DIALÉTICA: UMA VISÃO MARXISTA José Francisco de Melo Neto 1 Apresentação

Este trabalho pretende apresentar o movimento teórico que tem girado em torno de

um tema tão antigo como atual – a dialética. É um „olhar‟ para o movimento que tem sido

o debate em torno da questão, envolvendo suas diferenciadas formulações. Daí o título:

Dialética várias possibilidades . A dialética tem sido compreendida como um

método de divisão, uma lógica do provável, uma lógica simplesmente ou, ainda, como uma

síntese dos opostos. Este texto pretende, de forma muito geral, mostrar essas diferenciadas

percepções, iniciando com o percurso desenvolvido dos gregos até Kant, em seguida,

apresentandose a visão invertida de mundo, mostrada em Hegel, e, finalmente, a formulação

presente em Hegel e Marx. Os autores buscaram tornar essa discussão algo mais

intelegível, sem cair no simplismo discursivo que, muitas vezes, esse tema tem

proporcionado . Assim, é que apresentam este tema importante e necessário, sobretudo para a teoria

do conhecimento ou, em particular, para as metodologias da produção do

conhecimento, tornando este texto de fácil acesso aos estudantes e interessados na compreensão

de um caminho do vir a ser. Este caminho conduz, previamente, a uma reflexão mais

pormenorizad a da perspectiva da dialética como um método, e mais, como um método

que se coloca ao debate, privilegiando a natureza (a realidade) mesma, dando-lhe

anterioridade em suas possibilidades de análise. Na parte final, procurando tornar-se aplicável,

mantém o debate teórico, porém em torno da questão: que dialética pode ser utilizada

como constituinte metodológicoanalítico de questões sociais? Os autores 2

Introdução1 Para a análise de uma realidade concreta, têmse muito presente, os desafios

contemporâne os do fazer ciência, como também, uma busca para novos caminhos e,

necessariamen te, novos encontros com outros tantos desafios. Ao se estudar uma realidade,

através de um „olhar‟ crítico, faz-se necessária uma maior exigência metodológica. Não

pode ser uma metodologia fixa, determinada e sem abertura para as tantas possibilidades

novas que surgem, a cada momento, na procura de se produzir conhecimento. Carvalho

(1995: 25), na busca de caminhos/desc aminhos para a razão, procura estar atento aos

caminhos que se descortinam quando perscruta as trilhas do “fragmento,

do particular e do sentido”. Em que bases fundamenta-se a análise de práticas educativas

que busquem as suas dimensões voltadas para processos de construção de hegemonia de

setores sociais não burgueses? Que elementos compartilhar, quanto à metodologia,

na busca de constituintes que possam contribuir para a superação de concepções que não

atendam às necessidades políticas de liberdade de setores sociais subalternos? Como analisar

a realidade na “sua essência contraditória e em permanente transformação ”? (Melo

como contribuinte à realização de .Neto. 1996: 12). É nessa perspectiva que se colocam.

pesquisas. nessa área. Como escapar das críticas à Ciência . os constituintes da análise dialética.

consideradas pertinentes e fecundas? Segundo Fausto (1987: 15).Moderna. esta fechou-se .

.numa perspectiva instrumental. perdendo-se em modelos universais abstratos.

definidos a priori. acrescentando que “desconsidero ua riqueza e multiplicidade .

Nesse .da experiência humana e mais: vulgarizou a dialética”.

a questão a ser respondida é: Que dialética pode ser utilizada como constituinte .sentido.

metodológicoanalítico de questões sociais? 1 O autor é professor do Centro de Educação da .

Universidade Federal da Paraíba. integrando o Programa de Pós- . Campus I. João Pessoa.

Graduação em Educação – Educação Popular. onde coordena o Grupo de .

3 Elementos teóricos da dialética .Pesquisa em Extensão Popular.

Para se iniciar a tentativa de apresentação dos constituintes da dialética. é necessário .

buscar-se a resposta à questão: O que é dialética? Essa resposta exige um debruçar-se .

onde se pode encontrar a utilização da noção de dialética de .sobre a história da filosofia.

nada passível de ser determinada ou explicada de uma vez .várias maneiras e. dessa forma.

.por todas. Um conceito que tem recebido diferenciados conceitos que têm sido formulados.

apresentam pontos de identificação entre si. mesmo que diferentes.no decorrer do tempo. .

surge a dificuldade de uma compreensão em um único significado. De forma .Com isso.

pelo menos. com base em considerações etimológicas.sintética. . podem ser consideradas.

algumas fases dos quatro conceitos principais da dialética: a dialética como um método de .

a dialética como lógica do provável.divisão. vista por Platão. a . presente em Aristóteles.

a partir das . a dialética como síntese dos opostos. segundo Kant.dialética como lógica.

formulações de Hegel/Marx. São quatro conceitos pautados em quatro doutrinas que .

a . respectivamen te: a doutrina platônica.exerceram „forte‟ influência na história da dialética.

a doutrina estóica e a doutrina hegeliana.doutrina aristotélica. A discussão será conduzida na .

Entretanto.tentativa de chegarse a uma síntese conceitual. será mantida a sua .

em virtude da impossibilidad e de se englobarem todas essas formulações .generalidade.

A resposta à questão acerca do conceito de dialética apresenta .em um só conceito.

considerandose que os autores a definem e a interpretam de várias .grande dificuldade.

.maneiras. Parece que cada procedimento nessa direção se apresenta como insatisfatório.

a dialética “é a arte do diálogo. ou que ela é uma lei” .Para vários autores e intérpretes.

com .(Bornheim. 1983: 153). porém. que parece elucidativa. Esta definição. apresenta-se.

como a discussão sobre o .nuanças que abrem outros tipos de questões fundamentais.

de base de que . Há. por exemplo. para o autor. ou uma clareza.sentido do diálogo. uma certeza.

a dialética. em seu ser. não . Ainda. segundo esse intérprete. é a arte do diálogo. é lei.

tem sentido a defesa de uma determinação ou uma definição como mecanismo de exclusão das .

demais. acrescentando (ibid.: 154): “Nada prova que diversas determinações não possam corresponder .

do ponto de vista .de algum modo à índole interna da dialética. Vimos que.

Assim .histórico. a dialética 4 metafísica não só se justifica como foi necessária.

também. Talvez a . ou a lei do real. ou de certos setores do real. a dialética pode ser a arte do diálogo.

pode-se ver. contudo. Mesmo diante dessas dificuldades.dialética seja ainda outras coisas”. que a .

dialética é uma das expressões filosóficas muito usadas e que a sua universalidade tem sido. .

segundo Azevedo (l996: 2). “muito estudada. no sentido de individuar na gênese da .

O autor encontra. no seu estudo etimológico.palavra o seu significado profundo”. a .

entre outras coisas.expressão dialegein para significar. “selecionar”. . “escolher”.

.e a sua forma derivada “dialesgesthai ” com a significação de “conversar com”.

“raciocinar com”. entre outras. assume . Muito importante ainda é o advérbio “dia” que.

causais. entre. bem como de . durante).temporais (através.valores espaço . modais (com).

o autor destaca que “dia” também adquire uma . Como prefixo verbal.estado ou condição.

ele apresenta . entre os quais “divisão” e “separação”.variedade de significados. Como exemplo.

“diápempo” “estou em desarmonia”. Aponta . “diagonizomai ” “luto com”. “contendo com”.

que é rico de significados. muitos convergindo para a .também o verbo “légein”.

por . Mostra.concepção de dialética. como exemplo: “escolher cuidadosamen te. contar”.

.fim. a expressão “dialégein“„ que significa “desenvolver (de forma completa) um discurso”.

o vocábulo abriga um grande número de significados .Do ponto de vista filológico.

demonstrando .que vêm sendo mantidos ao longo da história. a . talvez.

vivacidade do real que a dialética expressa.: 3). Para Azevedo (ibid. “a tradição homérica já .

no sentido de tomar uma deliberação/di scussão e pensamento .toma o verbo. o termo.

Para .sobre uma situação em que se apresenta a negatividade do risco e do perigo da morte”.

dialética e persuasão uma das poucas razões válidas a .Sichirolo (1980: 20)... “.

operar dentro da chamada civilização ocidental”. Essa multiplicidade e ambigüidade .

Historicament .lingüística repercutem nas concepções filosóficas fundamentais da dialética.

quer como lei. quer como suprema ciência da realidade e como arte do .e. foi entendida.

relacionada com a busca da verdade. sem ser.debate. necessariamen te. Assim é que a .

tem se apresentado como arte entre os sofistas. às vezes. . em Sócrates e.dialética. em Platão.

.Entretanto. em Platão2. a dialética terá 2 Utilizou-se a tradução de Jorge Paleikat e João Cruz Costa (Fédon.

1979. São Paulo. 5 . Político) da coleção Os Pensadores.Sofista. Abril Cultural.

de busca de uma definição verdadeira. mediante divisão .significado de método da divisão.

e não tomar por outra. . espécies e sua conexão: “Dividir assim por gêneros.de gêneros.

uma forma que é a mesma. nem pela mesma uma forma que é outra. não é essa. como .

diríamos.. assim diríamos” (Platão. ..) Sim. a obra da ciência dialética? (.

Este é o conceito que estabeleceu para a dialética. 253cd). A dialética como .Sofista.

técnica/arte. como instrumento da busca associada que se efetiva através da colaboração .

de duas ou mais pessoas. por meio do procedimento socrático da pergunta e da .

resposta . Um procedimento que se realiza em duplo movimento: .um procedimento processual.

“O primeiro. de uma . consiste em conduzir à unidade de uma forma. a sinóptica.

o que é diverso e múltiplo. de uma . por meio de uma instituição.idéia. diremos nós.

de uma compreensão da totalidade. procura.visão. a diarética. o segundo. por seu .

reconhecer quais as . especificar a unidade precedenteme nte definida.lado. isto é.

formas que dependem da natureza daquela unidade. mediante uma divisão dela .

isto é.segundo as suas articulações naturais. as suas espécies” (Sichirollo. 1980: .

juntos.49). São dois processos que. se condicionam e constituem toda a .

Platão deixará mais claro esse movimento sinóptico e diarético.dialética. ao explicitar 3: .

“Amo. Fedro. estas operações de dividir e unificar a fim de se ser possível falar e .

pensar. Se descortinar alguém capaz de lançar o seu olhar sobre o uno e sobre a .

seguí-lo-ei.unidade natural de um múltiplo. não largarei as suas pegadas como se .

fossem as de um deus. só Deus o . Aqueles que sabem fazer isto .se é justo ou não.

266 bc).doulhes o nome de dialécticos.. Dois momentos que ..sabe .” (Fedro.

designados por Platão de ascendente e .constituem tanto uma unicidade como uma totalidade.

Dois momentos que fazem coincidir.descendente. tanto o especulativo da inteligência .

que deve descer à caverna buscando a justiça do .como o ciclo da educação do filósofo.

c).Estado (Fedro. O dialético é aquele que vai ao fundamento da essência . 516.e por isso pode .

: 534.dar tanto razão a si como aos outros (ibid.. Pode ainda “. . sendo esta a sua lei.. bc).

dedicar sobretudo àquele tipo de educação que confira capacidade de interrogar e responder o .

3 Utilizou-se a tradução de Jorge Paleikat.mais cientificament e possível” (ibid.: 534. d-e). .

s/d. as quatro possibilidades que se apresentam . 6 Finalmente.da Ediouro.

d) são: a) a existência de uma idéia .nesses dois momentos indicados na passagem do Sofista (253.

existindo cada uma separadament e. b) a .única e que dela surjam outras tantas idéias.

outras idéias distintas entre .existência de uma única idéia que englobe. desde o exterior.

si. c) a união da totalidade dessa multiplicidade de idéias para se chegar a uma única .

idéia. divididas. d) a existência de muitas idéias diferenciadas. . entre si.

em relação aos seus predecessores.Já Aristóteles apresenta uma diferenciação. ao .

para fins de estudo dessa temática. É comum. começar-se .tratar a dialética.

pela parte final do Órganon. É neste livro que o filósofo vai elaborar a sua concepção .

A dialética. é entendida .de dialética como a lógica do provável. assim concebida.

como o procedimento racional sem necessidade de demonstração. O silogismo é dialético em .

Aristóteles4 que. parte de premissas prováveis/plau . ao invés de partir de premissas verdadeiras.

.síveis. Premissas sempre colocadas de forma genérica e geralmente admitidas.

por outro lado. aquelas que todo mundo admite.“São. ou a . opiniões „geralmente aceitas‟.

ou os .em outras palavras: todos. ou os filósofos . ou a maioria.maioria das pessoas.

I.100b. 1.mais notáveis e eminentes” (Tópicos. A capacidade de colocar as premissas. as . 20 ).

mais prováveis possíveis.a dialética precisa apoiar-se em duas dimensões . .

principais. Essa prática não deverá guiar-se apenas pela exercício socrático de sempre .

perguntar sem. contudo. “mas também na capacidade de responder e . “dar” alguma resposta.

E isto em virtude de sua . como se se conhecesse o objeto da discussão.de defender a própria tese.

Aristóteles. 1980: 65). além disso.proximidade com a sofística” (Sichirollo. num esforço .

uma relação da crítica com a dialética. A argumentação . no seu Órganon. associa.para sustentar a própria tese.

ou o raciocínio crítico se objetivam na interrogação. nem a crítica nem a dialética são . Mas.

ciências de um objeto determinado. . Ambas se interessam por tudo e se aproximam da arte do sofista.

pois este o faz de forma apenas aparente.mas não se confundem. enquanto o dialeta .

a dialética é entendida. Assim.desenvolve a crítica por meio da arte silogística. por Aristóteles. .

como a arte da discussão ou disputa retórica e da disputa e do exercício da lógica. É uma arte que se .

serve de premissas 4 Ver Aristóteles. Dos Argumentos Sofísticos. sobretudo a .

partir de 4. 166 a. 5. É também um instrumento com o qual se pode chegar . 7 prováveis.

normalmente. um dos . Entretanto. a sua discussão.aos princípios das ciências possibilitando.

Sichirollo .eventos importantes da história da dialética se dá com o advento da obra de Kant.

a historia e a dialética de Kant até Hegel. conclui que. ao interpretar a razão. .(l980: 139).

independente mente dos resultados e interpretações de cada um dos historiadores da filosofia. o .

Jacobi . Reinhold.. expressado por Fichte5.idealismo alemão. portanto os . Schelling6...

e até Schopenhauer . .seus representantes mais “ilustres”.

“escreveram as suas obras mais significativas como resposta aos problemas que a filosofia .

iniciara seus estudos como . segundo o autor.de Kant pôs ao seu tempo”. Mesmo Hegel.

.kantiano. ao comentar a Metafísica dos Costumes e escrevendo uma Vida de Jesus.

inspirado na moral de Kant. O ponto de partida de seus estudos. ao contrário de se pautar .

segundo seus antecessores. a .pelas dimensões positivas da dialética. se impõe. contudo.

.partir de uma desvalorizaçã o da dialética enquanto instrumento cognitivo. Nesse aspecto.

“as teses são apresentadas como resultantes da .ressalta que na dialética kantiana.

imposição de uma situação humana: a razão exposta ao erro da ilusão” (ibid. .: 140).

Mas. em que consiste essa dimensão negativa da dialética? Ao discorrer sobre a .

divisão da lógica transcendental . em A analítica transcendenta l e dialética .

Kant mostra que a lógica transcendental deveria tornar-se .transcendenta l.

Para ele.apenas um cânone para a avaliação do uso empírico. a lógica vem sendo mal .

utilizada ao se deixar valer como órganon ”de uso geral e ilimitado e se ousa. apenas com o .

entendimento puro. afirmar e decidir sinteticamente sobre objetos em geral. . julgar.

/4. .Neste caso. & 88). o uso do entendimento puro seria dialético” (Crítica da Razão Pura.

Kant. vai mostrar a necessidade de uma segunda parte de sua lógica . contudo.

ser crítica dessa ilusão dialética .não como arte de .transcendental que deverá. segundo ele.

alimentar tal ilusão: “Mas como uma crítica do entendimento e da razão no tocante ao seu uso .

hiperfísico. para que se possa descobrir a falsa aparência de tais presunções .

infundadas e reduzir as suas pretensões de descoberta e ampliação. que ela supõe .

. A doutrina da ciência e o saber absoluto.5 Ver Fischte. Coleção os Pensadores.

São Paulo.Abril Cultura. Bruno ou do princípio divino e . 6 Ver Schelling. 1980.

em particular o item B) exposição da filosofia mesma (porém “não .natural das coisas.

tanto dela mesma. Coleção os . quanto do solo e fundamento sobre o qual ela tem de ser construída”).

Pensadores. 8 alcançar unicamente através de . Abril Cultural. 1984. São Paulo.

princípios transcendenta is. à mera avaliação do entendimento puro e sua proteção contra ilusões .

: / 4.sofísticas” (ibid. & 88). A dimensão negativa da dialética em Kant é vista por Durant. .

em seu estudo sobre a Filosofia de Kant (p. 56). como uma função considerada .

que é o exame da “validade das tentativas da razão de se .„cruel‟ para a „dialética transcendental ‟.

das .evadir do círculo de sensações e aparências para o mundo. que não se pode conhecer.

Esta é uma busca constante do filósofo para se evitar não só as .„coisas em si‟ “.

sensações como as aparências. para Reale (1990: 695). Contudo. mesmo desmascarand o os sofismas .

eliminando- . assim.erísticodialétic os e as aparências sofísticodialéticas e.

“as ilusões e aparências transcendenta is permanecem” . . contudo. A ilusão permanece.as.

. Esses erros. por se tratar de uma ilusão que é natural. Para Kant.exatamente. tudo isto é dialética.

essas ilusões da razão. constituem a dialética das . bem como o seu estudo crítico.

Kant exemplifica com algumas espécies de afirmações dialéticas da .aparências.

por seu caráter dialético.razão pura que demonstram. que a cada uma delas se opõe também um .

princípio contraditório. que são da razão pura e igualmente aparentes. E mais. essas antinomias .

sendo. segundo o filósofo.estão radicadas. por . “na natureza da razão humana.

São as seguintes suas teses 7 : “Tese 1 . inevitável e jamais tendo um fim”. .O mundo.conseguinte.

segundo o .segundo o tempo e o espaço. tem um começo (limite).O mundo. Antítese .

Tese 2 . Antítese - . é infinito.tempo e o espaço.Tudo. no mundo. é constituído pelo simples.

Há no mundo causas através da . mas tudo é composto.Nada é simples. Tese 3 .

Tese 4 . mas tudo é natureza. Antítese .Não há liberdade.liberdade.Na série das causas do .

Antítese Nesta série. existe um ser necessário. .mundo. nada é necessário.

trazida por Kant. A revolução. /144. libertou o espírito do .mas tudo é aí contingente” (Prolegómeno s. & 51).

Esse controle .controle exercido sobre ele pelas coisas ou pela realidade extramental.

ou regulação. segundo Maritain (1964:143). foi substituído por um universo de fenômenos .

em .unificados. Porém. sob as formas a priori da estrutura cognoscitiva do sujeito.

Kant. mesmo em sua incognoscibili . tem-se o dualismo dos fenômenos e da coisa em si. coisa essa que.

continuava 7 Os grifos das teses aparecem no texto de Kant. 9 .dade.

o objetivo de Kant era limitar .a pertencer ao mundo do ser extramental. Ainda para o autor.

Segundo Maritain (ibid.: 144). .o campo do nosso saber e restringir as ambições da razão.

partindo da „revolução copernicana‟. inaugurada por Kant no .foram os idealistas alemães que.

conseguiram destruir toda e qualquer . no intuito de levá-la a termo.campo da filosofia.

Conseqüente mente. .barreira que limitasse as ambições da razão e do saber filosófico.

ultrapassaram o dualismo kantiano dos fenômenos e da coisa em si. libertando-o da regulação das coisas .

extramentais exercida sobre ele. Assim é que a filosofia idealista caminhou no seu intento de .

levar o universo a conhecer a suprema unidade. . abraçando-o em sua e por sua unidade.

A filosofia identificase. a partir desse intento. com o próprio absoluto e suas automanifesta .

gerador de . já que o espírito era esse mesmo princípio da unidade absoluta.ções.

: l45). Ainda para Maritain (ibid.suas diferenciações . o traço genial de Hegel foi o de fazer dessa .

idéia de absoluto. pensamento ou espírito. o universo real que é apreendido. não por .

mas no sentido de que o real passa a ser uma .possuir uma existência fora do pensamento.

Na introdução da Fenomenologi .manifestação do pensamento no seio de si próprio.

Hegel destaca a impossibilidad e do conhecimento formulado por Kant.a do Espírito. seja .

seja como meio com o qual seria possível .através de um instrumento com o qual dominaria o absoluto.

a sua contemplação. Hegel (1974: 47) explicita sua crítica com o seguinte raciocínio: .

“Essa precaução deve até transformarse na convicção de que toda a tarefa de .

na . o que é em si é. por meio do conhecimento.conquistar para a consciência.

e de que o conhecimento eo . um contra-senso.sua conceituação mesma.

para Kant. entre o .absoluto sejam separados por uma nítida linha de fronteira”. existia. Se.

agora. e se. o real é .sujeito e o objeto. uma separação da coisa em si. o entendimento.

a coisa em si está superada. O .manifestação do pensamento no seio de si próprio.

sendo o absoluto em movimento. passa a encerrar sobre si mesmo tudo .pensamento.

enquanto de si surge. bem como as suas autodiferencia ções. A crítica de Hegel (ibid.: 48) continua: .

“As representaçõe s do conhecimento entendido como instrumento e meio e. bem .

pressupõe.assim. que o . uma diferença entre nós mesmos e esse conhecimento. sobretudo.

Absoluto esteja de uma parte e o conhecimento. esteja de outra parte. mesmo sendo algo de real. .

pois no seu sistema .para si e separado do absoluto”. 10 Isso é algo inadmissível para ele.

senão o que já . não se conhece nada. E mais.não há separação entre o sujeito e objeto.

o Absoluto não pode utilizarse de qualquer . Para Hegel.está conhecido em nós mesmos.

„astúcia‟ para se chegar ao conhecimento. já que Ele está e quer estar “em nós tal como é em si .

: 48). como também .mesmo e para si mesmo” (ibid. Não só não há separação.

l974: .o seu fazer história “é a história do pensamento que a si próprio se encontra” (Hegel.

Um movimento dialético se instala como a síntese dos opostos.329). Trata-se de uma síntese. .

já posta por Fichte (Doutrina da Ciência. & 4e). como “síntese dos opostos por meio da .

Os opostos de que fala o autor são o “eu” e o “não eu”.determinação recíproca”. e a conciliação se .

“não eu” reflete no .dá pela oposição do “eu“ ao “não eu” e pela determinação que. por sua vez.

Pode-se perguntar. produzindo nela a representação. agora: Como é que se .“eu”.

apresenta o movimento dialético de Hegel na Fenomenologi a do Espírito? Ou como o .

absoluto faz sua odisséia na história. tornandose saber absoluto? Na busca do conhecimento .

verdadeiro ou saber absoluto. a consciência. para ter essa certeza de que esse conhecimento .

precisa de “ferramenta” para parametrá-lo. É como se a consciência precisasse de .é verdadeiro.

como .algo para “cientificizar” o seu conhecimento e tê-lo como verdadeiro.

desenvolve uma crítica à ciência. na Fenomenologi a do Espírito. na .científico. Hegel.

No desenvolvime nto .medida em que esta se reivindica verdadeira.

mostra o percurso da consciência e a sua dialética. . em verdade. As ciências.dessa crítica.

apontam para diferentes absolutos e. „ousadamente ‟. se assumem enquanto conhecimento .

Ora. quando a ciência vai em busca do conhecimento. deve partir de deduções.verdadeiro. pressuposiçõe .

s e até de precauções. ela vai com desconfiança. No entanto. não atingindo o que em .

os . A exigência colocada é que da ciência precisam ser examinados. à „exaustão‟.verdade é.

Este temor é eregido sobre .seus próprios pressupostos. Essa desconfiança é um temor de errar.

dessa forma. uma crítica sobre sua desconfiança. . Exige-se.a própria verdade que busca.

. a ciência faz uma divisão entre o conhecimento e o absoluto (essência).Além do mais.

Hegel pergunta. na Fenomenologi a do Espírito: Como algo pode ser verdadeiro se .

como nas ciências.está. vem após 11 . fora do absoluto? Sua resposta. para esta questão.

O saber surgente é saber de .formular a crítica ao saber da consciência surgente (de algo).

O caminho da . O que se deseja é que a ciência. que entra em cena.algo. leve isto à crítica.

dúvida é entendido como procedimento da ciência com a consciência .

(saber surgente). e esta não pode vir do exterior da . Surge a necessidade de uma medida.

deve dar a medida à consciência surgente (de . a ciência. Ora.consciência. que entra em cena.

o critério de verdade. Hegel busca o .algo). Este entrar em cena é pôr-se a caminho da crítica.

absoluto único. a que as ciências não respondem. Nesse sentido é que a filosofia .

ser ciência da totalidade.torna-se ciência porque ela quer o querer do absoluto. Busca um .

Um percurso em que o indeterminado .absoluto que está em nós e sem nós não pode ser.

Para mostrar esse movimento de .determina-se como determinado fora dessa determinação.

aquela que tem por base a . Hegel parte da consciência natural. do saber natural.busca do saber absoluto.

o senso comum. os ditos populares.sabedoria popular. É o nível da formação de .

um discurso que não se pretende científico. Cada momento histórico tem uma forma de .

isto é.discurso. de sabedoria popular. modos de vida que formarão os tipos de saberes. É o .

Não há oposição entre a .campo da aparência que não está em oposição ao suprasensível.

aparência e a idéia. . pois ambas são um só mundo. A aparência envolve o saber verdadeiro.

Mas existe. uma exigência do saber que conduz . o desejo de exame desse saber. agora.

A aparência .imediatamente à descoberta da estrutura da própria coisa como uma dupla aparência.

desse saber que se arvora em ser ciência e a aparência enquanto pretensa totalidade de .

um processo de conhecimento. O conhecimento da ciência não passa de uma aparência e .

não conduz à busca da verdade ou conhecimento verdadeiro. E na busca da coisa como .

a consciência submete a consciência natural ou saber natural para dirimir a .em verdade é.

dupla aparência. gera o saber surgente ou ciência surgente que. contendo a . Com isso.

se põe a caminho da crítica. agora como ciência que entra em .exigência de saber algo.

cena. . Entrar em cena é pôr-se a caminho da crítica que descobre o ser em si. o saber.

O ser em si é objeto (essência). O . O objeto não é material e está na consciência.

. Hegel descobre. O para sí é o movimento da essência para a consciência.saber está na consciência.

assim. que é a verdade ou a consciência do para si. que é o caminho do algo para a . o outro critério.

É a . A consciência tem. o em si do 12 objeto tornando-se para si. dentro de si.consciência.

chegando ao „conceito‟ .a ciência verdadeira.passagem da ciência que entra em cena. É nessa direção .

a afirmativa de Cezarino (l996: 3): “A ciência verdadeira é o sistema de conhecimento .

que contém também o saber das determinações .s em razão da crítica levada a cabo.

(momentos). quando a crítica é levada à exaustão e a . o qual é somente acessível.

. O saber é então saber em e para si”.conexão de tipos de saber são vistos como conexão.

A verdade e o saber estão na consciência e são os parâmetros de chegada de Hegel .

Ainda para o citado intérprete de . o saber verdadeiro. É o próprio processo.ao absoluto.

Hegel. esse processo de negação pode ser tomado como o “caminho da consciência .

que penetra no verdadeiro saber” (ibid.natural. É como se tratasse de um processo de .: 3).

progresso. . o qual a consciência natural percorre como uma necessidade.

com uma direção de finalidade para o saber absoluto. Só assim se chega à totalidade e a .

Um processo que não é a soma dos distintos momentos.totalidade é todo esse processo. .

pois não existe oposição entre esses momentos. Assim é que a partir de qualquer .

Dialética como a . pode-se iniciar esse movimento da dialética.momento.

a dialética em Hegel consiste: .essência mesma da coisa. Para Azevedo (1996: 7).

2 na . no propor de um conceito “abstrato e limitado”.“1 .na colocação.

na síntese das duas . 3 .supressão deste conceito como algo “finito” e no passar a seu oposto.

determinações anteriores. síntese que conserva o que há de afirmativo em sua solução e em sua .

respectivamen te. como: . Hegel denomina esses três momentos.transferência” .

momento intelectual. momento dialético e momento especulativo ou positivo racional. .

. mas o conjunto do movimento. a dialética não é apenas o segundo momento.Todavia.

principalment e em seu resultado positivo e em sua realidade substancial. O princípio da .

identidade do racional com o real. implica que a natureza do . presente em Hegel.

pensamento seja a mesma natureza da realidade. Assim. a dialética não é apenas a lei do .

Os seus resultados não são meros conceitos puros ou .pensamento. mas é a lei da realidade.

dialeticamente em movimento. A realidade.conceitos abstratos. mas „pensamento concreto‟. .

em todos os lugares. .está em permanente devir. 13 A filosofia hegeliana vê.

tríades do tipo: tese. . antítese e síntese. segundo intérpretes. como Azevedo.

Llanos. Lima Vaz. Thadeu Weber.Bornheim. em que a síntese representa a „negação‟ ou .

ou o „ser outro‟ da tese. A síntese constitui a unidade. no seu próprio tempo.o „oposto‟. a .

verificação. “uma vez alcançada a síntese. Para Llanos (1988: 94). tanto de uma como de outra. esta .

isto é.se põe a si mesma como uma nova tese. como uma categoria afirmativa que se há de .

Ao analisar esse movimento triádico da dialética.converter na base de uma nova tríade”. .

os momentos anteriores estão suprimidos .Weber (l993: 41) coloca que “em cada síntese.

. integrados numa forma superior”.(negados). ao mesmo tempo. mas.

A condição de possibilidade da dialética. em Hegel. se revela como sendo a transcendênci a da .

consciência sobre o dado. Isto confere à filosofia o papel de . manifestada pela negatividade.

É esta lição primordial da dialética . tanto doadora como reveladora de sentido.instância.

hegeliana. tanto na forma como no conteúdo. Coube a Feuerbach. segundo Llanos (1988: .

que mostrara ser o espírito absoluto . a crítica às formulações idealistas de seu tempo.109).

hegeliano “ o espírito finito . Toda a crítica formulada .humano mas abstraído e separado do homem”.

ao contraporse à idéia da transcendênci a sobre o dado .: 110) se constituía num materialismo.(ibid.

ostentando um “caráter . embora esse materialismo fosse limitado.no pensamento de Hegel.

combinandose com uma concepção .contemplativo . metafísico e antropológico .

segundo o autor.idealista de sociedade”. não via a passagem do homem abstrato para . Feuerbach.

na história. A passagem do culto desse homem .um homem que atuasse. necessariamen te.

centro da formulação feurbachiana. pela ciência do real e de seu desenvolvime .abstrato.

Marx vai realizar a inversão da .nto histórico. seria possível ser efetivada por Marx.

o natural imediato antes da .dialética. colocando o objeto ou „dado‟ como primeiro.

consciência. portanto.as formas finitas . a primazia dos conteúdos materiais ou históricos . Assegura.

da consciência .sobre as formas infinitas da mesma consciência. Na evolução do .

o confronto definitivo com Hegel é exposto em várias obras8.pensamento de Marx. .

8 Ver Karl Marx. em suas obras: Crítica da Filosofia Hegeliana do Direito Público .

Manuscritos EconômicoFilosóficos (1844). .(1844). Teses contra Feuerbach (1845).

14 Marx incorpora o .Ideologia Alemã (184546) e Sagrada Família (1845).

postulado materialista feuerbachiano e o método dialético. A inversão vai se constituir . de Hegel.

da crítica ao idealismo. ao .na adequação do método dialético a um conteúdo material inicial.

Deste. .método hegeliano e a um reconheciment o da contribuição de Feuerbach.

segundo Dantas (1996: 11). sobretudo a análise de que a filosofia não passa de . assume teses.

religião transportada para o pensamento e desenvolvida em pensamento. Sua crítica ao .

de modo que a .idealismo ”consiste na denúncia do processo dialético no âmbito da consciência.

disjunção se faça entre o objeto como ser ideal e o sujeito como autoconsciênc ia”. Essa crítica exige .

de Marx uma adequação rigorosa entre o sujeito e sua esfera objetiva ou o mundo material. .

Impossibilita também qualquer transcendênci a do sujeito sobre o mundo. além . Define.

o . Para Markus (1974: 81).disso. como relação fundamental a relação econômica da produção.

é “uma . freqüentement e omitido.ponto de partida das análises filosóficas de Marx.

situação de fato empírica e concreta. uma situação histórica. cujo alcance decisivo sobre sua época foi .

durante sua evolução . etapa por etapa. por Marx.esclarecido. revolucionári o e pensador.

precedente”. concreta. Esta situação empírica. está presente em várias passagens nos .

à . quando Marx mostra a pobreza crescente do operário.Manuscritos Econômicos e Filosóficos.

medida que maior for sua produção de riqueza. Será cada vez mercadoria de pouco valor .

“o homem tornase cada vez mais pobre enquanto . Assim.quanto mais criar mercadorias.

homem. precisa cada vez mais do dinheiro para apossarse do seu inimigo. e o .

poder do seu dinheiro diminui em relação inversa à massa da produção” .

Marx continua a sua análise sobre o pensamento de Hegel. 1978: 16). .(Marx.

a fonte originária de sua filosofia. .encontrando. na Fenomenologi a do Espírito.

Descobre erros nas formulações hegelianas. o . sobretudo aquela que concebe a riqueza.

isto só acontece .. como “essências alienadas para o ser humano.poder estatal. etc.

). São seres de pensamento e por isso .na sua forma de pensamento (...

simplesmente uma alienação do pensamento filosófico puro. abstrato. Todo movimento . isto é.

e .termina assim como o saber Absoluto. É justamente do pensamento abstrato que estes objetos se alienam.

é justamente ao pensamento abstrato que se opõem com sua pretensão à .

efetividade” (ibid. 15 Marx reconhece. a grandeza do pensamento . contudo.: 36).

hegeliano na obra referida e. no seu resultado final: . particularment e.

“A dialética da negatividade na qualidade de princípio motor e gerador - .

a .consistindo de uma parte que Hegel compreenda a autogeração do homem como processo.

em que .objetivação como desobjetivaçã o. alienação e superação dessa alienação.

.compreenda então a essência do trabalho e conceba o homem objetivado. verdadeiro.

pois esse é o homem efetivo como o resultado de seu próprio trabalho” (ibid.: 37). .

. após a explicitação de sua crítica ao movimento dialético no campo das idéias.Mas.

Em lugar de explicitar . pode-se perguntar qual é a dialética ou o método de Marx.em Hegel.

o seu método dialético. Marx prefere aceitar como suas as palavras de comentador: .

“Assim. ao se propor a tarefa de analisar e explicar a organização econômica .

capitalista. Marx não faz senão formular de um modo rigorosamente científico e .

..objetivo que deve ser perseguido por toda investigação exata da vida econômica. .

O valor científico de semelhante pesquisa consiste em esclarecer as leis especiais .

a existência. o desenvolvimen to e a morte de um organismo social dada a .que regem o surgimento.

E esse é o valor que tem .sua substituição por outro organismo mais elevado.

15. apud Haguete. Prefácio. .realmente a obra de Marx” (Marx. 1990:163).

Marx vai concordar com o comentário e também se .Após a citação do texto.

perguntar se não é esta a definição do método dialético. Mostra o processo de exposição .

“A pesquisa deve captar com .que deve diferenciar-se pela forma do processo de pesquisa.

analisar as suas diversas formas de desenvolvimen to e .todas as minúcias o material.

descobrir a sua ligação interna. Só depois de cumprida esta tarefa pode-se expor .

Ao estudar o método de análise da economia .adequadament e o movimento geral” (ibid.: 15).

Marx descobre que esse método iniciase sempre pelo real e pelo concreto. parecendo .política.

No estudo de um país.esta a forma correta. parece ser correto iniciar-se pela população que .

se constitui na base e no sujeito social da produção. Porém. uma observação mais atenta. .

na verdade. uma abstração. Por . mesmo sendo tão concreta.segundo ele. mostra que a população. é.

esse método é falso. 16 “A população é uma abstração.conseguinte. se .

as classes que a compõem. estas classes são uma palavra . por exemplo. Por seu lado.desprezarmos.

por exemplo: o trabalho assalariado. o .vazia de sentido se ignorarmos os elementos em que repousam.

Estes supõem a troca. etc. a divisão do trabalho. O capital. os preços. .capital. etc.

. sem o dinheiro. sem o valor. sem o preço.por exemplo. sem o trabalho assalariado.

Assim. não é nada.etc.. se começássemos pela população. teríamos uma .

. e através de uma determinação mais precisa.representação caótica do todo.

através de uma análise. chegaríamos a conceitos cada vez mais simples. do concreto idealizado .

passaríamos a abstrações cada vez mais tênues até atingirmos determinações as mais simples. .

até dar de novo com a .Chegados a este ponto. teríamos que voltar a fazer a viagem de modo inverso.

porém .população. mas desta vez não com uma representação caótica de um todo.

com uma rica totalidade de determinações e relações diversas” (Marx. l978: 116). .

este é o método cientificament e exato. Essa formulação .Para Marx. Este é o seu método dialético.

O pensamento .viabiliza uma visão de que o universo vai se tornando possível revelar-se tal qual é.

pode moverse por dentro de suas partes. apreender as suas interconexões e o conjunto no qual elas se .

fundem.. aproveitandose das comportas abertas por . “. Marx. Para Prado Junior (1980: 513)..

Hegel e do terreno desembaraçad o que se estendia à sua frente. empurra o .

agora. .pensamento filosófico para fora do seu isolamento idealista e introspectivo” . O mundo das idéias.

“transposto e traduzido no espírito humano”. .passa a ter o sentido de mundo material.

ao estudar o lugar da forma e o do conteúdo na dialética.Fausto (l993: 49). observa que .

“o sistema de formas permanece sempre inscrito na matéria. Assim. a .em Marx.

matéria é em Marx o lugar da inscrição das formas. não mais mas não menos do que isto”. .

Contudo. é em Limoeiro Cardoso (1990: 19) que se verifica um acompanhame nto .

mais explícito sobre o desenvolvime nto do método de Marx. entendendo-o subdividido em seis partes: .

“A primeira trata do método em geral e indica um movimento que é exclusivament e .

teórico. passando-se totalmente no abstrato. A segunda afirma a anterioridade do .

concreto. A terceira propõe e resolve uma relação específica entre o real e o .

teórico. desdobrando as relações entre as categorias mais simples e as mais .

concretas. A quarta precisa a condição da produção das abstrações mais gerais a partir do desenvolvimen .

A quinta indica que é no último modo de produção já estabelecido. .to concreto mais rico.

porque o mais complexo. rico e variado. que se torna possível a inteligibilidad .

como também de todas as sociedades anteriores. . A sexta retorna ao método.e não só dele mesmo.

em .estabelecendo que a ordem das categorias deve seguir uma hierarquia teórica.

base das .função da sua importância correlativa dentro da sociedade mais complexa.

e não em função do seu aparecimento histórico”. .abstrações mais gerais e categorias mais simples.

para a autora.17 Esta divisão vai possibilitar. uma segunda apreensão do .

Na crítica ao .método. que está assim exposta: 1 .Do abstrato para o concreto pensado.

considera-se que esta inicia sua análise a partir do „concreto‟ A .método da economia clássica.

autora citada vai entender que tal „concreto‟ só tem sentido à medida que se vão .

e assim é não . A realidade social é determinada.descobrindo as suas determinações .

Há relações específicas que a determinam.por obra natural. respondendo a uma certa .

a realidade social é determinada e só é possível a sua .causalidade. Neste sentido.

Na não existência das .explicação. quando também se apreender a sua determinação.

determinações . o mundo seria fenômenos completos em si mesmos. Não existindo as .

de .relações entre os fenômenos. jamais. seria possível apenas o estudo de suas descrições e.

Na verdade. as explicações precisarão melhor o próprio fenômeno e a .suas explicações.

O concreto real. .sua completude nas relações (de superfície) que mantêm uns com os outros.

apresenta um sentido que não é já dado.de que partem os economistas clássicos. mas sim .

na abstração” (ibid. .“adquirido pela ação do pensamento. Este concreto real é uma abstração.: 21).

e sim . um procedimento como este não parte do concreto. como se supõe.“Assim.

. e não pode sequer procurar condições para reencontrar o concreto.da abstração.

: 21). que já o incorpora à analise desde o início” (ibid. enganosament e.porque supõe. .

se apresenta com um caráter caótico.O real. nesse sentido. Em havendo uma ordem .

essa ordem não está dada e não transparece.no real. só podendo ser atingida pelo .

aprofundandose no mesmo. contudo. não . Esta investigação.pensamento que a investiga.

terá respostas imediatas dos dados ou contatos do real. mas será produto da reflexão que. .

vai em busca da realidade externa. Em sendo esta realidade .informada pela teoria.

Isto só é .determinada. é que se torna possível conhecê-la e explicá-la racionalmente .

possível. “E isto acontece no . todavia. ao se atingir os seus determinantes fundamentais.

mundo dos conceitos. no abstrato. Abstrato que tem a pretensão de . no plano teórico.

: .reproduzir o concreto. não na sua realidade imediata e sim na sua totalidade real” (ibid.

em . a compreensão da formulação de Marx. Possibilita-se. assim.18 22).

A .que “o concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações ”.

juntamente com o que . portanto.totalidade real se constitui. do conjunto das determinações .

onde dominavam as perspectivas .elas determinam. Ao tempo da produção de Marx.

empíricas, não se poderia atingir essa totalidade real, valendose do estilo daquele

método. Não será a partir de toda uma análise procedente do real. Este traz, em si mesmo,

um impeditivo para tal conhecimento. Em Marx, segundo a autora, há uma proposta de

procedimento novo - “do abstrato (determinaçõe s e relações simples e gerais) ao concreto (que

então não é mais „uma representação caótica de um todo‟ e sim „uma rica totalidade de

determinações e de relações diversas‟ )”. O método de Marx vai do abstrato ao

concreto. “E o mais importante, este concreto é um concreto novo, porque pensado. É

um concreto produzido no pensamento, para reproduzir o concreto real („as

determinações abstratas conduzem à reprodução do concreto por meio do pensamento‟) ” (ibid.: 23).

2Anterioridade do concreto. O movimento produção/repr odução do concreto, no

caminho de volta, bem como o que constitui esse concreto a que se chega, precisam ser

explicitados, segundo a autora. A resposta para isto está, conforme sua interpretação, na

formulação do texto de Marx, já apresentado, em que o concreto é concreto porque ele se

constitui como síntese de múltiplas determinações . Esta concepção estabelece que

o fato de se ter realidade não garante ser concreto. “O caráter de concreto está estreitamente vinculado ao

de determinação. O que conta de fato são as determinações . Atinge-se o concreto

quando se compreende o real pelas determinações que o fazem ser como é” (ibid.: 24). O concreto é

síntese de muitas determinações e, assim, é uma totalidade: „unidade determinante/

determinado‟ ou unidade de múltiplas determinações . Esse processo ainda aparece no

pensamento como expressão de uma síntese, pois unidade do diverso, como resultado e

não como ponto de partida. Ele não se constitui de um dado simplesmente, mas é o

resultado de um elaborado processo de pensamento. “E se esse processo começa cientificament

e no abstrato, seu verdadeiro ponto de partida é o real. Está dito, explicitamente

, que o verdadeiro ponto de partida do pensamento é o real, que é o ponto de partida da

percepção e da representação .O papel do real para o pensamento e para o

conhecimento não é, pois, eliminado 19 como se, por ser o abstrato o campo próprio do

teórico (em que se move o pensamento para produzir conhecimento) para ele, teórico, o real não existisse

senão sob a forma pensada. Uma coisa é afirmar que o concreto só faz parte do

teórico como concreto pensado (acentua-se aí o fazer parte de ); outra coisa

diferente é afirmar que o concreto real não se relaciona com o teórico (abstrato),

sob a alegação de que o teórico só pode afirmar do concreto o que sabe dele, isto

é, o que tem precisado sobre ele. A perspectiva seguida por Marx é a que ele

explicita, de que o concreto aparece no pensamento como resultado, embora seja o

verdadeiro ponto de partida. O pensamento parte do concreto (real), ainda que só

a . pensando-o.se torne verdadeirame nte científico quando retoma o concreto.

partir do abstrato (suas determinações atingidas pelo pensamento originado no concreto” (ibid. .: 25).

um triplo . observa-se em Marx.Nesse momento. segundo Limoeiro Cardoso.

porém afastando-se cada vez mais dessa . O primeiro.movimento. onde se parte do real.

atingindo conceitos mais simples desse real.realidade. através da abstração. O segundo .

onde se tem como caótica a .movimento é o início da atividade científica propriamente dita.

representação do real. Nesse movimento não se parte do real ou de sua representação .

imediata caótica e abstrata. Parte-se dos conceitos mais simples produzidos pelo .

Esse movimento seria a busca pela especificação das determinações .movimento anterior.

Finalmente. o . configurando um movimento de reconstrução teórica.gerais e simples.

terceiro movimento será de construção teórica de reprodução do concreto. De forma .

simplificada. os movimentos são colocados. através dos seguintes vetores básicos: .

.abstrato .1o) real ------------------abstrato (concreto) 2o) abstrato ------------------.

. (concreto) 3o) abstrato ------------------.concreto (pensado) 20 ..

Para a autora. se iniciaria o que Marx aponta como „método cientificament . “com o segundo movimento.

Dessa forma.: 27).e correto “(ibid. pode ser entendido que o „caminho de volta‟ não se .

torna nada simples. Não significa apenas a troca do ponto de saída pelo de chegada ou o „começo pelo .

Também não pode ser apenas uma troca de sentidos ou inversão de uma rota. .resultado‟.

esse ponto de partida do método de Marx é outro ponto diferente daquele de .Além do mais.

chegada do primeiro método .o da economia política de seu tempo. “Não só porque é abstrato. e .

é outro abstrato. diferente do abstrato a que o método . Sendo abstrato.não concreto.

É um abstrato reconstruído criticamente a partir deste” (ibid. .anterior permitia chegar.: 28).

por um lado.Esclarece ainda a autora que. o real está presente e alimentando a percepção e a representação .

por outro. também.e. “não esquece que o concreto produzido pelo pensamento é apenas .

pensamento. ou a relação que este propõe entre abstrato . É neste ponto que contesta Hegel. não real.

: 28). uma negação. de forma explícita. .e concreto” (ibid. Esta compreensão traduz.

de que o real seja resultado do pensamento. Na contestação marxista de .presente em Marx.

“Marx . segundo Limoeiro Cardoso.que o pensamento seja a gênese do concreto.

argumenta que mesmo o pensamento mais simples só existe como relação unilateral e abstrata de .

É neste sentido que para ele o real é anterior ao .um todo concreto. já dado. vivo.

pensamento” (ibid. Contesta dessa forma a possibilidade de um movimento de categorias .: 29).

autônomas e produtoras do real. bem como a concepção de que o pensamento se basta a si .

“a realidade concreta . diz a autora. Em Marx.mesmo e se movimenta por si mesmo.

e não ao .preexiste. subjaz e subsiste ao pensamento. É este que de algum modo depende dela.

dessa forma. O conhecimento científico do real.: 30).contrário” (ibid. tem início com a .

Esta produção se dá ao nível do teórico.produção crítica das suas determinações . ao .

Porém. constituindose como crítica da produção anterior. ela .nível das categorias.

.só se realiza quando da existência de um desenvolvime nto teórico „razoável e disponível‟.

“É daí que o método para produzir este conhecimento se eleva do abstrato ao .

concreto” (ibid. na .: 32). 3) . Foi analisada até agora.Relação categorias/rea l.

interpretação de Limoeiro Cardoso. a afirmativa de Marx de que os conceitos mais simples .

Supõe também a exposição .permitem chegar a uma 21 inteligibilidad e do real.

desses conceitos a partir de uma abordagem que parta do próprio real. . Acrescenta que esse real.

também é uma abstração. abstração das determinações que se expressam .como ponto de partida.

afirma a existência do real fora do pensamento. Além disso.naqueles conceitos simples. .

. Estabelecido o conceito do método. na primeira parte da discussão.que é anterior a ele.

busca-se a relação existente entre ambos. do real. na segunda. na terceira. .e. Nesse sentido.

salienta a autora. ”para produção teórica. o pressuposto básico é que ela seja .

comandada pelos conceitos mais simples. para ser possível a reprodução do concreto .

no pensamento” (ibid. tem-se o mais . Dando sustentação a esse pressuposto.: 32).

geral . .o da exterioridade e independência da realidade a tese materialista fundamental9.

As categorias mais simples não se apresentam em Marx com existência independente sem nenhuma .

A exigência fundamental de sua existência está na .característica histórica ou natural.

admissão do concreto vivo. isto é. expressandose como relação unilateral e abstrata de um .

todo concreto já dado. “É sobre ele que se erigem as categorias. . mesmo categorias as mais simples.

.que não são capazes de captá-lo no plano do teórico a não ser parcialmente.

unilateralment e” (ibid. empreendida . Quanto à discussão do simples originário.: 33).

por Marx. Limoeiro Cardoso vê um movimento em três dimensões. A discussão .

passa por uma análise de que as categorias simples têm ou não existência independente .

e anterior às categorias mais concretas. o primeiro momento desse . Para a autora.

movimento consiste em que “as relações mais simples sempre pressupõem relações mais .

concretas relações estas expressas em categorias mais concretas. no sentido de que .

As categorias simples expressam.: 34).se referem a um grau mais baixo de abstração” (ibid. .

relações simples. e estas não existem antes de relações mais concretas. .assim.

expressadas também em categorias mais concretas. Uma análise que convém salientar não .

9 Salientamse.se dá apenas no campo de categorias teóricas. então. algumas questões .

tais como: 1) o porquê das determinações do real são formuladas através de conceitos .suscitadas.

2) a da simplicidade originária dessas categorias.simples. 3) as categorias .

4) a .simples terem ou não existência independente e anterior às das mais concretas.

evolução histórica do real. Tais questões são formulações postas e melhor analisadas por .

22 O segundo movimento se .. cit. pp. Op. 1990. 32-44.Limoeiro Cardoso. Mirian.

em que a posse se .dá de forma mais complexa a partir da exemplificaçã o de Marx.

Acontece que não há posse sem a família.torna a relação jurídica mais simples. superada apenas .

quando inicia com a distinção que é feita entre posse e propriedade. “A posse é uma relação .

que exige uma relação mais concreta.simples. como a família”. Aí também se insere. para .

a questão da evolução histórica real. influenciando tanto na .superação dos questionament os.

entender-se que “a .diferenciação como na produção das categorias. portanto. É importante.

categoria mais simples exige um certo grau mínimo de desenvolvimen to para que possa seguir a .

relação mais simples que ela exprime” (ibid. uma contradição. Apresenta-se. até agora. No primeiro .: 37).

o mais concreto é anterior ao mais simples.momento. o mais simples se torna . no segundo.

anterior ao mais concreto10. a autora mostra que esta é . Ao colocar e discutir a questão.

mas que não é produzida por pura negação.uma contradição. O segundo momento não é pura .

Ele é outro momento.negação do primeiro. . o concreto é real. No primeiro. é o dado.

“As categorias mais simples são as mais abstratas(abst rações simples). A relação .

com sua contrapartida pensada: família posse. .proposta é uma relação real.

No segundo momento.comunidade de famílias propriedade. o concreto pertence .

O .ao plano do pensamento. A relação dinheiro e capital é uma relação entre categorias pensadas.

real aparece relacionado com cada uma destas categorias através dos diferentes graus do seu .

pode se entender que é .desenvolvimen to e da sua complexidade ” (ibid. Dessa forma.: 39).

em que a categoria mais simples se apresenta com .numa sociedade mais complexa.

Em sociedades com grau de desenvolvime nto menor.maior desenvolvime nto. a .

categoria mais simples também existe. porém. é parcial no sentido de não impregnar “todas as .

.relações do setor a que se refere”. Este também se constitui como o terceiro momento.

como o dinheiro.onde se analisa a categoria simples. Tais exemplos mostram a sua existência .

mesmo que haja sociedades.como categoria simples. bem desenvolvidas .

como o Peru précolombian o. onde não existia .e não historicamente maduras.

qualquer forma de moeda. em que a existência do . O mesmo ocorre com os povos eslavos.

De forma sintética.dinheiro limitava-se às atividades comerciais nas suas fronteiras. a .

autora sistematiza esses três momentos da seguinte forma: 10 Esta aparente .

. Op. cit. pp 38-41. 23 .aporia é resolvida em Limoeiro Cardoso. Miriam. 1990.

“1) concreto -----------simples .relações mais concretas são anteriores a .

categorias mais simples.fundamento: relação concreto/abstr ato (abstração simples). . .

categorias mais simples são anteriores a relações .2) simples -----------concreto ( complexo) .

.mais complexas (expressas em categorias mais concretas).fundamento: relação .

simples/compl exo (concreto) 3) complexo -----------simples (concreto) .a categoria mais simples .

enquanto que as categorias .só tem seu desenvolvimen to completo numa sociedade complexa.

.: 42).mais concretas podem ter seu desenvolvimen to completo anteriormente ” (ibid.

Desses movimentos resultantes da relação entre categorias e real. surge a constatação de que o simples .

não é a origem. uma certa . isto é. As categorias mais simples exigem um substrato mais concreto.

Observa-se também que o processo histórico real vai do mais .organização social. um todo vivo.

e neste sentido. Aqui. o mais simples pode preceder o mais .simples ao mais complexo.

complexo. é no mais complexo (completo) que o simples pode estar mais . Contudo.

desenvolvido. . Agora. ele pode ser pensado de forma teórica e mais completa.

4) .A Produção das abstrações mais gerais. A autora identifica uma quarta parte .

no texto e descobre que é na sociedade mais complexa que a categoria mais simples se .

completa. É aí também onde se alcança o elo específico entre o real e o conceito: “O abstrato de que se deve .

que se fará no concreto pensado. já .partir para começar a produção do conhecimento.

não depende só da produção teórica anterior. que se 24 .

utilizará. Estas produções teóricas e o movimento que as produz . criticando.

.despontam numa íntima conexão com o real e o seu movimento próprio” (ibid.: 44).

a idéia .Pode-se entender como a categoria trabalho é uma categoria simples. Ora.

contudo. é . como categoria econômica.de trabalho é bastante antiga.

recente. analisa . Então. O trabalho é a relação daquele que produz com o produto.

já está presente em A.a autora que a categoria. . Smith. entendida como trabalho em geral.

gerador de riqueza. segundo o economista. retira deste qualquer .O trabalho em geral.

o trabalho em geral. Tem-se.determinação possível que possa conter. indo além da . desde aí.

de trabalho manufatureiro . Como . comercial e agrícola. econômica.formulação anterior.

deixa-se de pensar nas particularidad es da relação entre produtor .trabalho em geral.

mas nas formas de trabalho no seu caráter comum.e produto. Para Limoeiro Cardoso .

“aparece aqui a primeira especificação precisa da categoria simples: a sua .: 45).(ibid.

generalidade. O trabalho é uma categoria simples quando ele é pensado como .

simplesmente ”. como trabalho sem determinações . como trabalho. .trabalho em geral.

É no atual estágio de sociedade em que se vive com a diversidade de formas de .

trabalho. uma sociedade mais complexa. onde a categoria simples .

completa o seu desenvolvime nto. A categoria trabalho. se . em sendo mais simples.

torna. mais geral. e isso só é possível em uma . pela diversidade de formas de realização.

sociedade mais complexa. no . A sociedade que possibilita a existência da categoria mais simples.

caso. A . o trabalho em geral. é aquela em que concretamente existe o trabalho em geral.

sociedade mais complexa possibilita o deslocamento do trabalhador. mesmo .

a . para outro ofício. Neste tipo de sociedade.especializado. tem-se o trabalho em geral.

Este .categoria mais simples. criada na sociedade mais complexa. mais abstrata.

desenvolvime nto teórico “não depende exclusivament e da capacidade e da disponibilidad .

e teórica. Em última instância.: 46). a produção teórica deriva de condições reais” (ibid. As .

.categorias mais simples detêm as abstrações mais gerais. São definidas pela simplicidade.

pois são úteis a todas as „épocas‟ e. pela sua generalidade.pelo alto grau de abstração. portanto. .

5) .A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco. Análise feita até .

. o papel do abstrato (conceito simples.agora tem mostrado o método como um caminho.

25 determinação) na reprodução do concreto no pensamento. a relação da .

abstração com a realidade e a importância da fase do desenvolvime nto da realidade .

em si mesma. a própria . Esta última incorpora.social para a produção das abstrações mais gerais.

.história. A teoria desenvolvida aponta para a economia numa perspectiva histórica.

que é uma . da totalidade social.residindo nela também a determinação. em última instância.

totalidade histórica. A análise desta totalidade remete. por sua vez e necessariamen te. para o .

conhecimento da economia. considerando a história um estudo do determinante .

da totalidade social. Convém destacar que a sociedade. é a sociedade . em estudo.

mas “o último . O presente significa não o contemporâne o ou o que está ocorrendo.burguesa.

: 53). é . o modo de produção capitalista” (ibid.modo de produção completo. Portanto.

mais complexa.neste tipo de sociedade. que se torna possível a criação de categorias as .

mais complexas e mais abrangentes. conseqüentem ente. possíveis de .mais simples e.

serem utilizadas em análises de sociedades menos desenvolvidas . Segundo Limoeiro .

Cardoso. “a análise da história deve ser conduzida por categorias simples e gerais .

produzidas no estado mais avançado da própria história” (ibid.: 48). a autora levanta . No entanto.

ao se fazer uma análise com categorias geradas na .a questão do risco que se corre.

questiona também se o olhar do presente não deformará o .sociedade mais complexa.

passado. Esta é uma preocupação para que não venham se perder as especificidade .

s de cada momento histórico. uma vez que cada um deles se define por suas peculiaridades .

um do outro. diferenciandose. Com esse cuidado de não perder a própria história. a .. assim.

em que laços .autora vai mostrar que há em Marx uma concepção de história evolutiva.

contudo.orgânicos ligam os diferentes momentos históricos. não há a . Em Marx.

Para a autora.possibilidade de ocorrer a perda da especificidade dos distintos momentos históricos. .

a análise entre esses diferentes momentos exige que não se perca a diferença essencial entre .

acrescentando : “A lição dada é no sentido de que se disponha de categorias .eles.

gerais que na sua generalidade abranjam todo o desenvolvimen to desde o .

ponto em que foram produzidas. apoiada numa abstração que . A sua generalidade.

lhes dá validade para todos os momentos .é condicionada historicament e.

26 .: 50). inclusive e principalment e para este” (ibid.anteriores ao da sua produção.

Ora. a demarcação das diferenças essenciais de cada momento histórico exige uma .

definição de onde devem incidir os cortes na história ou a periodização. A autora levanta .

que a . ela destaca.novo questionament o: como realizar a periodização? Respondendo.

Em condições bem determinadas. um .sociedade tem dificuldade de se ver criticamente.

Em sendo assim. para a .momento histórico consegue fazer sua crítica.

.sociedade mais desenvolvida socialmente. isso também é verdadeiro. mais complexa.

Ela vê no texto de Marx a condição de possibilidade de relativizar os outros modos de .

quando tem condições de relativizar a si próprio. aponta a crítica ou . Como solução.produção.

particularment ea autocrítica. Mas quando isso se torna possível? “Somente quando uma .

capaz de assumir sua própria . portanto.sociedade deixa de se absolutizar e passa a ser.

é capaz de atingir. reconhecendo -as e conhecendo- .particularidad ee especificidade .

as. ainda que lhe sejam . outras particularidad es e especificidade s diferentes da sua.

anteriores” (ibid. está na capacidade dessa própria .: 51). A autocrítica de uma sociedade. contudo.

na sua .sociedade para se aperceber na sua singularidade no tempo.

conseguindo . Isto ocorre quando esta não mais se identifica com o passado.historicidade.

contudo. Limoeiro Cardoso. continua seu questionament .se ver como diferente.

Esta análise conduz. buscando as conseqüências importantes dessa argumentação.o. necessariamen .

para um estudo do desenvolvime nto social mais complexo na sua especificidade .te.

A primeira nega a possibilidade . em que a autora vê várias conseqüências 11.histórica.

de explicação genética da história. por exemplo. Dizer. que a produção é histórica é .

dizer que ela surge num determinado momento da história e se extingue em outro. Isto .

supera a possibilidade de uma visão genética que vê o desenvolvime nto da história de modo .

antes de tudo. A segunda é que se busquem ver.linear. É . as diferenças essenciais.

preciso respeitar as especificidade s históricas. “tanto as do presente como as do .

A terceira é que “tanto „presente‟ como „passado‟ sejam entendidos .passado”.

(argumentos) em termos de „organização histórica da produção‟. Toda esta discussão é travada no .

11 Um desenvolvime nto teórico .nível teórico do modo de produção” (ibid.: 53).

cit. pp 52-53.mais elaborado encontra-se em Limoeiro Cardoso. 1990. Miriam.. . op.

27 6) .A ordem das categorias. Esta é a última parte do texto do .

Trata-se do momento no qual se estabelece o plano de análise e a ordem das .método.

agora. são como montar essa análise e .categorias nesse mesmo plano. As questões levantadas.

por onde começá-la. Convém destacar que a realidade concreta existe independente .

Sua independência .mente de estar sendo pensada ou mesmo depois de ser pensada.

Todas as categorias . caracterizado por atividades apenas teóricas.a localiza fora do espírito.

o pressuposto da anterioridade da realidade. mas destas “não são mais . como base.criadas têm.

que parciais em relação a ela”. a não ser de forma . As categorias não conseguem.

unilateral. Isto exige organização dessas . dar conta do real em toda sua completude.

categorias para que se possa chegar ao conhecimento mais abrangente e mais profundo .

da realidade. E aí de novo surge a questão: qual é o princípio organizador .

dessas categorias? Busca-se resposta para a questão apresentandose os diferentes .

num determinado modo de .modos de produção. tentando mostrar como a agricultura.

Conseqüente mente. a renda fundiária e a . se constituiu como principal atividade.produção.

propriedade vão se constituir como categorias que expressam essas dominâncias. .

por sua vez.Na sociedade burguesa. o capital é ponto de partida e de chegada de tudo. e se .

. como categoria principal diante da renda fundiária.constitui. no capitalismo.

Finalmente. afirma a autora: “A ordem das categorias. portanto. responde à ordem de .

importância relativa das relações que expressam. importância que é relativa .

à capacidade das relações em determinar a organização da produção. Tem .

precedência teórica a categoria que expressa as relações mais determinantes ” (ibid. Conclusão .: 54).

Como método .É com este método que Marx busca analisar a sociedade burguesa.

geral. reproduzindo . tem início no campo das abstrações (as determinações mais simples).

Chega às determinações . . teoricamente.essa sociedade no pensamento.

ao realizar a análise crítica de conceitos gerados na empiria da economia clássica. Esta .

Uma suposição .crítica vem sob o confronto destes conceitos com a realidade.

presa à exterioridade e anterioridade do real.primeira. e uma outra que é a mutabilidade .

é . conseqüentem ente das condições históricas. Sob o manto da mutabilidade.histórica.

os mais abstratos .que são produzidos 28 determinados conceitos. Conceitos simples .

..só são possíveis em sociedades mais complexas aquelas que se quer estudar.

a ordem dos conceitos trabalhados não é a do seu aparecimento histórico.Além disso. mas .

O princípio que rege essa .sim uma ordem significativa para a sociedade em estudo.

Diante das considerações apresentadas. pode-se apresentar a .ordem é o da hierarquia teórica.

. como um método.dialética. em condições „razoáveis‟ de se poder analisar. de forma crítica.

as condições de existência que estão sendo definidas para a realização da vida .

Para os dias atuais. em particular a perspectiva em Marx.humana. este método. continua atualizado e .

aberto. podendo realizar abstrações suficientes e contributivas ao exame das possibilidades .

Referências .prospectivas de trabalhos acadêmicos e para análises de políticas no campo social.

.ARISTÓTEL ES. Tópicos. Seleção de José Américo Peçanha. Dos argumentos sofísticos.

São Paulo. l978.Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. Abril Cultural. .

Dialética: etimologia e pré-história. .AZEVEDO. (10 p. João Pessoa. 1996. mimeo). Edmilson A.

O desafio contemporâne o do fazer ciência: em busca .CARVALHO. Alba Maria Pinho.

de novos caminhos/desc aminhos da razão. . Serviço Social Sociedade. (48) ano XVI.

BORNHEIM. São Paulo/SP. práxis.ago/1995. Dialética: teoria. Ensaio para uma crítica da . Gerd Alberto.

fundamentaçã o ontológica da Dialética. Porto Alegre. São Paulo. da . Globo. Ed.

CEZARINO. 1983.Universidade de São Paulo. Hegel e o mundo invertido. Heleno. João Pessoa. .

A Atualidade da dialética em questão. (16 p. mimeo). João . Rui Gomes. 29 DANTAS.jun/96.

1996. Os . mimeo). DURANT. Will. A filosofia de Emmanuel Kant. (21 p.Pessoa.

Rio de Janeiro. sd. Ruy. Marx: lógica e . FAUSTO. Ediouro.Grandes Filósofos.

política. Tomo I. São Paulo. . Investigações para uma reconstituição do sentido da dialética.

l987. Dialética marxista. Dialética hegeliana.Brasiliense. O capital e a . __________.

São Paulo. FICHTE. DISCURSO (20).da . A doutrina .lógica de Hegel. 1993: 41-47.

. Tradução de Rodrigues Torres Filho. São Paulo.ciência de 1794 e outros escritos.

l980. Tradução: . F.Abril Cultural. HEGEL. Georg W. A fenomenologi a do espírito.

Abril Cultural. . São Paulo.Henrique de Lima Vaz. Os Pensadores. l974.

Os .__________ Introdução à história da filosofia. Tradução: Antonio Pinto de Carvalho.

HAGUETTE. Dialética. São Paulo. l974. Tereza Maria Frota.Pensadores. . Abril Cultural.

In: Dialética hoje.dualismo epistemológic o e pesquisa empírica. Tereza Maria Frota . Org.

Haguette. Crítica da razão pura. Emamnuel. Petrópolis. Vozes. KANT. . 1990.

. Abril Cultural.Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger. l980. São Paulo.

Prolegómenos a toda a metafísica futura .que queira apresentar-se como .__________.

Lisboa. Ideologia do desenvolvimen . Miriam. LIMOEIRO CARDOSO. Edições 70. l987.ciência.

Para uma leitura do método em .Brasil: JK .JQ.to . Paz e Terra. __________. ed. 1978. 2a.

Cadernos do ICHF Instituto de .Karl Marx. Anotações sobre a “Introdução” de 1857.

no. .30.Ciências Humanas e Filosofia. Universidade Federal Fluminense. set/1990.

LLANOS. Alfredo. Editora Civilização Brasileira. Introdução à dialética. Rio de .

1988. Paz e Terra.Janeiro. Rio de . Gyorgy. Teoria do conhecimento no jovem Marx. MARKUS.

30 MARITAIN.Janeiro. Jacques. exame histórico e crítica dos . A filosofia moral. l974.

Manuscritos econômicos e . MARX. l964. Agir. Karl. Rio de Janeiro.grandes sistemas.

Trad.filosóficos. José Carlos Bruni. Abril Cultural. Para a crítica da economia . __________. l978.

Trad.política. Abril Cultural. Edgard Malagodi. __________. 1978. O capital. vol I - . Livro I.

Civilização Brasileira.O processo de produção do capital. 1980. . Rio de Janeiro.

Manuscritos econômicos e filosóficos.1989. Edições 70. Lisboa. .__________.

José Francisco de. Editora .MELO NETO. Heráclito .um diálogo com o movimento.

Diálogos. PLATÃO.Universitária. 1996. João Pessoa. UFPB. O banquete Fédon Sofista - .

Político. traduções e . Seleção de Textos de José Américo Motta Peçanha.

São Paulo. Jorge Paleikat e João Cruz Costa. 2a ed. .notas de José Cavalcante de Souza.

___________. Tradução de .Abril Cultural. Mênon Banquete Fedro. 1979. Diálogos.

s/d. PRADO JUNIOR. Caio. Ediouro.Jorge Paleikat. Rio de Janeiro. Dialética do .

6a. . REALE. 1980. Giovanni e Antiseri.conhecimento. ed. São Paulo: Editora Brasiliense.

.Dario. Paulus. Vol 2. História da filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo. 1990.

Seleção e tradução: Rubens Rodrigues . Obras escolhidas.SCHELLING.

Abril Cultural. Dialéctica.Torres Filho. SICHIROLL0 . Lívio. l984. São Paulo. Editorial .

HEGEL: liberdade. l980. estado e história.Presença. Lisboa. Thadeu. . WEBER.

Marx e a divisão social do .Vozes. 1993. Petrópolis.

trabalho. uma resposta atual Daniel Rodrigues Introdução .

Este trabalho é parte de uma análise crítica no que tange à formação da força de trabalho. na .

atualidade. Trata-se do que denominamo s do „fetiche das competência s‟. Para .

como Smith.fundamentar tal tese. Durkheim e Marx. buscamos em alguns clássicos. .

entender qual a contribuição que os mesmos apontam para a compreensã .

a divisão .o da presente realidade em um dos pilares da formação.

social do trabalho. Pelo limite do espaço apresentare mos somente alguns .

Na construção teórica desse modelo .elementos a partir de Karl Marx.

hegemônico para formação da força de trabalho. um dos pressuposto s chave é a .

diminuição da importância do entendiment o de uma sociedade dividida em .

classes. Os autores da ordem apontam a existência de um processo de diminuição .

o .da divisão social do trabalho fruto de dois grandes fatos motivadores: primeiro.

segundo. o mesmo foi substituído .trabalho não é mais central na organização societária.

pela compreensã o de uma nova centralidade. a da sociedade do .

o que se deve .conheciment o ou da própria tecnologia que o encarna. Portanto.

não mais o .construir enquanto categoria explicativa da realidade são os serviços.

e sim essa nova unidade existente na realidade.trabalho e sua divisão. .

o modelo de . Conseqüent emente.que expressa o modelo das competência s.

. apresentase como substituidor da divisão do trabalho (ZARIFIAN.formação por competência s.

2001). não mais . por desenvolver integralment e o sujeito o associado ou colaborador.

dito como trabalhador que presta algum serviço que se incluiu harmonicam ente no .

sistema de produção. um novo perfil da força de . ou proposto. Assim é posto.

trabalho que reconstrói uma „nova unidade‟ no processo produtivo: “a exigência de novas .

característic as das pessoas não como funcionários. mas como parceiros da empresa .

(CHIAVENA TO.” Diante dessa nova compreensã o sobre o processo do . 2002.34). p.

bem como das relações contraditória s entre as .desaparecim ento da divisão do trabalho.

fomos resgatar em Marx os fundamentos .classes fundamentai s do capitalismo.

dessa categoria em desprestígio e recolocá-la diante dessas novas teorias .

pósmoderna s. além de retomar a questão da . o presente trabalho. No caso.

atualmente. rechaça a idéia de que essa divisão .importância da divisão social do trabalho.

está colocada somente no entendiment o do campo do desenvolvim ento das .

Defendemos que. a partir de Marx.forças produtivas. enquanto um problema técnico. o .

entendiment o da divisão do trabalho está inserida na própria contradição do desenvolvim .

.ento das forças produtivas e das relações sociais de produção dominantes.

Marx e a amplitude da divisão social do trabalho Mesmo partindo de Adam Smith .

e de outros economistas burgueses. Marx realiza uma crítica à limitação histórica e conseqüente .

mente teórica desses estudiosos. Marx vai contrapor-se apontando .

às relações contraditória s existentes entre as classes. Ele ressalta que esse „não .

embate‟ é colocado pela própria apreensão da realidade da época. de uma luta de classes .

.incipiente e do próprio „locus‟ burguês em que se encontravam esses teóricos.

Marx não só se localiza no século XIX. com a grande indústria. com um capitalismo a .

todo vapor. demonstrado pela . mas numa época de revoluções. Seu vigor teórico.

mantém-se firme em defesa da transformaçã o .atualidade de sua análise.

revolucionári a da sociedade burguesa. . opondo-se à ideologia dominante.

Defende a ciência sob a lógica materialista dialética. em que a história é movida pelos .

pela luta entre as classes.homens. e que não basta entendê-la: é necessário .

agir para sua transformaçã o e abolição da dominação classista 1 IV Conferencia .

É dentro dessa .Internacional "La obra de Carlos Marx y los desafíos del siglo XXI" existente.

lógica que Marx supera Smith e os outros teóricos burgueses. O Dicionário do .

traz uma leitura sobre a divisão social do .Pensamento Marxista de Bottomore.

trabalho nos textos de Marx. colocada da seguinte maneira: Primeiro. há a divisão .

entendida como o sistema complexo de todas as .social do trabalho.

formas úteis diferentes de trabalho que são levadas a cabo independent emente uma das .

uma divisão . no caso do capitalismo.outras por produtores privados. ou seja.

do trabalho que se dá na troca entre capitalistas individuais e independent es que .

existe a divisão do trabalho entre os . Em segundo lugar.competem uns com os outros.

cada um dos quais executa uma operação parcial de um conjunto .trabalhadore s.

executadas simultaneam ente e cujo resultado é o . todas.de operações que são.

Esta é uma divisão do trabalho que se dá .produto social do trabalhador coletivo.

entre o capital e o trabalho em seu confronto .na produção.

dentro do processo de produção. Embora esta divisão do trabalho na produção e a divisão de .

trabalho na troca estejam mutuamente relacionadas . suas origens e seu .

112 grifo nosso). 1988. . p.desenvolvim ento são de todo diferentes (MOHUN.

o autor analisa o enfoque da ênfase de Marx sobre a divisão .Como vemos.

social do trabalho em dois aspectos: um que está ligado diretamente ao processo .

de trabalho em si e suas decorrências e. outro. mais próximo do funcionamen to das .

Refere-se à localização .relações de produção. mas dentro do campo da circulação intercapitalist a.

do problema como uma diferença intercapitalist a dos diferentes ramos. abordando .

muito sutilmente a contradição existente entre as classes antagônicas. .

Apresenta como locais que expressam a divisão do trabalho. a saber: a produção e o .

Na .local de troca. numa mútua implicação. mas com desenvolvim entos distintos.

anota o que Marx chamou a atenção fortemente: as exigências .verdade.

do processo produtivo em si. o que. . O termo citado é conceituado sobre o local da troca.

.na verdade. é a relação própria produtiva realizada no processo de troca.

é bom esclarecer as duas formas pelas .Para aprofundar esta questão.

mais explícita e relevante.quais Marx apresenta a divisão do trabalho. A primeira. .

como uma divisão „especifica‟. na ação do trabalho . dentro de uma totalidade.

motivada por alguma necessidade sentida pelos . como uma ação dividida.concreto. ou seja.

sujeitos. ou. para uma melhor realização do trabalho. uma divisão do .

fruto do desenvolvim .trabalho entre as distintas atividades laborais específicas.

ainda. visão . de uma divisão natural do trabalho.ento das forças produtivas ou.

desenvolvida pelos teóricos burgueses da época da qual Marx se apropria e a desenvolve- .

é a divisão . Uma segunda face. contida e bem menos desenvolvida em Marx.a.

social do trabalho como expressão histórica da divisão existente .

entre as classes sociais no processo produtivo e. na . conseqüente mente.

a especificidad e da divisão do trabalho – que alguns autores .luta entre elas. Para Marx.

chama a atenção ao trabalho concreto e .chamaram de divisão técnica do trabalho -.

sua ação produtora de valor-de-uso. o que representa só um lado da lógica .

marxista sobre o tema. como veremos: “No conjunto formado pelos valores-de- .

manifesta-se .uso diferentes ou pelas mercadorias materialment e distintas.

um conjunto corresponde nte dos trabalhos úteis diversos. classificáveis por ordem .

gênero.. espécie subespécie e variedade.a divisão social do trabalho .

1989. p.(MARX.49)”. Marx tem como referência Smith e outros economistas .

como Storch e Starbek. . no olhar da divisão social do trabalho.da época.

observando. basicamente por dentro do processo de trabalho. . então.

podemos chamar a separação da produção .“Consideran do apenas o trabalho.

social em seus grandes ramos. agricultura.. de divisão do . indústria etc.

a diferenciaçã o desses grandes ramos em espécies e .trabalho em geral.

divisão do trabalho em particular. e a divisão do trabalho numa .variedades.

oficina. singularizada . de divisão do trabalho individualiza da.

2 IV Conferencia Internacional "La obra de Carlos Marx .402)”. p. 1989.(MARX.

Marx também vai .y los desafíos del siglo XXI" Nesse processo de mediação.

partindo de uma divisão do trabalho na sociedade e outra da fábrica com .apontar.

No âmbito da economia e em outros aspectos da vida social.uma interferência mútua. .

apresenta. no que . mesmo que sutilmente. a expressão da relação classista.

da propriedade dos meios .tange a compra e venda das mercadorias.

“A divisão do trabalho na sociedade se processa através da .de produção e da força de trabalho.

a conexão dentro da .compra e venda dos produtos dos diferentes ramos de trabalho.

dos trabalhos parciais se realiza através da venda de diferentes .manufatura.

forças de trabalho ao mesmo capitalista que as emprega como força de trabalho .

A divisão manufaturei ra do trabalho pressupõe concentraçã o dos meios .coletiva.

a divisão social do .de produção nas mãos de um capitalista.

dispersão dos meios de produção entre produtores de .trabalho.

p.mercadoria s.407 - . 1989. independen tes entre si (MARX.

” O processo de divisão vai sofrendo modificações .Grifo nosso). São processos .

de especializaç ões na produção. crescentes com a grande indústria20. .

de inúmeros processos produtivos desenvolvido s pela .fruto dos processos reais.

. subdividindo o trabalho.necessidade de aumentar a produção em seu alcance no mercado.

como já apontava Smith. “Em .determinand o-o e tornando-o exclusivo.

cada operação foi sendo cada vez mais subdividida e .virtude de experiências.

cada nova subdivisão isolada e transformada em função exclusiva de um trabalhador .

determinado (MARX.388). é uma divisão concreta que irá servir de . 1989.” Para Marx. p.

além das diferenças . que envolve.ponte para chegarmos às relações sociais produtivas.

Estas se . outro tipo de mediação: as próprias relações sociais.técnicas do trabalho.

realizam através da apropriação do trabalho alheio. da propriedade privada .

dos meios de produção. relações que expressam a exploração dos trabalhadore s pelos .

capitalistas. A divisão do trabalho também apresenta as relações sociais entre .

realizar o .os próprios capitalistas que dominam e necessitam trocar suas mercadorias.

movimento de comprar e vender. mas aponta a mútua interferência . Marx não aprofunda.

. Assim.das divisões sociais na produção e a influência da produção na formação societária.

podemos entender melhor porque Marx não se limita ao entendiment o de Adam .

Smith. como se fora . em que a divisão do trabalho é a explicitação da produção moderna.

para SMITH (1985. .41). p. A divisão do trabalho.somente um quesito técnico.

é explicitada apenas enquanto „forças produtivas‟ no processo produtivo: “O maior .

e a maior parte da habilidade. .aprimoramen to das forças produtivas do trabalho.

destreza e bom senso com os quais o trabalho é em toda parte dirigido ou executado. .

em contradição .” As classes sociais.parecem ter sido resultados da divisão do trabalho.

com o desenvolvim ento das forças produtivas. vão fundamentar a .

compreensã o da divisão social do trabalho. a sua explicitação e inclusive a sua não .

o que é velado através do conceito de divisão social do .explicitação. Afinal.

trabalho? A apropriação privada dos meios de produção e o necessário assalariame nto do .

Esse lado. o das relações .trabalho no processo de reprodução da sociedade capitalista.

é menos desenvolvido teoricamente .produtivas da sociedade. pois se encontram .

„esquecidas‟ ou impossibilita das diante do compromiss o com a .

por parte dos economistas burgueses. De outro.sociedade burguesa. por parte dos .

críticos. estão limitados à separação mecânica entre „forças produtivas‟ e „relações .

primeiro.sociais de produção‟. O problema ocorre quando. não são diferenciada .

quando a divisão é . segundo.s as distintas implicações da divisão social do trabalho.

não .vista somente como um problema técnico da produção. No caso.

expressa a contradição entre o desenvolvim ento das forças produtivas e .

Marx aponta a superação dessa visão quando apresenta .as relações sociais de produção.

subordinand o-as às .concretamen te o processo da divisão social do trabalho.

relações classistas existentes. Como conseqüênci a do não enfrentament o às .

o entendiment o da divisão do trabalho passa a ser .diferenças apontadas acima.

tecnocrático ou idealista. A divisão é simplesment e uma questão de bom funcionamen .

to da máquina social produtiva. É . como Adam Smith apontava.

nesta direção que queremos ponderar: a ampliação do entendiment o dominante .

como um dos 3 IV Conferencia Internacional "La obra de .da divisão do trabalho.

Carlos Marx y los desafíos del siglo XXI" pontos de partida na discussão da formação da .

força de trabalho. Em relação ao modelo . inserida nas relações produtivas históricas.

queremos reforçar a existência da divisão e sua expressão não só como .de competência s.

de uma inserção nos . e sim.um problema de habilidade a ser enfrentado.

Quando Marx aborda a divisão social na .ditames das relações sociais dominantes.

na .manufatura é descrita a historicidade dessa divisão também no terreno técnico.

é . nas atividades. Como já dissemos.divisão de ofícios. no processo de divisão do trabalho.

e. portanto. separar os .importante entender essas especificidad es.

bem . sem ossificálas.entendiment os que expressam a divisão do trabalho.

.como entender os elementos que permanecem vivos no fazer humano.

Seguimos para uma outra referência dessa dinâmica de modificação e .

Em diversos momentos. Marx escreve sobre a .permanência do fazer social.

Num .divisão natural do trabalho e mostra o exemplo da divisão de trabalho por sexo.

patamar superior. aborda as divisões construídas historicamen te. .

que respondem às exigências dos diversos modos de produção desenvolvido .

s na história da humanidade. existentes na . As diferenciaçõ es necessárias.

. consistem numa totalidade em movimento. Por exemplo.divisão do trabalho.

a divisão sexual. apontada por Marx como uma divisão natural. é profundamen te .

o próprio desenvolvim ento das forças .modificada no capitalismo. Hoje.

produtivas vem apontando para modificações substantivas dessas diferenças. .

Considerada . natural. a divisão entre homens e . antes. como uma questão técnica.

mulheres passa a ser vista como diferenças construídas em um dado momento histórico. .

pela própria dinâmica das relações sociais com o desenvolvim ento das forças .

produtivas. A própria possibilidade das mulheres substituírem homens .

no processo produtivo exemplifica. uma mudança da categorizaçã . enquanto resultante.

De categoria natural. . anteriorment e.o da divisão do trabalho na história.

transformase numa categoria histórica. Essa dupla constituição da divisão do .

por causas naturais.trabalho. ser criança . como uma divisão natural.

está também relacionada à divisão histórica de trabalho.ou ser adulto. Neste .

sentido. as relações produtivas sociais recriam essa divisão. As divisões naturais .

também estão relacionadas à possibilidade do desenvolvim .

como é o caso das mulheres. O desenvolvim .ento histórico das forças produtivas.

especificame .ento tecnológico possibilitou a participação delas no processo exploratório.

nte no capitalismo. redefinido a questão da mulher como uma questão histórica e não mais .

O .como uma questão natural atrelada à divisão natural sexual do trabalho.

conforme explicitado .que era considerado natural transformouse em histórico.

no volume II dos Grundisse: “Pero que sólo son leyes naturales del .

hombre en determinado desarrollo histórico. con un determinado desarrollo de las fuerzas .

condicionado por su propio proceso histórico (MARX. .productivas.

1989. Como fruto do entendiment o da divisão do trabalho. naquilo que .113)”. p.

ela propicia no processo produtivo e organizativo da sociedade. deve-se atentar para .

.a necessidade da troca na base do processo da divisão do trabalho.

Cuando .“Cambio y división del trabajo se condicionan recíprocam ente.

cada [[individuo]] trabaja para sí y su producto no representa nada para sus propios .

no sólo para participar en lo patrimonio .fines. deber naturalmente realizar intercambios .

productivo general. sino también para transformar el propio producto en un medio de vida para sí .

Se limitarmos o entendiment o da divisão . p. 1989a.85 grifo nosso)”.mismo (Marx.

desvinculado da necessidade do capital em produzir e .do trabalho em si.

.realizar o valor. não conseguirem os entender a amplitude da divisão do trabalho.

Além do mais. a obscuridade em não separar as duas expressões da divisão do .

trabalho atrapalha a compreensã o do sentido fundamental da produção de valor e. conseqüente .

da formação da força de trabalho. Por outro lado. não poderemos entender a .mente.

divisão do trabalho e suas conseqüênci as suprimindo a produção de valor-de-uso. .

É impossível a existência da força de trabalho sem a efetivação de algum valor de uso .

. tanto nos produtos dos seres humanos.naquilo que é produzido enquanto mercadoria.

Desse modo. o processo produtivo vai beber .quanto na própria força de trabalho.

4 IV Conferencia Internacional "La obra de Carlos Marx y los desafíos del siglo XXI" .

dos mecanismos de produção de valores de troca. passando objetivament .

tendo. um valor-de-uso. portanto. A produção de valor é .e pela resposta às necessidade s.

algo inseparável da sua possibilidade de ser útil e de ser trocada e no capitalismo .

atinge o máximo da polarização da produção. se nos primeiros processos . No caso.

da humanidade o centro da produção era sua utilidade e a troca era incipiente. no .

seu desenvolvim ento. a troca éo mecanismo para se atingir o .

no capitalismo. A troca tem a . especialment e.sentido último dos produtos.

que muitos .centralidade para realização da mais-valia produzida. Tal é sua força.

como o centro produtor do .economistas chegam a colocá-la. equivocada mente.

novo valor. no processo de troca é impossível prescindir da sua . Como sempre.

mesmo que seja uma “utilidade supérflua”.a qual.utilidade. seria .. em primeira vista.

o sentido de útil não exprime necessariam ente um . Entretanto.um contrasenso.

sim. Portanto. todas as mercadorias . da relação de interesses respondidos.padrão moral e.

apresentam essa dupla face. Retomando a idéia da divisão do trabalho. quando a .

entendemos somente como um elemento técnico da produção. tenderemos a pensá-la .

desligada de seu outro lado. básico para .somente como uma força produtiva.

a realização da troca. . Portanto. colocada nas relações sociais de produção.

quando apanhamos os lados que expressam a divisão do trabalho. necessitamo .

O limite é reduzirmos a .s perceber esses lados produzidos e produtores destes valores.

como conseqüênci a. na composição da força de .composição da divisão do trabalho e.

trabalho e na forma de apresentar o trabalho. somente como a capacidade .

Entenda-se o concreto como algo específico de .técnica de produzir algo concreto.

deixando assim impossibilita da a apreensão .uma atividade determinada.

do trabalho abstrato que compõe a totalidade do trabalho para produção de mercadorias. .

da .que é justamente a possibilidade de mensuração e. conseqüente mente.

É uma ação indeterminad a.realização das trocas. medida pelo tempo gasto .

que constitui o trabalho abstrato. .socialmente necessário na produção de uma mercadoria.

O debate das competência s deve ser enriquecido pela recuperação .

No caso. quando lermos a formação da força de .da categoria da divisão do trabalho.

trabalho por competência s. devemos sempre entendê-la dentro da lógica da divisão do .

trabalho e de sua característic a em sua totalidade. Impossível tratá-la fora desse .

entender esse parâmetro não é analisar as . Além disso.fundamento básico.

competência s fora do conteúdo das relações sociais existentes. a necessidade de elas .

mas também de serem valoradas .expressarem um valor concreto. de uso.

no mercado.através da troca. Assim. poderemos ter elementos . ou seja.

para sair da armadilha fetichista da idéia e da prática de competência que se .

I.autodefine como superadora da divisão do trabalho. . Bibliografia CHIAVENAT O.

Carreira e Competênci a: Gerenciando o seu maior capital. São .

2002. K. . O Capital: Crítica da Economia Política. MARX.Paulo:Editor a Saraiva.

Livro 1. ______. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 13a edição. Elementos . 1989. Vol I.

Vol II. .Fundamental es para la Crítica de la Economia Política (Grundisse) 1857-1858.

S. 1989ª. Divisão do Trabalho In: .Mexico: Siglo Veintiuno Editores. MOHUN.

Rio de Janeiro: . Dicionário do Pensamento Marxista.BOTTOMOR E. T.

por uma nova lógica. 1988.Jorge Zahar. São Paulo: . ZARIFIAN P. Objetivo Competênci a.

5 IV Conferencia Internacional "La obra de Carlos Marx . 2001.Editora Atlas.

y los desafíos del siglo XXI" Karl Marx .

(Breve nota biográfica com exposição do marxismo) Prefácio O artigo sobre Marx. que ago .

mim escrito em 1913 (se bem lembro) para o dicionário Gran No final do art .aparece impre em separado.

inseria-se uma bibliografia ba pormenorizada acerca de Mar sobretudo de publicações estrangeiras. N .

supri final do artigo . por vez.incluída na pre edição. Além d a redação do dicionário. devido à censura.

Marx. é impossível reproduzir aqu final. pois o . onde se expunha a sua revolucionária Infelizmente.

rascunho ficou os meus papéi Cracóvia ou na Suíça. a passa . Lembro apenas que aí citava. entre o coisas.

da carta de Ma Engels. datada 16 de abril de em que Marx escrevia: ―Na Alemanha tudo dependerá da .

En coisa será ótim .possibilidade d apoiar a revolu proletária com espécie de seg edição da guer camponesa.

. os nosso mencheviques desceram agor a traição comp ao socialismo.isto que não compreendera 1905.

Karl Marx nasc dia 5 de maio 1818 em Trève .passagem par lado da burgue Moscou. 14 de de 1918.

um advogado israe se converteu e 1824 ao protestantismo família. c . rica.(Prússia renan seu pai.

depo para a de Berl .não era revolucionária terminado o lic Trèves. Marx e para a Univers de Bonn.

acab os seus estudo defendendo um tese de doutor .estudou Direit mas. sobretud História e Filos Em 1841.

Naque época as suas concepções faz dele um hegel idealista.sobre a filosof Epicuro. Em B fez parte do cí .

dos ―hegeliano esquerda‖ (qu compreendia e outros Bruno B que procurava extrair da filos de Hegel concl .

atéias e revolucionária Após ter saído Universidade. fixou-se em Bo onde esperava tornar-se profe .

Mas a política reacionária de governo que r a Ludwig Feue a regência de cadeira em 18 que lhe tinha d .

tinha impedido o jov professor Brun . e que. e 1841.novo recusado acesso à Universidade e 1836.

Bauer de fazer conferências e Bonn. N época. o . obrigou a renunciar a u carreira universitária.

desenvolvimen idéias do hegelianismo d esquerda prog na Alemanha rapidamente. Feuerbach com .

o conquista . a crit teologia e a se orientar para o materialismo q em 1841.sobretudo a pa de 1836.

1843 aparecem seus Princípios Filosofia do Fu ―É preciso ter- .inteiramente ( Essência do Cristianismo).

experimentado pessoalmente libertadora‖ de livros. escrevia tarde Engels a propósito dest obras de Feue .

―Nós (quer diz hegelianos de esquerda. o . inclu Marx) nos torn imediatamente feuerbachiano Nesta época.

burgueses rad da Renânia. fundaram em . qu tinham certos pontos de con com os hegelia de esquerda.

Colônia um jor oposição. Marx e Bauer empenh . Gaze Renana (que apareceu a pa dia 1º de jane 1842).

se nela como principais colaboradores outubro de 18 Marx tornou-s redator-chefe. trocou então B .

S direção de Mar tendência democrática revolucionária jornal afirmou cada vez mais .por Colônia.

depo ter submetido jornal a uma d tripla censura. decidiu em seg no dia 1º de ja de 1843.governo. susp .

lo completame Nesta altura. ma sua saída não o jornal. que f . M viu-se obrigad deixar o seu p de redator.

proibido em m de 1843. Dent artigos mais importantes qu Marx publicou Gazeta Renana Engels cita um .

A atividade de jornalista tinha mostrado a Ma .artigo sobre a situação dos vinhateiros do do Moselle.

que os seus conhecimentos economia polít eram insuficien por isso começ estudar com a esta disciplina .

Ma casou com Jen von Westphale uma amiga de infância. em Kreuznach. da qu estava noivo q .Em 1843.

O irm mais velho de . A s mulher era ori de uma família aristocrata reacionária da Prússia.estudante.

No outo 1843.von Westphale ministro do In da Prússia num épocas mais reacionárias: 1 1858. Marx foi .

hegelian esquerda pres 1825 a 1830. .Paris para edit estrangeiro um revista radical Arnold Ruge (1 1880.

intitulado Os A . bismarc depois de 186 1870).emigrado após 1848. Só apa o primeiro fasc desta revista.

Franco-Alemãe cuja publicaçã interrompida e conseqüência dificuldades de divulgação clandestina na .

Marx aparece-nos já um revolucion .Alemanha e de divergências c Ruge. Nos arti publicados nes revista.

em particula ―crítica das arm e apela para a massas e para .que proclama crítica implacá tudo quanto ex e.

proletariado. Friedrich Engels vai a Pa por alguns dia torna-se desde então o amigo . Em setembro d 1844.

íntimo de Marx Ambos tomara parte na vida intensa que na época tinham grupos revolucionário .

com quem Marx categoricamen .Paris (era particularment importante en doutrina de Proudhon.

ajustou contas Miséria da Filo editada em 18 combatendo asperamente a diversas doutr do socialismo .

pequeno-burg elaboraram a t e a tática do socialismo pro revolucionário comunismo (marxismo). V .

Mar expulso de Par como perigoso . 1 1848.as obras de Ma desta época. Em 184 pedido do gov prussiano.

revolucionário Instalou-se em Bruxelas. Na primavera de 1 Marx e Engels filiaram-se a u sociedade secr .

―Liga dos Comunistas‖ e tiveram um pa primeiro plano Congresso des Liga (Londres. novembro de 1 .

redigiram o cé Manifesto do P Comunista. publicado em fevereiro de 18 .A pedido do Congresso.

o materialismo conseqüente .Esta obra expõ uma clareza e notáveis a nov concepção do mundo.

a te luta e classes papel revolucio . a dialét ciência mais v mais profunda evolução.estendido à vid social.

atribuído pela história mundi proletariado. c de uma nova sociedade. . a sociedade comunista.

Regre novamente a P que deixou de .Quando eclodi revolução de fevereiro de 18 Marx foi expul Bélgica.

Fo que apareceu.da revolução d março para vo Alemanha e fix em Colônia. de junho de 18 até 19 de maio .

1849. a Nova Renana. A nova foi brilhanteme confirmada pe curso dos . de qu Marx foi o reda chefe.

acontecimento revolucionário 1848-1849 e. posteriorment todos os movimentos proletários e .

A cont revolução vito arrastou Marx tribunal (foi absolvido em 9 .democráticos e todos os paíse mundo.

de onde igualmente ex .fevereiro de 18 depois expulso da Alemanha ( de maio de 18 Voltou então p Paris.

e partiu depois para Lo onde viveu até dos seus dias. As condições d .após a manife de 13 de junho 1849.

como revela com particular viva a correspondê entre Marx e E .vida de emigra eram extrema penosas.

sem o financeiro cons e dedicado de .(editada em 1 Marx e a famíl viviam literalm esmagados pe miséria.

Engels. Além . Marx n não teria podid acabar O Capi como teria fatalmente sucumbido à miséria.

do socialismo não proletário em .as doutrinas e correntes predominantes socialismo peq burguês.

a defen mesmo dos at pessoais mais . p vezes. incessante e.obrigavam Ma sustentar uma implacável.

furiosos e mai absurdos (Her Vogt). Ma desenvolveu n . Conserv se à margem d círculos de emigrados.

ao estudo da econ política.série de trabal históricos a su teoria materia dedicando-se. sobretudo. .

Revolucionou e ciência (ver a o capítulo acer doutrina de Ma nas suas obras a Crítica da Economia Polít .

final dos anos . A época da reanimação do movimentos democráticos.(1859) e O Ca (t. 1867). l.

nos anos 60. l Marx a voltar a trabalho prátic em 1864 (em setembro) que fundou em Lon a célebre I .

Associação Internacional d Trabalhadores foi a sua alma sendo o autor primeiro ―Apel .Internacional.

declarações e manifestos. Un o movimento operário dos .de um grande número de resoluções.

diversos paíse procurando or numa via de atividade comu diferentes form socialismo não proletário. pré .

marxista (Maz Proudhon. oscilações dos lassallianos pa direita na Alem . Bak o trade-unioni liberal inglês.

combate as teorias de t estas seitas e escolas. Marx forjando uma única para a lu proletária da c .etc.).

operária nos diversos paíse Depois da que Comuna de Pa (1871) — a qu Marx analisou Guerra Civil na .

1871) uma maneira t penetrante. tã justa. tão brilh tão eficaz e revolucionária depois da cisã .França.

a Internacional n pôde continua subsistir na Eu Depois do Con de 1872 em H .provocada pelo bakuninistas.

A Internacional t cumprido a su .Marx consegui transferência d Conselho Gera Internacional p Nova Iorque.

missão históric dava lugar a u época de crescimento infinitamente m do movimento operário em to .

os países do m caracterizada seu desenvolv em extensão. formação de partidos social operários de m .

A sua atividad intensa na Internacional e seus trabalhos .no quadro dos diversos Estad nacionais.

teóricos. que exigiam esforç ainda maiores abalaram definitivament saúde de Marx Prosseguiu a s .

obra de transformação economia polít de acabament Capital. reunin uma massa de documentos n .

mas doença impedi terminar O Ca A 2 de dezemb 1881.estudando vár línguas (o russ exemplo). morre a .

mulher. p último sono. F enterrado junt . A 14 d março de 1883 Marx adormec pacificamente. sua poltrona.

sua mulher no cemitério de Highgate. em Londres. em Lo . Vário filhos de Marx morreram mui jovens.

quando a famí atravessava um grande miséria das suas filhas casaram com socialistas ingl franceses: Ele .

Laura Lafargue e Jen Longuet. um d filhos (Jean Lo desta última é membro do Pa Socialista Fran .Aveling.

A Doutrina Marx O marxismo é sistema das id da doutrina de Marx continuo desenvolveu p .1.

nos três p mais avançado humanidade: a filosofia clássic .genialmente a principais corr ideológicas do XIX.

alemã. a econ política clássic inglesa e o socialismo fran em ligação com doutrinas revolucionária .

francesas em g O caráter notavelmente coerente e inte das suas idéia reconhecido pe próprios adver .

no se conjunto.— e que. constituem o materialismo moderno e o socialismo cien moderno como .

teoria e progra do movimento operário de to países civilizad obriga-nos a fa preceder a exposição do .

conteúdo esse do marxismo. de um breve resumo concepção do mundo em ger . doutrina econô de Marx.

Marx fo materialista.O Materialismo Filosófico Desde 1844-1 época em que formaram as s idéias. f .

particular. a f de coerência e universalidade . par de L. para ele. Feuerbac cujo único lado foi. m mais tarde.

qu época‖.seu materialism Marx via a importância hi mundial de Feuerbach. precisamente .

já desde século XVIII e nomeadament .ruptura decisiv o idealismo de e na sua afirm do materialism que.

não fo apenas uma lu contra as instituições po existentes. ass como contra a religião e a teo .França.

existentes.. ma também. con toda a metafís (tomada no se de ―especulaçã ébria‖ por opo a uma ―filosofi ..

no Literarischer Nachlass].sóbria‖) [A Sa Família. ―o proce pensamento — . escrev Marx. ―Pa Hegel‖.

.ele mesmo transforma nu sujeito autôno sob o nome de — é o demiurg criador) do rea Para mim.

l.inversamente. posfácio da se . ideal não é sen material trans e traduzido na cabeça do hom [O Capital.

que M . F.edição]. Perfeitamente acordo com a filosofia mater de Marx. En expondo-a no Dühring.

..lera ainda em manuscrito. A unidad do mundo con . escrevia: ―A u do mundo não consiste no se ser.

.na sua materia e esta é demonstrada. um longo e lab desenvolvimen filosofia e da c da natureza. ...

.. Nu em parte algum houve nem po haver matéria movimento.movimento é o modo de exist da matéria. .

.Matéria sem movimento é t impensável co movimento se matéria.. o que sã . d disso. Mas perguntado.

e provêm. concl que são produ cérebro human que o próprio homem é um .pensar e a consciência.

daí s compreende p só que os prod do cérebro hum .produto da na que se desenv no seu ambien com ele.

em última instância. n estão em contradição. m sim em . são igualmente pro da natureza.que.

os pensamentos d . i para ele.correspondênc com a restante conexão da natureza‖. ―He era idealista.

cabeça não era reflexos (no or Abbilder. por v Engels fala de ―reprodução‖) ou menos abst das coisas e .

processos reai mas. inversam as coisas e o s desenvolvimen eram os reflex realizados da i que já existia .

liv onde expõe as idéias e as de sobre a filosof Feuerbach e q .do mundo. alg No seu Ludwig Feuerbach.

mandou imprim depois de ter l uma vez mais velho manuscr 1844-1845. sobre He . es em colaboraçã Marx.

Feuerbach e a Concepção Materialista da História. Engel escreve: ―A gr questão fundamental d .

especialmente moderna..a filosofia. é a relação entre o pensamento e do espírito com natureza.. Qu .

original: o esp ou a natureza? Conforme respondiam de maneira ou de a esta questão filósofos dividi .

. Aque que afirmavam originalidade d espírito face à natureza e que conseguinte.em dois grand campos.

em instância.admitiam. uma criação do mu qualquer espé formavam o ca do idealismo. que via . O outros.

natureza como elemento prim pertencem às diversas escola materialismo‖. Qualquer outro emprego dos .

conceitos de idealismo e de materialismo ( sentido filosófi não faz mais d criar a confusã Marx repudiou .

categoricamen apenas o ideal sempre ligado uma maneira o outra. à religiã mas também o ponto de vista .

o agnosticismo. de Hume Kant.particularment difundido nos dias. o positivismo so . criticismo.

considerando e gênero de filos como uma concessão ―reacionária‖ a .seus diferente aspectos.

n melhor dos ca ―uma maneira envergonhada aceitar o materialismo à escondidas.idealismo. e. .

é bom consultar. além já citadas obra Marx e Engels.renegando-o p o mundo‖. A e respeito. carta de Marx .

falando de um intervenção do célebre natura T. datada 12 de dezemb 1866.Engels. que . em que. Huxley.

mostrou ―mais materialista‖ d habitualmente reconheceu qu ―enquanto observamos e pensamos na b .

n podemos sair materialismo‖. o critica por te ―aberto uma p de saída‖ para agnosticismo e .da realidade.

a teoria de Hu importante. ret opinião de Mar sobre as relaçõ entre a liberda necessidade: ― . sobretudo.

(Engels. Anti- .necessidade só cega enquanto compreendida liberdade é a inteligência da necessidade‖.

Dühring.) É o reconheciment leis objetivas q regem a natur a transformaçã dialética da necessidade em .

ma cognoscível.liberdade (da mesma manei a transformaçã ―coisa em si‖. e ―coisa para nó . conhecida.

defeito essenc ―velho‖ materialismo.―essência das coisas‖ em ―fenômenos‖). incluindo o de .

mais forte razã do materialism ―vulgar‖ de Bü Vogt-Molescho era para Marx Engels: 1) que .Feuerbach (e.

materialismo e ―predominante mecanicista‖ e levava em con progressos ma recentes da qu e da biologia .

(atualmente co acrescentar ai teoria elétrica matéria). 2) q velho material não tinha um c histórico nem .

dialético (send pelo contrário. metafísico. no sentido de antidialético) e aplicava a con do desenvolvim .

de forma conseqüente e todos os seus aspectos. 3) q concebia a ―es humana‖ como abstração e nã .

não fazendo assim do que ―interp .como o ―conju das relações s (concretament determinadas história).

o mundo. em outras pala não compreen importância da . enqu aquilo de que tratava era de ―transformar‖.

―atividade revolucionária atividade práti A Dialética Marx e Engels na dialética de a doutrina do .

m rica de conteú mais profunda maior aquisiçã filosofia clássic alemã.desenvolvimen mais vasta. .

unila pobre.Consideravam qualquer outro enunciado do princípio do desenvolvimen evolução. que mu .

. vezes.e deturpava a marcha real do desenvolvimen (marcha que. se efetu através de salt catástrofes.

revoluções) na natureza e na sociedade. ―Ma eu fomos seguramente q os únicos que procuramos sa .

incl o hegelianismo dialética consc para integrá-la concepção materialista da .(do descalabro idealismo.

―A natureza é a comprovação d dialética. e tem dizer que a ciê moderna da natureza nos .natureza‖.

d transformação .forneceu mate extremamente numerosos‖ (e foi escrito ante descoberta do dos elétrons.

―cujo volume aumenta dia a provando assim em última inst na natureza as coisas se pass .elementos etc.

escreve Engels .dialeticamente não metafisicamen ―O grande pensamento fundamental‖.

―segundo o qu mundo não po considerado co um complexo coisas acabada mas como um complexo de .

aparentement estáveis. bem os seus reflexo mentais na no cabeça.processos em coisas. os .

conceitos.... est grande pensam fundamental . pas por uma ininte transformação surgir e de perecer.

nesta generalidade. tão profundament consciência co que. já não encontr .penetrou. desd Hegel.

s . em domínio subm investigação. e pormenor. M reconhecê-lo e palavras e apli na realidade.contradição.

duas coisas diferentes‖. ela m . ―P ela‖ (a filosofia dialética) ―nad de definitivo. de sagrado. d absoluto.

a caducidade d tudo. e em tud para ela nada existe senão o processo ininterrupto de surgir e de per .

de qu própria não é o mero reflexo cérebro pensa Portanto.da ascensão se do inferior par superior. para .

ta mundo exterio como do pensamento .a dialética é ―a ciência das leis gerais do movimento.

humano‖. Foi este aspec revolucionário filosofia de He que Marx adot desenvolveu. O materialismo .

dialético ―não precisa de nen filosofia coloca acima das outr ciências‖. A ún coisa que resta filosofia anteri .

n concepção de . a lóg formal e a dial E a dialética compreende.teoria do pensamento e suas leis.

como na de He que hoje se ch teoria do conhecimento. ci que deve cons o seu objeto . gnosiologia.

também historicamente estudando e generalizando origem e o desenvolvimen conhecimento. .

a do desenvolvim da evolução. penetrou quas .passagem do n conhecimento conhecimento. Atualmente.

tal como .completament consciência so mas por outra que não a da filosofia de He No entanto. es idéia.

é m mais vasta e r conteúdo do q idéia corrente evolução. apoian em Hegel.formularam M Engels. É um .

n base mais elev (―negação da .desenvolvimen que parece rep etapas já percorridas. m outra forma.

um desenvolvimen saltos. e não linha reta. por .negação‖). um desenvolvimen assim dizer em espiral.

―soluções de continuidade‖. po revoluções.catástrofes. imp . transformaçõe quantidade em qualidade.

internos do desenvolvimen provocados pe contradição. p choque de forç tendências dis agindo sobre .

interdependên .determinado c no quadro de u determinado fenômeno ou n de uma determ sociedade.

d todos os aspec cada fenômen a particularida que a história constantemen .ligação estreit indissolúvel.

tais s . liga que mostra um processo único universal do movimento. re por leis.aparecer novo aspectos).

dess doutrina do desenvolvimen mais rica de conteúdo do q doutrina usual .certos traços d dialética.

que absurdo confu .a carta de Mar Engels de 8 de janeiro de 186 onde ridiculari ―tricotomias rí de Stein.

com a dialética materialista.) A Concepção Materialista da História Dando-se cont caráter .

foi levado à convicção de q preciso ―pôr a .inconseqüente incompleto e unilateral do v materialismo.

ciência da soci de acordo com base materiali reconstruir est ciência a partir dessa base‖. S uma forma ge .

q .materialismo e a consciência p ser. e não o contrário. ele e quando aplicad vida social da humanidade.

di (O Capital. 1). ―revela o comportament .explique a consciência so pelo ser social tecnologia‖.

o pr imediato da produção da s vida e.ativo do home para com a natureza. d . por conseguinte.

Uma formulação co das teses .suas condições sociais de vida representaçõe espirituais que brotam‖.

fundamentais materialismo aplicado à soc humana e a su história é dada Marx no prefác sua obra Para .

nestes termos: ―Na produção da sua vida os homens entram determinadas .Crítica da Econ Política.

relações de produção que correspondem . necessárias. independentes sua vontade.relações.

uma determin etapa de desenvolvimen suas forças produtivas materiais. A totalidade des .

relações de produção form estrutura econ da sociedade. real sobre a qu ergue uma superestrutura .

jurídica e polít à qual corresp determinadas formas da consciência so modo de produ da vida materi .

política espiritual.que condiciona processo da vi social. Não consciência do homens que determina o se .

mas. inversam o seu ser socia determina a su consciência. N certa etapa do desenvolvimen forças produtiv .

o que é ap uma expressão .materiais da sociedade entr em contradiçã as relações de produção exist ou.

as relações de propriedade no das quais até e se tinham mov De formas de desenvolvimen .jurídica delas.

Ocor então.forças produtiv estas relações transformam-s grilhões das mesmas. uma ép revolução soci .

Com a transformação fundamento econômico alte mais devagar mais depressa a imensa .

superestrutura consideração d alterações tem distinguir sem entre a alteraç material – que podemos verif .

um modo cientificamente rigoroso como ciências natura condições econômicas da produção e as .

formas jurídica políticas. religi artísticas ou filosóficas. ideológi em que os hom ganham consc . em suma.

deste conflito resolvem. Do mesmo modo não se julga o um indivíduo é que ele imagin si próprio. tam .

isso si explicar esta consciência a p .se pode julgar tal época de alteração a pa sua consciênci se tem.

conflito existen entre forças produtivas e relações de produção socia .das contradiçõ vida material.

―Nas suas gran linhas. feudal modernament burguês. pode designados co . os mod produção asiát antigo.

épocas progre da formação econômica e s (Ver a fórmula sucinta que Ma na sua carta a Engels datada .

de julho de 18 nossa teoria d determinação organização do trabalho pelos de produção‖) A descoberta d .

a aplicação.concepção materialista da história ou. ma exatamente. a extensão conseqüente d .

materialismo a domínio dos fenômenos soc eliminou os do defeitos essen das teorias da história anterio .

estas consideravam.Marx. melhor dos ca motivações ideológicas da atividade histó . Em prim lugar.

s investigar a or dessas motiva sem apreende leis objetivas q presidem o desenvolvimen .dos homens.

sistema das re sociais e sem descobrir as ra dessas relaçõe grau de desenvolvimen produção mate .

enq o materialismo .em segundo lu as teorias ante não abarcavam precisamente das massas da população.

histórico perm pela primeira v estudar com a precisão das c naturais as condições soci vida das mass .

as modificaçõe dessas condiçõ ―sociologia‖ e historiografia anteriores a M no melhor dos casos. acumul .

e expuseram alg aspectos do processo histó marxismo abri .fatos em bruto fragmentariam recolhidos.

caminho ao es universal e com do processo do nascimento. desenvolvimen declínio das formações .

econômico-soc examinando o conjunto das tendências contraditórias. ligando-as às condições de .

exatamente determináveis diversas classe sociedade. afa o subjetivismo .existência e de produção.

arbítrio na sele das diversas id ―dominantes‖ sua interpreta revelando as r de todas as idé todas as difere .

Os homens são os artífices da sua . se exceção. no es das forças produtivas materiais.tendências.

ma precisamente. massas human .própria históri que causas determinam as motivações do homens e.

Qual é a causa conflitos de idé aspirações contraditórias? que representa conjunto deste conflitos na m .

das sociedade humanas? Qua as condições objetivas da produção da v material nas q se baseia toda .

atividade histó dos homens? Q a lei que presi desenvolvimen destas condiçõ Marx fez incidi sua atenção so .

todos estes problemas e tr o caminho par estudo científic história conceb como um proc único regido p .

apesar da sua prodigiosa var de aspectos e todas as suas contradições. A Luta de Clas Todo mundo s .

q . que a social está che contradições. as aspirações de contrariam as outros.que. em qualq sociedade.

história nos m a luta entre po sociedades. as como no seu p seio. além d uma sucessão . que ela n mostra.

de paz guerra.períodos de revolução e de reação. de estagnação e d progresso rápi de decadência .

perm descobrir a existência de l teoria da luta . neste aparente.marxismo deu condutor que. labirinto.

Só o e do conjunto da aspirações de os membros d sociedade ou d grupo de socie permite definir .classes.

Or aspirações contraditórias nascem da dife .uma precisão científica. o resultado dest aspirações.

de situação e d condições de v das classes em se divide qualq sociedade. ―A história de tod sociedade até .

escreve Marx n Manifesto do P Comunista (excetuando a história da comunidade primitiva. .

acrescentaria mais tarde). . ―é história da luta classes. Home livre e escravo patrício e pleb barão e servo.

opressores e oprimidos. est em constante antagonismo e .burguês da corporação e o em suma.

uma lu acabou sempr uma transform . aberta outras. travaram u luta ininterrup algumas vezes oculta.si.

.. saíd .revolucionária toda a socieda com o declínio comum das cla em luta. A moderna socie burguesa.

novas .declínio da sociedade feud não aboliu os antagonismos classe. Limitou colocar novas classes.

condições de opressão. nova formas da luta lugar das ante A nossa época época da burg distingue-se. .

por t simplificado os antagonismos classe. em dois . cada mais.contudo. Toda a sociedade está cindir-se.

em dua grandes classe confronto diret burguesia e o proletariado‖.grandes camp hostis. grande revoluç .

com particular evid o verdadeiro fu dos acontecim . revela.francesa. em muitos países. a his da Europa.

a luta de class na época da Restauração s aparecer na Fr um certo núm historiadores (Thierry. Guizo .

Thiers sintetizando os acontecimento puderam deixa reconhecer qu luta de classes chave para a .Mignet.

compreensão toda a história francesa. Ora. época contemporâne época da vitór completa da .

das instituições representativa sufrágio amplo (senão univers da imprensa d barata e que c .burguesia.

m .às massas etc época das associações operárias e patronais pode e cada vez ma vastas etc..

―constituciona a luta de class . sob um forma unilater ―pacífica‖.com mais evid ainda (embora vezes.

motor dos acontecimento seguinte passa do Manifesto d Partido Comun mostra-nos o q Marx exigia da .

ciência social p análise objetiv situação de ca classe no seio sociedade mod em ligação com análise das .

condições do desenvolvimen cada classe: ―D todas as classe que. hoje em d defrontam a burguesia. só .

proletariado é classe realmen revolucionária demais classes se arruinando soçobram com grande indústr .

o pequeno .proletariado é produto mais característico d As camadas m o pequeno industrial.

tod eles. o artesão. o camponês. comb a burguesia pa assegurar a su .comerciante. face ao declínio.

revolucionária conservadoras ainda. . pois. são reacionárias.existência com camadas médi Não são.

procuram faze andar para trá roda da históri são revolucion são-no apenas da sua iminen passagem par .

não defendem os s interesses presentes. e assim.proletariado. ma futuros. abandonando .

numerosas ob históricas Marx exemplos brilh e profundos de .posição própri se colocarem n proletariado‖.

historiografia materialista. dos div grupos ou cam . p vezes. d análise da situ de cada classe particular. e.

mostra até a evidência porque e como ―todas as lutas classes são lut políticas‖.no seio de um classe. A .

passagem que acabamos de c ilustra clarame como é comple rede das relaç sociais e dos g transitórios de .

que Ma analisa para determinar a resultante do desenvolvimen .classe para ou passado para o futuro.

mai completa e ma .histórico. A teoria de Ma encontra a sua confirmação e aplicação mais profunda.

2. diz Mar . A Doutrina Econômica de ―O fim último obra‖.pormenorizada sua doutrina econômica.

―é desvendar a le econômica do movimento da sociedade mod isto é. da socie .seu prefácio a Capital.

capitalista. da sociedade burg O estudo das relações de produção de u sociedade historicamente .

determinada e concreta no se nascimento. desenvolvimen declínio. tal é conteúdo da doutrina econô .

p isso. O qu domina na soc capitalista é a produção de mercadorias. a análise Marx começa p .de Marx.

O Valor A mercadoria é primeiro lugar coisa que satis uma necessida .análise da mercadoria.

A utilida uma coisa faz um valor de us .qualquer do ho em segundo lu uma coisa que pode trocar po outra.

valor de troca simplesmente valor) é. em primeiro lugar relação. a prop na troca de um número de val .

experiência co mostra-nos qu .de uso de uma espécie contra certo número valores de uso outra espécie.

através de mil de milhares de milhões de tro deste tipo se comparam incessantemen valores de uso .

diversos e mai díspares. que tornadas. constantemen . O qu em comum en estas coisas diferentes.

equivalentes n determinado s de relações so O que elas têm comum é sere produtos do trabalho. Troca .

os seus produt homens criam relações de equivalência e os mais difere gêneros de tra A produção da .

mercadorias é sistema de rel sociais no qua diversos produ criam produto variados (divis social do traba .

o comum a toda mercadorias n .em que todos produtos se equiparam uns outros na troc conseguinte.

um trabalho d gênero particu mas o trabalho .trabalho concr um ramo de produção determinado.

tod força de traba representada p soma dos valo . Numa d sociedade.humano abstra trabalho huma geral.

todas as mercadorias constitui uma mesma força d trabalho huma milhares de m de atos de troc .

demonstram. mercadoria considerada isoladamente n representa por senão uma cer parte do temp .

A grandeza do v determinada p quantidade de trabalho social necessário ou .trabalho social necessário.

tempo de trab socialmente necessário par produção de determinada mercadoria. de determinado v .

―Ao equiparar os s diversos produ troca como va os homens equiparam os diversos traba .de uso.

Não sabem. disse velho economi . mas fa no‖. O valor é relação entre d pessoas.como trabalho humano.

Só part do sistema de .mas deveria acrescentar: u relação entre pessoas escon sob a envoltur coisas.

relações sociai produção de u formação histó determinada. relações que s manifestam na troca. fenômen .

―Com valores. todas .generalizado q repete milhare milhões de vez que se pode compreender o é o valor.

mercadorias sã apenas quanti determinadas tempo de trab cristalizado‖. D de uma análise detalhada do d .

A pri tarefa que Mar .caráter do trab incorporado na mercadorias. M passa à anális forma do valor dinheiro.

atribui é inves origem da form dinheiro do va estudar o proc histórico do desenvolvimen troca. começa .

singu acidental do va uma quantidad determinada d .pelos atos de t particulares e fortuitos (―form simples.

mercadoria é trocada por um quantidade determinada d outra mercado para passar à geral do valor. .

quando várias mercadorias diferentes são trocadas por o mercadoria determinada e concreta. sem .

quando se torna esta mercadoria determinada. equivalente ge . e acab forma dinheiro valor.mesma.

Produto suprem desenvolvimen troca e da pro de mercadoria dinheiro encob dissimula o ca social dos trab .

a liga social entre os diversos produ unidos uns aos outros pelo mercado. Marx submete a um .parciais.

análise extremamente minuciosa as diversas funçõ dinheiro. e é especialmente importante no .

que também a (como nos prim capítulos de O Capital) a form abstrata de exposição que vezes. parece .

na realidade. uma documentação imensamente sobre a históri desenvolvimen .puramente ded reproduz.

A formas particu .troca e da pro de mercadoria dinheiro press um certo nível troca de mercadorias.

m equivalente de mercadorias.do dinheiro. te e dinheiro univ . o meio de circula ou meio de pagamento.

indicam. confo diferente alcan preponderânci relativa de um dessas funçõe graus muito di do processo so .

I. Capital.) A Mais-Valia Num certo gra desenvolvimen produção de mercadorias.de produção‖. o .

dinheiro transf se em capital. fórmula da circulação de mercadorias e (mercadoria) — (dinheiro) — M .

venda de uma mercadoria pa compra de out Pelo contrário.(mercadoria). fórmula geral capital é: D — .

D. comp para a venda ( lucro). É a est acréscimo do v primitivo do di posto em circu que Marx cham . isto é.

Est ―acréscimo‖ do dinheiro na circulação cap é um fato conh de todos. É precisamente .mais-valia.

numa relação social produção historicamente .―acréscimo‖ qu transforma o dinheiro em ca ou seja.

n . mais-valia não provir da circu das mercadori porque esta só conhece a troc equivalentes.determinada.

tampouco. pod provir de um aumento dos p porque as perd os lucros recíp dos comprado dos vendedore .

equilibrar-se-ia trata-se de um fenômeno soci médio. genera e não de um fenômeno indi Para obter a m .

valia ―seria pre que o possuido dinheiro desco no mercado um mercadoria cu valor de uso fo dotado da .

uma mercadoria cu processo de consumo fosse mesmo tempo .propriedade si de ser fonte de valor‖.

E est mercadoria ex a força de trab humana. O seu é o trabalho.processo de cr de valor. e trabalho cria v .

O possuidor de dinheiro comp força de traba pelo seu valor como o de qua outra mercado determinado p .

pelo custo d manutenção d operário e da s .tempo de trab socialmente necessário par sua produção é.

Tendo comprado a fo trabalho. isto é. o possuidor do dinheiro fica co direito de cons la. de o .família).

la a trabalhar durante um di inteiro. suponh durante doze h Mas em seis h (tempo de trab ―necessário‖). .

e durante as out seis horas (tem trabalho .operário cria u produto que co as despesas da manutenção.

que constitui a ma valia.―suplementar‖ um produto ―suplementar‖ retribuído pelo capitalista. Por .

conseguinte. d ponto de vista processo de produção é necessário dis duas partes do capital: o capi .

c .).constante. inv nos meios de produção (máquinas. maté primas etc. instrumentos d trabalho.

valor passa se modificação (d só vez ou por partes) para o produto acaba o capital variá que é investid .

O va deste capital n conserva invar antes aumenta processo do trabalho. crian .pagar a força d trabalho.

As para exprimir de exploração força de traba pelo capital te de comparar a valia não com .mais-valia.

capital total, m unicamente co capital variáve taxa de mais-v nome dado po a essa relação seria, no nosso

exemplo, de 6 de 100%. A condição his para o apareci do capital resid primeiro lugar acumulação de

certa soma de dinheiro nas m de certas pess num estágio d desenvolvimen produção de mercadorias, e

geral, já relativamente elevado; em segundo lugar existência de operários ―livr sob dois aspec

livres de quais entraves ou restrições para venderem a su força de traba livres por não terras nem me

produção em g —, de operário qualquer propriedade, d operários ―proletários‖ q não podem su

senão vendend sua força de trabalho. O aumento da valia é possíve graças a dois processos

fundamentais: prolongamento jornada de tra (―mais-valia absoluta‖) e a redução do tem de trabalho

necessário (―m valia relativa‖) Marx, analisan primeiro proce traça um quad grandioso da l classe operária

redução da jor de trabalho e d intervenção do poder de Estad primeiro para prolongá-la (sé XIV a XVII), o

diminuí-la (legislação fab século XIX). D da publicação Capital, a histó movimento op em todos os p

civilizados do mundo, fornec milhares e mil de novos fatos ilustram esse quadro. Na sua análise

produção da m valia relativa, estuda as três etapas históric fundamentais processo de intensificação

produtividade trabalho pelo capitalismo: 1 cooperação sim 2) a divisão do trabalho e a manufatura; 3

máquinas e a indústria. A profundidade c que a análise d Marx revela os traços fundam e típicos do

desenvolvimen capitalismo ap entre outras co no fato de o es da chamada indústria artes russa fornecer

materiais muit abundantes pa ilustrar as dua primeiras dess três etapas. Q à ação revolucionária

grande indústr mecanizada, d por Marx em 1 manifestou-se durante o mei século decorrid desde então, e

vários países ―novos‖ (Rússi Japão etc.). Continuemos. há de novo e extremamente importante em

é a análise da acumulação do capital, isto é, transformação uma parte da valia em capita seu emprego,

para satisfazer necessidades pessoais ou os caprichos do capitalista, ma voltar a produ Marx assinalou

erro de toda a economia polít clássica anteri (desde Adam Smith), segun qual toda a ma valia que se

convertia em c passava a faze parte do capita variável. Enqu na realidade, e decompõe em de produção e

capital variáve crescimento m rápido da part capital constan montante tota capital) em rel parte do capita

variável tem, n processo de desenvolvimen capitalismo e d transformação socialismo, um importância

primordial. Acelerando a substituição do operários pela máquinas e cr a riqueza num e a miséria no

a acumulação capital gera as chamado ―exé de reserva do trabalho‖, o ―excedente rel de operários o

―superpopulaç capitalista‖, qu reveste de form extremamente variadas e dá capital a possibilidade d

ampliar muito rapidamente a produção. Esta possibilidade, combinada com crédito e a acumulação de

capital em me produção, dá-n entre outras co a explicação d crises de superprodução aparecem

periodicament países capitalis princípio aproximadame de dez em dez depois com intervalos men

próximos e me fixos. Impõe-s distinção entre acumulação do capital na base capitalismo e a chamada

acumulação or quando se desapossa violentamente trabalhador do meios de prod se expulsa o

camponês das terras, se roub terras comuna imperam o sis colonial e o sis das dívidas pú as tarifas

alfandegárias protecionistas ―acumulação original‖ cria, pólo, o proletá ―livre‖, no outr detentor do

dinheiro, o capitalista. A ―tendência histórica da acumulação capitalista‖ é caracterizada

Marx nestes te célebres: ―A expropriação d produtores imediatos foi completada co vandalismo ma

implacável que estimula os m mais infames, paixões mais sórdidas e ma odiosas em su mesquinhez. A

propriedade pr adquirida pelo trabalho própr camponês e do artesão), ―por dizer, assentad fusão do indiví

trabalhador, is independente as condições exteriores de trabalho, foi suplantada pe propriedade pr

capitalista, que assenta na exploração de trabalho alheio formalmente li O que agora h expropriar já n

mais o trabalh trabalhando pa mas o capitalis que explora m trabalhadores. expropriação completa-se p

jogo das leis imanentes da própria produç capitalista, pel centralização d capitais. Um capitalista mat

sempre muitos braço dado co centralização o esta expropria muitos capitali por poucos, a cooperativa do

processo de tr desenvolve-se escala sempre crescente; [desenvolve-s aplicação técn consciente da

ciência, a expl planificada da a transformaçã meios de traba em meios de trabalho utilizá apenas

comunitariame economia de t os meios de produção atrav seu uso como de produção d trabalho comb

social, o entrelaçament todos os povos rede do merca mundial e, com o caráter internacional d

regime capital Com o número continuamente decrescente de magnatas do c que usurpam e monopolizam t

as vantagens d processo de transformação cresce a mass miséria, da opressão, da servidão, da

degeneração, exploração, m também a rev classe operária sempre a engr e instruída, un organizada pe

mecanismo do próprio proces produção capit O monopólio d capital torna-s entrave para o de produção q

com ele e sob floresceu. A centralização d meios de prod a socialização trabalho atinge ponto em que

tornam incompatíveis seu invólucro capitalista. Est rompido. Soa da propriedade privada capita

Os expropriado são expropriad (O Capital, l.) Outro ponto extraordinaria importante e n a análise feita

Marx no tomo O Capital da reprodução do capital social t no seu conjun Também aqui, considera não

fenômeno indi mas um fenôm geral, não uma fração da econ social, mas a economia na s totalidade.

Corrigindo o e atrás mencion dos economist clássicos, Marx divide toda a produção socia duas grandes

seções: (I) pro de meios de produção e (II produção de a de consumo; e examina em pormenor, com

apoio de dado numéricos, a circulação do c social no seu conjunto, tant reprodução sim como na

acumulação. N tomo III de O Capital resolve de acordo com do valor, o pro da formação d média de lucro

imenso progre alcançado na c econômica pel de a análise de partir de fenôm econômicos ge do conjunto da

economia soci não de casos isolados ou da manifestações superficiais da concorrência, quais se limita

geralmente a economia polít vulgar ou a mo ―teoria da utili marginal‖. Mar analisa primeir origem da mai

valia, e passa seguida à sua decomposição lucro, juro e re da terra. O luc relação entre a mais-valia e o

conjunto do ca investido num empresa. O ca de ―elevada composição orgânica‖ (isto que o capital

constante ultra o capital variá proporções superiores à m social) dá uma de lucro inferio média. O capit .

―baixa compos orgânica‖ dá u taxa de lucro superior à méd concorrência e os capitais. a s livre passagem .

em a os casos. a tax lucro à taxa m A soma dos va de todas as mercadorias n .um ramo para reduzem.

m em cada empr em cada ramo produção toma .dada sociedad coincide com a dos preços das mercadorias.

parte. mas preço de produ que é igual ao . sob influ da concorrênc mercadorias sã vendidas não p seu valor.

fatos incontestáveis . a difere entre o preço valor e a igual do lucro.capital investid mais o lucro m Assim.

conhecidos de são perfeitame explicados por com base na le valor. porque soma dos valo todas as .

M redução do va (social) aos pr (individuais) n dá de forma si .mercadorias co com a soma d seus preços.

e direta. segue via muito complicada. é absolutamente natural que. n sociedade de produtores de .

ape ligados uns ao outros pelo mercado. as le regem essa sociedade não .mercadorias dispersos.

gerais compensação recíproca dos desvios individ .possam exprim senão através resultados mé sociais.

O aumento da produtividade trabalho signif crescimento m rápido do capi .num ou noutro sentido.

constante em relação ao cap variável. a mais-valia fu apenas do cap variável. Ora. compreende-s .

e não apenas entre a mais-valia e a variável do cap .a taxa de lucro relação entre a mais-valia e to capital.

tenha tendênc para baixar. M analisa minuciosamen esta tendência assim como as diversas .

Se determos na exposição dos interessantíssi capítulos do to .circunstâncias ocultam ou a contrariam.

consagrados a capital usurári capital comerc ao capital-dinh abordaremos o essencial: a te da renda da te .

inteiramente ocupada por proprietários .Sendo a super do solo limitad estando. nos p capitalistas.

particulares. o de produção d produtos da te determinado p gastos de prod não nos terren qualidade méd .

e p condições de transporte (nã médias.mas nos da pio qualidade. mas p mais desfavorá dos produtos p .

A diferença entre preço e o preç produção num terreno de qua superior (ou e melhores cond .mercado.

constitui a ren diferencial. em que demonstra que provém da dife . Gr uma análise pormenorizada renda.

da fertilidade d terrenos e da diferença dos capitais invest na cultura. Ma em evidência ( igualmente as .

on crítica a Rodbe merece uma a particular) o e Ricardo ao pre que a renda .Teorias sobre Mais-Valia.

diferencial só s obtém pela conversão gra dos melhores terrenos em terrenos de qualidade infe .

Pelo contrário. transformaçõe inversas produ se igualmente terrenos de um categoria transformam-s .

famosa ―lei da .terrenos de ou categoria (em virtude do pro da técnica agr do crescimento cidades etc.).

fertilidade decrescente do é um profundo que atribui à natureza os de as limitações e contradições d .

em t os ramos da indústria e da economia naci em geral. A disso.capitalismo. supõ . a iguald do lucro.

liberdade de transferir o ca de um ramo p outro. Mas a .uma liberdade completa de concorrência.

propriedade pr da terra cria u monopólio que obstáculo a es livre transferê Devido a esse monopólio. os .

produtos de um agricultura que distingue por u baixa composi orgânica do ca que. d . por conseguinte.

não e no livre jogo d equivalência d de lucro: o proprietário ag .taxa de lucro individual mais elevada.

que detém o monopólio da pode manter o acima da méd este preço de monopólio dá origem à rend .

absoluta. por exem . ao contrá renda absoluta sê-lo. A ren diferencial não ser abolida em regime capital mas.

com a nacionalização terra quando e passa a ser propriedade do Estado. Esta passagem da t .

para o Estado significaria a supressão do monopólio dos proprietários agrícolas. uma liberdade de .

diz M os burgueses radicais. mais . É isso que.concorrência m conseqüente e completa na agricultura.

toda .que uma vez n história. formu esta reivindica burguesa progressiva da nacionalização terra que.

apavora a mai parte da burgu porque ―toca‖ demasiado per um outro mon que atualment muito mais .

na h . Imp igualmente assinalar.importante e ―sensível‖: o monopólio dos meios de prod em geral.

.da renda da te análise em que demonstra a transformação renda em trab (quando o camponês.

cria sobreproduto) renda em prod ou renda em e (quando o cam cria na sua pró .trabalhando na do senhor.

terra um sobreproduto q entrega ao proprietário em virtude de um ―coerção extra econômica‖). d .

em renda em dinheiro (que renda em espé transformada dinheiro — na antiga o obrok virtude do .

em renda capitalis quando o cam é substituído p .desenvolvimen produção de mercadorias) e finalmente.

empresário ag que cultiva a t com a ajuda d trabalho assala Relativamente esta análise da ―gênese da ren .

capitalista da t notemos uma de idéias profu de Marx (particularmen importantes pa países atrasad .

―A transformação renda em espé em renda em .tais como a Rú sobre a evoluç capitalismo na agricultura.

dinheiro é. mesmo antecip pela formação uma classe de jornaleiros não .. n necessariamen acompanhada..

possuidores qu alugam por din Durante o seu período de gên em que esta n classe ainda só aparece .

. necessariamen entre os camponeses abastados.esporadicamen desenvolveu-s portanto.

tal c no tempo feud .obrigados a re hábito de expl por conta próp operários assalariados agrícolas.

Desenvolveu-s assim entre el pouco a pouco .camponeses s com fartura tin eles próprios p vez servos.

En antigos possui .possibilidade d juntar uma ce fortuna e de se transformarem próprios em fu capitalistas.

cu desenvolvimen .da terra que a trabalham eles próprios. surge assim um vive rendeiros capitalistas.

p 332).condicionado p desenvolvimen produção capit fora dos camp Capital. 112. ―Os acontecimento .

e seus meios de subsistência e trabalho em elementos ma .transformam o cultivadores em assalariados.

778). A pauperização e ruína da popul camponesa inf . p. cria a este último o mercado‖ (O C 12.do capital.

Em tod países capitalis ―uma parte da . n formação do e de reserva do trabalho para capital.por sua vez.

população dos campos está constantemen transição para metamorfose e população urb manufatureira .

continuamente conseguinte. o . não-agrícola Esta fonte de sobrepopulaçã relativa corre.é. portanto.

.operário agríco está reduzido mínimo de salá tem sempre um no pântano do pauperismo‖ ( Capital. p. 12.

a .A propriedade privada do camponês da t que ele próprio cultiva constitu base da peque produção.

condição da su prosperidade e seu desenvolv a uma forma clássica. Mas e pequena produ só é compatíve .

um quadro est primitivo. No regime capital ―a sua explora [dos campone . da produção e da sociedade.

só na forma se distingue da exploração do proletariado industrial. O explorador é o mesmo: o cap .

at do imposto de .Através da hip e da usura os capitalistas individuais exp os camponese individuais.

―A parcela do camponês é ap .Estado a class capitalista exp classe campon (As Lutas de C na França).

e de ao próprio cam o cuidado de v . juros e r da terra.o pretexto que permite ao capitalista tira lucro.

(O 18 Brumário). camponês entr mesmo à socie . Normalmente.como consegu ganhar o seu salário‖.

capitalista. isto classe capitalis uma parte do salário e desce assim ―ao níve rendeiro irland tudo isto com .

nos de propriedade . Qu ―uma das caus para que.pretexto de se proprietário pr (As Lutas de C na França).

preço do trigo mais baixo que países de mod produção capitalista‖? (O .parcelar predominante.

1112.) É que o camponês entr gratuitamente sociedade (isto classe capitalis uma parte do .Capital. 340.

um resultado da p dos produtores .sobreproduto. mais baixo pre trigo e dos out produtos agríc é portanto.

(O Capital. a pequena . t.). No regi capitalista. 111 340.modo nenhum produtividade trabalho‖.

. ―P sua natureza. deg se.propriedade agrícola. forma normal da peq produção. é destruída desaparece.

as fo sociais do trab .propriedade pa é incompatível o desenvolvim das forças produtivas soc trabalho.

utilização progressiva da ciência.a concentração social dos capi criação de gad grande escala. A usur .

sistema de imp tendem a arru em toda a par desembolso do capital na com terra subtrai o capital à cultur .

. ( cooperativas.Dispersão infin dos meios de produção e disseminação próprios produtores‖.

as associações pequenos camponeses. q desempenham extraordinário progressivo bu só podem aten .

esta tendência entretanto. su la. é preciso n esquecer tamb que estas cooperativas d muito aos .

camponeses abastados. e que associações ac . ma muito pouco o quase nada à dos campones pobres.

por explorar e próprias o trab assalariado.) ― desperdício en de força huma deterioração progressiva da .

condições de produção e o encarecimento meios de prod [são] uma lei necessária da propriedade .

Na agricultura com indústria.parcelar‖. a transformação capitalista da produção prod ao preço do .

― disseminação operários agríc por grandes superfícies que sua força de .―martirológio d produtores‖.

enquanto a concentração aumenta a dos operários das cidades. Tal co indústria das .resistência.

a forç produtiva aumentada e a rápida mobiliza do trabalho na agricultura (capitalista) .cidades.

todo o progresso da . Além disso.moderna obtém pela destruição esgotamento d própria força d trabalho.

agricultura capitalista é nã um progresso arte de espolia operário. A produ .. mas na arte de esp solo..

capitalista desenvolve portanto. a téc a combinação processo socia produção na m em que. ao me .

° capítulo. I. fim 13.) 3. O Socialism . mina a manante de to riqueza: a terr operário‖. (O Capital.tempo.

que Marx conc pela transform inevitável da sociedade cap em sociedade socialista a pa .Pelo exposto.

única e exclusivament lei econômica movimento da sociedade mod A socialização trabalho — qu .

avança cada v mais rapidame sob múltiplas f e que. no meio século decorrid depois da mor Marx. se mani .

sobretudo. dos sindicatos e tr dos capitalista também pelo . pel extensão da g indústria. dos cartéis.

aumento imen proporções e d poderio do cap financeiro —. e principal base material para advento inelut .

educado pelo p .do socialismo. o agent físico desta transformação proletariado. motor intelectu moral.

torn . revestindo-se formas diversa conteúdo cada mais rico. A luta contra a burguesia.capitalismo.

inevitavelment luta política propensa à conquista pelo proletariado do poder político (―ditadura do .

proletariado‖). socialização da produção não conduzir senão transformação meios de prod em propriedad .

a red da jornada de . à ―expropriação expropriadores aumento enorm produtividade trabalho.social.

a substituição do vestígios.trabalho. da peq produção prim disseminada p trabalho coleti . das ruínas.

são as conseqüências diretas desta transformação capitalismo rom definitivament .aperfeiçoado.

mas prepara simultaneame pelo seu desenvolvimen .ligação da agricultura com indústria.

um nível super elementos nov desta ligação. união da indús com a agricult base de uma aplicação cons .

de coordenação d trabalho coleti uma nova distribuição da população (po fim tanto ao .da ciência.

ao seu estado de aba e atraso cultur como à aglom antinatural de enorme popula .isolamento do campo.

As fo superiores do capitalismo mo criam condiçõe para uma nova forma da famí .nas grandes cidades).

novas condiçõ para a mulher para a educaçã novas geraçõe trabalho das mulheres e da crianças. a .

to inevitavelment sociedade mod as formas mai horríveis.dissolução da patriarcal pelo capitalismo. mais .

Contudo. a jovens e às cri .miseráveis e repugnantes. pelo decisivo que c às mulheres. ―a gr indústria.

dos dois sexos processos de produção socialmente organizados e da esfera dom cria nova base .

naturalmente. É. absurdo consid .econômica par forma superior família e da re entre ambos o sexos.

d .como absoluta forma german cristã da famíl como as antig formas roman grega ou orien que formam.

resto. É igualmente ev que a composi pessoal operár combinado a p . uma só de desenvolvim histórico.

naturalmente .de indivíduos d ambos os sexo dos mais diver níveis etários — na sua forma capitalista.

cons .em que o oper existe para o processo de produção. e nã processo de produção para operário.

te se converter. inversamente.uma fonte envenenada d e de escravidã em condições adequadas. .

fonte de progr humano‖ (O C I. fim do 13. O sis fabril mostra-n germe da educ do futuro. que .° capítulo).

para todas as crianças acima certa idade. o trabalho produ ao ensino e à ginástica não s como método .

aumento da produção socia também como método para a produção de h plenamente desenvolvidos .

).(ibid. É sobre mesma base histórica que o socialismo de coloca os prob da nacionalida do Estado. não .

mas também para ousadamente futuro e condu uma ação aud para a sua .para explicar o passado.

A classe .realização. As nações são um produto e uma forma inevitáv época burgues desenvolvimen social.

operária não p fortalecer-se. sem s . f se. sem se ―constituir a si mesma como nação‖. amadurecer.

―nacional‖ (―se que de modo nenhum no se da burguesia‖) o desenvolvim do capitalismo destrói cada v .

aca com o isolame nacional. subs antagonismos nacionais por antagonismos .mais as fronte nacionais.

Por iss países capitalis desenvolvidos perfeitamente verdadeiro que operários não pátria‖ e que a .classe.

―unidade de aç dos operários‖ menos dos paí civilizados. ―é das primeiras condições para libertação‖ .

essa violência organ surgiu como a inevitável num determinada fa .(Manifesto do Partido Comun O Estado.

desenvolvimen sociedade. dividida classes irreconciliáveis teria podido su sem um ―pode . qua esta.

o Estad .aparentement colocado acim e diferenciado certo ponto de Nascido dos antagonismos classe.

a q por meio dele.torna-se ―o Es da classe mais poderosa. torna também . da c economicamen dominante.

classe politicam dominante e a assim novos m para a subjuga exploração da oprimida. Assi Estado antigo .

o Es feudal era o ór da nobreza pa . pa subjugação do escravos.acima de tudo Estado dos escravistas.

subjugação do camponeses s e dependentes moderno Estad representativo instrumento d exploração do .

A Orig da Família. o em que o auto . da Propriedade Pr e do Estado.trabalho assala pelo capital‖ (Engels.

expõe as suas e as de Marx). d . Mesmo a form livre e progres do Estado burg a república democrática.

corrupç direta e indiret .maneira algum elimina este fa ela modifica ap a sua forma (l do governo co Bolsa.

funcionários e imprensa etc.) socialismo. à . conduzindo à supressão das classes. condu isso mesmo.

abolição do Es ―O primeiro at escreve Engels seu Anti-Dühri ―em que o Est atua realment como represen .

de toda a socie .a expropriaçã meios de prod em nome da sociedade — é mesmo tempo seu último ato .

independente Estado. A intervenção de poder de Estad relações sociai tornar-se-á supérflua num .

domínio após o e extinguir-seentão por si m O governo das pessoas dá lug administração coisas e à dire .

processos de produção. que reorganizará a produção na b . ―A sociedade. O E não é ‗abolido‘ deperece‖.

enviará a máquina do para o lugar q então lhe pertencerá: o .uma associaçã de produtores iguais.

(F.de antigüidade lado da roca d e do machado bronze‖. En A Origem da F da Propriedade Privada e do .

que .Estado). relativamente posição do socialismo de quanto ao peq camponês. Finalmente.

subsistirá na é da expropriaçã expropriadores interessa citar passagem de E que exprime o pensamento d .

Marx: ―Quando estivermos na do poder de Es não poderemo pensar em expropriar pela violência os .

seremos obrig fazer com os grandes .pequenos camponeses (c ou sem indenização).

proprietários. nossa tarefa fa pequeno camp consistirá. ant mais nada. em encaminhar a empresa priva .

n pela força. oferecendo-lhe para este efeit . ma exemplo.sua posse priv para um regim cooperativo.

ajuda da socie Teremos então certamente m sobra para apresentar ao pequeno camp a perspectiva .

vantagens que hoje lhe têm d mostradas‖. p. (F Engels. ediç Alexéiev. 17 . Para a Questão Agrár Ocidente.

original [A Que Camponesa na França e na Alemanha] em Neue Zeit.tradução russa contém erros.) .

te revelado uma principais lacu . depois d 1844-1845.4. A Tática da de Classes do Proletariado Marx.

antigo materia que consistia e não compreen condições nem apreciar a importância da revolucionária .

uma atenção contín questões da tá . paralelam aos trabalhos teóricos.prática. dedico durante toda a vida.

da luta de clas proletariado. T as obras de Ma fornecem, a es respeito, uma documentação particularment

sua correspon com Engels, publicada em q volumes, em 1 Esta correspondênc está longe ain

estar toda reco classificada, estudada e analisada. Por teremos de no limitar forçosa aqui às observ

mais gerais e breves, acentu que, para Marx materialismo despojado des aspecto, era, e razão, um

materialismo incompleto, unilateral e se vida. Marx determinou a essencial da tá do proletariado

rigorosa conformidade todas as prem da sua concep materialista-di do mundo. Só conhecimento

objetivo do co de relações de as classes, sem exceção, de um dada sociedad por conseguint conhecimento

grau objetivo d desenvolvimen desta sociedad das relações e ela e as outras sociedades, po servir de base

tática justa da de vanguarda. disso, todas as classes e paíse considerados n seu aspecto es mas no dinâm

isto é, não no de imobilidade em movimento (movimento cu leis derivam d condições econômicas de

existência de c classe). O movimento é, sua vez, consi não só do pon vista do passa mas também d

ponto de vista futuro, e não segundo a concepção vul dos ―evolucion que só vêem l transformaçõe

de forma dialé ―Nos grandes processos hist vinte anos equivalem a u dia‖, escrevia Engels, ―ainda

em seguida, p apresentar-se que concentra si vinte anos.‖ (Correspondên III, p. 127.) Em cada grau do s

desenvolvimen em cada mom a tática do proletariado de em conta esta dialética objetivamente

inevitável da h da humanidad um lado, utiliz as épocas de estagnação po ou da chamad evolução ―pací

que caminha a passos de tart para desenvolv consciência, a e a capacidade luta da classe vanguarda; po

outro, orientan todo este trab de utilização p ―objetivo final‖ dessa classe, tornando-a cap resolver, de fo

prática, as gra tarefas ao che os grandes dia concentram em vinte anos‖. D considerações Marx interessa

particularment este respeito. na Miséria da Filosofia, refer luta econômica organizações econômicas do

proletariado; a outra, no Mani do Partido Comunista, é relativa às tare políticas do proletariado. A

primeira diz as ―A grande indú aglomera num local uma mul de pessoas desconhecidas das outras. A

concorrência a divide nos seu interesses. Ma manutenção d salário, este interesse comu que eles têm c

o patrão, reún num mesmo pensamento d resistência — coligação... As coligações, inicialmente

isoladas, constituem-se grupos, e, face capital sempre reunido, a manutenção d associação tor

para eles mais necessária que salário... Nesta — verdadeira civil — reúnem desenvolvemtodos os eleme

necessários pa uma batalha fu Uma vez cheg este ponto, a associação tom caráter político Temos aqui o

programa e a da luta econôm do movimento sindical para algumas dezen anos, para tod longo período

preparação da forças do proletariado pa batalha futura Deve-se comp isto com os numerosos

exemplos extr da correspond de Marx e Eng que estes colh do movimento operário inglês mostrando com

―prosperidade‖ industrial susc tentativas de ―comprar o proletariado‖ (Correspondên com Engels, t.

136), de desvi da luta; como prosperidade geralmente ―desmoraliza o operários‖ (II, como o proleta

inglês ―se aburguesa‖, co nação mais burguesa de to (a nação ingle ―parece querer finalmente pos

ao lado da burguesia, um aristocracia burguesa e um proletariado burguês‖ (II, 2 como ―a energ

como se preciso espera ou menos tem para ―que os operários ingle .revolucionária desaparece ne 124).

como ―o dos cartistas‖ falta ao movim operário inglês .libertem da su visível contam burguesa‖ (III 127).

30 como os leade operários ingle tornam um tip intermediário ― o burguês radi operário‖ (alus . III.(1866.

como. em virtu monopólio da Inglaterra e enquanto esse monopólio sub ―não haverá n .Holyoake. IV.

fazer com o op inglês‖ (IV. 43 tática da luta econômica em relação com a marcha geral ( o resultado) d .

movimento op é aí examinad uma maneira admiravelmen ampla. univers dialética e verdadeiramen .

revolucionária O Manifesto do Partido Comun estabelece o seguinte princ marxismo com postulado da t .

da luta política ―Lutam [os comunistas] p alcançar os fin interesses ime da classe oper mas no movim .

na .‖ P isso. Marx apo em 1848.presente representam simultaneame futuro do movimento.

Polônia. o part ―revolução agr ―aquele mesm partido que de origem à insur de Cracóvia de 1846‖. Em 184 .

sem nunca se retra do que então d .1849. Marx ap na Alemanha a democracia revolucionária extrema.

sobre tática. Considerava a burguesia alem como um elem ―inclinado desd princípio para traição contra .

povo‖ (só a ali com os campo teria permitido burguesia atin inteiramente o fins) ―e para o compromisso c .

representante coroado da ve sociedade‖. Eis análise final da por Marx da po de classe da burguesia alem .

aná que é um mod materialismo q encara a socie em movimento .época da revo democrática burguesa.

.. s em si própria. n considera unicamente o do movimento voltado para o passado: ―..certamente.

. resmungando os de cima. intimidada pel tempestade ..fé no povo. tremendo pera de baixo..

mundial.. plágio todas as direçõ sem iniciativa.. . um velho amaldiçoado q . en em nenhuma direção.

viu condenado dirigir e a desv seu próprio int senil os primei arroubos juven um povo robus (Nova Gazeta .

Literarischer Nachlass. nu carta a Engels 224).Renana. 1848. 151). Marx esc . Uns vint mais tarde. III.

que a razão do fracasso da revolução de 1 foi a burguesia preferido a paz escravidão à s perspectiva de .

M opôs-se aos qu obstinavam em . Qua acabou a époc revolucionária 1848-1849.combater pela liberdade.

continuar a br de revolução ( contra Shappe Willich). exigin que se soubes trabalhar na n época que .

preparava. sob ―paz‖ aparente novas revoluçõ seguinte aprec de Marx sobre situação na Alemanha nos .

ano de 1856.tempos da ma negra reação. m em que sentid pedia Marx qu trabalho fosse orientado: ―Na .

Alemanha tudo dependerá da possibilidade d apoiar a revolu proletária com espécie de seg edição da guer .

Enqu não acabou na Alemanha a revolução democrática . 108).‖ (Correspondên II.camponesa.

M votou toda a atenção. em m de tática do proletariado socialista.(burguesa). ao desenvolvimen .

energia democ dos campones Pensava que a atitude de Las era ―objetivam uma traição ao movimento op .

2 entre outras ra porque ele se mostrava dem complacente p com os latifun .todo em favor Prússia‖ (III.

e para com o nacionalismo prussiano. esc . ―Nu país predominantem agrário. é uma grosseria‖.

Engels em 186 decurso de um troca de opiniõ com Marx a propósito de u projetada decl comum para a .

unicamente a burguesia.imprensa. sem dedicar uma p . ‖ata em nome do proletariado industrial.

(III.à patriarcal "exploração à paulada" do proletariado ru pela grande no feudal‖. 2 No período de .

a é em que as clas . quand chegava ao fim época da revo democrática burguesa na Alemanha.a 1870.

exploradoras d Prússia e da Á disputavam ac dos meios par terminar esta revolução pelo Marx não se lim .

a condenar La pelos seus nam com Bismarck. qu tinha caído na ―austrofilia‖ e . corrigia també Liebknecht.

defendia o particularismo exigia uma tát revolucionária combatesse tã implacavelmen Bismarck como .

o prussiano.―austrófilos‖. ma recomeçasse imediatamente . u tática que não acomodasse a ―vencedor‖.

igualmente no terreno criado vitórias militar Prússia (Correspondên .luta revolucion contra ele.

210. 147 204. 215 437.com Engels. 136. II 134. 440-441) apelo célebre d Internacional d de setembro d .

apesa . Marx pu em guarda o proletariado fr contra uma insurreição prematura.1870. ma quando.

ela se pr (1871).tudo. saudo entusiasmo a iniciativa revolucionária massas que ―t o céu de assal .

(carta de Marx Kugelmann). do ponto de vi . A derrota da açã revolucionária situação como muitas outras.

materialismo dialético em q situava. um m menor na mar geral e no resu da luta proletá que teria sido .

uma capitulação ter desmoralizado .abandono das posições já conquistadas. capitulação se combate.

proletariado e minado a sua combatividade Apreciando em o seu justo va emprego dos m legais de luta .

período de estagnação po de domínio da legalidade bur Marx condenou vigorosamente 1877 e 1878. .

mas combateu com .da promulgaçã lei de exceção contra os socia a ―frase revolucionária um Most.

mesma energi não mais. tam oportunismo q então se tinha apoderado temporariame partido social- .

de tenacidade. de espírito revolucionário .democrata ofic que não tinha dar imediatas de firmeza.

422. ver . passa luta ilegal (Car Marx a Engels. 397. 424.prontidão. em resposta à lei exceção. 404. pp.

Lênin. I. 5ª . Obras Comple V.igualmente as de Marx a Sorg <cr>Escrito em Julho-Novemb 1914.

2 43-81. t.em russo. Ads by Iminent .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful