EQUIPAMENTOS E MÁQUINAS NA CONSTRUÇÃO INTRODUÇÃO A arquitetura e a engenharia, atualmente, são altamente dependentes do uso de máquinas.

Muitas das grandes obras que conhecemos hoje, só foram possíveis de serem realizadas gra as aos avan os no campo do maquinário. ! homem, na pr"#história, fez usos de máquinas simples, como rolar uma pedra aplicando uma for a de alavanca. $oje, rolamos cidades inteiras atrav"s das for as dos guindastes e gruas modernos que, se analisarmos mais cuidadosamente, funcionam com base nos princípios das máquinas simples. %ste trabalho foi realizado com a inten ão de coletar dados acerca de algumas das máquinas mais comuns encontrados em um canteiro de obras. & evidente que a quantidade de equipamentos e'istentes atualmente " enorme. (osso objetivo não " fazer um catálogo de todas as máquinas, mas sim, fornecer informa )es que possam esclarecer quaisquer d*vidas relativas aos usos e funcionamentos de algumas delas, al"m de e'por ao arquiteto as possibilidades, e limita )es, impostas por elas na e'ecu ão do projeto arquitet+nico.

advertiu seriamente dois de seus discípulos por terem recorrido a um aparelho que lhes permitiu realizar um cálculo geom"trico em pouco tempo. @em a vasta utiliza ão desse recurso. em breve.rancis <acon que vislumbrou desmedidas potencialidades para obter a soberania humana sobre a natureza em geral atrav"s das máquinas. diretor da AMA /!rganiza ão de . -uiz .umont e chega at" 7s máquinas de controle num"rico. os primeiros rob+s. Advertiu#os de que recorrendo a um artifício t"cnico # a utiliza ão de algo mec8nico # 4rompiam e deterioravam a dignidade de tudo o que e'istia de e'celente na geometria4. uma vez que as possibilidades de constru ão se dão quase que totalmente em fun ão das máquinas. 0onsta que 1latão. impressionado pela multiplica ão dos aparelhos. 1assa pela máquina de costura. pelo motor el"trico de ?erner :on @iemens. faz uso de máquinas6 mas. do tamanho de um vírus que podem ajudar. especialmente as militares. e artefatos mec8nicos. sem nenhuma aplica ão ao mundo prático. vir a mudar o mundo já estava subentendido no dito de Arquimedes 4dai#me uma alavanca que eu erguerei o mundo4. entramos na era da informática3 <ill Bates. relógios. Mesmo os desenhos dos aparelhos de -eonardo da :inci foram vistos por muitos como projetos de um visionário. deduziu que. principalmente. máquinas min*sculas. Aí. rebai'ando#a do sublime abstrato 7s coisas sensíveis e materiais. . As nanomáquinas. revolucionários que com suas inven )es isoladas articularam as veias do planeta. no tratamento de doen as como c8ncer. assim que elas foram se tornando mais comple'as e cada vez mais aut+nomas. com certeza o crescimento seria min*sculo. fornos e at" roupas de mergulho. . uma vez que essas " que satisfariam as ambi )es humanas de ampliar os horizontes atrav"s do descobrimento de novas terras. -ogo. Doda essa evolu ão se deu tamb"m na área da constru ão civil que contou com a evolu ão do maquinário para crescer. %las levariam os medicamentos diretamente nas c"lulas tumorais. nada mais do que 4sonhos tecnológicos4. As máquinas percorreram um longo caminho at" chegar ao patamar em que se encontram hoje. 9ecorrer 7 t"cnica era associar#se ao vulgar. houve algumas desconfian as quanto a sua presen a e fun )es. já que eram as máquinas.ord. .urante o desenvolvimento de um trabalho sobre a história das máquinas. 1equenas engenhocas que resultaram em grandes solu )es estrat"gicas para os modelos econ+micos atuais4.esenvolvimento 0ultural e 1reserva ão Ambiental2 disse3 40onhecer a história das máquinas " conhecer a vida de grandes g5nios.elipe $eide Aranha Moura. Mas o real deslumbramento com as máquinas data de tempos recentes. utilizando#se deles em larga escala.HISTÓRICO . ao banal. o que levou ao pensamento =saber " poder>. e sim de pessoas de alta classe e pensadores. ou de um engenho tecnológico qualquer. o $omem tornar#se#ia 4senhor e possuidor da (atureza4. Mas as possibilidades da máquina. @teve Cobs. certa vez. há mil5nios. que permitiam aos escassos homens brancos navegar pelos oceanos e dominar continentes inteiros. por @antos . ! homem. A fobia 7s maquinas não surgiu de simples camponeses ou trabalhadores ignorantes.ma maior aceita ão das máquinas iniciou#se com sir . das fontes e grotas artificiais. pelo automóvel. mesmo que tenha sido da cabe a dele que tenham saído projetos de ventiladores. construído em s"rie por $enrA . escavadeiras de pequeno porte.escartes.

a qual pode ou não ter uma morsa e uma mesa de coordenadas de deslocamento e inclina ão das pe as 7 serem furadas em tr5s ei'os. marteletes. esmeratrizes. al"m de serem mesas coordenadas. a *nica diferen a são os recursos e tamanho do equipamento.@ão furadeiras portáteis que se prestam aos mais diversos usos na ind*stria e no lar.uradeiras hori o!"ais . @ão máquinas e'tremamente versáteis e leves.uradeiras verticais # @ão as furadeiras mais comuns encontradas em geral em qualquer estabelecimento metal*rgico. podendo fazer furos em quaisquer 8ngulos e posi )es.uradeiras manuais . & semelhante a furadeira industrial. . @ervem como furadeiras. %m geral estas máquinas trabalham em tr5s ei'os. aparafusadeiras al"m de outros usos. Atualmente possuem velocidades variáveis eletronicamente. daí a necessidade de se utilizá#la no sentido horizontal. @ão compostas de uma base de fi'a ão das pe as 7 serem furadas. .Máquinas e %quipamentos Manuais Furadeira # @ão máquinas operatrizes especializadas em fazer buracos. . paralelas ao solo e fazem furos longitudinais paralelos ao solo tamb"m. %m geral são equipamentos de grandes dimens)es que fazem furos de grandes di8metros em pe as pesadas e de difícil manuseio.uradeiras industriais # @ão máquinas de grande porte e com muitos recursos. %stas máquinas estão montadas horizontalmente.A nomenclatura " auto#e'plicativa. em geral possuem mesas de fi'a ão de pe as que se inclinam em diversos 8ngulos. %'istem diversos tipos de furadeiras3 . .

instala )es industriais. como em uma roda dHágua invertida. tanto para juntas de dilata ão como para abertura de valetas. pois a mistura deve ser homog5nea.#e"o!eira $ %quipamento utilizado para mistura de materiais.sada para pequenos servi os de corte em paredes. Serra Por"%"i& $ . como diversos tipos de cimentos e pedras. podem ser acrescidos outros materiais. ou o acesso ao local do servi o " restrito. de acordo com o tipo de obra. As pivotantes funcionam atrav"s do giro do tambor e palhetas que cortam a massa a ser misturada. !s sistemas de mistura podem variar conforme o tipo. vãos para elevadores. que cortam espessuras de at" IK centímetros. sendo os mais comuns pivotantes /onde o tambor gira em torno de um ei'o2 ou rotativas /o tambor gira sobre roletes2. movidos por um motor com sistema de polias e correias. etc. ou em telhas pr"# moldadas. na qual se adicionam cargas de pedra. na propor ão e te'tura devida. . A sua capacidade varia de acordo com a necessidade pode ir dos pequenos misturadores semi# automáticos que comportam pouco mais de EF Gg ou EF litros de concreto. ou aditivos. at" caminh)es com mais de dez metros c*bicos de capacidade ou EF. Cá as rotativas provocam o turbilhonamento da mistura. areia e cimento mais água. Serra de Piso $ %quipamento destinado ao corte de pisos de concreto. Alguns modelos usam discos com di8metros de at" IJ polegadas.FFF litros. como em um liquidificador. onde não há necessidade do uso de uma máquina maior. com pás elevando e jogando o material. & muito usada na constru ão civil. A crit"rio do engenheiro civil.

praticamente não há limita ão. vigas ou colunas de concreto. mas com o uso de prolongadores. sendo que já foram e'ecutados furos com at" M metros de profundidade. . abertura de portas e ret8ngulos para passagem de cabos ou dutos de ar condicionado. As coroas diamantadas t5m profundidade *til em torno de IF centímetros. chegar a di8metros bem maiores2. Per'ura"ri de Coroa Dia(a!"ada $ 1ara perfura ão de concreto em lajes. 0orta paredes verticais ou mesmo diagonais. Algumas serras são totalmente eletr+nicas. 1ode e'ecutar cortes que chegam at" a LF cm de espessura. para passagem de tubula )es em geral. contudo. (ormalmente utilizada com coroas de at" EL polegadas de di8metro /podendo. garantindo velocidade e precisão no servi o.Serra de Parede $ 1ara cortes em paredes. vigas e paredes. com avan o controlado por computador.

De(o&idor de Pisos $ ! %N#<reaGer. esse bloco bate no piso com uma for a de impacto equivalente a JIFFOg em uma área de apenas EFcmJ. A máquina " autopropelida. provocando rachaduras em um raio de E metro.M metros de altura que acomoda um bloco de KFF Gg.uros. ! %N#<reaGer " acionado por um motor 7 gasolina. e o nível de ruído " bem mais bai'o que outros sistemas de demoli ão. . " um equipamento de alta capacidade de produ ão3 de um piso de JFcm de espessura consegue# se romper at" duzentos metros quadrados em uma hora. desenvolvido pela $olemaGer 0ortes e . Movimentado por um sistema hidráulico. e tem um mastro de J.

. . !s bra os. misturadores. podendo ter basculamento por gravidade ou hidráulico. asseguram uma e'celente for a de escava ão e levantamento.IFF. escavadora ou pá mec8nica. carregador. terra. com a maior efici5ncia e o menor consumo. tais como engates.m avan ado sistema de intelig5ncia artificial. As capacidades são variáveis. betoneira. A 0QJJF oferece tr5s op )es de bra o de penetra ão3 J. tem motoriza ão a diesel ou gasolina. torres de ilumina ão. gerencia todas as fun )es hidráulicas.LKF mm.:eículos Du()er $ " um equipamento utilizado para o transporte de materiais. Re"ro-es*a+adeira $ escavadeira " a designa ão gen"rica aos vários tipos de máquinas de escavar. & tamb"m conhecida como escavador. % ainda um conjunto de bra os monobloco e penetra ão de longo alcance. suportam os mais severos esfor os e.S metros. otimizando a pot5ncia hidráulica instalada para obter o má'imo de produtividade. J. de revolver ou remover terra ou de retirar aterro. de EK. e'istindo desde KFF litros at" dezenas de toneladas. como concreto. juntamente com o sistema hidráulico de alta capacidade.RIF e M. entre outros. super#refor ados para trabalhos pesados. comandado pelo computador de bordo. Damb"m conhecido como dumper ou jeguinho. com bra o monobloco de K. etc.KFF mm. Pdeal para o transporte horizontal pode pu'ar carretas au'iliares e ter acessórios. %'emplo3 %scavadeira $idráulica 0Q # ! projeto da 0QJJF contempla engenharia de ponta com os mais modernos conceitos tecnológicos e ergon+micos.

. 1ossui quatro pneus lisos na parte traseira no lugar do cilindro. montados sobre um chassi. As rodas traseiras são tracionadas em pares por motores de tra ão separados. reduzindo o risco de danos no asfalto. possibilitando deslocamento lateral de KFF mm.Ro&o Co()ressor $ equipamento de pavimenta ão e terraplanagem utilizado na rolagem de solos. %'emplo3 9olos 0ombinados 00 IJJ0 # 9olo articulado combinado com a possibilidade de dire ão pivotada no módulo traseiro /opcional2. mas tamb"m apresenta e'celente desempenho na compacta ão de brita e bases. & ideal para compacta ão de 0oncreto 9olado. e composto de um ou vários cilindros metálicos de grande di8metro formando rodas. principalmente nas curvas acentuadas.

menor consumo de combustível e maior vida *til dos componentes. % ainda. %'emplo3 Motoniveladora SIK # Motoniveladora de alto desempenho e elevada produtividade. total visibilidade em trabalhos com implementos traseiros. com comandos e alavancas ergonomicamente posicionados. os esfor os decorrentes são reduzidos e o resultado " a menor demanda de pot5ncia. proporciona harmonia no design. . @eu cap+ basculante. como características de projeto. Assim. A l8mina central da motoniveladora SIK possui um perfil multirraios /9oll#ATaA2 que permite um corte sem esfor o. principalmente.Mo"o!i+e&ador $ Máquina de terraplanagem equipada com uma l8mina móvel de perfil curvo. elevado torque e bai'o consumo. al"m de articula ão dianteira. está equipada com motor de grande pot5ncia. a motoniveladora SIK possui. já que o material cortado " rolado ao inv"s de empurrado. uma cabine ampla. fácil acesso aos componentes internos e. de forma arredondada. confortável.

etc. .ma variante deste. (a constru ão civil.i-rador de Co!*re"o$ %quipamento utilizado no adensamento do concreto. principalmente em constru )es de grande porte. os guindastes .iversos . como edifícios e pr"dios em geral. .%quipamentos . caso contrário entope a bomba causando danos irreversíveis ao equipamento e seus componentes. Cá na fabrica ão de pr"#moldados. & constituído normalmente por uma torre equipada com cabos e roldanas que " usada para levantar e bai'ar materiais. pode#se tamb"m utilizar as mesas vibratórias e os vibradores de parede ou coluna. recomenda#se o adensamento com a utiliza ão de vibradores de concreto. grua ou guincho " uma máquina usada para erguer e carregar materiais pesados. fabrico de equipamento pesado. impermeabiliza ão e durabilidade do mesmo. evitando#se bolhas de ar que prejudicam na resist5ncia. após o preparo do concreto. #o(-a de Co!*re"o $ %quipamento destinado a impulsionar o concreto usado na constru ão civil. ! concreto deve ser bombeável. com a mesma fun ão. portos marítimos.ui!das"e $ . placas e pe as de concreto em geral. %m obras de constru ão civil. como mour)es. na forma semipastosa. como complemento 7s atividades de uma betoneira. ou seja. habitualmente nas ind*strias da constru ão civil.m guindaste. " conhecida como ponte rolante.

o que aumenta a sua estabilidade. trabalhando com alta freqW5ncia de golpes e proporcionando uma e'celente produtividade. @eu martelo hidráulico $$O#I possui um pilão de I toneladas. 1ossui uma torre guia que pode chegar aos JJ metros. @ua base gira MLFV em rela ão 7s esteiras retráteis.são geralmente estruturas temporárias fi'adas ao chão /chamadas gruas2 ou montadas num veículo especialmente concebido /guindaste propriamente dito2. o que possibilita a crava ão de estacas de at" EU metros sem a necessidade de emendas. com a mais alta tecnologia. garantindo agilidade e velocidade na e'ecu ão de funda )es profundas. %'emplo3 Martelo $idráulico 1MJF # %quipamento importado da . Mar"e&o Hidr%u&i*o $ %quipamento com capacidade de crava ão de estacas de concreto ou metálicas de diversas se )es. . com capacidade para cravar estacas inclinadas em diversas dire )es. contraindo#se para viabilizar o seu transporte e alongando#se para as laterais.inl8ndia.

A monitora ão eletr+nica " feita por computador e programas.Es"a*as-h/&i*e $ %stacas de concreto montadas =in loco>. KF. %'emplo3 Máquina perfuratriz @!P-M%0 0M#IS # %quipamento com capacidade para e'ecu ão de estacas com di8metros de MF. fornecendo dados como velocidade de avan o da perfura ão. velocidade de rota ão. . IF. sendo que este trado possui um tubo interno pelo qual se realizará a concretagem simultaneamente a retirada do solo. evitando assim o desconfinamento do mesmo. torque na perfura ão. al"m de tra ar um perfil da estaca e'ecutada. volume de concreto injetado. e'ecutadas atrav"s da introdu ão de um trado helicoidal contínuo no solo. LF. pressão de inje ão do concreto. velocidade de subida do trado. UF e SF cm com profundidades que vão at" JM.K metros.

ter elucidado uma parcela das possíveis d*vidas que o leitor pudesse ter acerca dos equipamentos utilizados na constru ão civil. essa pesquisa nos foi de grande utilidade e contribuiu significativamente para a amplia ão de nossos horizontes de conhecimentos. com o t"rmino desse trabalho de pesquisa. " com profunda gratidão que concluímos o semestre com a certeza de que o objetivo principal de nossa pesquisa foi atingido3 enriquecer#nos com novas informa )es e contribuir para nosso crescimento como profissionais na área da constru ão civil. Tra-a&ho da dis*i)&i!a Te*!o&o1ia de Edi'i*a20o I 3ARQ $ UFSC4 5667-8 A&u!os9 Char&es Pasi!a"o Fi&i)e :i(a -o"e&ho Ra'ae& Roh&eder Rodri1o F. @endo assim. (ão há limites. %nquanto houver a criatividade e a ambi ão humana. estamos agora mais cientes das possibilidades e limita )es projetuais impostas pelas máquinas. Cas"ro Pro'. haverá sonhos. A!derso! C&aro . %stamos agora mais maduros. E. dos quais brotarão id"ias pioneiras e revolucionárias que apagarão essa linha. 0omo futuros arquitetos.isi"e "a(-/( o . a linha que separa possível de impossível se torne cada vez menos nítida. no futuro. como elas estão em constante aperfei oamento e evolu ão. " provável que. @omente com a amplia ão dessa enorme gama de conhecimentos " que poderemos atingir nossa meta3 a constru ão de um ambiente mais saudável e adequado que tanto desejamos a todos. <ases que nos servirão de apoio para a realiza ão de projetos com qualidade sempre crescente. Ainda que uma análise superficial. com bases mais sólidas.Co!*&us0o %speramos. Dodavia.

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