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O Rio de Janeiro Pesca - Relatório FIPERJ 2007

O Rio de Janeiro Pesca - Relatório FIPERJ 2007

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O Rio de Janeiro é o terceiro maior produtor de pescado marinho do Brasil.
Através de seu Relatório de Atividades 2007, a FIPERJ - Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, mostra o estado da arte da Pesca Fluminense, suas potencialidades, seus entraves e desafios.
O Rio de Janeiro é o terceiro maior produtor de pescado marinho do Brasil.
Através de seu Relatório de Atividades 2007, a FIPERJ - Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, mostra o estado da arte da Pesca Fluminense, suas potencialidades, seus entraves e desafios.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2007

SÉRGIO CABRAL FILHO Governador CHRISTINO ÁUREO DA SILVA Secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento

RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2007
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SÉRGIO CABRAL FILHO Governador CHRISTINO CHRISTINO ÁUREO DA SILVA Secretário de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento

BENITO GONZAGA DA IGREJA JUNIOR

Diretor Presidente
AUGUSTO DA COSTA PEREIRA

Diretor de Pesquisa e Produção
RUBENS SIQUEIRA VILARINHO

Diretor de Administração e Finanças

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FIIPERJ F PERJ Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro
Vinculada a SEAPPA

Secretaria de estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento
Alameda São Boaventura, 770 - Fonseca 24120-191 - NITERÓI – RJ tel: 55 + 0xx21 2625-6747 * 2625-6742 fax: 55 + 0xx21 2625-6734 www.fiperj.rj.gov.br fiperj@fiperj.rj.gov.br

Rellatóriio de Atiiviidades -- 2007 Re atór o de At v dades 2007
Coordenação Geral Diretoria Executiva

Elaboração Coordenadoria de Pesca Marítima Coordenadoria de Aqüicultura e Pesca Interior Coordenadoria de Extensão Coordenadoria de Administração Coordenadoria de Finanças Apoio Assessoria de Comunicação Social

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Índice
I. II. III. IV. OS 20 ANOS DA FIPERJ – HOMENAGEADOS .......................................................................... SINERGIA ............................................................................................................................... MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA ................................................................................ PESCA EXTRATIVA .................................................................................................................. 1. Vocação Pesqueira Fluminense ............................................................................... 2. Estatística Pesqueira do RJ ...................................................................................... 3. Terminais Pesqueiros Públicos ................................................................................ 4. Assistência Técnica e Extensão Pesqueira ............................................................... A. Capacitação de Pescadores ............................................................................ B. Organização Comunitária ............................................................................... C. Cidadania e Projetos Sociais ........................................................................... D. Conservação e Beneficiamento da Produção Pesqueira ................................ E. Crédito Pesqueiro ........................................................................................... AQÜICULTURA FLUMINENSE ................................................................................................. 1. Vocação Aqüícola Fluminense ................................................................................. 2. Assistência Técnica e Extensão em Aqüicultura ..................................................... A. Capacitação de Aqüicultores .......................................................................... B. Associativismo e Cooperativismo ................................................................... C. Licenciamento Ambiental ............................................................................... D. Crédito Aqüícola ............................................................................................. E. Piscicultura de Águas Interiores ..................................................................... F. Ranicultura ...................................................................................................... G. Maricultura ..................................................................................................... PESQUISA PESQUEIRA E AQÜÍCOLA ...................................................................................... 1. Unidades de Pesquisa e Linhas de Estudo ............................................................... 2. Principais Resultados de 2007 ................................................................................. A. Ecologia e Ecossistemas Costeiros .................................................................. B. Algologia ......................................................................................................... C. Produção e Nutrição de Organismos Aquáticos ............................................. D. Ranicultura ...................................................................................................... E. Aqüicultura Interior ........................................................................................ MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL ......................................................................... 1. Educação Ambiental ................................................................................................ DIVULGAÇÃO DE TRABALHOS DE PESQUISA ......................................................................... PRINCIPAIS PROGRAMAS E REDES DE TRABALHO ................................................................. PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS ................................................................................................ RELACIONAMENTO INSTITUCIONAL ...................................................................................... 1. Entidades de Representação ................................................................................... 2. Entidades de Pesquisa ............................................................................................. 3. Entidades de Ensino ................................................................................................ 4. Organizações Governamentais de Âmbito Federal ................................................. 5. Organizações Governamentais de Âmbito Estadual ............................................... 6. Organizações Governamentais de Âmbito Municipal ............................................. 7. Organizações não Governamentais ........................................................................ PALAVRAS FINAIS .................................................................................................................. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA .............................................................. 5 6 8 12 12 13 14 16 17 18 20 21 22 23 24 25 26 27 28 28 29 29 31 32 32 33 33 34 35 36 37 38 40 41 42 42 43 43 45 45 45 46 46 47 47 48

V.

VI.

VII. VIII. IX. X. XI.

XII.

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a. 20 ANOS DA FIPERJ - referência não encontrada. I- Os Erro! Fonte de referência não encontrada.Erro! Fonte de HOMENAGEADOS Em 2007 a FIPERJ comemorou 20 anos de vida institucional e para marcar esta passagem com o brilhantismo necessário foram realizadas diversas programações ao longo do ano, que culminaram com uma solenidade comemorativa, realizada em outubro, na AC-RJ, Associação Comercial do Rio de Janeiro. A solenidade contou com a presença de ilustres personalidades e representes do setor pesqueiro fluminense, de autoridades públicas de diferentes esferas de governo e de poder, além de professores, pesquisadores e técnicos de universidades e empresas de pesquisa. Na oportunidade, a Diretoria Executiva e os funcionários da FIPERJ prestaram justa homenagem ao Professor OLINTHO SILVA, pesquisador aposentado e grande idealizador da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro.

Professor OLINTHO SILVA recebendo o justo reconhecimento por uma vida dedicada à FIPERJ e à pesca fluminense.

Também se prestou justa homenagem à memória do Almirante Paulo Moreira, cientista visionário, que viveu à frente de seu tempo, considerado pai da maricultura brasileira, representado pelo Vice-Diretor do IEAPM Com. Miguel Brum Magaldi.

Com. Magaldi, Vice-diretor do IEAPM, recebendo placa de honra ao mérito pelo justo e pleno reconhecimento à memória do saudoso Alm. PAULO MOREIRA.

A sessão solene comemorativa dos 20 anos da FIPERJ reverenciou a memória do Almirante Paulo Moreira e o legado que em favor da aqüicultura brasileira.

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II- SINERGIA
Nenhum homem é uma ilha completa em si mesma. Todo homem é um pedaço do continente, Uma parte de terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar a Europa fica menor, Como se tivesse perdido um promontório ou perdido o solar de um amigo teu ou o teu próprio - JOHN DONE

SINERGIA – autor desconhecido
Os versos de John Done são como uma voz de nosso tempo, em nosso agitado cotidiano, onde somos cobrados a todo instante pelas necessidades do trabalho. Temos de nos lembrar a todo instante: NENHUM DE NÓS É UMA ILHA Às vezes tudo que queremos é um pouco de paz e tranqüilidade. Mas o destino ou a trajetória da vida profissional Pode nos convocar para missões da mais alta importância. Missões para as quais não podemos dizer não. Mesmo que sintamos em nosso íntimo que não estamos tão bem preparados. Há trabalhos que exigem coordenação e espírito de equipe. Uma interação que possa superar as diferenças de personalidade E unir os talentos de cada um para alcançarmos o mesmo objetivo. Associar forças, somar as competências, estabelecer a real sinergia, Para juntar idéias e construir um resultado melhor. Estilos, loucuras e formações diversificadas são o que fazem Um diferencial competitivo numa equipe vencedora. Lealdade, honestidade, transparência e integridade - são os traços de muitos. À vezes o pessimismo e o negativismo afloram em situações críticas da vida. O sábio compreende: O IMPOSSÍVEL É APENAS AQUILO QUE NINGUÉM TEVE A CORAGEM DE REALIZAR. A MULTIPLICAÇÃO DE FORÇAS SUPERA A LÓGICA MATEMÁTICA. Cada um com a sua personalidade. Cada qual com o seu dom. Forças diferentes que se fundem na armadura Contra os perigos da mais audaciosa missão. Sem entender as diferenças e respeitar as opiniões alheias Não alcançaremos a sinergia essencial.
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Impulsionados por um sonho, Movidos pela paixão, Somos envolvidos pela magia E nos transformamos em bravos guerreiros, marchando pelos campos, Até a vitória final. Unidos, somos todos maiores do que somados. Juntos, temos forças contra as ameaças que nos fazem cair. Um escudo de proteção diante das surpresas que surgem no caminho. As dificuldades nos fazem mais fortes. Cada obstáculo vencido é um aprendizado para que superemos novos desafios. Assim se criam verdadeiras amizades, O inabalável espírito de equipe. Ter a percepção de saber o que fazer na hora certa para apoiar um companheiro. Com a confiança mútua, Esforço coordenado E cooperação voluntária, O que parecia ser uma tarefa intransponível torna-se um estimulante desafio. Momentos inesquecíveis, Que conferem um significado infinito à existência finita do homem. NENHUM HOMEM É UMA ILHA COMPLETA EM SI MESMA. TODO HOMEM É UM PEDAÇO DO CONTINENTE, UMA PARTE DE TERRA FIRME. – John Done

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III- MENSAGEM DA DIRETORIA EXECUTIVA
O início dos anos 90 marcou significativamente a pesca nacional. No plano federal, a extinção da SUDEPE, órgão de desenvolvimento da pesca, acompanhada pela sua incorporação ao IBAMA, novo órgão de fiscalização, limitou o setor a uma visão focada no interesse meramente ambiental, em detrimento de sua relevância sócioeconômica. No plano estadual, outro duro golpe foi a desativação do Mercado de Peixes da Praça XV, principal ponto de desembarque de pescado do Rio de Janeiro, sem levar em conta a necessidade de um novo terminal pesqueiro, que viabilizasse acomodação minimamente adequada e proporcionasse o crescimento estrutural da atividade. Tais fatos, notoriamente desastrosos, resultaram na dispersão da atividade e na desarticulação de todo arcabouço institucional, refletindo negativamente sobre o desenvolvimento do setor. Passaram-se 10 anos e o Governo Federal reordenou a sua política setorial, restabelecendo uma política pública para desenvolvimento do setor, simbolizada pela criação da SEAP-PR, com status de ministério. É lógico que muita coisa ainda há por reconstruir e por estabelecer, frente aos desafios de uma nova ordem mundial. No plano das políticas públicas, a FIPERJ, Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, tem a função de ser o principal representante do Governo do Estado frente desafios para o desenvolvimento sustentado da pesca e da aqüicultura fluminense. Em 2007 a FIPERJ completou 20 anos de vida e para caminhar rumo a excelência a Diretoria Executiva entende ser essencial a ação institucional estar solidamente orientada para Princípios, Desafios e Objetivos: Trabalho em rede Orientação para resultados Profissionalização da gestão Ênfase na parceria com a sociedade Atitude e ambiente empreendedores Articulação de recursos públicos e privados Transparência, participação e controle social

Frota agora conta com identificação institucional.

Time de servidores em momento na sede da Fundação e por ocasião da solenidade comemorativa dos 20 anos da FIPERJ.

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Nesse sentido, o ano de 2007 notabilizou-se por importantes ações e conquistas na vida da FIPERJ. Ao iniciar uma nova gestão, o primeiro passo foi demonstrar cotidianamente que a FIPERJ possui uma Diretoria coesa, presente e atuante, que assume papel motivador de seu corpo funcional e que representa a instituição no espaço setorial, apresentando-se de forma firme e propositiva. Em 2007, a Diretoria da FIPERJ esteve presente em inúmeros eventos ligados ao setor, acompanhada de seus profissionais, nas diferentes regiões, pelo interior do estado, recobrando e estabelecendo novas relações institucionais. Administrar é saber priorizar e uma das primeiras ações executadas em 2007 foi a interligação da rede de computadores da FIPERJ à INFOVIA do Governo do Estado, através de cabos de fibra ótica conectados ao servidor da SEAPPA. Assim, a comunicação eletrônica na sede, finalmente, passou a ser realizada por banda larga, o que permite maior agilidade e possibilidades, ainda sendo necessária a melhoria dessas condições nas unidades descentralizadas, especialmente nas Estações de Pesquisa. Fatia significativa dos recursos orçamentários foi utilizada na recuperação e manutenção da frota de veículos, que constitui ferramenta básica de trabalho de campo para técnicos e pesquisadores desenvolverem as atividades finalísticas da instituição. A frota é reduzida e antiga, o que onera os custos com a sua manutenção. Há, portanto, necessidade empreender esforços no sentido de sua renovação, com o uso de veículos novos e adaptados às condições dos ambientes costeiros. Também foram realizados reparos essenciais no telhado da sede, estancando vazamentos e deterioração que há muito vinham comprometendo a sua estrutura. Em 2007 a FIPERJ regularizou a sua situação perante aos conselhos de representação profissional, como o CRBio-2 e CRMV, legalizando sua ação técnicoprofissional. Por conta disso a FIPERJ pôde credenciar-se junto ao CEDRUS – Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, habilitando-se como entidade prestadora de Serviços de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aqüícola no Estado do Rio de Janeiro, o que permitiu apresentar inúmeros projetos técnicos de captação de recursos, como foi o caso do projeto aprovado junto ao MDA – Ministério de Desenvolvimento Agrário, a ser executado em 2008. Uma importante conquista foi a renovação de seu quadro funcional, especialmente da área técnica, incorporando profissionais mais motivados e qualificados. A Coordenadoria de Pesca Marítima, por exemplo, foi ampliada, recebendo um reforço de 03 novos profissionais, sendo 02 doutores e 01 mestre. Na Coordenadoria de Aqüicultura e Pesca Interior também ingressaram 03 novos profissionais, todos com formação de mestres. Na área meio, que viabiliza a operacionalização da Fundação, também houve renovação de quadros funcionais em diferentes áreas.

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De grande relevância na vida pública institucional, a modernização administrativa mostrou-se essencialmente necessária. A FIPERJ habilitou-se ao pregão eletrônico da CEF e Banco do Brasil, o que resultou em agilidade e eficácia no processo de compras de produtos com preços amplamente vantajosos para a Fundação. Efetivamente, a instituição se fez presente, cumprindo o seu papel e recobrando o seu espaço institucional, voltando também a participar de eventos de grande relevância.
Na 4ª edição do SEAFOOD, Feira Internacional de Pescados, Mariscos e Tecnologia para a Indústria da Aqüicultura e Pesca, evento que congregou os principais representantes dos setores da indústria da aqüicultura e da pesca latino americanos. A FIPERJ, formalmente convidada, apoiou a realização deste evento. A Fundação, além de estar representada por 03 de seus melhores pesquisadores, que proferiram palestras técnicas no evento, se fez representar por uma delegação composta por 10 técnicos, que acompanhou os varejistas do Mercado de Peixes São Pedro de Niterói e a equipe do SEBRAE-RJ, que coordena aquele trabalho de SIGEOR, que conta com a efetiva parceria da FIPERJ.

Na oportunidade, a delegação também visitou a iS-expo, Exposição Ingredientes e Soluções para a Indústria Alimentícia.

Internacional

de

A FIPERJ também participou efetivamente de quatro Audiências Públicas. Duas delas, promovidas pela ALERJ, através de sua Comissão de Agricultura, apresentando painel sobre a Importância do Setor de Aqüicultura e Pesca no Estado do Rio de Janeiro. As demais foram sobre a Pesca em Macaé e Desenvolvimento Territorial Agrário, respectivamente. A Fundação esteve igualmente presente em momentos nitidamente difíceis e delicados, onde a orientação técnica especializada e isenta mostrou-se imprescindível, como nas ocasiões onde se constatou problemas ambientais, que resultaram na mortandade de peixes e outros organismos aquáticos, causando prejuízos particulares aos pescadores artesanais. Tais fatos foram especialmente notados nas Lagoas de Araruama, Jacarepaguá e Barra da Tijuca, todos decorrentes do lançamento de esgotos residenciais in natura, sem tratamento minimamente adequado, além de lixos urbanos.
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A FESTA DO PADROEIRO DOS PESCADORES No dia em que se homenageia o padroeiro dos pescadores, SÃO PEDRO, a Diretoria e os técnicos da FIPERJ estiveram diretamente presentes em diversas comunidades pesqueiras, em vários municípios fluminenses, ministrando palestras, participando das comemorações e solenidades religiosas, representando a instituição.

Barqueata comemorativa da Festa de São Pedro, percorrendo a Baía da Guanabara.

O CONSUMO DE PESCADOS NA SEMANA SANTA
Nas semanas que antecederam as comemorações da Semana Santa, a FIPERJ desenvolveu campanha institucional com as finalidades de: estimular o consumo regular pela população de carne de pescado ao longo do ano inteiro. informar à população sobre os benefícios à saúde pelo consumo da carne de pescado. orientar os consumidores quanto à escolha adequada do pescado de qualidade. promover a pesca, destacando a sua importância sócio-econômica e ambiental. divulgar os trabalhos da FIPERJ em favor do desenvolvimento da pesca no RJ. destacar a pesca do Estado do Rio de Janeiro - 3º maior produtor nacional.

O consumo per capta de pescado no Rio de Janeiro ultrapassa os 20 kg/ano, comparando-se aos valores encontrados nos países desenvolvidos. E o que é mais importante: atende a todas as classes sociais da população.

Essa é a nova FIPERJ, que, de peito aberto e espírito renovado, retoma o seu papel institucional, consolidando-se mais e mais a cada dia no cenário da aqüicultura e da pesca fluminense. E para registrar as principais atividades desenvolvidas pela instituição no ano que passou é que temos o orgulho em apresentar o nosso Relatório de Atividades 2007, ao tempo em que manifestamos nossos votos de agradecimento a todos aqueles que estiveram conosco nessa nova trajetória. A todos o nosso muito obrigado e até breve.
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IV- PESCA EXTRATIVA
1- VOCAÇÃO PESQUEIRA FLUMINENSE Apesar de contar com apenas 0,5% da superfície territorial brasileira, o Rio de Janeiro é o Estado que possui uma das mais extensas linhas costeiras do país (850 km), ocupando a 3ª posição, quando comparado às demais unidades federativas. A faixa costeira fluminense conta com um contingente de 33 municípios, que representa 19 mil km2 ou 42% da superfície estadual. O RJ possui ainda 04 grandes setores costeiros: Litoral Sul Fluminense, Litoral da Baía da Guanabara, Litoral da Região dos Lagos e Litoral Norte Fluminense – vide mapa anexo. São 03 grandes baías (Ilha Grande, Sepetiba e Guanabara) e 34 lagoas costeiras de médio e grande porte. Não bastasse tal realidade, ainda há 365 ilhas, totalizando um perímetro de 650 km de extensão. Some-se a todo esse arcabouço a ocorrência de um fenômeno natural que enriquece as águas da plataforma costeira fluminense, mantendo alta diversidade de espécies pesqueiras, conhecido como RESSURGÊNCIA (fenômeno em que a
água do mar, fria, fértil em plâncton, situada em grande profundidade, sobe à superfície em forma de correnteza ascensional).

Abrigando o 2º maior mercado consumidor do país, o Estado do Rio de Janeiro tem na pesca uma importante atividade sócio-econômica, envolvendo um contingente de pescadores próximo de 70 mil pessoas. Além da predominância da pesca artesanal, há também expressiva representação da pesca industrial. Tal fato fundamenta a posição de destaque do RJ, como responsável pela produção anual de 68 mil toneladas de pescado marítimo (14% da produção nacional), ocupando a 3ª posição na produção brasileira de 500 mil t/ano. Outro feito notável e agora melhor compreendido é o consumo per capta de carne de pescado pela população fluminense, que ultrapassa os 20 kg/ano e equivale aos índices dos países desenvolvidos. Do saboroso camarão à conhecida e popular sardinha, os pescadores fluminenses abastecem o mercado interno, fornecendo alimento saudável a todas as classes sociais da população e ainda exportam pescados de maior valor comercial para o mercado internacional. A esse conjunto de atributos naturais e vantagens competitivas denomina-se VOCAÇÃO PESQUEIRA. E é por esse motivo que, a exemplo do que ocorre há anos em outros estados da federação, é estratégico o estabelecimento imediato de políticas públicas integradas para fortalecer e desenvolver em bases sólidas a Vocação Pesqueira do Fluminense.
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2- ESTATÍSTICA PESQUEIRA DO RJ

Desembarque da pesca artesanal no Gradin – São Gonçalo

Comércio de pescados no Gradin – São Gonçalo

Para a compreensão adequada da magnitude da pesca fluminense é básico e fundamental o aprimoramento da Estatística Pesqueira, uma vez que a coleta sistemática de informações consiste em ferramenta indispensável ao conhecimento e à tomada de decisões de políticas públicas para a proteção e o desenvolvimento do setor. Elevando-se a confiabilidade da Estatística Pesqueira Estadual a patamares mais abrangentes e representativos poderão ser auferidas importantes informações, dentre as quais podemos destacar: Produção Estadual Valor da Produção Sazonalidade da Produção Destino da Produção Principais Espécies Nº de Pessoas na Atividade Perfil Sócio-Econômico Nº e Tipo de Embarcações Artes de Pesca Utilizadas Perfil Tecnológico Industrialização

Pregão na CEASA, em Irajá, Rio de Janeiro

Um dos desdobramentos mais importantes da realização desse trabalho reside na possibilidade real de figuração dos números do setor nos registros socioeconômicos oficiais do governo estadual, que atualmente não dispõe dos dados mínimos que permitam inferir a relevância da atividade, que, omitida, acaba relegada a uma condição marginal, o que é muito preocupante. Embora ainda não exista previsão orçamentária necessária, a FIPERJ direcionará esforço para a retomada de sua participação na Estatística Pesqueira do RJ. É necessário, portanto, estabelecer parceria com o Governo Federal para varais ações, dentre as quais a adoção e implantação do sistema oficial de geração de dados estatísticos da pesca.
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3- TERMINAIS PESQUEIROS PÚBLICOS À luz da legislação brasileira, Terminal Pesqueiro Público – TPP é a estrutura física construída e aparelhada para atender às necessidades das atividades de movimentação e armazenagem de pescado e de mercadorias relacionadas à pesca, podendo ser dotado de estruturas de entreposto de comercialização de pescado, de unidades de beneficiamento de pescado e de apoio à navegação de embarcações pesqueiras. As atividades básicas realizadas na área de um Terminal Pesqueiro Público são:
descarga, transporte, manuseio, classificação e pesagem de pescado; beneficiamento, comercialização, estatística e armazenagem de pescado; fabricação e armazenagem de gelo; comercialização de víveres, combustível, petrechos, energia elétrica, água e gelo para o abastecimento de embarcações pesqueiras; aproveitamento industrial de resíduos e rejeitos do manuseio e do beneficiamento de pescado; reparos e manutenções de embarcações pesqueiras; formação, capacitação e qualificação de pessoal para o desempenho da atividade pesqueira e de apoio à atividade pesqueira; serviços bancários, de comunicações, de alimentação e ambulatoriais destinados a atender aos usuários do TPP; fiscalização e inspeção do exercício da atividade pesqueira e das questões trabalhista, sanitária, aduaneira, fazendária, ambiental e marítima, realizadas pelos órgãos competentes, que exercerão suas funções no TPP de forma integrada e harmônica;

A desativação do Mercado de Peixes da Praça XV e a lacuna deixada pela falta de um terminal substituto minimamente adequado ao desembarque de pescado no Estado do Rio de Janeiro têm prejudicado severamente a pesca fluminense. A estrutura atual da antiga Fábrica de Sardinhas 88, na Ilha da Conceição, em Niterói, há muito, extrapolou a sua capacidade. É pequena e inadequada, além de ter o seu cais encurtado a cada dia, devido à expansão e o avanço do setor offshore. Os barcos pesqueiros encontram-se encurralados, dividindo no mesmo espaço de cais operações simultâneas de desembarque, parqueamento e armação de pesca, o que é absolutamente inadequado. Tal situação desestrutura e desagrega o setor e pode vir a, particularmente, estimular a pesca industrial a estabelecer-se em outras unidades da federação, refletindo prejuízos para toda a cadeia pesqueira fluminense.

Atual ponto de desembarque de pescado na antiga Fábrica de Sardinhas 88, na Ilha da Conceição, em Niterói.

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Embarcações sem locais apropriados para parquear e instalações externa e interna da antiga Fábrica de Sardinhas 88, na Ilha da Conceição, em Niterói – onde as atividades de armação de pesca e desembarque de pescado são cada dia mais difíceis .

O setor é unânime em apontar como fundamental a implantação imediata dos Terminais Pesqueiros Públicos no RJ, uma vez que a precariedade da infra-estrutura atual contribui sobremaneira para a pulverização do desembarque e a retração da atividade como um todo. Só na Baía de Guanabara existem mais de 42 pontos informais de desembarque, dificultando quaisquer ações de interesse público.

A estrutura atual do mercado da CEASA, em Irajá, Rio de Janeiro, também se mostra imprópria e ineficaz para a adequada comercialização e distribuição da produção do pescado do estado.

Em 2003 o Governo Federal comprometeu-se com a implantação do TERMINAL PESQUEIRO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO, TPP-RJ. Segundo as últimas informações da SEAP/PR, o TPP-RJ deverá ser construído na localidade da Ribeira, Ilha do Governador, município do Rio de Janeiro. Considerando a importância estratégica do setor, a Prefeitura de Niterói, através da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, também obteve o compromisso do Governo Federal para a construção de um terminal voltado à pesca artesanal no município, o CIPAR – CENTRO INTEGRADO DA PESCA ARTESANAL. O Governo Federal também lançou edital para ampliar o cais e promover melhorias no TERMINAL PESQUEIRO PÚBLICO DE ANGRA DOS REIS, pois, hoje, apenas uma embarcação por vez pode atracar no terminal para fazer o desembarque do pescado. A FIPERJ, como órgão do Governo do Estado voltado para o desenvolvimento do setor pesqueiro, participa ativamente das discussões dos TPP’s, representando o Governo do Estado em seus respectivos Conselhos Gestores. Devido à relevância que encerra essa infra-estrutura de apoio à atividade, a FIPERJ também apoiou o pleito do SAPERJ, junto ao Governo Federal / Secretaria do Patrimônio da União, SPU, para cessão de uma área de mar na localidade do Barreto, Niterói, para a implantação de um terminal de ancoragem e parqueamento de embarcações, objetivando a indispensável preparação das operações que antecedem as jornadas de pesca.
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4- ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO PESQUEIRA A assistência técnica e a extensão pesqueira prestadas pelos técnicos da FIPERJ visam à difusão de modernas tecnologias de pesca, socialmente apropriadas a cada perfil de pescador. O aprendizado e a utilização cotidiana de técnicas e de conhecimentos objetivam resultar em aumento da produção de pescado, geração de emprego e renda, proteção do meio ambiente e melhoria das condições de vida das comunidades pesqueiras.

Colônia de Saquarema.

Pescadores

Z-24,

de

Associação de Pescadores do Rio São João em Cabo Frio.

Associação de Pescadores Livres do Gradin em São Gonçalo.

Nem sempre os problemas da pesca restringem-se à questão tecnológica. Em muitas oportunidades é igualmente importante facilitar o acesso aos programas de governo, como o Óleo Diesel a Preço Subsidiado e as linhas de Crédito específicas, ou mesmo o conhecimento da Legislação, que envolve a atividade pesqueira e nesse aspecto o trabalho e a ação de nossos técnicos é fundamental. Em 2007, o CEDRUS, Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, reconheceu oficialmente a FIPERJ como entidade habilitada a prestar os serviços de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira em todo o Estado do Rio de Janeiro, estando a ação institucional da Fundação devidamente registrada e regularmente acompanhada pelo CRBio-2, Conselho Regional de Biologia – ES e RJ . Principais Resultados: Em 2007, foram atendidos diretamente mais de 2.700 pescadores, chefes de família, através de ações articuladas, envolvendo entidades relacionadas à pesca, detalhadas a seguir.

Melhoria da comercialização de varejo no Mercado São Pedro – Niterói.

Reunião com escarnadeiras de siri na Praia da Luz – São Gonçalo.

Reunião com comunidade de pescadores em Saco do Mamanguá – Paraty.

A Fundação também participa efetivamente de redes de trabalhos específicas, como é o caso do Sisgeor/Sebrae-RJ de apoio à Comercialização Varejista de Pescado do Mercado São Pedro, em Niterói.
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A- CAPACITAÇÃO DE PESCADORES
Uma das estratégias de trabalho mais valorizadas na FIPERJ é a capacitação de pescadores em diversos temas ligados ao setor pesqueiro. A Fundação conta com técnicos especializados e a estrutura de sua ESCOLA DE PESCA ASCÂNIO DE FARIA, que oferece cursos para pescadores e familiares, além da comunidade do seu entorno, através de parceria estabelecida com a Faetec. Principais cursos realizados em 2007 na Escola de Pesca Ascânio de Faria: Processamento de Pescado, Mecânica para Motores Marítimos, Auxiliar de Cozinha, Agente Ambientalista, Informática Básica,

Curso de Mecânica de Motores

Curso de Beneficiamento de Pescado

Detalhe de curso em sala de aula

A atual Diretoria da FIPERJ trabalha no sentido de que em sua Escola de Pesca Ascânio de Faria os cursos oferecidos sejam exclusivamente direcionados ao pescador profissional, sendo, portanto, cursos próprios da atividade pesqueira:

Pescador Profissional – em parceria com a Capitania dos Portos Observadores de Bordo Conservação do Pescado Boas Práticas no Processamento do Pescado Legalização de Pequenas Unidades de Beneficiamento de Pescado Conserto e Confecção de Redes Marcenaria de embarcações Calafetagem e Pintura de Embarcações Primeiros Socorros no Mar Uso de GPS Associativismo e Cooperativismo, Marinharia Como Acessar as Linhas de Crédito para a Pesca Como se Credenciar aos Benefícios do Diesel Subsidiado

Escola de Pesca Ascânio de Faria

Confecção e reparos de redes de pesca

Marcenaria de embarcações de pesca

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Através de parcerias com associações de pescadores, colônias de pesca, organizações da sociedade civil, prefeituras, empresas petrolíferas, dentre outras organizações, a FIPERJ também promove cursos de capacitação nas próprias comunidades pesqueiras.

Beneficiamento e Conservação de Pescado

Confecção e Reparo de Redes de Pesca

Pintura de embarcação

Principais Resultados de 2007: Nº de cursos realizados: 38 Nº de alunos capacitados: 1.080 Nº de Palestras Técnicas Realizadas: 13

B- ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA
Uma ação especialmente relevante e própria do trabalho dos técnicos que prestam a assistência técnica e que fazem a extensão pesqueira é o apoio e o estímulo à organização comunitária. O acentuado nível de competição da vida moderna, frente às diferentes atividades econômicas pela ocupação do espaço marinho exige dos pescadores capacidade de organização para exercer representação, sobreviver e ser bem sucedido na vida profissional, em favor da manutenção de suas atividades laborais.

A organização fortalece as comunidades pesqueiras, melhorando a qualidade de vida.

Nesse universo, o estímulo ao associativismo e ao cooperativismo, assim como as demais formas de representação, viabiliza o pescador, facilitando a incorporação de tecnologias, a obtenção de insumos a preços mais favoráveis, acesso a programas governamentais, captação de recursos para implantação de projetos, conservação e beneficiamento da produção, novos mercados para comercialização, etc. Um dos exemplos de destaque em 2007 foi o Projeto Especial de Integração Social da Pesca Artesanal, PEISPA. Desenvolvido pela Colônia de Pescadores Z-24, com apoio da Prefeitura de Saquarema, Petrobras, Capitania dos Portos, Emater e FIPERJ, o Projeto permitiu a realização de uma série de ações, onde a capacitação de pescadores e mulheres de pescadores foi o grande destaque. A melhoria dos processos de captura e a adoção de medidas que viabilizam a conservação adequada do pescado resultarão em maior oferta de matéria-prima de qualidade. Além dos cursos que ministrou na área de conservação e processamento do pescado, a FIPERJ também vem dando suporte ao processo de legalização da unidade de beneficiamento de pescado da Colônia Z-24, junto ao Serviço de Inspeção Sanitária Estadual. Assim os pescadores já planejam criar uma cooperativa para abastecer o mercado regional e também a merenda escolar de vários municípios da região, o que deverá resultar em efetiva geração de emprego e renda.
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Cursos de Capacitação Realizados no PEISPA: Conserto e Confecção de Redes, Educação Ambiental, Associativismo e Cooperativismo, Marinharia.

Boas Práticas de Fabricação, Beneficiamento do Pescado, Culinária de Frutos do Mar

Unidade de Beneficiamento de Pescado da colônia Z-24 de Saquarema

Livro de receitas de Culinária de Frutos do Mar produzido por alunos do PEISPA

PEISPA - conquista dos pescadores de Saquarema e da Colônia Z-24

Em 2007, na Região da Costa Verde, em Mangaratiba, iniciamos um importante trabalho de apoio à organização e estímulo à união dos pescadores e mulheres marisqueiras, nas comunidades de Muriqui e Conceição de Jacareí. Tal ação vem permitindo às pessoas de ambas as comunidades o acesso à cidadania, como à documentação básica de certidões de nascimento, carteira de identidade, carteira de pescador profissional, etc. Nas regiões dos Lagos e Norte Fluminense, a FIPERJ colaborou com a Shell do Brasil e a ONG Gaia Social, no treinamento em Elaboração e Gestão de Projetos Sócio-Ambientais, dirigido a organizações de pescadores artesanais. A FIPERJ continua apoiando esta iniciativa, acolhendo projetos e estabelecendo parcerias com entidades da pesca para a captação de recursos para implantação de projetos sócio-ambientais e econômicos. Organizações de Pescadores Atendidas em 2007: Federações: 05 Sindicatos: 02 Colônias de Pescadores: 16 Associações de Pescadores: 21 Outras organizações ligadas à Pesca: 28

Companheirismo e seriedade profissional fortalecem as relações de confiança entre técnico e comunidade, como no momento na Colônia Z-4, em Cabo Frio.

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C- CIDADANIA E PROJETOS SOCIAIS
A FIPERJ iniciou um trabalho cujas ações viabilizaram a inclusão social de comunidades de pescadores, garantindo acesso à cidadania. Na Costa Verde, o apoio da FIPERJ foi essencial para a obtenção de diversos documentos elementares, que culminaram na regularização do pescador para o exercício legal de sua atividade profissional. Carteira de Identidade e CPF: ............. 54 pessoas Carteira de Pescador Profissional: ...... 16 pessoas Apoio à Organização Comunitária: .... 80 pessoas Colônias de Pescadores Envolvidas: ... 03 Prefeituras Envolvidas: ....................... 02 Ações como estas permitirão que muitos pescadores se creditem do direito ao seguro defeso, viabilizando assim a segurança social de suas famílias. Este trabalho representa mudança da cultura institucional, que apesar da predominância da natureza técnico-científica de seu trabalho, compreende a necessidade e a relevância de também desenvolver linha de ação voltada para a cidadania das comunidades de pescadores, especialmente daquelas sob risco social. Outra realidade de risco social bastante preocupante e atual consiste nos conflitos que ocorrem no espaço de navegação, especialmente na Baía de Sepetiba, envolvendo navios mercantes e barcos de pesca. Não menos graves são os conflitos de natureza fundiária, que envolvem comunidades pesqueiras em diferentes municípios fluminenses. Em 2007, a imprensa veiculou conflitos envolvendo comunidades pesqueiras, que sofrem pressão para deixarem os locais onde vivem há gerações. Dos pescadores quilombolas da Marambaia, no Rio de Janeiro, aos artesanais de Zacarias, em Maricá, urge a necessidade dos Governos Federal e Estadual promoverem a imediata regularização fundiária dessas comunidades, garantindo-lhes o direito à moradia e ao trabalho. Não bastassem às zonas de exclusão, impostas pelas atividades de exploração de petróleo e gás, que, limitam o ambiente pesqueiro, pressões acirradas da especulação imobiliária e do turismo predatórios restringem o acesso e expulsam as comunidades pesqueiras dos lugares onde vivem há várias gerações.

Hotéis e pousadas na Praia da Ferradura, em Búzios.

Mansões, hotéis, resorts e outros empreendimentos imobiliários existentes ao longo do litoral do RJ – foto Mangaratiba.

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D- CONSERVAÇÃO E BENEFICIAMENTO DA PRODUÇÃO PESQUEIRA
Um projeto estratégico para a FIPERJ é o que estimula a implantação de Pequenas Unidades de Beneficiamento de Pescado, aproveitando-se da legislação sanitária estadual vigente para agroindústrias de base familiar. A implantação dessas unidades, acompanhada de um programa de capacitação profissional fundamentado na legislação e nas boas práticas de conservação e processamento do pescado, além da necessária assistência técnica regular, pode representar real possibilidade de emancipação e melhoria da qualidade de vida para as comunidades pesqueiras, uma vez que permitirá: Agregar valor à produção pesqueira, Gerar postos de trabalho na comunidade, Melhorar a qualidade do produto, Eliminar a figura do atravessador, Obter melhor remuneração pelo produto do trabalho, Acessar novos mercados de comercialização, como a merenda escolar, Diversificar a produção, evitando-se os desperdícios da captura incidental, Reduzir a pressão sobre os estoques pesqueiros, Possibilitar a implantação prática do conceito de pesca responsável. Para atender aos seus objetivos mais relevantes, as iniciativas comunitárias em favor do processamento da produção pesqueira requerem esforço e apoio institucional para o necessário salto de qualidade e aprimoramento.

A FIPERJ vem cooperando com a UFF, através da equipe do Laboratório do Pescado, da Fac. Veterinária, em favor das mulheres escarnadeiras de siri, da Praia da Luz – S. Gonçalo.

A capacitação profissional, fundamentada na legislação vigente e nas boas práticas de conservação e processamento do pescado, viabiliza a produção de produtos de qualidade, melhorando as condições de renda da comunidade.

Ação articulada entre a Colônia de Pescadores Z-4, de Cabo Frio, e a FIPERJ, permitiu a realização de 03 cursos de conservação e beneficiamento do pescado.

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Principais Resultados de 2007:
Nº de cursos realizados: 06 Nº de alunos capacitados: 125 Municípios contemplados: 07 Projetos Elaborados de Pequenas Unidades de Beneficiamento de Pescado: 03 Apoio para Obtenção de Registro na Inspeção Sanitária Estadual: 02 entidades atendidas.

E- CRÉDITO PESQUEIRO
Importantes programas de crédito, como o PRONAF, ainda não conseguem beneficiar a contento os pescadores artesanais na mesma proporção que atendem aos agricultores familiares. Ainda há pouca tradição do agente financeiro no trabalho com as linhas de crédito para a pesca, reconhecendo a necessidade de ajustar procedimentos específicos para o trabalho com o crédito pesqueiro. Na grande maioria das regiões administrativas do Banco do Brasil em território fluminenses o crédito PRONAF encontra-se vedado, uma vez que nos poucos projetos de financiamentos vigentes qualquer problema de quitação influencia diretamente os níveis de inadimplência, interrompendo automaticamente o acolhimento de novas propostas. Um importante papel a ser desenvolvido pela FIPERJ consiste na aproximação do público beneficiário com o agente financeiro, assim como o necessário esclarecimento aos pescadores a respeito do papel educativo do crédito, evitando-se assim a recorrência dos casos de inadimplência.

A FIPERJ é entidade legalmente habilitada para cuidar da emissão das DAP’s – Declaração de Aptidão ao PRONAF, da elaboração e acompanhamento da execução de projetos técnicos.

O universo de clientes do PRONAF Pesca no RJ: pescadores artesanais de rios e de mares, catadores de caranguejos, escarnadeiras de siris, pescadores de cercada e outros tantos.

Uma das formas de se vencer as dificuldades de acesso ao crédito PRONAF Pesca no RJ é através de ações articuladas com as entidades representativas dos pescadores.

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V- AQÜICULTURA FLUMINENSE
De forma simplificada, a aqüicultura consiste na arte de cultivar plantas ou criar organismos aquáticos, em água doce ou salgada. “Apesar da indiscutível importância que a pesca possui para a segurança alimentar do planeta, subsiste o sério problema do esgotamento dos estoques pesqueiros em nível mundial. A crise global do setor pesqueiro tem afetado profundamente a qualidade de vida dos povos ligados aos ambientes aquáticos (marinhos e continentais), especificamente dos pescadores artesanais. Entretanto, recentemente tem entrado em cena a aqüicultura, graças a sua notável capacidade de produzir organismos aquáticos em cativeiro, característica que faz com que seja considerada uma alternativa viável para o setor pesqueiro. Além de sua capacidade de gerar empregos diretos e indiretos para comunidades de pescadores artesanais, ela produz alimentos de alto teor protéico e tem gerado divisas para os países que a praticam através do incremento das exportações.” Luis Vinatea Arana, professor adjunto do Dpto. de Aqüicultura da UFSC. Além de beneficiar as populações tradicionalmente envolvidas com o setor pesqueiro, a aqüicultura tem sido incentivada também para o desenvolvimento de populações rurais. A aqüicultura é atividade reconhecidamente importante pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) para o desenvolvimento de populações rurais.

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1- VOCAÇÃO AQÜÍCOLA FLUMINENSE
As características geográficas predominantes no Estado do Rio de Janeiro apontam para a necessidade de desenvolver outra grande potencialidade: a AQÜICULTURA. ATRIBUTOS NATURAIS QUE FAVORECEM A AQÜICULTURA NO RIO DE JANEIRO: Clima quente, Solos e topografia adequados, Abundância de recursos hídricos, Diversidade hidrográfica – 10 regiões hidrográficas, Possibilidade de desenvolver a atividade em água doce ou salgada, Presença de reservatórios, açudes, pequenas barragens de terra, etc. Litoral recortado, rico em baías, enseadas, lagoas costeiras, estuários e manguezais, etc.

PRINCIPAIS ENTRAVES AO DESENVOLVIMENTO DA AQÜICULTURA NO RIO DE JANEIRO: Ausência de procedimentos apropriados ao licenciamento ambiental de projetos de pequeno porte e de baixo impacto Desconhecimento técnico dos órgãos ambientais sobre a atividade, Dificuldade de licenciamento ambiental, Dificuldade de obtenção de outorga de água, Inexistência de plano de desenvolvimento da maricultura, Inexistência de parques aqüícolas delimitados para a maricultura,

O amplo universo de espécies da aqüicultura atual

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2- ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO EM AQÜICULTURA
A assistência técnica e a extensão aqüícola prestadas pelos técnicos da FIPERJ visam à difusão de modernas tecnologias de cultivo e de criação de organismos aquáticos, com fins comerciais e responsabilidade ambiental. E objetivando dinamizar a prática institucional, os técnicos da FIPERJ se utilizam de importantes ferramentas metodológicas, que constituem fundamentos elementares para multiplicar os resultados de seus trabalhos. Visitas de assistência técnica, reuniões de grupos, unidades demonstrativas, dias de campo, demonstrações de métodos, cursos e treinamentos fazem o dia a dia de nossos técnicos e produtores, onde o aprender a fazer fazendo é o mais importante.

A assistência técnica de qualidade valoriza a qualidade da água.

Grupo de produtores recebem assistência técnica no campo.

Captura de peixes para realização de acompanhamento técnico e Biometria.

Em 2007, foram atendidos diretamente 952 aqüicultores, de 36 municípios fluminenses, através de ações articuladas, envolvendo entidades relacionadas às distintas atividades aqüícolas, detalhadas a seguir. Um elemento fundamental e cada dia mais importante para o sucesso da aqüicultura fluminense é a articulação institucional com outras entidades locais, como as que são feitas com as secretarias municipais de agricultura e de meio ambiente, Sebrae e extensionistas da EmaterRio.

A FIPERJ também participa efetivamente de redes de trabalhos específicas, como o Sisgeor/Sebrae-RJ, de apoio à maricultura e à aqüicultura de águas interiores. Técnicos da FIPERJ no Dia de Mar (Baía da Ilha Grande) e Dia de Campo ( Piraí).

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A- CAPACITAÇÃO DE AQÜICULTORES
O princípio básico da aqüicultura moderna fundamenta-se no conhecimento, na observação e aplicação dos conhecimentos técnico, econômico e ambiental, sem os quais o interessado na atividade tende ao fracasso. Assim, para a FIPERJ, a componente Capacitação é de extrema relevância. Os produtores passam por constantes treinamentos e capacitações. Outras metodologias também são utilizadas no aperfeiçoamento profissional dos aqüicultores, como as visitas, excursões e reuniões técnicas, unidades demonstrativas, dias de campo, etc. Os técnicos da FIPERJ também participam regularmente de congressos, treinamentos especializados e encontros técnicos, objetivando o acompanhamento da evolução tecnológica da atividade e as tendências do setor.

Capacitação de Técnicos e de Aqüicultores. A FIPERJ aposta nas redes de trabalho.

Aprender a fazer, fazendo – filosofia de trabalho é sucesso entre os aqüicultores assistidos pela FIPERJ

Capacitação de Aqüicultores da PEIXESUL. Cooperativismo é vital para desenvolver o setor.

A FIPERJ apoiou a realização do VI Seminário Estadual de Aqüicultura Interior, promovido pelo Sebrae.

A FIPERJ também apoiou a realização do V Seminário Estadual de Maricultura, promovido pelo Sebrae.

Aprendizagem prática viabiliza sustentabilidade dos projetos.

a

Principais Resultados de 2007: Nº de Aqüicultores Atendidos: 952 Nº de Cursos/Treinamentos realizados: 08 Nº de Palestras Técnicas realizadas: 16 Nº de Aqüicultores Capacitados: 195 Nº de Técnicos Capacitados: 21 Nº de Estudantes Atendidos: 290

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B- ASSOCIATIVISMO E COOPERATIVISMO As características fundiárias do Rio de Janeiro, de predominância de estabelecimentos rurais de pequenas dimensões espaciais, condicionam os empreendimentos aqüícolas ao perfil de pequeno porte e regime de microempreendedores, muitas vezes de base familiar. Tal realidade impõe aos aqüicultores a necessidade de organização da produção sob formas associadas ou cooperadas, facilitando o acesso a programas governamentais e aos bens de produção, especialmente no que se refere à conservação, ao beneficiamento, ao escoamento e à comercialização dos produtos.

As experiências bem-sucedidas da PEIXE-SUL, RASS e COOPERCRÃMMA viabilizam a comercialização, o processamento e o escoamento da produção de tilápias e rãs, principalmente, através das unidades de beneficiamento implantadas. Novas perspectivas de mercado estão sendo abertas, como as peles de tilápia e de rã para a produção de mantas de couro, que a cada dia mais caem no gosto de estilistas do mundo fashion.

Unidade de beneficiamento de pescado dos cooperados da PEIXESUL

Modernos equipamentos e instalações fazem o beneficiamento de tilápias e rãs dos aqüicultores da COOPERCRÃMMA

Filés de tilápia prontos para ser embalados – sabor da aqüicultura do RJ

Na maricultura, experiências bem-sucedidas também despontam, especialmente na Baía da Ilha Grande, onde pequenas fazendas marinhas trabalham em escala comercial com a criação de moluscos bivalves (vieiras e mexilhões) e o cultivo de algas marinhas.

Fazenda marinha na Ilha Grande

Lanternas para Criações de Vieiras

Exemplar de Vieira ou Coquille

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C- LICENCIAMENTO AMBIENTAL
O Licenciamento Ambiental é o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente autoriza a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores e aqueles capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental. A inexistência de procedimentos apropriados ao licenciamento ambiental de projetos de pequeno porte e de baixo impacto ambiental remete a aqüicultura do RJ a uma condição irregular e de absoluta marginalidade, fatos que causam sérios desconfortos a produtores, técnicos e gestores. É indiscutível o fato de que a lei é igual para todos, mas adotar procedimentos idênticos para licenciar projetos de dimensões e impactos ambientais absolutamente distintos representa incoerência que precisa ser superada. E quando o licenciamento ambiental refere-se à maricultura, o que é muito difícil beira ao impossível. Os PLDM’s - Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura não conseguem materializar-se, fazendo com que a delimitação de áreas específicas para a atividade, denominadas Parques Aqüícolas, sejam cada vez mais distantes da realidade dos produtores, retardando sobremaneira o desenvolvimento de todo o setor. Acaba que a existência de conhecimento científico, de técnicos capazes, de linhas de crédito para financiar as atividades, de mercados ávidos pelos produtos aqüícolas e de pessoas necessitando de trabalho e renda não constituem elementos suficientes para proteger e regularizar os empreendimentos, permitindo o estabelecer uma realidade ambientalmente sustentada e socialmente responsável para a nossa maricultura.

D- CRÉDITO AQÜÍCOLA
Atualmente, existem linhas de crédito suficientemente adequadas ao financiamento de projetos de aqüicultura. Programas como o PRONAF e o MOEDA VERDE MULTIPLICAR dispõem de condições bastante vantajosas e adequadas às diferentes atividades aqüícolas, especialmente em termos de taxas juros, carências, garantias de comercialização e mecanismos de proteção do produtor, através de moeda produto. Resta então o impasse: por qual razão o número de projetos de financiamento de crédito em favor da aqüicultura é tão inexpressivo, a despeito dos verdadeiros potenciais da atividade em território fluminense? O fato é que há entre os diferentes atores envolvidos na atividade se estabelece o sentimento de incertezas decorrentes da ausência de licenciamento ambiental regular. Assim, para o receio generalizado entre técnicos e empreendedores de financiar com recursos de crédito implantação de projetos que podem ser facilmente caracterizados irregulares a qualquer momento. Por outro lado, são raros os casos onde são obtidas licenças ambientais, existindo casos onde a sua emissão se deu após um período de tempo de 9 anos.

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E- PISCICULTURA DE ÁGUAS INTERIORES
O conhecimento e o emprego de técnicas simples e adequadas garantem projetos sustentáveis, social e economicamente, e responsáveis, ambientalmente.

Biometria permite mensurar o desenvolvimento do plantel de peixes.

Uso racional de ração reduz custo de produção e protege o meio ambiente.

Acompanhamento e população planctônica.

controle

da

A adequação das diretrizes para o setor da piscicultura vem buscando maior eficiência para a sua operacionalização e obtenção de resultados significativos. A assistência técnica continuada e as iniciativas de capacitação são ferramentas indispensáveis à transferência de novas tecnologias aos piscicultores, dando suporte e solidez aos Pólos de Piscicultura do RJ. A integração entre os elos que compõem a cadeia produtiva da atividade deverá compatibilizar simultaneamente o crescimento econômico, desenvolvimento, eqüidade social e equilíbrio ecológico.

O padrão dos projetos de piscicultura do RJ: tanques de pequena superfície, com lâmina d’água total dos projetos menor que 2ha.

Raros são os projetos de grande porte no RJ, como este em Porciúncula.

Principais Resultados de 2007: Piscicultores Atendidos: 715 Municípios Beneficiados: 25 Nº de Cursos/Treinamentos realizados: 04 Palestras Técnicas: 14 Reuniões Técnicas: 06 Público Participante: 445

Sistema de exploração em Tanqe-Rede: realidade em espelhos d’água de maior superfície. No Sul Fluminense, o Projeto Tanque Rede na Represa de Ribeirão das Lajes, desenvolvido pela PEIXESUL e APRILAJES, conta com a orientação dos técnicos da FIPERJ.

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A pedido da Prefeitura de Itatiaia, técnicos da FIPERJ, acompanhados do presidente da Colônia de Pescadores Z-4, visitaram a Represa de Funil, analisando o potencial para implantação de Projeto de Piscicultura em Tanque Rede. A Prefeitura pretende discutir o assunto com FURNAS para verificar a viabilidade de um projeto de piscicultura naquele espelho d’água.

Projeto iniciado em 2007, a piscicultura ornamental é de baixo impacto ambiental, sendo apropriada para jovens aqüicu Atualmente o mercado de peixes ornamentais do Rio de Janeiro é abastecido por produtores de outros estados, como MG

F- RANICULTURA
O ano de 2007 marcou mudanças profundas na estratégia de ação da FIPERJ para a atividade de ranicultura. A base de ação para os trabalhos foi deslocada da sede da Fundação, localizada em Niterói, para a Estação Experimental Almirante Paulo Moreira, em Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, objetivando melhorar as condições de apoio técnico e científico para os ranicultores e suas organizações. Diante da crescente produção e comercialização da carne de rã no Estado do Rio de Janeiro, no qual 20 municípios desenvolvem esta atividade, a Fundação priorizou a assistência técnica contínua, visando atender todo o setor, possibilitando assim, um incremento de quantidade e qualidade na produção estadual.

Diferentes fases da vida do animal são trabalhadas na FIPERJ - pesquisa, assistência técnica e capacitação de ranicultores.

Por intermédio do PROGRAMA MOEDA VERDE MULTIPLICAR foram desenvolvidas ações de fortalecimento de cooperativas e associações de produtores. Principais Resultados de 2007: Ranicultores Atendidos: 18 Municípios Beneficiados: 10 Nº de Cursos/Treinamentos realizados: 03 – nível básico Ranicultores Capacitados: 32 Reuniões e Palestras Técnicas: 05
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Modernas Instalações do Abatedouro da Coopercrãmma, em Cachoeiras de Macacu, infra-estrutura que viabiliza a ranicultura.

Principais Ações: Atualização do cadastro de ranicultores Realização de visitas técnicas a ranários em diversos municípios Produção de Material Didático – Boletim Técnicas para Criação de Rãs e Folder Técnico

G- MARICULTURA
A pesca marinha não é uma fonte inesgotável de recursos, ao contrário da demanda por esses produtos. Devido ao crescimento da população e mudanças nos hábitos alimentares, o preço do pescado, vem aumentando continuamente, afastando uma parcela significativa de consumidores, dessa excelente fonte de proteína animal. Essa tendência só será revertida com fornecimento regular de produtos de qualidade, provenientes da Maricultura. O desenvolvimento da Maricultura surge então como alternativa sócio-econômica aos pescadores artesanais, principalmente na geração de novos empregos e oportunidades para jovens em suas áreas de origem. MALACOCULTURA: Criação de Moluscos Bivalves Mexilhões, Vieiras e Ostras:

Mexilhão (Perna perna) espécie que se fixa a costões rochosos na faixa da variação de maré. Seu cultivo pode variar de 8 a 10 meses de acordo com as condições locais.

Fazenda marinha de mexilhões – I. Grande.

Corda com colônia de mexilhões.

Mexilhões cozida.

Coquilles ou Vieiras (Nodipecten nodosus) espécie de hábito bentônico com grande sensibilidade à variação de salinidade. Do crescimento à fase comercial são 12 a 18 meses.

Fazenda marinha de Vieira – Ilha Grande.

Maricultor com lanterna de Vieira.

Vieiras - produtos da fina gastronomia.

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Ostras do Mangue (Crassostrea rhizophorae) espécie com características estuarinas que se fixam nas raízes de mangues. Suportam variedade de salinidade e amplitude de maré. Ostra do Pacífico (Crassostrea giga) espécie com características a mais popular no mundo, conhecida como ostra japonesa ou ostra do Pacífico. No Brasil a espécie atinge tamanho comercial em oito meses, contra dois anos nos Estados Unidos e na Europa.

Ostra giga.

Ostras frescas conservadas em gelo.

Ostras - produtos da fina gastronomia.

Principais Resultados de 2007: Maricultores Atendidos: 18 Municípios Beneficiados: 06 Associações de Maricultores Atendidas: 01 Empresas Produtoras Atendidas: 03

VI- PESQUISA PESQUEIRA E AQÜÍCOLA
Voltada para as áreas aqüícola e pesqueira, a pesquisa desenvolvida pela FIPERJ consiste em importante pilar de sua ação institucional, uma vez que objetiva aumentar o acervo de conhecimentos e também o uso desses conhecimentos para desenvolver aplicações, atividades, produtos ou processos, novos ou tecnologicamente aprimorados. Para tanto, a Fundação conta com uma equipe de 09 pesquisadores, distribuída em suas duas unidades de pesquisa.

1- UNIDADES DE PESQUISA E LINHAS DE ESTUDO a) Estação Experimental de Aqüicultura Almirante Paulo Moreira - Guaratiba, Rio de Janeiro. Produção e Nutrição de Organismos Aquáticos – peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios,
algas, etc.

Ecossistemas Costeiros Ecologia de Peixes, Crustáceos, Moluscos, Anfíbios, Algas, etc. Algologia b) Estação Experimental de Aqüicultura Interior - Campos dos Goytacazes. Piscicultura com fins de Engorda, Ornamental e Reposição Ambiental Ecossistemas Ribeirinhos

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2- PRINCIPAIS RESULTADOS EM 2007 a) ECOLOGIA E ECOSSISTEMAS COSTEIROS O Manguezal é um ecossistema costeiro de transição entre a terra e o mar, próprio para a alimentação, proteção e reprodução de diversas espécies. Os manguezais funcionam como uma verdadeira maternidade e berçário de várias espécies. Esta linha de pesquisa está direcionada, diante da necessidade urgente de recuperar e preservar esse ecossistema na Baía de Guanabara e na Baía de Sepetiba. A base onde são realizadas as pesquisas referentes à produção de mudas e ao cultivo de plantas de mangue para reflorestamento de áreas degradadas é a Estação Estuarina Almirante Paulo Moreira – EEAPM. A restauração prática e efetiva desses ecossistemas pode ser realizada em toda a costa fluminense, através da celebração de parcerias de cooperação institucional, com participação efetiva das comunidades locais, voltadas para a produção de mudas, a implantação e a revitalização de mangues. Para tanto são estabelecidas Unidades de Observação e de Demonstração, fundamentadas a partir de ações de extensão pesqueira, de assistência técnica e de capacitação voltadas diretamente para representantes selecionados na comunidade local.

A FIPERJ desenvolve pesquisa e estudos sobre os manguezais, dominando a tecnologia para a revitalização desse importante ecossistema.

Bioecologia dos peixes da Baía de Sepetiba. Ecologia de comunidades de peixes do Canal do Bacalhau, no manguezal de Guaratiba – Baía Sepetiba – RJ. Ecologia dos peixes da zona de arrebentação em praias arenosas do município do Rio de Janeiro. Produção de mudas e cultivo de plantas de mangue para reforço no reflorestamento de áreas degradadas.

Baía de Sepetiba: manguezal, peixes capturados com deformidades; cercada de captura de peixes e coleta de caranguejos.

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b) ALGOLOGIA As algas microscópicas – fitoplânctons, são de elevada importância por constituírem o primeiro nível trófico da cadeia alimentar nos ecossistemas aquáticos marinho e dulcícola, garantindo a alimentação de larvas de moluscos, crustáceo, e peixes.

Microalgas são organismos fundamentais na base da alimentação de larvas de moluscos, crustáceos, peixes, etc.

Atualmente, mais de 150 espécies de algas são usadas comercialmente para prover alimentos aos seres humanos e animais, servir como agentes espessantes em sorvetes e eliminar doenças em forma farmacêutica. O que poucos sabem é que as algas e outros plânctons podem ser usados como biomassa para produção de biocombustíveis. As algas usam a energia do sol, para converter água e CO2 em biomassa. São organismos fotossintéticos que utilizam o ambiente aquático para se desenvolverem, ao contrário do biodiesel que estamos acostumados a ver, que é produzido a partir de plantas cultivadas na terra. Na Estação Experimental Almirante Paulo Moreira – EEAPM, a FIPERJ desenvolve importantes trabalhos na área da algologia e dos demais microorganismos planctônicos, com destaque para: obtenção de culturas em massa de fitoplânctons para fins de aqüicultura, estudos no emprego de biomassa algal na produção de biodiesel acompanhamento técnico nos cultivos de macroalgas para aproveitamento industrial. Pesquisas em Desenvolvimento Culturas de Rotíferos Cultura de Copépodes Estudos para emprego da biomassa algal como biocombustível - seqüestro de carbono Projetos em Andamento Manejo e Conservação dos Caranguejos de Importância Econômica do Estado do Rio de Janeiro Avaliação do Desenvolvimento de Larvas da Ostra de Mangue (Crassostrea rhizophorae) Alimentadas com Microalgas Marinhas Nativas . Público Atendido pelo Técnico/Pesquisador Aqüicultores - 28 Estudantes Universitários – 100 Estudantes do Ensino Médio - 70

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C) PRODUÇÃO E NUTRIÇÃO DE ORGANISMOS AQUÁTICOS Instalada na Estação Experimental de Aqüicultura Almirante Paulo Moreira - EEAPM, a Unidade de Tecnologia do Pescado - UTPo, realiza trabalhos de pesquisa relacionados à nutrição de organismos aquáticos. O objetivo principal das pesquisas é determinar as exigências de nutrientes essenciais de espécies de pescados com importância para a aqüicultura brasileira, em especial para o Rio de Janeiro. Assim, desenvolve pesquisas relacionadas às exigências energéticas (balanço proteína/energia) e lipídicas e ácidos graxos para peixes, principalmente. A elevada demanda atual sobre a maricultura, especialmente sobre a criação de moluscos bivalves e a demanda por informações técnicas e científicas pelos produtores, técnicos e instituições de ensino e extensão fizeram com que a FIPERJ priorizasse o estabelecimento de uma nova linha de pesquisa aplicada a essa atividade. Em 2007, foi implantado na EEAPM um laboratório estruturado para desenvolver estudos sobre o cultivo/criação e nutrição de novas espécies de organismos aquáticos marinhos.

Instalações do novo laboratório para estudos de Produção e Nutrição de Organismos Aquáticos.

Principais Projetos Elaborados em 2007: Avaliação Nutricional e Histológica da Ostra Nativa Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828), Mollusco Bivalvea. (Projeto aprovado em 2008 para o biênio 06/08). Apoio ao desenvolvimento da malacocultura no Estado do Rio de Janeiro através do monitoramento da sanidade da vieira (Nodipecten nodosus, Linnaeus,1758): Efeito da contaminação microbiana induzida na larvicultura e na composição nutricional. Aproveitamento integral de resíduos da indústria do biodisel e café: projeto de enzimas de interesse industrial de toxificação e reuso como ração para piscicultura. Avaliação do desenvolvimento de larvas da ostra do mangue (Crassostrea rhizophorae) alimentadas com microalgas marinhas nativas. Implantação da Rede de Piscicultura Marinha.

Projetos e Frentes de Trabalho em Andamento: Avaliação Nutricional e Histológica da Ostra Nativa Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828), Mollusco Bivalvea (em execução). Implantação da Rede de Piscicultura Marinha (em execução).

Público Atendido pelo Técnico/Pesquisador Aqüicultores – 200. Estudantes Universitários – 110.

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D) RANICULTURA O desenvolvimento da pesquisa na área de ranicultura direciona esforços para experimentos para a melhoria da produção da criação comercial nos ranários: primeiro, com a elaboração de um regime alimentar utilizando-se, ainda, as rações existentes no mercado; num segundo passo, a utilização de novas fontes de ingredientes na alimentação dos girinos, objetivando melhorar a digestibilidade e aumentar a absorção dos nutrientes. Estas novas etapas da investigação serão, sempre, acompanhadas de estudos histopatológicos, que mostrarão a sanidade dos animais em observação, que já vem sendo realizados pelo Instituto Biológico de São Paulo. Acoplado a estas ações, foi iniciado no mês de setembro de 2006, junto ao Centro de Biotecnologia Agropecuária da Universidade Federal de Viçosa (BIOAGRO), Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFV, o projeto “AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ENZIMÁTICAS NA FORMAÇÃO DO TRATO DIGESTÓRIO DE GIRINOS DE RÃ-TOURO (Rana catesbeiana SHAW, 1802)”, que se encontra em fase final de conclusão. Foram acompanhadas, quantitativa e qualitativamente, as atividades das enzimas digestivas destes anuros durante o seu período larvar.

Projetos e Frentes de Trabalho em Andamento: Efeito do nível de proteína na ração sobre o desenvolvimento de girinos de rã-touro (rana catesbeiana shaw, 1802). Melhoria da técnica de criação da Rã-touro (Rana catesbeiana) em cativeiro, utilizando manejos nutricional e sanitário. Avaliação do desempenho da rã-touro (Rana catesbeiana SHAW, 1802) submetida a alimentação com rações comerciais para engorda, utilizando-se os parâmetros zootécnicos, rendimento de carcaça e condição de higidez. Avaliação das relações dos níveis de energia metabolizável e proteína bruta em rações balanceadas, para as fases de crescimento e terminação da rã-touro (Rana catesbeiana SHAW, 1802), utilizando-se os parâmetros zootécnicos, o rendimento de carcaça e o estado de higidez dos animais. Avaliação do desempenho de girinos da rã-touro (Rana catesbeiana SHAW, 1802) submetidos a alimentação com rações comerciais, utilizando-se os parâmetros zootécnicos e condição de higidez. Efeito do nível de proteína na ração sobre o desenvolvimento de girinos de rãtouro (Rana catesbeiana SHAW, 1802) Avaliação das atividades enzimáticas na formação do trato digestório de girinos de rã-touro (Rana catesbeiana SHAW, 1802).
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E) AQÜICULTURA INTERIOR Os avanços da piscicultura ganharam forças no contexto sócio econômico do setor do agronegócio, quando se percebeu as suas potencialidades, quando em comparação com outras atividades agrícolas. Os aperfeiçoamentos tecnológicos da atividade têm sido significativos, desempenhando um importante papel na melhoria das condições sócio econômicas das populações rurais. Existe, portanto, a necessidade de geração de tecnologia regional para a transformação da piscicultura de subsistência ou artesanal em uma atividade produtiva, rentável e ambientalmente responsável. Os trabalhos concentram-se na Estação Experimental de Aqüicultura Interior e contam com toda a sua infra-estrutura, que é composta de laboratório de reprodução artificial de peixe de água doce, viveiros para produção e pesquisas de espécies nativas, além de uma Unidade de Processamento e Beneficiamento de Pescado. Há forte potencial para o estabelecimento da Piscicultura Ornamental no Estado do Rio de Janeiro, considerando as condições naturais e a demanda da população fluminense, amante da aquariofilia. Atualmente, o mercado fluminense é abastecido em sua grande parte por piscicultores familiares da Zona da Mata Mineira. A atividade demanda pequeno volume de água e reduzido espaço físico, caracterizando-se assim como de baixo impacto sobre o meio ambiente. Pra lograr o êxito necessário, requer organização associativa/cooperativa dos produtores, sendo particularmente interessante para a geração de emprego e renda para jovens rurais. Projetos Elaborados Introdução do cultivo de peixes ornamentais para assentados rurais do Zumbi dos Palmares em Campos dos Goytacazes e São Francisco do Itabapoana no Estado do Rio de Janeiro – Projeto de Desenvolvimento e Cidadania Petrobrás. Produção de Piau-açú (Leporinus macrocephalus) para aqüicultores familiares e pescadores artesanais das regiões norte e noroeste fluminense. Participação em Cursos: Curso de Pós-graduação latu sensu, em Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal

Criação de Peixes Ornamentais.

Estação Interior.

Experimental

Aqüicultura

Matriz de Tilápia para reprodução.

Público Atendido pelo Técnico/Pesquisador Aqüicultores - 46 Estudantes – 82

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VII- MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Em todo o mundo, a redução dos estoques pesqueiros tem origem em vários fatores que vão da pesca predatória à degradação ambiental, causada pelas diferentes formas de ocupação humana e pela poluição industrial, que afetam negativamente os oceanos, os recifes de corais, os manguezais, as zonas estuarinas, etc. Estudos recentemente divulgados, patrocinados pela ONU/FAO, sobre a poluição dos oceanos apontam diretamente para problemas decorrentes do efeito estufa, do aquecimento global, da pesca predatória, da poluição industrial e da ocupação humana desordenada, sendo que, na Região Sudeste do Brasil, os principais agentes da degradação dos mares estão relacionados à atividade de petróleo e ao despejo de esgotos e lixos urbanos.

Derramamento de óleo de navio polui a praia de Icaraí – Niterói.

Despejo de esgoto na Lagoa de Jacarepaguá.

É imperioso compreender a necessidades de proteger o ambiente, onde a pesca se desenvolve, preservando-o também dos efeitos degradantes decorrentes de outras atividades que impactam-no sobremaneira, não limitando as ações de fiscalização ao combate à pesca predatória, apenas.

Em 2003, derramamento de produtos tóxicos no Rio Pomba, arrasou a pesca ribeirinha.

Mortandade de peixes no Canal do Cunha – Baía da Guanabara – Rio de Janeiro.

Pescador da Ilha do Governador tenta vencer a poluição e levar o seu barco ao mar.

A atividade pesqueira talvez seja a atividade que mais necessita de um ambiente limpo, sadio e preservado para sobreviver, motivo pelo qual urge a necessidade de adoção de um modelo de gestão pautado num Código de Conduta para uma Pesca Responsável.

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Comunidade Pesqueira no Canal do Cunha – sob a Linha Vermelha – poluição ambiental e exclusão social no Complexo da Maré.

Derramamento de óleo Guanabara, em 2005.

na

Baía

da

Despejo de esgotos urbanos na Lagoa de Araruama é causa mortandade de peixes.

A FIPERJ atua no sentido de apoiar ações propositivas, indutoras da construção de ambiente de coexistência pacífica e de responsabilidade social e ambiental, entre as diferentes atividades de interesse econômico e a pesca. Em 2007, a FIPERJ esteve presente junto às comunidades pesqueiras em momentos críticos, quando os pescadores tiveram suas atividades laborais bastante prejudicadas, chegando a ser suspensas em alguns casos. A imprensa noticiou os fatos mais marcantes, como aqueles ocorridos nas Lagoas de Araruama e de Jacarepaguá, com mortandades freqüentes de peixes, decorrentes dos derramamentos de esgotos domiciliares in natura nestes espelhos d’água, sem o tratamento adequado. Os órgãos ambientais se limitaram a atribuir as mortandades à ocorrência de algas tóxicas, sem esclarecer, no entanto, que estes organismos desenvolvem-se em ambientes ricos em matéria orgânica. Não se tem informações de que os responsáveis pelos danos tenham sidos identificados e punidos, conforme prevê a legislação, creditando os prejuízos à conta dos pescadores, que não puderam capturar nem comercializar, enquanto perduraram aquelas situações desastrosas.

Mortandade de peixes na Lagoa de Araruama: um problema ambiental recorrente, que trouxe sérios prejuízos econômicos, sociais e ambientais à pesca artesanal da Região dos Lagos em 2007.

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1- EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A educação ambiental representa especial instrumento para ação direta da FIPERJ em favor da pesca sustentável e do meio ambiente saudável, consistindo em importante instrumento de mudança de comportamental. Consiste, portanto, em ferramenta essencial para sensibilização e adoção de um modelo de gestão pautado no Código de Conduta para uma Pesca Responsável proposto pela FAO.

Rio Paraíba do Sul, município de Itaocara – A FIPERJ apoiou o Projeto Piabanha, que promove a reposição das espécies de peixes nativas, através da soltura de alevinos, após o desastre ambiental da Indústria Cataguazes de Papel, em 2003, que resultou em grande mortandade de espécies de peixes nativas do Rio Paraíba do Sul.

No DIA MUNDIAL DA ÁGUA, na Estação Experimental de Aqüicultura Almirante Paulo Moreira, em Guaratiba, Rio de Janeiro, a FIPERJ realizou o 1º ENCONTRO PARA CONSCIENTIZAÇÃO DE JOVENS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DA ÁGUA, que envolveu intensa participação de 47 alunos e professores do CIEP 305 – Heitor dos Prazeres. Na oportunidade, foram debatidos os dez artigos da "DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA". Pesquisadores da FIPERJ e professores do CIEP ministraram palestras, estabelecendo um animado e concorrido debate sobre a importância da água para a manutenção da vida no planeta Terra, a necessidade da preservação dos recursos hídricos e de suas condições de potabilidade para as gerações futuras.

Os alunos demonstraram grande interesse em observar nos microscópios os diferentes organismos planctônicos, que são base da cadeia alimentar, além de visitar o ranário e outras unidades de pesquisa existentes na Estação.

Os alunos conheceram as diferentes unidades de pesquisa com organismos aquáticos na Estação Experimental e também puderam ver através de microscópios importantes microorganismos da coleção de fitoplanctons e zooplanctons que a FIPERJ mantém e saber sobre a importância destes seres na cadeia ecológica.

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O ponto alto do Encontro foi o painel com a exposição de desenhos artísticos temáticos dos alunos das diversas turmas participantes.

Comemorações do Dia Mundial da Água – alunos do CIEP Heitor dos Prazeres puderam debater vários temas, como a "Importância da Água para Manutenção da Biodiversidade", além de poder apreciar uma exposição sobre a conservação da natureza

VIII- DIVULGAÇÃO DE TRABALHOS DE PESQUISA:
Painel XII Congresso Latino Americano de Ciência do Mar - XII COLACMAR Boletim Informativo da FAPERJ – Alimentação para Larvas de Caranguejos Revista Boletim do Instituto de Pesca - Maricultura Revista Boletim do Instituto de Pesca – São Paulo Revista Estuarine Coastal and Shelf Science Revista Fisheries Manangenent and Ecology Revista Panorama da Aqüicultura Revista Aquaculture Revista Aquaculture Nutrition Journal of the World Aquaculture Society Periódico Nacional BIOTEMAS – Mestrado – UFSC Revista Rio Pesquisa, Ed. FAPERJ, n°1, p.18-19, 2007. Congresso Mundial de Aqüicultura - EUA Congresso Caribenho e Latino-americano de Aqüicultura – Porto Rico V Seminário Estadual de Maricultura - Cabo Frio X EBRAM - Encontro Brasileiro de Malacologia – Rio de Janeiro VI Seminário Estadual de Aqüicultura Interior – Cabo Frio 44ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia 4ª SEAFOOD - Feira Internacional de Pescados, Mariscos e Tecnologia para a Indústria da Aqüicultura e Pesca

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IX- PRINCIPAIS PROGRAMAS E REDES DE TRABALHO:
Programa Moeda Verde Multiplicar Pólos de Piscicultura Cultivo Intensivo de Tanques-rede / Gaiola no Ribeirão das Lajes Programa Rio Rural GEF - Piscicultura e Pesca Artesanal no Norte e Noroeste Fluminense Conselho Estadual de desenvolvimento Rural Sustentado - CEDRUS Câmara Técnica de Agricultura Familiar do CEDRUS Terminais Pesqueiros Públicos – Rio de Janeiro e Niterói Fórum de Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiros do Estado do Rio de Janeiro Programa Nacional de Aqüicultura - EMBRAPA Comitê Bacia Lagos São João Lagoa de Araruama – Defeso Específico e Ordenamento Pesqueiro Cultivando a Sustentabilidade da Piscicultura Familiar – São Gonçalo Gestão Estratégica Orientada para Resultados – Piscicultura, Ranicultura, Maricultura e Mercado de Peixes São Pedro-Niterói Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo Rede de Piscicultura Marinha - RPM

X- PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS:
Congresso Mundial de Aqüicultura - EUA Congresso Caribenho e Latino-americano de Aqüicultura – Porto Rico 4ª SEAFOOD - Feira Intern. Pescados, Mariscos e Tecnologia para a Ind. Aqüicultura e Pesca iS-expo, Exposição Internacional de Ingredientes e Soluções para a Indústria Alimentícia I ESAE - Encontro Estadual de Agroenergia XII COLACMAR - Congresso Latino Americano de Ciências do Mar V Seminário Estadual de Maricultura - Cabo Frio X EBRAM - Encontro Brasileiro de Malacologia – Rio de Janeiro VI Seminário Estadual de Aqüicultura Interior – Cabo Frio VI Piraí Fest Paladar – Festival de Gastronomia e Cultura de Piraí I Encontro de Piscicultores de Nova Iguaçu I Jornada de Gastronomia da Universidade Estácio de Sá 44ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia V Semana Acadêmica UNISUAM das Ciências da Saúde e Ciências Biológicas V Semana do Produtor Rural da UENF – Campos dos Goytacazes VII Semana do Produtor Rural do Colégio Agrícola Federal de Bom Jesus do Itabapoana X Festival do Mexilhão de Angra dos Reis Reuniões Técnicas do Projeto Tanque Rede na Represa de Ribeirão das Lajes Reuniões Técnicas do GEOR - Gestão Estratégica Orientada para Resultados Reunião Técnica do Grupo de Pesquisa do Projeto Aquabrasil de manejo Aqüícola Reuniões Técnicas - Comitê Organizador Internacional - Congresso Mundial de Aqüicultura Curso de Pesquisa Participativa – Rio Rural – GEF Dia Especial – Dia internacional da Água Seminário Regional CRMV-RJ Itinerante – Campos dos Goytacazes e Itaperuna

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Treinamento Prático em Fazendas Marinhas – Rio Maricultura – Ilha Grande – Angra Reis Curso Elaboração e Gestão de Projetos Sócio–ambientais – GAIA – A. Cabo e Cabo Frio Curso de Piscicultura – UENF Curso de Fabricação de Embutidos – UENF Curso Técnicas de Manipulação e Processamento de Pescado no Entreposto de Piraí

XI- RELACIONAMENTO INSTITUCIONAL:
Por longos tempos, as instituições públicas brasileiras cometeram o equívoco de pensar que poderiam atingir os seus objetivos agindo de forma isolada e reativa. Tal estratégia sucumbiu ao fracasso, pois as instituições que mantiveram este princípio afastaram-se de sua missão social. Dessa forma, a FIEPRJ é uma instituição predisposta ao estabelecimento de relações interinstitucionais de parcerias e de co-responsabilidade em áreas de interesse comum, em favor do pescador, da pesca e do ambiente onde ela se desenvolve. Em diversas oportunidades, a FIPERJ vem contribuindo de forma decisiva e construtiva para que o seu público encontre condições de acesso a programas e ações públicas, considerando-se os três níveis de governo. A começar pelo próprio Governo Estadual e o fortalecimento de linhas programáticas em favor do setor pesqueiro. Em nível Federal, colaborar para ampliação da abrangência de cobertura de seus programas. E nos municípios, a parceria com as prefeituras e suas diversas secretarias, fundamental para o estabelecimento da sinergia necessária à consecução de nossas missões institucionais em favor da aqüicultura e da pesca fluminense. No plano da iniciativa privada a situação não é diferente. A FIPERJ crê na eficácia e na construção de ações mútuas em prol das comunidades pesqueiras e reafirma a sua disposição frente ao estabelecimento de ações conjuntas em prol do segmento pesqueiro.

1-

ENTIDADES DE REPRESENTAÇÃO: ACRIMAC - Associação dos Coletores e Criadores de Mariscos de Arraial do Cabo AMALIS - Associação dos Maricultores do Litoral Sul Fluminense AMAPERÓ - Associação dos Maricultores do Peró AMAR-CF - Associação dos Maricultores de Cabo Frio AMBIG - Associação de Maricultura da Baia da Ilha Grande ANFAL - Associação Nacional dos Fabricantes de Ração APAC - Associação de Pescadores de Arraial do Cabo APELGA - Associação de Pescadores Livres do Gradin APESCASIRILUZ - Associação de Pescadores e Catadores de Siri da Praia da Luz APREBAN - Associação dos Pescadores do Recreio dos Bandeirantes APRILAJES – Associação de Piscicultores de Ribeirão das Lajes APSJ - Associação de Pescadores do Rio São João - Cabo Frio AQUABIO - Associação Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquática ACQUAPEIXE – Associação Regional de Piscicultores do Vale do Macacu AREMAC - Associação da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo AREMAC Associação da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo Associação de Barqueiros de Arraial do Cabo
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Associação de Pescadores da Barra da Tijuca - APELABATA Associação de Pescadores da Barra da Tijuca - APELABATA Associação de Pescadores da Gamboa – Cabo Frio Associação de Pescadores da Ilha da Madeira Associação de Pescadores da Ilha da Madeira Associação de Pescadores da Praia da Pitória – São Pedro D’Aldeia Associação de Pescadores da Praia do Siqueira – Cabo Frio Associação dos Barqueiros de Boca Aberta Associação dos Maricultores de Armação dos Búzios Associação dos Pescadores da Praia do Siqueira Colônia de Pescadores Z- 02 – São João de Barra Colônia de Pescadores Z- 04 – Cabo Frio Colônia de Pescadores Z- 05 – Arraial do Cabo Colônia de Pescadores Z- 06 – São Pedro da Aldeia Colônia de Pescadores Z- 07 – Itaipú / Niterói Colônia de Pescadores Z- 08 – Niteroí Colônia de Pescadores Z- 09 – Magé Colônia de Pescadores Z- 14 – Pedra de Guaratiba / Rio de Janeiro Colônia de Pescadores Z- 15 – Sepetiba / Rio de Janeiro Colônia de Pescadores Z- 16 – Mangaratiba Colônia de Pescadores Z- 17 – Angra dos Reis Colônia de Pescadores Z- 23 – Armação dos Búzios Colônia de Pescadores Z- 24 – Saquarema Colônia de Pescadores Z- 25 – Itatiaia Conselho Regional de Biologia – 2ª Região RJ e ES - CRBio 2 Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia - CRMV Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA-RJ Cooperativa Agrícola de Santo Eduardo - Campos dos Goytacazes Cooperativa PEIXESUL - Cooperativa dos Aqüicultores do Sul Fluminense Ltda. COOPERCRÃMA – Cooperativa de Piscicultores e Ranicultores do Vale Macacu e Adjacências FAERJ - Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro FAPESCA – Federação das Associações de Pescadores do estado do Rio de Janeiro FEPERJ - Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro FETAG – Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado do Rio de Janeiro FNTTAA - Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins FIRJAN – Federação das Industrias do Estado do Rio de Janeiro RASS - Ranicultores Associados do Estado do Rio de Janeiro SAPERJ - Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro SIPERJ - Sindicato das Indústrias de Pesca do Estado do Rio de Janeiro UEPA-RJ - União das Entidades de Pesca e Aqüicultura do Estado do Rio de Janeiro

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2-

ENTIDADES DE PESQUISA: EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária / Agroindústria de Alimentos FIOCRUZ – Fundação Instituto Oswaldo Cruz IBAMA / CEPSUL - Centro Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul IB-SP - Instituto Biológico de São Paulo IED-BIG - Instituto de Eco-desenvolvimento da Baia da Ilha Grande Instituto de Pesca de São Paulo PESAGRO-RIO - Empresa de Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro

3-

ENTIDADES DE ENSINO: USU - Universidade Santa Úrsula USS - Universidade Severino Sombra USP - Setor de Ictiologia do Museu de Zoologia UNISUAM - Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Motta UFV - Universidade Federal de Viçosa UFRRJ–Universidade Federal Rural do Rio Janeiro/Est.BiologiaMarinha/Lab.Ecolog. Peixes UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro / Setor de Ictiologia - Museu Nacional UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia UFF – Universidade Federal Fluminense / UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro / Dpto. Oceanografia UENF - Universidade Estadual do Norte Fluminense UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana PUC - Pontifícia Universidade Católica do RJ IEAPM - Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira FURG - Fundação Universidade Federal do Rio Grande FERLAGOS – Fundação de Ensino da Região dos Lagos FAETEC – Fundação de Apoio à Escola Técnica ESTÁCIO - Universidade Estácio de Sá – Campus Cabo Frio Estação de Biologia Marinha - UFRRJ Escola Municipal Professor Castilho Escola Municipal Margarete Mieeh Escola Municipal Euclides da Cunha. Colégio Agrícola Federal de Bom Jesus de Itabapoana Colégio Agrícola Estadual Antônio Sarlo CIEP 305 Heitor dos Prazeres

4-

ORGANIZAÇÕES GOVERNAMENTAIS DE ÂMBITO FEDERAL: BB - Banco do Brasil BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social CEF - Caixa Econômica Federal FURNAS Centrais Elétricas - Usina de Campos dos Goytacazes IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento / Serviço de Inspeção Federal MD - Ministério da Defesa / Marinha do Brasil – Capitania dos Portos do RJ MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário
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MMA - Ministério do Meio Ambiente MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia / FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos PETROBRAS – Petróleo Brasileiro S.A. SEAP-PR - Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República 5ORGANIZAÇÕES GOVERNAMENTAIS DE ÂMBITO ESTADUAL: ALERJ – Assembléia Legislativa do RJ – Comissão de Agricultura CASERJ – Companhia de Silos e Armazéns do Estado do Rio de Janeiro CEASA – Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro S.A. CEDAE – Companhia Estadual de Águas e Esgotos DRM – Departamento de Recursos Minerais EMATER-RIO – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Janeiro FEEMA - Fundação de Engenharia do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro IEF - Instituto de Estadual de Florestas ITERJ – Instituto de Terras e de Cartografia do Estado do Rio de Janeiro PRODERJ – Centro de Processamento de Dados do Estado do Rio de Janeiro SEA - Secretaria de Estado do Ambiente SEAPPA – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento SECT- Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia SEDIS - Secretaria de Estado e Desenvolvimento, Indústria e Energia SEE – Secretaria de Estado de Educação SERLA – Superintendência Estadual de Rios e Lagoas SES – Secretaria de Estado de Saúde SETRAB – Secretaria de Estado do Trabalho 6ORGANIZAÇÕES GOVERNAMENTAIS DE ÂMBITO MUNICIPAL: Prefeitura Municipal de Angra dos Reis - Secretaria de Pesca Prefeitura Municipal de Araruama Prefeitura Municipal de Arraial do Cabo - FIPAC - Fundação Instituto de Pesca de A. do Cabo Prefeitura Municipal de Barra do Piraí Prefeitura Municipal de Barra Mansa Prefeitura Municipal de Cabo Frio - Secretaria de Meio Ambiente Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu Prefeitura Municipal de Casimiro de Abreu - Secretaria de Agricultura Prefeitura Municipal de Itaboraí Prefeitura Municipal de Itaguaí Prefeitura Municipal de Itatiaia - Secretaria de Indústria, Comércio e Agricultura Prefeitura Municipal de Magé Prefeitura Municipal de Mangaratiba - Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca Prefeitura Municipal de Maricá Prefeitura Municipal de Niterói – Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia Prefeitura Municipal de Nova Iguaçú Prefeitura Municipal de Paracambi Prefeitura Municipal de Pinheiral Prefeitura Municipal de Piraí - Secretarias de Agricultura / Turismo e Meio Ambiente Prefeitura Municipal de Rio Claro Prefeitura Municipal de Rio das Flores
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RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2007
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Prefeitura Municipal de Rio de Janeiro Prefeitura Municipal de São Gonçalo - Secretaria de Meio Ambiente Prefeitura Municipal de Saquarema - Secretaria de Agricultura e Pesca Prefeitura Municipal de Seropédica Prefeitura Municipal de Silva Jardim Prefeitura Municipal de Valença Prefeitura Municipal de Volta Redonda Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes Prefeitura Municipal de Paraty - Secretaria de Meio Ambiente Prefeitura Municipal de Iguaba Grande - Secretaria de Agricultura e Pesca Prefeitura Municipal de Porto Real 7ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS: Aqüicultura Sem Fronteiras Consórcio Lagos - São João FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação LIGHT - Light Serviços de Eletricidade S.A Projeto PIABANHA SEBRAE-RJ – Serviço de Apoio apequena Empresa do Estado do Rio de Janeiro SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural SESC – Serviço Social do Comércio SESI – Serviço Social da Indústria SHELL do Brasil WAS - World Aquaculture Society

XII- PALAVRAS FINAIS:
Graças a todo esse esforço conjunto chegamos ao final do ano de 2007 com resultados quantitativos e qualitativos significativamente relevantes. Superando paulatinamente as dificuldades cotidianas de um orçamento público dos menores e de uma infra-estrutura que requer melhorias básicas, conseguimos atender a um contingente de quase 4.000 pessoas, entre pescadores, aqüicultores e suas famílias. Nosso Relatório de Atividades do ano de 2007 mostra não só resultados e ações frias e numéricas. Sobretudo mostra os ganhos sociais atestados pelo nosso público pela maneira mais franca: a do sentimento. São produtos do esforço de trabalho árduo e o compromisso profissional de uma equipe de pouco mais de 60 funcionários, que, movida pelo sonho e impulsionada pela paixão, sente-se arrebatada pela Sinergia oriunda da magia e do desejo de realizar e construir. A todos os nossos amigos e parceiros o nosso muito obrigado e até breve.
Nenhum homem é uma ilha completa em si mesma. Todo homem é um pedaço do continente, Uma parte de terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar a Europa fica menor, como se tivesse perdido um promontório ou perdido o solar de um amigo teu ou o teu próprio - JOHN DONE

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2007
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Em 22 de março de 1992 a ONU, Organização das Nações Unidas, instituiu o "Dia Mundial da Água", publicando um documento intitulado "DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA.

Declaração Universal dos Direitos da Água

1º- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos. 2º- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. 3º- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 4º- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 5º- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 6º- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 7º- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. 8º- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 9º- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 10º- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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