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Formato do Modelo de Negócio

A. R. Steiner

O Modelo de Negócio é normalmente sintetizado em uma frase com um certo nível de abstração (já

que não se trata de um plano de negócio) que descreve os principais elementos ou fatores que suportam e viabilizam o negócio de forma articulada (de preferência como uma cadeia de causa e efeito), porém sucinta, apresentando o essencial:

A proposta de valor – o valor criado para o cliente/ usuário (entendido como uma necessidade satisfeita) e que é ‘entregue’ pelo produto, serviço, atividade, tecnologia, etc.;

O segmento de mercado – os clientes/ usuários para os quais a oferta é útil e qual é a necessidade que é satisfeita;

O mecanismo de geração de receita – como o negócio se financia a partir da remuneração, pelo cliente, do valor percebido (e não pela ‘aquisição’ do produto/ serviço);

A cadeia de valor envolvida – pelo lado da oferta: o relacionamento com o cliente/ usuário (não se trata dos 5P’s de marketing, que visam os clientes potenciais) e o(s) canal(si) de distribuição e entrega; pelo lado da produção: os recursos e capacidades chave, as atividades chave e os parceiros/ parcerias chave;

A estrutura de custos e o potencial de lucro da operação (EBITDA) – qual é expectativa de remuneração do investimento feito (ou a fazer) e do risco do negócio/ custo de oportunidade, considerando a proposta de valor e a estrutura da cadeia de valor envolvida.

O

detalhamento destes fatores é feita, normalmente, no plano de negócio, de modo que o modelo

serve como roteiro ou guia para a sua elaboração do plano, cujo processo serve, por sua vez, para verificar a coexistência e viabilidade do negócio descrito pelo modelo, estabelecendo um processo recursivo.

O ponto de partida ideal deste processo é a “Idéia de Negócio” como proposto por Kees van der

Heijden (Scenarios – The Art of Strategic Conversation 2 nd ed, Wiley – 2005) na qual os fatores chave do Modelo de Negócio vão ganhado relevância e são articulados.