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Sistemas de Comunicacao

Sistemas de Comunicacao

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  • 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS
  • 1.1 COMUNICAÇÕES
  • 1.2 CARACTERÍSTICAS PRELIMINARES DE UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA
  • 1.2.1 Som
  • 1.2.2 Voz
  • 1.2.3 Ouvido
  • 1.3 FAIXA DE FREQUÊNCIAS UTILIZADAS
  • 1.4 TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ACÚSTICA EM ENERGIA ELÉTRICA
  • 1.5 TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA EM ENERGIA ACÚSTICA
  • 1.7 CENTRAL TELEFÔNICA
  • 1.8.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local
  • 1.8.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central
  • 1.8.3 Ligação Telefônica Automática
  • 1.9.1 Ligação Manual
  • 1.9.2 Ligação Semi-Automática
  • 1.10 LIGAÇÃO AUTOMÁTICA OU DDD – DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA
  • 1. CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO
  • 2.1 MODOS DE OPERAÇÃO DE UM MEIO DE TRANSMISSÃO
  • 2.2 CANAL E CIRCUITO
  • 2.3 CIRCUITO A 2 FIOS E A 4 FIOS
  • 2.4 CONCEITO DE MULTIPLEXAÇÃO
  • 2.5 TIPOS DE MULTIPLEXAÇÃO
  • 2. MEIOS DE TRANSMISSÃO UTILIZADOS PELO MULTIPLEX
  • 3.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO
  • 3.1.1 Sistemas de rádio HF
  • 3.1.2 Sistema de rádio VHF/UHF
  • 3.1.3 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade
  • 3.1.4 Sistemas de rádio-tropodifusão
  • 3.1.5 Sistemas rádio-satélite
  • 3.1.6 Sistemas rádio em EHF
  • 3.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA
  • 3.2.1 Pares de Fios
  • 3.2.2 Linhas Abertas
  • 3.2.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica
  • 3.2.4 Cabos Coaxiais Terrestres
  • 3.2.5 Cabo Coaxial Submarino
  • 4.1 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA
  • 4.2 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA
  • 4.3 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO
  • 4.4 CIRCUITOS
  • 4.5 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE
  • 4.6 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS
  • 5.2 SINALIZAÇÃO DE LINHA
  • 5.2.1 Tipos de Sinalização de Linha
  • 5.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua
  • 5.2.3 Sinalização E & M pulsada
  • 5.2.4 Sinalização E & M contínua
  • 5.3 SINALIZAÇÃO R2 DIGITAL
  • 5.4 SINALIZAÇÃO MULTIFREQUENCIAL
  • 7. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM
  • 7.1 TEOREMA DA AMOSTRAGEM
  • 7.2 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL
  • 7.2.1 Amostragem
  • 7.2.2 Quantização
  • 7.2.3 Codificação
  • 7.2.4 Multiplexação
  • 7.3 CONVERSÃO DIGITAL/ANALÓGICO
  • 7.3.1 Demultiplexação
  • 7.3.2 Decodificação
  • 8 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DIGITAL
  • 8.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SISTEMAS DE TRANSMISSÃO PCM
  • 8.1.1 Circuito de conversão
  • 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor
  • 8.1.3 Código de linha
  • 8.1.4 Equipamento terminal de linha
  • 8.1.5 Repetidores regeneradores
  • 8.2 SISTEMA DE TRANSMISSÃO PCM 30
  • 8.2.1 Quadro de pulsos
  • 8.2.2 Palavra de alinhamento de quadro
  • 8.2.3 Palavra de serviço
  • 9.1 COMUTADOR TEMPORAL
  • 9.2 COMUTADOR ESPACIAL
  • 9.3 DIFERENÇA BÁSICA ENTRE O COMUTADOR TEMPORAL E ESPACIAL
  • 9.4 MEMÓRIA DE CONTROLE
  • 9.5.1 Equipamentos de conexão
  • 9.5.2 Matriz de acoplamento digital
  • 9.5.3 Comando
  • 9.5.4 Ligação entre dois assinantes
  • 10.1 SINALIZAÇÃO DE ASSINANTE
  • 10.3 SINALIZAÇÃO DE LINHA
  • 10.4 SINALIZAÇÃO DE REGISTRADORES
  • 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR
  • 11.1 INTRODUÇÃO
  • 11.2 SERVIÇO TELEFONIA FIXA
  • 11.3 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL
  • 11.4 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO
  • 11.5 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO
  • 11.6 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR
  • 11.8 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL
  • 11.9 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR
  • 11.10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR
  • 11.11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA
  • 11.12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
  • 11.13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS
  • 11.14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS
  • 11.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL
  • 11.16 UNIDADE DE CONTROLE
  • 11.17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET)
  • 11.18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS
  • 11.19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS
  • 11.20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL
  • 11.21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO - AMBIENTE MÓVEL
  • 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE
  • 12.1 DIVERSIDADE - UNIDADE MÓVEL
  • 12.2 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO
  • 12.3 HANDOFF
  • 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE - ERB –
  • 13.1 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA
  • 13.2 CANAL DE CONTROLE DIRETO
  • 13.3 CANAL DE CONTROLE DIRETO
  • 13.4 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO
  • 13.5 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO
  • 13.6 CANAL DE CONTROLE REVERSO
  • Canal de Controle Reverso:
  • 13.7 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE
  • 13.8 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE
  • 13.9 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA
  • 13.10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL
  • 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC-
  • 14.1 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR
  • 14.2 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC
  • 14.3 FUNÇÕES DA CCC - PROCESSAMENTO DE CHAMADAS
  • 14.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC
  • 14.5 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ
  • 14.6 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ
  • 14.7 CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL
  • 14.8 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL
  • 14.9 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL
  • 14.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA
  • 14.11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO
  • 14.12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL
  • 14.13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL
  • 14.14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS
  • 15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR
  • 15.1 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA
  • 15.2 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL
  • 15.3 CÉLULA DIRECIONAL
  • 15.4 DIVISÃO DAS CÉLULAS
  • 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR
  • 16.1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES
  • 16.1.1 Primeira Geração de Sistemas Móveis
  • 16.1.2 Segunda Geração de Sistemas Móveis
  • 16.1.3 Terceira Geração de Sistemas Móveis
  • 17 TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA TELEFONIA CELULAR
  • 17.1 CÉLULAS CDMA: PADRÃO DE REUSO UNIVERSAL
  • 17.3 ESQUEMA BÁSICO DO CDMA
  • 17.4 HANDOFF
  • 17.5 PRIVACIDADE
  • 17.6 CUSTO
  • 17.7 FACILIDADES
  • 17.8 REFLEXOS PARA O USUÁRIO DA TECNOLOGIA DIGITAL
  • 17.9 W - CDMA
  • 18 PAGING
  • 18.1 INTRODUÇÃO
  • 18.2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO
  • 18.3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO
  • 18.4 HISTÓRICO
  • 18.5 SISTEMA BÁSICO ATUAL
  • 2 - Codificador ou Paging Terminal:
  • 18.6 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR
  • 18.8 SIMULCAST
  • 18.9 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA
  • 18.10 APLICAÇÕES PARA O PAGER
  • 18.11 NOVAS TECNOLOGIAS
  • 18.12 CONCLUSÃO
  • 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR)
  • 19.1 INTRODUÇÃO
  • 19.2 COMPARAÇÃO
  • 19.3 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS
  • 19.4 POR QUÊ TRONCALIZADO?
  • 19.5 COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO
  • 19.6 CANALIZAÇÃO
  • 19.7 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO
  • 19.8 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO
  • 19.9 CANAL DE OPERAÇÃO
  • 19.10 CANAL DE CONTROLE
  • 19.11 COMPONENTES DO STR
  • 19.12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA
  • 19.13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS
  • 19.14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS
  • 19.15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS
  • 19.16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA
  • 19.17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE
  • 19.18 PROTOCOLOS
  • 19.19 STR DIGITAL
  • 19.20 CONCLUSÃO
  • 20.1 SATÉLITE GEO
  • 20.2 SATÉLITE MEO
  • 20.3 SATÉLITE LEO
  • 20.4 SATÉLITE LLEO
  • 20.5 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS
  • 20.6 APLICAÇÕES
  • 21 PROJETO IRIDIUM
  • 22.1 SISTEMAS NÃO GEOESTACIONÁRIOS
  • 22.2 SISTEMAS GEOESTACIONÁRIOS
  • 22.3 IRIDIUM
  • 22.4 GLOBALSTAR
  • 22.5 ODYSSEY
  • 22.6 INMARSAT

ELETRÔNICA INDUSTRIAL

- TELECOMUNICAÇÕES

ÍNDICE 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS ...............................1 1.1 COMUNICAÇÕES..............................................................................................1

1.2 características preliminares de uma ligação telefônica ......................................1 1.2.1 Som ................................................................................................................1 1.2.2 Voz .................................................................................................................2 1.2.3 Ouvido ............................................................................................................2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 faixa de frequências utilizadas ...........................................................................3 transformação de energia acústica em energia elétrica .....................................3 transformações de energia elétrica em energia acústica ...................................4 ligação telefônica elementar...............................................................................5 central telefônica ................................................................................................7

1.8 ligação telefônica urbana ...................................................................................9 1.8.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local ............................................10 1.8.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central ..........................................10 1.8.3 Ligação Telefônica Automática.....................................................................11 1.9 ligação telefônica interurbana...........................................................................11 1.9.1 Ligação Manual ............................................................................................11 1.9.2 Ligação Semi-Automática .............................................................................13 1.10 ligação automática ou Ddd – discagem direta À distância ...............................14

1. CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO .................................................15 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 modos de operação de um meio de transmissão.............................................15 canal e circuito .................................................................................................15 circuito a 2 fios e a 4 fios ..................................................................................16 conceito de multiplexação ................................................................................18 tipos de multiplexação......................................................................................20

2. Meios de transmissão utilizados pelo multiplex..............................................20 3.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO ...................................................21 3.1.1 Sistemas de rádio HF ...................................................................................24
PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS

i

ELETRÔNICA INDUSTRIAL

- TELECOMUNICAÇÕES

3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6

Sistema de rádio VHF/UHF .......................................................................... 25 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade............................................. 26 Sistemas de rádio-tropodifusão .................................................................... 27 Sistemas rádio-satélite ................................................................................. 29 Sistemas rádio em EHF................................................................................ 29

3.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA ....................................... 30 3.2.1 Pares de Fios ............................................................................................... 30 3.2.2 Linhas Abertas.............................................................................................. 32 3.2.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica ................................................. 34 3.2.4 Cabos Coaxiais Terrestres ........................................................................... 34 3.2.5 Cabo Coaxial Submarino.............................................................................. 36 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 5.1 serviços de telecomunicações.......................................................................... 37 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA ....................................................... 38 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA........................................................ 38 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO......................................................................... 38 CIRCUITOS ..................................................................................................... 38 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE..................................... 39 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS............................. 39 Introdução à Sinalização ................................................................................... 40 Sinalização Acústica ........................................................................................ 40

5.2 Sinalização de Linha ........................................................................................ 40 5.2.1 Tipos de Sinalização de Linha...................................................................... 42 5.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua................................................... 42 5.2.3 Sinalização E & M pulsada ........................................................................... 43 5.2.4 Sinalização E & M contínua.......................................................................... 43 5.3 5.4 Sinalização R2 digital....................................................................................... 45 Sinalização multifrequencial............................................................................. 47

7. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM......................................................................... 49 7.1 7.2
ii

teorema da amostragem .................................................................................. 50 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL ............................................................. 50
PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS

ELETRÔNICA INDUSTRIAL

- TELECOMUNICAÇÕES

7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4

Amostragem .................................................................................................50 Quantização..................................................................................................51 Codificação ...................................................................................................52 Multiplexação................................................................................................53

7.3 conversão digital/analógico ..............................................................................53 7.3.1 Demultiplexação ...........................................................................................53 7.3.2 Decodificação ...............................................................................................54 8 sistemas de transmissão digital........................................................................55

8.1 características gerais dos sistemas de transmissão pcm.................................55 8.1.1 Circuito de conversão ...................................................................................55 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor ..........................................................55 8.1.3 Código de linha.............................................................................................56 8.1.4 Equipamento terminal de linha .....................................................................57 8.1.5 Repetidores regeneradores ..........................................................................57 8.2 sistema de transmissão pcm 30 .......................................................................57 8.2.1 Quadro de pulsos .........................................................................................57 8.2.2 Palavra de alinhamento de quadro ...............................................................58 8.2.3 Palavra de serviço ........................................................................................58 9 9.1 9.2 9.3 9.4 comutação digital ...............................................................................................59 comutador temporal .........................................................................................59 comutador espacial ..........................................................................................60 diferença básica entre o comutador temporal e espacial .................................61 memória de controle.........................................................................................61

9.5 órgãos de uma central de comutação digital ....................................................62 9.5.1 Equipamentos de conexão ...........................................................................63 9.5.2 Matriz de acoplamento digital .......................................................................63 9.5.3 Comando ......................................................................................................64 9.5.4 Ligação entre dois assinantes ......................................................................64 10 sinalização ..........................................................................................................65 10.1 10.2 sinalização de assinante ..................................................................................65 sinalização acústica .........................................................................................68

PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS

iii

.. 90 11............................................................................................... 90 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE................................ 75 SERVIÇO TELEFONIA FIXA ................... 81 11............7 11...............15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL.5 11....1 11....... 83 11................................................10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR .................... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL...................................................19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS .................... 81 11... 89 11................... 87 11......... 79 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA 79 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL.................12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO ...................6 11....................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .................... 91 iv PROF............................9 INTRODUÇÃO ..............................................................................................2 11......................13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS.....................TELECOMUNICAÇÕES 10...................................................16 UNIDADE DE CONTROLE ....................................................................................................................... 69 sinalização de registradores ..........................................................11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA ..........3 10....... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO .....................17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) ............................... 80 11.................................. 78 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR .......... 75 11..............................................................4 11.............21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO . 88 11......... MARCELO DIOGO DOS SANTOS ......................................... 85 11................8 11..............14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS..................... 84 11........3 11............................................18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS ................ 80 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR ........ 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO .................................20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL.AMBIENTE MÓVEL .... 82 11..................................... 86 11............... 72 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR........................4 sinalização de linha...........

......................100 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE......92 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO...97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO .......................3 DIVERSIDADE ............108 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ ......106 FUNÇÕES DA CCC ...............110 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL .....................109 CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL ..3 13.........6 14...................................................................97 CANAL DE CONTROLE DIRETO ..................105 14............2 12............112 14.................................8 14....................................4 14........................97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO .........................5 14..........................................1 12...............................................................................................107 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ........96 CANAL DE CONTROLE DIRETO ...................................1 14.......95 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE ...........7 14.........................7 13....PROCESSAMENTO DE CHAMADAS ....6 13.......9 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR.............................................9 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA .............10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL..................................................98 CANAL DE CONTROLE REVERSO ...................................2 13.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA ...........................................................................105 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC...8 13...2 14...................5 13................3 14..111 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL..............93 HANDOFF ............UNIDADE MÓVEL .............102 13.........107 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC .....................99 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE..... MARCELO DIOGO DOS SANTOS v ..96 13.........................................112 PROF..TELECOMUNICAÇÕES 12.......101 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA ..............................4 13............................104 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC-.........................................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ..............................................................ERB –...............1 13..........................................

.......... 123 17 Tecnologias Utilizadas na Telefonia Celular ............................. 126 Esquema Básico do CDMA........................2 15.......................................................... 126 17...........................11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO ........... 117 RESUMO ..............................5 17................... 120 16......................................................................................................1...........4 17................TELECOMUNICAÇÕES 14.......................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ........................................................................................... 114 14............. 113 14................................................................................................................................................................12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL ................................. 129 18 PAGING ............................................CDMA .............. 120 16.6 17...........................................................................................1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES............................3 Terceira Geração de Sistemas Móveis................ 128 Facilidades .......9 Células CDMA: Padrão de Reuso Universal .....................2 17...............................14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS ........7 17............................................ 115 15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR ............ MARCELO DIOGO DOS SANTOS ........1 15......1 17............... 128 W ............................................ 113 14......... 127 Privacidade ...................1....5 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA........ 116 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL ...................................1..........................8 17...............................................3 17..... 126 Modulação CDMA ........................1 Primeira Geração de Sistemas Móveis ......................... 127 Handoff ...............................................................3 15.................................. 130 vi PROF............................13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL .......................................... 116 CÉLULA DIRECIONAL ....... 116 15............. 128 Reflexos para o Usuário da Tecnologia Digital .................. 118 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR......4 15............................................................................................................................ 120 16......................................................... 117 DIVISÃO DAS CÉLULAS.........2 Segunda Geração de Sistemas Móveis ................................................... 127 Custo. 121 16....

....145 CANAL DE OPERAÇÃO ......................................................138 18......................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ...............6 INTRODUÇÃO .......................................8 19..............130 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO.......136 18.....................................133 SISTEMA BÁSICO ATUAL ............................................1 18...........................................................................146 19.....................................................................................142 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS ..............6 19.............................................................................................................144 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO.....................3 18....134 18............................10 CANAL DE CONTROLE ............11 Novas Tecnologias....11 COMPONENTES DO STR........3 19.......10 APLICAÇÕES PARA O PAGER ..........144 CANALIZAÇÃO ..............143 POR QUÊ TRONCALIZADO?.............4 19......................................................146 PROF.....131 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO..........5 18.......................................................9 SIMULCAST............................................................................................................................................................................................................................140 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR).................................2 18..................................................................7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR...136 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA..12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA ................................134 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR...................1 19...........................................................................TELECOMUNICAÇÕES 18..4 18.............................................................................................................145 19......................141 19......................................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS vii ............144 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO ............................145 19...................12 CONCLUSÃO...............................................................................5 19.................................................138 18....7 19...............9 INTRODUÇÃO ................144 COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO .........132 HISTÓRICO ...............135 18.........................................................2 19.................8 18....141 COMPARAÇÃO .....

.. 147 19...........................................14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS ..3 20.............15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS.......................................... 161 22.........................3 22............................. 151 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS ...............................................................13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS ........................4 20......................................................6 SATÉLITE GEO ...................... 162 Globalstar................................................4 22... 162 Iridium .......2 22........................................................20 CONCLUSÃO ......................................................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ................................................ 148 19... 155 22 Introdução às comunicações móveis por satélite...................................................................................................... 148 19................................... 148 19.................................................................... 150 SATÉLITE MEO ........................................................................... 150 20........................ 147 19....6 Sistemas não geoestacionários .......... 161 Sistemas geoestacionários ...................................................................................................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS ................1 22............................. 164 23 Glossário Técnico .............17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE ...................18 PROTOCOLOS........... 154 21 Projeto IRIDIUM ..................................5 20.................... 149 19......... 149 20 Satélite...................................1 20.....................................................................16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA .............................................................................................................. 163 Odyssey .............................................................................................................5 22.............. 151 SATÉLITE LLEO .........................................................................................................................2 20... 151 SATÉLITE LEO . 164 Inmarsat ................................................................ 152 APLICAÇÕES .......................................................................................... 147 19.............................. 165 viii PROF..................TELECOMUNICAÇÕES 19...........................................................................................................................19 STR DIGITAL .....................................................................................

exigiram do homem uma solução que buscasse os anseios de todos os setores de atividade onde as comunicações se fizessem necessárias. e isto ele faz através da mímica. num meio elétrico. se tivermos um pedaço de borracha distendido entre dois pontos. da telefonia. PROF. haverá uma vibração numa determinada freqüência. 1). a fim de fornecer os conhecimentos básicos essenciais. Porém. A história das Telecomunicações nasce quando o homem sente a necessidade de expressar o seu pensamento a um semelhante. é necessário o prévio conhecimento de alguns elementos de telefonia relacionados com a ligação telefônica.2 CARACTERÍSTICAS PRELIMINARES DE UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA 1. A solução técnica do problema surgiu então com o invento da telegrafia. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 1 . Assim. finalmente. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS 1. o crescente número de comunicações urbanas e interurbanas exigiram novas medidas que culminaram com o advento do sistema multipex.1 Som O som se produz por vibrações mecânicas de freqüências perceptíveis pelo ouvido humano.2. principalmente quando se usam os processos naturais. ao seu raciocínio e ao seu dinamismo que ele atinge o progresso. ao esticar e soltar a parte central. que permitir ao pessoal técnico um completo domínio desta tecnologia. produzindo um som (fig. da palavra e da grafia. 1.1 COMUNICAÇÕES A comunicação é inata ao homem e é graças a esta virtude. no qual será aqui explanado a guisa de iniciação apenas. O progresso do mundo tecnológico e a necessidade de comunicar-se a grandes distâncias. Porém a distância é um obstáculo a uma comunicação. Para melhor compreensão do que vem a ser um sistema multiplex.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 1. da comunicação via rádio e.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . é que a maior parte da energia está concentrada nas baixas freqüências. isto quer dizer: cada nível de um som. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . razão principal da diferença entre a voz de um homem e uma mulher. sendo no entanto de um valor muito baixo: uma pessoa falando baixo produz 0. dentro de uma certa gama de freqüência. 2 PROF. Desta maneira são obtidos os sons vocais e consonantais. ou seja.2 Voz As cordas vocais do ser humano são capazes de produzir vibrações sonoras dentro de uma gama de 100 a 10000Hz. uma variação é percebida de maneira diversa. A potência média de voz de diversas pessoas pode variar dentro de amplos limites. 1. Além disso. tem que haver uma intensidade mínima que corresponde ao limite inferior de audibilidade. decrescendo para freqüências mais baixas e mais altas.3 Ouvido A gama de freqüência audíveis pelo ouvido humano vai desde 16Hz até 20000Hz. obtém-se nas cavidades bucais e nasais ressonâncias que fazem destacar harmônicos. a percepção de variações de intensidade dos sons pelo ouvido não é linear com a intensidade do som. e gritando 1 a 2 miliwatts.001 microwatt. falando normalmente 10 microwatts. Ao colocar a língua e os lábios em determinadas posições. chamadas formativas. harmônicas de uma freqüência fundamental das coras vocais. Nos meios gasosos. enquanto que acentua mais ou menos os harmônios de outras faixas de freqüências. e o limite superior varia da pessoa. 1 – Vibração de um pedaço de borracha produzindo som. o som se propaga no sentido longitudinal e transversal.2. Cada som emitido é composto simultaneamente de vibrações de diversas freqüências. enquanto que o mesmo nível 1000Hz não é percebido. 1.2. Para o homem esta freqüente fundamental é de 125Hz e para a mulher é de 250Hz. Em outras palavras. sendo que o ouvido humano tem uma sensibilidade maior em 3000 Hz. que em conjunto originam as sílabas. Outra característica importante da voz que deve ser lavada em conta. descrevendo com a velhice. um determinado nível na freqüência de 3000Hz pode ser percebido pelo ouvido. Para que o som possa ser percebido pelos órgãos auditivos. na direção da vibração.TELECOMUNICAÇÕES Fig. Nos meios sólidos. o som se propaga no sentido longitudinal. Este limite varia com a freqüência. e estas as palavras.

resultantes das características da voz e do ouvido humano: intelegibilidade e energia da voz. constituída basicamente de grânulos de carvão. para as comunicações. foi escolhida a faixa de voz entre 300 e 3400 Hz para comunicações telefônicas. limitados por uma membrana (Fig. fazendo-a vibrar. 1.TELECOMUNICAÇÕES 1. 2). Nos aparelhos telefônicos. que às PROF. de 50 a 10000 Hz. Esta variação da corrente produz uma potência elétrica.3 FAIXA DE FREQUÊNCIAS UTILIZADAS Diversos estudos foram realizados para determinar qual a faixa de freqüências mais apropriada.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Para fonia. este momento comprime mais ou menos os grânulos. Verificou-se que na faixa de 100 a 1500 HZ estava concentrada 90% de energia da voz humana. 2 – Transformação de energia acústica em elétrica Quando as vibrações sonoras incidem sobre a membrana. com uma correspondente variação na corrente no mesmo ritmo das vibrações sonoras. diminuindo ou aumentando a resistência. no entanto. Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 3 . onde a aplicada uma diferença de potencial que faz circular uma corrente CC. é necessária uma faixa bem maior. A intelegibilidade é definida como o percentual de palavras perfeitamente reconhecidas numa conversação. o que garante 85% intelegibilidade e 68% de energia da voz recebida pelo ouvinte. Para transmissão de música. sob o ponto de vista econômico e de qualidade. foram basicamente levados em conta os seguintes fatores. Baseado num compromisso entre dois valores. o microfone é uma cápsula de carvão. enquanto que na faixa acima de 1500 Hz estava concentrada 70% de intelegibilidade das palavras.4 TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ACÚSTICA EM ENERGIA ELÉTRICA A energia acústica produzida pela voz é transformada em energia elétrica por intermédio de um microfone.

.Produz uma distorção maior que a dos outros microfones.Tem uma sensibilidade que varia com a freqüência. através das quais circula corrente CC. atenuando muito as baixas freqüências. bem como baixa distorção. movendo-se num campo magnético cilíndrico (Fig.TELECOMUNICAÇÕES vezes é maior que a potência aplicada na vibração da membrana. utilizando-se cápsulas magnéticas e dinâmicas. providas de bobinas. fazendo com que a cápsula se comporte como um amplificador. a força que atua sobre a bobina e a membrana é proporcional a força do campo magnético permanente e a energia que passa pela bobina. 4). 1. nos aparelhos telefônicos. A cápsula magnética é constituída . 3).5 TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA EM ENERGIA ACÚSTICA Para a transformação de energia elétrica em energia acústica. a bobina pela qual circula a corrente CC está unida a membrana. A cápsula de carvão é o microfone mais barato. Fig. basicamente de um ímã permanente com duas peças polares. Nos dois tipos de cápsulas receptoras conseguem-se características lineares para a faixa de freqüências de voz. e a força que atua sobre a mesma é proporcional ao quadrado da indução resultante (Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 4 PROF. uma membrana metálica fecha o circuito magnético. 3 – Transformação de energia elétrica em acústica (cápsula magnética) Nas cápsulas receptora dinâmicas. porem apresenta algumas restrições: .

podemos estabelecer uma comunicação entre duas pessoas quaisquer. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 5 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES Fig. 5 – Ligação Telefônica elementar PROF. em que a distância entre A e B é pequena (Fig.6 LIGAÇÃO TELEFÔNICA ELEMENTAR Após tomarmos contato com os fatores que têm influência numa ligação telefônica. utilizando dois aparelhos telefônicos interligados por um par de fios. 5) Fig. 4 – Transformações de energia elétrica em acústica (cápsula dinâmica) 1.

Portanto. 7. a ligação apresentada na fig. que é a representação real da comunicação telefônica da fig. Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . este dispositivo é chamado artilocal. o problema de conversão mantida a dois fios é um pouco mais complexo. pois teríamos o dobro de condutores. pois o interlocutor em A deveria ter dois condutores ligando sua cápsula transmissora com a receptora de B. 6 modifica-se para a fig. 6 PROF. e vice-versa. Fig 6 – Ligação telefônica elementar a 4 fios Como este tipo de ligação ficaria muito dispendiosa. conforme a fig. foi criado um dispositivo (transformador diferencial) a fim de fazer o acoplamento entre as cápsulas transmissora e receptora e a linha de dois condutores. 7 – A mesma ligação da Fig. 5. 6 utilizando-se 2 condutores. 6.TELECOMUNICAÇÕES Na realidade.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

Como pode ser facilmente percebido. Fig. 10). É neste centro telefônico que se encontra o conjunto de equipamentos essenciais e acessórios a comunicação telefônica. todos os interlocutores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF. operação esta chamada de comunicação telefônica (fig. verificamos que o número de condutores necessários triplica.TELECOMUNICAÇÕES 1. se todos os quatro pontos desejam se comunicar entre si. A fim de solucionar este problema. 10 – Ligação telefônica utilizando um centro telefônico. o problema se torna mais sério (fig. a quantidade de condutores torna o sistema economicamente proibitivo. estão ligados a um centro telefônico. chamados assinantes. para um número muito grande de comunicações. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 7 . conforme a fig. Porém. onde é executada a interligação entre os assinantes que se desejam comunicar. 8 e 9 – Ligação telefônica. Se o interlocutor A deseja se comunicar com os outros três. designado de Central Telefônica.7 CENTRAL TELEFÔNICA A ligação telefônica apresentada no item anterior é a mais elementar. Fig. pois envolve somente a necessidade de comunicação entre duas pessoas. 9). 8.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Tandem. 11 apresenta a posição de todas as centrais descritas. 8 PROF. Aqueles que interligam as Centrais Telefônicas Locais e Tandem chamam-se linhas tronco. alem desta última função. Quando. Central telefônica Local é aquela para onde convergem as linhas de assinantes. A fig. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. - Os circuitos que interligam os assinantes as Centrais Telefônicas Locais chamam-se linhas de assinantes.Central Telefônicas Interurbanas é aquela que interliga linhas de assinantes ao circuitos interurbanos.TELECOMUNICAÇÕES A central Telefônica pode ser Local. além desta última função. Quando. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . chama-se Central Telefônica de Trânsito. Interurbana e de Trânsito. bem como suas funções. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. Central Telefônica Tandem é aquela usada como o centro comutador para o tráfego entre outras estações da mesma área local. .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Cada condutor é recoberto. 11 – ligações telefônicas envolvendo diversas localidades 1. tendo diâmetro típicos em torno de 0.9mm. sendo o feixe torcido de modo a diminuir a PROF.8 LIGAÇÃO TELEFÔNICA URBANA Nas áreas urbanas os assinantes acham-se agrupados ao longo de ruas. por papel especial ou plástico (polietileno ou PVC) – cloreto de polivinil. Os condutores empregados nos pares de fios são geralmente de cobre.TELECOMUNICAÇÕES Fig. normalmente. etc. Os pares assim isolados são todos enfeixados.4 a 0. avenidas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 9 . sendo as ligações feitas por circuitos (pares de fios) que seguem a mesma rota e que podem ser economicamente reunidos em cabos de pares.

a alimentação dos aparelhos telefônicos é centralizada na Central Telefônica Local. retirando-se do circuito e predispondo-se a atender novas chamadas. 1.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local Neste sistema.Automático.8. 6º) Ao encerrar a conversação entre os dois assinantes. O funcionamento deste sistema é quase o mesmo do manual. pois basta que o assinante retire o fone do gancho. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante aciona o magneto.8. recebendo externamente uma capa de chumbo ou alumínio.Manual com bateria central. 5º) Após o atendimento do assinante chamado.TELECOMUNICAÇÕES capacitância entre os pares. 4º) A telefonista sinaliza. Embora estes cabos apresentem atenuação elevada por unidade de comprimento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Os pares de fios são geralmente chamados pares simétricos. .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . com exceção da sinalização fornecida pelo assinante. Nas ligações telefônicas urbanas existem três maneiras de se completar uma conexão. através da pilha seca. estes devem repor o fone no gancho e sinalizar rapidamente com a finalidade de fazer ciente a telefonista do final da conversação. para o assinante solicitado. de acordo com o sistema utilizado. . 1. 10 PROF. dependendo do cabo. a alimentação de cada aparelho telefônico é feita no local. para que o dispositivo de sinalização seja acionado na mesa da telefonista.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central Neste sistema. para sinais de voz este fator não impede o seu uso devido a pequenas distância entre os assinantes e a Central Telefônica Local. 2º) O sinal assim gerado (20 Hz aproximadamente) aciona o dispositivo de sinalização da telefonista que deverá atendê-lo. 3º) O assinante solicita que a telefonista o interligue com o assinante desejado. .Manual com bateria local. desde que o circuito correspondente ao mesmo esteja desocupado. Esta desfaz a ligação e os circuitos estão preparados para nova chamada. Sobre este feixe é passada um fita de papel ou plástico. a telefonista estabelece a ligação entre dois assinantes.

TELECOMUNICAÇÕES A complementação é semelhante à anterior e. ao finalizar a conversão.9. o que faz operar a campainha do seu aparelho telefônico. desfazendo o elo na Central Telefônica Local. Ligações entre Centrais Interurbanas põem ser feitas das seguintes maneiras: 1. o assinante deve atingir a central Telefônica Local da maneira como foi explicado no item anterior.1 Ligação Manual Neste tipo são necessárias duas telefonistas. 1. desfaz a ligação e os circuitos estão prontos para nova chamada. o assinante disca o número desejado. 5º) O assinante chamado retira o fone do gancho e inicia-se a conversão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 11 . Para uma ligação interurbana. os dois assinantes repõem nos respectivos fones nos ganchos. a alimentação dos aparelhos telefônicos também é centralizada na Central Telefônica Local. os assinantes repõem os fones nos ganchos respectivos. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante retira o fone do gancho e espera o ruído de discar.8. 2º) Após o ruído de discar no receptor. Da Central Telefônica Local. PROF.a telefonista ligará • Automático – o simples discar de um código o colocará na Central Telefônica Interurbana. 1. a estação central envia um sinal em torno de 17 a 25Hz para o assinante chamado. 6º) Ao findar a conversão. o que provoca o acionamento do dispositivo de sinalização na mesa da telefonista que. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre o assinante chamador e o assinante cujo número foi discado. uma em cada cidade distante. 3º) O número funciona para Central Telefônica como um código que opera determinados dispositivos e acessórios.9 LIGAÇÃO TELEFÔNICA INTERURBANA As ligações interurbanas envolvem cidades diferentes e até países diferentes (ligações interurbanas internacionais). o assinante poderá alcançar a Central Telefônica Interurbana das seguintes maneiras: • Manual .3 Ligação Telefônica Automática Neste sistema. 4º) Após ter sido completado o elo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O restante do progresso se efetua como na ligação “Ring Down”. Neste processo a telefonista de origem envia. através de uma chave de mesa IU. Mesa IU (mesa interurbana) é o equipamento onde a telefonista recebe as chamadas da Central Telefônica Local selecionado o circuito interurbano para a cidade onde o assinante deseja se comunicar. 12b) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente discando informações numéricas que possibilitam alcançar a mesa IU distante. b) ODO – Operando Disca Operadora (fig. porém as mesas IU possuem esta facilidade. A telefonista de destino atende recebendo da operadora de origem as informações a ser alcançado. 12). Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centras Telefônicas Interurbanas Automáticas. 12 PROF. Do mesmo modo que para a ligação telefônica automática urbana. temos dois processos de ligação manual: a) “Ring Down” (fig. Na mesa IU distante este sinal faz soar uma capainha (“Ring”). bem como as mesas IU não tem possibilidades desta ligação. As duas telefonistas completam estão o elo interurbano ou internacional entre os assinantes de origem e de destino. Neste caso as mesas IU estão conectadas entre si direta e constantemente pelo meio de transmissão interurbano. e cair (“Down”) uma lâmina que indica a origem da chamada. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre a telefonista de origem e a de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centrais Interurbanas Automáticas. um sinal especial chamando a localidade de destino.TELECOMUNICAÇÕES De acordo com o método utilizado para se estabelecer o circuito interurbano ou internacional. os números discados funcionam para a Central Interurbana Automática como um código que opera determinados dispositivos e acessórios.

Este tipo de ligação ocorre quando. porém na mesa IU possui esta facilidade. O segundo método permite a confirmação da identidade do assinante de origem. a Central Telefônica Local está conectada à Central Interurbana Automática. porém a mesa IU possui facilidade. PROF. II – Método Demorado: a telefonista anota as informações dadas pelo assinantes de origem e desfaz a ligação. na origem ou no destino. De acordo com a localização da mesa IU.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 13 . Este tipo de ligação ocorre quando.2 Ligação Semi-Automática Neste tipo é necessária apenas uma telefonista. Observação: Operacionalmente. 12d) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente a telefonista de destino. porém a telefonista não pode conformar a intensidade do assinante de origem. chama o assinante de origem.9. b) DDO – Discagem Direta à Operadora (fig. enquanto que na localidade de destino a Central telefônica Local não está preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. Após efetuar a conexão com a telefonista ou assinante de destino. Na localidade de destino a Central Telefônica Local está conectada a Central Interurbana Automática. 12c) Neste processo o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. além de impedir que o mesmo fique aguardando a ligação no caso dos circuitos interurbanos estarem todos ocupados.TELECOMUNICAÇÕES 1. O método CLR é mais rápido quando os circuitos interurbanos não estão todos ocupados. completando a ligação interurbana. preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. temos dois processos semi-automáticos: a) ODD – Operadora Disca á Distância (fig. na localidade de origem. na localidade de origem. a Central Telefônica Local. qualquer ligação que necessite a intervenção da telefonista pode ser realizada de duas maneiras: I – Método CLR (Combinação de Linha e Regional): a telefonista mantém o assinante de origem na linha enquanto efetua a ligação para a telefonista ou assinante de destino.

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1.10

LIGAÇÃO AUTOMÁTICA OU DDD – DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA

Neste tipo não é necessário a intervenção de nenhuma telefonista, pois o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais, da origem a de destino estão conectadas, respectivamente, a Centrais Interurbanas Automáticas. É importante observar que, uma determinada localidade pode adotar um processo para as ligações interurbanas originadas na mesma (ligações saintes), tendo um segundo processo para as ligações interurbanas destinadas a mesma (ligações entrantes). Estas operações dependem somente das facilidades instaladas entre as Centrais Telefônicas Local e Interurbana. Assim, podemos ter DDD para as ligações saintes e DDO para as entrantes numa determinada localidade. Em outra é possível ter ODD para as ligações saintes e DDD para as entrantes. Como podemos verificar pela Fig. 12, as centrais Interurbanas Manuais ou Automáticas das localidades de origem e destino estão conectadas aos respectivos equipamentos multiplex. Estes, por sua vez, estão interligados entre si por um meio de transmissão, cujos principais tipos utilizados pelo multiplex serão apresentados nos próximos módulos.

Fig. 12
14
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1.

CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO

2.1 MODOS DE OPERAÇÃO DE UM MEIO DE TRANSMISSÃO Um meio qualquer de transmissão pode ser operado de 3 modos: simplex, semiduplex e duplex. No modo simplex interessa apenas transmitir uma informação de A para B (transmissão unidirecional). No modo semi duplex interessa não só transmitir informação de A para B, como de B para A, porém num sentido de cada vez (transmissão bidirecional alternada). A Fig. 01 exemplifica melhor estes modos de operação.

Fig. 01 – Modos de operação

2.2

CANAL E CIRCUITO

Canal é o conjunto de recursos técnicos que permitem a transmissão de um ponto A para um ponto B. como verificamos, este conceito é o de uma ligação unidirecional. Na prática, entretanto, na maioria das utilizações, como por exemplo, numa ligação telefônica, o que mais interessa é permitir que A converse com B, isto é, deve haver recursos tanto para transmitir informações de A para B, quanto de B para A. Em outras palavras, deve ser provido tanto um canal de ida (para transmitir de A para B), quanto um canal de retorno (para transmitir de B para A). O conjunto canal de ida e canal de retorno é denominado de circuito. A Fig. 02 exemplifica ambos os conceitos: o conceito composto pela cápsula transmissora de A, o par de fios e a cápsula receptora de B, compõem o canal de ida. A cápsula transmissora de B, o par de fios e a cápsula receptora de A, compõem o canal de volta. Os dois canais em conjunto formam o circuito telefônico AB.

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Fig. 02 – Ligação telefônica utilizando dispositivo antilocal. Como verificamos, um canal só pode ser operado de modo simplex, enquanto que um circuito admite tanto a operação semiduplex, como a duplex.

2.3

CIRCUITO A 2 FIOS E A 4 FIOS

As linhas telefônicas urbanas formadas por pares de fios metálicos, permitem transmissão nos dois sentidos porque não possuem componentes unidirecionais em sua composição. O mesmo par de fios pode funcionar como canal de ida e canal de retorno e o circuito, por empregar apenas o par de fios, é chamado de circuito a 2 fios. (Fig. 02). As vias interurbanas, devido à sua grande extensão, exigem a introdução de amplificadores para compensar a atenuação do sinal no percurso e, como estes componentes são unidirecionais (só permitem a passagem do sinal num sentido), o canal de ida e o canal de retorno têm obrigatoriamente de ser individualizados. Devido a isto, o circuito neste caso apresenta 4 terminais de cada lado, sendo chamado circuito a 4 fios (Fig. 03).

Fig. 03 – Circuitos a 4 fios

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permite a circulação da informação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 17 . 04 – Ligação interurbana. mediante o emprego de um dispositivo chamado híbrida.Híbrida Para todos os efeitos. apresenta as mesmas características que um circuito a 2 fios. 05. os circuitos utilizados por esse sistema são os a 4 fios.TELECOMUNICAÇÕES É possível. entretanto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 05 . PROF. cuja representação está feita na Fig. adaptada por meio de uma híbrida. sendo compostos por um canal de ida e um canal de volta. Fig. Como os circuitos interurbanos são aqueles que envolvem os sistemas multiplex. fazer a conversão de montagem a 4 fios para a montagem a 2 fios. 04) Fig. um circuito a 2 fios. dessa forma podendo-se ligar a via interurbana à via urbana (Fig. A híbrida. com extensão interurbana a 4 fios. conforme a indicação das setas.

Fig. vejamos o que poderia ocorrer se colocássemos.4 CONCEITO DE MULTIPLEXAÇÃO Se um circuito utilizando um par de condutores. quando são transmitidos vários circuitos telefônicos entre dois pontos A e B. radioenlace. todos ouviram a conversa dos outros.). essa técnica é conhecida como multiplexação. 07). maior seria o problema (Fig. em que são empregados canais de ida e de volta. 06 – Ligação telefônica de 4 assinantes Percebe-se pela simples observação da figura que. num mesmo meio de transmissão. Quanto maior o número de circuitos telefônicos utilizando o mesmo meio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a multiplexação utiliza circuitos a 4 fios.TELECOMUNICAÇÕES 2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . etc. quatro circuitos telefônicos (Fig. utilizando um meio de transmissão comum (par de condutores. Como já foi anteriormente informado. sendo difícil entabular uma comunicação sem ser perturbado. 6). e que permita a identificação entre eles. há necessidade da utilização de uma técnica que possibilite a comunicação sem interferência entre os circuitos. permite que duas pessoas possam estabelecer um diálogo sem problemas. Pelo exposto. verificamos que. 18 PROF. se os quatro assinantes tirassem o telefone do gancho ao mesmo tempo.

08 temos do lado A a multiplexação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 19 . identificação e separação dos canais transmitidos de A e B. Se forem transmitidas diversas informações. onde unimos vários canais 1A.. Na Fig. nA. através de um par de fios (de B para A o processo é idêntico). 07 – Ligação telefônica de 8 assinantes. conforme indica a Fig.. 2A . 08 – Ligação telefônica através do multiplex. Fig. e transmitimos os mesmos de A para B. 08 estas serão identificadas perfeitamente e separadas sem que haja interferência entre as PROF. ou seja. No lado B temos a demultiplexação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES Fig.

bem como a confiabilidade e qualidade desejadas para o sistema. .Sistemas de transmissão via rádio.5 TIPOS DE MULTIPLEXAÇÃO Atualmente são utilizados diversos tipos de multiplexação os quais estão divididos em dois grupos. Como verificamos. também irão ditar qual o processo mais econômico a ser utilizado. 2. conforme a propagação do sinal seja no espaço ou num meio físico: .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . primordialmente. a multiplexação é uma técnica de grande utilização para que se possa. racionalmente. Os meios de transmissão basicamente não alteram o equipamento multiplex. 20 PROF. sendo divididos em dois grupos.Sistemas de transmissão via linha física. aproveitar um meio de transmissão. baseado no número de canais a serem transmitidos.TELECOMUNICAÇÕES mesmas. porém a distância entre os pontos que desejam se comunicar. de acordo com a técnica utilizada: TÉCNICA DIGITAL A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de tempo (TDM – “Time Division Multiplex”) e será apresentada em outro objetivo. MEIOS DE TRANSMISSÃO UTILIZADOS PELO MULTIPLEX A escolha do meio de transmissão a ser utilizada num sistema multiplex é. que será por nós tratada de mux. as dificuldades geográficas entre os mesmos. TÉCNICA ANALÓGICA A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de freqüência (FDM – “Frequency Division Multiplex”).

apenas saiba que o transmissor está no ar. e pelas antenas de transmissão e recepção. através do espaço.TELECOMUNICAÇÕES 3. 09 apresenta a configuração básica da ligação entre duas localidades feitas por meio de um sistema rádio. por um modulador e um demodulador. em todas as direções. atenuando-se com a distância. chamado MODEM. envia para o espaço ondas eletromagnéticas de freqüência fixa. Uma antena receptora pode sentir estas perturbações e.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . se estiver ligada a um equipamento conveniente (receptor). é processado pelo rádio. chamado transceptor. que neste caso é a informação que desejamos enviar. Fig. haverá recepção dos sinais daquele transmissor. No entanto. quando o transmissor é colocado em funcionamento. uma perturbação eletromagnética. se variarmos uma característica da onda gerada pelo transmissor. Inicialmente. onde está indicada como é realizada a conexão entre a Estação Multiplex a Estação Rádio. Vejamos como o sinal multiplex. Um transmissor de rádio pode ser encarado como um elemento que provoca continuamente. fazendo com que um receptor sintonizado nesta freqüência.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO A Fig. 09 – Ligação via rádio A Estação Rádio é composta basicamente por um transmissor e um receptor. entre o transmissor e o receptor. Esta onda original é chamada de portadora ou rádio-freqüência e serve apenas para estabelecer o contato. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 21 . PROF. na recepção é possível detectar estas variações impressas na onda original. através de uma antena. de forma localizada. que se propaga no espaço.

se chama onda moduladora. será necessário um outro canal de RF. chamamos de tronco de rádio. há interesse no estudo dessas propagações. Ao conjunto de estações repetidoras. isto é. para a variação da freqüência da onda portadora. os sistemas rádio são classificados internacionalmente de acordo com as faixas de freqüências utilizadas e que estão apresentadas na tabela a seguir. fazendo com que tenhamos uma onda portadora modulada na antena transmissora. A variação da amplitude da onda portadora constitui o método denominado modulação em amplitude (AM) e. É importante observar que num tronco de rádio podemos ter mais de um canal de RF em cada direção. Devido a isto. estando normalmente junto do receptor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . ou quando este sinal está demasiadamente enfraquecido devido às características de programação.TELECOMUNICAÇÕES O sinal que representa a informação e que variará uma característica da onda portadora. onde são indicados alguns serviços que empregam estes sistemas. temos um canal de RF para transmitir as informações. Deste modo. na localidade A. ao enviarmos o sinal multiplex para a Estação Rádio. Do lado da transmissão. Quando existem obstáculos físicos que atrapalham a propagação das ondas no espaço. Do lado da recepção. chamadas estações receptoras. teremos a modulação em freqüência (FM). sendo processada pelo receptor-demodulador. que é então entregue ao multiplex de B.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Vamos então analisar de 22 PROF. chamamos de canal de RF (canal de rádio-frequência). chamamos de modulação. Como este processo é unidirecional. A rádio-frequência (onda portadora) utilizada para a transmissão de informação da localidade A para B. utilizam-se estações intermediárias ao longo das rotas de rádio. o equipamento que produz a modulação chama-se modulador e normalmente está junto ao transmissor. para transmitirmos na direção inversa. Geralmente. chamado principal. o equipamento que sente as variações da portadora e recupera a informação chama-se demodulador. que será o nosso sinal mux. a fim de regenerar ou retransmitir as ondas. Como os sistemas de telecomunicações utilizam principalmente freqüências a partir de HF. As estações Rádio de A e B são chamadas de estações terminais. Esta onda é captada pela antena receptora da Estação de Rádio da localidade B. esta informação é processada pelo modulador-transmissor. dependendo da freqüência emitida pelo transmissor. a informação de B para A. As ondas eletromagnéticas propagam-se de maneiras diferentes. nos sistemas de alta confiabilidade. regenerando-se a informação original da localidade de A. e um outro em paralelo para substituir o principal em caso de falhas chamado de proteção. Ao processo de variação de uma característica da onda portadora de acordo com o sinal elétrico da informação.

U. serviços de segurança pública (polícia.Very High Frequency U.High Frequency V. serviços marítimos (Estações Costeiras) Transmissão de TV.Extremely Low Frequency V.F.F.F.L.H. TABELA I .F.Low Freequency M.CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS RÁDIO FAIXA DE FREQUÊNCIA 300 Hz a 3000 Hz 3 KHz a 30 KHz 30 KHz a 300 KHz 300 KHz a 3000 KHz 3 MHz a 30 MHz 30 MHz a 300 MHz 300 MHz a 3000 MHz 3 GHz a 30 GHz 30 GHz a 300 GHz DESIGNAÇÃO TÉCNICA E.F. Ondas Médias H.F.F.F.F. Ondas Muito Longas Ondas Extremamente Longas V.Super High Frequency E.F. serviços marítimos. tropodifusão e satélite. sistemas comerciais e particulares de comunicação. . S. . .F. Microondas E.Extremely High Frequency PROF. . .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 23 . Radiodifusão local e distante. .F Ondas Tropicais Ondas Curtas Auxílio a navegação aérea. .Ultra High Frequency S.Medium Frequency H.H.H.H.F. E.F. bombeiros etc. os princípios básicos de propagações dos sistemas rádio empregados pelo multiplex.) Comunicação pública a longa distância: sistemas interurbanos e internacional em radiovisibilidade.H. radiodifusão local.L.F. L.TELECOMUNICAÇÕES forma bem simples.C. para escavações de minas etc.F. .H.H. Ondas Longas M. DESIGNAÇÃO LEIGA EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO Comunicações para submarinos.L.Very Low Frequency L. V.F .L.H.

quando se refere apenas ao efeito do retorno da onda. O fenômeno. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1.1 Sistemas de rádio HF A Fig. encontram uma das principais camadas da atmosfera terrestre. Desta maneira. atingir grandes distâncias. a atmosfera é tão rarefeita. Esta mudança de direção é tal que faz as ondas retornarem para a Terra como se “refletissem” na ionosfera. incidindo sobre essas moléculas. numa altura de 80 a 150 km. arrastam seus elétrons. transformando em íons positivos. Esta onda que retorna é chamada onda celeste. Dependendo da concentração dos elétrons formados. a ionosfera apresenta índices de refração diferentes das camadas mais baixas. e de refração ionosférica (por mudança de índice de refração) mas comumente se diz “reflexão ionosférica”. principalmente na forma de raios ultravioletas. As partes inferiores das ondas se propagam junto à superfície da Terra (onda terrestre). pode se refletir novamente na superfície terrestre. através de vários “pulos”. por absorção no terreno. repetindo o fenômeno da refração ionosférica e. acompanhando a curvatura desta e perdendo energia rapidamente com a distância. 10 – Transmissão em HF 24 PROF. Fig. que as moléculas dos gases estão bem mais afastadas umas das outras do que nas menores alturas.10 apresenta uma antena de rádio HF emitindo ondas esféricas e concêntricas. chamada ionosfera.TELECOMUNICAÇÕES 3. nestas alturas formam-se camadas de íons e de elétrons livres. na realidade. encurvando e mudando de direção as ondas de rádio que nela penetram de baixo para cima. Nestas alturas. determinando o nome de ionosfera. As partes superiores da onda se expandem para o espaço e. A energia solar.

fazendo com que a onda celeste tenha também intensidade variável. refletem-se em obstáculos. propagam-se em linha reta. 3. podem ser focalizados por antenas convenientes. isto é. Os sistemas rádio HF utilizadas pelo multiplex possuem uma capacidade máxima de 8 canais telefônicos. fazendo com que as ondas não sejam mais refratadas de volta para a Terra. estas provocam tempestades magnéticas que. atingindo a ionosfera. 11 – Propagação VHF/UHF PROF. não as refratando mais de volta para a Terra. perdendo-se no espaço exterior. a experiência mostra que a ionosfera é transparente a essas freqüências.1. os índices de refração na ionosfera são instáveis. Quando ocorrem grandes perturbações solares. nessas freqüências.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 11 está exemplificado o que falamos: a parte das ondas que vai para cima atravessa a ionosfera e se perde no espaço. Além disso. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 25 . Nesta situação interrompem-se as comunicações. sendo empregados para as ligações internacionais de longa distância. nas faixas de VHF (30 MHz a 300 MHz) e UHF baixa (300 MHz a 900 MHz). Daí em diante a onda se afasta da Terra. A parte da onda que se irradia junto a superfície terrestre é útil até o horizonte. sendo a energia solar incidente na alta atmosfera de intensidade variável. modificam os índices de refração de tal maneira.2 Sistema de rádio VHF/UHF Passando-se a transmissão para freqüências mais elevadas. Fig. Na Fig. as ondas de rádio começam a se comportar como ondas de luz. sem estações repetidoras.TELECOMUNICAÇÕES Este mecanismo de propagação não é confiável nem de boa qualidade porque. até uma distância de mais ou menos 80 a 100 do ponto de transmissão. ou seja.

como mostra a Fig. a qualidade se deteriora rapidamente. Os sistemas rádio VHF/UHF utilizados pelo multiplex são empregados nas comunicações interurbanas estaduais. 24 ou 60 canais).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . geralmente. 26 PROF. O rádio transmissor está ligado a antena por um condutor especial. numa torre. por sua vez deve estar quase ao alcance visual. podem ser focalizadas como em grandes lanternas e se propagam em linha reta. por sua vez. Nestas freqüências as ondas de rádio se comportam praticamente como ondas de luz. onde está a antena receptora. As microondas focalizadas pela parábola transmissora incidem diretamente sobre a parábola receptora que.3 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade Subindo mais ainda a frequência.1. Dessa antena as ondas são levadas por um guia de onda até o rádio receptor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . A antena se comporta como a lâmpada de uma lanterna e o refletor focaliza as ondas de rádio para a sua frente. podendo alcançar até 200 km se forem empregadas duas a quatro estações repetidoras. chamado guia de onda. Devido a sua forma o refletor chama-se refletor parabólico ou parábola. Para distância maiores. Por isso este mecanismo de propagação também se chama em linha de visão ou visada direta. 3. 12 – Utilização de refletores parabólicos em microondas. tendo média capacidade (12. estando fixada. Este tipo de transmissão é utilizada em serviço que exige alta confiabilidade a distância menores que em HF. juntamente com o refletor. chegamos na região de microondas (900 MHz a 30000 MHz). Cada antena de microondas com sua respectiva parábola.TELECOMUNICAÇÕES Podemos imaginar que a antena transmissora ilumina diretamente a antena receptora que. serve para transmitir e/ou receber mais um canal de RF. 12. focaliza as ondas no seu ponto central. Fig.

de tronco de microondas. 3. sem vias de fácil acesso. comumente. portanto. edifícios) e estão distanciadas no máximo de 50 a 60 km. empregando propriedades da troposfera de difundir as ondas de rádio de alta freqüência. o que tornaria muito difícil a manutenção das estações repetidoras. através de repetições sucessivas. Fig. 600. A este tronco de rádio chamamos. 13 – Tronco de microondas Assim.1. 13. a fim de regenerar o sinal de radiofreqüência enfraquecido devido as perdas na propagação.TELECOMUNICAÇÕES Vemos. A troposfera é uma camada da atmosfera que se situa entre 3 e 12 km de altitude. 1800 e 2700 canais telefônicos. ao longo da rota de transmissão. como se fossem nuvens invisíveis. É também um sistema de microondas mas que não utiliza a visada direta. 300. Os sistemas de rádio-microondas em visibilidade são de alta qualidade e confiabilidade.4 Sistemas de rádio-tropodifusão Para estender os sistemas de telecomunicação às regiões inóspitas. que nenhum obstáculo pode interceptar o feixe de microondas entre duas antenas. que fazem um espalhamento em todas as direções de uma onda PROF. conforme mostra a Fig. possuindo capacidades típicas de 120. 960. sendo utilizados pelo multiplex para ligações interurbanas a longa distância. Esta propagação também se denomina visada direta ou radiovisibilidade.apresentando não homogeneidades de índices de refração. o sinal de microondas sai da estação terminal da localidade de destino. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 27 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . utiliza-se um outro sistema de propagação chamado tropodifusão. Por isso as torres são normalmente colocadas em pontos elevados (morros.

TELECOMUNICAÇÕES de rádio incidente nessas freqüências. Este espalhamento se dá a uma altura de aproximadamente 10 km. a atmosfera já é algo rarefeita e estável. tal como a Amazônia no Brasil. basicamente. que pode ser de grades dimensões.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . estas “bolhas” de índices de refração diferentes permanecem estáveis e não dependem da energia solar para a sua formação. 28 PROF. o que possibilita comunicação com boa confiabilidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 14). apontada para o horizonte na direção em que se deseja a transmissão. Fig. Desta forma. 14 – Sistema de rádio tropo difusão Como o sinal difundido na troposfera chega ao receptor com muito baixa intensidade. Uma outra antena receptora de iguais dimensões. pois não se tratam de “bolhas ionizadas”. Assim. esta deficiência limitará a capacidade de canalização desses sistemas. que normalmente é de 120 e no máximo de 300 canais telefônicos. capta este sinal difundido que chega muito fraco ao destino (Fig. O processo é semelhante ao espelhamento da luz de holofotes anti-aéreos que incide nas nuvens. e uma antena parabólica. de um transmissor na faixa de 1 a 2 GHz de potência elevada. Nas alturas próximas a 10 km. entre 1 e 2 kW. pois não há mais as influências climáticas da baixa atmosfera. sendo empregados principalmente em ligações interurbanas em regiões inóspitas. O feixe de microondas tangenciando a Terra incide na troposfera. o espalhamento troposférico das ondas de rádio é um fenômeno estável. onde é difundido. O sistema consta. situada cerca de 300 km de distâncias. Os sistemas de tropodifusão cobrem grandes distâncias sem necessidade de estações repetidoras (300 a 400 km). sendo percebida na superfície terrestre.

permanecendo estacionário a 36000 km de altura. Assim. Estes sistemas são de altíssima capacidade (500000 canais telefônicos) e estão em fase de desenvolvimento. permanecendo apontadas para os satélites por processos automáticos. Estes sistemas utilizam como repetidora um satélite artificial em órbita geoestacionária. As antenas que focalizam as ondas de rádio em feixes muito fino. normalmente são de grandes dimensões. principalmente à condições atmosféricas no espaço livre. elíptica. para concentrar toda a potência devido a distância. são empregados os sistemas de rádio-satélite que são mais econômicos que os cabos submarinos. que tem um movimento de translação ao redor da Terra de modo a ter a mesma velocidade angular que o planeta. de diversos tipos de seção reta (circular.1. porém somente o país para o qual se destina a comunicação poderá utilizá-la. ampliam e reenviam os sinais para a Terra. Neste caso o satélite denomina-se síncrono. cobrindo praticamente um hemisfério. Neste satélites são instalados pequenos receptores e transmissores que. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 29 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Ao receber o sinal de uma das estações terrenas. São condutores especiais e ocos. o satélite é uma repetidora de alta qualidade com acesso múltiplo por vários países. estes sistemas rádios utilizam como meio de propagação guias de ondas. que guiam internamente as ondas de rádio.TELECOMUNICAÇÕES 3. recebem. na faixa de 4 a 6 GHz. pode-se cobrir todo o planeta. Os transmissores são de potência elevada e os receptores são de alta qualidade.6 Sistemas rádio em EHF Como nessa faixa de freqüência a onda de rádio sofre grandes perturbações devidas. isto é. basicamente.5 Sistemas rádio-satélite Para as comunicações transoceânicas de alta confiabilidade e qualidade. Isto ocorre porque nesta órbita do satélite e gravidade é equilibrada pela força centrípeta. incidindo em todas as estações terrenas que focalizam este satélite. 3. Como três satélites síncronos. que operam em microondas. possuindo amplificadores especiais (amplificadores paramétricos).1. Os países que se comunicam por este Processo dispõem de estações terminais. o satélite amplifica e devolve para a Terra. colocados a 120° em relação ao centro da Terra. PROF. etc. chamadas de estações terrenas.).

separadas por um material isolante. Os condutores são geralmente de cobre. As linhas físicas utilizadas para comunicações podem ser divididas em dois grupos. 3. os pares de fios têm sua maior aplicação na transmissão dos sinais de voz entre o telefone e a Central Telefônica Local (quando compõem os cabos de assinantes) ou entre a Central Telefônica Local e outra Local ou Central Tandem (quando compõem os cabos de linhas tronco). plástico ou ar (Fig.TELECOMUNICAÇÕES 3.2. a fim de ser possível a sua propagação no espaço. envolto por um outro externo de forma cilíndrica.1 Pares de Fios Como já vimos anteriormente. as linhas abertas e as linhas de transmissão de energia elétrica. 15 – Linhas físicas para comunicações 30 PROF. No segundo grupo temos os cabos coaxiais terrestres e os cabos coaxiais submarinos. convertendo-o em ondas eletromagnéticas.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA Ao contrário dos sistemas via rádio onde foi necessário processar o sinal multiplex. 15).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sendo o material isolante de polietileno maciço ou discos do mesmo material (Fig. separados por um material não condutor. nos sistemas via linha física o sinal impresso neste meio é o próprio sinal mutiplex. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . No primeiro grupo temos os pares de fios que compõem os cabos de pares. geralmente de cobre ou alumínio. 15). As linhas coaxiais são construídas mecanicamente por um condutor interno. As linhas bifilares são construídas mecanicamente por dois condutores idênticos e paralelos. que pode ser papel. conforme a sua construção mecânica: linhas bifilares e linhas coaxiais. Fig.

TELECOMUNICAÇÕES Entretanto. é muito maior que a atenuação para a faixa de voz no mesmo par. Como as características de transmissão dos pares de um cabo sofrem grandes influências do meio externo. Os primeiros. onde um mesmo cabo de pares serve sítios.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . até 120 canais (usados em linhas tronco). O sistema de transmissão sobre par de fios é normalmente composto pelo equipamento multiplex das Centrais Telefônicas Local e Tandem. quando os pares de um cabo de assinantes ou de um cabo de linhas tronco estão todos ocupados. a instalação deste cabo é de grande importância.91 mm (19 AWG) e que é empregado num cabo de linhas tronco necessita de repetidores de 10 em 10 km para transmitir 12 canais. 16. e por repetidores de linha. Os repetidores de linha. casas de campo ou mesmo fazendas. Como podemos ver pela Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 31 . o repetidor de linha é basicamente composto por 2 híbridas e 2 amplificadores.Cabos em Dutos . Para se ter uma idéia prática da distância entre os repetidores de linha. visto que o par simétrico é um circuito a 2 fios. denominados “carrier de assinantes” são muito utilizados em regiões limítrofes de pequenas cidades. a capacidade de transmissão deste cabo pode ser ampliada pelo uso do multiplex com capacidade variando desde 12 canais (usados em linhas de assinantes). porém necessitamos de mais pares. normalmente pela sua grande extensão como geralmente é o caso. para permitir a amplificação do sinal nas duas direções. visto que a instalação de novo cabo é muito onerosa. um par de fios cujo diâmetro do condutor é de 0. 16).Cabos Aéreos . à semelhança das estações repetidoras de rádio. Conforme a instalação os cabos de pares classificados em: . Esta atenuação. para as faixas de frequência utilizadas pelo multiplex.Cabos Diretamente (enterrados) PROF. têm a finalidade de compensar principalmente a atenuação que o sistema multiplex sofre ao se transmitir através do par de fios. No caso do “carrier” de assinante existe também o equipamento multiplex junto a cada assinante (Fig.

e os condutores utilizados geralmente são de cobre.TELECOMUNICAÇÕES Fig. Os cabos passados em dutos são mais protegidos pois correm no subsolo. Por serem blindados. ácidos presentes no subsolo e mesmo contra a ação de organismos que atacam sua proteção. bem como a distância entre os pares. Desta forma ele não se deforma sob a ação do seu próprio peso. o que evita a entrada de umidade. enquanto que o cabo de dutos.2 Linhas Abertas As linhas abertas são linhas bifilares em que o material isolante (dialétrico) é o ar. colocados em postes que.2. evitando variações em suas características. maior estabilidade de característica de transmissão. mantendo inalteradas 32 PROF. Aqui é mais importante o aspecto da pressurização devido a presença direta da água. dado o seu peso. O aterramento elétrico da carcaça desses cabos é importante para que não sofram a influência de ruídos externos ou ação de descargas atmosféricas. 16 – Sistemas de transmissão sobre par simétrico Os cabos aéreos são instalados em postes e. Os cabos diretamente enterrados são especialmente protegidos contra a ação direta das águas. caracterizando a pressurização. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o cabo aéreo apresenta maior facilidade de manutenção. garantem o espaçamento entre os fios de cada par. além de permitirem a fixação e isolamento. chamado cabo mensageiro ou simplesmente mensageiro. podem admitir injeção interna de ar. Os sistemas de linhas abertas são montados sobre isoladores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . De todos esses tipos. são sustentados longitudinalmente por um fio de aço.

um sistema de ondas portadoras para 12 canais telefônicos. podem ser 2 ou a 4 fios. ou no caso de linhas de menor importância. que o par simétrico. usam-se fios com alma de aço recoberta de cobre. apodrecimento dos postes (quando são de eucalipto) e quebra de galhos ou árvores sobre os fios. porém o seu maior emprego é como meio de transmissão multiplex. que utiliza condutores com diâmetros de 2. Outros fatores que limitam o emprego desse meio são: roubo dos fios de cobre (material bastante caro). Devido as características de construção. isto é. quando toma o nome consagrado de transmissão por ondas portadoras. normalmente 3 ou 12 canais. estes sistemas são de baixa capacidade. bem como o diâmetro dos condutores empregados. as linhas abertas oferecem uma atenuação muito menor. dependendo do modo de transmissão do meio. só necessita repetidores de 100 em 100 km. A distância entre os postes é normalmente de 50 m. Isto causará uma perturbação elétrica entre os sistemas paralelos. Um sistema de transmissão por ondas portadoras é basicamente composto pelos equipamentos multiplex terminais e por receptores de linha que. o espaçamento entre os repetidores é muito maior que aquele para o par simétrico. Estes repetidores têm a mesma função que aqueles utilizados nos sistemas de par simétrico. para ligações interurbanas em frequência de voz. chamada diafonia.TELECOMUNICAÇÕES as características de transmissão ao longo da linha. onde uma ligação rádio em VHF/UHF exigiria muitos repetidores. aumentando a medida que cresce a freqüência do sinal perturbador. fios de ferro galvanizado. dado o seu caráter de operação em visibilidade. Desde modo. Por exemplo. num mesmo poste podem passar diversos sistemas em linha aberta. através das indutâncias mútuas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 33 . Estes sistemas são normalmente utilizados em regiões muito montanhosas e acidentadas. os sistemas de linha aberta são sujeitos as intempéries. Na construção de linhas que sofram esforços mecânicos maiores. Daí a sua utilização. Finalmente. Entretanto. Esta perturbação é caracterizada pelo aparecimento de uma parcela do sinal de um sistema no outro paralelo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . pode haver um acoplamento magnético ou mesmo elétrico entre os fios de pares diferentes. mesmo em freqüências mais elevadas. provocando interrupção ou degradação da qualidade. algumas vezes. suas características ficam expostas as variações de temperatura e umidade. devido ao fato dos sistemas de linha aberta correrem em paralelo por longas distâncias. No entanto. como as linhas abertas apresentam pequena atenuação por unidade de comprimento. se por circunstâncias especiais não for necessária outra medida.60 mm. o que limita a capacidade de canalização das linhas abertas. Além disso. PROF.

maior. evitando a irradiação de energia e a captação de sinais externos. Os diâmetros dos condutores interno e externo.2. Por exemplo. a linha de transmissão de energia elétrica tem um nível de ruído consideravelmente. Assim. foram desenvolvidos os cabos coaxiais que funcionam como linhas blindadas. menor a atenuação por unidade de comprimento do cabo. No entanto. 3. os cabos coaxiais permitem a utilização de faixas de freqüências bem mais amplas. 34 PROF. num sistema de ondas portadoras de 12 canais só necessita um repetidor de linha a cada 300 km. ocorrem interferências devido ao fenômeno de corona e as correntes intermitentes de perda nos isoladores. Além disso.2. Outro fator importante é que as características de transmissão de energia elétrica são muito variáveis ao longo da linha. em que os condutores empregados têm um diâmetro muito maior. somente aquelas que operam com tensões acima de 33 KV são utilizadas. quanto maior a relação entre os diâmetros e quanto maior o diâmetro interno.4 Cabos Coaxiais Terrestres A fim de superar as limitações dos sistemas de transmissão sobre linha física apresentados até agora. basicamente os sistemas de transmissão de energia elétrica só são empregados como meio de comunicação pelas próprias companhias de distribuição de energia elétrica. obrigando o uso de uma quantidade muito grande de equipamentos o que as torna economicamente inviáveis. o que faz com que as atenuações por unidade de comprimento sejam ainda mais baixas que aquelas das linhas abertas. devido principalmente as descargas atmosféricas e mudanças bruscas de carga. visto que as tensões mais baixas possuem um número muito grande de ramificações para a distribuição de energia elétrica.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Deste modo. de transmissão de energia elétrica de 200 KV. Estas linhas se comportam basicamente como linhas abertas. Devido a estes fatores limitantes. como as linhas são de alta tensão. quando o tempo está úmido. bem como o material isolante entre eles. passando a constituir os principais meios de transmissão sobre linha física para sistemas de comunicações de média e alta capacidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . tendo os sistemas de ondas portadoras capacidade para 12 canais.TELECOMUNICAÇÕES 3. Entretanto. determinam as características de transmissão dos cabos coaxiais.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica As linhas de transmissão de energia elétrica de qualquer tensão podem ser empregadas como meio de transmissão de multiplex. num sistema. existe uma serie de fatores que limita o seu emprego: comparada com o par de fios e com a linha aberta.

5 mm. 15). PROF. isto é.6 / 9.5 1.4 ou 8) montados juntamente com vários pares de fios constituindo um cabo misto.4 mm NÚMEROS DE CIRCUITOS MULTIPLEX 60 . É denominado cabo.5 300 600 1200 960 1920 3840 1260 2520 5040 600 1200 2400 960 1920 3840 NORMALMENTE P/TV 2700 5400 10800 10800 21600 43200 COAXIAL CABO DE 2.6000 60 . sendo os seus cabos coaxiais chamados de tubos. além do tipo de cabo empregado.2/4. 17 . 5 mm significa diâmetro externo do condutor interno de 2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 / 4.4028 60 . o número de tubos coaxiais empregados. ou vários cabos coaxiais (2. o cabo de 2. Os sistemas de cabos coaxiais são constituídos basicamente de forma idêntica aos outros sistemas via linha física. utiliza discos de plástico para diminuir as perdas (menor atuação) e para torná-lo mais flexível. o cabo misto. bem como a capacidade de canalização de cada sistema.6000 300 .6/9.Tabela de Sistemas de Cabo Coaxial.60000 6 3 3 9 9 9 4. O primeiro é utilizado em sistemas de transmissão de média capacidade.2540 60 . Por exemplo. O segundo. Os sistemas de cabos coaxiais podem ter um só cabo coaxial. dado o seu maior diâmetro.4028 60 . a distância nominal entre repetidores.5 mm (fig. estão indicados a banda de transmissão do sinal multiplex. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 35 . 17 a seguir apresenta os principais sistemas de cabos coaxiais existentes onde.6 mm e diâmetro interno do condutor externo de 9.12000 4300 . A tabela da Fig. Os cabos coaxiais utilizados pelo multiplex estão padronizados em dois tipos: 1. empregado em sistemas de transmissão de alta capacidade. CABO COAXIAL DE BANDA DE TRANSMISSÃO (KHz) DISTÂNCIA NOMINAL ENTRE REPETIDORES (Km) TUBOS COAXIAIS 2 4 8 1. formado pelos equipamentos multiplex das estações terminais e pelos repetidores.TELECOMUNICAÇÕES Estes cabos são designados pelos diâmetros de seus condutores. e os pares de fios de pares intersticiais.5 mm Fig.4 mm e 2. 6/9.1300 60 . sendo o dielétrico maciço. Vale aqui ressaltar a nomenclatura corrente quanto a estes cabos mistos.

sua manutenção é altamente dispendiosa. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 3.cabos submarinos 36 PROF. visto que sendo os mesmos submersos.1 mm. o cabo submarino recebe uma proteção extra de cabos de aço. sendo o condutor externo também de cobre com diâmetro típico de 38. 18 mostra a estrutura simplificada de um cabo submarino de tipo leve. utilizado em águas profundas.5 Cabo Coaxial Submarino É um sistema de cabo coaxial especial que se entende sobre leitos de oceanos. exigindo um navio para içar o cabo do fundo do mar. geralmente polietileno. onde não existem perturbações mecânicas. A fig. Quando já aflora na costa. Fig. existe uma maior proteção mecânica. tomando o nome de cabo simples armado. A composição de um sistema de cabo submarino é idêntica ao do cabo terrestre. da ordem de uma milha náutica (1853 m) da praia.2. A tecnologia de cabos submarinos está em franco progresso. sendo o condutor interno de cobre com diâmetro externo típico de 8.4 mm. interligando países. O material isolante é plástico. Quando o cabo já se aproxima da orla marítima. 18 . sendo a diferença básica a grande confiabilidade exigida para os repetidores. atualmente já existindo sistemas para até 1260 canais telefônicos. tomando o nome de cabo duplo armado. Assim. esta proteção é dupla. A parte central é feita de cabos de aço trançados para dar maior resistência à tração.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Externamente há um material de proteção refratário aos ataques da água do mar.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 37 . tais como: sinais telegráficos. sinais de fac-símile.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . indicando claramente o multiplex como concentrador dos mesmos. o multiplex telefônico é empregado por quase todos os serviços de telecomunicações.TELECOMUNICAÇÕES 4 SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES Embora o multiplex telefônico se destine primordialmente a transmissão de sinais de voz. sinais de cabos etc. Fig. 19 . Deste modo. também é utilizado para o envio de informações sob outras formas de sinais. 19 mostra o esquema básico de um sistema de telecomunicações.Serviços de telecomunicações PROF. Fig. onde tem a função de concentrar a fim de utilizar da maneira mais racional um meio de transmissão da alta capacidade. onde estão apresentados os diversos serviços que podem ser prestados por tal sistema.

conforme o serviço de telecomunicações. 19 observamos que os canais de voz do multiplex telefônico recebem diversos tipos de sinais. o sinal gerado pela emissora local é entregue a um centro distribuidor (Centro de TV) que envia através de um meio de transmissão adequado. o sinal é recebido por outro Centro de TV que o distribui para as emissoras e/ou outras localidades. os sinais de voz provenientes dos telefones dos assinantes. cuja função é analógica aquela desempenhada pela Central Telefônica. através de Mesas IU ou de Centrais Telefônicas Local e Interurbana. 4.1 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA Neste serviço. Como podemos notar. Para este fim o navios se interligam. como já vimos. Os sinais telegráficos das máquinas telex são enviados diretamente (circuitos ponto a ponto).3 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO Este tipo de serviço permite a comunicações das embarcações em alto mar com os assinantes da telefonia pública ou rede telegráfica.4 CIRCUITOS Conforme a necessidade do usuário. Na localidade distante.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . através de sistemas de rádio HF. os canais de voz do multiplex telefônico servem de meio de transmissão para o multiplex telegráfico. para a localidade de destino. como por exemplo 24 canais telegráficos.ou através da Central Telex (circuito telex). com Estações Costeiras e. Neste serviço. 4.TELECOMUNICAÇÕES Como podemos notar.2 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA Neste serviço a informação do assinante é convertida em sinais telegráficos através da máquina telex. Este equipamento concentra conjuntos de canais telegráficos. os circuitos passam 38 PROF. ao multiplex telegráfico. Para ambas as modalidades. este circuitos podem ser alugados de modo permanente ou temporário. Pela Fig. 4. o único serviço que não utiliza o multiplex telefônico é o de transmissão de programas de televisão. são devidamente concentrados no multiplex. 4. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . alcançam a rede nacional de telefonia ou telegrafia. num único canal de voz do multiplex telefônico. que tem função idêntica a do telefone para os sinais de voz.

6 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS Para melhor aproveitar o multiplex telefônico. d) Sinais de dados Provenientes das máquinas de Processamento de dados. através do multiplex telefônico. de sinais de voz e telegráfica. PROF. canais de áudio para TV etc. 4. que a finalidade de distribuir os sinais. é possível a transmissão simultânea. a semelhança de outros equipamentos multiplex. a fim de envia-lo ao multiplex. c) Sinais compostos Por intermédio de um equipamento chamado fônica. para processar devidamente o sinal musical. que podem ser inclusive imagens estáticas (foto telegráfica). cuja faixa de frequência é maior que aquela para transmissão de voz. Quanto aos tipos de sinais enviados através dos circuitos alugados.TELECOMUNICAÇÕES pelo centro de áudio. para as localidades de destino. como por exemplo computadores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . os sinais dos dados assinantes desta rede são devidamente concentrados por um multiplex digital. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 39 . estes podem ser os mais variados. a saber: a) Sinais de voz Transmissões radiofônicas. 4.5 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE Para este serviço é empregado um equipamento chamado canal programa. b) Sinais de facsímile Transmissões entre dois pontos distantes de informações gráficas. num único circuito. como por exemplo páginas de jornais.

Compreendem-se os seguintes sinais: • • • • • 5. e recebimento dos sinais de linha no sentido “para trás”.TELECOMUNICAÇÕES 5 INTRODUÇÃO À SINALIZAÇÃO Para o perfeito funcionamento de um sistema telefônico. responsável pelo envio dos sinais de linha no sentido “para frente”. há diversas informações trocadas entre o assinante e a central e entre as centrais.É o órgão ou função de uma central de comutação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .1 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA É que estabelece a integração usuário-equipamento. Juntor .É o órgão associado à extremidade de origem do canal de sinalização. e consiste em uma série de sinais audíveis emitidos da central para o assinante e referem-se a estados da conexão. Para realizar esta troca de informações existe a sinalização podendo ser dividida em três grupos: • Sinalização Acústica • Sinalização de Linha • Sinalização de Registro 5. opcionalmente.2 Tom de Discar Corrente de Toque de Chamada Tom de Controle de Chamada Tom de Ocupado Tom de Número Inacessível SINALIZAÇÃO DE LINHA É o conjunto de sinais destinados a efetuar a ocupação e supervisão enlace a enlace dos circuitos que interligam duas centrais telefônicas. permite o envio de sinais de tarifação. Equipamento de Comutação de Saída . 40 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . responsável pela interface com o meio de transmissão.

Sinal de Desligar para Frente . que se inicia com o recebimento do sinal de desligar para trás.É o órgão associado à extremidade de destino do canal de sinalização. Sinal de Atendimento . a partir do ponto de tarifação por multimedição. Sinal de Bloqueio . pelo juntor de entrada associado. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. em resposta a um sinal de desligar para frente. o primeiro ponto de tarifação inicia a liberação da cadeia de comutação para frente.É um sinal que substituí o sinal de desligar para trás. todos os órgãos envolvidos na chamada. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. em resposta a um sinal de ocupação. Tendo emitido o sinal de desconexão forçada.É um sinal emitido para trás.É um sinal emitido para trás. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. nos circuitos entre a estação local de origem e o primeiro ponto de tarifação. O sinal é emitido.É um sinal emitido para trás. para indicar que ocorreu a liberação dos órgãos associados ao juntor de entrada. PROF. pelo juntor de saída para levar o juntor de entrada associado à condição de ocupado. Sinal de Desligar para Trás .É um sinal emitido para frente.É o sinal emitido para trás. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 41 . de acordo com a cadência correspondente ao degrau tarifário. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado.É o sinal emitido para frente.É um sinal emitido para trás. pelo juntor de saída ao juntor de entrada associado. Sinal de Confirmação de Ocupação . e transmissão dos sinais de linha no sentido “para trás”. Para indicar que o assinante chamado atendeu. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. a partir deste ponto. para liberar. Sinal de Confirmação de Desconexão . para indicar que o assinante chamado desligou. a partir deste. Sinal de Ocupação . provocando o bloqueio do mesmo. recebendo o sinal de desconexão forçada a central local desfaz a conexão estabelecida. após ocorrida temporização.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES Equipamento de Comutação de Entrada . responsável pelo recebimento dos sinais de linha no sentido “para frente”.É um sinal emitido para trás. para indicar que ocorreu a ocupação dos órgãos associados ao juntor de entrada. Sinal de Tarifação . Sinal de Desconexão Forçada .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para indicar que houve falha no equipamento de origem. telefônicos 42 PROF. todas do tipo enlace a enlace. muitos sistemas empregam a sinalização de loop de corrente contínua a 2 fios. aplicáveis de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação.É um sina emitido para frente.1 Tipos de Sinalização de Linha A sinalização de linha a ser adotada consta de quatro variantes. Os critérios básicos deste tipo de sinalização são: • Variação da resistência (e consequentemente da corrente) na linha.2. Estas variantes são: Tecnologia de Transmissão Cabos de pares FDM Multiplexação freqüência por divisão Tecnologia de Comutação sinalização por loop de corrente contínua de sinalização: E + M contínua E + M pulsada Digital sinalização: E + M contínua E + M pulsada R2 Digital 5. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Variação da polaridade na linha.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua Por motivos principalmente econômicos.TELECOMUNICAÇÕES Sinal de Falha . 5. a partir do juntor de saída associado.

5. tem dois estados possíveis em cada direção.2. atendimento. tarifação e rechamada. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. confirmação de desconexão e desconexão forçada. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). entre os equipamentos de comutação e de transmissão. São utilizados dois tipos de sinais cujos tempos de emissão são: • curto . digitais. portanto.desligar para trás. um total de 4 estados de sinalização. em nível alto. • digitais. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. Levando-se em conta a seqüência de tempo. o que deverá corresponder. • longo .48 V. isto é. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A presença ou ausência de sinal denota um certo estado de sinalização.4 Sinalização E & M contínua O sistema E & M contínua utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 43 .3 Sinalização E & M pulsada O sistema E & M pulsada utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de .TELECOMUNICAÇÕES 5. o que deverá corresponder.duração de (600 ± 120) ms . nos equipamentos de transmissão: analógicos.ocupação. o circuito terá as condições mostradas a seguir: PROF. desligar para frente. A linha.duração de (150 ± 30) ms .2. nos equipamentos de transmissão: • analógicos. em nível baixo. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de -48V.

TELECOMUNICAÇÕES FASES DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO DO SINAL SINALIZAÇÃO E+ M CONTÍNUA FIO M FIO E ausente ausente SINALIZAÇÃO E + M PULSADA FIO M FIO E Livre Ocupação sinal ocupação chamada em troca progresso registradores Atendimento sinal atendimento Conversaçã o Tarifação sinal de tarifação de de de ausente → presente 150 ms presente ausente sinalização entre ← presente presente 150 ms presente presente ← presente ausente durante 150 ms 150 ms Início da sinal de desligar para trás ← presente ausente 600 ms desconexão pelo destino Início da sinal de desligar para frente → ausente presente 600 ms desconexão pela origem Fim da sinal confirmação desconexão de de ← ausente ausente 600 ms desconexão Bloqueio sinal de bloqueio ← ausente presente permanente Sinalização E+M contínua / Pulsada 44 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 45 . apresentada a seguir. tipos de assinantes. como estas condições estão sob controle do assinante chamador. O canal ab reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado). etc.TELECOMUNICAÇÕES Sinalização de Registradores A sinalização entre registradores é a responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. PROF. O canal bb reflete as condições de ocupação do equipamento de comutação de entrada.3 SINALIZAÇÃO R2 DIGITAL O sistema utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). 5..ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Na tabela: Sinalização R2 digital. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. pode-se dizer que a sinalização de registro é a troca de informações de controle entre as centrais. São informações relacionadas ao número do assinante chamado ou chamador. na próxima página. Estes canais são utilizados na troca de informações entre os juntores que utilizam enlaces PCM. Em resumo. que devem ser trocadas entre as centrais para estabelecer uma conexão. são mostrados como os sinais de linha são codificados. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. condições de assinantes.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES FASE DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO CANAIS DE DO SINAL SINALIZAÇÃO OBSERVAÇÕES af tronco livre ocupação do tronco sinal de ocupação sinal de confirmação de ocupação chamada em progresso atendimento da chamada conversação sinal de desligar para trás desligamento da chamada sinal de desligar para frente sinal de atendimento 1 bf 0 0 0 ab bb 1 1 1 0 0 1 → ← 0 0 0 0 0 1 0 1 1 ← 0 0 0 0 0 1 1 1 ← → 0 1 0 X 1 X=0: A desliga primeiro X=1: B desliga primeiro sinal de confirmação de desconexão sinal de desconexão forçada sinal de confirmação de desconexão forçada situações especiais sinal de bloqueio sinal de falha ← → → ← → 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 Sinalização R2 Digital. 46 PROF.

Assim em condições normais. A troca de sinais MFC começa sempre com a emissão de um sinal para frente. O próximo sinal para frente marca o início do ciclo MFC seguinte e somente poderá ser emitido. quando este tomou conhecimento da recepção do sinal para frente. citada anteriormente. e que são recebidos por um órgão no extremo da via denominado receptor. Os sinais MFC ocorrem numa fase em que não há. onde se utiliza essa sinalização. O sinal para trás permanecerá até que o receptor constante o desaparecimento do sinal para frente. devido a uma limitação causada pela temporização. o sinal para frente durará até o emissor constatar a presença de um sinal para trás disparado pelo receptor. quando o emissor reconhecer o desaparecimento do sinal para trás do ciclo anterior que. emissor Sinal para frente receptor a e d h b c g Sinal para trás Sinal para frente Sinal para trás PROF. Na origem há um órgão chamado emissor que transmite os sinais para frente. uma limitação de tempo pelos elementos de temporização dos circuitos. conversação e os receptores estão dispensados de apresentarem imunidades às freqüências vocais provocadas pelos assinantes. embora ambos sejam. A duração do sinal para trás também não é definida a ser. emissores e receptores. A sinalização é do tipo compelido. exceto. Estes órgãos recebem portanto essas designações em relação aos sinais para frente. emitido pelo registrador. Este transmite os sinais para trás (sentido contrário ao do tráfego) que alcançam o emissor citado. também ordens ao emissor sobre seu modo de comportamento subseqüente. ainda. na origem do circuito. Este sinal não tem duração definida. além de desempenhar a função de confirmação dos sinais para frente transporta. de forma que a duração de cada sinal é determinada pela recepção do sinal gerado pelo primeiro. em que os sinais para frente e para trás são interdependentes.4 SINALIZAÇÃO MULTIFREQUENCIAL A troca de informações na sinalização MFC efetua-se entre órgãos situados nos extremos de uma via de conexão. conforme figura abaixo.TELECOMUNICAÇÕES 5. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 47 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . simultaneamente.

g) Cessa a transmissão do sinal para trás. b) Quando estas atingem o receptor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . e) A transmissão do sinal para frente é interrompida. o sinal é interpretado e o receptor ordena o envio do sinal para trás. ordena o corte do sinal para frente. c) O receptor envia continuamente um sinal para trás.TELECOMUNICAÇÕES a) O emissor envia um sinal para frente composto de duas freqüências. 48 PROF. Neste instante há simultaneamente quatro freqüências na linha. h) O emissor percebe a interrupção do sinal para trás e ordena a transmissão do sinal para frente. f) O receptor percebe a interrupção do sinal para frente e ordena o corte do sinal para trás.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . d) Quando o emissor recebe o sinal para trás.

atribuídas a intervalos de quantização (amostras) de acordo com um código de pulso. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM A modulação por codificação de pulsos (PCM) é um método de modulação que converte um sinal analógico contínuo em um sinal digital. Um sinal PCM pode ser transmitido sozinho ou entrelaçado com palavras de código de outros sinais PCM. Para tanto. o sinal analógico é formado por palavras de código.TELECOMUNICAÇÕES 7.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 49 . PROF.

utilizada na telefonia.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL 7. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a partir das amostras.TELECOMUNICAÇÕES 7. não ocorram perdas na informação.1 Amostragem Para a faixa de freqüência de 300 a 400 Hz. foi fixada internacionalmente. A freqüência de amostragem (fA) deve ser maior que duas vezes a freqüência contida no sinal analógico (fs): f A > 2 fS 7. uma freqüência de amostragem (fA) de 8000Hz. para que na reconstituição do sinal analógico original. Desta forma.2.1 TEOREMA DA AMOSTRAGEM O teorema da amostragem especifica a menor freqüência de amostragem de um sinal analógico. o intervalo entre duas amostras sucessivas de um mesmo sinal telefônico (intervalo de amostragem = TA) resulta de: TA = 1 / fA 50 PROF.

Para isto. o espectro de valores possíveis do sinal é subdividido em intervalos de quantização que. no lado da emissão. A amostra que ultrapassar a um valor de decisão é enquadrada no intervalo imediatamente superior e aquela que ficar abaixo. Os intervalos de quantização são delimitados entre si por valores de decisão.711 do CCITT especifica duas curvas características que fixam os detalhes da quantização: • • curva de 13 segmentos (lei A. O desvio (erro de quantização) corresponde. no máximo. no intervalo imediatamente inferior. diferentes valores analógicos são reunidos em um intervalo de quantização.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Portanto. utilizada no sistema PCM30) curva de 15 segmentos (lei µ.2. A recomendação G.TELECOMUNICAÇÕES 7. o primeiro passo para a conversão da amostra em sinal digital (sinal PCM) é a quantização. para o caso dos sistemas de transmissão PCM30 utilizados no Brasil. O erro de quantização daí resultante pode transformar-se em ruído no lado de recepção. utilizada no sistema PCM24) PROF. representam 256 intervalos de quantização. a meio intervalo para cada amostra. sobreposto ao sinal útil. O erro de quantização é tanto menor quanto maior for o número de intervalos de quantização.2 Quantização Em função do sinal PAM ser ainda de uma forma analógica de um sinal telefônico e as amostras serem mais facilmente processadas e transmitidas na forma digital. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 51 .

Os 128 intervalos positivos e os 128 intervalos negativos de quantização são representados nos sistemas de transmissão PCM. O codificador atribui a cada amostra uma palavra de código de 8 bits em correspondência ao valor de quantização fixado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2.TELECOMUNICAÇÕES 7. através de um código binário de 8 dígitos.3 Codificação O sinal PCM a ser transmitido é obtido pela codificação dos números dos intervalos de quantização. 52 PROF. as palavras de código são de 8 bits.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . portanto.

7. formando assim.3.TELECOMUNICAÇÕES 7. isto é. entre duas palavras de um mesmo sinal telefônico são introduzidas em seqüência de palavras de código de outros sinais telefônicos.1 Demultiplexação Do sinal multiplexado no tempo obtém-se na recepção novamente os sinais PCM.3 CONVERSÃO DIGITAL/ANALÓGICO 7. o sinal PCM multiplexado por divisão no tempo.4 Multiplexação As palavras de código de 8 bits de diversos sinais telefônicos podem ser transmitidas em uma seqüência cíclica. que contém uma palavra de código de cada sinal é denominada de quadro de pulsos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 53 . PROF.2. No sistema de transmissão PCM30. as palavras de código de 8 bits referentes a cada sinal telefônico transmitido de forma multiplexada. o quadro de pulsos é formado por 32 palavras de código.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A seqüência de bits. isto é.

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7.3.2 Decodificação A cada palavra de código de 8 bits é atribuído um valor de tensão na recepção que corresponde ao valor médio do correspondente valor de quantização. A curva de decodificação é a mesma da codificação na emissão.

As palavras de código são decodificadas na seqüência de recepção e convertidas em sinais PAM. A seguir o sinal PAM é conduzido a um filtro passa-baixa que reconstitui o sinal telefônico original.

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8 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DIGITAL Os sistemas analógicos são convertidos em sinais digitais com o auxílio da modulação por codificação de pulsos, para então serem transmitidos na forma digital. Os sistemas básicos de transmissão digital são o PCM30 e o PCM24. A partir destes sistemas podem ser formados sistemas de ordem superior. 8.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SISTEMAS DE TRANSMISSÃO PCM 8.1.1 Circuito de conversão Em um sistema de transmissão PCM existe um canal para cada sentido da conexão (assinante A B; assinante B A). Os “time-slots” de canal de mesma numeração em um quadro de pulso dois sentidos opostos de um sistema de transmissão PCM formam um círculo de conversação com dois sentidos distintos e separados entre si. 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor Os sistemas de transmissão PCM estão terminados nas duas extremidades por equipamentos multiplex. Cada equipamento multiplex tem um emissor e um receptor. O emissor forma as palavras de código de 8 bits a serem emitidas e o receptor converte estas palavras de código novamente em sinais analógicos. Para a reconstituição destes sinais analógicos, o receptor de um sentido de conversação deve trabalhar com o mesmo sinal de sincronismo que o emissor no lado oposto. Por este motivo, o emissor envia ao receptor não só os sinais PCM, mas com eles também o sinal de sincronismo com o qual estes foram formados. Para tal, o emissor contém um gerador e um receptor, um receptor de sinais de sincronismo, que filtra estes sinais do sinal PCM recebido.

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8.1.3 Código de linha O sinal PCM formado pelo emissor é composto por sucessivas palavras de código de 8 bits no código binário NRZ (non-return-to-zero). No entanto, este sinal digital não pode ser aplicado diretamente à linha física devido à sua componente de corrente contínua. Por este motivo, o emissor no equipamento multiplex converte o sinal PCM em um sinal pseudo-ternário em um sinal AMI (alternate mark inversion), isento da componente corrente contínua. Neste sinal, contudo, pode ocorrer uma longa seqüência de bits 0 (zero) ocasionando, eventualmente, a perda do sinal de sincronismo retirado pelos repetidores regeneradores do sinal enviado. Por isto, para linhas de transmissão PCM, é utilizada uma variante do código AMI pseudo-ternário: o código HDB3 (third-order high-density-bipolar). Com este código limita-se em três a quantidade de bits 0 (zero) sucessivos.

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MARCELO DIOGO DOS SANTOS 57 .TELECOMUNICAÇÕES 8.1 Quadro de pulsos Para cada um dos 30 circuitos de conversação são enviados. em cada sentido deve haver a transmissão sucessiva de 30 palavras de código de 8 bits no intervalo de 125 s (valor inverso de 8 kHz). A essas 30 palavras de código soma-se 2 x 8 bits. 8. No lado de emissão é injetado o potencial para telealimentação dos repetidores regeneradores. 8 bits para a sinalização e 8 bits que contêm alternadamente.4 Equipamento terminal de linha O equipamento terminal de linha é o elo de ligação entre o equipamento multiplex e as linhas de transmissão. com 2 x 8 bits.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Estes regeneram os sinais PCM nos dois sentidos de transmissão e eliminam desta forma as distorções ocasionadas por influências externas e pelos parâmetros de transmissão na linha. no lado da recepção é regenerado o sinal PCM e dali levado ao receptor do equipamento multiplex. 8.1.2 SISTEMA DE TRANSMISSÃO PCM 30 O sistema de transmissão PCM30 permite a transmissão simultânea de 30 conversações. nos dois sentidos. 8.5 Repetidores regeneradores Nos enlaces PCM são instalados repetidores regeneradores a cada 2 a 5 km. uma palavra de alinhamento do quadro e uma palavra de serviço. As 30 palavras de código formam. 8000 amostras por segundo em forma de palavra de código de 8 bits. Portanto.1.2. PROF. um quadro de pulsos. Os quadro de pulsos são transmitidos obrigatoriamente em ordem sucessiva.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . taxa de erro da palavra alinhamento quadro > 10-3(escrito). Os bits 2 a 8 desta palavra têm sempre o mesmo formato: 0011011. A palavra de alinhamento de quadro é transmitida alternadamente com a palavra de serviço no canal 0 (zero). Número do bit 1 Valor binário X 2 1 3 A 4 Y 5 Y 6 Y 7 Y 8 Y 2 0 3 0 4 1 5 1 6 0 7 1 8 1 Palavra de serviço no “time-slot” no canal 0 do PCM. perda alinhamento quadro pulsos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2.2 Palavra de alinhamento de quadro As palavras de alinhamento de quadro sincronizam o emissor e o receptor do sistema PCM30. o que permite a correta distribuição dos bits aos circuitos telefônicos.3 Palavra de serviço Os bits 4 a 8 são reservados para uso nacional. Número do bit 1 Valor binário X 8.048 kbps. falha codec. falha sinal entrada 2.2.TELECOMUNICAÇÕES 8. O receptor determina a posição do quadro de pulsos a partir da palavra alinhamento. PROF. O 3º bit-alarme urgente 0 sem alarme e o 1 informa o seguinte: • • • • • 58 falha alimentação. Essa palavra transmite sinais de serviço.

Devido a redisposição dos “time-slots”. e dentro destes períodos cada palavra de código tem um “time-slot”.1 COMUTADOR TEMPORAL O comutador temporal pode transferir toda a palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de uma linha multiplex de saída (acessibilidade plena). as palavras de código sofrem um retardo no comutador temporal. ocorre o envio de 8000 palavras de código por segundo e por sentido da conexão. Desta maneira. 9. Em uma central de comutação digital são utilizados basicamente dois princípios de comutação: • • comutação temporal.TELECOMUNICAÇÕES 9 COMUTAÇÃO DIGITAL As interconexões na central de comutação digital ocorrem pela redisposição das palavras de código de 8 bits de diferentes sinais telefônicos em função da conexão desejada. resultam na central de comutação períodos sucessivos de 125 s. comutação espacial. PROF. diferente para cada conexão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 59 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Em correspondência à freqüência de amostragem.

Devido à alta velocidade de operação. Após o processo de comutação. 9. toda palavra de código entrante pode ser transferida. faz-se necessário multiplexar as palavras de código das linhas de entrada e conduzi-las a uma memória de dados. Na figura abaixo pode se observar que a taxa de bits entre o multiplexador e a memória de dados é quatro vezes maior que em uma linha multiplex de entrada. Para tanto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Existe sim a alteração de posição espacial. que na linha entre o multiplexador e a memória de dados ocorre uma taxa de bits muitas vezes maior que nas linhas de entrada. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES O comutador temporal-espacial é uma variante de alta velocidade do comutador temporal.2 COMUTADOR ESPACIAL O comutador espacial comuta qualquer palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer multiplex de saída sem alterar o “time-slot”. a qualquer “time-slot” das linhas multiplex de saída (acessibilidade plena). o comutador temporalespacial pode transferir palavras de código de 8 bits das linhas multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de diversas linhas multiplex de saída. Portanto. a atribuição às diversas linhas multiplex. as palavras de código permanecem em seus “time-slots” originais durante e após a comutação e. o demultiplexador distribui as palavras de código às quatro linhas de saída com a taxa de bits original. 60 PROF. conseqüentemente não ocorre retardo. isto é. Isto significa. Portanto. sem bloqueio.

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9.3 DIFERENÇA BÁSICA ENTRE O COMUTADOR TEMPORAL E ESPACIAL Em ligações através de um comutador temporal, as palavras de código trocam de “time-slots” entre a entrada e a saída. Em ligações através de um comutador espacial, as palavras de código trocam de linhas multiplex, permanecendo contudo no mesmo “time-slot”. 9.4 MEMÓRIA DE CONTROLE A cada comutador temporal e a cada comutador espacial está atribuída uma memória de controle. Esta é uma memória do tipo RAM, cujo conteúdo pode ser modificado aleatoriamente. Baseado nos dados de comutação recebidos, será realizado a inscrição dos endereços de controle em determinadas posições de memória e apagados em outras. Os endereços de controle inscritos determinam as interconexões a serem realizadas e permanecem inscritos durante toda a conversação. Uma memória de controle tem uma posição de memorização para cada “timeslot” de um período de 125 µs. Cada posição de memória pode conter um endereço
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da memória de dados (comutador temporal) ou de uma linha multiplex de entrada (comutador espacial). Dentro de um período de 125 µs ocorre uma exploração cíclica de todas as posições de memória e a conseqüente leitura dos endereços de controle memorizados. • No comutador temporal, o endereço de controle indica uma determinada posição na memória de dados para as palavras de código de 8 bits. O endereço de controle determina no comutador temporal, com inscrição cíclica, de que posição da memória de dados deve ser lida a palavra de código a ser transmitida. No comutador temporal com leitura cíclica, o endereço de controle indica a posição da memória de dados na qual a palavra de código recebida deve ser inscrita. No comutador espacial, o endereço de controle identifica uma linha multiplex de entrada. Desta forma é liberada, durante o “time-slot” em questão, uma determina porta que corresponde a uma linha multiplex de saída, interconectando a linha multiplex de entrada endereçada com a linha multiplex de saída especificada na memória de controle.

9.5 ÓRGÃOS DE UMA CENTRAL DE COMUTAÇÃO DIGITAL As centrais de comutação digitais têm as seguintes áreas principais: • • • equipamentos de conexão que adaptam os diferentes tipos de linhas às vias digitais; matriz de acoplamento digital que estabelece as conexões; comando.

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9.5.1 Equipamentos de conexão Os equipamentos de conexão são os elos de entre a periferia de uma central de comutação digital e a matriz de acoplamento. Eles preparam os sinais telefônicos provenientes das linhas para a interconexão pela matriz de acoplamento. Da mesma forma, eles convertem a informação interconectada pela matriz de acoplamento à forma necessária para a transmissão através da linha. As funções a serem executadas pelo sistema de comutação digital para cada assinante analógico podem ser expressas pela expressão BORSCHT: • • • • • • • B = Batery feed; O = Overvoltage protection; R = Ringing; S = Signaling; C = CODEC; H = Hybrid; T = Test access.

A maioria destas funções também é realizada por terminais de troncos analógicos. Nas linhas de assinantes e troncos digitais,estes sinais são transmitidos na forma digital, isto é, as funções de codificações e decodificações não são necessárias nos equipamentos de conexão. 9.5.2 Matriz de acoplamento digital As matrizes de acoplamento são formadas por comutadores temporais, espaciais-temporais e espaciais. A configuração mais usual de uma matriz de comutação é temporal-espacial-temporal, podendo variar em função da capacidade da central de comutação.

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5. existindo entretanto um elemento ou uma unidade com funções de coordenação de todos os demais.4 Ligação entre dois assinantes Cada ligação possui dois sentidos de conversação e.3 Comando O comando é a parte constituída de um ou mais processadores que controlam todas as áreas de uma central de comutação digital. central de comutação com controle de processamento semi-centralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos esta distribuído entre diversos processadores periféricos. a realização do roteamento. central de comutação com controle de processamento descentralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos está totalmente distribuído entre vários processadores periféricos. são interconectadas duas vias na matriz de comutação digital (sentido A B e sentido B A). As centrais de comutação digital podem ser distinguidas entre: • central de comutação com controle de processamento centralizado: neste tipo de arquitetura todas as funções de controle são realizadas através de uma única unidade centralizada.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . por este motivo. Ao final da conversação. estas vias são liberadas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 9.5. 64 PROF. • • Dentre as diversas funções do comando de uma central digital pode-se exemplificar a interpretação da sinalização. Para a conservação entre o assinante A e B. o conteúdo das memórias de controle “apagados” e os “time-slots” dos períodos de 125 µs liberados para que possam ser utilizados para outras ligações. Portanto. comutação e do procedimento de tarifação. interconexões digitais correspondem sempre a interconexões a 4 fios. nenhuma unidade com funções de coordenação centralizada. em cada período de 125 µs são interconectadas duas vias de conversação na matriz do acoplamento. se consideradas do ponto de vista da técnica analógica. 9. não existindo entretanto. a qual por questões de segurança deve ser duplicada.

Para tanto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 65 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . são utilizadas sinalizações que permitem esta troca de informações. O ITU-T especificou 2 tipos de acesso para o RDSI denominados de acesso básico (2B + D) e acesso primário (30B + D). Os tipos de sinalizações utilizados podem ser distinguidos entre: • • • • • • 10. faz-se necessário a troca de diversas informações entre o assinante e a central de comutação e entre várias centrais. A sinalização de assinante pode ser subdividida em sinalização para: • Assinante analógico. Assinante digital. sinal de desligamento: caracteriza a reposição do monofone no gancho. seleção numérica: por impulsos: enviada pelo telefone a disco através de impulsos com período de 100 ms. o qual é estruturado de acordo com o modelo de 7 camadas OSI (Open Systems Interconnection) da ISSO PROF. consistindo dos seguintes sinais: • sinal de ocupação: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamador. sendo 67 ms de abertura e 37 ms de fechamento. texto. SINALIZAÇÃO DE ASSINANTE A sinalização de assinante é aquela trocada a partir do assinante em direção à central de comutação com o objetivo de estabelecer ou desconectar uma chamada. voz e imagem) aos assinantes pertencentes a rede denominada RDSI. sinalização por canal comum com taxa de 64 kbits/s. sinalização de linha. sinalização de registradores. sinal de atendimento: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamado. sinalização associada ao canal para 30 circuitos de conversação. sinalização acústica.1 sinalização de assinante. por teclado: são sinais multifrequenciais enviados através do teclado que representam a combinação de 2 freqüências. O sistema de sinalização para assinante digital recomendado pelo ITU-T para a sinalização entre a central e os terminais de rede é o DSS1 (Digital Subscriber Signaling System nº 1). que permite a oferta de novos serviços (integração de dados.TELECOMUNICAÇÕES 10 SINALIZAÇÃO Para o correto desempenho de um sistema telefônico.

O protocolo de sinalização DSS1 permite o estabelecimento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . solicitação de facilidades e desconexão de chamada através da troca de sinalização (mensagens) entre o equipamento terminal e a central. são apresentados a seguir o fluxo de troca de mensagens de nível 3 que possibilitam o estabelecimento e desconexão de uma chamada solicitada por um assinante digital pertencente à rede RDSI.TELECOMUNICAÇÕES (International Standards Organization). 66 PROF. Como exemplo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 67 .

TELECOMUNICAÇÕES 10. É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 500 ± 25 ms.2 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA A sinalização acústica é a sinalização que é transmitida pela central ao assinante.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Como exemplo de sinalização acústica. temos: • Tom de seleção: é um sinal contínuo de 425 ± 25 Hz que informa ao assinante chamador que a central está pronta para receber as cifras do assinante desejado. • Tom de numero inacessível: é um sinal enviado ao assinante chamador significando que o numero selecionado não existe na central. • Tom de ocupado: é um sinal utilizado para indicar ao assinante chamador que o assinante chamado encontra-se ocupado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 1500 ± 150 ms conforma indicado na figura abaixo. 68 PROF.

longo: duração de 600 ± 120 ms.3 SINALIZAÇÃO DE LINHA A sinalização de linha é a sinalização que estabelece a comunicação entre as centrais de comutação e atuam durante todo o período da conexão. cujos tempos de emissão são: . O intervalo mínimo entre dois sinais consecutivos deve ser de 240 ms. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 69 .TELECOMUNICAÇÕES • Tom de controle de chamada: é um sinal enviado ao assinante chamador para indicar que o assinante chamado está livre e está recebendo corrente de chamada. PROF. É um sinal que utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz. 10. . É um sinal utilizado para fazer soar a campainha do telefone do assinante analógico chamado.25 Hz (tensão de 75 V). intercalando tom e silêncio conforme a figura abaixo. • Corrente de chamada: é um sinal que utiliza uma freqüência de 25 ± 1.curto: duração de 150 ± 30 ms. Utiliza dois tipos de sinais. A sinalização a ser adotada é aplicável de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação. com um período de 5000 ± 500 ms. com tempos iguais ao do tom de controle de chamada. Os principais tipos de sinalização de linha são: • Sinalização E + M pulsada: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . entre os equipamentos de comutação e de transmissão. Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização E + M contínua: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. 70 PROF. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos.TELECOMUNICAÇÕES A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. digitais. O tempo de reconhecimento de “tone-off” para “tone-on” e vice-versa é de 40 ± 10 ms. digitais. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). entre os equipamentos de comutação e de transmissão. A presença ou ausência de sinal denota um determinado estado de sinalização. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 71 .TELECOMUNICAÇÕES Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização R2 digital: utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). A diferença entre duas transições. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. A seguir são mostrados como os sinais de linha são codificados: PROF. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. aplicadas simultaneamente nos dois canais de sinalização da mesma direção não deve ultrapassar 2 ms. Este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). O canal bb reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado) O Tempo de reconhecimento da transição do estado 0 para 1 ou vice-versa é 20 ± 10 ms.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Estes canais são utilizados na troca de informações entre os troncos que utilizam enlaces PCM.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . pode se formar 15 códigos multifreqüenciais em cada sentido de transmissão como indicado na tabela a seguir: 72 PROF. Para “n” igual a seis freqüências. que devem ser trocadas entre as centrais para se estabelecer à conexão. chamado ou chamador.. condição do assinante chamado. em que cada sinal é composto da emissão simultânea de duas freqüências distintas tomadas de um grupo de “n” freqüências.TELECOMUNICAÇÕES 10. São informações relacionadas ao número de assinantes.4 SINALIZAÇÃO DE REGISTRADORES A sinalização de registradores é responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. categoria do assinante chamador. Os sinais MFC são transportados através de códigos multifreqüenciais..etc.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

O significado secundário recebe a designação de GRUPO II de sinais e tem a finalidade de informar o receptor sobre a categoria do assinante chamador. etc. O significado primário dos códigos para trás constitui o GRUPO A de sinais.TELECOMUNICAÇÕES O significado primário dos códigos para frente denomina-se GRUPO I de sinais. identificação do assinante chamador. Sua finalidade é transportar as informações numéricas para seleção do assinante chamado. A passagem do GRUPO I para o GRUPO II é ordenada por alguns sinais para trás. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 73 . categoria do assinante chamador. O significado secundário dos códigos para trás constitui o GRUPO B de sinais e tem a finalidade de informar o emissor da condição da linha do assinante chamado. etc.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Freqüências DTMF (utilizadas em telefones – MFC) 697 Hz 770 Hz 852 Hz 941 Hz 1209 Hz 1 4 7 1336 Hz 2 5 8 0 1477 Hz 3 6 9 1633 Hz - * # PROF. Estes têm a finalidade de solicitar a identidade do assinante chamador.

grupo I I–1 I–2 I–3 I–4 I–5 I–6 I–7 I–8 I–9 I –10 I –11 Algarismo 1 Algarismo 2 Algarismo 3 Algarismo 4 Algarismo 5 Algarismo 6 Sinais para frente. indicação de trânsito internacional I –13 Inserção de supressor eco I –14 Acesso ao equipamento de manutenção I –15 Fim de número Sinais para trás. grupo A A–1 A–2 A–3 A–4 A–5 A–6 A–7 A–8 A–9 A – 10 A – 11 II –15 Reserva Sinais para trás. colocar retenção sob controle do assinante chamado Nível vago Assinante com defeito Reserva Reserva Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Enviar próximo algarismo B–1 Enviar primeiro algarismo B–2 Passaram para o grupo B B–3 Congestionamento B–4 Enviar categoria. grupo B Assinante livre com tarifação Assinante ocupado Assinante com número mudado Congestionamento Assinante livre sem tarifação Assinante livre sem tarifação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . grupo II II – 1 II – 2 II – 3 II – 4 II – 5 II – 6 II – 7 II – 8 II – 9 II –10 II –11 II –12 II –13 II –14 Assinante comum Assinante com tarifação especial Equipamento de manutenção Telefone público Operadora Equipamentos de transmissão de dados Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Reserva Reserva Reserva Reserva Algarismo 7 Algarismo 8 Algarismo 9 Algarismo 10 Inserção de semi-supressores de eco I –12 Pedido recusado.TELECOMUNICAÇÕES Sinais para frente. identidade do B – 5 assinante chamador Reserva B–6 B–7 B–8 B–9 B – 10 B – 11 B – 12 B – 13 B – 14 B – 15 Enviar algarismo (n – 2) * Enviar algarismo (n – 3) Enviar algarismo (n – 1) Reserva Enviar chamador de trânsito internacional A – 12 Serviço internacional A – 13 Serviço internacional A – 14 Serviço internacional A – 15 Serviço internacional * “n” indica o último algarismo recebido 74 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

O sistema é dito celular. tendo que ter uma faixa de freqüência muito grande e que o alcance do sistema estaria limitado de 30 até no máximo 80 Km. A interligação entre assinante fixo e assinante móvel se processa da seguinte forma: para um assinante fixo acessar uma unidade móvel. Caso o assinante móvel queira efetuar tal operação. via antena.TELECOMUNICAÇÕES 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR 11. o percurso será o oposto do descrito acima. pois é composto por várias células distribuídas ao longo de uma determinada área. surgiu em 1969 um sistema aperfeiçoado sugerindo a idéia de um transmissor. Esta estação recebe o nome de ERB .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .Central de Controle Celular.1 INTRODUÇÃO O sistema fixo de telefonia funciona da seguinte forma: quando a interligação de dois assinantes é feita pela linha telefônica do aparelho até a central da região que cobre este assinante. PROF. encaminhará a ligação para a central que concluirá até o assinante fixo. para o assinante móvel avisando que existe uma chamada para este. Das desvantagens citadas acima. Portanto cada célula tem um antena ligada a uma estação que controla esta área. porém agora com vários receptores evitando assim o problema de interferência e de potência dos receptores. como o de não poder falar entre a transmissão de uma área e de outra. A unidade móvel acessará a ERB da sua área via antena. solicitando uma conexão. por sua vez. É ela que interliga o sistema celular à central pública. Mas continuávamos a ter problemas. O assinante móvel celular nasceu da idéia de se querer ter um sistema de telefonia que não dependesse da linha física. passará pela central pública e através de troncos chegará até a CCC que se encarregará de localizar em que ERB estará o móvel. Esta central é chamada de CCC . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 75 . Daí concluí-se que esse transmissor teria de ser muito potente. Os primeiros sistemas (1964) nasceram do princípio básico de uma transmissor central que cobrisse toda a área de interesse. ou seja. Foi então que a partir de 1974 foi concebida a filosofia de Sistema de Telefonia Móvel Celular.Estação Rádio Base. que pudéssemos usufruir do sistema e aparelho em qualquer lugar. A partir daí estará feita a conexão entre os dois tipos de usuários. Existem também uma central que controla todas as ERB’s de uma área. fibra óptica via rádio) e através da linha com o outro assinante. as unidades receptoras (telefones móveis) teriam de ser muito potentes causando interferências além do custo deste equipamento. A ERB enviará uma solicitação até a CCC que. A respectiva ERB enviará então um sinal. A Central se interliga com outras centrais através de troncos (linha física.

4 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 76 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL 11.2 SERVIÇO TELEFONIA FIXA 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 77 .TELECOMUNICAÇÕES PROF.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .5 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 78 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.

6 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 79 .7 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .9 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR 80 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.8 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

subdividimos em bandas A e B.10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR 11.TELECOMUNICAÇÕES 11. Dentro dessa faixa. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 81 . situa-se entre 825 a 890 MHz. PROF.11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA A faixa de operação para o Serviço Móvel no Brasil.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . somente pelas empresas privadas. A banda A no início da telefonia móvel no Brasil foi destinada a exploração de serviços somente pelas concessionárias públicas (“Tele´s”) e a banda B.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 82 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

030 879. 10 MHz para uma concessionária privada e 10 MHz para uma concessionária pública. temos 2 x 10 MHz 30 kHz = 666 canais onde 30 kHz é a largura de faixa de um canal.13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS Partindo da alocação original na largura de faixa de 20 MHz.03N + 825. MHz Assinante Rádio-Base A 10 333 1 333 334 666 825.990 835.020 889. A TABELA A ATRIBUIÇÃO DA NUMERAÇÃO E FREQÜÊNCIA DOS CANAIS DO ESPECTRO ORIGINAL Faixa MHz Número de Canais Número de Canais Limite Freqüências do Centro Transmissor.03N + 870. PROF. Os canais de números 1-333 são para as concessionárias públicas e os canais de números 334-666 são para a concessionária privada.TELECOMUNICAÇÕES 11.990 880. em cada uma das faixas A e B.000 Observe que 21 canais. corresponde ao número do canal N.000 1 < N < 866 0.020 844.030 834.980 B 10 333 A freqüência central em MHz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 83 . localização e estabelecimento das chamadas.980 870. é calculada como se segue: TRANSMISSOR Assinante Estação Rádio-base NÚMERO DO CANAL FREQÜÊNCIA DO CENTRO (MHz) 1 < N < 866 0. estão reservados para funções de controle como acesso.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A tabela abaixo ilustra o número de canais e as freqüências de centro.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS 84 PROF.

O transceptor utiliza um sintetizador de freqüência para sintonizar qualquer canal designado do sistema celular. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 85 . Diferentes aparelhos apresentarão diferentes números de dígitos. A unidade de controle. As antenas montadas no teto são. Isso utiliza um intervalo mínimo de tempo para cada unidade móvel e permite que o canal de controle. Somente então. a unidade móvel simplesmente armazena internamente do dígitos teclados. Eles consistem em 3 unidades: A unidade do transceptor/lógica que aloja o rádio e o equipamento lógico do microprocessador. de um quadro de onda. seja utilizado na comunicação com muitas unidades móveis diferentes. pelo menos. o usuário aperta o botão de envio (SEND). a unidade enviará o número teclado completo em uma curta seqüência de dados. a unidade móvel tentará comunicar-se com a estação rádio-base. Esses dígitos não são enviados à Central de Comutação um de cada vez. Quando o usuário pressionar as teclas numeradas no teclado. incluindo a bobina de carga (para compor uma antena com ganho de 3 dB). Quando isso ocorrer. pelo menos 10 dígitos. A maioria apresentará. que contém todas as interfaces do usuário. A antena.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL Os equipamentos das unidades móveis utilizadas nos sistemas de telefonia celular são de projeto compacto e ocupam um mínimo de espaço do veículo. A unidade móvel utiliza um processo chamado DISCAGEM PRÉ-ORGANIZADA. da Estação rádio-base. A unidade lógica interpreta as ações do cliente e os comandos do sistema.TELECOMUNICAÇÕES 11. e controla o transceptor e a unidade de controle. incluindo um fone e diversos controles e indicadores do usuário. A maioria da unidades móveis mostrará os dígitos que foram teclados. ao longo do canal de Configuração. como acontece com os telefones convencionais. PROF. Uma vez teclado o número de lista completo do telefone chamado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . à medida em que são teclados.

Mesmo com os vidros fechados. nas diferentes marcas e modelos de automóveis ou caminhões. Um teclado de discagem. existe uma diferença substancial no ruído de fundo. nenhum serviço. fora de área). alto-falante e níveis de alerta. Comutadores de controle das chamadas (envio. OPCIONAIS • • • • Visor do número teclado.). término etc. Lâmpadas indicadores (em uso. Controles de áudio e alteração do volume. com indicador. 86 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Dispositivo viva-voz (hand free) Alerta com alarme externo. o ruído de fundo modifica-se acentuadamente à medida em que os vidros estejam abertos ou fechados. Os usuários de telefones móveis freqüentemente experimentam diversos níveis de ruído externo quando fazem as chamadas. Por essas razões. Um código de desbloqueio de 3 dígitos. as unidades móveis estão equipadas com controles de volume do fone (de mão).ELETRÔNICA INDUSTRIAL .16 UNIDADE DE CONTROLE A unidade de controle contém os seguintes equipamentos: NORMAIS • • • • • • • Um fone de mão com tom lateral (sidetone).TELECOMUNICAÇÕES 11. Teclagem automática. Na maioria dos automóveis. Um dispositivo de alerta.

17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 87 .

8 dBm 4. A potência de RF da unidade móvel pode ser controlada em etapas de 4 dB.-16dB 18. numa escala de 0 a 7.5 Watts 26.8 dBm 1.8 dBm . no conector de antena e sob uma carga de 50 Ohms. CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS Potência Máxima Transmitida 3 Watts 34. isto é de -8dB até -28dB.2W (Classe II) 2.8 dBm .TELECOMUNICAÇÕES 11. de 3 W (Classe I). MARCELO DIOGO DOS SANTOS .8 dBm Classe I II III TIPOS DE TERMINAIS • • • TRANSPORTÁVEL VEICULAR PORTÁTIL 88 PROF.1.8 dBm . em escalas de 4 dB.Sem acentuação 34.8 dBm Observe que um transmissor móvel não pode exceder a potência máxima transmitida para a sua classe.8 dBm 0.-4dB 30.8 dBm 5.-8dB 26.-28dB 6.8 dBm 7.-20dB 14. não atenuada.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Um transmissor da Classe III. por exemplo. conforme ilustrado na tabela abaixo: NÍVEIS DE POTÊNCIA NOMINAL DOS TRANSMISSORES MÓVEIS Nível de Potência do Transmissor Potência de Saída Móvel (PL) Nominal de RF 0 .8 dBm 6.18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS As especificações dos transmissores móveis destinam-se a garantir um nível de potência nominal de RF de saída. pode ir de PL -2 até PL-7.2 Watts 30.3W (Classe I) 1.5W (Classe III) 3.-24dB 10.-12dB 22.0.

TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 89 .

TELECOMUNICAÇÕES 11.AMBIENTE MÓVEL 90 PROF.21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO .20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

TELECOMUNICAÇÕES 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 91 .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .UNIDADE MÓVEL 92 PROF.1 DIVERSIDADE .TELECOMUNICAÇÕES 12. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

enquanto que a outra freqüência é utilizada na transmissão da unidade móvel para a estação rádio-base.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Ele atende às funções de sinalização para terminação de chamada.6000 e 6030 Hz. • O tom SAT é adicionado à transmissão pela estação rádio-base (Estação Fixa). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 93 .2 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO 30kHz FM ± 12 kHz 6000 ± 30 Hz 10 kHz 10 kbps entrelaçados FSK LARGURA DA FAIXA DO CANAL MODULAÇÃO DESVIO DE FREQÜÊNCIA SAT ST CANAL DE “SET UP” Existem 3 tons de áudio de supervisão (SATs): 5970. A estação móvel detecta. confirmação de solicitação e seqüência para solicitações especiais. PROF. a cada Estação rádio-base. • O transmissor da estação fixa é desligado.20 Hz.TELECOMUNICAÇÕES 12. A presença do SAT implica na utilização contínua do canal de voz. O tom de sinalização é um tom de 10 KHz e é também utilizado ao longo do canal de voz. Definições: • Canal Um canal refere-se a um par de freqüências utilizadas para comunicações móveis. • FSK Modulação por Desvio de Freqüência (utilizada para sinais digitais. Uma das freqüências é utilizada na transmissão da estação rádio-base para a unidade móvel. para entrelaçamento numa determinada gama de freqüências). se não for detectado nenhum tom SAT válido ou o tom detectado não corresponder àquele da estação rádio-base. filtra e retorna o mesmo tom SAT. com uma tolerância de +. • É atribuído um SAT dentre os três. • SAT Tons de áudio de supervisão.

São 3 para evitar interferência.S. Transmitindo do C.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Portanto não interferindo na conversação. quando for utilizado o mesmo conjunto de canais de voz em células diferentes dentro da mesma área de cobertura. ST Transmitindo do canal de voz só sentido móvel para C.TELECOMUNICAÇÕES SAT Transmitindo no canal de voz.S. Esta reconhece e transmite de volta.8s para finalizar a conversação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Assim: Monitora-se a comunicação para efetuar o HANDOFF. para móvel. Transmite 1. Transmite 15 a 50ms quando a conversação é interrompida para o HANDOFF. Transmitindo fora da faixa de voz 9300 a 3400 Hz. 94 PROF.

• A nova célula recebe de volta o SAT e envia esta informação à CCC através de mensagem de HANDOFF. * Mensagem de designação de canal de voz para o móvel através da célula original. PROF.TELECOMUNICAÇÕES 12. sinal-ruído do SAT durante a conversação. • A nova célula ao receber a mensagem de HANDOFF. • As células adjacentes ao receberem esta mensagem devem mudar a sintonia de seus receptores LOCATE para a freqüência do canal em que está sendo efetuada a conversação (e que será feito o handoff) cada célula adjacente envia o resultado da medida efetuada para a CCC. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 95 . o móvel sintoniza o novo canal de voz e retransmite o SAT para a nova célula.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Ao receber essa mensagem. • Recebemos essa mensagem. a CCC ordena que todas as células adjacentes sintonizem o canal de voz que está sendo usado e efetuam a medição do nível de sinal. • A CCC compara o nível do sinal de todas as células adjacentes e escolhe a melhor.3 HANDOFF • Constantemente é monitorado o nível de sinal da portadora e a rel. a CCC seleciona 1 canal livre dentre os canais correspondentes àquela determinada célula adjacente e envia: * Mensagem de Handoff para a nova célula. liga a transmissão do SAT no canal designado. Se ocorrer degradação em qualquer dos 2 sinais. a CCC envia a ordem de medição do nível da portadora a todas as células adjacentes. a CCC reconhece que já foi executada a troca de canais e envia a mensagem de canal de voz vago para que a célula original desligue o transmissor correspondente. • O móvel ao receber a mensagem de designação e canal de voz envia durante 15 a 50 ms o ST para a célula original. A conversação passa a utilizar o novo canal de voz. a ERB envia a CCC a mensagem de degradação do nível e/ou sinal/ruído. Nesta mensagem. Após isso. Após isto.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .1 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA 96 PROF.ERB – 13.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE .

que é utilizada pela unidade móvel para ligar ou desligar a lâmpada indicadora de fora do alcance (roam) mencionada anteriormente. 13. Esses bis indicam se o canal de controle reverso está ou não ocupado recebendo informações de uma unidade móvel. A isso seguemse cinco repetições de cada um dos dois fluxos de dados.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A unidade estará então capacitada a decodificar as informações contidas nos fluxos de dados.4 Ao longo do canal de controle direto. • Envia dados das estações rádio-base para as unidades móveis. TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO 13. enviado das estações rádio-base para as unidades móveis quando não estão envolvidas numa conversação real. As unidades móveis utilizam as seqüências intercaladas e do sinal de seqüência síncrona. a 10k bits por segundo. antes que uma unidade móvel possa tentar comunicar uma mensagem à estação rádio-base. Sinal de sincronismo. A impossibilidade da unidade móvel em utilizar a seqüência e o sinal de seqüência síncrona para sincronizar com o fluxo de PROF. as unidades móveis monitoram esse fluxo de dados. Cinco repartições a cada dois fluxos de mensagem.TELECOMUNICAÇÕES 13.mensagens destinadas a todas as unidades móveis e mensagens destinadas a unidades móveis específicas. Bits de ocupado/vago. As informações enviadas a todas as unidades móveis incluem informações a cerca do sistema e de como as unidades móveis deverão acessá-lo. ao longo do canal de controle reverso.10 k bits/seg. FORMATO • • • • Seqüência Intercalada. Cada repetição inicia-se por uma seqüência intercalada de dez dígitos (1010101010). O Bi tem que indicar o estado vago.3 CANAL DE CONTROLE DIRETO • Fluxo contínuo de dados de faixa larga . para retornarem-se sincronizadas com o fluxo de dados geral. As informações enquadram-se em dois tipos gerais . seguida por um sinal seqüencial síncrono de 11 bits.2 CANAL DE CONTROLE DIRETO O canal de controle direto é um fluxo contínuo de dados de faixa larga. Um exemplo é a ID do sistema. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 97 . Existem bits especiais intercalados por todas as mensagens. chamados de bits ocupado/vago.

o canal de controle direto será utilizado para notificá-la que ela deverá sintonizar um canal de rádio de voz especificado. ao longo do canal de controle direto. Se uma unidade móvel encontrar-se no processo de originar uma chamada. Se uma unidade móvel estiver livre e receber uma chamada. 13. CONFIRMAÇÃO DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada de uma unidade móvel para uma estação rádio-base. sua localização será realizada ao longo do canal de controle direto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES mensagens. em resposta a uma mensagem de solicitação.5 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO Para todas as unidades móveis: • Dados extras (overhead) • Controle / ocupação Para unidades móveis específicas: • • • • • Designação inicial do canal de voz Localização Nova tentativa direcionada Solicitação Confirmação de solicitação 98 PROF. também mencionada anteriormente. Existem também mensagens de informações transmitidas a unidades móveis específicas. para completar a chamada. ou de uma estação rádio-base para uma unidade móvel. é utilizada pela unidade móvel para ligar sua lâmpada indicadora de não funcionamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Definições: MENSAGEM DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada da CCC para uma estação rádio-base. ou de uma estação rádio-base para a CCC. direcionando o receptor a realizar uma determinada ação. A resposta constitui uma confirmação da recepção da solicitação.

A velocidade de transmissão de dados. de forma que a chamada possa ser estabelecida em um canal de voz atribuído a essa célula. Canal de Controle Reverso: • Fluxo de dados descontínuos em faixa larga .10 kbits/seg. A mensagem de resposta de localização é enviada quando a unidade móvel reconhece que existe uma mensagem chegando a ela. A mensagem de originação contém o número de lista de telefone chamado e determinadas informações acerca da própria unidade móvel. através do seu número de lista no fluxo de mensagens de localização. As mensagens de originação são enviadas quando o usuário tecla um número de lista e aperta o botão SEND. Confirmação de Solicitação. Tipos de Mensagens • • • • Originação.6 CANAL DE CONTROLE REVERSO O canal de controle reverso é utilizado pelas unidades móveis. Resposta à localização.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Especificamente. As unidades móveis transmitem seqüências de dados e então colocam-se de lado para permitir que outras unidades móveis utilizem o mesmo canal. transmitidas pelas unidades móveis ao longo do canal de controle reverso são mensagens de originação e mensagens de resposta de localização. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 99 . Confirmação de Solicitação: Uma resposta à mensagem de solicitação. A unidade móvel notifica então à estação rádio-base acessada de que se encontra em sua área de cobertura. para transmitir informações à estação rádio-base. também é de 10k bits por segundo.TELECOMUNICAÇÕES 13. bem como do seu número de série eletrônico. ela tem que se identificar através do seu próprio número de lista e classe de potência. Solicitação. Os dois tipos principais de mensagens. Definições: Mensagem de Solicitação: Uma mensagem enviada de um transmissor a receptor. • Envia dados da unidade móvel para a estação rádio-base. neste canal. direcionando-o a realizar uma determinada ação.

Fornecer comunicações de dados com a MTSO e as unidades móveis.7 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE Fornecer irradiação e recuperação de RF. 100 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 13. “ Handoff ” ou receber uma unidade móvel de outra Estação rádio-base. Executar funções de processamento de voz. quando a chamada de voz se encontra em andamento. Executar funções de Configuração. supervisão e Funções de Terminação de Chamadas. Localizar as unidades móveis. Executar funções de controle e reconfiguração dos equipamentos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Executar Rotinas de Testes e Manutenção.

F. • torre e cabo coaxial. • Rádios de Localização . Rádios • Fontes de freqüência. • Potência de saída do transmissor e complexo da antena.utilizados para a execução de rotinas de teste e manutenção. • Frente de recepção final e complexo da antena. • Rádios de Controle . • Troncos de voz .utilizados para configurar as chamadas. PROF. • Rádios de Voz .percursos de voz nas chamadas entre estações rádio-base e a MTSO. Antenas • omnidirecionais e direcionais.percursos de Comunicação entre estações rádio-base e a MTSO. • Equipamentos de manutenção e teste .Estação rádio-base controladora do processador principal. • Enlaces de dados .8 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE • Componentes de Hardware Significativos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 101 .utilizados para percurso de voz nas chamadas entre estações rádio-base e unidades móveis.utilizados para localizar as unidades móveis. • Complexo de controle de rádio .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .F.TELECOMUNICAÇÕES 13. Componentes de R. dos equipamentos da Estação rádio-base. Distribuição de R. • amplificador de potência. • combinadores.

• Alarmes. para o controle dinâmico. Esses níveis de potência fixos são referidos como normais ou default do transmissor e são regulados independentemente. Outros Componentes: • Fontes de alimentação. enquanto uma chamada está em andamento em um canal de voz. 13. durante todas as chamadas. cada radiotransmissor de estação rádiobase iria operar a um nível de potência fixo. O controle dinâmico da potência possibilita ao sistema elevar ou reduzir os níveis de potência dos transmissores. é necessário um amplificador de potência programável de 45 W.TELECOMUNICAÇÕES Componentes de canal de áudio. Sem o controle dinâmico da potência. e cada transmissor de unidade móvel permaneceria ao nível de potência fixa associado ao canal de voz que estivesse atendendo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .9 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA O controle dinâmico de potência é um recurso que possibilita o sistema ajustar automaticamente o nível de potência do transmissor da unidade do assinante e do rádio de voz da estação rádio-base. em patamares de 4 dB acima ou abaixo dos valores normais para cada chamada. • Troncos de voz até a MTSO Componentes de controle: • Controlador da Estação rádio-base. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . A potência pode ser elevada (incrementada) ou diminuída (atenuada). Controle Dinâmico de Potência Estação Rádio-base • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 45 W de amplificação programada 102 PROF. O controle dinâmico da potência regula a potência do transmissor da unidade móvel ou da estação rádio-base. • Enlaces de dados até a CCC. Na estação rádio-base.

Além disso. de forma a reduzir a interferência devida ao sinal.quando existir um percurso de transmissão curto e direto entre a estação rádio-base e uma unidade móvel em trânsito. um sinal excessivamente forte pode colocar a extremidade dianteira do receptor na região de operação não linear.Os receptores são projetados para determinados níveis de potência de recepção ( -130 dBm a -30 dBm.Elevando-se a potência do transmissor de uma unidade móvel. é possível se intensificar a C/I para uma unidade móvel próxima do limite da célula. um deles será recebido também na freqüência modulada e resultará em diafonia nessa freqüência. A faixa de sinais de entrada aceitáveis é conhecida como faixa dinâmica do receptor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 103 . causando distorção e diafonia por intermodulação. se o sinal recebido da unidade móvel for muito forte. Os sinais recebidos pela antena da estação rádio-base não devem exceder 60 dBm. diz-se que ele fica sobrecarregado. isso é conhecido como diafonia por intermodulação. Uma situação reconhecidamente causadora de sobrecarga é a presença de uma rodovia elevada muito próxima a estação rádio-base . por exemplo. torna-se útil atenuar o sinal. a utilização de uma potência reduzida incrementa a vida útil das baterias. nos receptores de estação radio-base). Para as unidades portáteis com baterias.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Além disso. O receptor fica então com a sensibilidade reduzida. Se o sinal recebido exceder o limite superior dessa faixa. PROF. Exemplo: Uma unidade portátil em um edifício muito alto requer menos potência de transmissão nos pisos mais altos e maior potência de transmissão ao nível do solo. se forem recebidos na estação rádio-base dois sinais igualmente fortes. de forma que os sinais que seriam normalmente fáceis de detetar não são mais detetados. Por outro lado. Sobrecarga do Receptor . no co-canal e nos canais adjacentes.TELECOMUNICAÇÕES Transmissor Móvel • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 3 W (Classe I) Benefícios do Controle Dinâmico de Potência • Interferência de RF .

10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL 104 PROF. • Incrementar a vida útil das baterias das unidades portáteis. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .Benefícios: • Controlar a interferência.TELECOMUNICAÇÕES Controle Dinâmico de Potência .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Controlar a sobrecarga do receptor 13.

• • • • • • Rádio de controle Rádios de localização Transceptores de rádio. CCC ou MTSO .Rede de Telefone Público Comutado (Public Switched Telephone Network). • Central celular • Interfaces Estação rádio-base/Rede Pública de Comutação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 105 . PSTN .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR Unidade de Assinante (Aparelho). CCC • Processador celular. Antenas direcionais e omnidirecionais Equipamentos de Manutenção e testes. PROF.Central de Telefonia Móvel (Mobile Telephone Switching Office). • Unidade de controle • Transceptor • Sistema de Antena Estação Rádio-base. Enlaces de dados / troncos de voz. como também atua como comutador de mensagens para a Comunicação entre as estações rádio-base.TELECOMUNICAÇÕES 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC14. A CCC (MTSO) controla não apenas as comunicações com a Rede Pública de Comutação fixa (PSTN).

2 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC 106 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 14.

• • • • • Número de lista da unidade móvel. • Chamadas originadas pela unidade móvel. • Fornecer conexões comutadas entre assinantes móveis. Atividade de alteração recentes. • Contagem do número de tentativas. para detecção de problemas transitórios. • Fornecer a coordenação sobre a sinalização com as unidades móveis.3 FUNÇÕES DA CCC . Serviços especiais por assinatura.PROCESSAMENTO DE CHAMADAS • Fornecer conexão comutadas com a PSTN. Atribuição de troncos / estação rádio-base. Manutenção • Reconhecimento de falhas e recuperação de erros. setorização e isolamento de falhas.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC Coletar dados de bilhetagem. • Coordenar o processo de localização intercelular e intracelular e resultante “ Handoff” • Fornecer serviços especiais aos usuários móveis. • Conclusão das chamadas. • Administrar a utilização dos canais de rádio de voz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . ( Rede Pública de Comutação). Dados de classificação de bilhetagem.TELECOMUNICAÇÕES 14. Provisionamento / ordem de serviço. 14. • Rotinas de testes / exercícios do sistema. • Chamadas recebidas pela unidade móvel. Coletar dados de tráfego. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 107 . • Diagnóstico. PROF.

isso é conseguido através de sinalização tanto analógica quanto digital. Se o SAT desaparecer durante um intervalo superior ao especificado. Este tom é sempre de 10 kHz. constituídos por tons contínuos de 5070 Hz ou 6030 Hz. O tom não é audível para as pessoas envolvidas na conversação. A finalidade desse tom é atuar como controle de continuidade no enlace de rádio. a Unidade Móvel ativa o ST 1.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .8 segundos antes de desativar a transmissão ao fim de uma conversação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . em cada estação rádio-base. Ele é ativado pela unidade móvel durante intervalos de tempo específicos.5 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ Quando uma chamada já foi estabelecida no canal de voz. A unidade móvel deteta o SAT no sinal que recebe e retransmite-o de volta para a estação rádio-base. Isso informa à estação rádio-base que a unidade móvel está liberando a chamada. por exemplo. a estação rádio-base reconhece que está completo o enlace de RF do circuito de voz. para comunicar informações à esta rádio-base. É atribuído um tom específico a cada canal de voz. Na realidade. Existem dois tipos de sinais analógicos. Tom de Áudio Supervisão (SAT) • 5970 Hz • 6000 Hz • 6030 Hz Tom de Sinalização • 10 kHz 108 PROF. o transmissor da estação rádio-base sobrepõe a freqüência do SAT acima do sinal de voz. entre a unidade móvel e estação rádio base. O segundo sinal analógico é chamado tom de sinalização (ST). Quando detecta o SAT correto retomando a unidade móvel. o primeiro deles é chamado Tom de Áudio Supervisor (SAT). são utilizados três tons SAT diferentes.TELECOMUNICAÇÕES 14. Quando uma rádio de voz é atribuído a uma chamada. presume-se que alguma coisa interrompeu o enlace de RF e a chamada é desconectada. torna-se necessário transmitir outras informações além daquelas da conversação.

Provavelmente a ocorrência mais comum é o controle da potência transmitida pela unidade móvel. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 109 . A estação rádio-base transferirá os dados para a CCC. Na maioria dos casos. A estação rádio-base responderá com uma mensagem black and burst de envio dos dígitos teclados. na direção direta (estação rádio-base para unidade móvel).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . é transmitido uma seqüência de informações digitais. A unidade móvel irá gerar inicialmente um sinal intermitente para a estação rádio-base. as pessoas envolvidas na conversação não percebem a interrupção. Pode ficar perdida no máximo parte de uma sílaba. Isso significa que o sinal de voz é momentaneamente interrompido ou “blancked” (apagado). O número do novo canal é transmitido à unidade móvel na própria mensagem. A unidade móvel enviará então uma seqüência de black and burst no canal de voz reverso. Existe uma série de usos para sinalização por black and burst. Nesse caso. a estação rádio-base enviam um comando para as unidades móveis. A transmissão digital. ao invés da voz. ativando momentaneamente o tom de sinalização. A estação rádio-base envia o comando e a unidade móvel confirma que recebeu a mensagem. Para utilizar esta característica durante uma conversação estabelecida.TELECOMUNICAÇÕES 14. utilizandose uma técnica chamada black and burst (apagamento e seqüência). incluindo seqüência intercalada. Um uso muito importante da sinalização black and burst. sinal de sincronismo e repetições. PROF. novamente a uma velocidade de 10 kbits/s. o assinante da unidade móvel tecla o número de lista do terceiro participante que ele deseja incorporar à conversação e então aperta o botão SEND.Fluxo de mensagem digital de 10 kbits/s. utilizando a característica de controle dinâmico da potência dos sistemas celulares. a estação cedente envia uma mensagem de black and burst para a unidade móvel. leva apenas uma fração de segundo. Isso é feito por meio de uma seqüência de black and burst.6 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ A sinalização digital também é realizada ao longo do canal de voz. encontra-se no processo de “Handoff”. Um exemplo de black and burst na direção reversa (unidade móvel para a estação rádio-base) é o recurso da chamada de conferência a três. Quando é necessário transferir uma chamada de uma estação rádio-base para outra. onde o terceiro participante será incluído na conversação. para transmitir o número teclado à estação rádio-base. Sinalização Digital no Canal de Voz • Black-and-burst . Durante essa interrupção. obrigando-a a sintonizar um novo canal. orientando-se a modificar sua potência de transmissão para um nível especificado. dos bits de mensagem.

110 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a CCC recebe o número de células setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. captura aquele com nível de sinal mais forte e envia a mensagem de originação. Número de lista de transferência de chamada (call forwarding). Ao receber essa mensagem. cessa o tom de chamada e tem início a conversação. 4. 7. 5. Quando o assinante efetuar a discagem e pressionar a tecla SEND. Designação de canal de voz para “handoff”. A ERB envia então a mensagem SAT para a CCC. No estado livre. o móvel fica sintonizado no canal de controle. Na mensagem de originação. A ERB recebendo de volta o SAT entende que o móvel sintonizou o canal correto. No instante em que o assinante chamado atende. Número de lista do terceiro participante chamado. Confirmação de solicitação. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a CCC recebe o tom de chamada e o retransmite ao móvel via canal de voz. Quando o processo de comutação da rede pública é terminado. captura um juntor de saída e se conecta à rede pública. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação ao canal de voz. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal de voz designado. 8.TELECOMUNICAÇÕES Tipos de mensagens: • • • • • Solicitação. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL 14. 2.7 1. A CCC analisa o número discado. o móvel faz a varredura dos canais de controle. 6.

TELECOMUNICAÇÕES 14. A ERB retransmite essa informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada. PROF. 7. 4.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Quando o assinante chamado atende o móvel cessa o envio do tom e a ERB retransmite esta informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada OFF e tem início a conversação. O móvel. ao mesmo tempo em que o móvel envia o tom SAT à ERB. ao receber a mensagem de busca. 2. A CCC após determinar que o número chamado pertence a esta área de serviço. 3. 5. A CCC inicia o envio da corrente de toque ao assinante chamado. a CCC recebe a informação do número da célula/setor onde se encontra o móvel. entende que o móvel sintonizou o canal correto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 111 .8 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL 1. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação do canal de voz. A ERB envia então a mensagem de alerta. a CCC seleciona um canal de voz utilizado por esta célula/setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. A ERB recebendo de volta o SAT. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal designado. • Mensagem de busca aos móveis via ERB 1. A chamada de entrada é recebida da rede pública através do juntor de entrada. Ao receber esta mensagem. Com esta informação. deve reconhecer seu número e responder através da mensagem de resposta à busca. 6. verifica se o móvel está no estado livre e envia: • Sinal para a rede pública. Na mensagem de resposta à busca.

A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora. Recebendo essa mensagem a ERB desliga o transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. 5. colocando o canal de voz no estado vago.8s. 4. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora. 4. 3. A CCC recebendo esta mensagem. A ERB desliga o Transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. 14. Terminada a conversação. O móvel envia o ST durante 1. colocando o canal de voz no estado vago. envia o sinal de linha de desconexão para a rede pública e a mensagem de canal de voz vago para a ERB. o assinante pressiona a tecla END. a CCC recebe o sinal de desconexão e envia ao móvel via ERB a mensagem de liberação do canal de voz.8 s o ST. O móvel ao receber este sinal envia á ERB durante 1.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 112 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA 1.9 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL 1. 3. 2. 2. Terminada a conversação. A CCC envia então à ERB a informação: mensagem de canal de voz vago.

TELECOMUNICAÇÕES 14.11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO Passo CCC ERB Móvel 1 Ligar o móvel (power on). (passo 2) 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 113 . Detecta e verifica SAT Coloca a situação de “fora-de-gancho” do tronco de voz até CCC PROF. Retransmite SAT à ERB.12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 3 CCC ERB Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Usuário digita o número telefônico e preciona a tecla “SEND” Envio do MIN e do número do telefone chamado para a ERB via canal de controle reverso Móvel 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Detecta “fora-degancho” Completa chamada através da rede Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Sintoniza o canal de voz designado Detecta e verifica SAT. indica “NO SERVICE” 2 Varre canais de dados primários medindo RSSI 3 Se o nível de RSSI não é aceitável varre canais secundários para RSSI 4 Sintoniza canal mais forte e decodifica os dados 5 Se os dados não puderem ser decodificados vai ao passo 2 6 Determina situação de HOME ou ROAM e indica situação de ROAM 7 Apaga indicação de “NO SERVICE” 8 Móvel em serviço pronto para receber ou fazer chamada 9 Reinicia varredura após determinado período.

Envia ST à CCC Sintoniza o canal de voz designado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Gera tom de toque e envia ST à ERB Envia toque de chamada ao chamador Completa a chamada através da rede. Envia ordem de alerta ao móvel via blank-and-burst no canal de voz.TELECOMUNICAÇÕES 14. Detecta e verifica SAT. Retransmite SAT à ERB.13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 CCC ERB Móvel Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Recebe chamada dirigida ao móvel e envia mensagem de paging a todas as células Células enviam page ao móvel Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Móvel detecta page e ocupa o canal de controle mais forte usando RSSI Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Detecta e verifica SAT Coloca situação de “forado-gancho” no tronco de voz até a CCC. Detecta “fora-do-gancho” e envia ordem de alerta. Usuário responde à chamada Alerta e ST são desligados. Detecta ausência de ST informa à CCC.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 114 PROF.

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14.14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS Passo CCC 1 Unidade móvel ou chamador terminam a chamada 2 3 ERB Móvel Unidade móvel ou chamador terminam a chamada

Ordem de liberação enviada ao móvel Audio do móvel é emudecido e tom ST transmitido com SAT durante 1,8s. Móvel para de transmitir e retorna ao estado em serviço na condição de repouso.

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15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR 15.1 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA

O problema tradicional em um rádio móvel é o aparente conflito entre as exigências de cobertura de área e a capacidade do usuário. Admitindo-se um determinado número de canais numa faixa de freqüências, qual deverá ser o tamanho da área coberta e quantos usuários deverão ser admitidos? Se uma estação base tiver que fornecer atendimento às unidades móveis em uma grande área, ela terá que dispor de alta potência e estar localizada no ponto mais elevado da área cuja cobertura é exigida. No entanto, os canais alocados ao local de transmissão não poderão ser reutilizados para um serviço semelhante, até uma considerável distância. Nesse caso, a única forma de incrementar a capacidade será utilizar um amplo espectro. Disso deriva o conceito de reutilização de freqüênciaviabilizado restringindo-se a potência do transmissor da estação base e utilizando-se repetidamente a freqüência, na mesma área geral de um sistema. Os parâmetros de projeto são os seguintes: • Interferência de co-canal - interferência entre sinais que possuem a mesma freqüência. • Interferência de canal adjacente - interferência entre sinais que possuem freqüências muito próximas. Exemplo: Canal 1, com freqüências de 825,030 MHz e 870,030 MHz. Canal 2, com freqüências de 825,060 MHz e 870,060 MHz. Os canais 1 e 2 são canais adjacentes. Os sinais que possuam freqüências de canal 1 825,030 MHz (unidade móvel) e 870,030 MHz (estação base) são sinais de co-canal. 15.2 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL

Todas as células são consideradas hexágonas, numa discussão teórica. Na realidade entretanto, as células raramente tem a forma hexagonal. A geometria de cada célula depende do contorno e topografia do terreno, da presença ou não de

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água, folhagem, estruturas feitas pelo homem - altura e densidade - e localização e altura da antena.

15.3

CÉLULA DIRECIONAL ANTENA DE 120°

A célula direcional pode ser construída a partir de uma célula omnidirecional. instalando-se antenas direcionais na estação rádio base. • A antena omnidirecional irradia e recebe sinais de todas as direções. • A antena direcional irradia e recebe sinais de uma determinada direção. • A antena é vertical (polarização vertical) porquê os sinais irradiados verticalmente não podem atingir a unidade móvel. Apenas os sinais irradiados perpendicularmente à antena são passíveis de atingir a unidade móvel. Tipicamente, são utilizadas antenas direcionais de 120°, para um agrupamento de células K=7. O padrão de reutilização da freqüência K=7, com antenas direcionais de 120° requer um conjunto de 3 x 7 = 21 canais. ANTENA DE 60° Ao invés de se construir três antenas direcionais de 120° numa estação rádiobase, podemos instalar antenas de seis setores, cada um deles cobrindo um ângulo, reduzindo assim ainda mais a interferência do co-canal. No entanto, para que haja uma eficiência de entroncamento razoável, as antenas de seis setores são usadas com agrupamento de células K=4. Os arranjos de antenas de seis setores com padrão de agrupamento de células K=4, são geralmente usados por vários fabricantes de sistemas celulares.

15.4

DIVISÃO DAS CÉLULAS

A divisão das células torna-se necessária quando a carga de tráfego suportada pelas células originais excedem sua capacidade. Na divisão das células a distância entre as estações rádio-base adjacentes é reduzida a metade e a área de cobertura

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Assim. A implementação do compartilhamento da reutilização incrementa a capacidade do sistema. apenas as células que tiverem sobrecarga de tráfego. entre as estações vizinhas já existentes. No entanto a atribuição de canais poderá ser K=4 ou K=3. anteriormente existente. em última instância degradar o seu desempenho. Não é necessário nenhum hardware adicional para as células duplas. sem afetar significantemente seu desempenho. as localizações das novas estações rádio-base ficarão a meio caminho. Nem todas as células existentes precisam ser desdobradas simultaneamente. • Quando coexistem células de tamanho grande e pequeno. a atribuição de freqüência às células menores deverá ser cuidadosamente executada. Isso incrementa a carga sobre o sistema e pode. Nesses casos teremos células duplas utilizando freqüências diferentes. A atribuição de canais para as células desdobradas 120º (mantendo-se o padrão de atribuição K=7). dentro do software.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A divisão das células pode suportar quatro vezes o volume de tráfego suportado pelas células existentes. As células superpostas tornam-se necessárias quando nem todas as células são divididas ao mesmo tempo. • O compartilhamento da reutilização pode ser utilizado para as estações rádio-base duplas.TELECOMUNICAÇÕES nominal da célula recém estabelecida fica reduzida a um quarto da área anteriormente coberta da estação rádio-base. com um pequeno prejuízo para a relação C/I (canal/interferência). • Para se reduzir a interferência do co-canal. • Padrões diferentes de reutilização da freqüência: • interferência do co-canal • eficiência de entroncamento • custo 118 PROF. existe um impacto sobre a capacidade de transporte de chamadas de cada face da antena. • A divisão torna-se necessária quando uma determinada célula não consegue suportar uma carga de tráfego (mesmo depois de se adicionar a ela outros canais de rádio). são utilizadas antenas direcionais. São candidatas ao desdobramento. No entanto.5 RESUMO • As células de foram hexagonal são encontradas muito raramente nos sistemas reais. dependendo de K=3. A utilização de antenas direcionais incrementa a probabilidade de “handoff”. 7. 15. 19. • Podemos esquematizar estações rádio-base com diferentes padrões de reutilização. etc. a densidade de estações rádio-base fica quadruplicada. 4. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . utilizando-se antenas direcionais. Idealmente.

05/05/92 PROF. todo o cidadão receberá um telefone celular. “Entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia.TELECOMUNICAÇÕES • Tipos diferentes de estação rádio-base: • Omnidirecionais • 3 faces • 6 setores • Divisão da célula: • cuidados na atribuição da freqüência • estação rádio-base superpostas (duplas) • Compartilhamento da reutilização. Se um dia. é porque o indivíduo está morto. o aparelho não responder.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . que o acompanhará pelo resto da vida. ao nascer. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 119 . corre uma estorinha segundo a qual. no futuro.” Folha de São Paulo .

O AMPS. Espanha e Irlanda. Em 13 de Outubro de 1983. o sinal do seu telefone celular passa automaticamente de uma célula para outra. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Quando a chamada de um celular alcança uma torre de transmissão e recepção.1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES 16. Todos esses sistemas eram bastante parecidos entre si. da AT&T.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o primeiro sistema celular nos EUA entrava em operação comercial em Chicago. Essa primeira geração de sistemas celulares caracterizava-se basicamente por ser analógica. Com relação ao espaçamento entre os canais pode-se citar. no Reino Unido. Na Europa a primeira geração de sistemas celulares era composta de diversos sistemas. sendo permitido o "handoff" ou "handover" 120 PROF. Advanced Mobile Phone Service.1. a mesma é transferida para o sistema de telefonia fixa regular. Áustria. sendo que as principais diferenças concentravam-se no uso do espectro de freqüência e no espaçamento entre canais. etc. Cada célula possui diversos canais com o objetivo de prover serviços para muitos usuários simultaneamente. O tamanho das células situa-se na faixa de 500 metros a 10 quilômetros. no Japão.1 Primeira Geração de Sistemas Móveis A partir de sua primeira geração o serviço celular passou a funcionar através da divisão de uma cidade ou região em pequenas áreas geográficas denominadas células.TELECOMUNICAÇÕES 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR 16. Os Laboratórios Bell. No entanto. por exemplo. por exemplo. O acesso à canalização é obtido através do FDMA (Frequency Division Multiple Access). sem sofrer interrupção. opera na faixa de 869-894 MHz para recepção e 824-849 MHz para transmissão. sendo que em 1970 a própria AT&T propôs a construção do primeiro sistema telefônico celular de alta capacidade que ficou conhecido pela sigla AMPS. À medida em que um usuário se movimenta na cidade. o TACS (Total Access Communications System). sendo cada uma delas servida pelo seu próprio conjunto de rádios transmissores e receptores de baixa potência. adotado por diversos outros países além dos nórdicos. o TACS e vários outros que adotam 25 kHz. utilizando modulação em freqüência para voz e modulação digital FSK (Frequency Shift Keying) para sinalização. etc. desenvolveram o conceito do celular em 1947. ou seja. o AMPS que adota 30 kHz. o Radiocom 2000 na França e o RTMS na Itália. Itália. o NMT450 opera na faixa de 463-468 MHz para recepção e 453-458 MHz para transmissão enquanto que o NMT-900 utiliza a faixa de 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. O NMT (Nordic Mobile Telecommunications). o C-450 na Alemanha e Portugal. a NTT (Nippon Telephone & Telegraph) havia se antecipado colocando um sistema semelhante ao AMPS em operação em 1979 na cidade de Tóquio.

A seu favor. que opera em uma determinada freqüência. Como resultado desse esforço. ofereciam as seguintes vantagens sobre os analógicos: técnicas de codificação digital de voz mais poderosas. em um certo número de partes e designando cada uma das diversas conversações telefônicas para cada uma dessas partes. mais de 45 milhões de assinantes se concentram somente na Europa Ocidental (23 países). é um sistema proprietário desenvolvido pela empresa QUALCOMM. além da maior capacidade. um forte concorrente do TDMA. o TDMA (Time Division Multiple Access). DCS-1800 e PCS-1900 com mais de 57 milhões de assinantes distribuídos em 98 países. desde que adotem o mesmo sistema. foi necessário dar início ao desenvolvimento de sistemas digitais que em princípio. O GSM possui uma arquitetura aberta. Possibilita igualmente o "roaming" (transferência automática de ligações entre sistemas) entre os diferentes provedores de serviço. o CDMA (Code Division Multiple Access) nos EUA e o PDC (Japanese Personal Digital Cellular) no Japão. o padrão mais popular implementado mundialmente. PROF. possibilitando assim a manutenção de preços baixos. O CDMA.1. tornando as transmissões difíceis de interceptar ou mesmo interferir. particularmente nos EUA. com mais de 150 redes celulares do tipo GSM-900. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 121 . onde o sistema analógico havia atingido o limite de sua capacidade nas maiores áreas metropolitanas. e pela necessidade de se ter um sistema Pan Europeu na Europa. O TDMA opera dividindo o tempo de um canal. maior eficiência espectral.TELECOMUNICAÇÕES (permite a transferência automática de ligações de uma célula para outra). O sistema utiliza a técnica de espalhamento espectral e foi originalmente utilizado pelos militares para espalhar o sinal em uma faixa de espectro bastante larga. Essencialmente. estando as patentes em poder da empresa InterDigital. o B-CDMA opera partilhando o espectro de freqüência com as demais tecnologias celulares existentes. 16.2 Segunda Geração de Sistemas Móveis Em função da pressão de demanda. trabalham com bastante facilidade a comunicação de dados e facilitam significativamente a criptografia da informação transmitida. operando na faixa de freqüência 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. Existe também o CDMA de banda larga (Broadband CDMA ou B-CDMA).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O GSM foi adotado como padrão Europeu em meados dos anos 80 e introduzido comercialmente em 1992. o que permite a combinação de equipamentos de diferentes fabricantes. surgiram os sistemas GSM (Groupe Speciale Mobile/Global System for Mobile Communications) na Europa. contabiliza-se ainda uma larga infra-estrutura já implantada de mais de US$ 50 bilhões de dólares. indiscutivelmente. baseada em San Diego. O GSM é hoje. melhor qualidade de voz. nos EUA.

ou seja. promovendo. à sua inabilidade de adequar capacidade à demanda e à elitização de seus serviços dada a exorbitância dos preços. O CT2 foi projetado para uso em ambientes domésticos e empresariais e pode ser usado como teleponto. quando este estiver próximo de cabinas ou postes devidamente equipados. Esses sistemas têm experimentado diferentes níveis de sucesso ao longo do tempo e encontram-se em uso em milhões de residências ao redor do mundo. A arquitetura do sistema seria suportada por uma ampla estrutura microcelular para possibilitar o uso de terminais de baixa potência e. no mínimo. constituído potencialmente por milhões de usuários. o PHS (Personal Handyphone System) desenvolvido no Japão e o PACS (Personal Access Communications Services ) proposto pelo Bellcore nos EUA. 122 PROF.TELECOMUNICAÇÕES Em resumo. conhecida como "cordless systems" ou "cordless telephones". Além dos sistemas celulares vistos até aqui. em geral. ou ainda CT. Caracterizam-se. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Dentre esses padrões convém ressaltar o CT2 (Cordless Telephone 2). telecomunicações de curta distância e cobre uma ampla gama de aplicações e ambientes. na Inglaterra. uma competição com o sistema celular. de ingressar na rede de telefonia pública comum. Como resposta à má qualidade de serviço oferecida por sistemas analógicos. o conceito PCN (Personal Communications Network). Surgiu então um padrão europeu. alguns com capacidade. disparou um processo de consulta sobre o desenvolvimento de um sistema rádio que fornecesse serviços bidirecionais de telecomunicações de alta qualidade. existe ainda uma outra linha de desenvolvimento. para ambientes fixos e móveis. O DECT oferece uma estrutura de comunicações sem fio para alta densidade de tráfego. oferece ao usuário a possibilidade. O PACS suporta serviços de voz. em 1989. o DECT (Digital European Cordless Telephone). Estima-se que nos EUA existam mais de 60 milhões de telefones sem fio. A meta era o mercado de massa. surgiu. desta forma. o CT1 (Cordless Telephone 1). pela utilização de tecnologia digital para transmissão tanto de voz quanto de sinalização.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O "Department of Trade and Industry" (DTI). órgão governamental responsável pelo setor de telecomunicações do Reino Unido. dados e imagens de vídeo para uso em interiores e microcélulas. O seu uso era considerado ilegal na Europa nos anos 80. Vários novos padrões se sucederam ao CT1 e foram considerados digitais na medida em que digitalizavam o tráfego de voz para transmissão sobre a interface aérea. com 80 canais. sistemas sem fio ou telefones sem fio. Uma das suas principais atrações é a qualidade do sinal. ou seja. a um custo acessível.os sistemas celulares digitais convencionais adotam geralmente taxas de até 13 kbit/s. embora certamente um considerável número de aparelhos operasse em milhares de residências. operando nas faixas 914-915 MHz (móvel para base) e 959-960 MHz (base para móvel). os serviços de comunicações de segunda geração são baseados em sistemas de alto desempenho. dos mais diferentes tipos e/ou modelos. que é enviada a uma taxa de 32 kbit/s . três vezes superior à dos sistemas de primeira geração.

poderão operar segundo características evoluídas a partir do GSM. esse serviço. uma variante do GSM operando com potências menores e em uma faixa de freqüência mais alta. as primeiras aplicações de PCS surgiram no final de 1993 com o sistema DCS-1800. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 123 . Ou seja. e a atenuação adicional da nova faixa seria compensada pela menor dimensão das células. na "World Administrative Radio Conference" (WARC) em 1992. células maiores. ou seja. micro e macrocélulas. 16. Em janeiro de 1998. como extensão do sistema telefônico do escritório quando se encontram no trabalho ou como telefone móvel PROF. individualidade e algo feito sob medida. com a aprovação de 127 países. Nos EUA. células de tamanho variável serão implementadas com dimensionamento adequado para áreas geográficas específicas e em função das diferentes demandas de tráfego. França e Inglaterra. Este trabalho está sendo liderado mais uma vez pela Europa e patrocinado pelo ITUR (International Telecommunications Union Radiocommunications sector) e ETSI (European Telecommunications Standard Institute). através de ondas de rádio. em torno dos 900 MHz. Na Europa. serão versões melhoradas das atuais tecnologias "cordless". Esse sistema está sendo denominado UMTS (Universal Mobile Telecommunications System). conhecido como PCS (Personal Communications Service). O termo PERSONAL ou PESSOAIS é visto como ponto-chave em termos mercadológicos porque captura a imaginação e inspira liberdade. instaladas em interiores. aparelhos de assinante. como por exemplo a reserva de 230 MHz de espectro.1. com "handsets". As operadoras vêem nessa solução uma forma de melhorar os serviços já oferecidos onde se incluem atualmente os celulares. A topologia provável desse novo sistema será baseada em uma forma de arquitetura mista de células. existiam cerca de 3. O objetivo é criar um sistema móvel de terceira geração por volta do ano 2000. que pretende ser cada vez mais o meio de comunicações entre pessoas e não entre lugares ficou. o objetivo é criar uma plataforma de rede SEM FIO. já se trabalha intensamente no desenvolvimento da terceira geração. isto é. Progressos significativos já foram obtidos. "Handsets" diferentes precisarão reconhecer e operar indistintamente em pico. picocélulas.3 GHz. os "pagers" e a própria rede fixa de telefonia convencional. ou seja. Células diminutas.TELECOMUNICAÇÕES conseqüentemente. oferecendo aos usuários a possibilidade de acesso. apenas na Alemanha.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . microcélulas e macrocélulas.7 e 2. por estar menos congestionada que a faixa do celular convencional.7 milhões de assinantes nessa tecnologia. bastante pequenos e leves.3 Terceira Geração de Sistemas Móveis Mesmo não estando ainda os sistemas de segunda geração totalmente amadurecidos e firmemente estabelecidos. leves para serem transportados no bolso (pocket-size). A faixa de freqüência mais adequada estaria entre 1.

124 PROF. O projeto de um produto pessoal como o terminal de assinante para o celular ou PCS vem também se tornando num desafio crescente para a indústria. O GSM. (5) facilidade de implementação de novos serviços (por exemplo. deverá ter como base a estrutura do GSM. mais leves. Os delegados do ETSI reunidos em Paris em 29/01/98 concordaram com a adoção de um padrão de interface aérea para a terceira geração que incorpora elementos de duas tecnologias: W-CDMA (Wideband Code Division Multiple Access) e TDMA/CDMA (híbrido de "Time Division Multiple Access/Code Division Multiple Access"). Sem dúvida. em sua evolução natural. as baterias têm durado mais e os novos modelos que surgem apresentam sempre uma série de novas características e funcionalidades. (6) WLL (Wireless Local Loop) de banda larga. época prevista para a entrada em operação do UMTS. (3) tarifação adequada para aplicações multimídia. e (3) alta capacidade. A versão detalhada da solução européia será apresentada à ITU (International Telecommunications Union) em junho de 1998. O WLL de banda estreita tem sido utilizado em substituição aos fios/cabos de cobre para conectar telefones e outros dispositivos de comunicação com a rede de telefonia comutada pública. um sistema de comunicações deverá suportar diversas facilidades: (1) portadoras realocáveis. a criação de um padrão independente para o UMTS seria injustificável dado o enorme investimento para a viabilização das redes celulares digitais já em uso. O GSM já atende a alguns destes requisitos. muito provavelmente. etc. Econômica e tecnicamente falando. (4) serviços personalizados. Os terminais têm se tornado cada vez menores. ou PSTN (Public Switched Telephone Network). MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 2 Mbps para comunicações em ambientes internos e pelo menos 144 kbps para ambientes externos). (2) "roaming" inteligente. UMTS. A evolução em direção aos serviços de telecomunicações móveis universais. Especificamente em relação ao UMTS. o emprego em larga escala da tecnologia não pode ser o único fator a ser ponderado na adoção de padrões. A rede básica do sistema deverá ter como base o GSM.TELECOMUNICAÇÕES convencional quando se encontram ausentes ou ainda como telefone principal de suas residências quando estão em casa. banda atribuível sob demanda (por exemplo. Na visão UMTS.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a uma taxa de adesão da ordem de 50 mil assinaturas por dia e prevêem-se algumas centenas de milhões de usuários por volta de 2002. O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa. três quesitos são de primordial importância: (1) rádio acesso de banda larga. (2) variedade de tipos de tráfego compartilhando o mesmo meio. utilizando ferramentas de rede inteligente). tem plenas condições de atender também a esses quesitos.

Editora Érica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 125 . Prentice Hall series in advanced communications technologies. na maioria dos casos. de forma que pessoas de países diferentes possam estabelecer uma conversação normal em línguas diferentes. conhecido como PDA (Personal Digital Assistant). Os laboratórios de pesquisa da British Telecom. estão desenvolvendo um comunicador pessoal como peça de vestuário e que combine vídeo. Adicionalmente. dentro de algum tempo. A integração da tecnologia de computação com a de comunicações e a eletrônica de estado sólido deve se constituir na base para sistemas multimídia com fantásticos poderes de processamento. ter acesso a serviços da Internet e bases de dados. funcionar como calendário. A Sony vem trabalhando há anos num sistema que efetua traduções em tempo real. O novo "Nokia 9000 Communicator" pode enviar e receber "faxes". todo esse poder de processamento deverá estar concentrado em um único "chip". 1997. Virtualmente.TELECOMUNICAÇÕES A Hewlett-Packard Co. por exemplo. A Alcatel e a Sharp Electronics desenvolveram terminais GSM equipados com telas com capacidade gráfica onde são apresentados ícones e teclados que permitem acesso a funções com apenas um toque. divisão de "Wireless Services". qualquer indivíduo poderá ter acesso às comunicações sem fio e estará enviando ou recebendo "e-mails". "faxes". Reino Unido.The changing wireless game. livro de endereços. bloco de rascunho e calculadora. comunicação de dados e um assistente digital pessoal. IEEE Press. com capacidade para três linhas. A Nortel já introduziu um terminal GSM que combina voz digital e serviço de dados e serve também como um organizador eletrônico pessoal. 1997. 1997. e outros estão tentando concentrar todas as funções de um telefone em um cartão de crédito comum. Uyless Black: Emerging communications technologies. Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados. LCD (Liquid Crystal Display). vídeo e. A AT&T.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . "e-mails" e mensagens curtas. públicas ou de corporações. está introduzindo um equipamento que permite aos usuários enviar e receber dados em uma rede celular e que recebe "e-mails" no próprio terminal equipado com uma tela de cristal líquido. 2nd edition.Princípios e Tendências. • • PROF. utilizando dispositivos portáteis. nas seguintes publicações: • Hélio Waldman e Michel Daoud Yacoub: Telecomunicações . Ron Schneiderman: Future talk . telefonia.

padrão de reuso universal 17.3 setores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . TDMA e GSM CDMA 1 2 4 5 7 6 1 3 1 1 1 1 1 1 Sistema AMPS .2 MODULAÇÃO CDMA Técnicas de Spread Spectrum Consiste em se combinar o sinal de informação com um código cuja taxa é bem superior.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 17 TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA TELEFONIA CELULAR 17.1 CÉLULAS CDMA: PADRÃO DE REUSO UNIVERSAL AMPS. padrão de reuso de 7 células Sistema CDMA . Espalhamento Espectral A Espectro necessário para o sinal A Espectro necessário para o código A Espectro necessário para o sinal + o código f f f 126 PROF.3 setores.

TELECOMUNICAÇÕES 17.Dificulta Pirataria CDMA .Ocorre o handoff entre os diferentes setores da mesma célula e também entre células. de um canal analógico para um canal digital.CDMA O telefone troca de freqüência. Além da possibilidade da unidade móvel trocar de célula de operação poderá dentro de uma mesma célula trocar de setor. Hard Handoff .6 Qualidade de Voz PROF.CDMA .CDMA .Praticamente Impossível 15.Vulnerável TDMA .4 HANDOFF AMPS e TDMA .CDMA O telefone troca de freqüência de uma para a outra célula CDMA.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Soft Handoff .3 ESQUEMA BÁSICO DO CDMA Todos os equipamentos (Estação Rádio Base e Unidades Móveis) trabalham na mesma freqüência.5 PRIVACIDADE AMPS .CDMA O telefone móvel não troca de freqüência de uma para outra célula CDMA. CDMA . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 127 .AMPS O telefone troca de freqüência. ou seja a unidade móvel troca de célula de operação.CDMA .Ocorre o handoff de uma célula para outra. Hard Handoff . 17. de um canal digital para um canal analógico. 17. Hard Handoff . Só o código pode separá-los.AMPS . O receptor recebe o sinal de todos Todos os sinais chegam superpostos.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Pager.4 k bits/s). Interceptação de número chamador. 17. Alto custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. sujeito a interferências Pouco inferior.TELECOMUNICAÇÕES AMPS TDMA CDMA - Boa. Melhor que o TDMA (vocoder 14.7 FACILIDADES Nenhuma facilidade adicional. Alto custo das Estações Móveis.8 REFLEXOS PARA O USUÁRIO DA TECNOLOGIA DIGITAL Qualidade de voz Menor consumo de bateria Novos serviços • Identificação usuário chamador • Identificação de mensagem no Correio de Voz (Caixa Postal Inteligente) • Pager • Fax • WAP 128 PROF. AMPS - TDMA e CDMA - 17. Baixo custo das Estações Rádio Base.6 CUSTO Baixo custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. menos sujeito a interferências Idêntico ao TDMA (vocoder 9. AMPS TDMA - CDMA - 17. Caixa Postal (identificação).6 k bits/s).

Taxas de Dados do W . • Em Abril de 1998 foram realizados testes INDOOR • Em Outubro de 1998 foram realizados testes OUTDOOR PROF.9 W . • Ericsson + Nokia.TELECOMUNICAÇÕES 17. • ETSI (EUROPEAN TELECOMS STANDARDS INSTITUTE) • UMTS (UNIVERSAL MOBILE TELECOMS SYSTEM) • 1925-1975 MHHz E 2110-2170 MHz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .CDMA Regulamentação: • ITU-T (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION) • IMT2000 (INTERNATIONAL MOBILE TELECOM) ou FPLMTS (FUTURE PUBLIC LAND MOBILE TELECOM SYSTEMS). Matsushita e NEC. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 129 . Características do teste: • W-CDMA de 5 MHz de Largura de Banda.CDMA: • 144 kbps • 384 kbps • 2 Mbps O primeiro teste de campo do W-CDMA foi realizado no Japão. • 1875-1975 MHz e 2110-2160 MHz.

• Melhor penetração em edificações. • Serviços Agregados 130 PROF. cujas características são: • Unidirecional. • Bateria de longa duração. • Velocidade. • Chamadas em Grupo. • Portátil. • Economia de Tempo. • Recepção instantânea. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Agenda Eletrônica.TELECOMUNICAÇÕES 18 PAGING 18. • Excelente relação custo benefício.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Baixo Custo. • Memória (Follow-UP). • Desafogamento das Linhas Telefônicas. Benefícios do Paging: • Privacidade.1 INTRODUÇÃO Paging é um sistema de telecomunicações sem fio.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 131 .2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO PAGING Comunicação Custo Privacidade Portabilidade Duração da Bateria Chamada Grupo Unidirecional Fixo Total Ótima Longa Sim CELULAR Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Não TRUNKING Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Sim PROF.TELECOMUNICAÇÕES 18.

TELECOMUNICAÇÕES 18.3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO TIPO PAGING VANTAGENS • • • • • • baixo custo total privacidade acesso a grupos memória portabilidade bateria DESVANTAGENS • unidirecional • garantia de recepção da mensagem CELULAR • bidirecional • status • portabilidade • • • • • • • • • • alto custo pouca privacidade cobertura limitada baixa penetração bateria cobertura limitada acesso restrito sem privacidade tamanho bateria TRUNKING • bidirecional • acesso a grupos 132 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

Não sabe quem ligou VOZ: Recebimento agradável. Objetiva a mensagem.microdiapasão. • Anos 80 . Reflex e Inflexion.Criação dos protocolos Flex. Numérico e Alfanumérico).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Rádio Móvel da Polícia de Detroit USA.Operação do 1º sistema no Brasil .“BIP” Intelco S/A.4 HISTÓRICO • 1921 . Voz. • Depois disto vieram os sistemas seletivos assistidos por operador . • Sistemas seletivos assistidos ou não por operador para o protocolo POCSAG (Tom. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 133 .Criação do protocolo POCSAG. ALFANUMÉRICO: Cairam bem ao gosto do brasileiro. • 1995 . • 1976 .Início das Telecomunicações sem fio . Ocupa muito espectro.Operação do 1º sistema alfanumérico POCSAG no Brasil. PROF. Ocupam espectro. TOM: Economia do uso do espectro ao tempo. • Anos 70 . Alcance limitado NUMÉRICO: Econômico (preço e uso do espectro). Visão Geral do Pager: • Os primeiros sistemas eram não seletivos e assistidos por voz.

5 SISTEMA BÁSICO ATUAL 1 .base: Converte os dados provenientes do paging terminal em um sinal modulado em uma dada freqüência (931 MHz) a uma dada potência (até 500 W).Modem/RS232. Digital .Operadora.6 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR O paging terminal ou codificador é um bastidor que contém um processador direcionador ao banco de dados do sistema. 3 . A informação armazenada no banco de dados diz ao terminal VDT: • • • • • Para qual pager que está indo a informação. Quanto tempo a mensagem de voz ou dados é permitida.Receptor ou Pager Típico receptor FM ajustado para as freqüências específicas do sistema paging com sensibilidades típicas entre 6 a 10 micro V/m. Que área de cobertura de saída o pager deve ser usado.Codificador ou Paging Terminal: • Recebe o número do pager e a informação. 2 . 18. Que formato está (protocolo GSC ou POCSAG). • Executa a validação do capcode e converte o número e a mensagem no protocolo apropriado. PROF.DTMF. 4 .Conjunto Transmissor ou estação . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 134 .Fonte de Entrada: • • • • Assistida . Expressa . Automática .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Gravação. Qual a prioridade dele.

PROF. • A saída do receptor de microondas é conectado ao transmissor do sistema paging.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. Microondas • A saída do terminal conecta com o transmissor de microondas. • A saída do receptor do satélite é conectado ao transmissor do sistema paging.7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR Conexão par trançado ou cabo coaxial • Um par de fios na saída do terminal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 135 . • Freqüência do Link 75 MHz. • Muito utilizado em sistemas com um único transmissor. Link de RF • Pode-se conectar mais de 1 transmissor. Satélite • A saída do terminal é conectado ao enlace de subida do transmissor do satélite.

• Aumento do consumo de energia. o aumento da intensidade de campo será de 1. • Depende somente da especificações do fabricante.8 SIMULCAST SIMULCAST .9 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA Potência de Transmissão: • Dobrando a potência do transmissor na prática. • Limitação pelo Ministério das Comunicações.É a técnica do envio do sinal paging a partir de 2 ou mais transmissores ao mesmo tempo (para o aumento da área de cobertura): Problema: Área de sobreposição de sinais Solução: Sincronismo dos atrasos de envio da mesma informação para vários transmissores do sistema através de um controlador de rede.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.4 vezes maior num dado ponto da recepção. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 136 . • Perda nos cabos Sensibilidade de Recepção: • É a intensidade de campo necessária para o pager atender a chegada do sinal de RF. 18. Altura da Antena: • Dobrando a altura da antena. dobramos a intensidade do campo.

Ex. etc.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Ganho da Antena • Depende das especificações do fabricante (não há variações significativas). • UHF: 451 MHz e 931 MHz. obtém-se melhores resultados em altas freqüências. Freqüência de Transmissão: • Em áreas urbanas / metropolitanas. neblina) ou artificiais (edifícios.)).: • GOLAY . Fading: • É o fenômeno no qual o nível de sinal varia dentro de uma pequena distância devido a propagação multicaminho (reflexão por obstruções naturais (chuva. Ex. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 137 .bip. muros.1983 Motorola PROF. Existem 2 tipos de protocolos: em formato de tom (transmissão analógica e binário (transmissão digital) Analógica: • Formato de codificação em tons. • O Ministério das Comunicações especificou as seguintes freqüências: • VHF: 35 MHz e 169 MHz. Perda no Caminho: • Atenuação do sinal propagado ao longo do caminho do transmissor ao pager.: 2 tons. 5/6 tons . Digital: • FSK.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • POCSAG . notbooks. desvio de ligações. • 4 Frequências (451.Pode ser implantado em cima da infra-estrutura já existente e trabalha conjuntamente à outros sistemas (POGSAG.Incorpora plataforma de implantação para os sistemas direcionais e de voz. etc. etc).10 APLICAÇÕES PARA O PAGER • Chamadas em grupo.11 NOVAS TECNOLOGIAS • Comunicação de Dados Unidirecional (ponto a ponto ou multiponto) .Apresenta velocidade de até 6400 bps .Post Code Standardisation Adivision Group Acomoda até 2 milhões de códigos/pagers. • Monitoração remota de máquinas. • Auxílio para os serviços e-mail.1992 Possui sistema Roaming. • Agendamento de compromissos. 18. • Criação de redes tipo EMBARC (Eletronic Mail Broadcast to a Roaming Computer). ERMES. GOLAY.Suporta até 5 bilhões de endereços e até 600 mil pager numérico por canal (redução do custo por usuário). caixa postal de voz. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 138 . • Uso em outras cidades/estados/países através de acordo entre as operadoras ou com a utilização de pagers de freqüência sintetizada. • ERMES .European Radio Message System . • Ramal telefônico virtual.Vida útil da bateria é alta (4 meses para 2 mensagens/dia). 462 e 467 MHz). secretária eletrônica. palmtops. etc. 456. • Sistema 900. . • Conexão (via RS232) do pager com o laptop. 18.Possui proteção de erros contra fadings multipercurso (causado por Simulcast). .. • FLEX . .Apresenta sistema aperfeiçoado de detecção de erros do envio de mensagens. • Pager Privado: • Alcancer em torno de 4Km (P=5W). .modem sem fio. .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 139 .Resposta longo ou ao simples apertar de 1 botão de identificação do usuário. dados e fax a partir de 1 computador conectado a internet para os sistemas paging bidirecionais (protocolo TME/TDP). etc). Protocolos: • Reflex e Inflexion da Motorola . PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Comunicação de Dados Bidirecional: (Paging two way) • 1994 . • Controle e levantamento de inventários em tempo real de máquinas automáticas (refrigerantes. Aplicações: • Rastreamento nacional de veículos. • Melhora substancial na utilização eficiente do espectro (901 e 902 MHz para a transmissão e 930 e 940 MHz para a recepção). • Técnica de reutilização geográfica de freqüência. • Transmissão de texto.assimétrico • Pact da AT&T . sistemas de alarmes.simétrico. • Atualização remota de um banco de dados.PCS de banda estreita (NCPS). • Voz também. combustíveis.EUA . • Aplicações que combinem a utilização de PDA’S com atualização de banco de dados. sinais vitais do corpo humano. • Envio garantido através da confirmação da mensagem enviada . • Sistemas de despachos eficientes para entregadores e operadores de frotas de veículos. • Alta capacidade de transmissão/recepção de dados.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 140 . baixo custo e satisfatório para a maioria das necessidades dos usuários. • Maturidade do serviço. PROF.12 CONCLUSÃO • Paging . • Complementar aos sistemas novos (aperfeiçoamento em relação a estes).simples.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR) 19. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 141 . Histórico: Os STR nasceram nos EUA entre 77 / 78 como imposição do FCC para solucionar problemas de interferências e congestionamentos nas bandas de VHF tendo como documento básico o APCO 16.1 INTRODUÇÃO Conceito de Troncalização: I N T L E I D R N E L H I A G S A Ç Â O U S U Á R I O CENTRAL TELEFÔNICA U S U Á R I O S CENTRAL TELEFÔNICA L I N H A S T R O N C O Fundamenta-se no princípio de compartilhar um número reduzido de enlaces de comunicação por um grande número de assinantes.

Segurança pública (polícia.2 COMPARAÇÃO Sistema Troncalizado Todos os grupos de conversação acessam qualquer canal Uso eficiente dos canais melhorando a utilização dos canais Estabelece filas de espera Troncalizado Sistema Convencional 1 canal para cada grupo de conversação Utilização ineficiente dos canais Espera por canais Convencional BALCÃO BALCÃO CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PESSOAL LIVRE (CANAIS) CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 142 . telefone e luz).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda de freqüência: 800 MHz com separação de 45 MHz entre TX e RX Em New York existem 56 STRs em 800 MHz sem nenhum tipo de degradação de serviço ou interferência. shoppings e fábricas). 19. bombeiros e defesa civil) Empresas de Petróleo Serviços de segurança em geral (aeroportos. Aplicação Empresas prestadoras de serviços (água.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. PROF. .Qualquer rádio pode usar as repetidoras A ou B.O sistema seleciona qual repetidora usar.3 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS RPTR A RPTR B A A A B B B . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 143 .

COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO TRONCALIZADO Alguns sítios com grande cobertura Unidades com potência maior (3-35 watts) Decisões do sítio depende do rádio Chamadas orientadas de rádio para rádio e telefone Chamadas orientadas Despacho/Grupo e individuais Comunicação em rádios semi-duplex e fullduplex 19.Fácil implantação .Controle de colisões limitado . Dificulta a escuta por “Scanners”.6 CANALIZAÇÃO Existem duas técnicas para realizar o controle da troncalização: 1.Custo Baixo .Não estabelece filas .7 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS DESVANTAGENS . Habilita prioridades no alto tráfego.Tempos de acesso longos . Estabelece filas de espera.5 CELULAR Muitos sítios com pequena cobertura Unidades com baixa potência (1/2-3 watts) Decisões do sítio realizadas pelo sistema Chamadas orientadas para telefone Chamadas orientadas de um para um Comunicações em full duplex 19. Sem canal de controle dedicado 2. Usuário não precisa selecionar canais.Não possibilita sítios de repetição PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. Com canal de controle dedicado 19.Todos os canais para transmissão de .Interferência entre usuários de mesmo voz grupo .4 • • • • • • POR QUÊ TRONCALIZADO? O sistema troncalizado melhora a utilização espectral. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 144 . Estabelece comunicações privadas.

Permite cobertura ampla (redes) .Controle de colisões/estabelecimento de filas .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 145 .9 CANAL DE OPERAÇÃO • Quantos forem necessários • Processa as mensagens de comunicação (voz.Tempos de acesso baixos .Rastreamento das unidades (Roaming) .Priorização de filas de espera (Emergência) .Eliminação de interferências entre usuários .8 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS . dados) • Dados alta velocidade (9600 BPS) para: • Confirmação e Handshake • Número Telefônico • Desconexão digital • Dados em baixa velocidade (150 BPS) para controle das unidades: • Chamadas individuais/ de grupo/ de sistema • Rechamada ao grupo original • Unidades emitem tom de 75 HZ 19.10 CANAL DE CONTROLE • Somente um em cada sítio. • Dados pelo canal de controle: PROF. qualquer canal • Dados em alta velocidade (9600 BPS) para controle positivo das unidades • Unidades ficam sintonizadas no canal de controle.Transmissão de dados e voz criptografada DESVANGEM . esperando por uma atribuição ao canal de operação.Custo alto 19.

048 ID’S de grupos de conversação no sistema Ericsson e 4.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • • • • • • Pedido de chamada. porém não é utilizado para sinalização. Sítio de Repetição Gerência do Sistema Equipamentos para Cobertura Ampla Equipamentos de Usuários 19. • Todo rádio tem um ID físico (número de série). • Todo rádio pode selecionar entre um ou mais grupos de conversação. cada vez que o PTT é acionado Direciona os rádios para canal de operação Atualiza atividades em andamento para entradas tardias Desabilita unidades Login no multisítio Reagrupamento dinâmico 19. • Um dos canais será sempre o canal de controle. 3. • Um grupo de conversação é um conjunto lógico de unidades. PROF.000 no Motorola.12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA • Divisão das unidades de rádios em grupos • Usuários de rádios de um grupo podem se comunicar. • Existem 2. sem interferir em outro grupo • Hierarquia de endereçamento • Sistema (Paraná) • Agência (Superintendência Regional) • Frota (Departamentos Regionais) • Subfrota (Centros Regionais) • Unidade Individual Informações importantes: • Todo rádio tem um único ID de unidade. • Existem 16. 4. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 146 . e estará sempre controlando os rádios do sistema.11 COMPONENTES DO STR 1.383 ID’S de unidade no sistema Ericsson e 48. 2.000 no Motorola.

Dados Digital Tipos de Chamadas Chamadas de: .Sistema .15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS • O rádio continuamente monitora o canal de controle. 3. • A unidade de rádio recebe a cessão do canal de operação e conecta seu transmissor e receptor de Frequências ao novo canal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 147 .14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS 1.Voz Analógica . operador do rádio pressiona o botão PTT e o rádio envia uma mensagem digital via canal de controle para indicar ao equipamento a necessidade de um canal para comunicação. PROF. • A unidade de rádio e o canal de operação se conectam rapidamente. 2.Emergência . • Quando uma chamada deve ser realizada. conecta um canal de operação disponível e envia uma mensagem digital de retorno através do canal de controle. • O equipamento recebe requisição. • Transmissões subsequentes são realizadas através de qualquer um dos canais de operação disponíveis. De grupo De anúncio De alerta Privativa De emergência De sistema Interconexão telefônica 19.Grupo .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. esperando por instruções. • Em menos de meio segundo o canal é conectado e o operador é orientado que a comunicação pode prosseguir. 5. 4. • Este procedimento é repetido várias vezes durante a conversação. 7. • Um sinal audível de rádio indica ao operador que um canal foi conectado e que a comunicação pode ser iniciada.Individuais 19.Voz Digital . 6.13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS CHAMADA Parâmetros Modos de Comunicação .

Especificação britânica MPT 1327 LTR (E. nenhum retardamento é imposto ao usuários em obter uma liberação de reconhecimento do canal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 148 . 5. 4. 19. 3. 4. 8. 2. 4. 19. 5. 3. Múltiplos canais de voz Rotação do canal de controle Desativação de receptor e transmissor por interferência Auto diagnósticos Failsoft 19.F.18 PROTOCOLOS 1.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Devido a alta rapidez da sinalização digital usada no STR. 7.17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE 1. 2. Acesso rápido Repetição de acesso Fila de espera e chamada de retorno Prioridade ao usuário recente Tons de restrição de acesso Atualização contínua das designações Proteção contra designação incorreta Proteção de acesso.Johnson) Smartnet (Motorola) EDACS (Ericsson) PROF.16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA 1. 3. 6. 2.

200...000 usuários • 1996 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. • MERCADO • Ainda é um serviços desconhecido com dificuldade de comercialização.000 usuários • Principais fornecedores: Motorola. assegurando a interconectividade e a interoperabilidade de várias redes. • Mercado mais concorrido: São Paulo.20 CONCLUSÃO • LEGISLAÇÃO • Interconexão com rede pública e telefonia móvel celular estão garantidas na lei mínima que regulamenta o setor.. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 149 .19 STR DIGITAL Vantagens: • Aumento da capacidade dos canais • Aumento da qualidade do serviço • Aumento do sigilo • Oferece serviços de telefonia em mais alta escala 19..100...000 usuários • 1997 .. atraindo de vez a atenção dos investidores externos. onde os consórcios Airlink e Mcomcast têm 315 dos 420 canais disponíveis estando ainda presente a MCS rádio e telefonia... • Existem aproximadamente 460 permissionárias para operar o serviço em 149 locais.. Ericsson e EF Johnson.. • Sistema digital: viável para grandes metrópoles (SP. RMD e Splice. • 1995 . 80.. RJ e BH) • Possível competição com o celular no futuro (depende da Legislação) PROF.

Aplicações: Telefonia.rede de dados de grande porte (+ de 100 pontos).DAMA . Columbia (NASA).Antenas de 60 cm + decoder (TVA e Globo transmissão digital + de 100 canais de audio e vídeo). Intermediário entre VSAT e SCPC.Single Channel per Carrier .(Demand Assigned Multiple Acess).Direct to home .1 SATÉLITE GEO GEO . .000 km de altitude. Orion. dados (DATASAT.Tecnologia Ku . DIGISAT). DTH .rede de dados de menor porte .Very Small Aperture Terminal . Intersputrik. Panamsat.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20 SATÉLITE 20.mais barata. Atualmente não é possível o PCSS (Personal Communications Satellites Services). Exemplos de Sistemas: Intelsat. “Parados” na linha do Equador. Os Satélites tem vida útil de 15 anos.36. SCPC . PROF. SCPC . Imarsat.Brasilsat . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 150 . Características: • • • • Bandas C (6/4 GHz) e Ku (14/11/12 GHz) Alto tempo de retardo para telecomunicações bidirecionais. VSAT .Geoestacionarius Earth Orbit .B.

PROF. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Orcomm.2 SATÉLITE MEO MEO . Starsys. Ecco. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 151 . Ex. Hand off entre um minuto e 30 segundos.000 km de altitude. Hand off em média de 6. Necessita mais satélites para cobertura mundial em relação ao GEO. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Iridium.4 SATÉLITE LLEO LLEO .10 a 15. Características: • • • • • • Menor custo em relação ao sistema MEO. Características: • • • • • Menor Custo em relação ao GEO.5 minutos.Inmasat .satélites pequenos de baixa órbita.3 SATÉLITE LEO LEO .P e Odyssey. Maior quantidade de satélites em relação ao MEO.Litle Leos . Terá sistema dual para os terminais PCSS (infra-estrutura terrestre e espacial=parceria). Globalstar. de PCSS . Aceita PCSS. Aceita PCSS.000 km de altitude. Vitasat.Medium Earth Orbit . 20. Necessidade de antenas de recepção menores.2.Low Earth Orbit .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. Melhor qualidade do sinal. 20.

Custo mais baixo .00 .US$ 1. terminais compatíveis com AMPS. • Possui 11 satélites geoestacionários. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 152 .linha e aparelho. Duas estações na América do Sul . CDMA. Numeração de 15 dígitos.uma no Brasil. previsão de operação: 1998.00 / mês .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. 66 satélites (os primeiros serão lançados no final de 96). PROF. INMARSAT .500.Internacional Maritime Satellite Organization. IRIDIUM .5 anos.D900. Vida útil de satélite . Estações de rastreamento dos satélites: Canadá.TRW / Teleglobe.2 bilhões.6 GHz) para o acesso usuário . ODYSSEY . Banda Ka para comunicação entre os satélites (23 GHz) e para acesso as estações de controle gateway (19 e 29GHz). 56 satélites (48 ativos e 8 reservas) .5 anos. TDMA.satélite. GSM. Land off de 30 segundos.Loral / Qualcomm / Alcatel.vida útil 7.00 / minuto Vida útil dos satélites: 5 anos. Projeto de US$ 4. Banda L (1. hand off de 1 minuto. US$ 2.US$25. Gateway .5 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS GLOBALSTAR . • • • • • Sistema CDMA.5 minutos. 2 centros de controle: EUA e Itália. • • • • 12 satélites Hand off de 6.central Siemens GSM .Motorola / Sprint / INEPAR • • • • • • • • • • • • • Início de operação: 1998. mensalidade de US$ 50 e US$ 3 por minuto.

navios. Hyundai. • Supervisão de frotas. Kyocera.Ministério das Comunicações / INPE.50 Valor estimado US$ 750. France Lockheed Telecom. Teleglobe não definido não definido 153 . Air Touch Parceiros no Grupo JAN Inepar Brasil PROF. etc. Alcatel. • US$ 2. ECCO . • Vida útil: 10 anos.25 bilhões Valor do US$ 0. Fimmecanica.sistema voz e dados com baixa velocidades para unidades móveis (veículos.5 anos 5 anos satélites Tecnologia CDMA TDMA utilizada Nº de gateways 70-100 11 (mundo) Nº de gateways 46 1 (Brasil) Investimentos US$ 2.. Vodafone. IRMARSAT P • PCSS composto de 10 satélites .00 2000 TWR.00 impulso US$ 0. B.8 .) e portáteis (maleta).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Vários serviços: Irmarsat M.MEO. COMPARATIVO ENTRE OS PROJETOS Características GLOBALSTAR IRIDIUM Nº de satélites 48 66 Vida útil dos 7. A e P .00 / minuto. projeto m.500 2000-2005 44 INMARSAT Portugal Telecom ODISSEY 12 15 anos CDMA 7 não definido US$ 3. • 12 Satélites (um de reserva).35 a US$ 3. MARCELO DIOGO DOS SANTOS ICO 10 10 anos TDMA 12 não definido US$ 3 bilhões US$ 2.00 US$ 1 mil a US$ 1.00 US$ 3 mil do aparelho Início das 1998 1998 operações Parceiros do Loral/Qualcom Motorola.. C.2 bilhões US$ 0.5 bilhões US$ 5. DASA.65 US$ 400.

Sistema composto por 24 satélites que transmitem continuamente (24 horas por dia) sinais de rádio sob qualquer condição de tempo.6 APLICAÇÕES AVL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 154 . Data broadcasting .distribuição de informações.Impressão simultânea por todo o país. Ex.Automatic Vehicle Location. além de captar os dados gerados pelos sensores instalados na frota. A partir dos sinais transmitidos é que a antena GPS informa a posição do veículo.Global Position System. Supervisão de frota.Veículo e Veículo-Central de Controle).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. GPS . É um monitoramento baseado em comunicação de duas vias (Central de Controle . sistemas de segurança. Informa a posição exata dos veículos em transito. Utiliza transmissões via rádio convencional ou troncalizado (trunking) para comunicação de voz e de dados. PROF. Rádio AM e FM.: Gazeta Mercantil .

Satélites Inteligentes Resultam de um sistema que permite a conexão de cada um dos satélites com os satélites que se encontram a sua volta.Desativação do Sistema no Brasil. Esta solução tecnológica extremamente avançada requer satélites “inteligentes”. Devido a existência de localidades onde não é possível ou conveniente instalar uma estação terrestre. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 155 .hoje 66 satélites. 1998 . capazes de processar a informação e de enviá-la de acordo com o destino e nível de utilização da rede.FCC regulamenta as freqüências.Concepção por 2 engenheiros da Divisão de Comunicações por Satélite da Motorola . assina contrato de compra do Sistema Iridium da Motorola (US$3. 2000 . 1995 .Lançamento dos primeiros satélites. Objetivo: Globalidade O sistema Iridium foi projetado tendo em conta o objetivo de globalidade. 1990 . 1991 .nº atômico = 77 satélites inicialmente .Anúncio Oficial e Solicitação da Licença junto a FCC. a fim de ser realmente global. o sistema teria que depender o menos possível da existência de tais estações. 1993 .Arizona (EUA). PROF.Criação da Iridium Inc.Setembro .Ativação comercial.4 bilhões).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 21 PROJETO IRIDIUM Histórico 1987 . 1997 .Iridium Inc. Iridium .

LLC . o usuário. Segmento de Espaço Número de Satélites = 66 interconectados ( mais 6 de reserva .5 / 1990 a 2200 MHz (terra-espaço). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 156 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Estruturação Iridium. Bandas / Faixas de Freqüência Enlaces de serviços de Banda L = 1610 a 1626.3 antenas . domicílio. Vida Útil = 5 .Complementar ao Serviço Celular Terrestre O Terminal Iridium Quando um terminal é ativado. determina automaticamente a situação do crédito e da localização do terminal. em função da compatibilidade e disponibilidade do serviço celular terrestre.1 por plano orbital). PROF.5 a 2500 MHz (espaço-terra). Feixes/Satélite = 48 dinamicamente controlados . Peso do Satélite (com combustível) = 700 quilos. nome... seleciona a modalidade satelital ou terrestre. etc. Desta forma. empresa.Infra-estrutura Internacional Operador de Gateway(s) .16 feixes / antena. conjuntamente a rede Iridium.8 anos. 2170 a 2220 MHz / 2483. Período Orbital = 100 minutos e 28 segundos.Presença no Mercado Modo Dual . Número de planos orbitais = 6 ( 11 satélites por plano). Altura Orbital = 780 quilômetros. o satélite mais próximo.Responsabilidade Regional Provedor de Serviço . crédito. O terminal Iridium prevê também a utilização de um cartão SIM que tem todos os dados do usuário (número telefônico.) podendo ser utilizado em qualquer terminal Iridium.

23.6 GHz.18 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Enlaces inter-satélites = 23. Enlaces Gateway Downlinks (Enlace de Descida) = 19. Tecnologia GSM Global Systemm for Mobile Taxas de Transmissão / Lançamento Taxas de transmissão • Telefone / Voz = Full-duplex.4 .00 3.29. 2.38 GHz.de 60 a 120 mil ligações ao mesmo tempo.3 GHz . Banda Ka Uplinks (Enlace de Subida) 29.1 .000.00 50.4 kbits / s . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Banda Ka. Equipamentos Siemens GSM-D900 Communications.Estação Costeira da Embratel . Sede: Washington DC. 11 Gateway: 1 no Rio de Janeiro: Guaratiba .19. Cada satélite poderá controlar até 1920 conversações simultâneas de voz. Banda Ka.multi mode • Dados / Fax / Paging = 2400 baud Lançamento McDonnel Douglas Delta II = 5 Satélites Iridium Khrunichev Proton = 7 Satélites Iridium China Great Wall Long March = 2 Satélites Iridium Preços Estimados Terminal Assinatura Ligação por minuto = US$ = US$ = US$ 3.00 157 PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 158 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 159 .

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 160 .

Quando efectua uma chamada com recurso à rede por satélite. Mesmo assim. ora directa. Assim sendo.tão baixos quanto 100 minutos. Os exemplos da Iridium e da Globalstar. a cada instante a zona da crosta terrestre deverá ser coberta por pelo menos um. maiores. o móvel entra em contacto com o artefacto espacial mais próximo que orienta a chamada. normalmente retrácteis. ora indirectamente por intermédio de ou mais satélites da mesma constelação. de duas formas: usando constelações em órbita geoestacionária e usando satélites não geoestacionários. As redes que oferecem serviços de telefone móvel por satélite funcionam. se aproximam estética e funcionalmente dos aparelhos GSM. demonstram-no. ou para-global. como é o caso dos empregues pela Iridium e pela Globalstar. os telemóveis por satélite combinam normalmente a ligação à rede orbital com a possibilidade do roaming alargado com as redes GSM. utilizam satélites em órbitas baixas (700 a 1500 Km acima da superfície) a médias (10000 Km. Os avolumados investimentos. por GSM (quando disponível) ou deixar o aparelho escolher a melhor solução. no essencial. com um peso médio a orçar a casa das 200 gramas. normalmente mais (em média 2) deles. na ordem dos biliões de dólares. estes satélite podem ter períodos orbitais .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22 INTRODUÇÃO ÀS COMUNICAÇÕES MÓVEIS POR SATÉLITE Estabelecer um sistema de cobertura global. no entanto. consoante os casos. não é. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 161 . oferecem a vantagem imediata de não necessitarem de emissores muito potentes.1 SISTEMAS NÃO GEOESTACIONÁRIOS Os sistemas não geoestacionários. apenas com antenas. Em deslocação permanente. de acordo com o tipo de órbita do(s) satélite(s) usado(s). para um gateway (estação de rasteio) no solo.de revolução em torno da Terra . O utilizador PROF. dois dos principais operadores. Dada a sua proximidade. 22. Como estão em movimento. Com unidades de tamanho variável mas que. só são possíveis mediante o estabelecimento de grandes conglomerados internacionais. ambos tendo enfrentado processos tortuosos de falência eminente e sido salvas por expedientes de última hora. como os ICO). tarefa fácil. o utilizador tanto pode fazer as chamadas invariavelmente por satélite. a experiência mostra que a viabilização dos projectos passa quase inevitavelmente por alguns reveses. sendo assim possível oferecer telefones movéis pouco maiores do que os convencionais GSM. dependendo do modo de funcionamento por que opte. O gateway encarrega-se de a inserir na rede por fios convencional.

a empresa foi obrigada a declara a falência tendo as suas acções sido suspensas da bolsa. permanentemente. um satélite geoestacionário manterá sempre a mesma posição relativa no céu. este sistema tende a introduzir um pequeno efeito de retardamento nas mensagens. o conjunto dos satélites seria desorbitado. Tecnicamente é assim possível fazer face à ocultação por edifícios e árvores. 22. os sistemas que se apoiam numa constelação geoestacionário. mais seis em reserva. normalmente sobre o equador. forçam o utilizador a utilizar unidades móveis mais volumosas. Isto deve-se ao fato de a órbita geoestacionária. transfere-a para outro. o caso dos satélites emissores de canais televisivos. cobrindo 100% do globo com serviços de comunicação por voz e paging. Quando a Motorola já tinha anunciado o início da destruição dos satélites. quando desaparece sobre o horizonte. por exemplo. reunindo 19 investidores de entre os quais a Motorola. Volvidos apenas dez meses.000 Km da Terra. PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO estabelece a chamada com um e esse. surgiu um novo consórcio. e vice-versa para esta. Tal como sucede com os receptores de TV. Depois de um investimento de sete biliões de dólares. Em que é que consiste um satélite geoestacionário? Trata-se. a Iridium disponibilizou o seu serviço comercialmente em Novembro de 1998. de modo a que seja sempre possível obter cobertura. Em adição. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 162 .3 IRIDIUM O consórcio Iridium nasceu em 1991. em Agosto de 1999. só ser possível a distâncias na ordem dos 36. e com uma constelação operacional de 66 satélites. dada a pequena fracção temporal que o sinal demora entre o telefone. basicamente. cobrindo. porém. 22. Para um utilizador no solo. É.2 SISTEMAS GEOESTACIONÁRIOS Outra concepção da cobertura por satélite é a que emprega sistemas geoestacionários. com 20% de participação. ou devido à morfologia do terreno ou deslocação do utilizador. por conseguinte. caso do Inmarsat e dos Thuraya. No ano seguinte sucederam-se os rumores de. de um artefacto espacial colocado em tal ponto no espaço que adquire sincronia com o próprio movimento terrestre. em Novembro de 2000. o satélite e a estação terrestre que o recebe e o retransmite para o destinatário. foi um dos principais responsáveis pelo conceito e pelo fabrico dos telemóveis. uma mesma zona do globo. porém. na sucessão da inviabilização comercial do projecto. designado Iridium Satellite LCL que adquiriu a massa falida por apenas 25 milhões de dólares.

As chamadas por voz da Globalstar são das mais baratas no segmento das comunicações móveis por satélite. Os satélites Globalstar têm um peso médio de 450 arquitectura bastante simples. contribuindo decisivamente para salvar a situação. o início da exploração comercial estava previsto para meados de 1999 mas um acidente com o lançamento de um foguetão russo que transportava 12 satélites. a operação dos satélites foi contratada com a Boeing e a Motorola comprometeu-se a continuar a fornecer o equipamento aos subscritores do serviço. Kgs e assentam numa CDMA (Code Division de seis satélites cada. o departamento de defesa norte-americano disponibilizou-se para pagar mensalmente dois a três milhões de dólares com acesso a tempo ilimitado de uso. e manufacturados pela Ericsson. em Setembro de 1998. a Globalstar oferece serviços de dados.4 GLOBALSTAR A Globalstar é um consórcio multinacional. 22. adiou o arranque operacional para Outubro de 1999. voz e GPS . no inicio de 2001 o novo consórcio Iridium Satellite LCL anunciou ter completado o de reconstituição da empresa e o restabelecimento das operações. A partir de uma constelação de 48 satélites em órbita baixa (1414 Km).cobrindo cerca de 80% da superfície terrestre. empregando a tecnologia Multiple Access). Qualcomm e Telital. dos menos dispendiosos. os telefones Globalstar são. desde os 70 graus de A empresa tem enfrentado problemas de viabilização comercial.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO No mês seguinte. Após um investimento de cerca de três biliões de dólares. Deverão. O que representa uma mudança de estratégia face à ambição original de fornecer. Assim sendo. estando correntemente endividada em várias centenas de milhão de dólares. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 163 . sobretudo. assim. Estão colocados em oito planos orbitais inclinados a 52 graus de forma a fornecer uma cobertura latitude norte aos 70 graus de latitude sul. A empresa espera oferecer brevemente um serviço de transmissão de dados a 10Kbps. estabelecido em 1991. da Alcatel e da Vodaphone. com a especial participação da France Télécom. ser disponibilizados serviços de voz e dados predominantemente para a indústria e clientes governamentais. PROF. o mercado dos pequenos utilizadores. Com preços orçando os 750 dólares americanos. igualmente.

Dos consórcios multinacionais de comunicação por satélite a Inmarsat deve ser o único de que se não conhece registo de haver enfrentado a bancarrota. 22. Destinada. 10 (10350 Km). o que força a que os telefones móveis tenham volumes na ordem mínima do tamanho aproximado de um laptop.786 km da Terra. a providenciar serviços de comunicação para navios. O serviço estará disponível a partir de 2002. Os satélites Inmarsat estão situados numa órbita geoestacionária. a 35.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22.6 INMARSAT Acrónimo de International Maritime Satellite Organization. a Inmarsat foi constituída em 1979. ainda. Originalmente produto da cooperação inter-estadual. alargado o seu leque de operações à comunicação em banda larga de dados. em 1999. Os satélites Odyssey reclamam uma vida útil de 15 anos. inicialmente. nascida no seio da então International Maritime Consultative Organization.5 ODYSSEY Orbitando numa órbita circular a média altitude. repartidos por três planos orbitais e com um período de rotação terrestre na ordem das seis horas. bastante elevada para a média. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 164 . a Inmasar lançou no início da década de noventa um serviço de telefonia móvel por satélite e tem. PROF. a constelação estará dividida em grupos de quatro satélites. actualmente the International Maritime Organization (IMO) a joint-venture Inmarsat chegou a agrupar oitenta e cinquenta estados cooperantes antes de ser privatizada. tendo iniciado operações em 1982.

usado por operadoras nos serviços de telefonia celular digital. ADSL Asymmetric Digital Subscriber Line. PROF. designa a nova linhagem de telefones móvel capaz de oferecer uma infinidade de recursos não disponíveis na geração atual. dados e vídeo. América do Norte (cdma2000) e Japão (NTT DoCoMo) trabalham na sua implantação. Pelos telefones 3G devem trafegar voz. Acesso Múltiplo por Divisão de Código – CDMA Também conhecido pela sigla CDMA (Code Division Multiple Access). Europa (UMTS . O adjetivo assimétrico deve-se ao fato de a tecnologia trabalhar com velocidades diferentes nas duas direções: o usuário envia dados numa faixa entre 16 Kbps e 640 Kbps e recebe dados a velocidades entre 1. Outra característica é o serviço de roaming global avançado. os serviços básicos de ADSL da Telefônica .Universal Mobile Telecommunication System). O mais avançado atinge 300 Kbps (upload) e 2 Mbps (download). por exemplo. usa uma técnica de espalhamento espectral que consiste na utilização de toda a largura da banda do canal para a transmissão.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 23 GLOSSÁRIO TÉCNICO 3G Terceira geração de telefonia sem fio. Com essa tecnologia. Simultaneamente. Consiste na divisão de cada canal celular em três períodos de tempo para aumentar a quantidade de dados que pode ser transmitida. como desempenho entre 144 Kbps e 2 Mbps.Speedy e SpeedyBusiness -. entre eles a distância entre o cliente e a central de telecomunicações. tecnologia de transmissão de dados de alta velocidade que usa como meio de comunicação os fios de cobre da linha telefônica comum. A variação é decorrência de uma série de fatores. Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo – TDMA Um dos padrões de comunicação de voz via ondas de rádio. Outras características importantes da tecnologia ADSL são o compartilhamento da linha de telefone como acesso à internet e a conexão sempre ativa.5 Mbps e 9 Mbps. A conexão ADSL exige a instalação de modem compatível e a assinatura num provedor que oferece acesso por meio da tecnologia. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 165 . um grande número de usuários acessa simultaneamente um único canal da estação radiobase sem que haja interferências entre as conversas. Disponível em algumas regiões da Grande São Paulo. Mas o usuário pode assinar outros planos. incluindo vídeo sob demanda. A geração 3G está sendo desenvolvida pela ITU (Internet Telecommunication Union). atingem 128 Kbps (upload) e 256 Kbps (download).

é uma tecnologia para a transmissão de dados. que opera na freqüência de 800MHz. o Fórum ATM anunciou uma nova especificação. Atualmente. a banda A oferece também serviço digital. A autoridade que regulamenta as telecomunicações reserva uma banda para cada tipo de serviço. O padrão foi definido pela ITU (Internet Telecommunication Union). transportando os dados reunidos pelas redes menores que estão a ela conectados. Segundo o organismo. Backbone Conexão de alta velocidade que funciona como a espinha dorsal de uma rede de comunicação. e é objeto de desenvolvimento pelo Fórum ATM.4 Gbps. Anatel Agência Nacional de Telecomunicações.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AMPS Sigla de Advanced Mobile Phone System. E utilizado em várias partes do mundo. Banda A Primeira faixa de freqüência do espectro eletromagnético reservada pelas autoridades que regulam as telecomunicações para telefonia móvel. com serviços analógicos oferecidos pelas empresas do extinto sistema Telebrás.à qual as redes locais se conectam para formar uma WAN (Wide Area Network). para evitar interferências entre os sinais. que eleva essa taxa a 10 Gbps.ou conjunto de linhas . padrão analógico de telefonia celular. Na internet ou em outras WANs. No Brasil. o backbone é uma linha . diversos projetos que empregam a nova especificação já estão em andamento. o início da telefonia celular ocorreu pela banda A. o backbone é um conjunto de linhas com as quais as redes locais ou regionais se comunicam para interligações de longa distância Banda Nome que designa uma faixa de freqüência delimitada no espectro magnético. Em setembro do ano de 2000. ATM Sigla de asynchronous transfer mode. Hoje privatizada. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 166 . encarregado da regulamentação do mercado e dos serviços do setor no Brasil. A tecnologia ATM é baseada na comutação de pacotes de dados (células) com tamanho fixo de 53 bytes. órgão ligado ao Ministério das Telecomunicações. No Brasil. no entanto. ou modo de transferência assíncrono. voz e vídeo em alta velocidade em meio digital como fibras ópticas ou satélites. Localmente. denominada Utopia Nível 4. as taxas de transferência atingem até 2. é adotado nos serviços de operadoras da banda A.

925 GHz a 6. No Brasil. No Brasil. Nas transmissões via satélite. é a terceira faixa de freqüência reservada para o celular. fica entre 1820 MHz e 1835 MHz. enquanto a banda E opera entre 1835 MHz e 1850 MHz. é a relação entre o número de bits com erro e o total de bits enviados numa transmissão. todas as pessoas sintonizadas no PROF. cujas concessões foram leiloadas pelo governo brasileiro no início de 2001. Baud Unidade de medida de velocidade de transmissão de dados na qual 1 baud equivale a uma mudança de estado eletrônico por segundo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 167 . na prática.8 GHz A banda C trará novidades em relação às bandas A e B. Numa transmissão de TV por exemplo. Essa faixa varia de país para país.7 GHz a 4.2 GHz é usada para recepção (downlink) e a que vai de 5. com recepção de dados e vídeo no aparelho telefônico. A banda C.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda B Segunda faixa de freqüência reservada para a telefonia móvel. pelo uso da unidade de medida bps (bits por segundo). principalmente em aplicações multimídia.9 GHz. Há diversas tecnologias de comunicação em banda larga. enquanto a tecnologia de cable modem faz uso dos cabos de TV por assinatura.8 GHz e 1. são as novas faixas de freqüência que o governo brasileiro concedeu por meio de leilão para novas operadoras de telefonia móvel pessoal. por sua vez. Banda larga Comunicação de dados em alta velocidade. acabou sendo substituído. As duas primeiras usam linhas telefônicas para a transmissão. ou taxa de erro de bits. ou SMP. ADSL e cable modem são três exemplos. Banda D e Banda E Juntamente com a banda C. A faixa de operação das estações radiobase da banda D é de 1805 MHz a 1820 MHZ. sendo as mais usadas comercialmente as de 1. Como uma única mudança de estado pode envolver mais de um bit de dado. BER Bit Error Ratio. a banda B começou a operar em 1998. a banda C é composta por duas faixas: a que vai de 3. oferecendo serviços digitais. Geralmente.425 GHz é usada na transmissão (uplink). a faixa definida é a de 1. é representado por potência de 10. ISDN. Broadcast Sistema de difusão de sinais em que é transmitido o mesmo conteúdo para todos os receptores. Banda C Em telefonia móvel.

Estrutura montada para centralizar o relacionamento com clientes que entram em contato com uma empresa pelo telefone. No momento em que sai de uma célula para outra. por operadoras especializadas. Normalmente. Buffer Rotina ou meio de armazenamento temporário de dados. por exemplo. Designa também o serviço oferecido pelas emissoras de televisão. Célula Área de cobertura de uma antena de telefonia móvel sem fio. linha. circuito ou instalação. Em internet. Canal Percurso definido para a transmissão elétrica entre dois ou mais pontos. é usado. PROF. em vez da remessa para membros específicos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 168 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO mesmo canal assistem ao mesmo programa. Sua extensão depende da topografia da região e da potência da antena. Call Center Centro de atendimento telefônico. Também denominado de enlace. seguindo uma tendência crescente. atendentes e computadores para acesso às informações contidas nos bancos de dados dos clientes. chamada estação radiobase (ERB). outra ERB assume a chamada e responsabiliza-se pela continuação da conversa. a velocidade de transmissão é variável. Cable Modem Tipo de modem que permite a um computador conectar-se aos cabos de TV por assinatura para acesso rápido à internet. que contam com grande número de linhas telefônicas. é usado para compensar as diferenças de taxas do fluxo dos dados ou de sincronia de eventos na transmissão de um dispositivo a outro. Clonagem Forma ilegal de copiar as características de uma linha telefônica celular para outro aparelho que não aquele pertencente ao assinante legítimo.5 Mbps. razão pela qual o serviço é conhecido como telefonia celular. o termo é usado muitas vezes para designar o envio de uma mensagem para todos os membros de um grupo. É realizado pelas próprias empresas ou. O usuário do telefone móvel que se desloca dentro de uma região delimitada por uma célula recebe o sinal de sua chamada telefônica de uma única ERB. Como na tecnologia ADSL. Em comunicação de dados. não excede 1. com os serviços de acesso à internet da TVA (Ajato) e Globocabo (Vírtua). No Brasil.

Desse modo. em português.com e sem fio. no âmbito da prestação de serviços. refere-se à condição que ocorre quando uma linha de comunicação interfere em outra. áudio e vídeo . em vez de afetar o todo. a informação perdida afeta uma fração do conteúdo total. a concessão de serviços de telefonia é alvo de leilões. a transmissão de voz. palmtops e celulares. Varia de acordo com o tempo de duração da chamada. As causas mais comuns são o curto-circuito e a junção indutiva entre duas linhas independentes. etc. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 169 . denominados pacotes. A mensagem é codificada pelo remetente em sua origem e viaja pela internet ou outro circuito de comunicação embaralhada para que pessoas não autorizadas não consigam ver seu conteúdo. No Brasil. O destinatário decodifica a mensagem com uma chave privada. por uma única operadora. Crosstalk Linha cruzada. Convergência Palavra que sintetiza a tendência de união de várias tecnologias num único equipamento . em caso de falha durante a transmissão. a concessão é cedida pelo governo. Funciona com o uso de chaves ou senhas. Também pode significar.por exemplo. PROF. A estação receptora encarrega-se de montar os pacotes recebidos na seqüência correta para reconstruir o arquivo ou sinal enviado. Deslocamento Valor adicional pago pelo assinante de um serviço de telefonia celular quando recebe chamadas fora da área de cobertura original. Concessão Autorização dada pelo órgão competente que regulamenta as telecomunicações para que uma operadora possa usar uma faixa de freqüência ou instalar uma rede de cabos para oferecer seus serviços ao público. No caso dos canais de televisão. Decoder Nome dado ao aparelho que recebe o sinal transmitido por uma operadora de TV por assinatura e o decodifica para que possa ser visto em um televisor. Criptografia Técnica que consiste em cifrar o conteúdo de uma mensagem ou um sinal de voz digitalizado. dados. TVs e computadores.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Comutação de Pacotes Técnica de transmissão de dados que divide a informação em envelopes de dados discretos. por meio de algoritmos matemáticos complexos.

que cobre uma determinada PROF. Tecnologia que utiliza a linha telefônica comum para a transmissão de dados em alta velocidade. operam nas freqüências de 900 MHz e 1800 MHz. Downlink Nome dado ao sinal de comunicação que parte de um satélite em direção a uma estação terrestre. comércio eletrônico. DSP Digital Signal Processing. Os aparelhos GSM. ou sistema de multiplexação por divisão de complemento de onda densa. realizada por um modem conectado a uma linha telefônica comum. DSL Digital Subscriber Line. por exemplo. E-Commerce Em português. O usuário de uma operadora pode usar o mesmo telefone em uma região diferente da área de cobertura original. Tecnologia de transmissão de dados usada em anéis de redes metropolitanas (MANs) equipadas com cabos de fibras ópticas. O serviço requer um modem especial e sua qualidade depende da distância entre o terminal do assinante e a central telefônica. DWDM Dense Wavelength Division Multiplexing System.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Diafonia Transferência indesejada de energia de um circuito de comunicação a outro. encomenda e realização das transações financeiras. Dual Mode Característica dos telefones móveis que permite ao aparelho operarem duas bandas de freqüências diferentes. ERB Estação Radiobase. Forma de realizar negócios entre empresa e consumidor (B2C) ou entre empresas (B2B). ou processamento digital de sinais. Antena utilizada na telefonia celular. é a técnica usada para aumentar a acuidade e a confiabilidade das transmissões de dados em formato digital. Dial-up Tipo de conexão de dados via internet. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 170 . Veja ADSL. A diafonia normalmente ocorre entre circuitos adjacentes. usando a internet como plataforma de troca de informações. ou linha digital de assinante.

Gateways Pontos de entrada e saída de uma rede de comunicações. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 171 . órgão americano que regulamenta todas as comunicações interestaduais de rádio e equipamentos eletrônicos. GPRS General Packet Radio Service. com capacidade para atender um determinado número de usuários simultaneamente. da complexidade das regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado. Fibras Ópticas Filamentos finos de vidro ou plástico que transportam o feixe de luz gerado por um LED ou laser Sua capacidade de transmissão de dados. Do ponto de vista físico. serviço de comunicação sem fio baseado em pacotes para tecnologia de telefonia móvel padrão GSM.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO área geográfica (célula). Frame Relay Protocolo de transmissão de dados em rede que trafega quadros (frames) ou pacotes em alta velocidade (até 1. tecnologia de localização geográfica de altíssima precisão que fornece as coordenadas (latitude e longitude) do local onde está o portador do aparelho equipado com essa tecnologia. O dispositivo que executa essa função realiza a conversão de código e protocolo para facilitar o tráfego de linhas de dados de alta velocidade com arquiteturas diferentes. Entre suas promessas estão a taxa de transmissão de até 114 Kbps e a conexão contínua com a internet. GPS Sigla de Global Positioning System. Os sinais são enviados pela PROF. supera a tecnologia de fios de cobre. FCC Federal Communications Commission.5 Mbps). Firewall Dispositivo para a proteção de contra-invasões de hackers ou transmissões não autorizadas de dados. com um atraso mínimo e uma utilização eficiente da largura de banda. Existe na forma de software e hardware. em número de canais e velocidade. O modelo a ser instalado depende do tamanho da rede. ou na combinação de ambos. o gateway é um nó de rede que realiza a tradução de pacotes entre duas redes incompatíveis ou entre dois segmentos de rede.

O host armazena. HDSL High-bit-rate Digital Subscriber Line. forma seu endereço IP. Sua capacidade vai de um micro a um supercomputador. como tamanho e tipo de fonte. a mesma taxa de transmissão em ambas as direções (download e upload). onde será adotado para os serviços das bandas C. somado ao número da rede. HDTV High Definition Television. é um conjunto de códigos ou descrições usados para a construção de páginas de internet. alinhamento de texto. chamadas tags. Host Na internet. Padrão digital para telefonia móvel amplamente usado na Europa e cuja presença está aumentando na América Latina. GSM Global System for Mobile Communications. redes de impressão. ou seja. etc. para a formatação dos elementos que compõem a página web. tecnologia de transmissão de alto desempenho por dois pares de cabos telefônicos.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO constelação de 24 satélites Navstar. inclusive no Brasil. D e E. inserção de links. O hub é o elemento central de uma rede local. O padrão está sendo desenvolvido para o uso de serviços multimídia de terceira geração (3G). Suas especificações são abertas e favorecem a mobilidade do usuário (roaming). etc. Um host tem um número específico que. Hub Aparelho de interconexão utilizado em redes de dados como Ethernet e Token Ring. responsável por receber informações que chegam de várias direções e passar adiante em uma ou mais direções. vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. ou sistema global para comunicações móveis. é um computador que tem acesso bidirecional completo a outros computadores. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 172 . Diferencia-se de outras tecnologias DSL porque proporciona transmissão simétrica. centraliza e distribui arquivos. Baseia-se no uso de etiquetas. ou televisão de alta definição. HTML Sigla de Hypertext Markup Language. Padrão de transmissão de TV com tecnologia digital que proporciona imagens com qualidade similar à dos filmes de 35 milímetros e som com o padrão de qualidade dos CDs. serviços de correio eletrônico.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO IEEE Institute of Electrical and Electronic Engineers. IMT-2000 International Mobile Telecommunications 2000. está sendo desenvolvida conjuntamente por mais de 100 universidades americanas. Nascida como um projeto militar. Intranet Rede interna de informações baseada na tecnologia da internet. na verdade a reunião de milhares de redes conectadas entre si. incluindo o Brasil. Interferência Eletromagnética Dispersão de radiação do meio de transmissão. aprendizado e pesquisa colaborativa. As maiores operadoras de telecomunicações e canais de TV do mundo são usuárias do serviço. Intelsat International Telecommunications Satellite Organization ou Organização Internacional de Telecomunicações por Satélite. entidade ou órgão publico) que deseje PROF. Pode ser reduzida com o uso da blindagem adequada no cabo. Consórcio internacional fundado em 1964. resultante principalmente do uso de energia de ondas de alta freqüência e da modulação do sinal. Sociedade internacional que responde pela definição de padrões seguidos pela indústria mundialmente. para redes locais baseadas em Token Ring. com voz. É planejada para operar na faixa de freqüência de 2 GHz e trafegar aplicações multimídia. Participam da Intelsat mais de 200 países. Exemplos são as especificações IEEE 802. entre outros recursos. dados e vídeo. O principal foco dos trabalhos é o desenvolvimento de uma infra-estrutura de rede capaz de suportar aplicações de ensino. a internet evoluiu para uma rede acadêmica e hoje transformou-se no maior maio de intercâmbio de informações do mundo. Iniciativa da União Internacional de Telecomunicações para criar uma família de terceira geração de telefonia móvel. como um cabo.5. multimídia em tempo real e interconexão em banda larga. entretenimento. Internet2 Internet para fins acadêmicos. governamentais e de pesquisa. ou IEEE 802. Veja 3G. ambiente de negócios e fórum de discussão dos mais diversos temas. Internet Nome dado à rede mundial de computadores.3 para LANs com CSMA/CD. É usada por qualquer tipo de organização (empresa. Deve incluir. que opera uma rede de dezenove satélites. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 173 . Assume faces como meio de comunicação.

Órgão internacional vinculado à Organização das Nações Unidas. hubs ou switches. IP Internet Protocol ou protocolo internet. seja numa linha de comunicação ou no barramento de um computador. atua como comitê consultor internacional na recomendação de padrões de telecomunicações. O que o usuário vê é uma interface igual à da internet. no caso de redes sem fio. Iridium Sistema de telefonia móvel e pager via satélite. É o protocolo da camada 3 de rede na arquitetura ISSO. caracterizado pela combinação de aparelhos de mão. Quanto maior a largura de banda. reconhecimento de mensagens recebidas. proporciona uma conexão para protocolos de nível superior. LAN Local Area Network ou rede local. Pode ser expressa em bits por segundo (bps). sem permitir o acesso de outras pessoas. Conjunto de 32 bits que atribui o endereço de um computador em redes TCP/IP como propósito de localizá-lo dentro da internet. na Suíça. Para viabilizar uma boa performance.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO compartilhar informações apenas entre seus usuários registrados. bytes por segundo (Bps) ou ciclos por segundo (Hz). PROF. mais informações podem ser enviadas num dado intervalo de tempo. O destino dos satélites da Iridium que circundam a Terra ainda está indefinido. assumindo funções como rastrear endereços de nós. Entre suas funções. Tem sede em Genebra. rotas para envio de mensagens. a área geográfica de uma LAN restringe-se a uma sala. ou da antena. a LAN deve ser conectada ao backbone da rede por meio de aparelhos como bridges. um andar ou um prédio. Suas vendas fracassaram e a empreitada foi à falência em 1999. ITU International Telecommunications Union. Largura de Banda A largura de uma banda de freqüência eletromagnética significa quão rápido os dados fluem. Normalmente. ou União Internacicnal de Telecomunicações. um departamento. Estrutura que conecta vários computadores e outros dispositivos numa área definida. além de se responsabilizar por localizar e manter o melhor caminho de tráfego na topologia da rede. rede de satélites de baixa altitude e serviços de celular para promover a comunicação. A capacidade de comunicação entre os aparelhos é limitada ao alcance dos cabos de rede. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 174 .

Multiplexador (mux) Dispositivo de rede que permite que dois ou mais sinais sejam enviados por um circuito de comunicação e compartilhem o percurso de transmissão.dois muxs concentram o sinal numa ponta e o dividem na outra. M-commerce Abreviatura de mobile commerce. em vez de equipamentos fixos. Essa operação chama-se modulação. Na web. de eventos ao vivo. o que pode ser indicado por uma luz de controle (LED) no aparelho de rede.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Linha Meio físico de comunicação que liga dois pontos de uma rede de comunicação. A demodulação ocorre quando o modem recebe o sinal analógico e o decodifica para um sinal digital. é o termo usado para representar a transmissão entre unidades móveis e a sede da emissora. link é o endereço para outro documento no mesmo servidor ou em outro servidor remoto. PROF. É usado. Narrowband Em português. Link Conexão estabelecida entre dois pontos de uma rede de comunicação. ou entre a conexão estabelecida com satélites e estações terrestres para a geração. O mux divide a largura de banda total do circuito em várias bandas menores. para transportar dados e voz por uma mesma linha. É contratada com uma operadora de telecomunicações. É o equipamento mais utilizado para transmitir e receber dados pela internet Os sinais digitais saem do computador por uma porta serial e são convertidos pelo modem em sinais analógicos adequados para trafegar por longas distâncias. por exemplo. via linhas telefônica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 175 . Há modelos que juntam duas linhas telefônicas para conseguir taxas de 112 Kbps. entendido pelo computador. Modem Modulador-demodulador. Em broadcasting. Diz-se que o link está estabelecido quando as duas pontas estão efetivamente conectadas. A mais comum é 56 Kbps. A taxa de transmissão real depende do modelo do aparelho e da qualidade da linha telefônica à qual o modem está conectado. por exemplo. banda estreita. pelas quais trafegam os subcanais de transmissão. que se encarrega de estender o fio até as instalações do cliente. nome dado às conexões de baixa velocidade (abaixo de 64 Kbps) para contrapor-se à banda larga. modalidade de comércio eletrônico móvel que se diferencia do comércio eletrônico convencional porque é realizada por meio de telefones ou terminais sem fio. sem que essa interfira no sinal .

de um sinal analógico (como voz) num feixe digital de bits a 64 Kbps.1% (quase nove horas num ano) fora do ar. impressoras. durante a transmissão. terminais. celular. de longa distância ou transmissão de dados. ou sem serviço. que oferecem o recurso de transmissão de mensagens. É adotado como referência para as empresas de telefonia fixa. roteadores. Por exemplo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 176 . realizando a comutação e o encaminhamento das chamadas aos ramais que estão a ele conectados. surgiram os primeiros pagers "two-way". O QoS é medido também em variáveis como tempo de atraso dos pacotes ou velocidade média da conexão. PROF. disponibilidade de 99. Nos últimos três anos. Seu tamanho e características variam conforme o modelo e as necessidades do cliente. É um parâmetro de eficiência do serviço acertado previamente em contrato pela operadora de serviços de telecomunicações e o cliente. Em outras palavras. Porta Interface física para a conexão entre computadores. switches. PBX Private Branch Exchange ou central telefônica privada. ou qualidade de serviço. Paging Serviço de comunicação baseado na transmissão de mensagens alfanuméricas para pequenos aparelhos portáteis. PCM Pulse Code Modulation ou modulação de código de pulsos. em geral.9% significa que a conexão contratada não pode ficar mais de 0.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Operadora Empresa que possui a concessão para oferecer um serviço público de comunicação de voz ou dados. é um procedimento para a adaptação. não permitem o envio de respostas. Protocolo Conjunto formal de convenções que regulam o formato e o sincronismo da troca de mensagens entre dois sistemas de comunicações. QoS Quality Of Service. mas. modems. Chamados pagers. Equipamento que concentra o fluxo de ligações telefônicas recebidas por uma entidade. multiplexadores e outros equipamentos. sob pena de multa ou outro tipo de ressarcimento. desde um condomínio até uma grande corporação. os aparelhos recebem as mensagens num visor de cristal líquido. pode ser definido como o idioma falado na conversa entre dois dispositivos durante o estabelecimento de uma comunicação.

Satélite Equipamento de comunicação que gira sobre a órbita terrestre. Em inglês. Por exemplo. PSTN ou Public Switched Telephone Network. telefonia e dados para todo o mundo. é a rede acessada por telefones comuns. com o uso da infra-estrutura das operadoras de telefonia local (ATL ou Telefônica Celular). sem que o usuário precise configurar o aparelho ou pedir o serviço à operadora. sistemas de ramais. o paulistano em viagem ao Rio de Janeiro pode fazer e receber ligações. No caso de roaming internacional. do padrão GSM. o cliente precisa requisitar o serviço e pagar um adicional por ele. O nível básico emprega dois canais independentes tipo B de 64 Kbps para transmissão. rádio. Nesse caso. SMC Serviço móvel de comunicação terrestre que utiliza sistema de radiodifusão com PROF. o satélite viabiliza a transmissão de sinais de TV. Surgido na esteira da corrida espacial. Roaming Sistema que permite que o cliente de uma empresa de telefonia móvel possa acessar e ser acessado pelo serviço móvel celular mesmo estando fora da área de abrangência da operadora. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 177 . faxes e telas de intranet no visor dos aparelhos. desenvolvido para facilitar a recepção de e-mails.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO RDSI Sigla para Rede Digital de Serviços Integrados. Os canais B podem ser combinados para garantir velocidade de acesso de 128 Kbps. ou 23 canais tipo B nos Estados Unidos) e um tipo D de 64 Kbps. troncos PBX e equipamentos de transmissão de dados. Smart Phone Terminal de telefonia móvel. O nível primário é composto por trinta canais tipo B de 64 Kbps (no padrão europeu. A operação ocorre automaticamente. voz e vídeo simultaneamente. no entanto. a combinação dos trinta canais de transmissão de dados garante uma taxa de até 2 Mbps. serviço fornecido por operadoras de telefonia fixa que permite transmissão de dados. Possui pequeno teclado e software que faz a ligação direta do telefone com serviços ou aplicações específicos. aproveitando o fato de estar acima do obstáculo representado pela curvatura terrestre. Há dois níveis de serviço RDSI. Seu funcionamento consiste em refletir sinais de microondas enviados da superfície da Terra para outro satélite ou diretamente para uma antena no solo. mais um terceiro canal D de 16 Kbps para sinalização e controle. RPTC Sigla de Rede Pública de Telefonia Comutada. seja ele cliente da BCP ou da Telesp Celular.

principalmente no uso em sistemas de transmissão de dados. com a entrada em operação das concessionárias das bandas C. ou seja. túneis e garagens subterrâneas são alguns dos fatores que interferem na qualidade das ligações. ou par trançado com blindagem. ou serviço de mensagens curtas. O objetivo é eliminar interferências externas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 178 . SMP Sigla para Serviço Móvel Pessoal nome dado pela Anatel aos novos serviços de telefonia móvel terrestre que foram oferecidos ao consumidor. É baseado na cobertura de áreas por células. recebe dados de uma estação ou do roteador conectado ao mundo externo (WAN) e os envia para as estações locais (LANs). designa os fios telefônicos encapados com uma blindagem metálica. Acidentes geográficos. Sombra Área geográfica em que o sinal da operadora de telefonia móvel é deficiente e as ligações ficam entrecortadas ou não são completadas. A taxa de transmissão é personalizada para cada usuário.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO tecnologia celular e se interconecta com a rede pública de telecomunicações. conforme o endereço do destinatário. estações radiobase transmitem os sinais a aparelhos móveis. PROF. a partir de 2001. É causado por fenômenos atmosféricos ou devido à topologia do local. por meio dos gateways da operadora. SME Serviço Móvel Especializado. Nesse sistema. O usuário visualiza a mensagem no visor. atuando normalmente na camada 3 (rede) da arquitetura OSI. O dispositivo é usado para conectar LANs entre si ou segmentar LANs. D e E. STP Shielded Twisted Pair. Switch Aparelho dotado de múltiplas portas para a conexão de dispositivos ligados a uma rede. Realiza a operação de comutação (switching). conecta grupos de usuários por ligações diretas de rádio. SMS Short Message Service. Conhecido originalmente como trunking. de modo similar a um aparelho pager. mas não pode enviar uma mensagem de volta. Tecnologia que habilita telefones celulares a receber mensagens alfanuméricas. além de realizar chamadas para telefones da rede pública (fixa e móvel). edifícios. até a capacidade total da banda do switch.

TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol. sendo que ambos são centros de comutação ou pontos de distribuição individual. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 179 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO T1 Padrão norte-americano que define a linha digital de alta velocidade. ou rede privada virtual. é uma rede para uso exclusivo dos usuários autorizados por uma empresa. com capacidade de transmissão de 1. Tronco Circuito único entre dois pontos.544 Mbps. de modo que cheguem ao lugar de destino. ou multiplexador por divisão de tempo em português. protocolos de comunicação básicos da internet. O segundo cuida da parte de endereçamento dos pacotes. destinada à transmissão de canais de televisão aberta (do canal 2 ao 13). geralmente por meio de bits de intercalação (bits TDM) ou caracteres (caracteres TDM) de dados referentes a cada terminal. utilizados também na implementação de redes privativas como intranets e extranets. O nível mais elevado é o de controle de transmissão. UHF Ultra High Frequency faixa de freqüências muito alta (entre 300 MHz e 3 GHz) destinada à transmissão de canais de TV aberta (do canal 14 para cima). E composto de dois níveis. Dispositivo que divide o tempo disponível de um circuito de comunicação de dados composto por seus vários canais. Um tronco geralmente processa diversos canais de comunicação simultaneamente. Termo criado pela AT&T. faixa de freqüências entre 30 MHz e 300 MHz. Ele gerencia a reunião de mensagens e arquivos em pacotes e viceversa. VPN Virtual Private Network. VHF Very High Frequency. T1 é amplamente utilizado em redes privadas e na interconexão entre redes locais e redes públicas de telecomunicações. para que se conectem a ela de qualquer lugar do mundo. A VPN funciona como uma rede privada. Uplink Sinal de transmissão de dados enviado de uma estação terrestre para o satélite em Órbita. TDM Time Division Multiplexer. com a diferença de que PROF.

Requer a contratação de uma operadora de telecomunicações. o conteúdo é apresentado como uma lista. Wireless Expressão genérica que designa sistemas de telecomunicações nos quais as ondas eletromagnéticas – e não fios – se encarregam do transporte dos sinais. espécie de versão WAP da metodologia de descrição de dados XML. WML Wireless Markup Language. ou circuito local sem fio. Designa a tecnologia baseada num terminal de telefone fixo que se comunica via ondas de rádio com a central telefônica de trânsito público. adaptação e criação de conteúdo da internet para visualização na tela de um celular. permite que porções de textos de páginas web sejam apresentadas na tela de telefones celulares e outros dispositivos WAP. O WAP já está em operação no Brasil e consiste na transformação. Os serviços oferecidos incluem notícias. ou protocolo de aplicações sem fio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 180 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO trafega dados sobre a infra-estrutura da rede pública de dados ou da própria internet. Como as telas atuais têm capacidade reduzida. É um embrião da tecnologia que fará o telefone celular tornar-se um terminal pleno de acesso à internet. WAP Wireless Application Protocol. além de hardware de rede e software especiais para a autenticação de usuários. Baseada em tags. PROF. transações bancárias e operações de reserva de vôos. WLL Sigla de Wireless Local Loop. É utilizada no Brasil pelas empresas espelho. concorrentes das companhias de telefonia fixa já estabelecidas com sua rede de fios de cobre.

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