrever em um quadro-negro ou branco todas as ideias. O objetivo principal no CEP é reduzir cada vez mais a variabilidade de um processo.  O Controle Estatístico do Processo (CEP) tem por finalidade desenvolver e aplicar métodos estatísticos como parte da estratégia de prevenção de defeitos. Isto cria o sentimento no grupo de que o “seu” problema nunca será abordado. Controle Estatístico – faz com que os resultados se mantenham conforme o previsto pelos padrões com a ajuda de dados numéricos. • Utilização da informação para detectar e caracterizar as causas que geram instabilidade no processo. da melhoria da qualidade dos produtos e serviços e da redução de custos de fabricação. Técnica de grupo Quando se aborda algum problema ou a forma de atacar o problema. os membros do grupo simplesmente dão as idéias conforme elas surgem em suas cabeças. podendo assim implantar outros programas como o plano de remuneração variável (PRV).

deve ser solucionado primeiro a fim de se eliminar defeituosos e melhorar o processo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Histograma O histograma dá informações gerais sobre a distribuição de onde vieram as observações. Diagrama de Pareto O diagrama de Pareto é um gráfico para indicar qual problema. também. etc. dá uma idéia da dispersão dos dados. o aspecto) da distribuição é simétrica? É assimétrica? Existe somente um pico? O histograma. O diagrama de Pareto é uma ajuda neste sentido e é o primeiro passo na direção do melhoramento do processo. A forma (o padrão. Didatismo e Conhecimento 25 . tais como: número de defeituosos. Por natureza o histograma é um gráfico em colunas (barras) e pode se construído com barras horizontais ou verticais. Devido a quantidade de pequenos problemas é difícil se saber por onde começar. Existem muitos aspectos da produção que podem ser melhorados. tempo de execução de tarefas. relacionado com a variabilidade dos dados.

n. Jay. V. I. é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos de manipulação das fórmulas. D. também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito.Conhecimento empresarial. Autor: André Ribeiro Ferreira. VALERIANO. E. Z. “Operations Management”: Prentice-Hall Edition. 1. A. MUEHLEN. G. SATM – Stevens Alliance for Technology Management. Gerenciando com as pessoas.L.2. p. abr. 9. Ambiente empreendedor e aprendizado das pequenas empresas de base tecnológica. GESPUBLICA – PROGRAMA NACIONAL DE GESTÃO PÚBLICA E DESBUROCRATIZAÇÃO. 2005. M. 6ª Edição.. Heizer. M.30 oct. 8. MACULAN. J. 2002. M. Originalmente proposto pelo  engenheiro químico  Kaoru Ishikawa em1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes./jun. M. 27 . 1998. ET AL. P. HANASHIRO. 311-327 Modelo de excelência em gestão pública no governo brasileiro: importância e aplicação. PRUSAK. Instrumenta para Avaliação da Gestão Pública Ciclo de 2010. 3. CASSIOLATO. Editora Pearson. M. 2003. Gerenciamento Estratégico e Administração por Projetos. Salvador de Bahia. CHIAVENATO. ISBN 13018604. Idalberto. L.9194. São Paulo. 2005. Diagrama Espinha-de-peixe1 ou Diagrama 6M (ver abaixo). São Paulo: Saraiva. MACIEL. Posteriormente o conceito evoluiu para a visão de Satisfação do Cliente. As especificidades das pequenas e médias empresas. 2001. Business Process Management and Innovation.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Causa e Efeito O Diagrama de Ishikawa. M.42-52. 34. Publicado no: XIV Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública. S. Process Mapping Techniques and Organisational Analysis – Lessons From Sociotechinical SystemTheory. V. CHIAVENATO.. Referências BIAZZO. GESTÃO DA QUALIDADE O conceito de Qualidade foi primeiramente associado à definição de conformidade às especificações. M. Didatismo e Conhecimento 26 . M. N. No. Rio de Janeiro: Elsevier. 7ºEdição. L.. Teoria Geral da Administração. Revista de Administração. Rio de Janeiro: Relume Dumará: UFRJ. Business Process Management Journal. 2009. (org) Gestão do Fator Humano. 2008. H. 2003. Pequena empresa: cooperação e desenvolvimento local. DAVENPORT. p. H. D. No. In: LASTRES. v. 1999. Render Barry. LEONE... Uma visão abrangente da moderna administração nas organizações. Elsevier. Brasil. São Paulo-SP. Rio de Janeiro.. C. T. Rio de Janeiro: Campus. p.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Obviamente a satisfação do cliente não é resultado apenas e tão somente do grau de conformidade com as especificações técnicas, mas também de fatores como prazo e pontualidade de entrega, condições de pagamento, atendimento pré e pós-venda, flexibilidade, etc.  Paralelamente a esta evolução do conceito de Qualidade, surgiu a visão de que o mesmo era fundamental no posicionamento estratégico da empresa perante o Mercado. Pouco tempo depois percebeu-se que o planejamento estratégico da empresa enfatizando a Qualidade não era suficiente para seu sucesso. O conceito de satisfação do cliente foi então estendido para outras entidades envolvidas com as atividades da Empresa. O termo Qualidade Total representa a busca da satisfação, não só do cliente, mas de todos os “stakeholders” (entidades significativas na existência da empresa) e também da excelência organizacional da empresa. A gestão de uma organização seja de manufatura ou de serviços, com ou sem fins lucrativos, do governo, social ou de família trata de duas coisas: as transações e os relacionamentos. A Gestão pela Qualidade Total (GQT) significa criar, intencionalmente, uma cultura organizacional em que todas as transações são perfeitamente entendidas e corretamente realizadas e onde os relacionamentos entre funcionários, fornecedores e clientes são bem-sucedidos (Crosby, 1998). Sob um ponto de vista mais amplo, a GQT não é apenas uma coleção de atividades, procedimentos e eventos. É baseada em uma política inabalável que requer o cumprimento de acordos com requisitos claros para as transações, educação e treinamento contínuos, atenção aos relacionamentos e envolvimento da gerência nas operações, seguindo a filosofia da melhoria contínua. Embora a qualidade sempre tenha sido adotada por uma questão de sobrevivência (Segunda Guerra Mundial, Japão do pós-guerra, Ocidente perdendo mercado para os produtos japoneses, etc) seus princípios e técnicas promovem melhorias tais que, atualmente, as empresas de maior sucesso, são aquelas que adotam as ferramentas de gestão da qualidade. A Gestão pela Qualidade Total - GQT - é uma abordagem abrangente que visa melhorar a competitividade, a eficácia e a flexibilidade de uma organização por meio de planejamento, organização e compreensão de cada atividade, envolvendo cada indivíduo em cada nível. É útil em todos os tipos de organização. Princípios da Qualidade Total 1. Total satisfação dos clientes 2. Desenvolvimento de recursos humanos 3. Constância de propósitos 4. Gerência participativa 5. Aperfeiçoamento contínuo 6. Garantia da qualidade 7. Delegação 8. Não aceitação de erros 9. Gerência de processos 10. Disseminação de informações Autor: Stephen P. Robbins – obra: Administração: mudanças e perspectivas – Ed. Saraiva 2º edição - ano: 2001 “A Ford costuma dizer que “na Ford, a qualidade é o trabalho número 1”. Bem, a ford não está sozinha! Em organizações engajadas numa ampla gama de esforços- por exemplo, a Motorola, a Xerox e a Federal Express- a meta de melhorar a qualidade assumiu o aspecto de algo semelhante a uma religião. O termo cada vez mais comum para descrever esse esforço é gestão da qualidade total, ou TQM ( total quality management) . O movimento TQM é em grande parte uma resposta à competição global e aos clientes mais exigentes. Embora o TQM tenha se popularizado nos anos 1980, suas raízes remontam a 30 anos antes disto. Em 1950, o americano W. Edwards Deming foi ao Japão explicou a muitos gerentes japoneses como melhorar a eficácia da produção. Fundamental em seus métodos gerenciais era o uso de estatísticas para analisar a variabilidade nos processos de produção. Uma organização bem administrada, segundo Deming era aquela em que o controle estatístico reduzia a variabilidade e resultava em qualidade uniforme e quantidade previsível de sua produção. Suas ideias foram largamente responsáveis pelo incrível sucesso obtido pelo Japão do pós-guerra na criação de produtos de alta qualidade a preços muito competitivos. Os gerentes americanos perceberam o que as companhias japonesas estavam fazendo e reagiram criando o TQM. Trata- se de uma filosofia de administração motivada pela constante consecução da satisfação do cliente mediante o aprimoramento contínuo de todos os processos organizacionais. O quadro 1.4 resume os elementos básicos do TQM. Observe que, em TQM, o termo cliente ultrapassa a definição tradicional para incluir todos os que interagem, seja interna ou externamente, com os produtos ou serviço da organização. Dessa forma, o TQM abrange funcionários e fornecedores, bem como as pessoas que compram os produtos ou serviços da organização. Embora o TQM tenha sido criticado por prometer muito e realizar pouco, seus feitos, no geral, são impressionantes. A Varian Associates, fabricantes de equipamentos científicos, utilizou o TQM em sua unidade de semicondutores para reduzir em 14 dias o tempo gasto para geral novos projetos. Outra unidade de semicondutores para reduzir em 14 dias o tempo gasto para gerar novos projetos. Outra unidade da Varian, que produz sistemas de aspiração para câmaras limpas para computadores, melhorou o índice de entregas no prazo de 42% para 92% por meio do TQM. Uma pequena metalúrgica, a Globe Metallurgical, credita ao TQM o fato de ter se tornado 50% mais produtiva. “E aprimoramentos importantes obtidos recentemente na qualidade dos carros produzidos pela GM, Ford e Chrysler podem ser diretamente atribuídos à implementação de métodos de TQM”.

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Principais teóricos e suas contribuições para a gestão da qualidade. Considerando a Qualidade Total como o estado ótimo de eficiência e eficácia na ação de todos os elementos que constituem a existência da Empresa temos a necessidade de modelarmos sua organização e o contexto no qual ela existe. Ao resultado desse processo de modelagem damos o nome de Modelo Referencial para Gestão da Qualidade. “Durante a Idade Média, o processo produtivo de bens de consumo era realizado essencialmente de forma artesanal, onde o conhecimento e experiências adquiridas ao longo de muitos (e muitos) anos transformavam o técnico artesão como o núcleo produtivo de então. As chamadas oficinas reuniam poucos aprendizes que apoiavam o artesão, numa produção limitada. Outras demandas, mais simples, eram atendidas pelos próprios usuários, num processo limitado. Já entre os séculos XV e XVI prosperou uma nova ordem socioeconômica, denominada de capitalismo comercial. Impulsionada por invenções como as embarcações que possibilitavam navegações a grandes distâncias e instrumentos de orientação. Foi a época dos grandes descobrimentos, impulsionando o surgimento de um comércio em grande escala, entre os continentes Africano, Asiático, Europeu e Americano. Como uma de suas consequências, prosperou uma nova classe social denominada burguesia, rica e demandando bens de consumo. Na segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, a produção em massa de bens manufaturados se tornou possível através da mecanização dos processos de produção e da divisão do trabalho. A forma artesanal de produção começou a ser abandonada, com perda da importância que o técnico artesão tinha há vários séculos, já que a fragmentação do processo produtivo em etapas básicas eliminava o “poder do conhecimento” do “como fazer”. A burguesia da era industrial passou a buscar formas de produzir cada vez mais e em menos tempo, impulsionada pelo crescimento populacional e buscando maiores lucros a partir do aumento da oferta, com menores custos. Com o aumento, também da competitividade, a busca por melhoria na eficiência passou a ser uma prioridade. O processo histórico que levou à substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana e animal pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril de produção, constitui a Revolução Industrial. Revolucionária pelas transformações que provocou na sociedade, o advento das máquinas, por exemplo, criou a base de um desenvolvimento material até então desconhecido pela humanidade. Impulsionadas pelas pesquisas científicas, as indústrias passaram a dispor de equipamentos que modificaram drasticamente não só seu cotidiano, mas também a maior parte das relações sociais e de trabalho. O conhecimento do “como fazer”, antes restrito ao artesão e, com limitações, à sua equipe, foi fragmentado em pequenas atividades e cada vez mais, passadas para as operações mecanizadas. A Revolução Industrial teve início na Inglaterra na segunda metade do século XVIII. Beneficiada pela acumulação primitiva de capital redimensionou e consolidou o sistema capitalista, colocando fim à preponderância do capital mercantil sobre o industrial. A TEORIA CIENTÍFICA DE FREDERICK TAYLOR No final do século XIX e início do século X, nos EUA, as teorias administrativas de Frederick Taylor, sobre o Gerenciamento Científico causaram forte impacto no ambiente empresarial. A partir de observações no denominado “chão de fábrica”, Taylor começou a verificar que é possível aplicar conhecimentos científicos aos processos de trabalho, aperfeiçoando a produção para melhorar a eficiência através do desenvolvimento de processos para definir a melhor forma de se executar as atividades. Nessa época, os gerentes de produção limitavam-se a estabelecer cotas de produção, sem preocupação direta com os processos. Uma vez que a prioridade era cumprir prazos e metas quantitativas, os gerentes de operação poderiam perder sua colocação caso não as cumprissem. Neste ambiente, de visão puramente quantitativa, era dada pouca (ou quase nenhuma) atenção aos fatores qualitativos, especificamente no processo de planejamento e de produção. Nesse contexto, Taylor definiu e criou a função de “inspetor de qualidade”, com a função de inspecionar os produtos finais. Seguindo este modelo, a busca pela qualidade dos produtos custava cada vez mais caro, pois exigia cada vez maior número de profissionais alocados em atividades de inspeção (não produtivas). A TEORIA WALTER SHEWHART As teorias de Taylor, ainda que tenham aberto o caminho para a criação de novas e mais eficazes formas de trabalho, focava apenas um ponto do processo produtivo, em que os custos de produção já estavam comprometidos, tanto nos produtos “bons” como naqueles “descartáveis”. Além disso, a alocação de A Gestão da Qualidade como Premissa Estratégica profissonais em atividades de verificação, pós produção, elevava constantemente mais os custos dos produtos (sem o correspondente ganho de qualidade). Identificar as causas para a melhoria do processo Este processo precisava ser melhorado e, em 1924, o matemático Walter Shewhart introduziu o Controle Estatístico da Qualidade, com o objetivo de efetuar um acompanhamento mais amplo e não apenas verificar o produto fina,, após o processo realizado. Shewhart estabeleceu o conceito de tolerância e passou a usar o gráfico de controle de qualidade de produtos. A variabilidade, que é a oscilação em torno da média de um produto ou serviço, é um ponto fundamental para o controle da qualidade, pois dela deriva a “Não Uniformidade” das matérias-primas, dos processos de cada etapa da produção, das máquinas. O CEP: Controle Estatístico de Produção, se mostra fundamental para a garantia da qualidade, pois apresenta ferramentas de baixo custo, que possibilitam

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Com Shewhart, o foco da Qualidade tem a primeira grande mudança de foco, já que sai da verificação do produto pronto e passa a considerar os elementos da cadeia produtiva, desde a qualidade da matéria prima empregada. DEMING E A EVOLUÇÃO DO CONTROLE DE QUALIDADE Após a 2ª. Gerra Mundia, as indústrias precisavam se adaptar às novas necessidades e exigências do mercado. A demanda crescente por produtos de melhor qualidade era cada vez maior. Os EUA permaneciam utilizando os métodos difundidos por Taylor como forma de melhorar a produtividade, porém estava claro que os métodos teriam que ser adaptados à nova ordem econômica do pós-gerra. Também com o fim da guerra, o Japão ficou com o compromisso de pagar imensas reparações aos aliados, vencedores do conflito. A forma de pagamento, até pelas suas características geográficas, passava quase que exclusivamente por reativar e revitalizar seu sistema produtivo, que por vários anos atuou quase que exclusivamente para o esforço da guerra. A Gestão da Qualidade como Premissa Estratégica O conceito japonês visa aperfeiçoamento contínuo, (Kaisen) estatístico americano, foi convidado pela União dos Cientistas e Engenheiros Japoneses (Union of Japanese Scientists and Engineers – JUSE), para uma série de palestras para pesquisadores e engenheiros japoneses. Deming disseminou os conceitos de foco no Processo, Controle Estatístico do Processo (CEP), e introduziu o conceito do Ciclo PDCA (Paln, Do, Chek, Act), que se adaptou perfeitamente. As ideias de Deming nortearam o conhecimento a respeito da Qualidade. Uma das principais ideias é a Constância de Propósitos, que serve como um agente libertador do poder de motivação, criando em todos os colaboradores a sensação de satisfação, orgulho, felicidade no trabalho e no aprendizado. Os atributos de liderança, obtenção de conhecimento, aplicação de metodologias estatísticas, compreensão e utilização das fontes de variação e perpetuação do ciclo de melhoria contínua da qualidade estão no núcleo da filosofia de Deming. Os 14 pontos para a gestão da qualidade, conforme sua teoria, descrevem o caminho para a qualidade total, o qual deve ser continuamente aperfeiçoado. 01 Estabelecer Constância de Propósitos na melhoria contínua de produtos e serviços. 02 Adotar a nova filosofia. 03 Não depender da Inspeção em Massa. 04 Cessar a prática de avaliar as transações apenas com base nos preços. 05 Melhorar continuamente o Sistema de produção e prestação de serviços. 06 Instituir o Treinamento profissional dos Funcionários. 07 Instituir a liderança. 08 Eliminar o medo. 09 Eliminar as barreiras entre os Departamentos 10 Eliminar “slogans” e exortação e metas de nível zero de falhas para a mão de obra. 11 Eliminar quotas numéricas. 12 Incentivar a que as pessoas tenham orgulho de seu trabalho. 13 Instituir o Programa de educação e reciclagem de novos métodos. 14 Engajar todos da empresa no processo de realizar a transformação ARMAND VALLIN FEIGENBAUN E O TQC Feigenbaun, engenheiro eletricista, que ao publicar o seu livro “Total Quality Control: Engineering and Management” em 1961, definiu a Qualidade como um conjunto de características do Produto ou serviço, as quais satisfazem as expectativas do Cliente. Com esta visão, a satisfação do cliente passou a ser o tempo, melhoria contínua, atributos de valorização de serviços de T.I. Para Feigenbaun, nove fatores afetam a Qualidade, a saber: 01 Mercados (Markets) Competição e Velocidade das Mudanças. 02 Dinheiro (Money) Margem de Lucro estreita e investimentos. 03 Gerência (Management) Qualidade do Produto e Assistência Técnica. 04 Pessoas (Man) Especialização e Engenharia de Sistemas. 05 Motivação (Motivation) Educação e Conscientização para a Qualidade. 06 Materiais (Materials) Diversidade e necessidade de exames complexos 07 Máquinas (Machines) Complexidade e dependência da Qualidade dos Materiais 08 Métodos (Methods) Melhores informações para tomada de decisão 09 Montagem do Produto –
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14 Começar tudo de novo. todas as empresas que ofereçam produtos ou serviços. que. 07 Formação de Grupos para buscar defeito Zero. cada elemento da empresa tem que estudar. Juran. praticar e participar do controle da Qualidade. desde o design até a transformação em produto acabado. 02 Formação de uma Equipe de Melhoria. e a C) Melhoria constante. incluindo o presidente. o que encoraja as pessoas a melhorarem continuamente. a melhoria do lucro e o aprimoramento do ambiente organizacional. O TQC enseja que. como Deming. 08 Treinamento de Gerentes e Supervisores. Juran. A meta é produzir. em 1962. 04 Avaliação dos Custos de Qualidade. também a convite do JUSE. que compreende a fase de expedição de um produto. o conceito de Qualidade Total. assim. 06 Identificação e solução das causas de Não Conformidades. A história da Qualidade não foi só escrita por norte americanos. introduzindo o conceito de que o Controle da Qualidade deveria ser uma ferramenta administrativa. Isto exige o comprometimento da alta direção e a formação dos operários em técnicas de melhoria e aplicação da Qualidade. 11 Eliminação das causas de Problemas. 09 Solenidade de lançamento do dia de “Defeito Zero”. Já para Genichi Taguchi sua filosofia da qualidade defende que esta deve abranger todo o ciclo de produção. nos métodos e nos objetivos das empresas. também contribuiu para o desenvolvimento da Qualidade no Japão e no mundo. 10 Estabelecer metas a serem atingidas. Didatismo e Conhecimento 30 . e não os empregados executores. Ele esteve no Japão em 1954. enfatizou que os aspectos humanos e a implementação de Círculos de Controle da Qualidade (CCQ) são fundamentais para implementar uma cultura da Qualidade. Como consequência deve ser possível o aumento das vendas.D em Direito. Para ele. mas um padrão de desempenho a ser atingido.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA JOSEPH JURAN E A QUALIDADE COMO ESTRATÉGIA EMPRESARIAL Joseph M. Ele defendeu que o Zero Defeito não é apenas um slogan. o melhoramento contínuo depende de uma profunda transformação na mentalidade. que são: A) O Planejamento. variam de acordo com as necessidades do Cliente. A Qualidade e o custo de um produto são determinados em grande medida por seu design e por seu processo de fabricação. PHILIP B. Ainda segundo Crosby. Crosby também defendia que os responsáveis pela falta de qualidade são os gestores. Estas perdas podem ser estimadas em função do tempo. Podemos mencionar a participação de Kaoru Ishikawa conhecido como o pai do TQC – japonês (Total Quality Control). Para a teoria de Ishikawa. aos operacionais. 03 Criação e cálculo de indicadores de desempenho. B) O Controle. 12 Programa de Reconhecimento para funcionários que obtiveram sucesso. com o objetivo de apresentar uma visão mais ampla sobre como difundir a idéia da Qualidade em toda uma Organização. qualidade significa conformidade com os Requisitos ou Especificações. Segundo ele. até o final de sua vida útil. através de coerência e exemplos. criando. que. Para Kaoru Masaaki Imai. 13 Criar Conselhos de Qualidade. considerava que a maioria dos problemas da Qualidade está baseda em três processos gerenciais. na estrutura organizacional. As iniciativas que objetivam a Qualidade devem ser de cima para baixo. com a participação de todos os empregados. Engenheiro Eletricista e Ph. CROSBY E O CONCEITO DE “DEFEITO ZERO” Philip Crosby está diretamente relacionado ao conceito de “Zero Defeito” ou à premissa de “Fazer certo na primeira vez”. Ele define a qualidade em função das perdas geradas pelo produto para a sociedade. A criação de um grupo estratégico de especialistas da qualidade nas empresas é dos elementos básicos de seu modelo. na filosofia. os 14 passos para o processo de desenvolvimento da qualidade são: 01 Comprometimento dos níveis gerenciais. a chave para reduzir as perdas não está na conformidade com as especificações. atendendo às especificações. a melhora contínua é a chave do sucesso competitivo japonês. mas na redução das variabilidades estatísticas em relação aos objetivos fixados. podem buscar a melhoria contínua da Qualidade a um custo baixo. Devem ser passadas dos níveis diretivos. Para Taguchi. 05 Programa de conscientização dos empregados. por sua vez.

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No início da década de 1980, as empresas americanas começaram a adotar o modelo japonês, com o objetivo de melhorar a qualidade dos seus produtos e recuperar o mercado perdido. Este esforço foi adotado em todos os aspectos de negócios, finanças, vendas, recursos humanos, manutenção, gerenciamento, produção e serviços. Em 1987, a International Standardization Organization (ISO) consolida as normas da Série 9000, se tornando um padrão de referência internacional para a implantação da Gestão, Garantia e Sistemas da Qualidade. A norma define os requisitos necessários para garantir que os padrões de Qualidade sejam implantados e mantidos em todas as áreas da organização através de um sistema da qualidade, controlados por documentação. Atingindo estes objetivos a empresa garante a certificação ISO. Atualmente, a Certificação pela ISO 9000 é considerada um requisito básico em alguns segmentos e indústrias.” Ferramentas de gestão da qualidade. Em plena revolução da qualidade e da organização das empresas, não se verifica ainda uma política intensiva dos conceitos da Qualidade Total, principalmente nas empresas de pequeno e médio porte, normalmente por desinformação e não entendimento da linguagem técnica a respeito da Qualidade Total. Sobreviver em um mercado cada vez mais disputado representa o grande desafio das pessoas e empresas nos dias de hoje. Todos nós sabemos que vai sobreviver somente o melhor. Face as constantes mudanças no cenário, mais do que nunca, é necessário que mudemos algum paradigma com absorção de novos conceitos em termos de gestão de nossos negócios. Acreditamos que a prática intensiva de conceitos de qualidade nas atividades do dia-a-dia, somará pontos a sobrevivência e crescimento dos negócios. A Qualidade Total é uma filosofia de gestão baseada na satisfação dos clientes internos e externos envolvidos na empresa, ou seja, é um meio para atingir os objetivos e resultados desejados, e como tal, faz uso de um conjunto de técnicas e ferramentas integradas ao modelo de gestão. Sendo assim a seguir mostraremos algumas ferramentas para a Gestão de Qualidade. 5´s A Ferramenta 5’S não é apenas um programa, mas uma filosofia de vida. Com o objetivo de tornar o ambiente de trabalho mais agradável e seguro, a empresa vem aplicando os princípios japoneses dos 5’S. Este trabalho é considerado pela empresa a base para se atingir a Qualidade Total. Mediante treinamento e conscientização, os colaboradores são incentivados a implementarem ações de melhoria para cada um dos princípios do 5’S. Os 5S são razoavelmente conhecidos na indústria, ao menos conhecidos como uma sistemática voltada para melhorar a aparência do ambiente de trabalho. E, realmente, é isto o que se mostra, à primeira vista, com seus 5 passos aparentemente dirigidos à simples organização do espaço: • SEIRI (organização e senso de utilização) • SETON (arrumação e ordenação) • SEISO (Limpeza) • SEIKETSU (padronização) • SHITSUKE (disciplina) No entanto, um programa 5S pode causar grandes transformações na empresa e alcançar resultados muito além do que se poderia supor de um programa assim tão aparentemente despretensioso. Através do 5S, os colaboradores são envolvidos na melhoria de tudo o que os rodeia e rodeia o seu trabalho, são convidados a usar sua criatividade e dar soluções, pessoais e em grupo, para pequenas melhorias, localizadas. Com isto, as pessoas começam a se sentir autorizadas a gerar mudanças, a gostar de realizar mudanças, e a tomar gosto por esta participação em melhorias que as afetam diretamente. Assim, aplicado corretamente, o programa 5S tem se mostrado a ferramenta mais eficaz para criar nas pessoas um senso de “pertencimento” que dá origem à motivação para participar mais fundo e contribuir melhor em todas as atividades. O 5S muda o relacionamento psicológico da pessoa com o seu trabalho, com os colegas e com a empresa, e vai alterando seus hábitos, atitudes, práticas, etc., isto é, vai alterando os padrões culturais do grupo, a cultura da empresa. Vale ressaltar que nos 5’S assim como em qualquer outro sistema de gestão participativo o segredo do sucesso na implantação esta ligado diretamente ao fato de as mudanças serem feitas por todos os envolvidos(desde o Gerente até o Faxineiro), criando assim um senso de responsabilidade, que nos 4 primeiros “S” é moldado, e a disciplina e apenas a consequência do gosto de poder participar em decisões, por isso, todo cuidado é pouco, devemos incentivar mas nunca impor, sob o risco de não alcançar os objetivos. PDCA/SDCA O Ciclo PDCA foi muito difundido nas áreas de engenharia industrial. Trata-se de um método simples para organizar e sequenciar a busca soluções de problemas e melhoria de processos. Esta é a filosofia do ciclo PDCA.
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Plano A primeira coisa a ser feita é um plano onde deverão ser investigadas as causas e consequências dos problemas. Após o levantamento feito em cada área levantando os principais pontos relacionados abaixo, é elaborado um plano para que o problema deixe de acontecer ou que pelo menos se possa isolar o problema. Problema   Descreva os possíveis problemas que são enfrentados pela empresa em alguma área. Causas Por que está acontecendo o problema? Tem a ver com Material, Método, Mão de Obra, Máquina, Medida? Tem origem em outras áreas? Quais? Consequências O que irá acontecer se o problema não for resolvido? Vai influir em outras áreas ou Clientes? Quais? Soluções Possíveis Quais são as soluções possíveis para a resolução do problema? A obtenção do maior número de informações depende de amigos, empregados etc. Após a sugestão deve ser feita uma análise criteriosa sobre todas as alternativas. Tempo Estimado para a Resolução do Problema Defina um tempo certo para resolver o problema. Como você pode perceber, o Ciclo PDCA possui quatro letras que representam as seguintes palavras-chaves em Inglês: • • P- Plan (Plano): Consiste nas etapas acima. D- Do (Fazer): É o estágio de implementação do plano, onde é determinado o que fazer, quem irá fazer e quando deverá agir.

• C- Check (Verificar): É o estágio onde as pessoas envolvidas para resolução do problema ou melhoria do método atuarão para saber se as medidas tomadas para eliminação do problema ainda estão sendo tomadas. • A- Action (Ação): É o momento em que, percebendo que o problema (falha) voltou, tomam-se as medidas necessárias para correção. O ciclo PDCA é sequencial, ou seja, cada vez que se chega na letra A, começa tudo de novo, na letra P. Para que serve isto? Simples! Sempre que se completa um ciclo considera-se que alguma melhoria no processo aconteceu. Portanto, toda vez que se “roda” o ciclo PDCA, algum novo problema será descoberto e o processo (Empresa) encontrará um novo nível de excelência.  As empresas americanas e japonesas utilizam este método a mais de 20 anos. Toda vez que eles “rodam” este ciclo, mais suas empresas se afastam dos concorrentes. Quando essa metodologia é incorporada por um tempo maior pode-se perceber o quanto que as empresas brasileiras estão distantes com relação a gestão empresarial, pesquisa operacional ou engenharia de produção.  Esta constante preocupação com a melhoria contínua representa pequenas reduções de custos. Talvez na cultura industrial brasileira, um número como 0,2% de redução seja insignificante, porém, para eles que pensam no longo prazo, 0,2% de redução durante 20 anos pode totalizar até 48% de redução de custos. O segredo destas potências econômicas estaria no enfoque de planejamento econômico global. No Brasil, planeja-se tudo a nível macroeconômico, dando-se maior valor às poucas empresas (mercados) que acumulam muito, são intensivas de capital e empregam pouco. No entanto, em economias maduras, é comum observar a pulverização dos negócios, focalizando a célula da economia na empresa, invertendo o projeto econômico. Esta inversão, potencializada pela extrema observação de vantagens competitivas regionais, facilitaria a atuação de pequenos empreendedores que, auxiliados por uma infraestrutura informativa teriam maior eficiência competitiva. Ao invés de preocupar-se com macroplanejamentos que apenas excluem o grande somatório das micro e pequenas empresas, o governo poderia dar maior atenção ao controle monetário, assistência social e justiça fiscal, tanto na captação como na sua distribuição. O governo deveria, principalmente, construir uma infraestrutura prática para que a micro e pequena empresa pudesse sobreviver num mundo descomplicado, sem burocracias e com melhor atendimento, permitindo, assim, que a vontade do empreendedor, aliada a informação de conceitos gerenciais, fosse um novo propulsor em nossa economia.

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Cabe as microempresas buscarem por conta própria a melhoria na gestão da célula da economia (A Empresa). Uma boa ferramenta pode ser o ciclo PDCA.  A representação do “ciclo PDCA” pode ser visualizada na figura 1.

O sistema de gestão como um conjunto integrado de missão, princípios, conceitos, valores, processos gerenciais e operacionais, destinado à identificação dos objetivos, ameaças e oportunidades, avaliação dos pontos fortes e fracos e a tomada de decisões, tem muito a se beneficiar com o “ciclo PDCA”. O PDCA, aplicado à solução de problemas é o caminho racional para atingir as metas. Ao analisar o PDCA, se a meta foi alcançada com eficácia então essa pode tornar-se uma “meta padrão” e o ciclo será novamente aplicado para manter o resultado. A figura 2, adaptada, demonstra o processo, onde a meta é mantida para a empresa em funcionamento num certo nível; neste caso pode-se chamar o método de SDCA (trocando o P pelo S de standard, o mesmo que padrão).

O método PDCA, de acordo Campos (1996), quando empregado para melhoria de resultado consta de:
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no sistema. Didatismo e Conhecimento 34 . O ato de tomar uma decisão é apenas um dos itens importantes do que se denomina “ciclo de decisão”. No sistema de gestão. conquistar novas fatias e para isso desenvolve novos projetos. quando indicado no procedimento operacional. Um ciclo de manutenção cujo objetivo é a previsibilidade dos resultados. Um melhor entendimento pode ser obtido. B. antes da execução. O “ciclo PDCA”.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A. face à missão e metas da organização empresarial. mas também. aplicado no método para o desenvolvimento de novos projetos. porque determina o quê. As melhorias são conseguidas pela análise do processo e adoção de novo padrão. O método PDCA pode ser empregado. atuando no resultado e nas causas dos desvios. melhorar os resultados e até mesmo auxiliar o desenvolvimento de novos projetos. Na fase de execução (Do) de um ciclo decisório. tem como objetivo elevar o desempenho a níveis inéditos. implementação. o planejamento é uma antecipação do processo decisório. avaliação e recomendação”. ou seja. que pode ser apresentado em quatro etapas: “tomada de decisão. um melhoramento contínuo como   sinônimo de avaliação. no ciclo de manutenção. verificando-se a figura abaixo: A empresa procura não apenas sobreviver no mercado. para solucionar os problemas. devem-se cumprir os padrões. Para isto. procurará determinar um ou mais caminhos de ação a serem seguidos. Um ciclo de melhorias pode ter como um dos objetivos obter  competitividade para a empresa através da melhoria contínua dos resultados. manter as metas alcançadas. como e quando fazer.

avaliar os resultados obtidos. aplicando os princípios do PDCA ao sistema de gestão. uma vez escolhido o curso de ação. FLUXO-CRONOGRAMA: apresenta além do fluxograma padrão. Tenha cuidado com aquilo que a documentação determina como deve ser feito e como as coisas são feitas na realidade. avaliação e recomendação. que analisa os inter-relacionamentos detalhados de um processo.Fluxograma de Análise de Processos. o qual caracteriza: o trabalho que está sendo realizado. sem falar nas pessoas que executam essas tarefas. A atribuição de partes do processo a membros específicos da equipe acelera a execução das tarefas. o tempo necessário para sua realização. que mostram o fluxo do processo entre organizações ou áreas. Um fluxograma funcional pode ser elaborado com blocos quanto com símbolos padrões. possibilitando como resultado uma proposta mais racional. A elaboração de fluxograma de um processo integral. permite visualizar e compreender melhor os processos de trabalho em execução. São elas: 1. Outros fluxogramas: FLUXOGRAMA FUNCIONAL: constitui um outro tipo de fluxograma.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No “ciclo de decisão”. 2. as diversas áreas de atividades serão realimentadas por: decisão. uma análise técnica mais acurada e confiável. demandaria muito tempo. cumprir a missão da organização. 4. também. à distância percorrido pelos documentos. resultando pontos a serem observados. e como consequência. FLUXOGRAMAS O fluxograma é um gráfico que demonstra a sequência operacional do desenvolvimento de um processo. a implementação da decisão. a indicação do tempo de processamento de cada atividade e do tempo de ciclo para cada atividade. ou superposto ao layout físico. quem está realizando o trabalho e como ele flui entre os participantes deste processo. para determinar quanto dinheiro a organização está perdendo. a documentação disponível raramente é suficiente para mapear todas as atividades e tarefas. mais coerente e com melhor qualidade. a interligação com outros processos e todos os documentos envolvidos. Ele ajuda o tempo desperdiçado entre o trabalho realizado e os recursos envolvidos dentro das atividades. analisa o fluxo físico das atividades. Fluxogramas funcionais. Esse tipo de fluxograma permite algumas conclusões preciosas. Cada um para cada aplicação específica. humanos e tecnológicos sejam empregados com eficiência para obter a eficácia da realização das metas estabelecidas. haverá um fluxo constante de informações. Ele retrata o movimento entre as diferentes áreas de trabalho. que interagem no processo facilita a identificação das áreas de desperdício de tempo e que provocam atrasos. implementação. Assim. quando da formulação de novo planejamento. Fluxogramas geográficos. o FAP. pelo fato de o processo não ser eficaz e eficiente. Didatismo e Conhecimento 35 . forma o embasamento da análise e do aperfeiçoamento do processo. Portanto. Este fluxograma originou-se a partir do aperfeiçoamento do diagrama de blocos e do fluxograma utilizado na área de processamento de dados. é necessário colocar em prática a fase mais difícil. 3. de outra forma. Como instrumento de múltiplas funções. que. Toda situação e/ou processo apresentará problemas específicos de mapeamento. Há muitos tipos diferentes de fluxograma. Diagrama de blocos que fornece uma rápida noção do processo. para propor as recomendações para manter os resultados alcançados ou corrigir o que for preciso. Agregar a dimensão do tempo às funções já definidas. mediante sua representação gráfica. quando se faz uma análise de custo da deficiência da qualidade. e posteriormente. possibilitará ao analista um conhecimento mais íntimo e profundo da situação atual. descendo até o nível das tarefas individuais. necessárias ao ciclo de tomada de decisão. permitindo. FLUXOGRAMA GEOGRÁFICO: um fluxograma geográfico. A partir de uma visão sistêmica. financeiros. O fluxograma padrão da American National Standards Institute (ANSI). uma dimensão adicional que se torna particularmente útil quando o tempo de ciclo é um problema. Como existe uma parafernália de tipos e denominações de fluxogramas diferentes. Por exemplo. discorremos sobre o que se acredita ser o mais eficiente e eficaz na solução dos problemas processuais vivenciados nas empresas: o FAP . as diversas fases operacionais. Você precisa entender pelo menos quatro destas técnicas para ser eficaz. que mostram o fluxo do processo entre localidades. assegurando que os recursos materiais.

uma metodologia de avaliação. ISO 9003 e ISO 9004. ISO 9001. Primeiro deveríamos rever vários pontos. Os auditores do organismo de certificação revisam-no para ter certeza de que todos os elementos dos sistemas da qualidade da norma estão sendo tratados. Não se destina a fins contratuais. Frequentemente. por exemplo. NBR ISO 9003:  A norma ISO 9003 é dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podem não ser importantes ou necessários. ferramentas. geração e disseminação de conhecimento na área da gestão.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ISO O que é ISO ?            ISO significa Organização Internacional para Normalização (International Organization for Standardization) localizada em Genebra. Os elementos do sistema da qualidade são adequados para uso no desenvolvimento e na implementação de um sistema da qualidade interno abrangente e efetivo. Para a Fundação. •  Disseminar o conhecimento na forma de cursos. Baseado nos 20 elementos da qualidade ISO 9001 . Suíça. publicações. ISO 9002. o manual da qualidade é o documento núcleo necessário para a certificação. O trabalho da FNQ é baseado no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG). NBR ISO 9001: A norma ISO 9001 é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. que compreende a ISO 9000. A ISO 9000 serve de roteiro para implementar a ISO 9001. Os Compromissos da FNQ para o período 2012-2015: •  Buscar constantemente a excelência da gestão. a ISO 9002 possui 18 daqueles elementos e a ISO 9003 tem 12 elementos básicos. Por isso mantém o compromisso de aperfeiçoar-se e renovar sua missão constantemente. o manual pormenorizado descreve ações coerentes com os quesitos da ISO 9001. há a possibilidade de a qualidade do produto ser alta. (Referência: Fundação Nacional da Qualidade (FNQ)) A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) afirma seu papel de agente para o desenvolvimento das organizações e do País e segue ampliando e fortalecendo a sua rede de parceiros. do pensamento sistêmico e da sustentabilidade na gestão.1987. melhorados e aprovados. dentro dos modernos princípios da identidade empresarial e do atual cenário do mercado. Estruturado em onze Fundamentos e oito Critérios. seminários e fóruns. O presente manual da qualidade é mais longo que a norma porque detalha especificamente ações. mas que vão além deles. •  Estabelecer relacionamento nos setores acadêmico. com a finalidade de assegurar a satisfação do cliente. desde o projeto até o serviço. Modelo da fundação nacional da qualidade. Didatismo e Conhecimento 36 . de forma a acompanhar as mudanças globais e impulsionar o desenvolvimento das empresas e do País como um todo. testados. Em certos sistemas da qualidade. que significa igualdade. que só tem sete páginas. nestes casos. o Modelo define uma base teórica e prática para a busca da excelência. Ele inclui o elemento do projeto do produto. ISO 9002 ou a ISO 9003. debate. é a norma contratual da qualidade ISO 9000 mais abrangente. auto-avaliação e reconhecimento das boas práticas de gestão. A ISO 9001. para capturar experiências e definir padrões de referências. Existe uma correspondência de um para um entre os sistemas da qualidade da ISO 9001 e as políticas deste exemplo de manual da qualidade. empresarial e público. Desta forma. em lugar de desenvolverem sistemas da qualidade para um produto novo. A ISO 9000 é uma série de cinco normas internacionais sobre o gerenciamento e a garantia da qualidade. Estas três normas da qualidade podem ser entendidas pela diferença entre suas abrangências. Examinando o material que vem a seguir. A ABNT é o representante brasileiro. mediante as quais a norma pode ser satisfeita. consolidando-se como um centro de estudo. as fornecedoras de mercadorias. A ISO tem 130 países membros. núcleos de estudos e conhecimento. que necessitam entender e exercitar os princípios da interdependência. •  Formar redes e núcleos de conhecimento. Esta norma da qualidade pode ser utilizada por uma empresa cujos produtos já foram comercializados. Estas companhias focalizam seus esforços para a qualidade na conservação e no melhoramento dos sistemas da qualidade existentes. A sigla ISO é uma referência à palavra grega ISO. você poderá conseguir compreender os pontos críticos das normas. O propósito da ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais que traduzam o consenso dos diferentes países do mundo de forma a facilitar o comércio internacional. A mais abrangente. que se torna mais crítico para os clientes que se apoiam em produtos isentos de erros. as organizações são sistemas vivos integrantes de ecossistemas. premiações. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes NBR ISO 9004:  Fornece orientações para a gestão da qualidade e os elementos do sistema da qualidade. NBR ISO 9002 : A norma ISO 9002 é usada por companhias as quais a ênfase está na produção e na instalação. incorpora todos os 20 elementos de qualidade da norma da qualidade. como. a ISO 9001. reguladores ou de certificação. A ISO trabalha com 180 comitês técnicos (TC) e centenas de subcomitês e grupos de trabalho.

Didatismo e Conhecimento 37 . orientação por processos. O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) reflete a experiência. Esses fundamentos são colocados em prática por meio dos oito critérios. clientes.            Fornecer suporte às empresas para o encaminhamento das soluções. processos e resultados.  Nossa Missão Estimular e apoiar as organizações para o desenvolvimento e evolução de sua gestão.  Atuar segmentadamente nos diferentes setores de atividades. geração de valor. para que se tornem sustentáveis. estratégias e planos. conhecimento sobre clientes e mercados. aprendizado organizacional. agilidade. atuação em rede. a base teórica de uma boa gestão. setor e natureza. articulador e disseminador da cultura e da excelência da gestão no Brasil. Nossos Valores •  Comprometimento •  Excelência •  Integridade •  Respeito •  Responsabilidade Nossos Clientes Organizações de qualquer porte. Nossa Aspiração Ser reconhecida como o mais importante agente promotor. São eles: Fundamentos: pensamento sistêmico. cooperativas e gerem valor para a sociedade. liderança transformadora. sociedade. com o objetivo de melhorar a sua gestão e contribuir para o aumento da competitividade sustentável do País. A figura representativa dos Critérios de Excelência simboliza a organização. o conhecimento e o trabalho de pesquisa de diversas organizações e especialistas do Brasil e do Exterior. Como fundamentos podemos definir os pilares. mensuração e diagnose. que se relacionem com a FNQ. olhar para o futuro. inovação. decisões fundamentadas. Critérios: liderança. pessoas. por meio da disseminação dos Fundamentos e Critérios de Excelência.  Modelo de Excelência da Gestão® Uma visão sistêmica da gestão organizacional O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) é baseado em 13 fundamentos e oito critérios. valorização das pessoas e da cultura. considerada como um sistema orgânico adaptável ao ambiente. informações e conhecimento. responsabilidade social.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • • •  Evoluir permanentemente o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) e metodologias de capacitação.

sendo ocupada quase sempre pelas mesmas pessoas. Essa especificidade não é diferente de outras. Em outros casos. solicitam complementos importantes para a excelência da gestão. podendo empregar todas as ferramentas e processos desenvolvidos e de eficiência comprovada. Didatismo e Conhecimento 38 . assertiva e inovadora aos desafios propostos pelo cenário de negócios. e estes em Critérios. e atingir os objetivos estratégicos. ou. Sendo uma tradução dos Fundamentos da Excelência. o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) não é prescritivo quanto a ferramentas. Incentiva. de forma lógica. como profissionais.  “Gestão” é “o ato de gerir. o que contribui para a sua sustentabilidade e perenidade Além disso. Com o objetivo de facilitar o entendimento de conteúdos relacionados no Modelo. GESTÃO DE PROJETOS A gestão de projetos é um ramo da ciência da administração que trata do planejamento e controle de projetos. técnicos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No Modelo de Excelência da Gestão®(MEG). análise e controle de tarefas. Porém. Conhecer e aplicar os princípios e as técnicas da administração de projetos são habilidades importantes para todas as pessoas que se envolvem com projetos. ocupante de um cargo gerencial ou funcionário sem posição de gerente. As questões. uma combinação desses três elementos. professores ou mesmo estudantes. ocupado por um funcionário da estrutura permanente. Essa pessoa recebe a incumbência de administrar o projeto. qualidade. ainda. é importante lembrar que a gestão de projeto tem o seu tempo de execução definido e que contrariamente difere de outras operações e/ou gestões permanentes da empresa. do mercado e do cenário local ou global onde a empresa atua e se relaciona. identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria. a condução de temas essenciais de uma organização. habilidades e técnicas para a execução de projetos de forma efetiva e eficaz. melhor competir em seus mercados. por meio de ações gerenciais propostas na forma de questões e de solicitações de resultados. com o objetivo de fornecer um resultado. e utilize essas informações para formular o seu planejamento estratégico e desdobramentos. A administração de projetos pode ser aplicada em todos os tipos de organização. em geral. assim. Terminado o projeto. em regime de dedicação exclusiva ou acumulando essa tarefa com outras. sem desvincular-se de seu cargo original. para realizar atividades temporárias. a produtividade e a efetividade de suas ações. comunicação. os Critérios estimulam a organização a responder de maneira ágil. Envolve comunicação dos progressos e resultados alcançados para os clientes. executivo ou não. tempo de início e fim. 2005) a administração de projetos consiste em identificar problemas da organização como passíveis de serem resolvidos. a saber: Gestão de Pessoas. como uma estrutura única e integrada para gerir o desempenho da organização de forma sistêmica. O entendimento dessas questões e seus complementos. É a aplicação de conhecimentos. prazos e recursos de um projeto. riscos e aquisições. para que ela atue com excelência na cadeia de valor e gere resultado a todas as partes interessadas. ou evento. Como resultado. o alinhamento. Em muitos casos. segue algumas rotinas comuns para o gerenciamento. o gerente volta a seu cargo permanente ou assume outro projeto. os Fundamentos da Excelência são expressos em características tangíveis. aprimorar a comunicação. Qualquer pessoa. Trata-se de uma competência estratégica para organizações. ou pessoas sem posição gerencial. custos. que garantem à organização uma melhor compreensão de seu sistema gerencial. a organização avança em direção à excelência da gestão e gera valor aos clientes e acionistas. conceito. em alguns casos. além de proporcionar uma visão sistêmica da gestão. cientistas. essas questões são agrupadas em Itens. a integração. pontuando processos gerenciais e resultados organizacionais. manutenção. Gestão Ambiental. O resultado pode ser um produto físico. A administração de um projeto é o processo de tomar decisões que envolvem o uso de recursos. é apoiado por meio de orientações e inclui evidências que deveriam existir para sustentar uma avaliação utilizando os Critérios. o compartilhamento e o direcionamento em toda a organização. o cargo de gerente de projeto é um cargo virtual. de existência temporária. estrutura ou forma de gerir o negócio. staff ou alta administração. e reproduzir. como nas empresas de consultoria e de construção. O Sistema de Pontuação possibilita a avaliação do grau de maturidade da gestão. permitindo com que elas unam os resultados dos projetos com os objetivos do negócio – e. Para (Hall. Essas questões trabalham juntas. controle de integração. recursos humanos. Gestão Financeira e etc. gerenciar e administrar” pode-se perceber a gestão de projetos como uma administração específica. bem como das solicitações de resultados. mesmo porque. mensuráveis quantitativa ou qualitativamente. a posição de gerente de projetos é fixa. É o processo de planejamento. Responder às questões auxilia a organização a alinhar seus recursos. pode assumir o papel de gerente de projeto. Ele estimula que a organização esteja atenta às necessidades e expectativas das diversas partes interessadas. à sociedade e a outras partes interessadas. A gestão de projeto exige ações muito específicas. Pode ser o executivo principal outros executivos.

desenvolvimento de um software. ou seja. principalmente indústrias ainda possuem. na forma como ele será efetuado. normalmente se utilizam de uma linha de produção. ou seja. então esse projeto terá características da estrutura organizacional da empresa do qual esse projeto pertence. mas sim. novo sistema). que era o inicio da era industrial. os preços dos produtos tendem a subir. há um especialista e existe um comando central que delega. Controlar custos e prazos é condição básica para realizar o resultado. não percam o foco no que estão fazendo. Um projeto muitas vezes está vinculado a uma empresa. instalação e operações de novos equipamentos. um novo serviço. Vale lembrar que mesmo não sendo um projeto de estrutura centralizada. afinal. não há uma pessoa. centralizado. Quando a demanda é maior do que a oferta. Se analisarmos o contexto da época. é o projeto que possui apenas um supervisor geral. ou seja. o funcionário deveria ser especializado em apenas uma função dentro da empresa. Processo criado para alcançar um resultado específico. “Oferta é a quantidade de um produto ou serviço disponível para compra. naturalmente o projeto terá um sistema centralizado. Os projetos podem ser simples ou complexos. • Levantamento dos custos operacionais do projeto e estimativa preliminar do ponto de equilíbrio. mas é mais raro. Os projetos centralizados. complexidade e volume de recursos empregados. onde cada membro desse projeto é responsável por um setor e nada mais. é a quantidade de produtos ou serviços que os consumidores estão dispostos a comprar. um novo produto. • Analisar a estrutura e a projeção dos custos.etc. construção em geral. quando a oferta é maior do que a demanda. pois o sistema é centralizado. trabalhos de consultoria empresarial. 2003). para que aqueles que trabalham nele. os preços tendem a cair. organiza e administra todo o projeto. formalmente organizado e que congrega e aplica recursos visando o cumprimento de objetivos pré-estabelecidos. Pesquisa e desenvolvimento.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Elaboração. de duração determinada. para cada etapa do projeto. essa teoria era bem válida. Essa teoria é muito boa para projetos não físicos. cada parte do projeto tem um gerente da área específica e essas cada um tenta se interligar com o outro. um projeto não pode ficar cada parte de uma maneira. Linha de produção é uma teoria administrativa criada por Winslow Taylor. • Efeitos do projeto sobre a estrutura organizacional e de capital da empresa. montadores de automóveis. um gerente a frente do projeto. O projeto pode ser considerado como um empreendimento único e não repetitivo. O resultado esperado e o processo para sua obtenção requerem gerência efetiva. Essa estrutura de projeto centralizado ocorre muito em projetos de construção. pode. Alguns fatores são condicionantes assim como seus efeitos sobre as organizações no desenvolvimento de um projeto. o descentralizado.”   (G1 Economia e Negócios) • Levantamento dos investimentos necessários ao projeto. o planejamento é um só e normalmente não há modificações. Assim como em uma empresa existe a estrutura organizacional. ele deve ter um começo. Didatismo e Conhecimento 39 . análise e avaliação de projetos. o objetivo central da gestão de projetos é alcançar o controle adequado do projeto. Nos dias de hoje muitas empresas. • Análise de mercado. Demanda. esse supervisor geral é aquele que estará a frente do projeto sempre. de modo a assegurar sua conclusão no prazo e orçamento determinado. como pesquisas. O gerenciamento de um projeto varia muito em termos de finalidade. um meio e um fim bem definidos. • Definir o horizonte do projeto. Por outro lado. Segundo (Menezes. • Analisar a viabilidade econômica do projeto. O outro método. • Estimar o retorno do investimento. o projeto deve sempre ter uma estrutura não em termos administrativos. Ou seja. com algumas adaptações a chamada linha de produção. Apesar das variações. ou que tem uma gerencia centralizada. já que os consumidores se dispõem a pagar mais para obter um determinado item. projetos que visam apenas uma abordagem mais teórica. Em se tratando de um projeto adotar o sistema de linha de produção normalmente é o mais recomendado. Se a estrutura da empresa é centralizada. • Projetar o fluxo de caixa dentro do horizonte do projeto. Realizar um diagnóstico das tendências da oferta e demanda dos produtos e serviços oferecidos. • A tarefa básica da administração de projetos é assegurar a orientação do esforço para um resultado. onde ele acreditava que deveria existir o funcionário padrão. por sua vez. o projeto não possui um comando central. os princípios de administração que devem ser utilizados são sempre os mesmos: • A administração de projetos é uma técnica (ou conjunto de técnicas que se aplica a determinadas situações). E o andamento do projeto centralizado é aquele que o projeto acontece em forma de linha. o projeto também deverá ter essa estrutura. • A aplicação das técnicas da administração de projetos depende tanto da natureza intrínseca da situação quanto de escolha consciente. Um projeto centralizado. Como construção civil. pode acontecer o contrário. obtendo a qualidade determinada. • Definir como será feito o gerenciamento do projeto.

atribuir autoridades e pessoal necessário. grupo e a instituição. A organização pode optar por um software mais simples ou avançado. Comportamento organizacional: indivíduo. Levantar as necessidades e expectativas das partes interessadas. dependendo da complexidade e rotinas de seu projeto ou projetos. qualquer demonstração de preferência pode tornar-se obsoleta em pouco tempo. conforme os fatores envolvidos. aquisição e outros gratuitos. pois em torno da função as pessoas organizam suas carreiras. É essencial que esse analista possua experiência com gestão de projeto. se a demanda de informações e outras rotinas destinadas ao projeto não forem complexas é possível trabalhar sem o apoio de um sistema informatizado. mas deve-se considerar que algumas mudanças serão necessárias para adaptar-se ao software adquirido. controles e etc. No entanto. porém. adquirindo mais conhecimentos. Mas não segue aqui nenhuma menção como indicação. e isso é possível. mesmo porque o sistema depende de alimentação e de atualização constante. deve-se entender que qualquer sistema informatizado proporcionará velocidade às informações e registros de fatos essenciais para as decisões. divulgação de atividades. Gerenciamento de integração do projeto – descreve os processos requeridos para certificar-se que os vários elementos do projeto estão propriamente coordenados. Porém. Estabelecer prazos limites a serem atingidos. Com isso. podem necessitar de algumas adaptações. Algumas empresas empreendem esforços para o desenvolvimento de uma ferramenta informatizada própria. O mercado oferece inúmeros softwares para o gerenciamento de projetos e a Internet possui alguns produtos disponíveis para avaliação. tais rotinas. sendo que a alimentação do sistema dependerá de profissionais qualificados e destinados para tais tarefas. Criou-se com isso um Networking. Isso proporcionará acesso às informações sem a interdependência de local e instalações físicas da organização. Fixar o escopo do projeto. Consiste em: Desenvolver o termo de abertura do projeto Desenvolver a declaração do escopo preliminar do projeto Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto Orientar e gerenciar a execução projeto Monitorar e controlar o trabalho do projeto Controle integrado de mudanças Didatismo e Conhecimento 40 . ou rede de relacionamento natural de solidariedade e de ajuda recíproca de todos aqueles que estão envolvidos para gestão de um ou vários projetos. Faz-se necessário: • • • • • Definir o objetivo a atingir. constata-se que a parte mais importante são as pessoas. Marcos Tadeu. Entretanto. Deve-se entender que os fatos e dados fornecem a base para a boa gestão de projeto. práticas administrativas. Estrutura organizacional: teoria e funcionamento das organizações com relação à organização. deve-se entender que a organização dependerá de um bom analista de sistemas para seguir o desenvolvimento de um sistema de acordo com as práticas de mercado necessárias para atingir o objetivo. execução e controle do trabalho. bem como um acompanhamento por meio de dados fidedignos.  A Internet pode ser considerada uma ferramenta de apoio à gestão de projetos. Esse conhecimento deve ser construído pela função individual e das equipes envolvidas para a gestão de projetos.” Principais características dos modelos de gestão de projetos. experiências e especialização. pois por meio do material disponibilizado on line as equipes serão bem informadas. portanto. Determinar os custos aceitáveis e. as rotinas e seus prazos serão controladas em tempo real e mesmo o sistema informatizado para gerenciamento dos projetos estará disponível para os interessados. mas não é garantia de sucesso.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Na administração de projetos é necessário identificar as características do projeto a ser elaborado e executado. A complexidade exige da organização conhecimentos com base em experiências para garantir algumas vantagens competitivas. 2008 Ferramentas para a “Gestão de Projetos” “Um padrão pode ser considerado como uma ferramenta para o gerenciamento de projetos. Existem algumas rotinas que detalham as etapas de um projeto. pois após a elaboração de uma estratégia para o gerenciamento do projeto pode-se iniciar a criação de um sistema informatizado para registro das etapas. mesmo porque a dinâmica imprimida pelas mudanças é muito veloz. métodos quantitativos. A gestão de projetos envolve conhecimentos como: Ferramentas: técnicas específicas. Disso dependerão decisões importantes.

Consiste em: Planejamento das comunicações Distribuição das informações Relatório de desempenho Gerenciar as partes interessadas Gerenciamento de riscos do projeto – descreve os processos relacionados a identificar.Realizar a garantia da qualidade 3. Consiste em: Definição da atividade Sequenciamento de atividades Estimativa de recursos da atividade Estimativa de duração da atividade Desenvolvimento do cronograma Controle do cronograma Gerenciamento de custos do projeto – descreve os processos requeridos para que o projeto seja completado dentro do orçamento aprovado. para completar o processo com sucesso.Realizar o controle da qualidade Gerenciamento de recursos humanos do projeto – descreve os processos requeridos para fazer o uso mais efetivo das pessoas envolvidas no projeto. disseminação. Consiste em: Planejamento do gerenciamento de riscos Identificação de riscos Análise qualitativa de riscos Didatismo e Conhecimento 41 . Consiste em: Planejamento da qualidade 2. coleção. Consiste em: Estimativa de custos Orçamentação Controle de custos Gerenciamento da qualidade do projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto vai satisfazer as necessidades pelas quais ele foi feito.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Encerrar o projeto Gerenciamento do escopo do projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto inclui todo o trabalho requerido (requisitos). analisar e responder aos riscos do projeto. Consiste em: Planejamento do escopo Definição do escopo Criar a Estrutura Analítica de Processo (EAP) Verificação do escopo Controle do escopo Gerenciamento de tempo de projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto seja completado dentro do prazo. armazenamento e disposição final das informações do projeto. e somente o trabalho requerido. Consiste em: Planejamento de recursos humanos Contratar ou mobilizar a equipe do projeto Desenvolver a equipe de projeto Gerenciar a equipe de projeto Gerenciamento das comunicações do projeto – descreve os processos requeridos para garantir rápida e adequada geração.

Os cinco grupos de processos possuem conjuntos de ações que levam o projeto adiante. inicia-se o projeto. O estudo do ciclo de vida do projeto permite visualizar outras atividades. prazo e escopo. vamos ver os passos que nos levam a melhorar nossas habilidades de gerenciamento de projeto. Processos de Execução – execução dos planos do projeto: coordenação de pessoas e outros recursos para executar o plano 4. Processos de Planejamento – são processos de definição e refinamento de objetivos e seleção dos melhores caminhos para atingir os objetivos. deve ser um documento assinado pelos patrocinadores e pelo gerente do projeto. Os grupos de processo são ligados pelos resultados que produzem: o resultado de um processo frequentemente é a entrada de outro. para notificar que naquele momento se inicia o projeto e todos estão envolvidos com a sua execução. Garantem que os objetivos do projeto são alcançados através do monitoramento e medição regular do progresso. Didatismo e Conhecimento 42 . Repetir os processos de iniciação antes da execução de cada fase é uma maneira de se avaliar se o projeto continua cumprindo as necessidades de negócio. além de servir para fazê-los sentirem-se envolvidos no projeto – o que muitas vezes é essencial para o sucesso do mesmo. 5. são atividades que não ficam evidentes na estrutura analítica do produto. Sabendo da importância de se gerenciar bem um projeto. visitar fornecedores e preparar relatórios e prestar contas do projeto. Este momento deve ser formalizado com um documento que se chama de “termo de início do projeto”. Tudo começa com a contratação de uma empresa para tocar o projeto ou a definição dos colaboradores internos que integrarão a equipe de projeto. de modo que ações corretivas possam ser tomadas quando necessário. os processos de gerenciamento de projetos podem ser organizados em cinco grupos de processos: 1. enquanto os deslizes nas atividades do caminho não crítico são verificados periodicamente. Esses termos foram eliminados para garantir que todos os processos de gerenciamento de projetos nos grupos de processos de gerenciamento de projetos tenham o mesmo nível de importância. pode ser um e-mail que o gerente envia aos patrocinadores. Nos mais diversos setores. Consiste em: Planejar compras e aquisições Planejar contratações Solicitar respostas de fornecedores Selecionar fornecedores Administração de contrato Encerramento de contrato Projetos e suas etapas. O gerente de projetos precisa monitorar e comunicar o desempenho do projeto. A comunicação do desempenho do projeto é um dos principais elementos para o gerenciamento de projetos bem sucedido. Envolver as partes interessadas no projeto em cada uma das fases é uma maneira de aumentar as probabilidades de satisfação dos requisitos do cliente. Em projetos maiores. Processos de Iniciação – autorização do projeto ou fase 2. por exemplo. Processos de Monitoramento e Controle – medição e monitoramento do desempenho do projeto.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Análise quantitativa de riscos Planejamento de respostas a riscos Monitoramento e controle de riscos Gerenciamento de aquisições do projeto – descreve os processos requeridos para adquirir bens e serviços de fora da organização “dona” do projeto. copiando os demais envolvidos. Num dia determinado. a abordagem de gerenciamento de projetos está ganhando terreno por permitir um melhor uso dos recursos para se atingir objetivos bem definidos pela organização. Dentro dos cinco grupos de processos existiam duas categorias de processos: básicos e facilitadores. em direção ao seu término. Processos de Fechamento – aceitação formal do projeto (com verificação de escopo) ou fase para a sua finalização. Os resultados do trabalho que estiverem abaixo de um nível de desempenho aceitável precisam ser ajustados com ações corretivas para que o projeto volte a estar em conformidade com as linhas de base de custo. Fazer reuniões de planejamento e controle. As atividades no caminho crítico são monitoradas ativamente quanto a deslizes. que podem não estar diretamente ligadas ao produto e a sua estrutura analítica. De acordo com o PMBOK. 3. Para projetos menores.

plano de custos. e o principal. Objetivos determinados. plano de testes. recursos alocados para cada tarefa. É no começo que se define. necessários ao alcance dos objetivos (de negócios e culturais) definidos no posicionamento estratégico da empresa e no propósito de manutenção e desenvolvimento de sua ideologia essencial.C. Implementação de um novo procedimento organizacional. não precisa temer o resultado de cem batalhas. recebimento e controle. Aprimoramento de produtos ou serviços já existentes na empresa. Alteração ou nova implementação na estrutura organizacional. Podemos considerar projetos como um conjunto de atividades ou medidas planejadas para serem executadas com: a) b) c) d) e) Responsabilidade de execução definida. As atividades de conclusão de projetos são o controle de comissionamento (testes. As competências organizacionais são um conjunto de ações. Recursos específicos. as habilidades e os conhecimentos necessários para alcançar resultados diferenciados. para que o projeto fique exatamente como foi planejado. ou seja. Em Tzu – A Arte da Guerra (300 A. Então a empresa não pode no meio do caminho abandonar o projeto. É a capacidade de gerar resultados observáveis. No planejamento do projeto é necessário identificar as necessidades que existem a ser atendidas por meio de um novo projeto. • Operação: quando entregue. A aplicação do conhecimento. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo. definição da estrutura organizacional que vai desenvolver o projeto. sequência física de execução. um meio e um fim. quais serão os custos em termos de material e humano. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Não há uma definição de estratégia genérica e universalmente aceita. estrutura de decomposição de tarefas (EDT). leva a atingir as necessidades e expectativas dos interessados pelo projeto. não haja muitas alterações. • Design: especificação detalhada do produto ou serviço. É um conceito pelo qual se define quais são as atitudes. pois se algo der errado. treinamento do usuário) e o recebimento. durante a realização do projeto.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Quando falamos em ciclo de vida do projeto estamos nos referindo desde o começo do projeto. perderá todas as batalhas. tempo e custo do projeto. Plano de projeto. Projetos começam e terminam num ciclo de vida com as seguintes etapas: • Criação: determinação das necessidades. Se você se conhece. todo o projeto fica comprometido. Prazo delimitado. E no final. política de acompanhamento. a entrega do projeto. até o seu final. ele deixar de ser projeto e passa para atividade operacional. mas não conhece o inimigo. muitas vezes os projetos são para outra pessoa. Faz-se necessário estimar os conflitos. especificações para instalação e operação.). É a fase mais delicada do projeto. ou então tomam um rumo completamente diferente do projeto inicial. ou então alterá-lo. acompanhamento periódico. Temos que lembrar que as empresas muitas vezes elaboram e fazem projetos para terceiros. deve ser o mínimo possível. ferramentas e técnicas às atividades do projeto. Os objetivos devem ser muito bem elaborados. A data de início do projeto. Abrangência ou escopo definida. Ou se acontecer. No começo. Parece meio óbvio. temos: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo. no começo. • Execução: implementação. Estudo da viabilidade de um investimento ou mudança na produção. O tempo que levará para terminar o projeto. mas muitos projetos tendem a não ser entregues. O planejamento é extremamente importante para que no momento que começa a construção do projeto. Cada projeto tem um começo. nada saia errado. Promover adaptações. processos organizacionais e habilidades que servem a fim de atender as necessidades dos clientes. estudo de viabilidade técnica e econômica. Quem serão os responsáveis por dirigir o projeto. para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. o valor do projeto. sendo suas características singulares que geram valor e garantem vantagem competitiva sustentável. de forma clara e realizável. Os projetos são desenvolvidos nas organizações com os objetivos de desenvolver novos produtos ou serviços. habilidades. características principais do produto ou serviço a ser criado.” Didatismo e Conhecimento 43 . o projeto ganha forma em papel.

1965). A palavra estratégia também envolve certa conotação de astúcia. estratégia é a forma com a empresa mobiliza todos os recursos da empresa no âmbito global visando a atingir objetivos de longo prazo. Isso significaria aprendizado zero ou controle zero. direcionando ações para curto. As estratégias não são puramente deliberadas nem emergentes. a estratégia é termo corrente na vida empresarial. Outros conceitos de estratégia: . antecipando questões futuras e propondo respostas ou soluções a estas questões. Processo metodológico para determinar e colocar em prática as estratégias e seus mecanismos de controle.Estratégia diz respeito ao comando geral de algum empreendimento. e pulando a estratégia pretendida e a estratégia deliberada para a estratégia realizada. hoje. na busca por objetivos previamente definidos. . A estratégia deliberada tem processo consciente e explícito. 1998). “stratègós” era o general das infantarias gregas. Planejar é definir o que será realizado. Em uma conotação de planejamento. a realização do objetivo significa anular ou frustrar o objetivo do concorrente. E esclarece que o conceito de estratégia nasceu das situações de concorrência: guerra. Na Grécia antiga. a fim de atingir objetivos predeterminados. bem como garantindo a eficiência de sua missão e valores. Planejar é elaborar um plano de ações que serão adotadas para se alcançar os objetivos O planejamento consiste em definir um método para que a organização predetermine suas ações futuras. Didatismo e Conhecimento 44 . Contudo.Conjunto de ações e decisões relativas à escolha dos meios e articulações dos recursos como forma de atingir os objetivos (Hitt et al.Sob a ótica empresarial de Chiavenato. Dizem respeito à relação entre a empresa e seu ambiente (Ansoff. Antonio Cesar Amaru Maximiano explica que estratégia é a seleção dos meios para realizar objetivos. .Conjunto de regras de tomada de decisão em situações de desconhecimento parcial. . . . mas segundo os interesses do estrategista. Dessa forma. que provoca ilusão ou que o faz agir não como deveria. na determinação dos objetivos máximos da organização. 2008). médio e longo prazo aproximando-a de sua visão. especialmente quando se trata de inimigo ou adversário que está atacando ou sendo atacado. Deve-se considerar duas modalidades da estratégia. perpassando por três fazes: Já a estratégia emergente tem processo intuitivo. com a intenção de alcançar os objetivos pretendidos. a estratégia deliberada e a estratégia emergente. a estratégia analisa os fatores internos e externos.Estratégia também pode ser defina como caminho percorrido ou o plano traçado pela empresa para desempenhar suas atividades. seja militar ou de negócios.Busca deliberada de um plano de ação para desenvolver e ajustar a vantagem competitiva de uma empresa (Porter.Estratégia é o padrão de decisões da organização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA “SUPREMA ARTE DA GUERRA É VENCER O INIMIGO SEM LUTAR” Estratégia é uma palavra de origem grega. jogos e negócios. . O Planejamento Estratégico consiste em analisar e caracterizar seus ambientes interno e externo. Trata-se de um nível de decisão superior. de tentativa de enganar ou superar o concorrente com a aplicação de algum procedimento inesperado.. a palavra estratégia era tipicamente utilizada na vida militar.

. Especifica os negócios no qual a empresa pretende competir e os clientes aos quais pretende atender.Flexíveis: passíveis de adequação . Por meio dele se confere um norte à instituição. Hitt. Hitt.Motivadores: inspiradores . 2007 afirma que pensar em visão organizacional é pensar no quadro geral como uma paixão que ajuda as pessoas a sentirem o que devem fazer.Objetivos .Serve de base para alocação de recursos organizacionais.Tecnologia . seus valores e competências essenciais. 1991).ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Técnica administrativa que. .Auto-conceito da empresa . A visão é útil para: . acompanhado da seleção de programas de execução. É muito comum o envolvimento de outras pessoas na empresa para o processo de elaboração. Ela oferece informações sobre o escopo de Missão Organizacional atuação da empresa. entendidos e escritos: conhecimento de todos .esclarecer a todos os stakeholders a direção do negócio.Imagem pública da empresa Missão Organizacional: contribuições . A visão deve apresentar um quadro descritivo do que a empresa deverá ser no futuro. . 2007 afirma que a missão e a visão formam a individualidade de uma empresa. Antes de se estabelecer objetivos a organização deve conhecer sua razão de existir que é expressa em sua missão.Atua como base para o desenvolvimento de objetivos Visão Organizacional refere-se àquilo que a empresa deseja ser no futuro.Mercado . sonhos.Específicos: recursos necessários . .Ajuda a assegurar que a organização não persiga propósitos conflitantes. seus clientes.Mensuráveis: capazes de serem medidos Didatismo e Conhecimento 45 . .Ajuda a concentrar esforços em uma direção comum.oferecer o foco. Direciona a empresa onde ela quer estar nos próximos anos. A Missão Organizacional é uma proposta da razão pela qual a organização existe.Exigente de esforços: desafios . Quais informações deve conter a missão? -Produto ou serviço da empresa . Normalmente a responsabilidade final de pela elaboração da missão da empresa é do CEO. . As pessoas sentem o que devem fazer quando a visão da empresa é simples.motivar os interessados e envolvidos a tomar as ações necessárias. bem como por meio da definição de indicadores de avaliação de desempenho. positiva e tocante. cria consciência das suas oportunidades e ameaças dos seus pontos fracos para o cumprimento da sua missão e estabelece o propósito de direção que a organização deverá seguir para aproveitar as oportunidades e evitar riscos (Fischmann.incentivar as pessoas a trabalhar em direção a um estado comum e a um conjunto interligado de objetivos. . “Nós temos que ser uma grande empresa com grandes pessoas”. Visão. Desafia as pessoas e evoca emoções.Filosofia da empresa .Atingíveis: capazes de serem atingidos . ao estabelecer escopos e métodos para efetivá-los. Seja na administração pública ou privada o Planejamento Estratégico consiste em um método gerencial de elaboração de objetivos (de longo prazo).Estabelece áreas amplas de responsabilidades por tarefa na organização. visão do que espera para o futuro e seus valores. missão e análise SWOT. . Características dos objetivos eficazes . através da análise do ambiente de uma organização.descrever uma condição futura (onde a empresa quer chegar).Claros.

Ø Weaknesses: Fraquezas. Ø Opportunities: Oportunidades. prazerosa. Consiste na avaliação da posição competitiva de uma empresa com base em quatro variáveis: pontos fortes.” Visão: Bem Estar Bem “A Natura. gás e energia.Consistentes a longo e curto prazos: encadeamento lógico Alguns exemplos de visão e missão de algumas empresas: Empresa Natura Missão “Nossa razão de ser é criar e comercializar produtos e serviços que promovam o Bem-Estar/Estar Bem.” Empresa Nestlé Missão “Desenvolver as oportunidades de negócios. atuando com foco na rentabilidade e na responsabilidade social e ambiental. fornecendo produtos e serviços adequados ás necessidades dos seus clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua. Manter a liderança tecnológica. Visão “A Petrobras será uma empresa integrada de energia com forte presença internacional e líder na América Latina. bem-sucedida. Pontos fracos e fortes . Ø Threats: Ameaças. com responsabilidade social e ambiental. oportunidades e ameaças.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA . Estar Bem é a relação empática. Contribuir para o desenvolvimento da sociedade. agradável. oferecendo ao consumidor produtos alimentícios e serviços de alta qualidade e de valor agregado. identificada com a comunidade das pessoas que se comprometem com a construção de um mundo melhor através da melhor relação consigo mesmas. Ø Strengths: Forças. pontos fracos. Bem-Estar é a relação harmoniosa. com seu corpo. com o outro. por seu comportamento empresarial. com a natureza da qual fazem parte e com o todo. a preços competitivos. Assegurar o progresso social e profissional dos colaboradores. do indivíduo com o outro. será uma marca de expressão mundial.” Visão: Good Food. nos mercados nacional e internacional. Manter a imagem de excelência e qualidade.” ANÁLISE SWOT A análise de SWOT é uma ferramenta muito utilizada para a análise do ambiente. com a natureza da qual faz parte e com o todo.dizem respeito à empresa (questões internas) Oportunidades e ameaças – ambiente externo (meio envolvente). Empresa Petrobrás Missão “Atuar de forma segura e rentável. presentes e futuras. nas atividades da indústria de óleo. pela qualidade das relações que estabelece e por seus produtos e serviços. do indivíduo consigo mesmo. Análise SWOT FORÇAS OPORTUNIDADES Didatismo e Conhecimento 46 . Good Life “Manter a Empresa como a maior em termos de alimentos industrializados e conseguir a liderança nos segmentos em que atua.

a melhoria da renda e do crédito. por exemplo. bem como concorrentes em uma aldeia global vêm de todos os lugares. tecnológicos. como o advento da classe média. Oportunidades: As forças externas podem conspirar para novas oportunidades para a organização. Ameaças: As forças externas têm origem em todos os setores do ambiente. No caso das organizações públicas. Uma ameaça é uma condição do ambiente geral que pode neutralizar os esforços da organização na busca de competitividade. entre outros. Outro fator que pode influenciar o fomento de oportunidades é a cotação do dólar. sediar eventos como a Copa e as Olimpíadas. Conhecer os recursos financeiros. o aumento do número de filhos dos consumidores. o que permite o desenho de cenários e a tomada de decisão com mais segurança. que podem vir através de algum aspecto econômico novo. Os componentes da Análise do Ambiente Externo são: • ESCANEAMENTO: Permite a identificação dos primeiros sinais de mudança e tendências ambientais. humanos. Um produto de qualidade encontrará compradores na Europa e Ásia. A observação de ciclos econômicos. tecnológico e global. é importante conhecer os recursos e as capacitações adequados ao desenvolvimento da estratégia. tecnologia. materiais. ajuda a empresa a obter competitividade estratégica. Variáveis externas não controláveis pela empresa que podem criar uma condição desfavorável. as taxas de juros) geram uma força para a qual a administração deve responder com mudanças. Pois para que a estratégia seja planejada e implementada. Variáveis externas não controláveis pela empresa que podem criar uma condição favorável desde que haja o interesse de explorá-la. Por exemplo: instabilidade política. É fundamental analisar o ambiente externo e interno para compreender o presente e prever o futuro. sendo que oportunidade é uma condição no ambiente geral que ajuda a organização a antever um cenário e trabalhar para obter competitividade estratégica. diplomáticos. se explorada.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INVESTIR NAS OPORTUNIDADES IDENTIFICAR AMEAÇAS CAPITALIZAR FORÇAS Variáveis internas controláveis que propiciam uma condição favorável para empresa em relação ao seu ambiente. incluindo clientes. a taxa de desemprego. político/jurídico. • PREVISÃO: Fazer projeções de resultados antecipados com base nas mudanças e tendências monitoradas. clientes e fornecedores. Produtos e serviços existem em um mercado global. Já a Análise do Ambiente Interno busca identificar os pontos fortes e os pontos fracos da organização. pode ajudar na elaboração de políticas públicas. • MONITORAMENTO: Detecta o significado através da observação constante das mudanças e tendências ambientais. demográfico. por exemplo. A análise do Ambiente Externo tem como objetivo identificar oportunidade e ameaças. O cenário internacional produz novos concorrentes. Didatismo e Conhecimento 47 . concorrentes. As condições econômicas de um país ou região onde a organização opera (poder de compra do consumidor. economia e cenário internacional. pode impedir o progresso do planejamento do governo. O ambiente geral é composto por dimensões que influenciam as organizações. assim como fornecedores. essas dimensões foram agrupadas por Hitt (2008) em seis segmentos ambientais: econômico. • AVALIAÇÃO: Determina o momento e a importância das mudanças e tendências ambientais para as estratégias organizacionais e sua administração. As empresas hoje estão operando em um mundo cada vez mais sem fronteiras. ou a criaçã de uma nova tecnologia. FRAQUEZAS AMEAÇAS FORTELECER FRAQUEZAS Variáveis internas controláveis que propiciam uma condição desfavorável para empresa em relação ao seu ambiente. entre outros recursos disponíveis permite a preparação das condições adequadas para a implementação da estratégia. sociocultural. Uma oportunidade é uma condição no ambiente geral que.

As exigências dos empregados e sindicatos. redução de custos. Porter ainda afirma que os diferentes setores. e se possível eliminadas. este pode cobrar preços mais elevados e aproveitar a sua utilidade. pois os mesmos já detém uma grande parcela de mercado. sendo necessário uma atenção especial a cada uma das forças para se obter sucesso do negócio. As fraquezas podem ter origem na falta de estratégia. melhor qualidade de produto. pesquisa. Forças: As forças de uma organização podem advir de uma estratégia poderosa. tecnologia própria. demográfico. alianças ou parcerias vantajosas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA As forças internas resultam das atividades e decisões internas da organização. Fraquezas: As fraquezas de uma organização não devem ser escondidas. custos mais altos que os concorrentes. Produtos substitutos: há produtos que possam substituir o seu? Estes são mais ou menos eficientes? Em relação a essa força é preciso definir um preço justo. Geralmente rivalidade competitiva será alta se: • Existe pouca diferenciação entre os produtos vendidos pelos concorrentes. mercados seja nacional ou importado as cinco forças competitivas podem diretamente afetá-los. Seu produto ou serviço pode ser facilmente copiado. obter um retorno superior sobre o investimento”. Elas consideram os planos. Análise competitiva e estratégias genéricas. Se a entrada a uma indústria é fácil. reconhecer os vários níveis existentes no ambiente organizacional e entender as recomendações das normas para realizar uma análise do ambiente. sociocultural. inabilidade administrativa. a monitoramento do ambiente organizacional para identificar os riscos e as oportunidades presentes e futuras. o custo de produção (busca de uma produção eficiente. novos produtos ou serviços. isto é. Segundo Porter. por exemplo. podem gerar uma força para qual a administração deve responder com mudanças. problemas operacionais. sendo que oportunidade é uma condição no ambiente geral que ajuda a organização a antever um cenário e trabalhar para obter competitividade estratégica. que podem influenciar o progresso obtido através da realização de objetivos da organização. A análise do Ambiente Externo tem como objetivo identificar oportunidade e ameaças. Conforme explicado em análise de SWOT é fundamental analisar o ambiente externo e interno para compreender o presente e prever o futuro. talento para inovação. Se é fácil para os clientes mover-se para substituir os produtos. O processo de administração estratégica e análise tem início com a análise do ambiente. forte condição financeira. desenvolvimento). linha estreita de produtos. assim. devem ser expostas e amenizadas. essas dimensões foram agrupadas por Hitt (2008) em seis segmentos ambientais: econômico. os produtos ou serviços deverão sempre estar de acordo com as necessidades e expectativas dos mesmos (nunca esquecendo os princípios básicos do marketing empresarial). serviço ou produto ou linha de produtos líder de mercado. vantagens em custos. demandas de novos processos e tecnologias. 1. tecnológico e global. com marcas fortes ou imagem reconhecida. Os administradores devem compreender o propósito da análise do ambiente. ente outros. atraso em Pesquisa & Desenvolvimento. político/jurídico. problemas e necessidades da empresa. • Se os concorrentes têm estratégias semelhantes. falta de talento em marketing. Clientes: há clientes para o negócio e estes estão dispostos a comprar o seu produto? O poder de barganha dos clientes não pode ser esquecido. assistência técnica. boa reputação no mercado. • Concorrentes são aproximadamente do mesmo tamanho uns dos outros. rivalidade será elevado. pois deles dependerá o sucesso ou fracasso da empresa. instalações obsoletas. lucros reduzidos. a fim de ligar com as cinco forças competitivas e. estratégica competitiva genérica é sinônimo de tomar atitudes ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável em um setor. Rivalidade competitiva é um bom ponto de partida para quando se analisa um determinado setor. O ambiente organizacional encerra todos os fatores. Devido a isso. visto que se a empresa for dependente de um único fornecedor. então rivalidade competitiva é provável que seja muito alta. O ambiente geral é composto por dimensões que influenciam as organizações. ampliação do volume de produção. tanto internos como externos à organização. 5. Novos entrantes: refere-se a novos concorrentes que ameaçam o negócio. Concorrentes: em alguns ramos de negócios. distribuição. Este negócio poderá ser viabilizado por um concorrente de outra forma? 3. Há ainda mercado para o seu negócio? 2. bom serviço ao cliente. Fornecedores: o poder de barganha dos fornecedores é grande. metas. • É caro saída da indústria (barreiras de saída) Didatismo e Conhecimento 48 . os concorrentes são inimigos perigosos. pelo contrário. 4.

se mal gerenciadas. envolvendo não apenas alianças bilaterais entre duas empresas. Embora a análise das alianças de forma isolada seja útil. de relacionamentos em que as empresas e seus parceiros estejam envolvidos. Essa tarefa torna-se mais difícil à medida que a rede de relacionamentos da empresa se expande. inclusive exercendo funções específicas dentro dessa rede. a busca de recursos e competências complementares que aumentem a eficiência e a competitividade e gerem valor para todos os envolvidos. ou seja. sem perder a característica de rede. têm igual potencialidade para se tornarem grandes sorvedouros de recursos e de tempo gerencial. Embora tenham a capacidade de criar valor para as companhias. vamos ter contato com a realidade das empresas líderes no Brasil no que tange às suas ações e às suas percepções nesse novo cenário de competição. Um dos desafios refere-se ao aumento de complexidade das alianças ocorrido nos últimos anos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Fornecedores também são essenciais para o sucesso de uma organização. Didatismo e Conhecimento 49 . otimizando o seu desempenho e aumentando a sua vantagem competitiva. Redes e alianças. formando o que chamaremos de redes estratégicas. ou rede. não importando o tamanho ou o papel da empresa dentro do segmento industrial [Gomes-Casseres (1994)]. na medida em que as redes de relacionamentos entre os atores podem ser importantes fontes de informação para os participantes. mas abrangendo alianças multilaterais de três ou mais empresas [Doz e Hamel (2000)]. Apenas uma compreensão global da rede torna possível entendê-la e gerenciá-la de forma eficaz. tecnologias ou serviços”[Gulati (1998)]. • Se o custo for alto para se deslocar de um fornecedor para outro (também conhecido como comutação de custo) • Se não houver nenhum outro substituto para o produto fornecido pelo fornecedor. Existem produtos alternativos que os clientes podem comprar? Produtos alternativos que oferecem os mesmos benefícios que seus produtos? A ameaça de substitutos (concorrente) para produtos é elevada quando: • O preço do produto substituto (concorrente) cai. • Os compradores estão dispostos a substituir produtos de diferentes concorrentes. A aliança é dita estratégica quando o seu objetivo está alinhado com o core business da empresa que o pratica. • É fácil para os consumidores mudar de um produto substituto para outro. Isso acontece quando: • Existe pouca diferenciação sobre o produto e substitutos podem ser facilmente encontrados pelos consumidores / compradores. As alianças podem ser definidas como qualquer forma de parceria entre empresas que envolva um compartilhamento de destinos comuns. Por meio do estudo dessas tendências. Essa dimensão relacional entre as empresas veio agregar uma nova perspectiva ao estudo das estratégias corporativas. Portanto. para reduzir um dos elementos dentre os que têm sido identificados como os mais relevantes nas ações organizacionais a incerteza. Uma aliança estratégica possibilita ainda a criação de valor à medida que ocorre a transferência de know-how entre as empresas. Modelo das cinco forças de Porter é uma ferramenta de análise essencial para entender uma indústria. o compartilhamento ou o co-desenvolvimento de produtos. • Mudança de um produto para outro não é caro para os clientes / compradores. é de fundamental importância ter um grande conhecimento não só da integridade das alianças individuais. mas também do grau de inserção de cada uma delas em uma rede mais ampla. ou ainda como “acordos voluntários entre empresas envolvendo a troca. ela faz pouco sentido fora de uma teia mais ampla. fundamentalmente. Os compradores ou clientes podem exercer influência e controle sobre uma indústria em determinadas circunstâncias. as alianças estratégicas. como eles fornecem às empresas os recursos que necessitam para produzir seus produtos e serviços. O objetivo das redes é semelhante ao das próprias alianças que as constituem. de forma a trazer benefícios para todos os envolvidos. Isso porque contribuiu. Todas as cinco forças de Porter afetar a força de uma empresa e os preços que uma empresa pode cobrar . Mesmo as alianças que unem essas empresas podem ser de variados tipos. Empresas de diferentes tamanhos e funções econômicas podem constituir uma rede de relacionamentos. • Os compradores / clientes são sensíveis a flutuações de preços. O poder do fornecedor pode vir: • Se houver um ou poucos fornecedores que podem fornecer os recursos que uma empresa precisa.

Planos de recursos humanos. Políticas As políticas constituem exemplos de planos táticos que funcionam como guias gerais de ação.T. enquanto estes se desdobram em planos operacionais para sua realização. Envolvendo métodos e tecnologias necessárias para as pessoas em seu trabalho. Em cada política. O horizonte de planejamento no nível tático é o médio prazo. As políticas servem para que as pessoas façam escolhas semelhantes ao se defrontarem com situações similares.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Marcelo Gonçalves Tavares . Recentemente. seleção e treinamento das pessoas nas várias atividades dentro da organização. finanças e contabilidade. de garantia etc. os planos táticos podem também se referir à tecnologia utilizada pela organização (tecnologia da informação. 10. de crédito etc. Enquanto o planejamento estratégico envolve toda a organização. de investimentos etc. RIO DE JANEIRO. 2. de vendas.vendas. As políticas de vendas são divididas em políticas de atendimento ao cliente. refletem um objetivo e orientam as pessoas em direção a esses objetivos em situações que queiram algum julgamento. Na verdade. Planos de produção. Enquanto o planejamento estratégico é desenvolvido pelo nível institucional. Para ajustar-se ao planejamento tático. o planejamento tático é o planejamento focado no médio prazo e que enfatiza as atividades correntes das várias unidades ou departamentos da organização. como de recursos humanos. marketing. As políticas definem limites ou fronteiras dentro dos quais as pessoas podem tomar suas decisões. Cada uma dessas políticas geralmente é desdobrada em políticas mais detalhadas. As políticas de recursos humanos são divididas em políticas de seleção. Os planos táticos geralmente envolvem: 1. a organização específica como os funcionários deverão se comportar frente ao seu conteúdo. obtenção de recursos etc. De Macedo-Soares* REVISTA DO BNDES. Planos de marketing. de produção. o planejamento tático é desenvolvido pelo nível intermediário. arranjo físico do trabalho e equipamentos como suportes para as atividades e tarefas. P. Planos financeiros. Envolvendo captação e aplicação do dinheiro necessário para suportar as várias operações da organização. o planejamento tático envolve uma determinada unidade organizacional: um departamento ou divisão. de pós. Envolvendo os requisitos de vender. Diana L. A. investimentos. abrangem geralmente o período anual. distribuir bens e serviços no mercado e atender ao cliente. Os planos táticos geralmente são desenvolvidos para as áreas de produção. de assistência técnica. V. geralmente o exercício de um ano. 2003 Planejamento tático. o planejamento estratégico é desdobrado em vários planejamentos táticos. de benefícios. 293-312. de saúde etc. de vendas. de segurança. Geralmente.). como departamentos ou divisões. 19. As políticas constituem afirmações genéricas baseadas nos objetivos organizacionais e visam a oferecer rumos para as pessoas dentro da organização. as organizações também estão se preocupando com a aquisição de competências essenciais para o negocio por meio da gestão do conhecimento corporativo. as políticas reduzem o grau de liberdade para a tomada de decisão de pessoas. o exercício contábil da organização e os planos de produção. V. JUN. As organizações definem uma variedade de políticas. Nesse sentido. O administrador utiliza o planejamento tático para delinear o que várias partes da organização. 3. ESTRATÉGICO TÁTICO OPERACIONAL Assim. Envolvendo recrutamento. Elas funcionam como orientações para a tomada de decisão. tecnologia de produção etc. de treinamento. 4. Contudo. devem fazer para que a organização alcance sucesso no decorrer do período de um ano de seu exercício. de remuneração. N. Didatismo e Conhecimento 50 . pessoal.

O planejamento operacional é focalizado para o curto prazo e abrange cada uma das tarefas ou operações individualmente. Apesar de serem heterogêneos e diversificados. os planos operacionais cuidam da administração da rotina para assegurar que todos executem as tarefas e operações de acordo com os procedimentos estabelecidos pela organização. os procedimentos são subplanos de planos maiores. Constitui séries de fase detalhadas indicando como cumprir uma tarefa ou alcançar uma meta previamente estabelecida. é um processo participativo de planejamento e avaliação por onde ocorre a descentralização das decisões e a definição de objetivos de forma conjunta para que a organização defina suas prioridades e consiga alcançar os resultados desejados. Regulamentos: são os planos operacionais relacionados com comportamentos das pessoas. O planejamento operacional é constituído de uma infinidade de planos operacionais que proliferam nas diversas áreas e funções dentro da organização. Enquanto as políticas são guias para pesar e decidir. independentemente do que for debatido entre gestor e funcionário no dia-a-dia. já que foi formulada num período bastante diferente dos atuais que é caracterizado por grande competitividade. Didatismo e Conhecimento 51 . Qualquer gestor facilmente encontra problemas em compreender e concordar com os funcionários. Os planos operacionais estão voltados para a eficiência (ênfase nos meios). incumbe-se ao gestor que considere o nível de abastecimento mas também se os objetivos abordados em grupo pela organização serão os mais indicados e se representam a melhor alocação de esforço. num processo que requer a identificação e descrição precisas de objetivos (a atingir) e prazos para conclusão e monitoração. Os procedimentos constituem guias para a ação e são mais específicos do que as políticas. Em razão do seu detalhamento. 2009) a ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS. ambos devem certificar-se que o objetivo está a ser considerado e que será concluído no tempo estipulado. Programas (ou programações): são os planos operacionais relacionados com tempo. Por exemplo. como tal. a saber: Procedimento: são os planos operacionais relacionados com os métodos. Um ser considerado um plano de ação. prioridades e medidas de desempenho. enquanto o planejamento tático está voltado para a busca de resultados satisfatórios. a fim de que esta possa alcançar os seus objetivos. Administração por objetivos. Os procedimentos são geralmente transformados em rotinas e expressos na forma de fluxogramas são gráficos que representam o fluxo ou a sequencia de procedimentos ou rotinas. Segundo (Dantas. rápidas alterações tecnológicas e maior exigência em relação à qualidade e desempenho do produto final. O termo Administração por Objetivos foi introduzido popularmente por Peter Drucker em. Sua utilização nos dias de hoje é inadequada. Refere-se especificamente às tarefas e operações realizadas no nível operacional.se aos métodos para executar as atividades cotidianas. Referem. a respeito de o que se pretende atingir. ou APO. Cada plano pode consistir em muitos subplanos com diferentes graus de detalhamento. pois a eficácia (ênfase nos fins) é problema dos níveis institucional e intermediário da organização. Como está inserido na lógica de sistema fechado. o gestor e funcionário necessitam discutir o que está a ser planejado. os procedimentos são guias para fazer. Por conseguinte. basicamente. Administração por objetivos acontece quando ocorre um processo de entendimento dos objetivos de uma organização. qual o prazo e as várias interpretações que indicador pode assumir. A Administração por objetivos consiste. sob o ponto de vista dos objetivos. Também. Preocupa-se com o que fazer e com o como fazer as atividades quotidianas da organização. o planejamento operacional está voltado para a otimização e maximização de resultados. os planos operacionais podem ser classificados em quatro tipos. Assim. Em conjunto com outras formas de planejamento. No fundo. Orçamentos: são os planos operacionais relacionados com dinheiro. são geralmente escritos para perfeita compreensão daqueles que devem utilizá-los. Pode ser iniciada a partir de um planejamento estratégico por meio do qual se estabelece metas. suponha-se que ambos concordam acerca da introdução de um indicador de performance que relate o desenvolvimento das vendas de uma parte da organização. Tal processo exige que o gestor e o funcionário concordem no que a administração pretende atingir no futuro e que todos desempenharão as suas funções em função dos objetivos (de outra forma se conseguirá a noção de compromisso). os procedimentos procuram ajudar a dirigir todas as atividades da organização para objetivos comuns. O procedimento é uma sequência de etapas ou passos que devem ser rigorosamente seguidos para a execução de um plano. Todas as organizações observam falta de recursos e. As rotinas constituem procedimentos padronizados e formalizados.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Planejamento operacional. mas é geralmente um subplano do procedimento. a impor consistência ao longo da organização e a fazer economias eliminando custos de verificações recorrentes e delegando autoridade às pessoas para tomar decisões dentro de limites impostos pela administração. Então. Sistemas de informação de gestão confiáveis são necessários para estabelecer objetivos relevantes e monitorar as taxas de sucesso.

verificando o desempenho de outras organizações. quando se utiliza a APO. a APO também possui seus pontos frágeis que podem levar uma organização ao fracasso sendo a baixa participação dos altos diretores. é necessário que a organização faça um estudo detalhado de mercado interno. Esclarecer e traduzir as diretrizes organizacionais e a estratégia: A tradução das diretrizes organizacionais missão e visão. Na administração pública. o que é essencial. alternativas para que se consiga alcançar os objetivos traçados e da concorrência. com os processos internos e com a capacidade da organização de aprender e melhorar – atividades que impulsionam o desempenho financeiro futuro. relacionados com a satisfação dos clientes. dessa forma. o BSC contempla essa visão com indicadores operacionais. O processo tem início com a alta administração para traduzir a estratégia de sua unidade de negócios em objetivos estratégicos. sociológicos. Kaplan e Norton o BSC é uma ferramenta de gestão que possui um conjunto de indicadores que proporciona uma visão rápida de toda a empresa. a estatística relacionada à necessidade do público. no qual o gestor da organização deve definir e implementar variáveis de controle. Balanced scorecard. O BSC envolve 4 processos: 1. desenvolvido em 1992 por Robert Kaplan e David Norton. Também é importante avaliar o processo antes de iniciar sua utilização para que não seja defasado e/ou incompleto. cada um deveria ter um diagrama que mostre a relação de causa e efeito nas diferentes perspectivas de negócio da organização (mapa estratégico). É importante.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Para a formação de metas. Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas: O BSC permite que todos os níveis organizacionais em todos os departamentos compreendam as estratégias de longo prazo. das limitações e possibilidades da organização. No entanto. os executivos corporativos são capazes de medir como suas unidades de negócio criam valor para os clientes atuais e futuros. que devem ser expressos em um conjunto de objetivos e indicadores. uma vez que é dever do Estado garantir o bem estar dos cidadãos. as unidades de negócios podem ser os órgãos que compõem a máquina do Estado. a relevância a metas estabelecidas para os gerentes focando somente os objetivos gerais da companhia e o abandono do sistema após ser inicialmente aplicado. tecnológicos e políticos. com quais recursos deve trabalhar e como fazer. que as metas sejam estabelecidas por completo de forma clara para que atenda às expectativas da organização além de ser realmente entendida pelos funcionários que os executará. a falta de avaliação de seus objetivos deixando-os ao léu. a confiança de execução do projeto como um todo a pessoas desqualificadas. Trata-se de um projeto lógico de um sistema de gestão genérico para organizações. a falta de participação de todos os funcionários da organização. Desse modo. além os indicadores financeiros. do mercado externo focando os fatores econômicos. 2. De acordo com os seus criadores. Para que o desempenho da estratégia possa ser avaliado devem-se traçar indicadores de desempenho para cada objetivo. Como todo processo. Podemos considerar que essa ferramenta tem muita utilidade no setor público. metas e interpretações para que a organização apresente desempenho positivo e crescimento ao longo do tempo. pois auxilia o administrador a organizar aquilo que cada pessoa deve fazer. Com o Balanced Scorecard. o BSC torna a estratégia clara para toda organização. O Balanced Scorecard (BSC) é um instrumento de medição e gestão de desempenho. Didatismo e Conhecimento 52 . o que permite o alinhamento da estrutura organizacional com as metas organizacionais. a simplificação de todos os procedimentos relacionados ao objetivo lançado. a fixação de objetivos numéricos como base.

Medidas como taxa de retorno sobre capital investido (ROI). captação. ou os segmentos populacionais que as políticas públicas desejam atingir. são definidos como indicadores aqueles relacionados à satisfação e aos resultados com os clientes. crescimento da receita e custo por unidade são indicadores que mostram se a estratégia da organização está caminhando para o sucesso ou para o fracasso. Melhorar o feedback e o aprendizado: Nesse momento. Perspectivas dos Processos Internos: Através da análise deste indicador é possível identificar os recursos e as capacidades necessários para elevar o nível interno de qualidade. ou seja. crescimento e valor para os acionistas. como sua demanda por esse valor deve ser satisfeita. Perspectiva dos clientes: Compreender as necessidades dos clientes e identificar os segmentos de mercado nos quais a empresa deseja atuar. 4. lucratividade. Perspectiva do Aprendizado e do Crescimento: Busca desenvolver objetivos e medidas para orientar o aprendizado e o crescimento organizacional. em sistema. como lucratividade e aumento da receita.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 3. como por exemplo: satisfação. procedimentos e nos recursos humanos da empresa. Didatismo e Conhecimento 53 . participação no mercado. A capacitação da organização se dará por meio de investimentos em novos equipamentos. As metas financeiras se relacionam com rentabilidade. Planejar. A inovação do BSC é que sua diretriz organizacional. Normalmente. rentabilidade. Perspectiva financeira: Monitora se a estratégia da empresa está contribuindo para a melhoria dos resultados financeiros. A tradicional perspectiva financeira serve de foco para as outras perspectivas do Balanced scorecard. para que estes mantenham suas metas alinhadas com o orçamento previsto. Os indicadores de perspectivas dos clientes e dos acionistas devem ser apoiados por processos internos. sua missão e visão estratégica são analisadas de acordo com 4 perspectivas: Figura: Perspectivas do Balanced Scorecard. Empresas com capacidade de aprender possuem cada vez mais possibilidade de crescimento. Esta perspectiva descreve as formas nas quais o valor deve ser criado para os clientes. estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas: A alta administração traduz os objetivos em metas. há uma avaliação geral de cada departamento. Com este indicador as organizações identificam os processos críticos para a realização dos objetivos das duas perspectivas anteriores. valor para os acionistas. em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Deve-se definir o desempenho financeiro esperado no longo prazo. retenção.

o que se vislumbra no modelo apresentado é a possibilidade de utilização do BSC especificamente na gestão estratégica de programas. 2006). no diagrama acima. focar o problema individualmente na cadeia de processos. Observam-se. O Diagrama abaixo ilustra a base conceitual do modelo.. LIMA et. também. originários de objetivos estratégicos e metas que interagem em meio a uma estrutura lógica de causa e efeito. 2003) e o Tribunal de Contas da União (TCU) (BRASIL. A partir dos pressupostos teóricos de que existe uma dicotomia entre política e administração passível de equilíbrio através da liderança política (MARTINS. em diferentes níveis (SLOMSKI. o modelo foi construído segundo a ideia de que a utilização de um instrumento de gestão estratégica como o BSC permitiria traduzir a estratégia do governo em um conjunto de medidas de resultado e desempenho. bem como sua capacidade de comunicar a visão e a estratégia por meio de indicadores de desempenho. valorizando o aprendizado contínuo e permitindo o alinhamento de todos interessados do programa com seus objetivos. Essas interferências podem ser causadas pelo conflito e/ou pela assimetria informacional. 2005). ele pode ter a capacidade de gerar o alinhamento estratégico necessário entre os atores políticos e burocratas com as reais demandas da sociedade. como ilustrado no Diagrama abaixo: Didatismo e Conhecimento 54 . E sim da forma com a organização utiliza a ferramenta. 1999.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O sucesso da estratégia da empresa ou do plano estratégico adotado não depende da ferramenta BSC. Para a adaptação do BSC à gestão estratégica de programas. o modelo visa o alinhamento estratégico entre os atores envolvidos com as políticas públicas e os programas do Plano Plurianual. 2003. a administração burocracia e a sociedade. O BSC. Assim.” (Zago e Carraro) O Balanced Scorecard na Administração pública Conforme apresentado por Rubem Pinto de Melo em Gestão Estratégica de Programas: Construção de um Modelo Baseado Na Integração do Balanced Scorecard ao Processo de Planejamento e Orçamento Público. mesmo assim. A despeito disso. torna-se importante a atuação efetiva da liderança política. interferências no fluxo de informação entre os três principais atores: o político (governo). “O grande diferencial para empresas que utilizam o BSC é a possibilidade de visualizar os seus aspectos financeiros e não financeiros e. al. definindo quais os objetivos a serem atingidos e medindo seu desempenho a partir de quatro perspectivas distintas e independentes. a gestão estratégica dos programas e a utilização de tecnologias gerenciais. WEBER. O BSC vem sendo adaptado e utilizado na administração pública brasileira por organizações como a EMBRAPA (ARAÚJO. Pelas suas características. Assim. optou-se pela substituição das perspectivas tradicionais do BSC. além de poder traduzir o desempenho dos programas em medidas de resultado (indicadores de fatos) e vetores de desempenho (indicadores de tendência). 2000. nesse modelo representa o elemento unificador. 1999) e. O BSC direciona a organização para o tempo futuro. a assimetria de informação causada por uma relação de agência no Estado. Deve-se atuar nessa área para reduzir os conflitos e melhorar o fluxo de informações.

(4) Motivação dos servidores e. eficácia. eficiência e aprendizado contínuo. Implementação Da Estratégia Para implementar um sistema de gestão estratégica baseado no BSC se torna importante observar os cinco princípios de gestão que Kaplan e Norton (2006) consideram importantes para se obter sucesso nessa tarefa: (1) Mobilização. autarquias) deve-se buscar o alinhamento com outros atores com interesse no programa como. impulsionam a estratégia da instituição para alcançar aqueles resultados (vetores de desempenho). apenas com alteração na nomenclatura. Segundo Kaplan e Norton (1997). O passo seguinte deve ser a tradução da estratégia. (2) comunicar a estratégia para o restante da administração. além da organização (ministério. definição clara de objetivos. Construindo um Mapa Estratégico Outra inovação dos criadores do balanced scorecard foi o mapa estratégico. o mapa estratégico pode ser usado para: (1) esclarecer a estratégia no nível político. A quantidade de objetivos estratégicos em cada perspectiva não é rígida e seu número depende das características de cada programa. o gerenciamento consiste em integrar a estratégia ao sistema de planejamento-orçamento e às reuniões gerenciais. funções e iniciativas. A partir daí deve ser estabelecida a orientação estratégica daquela gestão. ver diagrama abaixo. O diagrama abaixo apresenta o Gabarito de Mapa Estratégico para Gestão de Programas. secretaria. Nessa fase. também. Didatismo e Conhecimento 55 . Em seguida. Esse gabarito foi estruturado para servir de guia para a construção de mapas estratégicos para diferentes programas. o mapa estratégico é usado para esclarecer a estratégia no nível executivo. as perspectivas foram baseadas nos critérios de efetividade. comunicação. empresas públicas. De maneira simplificada. servidores e beneficiários diretos do programa. p. No modelo de gestão de programas. para comunicar a estratégia para os colaboradores. (3) alinhar todos os interessados no programa com a estratégia. Já os objetivos consignados nas perspectivas de eficiência e aprendizado contínuo. Após o alinhamento é preciso investir na motivação dos servidores. Na sua conversão à gestão de programas demonstra também grande utilidade. Foi mantida a perspectiva que trata dos ativos estratégicos intangíveis. Da mesma forma. e. 10). metas e iniciativas. Com isso o gerente do programa pode avaliar até que ponto seu programa gera valor para o público-alvo (efetividade) e como deve aperfeiçoar a capacidade de mudar e os investimentos necessários em pessoas. focar os processos gerenciais. os objetivos das perspectivas de efetividade e eficácia descrevem os resultados que a instituição pretende alcançar com determinado programa (indicadores de resultado). departamentos. os objetivos estratégicos devem ser traduzidos em medidas operacionais. deve-se buscar o alinhamento da organização com a estratégia. as relações de causa e efeito devem ser definidas de acordo com cada programa. “O mapa estratégico é uma representação visual das relações de causa e efeito entre os componentes da estratégia da organização. (3) Alinhamento da organização. para alinhar as unidade de negócios. (5) Gerenciamento. eficácia e eficiência já incorporados ao sistema de planejamento e orçamento público. observando a orientação estratégica do governo.” (KAPLAN e NORTON. Por fim. indicadores. sistemas e procedimentos (aprendizado contínuo) para melhorar o desempenho futuro. Com fundamento no Diagrama 4. fornecedores. O Modelo de Gestão Estratégica de Programas busca traduzir em medidas tangíveis os objetivos do programa. nas organizações. (2) Tradução da estratégia. conselhos. A mobilização significa que a mudança deve ser orquestrada por meio da liderança política. focalizando essas medidas sob quatro perspectivas: efetividade. No setor público a mobilização deve começar a partir do maior escalão para os imediatamente inferiores. plano de cargos e salários. e focar os processos gerenciais. remuneração variável e treinamento.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A fim de manter proximidade com a prática da gestão pública. 1997. É necessário proporcionar capacitação. Os passos seguintes dependem dessa mobilização.

capital da informação e capital organizacional. Os objetivos na perspectiva da eficiência devem funcionar como guia na construção do mapa de outros programas. É o ponto máximo a se conseguir com o programa. os produtos imediatos resultantes do programa. do programa. É necessário ter conhecimento dos motivos que desencadearam a criação do programa. A alteração ou inclusão de outros processos considerados críticos depende das características de cada programa. São os processos considerados críticos para se atingir as metas do programa. Assim. capital humano. cujos resultados terão algum efeito ou impacto na população-alvo. Fortemente vinculados ao objetivo geral do programa. é preciso identificar os efeitos ou impactos do programa na população-alvo. o primeiro passo a se dar é a definição correta do objetivo do programa. como padrão. (2) gestão de infraestrutura e logística. Considera-se aqui. Didatismo e Conhecimento 56 . Uma ferramenta de gestão estratégica completa engloba três elementos: (1) o mapa estratégico que representa visualmente os componentes da estratégia e suas relações de causa e efeito.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O mapa estratégico deve ser construído de cima para baixo. Em relação à perspectiva de aprendizado contínuo foram mantidos os objetivos do modelo de Kaplan e Norton (1997). (3) gestão de relacionamentos e parcerias. e (4) Controle social. Esse objetivo deve revelar claramente o propósito maior. e acrescentado o objetivo estratégico de Liderança Política em razão do modelo conceitual apresentado. quatro processos: (1) gestão orçamentária e financeira. Em seguida devem-se construir os objetivos estratégicos na perspectiva da efetividade. ou missão. (2) o BSC que traduz a estratégia em indicadores e estabelece metas. O diagrama abaixo ilustra essa estrutura denominada de matriz de gestão estratégica. e (3) um plano de ação que definirá as ações e o orçamento para a execução dos objetivos. Na perspectiva da eficácia relacionam-se as ações mais concretas.

quanto de outras partes. permitindo uma melhor gestão dos limites de risco aceitáveis. que é a imprevisibilidade. O Gerenciamento de Risco. sempre que possível. sempre vai existir um risco. tanto da equipe. em primeira instância. os riscos de mercado de um fundo normalmente são medidos. neste sentido. do capital. fornece proteção parcial contra essas fontes de risco. De acordo com Jorion. Risco Legal e Risco de Fator Humano. E. políticas e metodologias. Risco de Crédito. da precificação e do gerenciamento da carteira. e segundo Dinsmore (2009). Isso devido a alta modificação dos riscos. principalmente quando envolve eventos externos. Pode-se classificar os riscos financeiros como estratégicos e não estratégicos. Risco Operacional. são observados resultados inesperados relacionados ao valor de ativos ou passivos de interesse. Neste tipo de risco. instituições financeiras têm. seja analisado no projeto. Uma cautelosa exposição a esses tipos de riscos é fator fundamental para o sucesso das atividades comerciais. pode-se enquadrá-lo a um fato quando uma contraparte não quer ou não pode cumprir com suas obrigações contratuais ou quanto que a contraparte sofre um rebaixamento por parte de uma agência classificadora. conforme Jorion. estando preparados de maneira mais eficiente. o risco é inerente a um novo projeto ou estratégia. Compreender os riscos enquanto incertezas inevitáveis trazem aos administradores financeiros meios que prever e minimizar eventos adversos. o ideal. No Gerenciamento de Risco financeiro considera-se. o aumento da volatilidade dos mercados financeiros. por objetivo principal. no começo dos anos 1970. e por isso denominado desta forma. gerenciar ativamente os riscos financeiros. assumindo. em que rápidas mudanças do cenário econômico geravam grandes perdas financeiras. Classificam-se os riscos financeiros de uma instituição como: Risco de Mercado. os riscos financeiros que compreendem àqueles que ocasionam ganhos ou perdas de recursos financeiros para instituição. Com base em um índice ou carteira benchmark. intermediando e oferecendo conselhos. Cabe ao gestor analisar e avaliar as situações em que os ganhos serão compensadores para correr os riscos inerentes aos processos. Já os riscos não estratégicos são aqueles que não podem ser controlados e não condicionam fator estratégico. no aceite de oportunidades de investimentos não tão atrativas sem o conhecimento prévio dos riscos e suas medidas. O gerenciamento de risco é um processo interativo cíclico. esse processo não deverá ser executado apenas uma vez. RISCO DE MERCADO é o risco de que mudanças nos preços e nas taxas no mercado financeiro reduzam o valor das posições de um título ou de uma carteira. Os estratégicos são aqueles assumidos voluntariamente. trazia uma única constante em relação a todos os fatos ocorridos. Define-se o risco de crédito como sendo “risco de que uma mudança na quantidade do crédito de uma contraparte afetará o valor da posição de um banco”. Risco de Liquidez. como ações ou falta delas. Quanto à volatilidade.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE RISCOS Um gerenciamento de risco consistente realiza-se com a adoção de melhores práticas de infraestrutura. Conforme ilustra a próxima figura. Didatismo e Conhecimento 57 . Ganhos consideráveis se tornam possíveis com o Gerenciamento de Risco.

o sistema de controle interno propriamente dito e todas as transações e eventos significativos devem ser completamente documentados (INTOSAI. Pode ser feito tanto por meio do acompanhamento contínuo das atividades quanto por avaliações pontuais. Risco de financiamento de liquidez se relaciona à capacidade de uma instituição financeira de levantar o caixa necessário para rolar sua dívida. perde dinheiro em uma transação e decide acionar o banco para evitar o cumprimento de suas obrigações. que ocorre em todas as direções – dos níveis hierárquicos superiores aos níveis hierárquicos inferiores. por sua vez. ao contrário das transações à vista. Atividades de controle têm vários objetivos e são aplicadas em vários níveis organizacionais e funcionais (INTERNAL CONTROL – INTEGRATED FRAMEWORK – COSO. margem e garantias das contrapartes e (no caso de fundos) de satisfazer retiradas de capital. armazenada e comunicada de uma forma e em determinado prazo. A função do monitoramento é verificar se os controles internos são adequados e efetivos. fraude e erro humano. Quando uma transação não puder ser adiada. em todos os níveis e em todas as funções (INTOSAI. 2004. ela também deve ser identificada. uma contraparte pode não ter a autoridade legal ou regulatória para se engajar em uma transação. funcionar consistentemente de acordo com o plano de longo prazo e ter custo adequado. O “risco de financiamento de liquidez” e o “risco de liquidez relacionado às negociações” definem-se como duas dimensões do Risco de Liquidez. informação e comunicação e monitoramento) estão presentes e funcionando conforme o planejado. avaliação de riscos. Por exemplo.44). Os controles são eficientes quando a alta administração tem uma razoável certeza do grau de atingimento dos objetivos operacionais propostos. 2007. é o risco de que uma instituição não seja capaz de executar uma transação ao preço prevalecente de mercado porque não há. Risco de fator humano  é assim definido como “uma forma especial de risco operacional”. para atender exigências de caixa. razoáveis e diretamente relacionados aos objetivos de controle. Um negociante pode fazer comprometimentos muito grandes em nome da instituição financeira. existem vários casos de falhas operacionais relacionadas a uso de derivativos. O Risco de Liquidez relacionado às negociações. surge por toda uma série de razões. 1992 apud BOYNTON E OUTROS. dos níveis inferiores aos superiores e horizontalmente entre níveis hierárquicos equivalentes. tais como autoavaliação. Por isso. A comunicação é o fluxo de informações dentro de uma organização. traduzido TC/BA. e é um risco difícil de ser quantificado. sua execução pode levar uma perda substancial na posição. Riscos Jurídicos geralmente só se tornam aparentes quando uma contraparte. controles defeituosos. atividades de controle. que permita que os funcionários realizem o controle interno e suas outras responsabilidades. ou investidor. AUDITORIA INTERNA Atividade de controle são as políticas e procedimentos que ajudam a assegurar que as diretrizes da administração sejam realmente seguidas. que deve estar integrado com os outros componentes do controle interno. é essencial que se obtenha segurança sobre a sua eficácia. Os procedimentos de controle são políticas e ações estabelecidas para diminuir os riscos e alcançar os objetivos da entidade e para serem considerados efetivos devem ser apropriados. por tomada de ações corretivas ou até mesmo pelo replanejamento do projeto (POSSI. p. O controle dos riscos pode se dar pela escolha de estratégias alternativas. ser abrangentes. temporariamente. Ajudam a assegurar a adoção de medidas dirigidas contra o risco de que os objetivos da entidade não sejam atingidos. pela implementação de um plano de contingência. inadvertidamente destruir um arquivo ou inserir um valor errado para um parâmetro de entrada de um modelo. A informação confiável e relevante se condiciona ao registro imediato e à classificação adequada. Risco jurídico.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Risco de liquidez compreende tanto risco de financiamento de liquidez quanto risco de liquidez relacionado às negociações. 2006). 331). Controles adequados são aqueles em que os cinco elementos do controle (ambiente. gerando exposições futuras enormes. 2007). p. apesar destas sejam estreitamente relacionadas. É a forma mais indicada para saber se os controles internos estão sendo efetivos ou não. de que as informações fornecidas pelos relatórios e sistemas corporativos são Didatismo e Conhecimento 58 . A partir da implementação do procedimento de controle. Monitoramento O monitoramento consiste na avaliação dos controles internos ao longo do tempo. como a comunicação tempestiva às pessoas adequadas. Relacionado ao risco operacional. se refere às perdas potenciais resultantes de sistemas inadequados. As ações corretivas são consideradas um complemento necessário para os procedimentos de controle. 2002. Risco operacional. 2004. falha da gerência. por conseguinte. Devem existir em toda a organização. Relaciona-se às perdas que podem resultar em erros humanos como apertar o botão errado em um computador. Auditoria Interna e Controle Governamental A informação e a comunicação são essenciais para a concretização dos objetivos da entidade. revisões eventuais e auditoria interna. traduzido TC/BA. utilizando pequeno volume de dinheiro. qualquer apetite pelo negócio “do outro lado” do mercado. caracterizadas por transações alavancadas.

estruturas remuneratórias. e avaliar a gestão dos administradores públicos nos aspectos de economicidade. eficiência e eficácia. o Ministério da Fazenda. A Secretaria de Gestão Pública (Segep) formula políticas e diretrizes para a gestão pública e de pessoal. na qual apresentam seus serviços. observa-se que o Estado – que é a organização do poder político da comunidade – é organizado com a finalidade de harmonizar sua atividade. Esse fundamento envolve o cidadão. promoveu a revisão da estrutura regimentar do Ministério do Planejamento. Didatismo e Conhecimento 59 . dar atenção à qualidade do gasto público. A Secretaria atua nas áreas de recursos humanos. certificados. o bem comum. planos e licenças.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA confiáveis. principalmente. Orçamento e Gestão. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. Pela definição de serviço público. ü 2000: Programa da Qualidade no Serviço Público (PQSP) – Qualidade do atendimento ao cidadão. que é a organização de todos os seus bens particulares. suas normas. não há similar e nem mais eficaz ferramenta no combate ao erro e à fraude. cargos em comissão e funções de confiança. como se pode observar: ü 1990: sub programa de qualidade e produtividade na Administração Pública (Gestão por processos). visão. visando abranger e proporcionar o maior grau possível de bem estar social ou “da prosperidade pública”. Por serviços públicos. missão. o Banco Central do Brasil. empresas. o Departamento de Administração Pessoal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A Segep tem como meta orientar a ação do Estado para resultados no intuito de prestar bons serviços ao cidadão. Apesar do setor público não acompanhar o dinamismo do setor privado no que se refere aos padrões de qualidade. regulamentos e normas pertinentes estão sendo cumpridos. em sentido amplo. e não a simples soma dos bens individuais. entre outros. na qual algumas entidades do governo como a Agência Nacional de Aviação – ANAC.675. de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. EXCELÊNCIA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS. (Tribunal de Contas da União) Segundo Antonio José Filho (2008) o controle interno pode ser considerado um instrumento que proporciona à Administração Pública subsídios para assegurar o bom gerenciamento dos negócios públicos. nem a absorção dos bens pelo Estado. se alicerçado em um sistema de informação e avaliação que o torne capaz de inibir as irregularidades e atingir os objetivos de resguardar os bens públicos. melhorar as práticas de gestão. bem como avaliar a ação governamental no que diz respeito ao cumprimento de metas e execução de orçamentos. visando a satisfação de necessidades da comunidade. pela orientação e vigilância em relação às ações dos administradores. A Segep é resultado da fusão entre a Secretaria de Gestão (Seges) e parte da Secretaria de Recursos Humanos (SRH). De acordo com a Gespública: “Excelência em gestão pública pressupõe atenção prioritária ao cidadão e à sociedade na condição de usuários de serviços públicos e destinatários da ação decorrente do poder de Estado exercido pelas organizações públicas. como faz crer o liberalismo. ü 1996: Programa da Qualidade e Participação na Administração Pública (QPAP) – Gestão e resultados. organizações e representações comunitárias. além de promover a eficiência dos serviços públicos federais. publicado no Diário Oficial da União do dia 23/01/2012. O conceito de serviço público refere-se a um conjunto de atividades e bens que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade. associações. carreiras. visando assegurar eficiente arrecadação das receitas e adequado emprego dos recursos públicos. Criada pelo Decreto nº 7. possuem links para sua Carta de Serviços ao Cidadão. para obter o conhecimento necessário para gerar produtos e serviços de valor para a comunidade e. No site da Segep há uma página intitulada CARTAS DE SERVIÇOS. proporcionar-lhes maior satisfação. bem como. Trabalham no âmbito das estruturas organizacionais. há se reconhecer que houve certa evolução dos programas de qualidade no setor público. o Exército Brasileiro: 27ª Circunscrição do Serviço Militar no Estado do Maranhão.” As organizações públicas devem se submeter à avaliação de seus usuários. e de que leis. como induz o socialismo. residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora. ou seja. ü 2005: Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA) – Gestão por resultados orientada para o cidadão. Ainda que o Controle Interno não possa ser considerado a panacéia contra os desvios de conduta. Desempenha um papel relevante na administração pública. ações e projetos estratégicos de inovação e transformação da gestão pública.

Serviço de Utilidade Pública Serviços de Utilidade Pública são os serviços públicos prestados por delegação do Poder Público. Tanto insto é verdadeiro que assiste ao usuário não só o direito de obtenção e fruição do serviço. Entende-se. objetivamente. sob condições fixadas por ele. nos povos modernos e nas atuais condições das sociedades políticas. em conformidade com o edital de concorrência. segundo as necessidades econômicas da hora. dentre os quais podemos mencionar: os que dizem respeito às relações diplomáticas e consulares. onde dado o princípio da boa fé e lealdade para com os administrados. que se impõem em toda a atividade administrativa. sem delegação a particulares. existem serviços que pela sua natureza exigem centralização e competem-lhe exclusivamente. que ao Estado cabe a promoção dos serviços que proporcionam à sociedade bens que não possam ser alcançados pela atividade de particulares. Os serviços descritos são serviços públicos que a Administração presta diretamente à sociedade. Consideram-se serviços públicos próprios do Estado no sentido que lhe compete presta-los. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. conforto e bem-estar. e atividades exercidas por delegações do poder público. e unicamente elas. por via de consequência. ainda quando dentro das possibilidades legais. portanto. a prática da atividade pública. deve pertencer ao Estado com superioridade efetiva (por exemplo: elaboração de normas de direito) e. Pode-se concluir. porque um particular jamais retém um serviço público. denominada autoridade concedente. de vez que a organização do serviço corre exclusivamente por conta da Administração. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos. São as entidades públicas. Nem poderia ser diferente. a qual. e por ele são exercidos diretamente. os que garantem a distribuição da justiça e outros que exigem medidas compulsórias em relação aos indivíduos. por ser de interesse da comunidade devendo subordinar-se às suas exigências. que o serviço público. etc. não pode ser observado da ótica de simples comércio e. ajustar-se às conveniências do todo social e manter-se na conformidade de satisfação das necessidades do indivíduo na coletividade. A ideia central é que serviço público envolve atividade que supera a esfera do interessa da comunidade. gás. chamada concessionário. por vezes. somente. com exclusividade (por exemplo: polícia. Prestação de Serviço de Utilidade Pública por Concessão A concessão de serviços é um procedimento pelo qual uma pessoa de direito público. a quem incumbe provê-los. enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”. por serem considerados próprios do Estado e. aqueles que se relacionem intimamente ao bem-estar coletivo e por isso mesmo só podem ser executados diretamente pelo Poder Público. Daí a primazia que lhe cabe no concernente à ordem jurídica. São exemplos típicos os serviços prestados a consumidores domiciliares. ao prestador do serviço é vedado forjar ardis comumente urdidos na vida comercial ordinária. Serviço Privativo do Estado Na essência das atividades exercidas diretamente pelo Estado. sendo-lhe delegada. necessário se torna que tal prestação de serviços seja consubstanciada num direito de fruição individual pelo usuário. confia mediante delegação contratual a uma pessoa física ou jurídica. mas também a sua regular e permanente prestação. para obter vantagens ou lucros em detrimento da coletividade. esta organização pode modificar-se em qualquer momento. podem exigir medidas compulsórias em relação aos indivíduos. Para tanto. A concessão é um ato que deve ser amparado por autoridade legislativa. os concernentes a emissão de moeda e os de controle e fiscalização de instituições de créditos e de seguros. pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade. privativamente. pois a razão e o sentido do serviço público é o proveito dos beneficiários e não o benefício do prestador. como eletricidade. visar lucro. consequentemente. os que se referem a defesa e segurança do território nacional. onde fiquem claramente definidas as condições de execução dos serviços. ainda que extensivo a toda uma comunidade. em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”. como tal. o concessionário deve sujeitar-se a certas obrigações impostas pelo Poder Público. competir-lhe exclusiva e privativamente. bem como planos regionais de desenvolvimento. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. os de manutenção e execução de planos nacionais de educação e de saúde. as que têm competência para decidir como organizar o serviço público e como funcionar. forças armadas). aliás medidas compulsórias impostas através de preceitos constitucionais e por isso mesmo incontestáveis. Portanto. telefone. o encargo de explorar um serviço público. em virtude do reconhecimento de sua característica de atendimento de necessidades coletiva e permanente que envolve a sua prestação e que. Didatismo e Conhecimento 60 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Nessa ordem de ideias. pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se. por envolver interesse coletivo. Em contrapartida. água encanada. Entretanto. o contrato de concessão não transfere propriedade alguma ao concessionário.

os serviços de utilidade pública que comumente são objeto de delegação através de contrato de concessão são: os de transportes coletivos. nem mesmo se o concedente autorizar ou concordar. cabe também ao usuário. quer por já possuir instalações e equipamentos adequados ou facilmente adaptáveis.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Observa-se que o concessionário é selecionado em função de um conjunto de requisitos entre os quais. sem que ao ente caiba interpelação. transferir. suas autarquias e entidades paraestatais. quer quando seja imprescindível a aquisição de aparelhamento que se firme no solo. se incluem sua capacitação técnica para o desempenho da atividade. o que minimizaria as consequências econômicas. após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente. Por isso. perfeitamente compensáveis pela rentabilidade que proporcione. e por isso mesmo procura despender o valor financeiro mínimo possível. E isto é uma consequência lógica. a utilização de terrenos nos cemitérios com túmulos de família. também lhe é concedido o direito de remuneração através de cobrança de tarifas. Por ser ato unilateral da Administração. os encargos do concessionário. O poder público reserva-se o direito de fiscalizar e também regulamentar os serviços. desde que o interesse coletivo assim o exija. Por conseguinte. Se houver necessidade. mas. por conseguinte. bem como pode também revogar a concessão. Outra consequência advinda da característica de precariedade. não pode o concessionário. para melhor atendimento e adequação dos serviços. sem que caiba ao permissionário qualquer direito a indenização. o usuário que se sentir prejudicado pode exigir judicialmente o cumprimento da prestação do serviço. A permissão de serviço ou uso de bens públicos. denominada autoridade permitente. é obrigado a compensar. em vista do fato de que ao permissionário não se impõe a necessidade de dispor de grandes importâncias para exercer a atividade. e não somente ao poder concedente. pois se atentarmos para o fato de que a permissão é um ato unilateral da Administração. o abalo da parte econômica da concessão. sobre o poder unilateral de modificação da concessão. diretamente dos usuários. Entretanto. total ou parcialmente. onde o permissionário. que seria um ato discricionário da Administração. revogável ou modificável pela Administração. fornecimento de energia elétrica. Guido Zanobini descreve que de tais poderes estes sujeitos não tem nunca a propriedade. como o serviço apesar de concedido continua público. o poder concedente nunca se despoja do direito de explorá-lo direta ou indiretamente. sempre a título precário e transitório. chamada permissionário. compatível com o interesse público e. considerando o curto prazo que em muitos casos os serviços são permitidos. comunicações telefônicas. avoca os riscos da precariedade. organização e forma de prestação de serviço. para o Estado. cabendo ao Estado o dever de sua preservação. Outro fato que merece destaque nos Serviços de Utilidade Pública prestados por concessionários é que por tratar-se de serviços que pela sua natureza devem ser obrigatoriamente oferecidos ininterrupta e permanentemente. por força de uma concessão feita pelo Estado e sempre por ele revogável. dando-lhe assim. podendo ser outorgada de forma gratuita ou remunerada. de delegação de um serviço ou permissão de uso de um bem público. a instalação de indústrias de pesca às margens de rios e outros. Sempre que o Estado modificar. ao assumir tal encargo. o direito de fiscalizar e exigir do concessionário o correto fornecimento do serviço. o lucro que propicia ao concessionário é o meio por cuja via busca sua finalidade. a execução de obras e serviços de utilidade pública. ainda que. atendendo a condições estabelecidas pelo Poder Público. mas podem ter somente o exercício. pois. Finalizando. Didatismo e Conhecimento 61 . exploração de jazidas e fonte minerais. radiodifusão. que lhe permite a possibilidade de revogar a permissão a qualquer momento. caso haja falha na prestação ou mesmo interrupção. Fica claro que para o concessionário a prestação do serviço é um meio através do qual obtém o fim que almeja: o lucro. Daí porque toda permissão traz implícita a condição de ser em todo o momento. Reversamente. Prestação de Serviço de Utilidade Pública por Permissão É o procedimento através do qual uma pessoa de direito público. ou o uso excepcional de bem público. medida nas empresas pela correção com que responde aos compromissos assumidos. delegado a título precário. essas atribuições podem ser modificadas pelo Estado. sua competência administrativa para gerir o empreendimento e sua integridade moral. fixando unilateralmente o funcionamento. será outorgada por decreto. por seus órgãos. a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. se isto ocorrer. caso o concessionário não cumpra eficientemente a delegação concedida. obviamente. que possui o ato unilateral da Administração. sua idoneidade financeira para suportar os encargos patrimoniais. sob nenhum título ou pretexto. unilateralmente. como a concessão é um ato contratual pelo qual o Estado atribui ao concessionário a prestação de um serviço público. mediante revisão da tarifa sob forma de contribuição financeira direta. a concessão. que é a boa prestação do serviço. Entretanto. com característica de precariedade. ou ainda lhe seja negado o serviço. sem recurso algum por parte do permissionário. Aliás. haverá burla ao princípio da licitação. faculta mediante delegação a título precário a uma pessoa física ou jurídica. sempre que o interesse público o exigir. eventualmente advindas da revogação da permissão. é o fato de que a esta é conferido o poder leonino. abastecimento de água. O equilíbrio financeiro é condição essencial de legalidade na concessão de serviço público.

direito de todos e dever do Estado e da família. O programa evolui no ritmo do amadurecimento das equipes formuladoras da política de gestão e da implementação do programa. O ensino é livre à iniciativa privada. Iniciando. claro que. configurados na nossa Carta Magna. também a iniciativa privada através das companhias de seguro e entidades de assistência médico-hospitalar têm prestado tais serviços. circunscrevê-lo ao estudo da administração pública. invalidez e morte. em termos de previdência social. por seu dever de Estado e. configurados como direito financeiro. Isto acontece em virtude de existirem alguns mandamentos constitucionais que atribuem certos direitos aos cidadãos. A aproximação do QPAP com a FPNQ (Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade). Esse prêmio tinha a finalidade de reconhecer e premiar as organizações públicas que comprovassem ter um desempenho institucional superior. A educação. independentemente de delegação para tanto. enquanto. entretanto. iniciou os contatos iniciais com os Critérios de Excelência em Gestão e os primeiros passos na adaptação da metodologia para o setor público. em creches e pré-escolas. mas tão somente bem delimitar o entendimento de serviço público. planejamento. também inserido na Constituição. tais serviços são prestados pelas Secretarias de Educação e também por entidades particulares. A maior evolução do modelo de excelência do setor público ocorreu concomitante com as experiências já em andamento no setor privado. hospitalar e médica preventiva. Esta explicação é de fundamental importância. e quando exercida por particulares serão considerados serviços privados. II – autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. e que traduzem em direitos dos trabalhadores. facultados por esta via. porém. Há ainda. Vamos. sem que para tanto seja necessária delegação via concessão ou permissão. quando executada pelo Estado. e garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola. quer pelo Estado. onde textualmente se vê: Artigo 205. Construindo um Programa de Qualidade no Serviço Público A ideia era construir um programa de qualidade no qual as organizações públicas tivessem foco em resultados e no cidadão. Como uma ação estratégica do Programa Nacional de Gestão Pública e desburocratização. no ano de 1997. ao invés de outorgados pelo ato convencional denominado concessão. foi criado o Prêmio Nacional da Gestão Pública em 1998. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. pode ser executada também por pessoa física ou jurídica de caráter privado. através dela. por lhe incumbir obrigação. para constatarmos a sua veracidade. motivo pelo qual o denominamos de prestação de serviço mista. e também pelas iniciativas particulares. vamos trazer alguns serviços assegurados pela Constituição. para se ajustar as assertivas das descrições feitas. senão vejamos. deveria ser compatível com as faixas de reconhecimento e premiação e a organização era avaliada por uma banca examinadora (GESPÚBLICA 2009). se tratasse de serviço de utilidade pública. Identifica-se a ambiguidade da prestação de tais serviços. de André Ribeiro Ferreira. a evidente e cristalina dubiedade de possibilidade de prestação de tais serviços. a seguir. que especifica o dever do Estado. objetivamente. note-se que estamos nos referindo a serviço público e não a serviço de utilidade pública. este trabalho não pretende e nem tem a finalidade de teoria jurídica. que visam à melhoria de sua condição social. assistência gratuita aos filhos desde o nascimento até os seis anos de idade. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. seguro-desempenho. tratando-se de serviço público não vedado à iniciativa privada. estaremos diante de um serviço público. trazer ao estudo alguns aspectos relevantes que achamos merecer uma abordagem mais detalhada. Prestação de Serviço Mista Prestação de serviço mista prestada pela Administração. ou seja. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. delegados ou outorgados através de permissão: os serviços de transportes coletivos. em caráter excepcional em vista da urgência. vedar a execução de tais serviços a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. e a de colocação de banca para venda de jornais na via pública. é desnecessária essa delegação. seguro contra acidentes do trabalho e proteção da maternidade são serviços afetos ao Instituto de Previdência Social – Autarquia /federal. basta que se verifiquem as entidades que prestam os serviços enumerados. porém. Artigo 209. Outra interpretação indubitável é ditada e calcada no fato de que se trata de um serviço cuja prestação pode ser feita pelo Poder Público. Baseado no artigo Modelo de excelência em gestão pública no governo brasileiro: importância e aplicação. haveria a delegação por concessão ou permissão da Administração. sem. Didatismo e Conhecimento 62 . em dadas circunstâncias. em alguns de seus aspectos. velhice. etc. para finalizar. entretanto. ou seja: assistência sanitária. previdência social. Concluindo. procuraremos demonstrar claramente a existência da prestação de serviço público e ao mesmo tempo particular. durante a viagem. visando. os atos dos capitães de navios de fazerem casamento. atendidas as seguintes condições: I – cumprimento das normas gerais da educação nacional.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E. nos casos de doença. e outros há que atribuem certas obrigações ao Estado. outros aspectos constitucionais que mereciam ser analisados. porquanto. uma vez que. orçamento e controle pela contabilidade pública. 2009. em termos de educação. para que o particular pudesse presta-lo. e também por iniciativa particular. seguros contra acidente do trabalho e proteção da maternidade. Vislumbra-se pela simples leitura dos aspectos constitucionais expostos. subsidiariamente. daí por que mencionaremos somente mais um fato. são exemplos típicos de serviço ou uso de bens públicos. entretanto.

do Brasil. inserindo o foco na satisfação dos cidadãos (usuários dos serviços públicos). unificando desta forma o programa de qualidade com o de desburocratização (que tem raízes no governo de Juscelino Kubitschek . Em 2005. No governo FHC houve um grande esforço para introdução da Administração Gerencial. estar focada em resultados para o cidadão. foi instituído Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA).ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A banca examinadora avaliava as organizações públicas com base no Modelo de Excelência em Gestão Pública. tendo como características principais: 1. o GESPÚBLICA busca promover a participação da sociedade no seu movimento. dentre eles os prêmios President’s Quality Award (específico para organizações públicas) e Malcoln Baldrige National Quality Award. Didatismo e Conhecimento 63 . 2. O GESPÚBLICA é um modelo de política pública que integra 3 dimensões. conforme a figura abaixo: Dessa forma. A figura abaixo ilustra a Evolução dos Programas de Qualidade no Setor Público: Fonte: GESPÚBLICA. dos Estados Unidos da América e o Prêmio Nacional da Qualidade. 3. em 2000.Comissão de Simplificação Burocrática de 1956). ser federativa. foi criado o Programa da Qualidade no Serviço Público – PQSP. similar ao modelo de excelência de gestão utilizado pelos setores público e privado em mais de 60 países. ser essencialmente pública.

propor melhorias para os planos de ação decorrentes do Planejamento Estratégico e para as ações executadas pelo GESPÚBLICA. O déficit institucional reflete principalmente na amplitude do atendimento às demandas sociais. quanto em relação ao Modelo de Excelência em Gestão. impactos e resultados. implementação e avaliação das políticas públicas. propiciar formas para que o conhecimento individual seja agregado com o conhecimento coletivo para que desta forma se crie valores que não são tangíveis e também não se encontram à venda. da moralidade. mas é imprescindível investir também no capital humano. ações. A qualidade da gestão pública tem que ser orientada para o cidadão. O GRP fornece ao gestor público um Painel de Controle. desenvolver e propor instrumentos e tecnologias de gestão para uso no âmbito do GESPÚBLICA. Estar focada em Resultados para o Cidadão: Deixar de servir com tanta burocracia e colocar a gestão pública a serviço do resultado dirigido ao cidadão. é preciso investir em novas tecnologias sim. absorver informação e conhecimento onde quer que ele se encontre e com capacidade para aplicar este conhecimento em ações concretas.eliminar o déficit institucional. O Comitê Conceitual tinha a responsabilidade técnica de manter o GESPÚBLICA atualizado e alinhado com o “estado da arte” da gestão contemporânea.assegurar a eficácia e efetividade da ação governamental. que objetivem: I . Ser federativa: A base conceitual e os instrumentos do GESPÚBLICA não estão limitados a um objeto específico a ser gerenciado. e desenvolver-se dentro do espaço constitucional demarcado pelos princípios da impessoalidade. http:// www. ou seja. ou seja. sendo que atualmente o que se presa não são mais as máquinas e sim o potencial humano que as desenvolve e que criam e inovam suas atividades cotidianas. da legalidade.br/ EMPREENDEDORISMO GOVERNAMENTAL E NOVAS LIDERANÇAS NO SETOR PÚBLICO. transparente e ética. Referências Ministério do Planejamento. necessárias à promoção dos resultados preconizados no plano plurianual. assessorar tecnicamente a Gerência Executiva e o Comitê Gestor do Programa sempre que demandado e prospectar. Objetivos do GESPÚBLICA. na qualidade da prestação de serviços públicos. mas não pode nem deve deixar de ser pública. e recebeu a incumbência de atualizar o Modelo de Excelência em Gestão Pública tanto com os atuais requisitos do setor público. quais sejam. relativamente aos resultados da ação pública. e V . por meio de melhor aproveitamento dos recursos. segundo artigo nº 2 do Decreto n°5.Deve aplicar-se a toda administração pública em todos os poderes e esferas de governo. visando ao integral atendimento das competências constitucionais do Poder Executivo Federal. promover a atualização contínua dos fundamentos e conceitos de excelência da gestão pública. III . Com a emergência das transformações que vem ocorrendo com a sociedade nessa “era digital”. aumentando a capacidade de formulação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Ser essencialmente pública: significa que o GESPÚBLICA não pode deixar de ser pública. Instrução para Avaliação da Gestão Pública. Sendo que resultado para o setor público é o atendimento total ou parcial das demandas da sociedade traduzidas pelos governos em políticas públicas. pode e deve ser comparada com padrões internacionais de qualidade em gestão. Dessa forma. permitindo tomar decisões com respostas rápidas e eficazes.Government Resource Planning” ou Sistema Integrado de Gestão Pública tem como foco o gestor público. IV . da publicidade e da eficiência. tendo como referência o Modelo de Excelência em Gestão Pública.” Com a criação do GESPÚBLICA em 2005. bem como. II . o elemento chave para a mudança. educação. promovendo a adequação entre meios. participativa.promover a governança. Didatismo e Conhecimento 64 . é fato colocar que essas transformações atingiram também as Organizações da Administração Pública. Um trabalhador do conhecimento é aquele que sabe selecionar.378: “O GESPÚBLICA deverá contemplar a formulação e implementação de medidas integradas em agenda de transformações da gestão.gov.PQGF.promover a eficiência. fortemente baseado em fatos e dados. Falar nos dias de hoje em Gestão Pública. O Novo Modelo. a eficiência e a eficácia implicaram na melhoria da qualidade de vida e na geração do bem comum. entre outros. à consolidação da administração pública profissional voltada ao interesse do cidadão e à aplicação de instrumentos e abordagens gerenciais.gespublica. promover o alinhamento e a atualização contínuos dos instrumentos do Programa. é compreender que o processo de transformação da sociedade é inevitável e que para gerenciar instituições públicas. 2007. mesmo com recursos humanos e financeiros escassos.promover a gestão democrática. Prêmio Nacional de Gestão Pública . denominado “GRP . saúde. é uma política formulada a partir da premissa de que a gestão de órgãos e entidades públicos pode e deve ser excelente. o Comitê Conceitual do PQGF passou a se chamar Comitê Conceitual do GESPÚBLICA.

• Administração Pública Gerencial (com enfoque no cidadão. Historicamente.agrega informações armazenadas em bancos de dados. Considera-se que a sociedade é a principal responsável pela sua própria organização e pela provisão de suas necessidades. e) melhoria da qualidade dos serviços prestados. sendo eles: Planejamento Estratégico.que reúne cartas internas. pela ciência política e pela economia política. Em meio a esse cenário. de acordo com Fossatti. prognósticos. a diminuição da prestação de serviços públicos presenciais. o crescente envolvimento da mídia com o mercado. • Social . d) otimização da arrecadação. nacional e internacional. temos notícias via satélite e por redes de computadores. nos resultados e na descentralização dos serviços). c) redução de custos. a fim de se obter as principais dimensões que concorrem para o processo da comunicação. assessorar o poder de decisão. Orçamento Participativo. capacitação e valorização do serviço público. há um crescente deslocamento de tarefas públicas para a esfera privada. • Administrativa . A base dessa comunicação está no sistema de relações. análise crítica da organização e a avaliação de seus públicos. Devem priorizar pontos estratégicos da Administração Pública. publicidade. diversidades e da administração de conflitos. com a inclusão das novas tecnologias que. a explosão da informação em nosso cotidiano. Comunidades virtuais e os Instrumentos de Consulta Constitucional. Em todas as latitudes. Adotando-se a perspectiva de Torquato para a comunicação social.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esse novo conceito tem como objetivo: a) revisão e automação de processos. habilidades de harmonia de interesses. os governos são desafiados à qualificação permanente em torno de técnicas de negociação. realizar diagnósticos. a gestão da comunicação na esfera pública pode ser explicada pela administração de conflitos. ao afirmar que: Essas novas redes sociais passam a fazer parte do debate sobre a possibilidade de um espaço público em escala planetária. memorandos. editoração e marketing. criando novas oportunidades para a área de comunicação. a problemática da transformação do espaço público. o que vem exigindo das empresas públicas um maior diálogo e comunicação com a sociedade. Aprendizagem Contínua com foco central a Comunicação Produtiva. a Administração Pública tem um ótimo período com a investida do governo em inovações tecnológicas que facilitam o acesso às redes informatizadas na esfera pública. autogestão. se caracteriza pela necessidade de respostas rápidas e por uma cultura acentuadamente voltada aos relacionamentos internos e externos. Torquato aponta para quatro formas de comunicação nas organizações. O ambiente das comunicações também mudou. Planejamento Participativo. que de acordo com Simões compreende: Didatismo e Conhecimento 65 . bem como trazer o cidadão às esferas públicas. b) estratégias de redimensionamento. enfim tudo parece indicar que existe uma grande transformação da cultura de comunicação na sociedade contemporânea. onde a definição de novas redes sociais. Nos ano 90. sintetizadas a seguir: • Cultural . em 1938). acelera os processos e altera uma cultura bastante tradicional de relacionamentos entre as comunidades interna e externa das organizações. pode-se dizer que a Administração no Brasil passou por fases conceituais distintas: • Administração Pública Patrimonialista (anterior à Revolução de 30). envolvendo as áreas de jornalismo. a gestão da comunicação corresponde a um elenco de atividades básicas que envolvem “analisar tendências. • Sistema de informações . a qual atualmente vivenciamos. passa a impor medidas que assegurem ao cidadão a facilidade de acesso e disponibilidade de informações. Com o propósito de atender melhor às demandas e interesses da cidadania. tende. oferece mais recursos e. realocação. podemos afirmar que na atual gestão quem exerce um papel fundamental são os gestores. crescente autonomia comunicacional do cidadão.quando as pessoas falam umas com as outras. a ocupar lugar de destaque nas abordagens críticas inspiradas pela sociologia. relações públicas. Existe uma perspectiva de ampliação do espaço da comunicação. de outro lado. Assim. O cenário mundial atual traz consigo uma série de mudanças que afetam tanto a realidade empresarial como os processos de comunicação das organizações. A sociedade da informação. planejar e implantar programas de comunicação que tenham como diretriz o sistema organizações-público”. A gestão da comunicação nas organizações requer a prática de um diagnóstico. Internet e Intranet. • Administração Pública Burocrática (criação do Departamento de Administração do Serviço Público -DASP . A configuração dessa nova realidade conduz ao debate para o espaço da comunicação. aliás. unilateral e público. da diversidade e da cooperação entre os públicos e a necessidade de uma gestão de relações entre a esfera pública e a esfera privada. Assim. resultado de inovações tecnológicas e da importância ofertada ao desenvolvimento social. Padronização de Processos. Gestão do Capital Intelectual.caracteriza-se por um processo indireto. transformações que se localizam principalmente nas formas e no tempo de distribuição da informação. Ambiente de Inovação. Essa participação no setor público envolve os sistemas de cogestão. Diante da colocação da autora. de um lado. permitindo o processo de interação do cidadão com os vários órgãos prestadores de serviços públicos.

Vamos considerar o conceito de Matos que afirma “ser a comunicação pública aquela que “remete ao processo de comunicação instaurado em uma esfera pública que engloba Estado. gestor de recursos (responsável por administrar e alocar recursos organizacionais. sobre tema de interesse público. Assim. Além disso. governo e sociedade. com a finalidade de que estes se engajem nesse novo contexto. gestor de problemas (responsável por atitudes corretivas frente aos problemas inesperados). receber e fazer visitas. políticas.). A área de administração gerencia o conflito por meio das funções de direção/liderança e a área de comunicação administra o conflito mediante a gestão das atividades de jornalismo. Para Coelho uma pessoa ou instituição é considerada accountable quando é responsável por decisões e pelas consequências de suas ações.). TV. sites. quando se trata de enfatizar o papel da comunicação. com também passou a ampliar os meios tradicionais de comunicação nas organizações (telefone. contando com alto nível de credibilidade junto à sociedade e aos mais diversos públicos. portanto. informacional e de decisão. notadamente falando e ouvindo. ao contrário. comunicação política e comunicação pública. como nem sempre é possível assegurar que as informações veiculadas atendam o desejo dos públicos das organizações. econômico e social. refere-se às condições de monitor (procurar e receber grande variedade de informações especiais e atuais e elabora relatórios). Assim. situa o gestor em uma posição única para obter informações organizacionais: representação (cerimoniais. alcança o nível das relações partidárias. arquivos magnéticos) e sistemas de processamento (computadores. a informação não só contribui com a gestão.sistema social estruturado nas relações entre grupos. respeitando-se o sentido estrito deste conceito. Ainda. Desse modo. compreendendo um conjunto de elementos dinamicamente relacionados. o estímulo para o engajamento da população nas políticas adotadas e o reconhecimento das ações promovidas nos campos político. Por outro lado. carece da indispensável legitimidade para ser considerada como sendo pública. negociação e tomada de decisões relativas à vida pública do país. Entretanto. Os gerentes das organizações precisam usar uma parcela considerável de seu tempo. é importante resgatar as diferenças entre a comunicação governamental. existem situações próprias de administração: Empreendedor (iniciar mudanças e projetos de melhoria). nas organizações. Quanto à categoria informacional. publicidade/propaganda e relações públicas. quase sempre com métodos publicitários. tanto que precisa ser difundido e aplicado por profissionais de comunicação. e. fax. os contextos. um espaço de debate. não devem ter a ilusão de que todos os seus atos comunicativos causam os efeitos positivos desejados ou são automaticamente respondidos e aceitos da forma como foram intencionados. relação (manter ligações interna e externa à organização). processadores). é transmitida na forma de um sistema aberto. desenvolvendo um processo/atividade para o alcance de um ou mais objetivos. Todas essas categorias e suas dimensões são exercidas de forma integrada no contexto das organizações na esfera pública. existem situações próprias de decisão. expressão mais usual nos últimos anos. por que: Como fontes emissoras de informações para seus mais diversos públicos. disseminador (transmite a informação recebida de assessores para demais membros da organização) e porta-voz (transmite ao meio externo informações. Na categoria decisão. envolvendo todo o processo administrativo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Uma escala crescente que se inicia com as relações humanas . buscando atingir a opinião pública. responsável pelo desenvolvimento de competências etc. deve responder por um conjunto de comportamentos adequados. assegurando maior eficiência e eficácia ao processo decisório. se faz no espaço público.formado pela transação de pessoas. em geral. Didatismo e Conhecimento 66 . deve-se também considerar que a gestão da comunicação na esfera pública. agrupados em três em três categorias: interpessoal. Extranet/Intranet. planos e ações da organização). negociador (responsabilidade de representar a organização nas principais negociações). o ato de gerenciar é fundamentalmente uma questão de processar informações nas organizações. os condicionamentos internos e externos. revista. integrado às novas formas de condutas de gestão e políticas públicas. para esses autores. atender solicitações e estar presente nos eventos). data base. a gestão do processo de comunicação no âmbito público. dirigir pessoas. Quanto à comunicação pública. líder (motivar. sintetizando as ideias de Brandão pode-se dizer que a comunicação governamental é a praticada por um determinado governo. compartilhando suas informações. continua com o nível de relações grupais . resguardando a sua reputação. programas. Isso requer a existência de feedback contínuo. responde normalmente por processos críticos que lidam diretamente com o conflito. rompendo com os possíveis limites e fronteiras pela via das redes Internet. As organizações. prossegue com o nível das relações públicas .sistema social constituído pelas transações entre organizações e seus públicos. A comunicação política ou marketing político.” Portanto. É preciso levar em conta os aspectos relacionais. rádio). Na categoria interpessoal. jornal. etc. atuando na função de comunicação. tanto com terceiros (em espécie de porta-voz) quanto com o pessoal interno (em uma espécie de disseminador). bem como a perplexidade que permeia todo o processo comunicativo. O gestor. A informação. como uma atividade de comunicação. as áreas de comunicação e de administração tratam o conflito mediante visões diferentes. formando uma rede de comunicação e reações. é esta visão de mundo que deve nortear a proposta de construção da cidadania. sendo uma informação de caráter cívico e que inclui a accountability. devem recorrer a meios de informação para a viabilização da melhor decisão. visando à prestação de contas. implantando as funções de armazenamento (disco ótico.

onde isso se faça necessário e na forma como se faça necessário. à Aproximações ao conceito de conhecimento Gestão do conhecimento. É importante ressaltar que os meios de comunicação não devem ser confundidos com a comunicação em si. Muito do que é feito em Gestão do Conhecimento tem por base essas sucessivas passagens de conhecimento tácito para explícito e vice-versa. internacional. ao fato do conhecimento estar muito associado à ação. planejamento estratégico. a mensagem publicitária para influenciar opiniões e comportamentos) Especificamente. segmentação de públicos. fornecendo todas as informações e facilitando a discussão à procura de opinião ou decisão) e publicidade/propaganda (conjunto de técnicas e atividades de informação e persuasão cujo objetivo é atrair a atenção do público para a marca. pesquisa (satisfação. com o objetivo de aumentar o desempenho humano e organizacional. Nesse sentido. opinião). auditorias. os processos de gestão e difusão do conhecimento devem ser subdivididos. marketing social. As mudanças mais perceptíveis na estrutura social são: a passagem da produção de bens para a economia de serviços. o que requer a atenção primária à comunicação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os gestores devem ter em mente que a natureza da informação é agregar valor a uma tomada de decisão. a publicidade é considerada como um dos princípios que devem ser obedecidos pela administração pública. tanto para as organizações quanto para as pessoas. é um elo entre o poder público e os meios de comunicação). a gestão do desenvolvimento tecnológico e uma nova organização do saber. O conhecimento é a matéria prima da carreira profissional dos indivíduos. Didatismo e Conhecimento 67 . da escrita. de acordo com a comunicação deve ser considerada como um processo de interação humana. dependendo da comunicação produtiva. isto porque. Acredita-se que esse enfoque oferece a perspectiva de um progresso da democratização da comunicação em todos os planos. isto é. mas o acesso é apenas um dos aspectos da democratização. O interesse das organizações no conhecimento deve-se. ressaltando que o setor privado está bem à frente neste novo modelo do que o setor público. na história da humanidade. Governos do mundo inteiro têm se empenhado na questão de como usar as novas tecnologias da informação em prol da sociedade. ao contrário da informação. mas em quatro grandes dimensões: da oralidade. briefing. investimento em infra-estrutura. políticas de segurança. da informática. clima. um esforço para fazer com que o conhecimento de uma organização esteja disponível para aqueles que dele necessitarem dentro dela. programas de qualidade. de ser informado. onde a comunicação é fator essencial. a ideia do “direito à comunicação” não recebeu ainda sua forma definitiva. relações públicas (formar públicos. em seu significado atual. podem ser mencionadas as ações governamentais para a implantação do governo eletrônico. de participação e outros direitos de associação. De forma complementar. sejam elas públicas ou privadas. SAC’s. Implica um acesso maior do público aos meios de comunicação existentes. constituem apenas uma mediação tecnológica. Os instrumentos de gestão utilizados são relacionados como cerimonial-protocolo. Entretanto. 2 Gestão do Conhecimento . informática. capital intelectual. Os elementos que integram esse direito fundamental do homem são os seguintes. os profissionais da comunicação e as mediações. Em face desse novo espectro da comunicação e. o direito à proteção da vida privada e outros direitos relativos ao desenvolvimento do indivíduo. acredita-se ser importante apresentar alguma reflexão sobre essa questão. nem o seu conteúdo pleno. local e individual. na chamada “espiral do conhecimento”. Assim.um marco diferencial. levantar as controvérsias. o direito de escolher. relatórios. da impressão. sem que sejam de modo algum limitativos: a) o direito de reunião. o setor de serviços. com relação ao qual os chamados meios de comunicação de massa. de informar e outros direitos de informação. o conhecimento se amplia através do conhecimento tácito versus o conhecimento explícito. a centralidade da inovação. Geri-lo bem passa então a ser essencial no estágio atual da história da sociedade. Assim. ao vislumbrarmos que a informática é apenas uma das possíveis categorias de expressão das formas escrita e oral. nacional. Segundo. escrita. não apenas em três. podemos argumentar que. A sociedade “pós-industrial” se caracteriza pelo predomínio dos trabalhadores do setor terciário. enquanto a comunicação representa um processo social primário. enquanto que a comunicação é estabelecer processos de interação e relacionamento entre os públicos. c) o direito à cultura. quando isso se faça necessário. considerando também que existe uma emergência da gestão do conhecimento na área pública. de discussão. disponibilização de informações e serviços na Internet e políticas de democratização do acesso. Senge afirma que “informações são dados com relevância à situação do receptor”. diz respeito a crenças e compromissos. Entretanto. O conhecimento. A Gestão do Conhecimento é. marketing político. Todo processo de comunicação deve ser analisado sob a ótica de três elementos: Os públicos. As medidas tomadas incluem regulamentação do setor. o avanço das classes de trabalhadores técnicos. sugestão de pauta.”. é integrado pelas atividades de jornalismo (representado através das assessorias de imprensa. entre outros aspectos. prognósticos. Conforme Lévy são três as etapas do processo de difusão do conhecimento: a oralidade (primária e secundária). uma vez que todos os processos que envolvem a construção de conhecimento nas organizações devem perpassar pelo processo comunicacional e dele depende os resultados alcançados. demonstrando “o importante papel do ser humano ao converter dados em informações. diagnósticos. clipping. inteligência competitiva e vários outros termos têm surgido para tentar caracterizar uma nova área de interesse na administração das organizações. b) o direito de fazer perguntas.

é vista como parte do trabalho de cada colaborador. perspectivas. Apesar das organizações públicas serem notadamente intensivas em conhecimento. exercendo profundas transformações na Gestão. e denomina. Orçamento e Gestão. a responsabilidade pela Gestão do Conhecimento não está centralizada na alta direção. a Gestão do Conhecimento é uma questão essencialmente de pessoas e processos. e é desenvolvida pelo IPEA . dar proposição e implantação de diretrizes voltadas à elevação do nível de eficiência e eficácia da Administração Pública Estadual mediante a evolução do uso da tecnologia da informação”.Práticas relacionadas à gestão de recursos humanos: Fóruns (presenciais e virtuais) / Listas de Comunidades de prática ou Comunidades de conhecimento Educação Corporativa. 47. que podem ser chamadas de coleção e conexão. As iniciativas de Gestão do Conhecimento visam melhorar o desempenho de uma organização e das pessoas que nela trabalham. onde essas compõem o processo da globalização. Diante de tantas mudanças. A primeira está vinculada ao Governo do Estado de São Paulo. por meio de identificação. mesmo entre os profissionais da área. de maneira genérica. pois a consideram como principal ferramenta de modernização e suporte gerencial. A CQGP é um portal eletrônico do Governo que se originou mediante o surgimento das TIC .836 de 28 de maio de 2003. O portal tem entre outras.a Gestão do Conhecimento no setor público. do workflow e do comércio eletrônico e agregar um perfil de construção de formas de comunicação.Comitê de Qualidade da Gestão Pública3.Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada4 . Através do IPEA foi realizada a pesquisa “O governo que aprende . à As tecnologias da informação e da comunicação diante da gestão do conhecimento.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Gestão do Conhecimento deve incluir duas estratégias relevantes. não se pode excluir a revolução “infotecnológica” e com ela o surgimento das Tecnologias da Informação e do Conhecimento . a atribuição de “formular. tanto do Setor Público quanto do Setor Privado. criado pelo Decreto n.se CQGP . intranets e extranets Sistemas de workflow Gestão de conteúdos cognitivos para plataformas digitais e comunicação interna e externa Gestão Eletrônica de Documentos (GED) Didatismo e Conhecimento 68 . Não existe consenso sobre a definição de Gestão do Conhecimento. não possuem uma cultura e um ambiente voltados para a aprendizagem organizacional e/ou para a inovação e. o processo do conhecimento pode ser gerenciado e é composto por três etapas: a) geração. É preciso sair do patamar do processamento de transações. c) transformação do conhecimento. b) codificação. de conversação e aprendizado on the job. e de estruturas e acesso às idéias e experiências. mas sim disseminada entre a média e. O papel a ser desempenhado pela TI é estratégico: ajudar o desenvolvimento do conhecimento coletivo e do aprendizado contínuo. com raras exceções. Segundo Teixeira.Tecnologias de Informação e Comunicação. envolvendo a gestão do conhecimento sob o enfoque da comunicação produtiva: 1. A segunda iniciativa surge da Administração Pública Direta (governo federal). a sociedade brasileira em geral e as esferas da administração pública. No entanto.” Podemos citar as principais práticas que estão sendo desenvolvidas pelos Órgãos da Administração Direta. No entanto. captura. Muitos profissionais veem cada vez mais “compartilhamento de conhecimento” como uma descrição melhor daquilo que eles se propõem a fazer do que “Gestão do Conhecimento”. onde a questão da comunicação é uma condição sine qua non. validação e transferência de conhecimento. sendo que na etapa da geração destaca-se a formação de redes de conhecimento. da integração da logística. muitas vezes. de comunidades de trabalho. na maioria das organizações. Narrativas Mentoring e Coaching Universidade Corporativa Práticas relacionadas a processos facilitadores da GC: Melhores Práticas (Best Practices) Benchmarking interno e externo Memória organizacional / Lições aprendidas / Banco de Sistemas de inteligência organizacional Mapeamento ou auditoria do conhecimento Sistema de gestão por competência Banco de competências organizacionais Banco de competências individuais Gestão do capital intelectual ou gestão dos ativos intangíveis à Práticas relacionadas à base tecnológica e funcional de suporte à GC: Ferramentas de colaboração como portais. incluindo-se a comunicação como fator de mediação. tornando mais fácil para as pessoas na organização compartilharem problemas. à Gestão do Conhecimento na Administração Pública. também não incentivam a educação continuada de seus servidores. idéias e soluções.TIC -.fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento.

Relações Industriais e Administração de Recursos Humanos. cabe ressaltar a importância do gestor público e da interação com seus públicos internos e externos. do conhecimento ou de pessoas. As tentativas de adoção de qualquer “tecnologia de gestão” por parte do governo brasileiro. cabe a ele mediar às relações dentro das organizações. implicando na admissão de novas estratégias de enfrentamento às mudanças ocorridas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA à Desafios para a implantação de projetos de Gestão do Conhecimento no setor público. sejam eles na gestão da esfera pública. Entretanto. g) irracionalidade das diferenciadas estruturas de carreiras. do estilo de liderança e do componente principal . sejam elas da alta cúpula decisória. k) coexistência de culturas e climas organizacionais impróprios à colaboração e ao compartilhamento de conhecimentos. igualmente. i) falta de padrões de interoperabilidade e de adequação (quantitativa e qualitativa) da infra-estrutura de tecnologia da informação. é importante ressaltar que os processos de comunicação dependem de uma estrutura organizacional. f) permanência de modelos. Além disso. para o setor privado. Gestão de Parceiros e Gestão do Capital Humano. situações ou condicionantes associadas aos seguintes aspectos: a) desprestígio dos serviços e dos servidores públicos junto à sociedade. j) fragilidade do sistema de recompensas. onde o capital humano agrega mais valor do que o capital industrial. Neste cenário. h) inadequação do quantitativo de pessoal e/ou dos níveis de capacitação e de motivação do corpo funcional. contratações temporárias e quadro efetivo. estilos e atitudes gerenciais inadequadas. um dos grandes desafios dessa nova ‘sociedade do conhecimento’ é a formação de líderes para a gestão de pessoas. Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais. Apesar de as organizações públicas possuírem propósitos distintos das organizações privadas (para o setor público. a importância do fator humano em plena Era da Informação. e) descontinuidade administrativa de objetivos. e outras decorrentes da evolução do âmbito dessa disciplina. Podemos constatar a importância e a complexidade da gestão do conhecimento e a existência de um grande desafio para a implantação de projetos deste gênero no âmbito da administração pública brasileira. Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais. tais como Gestão de Talentos. cargos. dos gestores. por isso.componente básico da estrutura organizacional. A gestão de pessoas tem sido a responsável pela excelência de organizações bem-sucedidas e pelo aporte de capital intelectual que simboliza. onde esta adquiriu uma “nova roupagem” e vem se desenvolvendo de acordo com as transformações ocorridas no mundo do trabalho. a eficiência está associada ao atendimento das demandas da sociedade e. as estratégias e as tecnologias utilizadas para a consecução de seus objetivos tendem a ser semelhantes. legais e de legitimação associados à administração pública e ao Estado. Cada vez mais o capital humano está agregando valor às atividades desenvolvidas pelas organizações. compreendidas e. *Texto adaptado de Michelle Karen de Brunis Ferreira. atualmente. a rigor. Todas as mudanças que vem ocorrendo na morfologia do tecido social causam grandes impactos nos processos de gerenciamento. como Motivação. a eficiência está vinculada a aspectos ligados à lucratividade dos empreendimentos). tais como Gestão de Talentos. do conhecimento e de pessoas serem mais analisadas. d) desequilíbrios entre cargos em comissão. Todas essas áreas. pois a reorganização da gestão exige uma maior flexibilidade e responsabilidade às pessoas. Gestão de Parceiros e Gestão do Capital Humano. à Gestão de pessoas . Didatismo e Conhecimento 69 . consequentemente melhor aproveitadas pelas diferentes esferas do poder público. desenvolvendo suas atividades de forma flexível. mais do que tudo. pois. ou dos funcionários operacionais. acarretando mudanças no relacionamento organizacional. Constitui. de forma estratégica. b) abandono das iniciativas de padronização e de melhoria dos procedimentos administrativos. estão relacionadas com a comunicação produtiva nas organizações públicas e merecem ser melhor estudadas no cenário da sociedade contemporânea. sendo de vital importância uma comunicação produtiva. Essa expressão aparece no final do século XX e guarda similaridade com outras que também vêm se popularizando. muitas publicações surgidas na década de 90 incluem novas atividades. É fundamental que haja nesse processo um gerenciamento adequado de pessoas. salários e benefícios concedidos. c) problemas éticos. Podemos dizer que gestão de pessoas é o aperfeiçoamento do que se denominava Gestão de Recursos Humanos. este estudo busca suprir uma demanda relacionada à necessidade de a gestão pública. l) formas de comunicação inadequadas às necessidades de governança e transparência para as organizações públicas na atualidade. como a da gestão do conhecimento. como Gestão da Qualidade e Negociação. estruturas e projetos e de políticas públicas. voltado à melhoria do desempenho funcional e dos resultados organizacionais.as pessoas. algumas tradicionalmente abrangidas pelo campo da Administração Geral. principalmente pelo predomínio de critérios políticos que moldaram um setor público carente de recursos e estruturas minimamente capazes de responderem aos seus desafios operacionais básicos. por exemplo. reconhecimento e punições. Comunicação e Liderança. Essa expressão aparece no final do século XX e guarda similaridade com outras que também vêm se popularizando. Com o desenvolvimento e as transformações ocorridas na sociedade e no mundo do trabalho nos últimos anos. devem atentar para a necessidade de serem tratadas. uma evolução das áreas designadas no passado como Administração de Pessoal.

Esta lógica compartilha. isto é. assim. típica do Estado de Bem Estar. tem trazido novos problemas. capacitador de desenvolvimento e fornecedor de bem-estar. conceitual. Da mesma forma. destaca-se a crescente necessidade de atender uma demanda irrefreável de bens públicos de boa qualidade. e a gestão para resultados e do resultado surge como instrumento e objetivo da melhoria e modernização da administração pública. De uma maneira sucinta. porém hoje acompanhada da exigência de diminuir a pressão fiscal inclusive naqueles casos em que ainda persiste um modelo de estado anterior ao de bem-estar. esta mudança afetou o sistema de controle da ação do Estado. pois. e c) atos de gestão. materiais. Dentre eles. sobretudo mercadológica. As especificidades nacionais. pela racionalidade econômica que procura conseguir eficácia e eficiência. a natureza abrangente do conceito gestão para resultados – derivada da própria lógica integradora do processo de gestão – e a enorme quantidade de produção teórica. essas transformações têm afetado profundamente as práticas dos dirigentes públicos (políticos e gerentes) e a teoria na qual fundamentavam suas ações. convidam e obrigam à mais absoluta humildade em qualquer tentativa de aproximação ao tema. em um instrumento-chave para a valorização da ação pública. pela exigência cada vez mais contundente dos cidadãos que exercem também o papel de usuários dos serviços. gestão pública e valor público. Esta mudança na função do Estado tem transformado várias frentes da administração pública. A gestão pública tem como atribuição a gestão de necessidades do social. principalmente por meio das chamadas políticas públicas e políticas sociais. e V . da produção de bens públicos. temos que a sociedade demanda – de modo insistente – a necessidade de promover um crescimento constante da produtividade no ambiente público. O cidadão-usuário se interessa por conseguir o melhor retorno fiscal – enquanto bens coletivos. e como tal tem priorizado a criação de condições para o desenvolvimento e o bem-estar social. tecnológicos e financeiros. idêntica e não discricionária) aplicação da lei e da norma. além da produção de serviços e da oferta de infraestrutura. uma vez esgotado o período de esplendor do Estado do Bem-Estar. Desta troca de missão se deriva uma variação na posição do cidadão perante o Estado. Nestes últimos tempos.tradução da missão. A gestão por resultados é um dos lemas que melhor representa o novo desafio. Portanto. que o Estado deve deslocar sua atenção. exigindo a redução da pressão fiscal e o incremento. três propósitos fundamentais: • Assegurar a constante otimização do uso dos recursos públicos na produção e distribuição de bens públicos como resposta às exigências de mais serviços e menos impostos. a Gestão Pública – como disciplina – tem abordado estes desafios novos com o auxílio da lógica gerencial. vinculada à lei. Didatismo e Conhecimento 70 . apenas exprime que agora é muito mais relevante o quê se faz pelo bem da comunidade. A crise fiscal do modelo anterior. pode-se classificar o agir do administrador público em três níveis distintos: a) atos de governo. b) atos de administração. mais ou menos explicitamente. agora voltada para o de serviços e bem-estar. Além disso. O cidadão comum se preocupa em assegurar-se uma correta e burocrática (homogênea. O resultado se transforma. que compreendem os seguintes parâmetros básicos: I . Vê-se.  No que tange a gestão por resultados. II - realização de planejamento e controle. operacional e experimental existente sobre o tema. mais eficácia e mais eficiência. antes colocada no procedimento como produto principal de sua atividade. equitativo e controlável. que situam-se na órbita política.tomada de decisão diante de conflitos internos e externos. porque é ela que vai viabilizar o controle da eficiência do Estado na realização do bem comum estabelecido politicamente e normatizado administrativamente. está-se migrando da exigência de rigor nos procedimentos para a exigência de resultados – inerente a um Estado que se apresenta como provedor de serviços. • Assegurar que o processo de produção de bens e serviços públicos (incluindo a concessão. Gestão pública refere-se às funções de gerência pública dos negócios do governo. IV - inserção de cada unidade organizacional no foco da organização. atividade neutra. III - administração de recursos humanos. Isto não significa que não interessa o modo de fazer as coisas. ao mesmo tempo. mais equidade e mais qualidade. a distribuição e a melhoria da produtividade) seja transparente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE RESULTADOS NA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS A gestão privada prioriza o econômico-mercantil e desenvolve seus instrumentos e processos de gestão sempre dando prioridade às finalidades de ordem econômica. fica clara a importância da gestão pública na realização do interesse público. Esta substituição de missão trouxe muitos desafios ao Estado. entre os quais a redefinição dos conceitos de administração. O Estado tem passado a desempenhar um papel-chave como produtor de valor público.

a administração está relacionada com o alcance de resultados. indicamos para os que quiserem se aprofundar no tema. A construção da competitividade estrutural requer. a fim de alcançar o máximo possível de bem-estar geral. segundo a qual somente as forças de mercado seriam suficientes para gerir a complexidade estrutural de urna economia. fomentar a efetividade dos organismos governamentais. prioritariamente. algo que não faz parte dos objetivos do gestor público. a Nova Gestão Pública fornece os elementos necessários à melhoria da capacidade de gerenciamento da administração pública bem como à elevação do grau de governabilidade do sistema político. ou seja. visando a concretização dos objetivos anteriores. geralmente se tomam certas atividades específicas de uma e de outra por pontos de referência. separamos essas cinco: Didatismo e Conhecimento 71 . c) na administração pública. Olhando rapidamente. porque compreende adicionalmente o sistema constitucional-legal. Existem quase tantos conceitos de administração. também supera a lógica neoliberal. podem-se identificar três diferenças substanciais entre a gestão pública e a gestão privada: a) o administrador público deve seguir os princípios da administração pública. Desta forma. Em terceiro lugar. desde os mais altos na hierarquia até os de nível inferior. O aparelho do Estado e constituído pelo governo. a estrutura organizacional do Estado. Estados-membros e Municípios). entretanto. senão pela qualidade e intensidade com que realiza seus propósitos públicos. No presente contexto. Não há dúvida de que os problemas de administração ocorrem em todo o agrupamento humano. que. pressupõe-se que a este caiba resolver os conflitos de interesses particulares. De outro. é mais abrangente que o aparelho. tem sido cada vez mais cobrado em concursos públicos. 5. a autoridade do governo e sancionada pelo monopólio da violência. por um corpo de funcionários e pela forca militar. complexa e difícil. Mas essas diferenças são pouco substantivas quando se levam em consideração dois fatores: 1. A tarefa governamental é enorme. o que não significa um Estado imenso. por meio dos esforços de outras pessoas. a responsabilidade do governo deve responder à natureza e à dimensão de seu poder. Entende-se por aparelho do Estado a administração pública em sentido amplo. omitindo-se as características essenciais de cada uma. representam um poder de coação. As diferenças entre público e privado seguem se reduzindo notavelmente. 3. há diferenças notáveis entre essas duas modalidades de administrar as organizações. sempre tentando colocar em cada um deles as diferenças entre a gestão privada e a pública. conjuntamente com a democracia. De fato. um Estado forte e competente. em face do qual se requerem proteções especiais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • Promover e desenvolver mecanismos internos que melhorem o desempenho dos dirigentes e servidores públicos. Os governantes. O Estado e a organização burocrática que tem o monopólio da violência legal. Mas a grande maioria das definições de administração compartilha a ideia básica . Tal redimensionamento. surgem certos princípios de aplicação geral. principalmente o da legalidade. ao passo que a empresa privada serve aos interesses de um indivíduo ou um grupo. o governo é aquela que detém a autoridade política suprema. quantos livros sobre o assunto. de um lado. a gestão estatal centra-se na geração de respostas coerentes com os novos imperativos globais de competitividade. o governo existe para servir aos interesses gerais da sociedade. Em segundo lugar. Legislativo e Judiciário) e três níveis (União. sempre com o olhar mais voltado para a Nova Gestão Pública. no sentido de gestão. por sua vez. Em primeiro lugar. vamos abordar diversos aspectos das Organizações. Devido ao redimensionamento mundial. em relação a essa última. pela cúpula dirigente nos Três Poderes. em seus três poderes (Executivo. b) a empresa privada busca o lucro. são. e o aparelho que tem o poder de legislar e tributar a população de um determinado território. a lógica do Estado de Bem-Estar Social. presentes nas atuais demandas cidadãs e aos quais se orienta a Gestão por Resultados (GpR). e. que dá suporte a este trabalho. A eficiência de urna entidade governamental não se deve medir pelo aumento de suas receitas ou pela redução de seus gastos. o cliente e o “dono” é o cidadão. Finalmente. em quarto lugar. O Estado. que nas últimas décadas se mostrou excessivamente dispendioso e gerador de resultados muito aquém dos preconizados. o livro do Prof. O governo e responsável perante o povo. aliás. que regula a população nos limites de um território. Carlos Amaro Maximiano. Os princípios da administração aplicam-se a ambos os tipos de gestão. Na solução desses problemas. Como se trata de um capítulo voltado para aspectos gerais de administração. o que importa advertir é como essa caracterização do governo impõe peculiaridades à sua administração: 1. 4. 2. entre todas as instituições. 2. isto é. Dentre as várias definições de administração que podem ser feitas. supera. Suas ações estão constantemente expostas à publicidade e à critica. com isso. Em face da universalidade e da soberania do governo. Nas comparações entre a administração pública e a administração privada. Nesse momento. o principal pilar de legitimidade do Estado atual. Estes objetivos.

o conceito de efetividade é bem utilizado. se destina a alcançar um objetivo ou resultado. definir as metas e formular políticas e estratégias de acordo com as condições ambientais prevalecentes. Assim. Essas funções constituem o processo administrativo e são: • Planejamento . • Organização . Tudo o que se faz em uma organização. ativação e persuasão daquelas pessoas. os resultados só serão alcançados se alguém trabalhar para isso. maior o grau de eficiência alcançada. A efetividade é realizar a coisa certa para modificar a realidade. que persistiu até o inicio dos anos 70. Pelo menos assim deveria ser. “fazer certo as coisas certas”.determinação de objetivos e metas para o desempenho organizacional futuro. na qual o Estado teria. com o planejado. isto é. pois e dele que a organização tira seu próprio sustento. • Controle . Administração é simplesmente o processo de tomada de decisão e o controle sobre as ações dos indivíduos. o que a sociedade espera como retorno para permitir aquela espécie de acumulação. No pós-Segunda Guerra Mundial. Ter clareza dos objetivos e metas é um passo importante para mensurar o grau de mudanças ocorridas e o quanto elas correspondem efetivamente aos objetivos que se queria alcançar. envolvendo energização. Por exemplo. se alguém trabalha. Se ambos conseguirem o mesmo número de pontos prestando um concurso público. Administrar é desenhar organizações. se pode formular a seguinte definição: Administração é um conjunto de atividades dirigidas à utilização eficiente e dos recursos. ao conjunto da sociedade. para determinar e alcançar os objetivos da organização pelo uso de pessoas e recursos. • Direção . do modo certo. outra vez. As funções da administração são aquelas atividades básicas que devem ser desempenhadas por administradores para alcançar os resultados determinados e/ou/ esperados pelas organizações. Assim. a efetividade é que vai servir para fazer a avaliação de todo o processo. financeiro e institucional. Administração é o alcance de resultados por meio dos esforços de outras pessoas. Isso porque se pode fazer certo as coisas erradas. Embora essa afirmação pareça óbvia. mas não eficácia. A eficácia é a medida de alcance do objetivo ou resultado. configurando-se a volta do chamado liberalismo econômico. atuação e controle. Para precisar seu significado. O período recente que vem desde a década de 80 é caracterizado por urna série de transformações tanto na economia mundial como nas economias nacionais. O conceito é bem intuitivo: diz respeito a quem consegue obter o mesmo resultado com menos recursos. isto é. Essa nova fase tem levado a profundas readaptações nas estruturas econômicas nacionais. Eficácia significa fazer as coisas certas. de agrupamento de tarefas em departamentos e de alocação de recursos para os departamentos. Não basta ser eficiente. o social também é um objetivo das empresas privadas. • Organização pública: O objetivo de uma organização pública é servir da melhor forma possível. essas modificações estão relacionadas ao processo denominado globalização. Está relacionada à realização das atividades que provoquem o alcance das metas estabelecidas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração é um processo que consiste no planejamento. que se manifesta em diferentes aspectos: comercial. pública ou privada. Essa fase. organização. eficiência significa “fazer certo as coisas” e eficácia. o mundo viveu um período de rápido crescimento econômico. sendo eficiente. c) Efetividade : A efetividade é um conceito algo estranho a administração de organizações privadas. isto é. é claro que aquele que trabalha foi mais eficiente do que aquele que apenas estuda. a imprecisa definição dos objetivos toma-se uma fonte de problemas para se avaliar se determinada ação deu realmente certo. é preciso ser eficaz. Didatismo e Conhecimento 72 .função que se encarrega de comparar o desempenho atual com os padrões predeterminados. eficiência é operar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. • Organização privada: O objetivo de urna organização privada é o lucro. entre outras funções. com destaque para urna ampla valorização do “mercado”. no sentido de alcançar resultados ou metas organizacionais. em muitos casos. nesse campo. para o expresso propósito de alcance de metas predeterminadas. chamada por alguns de “Idade de Ouro” do capitalismo. no tempo certo. temos de recorrer a Avaliação de Políticas Públicas. b) Eficácia: A eficácia está relacionada ao alcance dos objetivos/ resultados propostos. De tudo isso. a) Eficiência: A eficiência é a medida da utilização dos recursos quando se faz alguma coisa: refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas” num processo. caracterizou-se por urna forte presença do Estado na economia. Só se é eficaz.processo de designação de tarefas.influência para que outras pessoas realizem suas tarefas de modo a alcançar os objetivos estabelecidos. Também é um objetivo de uma empresa privada a manutenção de meio ambiente saudável. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado se refere à eficácia (o resultado). urna preocupação crescente com a “competitividade” e urna menor participação do Estado. produtivo. pois. garantir um elevado nível de emprego. Mas também a função social. dispõe de menos tempo do que outro que só estuda. Logo. Numa visão mais ampla. e decisão das tarefas e recursos utilizados para alcance daqueles objetivos. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. A formulação do objetivo que vai guiar todo o processo de avaliação é um elemento fundamental para a qualidade e efetividade da avaliação. todavia. o que significaria eficiência. De forma geral. se foi realmente efetiva.

embora flexibilizando alguns dos seus princípios fundamentais. Ela constitui um avanço e. CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A GESTÃO PRIVADA A diferença mais importante entre a Gestão Pública e a Gestão Privada diz respeito ao objetivo. começa a ganhar destaque o diagnóstico de que a crise econômica dos países centrais decorria de profundas ineficiências associadas a imperfeições no funcionamento do Estado: excesso de intervenção do setor público. sem contrapartida direta. há urna busca para que haja: I. a qual se revestia de varias formas: o Estado do bem-estar social nos países desenvolvidos. “o governo não pode ser urna empresa. justa e solidária. que encontra-se entre os principais princípios da Administração Pública. Enquanto a administração de empresas está voltada para o lucro privado. e III. a superação da administração pública burocrática. Assim. excesso de regulamentações. Em suma. verifica-se a crise desse modelo de desenvolvimento. ou seja.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Nos países desenvolvidos. sindicatos etc. A melhora da gerência pública não e só uma questão de pôr-se em dia com o que está ocorrendo na iniciativa privada: significa também abrir novos caminhos.sistemas previdenciários. ate certo ponto. que impedia o crescimento contínuo de salários e lucros. o chamado Estado do Bem-Estar. Nos anos 70. cor. No final dos anos 70. Já a Gestão Pública tem seus objetivos fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal (CF) que em seu artigo 3º estabelece como objetivos fundamentais do Estado Brasileiro: • Garantir o desenvolvimento nacional. Publicidade e Eficiência. Na administração pública gerencial. e a superação da forma de administrar o Estado. Impessoalidade. a receita do Estado deriva de impostos. O setor público não está numa situação em que as velhas verdades possam ser reafirmadas. seguro-desemprego. 1. mas pode se tomar mais empresarial”. Além disso. 3. A administração pública gerencial inspira-se na administração privada. A administração pública deve enfrentar o desafio da inovação mais do que confiar na imitação. esperando-se que. • Erradicar a pobreza e a marginalização. A garantia de autonomia do administrador na gestão dos recursos humanos. A administração pública gerencial representa urna grande convergência entre a administração pública e a privada. sexo. funcionário. II. A administração pública gerencial está apoiada na anterior. mas isso não significa. O objetivo do Estado é o bem público e o agente público o agente público deverá agir em conformidade com os ditames da Lei. inseridos no caput do artigo 37 da Constituição Federal: Legalidade. os gastos públicos foram de extrema importância para o desenvolvimento tecnológico e o aumento da produtividade. a um processo de desmantelamento do Estado do Bem-Estar com a implantação de urna série de reformas pró-mercado. busca a satisfação de seus stakeholders (partes interessadas: acionistas. a administração pública gerencial está explicita e diretamente voltada para o interesse público. a sociedade . entretanto. . A Gestão Privada tem como objetivo clássico a geração de lucro e a remuneração do capital do acionista. ou seja. Enquanto a receita das empresas depende dos pagamentos que os clientes fazem livremente na compra de seus produtos e serviços. assistimos. um rompimento com a administração pública burocrática. A definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá atingir em sua unidade. no inicio dos anos 80.que permitia a manutenção da renda e a demanda dos indivíduos. reduzir as desigualdades sociais e regionais. que negue todos os seus princípios. 2. comunidade). mas não pode ser confundida com essa última. o interesse coletivo seja atendido. mesmo quando estes não estivessem gerando renda. com a prevalência da administração pública gerencial. a estratégia de substituição de importações no terceiro mundo e o estadismo nos países comunistas. criou-se urna ampla rede de proteção social . materiais e financeiros que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados. Enquanto o mercado controla a administração das empresas. raça. denotando o esgotamento da estratégia estatizante de intervenção do Estado. isto é.por meio de políticos eleitos controla a administração pública. sem preconceitos de origem. Conforme o princípio da Legalidade. • Promover o bem de todos. da qual conserva. sistemas públicos de saúde etc. levando a manifestações do conflito distributivo. para a maximização dos interesses dos acionistas. O controle ou cobrança a posteriori dos resultados. idade e de outras formas de discriminação. Moralidade. em uma nova perspectiva. Há urna retração nos ganhos de produtividade. É uma situação que requer o desenvolvimento de novos princípios. só pode fazer o que a lei permite. de contribuições obrigatórias. assistência social. • Construir uma sociedade livre. Didatismo e Conhecimento 73 . por meio do mercado. afirma-se que a administração pública deve ser permeável à maior participação dos agentes privados e/ ou/ organizações da sociedade civil e deslocar a ênfase dos procedimentos (meios) para os resultados (fins).

de acordo com seus interesses por meio de práticas de recrutamento e seleção. Em determinadas circunstâncias.452/43). estes devem ser controlados de forma transparente. sendo permitida a prorrogação do tempo de permanência. política públicas. o plano de carreira fica é de responsabilidade cada pessoa. Convergência e diferenças entre a Gestão pública e a gestão privada Características Receitas Público alvo Mecanismo de controle Gestão pública Tributos: impostos. o setor privado tem mais liberdade e flexibilidade para agir. o agente privado pode fazer tudo o que a lei não proíbe. Dessa forma. competitividade Tendem a ser mais rápidas e flexíveis. 37 da Constituição Cidadã de 1988: “A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. são convertidos em serviços públicos. o sistema de carreiras e promoções é bem flexibilidade é total. o órgão público pode realizar concursos temporário. Conforme inciso II do art. O sistema de carreiras e promoções no setor público foi implantado por Getúlio Vargas na década de 30. program de governo. Políticas empresariais voltadas para objetivos de mercado Através de instrumento contratual ou societário Ordenamento jurídico Sobrevivência das organizações Processo de tomada de decisão Modo de criação. taxas e contribuições Cidadão Controle político. preponderância das normas do direito público Tempo indeterminado. nas formas previstas em lei. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. Já as empresas buscam profissionais com experiência de mercado. Atualmente. • Emprego público: regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho – Decreto-Lei nº 5. São os estatutários. oferta e demanda Preponderância das normas do direito privado Depende da eficiência organizacional. o estado não vai à falência Influenciada por variáveis de ordem política. com a criação do DASP (Departamento Administrativo do Setor Público). e apesar de cada empresa estruturar as carreiras e promoções da forma que melhor lhe convier. do capital de terceiros (investidores) e das vendas (produtos e/ou serviços). os contribuintes são a fonte de receita do Estado. Nos concursos o Estado recruta pessoal com capacidade técnica. cujos representantes são eleitos pelo povo periodicamente. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”. as empresas são controladas pelo mercado. O foco da atuação da administração pública é o cidadão.112/90). Quanto aos recursos. as promoções são determinadas ou pelo mérito (meritocracia). livre concorrência. 74 Didatismo e Conhecimento . no setor privado. São os celetistas. que não necessariamente. O controle da gestão pública é de ordem política.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seguindo este princípio. alteração ou extinção da pessoa jurídica Na gestão pública. tendem a ser mais lentas Através da lei Gestão privada Pagamentos adivindos de vendas e capital social Clientes Regulado pelo mercado. as contrações são realizadas por meio de concursos públicos. Na gestão privada. Já as empresas possuem recursos advindos do capital social (na constituição da empresa). na qual a permanência no cargo é por tempo determinado. Diferença básica entre cargo e emprego público: • Cargo público: regido pelo Estatuto do Servidor Público (Lei nº 8. eleições periódicas Princípio da legabilidade. que arrecada por meio de impostos. Na gestão pública. uma vez que os agentes públicos administram recursos públicos. devendo-se atentar para a livre concorrência.

Essa hierarquia pode ser agrupada em quatro grandes classes. procedimental e financeiro merecem atenção especial quando do contato com o cliente. o marketing da GOL. Tais técnicas já são utilizadas no serviço privado há bastante tempo. estando à empresa mais apta a satisfazer suas necessidades. à recompensa pelo desempenho. A busca daquilo que tem valor para o cliente. à tecnologia e ao capital. seus executivos dedicam um dia por mês para contato direto com o cliente a fim de ouvirem suas reclamações. adequando serviços e produção às suas necessidades. Edward Deming (autor dos 14 princípios da qualidade total) pedia constantemente às organizações que perguntassem a seus clientes o que realmente eles queriam. são governados por seus constituintes – na maioria dos casos. algumas condutas são definidas como essenciais para a melhoria do serviço prestado pelo governo: • O cidadão-cliente deve ser a razão da existência dos órgãos e entidades públicos. além de utilizar uma série de outros mecanismos para se ouvir a voz do cliente. por exemplo. De Paula (2004). Logo. e da competição administrada. por sua vez. propõe a seguinte visão do governo e seus clientes: “atender às necessidades dos clientes e não da burocracia – os cidadãos estão cansados da burocracia e querem ser mais valorizados como clientes. Em virtude do monopólio do setor público em alguns setores poucas opções restam ao cidadão cliente: reclamar ou mobilizar-se. por grupos de interesses. • Preocupação que se deve ter na interface com o cliente. mas e nos serviços públicos? Infelizmente. os aspectos ambiental. No livro “Reinventando o governo”. simplesmente pelo fato daquele produto ou serviço ter sido produzido/prestado por aquela entidade. O paradigma gerencial contemporâneo. Contrapõe-se à ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional. ganhou fôlego a partir da obra “Reinventando o Governo: como o espírito empreendedor está transformando o setor público”. Tudo isso para que se consiga a fidelidade do cliente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O PARADIGMA DO CLIENTE NA GESTÃO PÚBLICA Com as grandes mudanças e exigências organizacionais o foco das empresas hoje em dia. • nível desejável ž o whisky servido durante os vôos. exige formas flexíveis de gestão.” Embora os governos democráticos existam para servir aos cidadãos o termo cliente é pouco utilizado no governo. facilitador. tais como associações de moradores e amigos. • nível esperado ž seriam os preços competitivos. que pode ser entendida como o grau de fidelidade de um cliente a uma empresa ou ao governo. coloca os conceitos tradicionais de administração de cabeça prá baixo: os clientes são as pessoas mais importantes para a organização. A metodologia da Qualidade Total foi a pedra fundamental para estabelecer como o governo deveria se posicionar perante seus clientes. Os ocupantes de cargos eletivos. tem o direito de mudar de instituição. Os clientes-alvo a quem os administradores públicos tentam satisfazer. a administração vem depois. a Matsushita faz a mesma coisa. fundamentado nos princípios da confiança e da descentralização da decisão. a saber: • nível básico ž o básico que o cliente esperaria ao entrar numa empresa. em 1992. por exemplo. por exemplo. Chamamos o paradigma do cliente na gestão pública uma linha de estudos que surgiu com as concepções da administração pública gerencial. Quem mais se empenha para servir aos clientes normalmente são as organizações privadas. interpessoal. em seguida vêm aqueles que servem aos clientes. por exemplo. Os cidadãos querem ser valorizados como clientes. de autoria de David Osborne e Ted Gaebler. • Mudança do estilo de liderança. um ambiente limpo. a Administração da Qualidade Total (Total Quality Management – TQM). não esta mais na organização em si. assim como boa parte da doutrina gerencialista. Um modelo que. definirmos as suas necessidades e como os recursos que a empresa possui atenderão as necessidades do cliente. de controlador de resultados para motivador. • nível inesperado ž é o efeito surpresa. na empresa Xerox. ombudsman e inspetores disfarçados de clientes. diminuição de risco e uso de infra-estruturas compartilhadas. descentralização de funções. incentivos à criatividade. acrescentam-se os princípios da orientação para o cidadão-cliente. • A realização de parcerias intra-governamentais. são o Legislativo e o Executivo – pois são eles que fornecem recursos. À avaliação sistemática. com a função de servir àqueles que servem”. tais como ampliação do acesso aos clientes. com um agravante: quando tratamos de serviços privados e o cliente está insatisfeito. Didatismo e Conhecimento 75 . Osborne e Gaebler sugerem que a gestão seja voltada para o cliente. O cliente passou a ser uma preocupação constante. Dessa forma conseguem saber o que está ou não funcionando dentro de sua empresa. o que não acontece nos serviços públicos. pois trariam vantagens para o setor público. dando origem aos movimentos populares. a grande maioria das organizações públicas não conhecem os clientes. que já eram características da boa administração burocrática. estruturas horizontais. com ONGs e com a iniciativa privada. Conhecê-lo a ponto de traçar o seu perfil. e à capacitação permanente. tais como pesquisas de opinião. do controle por resultados. E arrematam: “Na verdade. é recomendável o uso da administração da qualidade e a criação de sistemas transparentes. ainda não chegamos a esse nível. além das bebidas que comumente são servidas. o sorteio de uma outra passagem aérea durante o voo. Mediante o traçado deste perfil psicológico a empresa descobre a hierarquia de valor para os clientes. mas na satisfação do cliente.

A maioria dos serviços públicos prestados à população depende. 175. esses funcionários possuem delegação e agem em nome da coletividade: fazem julgamentos morais e opções sobre formas de utilizar recursos públicos sobre os quais devem ser responsabilizados perante a comunidade. as mudanças recentes instituem novas dimensões de responsabilidade decorrentes não somente das expectativas que o público possui com relação à administração pública como também das tarefas definidas estrutural e politicamente. além de aprenderem a lidar com o compartilhamento de sua administração. Como agentes do Estado. da qualificação e da valorização dos funcionários. no ordenamento jurídico constitucional. consequentemente. As disfunções de atendimento ao cliente por parte do servidor público. visando estratégias de redimensionamento. As mudanças mais recentes levam à concessão de maior poder discricionário aos agentes públicos. caput). moralidade e publicidade fundaram-se no argumento de que o aparelho estatal deve se orientar para gerar benefícios. em grande parte. não só em seus papéis e funções. moralidade. O princípio da eficiência. impessoalidade. Parece nítido o fato de que é a partir do primeiro contato entre a instituição e o cliente que este último começa a formar suas impressões sobre a primeira. implantando novos conceitos da noção clássica de serviço público. mas também envolve diminuir gastos do orçamento. a qual tende a ser propagada a muitos outros clientes efetivos e potenciais. que é a aplicação de métodos mais recentes na administração estatal. uma impressão negativa. Embora não tenha alterado o art. Primar pela qualidade do setor público vai além de apenas oferecer um serviço melhor ao público. publicidade e eficiência. realizados com os recursos disponíveis e de forma transparente. o que nega cumprimento ao Princípio da Eficiência acrescido pela Emenda Constitucional nº 19/98 ao caput do artigo 37 da Constituição Federal. prestando serviços à sociedade e respeitando o cidadão contribuinte. Sempre que nos referimos ao serviço público. que o incorporou ao texto da Constituição de 1988 (artigo 37. responsabilidade pelo atendimento ao público e a economia de seus recursos sem esquecer-se de seus princípios fundamentais como a legalidade. a descrição. Por concederem maior autonomia aos funcionários sobre decisões que afetam a coletividade.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Como resultado do ritmo mais intenso do desenvolvimento socioeconômico. os gestores necessitarão adquirir novas competências que priorizem o diálogo. impessoalidade. sem importar muito o perfil. revertendo o foco para o usuário do serviço. tem origem na EC 19/98. redes de parcerias. O treinamento para a atuação eficiente voltada para o cidadão deve abranger além da capacitação técnica. que deverão reinventar-se para adaptar-se à nova realidade. bem como melhoria da qualidade dos serviços prestados. que atinge todos os setores. realocação. a incorporação de comportamentos e atitudes compatíveis com a função de acolher e orientar o público. “a sociedade”. eram consideradas como parte constitutiva da cultura organizacional pública. um mal latente e evidente no recebimento da prestação do serviço estatal. aliadas à pressão cada vez maior por parte da sociedade organizada por seus direitos têm provocado uma intensa preocupação com um atendimento de qualidade. deparamos com um problema generalizado. os gestores públicos. Relevante modificação na tratativa constitucional dos serviços públicos foi trazida pela Emenda Constitucional nº 19. o chamado usuário cidadão. inclusive as instituições governamentais. no texto constitucional. ao lado dos princípios clássicos da legalidade. mas também em seus valores e filosofia. as organizações públicas costumam definir sua clientela. Pressupõem um maior número de servidores trabalhando diretamente com a população e com maior autonomia de ação. Didatismo e Conhecimento 76 . buscando novos modelos. O desgaste a que chegou a função pública exige que qualquer esforço atual de mudança esteja apoiado num princípio claro de dignificação da mesma. presteza e agilidade. descentralizar. “o cidadão”. A Administração Pública passa a adotar novos métodos de atuação voltados para a cultura do diálogo. de favorecer o trabalho da sociedade sobre ela mesma. como: “o povo”. Esse novo cenário exige novos modelos de gestão pública. capacitação e valorização do servidor público. a democratização política com a Constituição Cidadã de 1988 e a disseminação de novas ferramentas de gestão. de 4 de junho de 1998. distanciando-se dos modelos burocráticos puramente gerenciais e neoliberais Para atender à crescente demanda da sociedade por serviços de qualidade. sobretudo na prestação de serviços sociais. O papel social da organização pública é a prestação de serviços com qualidade. Num posicionamento muito cômodo. através da construção de sistemas de comunicação. até um passado recente. quer dizer. tornou-se essencial para a administração pública modernizar a sua gestão. as necessidades e as feições desse cidadão. Assim. conseguir e manter melhores funcionários e até mesmo sobreviver. a gestão pública tem apresentado necessidades de mudanças. no entanto. A instituição deve evitar. dar prioridade total para o cliente-cidadão. que instituiu um novo modelo de gestão na Administração Pública. procurando ser mais transparente. como eficiência na sua prestação. terão de aceitar padrões de desempenho exigidos pelos cidadãos. É preciso um cuidado especial para que o cliente seja bem atendido. Para tanto. que resulta em má qualidade e. a EC 19/98 veio introduzir práticas gerenciais no âmbito da Administração Pública. A inserção do princípio da eficiência. a priori. a chamada Reforma Administrativa. especialmente referentes à transparência e controle feitos por eles mesmos. A administração assume hoje a função de harmonizar o comportamento dos atores sociais. quase similar ao existente em empresas privadas. métodos que antes foram utilizados nas empresas. O mundo está passando por radical transformação social e econômica. A organização pública deve seguir a estratégia do cliente.

que nada mais é do que fazer certo o que é certo. com exceções raras. É um dos maiores desafios do Serviço Público no atendimento ao usuário e o cidadão de um modo geral. voltada para si mesma. Didatismo e Conhecimento 77 . ao modo de investidura dos governantes e aos direitos e garantias dos governados. avaliar resultados e só depois e se for necessário rever rotinas. para que melhorem seu relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho. administrativa e financeira. Os poderes do Estado são imanentes e estruturais do Estado (diversamente dos poderes administrativos que são incidentais e instrumentais da Administração). As pessoas físicas desempenham funções como de agentes públicos. Para as organizações públicas o ponto inicial do caminho até a gestão de excelência é a realidade de uma gestão excessivamente burocratizada. a cada um deles corresponde uma função que lhe é atribuída com precipuidade. reconhecida. ou são empresas governamentais. O poder de regrar uma sociedade política e o aparato pelo qual o corpo governante funciona e exerce autoridade. ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento. Ainda de forma tímida o setor público começa a adotar práticas de governança já consolidadas em organizações privadas. Excepcionalmente a organização é feita por decreto e normas inferiores quando não existe a criação de cargos nem aumento de despesa pública. No constitucional conceituamos como pessoa jurídica territorial soberana. com potestade superior de ação. Percebe-se que são crescentes as iniciativas dos governos Municipais. com a ordenação das entidades estatais. já na primeira vez. O serviço deve e tem que ser diferente. pode ser muito bonita em manuais. São entidades com autonomia política. com qualidade de atendimento. que sempre conotam um grau de satisfação em fazê-lo. com características e necessidades próprias. à estrutura dos Poderes. como no de direito privado. negociar com elas as metas da transformação. de mando e de coerção. optou por receber o serviço de um determinado “estabelecimento”. constituindo a administração pública em sentido instrumental amplo. atendida pessoalmente. autoridade governante de uma unidade política. Os elementos do Estado são formados pelo povo como componente humano e território como a base física. A partir desse ponto inicial é preciso trabalhar no sentido inverso da gestão burocrática: em lugar de estabelecer novas rotinas. à forma de governo. A Organização da Administração. No âmbito político pode ser considerado como uma comunidade de homens fixada sobre um território. forçosamente estamos nos reportando ao indivíduo que diante de um exercício de escolha. Atingir a excelência no atendimento ao público é uma meta. quer por fatores subjetivos ou objetivos. ou são entidades paraestatais. o caminho para a gestão de excelência começa por convencer as pessoas das mudanças. propiciando aos servidores a oportunidade de analisar e refletir sobre uma melhor prestação de serviços ao usuário/cidadão. ou são fundações. lei. o cliente é sempre uma pessoa individualizada. surge através da legislação complementar e ordinária. O Governo é o conjunto de poderes e órgãos constitucionais. Pode atuar tanto no campo do direito público. Essas questões de “igualitarismo” no Serviço Público deram sempre margem a se servir mal a todo mundo. O resultado é a oferta de serviços melhores e mais comprometidos com a sociedade. igualmente. buscando alcançar o Princípio da Eficiência no Serviço Público. As pessoas jurídicas instituídas ou autorizadas a se constituírem por lei ou são autarquias. O destino desse trajeto é a gestão com qualidade. ENTIDADES POLÍTICAS E ADMINISTRATIVAS. de aprovar novas normas e realocar pessoas. ousada. ESTRUTURA ADMINISTRATIVA. mantendo sempre sua única personalidade de direito público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No entanto. o Distrito Federal e os Municípios. os Estados-membros. A divisão política compreende a União. O Estado pode ser conceituado como corporação territorial dotada de um poder de mando originário. Estaduais e Federal de ampliar a capacitação de seus funcionários. de suas autarquias e empresas estatais instituídas para a execução desconcentrada e descentralizada de serviços públicos e outras atividades de interesse coletivo. como eficiência e transparência. como se fosse a única no mundo. em programas de qualidade. Quando se fala em cliente. O governo soberano é o elemento condutor do Estado que detém e exerce o poder absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado do povo. onde o conceito de boa gestão está em cumprir rotinas e obedecer as normas. buscando aprimorar o atendimento ao cliente. A ideia de “servir a todos”. porque as pessoas são diferentes e tem necessidades (inclusive na forma de atendimento) diferentes. A organização do Estado é matéria constitucional no que concerne à divisão política do território nacional. para muitos. racionalizar as normas e realocar as pessoas. Todos os poderes têm necessidade de praticar atos administrativos. ÓRGÃOS E AGENTES PÚBLICOS. praticar a mudança. que leve a maior satisfação do contribuinte e do próprio servidor.

São todas pessoas jurídicas de direito público interno e detentoras de autonomia Política. São marcadas pela de Auto-organização. como a autarquia.responsabilidade constitucional e política   Entidades políticas  As entidades políticas são denominadas “entes federativos” e detém uma parcela do poder político.conduta hierarquizada . criadas por lei específica para realizar obras. nos termos da Constituição Federal. As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito público interno. etc. Elas compõem a administração indireta. Atua mediante atos de soberania ou autonomia política na condução dos negócios públicos. mas apenas autonomia para gerir seus assuntos internos. ora de direito público (autarquias e fundações públicas de direito público). Administrativa. como por exemplo o Governo local. nos termos de sua lei instituidora.Distrito Federal – Municípios Estados – Distrito Federal – Municípios Estados – Distrito Federal Órgão Desdobramento Unidades da Federação Didatismo e Conhecimento 78 . As entidades administrativas. Autogoverno e autoadministração. assim. Em sentido formal é o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais. descentralizadas da entidade estatal. de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente. regional e nacional. Os Estados que possuem tamanhos variados podem ter vários níveis de Governo conforme a organização política daquele país. atividades.atividade neutra e vinculada à lei ou à norma técnica . por exemplo. geralmente reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação. Em sentido material é o complexo de funções estatais básicas. de iniciativa. ora privado (empresas estatais . Estados. mas sofrem controle finalístico. Entidades administrativas Entidades administrativas são as pessoas jurídicas que integram a administração pública sem dispor de autonomia política. Quadro. Distrito Federal e Municípios. Não possuem subordinação hierárquica.atividade política e discricionária . Entidades Políticas e Administrativas Entidade Poder Executivo União Legislativo União Judiciário União Unidades da Federação Estados . mas com responsabilidade técnica ou legal .Podem.    Governo .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O governo é usualmente utilizado para designar a instância máxima de administração executiva. Elas possuem personalidade jurídica própria. que no Brasil são: União. Funções necessárias aos serviços públicos em geral.sem responsabilidade constitucional ou política.conduta independente Administração . Autárquicas: natureza administrativa. Administração é o conjunto de órgãos constituídos para consecução dos objetivos do governo. Expressão política de comando. As entidades políticas possuem a característica principal de gozarem de autonomia política (traduzida pela capacidade de auto-organização). não têm poder político. financeira. editar leis e instituir tributos. Direito público.Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista).

os órgãos Públicos sofrem uma variável de acordo com o Órgão do Estado. estão inseridos na organização do próprio Poder de forma hierarquizada. A Organização Administrativa tem um relacionamento importante na elaboração.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Unidades Ministério Gabinete Secretaria Divisão Diretoria Serviço Subunidades Secretaria Diretoria Chefia Serviço Estado – Distrito Federal – Município Estado – Distrito Federal – Município Município Município Município Município Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Município Município Município Município União União União União União União Órgãos Públicos Considerações: A Constituição Federal em seu artigo 1º estabelece que “a República Federativa do Brasil. de forma direta ou indireta. Os caros são subdivididos em duas categorias: • Provimento efetivo • Provimento em comissão Os cargos em provimento efetivo são preenchidos mediante concurso público. conforme dispõe a Constituição Federal. o Executivo e o Judiciário”. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento: I – a soberania. II – a cidadania. praticar qualquer ingerência na consecução de suas finalidades. tem poder de defesa. englobando diversos objetivos e filosofia alusivos à sua atividade. e V – o pluralismo político”. IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Para cumprir os dispostos acima. descendente. com prerrogativas funcionais próprias. independentes e harmônicos entre si. Assim. definição dos objetivos e metas da ação político-administrativa do Órgão Executivo. o Legislativo. A sua autonomia é a capacidade que tem em gerenciar suas atividades com total obediência à Constituição Federal. O concurso é conduzido por um rito próprio até a posse em cargo público. em complementação ao estabelecido no artigo 2º da Constituição Federal. as chamadas partes subordinadas aos Poderes do Estado. contudo. III – a dignidade da pessoa humana. que é dividido por unidades administrativas ou por assessorias que tem a mesma tipicidade das unidades administrativas. Didatismo e Conhecimento 79 . A estrutura administrativa de um órgão (Poderes do Estado) é o centro de competência governamental. como organograma global do órgão público. Legislativo e Judiciário) são independentes entre si. formada pela união dos Estados e municípios e do Distrito Federal. relacionam-se harmonicamente sem. estabeleceu-se em relacionamento a partir de um corpo organizado com função específica. Independência e Autonomia dos Órgãos do Estado Os Órgãos do Estado (Executivo. Órgão do Poder Executivo e Órgão do Poder Judiciário. Os Órgãos Públicos. podemos ampliar a denominação para Órgão do Poder Legislativo. e atuando como definidores da estrutura administrativa. quando o concursado se torna titular e é efetivado após cumprir estágio probatório pelo prazo de (03) três anos. Legislativo e Judiciário. o qual denominamos órgão. Natureza dos Órgãos Públicos Quanto a sua natureza. Órgãos Públicos quanto aos Cargos Os cargos públicos tem a finalidade de juntamente com as unidades administrativas estabelecer a materialização dos Órgãos de 1º grau. Em seu artigo 2º fixa que “são Poderes da União.

mas em situação irregular. Outros Agentes Públicos A evolução da descentralização da Administração Pública leva-nos a uma nova situação: os agentes públicos vinculados aos consórcios públicos e às associações por fundos. pessoas físicas. são chamados de recrutamento amplo e para seu provimento podem ser convocados os ocupantes de cargos de provimento efetivo ou aqueles sem vínculo com a entidade. O vínculo com o Estado é de forma descentralizada. ao dispor sobre o ingresso na Administração Pública. Essa categoria a que nos referimos é norma dos Poderes Executivo e Legislativo. ATIVIDADE ADMINISTRATIVA: CONCEITO. o que a nosso ver é uma forma de promoção e gera economia para a entidade. PRINCÍPIOS BÁSICOS. Fundo da Criança e do Adolescente). Agentes Públicos Os agentes públicos. dirigir. Agentes Honoríficos São cidadãos convocados. já contavam 5 anos de efetiva e continuada atividade no serviço público. com destaque para as diretorias das associações comunitárias que. eleitos. O cargo oficial sempre pertencerá ao Estado. prefeitos e os senadores. considerando estáveis aqueles que na data da promulgação da Constituição. Aqueles que não tiverem passado por esses dispositivos serão considerados agentes públicos. NATUREZA E FINS. O ocupante de cargo público só obterá a efetivação se tiver prestado concurso para aquele cargo. Agentes Administrativos A Constituição da República de 1988 definiu. Agentes Autárquicos São aqueles vinculados às entidades autárquicas e fundacionais. governador distrital. o Presidente da República. como atividade pública voluntária. exercendo função pública. pré-ordenado à realização de seus serviços. que esse se dará por meio de concurso público e nas disposições transitórias. PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO A Administração Pública é todo o aparelhamento do Estado. apesar de eleitas. visando a satisfação das necessidades coletivas. Agentes Políticos Podemos considerar os agentes políticos em duas categorias distintas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os cargos em comissão não dependem de concurso público. São equiparados a funcionários públicos somente para responder a algum ilícito penal. e de outubro de 1988. Já existem dispositivos priorizando o preenchimento dos cargos em comissão pelos ocupantes de cargos de provimento efetivo. Configurando assim. os agentes públicos podem ser temporários ou definitivos: • Temporários – são os que ocupam cargos em comissão. estaduais. Quanto à sua característica. exercem atividades públicas voluntárias e sem remuneração. Na primeira categoria encontram-se os chefes do Poder Executivo. Administrar é gerir os serviços públicos: significa não só prestar serviços ou executá-los. como também. designados para prestar determinado serviço à comunidade. sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário. governar. governadores. Didatismo e Conhecimento 80 . Estes alcançam a condição de agentes políticos pela vontade própria de se candidatar ao cargo eletivo e obtêm o sufrágio popular e o mandato para um período fixado pela Constituição. deveres e vantagens dos agentes autárquicos. distritais e vereadores. • Definitivos – são os ocupantes de cargos de provimento efetivo e tem acesso por meio de concurso público. (Ex: Fundo de Assistência Social. embora esse vínculo não se constitua em organizações fundacionais. ocupam cargos e desempenham funções dos Órgãos dos Poderes do Estado. o ingresso se dará por meio de concurso público e o seu estatuto disporá sobre os direitos. tiver sido convocado para tomar posse e cumprido o estágio probatório. deputados federais. exercer a vontade do povo com o objetivo de obter um resultado útil.

Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. em que se configuraria o Estado Unitário. Serviço Público Conjunto de atividades e bens que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade. prosperidade e justiça. mediante uma organização. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. como tal. e por ele são exercidos diretamente. que se impõem em toda a atividade administrativa. ou seja. conforto e bem-estar. Os serviços descritos são serviços públicos que a Administração presta diretamente à sociedade. ao prestador do serviço é vedado forjar ardis comumente urdidos na vida comercial ordinária. aliás medidas compulsórias impostas através de preceitos constitucionais e por isso mesmo incontestáveis. como induz o socialismo. A forma com a qual se exerce o poder político em função do território pode ser de unidade. nem a absorção dos bens pelo Estado. Pela definição de serviço público. visar lucro. em virtude do reconhecimento de sua característica de atendimento de necessidades coletiva e permanente que envolve a sua prestação e que. por ser de interesse da comunidade devendo subordinar-se às suas exigências. que é a organização de todos os seus bens particulares. para obter vantagens ou lucros em detrimento da coletividade. observa-se que o Estado – que é a organização do poder político da comunidade – é organizado com a finalidade de harmonizar sua atividade. em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”. forças armadas). Didatismo e Conhecimento 81 . sob condições fixadas por ele. politicamente organizada em território e no uso de sua soberania”. por serem considerados próprios do Estado e. Por serviços públicos. pois a razão e o sentido do serviço público é o proveito dos beneficiários e não o benefício do prestador.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O fim do Estado é organizar e fazer funcionar os serviços públicos. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos. pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade. mas um meio para proporcionar-lhes a satisfação de bem-estar. podem exigir medidas compulsórias em relação aos indivíduos. Consoante se deduz. existem serviços que pela sua natureza exigem centralização e competem-lhe exclusivamente. aqueles que se relacionem intimamente ao bem-estar coletivo e por isso mesmo só podem ser executados diretamente pelo Poder Público. enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”. ajustar-se às conveniências do todo social e manter-se na conformidade de satisfação das necessidades do indivíduo na coletividade. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. Pode-se concluir. como faz crer o liberalismo. não pode ser observado da ótica de simples comércio e. o que equivale dizer que “O Estado é uma sociedade (Nação). e não a simples soma dos bens individuais. ainda quando dentro das possibilidades legais. dentre os quais podemos mencionar: os que dizem respeito às relações diplomáticas e consulares. competir-lhe exclusiva e privativamente. A ideia central é que serviço público envolve atividade que supera a esfera do interessa da comunidade. Nessa ordem de ideias. por envolver interesse coletivo. e atividades exercidas por delegações do poder público. a quem incumbe provê-los. por via de consequência. por vezes. em sentido amplo. os de manutenção e execução de planos nacionais de educação e de saúde. que o serviço público. nos povos modernos e nas atuais condições das sociedades políticas. propícia ao regime de liberdade. residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora. em que estaríamos diante do Estado Federativo. os que garantem a distribuição da justiça e outros que exigem medidas compulsórias em relação aos indivíduos. os que se referem a defesa e segurança do território nacional. que ao Estado cabe a promoção dos serviços que proporcionam à sociedade bens que não possam ser alcançados pela atividade de particulares. objetivamente. o bem comum. visando abranger e proporcionar o maior grau possível de bem estar social ou “da prosperidade pública”. portanto. privativamente. consequentemente. Entende-se. com exclusividade (por exemplo: polícia. a qual. pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se. visando a satisfação de necessidades da comunidade. consideram-se serviços públicos próprios do Estado no sentido que lhe compete presta-los. O Estado não é o fim dos homens. Serviço Privativo Do Estado Na essência das atividades exercidas diretamente pelo Estado. sem delegação a particulares. ou como o caso em que se dividem as organizações governamentais regionais. Serviço De Utilidade Pública Serviços de Utilidade Pública são os serviços públicos prestados por delegação do Poder Público. de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública. os concernentes a emissão de moeda e os de controle e fiscalização de instituições de créditos e de seguros. onde dado o princípio da boa fé e lealdade para com os administrados. deve pertencer ao Estado com superioridade efetiva (por exemplo: elaboração de normas de direito) e. bem como planos regionais de desenvolvimento. Daí a primazia que lhe cabe no concernente à ordem jurídica. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado.

os encargos do concessionário. transferir. também lhe é concedido o direito de remuneração através de cobrança de tarifas. Fica claro que para o concessionário a prestação do serviço é um meio através do qual obtém o fim que almeja: o lucro. Por isso. Entretanto. etc. de delegação de um serviço ou permissão de uso de um bem público. sem que ao ente caiba interpelação. por seus órgãos. Outro fato que merece destaque nos Serviços de Utilidade Pública prestados por concessionários é que por tratar-se de serviços que pela sua natureza devem ser obrigatoriamente oferecidos ininterrupta e permanentemente. o concessionário deve sujeitar-se a certas obrigações impostas pelo Poder Público. abastecimento de água. ainda que. de vez que a organização do serviço corre exclusivamente por conta da Administração. obviamente. o poder concedente. considerando o curto prazo que em muitos casos os serviços são permitidos. por força de uma concessão feita pelo Estado e sempre por ele revogável. o lucro que propicia ao concessionário é o meio por cuja via busca sua finalidade. para melhor atendimento e adequação dos serviços. unilateralmente. como a concessão é um ato contratual pelo qual o Estado atribui ao concessionário a prestação de um serviço público. em conformidade com o edital de concorrência. a instalação de indústrias de pesca às margens de rios e outros. fornecimento de energia elétrica. Aliás. Se houver necessidade. O equilíbrio financeiro é condição essencial de legalidade na concessão de serviço público. São exemplos típicos os serviços prestados a consumidores domiciliares. a utilização de terrenos nos cemitérios com túmulos de família. a execução de obras e serviços de utilidade pública. Nem poderia ser diferente. a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. gás. denominada autoridade permitente. sua idoneidade financeira para suportar os encargos patrimoniais. pois. mas também a sua regular e permanente prestação. quer quando seja imprescindível a aquisição de aparelhamento que se firme no solo. a prática da atividade pública. haverá burla ao princípio da licitação. o direito de fiscalizar e exigir do concessionário o correto fornecimento do serviço. os serviços de utilidade pública que comumente são objeto de delegação através de contrato de concessão são: os de transportes coletivos. Por ser ato unilateral da Administração. cabendo ao Estado o dever de sua preservação. Reversamente. Por conseguinte. Para tanto. Prestação De Serviço De Utilidade Pública Por Concessão A concessão de serviços é um procedimento pelo qual uma pessoa de direito público. para o Estado. exploração de jazidas e fonte minerais. que é a boa prestação do serviço. São as entidades públicas. diretamente dos usuários. e unicamente elas. necessário se torna que tal prestação de serviços seja consubstanciada num direito de fruição individual pelo usuário. organização e forma de prestação de serviço. mas podem ter somente o exercício. suas autarquias e entidades paraestatais. caso o concessionário não cumpra eficientemente a delegação concedida. comunicações telefônicas. caso haja falha na prestação ou mesmo interrupção. chamada concessionário. telefone. podendo ser outorgada de forma gratuita ou remunerada. esta organização pode modificar-se em qualquer momento. Didatismo e Conhecimento 82 . Entretanto. cabe também ao usuário. ou o uso excepcional de bem público. sendo-lhe delegada. total ou parcialmente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Tanto insto é verdadeiro que assiste ao usuário não só o direito de obtenção e fruição do serviço. como o serviço apesar de concedido continua público. essas atribuições podem ser modificadas pelo Estado. água encanada. radiodifusão. o usuário que se sentir prejudicado pode exigir judicialmente o cumprimento da prestação do serviço. Prestação De Serviço De Utilidade Pública Por Permissão É o procedimento através do qual uma pessoa de direito público. denominada autoridade concedente. medida nas empresas pela correção com que responde aos compromissos assumidos. ou ainda lhe seja negado o serviço. sempre que o interesse público o exigir. sobre o poder unilateral de modificação da concessão. e não somente ao poder concedente. as que têm competência para decidir como organizar o serviço público e como funcionar. faculta mediante delegação a título precário a uma pessoa física ou jurídica. Sempre que o Estado modificar. em vista do fato de que ao permissionário não se impõe a necessidade de dispor de grandes importâncias para exercer a atividade. como eletricidade. nem mesmo se o concedente autorizar ou concordar. somente. se isto ocorrer. a concessão. chamada permissionário. Entretanto. sob nenhum título ou pretexto. porque um particular jamais retém um serviço público. Finalizando. com característica de precariedade. Observa-se que o concessionário é selecionado em função de um conjunto de requisitos entre os quais. O poder público reserva-se o direito de fiscalizar e também regulamentar os serviços. o encargo de explorar um serviço público. bem como pode também revogar a concessão. não pode o concessionário. quer por já possuir instalações e equipamentos adequados ou facilmente adaptáveis. é obrigado a compensar. nunca se despoja do direito de explorá-lo direta ou indiretamente. Guido Zanobini descreve que de tais poderes estes sujeitos não tem nunca a propriedade. mas. Portanto. sua competência administrativa para gerir o empreendimento e sua integridade moral. o abalo da parte econômica da concessão. dando-lhe assim. onde fiquem claramente definidas as condições de execução dos serviços. confia mediante delegação contratual a uma pessoa física ou jurídica. desde que o interesse coletivo assim o exija. mediante revisão da tarifa sob forma de contribuição financeira direta. se incluem sua capacitação técnica para o desempenho da atividade. A concessão é um ato que deve ser amparado por autoridade legislativa. o contrato de concessão não transfere propriedade alguma ao concessionário. ainda que extensivo a toda uma comunidade. Em contrapartida. atendendo a condições estabelecidas pelo Poder Público. fixando unilateralmente o funcionamento. segundo as necessidades econômicas da hora. perfeitamente compensáveis pela rentabilidade que proporcione.

sempre a título precário e transitório. circunscreve-lo ao estudo da administração pública. e garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola. E. revogável ou modificável pela Administração. pode ser executada também por pessoa física ou jurídica de caráter privado. trazer ao estudo alguns aspectos relevantes que achamos merecer uma abordagem mais detalhada. Vislumbra-se pela simples leitura dos aspectos constitucionais expostos. pois se atentarmos para o fato de que a permissão é um ato unilateral da Administração. A educação. e quando exercida por particulares serão considerados serviços privados. haveria a delegação por concessão ou permissão da Administração. a evidente e cristalina dubiedade de possibilidade de prestação de tais serviços. atendidas as seguintes condições: I – cumprimento das normas gerais da educação nacional. por seu dever de Estado e. e também por iniciativa particular. Daí porque toda permissão traz implícita a condição de ser em todo o momento. estaremos diante de um serviço público. Há ainda. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. onde o permissionário. II – autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. daí por que mencionaremos somente mais um fato. Isto acontece em virtude de existirem alguns mandamentos constitucionais que atribuem certos direitos aos cidadãos. Artigo 209. ou seja. invalidez e morte. Identifica-se a ambiguidade da prestação de tais serviços. através dela. tais serviços são prestados pelas Secretarias de Educação e também por entidades particulares. Didatismo e Conhecimento 83 . sem que caiba ao permissionário qualquer direito a indenização. vedar a execução de tais serviços a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. planejamento. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. A permissão de serviço ou uso de bens públicos. onde textualmente se vê: Artigo 205. procuraremos demonstrar claramente a existência da prestação de serviço público e ao mesmo tempo particular. assistência gratuita aos filhos desde o nascimento até os seis anos de idade. em dadas circunstâncias. porém. E isto é uma consequência lógica. para constatarmos a sua veracidade. vamos trazer alguns serviços assegurados pela Constituição. vamos posicionar o entendimento que pretendemos externar. uma vez que. será outorgada por decreto. previdência social. Outra interpretação indubitável é ditada e calcada no fato de que se trata de um serviço cuja prestação pode ser feita pelo Poder Público. compatível com o interesse público e. basta que se verifiquem as entidades que prestam os serviços enumerados. em alguns de seus aspectos. configurados como direito financeiro. avoca os riscos da precariedade. por lhe incumbir obrigação. para finalizar. para que o particular pudesse presta-lo. enquanto. Prestação De Serviço Mista Preliminarmente. a seguir. Iniciando. visando. Esta explicação é de fundamental importância. sem recurso algum por parte do permissionário. eventualmente advindas da revogação da permissão. ao assumir tal encargo. seguro contra acidentes do trabalho e proteção da maternidade são serviços afetos ao Instituto de Previdência Social – Autarquia /federal. configurados na nossa Carta Magna. que visam à melhoria de sua condição social. independentemente de delegação para tanto. se tratasse de serviço de utilidade pública. este trabalho não pretende e nem tem a finalidade de teoria jurídica. quer pelo Estado. O ensino é livre à iniciativa privada. a respeito da prestação de serviço mista. ao invés de outorgados pelo ato convencional denominado concessão. e também pela iniciativa particulares.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Outra consequência advinda da característica de precariedade. após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente. outros aspectos constitucionais que mereciam ser analisados. em creches e pré-escolas. aquela prestada pela Administração. senão vejamos. Concluindo. que seria um ato discricionário da Administração. ou seja. nos casos de doença. porém. motivo pelo qual o denominamos de prestação de serviço mista. os atos dos capitães de navios de fazerem casamento. para se ajustar as assertivas das descrições feitas. entretanto. são exemplos típicos de serviço ou uso de bens públicos. Vamos. mas tão-somente bem delimitar o entendimento de serviço público. é desnecessária essa delegação. também a iniciativa privada através das companhias de seguro e entidades de assistência médico-hospitalar têm prestado tais serviços. seguros contra acidente do trabalho e proteção da maternidade. direito de todos e dever do Estado e da família. etc. delegados ou outorgados através de permissão: os serviços de transportes coletivos. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. subsidiariamente. delegado a título precário. e por isso mesmo procura despender o valor financeiro mínimo possível. tratando-se de serviço público não vedado à iniciativa privada. é o fato de que a esta é conferido o poder leonino. e a de colocação de banca para venda de jornais na via pública. objetivamente. sem entretanto. por conseguinte.: em termos de educação. ou seja: assistência sanitária. em termos de previdência social. seguro-desempenho. quando executada pelo Estado. sem que para tanto seja necessária delegação via concessão ou permissão. e outros há que atribuem certas obrigações ao Estado. que especifica o dever do Estado. e que traduzem em direitos dos trabalhadores. durante a viagem. em caráter excepcional em vista da urgência. entretanto. que possui o ato unilateral da Administração. que lhe permite a possibilidade de revogar a permissão a qualquer momento. note-se que estamos nos referindo a serviço público e não a serviço de utilidade pública. porquanto. o que minimizaria as consequências econômicas. hospitalar e médica preventiva. facultados por esta via. orçamento e controle pela contabilidade pública. velhice. também inserido na Constituição.

por meio da função por cargo que o administrador público ocupa. dispõe sobre o assunto em questão diz: “Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize. bens. Financeira. O exercício desse poder deve ser sempre em benefício da comunidade. paraestatais e outras entidades públicas subvencionadas com o dinheiro público. Orçamentária e Patrimonial (Prestação de Contas) O § único do artigo 70 da Constituição Federal. Isso não se refere apenas à gestão financeira dos dinheiros públicos. O agente administrativo. a probidade é um dever do administrador público. Estados. É aplicado aos casos de despesas expressamente definidas em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. trata das punições àqueles que cometem atos de improbidade administrativa. a Lei 8. percebe-se que o dever de prestar contas é maior do que se pensa: abrange não só aqueles que são Agentes Públicos. autárquicas. O administrador público necessita apresentar contas do que realizou à toda a coletividade. ou interesses públicos. sem dúvida. O administrador público descentraliza o poder de administrar sem. não poderia ser diferente no setor público. A atividade administrativa possui o dever de agir eficiência. O artigo 37. É obrigação de quem detém o poder e o dever de agir em benefício da comunidade. que só aprecia as prestações de contas depois da emissão do parecer prévio emitido por esses tribunais. A busca contínua pela eficiência resulta. assuma obrigações de natureza pecuniária”. os Tribunais de Contas passaram a ser auxiliares do Poder Legislativo. Inúmeros exemplos da busca da eficiência pela Administração podem ser observados em textos legais. Logo. Convém ressaltar que as entidades descentralizadas poderão ter os seus atos de disponibilidade patrimonial nulos pela administração ou pelo Poder Judiciário. por meio de ação popular. mas a todos que tenham sob sua responsabilidade dinheiros. após a sua posse. gerencie ou administre dinheiros. mas também àqueles que induzam ou concorram para a prática de ato de improbidade administrativa. contudo. ou dele se beneficie direta ou indiretamente. A probidade administrativa A efetividade do funcionário público. Fiscalização Contábil. mas a todos os atos de governo e de administração. ainda.717/65 e o artigo 5º. daí por que constitui dever do administrador. Pela regra. agindo com técnicas buscando além do aumento quantitativo o qualitativo papel desempenhado pelo administrador público. aplica-se à União. Também a Lei nº 4. ele constitui esse dever.429 que seja tipificada como crime.429/92 é de abrangência nacional. pessoa física ou entidade pública descentralizada. tais como o Decreto Lei 200/674. praticando atos e desempenhando funções. Na iniciativa privada. a Administração tudo deve e esse dever está consubstanciado e declarado em lei. civil e política. ao receber essa competência em lei. se na esfera privada já o é assim. De toda forma. A regra é universal: quem gere dinheiro público ou administra bens ou interesses da comunidade deve contas ao órgão competente para a fiscalização. A Constituição Federal em seus artigos 70 a 75 contém disposições que explicitam sobre o dever do administrador público. para o fim de realizar despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. dar-se-á pelo cumprimento do estágio probatório. dividi-lo nem utilizá-lo para cortesias administrativas. As sanções estabelecidas pela Lei de Improbidade Administrativa são de ordem administrativa.´ Um dos pontos de relevo desta norma é sua área de abrangência: atinge não só os agentes públicos. A manutenção do parecer prévio pela aprovação ou rejeição da prestação de contas será feita por 2/3 dos membros do Poder Legislativo de cada esfera do governo. sempre precedida de desempenho na dotação própria.429 não cuida de sanções penais. ou mesmo na Constituição Federal. Ora. Foi elevado à categoria de Princípio Constitucional de Administração Pública (vide Emenda Constitucional 19/1998). Esse estágio é que irá aferir a esse funcionário a sua efetivação. Registre-se. ainda que não seja agente público. independentemente de serem ou não administradores públicos. Após a Constituição de 1967. em maiores benefícios à própria coletividade. No Poder Público é obrigação. guarde. fundacionais. para não incorrer em abuso desse poder. tornam passíveis de anulação por via judicial atos ilegais e lesivos ao patrimônio público das entidades estatais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA OS DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO A empresa privada tudo pode. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. inciso LXXIII. cujo ensejo planejado pelo detentor do poder. As leis administrativas são as que organizam e catalogam as atividades da Administração Pública e os poderes e deveres de quem exerce estas atividades. da Constituição explicam preceitos que. arrecade. na Administração Pública. isto é. que a Lei 8. Distrito Federal e Municípios. ou que. a obrigatoriedade de prestar contas. deverá sempre estabelecer os limites do poder. Didatismo e Conhecimento 84 . § 4º. a ocorrer infração prevista na Lei 8. o poder de agir é uma faculdade. em nome desta. da Constituição Federal. em decorrência de gerir o que não lhe pertence. nada impede que o infrator responda na esfera penal pelo fato cometido. Assim.

Daí por que alguns autores considerarem que não existe “Poder Vinculado”. dada a sua vinculação. ou seja. portanto. quando muito. Não se admite. pela Lei. motivo e objeto. forma. Ainda que discricionários. De qualquer forma. A ideia central da proporcionalidade é que ninguém é obrigado a suportar restrições em sua liberdade ou propriedade que não sejam imprescindíveis ao atendimento do interesse público. por consequência. REGULAMENTAR. Dessa maneira. DISCIPLINAR. uma vez que esse não encerra prerrogativa do Poder Público. que constituem o que a doutrina denomina de mérito administrativo. possibilitando a apreciação de atos que. DISCRICIONÁRIO. HIERÁRQUICO. Não é possível. mas mera restrição à atuação administrativa. finalidade. sinônimo de ilegalidade. E DE POLÍCIA Poder Discricionário É impossível a Lei prever todas as condutas a serem adotadas pelo Administrador frente às situações concretas que se apresentam e que exigem pronta solução. sempre. a possibilidade de escolher livremente. sob o manto da discricionariedade. a qual não goza de liberdade para a prática de atos vinculados. em nenhuma hipótese admitindo-se ações que desbordem tal limite. motivo e objeto. que o mérito administrativo é uma faixa de liberdade cada vez mais estreita ao Administrador Público. por conseguinte. por conseguinte. foi reservada ao Administrador. atributos de outros poderes da Administração. pode ser confundido com um “livre arbítrio”. Didatismo e Conhecimento 85 . Pelo exposto. É razoável a conduta que respeite critérios aceitáveis do ponto de vista racional. os atos praticados pela Administração não refogem. existente nos atos discricionários. só pode fazer aquilo que a Lei lhe determina ou autoriza. Difere em essência do Poder e. assim. Poder Vinculado Também chamado de regrado. a Lei faculta ao administrador a possibilidade de adotar uma dentre várias (ou pelo menos mais de uma) condutas possíveis. pode-se afirmar que arbitrariedade é. Os elementos do ato administrativo são 5: competência. é mais fácil ao Poder Judiciário o controle daqueles 3 primeiros elementos. o Judiciário tem se utilizado dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. desde que esta seja produzida dentro dos limites da lei. Aos agentes públicos são concedidos poderes. A despeito da controvérsia que o assunto gera. ou mesmo inexiste. para que bem desempenhem sua função de elemento concretizador da vontade do Estado. portanto. sobre estes o agente não possui liberdade quanto à decisão a forma de agir. o Judiciário controlar o mérito da decisão administrativa. (ver no próximo tópico do conteúdo da apostila). faltando ao administrador público. dos atos administrativos discricionários. a qual deve estar alinhada ao melhor atendimento do interesse público. o Julgador (Juiz ou Tribunal) deve agir com cautela: não se admite que o controle judicial invada a competência que. forma. para a Administração Pública. pois a Administração Pública. o Poder Vinculado é aquele conferido por Lei à Administração para a prática de atos nos quais a liberdade de atuação é mínima. com base na doutrina majoritária. nos quais há maior liberdade de atuação da Administração. constituindo. A discricionariedade. dentre outros fundamentos. ou seja. por lei. desproporcional. De toda forma. todos os elementos que o compõem (competência. para coibir excessos na discricionariedade administrativa. sensatas e prudentes. que a Administração adote condutas bizarras ou incoerentes. PODERES ADMINISTRATIVOS: VINCULADO. uma vez que limitado. verifica-se que a apreciação do ato do Administrador sob a ótica da razoabilidade e da proporcionalidade amplia a atuação do Judiciário. em ambas as situações (vinculação ou discricionariedade). reside nos dois últimos. Os 3 primeiros são sempre vinculados. Se a conduta do Administrador não respeita tal relação. faz-se necessário abordar aqueles mais relevantes. o qual. Quanto ao motivo e ao objeto. Por tudo. da forma que melhor entender (livre arbítrio). motivo e objeto) não podem ser valorados pela Administração. Nos atos vinculados. quando existente. ao revés dos particulares de modo geral. Neste último caso é que há discricionariedade. finalidade. a conduta do agente deve estar pautada na legalidade. de forma alguma. consubstanciam verdadeiros abusos de poder. sob pena de ofender o princípio republicano da separação dos poderes. o que resulta num juízo discricionário por parte do responsável pelo ato. que leve em conta o senso comum de pessoas equilibradas. Assim. ao controle judicial. podendo-se afirmar.320/64 e permite que as entidades adiantem recursos aos servidores e agentes pagadores. de maneira alguma. A proporcionalidade pode ser traduzida como a adequabilidade entre os meios utilizados e os fins pretendidos. será excessiva.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esse procedimento está expresso nos artigos 65 e 68 da Lei nº 4.

levando em conta a regra geral. com acerto. Essa constitui a principal caracterização do Poder Regulamentar. há que se preservarem os limites postos pelo princípio da legalidade. quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. são normas originárias. Materialização do Poder Regulamentar Basicamente. assim procederem. Em decorrência do princípio da simetria constitucional. é a expressão correta) certos vícios. criando os mecanismos para sua efetiva implementação. por meio de decreto (autônomo). conforme o inc. compete ao Presidente da República “dispor. o qual será qualificado como autônomo. complementá-las. V. em razão de expressa determinação contida nessa mesma norma para que o Executivo assim proceda. Ressalte-se que. não seria razoável. o ato regulamentar poderá ser submetido ao controle de constitucionalidade. IV. ainda que repetitivamente. evidentemente. compete exclusivamente ao Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativo. para lhe dar fiel execução e referentes à atuação da Administração. § único da CF/88. já a criação/extinção de Ministérios é matéria a ser tratada em lei. a despeito do que estabelece a alínea a. de natureza derivada. § único. ou mesmo legal. competência que é delegável. conclui-se que só são passíveis de controle direto de constitucionalidade os atos regulamentares normativos e autônomos. quando vagos”. podendo ser impugnado por intermédio da Ação Direta de Inconstitucionalidade. Nesta situação. tais como as agências reguladoras. por exemplo. competência do Presidente da República. a detém. visa restringir a invasão de competência do Legislativo pelo Executivo. autônomos e autorizados. É o Poder Regulamentar. ainda. No âmbito federal. podem editar atos normativos (inc. b) extinção de funções ou cargos públicos. a criação e extinção de Ministérios e órgãos da Administração Pública continua a depender de Lei (art. Ressalte-se. nos termos do art. a competência para expedição desses decretos é do Presidente da República (§ único. CF). art. São duas situações distintas. diga-se que. Com relação ao controle judicial dos atos regulamentares. Uma vez ganhando contornos de verdadeiro ato autônomo. decretos/regulamentos autorizados são os que complementam disposições de uma lei. Nesse sentido. desde que ofenda diretamente a Lei Maior. Incumbe à Administração. a impossibilidade da Administração prover por meio de atos administrativos situações cuja regulamentação exija a edição de Lei. não haverá lei subordinadora do ato regulamentar editado. 87. uma vez que este representa apenas uma das formas pelas quais se expressa aquele. sob a argumentação de uso do Poder Regulamentar. De outra parte. a Administração. Tal controle visa nitidamente impedir a usurpação da competência legiferante do poder que. Outras autoridades como os Ministros. As leis. art. 49 da CF. mesmo desvirtuando o sentido de abstração e generalidade inerentes às normas legais. expedir decretos de execução em razão de normas que nada tem a ver com o exercício de suas atribuições. de sua parte. estatui o inc. pode ser conceituado como a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir sua efetiva implementação. abstratas e impessoais. cabível é a ação direta de inconstitucionalidade. ou seja. que. somente exercido com base em lei anterior. em capítulo próprio (referente aos Atos Administrativos). este variará conforme a natureza destes e em razão à norma infringida. Didatismo e Conhecimento 86 . Os decretos autônomos foram reintroduzidos em nossa ordem jurídica por intermédio da Emenda Constitucional 32/2001. constitucionalmente. Natureza do Poder Regulamentar Constitui prerrogativa de direito público. dado que é conferido aos órgãos que tem por responsabilidade a gestão de interesses públicos. concebidas em função de uma lei. 84.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Poder Regulamentar Não haveria como o legislador prever todas as soluções técnicas a serem adotadas frente às situações reais enfrentadas pela Administração Pública. Para ambos os casos. 84 da CF que compete ao Presidente da República expedir decretos e regulamentos para a fiel execução das leis. permissiva da invalidação dos atos que ofendem diretamente a constituição. sendo tal competência indelegável. então. art. Inicialmente. 88. os Chefes de Executivos dos Estados possuem a mesma prerrogativa. Por fim. Assim. podem ser “corrigidos” (convalidados. Tampouco caberia a este mesmo legislador tornar exequível todas as normas que edite. art. coexistindo com outras. Veremos. II. No caso de conflito com a lei. contudo. já decidiu o STF: Ação Direta de Inconstitucionalidade – Objeto – Decreto. A tarefa tornar-se-ia por demais onerosa. Ressalte-se ainda que. 84). Nessa linha. Controle dos Atos Regulamentares A regra geral é que os atos regulamentares (ou mesmo não regulamentares) devem ser praticados sem vícios. alguns autores preferem falar em Poder Normativo ao invés de Poder Regulamentar. verifica-se a existência de uma série de instrumentos ou mecanismos que visam coibir tal prática nociva de se editar atos ilegais. Fundamento básico para a edição de decretos de execução é que estes devem ser editados em função de uma Lei que futuramente exigirá a participação da Administração na sua efetivação. o ato regulamentar estará sujeito ao controle de legalidade. Os decretos/regulamentos de execução são regras jurídicas gerais. mediante decreto. sob certas circunstâncias. Assim. A partir da promulgação desta. então: tratando-se de organização/funcionamento da administração federal (alínea a). Decretos e Regulamentos: de Execução. tais como alguns dispositivos de direito comercial. Nessa linha. Também há possibilidade de outras entidades. CF). a formalização do Poder ora tratado se dá por meio dos regulamentos e decretos. arrimando-se diretamente na Constituição. sobre: a) organização e funcionamento da administração federal.

II que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. em boa medida. Tal saída jurídica é justificada. A revisão ocorrerá de ofício (iniciativa da Administração) ou por provocação do interessado. destaque-se. a ser tratada no capítulo referente ao Processo Administrativo. como decorrência do poder hierárquico. que o servidor é obrigado a cumprir com as ordens que lhes são dadas. que estabelece o Regime Jurídico dos Servidores Públicos da União. pois a omissão do Executivo não poderia inviabilizar direitos estabelecidos em norma editada pelo Legislativo. há. desse modo. Avocar é a possibilidade que tem o superior de trazer para si as funções exercidas por um subalterno. estabelecida entre órgãos de uma mesma entidade. inexiste hierarquia. 5º. Não pode ser avocada. ainda. por sua vez. nada mais lógico que. do escalonamento hierárquico verificado no exercício da atividade administrativa. É o poder hierárquico que permite à Administração “distribuir e escalonar as funções de seus órgãos. estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”. a atribuição expressamente dada por lei a certo órgão ou agente. A despeito de ser inerente ao Executivo. Ordenar implica impor ao subordinado a conduta a ser adotada diante do caso concreto. ordenar e rever a atuação de seus agentes. com relação aos subordinados. em seu art. ao estatuir. Não há. no inc. o qual. quando a Administração deixar de regulamentar lei que para produção dos seus efeitos exija. Não é admitida com relação a atos políticos. Para tanto. rever. tenha a possibilidade de impor as devidas sanções que a conduta infratora exija. os destinatários do ato não editado poderão utilizar o mandado de injunção. a Lei produzida deverá ter fixado prazo para sua regulamentação. 5º. como no caso dos julgamentos de licitações pelas comissões competentes. que estabelece. e só poderá ocorrer até quando o ato ainda não tenha se tornado definitivo para a Administração ou não tenha gerado direito adquirido para o Administrado. Fiscalizar significa verificar se a conduta dos subordinados se coaduna com o que dispõem as normas legais e regulamentares. no sentido de mantê-los ou invalidá-los. a Lei 9. que encontram supedâneo no art. bem como em relação às diretrizes fixadas pelos agentes superiores. inc. senão em virtude de lei. que conceitua o Poder Disciplinar como faculdade de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. a relação da União com uma de suas autarquias é de vinculação destas para com aquela. a última é de caráter interno. enquanto que a relação de uma divisão de um Ministério (órgãos criados) com relação ao próprio Ministério é de subordinação. de legislar ou de judicar (funções legislativa e jurisdicional. à soberania e à cidadania. transcorrerá “em branco” quanto à publicação do decreto regulamentar. portanto. Mas. é de se registrar que não se deve confundir vinculação com subordinação. Assim. consigne-se o ensinamento de Hely Lopes Meirelles. IV. verbis: conceder-se-á mandado de injunção sempre que falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerente à nacionalidade. respectivamente). Revisar implica a apreciação pelos superiores quanto aos aspectos dos atos praticados pelos inferiores. mesmo no Legislativo ou no Judiciário. para gozar todas as vantagens que seriam decorrentes. Ressalte-se que a omissão do ato normativo tem que se referir a direitos de ordem constitucional. Poder Disciplinar Pode-se afirmar que o Poder Disciplinar decorre. em verificando o descumprimento de ordens ou normas. hierarquia entre parlamentares ou membros da magistratura. Delegar consiste na “transferência de atribuições de um órgão a outro no aparelho administrativo”10. Regra no mesmo sentido está contida na Lei 8. art. a íntima relação existente entre o Poder Hierárquico e o Disciplinar. salvo nos casos constitucionalmente previstos (por exemplo. Por oportuno. as prerrogativas dos superiores de ordenar. De fato. onde ocorra o desempenho da função administrativa poderá ocorrer uma relação hierárquica. Com efeito. quando os membros desses dois poderes estiverem exercendo suas funções típicas. hoje. Consigne-se que o dever de obediência do subordinado não será absoluto: nos casos em as ordens emanadas pelos superiores foram manifestamente ilegais não há que se cumpri-las. Cabem algumas pequenas observações com relação ao conceito. Didatismo e Conhecimento 87 . Finalmente. inc. se ao superior é dado poder de fiscalizar os atos dos subordinados. Em nível federal. Do Poder Hierárquico resultam.784/99. É medida excepcional. norma que trata de tal instituto. salvo quando manifestamente ilegais. delegar ou avocar. bem como de um Poder para outro. a ser visto logo abaixo. fiscalizar. Nota-se. 116. Enquanto a primeira tem caráter externo e é conseqüência do controle que as pessoas federativas têm sobre as pessoas administrativas que compõem a administração indireta. A afirmativa encontra amparo mesmo no texto da atual Carta Magna. que só pode ser realizada à luz de permissivo legal e que desonera o subordinado com relação à qualquer responsabilidade referente ao ato praticado pelo superior.112/90. LXXI. Poder Hierárquico Nas relações hierárquicas vislumbra-se vínculo de subordinação entre órgãos e agentes que componham a relação de direito em questão. não se pode afirmar que as relações hierárquicas se restrinjam a este no âmbito da Administração Pública.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Por fim. imprescindivelmente. a edição de ato normativo próprio. no caso de lei delegada).

apenas a esta estaremos nos referindo. fixa a recente Súmula 645 do Supremo Tribunal Federal – STF. veja-se o seguinte exemplo: de acordo com a Súmula 19 do Supremo Tribunal de Justiça – STJ. apreende arma usada indevidamente ou quando interdita um estabelecimento comercial. 78 estabelece: considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. trata-se de atividade de polícia administrativa. que em seu art. Por oportuno. em razão de interesse público concernente à segurança. Aqui. as matérias de interesse regional sujeitam-se às normas e à polícia estadual. O poder policialesco do Estado pode ocorrer em duas áreas: na administrativa e na judiciária. Assim. arrima-se no princípio de predominância do interesse. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. dado que apenas por lei pode-se impor obrigações ou proibições. a tarifa caracteriza-se por ser preço público. com observância do processo legal e. II. De forma ampla. Hely Lopes Meirelles. ao qual incumbe a função precípua de criar o direito. que não detenha atribuição constitucional para regular a matéria. então. abarcando os atos administrativos praticados por estas. de modo a evitar a prática de delitos. à higiene. em virtude do que dispõe a CF/8813. há que se ter em conta certos limites para o exercício de tal mister. aos costumes. ou pessoa. que estatui como regular o uso do poder ora abordado quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. ou seja. Aqui. competência para os municípios para fixação do horário para funcionamento de lojas comerciais. quando repressivo. ao se referenciar o Poder de Polícia quer-se tratar de atividades administrativas que culminam no uso pelos agentes da administração das prerrogativas que lhe foram concedidas e que tenham por resultado a restrição e o condicionamento da liberdade e propriedade. o que constitui princípio constitucional. à ordem. mas. A Polícia Administrativa é atividade da Administração que se exaure em si mesma. portanto. da polícia administrativa. afirmar. ainda. por conceito dado pelo Prof. muita confusão a esse respeito tem sido feita e importa ao intérprete da norma. Ainda que de precisão jurídica. De outro lado. referindo-se ao indivíduo. Pode-se. Estritamente. identificar a quem cabe o exercício do poder de polícia. eminentemente. aproveitando os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles: os assuntos de interesse nacional ficam sujeitos à regulamentação e policiamento da União. o Poder de Polícia consiste na limitação do uso do exercício dos direitos individuais. o já citado e conhecido princípio da reserva legal). o ato de polícia será inválido. tendo natureza negocial e contratual. Por estar se tratando. Já os agentes da Polícia Judiciária podem agir. sendo executada por órgãos de segurança (polícia civil de um estado. No caso de invasão de competência de um por outro ente. podemos dizer que o ‘poder de polícia’ é o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual. em razão das condições verificadas. (Texto de Reginaldo Ribeiro) Didatismo e Conhecimento 88 . Em resumo. preexistentes quanto ao efetivo uso do Poder de Polícia. De fato. aquele que poderia cometer um ilícito penal. Outro critério adotado para diferenciação entre as Polícias Administrativa e Judiciária seria quanto a seu caráter: quando preventivo. Em resumo. a exemplo). o Poder de Polícia é exercido pelas pessoas políticas do Estado (União. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. E explica o autor: em linguagem menos técnica. o critério para determinação de competência para o exercício do Poder de Polícia é o que diz respeito ao poder de regular a matéria. então. compete à União regular o horário de atendimento bancário. Desse modo. incumbirá a um ou outro ente político a competência para exercício do poder de polícia. haja vista que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. em benefício da coletividade e do próprio Estado. os assuntos de interesse local subordinam-se aos regulamentos edilícios e ao policiamento administrativo municipal. 5º. De maneira originária. que assim o faz: ‘Poder de polícia’ é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. cite-se o comando contido no § único do art. de caráter preventivo. Para ilustrar o afirmado. à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. O conceito encontra-se contido no CTN em razão do exercício do Poder de Polícia constituir fato gerador de taxas. quando assim exigir o interesse público. personalidade jurídica de direito público. sem abuso ou desvio de poder. já que ilegitimamente praticado. por sua vez. 78 do Código Tributário Nacional . O delegatário (aquele que recebe a delegação) deve ser integrante da administração indireta. Tal critério. ou seja. de polícia judiciária. atividades e direitos individuais. e modo preventivo. com base no caso concreto. interesse ou liberdade. com início e fim no âmbito da função administrativa. a atuação da administração ocorre dentro dos limites estabelecidos pelas Leis. à instituição em razão do poder polícia. o qual. deve ser relativizado. contudo. à disciplina da produção e do mercado. CF. caso tenha sido levantada dúvida quanto à titularidade. Já Polícia Judiciária atua na preparação da atuação função jurisdicional penal. Passa-se. não adequando-se. a depender da situação. é relevante o papel do Poder Legislativo. 78 do CTN. mais uma vez. devendo possuir. o Poder de Polícia pode ser dividido em originário e delegado. que é indevida a cobrança de tarifa em decorrência do Poder de Polícia. limitando ou disciplinando direito. o conceito dado pelo CTN é por demasiado extenso. em essência. levada a efeito por órgãos administrativos e incidindo basicamente sobre as atividades dos indivíduos.CTN. por exemplo. regula a prática de ato ou abstenção de fato. Evidentemente. A princípio. pode-se afirmar: a Polícia Administrativa reveste-se. Em verdade. terá caráter repressivo. à análise dos principais pontos referentes ao Poder de Polícia. A Polícia Administrativa também atua repressivamente quando. Doutrinariamente. sob determinadas circunstâncias. Estados e Distrito Federal e Municípios). razão pela qual opta-se. adequada para remunerar serviços públicos econômicos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Poder de Polícia O conceito de Poder de Polícia encontra-se positivado no art. Poder de Polícia abrange todas as ações do Estado que impliquem a limitação de direitos individuais.

Abuso de poder é o ato ou efeito de impôr a vontade de um sobre a de outro. § 9°. O abuso de poder pode se dar em diversos níveis de poder. sem considerar as leis vigentes. atuar conforme o direito e a moral. e nos termos da lei. ainda que em seu “espírito”. 237. mas exclusivamente secundum legem (de acordo com a Lei). serão coibidos e punidos. de acordo com o art. que pode ser conceituado como um descompasso com o Direito. não pode atuar contra legem (de forma contrária à Lei). 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. afetando a legitimidade e a normalidade das eleições. • Uso indevido dos meios de comunicação social. A Omissão ocorre quando constata-se a inércia da administração em fazer o que lhe compete. Ato praticado por motivos ou com fins diversos dos previstos na legislação. da Constituição Federal. Abuso de poder é toda conduta abusiva de utilização de recursos financeiros. violador de normas jurídicas. ou seja. nos limites de suas atribuições e objetivando o interesse público. Excesso de poder ocorre quando existe uma atuação por parte do gestor fora dos limites de suas contribuições. o uso do poder se converte no abuso do poder. chamamos invalidade administrativa ou judicial. ultra legem (além da Lei). O abuso caracteriza-se pelo uso ilegal ou coercivo deste poder para atingir um determinado fim. • Abuso do poder político. a moralidade para o exercício do mandato. O abuso de poder se manifesta em duas formas: excesso de poder e desvio de poder ou de finalidade. 14.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA USO E ABUSO DO PODER Se o gestor público faz uso do poder que lhe é atribuído de forma a extrapolar os limites de sua competência ou utilizar suas atribuições para atender fim diverso do pretendido pela Administração. com valor igual para todos. O poder da Administração Pública deve ser exercido em consonância com a ordem jurídica. a fim de proteger a probidade administrativa. ou seja. desde o doméstico entre os membros de uma mesma família. Lei Complementar n° 64/90 – Lei de Inelegibilidade: Estabelece casos de inelegibilidade. 14. normalmente com violação de atuação discricionária. em desfavor da liberdade do voto. Esse é o papel dos Estados democráticos de direito. do Código Eleitoral (CE): Art. Concomitantemente à obtenção da prerrogativa de “fazer” o agente atrai o “dever” de atuar (o denominado poder-dever). Didatismo e Conhecimento 89 . O poder exercido pode ser o económico. O uso de poder é uma prerrogativa do agente público. prazos de cessação e determina outras providências. tendo por base o exercício do poder. As atividades ou atos administrativos como resultados do desvio ou abuso de poder estão sujeitos a invalidação administrativa ou judicial. os agentes públicos devem. ou seja. ou de acesso a bens ou serviços em virtude do exercício de cargo público que tenha potencialidade para gerar desequilíbrio entre os candidatos. O agente público só pode fazer aquilo que a lei determina e o que a lei não veda. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. o gestor público dispõe de competência atuando em desconformidade com a finalidade previamente estabelecida. respeitando os direitos dos cidadãos-administrados e sempre visando servir a coletividade. “contra legem”. O expoente máximo do abuso do poder é a submissão de outrem às diversas formas de escravidão. da Constituição Federal de 1988: Art. públicos ou privados. quando há violação da regra de competência. político ou qualquer outra forma a partir da qual um indivíduo ou coletividade têm influência direta sobre outros. injustificadamente (com violação de seu “poder-dever”). até aos níveis mais abrangentes. 237. § 9º. Art. As atividades ou atos administrativos como resultado do excesso de poder. Espécies de abuso de poder • Abuso do poder econômico. mediante: § 9° Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. No desvio de poder. considerada a vida pregressa do candidato. ocorre também quando a autoridade competente vai além do permitido na legislação. no exercício de suas competências. A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade. atua “ultra legem”. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. Previsão legal Art. Desse modo.

387. no caso. DE 25. ainda. DJ de 1º. entendeu caracterizada a captação ilícita de sufrágio (art. DJ de 28. MIN. Humberto Gomes de Barros. e) e) 1.802.) (RO Nº 1445. dos quais detém o controle ou a gestão em contexto revelador de desbordamento ou excesso no emprego desses recursos em seu favorecimento eleitoral.716 formalizada por meio do Decreto nº 2..2. alimentos. (.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O abuso de poder econômico O abuso do poder econômico se configura quando ocorre doação de bens ou de vantagens a eleitores de forma que essa ação possa desequilibrar a disputa eleitoral e influenciar no resultado das eleições. MARCELO RIBEIRO. FELIX FISCHER. ALDIR PASSARINHO JÚNIOR.)14. no período vedado (após 1º de julho de 2006).. REL. Rel. sem que eles precisem deixar os cargos que exercem para se recandidatar (art. RESPE 28. Min. O significativo valor empregado na campanha eleitoral e a vultosa contratação de veículos e de cabos eleitorais correspondentes à expressiva parcela do eleitorado configuram abuso de poder econômico.. 23..10. exorbitando os limites legais. (. cestas básicas. § 5º. 22 da Lei Complementar nº 64/90)...2005.6. Não se desconsidera que a manutenção de albergues alcança finalidade social e também se alicerça no propósito de auxiliar aqueles que não possuem abrigo. 687. (. uma vez que o recorrente José Venâncio Sobrinho.08. o subsídio de contas de água pelo prefeito-candidato.. (. O e. DJ de 20. beneficiou as candidaturas dos recorrentes Anderson Luz Silva e Nelson Maia. apta a desequilibrar a disputa entre os candidatos e influir no resultado do pleito.549 lotes às famílias inscritas no programa Taquari por meio do Decreto nº 2. Os tipos de abuso mais comuns são: manipulação de receitas orçamentárias.786 de 30. DE 04. FELIX FISCHER. REL. configurado abuso de poder pelos seguintes fatos: a) doação de 4.2006 que regulamentou a Lei nº 1. GILSON DIPP.2008). utilização indevida de propaganda institucional e de programas sociais. soberano no exame do conjunto probatório dos autos.então prefeito do município de Ponto Novo/BA . valendo-se da condição de prefeito. acórdão regional. por meio de ações descentralizada. em quantidades elevadíssimas) em 16 municípios.447 nomeações para cargos comissionados CAD. § 5º.685/2006. violando a normalidade e a legitimidade das eleições (Rel.074/RS. Para o TSE. até 29 de junho de 2006. entre julho e novembro de 2008. em benefício eleitoral de candidato. 41-A da Lei nº 9. Rel. Min. MIN.2006 e pela Lei nº 1. Luiz Carlos Madeira. c) doação de lote para o Grande Oriente do Estado de Tocantins por meio do Decreto nº 2. Didatismo e Conhecimento 90 . TRE/BA.810 de 13. Os recorridos. fl. mas também seu efeito multiplicativo. públicos ou privados. do abuso do poder político (art. afetando a legitimidade e normalidade das eleições. e art. DE 24. Abuso do poder político O abuso do poder político é o uso indevido de cargo ou função pública – eletivo ou não – com a finalidade de obter votos para determinado candidato.) (RCED Nº 698. é evidente o impacto desta ação sobre sua família e seu círculo de convivência. era o favorecimento eleitoral de ambos (art. despenderam recursos patrimoniais privados em contexto revelador de excesso cuja finalidade.2008.. (.. O abuso do poder político nas campanhas eleitorais tornou-se mais comum a partir da aprovação da possibilidade de reeleição dos chefes do Poder Executivo (presidente. óculos. REL. O abuso do poder político ocorre quando agentes públicos se valem da condição funcional para beneficiar candidaturas (desvio de finalidade).5. MIN.08.2009). etc. (. candidatos a prefeito e vice-prefeito.em troca de votos em favor de Anderson Luz Silva e Nelson Maia.(.2006.2006 que regulamentou a Lei nº 1. abusa do poder econômico o candidato que despende recursos patrimoniais. Nesse contexto. A utilização de recursos patrimoniais em excesso. A análise da potencialidade deve considerar não apenas a aptidão para influenciar a vontade dos próprios beneficiários dos bens e serviços. (.6. REL.) 4.. Tratando-se de pessoas inegavelmente carentes..) (RESPE Nº 28581. da Constituição Federal). No caso.)1. Min. de recursos patrimoniais em excesso. 25 da Lei nº 9. públicos ou privados. e a suspensão do benefício logo após o pleito configura-se abuso de poder econômico com recursos públicos.702.2009).809 de 13 de julho de 2006.2011).749/2006 de 17.504/97).4. 14.2007). consignado no v..6. RO 1..2011). de 29. (Rel. Arnaldo Versiani.. sendo inquestionável a potencialidade lesiva da conduta..)10. DJ de 17. 2.06. de modo a desequilibrar o pleito em favor dos candidatos beneficiários. f) concessão de bens e serviços sem execução orçamentária no ano anterior (fotos. Na espécie. governador e prefeito). DE 21. anexo 143). MIN. por José Venâncio Sobrinho . Entretanto. o abuso do poder econômico é a utilização. o qual se consumou com o favorecimento de 472 famílias do município nos 2 (dois) meses anteriores às eleições. REL.472/PE.6.) (RESPE Nº 191868. Ayres Britto.3. Configuração. em si. então candidatos. violando assim a normalidade e a legitimidade das eleições. d) doações de lotes autorizadas pela Lei nº 1.) (RECURSO ESPECIAL Nº 257271. REspe 25. que regulamentou a Lei nº 1.08. AgRgRO 718/DF. (. prejudicando a normalidade e legitimidade das eleições. O abuso de poder econômico concretiza-se com o mau uso de recursos patrimoniais. b) doação de 632 lotes pelo Decreto nº 2. não se está diante de simples filantropia que.. Min. DE 06. sob poder ou gestão do candidato em seu benefício eleitoral configura o abuso de poder econômico. MIN. em desvio de finalidade. é atividade lícita...711 formalizada por meio do Decreto nº 2.2005).698. 5. muito além da filantropia.504/97) pela contratação temporária de 25 pessoas.

(Referência: Arquivos da Justiça Eleitoral) ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS. MIN. têm grande poder de influência sobre a opinião pública. permitindo comprar. jornais e similares. Toda produção depende de três fatores: natureza. Luiz Carlos Madeira. (. é possível dizer que não sofrem tantas restrições. mais eficiente será o sistema (ver figura abaixo). Min.. concessionárias de serviço público. que normalmente são integralizados pelas empresas. representados por emissoras de rádio e televisão. é capaz de proporcionar o lucro.) (RESPE Nº 470968. Humberto Gomes de Barros. seria necessária a menção à campanha ou mesmo pedido de apoio a candidato. Tribunal a quo como conduta vedada evidencia. isto é. gera os prejuízos. que processa e transforma os insumos e matérias-primas em produtos acabados ou serviços prestados. ARO 718/DF.05. As empresas constituem sistemas abertos em constante e complexo intercâmbio com o seu ambiente externo. Didatismo e Conhecimento 91 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (.2005). Min. obtendo dele os recursos. MIN.2012). porém eventual conduta abusiva pode configurar uso indevido de meio de comunicação social ou abuso de poder. DE 10.. DJ 17. a eficácia reside na relação entre as saídas e os objetivos que se pretende alcançar. como matérias-primas.6. Considerando que os meios de comunicação social. conhecido como entropia. A relação de entradas e saídas fornece a indicação de eficiência do sistema. ALDIR PASSARINHO. Quanto aos outros meios de comunicação. REspe 25. A natureza fornece os insumos necessários à produção. eles sofrem especiais restrições no âmbito do processo eleitoral. internet. terra etc. a tese de que.04. violando a normalidade e a legitimidade das eleições (Rel. adquirir e utilizar os demais fatores de produção.. (. seu caráter eleitoral subjacente. Isso significa que quanto mais saídas alcancem os objetivos propostos tanto mais eficaz será o sistema. Esse ganho adicional.DE 27. A empresa deve coordenar de forma harmoniosa todos os fatores de produção envolvidos. NANCY ANDRIGHI. fazendo com que o resultado do conjunto supere o resultado que cada fator teria isoladamente. O abuso do poder político ocorre quando agentes públicos se valem da condição funcional para beneficiar candidaturas (desvio de finalidade). REL. Uso indevido dos meios de comunicação social O uso indevido dos meios de comunicação social pode ser uma forma de abuso do poder econômico ou de abuso de poder político. o capital e o trabalho em um conjunto harmonioso que permite alcançar um resultado maior que a soma dos fatores aplicados individualmente.2010). trabalho e capital. O abuso de poder econômico ocorre quando determinada candidatura é impulsionada pelos meios econômicos de forma a comprometer a igualdade da disputa eleitoral e a própria legitimidade do pleito.. Já o uso indevido dos meios de comunicação se dá no momento em que há um desequilíbrio de forças decorrente da exposição massiva de um candidato nos meios de comunicação em detrimento de outros.2005. conhecido como efeito sinérgico ou sinergia. DJ 28.10. para a configuração do abuso de poder político. quanto maior o volume de saídas em relação a um determinado volume de entradas..074/RS. O trabalho é constituído pela mão de obra. a perda nas inter-relações dos fatores de produção.)3.504/97)..(. processando e transformando e a ele devolvendo-os. Rel. que são proibidas de manifestar opinião ou transmitir propaganda paga durante o período eleitoral (art. na espécie.) (AGR-AI Nº 12028. 44 da Lei nº 9. Assim como o efeito contrário.. Em contrapartida. por si só.. energia.)2. e a eficácia significa o alcance dos objetivos propostos. REL. O capital fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. A empresa é o sistema capaz de transformar a natureza. Deve ser rechaçada. mesmo porque o fato de a conduta ter sido enquadrada pelo e. Exemplos disso são as emissoras de rádio e televisão. A eficiência significa a utilização adequada dos recursos.

A gerência de materiais é um conceito vital que pode resultar na redução de custos e no aperfeiçoamento do desempenho de uma organização de produção.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração de Recursos Materiais engloba a sequencia de operações que tem início na identificação do fornecedor. em seu recebimento. Dessa forma. passando pela produção até o consumidor” ou ainda. em sua armazenagem como produto acabado e. ou normas. 2002) Didatismo e Conhecimento 92 . A área de materiais preocupa-se com os recursos materiais e os recursos relacionados com o patrimônio. a palavra materiais assume o significado conjunto de objetos. transporte interno e acondicionamento (armazenagem). em sua armazenagem como produto acabado e. o conjunto de regras que objetivam ordenar e controlar os processos organizacionais. ainda. partindo das especificações dos artigos a comprar até a entrega do produto terminado ao cliente. A palavra administração designa tanto a ciência que estuda os fenômenos organizacionais. 1999) • “a administração dos recursos materiais engloba a sequência de operações que tem seu início na identificação do fornecedor. nas condições mais eficientes e econômicas. administração de materiais significa gerenciar os recursos à disposição de uma determinada organização para atingir os objetivos estabelecidos. 2000) • “a atividade que planeja. Por outro lado. na compra do bem. Outros conceitos de administração de materiais: • é a função “responsável pelo fluxo de materiais a partir do fornecedor. visando atingir resultados predeterminados. ferramentas ou outros que são utilizados em um serviços ou processo produtivo. Os materiais precisam ser adequadamente administrados. finalmente. equipamentos. instrumentos. com produtividade e eficiência. finalmente. As quantidades devem ser planejadas e controladas para que não haja faltas que prejudiquem a produção. em seu recebimento. em sua distribuição ao consumidor final. em sua distribuição ao consumidor final. com produtividade e eficiência. que visam ordenar os processos organizacionais relacionados com os materiais à disposição da organização. em seu transporte durante o processo produtivo. quanto o local onde se localizam os serviços administrativos ou. na compra do bem ou serviço.” (Arnold. em seu transporte durante o processo produtivo. de forma a atingir objetivos preestabelecidos. o fluxo de material. executa e controla. O volume de dinheiro investido em materiais faz com que as empresas procurem sempre o mínimo possível de materiais capazes de garantir a continuidade do processo produtivo e vendas. É um conceito que deve estar contido na filosofia da empresa e em sua organização.” (Martins e Alt.” (Francischini e Gurgel. quando é adequadamente entendida e executada. nem excessos que elevem os custos desnecessariamente. transporte interno e acondicionamento. “planejamento e controle da distribuição e administração da logística. A administração de materiais pode ser definida como o conjunto de regras.

Controle de estoques. minimizando as necessidades de capital investido. controle de qualidade e fechamento contra o pedido de compra. Espera-se então. bem como dos processos envolvendo órgão do governo federal mediador das importações. A função de Compras pode ser dividida em compras no mercado interno e importações. um estoque não mais necessário a um departamento poderá ser transferido para outro. aumentando o uso eficiente dos meios internos da empresa. que o dinheiro que está investido em estoque seja necessário para a produção e o bom atendimento das vendas. Contudo. A grande questão é poder determinar qual a quantidade ideal de material em estoque. Também. envolve a contratação de transportadoras (rodoviárias. Caso haja importações. foi necessário classificar os materiais. fiscalização. Manipulação e. Transporte. A função de Transportes envolve do fornecedor até o espaço físico de estocagem pode ser feita interna ou por terceiros. tomada de preços. portanto. Um item perfeitamente padronizado tem pouca probabilidade de se tornar obsoleto. quer seja ela industrial. evitar a formação de estoques ou tê-los em número reduzidos de itens e em quantidade mínimas. FUNÇÕES E OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS A Administração de Materiais visa gerenciar de maneira eficaz os recursos do processo produtivo. transporte e controle no recebimento da mercadoria. catalogação dos itens conforme codificação do estoque. Toda compra envolve fornecedores. condições de pagamento etc. As funções de Manipulação e Controle dos Estoques envolvem todos os processos de requisição e devolução de itens em seja para fabricação. como uma função meio destinada ao apoio das demais atividades de suprimento A Padronização tem por finalidade eliminar variedades desnecessárias de itens em estoque. identificação. 93 Didatismo e Conhecimento . contratos (licitações). atuando. armazenagem no local físico (localização) designado para os itens e contabilização dos itens. sem que em contrapartida. comercial ou prestadora de serviço. Se externa. REGISTROS. CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS. ferroviárias. Caso a retirada de itens seja para venda e entrega em um cliente. CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS Classificação de Materiais Com o aumento da industrialização e o advento da produção em série. é otimizar o investimento em estoques . a codificação. para que não ocorressem falhas de produção devido à inexistência ou insuficiência de peças em estoque. um processo de emissão de notas fiscais para circulação de mercadorias (pode ser o faturamento direto) deve ser incluído para esta função. Caso for interna. ocorre uma redução no número de compras e nas compras emergenciais. CADASTRO DE FORNECEDORES. A classificação de materiais é um processo que tem como objetivo agrupar todos os materiais com características comuns. pois tende a obter para todas as necessidades similares o artigo que a necessidade indica ser o melhor” “Uma especificação perfeita de cada material pode dar origem a uma boa padronização” EX: Em qualquer organização. aéreas ou marítimas). inspeção. consumo ou revenda. aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos usuários é o conflito que a administração de materiais visa solucionar. como os riscos de não poder satisfazer a demanda serão os menores possíveis. o desperdício de papel é sempre notável VANTAGENS DA PADRONIZAÇÃO: Simplificação dos trabalhos de conferência. onde tanto os custos. contabilidade e outros. indo além de um simples controle de estoques. pedido de compra (prazos. portanto. a manutenção de estoques requer investimentos e gastos elevados. Estudo de Materiais visa estabelecer a padronização. Armazenagem e conservação. As grandes funções da administração de materiais são: Compra. O objetivo. envolvendo um vasto campo de relações que são interdependentes e que precisam ser bem geridos para evitar desperdícios.). ACOMPANHAMENTO DE PEDIDOS.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FUNÇÕES E OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS. excluindo desta forma os desperdícios e as sobras “A padronização é conhecida pelos compradores como a melhor base para a eficiência das compras. envolve o processo de gerenciamento e distribuição das cargas. os compradores deverão ter conhecimento das leis e guias de importação. COMPRAS. As funções de Armazenagem e Conservação envolvem todos os processos de recebimento das mercadorias. A meta principal de uma empresa é maximizar o lucro sobre o capital investido. o cadastramento e a catalogação de todos os materiais da empresa. Cada um destes processos é composto por sub-processos legais.

A importância de uma boa identificação. controles duplos. c) Permitir as atividades de gestão de estoques e compras. sendo suficiente a referência do fabricante para a sua caracterização e individualização.º da peça. possibilita a ocorrência de duplicidade de números de estoque. Com o objetivo de: a) Facilitar a comunicação interna na empresa no que se refere a materiais e compras. amperagem. contribui de forma significativa para a movimentação de material. aquisição e controle do material. Didatismo e Conhecimento 94 . Geralmente. seu controle. sobrecarga nas áreas de estocagem. esse método é utilizado em situações em que são desnecessários maiores detalhamentos para a identificação. • Codificação. e) Facilitar o controle contábil dos estoques Plano de Codificação: a)Grupo: designa a família. IDENTIFICAÇÃO DE MATERIAL A identificação é o passo mais importante para a classificação de material. Consiste em ordenar os materiais da empresa segundo um plano metódico e sistemático. com numeração de 01 a 99. por si só. A atribuição do código visa simplificar as operações na empresa. de maneira racional. Consiste na análise e registro dos principais dados que caracterizam e individualizam um item em relação ao universo de outros materiais existentes na organização. Método Referencial Esta forma de especificar um material atribui uma descrição ou uma nomenclatura mais simplificada a cada item. dando a cada um deles determinado conjunto de caracteres. para sua identificação. b) Evitar a duplicidade de itens no estoque.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA As categorias da classificação de materiais são: • Identificação. através de qualquer dos métodos apresentados. CODIFICAÇÃO DE MATERIAL A Codificação de Material é a representação por meio de um conjunto de símbolos alfanuméricos ou simplesmente números que traduzem as características dos materiais. para se transformar em linguagem universal de materiais na empresa. compreendendo o n. compra e obtenção pelo usuário. uma vez que todo um conjunto de dados descritivos e individualizadores do material são substituídos por um único símbolo representativo. na qual se apresenta todas as particularidades ou características físicas que o individualizam. devido à especificação incorreta ou incompleta. etc. A identificação mal feita. Depois de realizada a identificação do material. o n° ou nome do modelo • aplicação do material (identificação do equipamento ou da unidade de aplicação) Métodos de Identificação do Material Método Descritivo A identificação é feita pela descrição detalhada do material. estatísticas de consumo falhas e aumento de trabalho. d) Facilitar a padronização de materiais. • Cadastramento e • Catalogação. necessitam ou de particularizações descritivas ou não apresentam referências comerciais que. Os elementos básicos necessários à especificação e à individualização de um item compreendem basicamente as seguintes informações: • medidas • voltagem. o agrupamento de materiais. de modo geral. metódica e clara. divergências de saldos físicos. Este método é utilizado para especificar os materiais que. caracterizam e individualizam determinados tipos de material. apoiada basicamente na própria referência do fabricante. o passo subsequente consiste na atribuição de um código representativo dos elementos identificadores do item e que simboliza a identidade do material. • tipo de acabamento • material empregado na fabricação • normas técnicas • especificação da embalagem • forma de acondicionamento • número e/ou nome do catálogo ou lista de peças • cor • nome do fabricante • referências comerciais. independentemente da referência do fabricante.

 Em 1986 foi estabelecido um acordo de cooperação entre a EAN Internacional e a UCC – Uniform Code Council Inc. conseguindo com isto codificar a grande variedade de edições em suas categorias e classificações de assuntos. A classificação e a codificação dos materiais.1984 do Ministério da Indústria e Comércio. o sistema agregou números a sua codificação. Tipos de Codificação 1. b) Preciso: um código para cada material. c)Número identificador: é um individualizador do material. A codificação segue normalmente ao adotado pelo Federal Supply Classification System (FSC). numerando de 01 a 99. Codificação alfabética Este processo representa os materiais por meio de letras. 3. Codificação alfanumérica Este processo agrupa  números e letras. Com o advento do código de barras. Sendo o método mais utilizado. Sistema EAN/UCC. Conforme Decreto Lei nº 90595 de 29. sendo: 4. foi muito utilizado na codificação de livros (Método Dewey). 2. não havendo uma regra específica. são definidos pelo órgão ou empresa a qual adotou o sistema.12. As atribuições do sucesso do código de barras estão distribuídas entre as entidades que colaboraram entre si. atualmente é um sistema muito utilizado na classificação de peças automotivas e na codificação de placas de automóveis. é necessário a criação de um dígito de controle para assegurar a confiabilidade de identificação do programa. gerando uma velocidade rápida e precisa na troca de informações quanto aos aspectos de movimentação de venda e gestão dos estoques. entidade americana que administra o sistema UPC (Código Universal de Produtos) de numeração e código de barras. Código de barras  A EAN Brasil– Associação Brasileira de Automação Comercial. Codificação numérica ou sistema Numérico ou Decimal A atribuição consiste na adoção de algarismos arábicos. intercambio e suporte técnico entre os parceiros comerciais. garantindo assim uma melhor qualidade e produtividade dos sistemas gerenciais. d) Conveniente: ser facilmente compreendido.11. Características do Sistema de Codificação a) Expansivo: deve possuir espaço para novos itens.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA b)Classe: identifica os materiais pertencentes à família do grupo.1984 e da Portaria nº 143 de 12. com a implementação da imprensa no mundo. Desta forma o sistema pode se adaptar a cada necessidade. e) Simples: de fácil utilização.. sendo: Didatismo e Conhecimento 95 . atualmente GSI recebeu a incumbência de administrar no âmbito do território brasileiro o Código Nacional de Produtos. pela facilidade de ordenação sequencial de diversos itens e na adoção da informatização.  Os códigos seguem então a uma regra. utilizado nos Estados Unidos e no Canadá. segue ao FSC. é feito a partir de 001 a 999. d)Digito de controle: para os sistemas mecanizados. c) Conciso: número mínimo de dígitos. Esta aliança promoveu uma maior colaboração. autores e áreas especificas. a interação entre atacadistas e varejistas passou a ser feita através deste controle mais eficaz. o qual foi elaborado para o controle de materiais no após segunda guerra mundial. porém com modificações provenientes de adequação necessária  ao uso pela empresa pretendente. As quantidades de letras utilizadas e números.

  Vantagens para a indústria  ·        Conhecimento exato do comportamento de cada produto no mercado. fardos e unidades de despacho em geral. • Melhora o controle do estoque central. • UCC/EAN128 – aplicado em unidades de distribuição.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ·        UPC – Código Universal de Produtos ·        UCC – Uniform Code Council ·        EAN – European Article Numbering Association ·        EAN International Atualmente mais de 450. expedição de mercadorias.   Vantagens para o consumidor  ·        Cupom fiscal detalhado. ·        Passagem rápida no check-out ·        Eliminação de erros de digitação em sua compra. foram padronizados sistemas de EAN.html?engine=adwords&match=exact&keyword=codigo+de+barras+ BrazilianL&gclid=CKLXj5vdobsCFW0V7AoddBcA1w Didatismo e Conhecimento 96 . validade.      Padrão utilizado internacionalmente em mais de 100 países.com/codigo-de-barras-global. • Obtém informações confiáveis para uma melhor negociação. ·        Padronização nas exportações. gerando informações instantâneas. • Otimiza a gestão de preços e de crédito.  O sistema  EAN é constituído de:  • Um sistema para numerar itens (produtos de consumo e serviços.codigodebarrasean. 2. série. • Código de barras padronizados para representar qualquer tipo de informação que possa ser lida facilmente por computadores (escaneada). • Um conjunto de mensagens EANCOM para transações pelo Intercambio Eletrônico de documentos (EDI). e outros ramos) permitindo que sejam identificados.. • Atende as mudanças rápidas dos hábitos de consumo. ·        Preço correto nas gôndolas. • Melhora o serviço ao cliente. quando a embalagem não tem espaço físico para marcar o EAN13. • ISBN – utilizado para identificar livros.000 empresas em todo mundo utilizam o sistema EAN. ·        Aproximação do consumidor ao produto (merchandising) ·        Possibilidade de utilizar o Intercambio eletrônico de Documentos (EDI). localizações.      Decodificações rápidas do símbolo. atendendo as empresas em mais de 100 países. ·        Controle de inventários e do estoque.  Vantagens para o comércio • Otimiza o controle de estoque. data de fabricação. textos livres e outros dados. 4. Dentro do processo. mediante a codificação de embalagens de despacho e da matéria prima. permitindo identificação de número de lote. • Um sistema para representar informações suplementares. • Estabelece linguagem comum com fornecedor. • EAN/DUN14 – utilizado para identificar caixas de papelão.      Cada identificação de mercadoria é única no mundo. ·        Estabelecimento de uma linguagem comum com os clientes.  Razões de utilização  1. • Vende mais com maior lucro.      Linguagem comum no intercambio de informações entre parceiros comerciais. ·        Linhas de produtos a venda de composição mais adequada ao perfil da clientela http://www. unidades de transporte. 3. • Aumenta a eficiência no ponto de venda: elimina erros de digitação. diminui o tempo das filas. • ISSN – utilizado para identificar publicações periódicas. ·        Organização interna. • EAN 08 – utilizado para identificar unidade de consumo. sendo:  • EAN 13 – utilizado para identificar unidade de consumo.

1) Coleta de Preços: Documento de registro da pesquisa de preços que fazemos em função de ter recebido a solicitação de compra dos fornecedores que temos aprovado para este material específico. por exemplo. Análise dos preços. O Objetivos da função de compras: Apesar da variedade de compras que uma empresa realiza. por grupos. As mercadorias de alto giro são aquelas destinadas a provocar tráfego no salão de vendas. Sua finalidade é evitar atrasos. Coleta de preços.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPRAS O sistema de compras baseia-se em uma ação que envolve atividades de pesquisas para a melhor adequação dos objetivos organizacionais. balinhas etc. Negociação Solicitação de Compras. Compras e Desenvolvimento de Fornecedores: A atividade de compras é realizada no lado do suprimento da empresa. Permitem taxas de marcação mais elevadas para compensar a demora de suas saídas. até o momento em que ele é liberado para o processo de nossa empresa. Para serem eficazes. buscar melhores preços. Ações de apoio: Desenvolvimento de fornecedores. tempo de entrega ou quantidade (flexibilidade). Suas atividades básicas são: analisar ordem de pedido. especificações técnicas do fornecimento. 6) Qualificação de fornecedores: É responsabilidade da área de engenharia. Análise dos percentuais encontrados. novos mercados e assim por diante. Esse tipo de mercadoria quase sempre dá pouco lucro. para analisar se o que você está comprando para vender no varejo são os tipos de mercadorias ideais para o seu ramo de atividade. Suprimentos e de Apoio. esse procedimento é fácil não cria conflito entre as partes. 7) Negociação: É um procedimento de relacionamento entre a empresa e o fornecedor . precisam compreender tanto as necessidades de todos os processos da empresa. prazo de entrega. É o documento que contém as informações sobre o que comprar. quantidade. Pode ser originado por vários setores. Materiais e serviços podem: Ser da qualidade certa. originado nos setores funcionais da empresa. Compras dependem de sistemas de gestão moderna e com uso de tecnologia. 4) Desenvolvimento de fornecedores: É o procedimento que possibilita à empresa selecionar os futuros fornecedores sendo os melhores fornecedores do mercado e que tenham condições de atender a todas especificações e exigências da empresa. Somatório dos valores encontrados nos grupos de mercadorias. Mercadorias de médio giro. é um importante elemento de fortalecimento dos laços de interesses. dependendo do tipo de material: Material processo de fabricação (matéria-prima. Cálculo do percentual correspondente a cada grupo. Mercadorias de baixo giro. fontes de fornecimentos. Didatismo e Conhecimento 97 . possivelmente. como as capacitações dos fornecedores que podem fornecer produtos e serviços para a organização. se necessário. A figura abaixo demonstra as etapas da interação empresa/fornecedor: A compra interfere diretamente nas vendas. A qualidade. mas exerce um efeito de atração da clientela. de acordo com o seu giro. Qualificação de fornecedores. de melhorias contínuas e principalmente de aumento dos lucros para ambas empresas. embalagens e transporte. No comércio. Desenvolvimento de novos materiais. tem-se. Os gestores de compras fazem uma ligação vital entre a empresa e seus fornecedores. Num bar. há alguns objetivos básicos da atividade de compras. em relação ao somatório. novos materiais. utilizando o seguinte roteiro: Agrupamento das mercadorias de acordo com a sua frequência de saída (alta. 2) Pedido de Compras: É o contrato formal entre a empresa e o fornecedor. preço e prazo dos produtos fabricados numa indústria dependem muito das condições em que foram adquiridos os insumos e as matérias-primas. Levantamento dos custos das mercadorias em estoque. Ações de suprimento: Solicitação de compras. As mercadorias de médio e baixo giro são aquelas que apresentam uma rotação de estoque mais lenta. são aquelas que ficam bem à vista do freguês: cigarro. pesquisa de mercado. é o procedimento para manter sob controle todos os pedidos. Nele anotamos os dados recebidos dos fornecedores. de acordo com a rotatividade de seus estoques: Mercadorias de alto giro. de levar em consideração a rotatividade dos seus estoques. Baseando-se em especificações e parâmetros fornecidos pelo mercado ou pela engenharia. compras deve trabalhar com pesquisa constante em todo seu envolvimento. estabelecendo contratos com fornecedores para adquirir materiais e serviços. deverá representar todas as condições estabelecidas nas negociações. Como pode ser observado. 3) Acompanhamento do Pedido: Conhecido como follow-up. que são válidos para todos os materiais e serviços comprados. encontrar fornecedores certos. 5) Desenvolvimento de novos materiais: É o procedimento que possibilita à empresa pesquisar e selecionar novos materiais ou materiais alternativos o principal objetivo é estabelecer alternativas econômicas ou técnicas para melhorar o desempenho dos produtos no mercado. com maior margem de lucro. fósforo. são fontes geradoras de benefícios e de lucros para as empresas. Ser entregues rapidamente. condições de pagamento. Podemos classificar as mercadorias de uma empresa em três tipos. Acompanhamento do pedido. a área de compras tem um a função de ligação entre o fornecedor e a engenharia. No pedido deverá constar: preço unitário e total. média ou baixa rotatividade). as compras de mercadorias realizadas em melhores condições proporcionam venda mais rápida e. material de manutenção e material auxiliar) – Estoque. Podemos ressaltar as seguintes ações. problemas para o cliente na entrega do pedido. Ter preço correto. ligados ou não à atividade principal. quando ambas as partes ganham. Ser capazes de alteração em termos de especificação. ou seja. Material de uso específico do solicitante. condições de fornecimento. Etapas do processo de compra. Ser entregues no momento certo e na quantidade correta. Pedido de Compras. chicletes. obrigatoriamente.

apoia com informações as tarefas do comprador e efetua a manutenção dos dados cadastrais. funcionamento e expansão da empresa. condições de pagamento. a manutenção ou a ampliação da organização. adquirir e receber mercadorias e insumos necessários à manutenção. • Compras locais. arroz. Acompanhar ativamente o processo no período compreendido entre o pedido e a entrega (diligenciamento ou “follow-up”). a empresa deve estabelecer controle de estoque adequado. linhas de produtos ou mercadorias. se a qualidade dos produtos oferecidos tem a perfeição do acabamento exigida pelo consumidor. geralmente antes da necessidade se apresentar. onde os produtos de primeira necessidade (pão. É muito utilizada no comércio. avaliação e desempenho de fornecedores de materiais e serviços. Toda empresa deve possuir um bom cadastro. 4. se os prazos de pagamento cobrem os prazos médios de vendas e não comprometem o capital de giro próprio. 3. Determinar o que. geralmente são funções exercidas pelo proprietário. causa grande impacto nos lucros. • Comprador técnico. número do CNPJ. De qualquer modo o encarregado de compras – seja ele o próprio dono ou um funcionário – deve conhecer e seguir algumas regras básicas ao bom desempenho de suas funções: Ele conhece bem o mercado? Ele conhece bem os estoques da empresa? Ele conhece o orçamento da empresa? Ele é cauteloso? Ele acompanha permanentemente os pedidos? Ele faz os pedidos por escrito? Ele é atualizado? Ele possui requisitos para desenvolver suas tarefas (responsabilidade. Comprador Diverso. onde são registradas as informações necessárias sobre os fornecedores (endereço. As compras são responsáveis por uma margem de 50% a 80% dos gastos da empresa e. Isso é desvantajoso porque reduz seu poder de negociação com o fornecedor e a competitividade da empresa no mercado. Esta modalidade é muito utilizada na indústria. verificar quais serão os fornecedores e a sua capacidade técnica. principalmente em supermercados. Motorista. número da inscrição. 2. acompanha a evolução do mercado. leite. Para isso. Comprar significa procurar. feijão. • Processamento. após recebimento do material e controle da qualidade e da quantidade. Matéria prima. 6. para o funcionamento. Não é tão fácil definir quais os fornecedores que apresentam todas as condições necessárias: se o preço de aquisição é justo e oferece condições de marcar um preço de venda que permita concorrer no mercado e. boa memória. paciência. se a quantidade oferecida é suficiente para as necessidades de produção e vendas de um determinado período. Esta modalidade é perigosa. para reduzir ou anular as compras de emergência. capacidade para se comunicar. durante o ano todo. política de descontos etc). a um preço justo. O cadastro de fornecedores é o órgão responsável pela qualificação. prazo médio de entrega. para fornecimento de matéria-prima e no comércio. As compras de emergência ocasionam aquisição de mercadorias com preços altos e rupturas no estoque. • Compras de reposição – compras realizadas para adquirir mercadorias que apresentam comportamento estável de vendas. Promover a concorrência para a seleção do fornecedor vencedor. na qualidade especificada e no prazo necessário. pessoas para contato. 5. pasta de dentes e outros) apresentam um comportamento de vendas equilibrado. gosto pela leitura) É o ato de procurar e providenciar a entrega de materiais. quanto e quando comprar. se os prazos de entrega satisfazem as programações de vendas da empresa. O setor de compras possui variadas funções como: • Cadastro de fornecedores. outros produtos alimentícios) e produtos de higiene e limpeza pessoal (sabonete. entre outras. além da paralisação da unidade. • Compras contratadas – realizadas por meio de contratos que preveem a entrega dos produtos em épocas preestabelecidas. para mercadorias especiais. Didatismo e Conhecimento 98 . Vejamos quais são as modalidades de compras mais utilizadas: • Compras de emergência – realizadas às pressas para atender uma necessidade surgida de surpresa. relacionando-os com a consulta. • Compras por importação. ao mesmo tempo. • Diligenciamento ou follow-up. objetivos sociais. se não acontecer a alta de preços prevista. Estudar de quem comprar. As atividades de compras nas pequenas empresas. obter uma boa margem de lucro. ETAPAS DO ATO DE COMPRAR 1. Assim. modelos exclusivos ou produtos novos não lançados ainda no mercado. Encerrar o processo. • Compras especulativas – são feitas para especular com possível alta de preços. portanto. habilidade no trato com pessoas. pois além de comprometer o capital de giro pode acarretar prejuízos para a empresa. bom senso e iniciativa.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A gestão de compras é tida como um fator estratégico nos negócios. motivado por falta de controle por parte de quem requisita ou compra. senso de organização. Fechar o pedido mediante autorização de fornecimento ou contrato.

assegurar aos administrados ensejo de disputarem entre si a participação nos negócios que as pessoas administrativas entendam de realizar com os particulares. os procedimentos são praticamente idênticos. assentou-se a Lei Federal nº 8. A diferença básica entre as compras no serviço público e na iniciativa privada está na formalidade do processo de compra.666. Licitação é o procedimento administrativo pelo qual uma pessoa governamental pretendendo alienar. Avaliar a necessidade (planejamento). pertinentes a Obras. 2. Uma das formas eficientes utilizadas pela Administração Pública é a licitação. Definir o quanto adquirir. empresarial e social. quando ao Estado cumpre garantir o desenvolvimento econômico e social. Compras. motivo pelo qual se tornam totalmente transparentes. sendo necessária a elaboração de Ato Convocatório para as modalidades de Licitação. Inciso XXI. está se tornando modelo ultrapassado e nada eficiente. Todas as contratações com terceiros. Dessa forma.883. Independentemente dessa particularidade. Deve controlar todo o processo desde seu início. 6. na rigorosidade formal. Com a crescente demanda por bens. apenas como expectador.666. ao contrário da iniciativa privada. 37. nas quais mais tarde. a fim de selecionar a que se revele mais conveniente em função de parâmetros antecipadamente estabelecidos e divulgados. inc. Indicar (empenho) os recursos orçamentários. O que é Licitação? A licitação visa a garantir a observância do Princípio Constitucional da Isonomia e a Selecionar a Proposta mais Vantajosa pra a Administração. como por exemplo. a Lei nº 8. Para se caracterizar o objeto da compra deve-se: 1. como forma de dar transparência à compra pública. 2 .93.666/93). 5. capaz de realizar a função pública de forma eficiente. de 21-6-1993. criou outras formas de comprar e uma outra modalidade de licitação diferente das modalidades da Lei n°8.666/93 e 8. ou seja. do Distrito Federal e dos Municípios. serão necessariamente precedidas de Licitação. Porém. de outro. convoca interessados na apresentação de propostas. regulamenta o Art. Nas empresas estatais e autárquicas. Didatismo e Conhecimento 99 . Nos tempos atuais. Tomada de Preços. obras. O comprador deste tipo de compras dispensa características diferenciadas. Serviços. falar inglês.666. o Estado não pode ficar à margem. 14 . de 21. ressalvadas as hipóteses previstas na Lei (Art.A definição precisa do seu objeto. que instituiu o Estatuto das Licitações e Contratos Administrativos. As compras locais são compras exercidas no país tanto na iniciativa privada como no serviço público. Verificar as condições de guarda e armazenamento. Texto baseado em Marconi Madruga. buscando a racionalização dos seus procedimentos bem como a redução de custos em função do aumento da competitividade. 3. O artigo 14 da lei de licitações e contratos administrativos disciplina de forma objetiva: para que a administração efetue qualquer compra. A Constituição de 1988. que garantam a aplicação do grande volume de recursos disponíveis. Concurso Leilão e as Dispensas e Inexigibilidades). as aquisições de qualquer natureza obedecem a Lei nº. com eficiência e transparência. art. a partir do protocolo do pedido.06.8. Ex. sem olvidar dos princípios basilares que orientam a Administração Pública. preliminarmente. Definir a modalidade e tipo de licitação ou a sua dispensa / inexigibilidade. serviços em todo o País. da Constituição Federal. Assim está determinado no citado artigo 14: “Art. Aquisição de Móveis. XXI criou bases. Buscar atender o princípio da padronização. O Objeto de Licitação é o bem/ serviço ao qual a Administração pretende adquirir. Observa-se que a diferença entre os tipos de compras é a formalidade no serviço público e a informalidade na iniciativa privada. 7. tornou-se imprescindível adoção de procedimentos e mecanismos de controle. de 8-6-1994. adquirir ou locar bens. segundo condições por ela estipuladas previamente. deve curvar-se a dois princípios fundamentais: 1 .883/94. lado proporcionar às entidades governamentais possibilidade de realizarem o negócio mais vantajoso. 8. A ideia de uma Administração Pública baseada na tradição. 8. até o efetivo recebimento do material. Proceder a pesquisas de mercado. outros órgãos também podem exercer este controle. realizar obras ou serviços. Para o setor público o instrumento utilizado para compras é a licitação. etc. alterada pela Lei nº. a que melhor atenda de maneira objetiva o interesse do serviço. moderna. As compras no serviço público se baseiam nas leis 8. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa ”. diante de tamanha evolução no campo tecnológico.: Prestação de serviços de mão de obra. A Administração Pública com o objetivo de dar maior transparência aos processos licitatórios. 2º . Convite. 8. Este procedimento visa garantir duplo objetivo: de um. acompanhando a evolução econômica e financeira da sociedade. Alienações e Locações no âmbito dos Poderes da União (Executivo. Legislativo e Judiciário) dos Estados. Obter as informações técnicas quando necessárias. instituiu normas para Licitações e Contratos Administrativos. Urge a necessidade de um modelo gerencial na gestão administrativa.Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. 4. 37.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O processamento é o órgão responsável pelo recebimento da documentação referente aos pedidos de compra e montagem dos respectivos processos. em 21 de junho de 1993. numa ordem burocrática pesada.A existência de recursos orçamentários que garantam o pagamento resultante.666/93 (Concorrência. como também no serviço público em geral.

trazendo nulidade como consequência. Pelo princípio da isonomia. ainda que forma bastante simples. da Lei nº 8. Quando a operação envolver concessionário de serviço público ou. II. que visa tornar a futura licitação conhecida dos interessados e dar conhecimento aos licitantes bem como à sociedade em geral. e a cinquenta vezes. 39. e como consequência a decretação da nulidade do processo. executar obras. não faz sentido uma empresa fabricante de automóveis tencionar participar de um processo de licitação. sem nenhuma interferência pessoal da autoridade. DA IGUALDADE Previsto no art. mesmo que involuntário. obriga a Administração Pública. Outra função desse princípio é garantir aos cidadãos o acesso à documentação referente à licitação. cuja não observação implicaria prejuízo para a lisura do processo licitatório. O gestor não pode incluir cláusulas que restrinjam ou frustrem o caráter competitivo. O princípio da legalidade. contratar serviços. como princípio geral previsto no art. quando da compra. no caso de obras. empresa ou representante comercial exclusivos. auxiliando a aplicação dos recursos públicos com zelo e eficiência. As compras. Discorreremos acerca de alguns deles. É dispensável a licitação: Nos casos de guerra. Territórios e autarquias estão obrigados a licitar. II. Na aquisição de materiais. Nos casos de emergência. O princípio da competitividade garante a livre participação a todos. Distrito Federal. à coletividade. como é o caso das concessões. DA MORALIDADE A licitação deverá ser realizada em estrito cumprimento dos princípios morais.0. da Constituição de 1988. a juízo do Presidente da República. Como dizem alguns. segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei”. o valor do maior salário mínimo mensal. em obediência às pertinentes leis de licitação. sobre seus atos. média ou grande. Didatismo e Conhecimento 100 . de determinados participantes. bens ou equipamentos. obras. Quem está obrigado a licitar: União. as condições preestabelecidas. prestar algum tipo de serviço público. § 2. o instituto das licitações também tem seus princípios norteadores. a escolha e julgamento da melhor proposta obedecerão ao princípio da publicidade. Como todo sistema jurídico. obra. quando o objeto do certame seja compra de alimentos. independente se a empresa é pequena. nas hipóteses previstas no art. não significando que qualquer empresa será admitida no processo licitatório. mantidas. a exemplo da situação onde há opção de compra ou locação. 37.666/93. DA IMPESSOALIDADE O interesse público está acima dos interesses pessoais. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA LICITAÇÃO I. que acabam por beneficiar. porém. obras e serviços efetuar-se-ão com estrita observância do princípio da licitação. Municípios. pessoas de direito público interno ou entidades sujeitas ao seu controle majoritário. Será dispensado a todos os interessados tratamento igual. O problema que se põe é saber se as sociedades de economia mista e empresas públicas também se sujeitam ao dever de licitar. favorecendo uns em detrimento de outros. equipamentos ou gêneros que só podem ser fornecidos por produtor. XXI da Constituição onde proíbe a discriminação entre os participantes do processo. A Administração Pública deve saber definir quando. grave perturbação da ordem ou calamidade pública. uma vez que o Estado é custeado pelo cidadão que paga seus impostos para receber em troca os serviços públicos. III. V. Na aquisição de obras de arte e objetos históricos. caracterizada a urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas. Como a licitação busca atender ao interesse público. Por exemplo. DA LEGALIDADE A atuação do gestor público e a realização da licitação devem ser processadas na forma da Lei. Inexigibilidade De Licitação: A obrigatoriedade somente não se aplica em determinados casos descritos a seguir conforme decreto-lei Nº 200 de 25 de fevereiro de 1967: Art. A proposta mais vantajosa nem sempre é a mais barata. a proceder de acordo com o que a Constituição Federal e Leis preveem. 5º. essa liberdade de participação é relativa. neste caso. Na aquisição ou arrendamento de imóveis destinados ao Serviço Público. Quando sua realização comprometer a segurança nacional. o que e por que vai comprar. IV. Quando não acudirem interessados à licitação anterior. Estados. A licitação só será dispensada nos casos previstos nesta lei. de acordo com a Lei. DA PUBLICIDADE Transparência do processo licitatório em todas as suas fases. contração de serviços ou alienação. às vezes o barato sai caro. A Administração Pública se balizará no princípio da impessoalidade para evitar a preferência por alguma empresa especificamente. em seu nome. 126. o que é ponto incontroverso. entendidos como tal os que envolverem importância inferior a cinco vezes. É nessa análise que o princípio da economicidade se revela. bem como na contratação de serviços com profissionais ou firmas de notória especialização. não cabendo nenhum deslize.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Administração Pública lançará mão da licitação toda vez que for comprar bens. é assegurada a igualdade no tratamento a todos quantos venham participar do certame licitatório. A não observação desse princípio impregnará o processo licitatório de vício. Nas compras ou execução de obras e serviços de pequeno vulto. bem como sua participação em audiências públicas. ou conceder a um terceiro o poder de. exclusivamente. quanto. no caso de compras e serviços.

for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos. deve ser composta de.inciso I a XXIV) e a Inexigibilidade quando houver inviabilidade de competição (Art. Conforme entendimento do TCU. XVI – Comissão: Comissão. 24 . A investidura dos membros das Comissões Permanentes não excederá a 1 (um) ano. comercial. vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subsequente. A abertura dos envelopes de propostas de preços e de habilitação deve ser feita em ato público no dia.XVI da Lei n°8. eficiência.Concorrência. COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO (CPL) / COMISSÃO ESPECIAL DE LICITAÇÃO (CEL) / PREGOEIRO Para as contratações na Administração Pública. 22 . DA VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO (EDITAL OU CONVITE) A administração. caso não compareçam as 03 (três) empresas. Convite. criada pela Administração. Nos casos em que couber Convite. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto.666/93 Na forma do Art. 6° . são modalidades de Licitação: . mesmo sendo facultado pela Lei.9° § 3°). a) CONCORRÊNCIA: É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. Também são previstos a Dispensa de Licitação (art. e o licitante ou responsável pelos serviços. escolhidos e convidados em número mínimo de 03 (três) ou ainda aos demais cadastrados na especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. VIII.§ 2º). A CRITÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO (art. estabelece que a CPL ou CEL. propostas. Após essa repetição. com a função de receber. Os membros das Comissões de Licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão. § 4º. a Administração poderá contratar com aquela que atenda as exigências do Edital. Concurso e Leilão. permanente ou especial. DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA O gestor deve ser Honesto em cumprir todos os deveres que lhes são atribuídos por força da legislação. para concessão de direito real de uso e em Licitações Internacionais. Quando. no mínimo 3 (três) membros. sob pena de repetição do convite. Na forma do art. A Concorrência é obrigatória para compra ou alienação de imóveis. essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo. cadastrados ou não.51 da mesma Lei. sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração. in verbis: “ art. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes”. Para os fins desta lei.. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no Edital. Já na modalidade de Pregão a licitação será conduzida por um Pregoeiro e sua Equipe de Apoio. DO JULGAMENTO OBJETIVO Pedidos da administração em confronto com o ofertado pelos participantes devem ser analisados de acordo com o que está estabelecido no Edital.§ 1º).6°. O julgamento é realizado por Comissão ou por Servidor designado pela Autoridade Competente. a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. fornecimentos e obras. art. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados.. bem como os licitantes ficam obrigados a cumprir os termos do edital em todas as fases do processo: documentação. Os membros da Comissão de Licitação não poderão ter nenhuma participação direta ou indireta. § 2º. preço. Didatismo e Conhecimento 101 . de acordo com a modalidade de licitação escolhida deverá ser designada uma CPL ou uma CEL ou Designar o Pregoeiro e a sua Equipe de Apoio. 22 . responsáveis pela licitação. Tomada de Preços. 03 (três). hora e local designados no Edital. 17. pessoa física ou jurídica. 22. 25 – Inciso I a III). considera-se: .(art. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários (Lei n° 8. b) TOMADA DE PREÇOS: É a modalidade de licitação entre interessados cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. independentemente do valor do objeto e PODE SER TAMBÉM UTILIZADA NO LUGAR DE QUALQUER OUTRA MODALIDADE LICITATÓRIA.51 § 1º). julgamento e ao contrato. na fase inicial de habilitação preliminar. considerando o interesse do serviço público e os fatores de qualidade de rendimento. econômica. 22 – § 3º . ou seja. quando não tiver no mínimo 03 (três) propostas em condições de contratar com a Administração. observada a necessária qualificação (art. c) CONVITE: É a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao objeto. durabilidade.6666/93 art. financiamento e prazo. deve-se repetir o convite. FORMAS DE COMPRAR – LEI Nº 8.666. O art. devidamente justificado. VII. a Administração poderá utilizar a TOMADA DE PREÇOS.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA VI.

adoção do procedimento licitatório. sendo que o licitante pode ser habilitado ou não pelo órgão competente. Obs: Na modalidade de licitação chamada “convite” inexiste a fase de habilitação. Como lei interna da licitação. diferente das demais. sempre que possível for. no mínimo. Indicação do recurso próprio a ser onerado. Atendimento ao princípio de padronização. nos casos não especificados acima. O regulamento do Concurso é que indicará a qualificação dos participantes. bem. Entende-se por aptidão a qualificação indispensável para que sua proposta possa ser objeto de consideração. Recebimento da documentação e propostas. Científico ou Artístico. ou execução por empreitada integral. mediante a instituição de Prêmios ou Remuneração aos vencedores. por vezes denominada “qualificação”. fixa as condições de sua realização e convoca os interessados para a apresentação de suas propostas”. Fixa cláusulas do futuro contrato. 2. nos casos não especificados acima. imediatamente entregues ao arrematante. Didatismo e Conhecimento 102 . Concorrência: do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. de concurso e de leilão. Habilitação dos licitantes. vincula a Administração e os participantes. e ao qual serão juntados oportunamente: “Da Requisição de Compra deverá constar obrigatoriamente: Justificativa do pedido. também.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA d) CONCURSO: É uma modalidade de natureza especial. que se desenvolve através dos seguintes atos. Este ato derradeiro do procedimento é um ato unilateral que se inclui dentro do próprio certame. por uma vez no Diário Oficial da União. Ela é presumida. será designada a Comissão Julgadora definindo sobre os critérios e julgamento. que é externo ao procedimento. Tomada de preços. fixando as condições de sua realização. concurso e leilão deverão ser publicados com antecedência. Leilão. admitindo. bem como os prêmios a serem concedidos. Segundo Hely Lopes Meirelles. se houver. ou para a alienação de bens imóveis prevista no Art.§ 1º. contendo a autorização respectiva. 22 . Os bens arrematados serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no Edital. Edital ou convite de convocação dos interessados.§ 4º). De trinta dias para: Concorrência. é feita a priori pelo próprio órgão licitante que escolhe e convoca aqueles que julgam capacitados a participar do certame. a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa. Encerra-se o Concurso. sob a modalidade de Concorrência ou Leilão) a quem oferecer o maior lance. sob pena de perder em favor da Administração o valor já recolhido. em jornal de circulação no Município.§ 5º . ou em jornal de grande circulação no Estado e também. De quinze dias para: Tomada de preços. Dispensa as formalidades específicas da Concorrência. devidamente confirmado pela Seção de Contabilidade da unidade requisitante. 53 . eventual interessado. devidamente autuado. endossada pelo titular do órgão. eles têm um objetivo comum: a seleção da melhor proposta. dependendo da estância da licitação. 1) Edital: “É o instrumento pelo qual a Administração leva ao conhecimento público a abertura de concorrência. o qual se obrigará ao pagamento do restante no prazo estipulado no Edital. devendo ser avaliados.Art. Julgamento das propostas (classificação) 5. Estabelece os critérios para análise e avaliação dos proponentes e das propostas. 19 (bens imóveis cuja aquisição seja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento. Circunscreve o universo dos proponentes. conforme critérios constantes do Edital publicado na Imprensa Oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. estabelecerá as diretrizes e a forma de apresentação do trabalho. Regula atos e termos processuais do procedimento. e) LEILÃO: É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados. para que conste o preço mínimo no Edital. com a classificação dos trabalhos e o pagamento dos prêmios (art. como exigida para as demais modalidades. protocolado e numerado. Não é necessária nessa modalidade. no Diário Oficial do Estado. para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. A modalidade em que todas as fases da licitação se encontram claramente definidas é a concorrência. 3. • Procedimento Da Licitação: Apesar dos atos que compõem o procedimento terem. tomada de preços. Funções do edital: o edital dá publicidade à licitação. nesta ordem: 1. 4. diferentemente do contrato. É a modalidade de Licitação entre quaisquer interessados para escolha de Trabalho Técnico. 2º). não inferior a 5% (cinco por cento) e. mas cadastrado. Identifica o objeto licitado e delimita o universo das propostas. finalidade específica. após a assinatura da ata lavrada no local. Habilitação: A habilitação. • Prazos Para Publicação Do Edital: o prazo mínimo que deverá mediar entre a última publicação do edital resumido ou da expedição do convite e o recebimento das propostas será: De quarenta e cinco dias para: Concurso. esta é a fase interna da licitação à qual se segue a fase externa. • Publicação Dos Editais: os editais de concorrência. De cinco dias úteis para: Convite. é a fase do procedimento em que se analisa a aptidão dos licitantes. cada um. Indicação dos fatores a serem considerados e expressamente declarados no Edital. Especificação adequada do produto a ser adquirido. de tomada de preços. Adjudicação e homologação. a habilitação prévia dos licitantes. “O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo. para fins de julgamento das propostas. não convidado. 22 . tendo em vista que a venda é feita à vista ou curto prazo (art. quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. igual ou superior ao valor da avaliação.

Além disso. ainda que o instrumento convocatório não tenha estabelecido limites mínimos (v. sem dúvida. ainda atribuir pesos. Licitação de melhor técnica . Base Legal A Lei n. alcança os mesmos órgãos e entidades da Administração Federal sujeitos à incidência da Lei n. Diversamente destas modalidades.” A classificação se divide em duas fases: Na primeira. Pode-se.º 8. portanto. o concurso e o leilão. que regulamenta o pregão. de modo a que.666/93.º 3. de serviços que dispensam especialização. ou seja. Aquelas que não se apresentarem em conformidade com o instrumento convocatório serão desclassificadas. que deverão se identificar e comprovar possuírem os poderes exigidos para a formulação de propostas e participação no pregão. instituiu o pregão como nova modalidade de licitação.666/93: a administração direta. que deve ser objetivo e em conformidade com os tipos de licitação. Credenciamento Os interessados devem comparecer no dia. diretamente ou por seus representantes legais. classificam-se as propostas e escolhe-se o vencedor. o pregão pode ser aplicado a qualquer valor estimado de contratação. O pregão foi instituído exclusivamente no âmbito da União. Critérios de classificação: Existem quatro tipos básicos de licitação (4 critérios básicos para avaliação das propostas): Licitação de menor preço . ma is durável. realizada a disputa por lances verbais e o seu julgamento e classificação.º 3. O pregão vem se somar às demais modalidades previstas na Lei n. Especificamente. ou seja.é a mais comum. Esse critério pode consistir em que a técnica e preço sejam avaliados separadamente. O Decreto n. 44 da Lei 8. apenas a documentação do participante que tenha apresentado a melhor proposta é analisada. há o julgamento das propostas.520. seguido da habilitação da melhor proposta e. por meio de propostas e lances.666/93). disputa através de lances verbais. O critério do menor preço é. só pode ser aplicado na Administração Pública Federal. A etapa competitiva poderá ser sucessivamente retomada no caso de descumprimento dos requisitos de habilitação. na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital”. A sessão pública será realizada no dia. hora e local que tenham sido designados no Edital. a partir das vantagens que oferecem. ainda pode haver a negociação direta com o pregoeiro. Após se confrontar as ofertas. da proclamação de um vencedor. na escolha conforme o tipo de licitação. Na segunda. do qual se lavrará ata circunstanciada.nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso (art.º 10. A relação dos bens e serviços que se enquadram nessa tipificação está contida no Anexo II do Decreto n.555.º 8. A grande inovação do pregão se dá pela inversão das fases de habilitação e análise das propostas. na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital a quem deverá ser adjudicado o objeto da licitação. na compra de materiais ou gêneros padronizados. o convite. Recebimentos dos envelopes Didatismo e Conhecimento 103 .esse critério privilegia a qualidade do bem. ponderação aos resultados da parte técnica e ponderação ao preço. as empresas públicas e as sociedades de economia mista. para classificação e habilitação do licitante com a proposta de menor preço. As propostas que estiverem de acordo com o edital serão classificadas na ordem de preferência. § 3’ do art. o serviço.555/00 detalha os procedimentos previstos na Lei e especifica os bens e serviços comuns. a definição da proposta mais vantajosa para a Administração é feita através de proposta de preço escrita e. que serão considerados em conjunto. de modo a permitir a decisão de compra com base no menor preço. Licitação de maior lance ou oferta . Outra peculiaridade é que o pregão admite como critério de julgamento da proposta somente o menor preço. combinam-se os dois fatores: técnica e preço.666/93). Bens e Serviços Comuns Bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de desempenho e qualidades possam ser objetivamente definidas pelo edital. pelo vencedor. ocorre a abertura dos envelopes “proposta” entregues pelos participantes do certame. o material mais eficiente. mais adequado aos objetivos a serem atingidos. 45 § 1’ da Lei 8. Os envelopes são abertos em ato público. Trata-se.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 3) Classificação: “É o ato pelo qual as propostas admitidas são ordenadas em função das vantagens que oferecem. Após os lances. de bens e serviços geralmente oferecidos por diversos fornecedores e facilmente comparáveis entre si. obra ou serviço proposto em função da necessidade administrativa a ser preenchida. É usual na contratação de obras singelas. Licitação de técnica e preço . irrisórios ou de valor zero. a tomada de preços. no intuito da diminuição do valor ofertado. de 8 de agosto de 2000. Não se pode aceitar proposta que apresente preços unitários simbólicos. que consiste em evento no qual são recebidas as propostas escritas e a documentação de habilitação. A sequência de procedimentos descrita a seguir deverá ser obrigatoriamente observada na etapa competitiva do pregão. compreendidos os três Poderes. que são a concorrência. de forma que constitui alternativa a todas as modalidades. o preço será o fator de decisão. O pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão pública. Dessa forma. O que a Administração pretende é a obra. as autarquias. as fundações. o mais objetivo.neste tipo de licitação. finalmente. previamente designado. hora e local previstos. por meio de especificações usuais no mercado. de 17 de julho de 2002. após selecionar as propostas que vierem a alcançar certo índice de qualidade ou de técnica. Etapa Competitiva A etapa competitiva transcorre durante a sessão pública do pregão. após.

a comprovação documental de atendimento aos requisitos da habilitação só será verificada no caso da proposta vencedora. O exame constará de verificação da documentação relativa a: Didatismo e Conhecimento 104 . que nesse caso examinará as ofertas escritas. assegurando perfeita visualização e acompanhamento por todos os presentes. 3. que necessariamente devem contemplar preços de valor decrescente em relação à proposta por escrito de menor valor. da seguinte forma: 1. a de menor valor será então examinada em relação a sua aceitabilidade. Não há obrigação de aceitar proposta cujo valor seja excessivo em relação à estimativa de preço previamente elaborada pela Administração. alternativamente. Lances Verbais Nesta etapa. Sempre que um licitante desistir de apresentar lance. o pregoeiro passa ao julgamento da proposta de menor preço. Será examinada tão somente a documentação do vencedor da etapa competitiva entre preços. Depois de encerrada a etapa de competição entre propostas de preço. A participação só é permitida para aqueles ofertantes cujas propostas por escrito apresentem valor situado dentro de um intervalo entre o menor preço oferecido e os demais. Envelope contendo a documentação de habilitação do interessado. Isto simplifica o processo. O objetivo é estimular os participantes a apresentarem propostas compatíveis com a realidade do mercado. é classificada a proposta por escrito apresentada inicialmente. conforme ordenação crescente de preço. O pregoeiro faz a leitura dos envelopes com o preço ofertado de cada participante. Os lances serão formulados obedecendo à sequência do maior para o menor preço escrito selecionado. o pregoeiro classificará as propostas por escrito. ou seja. No caso de participante que não tenha apresentado lance verbal. Parâmetros de desempenho e de qualidade. São então recebidas as propostas dos licitantes e respectivas documentações de habilitação. aquela de menor preço. Habilitação A fase de habilitação tem lugar depois de classificadas as propostas e realizado seu julgamento. Especificações técnicas. visando obter reduções adicionais de preço. relativamente a: 1. quaisquer que sejam os preços oferecidos. O pregoeiro convidará o participante selecionado que tenha apresentado a proposta selecionada de maior valor. para dar início à apresentação de lances verbais. evitando o exame demorado e trabalhoso de extensa documentação apresentada por todos os participantes. Não havendo pelo menos três propostas de preços nas condições definidas no parágrafo anterior. Nesta etapa é realizada a classificação das propostas cujos licitantes poderão participar da etapa de apresentação de lances verbais. o pregoeiro anunciará a proposta por escrito de menor preço e em seguida aquelas cujos preços se situem dentro do intervalo de 10% acima da primeira. ao ser convidado pelo pregoeiro. os envelopes contendo as propostas de preço são abertos. 2. Prazos de fornecimento. Importante inovação trazida pelos procedimentos do pregão. O exame de aceitabilidade também considera a compatibilidade da proposta com os requisitos definidos no edital. o pregoeiro procederá à abertura do envelope contendo a documentação de habilitação do licitante que tiver apresentado a melhor proposta julgada. que define como vencedor o licitante que apresente a proposta mais vantajosa para a Administração Pública. Julgamento e Classificação Final Esgotada a apresentação de lances verbais. O pregoeiro procederá à classificação do último lance apresentado por cada licitante. na hipótese de não haver apresentação de lance verbal pelos participantes. O pregoeiro poderá negociar diretamente com o licitante. identificada aquela de menor preço. o qual será registrado no sistema informatizado e projetado em tela. ou. é franqueada a formulação dos lances verbais. será anotado em quadro-negro. punindo a tentativa de inflacionar preços. considerada aceitável. Abertura das Propostas e Classificação dos Licitantes de Melhor Oferta Imediatamente após a sua entrega. Sendo assim. A ausência de lance verbal não impede a continuação da sessão para a etapa de julgamento e classificação. a habilitação ocorre depois do julgamento da proposta de menor preço ofertada. é declarada aberta a sessão pelo pregoeiro. em dois invólucros separados. Realizada a classificação das propostas. Assim. Somente estes ofertantes poderão fazer lances verbais adicionalmente às propostas escritas que tenham apresentado. o pregoeiro classificará as três melhores. Envelope contendo a proposta. Este exame compreende a verificação da compatibilidade da proposta com o preço estimado pela Administração Pública na elaboração do Edital. será excluído da disputa verbal. A modalidade pregão prevê a aplicação tão somente da licitação de tipo menor preço. Da mesma forma. 2.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Verificadas as credenciais de todos os presentes. que transcorrerá de forma ininterrupta até o encerramento dos trabalhos.

DE 21 DE JUNHO DE 1993 . com a finalidade de subsidiar a preparação de recursos e de contra razões. II . assim que for declarado o vencedor. 4. que será liminarmente avaliada pelo pregoeiro. deverão ser examinados em seguida. até que um licitante atenda às exigências de habilitação.Republicada SEÇÃO V . a adjudicação ou o acatamento do recurso será realizado pela Autoridade Competente. que será disponibilizado a todos os participantes em dia.estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados. A habilitação jurídica e a qualificação técnica e econômico-financeira obedecerão aos critérios estabelecidos no Edital. 3. Ocorrendo a interposição de recurso. será configurada a preclusão do direito de recurso. V . Habilitação jurídica. estão dispensados de apresentar os documentos de habilitação jurídica. e conformidade com as disposições constitucionais relativas ao trabalho do menor de idade. observadas as seguintes condições. Adjudicação e Homologação A adjudicação do licitante vencedor será realizada pelo pregoeiro.666 . 15. A homologação da licitação é de responsabilidade da Autoridade Competente e só podem ser realizados depois de decididos os recursos e confirmada à regularidade de todos os procedimentos adotados. Os fornecedores regularmente cadastrados no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores . sempre que não houver manifestação dos participantes no sentido de apresentar recurso. §2º Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da administração. visando economicidade.DOU DE 6/7/93 . Admitido o recurso. III . por escrito. O exame da documentação ou a consulta ao SICAF podem resultar na impossibilidade de habilitação do licitante que tenha apresentado a melhor proposta de preço. imediatamente após a declaração do vencedor. A decisão sobre recurso será instruída por parecer do pregoeiro e homologada pela Autoridade Competente responsável pela licitação. Neste caso. Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. Art. CONTRATOS E COMPRAS LEI Nº 8. Qualificação econômico-financeira.ser processadas através de sistema de registro de preços. A manifestação necessariamente explicitará motivação consistente. O acolhimento do recurso implica tão somente na invalidação daqueles atos que não sejam passíveis de aproveitamento. atendidas as peculiaridades regionais. depois de transcorridos os prazos devidos e decididos os recursos. observadas. durante a sessão do pregão. ao final da sessão do pregão. contados a partir do término do prazo do recorrente. os documentos de habilitação do segundo colocado. Existindo intenção de interpor recurso. de qualificação econômico-financeira e de regularidade fiscal. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa.submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. Os demais licitantes poderão apresentar contra razões em até 3 dias. Recurso A apresentação de recurso não se conclui durante a sessão do pregão.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. o licitante deverá manifestá-la ao pregoeiro.atender ao princípio da padronização. As compras. o pregoeiro procederá à consulta ao SICAF. Qualificação técnica. que contém registros relativos a estas exigências de habilitação. §1º O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. Neste caso. É assegurado aos licitantes vista imediata dos autos do pregão. que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho. as condições de manutenção. §3º O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto. 2.balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. A regularidade fiscal deverá ser verificada em relação à Fazenda Nacional.SICAF. conforme a classificação e assim sucessivamente. quando for o caso. I . de viva voz.ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado.seleção feita mediante concorrência. o qual decidirá pela sua aceitação ou não. IV . Não ocorrendo imediata manifestação acompanhada da explicitação dos motivos. assistência técnica e garantia oferecidas. 14. II . Regularidade fiscal. III . Qualquer participante pode recorrer.DAS COMPRAS Art. na imprensa oficial.validade do registro não superior a um ano. o licitante dispõe do prazo de três dias para apresentação do recurso. sempre que possível deverão: I . Indicação do Vencedor Será declarado vencedor do pregão o licitante que tiver apresentado a proposta classificada de menor preço e que subsequentemente tenha sido habilitado. a Seguridade Social e o FGTS. horário e local previamente comunicado. Didatismo e Conhecimento 105 .

77 desta lei. XIII . 32 desta lei. §1º (Vetado).o crédito pelo qual correrá a despesa.os casos de rescisão. 24. §1º Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução. Os contratos administrativos de que trata esta lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público.a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu. Didatismo e Conhecimento 106 . de maneira a clarificar a identificação do bem comprado. quando possível. no mínimo. 16. respeitada a legislação relativa às licitações. ainda: I . aplicando-se lhes. mensalmente. §8º O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. segundo o disposto no art. IV . ficando-lhe facultada a utilização de outros meios. podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. 63 da Lei nº 4. conforme o caso. em caso de rescisão administrativa prevista no art. VIII . obrigações e responsabilidades das partes. III .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA §4º A existência de preços registrados não obriga a administração a firmar as contratações que deles poderão advir. 54. 3 (três) membros. mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação. as características e os valores pagos. §5º O sistema de controle originado no quadro geral de preços. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. em conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam. ao convite e à proposta do licitante vencedor.DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro. data-base e periodicidade do reajustamento de preços. seu preço unitário. expressas em cláusulas que definam os direitos. XI . 23 desta lei. §2º Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta.o preço e as condições de pagamento. aos órgãos incumbidos da arrecadação e fiscalização de tributos da União.as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. durante toda a execução do contrato. V . II . de 17 de março de 1964. os serviços de contabilidade comunicarão. II . deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual. VII .o reconhecimento dos direitos da Administração. cuja estimativa será obtida. o nome do vendedor e o valor total da operação.os direitos e as responsabilidades das partes. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do art. Art. à relação de todas as compras feitas pela administração direta ou indireta.as condições de importação. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. Estado ou Município.DOS CONTRATOS SEÇÃO I . deverá ser informatizado. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. os critérios. os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento.a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis.a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. sempre que possível. IX . Art. deverá ser confiado a uma comissão de.o objeto e seus elementos característicos. §6º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado.os prazos de início de etapas de execução. Parágrafo único.as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: I . em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público. de observação e de recebimento definitivo. CAPÍTULO III . a quantidade adquirida. quando exigidas.o regime de execução ou a forma de fornecimento. Será dada publicidade. a data e a taxa de câmbio para conversão. as penalidades cabíveis e os valores das multas. X . para a modalidade de convite. 55. supletivamente. sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. XII . §2º Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas.320. salvo o disposto no § 6º do art.a obrigação do contratado de manter. de entrega.a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. quando for o caso. VI . III . §7º Nas compras deverão ser observadas. de conclusão. os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado. §3º No ato da liquidação da despesa.

aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato. serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis.nos casos de serviços essenciais. §3º É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. unilateralmente. Art.aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste.impedimento de execução por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência. Art. serviços e compras. §1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. 59. nos limites permitidos por esta lei.interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração. II . limitada a duração a sessenta meses. VI . demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. §3º Para obras. II . bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.fiança bancária. para melhor adequação às finalidades de interesse públicos respeitados os direitos do contratado. o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato. exceto quanto aos relativos: I . e desde que prevista no instrumento convocatório. §2º Na hipótese do inciso I deste artigo. §1º Os prazos de início de etapas de execução. Didatismo e Conhecimento 107 . A duração dos contratos regidos por esta lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários. III . inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte. III . §1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: I . II . autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. II . IV . V . em relação a eles.Fiscalizar-lhes a execução. de conclusão e de entrega admitem prorrogação. deveria produzir. e. 58.superveniência de fato excepcional ou imprevisível.seguro-garantia. ressalvado o previsto no § 3º deste artigo. §5º Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração.alteração do projeto ou especificações. §2º Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente. III .(Vetado). 57. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta lei confere à Administração. A critério da autoridade competente. 56. ocupar provisoriamente bens móveis.à prestação de serviços a serem executados de forma contínua que deverão ter a sua duração dimensionada com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração. §2º A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas condições daquele.aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual.caução em dinheiro ou títulos da dívida pública. além de desconstituir os já produzidos. nos casos especificados no inciso I do art. a prerrogativa de: I . mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro.ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática. poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele. devidamente autuados em processo: I . podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. em cada caso. 79 desta lei. unilateralmente. as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. IV .rescindi-los. diretamente. IV . III . pela Administração. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. Art. V . impedimento ou retardamento na execução do contrato. imóveis.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. §4º A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato. ordinariamente. estranho à vontade das partes. quando em dinheiro. desde que ocorra algum dos seguintes motivos.omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens. dos quais o contratado ficará depositário. atualizada monetariamente.modificá-los.

ressalvado o disposto no art. e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis.DA ALTERAÇÃO DOS CONTRATOS Art. as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. de financiamento. 65. quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos. com as devidas justificativas. nos seguintes casos: I . Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. quando solicitado. inciso II. a obtenção de cópia autenticada. 26 desta lei. dos quais não resultem obrigações futuras. convocar os licitantes remanescentes. 23. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. alínea a desta lei. 63. nos limites permitidos por esta lei. nota de empenho de despesa. 55 desta lei. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. qualquer que seja o seu valor. §2º É facultado à Administração. 62. §1º A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato. sem convocação para a contratação. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços. bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação. o ato que autorizou a sua lavratura. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. §3º Decorridos 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas. II . Art. Parágrafo único. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas. ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos. no que couber: I .unilateralmente pela Administração: a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. Os contratos regidos por esta lei poderão ser alterados. §1º O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez. que é condição indispensável para sua eficácia. 61. o número do processo da licitação. II . Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. Art. a qualquer interessado. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. contanto que não lhe seja imputável. SEÇÃO III . §2º Em carta contrato. no que couber. ou revogar a licitação independentemente da cominação prevista no art. para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado. para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. 60. na ordem de classificação. É permitido a qualquer licitante o conhecimento dos termos do contrato e do respectivo processo licitatório e. b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração. nota de empenho de despesa. 81 desta lei. Didatismo e Conhecimento 108 . autorização de compra.aos contratos de seguro. por norma de direito privado. o disposto no art. a finalidade. 81 desta lei. feitas em regime de adiantamento. 55 e 58 a 61 desta lei e demais normas gerais. sem prejuízo das sanções previstas no art. 64. sob pena de decair o direito à contratação. §3º Aplica-se o disposto nos arts.DA FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS Art. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório. de locação em que o Poder Público seja locatário. inclusive assistência técnica. SEÇÃO II . §4º É dispensável o termo de contrato e facultada a substituição prevista neste artigo a critério da Administração e independentemente de seu valor. promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. e aos demais cujo conteúdo seja regido. ordem de execução de serviço ou outros instrumentos hábeis aplica-se. mediante o pagamento dos emolumentos devidos. a sujeição dos contratantes às normas desta lei e às cláusulas contratuais.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. dentro do prazo e condições estabelecidos.por acordo das partes: a) quando conveniente à substituição da garantia de execução. tais como carta-contrato. por igual período. da dispensa ou da inexigibilidade. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. Art. Parágrafo único. ainda que sem ônus. predominantemente. Art.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Parágrafo único.

inclusive perante o Registro de Imóveis. também. alterados ou extintos. estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente corridos. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas. §1º O contratado fica obrigado a aceitar. §1º A inadimplência do contratado. §7º (Vetado). bem como do modo de fornecimento. Didatismo e Conhecimento 109 . porém de consequências incalculáveis. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. de comprovada repercussão nos preços contratados. respondendo cada uma pelas consequências de sua inexecução total ou parcial. 69. de acordo com as cláusulas avençadas e as normas desta lei. §2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço. reconstruir ou substituir. no local da obra ou serviço. podendo ser registrados por simples apostila. e. em caso de força maior. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. §2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. 70. decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato.DA EXECUÇÃO DOS CONTRATOS Art. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a esta atribuição. conforme o caso. em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. §6º Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado. §3º Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços. para representá-lo na execução do contrato. esses serão fixados mediante acordo entre as partes. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a atribuição da Administração para a justa remuneração da obra. desde que regularmente comprovados. configurando álea econômica extraordinária e extracontratual. 66. Art. §8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato. quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. serviços ou compras. o equilíbrio econômico-financeiro inicial. se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos. Art. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis. bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. ou ainda. Art. corrigir. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes. não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. aceito pela Administração. 68. vedada a antecipação do pagamento com relação ao cronograma financeiro fixado. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. respeitados os limites estabelecidos no § 1° deste artigo. serviço ou fornecimento. seguro para garantia de pessoas e bens devendo essa exigência constar do edital de licitação ou do convite. §5º Quaisquer tributos ou encargos legais criados. O contrato deverá manter preposto. O contratado é obrigado a reparar. fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. mantido o valor inicial atualizado. a Administração deverá restabelecer. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. 67. c) quando necessária a modificação da forma de pagamento. podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA b) quando necessária à modificação do regime de execução da obra ou serviço. caso fortuito ou fato do príncipe. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros. compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas. §3º (Vetado). as atualizações. por imposição de circunstâncias supervenientes. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. bens ou serviços. §2º A Administração poderá exigir. 71. até o limite de 50% (cinquenta por cento) para os seus acréscimos. previdenciários. não caracterizam alteração do mesmo. por aditamento. as suas expensas. nas mesmas condições contratuais. SEÇÃO IV . não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado. nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações. Art. objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. bem como a superveniência de disposições legais. remover. ou previsíveis. no total ou em parte. com referência aos encargos estabelecidos neste artigo. Art. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. §4º No caso de supressão de obras. §1º O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. dispensando a celebração de aditamento.

X . na execução do contrato. II . justificados e determinados pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato. 72. que prejudique a execução do contrato. assim como as de seus superiores. SEÇÃO V .DA INEXECUÇÃO E DA RESCISÂO DOS CONTRATOS Art. equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. respectivamente. §2º O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço. dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato. II . lavrado ou procedido dentro dos prazos fixados. reputar-se-ão como realizados. de obras.a paralisação da obra. a cessão ou transferência.a supressão. pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art.obras e serviços de valor até o previsto no art. devidamente justificados e previstos no edital. para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação. após o decurso do prazo de observação. 73. serviço ou fornecimento. III . Salvo disposições em contrário constante do edital. §4º Na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação a que se refere este artigo não serem. mediante termo circunstanciado.em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: a) provisoriamente. IX . mediante recibo.a subcontratação total ou parcial do seu objeto. serviço ou fornecimento. Art. Art. A Administração rejeitará. 78. nos prazos estipulados.gêneros perecíveis e alimentação preparada. do serviço ou do fornecimento. sem justa causa e prévia comunicação à Administração. por servidor ou comissão designada pela autoridade competente. salvo em casos excepcionais. V . 74. testes e demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta do contratado. mediante termo circunstanciado. 65 desta lei.em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente.o cumprimento irregular de cláusulas contratuais. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. especificações. §1º Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. Parágrafo único. VII .o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. 75. alínea a. assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado. o seu objeto será recebido: I . XIII . O contratado.o atraso injustificado no início da obra. acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no § 1º do art. do serviço ou do fornecimento.razões de interesse público. desde que comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias anterior à exaustão dos mesmos. por parte da Administração. II . não admitidas no edital e no contrato. o recebimento será feito mediante recibo. de alta relevância e amplo conhecimento. VI . 76. até o limite admitido. nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato. b) definitivamente. projetos ou prazos. ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais observados o disposto no art. desta lei. §3º O prazo a que se refere a alínea b do inciso I deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. VIII . serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão. com as consequências contratuais e as previstas em lei ou regulamento. XI . no todo ou em parte. nos demais.a lentidão do seu cumprimento. após a verificação da qualidade e quantidade do material e consequente aceitação. Art. Nos casos deste artigo. 69 desta lei. XII . Executado o contrato. III . 77. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I . pela Administração. bem como a fusão. anotadas na forma do 1º do art. especificações. obra. Constituem motivo para rescisão do contrato: I . IV . assinado pelas partes. desde que não se componham de aparelhos. o recebimento far-se-á mediante termo circunstanciado e. poderá subcontratar partes da obra. Art. b) definitivamente. do convite ou de ato normativo. projetos e prazos. os ensaios. a associação do contratado com outrem. 67 desta lei. cisão ou incorporação. Art.não cumprimento de cláusulas contratuais. 23.o cometimento reiterado de faltas na sua execução.a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. serviços ou compras. total ou parcial. em cada caso.a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. inciso II.a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa.serviços profissionais. levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra. Didatismo e Conhecimento 110 .

o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja normalizada a situação. bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto. paralisação ou sustação do contrato. será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido.devolução de garantia.execução da garantia contratual.retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. assegurado ao contratado. §2º Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior. por parte da Administração. III . §2º É permitido à Administração. Didatismo e Conhecimento 111 . serviços ou fornecimento.judicial.(Vetado). §4º A rescisão de que trata o inciso IV do artigo anterior permite à Administração. por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias. local ou objeto para execução de obra. regularmente comprovada. I . podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços essenciais.determinada por ato unilateral e escrita da Administração. na forma do inciso V do art. e dos valores das multas e indenizações a ela devidos. impeditiva da execução do contrato. por ato próprio da Administração. (art.pagamento devido pela execução do contrato até a data da rescisão. distribuindo-se em categorias segundo a sua especialização profissional subdivididas em grupos. nos termos da legislação. 80. para ressarcimento da Administração. REGISTRO REGISTROS CADASTRAIS/HABILITAÇÃO Os Órgãos e Entidades da Administração Pública que realizem licitações manterão Registros Cadastrais para efeito de HABILITAÇÃO. sem prejuízo das sanções previstas nesta lei. §4º (Vetado). 58 desta lei. Parágrafo único. aplicar a medida prevista no inciso I deste artigo. ou atualização. nesses casos. 34). III . necessários à sua continuidade. Ao requerer a Inscrição no Cadastro.o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras. já recebidos ou executados. por ordem escrita da Administração. ou parcelas destes. XV . ou Secretário Estadual ou Municipal. equipamentos. XVII . tendo ainda direito a: I .a suspensão de sua execução. o interessado fornecerá os documentos exigidos no Art. Art. nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior. §1º A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente. III . o cronograma de execução será prorrogado automaticamente por igual tempo. de acordo com sua Capacidade Técnica e Idoneidade Financeira. manter o contrato. grave perturbação da ordem interna ou guerra. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação. nos prazos contratuais. independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas. salvo em caso de calamidade pública. no máximo. no caso de concordata do contratado. conforme o caso. A rescisão do contrato poderá ser: I . a seu critério. o ato deverá ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado competente. II . §5º Ocorrendo impedimento. ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo. por acordo entre as partes. de área. material e pessoal empregados na execução do contrato. 79. válidos por.ocupação e utilização do local. II . grave perturbação da ordem interna ou guerra.a não liberação. §3º Na hipótese do inciso II deste artigo. salvo em caso de calamidade pública. II .amigável. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes consequências. um ano. IV . Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do processo. XVI . desde que haja conveniência para a Administração.pagamento do custo da desmobilização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA XIV . §3º (Vetado). IV . reduzida a termo no processo da licitação. assegurado o contraditório e a ampla defesa. 36). instalações.assunção imediata do objeto do contrato. 27. §1º A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica a critério da Administração. serviço ou fornecimento. sendo facultado as Unidades Administrativas utilizarem-se de Registros Cadastrais de Outros Órgãos (art.a ocorrência de caso fortuito ou de força maior. Art. descritos abaixo. sem que haja culpa do contratado. no estado e local em que se encontrar.

29. 32 . quando a atividade assim o exigir. IV – inscrição do ato constitutivo. mediante apresentação obrigatória do CRC. renovável sempre que atualizarem o registro. Autarquias e Fundações) e dos demais Órgãos ou Entidades que. a) A prova de inscrição no CNPJ/CPF ou na Fazenda Estadual/Municipal. alterado pelo Dec. de 25/11/2002. serão emitas em conjunto e terão a validade de 180 dias.2005.1 Nas Tomadas de Preços. IV – Prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Didatismo e Conhecimento 112 . estatuto ou contrato social em vigor.09. Ministério Público e Forças Armadas). III – ato constitutivo. de 21. e a Portaria Conjunta n° 02 da Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. através da Medida Provisória nº 258.07. na forma do Art. devidamente registrado. expressamente.485. acompanhada de prova de diretoria em exercício.666/93. nº 4. tanto nas Concorrências quanto nas Tomadas de Preços. a ele aderirem (Poderes Legislativo. b) Assinatura de contrato: deverá ser efetuado o cadastramento da empresa. bem como a regularidade com a Seguridade Social. Com a criação da Receita Federal do Brasil.99 (trabalho do menor). V – Cumprimento do disposto no Inciso XXXIII do art.07.2005 . no caso de empresa individual. Será fornecido aos inscritos. prevista nos incisos I e II do art. 28 da Lei 8. 29 da Lei 8. relativo ao domicílio ou sede do licitante pertinente ao seu ramo de atividades e compatível com o objeto contratual. que dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a fazenda Nacional . através do Decreto nº 5. III – Prova de regularidade para com Fazenda Federal. se houver. Caso a empresa não esteja inscrita no SICAF. II – Qualificação Técnica. e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente. para identificar possível proibição de contratar com poder público. HABILITAÇÃO JURÍDICA Tem como objeto verificar se o interessado tem os pressupostos jurídicos necessários à validade da contratação. no caso de sociedades por ações. mediante apresentação facultativa do CRC ou dos documentos relativos aos citados incisos. a Administração deverá adotar os seguintes procedimentos: a) empenhar: antes de emitir a nota de empenho. regulamentada pelo Dec. o que consta do Dec. de 31. Através da Instrução Normativa nº 05.2005 . acompanhado de documentos de eleição de seus administradores. e.722. IV – Regularidade Fiscal. e as da DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO . V – decreto de autorização.666/93 substitui os documentos exigidos para a Habilitação Jurídica. de 09/01/2001.358. antes da contratação. de 15. estabelece que desde 1601. Estadual e Municipal. estadual.2 Nas concorrências. cada unidade deverá consultar ao SICAF. previstas nos incisos III e IV do art. devidamente atualizada. III – Qualificação Econômico-Financeira. b) A regularidade com a Fazenda Federal. nos termos que constitui-se como Registro Cadastral dos Órgãos que integram o Sistema de Serviços Gerais – SISG (Administração Pública Federal direta. demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei. de 21. Distrito Federal e Municipal.854.512.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA I – Habilitação Jurídica. Qualificação Econômico-Financeira e Regularidades Fiscal. I – prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Certificado. 37 da Constituição Federal e na Lei nº 9. no SICAF. II – registro comercial. 2. apresentar a documentação exigida no ato convocatório ou estar inscrita no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. Esse Certificado.95. no caso de sociedades civis.666/93.§ 3º da lei 8. de 27. Art.08. 29 deverão ser comprovados mediante apresentação das respectivas certidões. de 05/09/2002. I – cédula de identidade.2005 –DOU 16. DOCUMENTOS/HABILITAÇÃO 1.2005. nº 4. em se tratando de sociedades comerciais. as Certidões da RECEITA FEDERAL DO BRASIL. A Administração ao licitar. em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no País. do extinto MARE foi instituído Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. os documentos são os previstos no art. Judiciário.10. com base no reexame da documentação apresentada para habilitação. independentemente da apresentação de CRC.08. nº 3. onde permite a empresa participante. REGULARIDADE FISCAL Comprovação do participante que está quite com as obrigações fiscais nas áreas federal. será feita: 1. II – Prova de inscrição no Cadastro de Contribuintes Estadual ou Municipal. Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante.666/99. 1.08. ou outra equivalente na forma lei. deverá observar além das exigências de habilitação prevista nos artigos de 27 a 31 da Lei nº 8.

1. São vedados quaisquer procedimentos pelos ordenadores de despesas que viabilizem a execução de despesas sem comprovada e suficiente disponibilidade de dotação orçamentária. devem ser apresentadas as certidões do INSS e FGTS. deve ser efetivada com o assessoramento de contadores habilitados. III – comprovação.. seguintes: . 30 da Lei 8. 3. nas mesmas modalidades das contratuais. d) Nos convites. Art.Recursos humanos e materiais. ou de execução patrimonial.Registro ou inscrição na entidade profissional competente. ou quaisquer outras não previstas na Lei que inibam a participação na Licitação: . 3.666/93. fiança bancária – art. fornecidos por pessoa jurídica de direito público ou privado. fornecida pelo órgão licitante. o Edital pode exigir basicamente três condições: Apresentar balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. quantidades e prazos com o objeto de licitação. seguro-garantia. 31 da lei 8. 2. cabendo o licitante escolher (caução em dinheiro ou títulos de dívida pública. quando for o caso. já exigíveis e apresentados na forma da lei. quando exigido.Aptidão para desempenho – Certidões/Atestados. procedendo-se à sistematização do rol previsto pela lei. 56). de que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação. de que recebeu os documentos. . 56 desta Lei. O inciso III do art.666/93. I – registro ou inscrição na entidade profissional competente. . Garantia. resumem-se nos aspectos básicos. 30.Recebimento dos documentos e informações pertinentes.Metodologia de execução. em termos práticos. Art. A análise de balanço patrimonial e demonstrações contáveis devem ser feita por meio de índices contábeis previamente definidos no edital. QUALIFICAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O objetivo é verificar se o licitante tem condições para realizar despesas necessárias à execução do objeto na forma do edital. conforme o caso. vedada a limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos. Análise dos balanços. Nas compras para entrega imediata. e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal técnico adequados e disponíveis para a realização do objeto de licitação. III – garantia. vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios. as exigências podem ser reduzidas ou até dispensadas. II – Certidão Negativa de Falência ou Concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica. A exigência de certidão negativa de falência ou concordata. IV – prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial. proporciona maior segurança à Administração. .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA c) A regularidade com a Fazenda Federal deve contemplar tanto a Dívida Ativa da União quanto os Tributos Administrados pela SRF. vedada a indicação da modalidade pela Administração. I – Balanço Patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. II – comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível em características. ou de pedido de execução patrimonial (pessoas físicas). bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe técnica que se responsabilizará pelos trabalhos. Certidão negativa de distribuição de pedido de falência ou concordata (pessoa jurídicas). fornecimento. quando for o caso. e. Limitadas às hipóteses previstas nos incisos do art. 30. refere-se ao Termo de Vistoria. podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta. . as exigências de qualificação técnica devem ser inseridas no edital de acordo com as características e peculiaridades do objeto: compras. obras ou serviços. bem como a comprovação de capital social ou de patrimônio líquido. limitada a 1% (um por cento) do valor estimado do objeto da contratação. embora não seja obrigatória. Didatismo e Conhecimento 113 . As exigências relativas à qualificação técnica. Para a Qualificação Econômico-Financeira. nas mesmas modalidades e critérios previstos no “caput” e § 1º do art. .Capacitação técnico-profissional. expedida no domicílio da pessoa física.Atendimento de requisitos previstos em lei especial. que comprovem a boa situação financeira da empresa. QUALIFICAÇÃO TÉCNICA Condições de desempenho do participante na área profissional pertinente ao objeto da licitação.

Durante a realização de qualquer tipo de inventário. ou do dirigente do órgão. mas também como medida de controle. Os critérios de avaliação dos componentes patrimoniais devem ter sempre por base o custo. com a contagem física de todos os itens de uma só vez. na substituição dos respectivos responsáveis. bem como a correta fixação da plaqueta de identificação. e no início e término da gestão. material ou de fato é o levantamento efetuado diretamente pela identificação e contagem ou medida dos componentes patrimoniais. o arrolamento serve apenas para controle da existência dos componentes patrimoniais. Sem a expressão econômica. num determinado momento. a Administração Pública deve proceder ao inventário mediante verificações físicas pelo menos uma vez por ano. O arrolamento pode apresentar os componentes patrimoniais deforma resumida e recebe a denominação “sintética”. Avaliação: é nesta fase que é atribuída uma unidade de valor ao elemento patrimonial.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INVENTÁRIO O Inventário determina a contagem física dos itens de estoque e em processos. Através do inventário pode-se confirmar a localização e atribuição da carga de cada material permanente. com subsequente comunicação formal a Comissão de Inventário de Bens. exceto mediante autorização específica das unidades de controle patrimonial. visando atender uma finalidade específica.320. pois a legislação estabelece que o levantamento geral de bens móveis e imóveis terá por base o inventário analítico de cada unidade gestora e os elementos da escrituração sintética da contabilidade (art. isto é. e o que realmente existe em estoque. quando conhecidos. A atribuição do valor aos componentes patrimoniais obedece a critérios que se ajustam a sua natureza. Para fins de atualização física e monetária e de controle. o arrolamento é analítico. de 17 de março de 1964). O simples arrolamento não interessa para a contabilidade se não for completado pela avaliação. Didatismo e Conhecimento 114 . e mantendo atualizados e conciliados os registros do sistema de administração patrimonial e os contábeis. no caso de bens móveis. periodicamente ou a qualquer tempo. o inventário é entendido como o arrolamento dos direitos e comprometimentos da Fazenda Pública. O inventário rotativo é feito no decorrer do ano fiscal da empresa. Levantamento contábil é o levantamento pelo apanhado de elementos registrados nos livros e fichas de escrituração. Arrolamento: é o registro das características e quantidades obtidas no levantamento. e da existência física dos bens em uso no órgão ou entidade. sem qualquer tipo de parada no processo operacional. A fim de manter atualizados os registros dos bens patrimoniais. apurando a ocorrência de dano. constantes do sistema financeiro. ainda. por iniciativa própria do Setor de Patrimônio e das unidades de controle patrimonial ou de qualquer detentor de carga dos diversos centros de responsabilidade. com o objetivo de se conhecer a exatidão dos valores que são registrados na contabilidade e que formam o Ativo e o Passivo ou. Os bens serão inventariados pelos respectivos valores históricos ou de aquisição. agrupamento e mensuração. Na Administração Pública o inventário é obrigatório. informando seu estado de conservação. tendo em vista que os bens nele arrolados não pertencem a uma pessoa física. O inventário é dividido em três fases: Levantamento: compreende a coleta de dados sobre todos os elementos ativos e passivos do patrimônio e é subdividido nas seguintes partes: identificação. Os inventários na Administração Pública devem ser levantados não apenas por uma questão de rotina ou de disposição legal. dos livros. concentrando-se em cada grupo de itens em determinados períodos. Além disso. a fim de eliminar as discrepâncias que possam existir entre os valores contábeis. função na massa patrimonial e a sua finalidade. detectar irregularidades e providenciar as medidas cabíveis. com o objetivo de apurar a responsabilidade dos agentes sob cuja guarda se encontram determinados bens. ou pelos valores constantes de inventários já existentes. fica vedada toda e qualquer movimentação física de bens localizados nos endereços individuais abrangidos pelos trabalhos. o inventário também pode ser utilizado para subsidiar as tomadas de contas indicando saldos existentes. possibilitando maior racionalização e minimização de custos. Podem-se verificar também no inventário as necessidades de manutenção e reparo e constatação de possíveis ociosidades de bens móveis. mas ao Estado. Na Administração Pública. Os diversos tipos de inventários são realizados por determinação de autoridade competente. Inventário na administração pública: Inventário são a discriminação organizada e analítica de todos os bens (permanentes ou de consumo) e valores de um patrimônio. e precisam estar resguardados quanto a quaisquer danos. 96 da Lei Federal n° 4. É um instrumento de controle para verificação dos saldos de estoques nos almoxarifados e depósitos. permitindo a atualização dos registros dos bens permanentes bem como o levantamento da situação dos equipamentos e materiais em uso. Quando tais componentes são relacionados individualmente. a época da inventariação será: anual para todos os bens móveis e imóveis sob responsabilidade da unidade gestora em 31 de dezembro (confirmação dos dados apresentados no Balanço Geral). feito periodicamente. para comparar a quantidade física com os dados contabilizados em seus registros. bem como a responsabilidade dos setores onde se localizam tais bens. com indicação da data de aquisição. O inventário pode ser geral ou rotativo: O inventário geral é elaborado no fim de cada exercício fiscal de cada empresa. Nas fases do inventário dois pontos devem ser destacados sobre as fases do inventário: o levantamento pode ser físico e/ou contábil: Levantamento físico. extravio ou qualquer outra irregularidade.

condições de pagamento. Estas tarefas são indispensáveis e podem ainda surgir outras adicionais de preparação. antes do pedido ficar pronto. comunicações de satélite ou EDI. Com o desenvolvimento da tecnologia.). O cadastro de fornecedor reúne fichas de diversos fornecedores. linhas de produtos ou mercadorias. são elas: verificar a exatidão das informações contidas. onde são registradas as informações necessárias sobre os fornecedores (endereço. conferir se há existências dos itens encomendados. tais como. Se por um lado o EDI é o método mais seguro. O preenchimento de formulários. as devoluções. O setor de compras deve possuir dois tipos de cadastro. objetivos sociais. política de descontos etc. quando então existem condições de escolher o fornecedor ou prováveis fornecedores de determinado material. através da internet. Já existem sistemas automatizados para realizar estas tarefas. tais como. Esta atividade passa por transmitir os documentos do ponto de origem para o fornecedor. que é uma ligação electrónica exclusiva entre os computadores dos compradores e dos vendedores. os sites dos fornecedores com informação acerca dos seus produtos ou até a possibilidade de fazer as encomendas online. Transmissão do Pedido Quando o pedido já foi efetuado. número da inscrição. pessoas para contato. dos quais apresentamos modelos. ou eletronicamente. As características de desempenho que têm de ser pesadas para a escolha do método a utilizar são a rapidez. existem várias tarefas que têm de ser realizadas ao receber o pedido. A indústria da saúde é um bom exemplo. ou os computadores das empresas. o seu tamanho e quantidade. A necessidade desses dois cadastros é devida a situações em que o comprador desconhece o fornecedor de determinado produto. Uma excelente fonte de informação sobre a performance do fornecedor é também acompanhar as suas entregas. o método mais utilizado atualmente. Um dos documentos primordiais do Departamento de Compras é o Cadastro de Fornecedor e a Ficha de Material. ou seja. mas com o aperfeiçoamento e aumento da segurança da internet prevê-se que no futuro as informações via EDI e internet se torne numa só. não diferenciáveis (Ballou. prazo médio de entrega. Estima-se que os códigos de barras podem reduzir em bilhões de dólares o total de gastos das empresas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CADASTRO DE FORNECEDORES. que nos dão a descrição dos produtos pretendidos. Existem várias ferramentas que são uma grande ajuda tais como: os códigos de barra. ou que representam. que no passado tinham de ser feitas manualmente. estas atividades estão muito facilitadas. por serviço postal ou entregue por funcionários. O Recebimento dos Pedidos Antes de atender aos pedidos. ACOMPANHAMENTO DE PEDIDOS Da preparação do pedido fazem parte todas as atividades relacionadas com a recolha de informações acerca dos produtos e serviços pretendidos e com a sua requisição formal de forma a serem adquiridos. o cadastro de material são fichas em que se identificam os fornecedores aprovados dos quais se pode adquirir. a determinação da disponibilidade de stock e a transmissão de um pedido a um encarregado de vendas podem também fazer parte da preparação do pedido. a confiabilidade e a precisão. preparar os documentos necessários para o pedido. os recebimentos. sendo a transmissão via postal o método mais lento e o intercâmbio electrónico o método mais rápido. ou seja. número do CNPJ. 2006). O tempo para a transmissão de informações varia conforme o método utilizado. nesse ele deve consultar o cadastro de material. pois melhoram significativamente as cadeias de suprimentos. que através do intercâmbio electrónico de dados. 122-123). que devem ser comparadas com o seu preço. p. sendo que os códigos de barras são os que maiores benefícios trazem para estas atividades. Uma grande dúvida que existe atualmente é qual será o melhor método a utilizar entre o EDI e a internet. tendo como finalidade registrar as compras efetuadas. Estas tecnologias vão aos poucos eliminando várias tarefas. já geram pedidos diretamente para evitar as faltas de stock. Ainda há uma grande quantidade de empresas a utilizar o EDI. verificar a situação de crédito do cliente. Didatismo e Conhecimento 115 . a quantidade e o preço dos itens. as alterações de preço e condições de pagamento. pois o uso de códigos de barras nos suprimentos médicos podem reduzir de forma drástica os custos de suprimento. um por fornecedor e outro por tipo de material. qualidade e condições de pagamento. Esta transmissão pode ser realizada manualmente. e fazer a faturação. máquinas de fax. tornando o tempo de preparação do pedido mais curto. Os avanços tecnológicos assumem grande importância no recebimento de pedidos. Toda empresa deve possuir um bom cadastro. prazo. reduzindo também o tempo de ciclo do pedido do cliente (Ballou. Através deste cadastro é que se realizará a seleção dos fornecedores que atendam a quatro condições básicas de uma boa compra: preço. é muito mais dispendioso do que a internet. sendo a relação entre o desempenho e as receitas o maior desafio. a primeira atividade a efetuar no ciclo de processamento é a transmissão de informações. a descrição. os cancelamentos e as alterações de prazos de entrega. transcrever as informações do pedido à medida das necessidades. especificando os materiais que fabricam. pois não há risco de fuga de informações.

julgue os próximos itens. e a comunicação ao cliente da localização do pedido e a previsão da data da sua entrega. (ANAC 2012 . produção e compra. a colheita dos pedidos. os templos de ciclo dos pedidos são hoje muito mais reduzidos do que à alguns anos atrás. Também pode ser imposto um volume mínimo de pedidos aceites. pode ser criada uma rota de transportes eficiente que vai reduzir substancialmente os custos (Ballou. 2006). ou seja. Algumas regras de priorização: • primeiro a ser recebido. Logo o tempo de processamento do pedido poderá ser maior do que o esperado. as empresas de transporte de encomendas conseguem informar os seus clientes da localização dos produtos que transportam através de códigos de barra com leitura a laser e uma rede mundial de computadores e software projetado de propósito para estas empresas. assim como a sua localização física e temporal (Ballou. Estes sistemas de informação conseguem identificar quem recebeu determinada encomenda. Juntando vários pedidos paralelos que vão para a mesma região. Relatório da Situação do Pedido A última atividade do processamento de pedidos pretende manter os clientes informados acerca de quaisquer atrasos que possam ocorrer. As etapas deste processo são o acompanhamento e localização dos pedidos ao longo de todo o seu ciclo. Evidentemente. • os pedidos com ordem de prioridade especificada. 2006). isto não é uma boa opção do ponto de vista do cliente. A distribuição de tarefas no atendimento de pedidos. primeiro a ser processado. mesmo com níveis de existências elevados. A tecnologia tem grande influência no acompanhamento da situação dos pedidos. vão conseguir reduzir o tempo de ciclo do pedido. Quando não há existências para satisfazer um pedido. imponha multa administrativa a uma empresa faltosa. Por exemplo. Esta decisão requer procedimentos de processamento sofisticados (Ballou. Para evitar entregas parciais e grandes demoras na informação sobre a situação dos pedidos. embora dentro de sua competência. embagem e produção. Esta atividade não tem influência no tempo de ciclo do processamento do pedido porque é feita paralelamente às outras atividades.CESPE ) Considerando que uma agência reguladora. Atendimento dos Pedidos O atendimento pretende realizar as seguintes tarefas: adquirir os itens mediante retirada das existências. reduzindo assim o tempo de ciclo. 2006). EXERCÍCIOS QUESTÃO 1. • os pedidos com menos tempo até à data de entrega. • primeiro os pedidos menores e menos complexos. Didatismo e Conhecimento 116 . independentemente de ser a partir de existências ou pela produção. As prioridades de atendimento que são estabelecidas têm influência no tempo total de processamento. • o pedido de menor tempo de processamento.CESPE ) A conduta abusiva da administração pode ocorrer quando o servidor atua fora dos limites de sua competência ou quando. ele se afasta do interesse público exigido legalmente. portanto tem de ser uma opção ponderada entre os custos de informação e transporte e o benefício da manutenção do nível dos serviços. A escolha das regras de prioridade tem haver com os critérios de justiça para os clientes. O processamento dos pedidos. os seus limites de tamanho e o seu momento de entrada afetam o tempo de ciclo. deve-se reter o pedido até à reposição dos itens em falta. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 2. o que gera atrasos significativos nos pedidos dos cientes. no exercício do poder de polícia. A probabilidade de ocorrer parcelamento é relativamente elevada. que substituem a contagem de existências manualmente e as ações de transcrição. é somado ao tempo de ciclo do pedido na mesma proporção do tempo de colheita. mas pode ser importante elemento do composto de serviços oferecidos ao cliente. Nem todas as empresas definem regras para a entrada e processamento de pedidos. e preparar a documentação para o embarque. o que reduz os custos nos transportes.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O recebimento de pedidos também sofreu uma grande mudança com a utilização de computadores. • os pedidos com menor prazo de entrega. Algumas destas atividades podem ser realizadas paralelamente às do recebimento de pedidos. O relatório de andamento pode não diminuir o tempo total de ciclo do pedido. ocorre o parcelamento do embarque. que é aperfeiçoado constantemente. pois a probabilidade de o pedido não estar disponível nas existências é igual à multiplicação da probabilidade de cada item. se uma equipa de vendas se se organizar e realizar várias tarefas ao mesmo tempo. programar o embarque das entregas. Desta forma. embalar os itens para embarque. As definições de prioridades de atendimento evitam que os atrasos se deem relativamente aos pedidos dos clientes mais importantes. (ANAC 2012 .

E. caracteriza-se na forma omissiva. (MPU 2010 . QUESTÃO 5. nepotismo. as disposições dessa Lei são aplicáveis. D. embora constitua vício do ato administrativo. a invalidação da conduta abusiva só pode ocorrer pela via judicial. C. julgue os próximos itens. a aplicação das sanções previstas nessa Lei depende da aprovação ou rejeição das contas pelo Tribunal ou Conselho de Contas. B. as ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nessa Lei podem ser propostas até 20 (vinte) anos após o término do exercício de mandato. se caracteriza. pode se configurar nas modalidades de excesso de poder e desvio de finalidade ou de poder.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Caso fique comprovado que a multa administrativa foi imposta por agente da agência reguladora por motivo dissociado do interesse público. tem o mesmo significado de desvio de poder. C. Constitui abuso de autoridade o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. Didatismo e Conhecimento 117 . afasta-se do fim colimado para perseguir finalidade diversa da visada. no que couber. C. sendo expressões sinônimas.FCC .4O abuso do poder pela autoridade competente invalida o ato por ela praticado. pratica o ato de forma diversa da que estava autorizado. do poder hierárquico e do abuso de poder. apenas.CESPE . Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 8. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 3. B. agindo dentro dos limites da sua competência. (TRE/AL 2010 .429/92). mas.º 8. E. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 7. B.ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE) O abuso de poder A. de cargo em comissão ou de função de confiança. (TJ/SP 2013 . ocorre quando a autoridade.ANALISTA PROCESSUAL) Acerca do poder de polícia.TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Quando uma autoridade tem competência para editar um determinado ato e pratica-o. QUESTÃO 9. desvio de poder. é correto afirmar que: A.VUNESP . mesmo não sendo agente público. o desvio de finalidade. em razão de perseguição pessoal ao dono da empresa apenada.INSPETOR )Com relação aos poderes e atos administrativos. (TRE/PI 2009 . induza ou concorra para a prática do ato de improbidade. A invalidação da conduta abusiva de um agente público pode ocorrer tanto na esfera administrativa quanto por meio de ação judicial. nessa operação. C.FCC . D. quando o agente. B. (PEFOCE/CE 2012 – CESPE) Julgue os seguintes itens. nunca é causa de nulidade do mesmo. é correto afirmar que: A. D. não pode ser combatido por meio de Mandado de Segurança.ANALISTA JUDICIÁRIO .ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA) Sobre o abuso de poder. incúria administrativa grave. pratica o ato com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. relativos a abuso de autoridade. sendo uma espécie de abuso. omissão. julgue os itens subsequentes. e. àquele que. pode se caracterizar tanto por conduta comissiva quanto por conduta omissiva. em certas circunstâncias.FCC . configura um caso de: A.ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO)No tocante à Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. sendo certo que essa conduta caracteriza mera falha administrativa. (TRT 23ª 2011 . clientelismo. E. não se configura se a Administração retarda ato que deva praticar. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 6. restará caracterizado desvio de poder.CESPE . atuando fora dos limites da sua competência. devendo a invalidade ser reconhecida somente por controle judicial. (POLÍCIA CIVIL/CE 2012 . QUESTÃO 4. na forma de excesso de poder. o abuso de poder constitui ilícito penal.

com efeito suspensivo e endereçado diretamente à autoridade imediatamente superior àquela que aplicou a punição disciplinar. (FHEMIG 2013 . B. versando apenas sobre a legalidade ou ilegalidade do feito. (STM 2011 . D. D. (TJ/SP 2013 . controlar a atividade de órgãos inferiores. também conhecido como desvio de finalidade. se afasta do interesse público. (TJ/SP 2013 . consequentemente.º 8. a conduta do agente que. (MCTI 2012 .CESPE .FCC .ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA)Julgue os itens subsequentes.VUNESP . E. por meio de sua assessoria. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. para a sua fiel execução.  Nessa situação.7Caso autoridade administrativa deixe de executar determinada prestação de serviço a que por lei está obrigada e.ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Da decisão que aplicar penalidade.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA D. embora dentro de sua competência. para atendimento ao interesse público. a inércia de seu comportamento constitui forma omissiva do abuso de poder. motivadamente. delegando e avocando atribuições. há desvio de poder. endereçado ao Secretário de Estado que. somente será punido com a pena de demissão a bem do serviço público. no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias. julgue o item abaixo. C. para comarca distinta. que será apresentado à autoridade superior hierárquica à que aplicou a pena. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 14.AUXILIAR ADMINISTRATIVO) Um dos poderes da Administração é o poder regulamentar. no prazo de 30 (trinta) dias. a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. a declaração de bens será quinquenalmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato. que corresponde ao poder de: A. prevista na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. a aplicação das sanções previstas nessa Lei depende da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno. B. o intuito de Fábio era tão somente perseguir e punir Pedro por desfeita praticada por este contra aquele.TECNOLOGISTA PLENO I)Acerca dos poderes da administração. Todavia. E. QUESTÃO 13. C. QUESTÃO 11. não supre a exigência contida na Lei de Improbidade Administrativa a entrega.CESPE . será punido com a pena de repreensão escrita o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens. o agente público que prestar falsa declaração de bens. sob a alegação de necessidade de serviço. mediante a edição de regulamentos e portarias. Considere a seguinte situação hipotética. da cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal. a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado. B.VUNESP . quando for o caso. por uma única vez. Pedro foi removido por Fábio. que deve nortear todo o desempenho administrativo.ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) No tocante à Declaração de Bens. instituir limitações às atividades de particulares. a autoridade judicial competente somente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo após o trânsito em julgado da sentença condenatória. editar normas complementares à lei. no prazo de 30 (trinta) dias. contados da publicação da decisão impugnada no Diário Oficial do Estado ou da intimação pessoal do servidor. deverá emitir parecer conclusivo. (TJ/RR 2012 . C. em substituição à Declaração de Bens. lese o patrimônio jurídico individual. Caracteriza desvio de finalidade. julgue os itens subsecutivos. Certo ( ) Errado ( ) Didatismo e Conhecimento 118 . aplicar sanções administrativas a seus subordinados.429/92). organizar as atividades administrativas. E. QUESTÃO 10.CESPE . para alcançar fim diverso daquele que a lei lhe permitiu. Normas da corregedoria geral da Justiça QUESTÃO 12. é correto afirmar que: A. E. caberá recurso: A.TÉCNICO JUDICIÁRIO)Acerca dos poderes administrativos e do uso e abuso do poder. D. referentes aos poderes dos entes federativos. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 15. seu superior hierárquico. no prazo de 10 (dez) dias para. espécie de abuso de poder. manter ou reformar a decisão. por uma única vez.

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QUESTÃO 16. (SECGE/PE 2010 - CESPE_ME - ANALISTA DE CONTROLE INTERNO - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO)O abuso de poder constitui desrespeito ao requisito administrativo A. da finalidade. B. da forma. C. do motivo. D. do objeto. E. da competência. QUESTÃO 17. (ANVISA – 2013 Técnico Administrativo) Sobre a Administração Pública, assinale a alternativa correta. A. É o conjunto de ações e atividades desenvolvidas pelo Distrito Federal, direta ou indiretamente, com participação de entes públicos e privados que visam a assegurar determinado direito garantido pela Constituição Federal. B. É o conjunto das atividades que as entidades estatais e as pessoas jurídicas autorizadas ou instituídas por lei a se constituírem, tais como entidades paraestatais, exercem para assegurar a satisfação das necessidades coletivas e o bem-estar da sociedade. C. Trata-se de um conjunto de decretos e/ou projetos de lei formulados para a satisfação de uma ou mais necessidades de bem-estar da sociedade. D. Trata-se de um conjunto de regras de conduta e de controle das atividades dos servidores públicos, com a finalidade de estabelecer o funcionamento equilibrado e o cumprimento dos princípios constitucionais. E. É o conjunto de ações e atividades desenvolvidas durante um mandato eletivo, que pode ter a duração de uma gestão, visando a atender a necessidade de administrar e supervisionar os servidores públicos. QUESTÃO 18. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). Com referência aos níveis de abrangência da direção, como parte do processo organizacional, assinale a alternativa correta. (A) A direção em nível global corresponde ao nível estratégico da organização. (B) A direção em nível departamental abrange os grupos de pessoas e tarefas. (C) A direção que abrange a totalidade da organização é feita em nível departamental. (D) A direção em nível operacional é também denominada gerência. (E) A direção em nível operacional corresponde ao nível tático da organização. QUESTÃO 19. (CESP – ANS 2013 Técnico Administrativo) Acerca dos agentes públicos, julgue os itens a seguir: Um secretário estadual de educação é considerado um agente político. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 20. (CESP – 2013 Técnico Administrativo) O princípio contábil da entidade não é aplicável ao setor público, em razão da especificidade da administração pública. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 21. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). A administração trata do planejamento, da organização, da direção e do controle de todas as atividades diferenciadas pela divisão de trabalho que ocorram dentro de uma organização. CHIAVENATO, I. Recurso humano. O capital humano das organizações. Rio de Janeiro: Campinas, 2000. Em relação às etapas do processo organizacional, julgue os itens seguintes.
I. Programas, diretrizes e políticas são desdobramentos dos objetivos do planejamento.

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II. As etapas do processo administrativo, na gestão pública, apresentam diferenças em função da legislação e de questões estratégicas. III. A etapa de controle deve se restringir ao final do processo de implementação. IV. O planejamento pode ser influenciado por siglas partidárias e descontinuidade administrativa.

A. B. C. D. E.

Apenas I, II e IV estão corretas. Apenas I e IV estão corretas. Todas estão corretas. Apenas a III está correta. Apenas II está correta.

QUESTÃO 22. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). A respeito da melhoria contínua na prestação de serviços, assinale a alternativa correta. (A) A produtividade pode ser melhorada com um gasto de dinheiro em infraestrutura. Entretanto, deve-se criar um método de trabalho para utilizá-la de forma mais produtiva. (B) A melhoria contínua de processo é um método de alto custo para criar ou melhorar métodos de trabalho. (C) A administração deve reconhecer que o investimento em uma boa estrutura deve ser prioritário frente à necessidade de maximizar o potencial de trabalhadores flexíveis e motivados. (D) A melhoria do processo é de responsabilidade do alto escalão gerencial. (E) O envolvimento de equipes, no processo de melhoria contínua, deve ser evitado, pois existe a necessidade de uma avaliação mais individualizada. QUESTÃO 23. (ANVISA – 2013 Técnico Administrativo) Em relação aos conceitos apresentados abaixo, assinale a alternativa incorreta. A. O planejamento consiste em uma tomada de decisão antecipada e reflete sobre o que deverá ser feito, ou seja, do ponto de vista formal, planejar consiste em simular o futuro desejado e, de forma racional, estabelecer antecipadamente os cursos de ação necessários e as ferramentas adequadas para atingir os objetivos. Com ele se define onde se pretende chegar, o que deverá ser feito, de que maneira, em que sequência e produzir de forma estruturada o plano (produto do planejamento). B. A Organização se refere à alocação, distribuição e arrumação dos recursos trazidos de fora da organização para dentro. Considerando que nem toda organização tem disponível todos os recursos que precisa para atingir seus objetivos, surge, então, a necessidade de trazer estes recursos para dentro da estrutura. Exemplo: quando uma organização está comprando equipamentos, computadores, contratando pessoas, fazendo concurso público ela está na fase da organização. C. O Controle tem como função manter o bom desempenho dos recursos (pessoas e equipamentos) ou valores de uma variável dentro de limites pré-estabelecidos. Esta função exige a medição da produção comparada a padrões de desempenho previamente definidos e exige limites admissíveis de variação de desempenho, tomando ações corretivas, quando necessárias. D. A Direção tem como função dinamizar o processo de trabalho através da ativação das pessoas por meios chamados de meios de direção que são 6 (seis): Ordem/ Instrução, Comunicação, Motivação, Coordenação, Negociação e Liderança. E. O Processo Administrativo é um processo formado por 4 (quatro) funções básicas da administração, sendo estas: Planejamento, Organização, Controle e Direção. QUESTÃO 24. (FHEMIG 2013 - FCC - Gestão Pública) Define-se Gestão Pública como: A. o estudo aplicado as organizações públicas. B. a ciência aplicada ao campo empresarial. C. o campo do conhecimento e do trabalho relacionados às organizações, cuja missão seja de interesse público ou este afete.
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D. uma tarefa exclusiva para os cargos eletivos (prefeitos, governadores etc.) E. uma função exclusiva para os funcionários públicos concursados. QUESTÃO 25. (TRT 9ª 2013 - FCC - Analista Judiciário - Área Administrativa) O Planejamento estratégico tem como foco central: A. alcançar o potencial máximo da organização através do fortalecimento da capacidade de prever ocorrências futuras com impacto estratégico nas metas de longo prazo. B. realizar metas organizacionais de longo alcance, através da priorização de enfrentamento das incertezas ambientais internas. C. capacitar os níveis diretivos superiores para enfrentar as incertezas ambientais externas. D. reduzir as incertezas em ambientes competitivos para alcançar resultados precisos no curto prazo. E. fortalecer a sinergia entre as capacidades efetivas da organização visando alcançar seu pleno potencial de ação num ambiente de incerteza sistêmica. QUESTÃO 26. (STF – 2008 Técnico – Área Administrativa) Segundo Shakespeare, cada pessoa é o caminho que ela mesma segue. Os caminhos da organização são os seus processos e o ato de escolha desses caminhos está voltado para o planejamento estratégico. Desse modo, a organização, para seu sucesso, depende da atuação do gestor, que deve escolher bem seus caminhos e fazer que seus integrantes os trilhem da melhor maneira possível. Nesse contexto, julgue os itens que se seguem. Os macroprocessos, processos e subprocessos são atividades e(ou) tarefas que iniciam e terminam com o cliente externo, variando apenas o nível de complexidade e tamanho de cada um deles. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 27. Uma organização com estrutura formada por equipes altamente especializadas e responsáveis por todo o fluxo do processo de produção, pelos resultados finais e pela comercialização apresenta a departamentalização por produto. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 28. Acerca de gestão da qualidade e de gestão de processos nas organizações, julgue os itens que se seguem: A ligação entre os processos organizacionais e a estratégia da organização ocorre na estruturação e na sistematização das atividades, implementadas em virtude do desdobramento das estratégias em projetos e processos. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 29. (STF – 2008) Quanto à organização administrativa, julgue os itens a seguir. A divisão de determinado tribunal em departamentos visando otimizar o desempenho, para, posteriormente, redistribuir as funções no âmbito dessa nova estrutura interna, é um exemplo de descentralização. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 30. Assinale a alternativa verdadeira, quanto as Reformas do Estado Brasileiro, pode dizer que: a) O Brasil encontra-se orientado segundo os preceitos da Administração Gerencial, que sucedeu a Administração Burocrática, trazendo maior velocidade na prestação de serviços públicos. b) No plano político, o Brasil é um Estado democrático e no plano administrativo encontra-se entre o burocrático e o gerencial. c) O Brasil conseguiu implementar uma burocracia civil forte, como propunha a reforma de 1936. QUESTÃO 31. (CERB UNEB, 2012) Conhecimentos Específicos – Administração. Acerca da Administração Pública Estratégica, é correto afirmar: a) A nova administração pública dá ênfase à eficiência e, principalmente, à gestão baseada na percepção da complexidade do ambiente e dos problemas enfrentados, dando foco em resultados, que se expressam na orientação para o desempenho e que pressupõem planejamento, definição dos instrumentos, mensuração de desempenho e avaliação. b) Para atuar no novo perfil da gestão pública, os governos nunca devem buscar estratégicos da iniciativa privada, uma vez que são limitados pela legalidade estrita. c) A questão da visão de futuro em nada tem a ver com a percepção do novo ambiente organizacional da gestão pública ou com as novas variáveis situacionais. d) A nova administração pública dá ênfase, principalmente, à definição de alguns objetivos legalmente traçados, com foco em procedimentos, que se expressam na orientação para o desempenho e que prescindem o planejamento.
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claras. produção. Quanto aos tipos de planejamento estratégico. d)    Selecionar pessoas que agregam valor a organização. com início. c)    Avaliar o desempenho dos empregados alinhando os resultados obtidos com os resultados esperados pela empresa. QUESTÃO 36. mudanças ou promoções. c) foi finalmente introduzido após a Constituição Federal de 1988 com a obrigatoriedade do concurso público. b) No nível tático. No Processo de mudança organizacional as forças internas são: a)    São Forças que se originam de um cenário internacional. b)    Emitir relatórios ao departamento pessoal para que sejam feitos os devidos descontos no salário por falhas individuais na produção. b) realistas. recursos envolvidos e qualidade. desafiadoras. claras. que passa a ser exigida no tratamento dos problemas enfrentados pela administração pública. d)      Somente I e II estão corretas. meio e fim. QUESTÃO 35. II e III estão corretas. rendimento. sendo conduzido por pessoas dentro de parâmetros de tempo. d) idealistas. e formula estratégias para a organização como um todo. QUESTÃO 33. b)    Sua criação é influenciada diretamente por clientes. c) O nível estratégico tem horizonte de longo prazo. tecnologia. b) teve sua primeira tentativa de introdução nas províncias durante o período regencial entre 1831 e 1937. QUESTÃO 34.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA e) A simplicidade da gestão pública tem a ver com a abordagem normativista. encorajando o progresso em relação aos níveis históricos de __________. é o nível que fornece o detalhamento das ações estratégicas para o nível operacional. (MPE/RN 2012) . Didatismo e Conhecimento 122 . desafiadoras. III-       È um processo interativo natural nos dias atuais. concorrentes. em que a empresa realiza mudanças que não apresentam riscos financeiros para a organização a)      Somente I está certa. custo. o Estado de tipo burocrático a) começou a ser implantado de forma sistemática a partir de 1936 com a criação do DASP. A Gestão do desempenho na organização tem como principal objetivo: a)    Detectar falhas e punir os responsáveis pelas não conformidades. QUESTÃO 37. Assinale a alternativa incorreta: a) O planejamento de nível operacional tem horizonte de médio prazo. desempenho. b)      Somente II e III estão certas. e) nunca foi efetivamente implantado no Brasil. c)    São Forças que partem das atividades. c) realistas. desempenho. o planejamento é médio prazo. e) realistas. QUESTÃO 32. a) idealistas. pois ainda predomina o nepotismo e o clientelismo na Administração Pública Federal. Falando sobre gerenciamento de projetos qual alternativa está correta? I-            Gerência de projeto é a capacidade de administrar uma série de tarefas cronológicas que resultam em uma meta desejada. Complete a frase: As metas estratégicas devem ser ____________ e __________. desempenho. II-         É um empreendimento caracterizado por uma sequência clara e lógica de eventos. d) foi introduzido em 1956 por Juscelino Kubitschek para a implantação do Plano de Metas. Metas não realistas ou que não representem desafio podem levar à perda de credibilidade e à desmotivação em relação ao seu cumprimento.Na evolução da administração pública no Brasil. que se destina a atingir um objetivo claro e definido. no qual se desenvolve as ações para cumprir com os objetivos e metas dos níveis superiores: tático e operacional. desafiadoras. decisões. c)      Todas as respostas I. planos e metas da organização vindo de dentro da organização. identificando necessidade de treinamentos. d)    São forças que proporcionam uma produção em escala.

  Didatismo e Conhecimento 123 . O conhecimento tácito e o conhecimento explícito são unidades estruturais básicas que se complementam na dinâmica da criação do conhecimento na organização de negócios. Analise das afirmações abaixo quais estão corretas com relação a cultura organizacional. artigos. a competência do Plenário. Somente II está correto. Todas as afirmações estão corretas. Registrado em livros. o conhecimento registrado e documentado. a) b) c) d) Somente I. d) O Congresso Nacional e suas casas terão comissões permanentes e temporárias. Isso ocorre devido as decisões que os administradores precisam tomar. Somente o IV está correto. c)O presidente da República pode editar medida provisória dispondo acerca da fidelidade partidária. sistemas de recompensa alinhados com os valores da organização. e) As decisões do Tribunal de Contas da União de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo judicial. QUESTÃO 41. II) Cada organização tem sua própria cultura compreendida por hábitos. O nível hierárquico responsável por transformar estratégias em planos de ação de longo prazo é o: a) básico b) gerencial c) operacional d) institucional QUESTÃO 42. razão pela qual poderão ter acesso a informações contidas nesses processos judiciais. desde que assim seja decidido por meio de decisão devidamente fundamentada. a) b) c) d) Somente II e III estão corretas. em razão de sua competência. informações sobre assunto previamente determinado. pessoalmente. desde que seja agendada a data e a hora com as referidas autoridades. não se opondo a elas o sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça. QUESTÃO 40. IV) Promove excelências no serviços prestados. ideias. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. QUESTÃO 39.. normas. Somente III está correta. ou qualquer de suas comissões. 2008) Acerca da organização dos poderes. II) A qualidade de vida e satisfação no trabalho promove muitas vantagens exclusivas apenas para o empregado. a) b) c) d) Adquirido por ações e experiências individuais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUESTÃO 38. Pode ser facilmente compartilhado ou adquirido. O conhecimento tácito é. Marque quais alternativas estão corretas sobre “qualidade de vida no trabalho”: I) Qualidade de vida está relacionado com o bem-estar dos colaboradores desde que atendam as necessidades da empresa. programas de treinamento. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. a) Câmara dos Deputados e o Senado Federal. e outros. III) Qualidade de vida no trabalho é importante somente para grandes empresas devido a um número maior de problemas. Essas comissões poderão. o qual realiza o recrutamento. Todas as afirmações estão corretas. II e IV estão corretas. costumes. II e III estão corretas. assinale a opção correta. na forma do regimento. atitudes e crenças. IV) A cultura organizacional muda constantemente. III) A gestão da cultura de uma empresa é feita pela área de recursos humanos. discutir e votar projeto de lei que dispensar. manuais disponíveis de forma rápida. b) As comissões parlamentares de inquérito possuem as mesmas prerrogativas e ônus que as demais autoridades judiciárias. satisfação no trabalho gerando vantagens internas e externas. poderão convidar ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à presidência da República para prestarem. (TCE/TO. I) A cultura organizacional é estabelecida à partir da classificação no processo de abertura de uma empresa como Micro empresa. EPP Empresa de Pequeno Porte. Somente I.

QUESTÃO 44. Os departamentos. (e) a organização. a) É composta por unidades da mesma empresa localizados em um mesmo local. QUESTÃO 46. são as unidades de trabalho responsáveis por uma função ou por um conjunto de funções. O líder estimula a participação do grupo e orienta as tarefas. QUESTÃO 47. O lider não ouve a opinião do grupo. (C) setorial. (b) o planejamento. O planejamento sistêmico das metas de longo prazo e dos meios disponíveis para alcançá-las refere-se ao planejamento (A) tático. (B) estratégico.. (d) democracia. é: (a) o controle. (b) especialização. (c) autocracia. (d) a coordenação. 2009) A arte de alocar com eficiência todos os recursos disponíveis. Das quatro formas básicas de departamentalização: a departamentalização geográfica. b) Compreende unidades que têm responsabilidade pelo atendimento a um determinado tipo de cliente. b) Somente a III está correta. QUESTÃO 49. (d) estratégia (e) eficácia.. (e) a organização. A divisão dos poderes de decisão entre líder e grupo está relacionada ao seguinte estilo de liderança: (a) tirania. (d) a coordenação. (E) operacional. O líder impóe as suas idéias e decisões ao grupo. c) Organizada de acordo com as operações principais dos departamentos. (c) efetividade. Didatismo e Conhecimento 124 . (b) o planejamento. c) Somente a II. QUESTÃO 48. d) Composta por unidades em diferentes locais com recursos e autonomia própria.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUESTÃO 43. (c) a direção. (D) gerencial. a) Somente II e III estão corretas. III e IV estão corretas. No estilo de liderança autocrática: I) II) III) IV) O líder houve atentamente a opinião do grupo. Responda com atenção qual alternativa correta mediante as afirmações abaixo. a fim de alcançar um determinado objetivo. ele está se voltando para a (a) eficiência. (CEETESP/VUNESP. (b) liberalismo. (c) a direção. é (a) o controle. A arte de alocar com eficiência todos os recursos disponíveis. (e) demagogia. À medida que o administrador se preocupa em fazer corretamente as coisas. a fim de alcançar um determinado objetivo. QUESTÃO 45.

avaliação e alteração. Planejamento/execução/verificação/controle. (Administrador A. principalmente. sejam eles externos ou internos.FCC Gestão) São funções básicas da administração: A. organização. Acerca da Administração Pública Estratégica. definição. mensuração de desempenho e avaliação. (TRT 11ª 2012 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA d) Nenhuma das afirmações estão corretas. principalmente. E) A simplicidade da gestão pública tem a ver com a abordagem normativista. QUESTÃO 54. que passa a ser exigida no tratamento dos problemas enfrentados pela administração pública. (Administração/2012/CHESF/ CESGRANRIO). Uma delas é o controle. direção e controle. organização. Projeto/execução/controle/atuação corretiva. execução.Analista Administrativo/2006/ MANAUS ENERGIA/ CONSULPLAN) O Planejamento é composto por diversas etapas. Planejamento/execução/verificação/ação corretiva. QUESTÃO 50. C. por onde fluem as ordens e as informações necessárias ao desenvolvimento de determinada atividade é função do gestor da organização alicerçado pelo princípio da: A) Equidade B) Autoridade e responsabilidade C) Unidade de comando D) Hierarquia.Analista Judiciário – Administrativa) Da perspectiva do processo organizacional.Assistente de Gestão de Qualidade/ 2004/ CNEN/ TRADE CENSUS/). que se expressam na orientação para o desempenho e que pressupõem planejamento. D) A nova administração pública dá ênfase. E) Disciplina. QUESTÃO 51. antes da implantação do planejamento. C) A questão da visão de futuro em nada tem a ver com a percepção do novo ambiente organizacional da gestão pública ou com as novas variáveis situacionais.FCC . Projeto/controle/verificação/ação corretiva. com o objetivo de acionar os órgãos envolvidos. QUESTÃO 55. d) Escolha de uma das alternativas entre as várias estabelecidas anteriormente e estudadas detalhadamente. definição dos instrumentos. com foco em procedimentos. dando foco em resultados. c) Reunião de maior quantidade de dados possíveis para exame do problema em todos os seus aspectos. O controle no processo de planejamento empresarial significa: a) Explicação de programas e outros documentos executivos. (SABESP 2012 – Analista Administrativo) Determinar os diferentes níveis da estrutura da empresa. (Assistente de pesquisa. O Ciclo PDCA é um método gerencial de controle de processo composto de quatro fases básicas de controle: a) b) c) d) e) Planejamento / definição da metodologia / controle / atuação corretiva. b) Estabelecimento de ferramentas necessárias para se medir e avaliar a eficácia do planejamento quanto aos objetivos preestabelecidos. avaliação e revisão. que se expressam na orientação para o desempenho e que prescindem o planejamento. à definição de alguns objetivos legalmente traçados. planejamento. à gestão baseada na percepção da complexidade do ambiente e dos problemas enfrentados. e) Utilização de métodos quantitativos para escolher entre o melhor plano de ação. B) Para atuar no novo perfil da gestão pública. uma vez que são limitados pela legalidade estrita. a etapa do controle implica na: Didatismo e Conhecimento 125 . execução. QUESTÃO 53. QUESTÃO 52. os governos nunca devem buscar estratégicos da iniciativa privada. (SABESP 2012 . é correto afirmar: A) A nova administração pública dá ênfase à eficiência e. controle e direção. D. B. planejamento. controle.

A 23. pelo interessado na participação de Concurso Público. D 13. E 35. E 26. A 34. C Didatismo e Conhecimento 126 . QUESTÃO 56. D) Comunicação e motivação de pessoal. B 12. para ingresso em instituição financeira. Certo 8. A 17. E) possibilitar a realização imediata de suas expectativas sobre o trabalho. Certo 6. Certo 15. Errado 21. C) preparar o movimento de formação de grupos internos. B) Disponibilização de recursos para atingir os objetivos. B 18. Certo 3.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A) Definição dos objetivos e dos planos para alcança-los. Certo 14. Errado 30. A 33. colegas e superiores hierárquicos. GABARITO 1. A 22. D 32. C) Atribuição de autoridade e responsabilidade. Certo 29. E) Definição de padrões para medir o desempenho. C 4. 2013 ESCRITURÁRIO) O conhecimento prévio da cultura organizacional. C 10. D) permitir reflexão sobre a decisão de trabalhar em um setor e um empresa compatíveis com suas aptidões e valores pessoais. A 5. Certo 2. A 19. Errado 7. Certo 20. B) acumular experiência com vistas à busca de outra colocação no mercado. D 36. D 24. C 25. Errado 27. B 11. Certo 16. é fator importante para: A) compatibilizar seus interesses financeiros pessoais com a sua remuneração. B 31. Certo 28. D 9. (BANCO DO BRASIL.

55. 49.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 37. 56. 42. 52. 54. 40. 38. 50. 48. 47. C A A B B D E C D A B D A B E A C D E D ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 127 . 41. 46. 51. 45. 44. 43. 53. 39.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 128 .

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