EQUIPAMENTOS E MÁQUINAS NA CONSTRUÇÃO INTRODUÇÃO A arquitetura e a engenharia, atualmente, são altamente dependentes do uso de máquinas.

Muitas das grandes obras que conhecemos hoje, só foram possíveis de serem realizadas gra as aos avan os no campo do maquinário. ! homem, na pr"#história, fez usos de máquinas simples, como rolar uma pedra aplicando uma for a de alavanca. $oje, rolamos cidades inteiras atrav"s das for as dos guindastes e gruas modernos que, se analisarmos mais cuidadosamente, funcionam com base nos princípios das máquinas simples. %ste trabalho foi realizado com a inten ão de coletar dados acerca de algumas das máquinas mais comuns encontrados em um canteiro de obras. & evidente que a quantidade de equipamentos e'istentes atualmente " enorme. (osso objetivo não " fazer um catálogo de todas as máquinas, mas sim, fornecer informa )es que possam esclarecer quaisquer d*vidas relativas aos usos e funcionamentos de algumas delas, al"m de e'por ao arquiteto as possibilidades, e limita )es, impostas por elas na e'ecu ão do projeto arquitet+nico.

assim que elas foram se tornando mais comple'as e cada vez mais aut+nomas. @teve Cobs. . especialmente as militares. diretor da AMA /!rganiza ão de . Aí. utilizando#se deles em larga escala. entramos na era da informática3 <ill Bates. ou de um engenho tecnológico qualquer. nada mais do que 4sonhos tecnológicos4. ao banal. escavadeiras de pequeno porte. o $omem tornar#se#ia 4senhor e possuidor da (atureza4. A fobia 7s maquinas não surgiu de simples camponeses ou trabalhadores ignorantes. fornos e at" roupas de mergulho. principalmente. há mil5nios. os primeiros rob+s. o que levou ao pensamento =saber " poder>. .elipe $eide Aranha Moura.HISTÓRICO . deduziu que. construído em s"rie por $enrA .rancis <acon que vislumbrou desmedidas potencialidades para obter a soberania humana sobre a natureza em geral atrav"s das máquinas. 1assa pela máquina de costura. e sim de pessoas de alta classe e pensadores. no tratamento de doen as como c8ncer. rebai'ando#a do sublime abstrato 7s coisas sensíveis e materiais. pelo motor el"trico de ?erner :on @iemens. 1equenas engenhocas que resultaram em grandes solu )es estrat"gicas para os modelos econ+micos atuais4. com certeza o crescimento seria min*sculo. certa vez.umont e chega at" 7s máquinas de controle num"rico. das fontes e grotas artificiais. Mas as possibilidades da máquina. Advertiu#os de que recorrendo a um artifício t"cnico # a utiliza ão de algo mec8nico # 4rompiam e deterioravam a dignidade de tudo o que e'istia de e'celente na geometria4. houve algumas desconfian as quanto a sua presen a e fun )es. -ogo. 9ecorrer 7 t"cnica era associar#se ao vulgar. mesmo que tenha sido da cabe a dele que tenham saído projetos de ventiladores.ord. por @antos . revolucionários que com suas inven )es isoladas articularam as veias do planeta. As máquinas percorreram um longo caminho at" chegar ao patamar em que se encontram hoje. uma vez que essas " que satisfariam as ambi )es humanas de ampliar os horizontes atrav"s do descobrimento de novas terras. máquinas min*sculas. sem nenhuma aplica ão ao mundo prático. %las levariam os medicamentos diretamente nas c"lulas tumorais. Mesmo os desenhos dos aparelhos de -eonardo da :inci foram vistos por muitos como projetos de um visionário.urante o desenvolvimento de um trabalho sobre a história das máquinas. . advertiu seriamente dois de seus discípulos por terem recorrido a um aparelho que lhes permitiu realizar um cálculo geom"trico em pouco tempo. já que eram as máquinas. ! homem. pelo automóvel. uma vez que as possibilidades de constru ão se dão quase que totalmente em fun ão das máquinas. relógios. impressionado pela multiplica ão dos aparelhos. e artefatos mec8nicos. @em a vasta utiliza ão desse recurso.escartes. faz uso de máquinas6 mas. -uiz . vir a mudar o mundo já estava subentendido no dito de Arquimedes 4dai#me uma alavanca que eu erguerei o mundo4. que permitiam aos escassos homens brancos navegar pelos oceanos e dominar continentes inteiros. do tamanho de um vírus que podem ajudar.ma maior aceita ão das máquinas iniciou#se com sir .esenvolvimento 0ultural e 1reserva ão Ambiental2 disse3 40onhecer a história das máquinas " conhecer a vida de grandes g5nios. em breve. 0onsta que 1latão. Doda essa evolu ão se deu tamb"m na área da constru ão civil que contou com a evolu ão do maquinário para crescer. As nanomáquinas. Mas o real deslumbramento com as máquinas data de tempos recentes.

aparafusadeiras al"m de outros usos. podendo fazer furos em quaisquer 8ngulos e posi )es. . a qual pode ou não ter uma morsa e uma mesa de coordenadas de deslocamento e inclina ão das pe as 7 serem furadas em tr5s ei'os. al"m de serem mesas coordenadas. %m geral são equipamentos de grandes dimens)es que fazem furos de grandes di8metros em pe as pesadas e de difícil manuseio. . %'istem diversos tipos de furadeiras3 . a *nica diferen a são os recursos e tamanho do equipamento. @ervem como furadeiras. %m geral estas máquinas trabalham em tr5s ei'os.Máquinas e %quipamentos Manuais Furadeira # @ão máquinas operatrizes especializadas em fazer buracos. & semelhante a furadeira industrial.uradeiras hori o!"ais .@ão furadeiras portáteis que se prestam aos mais diversos usos na ind*stria e no lar. em geral possuem mesas de fi'a ão de pe as que se inclinam em diversos 8ngulos. daí a necessidade de se utilizá#la no sentido horizontal. paralelas ao solo e fazem furos longitudinais paralelos ao solo tamb"m.A nomenclatura " auto#e'plicativa.uradeiras industriais # @ão máquinas de grande porte e com muitos recursos.uradeiras verticais # @ão as furadeiras mais comuns encontradas em geral em qualquer estabelecimento metal*rgico. marteletes. @ão máquinas e'tremamente versáteis e leves. . %stas máquinas estão montadas horizontalmente. Atualmente possuem velocidades variáveis eletronicamente.uradeiras manuais . . esmeratrizes. @ão compostas de uma base de fi'a ão das pe as 7 serem furadas.

sendo os mais comuns pivotantes /onde o tambor gira em torno de um ei'o2 ou rotativas /o tambor gira sobre roletes2. como em um liquidificador. tanto para juntas de dilata ão como para abertura de valetas.sada para pequenos servi os de corte em paredes.FFF litros. ou o acesso ao local do servi o " restrito. onde não há necessidade do uso de uma máquina maior. Cá as rotativas provocam o turbilhonamento da mistura. Serra de Piso $ %quipamento destinado ao corte de pisos de concreto. at" caminh)es com mais de dez metros c*bicos de capacidade ou EF. etc. A sua capacidade varia de acordo com a necessidade pode ir dos pequenos misturadores semi# automáticos que comportam pouco mais de EF Gg ou EF litros de concreto. ou em telhas pr"# moldadas. ou aditivos. com pás elevando e jogando o material. na qual se adicionam cargas de pedra. Serra Por"%"i& $ . de acordo com o tipo de obra. . movidos por um motor com sistema de polias e correias. & muito usada na constru ão civil. instala )es industriais. podem ser acrescidos outros materiais. na propor ão e te'tura devida.#e"o!eira $ %quipamento utilizado para mistura de materiais. Alguns modelos usam discos com di8metros de at" IJ polegadas. As pivotantes funcionam atrav"s do giro do tambor e palhetas que cortam a massa a ser misturada. areia e cimento mais água. !s sistemas de mistura podem variar conforme o tipo. como em uma roda dHágua invertida. vãos para elevadores. A crit"rio do engenheiro civil. como diversos tipos de cimentos e pedras. pois a mistura deve ser homog5nea. que cortam espessuras de at" IK centímetros.

(ormalmente utilizada com coroas de at" EL polegadas de di8metro /podendo. 1ode e'ecutar cortes que chegam at" a LF cm de espessura. Algumas serras são totalmente eletr+nicas. para passagem de tubula )es em geral. com avan o controlado por computador. vigas e paredes.Serra de Parede $ 1ara cortes em paredes. 0orta paredes verticais ou mesmo diagonais. praticamente não há limita ão. . chegar a di8metros bem maiores2. sendo que já foram e'ecutados furos com at" M metros de profundidade. garantindo velocidade e precisão no servi o. vigas ou colunas de concreto. As coroas diamantadas t5m profundidade *til em torno de IF centímetros. abertura de portas e ret8ngulos para passagem de cabos ou dutos de ar condicionado. Per'ura"ri de Coroa Dia(a!"ada $ 1ara perfura ão de concreto em lajes. mas com o uso de prolongadores. contudo.

desenvolvido pela $olemaGer 0ortes e . e o nível de ruído " bem mais bai'o que outros sistemas de demoli ão. e tem um mastro de J.uros.M metros de altura que acomoda um bloco de KFF Gg.De(o&idor de Pisos $ ! %N#<reaGer. " um equipamento de alta capacidade de produ ão3 de um piso de JFcm de espessura consegue# se romper at" duzentos metros quadrados em uma hora. esse bloco bate no piso com uma for a de impacto equivalente a JIFFOg em uma área de apenas EFcmJ. Movimentado por um sistema hidráulico. provocando rachaduras em um raio de E metro. A máquina " autopropelida. . ! %N#<reaGer " acionado por um motor 7 gasolina.

tem motoriza ão a diesel ou gasolina. misturadores. escavadora ou pá mec8nica. Pdeal para o transporte horizontal pode pu'ar carretas au'iliares e ter acessórios. Re"ro-es*a+adeira $ escavadeira " a designa ão gen"rica aos vários tipos de máquinas de escavar.IFF.S metros. gerencia todas as fun )es hidráulicas.LKF mm. como concreto. As capacidades são variáveis. de EK. de revolver ou remover terra ou de retirar aterro. suportam os mais severos esfor os e. !s bra os. otimizando a pot5ncia hidráulica instalada para obter o má'imo de produtividade. com bra o monobloco de K.m avan ado sistema de intelig5ncia artificial. torres de ilumina ão.KFF mm. e'istindo desde KFF litros at" dezenas de toneladas. carregador. tais como engates. betoneira. com a maior efici5ncia e o menor consumo. Damb"m conhecido como dumper ou jeguinho. comandado pelo computador de bordo. juntamente com o sistema hidráulico de alta capacidade. & tamb"m conhecida como escavador. . etc. podendo ter basculamento por gravidade ou hidráulico.RIF e M. asseguram uma e'celente for a de escava ão e levantamento. super#refor ados para trabalhos pesados. A 0QJJF oferece tr5s op )es de bra o de penetra ão3 J. J. entre outros. terra. % ainda um conjunto de bra os monobloco e penetra ão de longo alcance.:eículos Du()er $ " um equipamento utilizado para o transporte de materiais. . %'emplo3 %scavadeira $idráulica 0Q # ! projeto da 0QJJF contempla engenharia de ponta com os mais modernos conceitos tecnológicos e ergon+micos.

& ideal para compacta ão de 0oncreto 9olado. reduzindo o risco de danos no asfalto. 1ossui quatro pneus lisos na parte traseira no lugar do cilindro. e composto de um ou vários cilindros metálicos de grande di8metro formando rodas. mas tamb"m apresenta e'celente desempenho na compacta ão de brita e bases. As rodas traseiras são tracionadas em pares por motores de tra ão separados. %'emplo3 9olos 0ombinados 00 IJJ0 # 9olo articulado combinado com a possibilidade de dire ão pivotada no módulo traseiro /opcional2. . principalmente nas curvas acentuadas. possibilitando deslocamento lateral de KFF mm. montados sobre um chassi.Ro&o Co()ressor $ equipamento de pavimenta ão e terraplanagem utilizado na rolagem de solos.

menor consumo de combustível e maior vida *til dos componentes. principalmente.Mo"o!i+e&ador $ Máquina de terraplanagem equipada com uma l8mina móvel de perfil curvo. a motoniveladora SIK possui. como características de projeto. os esfor os decorrentes são reduzidos e o resultado " a menor demanda de pot5ncia. %'emplo3 Motoniveladora SIK # Motoniveladora de alto desempenho e elevada produtividade. fácil acesso aos componentes internos e. Assim. está equipada com motor de grande pot5ncia. de forma arredondada. confortável. . uma cabine ampla. com comandos e alavancas ergonomicamente posicionados. % ainda. proporciona harmonia no design. elevado torque e bai'o consumo. al"m de articula ão dianteira. já que o material cortado " rolado ao inv"s de empurrado. A l8mina central da motoniveladora SIK possui um perfil multirraios /9oll#ATaA2 que permite um corte sem esfor o. total visibilidade em trabalhos com implementos traseiros. @eu cap+ basculante.

fabrico de equipamento pesado.ma variante deste. . como mour)es. recomenda#se o adensamento com a utiliza ão de vibradores de concreto. os guindastes .iversos . etc. após o preparo do concreto. com a mesma fun ão.i-rador de Co!*re"o$ %quipamento utilizado no adensamento do concreto. impermeabiliza ão e durabilidade do mesmo. Cá na fabrica ão de pr"#moldados. grua ou guincho " uma máquina usada para erguer e carregar materiais pesados. #o(-a de Co!*re"o $ %quipamento destinado a impulsionar o concreto usado na constru ão civil.%quipamentos . como complemento 7s atividades de uma betoneira. " conhecida como ponte rolante. %m obras de constru ão civil. placas e pe as de concreto em geral. ou seja. portos marítimos.ui!das"e $ . habitualmente nas ind*strias da constru ão civil. (a constru ão civil. pode#se tamb"m utilizar as mesas vibratórias e os vibradores de parede ou coluna. como edifícios e pr"dios em geral. ! concreto deve ser bombeável. evitando#se bolhas de ar que prejudicam na resist5ncia.m guindaste. na forma semipastosa. caso contrário entope a bomba causando danos irreversíveis ao equipamento e seus componentes. principalmente em constru )es de grande porte. & constituído normalmente por uma torre equipada com cabos e roldanas que " usada para levantar e bai'ar materiais. .

trabalhando com alta freqW5ncia de golpes e proporcionando uma e'celente produtividade. garantindo agilidade e velocidade na e'ecu ão de funda )es profundas.inl8ndia. com capacidade para cravar estacas inclinadas em diversas dire )es. %'emplo3 Martelo $idráulico 1MJF # %quipamento importado da . . o que aumenta a sua estabilidade. @ua base gira MLFV em rela ão 7s esteiras retráteis.são geralmente estruturas temporárias fi'adas ao chão /chamadas gruas2 ou montadas num veículo especialmente concebido /guindaste propriamente dito2. @eu martelo hidráulico $$O#I possui um pilão de I toneladas. Mar"e&o Hidr%u&i*o $ %quipamento com capacidade de crava ão de estacas de concreto ou metálicas de diversas se )es. contraindo#se para viabilizar o seu transporte e alongando#se para as laterais. o que possibilita a crava ão de estacas de at" EU metros sem a necessidade de emendas. 1ossui uma torre guia que pode chegar aos JJ metros. com a mais alta tecnologia.

al"m de tra ar um perfil da estaca e'ecutada. KF. LF. velocidade de rota ão.Es"a*as-h/&i*e $ %stacas de concreto montadas =in loco>. torque na perfura ão.K metros. %'emplo3 Máquina perfuratriz @!P-M%0 0M#IS # %quipamento com capacidade para e'ecu ão de estacas com di8metros de MF. velocidade de subida do trado. . e'ecutadas atrav"s da introdu ão de um trado helicoidal contínuo no solo. IF. evitando assim o desconfinamento do mesmo. fornecendo dados como velocidade de avan o da perfura ão. UF e SF cm com profundidades que vão at" JM. sendo que este trado possui um tubo interno pelo qual se realizará a concretagem simultaneamente a retirada do solo. volume de concreto injetado. pressão de inje ão do concreto. A monitora ão eletr+nica " feita por computador e programas.

0omo futuros arquitetos. a linha que separa possível de impossível se torne cada vez menos nítida. <ases que nos servirão de apoio para a realiza ão de projetos com qualidade sempre crescente. dos quais brotarão id"ias pioneiras e revolucionárias que apagarão essa linha. como elas estão em constante aperfei oamento e evolu ão. A!derso! C&aro . Cas"ro Pro'. essa pesquisa nos foi de grande utilidade e contribuiu significativamente para a amplia ão de nossos horizontes de conhecimentos. " com profunda gratidão que concluímos o semestre com a certeza de que o objetivo principal de nossa pesquisa foi atingido3 enriquecer#nos com novas informa )es e contribuir para nosso crescimento como profissionais na área da constru ão civil. Tra-a&ho da dis*i)&i!a Te*!o&o1ia de Edi'i*a20o I 3ARQ $ UFSC4 5667-8 A&u!os9 Char&es Pasi!a"o Fi&i)e :i(a -o"e&ho Ra'ae& Roh&eder Rodri1o F. haverá sonhos. E. " provável que. estamos agora mais cientes das possibilidades e limita )es projetuais impostas pelas máquinas. com o t"rmino desse trabalho de pesquisa.isi"e "a(-/( o . Dodavia. @omente com a amplia ão dessa enorme gama de conhecimentos " que poderemos atingir nossa meta3 a constru ão de um ambiente mais saudável e adequado que tanto desejamos a todos. (ão há limites. %nquanto houver a criatividade e a ambi ão humana. Ainda que uma análise superficial. com bases mais sólidas. ter elucidado uma parcela das possíveis d*vidas que o leitor pudesse ter acerca dos equipamentos utilizados na constru ão civil. no futuro. %stamos agora mais maduros.Co!*&us0o %speramos. @endo assim.

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