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ÍNDICE 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS ...............................1 1.1 COMUNICAÇÕES..............................................................................................1

1.2 características preliminares de uma ligação telefônica ......................................1 1.2.1 Som ................................................................................................................1 1.2.2 Voz .................................................................................................................2 1.2.3 Ouvido ............................................................................................................2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 faixa de frequências utilizadas ...........................................................................3 transformação de energia acústica em energia elétrica .....................................3 transformações de energia elétrica em energia acústica ...................................4 ligação telefônica elementar...............................................................................5 central telefônica ................................................................................................7

1.8 ligação telefônica urbana ...................................................................................9 1.8.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local ............................................10 1.8.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central ..........................................10 1.8.3 Ligação Telefônica Automática.....................................................................11 1.9 ligação telefônica interurbana...........................................................................11 1.9.1 Ligação Manual ............................................................................................11 1.9.2 Ligação Semi-Automática .............................................................................13 1.10 ligação automática ou Ddd – discagem direta À distância ...............................14

1. CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO .................................................15 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 modos de operação de um meio de transmissão.............................................15 canal e circuito .................................................................................................15 circuito a 2 fios e a 4 fios ..................................................................................16 conceito de multiplexação ................................................................................18 tipos de multiplexação......................................................................................20

2. Meios de transmissão utilizados pelo multiplex..............................................20 3.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO ...................................................21 3.1.1 Sistemas de rádio HF ...................................................................................24
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3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6

Sistema de rádio VHF/UHF .......................................................................... 25 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade............................................. 26 Sistemas de rádio-tropodifusão .................................................................... 27 Sistemas rádio-satélite ................................................................................. 29 Sistemas rádio em EHF................................................................................ 29

3.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA ....................................... 30 3.2.1 Pares de Fios ............................................................................................... 30 3.2.2 Linhas Abertas.............................................................................................. 32 3.2.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica ................................................. 34 3.2.4 Cabos Coaxiais Terrestres ........................................................................... 34 3.2.5 Cabo Coaxial Submarino.............................................................................. 36 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 5.1 serviços de telecomunicações.......................................................................... 37 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA ....................................................... 38 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA........................................................ 38 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO......................................................................... 38 CIRCUITOS ..................................................................................................... 38 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE..................................... 39 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS............................. 39 Introdução à Sinalização ................................................................................... 40 Sinalização Acústica ........................................................................................ 40

5.2 Sinalização de Linha ........................................................................................ 40 5.2.1 Tipos de Sinalização de Linha...................................................................... 42 5.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua................................................... 42 5.2.3 Sinalização E & M pulsada ........................................................................... 43 5.2.4 Sinalização E & M contínua.......................................................................... 43 5.3 5.4 Sinalização R2 digital....................................................................................... 45 Sinalização multifrequencial............................................................................. 47

7. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM......................................................................... 49 7.1 7.2
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teorema da amostragem .................................................................................. 50 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL ............................................................. 50
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7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4

Amostragem .................................................................................................50 Quantização..................................................................................................51 Codificação ...................................................................................................52 Multiplexação................................................................................................53

7.3 conversão digital/analógico ..............................................................................53 7.3.1 Demultiplexação ...........................................................................................53 7.3.2 Decodificação ...............................................................................................54 8 sistemas de transmissão digital........................................................................55

8.1 características gerais dos sistemas de transmissão pcm.................................55 8.1.1 Circuito de conversão ...................................................................................55 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor ..........................................................55 8.1.3 Código de linha.............................................................................................56 8.1.4 Equipamento terminal de linha .....................................................................57 8.1.5 Repetidores regeneradores ..........................................................................57 8.2 sistema de transmissão pcm 30 .......................................................................57 8.2.1 Quadro de pulsos .........................................................................................57 8.2.2 Palavra de alinhamento de quadro ...............................................................58 8.2.3 Palavra de serviço ........................................................................................58 9 9.1 9.2 9.3 9.4 comutação digital ...............................................................................................59 comutador temporal .........................................................................................59 comutador espacial ..........................................................................................60 diferença básica entre o comutador temporal e espacial .................................61 memória de controle.........................................................................................61

9.5 órgãos de uma central de comutação digital ....................................................62 9.5.1 Equipamentos de conexão ...........................................................................63 9.5.2 Matriz de acoplamento digital .......................................................................63 9.5.3 Comando ......................................................................................................64 9.5.4 Ligação entre dois assinantes ......................................................................64 10 sinalização ..........................................................................................................65 10.1 10.2 sinalização de assinante ..................................................................................65 sinalização acústica .........................................................................................68

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.......... 90 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE................................................. 87 11......3 11.......................21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO ........................................................17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) ............9 INTRODUÇÃO ........6 11.......4 11............................. 82 11............................ 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ..............11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA .......... 89 11. 75 SERVIÇO TELEFONIA FIXA .4 sinalização de linha..............................12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO ........ 79 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA 79 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL......... 86 11............................16 UNIDADE DE CONTROLE .... 90 11................................................................ MARCELO DIOGO DOS SANTOS ......................................................... 80 11......5 11.............. 78 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR .....20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL........................ 81 11......................................18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS ....................... 81 11....... 80 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR .................. 72 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR........................................19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS .......14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS.......... 75 11.. 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ............... 69 sinalização de registradores ..................................................................................................................7 11.................................... 88 11.....................................................10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR ..................................................................2 11.....15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL................... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL..........................................TELECOMUNICAÇÕES 10.......................................8 11................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .........................................................................................3 10.................................... 85 11.......1 11. 83 11..............13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS................ 91 iv PROF.......................................................... 84 11......................AMBIENTE MÓVEL .....................

6 14..........1 14............................112 14......................................96 CANAL DE CONTROLE DIRETO .............................106 FUNÇÕES DA CCC ........................................98 CANAL DE CONTROLE REVERSO ...97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ...................ERB –...99 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE........3 13.....................95 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE ........101 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA .4 14....................5 14.............8 13.. MARCELO DIOGO DOS SANTOS v ...............................................9 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA ................................................104 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC-........97 CANAL DE CONTROLE DIRETO ...........107 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ.........10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL.................PROCESSAMENTO DE CHAMADAS .111 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL.........................4 13...............6 13........109 CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL ..............................110 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL ............9 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR....................108 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ ............................................................................................................................................102 13..................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .......96 13.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA ........3 14......................3 DIVERSIDADE ................................................1 13.............7 13....................................................TELECOMUNICAÇÕES 12.................93 HANDOFF ....92 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO....................................................................UNIDADE MÓVEL ........112 PROF.............2 13...................7 14...................8 14.........5 13..................................................105 14.............................2 14........107 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC ..............105 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC..........97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ..................................100 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE.........2 12...................1 12.........................................................

........... 126 Modulação CDMA ....................................5 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA.............................................................................3 17.............3 Terceira Geração de Sistemas Móveis....................................... 120 16.............................1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES................................ 127 Privacidade .9 Células CDMA: Padrão de Reuso Universal ........................... 128 Reflexos para o Usuário da Tecnologia Digital ..............11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO .......... 126 Esquema Básico do CDMA................... 116 CÉLULA DIRECIONAL ......... 117 RESUMO ...........................................................2 15........................................... 123 17 Tecnologias Utilizadas na Telefonia Celular ..................................................1 Primeira Geração de Sistemas Móveis ............ 121 16.................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ...................... 129 18 PAGING ......................14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS .. 114 14............... 126 17..................................TELECOMUNICAÇÕES 14................................................................................................................ 128 W ...................................... 115 15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR ............... 113 14...1...............................4 17................................................................... 118 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR...2 Segunda Geração de Sistemas Móveis .............. 127 Custo...............3 15......................... 127 Handoff ..................................2 17............................ MARCELO DIOGO DOS SANTOS .............................................. 120 16................................13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL ...............................................................................................1 15........... 120 16......................................................................................................4 15..............................................6 17.....8 17........................................1 17........ 128 Facilidades ............. 130 vi PROF..................CDMA ........ 116 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL ... 117 DIVISÃO DAS CÉLULAS............................................5 17.................7 17...................................................................1.................... 113 14...................1...........................................12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL ......................................................................... 116 15..

...................................11 Novas Tecnologias...... MARCELO DIOGO DOS SANTOS vii ......................1 18.........................135 18............................................................................................................................................144 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO......................................12 CONCLUSÃO.........................................6 19....................................................130 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO....146 PROF............................3 18...........................................................10 APLICAÇÕES PARA O PAGER ...................141 19....142 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS ..............................................................143 POR QUÊ TRONCALIZADO?...7 19...................134 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR.......................................140 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR).........................................................................................................9 SIMULCAST.....................................................................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .............138 18........................................138 18....2 18.....................................................................3 19..........................................................145 19......................2 19..............................................................145 CANAL DE OPERAÇÃO ..........................................4 18.......7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR.10 CANAL DE CONTROLE ...................................................136 18........5 18..............................................................................................................5 19...132 HISTÓRICO .........6 INTRODUÇÃO ..................................................................TELECOMUNICAÇÕES 18.....................................................144 COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO .........12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA ..........9 INTRODUÇÃO ..........................................141 COMPARAÇÃO ...............133 SISTEMA BÁSICO ATUAL .131 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO...........................................................134 18.............144 CANALIZAÇÃO ....4 19.....................................146 19......................................................8 18.........1 19...................11 COMPONENTES DO STR........8 19......144 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO .136 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA.........145 19.................

...................................... 149 20 Satélite......1 22.6 Sistemas não geoestacionários .............................................................................................. 147 19.......................................................................... 147 19.........4 22..................................... 165 viii PROF....... 148 19.2 20............................ 148 19...................19 STR DIGITAL ............................................................................................... 150 SATÉLITE MEO ............................................................. 163 Odyssey .................................18 PROTOCOLOS....3 22.3 20................................................................................................................................................................................ 164 Inmarsat .............. 161 Sistemas geoestacionários .................16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA ................ 150 20....... 154 21 Projeto IRIDIUM ............................................20 CONCLUSÃO .................................................................................................. 152 APLICAÇÕES ..................................................................................................................................................... 151 SATÉLITE LLEO ................4 20.......TELECOMUNICAÇÕES 19................................................................................................14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS ..17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE ..............5 20.......................................................................................... 151 SATÉLITE LEO ......... 164 23 Glossário Técnico ........................................................................................................................... 155 22 Introdução às comunicações móveis por satélite.................................... 149 19..............................................6 SATÉLITE GEO ..........5 22.......... 148 19........................................................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS .........15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS..........................................................................................13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS .......................................... 147 19..............................2 22......................................................................................................... 162 Iridium ... 151 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS ................... 161 22....... 162 Globalstar..........................................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ................................................................................1 20.......

se tivermos um pedaço de borracha distendido entre dois pontos. da telefonia. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 1 . exigiram do homem uma solução que buscasse os anseios de todos os setores de atividade onde as comunicações se fizessem necessárias. 1). Porém a distância é um obstáculo a uma comunicação. num meio elétrico. ao esticar e soltar a parte central. produzindo um som (fig. A solução técnica do problema surgiu então com o invento da telegrafia.TELECOMUNICAÇÕES 1. O progresso do mundo tecnológico e a necessidade de comunicar-se a grandes distâncias.2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS 1. haverá uma vibração numa determinada freqüência. finalmente. PROF.1 COMUNICAÇÕES A comunicação é inata ao homem e é graças a esta virtude.2 CARACTERÍSTICAS PRELIMINARES DE UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA 1. e isto ele faz através da mímica. da comunicação via rádio e. Assim. é necessário o prévio conhecimento de alguns elementos de telefonia relacionados com a ligação telefônica.1 Som O som se produz por vibrações mecânicas de freqüências perceptíveis pelo ouvido humano. o crescente número de comunicações urbanas e interurbanas exigiram novas medidas que culminaram com o advento do sistema multipex. da palavra e da grafia. 1. que permitir ao pessoal técnico um completo domínio desta tecnologia. no qual será aqui explanado a guisa de iniciação apenas. A história das Telecomunicações nasce quando o homem sente a necessidade de expressar o seu pensamento a um semelhante. ao seu raciocínio e ao seu dinamismo que ele atinge o progresso. a fim de fornecer os conhecimentos básicos essenciais. principalmente quando se usam os processos naturais. Porém. Para melhor compreensão do que vem a ser um sistema multiplex.

a percepção de variações de intensidade dos sons pelo ouvido não é linear com a intensidade do som. Para o homem esta freqüente fundamental é de 125Hz e para a mulher é de 250Hz. sendo no entanto de um valor muito baixo: uma pessoa falando baixo produz 0. 1. A potência média de voz de diversas pessoas pode variar dentro de amplos limites. Desta maneira são obtidos os sons vocais e consonantais. harmônicas de uma freqüência fundamental das coras vocais. Cada som emitido é composto simultaneamente de vibrações de diversas freqüências. tem que haver uma intensidade mínima que corresponde ao limite inferior de audibilidade. sendo que o ouvido humano tem uma sensibilidade maior em 3000 Hz.001 microwatt. e estas as palavras. dentro de uma certa gama de freqüência. Nos meios sólidos. enquanto que acentua mais ou menos os harmônios de outras faixas de freqüências. Além disso.3 Ouvido A gama de freqüência audíveis pelo ouvido humano vai desde 16Hz até 20000Hz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Para que o som possa ser percebido pelos órgãos auditivos. enquanto que o mesmo nível 1000Hz não é percebido. razão principal da diferença entre a voz de um homem e uma mulher. uma variação é percebida de maneira diversa. Em outras palavras. descrevendo com a velhice. que em conjunto originam as sílabas. na direção da vibração. chamadas formativas. ou seja. 1 – Vibração de um pedaço de borracha produzindo som. o som se propaga no sentido longitudinal e transversal.2.2 Voz As cordas vocais do ser humano são capazes de produzir vibrações sonoras dentro de uma gama de 100 a 10000Hz. é que a maior parte da energia está concentrada nas baixas freqüências. e gritando 1 a 2 miliwatts. falando normalmente 10 microwatts. Ao colocar a língua e os lábios em determinadas posições. e o limite superior varia da pessoa. Nos meios gasosos. 2 PROF. isto quer dizer: cada nível de um som. um determinado nível na freqüência de 3000Hz pode ser percebido pelo ouvido.TELECOMUNICAÇÕES Fig. o som se propaga no sentido longitudinal. decrescendo para freqüências mais baixas e mais altas. obtém-se nas cavidades bucais e nasais ressonâncias que fazem destacar harmônicos.2. 1. Outra característica importante da voz que deve ser lavada em conta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Este limite varia com a freqüência.

é necessária uma faixa bem maior. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 3 . foram basicamente levados em conta os seguintes fatores.TELECOMUNICAÇÕES 1. este momento comprime mais ou menos os grânulos. para as comunicações. limitados por uma membrana (Fig. Nos aparelhos telefônicos. de 50 a 10000 Hz. com uma correspondente variação na corrente no mesmo ritmo das vibrações sonoras. 2 – Transformação de energia acústica em elétrica Quando as vibrações sonoras incidem sobre a membrana. 2). Baseado num compromisso entre dois valores. foi escolhida a faixa de voz entre 300 e 3400 Hz para comunicações telefônicas.4 TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ACÚSTICA EM ENERGIA ELÉTRICA A energia acústica produzida pela voz é transformada em energia elétrica por intermédio de um microfone. onde a aplicada uma diferença de potencial que faz circular uma corrente CC.3 FAIXA DE FREQUÊNCIAS UTILIZADAS Diversos estudos foram realizados para determinar qual a faixa de freqüências mais apropriada. constituída basicamente de grânulos de carvão. o microfone é uma cápsula de carvão. Para transmissão de música. no entanto. diminuindo ou aumentando a resistência. Verificou-se que na faixa de 100 a 1500 HZ estava concentrada 90% de energia da voz humana. o que garante 85% intelegibilidade e 68% de energia da voz recebida pelo ouvinte. Esta variação da corrente produz uma potência elétrica. sob o ponto de vista econômico e de qualidade. A intelegibilidade é definida como o percentual de palavras perfeitamente reconhecidas numa conversação. fazendo-a vibrar. enquanto que na faixa acima de 1500 Hz estava concentrada 70% de intelegibilidade das palavras. resultantes das características da voz e do ouvido humano: intelegibilidade e energia da voz. Para fonia. que às PROF. Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 1.

Tem uma sensibilidade que varia com a freqüência.TELECOMUNICAÇÕES vezes é maior que a potência aplicada na vibração da membrana. fazendo com que a cápsula se comporte como um amplificador. 4 PROF. . 4). porem apresenta algumas restrições: . basicamente de um ímã permanente com duas peças polares. A cápsula magnética é constituída . A cápsula de carvão é o microfone mais barato. Fig. através das quais circula corrente CC. utilizando-se cápsulas magnéticas e dinâmicas. a força que atua sobre a bobina e a membrana é proporcional a força do campo magnético permanente e a energia que passa pela bobina. a bobina pela qual circula a corrente CC está unida a membrana. e a força que atua sobre a mesma é proporcional ao quadrado da indução resultante (Fig. atenuando muito as baixas freqüências. uma membrana metálica fecha o circuito magnético.5 TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA EM ENERGIA ACÚSTICA Para a transformação de energia elétrica em energia acústica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . bem como baixa distorção.Produz uma distorção maior que a dos outros microfones. movendo-se num campo magnético cilíndrico (Fig. nos aparelhos telefônicos. 3 – Transformação de energia elétrica em acústica (cápsula magnética) Nas cápsulas receptora dinâmicas. Nos dois tipos de cápsulas receptoras conseguem-se características lineares para a faixa de freqüências de voz. 3). providas de bobinas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 1.

em que a distância entre A e B é pequena (Fig. 4 – Transformações de energia elétrica em acústica (cápsula dinâmica) 1.6 LIGAÇÃO TELEFÔNICA ELEMENTAR Após tomarmos contato com os fatores que têm influência numa ligação telefônica.TELECOMUNICAÇÕES Fig. podemos estabelecer uma comunicação entre duas pessoas quaisquer. 5 – Ligação Telefônica elementar PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 5 . 5) Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . utilizando dois aparelhos telefônicos interligados por um par de fios.

Fig 6 – Ligação telefônica elementar a 4 fios Como este tipo de ligação ficaria muito dispendiosa. 6 utilizando-se 2 condutores. 7 – A mesma ligação da Fig. 6 PROF. o problema de conversão mantida a dois fios é um pouco mais complexo. 5.TELECOMUNICAÇÕES Na realidade. foi criado um dispositivo (transformador diferencial) a fim de fazer o acoplamento entre as cápsulas transmissora e receptora e a linha de dois condutores. Fig. 6 modifica-se para a fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . conforme a fig. Portanto. pois o interlocutor em A deveria ter dois condutores ligando sua cápsula transmissora com a receptora de B. este dispositivo é chamado artilocal. 6. e vice-versa. a ligação apresentada na fig. pois teríamos o dobro de condutores. que é a representação real da comunicação telefônica da fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 7.

8 e 9 – Ligação telefônica. 9). onde é executada a interligação entre os assinantes que se desejam comunicar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 7 . Se o interlocutor A deseja se comunicar com os outros três. para um número muito grande de comunicações. se todos os quatro pontos desejam se comunicar entre si. chamados assinantes. 8. 10 – Ligação telefônica utilizando um centro telefônico. É neste centro telefônico que se encontra o conjunto de equipamentos essenciais e acessórios a comunicação telefônica. a quantidade de condutores torna o sistema economicamente proibitivo. 10). estão ligados a um centro telefônico. Fig. todos os interlocutores. Porém. operação esta chamada de comunicação telefônica (fig.TELECOMUNICAÇÕES 1. Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o problema se torna mais sério (fig. PROF. conforme a fig. Como pode ser facilmente percebido. pois envolve somente a necessidade de comunicação entre duas pessoas. verificamos que o número de condutores necessários triplica. designado de Central Telefônica. A fim de solucionar este problema.7 CENTRAL TELEFÔNICA A ligação telefônica apresentada no item anterior é a mais elementar.

8 PROF. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. Central telefônica Local é aquela para onde convergem as linhas de assinantes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Interurbana e de Trânsito. . chama-se Central Telefônica de Trânsito. Aqueles que interligam as Centrais Telefônicas Locais e Tandem chamam-se linhas tronco. - Os circuitos que interligam os assinantes as Centrais Telefônicas Locais chamam-se linhas de assinantes. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. Tandem. Quando. Central Telefônica Tandem é aquela usada como o centro comutador para o tráfego entre outras estações da mesma área local. alem desta última função. 11 apresenta a posição de todas as centrais descritas.Central Telefônicas Interurbanas é aquela que interliga linhas de assinantes ao circuitos interurbanos. além desta última função.TELECOMUNICAÇÕES A central Telefônica pode ser Local. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . bem como suas funções. A fig. Quando.

11 – ligações telefônicas envolvendo diversas localidades 1. Os condutores empregados nos pares de fios são geralmente de cobre. Cada condutor é recoberto. avenidas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 9 . sendo as ligações feitas por circuitos (pares de fios) que seguem a mesma rota e que podem ser economicamente reunidos em cabos de pares.TELECOMUNICAÇÕES Fig. tendo diâmetro típicos em torno de 0. sendo o feixe torcido de modo a diminuir a PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Os pares assim isolados são todos enfeixados. por papel especial ou plástico (polietileno ou PVC) – cloreto de polivinil. normalmente.8 LIGAÇÃO TELEFÔNICA URBANA Nas áreas urbanas os assinantes acham-se agrupados ao longo de ruas.9mm.4 a 0. etc.

para que o dispositivo de sinalização seja acionado na mesa da telefonista. . 3º) O assinante solicita que a telefonista o interligue com o assinante desejado. retirando-se do circuito e predispondo-se a atender novas chamadas. Embora estes cabos apresentem atenuação elevada por unidade de comprimento. Sobre este feixe é passada um fita de papel ou plástico. Nas ligações telefônicas urbanas existem três maneiras de se completar uma conexão. através da pilha seca.8. a telefonista estabelece a ligação entre dois assinantes. para o assinante solicitado. Esta desfaz a ligação e os circuitos estão preparados para nova chamada. 10 PROF.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local Neste sistema. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante aciona o magneto. . 5º) Após o atendimento do assinante chamado. desde que o circuito correspondente ao mesmo esteja desocupado. dependendo do cabo.Manual com bateria local.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central Neste sistema.8. 6º) Ao encerrar a conversação entre os dois assinantes. pois basta que o assinante retire o fone do gancho. .Automático. 2º) O sinal assim gerado (20 Hz aproximadamente) aciona o dispositivo de sinalização da telefonista que deverá atendê-lo. com exceção da sinalização fornecida pelo assinante. Os pares de fios são geralmente chamados pares simétricos. a alimentação de cada aparelho telefônico é feita no local. para sinais de voz este fator não impede o seu uso devido a pequenas distância entre os assinantes e a Central Telefônica Local.TELECOMUNICAÇÕES capacitância entre os pares. O funcionamento deste sistema é quase o mesmo do manual. 1. a alimentação dos aparelhos telefônicos é centralizada na Central Telefônica Local.Manual com bateria central. 4º) A telefonista sinaliza. de acordo com o sistema utilizado. recebendo externamente uma capa de chumbo ou alumínio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 1. estes devem repor o fone no gancho e sinalizar rapidamente com a finalidade de fazer ciente a telefonista do final da conversação.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 11 . o que faz operar a campainha do seu aparelho telefônico. 1.TELECOMUNICAÇÕES A complementação é semelhante à anterior e.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Para uma ligação interurbana.a telefonista ligará • Automático – o simples discar de um código o colocará na Central Telefônica Interurbana. desfazendo o elo na Central Telefônica Local. 2º) Após o ruído de discar no receptor. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante retira o fone do gancho e espera o ruído de discar. 5º) O assinante chamado retira o fone do gancho e inicia-se a conversão. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre o assinante chamador e o assinante cujo número foi discado. 3º) O número funciona para Central Telefônica como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. ao finalizar a conversão.9 LIGAÇÃO TELEFÔNICA INTERURBANA As ligações interurbanas envolvem cidades diferentes e até países diferentes (ligações interurbanas internacionais).9. 1. 4º) Após ter sido completado o elo. o assinante poderá alcançar a Central Telefônica Interurbana das seguintes maneiras: • Manual . 6º) Ao findar a conversão.8. uma em cada cidade distante. a alimentação dos aparelhos telefônicos também é centralizada na Central Telefônica Local. o assinante disca o número desejado.3 Ligação Telefônica Automática Neste sistema. PROF. o assinante deve atingir a central Telefônica Local da maneira como foi explicado no item anterior.1 Ligação Manual Neste tipo são necessárias duas telefonistas. a estação central envia um sinal em torno de 17 a 25Hz para o assinante chamado. os assinantes repõem os fones nos ganchos respectivos. desfaz a ligação e os circuitos estão prontos para nova chamada. Da Central Telefônica Local. o que provoca o acionamento do dispositivo de sinalização na mesa da telefonista que. Ligações entre Centrais Interurbanas põem ser feitas das seguintes maneiras: 1. os dois assinantes repõem nos respectivos fones nos ganchos.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centras Telefônicas Interurbanas Automáticas. através de uma chave de mesa IU. A telefonista de destino atende recebendo da operadora de origem as informações a ser alcançado. 12b) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente discando informações numéricas que possibilitam alcançar a mesa IU distante. Neste caso as mesas IU estão conectadas entre si direta e constantemente pelo meio de transmissão interurbano. os números discados funcionam para a Central Interurbana Automática como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. porém as mesas IU possuem esta facilidade. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centrais Interurbanas Automáticas. bem como as mesas IU não tem possibilidades desta ligação. 12). Na mesa IU distante este sinal faz soar uma capainha (“Ring”). temos dois processos de ligação manual: a) “Ring Down” (fig. As duas telefonistas completam estão o elo interurbano ou internacional entre os assinantes de origem e de destino. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre a telefonista de origem e a de destino. O restante do progresso se efetua como na ligação “Ring Down”. 12 PROF. Neste processo a telefonista de origem envia. Do mesmo modo que para a ligação telefônica automática urbana.TELECOMUNICAÇÕES De acordo com o método utilizado para se estabelecer o circuito interurbano ou internacional. e cair (“Down”) uma lâmina que indica a origem da chamada. Mesa IU (mesa interurbana) é o equipamento onde a telefonista recebe as chamadas da Central Telefônica Local selecionado o circuito interurbano para a cidade onde o assinante deseja se comunicar. b) ODO – Operando Disca Operadora (fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . um sinal especial chamando a localidade de destino.

além de impedir que o mesmo fique aguardando a ligação no caso dos circuitos interurbanos estarem todos ocupados. Este tipo de ligação ocorre quando. Após efetuar a conexão com a telefonista ou assinante de destino. O segundo método permite a confirmação da identidade do assinante de origem. porém a telefonista não pode conformar a intensidade do assinante de origem. chama o assinante de origem. porém na mesa IU possui esta facilidade. na origem ou no destino.9. na localidade de origem. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 13 . qualquer ligação que necessite a intervenção da telefonista pode ser realizada de duas maneiras: I – Método CLR (Combinação de Linha e Regional): a telefonista mantém o assinante de origem na linha enquanto efetua a ligação para a telefonista ou assinante de destino. PROF. Este tipo de ligação ocorre quando. preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. 12d) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente a telefonista de destino. II – Método Demorado: a telefonista anota as informações dadas pelo assinantes de origem e desfaz a ligação. porém a mesa IU possui facilidade. enquanto que na localidade de destino a Central telefônica Local não está preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. a Central Telefônica Local. Observação: Operacionalmente. O método CLR é mais rápido quando os circuitos interurbanos não estão todos ocupados. na localidade de origem. De acordo com a localização da mesa IU. completando a ligação interurbana. Na localidade de destino a Central Telefônica Local está conectada a Central Interurbana Automática. b) DDO – Discagem Direta à Operadora (fig.TELECOMUNICAÇÕES 1.2 Ligação Semi-Automática Neste tipo é necessária apenas uma telefonista. a Central Telefônica Local está conectada à Central Interurbana Automática. temos dois processos semi-automáticos: a) ODD – Operadora Disca á Distância (fig. 12c) Neste processo o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

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1.10

LIGAÇÃO AUTOMÁTICA OU DDD – DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA

Neste tipo não é necessário a intervenção de nenhuma telefonista, pois o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais, da origem a de destino estão conectadas, respectivamente, a Centrais Interurbanas Automáticas. É importante observar que, uma determinada localidade pode adotar um processo para as ligações interurbanas originadas na mesma (ligações saintes), tendo um segundo processo para as ligações interurbanas destinadas a mesma (ligações entrantes). Estas operações dependem somente das facilidades instaladas entre as Centrais Telefônicas Local e Interurbana. Assim, podemos ter DDD para as ligações saintes e DDO para as entrantes numa determinada localidade. Em outra é possível ter ODD para as ligações saintes e DDD para as entrantes. Como podemos verificar pela Fig. 12, as centrais Interurbanas Manuais ou Automáticas das localidades de origem e destino estão conectadas aos respectivos equipamentos multiplex. Estes, por sua vez, estão interligados entre si por um meio de transmissão, cujos principais tipos utilizados pelo multiplex serão apresentados nos próximos módulos.

Fig. 12
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1.

CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO

2.1 MODOS DE OPERAÇÃO DE UM MEIO DE TRANSMISSÃO Um meio qualquer de transmissão pode ser operado de 3 modos: simplex, semiduplex e duplex. No modo simplex interessa apenas transmitir uma informação de A para B (transmissão unidirecional). No modo semi duplex interessa não só transmitir informação de A para B, como de B para A, porém num sentido de cada vez (transmissão bidirecional alternada). A Fig. 01 exemplifica melhor estes modos de operação.

Fig. 01 – Modos de operação

2.2

CANAL E CIRCUITO

Canal é o conjunto de recursos técnicos que permitem a transmissão de um ponto A para um ponto B. como verificamos, este conceito é o de uma ligação unidirecional. Na prática, entretanto, na maioria das utilizações, como por exemplo, numa ligação telefônica, o que mais interessa é permitir que A converse com B, isto é, deve haver recursos tanto para transmitir informações de A para B, quanto de B para A. Em outras palavras, deve ser provido tanto um canal de ida (para transmitir de A para B), quanto um canal de retorno (para transmitir de B para A). O conjunto canal de ida e canal de retorno é denominado de circuito. A Fig. 02 exemplifica ambos os conceitos: o conceito composto pela cápsula transmissora de A, o par de fios e a cápsula receptora de B, compõem o canal de ida. A cápsula transmissora de B, o par de fios e a cápsula receptora de A, compõem o canal de volta. Os dois canais em conjunto formam o circuito telefônico AB.

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Fig. 02 – Ligação telefônica utilizando dispositivo antilocal. Como verificamos, um canal só pode ser operado de modo simplex, enquanto que um circuito admite tanto a operação semiduplex, como a duplex.

2.3

CIRCUITO A 2 FIOS E A 4 FIOS

As linhas telefônicas urbanas formadas por pares de fios metálicos, permitem transmissão nos dois sentidos porque não possuem componentes unidirecionais em sua composição. O mesmo par de fios pode funcionar como canal de ida e canal de retorno e o circuito, por empregar apenas o par de fios, é chamado de circuito a 2 fios. (Fig. 02). As vias interurbanas, devido à sua grande extensão, exigem a introdução de amplificadores para compensar a atenuação do sinal no percurso e, como estes componentes são unidirecionais (só permitem a passagem do sinal num sentido), o canal de ida e o canal de retorno têm obrigatoriamente de ser individualizados. Devido a isto, o circuito neste caso apresenta 4 terminais de cada lado, sendo chamado circuito a 4 fios (Fig. 03).

Fig. 03 – Circuitos a 4 fios

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MARCELO DIOGO DOS SANTOS 17 . adaptada por meio de uma híbrida. Como os circuitos interurbanos são aqueles que envolvem os sistemas multiplex.TELECOMUNICAÇÕES É possível. PROF. A híbrida. dessa forma podendo-se ligar a via interurbana à via urbana (Fig. conforme a indicação das setas. os circuitos utilizados por esse sistema são os a 4 fios. apresenta as mesmas características que um circuito a 2 fios. Fig. 05 . fazer a conversão de montagem a 4 fios para a montagem a 2 fios. 05.Híbrida Para todos os efeitos. mediante o emprego de um dispositivo chamado híbrida. cuja representação está feita na Fig. 04) Fig. entretanto. com extensão interurbana a 4 fios.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . permite a circulação da informação. sendo compostos por um canal de ida e um canal de volta. 04 – Ligação interurbana. um circuito a 2 fios.

TELECOMUNICAÇÕES 2. 07). utilizando um meio de transmissão comum (par de condutores. e que permita a identificação entre eles. essa técnica é conhecida como multiplexação. num mesmo meio de transmissão.). Fig. etc.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a multiplexação utiliza circuitos a 4 fios. 18 PROF. vejamos o que poderia ocorrer se colocássemos. todos ouviram a conversa dos outros. quando são transmitidos vários circuitos telefônicos entre dois pontos A e B. 06 – Ligação telefônica de 4 assinantes Percebe-se pela simples observação da figura que. se os quatro assinantes tirassem o telefone do gancho ao mesmo tempo. 6). Quanto maior o número de circuitos telefônicos utilizando o mesmo meio. Pelo exposto.4 CONCEITO DE MULTIPLEXAÇÃO Se um circuito utilizando um par de condutores. sendo difícil entabular uma comunicação sem ser perturbado. há necessidade da utilização de uma técnica que possibilite a comunicação sem interferência entre os circuitos. em que são empregados canais de ida e de volta. permite que duas pessoas possam estabelecer um diálogo sem problemas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . quatro circuitos telefônicos (Fig. verificamos que. radioenlace. maior seria o problema (Fig. Como já foi anteriormente informado.

08 temos do lado A a multiplexação.. identificação e separação dos canais transmitidos de A e B. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 19 .. através de um par de fios (de B para A o processo é idêntico). Fig. 08 estas serão identificadas perfeitamente e separadas sem que haja interferência entre as PROF. e transmitimos os mesmos de A para B. onde unimos vários canais 1A. conforme indica a Fig. 07 – Ligação telefônica de 8 assinantes. Na Fig. 2A . 08 – Ligação telefônica através do multiplex.TELECOMUNICAÇÕES Fig. nA.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . No lado B temos a demultiplexação. ou seja. Se forem transmitidas diversas informações.

Como verificamos. a multiplexação é uma técnica de grande utilização para que se possa. que será por nós tratada de mux. primordialmente.5 TIPOS DE MULTIPLEXAÇÃO Atualmente são utilizados diversos tipos de multiplexação os quais estão divididos em dois grupos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 2. conforme a propagação do sinal seja no espaço ou num meio físico: . as dificuldades geográficas entre os mesmos. . sendo divididos em dois grupos. também irão ditar qual o processo mais econômico a ser utilizado. baseado no número de canais a serem transmitidos. 20 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Os meios de transmissão basicamente não alteram o equipamento multiplex.Sistemas de transmissão via rádio. porém a distância entre os pontos que desejam se comunicar.Sistemas de transmissão via linha física. bem como a confiabilidade e qualidade desejadas para o sistema. MEIOS DE TRANSMISSÃO UTILIZADOS PELO MULTIPLEX A escolha do meio de transmissão a ser utilizada num sistema multiplex é.TELECOMUNICAÇÕES mesmas. TÉCNICA ANALÓGICA A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de freqüência (FDM – “Frequency Division Multiplex”). de acordo com a técnica utilizada: TÉCNICA DIGITAL A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de tempo (TDM – “Time Division Multiplex”) e será apresentada em outro objetivo. 2. aproveitar um meio de transmissão. racionalmente.

entre o transmissor e o receptor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 21 . chamado transceptor. de forma localizada. através de uma antena. Um transmissor de rádio pode ser encarado como um elemento que provoca continuamente. em todas as direções. que se propaga no espaço. Inicialmente. Uma antena receptora pode sentir estas perturbações e. se variarmos uma característica da onda gerada pelo transmissor. Esta onda original é chamada de portadora ou rádio-freqüência e serve apenas para estabelecer o contato. haverá recepção dos sinais daquele transmissor. Fig. uma perturbação eletromagnética. por um modulador e um demodulador. 09 apresenta a configuração básica da ligação entre duas localidades feitas por meio de um sistema rádio. e pelas antenas de transmissão e recepção. através do espaço.TELECOMUNICAÇÕES 3. Vejamos como o sinal multiplex. é processado pelo rádio.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO A Fig. fazendo com que um receptor sintonizado nesta freqüência. PROF. onde está indicada como é realizada a conexão entre a Estação Multiplex a Estação Rádio. envia para o espaço ondas eletromagnéticas de freqüência fixa. 09 – Ligação via rádio A Estação Rádio é composta basicamente por um transmissor e um receptor. atenuando-se com a distância. apenas saiba que o transmissor está no ar. No entanto. que neste caso é a informação que desejamos enviar. chamado MODEM. na recepção é possível detectar estas variações impressas na onda original.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . quando o transmissor é colocado em funcionamento. se estiver ligada a um equipamento conveniente (receptor).

se chama onda moduladora.TELECOMUNICAÇÕES O sinal que representa a informação e que variará uma característica da onda portadora. Ao processo de variação de uma característica da onda portadora de acordo com o sinal elétrico da informação. que será o nosso sinal mux. regenerando-se a informação original da localidade de A. será necessário um outro canal de RF. o equipamento que sente as variações da portadora e recupera a informação chama-se demodulador. esta informação é processada pelo modulador-transmissor. fazendo com que tenhamos uma onda portadora modulada na antena transmissora. há interesse no estudo dessas propagações. sendo processada pelo receptor-demodulador. ao enviarmos o sinal multiplex para a Estação Rádio. Quando existem obstáculos físicos que atrapalham a propagação das ondas no espaço. e um outro em paralelo para substituir o principal em caso de falhas chamado de proteção. na localidade A. Esta onda é captada pela antena receptora da Estação de Rádio da localidade B. Devido a isto. Ao conjunto de estações repetidoras. a informação de B para A. o equipamento que produz a modulação chama-se modulador e normalmente está junto ao transmissor. A variação da amplitude da onda portadora constitui o método denominado modulação em amplitude (AM) e. os sistemas rádio são classificados internacionalmente de acordo com as faixas de freqüências utilizadas e que estão apresentadas na tabela a seguir. estando normalmente junto do receptor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . utilizam-se estações intermediárias ao longo das rotas de rádio. Como este processo é unidirecional. Como os sistemas de telecomunicações utilizam principalmente freqüências a partir de HF. chamadas estações receptoras. Deste modo. Vamos então analisar de 22 PROF. chamamos de tronco de rádio. A rádio-frequência (onda portadora) utilizada para a transmissão de informação da localidade A para B. dependendo da freqüência emitida pelo transmissor. É importante observar que num tronco de rádio podemos ter mais de um canal de RF em cada direção. Do lado da transmissão. isto é. nos sistemas de alta confiabilidade. chamamos de canal de RF (canal de rádio-frequência). ou quando este sinal está demasiadamente enfraquecido devido às características de programação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . As ondas eletromagnéticas propagam-se de maneiras diferentes. onde são indicados alguns serviços que empregam estes sistemas. para transmitirmos na direção inversa. As estações Rádio de A e B são chamadas de estações terminais. Geralmente. chamamos de modulação. para a variação da freqüência da onda portadora. que é então entregue ao multiplex de B. teremos a modulação em freqüência (FM). chamado principal. Do lado da recepção. temos um canal de RF para transmitir as informações. a fim de regenerar ou retransmitir as ondas.

tropodifusão e satélite. serviços marítimos. TABELA I . . . Ondas Médias H.L.F.F.F.H. .H. Ondas Longas M. L.L. os princípios básicos de propagações dos sistemas rádio empregados pelo multiplex. bombeiros etc. Microondas E. E.Extremely High Frequency PROF. S. DESIGNAÇÃO LEIGA EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO Comunicações para submarinos.F. .F.F.F.Super High Frequency E.CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS RÁDIO FAIXA DE FREQUÊNCIA 300 Hz a 3000 Hz 3 KHz a 30 KHz 30 KHz a 300 KHz 300 KHz a 3000 KHz 3 MHz a 30 MHz 30 MHz a 300 MHz 300 MHz a 3000 MHz 3 GHz a 30 GHz 30 GHz a 300 GHz DESIGNAÇÃO TÉCNICA E.Very Low Frequency L. . serviços de segurança pública (polícia. sistemas comerciais e particulares de comunicação.F.) Comunicação pública a longa distância: sistemas interurbanos e internacional em radiovisibilidade.F Ondas Tropicais Ondas Curtas Auxílio a navegação aérea.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .Very High Frequency U.H.H. Radiodifusão local e distante.TELECOMUNICAÇÕES forma bem simples.C. Ondas Muito Longas Ondas Extremamente Longas V.F.F.H.Low Freequency M.H.F.F. . para escavações de minas etc. serviços marítimos (Estações Costeiras) Transmissão de TV.H.Ultra High Frequency S. .F.F.Extremely Low Frequency V. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 23 . radiodifusão local.H.F. U.Medium Frequency H.L.F .High Frequency V. V. .L.

na realidade. As partes superiores da onda se expandem para o espaço e.10 apresenta uma antena de rádio HF emitindo ondas esféricas e concêntricas. quando se refere apenas ao efeito do retorno da onda. numa altura de 80 a 150 km. O fenômeno. que as moléculas dos gases estão bem mais afastadas umas das outras do que nas menores alturas. Fig. incidindo sobre essas moléculas. 10 – Transmissão em HF 24 PROF. Esta mudança de direção é tal que faz as ondas retornarem para a Terra como se “refletissem” na ionosfera. a atmosfera é tão rarefeita. através de vários “pulos”.1. Esta onda que retorna é chamada onda celeste. As partes inferiores das ondas se propagam junto à superfície da Terra (onda terrestre). nestas alturas formam-se camadas de íons e de elétrons livres. determinando o nome de ionosfera.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . arrastam seus elétrons. atingir grandes distâncias. encurvando e mudando de direção as ondas de rádio que nela penetram de baixo para cima.TELECOMUNICAÇÕES 3. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . por absorção no terreno. A energia solar. principalmente na forma de raios ultravioletas. Nestas alturas. e de refração ionosférica (por mudança de índice de refração) mas comumente se diz “reflexão ionosférica”. Desta maneira. pode se refletir novamente na superfície terrestre. a ionosfera apresenta índices de refração diferentes das camadas mais baixas. transformando em íons positivos.1 Sistemas de rádio HF A Fig. acompanhando a curvatura desta e perdendo energia rapidamente com a distância. repetindo o fenômeno da refração ionosférica e. chamada ionosfera. Dependendo da concentração dos elétrons formados. encontram uma das principais camadas da atmosfera terrestre.

sendo empregados para as ligações internacionais de longa distância. podem ser focalizados por antenas convenientes. as ondas de rádio começam a se comportar como ondas de luz. os índices de refração na ionosfera são instáveis. Na Fig. 11 está exemplificado o que falamos: a parte das ondas que vai para cima atravessa a ionosfera e se perde no espaço. atingindo a ionosfera. estas provocam tempestades magnéticas que. 3. sem estações repetidoras. até uma distância de mais ou menos 80 a 100 do ponto de transmissão. ou seja. nessas freqüências. nas faixas de VHF (30 MHz a 300 MHz) e UHF baixa (300 MHz a 900 MHz). Além disso. Fig. propagam-se em linha reta. fazendo com que as ondas não sejam mais refratadas de volta para a Terra. não as refratando mais de volta para a Terra. fazendo com que a onda celeste tenha também intensidade variável. Nesta situação interrompem-se as comunicações. modificam os índices de refração de tal maneira. perdendo-se no espaço exterior.TELECOMUNICAÇÕES Este mecanismo de propagação não é confiável nem de boa qualidade porque.1. Daí em diante a onda se afasta da Terra. 11 – Propagação VHF/UHF PROF. A parte da onda que se irradia junto a superfície terrestre é útil até o horizonte. sendo a energia solar incidente na alta atmosfera de intensidade variável.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Os sistemas rádio HF utilizadas pelo multiplex possuem uma capacidade máxima de 8 canais telefônicos.2 Sistema de rádio VHF/UHF Passando-se a transmissão para freqüências mais elevadas. isto é. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 25 . Quando ocorrem grandes perturbações solares. a experiência mostra que a ionosfera é transparente a essas freqüências. refletem-se em obstáculos.

Fig. onde está a antena receptora. chegamos na região de microondas (900 MHz a 30000 MHz). A antena se comporta como a lâmpada de uma lanterna e o refletor focaliza as ondas de rádio para a sua frente. Dessa antena as ondas são levadas por um guia de onda até o rádio receptor.3 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade Subindo mais ainda a frequência. serve para transmitir e/ou receber mais um canal de RF. Nestas freqüências as ondas de rádio se comportam praticamente como ondas de luz. juntamente com o refletor. Por isso este mecanismo de propagação também se chama em linha de visão ou visada direta. Devido a sua forma o refletor chama-se refletor parabólico ou parábola. geralmente. focaliza as ondas no seu ponto central. O rádio transmissor está ligado a antena por um condutor especial. podem ser focalizadas como em grandes lanternas e se propagam em linha reta. 24 ou 60 canais). Os sistemas rádio VHF/UHF utilizados pelo multiplex são empregados nas comunicações interurbanas estaduais. como mostra a Fig. Este tipo de transmissão é utilizada em serviço que exige alta confiabilidade a distância menores que em HF. tendo média capacidade (12. por sua vez deve estar quase ao alcance visual. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 12 – Utilização de refletores parabólicos em microondas. por sua vez. numa torre. Cada antena de microondas com sua respectiva parábola.1. estando fixada. 26 PROF.TELECOMUNICAÇÕES Podemos imaginar que a antena transmissora ilumina diretamente a antena receptora que. Para distância maiores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . As microondas focalizadas pela parábola transmissora incidem diretamente sobre a parábola receptora que. a qualidade se deteriora rapidamente. podendo alcançar até 200 km se forem empregadas duas a quatro estações repetidoras. chamado guia de onda. 12.

13. 300. edifícios) e estão distanciadas no máximo de 50 a 60 km. Esta propagação também se denomina visada direta ou radiovisibilidade. sendo utilizados pelo multiplex para ligações interurbanas a longa distância. Fig. 3. de tronco de microondas.TELECOMUNICAÇÕES Vemos. ao longo da rota de transmissão. portanto. sem vias de fácil acesso. que fazem um espalhamento em todas as direções de uma onda PROF. utiliza-se um outro sistema de propagação chamado tropodifusão. A troposfera é uma camada da atmosfera que se situa entre 3 e 12 km de altitude. o sinal de microondas sai da estação terminal da localidade de destino. conforme mostra a Fig.4 Sistemas de rádio-tropodifusão Para estender os sistemas de telecomunicação às regiões inóspitas. comumente. através de repetições sucessivas. possuindo capacidades típicas de 120. Os sistemas de rádio-microondas em visibilidade são de alta qualidade e confiabilidade. Por isso as torres são normalmente colocadas em pontos elevados (morros.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 13 – Tronco de microondas Assim. 960. o que tornaria muito difícil a manutenção das estações repetidoras. A este tronco de rádio chamamos. a fim de regenerar o sinal de radiofreqüência enfraquecido devido as perdas na propagação. que nenhum obstáculo pode interceptar o feixe de microondas entre duas antenas.1. como se fossem nuvens invisíveis. 600. empregando propriedades da troposfera de difundir as ondas de rádio de alta freqüência.apresentando não homogeneidades de índices de refração. 1800 e 2700 canais telefônicos. É também um sistema de microondas mas que não utiliza a visada direta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 27 .

e uma antena parabólica. 28 PROF. de um transmissor na faixa de 1 a 2 GHz de potência elevada. O feixe de microondas tangenciando a Terra incide na troposfera. 14). MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 14 – Sistema de rádio tropo difusão Como o sinal difundido na troposfera chega ao receptor com muito baixa intensidade. apontada para o horizonte na direção em que se deseja a transmissão. O processo é semelhante ao espelhamento da luz de holofotes anti-aéreos que incide nas nuvens. onde é difundido. pois não se tratam de “bolhas ionizadas”. o espalhamento troposférico das ondas de rádio é um fenômeno estável.TELECOMUNICAÇÕES de rádio incidente nessas freqüências. entre 1 e 2 kW. sendo empregados principalmente em ligações interurbanas em regiões inóspitas. Uma outra antena receptora de iguais dimensões. sendo percebida na superfície terrestre. que pode ser de grades dimensões. situada cerca de 300 km de distâncias. a atmosfera já é algo rarefeita e estável. que normalmente é de 120 e no máximo de 300 canais telefônicos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Este espalhamento se dá a uma altura de aproximadamente 10 km. Assim. Nas alturas próximas a 10 km. estas “bolhas” de índices de refração diferentes permanecem estáveis e não dependem da energia solar para a sua formação. tal como a Amazônia no Brasil. Desta forma. capta este sinal difundido que chega muito fraco ao destino (Fig. O sistema consta. Os sistemas de tropodifusão cobrem grandes distâncias sem necessidade de estações repetidoras (300 a 400 km). o que possibilita comunicação com boa confiabilidade. basicamente. esta deficiência limitará a capacidade de canalização desses sistemas. pois não há mais as influências climáticas da baixa atmosfera. Fig.

cobrindo praticamente um hemisfério.5 Sistemas rádio-satélite Para as comunicações transoceânicas de alta confiabilidade e qualidade. Neste satélites são instalados pequenos receptores e transmissores que. recebem. elíptica. Ao receber o sinal de uma das estações terrenas. que operam em microondas. estes sistemas rádios utilizam como meio de propagação guias de ondas. principalmente à condições atmosféricas no espaço livre. Neste caso o satélite denomina-se síncrono. ampliam e reenviam os sinais para a Terra. que guiam internamente as ondas de rádio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 29 . para concentrar toda a potência devido a distância. Isto ocorre porque nesta órbita do satélite e gravidade é equilibrada pela força centrípeta.). etc. porém somente o país para o qual se destina a comunicação poderá utilizá-la. na faixa de 4 a 6 GHz. permanecendo estacionário a 36000 km de altura. PROF. Os transmissores são de potência elevada e os receptores são de alta qualidade. de diversos tipos de seção reta (circular. normalmente são de grandes dimensões.6 Sistemas rádio em EHF Como nessa faixa de freqüência a onda de rádio sofre grandes perturbações devidas. 3. chamadas de estações terrenas. As antenas que focalizam as ondas de rádio em feixes muito fino. são empregados os sistemas de rádio-satélite que são mais econômicos que os cabos submarinos.1. São condutores especiais e ocos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Estes sistemas são de altíssima capacidade (500000 canais telefônicos) e estão em fase de desenvolvimento. possuindo amplificadores especiais (amplificadores paramétricos). Estes sistemas utilizam como repetidora um satélite artificial em órbita geoestacionária. Assim. o satélite amplifica e devolve para a Terra. que tem um movimento de translação ao redor da Terra de modo a ter a mesma velocidade angular que o planeta. incidindo em todas as estações terrenas que focalizam este satélite. o satélite é uma repetidora de alta qualidade com acesso múltiplo por vários países.TELECOMUNICAÇÕES 3. Os países que se comunicam por este Processo dispõem de estações terminais. Como três satélites síncronos. isto é. permanecendo apontadas para os satélites por processos automáticos. colocados a 120° em relação ao centro da Terra. pode-se cobrir todo o planeta.1. basicamente.

15).2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA Ao contrário dos sistemas via rádio onde foi necessário processar o sinal multiplex.1 Pares de Fios Como já vimos anteriormente. os pares de fios têm sua maior aplicação na transmissão dos sinais de voz entre o telefone e a Central Telefônica Local (quando compõem os cabos de assinantes) ou entre a Central Telefônica Local e outra Local ou Central Tandem (quando compõem os cabos de linhas tronco). conforme a sua construção mecânica: linhas bifilares e linhas coaxiais. a fim de ser possível a sua propagação no espaço. 15 – Linhas físicas para comunicações 30 PROF. 3.2. envolto por um outro externo de forma cilíndrica. As linhas bifilares são construídas mecanicamente por dois condutores idênticos e paralelos. Os condutores são geralmente de cobre. nos sistemas via linha física o sinal impresso neste meio é o próprio sinal mutiplex. geralmente de cobre ou alumínio. As linhas coaxiais são construídas mecanicamente por um condutor interno. separadas por um material isolante. Fig. No primeiro grupo temos os pares de fios que compõem os cabos de pares. plástico ou ar (Fig. as linhas abertas e as linhas de transmissão de energia elétrica. convertendo-o em ondas eletromagnéticas. separados por um material não condutor. que pode ser papel. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . sendo o material isolante de polietileno maciço ou discos do mesmo material (Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . As linhas físicas utilizadas para comunicações podem ser divididas em dois grupos. No segundo grupo temos os cabos coaxiais terrestres e os cabos coaxiais submarinos. 15).TELECOMUNICAÇÕES 3.

denominados “carrier de assinantes” são muito utilizados em regiões limítrofes de pequenas cidades. 16).Cabos Aéreos . têm a finalidade de compensar principalmente a atenuação que o sistema multiplex sofre ao se transmitir através do par de fios. onde um mesmo cabo de pares serve sítios. Conforme a instalação os cabos de pares classificados em: .TELECOMUNICAÇÕES Entretanto.91 mm (19 AWG) e que é empregado num cabo de linhas tronco necessita de repetidores de 10 em 10 km para transmitir 12 canais. visto que o par simétrico é um circuito a 2 fios. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 31 . normalmente pela sua grande extensão como geralmente é o caso. o repetidor de linha é basicamente composto por 2 híbridas e 2 amplificadores. e por repetidores de linha. para permitir a amplificação do sinal nas duas direções. à semelhança das estações repetidoras de rádio. Para se ter uma idéia prática da distância entre os repetidores de linha. Esta atenuação. visto que a instalação de novo cabo é muito onerosa.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . porém necessitamos de mais pares.Cabos Diretamente (enterrados) PROF. No caso do “carrier” de assinante existe também o equipamento multiplex junto a cada assinante (Fig. para as faixas de frequência utilizadas pelo multiplex. a instalação deste cabo é de grande importância. Os repetidores de linha. Como as características de transmissão dos pares de um cabo sofrem grandes influências do meio externo. 16. O sistema de transmissão sobre par de fios é normalmente composto pelo equipamento multiplex das Centrais Telefônicas Local e Tandem. casas de campo ou mesmo fazendas. até 120 canais (usados em linhas tronco). a capacidade de transmissão deste cabo pode ser ampliada pelo uso do multiplex com capacidade variando desde 12 canais (usados em linhas de assinantes). Como podemos ver pela Fig. quando os pares de um cabo de assinantes ou de um cabo de linhas tronco estão todos ocupados. Os primeiros. um par de fios cujo diâmetro do condutor é de 0. é muito maior que a atenuação para a faixa de voz no mesmo par.Cabos em Dutos .

2. O aterramento elétrico da carcaça desses cabos é importante para que não sofram a influência de ruídos externos ou ação de descargas atmosféricas. maior estabilidade de característica de transmissão. caracterizando a pressurização. o que evita a entrada de umidade.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . mantendo inalteradas 32 PROF. e os condutores utilizados geralmente são de cobre. Por serem blindados. bem como a distância entre os pares. Desta forma ele não se deforma sob a ação do seu próprio peso. Os cabos passados em dutos são mais protegidos pois correm no subsolo. dado o seu peso. o cabo aéreo apresenta maior facilidade de manutenção. De todos esses tipos. além de permitirem a fixação e isolamento. 3. são sustentados longitudinalmente por um fio de aço. ácidos presentes no subsolo e mesmo contra a ação de organismos que atacam sua proteção.2 Linhas Abertas As linhas abertas são linhas bifilares em que o material isolante (dialétrico) é o ar. evitando variações em suas características. Os cabos diretamente enterrados são especialmente protegidos contra a ação direta das águas. chamado cabo mensageiro ou simplesmente mensageiro.TELECOMUNICAÇÕES Fig. colocados em postes que. Aqui é mais importante o aspecto da pressurização devido a presença direta da água. 16 – Sistemas de transmissão sobre par simétrico Os cabos aéreos são instalados em postes e. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . podem admitir injeção interna de ar. Os sistemas de linhas abertas são montados sobre isoladores. enquanto que o cabo de dutos. garantem o espaçamento entre os fios de cada par.

podem ser 2 ou a 4 fios. onde uma ligação rádio em VHF/UHF exigiria muitos repetidores. bem como o diâmetro dos condutores empregados. através das indutâncias mútuas. A distância entre os postes é normalmente de 50 m. suas características ficam expostas as variações de temperatura e umidade. Esta perturbação é caracterizada pelo aparecimento de uma parcela do sinal de um sistema no outro paralelo. Além disso. algumas vezes. dependendo do modo de transmissão do meio. Isto causará uma perturbação elétrica entre os sistemas paralelos. provocando interrupção ou degradação da qualidade. o que limita a capacidade de canalização das linhas abertas. se por circunstâncias especiais não for necessária outra medida. pode haver um acoplamento magnético ou mesmo elétrico entre os fios de pares diferentes. mesmo em freqüências mais elevadas. porém o seu maior emprego é como meio de transmissão multiplex. usam-se fios com alma de aço recoberta de cobre. para ligações interurbanas em frequência de voz. que o par simétrico. ou no caso de linhas de menor importância. que utiliza condutores com diâmetros de 2. Estes repetidores têm a mesma função que aqueles utilizados nos sistemas de par simétrico. fios de ferro galvanizado. Daí a sua utilização. apodrecimento dos postes (quando são de eucalipto) e quebra de galhos ou árvores sobre os fios. um sistema de ondas portadoras para 12 canais telefônicos. os sistemas de linha aberta são sujeitos as intempéries.60 mm. No entanto. devido ao fato dos sistemas de linha aberta correrem em paralelo por longas distâncias. PROF. isto é. chamada diafonia. o espaçamento entre os repetidores é muito maior que aquele para o par simétrico. dado o seu caráter de operação em visibilidade. Na construção de linhas que sofram esforços mecânicos maiores. Estes sistemas são normalmente utilizados em regiões muito montanhosas e acidentadas. Um sistema de transmissão por ondas portadoras é basicamente composto pelos equipamentos multiplex terminais e por receptores de linha que. normalmente 3 ou 12 canais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 33 . quando toma o nome consagrado de transmissão por ondas portadoras. Por exemplo. estes sistemas são de baixa capacidade.TELECOMUNICAÇÕES as características de transmissão ao longo da linha. Desde modo. como as linhas abertas apresentam pequena atenuação por unidade de comprimento. Outros fatores que limitam o emprego desse meio são: roubo dos fios de cobre (material bastante caro).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . só necessita repetidores de 100 em 100 km. Entretanto. Devido as características de construção. as linhas abertas oferecem uma atenuação muito menor. Finalmente. aumentando a medida que cresce a freqüência do sinal perturbador. num mesmo poste podem passar diversos sistemas em linha aberta.

Assim. visto que as tensões mais baixas possuem um número muito grande de ramificações para a distribuição de energia elétrica. Deste modo. tendo os sistemas de ondas portadoras capacidade para 12 canais. menor a atenuação por unidade de comprimento do cabo. a linha de transmissão de energia elétrica tem um nível de ruído consideravelmente. 34 PROF.4 Cabos Coaxiais Terrestres A fim de superar as limitações dos sistemas de transmissão sobre linha física apresentados até agora. em que os condutores empregados têm um diâmetro muito maior. como as linhas são de alta tensão. Por exemplo. Devido a estes fatores limitantes. obrigando o uso de uma quantidade muito grande de equipamentos o que as torna economicamente inviáveis. 3. bem como o material isolante entre eles. ocorrem interferências devido ao fenômeno de corona e as correntes intermitentes de perda nos isoladores.2. Estas linhas se comportam basicamente como linhas abertas. No entanto. somente aquelas que operam com tensões acima de 33 KV são utilizadas. num sistema. devido principalmente as descargas atmosféricas e mudanças bruscas de carga. quanto maior a relação entre os diâmetros e quanto maior o diâmetro interno. de transmissão de energia elétrica de 200 KV. Os diâmetros dos condutores interno e externo.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica As linhas de transmissão de energia elétrica de qualquer tensão podem ser empregadas como meio de transmissão de multiplex. maior. passando a constituir os principais meios de transmissão sobre linha física para sistemas de comunicações de média e alta capacidade. os cabos coaxiais permitem a utilização de faixas de freqüências bem mais amplas. basicamente os sistemas de transmissão de energia elétrica só são empregados como meio de comunicação pelas próprias companhias de distribuição de energia elétrica. determinam as características de transmissão dos cabos coaxiais. Entretanto.2. quando o tempo está úmido. Outro fator importante é que as características de transmissão de energia elétrica são muito variáveis ao longo da linha. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . existe uma serie de fatores que limita o seu emprego: comparada com o par de fios e com a linha aberta. o que faz com que as atenuações por unidade de comprimento sejam ainda mais baixas que aquelas das linhas abertas. evitando a irradiação de energia e a captação de sinais externos.TELECOMUNICAÇÕES 3. Além disso.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . num sistema de ondas portadoras de 12 canais só necessita um repetidor de linha a cada 300 km. foram desenvolvidos os cabos coaxiais que funcionam como linhas blindadas.

Os sistemas de cabos coaxiais são constituídos basicamente de forma idêntica aos outros sistemas via linha física. É denominado cabo.4 mm e 2.12000 4300 . Os cabos coaxiais utilizados pelo multiplex estão padronizados em dois tipos: 1. isto é. 5 mm significa diâmetro externo do condutor interno de 2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF.2540 60 . Os sistemas de cabos coaxiais podem ter um só cabo coaxial.4028 60 . estão indicados a banda de transmissão do sinal multiplex. utiliza discos de plástico para diminuir as perdas (menor atuação) e para torná-lo mais flexível.4028 60 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 35 . ou vários cabos coaxiais (2. dado o seu maior diâmetro. o cabo misto. O primeiro é utilizado em sistemas de transmissão de média capacidade.Tabela de Sistemas de Cabo Coaxial. 6/9.4 mm NÚMEROS DE CIRCUITOS MULTIPLEX 60 .5 1. sendo o dielétrico maciço.6 mm e diâmetro interno do condutor externo de 9. além do tipo de cabo empregado.6 / 9.TELECOMUNICAÇÕES Estes cabos são designados pelos diâmetros de seus condutores. o número de tubos coaxiais empregados. formado pelos equipamentos multiplex das estações terminais e pelos repetidores. 15). CABO COAXIAL DE BANDA DE TRANSMISSÃO (KHz) DISTÂNCIA NOMINAL ENTRE REPETIDORES (Km) TUBOS COAXIAIS 2 4 8 1. sendo os seus cabos coaxiais chamados de tubos. 17 .5 mm.4 ou 8) montados juntamente com vários pares de fios constituindo um cabo misto. empregado em sistemas de transmissão de alta capacidade. e os pares de fios de pares intersticiais. a distância nominal entre repetidores.2 / 4.5 mm (fig. 17 a seguir apresenta os principais sistemas de cabos coaxiais existentes onde.5 mm Fig. o cabo de 2.60000 6 3 3 9 9 9 4.2/4.6000 300 . Vale aqui ressaltar a nomenclatura corrente quanto a estes cabos mistos. bem como a capacidade de canalização de cada sistema.5 300 600 1200 960 1920 3840 1260 2520 5040 600 1200 2400 960 1920 3840 NORMALMENTE P/TV 2700 5400 10800 10800 21600 43200 COAXIAL CABO DE 2. A tabela da Fig.1300 60 . Por exemplo.6000 60 . O segundo.6/9.

sua manutenção é altamente dispendiosa. esta proteção é dupla. Externamente há um material de proteção refratário aos ataques da água do mar. existe uma maior proteção mecânica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . A fig. onde não existem perturbações mecânicas. o cabo submarino recebe uma proteção extra de cabos de aço.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . exigindo um navio para içar o cabo do fundo do mar.5 Cabo Coaxial Submarino É um sistema de cabo coaxial especial que se entende sobre leitos de oceanos.2. Assim. visto que sendo os mesmos submersos. sendo a diferença básica a grande confiabilidade exigida para os repetidores. da ordem de uma milha náutica (1853 m) da praia. O material isolante é plástico. A composição de um sistema de cabo submarino é idêntica ao do cabo terrestre. 18 . interligando países. sendo o condutor externo também de cobre com diâmetro típico de 38. sendo o condutor interno de cobre com diâmetro externo típico de 8. tomando o nome de cabo simples armado. Fig. utilizado em águas profundas.TELECOMUNICAÇÕES 3. A parte central é feita de cabos de aço trançados para dar maior resistência à tração. atualmente já existindo sistemas para até 1260 canais telefônicos. Quando o cabo já se aproxima da orla marítima.4 mm. Quando já aflora na costa.1 mm.cabos submarinos 36 PROF. A tecnologia de cabos submarinos está em franco progresso. geralmente polietileno. tomando o nome de cabo duplo armado. 18 mostra a estrutura simplificada de um cabo submarino de tipo leve.

onde tem a função de concentrar a fim de utilizar da maneira mais racional um meio de transmissão da alta capacidade. tais como: sinais telegráficos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. Fig.Serviços de telecomunicações PROF. também é utilizado para o envio de informações sob outras formas de sinais.TELECOMUNICAÇÕES 4 SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES Embora o multiplex telefônico se destine primordialmente a transmissão de sinais de voz. sinais de cabos etc. 19 mostra o esquema básico de um sistema de telecomunicações. Deste modo. indicando claramente o multiplex como concentrador dos mesmos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 37 . onde estão apresentados os diversos serviços que podem ser prestados por tal sistema. sinais de fac-símile. o multiplex telefônico é empregado por quase todos os serviços de telecomunicações. 19 .

4. Pela Fig. Para ambas as modalidades. Como podemos notar. conforme o serviço de telecomunicações. através de Mesas IU ou de Centrais Telefônicas Local e Interurbana. cuja função é analógica aquela desempenhada pela Central Telefônica. como por exemplo 24 canais telegráficos. este circuitos podem ser alugados de modo permanente ou temporário.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . num único canal de voz do multiplex telefônico. com Estações Costeiras e. Para este fim o navios se interligam. 19 observamos que os canais de voz do multiplex telefônico recebem diversos tipos de sinais. 4. os canais de voz do multiplex telefônico servem de meio de transmissão para o multiplex telegráfico. são devidamente concentrados no multiplex.TELECOMUNICAÇÕES Como podemos notar. através de sistemas de rádio HF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO Este tipo de serviço permite a comunicações das embarcações em alto mar com os assinantes da telefonia pública ou rede telegráfica. o único serviço que não utiliza o multiplex telefônico é o de transmissão de programas de televisão. os sinais de voz provenientes dos telefones dos assinantes. 4. que tem função idêntica a do telefone para os sinais de voz. Neste serviço.4 CIRCUITOS Conforme a necessidade do usuário. ao multiplex telegráfico. Os sinais telegráficos das máquinas telex são enviados diretamente (circuitos ponto a ponto).ou através da Central Telex (circuito telex). Na localidade distante.2 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA Neste serviço a informação do assinante é convertida em sinais telegráficos através da máquina telex. para a localidade de destino. alcançam a rede nacional de telefonia ou telegrafia. os circuitos passam 38 PROF. Este equipamento concentra conjuntos de canais telegráficos. o sinal é recebido por outro Centro de TV que o distribui para as emissoras e/ou outras localidades.1 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA Neste serviço. 4. o sinal gerado pela emissora local é entregue a um centro distribuidor (Centro de TV) que envia através de um meio de transmissão adequado. como já vimos.

5 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE Para este serviço é empregado um equipamento chamado canal programa. a semelhança de outros equipamentos multiplex. c) Sinais compostos Por intermédio de um equipamento chamado fônica. é possível a transmissão simultânea. cuja faixa de frequência é maior que aquela para transmissão de voz. para as localidades de destino. canais de áudio para TV etc. Quanto aos tipos de sinais enviados através dos circuitos alugados. como por exemplo páginas de jornais. através do multiplex telefônico. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 39 . 4. que podem ser inclusive imagens estáticas (foto telegráfica). como por exemplo computadores. que a finalidade de distribuir os sinais. 4. a saber: a) Sinais de voz Transmissões radiofônicas. PROF.TELECOMUNICAÇÕES pelo centro de áudio.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de sinais de voz e telegráfica. os sinais dos dados assinantes desta rede são devidamente concentrados por um multiplex digital.6 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS Para melhor aproveitar o multiplex telefônico. num único circuito. b) Sinais de facsímile Transmissões entre dois pontos distantes de informações gráficas. a fim de envia-lo ao multiplex. para processar devidamente o sinal musical. d) Sinais de dados Provenientes das máquinas de Processamento de dados. estes podem ser os mais variados.

opcionalmente. 40 PROF. há diversas informações trocadas entre o assinante e a central e entre as centrais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . e consiste em uma série de sinais audíveis emitidos da central para o assinante e referem-se a estados da conexão. Compreendem-se os seguintes sinais: • • • • • 5.2 Tom de Discar Corrente de Toque de Chamada Tom de Controle de Chamada Tom de Ocupado Tom de Número Inacessível SINALIZAÇÃO DE LINHA É o conjunto de sinais destinados a efetuar a ocupação e supervisão enlace a enlace dos circuitos que interligam duas centrais telefônicas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . permite o envio de sinais de tarifação.TELECOMUNICAÇÕES 5 INTRODUÇÃO À SINALIZAÇÃO Para o perfeito funcionamento de um sistema telefônico.É o órgão ou função de uma central de comutação. responsável pelo envio dos sinais de linha no sentido “para frente”. e recebimento dos sinais de linha no sentido “para trás”. Para realizar esta troca de informações existe a sinalização podendo ser dividida em três grupos: • Sinalização Acústica • Sinalização de Linha • Sinalização de Registro 5. Juntor .1 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA É que estabelece a integração usuário-equipamento. responsável pela interface com o meio de transmissão.É o órgão associado à extremidade de origem do canal de sinalização. Equipamento de Comutação de Saída .

Sinal de Desligar para Frente .É o sinal emitido para trás. a partir deste. Sinal de Tarifação . Sinal de Desligar para Trás . nos circuitos entre a estação local de origem e o primeiro ponto de tarifação. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. em resposta a um sinal de desligar para frente. pelo juntor de entrada associado. e transmissão dos sinais de linha no sentido “para trás”. Sinal de Desconexão Forçada . provocando o bloqueio do mesmo. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. para indicar que ocorreu a ocupação dos órgãos associados ao juntor de entrada.É o órgão associado à extremidade de destino do canal de sinalização.É um sinal emitido para trás. de acordo com a cadência correspondente ao degrau tarifário. Tendo emitido o sinal de desconexão forçada. Sinal de Bloqueio . que se inicia com o recebimento do sinal de desligar para trás. pelo juntor de saída para levar o juntor de entrada associado à condição de ocupado. após ocorrida temporização. responsável pelo recebimento dos sinais de linha no sentido “para frente”.É um sinal que substituí o sinal de desligar para trás. recebendo o sinal de desconexão forçada a central local desfaz a conexão estabelecida.TELECOMUNICAÇÕES Equipamento de Comutação de Entrada .É um sinal emitido para trás. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. pelo juntor de saída ao juntor de entrada associado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para liberar.É um sinal emitido para trás. para indicar que ocorreu a liberação dos órgãos associados ao juntor de entrada. Para indicar que o assinante chamado atendeu. em resposta a um sinal de ocupação. PROF. a partir deste ponto. o primeiro ponto de tarifação inicia a liberação da cadeia de comutação para frente. Sinal de Ocupação . a partir do ponto de tarifação por multimedição. para indicar que o assinante chamado desligou. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. Sinal de Confirmação de Ocupação .É um sinal emitido para frente. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado.É um sinal emitido para trás. todos os órgãos envolvidos na chamada. Sinal de Confirmação de Desconexão . Sinal de Atendimento . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 41 . O sinal é emitido.É o sinal emitido para frente.É um sinal emitido para trás.

todas do tipo enlace a enlace. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Estas variantes são: Tecnologia de Transmissão Cabos de pares FDM Multiplexação freqüência por divisão Tecnologia de Comutação sinalização por loop de corrente contínua de sinalização: E + M contínua E + M pulsada Digital sinalização: E + M contínua E + M pulsada R2 Digital 5.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Os critérios básicos deste tipo de sinalização são: • Variação da resistência (e consequentemente da corrente) na linha. muitos sistemas empregam a sinalização de loop de corrente contínua a 2 fios.TELECOMUNICAÇÕES Sinal de Falha .É um sina emitido para frente. para indicar que houve falha no equipamento de origem. telefônicos 42 PROF.2. • Variação da polaridade na linha.1 Tipos de Sinalização de Linha A sinalização de linha a ser adotada consta de quatro variantes.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua Por motivos principalmente econômicos. a partir do juntor de saída associado. aplicáveis de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação.2. 5.

A presença ou ausência de sinal denota um certo estado de sinalização.duração de (600 ± 120) ms . entre os equipamentos de comutação e de transmissão. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz).duração de (150 ± 30) ms .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .4 Sinalização E & M contínua O sistema E & M contínua utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. confirmação de desconexão e desconexão forçada. São utilizados dois tipos de sinais cujos tempos de emissão são: • curto . Levando-se em conta a seqüência de tempo. um total de 4 estados de sinalização. em nível alto. tarifação e rechamada.3 Sinalização E & M pulsada O sistema E & M pulsada utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. atendimento. isto é.ocupação. digitais. • longo . A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de -48V. • digitais.desligar para trás. o que deverá corresponder.TELECOMUNICAÇÕES 5. nos equipamentos de transmissão: analógicos.48 V. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. A linha. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz).2.2. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. portanto. nos equipamentos de transmissão: • analógicos. o que deverá corresponder. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 43 . desligar para frente. o circuito terá as condições mostradas a seguir: PROF. tem dois estados possíveis em cada direção. em nível baixo. 5.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES FASES DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO DO SINAL SINALIZAÇÃO E+ M CONTÍNUA FIO M FIO E ausente ausente SINALIZAÇÃO E + M PULSADA FIO M FIO E Livre Ocupação sinal ocupação chamada em troca progresso registradores Atendimento sinal atendimento Conversaçã o Tarifação sinal de tarifação de de de ausente → presente 150 ms presente ausente sinalização entre ← presente presente 150 ms presente presente ← presente ausente durante 150 ms 150 ms Início da sinal de desligar para trás ← presente ausente 600 ms desconexão pelo destino Início da sinal de desligar para frente → ausente presente 600 ms desconexão pela origem Fim da sinal confirmação desconexão de de ← ausente ausente 600 ms desconexão Bloqueio sinal de bloqueio ← ausente presente permanente Sinalização E+M contínua / Pulsada 44 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

São informações relacionadas ao número do assinante chamado ou chamador. Em resumo. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída.TELECOMUNICAÇÕES Sinalização de Registradores A sinalização entre registradores é a responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. como estas condições estão sob controle do assinante chamador. na próxima página. PROF.. são mostrados como os sinais de linha são codificados. Na tabela: Sinalização R2 digital. O canal ab reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado). 5. O canal bb reflete as condições de ocupação do equipamento de comutação de entrada. este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). Estes canais são utilizados na troca de informações entre os juntores que utilizam enlaces PCM. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. condições de assinantes. pode-se dizer que a sinalização de registro é a troca de informações de controle entre as centrais. que devem ser trocadas entre as centrais para estabelecer uma conexão.3 SINALIZAÇÃO R2 DIGITAL O sistema utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 45 . apresentada a seguir. etc. tipos de assinantes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

46 PROF.TELECOMUNICAÇÕES FASE DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO CANAIS DE DO SINAL SINALIZAÇÃO OBSERVAÇÕES af tronco livre ocupação do tronco sinal de ocupação sinal de confirmação de ocupação chamada em progresso atendimento da chamada conversação sinal de desligar para trás desligamento da chamada sinal de desligar para frente sinal de atendimento 1 bf 0 0 0 ab bb 1 1 1 0 0 1 → ← 0 0 0 0 0 1 0 1 1 ← 0 0 0 0 0 1 1 1 ← → 0 1 0 X 1 X=0: A desliga primeiro X=1: B desliga primeiro sinal de confirmação de desconexão sinal de desconexão forçada sinal de confirmação de desconexão forçada situações especiais sinal de bloqueio sinal de falha ← → → ← → 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 Sinalização R2 Digital. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

e que são recebidos por um órgão no extremo da via denominado receptor. além de desempenhar a função de confirmação dos sinais para frente transporta. quando este tomou conhecimento da recepção do sinal para frente. o sinal para frente durará até o emissor constatar a presença de um sinal para trás disparado pelo receptor.4 SINALIZAÇÃO MULTIFREQUENCIAL A troca de informações na sinalização MFC efetua-se entre órgãos situados nos extremos de uma via de conexão. na origem do circuito. O sinal para trás permanecerá até que o receptor constante o desaparecimento do sinal para frente. O próximo sinal para frente marca o início do ciclo MFC seguinte e somente poderá ser emitido. simultaneamente. embora ambos sejam. emitido pelo registrador. A sinalização é do tipo compelido. exceto. Assim em condições normais. Estes órgãos recebem portanto essas designações em relação aos sinais para frente. citada anteriormente. uma limitação de tempo pelos elementos de temporização dos circuitos. Os sinais MFC ocorrem numa fase em que não há. também ordens ao emissor sobre seu modo de comportamento subseqüente. A troca de sinais MFC começa sempre com a emissão de um sinal para frente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 47 .TELECOMUNICAÇÕES 5. Na origem há um órgão chamado emissor que transmite os sinais para frente. Este transmite os sinais para trás (sentido contrário ao do tráfego) que alcançam o emissor citado. devido a uma limitação causada pela temporização. A duração do sinal para trás também não é definida a ser. onde se utiliza essa sinalização. quando o emissor reconhecer o desaparecimento do sinal para trás do ciclo anterior que. emissores e receptores. em que os sinais para frente e para trás são interdependentes. ainda. emissor Sinal para frente receptor a e d h b c g Sinal para trás Sinal para frente Sinal para trás PROF. de forma que a duração de cada sinal é determinada pela recepção do sinal gerado pelo primeiro. conversação e os receptores estão dispensados de apresentarem imunidades às freqüências vocais provocadas pelos assinantes. conforme figura abaixo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Este sinal não tem duração definida.

ordena o corte do sinal para frente. f) O receptor percebe a interrupção do sinal para frente e ordena o corte do sinal para trás. b) Quando estas atingem o receptor. g) Cessa a transmissão do sinal para trás. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Neste instante há simultaneamente quatro freqüências na linha. d) Quando o emissor recebe o sinal para trás. o sinal é interpretado e o receptor ordena o envio do sinal para trás. h) O emissor percebe a interrupção do sinal para trás e ordena a transmissão do sinal para frente. 48 PROF. c) O receptor envia continuamente um sinal para trás.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES a) O emissor envia um sinal para frente composto de duas freqüências. e) A transmissão do sinal para frente é interrompida.

atribuídas a intervalos de quantização (amostras) de acordo com um código de pulso.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF. o sinal analógico é formado por palavras de código. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM A modulação por codificação de pulsos (PCM) é um método de modulação que converte um sinal analógico contínuo em um sinal digital.TELECOMUNICAÇÕES 7. Para tanto. Um sinal PCM pode ser transmitido sozinho ou entrelaçado com palavras de código de outros sinais PCM. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 49 .

foi fixada internacionalmente. A freqüência de amostragem (fA) deve ser maior que duas vezes a freqüência contida no sinal analógico (fs): f A > 2 fS 7. utilizada na telefonia. para que na reconstituição do sinal analógico original.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . não ocorram perdas na informação. o intervalo entre duas amostras sucessivas de um mesmo sinal telefônico (intervalo de amostragem = TA) resulta de: TA = 1 / fA 50 PROF. Desta forma.1 TEOREMA DA AMOSTRAGEM O teorema da amostragem especifica a menor freqüência de amostragem de um sinal analógico.2 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL 7. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2.1 Amostragem Para a faixa de freqüência de 300 a 400 Hz.TELECOMUNICAÇÕES 7. a partir das amostras. uma freqüência de amostragem (fA) de 8000Hz.

diferentes valores analógicos são reunidos em um intervalo de quantização. O erro de quantização daí resultante pode transformar-se em ruído no lado de recepção. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 51 . a meio intervalo para cada amostra. no máximo. no intervalo imediatamente inferior. Os intervalos de quantização são delimitados entre si por valores de decisão. Para isto. representam 256 intervalos de quantização.711 do CCITT especifica duas curvas características que fixam os detalhes da quantização: • • curva de 13 segmentos (lei A. utilizada no sistema PCM30) curva de 15 segmentos (lei µ. A amostra que ultrapassar a um valor de decisão é enquadrada no intervalo imediatamente superior e aquela que ficar abaixo. para o caso dos sistemas de transmissão PCM30 utilizados no Brasil. utilizada no sistema PCM24) PROF. Portanto.TELECOMUNICAÇÕES 7.2. o espectro de valores possíveis do sinal é subdividido em intervalos de quantização que.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O desvio (erro de quantização) corresponde. A recomendação G. O erro de quantização é tanto menor quanto maior for o número de intervalos de quantização.2 Quantização Em função do sinal PAM ser ainda de uma forma analógica de um sinal telefônico e as amostras serem mais facilmente processadas e transmitidas na forma digital. no lado da emissão. o primeiro passo para a conversão da amostra em sinal digital (sinal PCM) é a quantização. sobreposto ao sinal útil.

portanto. as palavras de código são de 8 bits. Os 128 intervalos positivos e os 128 intervalos negativos de quantização são representados nos sistemas de transmissão PCM.2. 52 PROF. através de um código binário de 8 dígitos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 Codificação O sinal PCM a ser transmitido é obtido pela codificação dos números dos intervalos de quantização.TELECOMUNICAÇÕES 7. O codificador atribui a cada amostra uma palavra de código de 8 bits em correspondência ao valor de quantização fixado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 53 . A seqüência de bits. PROF.3 CONVERSÃO DIGITAL/ANALÓGICO 7.1 Demultiplexação Do sinal multiplexado no tempo obtém-se na recepção novamente os sinais PCM. que contém uma palavra de código de cada sinal é denominada de quadro de pulsos. as palavras de código de 8 bits referentes a cada sinal telefônico transmitido de forma multiplexada. isto é. formando assim.4 Multiplexação As palavras de código de 8 bits de diversos sinais telefônicos podem ser transmitidas em uma seqüência cíclica.TELECOMUNICAÇÕES 7.3. entre duas palavras de um mesmo sinal telefônico são introduzidas em seqüência de palavras de código de outros sinais telefônicos. No sistema de transmissão PCM30. 7. isto é.2. o quadro de pulsos é formado por 32 palavras de código.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o sinal PCM multiplexado por divisão no tempo.

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7.3.2 Decodificação A cada palavra de código de 8 bits é atribuído um valor de tensão na recepção que corresponde ao valor médio do correspondente valor de quantização. A curva de decodificação é a mesma da codificação na emissão.

As palavras de código são decodificadas na seqüência de recepção e convertidas em sinais PAM. A seguir o sinal PAM é conduzido a um filtro passa-baixa que reconstitui o sinal telefônico original.

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8 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DIGITAL Os sistemas analógicos são convertidos em sinais digitais com o auxílio da modulação por codificação de pulsos, para então serem transmitidos na forma digital. Os sistemas básicos de transmissão digital são o PCM30 e o PCM24. A partir destes sistemas podem ser formados sistemas de ordem superior. 8.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SISTEMAS DE TRANSMISSÃO PCM 8.1.1 Circuito de conversão Em um sistema de transmissão PCM existe um canal para cada sentido da conexão (assinante A B; assinante B A). Os “time-slots” de canal de mesma numeração em um quadro de pulso dois sentidos opostos de um sistema de transmissão PCM formam um círculo de conversação com dois sentidos distintos e separados entre si. 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor Os sistemas de transmissão PCM estão terminados nas duas extremidades por equipamentos multiplex. Cada equipamento multiplex tem um emissor e um receptor. O emissor forma as palavras de código de 8 bits a serem emitidas e o receptor converte estas palavras de código novamente em sinais analógicos. Para a reconstituição destes sinais analógicos, o receptor de um sentido de conversação deve trabalhar com o mesmo sinal de sincronismo que o emissor no lado oposto. Por este motivo, o emissor envia ao receptor não só os sinais PCM, mas com eles também o sinal de sincronismo com o qual estes foram formados. Para tal, o emissor contém um gerador e um receptor, um receptor de sinais de sincronismo, que filtra estes sinais do sinal PCM recebido.

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8.1.3 Código de linha O sinal PCM formado pelo emissor é composto por sucessivas palavras de código de 8 bits no código binário NRZ (non-return-to-zero). No entanto, este sinal digital não pode ser aplicado diretamente à linha física devido à sua componente de corrente contínua. Por este motivo, o emissor no equipamento multiplex converte o sinal PCM em um sinal pseudo-ternário em um sinal AMI (alternate mark inversion), isento da componente corrente contínua. Neste sinal, contudo, pode ocorrer uma longa seqüência de bits 0 (zero) ocasionando, eventualmente, a perda do sinal de sincronismo retirado pelos repetidores regeneradores do sinal enviado. Por isto, para linhas de transmissão PCM, é utilizada uma variante do código AMI pseudo-ternário: o código HDB3 (third-order high-density-bipolar). Com este código limita-se em três a quantidade de bits 0 (zero) sucessivos.

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um quadro de pulsos. As 30 palavras de código formam. No lado de emissão é injetado o potencial para telealimentação dos repetidores regeneradores. Estes regeneram os sinais PCM nos dois sentidos de transmissão e eliminam desta forma as distorções ocasionadas por influências externas e pelos parâmetros de transmissão na linha. em cada sentido deve haver a transmissão sucessiva de 30 palavras de código de 8 bits no intervalo de 125 s (valor inverso de 8 kHz). 8000 amostras por segundo em forma de palavra de código de 8 bits. A essas 30 palavras de código soma-se 2 x 8 bits. Portanto. 8. no lado da recepção é regenerado o sinal PCM e dali levado ao receptor do equipamento multiplex.5 Repetidores regeneradores Nos enlaces PCM são instalados repetidores regeneradores a cada 2 a 5 km.2. 8.1 Quadro de pulsos Para cada um dos 30 circuitos de conversação são enviados.2 SISTEMA DE TRANSMISSÃO PCM 30 O sistema de transmissão PCM30 permite a transmissão simultânea de 30 conversações.1. uma palavra de alinhamento do quadro e uma palavra de serviço.1. 8.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Os quadro de pulsos são transmitidos obrigatoriamente em ordem sucessiva. PROF.4 Equipamento terminal de linha O equipamento terminal de linha é o elo de ligação entre o equipamento multiplex e as linhas de transmissão. com 2 x 8 bits. nos dois sentidos.TELECOMUNICAÇÕES 8. 8 bits para a sinalização e 8 bits que contêm alternadamente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 57 .

falha codec.048 kbps. falha sinal entrada 2. Os bits 2 a 8 desta palavra têm sempre o mesmo formato: 0011011. O 3º bit-alarme urgente 0 sem alarme e o 1 informa o seguinte: • • • • • 58 falha alimentação.TELECOMUNICAÇÕES 8.3 Palavra de serviço Os bits 4 a 8 são reservados para uso nacional. PROF.2. A palavra de alinhamento de quadro é transmitida alternadamente com a palavra de serviço no canal 0 (zero).2 Palavra de alinhamento de quadro As palavras de alinhamento de quadro sincronizam o emissor e o receptor do sistema PCM30. Número do bit 1 Valor binário X 2 1 3 A 4 Y 5 Y 6 Y 7 Y 8 Y 2 0 3 0 4 1 5 1 6 0 7 1 8 1 Palavra de serviço no “time-slot” no canal 0 do PCM. O receptor determina a posição do quadro de pulsos a partir da palavra alinhamento. Essa palavra transmite sinais de serviço.2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Número do bit 1 Valor binário X 8. perda alinhamento quadro pulsos. taxa de erro da palavra alinhamento quadro > 10-3(escrito). o que permite a correta distribuição dos bits aos circuitos telefônicos.

diferente para cada conexão.TELECOMUNICAÇÕES 9 COMUTAÇÃO DIGITAL As interconexões na central de comutação digital ocorrem pela redisposição das palavras de código de 8 bits de diferentes sinais telefônicos em função da conexão desejada.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF. ocorre o envio de 8000 palavras de código por segundo e por sentido da conexão. comutação espacial. e dentro destes períodos cada palavra de código tem um “time-slot”. as palavras de código sofrem um retardo no comutador temporal. resultam na central de comutação períodos sucessivos de 125 s. 9. Em uma central de comutação digital são utilizados basicamente dois princípios de comutação: • • comutação temporal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 59 .1 COMUTADOR TEMPORAL O comutador temporal pode transferir toda a palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de uma linha multiplex de saída (acessibilidade plena). Em correspondência à freqüência de amostragem. Devido a redisposição dos “time-slots”. Desta maneira.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Portanto. Após o processo de comutação. o demultiplexador distribui as palavras de código às quatro linhas de saída com a taxa de bits original. Existe sim a alteração de posição espacial. Na figura abaixo pode se observar que a taxa de bits entre o multiplexador e a memória de dados é quatro vezes maior que em uma linha multiplex de entrada. a atribuição às diversas linhas multiplex. faz-se necessário multiplexar as palavras de código das linhas de entrada e conduzi-las a uma memória de dados. 9. a qualquer “time-slot” das linhas multiplex de saída (acessibilidade plena). o comutador temporalespacial pode transferir palavras de código de 8 bits das linhas multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de diversas linhas multiplex de saída. toda palavra de código entrante pode ser transferida. as palavras de código permanecem em seus “time-slots” originais durante e após a comutação e. Portanto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . isto é. que na linha entre o multiplexador e a memória de dados ocorre uma taxa de bits muitas vezes maior que nas linhas de entrada. Devido à alta velocidade de operação. sem bloqueio. Para tanto.TELECOMUNICAÇÕES O comutador temporal-espacial é uma variante de alta velocidade do comutador temporal. conseqüentemente não ocorre retardo. 60 PROF.2 COMUTADOR ESPACIAL O comutador espacial comuta qualquer palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer multiplex de saída sem alterar o “time-slot”. Isto significa.

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9.3 DIFERENÇA BÁSICA ENTRE O COMUTADOR TEMPORAL E ESPACIAL Em ligações através de um comutador temporal, as palavras de código trocam de “time-slots” entre a entrada e a saída. Em ligações através de um comutador espacial, as palavras de código trocam de linhas multiplex, permanecendo contudo no mesmo “time-slot”. 9.4 MEMÓRIA DE CONTROLE A cada comutador temporal e a cada comutador espacial está atribuída uma memória de controle. Esta é uma memória do tipo RAM, cujo conteúdo pode ser modificado aleatoriamente. Baseado nos dados de comutação recebidos, será realizado a inscrição dos endereços de controle em determinadas posições de memória e apagados em outras. Os endereços de controle inscritos determinam as interconexões a serem realizadas e permanecem inscritos durante toda a conversação. Uma memória de controle tem uma posição de memorização para cada “timeslot” de um período de 125 µs. Cada posição de memória pode conter um endereço
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da memória de dados (comutador temporal) ou de uma linha multiplex de entrada (comutador espacial). Dentro de um período de 125 µs ocorre uma exploração cíclica de todas as posições de memória e a conseqüente leitura dos endereços de controle memorizados. • No comutador temporal, o endereço de controle indica uma determinada posição na memória de dados para as palavras de código de 8 bits. O endereço de controle determina no comutador temporal, com inscrição cíclica, de que posição da memória de dados deve ser lida a palavra de código a ser transmitida. No comutador temporal com leitura cíclica, o endereço de controle indica a posição da memória de dados na qual a palavra de código recebida deve ser inscrita. No comutador espacial, o endereço de controle identifica uma linha multiplex de entrada. Desta forma é liberada, durante o “time-slot” em questão, uma determina porta que corresponde a uma linha multiplex de saída, interconectando a linha multiplex de entrada endereçada com a linha multiplex de saída especificada na memória de controle.

9.5 ÓRGÃOS DE UMA CENTRAL DE COMUTAÇÃO DIGITAL As centrais de comutação digitais têm as seguintes áreas principais: • • • equipamentos de conexão que adaptam os diferentes tipos de linhas às vias digitais; matriz de acoplamento digital que estabelece as conexões; comando.

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9.5.1 Equipamentos de conexão Os equipamentos de conexão são os elos de entre a periferia de uma central de comutação digital e a matriz de acoplamento. Eles preparam os sinais telefônicos provenientes das linhas para a interconexão pela matriz de acoplamento. Da mesma forma, eles convertem a informação interconectada pela matriz de acoplamento à forma necessária para a transmissão através da linha. As funções a serem executadas pelo sistema de comutação digital para cada assinante analógico podem ser expressas pela expressão BORSCHT: • • • • • • • B = Batery feed; O = Overvoltage protection; R = Ringing; S = Signaling; C = CODEC; H = Hybrid; T = Test access.

A maioria destas funções também é realizada por terminais de troncos analógicos. Nas linhas de assinantes e troncos digitais,estes sinais são transmitidos na forma digital, isto é, as funções de codificações e decodificações não são necessárias nos equipamentos de conexão. 9.5.2 Matriz de acoplamento digital As matrizes de acoplamento são formadas por comutadores temporais, espaciais-temporais e espaciais. A configuração mais usual de uma matriz de comutação é temporal-espacial-temporal, podendo variar em função da capacidade da central de comutação.

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não existindo entretanto. se consideradas do ponto de vista da técnica analógica. central de comutação com controle de processamento descentralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos está totalmente distribuído entre vários processadores periféricos. o conteúdo das memórias de controle “apagados” e os “time-slots” dos períodos de 125 µs liberados para que possam ser utilizados para outras ligações.TELECOMUNICAÇÕES 9. estas vias são liberadas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . interconexões digitais correspondem sempre a interconexões a 4 fios. existindo entretanto um elemento ou uma unidade com funções de coordenação de todos os demais. por este motivo. Portanto. • • Dentre as diversas funções do comando de uma central digital pode-se exemplificar a interpretação da sinalização. em cada período de 125 µs são interconectadas duas vias de conversação na matriz do acoplamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . central de comutação com controle de processamento semi-centralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos esta distribuído entre diversos processadores periféricos. 9. Para a conservação entre o assinante A e B. nenhuma unidade com funções de coordenação centralizada. As centrais de comutação digital podem ser distinguidas entre: • central de comutação com controle de processamento centralizado: neste tipo de arquitetura todas as funções de controle são realizadas através de uma única unidade centralizada. comutação e do procedimento de tarifação.4 Ligação entre dois assinantes Cada ligação possui dois sentidos de conversação e. são interconectadas duas vias na matriz de comutação digital (sentido A B e sentido B A). Ao final da conversação.5. 64 PROF. a qual por questões de segurança deve ser duplicada.3 Comando O comando é a parte constituída de um ou mais processadores que controlam todas as áreas de uma central de comutação digital.5. a realização do roteamento.

sinal de atendimento: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamado. o qual é estruturado de acordo com o modelo de 7 camadas OSI (Open Systems Interconnection) da ISSO PROF. sinalização de registradores. consistindo dos seguintes sinais: • sinal de ocupação: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamador. O ITU-T especificou 2 tipos de acesso para o RDSI denominados de acesso básico (2B + D) e acesso primário (30B + D). são utilizadas sinalizações que permitem esta troca de informações. O sistema de sinalização para assinante digital recomendado pelo ITU-T para a sinalização entre a central e os terminais de rede é o DSS1 (Digital Subscriber Signaling System nº 1). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 65 . que permite a oferta de novos serviços (integração de dados. faz-se necessário a troca de diversas informações entre o assinante e a central de comutação e entre várias centrais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . seleção numérica: por impulsos: enviada pelo telefone a disco através de impulsos com período de 100 ms. sinalização acústica. SINALIZAÇÃO DE ASSINANTE A sinalização de assinante é aquela trocada a partir do assinante em direção à central de comutação com o objetivo de estabelecer ou desconectar uma chamada.1 sinalização de assinante. voz e imagem) aos assinantes pertencentes a rede denominada RDSI. A sinalização de assinante pode ser subdividida em sinalização para: • Assinante analógico. sinal de desligamento: caracteriza a reposição do monofone no gancho. sinalização de linha. Assinante digital. texto. sinalização por canal comum com taxa de 64 kbits/s. por teclado: são sinais multifrequenciais enviados através do teclado que representam a combinação de 2 freqüências. Para tanto. Os tipos de sinalizações utilizados podem ser distinguidos entre: • • • • • • 10.TELECOMUNICAÇÕES 10 SINALIZAÇÃO Para o correto desempenho de um sistema telefônico. sinalização associada ao canal para 30 circuitos de conversação. sendo 67 ms de abertura e 37 ms de fechamento.

O protocolo de sinalização DSS1 permite o estabelecimento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . solicitação de facilidades e desconexão de chamada através da troca de sinalização (mensagens) entre o equipamento terminal e a central.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES (International Standards Organization). Como exemplo. 66 PROF. são apresentados a seguir o fluxo de troca de mensagens de nível 3 que possibilitam o estabelecimento e desconexão de uma chamada solicitada por um assinante digital pertencente à rede RDSI.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 67 .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 500 ± 25 ms. 68 PROF.2 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA A sinalização acústica é a sinalização que é transmitida pela central ao assinante. Como exemplo de sinalização acústica. temos: • Tom de seleção: é um sinal contínuo de 425 ± 25 Hz que informa ao assinante chamador que a central está pronta para receber as cifras do assinante desejado.TELECOMUNICAÇÕES 10. • Tom de numero inacessível: é um sinal enviado ao assinante chamador significando que o numero selecionado não existe na central. É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 1500 ± 150 ms conforma indicado na figura abaixo. • Tom de ocupado: é um sinal utilizado para indicar ao assinante chamador que o assinante chamado encontra-se ocupado.

• Corrente de chamada: é um sinal que utiliza uma freqüência de 25 ± 1. É um sinal utilizado para fazer soar a campainha do telefone do assinante analógico chamado. com um período de 5000 ± 500 ms.curto: duração de 150 ± 30 ms. cujos tempos de emissão são: .longo: duração de 600 ± 120 ms. O intervalo mínimo entre dois sinais consecutivos deve ser de 240 ms. 10. .3 SINALIZAÇÃO DE LINHA A sinalização de linha é a sinalização que estabelece a comunicação entre as centrais de comutação e atuam durante todo o período da conexão. Os principais tipos de sinalização de linha são: • Sinalização E + M pulsada: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. A sinalização a ser adotada é aplicável de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação. É um sinal que utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz. com tempos iguais ao do tom de controle de chamada.TELECOMUNICAÇÕES • Tom de controle de chamada: é um sinal enviado ao assinante chamador para indicar que o assinante chamado está livre e está recebendo corrente de chamada. PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Utiliza dois tipos de sinais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 69 .25 Hz (tensão de 75 V). intercalando tom e silêncio conforme a figura abaixo.

o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. O tempo de reconhecimento de “tone-off” para “tone-on” e vice-versa é de 40 ± 10 ms. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. 70 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização E + M contínua: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. digitais. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. digitais. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz).TELECOMUNICAÇÕES A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. A presença ou ausência de sinal denota um determinado estado de sinalização. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização.

aplicadas simultaneamente nos dois canais de sinalização da mesma direção não deve ultrapassar 2 ms. Estes canais são utilizados na troca de informações entre os troncos que utilizam enlaces PCM.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). A seguir são mostrados como os sinais de linha são codificados: PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 71 . O canal bb reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado) O Tempo de reconhecimento da transição do estado 0 para 1 ou vice-versa é 20 ± 10 ms. A diferença entre duas transições. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída.TELECOMUNICAÇÕES Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização R2 digital: utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb).

condição do assinante chamado. que devem ser trocadas entre as centrais para se estabelecer à conexão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .. pode se formar 15 códigos multifreqüenciais em cada sentido de transmissão como indicado na tabela a seguir: 72 PROF.4 SINALIZAÇÃO DE REGISTRADORES A sinalização de registradores é responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais..TELECOMUNICAÇÕES 10. Para “n” igual a seis freqüências. São informações relacionadas ao número de assinantes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . em que cada sinal é composto da emissão simultânea de duas freqüências distintas tomadas de um grupo de “n” freqüências.etc. chamado ou chamador. Os sinais MFC são transportados através de códigos multifreqüenciais. categoria do assinante chamador.

O significado secundário dos códigos para trás constitui o GRUPO B de sinais e tem a finalidade de informar o emissor da condição da linha do assinante chamado. etc. Freqüências DTMF (utilizadas em telefones – MFC) 697 Hz 770 Hz 852 Hz 941 Hz 1209 Hz 1 4 7 1336 Hz 2 5 8 0 1477 Hz 3 6 9 1633 Hz - * # PROF. O significado secundário recebe a designação de GRUPO II de sinais e tem a finalidade de informar o receptor sobre a categoria do assinante chamador. Sua finalidade é transportar as informações numéricas para seleção do assinante chamado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 73 . A passagem do GRUPO I para o GRUPO II é ordenada por alguns sinais para trás. categoria do assinante chamador. identificação do assinante chamador.TELECOMUNICAÇÕES O significado primário dos códigos para frente denomina-se GRUPO I de sinais. O significado primário dos códigos para trás constitui o GRUPO A de sinais. Estes têm a finalidade de solicitar a identidade do assinante chamador.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . etc.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES Sinais para frente. grupo I I–1 I–2 I–3 I–4 I–5 I–6 I–7 I–8 I–9 I –10 I –11 Algarismo 1 Algarismo 2 Algarismo 3 Algarismo 4 Algarismo 5 Algarismo 6 Sinais para frente. grupo A A–1 A–2 A–3 A–4 A–5 A–6 A–7 A–8 A–9 A – 10 A – 11 II –15 Reserva Sinais para trás. grupo II II – 1 II – 2 II – 3 II – 4 II – 5 II – 6 II – 7 II – 8 II – 9 II –10 II –11 II –12 II –13 II –14 Assinante comum Assinante com tarifação especial Equipamento de manutenção Telefone público Operadora Equipamentos de transmissão de dados Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Reserva Reserva Reserva Reserva Algarismo 7 Algarismo 8 Algarismo 9 Algarismo 10 Inserção de semi-supressores de eco I –12 Pedido recusado. identidade do B – 5 assinante chamador Reserva B–6 B–7 B–8 B–9 B – 10 B – 11 B – 12 B – 13 B – 14 B – 15 Enviar algarismo (n – 2) * Enviar algarismo (n – 3) Enviar algarismo (n – 1) Reserva Enviar chamador de trânsito internacional A – 12 Serviço internacional A – 13 Serviço internacional A – 14 Serviço internacional A – 15 Serviço internacional * “n” indica o último algarismo recebido 74 PROF. indicação de trânsito internacional I –13 Inserção de supressor eco I –14 Acesso ao equipamento de manutenção I –15 Fim de número Sinais para trás. grupo B Assinante livre com tarifação Assinante ocupado Assinante com número mudado Congestionamento Assinante livre sem tarifação Assinante livre sem tarifação. colocar retenção sob controle do assinante chamado Nível vago Assinante com defeito Reserva Reserva Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Enviar próximo algarismo B–1 Enviar primeiro algarismo B–2 Passaram para o grupo B B–3 Congestionamento B–4 Enviar categoria.

para o assinante móvel avisando que existe uma chamada para este. pois é composto por várias células distribuídas ao longo de uma determinada área. A ERB enviará uma solicitação até a CCC que. A respectiva ERB enviará então um sinal. PROF. as unidades receptoras (telefones móveis) teriam de ser muito potentes causando interferências além do custo deste equipamento. Existem também uma central que controla todas as ERB’s de uma área. A interligação entre assinante fixo e assinante móvel se processa da seguinte forma: para um assinante fixo acessar uma unidade móvel. É ela que interliga o sistema celular à central pública. encaminhará a ligação para a central que concluirá até o assinante fixo. A unidade móvel acessará a ERB da sua área via antena. Mas continuávamos a ter problemas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . como o de não poder falar entre a transmissão de uma área e de outra. A partir daí estará feita a conexão entre os dois tipos de usuários. Portanto cada célula tem um antena ligada a uma estação que controla esta área.Estação Rádio Base. surgiu em 1969 um sistema aperfeiçoado sugerindo a idéia de um transmissor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 75 . Daí concluí-se que esse transmissor teria de ser muito potente. solicitando uma conexão. fibra óptica via rádio) e através da linha com o outro assinante. Foi então que a partir de 1974 foi concebida a filosofia de Sistema de Telefonia Móvel Celular. Das desvantagens citadas acima.TELECOMUNICAÇÕES 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR 11. A Central se interliga com outras centrais através de troncos (linha física. Os primeiros sistemas (1964) nasceram do princípio básico de uma transmissor central que cobrisse toda a área de interesse. Caso o assinante móvel queira efetuar tal operação. O assinante móvel celular nasceu da idéia de se querer ter um sistema de telefonia que não dependesse da linha física. porém agora com vários receptores evitando assim o problema de interferência e de potência dos receptores. O sistema é dito celular. passará pela central pública e através de troncos chegará até a CCC que se encarregará de localizar em que ERB estará o móvel. tendo que ter uma faixa de freqüência muito grande e que o alcance do sistema estaria limitado de 30 até no máximo 80 Km.1 INTRODUÇÃO O sistema fixo de telefonia funciona da seguinte forma: quando a interligação de dois assinantes é feita pela linha telefônica do aparelho até a central da região que cobre este assinante. que pudéssemos usufruir do sistema e aparelho em qualquer lugar. Esta central é chamada de CCC . por sua vez. via antena.Central de Controle Celular. o percurso será o oposto do descrito acima. ou seja. Esta estação recebe o nome de ERB .

4 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 76 PROF.3 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL 11.2 SERVIÇO TELEFONIA FIXA 11.TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 77 .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .5 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 78 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .7 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 79 .6 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR 11.TELECOMUNICAÇÕES 11.

8 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL 11.TELECOMUNICAÇÕES 11.9 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR 80 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

TELECOMUNICAÇÕES 11. Dentro dessa faixa. subdividimos em bandas A e B. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 81 . A banda A no início da telefonia móvel no Brasil foi destinada a exploração de serviços somente pelas concessionárias públicas (“Tele´s”) e a banda B. somente pelas empresas privadas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR 11.11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA A faixa de operação para o Serviço Móvel no Brasil. situa-se entre 825 a 890 MHz. PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 11.12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 82 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

PROF.980 870.13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS Partindo da alocação original na largura de faixa de 20 MHz.020 844. Os canais de números 1-333 são para as concessionárias públicas e os canais de números 334-666 são para a concessionária privada. MHz Assinante Rádio-Base A 10 333 1 333 334 666 825. estão reservados para funções de controle como acesso. localização e estabelecimento das chamadas.990 880.030 879.980 B 10 333 A freqüência central em MHz. A TABELA A ATRIBUIÇÃO DA NUMERAÇÃO E FREQÜÊNCIA DOS CANAIS DO ESPECTRO ORIGINAL Faixa MHz Número de Canais Número de Canais Limite Freqüências do Centro Transmissor.000 1 < N < 866 0.03N + 825.TELECOMUNICAÇÕES 11. temos 2 x 10 MHz 30 kHz = 666 canais onde 30 kHz é a largura de faixa de um canal. é calculada como se segue: TRANSMISSOR Assinante Estação Rádio-base NÚMERO DO CANAL FREQÜÊNCIA DO CENTRO (MHz) 1 < N < 866 0.030 834.03N + 870.000 Observe que 21 canais. em cada uma das faixas A e B. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 83 .990 835.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 10 MHz para uma concessionária privada e 10 MHz para uma concessionária pública. corresponde ao número do canal N.020 889. A tabela abaixo ilustra o número de canais e as freqüências de centro.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS 84 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.

de um quadro de onda. à medida em que são teclados.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF. A antena. que contém todas as interfaces do usuário. A unidade lógica interpreta as ações do cliente e os comandos do sistema. a unidade móvel simplesmente armazena internamente do dígitos teclados. Isso utiliza um intervalo mínimo de tempo para cada unidade móvel e permite que o canal de controle. seja utilizado na comunicação com muitas unidades móveis diferentes. da Estação rádio-base. A unidade móvel utiliza um processo chamado DISCAGEM PRÉ-ORGANIZADA. Quando o usuário pressionar as teclas numeradas no teclado.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL Os equipamentos das unidades móveis utilizadas nos sistemas de telefonia celular são de projeto compacto e ocupam um mínimo de espaço do veículo. pelo menos. como acontece com os telefones convencionais. A maioria da unidades móveis mostrará os dígitos que foram teclados. Esses dígitos não são enviados à Central de Comutação um de cada vez. O transceptor utiliza um sintetizador de freqüência para sintonizar qualquer canal designado do sistema celular. o usuário aperta o botão de envio (SEND). Quando isso ocorrer. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 85 . incluindo um fone e diversos controles e indicadores do usuário. Uma vez teclado o número de lista completo do telefone chamado. As antenas montadas no teto são. Diferentes aparelhos apresentarão diferentes números de dígitos.TELECOMUNICAÇÕES 11. Somente então. e controla o transceptor e a unidade de controle. ao longo do canal de Configuração. Eles consistem em 3 unidades: A unidade do transceptor/lógica que aloja o rádio e o equipamento lógico do microprocessador. incluindo a bobina de carga (para compor uma antena com ganho de 3 dB). A unidade de controle. pelo menos 10 dígitos. A maioria apresentará. a unidade móvel tentará comunicar-se com a estação rádio-base. a unidade enviará o número teclado completo em uma curta seqüência de dados.

Lâmpadas indicadores (em uso. Um teclado de discagem. Controles de áudio e alteração do volume.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . as unidades móveis estão equipadas com controles de volume do fone (de mão). com indicador. Na maioria dos automóveis.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .). nenhum serviço. fora de área). o ruído de fundo modifica-se acentuadamente à medida em que os vidros estejam abertos ou fechados. 86 PROF. existe uma diferença substancial no ruído de fundo. Um código de desbloqueio de 3 dígitos. OPCIONAIS • • • • Visor do número teclado. Comutadores de controle das chamadas (envio. Um dispositivo de alerta.16 UNIDADE DE CONTROLE A unidade de controle contém os seguintes equipamentos: NORMAIS • • • • • • • Um fone de mão com tom lateral (sidetone). nas diferentes marcas e modelos de automóveis ou caminhões. Dispositivo viva-voz (hand free) Alerta com alarme externo. alto-falante e níveis de alerta. Teclagem automática. Mesmo com os vidros fechados. Os usuários de telefones móveis freqüentemente experimentam diversos níveis de ruído externo quando fazem as chamadas. Por essas razões. término etc.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 87 .17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) PROF.

Sem acentuação 34. de 3 W (Classe I).2W (Classe II) 2.-28dB 6.5 Watts 26.18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS As especificações dos transmissores móveis destinam-se a garantir um nível de potência nominal de RF de saída. Um transmissor da Classe III.8 dBm 4.1.-16dB 18.-8dB 26.3W (Classe I) 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .8 dBm Classe I II III TIPOS DE TERMINAIS • • • TRANSPORTÁVEL VEICULAR PORTÁTIL 88 PROF. pode ir de PL -2 até PL-7.-4dB 30.TELECOMUNICAÇÕES 11.-20dB 14. por exemplo. conforme ilustrado na tabela abaixo: NÍVEIS DE POTÊNCIA NOMINAL DOS TRANSMISSORES MÓVEIS Nível de Potência do Transmissor Potência de Saída Móvel (PL) Nominal de RF 0 . CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS Potência Máxima Transmitida 3 Watts 34.8 dBm 5.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .8 dBm Observe que um transmissor móvel não pode exceder a potência máxima transmitida para a sua classe. isto é de -8dB até -28dB. no conector de antena e sob uma carga de 50 Ohms.8 dBm . A potência de RF da unidade móvel pode ser controlada em etapas de 4 dB.8 dBm 7.8 dBm 0.2 Watts 30. numa escala de 0 a 7.8 dBm .8 dBm 1.-12dB 22. em escalas de 4 dB.8 dBm . não atenuada.5W (Classe III) 3.0.-24dB 10.8 dBm 6.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 89 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS PROF.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 11.21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO .AMBIENTE MÓVEL 90 PROF.20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL 11.

TELECOMUNICAÇÕES 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 91 .

UNIDADE MÓVEL 92 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1 DIVERSIDADE . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 12.

• O transmissor da estação fixa é desligado. • FSK Modulação por Desvio de Freqüência (utilizada para sinais digitais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . enquanto que a outra freqüência é utilizada na transmissão da unidade móvel para a estação rádio-base. confirmação de solicitação e seqüência para solicitações especiais.20 Hz. PROF. O tom de sinalização é um tom de 10 KHz e é também utilizado ao longo do canal de voz.TELECOMUNICAÇÕES 12. com uma tolerância de +. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 93 . a cada Estação rádio-base. • É atribuído um SAT dentre os três. Uma das freqüências é utilizada na transmissão da estação rádio-base para a unidade móvel. • SAT Tons de áudio de supervisão. A estação móvel detecta. Ele atende às funções de sinalização para terminação de chamada. • O tom SAT é adicionado à transmissão pela estação rádio-base (Estação Fixa). Definições: • Canal Um canal refere-se a um par de freqüências utilizadas para comunicações móveis. A presença do SAT implica na utilização contínua do canal de voz. se não for detectado nenhum tom SAT válido ou o tom detectado não corresponder àquele da estação rádio-base.6000 e 6030 Hz.2 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO 30kHz FM ± 12 kHz 6000 ± 30 Hz 10 kHz 10 kbps entrelaçados FSK LARGURA DA FAIXA DO CANAL MODULAÇÃO DESVIO DE FREQÜÊNCIA SAT ST CANAL DE “SET UP” Existem 3 tons de áudio de supervisão (SATs): 5970. para entrelaçamento numa determinada gama de freqüências). filtra e retorna o mesmo tom SAT.

Transmitindo fora da faixa de voz 9300 a 3400 Hz. Transmite 1. Transmite 15 a 50ms quando a conversação é interrompida para o HANDOFF. para móvel. 94 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . quando for utilizado o mesmo conjunto de canais de voz em células diferentes dentro da mesma área de cobertura. São 3 para evitar interferência.TELECOMUNICAÇÕES SAT Transmitindo no canal de voz. Esta reconhece e transmite de volta. Portanto não interferindo na conversação.S. Transmitindo do C.S.8s para finalizar a conversação. ST Transmitindo do canal de voz só sentido móvel para C. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Assim: Monitora-se a comunicação para efetuar o HANDOFF.

a CCC seleciona 1 canal livre dentre os canais correspondentes àquela determinada célula adjacente e envia: * Mensagem de Handoff para a nova célula. Após isso. liga a transmissão do SAT no canal designado.TELECOMUNICAÇÕES 12. • A nova célula recebe de volta o SAT e envia esta informação à CCC através de mensagem de HANDOFF. a CCC envia a ordem de medição do nível da portadora a todas as células adjacentes. Nesta mensagem. • Recebemos essa mensagem. sinal-ruído do SAT durante a conversação. o móvel sintoniza o novo canal de voz e retransmite o SAT para a nova célula. a ERB envia a CCC a mensagem de degradação do nível e/ou sinal/ruído. • Ao receber essa mensagem. Após isto. A conversação passa a utilizar o novo canal de voz. a CCC ordena que todas as células adjacentes sintonizem o canal de voz que está sendo usado e efetuam a medição do nível de sinal.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • A nova célula ao receber a mensagem de HANDOFF. • A CCC compara o nível do sinal de todas as células adjacentes e escolhe a melhor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 95 . • As células adjacentes ao receberem esta mensagem devem mudar a sintonia de seus receptores LOCATE para a freqüência do canal em que está sendo efetuada a conversação (e que será feito o handoff) cada célula adjacente envia o resultado da medida efetuada para a CCC. * Mensagem de designação de canal de voz para o móvel através da célula original. • O móvel ao receber a mensagem de designação e canal de voz envia durante 15 a 50 ms o ST para a célula original. Se ocorrer degradação em qualquer dos 2 sinais. a CCC reconhece que já foi executada a troca de canais e envia a mensagem de canal de voz vago para que a célula original desligue o transmissor correspondente. PROF.3 HANDOFF • Constantemente é monitorado o nível de sinal da portadora e a rel.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .ERB – 13.1 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA 96 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

2 CANAL DE CONTROLE DIRETO O canal de controle direto é um fluxo contínuo de dados de faixa larga.mensagens destinadas a todas as unidades móveis e mensagens destinadas a unidades móveis específicas. Existem bits especiais intercalados por todas as mensagens. para retornarem-se sincronizadas com o fluxo de dados geral. a 10k bits por segundo. Esses bis indicam se o canal de controle reverso está ou não ocupado recebendo informações de uma unidade móvel. As informações enviadas a todas as unidades móveis incluem informações a cerca do sistema e de como as unidades móveis deverão acessá-lo. As informações enquadram-se em dois tipos gerais .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 13. As unidades móveis utilizam as seqüências intercaladas e do sinal de seqüência síncrona. 13. A impossibilidade da unidade móvel em utilizar a seqüência e o sinal de seqüência síncrona para sincronizar com o fluxo de PROF. Bits de ocupado/vago.3 CANAL DE CONTROLE DIRETO • Fluxo contínuo de dados de faixa larga . Cada repetição inicia-se por uma seqüência intercalada de dez dígitos (1010101010).10 k bits/seg. ao longo do canal de controle reverso. Sinal de sincronismo. • Envia dados das estações rádio-base para as unidades móveis. as unidades móveis monitoram esse fluxo de dados. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 97 . TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO 13. Um exemplo é a ID do sistema. seguida por um sinal seqüencial síncrono de 11 bits. A unidade estará então capacitada a decodificar as informações contidas nos fluxos de dados.4 Ao longo do canal de controle direto. que é utilizada pela unidade móvel para ligar ou desligar a lâmpada indicadora de fora do alcance (roam) mencionada anteriormente. enviado das estações rádio-base para as unidades móveis quando não estão envolvidas numa conversação real. Cinco repartições a cada dois fluxos de mensagem. O Bi tem que indicar o estado vago. chamados de bits ocupado/vago. antes que uma unidade móvel possa tentar comunicar uma mensagem à estação rádio-base. A isso seguemse cinco repetições de cada um dos dois fluxos de dados. FORMATO • • • • Seqüência Intercalada.

TELECOMUNICAÇÕES mensagens. em resposta a uma mensagem de solicitação. ou de uma estação rádio-base para a CCC.5 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO Para todas as unidades móveis: • Dados extras (overhead) • Controle / ocupação Para unidades móveis específicas: • • • • • Designação inicial do canal de voz Localização Nova tentativa direcionada Solicitação Confirmação de solicitação 98 PROF. é utilizada pela unidade móvel para ligar sua lâmpada indicadora de não funcionamento. ao longo do canal de controle direto. ou de uma estação rádio-base para uma unidade móvel. Definições: MENSAGEM DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada da CCC para uma estação rádio-base. Se uma unidade móvel estiver livre e receber uma chamada. o canal de controle direto será utilizado para notificá-la que ela deverá sintonizar um canal de rádio de voz especificado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 13.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Se uma unidade móvel encontrar-se no processo de originar uma chamada. direcionando o receptor a realizar uma determinada ação. para completar a chamada. CONFIRMAÇÃO DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada de uma unidade móvel para uma estação rádio-base. também mencionada anteriormente. A resposta constitui uma confirmação da recepção da solicitação. sua localização será realizada ao longo do canal de controle direto. Existem também mensagens de informações transmitidas a unidades móveis específicas.

bem como do seu número de série eletrônico. neste canal. Definições: Mensagem de Solicitação: Uma mensagem enviada de um transmissor a receptor. • Envia dados da unidade móvel para a estação rádio-base. transmitidas pelas unidades móveis ao longo do canal de controle reverso são mensagens de originação e mensagens de resposta de localização. direcionando-o a realizar uma determinada ação. A mensagem de resposta de localização é enviada quando a unidade móvel reconhece que existe uma mensagem chegando a ela. A unidade móvel notifica então à estação rádio-base acessada de que se encontra em sua área de cobertura. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 99 . Confirmação de Solicitação. Canal de Controle Reverso: • Fluxo de dados descontínuos em faixa larga .TELECOMUNICAÇÕES 13. ela tem que se identificar através do seu próprio número de lista e classe de potência. Confirmação de Solicitação: Uma resposta à mensagem de solicitação. para transmitir informações à estação rádio-base. através do seu número de lista no fluxo de mensagens de localização. também é de 10k bits por segundo. Resposta à localização. Os dois tipos principais de mensagens.6 CANAL DE CONTROLE REVERSO O canal de controle reverso é utilizado pelas unidades móveis. Tipos de Mensagens • • • • Originação. As mensagens de originação são enviadas quando o usuário tecla um número de lista e aperta o botão SEND.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Solicitação.10 kbits/seg. A mensagem de originação contém o número de lista de telefone chamado e determinadas informações acerca da própria unidade móvel. PROF. A velocidade de transmissão de dados. As unidades móveis transmitem seqüências de dados e então colocam-se de lado para permitir que outras unidades móveis utilizem o mesmo canal. de forma que a chamada possa ser estabelecida em um canal de voz atribuído a essa célula. Especificamente.

100 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . supervisão e Funções de Terminação de Chamadas. Executar funções de controle e reconfiguração dos equipamentos.7 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE Fornecer irradiação e recuperação de RF. “ Handoff ” ou receber uma unidade móvel de outra Estação rádio-base.TELECOMUNICAÇÕES 13. Localizar as unidades móveis. Executar funções de Configuração. quando a chamada de voz se encontra em andamento. Executar funções de processamento de voz. Executar Rotinas de Testes e Manutenção. Fornecer comunicações de dados com a MTSO e as unidades móveis.

• Complexo de controle de rádio . • combinadores. • Rádios de Localização . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 101 .utilizados para localizar as unidades móveis.utilizados para a execução de rotinas de teste e manutenção.percursos de voz nas chamadas entre estações rádio-base e a MTSO. • Potência de saída do transmissor e complexo da antena.8 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE • Componentes de Hardware Significativos. • Frente de recepção final e complexo da antena. • Rádios de Voz . PROF. • Rádios de Controle . • Equipamentos de manutenção e teste .utilizados para percurso de voz nas chamadas entre estações rádio-base e unidades móveis. • amplificador de potência. Distribuição de R.Estação rádio-base controladora do processador principal. • Troncos de voz .TELECOMUNICAÇÕES 13.F.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Componentes de R. dos equipamentos da Estação rádio-base. • Enlaces de dados . • torre e cabo coaxial.F.percursos de Comunicação entre estações rádio-base e a MTSO.utilizados para configurar as chamadas. Antenas • omnidirecionais e direcionais. Rádios • Fontes de freqüência.

A potência pode ser elevada (incrementada) ou diminuída (atenuada). • Troncos de voz até a MTSO Componentes de controle: • Controlador da Estação rádio-base. é necessário um amplificador de potência programável de 45 W. Sem o controle dinâmico da potência. enquanto uma chamada está em andamento em um canal de voz. O controle dinâmico da potência possibilita ao sistema elevar ou reduzir os níveis de potência dos transmissores. • Alarmes. Outros Componentes: • Fontes de alimentação. Esses níveis de potência fixos são referidos como normais ou default do transmissor e são regulados independentemente.TELECOMUNICAÇÕES Componentes de canal de áudio. • Enlaces de dados até a CCC. durante todas as chamadas. em patamares de 4 dB acima ou abaixo dos valores normais para cada chamada. para o controle dinâmico. e cada transmissor de unidade móvel permaneceria ao nível de potência fixa associado ao canal de voz que estivesse atendendo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O controle dinâmico da potência regula a potência do transmissor da unidade móvel ou da estação rádio-base. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Controle Dinâmico de Potência Estação Rádio-base • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 45 W de amplificação programada 102 PROF. cada radiotransmissor de estação rádiobase iria operar a um nível de potência fixo.9 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA O controle dinâmico de potência é um recurso que possibilita o sistema ajustar automaticamente o nível de potência do transmissor da unidade do assinante e do rádio de voz da estação rádio-base. 13. Na estação rádio-base.

a utilização de uma potência reduzida incrementa a vida útil das baterias. por exemplo. Se o sinal recebido exceder o limite superior dessa faixa. torna-se útil atenuar o sinal. Uma situação reconhecidamente causadora de sobrecarga é a presença de uma rodovia elevada muito próxima a estação rádio-base . Por outro lado.TELECOMUNICAÇÕES Transmissor Móvel • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 3 W (Classe I) Benefícios do Controle Dinâmico de Potência • Interferência de RF . Além disso.Os receptores são projetados para determinados níveis de potência de recepção ( -130 dBm a -30 dBm. A faixa de sinais de entrada aceitáveis é conhecida como faixa dinâmica do receptor. de forma que os sinais que seriam normalmente fáceis de detetar não são mais detetados. de forma a reduzir a interferência devida ao sinal. nos receptores de estação radio-base). Para as unidades portáteis com baterias. um sinal excessivamente forte pode colocar a extremidade dianteira do receptor na região de operação não linear. é possível se intensificar a C/I para uma unidade móvel próxima do limite da célula.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . se o sinal recebido da unidade móvel for muito forte. Os sinais recebidos pela antena da estação rádio-base não devem exceder 60 dBm. O receptor fica então com a sensibilidade reduzida. Sobrecarga do Receptor . causando distorção e diafonia por intermodulação. Além disso.quando existir um percurso de transmissão curto e direto entre a estação rádio-base e uma unidade móvel em trânsito.Elevando-se a potência do transmissor de uma unidade móvel. isso é conhecido como diafonia por intermodulação. diz-se que ele fica sobrecarregado. PROF. um deles será recebido também na freqüência modulada e resultará em diafonia nessa freqüência. Exemplo: Uma unidade portátil em um edifício muito alto requer menos potência de transmissão nos pisos mais altos e maior potência de transmissão ao nível do solo. se forem recebidos na estação rádio-base dois sinais igualmente fortes. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 103 . no co-canal e nos canais adjacentes.

TELECOMUNICAÇÕES Controle Dinâmico de Potência .Benefícios: • Controlar a interferência.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Incrementar a vida útil das baterias das unidades portáteis. • Controlar a sobrecarga do receptor 13.10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL 104 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

CCC ou MTSO . A CCC (MTSO) controla não apenas as comunicações com a Rede Pública de Comutação fixa (PSTN).TELECOMUNICAÇÕES 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC14. CCC • Processador celular.Central de Telefonia Móvel (Mobile Telephone Switching Office).ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR Unidade de Assinante (Aparelho). PROF. • Unidade de controle • Transceptor • Sistema de Antena Estação Rádio-base.Rede de Telefone Público Comutado (Public Switched Telephone Network). Enlaces de dados / troncos de voz. como também atua como comutador de mensagens para a Comunicação entre as estações rádio-base. • Central celular • Interfaces Estação rádio-base/Rede Pública de Comutação. • • • • • • Rádio de controle Rádios de localização Transceptores de rádio. PSTN . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 105 . Antenas direcionais e omnidirecionais Equipamentos de Manutenção e testes.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC 106 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 14.

• Fornecer a coordenação sobre a sinalização com as unidades móveis. Dados de classificação de bilhetagem. • Administrar a utilização dos canais de rádio de voz.PROCESSAMENTO DE CHAMADAS • Fornecer conexão comutadas com a PSTN. • Fornecer conexões comutadas entre assinantes móveis.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Chamadas recebidas pela unidade móvel. • Conclusão das chamadas. Atribuição de troncos / estação rádio-base. Atividade de alteração recentes. Serviços especiais por assinatura. 14.3 FUNÇÕES DA CCC . Coletar dados de tráfego. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 107 . Provisionamento / ordem de serviço.TELECOMUNICAÇÕES 14.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC Coletar dados de bilhetagem. • Chamadas originadas pela unidade móvel. Manutenção • Reconhecimento de falhas e recuperação de erros. • Contagem do número de tentativas. PROF. ( Rede Pública de Comutação). para detecção de problemas transitórios. • Coordenar o processo de localização intercelular e intracelular e resultante “ Handoff” • Fornecer serviços especiais aos usuários móveis. • • • • • Número de lista da unidade móvel. • Diagnóstico. • Rotinas de testes / exercícios do sistema. setorização e isolamento de falhas.

É atribuído um tom específico a cada canal de voz. são utilizados três tons SAT diferentes. A unidade móvel deteta o SAT no sinal que recebe e retransmite-o de volta para a estação rádio-base. O tom não é audível para as pessoas envolvidas na conversação. A finalidade desse tom é atuar como controle de continuidade no enlace de rádio. Se o SAT desaparecer durante um intervalo superior ao especificado. a Unidade Móvel ativa o ST 1. a estação rádio-base reconhece que está completo o enlace de RF do circuito de voz. para comunicar informações à esta rádio-base. constituídos por tons contínuos de 5070 Hz ou 6030 Hz. por exemplo.5 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ Quando uma chamada já foi estabelecida no canal de voz. Tom de Áudio Supervisão (SAT) • 5970 Hz • 6000 Hz • 6030 Hz Tom de Sinalização • 10 kHz 108 PROF. Quando detecta o SAT correto retomando a unidade móvel.TELECOMUNICAÇÕES 14. Ele é ativado pela unidade móvel durante intervalos de tempo específicos. presume-se que alguma coisa interrompeu o enlace de RF e a chamada é desconectada. em cada estação rádio-base.8 segundos antes de desativar a transmissão ao fim de uma conversação. O segundo sinal analógico é chamado tom de sinalização (ST). Na realidade. Existem dois tipos de sinais analógicos. Isso informa à estação rádio-base que a unidade móvel está liberando a chamada. o transmissor da estação rádio-base sobrepõe a freqüência do SAT acima do sinal de voz. o primeiro deles é chamado Tom de Áudio Supervisor (SAT).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . isso é conseguido através de sinalização tanto analógica quanto digital. Este tom é sempre de 10 kHz. entre a unidade móvel e estação rádio base. torna-se necessário transmitir outras informações além daquelas da conversação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Quando uma rádio de voz é atribuído a uma chamada.

TELECOMUNICAÇÕES 14. Para utilizar esta característica durante uma conversação estabelecida. obrigando-a a sintonizar um novo canal. O número do novo canal é transmitido à unidade móvel na própria mensagem. Sinalização Digital no Canal de Voz • Black-and-burst .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Isso é feito por meio de uma seqüência de black and burst. utilizando a característica de controle dinâmico da potência dos sistemas celulares. utilizandose uma técnica chamada black and burst (apagamento e seqüência). A unidade móvel enviará então uma seqüência de black and burst no canal de voz reverso. a estação cedente envia uma mensagem de black and burst para a unidade móvel. A unidade móvel irá gerar inicialmente um sinal intermitente para a estação rádio-base. dos bits de mensagem. ao invés da voz. Um uso muito importante da sinalização black and burst. encontra-se no processo de “Handoff”. Isso significa que o sinal de voz é momentaneamente interrompido ou “blancked” (apagado). A transmissão digital. o assinante da unidade móvel tecla o número de lista do terceiro participante que ele deseja incorporar à conversação e então aperta o botão SEND. Pode ficar perdida no máximo parte de uma sílaba. A estação rádio-base transferirá os dados para a CCC. leva apenas uma fração de segundo. sinal de sincronismo e repetições. Quando é necessário transferir uma chamada de uma estação rádio-base para outra. Um exemplo de black and burst na direção reversa (unidade móvel para a estação rádio-base) é o recurso da chamada de conferência a três. as pessoas envolvidas na conversação não percebem a interrupção. Nesse caso. Provavelmente a ocorrência mais comum é o controle da potência transmitida pela unidade móvel.Fluxo de mensagem digital de 10 kbits/s. Existe uma série de usos para sinalização por black and burst. Na maioria dos casos. Durante essa interrupção. novamente a uma velocidade de 10 kbits/s. onde o terceiro participante será incluído na conversação. a estação rádio-base enviam um comando para as unidades móveis. A estação rádio-base envia o comando e a unidade móvel confirma que recebeu a mensagem. é transmitido uma seqüência de informações digitais. ativando momentaneamente o tom de sinalização. A estação rádio-base responderá com uma mensagem black and burst de envio dos dígitos teclados. na direção direta (estação rádio-base para unidade móvel). orientando-se a modificar sua potência de transmissão para um nível especificado. incluindo seqüência intercalada. para transmitir o número teclado à estação rádio-base.6 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ A sinalização digital também é realizada ao longo do canal de voz. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 109 .

TELECOMUNICAÇÕES Tipos de mensagens: • • • • • Solicitação. captura aquele com nível de sinal mais forte e envia a mensagem de originação. 5. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. Designação de canal de voz para “handoff”. 2. o móvel fica sintonizado no canal de controle. 7. No instante em que o assinante chamado atende. 3. 8. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal de voz designado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Número de lista do terceiro participante chamado. 4. 6. cessa o tom de chamada e tem início a conversação. Quando o assinante efetuar a discagem e pressionar a tecla SEND. Ao receber essa mensagem. A ERB recebendo de volta o SAT entende que o móvel sintonizou o canal correto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A ERB envia então a mensagem SAT para a CCC. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação ao canal de voz.7 1. CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL 14. o móvel faz a varredura dos canais de controle. a CCC recebe o tom de chamada e o retransmite ao móvel via canal de voz. 110 PROF. No estado livre. Número de lista de transferência de chamada (call forwarding). Confirmação de solicitação. a CCC recebe o número de células setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. A CCC analisa o número discado. captura um juntor de saída e se conecta à rede pública. Na mensagem de originação. Quando o processo de comutação da rede pública é terminado.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 111 . A ERB retransmite essa informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada. Com esta informação. A chamada de entrada é recebida da rede pública através do juntor de entrada. 5. deve reconhecer seu número e responder através da mensagem de resposta à busca. A ERB recebendo de volta o SAT. A CCC após determinar que o número chamado pertence a esta área de serviço. Na mensagem de resposta à busca. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação do canal de voz. a CCC recebe a informação do número da célula/setor onde se encontra o móvel. entende que o móvel sintonizou o canal correto. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal designado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Mensagem de busca aos móveis via ERB 1. a CCC seleciona um canal de voz utilizado por esta célula/setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz.TELECOMUNICAÇÕES 14.8 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL 1. 3. O móvel. 6. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. 7. ao receber a mensagem de busca. A CCC inicia o envio da corrente de toque ao assinante chamado. Quando o assinante chamado atende o móvel cessa o envio do tom e a ERB retransmite esta informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada OFF e tem início a conversação. verifica se o móvel está no estado livre e envia: • Sinal para a rede pública. A ERB envia então a mensagem de alerta. PROF. 4. 2. Ao receber esta mensagem. ao mesmo tempo em que o móvel envia o tom SAT à ERB.

3. 2. Terminada a conversação.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA 1. 2. 3. Recebendo essa mensagem a ERB desliga o transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. O móvel envia o ST durante 1. colocando o canal de voz no estado vago. Terminada a conversação. colocando o canal de voz no estado vago. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora.8 s o ST. o assinante pressiona a tecla END. 5. 112 PROF. A CCC envia então à ERB a informação: mensagem de canal de voz vago. a CCC recebe o sinal de desconexão e envia ao móvel via ERB a mensagem de liberação do canal de voz.TELECOMUNICAÇÕES 14. A ERB desliga o Transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora.8s. 4. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 14. A CCC recebendo esta mensagem.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O móvel ao receber este sinal envia á ERB durante 1. envia o sinal de linha de desconexão para a rede pública e a mensagem de canal de voz vago para a ERB.9 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL 1. 4.

indica “NO SERVICE” 2 Varre canais de dados primários medindo RSSI 3 Se o nível de RSSI não é aceitável varre canais secundários para RSSI 4 Sintoniza canal mais forte e decodifica os dados 5 Se os dados não puderem ser decodificados vai ao passo 2 6 Determina situação de HOME ou ROAM e indica situação de ROAM 7 Apaga indicação de “NO SERVICE” 8 Móvel em serviço pronto para receber ou fazer chamada 9 Reinicia varredura após determinado período.12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 3 CCC ERB Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). Retransmite SAT à ERB. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 113 .11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO Passo CCC ERB Móvel 1 Ligar o móvel (power on). Detecta e verifica SAT Coloca a situação de “fora-de-gancho” do tronco de voz até CCC PROF.TELECOMUNICAÇÕES 14. Usuário digita o número telefônico e preciona a tecla “SEND” Envio do MIN e do número do telefone chamado para a ERB via canal de controle reverso Móvel 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Detecta “fora-degancho” Completa chamada através da rede Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Sintoniza o canal de voz designado Detecta e verifica SAT.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . (passo 2) 14.

Gera tom de toque e envia ST à ERB Envia toque de chamada ao chamador Completa a chamada através da rede. 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Recebe chamada dirigida ao móvel e envia mensagem de paging a todas as células Células enviam page ao móvel Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Móvel detecta page e ocupa o canal de controle mais forte usando RSSI Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Detecta e verifica SAT Coloca situação de “forado-gancho” no tronco de voz até a CCC. Usuário responde à chamada Alerta e ST são desligados. Envia ST à CCC Sintoniza o canal de voz designado.TELECOMUNICAÇÕES 14.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 CCC ERB Móvel Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). Envia ordem de alerta ao móvel via blank-and-burst no canal de voz. Detecta “fora-do-gancho” e envia ordem de alerta. Retransmite SAT à ERB. Detecta ausência de ST informa à CCC. Detecta e verifica SAT. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 114 PROF.

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14.14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS Passo CCC 1 Unidade móvel ou chamador terminam a chamada 2 3 ERB Móvel Unidade móvel ou chamador terminam a chamada

Ordem de liberação enviada ao móvel Audio do móvel é emudecido e tom ST transmitido com SAT durante 1,8s. Móvel para de transmitir e retorna ao estado em serviço na condição de repouso.

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15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR 15.1 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA

O problema tradicional em um rádio móvel é o aparente conflito entre as exigências de cobertura de área e a capacidade do usuário. Admitindo-se um determinado número de canais numa faixa de freqüências, qual deverá ser o tamanho da área coberta e quantos usuários deverão ser admitidos? Se uma estação base tiver que fornecer atendimento às unidades móveis em uma grande área, ela terá que dispor de alta potência e estar localizada no ponto mais elevado da área cuja cobertura é exigida. No entanto, os canais alocados ao local de transmissão não poderão ser reutilizados para um serviço semelhante, até uma considerável distância. Nesse caso, a única forma de incrementar a capacidade será utilizar um amplo espectro. Disso deriva o conceito de reutilização de freqüênciaviabilizado restringindo-se a potência do transmissor da estação base e utilizando-se repetidamente a freqüência, na mesma área geral de um sistema. Os parâmetros de projeto são os seguintes: • Interferência de co-canal - interferência entre sinais que possuem a mesma freqüência. • Interferência de canal adjacente - interferência entre sinais que possuem freqüências muito próximas. Exemplo: Canal 1, com freqüências de 825,030 MHz e 870,030 MHz. Canal 2, com freqüências de 825,060 MHz e 870,060 MHz. Os canais 1 e 2 são canais adjacentes. Os sinais que possuam freqüências de canal 1 825,030 MHz (unidade móvel) e 870,030 MHz (estação base) são sinais de co-canal. 15.2 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL

Todas as células são consideradas hexágonas, numa discussão teórica. Na realidade entretanto, as células raramente tem a forma hexagonal. A geometria de cada célula depende do contorno e topografia do terreno, da presença ou não de

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água, folhagem, estruturas feitas pelo homem - altura e densidade - e localização e altura da antena.

15.3

CÉLULA DIRECIONAL ANTENA DE 120°

A célula direcional pode ser construída a partir de uma célula omnidirecional. instalando-se antenas direcionais na estação rádio base. • A antena omnidirecional irradia e recebe sinais de todas as direções. • A antena direcional irradia e recebe sinais de uma determinada direção. • A antena é vertical (polarização vertical) porquê os sinais irradiados verticalmente não podem atingir a unidade móvel. Apenas os sinais irradiados perpendicularmente à antena são passíveis de atingir a unidade móvel. Tipicamente, são utilizadas antenas direcionais de 120°, para um agrupamento de células K=7. O padrão de reutilização da freqüência K=7, com antenas direcionais de 120° requer um conjunto de 3 x 7 = 21 canais. ANTENA DE 60° Ao invés de se construir três antenas direcionais de 120° numa estação rádiobase, podemos instalar antenas de seis setores, cada um deles cobrindo um ângulo, reduzindo assim ainda mais a interferência do co-canal. No entanto, para que haja uma eficiência de entroncamento razoável, as antenas de seis setores são usadas com agrupamento de células K=4. Os arranjos de antenas de seis setores com padrão de agrupamento de células K=4, são geralmente usados por vários fabricantes de sistemas celulares.

15.4

DIVISÃO DAS CÉLULAS

A divisão das células torna-se necessária quando a carga de tráfego suportada pelas células originais excedem sua capacidade. Na divisão das células a distância entre as estações rádio-base adjacentes é reduzida a metade e a área de cobertura

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A atribuição de canais para as células desdobradas 120º (mantendo-se o padrão de atribuição K=7). utilizando-se antenas direcionais. Idealmente. 19. etc. Assim. • A divisão torna-se necessária quando uma determinada célula não consegue suportar uma carga de tráfego (mesmo depois de se adicionar a ela outros canais de rádio). No entanto. Isso incrementa a carga sobre o sistema e pode. entre as estações vizinhas já existentes. com um pequeno prejuízo para a relação C/I (canal/interferência). as localizações das novas estações rádio-base ficarão a meio caminho. • Podemos esquematizar estações rádio-base com diferentes padrões de reutilização. São candidatas ao desdobramento.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES nominal da célula recém estabelecida fica reduzida a um quarto da área anteriormente coberta da estação rádio-base. No entanto a atribuição de canais poderá ser K=4 ou K=3. existe um impacto sobre a capacidade de transporte de chamadas de cada face da antena. • Para se reduzir a interferência do co-canal. • Quando coexistem células de tamanho grande e pequeno. anteriormente existente. A divisão das células pode suportar quatro vezes o volume de tráfego suportado pelas células existentes. A utilização de antenas direcionais incrementa a probabilidade de “handoff”. dependendo de K=3. a atribuição de freqüência às células menores deverá ser cuidadosamente executada. a densidade de estações rádio-base fica quadruplicada. 15. são utilizadas antenas direcionais. dentro do software. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .5 RESUMO • As células de foram hexagonal são encontradas muito raramente nos sistemas reais. • O compartilhamento da reutilização pode ser utilizado para as estações rádio-base duplas. sem afetar significantemente seu desempenho. apenas as células que tiverem sobrecarga de tráfego. Não é necessário nenhum hardware adicional para as células duplas. em última instância degradar o seu desempenho. 7. Nem todas as células existentes precisam ser desdobradas simultaneamente. Nesses casos teremos células duplas utilizando freqüências diferentes. 4. • Padrões diferentes de reutilização da freqüência: • interferência do co-canal • eficiência de entroncamento • custo 118 PROF. As células superpostas tornam-se necessárias quando nem todas as células são divididas ao mesmo tempo. A implementação do compartilhamento da reutilização incrementa a capacidade do sistema.

05/05/92 PROF. corre uma estorinha segundo a qual. ao nascer. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 119 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . é porque o indivíduo está morto.” Folha de São Paulo . “Entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia. que o acompanhará pelo resto da vida. todo o cidadão receberá um telefone celular.TELECOMUNICAÇÕES • Tipos diferentes de estação rádio-base: • Omnidirecionais • 3 faces • 6 setores • Divisão da célula: • cuidados na atribuição da freqüência • estação rádio-base superpostas (duplas) • Compartilhamento da reutilização. o aparelho não responder. no futuro. Se um dia.

o TACS (Total Access Communications System). o TACS e vários outros que adotam 25 kHz. O tamanho das células situa-se na faixa de 500 metros a 10 quilômetros. sendo cada uma delas servida pelo seu próprio conjunto de rádios transmissores e receptores de baixa potência. no Japão. sem sofrer interrupção. o C-450 na Alemanha e Portugal.TELECOMUNICAÇÕES 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR 16. O acesso à canalização é obtido através do FDMA (Frequency Division Multiple Access). Em 13 de Outubro de 1983. O NMT (Nordic Mobile Telecommunications).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sendo permitido o "handoff" ou "handover" 120 PROF. a NTT (Nippon Telephone & Telegraph) havia se antecipado colocando um sistema semelhante ao AMPS em operação em 1979 na cidade de Tóquio. o primeiro sistema celular nos EUA entrava em operação comercial em Chicago. da AT&T. Quando a chamada de um celular alcança uma torre de transmissão e recepção. opera na faixa de 869-894 MHz para recepção e 824-849 MHz para transmissão. utilizando modulação em freqüência para voz e modulação digital FSK (Frequency Shift Keying) para sinalização. desenvolveram o conceito do celular em 1947. o NMT450 opera na faixa de 463-468 MHz para recepção e 453-458 MHz para transmissão enquanto que o NMT-900 utiliza a faixa de 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. Com relação ao espaçamento entre os canais pode-se citar. Advanced Mobile Phone Service. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Itália.1 Primeira Geração de Sistemas Móveis A partir de sua primeira geração o serviço celular passou a funcionar através da divisão de uma cidade ou região em pequenas áreas geográficas denominadas células. Os Laboratórios Bell. o sinal do seu telefone celular passa automaticamente de uma célula para outra. etc. Cada célula possui diversos canais com o objetivo de prover serviços para muitos usuários simultaneamente.1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES 16. O AMPS. o Radiocom 2000 na França e o RTMS na Itália. sendo que em 1970 a própria AT&T propôs a construção do primeiro sistema telefônico celular de alta capacidade que ficou conhecido pela sigla AMPS. Na Europa a primeira geração de sistemas celulares era composta de diversos sistemas. por exemplo.1. Todos esses sistemas eram bastante parecidos entre si. etc. adotado por diversos outros países além dos nórdicos. Espanha e Irlanda. no Reino Unido. ou seja. Essa primeira geração de sistemas celulares caracterizava-se basicamente por ser analógica. por exemplo. À medida em que um usuário se movimenta na cidade. a mesma é transferida para o sistema de telefonia fixa regular. o AMPS que adota 30 kHz. Áustria. sendo que as principais diferenças concentravam-se no uso do espectro de freqüência e no espaçamento entre canais. No entanto.

16. Como resultado desse esforço. o CDMA (Code Division Multiple Access) nos EUA e o PDC (Japanese Personal Digital Cellular) no Japão. um forte concorrente do TDMA. em um certo número de partes e designando cada uma das diversas conversações telefônicas para cada uma dessas partes.TELECOMUNICAÇÕES (permite a transferência automática de ligações de uma célula para outra). onde o sistema analógico havia atingido o limite de sua capacidade nas maiores áreas metropolitanas. particularmente nos EUA. trabalham com bastante facilidade a comunicação de dados e facilitam significativamente a criptografia da informação transmitida. possibilitando assim a manutenção de preços baixos. mais de 45 milhões de assinantes se concentram somente na Europa Ocidental (23 países). indiscutivelmente. operando na faixa de freqüência 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. baseada em San Diego. desde que adotem o mesmo sistema. foi necessário dar início ao desenvolvimento de sistemas digitais que em princípio. é um sistema proprietário desenvolvido pela empresa QUALCOMM. O TDMA opera dividindo o tempo de um canal. DCS-1800 e PCS-1900 com mais de 57 milhões de assinantes distribuídos em 98 países. O GSM é hoje. e pela necessidade de se ter um sistema Pan Europeu na Europa. contabiliza-se ainda uma larga infra-estrutura já implantada de mais de US$ 50 bilhões de dólares. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 121 .1. o TDMA (Time Division Multiple Access). O sistema utiliza a técnica de espalhamento espectral e foi originalmente utilizado pelos militares para espalhar o sinal em uma faixa de espectro bastante larga. A seu favor. o B-CDMA opera partilhando o espectro de freqüência com as demais tecnologias celulares existentes. com mais de 150 redes celulares do tipo GSM-900. O CDMA. O GSM foi adotado como padrão Europeu em meados dos anos 80 e introduzido comercialmente em 1992. o padrão mais popular implementado mundialmente. o que permite a combinação de equipamentos de diferentes fabricantes. nos EUA. ofereciam as seguintes vantagens sobre os analógicos: técnicas de codificação digital de voz mais poderosas. Essencialmente. PROF. melhor qualidade de voz. estando as patentes em poder da empresa InterDigital.2 Segunda Geração de Sistemas Móveis Em função da pressão de demanda. surgiram os sistemas GSM (Groupe Speciale Mobile/Global System for Mobile Communications) na Europa. Existe também o CDMA de banda larga (Broadband CDMA ou B-CDMA). que opera em uma determinada freqüência. maior eficiência espectral. tornando as transmissões difíceis de interceptar ou mesmo interferir. Possibilita igualmente o "roaming" (transferência automática de ligações entre sistemas) entre os diferentes provedores de serviço.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . além da maior capacidade. O GSM possui uma arquitetura aberta.

constituído potencialmente por milhões de usuários. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . o DECT (Digital European Cordless Telephone). com 80 canais. à sua inabilidade de adequar capacidade à demanda e à elitização de seus serviços dada a exorbitância dos preços. Vários novos padrões se sucederam ao CT1 e foram considerados digitais na medida em que digitalizavam o tráfego de voz para transmissão sobre a interface aérea. Dentre esses padrões convém ressaltar o CT2 (Cordless Telephone 2). uma competição com o sistema celular. Como resposta à má qualidade de serviço oferecida por sistemas analógicos. oferece ao usuário a possibilidade. operando nas faixas 914-915 MHz (móvel para base) e 959-960 MHz (base para móvel). a um custo acessível. de ingressar na rede de telefonia pública comum. Caracterizam-se. Surgiu então um padrão europeu. embora certamente um considerável número de aparelhos operasse em milhares de residências. desta forma. no mínimo. sistemas sem fio ou telefones sem fio. que é enviada a uma taxa de 32 kbit/s . os serviços de comunicações de segunda geração são baseados em sistemas de alto desempenho. ou seja. para ambientes fixos e móveis. O PACS suporta serviços de voz. na Inglaterra. surgiu. O "Department of Trade and Industry" (DTI). A meta era o mercado de massa. pela utilização de tecnologia digital para transmissão tanto de voz quanto de sinalização. o CT1 (Cordless Telephone 1).TELECOMUNICAÇÕES Em resumo. alguns com capacidade. Estima-se que nos EUA existam mais de 60 milhões de telefones sem fio. Esses sistemas têm experimentado diferentes níveis de sucesso ao longo do tempo e encontram-se em uso em milhões de residências ao redor do mundo. A arquitetura do sistema seria suportada por uma ampla estrutura microcelular para possibilitar o uso de terminais de baixa potência e. dos mais diferentes tipos e/ou modelos. órgão governamental responsável pelo setor de telecomunicações do Reino Unido. O seu uso era considerado ilegal na Europa nos anos 80. quando este estiver próximo de cabinas ou postes devidamente equipados. conhecida como "cordless systems" ou "cordless telephones". em 1989. O CT2 foi projetado para uso em ambientes domésticos e empresariais e pode ser usado como teleponto. ou ainda CT. em geral. o conceito PCN (Personal Communications Network). promovendo. 122 PROF. ou seja. o PHS (Personal Handyphone System) desenvolvido no Japão e o PACS (Personal Access Communications Services ) proposto pelo Bellcore nos EUA. O DECT oferece uma estrutura de comunicações sem fio para alta densidade de tráfego. Uma das suas principais atrações é a qualidade do sinal. existe ainda uma outra linha de desenvolvimento.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .os sistemas celulares digitais convencionais adotam geralmente taxas de até 13 kbit/s. telecomunicações de curta distância e cobre uma ampla gama de aplicações e ambientes. disparou um processo de consulta sobre o desenvolvimento de um sistema rádio que fornecesse serviços bidirecionais de telecomunicações de alta qualidade. Além dos sistemas celulares vistos até aqui. três vezes superior à dos sistemas de primeira geração. dados e imagens de vídeo para uso em interiores e microcélulas.

bastante pequenos e leves.TELECOMUNICAÇÕES conseqüentemente.1. microcélulas e macrocélulas. leves para serem transportados no bolso (pocket-size). instaladas em interiores. 16. Esse sistema está sendo denominado UMTS (Universal Mobile Telecommunications System). o objetivo é criar uma plataforma de rede SEM FIO. apenas na Alemanha. em torno dos 900 MHz. "Handsets" diferentes precisarão reconhecer e operar indistintamente em pico. O objetivo é criar um sistema móvel de terceira geração por volta do ano 2000. ou seja. micro e macrocélulas. células de tamanho variável serão implementadas com dimensionamento adequado para áreas geográficas específicas e em função das diferentes demandas de tráfego. na "World Administrative Radio Conference" (WARC) em 1992. através de ondas de rádio. existiam cerca de 3. França e Inglaterra. Em janeiro de 1998. As operadoras vêem nessa solução uma forma de melhorar os serviços já oferecidos onde se incluem atualmente os celulares. oferecendo aos usuários a possibilidade de acesso. O termo PERSONAL ou PESSOAIS é visto como ponto-chave em termos mercadológicos porque captura a imaginação e inspira liberdade. conhecido como PCS (Personal Communications Service). A faixa de freqüência mais adequada estaria entre 1. como por exemplo a reserva de 230 MHz de espectro. que pretende ser cada vez mais o meio de comunicações entre pessoas e não entre lugares ficou. picocélulas. aparelhos de assinante.3 GHz. os "pagers" e a própria rede fixa de telefonia convencional. como extensão do sistema telefônico do escritório quando se encontram no trabalho ou como telefone móvel PROF. ou seja. células maiores. isto é. as primeiras aplicações de PCS surgiram no final de 1993 com o sistema DCS-1800. já se trabalha intensamente no desenvolvimento da terceira geração.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Progressos significativos já foram obtidos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 123 . Células diminutas.7 milhões de assinantes nessa tecnologia. A topologia provável desse novo sistema será baseada em uma forma de arquitetura mista de células. Nos EUA. Ou seja. serão versões melhoradas das atuais tecnologias "cordless". poderão operar segundo características evoluídas a partir do GSM.3 Terceira Geração de Sistemas Móveis Mesmo não estando ainda os sistemas de segunda geração totalmente amadurecidos e firmemente estabelecidos. com a aprovação de 127 países. uma variante do GSM operando com potências menores e em uma faixa de freqüência mais alta.7 e 2. com "handsets". esse serviço. e a atenuação adicional da nova faixa seria compensada pela menor dimensão das células. individualidade e algo feito sob medida. por estar menos congestionada que a faixa do celular convencional. Na Europa. Este trabalho está sendo liderado mais uma vez pela Europa e patrocinado pelo ITUR (International Telecommunications Union Radiocommunications sector) e ETSI (European Telecommunications Standard Institute).

A versão detalhada da solução européia será apresentada à ITU (International Telecommunications Union) em junho de 1998. 2 Mbps para comunicações em ambientes internos e pelo menos 144 kbps para ambientes externos). etc. Na visão UMTS. banda atribuível sob demanda (por exemplo. três quesitos são de primordial importância: (1) rádio acesso de banda larga. O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . (4) serviços personalizados. um sistema de comunicações deverá suportar diversas facilidades: (1) portadoras realocáveis.TELECOMUNICAÇÕES convencional quando se encontram ausentes ou ainda como telefone principal de suas residências quando estão em casa. O GSM já atende a alguns destes requisitos. e (3) alta capacidade. ou PSTN (Public Switched Telephone Network). (3) tarifação adequada para aplicações multimídia. (6) WLL (Wireless Local Loop) de banda larga. Econômica e tecnicamente falando. época prevista para a entrada em operação do UMTS. (2) "roaming" inteligente. Sem dúvida. UMTS. deverá ter como base a estrutura do GSM. Os terminais têm se tornado cada vez menores. A rede básica do sistema deverá ter como base o GSM. Especificamente em relação ao UMTS. Os delegados do ETSI reunidos em Paris em 29/01/98 concordaram com a adoção de um padrão de interface aérea para a terceira geração que incorpora elementos de duas tecnologias: W-CDMA (Wideband Code Division Multiple Access) e TDMA/CDMA (híbrido de "Time Division Multiple Access/Code Division Multiple Access"). as baterias têm durado mais e os novos modelos que surgem apresentam sempre uma série de novas características e funcionalidades. mais leves. O GSM. O projeto de um produto pessoal como o terminal de assinante para o celular ou PCS vem também se tornando num desafio crescente para a indústria. (2) variedade de tipos de tráfego compartilhando o mesmo meio. 124 PROF. a criação de um padrão independente para o UMTS seria injustificável dado o enorme investimento para a viabilização das redes celulares digitais já em uso. utilizando ferramentas de rede inteligente). O WLL de banda estreita tem sido utilizado em substituição aos fios/cabos de cobre para conectar telefones e outros dispositivos de comunicação com a rede de telefonia comutada pública. (5) facilidade de implementação de novos serviços (por exemplo. muito provavelmente. em sua evolução natural. A evolução em direção aos serviços de telecomunicações móveis universais. o emprego em larga escala da tecnologia não pode ser o único fator a ser ponderado na adoção de padrões. tem plenas condições de atender também a esses quesitos. a uma taxa de adesão da ordem de 50 mil assinaturas por dia e prevêem-se algumas centenas de milhões de usuários por volta de 2002.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

The changing wireless game. A Nortel já introduziu um terminal GSM que combina voz digital e serviço de dados e serve também como um organizador eletrônico pessoal. vídeo e. IEEE Press. O novo "Nokia 9000 Communicator" pode enviar e receber "faxes". A integração da tecnologia de computação com a de comunicações e a eletrônica de estado sólido deve se constituir na base para sistemas multimídia com fantásticos poderes de processamento.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 1997. nas seguintes publicações: • Hélio Waldman e Michel Daoud Yacoub: Telecomunicações . Os laboratórios de pesquisa da British Telecom. 2nd edition. Ron Schneiderman: Future talk . estão desenvolvendo um comunicador pessoal como peça de vestuário e que combine vídeo. telefonia. comunicação de dados e um assistente digital pessoal. livro de endereços. utilizando dispositivos portáteis. LCD (Liquid Crystal Display). • • PROF. com capacidade para três linhas. "e-mails" e mensagens curtas. todo esse poder de processamento deverá estar concentrado em um único "chip". qualquer indivíduo poderá ter acesso às comunicações sem fio e estará enviando ou recebendo "e-mails". Reino Unido. 1997. de forma que pessoas de países diferentes possam estabelecer uma conversação normal em línguas diferentes.TELECOMUNICAÇÕES A Hewlett-Packard Co. A AT&T. Uyless Black: Emerging communications technologies. Adicionalmente. divisão de "Wireless Services". públicas ou de corporações. e outros estão tentando concentrar todas as funções de um telefone em um cartão de crédito comum. na maioria dos casos. bloco de rascunho e calculadora. "faxes".Princípios e Tendências. A Alcatel e a Sharp Electronics desenvolveram terminais GSM equipados com telas com capacidade gráfica onde são apresentados ícones e teclados que permitem acesso a funções com apenas um toque. Virtualmente. Editora Érica. Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados. dentro de algum tempo. Prentice Hall series in advanced communications technologies. conhecido como PDA (Personal Digital Assistant). por exemplo. funcionar como calendário. 1997. ter acesso a serviços da Internet e bases de dados. está introduzindo um equipamento que permite aos usuários enviar e receber dados em uma rede celular e que recebe "e-mails" no próprio terminal equipado com uma tela de cristal líquido. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 125 . A Sony vem trabalhando há anos num sistema que efetua traduções em tempo real.

3 setores.2 MODULAÇÃO CDMA Técnicas de Spread Spectrum Consiste em se combinar o sinal de informação com um código cuja taxa é bem superior. TDMA e GSM CDMA 1 2 4 5 7 6 1 3 1 1 1 1 1 1 Sistema AMPS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Espalhamento Espectral A Espectro necessário para o sinal A Espectro necessário para o código A Espectro necessário para o sinal + o código f f f 126 PROF. padrão de reuso de 7 células Sistema CDMA .1 CÉLULAS CDMA: PADRÃO DE REUSO UNIVERSAL AMPS.3 setores.TELECOMUNICAÇÕES 17 TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA TELEFONIA CELULAR 17. padrão de reuso universal 17. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

Hard Handoff .CDMA .TELECOMUNICAÇÕES 17.CDMA .Praticamente Impossível 15.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .CDMA O telefone troca de freqüência de uma para a outra célula CDMA.AMPS O telefone troca de freqüência. CDMA .5 PRIVACIDADE AMPS . ou seja a unidade móvel troca de célula de operação. 17.CDMA O telefone móvel não troca de freqüência de uma para outra célula CDMA. Só o código pode separá-los. de um canal analógico para um canal digital. Hard Handoff . 17. de um canal digital para um canal analógico.3 ESQUEMA BÁSICO DO CDMA Todos os equipamentos (Estação Rádio Base e Unidades Móveis) trabalham na mesma freqüência.Ocorre o handoff de uma célula para outra. Além da possibilidade da unidade móvel trocar de célula de operação poderá dentro de uma mesma célula trocar de setor. Hard Handoff .Vulnerável TDMA .4 HANDOFF AMPS e TDMA . O receptor recebe o sinal de todos Todos os sinais chegam superpostos.CDMA .6 Qualidade de Voz PROF. Soft Handoff . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 127 .Ocorre o handoff entre os diferentes setores da mesma célula e também entre células.AMPS .Dificulta Pirataria CDMA .CDMA O telefone troca de freqüência.

7 FACILIDADES Nenhuma facilidade adicional.6 k bits/s). Baixo custo das Estações Rádio Base. Alto custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. sujeito a interferências Pouco inferior. Pager.6 CUSTO Baixo custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. Interceptação de número chamador. menos sujeito a interferências Idêntico ao TDMA (vocoder 9. AMPS - TDMA e CDMA - 17. 17. AMPS TDMA - CDMA - 17.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .8 REFLEXOS PARA O USUÁRIO DA TECNOLOGIA DIGITAL Qualidade de voz Menor consumo de bateria Novos serviços • Identificação usuário chamador • Identificação de mensagem no Correio de Voz (Caixa Postal Inteligente) • Pager • Fax • WAP 128 PROF. Caixa Postal (identificação). Alto custo das Estações Móveis. Melhor que o TDMA (vocoder 14.TELECOMUNICAÇÕES AMPS TDMA CDMA - Boa.4 k bits/s).

Matsushita e NEC.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 17. • 1875-1975 MHz e 2110-2160 MHz. • Ericsson + Nokia.CDMA: • 144 kbps • 384 kbps • 2 Mbps O primeiro teste de campo do W-CDMA foi realizado no Japão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 129 . Características do teste: • W-CDMA de 5 MHz de Largura de Banda. • Em Abril de 1998 foram realizados testes INDOOR • Em Outubro de 1998 foram realizados testes OUTDOOR PROF. Taxas de Dados do W .CDMA Regulamentação: • ITU-T (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION) • IMT2000 (INTERNATIONAL MOBILE TELECOM) ou FPLMTS (FUTURE PUBLIC LAND MOBILE TELECOM SYSTEMS).9 W . • ETSI (EUROPEAN TELECOMS STANDARDS INSTITUTE) • UMTS (UNIVERSAL MOBILE TELECOMS SYSTEM) • 1925-1975 MHHz E 2110-2170 MHz.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Excelente relação custo benefício. • Agenda Eletrônica. • Economia de Tempo.1 INTRODUÇÃO Paging é um sistema de telecomunicações sem fio. • Desafogamento das Linhas Telefônicas. • Chamadas em Grupo. Benefícios do Paging: • Privacidade. • Memória (Follow-UP). • Bateria de longa duração.TELECOMUNICAÇÕES 18 PAGING 18. • Recepção instantânea. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Melhor penetração em edificações. • Serviços Agregados 130 PROF. • Portátil. cujas características são: • Unidirecional. • Baixo Custo. • Velocidade.

TELECOMUNICAÇÕES 18.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO PAGING Comunicação Custo Privacidade Portabilidade Duração da Bateria Chamada Grupo Unidirecional Fixo Total Ótima Longa Sim CELULAR Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Não TRUNKING Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Sim PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 131 .

TELECOMUNICAÇÕES 18.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO TIPO PAGING VANTAGENS • • • • • • baixo custo total privacidade acesso a grupos memória portabilidade bateria DESVANTAGENS • unidirecional • garantia de recepção da mensagem CELULAR • bidirecional • status • portabilidade • • • • • • • • • • alto custo pouca privacidade cobertura limitada baixa penetração bateria cobertura limitada acesso restrito sem privacidade tamanho bateria TRUNKING • bidirecional • acesso a grupos 132 PROF.

ALFANUMÉRICO: Cairam bem ao gosto do brasileiro. • 1976 . • Anos 70 .Operação do 1º sistema no Brasil . • Depois disto vieram os sistemas seletivos assistidos por operador . Objetiva a mensagem.Criação do protocolo POCSAG. • Sistemas seletivos assistidos ou não por operador para o protocolo POCSAG (Tom. Ocupa muito espectro. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 133 . • 1995 .“BIP” Intelco S/A. • Anos 80 .4 HISTÓRICO • 1921 .Criação dos protocolos Flex.Início das Telecomunicações sem fio .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. Não sabe quem ligou VOZ: Recebimento agradável.microdiapasão.Operação do 1º sistema alfanumérico POCSAG no Brasil. Voz. Reflex e Inflexion. Visão Geral do Pager: • Os primeiros sistemas eram não seletivos e assistidos por voz.Rádio Móvel da Polícia de Detroit USA. Alcance limitado NUMÉRICO: Econômico (preço e uso do espectro). Numérico e Alfanumérico). PROF. TOM: Economia do uso do espectro ao tempo. Ocupam espectro.

Gravação.base: Converte os dados provenientes do paging terminal em um sinal modulado em uma dada freqüência (931 MHz) a uma dada potência (até 500 W). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 134 .5 SISTEMA BÁSICO ATUAL 1 . 2 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Operadora. A informação armazenada no banco de dados diz ao terminal VDT: • • • • • Para qual pager que está indo a informação. PROF. Automática . Digital .Receptor ou Pager Típico receptor FM ajustado para as freqüências específicas do sistema paging com sensibilidades típicas entre 6 a 10 micro V/m. • Executa a validação do capcode e converte o número e a mensagem no protocolo apropriado. 4 .Fonte de Entrada: • • • • Assistida . Expressa . 18. Que formato está (protocolo GSC ou POCSAG).Modem/RS232. Qual a prioridade dele. Que área de cobertura de saída o pager deve ser usado. 3 .Codificador ou Paging Terminal: • Recebe o número do pager e a informação.DTMF.Conjunto Transmissor ou estação .6 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR O paging terminal ou codificador é um bastidor que contém um processador direcionador ao banco de dados do sistema. Quanto tempo a mensagem de voz ou dados é permitida.

7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR Conexão par trançado ou cabo coaxial • Um par de fios na saída do terminal. • A saída do receptor do satélite é conectado ao transmissor do sistema paging. Link de RF • Pode-se conectar mais de 1 transmissor.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. PROF. • A saída do receptor de microondas é conectado ao transmissor do sistema paging. Satélite • A saída do terminal é conectado ao enlace de subida do transmissor do satélite. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 135 . • Freqüência do Link 75 MHz. • Muito utilizado em sistemas com um único transmissor. Microondas • A saída do terminal conecta com o transmissor de microondas.

• Depende somente da especificações do fabricante.9 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA Potência de Transmissão: • Dobrando a potência do transmissor na prática.É a técnica do envio do sinal paging a partir de 2 ou mais transmissores ao mesmo tempo (para o aumento da área de cobertura): Problema: Área de sobreposição de sinais Solução: Sincronismo dos atrasos de envio da mesma informação para vários transmissores do sistema através de um controlador de rede. 18. • Limitação pelo Ministério das Comunicações. o aumento da intensidade de campo será de 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 136 . • Aumento do consumo de energia.8 SIMULCAST SIMULCAST . dobramos a intensidade do campo. Altura da Antena: • Dobrando a altura da antena. PROF.4 vezes maior num dado ponto da recepção. • Perda nos cabos Sensibilidade de Recepção: • É a intensidade de campo necessária para o pager atender a chegada do sinal de RF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.

Ex. Ex. Existem 2 tipos de protocolos: em formato de tom (transmissão analógica e binário (transmissão digital) Analógica: • Formato de codificação em tons. Digital: • FSK.1983 Motorola PROF.: • GOLAY . Perda no Caminho: • Atenuação do sinal propagado ao longo do caminho do transmissor ao pager. Freqüência de Transmissão: • Em áreas urbanas / metropolitanas. etc. obtém-se melhores resultados em altas freqüências.: 2 tons. Fading: • É o fenômeno no qual o nível de sinal varia dentro de uma pequena distância devido a propagação multicaminho (reflexão por obstruções naturais (chuva.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Ganho da Antena • Depende das especificações do fabricante (não há variações significativas). muros. 5/6 tons .)). • O Ministério das Comunicações especificou as seguintes freqüências: • VHF: 35 MHz e 169 MHz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 137 .bip. neblina) ou artificiais (edifícios. • UHF: 451 MHz e 931 MHz.

Incorpora plataforma de implantação para os sistemas direcionais e de voz. 462 e 467 MHz). PROF. • Monitoração remota de máquinas.11 NOVAS TECNOLOGIAS • Comunicação de Dados Unidirecional (ponto a ponto ou multiponto) .Apresenta sistema aperfeiçoado de detecção de erros do envio de mensagens. etc. desvio de ligações.. • Ramal telefônico virtual. GOLAY. . • 4 Frequências (451.Apresenta velocidade de até 6400 bps . • Auxílio para os serviços e-mail.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • POCSAG . caixa postal de voz. .European Radio Message System . • Criação de redes tipo EMBARC (Eletronic Mail Broadcast to a Roaming Computer). .Vida útil da bateria é alta (4 meses para 2 mensagens/dia).10 APLICAÇÕES PARA O PAGER • Chamadas em grupo.Suporta até 5 bilhões de endereços e até 600 mil pager numérico por canal (redução do custo por usuário).modem sem fio. • ERMES . • Sistema 900. etc). • Conexão (via RS232) do pager com o laptop. • FLEX . 18.Possui proteção de erros contra fadings multipercurso (causado por Simulcast).1992 Possui sistema Roaming. 18. . 456. • Uso em outras cidades/estados/países através de acordo entre as operadoras ou com a utilização de pagers de freqüência sintetizada. notbooks. secretária eletrônica.Pode ser implantado em cima da infra-estrutura já existente e trabalha conjuntamente à outros sistemas (POGSAG. ERMES. palmtops. • Agendamento de compromissos. etc. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 138 . .Post Code Standardisation Adivision Group Acomoda até 2 milhões de códigos/pagers. • Pager Privado: • Alcancer em torno de 4Km (P=5W).

• Sistemas de despachos eficientes para entregadores e operadores de frotas de veículos. • Aplicações que combinem a utilização de PDA’S com atualização de banco de dados. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 139 . • Transmissão de texto. • Alta capacidade de transmissão/recepção de dados. • Voz também. PROF.PCS de banda estreita (NCPS). sistemas de alarmes. dados e fax a partir de 1 computador conectado a internet para os sistemas paging bidirecionais (protocolo TME/TDP). • Envio garantido através da confirmação da mensagem enviada . • Técnica de reutilização geográfica de freqüência.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Comunicação de Dados Bidirecional: (Paging two way) • 1994 .assimétrico • Pact da AT&T . • Controle e levantamento de inventários em tempo real de máquinas automáticas (refrigerantes.Resposta longo ou ao simples apertar de 1 botão de identificação do usuário. • Melhora substancial na utilização eficiente do espectro (901 e 902 MHz para a transmissão e 930 e 940 MHz para a recepção). Protocolos: • Reflex e Inflexion da Motorola .EUA . • Atualização remota de um banco de dados. combustíveis. sinais vitais do corpo humano. etc). Aplicações: • Rastreamento nacional de veículos.simétrico.

PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 140 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. baixo custo e satisfatório para a maioria das necessidades dos usuários.12 CONCLUSÃO • Paging .simples. • Complementar aos sistemas novos (aperfeiçoamento em relação a estes). • Maturidade do serviço.

PROF. Histórico: Os STR nasceram nos EUA entre 77 / 78 como imposição do FCC para solucionar problemas de interferências e congestionamentos nas bandas de VHF tendo como documento básico o APCO 16.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR) 19.1 INTRODUÇÃO Conceito de Troncalização: I N T L E I D R N E L H I A G S A Ç Â O U S U Á R I O CENTRAL TELEFÔNICA U S U Á R I O S CENTRAL TELEFÔNICA L I N H A S T R O N C O Fundamenta-se no princípio de compartilhar um número reduzido de enlaces de comunicação por um grande número de assinantes. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 141 .

shoppings e fábricas).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda de freqüência: 800 MHz com separação de 45 MHz entre TX e RX Em New York existem 56 STRs em 800 MHz sem nenhum tipo de degradação de serviço ou interferência.2 COMPARAÇÃO Sistema Troncalizado Todos os grupos de conversação acessam qualquer canal Uso eficiente dos canais melhorando a utilização dos canais Estabelece filas de espera Troncalizado Sistema Convencional 1 canal para cada grupo de conversação Utilização ineficiente dos canais Espera por canais Convencional BALCÃO BALCÃO CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PESSOAL LIVRE (CANAIS) CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PROF. Segurança pública (polícia. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 142 . 19. telefone e luz). Aplicação Empresas prestadoras de serviços (água. bombeiros e defesa civil) Empresas de Petróleo Serviços de segurança em geral (aeroportos.

O sistema seleciona qual repetidora usar.3 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS RPTR A RPTR B A A A B B B . . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 143 . PROF.Qualquer rádio pode usar as repetidoras A ou B.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.

Interferência entre usuários de mesmo voz grupo . Dificulta a escuta por “Scanners”. Habilita prioridades no alto tráfego.5 CELULAR Muitos sítios com pequena cobertura Unidades com baixa potência (1/2-3 watts) Decisões do sítio realizadas pelo sistema Chamadas orientadas para telefone Chamadas orientadas de um para um Comunicações em full duplex 19. COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO TRONCALIZADO Alguns sítios com grande cobertura Unidades com potência maior (3-35 watts) Decisões do sítio depende do rádio Chamadas orientadas de rádio para rádio e telefone Chamadas orientadas Despacho/Grupo e individuais Comunicação em rádios semi-duplex e fullduplex 19.4 • • • • • • POR QUÊ TRONCALIZADO? O sistema troncalizado melhora a utilização espectral. Sem canal de controle dedicado 2.Não possibilita sítios de repetição PROF.6 CANALIZAÇÃO Existem duas técnicas para realizar o controle da troncalização: 1. Usuário não precisa selecionar canais. Estabelece comunicações privadas.Não estabelece filas .Custo Baixo .Fácil implantação .7 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS DESVANTAGENS .Controle de colisões limitado . Estabelece filas de espera.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.Tempos de acesso longos .Todos os canais para transmissão de . Com canal de controle dedicado 19. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 144 .

esperando por uma atribuição ao canal de operação.Custo alto 19.Eliminação de interferências entre usuários .9 CANAL DE OPERAÇÃO • Quantos forem necessários • Processa as mensagens de comunicação (voz.Tempos de acesso baixos .Transmissão de dados e voz criptografada DESVANGEM .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.8 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS .10 CANAL DE CONTROLE • Somente um em cada sítio. qualquer canal • Dados em alta velocidade (9600 BPS) para controle positivo das unidades • Unidades ficam sintonizadas no canal de controle.Rastreamento das unidades (Roaming) . • Dados pelo canal de controle: PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 145 . dados) • Dados alta velocidade (9600 BPS) para: • Confirmação e Handshake • Número Telefônico • Desconexão digital • Dados em baixa velocidade (150 BPS) para controle das unidades: • Chamadas individuais/ de grupo/ de sistema • Rechamada ao grupo original • Unidades emitem tom de 75 HZ 19.Permite cobertura ampla (redes) .Controle de colisões/estabelecimento de filas .Priorização de filas de espera (Emergência) .

Sítio de Repetição Gerência do Sistema Equipamentos para Cobertura Ampla Equipamentos de Usuários 19. 4. • Um grupo de conversação é um conjunto lógico de unidades. • Existem 2. • Todo rádio tem um ID físico (número de série). 2. PROF. e estará sempre controlando os rádios do sistema.000 no Motorola. • Todo rádio pode selecionar entre um ou mais grupos de conversação. sem interferir em outro grupo • Hierarquia de endereçamento • Sistema (Paraná) • Agência (Superintendência Regional) • Frota (Departamentos Regionais) • Subfrota (Centros Regionais) • Unidade Individual Informações importantes: • Todo rádio tem um único ID de unidade.11 COMPONENTES DO STR 1.000 no Motorola.12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA • Divisão das unidades de rádios em grupos • Usuários de rádios de um grupo podem se comunicar. cada vez que o PTT é acionado Direciona os rádios para canal de operação Atualiza atividades em andamento para entradas tardias Desabilita unidades Login no multisítio Reagrupamento dinâmico 19. • Um dos canais será sempre o canal de controle. • Existem 16. porém não é utilizado para sinalização. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 146 .048 ID’S de grupos de conversação no sistema Ericsson e 4.383 ID’S de unidade no sistema Ericsson e 48. 3.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • • • • • • Pedido de chamada.

3. De grupo De anúncio De alerta Privativa De emergência De sistema Interconexão telefônica 19. 5. • O equipamento recebe requisição.Dados Digital Tipos de Chamadas Chamadas de: .Grupo .Voz Analógica .13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS CHAMADA Parâmetros Modos de Comunicação . operador do rádio pressiona o botão PTT e o rádio envia uma mensagem digital via canal de controle para indicar ao equipamento a necessidade de um canal para comunicação.Voz Digital .15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS • O rádio continuamente monitora o canal de controle. 7.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.Sistema . • Um sinal audível de rádio indica ao operador que um canal foi conectado e que a comunicação pode ser iniciada. • A unidade de rádio e o canal de operação se conectam rapidamente.Individuais 19. conecta um canal de operação disponível e envia uma mensagem digital de retorno através do canal de controle. esperando por instruções. 2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 147 . • Este procedimento é repetido várias vezes durante a conversação. • Transmissões subsequentes são realizadas através de qualquer um dos canais de operação disponíveis.14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS 1. 6. PROF.Emergência . 4. • Quando uma chamada deve ser realizada. • Em menos de meio segundo o canal é conectado e o operador é orientado que a comunicação pode prosseguir. • A unidade de rádio recebe a cessão do canal de operação e conecta seu transmissor e receptor de Frequências ao novo canal.

5. 19.F.17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE 1. 3. 2.16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA 1. 4. 7. 3. 2. nenhum retardamento é imposto ao usuários em obter uma liberação de reconhecimento do canal. Múltiplos canais de voz Rotação do canal de controle Desativação de receptor e transmissor por interferência Auto diagnósticos Failsoft 19. 8.Johnson) Smartnet (Motorola) EDACS (Ericsson) PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Devido a alta rapidez da sinalização digital usada no STR. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 148 . 19. 4. Especificação britânica MPT 1327 LTR (E. 3. 5. 6. 4.18 PROTOCOLOS 1. Acesso rápido Repetição de acesso Fila de espera e chamada de retorno Prioridade ao usuário recente Tons de restrição de acesso Atualização contínua das designações Proteção contra designação incorreta Proteção de acesso. 2.

000 usuários • 1997 . • Existem aproximadamente 460 permissionárias para operar o serviço em 149 locais. RMD e Splice..20 CONCLUSÃO • LEGISLAÇÃO • Interconexão com rede pública e telefonia móvel celular estão garantidas na lei mínima que regulamenta o setor.. assegurando a interconectividade e a interoperabilidade de várias redes...200.100.000 usuários • 1996 . atraindo de vez a atenção dos investidores externos. 80.000 usuários • Principais fornecedores: Motorola. RJ e BH) • Possível competição com o celular no futuro (depende da Legislação) PROF. • MERCADO • Ainda é um serviços desconhecido com dificuldade de comercialização... • 1995 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 149 .. Ericsson e EF Johnson.. • Sistema digital: viável para grandes metrópoles (SP.... • Mercado mais concorrido: São Paulo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. onde os consórcios Airlink e Mcomcast têm 315 dos 420 canais disponíveis estando ainda presente a MCS rádio e telefonia.19 STR DIGITAL Vantagens: • Aumento da capacidade dos canais • Aumento da qualidade do serviço • Aumento do sigilo • Oferece serviços de telefonia em mais alta escala 19..

“Parados” na linha do Equador. Intermediário entre VSAT e SCPC.000 km de altitude. Panamsat.rede de dados de grande porte (+ de 100 pontos).rede de dados de menor porte . Aplicações: Telefonia.36.DAMA . SCPC . Imarsat.Single Channel per Carrier .Brasilsat . DTH . DIGISAT).(Demand Assigned Multiple Acess). PROF. SCPC . Orion.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20 SATÉLITE 20.Geoestacionarius Earth Orbit .B. Atualmente não é possível o PCSS (Personal Communications Satellites Services). Exemplos de Sistemas: Intelsat.Direct to home .Antenas de 60 cm + decoder (TVA e Globo transmissão digital + de 100 canais de audio e vídeo). Características: • • • • Bandas C (6/4 GHz) e Ku (14/11/12 GHz) Alto tempo de retardo para telecomunicações bidirecionais.Tecnologia Ku . . Columbia (NASA). Intersputrik. VSAT . Os Satélites tem vida útil de 15 anos.1 SATÉLITE GEO GEO . dados (DATASAT. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 150 .Very Small Aperture Terminal .mais barata.

Melhor qualidade do sinal.satélites pequenos de baixa órbita.000 km de altitude. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 151 .2 SATÉLITE MEO MEO .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.Low Earth Orbit .P e Odyssey. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Orcomm. 20.2. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Iridium. Ecco. Ex. Vitasat.3 SATÉLITE LEO LEO . Características: • • • • • • Menor custo em relação ao sistema MEO. de PCSS . Aceita PCSS. Maior quantidade de satélites em relação ao MEO. Necessita mais satélites para cobertura mundial em relação ao GEO. Aceita PCSS.Medium Earth Orbit . Hand off em média de 6. Terá sistema dual para os terminais PCSS (infra-estrutura terrestre e espacial=parceria).Inmasat . Globalstar.000 km de altitude.10 a 15.5 minutos.4 SATÉLITE LLEO LLEO . Características: • • • • • Menor Custo em relação ao GEO.Litle Leos . Necessidade de antenas de recepção menores. 20. Starsys. Hand off entre um minuto e 30 segundos.

INMARSAT . Custo mais baixo . US$ 2. 56 satélites (48 ativos e 8 reservas) . Land off de 30 segundos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 152 . ODYSSEY .US$ 1.D900.5 minutos. GSM.TRW / Teleglobe. Banda L (1. 2 centros de controle: EUA e Itália. CDMA.satélite.Internacional Maritime Satellite Organization. Duas estações na América do Sul . • • • • • Sistema CDMA. previsão de operação: 1998.vida útil 7.Loral / Qualcomm / Alcatel.6 GHz) para o acesso usuário . terminais compatíveis com AMPS.Motorola / Sprint / INEPAR • • • • • • • • • • • • • Início de operação: 1998.00 . Numeração de 15 dígitos. Projeto de US$ 4.linha e aparelho. • • • • 12 satélites Hand off de 6.uma no Brasil. Gateway . PROF.500.5 anos. IRIDIUM . • Possui 11 satélites geoestacionários.5 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS GLOBALSTAR . TDMA.2 bilhões. Banda Ka para comunicação entre os satélites (23 GHz) e para acesso as estações de controle gateway (19 e 29GHz).00 / minuto Vida útil dos satélites: 5 anos.00 / mês .US$25.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.central Siemens GSM .5 anos. Estações de rastreamento dos satélites: Canadá. hand off de 1 minuto. mensalidade de US$ 50 e US$ 3 por minuto. 66 satélites (os primeiros serão lançados no final de 96). Vida útil de satélite .

• 12 Satélites (um de reserva).00 US$ 3 mil do aparelho Início das 1998 1998 operações Parceiros do Loral/Qualcom Motorola. IRMARSAT P • PCSS composto de 10 satélites .35 a US$ 3. C..8 .500 2000-2005 44 INMARSAT Portugal Telecom ODISSEY 12 15 anos CDMA 7 não definido US$ 3.. DASA.00 2000 TWR.5 bilhões US$ 5. etc. ECCO .5 anos 5 anos satélites Tecnologia CDMA TDMA utilizada Nº de gateways 70-100 11 (mundo) Nº de gateways 46 1 (Brasil) Investimentos US$ 2. Alcatel. B. Kyocera.25 bilhões Valor do US$ 0.00 impulso US$ 0. Hyundai. • US$ 2. COMPARATIVO ENTRE OS PROJETOS Características GLOBALSTAR IRIDIUM Nº de satélites 48 66 Vida útil dos 7.Ministério das Comunicações / INPE. navios. • Vida útil: 10 anos.2 bilhões US$ 0. projeto m.65 US$ 400.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Vários serviços: Irmarsat M. • Supervisão de frotas. A e P .50 Valor estimado US$ 750. France Lockheed Telecom. Teleglobe não definido não definido 153 .MEO. MARCELO DIOGO DOS SANTOS ICO 10 10 anos TDMA 12 não definido US$ 3 bilhões US$ 2. Fimmecanica. Vodafone.00 / minuto.00 US$ 1 mil a US$ 1. Air Touch Parceiros no Grupo JAN Inepar Brasil PROF.) e portáteis (maleta).sistema voz e dados com baixa velocidades para unidades móveis (veículos.

além de captar os dados gerados pelos sensores instalados na frota.Impressão simultânea por todo o país.Veículo e Veículo-Central de Controle).Global Position System.distribuição de informações. Informa a posição exata dos veículos em transito.Automatic Vehicle Location. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 154 . Rádio AM e FM. É um monitoramento baseado em comunicação de duas vias (Central de Controle . A partir dos sinais transmitidos é que a antena GPS informa a posição do veículo. Utiliza transmissões via rádio convencional ou troncalizado (trunking) para comunicação de voz e de dados. Supervisão de frota.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. Sistema composto por 24 satélites que transmitem continuamente (24 horas por dia) sinais de rádio sob qualquer condição de tempo. sistemas de segurança.6 APLICAÇÕES AVL .: Gazeta Mercantil . Data broadcasting . Ex. PROF. GPS .

capazes de processar a informação e de enviá-la de acordo com o destino e nível de utilização da rede.Iridium Inc.Desativação do Sistema no Brasil. Iridium . 1997 . Satélites Inteligentes Resultam de um sistema que permite a conexão de cada um dos satélites com os satélites que se encontram a sua volta. Esta solução tecnológica extremamente avançada requer satélites “inteligentes”. 1991 . 1990 . assina contrato de compra do Sistema Iridium da Motorola (US$3.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 21 PROJETO IRIDIUM Histórico 1987 .Anúncio Oficial e Solicitação da Licença junto a FCC.Arizona (EUA). PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 155 .Lançamento dos primeiros satélites.Criação da Iridium Inc.nº atômico = 77 satélites inicialmente .4 bilhões). 1998 . o sistema teria que depender o menos possível da existência de tais estações.Ativação comercial.hoje 66 satélites. 1995 . 1993 . a fim de ser realmente global. 2000 .FCC regulamenta as freqüências. Objetivo: Globalidade O sistema Iridium foi projetado tendo em conta o objetivo de globalidade. Devido a existência de localidades onde não é possível ou conveniente instalar uma estação terrestre.Setembro .Concepção por 2 engenheiros da Divisão de Comunicações por Satélite da Motorola .

5 / 1990 a 2200 MHz (terra-espaço). O terminal Iridium prevê também a utilização de um cartão SIM que tem todos os dados do usuário (número telefônico.5 a 2500 MHz (espaço-terra). domicílio. Feixes/Satélite = 48 dinamicamente controlados . empresa. 2170 a 2220 MHz / 2483.) podendo ser utilizado em qualquer terminal Iridium.16 feixes / antena.Presença no Mercado Modo Dual .Complementar ao Serviço Celular Terrestre O Terminal Iridium Quando um terminal é ativado. nome. Segmento de Espaço Número de Satélites = 66 interconectados ( mais 6 de reserva . conjuntamente a rede Iridium.Responsabilidade Regional Provedor de Serviço .8 anos. PROF.Infra-estrutura Internacional Operador de Gateway(s) . em função da compatibilidade e disponibilidade do serviço celular terrestre. o satélite mais próximo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 156 . Desta forma. Vida Útil = 5 . Bandas / Faixas de Freqüência Enlaces de serviços de Banda L = 1610 a 1626. etc.. o usuário.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Estruturação Iridium.. Período Orbital = 100 minutos e 28 segundos. LLC .3 antenas .1 por plano orbital). determina automaticamente a situação do crédito e da localização do terminal. Número de planos orbitais = 6 ( 11 satélites por plano). Altura Orbital = 780 quilômetros. Peso do Satélite (com combustível) = 700 quilos. crédito. seleciona a modalidade satelital ou terrestre.

de 60 a 120 mil ligações ao mesmo tempo.29.000. 11 Gateway: 1 no Rio de Janeiro: Guaratiba .Estação Costeira da Embratel .00 3.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Enlaces inter-satélites = 23. Enlaces Gateway Downlinks (Enlace de Descida) = 19.4 kbits / s .6 GHz. Tecnologia GSM Global Systemm for Mobile Taxas de Transmissão / Lançamento Taxas de transmissão • Telefone / Voz = Full-duplex.23.3 GHz .00 50. Sede: Washington DC. Banda Ka. Cada satélite poderá controlar até 1920 conversações simultâneas de voz.multi mode • Dados / Fax / Paging = 2400 baud Lançamento McDonnel Douglas Delta II = 5 Satélites Iridium Khrunichev Proton = 7 Satélites Iridium China Great Wall Long March = 2 Satélites Iridium Preços Estimados Terminal Assinatura Ligação por minuto = US$ = US$ = US$ 3.00 157 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 2. Equipamentos Siemens GSM-D900 Communications.1 .19.38 GHz.18 .4 . Banda Ka. Banda Ka Uplinks (Enlace de Subida) 29.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 158 .

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MARCELO DIOGO DOS SANTOS 160 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

utilizam satélites em órbitas baixas (700 a 1500 Km acima da superfície) a médias (10000 Km. no entanto. como os ICO). ambos tendo enfrentado processos tortuosos de falência eminente e sido salvas por expedientes de última hora. como é o caso dos empregues pela Iridium e pela Globalstar. o móvel entra em contacto com o artefacto espacial mais próximo que orienta a chamada. para um gateway (estação de rasteio) no solo. Os avolumados investimentos.de revolução em torno da Terra .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22 INTRODUÇÃO ÀS COMUNICAÇÕES MÓVEIS POR SATÉLITE Estabelecer um sistema de cobertura global. de acordo com o tipo de órbita do(s) satélite(s) usado(s). Quando efectua uma chamada com recurso à rede por satélite. As redes que oferecem serviços de telefone móvel por satélite funcionam. normalmente mais (em média 2) deles. Em deslocação permanente. Com unidades de tamanho variável mas que.tão baixos quanto 100 minutos. dois dos principais operadores. 22. normalmente retrácteis. se aproximam estética e funcionalmente dos aparelhos GSM. ora directa. de duas formas: usando constelações em órbita geoestacionária e usando satélites não geoestacionários. a experiência mostra que a viabilização dos projectos passa quase inevitavelmente por alguns reveses. O utilizador PROF. Como estão em movimento. demonstram-no. apenas com antenas. Dada a sua proximidade. por GSM (quando disponível) ou deixar o aparelho escolher a melhor solução. não é. ou para-global. consoante os casos. estes satélite podem ter períodos orbitais . oferecem a vantagem imediata de não necessitarem de emissores muito potentes. dependendo do modo de funcionamento por que opte. os telemóveis por satélite combinam normalmente a ligação à rede orbital com a possibilidade do roaming alargado com as redes GSM. na ordem dos biliões de dólares. Os exemplos da Iridium e da Globalstar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 161 . só são possíveis mediante o estabelecimento de grandes conglomerados internacionais. no essencial. com um peso médio a orçar a casa das 200 gramas. tarefa fácil. maiores. Assim sendo.1 SISTEMAS NÃO GEOESTACIONÁRIOS Os sistemas não geoestacionários. o utilizador tanto pode fazer as chamadas invariavelmente por satélite. a cada instante a zona da crosta terrestre deverá ser coberta por pelo menos um. O gateway encarrega-se de a inserir na rede por fios convencional. Mesmo assim. ora indirectamente por intermédio de ou mais satélites da mesma constelação. sendo assim possível oferecer telefones movéis pouco maiores do que os convencionais GSM.

000 Km da Terra. por conseguinte. 22. 22. designado Iridium Satellite LCL que adquiriu a massa falida por apenas 25 milhões de dólares. o caso dos satélites emissores de canais televisivos. normalmente sobre o equador. caso do Inmarsat e dos Thuraya. na sucessão da inviabilização comercial do projecto. com 20% de participação. permanentemente. quando desaparece sobre o horizonte. e vice-versa para esta. por exemplo. porém. Em que é que consiste um satélite geoestacionário? Trata-se. PROF. Em adição.2 SISTEMAS GEOESTACIONÁRIOS Outra concepção da cobertura por satélite é a que emprega sistemas geoestacionários. Tal como sucede com os receptores de TV. Para um utilizador no solo. um satélite geoestacionário manterá sempre a mesma posição relativa no céu.3 IRIDIUM O consórcio Iridium nasceu em 1991. foi um dos principais responsáveis pelo conceito e pelo fabrico dos telemóveis. a empresa foi obrigada a declara a falência tendo as suas acções sido suspensas da bolsa. só ser possível a distâncias na ordem dos 36. No ano seguinte sucederam-se os rumores de. em Agosto de 1999.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO estabelece a chamada com um e esse. Isto deve-se ao fato de a órbita geoestacionária. dada a pequena fracção temporal que o sinal demora entre o telefone. de um artefacto espacial colocado em tal ponto no espaço que adquire sincronia com o próprio movimento terrestre. este sistema tende a introduzir um pequeno efeito de retardamento nas mensagens. de modo a que seja sempre possível obter cobertura. o satélite e a estação terrestre que o recebe e o retransmite para o destinatário. basicamente. em Novembro de 2000. o conjunto dos satélites seria desorbitado. Tecnicamente é assim possível fazer face à ocultação por edifícios e árvores. reunindo 19 investidores de entre os quais a Motorola. Quando a Motorola já tinha anunciado o início da destruição dos satélites. surgiu um novo consórcio. e com uma constelação operacional de 66 satélites. ou devido à morfologia do terreno ou deslocação do utilizador. Volvidos apenas dez meses. transfere-a para outro. mais seis em reserva. porém. uma mesma zona do globo. forçam o utilizador a utilizar unidades móveis mais volumosas. cobrindo. cobrindo 100% do globo com serviços de comunicação por voz e paging. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 162 . Depois de um investimento de sete biliões de dólares. a Iridium disponibilizou o seu serviço comercialmente em Novembro de 1998. os sistemas que se apoiam numa constelação geoestacionário. É.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO No mês seguinte. os telefones Globalstar são. A partir de uma constelação de 48 satélites em órbita baixa (1414 Km). o departamento de defesa norte-americano disponibilizou-se para pagar mensalmente dois a três milhões de dólares com acesso a tempo ilimitado de uso. voz e GPS . Qualcomm e Telital. Após um investimento de cerca de três biliões de dólares. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 163 . Com preços orçando os 750 dólares americanos. empregando a tecnologia Multiple Access). Os satélites Globalstar têm um peso médio de 450 arquitectura bastante simples. igualmente. e manufacturados pela Ericsson. adiou o arranque operacional para Outubro de 1999. dos menos dispendiosos. a operação dos satélites foi contratada com a Boeing e a Motorola comprometeu-se a continuar a fornecer o equipamento aos subscritores do serviço. estabelecido em 1991. Assim sendo. ser disponibilizados serviços de voz e dados predominantemente para a indústria e clientes governamentais.cobrindo cerca de 80% da superfície terrestre. Deverão. 22. Estão colocados em oito planos orbitais inclinados a 52 graus de forma a fornecer uma cobertura latitude norte aos 70 graus de latitude sul. estando correntemente endividada em várias centenas de milhão de dólares. As chamadas por voz da Globalstar são das mais baratas no segmento das comunicações móveis por satélite. Kgs e assentam numa CDMA (Code Division de seis satélites cada. desde os 70 graus de A empresa tem enfrentado problemas de viabilização comercial. com a especial participação da France Télécom. sobretudo. da Alcatel e da Vodaphone. A empresa espera oferecer brevemente um serviço de transmissão de dados a 10Kbps. assim. o mercado dos pequenos utilizadores. o início da exploração comercial estava previsto para meados de 1999 mas um acidente com o lançamento de um foguetão russo que transportava 12 satélites. a Globalstar oferece serviços de dados. no inicio de 2001 o novo consórcio Iridium Satellite LCL anunciou ter completado o de reconstituição da empresa e o restabelecimento das operações. em Setembro de 1998. contribuindo decisivamente para salvar a situação. O que representa uma mudança de estratégia face à ambição original de fornecer. PROF.4 GLOBALSTAR A Globalstar é um consórcio multinacional.

Os satélites Inmarsat estão situados numa órbita geoestacionária. a providenciar serviços de comunicação para navios. inicialmente. em 1999. bastante elevada para a média. Originalmente produto da cooperação inter-estadual. a constelação estará dividida em grupos de quatro satélites.5 ODYSSEY Orbitando numa órbita circular a média altitude. repartidos por três planos orbitais e com um período de rotação terrestre na ordem das seis horas. PROF. o que força a que os telefones móveis tenham volumes na ordem mínima do tamanho aproximado de um laptop. O serviço estará disponível a partir de 2002. alargado o seu leque de operações à comunicação em banda larga de dados. a Inmasar lançou no início da década de noventa um serviço de telefonia móvel por satélite e tem. a Inmarsat foi constituída em 1979. Destinada. tendo iniciado operações em 1982.786 km da Terra. actualmente the International Maritime Organization (IMO) a joint-venture Inmarsat chegou a agrupar oitenta e cinquenta estados cooperantes antes de ser privatizada.6 INMARSAT Acrónimo de International Maritime Satellite Organization.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22. 22. ainda. nascida no seio da então International Maritime Consultative Organization. Dos consórcios multinacionais de comunicação por satélite a Inmarsat deve ser o único de que se não conhece registo de haver enfrentado a bancarrota. 10 (10350 Km). Os satélites Odyssey reclamam uma vida útil de 15 anos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 164 . a 35.

atingem 128 Kbps (upload) e 256 Kbps (download). Acesso Múltiplo por Divisão de Código – CDMA Também conhecido pela sigla CDMA (Code Division Multiple Access).Speedy e SpeedyBusiness -. como desempenho entre 144 Kbps e 2 Mbps. tecnologia de transmissão de dados de alta velocidade que usa como meio de comunicação os fios de cobre da linha telefônica comum. Pelos telefones 3G devem trafegar voz. Mas o usuário pode assinar outros planos. os serviços básicos de ADSL da Telefônica .Universal Mobile Telecommunication System). América do Norte (cdma2000) e Japão (NTT DoCoMo) trabalham na sua implantação. Com essa tecnologia. Outra característica é o serviço de roaming global avançado. Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo – TDMA Um dos padrões de comunicação de voz via ondas de rádio. A geração 3G está sendo desenvolvida pela ITU (Internet Telecommunication Union).5 Mbps e 9 Mbps. dados e vídeo. um grande número de usuários acessa simultaneamente um único canal da estação radiobase sem que haja interferências entre as conversas. O adjetivo assimétrico deve-se ao fato de a tecnologia trabalhar com velocidades diferentes nas duas direções: o usuário envia dados numa faixa entre 16 Kbps e 640 Kbps e recebe dados a velocidades entre 1. incluindo vídeo sob demanda. A variação é decorrência de uma série de fatores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 165 . entre eles a distância entre o cliente e a central de telecomunicações.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 23 GLOSSÁRIO TÉCNICO 3G Terceira geração de telefonia sem fio. Outras características importantes da tecnologia ADSL são o compartilhamento da linha de telefone como acesso à internet e a conexão sempre ativa. usado por operadoras nos serviços de telefonia celular digital. Consiste na divisão de cada canal celular em três períodos de tempo para aumentar a quantidade de dados que pode ser transmitida. designa a nova linhagem de telefones móvel capaz de oferecer uma infinidade de recursos não disponíveis na geração atual. usa uma técnica de espalhamento espectral que consiste na utilização de toda a largura da banda do canal para a transmissão. Disponível em algumas regiões da Grande São Paulo. ADSL Asymmetric Digital Subscriber Line. PROF. O mais avançado atinge 300 Kbps (upload) e 2 Mbps (download). por exemplo. A conexão ADSL exige a instalação de modem compatível e a assinatura num provedor que oferece acesso por meio da tecnologia. Europa (UMTS . Simultaneamente.

ATM Sigla de asynchronous transfer mode. padrão analógico de telefonia celular. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 166 . o backbone é um conjunto de linhas com as quais as redes locais ou regionais se comunicam para interligações de longa distância Banda Nome que designa uma faixa de freqüência delimitada no espectro magnético. E utilizado em várias partes do mundo. que opera na freqüência de 800MHz. que eleva essa taxa a 10 Gbps. órgão ligado ao Ministério das Telecomunicações. Em setembro do ano de 2000. é uma tecnologia para a transmissão de dados. ou modo de transferência assíncrono. as taxas de transferência atingem até 2. o backbone é uma linha . transportando os dados reunidos pelas redes menores que estão a ela conectados. Backbone Conexão de alta velocidade que funciona como a espinha dorsal de uma rede de comunicação. O padrão foi definido pela ITU (Internet Telecommunication Union). No Brasil. Hoje privatizada. o Fórum ATM anunciou uma nova especificação. A autoridade que regulamenta as telecomunicações reserva uma banda para cada tipo de serviço. e é objeto de desenvolvimento pelo Fórum ATM. A tecnologia ATM é baseada na comutação de pacotes de dados (células) com tamanho fixo de 53 bytes. Banda A Primeira faixa de freqüência do espectro eletromagnético reservada pelas autoridades que regulam as telecomunicações para telefonia móvel. Na internet ou em outras WANs. Anatel Agência Nacional de Telecomunicações. é adotado nos serviços de operadoras da banda A.à qual as redes locais se conectam para formar uma WAN (Wide Area Network). voz e vídeo em alta velocidade em meio digital como fibras ópticas ou satélites. com serviços analógicos oferecidos pelas empresas do extinto sistema Telebrás.ou conjunto de linhas . Localmente. encarregado da regulamentação do mercado e dos serviços do setor no Brasil. No Brasil. Segundo o organismo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AMPS Sigla de Advanced Mobile Phone System. no entanto. para evitar interferências entre os sinais. o início da telefonia celular ocorreu pela banda A. diversos projetos que empregam a nova especificação já estão em andamento. denominada Utopia Nível 4. PROF.4 Gbps. a banda A oferece também serviço digital. Atualmente.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 167 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda B Segunda faixa de freqüência reservada para a telefonia móvel. Há diversas tecnologias de comunicação em banda larga. todas as pessoas sintonizadas no PROF. a faixa definida é a de 1. ou taxa de erro de bits. enquanto a tecnologia de cable modem faz uso dos cabos de TV por assinatura. na prática. é representado por potência de 10. A faixa de operação das estações radiobase da banda D é de 1805 MHz a 1820 MHZ.9 GHz. ISDN. são as novas faixas de freqüência que o governo brasileiro concedeu por meio de leilão para novas operadoras de telefonia móvel pessoal. a banda C é composta por duas faixas: a que vai de 3. No Brasil. Banda C Em telefonia móvel.925 GHz a 6. ADSL e cable modem são três exemplos.8 GHz A banda C trará novidades em relação às bandas A e B. No Brasil. acabou sendo substituído. Nas transmissões via satélite. oferecendo serviços digitais.8 GHz e 1.2 GHz é usada para recepção (downlink) e a que vai de 5. a banda B começou a operar em 1998. enquanto a banda E opera entre 1835 MHz e 1850 MHz. Baud Unidade de medida de velocidade de transmissão de dados na qual 1 baud equivale a uma mudança de estado eletrônico por segundo. é a relação entre o número de bits com erro e o total de bits enviados numa transmissão. com recepção de dados e vídeo no aparelho telefônico. Banda larga Comunicação de dados em alta velocidade. sendo as mais usadas comercialmente as de 1. fica entre 1820 MHz e 1835 MHz.425 GHz é usada na transmissão (uplink). Broadcast Sistema de difusão de sinais em que é transmitido o mesmo conteúdo para todos os receptores. Essa faixa varia de país para país. As duas primeiras usam linhas telefônicas para a transmissão. Geralmente. ou SMP. BER Bit Error Ratio. cujas concessões foram leiloadas pelo governo brasileiro no início de 2001. Banda D e Banda E Juntamente com a banda C. principalmente em aplicações multimídia. por sua vez. A banda C. Como uma única mudança de estado pode envolver mais de um bit de dado. pelo uso da unidade de medida bps (bits por segundo). Numa transmissão de TV por exemplo. é a terceira faixa de freqüência reservada para o celular.7 GHz a 4.

Clonagem Forma ilegal de copiar as características de uma linha telefônica celular para outro aparelho que não aquele pertencente ao assinante legítimo. seguindo uma tendência crescente. Designa também o serviço oferecido pelas emissoras de televisão.5 Mbps. Normalmente. outra ERB assume a chamada e responsabiliza-se pela continuação da conversa. que contam com grande número de linhas telefônicas. razão pela qual o serviço é conhecido como telefonia celular. Em comunicação de dados. Também denominado de enlace. circuito ou instalação. Call Center Centro de atendimento telefônico. em vez da remessa para membros específicos. Célula Área de cobertura de uma antena de telefonia móvel sem fio. por operadoras especializadas. No Brasil. Como na tecnologia ADSL. Canal Percurso definido para a transmissão elétrica entre dois ou mais pontos. É realizado pelas próprias empresas ou. chamada estação radiobase (ERB). linha. O usuário do telefone móvel que se desloca dentro de uma região delimitada por uma célula recebe o sinal de sua chamada telefônica de uma única ERB. Estrutura montada para centralizar o relacionamento com clientes que entram em contato com uma empresa pelo telefone.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO mesmo canal assistem ao mesmo programa. Em internet. atendentes e computadores para acesso às informações contidas nos bancos de dados dos clientes. PROF. o termo é usado muitas vezes para designar o envio de uma mensagem para todos os membros de um grupo. No momento em que sai de uma célula para outra. por exemplo. a velocidade de transmissão é variável. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 168 . Sua extensão depende da topografia da região e da potência da antena. não excede 1. é usado para compensar as diferenças de taxas do fluxo dos dados ou de sincronia de eventos na transmissão de um dispositivo a outro. com os serviços de acesso à internet da TVA (Ajato) e Globocabo (Vírtua). Cable Modem Tipo de modem que permite a um computador conectar-se aos cabos de TV por assinatura para acesso rápido à internet. Buffer Rotina ou meio de armazenamento temporário de dados. é usado.

por meio de algoritmos matemáticos complexos. Desse modo. No caso dos canais de televisão. A mensagem é codificada pelo remetente em sua origem e viaja pela internet ou outro circuito de comunicação embaralhada para que pessoas não autorizadas não consigam ver seu conteúdo. a concessão é cedida pelo governo. Criptografia Técnica que consiste em cifrar o conteúdo de uma mensagem ou um sinal de voz digitalizado. Funciona com o uso de chaves ou senhas. refere-se à condição que ocorre quando uma linha de comunicação interfere em outra.por exemplo. Crosstalk Linha cruzada. TVs e computadores. A estação receptora encarrega-se de montar os pacotes recebidos na seqüência correta para reconstruir o arquivo ou sinal enviado. Concessão Autorização dada pelo órgão competente que regulamenta as telecomunicações para que uma operadora possa usar uma faixa de freqüência ou instalar uma rede de cabos para oferecer seus serviços ao público. em português. por uma única operadora. a transmissão de voz. a informação perdida afeta uma fração do conteúdo total. No Brasil. áudio e vídeo . no âmbito da prestação de serviços.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Comutação de Pacotes Técnica de transmissão de dados que divide a informação em envelopes de dados discretos. denominados pacotes. em caso de falha durante a transmissão. As causas mais comuns são o curto-circuito e a junção indutiva entre duas linhas independentes. palmtops e celulares. em vez de afetar o todo. etc. Também pode significar. dados. Deslocamento Valor adicional pago pelo assinante de um serviço de telefonia celular quando recebe chamadas fora da área de cobertura original. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 169 . PROF. Convergência Palavra que sintetiza a tendência de união de várias tecnologias num único equipamento .com e sem fio. a concessão de serviços de telefonia é alvo de leilões. Decoder Nome dado ao aparelho que recebe o sinal transmitido por uma operadora de TV por assinatura e o decodifica para que possa ser visto em um televisor. O destinatário decodifica a mensagem com uma chave privada. Varia de acordo com o tempo de duração da chamada.

DWDM Dense Wavelength Division Multiplexing System. E-Commerce Em português. encomenda e realização das transações financeiras. operam nas freqüências de 900 MHz e 1800 MHz. ou sistema de multiplexação por divisão de complemento de onda densa. Dial-up Tipo de conexão de dados via internet. Downlink Nome dado ao sinal de comunicação que parte de um satélite em direção a uma estação terrestre. Veja ADSL. ou processamento digital de sinais. usando a internet como plataforma de troca de informações. comércio eletrônico. Forma de realizar negócios entre empresa e consumidor (B2C) ou entre empresas (B2B). Os aparelhos GSM. Tecnologia de transmissão de dados usada em anéis de redes metropolitanas (MANs) equipadas com cabos de fibras ópticas. Tecnologia que utiliza a linha telefônica comum para a transmissão de dados em alta velocidade. realizada por um modem conectado a uma linha telefônica comum. A diafonia normalmente ocorre entre circuitos adjacentes. DSL Digital Subscriber Line. que cobre uma determinada PROF. DSP Digital Signal Processing. Dual Mode Característica dos telefones móveis que permite ao aparelho operarem duas bandas de freqüências diferentes. ERB Estação Radiobase. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 170 . O serviço requer um modem especial e sua qualidade depende da distância entre o terminal do assinante e a central telefônica. O usuário de uma operadora pode usar o mesmo telefone em uma região diferente da área de cobertura original. por exemplo. Antena utilizada na telefonia celular. é a técnica usada para aumentar a acuidade e a confiabilidade das transmissões de dados em formato digital.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Diafonia Transferência indesejada de energia de um circuito de comunicação a outro. ou linha digital de assinante.

Firewall Dispositivo para a proteção de contra-invasões de hackers ou transmissões não autorizadas de dados. órgão americano que regulamenta todas as comunicações interestaduais de rádio e equipamentos eletrônicos. Fibras Ópticas Filamentos finos de vidro ou plástico que transportam o feixe de luz gerado por um LED ou laser Sua capacidade de transmissão de dados. supera a tecnologia de fios de cobre. em número de canais e velocidade. Entre suas promessas estão a taxa de transmissão de até 114 Kbps e a conexão contínua com a internet. O modelo a ser instalado depende do tamanho da rede. com capacidade para atender um determinado número de usuários simultaneamente. Do ponto de vista físico. com um atraso mínimo e uma utilização eficiente da largura de banda. da complexidade das regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado. GPRS General Packet Radio Service.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO área geográfica (célula). Os sinais são enviados pela PROF. Gateways Pontos de entrada e saída de uma rede de comunicações. Existe na forma de software e hardware. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 171 . serviço de comunicação sem fio baseado em pacotes para tecnologia de telefonia móvel padrão GSM. o gateway é um nó de rede que realiza a tradução de pacotes entre duas redes incompatíveis ou entre dois segmentos de rede. FCC Federal Communications Commission. ou na combinação de ambos. O dispositivo que executa essa função realiza a conversão de código e protocolo para facilitar o tráfego de linhas de dados de alta velocidade com arquiteturas diferentes. tecnologia de localização geográfica de altíssima precisão que fornece as coordenadas (latitude e longitude) do local onde está o portador do aparelho equipado com essa tecnologia.5 Mbps). GPS Sigla de Global Positioning System. Frame Relay Protocolo de transmissão de dados em rede que trafega quadros (frames) ou pacotes em alta velocidade (até 1.

GSM Global System for Mobile Communications. serviços de correio eletrônico. etc.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO constelação de 24 satélites Navstar. Host Na internet. Sua capacidade vai de um micro a um supercomputador. Suas especificações são abertas e favorecem a mobilidade do usuário (roaming). O host armazena. forma seu endereço IP. Hub Aparelho de interconexão utilizado em redes de dados como Ethernet e Token Ring. Padrão de transmissão de TV com tecnologia digital que proporciona imagens com qualidade similar à dos filmes de 35 milímetros e som com o padrão de qualidade dos CDs. D e E. ou televisão de alta definição. responsável por receber informações que chegam de várias direções e passar adiante em uma ou mais direções. O hub é o elemento central de uma rede local. PROF. Baseia-se no uso de etiquetas. Diferencia-se de outras tecnologias DSL porque proporciona transmissão simétrica. é um conjunto de códigos ou descrições usados para a construção de páginas de internet. tecnologia de transmissão de alto desempenho por dois pares de cabos telefônicos. Um host tem um número específico que. centraliza e distribui arquivos. ou sistema global para comunicações móveis. somado ao número da rede. HTML Sigla de Hypertext Markup Language. onde será adotado para os serviços das bandas C. Padrão digital para telefonia móvel amplamente usado na Europa e cuja presença está aumentando na América Latina. etc. redes de impressão. alinhamento de texto. é um computador que tem acesso bidirecional completo a outros computadores. vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. como tamanho e tipo de fonte. HDSL High-bit-rate Digital Subscriber Line. ou seja. inserção de links. HDTV High Definition Television. para a formatação dos elementos que compõem a página web. O padrão está sendo desenvolvido para o uso de serviços multimídia de terceira geração (3G). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 172 . chamadas tags. inclusive no Brasil. a mesma taxa de transmissão em ambas as direções (download e upload).

Intelsat International Telecommunications Satellite Organization ou Organização Internacional de Telecomunicações por Satélite. com voz. Deve incluir. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 173 . ou IEEE 802. IMT-2000 International Mobile Telecommunications 2000.5. É usada por qualquer tipo de organização (empresa. governamentais e de pesquisa. As maiores operadoras de telecomunicações e canais de TV do mundo são usuárias do serviço. Iniciativa da União Internacional de Telecomunicações para criar uma família de terceira geração de telefonia móvel. ambiente de negócios e fórum de discussão dos mais diversos temas. a internet evoluiu para uma rede acadêmica e hoje transformou-se no maior maio de intercâmbio de informações do mundo. entre outros recursos. entidade ou órgão publico) que deseje PROF. está sendo desenvolvida conjuntamente por mais de 100 universidades americanas. incluindo o Brasil. Intranet Rede interna de informações baseada na tecnologia da internet.3 para LANs com CSMA/CD.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO IEEE Institute of Electrical and Electronic Engineers. É planejada para operar na faixa de freqüência de 2 GHz e trafegar aplicações multimídia. Sociedade internacional que responde pela definição de padrões seguidos pela indústria mundialmente. Consórcio internacional fundado em 1964. Assume faces como meio de comunicação. na verdade a reunião de milhares de redes conectadas entre si. entretenimento. para redes locais baseadas em Token Ring. Internet2 Internet para fins acadêmicos. Participam da Intelsat mais de 200 países. Internet Nome dado à rede mundial de computadores. Nascida como um projeto militar. multimídia em tempo real e interconexão em banda larga. aprendizado e pesquisa colaborativa. Veja 3G. O principal foco dos trabalhos é o desenvolvimento de uma infra-estrutura de rede capaz de suportar aplicações de ensino. Interferência Eletromagnética Dispersão de radiação do meio de transmissão. Exemplos são as especificações IEEE 802. Pode ser reduzida com o uso da blindagem adequada no cabo. como um cabo. que opera uma rede de dezenove satélites. resultante principalmente do uso de energia de ondas de alta freqüência e da modulação do sinal. dados e vídeo.

O destino dos satélites da Iridium que circundam a Terra ainda está indefinido. rede de satélites de baixa altitude e serviços de celular para promover a comunicação. atua como comitê consultor internacional na recomendação de padrões de telecomunicações. além de se responsabilizar por localizar e manter o melhor caminho de tráfego na topologia da rede. Órgão internacional vinculado à Organização das Nações Unidas. um andar ou um prédio. IP Internet Protocol ou protocolo internet. Iridium Sistema de telefonia móvel e pager via satélite. O que o usuário vê é uma interface igual à da internet. no caso de redes sem fio. proporciona uma conexão para protocolos de nível superior. É o protocolo da camada 3 de rede na arquitetura ISSO.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO compartilhar informações apenas entre seus usuários registrados. ou da antena. PROF. Para viabilizar uma boa performance. a LAN deve ser conectada ao backbone da rede por meio de aparelhos como bridges. Pode ser expressa em bits por segundo (bps). na Suíça. hubs ou switches. Quanto maior a largura de banda. ITU International Telecommunications Union. Suas vendas fracassaram e a empreitada foi à falência em 1999. caracterizado pela combinação de aparelhos de mão. Largura de Banda A largura de uma banda de freqüência eletromagnética significa quão rápido os dados fluem. bytes por segundo (Bps) ou ciclos por segundo (Hz). LAN Local Area Network ou rede local. sem permitir o acesso de outras pessoas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 174 . reconhecimento de mensagens recebidas. seja numa linha de comunicação ou no barramento de um computador. um departamento. Conjunto de 32 bits que atribui o endereço de um computador em redes TCP/IP como propósito de localizá-lo dentro da internet. Tem sede em Genebra. mais informações podem ser enviadas num dado intervalo de tempo. Estrutura que conecta vários computadores e outros dispositivos numa área definida. A capacidade de comunicação entre os aparelhos é limitada ao alcance dos cabos de rede. ou União Internacicnal de Telecomunicações. a área geográfica de uma LAN restringe-se a uma sala. assumindo funções como rastrear endereços de nós. Entre suas funções. rotas para envio de mensagens. Normalmente.

A taxa de transmissão real depende do modelo do aparelho e da qualidade da linha telefônica à qual o modem está conectado.dois muxs concentram o sinal numa ponta e o dividem na outra. entendido pelo computador. O mux divide a largura de banda total do circuito em várias bandas menores. por exemplo. para transportar dados e voz por uma mesma linha. que se encarrega de estender o fio até as instalações do cliente. Em broadcasting. link é o endereço para outro documento no mesmo servidor ou em outro servidor remoto. de eventos ao vivo. pelas quais trafegam os subcanais de transmissão. o que pode ser indicado por uma luz de controle (LED) no aparelho de rede. ou entre a conexão estabelecida com satélites e estações terrestres para a geração. em vez de equipamentos fixos. é o termo usado para representar a transmissão entre unidades móveis e a sede da emissora. Diz-se que o link está estabelecido quando as duas pontas estão efetivamente conectadas. PROF. Modem Modulador-demodulador. banda estreita. A mais comum é 56 Kbps. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 175 . M-commerce Abreviatura de mobile commerce. nome dado às conexões de baixa velocidade (abaixo de 64 Kbps) para contrapor-se à banda larga. Narrowband Em português. Multiplexador (mux) Dispositivo de rede que permite que dois ou mais sinais sejam enviados por um circuito de comunicação e compartilhem o percurso de transmissão. Na web. via linhas telefônica. Link Conexão estabelecida entre dois pontos de uma rede de comunicação. modalidade de comércio eletrônico móvel que se diferencia do comércio eletrônico convencional porque é realizada por meio de telefones ou terminais sem fio. É contratada com uma operadora de telecomunicações. sem que essa interfira no sinal . Essa operação chama-se modulação. É o equipamento mais utilizado para transmitir e receber dados pela internet Os sinais digitais saem do computador por uma porta serial e são convertidos pelo modem em sinais analógicos adequados para trafegar por longas distâncias.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Linha Meio físico de comunicação que liga dois pontos de uma rede de comunicação. É usado. Há modelos que juntam duas linhas telefônicas para conseguir taxas de 112 Kbps. por exemplo. A demodulação ocorre quando o modem recebe o sinal analógico e o decodifica para um sinal digital.

QoS Quality Of Service. Paging Serviço de comunicação baseado na transmissão de mensagens alfanuméricas para pequenos aparelhos portáteis. Seu tamanho e características variam conforme o modelo e as necessidades do cliente. em geral. PBX Private Branch Exchange ou central telefônica privada. É um parâmetro de eficiência do serviço acertado previamente em contrato pela operadora de serviços de telecomunicações e o cliente. pode ser definido como o idioma falado na conversa entre dois dispositivos durante o estabelecimento de uma comunicação.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Operadora Empresa que possui a concessão para oferecer um serviço público de comunicação de voz ou dados. que oferecem o recurso de transmissão de mensagens. durante a transmissão. mas.9% significa que a conexão contratada não pode ficar mais de 0. de um sinal analógico (como voz) num feixe digital de bits a 64 Kbps.1% (quase nove horas num ano) fora do ar. roteadores. O QoS é medido também em variáveis como tempo de atraso dos pacotes ou velocidade média da conexão. de longa distância ou transmissão de dados. Protocolo Conjunto formal de convenções que regulam o formato e o sincronismo da troca de mensagens entre dois sistemas de comunicações. Nos últimos três anos. ou sem serviço. PCM Pulse Code Modulation ou modulação de código de pulsos. não permitem o envio de respostas. multiplexadores e outros equipamentos. os aparelhos recebem as mensagens num visor de cristal líquido. Chamados pagers. é um procedimento para a adaptação. sob pena de multa ou outro tipo de ressarcimento. disponibilidade de 99. celular. impressoras. switches. É adotado como referência para as empresas de telefonia fixa. realizando a comutação e o encaminhamento das chamadas aos ramais que estão a ele conectados. Por exemplo. modems. desde um condomínio até uma grande corporação. surgiram os primeiros pagers "two-way". Em outras palavras. terminais. ou qualidade de serviço. PROF. Porta Interface física para a conexão entre computadores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 176 . Equipamento que concentra o fluxo de ligações telefônicas recebidas por uma entidade.

aproveitando o fato de estar acima do obstáculo representado pela curvatura terrestre. sistemas de ramais. O nível básico emprega dois canais independentes tipo B de 64 Kbps para transmissão. mais um terceiro canal D de 16 Kbps para sinalização e controle. desenvolvido para facilitar a recepção de e-mails. Surgido na esteira da corrida espacial. A operação ocorre automaticamente. seja ele cliente da BCP ou da Telesp Celular. telefonia e dados para todo o mundo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 177 . Em inglês. faxes e telas de intranet no visor dos aparelhos. o cliente precisa requisitar o serviço e pagar um adicional por ele. troncos PBX e equipamentos de transmissão de dados. Nesse caso. voz e vídeo simultaneamente. PSTN ou Public Switched Telephone Network. Possui pequeno teclado e software que faz a ligação direta do telefone com serviços ou aplicações específicos. No caso de roaming internacional. Os canais B podem ser combinados para garantir velocidade de acesso de 128 Kbps. Seu funcionamento consiste em refletir sinais de microondas enviados da superfície da Terra para outro satélite ou diretamente para uma antena no solo. com o uso da infra-estrutura das operadoras de telefonia local (ATL ou Telefônica Celular). o satélite viabiliza a transmissão de sinais de TV. Por exemplo. Há dois níveis de serviço RDSI. o paulistano em viagem ao Rio de Janeiro pode fazer e receber ligações. no entanto. rádio. ou 23 canais tipo B nos Estados Unidos) e um tipo D de 64 Kbps. serviço fornecido por operadoras de telefonia fixa que permite transmissão de dados. Smart Phone Terminal de telefonia móvel. RPTC Sigla de Rede Pública de Telefonia Comutada. sem que o usuário precise configurar o aparelho ou pedir o serviço à operadora. Roaming Sistema que permite que o cliente de uma empresa de telefonia móvel possa acessar e ser acessado pelo serviço móvel celular mesmo estando fora da área de abrangência da operadora. a combinação dos trinta canais de transmissão de dados garante uma taxa de até 2 Mbps. Satélite Equipamento de comunicação que gira sobre a órbita terrestre. é a rede acessada por telefones comuns. SMC Serviço móvel de comunicação terrestre que utiliza sistema de radiodifusão com PROF. O nível primário é composto por trinta canais tipo B de 64 Kbps (no padrão europeu.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO RDSI Sigla para Rede Digital de Serviços Integrados. do padrão GSM.

D e E. O objetivo é eliminar interferências externas. atuando normalmente na camada 3 (rede) da arquitetura OSI. É causado por fenômenos atmosféricos ou devido à topologia do local. Acidentes geográficos. SME Serviço Móvel Especializado. ou seja. STP Shielded Twisted Pair. de modo similar a um aparelho pager.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO tecnologia celular e se interconecta com a rede pública de telecomunicações. Tecnologia que habilita telefones celulares a receber mensagens alfanuméricas. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 178 . Switch Aparelho dotado de múltiplas portas para a conexão de dispositivos ligados a uma rede. O usuário visualiza a mensagem no visor. principalmente no uso em sistemas de transmissão de dados. com a entrada em operação das concessionárias das bandas C. ou serviço de mensagens curtas. mas não pode enviar uma mensagem de volta. edifícios. recebe dados de uma estação ou do roteador conectado ao mundo externo (WAN) e os envia para as estações locais (LANs). conforme o endereço do destinatário. Nesse sistema. túneis e garagens subterrâneas são alguns dos fatores que interferem na qualidade das ligações. O dispositivo é usado para conectar LANs entre si ou segmentar LANs. Sombra Área geográfica em que o sinal da operadora de telefonia móvel é deficiente e as ligações ficam entrecortadas ou não são completadas. a partir de 2001. designa os fios telefônicos encapados com uma blindagem metálica. ou par trançado com blindagem. É baseado na cobertura de áreas por células. Conhecido originalmente como trunking. SMP Sigla para Serviço Móvel Pessoal nome dado pela Anatel aos novos serviços de telefonia móvel terrestre que foram oferecidos ao consumidor. por meio dos gateways da operadora. estações radiobase transmitem os sinais a aparelhos móveis. conecta grupos de usuários por ligações diretas de rádio. até a capacidade total da banda do switch. SMS Short Message Service. A taxa de transmissão é personalizada para cada usuário. além de realizar chamadas para telefones da rede pública (fixa e móvel). Realiza a operação de comutação (switching).

utilizados também na implementação de redes privativas como intranets e extranets.544 Mbps.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO T1 Padrão norte-americano que define a linha digital de alta velocidade. faixa de freqüências entre 30 MHz e 300 MHz. geralmente por meio de bits de intercalação (bits TDM) ou caracteres (caracteres TDM) de dados referentes a cada terminal. O segundo cuida da parte de endereçamento dos pacotes. com capacidade de transmissão de 1. sendo que ambos são centros de comutação ou pontos de distribuição individual. T1 é amplamente utilizado em redes privadas e na interconexão entre redes locais e redes públicas de telecomunicações. Dispositivo que divide o tempo disponível de um circuito de comunicação de dados composto por seus vários canais. é uma rede para uso exclusivo dos usuários autorizados por uma empresa. A VPN funciona como uma rede privada. ou rede privada virtual. O nível mais elevado é o de controle de transmissão. VHF Very High Frequency. Um tronco geralmente processa diversos canais de comunicação simultaneamente. de modo que cheguem ao lugar de destino. Uplink Sinal de transmissão de dados enviado de uma estação terrestre para o satélite em Órbita. Tronco Circuito único entre dois pontos. destinada à transmissão de canais de televisão aberta (do canal 2 ao 13). Ele gerencia a reunião de mensagens e arquivos em pacotes e viceversa. E composto de dois níveis. para que se conectem a ela de qualquer lugar do mundo. protocolos de comunicação básicos da internet. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 179 . VPN Virtual Private Network. Termo criado pela AT&T. TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol. ou multiplexador por divisão de tempo em português. TDM Time Division Multiplexer. UHF Ultra High Frequency faixa de freqüências muito alta (entre 300 MHz e 3 GHz) destinada à transmissão de canais de TV aberta (do canal 14 para cima). com a diferença de que PROF.

permite que porções de textos de páginas web sejam apresentadas na tela de telefones celulares e outros dispositivos WAP. Como as telas atuais têm capacidade reduzida. Wireless Expressão genérica que designa sistemas de telecomunicações nos quais as ondas eletromagnéticas – e não fios – se encarregam do transporte dos sinais. WML Wireless Markup Language. Baseada em tags. o conteúdo é apresentado como uma lista. WAP Wireless Application Protocol. Os serviços oferecidos incluem notícias. O WAP já está em operação no Brasil e consiste na transformação. adaptação e criação de conteúdo da internet para visualização na tela de um celular. É um embrião da tecnologia que fará o telefone celular tornar-se um terminal pleno de acesso à internet. ou protocolo de aplicações sem fio. Designa a tecnologia baseada num terminal de telefone fixo que se comunica via ondas de rádio com a central telefônica de trânsito público. espécie de versão WAP da metodologia de descrição de dados XML. ou circuito local sem fio. além de hardware de rede e software especiais para a autenticação de usuários. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 180 . Requer a contratação de uma operadora de telecomunicações. concorrentes das companhias de telefonia fixa já estabelecidas com sua rede de fios de cobre. PROF. transações bancárias e operações de reserva de vôos. WLL Sigla de Wireless Local Loop.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO trafega dados sobre a infra-estrutura da rede pública de dados ou da própria internet. É utilizada no Brasil pelas empresas espelho.

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