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Definição de perturbação mental

subjacente:
• “Cada perturbação mental é conceptualizada
como uma síndrome ou padrão comportamentais
ou psicológicos clinicamente significativos que
ocorrem num sujeito e que estão associados com
ansiedade actual (por exemplo, um sintoma
doloroso) ou incapacidade (p. ex. numa ou mais
áreas importantes de funcionamento) ou com um
risco significativamente aumentado de sofrer
morte, dor, incapacidade ou uma perda
importante de liberdade”.
Perturbações que aparecem
habitualmente na 1ª e na 2ª infâncias
ou na adolescência
• Deficiência mental • Perturb. disruptivas do
comportamento e de
défice de atenção
• Perturbações da
aprendizagem
• Perturb. da alimentação
e do comportamento
• Perturbação das alimentar da 1ª inf. ou
aptidões motoras do início da 2ª infância

• Perturbações da • Perturbações de tiques


comunicação
• Perturb. da eliminação
• Perturbações globais
do desenvolvimento • Outras perturb. da 1ª/2ª
infância ou adolescência
Cod
ifica
Deficiência mental do
Critérios diagnósticos no E
ixo
II
A. Funcionamento intelectual significativamente
inferior à média
• QI aprox. igual ou inferior a 70 num teste de QI
administrado individualmente; para crianças, uma
avaliação clínica do funcionamento intelectual
significativamente abaixo da média.

A. Défices ou insuficiências concomitantes no


funcionamento adaptativo (ex. de acordo com o
esperado para a sua idade pelo seu grupo social) actual
em pelo menos duas das seguintes áreas:
• comunicação, cuidados próprios, vida familiar,
aptidões sociais/interpessoais, uso de recursos
comunitários, auto-controlo, aptidões escolares
funcionais, trabalho, ócio, saúde e segurança.

A. Início antes dos 18 anos.


Deficiência mental
Código baseado nos graus de gravidade que reflectem
o nível de incapacidade intelectual

• Deficiência mental ligeira – QI entre 50-55 e aprox. 70

• Deficiência mental moderada – QI entre 35-40 e 50-55

• Deficiência mental grave – QI entre 20-25 até 35-40

• Deficiência mental profunda – QI abaixo de 20 ou 25

• Deficiência mental, gravidade não especificada


– Quando há forte suspeita de Deficiência mental mas a
inteligência do sujeito não é avaliável pelos testes usuais
(ex. sujeitos com insuficiência profunda, não cooperantes
ou no caso de crianças)
Perturbações da aprendizagem
Anteriormente Perturbações das Aptidões Escolares

• Perturbação da leitura

• Perturbação do cálculo

• Perturbação da escrita

• Perturbação da aprendizagem sem outra


especificação

NOTA: Se estiverem presentes um estado físico geral


ou um défice sensorial, codificam-se no Eixo III.
Perturbação da leitura
A. O rendimento na leitura, medido através de provas
normalizadas de exactidão ou compreensão da leitura,
aplicadas individualmente, situa-se
substancialmente abaixo do nível esperado
para a idade cronológica do sujeito, QI e
escolaridade própria para a sua idade.

B. A perturbação do critério A interfere


significativamente com o rendimento escolar ou
actividades da vida quotidiana que requerem
aptidões de leitura.

C. Se estiver presente um défice sensorial, as


dificuldades de leitura são excessivas em
relação às que lhe estariam habitualmente
associadas.
Perturbação do cálculo
A. A capacidade para o cálculo, medida através de
provas normalizadas, aplicadas individualmente,
situa-se substancialmente abaixo do nível
esperado para a idade cronológica do sujeito,
QI e escolaridade própria para a sua idade.

B. A perturbação do critério A interfere


significativamente com o rendimento escolar
ou actividades da vida quotidiana que
requerem capacidades para o cálculo.

C. Se estiver presente um défice sensorial, as


dificuldades na capacidade de cálculo são
excessivas em relação às que lhe estariam
habitualmente associadas.
Perturbação da escrita
A. As aptidões de escrita, medidas através de provas
normalizadas (ou avaliações funcionais das aptidões de
escrita), aplicadas individualmente, situam-se
substancialmente abaixo do nível esperado
para a idade cronológica do sujeito, QI e
escolaridade própria para a sua idade.

B. A perturbação do critério A interfere


significativamente com o rendimento escolar
ou actividades da vida quotidiana que
requerem a composição de textos escritos.

C. Se estiver presente um défice sensorial, as


dificuldades nas aptidões de escrita são
excessivas em relação às que lhe estariam
habitualmente associadas.
Perturbação das aptidões motoras
Perturbação do desenvolvimento
da coordenação
A. O desempenho nas actividades quotidianas que
requerem coordenação motora situa-se
substancialmente abaixo do nível esperado para a
idade cronológica do sujeito e QI. Pode manifestar-se
por atrasos significativos na aquisição de marcos
motores (ex. andar, gatinhar), em deixar cair os
objectos, inépcia, baixo rendimento em actividades
desportivas ou caligrafia medíocre.
B. A perturbação do critério A interfere significativamente
com o rendimento escolar ou com as actividades da
vida quotidiana.
C. A perturbação não é devida a um estado físico geral
(ex. paralisia cerebral, hemiplegia) e não preenche os
critérios de Perturbação Global do Desenvolvimento.
D. Se estiver presente uma Deficiência Mental, as
dificuldades motoras são excessivas em relação às que
lhe estariam normalmente associadas.
Perturbações da comunicação
• Perturbação da linguagem expressiva

• Perturbação mista da linguagem receptiva-


expressiva

• Perturbação fonológica (antes Perturbação


do desenvolvimento da articulação)

• Gaguez

• Perturbação da comunicação sem outra especificação


Perturbação da linguagem
expressiva
A. As pontuações obtidas a partir de avaliações do
desenvolvimento da linguagem expressiva, normalizadas e
aplicadas individualmente, são substancialmente inferiores aos
resultados obtidos nas avaliações normalizadas, tanto da
capacidade intelectual não verbal como do desenvolvimento da
linguagem receptiva. A perturbação pode manifestar-se clinicamente
através de sintomas que incluem um vocabulário extremamente limitado, erros
no uso das formas verbais ou dificuldade na recordação de palavras ou na
produção de frases com a complexidade e a extensão próprias do nível evolutivo
do sujeito.
B. As dificuldades da linguagem expressiva interferem no
rendimento escolar ou laboral ou na comunicação social.
C. Não estão preenchidos os critérios de Perturbação Mista da Ling.
Receptiva-expressiva ou de Perturb. Global do Desenv.
D. Se estiverem presentes uma Deficiência Mental, um défice
motor da fala ou um défice sensorial, ou uma privação
ambiental, as dificuldades de linguagem são excessivas em
relação às que estariam normalmente associadas a estes
problemas.
Perturbação mista da
linguagem receptiva-expressiva
A. As pontuações obtidas a partir de avaliações do
desenvolvimento da linguagem receptiva e expressiva,
normalizadas e aplicadas individualmente, são
substancialmente inferiores aos resultados obtidos nas
avaliações normalizadas da capacidade intelectual não
verbal. Os sintomas incluem os da Perturbação da
Linguagem Expressiva assim como as dificuldades em
compreender palavras, frases ou palavras de tipo
específico, tais como termos espaciais.
B. As dificuldades na linguagem receptiva e expressiva
interferem significativamente com o rendimento
escolar ou laboral ou com a comunicação social.
C. Não estão preenchidos os critérios de Perturbação
Global do Desenvolvimento.
D. Se estiverem presentes uma Deficiência Mental, um
défice motor da fala ou um défice sensorial, ou uma
privação ambiental, as dificuldades de linguagem são
excessivas em relação às que estariam normalmente
associadas com estes problemas.
Perturbação fonológica
A. Incapacidade para utilizar sons da fala, esperados
evolutivamente e próprios da idade e idioma (por
ex. erros na produção, uso, representação ou
organização dos sons).

B. As dificuldades da produção dos sons interferem


no rendimento escolar ou laboral ou na
comunicação social.

C. Se estiverem presentes uma Deficiência Mental,


um défice motor da fala ou um défice sensorial, ou
uma privação ambiental, as dificuldades da fala
são excessivas em relação às que estariam
normalmente associadas com estes problemas.
Gaguez
A. Perturbação na fluência normal e na organização
temporal normal da fala (inadequadas para a idade
do sujeito), caracterizada por ocorrências frequentes
de um ou mais dos seguintes fenómenos:
1. Repetições de sons e sílabas
2. Prolongamentos de sons
3. Interjeições
4. Palavras fragmentadas
5. Bloqueios audíveis ou silenciosos
6. Circunlóquios (substituições de palavras para evitar palavras
problemáticas)
7. Palavras produzidas com um excesso de tensão física
8. Repetições de palavras monossilábicas
B. A alteração na fluência interfere com o rendimento
escolar ou laboral ou com a comunicação social.
C. Se estiverem presentes um défice motor da fala ou
sensorial, as dificuldades da fala são excessivas em
relação às que estariam normalmente associadas
com estes problemas.
Perturbações globais do
desenvolvimento
• Perturbação autística

• Perturbação de Rett

• Perturbação desintegrativa da 2ª infância

• Perturbação de Asperger

• Perturbação Global do desenvolvimento sem outra


especificação (incluindo o autismo atípico)
Perturbação autística
A. Um total de 6 (ou+) itens de pelo menos 2 de (1) e
um de (2) e de (3).
1. Défice qualitativo na interacção social,
manifestado por pelo menos 2 dos seguintes:
(a) acentuado défice no uso de múltiplos
comportamentos não verbais, tais como contacto
ocular, expressão facial, postura corporal e gestos
reguladores da interacção social;
(b) incapacidade para desenvolver relações com os
companheiros, adequadas ao nível de
desenvolvimento;
(c) ausência da tendência espontânea para partilhar
com os outros prazeres, interesses ou objectivos;
(d) falta de reciprocidade social ou emocional.
Perturbação autística
2. Défices qualitativos na comunicação,
manifestados por pelo menos 1 dos seguintes:
(a) atraso ou ausência total de desenvolvimento da
linguagem oral (não acompanhada de tentativas
para compensar através de modos alternativos
de comunicação)
(b) nos sujeitos com um discurso adequado, uma
acentuada incapacidade na competência para
iniciar ou manter uma conversação com os
outros;
(c) uso estereotipado ou repetitivo da linguagem ou
linguagem idiossincrática;
(d) ausência de jogo realista espontâneo, variado, ou
de jogo social imitativo adequado ao nível de
desenvolvimento.
Perturbação autística
3. Padrões de comportamento, interesses e
actividades restritos, repetitivos e
estereotipados, que se manifestam pelo menos
por um dos seguintes:
(a) Preocupação absorvente por um ou mais
padrões estereotipados e restritivos de
interesses que resultam anormais, quer na
intensidade quer no seu objectivo;
(b) Adesão, aparentemente inflexível, a rotinas ou
rituais específicos, não funcionais;
(c) Maneirismos motores estereotipados e
repetitivos (ex. sacudir ou rodar as mãos ou
dedos);
(d) Preocupação persistente com partes de
objectos.
Perturbação autística

B. Atraso ou funcionamento anormal em pelo


menos uma das seguintes áreas, com início
antes dos 3 anos: (1) interacção social, (2)
linguagem usada na comunicação social, (3)
jogo simbólico ou imaginativo.

C. A perturbação não é melhor explicada pela


presença de uma Perturbação de Rett ou
Perturbação Desintegrativa da Segunda
Infância.
Perturbação de Rett
A. Todas as características seguintes:
(2) Desenvolvimento pré-natal e perinatal aparentemente normais;
(3) Desenvolvimento psicomotor aparentemente normal durante os
primeiros 5 meses após o nascimento;
(4) Perímetro craniano normal ao nascimento.

B. Após um período normal de desenvolvimento, aparecimento de todas as


características seguintes:
(1) Desaceleração do crescimento craniano entre os 5 e os 48 meses;
(2) Perda das aptidões manuais intencionais, previamente adquiridas,
entre os 5 e os 30 meses de idade, com subsequente
desenvolvimento de movimentos manuais estereotipados (ex.
escrever ou lavar as mãos);
(3) Perda do envolvimento social no início da perturbação (ainda que
muitas vezes a interacção social se desenvolva mais tarde);
(4) Aparecimento de má coordenação da marcha ou dos movimentos do
tronco;
(5) Incapacidade grave no desenvolvimento da linguagem receptiva-
expressiva com grave atraso psicomotor.
Perturbação Desintegrativa da 2ª
Infância
A. Desenvolvimento aparentemente normal pelo menos
durante os 2 primeiros anos após o nascimento,
manifestado pela presença de comunicação verbal e
não verbal, relação social, jogo e comportamento
adaptativo adequados à idade.

B. Perda clinicamente significativa de aptidões


previamente adquiridas (antes da idade dos 10 anos)
pelo menos em duas das seguintes áreas:
(3) Linguagem expressiva ou receptiva;
(4) Competências sociais ou comportamento adaptativo;
(5) Controlo intestinal ou vesical;
(6) Jogo;
(7) Competências motoras.
Perturbação Desintegrativa da 2ª
Infância
C. Anomalias no funcionamento em pelos 2 das
seguintes áreas:
(1) Défice qualitativo da interacção social (ex. défice dos
comportamentos não verbais, incapacidade para
desenvolver relações com os companheiros):
(2) Incapacidades qualitativas na comunicação na
comunicação (ex. atraso ou perda da linguagem
falada, incapacidade para iniciar ou manter uma
conversa);
(3) Padrões de comportamento, interesses e actividades
restritivos, repetitivos e estereotipados, incluindo
estereotipias motoras e maneirismos.

D. Esta perturbação não é melhor explicada pela


presença de outra Perturbação Global do
Desenvolvimento ou pela Esquizofrenia.
Perturbação de Asperger
A. Défice qualitativo da interacção social manifestado pelo menos por 2
das seguintes características:
(1) acentuado défice no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais
como contacto olhos nos olhos, postura corporal e gestos reguladores
da interacção social;
(a) incapacidade para desenvolver relações com os companheiros,
adequadas ao nível de desenvolvimento;
(b) ausência da tendência espontânea para partilhar com os outros
prazeres, interesses ou objectivos;
(c) falta de reciprocidade social ou emocional.

B. Padrões de comportamento, interesses e actividades restritos, repetitivos


e estereotipados, que se manifestam pelo menos por um dos
seguintes:
(a) Preocupação absorvente por um ou mais padrões estereotipados e
restritivos de interesses que resultam anormais, quer na intensidade
quer no seu objectivo;
(b) Adesão, aparentemente inflexível, a rotinas ou rituais específicos, não
funcionais;
(c) Maneirismos motores estereotipados e repetitivos (ex. sacudir ou
rodar as mãos ou dedos)
(d) Preocupação persistente com partes de objectos.
Perturbação de Asperger
C. A perturbação produz um défice clinicamente
significativo da actividade social, laboral ou de
outras áreas importantes do funcionamento.
D. Não há um atraso geral da linguagem clinicamente
significativo (ex. uso de palavras simples aos 2 anos de idade,
frases comunicativas aos 3 anos de idade)
E. Não há atraso clinicamente significativo no
desenvolvimento cognitivo ou no desenvolvimento
das aptidões de auto-ajuda próprias da idade, no
comportamento adaptativo (distinto da interacção
social) e na curiosidade acerca do meio ambiencial
durante a infância.
F. Não preenche os critérios para outra Perturbação
Global do Desenvolvimento ou Esquizofrenia.
Perturbações disruptivas do
comportamento e de défice de
atenção
• Perturbação de Hiperactividade com défice da
atenção

• Perturbação de Hiperactividade com défice da


atenção sem outra especificação

• Perturbação do comportamento

• Perturbação de oposição

• Perturbação disruptiva do comportamento


sem outra especificação
Perturbação de Hiperactividade
com défice da atenção
A. (1) ou (2):
(2) Seis (ou +) dos seguintes sintomas de falta de atenção devem persisitir pelo
menos durante 6 meses com uma intensidade que é desadaptativa e
inconsistente em relação com o nível de desenvolvimento:
Falta de atenção
(a) Com frequência não presta atenção suficiente aos pormenores ou comete
erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras actividades;
(b) Com frequência tem dificuldade em manter a atenção em tarefas ou
actividades;
(c) Com frequência parece não ouvir quando se lhe fala directamente;
(d) Com frequência não segue as instruções e não termina os trabalhos
escolares, encargos ou deveres no local de trabalho Com frequência (sem ser
por comportamentos de oposição ou por incompreensão das instruções);
(e) Com frequência tem dificuldades em organizar tarefas e actividades;
(f) Com frequência evita, sente repugnância ou está relutante em envolver-se
em tarefas que requeiram um esforço mental mantido;
(g) Com frequência perde objectos necessários a tarefas ou actividades;
(h) Com frequência distrai-se facilmente com estímulos irrelevantes;
(i) Esquece-se com frequência das actividades quotidianas.
Perturbação de Hiperactividade
com défice da atenção
(2) Seis (ou +) dos seguintes sintomas de hiperactividade-impulsividade
devem persisitir pelo menos durante 6 meses com uma intensidade
que é desadaptativa e inconsistente em relação com o nível de
desenvolvimento:
Hiperactividade
(a) Com frequência movimenta excessivamente as mãos e os pés,
move-se quando está sentado;
(b) Com frequência levanta-se na sala de aula ou noutras situações em
que se espera que esteja sentado;
(c) Com frequência corre ou salta excessivamente em situações em que
é inadequado fazê-lo (em adolescentes ou adultos pode limitar-se a
sentimentos subjectivos de impaciência);
(d) Com frequência tem dificuldades em jogar ou dedicar-se
tranquilamente a actividades de ócio;
(e) Com frequência «anda» ou só actua como se estivesse «ligado a um
motor»;
(f) Com frequência fala em excesso.
Impulsividade
(g) Com frequência precipita as respostas antes que as perguntas
tenham acabado;
(h) Com frequência tem dificuldade em esperar pela sua vez;
(i) Com frequência interrompe ou interfere nas actividades dos outros.
Perturbação de Hiperactividade
com défice da atenção
B. Alguns sintomas de hiperactividade-
impulsividade ou de falta de atenção que
causam défices surgem antes dos 7 anos de
idade.
C. Alguns défices provocados pelos sintomas
estão presentes em dois ou mais contextos
(por ex. escola ou trabalho e em casa).
D. Devem existir provas claras de um défice
clinicamente significativo do funcionamento
social, académico ou laboral.
E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente
durante uma Perturb. Global do
Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outra
Perturbação Psicótica e não são melhor
explicados por outra perturbação mental.
Perturbação de Hiperactividade
com défice da atenção
Codificação:
• Perturbação de Hiperactividade com Défice da
Atenção, Tipo Misto – se estão preenchidos os
critérios A1 e A2 durante os últimos 6 meses.

• Perturbação de Hiperactividade com Défice da


atenção, Tipo predominantemente desatento –
se está preenchido o critério A1 mas não o A2
durante os últimos 6 meses.

• Perturbação de Hiperactividade com Défice da


Atenção, Tipo predominantemente
Hiperactivo-Impulsivo – se está preenchido o
critério A2 mas não o A1 durante os últimos 6 meses
Perturbação do
Comportamento
A. Um padrão de comportamento repetitivo e persistente, em que são
violados os direitos básicos dos outros ou importantes regras ou
normas sociais próprias da idade, manifestando-se pela presença de
3 (ou +) dos seguintes critérios, durante os últimos 12 meses, e pelo
menos de 1 critério durante os últimos 6 meses:

Agressão a pessoas ou animais


(1) Com frequência insulta, ameaça ou intimida as outras pessoas;
(2) Com frequência inicia lutas físicas;
(3) Utilizou uma arma que pode causar graves prejuízos físicos aos
outros (ex. pau, tijolo, faca, arma de fogo);
(4) Manifestou crueldade física para com as pessoas;
(5) Manifestou crueldade física para com os animais;
(6) Roubou confrontando-se com a vítima (ex. roubo por esticão,
extorsão, roubo à mão armada);
(7) Forçou alguém a uma actividade sexual.

Destruição da propriedade
(8) Lançou deliberadamente fogo com intenção de causar prejuízos
graves;
(9) Destruiu deliberadamente a propriedade alheia (por meios diferentes
do incêndio).
Perturbação do
Comportamento
Falsificação ou roubo
(10) Arrombou a casa, a propriedade ou o automóvel de outra pessoa;
(11) Mente com frequência para obter ganhos ou favores ou para evitar
obrigações;
(12) Rouba objectos de certo valor sem confrontação com a vítima.

Violação grave das regras


(13) Com frequência permanece fora de casa de noite apesar da
proibição dos pais, iniciando este comportamento antes dos 13 anos
de idade;
(14) Fuga de casa durante a noite, pelo menos 2 vezes, enquanto vive
em casa dos pais ou em lugar substitutivo da casa paterna (ou só
uma vez, mas durante um período prolongado);
(15) Faltas frequentes à escola, com início antes dos 13 anos.

B. A perturbação do comportamento causa um défice clinicamente


significativo no funcionamento social, escolar ou laboral.

C. Se o sujeito tem 18 anos ou mais, não reúne os critérios de


Perturbação da Personalidade.
Perturbação do
Comportamento
Codificar o tipo em função da idade de início:
• Tipo início na 2ª infância – antes dos 10 anos, início de
pelo menos 1 das características dos critérios.
• Tipo início na Adolescência – antes dos 10 anos ausência
de qualquer critério característico da perturbação.
• Perturbação do Comportamento, início não
especificado – a idade de início é desconhecida.

Especificar gravidade:
Ligeira – poucos ou nenhum dos problemas de
comportamento para além dos requeridos para fazer o dx e
os problemas de comp. só causaram pequenos prejuízos
aos outros.
Moderada – o nº de problemas de comp. e os efeitos sobre os
outros situam-se entre «ligeiros» e «graves».
Grave – muitos problemas de comp. que excedem o requerido
para fazer o dx ou os problemas de comp. causam
consideráveis prejuízos aos outros
Perturbação de Oposição
A. Um padrão de comportamento negativista, hostil, desafiante, que
dura pelo menos 6 meses, durante os quais estão presentes 4 (ou
+) dos seguintes comportamentos:
(2) Com frequência encoleriza-se;
(3) Com frequência discute com os adultos;
(4) Com frequência desafia ou recusa cumprir os pedidos ou regras
do adultos;
(5) Com frequência aborrece deliberadamente as outras pessoas;
(6) Com frequência culpa os outros dos seus erros ou mau
comportamento;
(7) Com frequência é susceptibilizado ou facilmente molestado pelos
outros;
(8) Com frequência sente raiva ou está ressentido;
(9) Com frequência é rancoroso ou vingativo.

Nota. Considerar que o critério só está preenchido se o


comportamento ocorrer com mais frequência do que é
tipicamente observado nos sujeitos de idade e nível de
desenvolvimento comparáveis.
Perturbação de Oposição
B. A perturbação do comportamento causa um
défice clinicamente significativo no
funcionamento social, escolar ou laboral.

C. Os comportamentos não ocorrem


exclusivamente durante a evolução de uma
Perturbação Psicótica ou de uma Perturbação
do Humor.

D. Não estão preenchidos os critérios de


Perturbação do Comportamento e, se o sujeito
tem 18 anos ou mais, não estão preenchidos
os critérios de Perturbação Anti-Social da
Personalidade.
Perturbações da alimentação e do
comportamento alimentar (1ª inf./início 2ª
inf.)

• Pica

• Mericismo

• Perturbação da Alimentação da 1ª
infância ou do início da 2ª infância
Pica
A. Ingestão persistente de substâncias não
nutritivas por um período pelo menos de 1
mês.
B. A ingestão de substâncias não nutritivas é
inadequada ao nível de desenvolvimento.
C. O comportamento alimentar não faz parte de
práticas sancionadas culturalmente.
D. Se o comportamento alimentar ocorrer
exclusivamente durante a evolução de outra
perturbação mental (ex. Deficiência Mental,
Perturb. Global do Desenvolvimento,
Esquizofrenia) e a sua gravidade for suficiente
para merecer uma atenção clínica
independente.
Mericismo
A. Regurgitação e mastigação repetidas, durante um
período de pelo menos 1 mês a seguir a um período de
funcionamento normal.
B. O comportamento não é devido à associação de
doença gastrointestinal ou outro estado físico geral
(ex. refluxo esofágico).
C. O comportamento não ocorre exclusivamente durante
a evolução da Anorexia Nervosa ou Bulimia Nervosa.
Se os sintomas ocorrerem exclusivamente durante a
evolução da Deficiência Mental ou de uma Perturb.
Global do Desenvolvimento, são suficientemente
graves para merecer uma atenção clínica
independente.
Perturbações da alimentação da 1ª
infância ou do início da 2ª infância
A. Alteração da alimentação manifestada por uma
dificuldade persistente para se alimentar
adequadamente, com uma incapacidade
significativa para aumentar de peso ou com
perdas significativas de peso durante pelo
menos um mês.
B. A perturbação não é devida à associação de
doença gastrointestinal ou outro estado físico
geral (ex. refluxo esofágico).
C. A perturbação não é melhor explicada por outra
perturbação mental (ex. Mericismo) ou por falta
de alimentos disponíveis.
D. O início é anterior aos 6 anos de idade.
Perturbações de tiques

• Perturbação de Gilles de La Tourette

• Perturbação de tiques motor ou vocal


crónicos

• Perturbação de tique transitório

• Perturbação de tique sem outra


especificação
Perturbação de Gilles de La
Tourette
A. Nalgum momento durante a doença estão
presentes múltiplos tiques motores e um ou mais
tiques vocais, ainda que não necessariamente de
modo simultâneo. (Tique é uma vocalização ou um
movimento motor súbito, rápido, recorrente, não
rítmico e estereotipado.)
B. Os tiques ocorrem muitas vezes durante o dia
(normalmente em acessos), quase todos os dias ou
intermitentemente durante um período de mais de
1 ano e, durante este período de tempo, nunca há
um período livre de tiques superior a mais de 3
meses consecutivos.
C. O início é anterior aos 18 anos de idade.
D. A perturbação não é devida a efeitos fisiológicos
directos de uma substância (ex. estimulantes) ou a
um estado físico geral (ex. doença de Huntington
ou encefalite pós-viral).
Perturbação de tiques motor
ou vocal crónicos
A. Nalgum momento durante a doença, estão
presentes tiques motores e/ou vocais, simples ou
múltiplos (isto é, vocalizações ou movimentos
motores súbitos, rápidos, recorrentes, não rítmicos
e estereotipados), mas não ambos.
B. Os tiques ocorrem muitas vezes durante o dia,
quase todos os dias ou intermitentemente durante
um período de mais de 1 ano e, durante este
período de tempo, nunca há um período livre de
tiques superior a mais de 3 meses consecutivos.
C. O início é anterior aos 18 anos de idade.
D. A perturbação não é devida a efeitos fisiológicos
directos de uma substância (ex. estimulantes) ou a
um estado físico geral (ex. doença de Huntington ou
encefalite pós-viral).
E. Nunca estiveram preenchidos os critérios para
Perturbação de Gilles de La Tourette.
Perturbação de tique
transitório
A. Tiques motores e/ou vocais simples ou múltiplos (isto é,
vocalizações ou movimentos motores súbitos, rápidos,
recorrentes, não rítmicos e estereotipados).
B. Os tiques ocorrem muitas vezes durante o dia, quase
todos os dias, durante um período de pelo menos 4
semanas, mas não mais de 12 meses consecutivos.
C. O início é anterior aos 18 anos de idade.
D. A perturbação não é devida a efeitos fisiológicos
directos de uma substância ou a um estado físico geral.
E. Nunca estiveram preenchidos os critérios para
Perturbação de Gilles de La Tourette ou Perturbação de
Tiques Motor ou Vocal Crónicos.

Especificar se:
• Episódio único ou recorrente
Perturbações da eliminação
Encoprese
A. Emissão fecal repetida em locais
inadequados (por ex. na roupa ou no chão),
quer involuntária quer intencional.
B. Pelo menos 1 episódio por mês durante um
mínimo de 3 meses.
C. Idade cronológica pelo menos de 4 anos (ou
um nível de desenvolvimento equivalente).
D. O comportamento não é devido
exclusivamente aos efeitos fisiológicos
directos de uma substância (por ex.
laxantes) nem a um estado físico geral,
excepto se envolver um mecanismo que
implique obstipação.
Codificar:
• Com ou Sem obstipação e incontinência do fluxo
Perturbações da eliminação
Enurese (não devida a um estado físico geral)
A. Emissão repetida de urina na cama ou nas roupas
(involuntária ou intencional).
B. O comportamento é clinicamente significativo,
manifestando-se com uma frequência de 2 episódios
semanais durante pelo menos 3 meses consecutivos ou
pela presença de um mal-estar clinicamente
significativo ou de um défice social, académico (laboral)
ou noutras importantes áreas de funcionamento.
C. Idade cronológica pelo menos de 5 anos (ou um nível de
desenvolvimento equivalente).
D. O comportamento não é devido exclusivamente aos
efeitos fisiológicos directos de uma substância (por ex.
diurética), nem a uma situação física geral (por ex.
diabetes, espinha bífida ou epilepsia).

Especificar tipo:
• Só nocturna / Só diurna / Nocturna e diurna
Outras perturbações da 1ª infância,
da 2ª infância ou da adolescência
• Perturbação da ansiedade de separação

• Mutismo selectivo (antes Mutismo electivo)

• Perturbação reactiva de vinculação da 1ª


infância e do início da 2ª infância

• Perturbação dos movimentos estereotipados


(antes Perturbação de hábitos/estereotipias)

• Perturbação na 1ª infância…sem outra


especificação
Perturbação da ansiedade
de separação
A. Ansiedade excessiva e inadequada para o nível de desenvolvimento do
sujeito, relativa à separação da casa ou das pessoas a quem está
vinculado, que se manifesta pela presença de 3 (ou+) dos seguintes:
(2) mal-estar excessivo e recorrente quando ocorre ou é antecipada a
separação da casa ou de figuras de maior vinculação;
(3) Uma preocupação excessiva e persistente pela possível perda das
principais figuras de vinculação ou por possíveis males que possam
acontecer a essas pessoas;
(4) Uma preocupação persistente e excessiva pela possibilidade de que um
acontecimento adverso possa levar à separação de uma importante figura
de vinculação (ex. perder-se ou ser raptado);
(5) Uma relutância persistente ou recusa em ir à escola ou a outro local por
medo da separação;
(6) Uma relutância ou medo persistente e excessivo de estar em casa sozinho
ou sem as principais figuras de vinculação, ou noutros locais, sem adultos
significativos;
(7) Uma relutância persistente ou recusa em adormecer sem estar próximo
de uma importante figura de vinculação ou em adormecer fora de casa;
(8) Pesadelos repetidos que envolvem o tema da separação;
(9) Queixas repetidas de sintomas físicos (como dores de cabeça, dores de
estômago, náuseas ou vómitos) quando ocorre ou se antecipa a
separação em relação a figuras importantes de vinculação.
Perturbação da ansiedade
de separação
B. A duração da perturbação é de pelo menos 4
semanas.
C. O início dá-se antes dos 18 anos.
D. A alteração causa um mal-estar clinicamente
significativo ou um défice social, escolar (laboral)
ou noutras áreas importantes da actividade do
sujeito.
E. A alteração não ocorre exclusivamente no decurso
da Perturbação Global de Desenvolvimento,
Esquizofrenia ou de outra Perturbação Psicótica e,
em adolescentes e adultos, não é melhor explicada
pela presença de uma Perturbação de Pânico com
Agorafobia.

Especificar se:
• Início precoce – se ocorrer antes dos 6 anos de
idade.
Mutismo selectivo
(antes Mutismo electivo)
A. Incapacidade persistente em falar em situações
sociais específicas (situações em que se espera
que se fale, como por exemplo na escola) apesar
de o fazer noutras situações.
B. A alteração interfere no rendimento escolar ou
laboral ou na comunicação social.
C. A duração da perturbação é, pelo menos, de 1
mês (não limitada ao 1º mês de escola).
D. A incapacidade de falar não é devida à falta de
conhecimentos ou de familiaridade com a língua
requerida na situação social.
E. A perturbação não é melhor explicada pela
presença de uma Perturbação de Comunicação
(ex. Gaguez) e não ocorre exclusivamente no
decurso de uma Perturbação Global do
Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outra
Perturbação Psicótica.
Perturbação reactiva de vinculação
da 1ª infância e do início da 2ª
infância
A. Relações sociais acentuadamente perturbadas na
maioria dos contextos e inadequadas para o nível de
desenvolvimento do sujeito, com início antes dos 5
anos de idade, manifestadas por (1) ou (2):
(2) Incapacidade persistente para iniciar ou responder à
maioria das interacções sociais, de modo adequado
ao nível de desenvolvimento, manifestada por
respostas excessivamente inibidas, contraditórias,
hipervigilantes ou extremamente ambivalentes e
contraditórias (ex. a criança pode responder às
pessoas que tratam dela com um misto de
aproximação, evitamento e resistência a ser
consolada ou pode manifestar uma fria vigilância);
(3) Vinculações difusas manifestadas por uma
sociabilidade indiscriminada com acentuada
incapacidade para manifestar vínculos selectivos
adequados (ex. excessiva familiaridade com
estranhos ou falta de selectividade na escolha das
figuras de vinculação).
Perturbação reactiva de vinculação
da 1ª infância e do início da 2ª
infância
B. A perturbação do critério A não é melhor explicada
apenas por atraso de desenvolvimento (como na
Deficiência Mental) e não preenche o critério de
Perturb. Global do Desenvolvimento.
C. Cuidados patogénicos manifestam-se pelo menos
numa das seguintes características:
(1) Negligência permanente das necessidades
emocionais básicas da criança relacionadas com o
conforto, estimulação e afecto;
(2) Negligência permanente das necessidades físicas
básicas da criança;
(3) Mudanças repetidas da pessoa que trata
primariamente da criança, o que impede a formação
de vínculos estáveis (ex. mudanças frequentes dos
responsáveis da criança).
Perturbação reactiva de vinculação
da 1ª infância e do início da 2ª
infância
D. Supõe-se que o tipo dos cuidados descritos
no critério C são responsáveis pelo
comportamento alterado descrito no critério
A (ex. as alterações no critério A começaram
após a instauração dos cuidados
patogénicos que aparecem no critério C).

Codificação:
Tipo Inibido – se o critério A1 predomina na
apresentação clínica.
Tipo Desinibido – se o critério A2 predomina
na apresentação clínica.
Perturbação dos movimentos
estereotipados (antes Perturbação de
hábitos/estereotipias)
A. Comportamento motor repetitivo que parece impulsivo e não
funcional (ex. sacudir ou agitar as mãos, balançar o corpo, bater
com a cabeça, morder objectos, morder-se a si próprio, beliscar a
pele e mexer nos orifícios corporais, bater no próprio corpo).
B. O comportamento interfere nas actividades normais ou dá lugar a
lesões corporais auto-infligidas que requerem tratamento médico
(ou provocariam lesões, se não fossem tomadas medidas
protectoras).
C. Se existe Deficiência Mental, o comportamento estereotipado ou
auto-agressivo é suficientemente grave para constitutuir objecto
de terapêutica.
D. O comportamento não é melhor explicado por uma compulsão
(como na Perturbação Obsessivo-Compulsiva), por um tique
(como na Perturbação de Tiques), por uma estereotipia que faça
parte de uma Perturbação Global do Desenvolvimento ou pelo
arrancar dos cabelos (como na Tricotilomania).
E. O comportamento não é devido a efeitos fisiológicos directos de
uma substância, nem a um estado físico geral.
F. O comportamento persiste durante 4 semanas ou mais.
Especificar se: Com Comportamento Auto-agressivo – se o comport. provoca uma lesão corporal que requer tratamento
específico