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Analise financeira de balanços[1]

Analise financeira de balanços[1]

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Analise Financeira de Banalanços ... bons estudos.
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Published by: Gilton Azevedo on Sep 15, 2009
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É a demonstração que apresenta todos os bens e
direitos da empresa – Ativo – assim como as obrigações –

Passivo Exigível – em determinada data. A diferença entre
Ativo e Passivo é chamada Patrimônio Líquido e representa
o capital investido pelos proprietários da empresa quer
através de recursos trazidos de fora da empresa, quer
gerados por esta em suas operações e retidos internamente.

ATIVO

ATIVO CIRCULANTE

•Disponibilidades.
•Direitos realizáveis no curso do exercício social
seguinte.
•Aplicações de recursos em despesas do exercício
seguinte.

ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

•Direitos realizáveis após o término do exercício
seguinte.
•Direitos derivados de adiantamentos ou empréstimos a
sociedades coligadas ou controladas, diretores,
acionistas ou participantes no lucro da companhia, que
não constituírem negócios usuais na exploração do
objeto da companhia.

ATIVO PERMANENTE

Investimentos

•Participações permanentes em outras sociedades e
direitos de qualquer natureza, não classificáveis no
Ativo Circulante, ou Realizável a Longo Prazo que não
se destinem à manutenção da atividade da companhia ou
empresa.

Imobilizado

•Direitos que tenham por objetivo bens destinados à
manutenção das atividades da companhia ou empresa,
ou exercidos com essa finalidade, inclusive os de
propriedade comercial ou industrial.

Diferido

•Aplicações de recursos em despesas que contribuirão
para a formação do resultado de mais um exercício
social, inclusive juros pagos ou creditados aos acionistas
durante o período que anteceder o início das operações
sociais.

PASSIVO

PASSIVO CIRCULANTE

•Obrigações da companhia, inclusive financiamentos para
a aquisição de direitos do Ativo Permanente quando
vencerem no exercício seguinte.

PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

•Obrigações vencíveis em prazo maior do que o exercício
seguinte.

RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS

•Receitas de exercícios futuros diminuídas dos custos e
despesas correspondentes.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Capital Social

•Montante do capital subscrito e, por dedução, parcela
não realizada.

Reservas de Capital

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•Ágio na emissão de ações ou conversão de debêntures e
partes beneficiárias.
•Produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de
subscrição.
•Prêmios recebidos na emissão de debêntures
•Correção monetária do capital realizado, enquanto não
capitalizada.

Reservas de Reavaliações

•Contrapartida do aumento de elementos do Ativo em
virtude de novas avaliações, documentadas por laudo
técnico.

Reservas de Lucros

•Contas constituídas a partir de lucros gerados pela
companhia.

Lucros ou Prejuízos Acumulados

•Lucros gerados pela companhia, que ainda não
receberam destinação específica.

1.2 DEMONSTRAÇÃO DO
RESULTADO DO EXERCÍCIO (D.R.E)

A Demonstração do Resultado do Exercício é uma
demonstração dos aumentos e reduções causados no
Patrimônio Líquido pelas operações da empresa. As receitas
representam normalmente aumento do Ativo, através de
ingresso de novos elementos, como duplicatas a receber ou
dinheiro proveniente das transações. Aumentando o Ativo,
aumenta o Patrimônio Líquido. As despesas representam
redução do Patrimônio Líquido, através de um entre dois
caminhos possíveis: redução do Ativo ou aumento do
Passivo Exigível.

Enfim, todas as receitas e despesas se acham
compreendidas na Demonstração do Resultado, segundo
uma forma de apresentação que as ordena de acordo com a
sua natureza; fornecendo informações significativas sobre a
empresa.

Segundo a Lei nº 6.404/76, a Demonstração do
Resultado do Exercício discriminará os seguintes
elementos:

Demonstração do Resultado do Exercício

RECEITA BRUTA DAS VENDAS E SERVIÇOS
( - )

Devoluções

( - )

Abatimentos
( - ) Impostos
( =)

Receita Líquida das Vendas e Serviços

( - )

Custo das Mercadorias e Serviços Vendidos
(CPV/CMV/CSP)

( =)

Lucro Bruto

( - )

Despesas com Vendas

( - )

Despesas Financeiras (deduzidas das Receitas Financeiras)

( - )

Despesas Gerais e Administrativas

( - )

Outras Despesas Operacionais

( +)

Outras Receitas Operacionais

( =)

Lucro ou Prejuízo Operacional

( +)

Receitas não Operacionais

( - )

Despesas não Operacionais

( +)

Saldo da Correção Monetária

( =)

Resultado do Exercício antes do Imposto de Renda e
contribuição social

( - )

Imposto de Renda e Contribuição Social

( - )

Participações de Debêntures

( - )

Participação dos Empregados

( - )

Participação de Administradores e Partes Beneficiárias

( - )

Contribuições para Instituições ou Fundo de Assistência ou
Previdência de Empregados
( =) Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício
( =)

Lucro ou Prejuízo por Ação

CAPÍTULO II

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
EMPRESARIAL

TÉCNICAS DE ANÁLISE

2.1 Análise Vertical e Horizontal
2.2 Análise Através de Índices
2.3 Análise do Capital de Giro.
2.4 Modelos de Análise e Rentabilidade
2.4.1 Análise do ROl (Retorno Operacional dos
Investimentos)
2.4.2 Análise da “Alavanca Financeira”
2.5 Análise da Demonstração das Origens e Aplicações de
Recursos e do Fluxo de Caixa.

Abordaremos, em nossos estudos, basicamente as
técnicas de Análise Vertical, Horizontal e Análise através
de Incides
.

PADRONIZAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Antes de iniciar a análise, deve-se examinar
detalhadamente as demonstrações financeiras.
Este trabalho é chamado Padronização e consiste
numa crítica às contas das demonstrações financeiras, bem
como na transcrição delas para um modelo previamente
definido como se acha reproduzido adiante.

A Padronização é feita pelos seguintes motivos:

Simplificação: um balanço apresentado segundo a Lei
das S.A., por exemplo, compreende cerca de 60 contas.
Isso dificulta a visualização do balanço como um todo.
Quando se colocam lado a lado três balanços com 60
valores cada um se calculam os percentuais de variação
de um ano para outro, bem como a composição
percentual de cada balanço (que é chamada análise
vertical e horizontal), chega-se a 540 números, o que
complica enormemente o trabalho de um analista. O
modelo de balanço do quadro adiante reduz para cerca
de 20 o número de contas do balanço.

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Comparabilidade: com exceção das companhias que
operam em ramo onde existe um plano de contas legal
obrigatório (como acontece com bancos, seguradoras
etc.), toda empresa tem seu próprio plano de contas,
com maior ou menor grau de detalhes e com títulos de
contas em que é difícil descobrir a origem. Como a
análise se baseia em comparação, só faz sentido
analisar um balanço após o seu enquadramento num
modelo que permita comparação com outros balanços.

Adequação aos objetivos da análise: há pelo menos
uma conta que deve sempre ser reclassificada:
Duplicatas Descontadas; do ponto de vista contábil, é
uma dedução de Duplicatas a Receber; do ponto de
vista de financiamentos, porém, é um recurso tomado
pela empresa junto aos bancos, devido à insuficiência
de recursos próprios. Em nada se distingue de
empréstimos bancários, do ponto de vista financeiro.
Por isso, as Duplicatas Descontadas devem figurar no
Passivo Circulante.

Precisão nas classificações de contas: é freqüente
encontrarem-se balanços e demonstrações de resultados
com falhas nas classificações de contas, como, por
exemplo, certos investimentos de caráter permanente
que aparecem no Ativo Circulante, despesas do próprio
exercício que figuram como Despesas do Exercício
Seguinte, gastos indevidamente lançados como Ativo
Diferido quando deveriam fazer parte das despesas ou
perdas do exercício, empréstimos de curto prazo que
aparecem no Exigível a Longo Prazo; tudo isso visa

embelezar os balanços. Uma padronização rigorosa
deve corrigir isso.

Se o analista conhecer os principais itens de
manipulação dos balanços, desconfiará das
rubricas citadas e solicitará esclarecimentos à
empresa em análise. Na dúvida, deverá
reclassificá-las.

Descoberta de erros: há casos de erros, intencionais ou
não, verificados nas demonstrações financeiras.
Exemplo:

a)Estoques finais ou iniciais da Demonstração do
Resultado do Exercício não coincidem com os estoques
dos balanços.

b)Impossível conciliar o Patrimônio Líquido Final com os
resultados do exercício mais o Patrimônio Líquido
Inicial.

Nesses casos, deve-se desconfiar da veracidade das
demonstrações financeiras e suspender a análise até que se
esclareçam as dúvidas.

Modelo de Padronização

Acha-se a seguir um modelo de padronização que serve aos propósitos deste livro:

Modelo de Padronização – Balanço Patrimonial

BALANÇOS EM:

31.12.X1

31.12.X2

31.12.X3

VA

AV %

AH%

VA

AV%

AH%

VA

AV%

AH%

ATIVO

CIRCULANTE

♦ Disponível
♦ Aplicações Financeiras
♦ Clientes
♦ Estoque

TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
PERMANENTE

♦ Investimentos
♦ Imobilizado
♦ Diferido

TOTAL DO ATIVO PERMANENTE
TOTAL DO ATIVO

Passivo

CIRCULANTE

♦ Fornecedores

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♦ Outras Obrigações
♦ Empréstimo Bancário
♦ Duplicatas Descontadas

TOTAL DO PASSIVO
CIRCULANTE
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

♦ Empréstimo
♦ Financiamentos

TOTAL DO EXIGÍVEL A LONGO
PRAZO
CAPITAIS DE TERCEIROS

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
♦ Capital e Reservas
♦ Lucros Acumulados

TOTAL DO PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
TOTAL DO PASSIVO

Modelo de Padronização – Demonstração do Resultado do Exercício (D.R.E.)

31.12.X1

31.12.X2

31.12.X3

DEMONSTRAÇÃO DO
RESULTADO DO EXERCÍCIO
FINDA EM

VA

AV%

AH%

VA

AV%

AH%

VA

AV%

AH%

RECEITA LÍQUIDA
(-) Custos dos Produtos Vendidos
(=) LUCRO BRUTO
(-) Despesas Operacionais
(±) Outras Rec./Desp. Operacionais
(=) LUCRO OPERACIONAL
(antes dos Resultados Financeiros)
(+) Receitas Financeiras
(-) Despesas Financeiras
(=) LUCRO OPERACIONAL
(±) Resultado não Operacional
(=) LUCRO ANTES I.R.
LUCRO LÍQUIDO

Simbologia: VA = Valores Absolutos; AV = Análise Vertical; AH = Análise Horizontal.

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