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Rescisão Indireta por Parte do Empregado

Rescisão Indireta por Parte do Empregado

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Publicado porEnrico Cardoso
A sociedade convive com a exploração desde muito tempo atrás, porém os problemas com relação à exploração de mão de obra só começaram efetivamente a aparecer após a Revolução Industrial, onde inúmeros empresários vieram a explorar pessoas de diversas idades, sendo mulheres, homens e crianças, os submetendo a diversos riscos para que a sua produção crescesse não importando com o bem estar de seus empregados. Neste período os trabalhadores trabalhavam durante horas e ganhavam pouquíssimo pelo seu trabalho. A constituição dos direitos trabalhistas organizou o sistema trabalhista no Brasil, com o objetivo de diminuir a exploração de mão de obra, existem diversos artigos que servem para proteger o trabalhador contra os abusos e os maus tratos. Atualmente apesar da existência desta constituição ainda existem inúmeros trabalhadores no Brasil principalmente de classes mais pobres que sofrem com a exploração imposta por grandes empresários de diversos setores no país.
A sociedade convive com a exploração desde muito tempo atrás, porém os problemas com relação à exploração de mão de obra só começaram efetivamente a aparecer após a Revolução Industrial, onde inúmeros empresários vieram a explorar pessoas de diversas idades, sendo mulheres, homens e crianças, os submetendo a diversos riscos para que a sua produção crescesse não importando com o bem estar de seus empregados. Neste período os trabalhadores trabalhavam durante horas e ganhavam pouquíssimo pelo seu trabalho. A constituição dos direitos trabalhistas organizou o sistema trabalhista no Brasil, com o objetivo de diminuir a exploração de mão de obra, existem diversos artigos que servem para proteger o trabalhador contra os abusos e os maus tratos. Atualmente apesar da existência desta constituição ainda existem inúmeros trabalhadores no Brasil principalmente de classes mais pobres que sofrem com a exploração imposta por grandes empresários de diversos setores no país.

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Centro Universitário Geraldo Di Biase Fundação Educacional Rosemar Pimentel Pró-Reitoria Acadêmica Faculdade de Direito

RESCISÃO INDIRETA POR PARTE DO EMPREGADO

Ismaili Candioto Faria

Volta Redonda, 2008.

Centro Universitário Geraldo Di Biase Fundação Educacional Rosemar Pimentel Pró-Reitoria Acadêmica Faculdade de Direito

RESCISÃO INDIRETA POR PARTE DO EMPREGADO

Monografia elaborada pelo discente Ismaili Candioto Faria da Primeira Turma de Direito do UGB/FERP, para a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, sob a orientação da Professora Janaina Siqueira Paes.

Volta Redonda, 2008.

RECISÃO INDIRETA POR PARTE DO EMPREGADO
Ismaili Candioto Faria

Monografia apresentada ao Curso de Direito do Centro Universitário Geraldo Di Biase, Campus Aterrado, Volta Redonda, submetida à aprovação da Banca Examinadora como parte dos requisitos necessários à obtenção da condição de graduação em Direito:

Aprovado(a) pela banca:

Professora Orientadora Janaína Siqueira Paes

Professora

Professora

Grau

Volta Redonda, 2008

Dedico este trabalho, primeiramente à minha família (pai, mãe, irmã), pelo constante incentivo, por serem minha fortaleça por depositarem em mim a fé e esperança por mais esta realização e conquista. Agradeço também aos amigos, que em todos os momentos do curso dividiram comigo a alegria e as tristezas de ser um acadêmico de Direito.

Tenho que agradecer primeiramente a Deus por ter me dado a oportunidade de poder realizar o sonho de conseguir concluir um ensino superior. A todas as pessoas pessimistas que sempre diziam que eu nunca conseguiria concluir o curso.(Está ai a minha resposta; a sua inveja é que me fortalece) A minha amada família meu pai e ídolo Sr.Maurino Carlos Faria pela muitas horas em que pensei em desistir ele sempre vinha com uma palavra de força e incentivo e me dizia que ninguém vence na vida sem sacrifícios, que por um período se dispôs deixando de fazer realizações para si o pagamento das mensalidades da faculdade. A minha mãe e idola Sra. Alda Candioto Rodrigues Faria do qual sempre em suas orações pedia para que Deus me iluminasse e me desse força para concretizar este sonho que, com carinho e atenção me ajudou a tornar a pessoa que sou hoje. E que me ensinou a ser digno e ter caráter. E como ela sempre diz: “FOI EU QUE LHE DEI A VIDA”. A minha irmã Naiara Candioto Faria pela força e apoio na hora em que precisei de sua ajuda. Meus amigos de serviço que sempre dispuseram de seu tempo em me ajudar na hora em que precisava, principalmente trocando de horário para que eu pudesse fazer as provas. Aos amigos de faculdade que com a graça de Deus foram postos em meu caminho, pela atenção, incentivo, apoio e compreensão. Em especial um pequeno, mas grande grupo de amigos que se tornaram parte da minha família e que hoje com certeza não sei mais viver sem a companhia deles chamados carinhosamente de a “Máfia”. Finalmente agradeço à minha orientadora Professora Janaína Siqueira Paes que com sutileza, inteligência e um toque feminino conseguiu transformar o presente estudo em realidade.

“Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”. Pitágoras

“Não ligo que me olhem da cabeça aos pés, porque nunca farão minha cabeça e nunca chegarão aos meus pés”. Bob Marley

“Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-las”. Voltaire

RESUMO FARIA, Ismaili Cadioto. Recisão Indireta Por parte do Empregado. 33 pág. Monografia apresentada ao Curso de Direito do Centro Universitário Geraldo di Biase. Volta Redonda, 2008.

A sociedade convive com a exploração desde muito tempo atrás, porém os problemas com relação à exploração de mão de obra só começaram efetivamente a aparecer após a Revolução Industrial, onde inúmeros empresários vieram a explorar pessoas de diversas idades, sendo mulheres, homens e crianças, os submetendo a diversos riscos para que a sua produção crescesse não importando com o bem estar de seus empregados. Neste período os trabalhadores trabalhavam durante horas e ganhavam pouquíssimo pelo seu trabalho. A constituição dos direitos trabalhistas organizou o sistema trabalhista no Brasil, com o objetivo de diminuir a exploração de mão de obra, existem diversos artigos que servem para proteger o trabalhador contra os abusos e os maus tratos. Atualmente apesar da existência desta constituição ainda existem inúmeros trabalhadores no Brasil principalmente de classes mais pobres que sofrem com a exploração imposta por grandes empresários de diversos setores no país.

Palavras chave: Contrato – Empregado – Rescisão.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO. 2. EVOLUÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS. 2.1.A Conquista dos direitos trabalhistas. 2.2.A Conquista dos direitos trabalhistas no Brasil. 2.3.Exploração de mão de obra na atualidade no Brasil. 3. DIREITOS E DEVERES DO EMPREGADO E DO EMPREGADOR COM RELAÇÃO AO CONTRATO DE TRABALHO. 3.1.Empregado. 3.2.- Empregador. 4. RESCISÃO CONTRATUAL. 5. CONCLUSÃO. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. INTRODUÇÃO Este trabalho tem a finalidade de fazer uma análise reflexiva sobre a rescisão indireta do contrato de trabalho. A escolha do tema se deu devido à necessidade de estar mostrando para os empregados e a sociedade em geral os seus direitos com relação à rescisão de contrato por justa causa numa relação de trabalho forçosamente interrompida por circunstâncias extra contratuais. Hoje existem inúmeras pessoas que não tem conhecimento sobre o presente assunto de rescisão indireta, isso é preocupante, pois por conseqüência disso inúmeros empregados são injustiçados em muitas empresas por não conhecerem os seus direitos. A palavra rescisão significa anulação de um contrato proposto por uma empresa, porém existem duas formas de anulação de contrato existentes. No projeto que será apresentando, a origem e os conceitos serão expostos como um parâmetro para o trabalho e no segundo capítulo o processo de exploração será também abordado dando ênfase à questão de mandar o empregado embora sem justa causa que estará mais claro o próximo tópico. A primeira é quando a rescisão é feita sem justa causa, que seria no caso de o trabalhador optar por trabalhar em outra empresa e por isso, ter que desfazer o contrato com a empresa atual, ou por desistência do cargo e por alguma falta grave cometida pelo empregado. A segunda é quando a rescisão é feita por justa causa que é quando o empregador comete faltas graves contra seus empregados. Para esse tipo de rescisão existem leis, porém hoje no Brasil poucas pessoas têm conhecimento delas onde será abordado no segundo capítulo. Este assunto desconhecido por muitas pessoas é algo de estrema importância, pois é uma forma de o empregado desistir do contrato sem a perca dos seus direitos devido ao abuso que eles são submetidos pelos seus empregadores. No primeiro capítulo será abordado a evolução histórica dos direitos do trabalho, os principais aspectos da história do trabalho humano, desde os mais remotos tempos, passando

pelo triste período do trabalho escravo até chegar-se aos dias de hoje, onde o trabalho humano é objeto de ampla proteção, tanto no mundo como no Brasil. Ao longo dos anos o homem evoluiu em sua capacidade. Com a evolução desta capacidade o homem fez inúmeras descobertas e inúmeras conquistas dentre elas, está o direito trabalhista que durante muito tempo foi algo que não existia, porém atualmente depois de muita luta e esforço de grandes homens pelos seus direitos hoje os trabalhadores conseguem obter a segurança de seus direitos. No segundo capítulo será abordado o contrato individual do trabalho juntamente com os direitos e deveres tanto do empregador quanto empregado com vista de evidenciar a sua importância para a relação de trabalho existente entre empregado e empregador. Diante de um contrato de trabalho o empregado e empregador formam uma relação de trabalho nesta relação estão contidas obrigações deveres impostas para que tanto o empregado quanto o empregador não sejam injustiçados. Serão apresentados os conceitos legais e doutrinários que definem o contrato de trabalho. No terceiro capítulo serão abordados os principais direitos que incidem sobre a rescisão contratual juntamente com os deveres do trabalhador e do empregador. Serão abordados os conceitos e também as normas jurídicas com relação à rescisão contratual. Para o presente de monografia foram levantadas as seguintes hipóteses: quais as formas de rescisão contratual adotadas no ordenamento jurídico trabalhista brasileiro e quais os principais direitos que incidem no momento da rescisão do contrato de trabalho.

2. A EVOLUÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS A evolução humana vem sendo acompanhada de conquistas históricas que de certa forma são hoje fundamentais para a vida humana. A sociedade hoje vive de uma forma bem mais justa justamente pelo fato de haver leis que trouxeram a justiça para a sociedade. Ao contrário de antes hoje a lei não é determinada apenas pelo simples ato de falar e obedecer, mas existem cláusulas judiciais que determinam exatamente os direitos e deveres de cada um. Ao longo dos anos o trabalho se fez constante na vida humana, a necessidade de alimentar –se fez com que o homem busca –se sua sobrevivência através do trabalho da caça desde os tempos primitivos. A busca pela sobrevivência fez com que o homem progredisse em suas ferramentas de trabalho e assim facilitasse o seu meio de vida. A exploração humana começou a existir justamente pelo fato de se buscar inovações. As inovações em suas armas de caça determinavam exatamente quem iria ter mais facilidade para caçar ou não consequentemente quem iria obter o alimento. Como nem todos os habitantes terrestres não tinham a mesma capacidade alguns progrediram e de certa forma criaram grupos que hoje seriam chamados de máfia da exportação. A caça que antes era de todos passou a ser apenas dos mais poderosos e os mais fracos consequentemente teriam que optar ou por procurar outro lugar para caçar ou então trabalhar por comida. Boa parte das pessoas preferia ser explorada a passar fome e foi então que começou a exploração de mão de obra no mundo.
De acordo com Arnaldo Sussekind (200:27) os mais valentes e os chefes, que faziam maior número de prisioneiros, não podendo utilizar a todos em seu serviço pessoal, passaram a vendê-los, trocá-los ou alugá-los. Aos escravos eram dados os serviços mais exaustivos não só por essa causa como, também, porque tal gênero de trabalho era considerado impróprio e até desonroso para os homens válidos e livres.

A Exploração de pessoas mais pobres e necessitadas sempre foi um referencial na vida humana boa parte de conquistas hoje no processo da evolução humana é resultado de anos árduos e difíceis de exploração de mão de obra. A discriminação social também um processo que acompanha a evolução humana seja ela por condições físicas ou sociais. Todos estes fatores foram responsáveis pelo processo de exploração de mão de obra e acompanhou a evolução em todas as civilizações antigas. Antigamente o que se podia perceber é que o trabalho escravo era visto como algo natural e indispensável para se viver. Os exploradores reconheciam que se não fossem os trabalhadores as civilizações e os povos não poderiam progredir, porém apesar de acharem desta forma não os gratificava de nenhuma forma, pois acreditavam que alguns nasceram para ser reis e outros para serem explorados. Diante destes conceitos o escravo se tornava propriedade exclusiva do patrão e infelizmente não tinha diretos trabalhava apenas por comida algo que em muitos casos nem lhe era concedido. No decorrer da evolução humana, já nos tempos medievais, a escravidão se fazia presente, principalmente no tempo do feudalismo, onde os senhores feudais quando da conquista de novos territórios, acabavam por escravizar os povos vencidos. Quanto mais fraca era a população mais rapidamente era vencida e explorada, no período feudal a população foi explorada até mesmo pela igreja que vendia objetos religiosos enganando as pessoas dizendo que se dessem tudo que tinham a Deus seriam recompensadas por ele. A busca pelo lucro e pelo ato de estar sempre acima um do outro em questões financeiras sempre levou o ser humano a explorar, abusar, enganar os outros em busca de seus próprios benefícios e aqueles que possuíam o dinheiro tinham com eles total razão e nunca eram contrariados, pois o ato de possuir terras e ter muitos bens ou não era algo que determinava quem mandava e quem obedecia. Ainda no período da Idade Média, outra forma de submissão, um pouco diferente da escravidão passou a ser utilizada, era a denominada servidão. Os servos, não propriamente um escravo na sua concepção, já que não era tido como um objeto, mas, no entanto, não eram plenamente livres, já que em troca do uso da terra e da proteção oferecida pelo senhor feudal, trabalhavam para este, entregando-lhe como forma de pagamento, parte da sua colheita. Este tipo de exploração empregado na Idade Média foi algo que mudou um pouco as condições trabalho melhor dizendo camuflou. As pessoas eram iludidas que teriam suas próprias terras e nelas poderiam plantar o que quisessem, porém as terras que uma vez foram

compradas geravam lucro maior para quem ás vendeu do que para quem as comprou. Com isto mesmo em suas próprias terras os trabalhadores eram explorados trabalhavam muito e não viam lucro algum de seu trabalho. Mesmo com excessiva exploração de mão de obra as pessoas começavam a reivindicar os seus direitos, a exploração de mão de obra dos senhores feudais durou até o fim da Idade Média e desapareceu em decorrência de “grandes perturbações, ora decorrentes das epidemias, ora das Cruzadas, davam ensejo não só a fuga de servos como à alforria”. A Revolução Francesa, com seus ideais de Igualdade, Liberdade e Fraternidade, foi marcante para a abolição da servidão em boa parte da Europa, menos da Rússia, onde esta prática perdurou até meados do século XX. Com ela vieram manifestações e pedidos de igualdade que de certa formam não solucionaram completamente a servidão mais contribuíram e muito para que as pessoas viessem a ter consciência de liberdade. Antes do fim do processo de servidão haviam pessoas que não eram nem servos e nem escravos, cujo o trabalho ficou conhecido por corporações de oficio cujas atividades eram desempenhadas por pessoas que fugiam dos campos e do poder exercido sobre eles pelos senhores feudais, fenômeno este que contribuíram para a o surgimento das cidades, em especial nas cidades que mantiveram a liberdade.
De acordo com Nascimento (2001: 37). Com as corporações de ofício da Idade Média as características das relações de trabalho ainda não permitiram a existência de uma ordem jurídica nos moldes com que mais tarde surgiria o direito do trabalho. Houve, no entanto, uma transformação: a maior liberdade do trabalhador. Nas corporações de artesãos agrupavam-se todos os artesãos do mesmo ramo em uma localidade. Cada corporação tinha um estatuto com algumas normas disciplinando as relações de trabalho.

As corporações de oficio foram o inicio de um processo de liberdade e garantia dos direitos dos trabalhadores que ainda não possuía normas judiciais, porém já fazia com que a população tivesse um conceito breve do que era igualdade, liberdade e que tivessem esperança de ter uma justiça eu tratasse dos seus direitos de forma justa. Nesta estrutura das corporações de ofícios, os mestres ocupavam a condição de donos ou proprietários das oficinas e ascendiam a esta posição após as aprovações impostas pelos regulamentos do grupo corporativo ao qual pertencia, demonstrando habilidade e capacidade na realização de uma determinada “obra mestra”. Os mestres correspondiam aos empregadores da atualidade. A categoria dos companheiros era formada por homens livres que auxiliavam o mestre no desempenho das suas atividades e recebiam dos mestres a

contrapartida, ou seja, um salário. Já a categoria dos aprendizes era composta por menores que adquiriam dos mestres os conhecimentos e métodos. Havia, ainda neste período histórico, outra espécie de relação trabalhista, que era denominada de locação, que apresentavam duas modalidades, a locação de serviços e a locação de obra ou de empreitada. Na primeira modalidade uma pessoa assumia, perante outra pessoa, a obrigação de prestar-lhe determinados serviços, por um lapso de tempo e em troca de um pagamento. Na segunda modalidade de locação, a locação de obra, uma pessoa se obrigava a efetuar uma determinada obra para outra pessoa em contra partida de determinada quantia. Mesmo com todos esses passos para a igualdade as idéias de escravidão e exploração de mão de obra abolidas na Europa ainda continuarão perpetuando por um longo tempo e começaram a ganhar força com a descoberta do continente americano que foi onde as terras eram exploradas principalmente por portugueses e espanhóis que mantiveram práticas escravistas como forma de obtenção de mão de obra com vistas a explorar as terras descobertas.

2.1.

A Conquista dos Direitos Trabalhistas
O direito do trabalho ao longo dos anos foi surgindo e tem sua origem nas novas

concepções que surgiam no meio da sociedade. Com a Revolução Industrial e o começo de uma nova era em que o capitalismo iria gerar todo o necessário para a vida o trabalho deixou de ser um meio somente de exploração e passou a ser uma forma lucro.
De acordo com Nascimento (2001:46) o direito do trabalho nasce com a sociedade industrial e o trabalho assalariado. As razões que determinaram o seu aparecimento são econômicas, políticas e jurídicas. A principal causa econômica foi a Revolução Industrial do século XVIII, conjunto de transformações decorrentes da descoberta do vapor como fonte de energia e da sua aplicação nas fábricas e meios de transporte. Com a expansão da indústria e do comércio, houve a substituição do trabalho escravo, servil e corporativo pelo trabalho assalariado em larga escala, do mesmo modo que a manufatura cedeu lugar à fábrica e, mais tarde, à linha de produção.

Além do aspecto econômico, que contribuiu para a formação do Direito do Trabalho, como ferramenta pacificadora dos conflitos originários da nova ordem que se estabelecia entre os patrões e os empregados, houve o aspecto político, ou seja, o Estado, que no inicio da

Revolução Industrial era Liberal, passou a uma nova condição, denominada de Neoliberal, na qual o Estado, que antes não intervia nas relações contratuais, econômicas e trabalhistas, passou a interferir ativamente nestas relações. Esta intervenção se apresentou inicialmente por meio de um Estado corporativo e socialista, cuja atuação se dava de maneira muito autoritária. Foram implantados órgãos que surgiram para garantir os direitos dos trabalhadores que associados em seus sindicatos, pleiteavam normas que regulassem e protegessem a classe trabalhadora, quanto às condições de trabalho, contra aos abusos praticados pelos empregadores, que expunham os trabalhadores a condições subumanas, a jornadas de trabalho abusivas a salários indecentes, além da exploração do trabalho das crianças e das mulheres, condições estas desprovidas de garantias contra acidentes e doenças, além do desemprego, fez surgir às primeiras regulamentações das questões envolvendo as relações entre empregadores e empregados.
De acordo com Nascimento (2001:49) essas modificações contribuíram decisivamente para a idéia de justiça social, cada vez mais difundida como reação contra a questão social. Dentre as fontes do pensamento que mais amplamente defenderam a idéia de justiça social está à doutrina social da Igreja Católica, através dos seus documentos denominados Encíclicas, como a Rerum Novarum (19981), que iniciou uma linha desenvolvida até os nossos dias com a Laborem Exercens (1981).

A justiça social foi um meio de implantar direitos aos trabalhadores, foi uma forma de fazer a vida dos trabalhadores ser mais digna sem explorações. O motivo pelo qual foi criada está longe simplesmente pelo fato de que as pessoas de poder começaram a se compadecer e resolver garantir direitos aos trabalhadores, o fato que fez com que fosse criada foi unicamente a reivindicação dos trabalhadores que com o passar do tempo começaram a se manifestar e sendo maioria se não tivesse um entendimento imediato dos seus pedidos eles poderiam prejudicar de certa forma a burguesia. As primeiras leis trabalhistas tinham como objetivos reprimir o trabalho de menores que também eram explorados até determinada idade, além de obstar o trabalho das mulheres em locais em circunstâncias compatíveis com as condições físicas delas. O primeiro texto constitucional a trazer em seu conteúdo, dispositivos de proteção ao trabalhador, no mundo, foi a Constituição do Mexido de 1917, na qual o legislador daquele país dispôs a respeito da jornada de trabalho, sendo que esta deveria ser de 8 horas diárias e não poderia ultrapassar a 7 horas em se tratando de trabalho noturno; proibia a contratação de

menores de 12 anos, além de disciplinar o trabalho dos menores de 16 anos a 6 horas no máximo; instituiu o descanso semanal; garantiu o trabalho das gestantes; criou um salário mínimo a ser pago aos trabalhadores, além de garantir o direito à igualdade salarial; passou dar garantias aos trabalhadores acidentados; garantiu o direito à sindicalização e à greve; implantou os institutos da conciliação e da arbitragem como forma de resolução dos conflitos trabalhistas; criou as indenizações quando da rescisão do contrato de trabalho e, instituiu os direitos assistenciais aos trabalhadores. Esta postura legislativa, de introduzir direitos de ordem trabalhista nos textos constitucionais, ficou conhecida como “constitucionalismo social”, que trazia como principal ideologia o entendimento de que uma das mais importantes atribuições do Estado é proporcionar e promover a “Justiça Social” junto aos seus cidadãos.

De acordo com Nascimento (2001:53). A segunda Constituição foi à da Alemanha, a de Weimar (1919), que repercutiu na Europa, considerada a base das democracias sociais. Disciplina a participação dos trabalhadores nas empresas, a criação de um direito unitário do trabalho, a liberdade de coalizão dos trabalhadores para a defesa e melhoria das suas condições de trabalho, o direito a um sistema de seguros sociais, o direito de colaboração dos trabalhadores com os empregadores na fixação dos salários e demais condições de trabalho e a representação dos trabalhadores na empresa.

Aos poucos os trabalhadores foram conquistando seu espaço em diversas localidades do mundo e assim foram adquirindo direitos que hoje existem para protege – los da exploração e do abuso da mão de obra como forma de lucro excessivo e trabalho escravo.

2.2.

A Conquista dos Direitos Trabalhistas no Brasil.
Hoje no Brasil existem inúmeras leis que asseguram o direito do trabalhador, porém

houve um período no Brasil em que não havia direito algum para os trabalhadores. No Brasil no final do século XIX, a imigração e abolição da escravatura dinamizaram formação de um mercado de trabalho nas onde as indústrias começariam a desenvolver se. A mão de obra nas grandes indústrias principalmente em São Paulo no século XX era constituída de pessoas que vinham como imigrantes em sua maioria da Itália e da Espanha. A

maior parte desses imigrantes vinham com o intuito de se desenvolver no Brasil para depois mais tarde voltarem ao seu pais. Sem ter nenhuma garantia em suas empresas os operários imigrantes tinham condições precárias de vida. Viviam nos bairros fabris, em precárias habitações coletivas (cortiços) ou em vilas controladas pelos patrões. Eram submetidos a longas jornadas de trabalho em condições insalubres. Mulheres e crianças também não eram poupadas tinham que trabalhar com a mesma carga horária dos homens, porém com salários menores, viviam em disciplina rígida, multas e constantes ameaças. Mesmo sendo uma parte da população desprezada em sua maioria devido as suas condições de vida e também pelo trabalho forçado muitos trabalhadores criaram manifestos greves, a maior greve em geral atingiu cerca de 50 mil trabalhadores e ocorreu em São Paulo no de 1917. Durante esse período de exploração vários movimentos foram criados como Socialismo, Anarquismo e em 1922 foi fundado o Partido comunista todos esses movimentos buscavam uma vida melhor para as pessoas uma forma de igualdade em que não houvesse exploração de mão de obra e que as pessoas pudessem viver em condições melhores de vida. Mesmo com tanta luta pela igualdade o operário não tinha muito poder de expressão e nem voz ativa diante dessas situações. Infelizmente a política de igualdade e vida digna imposta pelos trabalhadores não era aceita e aqueles que lutavam pelos seus direitos eram vistos pelo governo como pessoas de conduta nociva e se fosse pegos eram deportados do país sem chance de defesa. Getulio Vargas no ano de 1930 assumiu o poder. Durante o período de 1930 a 1945 Vargas implantou a política trabalhista que inspirada na Carta de Del Lavoro da Itália revolucionou a vida dos empregados criando as leis trabalhistas que viriam para acabar com o sofrimento imposto pelos donos das empresas. Dessa forma o governo atraiu o apoio dos trabalhadores, controlou o movimento operário para evitar a expansão das idéias de esquerda e criou condições para o desenvolvimento industrial sob égide do nacionalismo. Getulio Vargas criou o Ministério do Trabalho, Indústrias e Comércio e a Justiça do Trabalho para arbitrar conflitos entre patrões e empregados. Instituiu uma extensa legislação de caráter assistencialista para o proletariado urbano, apresentando se como doador dessas idéias incorporadas a Constituição de 1934 e, posteriormente organizadas na CLT (Consolidação das leis de trabalho - 1943). Os diretos trabalhistas também foram frutos do

governo Vargas como: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas. Com muita luta ao passar dos anos não só Getulio Vargas como também muitos trabalhadores que morreram nessa batalha lutaram para conquistar os diretos que hoje beneficiam o operariado nas empresas, porém se não for feito o uso desses direitos eles ficam perdidos diante da sociedade. Existem muitas pessoas que sofre hoje na atualidade por não saberem que os direitos trabalhistas foram criados para protege – las contra os maus tratos e a exploração.

2.3.

Exploração de Mão de Obra na Atualidade no Brasil
A falta de conhecimento das leis que beneficiam os trabalhadores em caso de maus

tratos tem levado muitos a exploração de mão de obra. De acordo com Alysson Alves (2007) no Brasil as condições de vida hoje são precárias para a maior parte da população, milhares de famílias vivem na miséria por falta de oportunidade de emprego e até mesmo por má qualificação profissional. Muitas empresas no Brasil têm se aproveitado dessa situação para estarem explorando seus empregados que por não terem muitas oportunidades aceitam qualquer tipo de oferta que lhes é proposta. O desemprego e a falta de oportunidades nas pequenas e médias cidades paraibanas têm transformado os municípios como São Vicente do Seridó, Soledade, Fagundes, Cajazeiras, Tavares, Princesa Isabel e São Bento em minas de mão de obra braçal e barata para empreiteiras usinas e empresas de grande porte instaladas nos estados de São Paulo. Cerca de duas mil pessoas saem de suas casas em busca de um emprego digno oferecido pelas empreiteiras de São Paulo para que possam sustentar suas famílias e ter uma condição de vida melhor, porém infelizmente quando chegam só encontram ilusões, exploração e condições subumanas de trabalho. Só esse ano a delegacia regional do trabalho DRT da Paraíba registrou cerca de 1.164 certidões autorizando a saída de trabalhadores e esse valor não é único, pois existem muitas pessoas que saem das cidades clandestinamente sem nem ao menos serem autorizadas. As promessas de salário para os empregados variam de 800 a 600 reais por mês, porém a realidade do trabalho é outra completamente diferente. Alguns trabalhadores relatam que são tratados como animais, servem comida azeda aos operários, os alojamentos

fornecidos aos operários ficam debaixo de lonas e ali eles ficam expostos ao sol e chuva na maior parte do tempo. No meio da plantação de soja que é aonde eles trabalham são submetidos a uma jornada de trabalho de mais de 18 horas por dia tendo direito a apenas uma refeição diária, ou seja, trabalho escravo. Isso são apenas situações encontradas na Paraíba, porém existem inúmeros outros lugares no Brasil em que há exploração de mão de obra não só com operários, mas também com crianças e mulheres. Um estudo feito pelo Instituto Observatório Social divulgado nesta quinta 16 de abril de 2008 revela que grandes multinacionais como Faber – Castell, Basf e ICI Paints foram flagradas explorando a mão de obra infantil no Brasil. Essas empresas compram talco das empresas Minas Talco e Minas Serpentinito, que utilizam crianças na mineração da pedra sabão, em Mata dos Palmitos comunidade onde habitam cerca de 300 pessoas na zona rural de Ouro Preto (MG). A pedra sabão é utilizada em remédios, tintas, cerâmica de naves espaciais, cosméticos, borrachas, papéis, sabão e lápis escolares além de ser material para artesanato. A poeira do talco contém amianto, material utilizado em telhas e caixas d’água proibido em diversos paises pelo prejuízo que pode causar a saúde. A inalação desse produto pode causar câncer de pulmão, da pleura (membrana do pulmão) e do peritônio (membrana interna do abdômen). Trabalhadores para estarem em contato com esse talco de acordo com a CLT teriam que estar devidamente protegidos contra esse reagente químico com roupas especiais e máscaras para evitarem o contato com esse tipo de produto químico. Isso não acontece, pois além de serem crianças o que é um crime grave estar explorando o trabalho infantil também deixam as crianças expostas a um produto que é muito prejudicial à saúde. Em 2003 um estudo da professora Olívia Maria de Paula Bezerra, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto constatou que muitos artesãos de pedra – sabão em Mata dos Palmitos, inclusive crianças apresentavam sintomas de talcoasbestose – excesso de asbesto ou amianto, no pulmão e alertava para a necessidade de medidas imediatas para saúde dos trabalhadores que deveriam ser adotadas. Infelizmente não existe acompanhamento médico para essas pessoas e o diagnóstico é camuflado por médicos da região que na maioria das vezes ganham das grandes empresas para não estarem informando sobre a situação de saúde dos habitantes do povoado.

Na constituição Federal, a proteção aparece no artigo 7°, XXXIII, quando proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre ao menor de 18 anos e de qualquer trabalho ao menor de 16 anos, salvo se aprendiz a partir de 14 anos.

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3.

DIREITOS E DEVERES DO EMPREGADO E DO EMPREGADOR COM RELAÇÃO AO CONTRATO DE TRABALHO.

Atualmente o contrato de trabalho pode ser entendido por alguns trabalhadores como um beneficio, pois é um documento que permite tanto ao empregado quanto ao empregador os seus direitos prescritos em lei tendo em vista não permitir que haja de forma alguma abuso de poder ou exploração de mão de obra e até mesmo falta do cumprimento de qualquer promessa inclusa dentro do documento. É importante lembrar que o contrato trabalhista é algo de extrema importância, mas não é apenas um direito e também um dever que o empregado possui e o empregador também. Relação de trabalho pode ou não resultar de um contrato de emprego, só que ao contrário do que ocorre na relação de emprego, este contrato deriva das normas contidas no Código Civil, no título referente à locação de coisas, sendo as prestações, neste caso, com limite temporal e prévia individualização. Este contrato civil não faz criar uma relação de emprego, mas uma relação de trabalho, subordinado às normas civis e não às normas trabalhistas. Hoje, o contrato de trabalho civil repousa em certo desuso, especialmente em vista das normas trabalhista específicas para a regulamentação do trabalho. No entanto existe um movimento de alguns estudiosos do direito em defesa da aproximação do direito civil ao direito do trabalho, especialmente no que diz respeito à autonomia de vontades, que existe, de forma bastante latente nos contratos cíveis e que nos contratos trabalhistas encontra-se bastante limitada pela lei, em vista, especialmente, da proteção que deve ser dada aos trabalhadores, um dos princípios básicos da legislação trabalhista.

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De acordo com Delgado (2007 p.321) existem outras relações de trabalho gestadas na dinâmica social muito próximas, do ponto de vista jurídico social à relação empregatícia, mas que com ela não se confundem . Há um vinculo jurídico que apesar de contar, do ponto de vista prático, com os elementos configuradores da relação de emprego, recebem da ordem jurídica uma excludente legal absoluta. É o que se passa com os servidores administrativos das entidades estatais de direito público.

Existem relações de trabalho firmadas sem que sejam seguidas ou levadas em consideração nenhuma da norma jurídica (civil ou trabalhista), fazendo parte da chamada economia informal, porém, quando existem os pressupostos legais necessários à configuração do contrato realidade, constitui então em uma relação de emprego. Esta prática, atualmente muito difundida, representa o enfraquecimento da relação de emprego como garantia e decorre do fato de, hoje, haver uma diminuição da disciplina contratual do direito do trabalho. Muitos autores, inclusive, vêm negando a existência da figura do contrato, defendendo sua substituição pelo conceito de relação de trabalho. A partir deste conceito, o empregado deixaria de contratar com o empregador e passaria a integrá-lo em uma instituição, seja qual for, a empresa. Abandonam, a idéia de contratualidade do direito do trabalho, passando a defender sua institucionalização. Trata-se esta nova mentalidade de um erro de conceituação, posto que a admissão de um trabalhador em uma determinada empresa pressupõe um acordo de vontades, o que por definição legal representa um contrato, mesmo que tal contrato implique, como de regra acontece na seara trabalhista num ato de adesão, mas ainda que um contrato de adesão, ao qual se subordina “juridicamente” o trabalhador, representa um acordo que deve seguir certas imposições legais para sua validade. Isto porque o contrato de trabalho segue o princípio da proteção que é aquele que se refere ao critério fundamental que orienta o direito do trabalho, pois este, ao invés de inspirar-se num propósito de igualdade, responde ao objetivo de estabelecer um amparo preferencial a uma das partes: o trabalhador.
De acordo com Delgado (2007; p.81) o direito do trabalho fixou para o sistema trabalhista, conferiu-lhe certa medida de civilidade, inclusive buscando eliminar as formas mais perversas de utilização da força de trabalho pela economia.

Além das considerações acima formuladas, é importante lembrar que trabalhador não é empregado, não recebe salário, mas sim vende sua força produtiva por um preço e, como tal, vê-se mais do que nunca submetido às regras injustas de um mercado onde a dignidade

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humana está sendo sobrepujada, cada vez mais, pela força do capital. Outra implicação, talvez ainda mais grave, surge do fato de que as normas celetistas foram formuladas para a proteção do empregado, não do trabalhador sem contrato, sem carteira assinada, sem vínculo jurídico. Essas normas beneficiam significativamente o trabalhador, mas só tem o verdadeiro valor se houver um documento no caso contrato que de fato contenha todos os acordos prescritos de acordo com a lei. Neste plano, há outra relação política que parece concorrer, do ponto de vista jurídico, como relação de emprego, embora essa concorrência seja mais aparente do que verdadeira. Trata-se das situações mais envolventes a trabalhadores prestadores de serviço de cooperativas de mão-de-obra. No entanto existem casos em que há uma relação de trabalho fundamentada e parâmetros legais, porém em alguns casos não está é importante que o intérprete aplicador de direito saiba reconhecer as diferentes relações empregatícias. Com relação aos contratos de trabalho, geradores da relação de emprego legalmente concebida, as exigência legais, como pressupostos de validade são, via de regra, as que dizem respeito ao salário, local da prestação, jornada de trabalho e tipo de atividade desenvolvida na empresa. Estas determinações visam suprir a necessidade de proteção do empregado, posto encontrar-se em posição de inferioridade econômica em relação ao empregador. DELGADO (2007). O contrato de trabalho pressupõe a liberdade de contratar ou não; a igualdade dos contratantes no plano jurídico; e o respeito à palavra empenhada, à fé contratual: dignifica a pessoa humana do trabalhador. A noção de contrato traduz a idéia de uma união para produzir e do trabalho livremente aceito. Segundo o autor o contrato, por sua vez, implica na obediência imposta ao interesse da empresa, de que participa o empregado: mais fortemente que a noção clássica do contrato, acentua a subordinação de homens pertencentes a uma classe social e a manutenção da servidão sob a forma do salariato. Há autores que apesar de admitirem o contrato de trabalho, defendem a idéia de que ele deve corresponder à realidade para que resulte em uma relação jurídica de trabalho, ou seja, sustentam que esta apenas se concretiza a partir da prestação real do serviço objeto do contrato. É o que chamam de contrato-realidade. Para Delgado, entretanto, em tendo sido firmado o contrato, passa a produzir conseqüências jurídicas, ainda que não cumpridas as obrigações nele previstas. Isto ocorre porque o contrato de trabalho é um contrato excepcional, que visa antes de tudo a proteger o empregado, parte contratante economicamente mais débil. Pode, portanto, o empregado propor uma ação de cobrança contra o empregador para recebimento de salários e demais direitos, mesmo que não tenha

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havido qualquer prestação real, fundamentando-se tal assertiva no art. 4.º, da CLT. O contrato de trabalho produz efeitos jurídicos posto que dele resultam uma relação de direito. É caracterizado pela criação de uma situação jurídica subjetiva. Do contrato deriva o instituto da estabilidade, que nada mais é que o direito que tem o empregado de não ver extinto o contrato por vontade unilateral do empregador. Quer dizer, em sendo o contrato um acordo bilateral de vontade só pode sofrer resilição por acordo das partes. A resilição unilateral colide com o princípio da força obrigatória dos contratos e depende da lei, ou de novo acordo de vontade dos contratantes, além de sempre constituir uma causa anormal de extinção por ser forçada. Não há como se negar que em se tratando de contrato de trabalho por tempo indeterminado difícil fica vislumbrar uma causa normal de extinção, posto que nele não existe termo previsto ou execução específica, como ocorre nos contratos firmados por tempo determinado. Acontece que os contratos por tempo indeterminado seguem o princípio protetivo, já que, conforme dito em outras ocasiões, ao trabalhador, parte contratante mais fraca, interessa continuar no emprego, até porque isto não deixa de ser uma necessidade vital. Assim, após o contrato de trabalho atingir um determinado tempo de duração, passa a obedecer à regra de que seu desfazimento dependerá da vontade das partes. A resilição de contrato de empregado estável, da mesma forma que a resilição unilateral do contrato de trabalho, é uma manifestação do direito potestativo, dependendo, no entanto de uma sentença judicial constitutiva, quando se tratar de empregado civil, e de inquérito administrativo, quando se tratar de funcionário público. Ambas as formas representando os instrumentos controladores do direito potestativo.

3.1.

Empregado
O conceito de empregado pode ser entendido como, toda pessoa natural que contrate,

tácita ou expressamente , a prestação de seus serviços a um tomador, a estes efetuados com personalidade onerosidade, não eventualidade e subordinação. Quando o contrato é tácito, a simples prestação de serviços, sem qualquer formalização, não é óbice a que se considere pactuado um vinculo empregatício entre tomador e prestador de trabalho (desde que presentes os elementos fático-jurídicos da relação de emprego, obviamente).

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De acordo com a CLT existem inúmeros direitos que beneficiam o trabalhador e os asseguram de qualquer irregularidade ou exploração. Atualmente por existirem leis a exploração já não se estende como antigamente, porém a ocorrência de pessoas sofrendo com exploração de mão de obra ainda cresce grandemente principalmente em áreas mais carentes que é onde as pessoas precisam de uma remuneração mesmo que seja mínima para sobreviver. No Brasil existem diversos tipos de empregados e a cada um a lei apresenta diferentes formas de estar garantindo o direito destes e também auxiliando para que não haja injustiça no ambiente de trabalho.

2.2. Empregador
Empregador define-se como a pessoa física, jurídica ou ente despersonificado que contrata a uma pessoa física a prestação de seus serviços, efetuados com pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e sob sua subordinação. A noção jurídica de empregador, como se percebe, é essencialmente relacional à de empregado: existindo esta última figura no vínculo laboral pactuado por um tomador de serviços, este assumirá, automaticamente, o caráter de empregador na relação jurídica consubstanciada. De acordo com a CLT a definição celetista de empregador conduz a algumas reflexões adicionais. Diz o art 2° da CLT que empregador é a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalariada e dirige a prestação pessoal de serviços (art. 2°, CLT). Completa o § 1° do mesmo artigo que equiparam-se (sic!) ao empregador, para efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições sem fins lucrativos, que admitem trabalhadores como empregador. Na verdade, empregador não é a empresa ente que não configura, obviamente, sujeito de direitos na ordem jurídica brasileira. Empregador será pessoa física, jurídica ou ente despersonificado titular da empresa ou estabelecimento. Tanto o empregador como o empregado são atores importantes no contrato de trabalho, pois é para eles que as leis trabalhistas existem.

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4.

RESCISÃO CONTRATUAL. Quando se fala em rescisão é necessário entender que há uma grande diferença entre

rescisão e cessação, pois apesar de os nomes serem diferentes existe certa confusão sobre a definição dos termos rescisão e cessação. A cessação do contrato de trabalho pode ser entendida como o fim do período em que o empregado trabalhou dentro da empresa, onde o prazo final do contrato acabou e o empregado agora será dispensado, porém mesmo com o fim do contrato o empregado não deixa de ter os seus direitos garantidos de acordo com a CLT. E estes direitos são: Art. 146. Na cessação do contrato de trabalho, qualquer que seja a sua causa, será devida ao empregado a remuneração simples ou em dobro, conforme o caso, correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. Parágrafo único. Na cessação do contrato de trabalho, após 12 (doze) meses de serviço, o empregado, desde que não haja sido demitido por justa causa, terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias, de acordo com o art. 130, na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias. Art. 147. O empregado que for despedido sem justa causa, ou cujo contrato de trabalho se extinguir em prazo predeterminado, antes de completar 12 (doze) meses de

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serviço, terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias, de conformidade com o disposto no artigo anterior. Art. 148. A remuneração das férias, ainda quando devida após a cessação do contrato de trabalho, terá natureza salarial, para os efeitos do art. 449. No caso da questão rescisória é importante saber que é uma situação em que há a necessidade de cancelar o contrato, devido a algum tipo de violência ou abuso cometido contra o trabalhador, é importante ressaltar que nesses casos a lei trabalhista é drástica ao analisar os diferentes casos que podem ocorrer. Diante da importância do fato da rescisão também é importante mencionar que existem casos em que o empregado deixa a desejar com a empresa em que trabalha neste caso também há rescisão de contrato só que por parte da empresa. Abaixo é possível analisar os diferentes os artigos da CLT com relação à rescisão. Art. 477. É assegurado a todo empregado, não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato, e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho, o direito de haver do empregador uma indenização, paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. § 1º. O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho, firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço, só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho. § 2º. O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato, deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo válida a quitação, apenas, relativamente às mesmas parcelas. § 3º. Quando não existir na localidade nenhum dos órgãos previstos neste artigo, a assistência será prestada pelo representante do Ministério Público ou, onde houver, pelo Defensor Público e, na falta ou impedimento destes, pelo Juiz de Paz. § 4º. O pagamento a que fizer jus o empregado será efetuado no ato da homologação da rescisão do contrato de trabalho, em dinheiro ou em cheque visado, conforme acordem as partes, salvo se o empregado for analfabeto, quando o pagamento somente poderá ser feito em dinheiro. § 5º. Qualquer compensação no pagamento de que trata o parágrafo anterior não poderá exceder o equivalente a 1 (um) mês de remuneração do empregado.

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§ 6º. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da ausência do aviso prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. § 7º. O ato da assistência na rescisão contratual (§ § lº e 2º) será sem ônus para o trabalhador e empregador. § 8º. A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160 BTN, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado, em valor equivalente ao seu salário, devidamente corrigido. Pelo índice de variação do BTN, salvo quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora. § 9º. (Vetado.) Art. 478. A indenização devida pela rescisão de contrato por prazo indeterminado será de l (um) mês de remuneração por ano de serviço efetivo, ou por ano e fração igual ou superior a 6 (seis) meses. § lº. O primeiro ano de duração do contrato por prazo indeterminado é considerado como período de experiência, e, antes que se complete, nenhuma indenização será devida. § 2º. Se o salário for pago por dia, o cálculo da indenização terá por base 30 (trinta) dias. § 3º. Se pago por hora, a indenização apurar-se-á na base de 220 (duzentos e vinte) horas por mês. § 4º. Para os empregados que trabalhem à comissão ou que tenham direito a percentagens, a indenização será calculada pela média das comissões ou percentagens percebidas nos últimos 12 (doze) meses de serviço. § 5º. Para os empregados que trabalhem por tarefa ou serviço feito, a indenização será calculada na base média do tempo costumeiramente gasto pelo interessado para realização de seu serviço, calculando-se o valor do que seria feito durante 30 (trinta) dias. Art. 479. Nos contratos que tenham termo estipulado, o empregador que, sem justa causa, despedir o empregado será obrigado a pagar-lhe, a título de indenização, e por metade, a remuneração a que teria direito até o termo do contrato. Parágrafo único. Para a execução do que dispõe o presente artigo, o cálculo da parte variável ou incerta dos salários será feito de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente à rescisão dos contratos por prazo indeterminado.

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Art. 480. Havendo termo estipulado, o empregado não se poderá desligar do contrato, sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem. § lº. A indenização, porém, não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em idênticas condições. § 2º. (Revogado pela Lei 6.533, de 24.5.1978.) Art. 48l. Aos contratos por prazo determinado, que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado, aplicam-se, caso seja exercido tal direito por qualquer das partes, os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. Art. 482. Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: a) ato de improbidade; b) incontinência de conduta ou mau procedimento; c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; d) condenação criminal do empregado, passada sem julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; e) desídia no desempenho das respectivas funções; f) embriaguez habitual ou em serviço; g) violação de segredo da empresa; h) ato de indisciplina ou de insubordinação; i) abandono de emprego; j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; l) prática constante de jogos de azar. Parágrafo único. Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado à prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios contra a segurança nacional.

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Art. 483. O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato; b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo; c) correr perigo manifesto de mal considerável; d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato; e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama; f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; g) o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. § lº. O empregado poderá suspender a prestação dos serviços ou rescindir o contrato, quando tiver de desempenhar obrigações legais, incompatíveis com a continuação do serviço. § 2º. No caso de morte do empregador constituído em empresa individual, é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho. § 3º. Nas hipóteses das letras d e g, poderá o empregado pleitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o pagamento das respectivas indenizações, permanecendo ou não no serviço até final decisão do processo. Art. 484. Havendo culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de trabalho, o tribunal de trabalho reduzirá a indenização à que seria devida em caso de culpa exclusiva do empregador, por metade. Art. 485. Quando cessar a atividade da empresa, por morte do empregador, os empregados terão direito, conforme o caso, à indenização a que se referem os arts. 477 e 497. Art. 486. No caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade municipal, estadual ou federal, ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento da indenização, que ficará a cargo do governo responsável. § l º. Sempre que o empregador invocar em sua defesa o preceito do presente artigo, o tribunal do trabalho competente notificará a pessoa de direito público apontada como responsável pela paralisação do trabalho, para que, no prazo de 30 (trinta) dias, alegue o que entender devido, passando a figurar no processo como chamada à autoria.

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§ 2º. Sempre que a parte interessada, firmada em documento hábil, invocar defesa baseada na disposição deste artigo e indicar qual o juiz competente, será ouvida a parte contrária, para, dentro de 3 (três) dias, falar sobre essa alegação. § 3º. Verificada qual a autoridade responsável, a Junta de Conciliação ou Juiz dar-se-á por incompetente, remetendo os autos ao Juiz Privativo da Fazenda, perante o qual correrá o feito nos termos previstos no processo comum. Como resultado direto do contrato de trabalho passa o empregado a ser subordinado ao empregador. Não cria um estado de sujeição pessoal, mas de subordinação jurídica. A dependência econômica em que, via de regra, o trabalhador encontra-se frente ao tomador de serviço, da mesma forma, não implica em sujeição. O direito do trabalho nasceu justamente para retirar a sujeição pessoal e econômica que até então existia nas relações trabalhistas. A subordinação jurídica do empregado em relação ao empregador repousa essencialmente na faculdade que este tem de utilizar-se da força de trabalho daquele, para atingir o fim constante no contrato de trabalho. Tal subordinação, desse modo, não é indeterminada, mas determinada ao tipo de trabalho especificado no acordo firmado entre as partes. A prestação devida pelo empregado encontra-se delineada pela vontade do empregador, que assumindo os riscos do empreendimento tem reconhecido seu direito de, no curso do contrato e dentro dos seus limites, definir como e quando o trabalho será realizado. Essa subordinação está relacionada apenas a relações contratuais que também necessitam estar enquadrada de acordo com a CLT, pois caso não haja o cumprimento dela seja pelo empregador ou pelo empregado a rescisão será feita e as medidas de punição para ambos serão tomadas conforme os artigos descritos na CLT.

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5. CONCLUSÃO
Este trabalho objetivou analisar questões envolvendo a exploração do trabalho e também a rescisão do contrato. Com os inúmeros fatos analisados foi possível concluir que a exploração ainda existe em boa parte do país, porém em proporções menores do que antigamente. Em alguns casos a população é explorada por falta de recursos e meios para que possa sobreviver, em outros a falta de conhecimento sobre os benefícios que estão contidos na lei faz com que trabalhadores se submetam as condições lastimáveis de trabalho. O que é possível concluir diante de inúmeros fatos é que quanto mais se aumentam o número de indústrias no país, a exploração de mão de obra aumenta mesmo que esteja em alguns casos oculta aumenta, pois as mais diversas fábricas exploram trabalhadores. O empregador continua a ter o poder e o dever de empregar. Porém, enquanto o poder se mantém, o dever diminui, pois cada vez procura-se empregar menos, com isso as pessoas acabam necessitando cada vez mais de trabalho e por terem que sustentar suas famílias acabam se submetendo ao que aparece como oferta e que na maioria dos casos é oferta de exploração. Para resolver todo esse problema primeiramente o trabalhador tem que entender que ele é digno de seu trabalho, ou seja, o que ele faz tem valor e merece ser recompensado por isso, por outro lado há também a necessidade de oferecer as pessoas mais pobres condições para que não se submetam a tais explorações.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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