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Aula 2- Vias de Administracao e Formas Farmaceuticas

Aula 2- Vias de Administracao e Formas Farmaceuticas

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Formas Farmacêuticas e Vias de Administração de medicamentos

Definição
“Formas Farmacêuticas são o estado final que as substâncias ativas apresentam depois de serem submetidas às operações farmacêuticas necessárias, a fim de facilitar a sua administração e obter o maior efeito terapêutico desejado. Isto deve-se ao fato da maioria das substâncias ativas não poderem ser diretamente administradas ao paciente”.

Profa. Camila Figueiredo ICS, UFBA

A escolha da forma farmacêutica depende principalmente:
•! •! •! •! da Natureza físico-química do fármaco; do Mecanismo de ação; do Local de ação do medicamento; da Dosagem – quantidade de fármaco na forma farmacêutica; •! do Estado do paciente; •! da Cooperação do paciente.

CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS FARMACÊUTICAS
!!Pó (liofilizado/granular) !!Comprimidos !!Drágeas !!Pastilhas !!Supositórios !!Cápsulas !!Pílulas !!Xaropes

Formas Farmacêuticas
!! Soluções !! Emulsões (H2O + óleo) !! Elixir (hidroalcóolicas) !! Suspensões (H2O + sólido) !! Injeções !! Líquidos voláteis (éter, halotano) !! Colírios !! Loção !! Unguentos !! Cremes (óleo + 60-80% H2O) !! Géis (semi-sólidas, evaporam) !!Pomadas (gordurosa, lanolina/vaselina)

intramuscular e intra-arterial •! SC e IM: absorção por difusão simples •! Sujeitas a efeito de primeira passagem pulmonar Administração Parenteral Vantagens •! Possibilidade de administração a pacientes inconscientes •! Uso de fármaco pouco absorvidos via oral •! Via intravenosa: rapidez de efeito •! Outras vias: podem ser usadas para retardar o início dos efeitos ou para prolongar a ação Administração Parenteral Vantagens •! Possibilidade de efeitos locais ou sistêmicos de acordo com o produto/via •! Evitam-se problemas de cooperação do paciente •! Podem ser usadas para correção do equilíbrio eletrolítico e em nutrição .Formas Farmacêuticas Escolha da forma farmacêutica Paciente Sítio alvo da droga Formulação Sistema de administração Determinam a absorção e distribuição VIAS DE ADMINISTRAÇÃO •! Enteral •! Parenteral •! Inalatória •! Tópica Administração Parenteral •! Injeções: –! vias intravenosa. subcutânea.

de 0.5 mililitros •! Usada para reações de hipersensibilidade –! provas de ppd (tuberculose).Administração Parenteral Desvantagens •! Necessidade de pessoal treinado para a administração da medicação •! Necessidade de procedimentos assépticos •! Via dolorosa •! Dificuldade de reverter efeitos •! Inconveniente quando há necessidade de doses repetidas •! •! •! •! Via parenteral Intradérmica Subcutânea Intramuscular Intravenosa Via parenteral Via intradérmica •! Via muito restrita •! Pequenos volumes .uso mundial Via intradérmica •! Local mais apropriado: face anterior do antebraço –! pobre em pelos –! possui pouca pigmentação –! possui pouca vascularização –! ter fácil acesso para leitura Via intravenosa Vantagens •! Exatidão de dose e concentração •! Rapidez da ação •! Especialmente útil em emergências •! Pacientes inconscientes •! Pequeno volume •! Possibilidade de adm de substâncias irritantes •! Não sofre interferência de pH .1 a 0. Schick (difteria) –! sensibilidade de algumas alergias –! fazer dessensibilização e auto vacinas –! aplicação de BCG (vacina contra tuberculose) .na inserção inferior do músculo deltóide .

Via intravenosa Desvantagens •!Administração lenta e controlada •!Não há como impedir a absorção em caso de erro •!Necessidade de esterilização •!Substâncias insolúveis •!Custo •!Menos segura •!Difícil auto-administração Via endovenosa •! Indicações –! necessidade de ação imediata do medicamento –! necessidade de injetar grandes volumes . iso ou hipotônicos –! sais orgânicos –! eletrólitos –! medicamentos –! não oleosos –! não deve conter cristais visíveis em suspensão Via endovenosa Via Intra-arterial •! Útil em diagnóstico Via Subcutânea •! Fármacos não irritantes –!Angiografias •! Antibióticos –!Infecções ósseas •!Tumores localizados –!Agentes antineoplásicos •! Preferência para soluções à suspensões •! Absorção em geral lenta •! Útil em hormônios. .hidratação –! introdução de substâncias irritantes de tecidos Via endovenosa •! Tipos de medicamentos injetados na veia –! soluções solúveis no sangue •! líquidos hiper. etc. vacinas.

toda tela subcutânea •! Locais recomendados: menor inervação local. anticoagulantes (heparina) e insulina Via subcutânea •! Local de aplicação .por lesão de vasos e uso de drogas oleosas ou em suspensão –! lesão de nervos –! úlceras ou necrose de tecidos –! fenômeno de Arthus .formação de nódulos devido injeções repetidas em um mesmo local Via Intramuscular •! Local: glúteos. antiinflamatórios.teoricamente.de 3 a 4 mililitros .depende da estrutura muscular –! região deltóide . maior capacidade de distensão local do tecido –! parede abdominal –! faces ântero-lateral da coxa –! face externa do braço Via subcutânea Via subcutânea •! Complicações das injeções subcutâneas –! infecções inespecíficas ou abcessos –! formação de tecido fibrótico –! embolias . acesso facilitado. Via intramuscular •! Via muito utilizada.de 2 a 3 mililitros –! região glútea . etc. vasto-lateral •! Absorção relativamente rápida (soluções) •! Útil para soluções irritantes e suspensões que não podem ser administrados por via subcutânea •! pH do medicamento: entre 5 e 9 •! Vacinas. deltóide. devido absorção rápida •! Músculo escolhido –! deve ser bem desenvolvido –! ter facilidade de acesso –! não possuir vasos de grande calibre –! não ter nervos superficiais no seu trajeto •! Volume injetado . de forma contínua e segura •! usada para administração de vacinas (anti-rábica e anti-sarampo).de 4 a 5 mililitros –! músculo da coxa . antibióticos.Via subcutânea •! A medicação é introduzida na tela subcutânea (tecido subcutâneo ou hipoderme) •! Absorção lenta. através dos capilares.

etc. adesão do paciente •! Efeito de primeira passagem Via Oral Desvantagens •! Absorção irregular •! Pacientes inconscientes •! Regurgitação •! Ação enzimática •! Sofre ação do pH do TGI •! Interação com alimentos e outras drogas •! Cooperação do paciente •! Efeito de Primeira Passagem Via oral •! Absorvidos no trato intestinal. pH. atingindo assim a circulação sistêmica –! vantagens: •! facilidade de administração •! menos dispendiosa –! contra-indicação •! náuseas e vômitos •! diarréias •! pacientes com dificuldades para engolir .Via intramuscular Via intramuscular Via Retal Via Oral •! Via mais comum de administração de fármacos •! Muito útil em caso de intolerância à ingestão (vômitos. quimioterapia) •! O fármaco não sofre ação digestiva •! Menor efeito de primeira passagem •! Boa forma para uso em pediatria e geriatria •! Substituição à via parenteral •! Fatores econômicos. interação com alimentos. •! Desvantagens: ação enzimática. regurgitação. psicológicos.

espera-se apenas o efeito local •! A absorção via mucosas é maior.Via Pulmonar •! Gases e fármacos voláteis Via Pulmonar •! Aerossóis: tecnologia farmacêutica •! Exemplos de fármacos de administração pulmonar: –! Beta-2 adrenérgicos (asma) –! Anestésicos gerais •! Grande superfície absortiva •! Rápido acesso à circulação •! Muito útil para sinergia com a ação local (pneumopatias. enquanto a penetração da pele íntegra é mais difícil •! Pele: –!Três camadas: •!Epiderme •!Derme •!Hipoderme Via Tópica Absorção •! Sofre influência das características físico-químicas do fármaco •! Pode variar de acordo com o veículo (gel. creme.) •! Desvantagens: irritação local. dificuldade de administração Via Tópica •! Pode ser realizada nas mucosas ou na pele íntegra •! Em geral. pomada) •! A oclusão facilita a absorção percutânea •! A absorção é maior quanto maior a área de aplicação Via Tópica Absorção •! Uso de agentes farmacotécnicos para facilitar a absorção percutânea •! DMSO •! Propilenoglicol: –!Excelente solvente –!Penetra rapidamente a pele –!Aparentemente ajuda a penetração do fármaco através da camada subcutânea Via Tópica •! Exemplos de fármacos que sofrem absorção tópica: –!Glicocorticóides –!Hormônios sexuais –!Solventes orgânicos –!Organofosforados . loção. crises broncoconstritivas. etc.

Via Tópica •! Mucosa da boca: –! Bochechos –! Gargarejos –! Enxaguatórios –! Colutórios •! Mucosa vaginal: –! Pomadas –! Cremes –! Óvulos –! Supositórios Via Ocular •! O efeito desejado é local •! Em geral. a absorção sistêmica por via ocular é indesejada •! Principais formas farmacêuticas: –!Colírios –!Pomadas –!Cremes –!Suspensões Via Ocular •! Pode haver absorção sistêmica Via Sublingual •! Circulação local x área pequena •! Característica do fármaco: lipossolúvel •! Não ocorre metabolismo de primeira passagem hepático: drenagem direta para a veia cava superior •! Exemplo: –! Nitroglicerina –! Isossorbida •! Exemplo: –!Timolol (anti-!2) •! Vasodilatação periférica •! Broncoconstrição Absorção sublingual •! •! •! •! Novos sistemas de administração de drogas Bioadesivos Pro-drogas Micropartículas e nanopartículas Dispositivos de liberação controlada de drogas •! Anticorpos monoclonais •! Administração de genes .

2 ed. [3]. Hardman et al. São Paulo. 1996. Katzung. Manole. 3 ed. Norwalk. 2004. J. New York/Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. [6] B.Goodman e Gilman.VIAS DE ADMINISTRAÇÃO !I. 7 ed. [2].... Penildon. P. Bases Farmacológicas da Prática Médica . M. [5] H. M. ed. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Ritter.ORAL ! COMPRIMIDOS DRÁGEAS CÁPSULAS ! ! ! DESINTEGRAÇÃO DISSOLUÇÃO SOLUÇÕES ! ABSORÇÃO SUSPENSÕES PÓS Bibliografia [1]. Grahame-Smith e Aronson. Rang. McGraw-Hill/Guanabara Koogan. G. 7ed. . [4] Page e Curtis et al. M. [7] Artigos científicos relacionados ao tema. Farmacologia. Guanabara Koogan. 1998. Farmacologia Integrada. 9 ed. Guanabara Koogan. Silva. 3 ed. Basic and Clinical Pharmacology. Appleton and Lange. Rio de janeiro 2006. Farmacologia. Dale e J.. 1997. Tratado de Farmacologia Clínica e Farmacoterapêutica. 2004.. G.

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