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FACÇÕES ESPÍRITAS

Jamierson Oliveira
Revista Defesa da Fé

Unidade é a palavra de ordem de quase todos os


movimentos, sejam políticos, sociais ou religiosos. Um
exemplo desse esforço gigantesco por união é o cenário
político brasileiro atual. Quem sempre foi oposição, agora é
situação, e vice-versa, gerando conflitos internos e
divergências jamais esperados, inclusive quanto às
"doutrinas" básicas e ideológicas que nortearam tais partidos
ao longo das décadas.

O Partido dos Trabalhadores (PT), por exemplo, trava a maior


luta interna da sua história, tendo de expulsar antigos correligionários que, agora, ameaçam
organizar-se em novas legendas "fiéis" aos antigos paradigmas. Pelo menos crêem assim.

Da mesma forma, os fundadores ou lideres de seitas preocuparam-se ao máximo para conseguir


manter seus seguidores unidos. Alguns conseguiram, por certo tempo, esse feito; outros, ainda em
vida, viram suas idéias esfaceladas. Mas, na verdade, ninguém conseguiu pleno êxito nesse
quesito. Não obstante, evocar esse atributo como pretexto de "religião verdadeira" é uma arma
amplamente utilizada pelos adeptos de seitas, principalmente contra o cristianismo, acusando-o de
ser a religião mais fragmentada da história, de ter divergências doutrinárias, enfim, de ser uma
falsa religião.

Todavia, o tempo tem sido o melhor apologista em favor da verdade. Tais seitas, ao que parece,
não conhecem nem mesmo sua própria história e situação atual, encobrem suas facções e, com o
dedo em riste, insistem em sua acusação. As Testemunhas de Jeová, por exemplo, publicaram em
sua revista oficial: "… os genuínos cristãos são agora ajuntados em toda a terra numa fraternidade
unida. Quem são eles? São os da congregação cristã das Testemunhas de Jeová…"1 Mas o que
podemos conhecer pela história é algo totalmente diferente. Encontraremos uma seita dividida e
com profundos problemas de identidade e de inaceitáveis contradições doutrinárias.2

Essa agressiva estratégia também é utilizada por muitas outras seitas, e o espiritismo não é
diferente. Em sua obra O livro dos espíritos, Allan Kardec, em suas palavras finais, reproduz as
palavras dos espíritos referindo-se ao espiritismo: "… Nuvem alguma obscurece a luz
verdadeiramente pura; o diamante sem jaça é o que tem mais valor: Se é certo que, entre os
adeptos do espiritismo, se contam os que divergem de opinião sobre alguns pontos da teoria,
menos certo não é que todos estão de acordo quanto aos pontos fundamentais. Há, portanto,
unidade…" E mais. Afirma que, segundo as palavras que ouviu do espírito de Agostinho3:
"espiritismo é o laço que um dia os unirá, porque lhes mostrará onde está a verdade, onde o
erro…".

Mas bem diferente do que afirma Kardec, e do que gostariam os espíritas, o espiritismo é, na
verdade, uma grande colcha de retalhos. Ou melhor, nas palavras do estudioso espírita Mauro
Quintella: "Como toda corporação, o movimento espírita brasileiro não é uma rocha monolítica, do
ponto de vista filosófico".4

Hoje, é fato conhecido por todos os estudiosos de religiões que no espiritismo não existe a tal
sonhada unidade predita por Kardec. Os espíritas latinos são os mais fracionados e alguns grupos,
como os ingleses, por exemplo5, chegam a negar doutrinas consideradas fundamentais por Allan
Kardec, como, por exemplo, a reencarnação.

A seguir, os diferentes grupos espíritas e seus ensinos contraditórios.


Escolas espíritas

1. Ortodoxos - É o kardecismo considerado tradicional, que não permite interpretações do


"Pentateuco"6 de Allan Kardec diferente de como julgam ser o correto. Não tolera a presença de
outros espiritismos, considera-os grupos espiritualistas, apenas.

2. Roustainguistas - São orientados pelos escritos de João Batista Roustaing, um advogado


contemporâneo de Kardec. Diferentemente dos demais, ensinam que o corpo de Jesus não era
real, apenas aparente. Existe forte oposição entre ambos os grupos, inclusive na literatura há obras
aceitas e rejeitadas.

3. Científicos - Também chamados de Laicos. No século 19, foram liderados pelo professor Angeli
Torteroli. Formavam uma frente de oposição aos chamados Místicos. Entre outras coisas,
procuravam desassociar o espiritismo do cristianismo.

4. Místicos - Liderados por Bezerra de Menezes, um dos primeiros presidentes da FEB -


Federação Espírita Brasileira - e considerado por muitos o Kardec brasileiro, supervalorizam o lado
religioso da Doutrina Espírita. Consideram-se os cristãos verdadeiros.

5. Ubaldistas - Grupo influenciado pelos livros do famoso médium italiano Pietro Ubaldi. Chamado
de "reencarnação de São Pedro", Ubaldi morou vários anos no Brasil. Apesar de reencarnacionista,
era panteísta, e propôs nas suas obras uma evolução cósmica do kardecismo.

6. Armondistas - Grupo liderado por Edgar Armond, fundador da Aliança Espírita Evangélica.
Armond também é um importante colaborador para o desenvolvimento do espiritismo no Brasil. Por
ter sido esotérico, é acusado pelos ortodoxos de orientalizar Kardec.

7. Emmanuelistas - Grupo conduzido pelos ensinamentos de Emmanuel, o espírito guia de Chico


Xavier. Entre outras contradições com o kardecismo tradicional, crêem na existência de animais no
plano de vida espiritual.

8. Ramatisistas - A escola ramanista segue os ensinamentos do espírito guia Ramatis, por meio
do médium Hercílio Maes. Pregam que Jesus é, na verdade, um anjo que serve de médium ao
Cristo Planetário. São vegetarianos e também esotéricos.

9. Paganizantes - Sob a liderança de Carlos Imbassahy, rejeitam a expressão "espiritismo cristão"


e negam qualquer fundamentação bíblica do espiritismo. É de Imbassahy a seguinte afirmação:
"Nem a Bíblia prova coisa nenhuma nem temos a Bíblia como probante […] O espiritismo não é um
ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos,
daí o nome espiritismo".

10. Dialéticos - É a escola espírita dialética, cujo mestre latino foi o argentino Manuel S. Porteiro.
Entre outras particularidades, a doutrina porteriana busca provar a evolução biológica e espiritual
até o homem.

11. Transcomunicadores - Grupo que forma a ANT - Associação Nacional de


Transcomunicadores, ou, como se auto-intitulam, "comunicastes". Diferentes da prática mediúnica,
esses neo-espíritas buscam a comunicação com os mortos por meio de equipamentos eletrônicos.

12. Espiritualistas - São os espíritas que crêem não existir no homem apenas matéria, o que
absolutamente não implica na necessidade de crerem nas manifestações dos espíritos. Há grande
confusão no uso desse adjetivo entre os espíritas.

13. Outras correntes e tendências - conforme os "líderes" ou "espíritos guias" (como, por
exemplo, Yokanam, tia Neiva, André Luiz, entre outros), várias peculiaridades doutrinárias vão-se
formando, criando uma identidade própria. Por isso existem infinidades de "denominações"
espíritas no mundo.

Movimento de reforma

1. Grupo Espírita Bezerra de Menezes - Criado em 1992, tem como objetivo, declarado no site
que disponibiliza na internet: www.novavoz.org.br, uma ferrenha manifestação contra as FEB's e
todos os demais grupos espíritas anteriormente mencionados: acusando-os de sincretismo, brigas
internas, disputas doutrinárias, etc. O objetivo das instituições espíritas associadas é a formação
da União Espírita Reformista em oposição à FEB - Federação Espírita Brasileiro: O objetivo é
deixar o movimento espírita e formar uma nova seita denominada Renovação Cristã.

Grupos neo-espíritas

2. Umbandistas7 - É o espiritismo à moda brasileira. Origem: mistura de crenças espiritualistas


dos escravos bantos (África), dos indígenas brasileiros e do catolicismo romano. Tudo isso
encontrou no Brasil um terreno já fertilizado pelo espiritismo kardecista. Os umbandistas também
fazem uso da mediunidade, crêem na reencarnação, praticam a caridade, e outras similaridades.

3. Legionários (A Legião da Boa Vontade) - O nome completo do fundador é Alziro Elias Davi
Abraão Zarur, considerado por eles a reencarnação de Allan Kardec. Para a LB V, Allan Kardec não
concluiu sua obra e, por isso, Alziro Zarur veio completá-la.

4. Racionalistas (Racionalismo Cristão) - Seita espírita fundada em 1910 pelo português Luiz de
Matos, inimigo do kardecismo. Acusam o espiritismo de ter-se tornado mais uma seita cristã entre
tantas, e propõem um espiritismo regido apenas pelas leis naturais.

5. Outros grupos espíritas esotéricos e/ou sincretistas8 - Ordem Rosa-cruz, Cabala, Teosofia,
Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, A Esfera, Ordem dos Iluminados, Ordem
Esotérica do Mentalismo, Gnosticismo, Logosofia, Cultura Racional Superior, Quimbanda,
Candomblé, Xangô, Babaçuê, Pajelança, Catimbó, etc.

Dessa forma, fica demonstrado inequivocamente que pelo menos por essa argumentação os
espíritas não podem se defender. Ou melhor dizendo, não podem afirmar que são a verdadeira
religião devido à sua unidade. Como vimos, entre os espíritas, não há unidade de grupos nem de
doutrinas, assim como não há nas demais seitas e religiões não-cristãs.

DESAFIO EVANGELÍSTICO

Este ano se comemora o bicentenário do nascimento de Allan Kardec. E, passados esses dois
séculos, tem-se percebido que, em muitos países europeus, o espiritismo tem diminuído de forma
significativa. Na França, por exemplo, quase não existem mais. Inclusive, em 1985, foi fundada a
União Espírita Francesa, justamente para reimplantar o espiritismo naquele país e em outros de
língua francesa.

Embora o espiritismo tenha fracassado na França, no Brasil, porém, essa doutrina encontrou
condições ideais para seu crescimento. Segundo consta, somos a maior nação espírita do mundo.
Pesquisa realizada pelo Vox Populi constatou que 59% da população brasileira acredita que já teve
outras vidas. Mas isso é um tremendo contrasenso, porque somente 3% dos brasileiros se
declararam espíritas. O que significa que pelo menos um dos princípios espíritas, a reencarnação,
encontrou um ambiente propício para seu desenvolvimento em nosso país.

Oremos pelos espíritas! (1Tm 4.12).

NOTAS

1 A Sentinela, 01 de julho de 1994


2 Em Defesa da Fé edição de agosto de 2003, publicamos uma extensa reportagem sobre essas
facções russelitas.
3 Maior teólogo cristão depois do apóstolo Paulo. Era natural de Numíbia, África. (Séc. III)
4 Extraído do artigo "O Problema dos Adjetivos: Quando Jamais Usar" publicado originalmente no
jornal Correio Fraterno do ABC 1994.
5 No V Congresso Internacional de Barcelona (1934), depois de grandes discussões, ficou
estabelecido que: "os espíritas latinos e hindus representados pelos delegados da Bélgica, Brasil,
Cuba, Espanha, França, Índia, México, Portugal, Porto Rico, Argentina, Colômbia, Suíça e
Venezuela, afirmam a reencarnação como lei de vida progressiva, segundo a frase de Allan
Kardec: 'Nascer, morrer, renascer e progredir sempre' e aceitam como uma verdade de facto. Os
espíritas não latinos, representados no Congresso pelos delegados da Inglaterra, Irlanda, Holanda
e África do Sul, consideram não haver demonstração suficiente para estabelecer a doutrina da
reencarnação formulada por Kardec. Cada escola portanto, fica em liberdade para proclamar as
suas convicções a respeito de reencarnação".
6 Alusão aos cinco livros básicos de Allan Kardec: Livro dos Espíritos; Livro dos Médiuns; O
Evangelho Segundo o Espiritismo; O Céu e o Inferno e A Gênese.
7 Muitos espíritas kardecistas não consideram esses grupos como espíritas. No entanto, a FEB
Federação Espírita Brasileira, que é kardecista, em nota oficial no "Reformador" (órgão oficial da
entidade), de julho de 1953, pág. 149 declarou: "Baseados em Kardec, é-nos lícito dizer: todo
aquele que crê nas manifestações dos Espíritos é espírita; ora, o umbandista nelas crê, logo, o
umbandista é espírita".
8 Muitos desses grupos são historicamente mais antigos que o kardecismo, mesmo assim, já
sustentavam doutrinas hoje espíritas. Outros, mais recentes, foram fortemente influenciados pelos
pensamentos de Allan Kardec, inclusive, alguns foram grupos espíritas na sua origem, mas, com o
tempo tornaram-se autônomos e distintos apresentando similaridades e diferenças em seu corpo
doutrinário.

Regressão a Vidas Passadas


Jorge A. B. Soares
www.cacp.org.br

A regressão a vidas passadas tem como pressuposto a


crença na reencarnação, pedra angular de religiões
orientais, tais como o Hinduísmo, Budismo e Jainismo.

Em várias regiões e culturas a natureza da crença na


reencarnação diverge em muitos aspectos. Afinal, a alma
entra num outro corpo logo após a morte, ou há um
intervalo entre encarnações? A pessoa sempre reencarna
como humano? Ou pode progredir a sobrehumano, ou
regredir a animal? Quantas vezes, em média, a pessoa
reencarna até se libertar do ciclo de reencarnações: umas
poucas, algumas centenas ou 840.000 como acreditam os indianos? Há muitas controvérsias ...

A técnica de regressão a vidas passadas foi descoberta em 1893 por Albert de Rochas quando
fazia experimentos com magnetismo e hipnose, em Paris. Seu livro "Les Vies Successives"
publicado em 1911 é o primeiro sobre o assunto.

Em 1952 Morey Bernstein hipnotizou Virginia Tighe e ela começou a falar com sotaque irlandês
afirmando chamar-se Bridey Murphy, uma mulher do século 19 de Cork, Irlanda. Nas muitas
sessões de regressão hipnótica que se seguiram Bridey cantava canções e contava histórias
típicas irlandesas. O livro de Bernstein "The Search for Bridey Murphy" virou um best-seller mundial
traduzido em dezenas de línguas. Também foram comercializadas em larga escala as gravações
das sessões de regressão hipnótica.

Alguns jornais enviaram repórteres à Irlanda para investigar. Teria existido uma ruiva chamada
Bridey Murphy na Irlanda do século 19? Nada de concreto se encontrou, porém a equipe do jornal
"Chicago American" achou uma tal Bridie Murphey Corkell que viveu em pleno século 20 numa
casa do outro lado da rua, em frente à residência onde Viginia Tighe passou sua infância. Os fatos
relatados por Virginia sob transe hipnótico não eram memórias de uma vida anterior mas sim
memórias da sua tenra infância.

Confabulação e criptamnésia são os nomes científicos desses processos ocultos da mente. Na


confabulação um fato é substituído inconscientemente por uma fantasia. Uma confabulação pode
se basear parcialmente em fatos ou pode ser uma construção completa da imaginação.
Criptamnésia é o termo usado para explicar a origem das experiências que as pessoas acreditam
ser originais mas que na realidade se baseiam em memórias de eventos já esquecidos.

Tudo leva a crer que a maioria das regressões a vidas passadas são confabulações alimentadas
pela criptamnésia. Como vimos anteriormente, as lembranças de Virginia Tighe obtidas pela
hipnose relativas a Bridey Murphy de Cork, Irlanda (Bridie Murphey Corkell), se não
deliberadamente fraudulentas são lembranças de eventos que lhe aconteceram na sua infância e
que ela já havia esquecido.

O lado mundano da regressão a vidas passadas tem se revelado um ótimo negócio para ganhar
dinheiro na venda de livros (Shirley MacLaine, Dr. Brian Weiss) e conduzir consultórios de TVP
(Terapia de Vida Passada). Para desbloquear traumas adquiridos ao longo de várias vidas
passadas há que se fazer um bom número de sessões de terapia, o que é financeiramente
vantajoso para o psicólogo que as conduz.

Infelizmente o lado científico da questão é francamente desanimador. Não existe uma única
investigação científica que tenha validado, sem deixar margem de dúvida, relatos de regressão a
vidas passadas. Os melhores trabalhos nesta área são de Ian Stevenson, um parapsicólogo sério e
bem conceituado, que investigou extensivamente casos de crianças asiáticas que pareciam
recordar muitos detalhes de sua última encarnação. Porém mesmo esses estudos de Stevenson
ao passarem por análise minuciosa revelam sérias inconsistências internas que os colocam em
dúvida.

Para encerrar a questão, e parodiando a célebre frase de Winston Churchill, poderia dizer-se que,
no caso da regressão a vidas passadas, "nunca tantos acreditaram em tanto bagulho criado por
tão poucos!..."

A Teoria da Reencarnação
José Moreira da Silva - jmsilv@uol.com.br
JesusSite

Eu tenho um cão e um gato. Eles aprenderam a fazer coco e


pipi no local certo. Sabe porque? Porque eu os pego NO ATO
e os levo para o local adequado e ao mesmo tempo fico
gritando "Não pode!"
Esse método funciona porque o cão ou gato percebe o que
está fazendo e associa a desaprovação com o ato que esta
praticando. E com o tempo eles aprendem a não fazer suas
necessidades em nenhum outro local a não ser o indicado.
Se você vir o cachorro fazendo suas necessidades em um local proibido, esperar uma hora e
depois xingá-lo, NÃO FUNCIONA. Ele não vai APRENDER nada. Porque? PORQUE ELE NÃO
SABE PORQUE ESTÁ SENDO PUNIDO. Sendo assim, é pura perda de tempo e ATÉ
CRUELDADE, puni-lo.

O mesmo acontece com uma criança. Se uma criança não sabe porque está sendo punida, porque
não lembra do que fez, a punição é cruel e injusta. Portanto até com as crianças convém punir em
tempo hábil.

Vamos à reencarnação. Nela, eu estaria na mesma condição do cão. Estaria sendo punido por um
crime que não sei que cometi. Se eu não lembro de nada, a punição sempre será INJUSTA para
mim.

Vou dar-lhe um outro exemplo prático.


Suponhamos que você esteja aprendendo a dirigir. Eu te ensino tudo que você tem que fazer.
Passamos uma tarde inteira treinando. No dia seguinte, VOCÊ ESQUECE TUDO QUE EU LHE
ENSINEI. Tenho que começar tudo de novo. E assim por diante. É óbvio que você nunca vai
EVOLUIR dessa forma. Você nunca vai aprender nada, porque a aprendizagem é um processo
CUMULATIVO. É como a adição. Todo dia você vai acrescentando um número até chegar a um
total. Esse total seria O QUE VOCÊ APRENDEU. Sem memória não há aprendizagem.

Outro detalhe, a memória é mais importante do que você imagina. A memória é aquilo que você é.
Quando você é uma criança você vai absorver aquilo que dizem a seu respeito. Dizem que você é
brasileiro, que teu nome é José, que tua mãe é fulana e assim por diante. Você é o resultado de
tudo que dizem que você é e mais as experiências que você teve. Ou seja, o que acham de você e
o que você acha de si própria. Dependendo da sociedade que você nascer, você será totalmente
diferente. Se você tivesse nascido nos EUA, hoje você seria outra pessoa. Se tivesse nascido na
Etiópia, também. Tendências naturais fora e além de seu controle equivalem a pelo menos 90% do
que você é. E isso é um fato cientifico.

Mas a sua personalidade não poderia se desenvolver dentro de nenhum sistema cultural sem
MEMÓRIA. Imagine se você ensina a seu filho quem ele é, sobre sua família, suas raízes, sua
cultura e assim por diante e ele esquece tudo no dia seguinte? Não haveria evolução alguma.
Como somos aquilo que lembramos que somos, a teoria da reencarnação cai por terra ai.

O karma também é um conceito difícil de engolir. O karma é como se fosse o próprio Deus. Ele fica
anotando tudo que você faz, momento a momento, e depois MANIPULA AS CIRCUNSTÂNCIAS
para você sofrer pelo que fez ou conseguir benções. Esse tipo de sistema não é compatível com o
livre arbítrio. Ou seja, para o karma fazer você pagar ou ser recompensando, ele teria que
manipular pessoas e circunstâncias para esse fim. Sendo assim, as pessoas não seriam livres. Ou
pelo menos a grande maioria de suas ações não seriam geradas por si próprias, pois elas teriam
que cumprir a vontade do Karma. E assim o Karma estaria usando uma pessoa para punir outra.
Digamos que usa alguém para lhe dar uma surra porque você deu uma surra em outra pessoa em
outra vida.

Essa pessoa que está te dando uma surra hoje para puni-la vai ser punida também? Se você está
sendo estuprada, você está pagando pelo que fez antes, então o estuprador está apenas
cumprindo a vontade de Deus fazendo você pagar. Ou estaria ele iniciando a ação e gerando
karma? E se é o caso, então você não pode explicar todos os seus sofrimentos baseando-se em
vidas passadas. Muito do seu sofrimento seria sem causa mesmo. Está vendo? O tipo de controle
que o karma teria que ter sobre todas as pessoas seria algo incompreensível. É muito mais fácil
imaginar que as pessoas fazem o que querem e sofrem ou não conseqüências de seus atos
dependendo das circunstâncias e não de uma força invisível controlando às mesmas. É mais
simples e prático e lógico. O livre arbítrio exige o acaso. Somente num sistema imprevisível como é
o nosso a liberdade poderia existir. Liberdade de decidir o que é certo e errado. Se existir uma
força controlando tudo, ninguém é livre e punições e recompensas se tornam INJUSTIÇAS.

O arrependimento só é possível com a MEMÓRIA. Se eu não lembro que fiz algo ruim, então como
vou me arrepender? No campo individual a teoria da reencarnação é totalmente inútil. Se você
aceitar a teoria da reencarnação, tudo de ruim que acontece com você, você pensa que é punição
por faltas passadas e ai agüenta calado. Aceita numa boa. Consola-se pensando que é um
criminoso. E que tudo que lhe acontece é merecido. É por isso que sociedades que aceitam essa
teoria não trouxeram evolução social. Quem nasce pobre se conforma com a pobreza pensando
que na PRÓXIMA VIDA vai nascer melhor já que foi bom nessa. E o que é ser bom? Agüentar tudo
calado e aceitar sua condição social é bondade? A história mostrou que não. A Europa só evoluiu e
arrastou o resto do mundo quando PESSOAS EM CONDIÇOES SOCIAIS INFERIORES SE
REVOLTARAM. Se acreditassem na reencarnação nunca fariam isso. IAM AGÜENTAR AS
COISAS CALADOS ESPERANDO A PRÓXIMA VIDA. Essa crença leva ao conformismo. Já que
todos são criminosos, aceitam todo sofrimento numa boa sem reclamar. Se o ser humano
aceitasse o sofrimento, o mundo não teria evoluído. Qualquer teoria que leve a aceitação do
sofrimento é nociva à sociedade. O sofrimento tem que ser reduzido ou eliminado o máximo
possível. Qualquer tipo de sofrimento é injusto. Se isolamos alguém na cadeia é para REDUZIR o
sofrimento da sociedade como um todo, e não para AUMENTA-LO. É melhor um sofrendo que
vários.

O ser humano primitivo, quando queria algo, simplesmente ia e tomava. Depois passou a viver em
sociedade. E aí a natureza selecionou um sistema para garantir a sobrevivência. Quando digo que
ela selecionou, não estou dizendo que ela fez isso de propósito. O que aconteceu foi o seguinte:
milhares de animais morreram porque não tinham um sistema que funcionasse. Quando um
sistema que funcionou surgiu, ELE PERMANECEU.

Esse sistema desenvolvido pelos animais sociais é o sistema hierárquico. Ou seja, todo grupo de
animais tem um chefe. Isso funciona, porque sem um chefe (o chefe é o mais poderoso da turma),
os animais lutam o tempo todo entre si. O chefe apareceu para manter a paz e garantir a partilha
dos recursos. Antes da existência do líder, a vida social era uma luta constante.

O que tem isso a ver com a reencarnação?

O sistema hierárquico entre os animais sociais funciona. Se você examina-lo comparando com
vários grupos de animais sociais verá que ele é um fator positivo e explica muitos fatos.

A reencarnação não explica as coisas a contento.

A vida social é injusta porque as pessoas nascem diferentes. Uns nascem inteligentes, fortes e
bonitos. Enquanto outros nascem feios, burros e fracos. Ou então uns nascem com algumas
dessas qualidades e sem as outras. O fato é que sempre existe um membro da sociedade superior
ao outro de algum modo. Essa superioridade é individual e não racial. Tanto que existem burros e
inteligentes em todas as raças. Assim como existem feios e bonitos em todas e assim por diante.
Você acha que se a Sandy tivesse nascido na Etiópia, ela teria se tornado o sucesso que é? Tudo
que você é, é resultado de muitos fatores. Agora dizer que a Sandy nasceu assim porque ela foi
melhor que alguém que nasceu na Etiópia na outra reencarnação é puro elitismo. Você está
dizendo que a Sandy é melhor que uma criança da Etiópia não só por causa das circunstâncias em
que nasceu como também moralmente. Você está dizendo que ela é rica, bonita, canta bem
porque é MORALMENTE SUPERIOR A QUEM NASCEU na Etiópia. Você está dizendo que uma
pessoa saudável, rica e bela é MORALMENTE SUPERIOR A UMA PESSOA ALEIJADA, FEIA E
POBRE. Por isso a idéia da reencarnação é o pensamento mais elitista e arrogante que conheço
para explicar fatos naturais. Daí que quem crê na reencarnação não é melhor que quem crê em
CÉU E INFERNO. O resultado é o mesmo. Os paises evoluídos são os céus e os paises pobres
são os infernos. Qual a diferença? Nenhuma, a meu ver.

A teoria da reencarnação surgiu para explicar a injustiça DO NASCIMENTO. Uma pessoa há muito
tempo atrás perguntou: porque uns nascem superiores e outros inferiores? Estou falando aqui de
indivíduos e não de raças. Isso é uma injustiça!!!! Daí ele desenvolveu a teoria da reencarnação
para explicar a justiça e injustiça do mundo. Só que ela não funciona por causa dos fatores citados
acima. Ao invés de trazer justiça ao sistema, ela trás mais injustiças ainda.

Porque um ser humano sente pena do outro? Por causa de uma coisa chamada empatia. E não
por causa da reencarnação. Você sente porque você se põe no lugar do próximo e sente o que ele
sente. A empatia depende muito da sensibilidade de cada um. Tem gente que nunca consegue se
por no lugar do próximo. E aí eles se mostram muito insensíveis. A reencarnação procura mostrar
que os insensíveis ainda terão que nascer muito para desenvolver a sensibilidade. Mas o fato é
que é a sociedade de cada um que determina esse grau de sensibilidade e não o indivíduo mesmo.
Quanto mais avançada uma civilização maior à capacidade de se por no lugar do outro. Exemplos,
quanto mais avançada é a cultura de um indivíduo mais sensível ele é. Europeus se preocupam
com os direitos dos animais porque suas necessidades básicas foram preenchidas. Crianças da
Etiópia sofrem tanto que não conseguem pensar em ninguém a não ser elas mesmas. Se a
reencarnação fosse um fato, ninguém nasceria em condições que promovessem a insensibilidade
e a violência e sociedades menos evoluídas desenvolvem mais esses fatores. De novo a
reencarnação se mostra elitista. Ela está dizendo de fato que quem é SENSÍVEL é mais
EVOLUIDO MORALMENTE que quem não é. Esquecendo de todos os fatores sociais e naturais
que levam uma pessoa a ser assim.

O que você é, é determinado pelo seu corpo, sua família, sua sociedade. Tantos fatores que o
próprio Buda, que apoiava a teoria da reencarnação porque nasceu na Índia, questionou a mesma
e, no final, disse que não temos um ego de fato. Que o que somos é uma relação de vários fatores
e que se você analisar tudo no final, chegará a conclusão que a alma não passa de fantasia.

Outro detalhe. A população aumentou bastante nos últimos 500 anos. De onde estão vindo todos
esses espíritos? Muita gente faz terapia de vidas passadas, mas matematicamente a GRANDE
MAIORIA ESTARIA AQUI PELA PRIMEIRA VEZ. E NUNCA falam para ninguém que essa é sua
primeira vez. Para qualquer um que procurar fazer essa TERAPIA será dito que já passou por aqui
antes. A LEI DA ESTATÍSTICA DIZ O CONTRÁRIO.

A reencarnação também é uma teoria oposta a Deus e a Cristo. Qual a necessidade para Deus
num sistema de causa e efeito como a reencarnação? Toda a ação gera uma reação e todo o
processo é automático. Para que serviria Deus? Por isso o budismo é um sistema essencialmente
ateu. Alguns outros sistemas querem juntar reencarnação e a idéia de Deus, mas não conseguem.

E também se você evolui de vida em vida nascendo em condições cada vez melhores, qual a
necessidade para um salvador? No sistema reencarnacionista, um salvador é inútil.
Só que no sistema reencarnacionista as idéias de inferno e céu e medo permanecem. E até bem
mais reais. O inferno é um país como o Afeganistão e o paraíso é um país Europeu ou os Estados
Unidos.
Você se torna bom para nascer nos EUA e evita o mal para não nascer na Etiópia. É a idéia do
medo que predomina do mesmo modo.

Autor: José Moreira da Silva é formado em Filosofia pela Universidade de Nova Iorque e
atualmente é professor de ingles, tradutor e interprete, e dedica-se ao estudo da natureza humana
através da psicologia, filosofia e religião.

Para falar com o autor: jmsilv@uol.com.br


É possível identificar o espírito que fala por um médium?
Por Natanael Rinaldi
http://www.cacp.org.br/comuni-mortos.htm

Ao falar do valor da alma, acima do valor do corpo, Jesus declarou: "E


não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei
antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e corpo" (Mt
10.28).

Ora, se devemos ter cuidado com o nosso corpo, procurando sempre,


quando enfermos, o melhor médico de que dispomos, não deveríamos,
com muito mais atenção, cuidar da nossa alma que sobrevive à morte do
corpo? Mas não é isso que tem acontecido. A maioria das pessoas não
se importa com o que possa acontecer com a sua alma depois da morte.
Assim, adotam certas crenças que as levarão a perder suas almas e seus
corpos na geena eterna (Ap 20.15).

Evocação de mortos

Uma prática muito difundida no Brasil é a mediunidade, ou seja, a suposta comunicação entre
mortos e vivos por meio de um médium. Essa doutrina é ensinada por Allan Kardec, conhecido
como o codificador do Espiritismo. Os que não admitem essa doutrina declaram que, na verdade,
não se trata de espíritos de mortos que se comunicam com os médiuns, mas, sim, espíritos
demoníacos que se manifestam nas sessões em que se evocam os espíritos.

Allan Kardec explica como se dá a evocação dos mortos: "Em nome de Deus Todo-Poderoso, peço
ao espírito de tal que se comunique comigo; ou, então, peço a Deus Todo-Poderoso permitir ao
espírito de tal comunicar-se comigo... Não é menos necessário que as primeiras perguntas sejam
concebidas de tal forma que a resposta seja simplesmente sim ou não, como, por exemplo: 'Estás
aí?', 'Queres responder-me?', 'Podes me fazer escrever?'" etc1 .

Quem é quem?

Um grande problema aflige os espíritas: é possível identificar os espíritos que baixam nas sessões,
evocados em nome de Deus? São eles realmente os espíritos das pessoas evocadas? Allan
Kardec reconhece esse problema de grande importância para a validade da evocação. E declara:
"O ponto essencial temos dito: saber a quem nos dirigimos2 ".

"O ponto essencial" é identificar o espírito que fala pelo médium. Diz mais Allan Kardec: "A
identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático. É impossível, com
freqüência, esclarecê-la, especialmente quando são espíritos superiores antigos em relação à
nossa época. Entre aqueles que se manifestam, muitos não têm nome conhecido para nós, e, a fim
de fixar nossa atenção, podem assumir o nome de um espírito conhecido que pertence à mesma
categoria. Assim, se um espírito se comunica com o nome de São Pedro, por exemplo, não há
mais nada que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome. Pode ser um espírito do
mesmo nível por ele enviado 3 " (grifo nosso).

Assim, fica claro que não se pode identificar o espírito que se manifesta para dar notícias ou
instruções.

Kardec pergunta e os espíritos respondem:

"Os espíritos protetores que tomam nomes conhecidos são sempre e realmente os portadores de
tais nomes?". "Não. São espíritos que lhes são simpáticos e que muitas vezes vêm por ordem
destes 4 ".
Então, como fica uma pessoa convidada pelos espíritas e levada pela saudade que vai ao centro
para ter notícias de seu falecido parente, por exemplo, um pai, uma mãe, irmão ou irmã? E o
problema não é só esse. Ainda que o médium seja uma pessoa honesta e digna de toda confiança,
quem pode afirmar com segurança que tal espírito que se manifesta por meio dele é o da pessoa
evocada? Como julgar se um espírito é fulano ou beltrano, como diz ser? Pode ser que sim, pode
ser que não, mas também pode ser um espírito substituto.

Allan Kardec reconhece a dificuldade e desabafa:

"A questão da identidade dos espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do
espiritismo; é que, com efeito, os espíritos não nos trazem nenhum documento de identificação e
sabe-se com que facilidade alguns dentre eles assumem nomes de empréstimos 5 " (grifo nosso).

Pode-se confiar nos médiuns?

Allan Kardec declara que é duvidoso crer na honestidade dos médiuns, o que aumenta ainda mais
o problema para aqueles que admitem que ele existe. "Os médiuns de mais altos merecimentos
não estão isentos das mistificações dos espíritos mentirosos. Em primeiro lugar, porque nenhum
médium é suficientemente perfeito para não apresentar ponto vulnerável que pode dar acesso aos
maus espíritos 6 ".

Espíritos levianos

O problema fica mais grave ainda quando as seguintes palavras de Kardec são levadas em
consideração:

"Esses espíritos levianos pululam ao nosso redor, e aproveitam todas as ocasiões para se
imiscuírem nas comunicações; a verdade é a menor de suas preocupações, eis porque eles
sentem um prazer maligno em mistificar aqueles que têm fraqueza, e algumas vezes a presunção
de acreditar neles, sem discussão7 " (grifo nosso).

Apreciemos mais um problema levantado por Kardec: "Um fato que a observação demonstrou e os
próprios espíritos confirmam é o de que os espíritos inferiores com freqüência usurpam nomes
conhecidos e respeitados. Quem pode, assim, garantir que os que dizem ter sido, por exemplo,
Sócrates, Júlio César, Carlos Magno, Fenelon, Napoleão, Washington etc., tenham de fato
animado essas personalidades? Tal dúvida existe até entre alguns fervorosos adeptos da doutrina
espírita, os quais admitem a intervenção e a manifestação dos espíritos, porém indagam como
pode ser comprovada sua identidade8 " (grifo nosso).

As aparências enganam

De fato, os espíritos que se manifestam nas sessões espíritas se apresentam sob a aparência de
espíritos puros, iluminados, "com linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade" e
para enganar, como admite o próprio Kardec:

"É extremamente fácil diferenciar os bons dos maus espíritos. Os espíritos superiores usam com
freqüência linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, isenta de qualquer paixão
inferior, a mais pura sabedoria transparece dos seus conselhos, que visam sempre o nosso
aperfeiçoamento e o bem da humanidade. Há falsários no mundo dos espíritos como neste; não é,
portanto, senão uma presunção de identidade que só adquire valor pelas circunstâncias que a
acompanharam... Para aqueles que ousam perjurar em nome de Deus, falsificar uma assinatura,
um sinal material qualquer não pode oferecer-lhe obstáculo maior. A melhor de todas as provas de
identidade está na linguagem e nas circunstâncias fortuitas9 " (grifo nosso).

Repete Allan Kardec:


"Pode-se colocar como regra invariável e sem exceções que a linguagem dos espíritos é sempre
proporcional ao grau de sua elevação10 ".

Kardec se torna tão específico que chega a admitir que se um espírito pode "falsificar uma
assinatura" pode chegar ao extremo de imitar as próprias expressões de Jesus. "Dir-se-á, sem
dúvida, que se um espírito pode imitar uma assinatura, ele pode igualmente imitar também a
linguagem. Isto é verdadeiro, temos visto os que assumiram afrontosamente o nome do Cristo e,
para melhor enganarem, simulavam o estilo evangélico e prodigalizavam a torto e a direito estas
palavras bem conhecidas: 'Em verdade, em verdade, eu vos digo...'. Quantos médiuns tiveram
comunicações apócrifas assinadas por Jesus, Maria ou um santo venerado11 " (grifo nosso).

O cristão e o estado intermediário

Nós evangélicos cremos que a alma sobrevive e permanece em estado inteligente e consciente no
intervalo entre a morte e a ressurreição do corpo. Entendemos que a alma é uma entidade
consciente e inteligente que habita no corpo e que se separa do corpo por ocasião da morte física:
"E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da
palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até
quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam
sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas, e foi-lhes dito que
repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus
conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como eles foram" (Ap 6.9-11, ver também Lc
12.4-5 - grifo nosso).

Algumas vezes, as palavras alma e espírito são empregadas como sinônimas para falar da parte
imaterial do homem que sobrevive à morte da matéria, o corpo. Quando isso acontece, os termos
alma e corpo têm o mesmo sentido. Alguns exemplos bíblicos:

"E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (Ec 12.7).

"E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (At
7.59).

Os textos de Eclesiastes 12.7 e Atos 7.59 falam da sobrevivência do espírito enquanto que
Apocalipse 6.9-11 e Lucas 12.4-5 abordam a sobrevivência da alma como a parte imaterial do
homem que sobrevive à morte do corpo, com consciência e inteligência - o "eu" do ser humano.
"Pois qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está?"
(1Co 2.11). Depois da morte física o cristão vai estar com Cristo no céu.

"Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos
ausentes do Senhor. Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com
o Senhor" (2Co 5.6-8).

"Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da
minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo
desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor" (Fp 1.21-23).

O estado intermediário do incrédulo

O incrédulo vai para o Seol-Hades (inferno), e lá permanece em estado consciente de tormento.


Hades indica o lugar da alma no intervalo entre a morte do corpo e a ressurreição do corpo, e
aparece dez vezes no Novo Testamento.

"E morreu também o rico e foi sepultado. E no inferno (Hades), ergueu os olhos, estando em
tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem
misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a
língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que
recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu
atormentado" (Lc 16.22-25).

Seol-Hades indica o lugar da alma, enquanto o corpo vai para a sepultura (em hebraico, kever,
kevurah e, em grego, taphos, mnema e mnemeion). Geena indica o lugar do corpo e da alma
depois da ressurreição do Juízo final.

"E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo
duas mãos, ires para o inferno, [geena] para o fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não
morre e o fogo nunca se apaga" (Mc 9.43).

"Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo,
para serem castigados" (2Pe 2.9).

Espíritos malignos

Se os espíritos dos cristãos evangélicos vão para o céu (2Co 5.6-8) e os espíritos dos incrédulos,
para o Seol-Hades (inferno), e lá permanecem sem poder sair (Lc 16.24-28), só há uma alternativa
para o que acontece nas sessões espíritas: a presença dos espíritos malignos! Os espíritas não
acreditam em demônios, mas isso não significa que eles não existem.

"Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra? Se houvesse demônios, seriam obras de
Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente votados ao mal?12 ".

Nomes e características de Satanás

O diabo existe! Também existem os demônios que cumprem suas ordens. A Bíblia mostra a
existência e trabalho deles.

Diabo - significa sedutor, acusador dos irmãos: "E foi precipitado o grande dragão, a antiga
serpente, chamada diabo e Satanás, que engana a todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os
seus anjos foram lançados com ele" (Ap 12.9).

Satanás - indica que o diabo é inimigo, o grande adversário de Deus e dos filhos de Deus:

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão,
buscando a quem possa tragar" (1Pe 5.8).

Príncipe deste mundo - Satanás governa os homens e os governos humanos: "Em que noutro
tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do
espírito que agora opera nos filhos da desobediência" (Ef 2.2).

Pai da mentira - a mentira é uma de suas táticas. Não é apenas o mentiroso, mas o pai da
mentira: "Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida
desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere
mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8.44).

Anjo de luz - ele se disfarça em anjo de luz por meio de seus ministros: "E não é maravilha,
porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros
se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras" (2Co 11.14-
15).

A Bíblia proíbe evocação aos mortos


A Bíblia é o livro, dentre outros, que nos dá a história do espiritismo. Em Êxodo ela mostra que os
antigos egípcios foram praticantes de fenômenos espíritas, quando os magos foram chamados por
Faraó para repetir os milagres operados por Moisés. Quando Moisés apareceu diante desse
monarca com a divina incumbência de tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, os magos
repetiram alguns dos milagres de Moisés (Êx 7.10-12, 8.18).

Mais tarde, já nas portas de Canaã, Deus advertiu o povo de Israel contra os perigos do ocultismo.
A mediunidade, por exemplo, era uma prática abominável aos seus olhos (Dt 18.9-12). O castigo
para quem desobedecesse aos mandamentos de Deus nesse particular era a morte:

"Qualquer homem ou mulher que invocar os espíritos dos mortos ou praticar feitiçarias deverá ser
morto a pedradas. Essa pessoa será responsável pela sua própria morte" (Lv 20.27, ver também
Êx 22.18).

A Bíblia também indica que as pessoas com ligações com espíritos familiares e feiticeiras são
amaldiçoadas por Deus:

"Não procurem a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro.
Isso é pecado e fará que vocês fiquem impuros" (Lv 19.31).

"Se alguém procurar a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o
futuro, eu ficarei contra essa pessoa por causa desse pecado e a expulsarei do meio do povo" (Lv
20.6).

O rei Saul, antes da sua apostasia, quando ainda estava na direção de Deus, baniu os praticantes
de várias modalidades do espiritismo (lSm 28.3-9). Mais tarde, o reto rei Josias agiu da mesma
forma (2Rs 23.24-25). O profeta Isaías também se dirigiu aos antigos espíritas que vaticinavam
para o povo de Israel dizendo-lhes que essa prática era inútil e detestável aos olhos de Deus:

"Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e
falam baixinho. Essas pessoas dirão: Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos
consultar os mortos em favor dos vivos! Mas vocês respondam assim: 'O que devemos fazer é
consultar a Lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor" (Is
8.19-20).

Jesus, a solução!

Caro leitor, muitos motivos e intenções têm levado as pessoas a se enveredar pelos caminhos da
mediunidade. Quase sempre esse rumo é tomado pela obsessão da saudade de alguém que partiu
deste mundo. Sabemos que é indescritível a dor causada pela perda de um ente querido e, de fato,
a separação abrupta das pessoas que amamos resiste ao conformismo da situação, mas não
existe solução para esta adversidade no espiritismo.

Jesus é e tem a solução! Cristo venceu a morte e, por isso, pôde declarar: "Eu sou a ressurreição e
a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá" (Jo 11.25).

Para seus seguidores, a morte não é nada mais do que tirar uma linda flor do deserto e plantá-la
no jardim do paraíso. Pense nisso e considere, ainda, que, além da explícita reprovação bíblica, o
próprio mentor do espiritismo, Allan Kardec, demonstrou a impossibilidade de confiar que os
espíritos, que se manifestam nas sessões espíritas, sejam fulano ou beltrano.

Não se deixe enganar pela emoção! Não se deixe guiar pelos seus próprios caminhos! A
advertência bíblica é bem oportuna: "Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele
sãos os caminhos da morte" (Pv 14.12).

Notas
1) O livro dos médiuns, p. 224, edição de 1987, Instituto de Difusão Espírita.
2) O livro dos espíritos, p. 42, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora
Ltda.
3) O que é o espiritismo, p. 318, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS
Editora Ltda.
4) O livro dos espíritos, p. 150, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora
Ltda.
5) O livro dos médiuns, p. 461, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora
Ltda.
6) O que é o espiritismo, p. 316, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS
Editora Ltda.
7) O livro dos médiuns, p. 402, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora
Ltda.
8) O livro dos espíritos, p. 41, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora
Ltda.
9) O livro dos médiuns, p. 464, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS Editora
Ltda.
10) O livro dos médiuns, p. 465, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS
Editora Ltda.
11) O livro dos médiuns, p. 464, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS
Editora Ltda.
12) O livro dos espíritos, pp. 72 e 74, ALLAN KARDEC - OBRAS COMPLETAS, 2ª edição, OPUS
Editora Ltda

ESPIRITISMO, A MAIOR SABOTAGEM DA VERDADE


ICP

VOCÊ NÃO DEVE PARTICIPAR DE NENHUMA FORMA DE


OCULTISMO!

SABE POR QUÊ?


"Eu sou o Senhor Deus, Deus zeloso..."
"Não terás outros deuses diante de mim."
"Buscai primeiro o reino de Deus..."

E AINDA,VOCÊ SABIA QUE...

>> Deus determinou que médiuns espíritas fossem mortos? "A feiticeira
não deixarás viver" (Êxodo 22:18).

<STRONG>>> Sabia que para fazer negócios com o Espiritismo significa


se contaminar, e assim tornar-se inadequado para se apresentar perante
Deus para adorá-lO? "Não vos voltareis para os necromantes nem para os adivinhos; não os
procureis para serdes contaminados por eles: Eu sou o Senhor vosso Deus" (Levítico 19:31).

>> Sabia que Deus lança fora do Seu povo todos os que vão atrás das práticas do Espiritismo?
"Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros... eu me voltarei contra ele e o
eliminarei do meio do seu povo" (Levítico 20:6).

>> Sabia que apedrejamento, levando à morte, foi a sentença que Deus proferiu contra os médiuns
espíritas? "O homem ou mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos: serão
apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles" (Levítico 20:27).

>> Sabia que a feitiçaria, adivinhação, bolas de cristal, quiromancia, etc., estão aliados ao
Espiritismo, e todos são igualmente condenados por Deus? "Não se achará entre ti..., adivinhador,
nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem
mágico, nem quem consulte os mortos" (Deuteronômio 18:10,11).

>> Sabia que os cananeus foram destruídos devido à participação no Espiritismo? "Pois todo que
faz tal cousa é abominação ao Senhor, e... teu Deus os lança de diante de ti" (Deuteronômio
18:12).

>> Sabia que quando Saul, rei de Israel, resolveu ser fiel a Deus, ele limpou da terra todos os
médiuns espíritas? "Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos" (I Samuel 28:3).

>> Sabia que quando o próprio Saul consultou uma médium espírita, foi porque seus pecados
haviam tornado impossível sua comunicação com Deus? "Consultou Saul ao Senhor, porém este
não lhe respondeu..."(I Crônicas 10:13).

>> Sabia que Saul perdeu o trono e teve uma morte miserável porque essa foi a condenação de
Deus por ele ter se envolvido com o Espiritismo? "Assim morreu Saul porque interrogara e
consultora uma necromante" (I Crônicas 10:13).

>> Sabia que um dos piores pecados que o perverso Manassés cometeu foi o espiritismo? "[Ele]
adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçaria, e tratava com necromantes e
feiticeiros... para provocar [o Senhor] à ira" (II Crônicas 33:6).

>> Sabia que uma das razões porque Deus rejeitou Israel foi pelo seu envolvimento com
Espiritismo? "Pois, tu, ó Senhor, desamparaste o teu povo, a casa de Jacó, porque... são
agoureiros como os filisteus" (Isaías 2:6).

>> Sabia que é um insulto a Deus a consulta aos mortos, pois Ele quer que interroguemos
diretamente a Ele? "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos... acaso não
consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?" (Isaías 8:19).

>> Sabia que o homem rico não pôde comunicar-se com seus irmãos após a morte, e Lázaro
também não pôde? (Leia Lucas 16:19-31). Portanto, não é possível a comunicação com os mortos.
Quem se manifesta nessas tentativas de comunicação com as pessoas falecidas são os demônios,
que fingem ser essas pessoas. Os mortos não voltam. (Vejam II Samuel 12:15-23).

>> Sabia que Pedro condenou Simão que usava sortilégio e enfeitiçava o povo? (Atos 8:6-24).

>> Sabia que Paulo fez Elimas, o mágico, se tornar cego? (Atos 13:6-12).

>> Sabia que o médium espírita é possesso de demônios, como a jovem de Filipos, de quem Paulo
expulsou um demônio em nome de Jesus. (Atos 16:16-18).

>> Sabia que cristãos verdadeiros não devem associar de qualquer forma com as práticas negras
do Espiritismo? (Atos 19:19).

>> Sabia que o Espiritismo é uma das obras da "carne" e que aqueles que participam no
Espiritismo nunca poderão herdar o reino de Deus? (Gálatas 5:19-21).

>> Sabia que aqueles que não se arrependem das práticas do Espiritismo não têm lugar no céu,
mas serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre? (Apocalipse 21:8; 22:15).
>> Sabia que os ensinamentos do Espiritismo são "doutrinas de demônios"? "Ora,... nos últimos
tempos alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de
demônios" (I Timóteo 4:1).

OBEDIÊNCIA A DEUS É A ÚNICA SAÍDA

Nestes dias de tristeza e angústia, muitos estão confusos. Tentam encontrar uma solução rápida
para os seus problemas ou pesares. Sendo ignorantes dos caminhos de Deus, de Sua paciência, e
de Sua sabedoria infinita e interesse pelo bem-estar deles, correm a homens para auxiliá-los. Ou,
pior ainda, vão a Satanás para pedir-lhe ajuda. Resultado: em vez de se livrarem de seus
problemas, acabam se embaraçando mais e mais com eles. A razão para isso é que Satanás não é
nosso amigo, e sim nosso inimigo.

Ele está em guerra contra o homem e Deus.

Deus fala que Satanás é um "inimigo derrotado". Ele não tem poder a não ser mentira e engano.
Os que estão presos sob seu poder são aqueles que crêem nas suas mentiras. Os demônios são
representantes espertos, e têm prazer em fazer pretensões falsas de serem "Caboclos", "Orixás",
"Pretos Velhos", "santos", ou anjos. Se o leitor for ao Espiritismo para conselho, cairá na armadilha
do diabo, e se tornará escravo dele. Pois a Palavra de Deus diz que: "O salário do pecado é a
morte" (Romanos 6:23).

Se buscar a Deus para sabedoria e conselho, e seguir a Jesus, ele o libertará do seu problema.
Não, Deus não lhe pagará um salário por confiar nEle; mas Ele tem um presente para lhe dar - e
esse presente é a vida eterna.

"Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência para obediência,
desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte, ou da obediência para
a justiça [vida eterna]?" (Romanos 6:16).
"Sujeitai-vos, portanto, a Deus, mas resisti ao diabo, ele fugirá de vós." (Tiago 4:7).
"Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti"
(Isaías 26:3).
Quem pode livrá-lo? Libertação só pode vir através de uma pessoa - Jesus Cristo.

Feliz é o homem que confia no Senhor.


Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João
14:6).

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O ESPIRITISMO, À LUZ DAS ESCRITURAS SAGRADAS


Pr. Eber S. Jamil
Material original de God Page

Dt 8.9-15
Urge estudarmos sobre o espiritismo. Pois o nosso País é
considerado o maior reduto espírita do mundo. E onde ocorre o
sincretismo, principalmente, das religiões: africanas, indígenas e
católica. Cerca de 70% dos católicos brasileiros são freqüentadores
de Centros Espíritas. Cada “santo” católico tem a sua entidade
espírita correspondente.
O trecho bíblico acima afirma que: quem ouve ao espiritismo não está ouvindo a Cristo, e quem
ouve a Cristo não ouve ao espiritismo.

PARTE 1 – BREVE HISTÓRICO DO ESPIRITISMO

Primeira sessão espírita – Gn 3.1

1. As sessões espíritas são feitas com estes elementos: médiuns, demônios ou guias e assistentes.

2. Cananeus, egípcios, babilônicos, romanos e gregos.


3 As irmãs Margareth e Katie Fox de 11 e 9 anos de idade, respectivamente. Tiveram contato com
o pseudo espírito de Charles Rosna. Após grande divulgação na mídia as irmãs tentaram desfazer
as crenças que haviam difundido. Katie em 10/10/88 durante uma entrevista disse: Tudo sem
exceção foi fraude.
4. Alan Kardeck começou seu movimento em Abril de 1956 na França. Seu verdadeiro nome é
Hippolyte Léon Denizard Rivail. Tomou o pseudônimo pois acreditava ser a reencarnação de um
poeta celta com esse nome. Ele introduziu a idéia de reencarnação no espiritismo.

PARTE 2 – TESES ESPÍRITAS À LUZ DAS ESCRITURAS SAGRADAS

1. Deus existe, mas está longe demais, e só se manifesta por meio de intermediários, que
são os espíritos-guias. Sendo assim Deus é inatingível

Refutação Bíblica:
Deus condena à prática da mediunidade que consulta espíritos-guias e mortos – Lv 19.31, Lv 20.6
e Is 8.19 e 20.
Deus nos exorta a não ouvir espíritos enganadores – I Tm 4. 1 e 2, Gl 1.8 e II Co 11.14.
Deus nos busca, quer comungar conosco e nos é acessível através de Jesus Cristo – Is 55. 6 e 7;
Is 59. 1 e 2; Jo 1.14, 4.23, 14.6-11, 14.23 e Hb 1.1.

2. Possibilidade de comunicação de mortos com vivos. E ainda pregam o valor das preces
pelos mortos e espíritos sofredores.

Refutação Bíblica:

Como temos ensinado o espiritismo tenta dar respostas para problemas embaraçosos por meio da
magia e invocação de espíritos. E um desses problemas é a morte. Muitas pessoas iludidas tentam
se comunicar com o avô, pai, filho e etc.

A consulta aos mortos está proibida nas Escrituras – Dt 18.10-12 e Is 8.18 e 19.
Os mortos não sabem o que acontecem na terra – Ec 9.5 e 6, Sl 88.10-12 e Is 38.18 e 19.
Os mortos não podem ajudar os vivos – Lc 16.19-31

A vida no porvir é conseqüência da nossa decisão na terra.

Se fosse possível que o espírito dum falecido pudesse ajudar os vivos, Deus teria permitido que
Lázaro ou o próprio homem rico, ou melhor, o pobre homem rico ajudasse seus parentes.

Tudo quanto o homem precisa a saber para sua salvação está registrado nas Escrituras.

É impossível minorar o sofrimento de um ser humano condenado eternamente.

Os vivos não podem ajudar aos mortos (Hb 9.27, Jo 3.18 e 19 e Es 12.7)

Os mortos não podem se arrepender. Aquele que se arrepende abandona o pecado e volta para
Deus. Os mortos não podem fazer isto. Como poderá um espírito arrepender-se de praticar o mal,
se ele não tem condição de praticá-lo?

3. Reencarnação

É a crença no retorno do espírito à vida terrena, em um corpo humano, ora para purificar as más
ações na vida anterior, ora para cumprir uma missão especial. Seria um meio de purgar os
pecados e evoluir moralmente e espiritualmente. Sendo o número de reencarnações sem limites
definidos. O espiritismo classifica os espíritos em quatro categorias: imperfeitos, bons, superiores e
puros. Podendo o espírito galgar sozinho as “categorias espirituais” através das boas ações e
sucessivas reencarnações. —

Refutação Bíblica:

Essa tese tenta anular o valor do sacrifício de Jesus. Se o homem pode reencarnar-se porque
Jesus morreria por nossos pecados? A reencarnação é mentira do diabo. Jesus é o cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo – Jo 3.29, Mt 20.28, I Pe 2.21-25, II Pe 2.1 e Cl 2.14.
A Bíblia declara claramente que quando o homem morre só duas coisas acontecem: o corpo volta
ao pó e o espírito volta a Deus (Ec 12.7).
A Bíblia declara claramente, também, que ao homem está ordenado morrer uma só vez (Hb 9.27).
A Bíblia declara claramente, também, que a salvação só se alcança mediante a fé, e nunca
meritoriamente. Jo 3.16, At 16.30 e 31 e Ef 2. 8 e 9.
Os espíritas tentam dar um sentido bíblico a doutrina da reencarnação. (É bom lembrar que estes
não aceitam a inspiração divina da Bíblia mas usam-a apenas ao seu bel-prazer) Lançam mão do
capítulo 3 de João para dizer que Jesus ensinou sobre a reencarnação. Usam a versão do Padre
Antonio Pereira de Figueredo que no versículo 3 traduziu: “...renascer de novo”. Enquanto em
nossa versão está escrito: “...nascer de novo”. Ora, o padre tradutor cometeu uma tremenda
redundância. E ainda fica claro que Jesus não falou de um novo nascimento carnal, mas sim, da
necessidade de um nascimento espiritual. Vejamos: Jo 3.3-8 e Jo 1.12 e 13.

Kardeck no “Evangelho segundo o Espiritismo”, um dos seus livros, afirmou que o “Espiritismo não
ensina nada contrário ao ensinamento de Cristo, mas o desenvolve, completa e explica o que foi
dito sob forma alegórica”. Partindo desse princípio, o espiritismo julga ser, ele próprio, a “terceira
revelação”. Nós temos visto justamente o contrário neste estudo. O espiritismo adultera a Bíblia ao
seu bel-prazer e vai contra o que Jesus ensinou. E nesse “espírito adulterador” afirmam que João
Batista é a reencarnação de Elias (Ml 4.5 e Mt 17.10-13).

Refutação Bíblica:

Elias não poderia ter reencarnado porque não morreu mas foi arrebatado (II Rs 2.11).

Se João Batista fosse a reencarnação de Elias, aquele que teria aparecido no monte da
transfiguração, deveria ser João Batista e não Elias (Mt 17.1-3). Pois de acordo com a doutrina
espírita: a última pessoa reencarnada é que deve aparecer.

A Bíblia fala que João Batista teve um ministério parecido com o de Elias (Lc 1.17). Este versículo
será completamente esclarecido se comparado com a história de Elias e Eliseu (II Rs 2.9-15).

Os judeus não criam em reencarnação, e sim na ressurreição dos mortos (Lc 9.7-8 e Mc 6.14-16).

João Batista disse claramente que não era Elias (Jo 1.21).

A tese da reencarnação é a principal doutrina do espiritismo (ao mostrarmos que a reencarnação


não existe, todo pensamento espírita perde o sentindo de ser). Baseando-se nesta doutrina, muitas
outras teses espíritas são formadas. Vejamos algumas:

A existência de outros mundos


Os espíritas crêem que existem outros mundos onde habitam os espíritos em vários estágios de
evolução espiritual. Conforme o “aperfeiçoamento”, os espíritos são transferidos para mundos
diferentes. Usam João 14.2 como base bíblica. Fica claro que a referência de Jesus a muitas
moradas é para dar a idéia da amplitude do céu.

A Bíblia ensina que existem dois destinos finais para os que morrem: Céu e inferno. Enquanto os
espíritas dizem que o inferno é aqui mesmo. (Mt 13.38-43, Jo 3.18, Lc 23.43 e Ap 21.8).

Jesus foi um espírito evoluído

O espiritismo nega a divindade de Jesus alegando que este era um espírito em alto grau de
desenvolvimento. A Bíblia não deixa dúvida que Jesus é o filho de Deus que se tornou carne para
ser o substituto da raça humana cravando os pecados da mesma na cruz (Mt 1.23, Mt 16.15-17, Jo
1. 1 e 14, Jo 10.30, Jo 14.7-11 e I Pe 2.24). Estamos vendo que a tese da reencarnação é a
principal doutrina do espiritismo e que outras doutrinas dependem deste para ter algum sentido.
Continuaremos a estudar sobre doutrinas espíritas que partem do princípio que a reencarnação
existe.

Os anjos são espíritos evoluídos – No livro O Céu e o Inferno, Kardeck afirmou que: “os anjos são
almas de homens chegados ao grau de perfeição que a criatura comporta, fluindo em sua plenitude
a prometida felicidade."

Por sua vez a Bíblia, a Palavra de Deus, afirma que anjos são anjos e homens são homens. Ou
seja, são duas criações distintas de Deus. Vejamos resumidamente o que a Bíblia fala sobre anjos.

- Os anjos foram criados por Deus (Ex 20.11, Ne 9.6 e Cl 1.16) e já existiam quando o pecado
entrou no mundo. Tanto que após a queda de Adão e Eva, foram investidos da missão de guardar
o caminho que conduzia à árvore da vida (Gn 3.24).

- Eles são mensageiros e ministros de Deus (Hb 1.14, Sl 91.11 e Sl 34.7). E é bom dizer que a
Bíblia não nos autoriza a orar pedindo anjos e condena terminantemente o culto dirigido aos
mesmos (Cl 2.18 e Ap 22.8 e 9).

O diabo e os demônios são vistos como espíritos inferiores

Os espíritas não crêem na existência do diabo e dos demônios, esses são vistos como símbolos de
todos os espíritos imperfeitos que não alcançaram o desenvolvimento. Alziro Zadur, renomado
espírita brasileiro, afirmou que: “Satanás é nosso irmão, por quem devemos orar, uma vez que
poderá entrar novamente no círculo de evolução espiritual e tornar-se um espírito perfeito e puro.
Por sua vez, a Bíblia mostra que o diabo e os seus demônios foram anjos que se rebelaram contra
Deus. E por isto foram expulsos do céu (Is 14.12-17, Ez 28.13-17 e Jd 6). E que estão condenados
para todo sempre aguardando a execução da sentença (Jo 16.11, Lc 10.18, Jo 12.31, Cl 2.14 e 15,
II Pe 2.4 e Ap 20.10).
4. Fora da caridade não há salvação

O espiritismo prega que a salvação é adquirida pelo esforço humano. Pregam que através da
reencarnação e da prática de caridades o homem conseguirá a salvação. Enquanto as escrituras
mostram que a salvação é dom gratuito de Deus que é recebida pela fé. Rm 3.10-12 e 23-28; Ef 2.
8e9

PARTE III- SUBDIVISÕES DO ESPIRITISMO

No espiritismo existem várias ramificações mas em sua essência é a mesma. Crêem na


possibilidade de comunicação com os mortos, na capacidade do homem de conseguir a salvação
por seus méritos e crêem na prática da adivinhação. Ou seja, existem muitos ramos mas esses
pertencem a mesma árvore. Para cada gosto há uma roupagem diferente. Vejamos essas
ramificações:

Espiritismo comum - Normalmente nessa classificação estão incluídas as práticas dedicadas a


adivinhação como: quiromancia (adivinhação pelo exame das linhas das mãos), cartomancia
(adivinhação pelas cartas de jogar), grafologia (um ramo desta adivinha através da escrita),
hidromancia (adivinhação por meio da água) e astrologia (adivinhação através dos astros).

Baixo espiritismo – É o resultado do sincretismo da religião dos africanos, religião dos índios,
religião católica, religião kardecista e práticas do ocultismo. Estão nessa classificação o vodu,
candomblé, umbanda, quimbanda e macumba.

Espiritismo científico - É também chamado de “alto espiritismo”, “espiritismo ortodoxo” ou


“espiritualismo”. É a prática espírita elitizada e racionalista. Normalmente não se apresenta como
uma religião. E muitas vezes se manifestam como uma “sociedade”, como por exemplo a LBV
(Legião da boa vontade) fundada pelo já falecido Alziro Zarur, hoje dirigida por Paiva Neto. Estão
nessa classificação o teosofismo, o esoterismo e o kardecismo.

PARTE IV – ADVERTÊNCIAS BÍBLICAS

Deus é uma veloz testemunha contra os feiticeiros – Ml 3.5


Trazem consolações vazias – Zc 10.2
É ilusão – At 8. 9 e 10
É fonte de lucro – At 16.16
Não consultar os astros – Is 47.13
É obra da carne – Gl 5.19-21
Não entrarão no céu os feiticeiros e idólatras – Ap 21.8 e 22.15

QUESTIONÁRIO

I- Responda:

a) Qual seria, em sua opinião, o motivo principal que leva uma pessoa a procurar o espiritismo?
b) Qual a principal doutrina espírita?
c) Qual o verdadeiro nome de Alan Kardeck?
d) Dê dois argumentos bíblicos com suas respectivas referências bíblicas que mostram que João
Batista não é a reencarnação de Elias?

II- Responda com (V) a alternativa verdadeira e com (F) a falsa.

a) Tudo o que se faz de mal na terra paga-se aqui mesmo. ( )


b) Segundo João 14.2 existem outros mundos onde habitam os espíritos em vários estágios de
evolução espiritual. ( )
c) Deus existe, mas está longe demais, e só se manifesta por meio de intermediários ( )
d) Os mortos não podem ajudar os vivos e nem os vivos podem ajudar os mortos. ( )
e) O sacrifício de Jesus na cruz foi completamente suficiente para perdoar os pecados. Portanto
não há necessidade da reencarnação. ( )
f) O novo nascimento tem o mesmo significado que a reencarnação. ( )
g) Satanás está condenado aguardando a execução da sentença. ( )

III- Ligue a verdade com os seus versículos bíblicos correspondente:

A primeira sessão espírita - Ef 2.8 e 9


Não devemos consultar os astros - Gl 5. 19-21
A Bíblia condena o culto aos anjos - Is 47.13
A salvação é pela graça - Hb 9.27
O homem morre uma só vez - Gn 3.1
O espiritismo é obra da carne - Cl 2.18

REENCARNAÇÃO
Natanael Rinaldi
Revista Defesa da Fé

Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail.


Conhecido mundialmente como o codificador do Espiritismo,
sintetizou a doutrina da reencarnação na seguinte frase colocada
em seu túmulo, no cemitério de Pére Lachaise, em Paris: "Nascer,
morrer, renascer e progredir sempre. Essa é a lei"

Julgava ele ser a reencarnação de um poeta druida, segundo


comunicação que recebera do "Espírito de Verdade", em 25 de
março de 1855. Hoje é mais conhecido pelo seu pseudônimo do que por seu próprio nome. A
palavra reencarnação, composta do prefixo "re" (repetição) e do verbo "encarnar" (tornar a tomar
corpo) é entendida pelos espíritas como meio de purificaçào do espírito. Explicando a necessidade
da reencarnaçào para se tornar um espírito puro, Allan Kardec (AK daqui para frente) declara que,
quando o espíruo não atinge a perfeição durante a vida corpórea, é submetido a nova existência,
que se repete quantas vezes quantas forem necessárias para, por fim, tornar?se um espírito puro.

0 uso da Biblia para apoio

Querendo justificar a teoria da reencarnação como meio de purificação, AK alega que essa
doutrina encontra apoio bíblico. Afirma entào: "O princípio da reencarnação ressalta, aliás, de
muitas passagens das Escrituras, encontrando-se especialmente formulado, de maneira explícita,
nos evangelhos".

Sabendo?se que a palavra reencarnação nào se encontra na Bíblia, como também não se acha
nas Escrituras Sagradas tal ensino, de primeira grandeza para os espíritas, AK declara que a
reencarnação foi ensinada entre os judeus com o nome de ressurreição. Diz ele: "A reencarnação
fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição". Kardec não se acanha ao afirmar:
"O ponto essencial é que o ensìnanento dos espíritos é eminentemente cristão."

0utras passagens bíblicas

Não se pode dialogar com um espírita o qual julgue entender de Bíblia, sem que mencione ser
João Batista a reencarnação de Elias (Mt 11.14) e o encontro de Jesus com Nicodemos (Jo 3:5),
entendendo que o novo nascimento mencionado por Cristo refere?se a reencarnação.
Textualmente lemos de AK: " Pois que João Batista fora Elias, houve reencarnaçào do espírito ou
da alma de Elias no corpo de João Batista". Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e
do Espírito, ou em água e em Espírito' signifìcam, pois: `Se o homem não renascer com seu corpo
e sua alma'".

Fica assim resumida a doutrina espírita sobre a reencarnação:


- Que a pluralidade de existência se faz necessária para a purificação;

- Que esse ensino acha?se formulado de modo explícito no Evangelho de Jesus Cristo;

- Que embora a palavra reencarnação não se encontre nos evangelhos, a doutrina é encontrada
sob o nome cle ressurreiçào; e

- Que Jesus referiu?se à reencarnação nas passagens de Mateus 11:14 e João 3:5.

0 ensino cristão sobre os mortos

Através de toda a Bíblia encontra?se uma advertência solene sobre a necessidade de o homem
preparar?se para a eternidade:

Considerando que ele passa por esta vida uma só vez, seguindo-se depois o juízo. Declara a
Bíblia: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disto o juízo" (Hb
9.27);

Considerando que passamos por esta vida uma só vez, é fácil concluir que só morremos uma vez,
como diz o texto bíblico. Se o homem tivesse uma pluralidade de existências, isso implicaria
diversidade de mortes, o que realmente não ocorre: uma só vez está destinado ao ser humano
morrer. É que ele nasce uma só vez; daí os convites reiterados de Deus a fim de que o homem
prepare?se para a eternidade: "Prepara-te (...) para te encontrares com o teu Deus" (Am 4.12).
"Buscai no Senhor enquanto se pode achar, invocai?o enquanto está perto" Is 55. 6, 7). Por que
essa urgência de buscar a Deus enquanto podemos achá?lo? Pois morrendo em pecado o homem
não pode ir aonde Jesus foi (Jo 8.21). A situação depois da morte é irreversível.

Ora, se houvesse reencarnaçào ? como pretendem os espíritas ? o homem poderia encontrar


Deus em qualquer tempo, mas depois da morte vem o juízo (como diz o texto já citado de Hebreus
9.27).

A declaração de que a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição
não encontra apoio no Antigo Testamento, pois tem em mente que os judeus criam no
ressurgimento do corpo. Define?se ressurreição como o retorno do espírito ao próprio corpo: "Mas
ele, pegando?lhe na mão, chamou dizendo: Levanta?te, menina. E o seu espírito voltou, e ela logo
se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer" (Lc 8.54,55).

A reencarnação, ao contrário, é definida pelo espiritismo como "a volta do espírito à vida corpórea,
mas em outro corpo especialmente formado para ele, e que nada tem de comum com o antigo".

Ao morrer, o espírito do cristão parte ao encontro de Cristo no Céu. Estêvão, ao padecer


apedrejado, pediu a Jesus que o recebesse: "E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia:
Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (At 7:59).

Por ocasião da vinda de Jesus, Ele trará consigo os espíritos dos justos que partiram e estão no
Céu (Hb 12.22,23), a fim de se juntarem a seus corpos na sepultura, e estes se levantarão
glorificados. Diz a Bíblia: "Porque, se cremos que Jesus morreu a ressuscitou, assim também aos
que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele" (1 Ts 4.14). Nessa ocasiào dar?se?á a
ressurreição dos salvos em corpos glorificados: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com
alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo
ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos
o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o
seu corpo glorioso" (Fp 3.20,21). Por sua vez, os descrentes que hoje morrem descem ao Hades
(o mundo invisível dos mottos), também conhecido como o Inferno da alma sem o corpo, que se
encontra na sepultura. Do Hades sairá a alma no Juízo Final para se juntar ao corpo e ser lançado
ao lago de fogo ou Geena (Mt 10.28; Lc 16.22?26; Ap 20.11?15).
Os judeus, por sua vez, estavam familiarizados com diversas ressurreições, como apontam várias
passagens do Antigo Testamento:

a) Elias ressuscitou o filho da viúva de Serepta: "E o Senhor ouviu a voz de Elias, e a alma do
menino tornou a entrar nele e reviveu. E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o
deu a sua mãe; e disse Elias: Vês ai, teu filho vive" (1 Rs 17.22,23);

b) Eliseu ressuscitou o filho da sunamita: "E chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia
morto sobre sua cama. Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor (...)
e o menino abriu os olhos. Então chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E chamou?a, e
veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho" (2 Rs 4.32?36);

c) A crença geral dos judeus era que haveria ressurreição do corpo: "Os teus mortos viverão, os
teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai os que habitais no pó, porque o teu orvalho será
como o orvalho das ervas e a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19);

d) Também no Novo Testamento encontramos crerem os judeus na ressurreição do corpo, como


afirmou a irmã de Lázaro a Jesus: "Disse?lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse?lhe Marta:
Eu sei que há de resssuscitar na ressurreição do último dia" (Jo 11.23,24).

Por fim, como assegurar que a palavra reencarnação acha?se explícita nos evangelhos, se o
ensino de Jesus é totalmente diferente? Falou Ele da ressurreição do corpo de todos os mortos,
dizendo: "Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros
ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreiçâo de vida; a os que fizeram o
mal para a ressurreição da condenação" (Jo 5.28,29).

A EXPIAÇÃO POR CRISTO

O espiritismo ensina a expiação por esforços próprios, afirmando: "Arrependimento, expiação e


reparaçào, constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta
e suas conseqüências".

Jesus, em oposição a AK, ensinou a redençào por meio de sua morte na cruz. Afirmou que veio a
este mundo buscar a salvar o perdido (Lc 19.10), e para nossa redenção falou de sua morte vicária
e expiatória: "Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a
Jerusalém, e padecer muitos dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e escribas, e ser morto,
e ressuscitar ao terceiro dia" (Mt 16.21).

Quando Pedro quis livrá?lo desse infortúnio, Jesus entendeu que por trás das palavras daquele
amigo agia o Diabo, e assim se pronunciou: "Para trás de mim, Satanás, que me serves de
escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens"
(Mt 16.25).

Era João Batista a reencarnação de Elias?

AK ensinou que João Batista era a reencarnação de Elias. Ora, o próprio AK ensinou que para
alguém reencarnar é preciso primeiro morrer. Tal não aconteceu com Elias, que não faleceu. Se
não morreu, nao podia o espírito de Elias reencarnar, dado que ele partiu para o Céu. Relata a
Bíblia: "E sucedeu que, indo eles andando ae falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de
fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho" (2 Rs 2.11). Subiu ao Céu a
não voltou para viver em outro corpo ? o de João Batista. Enquanto isso, o próprio precursor de
Cristo, interrogado se ele era Elias, respondeu: "...Não sou" (Jo 1.21). Mas, em que sentido disse
Jesus que João Batista era Elias? No sentido de que seu precursor exerceu um ministério profético
idêntico ao de Elias. Identidade profética não deve ser confundida com a suposição de serem
ambos a mesma pessoa.

"Nascer de novo"

"Nascer de novo" ou nascer de cima nada tem a ver com a reencarnação, mas com a regeneração,
a qual implica em mudança das disposições íntimas da alma dentro do mesmo corpo nesta vida.
Reencarnação é nova existência em outro corpo, mas nunca no mesmo.

Nascer de novo significa a mudança do coração do homem de pedra para o de carne (Êx 36.26), e
isso se dá por ouvirmos a Palavra de Deus (a água) e pelo convencimento do Espírito (Jo 16.7).
Assegurou?nos o apóstolo Pedro: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da
incorruptível pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre" (1 Pe 1.23). Declarou
Tiago: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como
primícias das suas criaturas" (Tg 1.18). Disse o apóstolo Paulo: "Assim que, se alguém está em
Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).

CONCLUSÃO

AK estabeleceu que, para uma doutrina tornar?se reconhecidamente espírita, é preciso que seja
ela ensinada com o consenso de todos os espíritos: "O caráter essencial desta doutrina, a
condição de sua existência, está na generalidade e concordância do ensino". Ora, justamente na
doutrina mais difundida entre os espíritas não existe tal generalidade e concordância. Isso é
declarado pelo próprio AK, que disse: De todas as contradições que se observam nas
comunicações dos espíritos, uma das mais chocantes é aquela relativa à reencarnação, como se
explica que nem todos os espíritos a ensinam?" Perguntamos: De quem é o ensino sobre a
reencarnação? De AK ou dos espíritos? Considerando que não há unanimidade em tal ensino, ele
só pode ser de AK, e não dos espíritos. Logo, deve ser rejeitado o ensino de AK sobre a
reencarnaçào. Melhor dizendo, dos demônios (1Tm 4.1;1Jo 4.1).

REENCARNAÇÃO
BEP
BEP - Bíblia de Estudo Pentecostal

JOAO 3:3

"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te


digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o
reino de Deus".

JESUS ENSINOU SOBRE A REENCARNAÇÃO, AO


FALAR SOBRE "NASCER DE NOVO"?

Tradicionalmente os cristãos acreditam que a Bíblia não


ensina a doutrina da reencarnação (cf. Hb 9:27).
Entretanto, muitos grupos usam esse versículo (Jo 3:3) para defender sua posição de que Jesus
ensinou ser necessária a reencarnação.

O que Jesus está ensinando nessa passagem não é a reencarnação, mas a regeneração. Vários
fatos há que tornam isso bem claro. Primeiro, a doutrina da reencarnação ensina que, depois que a
pessoa morre, ela entra em outro corpo mortal para viver nesta terra de novo; e que esse processo
se repete vez após vez, num ciclo praticamente interminável de nascimentos, mortes e
reencarnações. Se Jesus estivesse advogando a reencarnação, ele teria dito: "se alguém não
nascer de novo, e de novo, e de novo..."

Segundo, a doutrina da reencarnação ensina que a pessoa morre vez após vez até alcançar a
perfeição (Nirvana). Entretanto, a Bíblia ensina claramente que "aos homens está ordenado
morrerem uma só vez, vinha depois disto o juízo" (Hb 9:27).

Terceiro, nos versículos que seguem à sua palavra, Jesus explica o que ele quis dizer com nascer
de novo. Jesus disse: "Quem não nascer da água e do espírito não pode entrar no reino de Deus"
(jo 3:5). Embora os comentaristas discordem a respeito do significado de "água" nesse versículo
(veja os comentários de João 3:5), todos eles concordam que esses versículos não têm nada que
ver com a reencarnação. Ser nascido de novo, então, é ser purificado de nossos pecados, e
receber a vida de Deus pelo Espírito de Deus (Rm 3:21-26; Ef 2:5; CI 2:13)

Comentários sobre a Teoria da Evolução e Reencarnação


Bento Silva
JesusSite
Deus funciona sim, porém a população mundial não inclina seus ouvidos
a voz Dele. A palavra Dele está ai, todos têm acesso a ela (Bíblia), mas
poucos a lêem. Se você tivesse o hábito de ler esse livro, descobriria que
Allan Kardec o distorceu quando disse que a reencarnação consta nele,
quando a Bíblia nos diz em Hebreus 9:27: "E, como aos homens está
ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo"

Você crê em que? Teoria da evolução? Reencarnação? A própria ciência


já acabou com a "Teoria" através de Mendel que, em 1856, descobriu o
código genético, característica ÚNICA que existe em cada espécie, ou
seja, as características genéticas de cada espécie são transmitidas para
gerações futuras da MESMA espécie! A mesma descoberta diz que se
você cruzar duas espécies diferentes e nascer um novo ser, ele não terá
capacidade de auto-reprodução. Ou seja, se o primeiro habitante da terra
tivesse nascido de um cruzamento como Girafa x Elefante, nós não
estaríamos aqui. MACACOxMACACO SÓ PODE DAR MACACO, prova mais que irrefutável de
que a teoria da evolução não tem base cientifica! Ou seja: sempre será uma teoria!

Até quando você ficara morrendo e encarnando em flores, animais, etc? Tenha pressa, aproveite
enquanto podes, pois os reservatórios de água no mundo estão se acabando e você sabe que o
ser humano só sobrevive com esse liquido precioso. Talvez nessa época você esteja encarnado
em uma pedra e não precise de água... mas... como iremos nos comunicar? Que estranho!

Ah, a teoria da Reencarnação nos diz que iremos vagar por várias épocas e um dia chegar à
perfeição. Pergunto: alguém ai já viu algum homem perfeito? Eu particularmente nunca vi e não
conheço quem tenha visto, muito pelo contrario, o século 20 foi marcado pelas guerras mundiais,
assassinatos covardes (que você não via antigamente), índices de criminalidade crescente, inicio
da AIDS e outras mazelas criadas pelo homem que não existiam anteriormente. A Bíblia é tão
fantástica que, mesmo escrita há milênios atrás, registra em
Sofonias 1:14-18 o desastre no WTC e com detalhes:

Sofonias 1

14 - O grande dia do Senhor está perto; sim, está perto, e se


apressa muito; ei-la, amarga é a voz do dia do Senhor; clama ali o
homem poderoso.

15 - Aquele dia é dia de indignação, dia de tribulação e de angústia,


dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de
nuvens e de densas trevas,

16 - dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e


contra as torres altas.

17 - E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o
seu sangue se derramará como pó, e a sua carne como esterco.

18 - Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor; mas pelo
fogo do seu zelo será devorada toda a terra; porque certamente fará de todos os moradores da
terra uma destruição total e apressada.
Merece crédito o ''Evangelho segundo o Espiritismo Kardecista''?
CPR - Centro de Pesquisas Religiosas, http://www.virtualand.net/cpr/espirita.htm

As Escrituras de Deus condenam o espiritismo, espiritualismo, bruxaria, kardecismo, mesa branca,


umbanda, candomblé, macumba, xangô, quimbanda, vodu, bruxaria, magia, reencarnação,
mediunidade, toda comunicação ou tipo de contato e relacionamento com mortos e entidades
espirituais.

Um Pequeno histórico
O Conceito de Deus no Espiritismo
Cristo no Espiritismo
Plano de Salvação do Espiritismo
A Bíblia no Espiritismo
Conclusão
Um Pequeno histórico

O Espiritismo remonta aos tempos mais antigos da Humanidade. Dele tomamos conhecimento
através dos escritos da Bíblia, como advertência dos profetas de Deus para que não nos
envolvamos com esta prática, pois ela esta em confronto com a Palavra de Deus. Os povos que
adoravam a deuses estranhos e que não seguiam aos ensinos dados por Deus, eram usuários
deste costume. Foi para que os adoradores do Verdadeiro Deus não se envolvessem com eles que
Moisés falou:

"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as
abominações daquelas nações."

"Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador,
nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;"

"Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte
os mortos;"

"Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o
SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti." (Dt 18:9 a 12)

O espiritismo é uma das heresias que mais cresce no mundo de hoje e está enraizada em quase
todas as religiões, principalmente naquelas relacionadas com a Nova Era. O espiritismo é o mais
antigo engano religioso que já surgiu. Porém, em sua versão moderna, começou no século XIX, ou
pouco antes. Houve um avivamento, um recrudescimento ou um ressurgimento, com um fato que
aconteceu com certa família, na América do Norte, em Hydesville (Nova Iorque), em 1848.

Esta família se chamava Fox. O casal tinha duas filhas, Margarida (Margaret), de 14 anos, e
Catarina (Kate), de onze, que foram protagonista de uma fatos que deram origem ao atual
espiritismo.

Em meados de março de 1848, começaram a ouvir-se golpes nas portas e objetos que se moviam
de um lugar para outro, sem auxílio de mãos, assustando as crianças. Às vezes, a vibração era
tamanha que sacudia as camas. Finalmente, na noite de 21 de março de 1848, a jovem Kate
desafiou o poder invisível e repetiu o barulho como um estalar de dedos. O desafio foi aceito e
cada estalar de dedos era repetido, o que surpreendeu toda a família. Dessa forma se estabeleceu
contato com o mundo invisível, e a notícia alastrou-se por outras partes, admitindo-se que tais
espíritos eram dos mortos.

Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época,
propagou-se o espiritismo por toda a América do Norte e na Inglaterra. Na época, outros países da
Europa também foram visitados, com sucesso, pelos espíritas norte-americanos. As irmãs Fox
passaram à História como as fundadoras do Espiritismo moderno.

Na França, o figura máxima que deu força ao espiritismo é conhecida pelo nome de Allan Kardec.
Chamava-se Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, em 3 de outubro de 1804. Era
formado em letras e ciências, doutorando-se em medicina. Estudou com Pestalozzi, de quem se
tornou fiel discípulo e cujo sistema educacional ajudou a propagar.

Rivail tomou conhecimento de um algo extraordinário que acontecia no momento, e que causava
um grande alvoroço na sociedade francesa: o fenômeno das mesas girantes e falantes, que
afirmavam ser, um resultado da intervenção dos espíritos. A princípio ele não acreditou e rejeitou
esta idéia, por considerá-la absurda. Porém, assistiu a uma reunião na casa da Sra. Plainemaison,
onde presenciou fenômenos que o impressionaram profundamente, como ele próprio relatou
depois.

Daí, foi um passo para manter contato com os espíritos que o orientaram a escrever e codificar
seus ensinos. Dizia Kardec que havia recebido a missão de pregar uma nova religião, o que
começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", que
contribuiu para propagação desta "doutrina". Dotado de inteligência e inigualável sagacidade
escreveu outros livros que deram mais força ao espiritismo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, A
Gênese, O Céu e o Inferno, e, O Livro dos Médiuns. Foi ele o introdutor no espiritismo da idéia da
reencarnação. Fundou "A Revista Espírita", periódico mensal editado em vários idiomas.

Rivail (Allan Kardec) morreu em 1869.

Para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais sobre a história do espiritismo, indicamos a
leitura dos livros que citamos no final.

O Conceito de Deus no Espiritismo

A doutrina espírita acerca de Deus é ambígua, ora assumindo aspectos deístas, ora aspectos
panteístas, ora confundindo-se com a doutrina de Deus do Cristianismo histórico. Os autores
espíritas parecem não conseguir estabelecer um consenso sobre esse assunto de vital
importância. Até mesmos nas obras de um único autor encontram-se contradições flagrantes.

Sobre as qualidades de Deus, Allan Kardec define: "Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial,
único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom". (O Livro dos Médiuns, cáp. I, 13)

Mas, depois, definindo a alma, nega sua imaterialidade, alegando que o imaterial é o "nada", ao
passo que a alma é alguma coisa. Diante disto, será que o espiritismo acredita que Deus é nada?

A fim de explicar a existência de Deus, Allan Kardec, se vale de argumentos clássicos do deísmo,
de que "não há efeito sem causa". De acordo com o conceito deísta, Deus teria criado o universo e
depois se retirado dele, deixando-o entregue à ação das leis físicas que, desde então, governam,
como se o universo fosse um grande relógio.

No Capitulo II, item 19, de "A Gênese" (Allan Kardec), lemos que são atributos de Deus: "Deus é,
pois a suprema e soberana inteligência; é único, eterno, imutável, imaterial, todo poderoso,
soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser outra coisa". Esta
conceituação concorda com o que o Cristianismo histórico reconhece como alguns atributos
divinos. Porém, o fato de uma determinada religião ou seita ter pontos em comum com o
Cristianismo bíblico não é suficiente para lhe qualificar como cristã.

Embora o conceito espírita de Deus tenha nuanças deístas e ao mesmo tempo uma certa
semelhança com a doutrina bíblica, é inegável que ela às vezes também possui um forte sabor
panteísta. Senão, vejamos o que León Denis escreveu: "Deus é a grande alma universal, de que
toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui, em esta latente,
forças emanadas do divino foco." (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, 5a. ed., pág. 246).
Conceito totalmente panteísta!

Em outro lugar, Denis faz as seguintes assertivas acerca de Deus e sua relação com o universo
(conceitos também panteísta): "Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do
mundo, nem subsistir à parte... [Deus é o] Deus imanente, sempre presente no seio das coisas
[sendo que] o Universo não é mais essa criação, essa obra tirada do nada de que falam as
religiões. É um organismo imenso animado de vida eterna... o eu do Universo é Deus." (Léon
Denis, Depois da Morte, pág. 114, 123, 124 e 349).

Entretanto a Palavra de Deus (a Bíblia), refuta com veemência estes ensinos. Façamos um rápido
confronto doutrinário, em conformidade com a inspiração bíblica:

Deus é um ser pessoal: "Ele é um ser individual, com autoconsciência e vontade, capaz de sentir,
escolher e ter um relacionamento recíproco com outros seres pessoais e sociais." (Millard J.
Erickson, Christian Theology, Baker Book House, Grand Rapids, 1986, p. 269). Citaremos a seguir
algumas provas bíblicas da personalidade de Deus:

a) Ele fala: "E disse Deus: Haja luz; e houve luz." (GN 1:3)

"HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos
profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,"

"A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo." (HB 1:1 e 2)

b) Ele tem emoções (sentimentos):

Misericórdia: "Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade."

"Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que
o temem." (SL 103:8 e 13)

Amor: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1JO 4:8)

"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos
corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (RM 5:5)

c) Ele tem vontade própria: "Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou." (SL
115:3)

Deus é transcendente e imanente e também distinto de sua criação: A Bíblia mostra claramente
que Deus não é um ser distante, que teria criado o universo e depois se ausentado dele, como
pensa o deísmo. "Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer
sair da terra o pão," (SL 104:14)

"Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos."
(MT 5:45)

Pode-se ver, assim, que ele está presente na criação, tem interesse nela e cuida dela,
principalmente do homem, criado à sua imagem e semelhança.

Transcendência: "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus,
não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado." (1RS 8:27)
Imanência: "Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR.
Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR." (JR 23:24)

"ASSIM diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me
edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?" (IS 66:1)

Cristo no Espiritismo

Para falarmos na Divindade de Jesus Cristo, temos de falar também no assunto da Trindade, pois
estas teses são básicas do Cristianismo bíblico e histórico e fazem parte do fundamento doutrinário
que o distingue de todas as demais religiões e também da maioria das seitas pseudo-cristãs. O
espiritismo, em geral, através de suas autoridades exponenciais, negam tanto a Trindade, quanto a
Divindade de Jesus. Isto porque, em sua tentativa de oferecer ao homem um sistema religioso de
auto-salvação, isto é, em que ele se salva por seus próprios méritos, excluem e negam a existência
do Deus trino. Entretanto, a revelação bíblica aponta para a impossibilidade de o homem efetuar
sua própria salvação, e mostra como o próprio Deus se encarnou para tornar possível ao homem o
acesso ao seu Criador. No próximo item examinaremos a doutrina da salvação, do ponto de vista
bíblico, em confronto com plano de salvação do espiritismo.

Grande parte dos escritores espíritas assumem uma posição frontalmente contrária à crença da
Trindade. Para eles, Deus é um ser monopessoal, existindo em forma de uma só pessoa, o Pai, e
negam que o Filho seja Deus e até rejeitam a existência do Espírito Santo como ser pessoal. O
Jornal Espírita de março de 1953 respondendo à pergunta sobre se há mais de uma pessoa em
Deus, declara o seguinte: "Não; a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai
celeste é um só para todos os filhos do Universo". (Jornal Espírita, Rio de Janeiro, março 1953, p.
4)

A Bíblia, a Palavra de Deus, revela-nos um Deus trino, isto é um Deus eternamente subsistente em
três pessoas, iguais entre si em natureza, essência e poder.

Muitos usam as passagens seguintes para dizer que Deus é um só, ou seja, uma unidade
absoluta:

"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (DT 6:4)

"Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o
saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se
formou, e depois de mim nenhum haverá." (IS 43:10)

"Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me
conheças;" (IS 45:5)

"Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu
sou o SENHOR, e não há outro." (IS 45:6)

Essas passagens bíblicas afirmam claramente a unidade de Deus e demonstram que a natureza
divina é indivisível. Poderíamos acrescentar outras passagens para reforçar esse aspecto da
natureza de Deus. Entretanto, devemos levar em consideração que muitas vezes as Escrituras,
principalmente no Antigo Testamento, apresentam determinadas realidades como sendo
constituídas de uma unidade composta.

Por exemplo: o casamento. A Bíblia diz que "deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher,
tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2:24). É evidente que a unidade constituída por marido e
mulher é uma unidade composta e não uma unidade simples ou absoluta. Da mesma forma, pode-
se dizer que há no Antigo Testamento muitas evidências de que a unidade de Deus é uma unidade
composta, como é indicado por muitas passagens, que revelam uma pluralidade de pessoas na
Divindade. No Novo Testamento, por sua vez, a doutrina da Trindade é apresentada com clareza.
(Para melhor compreensão, ver "A TRINDADE")

O espiritismo não só nega a Divindade de Jesus, assim como defende a tese de que seu corpo não
era real, de carne e ossos, mas fluídico, dando apenas a impressão de real.

Léon Denis, seguindo a mesma linha de pensamento de Kardec, segundo a qual Jesus teria sido
mero homem e elevado à categoria de Deus por seus seguidores. Diz ele:

"Com o quarto Evangelho e Justino Mártir, a crença cristã efetua a evolução que consiste em
substituir a idéia de um homem honrado, tornado divino, a de um ser divino que se tornou homem.
Depois da proclamação da divindade de Cristo, no século IV, depois da introdução, no sistema
eclesiástico, do dogma da Trindade, no século VII, muitas passagens do Novo Testamento foram
modificadas, a fim de que exprimissem as novas doutrinas."

Assim se expressa Roustaing quanto à natureza do corpo de Jesus:

"A presença de Jesus entre vós, durante todo aquele lapso de tempo, foi, com relação a vós
outros, uma aparição espírita, visto que, pelas suas condições fluídicas, completamente fora dos
moldes da vossa organização, seu corpo era harmônico com a vossa esfera, a fim de lhe ser
possível manter-se longo tempo sobre a Terra no desempenho da missão com que a ela baixara."

Não queremos aqui negar que Cristo veio em plena humanidade, pois Bíblia afirma reiterada vezes
a plena humanidade do Filho de Deus. O apóstolo João condenou os ensinos gnósticos de sua
época, que entre outros ensinos negavam que Jesus tivesse vindo em carne, dizendo que o seu
corpo humano era mera aparência. Diz o apóstolo:

"AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos
falsos profetas se têm levantado no mundo." (1JO 4:1)

"Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em
carne é de Deus;" (1JO 4:2)

Quanto ao corpo de Jesus, vejamos o que o relato bíblico nos diz:

"Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito
não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)

Embora o corpo ressuscitado de Jesus tivesse propriedades extraordinárias, como a capacidade


de materializar-se e desmaterializar-se:

"Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes." (LC 24:31)

"E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja
convosco." (LC 24:36)

Tinha também a propriedade de entrar em ambientes fechados:

"Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os
discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-
lhes: Paz seja convosco." (JO 20:19)

Apesar das características acima, seu corpo era constituído de carne e ossos: "Vede as minhas
mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem
ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)
Embora não seja nossa intenção nos aprofundarmos num estudo sobre a humanidade de Jesus,
acrescento que Cristo experimentou sentimentos e necessidades humanos não pecaminosos,
como:

Cansaço: "E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto
da fonte. Era isto quase à hora sexta." (JO 4:6)

Sede: "Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se
cumprisse, disse: Tenho sede." (JO 19:28)

Fome: "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;" (MT 4:2)

Quanto a divindade de Cristo, o testemunho das Escrituras é plenamente reconhecido. Tanto os


espíritas quanto os Testemunhas de Jeová, negam a divindade de Cristo. Para uma melhor
compreensão do assunto, convido-o a ler: A TRINDADE.

Plano de Salvação do Espiritismo

O espiritismo ensina que o homem, através de sucessivas reencarnações, pelos seus próprios
esforços e pela prática das boas obras vai aprimorando-se a si mesmo, sem necessidade do
sacrifício vicário de Jesus Cristo. A Bíblia nos diz que a nossa salvação é obra divina; o espiritismo
diz que é esforço humano. A Bíblia diz que o sofrimento de Cristo visa a nossa expiação; o
espiritismo diz que Jesus foi mero espírito adiantado, que nos serve apenas de exemplo. A Bíblia
diz que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado e que o Espírito Santo nos ensina toda a
verdade; o espiritismo, ignora a Trindade Divina, reduz toda a expiação à obra dos "espíritos" - os
espíritos dos mortos, que nos orientam e aconselham, e o espírito de Cristo, que, tendo alcançado
um nível superior, não obstante se encarnou para servir como exemplo.

Diz-nos Kardec, sobre a graça: "... se fosse um dom de Deus, não daria merecimento a quem a
possuísse. O espiritismo é mais explícito, porque ensina que quem a possui a adquiriu pelos
próprios esforços em suas sucessivas existências, emancipando-se pouco a pouco das suas
imperfeições." (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, IV, XVII)

Que contradição com as Escrituras! Deus não nos salva com base em quaisquer méritos pessoais
nossos, mas unicamente por sua graça: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus;"

"Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus."
(RM 3:23 e 24)

O ensino espírita segundo o qual "Fora da caridade não há salvação" identifica a salvação com a
prática de boas obras. Entretanto, as boas obras não salvam, nem ajudam ninguém a salvar-se.
Paulo afirma em Efésios:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus."

"Não vem das obras, para que ninguém se glorie;" (EF 2:8 e 9)

Ele declara que fomos criados em Cristo para as boas obras: "Porque somos feitura sua, criados
em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (EF
2:10). Portanto, não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras.

As boas obras são o resultado da nossa fé em Cristo, pois quando nos tornamos novas criaturas,
mediante a fé nele, abandonamos as práticas más e nos voltamos para a prática do bem. "Assim
que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez
novo." (2CO 5:17)
Logo, as boas obras são a manifestação do amor que a pessoa tem a Deus.

A Bíblia nos mostra claramente que todo o problema do homem é motivado pelo pecado, pois
"todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). Deus ama os pecadores, porém o
pecado separa o homem de Deus:

"EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu
ouvido, para não poder ouvir."

"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados
encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (IS 59:1 e 2)

O homem nada pode fazer para alcançar justificação diante de Deus. O sofrimento e as boas
obras, como apregoa o espiritismo, jamais serão suficientes para vencer a distância que o separa
de Deus, pois, como expressou o profeta Isaías, "... todos nós somos como o imundo, e todas as
nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas
iniqüidades como um vento nos arrebatam." (IS 64:6)

O estado do homem é profundamente desesperador, porém não irremediável, "Porque Deus amou
o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna." (JO 3:16)

Jesus Cristo veio ao mundo com objetivo específico de "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc
10:45)

Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus pelos nossos pecados, para que possamos obter a
salvação:

"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a
Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;" (1 Pe 3:18)

"Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os
pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." (1 Pe 2:24)

Que contraste com o que ensina o espiritismo! Vejamos o que escreveu Léon Denis ao negar o
valor do sacrifício de Cristo em nosso lugar:

"Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue,
mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si
mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os
espíritos, aos milhares afirmam em todos os pontos do mundo".

Percebe-se aqui uma contundente tentativa de negar o valor da obra expiatória de Cristo na cruz.
Ao dizer que o sangue, "mesmo de um Deus", não poderia resgatar ninguém, Denis está
implicitamente, mais uma vez, negando a divindade de Jesus, a qual, como vimos, é afirmada
pelas Escrituras.

O conceito espírita de salvação é aquele que a Bíblia chama de "outro evangelho". Ele é tão
contrário ao caminho da salvação de Deus que a Escritura o colocou sob a maldição divina:

"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para
outro evangelho qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o
evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho
além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (GL 1:6 a 8).
A salvação vem unicamente pela graça (favor imerecido) de Deus e não por qualquer coisa que a
pessoa possa fazer para ganhar o favor de Deus, ou pela sua retidão pessoal. "Porque pela graça
sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que
ninguém se glorie". (Ef 2:8 e 9).

A Bíblia no Espiritismo

O espiritismo nega textualmente a inspiração divina da Bíblia, ensina que o registro bíblico não
deve ser tomado literalmente.

Eis o que Kardec diz a respeito das Escrituras:

A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão desenvolvida pela ciência, não poderia
aceitar hoje em dia; igualmente, contém fatos que parecem estranhos e repugnantes, porque se
ligam a costumes que não são adotados... A ciência, levando suas investigações até a entranhas
da terra, e à profundeza dos céus, tem pois demonstrado de modo irrecusável os erros da Gênese
mosaica tomada à letra, e a impossibilidade material de que as coisas se hajam passado tal com
estão relatadas textualmente... Incontestavelmente, Deus, que é todo verdade, não pode induzir os
homens ao erro, nem consciente, nem inconscientemente, pois então não seria Deus. E, pois, se
os fatos contradizem as palavras que a ele são atribuídas, necessário se torna concluir,
logicamente, que ele não as pronunciou, ou que elas foram tomadas em sentido diverso... Acerca
desse ponto capital, ela [a ciência] pôde, pois, completar a Gênese e Moisés, e retificar suas partes
defeituosas." (Allan Kardec, A Gênese, IV, 6, 7, 8 e 11).

Léon Denis, outra autoridade do espiritismo, assim se expressa sobre o valor da Bíblia;

"... não poderia a Bíblia ser considerada "a palavra de Deus" nem uma revelação sobrenatural. O
que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas ou legendárias, de ensinamentos
sublimes, de par com pormenores às vezes triviais". (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, FEB,
São Paulo, s.d., 7a. ed., pág. 267).

Assim, o espiritismo, através de suas maiores autoridades, nega a revelação divina encontrada nas
Escrituras, relegando-as ao nível de uma mera compilação de fatos históricos e lendários. É
curioso, entretanto, que querendo dizer-se cristão, o espiritismo freqüentemente lance mão das
Escrituras, citando-as com profusão quando lhe convém.

Isto significa que para os espíritas não faz diferença se a Bíblia é ou não a Palavra de Deus -
desde que possam usá-la quando desejam dar à sua crença uma aparência cristã, ou seja, citando
passagens isoladas que parecem dar apoio à teorias espíritas. Quando, porém, o ensino claro das
Escrituras refuta essas mesmas teorias, dizem então que elas não são a inerrante Palavra de Deus
pela qual devemos testar o que cremos.

Portanto, o espiritismo não é uma religião cristã, pois nega a inspiração do Livro que é a base do
cristianismo, assim como os seus ensinos. Com o que concorda o escritor espírita Carlos Imbassy,
quando escreveu:

"O espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus
princípios nas Escrituras... a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome - Espiritismo."
(Carlos Imbassy, À Margem do Espiritismo, p. 126)

Conclusão

Pelo exposto, diante das evidências da Palavra de Deus, sigamos os seus ensinos, pois ela,
positiva e enfaticamente, condena o espiritismo e proscreve-o em todas as suas formas, tanto
antigas como modernas.
Não poderíamos concluir nosso trabalho, sem informar a verdadeira identidade dos espíritos do
espiritismo.

Não resta dúvida que seres espirituais fazem suas aparições e manifestam seus poderes nas
sessões espíritas. O que desejamos saber é quem são esses seres desencarnados, que vêm ao
nosso mundo por convite especial ou invocação dos médiuns.

Podem os mortos comunicarem-se com os vivos?

Para responder a esta e as perguntas que se seguem, apenas as Sagradas Escrituras, a revelação
máxima da vontade de Deus, esclarecem com autoridade essa questão, dando-nos a verdadeira e
plena satisfação de ter encontrado a resposta.

Gostaria que você lesse no evangelho, no livro de Lucas, a parábola do rico e Lázaro, que se
encontra no capitulo 16, versículos de 19 a 31. Nesta passagem vemos claramente que os mortos
não podem e não tem permissão para se comunicarem com os vivos. Demos ênfase ao versículo
26: "E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem
passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá." (LC 16:26)

Não encontramos em nenhum lugar das Escrituras um só indicio de que o homem, em seu estado
atual, possa ter qualquer tipo de relação com os espíritos dos mortos. Pelo contrário, como vimos,
o Senhor tem "as chaves da morte e do inferno" (Apocalipse 1:18) e somente Ele tem poder para
fazer sair dali os espíritos, o que fará nas duas únicas ocasiões, ou seja, na primeira ressurreição
para os santos (1 Ts 4:16) e na ressurreição do juízo para os perversos (João 5:29). Enquanto
aguardamos esse evento, o espíritos dos crentes que já morreram está com o Senhor, "ausente
deste corpo e presente com o Senhor" (2 Coríntios 5:8); eles partiram para estar com Cristo
(Filipenses 1:23), mas os espíritos dos perversos estão "em prisão" (I Pedro 3:19), motivo pelo qual
não têm a liberdade de sair quando são "chamados".

Se não resta dúvida que no espiritismo entra-se em contato com poderes sobrenaturais, com
espíritos e forças extra-humanas e extraterrenas, capazes de manifestações surpreendentes, e se
esses espíritos, segundo os ensinos das Escrituras, não pertencem aos mortos, então quem são
eles? Qual é a sua história? Qual a sua missão? Onde habitam?

Quem são eles?

A Bíblia nos fala de seres espirituais, invisíveis aos homens, que algumas vezes se materializam e
exercem poderes sobrenaturais. Tais forças espirituais compõem de duas classes: a de seres
bons, chamados de anjos, a quem Deus usa para proteção e auxílio ao homem, e a de seres
maus, que assim se tornaram porque voluntariamente se afastaram do plano original de Deus e
tomaram parte num movimento de rebelião contra o governo de Deus.

Os anjos são seres espirituais criados por Deus, conforme está escrito: "Porque nele foram criadas
todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações,
sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele." (CL 1:16)

Mais ainda, as Escrituras afirmam que os anjos são uma ordem de seres mais elevada do que os
homens:

"Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste." (SL 8:5)

Qual a sua missão?

Sabemos existir duas categoria de anjos: os bons e aqueles que se tornaram maus.

Os bons tem como missão sempre beneficiar o homem. São chamados na Bíblia "espíritos
ministradores" ou mensageiros." Deus os envia para socorrer a humanidade em diferentes
circunstâncias da vida.

Anjos tem agido de modo maravilhoso em diferentes ocasiões, algumas vezes assumindo a forma
humana, a fim de proteger a crianças e adultos. As Escrituras contem muitas histórias de tais
ocasiões.

É bastante conhecida esta passagem que afirma esta realidade: "O anjo do SENHOR acampa-se
ao redor dos que o temem, e os livra." (SL 34:7)

Falando dos "pequeninos" Jesus nos diz sobre os anjos de guarda destes: "Vede, não desprezeis
algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de
meu Pai que está nos céus." (MT 18:10)

Também é bastante conhecido o relato do acontecido com Daniel: "O meu Deus enviou o seu anjo,
e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano." (DN 6:22)

Então, se os espíritos não são os mortos que voltam, podem ser os anjos bons? A resposta é
definitivamente Não, pela simples razão de que os espíritos que aparecem nas sessões são
impostores. Afirmam ser os espíritos de seres humanos mortos, e em dizendo isto proferem uma
falsidade. Consequentemente, não podem ser anjos de Deus. Os anjos, como Deus, não mentem.
O próprio espiritismo admite que alguns dos espíritos são mentirosos. Allan Kardec assevera que
"os espíritos enganadores não tem escrúpulos em se abrigarem sob nomes que tomam
emprestado, para fazerem aceitar suas utopias". (O Evangelho Segundo o Espiritismo, IDE,
Introdução II, p. 12) Mais adiante ele nos diz: "O espiritismo vem revelar uma outra categoria bem
mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas
entre os desencarnados: a dos espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo-sábios que
da Terra, passaram para a erradicidade, e se adornam com nomes veneráveis para procurar,
graças à máscara com a qual se cobrem, recomendar idéias, freqüentemente, as mais bizarras e
as mais absurdas." (Idem, cáp. XXI, pág. 261).

Segundo as Escrituras, não somente alguns dos espíritos são mentirosos, como afirma Kardec,
mas todos o são, porque mantém a falsidade e procuram passar por quem não são.

A única coisa que nos resta é identificar tais espíritos com as potências do mal, as quais Paulo
chama "hostes espirituais da maldade". Mas de onde vêm? Quem as criou? Pode um Deus perfeito
e perfeitamente bom criar seres vis e enganadores?

Qual é a sua história? (A origem do mal)

Segundo o espiritismo, "O mal, sendo o resultado das imperfeições do homem, e o homem, sendo
criado por Deus, Deus, dir-se-á, se não criou o mal, pelo menos a causa do mal; se houvesse feito
o homem perfeito, o mal não existiria". (Allan Kardec, A Gênese, cáp. III, item 9). Em outras
palavras, diz o espiritismo que Deus, que Deus, "se não criou o mal, pelo menos (criou) a causa do
mal". No parágrafo seguinte desta citação encontramos: "Se o homem tivesse sido criado perfeito,
seria levado fatalmente, ao bem". Se Deus tivesse criado o homem perfeito, consequentemente,
ele seria igual a Deus, seriam Deuses em potencial e não homens.

Diz-nos o relato bíblico que o homem foi criado "à sua imagem, conforme a sua semelhança" (Ver
Gn 1:26 e 27). Deu também ao homem livre arbítrio. ou seja, a capacidade de resolução que
depende só da vontade. Colocou a teste sua obediência quando disse: " De toda a árvore do
jardim comerás livremente,"

"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela
comeres, certamente morrerás." (GN 2:16 e 17). Bem sabemos o final desta história. O homem
desobedeceu a Deus e começou toda a sua desgraça. (Ver Gn 3)
Esta foi a história do pecado, a origem do pecado entre os homens. E a origem do mal? Onde teve
seu princípio? Foi com a queda do homem? Certamente que não. Sua origem se deu muito antes
da criação do homem.

Deus jamais criou um diabo ou demônios. Mas criou seres perfeitos e bons, com pode de livre
escolha:

"Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio
das pedras afogueadas andavas." (EZ 28:14)

"Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em
ti." (EZ 28:15)

"Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do
teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti." (EZ 28:17)

Deus criou um ser de exaltada beleza, de absoluta perfeição, de maravilhoso poder. Mas a inveja,
o orgulho e a ambição egoística corromperam a sua santidade.

No Antigo Testamento, encontra-se registrada a triste história daquele que uma vez fora o ser mais
exaltado do universo:

"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que
debilitavas as nações!"

"E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e
no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte."

"Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." (IS 14:12 a 14)

A soberba e a ambição o corromperam. Quis ser semelhante a Deus. Ao iniciar a rebelião contra
Deus, foi aviltado e expulso de sua magnífica morada, arrastando, em sua queda, importante
contingente da hoste celestial que conseguira enganar.

O capítulo 12 de Apocalipse menciona uma grande batalho no Céu. Aí João, o revelador, fala da
visão que Deus lhe deu:

"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o
dragão e os seus anjos;"

"Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus."

"E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana
todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." (AP 12:7 a 9)

Na sua queda, o diabo, satanás, a antiga serpente, aquele que fora Lúcifer (filho da alva), arrastou
a terça parte dos anjos com ele:

"E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o
dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o
filho." (AP 12:4)

São eles que estão por trás do espiritismo, o diabo e seus anjos caídos!

Onde habitam?
Deixemos que a Palavra de Deus responda:

"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o
dragão e os seus anjos;"

"Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus."

"E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana
todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." (AP 12:7 a 9)

Conclusão

As forças misteriosas que produzem as estranhas manifestações sobrenaturais nas sessões se


distinguem por três características, e a Bíblia as atribui a Satanás e seus anjos - os demônios:

São seres espirituais invisíveis, e só ocasionalmente se materializam, numa forma enganadora.

São mentirosos, impostores, pois se declaram espíritos de mortos, ao passo que a Bíblia afirma
que os mortos não podem comunicar-se com os vivos e vice-versa.

Jesus Declara a respeito de Satanás: "Não há verdade nele; quando fala mentira, fala do que lhe é
próprio; pois é mentiroso, e pai da mentira". (Jo 8:44)

Desde que lançado fora do Céu com os seus anjos, o principal objetivo de sua existência tem sido
enganar, seduzir, impelir os homens para a ruína, e opor-se a toda verdade com respeito a sua
própria natureza e a natureza de Deus. Os espíritos nas sessões mostram-se impostores porque
declaram falsa identidade.

São inteligências poderosas e capazes de realizar coisas impossíveis ao homem. Investigações


científicas têm provado que as manifestações espíritas são inexplicáveis na moldura de leis
naturais conhecidas, e devem ser incluídas entre os fenômenos chamados em linguagem religiosa
"milagres".

Dizem as Escrituras que Satanás e seus espíritos malignos agem "com todo o poder, e sinais e
prodígios de mentira". O apóstolo João disse: "E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz
descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi
permitido que fizesse." (AP 13:13 e 14)

Jesus advertiu a todos os cristãos: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão
grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." (MT 24:24)

Muito embora tenhamos a mais sincera consideração pelos que ativamente promovem o
espiritismo, sentimo-nos obrigados a afirmar, com a autoridade da Bíblia, que o espiritismo tem
origem satânica, e sua prática não somente engana os homens, afastado-os do único caminho da
salvação mediante o evangelho (que aponta para Jesus Cristo e seu sacrifício vicário), mas
freqüentemente perturba a alma, confunde as faculdades mentais e precipita o ser humano numa
escravizante dependência dos espíritos, levando à desorientação e ao desespero.

É por isto que a Bíblia condena o espiritismo.

Bibliografia:

1. Forças Misteriosas Que Atuam Sobre a Mente Humana, Fernando Chaij, Casa Pub.Brasileira.
2. Grandes Verdades Sobre o Espiritismo, Reginaldo Pires Moreira, JUERP.
3. O Império das Seitas, Walter Martin, Editora Betânia.
4. Desmascarando as Seitas, Natanael Rinaldi e Paulo Romeiro, Casa Publ. das Assemb. de Deus.
5. Seitas e Heresias, Raimundo F. de Oliveira, Casa Publ. das Assemb. de Deus.

CANDOMBLÉ - Origem
Carlos Henrique - novembro/1998
CENTRO DE PESQUISAS RELIGIOSAS

O candomblé, como conhecemos no Brasil, é um sub-produto dos "Cultos aos Males, Irunmales e
Orixás". Estes cultos são originários do Continente africano. Foram espalhados pelo mundo no
advento da escravidão dos negros africanos. Vários povos (ou nações) foram trazidos para o Brasil
como escravos. Cada nação era formada por várias tribos. Cada
tribo tinha sua forma de culto e seu deus particular. Ex. (Povo
Nagô)

Cidade: Oyó = Deus adorado: Xango


Cidade: Irê = Deus adorado: Ogum
Cidade: Keto = Deus adorado: Oxossi
Cidade: Ilexá = Deus adorado: Oxum
Cidade: Ibadam= Deus adorado: Yemanjá

Cada indivíduo por sua vez adorava o deus coletivo, seu bara
(dono do seu corpo), seu olori (dono de sua cabeça) e seu odu
(seu destino).

Há outros cultos menores e particulares:

Geledé: Culto a Yami Oxorongá (minha mãe feiticeira) culto de exclusividade feminina onde
algumas mulheres eram consideradas como tendo poderes sobrenaturais. Seu domínio e seu
símbolo eram as aves.

Egungun: Culto prestado aos mortos, feito somente por homens. Eles acreditam ter domínio sobre
as almas errantes. Porém há grande temor entre eles. Acreditam que, quando a alma
desencarnada está manifesta, não se pode tocar nem em suas roupas que são coloridas e tem
armações de bambu. Os mortos não incorporam, manifestam-se de forma sobrenatural entrando
numa dessas roupas.

Formação do panteão de orixás

Com a vinda de muitas nações africanas para o Brasil, vieram um sem número de cultos e deuses.
No nordeste do Brasil a predominância, entre outros povos trazidos, foi dos Nagôs que falavam o
Yorubá (língua do rei). Já no sudeste a predominância foi dos povos bantos. Com a necessidade
deles viverem juntos nas senzalas (tanto no nordeste como no sudeste do Brasil) ouve uma
mesclagem das culturas (roupas, dialetos, indumentárias cultos e etc.) com as predominâncias já
citadas. Daí nasce o que chamamos no Brasil Candomblé. Palavra de origem desconhecida.

Obs. Neste ensaio faremos referência a esses dois povos.

Conceito de Deus

Para os nagôs (nordeste do Brasil) existe um criador de todas as coisas, cujo nome não é
permitido dizer. Eledumarê ou Eledumayê ou ainda Olodumaré, (Senhor do Destino Eterno ou
Deus Eterno). Vale comparar com o título dado a Deus: El adonai.

Para os bantos (sudeste do Brasil) o criador é Zambi .

Conceito de Salvação

Na visão dos nagôs, quando um africano morre crê-se que ele vai para um dos nove oruns (céus)
existentes. Quem cuida desses oruns é uma entidade chamada Oyá - Inhaçã (Yámesan - Mãe dos
nove - fazendo referência aos nove oruns ou nove cabeças).

Quando uma alma desencarnada fica vagando, é chamado o alagbá (chefe do culto dos egunguns)
para despachá-lo.

Há também uma cerimônia quando alguém ligado ao culto morre. É o Axexê - cerimônia fúnebre
para apascentar o morto e invocar Oyá Balé (título que significa: senhora dos mortos ou do
cemitério) para levá-lo ao seu destino.

Pecado

Não há conceito de pecado. Todas as oferendas são feitas para agradar e reverenciar os deuses.
Há dois tipos básicos de oferendas: O ebó - sacrifício ou obrigação e o Irubó - oferenda.

Nestes sacrifícios ou oferendas acredita-se que: A energia vital do animal (seu sangue) sacrificado
é transferida para o ofertante ou aquele que faz o sacrifício.

Cerimônias de Iniciação

Nas cerimônias de iniciação (vide cap. Gen. 29:1-35), há um ritual chamado afejewé (nós lavamos
com sangue) que é o ápice do ritual. Consiste em sacrificar vários animais e banhar o yaô (noiva -
novato) naquele sangue colhido. Todos os iniciados são sacerdotes. A cerimônia visa o
renascimento do yaô. O mesmo fica recluso um período de tempo que varia de tribo para tribo.
Este período de reclusão eqüivale a sua morte. A cerimônia do afejewé o princípio do seu
renascimento. Quando renascido o yaô recebe o seu orukó - novo nome e passa por um ritual de
reaprendizagem das atividades comuns do tipo: comer, se vestir, andar sentar etc. Tudo lhe é
ensinado novamente e quem faz isto é a yákota - mãe criadora ou mãe pequena. Nunca mais se
pode fazer referência ao "velho homem morto" ou seja nem seu velho nome pode ser dito. Se por
ventura alguém chama um desses sacerdotes por seu velho nome é como se lhe desejasse a
morte.

O candomblé no Brasil

No Brasil muito de tudo isto se perdeu e muito foi acrescentado. O candomblecista comum acredita
em Deus e os noviços são marcados no seu corpo com uma cruz, na maioria das casas de
candomblés. São levados, após as cerimônias de iniciação a uma missa para receber a bênção do
padre. Uma tradição que virou ritual.

UMBANDA - Origem

Os portugueses impuseram aos negros escravos sua crença católica, o que não foi muito bem
aceita nas senzalas. Além de obrigar os negros a aceitarem sua crença os portugueses também
proibiram os cultos aos deuses pagãos dos escravos. Os escravos que não se submeteram foram
perseguidos, açoitados e mortos. Até que surgiu entre eles a idéia de se fazer como em Ilexá
(cidade da Nigéria), ou seja abrir um ujubô - buraco sagrado e nele depositar o seu igbá - espécie
de vasilha pactual (arca da promessa) onde se encontrava alguns objetos. Sobre este ujubô os
escravos colocavam as imagens dos santos católicos.
Nos seus cultos eles diziam estar reverenciando os santos e o deus católico com cânticos em
dialetos africanos e com danças características, mas na verdade adoravam seus deuses e
cantavam a ele. Surge daí o sincretismo afro-brasileiro. Surge também a tradição de levar os
iniciados a uma missa, o que foi incorporado ao ritual comum de iniciação.

Com o passar dos tempos a proibição caiu por terra, mas ficou a tradição. Com a morte dos
patriarcas o culto foi perdendo suas origens e povo foi acreditando nas imagens. Foram sendo
acrescentados cultos não originários da África: Culto aos cablocos, aos povos de rua (culto a
oluponã). Culto a pomba-gira (Bombogira dos bantos), culto às almas - pretos velhos (culto aos
egunguns dos nagôs).

Foram aculturadas diversas crenças que podem ser encontradas nos


altares: Vudu (originária da Europa - basicamente feitiçaria ). Encontra-se
também sobre seus altares a imagem de Jesus, de Maria, de Buda entre
outros.

Doutrinas

Os umbandistas não têm doutrina clara sobre nada. São na minha visão
desnorteados. Acreditam no deus dos católicos, em Jesus, na virgem
Maria, crêem nas doutrinas Kardecistas sobre caridade para salvação.
Não têm claro o destino de sua alma depois da morte. Pendem os
umbandistas mais para o espiritismo, mas continuam fazendo sacrifícios
e pactos com os deuses que se apresentam nos terreiros.

Há uma corrente da umbanda que se auto denomina umbanda branca,


uma versão rústica do kardecismo, onde não há mais sacrifícios e os médiuns "trabalham" por
caridade.

Animismo na cultura africana


Pr. André Nguina Quiala
Pastor da Missão Vem Para Cristo (Angolano)

"ENTRE OS BAKONGOS"
Tenho lido muitos artigos de estudos missiológicos e de religiões sobre animismo. Falando mais no
campo missiológico, o animismo é classificado como a sexta religião presente e crescente (2,88%
da população), o que leva os missiólogos a classificá-la como religião menor.

Os mesmos estudos indicam que essa religião, aparentemente menor no contexto mundial, acaba
sendo a terceira religião da África, praticada por 20% da população do continente.

Não quero afirmar categoricamente que estas estatísticas estão corretas, devido até às
dificuldades de se fazer um senso exato das religiões hoje, em razão do crescimento e dificuldades
geopolíticas mundiais, em particular, da África.

Meu artigo não visa a abranger a África toda. Se esta fosse a idéia, faria mais no contexto da
cultura bauto, que eu conheço e estudo.

Vou limitar-me a falar do animismo na cultura dos bakongos, isto é, os povos do norte de Angola,
Brazavile, e República do Congo (ex-Zaire) Apesar de ser angolano de naturalidade e
nacionalidade, sou Kikongo, no contexto de tribo e língua.

Tenho considerado grosseria missionários que ficam 3, 4, 5, ou até 15 anos em uma região da
África, escreverem uma matéria baseada naquele contexto e a reputa como realidade africana.
Peço perdão a esses missionários e que respeitem mais a África. A África é um continente de 47
países e milênios de história.

Vamos ao assunto e deixemos estas polêmicas para outro momento.

I - O animismo entre os Bakongos se confunde com a pessoa de Deus

Existe uma característica comum entre os Bakongos, que os leva a uma prática animista. É o
conflito da alma e do divino. Acredita-se que a alma é pecadora até a morte. Depois da morte toda
alma é pura e se torna intercessora dos parentes em vida, ganhando então o conceito divino.

Há crença tradicional que tenta apontar para o seguinte: que a alma de quem morre se ajunta aos
ancestrais no céu, atuando ao mesmo tempo na região da origem da tribo. Ao mesmo tempo, tais
ancestrais se tornam objetos de preces e invocações para ajudarem na saúde, economia, governo.
São-lhes atribuídos poderes de promover a vida ou a morte.

A partir daí surge o conceito religioso que me leva a acreditar na existência do animismo e fazer a
afirmação do primeiro subtítulo.

II - As fontes da divulgação do animismo entre os bakongos

1 - A fonte oral e religiosa

São contos orais recheados de testemunhos passados de geração a geração, sobre


acontecimentos bons ou ruins, que se deram na tribo, clã, ou certa região, com a intervenção de
espíritos. Tal conto vira crença religiosa, ganha símbolos, gestos e ocupa espaço no tempo para
sacríficio.

2 - A fonte mística

Sabemos que em toda a cultura semítica, até mesmo no Ocidente, os sonhos têm um peso
psicológico e religioso muito forte.

Entre os bakongos, sonhos de idoso ou "ancião" e de juvenis têm uma consideração profética,
como meio pelo qual Deus e os Espíritos se comunicam com os vivos. O ancião não é só
respeitado, mas também em certas situações, reverenciado, principalmente quando é chefe de clã
ou um orador pacifista. Juvenis são considerados puros, sem malícia.

Para além dos sonhos, são considerados também fenômenos de aparições espirituais, que na
maioria se dão com mulheres e lavradores.

3 - A fonte psicológica "medo"

Por nascer numa família cristã, ofereceu-me o conhecimento da cultura e a base do argumento de
atribuir ao medo outra fonte de difusão do ANIMISMO na cultura Africana "BAKONGOS". É o medo
que leva a apontar lugares com assombrações ou com manifestações de fantasmas. Quando isso
acontece, os animistas vão oferecer sacrifícios orientados por seus líderes, ou invocam tal espírito
para se manifestar através de médium, para informação do que querem Assim surgem preceitos
animistas que suscitam grandes oposições entre cristãos, animistas e muitas vezes intelectuais
que não acreditam nestas coisas, e essa situação gera confrontos espirituais terríveis.
III - Lugares e objetos venerados

Esta fonte tem três vertentes na cultura dos KIKONGOS, por ser uma cultura oral e
conseqüentemente cheia de segredos.

• PRIMEIRO: Existem (lugares como) árvores, por exemplo: os anciãos não deixam contar,
não por crença espiritual Às vezes são lugares onde eles se encontram para conversar
assim como as praças e clubes do Ocidente.

• SEGUNDO: Pode ser aquela árvore uma divisão territorial de fazenda, ou aldeias de clãs,
que fizeram aliança e começaram morar juntos. Tem mais uma conotação de "documento".

• TERCEIRO: Pode representar um túmulo de um personagem, ou ali se esconderam coisas


de um partido político, armamento, farda, bijuterias, por falta de Banco em determinados
lugares.

Acontece que o jovem, africano para ter acesso a essas informações, precisa idade; a posição da
tribo etc. Logo, o que é difundido para a juventude ou o estrangeiro é : aquele lugar ou tal objeto é
sagrado. Com o passar de alguns anos, cria-se aquele enigma que ninguém desvenda, e aquilo
vira santuário.

Posso concluir parcialmente este artigo afirmando que ética e o catecismo animista consistem na
força do obscurantismo espiritual que forma um sistema de terror psicológico espiritual, que abre
portas para uma atuação de Satanás na vida dos homens em todas as esferas. Tenho-me
apercebido de muitas crenças brasileiras no espiritismo ou baixo- espiritismo. Para mim tudo é do
diabo. No Brasil nada mais é senão fruto de lendas animistas já desvendadas na África, que
deixaram de ser objetos de holocausto e adoração. Com isso concluímos: O medo é a fé do diabo;
o obscurantismo é o seu catecismo, e a mentira é a sua cruz.

A saída é: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8,32).

Pr. André Nguina Quiala - Pastor da Missão Vem Para Cristo (Angolano)

Espiritismo - Allan Kardec (Codificador)


Evangélicos da Brasnet
Evangélicos da Brasnet

Um Pequeno histórico

O Espiritismo remota aos tempos mais antigos da


Humanidade. Dele tomamos conhecimento através dos
escritos da Bíblia, como advertência dos profetas de Deus
para que não nos envolvamos com esta prática, pois ela
esta em confronto com a Palavra de Deus. Os povos que
adoravam a deuses estranhos e que não seguiam aos
ensinos dados por Deus, eram usuários deste costume. Foi
para que os adoradores do Verdadeiro Deus não se
envolvessem com eles que Moisés falou:
"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as
abominações daquelas nações."

"Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador,
nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;" "Nem encantador, nem quem consulte a um
espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;" "Pois todo aquele que faz tal
coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de
diante de ti." (Dt 18:9 a 12)

O espiritismo é uma das heresias que mais cresce no mundo de hoje e está enraizada em quase
todas as religiões, principalmente naquelas relacionadas com a Nova Era. O espiritismo é o mais
antigo engano religioso que já surgiu. Porém, em sua versão moderna, começou no século XIX, ou
pouco antes. Houve um avivamento, um recrudescimento ou um ressurgimento, com um fato que
aconteceu com certa família, na América do Norte, em Hydesville (Nova Iorque), em 1848.

Esta família se chamava Fox. O casal tinha duas filhas, Margarida (Margaret), de 14 anos, e
Catarina (Kate), de onze, que foram protagonista de uma fatos que deram origem ao atual
espiritismo.

Em meados de março de 1848, começaram a ouvir-se golpes nas portas e objetos que se moviam
de um lugar para outro, sem auxílio de mãos, assustando as crianças. Às vezes, a vibração era
tamanha que sacudia as camas. Finalmente, na noite de 21 de março de 1848, a jovem Kate
desafiou o poder invisível e repetiu o barulho como um estalar de dedos. O desafio foi aceito e
cada estalar de dedos era repetido, o que surpreendeu toda a família. Dessa forma se estabeleceu
contato com o mundo invisível, e a notícia alastrou-se por outras partes, admitindo-se que tais
espíritos eram dos mortos.

Partindo desse acontecimento, que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação da época,
propagou-se o espiritismo por toda a América do Norte e na Inglaterra. Na época, outros países da
Europa também foram visitados, com sucesso, pelos espíritas \norte-americanos. As irmãs Fox
passaram à História como as fundadoras do Espiritismo moderno.

Na França, o figura máxima que deu força ao espiritismo é conhecida pelo nome de Allan Kardec.
Chamava-se Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, em 3 de outubro de 1804. Era
formado em letras e ciências, doutorando-se em medicina. Estudou com Pestalozzi, de quem se
tornou fiel discípulo e cujo sistema educacional ajudou a propagar.

Rivail tomou conhecimento de um algo extraordinário que acontecia no momento, e que causava
um grande alvoroço na sociedade francesa: o fenômeno das mesas girantes e falantes, que
afirmavam ser, um resultado da intervenção dos espíritos. A princípio ele não acreditou e rejeitou
esta idéia, por considerá-la absurda. Porém, assistiu a uma reunião na casa da Sra. Plainemaison,
onde presenciou fenômenos que o impressionaram profundamente, como ele próprio relatou
depois.

Daí, foi um passo para manter contato com os espíritos que o orientaram a escrever e codificar
seus ensinos. Dizia Kardec que havia recebido a missão de pregar uma nova religião, o que
começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", que
contribuiu para propagação desta "doutrina". Dotado de inteligência e inigualável sagacidade
escreveu outros livros que deram mais força ao espiritismo: O Evangelho Segundo o Espiritismo, A
Gênese, O Céu e o Inferno, e, O Livro dos Médiuns. Foi ele o introdutor no espiritismo da idéia da
reencarnação. Fundou "A Revista Espírita", periódico mensal editado em vários idiomas.

Rivail (Allan Kardec) morreu em 1869.

Para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais sobre a história do espiritismo, indicamos a
leitura dos livros que citamos no final.
O Conceito de Deus no Espiritismo

A doutrina espírita acerca de Deus é ambígua, ora assumindo aspectos deístas, ora aspectos
panteístas, ora confundindo-se com a doutrina de Deus do Cristianismo histórico. Os autores
espíritas parecem não conseguir estabelecer um consenso sobre esse assunto de vital
importância. Até mesmos nas obras de um único autor encontram-se contradições flagrantes.

Sobre as qualidades de Deus, Allan Kardec define: "Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial,
único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom". (O Livro dos Médiuns, cáp. I, 13)

Mas, depois, definindo a alma, nega sua imaterialidade, alegando que o imaterial é o "nada", ao
passo que a alma é alguma coisa.

Diante disto, será que o espiritismo acredita que Deus é nada?

A fim de explicar a existência de Deus, Allan Kardec, se vale de argumentos clássicos do deísmo,
de que "não há efeito sem causa".

De acordo com o conceito deísta, Deus teria criado o universo e depois se retirado dele, deixando--
entregue à ação das leis físicas que, desde então, governam, como se o universo fosse um grande
relógio.

No Capitulo II, item 19, de "A Gênese" (Allan Kardec), lemos que são atributos de Deus: "Deus é,
pois a suprema e soberana inteligência; é único, eterno, imutável, imaterial, todo poderoso,
soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser outra coisa". Esta
conceituação concorda com o que o Cristianismo histórico reconhece como alguns atributos
divinos. Porém, o fato de uma determinada religião ou seita ter pontos em comum com o
Cristianismo bíblico não é suficiente para lhe qualificar como cristã.

Embora o conceito espírita de Deus tenha nuanças deístas e ao mesmo tempo uma certa
semelhança com a doutrina bíblica, é inegável que ela às vezes também possui um forte sabor
panteísta. Senão, vejamos o que León Denis escreveu: "Deus é a grande alma universal, de que
toda alma humana é uma centelha, uma irradiação. Cada um de nós possui, em esta latente,
forças emanadas do divino foco." (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, 5a. ed., pág. 246).
Conceito totalmente panteísta!

Em outro lugar, Denis faz as seguintes assertivas acerca de Deus e sua relação com o universo
(conceitos também panteísta): "Deus é infinito e não pode ser individualizado, isto é, separado do
mundo, nem subsistir à parte... [Deus é o] Deus imanente, sempre presente no seio das coisas
[sendo que] o Universo não é mais essa criação, essa obra tirada do nada de que falam as
religiões. É um organismo imenso animado de vida eterna... o eu do Universo é Deus." (Léon
Denis, Depois da Morte, pág. 114, 123, 124 e 349).

Entretanto a Palavra de Deus (a Bíblia), refuta com veemência estes ensinos. Façamos um rápido
confronto doutrinário, em conformidade com a inspiração bíblica:

o Deus é um ser pessoal: "Ele é um ser individual, com autoconsciência e vontade, capaz de sentir,
escolher e ter um relacionamento recíproco com outros seres pessoais e sociais." (Millard J.
Erickson, Christian Theology, Baker Book House,
Grand Rapids, 1986, p. 269). Citaremos a seguir algumas provas bíblicas da personalidade de
Deus:

a) Ele fala: "E disse Deus: Haja luz; e houve luz." (GN 1:3)

"HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos
profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,"

"A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo." (HB 1:1 e 2)

b) Ele tem emoções (sentimentos):

Misericórdia: "Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade."


"Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que
o temem." (SL 103:8 e 13)
Amor: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1JO 4:8)
"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos
corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (RM 5:5)

c) Ele tem vontade própria:

"Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou." (SL 115:3)
o Deus é transcendente e imanente e também distinto de sua criação: A Bíblia mostra claramente
que Deus não é um ser distante, que teria criado o universo e depois se ausentado dele, como
pensa o deísmo. "Faz crescer a erva para o gado, e a verdura para o serviço do homem, para fazer
sair da terra o pão," (SL 104:14) "Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a
chuva desça sobre justos e injustos." (MT 5:45)

Pode-se ver, assim, que ele está presente na criação, tem interesse nela e cuida dela,
principalmente do homem, criado à sua imagem e semelhança.

Transcendência: "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus,
não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado." (1RS 8:27)

Imanência: "Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR.
Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR." (JR 23:24)

"ASSIM diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me
edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?" (IS 66:1)

Cristo no Espiritismo

Para falarmos na Divindade de Jesus Cristo, temos de falar também no assunto da Trindade, pois
estas teses são básicas do Cristianismo bíblico e histórico e fazem parte do fundamento doutrinário
que o distingue de todas as demais religiões e também da maioria das seitas pseudo-cristãs. O
espiritismo, em geral, através de suas autoridades exponenciais, negam tanto a Trindade, quanto a
Divindade de Jesus. Isto porque, em sua tentativa de oferecer ao homem um sistema religioso de
auto-salvação, isto é, em que ele se salva por seus próprios méritos, excluem e negam a existência
do Deus trino. Entretanto, a revelação bíblica aponta para a impossibilidade de o homem efetuar
sua própria salvação, e mostra como o próprio Deus se encarnou para tornar possível ao homem o
acesso ao seu Criador. No próximo item examinaremos a doutrina da salvação, do ponto de vista
bíblico, em confronto com plano de salvação do espiritismo.

Grande parte dos escritores espíritas assumem uma posição frontalmente contrária à crença da
Trindade. Para eles, Deus é um ser monopessoal, existindo em forma de uma só pessoa, o Pai, e
negam que o Filho seja Deus e até rejeitam a existência do Espírito Santo como ser pessoal. O
Jornal Espírita de março de 1953 respondendo à pergunta sobre se há mais de uma pessoa em
Deus, declara o seguinte: "Não; a razão nos diz que Deus é um ser único, indivisível; que o Pai
celeste é um só para todos os filhos do Universo". (Jornal Espírita, Rio de Janeiro, março 1953, p.
4)

A Bíblia, a Palavra de Deus, revela-nos um Deus trino, isto é um Deus eternamente


subsistente em três pessoas, iguais entre si em natureza, essência e poder. Muitos usam as
passagens seguintes para dizer que Deus é um só, ou seja, uma unidade absoluta:

- "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (DT 6:4)

- "Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o
saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se
formou, e depois de mim nenhum haverá." (IS 43:10)

- "Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me
conheças;" (IS 45:5)

- "Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu
sou o SENHOR, e não há outro." (IS 45:6)

Essas passagens bíblicas afirmam claramente a unidade de Deus e demonstram que a natureza
divina é indivisível. Poderíamos acrescentar outras passagens para reforçar esse aspecto da
natureza de Deus. Entretanto, devemos levar em consideração que muitas vezes as Escrituras,
principalmente no Antigo Testamento, apresentam determinadas realidades como sendo
constituídas de uma unidade composta.

Por exemplo: o casamento. A Bíblia diz que "deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher,
tornando-se os dois uma só carne" (Gn 2:24). É evidente que a unidade constituída por marido e
mulher é uma unidade composta e não uma unidade simples ou absoluta. Da mesma forma, pode-
se dizer que há no Antigo Testamento muitas evidências de que a unidade de Deus é uma unidade
composta, como é indicado por muitas passagens, que revelam uma pluralidade de pessoas na
Divindade. No Novo Testamento, por sua vez, a doutrina da Trindade é apresentada com clareza.

O espiritismo não só nega a Divindade de Jesus, assim como defende a tese de que seu corpo não
era real, de carne e ossos, mas fluídico, dando apenas a impressão de real.

Léon Denis, seguindo a mesma linha de pensamento de Kardec, segundo a qual Jesus teria sido
mero homem e elevado à categoria de Deus por seus seguidores. Diz ele:

-- "Com o quarto Evangelho e Justino Mártir, a crença cristã efetua a evolução que consiste em
substituir a idéia de um homem honrado, tornado divino, a de um ser divino que se tornou homem.
Depois da proclamação da divindade de Cristo, no século IV, depois da introdução, no sistema
eclesiástico, do dogma da Trindade, no século VII, muitas passagens do Novo Testamento foram
modificadas, a fim de que exprimissem as novas doutrinas."

Assim se expressa Roustaing quanto à natureza do corpo de Jesus:

-- "A presença de Jesus entre vós, durante todo aquele lapso de tempo, foi, com relação a vós
outros, uma aparição espírita, visto que, pelas suas condições fluídicas, completamente fora dos
moldes da vossa organização, seu corpo era harmônico com a vossa esfera, a fim de lhe ser
possível manter-se longo tempo sobre a Terra no desempenho da missão com que a ela baixara."

Não queremos aqui negar que Cristo veio em plena humanidade, pois Bíblia afirma reiterada vezes
a plena humanidade do Filho de Deus. O apóstolo João condenou os ensinos gnósticos de sua
época, que entre outros ensinos negavam que Jesus tivesse vindo em carne, dizendo que o seu
corpo humano era mera aparência. Diz o apóstolo:

-- "AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já
muitos falsos profetas se têm levantado no mundo." (1JO 4:1)

-- "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em
carne é de Deus;" (1JO 4:2)
Quanto ao corpo de Jesus, vejamos o que o relato bíblico nos diz:

-- "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito
não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)

Embora o corpo ressuscitado de Jesus tivesse propriedades extraordinárias, como a capacidade


de materializar-se e desmaterializar-se:

-- "Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes." (LC 24:31)


"E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja
convosco." (LC 24:36)

Tinha também a propriedade de entrar em ambientes fechados:

-- "Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os
discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-
lhes: Paz seja convosco." (JO 20:19)

Apesar das características acima, seu corpo era constituído de carne e ossos: "Vede as minhas
mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem
ossos, como vedes que eu tenho." (LC 24:39)

Embora não seja nossa intenção nos aprofundarmos num estudo sobre a humanidade de
Jesus, acrescento que Cristo experimentou sentimentos e necessidades humanos não
pecaminosos, como:

-- Cansaço: "E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim
junto da fonte. Era isto quase à hora sexta." (JO 4:6)

-- Sede: "Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura
se cumprisse, disse: Tenho sede." (JO 19:28)

-- Fome: "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;" (MT 4:2)

Quanto a divindade de Cristo, o testemunho das Escrituras é plenamente reconhecido. Tanto os


espíritas quanto os Testemunhas de Jeová, negam a divindade de Cristo.

Plano de Salvação do Espiritismo

O espiritismo ensina que o homem, através de sucessivas reencarnações, pelos seus próprios
esforços e pela prática das boas obras vai aprimorando-se a si mesmo, sem necessidade do
sacrifício vicário de Jesus Cristo. A Bíblia nos diz que a nossa salvação é obra divina; o espiritismo
diz que é esforço humano. A Bíblia diz que o sofrimento de Cristo visa a nossa expiação; o
espiritismo diz que Jesus foi mero espírito adiantado, que nos serve apenas de exemplo. A Bíblia
diz que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado e que o Espírito Santo nos ensina toda a
verdade; o espiritismo, ignora a Trindade Divina, reduz toda a expiação à obra dos "espíritos" - os
espíritos dos mortos, que nos orientam e aconselham, e o espírito de Cristo, que, tendo alcançado
um nível superior, não obstante se encarnou para servir como exemplo.

Diz-nos Kardec, sobre a graça: "... se fosse um dom de Deus, não daria merecimento a quem a
possuísse. O espiritismo é mais explícito, porque ensina que quem a possui a adquiriu pelos
próprios esforços em suas sucessivas existências, emancipando-se pouco a pouco das suas
imperfeições." (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, IV, XVII)

Que contradição com as Escrituras! Deus não nos salva com base em quaisquer méritos pessoais
nossos, mas unicamente por sua graça: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus;"

"Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus." (RM
3:23 e 24)

O ensino espírita segundo o qual "Fora da caridade não há salvação" identifica a salvação com a
prática de boas obras. Entretanto, as boas obras não salvam, nem ajudam ninguém a salvar-se.
Paulo afirma em Efésios:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." "Não vem
das obras, para que ninguém se glorie;" (EF 2:8 e 9)

Ele declara que fomos criados em Cristo para as boas obras: "Porque somos feitura sua, criados
em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (EF
2:10). Portanto, não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras.

As boas obras são o resultado da nossa fé em Cristo, pois quando nos tornamos novas criaturas,
mediante a fé nele, abandonamos as práticas más e nos voltamos para a prática do bem. "Assim
que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez
novo." (2CO 5:17)

Logo, as boas obras são a manifestação do amor que a pessoa tem a Deus.

A Bíblia nos mostra claramente que todo o problema do homem é motivado pelo pecado, pois
"todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:23). Deus ama os pecadores, porém o
pecado separa o homem de Deus:

"EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu
ouvido, para não poder ouvir."
"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados
encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (IS 59:1 e 2)

O homem nada pode fazer para alcançar justificação diante de Deus. O sofrimento e as boas
obras, como apregoa o espiritismo, jamais serão suficientes para vencer a distância que o separa
de Deus, pois, como expressou o profeta Isaías, "... todos nós somos como o imundo, e todas as
nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas
iniqüidades como um vento nos arrebatam." (IS 64:6)

O estado do homem é profundamente desesperador, porém não irremediável, "Porque Deus amou
o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna." (JO 3:16)

Jesus Cristo veio ao mundo com objetivo específico de "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc
10:45)

Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus pelos nossos pecados, para que possamos obter a
salvação:

-- "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a
Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;" (1PE 3:18)

-- "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para
os pecados, pudéssemos viver para
a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." (1PE 2:24)
Que contraste com o que ensina o espiritismo! Vejamos o que escreveu Léon Denis ao negar o
valor do sacrifício de Cristo em nosso lugar:

-- "Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O
sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a
si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os
espíritos, aos milhares afirmam em todos os pontos do mundo".

Percebe-se aqui uma contundente tentativa de negar o valor da obra expiatória de Cristo na cruz.
Ao dizer que o sangue, "mesmo de um Deus", não poderia resgatar ninguém, Denis está
implicitamente, mais uma vez, negando a divindade de Jesus, a qual, como vimos, é afirmada
pelas Escrituras.

O conceito espírita de salvação é aquele que a Bíblia chama de "outro evangelho". Ele é tão
contrário ao caminho da salvação de Deus que a Escritura o colocou sob a maldição divina:

o "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para
outro evangelho;" "O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o
evangelho de Cristo." "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro
evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (GL 1:6 a 8).

A salvação vem unicamente pela graça (favor imerecido) de Deus e não por qualquer coisa que a
pessoa possa fazer para ganhar o favor de Deus, ou pela sua retidão pessoal. "Porque pela graça
sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que
ninguém se glorie". (Ef 2:8 e 9).

A Bíblia no Espiritismo

O espiritismo nega textualmente a inspiração divina da Bíblia, ensina que o registro bíblico não
deve ser tomado literalmente.

Eis o que Kardec diz a respeito das Escrituras:

o A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão desenvolvida pela ciência, não poderia
aceitar hoje em dia; igualmente, contém fatos que parecem estranhos e repugnantes, porque se
ligam a costumes que não são adotados... A ciência, levando suas investigações até a entranhas
da terra, e à profundeza dos céus, tem pois demonstrado de modo irrecusável os erros da Gênese
mosaica tomada à letra, e a impossibilidade material de que as coisas se hajam passado tal com
estão relatadas textualmente... Incontestavelmente, Deus, que é todo verdade, não pode induzir os
homens ao erro, nem consciente, nem inconscientemente, pois então não seria Deus. E, pois, se
os fatos contradizem as palavras que a ele são atribuídas, necessário se torna concluir,
logicamente, que ele não as pronunciou, ou que elas foram tomadas em sentido diverso... Acerca
desse ponto capital, ela [a ciência] pôde, pois, completar a Gênese e Moisés, e retificar suas partes
defeituosas." (Allan Kardec, A Gênese, IV, 6, 7, 8 e 11).
Léon Denis, outra autoridade do espiritismo, assim se expressa sobre o valor da Bíblia;

"... não poderia a Bíblia ser considerada "a palavra de Deus" nem uma revelação sobrenatural. O
que se deve nela ver é uma compilação de narrativas históricas ou legendárias, de ensinamentos
sublimes, de par com pormenores às vezes triviais". (Léon Denis, Cristianismo e Espiritismo, FEB,
São Paulo, s.d., 7a. ed., pág. 267).

Assim, o espiritismo, através de suas maiores autoridades, nega a revelação divina encontrada nas
Escrituras, relegando-as ao nível de uma mera compilação de fatos históricos e lendários. É
curioso, entretanto, que querendo dizer-se cristão, o espiritismo freqüentemente lance mão das
Escrituras, citando-as com profusão quando lhe convém.
Isto significa que para os espíritas não faz diferença se a Bíblia é ou não a Palavra de Deus -
desde que possam usá-la quando desejam dar à sua crença uma aparência cristã, ou seja, citando
passagens isoladas que parecem dar apoio à teorias espíritas. Quando, porém, o ensino claro das
Escrituras refuta essas mesmas teorias, dizem então que elas não são a inerrante Palavra de Deus
pela qual devemos testar o que cremos.

Portanto, o espiritismo não é uma religião cristã, pois nega a inspiração do Livro que é a base do
cristianismo, assim como os seus ensinos. Com o que concorda o escritor espírita Carlos Imbassy,
quando escreveu:

-- "O espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus
princípios nas Escrituras... a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome - Espiritismo."
(Carlos Imbassy, À Margem do Espiritismo, p. 126)

Dificuldades do Espiritismo Kardecista


Pr Airton Evangelista da Costa
Assembléia de Deus Palavra da Verdade

Satanás e os demônios

Hyppolyte Léon Denizart Rivail, que usou em seus livros o


nome de Allan Kardec, descartou a possibilidade da
existência do diabo e dos demônios. Vejam:

(a) "A palavra daimon, da qual fizeram o termo demônio,


não era, na antigüidade, tomada à má parte, como nos
tempos modernos. Não designava exclusivamente seres
malfazejos, mas todos os Espíritos superiores, chamados
deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que comunicavam diretamente
com os homens. Também o Espiritismo diz que os Espíritos povoam o espaço; que Deus só se
comunica com os homens por intermédio dos Espíritos puros, que são incumbidos de lhe
transmitirem as vontades; que os Espíritos se comunicam com eles durante a vigília e durante o
sono. Ponde, em lugar da palavra demônio, a palavra Espírito e tereis a doutrina espírita; ponde a
palavra anjo e tereis a doutrina cristã" (Evangelho Segundo o Espiritismo, Introdução, item, VI).

(b) "O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens
perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais..." (E.S.E., cap. XII, item 6).

Enquanto no Cristianismo o diabo e seus demônios são anjos decaídos, os maiores inimigos de
Deus e dos homens, no Kardecismo são considerados espíritos desencarnados que ainda não
evoluíram. Segundo o próprio Kardec, Jesus foi a Segunda Revelação de Deus, e veio com a
missão divina de ensinar aos homens a mais pura moral, a moral evangélico-cristã. Por essa
razão, Jesus se apresenta para os kardecistas como um insuspeito, um homem que somente falou
a verdade, que não responde por dolo ou má fé.

As Palavras de Jesus

1) "E disse o diabo a Jesus: Tudo isto [os reinos do mundo] te darei se, prostrado, me adorares.
Então disse-lhe Jesus: "Vai-te, Satanás. Pois está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele
servirás" (Mateus 4.8-10). Comentário: Jesus, na qualidade de um Espírito Puro, um Médium de
primeira grandeza, segundo a tese kardecista, teria condições plenas de reconhecer ali, não um
adversário em potencial, mas um pobre espírito humano necessitado de reencarnação. Esse
"espírito perverso", ao qual Jesus se dirigiu com palavras de ordem, alcançaria a perfeição e seria
igual a Jesus em pureza, mediante muitas vidas corpóreas, segundo a doutrina de Denizart Rivail.
Ora, conhecendo o drama de seu "irmão", Jesus, o "médium" por excelência, certamente vidente e
incorporante, chamaria aquele espírito pelo nome da sua última encarnação. Diria mais ou menos
assim:

"Oh meu caro Joaquim, não faças mais isto, ouviu! Na qualidade de Bom Espírito eu te aconselho
a escolher reencarnar rapidamente e escolher uma prova bem difícil, a fim de você expungir suas
culpas. Eu também já passei por essas dificuldades. Agora vá em paz, medite sobre sua vida, e
largue essa mania de desejar ser adorado. Tchau, tchau, lembranças aos seus colegas".

Observem que o diabo daria a Jesus "os reinos deste mundo" (Mt 4.8-9). Algum espírito
desencarnado teria sob seu domínio o sistema mundial? É evidente que tal domínio se aplica
realmente ao império do mal sobre o qual reina o diabo, o deus deste século (2 Co 4.4)

As hipotéticas palavras de Jesus, como acima, estariam de acordo com a doutrina kardecista.
Vejam a questão 116 do Livro dos Espíritos: "Há Espíritos que fiquem perpetuamente nas camadas
inferiores"? Resposta: "Não: todos eles tornar-se-ão perfeitos; mudam de classe, embora devagar".
E mais: os espíritos maus só assumem nova vida corpórea se quiserem. Veja a questão 117:
"Depende dos Espíritos apressar a sua marcha para a perfeição? Resposta: "Certamente. Chegam
mais ou menos rapidamente , conforme SEU DESEJO e sua submissão à vontade de Deus..."

2) "Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde
o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala
do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira" (João 8.44). Comentário: Aqui Jesus, a
"Segunda Revelação de Deus", conceitua o diabo. Como em outras passagens, Jesus o identifica,
nomeia, aponta, distingue, intitula, indica, mostra, esclarece, particulariza, define. E mais: diz que
ele foi "homicida desde o princípio". Ora, segundo a tese kardecista da preexistência, as almas são
criadas por Deus em estado simples e sem conhecimento, porém sem maldade. Vejam a questão
115 do Livro dos Espíritos de Kardec: "Entre os Espíritos uns foram criados bons e outros maus"?
Resposta: "Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem ciência". Logo, se o
"diabo" a que Jesus se referiu fosse um desencarnado ou uma alma em seu estado natural, como
poderia ser homicida e mentiroso desde o princípio?

3) "Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: "Apartai-vos de mim, malditos, para o
fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41). Comentário: Aqui mais uma vez "A
Segunda Revelação de Deus" particulariza, nomeia e identifica o diabo dentre os demais seres
espirituais. Ao anunciar que o destino do diabo e dos demônios é o inferno, Jesus não está se
referindo a espíritos humanos, que também terão o mesmo destino se não andarem nos caminhos
do Senhor. Ora, se Jesus fosse apenas um "Espírito Puro", conhecedor da pluralidade das
existências, a conversa seria mais ou menos assim: "Olha, meus filhos, porque vocês fizeram
coisas erradas na terra retornarão a ela inúmeras vezes. Mas vocês têm liberdade de escolher se
desejam ficar muito tempo errantes, ou se querem reencarnar o mais rápido possível para se
despojarem de suas imperfeições". Ademais, para os "espíritos" de Kardec não existe esse lugar
preparado "para o diabo e seus anjos", como assegurou Jesus.

Além disso e apesar disso, Kardec declarou com todas as letras que "Cristianismo e Espiritismo
ensinam a mesma coisa" (E.S.E. Introdução, VII); que "verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são
uma só e a mesma coisa" (E.S.E., cap. XV, item 10).; que "o Espiritismo nada ensina em contrário
ao que ensinou o Cristo..." (E.S.E., cap.I, item 7). Podemos acreditar que o Espiritismo é a
expressão da verdade? Podemos acreditar que exista um Espiritismo Cristão?

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Pr Airton Evangelista da Costa, Assembléia de Deus Palavra da Verdade, em Aquiraz (CE)