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Pirâmides

Francisco Ferreira Paulo


Hálisson Barreto Vieira
Luiz Vicente Ferreira Neto
Carlos Henrique de Sousa
1. Definição
Dados um polígono R, contido em um plano , e um
ponto V (vértice) fora de  , chamamos de pirâmide o
conjunto de pontos de todos os segmentos VP, P  R .
2. A pirâmide e seus elementos
Região espacial dada pela união dos vértices de
um polígono com um ponto qualquer fora deste
polígono.
(1) O vértice é o ponto mais distante
da base.

1 (2) As faces laterais são as regiões


triangulares formadas por dois
vértices consecutivos do polígono e
o vértice fora desse.
4
5 (3) A base é o polígono sobre o qual
a pirâmide se apóia.
2
(4) O apótema da pirâmide é a altura
de cada face lateral.

3
(5) A altura é a distância do vértice
até o centro da base.
3. Classificação das pirâmides
Uma pirâmide é reta quando a projeção ortogonal
do vértice coincide com o centro do polígono da
base.
Toda pirâmide reta, cujo polígono da base é
regular, recebe o nome de pirâmide regular. Ela
pode ser triangular, quadrangular, pentagonal, etc.,
conforme sua base seja, respectivamente, um
triângulo, um quadrilátero, um pentágono, etc.
Lembrete!
Toda pirâmide triangular recebe o nome de
tetraedro. Quando o tetraedro possui como faces
triângulos equiláteros, ele é denominado regular
(todas as faces e arestas são congruentes).
4. Relações entre os elementos de uma
pirâmide regular
Toda pirâmide triangular recebe o nome de tetraedro.
Quando o tetraedro possui como faces triângulos
equiláteros, ele é denominado regular (todas as faces e
arestas são congruentes).
Em uma pirâmide regular como, por exemplo, a da
figura acima, temos que:

▪ as faces laterais são triângulos isósceles e


congruentes.
▪ as arestas laterais também são congruentes e sua
medida será indicada por a.
▪ o segmento que une o vértice com o ponto médio de
qualquer lado da base é chamado de apótema da
pirâmide e sua medida será indicada por m.
▪ o segmento que une o centro O da base com o ponto
médio de qualquer lado dessa base é chamado de
apótema da base e sua medida será indicada por b.
▪ o raio da circunferência circunscrita à base da
pirâmide regular é chamado de raio da base e sua
medida será indicada por R.
Como os triângulos OMB, VOM e VM são
retângulos, podemos escrever as seguintes
relações, a partir do uso do teorema de Pitágoras:

2
 l
R    b
2 2

 2
m  h b
2 2 2

2
 l
a     m2
2

 2
5. Áreas
Em uma pirâmide, identificamos as seguintes áreas:

▪ A área lateral  AL  é a reunião de todas as áreas das faces


laterais.
▪ A área da base  AB  é a área do polígono convexo (base da
pirâmide).
▪ A área total AT  é a união da área lateral com a área da
base.
Sendo assim, considere as seguintes relações:
 a.g
 AL  n .
 2  AT  AL  AB
 AB  p . aP

Para tanto, siga a nomenclatura:

▪ a é a aresta da base.
▪ g é o apótema da pirâmide.
▪ n é o número de arestas laterais.
▪ p é o semiperímetro da base.
▪ aP é o apótema do polígono da base.
5. Secção transversal
Consideremos, como exemplo, a pirâmide
VABCD, cuja base está contida 
num plano / /,o
plano  , tal que interseccione aV pirâmide
 e
.
A intersecção A’B’C’D’ de  com a pirâmide é chamada
de secção da mesma.
Nesses termos, são válidas as seguintes propriedades:

▪ P1: A secção A’B’C’D’ é semelhante à base ABCD.


▪ P2: As arestas laterais ficam divididas, pelo plano  ,

em partes proporcionais e na razão h ' .


h
▪ P3: A área da secção e a área da base são
proporcionais aos quadrados das respectivas distâncias
ao vértice.
6. Volume
Consideremos um prisma triangular com altura h e
área da base AB .
Esse prisma pode ser dividido em três pirâmides
triangulares de mesmo volume V, como mostram as
figuras a seguir:

Sendo VPRISMA o volume do prisma, temos:


AB . h 1
VPRISMA  3.VPIRÂMIDE  AB . h  3.VPIRÂMIDE  VPIRÂMIDE   VPIRÂMIDE  AB . h
3 3
7. Tronco de pirâmide
Consideremos uma pirâmide qualquer e uma secção
paralela à sua base.

Chamamos de tronco de pirâmide de bases paralelas o sólido


constituído pela base da pirâmide, pela secção e por todos os
pontos da pirâmide compreendidos entre a base e a secção.
Assim, a base da pirâmide e a secção chamam-se
bases do tronco.
As faces laterais do tronco são trapézios e a distância
entre as bases é a altura do tronco.
Se a pirâmide for regular, ela originará um tronco
de pirâmide regular.
Nele, as faces laterais são trapézios isósceles
congruentes; a altura de qualquer desses trapézios é
chamada de apótema do tronco, onde nesses as
arestas laterais são congruentes entre si.
As bases de um tronco de pirâmide qualquer são
polígonos semelhantes.
8. Área lateral e área total de um tronco
Não existe fórmula para o cálculo da área lateral de um
tronco de pirâmide.
Ela é calculada somando-se as áreas das faces laterais.
A área total pode ser calculada pela fórmula AT  AL  AB  Ab

na qual Ab é a área da base menor e AB , a área da base


maior.
9. Volume de um tronco de pirâmide
Consideremos um tronco de pirâmide de bases paralelas
e de altura h; sejam Ab e AB as áreas, respectivamente, da
base menor e da base maior.

O volume V desse tronco é a diferença V2 – V1, na qual V2 é


o volume da pirâmide e V1 é o volume da pirâmide menor.
h

Ele pode ser calculado pela fórmula V  3 AB  Ab AB . Ab . 