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ÍNDICE 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS ...............................1 1.1 COMUNICAÇÕES..............................................................................................1

1.2 características preliminares de uma ligação telefônica ......................................1 1.2.1 Som ................................................................................................................1 1.2.2 Voz .................................................................................................................2 1.2.3 Ouvido ............................................................................................................2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 faixa de frequências utilizadas ...........................................................................3 transformação de energia acústica em energia elétrica .....................................3 transformações de energia elétrica em energia acústica ...................................4 ligação telefônica elementar...............................................................................5 central telefônica ................................................................................................7

1.8 ligação telefônica urbana ...................................................................................9 1.8.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local ............................................10 1.8.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central ..........................................10 1.8.3 Ligação Telefônica Automática.....................................................................11 1.9 ligação telefônica interurbana...........................................................................11 1.9.1 Ligação Manual ............................................................................................11 1.9.2 Ligação Semi-Automática .............................................................................13 1.10 ligação automática ou Ddd – discagem direta À distância ...............................14

1. CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO .................................................15 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 modos de operação de um meio de transmissão.............................................15 canal e circuito .................................................................................................15 circuito a 2 fios e a 4 fios ..................................................................................16 conceito de multiplexação ................................................................................18 tipos de multiplexação......................................................................................20

2. Meios de transmissão utilizados pelo multiplex..............................................20 3.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO ...................................................21 3.1.1 Sistemas de rádio HF ...................................................................................24
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3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6

Sistema de rádio VHF/UHF .......................................................................... 25 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade............................................. 26 Sistemas de rádio-tropodifusão .................................................................... 27 Sistemas rádio-satélite ................................................................................. 29 Sistemas rádio em EHF................................................................................ 29

3.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA ....................................... 30 3.2.1 Pares de Fios ............................................................................................... 30 3.2.2 Linhas Abertas.............................................................................................. 32 3.2.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica ................................................. 34 3.2.4 Cabos Coaxiais Terrestres ........................................................................... 34 3.2.5 Cabo Coaxial Submarino.............................................................................. 36 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 5.1 serviços de telecomunicações.......................................................................... 37 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA ....................................................... 38 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA........................................................ 38 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO......................................................................... 38 CIRCUITOS ..................................................................................................... 38 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE..................................... 39 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS............................. 39 Introdução à Sinalização ................................................................................... 40 Sinalização Acústica ........................................................................................ 40

5.2 Sinalização de Linha ........................................................................................ 40 5.2.1 Tipos de Sinalização de Linha...................................................................... 42 5.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua................................................... 42 5.2.3 Sinalização E & M pulsada ........................................................................... 43 5.2.4 Sinalização E & M contínua.......................................................................... 43 5.3 5.4 Sinalização R2 digital....................................................................................... 45 Sinalização multifrequencial............................................................................. 47

7. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM......................................................................... 49 7.1 7.2
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teorema da amostragem .................................................................................. 50 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL ............................................................. 50
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7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4

Amostragem .................................................................................................50 Quantização..................................................................................................51 Codificação ...................................................................................................52 Multiplexação................................................................................................53

7.3 conversão digital/analógico ..............................................................................53 7.3.1 Demultiplexação ...........................................................................................53 7.3.2 Decodificação ...............................................................................................54 8 sistemas de transmissão digital........................................................................55

8.1 características gerais dos sistemas de transmissão pcm.................................55 8.1.1 Circuito de conversão ...................................................................................55 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor ..........................................................55 8.1.3 Código de linha.............................................................................................56 8.1.4 Equipamento terminal de linha .....................................................................57 8.1.5 Repetidores regeneradores ..........................................................................57 8.2 sistema de transmissão pcm 30 .......................................................................57 8.2.1 Quadro de pulsos .........................................................................................57 8.2.2 Palavra de alinhamento de quadro ...............................................................58 8.2.3 Palavra de serviço ........................................................................................58 9 9.1 9.2 9.3 9.4 comutação digital ...............................................................................................59 comutador temporal .........................................................................................59 comutador espacial ..........................................................................................60 diferença básica entre o comutador temporal e espacial .................................61 memória de controle.........................................................................................61

9.5 órgãos de uma central de comutação digital ....................................................62 9.5.1 Equipamentos de conexão ...........................................................................63 9.5.2 Matriz de acoplamento digital .......................................................................63 9.5.3 Comando ......................................................................................................64 9.5.4 Ligação entre dois assinantes ......................................................................64 10 sinalização ..........................................................................................................65 10.1 10.2 sinalização de assinante ..................................................................................65 sinalização acústica .........................................................................................68

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.............................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ....4 11...........................19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS ...............................................................15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL.... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL............................. 78 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR ................................. 88 11...........11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA ............21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO ......3 11............................................... 91 iv PROF.......2 11.................................................10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR ........................8 11.....12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO ........ 72 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR............. 80 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR ... 81 11...........................5 11........................................................................................................................ 75 11...............................4 sinalização de linha................... 82 11............. 85 11......................7 11................................... 75 SERVIÇO TELEFONIA FIXA ................................................. 79 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA 79 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL............... 84 11.......................................................... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO .................................17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) ...... 80 11.........TELECOMUNICAÇÕES 10.................. 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ................. 90 11...................... 69 sinalização de registradores ..................................13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS................ 89 11....... MARCELO DIOGO DOS SANTOS ................16 UNIDADE DE CONTROLE ......20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL.....18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS ..........................................AMBIENTE MÓVEL ..............14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS................. 86 11............................ 90 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE............3 10..9 INTRODUÇÃO .............................................................. 81 11....... 83 11................... 87 11........................................................................6 11.......................................................1 11...

..........................3 DIVERSIDADE ............................2 13...97 CANAL DE CONTROLE DIRETO ..........................................111 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL..................................2 12..................1 13........................................6 13...ERB –..............................................................................110 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL ............5 13....93 HANDOFF ..........3 14.................109 CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL ................10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA ............................................96 13.9 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA .........112 14..7 14................................................................................95 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE ......................1 14.................................................105 14....................UNIDADE MÓVEL ..4 14...............TELECOMUNICAÇÕES 12...............................97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ...100 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE..........105 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC............98 CANAL DE CONTROLE REVERSO .............................................................................................PROCESSAMENTO DE CHAMADAS ...............................10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL...............102 13.....................101 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA ........107 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ.................................9 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR............8 13................106 FUNÇÕES DA CCC ...............107 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC .97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ..............92 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO..........................................4 13..........6 14......................................112 PROF............7 13...............................................................................................96 CANAL DE CONTROLE DIRETO .....................8 14...............3 13.............99 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE..................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS v ......104 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC-.........5 14......................2 14........................108 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ ...ELETRÔNICA INDUSTRIAL .......1 12..........

................................................................ 116 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL ............ 116 15............................... 127 Handoff ................................................. 126 Modulação CDMA ................................................................. 117 RESUMO .....................11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO ...... 123 17 Tecnologias Utilizadas na Telefonia Celular ..............9 Células CDMA: Padrão de Reuso Universal .... 126 Esquema Básico do CDMA..........................1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES.....................5 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA................ 118 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR................................................... 121 16....................................... 120 16........... 127 Custo................................................. 117 DIVISÃO DAS CÉLULAS........................................................................................ 114 14...5 17........... 129 18 PAGING ..........................................................................................................................2 Segunda Geração de Sistemas Móveis ...................... 127 Privacidade ......................................3 15.................. 120 16...........1............... 116 CÉLULA DIRECIONAL ...........................................................................................................................4 15....................3 Terceira Geração de Sistemas Móveis.................................. 130 vi PROF........4 17..1...................................................................................................................... 120 16........ 128 Facilidades ..CDMA .....1..................................................................................7 17....................... 128 W ...........................................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS .14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS ............................................................................. 115 15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR ...........1 15...........................1 Primeira Geração de Sistemas Móveis ...2 17....................3 17........ 113 14.................12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL .......TELECOMUNICAÇÕES 14...............13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL ......... 128 Reflexos para o Usuário da Tecnologia Digital ................1 17..................................................................................8 17................. 113 14.......................................6 17........2 15..................... 126 17.

......................................................141 COMPARAÇÃO ..............................144 COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO .......................................7 19...............142 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS .........................................135 18......................................136 18.........................................145 19.......................................................................3 19.....133 SISTEMA BÁSICO ATUAL ...........10 CANAL DE CONTROLE ....130 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO.................................138 18.............................................................................11 Novas Tecnologias.......................................................2 18...........................8 18...............................................................143 POR QUÊ TRONCALIZADO?......5 18..................................................................................................................................................145 CANAL DE OPERAÇÃO ......................................145 19......................1 19.........146 PROF...................................2 19.....134 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR...........................................144 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO ..............134 18....................................................9 INTRODUÇÃO .......4 18...5 19..............................146 19..............................................12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA .................................................TELECOMUNICAÇÕES 18..........1 18...................................................................6 19...................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .................................141 19.................................................................................................132 HISTÓRICO ......10 APLICAÇÕES PARA O PAGER ......6 INTRODUÇÃO ....136 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA.................4 19.......7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR............................138 18.........................11 COMPONENTES DO STR..144 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO...........................................................140 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR)...................................................................................8 19.... MARCELO DIOGO DOS SANTOS vii ..........3 18................................................9 SIMULCAST...131 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO...................................................................144 CANALIZAÇÃO ..12 CONCLUSÃO...........................................

...................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .............................5 22..................... 155 22 Introdução às comunicações móveis por satélite..............4 20..........20 CONCLUSÃO ....... 147 19............................................................................................................... 163 Odyssey ........... 148 19......... 147 19.......................... 151 SATÉLITE LEO ..................................................................................... 152 APLICAÇÕES .......2 20........................................................................................ 164 23 Glossário Técnico ...... 150 20............................................ 165 viii PROF.............18 PROTOCOLOS.... 162 Globalstar.................... 147 19..........14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS ..................................................................................................1 22........ 148 19.................... 151 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS .........................................................................................................19 STR DIGITAL ......... 148 19...........................................16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA ................................13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS .... 162 Iridium ................... 154 21 Projeto IRIDIUM ......1 20...........................................................................................................5 20...............................................TELECOMUNICAÇÕES 19............................................................................................. 149 19........................................................................................2 22..................................................................................................................................................................... 150 SATÉLITE MEO ...................................................................................................................... 151 SATÉLITE LLEO .............................................................................................................17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE .................................................................3 20...................... 161 Sistemas geoestacionários ............................... 164 Inmarsat ......3 22........6 Sistemas não geoestacionários .............. MARCELO DIOGO DOS SANTOS ............................................4 22........................15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS...........6 SATÉLITE GEO .......................................................... 149 20 Satélite.............. 161 22...............................................................................................................................

2 CARACTERÍSTICAS PRELIMINARES DE UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA 1. exigiram do homem uma solução que buscasse os anseios de todos os setores de atividade onde as comunicações se fizessem necessárias.1 COMUNICAÇÕES A comunicação é inata ao homem e é graças a esta virtude. ao esticar e soltar a parte central. haverá uma vibração numa determinada freqüência. é necessário o prévio conhecimento de alguns elementos de telefonia relacionados com a ligação telefônica. da comunicação via rádio e. se tivermos um pedaço de borracha distendido entre dois pontos. Assim. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS 1. PROF. Para melhor compreensão do que vem a ser um sistema multiplex. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 1 . o crescente número de comunicações urbanas e interurbanas exigiram novas medidas que culminaram com o advento do sistema multipex. produzindo um som (fig. Porém a distância é um obstáculo a uma comunicação. finalmente. num meio elétrico.1 Som O som se produz por vibrações mecânicas de freqüências perceptíveis pelo ouvido humano. principalmente quando se usam os processos naturais.2. da palavra e da grafia. 1. da telefonia. que permitir ao pessoal técnico um completo domínio desta tecnologia. 1).TELECOMUNICAÇÕES 1. a fim de fornecer os conhecimentos básicos essenciais. no qual será aqui explanado a guisa de iniciação apenas. ao seu raciocínio e ao seu dinamismo que ele atinge o progresso. A história das Telecomunicações nasce quando o homem sente a necessidade de expressar o seu pensamento a um semelhante. O progresso do mundo tecnológico e a necessidade de comunicar-se a grandes distâncias. e isto ele faz através da mímica.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A solução técnica do problema surgiu então com o invento da telegrafia. Porém.

001 microwatt. 1 – Vibração de um pedaço de borracha produzindo som. Outra característica importante da voz que deve ser lavada em conta. 1. Para que o som possa ser percebido pelos órgãos auditivos. e estas as palavras. um determinado nível na freqüência de 3000Hz pode ser percebido pelo ouvido.2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . chamadas formativas. A potência média de voz de diversas pessoas pode variar dentro de amplos limites. Nos meios sólidos. o som se propaga no sentido longitudinal e transversal. decrescendo para freqüências mais baixas e mais altas. 2 PROF. Cada som emitido é composto simultaneamente de vibrações de diversas freqüências. tem que haver uma intensidade mínima que corresponde ao limite inferior de audibilidade. e gritando 1 a 2 miliwatts. sendo no entanto de um valor muito baixo: uma pessoa falando baixo produz 0.TELECOMUNICAÇÕES Fig. enquanto que acentua mais ou menos os harmônios de outras faixas de freqüências. 1. uma variação é percebida de maneira diversa. descrevendo com a velhice. razão principal da diferença entre a voz de um homem e uma mulher. Desta maneira são obtidos os sons vocais e consonantais.2. obtém-se nas cavidades bucais e nasais ressonâncias que fazem destacar harmônicos. Ao colocar a língua e os lábios em determinadas posições. é que a maior parte da energia está concentrada nas baixas freqüências. dentro de uma certa gama de freqüência. o som se propaga no sentido longitudinal. harmônicas de uma freqüência fundamental das coras vocais. sendo que o ouvido humano tem uma sensibilidade maior em 3000 Hz. na direção da vibração. isto quer dizer: cada nível de um som.3 Ouvido A gama de freqüência audíveis pelo ouvido humano vai desde 16Hz até 20000Hz. Para o homem esta freqüente fundamental é de 125Hz e para a mulher é de 250Hz. Este limite varia com a freqüência. Além disso.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 Voz As cordas vocais do ser humano são capazes de produzir vibrações sonoras dentro de uma gama de 100 a 10000Hz. a percepção de variações de intensidade dos sons pelo ouvido não é linear com a intensidade do som. Nos meios gasosos. enquanto que o mesmo nível 1000Hz não é percebido. Em outras palavras. que em conjunto originam as sílabas. e o limite superior varia da pessoa. ou seja. falando normalmente 10 microwatts.

enquanto que na faixa acima de 1500 Hz estava concentrada 70% de intelegibilidade das palavras. resultantes das características da voz e do ouvido humano: intelegibilidade e energia da voz. constituída basicamente de grânulos de carvão. 2 – Transformação de energia acústica em elétrica Quando as vibrações sonoras incidem sobre a membrana. Para fonia.3 FAIXA DE FREQUÊNCIAS UTILIZADAS Diversos estudos foram realizados para determinar qual a faixa de freqüências mais apropriada. de 50 a 10000 Hz. com uma correspondente variação na corrente no mesmo ritmo das vibrações sonoras. diminuindo ou aumentando a resistência. fazendo-a vibrar. foi escolhida a faixa de voz entre 300 e 3400 Hz para comunicações telefônicas. Verificou-se que na faixa de 100 a 1500 HZ estava concentrada 90% de energia da voz humana. 1. onde a aplicada uma diferença de potencial que faz circular uma corrente CC. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 3 . este momento comprime mais ou menos os grânulos.4 TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ACÚSTICA EM ENERGIA ELÉTRICA A energia acústica produzida pela voz é transformada em energia elétrica por intermédio de um microfone. o que garante 85% intelegibilidade e 68% de energia da voz recebida pelo ouvinte.TELECOMUNICAÇÕES 1. é necessária uma faixa bem maior. foram basicamente levados em conta os seguintes fatores. A intelegibilidade é definida como o percentual de palavras perfeitamente reconhecidas numa conversação. Baseado num compromisso entre dois valores. para as comunicações. sob o ponto de vista econômico e de qualidade. Para transmissão de música. Esta variação da corrente produz uma potência elétrica. Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o microfone é uma cápsula de carvão. que às PROF. 2). limitados por uma membrana (Fig. Nos aparelhos telefônicos. no entanto.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . e a força que atua sobre a mesma é proporcional ao quadrado da indução resultante (Fig. a força que atua sobre a bobina e a membrana é proporcional a força do campo magnético permanente e a energia que passa pela bobina. A cápsula magnética é constituída . fazendo com que a cápsula se comporte como um amplificador. nos aparelhos telefônicos. uma membrana metálica fecha o circuito magnético.Produz uma distorção maior que a dos outros microfones. a bobina pela qual circula a corrente CC está unida a membrana. porem apresenta algumas restrições: . Nos dois tipos de cápsulas receptoras conseguem-se características lineares para a faixa de freqüências de voz. atenuando muito as baixas freqüências.TELECOMUNICAÇÕES vezes é maior que a potência aplicada na vibração da membrana. movendo-se num campo magnético cilíndrico (Fig. . 1. através das quais circula corrente CC. utilizando-se cápsulas magnéticas e dinâmicas. A cápsula de carvão é o microfone mais barato.5 TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA EM ENERGIA ACÚSTICA Para a transformação de energia elétrica em energia acústica. Fig. 4 PROF. bem como baixa distorção. 4). 3).Tem uma sensibilidade que varia com a freqüência. 3 – Transformação de energia elétrica em acústica (cápsula magnética) Nas cápsulas receptora dinâmicas. providas de bobinas. basicamente de um ímã permanente com duas peças polares.

TELECOMUNICAÇÕES Fig. 5) Fig. em que a distância entre A e B é pequena (Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 5 . 4 – Transformações de energia elétrica em acústica (cápsula dinâmica) 1.6 LIGAÇÃO TELEFÔNICA ELEMENTAR Após tomarmos contato com os fatores que têm influência numa ligação telefônica. 5 – Ligação Telefônica elementar PROF. podemos estabelecer uma comunicação entre duas pessoas quaisquer. utilizando dois aparelhos telefônicos interligados por um par de fios.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

pois teríamos o dobro de condutores. conforme a fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . que é a representação real da comunicação telefônica da fig. 6 modifica-se para a fig. pois o interlocutor em A deveria ter dois condutores ligando sua cápsula transmissora com a receptora de B. e vice-versa. Fig. Portanto. 7 – A mesma ligação da Fig.TELECOMUNICAÇÕES Na realidade. este dispositivo é chamado artilocal. foi criado um dispositivo (transformador diferencial) a fim de fazer o acoplamento entre as cápsulas transmissora e receptora e a linha de dois condutores. a ligação apresentada na fig. 5. 6. 7. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 6 utilizando-se 2 condutores. Fig 6 – Ligação telefônica elementar a 4 fios Como este tipo de ligação ficaria muito dispendiosa. 6 PROF. o problema de conversão mantida a dois fios é um pouco mais complexo.

8.TELECOMUNICAÇÕES 1. verificamos que o número de condutores necessários triplica. todos os interlocutores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 7 . 10). 9). o problema se torna mais sério (fig. pois envolve somente a necessidade de comunicação entre duas pessoas. É neste centro telefônico que se encontra o conjunto de equipamentos essenciais e acessórios a comunicação telefônica. operação esta chamada de comunicação telefônica (fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Porém. a quantidade de condutores torna o sistema economicamente proibitivo. conforme a fig. onde é executada a interligação entre os assinantes que se desejam comunicar. estão ligados a um centro telefônico. Como pode ser facilmente percebido. A fim de solucionar este problema. designado de Central Telefônica. 10 – Ligação telefônica utilizando um centro telefônico. se todos os quatro pontos desejam se comunicar entre si.7 CENTRAL TELEFÔNICA A ligação telefônica apresentada no item anterior é a mais elementar. Se o interlocutor A deseja se comunicar com os outros três. chamados assinantes. Fig. Fig. 8 e 9 – Ligação telefônica. PROF. para um número muito grande de comunicações.

Interurbana e de Trânsito.Central Telefônicas Interurbanas é aquela que interliga linhas de assinantes ao circuitos interurbanos. Tandem. - Os circuitos que interligam os assinantes as Centrais Telefônicas Locais chamam-se linhas de assinantes. além desta última função.TELECOMUNICAÇÕES A central Telefônica pode ser Local. Central Telefônica Tandem é aquela usada como o centro comutador para o tráfego entre outras estações da mesma área local. bem como suas funções. Central telefônica Local é aquela para onde convergem as linhas de assinantes. 8 PROF. alem desta última função. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. chama-se Central Telefônica de Trânsito. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. 11 apresenta a posição de todas as centrais descritas. Quando. .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A fig. Quando. Aqueles que interligam as Centrais Telefônicas Locais e Tandem chamam-se linhas tronco. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . por papel especial ou plástico (polietileno ou PVC) – cloreto de polivinil. Os pares assim isolados são todos enfeixados. normalmente. tendo diâmetro típicos em torno de 0. sendo as ligações feitas por circuitos (pares de fios) que seguem a mesma rota e que podem ser economicamente reunidos em cabos de pares. Cada condutor é recoberto.4 a 0. 11 – ligações telefônicas envolvendo diversas localidades 1.8 LIGAÇÃO TELEFÔNICA URBANA Nas áreas urbanas os assinantes acham-se agrupados ao longo de ruas. Os condutores empregados nos pares de fios são geralmente de cobre. sendo o feixe torcido de modo a diminuir a PROF.9mm. avenidas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 9 . etc.TELECOMUNICAÇÕES Fig.

8. através da pilha seca.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local Neste sistema. . . a alimentação dos aparelhos telefônicos é centralizada na Central Telefônica Local.TELECOMUNICAÇÕES capacitância entre os pares. retirando-se do circuito e predispondo-se a atender novas chamadas. recebendo externamente uma capa de chumbo ou alumínio. 1. para sinais de voz este fator não impede o seu uso devido a pequenas distância entre os assinantes e a Central Telefônica Local. Sobre este feixe é passada um fita de papel ou plástico. . a alimentação de cada aparelho telefônico é feita no local. pois basta que o assinante retire o fone do gancho. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante aciona o magneto. desde que o circuito correspondente ao mesmo esteja desocupado. para que o dispositivo de sinalização seja acionado na mesa da telefonista. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 10 PROF. 6º) Ao encerrar a conversação entre os dois assinantes. estes devem repor o fone no gancho e sinalizar rapidamente com a finalidade de fazer ciente a telefonista do final da conversação. 3º) O assinante solicita que a telefonista o interligue com o assinante desejado. O funcionamento deste sistema é quase o mesmo do manual. a telefonista estabelece a ligação entre dois assinantes. para o assinante solicitado.Manual com bateria central. 2º) O sinal assim gerado (20 Hz aproximadamente) aciona o dispositivo de sinalização da telefonista que deverá atendê-lo.8. com exceção da sinalização fornecida pelo assinante.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central Neste sistema. 4º) A telefonista sinaliza. Os pares de fios são geralmente chamados pares simétricos. dependendo do cabo.Automático. de acordo com o sistema utilizado. Esta desfaz a ligação e os circuitos estão preparados para nova chamada. Embora estes cabos apresentem atenuação elevada por unidade de comprimento. Nas ligações telefônicas urbanas existem três maneiras de se completar uma conexão.Manual com bateria local. 5º) Após o atendimento do assinante chamado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 1.

5º) O assinante chamado retira o fone do gancho e inicia-se a conversão. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre o assinante chamador e o assinante cujo número foi discado. desfazendo o elo na Central Telefônica Local. 6º) Ao findar a conversão. Da Central Telefônica Local. o assinante deve atingir a central Telefônica Local da maneira como foi explicado no item anterior. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 11 . o que faz operar a campainha do seu aparelho telefônico. o assinante disca o número desejado. 1.a telefonista ligará • Automático – o simples discar de um código o colocará na Central Telefônica Interurbana. 1. a estação central envia um sinal em torno de 17 a 25Hz para o assinante chamado.8. desfaz a ligação e os circuitos estão prontos para nova chamada.1 Ligação Manual Neste tipo são necessárias duas telefonistas. os dois assinantes repõem nos respectivos fones nos ganchos. os assinantes repõem os fones nos ganchos respectivos.TELECOMUNICAÇÕES A complementação é semelhante à anterior e. ao finalizar a conversão.3 Ligação Telefônica Automática Neste sistema.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 3º) O número funciona para Central Telefônica como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. a alimentação dos aparelhos telefônicos também é centralizada na Central Telefônica Local. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante retira o fone do gancho e espera o ruído de discar. PROF. Ligações entre Centrais Interurbanas põem ser feitas das seguintes maneiras: 1. uma em cada cidade distante.9. o que provoca o acionamento do dispositivo de sinalização na mesa da telefonista que.9 LIGAÇÃO TELEFÔNICA INTERURBANA As ligações interurbanas envolvem cidades diferentes e até países diferentes (ligações interurbanas internacionais). Para uma ligação interurbana. 4º) Após ter sido completado o elo. 2º) Após o ruído de discar no receptor. o assinante poderá alcançar a Central Telefônica Interurbana das seguintes maneiras: • Manual .

TELECOMUNICAÇÕES De acordo com o método utilizado para se estabelecer o circuito interurbano ou internacional. A telefonista de destino atende recebendo da operadora de origem as informações a ser alcançado. os números discados funcionam para a Central Interurbana Automática como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. Do mesmo modo que para a ligação telefônica automática urbana. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . As duas telefonistas completam estão o elo interurbano ou internacional entre os assinantes de origem e de destino. O restante do progresso se efetua como na ligação “Ring Down”. Mesa IU (mesa interurbana) é o equipamento onde a telefonista recebe as chamadas da Central Telefônica Local selecionado o circuito interurbano para a cidade onde o assinante deseja se comunicar. temos dois processos de ligação manual: a) “Ring Down” (fig. Neste caso as mesas IU estão conectadas entre si direta e constantemente pelo meio de transmissão interurbano. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centras Telefônicas Interurbanas Automáticas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . porém as mesas IU possuem esta facilidade. 12). um sinal especial chamando a localidade de destino. bem como as mesas IU não tem possibilidades desta ligação. e cair (“Down”) uma lâmina que indica a origem da chamada. através de uma chave de mesa IU. Na mesa IU distante este sinal faz soar uma capainha (“Ring”). Neste processo a telefonista de origem envia. 12 PROF. 12b) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente discando informações numéricas que possibilitam alcançar a mesa IU distante. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centrais Interurbanas Automáticas. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre a telefonista de origem e a de destino. b) ODO – Operando Disca Operadora (fig.

porém na mesa IU possui esta facilidade. qualquer ligação que necessite a intervenção da telefonista pode ser realizada de duas maneiras: I – Método CLR (Combinação de Linha e Regional): a telefonista mantém o assinante de origem na linha enquanto efetua a ligação para a telefonista ou assinante de destino. na origem ou no destino. Na localidade de destino a Central Telefônica Local está conectada a Central Interurbana Automática. preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. porém a telefonista não pode conformar a intensidade do assinante de origem. Após efetuar a conexão com a telefonista ou assinante de destino. 12c) Neste processo o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a Central Telefônica Local. 12d) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente a telefonista de destino. De acordo com a localização da mesa IU. Observação: Operacionalmente. porém a mesa IU possui facilidade. II – Método Demorado: a telefonista anota as informações dadas pelo assinantes de origem e desfaz a ligação. O método CLR é mais rápido quando os circuitos interurbanos não estão todos ocupados. na localidade de origem. completando a ligação interurbana. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 13 . Este tipo de ligação ocorre quando.TELECOMUNICAÇÕES 1. O segundo método permite a confirmação da identidade do assinante de origem. além de impedir que o mesmo fique aguardando a ligação no caso dos circuitos interurbanos estarem todos ocupados. b) DDO – Discagem Direta à Operadora (fig. chama o assinante de origem. temos dois processos semi-automáticos: a) ODD – Operadora Disca á Distância (fig. Este tipo de ligação ocorre quando. enquanto que na localidade de destino a Central telefônica Local não está preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. a Central Telefônica Local está conectada à Central Interurbana Automática. PROF. na localidade de origem.9.2 Ligação Semi-Automática Neste tipo é necessária apenas uma telefonista.

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1.10

LIGAÇÃO AUTOMÁTICA OU DDD – DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA

Neste tipo não é necessário a intervenção de nenhuma telefonista, pois o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais, da origem a de destino estão conectadas, respectivamente, a Centrais Interurbanas Automáticas. É importante observar que, uma determinada localidade pode adotar um processo para as ligações interurbanas originadas na mesma (ligações saintes), tendo um segundo processo para as ligações interurbanas destinadas a mesma (ligações entrantes). Estas operações dependem somente das facilidades instaladas entre as Centrais Telefônicas Local e Interurbana. Assim, podemos ter DDD para as ligações saintes e DDO para as entrantes numa determinada localidade. Em outra é possível ter ODD para as ligações saintes e DDD para as entrantes. Como podemos verificar pela Fig. 12, as centrais Interurbanas Manuais ou Automáticas das localidades de origem e destino estão conectadas aos respectivos equipamentos multiplex. Estes, por sua vez, estão interligados entre si por um meio de transmissão, cujos principais tipos utilizados pelo multiplex serão apresentados nos próximos módulos.

Fig. 12
14
PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS

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1.

CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO

2.1 MODOS DE OPERAÇÃO DE UM MEIO DE TRANSMISSÃO Um meio qualquer de transmissão pode ser operado de 3 modos: simplex, semiduplex e duplex. No modo simplex interessa apenas transmitir uma informação de A para B (transmissão unidirecional). No modo semi duplex interessa não só transmitir informação de A para B, como de B para A, porém num sentido de cada vez (transmissão bidirecional alternada). A Fig. 01 exemplifica melhor estes modos de operação.

Fig. 01 – Modos de operação

2.2

CANAL E CIRCUITO

Canal é o conjunto de recursos técnicos que permitem a transmissão de um ponto A para um ponto B. como verificamos, este conceito é o de uma ligação unidirecional. Na prática, entretanto, na maioria das utilizações, como por exemplo, numa ligação telefônica, o que mais interessa é permitir que A converse com B, isto é, deve haver recursos tanto para transmitir informações de A para B, quanto de B para A. Em outras palavras, deve ser provido tanto um canal de ida (para transmitir de A para B), quanto um canal de retorno (para transmitir de B para A). O conjunto canal de ida e canal de retorno é denominado de circuito. A Fig. 02 exemplifica ambos os conceitos: o conceito composto pela cápsula transmissora de A, o par de fios e a cápsula receptora de B, compõem o canal de ida. A cápsula transmissora de B, o par de fios e a cápsula receptora de A, compõem o canal de volta. Os dois canais em conjunto formam o circuito telefônico AB.

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Fig. 02 – Ligação telefônica utilizando dispositivo antilocal. Como verificamos, um canal só pode ser operado de modo simplex, enquanto que um circuito admite tanto a operação semiduplex, como a duplex.

2.3

CIRCUITO A 2 FIOS E A 4 FIOS

As linhas telefônicas urbanas formadas por pares de fios metálicos, permitem transmissão nos dois sentidos porque não possuem componentes unidirecionais em sua composição. O mesmo par de fios pode funcionar como canal de ida e canal de retorno e o circuito, por empregar apenas o par de fios, é chamado de circuito a 2 fios. (Fig. 02). As vias interurbanas, devido à sua grande extensão, exigem a introdução de amplificadores para compensar a atenuação do sinal no percurso e, como estes componentes são unidirecionais (só permitem a passagem do sinal num sentido), o canal de ida e o canal de retorno têm obrigatoriamente de ser individualizados. Devido a isto, o circuito neste caso apresenta 4 terminais de cada lado, sendo chamado circuito a 4 fios (Fig. 03).

Fig. 03 – Circuitos a 4 fios

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cuja representação está feita na Fig. entretanto. Fig. 04) Fig. os circuitos utilizados por esse sistema são os a 4 fios.TELECOMUNICAÇÕES É possível. permite a circulação da informação. adaptada por meio de uma híbrida. conforme a indicação das setas. 04 – Ligação interurbana. sendo compostos por um canal de ida e um canal de volta. um circuito a 2 fios. apresenta as mesmas características que um circuito a 2 fios. mediante o emprego de um dispositivo chamado híbrida. 05.Híbrida Para todos os efeitos. fazer a conversão de montagem a 4 fios para a montagem a 2 fios. com extensão interurbana a 4 fios. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 17 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A híbrida. dessa forma podendo-se ligar a via interurbana à via urbana (Fig. Como os circuitos interurbanos são aqueles que envolvem os sistemas multiplex. PROF. 05 .

radioenlace. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . utilizando um meio de transmissão comum (par de condutores. quatro circuitos telefônicos (Fig. verificamos que.4 CONCEITO DE MULTIPLEXAÇÃO Se um circuito utilizando um par de condutores. maior seria o problema (Fig. há necessidade da utilização de uma técnica que possibilite a comunicação sem interferência entre os circuitos. vejamos o que poderia ocorrer se colocássemos. e que permita a identificação entre eles. 06 – Ligação telefônica de 4 assinantes Percebe-se pela simples observação da figura que. Quanto maior o número de circuitos telefônicos utilizando o mesmo meio.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .).TELECOMUNICAÇÕES 2. 6). sendo difícil entabular uma comunicação sem ser perturbado. a multiplexação utiliza circuitos a 4 fios. 07). em que são empregados canais de ida e de volta. essa técnica é conhecida como multiplexação. quando são transmitidos vários circuitos telefônicos entre dois pontos A e B. permite que duas pessoas possam estabelecer um diálogo sem problemas. se os quatro assinantes tirassem o telefone do gancho ao mesmo tempo. todos ouviram a conversa dos outros. num mesmo meio de transmissão. Fig. Como já foi anteriormente informado. Pelo exposto. 18 PROF. etc.

08 estas serão identificadas perfeitamente e separadas sem que haja interferência entre as PROF. conforme indica a Fig. nA. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 19 . 08 – Ligação telefônica através do multiplex. Na Fig. Fig.. 08 temos do lado A a multiplexação. 07 – Ligação telefônica de 8 assinantes. através de um par de fios (de B para A o processo é idêntico). Se forem transmitidas diversas informações. e transmitimos os mesmos de A para B. onde unimos vários canais 1A.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . ou seja.TELECOMUNICAÇÕES Fig. identificação e separação dos canais transmitidos de A e B.. 2A . No lado B temos a demultiplexação.

Sistemas de transmissão via linha física. racionalmente. as dificuldades geográficas entre os mesmos. baseado no número de canais a serem transmitidos. Os meios de transmissão basicamente não alteram o equipamento multiplex.5 TIPOS DE MULTIPLEXAÇÃO Atualmente são utilizados diversos tipos de multiplexação os quais estão divididos em dois grupos. de acordo com a técnica utilizada: TÉCNICA DIGITAL A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de tempo (TDM – “Time Division Multiplex”) e será apresentada em outro objetivo. 2. que será por nós tratada de mux. sendo divididos em dois grupos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . conforme a propagação do sinal seja no espaço ou num meio físico: . MEIOS DE TRANSMISSÃO UTILIZADOS PELO MULTIPLEX A escolha do meio de transmissão a ser utilizada num sistema multiplex é. bem como a confiabilidade e qualidade desejadas para o sistema. aproveitar um meio de transmissão. 2. .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Como verificamos. TÉCNICA ANALÓGICA A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de freqüência (FDM – “Frequency Division Multiplex”). porém a distância entre os pontos que desejam se comunicar. também irão ditar qual o processo mais econômico a ser utilizado.Sistemas de transmissão via rádio. a multiplexação é uma técnica de grande utilização para que se possa. primordialmente. 20 PROF.TELECOMUNICAÇÕES mesmas.

No entanto. entre o transmissor e o receptor. Inicialmente. na recepção é possível detectar estas variações impressas na onda original. atenuando-se com a distância. Um transmissor de rádio pode ser encarado como um elemento que provoca continuamente. através do espaço. que neste caso é a informação que desejamos enviar. através de uma antena. PROF. chamado MODEM. é processado pelo rádio. quando o transmissor é colocado em funcionamento. Esta onda original é chamada de portadora ou rádio-freqüência e serve apenas para estabelecer o contato. de forma localizada. Fig. Uma antena receptora pode sentir estas perturbações e. 09 apresenta a configuração básica da ligação entre duas localidades feitas por meio de um sistema rádio.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . haverá recepção dos sinais daquele transmissor. apenas saiba que o transmissor está no ar. que se propaga no espaço. em todas as direções. chamado transceptor. fazendo com que um receptor sintonizado nesta freqüência. Vejamos como o sinal multiplex. envia para o espaço ondas eletromagnéticas de freqüência fixa. e pelas antenas de transmissão e recepção. se estiver ligada a um equipamento conveniente (receptor). se variarmos uma característica da onda gerada pelo transmissor. uma perturbação eletromagnética. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 21 . por um modulador e um demodulador. 09 – Ligação via rádio A Estação Rádio é composta basicamente por um transmissor e um receptor.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO A Fig. onde está indicada como é realizada a conexão entre a Estação Multiplex a Estação Rádio.TELECOMUNICAÇÕES 3.

Esta onda é captada pela antena receptora da Estação de Rádio da localidade B. Ao processo de variação de uma característica da onda portadora de acordo com o sinal elétrico da informação. chamado principal. Como este processo é unidirecional. Geralmente. o equipamento que sente as variações da portadora e recupera a informação chama-se demodulador. chamamos de modulação. que é então entregue ao multiplex de B. a informação de B para A. e um outro em paralelo para substituir o principal em caso de falhas chamado de proteção. Ao conjunto de estações repetidoras. As ondas eletromagnéticas propagam-se de maneiras diferentes. dependendo da freqüência emitida pelo transmissor. para a variação da freqüência da onda portadora. A rádio-frequência (onda portadora) utilizada para a transmissão de informação da localidade A para B. chamamos de canal de RF (canal de rádio-frequência). temos um canal de RF para transmitir as informações. estando normalmente junto do receptor. Do lado da transmissão. teremos a modulação em freqüência (FM). fazendo com que tenhamos uma onda portadora modulada na antena transmissora. utilizam-se estações intermediárias ao longo das rotas de rádio. Vamos então analisar de 22 PROF. Deste modo. Do lado da recepção. se chama onda moduladora. chamamos de tronco de rádio. há interesse no estudo dessas propagações. ou quando este sinal está demasiadamente enfraquecido devido às características de programação. A variação da amplitude da onda portadora constitui o método denominado modulação em amplitude (AM) e. os sistemas rádio são classificados internacionalmente de acordo com as faixas de freqüências utilizadas e que estão apresentadas na tabela a seguir. isto é. na localidade A. Devido a isto. chamadas estações receptoras. sendo processada pelo receptor-demodulador. Quando existem obstáculos físicos que atrapalham a propagação das ondas no espaço. ao enviarmos o sinal multiplex para a Estação Rádio. nos sistemas de alta confiabilidade.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o equipamento que produz a modulação chama-se modulador e normalmente está junto ao transmissor. para transmitirmos na direção inversa. será necessário um outro canal de RF. É importante observar que num tronco de rádio podemos ter mais de um canal de RF em cada direção. esta informação é processada pelo modulador-transmissor. Como os sistemas de telecomunicações utilizam principalmente freqüências a partir de HF.TELECOMUNICAÇÕES O sinal que representa a informação e que variará uma característica da onda portadora. que será o nosso sinal mux. regenerando-se a informação original da localidade de A. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . As estações Rádio de A e B são chamadas de estações terminais. onde são indicados alguns serviços que empregam estes sistemas. a fim de regenerar ou retransmitir as ondas.

F. Ondas Longas M.L.F.Ultra High Frequency S.Low Freequency M.F Ondas Tropicais Ondas Curtas Auxílio a navegação aérea. Radiodifusão local e distante.Medium Frequency H.H.H.F. radiodifusão local.Extremely Low Frequency V. .High Frequency V. serviços marítimos (Estações Costeiras) Transmissão de TV. serviços de segurança pública (polícia.F. L.C.CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS RÁDIO FAIXA DE FREQUÊNCIA 300 Hz a 3000 Hz 3 KHz a 30 KHz 30 KHz a 300 KHz 300 KHz a 3000 KHz 3 MHz a 30 MHz 30 MHz a 300 MHz 300 MHz a 3000 MHz 3 GHz a 30 GHz 30 GHz a 300 GHz DESIGNAÇÃO TÉCNICA E.Very High Frequency U. . os princípios básicos de propagações dos sistemas rádio empregados pelo multiplex. Ondas Médias H.F. . Ondas Muito Longas Ondas Extremamente Longas V. . V. E.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .F.TELECOMUNICAÇÕES forma bem simples.L. para escavações de minas etc.H. . U. Microondas E.Super High Frequency E.F .H. .H. .H. bombeiros etc. . serviços marítimos.F.H.L.L.) Comunicação pública a longa distância: sistemas interurbanos e internacional em radiovisibilidade.F.F. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 23 .Extremely High Frequency PROF.F. tropodifusão e satélite.F. S.F.F.F.F. TABELA I . sistemas comerciais e particulares de comunicação.H. DESIGNAÇÃO LEIGA EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO Comunicações para submarinos.Very Low Frequency L.

por absorção no terreno. Dependendo da concentração dos elétrons formados. a atmosfera é tão rarefeita.TELECOMUNICAÇÕES 3. A energia solar. Desta maneira. principalmente na forma de raios ultravioletas. transformando em íons positivos. nestas alturas formam-se camadas de íons e de elétrons livres. na realidade. quando se refere apenas ao efeito do retorno da onda. repetindo o fenômeno da refração ionosférica e. Esta onda que retorna é chamada onda celeste. determinando o nome de ionosfera. 10 – Transmissão em HF 24 PROF. As partes superiores da onda se expandem para o espaço e. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . pode se refletir novamente na superfície terrestre. acompanhando a curvatura desta e perdendo energia rapidamente com a distância.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . que as moléculas dos gases estão bem mais afastadas umas das outras do que nas menores alturas. a ionosfera apresenta índices de refração diferentes das camadas mais baixas. encontram uma das principais camadas da atmosfera terrestre. arrastam seus elétrons.1. e de refração ionosférica (por mudança de índice de refração) mas comumente se diz “reflexão ionosférica”. Esta mudança de direção é tal que faz as ondas retornarem para a Terra como se “refletissem” na ionosfera. As partes inferiores das ondas se propagam junto à superfície da Terra (onda terrestre). através de vários “pulos”. atingir grandes distâncias. encurvando e mudando de direção as ondas de rádio que nela penetram de baixo para cima.1 Sistemas de rádio HF A Fig. O fenômeno. Fig. Nestas alturas.10 apresenta uma antena de rádio HF emitindo ondas esféricas e concêntricas. incidindo sobre essas moléculas. numa altura de 80 a 150 km. chamada ionosfera.

até uma distância de mais ou menos 80 a 100 do ponto de transmissão.2 Sistema de rádio VHF/UHF Passando-se a transmissão para freqüências mais elevadas. Nesta situação interrompem-se as comunicações. nessas freqüências. sendo a energia solar incidente na alta atmosfera de intensidade variável. fazendo com que a onda celeste tenha também intensidade variável. propagam-se em linha reta. Os sistemas rádio HF utilizadas pelo multiplex possuem uma capacidade máxima de 8 canais telefônicos. nas faixas de VHF (30 MHz a 300 MHz) e UHF baixa (300 MHz a 900 MHz). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 25 . Quando ocorrem grandes perturbações solares. sendo empregados para as ligações internacionais de longa distância. a experiência mostra que a ionosfera é transparente a essas freqüências. perdendo-se no espaço exterior. A parte da onda que se irradia junto a superfície terrestre é útil até o horizonte. 11 está exemplificado o que falamos: a parte das ondas que vai para cima atravessa a ionosfera e se perde no espaço. Na Fig. refletem-se em obstáculos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . podem ser focalizados por antenas convenientes. isto é. Daí em diante a onda se afasta da Terra. fazendo com que as ondas não sejam mais refratadas de volta para a Terra. modificam os índices de refração de tal maneira. sem estações repetidoras. não as refratando mais de volta para a Terra. atingindo a ionosfera. ou seja. Fig. estas provocam tempestades magnéticas que. Além disso. 3. os índices de refração na ionosfera são instáveis. 11 – Propagação VHF/UHF PROF.1. as ondas de rádio começam a se comportar como ondas de luz.TELECOMUNICAÇÕES Este mecanismo de propagação não é confiável nem de boa qualidade porque.

a qualidade se deteriora rapidamente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Dessa antena as ondas são levadas por um guia de onda até o rádio receptor.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Para distância maiores. 12 – Utilização de refletores parabólicos em microondas. focaliza as ondas no seu ponto central. como mostra a Fig. 24 ou 60 canais). podendo alcançar até 200 km se forem empregadas duas a quatro estações repetidoras. A antena se comporta como a lâmpada de uma lanterna e o refletor focaliza as ondas de rádio para a sua frente. O rádio transmissor está ligado a antena por um condutor especial. geralmente. Por isso este mecanismo de propagação também se chama em linha de visão ou visada direta. onde está a antena receptora. Os sistemas rádio VHF/UHF utilizados pelo multiplex são empregados nas comunicações interurbanas estaduais. 26 PROF.1. As microondas focalizadas pela parábola transmissora incidem diretamente sobre a parábola receptora que. por sua vez. estando fixada. 12.3 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade Subindo mais ainda a frequência. Devido a sua forma o refletor chama-se refletor parabólico ou parábola. serve para transmitir e/ou receber mais um canal de RF. 3. juntamente com o refletor. tendo média capacidade (12. Este tipo de transmissão é utilizada em serviço que exige alta confiabilidade a distância menores que em HF. Fig. podem ser focalizadas como em grandes lanternas e se propagam em linha reta. Nestas freqüências as ondas de rádio se comportam praticamente como ondas de luz. chegamos na região de microondas (900 MHz a 30000 MHz). numa torre. chamado guia de onda. Cada antena de microondas com sua respectiva parábola.TELECOMUNICAÇÕES Podemos imaginar que a antena transmissora ilumina diretamente a antena receptora que. por sua vez deve estar quase ao alcance visual.

como se fossem nuvens invisíveis. Esta propagação também se denomina visada direta ou radiovisibilidade. Os sistemas de rádio-microondas em visibilidade são de alta qualidade e confiabilidade. Por isso as torres são normalmente colocadas em pontos elevados (morros. empregando propriedades da troposfera de difundir as ondas de rádio de alta freqüência. 600. É também um sistema de microondas mas que não utiliza a visada direta. 1800 e 2700 canais telefônicos. portanto.4 Sistemas de rádio-tropodifusão Para estender os sistemas de telecomunicação às regiões inóspitas. que fazem um espalhamento em todas as direções de uma onda PROF. o que tornaria muito difícil a manutenção das estações repetidoras. 300. 13 – Tronco de microondas Assim. utiliza-se um outro sistema de propagação chamado tropodifusão.TELECOMUNICAÇÕES Vemos. comumente.1. A este tronco de rádio chamamos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 960. conforme mostra a Fig. edifícios) e estão distanciadas no máximo de 50 a 60 km. o sinal de microondas sai da estação terminal da localidade de destino. através de repetições sucessivas. 3. A troposfera é uma camada da atmosfera que se situa entre 3 e 12 km de altitude. Fig. ao longo da rota de transmissão. possuindo capacidades típicas de 120. que nenhum obstáculo pode interceptar o feixe de microondas entre duas antenas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 27 . de tronco de microondas. sem vias de fácil acesso. sendo utilizados pelo multiplex para ligações interurbanas a longa distância. 13.apresentando não homogeneidades de índices de refração. a fim de regenerar o sinal de radiofreqüência enfraquecido devido as perdas na propagação.

O sistema consta. Nas alturas próximas a 10 km. situada cerca de 300 km de distâncias. Este espalhamento se dá a uma altura de aproximadamente 10 km.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de um transmissor na faixa de 1 a 2 GHz de potência elevada. pois não se tratam de “bolhas ionizadas”. 28 PROF. Uma outra antena receptora de iguais dimensões. que pode ser de grades dimensões. sendo empregados principalmente em ligações interurbanas em regiões inóspitas. Fig. sendo percebida na superfície terrestre. pois não há mais as influências climáticas da baixa atmosfera. e uma antena parabólica. onde é difundido. tal como a Amazônia no Brasil. capta este sinal difundido que chega muito fraco ao destino (Fig. Assim. Desta forma. que normalmente é de 120 e no máximo de 300 canais telefônicos. entre 1 e 2 kW. O processo é semelhante ao espelhamento da luz de holofotes anti-aéreos que incide nas nuvens. 14). Os sistemas de tropodifusão cobrem grandes distâncias sem necessidade de estações repetidoras (300 a 400 km). apontada para o horizonte na direção em que se deseja a transmissão. 14 – Sistema de rádio tropo difusão Como o sinal difundido na troposfera chega ao receptor com muito baixa intensidade. a atmosfera já é algo rarefeita e estável. o espalhamento troposférico das ondas de rádio é um fenômeno estável. o que possibilita comunicação com boa confiabilidade. O feixe de microondas tangenciando a Terra incide na troposfera.TELECOMUNICAÇÕES de rádio incidente nessas freqüências. basicamente. esta deficiência limitará a capacidade de canalização desses sistemas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . estas “bolhas” de índices de refração diferentes permanecem estáveis e não dependem da energia solar para a sua formação.

São condutores especiais e ocos. basicamente. que guiam internamente as ondas de rádio. elíptica. Os transmissores são de potência elevada e os receptores são de alta qualidade. Estes sistemas são de altíssima capacidade (500000 canais telefônicos) e estão em fase de desenvolvimento.). estes sistemas rádios utilizam como meio de propagação guias de ondas. Neste caso o satélite denomina-se síncrono. porém somente o país para o qual se destina a comunicação poderá utilizá-la.1. etc. na faixa de 4 a 6 GHz. Como três satélites síncronos. Ao receber o sinal de uma das estações terrenas. isto é. o satélite amplifica e devolve para a Terra. ampliam e reenviam os sinais para a Terra.5 Sistemas rádio-satélite Para as comunicações transoceânicas de alta confiabilidade e qualidade. possuindo amplificadores especiais (amplificadores paramétricos). permanecendo apontadas para os satélites por processos automáticos. Estes sistemas utilizam como repetidora um satélite artificial em órbita geoestacionária. que tem um movimento de translação ao redor da Terra de modo a ter a mesma velocidade angular que o planeta.6 Sistemas rádio em EHF Como nessa faixa de freqüência a onda de rádio sofre grandes perturbações devidas. Neste satélites são instalados pequenos receptores e transmissores que. 3. pode-se cobrir todo o planeta. Os países que se comunicam por este Processo dispõem de estações terminais. Isto ocorre porque nesta órbita do satélite e gravidade é equilibrada pela força centrípeta. chamadas de estações terrenas. o satélite é uma repetidora de alta qualidade com acesso múltiplo por vários países. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 29 . colocados a 120° em relação ao centro da Terra. que operam em microondas.1. cobrindo praticamente um hemisfério. As antenas que focalizam as ondas de rádio em feixes muito fino. PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . recebem. principalmente à condições atmosféricas no espaço livre. normalmente são de grandes dimensões.TELECOMUNICAÇÕES 3. de diversos tipos de seção reta (circular. para concentrar toda a potência devido a distância. incidindo em todas as estações terrenas que focalizam este satélite. são empregados os sistemas de rádio-satélite que são mais econômicos que os cabos submarinos. Assim. permanecendo estacionário a 36000 km de altura.

As linhas físicas utilizadas para comunicações podem ser divididas em dois grupos. As linhas bifilares são construídas mecanicamente por dois condutores idênticos e paralelos.TELECOMUNICAÇÕES 3. separadas por um material isolante. que pode ser papel. separados por um material não condutor. a fim de ser possível a sua propagação no espaço.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA Ao contrário dos sistemas via rádio onde foi necessário processar o sinal multiplex. conforme a sua construção mecânica: linhas bifilares e linhas coaxiais.2. convertendo-o em ondas eletromagnéticas. geralmente de cobre ou alumínio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 3. sendo o material isolante de polietileno maciço ou discos do mesmo material (Fig. plástico ou ar (Fig. nos sistemas via linha física o sinal impresso neste meio é o próprio sinal mutiplex. os pares de fios têm sua maior aplicação na transmissão dos sinais de voz entre o telefone e a Central Telefônica Local (quando compõem os cabos de assinantes) ou entre a Central Telefônica Local e outra Local ou Central Tandem (quando compõem os cabos de linhas tronco).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 15). envolto por um outro externo de forma cilíndrica. 15 – Linhas físicas para comunicações 30 PROF. As linhas coaxiais são construídas mecanicamente por um condutor interno. Fig. No primeiro grupo temos os pares de fios que compõem os cabos de pares. No segundo grupo temos os cabos coaxiais terrestres e os cabos coaxiais submarinos. 15).1 Pares de Fios Como já vimos anteriormente. Os condutores são geralmente de cobre. as linhas abertas e as linhas de transmissão de energia elétrica.

para as faixas de frequência utilizadas pelo multiplex. normalmente pela sua grande extensão como geralmente é o caso. até 120 canais (usados em linhas tronco).Cabos Aéreos . visto que o par simétrico é um circuito a 2 fios. à semelhança das estações repetidoras de rádio. visto que a instalação de novo cabo é muito onerosa. 16). denominados “carrier de assinantes” são muito utilizados em regiões limítrofes de pequenas cidades. é muito maior que a atenuação para a faixa de voz no mesmo par. Esta atenuação. a instalação deste cabo é de grande importância. O sistema de transmissão sobre par de fios é normalmente composto pelo equipamento multiplex das Centrais Telefônicas Local e Tandem. Os repetidores de linha. quando os pares de um cabo de assinantes ou de um cabo de linhas tronco estão todos ocupados.Cabos em Dutos . têm a finalidade de compensar principalmente a atenuação que o sistema multiplex sofre ao se transmitir através do par de fios. Conforme a instalação os cabos de pares classificados em: .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . No caso do “carrier” de assinante existe também o equipamento multiplex junto a cada assinante (Fig. Como podemos ver pela Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 31 . um par de fios cujo diâmetro do condutor é de 0. o repetidor de linha é basicamente composto por 2 híbridas e 2 amplificadores. para permitir a amplificação do sinal nas duas direções. Como as características de transmissão dos pares de um cabo sofrem grandes influências do meio externo.Cabos Diretamente (enterrados) PROF. e por repetidores de linha.TELECOMUNICAÇÕES Entretanto. casas de campo ou mesmo fazendas. a capacidade de transmissão deste cabo pode ser ampliada pelo uso do multiplex com capacidade variando desde 12 canais (usados em linhas de assinantes). Para se ter uma idéia prática da distância entre os repetidores de linha. 16. Os primeiros. porém necessitamos de mais pares.91 mm (19 AWG) e que é empregado num cabo de linhas tronco necessita de repetidores de 10 em 10 km para transmitir 12 canais. onde um mesmo cabo de pares serve sítios.

2 Linhas Abertas As linhas abertas são linhas bifilares em que o material isolante (dialétrico) é o ar.TELECOMUNICAÇÕES Fig. garantem o espaçamento entre os fios de cada par. mantendo inalteradas 32 PROF.2. ácidos presentes no subsolo e mesmo contra a ação de organismos que atacam sua proteção. bem como a distância entre os pares. Por serem blindados. O aterramento elétrico da carcaça desses cabos é importante para que não sofram a influência de ruídos externos ou ação de descargas atmosféricas. chamado cabo mensageiro ou simplesmente mensageiro. o que evita a entrada de umidade. De todos esses tipos. Aqui é mais importante o aspecto da pressurização devido a presença direta da água. 3. dado o seu peso. além de permitirem a fixação e isolamento. maior estabilidade de característica de transmissão.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . podem admitir injeção interna de ar. Desta forma ele não se deforma sob a ação do seu próprio peso. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . são sustentados longitudinalmente por um fio de aço. colocados em postes que. caracterizando a pressurização. enquanto que o cabo de dutos. o cabo aéreo apresenta maior facilidade de manutenção. evitando variações em suas características. Os sistemas de linhas abertas são montados sobre isoladores. Os cabos passados em dutos são mais protegidos pois correm no subsolo. 16 – Sistemas de transmissão sobre par simétrico Os cabos aéreos são instalados em postes e. e os condutores utilizados geralmente são de cobre. Os cabos diretamente enterrados são especialmente protegidos contra a ação direta das águas.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 33 . normalmente 3 ou 12 canais. através das indutâncias mútuas. Isto causará uma perturbação elétrica entre os sistemas paralelos. podem ser 2 ou a 4 fios. algumas vezes. Um sistema de transmissão por ondas portadoras é basicamente composto pelos equipamentos multiplex terminais e por receptores de linha que. Na construção de linhas que sofram esforços mecânicos maiores. porém o seu maior emprego é como meio de transmissão multiplex. Daí a sua utilização. o que limita a capacidade de canalização das linhas abertas. Finalmente. devido ao fato dos sistemas de linha aberta correrem em paralelo por longas distâncias. como as linhas abertas apresentam pequena atenuação por unidade de comprimento. quando toma o nome consagrado de transmissão por ondas portadoras. ou no caso de linhas de menor importância. para ligações interurbanas em frequência de voz. estes sistemas são de baixa capacidade. só necessita repetidores de 100 em 100 km. que o par simétrico. provocando interrupção ou degradação da qualidade.60 mm. suas características ficam expostas as variações de temperatura e umidade. fios de ferro galvanizado. Outros fatores que limitam o emprego desse meio são: roubo dos fios de cobre (material bastante caro). Entretanto. PROF. No entanto. se por circunstâncias especiais não for necessária outra medida. que utiliza condutores com diâmetros de 2. bem como o diâmetro dos condutores empregados. Estes sistemas são normalmente utilizados em regiões muito montanhosas e acidentadas. Além disso. Esta perturbação é caracterizada pelo aparecimento de uma parcela do sinal de um sistema no outro paralelo. dependendo do modo de transmissão do meio. um sistema de ondas portadoras para 12 canais telefônicos. aumentando a medida que cresce a freqüência do sinal perturbador. os sistemas de linha aberta são sujeitos as intempéries. as linhas abertas oferecem uma atenuação muito menor. pode haver um acoplamento magnético ou mesmo elétrico entre os fios de pares diferentes. isto é. Estes repetidores têm a mesma função que aqueles utilizados nos sistemas de par simétrico. chamada diafonia. usam-se fios com alma de aço recoberta de cobre. mesmo em freqüências mais elevadas. apodrecimento dos postes (quando são de eucalipto) e quebra de galhos ou árvores sobre os fios. onde uma ligação rádio em VHF/UHF exigiria muitos repetidores. dado o seu caráter de operação em visibilidade. o espaçamento entre os repetidores é muito maior que aquele para o par simétrico.TELECOMUNICAÇÕES as características de transmissão ao longo da linha.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A distância entre os postes é normalmente de 50 m. Devido as características de construção. Desde modo. Por exemplo. num mesmo poste podem passar diversos sistemas em linha aberta.

Por exemplo.2. menor a atenuação por unidade de comprimento do cabo. como as linhas são de alta tensão. 34 PROF. obrigando o uso de uma quantidade muito grande de equipamentos o que as torna economicamente inviáveis. maior.4 Cabos Coaxiais Terrestres A fim de superar as limitações dos sistemas de transmissão sobre linha física apresentados até agora. em que os condutores empregados têm um diâmetro muito maior. No entanto. Devido a estes fatores limitantes. basicamente os sistemas de transmissão de energia elétrica só são empregados como meio de comunicação pelas próprias companhias de distribuição de energia elétrica. Estas linhas se comportam basicamente como linhas abertas. Entretanto. quanto maior a relação entre os diâmetros e quanto maior o diâmetro interno. num sistema de ondas portadoras de 12 canais só necessita um repetidor de linha a cada 300 km. passando a constituir os principais meios de transmissão sobre linha física para sistemas de comunicações de média e alta capacidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . ocorrem interferências devido ao fenômeno de corona e as correntes intermitentes de perda nos isoladores. determinam as características de transmissão dos cabos coaxiais. Outro fator importante é que as características de transmissão de energia elétrica são muito variáveis ao longo da linha. Os diâmetros dos condutores interno e externo. de transmissão de energia elétrica de 200 KV. Assim. Deste modo. visto que as tensões mais baixas possuem um número muito grande de ramificações para a distribuição de energia elétrica. foram desenvolvidos os cabos coaxiais que funcionam como linhas blindadas. os cabos coaxiais permitem a utilização de faixas de freqüências bem mais amplas. bem como o material isolante entre eles. a linha de transmissão de energia elétrica tem um nível de ruído consideravelmente. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . somente aquelas que operam com tensões acima de 33 KV são utilizadas. devido principalmente as descargas atmosféricas e mudanças bruscas de carga. existe uma serie de fatores que limita o seu emprego: comparada com o par de fios e com a linha aberta. Além disso. quando o tempo está úmido.2. tendo os sistemas de ondas portadoras capacidade para 12 canais.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica As linhas de transmissão de energia elétrica de qualquer tensão podem ser empregadas como meio de transmissão de multiplex.TELECOMUNICAÇÕES 3. o que faz com que as atenuações por unidade de comprimento sejam ainda mais baixas que aquelas das linhas abertas. num sistema. evitando a irradiação de energia e a captação de sinais externos.

12000 4300 .Tabela de Sistemas de Cabo Coaxial.1300 60 .4028 60 . 15).6/9. utiliza discos de plástico para diminuir as perdas (menor atuação) e para torná-lo mais flexível.2 / 4.2540 60 . além do tipo de cabo empregado. estão indicados a banda de transmissão do sinal multiplex.6000 60 . isto é. a distância nominal entre repetidores. Os sistemas de cabos coaxiais são constituídos basicamente de forma idêntica aos outros sistemas via linha física. Os sistemas de cabos coaxiais podem ter um só cabo coaxial. É denominado cabo.5 300 600 1200 960 1920 3840 1260 2520 5040 600 1200 2400 960 1920 3840 NORMALMENTE P/TV 2700 5400 10800 10800 21600 43200 COAXIAL CABO DE 2. 5 mm significa diâmetro externo do condutor interno de 2. CABO COAXIAL DE BANDA DE TRANSMISSÃO (KHz) DISTÂNCIA NOMINAL ENTRE REPETIDORES (Km) TUBOS COAXIAIS 2 4 8 1. o número de tubos coaxiais empregados. ou vários cabos coaxiais (2.6 / 9.6 mm e diâmetro interno do condutor externo de 9.5 mm Fig. 17 . O primeiro é utilizado em sistemas de transmissão de média capacidade. e os pares de fios de pares intersticiais. sendo o dielétrico maciço. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 35 . Vale aqui ressaltar a nomenclatura corrente quanto a estes cabos mistos.5 1.2/4. sendo os seus cabos coaxiais chamados de tubos. PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . dado o seu maior diâmetro. 6/9.6000 300 .5 mm (fig. bem como a capacidade de canalização de cada sistema.4 ou 8) montados juntamente com vários pares de fios constituindo um cabo misto.4028 60 .60000 6 3 3 9 9 9 4.TELECOMUNICAÇÕES Estes cabos são designados pelos diâmetros de seus condutores. 17 a seguir apresenta os principais sistemas de cabos coaxiais existentes onde. A tabela da Fig.4 mm NÚMEROS DE CIRCUITOS MULTIPLEX 60 . O segundo. Os cabos coaxiais utilizados pelo multiplex estão padronizados em dois tipos: 1. formado pelos equipamentos multiplex das estações terminais e pelos repetidores. o cabo misto. o cabo de 2.4 mm e 2.5 mm. empregado em sistemas de transmissão de alta capacidade. Por exemplo.

da ordem de uma milha náutica (1853 m) da praia. onde não existem perturbações mecânicas.1 mm. A parte central é feita de cabos de aço trançados para dar maior resistência à tração. Quando já aflora na costa.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . visto que sendo os mesmos submersos.4 mm. A composição de um sistema de cabo submarino é idêntica ao do cabo terrestre.TELECOMUNICAÇÕES 3.5 Cabo Coaxial Submarino É um sistema de cabo coaxial especial que se entende sobre leitos de oceanos. tomando o nome de cabo simples armado. Quando o cabo já se aproxima da orla marítima. exigindo um navio para içar o cabo do fundo do mar. geralmente polietileno. sendo o condutor externo também de cobre com diâmetro típico de 38. Fig. A fig. A tecnologia de cabos submarinos está em franco progresso. o cabo submarino recebe uma proteção extra de cabos de aço. O material isolante é plástico. utilizado em águas profundas. 18 mostra a estrutura simplificada de um cabo submarino de tipo leve. Externamente há um material de proteção refratário aos ataques da água do mar. tomando o nome de cabo duplo armado. sendo o condutor interno de cobre com diâmetro externo típico de 8. Assim. atualmente já existindo sistemas para até 1260 canais telefônicos.2. 18 . sendo a diferença básica a grande confiabilidade exigida para os repetidores.cabos submarinos 36 PROF. esta proteção é dupla. sua manutenção é altamente dispendiosa. existe uma maior proteção mecânica. interligando países.

o multiplex telefônico é empregado por quase todos os serviços de telecomunicações. tais como: sinais telegráficos. sinais de cabos etc. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 37 . 19 mostra o esquema básico de um sistema de telecomunicações.TELECOMUNICAÇÕES 4 SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES Embora o multiplex telefônico se destine primordialmente a transmissão de sinais de voz. Fig. indicando claramente o multiplex como concentrador dos mesmos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. 19 . sinais de fac-símile. Deste modo. também é utilizado para o envio de informações sob outras formas de sinais. onde estão apresentados os diversos serviços que podem ser prestados por tal sistema.Serviços de telecomunicações PROF. onde tem a função de concentrar a fim de utilizar da maneira mais racional um meio de transmissão da alta capacidade.

1 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA Neste serviço.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 4. através de sistemas de rádio HF. Para este fim o navios se interligam.2 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA Neste serviço a informação do assinante é convertida em sinais telegráficos através da máquina telex. que tem função idêntica a do telefone para os sinais de voz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . os canais de voz do multiplex telefônico servem de meio de transmissão para o multiplex telegráfico. 4. Neste serviço. Na localidade distante.TELECOMUNICAÇÕES Como podemos notar.4 CIRCUITOS Conforme a necessidade do usuário. cuja função é analógica aquela desempenhada pela Central Telefônica. os sinais de voz provenientes dos telefones dos assinantes. alcançam a rede nacional de telefonia ou telegrafia. o sinal é recebido por outro Centro de TV que o distribui para as emissoras e/ou outras localidades. como por exemplo 24 canais telegráficos. Este equipamento concentra conjuntos de canais telegráficos. Pela Fig. são devidamente concentrados no multiplex. para a localidade de destino. 4. este circuitos podem ser alugados de modo permanente ou temporário. o único serviço que não utiliza o multiplex telefônico é o de transmissão de programas de televisão. Como podemos notar. com Estações Costeiras e. 4. o sinal gerado pela emissora local é entregue a um centro distribuidor (Centro de TV) que envia através de um meio de transmissão adequado. 19 observamos que os canais de voz do multiplex telefônico recebem diversos tipos de sinais.3 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO Este tipo de serviço permite a comunicações das embarcações em alto mar com os assinantes da telefonia pública ou rede telegráfica. Os sinais telegráficos das máquinas telex são enviados diretamente (circuitos ponto a ponto). através de Mesas IU ou de Centrais Telefônicas Local e Interurbana. num único canal de voz do multiplex telefônico. Para ambas as modalidades. conforme o serviço de telecomunicações. ao multiplex telegráfico.ou através da Central Telex (circuito telex). como já vimos. os circuitos passam 38 PROF.

como por exemplo computadores. cuja faixa de frequência é maior que aquela para transmissão de voz. a saber: a) Sinais de voz Transmissões radiofônicas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 39 . através do multiplex telefônico. que podem ser inclusive imagens estáticas (foto telegráfica). b) Sinais de facsímile Transmissões entre dois pontos distantes de informações gráficas. como por exemplo páginas de jornais. a semelhança de outros equipamentos multiplex.5 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE Para este serviço é empregado um equipamento chamado canal programa. é possível a transmissão simultânea.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de sinais de voz e telegráfica. a fim de envia-lo ao multiplex. estes podem ser os mais variados. Quanto aos tipos de sinais enviados através dos circuitos alugados. para as localidades de destino. 4. num único circuito. 4. que a finalidade de distribuir os sinais. canais de áudio para TV etc. para processar devidamente o sinal musical. c) Sinais compostos Por intermédio de um equipamento chamado fônica.TELECOMUNICAÇÕES pelo centro de áudio. PROF.6 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS Para melhor aproveitar o multiplex telefônico. os sinais dos dados assinantes desta rede são devidamente concentrados por um multiplex digital. d) Sinais de dados Provenientes das máquinas de Processamento de dados.

Equipamento de Comutação de Saída .2 Tom de Discar Corrente de Toque de Chamada Tom de Controle de Chamada Tom de Ocupado Tom de Número Inacessível SINALIZAÇÃO DE LINHA É o conjunto de sinais destinados a efetuar a ocupação e supervisão enlace a enlace dos circuitos que interligam duas centrais telefônicas.1 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA É que estabelece a integração usuário-equipamento.É o órgão ou função de uma central de comutação.É o órgão associado à extremidade de origem do canal de sinalização. e consiste em uma série de sinais audíveis emitidos da central para o assinante e referem-se a estados da conexão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 40 PROF. opcionalmente. e recebimento dos sinais de linha no sentido “para trás”.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Compreendem-se os seguintes sinais: • • • • • 5. há diversas informações trocadas entre o assinante e a central e entre as centrais. responsável pelo envio dos sinais de linha no sentido “para frente”. Juntor .TELECOMUNICAÇÕES 5 INTRODUÇÃO À SINALIZAÇÃO Para o perfeito funcionamento de um sistema telefônico. permite o envio de sinais de tarifação. responsável pela interface com o meio de transmissão. Para realizar esta troca de informações existe a sinalização podendo ser dividida em três grupos: • Sinalização Acústica • Sinalização de Linha • Sinalização de Registro 5.

TELECOMUNICAÇÕES Equipamento de Comutação de Entrada . todos os órgãos envolvidos na chamada.É o sinal emitido para trás. para indicar que ocorreu a ocupação dos órgãos associados ao juntor de entrada. pelo juntor de saída para levar o juntor de entrada associado à condição de ocupado. a partir deste ponto. em resposta a um sinal de ocupação.É um sinal emitido para frente. Sinal de Confirmação de Ocupação . PROF. para indicar que ocorreu a liberação dos órgãos associados ao juntor de entrada. a partir do ponto de tarifação por multimedição. Tendo emitido o sinal de desconexão forçada.É um sinal emitido para trás.É um sinal emitido para trás. Sinal de Tarifação . pelo juntor de entrada associado. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado.É um sinal que substituí o sinal de desligar para trás. Sinal de Atendimento . para indicar que o assinante chamado desligou. recebendo o sinal de desconexão forçada a central local desfaz a conexão estabelecida. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 41 . pelo juntor de saída ao juntor de entrada associado. responsável pelo recebimento dos sinais de linha no sentido “para frente”.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a partir deste. após ocorrida temporização. e transmissão dos sinais de linha no sentido “para trás”. o primeiro ponto de tarifação inicia a liberação da cadeia de comutação para frente.É um sinal emitido para trás. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. Sinal de Confirmação de Desconexão . Sinal de Desligar para Trás .É um sinal emitido para trás. que se inicia com o recebimento do sinal de desligar para trás. provocando o bloqueio do mesmo.É um sinal emitido para trás. O sinal é emitido. Sinal de Bloqueio . de acordo com a cadência correspondente ao degrau tarifário. nos circuitos entre a estação local de origem e o primeiro ponto de tarifação.É o órgão associado à extremidade de destino do canal de sinalização. Para indicar que o assinante chamado atendeu. Sinal de Desconexão Forçada . pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. Sinal de Ocupação . em resposta a um sinal de desligar para frente.É o sinal emitido para frente. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. para liberar. Sinal de Desligar para Frente .

5. muitos sistemas empregam a sinalização de loop de corrente contínua a 2 fios.2. para indicar que houve falha no equipamento de origem.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2. Os critérios básicos deste tipo de sinalização são: • Variação da resistência (e consequentemente da corrente) na linha. aplicáveis de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação. Estas variantes são: Tecnologia de Transmissão Cabos de pares FDM Multiplexação freqüência por divisão Tecnologia de Comutação sinalização por loop de corrente contínua de sinalização: E + M contínua E + M pulsada Digital sinalização: E + M contínua E + M pulsada R2 Digital 5.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua Por motivos principalmente econômicos. a partir do juntor de saída associado. • Variação da polaridade na linha. telefônicos 42 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES Sinal de Falha .É um sina emitido para frente. todas do tipo enlace a enlace.1 Tipos de Sinalização de Linha A sinalização de linha a ser adotada consta de quatro variantes.

portanto. em nível baixo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 43 . um total de 4 estados de sinalização. Levando-se em conta a seqüência de tempo. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. nos equipamentos de transmissão: • analógicos. isto é.duração de (150 ± 30) ms . atendimento. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). tem dois estados possíveis em cada direção. digitais.48 V.4 Sinalização E & M contínua O sistema E & M contínua utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de .duração de (600 ± 120) ms . em nível alto. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). A presença ou ausência de sinal denota um certo estado de sinalização.TELECOMUNICAÇÕES 5. o circuito terá as condições mostradas a seguir: PROF. tarifação e rechamada.2. A linha.ocupação. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de -48V. 5.3 Sinalização E & M pulsada O sistema E & M pulsada utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. desligar para frente. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. • digitais.desligar para trás. o que deverá corresponder. São utilizados dois tipos de sinais cujos tempos de emissão são: • curto . nos equipamentos de transmissão: analógicos. o que deverá corresponder.2. • longo . entre os equipamentos de comutação e de transmissão. entre os equipamentos de comutação e de transmissão.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . confirmação de desconexão e desconexão forçada.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES FASES DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO DO SINAL SINALIZAÇÃO E+ M CONTÍNUA FIO M FIO E ausente ausente SINALIZAÇÃO E + M PULSADA FIO M FIO E Livre Ocupação sinal ocupação chamada em troca progresso registradores Atendimento sinal atendimento Conversaçã o Tarifação sinal de tarifação de de de ausente → presente 150 ms presente ausente sinalização entre ← presente presente 150 ms presente presente ← presente ausente durante 150 ms 150 ms Início da sinal de desligar para trás ← presente ausente 600 ms desconexão pelo destino Início da sinal de desligar para frente → ausente presente 600 ms desconexão pela origem Fim da sinal confirmação desconexão de de ← ausente ausente 600 ms desconexão Bloqueio sinal de bloqueio ← ausente presente permanente Sinalização E+M contínua / Pulsada 44 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

são mostrados como os sinais de linha são codificados. PROF. O canal bb reflete as condições de ocupação do equipamento de comutação de entrada. 5. O canal ab reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado).3 SINALIZAÇÃO R2 DIGITAL O sistema utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. etc. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. tipos de assinantes. este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado).TELECOMUNICAÇÕES Sinalização de Registradores A sinalização entre registradores é a responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 45 . na próxima página. Na tabela: Sinalização R2 digital. que devem ser trocadas entre as centrais para estabelecer uma conexão. como estas condições estão sob controle do assinante chamador. Estes canais são utilizados na troca de informações entre os juntores que utilizam enlaces PCM. São informações relacionadas ao número do assinante chamado ou chamador. condições de assinantes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Em resumo.. pode-se dizer que a sinalização de registro é a troca de informações de controle entre as centrais. apresentada a seguir.

46 PROF.TELECOMUNICAÇÕES FASE DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO CANAIS DE DO SINAL SINALIZAÇÃO OBSERVAÇÕES af tronco livre ocupação do tronco sinal de ocupação sinal de confirmação de ocupação chamada em progresso atendimento da chamada conversação sinal de desligar para trás desligamento da chamada sinal de desligar para frente sinal de atendimento 1 bf 0 0 0 ab bb 1 1 1 0 0 1 → ← 0 0 0 0 0 1 0 1 1 ← 0 0 0 0 0 1 1 1 ← → 0 1 0 X 1 X=0: A desliga primeiro X=1: B desliga primeiro sinal de confirmação de desconexão sinal de desconexão forçada sinal de confirmação de desconexão forçada situações especiais sinal de bloqueio sinal de falha ← → → ← → 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 Sinalização R2 Digital. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

TELECOMUNICAÇÕES 5. Estes órgãos recebem portanto essas designações em relação aos sinais para frente. também ordens ao emissor sobre seu modo de comportamento subseqüente. Este transmite os sinais para trás (sentido contrário ao do tráfego) que alcançam o emissor citado. e que são recebidos por um órgão no extremo da via denominado receptor. de forma que a duração de cada sinal é determinada pela recepção do sinal gerado pelo primeiro. emissores e receptores. A sinalização é do tipo compelido. devido a uma limitação causada pela temporização. Os sinais MFC ocorrem numa fase em que não há. O sinal para trás permanecerá até que o receptor constante o desaparecimento do sinal para frente. A troca de sinais MFC começa sempre com a emissão de um sinal para frente. citada anteriormente. exceto. emitido pelo registrador. embora ambos sejam. na origem do circuito. uma limitação de tempo pelos elementos de temporização dos circuitos. O próximo sinal para frente marca o início do ciclo MFC seguinte e somente poderá ser emitido. em que os sinais para frente e para trás são interdependentes. onde se utiliza essa sinalização. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 47 . emissor Sinal para frente receptor a e d h b c g Sinal para trás Sinal para frente Sinal para trás PROF. simultaneamente.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . além de desempenhar a função de confirmação dos sinais para frente transporta. Este sinal não tem duração definida. quando este tomou conhecimento da recepção do sinal para frente.4 SINALIZAÇÃO MULTIFREQUENCIAL A troca de informações na sinalização MFC efetua-se entre órgãos situados nos extremos de uma via de conexão. Na origem há um órgão chamado emissor que transmite os sinais para frente. A duração do sinal para trás também não é definida a ser. Assim em condições normais. quando o emissor reconhecer o desaparecimento do sinal para trás do ciclo anterior que. o sinal para frente durará até o emissor constatar a presença de um sinal para trás disparado pelo receptor. conforme figura abaixo. ainda. conversação e os receptores estão dispensados de apresentarem imunidades às freqüências vocais provocadas pelos assinantes.

o sinal é interpretado e o receptor ordena o envio do sinal para trás. b) Quando estas atingem o receptor. Neste instante há simultaneamente quatro freqüências na linha. ordena o corte do sinal para frente. h) O emissor percebe a interrupção do sinal para trás e ordena a transmissão do sinal para frente. c) O receptor envia continuamente um sinal para trás. f) O receptor percebe a interrupção do sinal para frente e ordena o corte do sinal para trás. g) Cessa a transmissão do sinal para trás. d) Quando o emissor recebe o sinal para trás.TELECOMUNICAÇÕES a) O emissor envia um sinal para frente composto de duas freqüências. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . e) A transmissão do sinal para frente é interrompida. 48 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

Um sinal PCM pode ser transmitido sozinho ou entrelaçado com palavras de código de outros sinais PCM. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 49 . o sinal analógico é formado por palavras de código. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM A modulação por codificação de pulsos (PCM) é um método de modulação que converte um sinal analógico contínuo em um sinal digital. atribuídas a intervalos de quantização (amostras) de acordo com um código de pulso. Para tanto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 7.

A freqüência de amostragem (fA) deve ser maior que duas vezes a freqüência contida no sinal analógico (fs): f A > 2 fS 7.2 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL 7. Desta forma.1 Amostragem Para a faixa de freqüência de 300 a 400 Hz.1 TEOREMA DA AMOSTRAGEM O teorema da amostragem especifica a menor freqüência de amostragem de um sinal analógico.TELECOMUNICAÇÕES 7.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a partir das amostras. o intervalo entre duas amostras sucessivas de um mesmo sinal telefônico (intervalo de amostragem = TA) resulta de: TA = 1 / fA 50 PROF. foi fixada internacionalmente. para que na reconstituição do sinal analógico original. uma freqüência de amostragem (fA) de 8000Hz. utilizada na telefonia. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . não ocorram perdas na informação.2.

TELECOMUNICAÇÕES 7. para o caso dos sistemas de transmissão PCM30 utilizados no Brasil.2. o primeiro passo para a conversão da amostra em sinal digital (sinal PCM) é a quantização. utilizada no sistema PCM24) PROF. Os intervalos de quantização são delimitados entre si por valores de decisão. representam 256 intervalos de quantização. O erro de quantização daí resultante pode transformar-se em ruído no lado de recepção. A amostra que ultrapassar a um valor de decisão é enquadrada no intervalo imediatamente superior e aquela que ficar abaixo. no lado da emissão. A recomendação G. o espectro de valores possíveis do sinal é subdividido em intervalos de quantização que. Portanto. O erro de quantização é tanto menor quanto maior for o número de intervalos de quantização. O desvio (erro de quantização) corresponde. diferentes valores analógicos são reunidos em um intervalo de quantização. utilizada no sistema PCM30) curva de 15 segmentos (lei µ.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . no máximo. no intervalo imediatamente inferior.2 Quantização Em função do sinal PAM ser ainda de uma forma analógica de um sinal telefônico e as amostras serem mais facilmente processadas e transmitidas na forma digital. a meio intervalo para cada amostra. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 51 . sobreposto ao sinal útil. Para isto.711 do CCITT especifica duas curvas características que fixam os detalhes da quantização: • • curva de 13 segmentos (lei A.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . as palavras de código são de 8 bits.3 Codificação O sinal PCM a ser transmitido é obtido pela codificação dos números dos intervalos de quantização. Os 128 intervalos positivos e os 128 intervalos negativos de quantização são representados nos sistemas de transmissão PCM. portanto. através de um código binário de 8 dígitos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O codificador atribui a cada amostra uma palavra de código de 8 bits em correspondência ao valor de quantização fixado.TELECOMUNICAÇÕES 7. 52 PROF.2.

A seqüência de bits.1 Demultiplexação Do sinal multiplexado no tempo obtém-se na recepção novamente os sinais PCM. 7. isto é.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o quadro de pulsos é formado por 32 palavras de código. entre duas palavras de um mesmo sinal telefônico são introduzidas em seqüência de palavras de código de outros sinais telefônicos.TELECOMUNICAÇÕES 7.4 Multiplexação As palavras de código de 8 bits de diversos sinais telefônicos podem ser transmitidas em uma seqüência cíclica. formando assim. PROF.3 CONVERSÃO DIGITAL/ANALÓGICO 7.3. que contém uma palavra de código de cada sinal é denominada de quadro de pulsos. as palavras de código de 8 bits referentes a cada sinal telefônico transmitido de forma multiplexada. No sistema de transmissão PCM30.2. o sinal PCM multiplexado por divisão no tempo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 53 . isto é.

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7.3.2 Decodificação A cada palavra de código de 8 bits é atribuído um valor de tensão na recepção que corresponde ao valor médio do correspondente valor de quantização. A curva de decodificação é a mesma da codificação na emissão.

As palavras de código são decodificadas na seqüência de recepção e convertidas em sinais PAM. A seguir o sinal PAM é conduzido a um filtro passa-baixa que reconstitui o sinal telefônico original.

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8 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DIGITAL Os sistemas analógicos são convertidos em sinais digitais com o auxílio da modulação por codificação de pulsos, para então serem transmitidos na forma digital. Os sistemas básicos de transmissão digital são o PCM30 e o PCM24. A partir destes sistemas podem ser formados sistemas de ordem superior. 8.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SISTEMAS DE TRANSMISSÃO PCM 8.1.1 Circuito de conversão Em um sistema de transmissão PCM existe um canal para cada sentido da conexão (assinante A B; assinante B A). Os “time-slots” de canal de mesma numeração em um quadro de pulso dois sentidos opostos de um sistema de transmissão PCM formam um círculo de conversação com dois sentidos distintos e separados entre si. 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor Os sistemas de transmissão PCM estão terminados nas duas extremidades por equipamentos multiplex. Cada equipamento multiplex tem um emissor e um receptor. O emissor forma as palavras de código de 8 bits a serem emitidas e o receptor converte estas palavras de código novamente em sinais analógicos. Para a reconstituição destes sinais analógicos, o receptor de um sentido de conversação deve trabalhar com o mesmo sinal de sincronismo que o emissor no lado oposto. Por este motivo, o emissor envia ao receptor não só os sinais PCM, mas com eles também o sinal de sincronismo com o qual estes foram formados. Para tal, o emissor contém um gerador e um receptor, um receptor de sinais de sincronismo, que filtra estes sinais do sinal PCM recebido.

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8.1.3 Código de linha O sinal PCM formado pelo emissor é composto por sucessivas palavras de código de 8 bits no código binário NRZ (non-return-to-zero). No entanto, este sinal digital não pode ser aplicado diretamente à linha física devido à sua componente de corrente contínua. Por este motivo, o emissor no equipamento multiplex converte o sinal PCM em um sinal pseudo-ternário em um sinal AMI (alternate mark inversion), isento da componente corrente contínua. Neste sinal, contudo, pode ocorrer uma longa seqüência de bits 0 (zero) ocasionando, eventualmente, a perda do sinal de sincronismo retirado pelos repetidores regeneradores do sinal enviado. Por isto, para linhas de transmissão PCM, é utilizada uma variante do código AMI pseudo-ternário: o código HDB3 (third-order high-density-bipolar). Com este código limita-se em três a quantidade de bits 0 (zero) sucessivos.

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no lado da recepção é regenerado o sinal PCM e dali levado ao receptor do equipamento multiplex.5 Repetidores regeneradores Nos enlaces PCM são instalados repetidores regeneradores a cada 2 a 5 km. em cada sentido deve haver a transmissão sucessiva de 30 palavras de código de 8 bits no intervalo de 125 s (valor inverso de 8 kHz).1. Portanto. 8. 8.TELECOMUNICAÇÕES 8. No lado de emissão é injetado o potencial para telealimentação dos repetidores regeneradores.1.1 Quadro de pulsos Para cada um dos 30 circuitos de conversação são enviados. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 57 .4 Equipamento terminal de linha O equipamento terminal de linha é o elo de ligação entre o equipamento multiplex e as linhas de transmissão. Estes regeneram os sinais PCM nos dois sentidos de transmissão e eliminam desta forma as distorções ocasionadas por influências externas e pelos parâmetros de transmissão na linha. As 30 palavras de código formam. uma palavra de alinhamento do quadro e uma palavra de serviço. com 2 x 8 bits. um quadro de pulsos.2 SISTEMA DE TRANSMISSÃO PCM 30 O sistema de transmissão PCM30 permite a transmissão simultânea de 30 conversações.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 8000 amostras por segundo em forma de palavra de código de 8 bits. A essas 30 palavras de código soma-se 2 x 8 bits. 8. Os quadro de pulsos são transmitidos obrigatoriamente em ordem sucessiva. nos dois sentidos. PROF.2. 8 bits para a sinalização e 8 bits que contêm alternadamente.

2.2. Essa palavra transmite sinais de serviço.3 Palavra de serviço Os bits 4 a 8 são reservados para uso nacional. PROF. o que permite a correta distribuição dos bits aos circuitos telefônicos.2 Palavra de alinhamento de quadro As palavras de alinhamento de quadro sincronizam o emissor e o receptor do sistema PCM30. Os bits 2 a 8 desta palavra têm sempre o mesmo formato: 0011011. falha sinal entrada 2.TELECOMUNICAÇÕES 8.048 kbps. falha codec. O 3º bit-alarme urgente 0 sem alarme e o 1 informa o seguinte: • • • • • 58 falha alimentação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . taxa de erro da palavra alinhamento quadro > 10-3(escrito). A palavra de alinhamento de quadro é transmitida alternadamente com a palavra de serviço no canal 0 (zero). Número do bit 1 Valor binário X 8. O receptor determina a posição do quadro de pulsos a partir da palavra alinhamento. perda alinhamento quadro pulsos. Número do bit 1 Valor binário X 2 1 3 A 4 Y 5 Y 6 Y 7 Y 8 Y 2 0 3 0 4 1 5 1 6 0 7 1 8 1 Palavra de serviço no “time-slot” no canal 0 do PCM.

Desta maneira.TELECOMUNICAÇÕES 9 COMUTAÇÃO DIGITAL As interconexões na central de comutação digital ocorrem pela redisposição das palavras de código de 8 bits de diferentes sinais telefônicos em função da conexão desejada. Em uma central de comutação digital são utilizados basicamente dois princípios de comutação: • • comutação temporal. Devido a redisposição dos “time-slots”. as palavras de código sofrem um retardo no comutador temporal. 9. diferente para cada conexão. PROF. comutação espacial.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Em correspondência à freqüência de amostragem. ocorre o envio de 8000 palavras de código por segundo e por sentido da conexão.1 COMUTADOR TEMPORAL O comutador temporal pode transferir toda a palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de uma linha multiplex de saída (acessibilidade plena). e dentro destes períodos cada palavra de código tem um “time-slot”. resultam na central de comutação períodos sucessivos de 125 s. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 59 .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Isto significa. sem bloqueio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . as palavras de código permanecem em seus “time-slots” originais durante e após a comutação e. isto é. Existe sim a alteração de posição espacial. Após o processo de comutação. Portanto.TELECOMUNICAÇÕES O comutador temporal-espacial é uma variante de alta velocidade do comutador temporal. 9. conseqüentemente não ocorre retardo. a atribuição às diversas linhas multiplex.2 COMUTADOR ESPACIAL O comutador espacial comuta qualquer palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer multiplex de saída sem alterar o “time-slot”. faz-se necessário multiplexar as palavras de código das linhas de entrada e conduzi-las a uma memória de dados. o comutador temporalespacial pode transferir palavras de código de 8 bits das linhas multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de diversas linhas multiplex de saída. a qualquer “time-slot” das linhas multiplex de saída (acessibilidade plena). o demultiplexador distribui as palavras de código às quatro linhas de saída com a taxa de bits original. toda palavra de código entrante pode ser transferida. Devido à alta velocidade de operação. Portanto. Para tanto. Na figura abaixo pode se observar que a taxa de bits entre o multiplexador e a memória de dados é quatro vezes maior que em uma linha multiplex de entrada. que na linha entre o multiplexador e a memória de dados ocorre uma taxa de bits muitas vezes maior que nas linhas de entrada. 60 PROF.

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9.3 DIFERENÇA BÁSICA ENTRE O COMUTADOR TEMPORAL E ESPACIAL Em ligações através de um comutador temporal, as palavras de código trocam de “time-slots” entre a entrada e a saída. Em ligações através de um comutador espacial, as palavras de código trocam de linhas multiplex, permanecendo contudo no mesmo “time-slot”. 9.4 MEMÓRIA DE CONTROLE A cada comutador temporal e a cada comutador espacial está atribuída uma memória de controle. Esta é uma memória do tipo RAM, cujo conteúdo pode ser modificado aleatoriamente. Baseado nos dados de comutação recebidos, será realizado a inscrição dos endereços de controle em determinadas posições de memória e apagados em outras. Os endereços de controle inscritos determinam as interconexões a serem realizadas e permanecem inscritos durante toda a conversação. Uma memória de controle tem uma posição de memorização para cada “timeslot” de um período de 125 µs. Cada posição de memória pode conter um endereço
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da memória de dados (comutador temporal) ou de uma linha multiplex de entrada (comutador espacial). Dentro de um período de 125 µs ocorre uma exploração cíclica de todas as posições de memória e a conseqüente leitura dos endereços de controle memorizados. • No comutador temporal, o endereço de controle indica uma determinada posição na memória de dados para as palavras de código de 8 bits. O endereço de controle determina no comutador temporal, com inscrição cíclica, de que posição da memória de dados deve ser lida a palavra de código a ser transmitida. No comutador temporal com leitura cíclica, o endereço de controle indica a posição da memória de dados na qual a palavra de código recebida deve ser inscrita. No comutador espacial, o endereço de controle identifica uma linha multiplex de entrada. Desta forma é liberada, durante o “time-slot” em questão, uma determina porta que corresponde a uma linha multiplex de saída, interconectando a linha multiplex de entrada endereçada com a linha multiplex de saída especificada na memória de controle.

9.5 ÓRGÃOS DE UMA CENTRAL DE COMUTAÇÃO DIGITAL As centrais de comutação digitais têm as seguintes áreas principais: • • • equipamentos de conexão que adaptam os diferentes tipos de linhas às vias digitais; matriz de acoplamento digital que estabelece as conexões; comando.

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9.5.1 Equipamentos de conexão Os equipamentos de conexão são os elos de entre a periferia de uma central de comutação digital e a matriz de acoplamento. Eles preparam os sinais telefônicos provenientes das linhas para a interconexão pela matriz de acoplamento. Da mesma forma, eles convertem a informação interconectada pela matriz de acoplamento à forma necessária para a transmissão através da linha. As funções a serem executadas pelo sistema de comutação digital para cada assinante analógico podem ser expressas pela expressão BORSCHT: • • • • • • • B = Batery feed; O = Overvoltage protection; R = Ringing; S = Signaling; C = CODEC; H = Hybrid; T = Test access.

A maioria destas funções também é realizada por terminais de troncos analógicos. Nas linhas de assinantes e troncos digitais,estes sinais são transmitidos na forma digital, isto é, as funções de codificações e decodificações não são necessárias nos equipamentos de conexão. 9.5.2 Matriz de acoplamento digital As matrizes de acoplamento são formadas por comutadores temporais, espaciais-temporais e espaciais. A configuração mais usual de uma matriz de comutação é temporal-espacial-temporal, podendo variar em função da capacidade da central de comutação.

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a realização do roteamento.4 Ligação entre dois assinantes Cada ligação possui dois sentidos de conversação e. Portanto. são interconectadas duas vias na matriz de comutação digital (sentido A B e sentido B A). central de comutação com controle de processamento descentralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos está totalmente distribuído entre vários processadores periféricos. interconexões digitais correspondem sempre a interconexões a 4 fios. existindo entretanto um elemento ou uma unidade com funções de coordenação de todos os demais.5. nenhuma unidade com funções de coordenação centralizada. estas vias são liberadas. em cada período de 125 µs são interconectadas duas vias de conversação na matriz do acoplamento. 64 PROF. o conteúdo das memórias de controle “apagados” e os “time-slots” dos períodos de 125 µs liberados para que possam ser utilizados para outras ligações. por este motivo. 9. comutação e do procedimento de tarifação. a qual por questões de segurança deve ser duplicada. As centrais de comutação digital podem ser distinguidas entre: • central de comutação com controle de processamento centralizado: neste tipo de arquitetura todas as funções de controle são realizadas através de uma única unidade centralizada.3 Comando O comando é a parte constituída de um ou mais processadores que controlam todas as áreas de uma central de comutação digital. se consideradas do ponto de vista da técnica analógica.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 9. Ao final da conversação. não existindo entretanto.5. central de comutação com controle de processamento semi-centralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos esta distribuído entre diversos processadores periféricos. Para a conservação entre o assinante A e B. • • Dentre as diversas funções do comando de uma central digital pode-se exemplificar a interpretação da sinalização.

Os tipos de sinalizações utilizados podem ser distinguidos entre: • • • • • • 10. sinal de atendimento: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamado. consistindo dos seguintes sinais: • sinal de ocupação: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamador. SINALIZAÇÃO DE ASSINANTE A sinalização de assinante é aquela trocada a partir do assinante em direção à central de comutação com o objetivo de estabelecer ou desconectar uma chamada. que permite a oferta de novos serviços (integração de dados. A sinalização de assinante pode ser subdividida em sinalização para: • Assinante analógico. Para tanto. sinalização acústica. O ITU-T especificou 2 tipos de acesso para o RDSI denominados de acesso básico (2B + D) e acesso primário (30B + D). faz-se necessário a troca de diversas informações entre o assinante e a central de comutação e entre várias centrais. sendo 67 ms de abertura e 37 ms de fechamento. voz e imagem) aos assinantes pertencentes a rede denominada RDSI. Assinante digital. por teclado: são sinais multifrequenciais enviados através do teclado que representam a combinação de 2 freqüências. o qual é estruturado de acordo com o modelo de 7 camadas OSI (Open Systems Interconnection) da ISSO PROF. são utilizadas sinalizações que permitem esta troca de informações. O sistema de sinalização para assinante digital recomendado pelo ITU-T para a sinalização entre a central e os terminais de rede é o DSS1 (Digital Subscriber Signaling System nº 1). sinalização de registradores. sinal de desligamento: caracteriza a reposição do monofone no gancho. sinalização de linha. texto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 65 . seleção numérica: por impulsos: enviada pelo telefone a disco através de impulsos com período de 100 ms.1 sinalização de assinante. sinalização associada ao canal para 30 circuitos de conversação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sinalização por canal comum com taxa de 64 kbits/s.TELECOMUNICAÇÕES 10 SINALIZAÇÃO Para o correto desempenho de um sistema telefônico.

66 PROF. O protocolo de sinalização DSS1 permite o estabelecimento. são apresentados a seguir o fluxo de troca de mensagens de nível 3 que possibilitam o estabelecimento e desconexão de uma chamada solicitada por um assinante digital pertencente à rede RDSI.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . solicitação de facilidades e desconexão de chamada através da troca de sinalização (mensagens) entre o equipamento terminal e a central. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES (International Standards Organization). Como exemplo.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 67 .

• Tom de numero inacessível: é um sinal enviado ao assinante chamador significando que o numero selecionado não existe na central. É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 1500 ± 150 ms conforma indicado na figura abaixo. É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 500 ± 25 ms. Como exemplo de sinalização acústica.TELECOMUNICAÇÕES 10.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Tom de ocupado: é um sinal utilizado para indicar ao assinante chamador que o assinante chamado encontra-se ocupado.2 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA A sinalização acústica é a sinalização que é transmitida pela central ao assinante. 68 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . temos: • Tom de seleção: é um sinal contínuo de 425 ± 25 Hz que informa ao assinante chamador que a central está pronta para receber as cifras do assinante desejado.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 69 .TELECOMUNICAÇÕES • Tom de controle de chamada: é um sinal enviado ao assinante chamador para indicar que o assinante chamado está livre e está recebendo corrente de chamada. A sinalização a ser adotada é aplicável de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação. intercalando tom e silêncio conforme a figura abaixo. com tempos iguais ao do tom de controle de chamada.3 SINALIZAÇÃO DE LINHA A sinalização de linha é a sinalização que estabelece a comunicação entre as centrais de comutação e atuam durante todo o período da conexão. Utiliza dois tipos de sinais. PROF. 10. cujos tempos de emissão são: . Os principais tipos de sinalização de linha são: • Sinalização E + M pulsada: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. O intervalo mínimo entre dois sinais consecutivos deve ser de 240 ms. .25 Hz (tensão de 75 V).curto: duração de 150 ± 30 ms. • Corrente de chamada: é um sinal que utiliza uma freqüência de 25 ± 1.longo: duração de 600 ± 120 ms. com um período de 5000 ± 500 ms. É um sinal que utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . É um sinal utilizado para fazer soar a campainha do telefone do assinante analógico chamado.

70 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). digitais. digitais.TELECOMUNICAÇÕES A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. O tempo de reconhecimento de “tone-off” para “tone-on” e vice-versa é de 40 ± 10 ms. Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização E + M contínua: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . entre os equipamentos de comutação e de transmissão. A presença ou ausência de sinal denota um determinado estado de sinalização. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V.

Estes canais são utilizados na troca de informações entre os troncos que utilizam enlaces PCM. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 71 . A diferença entre duas transições.TELECOMUNICAÇÕES Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização R2 digital: utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). aplicadas simultaneamente nos dois canais de sinalização da mesma direção não deve ultrapassar 2 ms. Este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. A seguir são mostrados como os sinais de linha são codificados: PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O canal bb reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado) O Tempo de reconhecimento da transição do estado 0 para 1 ou vice-versa é 20 ± 10 ms.

. pode se formar 15 códigos multifreqüenciais em cada sentido de transmissão como indicado na tabela a seguir: 72 PROF. que devem ser trocadas entre as centrais para se estabelecer à conexão. chamado ou chamador. Para “n” igual a seis freqüências. em que cada sinal é composto da emissão simultânea de duas freqüências distintas tomadas de um grupo de “n” freqüências.TELECOMUNICAÇÕES 10. São informações relacionadas ao número de assinantes. condição do assinante chamado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .etc..4 SINALIZAÇÃO DE REGISTRADORES A sinalização de registradores é responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. Os sinais MFC são transportados através de códigos multifreqüenciais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . categoria do assinante chamador.

Estes têm a finalidade de solicitar a identidade do assinante chamador. categoria do assinante chamador.TELECOMUNICAÇÕES O significado primário dos códigos para frente denomina-se GRUPO I de sinais. Sua finalidade é transportar as informações numéricas para seleção do assinante chamado. O significado primário dos códigos para trás constitui o GRUPO A de sinais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 73 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O significado secundário recebe a designação de GRUPO II de sinais e tem a finalidade de informar o receptor sobre a categoria do assinante chamador. identificação do assinante chamador. Freqüências DTMF (utilizadas em telefones – MFC) 697 Hz 770 Hz 852 Hz 941 Hz 1209 Hz 1 4 7 1336 Hz 2 5 8 0 1477 Hz 3 6 9 1633 Hz - * # PROF. etc. A passagem do GRUPO I para o GRUPO II é ordenada por alguns sinais para trás. O significado secundário dos códigos para trás constitui o GRUPO B de sinais e tem a finalidade de informar o emissor da condição da linha do assinante chamado. etc.

grupo II II – 1 II – 2 II – 3 II – 4 II – 5 II – 6 II – 7 II – 8 II – 9 II –10 II –11 II –12 II –13 II –14 Assinante comum Assinante com tarifação especial Equipamento de manutenção Telefone público Operadora Equipamentos de transmissão de dados Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Reserva Reserva Reserva Reserva Algarismo 7 Algarismo 8 Algarismo 9 Algarismo 10 Inserção de semi-supressores de eco I –12 Pedido recusado. grupo B Assinante livre com tarifação Assinante ocupado Assinante com número mudado Congestionamento Assinante livre sem tarifação Assinante livre sem tarifação. grupo I I–1 I–2 I–3 I–4 I–5 I–6 I–7 I–8 I–9 I –10 I –11 Algarismo 1 Algarismo 2 Algarismo 3 Algarismo 4 Algarismo 5 Algarismo 6 Sinais para frente. identidade do B – 5 assinante chamador Reserva B–6 B–7 B–8 B–9 B – 10 B – 11 B – 12 B – 13 B – 14 B – 15 Enviar algarismo (n – 2) * Enviar algarismo (n – 3) Enviar algarismo (n – 1) Reserva Enviar chamador de trânsito internacional A – 12 Serviço internacional A – 13 Serviço internacional A – 14 Serviço internacional A – 15 Serviço internacional * “n” indica o último algarismo recebido 74 PROF. grupo A A–1 A–2 A–3 A–4 A–5 A–6 A–7 A–8 A–9 A – 10 A – 11 II –15 Reserva Sinais para trás.TELECOMUNICAÇÕES Sinais para frente. colocar retenção sob controle do assinante chamado Nível vago Assinante com defeito Reserva Reserva Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Enviar próximo algarismo B–1 Enviar primeiro algarismo B–2 Passaram para o grupo B B–3 Congestionamento B–4 Enviar categoria. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . indicação de trânsito internacional I –13 Inserção de supressor eco I –14 Acesso ao equipamento de manutenção I –15 Fim de número Sinais para trás.

A partir daí estará feita a conexão entre os dois tipos de usuários. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 75 . via antena. É ela que interliga o sistema celular à central pública. como o de não poder falar entre a transmissão de uma área e de outra. fibra óptica via rádio) e através da linha com o outro assinante. PROF.Central de Controle Celular. encaminhará a ligação para a central que concluirá até o assinante fixo. as unidades receptoras (telefones móveis) teriam de ser muito potentes causando interferências além do custo deste equipamento. solicitando uma conexão. Caso o assinante móvel queira efetuar tal operação. A ERB enviará uma solicitação até a CCC que. Mas continuávamos a ter problemas. porém agora com vários receptores evitando assim o problema de interferência e de potência dos receptores. para o assinante móvel avisando que existe uma chamada para este. Das desvantagens citadas acima. passará pela central pública e através de troncos chegará até a CCC que se encarregará de localizar em que ERB estará o móvel. Foi então que a partir de 1974 foi concebida a filosofia de Sistema de Telefonia Móvel Celular. A unidade móvel acessará a ERB da sua área via antena. A respectiva ERB enviará então um sinal.1 INTRODUÇÃO O sistema fixo de telefonia funciona da seguinte forma: quando a interligação de dois assinantes é feita pela linha telefônica do aparelho até a central da região que cobre este assinante. que pudéssemos usufruir do sistema e aparelho em qualquer lugar. Esta estação recebe o nome de ERB . A interligação entre assinante fixo e assinante móvel se processa da seguinte forma: para um assinante fixo acessar uma unidade móvel. Os primeiros sistemas (1964) nasceram do princípio básico de uma transmissor central que cobrisse toda a área de interesse. ou seja. pois é composto por várias células distribuídas ao longo de uma determinada área. Portanto cada célula tem um antena ligada a uma estação que controla esta área. Existem também uma central que controla todas as ERB’s de uma área. Esta central é chamada de CCC .TELECOMUNICAÇÕES 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR 11. o percurso será o oposto do descrito acima. por sua vez. O sistema é dito celular.Estação Rádio Base. A Central se interliga com outras centrais através de troncos (linha física. O assinante móvel celular nasceu da idéia de se querer ter um sistema de telefonia que não dependesse da linha física. tendo que ter uma faixa de freqüência muito grande e que o alcance do sistema estaria limitado de 30 até no máximo 80 Km. Daí concluí-se que esse transmissor teria de ser muito potente.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . surgiu em 1969 um sistema aperfeiçoado sugerindo a idéia de um transmissor.

2 SERVIÇO TELEFONIA FIXA 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL 11.TELECOMUNICAÇÕES 11.4 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 76 PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 77 .TELECOMUNICAÇÕES PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .5 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 78 PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 79 .TELECOMUNICAÇÕES 11.6 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .7 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA PROF.

TELECOMUNICAÇÕES 11.8 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .9 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR 80 PROF.

subdividimos em bandas A e B.10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR 11. A banda A no início da telefonia móvel no Brasil foi destinada a exploração de serviços somente pelas concessionárias públicas (“Tele´s”) e a banda B. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 81 . somente pelas empresas privadas.TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . situa-se entre 825 a 890 MHz.11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA A faixa de operação para o Serviço Móvel no Brasil. Dentro dessa faixa.

12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 82 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.

localização e estabelecimento das chamadas.990 880.980 B 10 333 A freqüência central em MHz.13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS Partindo da alocação original na largura de faixa de 20 MHz.980 870. PROF. é calculada como se segue: TRANSMISSOR Assinante Estação Rádio-base NÚMERO DO CANAL FREQÜÊNCIA DO CENTRO (MHz) 1 < N < 866 0.990 835.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 83 .000 1 < N < 866 0. Os canais de números 1-333 são para as concessionárias públicas e os canais de números 334-666 são para a concessionária privada. MHz Assinante Rádio-Base A 10 333 1 333 334 666 825.03N + 825.03N + 870. A TABELA A ATRIBUIÇÃO DA NUMERAÇÃO E FREQÜÊNCIA DOS CANAIS DO ESPECTRO ORIGINAL Faixa MHz Número de Canais Número de Canais Limite Freqüências do Centro Transmissor.000 Observe que 21 canais. 10 MHz para uma concessionária privada e 10 MHz para uma concessionária pública.030 879.030 834.020 889. A tabela abaixo ilustra o número de canais e as freqüências de centro. estão reservados para funções de controle como acesso. corresponde ao número do canal N.020 844.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . em cada uma das faixas A e B. temos 2 x 10 MHz 30 kHz = 666 canais onde 30 kHz é a largura de faixa de um canal.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS 84 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

a unidade móvel simplesmente armazena internamente do dígitos teclados. a unidade enviará o número teclado completo em uma curta seqüência de dados. o usuário aperta o botão de envio (SEND).TELECOMUNICAÇÕES 11. A unidade lógica interpreta as ações do cliente e os comandos do sistema. que contém todas as interfaces do usuário.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Esses dígitos não são enviados à Central de Comutação um de cada vez. A maioria da unidades móveis mostrará os dígitos que foram teclados. incluindo um fone e diversos controles e indicadores do usuário. Somente então. Isso utiliza um intervalo mínimo de tempo para cada unidade móvel e permite que o canal de controle. pelo menos. A unidade de controle. PROF.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL Os equipamentos das unidades móveis utilizadas nos sistemas de telefonia celular são de projeto compacto e ocupam um mínimo de espaço do veículo. As antenas montadas no teto são. A antena. da Estação rádio-base. a unidade móvel tentará comunicar-se com a estação rádio-base. Quando isso ocorrer. incluindo a bobina de carga (para compor uma antena com ganho de 3 dB). Quando o usuário pressionar as teclas numeradas no teclado. ao longo do canal de Configuração. à medida em que são teclados. seja utilizado na comunicação com muitas unidades móveis diferentes. A maioria apresentará. como acontece com os telefones convencionais. pelo menos 10 dígitos. e controla o transceptor e a unidade de controle. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 85 . Diferentes aparelhos apresentarão diferentes números de dígitos. A unidade móvel utiliza um processo chamado DISCAGEM PRÉ-ORGANIZADA. Uma vez teclado o número de lista completo do telefone chamado. de um quadro de onda. O transceptor utiliza um sintetizador de freqüência para sintonizar qualquer canal designado do sistema celular. Eles consistem em 3 unidades: A unidade do transceptor/lógica que aloja o rádio e o equipamento lógico do microprocessador.

com indicador. Na maioria dos automóveis. Lâmpadas indicadores (em uso. Comutadores de controle das chamadas (envio. as unidades móveis estão equipadas com controles de volume do fone (de mão).).16 UNIDADE DE CONTROLE A unidade de controle contém os seguintes equipamentos: NORMAIS • • • • • • • Um fone de mão com tom lateral (sidetone). Teclagem automática. Por essas razões.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . OPCIONAIS • • • • Visor do número teclado. Um teclado de discagem. existe uma diferença substancial no ruído de fundo. fora de área). Dispositivo viva-voz (hand free) Alerta com alarme externo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 11. nenhum serviço. Mesmo com os vidros fechados. Um código de desbloqueio de 3 dígitos. o ruído de fundo modifica-se acentuadamente à medida em que os vidros estejam abertos ou fechados. Os usuários de telefones móveis freqüentemente experimentam diversos níveis de ruído externo quando fazem as chamadas. Controles de áudio e alteração do volume. 86 PROF. nas diferentes marcas e modelos de automóveis ou caminhões. alto-falante e níveis de alerta. término etc. Um dispositivo de alerta.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 87 .17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.

-28dB 6. CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS Potência Máxima Transmitida 3 Watts 34.8 dBm .TELECOMUNICAÇÕES 11.8 dBm 4.2W (Classe II) 2. numa escala de 0 a 7. não atenuada.5W (Classe III) 3.5 Watts 26.0.8 dBm 7.Sem acentuação 34.2 Watts 30.8 dBm . de 3 W (Classe I).3W (Classe I) 1. no conector de antena e sob uma carga de 50 Ohms. por exemplo.8 dBm 6.-20dB 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . conforme ilustrado na tabela abaixo: NÍVEIS DE POTÊNCIA NOMINAL DOS TRANSMISSORES MÓVEIS Nível de Potência do Transmissor Potência de Saída Móvel (PL) Nominal de RF 0 .-12dB 22.8 dBm . Um transmissor da Classe III.-16dB 18.8 dBm 1.18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS As especificações dos transmissores móveis destinam-se a garantir um nível de potência nominal de RF de saída.8 dBm Observe que um transmissor móvel não pode exceder a potência máxima transmitida para a sua classe.1.-24dB 10.-4dB 30.8 dBm 0. pode ir de PL -2 até PL-7. A potência de RF da unidade móvel pode ser controlada em etapas de 4 dB.8 dBm 5.-8dB 26.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . em escalas de 4 dB. isto é de -8dB até -28dB.8 dBm Classe I II III TIPOS DE TERMINAIS • • • TRANSPORTÁVEL VEICULAR PORTÁTIL 88 PROF.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 89 .TELECOMUNICAÇÕES 11.19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS PROF.

21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO .AMBIENTE MÓVEL 90 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL 11.

TELECOMUNICAÇÕES 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 91 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .UNIDADE MÓVEL 92 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .1 DIVERSIDADE .TELECOMUNICAÇÕES 12.

• SAT Tons de áudio de supervisão. se não for detectado nenhum tom SAT válido ou o tom detectado não corresponder àquele da estação rádio-base. filtra e retorna o mesmo tom SAT. • O transmissor da estação fixa é desligado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . com uma tolerância de +. • O tom SAT é adicionado à transmissão pela estação rádio-base (Estação Fixa). O tom de sinalização é um tom de 10 KHz e é também utilizado ao longo do canal de voz. A estação móvel detecta. confirmação de solicitação e seqüência para solicitações especiais. Ele atende às funções de sinalização para terminação de chamada. Uma das freqüências é utilizada na transmissão da estação rádio-base para a unidade móvel. • É atribuído um SAT dentre os três. Definições: • Canal Um canal refere-se a um par de freqüências utilizadas para comunicações móveis. para entrelaçamento numa determinada gama de freqüências).2 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO 30kHz FM ± 12 kHz 6000 ± 30 Hz 10 kHz 10 kbps entrelaçados FSK LARGURA DA FAIXA DO CANAL MODULAÇÃO DESVIO DE FREQÜÊNCIA SAT ST CANAL DE “SET UP” Existem 3 tons de áudio de supervisão (SATs): 5970.6000 e 6030 Hz. enquanto que a outra freqüência é utilizada na transmissão da unidade móvel para a estação rádio-base. a cada Estação rádio-base. A presença do SAT implica na utilização contínua do canal de voz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 93 .20 Hz. • FSK Modulação por Desvio de Freqüência (utilizada para sinais digitais. PROF.TELECOMUNICAÇÕES 12.

S. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Portanto não interferindo na conversação. São 3 para evitar interferência. Esta reconhece e transmite de volta.TELECOMUNICAÇÕES SAT Transmitindo no canal de voz. para móvel.8s para finalizar a conversação. 94 PROF. Transmitindo do C. Transmite 15 a 50ms quando a conversação é interrompida para o HANDOFF.S. Transmite 1. quando for utilizado o mesmo conjunto de canais de voz em células diferentes dentro da mesma área de cobertura. Transmitindo fora da faixa de voz 9300 a 3400 Hz. Assim: Monitora-se a comunicação para efetuar o HANDOFF. ST Transmitindo do canal de voz só sentido móvel para C.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

• Ao receber essa mensagem. * Mensagem de designação de canal de voz para o móvel através da célula original. • A nova célula recebe de volta o SAT e envia esta informação à CCC através de mensagem de HANDOFF. • A CCC compara o nível do sinal de todas as células adjacentes e escolhe a melhor. Se ocorrer degradação em qualquer dos 2 sinais. a CCC ordena que todas as células adjacentes sintonizem o canal de voz que está sendo usado e efetuam a medição do nível de sinal. a CCC seleciona 1 canal livre dentre os canais correspondentes àquela determinada célula adjacente e envia: * Mensagem de Handoff para a nova célula.TELECOMUNICAÇÕES 12. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 95 . Após isto. • A nova célula ao receber a mensagem de HANDOFF. sinal-ruído do SAT durante a conversação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o móvel sintoniza o novo canal de voz e retransmite o SAT para a nova célula. • O móvel ao receber a mensagem de designação e canal de voz envia durante 15 a 50 ms o ST para a célula original. • Recebemos essa mensagem. PROF. Após isso. a CCC reconhece que já foi executada a troca de canais e envia a mensagem de canal de voz vago para que a célula original desligue o transmissor correspondente. • As células adjacentes ao receberem esta mensagem devem mudar a sintonia de seus receptores LOCATE para a freqüência do canal em que está sendo efetuada a conversação (e que será feito o handoff) cada célula adjacente envia o resultado da medida efetuada para a CCC. a ERB envia a CCC a mensagem de degradação do nível e/ou sinal/ruído.3 HANDOFF • Constantemente é monitorado o nível de sinal da portadora e a rel. liga a transmissão do SAT no canal designado. A conversação passa a utilizar o novo canal de voz. a CCC envia a ordem de medição do nível da portadora a todas as células adjacentes. Nesta mensagem.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .ERB – 13.TELECOMUNICAÇÕES 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE .1 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA 96 PROF.

chamados de bits ocupado/vago.2 CANAL DE CONTROLE DIRETO O canal de controle direto é um fluxo contínuo de dados de faixa larga.TELECOMUNICAÇÕES 13. Sinal de sincronismo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O Bi tem que indicar o estado vago. as unidades móveis monitoram esse fluxo de dados. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 97 . A unidade estará então capacitada a decodificar as informações contidas nos fluxos de dados. As informações enviadas a todas as unidades móveis incluem informações a cerca do sistema e de como as unidades móveis deverão acessá-lo. Cinco repartições a cada dois fluxos de mensagem.3 CANAL DE CONTROLE DIRETO • Fluxo contínuo de dados de faixa larga . para retornarem-se sincronizadas com o fluxo de dados geral. A isso seguemse cinco repetições de cada um dos dois fluxos de dados. Bits de ocupado/vago. enviado das estações rádio-base para as unidades móveis quando não estão envolvidas numa conversação real. FORMATO • • • • Seqüência Intercalada. • Envia dados das estações rádio-base para as unidades móveis.mensagens destinadas a todas as unidades móveis e mensagens destinadas a unidades móveis específicas. seguida por um sinal seqüencial síncrono de 11 bits. ao longo do canal de controle reverso. A impossibilidade da unidade móvel em utilizar a seqüência e o sinal de seqüência síncrona para sincronizar com o fluxo de PROF. As unidades móveis utilizam as seqüências intercaladas e do sinal de seqüência síncrona. Um exemplo é a ID do sistema. As informações enquadram-se em dois tipos gerais . 13. Esses bis indicam se o canal de controle reverso está ou não ocupado recebendo informações de uma unidade móvel.10 k bits/seg. a 10k bits por segundo. que é utilizada pela unidade móvel para ligar ou desligar a lâmpada indicadora de fora do alcance (roam) mencionada anteriormente. Cada repetição inicia-se por uma seqüência intercalada de dez dígitos (1010101010). antes que uma unidade móvel possa tentar comunicar uma mensagem à estação rádio-base.4 Ao longo do canal de controle direto. TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO 13. Existem bits especiais intercalados por todas as mensagens.

em resposta a uma mensagem de solicitação. A resposta constitui uma confirmação da recepção da solicitação.TELECOMUNICAÇÕES mensagens. direcionando o receptor a realizar uma determinada ação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . também mencionada anteriormente. ou de uma estação rádio-base para uma unidade móvel. Existem também mensagens de informações transmitidas a unidades móveis específicas. é utilizada pela unidade móvel para ligar sua lâmpada indicadora de não funcionamento.5 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO Para todas as unidades móveis: • Dados extras (overhead) • Controle / ocupação Para unidades móveis específicas: • • • • • Designação inicial do canal de voz Localização Nova tentativa direcionada Solicitação Confirmação de solicitação 98 PROF. ou de uma estação rádio-base para a CCC. 13.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . ao longo do canal de controle direto. sua localização será realizada ao longo do canal de controle direto. Se uma unidade móvel estiver livre e receber uma chamada. CONFIRMAÇÃO DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada de uma unidade móvel para uma estação rádio-base. Se uma unidade móvel encontrar-se no processo de originar uma chamada. para completar a chamada. Definições: MENSAGEM DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada da CCC para uma estação rádio-base. o canal de controle direto será utilizado para notificá-la que ela deverá sintonizar um canal de rádio de voz especificado.

também é de 10k bits por segundo. Definições: Mensagem de Solicitação: Uma mensagem enviada de um transmissor a receptor. Especificamente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 99 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 13. Confirmação de Solicitação. de forma que a chamada possa ser estabelecida em um canal de voz atribuído a essa célula.6 CANAL DE CONTROLE REVERSO O canal de controle reverso é utilizado pelas unidades móveis. Canal de Controle Reverso: • Fluxo de dados descontínuos em faixa larga . neste canal. direcionando-o a realizar uma determinada ação. Confirmação de Solicitação: Uma resposta à mensagem de solicitação. A velocidade de transmissão de dados.10 kbits/seg. bem como do seu número de série eletrônico. ela tem que se identificar através do seu próprio número de lista e classe de potência. transmitidas pelas unidades móveis ao longo do canal de controle reverso são mensagens de originação e mensagens de resposta de localização. Resposta à localização. Solicitação. Os dois tipos principais de mensagens. A unidade móvel notifica então à estação rádio-base acessada de que se encontra em sua área de cobertura. • Envia dados da unidade móvel para a estação rádio-base. Tipos de Mensagens • • • • Originação. através do seu número de lista no fluxo de mensagens de localização. A mensagem de resposta de localização é enviada quando a unidade móvel reconhece que existe uma mensagem chegando a ela. As mensagens de originação são enviadas quando o usuário tecla um número de lista e aperta o botão SEND. As unidades móveis transmitem seqüências de dados e então colocam-se de lado para permitir que outras unidades móveis utilizem o mesmo canal. PROF. para transmitir informações à estação rádio-base. A mensagem de originação contém o número de lista de telefone chamado e determinadas informações acerca da própria unidade móvel.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . “ Handoff ” ou receber uma unidade móvel de outra Estação rádio-base. Localizar as unidades móveis.7 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE Fornecer irradiação e recuperação de RF. supervisão e Funções de Terminação de Chamadas. Executar Rotinas de Testes e Manutenção. Executar funções de controle e reconfiguração dos equipamentos. Executar funções de Configuração. Executar funções de processamento de voz. quando a chamada de voz se encontra em andamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 100 PROF. Fornecer comunicações de dados com a MTSO e as unidades móveis.TELECOMUNICAÇÕES 13.

TELECOMUNICAÇÕES 13.utilizados para percurso de voz nas chamadas entre estações rádio-base e unidades móveis. Rádios • Fontes de freqüência. • Rádios de Voz . Componentes de R. • Enlaces de dados .percursos de voz nas chamadas entre estações rádio-base e a MTSO.utilizados para localizar as unidades móveis. • Rádios de Localização .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .utilizados para a execução de rotinas de teste e manutenção. • Frente de recepção final e complexo da antena. • Complexo de controle de rádio .8 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE • Componentes de Hardware Significativos. • torre e cabo coaxial.F. • Troncos de voz . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 101 . Distribuição de R. • amplificador de potência. • Potência de saída do transmissor e complexo da antena.Estação rádio-base controladora do processador principal.F. PROF. dos equipamentos da Estação rádio-base. • combinadores.percursos de Comunicação entre estações rádio-base e a MTSO. • Rádios de Controle . Antenas • omnidirecionais e direcionais.utilizados para configurar as chamadas. • Equipamentos de manutenção e teste .

O controle dinâmico da potência possibilita ao sistema elevar ou reduzir os níveis de potência dos transmissores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Outros Componentes: • Fontes de alimentação.TELECOMUNICAÇÕES Componentes de canal de áudio. Sem o controle dinâmico da potência. é necessário um amplificador de potência programável de 45 W. e cada transmissor de unidade móvel permaneceria ao nível de potência fixa associado ao canal de voz que estivesse atendendo. durante todas as chamadas. Na estação rádio-base. O controle dinâmico da potência regula a potência do transmissor da unidade móvel ou da estação rádio-base. cada radiotransmissor de estação rádiobase iria operar a um nível de potência fixo. Controle Dinâmico de Potência Estação Rádio-base • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 45 W de amplificação programada 102 PROF. A potência pode ser elevada (incrementada) ou diminuída (atenuada). • Enlaces de dados até a CCC. para o controle dinâmico. em patamares de 4 dB acima ou abaixo dos valores normais para cada chamada. Esses níveis de potência fixos são referidos como normais ou default do transmissor e são regulados independentemente. • Troncos de voz até a MTSO Componentes de controle: • Controlador da Estação rádio-base.9 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA O controle dinâmico de potência é um recurso que possibilita o sistema ajustar automaticamente o nível de potência do transmissor da unidade do assinante e do rádio de voz da estação rádio-base. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Alarmes. 13. enquanto uma chamada está em andamento em um canal de voz.

diz-se que ele fica sobrecarregado. de forma que os sinais que seriam normalmente fáceis de detetar não são mais detetados. Além disso. um sinal excessivamente forte pode colocar a extremidade dianteira do receptor na região de operação não linear. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 103 . por exemplo. O receptor fica então com a sensibilidade reduzida.Elevando-se a potência do transmissor de uma unidade móvel.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de forma a reduzir a interferência devida ao sinal. um deles será recebido também na freqüência modulada e resultará em diafonia nessa freqüência. torna-se útil atenuar o sinal. Exemplo: Uma unidade portátil em um edifício muito alto requer menos potência de transmissão nos pisos mais altos e maior potência de transmissão ao nível do solo. Para as unidades portáteis com baterias. Uma situação reconhecidamente causadora de sobrecarga é a presença de uma rodovia elevada muito próxima a estação rádio-base . se o sinal recebido da unidade móvel for muito forte. PROF. causando distorção e diafonia por intermodulação.TELECOMUNICAÇÕES Transmissor Móvel • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 3 W (Classe I) Benefícios do Controle Dinâmico de Potência • Interferência de RF .quando existir um percurso de transmissão curto e direto entre a estação rádio-base e uma unidade móvel em trânsito.Os receptores são projetados para determinados níveis de potência de recepção ( -130 dBm a -30 dBm. Por outro lado. a utilização de uma potência reduzida incrementa a vida útil das baterias. Além disso. nos receptores de estação radio-base). A faixa de sinais de entrada aceitáveis é conhecida como faixa dinâmica do receptor. Os sinais recebidos pela antena da estação rádio-base não devem exceder 60 dBm. é possível se intensificar a C/I para uma unidade móvel próxima do limite da célula. isso é conhecido como diafonia por intermodulação. Se o sinal recebido exceder o limite superior dessa faixa. Sobrecarga do Receptor . se forem recebidos na estação rádio-base dois sinais igualmente fortes. no co-canal e nos canais adjacentes.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES Controle Dinâmico de Potência . • Incrementar a vida útil das baterias das unidades portáteis.Benefícios: • Controlar a interferência. • Controlar a sobrecarga do receptor 13.10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL 104 PROF.

1 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR Unidade de Assinante (Aparelho). PROF. CCC ou MTSO . • Central celular • Interfaces Estação rádio-base/Rede Pública de Comutação. CCC • Processador celular.Central de Telefonia Móvel (Mobile Telephone Switching Office). A CCC (MTSO) controla não apenas as comunicações com a Rede Pública de Comutação fixa (PSTN). como também atua como comutador de mensagens para a Comunicação entre as estações rádio-base.Rede de Telefone Público Comutado (Public Switched Telephone Network). • • • • • • Rádio de controle Rádios de localização Transceptores de rádio.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Unidade de controle • Transceptor • Sistema de Antena Estação Rádio-base. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 105 .TELECOMUNICAÇÕES 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC14. Antenas direcionais e omnidirecionais Equipamentos de Manutenção e testes. PSTN . Enlaces de dados / troncos de voz.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 14.2 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC 106 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

Atividade de alteração recentes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .PROCESSAMENTO DE CHAMADAS • Fornecer conexão comutadas com a PSTN. para detecção de problemas transitórios. Dados de classificação de bilhetagem. Provisionamento / ordem de serviço. PROF. • Contagem do número de tentativas. • Chamadas originadas pela unidade móvel. Coletar dados de tráfego. Serviços especiais por assinatura.TELECOMUNICAÇÕES 14.3 FUNÇÕES DA CCC . • Fornecer conexões comutadas entre assinantes móveis. • Administrar a utilização dos canais de rádio de voz. • Coordenar o processo de localização intercelular e intracelular e resultante “ Handoff” • Fornecer serviços especiais aos usuários móveis. setorização e isolamento de falhas. • • • • • Número de lista da unidade móvel. Atribuição de troncos / estação rádio-base. • Rotinas de testes / exercícios do sistema. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 107 . • Fornecer a coordenação sobre a sinalização com as unidades móveis. Manutenção • Reconhecimento de falhas e recuperação de erros. • Conclusão das chamadas. 14. • Chamadas recebidas pela unidade móvel. • Diagnóstico.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC Coletar dados de bilhetagem. ( Rede Pública de Comutação).

entre a unidade móvel e estação rádio base.8 segundos antes de desativar a transmissão ao fim de uma conversação. torna-se necessário transmitir outras informações além daquelas da conversação. A finalidade desse tom é atuar como controle de continuidade no enlace de rádio.TELECOMUNICAÇÕES 14. para comunicar informações à esta rádio-base. Ele é ativado pela unidade móvel durante intervalos de tempo específicos. O tom não é audível para as pessoas envolvidas na conversação. O segundo sinal analógico é chamado tom de sinalização (ST). MARCELO DIOGO DOS SANTOS . em cada estação rádio-base. Este tom é sempre de 10 kHz. a Unidade Móvel ativa o ST 1. Na realidade. Isso informa à estação rádio-base que a unidade móvel está liberando a chamada. por exemplo. isso é conseguido através de sinalização tanto analógica quanto digital. presume-se que alguma coisa interrompeu o enlace de RF e a chamada é desconectada.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .5 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ Quando uma chamada já foi estabelecida no canal de voz. a estação rádio-base reconhece que está completo o enlace de RF do circuito de voz. Quando detecta o SAT correto retomando a unidade móvel. Se o SAT desaparecer durante um intervalo superior ao especificado. Tom de Áudio Supervisão (SAT) • 5970 Hz • 6000 Hz • 6030 Hz Tom de Sinalização • 10 kHz 108 PROF. Existem dois tipos de sinais analógicos. Quando uma rádio de voz é atribuído a uma chamada. A unidade móvel deteta o SAT no sinal que recebe e retransmite-o de volta para a estação rádio-base. o transmissor da estação rádio-base sobrepõe a freqüência do SAT acima do sinal de voz. são utilizados três tons SAT diferentes. constituídos por tons contínuos de 5070 Hz ou 6030 Hz. É atribuído um tom específico a cada canal de voz. o primeiro deles é chamado Tom de Áudio Supervisor (SAT).

Durante essa interrupção. obrigando-a a sintonizar um novo canal.Fluxo de mensagem digital de 10 kbits/s. A transmissão digital. ao invés da voz. Existe uma série de usos para sinalização por black and burst. Isso é feito por meio de uma seqüência de black and burst. onde o terceiro participante será incluído na conversação. novamente a uma velocidade de 10 kbits/s. O número do novo canal é transmitido à unidade móvel na própria mensagem.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a estação rádio-base enviam um comando para as unidades móveis. Um uso muito importante da sinalização black and burst. A estação rádio-base transferirá os dados para a CCC. incluindo seqüência intercalada. A unidade móvel irá gerar inicialmente um sinal intermitente para a estação rádio-base. utilizandose uma técnica chamada black and burst (apagamento e seqüência). a estação cedente envia uma mensagem de black and burst para a unidade móvel. para transmitir o número teclado à estação rádio-base. orientando-se a modificar sua potência de transmissão para um nível especificado. Nesse caso. sinal de sincronismo e repetições. Quando é necessário transferir uma chamada de uma estação rádio-base para outra. leva apenas uma fração de segundo. A estação rádio-base responderá com uma mensagem black and burst de envio dos dígitos teclados. na direção direta (estação rádio-base para unidade móvel). ativando momentaneamente o tom de sinalização. é transmitido uma seqüência de informações digitais. Isso significa que o sinal de voz é momentaneamente interrompido ou “blancked” (apagado). encontra-se no processo de “Handoff”.TELECOMUNICAÇÕES 14. A estação rádio-base envia o comando e a unidade móvel confirma que recebeu a mensagem. Provavelmente a ocorrência mais comum é o controle da potência transmitida pela unidade móvel. Sinalização Digital no Canal de Voz • Black-and-burst . o assinante da unidade móvel tecla o número de lista do terceiro participante que ele deseja incorporar à conversação e então aperta o botão SEND. Para utilizar esta característica durante uma conversação estabelecida. Pode ficar perdida no máximo parte de uma sílaba. Um exemplo de black and burst na direção reversa (unidade móvel para a estação rádio-base) é o recurso da chamada de conferência a três. dos bits de mensagem. A unidade móvel enviará então uma seqüência de black and burst no canal de voz reverso. Na maioria dos casos. as pessoas envolvidas na conversação não percebem a interrupção. utilizando a característica de controle dinâmico da potência dos sistemas celulares. PROF.6 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ A sinalização digital também é realizada ao longo do canal de voz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 109 .

TELECOMUNICAÇÕES Tipos de mensagens: • • • • • Solicitação. A CCC analisa o número discado. a CCC recebe o número de células setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Número de lista de transferência de chamada (call forwarding). Número de lista do terceiro participante chamado. 6. 3. 110 PROF. A ERB recebendo de volta o SAT entende que o móvel sintonizou o canal correto. 8. No instante em que o assinante chamado atende. Confirmação de solicitação. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 7. Na mensagem de originação. 4. captura um juntor de saída e se conecta à rede pública. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal de voz designado. Quando o assinante efetuar a discagem e pressionar a tecla SEND. 5. o móvel fica sintonizado no canal de controle. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação ao canal de voz. cessa o tom de chamada e tem início a conversação. 2. o móvel faz a varredura dos canais de controle. a CCC recebe o tom de chamada e o retransmite ao móvel via canal de voz. Designação de canal de voz para “handoff”. Ao receber essa mensagem. captura aquele com nível de sinal mais forte e envia a mensagem de originação. A ERB envia então a mensagem SAT para a CCC. Quando o processo de comutação da rede pública é terminado. CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL 14.7 1. No estado livre.

A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação do canal de voz. A chamada de entrada é recebida da rede pública através do juntor de entrada. ao receber a mensagem de busca. Com esta informação.TELECOMUNICAÇÕES 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 111 . 2. A CCC inicia o envio da corrente de toque ao assinante chamado. • Mensagem de busca aos móveis via ERB 1. deve reconhecer seu número e responder através da mensagem de resposta à busca. Na mensagem de resposta à busca. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal designado. ao mesmo tempo em que o móvel envia o tom SAT à ERB. a CCC recebe a informação do número da célula/setor onde se encontra o móvel. 6. 4. 5. 7. verifica se o móvel está no estado livre e envia: • Sinal para a rede pública. A ERB retransmite essa informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada.8 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL 1. Ao receber esta mensagem. O móvel. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. PROF. a CCC seleciona um canal de voz utilizado por esta célula/setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. entende que o móvel sintonizou o canal correto. A ERB envia então a mensagem de alerta. A ERB recebendo de volta o SAT. Quando o assinante chamado atende o móvel cessa o envio do tom e a ERB retransmite esta informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada OFF e tem início a conversação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 3. A CCC após determinar que o número chamado pertence a esta área de serviço.

8 s o ST. o assinante pressiona a tecla END. A ERB desliga o Transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. 3. Terminada a conversação. 112 PROF. colocando o canal de voz no estado vago.8s.TELECOMUNICAÇÕES 14. A CCC envia então à ERB a informação: mensagem de canal de voz vago. O móvel envia o ST durante 1. 14. Recebendo essa mensagem a ERB desliga o transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. a CCC recebe o sinal de desconexão e envia ao móvel via ERB a mensagem de liberação do canal de voz. 4. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora. A CCC recebendo esta mensagem. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . envia o sinal de linha de desconexão para a rede pública e a mensagem de canal de voz vago para a ERB. 4. 5. 2.9 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL 1.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA 1. 2. O móvel ao receber este sinal envia á ERB durante 1. 3. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . colocando o canal de voz no estado vago. Terminada a conversação.

Detecta e verifica SAT Coloca a situação de “fora-de-gancho” do tronco de voz até CCC PROF. Retransmite SAT à ERB. Usuário digita o número telefônico e preciona a tecla “SEND” Envio do MIN e do número do telefone chamado para a ERB via canal de controle reverso Móvel 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Detecta “fora-degancho” Completa chamada através da rede Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Sintoniza o canal de voz designado Detecta e verifica SAT. (passo 2) 14.TELECOMUNICAÇÕES 14.11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO Passo CCC ERB Móvel 1 Ligar o móvel (power on). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 113 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 3 CCC ERB Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). indica “NO SERVICE” 2 Varre canais de dados primários medindo RSSI 3 Se o nível de RSSI não é aceitável varre canais secundários para RSSI 4 Sintoniza canal mais forte e decodifica os dados 5 Se os dados não puderem ser decodificados vai ao passo 2 6 Determina situação de HOME ou ROAM e indica situação de ROAM 7 Apaga indicação de “NO SERVICE” 8 Móvel em serviço pronto para receber ou fazer chamada 9 Reinicia varredura após determinado período.

Detecta e verifica SAT.13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 CCC ERB Móvel Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). Detecta “fora-do-gancho” e envia ordem de alerta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Envia ST à CCC Sintoniza o canal de voz designado. Envia ordem de alerta ao móvel via blank-and-burst no canal de voz. 114 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 14. Usuário responde à chamada Alerta e ST são desligados. 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Recebe chamada dirigida ao móvel e envia mensagem de paging a todas as células Células enviam page ao móvel Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Móvel detecta page e ocupa o canal de controle mais forte usando RSSI Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Detecta e verifica SAT Coloca situação de “forado-gancho” no tronco de voz até a CCC. Retransmite SAT à ERB. Detecta ausência de ST informa à CCC. Gera tom de toque e envia ST à ERB Envia toque de chamada ao chamador Completa a chamada através da rede.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

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14.14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS Passo CCC 1 Unidade móvel ou chamador terminam a chamada 2 3 ERB Móvel Unidade móvel ou chamador terminam a chamada

Ordem de liberação enviada ao móvel Audio do móvel é emudecido e tom ST transmitido com SAT durante 1,8s. Móvel para de transmitir e retorna ao estado em serviço na condição de repouso.

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15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR 15.1 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA

O problema tradicional em um rádio móvel é o aparente conflito entre as exigências de cobertura de área e a capacidade do usuário. Admitindo-se um determinado número de canais numa faixa de freqüências, qual deverá ser o tamanho da área coberta e quantos usuários deverão ser admitidos? Se uma estação base tiver que fornecer atendimento às unidades móveis em uma grande área, ela terá que dispor de alta potência e estar localizada no ponto mais elevado da área cuja cobertura é exigida. No entanto, os canais alocados ao local de transmissão não poderão ser reutilizados para um serviço semelhante, até uma considerável distância. Nesse caso, a única forma de incrementar a capacidade será utilizar um amplo espectro. Disso deriva o conceito de reutilização de freqüênciaviabilizado restringindo-se a potência do transmissor da estação base e utilizando-se repetidamente a freqüência, na mesma área geral de um sistema. Os parâmetros de projeto são os seguintes: • Interferência de co-canal - interferência entre sinais que possuem a mesma freqüência. • Interferência de canal adjacente - interferência entre sinais que possuem freqüências muito próximas. Exemplo: Canal 1, com freqüências de 825,030 MHz e 870,030 MHz. Canal 2, com freqüências de 825,060 MHz e 870,060 MHz. Os canais 1 e 2 são canais adjacentes. Os sinais que possuam freqüências de canal 1 825,030 MHz (unidade móvel) e 870,030 MHz (estação base) são sinais de co-canal. 15.2 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL

Todas as células são consideradas hexágonas, numa discussão teórica. Na realidade entretanto, as células raramente tem a forma hexagonal. A geometria de cada célula depende do contorno e topografia do terreno, da presença ou não de

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água, folhagem, estruturas feitas pelo homem - altura e densidade - e localização e altura da antena.

15.3

CÉLULA DIRECIONAL ANTENA DE 120°

A célula direcional pode ser construída a partir de uma célula omnidirecional. instalando-se antenas direcionais na estação rádio base. • A antena omnidirecional irradia e recebe sinais de todas as direções. • A antena direcional irradia e recebe sinais de uma determinada direção. • A antena é vertical (polarização vertical) porquê os sinais irradiados verticalmente não podem atingir a unidade móvel. Apenas os sinais irradiados perpendicularmente à antena são passíveis de atingir a unidade móvel. Tipicamente, são utilizadas antenas direcionais de 120°, para um agrupamento de células K=7. O padrão de reutilização da freqüência K=7, com antenas direcionais de 120° requer um conjunto de 3 x 7 = 21 canais. ANTENA DE 60° Ao invés de se construir três antenas direcionais de 120° numa estação rádiobase, podemos instalar antenas de seis setores, cada um deles cobrindo um ângulo, reduzindo assim ainda mais a interferência do co-canal. No entanto, para que haja uma eficiência de entroncamento razoável, as antenas de seis setores são usadas com agrupamento de células K=4. Os arranjos de antenas de seis setores com padrão de agrupamento de células K=4, são geralmente usados por vários fabricantes de sistemas celulares.

15.4

DIVISÃO DAS CÉLULAS

A divisão das células torna-se necessária quando a carga de tráfego suportada pelas células originais excedem sua capacidade. Na divisão das células a distância entre as estações rádio-base adjacentes é reduzida a metade e a área de cobertura

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Isso incrementa a carga sobre o sistema e pode. existe um impacto sobre a capacidade de transporte de chamadas de cada face da antena. dentro do software. As células superpostas tornam-se necessárias quando nem todas as células são divididas ao mesmo tempo. • A divisão torna-se necessária quando uma determinada célula não consegue suportar uma carga de tráfego (mesmo depois de se adicionar a ela outros canais de rádio). No entanto a atribuição de canais poderá ser K=4 ou K=3. • Para se reduzir a interferência do co-canal. a densidade de estações rádio-base fica quadruplicada. A atribuição de canais para as células desdobradas 120º (mantendo-se o padrão de atribuição K=7). 4. • Podemos esquematizar estações rádio-base com diferentes padrões de reutilização. a atribuição de freqüência às células menores deverá ser cuidadosamente executada. A implementação do compartilhamento da reutilização incrementa a capacidade do sistema.TELECOMUNICAÇÕES nominal da célula recém estabelecida fica reduzida a um quarto da área anteriormente coberta da estação rádio-base. No entanto. 15.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Nem todas as células existentes precisam ser desdobradas simultaneamente. A divisão das células pode suportar quatro vezes o volume de tráfego suportado pelas células existentes. com um pequeno prejuízo para a relação C/I (canal/interferência). A utilização de antenas direcionais incrementa a probabilidade de “handoff”. anteriormente existente. apenas as células que tiverem sobrecarga de tráfego. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Assim. sem afetar significantemente seu desempenho. 19. São candidatas ao desdobramento. • Quando coexistem células de tamanho grande e pequeno. entre as estações vizinhas já existentes. etc. • O compartilhamento da reutilização pode ser utilizado para as estações rádio-base duplas. Não é necessário nenhum hardware adicional para as células duplas.5 RESUMO • As células de foram hexagonal são encontradas muito raramente nos sistemas reais. Idealmente. são utilizadas antenas direcionais. 7. em última instância degradar o seu desempenho. dependendo de K=3. • Padrões diferentes de reutilização da freqüência: • interferência do co-canal • eficiência de entroncamento • custo 118 PROF. utilizando-se antenas direcionais. as localizações das novas estações rádio-base ficarão a meio caminho. Nesses casos teremos células duplas utilizando freqüências diferentes.

TELECOMUNICAÇÕES • Tipos diferentes de estação rádio-base: • Omnidirecionais • 3 faces • 6 setores • Divisão da célula: • cuidados na atribuição da freqüência • estação rádio-base superpostas (duplas) • Compartilhamento da reutilização. todo o cidadão receberá um telefone celular. “Entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia.05/05/92 PROF.” Folha de São Paulo . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 119 . ao nascer.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . é porque o indivíduo está morto. corre uma estorinha segundo a qual. o aparelho não responder. Se um dia. no futuro. que o acompanhará pelo resto da vida.

Com relação ao espaçamento entre os canais pode-se citar. sendo que em 1970 a própria AT&T propôs a construção do primeiro sistema telefônico celular de alta capacidade que ficou conhecido pela sigla AMPS. O tamanho das células situa-se na faixa de 500 metros a 10 quilômetros. Cada célula possui diversos canais com o objetivo de prover serviços para muitos usuários simultaneamente. sendo cada uma delas servida pelo seu próprio conjunto de rádios transmissores e receptores de baixa potência.1 Primeira Geração de Sistemas Móveis A partir de sua primeira geração o serviço celular passou a funcionar através da divisão de uma cidade ou região em pequenas áreas geográficas denominadas células. a mesma é transferida para o sistema de telefonia fixa regular. adotado por diversos outros países além dos nórdicos. sendo que as principais diferenças concentravam-se no uso do espectro de freqüência e no espaçamento entre canais. sem sofrer interrupção. o C-450 na Alemanha e Portugal.1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES 16. no Reino Unido. Todos esses sistemas eram bastante parecidos entre si. opera na faixa de 869-894 MHz para recepção e 824-849 MHz para transmissão. Áustria. o TACS e vários outros que adotam 25 kHz. no Japão.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o TACS (Total Access Communications System). Advanced Mobile Phone Service. No entanto. o AMPS que adota 30 kHz. etc. Quando a chamada de um celular alcança uma torre de transmissão e recepção. a NTT (Nippon Telephone & Telegraph) havia se antecipado colocando um sistema semelhante ao AMPS em operação em 1979 na cidade de Tóquio. O AMPS. À medida em que um usuário se movimenta na cidade. por exemplo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Itália. Espanha e Irlanda. utilizando modulação em freqüência para voz e modulação digital FSK (Frequency Shift Keying) para sinalização.1. o sinal do seu telefone celular passa automaticamente de uma célula para outra. sendo permitido o "handoff" ou "handover" 120 PROF. da AT&T. ou seja. O acesso à canalização é obtido através do FDMA (Frequency Division Multiple Access). etc. Na Europa a primeira geração de sistemas celulares era composta de diversos sistemas. Essa primeira geração de sistemas celulares caracterizava-se basicamente por ser analógica. desenvolveram o conceito do celular em 1947. Em 13 de Outubro de 1983. Os Laboratórios Bell.TELECOMUNICAÇÕES 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR 16. o primeiro sistema celular nos EUA entrava em operação comercial em Chicago. o NMT450 opera na faixa de 463-468 MHz para recepção e 453-458 MHz para transmissão enquanto que o NMT-900 utiliza a faixa de 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. por exemplo. O NMT (Nordic Mobile Telecommunications). o Radiocom 2000 na França e o RTMS na Itália.

em um certo número de partes e designando cada uma das diversas conversações telefônicas para cada uma dessas partes. é um sistema proprietário desenvolvido pela empresa QUALCOMM. contabiliza-se ainda uma larga infra-estrutura já implantada de mais de US$ 50 bilhões de dólares. indiscutivelmente. surgiram os sistemas GSM (Groupe Speciale Mobile/Global System for Mobile Communications) na Europa. tornando as transmissões difíceis de interceptar ou mesmo interferir. melhor qualidade de voz. mais de 45 milhões de assinantes se concentram somente na Europa Ocidental (23 países). baseada em San Diego. Como resultado desse esforço. operando na faixa de freqüência 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. maior eficiência espectral. onde o sistema analógico havia atingido o limite de sua capacidade nas maiores áreas metropolitanas. com mais de 150 redes celulares do tipo GSM-900. e pela necessidade de se ter um sistema Pan Europeu na Europa. O sistema utiliza a técnica de espalhamento espectral e foi originalmente utilizado pelos militares para espalhar o sinal em uma faixa de espectro bastante larga. possibilitando assim a manutenção de preços baixos. O TDMA opera dividindo o tempo de um canal. O GSM foi adotado como padrão Europeu em meados dos anos 80 e introduzido comercialmente em 1992. o padrão mais popular implementado mundialmente. 16. ofereciam as seguintes vantagens sobre os analógicos: técnicas de codificação digital de voz mais poderosas. que opera em uma determinada freqüência. DCS-1800 e PCS-1900 com mais de 57 milhões de assinantes distribuídos em 98 países. O GSM é hoje. foi necessário dar início ao desenvolvimento de sistemas digitais que em princípio. A seu favor. o B-CDMA opera partilhando o espectro de freqüência com as demais tecnologias celulares existentes. o TDMA (Time Division Multiple Access).TELECOMUNICAÇÕES (permite a transferência automática de ligações de uma célula para outra). Essencialmente. além da maior capacidade. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 121 . O GSM possui uma arquitetura aberta. trabalham com bastante facilidade a comunicação de dados e facilitam significativamente a criptografia da informação transmitida.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . estando as patentes em poder da empresa InterDigital. Existe também o CDMA de banda larga (Broadband CDMA ou B-CDMA). o que permite a combinação de equipamentos de diferentes fabricantes. nos EUA.2 Segunda Geração de Sistemas Móveis Em função da pressão de demanda. Possibilita igualmente o "roaming" (transferência automática de ligações entre sistemas) entre os diferentes provedores de serviço. o CDMA (Code Division Multiple Access) nos EUA e o PDC (Japanese Personal Digital Cellular) no Japão. particularmente nos EUA.1. O CDMA. desde que adotem o mesmo sistema. um forte concorrente do TDMA.

desta forma. com 80 canais. o DECT (Digital European Cordless Telephone). O DECT oferece uma estrutura de comunicações sem fio para alta densidade de tráfego. uma competição com o sistema celular. Esses sistemas têm experimentado diferentes níveis de sucesso ao longo do tempo e encontram-se em uso em milhões de residências ao redor do mundo. ou ainda CT. O "Department of Trade and Industry" (DTI).os sistemas celulares digitais convencionais adotam geralmente taxas de até 13 kbit/s. para ambientes fixos e móveis. o PHS (Personal Handyphone System) desenvolvido no Japão e o PACS (Personal Access Communications Services ) proposto pelo Bellcore nos EUA. à sua inabilidade de adequar capacidade à demanda e à elitização de seus serviços dada a exorbitância dos preços.TELECOMUNICAÇÕES Em resumo. em 1989. Estima-se que nos EUA existam mais de 60 milhões de telefones sem fio. alguns com capacidade. surgiu. O PACS suporta serviços de voz. no mínimo. pela utilização de tecnologia digital para transmissão tanto de voz quanto de sinalização. na Inglaterra. oferece ao usuário a possibilidade. a um custo acessível. telecomunicações de curta distância e cobre uma ampla gama de aplicações e ambientes. O CT2 foi projetado para uso em ambientes domésticos e empresariais e pode ser usado como teleponto. o conceito PCN (Personal Communications Network). constituído potencialmente por milhões de usuários. A arquitetura do sistema seria suportada por uma ampla estrutura microcelular para possibilitar o uso de terminais de baixa potência e. dados e imagens de vídeo para uso em interiores e microcélulas. de ingressar na rede de telefonia pública comum. disparou um processo de consulta sobre o desenvolvimento de um sistema rádio que fornecesse serviços bidirecionais de telecomunicações de alta qualidade. Dentre esses padrões convém ressaltar o CT2 (Cordless Telephone 2). sistemas sem fio ou telefones sem fio. conhecida como "cordless systems" ou "cordless telephones". promovendo. órgão governamental responsável pelo setor de telecomunicações do Reino Unido. dos mais diferentes tipos e/ou modelos. operando nas faixas 914-915 MHz (móvel para base) e 959-960 MHz (base para móvel).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . em geral. o CT1 (Cordless Telephone 1). MARCELO DIOGO DOS SANTOS . os serviços de comunicações de segunda geração são baseados em sistemas de alto desempenho. ou seja. três vezes superior à dos sistemas de primeira geração. 122 PROF. Uma das suas principais atrações é a qualidade do sinal. Vários novos padrões se sucederam ao CT1 e foram considerados digitais na medida em que digitalizavam o tráfego de voz para transmissão sobre a interface aérea. quando este estiver próximo de cabinas ou postes devidamente equipados. Caracterizam-se. Como resposta à má qualidade de serviço oferecida por sistemas analógicos. embora certamente um considerável número de aparelhos operasse em milhares de residências. Além dos sistemas celulares vistos até aqui. A meta era o mercado de massa. Surgiu então um padrão europeu. existe ainda uma outra linha de desenvolvimento. O seu uso era considerado ilegal na Europa nos anos 80. que é enviada a uma taxa de 32 kbit/s . ou seja.

França e Inglaterra. através de ondas de rádio. como extensão do sistema telefônico do escritório quando se encontram no trabalho ou como telefone móvel PROF. 16.1. por estar menos congestionada que a faixa do celular convencional. existiam cerca de 3. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 123 . apenas na Alemanha. Progressos significativos já foram obtidos. esse serviço. já se trabalha intensamente no desenvolvimento da terceira geração. Em janeiro de 1998. o objetivo é criar uma plataforma de rede SEM FIO. instaladas em interiores. Este trabalho está sendo liderado mais uma vez pela Europa e patrocinado pelo ITUR (International Telecommunications Union Radiocommunications sector) e ETSI (European Telecommunications Standard Institute). isto é. Nos EUA. como por exemplo a reserva de 230 MHz de espectro.3 Terceira Geração de Sistemas Móveis Mesmo não estando ainda os sistemas de segunda geração totalmente amadurecidos e firmemente estabelecidos. microcélulas e macrocélulas. A topologia provável desse novo sistema será baseada em uma forma de arquitetura mista de células. micro e macrocélulas. As operadoras vêem nessa solução uma forma de melhorar os serviços já oferecidos onde se incluem atualmente os celulares.7 milhões de assinantes nessa tecnologia. e a atenuação adicional da nova faixa seria compensada pela menor dimensão das células. A faixa de freqüência mais adequada estaria entre 1. Células diminutas. O termo PERSONAL ou PESSOAIS é visto como ponto-chave em termos mercadológicos porque captura a imaginação e inspira liberdade. em torno dos 900 MHz. O objetivo é criar um sistema móvel de terceira geração por volta do ano 2000. os "pagers" e a própria rede fixa de telefonia convencional. Ou seja. "Handsets" diferentes precisarão reconhecer e operar indistintamente em pico. serão versões melhoradas das atuais tecnologias "cordless". Na Europa. aparelhos de assinante. oferecendo aos usuários a possibilidade de acesso. células maiores. ou seja. na "World Administrative Radio Conference" (WARC) em 1992.3 GHz. com "handsets". as primeiras aplicações de PCS surgiram no final de 1993 com o sistema DCS-1800. conhecido como PCS (Personal Communications Service). uma variante do GSM operando com potências menores e em uma faixa de freqüência mais alta.TELECOMUNICAÇÕES conseqüentemente. bastante pequenos e leves. ou seja.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . células de tamanho variável serão implementadas com dimensionamento adequado para áreas geográficas específicas e em função das diferentes demandas de tráfego. que pretende ser cada vez mais o meio de comunicações entre pessoas e não entre lugares ficou. poderão operar segundo características evoluídas a partir do GSM. leves para serem transportados no bolso (pocket-size). picocélulas. Esse sistema está sendo denominado UMTS (Universal Mobile Telecommunications System).7 e 2. individualidade e algo feito sob medida. com a aprovação de 127 países.

utilizando ferramentas de rede inteligente). O WLL de banda estreita tem sido utilizado em substituição aos fios/cabos de cobre para conectar telefones e outros dispositivos de comunicação com a rede de telefonia comutada pública. Econômica e tecnicamente falando. etc. (4) serviços personalizados. (3) tarifação adequada para aplicações multimídia. (2) "roaming" inteligente. tem plenas condições de atender também a esses quesitos.TELECOMUNICAÇÕES convencional quando se encontram ausentes ou ainda como telefone principal de suas residências quando estão em casa. Os delegados do ETSI reunidos em Paris em 29/01/98 concordaram com a adoção de um padrão de interface aérea para a terceira geração que incorpora elementos de duas tecnologias: W-CDMA (Wideband Code Division Multiple Access) e TDMA/CDMA (híbrido de "Time Division Multiple Access/Code Division Multiple Access"). (6) WLL (Wireless Local Loop) de banda larga. muito provavelmente. Os terminais têm se tornado cada vez menores. mais leves. ou PSTN (Public Switched Telephone Network). A evolução em direção aos serviços de telecomunicações móveis universais. um sistema de comunicações deverá suportar diversas facilidades: (1) portadoras realocáveis. A versão detalhada da solução européia será apresentada à ITU (International Telecommunications Union) em junho de 1998. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . UMTS. (2) variedade de tipos de tráfego compartilhando o mesmo meio. O GSM já atende a alguns destes requisitos. Sem dúvida. as baterias têm durado mais e os novos modelos que surgem apresentam sempre uma série de novas características e funcionalidades. época prevista para a entrada em operação do UMTS. (5) facilidade de implementação de novos serviços (por exemplo. 2 Mbps para comunicações em ambientes internos e pelo menos 144 kbps para ambientes externos). e (3) alta capacidade. O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa. a criação de um padrão independente para o UMTS seria injustificável dado o enorme investimento para a viabilização das redes celulares digitais já em uso. Especificamente em relação ao UMTS.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . banda atribuível sob demanda (por exemplo. 124 PROF. O projeto de um produto pessoal como o terminal de assinante para o celular ou PCS vem também se tornando num desafio crescente para a indústria. O GSM. A rede básica do sistema deverá ter como base o GSM. a uma taxa de adesão da ordem de 50 mil assinaturas por dia e prevêem-se algumas centenas de milhões de usuários por volta de 2002. Na visão UMTS. em sua evolução natural. o emprego em larga escala da tecnologia não pode ser o único fator a ser ponderado na adoção de padrões. deverá ter como base a estrutura do GSM. três quesitos são de primordial importância: (1) rádio acesso de banda larga.

Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados. públicas ou de corporações. LCD (Liquid Crystal Display). 1997. divisão de "Wireless Services". A Sony vem trabalhando há anos num sistema que efetua traduções em tempo real. telefonia. • • PROF. nas seguintes publicações: • Hélio Waldman e Michel Daoud Yacoub: Telecomunicações . de forma que pessoas de países diferentes possam estabelecer uma conversação normal em línguas diferentes. Os laboratórios de pesquisa da British Telecom. dentro de algum tempo. na maioria dos casos. por exemplo. A AT&T. com capacidade para três linhas. Ron Schneiderman: Future talk . IEEE Press. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 125 .TELECOMUNICAÇÕES A Hewlett-Packard Co. A Alcatel e a Sharp Electronics desenvolveram terminais GSM equipados com telas com capacidade gráfica onde são apresentados ícones e teclados que permitem acesso a funções com apenas um toque. e outros estão tentando concentrar todas as funções de um telefone em um cartão de crédito comum.Princípios e Tendências. qualquer indivíduo poderá ter acesso às comunicações sem fio e estará enviando ou recebendo "e-mails". bloco de rascunho e calculadora. O novo "Nokia 9000 Communicator" pode enviar e receber "faxes". Virtualmente. está introduzindo um equipamento que permite aos usuários enviar e receber dados em uma rede celular e que recebe "e-mails" no próprio terminal equipado com uma tela de cristal líquido. funcionar como calendário. comunicação de dados e um assistente digital pessoal. 1997. estão desenvolvendo um comunicador pessoal como peça de vestuário e que combine vídeo. livro de endereços. "e-mails" e mensagens curtas. conhecido como PDA (Personal Digital Assistant).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . ter acesso a serviços da Internet e bases de dados. Uyless Black: Emerging communications technologies. vídeo e. Reino Unido. Adicionalmente. Prentice Hall series in advanced communications technologies. A integração da tecnologia de computação com a de comunicações e a eletrônica de estado sólido deve se constituir na base para sistemas multimídia com fantásticos poderes de processamento. todo esse poder de processamento deverá estar concentrado em um único "chip". A Nortel já introduziu um terminal GSM que combina voz digital e serviço de dados e serve também como um organizador eletrônico pessoal. 2nd edition. utilizando dispositivos portáteis. Editora Érica.The changing wireless game. 1997. "faxes".

TDMA e GSM CDMA 1 2 4 5 7 6 1 3 1 1 1 1 1 1 Sistema AMPS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Espalhamento Espectral A Espectro necessário para o sinal A Espectro necessário para o código A Espectro necessário para o sinal + o código f f f 126 PROF.1 CÉLULAS CDMA: PADRÃO DE REUSO UNIVERSAL AMPS.3 setores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . padrão de reuso de 7 células Sistema CDMA .2 MODULAÇÃO CDMA Técnicas de Spread Spectrum Consiste em se combinar o sinal de informação com um código cuja taxa é bem superior. padrão de reuso universal 17.3 setores.TELECOMUNICAÇÕES 17 TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA TELEFONIA CELULAR 17.

CDMA . Soft Handoff .CDMA O telefone troca de freqüência de uma para a outra célula CDMA. de um canal analógico para um canal digital.4 HANDOFF AMPS e TDMA .TELECOMUNICAÇÕES 17. 17.Vulnerável TDMA . Só o código pode separá-los. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 127 . 17.CDMA .3 ESQUEMA BÁSICO DO CDMA Todos os equipamentos (Estação Rádio Base e Unidades Móveis) trabalham na mesma freqüência.AMPS O telefone troca de freqüência.Ocorre o handoff entre os diferentes setores da mesma célula e também entre células.Dificulta Pirataria CDMA .5 PRIVACIDADE AMPS .CDMA .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .CDMA O telefone móvel não troca de freqüência de uma para outra célula CDMA. Hard Handoff . O receptor recebe o sinal de todos Todos os sinais chegam superpostos.Praticamente Impossível 15. Hard Handoff .CDMA O telefone troca de freqüência. de um canal digital para um canal analógico. Além da possibilidade da unidade móvel trocar de célula de operação poderá dentro de uma mesma célula trocar de setor. Hard Handoff .Ocorre o handoff de uma célula para outra. ou seja a unidade móvel troca de célula de operação.6 Qualidade de Voz PROF. CDMA .AMPS .

Alto custo das Estações Móveis. menos sujeito a interferências Idêntico ao TDMA (vocoder 9.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .6 CUSTO Baixo custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. AMPS - TDMA e CDMA - 17.4 k bits/s). 17. Pager.8 REFLEXOS PARA O USUÁRIO DA TECNOLOGIA DIGITAL Qualidade de voz Menor consumo de bateria Novos serviços • Identificação usuário chamador • Identificação de mensagem no Correio de Voz (Caixa Postal Inteligente) • Pager • Fax • WAP 128 PROF. Alto custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base.TELECOMUNICAÇÕES AMPS TDMA CDMA - Boa. AMPS TDMA - CDMA - 17. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Melhor que o TDMA (vocoder 14.6 k bits/s). sujeito a interferências Pouco inferior. Caixa Postal (identificação).7 FACILIDADES Nenhuma facilidade adicional. Interceptação de número chamador. Baixo custo das Estações Rádio Base.

• Ericsson + Nokia.CDMA Regulamentação: • ITU-T (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION) • IMT2000 (INTERNATIONAL MOBILE TELECOM) ou FPLMTS (FUTURE PUBLIC LAND MOBILE TELECOM SYSTEMS). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 129 . Taxas de Dados do W . • 1875-1975 MHz e 2110-2160 MHz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Em Abril de 1998 foram realizados testes INDOOR • Em Outubro de 1998 foram realizados testes OUTDOOR PROF.CDMA: • 144 kbps • 384 kbps • 2 Mbps O primeiro teste de campo do W-CDMA foi realizado no Japão. Matsushita e NEC. • ETSI (EUROPEAN TELECOMS STANDARDS INSTITUTE) • UMTS (UNIVERSAL MOBILE TELECOMS SYSTEM) • 1925-1975 MHHz E 2110-2170 MHz. Características do teste: • W-CDMA de 5 MHz de Largura de Banda.TELECOMUNICAÇÕES 17.9 W .

• Melhor penetração em edificações. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .1 INTRODUÇÃO Paging é um sistema de telecomunicações sem fio.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Bateria de longa duração. • Economia de Tempo. • Serviços Agregados 130 PROF. • Chamadas em Grupo. • Memória (Follow-UP). • Desafogamento das Linhas Telefônicas. • Velocidade. • Excelente relação custo benefício. • Portátil. Benefícios do Paging: • Privacidade. cujas características são: • Unidirecional. • Recepção instantânea. • Agenda Eletrônica. • Baixo Custo.TELECOMUNICAÇÕES 18 PAGING 18.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO PAGING Comunicação Custo Privacidade Portabilidade Duração da Bateria Chamada Grupo Unidirecional Fixo Total Ótima Longa Sim CELULAR Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Não TRUNKING Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Sim PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 131 .TELECOMUNICAÇÕES 18.

TELECOMUNICAÇÕES 18.3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO TIPO PAGING VANTAGENS • • • • • • baixo custo total privacidade acesso a grupos memória portabilidade bateria DESVANTAGENS • unidirecional • garantia de recepção da mensagem CELULAR • bidirecional • status • portabilidade • • • • • • • • • • alto custo pouca privacidade cobertura limitada baixa penetração bateria cobertura limitada acesso restrito sem privacidade tamanho bateria TRUNKING • bidirecional • acesso a grupos 132 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ALFANUMÉRICO: Cairam bem ao gosto do brasileiro.“BIP” Intelco S/A. • Sistemas seletivos assistidos ou não por operador para o protocolo POCSAG (Tom.Rádio Móvel da Polícia de Detroit USA.Operação do 1º sistema alfanumérico POCSAG no Brasil. Não sabe quem ligou VOZ: Recebimento agradável. PROF.Criação dos protocolos Flex. • Depois disto vieram os sistemas seletivos assistidos por operador .4 HISTÓRICO • 1921 . Voz. • Anos 70 . Ocupa muito espectro.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Criação do protocolo POCSAG. TOM: Economia do uso do espectro ao tempo. Visão Geral do Pager: • Os primeiros sistemas eram não seletivos e assistidos por voz. • 1995 .Início das Telecomunicações sem fio . Objetiva a mensagem. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 133 .Operação do 1º sistema no Brasil . • 1976 . • Anos 80 . Ocupam espectro.microdiapasão. Numérico e Alfanumérico). Alcance limitado NUMÉRICO: Econômico (preço e uso do espectro). Reflex e Inflexion.

4 .6 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR O paging terminal ou codificador é um bastidor que contém um processador direcionador ao banco de dados do sistema. 3 . Automática .Fonte de Entrada: • • • • Assistida .5 SISTEMA BÁSICO ATUAL 1 .Gravação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 134 . A informação armazenada no banco de dados diz ao terminal VDT: • • • • • Para qual pager que está indo a informação. Qual a prioridade dele.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Conjunto Transmissor ou estação . PROF.Modem/RS232. • Executa a validação do capcode e converte o número e a mensagem no protocolo apropriado. Quanto tempo a mensagem de voz ou dados é permitida.Codificador ou Paging Terminal: • Recebe o número do pager e a informação. Que formato está (protocolo GSC ou POCSAG).base: Converte os dados provenientes do paging terminal em um sinal modulado em uma dada freqüência (931 MHz) a uma dada potência (até 500 W). Digital .DTMF.Operadora.Receptor ou Pager Típico receptor FM ajustado para as freqüências específicas do sistema paging com sensibilidades típicas entre 6 a 10 micro V/m. Que área de cobertura de saída o pager deve ser usado. 18. 2 . Expressa .

• A saída do receptor do satélite é conectado ao transmissor do sistema paging.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. Satélite • A saída do terminal é conectado ao enlace de subida do transmissor do satélite. • Muito utilizado em sistemas com um único transmissor. Microondas • A saída do terminal conecta com o transmissor de microondas.7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR Conexão par trançado ou cabo coaxial • Um par de fios na saída do terminal. PROF. Link de RF • Pode-se conectar mais de 1 transmissor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 135 . • Freqüência do Link 75 MHz. • A saída do receptor de microondas é conectado ao transmissor do sistema paging.

PROF. • Perda nos cabos Sensibilidade de Recepção: • É a intensidade de campo necessária para o pager atender a chegada do sinal de RF.4 vezes maior num dado ponto da recepção. o aumento da intensidade de campo será de 1. dobramos a intensidade do campo.9 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA Potência de Transmissão: • Dobrando a potência do transmissor na prática. Altura da Antena: • Dobrando a altura da antena. • Depende somente da especificações do fabricante. • Limitação pelo Ministério das Comunicações.8 SIMULCAST SIMULCAST .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. • Aumento do consumo de energia. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 136 . 18.É a técnica do envio do sinal paging a partir de 2 ou mais transmissores ao mesmo tempo (para o aumento da área de cobertura): Problema: Área de sobreposição de sinais Solução: Sincronismo dos atrasos de envio da mesma informação para vários transmissores do sistema através de um controlador de rede.

: • GOLAY . muros. Fading: • É o fenômeno no qual o nível de sinal varia dentro de uma pequena distância devido a propagação multicaminho (reflexão por obstruções naturais (chuva.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Ganho da Antena • Depende das especificações do fabricante (não há variações significativas). • UHF: 451 MHz e 931 MHz. obtém-se melhores resultados em altas freqüências. Ex.: 2 tons. Digital: • FSK. • O Ministério das Comunicações especificou as seguintes freqüências: • VHF: 35 MHz e 169 MHz. neblina) ou artificiais (edifícios. Freqüência de Transmissão: • Em áreas urbanas / metropolitanas. Existem 2 tipos de protocolos: em formato de tom (transmissão analógica e binário (transmissão digital) Analógica: • Formato de codificação em tons. 5/6 tons . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 137 . etc.bip.1983 Motorola PROF.)). Ex. Perda no Caminho: • Atenuação do sinal propagado ao longo do caminho do transmissor ao pager.

456. • Pager Privado: • Alcancer em torno de 4Km (P=5W). etc). ERMES. 18. • Conexão (via RS232) do pager com o laptop. • FLEX . notbooks. • Sistema 900.Incorpora plataforma de implantação para os sistemas direcionais e de voz.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • POCSAG . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 138 .11 NOVAS TECNOLOGIAS • Comunicação de Dados Unidirecional (ponto a ponto ou multiponto) . secretária eletrônica. PROF.Post Code Standardisation Adivision Group Acomoda até 2 milhões de códigos/pagers.Apresenta velocidade de até 6400 bps ..Possui proteção de erros contra fadings multipercurso (causado por Simulcast). • 4 Frequências (451. • Ramal telefônico virtual. • Agendamento de compromissos. • ERMES .Apresenta sistema aperfeiçoado de detecção de erros do envio de mensagens.modem sem fio. • Uso em outras cidades/estados/países através de acordo entre as operadoras ou com a utilização de pagers de freqüência sintetizada. GOLAY. . etc. . desvio de ligações. caixa postal de voz. palmtops.Pode ser implantado em cima da infra-estrutura já existente e trabalha conjuntamente à outros sistemas (POGSAG.Suporta até 5 bilhões de endereços e até 600 mil pager numérico por canal (redução do custo por usuário). 18. . • Monitoração remota de máquinas. • Auxílio para os serviços e-mail.1992 Possui sistema Roaming.10 APLICAÇÕES PARA O PAGER • Chamadas em grupo. .Vida útil da bateria é alta (4 meses para 2 mensagens/dia). .European Radio Message System . etc. 462 e 467 MHz). • Criação de redes tipo EMBARC (Eletronic Mail Broadcast to a Roaming Computer).

• Envio garantido através da confirmação da mensagem enviada .EUA . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 139 . combustíveis. • Transmissão de texto. sistemas de alarmes.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Comunicação de Dados Bidirecional: (Paging two way) • 1994 . • Atualização remota de um banco de dados. • Melhora substancial na utilização eficiente do espectro (901 e 902 MHz para a transmissão e 930 e 940 MHz para a recepção). • Controle e levantamento de inventários em tempo real de máquinas automáticas (refrigerantes.Resposta longo ou ao simples apertar de 1 botão de identificação do usuário. • Sistemas de despachos eficientes para entregadores e operadores de frotas de veículos.assimétrico • Pact da AT&T . • Técnica de reutilização geográfica de freqüência. • Alta capacidade de transmissão/recepção de dados. etc).PCS de banda estreita (NCPS). • Voz também. dados e fax a partir de 1 computador conectado a internet para os sistemas paging bidirecionais (protocolo TME/TDP). • Aplicações que combinem a utilização de PDA’S com atualização de banco de dados. sinais vitais do corpo humano.simétrico. Aplicações: • Rastreamento nacional de veículos. PROF. Protocolos: • Reflex e Inflexion da Motorola .

PROF. • Maturidade do serviço.12 CONCLUSÃO • Paging .simples. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 140 . • Complementar aos sistemas novos (aperfeiçoamento em relação a estes).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. baixo custo e satisfatório para a maioria das necessidades dos usuários.

PROF. Histórico: Os STR nasceram nos EUA entre 77 / 78 como imposição do FCC para solucionar problemas de interferências e congestionamentos nas bandas de VHF tendo como documento básico o APCO 16.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR) 19.1 INTRODUÇÃO Conceito de Troncalização: I N T L E I D R N E L H I A G S A Ç Â O U S U Á R I O CENTRAL TELEFÔNICA U S U Á R I O S CENTRAL TELEFÔNICA L I N H A S T R O N C O Fundamenta-se no princípio de compartilhar um número reduzido de enlaces de comunicação por um grande número de assinantes. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 141 .

2 COMPARAÇÃO Sistema Troncalizado Todos os grupos de conversação acessam qualquer canal Uso eficiente dos canais melhorando a utilização dos canais Estabelece filas de espera Troncalizado Sistema Convencional 1 canal para cada grupo de conversação Utilização ineficiente dos canais Espera por canais Convencional BALCÃO BALCÃO CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PESSOAL LIVRE (CANAIS) CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PROF. telefone e luz). bombeiros e defesa civil) Empresas de Petróleo Serviços de segurança em geral (aeroportos. shoppings e fábricas). Aplicação Empresas prestadoras de serviços (água. 19. Segurança pública (polícia.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda de freqüência: 800 MHz com separação de 45 MHz entre TX e RX Em New York existem 56 STRs em 800 MHz sem nenhum tipo de degradação de serviço ou interferência. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 142 .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 143 .3 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS RPTR A RPTR B A A A B B B .O sistema seleciona qual repetidora usar.Qualquer rádio pode usar as repetidoras A ou B.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. . PROF.

Com canal de controle dedicado 19.Custo Baixo .Fácil implantação . Sem canal de controle dedicado 2. Usuário não precisa selecionar canais.Não estabelece filas .5 CELULAR Muitos sítios com pequena cobertura Unidades com baixa potência (1/2-3 watts) Decisões do sítio realizadas pelo sistema Chamadas orientadas para telefone Chamadas orientadas de um para um Comunicações em full duplex 19. COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO TRONCALIZADO Alguns sítios com grande cobertura Unidades com potência maior (3-35 watts) Decisões do sítio depende do rádio Chamadas orientadas de rádio para rádio e telefone Chamadas orientadas Despacho/Grupo e individuais Comunicação em rádios semi-duplex e fullduplex 19. Habilita prioridades no alto tráfego. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 144 .Não possibilita sítios de repetição PROF.Todos os canais para transmissão de . Dificulta a escuta por “Scanners”. Estabelece comunicações privadas.Controle de colisões limitado .4 • • • • • • POR QUÊ TRONCALIZADO? O sistema troncalizado melhora a utilização espectral.Interferência entre usuários de mesmo voz grupo . Estabelece filas de espera.Tempos de acesso longos .6 CANALIZAÇÃO Existem duas técnicas para realizar o controle da troncalização: 1.7 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS DESVANTAGENS .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.

Permite cobertura ampla (redes) .Tempos de acesso baixos .Eliminação de interferências entre usuários . qualquer canal • Dados em alta velocidade (9600 BPS) para controle positivo das unidades • Unidades ficam sintonizadas no canal de controle.Priorização de filas de espera (Emergência) .10 CANAL DE CONTROLE • Somente um em cada sítio.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.9 CANAL DE OPERAÇÃO • Quantos forem necessários • Processa as mensagens de comunicação (voz. dados) • Dados alta velocidade (9600 BPS) para: • Confirmação e Handshake • Número Telefônico • Desconexão digital • Dados em baixa velocidade (150 BPS) para controle das unidades: • Chamadas individuais/ de grupo/ de sistema • Rechamada ao grupo original • Unidades emitem tom de 75 HZ 19.Controle de colisões/estabelecimento de filas . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 145 .8 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS .Transmissão de dados e voz criptografada DESVANGEM . esperando por uma atribuição ao canal de operação. • Dados pelo canal de controle: PROF.Rastreamento das unidades (Roaming) .Custo alto 19.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • • • • • • Pedido de chamada. 3.000 no Motorola. cada vez que o PTT é acionado Direciona os rádios para canal de operação Atualiza atividades em andamento para entradas tardias Desabilita unidades Login no multisítio Reagrupamento dinâmico 19. • Todo rádio tem um ID físico (número de série). porém não é utilizado para sinalização. • Um grupo de conversação é um conjunto lógico de unidades. • Todo rádio pode selecionar entre um ou mais grupos de conversação. 4.000 no Motorola.11 COMPONENTES DO STR 1. • Um dos canais será sempre o canal de controle. e estará sempre controlando os rádios do sistema. • Existem 2.383 ID’S de unidade no sistema Ericsson e 48. • Existem 16.048 ID’S de grupos de conversação no sistema Ericsson e 4. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 146 . 2.12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA • Divisão das unidades de rádios em grupos • Usuários de rádios de um grupo podem se comunicar. sem interferir em outro grupo • Hierarquia de endereçamento • Sistema (Paraná) • Agência (Superintendência Regional) • Frota (Departamentos Regionais) • Subfrota (Centros Regionais) • Unidade Individual Informações importantes: • Todo rádio tem um único ID de unidade. PROF. Sítio de Repetição Gerência do Sistema Equipamentos para Cobertura Ampla Equipamentos de Usuários 19.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. 5. • A unidade de rádio recebe a cessão do canal de operação e conecta seu transmissor e receptor de Frequências ao novo canal.Voz Analógica .Dados Digital Tipos de Chamadas Chamadas de: . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 147 . • A unidade de rádio e o canal de operação se conectam rapidamente. 3. 2.Sistema . • Este procedimento é repetido várias vezes durante a conversação.13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS CHAMADA Parâmetros Modos de Comunicação .14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS 1. conecta um canal de operação disponível e envia uma mensagem digital de retorno através do canal de controle. • Transmissões subsequentes são realizadas através de qualquer um dos canais de operação disponíveis.15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS • O rádio continuamente monitora o canal de controle. • Quando uma chamada deve ser realizada. operador do rádio pressiona o botão PTT e o rádio envia uma mensagem digital via canal de controle para indicar ao equipamento a necessidade de um canal para comunicação. • Um sinal audível de rádio indica ao operador que um canal foi conectado e que a comunicação pode ser iniciada. PROF. 7. • O equipamento recebe requisição.Grupo . 6. 4.Emergência . • Em menos de meio segundo o canal é conectado e o operador é orientado que a comunicação pode prosseguir.Individuais 19. De grupo De anúncio De alerta Privativa De emergência De sistema Interconexão telefônica 19. esperando por instruções.Voz Digital .

Johnson) Smartnet (Motorola) EDACS (Ericsson) PROF. 4. 2.17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE 1. Múltiplos canais de voz Rotação do canal de controle Desativação de receptor e transmissor por interferência Auto diagnósticos Failsoft 19.F.16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA 1. Especificação britânica MPT 1327 LTR (E. 19. 3. 6. 8.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Devido a alta rapidez da sinalização digital usada no STR. 3. 5. Acesso rápido Repetição de acesso Fila de espera e chamada de retorno Prioridade ao usuário recente Tons de restrição de acesso Atualização contínua das designações Proteção contra designação incorreta Proteção de acesso. 4. 2. 3. 7.18 PROTOCOLOS 1. 19. 5. 4. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 148 . nenhum retardamento é imposto ao usuários em obter uma liberação de reconhecimento do canal. 2.

. assegurando a interconectividade e a interoperabilidade de várias redes...000 usuários • 1996 . atraindo de vez a atenção dos investidores externos... • Existem aproximadamente 460 permissionárias para operar o serviço em 149 locais.000 usuários • 1997 .200.000 usuários • Principais fornecedores: Motorola..20 CONCLUSÃO • LEGISLAÇÃO • Interconexão com rede pública e telefonia móvel celular estão garantidas na lei mínima que regulamenta o setor... • Sistema digital: viável para grandes metrópoles (SP..19 STR DIGITAL Vantagens: • Aumento da capacidade dos canais • Aumento da qualidade do serviço • Aumento do sigilo • Oferece serviços de telefonia em mais alta escala 19. onde os consórcios Airlink e Mcomcast têm 315 dos 420 canais disponíveis estando ainda presente a MCS rádio e telefonia.100... RMD e Splice. • MERCADO • Ainda é um serviços desconhecido com dificuldade de comercialização. • Mercado mais concorrido: São Paulo..SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. Ericsson e EF Johnson. RJ e BH) • Possível competição com o celular no futuro (depende da Legislação) PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 149 . • 1995 . 80.

Direct to home .1 SATÉLITE GEO GEO .000 km de altitude. PROF. Características: • • • • Bandas C (6/4 GHz) e Ku (14/11/12 GHz) Alto tempo de retardo para telecomunicações bidirecionais. Imarsat.(Demand Assigned Multiple Acess).DAMA . Panamsat.Brasilsat .Very Small Aperture Terminal .Single Channel per Carrier . VSAT .Geoestacionarius Earth Orbit . dados (DATASAT. SCPC .Tecnologia Ku . Atualmente não é possível o PCSS (Personal Communications Satellites Services).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20 SATÉLITE 20.mais barata. Orion. Os Satélites tem vida útil de 15 anos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 150 . Columbia (NASA). Intersputrik.rede de dados de menor porte . DIGISAT). Aplicações: Telefonia. Exemplos de Sistemas: Intelsat. SCPC .B. “Parados” na linha do Equador.rede de dados de grande porte (+ de 100 pontos). . Intermediário entre VSAT e SCPC.36.Antenas de 60 cm + decoder (TVA e Globo transmissão digital + de 100 canais de audio e vídeo). DTH .

Necessidade de antenas de recepção menores. PROF.4 SATÉLITE LLEO LLEO . Vitasat.Litle Leos . Características: • • • • • Menor Custo em relação ao GEO. Aceita PCSS. 20.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. de PCSS .2 SATÉLITE MEO MEO .3 SATÉLITE LEO LEO . Maior quantidade de satélites em relação ao MEO. Aceita PCSS.Low Earth Orbit .P e Odyssey.000 km de altitude. Necessita mais satélites para cobertura mundial em relação ao GEO.000 km de altitude.satélites pequenos de baixa órbita. 20. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 151 . Globalstar. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Orcomm. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Iridium.Medium Earth Orbit . Melhor qualidade do sinal. Terá sistema dual para os terminais PCSS (infra-estrutura terrestre e espacial=parceria).Inmasat . Características: • • • • • • Menor custo em relação ao sistema MEO. Ex.10 a 15. Hand off entre um minuto e 30 segundos. Starsys.2. Ecco. Hand off em média de 6.5 minutos.

Internacional Maritime Satellite Organization.US$25. Numeração de 15 dígitos. previsão de operação: 1998.5 minutos.2 bilhões. Banda L (1. CDMA. US$ 2.Motorola / Sprint / INEPAR • • • • • • • • • • • • • Início de operação: 1998. • • • • • Sistema CDMA.500. Custo mais baixo .5 anos.00 / minuto Vida útil dos satélites: 5 anos.satélite. Land off de 30 segundos.uma no Brasil. GSM. 66 satélites (os primeiros serão lançados no final de 96). Banda Ka para comunicação entre os satélites (23 GHz) e para acesso as estações de controle gateway (19 e 29GHz).00 / mês .vida útil 7.00 . Estações de rastreamento dos satélites: Canadá.US$ 1. INMARSAT . Duas estações na América do Sul .central Siemens GSM .TRW / Teleglobe. hand off de 1 minuto.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.5 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS GLOBALSTAR .Loral / Qualcomm / Alcatel. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 152 . terminais compatíveis com AMPS.linha e aparelho. Projeto de US$ 4. Gateway .5 anos. mensalidade de US$ 50 e US$ 3 por minuto. • • • • 12 satélites Hand off de 6. IRIDIUM . Vida útil de satélite .6 GHz) para o acesso usuário . ODYSSEY .D900. TDMA. PROF. • Possui 11 satélites geoestacionários. 56 satélites (48 ativos e 8 reservas) . 2 centros de controle: EUA e Itália.

65 US$ 400.00 2000 TWR. Kyocera.500 2000-2005 44 INMARSAT Portugal Telecom ODISSEY 12 15 anos CDMA 7 não definido US$ 3.MEO. Alcatel. Fimmecanica. Teleglobe não definido não definido 153 .5 bilhões US$ 5.00 US$ 1 mil a US$ 1.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Vários serviços: Irmarsat M. COMPARATIVO ENTRE OS PROJETOS Características GLOBALSTAR IRIDIUM Nº de satélites 48 66 Vida útil dos 7. etc.Ministério das Comunicações / INPE.sistema voz e dados com baixa velocidades para unidades móveis (veículos. • Supervisão de frotas.35 a US$ 3. IRMARSAT P • PCSS composto de 10 satélites ..00 US$ 3 mil do aparelho Início das 1998 1998 operações Parceiros do Loral/Qualcom Motorola. DASA.00 impulso US$ 0.25 bilhões Valor do US$ 0.) e portáteis (maleta).8 . Air Touch Parceiros no Grupo JAN Inepar Brasil PROF.2 bilhões US$ 0. Vodafone. navios. Hyundai.. A e P . • 12 Satélites (um de reserva). C. France Lockheed Telecom. • US$ 2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS ICO 10 10 anos TDMA 12 não definido US$ 3 bilhões US$ 2. projeto m.5 anos 5 anos satélites Tecnologia CDMA TDMA utilizada Nº de gateways 70-100 11 (mundo) Nº de gateways 46 1 (Brasil) Investimentos US$ 2. B.00 / minuto.50 Valor estimado US$ 750. ECCO . • Vida útil: 10 anos.

Informa a posição exata dos veículos em transito. Rádio AM e FM. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 154 . além de captar os dados gerados pelos sensores instalados na frota.: Gazeta Mercantil . PROF. Sistema composto por 24 satélites que transmitem continuamente (24 horas por dia) sinais de rádio sob qualquer condição de tempo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.Impressão simultânea por todo o país. Utiliza transmissões via rádio convencional ou troncalizado (trunking) para comunicação de voz e de dados. GPS .6 APLICAÇÕES AVL .distribuição de informações. sistemas de segurança. Supervisão de frota. É um monitoramento baseado em comunicação de duas vias (Central de Controle . Ex. Data broadcasting .Veículo e Veículo-Central de Controle).Automatic Vehicle Location. A partir dos sinais transmitidos é que a antena GPS informa a posição do veículo.Global Position System.

Devido a existência de localidades onde não é possível ou conveniente instalar uma estação terrestre.Setembro . PROF.Ativação comercial.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 21 PROJETO IRIDIUM Histórico 1987 .nº atômico = 77 satélites inicialmente . o sistema teria que depender o menos possível da existência de tais estações. 1997 . Esta solução tecnológica extremamente avançada requer satélites “inteligentes”.Arizona (EUA).hoje 66 satélites.FCC regulamenta as freqüências. a fim de ser realmente global. 1993 .4 bilhões).Iridium Inc. assina contrato de compra do Sistema Iridium da Motorola (US$3. 1990 . 1998 .Anúncio Oficial e Solicitação da Licença junto a FCC. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 155 .Criação da Iridium Inc.Desativação do Sistema no Brasil. Objetivo: Globalidade O sistema Iridium foi projetado tendo em conta o objetivo de globalidade.Lançamento dos primeiros satélites. Satélites Inteligentes Resultam de um sistema que permite a conexão de cada um dos satélites com os satélites que se encontram a sua volta. 1991 . 2000 .Concepção por 2 engenheiros da Divisão de Comunicações por Satélite da Motorola . capazes de processar a informação e de enviá-la de acordo com o destino e nível de utilização da rede. Iridium . 1995 .

LLC .16 feixes / antena. domicílio. Período Orbital = 100 minutos e 28 segundos. Bandas / Faixas de Freqüência Enlaces de serviços de Banda L = 1610 a 1626.Infra-estrutura Internacional Operador de Gateway(s) . O terminal Iridium prevê também a utilização de um cartão SIM que tem todos os dados do usuário (número telefônico. Peso do Satélite (com combustível) = 700 quilos. seleciona a modalidade satelital ou terrestre. etc.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Estruturação Iridium. Feixes/Satélite = 48 dinamicamente controlados . Segmento de Espaço Número de Satélites = 66 interconectados ( mais 6 de reserva . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 156 .. o usuário.3 antenas . determina automaticamente a situação do crédito e da localização do terminal. PROF.8 anos.) podendo ser utilizado em qualquer terminal Iridium.. em função da compatibilidade e disponibilidade do serviço celular terrestre.5 / 1990 a 2200 MHz (terra-espaço). 2170 a 2220 MHz / 2483. empresa.Complementar ao Serviço Celular Terrestre O Terminal Iridium Quando um terminal é ativado. Número de planos orbitais = 6 ( 11 satélites por plano).1 por plano orbital). Vida Útil = 5 .Responsabilidade Regional Provedor de Serviço . nome. crédito.Presença no Mercado Modo Dual . Desta forma. conjuntamente a rede Iridium. o satélite mais próximo. Altura Orbital = 780 quilômetros.5 a 2500 MHz (espaço-terra).

Banda Ka.00 157 PROF.000.4 kbits / s .multi mode • Dados / Fax / Paging = 2400 baud Lançamento McDonnel Douglas Delta II = 5 Satélites Iridium Khrunichev Proton = 7 Satélites Iridium China Great Wall Long March = 2 Satélites Iridium Preços Estimados Terminal Assinatura Ligação por minuto = US$ = US$ = US$ 3.00 50. 11 Gateway: 1 no Rio de Janeiro: Guaratiba . 2.de 60 a 120 mil ligações ao mesmo tempo. Enlaces Gateway Downlinks (Enlace de Descida) = 19.Estação Costeira da Embratel .1 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Enlaces inter-satélites = 23. Sede: Washington DC. Banda Ka. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Cada satélite poderá controlar até 1920 conversações simultâneas de voz. Banda Ka Uplinks (Enlace de Subida) 29.23.00 3.18 . Equipamentos Siemens GSM-D900 Communications.19.6 GHz.38 GHz.4 .3 GHz .29. Tecnologia GSM Global Systemm for Mobile Taxas de Transmissão / Lançamento Taxas de transmissão • Telefone / Voz = Full-duplex.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 158 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 159 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 160 .

maiores. estes satélite podem ter períodos orbitais . oferecem a vantagem imediata de não necessitarem de emissores muito potentes. Em deslocação permanente. consoante os casos. sendo assim possível oferecer telefones movéis pouco maiores do que os convencionais GSM. Assim sendo. Como estão em movimento. dependendo do modo de funcionamento por que opte. o utilizador tanto pode fazer as chamadas invariavelmente por satélite. como é o caso dos empregues pela Iridium e pela Globalstar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 161 . Quando efectua uma chamada com recurso à rede por satélite. Os avolumados investimentos. demonstram-no. como os ICO). para um gateway (estação de rasteio) no solo. com um peso médio a orçar a casa das 200 gramas. As redes que oferecem serviços de telefone móvel por satélite funcionam. não é. 22. Dada a sua proximidade. tarefa fácil. os telemóveis por satélite combinam normalmente a ligação à rede orbital com a possibilidade do roaming alargado com as redes GSM. normalmente mais (em média 2) deles. só são possíveis mediante o estabelecimento de grandes conglomerados internacionais. ou para-global. Com unidades de tamanho variável mas que. apenas com antenas.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22 INTRODUÇÃO ÀS COMUNICAÇÕES MÓVEIS POR SATÉLITE Estabelecer um sistema de cobertura global. dois dos principais operadores. a experiência mostra que a viabilização dos projectos passa quase inevitavelmente por alguns reveses. no essencial. por GSM (quando disponível) ou deixar o aparelho escolher a melhor solução. O gateway encarrega-se de a inserir na rede por fios convencional.1 SISTEMAS NÃO GEOESTACIONÁRIOS Os sistemas não geoestacionários. de acordo com o tipo de órbita do(s) satélite(s) usado(s). normalmente retrácteis. o móvel entra em contacto com o artefacto espacial mais próximo que orienta a chamada. ambos tendo enfrentado processos tortuosos de falência eminente e sido salvas por expedientes de última hora. de duas formas: usando constelações em órbita geoestacionária e usando satélites não geoestacionários.tão baixos quanto 100 minutos. Os exemplos da Iridium e da Globalstar. se aproximam estética e funcionalmente dos aparelhos GSM. a cada instante a zona da crosta terrestre deverá ser coberta por pelo menos um. Mesmo assim. na ordem dos biliões de dólares. no entanto. ora directa. O utilizador PROF. ora indirectamente por intermédio de ou mais satélites da mesma constelação. utilizam satélites em órbitas baixas (700 a 1500 Km acima da superfície) a médias (10000 Km.de revolução em torno da Terra .

22.3 IRIDIUM O consórcio Iridium nasceu em 1991. uma mesma zona do globo. cobrindo 100% do globo com serviços de comunicação por voz e paging.2 SISTEMAS GEOESTACIONÁRIOS Outra concepção da cobertura por satélite é a que emprega sistemas geoestacionários. basicamente. cobrindo. e com uma constelação operacional de 66 satélites. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 162 . Em que é que consiste um satélite geoestacionário? Trata-se. foi um dos principais responsáveis pelo conceito e pelo fabrico dos telemóveis. este sistema tende a introduzir um pequeno efeito de retardamento nas mensagens. No ano seguinte sucederam-se os rumores de. designado Iridium Satellite LCL que adquiriu a massa falida por apenas 25 milhões de dólares. Depois de um investimento de sete biliões de dólares. Isto deve-se ao fato de a órbita geoestacionária. dada a pequena fracção temporal que o sinal demora entre o telefone. a empresa foi obrigada a declara a falência tendo as suas acções sido suspensas da bolsa.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO estabelece a chamada com um e esse. um satélite geoestacionário manterá sempre a mesma posição relativa no céu. em Agosto de 1999. por conseguinte. o conjunto dos satélites seria desorbitado. transfere-a para outro. 22. na sucessão da inviabilização comercial do projecto. de um artefacto espacial colocado em tal ponto no espaço que adquire sincronia com o próprio movimento terrestre. Volvidos apenas dez meses. Em adição.000 Km da Terra. Tecnicamente é assim possível fazer face à ocultação por edifícios e árvores. reunindo 19 investidores de entre os quais a Motorola. só ser possível a distâncias na ordem dos 36. surgiu um novo consórcio. por exemplo. caso do Inmarsat e dos Thuraya. ou devido à morfologia do terreno ou deslocação do utilizador. a Iridium disponibilizou o seu serviço comercialmente em Novembro de 1998. PROF. com 20% de participação. porém. quando desaparece sobre o horizonte. porém. permanentemente. o caso dos satélites emissores de canais televisivos. forçam o utilizador a utilizar unidades móveis mais volumosas. e vice-versa para esta. o satélite e a estação terrestre que o recebe e o retransmite para o destinatário. Quando a Motorola já tinha anunciado o início da destruição dos satélites. Tal como sucede com os receptores de TV. É. os sistemas que se apoiam numa constelação geoestacionário. Para um utilizador no solo. normalmente sobre o equador. em Novembro de 2000. de modo a que seja sempre possível obter cobertura. mais seis em reserva.

cobrindo cerca de 80% da superfície terrestre. da Alcatel e da Vodaphone. PROF. ser disponibilizados serviços de voz e dados predominantemente para a indústria e clientes governamentais. 22. estabelecido em 1991. Após um investimento de cerca de três biliões de dólares. Deverão. A empresa espera oferecer brevemente um serviço de transmissão de dados a 10Kbps. dos menos dispendiosos. A partir de uma constelação de 48 satélites em órbita baixa (1414 Km). em Setembro de 1998. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 163 . Com preços orçando os 750 dólares americanos. desde os 70 graus de A empresa tem enfrentado problemas de viabilização comercial.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO No mês seguinte. O que representa uma mudança de estratégia face à ambição original de fornecer. a operação dos satélites foi contratada com a Boeing e a Motorola comprometeu-se a continuar a fornecer o equipamento aos subscritores do serviço. Qualcomm e Telital. adiou o arranque operacional para Outubro de 1999.4 GLOBALSTAR A Globalstar é um consórcio multinacional. empregando a tecnologia Multiple Access). Os satélites Globalstar têm um peso médio de 450 arquitectura bastante simples. voz e GPS . no inicio de 2001 o novo consórcio Iridium Satellite LCL anunciou ter completado o de reconstituição da empresa e o restabelecimento das operações. sobretudo. igualmente. Estão colocados em oito planos orbitais inclinados a 52 graus de forma a fornecer uma cobertura latitude norte aos 70 graus de latitude sul. com a especial participação da France Télécom. os telefones Globalstar são. assim. o início da exploração comercial estava previsto para meados de 1999 mas um acidente com o lançamento de um foguetão russo que transportava 12 satélites. Assim sendo. e manufacturados pela Ericsson. o departamento de defesa norte-americano disponibilizou-se para pagar mensalmente dois a três milhões de dólares com acesso a tempo ilimitado de uso. o mercado dos pequenos utilizadores. estando correntemente endividada em várias centenas de milhão de dólares. Kgs e assentam numa CDMA (Code Division de seis satélites cada. a Globalstar oferece serviços de dados. As chamadas por voz da Globalstar são das mais baratas no segmento das comunicações móveis por satélite. contribuindo decisivamente para salvar a situação.

o que força a que os telefones móveis tenham volumes na ordem mínima do tamanho aproximado de um laptop. Dos consórcios multinacionais de comunicação por satélite a Inmarsat deve ser o único de que se não conhece registo de haver enfrentado a bancarrota. ainda. Originalmente produto da cooperação inter-estadual.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22. a Inmarsat foi constituída em 1979. nascida no seio da então International Maritime Consultative Organization. alargado o seu leque de operações à comunicação em banda larga de dados.5 ODYSSEY Orbitando numa órbita circular a média altitude. actualmente the International Maritime Organization (IMO) a joint-venture Inmarsat chegou a agrupar oitenta e cinquenta estados cooperantes antes de ser privatizada. a Inmasar lançou no início da década de noventa um serviço de telefonia móvel por satélite e tem. 10 (10350 Km). a providenciar serviços de comunicação para navios.786 km da Terra. em 1999. Os satélites Inmarsat estão situados numa órbita geoestacionária. a constelação estará dividida em grupos de quatro satélites. O serviço estará disponível a partir de 2002.6 INMARSAT Acrónimo de International Maritime Satellite Organization. PROF. 22. Destinada. a 35. tendo iniciado operações em 1982. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 164 . bastante elevada para a média. inicialmente. repartidos por três planos orbitais e com um período de rotação terrestre na ordem das seis horas. Os satélites Odyssey reclamam uma vida útil de 15 anos.

como desempenho entre 144 Kbps e 2 Mbps. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 165 . dados e vídeo. Pelos telefones 3G devem trafegar voz. entre eles a distância entre o cliente e a central de telecomunicações. A geração 3G está sendo desenvolvida pela ITU (Internet Telecommunication Union). Outras características importantes da tecnologia ADSL são o compartilhamento da linha de telefone como acesso à internet e a conexão sempre ativa. Simultaneamente. um grande número de usuários acessa simultaneamente um único canal da estação radiobase sem que haja interferências entre as conversas.5 Mbps e 9 Mbps. América do Norte (cdma2000) e Japão (NTT DoCoMo) trabalham na sua implantação. Europa (UMTS . Com essa tecnologia. Disponível em algumas regiões da Grande São Paulo. ADSL Asymmetric Digital Subscriber Line. Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo – TDMA Um dos padrões de comunicação de voz via ondas de rádio. A variação é decorrência de uma série de fatores.Universal Mobile Telecommunication System). O adjetivo assimétrico deve-se ao fato de a tecnologia trabalhar com velocidades diferentes nas duas direções: o usuário envia dados numa faixa entre 16 Kbps e 640 Kbps e recebe dados a velocidades entre 1. incluindo vídeo sob demanda. usa uma técnica de espalhamento espectral que consiste na utilização de toda a largura da banda do canal para a transmissão. A conexão ADSL exige a instalação de modem compatível e a assinatura num provedor que oferece acesso por meio da tecnologia. usado por operadoras nos serviços de telefonia celular digital. Outra característica é o serviço de roaming global avançado. Mas o usuário pode assinar outros planos. O mais avançado atinge 300 Kbps (upload) e 2 Mbps (download).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 23 GLOSSÁRIO TÉCNICO 3G Terceira geração de telefonia sem fio. designa a nova linhagem de telefones móvel capaz de oferecer uma infinidade de recursos não disponíveis na geração atual. PROF. tecnologia de transmissão de dados de alta velocidade que usa como meio de comunicação os fios de cobre da linha telefônica comum. atingem 128 Kbps (upload) e 256 Kbps (download). por exemplo. os serviços básicos de ADSL da Telefônica .Speedy e SpeedyBusiness -. Acesso Múltiplo por Divisão de Código – CDMA Também conhecido pela sigla CDMA (Code Division Multiple Access). Consiste na divisão de cada canal celular em três períodos de tempo para aumentar a quantidade de dados que pode ser transmitida.

encarregado da regulamentação do mercado e dos serviços do setor no Brasil. é adotado nos serviços de operadoras da banda A. o backbone é uma linha . No Brasil.à qual as redes locais se conectam para formar uma WAN (Wide Area Network). no entanto. E utilizado em várias partes do mundo. No Brasil. A tecnologia ATM é baseada na comutação de pacotes de dados (células) com tamanho fixo de 53 bytes.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AMPS Sigla de Advanced Mobile Phone System. Atualmente. ATM Sigla de asynchronous transfer mode. Hoje privatizada. as taxas de transferência atingem até 2. Em setembro do ano de 2000. Backbone Conexão de alta velocidade que funciona como a espinha dorsal de uma rede de comunicação. com serviços analógicos oferecidos pelas empresas do extinto sistema Telebrás.4 Gbps. padrão analógico de telefonia celular. e é objeto de desenvolvimento pelo Fórum ATM. para evitar interferências entre os sinais.ou conjunto de linhas . voz e vídeo em alta velocidade em meio digital como fibras ópticas ou satélites. que opera na freqüência de 800MHz. ou modo de transferência assíncrono. O padrão foi definido pela ITU (Internet Telecommunication Union). PROF. transportando os dados reunidos pelas redes menores que estão a ela conectados. é uma tecnologia para a transmissão de dados. a banda A oferece também serviço digital. Segundo o organismo. o Fórum ATM anunciou uma nova especificação. Na internet ou em outras WANs. órgão ligado ao Ministério das Telecomunicações. que eleva essa taxa a 10 Gbps. A autoridade que regulamenta as telecomunicações reserva uma banda para cada tipo de serviço. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 166 . Localmente. o início da telefonia celular ocorreu pela banda A. Banda A Primeira faixa de freqüência do espectro eletromagnético reservada pelas autoridades que regulam as telecomunicações para telefonia móvel. o backbone é um conjunto de linhas com as quais as redes locais ou regionais se comunicam para interligações de longa distância Banda Nome que designa uma faixa de freqüência delimitada no espectro magnético. Anatel Agência Nacional de Telecomunicações. diversos projetos que empregam a nova especificação já estão em andamento. denominada Utopia Nível 4.

ADSL e cable modem são três exemplos. todas as pessoas sintonizadas no PROF. é a relação entre o número de bits com erro e o total de bits enviados numa transmissão. No Brasil. ou SMP.2 GHz é usada para recepção (downlink) e a que vai de 5.925 GHz a 6.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda B Segunda faixa de freqüência reservada para a telefonia móvel. As duas primeiras usam linhas telefônicas para a transmissão. ISDN. enquanto a banda E opera entre 1835 MHz e 1850 MHz. é a terceira faixa de freqüência reservada para o celular. Baud Unidade de medida de velocidade de transmissão de dados na qual 1 baud equivale a uma mudança de estado eletrônico por segundo. na prática. Nas transmissões via satélite. No Brasil. Banda C Em telefonia móvel. A faixa de operação das estações radiobase da banda D é de 1805 MHz a 1820 MHZ. BER Bit Error Ratio. principalmente em aplicações multimídia. cujas concessões foram leiloadas pelo governo brasileiro no início de 2001. A banda C. acabou sendo substituído.425 GHz é usada na transmissão (uplink).7 GHz a 4. Broadcast Sistema de difusão de sinais em que é transmitido o mesmo conteúdo para todos os receptores. oferecendo serviços digitais. pelo uso da unidade de medida bps (bits por segundo). enquanto a tecnologia de cable modem faz uso dos cabos de TV por assinatura.9 GHz.8 GHz A banda C trará novidades em relação às bandas A e B. a faixa definida é a de 1. por sua vez. fica entre 1820 MHz e 1835 MHz. a banda B começou a operar em 1998. Essa faixa varia de país para país. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 167 . Banda larga Comunicação de dados em alta velocidade. ou taxa de erro de bits. sendo as mais usadas comercialmente as de 1. Numa transmissão de TV por exemplo. Banda D e Banda E Juntamente com a banda C. Geralmente. são as novas faixas de freqüência que o governo brasileiro concedeu por meio de leilão para novas operadoras de telefonia móvel pessoal. é representado por potência de 10. a banda C é composta por duas faixas: a que vai de 3. Há diversas tecnologias de comunicação em banda larga. com recepção de dados e vídeo no aparelho telefônico. Como uma única mudança de estado pode envolver mais de um bit de dado.8 GHz e 1.

a velocidade de transmissão é variável. Como na tecnologia ADSL. circuito ou instalação. chamada estação radiobase (ERB). por operadoras especializadas. Em comunicação de dados. PROF. Buffer Rotina ou meio de armazenamento temporário de dados. por exemplo. o termo é usado muitas vezes para designar o envio de uma mensagem para todos os membros de um grupo. Em internet.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO mesmo canal assistem ao mesmo programa. é usado. Sua extensão depende da topografia da região e da potência da antena. Estrutura montada para centralizar o relacionamento com clientes que entram em contato com uma empresa pelo telefone. Célula Área de cobertura de uma antena de telefonia móvel sem fio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 168 . com os serviços de acesso à internet da TVA (Ajato) e Globocabo (Vírtua). atendentes e computadores para acesso às informações contidas nos bancos de dados dos clientes. Canal Percurso definido para a transmissão elétrica entre dois ou mais pontos. é usado para compensar as diferenças de taxas do fluxo dos dados ou de sincronia de eventos na transmissão de um dispositivo a outro. que contam com grande número de linhas telefônicas. O usuário do telefone móvel que se desloca dentro de uma região delimitada por uma célula recebe o sinal de sua chamada telefônica de uma única ERB.5 Mbps. Também denominado de enlace. outra ERB assume a chamada e responsabiliza-se pela continuação da conversa. Clonagem Forma ilegal de copiar as características de uma linha telefônica celular para outro aparelho que não aquele pertencente ao assinante legítimo. não excede 1. É realizado pelas próprias empresas ou. Call Center Centro de atendimento telefônico. No Brasil. No momento em que sai de uma célula para outra. seguindo uma tendência crescente. razão pela qual o serviço é conhecido como telefonia celular. linha. Designa também o serviço oferecido pelas emissoras de televisão. Cable Modem Tipo de modem que permite a um computador conectar-se aos cabos de TV por assinatura para acesso rápido à internet. Normalmente. em vez da remessa para membros específicos.

dados.com e sem fio. palmtops e celulares. Também pode significar. PROF. TVs e computadores. Varia de acordo com o tempo de duração da chamada.por exemplo. áudio e vídeo . A mensagem é codificada pelo remetente em sua origem e viaja pela internet ou outro circuito de comunicação embaralhada para que pessoas não autorizadas não consigam ver seu conteúdo. por meio de algoritmos matemáticos complexos. O destinatário decodifica a mensagem com uma chave privada. Funciona com o uso de chaves ou senhas. Concessão Autorização dada pelo órgão competente que regulamenta as telecomunicações para que uma operadora possa usar uma faixa de freqüência ou instalar uma rede de cabos para oferecer seus serviços ao público. Desse modo. Crosstalk Linha cruzada. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 169 . A estação receptora encarrega-se de montar os pacotes recebidos na seqüência correta para reconstruir o arquivo ou sinal enviado. a concessão é cedida pelo governo. etc. As causas mais comuns são o curto-circuito e a junção indutiva entre duas linhas independentes. denominados pacotes. Decoder Nome dado ao aparelho que recebe o sinal transmitido por uma operadora de TV por assinatura e o decodifica para que possa ser visto em um televisor. a informação perdida afeta uma fração do conteúdo total. No caso dos canais de televisão. por uma única operadora. refere-se à condição que ocorre quando uma linha de comunicação interfere em outra. a concessão de serviços de telefonia é alvo de leilões. em vez de afetar o todo. em caso de falha durante a transmissão. a transmissão de voz. Convergência Palavra que sintetiza a tendência de união de várias tecnologias num único equipamento .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Comutação de Pacotes Técnica de transmissão de dados que divide a informação em envelopes de dados discretos. No Brasil. em português. no âmbito da prestação de serviços. Criptografia Técnica que consiste em cifrar o conteúdo de uma mensagem ou um sinal de voz digitalizado. Deslocamento Valor adicional pago pelo assinante de um serviço de telefonia celular quando recebe chamadas fora da área de cobertura original.

Downlink Nome dado ao sinal de comunicação que parte de um satélite em direção a uma estação terrestre. realizada por um modem conectado a uma linha telefônica comum. Os aparelhos GSM. que cobre uma determinada PROF. Tecnologia que utiliza a linha telefônica comum para a transmissão de dados em alta velocidade. DWDM Dense Wavelength Division Multiplexing System. ou sistema de multiplexação por divisão de complemento de onda densa. O usuário de uma operadora pode usar o mesmo telefone em uma região diferente da área de cobertura original.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Diafonia Transferência indesejada de energia de um circuito de comunicação a outro. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 170 . E-Commerce Em português. Tecnologia de transmissão de dados usada em anéis de redes metropolitanas (MANs) equipadas com cabos de fibras ópticas. Veja ADSL. encomenda e realização das transações financeiras. Antena utilizada na telefonia celular. ou processamento digital de sinais. DSP Digital Signal Processing. usando a internet como plataforma de troca de informações. Dial-up Tipo de conexão de dados via internet. ERB Estação Radiobase. Forma de realizar negócios entre empresa e consumidor (B2C) ou entre empresas (B2B). operam nas freqüências de 900 MHz e 1800 MHz. comércio eletrônico. DSL Digital Subscriber Line. é a técnica usada para aumentar a acuidade e a confiabilidade das transmissões de dados em formato digital. por exemplo. Dual Mode Característica dos telefones móveis que permite ao aparelho operarem duas bandas de freqüências diferentes. A diafonia normalmente ocorre entre circuitos adjacentes. O serviço requer um modem especial e sua qualidade depende da distância entre o terminal do assinante e a central telefônica. ou linha digital de assinante.

com capacidade para atender um determinado número de usuários simultaneamente. O modelo a ser instalado depende do tamanho da rede.5 Mbps). O dispositivo que executa essa função realiza a conversão de código e protocolo para facilitar o tráfego de linhas de dados de alta velocidade com arquiteturas diferentes. ou na combinação de ambos. Os sinais são enviados pela PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO área geográfica (célula). tecnologia de localização geográfica de altíssima precisão que fornece as coordenadas (latitude e longitude) do local onde está o portador do aparelho equipado com essa tecnologia. Fibras Ópticas Filamentos finos de vidro ou plástico que transportam o feixe de luz gerado por um LED ou laser Sua capacidade de transmissão de dados. GPS Sigla de Global Positioning System. Existe na forma de software e hardware. com um atraso mínimo e uma utilização eficiente da largura de banda. Frame Relay Protocolo de transmissão de dados em rede que trafega quadros (frames) ou pacotes em alta velocidade (até 1. Firewall Dispositivo para a proteção de contra-invasões de hackers ou transmissões não autorizadas de dados. Gateways Pontos de entrada e saída de uma rede de comunicações. GPRS General Packet Radio Service. órgão americano que regulamenta todas as comunicações interestaduais de rádio e equipamentos eletrônicos. da complexidade das regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado. o gateway é um nó de rede que realiza a tradução de pacotes entre duas redes incompatíveis ou entre dois segmentos de rede. Entre suas promessas estão a taxa de transmissão de até 114 Kbps e a conexão contínua com a internet. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 171 . supera a tecnologia de fios de cobre. serviço de comunicação sem fio baseado em pacotes para tecnologia de telefonia móvel padrão GSM. Do ponto de vista físico. em número de canais e velocidade. FCC Federal Communications Commission.

etc. ou televisão de alta definição. vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. é um computador que tem acesso bidirecional completo a outros computadores. O host armazena. HDTV High Definition Television. O padrão está sendo desenvolvido para o uso de serviços multimídia de terceira geração (3G). alinhamento de texto.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO constelação de 24 satélites Navstar. somado ao número da rede. Baseia-se no uso de etiquetas. HDSL High-bit-rate Digital Subscriber Line. como tamanho e tipo de fonte. PROF. chamadas tags. responsável por receber informações que chegam de várias direções e passar adiante em uma ou mais direções. Diferencia-se de outras tecnologias DSL porque proporciona transmissão simétrica. Padrão digital para telefonia móvel amplamente usado na Europa e cuja presença está aumentando na América Latina. Suas especificações são abertas e favorecem a mobilidade do usuário (roaming). etc. serviços de correio eletrônico. forma seu endereço IP. centraliza e distribui arquivos. Um host tem um número específico que. Sua capacidade vai de um micro a um supercomputador. Padrão de transmissão de TV com tecnologia digital que proporciona imagens com qualidade similar à dos filmes de 35 milímetros e som com o padrão de qualidade dos CDs. onde será adotado para os serviços das bandas C. GSM Global System for Mobile Communications. inclusive no Brasil. O hub é o elemento central de uma rede local. tecnologia de transmissão de alto desempenho por dois pares de cabos telefônicos. Host Na internet. para a formatação dos elementos que compõem a página web. D e E. HTML Sigla de Hypertext Markup Language. é um conjunto de códigos ou descrições usados para a construção de páginas de internet. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 172 . redes de impressão. a mesma taxa de transmissão em ambas as direções (download e upload). ou sistema global para comunicações móveis. inserção de links. ou seja. Hub Aparelho de interconexão utilizado em redes de dados como Ethernet e Token Ring.

É planejada para operar na faixa de freqüência de 2 GHz e trafegar aplicações multimídia. Participam da Intelsat mais de 200 países. multimídia em tempo real e interconexão em banda larga. resultante principalmente do uso de energia de ondas de alta freqüência e da modulação do sinal. Sociedade internacional que responde pela definição de padrões seguidos pela indústria mundialmente. Pode ser reduzida com o uso da blindagem adequada no cabo. Intelsat International Telecommunications Satellite Organization ou Organização Internacional de Telecomunicações por Satélite. está sendo desenvolvida conjuntamente por mais de 100 universidades americanas. na verdade a reunião de milhares de redes conectadas entre si. O principal foco dos trabalhos é o desenvolvimento de uma infra-estrutura de rede capaz de suportar aplicações de ensino. As maiores operadoras de telecomunicações e canais de TV do mundo são usuárias do serviço. incluindo o Brasil. Exemplos são as especificações IEEE 802. ou IEEE 802. Nascida como um projeto militar. Deve incluir. Interferência Eletromagnética Dispersão de radiação do meio de transmissão. entidade ou órgão publico) que deseje PROF. ambiente de negócios e fórum de discussão dos mais diversos temas. Veja 3G. a internet evoluiu para uma rede acadêmica e hoje transformou-se no maior maio de intercâmbio de informações do mundo. Iniciativa da União Internacional de Telecomunicações para criar uma família de terceira geração de telefonia móvel. É usada por qualquer tipo de organização (empresa. como um cabo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 173 . dados e vídeo. que opera uma rede de dezenove satélites. aprendizado e pesquisa colaborativa.3 para LANs com CSMA/CD. entre outros recursos. para redes locais baseadas em Token Ring. Intranet Rede interna de informações baseada na tecnologia da internet. Assume faces como meio de comunicação. Consórcio internacional fundado em 1964. Internet2 Internet para fins acadêmicos.5. governamentais e de pesquisa. entretenimento. IMT-2000 International Mobile Telecommunications 2000. com voz. Internet Nome dado à rede mundial de computadores.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO IEEE Institute of Electrical and Electronic Engineers.

Estrutura que conecta vários computadores e outros dispositivos numa área definida. Largura de Banda A largura de uma banda de freqüência eletromagnética significa quão rápido os dados fluem. rede de satélites de baixa altitude e serviços de celular para promover a comunicação. Normalmente.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO compartilhar informações apenas entre seus usuários registrados. Suas vendas fracassaram e a empreitada foi à falência em 1999. IP Internet Protocol ou protocolo internet. A capacidade de comunicação entre os aparelhos é limitada ao alcance dos cabos de rede. Pode ser expressa em bits por segundo (bps). no caso de redes sem fio. PROF. rotas para envio de mensagens. bytes por segundo (Bps) ou ciclos por segundo (Hz). proporciona uma conexão para protocolos de nível superior. Quanto maior a largura de banda. um departamento. Órgão internacional vinculado à Organização das Nações Unidas. caracterizado pela combinação de aparelhos de mão. O destino dos satélites da Iridium que circundam a Terra ainda está indefinido. seja numa linha de comunicação ou no barramento de um computador. atua como comitê consultor internacional na recomendação de padrões de telecomunicações. Conjunto de 32 bits que atribui o endereço de um computador em redes TCP/IP como propósito de localizá-lo dentro da internet. ou da antena. na Suíça. a área geográfica de uma LAN restringe-se a uma sala. LAN Local Area Network ou rede local. O que o usuário vê é uma interface igual à da internet. mais informações podem ser enviadas num dado intervalo de tempo. sem permitir o acesso de outras pessoas. um andar ou um prédio. Tem sede em Genebra. ou União Internacicnal de Telecomunicações. Entre suas funções. Iridium Sistema de telefonia móvel e pager via satélite. hubs ou switches. ITU International Telecommunications Union. a LAN deve ser conectada ao backbone da rede por meio de aparelhos como bridges. além de se responsabilizar por localizar e manter o melhor caminho de tráfego na topologia da rede. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 174 . assumindo funções como rastrear endereços de nós. reconhecimento de mensagens recebidas. É o protocolo da camada 3 de rede na arquitetura ISSO. Para viabilizar uma boa performance.

em vez de equipamentos fixos. por exemplo.dois muxs concentram o sinal numa ponta e o dividem na outra. para transportar dados e voz por uma mesma linha. modalidade de comércio eletrônico móvel que se diferencia do comércio eletrônico convencional porque é realizada por meio de telefones ou terminais sem fio. PROF. Link Conexão estabelecida entre dois pontos de uma rede de comunicação. A taxa de transmissão real depende do modelo do aparelho e da qualidade da linha telefônica à qual o modem está conectado. banda estreita. M-commerce Abreviatura de mobile commerce. Modem Modulador-demodulador. de eventos ao vivo. Em broadcasting. O mux divide a largura de banda total do circuito em várias bandas menores. o que pode ser indicado por uma luz de controle (LED) no aparelho de rede. ou entre a conexão estabelecida com satélites e estações terrestres para a geração. é o termo usado para representar a transmissão entre unidades móveis e a sede da emissora.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Linha Meio físico de comunicação que liga dois pontos de uma rede de comunicação. A demodulação ocorre quando o modem recebe o sinal analógico e o decodifica para um sinal digital. sem que essa interfira no sinal . que se encarrega de estender o fio até as instalações do cliente. nome dado às conexões de baixa velocidade (abaixo de 64 Kbps) para contrapor-se à banda larga. por exemplo. Narrowband Em português. A mais comum é 56 Kbps. Há modelos que juntam duas linhas telefônicas para conseguir taxas de 112 Kbps. via linhas telefônica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 175 . É o equipamento mais utilizado para transmitir e receber dados pela internet Os sinais digitais saem do computador por uma porta serial e são convertidos pelo modem em sinais analógicos adequados para trafegar por longas distâncias. Multiplexador (mux) Dispositivo de rede que permite que dois ou mais sinais sejam enviados por um circuito de comunicação e compartilhem o percurso de transmissão. Essa operação chama-se modulação. É contratada com uma operadora de telecomunicações. entendido pelo computador. link é o endereço para outro documento no mesmo servidor ou em outro servidor remoto. É usado. Diz-se que o link está estabelecido quando as duas pontas estão efetivamente conectadas. Na web. pelas quais trafegam os subcanais de transmissão.

mas. É um parâmetro de eficiência do serviço acertado previamente em contrato pela operadora de serviços de telecomunicações e o cliente. os aparelhos recebem as mensagens num visor de cristal líquido. Seu tamanho e características variam conforme o modelo e as necessidades do cliente.9% significa que a conexão contratada não pode ficar mais de 0. Por exemplo. ou sem serviço. Protocolo Conjunto formal de convenções que regulam o formato e o sincronismo da troca de mensagens entre dois sistemas de comunicações. PCM Pulse Code Modulation ou modulação de código de pulsos. impressoras. roteadores. terminais. disponibilidade de 99. não permitem o envio de respostas. que oferecem o recurso de transmissão de mensagens. surgiram os primeiros pagers "two-way". O QoS é medido também em variáveis como tempo de atraso dos pacotes ou velocidade média da conexão. realizando a comutação e o encaminhamento das chamadas aos ramais que estão a ele conectados. Porta Interface física para a conexão entre computadores. É adotado como referência para as empresas de telefonia fixa. Nos últimos três anos. celular. em geral. modems. Equipamento que concentra o fluxo de ligações telefônicas recebidas por uma entidade. é um procedimento para a adaptação. PROF.1% (quase nove horas num ano) fora do ar. desde um condomínio até uma grande corporação. Paging Serviço de comunicação baseado na transmissão de mensagens alfanuméricas para pequenos aparelhos portáteis. de um sinal analógico (como voz) num feixe digital de bits a 64 Kbps. ou qualidade de serviço. de longa distância ou transmissão de dados. multiplexadores e outros equipamentos. Chamados pagers. Em outras palavras. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 176 . switches.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Operadora Empresa que possui a concessão para oferecer um serviço público de comunicação de voz ou dados. QoS Quality Of Service. pode ser definido como o idioma falado na conversa entre dois dispositivos durante o estabelecimento de uma comunicação. sob pena de multa ou outro tipo de ressarcimento. durante a transmissão. PBX Private Branch Exchange ou central telefônica privada.

voz e vídeo simultaneamente. serviço fornecido por operadoras de telefonia fixa que permite transmissão de dados. O nível primário é composto por trinta canais tipo B de 64 Kbps (no padrão europeu. Nesse caso. Smart Phone Terminal de telefonia móvel. com o uso da infra-estrutura das operadoras de telefonia local (ATL ou Telefônica Celular). faxes e telas de intranet no visor dos aparelhos. A operação ocorre automaticamente. o satélite viabiliza a transmissão de sinais de TV. seja ele cliente da BCP ou da Telesp Celular. rádio. Seu funcionamento consiste em refletir sinais de microondas enviados da superfície da Terra para outro satélite ou diretamente para uma antena no solo. desenvolvido para facilitar a recepção de e-mails. sistemas de ramais. o paulistano em viagem ao Rio de Janeiro pode fazer e receber ligações. telefonia e dados para todo o mundo. aproveitando o fato de estar acima do obstáculo representado pela curvatura terrestre. Em inglês. Por exemplo. Satélite Equipamento de comunicação que gira sobre a órbita terrestre. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 177 . Há dois níveis de serviço RDSI. O nível básico emprega dois canais independentes tipo B de 64 Kbps para transmissão.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO RDSI Sigla para Rede Digital de Serviços Integrados. troncos PBX e equipamentos de transmissão de dados. PSTN ou Public Switched Telephone Network. a combinação dos trinta canais de transmissão de dados garante uma taxa de até 2 Mbps. é a rede acessada por telefones comuns. no entanto. sem que o usuário precise configurar o aparelho ou pedir o serviço à operadora. RPTC Sigla de Rede Pública de Telefonia Comutada. Roaming Sistema que permite que o cliente de uma empresa de telefonia móvel possa acessar e ser acessado pelo serviço móvel celular mesmo estando fora da área de abrangência da operadora. No caso de roaming internacional. mais um terceiro canal D de 16 Kbps para sinalização e controle. Os canais B podem ser combinados para garantir velocidade de acesso de 128 Kbps. Surgido na esteira da corrida espacial. ou 23 canais tipo B nos Estados Unidos) e um tipo D de 64 Kbps. do padrão GSM. o cliente precisa requisitar o serviço e pagar um adicional por ele. Possui pequeno teclado e software que faz a ligação direta do telefone com serviços ou aplicações específicos. SMC Serviço móvel de comunicação terrestre que utiliza sistema de radiodifusão com PROF.

O usuário visualiza a mensagem no visor. O objetivo é eliminar interferências externas. Nesse sistema. a partir de 2001. Tecnologia que habilita telefones celulares a receber mensagens alfanuméricas. D e E. de modo similar a um aparelho pager. SMP Sigla para Serviço Móvel Pessoal nome dado pela Anatel aos novos serviços de telefonia móvel terrestre que foram oferecidos ao consumidor. túneis e garagens subterrâneas são alguns dos fatores que interferem na qualidade das ligações. principalmente no uso em sistemas de transmissão de dados. Acidentes geográficos. Realiza a operação de comutação (switching). atuando normalmente na camada 3 (rede) da arquitetura OSI. por meio dos gateways da operadora. estações radiobase transmitem os sinais a aparelhos móveis. Switch Aparelho dotado de múltiplas portas para a conexão de dispositivos ligados a uma rede. Conhecido originalmente como trunking. SMS Short Message Service. conecta grupos de usuários por ligações diretas de rádio. designa os fios telefônicos encapados com uma blindagem metálica. É causado por fenômenos atmosféricos ou devido à topologia do local.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO tecnologia celular e se interconecta com a rede pública de telecomunicações. ou par trançado com blindagem. até a capacidade total da banda do switch. O dispositivo é usado para conectar LANs entre si ou segmentar LANs. além de realizar chamadas para telefones da rede pública (fixa e móvel). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 178 . Sombra Área geográfica em que o sinal da operadora de telefonia móvel é deficiente e as ligações ficam entrecortadas ou não são completadas. conforme o endereço do destinatário. com a entrada em operação das concessionárias das bandas C. recebe dados de uma estação ou do roteador conectado ao mundo externo (WAN) e os envia para as estações locais (LANs). ou seja. É baseado na cobertura de áreas por células. PROF. mas não pode enviar uma mensagem de volta. ou serviço de mensagens curtas. A taxa de transmissão é personalizada para cada usuário. edifícios. STP Shielded Twisted Pair. SME Serviço Móvel Especializado.

VHF Very High Frequency. destinada à transmissão de canais de televisão aberta (do canal 2 ao 13). protocolos de comunicação básicos da internet. UHF Ultra High Frequency faixa de freqüências muito alta (entre 300 MHz e 3 GHz) destinada à transmissão de canais de TV aberta (do canal 14 para cima). A VPN funciona como uma rede privada. ou multiplexador por divisão de tempo em português. O nível mais elevado é o de controle de transmissão. TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 179 . para que se conectem a ela de qualquer lugar do mundo. Termo criado pela AT&T. sendo que ambos são centros de comutação ou pontos de distribuição individual.544 Mbps. O segundo cuida da parte de endereçamento dos pacotes. TDM Time Division Multiplexer. de modo que cheguem ao lugar de destino. é uma rede para uso exclusivo dos usuários autorizados por uma empresa. geralmente por meio de bits de intercalação (bits TDM) ou caracteres (caracteres TDM) de dados referentes a cada terminal. Dispositivo que divide o tempo disponível de um circuito de comunicação de dados composto por seus vários canais. Um tronco geralmente processa diversos canais de comunicação simultaneamente. Ele gerencia a reunião de mensagens e arquivos em pacotes e viceversa. com capacidade de transmissão de 1. VPN Virtual Private Network. Tronco Circuito único entre dois pontos. E composto de dois níveis. T1 é amplamente utilizado em redes privadas e na interconexão entre redes locais e redes públicas de telecomunicações.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO T1 Padrão norte-americano que define a linha digital de alta velocidade. ou rede privada virtual. faixa de freqüências entre 30 MHz e 300 MHz. com a diferença de que PROF. Uplink Sinal de transmissão de dados enviado de uma estação terrestre para o satélite em Órbita. utilizados também na implementação de redes privativas como intranets e extranets.

Requer a contratação de uma operadora de telecomunicações. O WAP já está em operação no Brasil e consiste na transformação. Baseada em tags. WLL Sigla de Wireless Local Loop. espécie de versão WAP da metodologia de descrição de dados XML.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO trafega dados sobre a infra-estrutura da rede pública de dados ou da própria internet. Designa a tecnologia baseada num terminal de telefone fixo que se comunica via ondas de rádio com a central telefônica de trânsito público. É um embrião da tecnologia que fará o telefone celular tornar-se um terminal pleno de acesso à internet. Como as telas atuais têm capacidade reduzida. ou circuito local sem fio. concorrentes das companhias de telefonia fixa já estabelecidas com sua rede de fios de cobre. ou protocolo de aplicações sem fio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 180 . Wireless Expressão genérica que designa sistemas de telecomunicações nos quais as ondas eletromagnéticas – e não fios – se encarregam do transporte dos sinais. além de hardware de rede e software especiais para a autenticação de usuários. o conteúdo é apresentado como uma lista. WAP Wireless Application Protocol. permite que porções de textos de páginas web sejam apresentadas na tela de telefones celulares e outros dispositivos WAP. Os serviços oferecidos incluem notícias. transações bancárias e operações de reserva de vôos. PROF. É utilizada no Brasil pelas empresas espelho. WML Wireless Markup Language. adaptação e criação de conteúdo da internet para visualização na tela de um celular.

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