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A ATUAL NORMA DE PROJETO DE ESTRUTURAS

DE AÇO E MISTAS, A ABNT NBR 8800:2008


EM 2001, UM GRUPO DE TRABALHO, FORMADO POR
PESQUISADORES DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS E POR
PROFISSIONAIS RECONHECIDOS, SOB PATROCÍNIO DO IBS,
REALIZOU 9 REUNIÕES EM BELO HORIZONTE PARA ELABORAÇÃO
DE UM TEXTO-BASE DE REVISÃO DA NORMA BRASILEIRA DE
ESTRUTURAS DE AÇO (ABNT NBR 8800:1986)

JÁ NAS PRIMEIRAS REUNIÕES, CONSTATOU-SE,


TENDO EM VISTA QUE A NORMA BRASILEIRA ENTÃO
EM VIGOR ERA MUITO ANTIGA, DE 1986, QUE UMA
SIMPLES REVISÃO NÃO SERIA SUFICIENTE

ERA NECESSÁRIO PRODUZIR UMA


NOVA NORMA
COM AS SUGESTÕES DO GRUPO DE TRABALHO, COM SEDE NA
UFMG, TENDO COMO COORDENADOR O PROF. RICARDO HALLAL
FAKURY E COMO SUB-COORDENADOR O PROF. GÍLSON QUEIROZ,
FOI ELABORADO O TEXTO-BASE DE REVISÃO DA NORMA,
TRABALHO QUE DUROU APROXIMADAMENTE 1 ANO E MEIO

O TEXTO-BASE FOI DISPONIBILIZADO EM


AGOSTO DE 2003, E, DESDE ENTÃO,
CONTINUAMENTE APRIMORADO EM DIVERSAS
REUNIÕES DE COMISSÃO DE ESTUDOS DA
ABNT, REALIZADAS NO INSTITUTO DE
ENGENHARIA DE SÃO PAULO, TENDO COMO
COORDENADOR O PROF. JULIO
FRUCHTENGARTEN E, COMO SECRETÁRIO, O
PROF.
HOUVE RICARDO
APOIO HALLAL DE
PERMANENTE FAKURY
MUITOS
ESPECIALISTAS, QUE SE
MANIFESTARAM POR E-MAIL OU TELEFONE
NA REUNIÃO DE 11/07/2008, FINALMENTE, A NOVA NORMA FOI
APROVADA PELA COMISSÃO DE ESTUDOS E,
COMO CONSEQUÊNCIA, EDITADA PELA ABNT EM 25/08/2008,
COM VALIDADE A PARTIR DE 25/09/2008
A NBR 8800:2008 POSSUI 237 PÁGINAS
(A NBR 8800:1986 TINHA 200 PÁGINAS)

ESSE TAMANHO PODE SER CONSIDERADO COMPATÍVEL COM O


DAS NORMAS DE PROJETO ESTRUTURAL MAIS RECENTES:
ANSI/AISC 360:05 ⇒ 460 págs, incluindo comentários, 198 págs só norma
EUROCODE 3:2005 ⇒ ≈ 250-300 págs, só estruturas de aço (vários textos)
EUROCODE 4:2004 ⇒ ≈ 250-300 págs, só estruturas mistas (vários textos)
ABNT NBR 6118:2003 ⇒ 221 págs, só estruturas de concreto

FOI MANTIDA A FORMATAÇÃO DA NBR 8800:1986,COM


8800:1986 O TEXTO
POSSUINDO UM CORPO PRINCIPAL E MUITOS ANEXOS (19),
(19) O QUE
FACILITA O USO, POIS PERMITE A COMPARTIMENTAÇÃO EM UM MESMO
LOCAL DE TODAS AS INFORMAÇÕES SOBRE UM ASSUNTO ESPECÍFICO
A NBR 8800:2008 USA O MÉTODO DOS ESTADOS-LIMITES E ESTABELECE
OS REQUISITOS BÁSICOS QUE DEVEM SER OBEDECIDOS NO PROJETO
À TEMPERATURA AMBIENTE DE ESTRUTURAS DE AÇO E DE ESTRUTURAS
MISTAS DE AÇO E CONCRETO DE EDIFÍCIOS NAS QUAIS:
⇒ os perfis de aço sejam
laminados ou soldados, ou de
seção tubular (circular ou
retangular) com ou sem costura

⇒ as ligações sejam executadas


com parafusos ou soldas
A NBR 8800:1986 tratava de estruturas de aço
e de vigas mistas à temperatura ambiente

A NBR 14323:1999, feita para estruturas de


aço e mistas em situação de incêndio, possui
também prescrições para pilares mistos e
lajes mistas à temperatura ambiente

A NBR 8800:2008 CORRIGE O PROBLEMA, ABORDANDO O


DIMENSIONAMENTO DE TODOS OS ELEMENTOS ESTRUTURAIS
MISTOS À TEMPERATURA AMBIENTE (VIGAS, PILARES E LAJES)
E, AINDA, ACRESCENTANDO AS LIGAÇÕES MISTAS
A EXISTÊNCIA DE UMA ÚNICA NORMA PARA TRATAR DAS
ESTRUTURAS DE AÇO E DAS ESTRUTURAS MISTAS SEGUE A
TRADIÇÃO BRASILEIRA E DO CONTINENTE AMERICANO
(É ASSIM NAS NORMAS NORTE-AMERICANA E CANADENSE)

No entanto, a Comissão de Estudos aprovou


recomendação de que, futuramente, os dois tipos de
estrutura estejam em normas separadas, para que ambas
possam ser abordadas mais detalhadamente

A NBR 8800:2008 CORRIGE O PROBLEMA, ABORDANDO O


DIMENSIONAMENTO DE TODOS OS ELEMENTOS ESTRUTURAIS
MISTOS À TEMPERATURA AMBIENTE (VIGAS, PILARES E LAJES)
E, AINDA, ACRESCENTANDO AS LIGAÇÕES MISTAS
A NBR 8800:2008 É UMA NORMA ABERTA, NÃO
RESTRITIVA, PERMITINDO QUE OS
PROJETISTAS USEM OS SEUS MELHORES
CONHECIMENTOS TÉCNICOS PARA QUE
AS ESTRUTURAS DE AÇO E MISTAS
TENHAM TODAS AS SUAS
POTENCIALIDADES EXPLORADAS

HÁ AUTORIZAÇÃO EXPLICITA PARA QUE, NAS SITUAÇÕES NÃO


COBERTAS PELA NORMA, O PROJETISTA EMPREGUE UM
PROCEDIMENTO ACEITO PELA COMUNIDADE
TÉCNICO-CIENTÍFICA, ACOMPANHADO DE ESTUDOS PARA
MANTER O NÍVEL DE SEGURANÇA PREVISTO

MESMO NAS SITUAÇÕES COBERTAS DE MANEIRA SIMPLIFICADA, O


PROJETISTA PODE USAR UM PROCEDIMENTO MAIS PRECISO
NA NBR 8800:2008, FORAM
ELIMINADOS ALGUNS ASSUNTOS,
COMO A CONSIDERAÇÃO DO
EFEITO DO CAMPO DE TRAÇÃO
NO VALOR DA FORÇA CORTANTE
RESISTENTE DE ALMA DE VIGAS,
POR TER USO BASTANTE
RESTRITO

FOI ELIMINADO TAMBÉM O ANEXO


RELACIONADO À EXECUÇÃO DE
ESTRUTURAS, A EXEMPLO DA NORMA DE
ESTRUTURAS DE CONCRETO (NBR 6118:2003),
POR ACREDITAR QUE ESSE ASSUNTO DEVA
SER TRATADO EM UMA NORMA PRÓPRIA
Na verificação de um ESTADO-LIMITE
ÚLTIMO, o dimensionamento é considerado
R d ≥ Sd
esforç
esforço resistente esforç
esforço solicitante
satisfatório se for atendida a relação: de cá
cálculo de cá
cálculo

esforço resistente nominal para o


estado- limite último em consideração

Rk coeficiente de ponderação da resistência


Rd = γ (≥ 1,0), utilizado para levar em conta o
fato de que o esforço resistente nominal
pode ser menor que o previsto, devido à
variabilidade das propriedades
Forma de apresentação mecânicas do material, e ainda devido a
da NBR 8681:2003 incertezas relativas ao comportamento
das peças no colapso, à execução da
estrutura, às dimensões das seções
transversais das peças, etc.
Na verificação de um ESTADO-LIMITE
ÚLTIMO, o dimensionamento é considerado
R d ≥ Sd
esforç
esforço resistente esforç
esforço solicitante
satisfatório se for atendida a relação: de cá
cálculo de cá
cálculo

esforço resistente nominal para o


estadoNBR
- limite8800:1986
último em consideração

Rk R =φR
coeficiente dedponderação k da resistência
Rd = γ (≥ 1,0), utilizado para levar em conta o
fato de que o esforço resistente nominal
pode coeficiente
ser menor quede pondera
o previstçoão
, devido à
da resistência
variabilidade , ≤ 1,0
das propriedades
Forma de apresentação mecânicas do material, e ainda devido a
da NBR 8681:2003 incertezas relativas ao comportamento
dasDEpeMODO GERAL:àγexecu
ças no colapso, ≅ 1/φção da
estrutura, às dimensões das seções
transversais das peças, etc.
A análise estrutural quase sempre deverá ser feita em 2a. ordem, considerando
os efeitos das imperfeições geométricas iniciais da estrutura e das
imperfeições iniciais de material (tensões residuais, que podem
provocar o início do escoamento em partes da estrutura)

O efeito das imperfeições geométricas iniciais da estrutura deve ser


levado em conta diretamente na análise estrutural por meio da
consideração, em cada andar, de um desaprumo de h/333, 333 que pode
ser substituído por forças horizontais equivalentes (forças nocionais)

(h1 + h2 + h3)/333
h3
Forças
nocionais (h1 + h2)/333
O efeito das
h2
imperfeições de
material deve ser
h1/333
levado em conta na
h1
análise tomando
Ecor = 0,8 E
A análise estrutural quase sempre deverá ser feita em 2a. ordem, considerando
As barras
os efeitos sob compressão
das imperfei devem
ções geométricas ser dimensionadas
iniciais com a
da estrutura e das
imperfeições iniciaisforde
çamaterial
axial de(tensões
compressão resistente
residuais, que podeobtida com o
provocar
coeficiente
o início do escoamento em partesdedaflambagem
estrutura) K igual a 1,0

O efeito das imperfeições geométricas iniciais da estrutura deve ser


levado emPODE -SE
conta CONSIDERAR
diretamente QUE OS
na análise EFEITOSpor
estrutural DEmeio
2a. ORDEM
da FORAM
consideração, em cadaLEVADOS EM
andar, de umCONTA, COM de
desaprumo PRECISÃO,
333 queJÁ
h/333, NA ANÁLISE
pode
ser substituído por forças horizontais equivalentes (forças nocionais)

(h1 + h2 + h3)/333
h3
Forças
nocionais (h1 + h2)/333
O efeito das
h2
imperfeições de
material deve ser
h1/333
levado em conta na
h1
análise tomando
Ecor = 0,8 E
Nas BARRAS COMPRIMIDAS, as 4 curvas de resistência, baseadas no
Eurocode 3, foram substituídas por uma única curva, baseada no ANSI/AISC

Essa mudança precisou ser feita, uma vez que o Eurocode 3 alterou
seu coeficiente de resistência, de 1,10 para 1,0, o que tornou
suas curvas incompatíveis com a prática brasileira

NRd/Ag fy

0,9 Curva única atual

curva a antiga
Como resultado, de
modo geral, obtêm-se
perfis mais leves,
curva b antiga mas mantendo ainda
um índice de
confiabilidade aceitável
curva c antiga
(β ≥ 2,6)

curva d antiga
λ0
3,0
MÉTODO PARA
- - CÁLCULO DE VIGAS
+ + +
MISTAS CONTÍNUAS
E SEMICONTÍNUAS

INCLUINDO-SE A VERIFICAÇÃO DOS ESTADOS LIMITES ÚLTIMO DE


FLAMBAGEM DA MESA COMPRIMIDA (FLM) E FLAMBAGEM LATERAL COM
DISTORÇÃO (FLD) NOS TRECHOS COM MOMENTO NEGATIVO
MÉTODO PARA
CÁLCULO DE
TRELIÇAS MISTAS

b
a/2
(0,85 fck)/γc
tc a C cd
LNP
Banzo
hF superior

d2

Banzo
inferior Tad
fy/γa1
POSSIBILIDADE DE USO DE PERFIS U FORMADOS A FRIO
COMO CONECTORES DE CISALHAMENTO, ATENDENDO
À REALIDADE BRASILEIRA, ALÉM DOS JÁ PREVISTOS
PERFIL U LAMINADO E PINO COM CABEÇA
PARCIALMENTE
REVESTIDOS COM
CONCRETO

PREENCHIDOS
TOTALMENTE COM
REVESTIDOS COM CONCRETO
CONCRETO
NAS REGIÕES DE MOMENTO NEGATIVO, A ARMADURA DE AÇO
DA LAJE TRABALHA À TRAÇÃO E O PERFIL DE AÇO À
COMPRESSÃO, TRANSMITINDO MOMENTO FLETOR
Δs
Ftração
s

θ - -
+ + +
M
LN

Δi yLN

Fcompressão
L a je m a c iç a o u m is ta
a

ha

Laje maciça ou mista ha a Laje maciça ou mista ha a

y y

d d

Pelo menos 2 linhas de furação Pelo menos 2 linhas de furação


na direção do eixo longitudinal na direção do eixo longitudinal
da viga da viga
A NBR 8800:2008 apresenta
valores dos deslocamentos
horizontais e verticais
máximos para situações
usuais nas construções

Apresenta também regras


simples para a verificação da
vibração em pisos, um problema
sempre complexo e que causa
dificuldades aos projetistas
A NBR 8800:2008 apresenta
orientações para que
a durabilidade de elementos
de aço frente à corrosão
não seja prejudicada
Discute-se sempre no Brasil a possibilidade de se adotar a norma americana
do AISC, que poderia inclusive ser traduzida para o Português

SE ESSE PENSAMENTO PREVALECESSE, CERTAMENTE A CONSTRUÇÃO


METÁLICA BRASILEIRA SOFRERIA UM BAQUE, UMA VEZ QUE A NORMA
AMERICANA NÃO ATENDE TOTALMENTE ÀS NOSSAS NECESSIDADES

Usa-se o argumento de que o país se veria livre da desgastante, demorada e


onerosa missão de “fazer norma” e estaria inserido em um cenário
internacional, considerando que a ALCA, Associação de Livre Comércio das
Américas, em breve poderia alcançar o Brasil, levando a uma inevitável
padronização das normas técnicas no continente americano
Discute-se sempre no Brasil a possibilidade de se adotar a norma americana do
AISC, que poderia inclusive ser traduzida para o Português

Não haveria regras relacionadas aos estados-limites de serviço (a norma


americana não contém limitações para deslocamentos e procedimentos
simplificados para avaliação da vibração em pisos e regras para
controle de fissuras do concreto em vigas mistas)

Surgiriam discussões
intermináveis e
inconclusivas, por exemplo,
a respeito do limite das
flechas das vigas

Usa-se o argumento de que o país se veria livre da desgastante, demorada e


onerosa missão de “fazer norma” e estaria inseridos em um cenário
internacional, considerando que a ALCA, Associação de Livre Comércio das
Américas, em breve poderia alcançar o Brasil, levando a uma inevitável
padronização das normas técnicas no continente americano
Discute-se sempre no Brasil a possibilidade de se adotar a norma americana do
AISC, que poderia inclusive ser traduzida para o Português

Não haveria a possibilidade de uso de


procedimentos simplificados, existentes
apenas na NBR 8800:2008, para tratar de
forma segura situações complexas,
como o efeito de alavanca decorrente
da tração em parafusos

Usa-se o argumento de que o país se veria livre da desgastante, demorada e


onerosa missão de “fazer norma” e estaria inseridos em um cenário
internacional, considerando que a ALCA, Associação de Livre Comércio das
Américas, em breve poderia alcançar o Brasil, levando a uma inevitável
padronização das normas técnicas no continente americano
Discute-se sempre no Brasil a possibilidade de se adotar a norma americana do
AISC, que poderia inclusive ser traduzida para o Português

Não haveria a possibilidade de


uso de conectores em perfis U
formados a frio, não previstos
na norma americana e fruto de
pesquisas brasileiras

Usa-se o argumento de que o país se veria livre da desgastante, demorada e


onerosa missão de “fazer norma” e estaria inseridos em um cenário
internacional, considerando que a ALCA, Associação de Livre Comércio das
Américas, em breve poderia alcançar o Brasil, levando a uma inevitável
padronização das normas técnicas no continente americano
Discute-se sempre no Brasil a possibilidade de se adotar a norma americana do
AISC, que poderia inclusive ser traduzida para o Português

Não haveria
procedimentos para
dimensionamento de
pilares mistos
parcialmente revestidos
com concreto, vigas
mistas contínuas e
semicontínuas, ligações
mistas, treliças mistas
e lajes mistas

Usa-se o argumento de que o país se veria livre da desgastante, demorada e


onerosa missão de “fazer norma” e estaria inseridos em um cenário
internacional, considerando que a ALCA, Associação de Livre Comércio das
Américas, em breve poderia alcançar o Brasil, levando a uma inevitável
padronização das normas técnicas no continente americano
Discute-se sempre no Brasil a possibilidade de se adotar a norma americana do
AISC, que poderia inclusive ser traduzida para o Português

Não haveria prescrições básicas


relacionadas à durabilidade
das estruturas frente à corrosão do aço

Outras normas, como a de DESEMPENHO,


poderiam tratar da questão e trazer
grandes limitações ao uso do aço

Usa-se o argumento de que o país se veria livre da desgastante, demorada e


onerosa missão de “fazer norma” e estaria inseridos em um cenário
internacional, considerando que a ALCA, Associação de Livre Comércio das
Américas, em breve poderia alcançar o Brasil, levando a uma inevitável
padronização das normas técnicas no continente americano
Discute-se sempre no Brasil a possibilidade de se adotar a norma americana do
AISC, que poderia inclusive ser traduzida para o Português

Adicionalmente, as estruturas de aço e mistas não teriam uma norma


compatível com as demais normas brasileira (ações e segurança,
estruturas de concreto, forças de vento, incêndio, etc.)

A inexistência de
uma norma
nacional inibiria
as pesquisas
feitas nas
Universidades,
prejudicando o
desenvolvimento
de novos
produtos e
procedimentos

Usa-se o argumento de que o país se veria livre da desgastante, demorada e


onerosa missão de “fazer norma” e estaria inseridos em um cenário
internacional, considerando que a ALCA, Associação de Livre Comércio das
Américas, em breve poderia alcançar o Brasil, levando a uma inevitável
padronização das normas técnicas no continente americano
REFERÊNCIA PARA ESTRUTURAS DE AÇO
Simplificações para facilitar uso no Brasil:
análise estrutural, flambagem local de
barras comprimidas, flambagem
local da alma na flexão,
ligações (efeito de alavanca)

REFERÊNCIA PARA ESTRUTURAS MISTAS


Adaptações aos métodos das estruturas de
aço, ajustes para coeficientes de
ponderação da resistência brasileira
(γa = 1,10), simplificações diversas para
facilitar o uso no Brasil
(pilares mistos, por exemplo)
REFERÊNCIA PARA TRELIÇAS MISTAS

PESQUISAS BRASILEIRAS
Uso de conectores em perfil U
formado a frio, ligações mistas,
lajes mistas, regiões de introdução
de cargas nos pilares mistos,
estados-limites de serviço, etc.
A NBR 8800:2008 É COMPATÍVEL COM AS OUTRAS NORMAS BRASILEIRAS
CORRELACIONADAS, CONTÉM MÉTODOS ATUALIZADOS E COERENTES COM
AS PRINCIPAIS NORMAS INTERNACIONAIS, E FOI ADAPTADA
À PRÁTICA E AOS MATERIAIS NACIONAIS

PODE SER FACILMENTE EMPREGADA PELOS PROJETISTAS BRASILEIROS,


POIS APRESENTA PROCEDIMENTOS OS MAIS SIMPLES
POSSÍVEIS, SEM PREJUÍZO DA PRECISÃO

POSSIBILITA O PROJETO DE ELEMENTOS


ESTRUTURAIS POUCO CONHECIDOS NO BRASIL E
DE COMPONENTES CALCULADOS COM MAIS
COERÊNCIA E PRECISÃO, TORNANDO AS
ESTRUTURAS DE AÇO E MISTAS MAIS
ECONÔMICAS E COMPETITIVAS

ALÉM DISSO, SERVE COMO MOLA PROPULSORA DE


PESQUISAS NAS UNIVERSIDADES,
CONTRIBUINDO PARA A EVOLUÇÃO DAS TÉCNICAS
E PROCESSOS EMPREGADOS NA PRÁTICA
Revisão das normas brasileiras que tem a NBR 8800 como referência:

- NBR 14762:2001 (Dimensionamento de


estruturas de aço constituídas por
perfis formados a frio)

- NBR 14323:1999 (Dimensionamento de estruturas


de aço de edifícios em situação de incêndio)

Preparação Preparação
de uma de uma
norma de norma de
execução de pontes de
estruturas de estruturas de
aço e mistas aço e mistas
A publicação de livros e textos didáticos e a
produção de softwares para treinamento de alunos
por professores e profissionais qualificados

Fornecimento, pelas empresas produtoras


de softwares, da opção de
dimensionamento pela NBR 8800:2008

A NOVA NBR 8800

A promoção, pelas universidades, de cursos


de extensão para que os projetistas conheçam
e saibam aplicar corretamente a norma
A publicação de manuais prático de cálculo e M AN
LD
U A NBR 8
ÁLC
E C 800
U LO
D A

projeto de estruturas de aço e mistas, explicando


e exemplificando as partes mais complexas e
tratando de assuntos não cobertos
completamente pela norma

A manutenção em atividade de um grupo de


acompanhamento e avaliação da norma,
para identificar possíveis problemas de seu
uso na prática, preparar ementas e uma
nova revisão para cerca de 5 anos
A NBR 8800:2008 É UMA NORMA
ATUALIZADA, QUE CERTAMENTE
IRÁ CONTRIBUIR PARA O
AVANÇO DA CONSTRUÇÃO
METÁLICA E MISTA DE EDIFÍCIOS
NO BRASIL

AS NORMAS INTERNACIONAIS E
AS PESQUISAS BRASILEIRAS
USADAS COMO REFERÊNCIA
SÃO MUITO RECENTES

A ADAPTAÇÃO À PRÁTICA
PROFISSIONAL BRASILEIRA FOI
EFETUADA COM CUIDADO,
TRATANDO COM CONSCIÊNCIA
SITUAÇÕES COMUNS EM NOSSO
PAÍS E FORNECENDO
PROCEDIMENTOS
SIMPLIFICADOS PARA
SITUAÇÕES COMPLEXAS, COM
OBJETIVO DE TORNAR O
CÁLCULO ESTRUTURAL
ACESSÏVEL AO MAIOR NÚMERO
DE PROFISSIONAIS
ESPERA-SE QUE A
NBR 8800:2008 CONTRIBUA É O CASO, POR EXEMPLO DAS
PARA QUE DEIXEM DE SER ESPECIFICAÇÕES
USADAS NO BRASIL AMERICANAS DO AISC DE 1978
NORMAS JÁ EXTINTAS NO E DE 1989, QUE USAM O
RESTO DO MUNDO MÉTODO DAS TENSÕES
ADMISSÍVEIS (ASD –
ALLOWABLE STRESS DESIGN),
QUE NÃO EXISTE MAIS

EM 2005, ESSE MÉTODO FOI


SUBSTITUÍDO POR UM NOVO ASD,
AGORA ALLOWABLE STRENGTH
DESIGN, COM PROCEDIMENTOS
PRATICAMENTE IGUAIS AOS
DO MÉTODO DOS
ESTADOS-LIMITES (LRFD)