DIALÉTICA: UMA VISÃO MARXISTA José Francisco de Melo Neto 1 Apresentação

Este trabalho pretende apresentar o movimento teórico que tem girado em torno de

um tema tão antigo como atual – a dialética. É um „olhar‟ para o movimento que tem sido

o debate em torno da questão, envolvendo suas diferenciadas formulações. Daí o título:

Dialética várias possibilidades . A dialética tem sido compreendida como um

método de divisão, uma lógica do provável, uma lógica simplesmente ou, ainda, como uma

síntese dos opostos. Este texto pretende, de forma muito geral, mostrar essas diferenciadas

percepções, iniciando com o percurso desenvolvido dos gregos até Kant, em seguida,

apresentandose a visão invertida de mundo, mostrada em Hegel, e, finalmente, a formulação

presente em Hegel e Marx. Os autores buscaram tornar essa discussão algo mais

intelegível, sem cair no simplismo discursivo que, muitas vezes, esse tema tem

proporcionado . Assim, é que apresentam este tema importante e necessário, sobretudo para a teoria

do conhecimento ou, em particular, para as metodologias da produção do

conhecimento, tornando este texto de fácil acesso aos estudantes e interessados na compreensão

de um caminho do vir a ser. Este caminho conduz, previamente, a uma reflexão mais

pormenorizad a da perspectiva da dialética como um método, e mais, como um método

que se coloca ao debate, privilegiando a natureza (a realidade) mesma, dando-lhe

anterioridade em suas possibilidades de análise. Na parte final, procurando tornar-se aplicável,

mantém o debate teórico, porém em torno da questão: que dialética pode ser utilizada

como constituinte metodológicoanalítico de questões sociais? Os autores 2

Introdução1 Para a análise de uma realidade concreta, têmse muito presente, os desafios

contemporâne os do fazer ciência, como também, uma busca para novos caminhos e,

necessariamen te, novos encontros com outros tantos desafios. Ao se estudar uma realidade,

através de um „olhar‟ crítico, faz-se necessária uma maior exigência metodológica. Não

pode ser uma metodologia fixa, determinada e sem abertura para as tantas possibilidades

novas que surgem, a cada momento, na procura de se produzir conhecimento. Carvalho

(1995: 25), na busca de caminhos/desc aminhos para a razão, procura estar atento aos

caminhos que se descortinam quando perscruta as trilhas do “fragmento,

do particular e do sentido”. Em que bases fundamenta-se a análise de práticas educativas

que busquem as suas dimensões voltadas para processos de construção de hegemonia de

setores sociais não burgueses? Que elementos compartilhar, quanto à metodologia,

na busca de constituintes que possam contribuir para a superação de concepções que não

atendam às necessidades políticas de liberdade de setores sociais subalternos? Como analisar

a realidade na “sua essência contraditória e em permanente transformação ”? (Melo

Neto. 1996: 12). É nessa perspectiva que se colocam. como contribuinte à realização de .

Como escapar das críticas à Ciência . os constituintes da análise dialética.pesquisas. nessa área.

esta fechou-se . consideradas pertinentes e fecundas? Segundo Fausto (1987: 15).Moderna.

. perdendo-se em modelos universais abstratos.numa perspectiva instrumental.

acrescentando que “desconsidero ua riqueza e multiplicidade .definidos a priori.

Nesse .da experiência humana e mais: vulgarizou a dialética”.

sentido. a questão a ser respondida é: Que dialética pode ser utilizada como constituinte .

metodológicoanalítico de questões sociais? 1 O autor é professor do Centro de Educação da .

Universidade Federal da Paraíba. Campus I. João Pessoa. integrando o Programa de Pós- .

onde coordena o Grupo de .Graduação em Educação – Educação Popular.

3 Elementos teóricos da dialética .Pesquisa em Extensão Popular.

Para se iniciar a tentativa de apresentação dos constituintes da dialética. é necessário .

buscar-se a resposta à questão: O que é dialética? Essa resposta exige um debruçar-se .

sobre a história da filosofia. onde se pode encontrar a utilização da noção de dialética de .

dessa forma. nada passível de ser determinada ou explicada de uma vez .várias maneiras e.

por todas. . Um conceito que tem recebido diferenciados conceitos que têm sido formulados.

apresentam pontos de identificação entre si. mesmo que diferentes.no decorrer do tempo. .

Com isso. De forma . surge a dificuldade de uma compreensão em um único significado.

pelo menos. com base em considerações etimológicas.sintética. . podem ser consideradas.

algumas fases dos quatro conceitos principais da dialética: a dialética como um método de .

presente em Aristóteles. vista por Platão.divisão. a . a dialética como lógica do provável.

segundo Kant.dialética como lógica. a dialética como síntese dos opostos. a partir das .

formulações de Hegel/Marx. São quatro conceitos pautados em quatro doutrinas que .

a .exerceram „forte‟ influência na história da dialética. respectivamen te: a doutrina platônica.

a doutrina estóica e a doutrina hegeliana.doutrina aristotélica. A discussão será conduzida na .

tentativa de chegarse a uma síntese conceitual. Entretanto. será mantida a sua .

em virtude da impossibilidad e de se englobarem todas essas formulações .generalidade.

em um só conceito. A resposta à questão acerca do conceito de dialética apresenta .

considerandose que os autores a definem e a interpretam de várias .grande dificuldade.

.maneiras. Parece que cada procedimento nessa direção se apresenta como insatisfatório.

Para vários autores e intérpretes. a dialética “é a arte do diálogo. ou que ela é uma lei” .

Esta definição.(Bornheim. com . 1983: 153). porém. que parece elucidativa. apresenta-se.

nuanças que abrem outros tipos de questões fundamentais. como a discussão sobre o .

ou uma clareza. uma certeza. para o autor. por exemplo. de base de que . Há.sentido do diálogo.

não .a dialética. é lei. em seu ser. segundo esse intérprete. é a arte do diálogo. Ainda.

tem sentido a defesa de uma determinação ou uma definição como mecanismo de exclusão das .

: 154): “Nada prova que diversas determinações não possam corresponder . acrescentando (ibid.demais.

Vimos que.de algum modo à índole interna da dialética. do ponto de vista .

a dialética 4 metafísica não só se justifica como foi necessária.histórico. Assim .

ou a lei do real. Talvez a . ou de certos setores do real.também. a dialética pode ser a arte do diálogo.

dialética seja ainda outras coisas”. Mesmo diante dessas dificuldades. contudo. que a . pode-se ver.

.dialética é uma das expressões filosóficas muito usadas e que a sua universalidade tem sido.

“muito estudada.segundo Azevedo (l996: 2). no sentido de individuar na gênese da .

a .palavra o seu significado profundo”. no seu estudo etimológico. O autor encontra.

“escolher”. entre outras coisas. “selecionar”. .expressão dialegein para significar.

.e a sua forma derivada “dialesgesthai ” com a significação de “conversar com”.

“raciocinar com”. assume . entre outras. Muito importante ainda é o advérbio “dia” que.

modais (com). durante). entre. causais. bem como de .temporais (através.valores espaço .

estado ou condição. Como prefixo verbal. o autor destaca que “dia” também adquire uma .

Como exemplo. ele apresenta . entre os quais “divisão” e “separação”.variedade de significados.

“contendo com”.“diápempo” “estou em desarmonia”. Aponta . “diagonizomai ” “luto com”.

que é rico de significados. muitos convergindo para a .também o verbo “légein”.

concepção de dialética. por . como exemplo: “escolher cuidadosamen te. Mostra. contar”.

fim. a expressão “dialégein“„ que significa “desenvolver (de forma completa) um discurso”. .

Do ponto de vista filológico. o vocábulo abriga um grande número de significados .

a .que vêm sendo mantidos ao longo da história. talvez. demonstrando .

“a tradição homérica já .: 3).vivacidade do real que a dialética expressa. Para Azevedo (ibid.

toma o verbo. no sentido de tomar uma deliberação/di scussão e pensamento . o termo.

Para .sobre uma situação em que se apresenta a negatividade do risco e do perigo da morte”.

Sichirolo (1980: 20)... dialética e persuasão uma das poucas razões válidas a . “.

operar dentro da chamada civilização ocidental”. Essa multiplicidade e ambigüidade .

lingüística repercutem nas concepções filosóficas fundamentais da dialética. Historicament .

e. quer como suprema ciência da realidade e como arte do . quer como lei. foi entendida.

necessariamen te. relacionada com a busca da verdade. Assim é que a .debate. sem ser.

dialética. em Platão. às vezes. tem se apresentado como arte entre os sofistas. . em Sócrates e.

Entretanto. em Platão2. a dialética terá 2 Utilizou-se a tradução de Jorge Paleikat e João Cruz Costa (Fédon. .

Político) da coleção Os Pensadores.Sofista. 5 . Abril Cultural. São Paulo. 1979.

significado de método da divisão. mediante divisão . de busca de uma definição verdadeira.

. espécies e sua conexão: “Dividir assim por gêneros.de gêneros. e não tomar por outra.

como .uma forma que é a mesma. não é essa. nem pela mesma uma forma que é outra.

diríamos.. . assim diríamos” (Platão.) Sim. a obra da ciência dialética? (..

A dialética como . Este é o conceito que estabeleceu para a dialética. 253cd).Sofista.

como instrumento da busca associada que se efetiva através da colaboração .técnica/arte.

de duas ou mais pessoas. por meio do procedimento socrático da pergunta e da .

Um procedimento que se realiza em duplo movimento: .resposta .um procedimento processual.

de uma . a sinóptica. consiste em conduzir à unidade de uma forma.“O primeiro.

de uma . o que é diverso e múltiplo.idéia. por meio de uma instituição. diremos nós.

procura. a diarética.visão. o segundo. de uma compreensão da totalidade. por seu .

lado. especificar a unidade precedenteme nte definida. isto é. reconhecer quais as .

mediante uma divisão dela .formas que dependem da natureza daquela unidade.

segundo as suas articulações naturais. isto é. 1980: . as suas espécies” (Sichirollo.

juntos. São dois processos que. se condicionam e constituem toda a .49).

ao explicitar 3: .dialética. Platão deixará mais claro esse movimento sinóptico e diarético.

Fedro.“Amo. estas operações de dividir e unificar a fim de se ser possível falar e .

pensar. Se descortinar alguém capaz de lançar o seu olhar sobre o uno e sobre a .

unidade natural de um múltiplo. seguí-lo-ei. não largarei as suas pegadas como se .

só Deus o .se é justo ou não.fossem as de um deus. Aqueles que sabem fazer isto .

” (Fedro. 266 bc).doulhes o nome de dialécticos. Dois momentos que ..sabe ..

constituem tanto uma unicidade como uma totalidade. designados por Platão de ascendente e .

descendente. Dois momentos que fazem coincidir. tanto o especulativo da inteligência .

como o ciclo da educação do filósofo. que deve descer à caverna buscando a justiça do .

e por isso pode . c).Estado (Fedro. O dialético é aquele que vai ao fundamento da essência . 516.

.dar tanto razão a si como aos outros (ibid. Pode ainda “. sendo esta a sua lei. bc).. .: 534.

dedicar sobretudo àquele tipo de educação que confira capacidade de interrogar e responder o .

mais cientificament e possível” (ibid. d-e). .: 534. 3 Utilizou-se a tradução de Jorge Paleikat.

s/d.da Ediouro. as quatro possibilidades que se apresentam . 6 Finalmente.

nesses dois momentos indicados na passagem do Sofista (253.d) são: a) a existência de uma idéia .

b) a .única e que dela surjam outras tantas idéias. existindo cada uma separadament e.

desde o exterior.existência de uma única idéia que englobe. outras idéias distintas entre .

si. c) a união da totalidade dessa multiplicidade de idéias para se chegar a uma única .

d) a existência de muitas idéias diferenciadas. entre si.idéia. . divididas.

Já Aristóteles apresenta uma diferenciação. ao . em relação aos seus predecessores.

tratar a dialética. começar-se . É comum. para fins de estudo dessa temática.

É neste livro que o filósofo vai elaborar a sua concepção .pela parte final do Órganon.

A dialética. é entendida .de dialética como a lógica do provável. assim concebida.

como o procedimento racional sem necessidade de demonstração. O silogismo é dialético em .

parte de premissas prováveis/plau .Aristóteles4 que. ao invés de partir de premissas verdadeiras.

síveis. . Premissas sempre colocadas de forma genérica e geralmente admitidas.

por outro lado. ou a .“São. aquelas que todo mundo admite. opiniões „geralmente aceitas‟.

ou a maioria.maioria das pessoas. ou os .em outras palavras: todos. ou os filósofos .

I. as .mais notáveis e eminentes” (Tópicos.100b. 1. A capacidade de colocar as premissas. 20 ).

a dialética precisa apoiar-se em duas dimensões .mais prováveis possíveis. .

principais. Essa prática não deverá guiar-se apenas pela exercício socrático de sempre .

“mas também na capacidade de responder e . contudo.perguntar sem. “dar” alguma resposta.

de defender a própria tese. E isto em virtude de sua . como se se conhecesse o objeto da discussão.

além disso. 1980: 65).proximidade com a sofística” (Sichirollo. num esforço . Aristóteles.

associa. no seu Órganon.para sustentar a própria tese. A argumentação . uma relação da crítica com a dialética.

nem a crítica nem a dialética são . Mas.ou o raciocínio crítico se objetivam na interrogação.

. Ambas se interessam por tudo e se aproximam da arte do sofista.ciências de um objeto determinado.

enquanto o dialeta . pois este o faz de forma apenas aparente.mas não se confundem.

Assim. . a dialética é entendida. por Aristóteles.desenvolve a crítica por meio da arte silogística.

como a arte da discussão ou disputa retórica e da disputa e do exercício da lógica. É uma arte que se .

Dos Argumentos Sofísticos. sobretudo a .serve de premissas 4 Ver Aristóteles.

166 a. É também um instrumento com o qual se pode chegar . 5.partir de 4. 7 prováveis.

normalmente. um dos .aos princípios das ciências possibilitando. Entretanto. a sua discussão.

Sichirollo .eventos importantes da história da dialética se dá com o advento da obra de Kant.

conclui que. a historia e a dialética de Kant até Hegel. ao interpretar a razão. .(l980: 139).

independente mente dos resultados e interpretações de cada um dos historiadores da filosofia. o .

Schelling6. Reinhold. expressado por Fichte5.. portanto os .. Jacobi .idealismo alemão..

. e até Schopenhauer .seus representantes mais “ilustres”.

“escreveram as suas obras mais significativas como resposta aos problemas que a filosofia .

de Kant pôs ao seu tempo”. segundo o autor. Mesmo Hegel. iniciara seus estudos como .

ao comentar a Metafísica dos Costumes e escrevendo uma Vida de Jesus.kantiano. .

inspirado na moral de Kant. O ponto de partida de seus estudos. ao contrário de se pautar .

contudo. a . se impõe.pelas dimensões positivas da dialética. segundo seus antecessores.

partir de uma desvalorizaçã o da dialética enquanto instrumento cognitivo. Nesse aspecto. .

ressalta que na dialética kantiana. “as teses são apresentadas como resultantes da .

.imposição de uma situação humana: a razão exposta ao erro da ilusão” (ibid.: 140).

Mas. em que consiste essa dimensão negativa da dialética? Ao discorrer sobre a .

divisão da lógica transcendental . em A analítica transcendenta l e dialética .

Kant mostra que a lógica transcendental deveria tornar-se .transcendenta l.

Para ele.apenas um cânone para a avaliação do uso empírico. a lógica vem sendo mal .

utilizada ao se deixar valer como órganon ”de uso geral e ilimitado e se ousa. apenas com o .

julgar.entendimento puro. afirmar e decidir sinteticamente sobre objetos em geral. .

/4. . o uso do entendimento puro seria dialético” (Crítica da Razão Pura. & 88).Neste caso.

contudo.Kant. vai mostrar a necessidade de uma segunda parte de sua lógica .

ser crítica dessa ilusão dialética .não como arte de . segundo ele.transcendental que deverá.

alimentar tal ilusão: “Mas como uma crítica do entendimento e da razão no tocante ao seu uso .

hiperfísico. para que se possa descobrir a falsa aparência de tais presunções .

que ela supõe .infundadas e reduzir as suas pretensões de descoberta e ampliação.

A doutrina da ciência e o saber absoluto. .5 Ver Fischte. Coleção os Pensadores.

1980. São Paulo.Abril Cultura. 6 Ver Schelling. Bruno ou do princípio divino e .

em particular o item B) exposição da filosofia mesma (porém “não .natural das coisas.

tanto dela mesma. quanto do solo e fundamento sobre o qual ela tem de ser construída”). Coleção os .

São Paulo. Abril Cultural.Pensadores. 1984. 8 alcançar unicamente através de .

princípios transcendenta is. à mera avaliação do entendimento puro e sua proteção contra ilusões .

& 88).sofísticas” (ibid. A dimensão negativa da dialética em Kant é vista por Durant.: / 4. .

como uma função considerada . 56).em seu estudo sobre a Filosofia de Kant (p.

„cruel‟ para a „dialética transcendental ‟. que é o exame da “validade das tentativas da razão de se .

que não se pode conhecer. das .evadir do círculo de sensações e aparências para o mundo.

„coisas em si‟ “. Esta é uma busca constante do filósofo para se evitar não só as .

Contudo.sensações como as aparências. para Reale (1990: 695). mesmo desmascarand o os sofismas .

erísticodialétic os e as aparências sofísticodialéticas e. eliminando- . assim.

A ilusão permanece. “as ilusões e aparências transcendenta is permanecem” . contudo. .as.

Para Kant. Esses erros. por se tratar de uma ilusão que é natural. tudo isto é dialética.exatamente. .

bem como o seu estudo crítico. constituem a dialética das .essas ilusões da razão.

aparências. Kant exemplifica com algumas espécies de afirmações dialéticas da .

que a cada uma delas se opõe também um . por seu caráter dialético.razão pura que demonstram.

essas antinomias . E mais.princípio contraditório. que são da razão pura e igualmente aparentes.

sendo. “na natureza da razão humana. segundo o filósofo.estão radicadas. por .

.O mundo.conseguinte. inevitável e jamais tendo um fim”. São as seguintes suas teses 7 : “Tese 1 .

tem um começo (limite).O mundo.segundo o tempo e o espaço. segundo o . Antítese .

Tese 2 . é infinito.tempo e o espaço. no mundo. é constituído pelo simples.Tudo. Antítese - .

Tese 3 .Nada é simples.Há no mundo causas através da . mas tudo é composto.

Não há liberdade.liberdade. mas tudo é natureza. Antítese .Na série das causas do . Tese 4 .

mundo. Antítese Nesta série. . existe um ser necessário. nada é necessário.

/144. & 51). trazida por Kant. libertou o espírito do .mas tudo é aí contingente” (Prolegómeno s. A revolução.

controle exercido sobre ele pelas coisas ou pela realidade extramental. Esse controle .

segundo Maritain (1964:143). foi substituído por um universo de fenômenos .ou regulação.

Porém. em . sob as formas a priori da estrutura cognoscitiva do sujeito.unificados.

tem-se o dualismo dos fenômenos e da coisa em si. coisa essa que. mesmo em sua incognoscibili .Kant.

dade. 9 . continuava 7 Os grifos das teses aparecem no texto de Kant.

o objetivo de Kant era limitar . Ainda para o autor.a pertencer ao mundo do ser extramental.

: 144). . Segundo Maritain (ibid.o campo do nosso saber e restringir as ambições da razão.

foram os idealistas alemães que. inaugurada por Kant no . partindo da „revolução copernicana‟.

conseguiram destruir toda e qualquer . no intuito de levá-la a termo.campo da filosofia.

barreira que limitasse as ambições da razão e do saber filosófico. Conseqüente mente. .

ultrapassaram o dualismo kantiano dos fenômenos e da coisa em si. libertando-o da regulação das coisas .

Assim é que a filosofia idealista caminhou no seu intento de .extramentais exercida sobre ele.

levar o universo a conhecer a suprema unidade. . abraçando-o em sua e por sua unidade.

a partir desse intento. com o próprio absoluto e suas automanifesta .A filosofia identificase.

já que o espírito era esse mesmo princípio da unidade absoluta. gerador de .ções.

o traço genial de Hegel foi o de fazer dessa .suas diferenciações . Ainda para Maritain (ibid.: l45).

pensamento ou espírito. o universo real que é apreendido.idéia de absoluto. não por .

mas no sentido de que o real passa a ser uma .possuir uma existência fora do pensamento.

manifestação do pensamento no seio de si próprio. Na introdução da Fenomenologi .

Hegel destaca a impossibilidad e do conhecimento formulado por Kant. seja .a do Espírito.

através de um instrumento com o qual dominaria o absoluto. seja como meio com o qual seria possível .

Hegel (1974: 47) explicita sua crítica com o seguinte raciocínio: .a sua contemplação.

“Essa precaução deve até transformarse na convicção de que toda a tarefa de .

o que é em si é.conquistar para a consciência. por meio do conhecimento. na .

e de que o conhecimento eo . um contra-senso.sua conceituação mesma.

absoluto sejam separados por uma nítida linha de fronteira”. Se. para Kant. existia. entre o .

sujeito e o objeto. o entendimento. e se. agora. o real é . uma separação da coisa em si.

O .manifestação do pensamento no seio de si próprio. a coisa em si está superada.

sendo o absoluto em movimento. passa a encerrar sobre si mesmo tudo .pensamento.

enquanto de si surge. A crítica de Hegel (ibid. bem como as suas autodiferencia ções.: 48) continua: .

“As representaçõe s do conhecimento entendido como instrumento e meio e. bem .

pressupõe. uma diferença entre nós mesmos e esse conhecimento. sobretudo.assim. que o .

Absoluto esteja de uma parte e o conhecimento. . esteja de outra parte. mesmo sendo algo de real.

10 Isso é algo inadmissível para ele.para si e separado do absoluto”. pois no seu sistema .

E mais.não há separação entre o sujeito e objeto. não se conhece nada. senão o que já .

Para Hegel.está conhecido em nós mesmos. o Absoluto não pode utilizarse de qualquer .

já que Ele está e quer estar “em nós tal como é em si .„astúcia‟ para se chegar ao conhecimento.

como também .mesmo e para si mesmo” (ibid.: 48). Não só não há separação.

o seu fazer história “é a história do pensamento que a si próprio se encontra” (Hegel. l974: .

Trata-se de uma síntese.329). . Um movimento dialético se instala como a síntese dos opostos.

como “síntese dos opostos por meio da . & 4e).já posta por Fichte (Doutrina da Ciência.

determinação recíproca”. e a conciliação se . Os opostos de que fala o autor são o “eu” e o “não eu”.

dá pela oposição do “eu“ ao “não eu” e pela determinação que. por sua vez. “não eu” reflete no .

produzindo nela a representação.“eu”. Pode-se perguntar. agora: Como é que se .

apresenta o movimento dialético de Hegel na Fenomenologi a do Espírito? Ou como o .

absoluto faz sua odisséia na história. tornandose saber absoluto? Na busca do conhecimento .

verdadeiro ou saber absoluto. a consciência. para ter essa certeza de que esse conhecimento .

é verdadeiro. precisa de “ferramenta” para parametrá-lo. É como se a consciência precisasse de .

algo para “cientificizar” o seu conhecimento e tê-lo como verdadeiro. como .

na Fenomenologi a do Espírito. desenvolve uma crítica à ciência.científico. Hegel. na .

No desenvolvime nto .medida em que esta se reivindica verdadeira.

em verdade. .dessa crítica. mostra o percurso da consciência e a sua dialética. As ciências.

se assumem enquanto conhecimento .apontam para diferentes absolutos e. „ousadamente ‟.

pressuposiçõe . Ora.verdadeiro. deve partir de deduções. quando a ciência vai em busca do conhecimento.

No entanto. não atingindo o que em .s e até de precauções. ela vai com desconfiança.

os .verdade é. A exigência colocada é que da ciência precisam ser examinados. à „exaustão‟.

Essa desconfiança é um temor de errar. Este temor é eregido sobre .seus próprios pressupostos.

Exige-se.a própria verdade que busca. . uma crítica sobre sua desconfiança. dessa forma.

.Além do mais. a ciência faz uma divisão entre o conhecimento e o absoluto (essência).

Hegel pergunta. na Fenomenologi a do Espírito: Como algo pode ser verdadeiro se .

está. para esta questão. fora do absoluto? Sua resposta. vem após 11 . como nas ciências.

O saber surgente é saber de .formular a crítica ao saber da consciência surgente (de algo).

O caminho da .algo. leve isto à crítica. que entra em cena. O que se deseja é que a ciência.

dúvida é entendido como procedimento da ciência com a consciência .

e esta não pode vir do exterior da .(saber surgente). Surge a necessidade de uma medida.

a ciência. Ora. deve dar a medida à consciência surgente (de .consciência. que entra em cena.

Hegel busca o .algo). o critério de verdade. Este entrar em cena é pôr-se a caminho da crítica.

absoluto único. Nesse sentido é que a filosofia . a que as ciências não respondem.

Busca um . ser ciência da totalidade.torna-se ciência porque ela quer o querer do absoluto.

Um percurso em que o indeterminado .absoluto que está em nós e sem nós não pode ser.

Para mostrar esse movimento de .determina-se como determinado fora dessa determinação.

Hegel parte da consciência natural. aquela que tem por base a .busca do saber absoluto. do saber natural.

É o nível da formação de . os ditos populares.sabedoria popular. o senso comum.

um discurso que não se pretende científico. Cada momento histórico tem uma forma de .

É o . isto é.discurso. modos de vida que formarão os tipos de saberes. de sabedoria popular.

campo da aparência que não está em oposição ao suprasensível. Não há oposição entre a .

A aparência envolve o saber verdadeiro. pois ambas são um só mundo. .aparência e a idéia.

o desejo de exame desse saber. agora.Mas existe. uma exigência do saber que conduz .

A aparência .imediatamente à descoberta da estrutura da própria coisa como uma dupla aparência.

desse saber que se arvora em ser ciência e a aparência enquanto pretensa totalidade de .

O conhecimento da ciência não passa de uma aparência e .um processo de conhecimento.

E na busca da coisa como .não conduz à busca da verdade ou conhecimento verdadeiro.

a consciência submete a consciência natural ou saber natural para dirimir a .em verdade é.

gera o saber surgente ou ciência surgente que.dupla aparência. contendo a . Com isso.

se põe a caminho da crítica. agora como ciência que entra em .exigência de saber algo.

.cena. o saber. Entrar em cena é pôr-se a caminho da crítica que descobre o ser em si.

O objeto não é material e está na consciência.O ser em si é objeto (essência). O .

Hegel descobre.saber está na consciência. O para sí é o movimento da essência para a consciência. .

o outro critério. que é a verdade ou a consciência do para si.assim. que é o caminho do algo para a .

A consciência tem. o em si do 12 objeto tornando-se para si. dentro de si.consciência. É a .

chegando ao „conceito‟ . É nessa direção .passagem da ciência que entra em cena.a ciência verdadeira.

a afirmativa de Cezarino (l996: 3): “A ciência verdadeira é o sistema de conhecimento .

s em razão da crítica levada a cabo. que contém também o saber das determinações .

(momentos). quando a crítica é levada à exaustão e a . o qual é somente acessível.

. O saber é então saber em e para si”.conexão de tipos de saber são vistos como conexão.

A verdade e o saber estão na consciência e são os parâmetros de chegada de Hegel .

É o próprio processo. o saber verdadeiro. Ainda para o citado intérprete de .ao absoluto.

esse processo de negação pode ser tomado como o “caminho da consciência .Hegel.

que penetra no verdadeiro saber” (ibid. É como se tratasse de um processo de .: 3).natural.

.progresso. o qual a consciência natural percorre como uma necessidade.

Só assim se chega à totalidade e a .com uma direção de finalidade para o saber absoluto.

Um processo que não é a soma dos distintos momentos.totalidade é todo esse processo. .

pois não existe oposição entre esses momentos. Assim é que a partir de qualquer .

momento. Dialética como a . pode-se iniciar esse movimento da dialética.

a dialética em Hegel consiste: . Para Azevedo (1996: 7).essência mesma da coisa.

2 na .na colocação.“1 . no propor de um conceito “abstrato e limitado”.

supressão deste conceito como algo “finito” e no passar a seu oposto.na síntese das duas . 3 .

síntese que conserva o que há de afirmativo em sua solução e em sua .determinações anteriores.

transferência” . como: . Hegel denomina esses três momentos. respectivamen te.

.momento intelectual. momento dialético e momento especulativo ou positivo racional.

Todavia. . a dialética não é apenas o segundo momento. mas o conjunto do movimento.

O princípio da .principalment e em seu resultado positivo e em sua realidade substancial.

presente em Hegel. implica que a natureza do .identidade do racional com o real.

a dialética não é apenas a lei do .pensamento seja a mesma natureza da realidade. Assim.

Os seus resultados não são meros conceitos puros ou . mas é a lei da realidade.pensamento.

mas „pensamento concreto‟. A realidade.conceitos abstratos. . dialeticamente em movimento.

está em permanente devir. 13 A filosofia hegeliana vê. em todos os lugares. .

antítese e síntese. como Azevedo. segundo intérpretes.tríades do tipo: tese. .

Lima Vaz.Bornheim. em que a síntese representa a „negação‟ ou . Thadeu Weber. Llanos.

A síntese constitui a unidade.o „oposto‟. a . no seu próprio tempo. ou o „ser outro‟ da tese.

“uma vez alcançada a síntese. Para Llanos (1988: 94).verificação. tanto de uma como de outra. esta .

como uma categoria afirmativa que se há de . isto é.se põe a si mesma como uma nova tese.

Ao analisar esse movimento triádico da dialética. .converter na base de uma nova tríade”.

Weber (l993: 41) coloca que “em cada síntese. os momentos anteriores estão suprimidos .

(negados). integrados numa forma superior”. mas. . ao mesmo tempo.

A condição de possibilidade da dialética. em Hegel. se revela como sendo a transcendênci a da .

Isto confere à filosofia o papel de . manifestada pela negatividade.consciência sobre o dado.

tanto doadora como reveladora de sentido.instância. É esta lição primordial da dialética .

segundo Llanos (1988: .hegeliana. tanto na forma como no conteúdo. Coube a Feuerbach.

109). que mostrara ser o espírito absoluto . a crítica às formulações idealistas de seu tempo.

hegeliano “ o espírito finito .humano mas abstraído e separado do homem”. Toda a crítica formulada .

(ibid. ao contraporse à idéia da transcendênci a sobre o dado .: 110) se constituía num materialismo.

embora esse materialismo fosse limitado. ostentando um “caráter .no pensamento de Hegel.

combinandose com uma concepção . metafísico e antropológico .contemplativo .

não via a passagem do homem abstrato para .idealista de sociedade”. Feuerbach. segundo o autor.

necessariamen te.um homem que atuasse. na história. A passagem do culto desse homem .

abstrato. centro da formulação feurbachiana. pela ciência do real e de seu desenvolvime .

Marx vai realizar a inversão da . seria possível ser efetivada por Marx.nto histórico.

o natural imediato antes da .dialética. colocando o objeto ou „dado‟ como primeiro.

consciência.as formas finitas . a primazia dos conteúdos materiais ou históricos . Assegura. portanto.

Na evolução do .da consciência .sobre as formas infinitas da mesma consciência.

o confronto definitivo com Hegel é exposto em várias obras8. .pensamento de Marx.

8 Ver Karl Marx. em suas obras: Crítica da Filosofia Hegeliana do Direito Público .

.(1844). Teses contra Feuerbach (1845). Manuscritos EconômicoFilosóficos (1844).

Ideologia Alemã (184546) e Sagrada Família (1845). 14 Marx incorpora o .

A inversão vai se constituir . de Hegel.postulado materialista feuerbachiano e o método dialético.

da crítica ao idealismo.na adequação do método dialético a um conteúdo material inicial. ao .

Deste. .método hegeliano e a um reconheciment o da contribuição de Feuerbach.

sobretudo a análise de que a filosofia não passa de .segundo Dantas (1996: 11). assume teses.

religião transportada para o pensamento e desenvolvida em pensamento. Sua crítica ao .

de modo que a .idealismo ”consiste na denúncia do processo dialético no âmbito da consciência.

disjunção se faça entre o objeto como ser ideal e o sujeito como autoconsciênc ia”. Essa crítica exige .

.de Marx uma adequação rigorosa entre o sujeito e sua esfera objetiva ou o mundo material.

além . Define.Impossibilita também qualquer transcendênci a do sujeito sobre o mundo.

disso. o . Para Markus (1974: 81). como relação fundamental a relação econômica da produção.

ponto de partida das análises filosóficas de Marx. é “uma . freqüentement e omitido.

cujo alcance decisivo sobre sua época foi . uma situação histórica.situação de fato empírica e concreta.

durante sua evolução . revolucionári o e pensador. por Marx. etapa por etapa.esclarecido.

concreta. Esta situação empírica. está presente em várias passagens nos .precedente”.

quando Marx mostra a pobreza crescente do operário. à .Manuscritos Econômicos e Filosóficos.

medida que maior for sua produção de riqueza. Será cada vez mercadoria de pouco valor .

“o homem tornase cada vez mais pobre enquanto . Assim.quanto mais criar mercadorias.

e o .homem. precisa cada vez mais do dinheiro para apossarse do seu inimigo.

poder do seu dinheiro diminui em relação inversa à massa da produção” .

. Marx continua a sua análise sobre o pensamento de Hegel.(Marx. 1978: 16).

na Fenomenologi a do Espírito. .encontrando. a fonte originária de sua filosofia.

Descobre erros nas formulações hegelianas. o . sobretudo aquela que concebe a riqueza.

poder estatal. isto só acontece . etc.. como “essências alienadas para o ser humano.

São seres de pensamento e por isso .)...na sua forma de pensamento (.

abstrato. isto é. Todo movimento .simplesmente uma alienação do pensamento filosófico puro.

e . É justamente do pensamento abstrato que estes objetos se alienam.termina assim como o saber Absoluto.

é justamente ao pensamento abstrato que se opõem com sua pretensão à .

contudo.efetividade” (ibid. a grandeza do pensamento .: 36). 15 Marx reconhece.

particularment e.hegeliano na obra referida e. no seu resultado final: .

“A dialética da negatividade na qualidade de princípio motor e gerador - .

consistindo de uma parte que Hegel compreenda a autogeração do homem como processo. a .

alienação e superação dessa alienação.objetivação como desobjetivaçã o. em que .

.compreenda então a essência do trabalho e conceba o homem objetivado. verdadeiro.

pois esse é o homem efetivo como o resultado de seu próprio trabalho” (ibid. .: 37).

após a explicitação de sua crítica ao movimento dialético no campo das idéias. .Mas.

Em lugar de explicitar .em Hegel. pode-se perguntar qual é a dialética ou o método de Marx.

o seu método dialético. Marx prefere aceitar como suas as palavras de comentador: .

“Assim. ao se propor a tarefa de analisar e explicar a organização econômica .

capitalista. Marx não faz senão formular de um modo rigorosamente científico e .

..objetivo que deve ser perseguido por toda investigação exata da vida econômica. .

O valor científico de semelhante pesquisa consiste em esclarecer as leis especiais .

que regem o surgimento. a existência. o desenvolvimen to e a morte de um organismo social dada a .

sua substituição por outro organismo mais elevado. E esse é o valor que tem .

Prefácio. apud Haguete. 1990:163). 15.realmente a obra de Marx” (Marx. .

Marx vai concordar com o comentário e também se .Após a citação do texto.

perguntar se não é esta a definição do método dialético. Mostra o processo de exposição .

“A pesquisa deve captar com .que deve diferenciar-se pela forma do processo de pesquisa.

analisar as suas diversas formas de desenvolvimen to e .todas as minúcias o material.

descobrir a sua ligação interna. Só depois de cumprida esta tarefa pode-se expor .

Ao estudar o método de análise da economia .adequadament e o movimento geral” (ibid.: 15).

Marx descobre que esse método iniciase sempre pelo real e pelo concreto.política. parecendo .

esta a forma correta. No estudo de um país. parece ser correto iniciar-se pela população que .

.se constitui na base e no sujeito social da produção. Porém. uma observação mais atenta.

segundo ele. mesmo sendo tão concreta. na verdade. mostra que a população. Por . é. uma abstração.

conseguinte. esse método é falso. se . 16 “A população é uma abstração.

por exemplo. Por seu lado.desprezarmos. as classes que a compõem. estas classes são uma palavra .

vazia de sentido se ignorarmos os elementos em que repousam. por exemplo: o trabalho assalariado. o .

. Estes supõem a troca. etc. etc. a divisão do trabalho.capital. O capital. os preços.

.por exemplo. sem o valor. sem o preço. sem o trabalho assalariado. sem o dinheiro.

teríamos uma . não é nada.etc. se começássemos pela população. Assim..

e através de uma determinação mais precisa. .representação caótica do todo.

do concreto idealizado .através de uma análise. chegaríamos a conceitos cada vez mais simples.

.passaríamos a abstrações cada vez mais tênues até atingirmos determinações as mais simples.

até dar de novo com a .Chegados a este ponto. teríamos que voltar a fazer a viagem de modo inverso.

população. mas desta vez não com uma representação caótica de um todo. porém .

com uma rica totalidade de determinações e relações diversas” (Marx. . l978: 116).

Essa formulação .Para Marx. Este é o seu método dialético. este é o método cientificament e exato.

viabiliza uma visão de que o universo vai se tornando possível revelar-se tal qual é. O pensamento .

apreender as suas interconexões e o conjunto no qual elas se .pode moverse por dentro de suas partes.

fundem... “. aproveitandose das comportas abertas por . Para Prado Junior (1980: 513). Marx.

empurra o .Hegel e do terreno desembaraçad o que se estendia à sua frente.

agora. O mundo das idéias.pensamento filosófico para fora do seu isolamento idealista e introspectivo” . .

. “transposto e traduzido no espírito humano”.passa a ter o sentido de mundo material.

observa que . ao estudar o lugar da forma e o do conteúdo na dialética.Fausto (l993: 49).

em Marx. “o sistema de formas permanece sempre inscrito na matéria. a . Assim.

matéria é em Marx o lugar da inscrição das formas. . não mais mas não menos do que isto”.

é em Limoeiro Cardoso (1990: 19) que se verifica um acompanhame nto .Contudo.

entendendo-o subdividido em seis partes: .mais explícito sobre o desenvolvime nto do método de Marx.

“A primeira trata do método em geral e indica um movimento que é exclusivament e .

passando-se totalmente no abstrato. A segunda afirma a anterioridade do .teórico.

A terceira propõe e resolve uma relação específica entre o real e o .concreto.

desdobrando as relações entre as categorias mais simples e as mais .teórico.

A quarta precisa a condição da produção das abstrações mais gerais a partir do desenvolvimen .concretas.

to concreto mais rico. A quinta indica que é no último modo de produção já estabelecido. .

rico e variado. que se torna possível a inteligibilidad .porque o mais complexo.

e não só dele mesmo. . como também de todas as sociedades anteriores. A sexta retorna ao método.

em .estabelecendo que a ordem das categorias deve seguir uma hierarquia teórica.

função da sua importância correlativa dentro da sociedade mais complexa. base das .

abstrações mais gerais e categorias mais simples. e não em função do seu aparecimento histórico”. .

uma segunda apreensão do . para a autora.17 Esta divisão vai possibilitar.

que está assim exposta: 1 . Na crítica ao .método.Do abstrato para o concreto pensado.

considera-se que esta inicia sua análise a partir do „concreto‟ A .método da economia clássica.

autora citada vai entender que tal „concreto‟ só tem sentido à medida que se vão .

e assim é não . A realidade social é determinada.descobrindo as suas determinações .

Há relações específicas que a determinam.por obra natural. respondendo a uma certa .

a realidade social é determinada e só é possível a sua .causalidade. Neste sentido.

explicação. quando também se apreender a sua determinação. Na não existência das .

determinações . o mundo seria fenômenos completos em si mesmos. Não existindo as .

de . seria possível apenas o estudo de suas descrições e.relações entre os fenômenos. jamais.

as explicações precisarão melhor o próprio fenômeno e a . Na verdade.suas explicações.

.sua completude nas relações (de superfície) que mantêm uns com os outros. O concreto real.

de que partem os economistas clássicos. apresenta um sentido que não é já dado. mas sim .

na abstração” (ibid.: 21). . Este concreto real é uma abstração.“adquirido pela ação do pensamento.

e sim . um procedimento como este não parte do concreto.“Assim. como se supõe.

e não pode sequer procurar condições para reencontrar o concreto. .da abstração.

porque supõe. enganosament e.: 21). que já o incorpora à analise desde o início” (ibid. .

Em havendo uma ordem .O real. se apresenta com um caráter caótico. nesse sentido.

no real. essa ordem não está dada e não transparece. só podendo ser atingida pelo .

pensamento que a investiga. aprofundandose no mesmo. não . contudo. Esta investigação.

mas será produto da reflexão que. .terá respostas imediatas dos dados ou contatos do real.

vai em busca da realidade externa.informada pela teoria. Em sendo esta realidade .

determinada. é que se torna possível conhecê-la e explicá-la racionalmente . Isto só é .

todavia. “E isto acontece no . ao se atingir os seus determinantes fundamentais.possível.

no abstrato. Abstrato que tem a pretensão de . no plano teórico.mundo dos conceitos.

reproduzir o concreto. não na sua realidade imediata e sim na sua totalidade real” (ibid.: .

assim. Possibilita-se.18 22). a compreensão da formulação de Marx. em .

que “o concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações ”. A .

juntamente com o que . portanto.totalidade real se constitui. do conjunto das determinações .

onde dominavam as perspectivas . Ao tempo da produção de Marx.elas determinam.

empíricas, não se poderia atingir essa totalidade real, valendose do estilo daquele

método. Não será a partir de toda uma análise procedente do real. Este traz, em si mesmo,

um impeditivo para tal conhecimento. Em Marx, segundo a autora, há uma proposta de

procedimento novo - “do abstrato (determinaçõe s e relações simples e gerais) ao concreto (que

então não é mais „uma representação caótica de um todo‟ e sim „uma rica totalidade de

determinações e de relações diversas‟ )”. O método de Marx vai do abstrato ao

concreto. “E o mais importante, este concreto é um concreto novo, porque pensado. É

um concreto produzido no pensamento, para reproduzir o concreto real („as

determinações abstratas conduzem à reprodução do concreto por meio do pensamento‟) ” (ibid.: 23).

2Anterioridade do concreto. O movimento produção/repr odução do concreto, no

caminho de volta, bem como o que constitui esse concreto a que se chega, precisam ser

explicitados, segundo a autora. A resposta para isto está, conforme sua interpretação, na

formulação do texto de Marx, já apresentado, em que o concreto é concreto porque ele se

constitui como síntese de múltiplas determinações . Esta concepção estabelece que

o fato de se ter realidade não garante ser concreto. “O caráter de concreto está estreitamente vinculado ao

de determinação. O que conta de fato são as determinações . Atinge-se o concreto

quando se compreende o real pelas determinações que o fazem ser como é” (ibid.: 24). O concreto é

síntese de muitas determinações e, assim, é uma totalidade: „unidade determinante/

determinado‟ ou unidade de múltiplas determinações . Esse processo ainda aparece no

pensamento como expressão de uma síntese, pois unidade do diverso, como resultado e

não como ponto de partida. Ele não se constitui de um dado simplesmente, mas é o

resultado de um elaborado processo de pensamento. “E se esse processo começa cientificament

e no abstrato, seu verdadeiro ponto de partida é o real. Está dito, explicitamente

, que o verdadeiro ponto de partida do pensamento é o real, que é o ponto de partida da

percepção e da representação .O papel do real para o pensamento e para o

conhecimento não é, pois, eliminado 19 como se, por ser o abstrato o campo próprio do

teórico (em que se move o pensamento para produzir conhecimento) para ele, teórico, o real não existisse

senão sob a forma pensada. Uma coisa é afirmar que o concreto só faz parte do

teórico como concreto pensado (acentua-se aí o fazer parte de ); outra coisa

diferente é afirmar que o concreto real não se relaciona com o teórico (abstrato),

sob a alegação de que o teórico só pode afirmar do concreto o que sabe dele, isto

é, o que tem precisado sobre ele. A perspectiva seguida por Marx é a que ele

explicita, de que o concreto aparece no pensamento como resultado, embora seja o

verdadeiro ponto de partida. O pensamento parte do concreto (real), ainda que só

se torne verdadeirame nte científico quando retoma o concreto. a . pensando-o.

partir do abstrato (suas determinações atingidas pelo pensamento originado no concreto” (ibid. .: 25).

um triplo . segundo Limoeiro Cardoso. observa-se em Marx.Nesse momento.

movimento. O primeiro. onde se parte do real. porém afastando-se cada vez mais dessa .

O segundo . através da abstração. atingindo conceitos mais simples desse real.realidade.

movimento é o início da atividade científica propriamente dita. onde se tem como caótica a .

Nesse movimento não se parte do real ou de sua representação .representação do real.

Parte-se dos conceitos mais simples produzidos pelo .imediata caótica e abstrata.

movimento anterior. Esse movimento seria a busca pela especificação das determinações .

gerais e simples. o . configurando um movimento de reconstrução teórica. Finalmente.

terceiro movimento será de construção teórica de reprodução do concreto. De forma .

simplificada. os movimentos são colocados. através dos seguintes vetores básicos: .

.1o) real ------------------abstrato (concreto) 2o) abstrato ------------------.abstrato .

.concreto (pensado) 20 . (concreto) 3o) abstrato ------------------. .

se iniciaria o que Marx aponta como „método cientificament . “com o segundo movimento.Para a autora.

: 27). Dessa forma.e correto “(ibid. pode ser entendido que o „caminho de volta‟ não se .

torna nada simples. Não significa apenas a troca do ponto de saída pelo de chegada ou o „começo pelo .

. Também não pode ser apenas uma troca de sentidos ou inversão de uma rota.resultado‟.

esse ponto de partida do método de Marx é outro ponto diferente daquele de .Além do mais.

“Não só porque é abstrato. e .chegada do primeiro método .o da economia política de seu tempo.

é outro abstrato. diferente do abstrato a que o método . Sendo abstrato.não concreto.

: 28). .anterior permitia chegar. É um abstrato reconstruído criticamente a partir deste” (ibid.

Esclarece ainda a autora que. por um lado. o real está presente e alimentando a percepção e a representação .

“não esquece que o concreto produzido pelo pensamento é apenas .e. também. por outro.

É neste ponto que contesta Hegel. ou a relação que este propõe entre abstrato .pensamento. não real.

de forma explícita. . Esta compreensão traduz. uma negação.e concreto” (ibid.: 28).

de que o real seja resultado do pensamento. Na contestação marxista de .presente em Marx.

“Marx .que o pensamento seja a gênese do concreto. segundo Limoeiro Cardoso.

argumenta que mesmo o pensamento mais simples só existe como relação unilateral e abstrata de .

já dado. É neste sentido que para ele o real é anterior ao . vivo.um todo concreto.

pensamento” (ibid. Contesta dessa forma a possibilidade de um movimento de categorias .: 29).

bem como a concepção de que o pensamento se basta a si .autônomas e produtoras do real.

diz a autora.mesmo e se movimenta por si mesmo. “a realidade concreta . Em Marx.

e não ao . subjaz e subsiste ao pensamento. É este que de algum modo depende dela.preexiste.

dessa forma.: 30). O conhecimento científico do real. tem início com a .contrário” (ibid.

ao .produção crítica das suas determinações . Esta produção se dá ao nível do teórico.

nível das categorias. ela . constituindose como crítica da produção anterior. Porém.

só se realiza quando da existência de um desenvolvime nto teórico „razoável e disponível‟. .

“É daí que o método para produzir este conhecimento se eleva do abstrato ao .

3) . na .: 32). Foi analisada até agora.concreto” (ibid.Relação categorias/rea l.

a afirmativa de Marx de que os conceitos mais simples .interpretação de Limoeiro Cardoso.

permitem chegar a uma 21 inteligibilidad e do real. Supõe também a exposição .

desses conceitos a partir de uma abordagem que parta do próprio real. Acrescenta que esse real. .

abstração das determinações que se expressam . também é uma abstração.como ponto de partida.

. afirma a existência do real fora do pensamento. Além disso.naqueles conceitos simples.

Estabelecido o conceito do método. .que é anterior a ele. na primeira parte da discussão.

busca-se a relação existente entre ambos. do real. na terceira. Nesse sentido. .e. na segunda.

”para produção teórica.salienta a autora. o pressuposto básico é que ela seja .

comandada pelos conceitos mais simples. para ser possível a reprodução do concreto .

tem-se o mais .: 32).no pensamento” (ibid. Dando sustentação a esse pressuposto.

.o da exterioridade e independência da realidade a tese materialista fundamental9.geral .

As categorias mais simples não se apresentam em Marx com existência independente sem nenhuma .

característica histórica ou natural. A exigência fundamental de sua existência está na .

admissão do concreto vivo. isto é. expressandose como relação unilateral e abstrata de um .

“É sobre ele que se erigem as categorias.todo concreto já dado. mesmo categorias as mais simples. .

que não são capazes de captá-lo no plano do teórico a não ser parcialmente. .

empreendida . Quanto à discussão do simples originário.: 33).unilateralment e” (ibid.

A discussão . Limoeiro Cardoso vê um movimento em três dimensões.por Marx.

passa por uma análise de que as categorias simples têm ou não existência independente .

e anterior às categorias mais concretas. Para a autora. o primeiro momento desse .

movimento consiste em que “as relações mais simples sempre pressupõem relações mais .

concretas relações estas expressas em categorias mais concretas. no sentido de que .

: 34).se referem a um grau mais baixo de abstração” (ibid. As categorias simples expressam. .

relações simples.assim. e estas não existem antes de relações mais concretas. .

expressadas também em categorias mais concretas. Uma análise que convém salientar não .

então.se dá apenas no campo de categorias teóricas. algumas questões . 9 Salientamse.

suscitadas. tais como: 1) o porquê das determinações do real são formuladas através de conceitos .

3) as categorias . 2) a da simplicidade originária dessas categorias.simples.

4) a .simples terem ou não existência independente e anterior às das mais concretas.

Tais questões são formulações postas e melhor analisadas por .evolução histórica do real.

22 O segundo movimento se . pp. Mirian. 1990. 32-44. Op. cit.Limoeiro Cardoso..

dá de forma mais complexa a partir da exemplificaçã o de Marx. em que a posse se .

Acontece que não há posse sem a família.torna a relação jurídica mais simples. superada apenas .

“A posse é uma relação .quando inicia com a distinção que é feita entre posse e propriedade.

para . Aí também se insere. como a família”.simples. que exige uma relação mais concreta.

superação dos questionament os. influenciando tanto na . a questão da evolução histórica real.

entender-se que “a . É importante. portanto.diferenciação como na produção das categorias.

categoria mais simples exige um certo grau mínimo de desenvolvimen to para que possa seguir a .

Apresenta-se.: 37).relação mais simples que ela exprime” (ibid. uma contradição. No primeiro . até agora.

momento. no segundo. o mais concreto é anterior ao mais simples. o mais simples se torna .

anterior ao mais concreto10. a autora mostra que esta é . Ao colocar e discutir a questão.

O segundo momento não é pura .uma contradição. mas que não é produzida por pura negação.

Ele é outro momento. No primeiro. o concreto é real.negação do primeiro. . é o dado.

A relação .“As categorias mais simples são as mais abstratas(abst rações simples).

.proposta é uma relação real. com sua contrapartida pensada: família posse.

No segundo momento.comunidade de famílias propriedade. o concreto pertence .

O .ao plano do pensamento. A relação dinheiro e capital é uma relação entre categorias pensadas.

real aparece relacionado com cada uma destas categorias através dos diferentes graus do seu .

pode se entender que é .desenvolvimen to e da sua complexidade ” (ibid.: 39). Dessa forma.

numa sociedade mais complexa. em que a categoria mais simples se apresenta com .

maior desenvolvime nto. a . Em sociedades com grau de desenvolvime nto menor.

categoria mais simples também existe. porém. é parcial no sentido de não impregnar “todas as .

. Este também se constitui como o terceiro momento.relações do setor a que se refere”.

Tais exemplos mostram a sua existência .onde se analisa a categoria simples. como o dinheiro.

mesmo que haja sociedades. bem desenvolvidas .como categoria simples.

como o Peru précolombian o.e não historicamente maduras. onde não existia .

em que a existência do . O mesmo ocorre com os povos eslavos.qualquer forma de moeda.

dinheiro limitava-se às atividades comerciais nas suas fronteiras. a . De forma sintética.

autora sistematiza esses três momentos da seguinte forma: 10 Esta aparente .

Miriam. pp 38-41. 1990.. 23 . Op. cit.aporia é resolvida em Limoeiro Cardoso.

“1) concreto -----------simples .relações mais concretas são anteriores a .

.categorias mais simples.fundamento: relação concreto/abstr ato (abstração simples). .

2) simples -----------concreto ( complexo) .categorias mais simples são anteriores a relações .

fundamento: relação . .mais complexas (expressas em categorias mais concretas).

a categoria mais simples .simples/compl exo (concreto) 3) complexo -----------simples (concreto) .

enquanto que as categorias .só tem seu desenvolvimen to completo numa sociedade complexa.

: 42). .mais concretas podem ter seu desenvolvimen to completo anteriormente ” (ibid.

Desses movimentos resultantes da relação entre categorias e real. surge a constatação de que o simples .

não é a origem. isto é. As categorias mais simples exigem um substrato mais concreto. uma certa .

Observa-se também que o processo histórico real vai do mais .organização social. um todo vivo.

e neste sentido.simples ao mais complexo. Aqui. o mais simples pode preceder o mais .

Contudo.complexo. é no mais complexo (completo) que o simples pode estar mais .

ele pode ser pensado de forma teórica e mais completa. Agora. .desenvolvido.

A autora identifica uma quarta parte .4) .A Produção das abstrações mais gerais.

no texto e descobre que é na sociedade mais complexa que a categoria mais simples se .

completa. É aí também onde se alcança o elo específico entre o real e o conceito: “O abstrato de que se deve .

partir para começar a produção do conhecimento. já . que se fará no concreto pensado.

não depende só da produção teórica anterior. que se 24 .

Estas produções teóricas e o movimento que as produz .utilizará. criticando.

despontam numa íntima conexão com o real e o seu movimento próprio” (ibid. .: 44).

a idéia .Pode-se entender como a categoria trabalho é uma categoria simples. Ora.

é . como categoria econômica.de trabalho é bastante antiga. contudo.

recente. O trabalho é a relação daquele que produz com o produto. analisa . Então.

a autora que a categoria. entendida como trabalho em geral. . Smith. já está presente em A.

gerador de riqueza. segundo o economista.O trabalho em geral. retira deste qualquer .

Tem-se.determinação possível que possa conter. o trabalho em geral. desde aí. indo além da .

de trabalho manufatureiro . econômica.formulação anterior. Como . comercial e agrícola.

trabalho em geral. deixa-se de pensar nas particularidad es da relação entre produtor .

e produto. mas nas formas de trabalho no seu caráter comum. Para Limoeiro Cardoso .

: 45).(ibid. “aparece aqui a primeira especificação precisa da categoria simples: a sua .

O trabalho é uma categoria simples quando ele é pensado como .generalidade.

simplesmente ”. . como trabalho sem determinações . como trabalho.trabalho em geral.

É no atual estágio de sociedade em que se vive com a diversidade de formas de .

uma sociedade mais complexa.trabalho. onde a categoria simples .

se . A categoria trabalho.completa o seu desenvolvime nto. em sendo mais simples.

torna. e isso só é possível em uma . pela diversidade de formas de realização. mais geral.

sociedade mais complexa. A sociedade que possibilita a existência da categoria mais simples. no .

A . o trabalho em geral.caso. é aquela em que concretamente existe o trabalho em geral.

mesmo .sociedade mais complexa possibilita o deslocamento do trabalhador.

tem-se o trabalho em geral. a . para outro ofício. Neste tipo de sociedade.especializado.

mais abstrata. Este . criada na sociedade mais complexa.categoria mais simples.

desenvolvime nto teórico “não depende exclusivament e da capacidade e da disponibilidad .

As . a produção teórica deriva de condições reais” (ibid. Em última instância.e teórica.: 46).

São definidas pela simplicidade. .categorias mais simples detêm as abstrações mais gerais.

portanto. pela sua generalidade. pois são úteis a todas as „épocas‟ e. .pelo alto grau de abstração.

Análise feita até .5) .A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco.

agora tem mostrado o método como um caminho. . o papel do abstrato (conceito simples.

25 determinação) na reprodução do concreto no pensamento. a relação da .

abstração com a realidade e a importância da fase do desenvolvime nto da realidade .

Esta última incorpora. a própria . em si mesma.social para a produção das abstrações mais gerais.

A teoria desenvolvida aponta para a economia numa perspectiva histórica. .história.

residindo nela também a determinação. da totalidade social. que é uma . em última instância.

para o .totalidade histórica. por sua vez e necessariamen te. A análise desta totalidade remete.

considerando a história um estudo do determinante .conhecimento da economia.

da totalidade social. Convém destacar que a sociedade. é a sociedade . em estudo.

O presente significa não o contemporâne o ou o que está ocorrendo.burguesa. mas “o último .

o modo de produção capitalista” (ibid.: 53). Portanto. é .modo de produção completo.

mais complexa.neste tipo de sociedade. que se torna possível a criação de categorias as .

mais simples e. conseqüentem ente. possíveis de . mais complexas e mais abrangentes.

Segundo Limoeiro .serem utilizadas em análises de sociedades menos desenvolvidas .

“a análise da história deve ser conduzida por categorias simples e gerais .Cardoso.

No entanto. a autora levanta .: 48).produzidas no estado mais avançado da própria história” (ibid.

ao se fazer uma análise com categorias geradas na .a questão do risco que se corre.

questiona também se o olhar do presente não deformará o .sociedade mais complexa.

Esta é uma preocupação para que não venham se perder as especificidade .passado.

uma vez que cada um deles se define por suas peculiaridades .s de cada momento histórico.

. assim. Com esse cuidado de não perder a própria história. a . diferenciandose. um do outro.

autora vai mostrar que há em Marx uma concepção de história evolutiva. em que laços .

não há a .orgânicos ligam os diferentes momentos históricos. Em Marx. contudo.

possibilidade de ocorrer a perda da especificidade dos distintos momentos históricos. Para a autora. .

a análise entre esses diferentes momentos exige que não se perca a diferença essencial entre .

eles. acrescentando : “A lição dada é no sentido de que se disponha de categorias .

gerais que na sua generalidade abranjam todo o desenvolvimen to desde o .

apoiada numa abstração que . A sua generalidade.ponto em que foram produzidas.

lhes dá validade para todos os momentos .é condicionada historicament e.

26 .anteriores ao da sua produção. inclusive e principalment e para este” (ibid.: 50).

a demarcação das diferenças essenciais de cada momento histórico exige uma .Ora.

A autora levanta .definição de onde devem incidir os cortes na história ou a periodização.

que a .novo questionament o: como realizar a periodização? Respondendo. ela destaca.

um .sociedade tem dificuldade de se ver criticamente. Em condições bem determinadas.

para a .momento histórico consegue fazer sua crítica. Em sendo assim.

isso também é verdadeiro.sociedade mais desenvolvida socialmente. mais complexa. .

Ela vê no texto de Marx a condição de possibilidade de relativizar os outros modos de .

Como solução. quando tem condições de relativizar a si próprio.produção. aponta a crítica ou .

Mas quando isso se torna possível? “Somente quando uma .particularment ea autocrítica.

capaz de assumir sua própria .sociedade deixa de se absolutizar e passa a ser. portanto.

reconhecendo -as e conhecendo- . é capaz de atingir.particularidad ee especificidade .

as. outras particularidad es e especificidade s diferentes da sua. ainda que lhe sejam .

anteriores” (ibid.: 51). contudo. A autocrítica de uma sociedade. está na capacidade dessa própria .

na sua .sociedade para se aperceber na sua singularidade no tempo.

Isto ocorre quando esta não mais se identifica com o passado.historicidade. conseguindo .

contudo.se ver como diferente. continua seu questionament . Limoeiro Cardoso.

o. buscando as conseqüências importantes dessa argumentação. necessariamen . Esta análise conduz.

para um estudo do desenvolvime nto social mais complexo na sua especificidade .te.

em que a autora vê várias conseqüências 11. A primeira nega a possibilidade .histórica.

por exemplo. Dizer. que a produção é histórica é .de explicação genética da história.

dizer que ela surge num determinado momento da história e se extingue em outro. Isto .

supera a possibilidade de uma visão genética que vê o desenvolvime nto da história de modo .

as diferenças essenciais. antes de tudo.linear. A segunda é que se busquem ver. É .

“tanto as do presente como as do .preciso respeitar as especificidade s históricas.

A terceira é que “tanto „presente‟ como „passado‟ sejam entendidos .passado”.

(argumentos) em termos de „organização histórica da produção‟. Toda esta discussão é travada no .

11 Um desenvolvime nto teórico .nível teórico do modo de produção” (ibid.: 53).

op.mais elaborado encontra-se em Limoeiro Cardoso. . pp 52-53. cit. 1990. Miriam..

27 6) .A ordem das categorias. Esta é a última parte do texto do .

método. Trata-se do momento no qual se estabelece o plano de análise e a ordem das .

são como montar essa análise e .categorias nesse mesmo plano. agora. As questões levantadas.

Convém destacar que a realidade concreta existe independente .por onde começá-la.

mente de estar sendo pensada ou mesmo depois de ser pensada. Sua independência .

a localiza fora do espírito. Todas as categorias . caracterizado por atividades apenas teóricas.

como base. mas destas “não são mais .criadas têm. o pressuposto da anterioridade da realidade.

que parciais em relação a ela”. As categorias não conseguem. a não ser de forma .

unilateral. Isto exige organização dessas . dar conta do real em toda sua completude.

categorias para que se possa chegar ao conhecimento mais abrangente e mais profundo .

E aí de novo surge a questão: qual é o princípio organizador .da realidade.

dessas categorias? Busca-se resposta para a questão apresentandose os diferentes .

tentando mostrar como a agricultura.modos de produção. num determinado modo de .

produção. se constituiu como principal atividade. a renda fundiária e a . Conseqüente mente.

propriedade vão se constituir como categorias que expressam essas dominâncias. .

Na sociedade burguesa. e se . o capital é ponto de partida e de chegada de tudo. por sua vez.

no capitalismo.constitui. como categoria principal diante da renda fundiária. .

Finalmente. responde à ordem de . afirma a autora: “A ordem das categorias. portanto.

importância que é relativa .importância relativa das relações que expressam.

à capacidade das relações em determinar a organização da produção. Tem .

: 54). Conclusão .precedência teórica a categoria que expressa as relações mais determinantes ” (ibid.

Como método .É com este método que Marx busca analisar a sociedade burguesa.

reproduzindo . tem início no campo das abstrações (as determinações mais simples).geral.

Chega às determinações .essa sociedade no pensamento. teoricamente. .

ao realizar a análise crítica de conceitos gerados na empiria da economia clássica. Esta .

crítica vem sob o confronto destes conceitos com a realidade. Uma suposição .

primeira. presa à exterioridade e anterioridade do real. e uma outra que é a mutabilidade .

histórica. conseqüentem ente das condições históricas. Sob o manto da mutabilidade. é .

Conceitos simples .os mais abstratos .que são produzidos 28 determinados conceitos.

..só são possíveis em sociedades mais complexas aquelas que se quer estudar.

a ordem dos conceitos trabalhados não é a do seu aparecimento histórico.Além disso. mas .

O princípio que rege essa .sim uma ordem significativa para a sociedade em estudo.

pode-se apresentar a .ordem é o da hierarquia teórica. Diante das considerações apresentadas.

como um método.dialética. em condições „razoáveis‟ de se poder analisar. de forma crítica. .

as condições de existência que estão sendo definidas para a realização da vida .

Para os dias atuais. continua atualizado e .humana. este método. em particular a perspectiva em Marx.

podendo realizar abstrações suficientes e contributivas ao exame das possibilidades .aberto.

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uma resposta atual Daniel Rodrigues Introdução .trabalho.

na .Este trabalho é parte de uma análise crítica no que tange à formação da força de trabalho.

Trata-se do que denominamo s do „fetiche das competência s‟. Para .atualidade.

buscamos em alguns clássicos. Durkheim e Marx. como Smith.fundamentar tal tese. .

entender qual a contribuição que os mesmos apontam para a compreensã .

o da presente realidade em um dos pilares da formação. a divisão .

social do trabalho. Pelo limite do espaço apresentare mos somente alguns .

elementos a partir de Karl Marx. Na construção teórica desse modelo .

hegemônico para formação da força de trabalho. um dos pressuposto s chave é a .

diminuição da importância do entendiment o de uma sociedade dividida em .

Os autores da ordem apontam a existência de um processo de diminuição .classes.

da divisão social do trabalho fruto de dois grandes fatos motivadores: primeiro. o .

trabalho não é mais central na organização societária. o mesmo foi substituído . segundo.

a da sociedade do .pela compreensã o de uma nova centralidade.

o que se deve . Portanto.conheciment o ou da própria tecnologia que o encarna.

construir enquanto categoria explicativa da realidade são os serviços. não mais o .

e sim essa nova unidade existente na realidade.trabalho e sua divisão. .

o modelo de . Conseqüent emente.que expressa o modelo das competência s.

formação por competência s. . apresentase como substituidor da divisão do trabalho (ZARIFIAN.

por desenvolver integralment e o sujeito o associado ou colaborador. não mais .2001).

dito como trabalhador que presta algum serviço que se incluiu harmonicam ente no .

sistema de produção. Assim é posto. ou proposto. um novo perfil da força de .

trabalho que reconstrói uma „nova unidade‟ no processo produtivo: “a exigência de novas .

mas como parceiros da empresa .característic as das pessoas não como funcionários.

2002.34).” Diante dessa nova compreensã o sobre o processo do . p.(CHIAVENA TO.

bem como das relações contraditória s entre as .desaparecim ento da divisão do trabalho.

fomos resgatar em Marx os fundamentos .classes fundamentai s do capitalismo.

dessa categoria em desprestígio e recolocá-la diante dessas novas teorias .

No caso. além de retomar a questão da . o presente trabalho.pósmoderna s.

atualmente.importância da divisão social do trabalho. rechaça a idéia de que essa divisão .

está colocada somente no entendiment o do campo do desenvolvim ento das .

o . enquanto um problema técnico. Defendemos que.forças produtivas. a partir de Marx.

entendiment o da divisão do trabalho está inserida na própria contradição do desenvolvim .

.ento das forças produtivas e das relações sociais de produção dominantes.

Marx e a amplitude da divisão social do trabalho Mesmo partindo de Adam Smith .

e de outros economistas burgueses. Marx realiza uma crítica à limitação histórica e conseqüente .

mente teórica desses estudiosos. Marx vai contrapor-se apontando .

às relações contraditória s existentes entre as classes. Ele ressalta que esse „não .

de uma luta de classes .embate‟ é colocado pela própria apreensão da realidade da época.

incipiente e do próprio „locus‟ burguês em que se encontravam esses teóricos. .

com a grande indústria. com um capitalismo a .Marx não só se localiza no século XIX.

todo vapor. mas numa época de revoluções. demonstrado pela . Seu vigor teórico.

atualidade de sua análise. mantém-se firme em defesa da transformaçã o .

.revolucionári a da sociedade burguesa. opondo-se à ideologia dominante.

Defende a ciência sob a lógica materialista dialética. em que a história é movida pelos .

pela luta entre as classes.homens. e que não basta entendê-la: é necessário .

agir para sua transformaçã o e abolição da dominação classista 1 IV Conferencia .

É dentro dessa .Internacional "La obra de Carlos Marx y los desafíos del siglo XXI" existente.

lógica que Marx supera Smith e os outros teóricos burgueses. O Dicionário do .

Pensamento Marxista de Bottomore. traz uma leitura sobre a divisão social do .

trabalho nos textos de Marx. colocada da seguinte maneira: Primeiro. há a divisão .

entendida como o sistema complexo de todas as .social do trabalho.

formas úteis diferentes de trabalho que são levadas a cabo independent emente uma das .

outras por produtores privados. no caso do capitalismo. uma divisão . ou seja.

do trabalho que se dá na troca entre capitalistas individuais e independent es que .

existe a divisão do trabalho entre os .competem uns com os outros. Em segundo lugar.

trabalhadore s. cada um dos quais executa uma operação parcial de um conjunto .

de operações que são. executadas simultaneam ente e cujo resultado é o . todas.

Esta é uma divisão do trabalho que se dá .produto social do trabalhador coletivo.

na produção. entre o capital e o trabalho em seu confronto .

Embora esta divisão do trabalho na produção e a divisão de .dentro do processo de produção.

trabalho na troca estejam mutuamente relacionadas . suas origens e seu .

p.desenvolvim ento são de todo diferentes (MOHUN.112 grifo nosso). 1988. .

o autor analisa o enfoque da ênfase de Marx sobre a divisão .Como vemos.

social do trabalho em dois aspectos: um que está ligado diretamente ao processo .

de trabalho em si e suas decorrências e. mais próximo do funcionamen to das . outro.

Refere-se à localização .relações de produção. mas dentro do campo da circulação intercapitalist a.

do problema como uma diferença intercapitalist a dos diferentes ramos. abordando .

muito sutilmente a contradição existente entre as classes antagônicas. .

a saber: a produção e o .Apresenta como locais que expressam a divisão do trabalho.

numa mútua implicação. Na . mas com desenvolvim entos distintos.local de troca.

anota o que Marx chamou a atenção fortemente: as exigências .verdade.

do processo produtivo em si. o que. . O termo citado é conceituado sobre o local da troca.

é a relação própria produtiva realizada no processo de troca. .na verdade.

Para aprofundar esta questão. é bom esclarecer as duas formas pelas .

A primeira. .quais Marx apresenta a divisão do trabalho. mais explícita e relevante.

dentro de uma totalidade. na ação do trabalho .como uma divisão „especifica‟.

motivada por alguma necessidade sentida pelos . ou seja. como uma ação dividida.concreto.

uma divisão do . para uma melhor realização do trabalho.sujeitos. ou.

fruto do desenvolvim .trabalho entre as distintas atividades laborais específicas.

ainda. visão .ento das forças produtivas ou. de uma divisão natural do trabalho.

desenvolvida pelos teóricos burgueses da época da qual Marx se apropria e a desenvolve- .

a. Uma segunda face. é a divisão . contida e bem menos desenvolvida em Marx.

social do trabalho como expressão histórica da divisão existente .

conseqüente mente.entre as classes sociais no processo produtivo e. na .

a especificidad e da divisão do trabalho – que alguns autores .luta entre elas. Para Marx.

chamaram de divisão técnica do trabalho -. chama a atenção ao trabalho concreto e .

sua ação produtora de valor-de-uso. o que representa só um lado da lógica .

como veremos: “No conjunto formado pelos valores-de- .marxista sobre o tema.

uso diferentes ou pelas mercadorias materialment e distintas. manifesta-se .

um conjunto corresponde nte dos trabalhos úteis diversos. classificáveis por ordem .

espécie subespécie e variedade.gênero.a divisão social do trabalho ..

49)”. Marx tem como referência Smith e outros economistas . p.(MARX. 1989.

no olhar da divisão social do trabalho.da época. . como Storch e Starbek.

então. basicamente por dentro do processo de trabalho. .observando.

podemos chamar a separação da produção .“Consideran do apenas o trabalho.

.social em seus grandes ramos. de divisão do . indústria etc. agricultura.

trabalho em geral. a diferenciaçã o desses grandes ramos em espécies e .

e a divisão do trabalho numa . divisão do trabalho em particular.variedades.

oficina. singularizada . de divisão do trabalho individualiza da.

(MARX.402)”. p. 1989. 2 IV Conferencia Internacional "La obra de Carlos Marx .

Marx também vai .y los desafíos del siglo XXI" Nesse processo de mediação.

partindo de uma divisão do trabalho na sociedade e outra da fábrica com .apontar.

No âmbito da economia e em outros aspectos da vida social.uma interferência mútua. .

apresenta. no que . mesmo que sutilmente. a expressão da relação classista.

tange a compra e venda das mercadorias. da propriedade dos meios .

de produção e da força de trabalho. “A divisão do trabalho na sociedade se processa através da .

compra e venda dos produtos dos diferentes ramos de trabalho. a conexão dentro da .

manufatura. dos trabalhos parciais se realiza através da venda de diferentes .

forças de trabalho ao mesmo capitalista que as emprega como força de trabalho .

coletiva. A divisão manufaturei ra do trabalho pressupõe concentraçã o dos meios .

de produção nas mãos de um capitalista. a divisão social do .

dispersão dos meios de produção entre produtores de .trabalho.

mercadoria s. independen tes entre si (MARX.407 - . p. 1989.

Grifo nosso).” O processo de divisão vai sofrendo modificações . São processos .

de especializaç ões na produção. crescentes com a grande indústria20. .

fruto dos processos reais. de inúmeros processos produtivos desenvolvido s pela .

subdividindo o trabalho.necessidade de aumentar a produção em seu alcance no mercado. .

determinand o-o e tornando-o exclusivo. “Em . como já apontava Smith.

virtude de experiências. cada operação foi sendo cada vez mais subdividida e .

cada nova subdivisão isolada e transformada em função exclusiva de um trabalhador .

determinado (MARX. 1989. é uma divisão concreta que irá servir de . p.388).” Para Marx.

que envolve. além das diferenças .ponte para chegarmos às relações sociais produtivas.

Estas se . outro tipo de mediação: as próprias relações sociais.técnicas do trabalho.

da propriedade privada .realizam através da apropriação do trabalho alheio.

dos meios de produção. relações que expressam a exploração dos trabalhadore s pelos .

A divisão do trabalho também apresenta as relações sociais entre .capitalistas.

os próprios capitalistas que dominam e necessitam trocar suas mercadorias. realizar o .

movimento de comprar e vender. mas aponta a mútua interferência . Marx não aprofunda.

das divisões sociais na produção e a influência da produção na formação societária. . Assim.

podemos entender melhor porque Marx não se limita ao entendiment o de Adam .

em que a divisão do trabalho é a explicitação da produção moderna. como se fora .Smith.

para SMITH (1985. A divisão do trabalho. p.41).somente um quesito técnico. .

é explicitada apenas enquanto „forças produtivas‟ no processo produtivo: “O maior .

. e a maior parte da habilidade.aprimoramen to das forças produtivas do trabalho.

.destreza e bom senso com os quais o trabalho é em toda parte dirigido ou executado.

em contradição .” As classes sociais.parecem ter sido resultados da divisão do trabalho.

com o desenvolvim ento das forças produtivas. vão fundamentar a .

compreensã o da divisão social do trabalho. a sua explicitação e inclusive a sua não .

o que é velado através do conceito de divisão social do .explicitação. Afinal.

trabalho? A apropriação privada dos meios de produção e o necessário assalariame nto do .

o das relações .trabalho no processo de reprodução da sociedade capitalista. Esse lado.

produtivas da sociedade. pois se encontram . é menos desenvolvido teoricamente .

„esquecidas‟ ou impossibilita das diante do compromiss o com a .

por parte dos economistas burgueses. De outro.sociedade burguesa. por parte dos .

críticos. estão limitados à separação mecânica entre „forças produtivas‟ e „relações .

primeiro. O problema ocorre quando.sociais de produção‟. não são diferenciada .

quando a divisão é .s as distintas implicações da divisão social do trabalho. segundo.

não .vista somente como um problema técnico da produção. No caso.

expressa a contradição entre o desenvolvim ento das forças produtivas e .

as relações sociais de produção. Marx aponta a superação dessa visão quando apresenta .

subordinand o-as às .concretamen te o processo da divisão social do trabalho.

relações classistas existentes. Como conseqüênci a do não enfrentament o às .

o entendiment o da divisão do trabalho passa a ser .diferenças apontadas acima.

A divisão é simplesment e uma questão de bom funcionamen .tecnocrático ou idealista.

É .to da máquina social produtiva. como Adam Smith apontava.

nesta direção que queremos ponderar: a ampliação do entendiment o dominante .

da divisão do trabalho. como um dos 3 IV Conferencia Internacional "La obra de .

Carlos Marx y los desafíos del siglo XXI" pontos de partida na discussão da formação da .

força de trabalho. inserida nas relações produtivas históricas. Em relação ao modelo .

queremos reforçar a existência da divisão e sua expressão não só como .de competência s.

de uma inserção nos .um problema de habilidade a ser enfrentado. e sim.

Quando Marx aborda a divisão social na .ditames das relações sociais dominantes.

na .manufatura é descrita a historicidade dessa divisão também no terreno técnico.

Como já dissemos. é .divisão de ofícios. nas atividades. no processo de divisão do trabalho.

importante entender essas especificidad es. separar os . portanto. e.

entendiment os que expressam a divisão do trabalho. bem . sem ossificálas.

.como entender os elementos que permanecem vivos no fazer humano.

Seguimos para uma outra referência dessa dinâmica de modificação e .

Em diversos momentos.permanência do fazer social. Marx escreve sobre a .

Num .divisão natural do trabalho e mostra o exemplo da divisão de trabalho por sexo.

. aborda as divisões construídas historicamen te.patamar superior.

que respondem às exigências dos diversos modos de produção desenvolvido .

As diferenciaçõ es necessárias.s na história da humanidade. existentes na .

Por exemplo. consistem numa totalidade em movimento.divisão do trabalho. .

é profundamen te .a divisão sexual. apontada por Marx como uma divisão natural.

modificada no capitalismo. Hoje. o próprio desenvolvim ento das forças .

produtivas vem apontando para modificações substantivas dessas diferenças. .

antes. a divisão entre homens e .Considerada . natural. como uma questão técnica.

mulheres passa a ser vista como diferenças construídas em um dado momento histórico. .

pela própria dinâmica das relações sociais com o desenvolvim ento das forças .

produtivas. A própria possibilidade das mulheres substituírem homens .

uma mudança da categorizaçã . enquanto resultante.no processo produtivo exemplifica.

.o da divisão do trabalho na história. De categoria natural. anteriorment e.

Essa dupla constituição da divisão do .transformase numa categoria histórica.

ser criança .trabalho. por causas naturais. como uma divisão natural.

está também relacionada à divisão histórica de trabalho.ou ser adulto. Neste .

sentido. As divisões naturais . as relações produtivas sociais recriam essa divisão.

também estão relacionadas à possibilidade do desenvolvim .

como é o caso das mulheres. O desenvolvim .ento histórico das forças produtivas.

ento tecnológico possibilitou a participação delas no processo exploratório. especificame .

redefinido a questão da mulher como uma questão histórica e não mais .nte no capitalismo.

O .como uma questão natural atrelada à divisão natural sexual do trabalho.

que era considerado natural transformouse em histórico. conforme explicitado .

no volume II dos Grundisse: “Pero que sólo son leyes naturales del .

hombre en determinado desarrollo histórico. con un determinado desarrollo de las fuerzas .

productivas. . condicionado por su propio proceso histórico (MARX.

113)”. Como fruto do entendiment o da divisão do trabalho.1989. p. naquilo que .

ela propicia no processo produtivo e organizativo da sociedade. deve-se atentar para .

.a necessidade da troca na base do processo da divisão do trabalho.

“Cambio y división del trabajo se condicionan recíprocam ente. Cuando .

cada [[individuo]] trabaja para sí y su producto no representa nada para sus propios .

deber naturalmente realizar intercambios . no sólo para participar en lo patrimonio .fines.

productivo general. sino también para transformar el propio producto en un medio de vida para sí .

85 grifo nosso)”. 1989a.mismo (Marx. Se limitarmos o entendiment o da divisão . p.

desvinculado da necessidade do capital em produzir e .do trabalho em si.

não conseguirem os entender a amplitude da divisão do trabalho. .realizar o valor.

a obscuridade em não separar as duas expressões da divisão do .Além do mais.

conseqüente .trabalho atrapalha a compreensã o do sentido fundamental da produção de valor e.

da formação da força de trabalho. não poderemos entender a .mente. Por outro lado.

divisão do trabalho e suas conseqüênci as suprimindo a produção de valor-de-uso. .

É impossível a existência da força de trabalho sem a efetivação de algum valor de uso .

tanto nos produtos dos seres humanos. .naquilo que é produzido enquanto mercadoria.

o processo produtivo vai beber . Desse modo.quanto na própria força de trabalho.

4 IV Conferencia Internacional "La obra de Carlos Marx y los desafíos del siglo XXI" .

dos mecanismos de produção de valores de troca. passando objetivament .

e pela resposta às necessidade s. um valor-de-uso. portanto. tendo. A produção de valor é .

algo inseparável da sua possibilidade de ser útil e de ser trocada e no capitalismo .

atinge o máximo da polarização da produção. No caso. se nos primeiros processos .

da humanidade o centro da produção era sua utilidade e a troca era incipiente. no .

seu desenvolvim ento. a troca éo mecanismo para se atingir o .

sentido último dos produtos. especialment e. A troca tem a . no capitalismo.

que muitos . Tal é sua força.centralidade para realização da mais-valia produzida.

economistas chegam a colocá-la. como o centro produtor do . equivocada mente.

novo valor. no processo de troca é impossível prescindir da sua . Como sempre.

utilidade. seria . em primeira vista. mesmo que seja uma “utilidade supérflua”..a qual.

o sentido de útil não exprime necessariam ente um . Entretanto.um contrasenso.

Portanto. todas as mercadorias . da relação de interesses respondidos. sim.padrão moral e.

apresentam essa dupla face. quando a . Retomando a idéia da divisão do trabalho.

tenderemos a pensá-la .entendemos somente como um elemento técnico da produção.

básico para .somente como uma força produtiva. desligada de seu outro lado.

colocada nas relações sociais de produção. Portanto.a realização da troca. .

quando apanhamos os lados que expressam a divisão do trabalho. necessitamo .

O limite é reduzirmos a .s perceber esses lados produzidos e produtores destes valores.

como conseqüênci a.composição da divisão do trabalho e. na composição da força de .

trabalho e na forma de apresentar o trabalho. somente como a capacidade .

Entenda-se o concreto como algo específico de .técnica de produzir algo concreto.

uma atividade determinada. deixando assim impossibilita da a apreensão .

.do trabalho abstrato que compõe a totalidade do trabalho para produção de mercadorias.

conseqüente mente.que é justamente a possibilidade de mensuração e. da .

É uma ação indeterminad a. medida pelo tempo gasto .realização das trocas.

.socialmente necessário na produção de uma mercadoria. que constitui o trabalho abstrato.

O debate das competência s deve ser enriquecido pela recuperação .

da categoria da divisão do trabalho. quando lermos a formação da força de . No caso.

devemos sempre entendê-la dentro da lógica da divisão do .trabalho por competência s.

trabalho e de sua característic a em sua totalidade. Impossível tratá-la fora desse .

entender esse parâmetro não é analisar as .fundamento básico. Além disso.

a necessidade de elas .competência s fora do conteúdo das relações sociais existentes.

expressarem um valor concreto. de uso. mas também de serem valoradas .

Assim. no mercado.através da troca. poderemos ter elementos . ou seja.

para sair da armadilha fetichista da idéia e da prática de competência que se .

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y los desafíos del siglo XXI" Karl Marx .

(Breve nota biográfica com exposição do marxismo) Prefácio O artigo sobre Marx. que ago .

mim escrito em 1913 (se bem lembro) para o dicionário Gran No final do art .aparece impre em separado.

N .inseria-se uma bibliografia ba pormenorizada acerca de Mar sobretudo de publicações estrangeiras.

Além d a redação do dicionário.incluída na pre edição. supri final do artigo . por vez. devido à censura.

pois o .Marx. é impossível reproduzir aqu final. onde se expunha a sua revolucionária Infelizmente.

Lembro apenas que aí citava. a passa . entre o coisas.rascunho ficou os meus papéi Cracóvia ou na Suíça.

da carta de Ma Engels. datada 16 de abril de em que Marx escrevia: ―Na Alemanha tudo dependerá da .

En coisa será ótim .possibilidade d apoiar a revolu proletária com espécie de seg edição da guer camponesa.

.isto que não compreendera 1905. os nosso mencheviques desceram agor a traição comp ao socialismo.

Karl Marx nasc dia 5 de maio 1818 em Trève . 14 de de 1918.passagem par lado da burgue Moscou.

rica.(Prússia renan seu pai. um advogado israe se converteu e 1824 ao protestantismo família. c .

não era revolucionária terminado o lic Trèves. Marx e para a Univers de Bonn. depo para a de Berl .

sobretud História e Filos Em 1841.estudou Direit mas. acab os seus estudo defendendo um tese de doutor .

Naque época as suas concepções faz dele um hegel idealista. Em B fez parte do cí .sobre a filosof Epicuro.

dos ―hegeliano esquerda‖ (qu compreendia e outros Bruno B que procurava extrair da filos de Hegel concl .

fixou-se em Bo onde esperava tornar-se profe .atéias e revolucionária Após ter saído Universidade.

Mas a política reacionária de governo que r a Ludwig Feue a regência de cadeira em 18 que lhe tinha d .

novo recusado acesso à Universidade e 1836. tinha impedido o jov professor Brun . e que. e 1841.

Bauer de fazer conferências e Bonn. N época. obrigou a renunciar a u carreira universitária. o .

Feuerbach com .desenvolvimen idéias do hegelianismo d esquerda prog na Alemanha rapidamente.

a crit teologia e a se orientar para o materialismo q em 1841. o conquista .sobretudo a pa de 1836.

1843 aparecem seus Princípios Filosofia do Fu ―É preciso ter- .inteiramente ( Essência do Cristianismo).

experimentado pessoalmente libertadora‖ de livros. escrevia tarde Engels a propósito dest obras de Feue .

―Nós (quer diz hegelianos de esquerda. o . inclu Marx) nos torn imediatamente feuerbachiano Nesta época.

fundaram em .burgueses rad da Renânia. qu tinham certos pontos de con com os hegelia de esquerda.

Colônia um jor oposição. Gaze Renana (que apareceu a pa dia 1º de jane 1842). Marx e Bauer empenh .

se nela como principais colaboradores outubro de 18 Marx tornou-s redator-chefe. trocou então B .

S direção de Mar tendência democrática revolucionária jornal afirmou cada vez mais .por Colônia.

susp .governo. decidiu em seg no dia 1º de ja de 1843. depo ter submetido jornal a uma d tripla censura.

M viu-se obrigad deixar o seu p de redator.lo completame Nesta altura. que f . ma sua saída não o jornal.

proibido em m de 1843. Dent artigos mais importantes qu Marx publicou Gazeta Renana Engels cita um .

artigo sobre a situação dos vinhateiros do do Moselle. A atividade de jornalista tinha mostrado a Ma .

que os seus conhecimentos economia polít eram insuficien por isso começ estudar com a esta disciplina .

Em 1843. Ma casou com Jen von Westphale uma amiga de infância. em Kreuznach. da qu estava noivo q .

estudante. O irm mais velho de . A s mulher era ori de uma família aristocrata reacionária da Prússia.

von Westphale ministro do In da Prússia num épocas mais reacionárias: 1 1858. No outo 1843. Marx foi .

.Paris para edit estrangeiro um revista radical Arnold Ruge (1 1880. hegelian esquerda pres 1825 a 1830.

Só apa o primeiro fasc desta revista. intitulado Os A . bismarc depois de 186 1870).emigrado após 1848.

Franco-Alemãe cuja publicaçã interrompida e conseqüência dificuldades de divulgação clandestina na .

Marx aparece-nos já um revolucion .Alemanha e de divergências c Ruge. Nos arti publicados nes revista.

que proclama crítica implacá tudo quanto ex e. em particula ―crítica das arm e apela para a massas e para .

proletariado. Em setembro d 1844. Friedrich Engels vai a Pa por alguns dia torna-se desde então o amigo .

íntimo de Marx Ambos tomara parte na vida intensa que na época tinham grupos revolucionário .

com quem Marx categoricamen .Paris (era particularment importante en doutrina de Proudhon.

ajustou contas Miséria da Filo editada em 18 combatendo asperamente a diversas doutr do socialismo .

pequeno-burg elaboraram a t e a tática do socialismo pro revolucionário comunismo (marxismo). V .

Em 184 pedido do gov prussiano. 1 1848.as obras de Ma desta época. Mar expulso de Par como perigoso .

Na primavera de 1 Marx e Engels filiaram-se a u sociedade secr .revolucionário Instalou-se em Bruxelas.

novembro de 1 .―Liga dos Comunistas‖ e tiveram um pa primeiro plano Congresso des Liga (Londres.

publicado em fevereiro de 18 .A pedido do Congresso. redigiram o cé Manifesto do P Comunista.

o materialismo conseqüente .Esta obra expõ uma clareza e notáveis a nov concepção do mundo.

estendido à vid social. a te luta e classes papel revolucio . a dialét ciência mais v mais profunda evolução.

atribuído pela história mundi proletariado. a sociedade comunista. c de uma nova sociedade. .

Quando eclodi revolução de fevereiro de 18 Marx foi expul Bélgica. Regre novamente a P que deixou de .

Fo que apareceu. de junho de 18 até 19 de maio .da revolução d março para vo Alemanha e fix em Colônia.

de qu Marx foi o reda chefe.1849. A nova foi brilhanteme confirmada pe curso dos . a Nova Renana.

posteriorment todos os movimentos proletários e .acontecimento revolucionário 1848-1849 e.

democráticos e todos os paíse mundo. A cont revolução vito arrastou Marx tribunal (foi absolvido em 9 .

fevereiro de 18 depois expulso da Alemanha ( de maio de 18 Voltou então p Paris. de onde igualmente ex .

As condições d .após a manife de 13 de junho 1849. e partiu depois para Lo onde viveu até dos seus dias.

como revela com particular viva a correspondê entre Marx e E .vida de emigra eram extrema penosas.

(editada em 1 Marx e a famíl viviam literalm esmagados pe miséria. sem o financeiro cons e dedicado de .

Além . Marx n não teria podid acabar O Capi como teria fatalmente sucumbido à miséria.Engels.

do socialismo não proletário em .as doutrinas e correntes predominantes socialismo peq burguês.

p vezes. incessante e.obrigavam Ma sustentar uma implacável. a defen mesmo dos at pessoais mais .

furiosos e mai absurdos (Her Vogt). Ma desenvolveu n . Conserv se à margem d círculos de emigrados.

série de trabal históricos a su teoria materia dedicando-se. . ao estudo da econ política. sobretudo.

Revolucionou e ciência (ver a o capítulo acer doutrina de Ma nas suas obras a Crítica da Economia Polít .

final dos anos .(1859) e O Ca (t. 1867). l. A época da reanimação do movimentos democráticos.

nos anos 60. l Marx a voltar a trabalho prátic em 1864 (em setembro) que fundou em Lon a célebre I .

Associação Internacional d Trabalhadores foi a sua alma sendo o autor primeiro ―Apel .Internacional.

Un o movimento operário dos .de um grande número de resoluções. declarações e manifestos.

diversos paíse procurando or numa via de atividade comu diferentes form socialismo não proletário. pré .

oscilações dos lassallianos pa direita na Alem . Bak o trade-unioni liberal inglês.marxista (Maz Proudhon.

Marx forjando uma única para a lu proletária da c .). combate as teorias de t estas seitas e escolas.etc.

operária nos diversos paíse Depois da que Comuna de Pa (1871) — a qu Marx analisou Guerra Civil na .

tã justa. 1871) uma maneira t penetrante. tão brilh tão eficaz e revolucionária depois da cisã .França.

a Internacional n pôde continua subsistir na Eu Depois do Con de 1872 em H .provocada pelo bakuninistas.

Marx consegui transferência d Conselho Gera Internacional p Nova Iorque. A Internacional t cumprido a su .

missão históric dava lugar a u época de crescimento infinitamente m do movimento operário em to .

formação de partidos social operários de m .os países do m caracterizada seu desenvolv em extensão.

no quadro dos diversos Estad nacionais. A sua atividad intensa na Internacional e seus trabalhos .

que exigiam esforç ainda maiores abalaram definitivament saúde de Marx Prosseguiu a s .teóricos.

reunin uma massa de documentos n .obra de transformação economia polít de acabament Capital.

morre a . mas doença impedi terminar O Ca A 2 de dezemb 1881.estudando vár línguas (o russ exemplo).

mulher. A 14 d março de 1883 Marx adormec pacificamente. sua poltrona. F enterrado junt . p último sono.

Vário filhos de Marx morreram mui jovens. em Londres. em Lo .sua mulher no cemitério de Highgate.

quando a famí atravessava um grande miséria das suas filhas casaram com socialistas ingl franceses: Ele .

Laura Lafargue e Jen Longuet. um d filhos (Jean Lo desta última é membro do Pa Socialista Fran .Aveling.

1. A Doutrina Marx O marxismo é sistema das id da doutrina de Marx continuo desenvolveu p .

nos três p mais avançado humanidade: a filosofia clássic .genialmente a principais corr ideológicas do XIX.

alemã. a econ política clássic inglesa e o socialismo fran em ligação com doutrinas revolucionária .

francesas em g O caráter notavelmente coerente e inte das suas idéia reconhecido pe próprios adver .

no se conjunto. constituem o materialismo moderno e o socialismo cien moderno como .— e que.

teoria e progra do movimento operário de to países civilizad obriga-nos a fa preceder a exposição do .

de um breve resumo concepção do mundo em ger . doutrina econô de Marx.conteúdo esse do marxismo.

O Materialismo Filosófico Desde 1844-1 época em que formaram as s idéias. f . Marx fo materialista.

particular. par de L. Feuerbac cujo único lado foi. para ele. m mais tarde. a f de coerência e universalidade .

seu materialism Marx via a importância hi mundial de Feuerbach. precisamente . qu época‖.

já desde século XVIII e nomeadament .ruptura decisiv o idealismo de e na sua afirm do materialism que.

ass como contra a religião e a teo . não fo apenas uma lu contra as instituições po existentes.França.

.existentes.. ma também. con toda a metafís (tomada no se de ―especulaçã ébria‖ por opo a uma ―filosofi .

―o proce pensamento — .sóbria‖) [A Sa Família. escrev Marx. no Literarischer Nachlass]. ―Pa Hegel‖.

.ele mesmo transforma nu sujeito autôno sob o nome de — é o demiurg criador) do rea Para mim.

l. posfácio da se . ideal não é sen material trans e traduzido na cabeça do hom [O Capital.inversamente.

Perfeitamente acordo com a filosofia mater de Marx. En expondo-a no Dühring. que M .edição]. F.

A unidad do mundo con . escrevia: ―A u do mundo não consiste no se ser...lera ainda em manuscrito.

. um longo e lab desenvolvimen filosofia e da c da natureza. .na sua materia e esta é demonstrada...

. .movimento é o modo de exist da matéria.. Nu em parte algum houve nem po haver matéria movimento.

o que sã . Mas perguntado.. d disso.Matéria sem movimento é t impensável co movimento se matéria..

concl que são produ cérebro human que o próprio homem é um .pensar e a consciência. e provêm.

produto da na que se desenv no seu ambien com ele. daí s compreende p só que os prod do cérebro hum .

que. m sim em . são igualmente pro da natureza. em última instância. n estão em contradição.

i para ele. ―He era idealista.correspondênc com a restante conexão da natureza‖. os pensamentos d .

por v Engels fala de ―reprodução‖) ou menos abst das coisas e .cabeça não era reflexos (no or Abbilder.

processos reai mas. inversam as coisas e o s desenvolvimen eram os reflex realizados da i que já existia .

do mundo. liv onde expõe as idéias e as de sobre a filosof Feuerbach e q . alg No seu Ludwig Feuerbach.

mandou imprim depois de ter l uma vez mais velho manuscr 1844-1845. sobre He . es em colaboraçã Marx.

Feuerbach e a Concepção Materialista da História. Engel escreve: ―A gr questão fundamental d .

Qu .. especialmente moderna..a filosofia. é a relação entre o pensamento e do espírito com natureza.

original: o esp ou a natureza? Conforme respondiam de maneira ou de a esta questão filósofos dividi .

em dois grand campos. Aque que afirmavam originalidade d espírito face à natureza e que conseguinte. .

em instância.admitiam. que via . uma criação do mu qualquer espé formavam o ca do idealismo. O outros.

Qualquer outro emprego dos .natureza como elemento prim pertencem às diversas escola materialismo‖.

conceitos de idealismo e de materialismo ( sentido filosófi não faz mais d criar a confusã Marx repudiou .

à religiã mas também o ponto de vista .categoricamen apenas o ideal sempre ligado uma maneira o outra.

criticismo. de Hume Kant. o positivismo so .particularment difundido nos dias. o agnosticismo.

considerando e gênero de filos como uma concessão ―reacionária‖ a .seus diferente aspectos.

e.idealismo. . n melhor dos ca ―uma maneira envergonhada aceitar o materialismo à escondidas.

é bom consultar. além já citadas obra Marx e Engels. A e respeito. carta de Marx .renegando-o p o mundo‖.

datada 12 de dezemb 1866. que . Huxley. em que. falando de um intervenção do célebre natura T.Engels.

mostrou ―mais materialista‖ d habitualmente reconheceu qu ―enquanto observamos e pensamos na b .

o critica por te ―aberto uma p de saída‖ para agnosticismo e .da realidade. n podemos sair materialismo‖.

a teoria de Hu importante. sobretudo. ret opinião de Mar sobre as relaçõ entre a liberda necessidade: ― .

necessidade só cega enquanto compreendida liberdade é a inteligência da necessidade‖. (Engels. Anti- .

Dühring.) É o reconheciment leis objetivas q regem a natur a transformaçã dialética da necessidade em .

ma cognoscível.liberdade (da mesma manei a transformaçã ―coisa em si‖. conhecida. e ―coisa para nó .

―essência das coisas‖ em ―fenômenos‖). defeito essenc ―velho‖ materialismo. incluindo o de .

mais forte razã do materialism ―vulgar‖ de Bü Vogt-Molescho era para Marx Engels: 1) que .Feuerbach (e.

materialismo e ―predominante mecanicista‖ e levava em con progressos ma recentes da qu e da biologia .

(atualmente co acrescentar ai teoria elétrica matéria). 2) q velho material não tinha um c histórico nem .

dialético (send pelo contrário. metafísico. no sentido de antidialético) e aplicava a con do desenvolvim .

3) q concebia a ―es humana‖ como abstração e nã .de forma conseqüente e todos os seus aspectos.

não fazendo assim do que ―interp .como o ―conju das relações s (concretament determinadas história).

enqu aquilo de que tratava era de ―transformar‖. em outras pala não compreen importância da .o mundo.

―atividade revolucionária atividade práti A Dialética Marx e Engels na dialética de a doutrina do .

. m rica de conteú mais profunda maior aquisiçã filosofia clássic alemã.desenvolvimen mais vasta.

Consideravam qualquer outro enunciado do princípio do desenvolvimen evolução. que mu . unila pobre.

. vezes.e deturpava a marcha real do desenvolvimen (marcha que. se efetu através de salt catástrofes.

―Ma eu fomos seguramente q os únicos que procuramos sa .revoluções) na natureza e na sociedade.

(do descalabro idealismo. incl o hegelianismo dialética consc para integrá-la concepção materialista da .

―A natureza é a comprovação d dialética. e tem dizer que a ciê moderna da natureza nos .natureza‖.

forneceu mate extremamente numerosos‖ (e foi escrito ante descoberta do dos elétrons. d transformação .

elementos etc. ―cujo volume aumenta dia a provando assim em última inst na natureza as coisas se pass .

dialeticamente não metafisicamen ―O grande pensamento fundamental‖. escreve Engels .

―segundo o qu mundo não po considerado co um complexo coisas acabada mas como um complexo de .

bem os seus reflexo mentais na no cabeça. aparentement estáveis.processos em coisas. os .

est grande pensam fundamental ..conceitos. pas por uma ininte transformação surgir e de perecer...

penetrou. já não encontr . tão profundament consciência co que. nesta generalidade. desd Hegel.

em domínio subm investigação. e pormenor. s . M reconhecê-lo e palavras e apli na realidade.contradição.

d absoluto.duas coisas diferentes‖. de sagrado. ―P ela‖ (a filosofia dialética) ―nad de definitivo. ela m .

a caducidade d tudo. e em tud para ela nada existe senão o processo ininterrupto de surgir e de per .

de qu própria não é o mero reflexo cérebro pensa Portanto. para .da ascensão se do inferior par superior.

a dialética é ―a ciência das leis gerais do movimento. ta mundo exterio como do pensamento .

Foi este aspec revolucionário filosofia de He que Marx adot desenvolveu. O materialismo .humano‖.

A ún coisa que resta filosofia anteri .dialético ―não precisa de nen filosofia coloca acima das outr ciências‖.

teoria do pensamento e suas leis. n concepção de . a lóg formal e a dial E a dialética compreende.

ci que deve cons o seu objeto .como na de He que hoje se ch teoria do conhecimento. gnosiologia.

também historicamente estudando e generalizando origem e o desenvolvimen conhecimento. .

Atualmente. penetrou quas .passagem do n conhecimento conhecimento. a do desenvolvim da evolução.

completament consciência so mas por outra que não a da filosofia de He No entanto. es idéia. tal como .

apoian em Hegel. É um . é m mais vasta e r conteúdo do q idéia corrente evolução.formularam M Engels.

desenvolvimen que parece rep etapas já percorridas. n base mais elev (―negação da . m outra forma.

e não linha reta.negação‖). um desenvolvimen assim dizer em espiral. um desenvolvimen saltos. por .

transformaçõe quantidade em qualidade.catástrofes. imp . ―soluções de continuidade‖. po revoluções.

internos do desenvolvimen provocados pe contradição. p choque de forç tendências dis agindo sobre .

interdependên .determinado c no quadro de u determinado fenômeno ou n de uma determ sociedade.

d todos os aspec cada fenômen a particularida que a história constantemen .ligação estreit indissolúvel.

re por leis.aparecer novo aspectos). tais s . liga que mostra um processo único universal do movimento.

certos traços d dialética. dess doutrina do desenvolvimen mais rica de conteúdo do q doutrina usual .

a carta de Mar Engels de 8 de janeiro de 186 onde ridiculari ―tricotomias rí de Stein. que absurdo confu .

) A Concepção Materialista da História Dando-se cont caráter .com a dialética materialista.

inconseqüente incompleto e unilateral do v materialismo. foi levado à convicção de q preciso ―pôr a .

S uma forma ge .ciência da soci de acordo com base materiali reconstruir est ciência a partir dessa base‖.

ele e quando aplicad vida social da humanidade.materialismo e a consciência p ser. q . e não o contrário.

explique a consciência so pelo ser social tecnologia‖. di (O Capital. ―revela o comportament . 1).

ativo do home para com a natureza. o pr imediato da produção da s vida e. d . por conseguinte.

suas condições sociais de vida representaçõe espirituais que brotam‖. Uma formulação co das teses .

fundamentais materialismo aplicado à soc humana e a su história é dada Marx no prefác sua obra Para .

nestes termos: ―Na produção da sua vida os homens entram determinadas .Crítica da Econ Política.

relações de produção que correspondem .relações. independentes sua vontade. necessárias.

A totalidade des .uma determin etapa de desenvolvimen suas forças produtivas materiais.

real sobre a qu ergue uma superestrutura .relações de produção form estrutura econ da sociedade.

jurídica e polít à qual corresp determinadas formas da consciência so modo de produ da vida materi .

política espiritual. Não consciência do homens que determina o se .que condiciona processo da vi social.

inversam o seu ser socia determina a su consciência. N certa etapa do desenvolvimen forças produtiv .mas.

materiais da sociedade entr em contradiçã as relações de produção exist ou. o que é ap uma expressão .

jurídica delas. as relações de propriedade no das quais até e se tinham mov De formas de desenvolvimen .

uma ép revolução soci . Ocor então.forças produtiv estas relações transformam-s grilhões das mesmas.

Com a transformação fundamento econômico alte mais devagar mais depressa a imensa .

superestrutura consideração d alterações tem distinguir sem entre a alteraç material – que podemos verif .

um modo cientificamente rigoroso como ciências natura condições econômicas da produção e as .

formas jurídica políticas. em suma. ideológi em que os hom ganham consc . religi artísticas ou filosóficas.

tam .deste conflito resolvem. Do mesmo modo não se julga o um indivíduo é que ele imagin si próprio.

isso si explicar esta consciência a p .se pode julgar tal época de alteração a pa sua consciênci se tem.

das contradiçõ vida material. conflito existen entre forças produtivas e relações de produção socia .

―Nas suas gran linhas. feudal modernament burguês. pode designados co . os mod produção asiát antigo.

épocas progre da formação econômica e s (Ver a fórmula sucinta que Ma na sua carta a Engels datada .

de julho de 18 nossa teoria d determinação organização do trabalho pelos de produção‖) A descoberta d .

ma exatamente. a extensão conseqüente d .concepção materialista da história ou. a aplicação.

materialismo a domínio dos fenômenos soc eliminou os do defeitos essen das teorias da história anterio .

estas consideravam.Marx. melhor dos ca motivações ideológicas da atividade histó . Em prim lugar.

dos homens. s investigar a or dessas motiva sem apreende leis objetivas q presidem o desenvolvimen .

sistema das re sociais e sem descobrir as ra dessas relaçõe grau de desenvolvimen produção mate .

enq o materialismo .em segundo lu as teorias ante não abarcavam precisamente das massas da população.

histórico perm pela primeira v estudar com a precisão das c naturais as condições soci vida das mass .

as modificaçõe dessas condiçõ ―sociologia‖ e historiografia anteriores a M no melhor dos casos. acumul .

fatos em bruto fragmentariam recolhidos. e expuseram alg aspectos do processo histó marxismo abri .

caminho ao es universal e com do processo do nascimento. desenvolvimen declínio das formações .

ligando-as às condições de .econômico-soc examinando o conjunto das tendências contraditórias.

exatamente determináveis diversas classe sociedade.existência e de produção. afa o subjetivismo .

arbítrio na sele das diversas id ―dominantes‖ sua interpreta revelando as r de todas as idé todas as difere .

se exceção. Os homens são os artífices da sua .tendências. no es das forças produtivas materiais.

ma precisamente. massas human .própria históri que causas determinam as motivações do homens e.

Qual é a causa conflitos de idé aspirações contraditórias? que representa conjunto deste conflitos na m .

das sociedade humanas? Qua as condições objetivas da produção da v material nas q se baseia toda .

atividade histó dos homens? Q a lei que presi desenvolvimen destas condiçõ Marx fez incidi sua atenção so .

todos estes problemas e tr o caminho par estudo científic história conceb como um proc único regido p .

A Luta de Clas Todo mundo s .apesar da sua prodigiosa var de aspectos e todas as suas contradições.

que. q . que a social está che contradições. em qualq sociedade. as aspirações de contrariam as outros.

história nos m a luta entre po sociedades. que ela n mostra. além d uma sucessão . as como no seu p seio.

períodos de revolução e de reação. de estagnação e d progresso rápi de decadência . de paz guerra.

neste aparente. labirinto. perm descobrir a existência de l teoria da luta .marxismo deu condutor que.

Só o e do conjunto da aspirações de os membros d sociedade ou d grupo de socie permite definir .classes.

uma precisão científica. o resultado dest aspirações. Or aspirações contraditórias nascem da dife .

―A história de tod sociedade até .de situação e d condições de v das classes em se divide qualq sociedade.

escreve Marx n Manifesto do P Comunista (excetuando a história da comunidade primitiva. .

―é história da luta classes. .acrescentaria mais tarde). Home livre e escravo patrício e pleb barão e servo.

burguês da corporação e o em suma. est em constante antagonismo e . opressores e oprimidos.

aberta outras. travaram u luta ininterrup algumas vezes oculta.si. uma lu acabou sempr uma transform .

. A moderna socie burguesa. saíd .revolucionária toda a socieda com o declínio comum das cla em luta..

novas .declínio da sociedade feud não aboliu os antagonismos classe. Limitou colocar novas classes.

.condições de opressão. nova formas da luta lugar das ante A nossa época época da burg distingue-se.

contudo. em dois . por t simplificado os antagonismos classe. Toda a sociedade está cindir-se. cada mais.

grandes camp hostis. em dua grandes classe confronto diret burguesia e o proletariado‖. grande revoluç .

a his da Europa.francesa. revela. com particular evid o verdadeiro fu dos acontecim . em muitos países.

a luta de class na época da Restauração s aparecer na Fr um certo núm historiadores (Thierry. Guizo .

Thiers sintetizando os acontecimento puderam deixa reconhecer qu luta de classes chave para a .Mignet.

Ora.compreensão toda a história francesa. época contemporâne época da vitór completa da .

das instituições representativa sufrágio amplo (senão univers da imprensa d barata e que c .burguesia.

.às massas etc época das associações operárias e patronais pode e cada vez ma vastas etc. m .

―constituciona a luta de class .com mais evid ainda (embora vezes. sob um forma unilater ―pacífica‖.

motor dos acontecimento seguinte passa do Manifesto d Partido Comun mostra-nos o q Marx exigia da .

ciência social p análise objetiv situação de ca classe no seio sociedade mod em ligação com análise das .

só . hoje em d defrontam a burguesia.condições do desenvolvimen cada classe: ―D todas as classe que.

proletariado é classe realmen revolucionária demais classes se arruinando soçobram com grande indústr .

proletariado é produto mais característico d As camadas m o pequeno industrial. o pequeno .

o artesão.comerciante. comb a burguesia pa assegurar a su . o camponês. face ao declínio. tod eles.

pois.existência com camadas médi Não são. são reacionárias. revolucionária conservadoras ainda. .

procuram faze andar para trá roda da históri são revolucion são-no apenas da sua iminen passagem par .

não defendem os s interesses presentes. ma futuros. abandonando .proletariado. e assim.

posição própri se colocarem n proletariado‖. numerosas ob históricas Marx exemplos brilh e profundos de .

dos div grupos ou cam . d análise da situ de cada classe particular. e. p vezes.historiografia materialista.

A .no seio de um classe. mostra até a evidência porque e como ―todas as lutas classes são lut políticas‖.

passagem que acabamos de c ilustra clarame como é comple rede das relaç sociais e dos g transitórios de .

classe para ou passado para o futuro. que Ma analisa para determinar a resultante do desenvolvimen .

mai completa e ma . A teoria de Ma encontra a sua confirmação e aplicação mais profunda.histórico.

2. A Doutrina Econômica de ―O fim último obra‖. diz Mar .pormenorizada sua doutrina econômica.

―é desvendar a le econômica do movimento da sociedade mod isto é. da socie .seu prefácio a Capital.

da sociedade burg O estudo das relações de produção de u sociedade historicamente .capitalista.

determinada e concreta no se nascimento. tal é conteúdo da doutrina econô . desenvolvimen declínio.

a análise Marx começa p .de Marx. O qu domina na soc capitalista é a produção de mercadorias. p isso.

análise da mercadoria. O Valor A mercadoria é primeiro lugar coisa que satis uma necessida .

A utilida uma coisa faz um valor de us .qualquer do ho em segundo lu uma coisa que pode trocar po outra.

a prop na troca de um número de val .valor de troca simplesmente valor) é. em primeiro lugar relação.

de uso de uma espécie contra certo número valores de uso outra espécie. experiência co mostra-nos qu .

através de mil de milhares de milhões de tro deste tipo se comparam incessantemen valores de uso .

O qu em comum en estas coisas diferentes.diversos e mai díspares. constantemen . que tornadas.

Troca .equivalentes n determinado s de relações so O que elas têm comum é sere produtos do trabalho.

os seus produt homens criam relações de equivalência e os mais difere gêneros de tra A produção da .

mercadorias é sistema de rel sociais no qua diversos produ criam produto variados (divis social do traba .

em que todos produtos se equiparam uns outros na troc conseguinte. o comum a toda mercadorias n .

trabalho concr um ramo de produção determinado. um trabalho d gênero particu mas o trabalho .

humano abstra trabalho huma geral. Numa d sociedade. tod força de traba representada p soma dos valo .

todas as mercadorias constitui uma mesma força d trabalho huma milhares de m de atos de troc .

mercadoria considerada isoladamente n representa por senão uma cer parte do temp .demonstram.

trabalho social necessário. A grandeza do v determinada p quantidade de trabalho social necessário ou .

tempo de trab socialmente necessário par produção de determinada mercadoria. de determinado v .

―Ao equiparar os s diversos produ troca como va os homens equiparam os diversos traba .de uso.

como trabalho humano. disse velho economi . Não sabem. mas fa no‖. O valor é relação entre d pessoas.

mas deveria acrescentar: u relação entre pessoas escon sob a envoltur coisas. Só part do sistema de .

fenômen . relações que s manifestam na troca.relações sociai produção de u formação histó determinada.

todas .generalizado q repete milhare milhões de vez que se pode compreender o é o valor. ―Com valores.

D de uma análise detalhada do d .mercadorias sã apenas quanti determinadas tempo de trab cristalizado‖.

caráter do trab incorporado na mercadorias. A pri tarefa que Mar . M passa à anális forma do valor dinheiro.

começa .atribui é inves origem da form dinheiro do va estudar o proc histórico do desenvolvimen troca.

singu acidental do va uma quantidad determinada d .pelos atos de t particulares e fortuitos (―form simples.

.mercadoria é trocada por um quantidade determinada d outra mercado para passar à geral do valor.

sem .quando várias mercadorias diferentes são trocadas por o mercadoria determinada e concreta.

equivalente ge . quando se torna esta mercadoria determinada.mesma. e acab forma dinheiro valor.

Produto suprem desenvolvimen troca e da pro de mercadoria dinheiro encob dissimula o ca social dos trab .

Marx submete a um .parciais. a liga social entre os diversos produ unidos uns aos outros pelo mercado.

análise extremamente minuciosa as diversas funçõ dinheiro. e é especialmente importante no .

que também a (como nos prim capítulos de O Capital) a form abstrata de exposição que vezes. parece .

puramente ded reproduz. na realidade. uma documentação imensamente sobre a históri desenvolvimen .

A formas particu .troca e da pro de mercadoria dinheiro press um certo nível troca de mercadorias.

do dinheiro. te e dinheiro univ . m equivalente de mercadorias. o meio de circula ou meio de pagamento.

confo diferente alcan preponderânci relativa de um dessas funçõe graus muito di do processo so .indicam.

de produção‖. Capital.) A Mais-Valia Num certo gra desenvolvimen produção de mercadorias. I. o .

fórmula da circulação de mercadorias e (mercadoria) — (dinheiro) — M .dinheiro transf se em capital.

(mercadoria). fórmula geral capital é: D — . venda de uma mercadoria pa compra de out Pelo contrário.

D. isto é. É a est acréscimo do v primitivo do di posto em circu que Marx cham . comp para a venda ( lucro).

É precisamente . Est ―acréscimo‖ do dinheiro na circulação cap é um fato conh de todos.mais-valia.

numa relação social produção historicamente .―acréscimo‖ qu transforma o dinheiro em ca ou seja.

n . mais-valia não provir da circu das mercadori porque esta só conhece a troc equivalentes.determinada.

tampouco. pod provir de um aumento dos p porque as perd os lucros recíp dos comprado dos vendedore .

genera e não de um fenômeno indi Para obter a m .equilibrar-se-ia trata-se de um fenômeno soci médio.

valia ―seria pre que o possuido dinheiro desco no mercado um mercadoria cu valor de uso fo dotado da .

propriedade si de ser fonte de valor‖. uma mercadoria cu processo de consumo fosse mesmo tempo .

processo de cr de valor. E est mercadoria ex a força de trab humana. e trabalho cria v . O seu é o trabalho.

O possuidor de dinheiro comp força de traba pelo seu valor como o de qua outra mercado determinado p .

pelo custo d manutenção d operário e da s .tempo de trab socialmente necessário par sua produção é.

de o . o possuidor do dinheiro fica co direito de cons la. isto é.família). Tendo comprado a fo trabalho.

suponh durante doze h Mas em seis h (tempo de trab ―necessário‖).la a trabalhar durante um di inteiro. .

e durante as out seis horas (tem trabalho .operário cria u produto que co as despesas da manutenção.

Por . que constitui a ma valia.―suplementar‖ um produto ―suplementar‖ retribuído pelo capitalista.

conseguinte. d ponto de vista processo de produção é necessário dis duas partes do capital: o capi .

instrumentos d trabalho.constante. c . inv nos meios de produção (máquinas.). maté primas etc.

valor passa se modificação (d só vez ou por partes) para o produto acaba o capital variá que é investid .

crian .pagar a força d trabalho. O va deste capital n conserva invar antes aumenta processo do trabalho.

mais-valia. As para exprimir de exploração força de traba pelo capital te de comparar a valia não com .

capital total, m unicamente co capital variáve taxa de mais-v nome dado po a essa relação seria, no nosso

exemplo, de 6 de 100%. A condição his para o apareci do capital resid primeiro lugar acumulação de

certa soma de dinheiro nas m de certas pess num estágio d desenvolvimen produção de mercadorias, e

geral, já relativamente elevado; em segundo lugar existência de operários ―livr sob dois aspec

livres de quais entraves ou restrições para venderem a su força de traba livres por não terras nem me

produção em g —, de operário qualquer propriedade, d operários ―proletários‖ q não podem su

senão vendend sua força de trabalho. O aumento da valia é possíve graças a dois processos

fundamentais: prolongamento jornada de tra (―mais-valia absoluta‖) e a redução do tem de trabalho

necessário (―m valia relativa‖) Marx, analisan primeiro proce traça um quad grandioso da l classe operária

redução da jor de trabalho e d intervenção do poder de Estad primeiro para prolongá-la (sé XIV a XVII), o

diminuí-la (legislação fab século XIX). D da publicação Capital, a histó movimento op em todos os p

civilizados do mundo, fornec milhares e mil de novos fatos ilustram esse quadro. Na sua análise

produção da m valia relativa, estuda as três etapas históric fundamentais processo de intensificação

produtividade trabalho pelo capitalismo: 1 cooperação sim 2) a divisão do trabalho e a manufatura; 3

máquinas e a indústria. A profundidade c que a análise d Marx revela os traços fundam e típicos do

desenvolvimen capitalismo ap entre outras co no fato de o es da chamada indústria artes russa fornecer

materiais muit abundantes pa ilustrar as dua primeiras dess três etapas. Q à ação revolucionária

grande indústr mecanizada, d por Marx em 1 manifestou-se durante o mei século decorrid desde então, e

vários países ―novos‖ (Rússi Japão etc.). Continuemos. há de novo e extremamente importante em

é a análise da acumulação do capital, isto é, transformação uma parte da valia em capita seu emprego,

para satisfazer necessidades pessoais ou os caprichos do capitalista, ma voltar a produ Marx assinalou

erro de toda a economia polít clássica anteri (desde Adam Smith), segun qual toda a ma valia que se

convertia em c passava a faze parte do capita variável. Enqu na realidade, e decompõe em de produção e

capital variáve crescimento m rápido da part capital constan montante tota capital) em rel parte do capita

variável tem, n processo de desenvolvimen capitalismo e d transformação socialismo, um importância

primordial. Acelerando a substituição do operários pela máquinas e cr a riqueza num e a miséria no

a acumulação capital gera as chamado ―exé de reserva do trabalho‖, o ―excedente rel de operários o

―superpopulaç capitalista‖, qu reveste de form extremamente variadas e dá capital a possibilidade d

ampliar muito rapidamente a produção. Esta possibilidade, combinada com crédito e a acumulação de

capital em me produção, dá-n entre outras co a explicação d crises de superprodução aparecem

periodicament países capitalis princípio aproximadame de dez em dez depois com intervalos men

próximos e me fixos. Impõe-s distinção entre acumulação do capital na base capitalismo e a chamada

acumulação or quando se desapossa violentamente trabalhador do meios de prod se expulsa o

camponês das terras, se roub terras comuna imperam o sis colonial e o sis das dívidas pú as tarifas

alfandegárias protecionistas ―acumulação original‖ cria, pólo, o proletá ―livre‖, no outr detentor do

dinheiro, o capitalista. A ―tendência histórica da acumulação capitalista‖ é caracterizada

Marx nestes te célebres: ―A expropriação d produtores imediatos foi completada co vandalismo ma

implacável que estimula os m mais infames, paixões mais sórdidas e ma odiosas em su mesquinhez. A

propriedade pr adquirida pelo trabalho própr camponês e do artesão), ―por dizer, assentad fusão do indiví

trabalhador, is independente as condições exteriores de trabalho, foi suplantada pe propriedade pr

capitalista, que assenta na exploração de trabalho alheio formalmente li O que agora h expropriar já n

mais o trabalh trabalhando pa mas o capitalis que explora m trabalhadores. expropriação completa-se p

jogo das leis imanentes da própria produç capitalista, pel centralização d capitais. Um capitalista mat

sempre muitos braço dado co centralização o esta expropria muitos capitali por poucos, a cooperativa do

processo de tr desenvolve-se escala sempre crescente; [desenvolve-s aplicação técn consciente da

ciência, a expl planificada da a transformaçã meios de traba em meios de trabalho utilizá apenas

comunitariame economia de t os meios de produção atrav seu uso como de produção d trabalho comb

social, o entrelaçament todos os povos rede do merca mundial e, com o caráter internacional d

regime capital Com o número continuamente decrescente de magnatas do c que usurpam e monopolizam t

as vantagens d processo de transformação cresce a mass miséria, da opressão, da servidão, da

degeneração, exploração, m também a rev classe operária sempre a engr e instruída, un organizada pe

mecanismo do próprio proces produção capit O monopólio d capital torna-s entrave para o de produção q

com ele e sob floresceu. A centralização d meios de prod a socialização trabalho atinge ponto em que

tornam incompatíveis seu invólucro capitalista. Est rompido. Soa da propriedade privada capita

Os expropriado são expropriad (O Capital, l.) Outro ponto extraordinaria importante e n a análise feita

Marx no tomo O Capital da reprodução do capital social t no seu conjun Também aqui, considera não

fenômeno indi mas um fenôm geral, não uma fração da econ social, mas a economia na s totalidade.

Corrigindo o e atrás mencion dos economist clássicos, Marx divide toda a produção socia duas grandes

seções: (I) pro de meios de produção e (II produção de a de consumo; e examina em pormenor, com

apoio de dado numéricos, a circulação do c social no seu conjunto, tant reprodução sim como na

acumulação. N tomo III de O Capital resolve de acordo com do valor, o pro da formação d média de lucro

imenso progre alcançado na c econômica pel de a análise de partir de fenôm econômicos ge do conjunto da

economia soci não de casos isolados ou da manifestações superficiais da concorrência, quais se limita

geralmente a economia polít vulgar ou a mo ―teoria da utili marginal‖. Mar analisa primeir origem da mai

valia, e passa seguida à sua decomposição lucro, juro e re da terra. O luc relação entre a mais-valia e o

conjunto do ca investido num empresa. O ca de ―elevada composição orgânica‖ (isto que o capital

constante ultra o capital variá proporções superiores à m social) dá uma de lucro inferio média. O capit .

a s livre passagem .―baixa compos orgânica‖ dá u taxa de lucro superior à méd concorrência e os capitais.

um ramo para reduzem. em a os casos. a tax lucro à taxa m A soma dos va de todas as mercadorias n .

m em cada empr em cada ramo produção toma .dada sociedad coincide com a dos preços das mercadorias.

sob influ da concorrênc mercadorias sã vendidas não p seu valor.parte. mas preço de produ que é igual ao .

fatos incontestáveis .capital investid mais o lucro m Assim. a difere entre o preço valor e a igual do lucro.

conhecidos de são perfeitame explicados por com base na le valor. porque soma dos valo todas as .

mercadorias co com a soma d seus preços. M redução do va (social) aos pr (individuais) n dá de forma si .

segue via muito complicada. é absolutamente natural que.e direta. n sociedade de produtores de .

ape ligados uns ao outros pelo mercado.mercadorias dispersos. as le regem essa sociedade não .

possam exprim senão através resultados mé sociais. gerais compensação recíproca dos desvios individ .

O aumento da produtividade trabalho signif crescimento m rápido do capi .num ou noutro sentido.

a mais-valia fu apenas do cap variável. compreende-s . Ora.constante em relação ao cap variável.

a taxa de lucro relação entre a mais-valia e to capital. e não apenas entre a mais-valia e a variável do cap .

tenha tendênc para baixar. M analisa minuciosamen esta tendência assim como as diversas .

Se determos na exposição dos interessantíssi capítulos do to .circunstâncias ocultam ou a contrariam.

consagrados a capital usurári capital comerc ao capital-dinh abordaremos o essencial: a te da renda da te .

inteiramente ocupada por proprietários .Sendo a super do solo limitad estando. nos p capitalistas.

o de produção d produtos da te determinado p gastos de prod não nos terren qualidade méd .particulares.

e p condições de transporte (nã médias. mas p mais desfavorá dos produtos p .mas nos da pio qualidade.

mercado. A diferença entre preço e o preç produção num terreno de qua superior (ou e melhores cond .

Gr uma análise pormenorizada renda.constitui a ren diferencial. em que demonstra que provém da dife .

Ma em evidência ( igualmente as .da fertilidade d terrenos e da diferença dos capitais invest na cultura.

on crítica a Rodbe merece uma a particular) o e Ricardo ao pre que a renda .Teorias sobre Mais-Valia.

diferencial só s obtém pela conversão gra dos melhores terrenos em terrenos de qualidade infe .

transformaçõe inversas produ se igualmente terrenos de um categoria transformam-s .Pelo contrário.

famosa ―lei da .terrenos de ou categoria (em virtude do pro da técnica agr do crescimento cidades etc.).

fertilidade decrescente do é um profundo que atribui à natureza os de as limitações e contradições d .

em t os ramos da indústria e da economia naci em geral. a iguald do lucro. supõ . A disso.capitalismo.

uma liberdade completa de concorrência. liberdade de transferir o ca de um ramo p outro. Mas a .

os .propriedade pr da terra cria u monopólio que obstáculo a es livre transferê Devido a esse monopólio.

por conseguinte. d .produtos de um agricultura que distingue por u baixa composi orgânica do ca que.

taxa de lucro individual mais elevada. não e no livre jogo d equivalência d de lucro: o proprietário ag .

que detém o monopólio da pode manter o acima da méd este preço de monopólio dá origem à rend .

A ren diferencial não ser abolida em regime capital mas.absoluta. por exem . ao contrá renda absoluta sê-lo.

com a nacionalização terra quando e passa a ser propriedade do Estado. Esta passagem da t .

para o Estado significaria a supressão do monopólio dos proprietários agrícolas. uma liberdade de .

concorrência m conseqüente e completa na agricultura. mais . diz M os burgueses radicais. É isso que.

formu esta reivindica burguesa progressiva da nacionalização terra que. toda .que uma vez n história.

apavora a mai parte da burgu porque ―toca‖ demasiado per um outro mon que atualment muito mais .

na h . Imp igualmente assinalar.importante e ―sensível‖: o monopólio dos meios de prod em geral.

.da renda da te análise em que demonstra a transformação renda em trab (quando o camponês.

trabalhando na do senhor. cria sobreproduto) renda em prod ou renda em e (quando o cam cria na sua pró .

d .terra um sobreproduto q entrega ao proprietário em virtude de um ―coerção extra econômica‖).

em renda em dinheiro (que renda em espé transformada dinheiro — na antiga o obrok virtude do .

em renda capitalis quando o cam é substituído p .desenvolvimen produção de mercadorias) e finalmente.

empresário ag que cultiva a t com a ajuda d trabalho assala Relativamente esta análise da ―gênese da ren .

capitalista da t notemos uma de idéias profu de Marx (particularmen importantes pa países atrasad .

―A transformação renda em espé em renda em .tais como a Rú sobre a evoluç capitalismo na agricultura.

mesmo antecip pela formação uma classe de jornaleiros não .. n necessariamen acompanhada..dinheiro é.

possuidores qu alugam por din Durante o seu período de gên em que esta n classe ainda só aparece .

esporadicamen desenvolveu-s portanto. necessariamen entre os camponeses abastados. .

obrigados a re hábito de expl por conta próp operários assalariados agrícolas. tal c no tempo feud .

Desenvolveu-s assim entre el pouco a pouco .camponeses s com fartura tin eles próprios p vez servos.

possibilidade d juntar uma ce fortuna e de se transformarem próprios em fu capitalistas. En antigos possui .

surge assim um vive rendeiros capitalistas.da terra que a trabalham eles próprios. cu desenvolvimen .

112. p 332).condicionado p desenvolvimen produção capit fora dos camp Capital. ―Os acontecimento .

e seus meios de subsistência e trabalho em elementos ma .transformam o cultivadores em assalariados.

do capital. cria a este último o mercado‖ (O C 12. p. 778). A pauperização e ruína da popul camponesa inf .

Em tod países capitalis ―uma parte da .por sua vez. n formação do e de reserva do trabalho para capital.

população dos campos está constantemen transição para metamorfose e população urb manufatureira .

portanto. não-agrícola Esta fonte de sobrepopulaçã relativa corre. o . continuamente conseguinte.é.

12.operário agríco está reduzido mínimo de salá tem sempre um no pântano do pauperismo‖ ( Capital. p. .

A propriedade privada do camponês da t que ele próprio cultiva constitu base da peque produção. a .

condição da su prosperidade e seu desenvolv a uma forma clássica. Mas e pequena produ só é compatíve .

um quadro est primitivo. da produção e da sociedade. No regime capital ―a sua explora [dos campone .

só na forma se distingue da exploração do proletariado industrial. O explorador é o mesmo: o cap .

at do imposto de .Através da hip e da usura os capitalistas individuais exp os camponese individuais.

Estado a class capitalista exp classe campon (As Lutas de C na França). ―A parcela do camponês é ap .

juros e r da terra. e de ao próprio cam o cuidado de v .o pretexto que permite ao capitalista tira lucro.

(O 18 Brumário).como consegu ganhar o seu salário‖. camponês entr mesmo à socie . Normalmente.

isto classe capitalis uma parte do salário e desce assim ―ao níve rendeiro irland tudo isto com .capitalista.

pretexto de se proprietário pr (As Lutas de C na França). nos de propriedade . Qu ―uma das caus para que.

preço do trigo mais baixo que países de mod produção capitalista‖? (O .parcelar predominante.

Capital. 340.) É que o camponês entr gratuitamente sociedade (isto classe capitalis uma parte do . 1112.

mais baixo pre trigo e dos out produtos agríc é portanto. um resultado da p dos produtores .sobreproduto.

modo nenhum produtividade trabalho‖. t. 111 340. a pequena . (O Capital. No regi capitalista.).

forma normal da peq produção. deg se. ―P sua natureza. é destruída desaparece. .propriedade agrícola.

as fo sociais do trab .propriedade pa é incompatível o desenvolvim das forças produtivas soc trabalho.

A usur . utilização progressiva da ciência.a concentração social dos capi criação de gad grande escala.

sistema de imp tendem a arru em toda a par desembolso do capital na com terra subtrai o capital à cultur .

( cooperativas. .Dispersão infin dos meios de produção e disseminação próprios produtores‖.

as associações pequenos camponeses. q desempenham extraordinário progressivo bu só podem aten .

esta tendência entretanto. su la. é preciso n esquecer tamb que estas cooperativas d muito aos .

ma muito pouco o quase nada à dos campones pobres. e que associações ac .camponeses abastados.

) ― desperdício en de força huma deterioração progressiva da .por explorar e próprias o trab assalariado.

condições de produção e o encarecimento meios de prod [são] uma lei necessária da propriedade .

parcelar‖. a transformação capitalista da produção prod ao preço do . Na agricultura com indústria.

―martirológio d produtores‖. ― disseminação operários agríc por grandes superfícies que sua força de .

resistência. Tal co indústria das . enquanto a concentração aumenta a dos operários das cidades.

cidades. a forç produtiva aumentada e a rápida mobiliza do trabalho na agricultura (capitalista) .

Além disso.moderna obtém pela destruição esgotamento d própria força d trabalho. todo o progresso da .

mas na arte de esp solo.agricultura capitalista é nã um progresso arte de espolia operário.. A produ ..

ao me . a téc a combinação processo socia produção na m em que.capitalista desenvolve portanto.

(O Capital. O Socialism . I.° capítulo. fim 13. mina a manante de to riqueza: a terr operário‖.) 3.tempo.

Pelo exposto. que Marx conc pela transform inevitável da sociedade cap em sociedade socialista a pa .

única e exclusivament lei econômica movimento da sociedade mod A socialização trabalho — qu .

no meio século decorrid depois da mor Marx. se mani .avança cada v mais rapidame sob múltiplas f e que.

sobretudo. dos cartéis. pel extensão da g indústria. dos sindicatos e tr dos capitalista também pelo .

e principal base material para advento inelut .aumento imen proporções e d poderio do cap financeiro —.

o agent físico desta transformação proletariado. educado pelo p .do socialismo. motor intelectu moral.

torn . revestindo-se formas diversa conteúdo cada mais rico. A luta contra a burguesia.capitalismo.

inevitavelment luta política propensa à conquista pelo proletariado do poder político (―ditadura do .

proletariado‖). socialização da produção não conduzir senão transformação meios de prod em propriedad .

social. à ―expropriação expropriadores aumento enorm produtividade trabalho. a red da jornada de .

trabalho. a substituição do vestígios. das ruínas. da peq produção prim disseminada p trabalho coleti .

são as conseqüências diretas desta transformação capitalismo rom definitivament .aperfeiçoado.

ligação da agricultura com indústria. mas prepara simultaneame pelo seu desenvolvimen .

união da indús com a agricult base de uma aplicação cons .um nível super elementos nov desta ligação.

da ciência. de coordenação d trabalho coleti uma nova distribuição da população (po fim tanto ao .

isolamento do campo. ao seu estado de aba e atraso cultur como à aglom antinatural de enorme popula .

nas grandes cidades). As fo superiores do capitalismo mo criam condiçõe para uma nova forma da famí .

a .novas condiçõ para a mulher para a educaçã novas geraçõe trabalho das mulheres e da crianças.

dissolução da patriarcal pelo capitalismo. to inevitavelment sociedade mod as formas mai horríveis. mais .

―a gr indústria. Contudo. pelo decisivo que c às mulheres. a jovens e às cri .miseráveis e repugnantes.

dos dois sexos processos de produção socialmente organizados e da esfera dom cria nova base .

econômica par forma superior família e da re entre ambos o sexos. absurdo consid . naturalmente. É.

como absoluta forma german cristã da famíl como as antig formas roman grega ou orien que formam. d .

É igualmente ev que a composi pessoal operár combinado a p .resto. uma só de desenvolvim histórico.

naturalmente .de indivíduos d ambos os sexo dos mais diver níveis etários — na sua forma capitalista.

em que o oper existe para o processo de produção. cons . e nã processo de produção para operário.

.uma fonte envenenada d e de escravidã em condições adequadas. te se converter. inversamente.

O sis fabril mostra-n germe da educ do futuro.fonte de progr humano‖ (O C I. fim do 13. que .° capítulo).

o trabalho produ ao ensino e à ginástica não s como método .para todas as crianças acima certa idade.

aumento da produção socia também como método para a produção de h plenamente desenvolvidos .

É sobre mesma base histórica que o socialismo de coloca os prob da nacionalida do Estado.). não .(ibid.

mas também para ousadamente futuro e condu uma ação aud para a sua .para explicar o passado.

As nações são um produto e uma forma inevitáv época burgues desenvolvimen social.realização. A classe .

amadurecer. sem s . f se. sem se ―constituir a si mesma como nação‖.operária não p fortalecer-se.

―nacional‖ (―se que de modo nenhum no se da burguesia‖) o desenvolvim do capitalismo destrói cada v .

mais as fronte nacionais. subs antagonismos nacionais por antagonismos . aca com o isolame nacional.

classe. Por iss países capitalis desenvolvidos perfeitamente verdadeiro que operários não pátria‖ e que a .

―é das primeiras condições para libertação‖ .―unidade de aç dos operários‖ menos dos paí civilizados.

essa violência organ surgiu como a inevitável num determinada fa .(Manifesto do Partido Comun O Estado.

dividida classes irreconciliáveis teria podido su sem um ―pode . qua esta.desenvolvimen sociedade.

aparentement colocado acim e diferenciado certo ponto de Nascido dos antagonismos classe. o Estad .

a q por meio dele. da c economicamen dominante.torna-se ―o Es da classe mais poderosa. torna também .

classe politicam dominante e a assim novos m para a subjuga exploração da oprimida. Assi Estado antigo .

acima de tudo Estado dos escravistas. pa subjugação do escravos. o Es feudal era o ór da nobreza pa .

subjugação do camponeses s e dependentes moderno Estad representativo instrumento d exploração do .

A Orig da Família. da Propriedade Pr e do Estado. o em que o auto .trabalho assala pelo capital‖ (Engels.

expõe as suas e as de Marx). Mesmo a form livre e progres do Estado burg a república democrática. d .

maneira algum elimina este fa ela modifica ap a sua forma (l do governo co Bolsa. corrupç direta e indiret .

) socialismo. condu isso mesmo. à . conduzindo à supressão das classes.funcionários e imprensa etc.

abolição do Es ―O primeiro at escreve Engels seu Anti-Dühri ―em que o Est atua realment como represen .

a expropriaçã meios de prod em nome da sociedade — é mesmo tempo seu último ato .de toda a socie .

A intervenção de poder de Estad relações sociai tornar-se-á supérflua num .independente Estado.

domínio após o e extinguir-seentão por si m O governo das pessoas dá lug administração coisas e à dire .

―A sociedade. que reorganizará a produção na b . O E não é ‗abolido‘ deperece‖.processos de produção.

uma associaçã de produtores iguais. enviará a máquina do para o lugar q então lhe pertencerá: o .

(F. En A Origem da F da Propriedade Privada e do .de antigüidade lado da roca d e do machado bronze‖.

relativamente posição do socialismo de quanto ao peq camponês.Estado). Finalmente. que .

subsistirá na é da expropriaçã expropriadores interessa citar passagem de E que exprime o pensamento d .

Marx: ―Quando estivermos na do poder de Es não poderemo pensar em expropriar pela violência os .

pequenos camponeses (c ou sem indenização). seremos obrig fazer com os grandes .

proprietários. nossa tarefa fa pequeno camp consistirá. em encaminhar a empresa priva . ant mais nada.

n pela força. ma exemplo.sua posse priv para um regim cooperativo. oferecendo-lhe para este efeit .

ajuda da socie Teremos então certamente m sobra para apresentar ao pequeno camp a perspectiva .

p.vantagens que hoje lhe têm d mostradas‖. (F Engels. Para a Questão Agrár Ocidente. ediç Alexéiev. 17 .

original [A Que Camponesa na França e na Alemanha] em Neue Zeit.) .tradução russa contém erros.

depois d 1844-1845. te revelado uma principais lacu .4. A Tática da de Classes do Proletariado Marx.

antigo materia que consistia e não compreen condições nem apreciar a importância da revolucionária .

paralelam aos trabalhos teóricos.prática. uma atenção contín questões da tá . dedico durante toda a vida.

da luta de clas proletariado. T as obras de Ma fornecem, a es respeito, uma documentação particularment

sua correspon com Engels, publicada em q volumes, em 1 Esta correspondênc está longe ain

estar toda reco classificada, estudada e analisada. Por teremos de no limitar forçosa aqui às observ

mais gerais e breves, acentu que, para Marx materialismo despojado des aspecto, era, e razão, um

materialismo incompleto, unilateral e se vida. Marx determinou a essencial da tá do proletariado

rigorosa conformidade todas as prem da sua concep materialista-di do mundo. Só conhecimento

objetivo do co de relações de as classes, sem exceção, de um dada sociedad por conseguint conhecimento

grau objetivo d desenvolvimen desta sociedad das relações e ela e as outras sociedades, po servir de base

tática justa da de vanguarda. disso, todas as classes e paíse considerados n seu aspecto es mas no dinâm

isto é, não no de imobilidade em movimento (movimento cu leis derivam d condições econômicas de

existência de c classe). O movimento é, sua vez, consi não só do pon vista do passa mas também d

ponto de vista futuro, e não segundo a concepção vul dos ―evolucion que só vêem l transformaçõe

de forma dialé ―Nos grandes processos hist vinte anos equivalem a u dia‖, escrevia Engels, ―ainda

em seguida, p apresentar-se que concentra si vinte anos.‖ (Correspondên III, p. 127.) Em cada grau do s

desenvolvimen em cada mom a tática do proletariado de em conta esta dialética objetivamente

inevitável da h da humanidad um lado, utiliz as épocas de estagnação po ou da chamad evolução ―pací

que caminha a passos de tart para desenvolv consciência, a e a capacidade luta da classe vanguarda; po

outro, orientan todo este trab de utilização p ―objetivo final‖ dessa classe, tornando-a cap resolver, de fo

prática, as gra tarefas ao che os grandes dia concentram em vinte anos‖. D considerações Marx interessa

particularment este respeito. na Miséria da Filosofia, refer luta econômica organizações econômicas do

proletariado; a outra, no Mani do Partido Comunista, é relativa às tare políticas do proletariado. A

primeira diz as ―A grande indú aglomera num local uma mul de pessoas desconhecidas das outras. A

concorrência a divide nos seu interesses. Ma manutenção d salário, este interesse comu que eles têm c

o patrão, reún num mesmo pensamento d resistência — coligação... As coligações, inicialmente

isoladas, constituem-se grupos, e, face capital sempre reunido, a manutenção d associação tor

para eles mais necessária que salário... Nesta — verdadeira civil — reúnem desenvolvemtodos os eleme

necessários pa uma batalha fu Uma vez cheg este ponto, a associação tom caráter político Temos aqui o

programa e a da luta econôm do movimento sindical para algumas dezen anos, para tod longo período

preparação da forças do proletariado pa batalha futura Deve-se comp isto com os numerosos

exemplos extr da correspond de Marx e Eng que estes colh do movimento operário inglês mostrando com

―prosperidade‖ industrial susc tentativas de ―comprar o proletariado‖ (Correspondên com Engels, t.

136), de desvi da luta; como prosperidade geralmente ―desmoraliza o operários‖ (II, como o proleta

inglês ―se aburguesa‖, co nação mais burguesa de to (a nação ingle ―parece querer finalmente pos

ao lado da burguesia, um aristocracia burguesa e um proletariado burguês‖ (II, 2 como ―a energ

revolucionária desaparece ne 124). como se preciso espera ou menos tem para ―que os operários ingle .

como ―o dos cartistas‖ falta ao movim operário inglês .libertem da su visível contam burguesa‖ (III 127).

(1866. 30 como os leade operários ingle tornam um tip intermediário ― o burguês radi operário‖ (alus . III.

IV. como. em virtu monopólio da Inglaterra e enquanto esse monopólio sub ―não haverá n .Holyoake.

43 tática da luta econômica em relação com a marcha geral ( o resultado) d .fazer com o op inglês‖ (IV.

movimento op é aí examinad uma maneira admiravelmen ampla. univers dialética e verdadeiramen .

revolucionária O Manifesto do Partido Comun estabelece o seguinte princ marxismo com postulado da t .

da luta política ―Lutam [os comunistas] p alcançar os fin interesses ime da classe oper mas no movim .

Marx apo em 1848. na .presente representam simultaneame futuro do movimento.‖ P isso.

Polônia. o part ―revolução agr ―aquele mesm partido que de origem à insur de Cracóvia de 1846‖. Em 184 .

Marx ap na Alemanha a democracia revolucionária extrema.1849. sem nunca se retra do que então d .

Considerava a burguesia alem como um elem ―inclinado desd princípio para traição contra .sobre tática.

povo‖ (só a ali com os campo teria permitido burguesia atin inteiramente o fins) ―e para o compromisso c .

Eis análise final da por Marx da po de classe da burguesia alem .representante coroado da ve sociedade‖.

aná que é um mod materialismo q encara a socie em movimento .época da revo democrática burguesa.

s em si própria.certamente. n considera unicamente o do movimento voltado para o passado: ―. ...

fé no povo.. . resmungando os de cima. tremendo pera de baixo. intimidada pel tempestade ..

. . plágio todas as direçõ sem iniciativa. en em nenhuma direção. um velho amaldiçoado q .mundial..

viu condenado dirigir e a desv seu próprio int senil os primei arroubos juven um povo robus (Nova Gazeta .

Renana. 1848. Marx esc . III. nu carta a Engels 224). 151). Uns vint mais tarde. Literarischer Nachlass.

que a razão do fracasso da revolução de 1 foi a burguesia preferido a paz escravidão à s perspectiva de .

combater pela liberdade. Qua acabou a époc revolucionária 1848-1849. M opôs-se aos qu obstinavam em .

continuar a br de revolução ( contra Shappe Willich). exigin que se soubes trabalhar na n época que .

sob ―paz‖ aparente novas revoluçõ seguinte aprec de Marx sobre situação na Alemanha nos .preparava.

m em que sentid pedia Marx qu trabalho fosse orientado: ―Na . ano de 1856.tempos da ma negra reação.

Alemanha tudo dependerá da possibilidade d apoiar a revolu proletária com espécie de seg edição da guer .

camponesa.‖ (Correspondên II. Enqu não acabou na Alemanha a revolução democrática . 108).

M votou toda a atenção. ao desenvolvimen .(burguesa). em m de tática do proletariado socialista.

energia democ dos campones Pensava que a atitude de Las era ―objetivam uma traição ao movimento op .

2 entre outras ra porque ele se mostrava dem complacente p com os latifun .todo em favor Prússia‖ (III.

e para com o nacionalismo prussiano. ―Nu país predominantem agrário. esc . é uma grosseria‖.

Engels em 186 decurso de um troca de opiniõ com Marx a propósito de u projetada decl comum para a .

imprensa. ‖ata em nome do proletariado industrial. unicamente a burguesia. sem dedicar uma p .

à patriarcal "exploração à paulada" do proletariado ru pela grande no feudal‖. 2 No período de . (III.

a é em que as clas .a 1870. quand chegava ao fim época da revo democrática burguesa na Alemanha.

exploradoras d Prússia e da Á disputavam ac dos meios par terminar esta revolução pelo Marx não se lim .

a condenar La pelos seus nam com Bismarck. corrigia també Liebknecht. qu tinha caído na ―austrofilia‖ e .

defendia o particularismo exigia uma tát revolucionária combatesse tã implacavelmen Bismarck como .

ma recomeçasse imediatamente . u tática que não acomodasse a ―vencedor‖. o prussiano.―austrófilos‖.

luta revolucion contra ele. igualmente no terreno criado vitórias militar Prússia (Correspondên .

136. 210. 215 437. 147 204.com Engels. II 134. 440-441) apelo célebre d Internacional d de setembro d .

Marx pu em guarda o proletariado fr contra uma insurreição prematura. apesa . ma quando.1870.

tudo. saudo entusiasmo a iniciativa revolucionária massas que ―t o céu de assal . ela se pr (1871).

(carta de Marx Kugelmann). do ponto de vi . A derrota da açã revolucionária situação como muitas outras.

materialismo dialético em q situava. um m menor na mar geral e no resu da luta proletá que teria sido .

uma capitulação ter desmoralizado . capitulação se combate.abandono das posições já conquistadas.

proletariado e minado a sua combatividade Apreciando em o seu justo va emprego dos m legais de luta .

.período de estagnação po de domínio da legalidade bur Marx condenou vigorosamente 1877 e 1878.

mas combateu com .da promulgaçã lei de exceção contra os socia a ―frase revolucionária um Most.

tam oportunismo q então se tinha apoderado temporariame partido social- .mesma energi não mais.

de espírito revolucionário .democrata ofic que não tinha dar imediatas de firmeza. de tenacidade.

passa luta ilegal (Car Marx a Engels. em resposta à lei exceção. ver . 397. 404.prontidão. 422. pp. 424.

Obras Comple V.igualmente as de Marx a Sorg <cr>Escrito em Julho-Novemb 1914. Lênin. 5ª . I.

t. 2 43-81.em russo. Ads by Iminent .

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