Mateus 13:44

Sermão de domingo pela manhã 19 de janeiro de 2014 1 INTRODUÇÃO Lemos no texto de Mateus, capítulo 13, verso 44:
O Reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o ual certo homem, tendo!o achado, escondeu" #, trans$ordante de alegria, %ai, %ende tudo o ue tem e compra a uele campo"

&o cap'tulo 1( de )ateus h* o relato de sete par*$olas de +esus" , par*$ola ue lemos é conhecida como -, .ar*$ola do /esouro #scondido0 e é a uinta deste grupo" &o dia em ue +esus contou , .ar*$ola do /esouro #scondido, con1orme nos conta o texto de )ateus, uma grande multidão se reuniu perto dele para ou%i!lo 1alar" +esus esta%a 2 $eira!mar e tendo entrado em um $arco passou a 1alar 2 multidão atra%és de par*$olas, isto é, por meio de -uma 1igura de linguagem em ue uma %erdade moral ou espiritual é ilustrada por meio de uma analogia deri%ada de experi3ncias cotidianas01" , primeira hist4ria ue +esus lhes contou 1oi a conhecida par*$ola do Semeador ue se encontra nos %ers'culos de 3 a 9 do capítulo 13 de Mateus" ,o término da primeira par*$ola, seus disc'pulos, intrigados, 1oram até pr4ximo de 5risto e o perguntaram o moti%o dele 1alar!lhes da uela maneira" +esus respondeu!lhes ue assim procedia para ue a ueles a uem 1oi concedido entender os mistérios do reino dos céus, ou%issem e compreendessem" Os demais, entretanto, não compreenderiam a uilo ue escuta%am2" +esus contou mais tr3s par*$olas 2 multidão6 O /rigo e o +oio(, O 7rão de )ostarda4 e O 8ermento9, e então, despedindo as multid:es, %oltou para casa" Seus disc'pulos ue o seguiam pediram mais explica;:es acerca da uilo ue ha%iam ou%ido" &este momento então, a s4s com seus disc'pulos, é ue +esus pro1ere as tr3s <ltimas par*$olas do cap'tulo, dentre elas est* a ue desejamos estudar" 2 O R INO DO! "#U! .restemos aten;ão na expressão ue inicia a par*$ola6 O reino dos céus" ,l$ert =arnes, um ministro pres$iteriano e comentarista $'$lico do século >?>, di@ em suas notasA so$re a expressão6
Sup:em!se ue as 1rases -reino de Beus0 e -reino dos céus0 tenham uma %ariedade consider*%el de signi1icados" ,lguns sup:em ue elas se re1iram ao estado das coisas nos céusC outros, ao reino pessoal de 5risto na terraC outros, ue elas signi1icam a igreja, ou o reino de 5risto no cora;ão de seu po%o" &ão h* d<%idas de ue h* re1er3ncia nas pala%ras 2 condi;ão das coisas nos céus ap4s esta %ida" )as a igrejas de Beus é um estado preparat4rio para a uele além da sepulturaD"""E e não h* d<%idas de ue as 1rases em alguns momentos se re1erem ao estado das coisas na igreja"

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RFR?#, 5harles 5" , $'$lia anotada6 edi;ão expandida" São .aulo6 )undo 5ristão" p"92G )ateus 1(610!19" )ateus 1(624!(0" )ateus 1(6(1!(2" )ateus 1(6((" =,R&#S, ,l$ert" =arnesH &otes" Bispon'%el em6 Ihttp6JJ$i$lehu$"comJcommentariesJ$arnesJmattheKJ("htmL" ,cesso em 1M de janeiro de 2014" /radu;ão do autor"

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Biante de tão grande n<mero de signi1icados, ca$e!nos olhar para as demais par*$olas contadas por +esus na mesma ocasião desta, para dali discernirmos o signi1icado da expressão" +esus na uele dia contou a respeito de uma semeadura em ue algumas sementes encontram por;:es $oas e ruins de terra e então crescem 1ortes ou morrem" #le mesmo se encarregou de explicar a passagem aos disc'pulos di@endo!lhes ue as sementes eram a pala%ra do reino" Bepois 5risto contou de um campo onde sementes de joio 1oram semeadas por entre as mudas de trigo e, crescendo, ali permaneceram até o dia da colheita uando 1oram então arrancadas e lan;adas no 1ogo" #sta, uando uestionado por seus disc'pulos, ele tam$ém explicou di@endo ue O 8ilho do Oomem semeara a $oa semente, ue era o trigo, e ue o joio representa%a os 1ilhos do maligno" , terceira par*$ola di@ ue o reinos dos céus é semelhante a uma semente de mostarda ue, não o$stante a sua pe uene@, torna!se uma 1rondosa *r%ore" Oa%ia por 1im uma uarta par*$ola em ue +esus di@ ue o reino dos céus é o 1ermento ue escondido na massa 1a@ tudo 1icar le%edado" 8ica e%idente ao analisarmos essas hist4rias contadas por nosso Senhor ue o reino dos céus por ele re1erido é o Santo #%angelho" Pual é a pala%ra do reino ue produ@ em cora;:es recept'%eis 1rutos apra@'%eis e duradourosQ O #%angelhoR +esus di@ ue o reino dos céus é como o 8ilho do Oomem plantando no mundo os 1ilhos de seu reino e o ue é isso senão o #%angelhoQ &ão é o #%angelho a uilo iniciado em timide@, como um grão e mostarda, por 5risto e seus do@e seguidores, se espalhou pelo mundo tornando!se 1rondoso como uma *r%oreQ &ão é o #%angelho o precioso le%edo ue colocado na %ida de alguém age de tal maneira a trans1ormar completamente a uele indi%'duoQ O reino dos céus é o #%angelho" O #%angelho é uma o1erta real de %ida eterna na no%a terra, na presen;a eterna de Beus" #ntão, como disse =arnes, o reino dos céus di@ respeito 2s coisas 1uturas" )as o #%angelho é tam$ém uma o1erta real de no%a %ida na /erra" ,ssim, o reino dos céus tam$ém di@ respeito 2 presente %ida" 3 O $%&OR DO R INO Be%emos mensurar ual é o %alor do reino dos céus" +esus di@ ue O reino dos céus é semelhante a um tesouro" Puando pensamos no por%ir, é ine%it*%el não nos mara%ilharmos" , no%a +erusalém, cidade de Beus descrita no ,pocalipse, é mara%ilhosa6 possui uma muralha de jaspe e ruas de ouro, seus muros são ornamentados com toda a sorte de pedras preciosas, seus 1undamentos são 1eitos de pedras preciosas, suas portas são 1eitas de pérola" &essa cidade não ha%er* noite, o Sol e a Lua não precisam ilumin*!la por ue a 7l4ria de Beus a iluminaM" ?sso nos enche os olhos" S imposs'%el não se mara%ilhar com a descri;ão desse lugar" ("1 O 8,LSO T,LOR ,o olharmos para o #%angelho, corremos o risco de o a%aliarmos mal, de nos 1ocarmos nos aspectos errados e dedu@irmos um 1also %alor, ue nem se uer se assemelha 2 preciosidade do reino dos céus" 3'1'1 !o(re a o)erta de v*da eter+a Puando 1alamos da o1erta de %ida eterna, é poss'%el cometermos o pecado de olhar para a no%a terra e a desejar pelo ouro, pela pérola, pelas pedras preciosas e por tudo o ue nos desperte o interesse" Sendo mais claro, n4s olhamos para a o1erta de %ida eterna ue nos est* proposta pelo #%angelho como uem olha para a uelas coisas ue nos são preciosas segundo a uilo ue este %i%er, ue esta %ida de1ine como precioso"
M ,pocalipse, 21" ='$lia Sagrada"

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,o almejarmos de tal 1orma o reino eterno, podemos ser tomados pelo desejo de come;armos a experimentar essas coisas a ui na /erra e então passarmos a nos empenhar em con uistar tesouros terrenos e contrariar o conselho do pr4prio 5risto6 U&ão acumulem para %oc3s tesouros na terra, onde a tra;a e a 1errugem destroem, e onde os ladr:es arrom$am e 1urtam0 G" .odemos ser tentados pela esperan;a de o$termos o ouro, e por ouro entenda não somente o dourado metal mas tam$ém toda 1orma de pra@er e go@o ue esteja desassociada de 5risto, e colocar nessas coisas o %alor do reino eterno" Puantas %e@es n4s não temos sacri1icado nossos momentos de adora;ão, de ora;ão, de leitura da ='$lia para nos empenharmos em estudar a ci3ncia do mundo, em cumprir o$riga;:es do tra$alho ou para o$ter algum pra@er terrenoQ &ão são comuns as ocasi:es em ue para darmos conta de uma agenda carregada de a1a@eres, encurtamos nossos momentos com o SenhorQ 3'1'2 !o(re a o)erta de +ova v*da +a terra &ão corremos o risco de somente a%aliarmos mal a o1erta de %ida eterna, mas tam$ém a o1erta de no%a %ida na terra" )uitos tem se apropriado dessa o1erta do #%angelho para atender suas expectati%as mais 'ntimas de sucesso" #n uanto o #%angelho de 5risto nos o1erece uma no%a %ida de li$erdade do pecado e de santi1ica;ão, h* um outro e%angelho ue deseja o1erecer prosperidade 1inanceira e emocional" O* em n4s uma expectati%a de ue Beus, agora ue somos seus 1ilhos, tenha o$riga;ão de nos encher de $ens e $en;ãos de toda sorte" &4s nos enganamos, achando erroneamente ue o reino dos céus é um tesouro por ue a uele ue o encontra ter* uma %ida 1arta na /erra" O pro1eta Oa$acu ue era um homem de Beus, pro1eta do Senhor, um indi%'duo ue certamente 1a@ia parte do reino dos céus, um homem ue certamente encontrara seu tesouro celestial" #ntretanto, o li%ro de Oa$acu ue não 1oi escrito por esse pro1eta com relatos da pa@, da 1elicidade ou da prosperidade de sua %ida, mas com o e seu clamor e so1rer diante de Beus" Oa$acu ue pergunta%a ao Senhor6 -.or ue ra@ão me 1a@es %er a ini uidade, e a opressãoQ09" Ser* ue o pro1eta ha%ia perdido seu tesouroQ &ãoR Puem nos disse ue o %alor do tesouro est* na 1artura da %idaQ O reino de Beus não é uma extensão da nossa ganVncia e uma satis1a;ão dos nossos desejos terrenos" &ão é no ouro, nem nas pedras preciosas e nem nas pérolas ue est* o %alor desse Reino" &4s não podemos nos apro%eitar da o1erta do #%angelho para satis1a@er a nossa co$i;a" ("2 O T#RB,B#?RO T,LOR O* outra 1orma de o$ser%armos o reino dos céus como a um tesouro" Be%emos entender ue nele estamos eternamente e 1inalmente em nosso lugar, cumprindo a uilo para o ue 1omos criado6 &4s 1omos criados para a gl4ria de Beus10" 3'2'1 !o(re a o)erta de v*da eter+a %pocal*pse 21:2, nos di@ ue no reino eterno -, gl4ria e a honra das na;:es lhe serão tra@idas0 e isso não ter* 1im11" , o1erta de %ida eterna é preciosa por ue no reino eterno n4s nos encontraremos com o 5ordeiro Bi%ino ue 1oi morto pelos nossos pecados" #sse o1erta é preciosa por ue 1oi pra eterna comunhão com Senhor ue n4s 1omos criados e no reino eterno n4s estaremos eternamente em comunhão com o .ai" #ssa o1erta é preciosa por ue 1omos criados para glori1icar a Beus e no reino eterno n4s o 1aremos eternamente"
G 9 10 11 )ateus A619" Oa$acu ue 16(" ?sa'as 4(6M" Lucas 16(("

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# assim como a outra 1orma de o$ser%ar a o1erta de %ida eterna in1luencia o nosso presente %i%er, essa 1orma tam$ém nos in1luencia" ?sso é o ue nos di@ o ap4stolo -o.o em sua pr*/e*ra carta, capítulo 3, versículo 3, ao di@er ue a uele ue tem essa esperan;a, isto é, a esperan;a de %i%er eternamente na presen;a de Beus, a si mesmo se puri1ica" , uele ue tem anseio por esse reino celeste, j* na /erra deseja come;ar a %i%enci*!lo e a experiment*!loC +* na /erra almeja glori1icar a Beus e estar em plena comunhão com o .ai" &isso est* o %alor do Reino de Beus, na eterna presen;a de Beus" Se Beus, nos 1im dos tempos, resol%esse mudar o acontecimento da hist4ria di@endo aos seus santos diante do portão da &o%a +erusalém ue não mais ha$itar'amos ali, mas ue a uele lugar com ruas de ouro e 1undamentos, muralhas e paredes de pedras preciosas seria ha$itado pelos demWnios e pelos 'mpios, imediatamente ap4s a 7l4ria do Senhor deixar a uela cidade, ela se tornaria o ?n1erno" Semelhantemente, se ap4s isso o Senhor nos le%asse aos port:es do a$ismo e nos dissesse ue ali ha$itar'amos eternamente ao seu lado, imediatamente, ao olharmos para a uele lugar, ele se tornaria o para'so" O %alor do tesouro não est* no ouro, nem nos pra@eres, mas na presen;a de Beus" Beus criou a uele ouro, a ueles pra@eres eternos por causa do seu amor para os seus eleitos, mas estar ao seu lado e glori1ic*!lo eternamente é o ue de%e encher os nossos olhos" 3'2'2 !o(re a o)erta de +ova v*da +a terra 5omo j* dito, o %erdadeiro %alor da o1erta de no%a %ida na terra não est* em nenhuma sorte de $en;ãos terrenas, prosperidade 1inanceira, sucesso ou ual uer outra coisa" , o1erta de no%a %ida do #%angelho é na %erdade uma o1erta de sal%a;ão" #la é gra;a ministrada por Beus a pecadores ue merecem a morte12 e ue não 1a@em nada para ue %i%am e ue nem se uer almejam se redimir ou se arrepender de seus pecados1(" , o1erta de no%a %ida do #%angelho é ser retirado do caminho da morte e le%ado para o caminho da %ida14" S ser arrancado das garras do ?n1erno e le%ado até o .ara'so19" S escapar da ?ra de Beus e %3!la satis1eita em 5risto, para nossa reden;ão 1A" &4s precisamos enxergar nisso o %alor do #%angelho, pois não h* gra;a maior do ue a o$ra redentora de 5risto +esus" Toltemos ao exemplo do pro1eta Oa$acu ue" Puando a uele homem clama%a pela situa;ão de seu po%o, pensasse ele ue o tesouro do reino dos céus 1osse e%idenciado pelas $en;ãos terrenas, certamente julgaria ter perdido seu tesouro, uma %e@ ue ao clamar, rece$eu de Beus uma resposta ainda mais assoladora6 -um reino 'mpio destruir* e aprisionar* a sua na;ão0 1M, 1oi o ue lhe respondeu o Senhor" Oa$acu ue, entretanto, na por;ão 1inal de seu li%ro, capítulo 3, versos de 10 a 19 exclama6
.or ue ainda ue a 1igueira não 1lores;a, nem haja 1ruto na %ideC ainda ue decepcione o produto da oli%eira, e os campos não produ@am mantimentoC ainda ue as o%elhas da malhada sejam arre$atadas, e nos currais não haja gadoC /oda%ia eu me alegrarei no SenhorC exultarei no Beus da minha sal%a;ão" O Senhor Beus é a minha 1or;a, e 1ar* os meus pés como os das cer%as, e me 1ar* andar so$re as minhas alturas"

O %alor do #%angelho é a presen;a de Beus, esse eterno dom ue nos é o1erecido na terra atra%és do sacri1'cio de nosso Senhor +esus 5risto e ue é estendido pela eternidade na no%a terra" O %alor do #%angelho est* no perdão de nossos pecados e na sal%a;ão de nossas almas" O %alor do reino dos
12 1( 14 19 1A 1M Romanos (62(" Lucas 9640" +oão 146A" #1ésios 269" +oão (6(A" Oa$acu ue 169!11"

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céus não est* no ouro" 4 O T !OURO !"ONDIDO 5omo é poss'%el sa$er dissoQ +esus di@ ue o tesouro celeste est* escondido em um campo" O seu conte<do de %alor não est* %is'%el aos olhos dos homens mundanos ue passam em 1rente 2 uele campo" O 'mpio ao contemplar a uele local não é capa@ de mensurar o %alor do ue est* diante dele" O homem natural é capa@ de imaginar o %alor de ruas de ouro, mas é incapa@ de contemplar a preciosidade da presen;a de Beus" O homem natural pode olhar para um campo e o$ser%ar as 1igueiras, o pasto ou o ca1e@al e di@er consigo mesmo6 -esse campo é %alioso0, mas ao olhar para a uele campo ele não ser* capa@ de %er nada de %alor, ele o despre@ar* e 1icar* com o %is'%el, com o tang'%el" +oão 5al%ino, comentando esse texto, di@ ue -n4s normalmente de1inimos um alto %alor ao ue é %is'%el, e portanto a no%a e espiritual %ida, ue nos é o$tida atra%és do #%angelho, é pouco estimada por n4s, por ue est* escondida, e encontra!se na esperan;a01G" #ssa não tem sido a realidade de muitos homensQ ,s igrejas estão a$arrotadas de pessoas ue $uscam o reino de Beus para o$ter nele a uilo ue é tang'%el e %is'%el" ,s pessoas uerem respostas para os dilemas dessa %ida, uerem cura para as suas doen;as, uerem prosperidade e $ens e Beus tem derramado essas coisas so$re eles" -S $en;ão ue %oc3 desejaQ /omeR .rosperidadeQ /omeR 5uraQ /omeR0, e eles se agarrando ao %is'%el caminham para longe do Reino" Se o Reino est* de um lado, eles caminham para o outro" 5aminharemos n4s tam$ém para o %is'%el ou encontraremos o nosso tesouro na uilo ue não se pode mensurarQ 1 O 2R ÇO DO R INO Xma %e@ ue entendemos aonde est* o %alor do Reino, podemos apreciar o seu pre;o" , ='$lia nos di@ ue para se apropriar do tesouro ue encontrou, o homem comprou o campo" Se 1a@ necess*rio nos determos nessa pala%ra por ue muitos, desde sempre, almejam comprar a miseric4rdia e o 1a%or de Beus" &ão 1oi isso ue 1e@ Simão, o m*gicoQ ,o %er ue pela imposi;ão de mãos dos ap4stolos 1oi dado aos samaritanos o #sp'rito Santo, Simão lhes o1ereceu dinheiro para ad uirir o poder de o1erecer o Santo #sp'rito" , rea;ão do ap4stolo .edro 1oi amaldi;oar o dinheiro de Simão por ue ele imaginou poder alcan;ar com dinheiro o dom de Beus 19" )uitos tem tentado comprar o dom de Beus com d'@imos, com o1ertas, com a;:es, com %otos e não entendem o ue +esus expressa nessas pala%ras" ,o 1alar em comprar, +esus 1a@ men;ão ao texto de Isaías 11:133 ue di@6
Y %4s, todos os ue tendes sede, %inde 2s *guas, e os ue não tendes dinheiro, %inde, comprai, e comeiC sim, %inde e comprai, sem dinheiro e sem pre;o, %inho e leite" .or ue gastais o dinheiro na uilo ue não é pãoR e o produto do %osso tra$alho na uilo ue não pode satis1a@erQ ou%i!me atentamente, e comei o ue é $om, e deleitai!%os com a gordura" ?nclinai os %ossos ou%idos, e %inde a mimC ou%i, e a %ossa alma %i%er*C por ue con%osco 1arei um pacto perpétuo, dando!%os as 1irmes $ene1ic3ncias prometidas a Ba%i"

&ão h* dinheiro ue compre este tesouro" )as então ual é o pre;o ue precisamos pagar para o$t3!loQ , uele homem, ao encontrar o seu tesouro, %ai, vende tudo o que tem e compra a uele campo" #sse é o seu pre;o6 tudoR O Reino dos céus %ai nos custar tudoR #sse é o signi1icado da uilo ue o
1G 5,LT?&O, +oão" 5al%inHs 5ommentaries" Bispon'%el em6 Ihttp6JJKKK"$i$lehu$"comJcommentariesJcal%inJmattheKJ1("htmL" ,cesso em 1G de janeiro de 2014" /radu;ão do autor" 19 ,tos G61M!24"

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ap4stolo .aulo di@ em Ro/a+os 12:16 -apresentei os %ossos corpos como sacri1'cio %i%o0" ,s %e@es pensamos ue ser sacri1'cio %i%o é de alguma 1orma mais 1*cil do ue um sacri1'cio morto" #ste tem ue morrer para cumprir o seu prop4sito e n4s, ao contr*rio, persistimos em %i%er" #ntretanto, não é isso ue é re uerido de n4s, mas ue como sacri1'cios %i%os n4s persistamos em morrer todos os dias, ou do contr*rio deixaremos de ser sacri1'cio" &os é re uerido negarmo!nos, a$andonar o ue nos é pra@eroso, deixar os nossos sonhos, deixar os nossos desejos e tudo o mais para ad uirir o nosso campo aonde enterramos o nosso precioso tesouro" O 5risto ue seguimos é a uele ue disse a um homem ue perdera seu pai6 USiga!me, e deixe ue os mortos sepultem os seus pr4prios mortosU 20, tam$ém6 USe alguém %em a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus 1ilhos, seus irmãos e irmãs, e até sua pr4pria %ida mais do ue a mim, não pode ser meu disc'pulo021 e tam$ém6 - ual uer de %4s ue não renuncia a tudo uanto tem não pode ser meu disc'pulo022" )e lem$ro de Ste%en LaKson, um pastor $atista americano, uando ele di@ ue o homem natural é inimigo do Senhor e ue ao do$rar!se aos seus pés ele de%e assinar um acordo de pa@ com BeusC e os termos desse acordo são nada mais e nada menos do ue tudo" Be%e se render tudo aos pés de 5risto" &a ='$lia de 7ene$ra, os re1ormadores comentam so$re esse texto6
.oucos homens entendem uão grandes são as ri ue@as do reino dos céus, e nenhum homem pode 1a@er parte dele sem ue o resgate com a perda de todos os seus $ens"

&4s precisamos entender ue não h* $em, ri ue@a ou tesouro mais %alioso do ue a presen;a do Senhor nosso Beus e ue se nos 1or necess*rio perder os $ens, a sa<de e a pr4pria %ida, ue o percamos para ad uirirmos o nosso campo" +oão 5al%ino di@6
-essas duas primeiras par*$olas2( tem a inten;ão de instruir os crentes a pre1erirem o Reino dos céus ao mundo inteiro, e portanto a negarem a si mesmos e a todos os desejos da carne, até ue nada possa impedi!los de o$ter tão %aliosa possessão" O* em n4s uma grande necessidade de semelhante instru;ãoC pois n4s somos tão cati%ados pelas sedu;:es do mundo, ue a %ida eterna desaparece de nossos olhos024"

,inda not*%el é ue a uele homem %endeu suas posses cheio de alegria" O homem não entregou seus $ens resmungando e reclamando ao Senhor por essa exig3ncia, mas cheio de go@o rendeu!as para a apropria;ão de seu tesouro" &ão h* compati$ilidade em a1irmarmos ue a presen;a do Senhor é mais %aliosa do ue o ouro e ue a desejamos mais do ue os tesouros se o nosso cora;ão se aprisionar de tal 1orma a essas coisas ue ao rend3!las, o 1a;amos com pranto e so1rimento" )as o homem ue entende ue est* deixando para tr*s coisas de pouco %alor para o$ter coisas muito mais %aliosas, certamente o 1ar* com sorriso e alegria" , %2&I"%ÇÃO &4s, ue j* encontramos o nosso tesouro, encontramos algo de inestim*%el %alor6 o #%angelho, o reino dos céus" Lem$remo!nos de ue o %alor desse reino não consiste em ouro, ou pedras preciosas ou uma %ida eterna 1arta e li%re de pro$lemas" O %alor do #%angelho est* na presen;a eterna de
20 21 22 2( )ateus G622" Lucas 1462A" Lucas 146((" #le di@ -duas primeiras0 pois nos %ersos 44, 49!4A e 4M +esus nos conta tr3s par*$olas, as duas primeiras $em parecidas em conte<do e signi1icado" 24 5,LT?&O, +oão" 5al%inHs 5ommentaries" Bispon'%el em6 Ihttp6JJKKK"$i$lehu$"comJcommentariesJcal%inJmattheKJ1("htmL" ,cesso em 1G de janeiro de 2014" /radu;ão do autor"

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Beus, no cumprimento do nosso prop4sito ue é a glori1ica;ão eterna do Senhor e na sal%a;ão imerecida de nossas almas" ?sso de%e trans1ormar o nosso cotidiano de tal 1orma ue j* não %i%amos mais para acumular ri ue@as, para o$ter honra, para ter pa@, mas para glori1icar o Senhor, para reder!lhe gra;a e aguardar com ardente expectati%a o dia em ue des1rutaremos da su$lime presen;a do nosso 5riador" #mpunhemos o nosso tesouro, sacri1icando assim todas as demais coisas" Z ueles ue ainda não encontraram o seu tesouro, de%o di@er ue tudo o ue t3m constru'do, todo o es1or;o empenhado para a o$ten;ão de tesouros terrenos, seja l* o ue isso signi1i ue para eles, uer casa, uer carro, uer 1am'lia, uer emprego, uer sa<de, uer pa@, tudo isso é %ão" ?sso di@ o .regador no li%ro de cles*astes, capítulo 2, versos de 4 a 116 ,montoei tam$ém para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das pro%'nciasC pro%i!me de cantores e cantoras, e das del'cias dos 1ilhos dos homensC e de instrumentos de m<sica de toda a espécie" # 1ui engrandecido, e aumentei mais do ue todos os ue hou%e antes de mim em +erusalémC perse%erou tam$ém comigo a minha sa$edoria" # tudo uanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem pri%ei o meu cora;ão de alegria algumaC mas o meu cora;ão se alegrou por todo o meu tra$alho, e esta 1oi a minha por;ão de todo o meu tra$alho" # olhei eu para todas as o$ras ue 1i@eram as minhas mãos, como tam$ém para o tra$alho ue eu, tra$alhando, tinha 1eito, e eis ue tudo era %aidade e a1li;ão de esp'rito, e ue pro%eito nenhum ha%ia de$aixo do sol" .ior do ue %er consumido todo o seu tesouro, ter tam$ém consumida o pr4prio esp'rito" , ='$lia nos di@ claramente ue o destino dos 'mpios é padecer eternamente so$ a ira de Beus 29, de uem nenhum homem pode se li%rar pelo poder de suas mãos, não importa uão grande seja o tesouro ue construiu na terra" O con%ite ue lhes 1a;o é ue clamem ao Senhor e $us uem!no com 1er%or para ue ele lhes a$ra os olhos e lhes tire do cora;ão o desejo ardente pela pecaminosidade e então, arrependidos, encontrem tam$ém o seu tesouro" Deus os abençoe!

29 ,pocalipse 20619"

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