EQUIPAMENTOS E MÁQUINAS NA CONSTRUÇÃO INTRODUÇÃO A arquitetura e a engenharia, atualmente, são altamente dependentes do uso de máquinas.

Muitas das grandes obras que conhecemos hoje, só foram possíveis de serem realizadas gra as aos avan os no campo do maquinário. ! homem, na pr"#história, fez usos de máquinas simples, como rolar uma pedra aplicando uma for a de alavanca. $oje, rolamos cidades inteiras atrav"s das for as dos guindastes e gruas modernos que, se analisarmos mais cuidadosamente, funcionam com base nos princípios das máquinas simples. %ste trabalho foi realizado com a inten ão de coletar dados acerca de algumas das máquinas mais comuns encontrados em um canteiro de obras. & evidente que a quantidade de equipamentos e'istentes atualmente " enorme. (osso objetivo não " fazer um catálogo de todas as máquinas, mas sim, fornecer informa )es que possam esclarecer quaisquer d*vidas relativas aos usos e funcionamentos de algumas delas, al"m de e'por ao arquiteto as possibilidades, e limita )es, impostas por elas na e'ecu ão do projeto arquitet+nico.

mesmo que tenha sido da cabe a dele que tenham saído projetos de ventiladores. -uiz .ord. Aí. fornos e at" roupas de mergulho. Advertiu#os de que recorrendo a um artifício t"cnico # a utiliza ão de algo mec8nico # 4rompiam e deterioravam a dignidade de tudo o que e'istia de e'celente na geometria4.elipe $eide Aranha Moura. no tratamento de doen as como c8ncer. entramos na era da informática3 <ill Bates. . diretor da AMA /!rganiza ão de . 1equenas engenhocas que resultaram em grandes solu )es estrat"gicas para os modelos econ+micos atuais4. 0onsta que 1latão. já que eram as máquinas. escavadeiras de pequeno porte. máquinas min*sculas.ma maior aceita ão das máquinas iniciou#se com sir . Mesmo os desenhos dos aparelhos de -eonardo da :inci foram vistos por muitos como projetos de um visionário. especialmente as militares. vir a mudar o mundo já estava subentendido no dito de Arquimedes 4dai#me uma alavanca que eu erguerei o mundo4.urante o desenvolvimento de um trabalho sobre a história das máquinas. o que levou ao pensamento =saber " poder>.umont e chega at" 7s máquinas de controle num"rico. com certeza o crescimento seria min*sculo. %las levariam os medicamentos diretamente nas c"lulas tumorais. principalmente. As nanomáquinas. certa vez. relógios. pelo motor el"trico de ?erner :on @iemens. utilizando#se deles em larga escala. ou de um engenho tecnológico qualquer. houve algumas desconfian as quanto a sua presen a e fun )es. construído em s"rie por $enrA . do tamanho de um vírus que podem ajudar. das fontes e grotas artificiais. pelo automóvel.HISTÓRICO . -ogo. 9ecorrer 7 t"cnica era associar#se ao vulgar. e artefatos mec8nicos. rebai'ando#a do sublime abstrato 7s coisas sensíveis e materiais. As máquinas percorreram um longo caminho at" chegar ao patamar em que se encontram hoje. que permitiam aos escassos homens brancos navegar pelos oceanos e dominar continentes inteiros. Doda essa evolu ão se deu tamb"m na área da constru ão civil que contou com a evolu ão do maquinário para crescer. @em a vasta utiliza ão desse recurso. . há mil5nios. ao banal. por @antos . advertiu seriamente dois de seus discípulos por terem recorrido a um aparelho que lhes permitiu realizar um cálculo geom"trico em pouco tempo. uma vez que as possibilidades de constru ão se dão quase que totalmente em fun ão das máquinas. e sim de pessoas de alta classe e pensadores. os primeiros rob+s. . ! homem. assim que elas foram se tornando mais comple'as e cada vez mais aut+nomas. deduziu que.esenvolvimento 0ultural e 1reserva ão Ambiental2 disse3 40onhecer a história das máquinas " conhecer a vida de grandes g5nios. @teve Cobs. em breve. faz uso de máquinas6 mas. impressionado pela multiplica ão dos aparelhos. sem nenhuma aplica ão ao mundo prático. uma vez que essas " que satisfariam as ambi )es humanas de ampliar os horizontes atrav"s do descobrimento de novas terras. revolucionários que com suas inven )es isoladas articularam as veias do planeta. o $omem tornar#se#ia 4senhor e possuidor da (atureza4. Mas o real deslumbramento com as máquinas data de tempos recentes. A fobia 7s maquinas não surgiu de simples camponeses ou trabalhadores ignorantes. 1assa pela máquina de costura.escartes. nada mais do que 4sonhos tecnológicos4.rancis <acon que vislumbrou desmedidas potencialidades para obter a soberania humana sobre a natureza em geral atrav"s das máquinas. Mas as possibilidades da máquina.

daí a necessidade de se utilizá#la no sentido horizontal.uradeiras hori o!"ais . Atualmente possuem velocidades variáveis eletronicamente.uradeiras verticais # @ão as furadeiras mais comuns encontradas em geral em qualquer estabelecimento metal*rgico. .uradeiras manuais . podendo fazer furos em quaisquer 8ngulos e posi )es. %m geral são equipamentos de grandes dimens)es que fazem furos de grandes di8metros em pe as pesadas e de difícil manuseio. & semelhante a furadeira industrial. al"m de serem mesas coordenadas. a *nica diferen a são os recursos e tamanho do equipamento.Máquinas e %quipamentos Manuais Furadeira # @ão máquinas operatrizes especializadas em fazer buracos.A nomenclatura " auto#e'plicativa.uradeiras industriais # @ão máquinas de grande porte e com muitos recursos. @ão máquinas e'tremamente versáteis e leves. marteletes. %stas máquinas estão montadas horizontalmente.@ão furadeiras portáteis que se prestam aos mais diversos usos na ind*stria e no lar. %m geral estas máquinas trabalham em tr5s ei'os. . @ervem como furadeiras. . aparafusadeiras al"m de outros usos. em geral possuem mesas de fi'a ão de pe as que se inclinam em diversos 8ngulos. . a qual pode ou não ter uma morsa e uma mesa de coordenadas de deslocamento e inclina ão das pe as 7 serem furadas em tr5s ei'os. esmeratrizes. @ão compostas de uma base de fi'a ão das pe as 7 serem furadas. paralelas ao solo e fazem furos longitudinais paralelos ao solo tamb"m. %'istem diversos tipos de furadeiras3 .

instala )es industriais. A crit"rio do engenheiro civil. areia e cimento mais água.FFF litros. Serra de Piso $ %quipamento destinado ao corte de pisos de concreto. & muito usada na constru ão civil. ou o acesso ao local do servi o " restrito. . podem ser acrescidos outros materiais. etc. de acordo com o tipo de obra. na qual se adicionam cargas de pedra. onde não há necessidade do uso de uma máquina maior. at" caminh)es com mais de dez metros c*bicos de capacidade ou EF. com pás elevando e jogando o material. Alguns modelos usam discos com di8metros de at" IJ polegadas. As pivotantes funcionam atrav"s do giro do tambor e palhetas que cortam a massa a ser misturada. sendo os mais comuns pivotantes /onde o tambor gira em torno de um ei'o2 ou rotativas /o tambor gira sobre roletes2. como diversos tipos de cimentos e pedras. movidos por um motor com sistema de polias e correias.sada para pequenos servi os de corte em paredes. na propor ão e te'tura devida. como em um liquidificador. !s sistemas de mistura podem variar conforme o tipo. ou aditivos.#e"o!eira $ %quipamento utilizado para mistura de materiais. A sua capacidade varia de acordo com a necessidade pode ir dos pequenos misturadores semi# automáticos que comportam pouco mais de EF Gg ou EF litros de concreto. vãos para elevadores. tanto para juntas de dilata ão como para abertura de valetas. como em uma roda dHágua invertida. que cortam espessuras de at" IK centímetros. ou em telhas pr"# moldadas. Cá as rotativas provocam o turbilhonamento da mistura. Serra Por"%"i& $ . pois a mistura deve ser homog5nea.

chegar a di8metros bem maiores2. 0orta paredes verticais ou mesmo diagonais. para passagem de tubula )es em geral. praticamente não há limita ão. (ormalmente utilizada com coroas de at" EL polegadas de di8metro /podendo. com avan o controlado por computador. 1ode e'ecutar cortes que chegam at" a LF cm de espessura. mas com o uso de prolongadores. abertura de portas e ret8ngulos para passagem de cabos ou dutos de ar condicionado. sendo que já foram e'ecutados furos com at" M metros de profundidade. Per'ura"ri de Coroa Dia(a!"ada $ 1ara perfura ão de concreto em lajes. Algumas serras são totalmente eletr+nicas. As coroas diamantadas t5m profundidade *til em torno de IF centímetros. vigas e paredes.Serra de Parede $ 1ara cortes em paredes. . garantindo velocidade e precisão no servi o. contudo. vigas ou colunas de concreto.

Movimentado por um sistema hidráulico. e o nível de ruído " bem mais bai'o que outros sistemas de demoli ão. e tem um mastro de J.uros. " um equipamento de alta capacidade de produ ão3 de um piso de JFcm de espessura consegue# se romper at" duzentos metros quadrados em uma hora. desenvolvido pela $olemaGer 0ortes e .M metros de altura que acomoda um bloco de KFF Gg. provocando rachaduras em um raio de E metro. A máquina " autopropelida. . esse bloco bate no piso com uma for a de impacto equivalente a JIFFOg em uma área de apenas EFcmJ.De(o&idor de Pisos $ ! %N#<reaGer. ! %N#<reaGer " acionado por um motor 7 gasolina.

Damb"m conhecido como dumper ou jeguinho. etc. otimizando a pot5ncia hidráulica instalada para obter o má'imo de produtividade.m avan ado sistema de intelig5ncia artificial. betoneira. %'emplo3 %scavadeira $idráulica 0Q # ! projeto da 0QJJF contempla engenharia de ponta com os mais modernos conceitos tecnológicos e ergon+micos. Re"ro-es*a+adeira $ escavadeira " a designa ão gen"rica aos vários tipos de máquinas de escavar. super#refor ados para trabalhos pesados. J. e'istindo desde KFF litros at" dezenas de toneladas. .KFF mm. & tamb"m conhecida como escavador. tais como engates. terra. suportam os mais severos esfor os e. com bra o monobloco de K. com a maior efici5ncia e o menor consumo. As capacidades são variáveis. misturadores. carregador.RIF e M.LKF mm.:eículos Du()er $ " um equipamento utilizado para o transporte de materiais. tem motoriza ão a diesel ou gasolina. Pdeal para o transporte horizontal pode pu'ar carretas au'iliares e ter acessórios. como concreto. entre outros. torres de ilumina ão.S metros. juntamente com o sistema hidráulico de alta capacidade. gerencia todas as fun )es hidráulicas. comandado pelo computador de bordo. de revolver ou remover terra ou de retirar aterro. podendo ter basculamento por gravidade ou hidráulico.IFF. escavadora ou pá mec8nica. % ainda um conjunto de bra os monobloco e penetra ão de longo alcance. !s bra os. de EK. A 0QJJF oferece tr5s op )es de bra o de penetra ão3 J. asseguram uma e'celente for a de escava ão e levantamento. .

%'emplo3 9olos 0ombinados 00 IJJ0 # 9olo articulado combinado com a possibilidade de dire ão pivotada no módulo traseiro /opcional2.Ro&o Co()ressor $ equipamento de pavimenta ão e terraplanagem utilizado na rolagem de solos. possibilitando deslocamento lateral de KFF mm. 1ossui quatro pneus lisos na parte traseira no lugar do cilindro. As rodas traseiras são tracionadas em pares por motores de tra ão separados. . & ideal para compacta ão de 0oncreto 9olado. montados sobre um chassi. e composto de um ou vários cilindros metálicos de grande di8metro formando rodas. principalmente nas curvas acentuadas. mas tamb"m apresenta e'celente desempenho na compacta ão de brita e bases. reduzindo o risco de danos no asfalto.

com comandos e alavancas ergonomicamente posicionados. %'emplo3 Motoniveladora SIK # Motoniveladora de alto desempenho e elevada produtividade. já que o material cortado " rolado ao inv"s de empurrado. @eu cap+ basculante. A l8mina central da motoniveladora SIK possui um perfil multirraios /9oll#ATaA2 que permite um corte sem esfor o. menor consumo de combustível e maior vida *til dos componentes. uma cabine ampla. .Mo"o!i+e&ador $ Máquina de terraplanagem equipada com uma l8mina móvel de perfil curvo. principalmente. está equipada com motor de grande pot5ncia. como características de projeto. elevado torque e bai'o consumo. fácil acesso aos componentes internos e. confortável. proporciona harmonia no design. total visibilidade em trabalhos com implementos traseiros. os esfor os decorrentes são reduzidos e o resultado " a menor demanda de pot5ncia. de forma arredondada. a motoniveladora SIK possui. Assim. % ainda. al"m de articula ão dianteira.

como complemento 7s atividades de uma betoneira.ui!das"e $ . ou seja.m guindaste. etc. os guindastes . após o preparo do concreto. . ! concreto deve ser bombeável. na forma semipastosa.ma variante deste. fabrico de equipamento pesado. habitualmente nas ind*strias da constru ão civil.iversos . Cá na fabrica ão de pr"#moldados. como edifícios e pr"dios em geral. como mour)es. (a constru ão civil. portos marítimos. caso contrário entope a bomba causando danos irreversíveis ao equipamento e seus componentes. placas e pe as de concreto em geral. " conhecida como ponte rolante. evitando#se bolhas de ar que prejudicam na resist5ncia. recomenda#se o adensamento com a utiliza ão de vibradores de concreto. grua ou guincho " uma máquina usada para erguer e carregar materiais pesados. impermeabiliza ão e durabilidade do mesmo. pode#se tamb"m utilizar as mesas vibratórias e os vibradores de parede ou coluna.i-rador de Co!*re"o$ %quipamento utilizado no adensamento do concreto. principalmente em constru )es de grande porte.%quipamentos . & constituído normalmente por uma torre equipada com cabos e roldanas que " usada para levantar e bai'ar materiais. com a mesma fun ão. %m obras de constru ão civil. . #o(-a de Co!*re"o $ %quipamento destinado a impulsionar o concreto usado na constru ão civil.

com a mais alta tecnologia. @eu martelo hidráulico $$O#I possui um pilão de I toneladas. %'emplo3 Martelo $idráulico 1MJF # %quipamento importado da . o que aumenta a sua estabilidade. @ua base gira MLFV em rela ão 7s esteiras retráteis. trabalhando com alta freqW5ncia de golpes e proporcionando uma e'celente produtividade. contraindo#se para viabilizar o seu transporte e alongando#se para as laterais.são geralmente estruturas temporárias fi'adas ao chão /chamadas gruas2 ou montadas num veículo especialmente concebido /guindaste propriamente dito2. com capacidade para cravar estacas inclinadas em diversas dire )es. o que possibilita a crava ão de estacas de at" EU metros sem a necessidade de emendas. Mar"e&o Hidr%u&i*o $ %quipamento com capacidade de crava ão de estacas de concreto ou metálicas de diversas se )es. 1ossui uma torre guia que pode chegar aos JJ metros. garantindo agilidade e velocidade na e'ecu ão de funda )es profundas. .inl8ndia.

. volume de concreto injetado. LF. %'emplo3 Máquina perfuratriz @!P-M%0 0M#IS # %quipamento com capacidade para e'ecu ão de estacas com di8metros de MF. A monitora ão eletr+nica " feita por computador e programas.K metros. al"m de tra ar um perfil da estaca e'ecutada. velocidade de subida do trado. velocidade de rota ão.Es"a*as-h/&i*e $ %stacas de concreto montadas =in loco>. pressão de inje ão do concreto. e'ecutadas atrav"s da introdu ão de um trado helicoidal contínuo no solo. UF e SF cm com profundidades que vão at" JM. torque na perfura ão. IF. evitando assim o desconfinamento do mesmo. sendo que este trado possui um tubo interno pelo qual se realizará a concretagem simultaneamente a retirada do solo. KF. fornecendo dados como velocidade de avan o da perfura ão.

%stamos agora mais maduros. dos quais brotarão id"ias pioneiras e revolucionárias que apagarão essa linha. haverá sonhos. " com profunda gratidão que concluímos o semestre com a certeza de que o objetivo principal de nossa pesquisa foi atingido3 enriquecer#nos com novas informa )es e contribuir para nosso crescimento como profissionais na área da constru ão civil. no futuro. (ão há limites. Cas"ro Pro'. @endo assim.Co!*&us0o %speramos. estamos agora mais cientes das possibilidades e limita )es projetuais impostas pelas máquinas. A!derso! C&aro . Dodavia. Ainda que uma análise superficial. como elas estão em constante aperfei oamento e evolu ão. com bases mais sólidas. <ases que nos servirão de apoio para a realiza ão de projetos com qualidade sempre crescente. ter elucidado uma parcela das possíveis d*vidas que o leitor pudesse ter acerca dos equipamentos utilizados na constru ão civil. %nquanto houver a criatividade e a ambi ão humana. essa pesquisa nos foi de grande utilidade e contribuiu significativamente para a amplia ão de nossos horizontes de conhecimentos. @omente com a amplia ão dessa enorme gama de conhecimentos " que poderemos atingir nossa meta3 a constru ão de um ambiente mais saudável e adequado que tanto desejamos a todos. com o t"rmino desse trabalho de pesquisa.isi"e "a(-/( o . Tra-a&ho da dis*i)&i!a Te*!o&o1ia de Edi'i*a20o I 3ARQ $ UFSC4 5667-8 A&u!os9 Char&es Pasi!a"o Fi&i)e :i(a -o"e&ho Ra'ae& Roh&eder Rodri1o F. " provável que. a linha que separa possível de impossível se torne cada vez menos nítida. 0omo futuros arquitetos. E.

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