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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA Portal Educação CURSO DE PEELINGS FACIAIS Aluno: EaD -

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA Portal Educação

CURSO DE PEELINGS FACIAIS Aluno:
CURSO DE
PEELINGS FACIAIS
Aluno:

EaD - Educação a Distância Portal Educação

AN02FREV001/REV 4.0

CURSO DE PEELINGS FACIAIS MÓDULO I - ANATOMOFISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR E DA FACE Atenção:
CURSO DE PEELINGS FACIAIS MÓDULO I - ANATOMOFISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR E DA FACE Atenção:
CURSO DE
PEELINGS FACIAIS
MÓDULO I - ANATOMOFISIOLOGIA DO
SISTEMA TEGUMENTAR E DA FACE
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este
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são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas.

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SUMÁRIO MÓDULO I 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PEELINGS FACIAIS 2 TECIDO EPITELIAL 3 TECIDO
SUMÁRIO MÓDULO I 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PEELINGS FACIAIS 2 TECIDO EPITELIAL 3 TECIDO
SUMÁRIO
MÓDULO I
1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PEELINGS FACIAIS
2 TECIDO EPITELIAL
3 TECIDO CONJUNTIVO
4 SISTEMA TEGUMENTAR
4.1 PELE
4.1.1 Epiderme
4.1.1.1 Camadas da epiderme
4.1.1.2 Células típicas da epiderme
4.1.2 Derme
4.1.2.1 Camadas da derme
4.1.2.2 Células típicas da derme
4.2 HIPODERME
4.2.1 Camadas da hipoderme
4.3 ANEXOS CUTÂNEOS
5 ANATOMIA BÁSICA DA FACE
5.1 OSSOS DA FACE
5.2 MÚSCULOS DA FACE E DO PESCOÇO
5.3 CIRCULAÇÃO ARTERIAL E VENOSA DA FACE
5.4 INERVAÇÃO DA FACE
5.5 REDE LINFÁTICA DA CABEÇA E DO PESCOÇO
6 REGENERAÇÃO CELULAR
6.1
FASE INFLAMATÓRIA
6.2
FASE DE FIBROPLASIA
6.3
FASE DE MATURAÇÃO

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MÓDULO II 7 DEFINIÇÃO E CONCEITUAÇÃO GERAL DOS PEELINGS 8 HISTÓRICO DO USO DOS PEELINGS
MÓDULO II 7 DEFINIÇÃO E CONCEITUAÇÃO GERAL DOS PEELINGS 8 HISTÓRICO DO USO DOS PEELINGS
MÓDULO II
7 DEFINIÇÃO E CONCEITUAÇÃO GERAL DOS PEELINGS
8 HISTÓRICO DO USO DOS PEELINGS
9 PRINCIPAIS TIPOS DE PEELINGS
10 PROFUNDIDADE DOS PEELINGS
11 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES GERAIS DO USO DOS PEELINGS
12 PRINCIPAIS DISFUNÇÕES TRATADAS COM PEELINGS
12.1 ENVELHECIMENTO FACIAL
12.1.1 Envelhecimento intrínseco ou cronológico
12.1.2 Envelhecimento extrínseco ou fotoenvelhecimento
12.1.3 Modificações histológicas do envelhecimento cutâneo
12.1.3.1 Modificações da epiderme
12.1.3.2 Modificações da derme:
12.1.3.3 Modificações da hipoderme
12.1.3.4 Modificações nos anexos cutâneos
12.2 RUGAS FACIAIS
12.3 DISCROMIAS
12.3.1 Acromia
12.3.2 Hipocromias
12.3.3 Hipercromias
13. AVALIAÇÃO FÍSICO-FUNCIONAL DA FACE
13.1 ANAMNESE
13.2 EXAME FÍSICO DA FACE
13.2.1 Inspeção
13.2.2 Palpação
13.2.3 Classificação quanto à tipologia da pele
13.2.3.1
Pele normal (endérmica/eudérmica)
13.2.3.2
Pele seca (alípica)
13.2.3.3
Pele oleosa (lipídica)
13.2.3.3
Pele mista

13.2.3.4 Pele sensível

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13.2.4 Classificação quanto ao fototipo cutâneo 13.2.5 Classificação quanto ao fotoenvelhecimento cutâneo (Glogau)
13.2.4 Classificação quanto ao fototipo cutâneo 13.2.5 Classificação quanto ao fotoenvelhecimento cutâneo (Glogau)
13.2.4 Classificação quanto ao fototipo cutâneo
13.2.5 Classificação quanto ao fotoenvelhecimento cutâneo (Glogau)
13.3 PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO FACIAL
MÓDULO III
14. PEELINGS QUÍMICOS: CONCEITOS GERAIS
15. INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES AOS PELLINGS QUÍIMICOS
16. CLASSIFICAÇÃO E NÍVEIS DE PEELINGS QUÍMICOS
17. FORMULAÇÕES DE PEELINGS QUÍMICOS (PH, PORCENTAGEM E ATIVOS)
17.1 ALFA-HIDROXI-ÁCIDOS
17.1.1 Ácido glicólico
17.1.1.1 Indicações e contraindicações
17.1.1.2 Concentrações
17.2 ÁCIDO MANDÉLICO
17.2.1 Indicações e contraindicações
17.2.2 Concentrações
17.3 ÁCIDO HIALURÔNICO
17.3.1 Indicações e contraindicações
17.3.2 Concentrações
17.4 ÁCIDO SALICILICO
17.4.1 Indicações e contraindicações
17.4.2 Concentrações
17.5 ÁCIDO AZELÁICO
17.5.1 Indicações e contraindicações
17.5.2 Concentrações
17.6 ÁCIDO RETINÓICO
17.6.1 Indicações e contraindicações
17.6.2 Concentrações
17.7 ÁCIDO AZELÁICO
17.7.1 Indicações e contraindicações

17.7.2 Concentrações

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17.8 SOLUÇÃO DE JESSNER Indicações e contraindicações Concentrações PEELING DE FENOL 17.8.1 17.8.2 17.9

17.8

SOLUÇÃO DE JESSNER Indicações e contraindicações Concentrações PEELING DE FENOL

17.8.1 17.8.2 17.9 17.9.1 Indicações e contraindicações 17.9.2 Indicações e contraindicações 17.9.3
17.8.1
17.8.2
17.9
17.9.1 Indicações e contraindicações
17.9.2 Indicações e contraindicações
17.9.3 Concentrações
18 PROCEDIMENTOS PRÉ-PEELING
19 PROCEDIMENTOS PARA APLICAÇÃO DOS PEELINGS SUPERFICIAIS
19.1 Materiais
19.2 PROTOCOLO DE APLICAÇÃO
20 PROCEDIMENTOS E CUIDADOS PÓS-PEELING SUPERFICIAL
21 PRECAUÇÕES E COMPLICAÇÕES DOS PEELINGS QUÍMICOS
22 RESULTADOS DE PEELINGS QUÍMICOS
MÓDULO IV
23 PEELINGS FÍSICOS: CONCEITOS GERAIS
24 TIPOS DE PEELINGS FÍSICOS
24.1 DERMOABRASÃO
24.2 MICRODERMOABRASÃO
24.2.1 Indicações e contraindicações
24.2.2 Efeitos
24.2.3 Peeling de Cristal
24.2.4 Peeling de diamante
24.2.5 Procedimentos pré microdermoabrasão
24.2.6 Procedimentos pós microdermoabrasão
24.2.7 Precauções e complicações da microdermoabrasão
24.2.8 Resultados de microdermoabrasão
24.3 PEELING ULTRASSÔNICO
24.3.1 Equipamento

24.3.2 Indicações e contraindicações

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24.3.3 Efeitos Técnica de aplicação Precauções e complicações Resultados 24.3.4 24.3.5 24.3.6 24.4 PEELING A

24.3.3

Efeitos Técnica de aplicação Precauções e complicações Resultados

24.3.4 24.3.5 24.3.6 24.4 PEELING A LASER24.4.1 Equipamentos 24.4.2 Indicações e contraindicações 24.4.3 Efeitos
24.3.4
24.3.5
24.3.6
24.4 PEELING A LASER24.4.1 Equipamentos
24.4.2 Indicações e contraindicações
24.4.3 Efeitos
24.4.4 Técnica de aplicação
24.4.5 Precauções e complicações
24.4.6 Resultados
GLOSSÁRIO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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MÓDULO I 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PEELINGS FACIAIS Olá, seja bem-vindo (a) ao curso
MÓDULO I 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PEELINGS FACIAIS Olá, seja bem-vindo (a) ao curso
MÓDULO I
1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS PEELINGS FACIAIS
Olá, seja bem-vindo (a) ao curso de PEELINGS FACIAIS.
Nosso objetivo neste curso é trazer a você informações em relação a essa
técnica que ganhou destaque nos últimos anos como um importante recurso no
combate aos sinais do envelhecimento.
A cada dia mais, homens e mulheres tem buscado reduzir marcas de expressão e
manchas desenvolvidas pela exposição excessiva ao sol e por cuidados
inadequados com a pele. Em razão disso, o mercado antienvelhecimento cresce a
olhos vistos. O profissional preparado para atuar nesta área tem ganhado papel de
destaque no mercado de trabalho, com excelente retorno financeiro.
Para o profissional que trata essas disfunções, os peelings químicos e
físicos são uma arma importante para minimização dos sinais do tempo. Com essa
técnica conseguimos melhorar a qualidade da pele, estimular a síntese de
substâncias importantes para a sustentação dos tecidos, remover ou diminuir
manchas escuras e sinais típicos da exposição solar.
Para executar o procedimento com segurança e eficácia é necessário
conhecer em detalhes os tecidos e sistemas sobre os quais iremos trabalhar. Por
isso, iniciaremos nosso curso, neste módulo I, pelo estudo dos tecidos que
compõem a pele (epitelial e conjuntivo) e pelos componentes do sistema tegumentar
(pele, hipoderme e anexos cutâneos).
Após, faremos uma breve revisão da anatomia da face, sobre a qual iremos
embasar nosso estudo (ossos, músculos, circulação arterial e venosa, inervação e
rede linfática da cabeça e do pescoço).
Terminamos esse módulo estudando sobre o processo de reparo tecidual
para compreender como a pele se regenera após as lesões teciduais provocadas
pelos peelings físicos e químicos, apresentando-se renovada e rejuvenescida.

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2 TECIDO EPITELIAL Tecido orgânico avascular, formado por células justapostas e com pouco material intercelular.

2 TECIDO EPITELIAL

Tecido orgânico avascular, formado por células justapostas e com pouco material intercelular. Por não possuir
Tecido orgânico avascular, formado por células justapostas e com pouco
material intercelular. Por não possuir circulação sanguínea própria, é nutrido por
difusão a partir do tecido conjuntivo que está próximo a ele (Azulay e Azulay, 1999).
É classificado em duas categorias (Beltramini, 2011):
 Tecido epitelial de revestimento: reveste a superfície corporal externa e
as cavidades orgânicas. É formado por células cúbicas, cilíndricas ou prismáticas,
que possuem estruturas especializadas que garantem a execução de suas funções.
É classificado em subtipos levando em consideração características de sua
morfologia, como o número de camadas e o formato das células (FIGURA 1).
 Tecido epitelial glandular ou secretor: origina-se de uma invaginação
de um epitélio de revestimento e é especializado na síntese e secreção de
substâncias como hormônios e enzimas. As células secretoras de uma glândula são
denominadas parênquima e o tecido conjuntivo no interior da glândula é denominado
estroma. O epitélio glandular pode ser classificado levando-se em consideração
características de sua morfologia (número de células) e de sua fisiologia (modo de
eliminação das secreções e local onde as secreções são lançadas). Em relação ao
local onde a secreção é lançada, as glândulas podem ser classificadas como
endócrinas (glândulas sem ductos que distribuem sua secreção diretamente na
corrente sanguínea, sendo então distribuída) ou exócrinas (glândulas com ducto
excretor que transportam a secreção produzida pela glândula para o meio externo,
como por exemplo, as glândulas sudoríparas e lacrimais) (FIGURA 1).
FIGURA 1 – TIPOS DE TECIDO EPITELIAL
EPITÉLIO DE REVESTIMENTO

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FONTE: DAVID. Tudo sobre biologia. Disponível em: <http://tudosobrebio-
FONTE: DAVID. Tudo sobre biologia. Disponível em: <http://tudosobrebio-
FONTE: DAVID. Tudo sobre biologia. Disponível em: <http://tudosobrebio-
FONTE: DAVID. Tudo sobre biologia. Disponível em: <http://tudosobrebio-
profdavid.blogspot.com/2011/08/histologia.html>. Acesso em: 3 nov. 2011.
EPITÉLIO GLANDULAR
FONTE: PUC RS. Atlas virtual de histologia. Disponível em:
<http://www.pucrs.br/fabio/histologia/atlasvirtual/maxim/t-epit-gland-exoc-68a2.htm>. Acesso
em: 3 nov. 2011.

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3 TECIDO CONJUNTIVO Tecido orgânico, vascularizado, que possui um rico material intercelular, composto pela substância

3 TECIDO CONJUNTIVO

Tecido orgânico, vascularizado, que possui um rico material intercelular, composto pela substância fundamental amorfa e
Tecido orgânico, vascularizado, que possui um rico material intercelular,
composto pela substância fundamental amorfa e por conjuntos organizados de
proteínas chamadas de fibras. Possui muitos tipos celulares que realizam as funções
de sustentação, preenchimento, transporte de substâncias, defesa orgânica e
reparação tecidual (Beltramini, 2011).
A substância fundamental amorfa é formada por água, polissacarídeos e
proteínas. É incolor, homogênea e de consistência variável. As fibras do tecido
conjuntivo são agrupamentos de proteínas polimerizadas que exercem funções
importantes para o sistema tegumentar. São de três tipos: colágenas, reticulares e
elásticas (Beltramini, 2011).
No decorrer deste módulo, ao estudar uma das camadas da pele
denominada derme, que é formada por tecido conjuntivo, detalharemos cada tipo
específico de fibra.
O tecido conjuntivo pode ser agrupado em duas categorias (Beltramini,
2011):
 Tecido conjuntivo propriamente dito: tipo de tecido conjuntivo que
possui os constituintes básicos característicos do tecido (fibras, células e substância
fundamental amorfa). Pode ser de dois tipos: frouxo (com grande quantidade de
substância intercelular e amorfa e poucas fibras, frouxamente distribuídas; ou denso
(oferece mais resistência e proteção, mesmo sendo menos flexível que o tecido
conjuntivo frouxo. Possui muitas fibras colágenas e pouca substância amorfa)
(FIGURA 2).
 Tecido conjuntivo de propriedades especiais: variações do tecido
conjuntivo com funções e características próprias. Entre eles estão: tecido adiposo,
elástico, reticular, mucoso, cartilaginoso e ósseo.

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FIGURA 2 – TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO (TCPD) FONTE: BRUNA. Tecido conjuntivo. Disponível em:

FIGURA 2 TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO (TCPD)

FONTE: BRUNA. Tecido conjuntivo. Disponível em:
FONTE: BRUNA. Tecido conjuntivo. Disponível em:
<http://biologiacapufrgs.blogspot.com/2011/06/tecido-conjuntivo.html>. Acesso em: 3 nov. 2011.
Você entendeu?
Os tecidos que estão diretamente relacionados ao sistema tegumentar são o
epitelial e o conjuntivo. O tecido epitelial é um tipo de tecido avascular, formado por
células justapostas e com pouco material intercelular que pode ser classificado em
tecido epitelial de revestimento e tecido epitelial glandular. O tecido conjuntivo é um
tipo de tecido vascularizado composto pela substância fundamental amorfa e por
conjuntos organizados de proteínas chamadas de fibras. Pode ser agrupado em
duas categorias: tecido conjuntivo propriamente dito e tecido conjuntivo de
propriedades especiais.

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4 SISTEMA TEGUMENTAR O sistema tegumentar é um conjunto de estruturas que recobre o organismo
4 SISTEMA TEGUMENTAR O sistema tegumentar é um conjunto de estruturas que recobre o organismo
4 SISTEMA TEGUMENTAR
O sistema tegumentar é um conjunto de estruturas que recobre o organismo
humano e exerce funções importantes na manutenção do equilíbrio do corpo. Está
organizado em camadas intimamente relacionadas: pele, hipoderme e anexos
cutâneos (FIGURA 3).
FIGURA 3 – SISTEMA TEGUMENTAR
FONTE: Dermatologia integrada da pele. Dermatologia. Disponível em:
<http://dermatologiadapele.blogspot.com/>. Acesso em: 4 nov.2011.

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4.1 PELE A pele vem sendo exaustivamente estudada em todas suas estruturas e funções por
4.1 PELE A pele vem sendo exaustivamente estudada em todas suas estruturas e funções por
4.1 PELE
A pele vem sendo exaustivamente estudada em todas suas estruturas e
funções por pesquisadores de todo o mundo e existe um consenso de que existem
inúmeras possibilidades para abordagem preventiva e de tratamento dos sinais de
envelhecimento pela extrema capacidade de resposta a tratamentos e de
recuperação (Dermatologia integrada, 2011).
Você sabia?
A pele é o maior e mais pesado órgão do corpo humano, mede em torno de
1,5 a 2 m 2 em um adulto jovem de estatura mediana. É responsável pelo contato do
corpo com o meio externo e sua espessura varia de 3 mm nas palmas das mãos e
plantas dos pés até 1 mm nas pálpebras.
A pele não é somente um envoltório para nosso corpo. Ela exerce inúmeras
outras funções: é o primeiro elo de contato com o ambiente externo, responsável
pela defesa inicial contra micro-organismos, agressões químicas e mecânicas, é o
centro dos sentidos (tato, frio, calor, dor), além de espelhar nossa saúde, emoções e
idade. Recobre e protege o organismo da perda excessiva de água, do atrito e dos
raios solares ultravioletas (Dermatologia integrada, 2011).
Detalhando as funções da pele:
 Proteção física: barreira de proteção para as estruturas internas do
organismo à ação de agentes externos. Também impede perdas de água, eletrólitos
e outras substâncias do meio interno.

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 Proteção imunológica: graças às células de defesa presentes na derme, a pele é um

Proteção imunológica: graças às células de defesa presentes na

derme, a pele é um órgão de grande atividade imunológica, onde atuam intensamente os componentes
derme, a pele é um órgão de grande atividade imunológica, onde atuam
intensamente os componentes de imunidade humoral e celular.
 Termorregulação: graças à sudorese, constrição e dilatação da rede
vascular cutânea, a pele processa o controle homeostático da temperatura orgânica.
 Percepção sensorial: por meio da complexa e especializada rede de
terminações nervosas presentes na pele, ela é capaz de perceber e interpretar
sensações de calor, frio, dor e tato.
 Secreção: a pele possui glândulas especializadas na produção de
sebo e suor. A secreção sebácea é importante para a manutenção do equilíbrio da
pele, particularmente da camada córnea, evitando a perda de água. Além disso, o
sebo possui propriedades antimicrobianas e contêm substâncias precursoras da
vitamina D. O suor é importante para regulação da temperatura orgânica.
A aparência e a função da pele variam de acordo com a área do corpo que
se está analisando, porém estruturalmente, existe uma constituição comum a
qualquer região, independente de idade ou sexo. Podemos didaticamente dividir a
pele em duas camadas: epiderme e derme. Estas duas camadas estão
estreitamente relacionadas e exercem suas funções de forma interdependente.
O estudo da epiderme e da derme e suas camadas é extremamente
importante para o profissional que trabalha com peelings, porque nestas estruturas é
que iremos atuar. Precisamos conhecer detalhadamente as características de cada
componente anatômico para compreender a profundidade e o mecanismo de ação
de cada tipo de peeling.

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4.1.1 Epiderme A epiderme (FIGURA 4) é a camada mais externa da pele. FIGURA 4
4.1.1 Epiderme A epiderme (FIGURA 4) é a camada mais externa da pele. FIGURA 4
4.1.1 Epiderme
A epiderme (FIGURA 4) é a camada mais externa da pele.
FIGURA 4 - EPIDERME
FONTE: WIKIPEDIA. Epidermis. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/File:Epidermis-
delimited.JPG>. Acesso em: 4 nov. 2011.
A epiderme é composta por tecido do tipo epitelial e forma a primeira
barreira aos agentes externos. É avascular, sendo nutrida por difusão, pela derme.
Sua espessura varia segundo a região do corpo. Exerce funções muito importantes
para o funcionamento geral do organismo, entre elas, podemos citar:
 Proteção contra traumas físicos e químicos;
 Resistência às forças de tensão a epiderme;
 Prevenção da desidratação e perda de eletrólitos;

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 Proteção contra o encharcamento de líquidos;  Restrição da passagem de corrente elétrica; 
 Proteção contra o encharcamento de líquidos;  Restrição da passagem de corrente elétrica; 
Proteção contra o encharcamento de líquidos;
Restrição da passagem de corrente elétrica;
Proteção contra entrada de substâncias tóxicas;
Proteção dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta.
4.1.1.1 Camadas da epiderme
A epiderme é composta por cinco camadas: córnea, lúcida, granulosa,
espinhosa e basal (FIGURA 5). A camada lúcida que é formada por uma fina
camada de células achatadas que não está presente em todas as regiões do corpo.
Existe apenas onde a pele é mais grossa (palma das mãos e pés) (CEDERJ, 2010).
FIGURA 5 – CAMADAS DA EPIDERME
FONTE: MARV. Epidermis. Disponível em:
<http://www.marvistavet.com/html/body_pemphigus_foliaceus.html>. Acesso em: 4 nov. 2011.

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Agora vamos conhecer em detalhes cada uma das camadas da epiderme (FIGURA 6) (Sampaio e

Agora vamos conhecer em detalhes cada uma das camadas da epiderme (FIGURA 6) (Sampaio e Rivitti, 2001).

FIGURA 6 – DETALHE DE LÂMINA COM RECORTE DAS CAMADAS DA EPIDERME FONTE: SKINIPÉDIA. Epiderme.
FIGURA 6 – DETALHE DE LÂMINA COM RECORTE DAS CAMADAS DA
EPIDERME
FONTE: SKINIPÉDIA. Epiderme. Disponível em: <http://skinipedia.org/skin-essentials/skin-
physiology-101.html>. Acesso em: 4 nov. 2011.
A primeira camada da epiderme é a córnea (FIGURA 7). É a camada mais
superficial da pele, constituída por células achatadas mortas, anucleadas, dispostas
em lâminas que se sobrepõem formando uma estrutura rígida e hidrófila. Exerce a
função de proteção contra agentes físicos, químicos e biológicos, além de impedir a
evaporação de água. Nessa camada ocorre desprendimento celular constante para
proporcionar a renovação da epiderme.

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FIGURA 7 – CAMADA CÓRNEA DA EPIDERME FONTE: PORTAL SÃO FRANCISCO. Sistema tegumentar. Disponível em:
FIGURA 7 – CAMADA CÓRNEA DA EPIDERME FONTE: PORTAL SÃO FRANCISCO. Sistema tegumentar. Disponível em:
FIGURA 7 – CAMADA CÓRNEA DA EPIDERME
FONTE: PORTAL SÃO FRANCISCO. Sistema tegumentar. Disponível em:
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-tegumentar/sistema-tegumentar-
8.php>. Acesso em: 4 nov. 2011.
A segunda camada da epiderme é a granulosa (FIGURA 8). Está localizada
abaixo da camada córnea e possui células poligonais e achatadas com núcleo
central e grânulos de queratina no citoplasma. Mantém a hidratação da pele.
FIGURA 8 – CAMADA GRANULOSA DA EPIDERME
FONTE: PORTAL SÃO FRANCISCO. Sistema tegumentar. Disponível em:
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-tegumentar/sistema-tegumentar-
8.php>. Acesso em: 4 nov. 2011.

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A terceira camada da epiderme é a espinhosa (FIGURA 9). Está localizada abaixo da camada

A terceira camada da epiderme é a espinhosa (FIGURA 9). Está localizada

abaixo da camada granulosa e é formada aproximadamente dez fileiras de células achatadas, com núcleo
abaixo da camada granulosa e é formada aproximadamente dez fileiras de células
achatadas, com núcleo central e pequenas expansões citoplasmáticas que conferem
o aspecto espinhoso a esta região.
FIGURA 9 – CAMADA ESPINHOSA DA EPIDERME
FONTE: PORTAL SÃO FRANCISCO. Sistema tegumentar. Disponível em:
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-tegumentar/sistema-tegumentar-
8.php>. Acesso em: 4 nov. 2011.
A última camada da epiderme é a basal ou germinativa (FIGURA 10).
FIGURA 10 – CAMADA BASAL DA EPIDERME
FONTE: PORTAL SÃO FRANCISCO. Sistema tegumentar. Disponível em:
<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-tegumentar/sistema-tegumentar-
8.php)>. Acesso em: 4 nov. 2011.

A camada basal é a camada mais profunda e faz contato direto com a derme. É formada por uma única fileira de células prismáticas, onde ocorre intensa

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divisão celular para renovação da epiderme e substituição das células que são perdidas na camada

divisão celular para renovação da epiderme e substituição das células que são perdidas na camada córnea. Nesse processo as células partem da camada basal e vão sendo deslocadas até a camada córnea, em um período aproximado de 25 dias. Abaixo da camada basal existe uma membrana denominada membrana basal. Essa estrutura é formada por mucopolissacarídeos neutros e proporciona o suporte mecânico (sustentação) para a pele.

Em resumo: todas as estruturas e células da epiderme têm como função principal manter o
Em resumo: todas as estruturas e células da epiderme têm como função
principal manter o equilíbrio da superfície do corpo, livrando-o de danos físicos
(temperatura, umidade e ressecamento, traumas, radiação ultravioleta) químicos
(substância ácidas, sabões, detergentes) e biológicos (micro-organismos, como
vírus, fungos e bactérias).
4.1.1.2 Células típicas da epiderme
As células típicas da epiderme são:
 Queratinócitos
 Melanócitos
 Células de Langerhans (Azulay e Azulay, 1999).
Os queratinócitos (FIGURA 11) são as células típicas da epiderme.

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FIGURA 11 - QUERATINÓCITOS FONTE: MIOT, LDB; MIOT, HÁ; SILVA, MG; MARQUES, MEA. Fisiopatologia do
FIGURA 11 - QUERATINÓCITOS FONTE: MIOT, LDB; MIOT, HÁ; SILVA, MG; MARQUES, MEA. Fisiopatologia do
FIGURA 11 - QUERATINÓCITOS
FONTE: MIOT, LDB; MIOT, HÁ; SILVA, MG; MARQUES, MEA. Fisiopatologia do melasma. An. Bras.
Dermatol. v. 84, n.6, Rio de Janeiro nov./dez. 2009.
Os queratinócitos são células em constante renovação. Cada célula deste
tipo que é gerada na camada basal da epiderme migra para a superfície (em ciclos
de aproximadamente 28 dias) (FIGURA 12), produzindo neste trajeto lipídeos e
proteínas, das quais a mais importante é a queratina. Assim que fica repleto de
queratina, o queratinócito perde o núcleo e “morre” tornando-se um corneócito
(MIOT et al, 2009).
Os corneócitos em conjunto com os lipídeos produzidos na epiderme e com
o sebo produzido pelas glândulas sebáceas e a água com sais minerais
provenientes da sudorese, formam um filme sobre e pele, que constitui a barreira
cutânea (MIOT et al, 2009).

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BARREIRA CUTÂNEA = CORNEÓCITOS DA CAMADA CÓRNEA + LIPÍDEOS EPIDÉRMICOS E SEBÁCEOS + ÁGUA E
BARREIRA CUTÂNEA = CORNEÓCITOS DA CAMADA CÓRNEA + LIPÍDEOS EPIDÉRMICOS E SEBÁCEOS + ÁGUA E
BARREIRA CUTÂNEA
=
CORNEÓCITOS DA CAMADA CÓRNEA
+
LIPÍDEOS EPIDÉRMICOS E SEBÁCEOS
+
ÁGUA E ELETRÓLITOS
A barreira cutânea mantém o pH da pele ligeiramente ácido da superfície
cutânea, em torno de 5,5 em média; esta barreira é responsável pela não
penetração de várias substâncias, ou pela penetração parcial, assim como resiste
naturalmente a muitos micro-organismos (MIOT et al, 2009).
FIGURA 12 – SUBIDA DOS CORNEÓCITOS DA CAMADA BASAL À CORNEA
FONTE: DERMATO-INFO. L'ÉPIDERME. Disponível em: <http://dermato-
info.fr/La_peau_normale/Un_organe_multifonction/page2>. Acesso em: 10 out.2011.

AN02FREV001/REV 4.0

Outra célula típica da epiderme é o melanócito (FIGURA 13). O estudo do melanócito é

Outra célula típica da epiderme é o melanócito (FIGURA 13). O estudo do melanócito é muito importante para quem pretende trabalhar com peelings faciais, porque estas células são responsáveis pela síntese de melanina pigmento que dá cor a pele. Alterações nesta pigmentação dão origem as discromias (manchas faciais), características do envelhecimento e que podem ser tratadas com peelings físicos e químicos (MIOT et al, 2009).

FIGURA 13 – MELANÓCITO FONTE: FREE THOUGHT. Melanocyte. Disponível em: <http://www.freethought-
FIGURA 13 – MELANÓCITO
FONTE: FREE THOUGHT. Melanocyte. Disponível em: <http://www.freethought-
forum.com/forum/showthread.php?t=11578&garpg=2>. Acesso em: 5 nov. 2011.
Os melanócitos são células arredondadas localizadas em maior número na
camada basal da epiderme, responsáveis pela produção de melanina (um dos
pigmentos que determina à coloração da pele). Os melanócitos existem na
proporção de 1:10 em relação aos queratinócitos e ao contrário destes, não se
multiplicam (MIOT et al, 2009).

AN02FREV001/REV 4.0

Você sabia? A quantidade de melanócitos é semelhante em todos os indivíduos. As diferenças de

Você sabia?

A quantidade de melanócitos é semelhante em todos os indivíduos. As diferenças de cores entre
A quantidade de melanócitos é semelhante em todos os indivíduos. As
diferenças de cores entre as raças não depende do número e sim da capacidade
funcional dos melanócitos.
A melanina é um pigmento castanho denso, de alto peso molecular, que fica
cada vez mais escuro quanto mais concentrado. É o pigmento principal da coloração
da pele e têm sua produção e distribuição determinada geneticamente. Sua função é
proteger a pele da radiação solar, por meio de uma reação química, com absorção
da radiação (MIOT et al, 2009).
Existem dois tipos de melanina: as eumelaninas (dão tonalidade escura
entre marrom e preto) e as feomelaninas (dão tonalidade clara entre amarelo e
vermelho) (MIOT et al, 2009).
Nos seres humanos, a pigmentação da pele depende da atividade
melanogênica, dentro dos melanócitos, da taxa de síntese de melanina, bem como
do tamanho, número, composição e distribuição de partículas do citoplasma dos
melanócitos, denominadas melanossomas (FIGURA 14) (MIOT et al, 2009).
Os melanossomas são organelas elípticas, altamente especializadas, nas
quais ocorre a síntese e deposição de melanina. Quando os melanossomas estão
cheio de pigmento, estes são transferidos aos queratinócitos vizinhos, que fazem
com que o pigmento migre até as camadas superiores da epiderme. Esse processo
de produção e distribuição da melanina chama-se melanogêsese (MIOT et al, 2009).

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FIGURA 14 - MELANOSSOMAS FONTE: BORN SCHOOLS. Melanocyte. Disponível em:

FIGURA 14 - MELANOSSOMAS

FONTE: BORN SCHOOLS. Melanocyte. Disponível em:
FONTE: BORN SCHOOLS. Melanocyte. Disponível em:
<http://blog.dearbornschools.org/renkom/files/2010/10/melanocyte.jpg>. Acesso em: 5 nov. 2011.
A densidade de melanócitos varia com os diferentes locais do corpo. Há em
torno de dois mil ou mais melanócitos epidérmicos por milímetro quadrado de pele
da cabeça e antebraço e cerca de mil, no restante do corpo, em todas as raças. O
número de melanócitos diminui com a idade, em áreas não fotoexpostas, na
proporção de 6 a 8% por década (MIOT et al, 2009).
Existem outros pigmentos que também interferem na coloração da pele
(MIOT et al, 2009):
 Carotenoide: pigmentos exógenos amarelos;
 Hemoglobina oxigenada: vermelho endógeno.
 Hemoglobina reduzida: azul endógeno.

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Além dos queratinócitos e dos melanócitos existem na pele células de defesa chamadas células de

Além dos queratinócitos e dos melanócitos existem na pele células de defesa chamadas células de Langerhans (MIOT et al, 2009).

As células de Langerhans (FIGURA 15) são células dendríticas móveis com função imunológica que exercem
As células de Langerhans (FIGURA 15) são células dendríticas móveis com
função imunológica que exercem um importante papel protetor na pele. Podem ser
encontradas em qualquer camada da epiderme, porém são mais frequentes na
camada espinhosa. Possuem grande capacidade fagocitária e ativação de linfócitos
T. Existem também na derme, nos linfonodos e no timo. Representam entre 3 e 6%
de todas as células epidérmicas.
FIGURA 15 – CÉLULAS DE LANGERHANS
FONTE: DERMATO-INFO. L'ÉPIDERME. Disponível em: <http://dermato-
info.fr/La_peau_normale/Un_organe_multifonction/page2>. Acesso em: 5 nov. 2011.

Como já abordado a epiderme não tem vascularização própria e sua nutrição e eliminação de metabólitos se processa por difusão até a derme em uma região chamada junção dermoepidérmica (FIGURA 16).

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Essa área é rica em vasos sanguíneos que se concentram na superfície ondulada desta área,

Essa área é rica em vasos sanguíneos que se concentram na superfície ondulada desta área, conferindo uma maior área de troca de nutrientes e gases, por meio das papilas dérmicas.

FIGURA 16 – JUNÇÃO DERMOEPIDÉRMICA FONTE: UNIVERSIDAD DE LOS ANDES. Histologia. Disponível em:
FIGURA 16 – JUNÇÃO DERMOEPIDÉRMICA
FONTE: UNIVERSIDAD DE LOS ANDES. Histologia. Disponível em:
<http://www.medic.ula.ve/histologia/noticiasyeventos/imagenmensual/enero2006.htm>. Acesso em: 5
nov. 2011.
Você Entendeu?
O sistema tegumentar recobre o organismo humano e exerce funções
importantes na manutenção do equilíbrio do corpo. Possui três estruturas: pele,
hipoderme e anexos cutâneos. A pele se subdivide em epiderme e derme e exerce
inúmeras funções indispensáveis ao equilíbrio do organismo humano. A epiderme é
a camada mais externa e possui cinco estratos: córnea, lúcida, granulosa, espinhosa
e

basal. Suas células típicas são os queratinócitos, os melanócitos e as Células de Langerhans.

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4.1.2 Derme A derme é a segunda camada da pele. Está localizada abaixo da epiderme
4.1.2 Derme A derme é a segunda camada da pele. Está localizada abaixo da epiderme
4.1.2 Derme
A derme é a segunda camada da pele. Está localizada abaixo da epiderme e
acima da hipoderme. Sua superfície é irregular e sua espessura varia de acordo com
a região observada. Possui saliências em sua camada mais superficial (papilas
dérmicas), que acompanham as reentrâncias correspondes da epiderme formando a
junção dermoepidérmica como vimos logo acima. As papilas aumentam a área de
contato da derme com a epiderme, reforçando a união entre essas duas camadas.
A derme é ricamente vascularizada e inervada. Além dos vasos sanguíneos
e linfáticos, e dos nervos, a derme também possui algumas estruturas, derivadas da
epiderme: folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas (anexos
cutâneos).
4.1.2.1 Camadas da derme
A derme possui duas camadas (FIGURA 17): papilar (mais superficial) e
reticular (mais profunda).
A camada papilar é a camada mais superficial da derme, situada logo abaixo
da camada basal da epiderme. É delgada e formada por tecido conjuntivo do tipo
frouxo que forma as papilas dérmicas. Nessa camada foram descritas fibrilas
especiais de colágeno, que se inserem por um lado da membrana basal e pelo outro
penetram profundamente na derme. Essas fibrilas contribuem para prender a derme
à epiderme.
A camada reticular é a camada mais profunda da derme. É mais espessa e
constituída por tecido conjuntivo do tipo denso. As duas camadas possuem fibras
elásticas que dão elasticidade a pele. As células são mais dispersas nesta camada
do que na camada papilar.

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FIGURA 17 – CAMADAS DA DERME (PAPILAR E RETICULAR) DP=DERME PAPILAR / DR=DERME RETICULAR FONTE:
FIGURA 17 – CAMADAS DA DERME (PAPILAR E RETICULAR) DP=DERME PAPILAR / DR=DERME RETICULAR FONTE:
FIGURA 17 – CAMADAS DA DERME (PAPILAR E RETICULAR)
DP=DERME PAPILAR / DR=DERME RETICULAR
FONTE: UFPEL. Disponível em:
<http://minerva.ufpel.edu.br/~mgrheing/cd_histologia/especial/peledelgada.htm>. Acesso em: 5 nov.
2011.
São funções da derme (Angélica, 2009):
 Promoção da flexibilidade tecidual;
 Proteção contra traumas mecânicos;
 Manutenção da homeostase orgânica;
 Armazenamento de sangue (necessidades primárias do organismo);
 Ruborização quando de respostas emocionais;
 Segunda linha de proteção contra invasões de micro-organismos.

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A vascularização da derme ocorre por meio de dois plexos interligados: o plexo subpapilar (corre

A vascularização da derme ocorre por meio de dois plexos interligados: o

plexo subpapilar (corre dentro da derme papilar, paralelo à epiderme, e fornece um rico suprimento
plexo subpapilar (corre dentro da derme papilar, paralelo à epiderme, e fornece um
rico suprimento de capilares, arteríolas terminais e vênulas das papilas dérmicas) e
os plexos profundos (ao redor dos folículos pilosos e das glândulas écrinas, são
compostos de vasos sanguíneos maiores que os do plexo superficial).
4.1.2.2 Células típicas da derme
A
derme possui algumas células típicas (Junqueira e Carneiro, 2004):
Fibroblastos;
Fibras colágenas, elásticas e reticulares;
Macrófagos;
Linfócitos.
Os
fibroblastos
(FIGURA
18) são
as
células
mais comuns do
tecido
conjuntivo, responsáveis pela síntese produção de fibras colágenas, elásticas,
reticulares e também de substância fundamental amorfa (FIGURA 19). Sua forma
inativa é denominada fibrócito (citoplasma escasso, baixa atividade celular e
cromatina condensada). Estudos atuais indicam que o fibrócito pode tornar-se
novamente ativo mediante estímulo inflamatório (BOER, 2010).

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FIGURA 18 – FIBROBLASTO FONTE: INFOESCOLA. Fibroblastos. Disponível em: <http://static.infoescola.com/wp-
FIGURA 18 – FIBROBLASTO FONTE: INFOESCOLA. Fibroblastos. Disponível em: <http://static.infoescola.com/wp-
FIGURA 18 – FIBROBLASTO
FONTE: INFOESCOLA. Fibroblastos. Disponível em: <http://static.infoescola.com/wp-
content/uploads/2010/11/fibroblastos.jpg>. Acesso em: 5 nov. 2011.
FIGURA 19 – FIBROBLASTO PRODUTOR DE FIBRAS DA DERME
FONTE: LIEBSCHI. Fibroblasto. Disponível em:
<http://www.colagenohidrolisado.com.br/images/fibroblasto.jpg>. Acesso em: 5 nov. 2011.

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Os fibroblastos produzem três tipos de fibras (FIGURA 20) (Junqueira e Carneiro, 2004):  Colágenas;

Os fibroblastos produzem três tipos de fibras (FIGURA 20) (Junqueira e Carneiro, 2004):

 Colágenas;  Elásticas;  Reticulares. FIGURA 20 – FIBRAS DA DERME FONTE: MENDES, M.
 Colágenas;
 Elásticas;
 Reticulares.
FIGURA 20 – FIBRAS DA DERME
FONTE: MENDES, M. Tecido conjuntivo. Disponível em:
<http://crentinho.wordpress.com/2009/10/12/tecidos-conjuntivos/>. Acesso em: 5 nov. 2011.
As fibras colágenas são constituídas por colágeno. São as mais frequentes
no tecido conjuntivo. Possuem estriação longitudinal, são grossas e resistentes,
distendendo-se pouco quando tensionadas (FIGURA 21).

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FIGURA 21 – FIBRAS COLÁGENAS FONTE: HT. Histologia. Disponível em:
FIGURA 21 – FIBRAS COLÁGENAS FONTE: HT. Histologia. Disponível em:
FIGURA 21 – FIBRAS COLÁGENAS
FONTE: HT. Histologia. Disponível em:
<http://ht.org.ar/histologia/NUEVAS%20UNIDADES/unidades/unidad3/imagenes/00138O.jpg>.
Acesso em: 5 nov. 2011.
As fibras elásticas são constituídas por elastina. Não apresentam estriações
longitudinais. Conferem elasticidade ao tecido conjuntivo frouxo, complementando a
resistência das fibras colágenas (FIGURA 22).
FIGURA 22 – FIBRAS ELÁSTICAS
FONTE: UFRJ. Histologia. Disponível em: <http://acd.ufrj.br/labhac/figura54.htm>. Acesso em: 5 nov.
2011.

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As fibras reticulares também são constituídas por colágeno. São ramificadas e formam um trançado firme
As fibras reticulares também são constituídas por colágeno. São ramificadas e formam um trançado firme
As fibras reticulares também são constituídas por colágeno. São ramificadas
e formam um trançado firme que liga o tecido conjuntivo aos tecidos vizinhos. São
formadas por uma variação do colágeno (tipo III) e possuem elevado teor de
glicídios. Formam o arcabouço de certos órgãos hematopoiéticos (baço e linfonodos)
e circundam órgãos epiteliais (fígado e algumas glândulas endócrinas) (FIGURA 23).
FIGURA 23 – FIBRAS RETICULARES
FONTE: SÓ BIOLOGIA. Tecido conjuntivo. Disponível em:
<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Histologia/epitelio12.php>. Acesso em: 5 nov. 2011.
Os macrófagos e linfócitos, outros tipos celulares presentes na derme são
células que exercem a função de defesa da derme contra o ataque de micro-
organismos ou presença de substâncias estranhas ao organismo (Junqueira e
Carneiro, 2004).

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4.2 HIPODERME A hipoderme (FIGURA 24), também pode ser chamada de tecido celular subcutâneo. Está
4.2 HIPODERME A hipoderme (FIGURA 24), também pode ser chamada de tecido celular subcutâneo. Está
4.2 HIPODERME
A hipoderme (FIGURA 24), também pode ser chamada de tecido celular
subcutâneo. Está situada logo abaixo da derme. Não faz parte da pele, como já
vimos, mas está intimamente ligada a ela. A hipoderme é formada por células
chamadas adipócitos cuja função principal é acumular gordura atuando como um
depósito de gordura. A hipoderme também possui função de proteção térmica,
mecânica e é responsável pelos contornos corporais sexuais (distribuição de
gordura de padrão feminino ou masculino).
FIGURA 24 - HIPODERME
FONTE: INFOESCOLA. Hipoderme. Disponível em: <http://www.infoescola.com/anatomia-
humana/hipoderme/>. Acesso em: 5 nov. 2011.
4.2.1 Camadas da hipoderme
A hipoderme compõe-se por duas camadas: areolar e lamelar (Azulay e
Azulay, 1999).

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A camada areolar da hipoderme é a camada mais superficial. É composta por adipócitos globulares
A camada areolar da hipoderme é a camada mais superficial. É composta por adipócitos globulares
A camada areolar da hipoderme é a camada mais superficial. É composta
por adipócitos globulares e volumosos, em disposição vertical, onde os vasos
sanguíneos são numerosos e delicados. Abaixo da camada areolar existe uma
lâmina fibrosa, de desenvolvimento conforme a região, que é a fáscia superficial ou
subcutânea. Esta fáscia separa a camada areolar da camada lamelar.
A camada lamelar da hipoderme é a camada mais profunda. Nessa região
ocorre aumento de espessura e ganho de peso, com aumento de volume dos
adipócitos, que invadem a fáscia superficial.
4.3 ANEXOS CUTÂNEOS
Os anexos cutâneos são estruturas originadas por invaginação da epiderme
na derme (FIGURA 25).
São eles:
 Pelos: estruturas queratinizadas que exercem papel protetor.
 Glândulas sebáceas: secretam o sebo, um hidratante natural da pele e
que contribui para a manutenção da textura e flexibilidade do pelo.
 Glândulas sudoríparas: secretam o suor, secreção que permite a
eliminação de produtos tóxicos, resultantes do metabolismo celular, é também, um
componente importante do mecanismo da termorregulação.
 Unhas (placas de células fortemente queratinizadas que crescem nas

superfícies dorsais das falanges terminais dos dedos).

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FIGURA 25 – ANEXOS CUTÂNEOS FONTE: SAÚDE TOTAL. Prevenção. Obtido via internet. Disponível em:
FIGURA 25 – ANEXOS CUTÂNEOS FONTE: SAÚDE TOTAL. Prevenção. Obtido via internet. Disponível em:
FIGURA 25 – ANEXOS CUTÂNEOS
FONTE: SAÚDE TOTAL. Prevenção. Obtido via internet. Disponível em:
<http://www.saudetotal.com.br/prevencao/topicos/images/anexos.jpg>. Acesso em: 5 nov. 2011.
Você Entendeu?
A derme é a segunda camada da pele. É ricamente vascularizada e
inervada, sendo também responsável pela nutrição da epiderme. Possui duas
camadas: papilar (mais superficial, delgada, formada por tecido conjuntivo frouxo) e
areolar (mais profunda e espessa e constituída por tecido conjuntivo denso). Sua
principal função é a de sustentação da pele e manutenção da resistência e
elasticidade do local. A célula típica da derme é o fibroblasto que sintetiza as fibras
elásticas, colágenas e reticulares. Essas fibras são responsáveis pelas funções que
a derme exerce. Logo abaixo da derme está a hipoderme. Embora não faça parte da
pele, a hipoderme está diretamente ligada a ela. É formada por tecido adiposo e sua
célula típica é o adipócito, responsável por acumular gordura. A hipoderme é
disposta em duas camadas: areolar (mais superficial, composta por adipócitos
volumosos) e lamelar (mais profunda). Permeando essas camadas estão os anexos
cutâneos: pelos, unhas, glândulas sebáceas e sudoríparas.

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5 ANATOMIA BÁSICA DA FACE A face ou rosto é a parte frontal da cabeça
5 ANATOMIA BÁSICA DA FACE A face ou rosto é a parte frontal da cabeça
5 ANATOMIA BÁSICA DA FACE
A face ou rosto é a parte frontal da cabeça onde se encontram o nariz, os
olhos e a boca. É delimitada pelos espaços entre a testa e o queixo e de uma orelha
à outra. O formato da face é próprio de cada indivíduo e é determinado pelos ossos,
pela gordura e pelos músculos faciais. Nas estruturas da face podem ser percebidos
os primeiros sinais do envelhecimento, como a flacidez muscular e de pele, as rugas
e manchas, disfunções que podemos tratar com os peelings físicos e químicos. Daí
a importância de conhecermos a anatomia e os contornos faciais.
5.1 OSSOS DA FACE
A face é constituída por 14 ossos (FIGURA 26), sendo que seis são pares e
dois são ímpares (QUADRO 1).
QUADRO 1 – OSSOS DA FACE
PARES
ÍMPARES
MAXILA
VÓMER (O VÓMER É O OSSO QUE
SEPARA AS DUAS NARINAS)
ZIGOMÁTICO
MANDÍBULA
LACRIMAL
NASAL
CORNETO INFERIOR
PALATINO
FONTE: adaptado de WIKIPÉDIA. Cabeça. Disponível em:

<http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabe%C3%A7a>. Acesso em: 5 nov. 2011.

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FIGURA 26 – OSSOS DA FACE FONTE: 4SHARED. Ossos da face. Disponível em:
FIGURA 26 – OSSOS DA FACE FONTE: 4SHARED. Ossos da face. Disponível em:
FIGURA 26 – OSSOS DA FACE
FONTE: 4SHARED. Ossos da face. Disponível em:
<http://www.4shared.com/photo/pHyMsQkF/02_ossos_da_face.html>. Acesso em: 5 nov. 2011.
5.2 MÚSCULOS DA FACE E DO PESCOÇO
Os músculos da face (FIGURA 27) normalmente são de pequeno
comprimento e exercem funções específicas. Para estudo, podem ser subdivididos
em: subcutâneos da cabeça e mastigadores (QUADRO 2):

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QUADRO 2 – MUSCULOS DA FACE SUBCUTÂNEOS MASTIGADORES OCCIPITOFRONTAL MASSETER TEMPOROPARIETAL TEMPORAL ORBICULAR
QUADRO 2 – MUSCULOS DA FACE SUBCUTÂNEOS MASTIGADORES OCCIPITOFRONTAL MASSETER TEMPOROPARIETAL TEMPORAL ORBICULAR
QUADRO 2 – MUSCULOS DA FACE
SUBCUTÂNEOS
MASTIGADORES
OCCIPITOFRONTAL
MASSETER
TEMPOROPARIETAL
TEMPORAL
ORBICULAR DO OLHO
PTERIGOIDEO LATERAL
CORRUGADOR DO SUPERCÍLIO
PTERIGOIDEO MEDIAL
PRÓCERO NASAL
BUCINADOR
ORBICULAR DA BOCA
LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA
ABAIXADOR DO ÂNGULO DA BOCA
LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR
ABAIXADOR DO LÁBIO INFERIOR
LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E
DA ASA DO NARIZ
ZIGOMÁTICO MAIOR
ZIGOMÁTICO MENOR
MENTUAL
RISÓRIO
FONTE: adaptado de WIKIPÉDIA. Anatomia da cabeça. Disponível em:
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Anatomia_da_cabe%C3%A7a_e_pesco%C3%A7o>). Acesso em: 5 nov.
2011.

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FIGURA 27 – MÚSCULOS DA FACE FONTE: SOS CORPO. Anatomia. Disponível em: <http://www.soscorpo.com.br/anatomia/s-
FIGURA 27 – MÚSCULOS DA FACE FONTE: SOS CORPO. Anatomia. Disponível em: <http://www.soscorpo.com.br/anatomia/s-
FIGURA 27 – MÚSCULOS DA FACE
FONTE: SOS CORPO. Anatomia. Disponível em: <http://www.soscorpo.com.br/anatomia/s-
mus03.htm>. Acesso em: 5 nov. 2011.
5.3 CIRCULAÇÃO ARTERIAL E VENOSA DA FACE
As artérias carótidas interna e externa e a artéria carótida comum são
responsáveis pela irrigação do pescoço e da cabeça (FIGURA 28):
A artéria carótida interna penetra no crânio através do canal carotídeo e
supre as estruturas internas do mesmo. Os ramos terminais da artéria carótida
interna são a artéria cerebral anterior (supre a maior parte da face medial do
cérebro) e artéria cerebral média (supre a maior parte da face lateral do cérebro).
A artéria carótida externa: irriga pescoço e face. Seus ramos colaterais são:
artéria tireoide superior, artéria lingual, artéria facial, artéria occipital, artéria auricular
posterior e artéria faríngea ascendente. Seus ramos terminais são: artéria temporal e
artéria maxilar.

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FIGURA 28 – ARTÉRIAS DA FACE FONTE: WECKER, JE. Sistema arterial. Disponível em:
FIGURA 28 – ARTÉRIAS DA FACE FONTE: WECKER, JE. Sistema arterial. Disponível em:
FIGURA 28 – ARTÉRIAS DA FACE
FONTE: WECKER, JE. Sistema arterial. Disponível em:
<http://www.auladeanatomia.com/cardiovascular/arterias.htm>. Acesso em: 5 nov. 2011.
A drenagem venosa da face se dá pelas seguintes veias (FIGURA 29):
 Facial comum;
 Facial;
 Plexo pterigoideo;
 Retromandibular;
 Temporal superficial;
 Auriculares posteriores;
 Occipital;

Plexo venoso suboccipital.

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FIGURA 29 – DRENAGEM VENOSA DA FACE FONTE: WECKER, JE. Sistema venoso. Disponível em:
FIGURA 29 – DRENAGEM VENOSA DA FACE FONTE: WECKER, JE. Sistema venoso. Disponível em:
FIGURA 29 – DRENAGEM VENOSA DA FACE
FONTE: WECKER, JE. Sistema venoso. Disponível em:
<http://www.auladeanatomia.com/cardiovascular/veias.htm>. Acesso em: 5 nov. 2011.
5.4 INERVAÇÃO DA FACE
Os nervos cutâneos do pescoço encobrem os nervos da face. Os ramos
cutâneos dos nervos cervicais, provenientes do plexo cervical, estendem-se sobre a
orelha, a face posterior do pescoço e muito da região parotídea da face (área que se
estende sobre o ângulo da mandíbula). O nervo trigêmeo é o nervo sensitivo para a
face e é o nervo motor para os músculos da mastigação e diversos pequenos
músculos (PARALISIA FACIAL, 2011).
Os processos periféricos do gânglio trigeminal constituem:
 O nervo oftálmico;
 O nervo maxilar;

AN02FREV001/REV 4.0

 O componente sensitivo do nervo mandíbula. Estes nervos são nomeados de acordo com as

O componente sensitivo do nervo mandíbula.

Estes nervos são nomeados de acordo com as suas áreas principais de terminação (olho, maxila,
Estes nervos são nomeados de acordo com as suas áreas principais de
terminação (olho, maxila, mandíbula) respectivamente (FIGURA 30):
 Nervo oftálmico: enerva a pele da testa, a pálpebra superior, a túnica
conjuntiva e o nariz lateralmente até à ponta.
 Nervo maxilar: enerva a pele da parte posterior do lado do nariz, a
pálpebra inferior, a bochecha, o lábio superior e o lado lateral da abertura da órbita.
 Nervo mandibular: enerva a pele do lábio inferior, a parte inferior da face,
a região temporal e parte da orelha.
FIGURA 30 – NERVOS DA FACE
FONTE: PARALISIA FACIAL. Enervação da face. Disponível em: <http://www.paralisiafacial.com/wp-
content/uploads/2011/06/paralisia-facial-nervos-da-face.gif>. Acesso em: 5 nov. 2011.

AN02FREV001/REV 4.0

Os nervos motores da face são o nervo facial, para os músculos da expressão facial,

Os nervos motores da face são o nervo facial, para os músculos da expressão facial, e a raiz motora do nervo mandibular para os músculos da mastigação (masseter, temporal, pterigoides medial e lateral). Estes nervos também suprem alguns músculos mais profundamente situados, descritos posteriormente em relação à boca, à orelha média e ao pescoço.

5.5 REDE LINFÁTICA DA CABEÇA E DO PESCOÇO Os linfáticos da cabeça e do pescoço
5.5 REDE LINFÁTICA DA CABEÇA E DO PESCOÇO
Os linfáticos da cabeça e do pescoço podem ser superficiais ou profundos
(FIGURA 31):
a) Linfáticos superficiais:
 Linfonodos occipitais: drenam a parte posterior do couro cabeludo.
 Linfonodos retroauriculares: drenam a porção lateral da cabeça.
 Linfonodos parotídeos superficiais: drenam a porção superior da face e a
região temporal.
 Linfonodos submandibulares: drenam a região submandibular e porção
lateral da língua.
 Linfonodos submentais: drenam a gengiva, o lábio inferior e parte
mediana da língua.
b) Linfáticos profundos: o grupo principal dos linfonodos cervicais profundos
forma uma cadeia de dez a doze linfonodos ao longo da v. jugular interna e costuma
ser dividido em grupo superior e inferior. Nestes grupos dois linfonodos recebem
nomes específicos: linfonodo júgulo-digástrico e linfonodo júgulo-omo-hioideo.

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FIGURA 31 – REDE LINFÁTICA DA CABEÇA E DO PESCOÇO FONTE: SISTEMA NERVOSO. Neuroanatomia. Disponível
FIGURA 31 – REDE LINFÁTICA DA CABEÇA E DO PESCOÇO FONTE: SISTEMA NERVOSO. Neuroanatomia. Disponível
FIGURA 31 – REDE LINFÁTICA DA CABEÇA E DO PESCOÇO
FONTE: SISTEMA NERVOSO. Neuroanatomia. Disponível em:
<http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=1&materia_id=421&materiaver=1>. Acesso em:
5 nov. 2011.
Você Entendeu?

A face é a parte frontal da cabeça, delimitada pelos espaços entre a testa e o queixo e de uma orelha à outra. Possui 14 ossos, sendo seis pares e dois ímpares. Os músculos da face podem ser subdivididos em: subcutâneos da cabeça e mastigadores. As artérias carótidas interna e externa e a artéria carótida comum são responsáveis pela irrigação do pescoço e da cabeça. A drenagem venosa da face se

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dá pelas veias: facial comum, facial, plexo pterigoideo, retromadibular, temporal superficial, auriculares posteriores,

dá pelas veias: facial comum, facial, plexo pterigoideo, retromadibular, temporal superficial, auriculares posteriores, occipital e plexo venoso suboccipital. O nervo trigêmeo é o nervo sensitivo para a face e é o nervo motor para os músculos da mastigação. Os nervos motores da face são o nervo facial, para os músculos da expressão facial, e a raiz motora do nervo mandibular para os músculos da mastigação. Os linfáticos da cabeça e do pescoço podem ser superficiais ou profundos. Ao realizar qualquer processo de peeling geramos uma escoriação nas camadas da epiderme e da derme (de acordo com a profundidade que desejamos alcançar), o que gera um processo de reparo local, com o estímulo das células fibroblásticas e a geração de novas fibras de colágeno e elastina, melhorando os sinais de envelhecimento. Para compreender como esse processo ocorre precisamos fazer uma revisão sobre como ocorre à regeneração celular.

6 REGENERAÇÃO CELULAR O processo de regeneração celular no caso de peelings proporciona a restauração
6 REGENERAÇÃO CELULAR
O processo de regeneração celular no caso de peelings proporciona a
restauração integral dos tecidos, ou seja, se não houver intercorrências, há a
reposição tissular "original". A pele retorna da mesma maneira que era antes, sem
cicatrizes, apenas com aspecto renovado.
A agressão que o peeling físico ou químico gera na pele provoca uma
resposta inflamatória aguda que se manifesta por edema e formação de exsudato
seroso, rico em leucócitos, que cessa em menos de 24 horas. As células
epidérmicas, das margens da área tratada e das invaginações epidérmicas dos
folículos pilosos e glândulas sudoríparas e sebáceas começam a proliferar e migrar
para a região, ocluindo rapidamente sua superfície (FIGURA 32) (SANTOS, 2011).

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FIGURA 32 – REGENERAÇÃO TECIDUAL FONTE: BUONA VITA. Fatores de Crescimento. Disponível em:
FIGURA 32 – REGENERAÇÃO TECIDUAL FONTE: BUONA VITA. Fatores de Crescimento. Disponível em:
FIGURA 32 – REGENERAÇÃO TECIDUAL
FONTE: BUONA VITA. Fatores de Crescimento. Disponível em:
<http://buonavitaoficial.blogspot.com/2010/09/bem-vindo-ao-futuro.html>. Acesso em: 5 nov. 2011.
O processo de cicatrização compõe-se por três estágios interdependentes e
simultâneos, que são descritos em fases:
 Inflamatória;
 Fibroplasia;
 Maturação.
6.1 FASE INFLAMATÓRIA

Logo após a agressão, as células se contraem (vasoconstrição) por 5 a 10 minutos, para propiciar o fechamento dos vasos lesados. Em seguida, as células endoteliais retraem-se e perdem suas conexões, aumentando a permeabilidade vascular e permitindo a passagem dos elementos sanguíneos para a ferida; plasma, eritrócitos e leucócitos. Essa vasodilatação forma um exsudato (edema), traduzido

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clinicamente por tumor, calor, rubor e dor, cuja intensidade correlaciona-se com o tipo e grau

clinicamente por tumor, calor, rubor e dor, cuja intensidade correlaciona-se com o tipo e grau de agressão (SANTOS, 2011). Em conjunto com todas estas alterações (resposta vascular), existe uma resposta celular: os neutrófilos são responsáveis pela digestão de bactérias e tecidos desvitalizados e os monócitos transformam-se em macrófagos e auxiliam na fagocitose de bactérias e restos celulares (SANTOS, 2011). Após o trauma, são liberados mediadores celulares que estimulam a síntese de substâncias, que desenvolvem a inflamação (histamina, serotonina, bradicinina, prostaglandinas). O fator de crescimento é liberado pelas células epidérmicas e plaquetas (SANTOS, 2011).

6.2 FASE DE FIBROPLASIA Nesta fase ocorre a reparação do tecido conjuntivo e epitelial. Na
6.2 FASE DE FIBROPLASIA
Nesta fase ocorre a reparação do tecido conjuntivo e epitelial. Na reparação
do tecido conjuntivo ocorre a formação do tecido de granulação, com proliferação
endotelial e fibroblastos. O fibroblasto surge por volta do segundo e terceiro dia após
o trauma e o fibrinogênio do exsudato inflamatório transforma-se em fibrina,
formando uma rede, onde os fibroblastos depositam-se e passam a multiplicar-se e
a secretar os componentes proteicos do tecido cicatricial (SANTOS, 2011).
Ao mesmo tempo, ocorre intensa proliferação vascular. Este tecido formado
por fibroblastos, substâncias produzidas por eles e vasos sanguíneos é denominado
tecido de granulação, clinicamente apresentando-se com aspecto granuloso e
avermelhado. O miofibroblasto é uma célula que está presente no tecido de
granulação e confere capacidade contrátil, reduzindo a área cruenta e facilitando a
epitelização (SANTOS, 2011).
A atividade mitótica do fibroblasto termina por volta do 15º dia, quando eles
passam a secretar as proteínas presentes no tecido de granulação, produzindo
componentes da substância fundamental e colágeno. A formação do epitélio é outro
fenômeno que ocorre na fase de fibroplasia. Esta epitelização faz-se pelo aumento
de tamanho, da divisão e da migração das células da camada basal da epiderme por
sobre a área de reparação do tecido conjuntivo subjacente (SANTOS, 2011).

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6.3 FASE DE MATURAÇÃO Nesta fase ocorrem dois eventos importantes: deposição, agrupamento e remodelação do
6.3 FASE DE MATURAÇÃO Nesta fase ocorrem dois eventos importantes: deposição, agrupamento e remodelação do
6.3 FASE DE MATURAÇÃO
Nesta fase ocorrem dois eventos importantes: deposição, agrupamento e
remodelação do colágeno e regressão endotelial. A remodelação do colágeno inicia-
se na formação do tecido de granulação e mantém-se por meses após a
reepitelização. As colagenases e outras proteases produzidas por macrófagos e
células epidérmicas dão direção correta às fibras colágenas difusas. Há diminuição
de todos os elementos celulares, inclusive fibroblastos, bem como dos elementos do
tecido conjuntivo. A regressão endotelial ocorre por meio da diminuição progressiva
de vasos neoformados, clinicamente a cicatriz se torna menos espessa, passando
de uma coloração rosada para esbranquiçada (SANTOS, 2011).
Você Entendeu?
O processo de regeneração celular após os peelings se dá em três estágios
interdependentes e simultâneos, que são descritos em fases: inflamatória (fase
inicial em que ocorre aumento da circulação local e edema), fibroplasia (fase
intermediária em que ocorre proliferação das células endoteliais) e maturação (fase
de reparo final em que surge uma nova pele, regenerada).
Aqui concluímos o primeiro módulo do nosso curso de peelings faciais.
Neste módulo fizemos uma revisão sobre as estruturas do sistema
tegumentar, sobre as quais iremos atuar com os peelings físicos e químicos.
Estudamos as principais características dos tecidos epitelial e conjuntivo. Vimos que
o sistema tegumentar é um conjunto de estruturas que recobre o organismo humano
e é formado por pele (epiderme/derme), hipoderme e anexos cutâneos. Revisamos
também a anatomia básica da face (ossos, músculos, irrigação, enervação,
linfáticos). Finalizando o módulo, estudamos sobre o processo de regeneração
celular que ocorre em peles submetidas aos peelings químicos ou físicos.

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No próximo módulo iremos abordar as conceituações dos peelings , indicações e contraindicações, disfunções

No

próximo

módulo

iremos

abordar

as

conceituações

dos

peelings,

indicações e contraindicações, disfunções tratadas com peelings e a avaliação inicial do indivíduo candidato ao
indicações e contraindicações, disfunções tratadas com peelings e a avaliação inicial
do indivíduo candidato ao peeling.
FIM DO MÓDULO I

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