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Notas de leitura: A fonte da poesia Edgar Morin 35- Ser humano produz duas linguagens: uma racional, emprica;

; outra, simblica, mtica, trgica. Segunda est mais envolvida com a conotao, como o halo de significaes que circunda cada palavra. Tenta traduzir a verdade da subjetividade. 36- Essas lnguas muitas vezes se misturam, e so responsveis pelo estado prosaico e potico. Cada ser humano se divide em dois seres. Fernando Pessoa: o dos sonhos (verdade) e o das aparncias (mentira). Morin no coloca a dicotomia verdade, mentira. Estado artstico ( Rimbaud Carta do vidente) no um estado de viso, mas um estado de vidncia. Prosa- poesia dois estados que se complementam e se delineiam (at por contraste). Dupla polaridade que nos define. -37- Nas sociedades arcaicas (injustamente taxadas de primitivas) havia uma relao estreita entre esses dois estados: caa acompanhada de cantos, por exemplo. Sociedade contempornea: dissociao. 37- Duas rupturas: Renascimento poesia se torna cada vez mais profana. Sculo XVII cultura cientfica e tcnica versus cultura humanista. Rupturas levaram autonomia da poesia, que se separou da prosa e da cincia. 38- Autonomia tambm em relao ao mito: poesia no mito, embora se nutra do pensamento mitolgico e simblico. Em nossa cultura atual, poesia foi relegada, inferiorizada. Duas revoltas da poesia romantismo alemo: poesia contra o utilitarismo do mundo. Segunda: surrealismo- no reduzir a poesia ao poema. Poesia extrai sua fonte da vida, como seus sonhos e acasos. Desprosaizao da vida cotidiana, reintroduzindo a poesia na vida. Surrealistas, em um contexto ps-guerra, associaram a ideia de mudar o mundo sua tpica mudar a vida. Problemas e equvocos polticos dessa postura. 39- Poeta pode sim ultrapassar o domnio das palavras e dos smbolos, mas Sua mensagem poltica implica ultrapassar o poltico.