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ÍNDICE 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS ...............................1 1.1 COMUNICAÇÕES..............................................................................................1

1.2 características preliminares de uma ligação telefônica ......................................1 1.2.1 Som ................................................................................................................1 1.2.2 Voz .................................................................................................................2 1.2.3 Ouvido ............................................................................................................2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 faixa de frequências utilizadas ...........................................................................3 transformação de energia acústica em energia elétrica .....................................3 transformações de energia elétrica em energia acústica ...................................4 ligação telefônica elementar...............................................................................5 central telefônica ................................................................................................7

1.8 ligação telefônica urbana ...................................................................................9 1.8.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local ............................................10 1.8.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central ..........................................10 1.8.3 Ligação Telefônica Automática.....................................................................11 1.9 ligação telefônica interurbana...........................................................................11 1.9.1 Ligação Manual ............................................................................................11 1.9.2 Ligação Semi-Automática .............................................................................13 1.10 ligação automática ou Ddd – discagem direta À distância ...............................14

1. CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO .................................................15 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 modos de operação de um meio de transmissão.............................................15 canal e circuito .................................................................................................15 circuito a 2 fios e a 4 fios ..................................................................................16 conceito de multiplexação ................................................................................18 tipos de multiplexação......................................................................................20

2. Meios de transmissão utilizados pelo multiplex..............................................20 3.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO ...................................................21 3.1.1 Sistemas de rádio HF ...................................................................................24
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3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6

Sistema de rádio VHF/UHF .......................................................................... 25 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade............................................. 26 Sistemas de rádio-tropodifusão .................................................................... 27 Sistemas rádio-satélite ................................................................................. 29 Sistemas rádio em EHF................................................................................ 29

3.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA ....................................... 30 3.2.1 Pares de Fios ............................................................................................... 30 3.2.2 Linhas Abertas.............................................................................................. 32 3.2.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica ................................................. 34 3.2.4 Cabos Coaxiais Terrestres ........................................................................... 34 3.2.5 Cabo Coaxial Submarino.............................................................................. 36 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 5.1 serviços de telecomunicações.......................................................................... 37 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA ....................................................... 38 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA........................................................ 38 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO......................................................................... 38 CIRCUITOS ..................................................................................................... 38 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE..................................... 39 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS............................. 39 Introdução à Sinalização ................................................................................... 40 Sinalização Acústica ........................................................................................ 40

5.2 Sinalização de Linha ........................................................................................ 40 5.2.1 Tipos de Sinalização de Linha...................................................................... 42 5.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua................................................... 42 5.2.3 Sinalização E & M pulsada ........................................................................... 43 5.2.4 Sinalização E & M contínua.......................................................................... 43 5.3 5.4 Sinalização R2 digital....................................................................................... 45 Sinalização multifrequencial............................................................................. 47

7. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM......................................................................... 49 7.1 7.2
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teorema da amostragem .................................................................................. 50 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL ............................................................. 50
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7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4

Amostragem .................................................................................................50 Quantização..................................................................................................51 Codificação ...................................................................................................52 Multiplexação................................................................................................53

7.3 conversão digital/analógico ..............................................................................53 7.3.1 Demultiplexação ...........................................................................................53 7.3.2 Decodificação ...............................................................................................54 8 sistemas de transmissão digital........................................................................55

8.1 características gerais dos sistemas de transmissão pcm.................................55 8.1.1 Circuito de conversão ...................................................................................55 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor ..........................................................55 8.1.3 Código de linha.............................................................................................56 8.1.4 Equipamento terminal de linha .....................................................................57 8.1.5 Repetidores regeneradores ..........................................................................57 8.2 sistema de transmissão pcm 30 .......................................................................57 8.2.1 Quadro de pulsos .........................................................................................57 8.2.2 Palavra de alinhamento de quadro ...............................................................58 8.2.3 Palavra de serviço ........................................................................................58 9 9.1 9.2 9.3 9.4 comutação digital ...............................................................................................59 comutador temporal .........................................................................................59 comutador espacial ..........................................................................................60 diferença básica entre o comutador temporal e espacial .................................61 memória de controle.........................................................................................61

9.5 órgãos de uma central de comutação digital ....................................................62 9.5.1 Equipamentos de conexão ...........................................................................63 9.5.2 Matriz de acoplamento digital .......................................................................63 9.5.3 Comando ......................................................................................................64 9.5.4 Ligação entre dois assinantes ......................................................................64 10 sinalização ..........................................................................................................65 10.1 10.2 sinalização de assinante ..................................................................................65 sinalização acústica .........................................................................................68

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..................................TELECOMUNICAÇÕES 10...................................13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS. 79 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA 79 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL..15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL........................ 88 11.16 UNIDADE DE CONTROLE ......... 83 11..................................7 11........................... 69 sinalização de registradores ..................................................................... 80 11...................................................2 11................9 INTRODUÇÃO ............................ 84 11.. 72 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR.................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ......................11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA ............. 90 11....................................... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL....................... 82 11................... 80 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR ..................3 10... 75 SERVIÇO TELEFONIA FIXA ......8 11......... 86 11.............................. 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO .........................3 11................12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO ..................4 sinalização de linha.. 78 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR ................................................ 81 11.................17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) .............................................. 75 11.......................5 11....................AMBIENTE MÓVEL ......... 85 11............................................................................................................................... 81 11..................................................18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS ... 89 11.... 91 iv PROF............ 87 11..... 90 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE.......6 11................................................................................................14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS................................................21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO ................19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS ..............................20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL................................................ MARCELO DIOGO DOS SANTOS .......1 11..10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR ...............................4 11......................................... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ..

.........1 14............102 13..............104 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC-...........................2 12................................8 13....97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ......109 CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL ......................................92 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO....112 14...............................................................................108 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ ........................................................ MARCELO DIOGO DOS SANTOS v ....93 HANDOFF .................2 13...........97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ...................107 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ........PROCESSAMENTO DE CHAMADAS ..............99 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE...............................TELECOMUNICAÇÕES 12.........4 14...................101 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA ....ERB –.......................112 PROF.........................8 14......................7 14..............3 DIVERSIDADE .......ELETRÔNICA INDUSTRIAL ..................................................................................6 13............................................111 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL.............................2 14.....................100 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE........95 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE ....................10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA .............UNIDADE MÓVEL ......4 13...................................................1 13...........................................97 CANAL DE CONTROLE DIRETO ...6 14.......9 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA ....................................................................................3 13..107 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC ..96 CANAL DE CONTROLE DIRETO .............98 CANAL DE CONTROLE REVERSO .........................105 14............................106 FUNÇÕES DA CCC ..........................110 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL ..............................................................................96 13..........3 14.........105 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC.....5 14............................7 13.......9 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR....5 13..........................1 12..10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL......................................................

...................................................... 116 15......................1.................... 127 Custo..... 129 18 PAGING .................. 128 W .....1 17............2 15...................................................9 Células CDMA: Padrão de Reuso Universal .................. 116 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL .............3 Terceira Geração de Sistemas Móveis.............. 130 vi PROF.....................................................2 Segunda Geração de Sistemas Móveis .....................................................................................4 15......................................................... 121 16.......ELETRÔNICA INDUSTRIAL ........................... 128 Facilidades ..................................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS ................... 120 16.......................................................................................................................................................................1.................. 123 17 Tecnologias Utilizadas na Telefonia Celular ...........................7 17........3 15... 126 Esquema Básico do CDMA............................................................. 120 16........................................11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO . 117 DIVISÃO DAS CÉLULAS........ 116 CÉLULA DIRECIONAL .................... 128 Reflexos para o Usuário da Tecnologia Digital .1........5 17............................................................................... 118 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR...........................3 17......................................1 15........ 120 16.................................1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES............................................................................................ 114 14...14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS .............................8 17.... 117 RESUMO ..............4 17................................................................................................12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL ......6 17...2 17................................................................................................TELECOMUNICAÇÕES 14............................................................................................................ 126 Modulação CDMA ............................................... 126 17..............................1 Primeira Geração de Sistemas Móveis .......... 113 14...........................................5 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA.............. 113 14....... 127 Privacidade ........13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL . 127 Handoff .......................CDMA .. 115 15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR ......................

................. MARCELO DIOGO DOS SANTOS vii ..................................12 CONCLUSÃO.....130 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO........................................145 19.....................................8 19..........................................................144 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO.....................7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR...................................140 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR)....................................145 CANAL DE OPERAÇÃO ............134 18....................................142 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS .......................................132 HISTÓRICO ................144 CANALIZAÇÃO .................3 18................................................................................131 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO...........10 APLICAÇÕES PARA O PAGER ...................................................136 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA........................146 19.............................................................9 INTRODUÇÃO .........146 PROF....................134 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR.4 19.......................................................................................3 19.....141 19.....................138 18..............................................................................................4 18.........................2 19................................................................5 19..............................................................6 19........................................................................................11 COMPONENTES DO STR..........5 18......TELECOMUNICAÇÕES 18...............................7 19.........................................................................................................................................................................10 CANAL DE CONTROLE ...6 INTRODUÇÃO .............144 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO .....................12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA ............................143 POR QUÊ TRONCALIZADO?.............................2 18...........................................144 COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO ....8 18............................................138 18.....................133 SISTEMA BÁSICO ATUAL .....................................................................................141 COMPARAÇÃO ...............9 SIMULCAST...................135 18................11 Novas Tecnologias........145 19.........1 18.........................1 19......ELETRÔNICA INDUSTRIAL ............................136 18..........

........... 147 19..................... 155 22 Introdução às comunicações móveis por satélite.................. 164 23 Glossário Técnico ...................................................................................................................................16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA ..3 20.......................................................................19 STR DIGITAL ...................................................................... 150 20............................ 147 19.................................. 163 Odyssey ...................................................... 148 19............... 164 Inmarsat ............................. 148 19.................... 150 SATÉLITE MEO ................................................... 154 21 Projeto IRIDIUM ..... 149 19............................................2 20.............................................................4 20.................... 162 Globalstar..........................TELECOMUNICAÇÕES 19................................. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .............................................1 22................................ 147 19....................20 CONCLUSÃO ..........6 Sistemas não geoestacionários .................. 151 SATÉLITE LEO ................................................ 148 19... 149 20 Satélite.........................5 22.......................................................17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE ............................................................................................................................................................................................. 161 Sistemas geoestacionários ..............................................................................................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .....................................15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS.....4 22.......... 165 viii PROF....................18 PROTOCOLOS...........1 20.............................................. 152 APLICAÇÕES ........................................................................................ 151 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS .............................................................................. 151 SATÉLITE LLEO .........................................................................................................13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS ...........................5 20..........................................................................2 22...............................................6 SATÉLITE GEO ........................ 162 Iridium .................................14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS .......................3 22................................................................... 161 22...

Para melhor compreensão do que vem a ser um sistema multiplex. a fim de fornecer os conhecimentos básicos essenciais. exigiram do homem uma solução que buscasse os anseios de todos os setores de atividade onde as comunicações se fizessem necessárias. 1). num meio elétrico.2.2 CARACTERÍSTICAS PRELIMINARES DE UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA 1. PROF. A história das Telecomunicações nasce quando o homem sente a necessidade de expressar o seu pensamento a um semelhante. Porém.TELECOMUNICAÇÕES 1. 1. O progresso do mundo tecnológico e a necessidade de comunicar-se a grandes distâncias. principalmente quando se usam os processos naturais. Porém a distância é um obstáculo a uma comunicação.1 COMUNICAÇÕES A comunicação é inata ao homem e é graças a esta virtude. da comunicação via rádio e. que permitir ao pessoal técnico um completo domínio desta tecnologia. o crescente número de comunicações urbanas e interurbanas exigiram novas medidas que culminaram com o advento do sistema multipex. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 1 . se tivermos um pedaço de borracha distendido entre dois pontos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . da telefonia. ao esticar e soltar a parte central. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS 1. é necessário o prévio conhecimento de alguns elementos de telefonia relacionados com a ligação telefônica. da palavra e da grafia.1 Som O som se produz por vibrações mecânicas de freqüências perceptíveis pelo ouvido humano. e isto ele faz através da mímica. finalmente. no qual será aqui explanado a guisa de iniciação apenas. ao seu raciocínio e ao seu dinamismo que ele atinge o progresso. A solução técnica do problema surgiu então com o invento da telegrafia. haverá uma vibração numa determinada freqüência. produzindo um som (fig. Assim.

decrescendo para freqüências mais baixas e mais altas. chamadas formativas. e o limite superior varia da pessoa. Nos meios gasosos. falando normalmente 10 microwatts. Desta maneira são obtidos os sons vocais e consonantais. 1. dentro de uma certa gama de freqüência. e gritando 1 a 2 miliwatts. o som se propaga no sentido longitudinal e transversal. na direção da vibração. tem que haver uma intensidade mínima que corresponde ao limite inferior de audibilidade. A potência média de voz de diversas pessoas pode variar dentro de amplos limites. harmônicas de uma freqüência fundamental das coras vocais. enquanto que o mesmo nível 1000Hz não é percebido. Para o homem esta freqüente fundamental é de 125Hz e para a mulher é de 250Hz. obtém-se nas cavidades bucais e nasais ressonâncias que fazem destacar harmônicos. sendo que o ouvido humano tem uma sensibilidade maior em 3000 Hz.3 Ouvido A gama de freqüência audíveis pelo ouvido humano vai desde 16Hz até 20000Hz. 2 PROF. que em conjunto originam as sílabas.2 Voz As cordas vocais do ser humano são capazes de produzir vibrações sonoras dentro de uma gama de 100 a 10000Hz. isto quer dizer: cada nível de um som. Nos meios sólidos. Este limite varia com a freqüência. Cada som emitido é composto simultaneamente de vibrações de diversas freqüências. Ao colocar a língua e os lábios em determinadas posições. um determinado nível na freqüência de 3000Hz pode ser percebido pelo ouvido. a percepção de variações de intensidade dos sons pelo ouvido não é linear com a intensidade do som. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . razão principal da diferença entre a voz de um homem e uma mulher.TELECOMUNICAÇÕES Fig. descrevendo com a velhice. é que a maior parte da energia está concentrada nas baixas freqüências. Para que o som possa ser percebido pelos órgãos auditivos. sendo no entanto de um valor muito baixo: uma pessoa falando baixo produz 0. enquanto que acentua mais ou menos os harmônios de outras faixas de freqüências.2. uma variação é percebida de maneira diversa. e estas as palavras. Além disso. o som se propaga no sentido longitudinal.001 microwatt. 1. 1 – Vibração de um pedaço de borracha produzindo som.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2. Em outras palavras. ou seja. Outra característica importante da voz que deve ser lavada em conta.

foi escolhida a faixa de voz entre 300 e 3400 Hz para comunicações telefônicas. 2 – Transformação de energia acústica em elétrica Quando as vibrações sonoras incidem sobre a membrana. A intelegibilidade é definida como o percentual de palavras perfeitamente reconhecidas numa conversação. no entanto. Verificou-se que na faixa de 100 a 1500 HZ estava concentrada 90% de energia da voz humana. Para fonia. enquanto que na faixa acima de 1500 Hz estava concentrada 70% de intelegibilidade das palavras. para as comunicações. sob o ponto de vista econômico e de qualidade. Para transmissão de música.3 FAIXA DE FREQUÊNCIAS UTILIZADAS Diversos estudos foram realizados para determinar qual a faixa de freqüências mais apropriada. o que garante 85% intelegibilidade e 68% de energia da voz recebida pelo ouvinte. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 3 . foram basicamente levados em conta os seguintes fatores. este momento comprime mais ou menos os grânulos. resultantes das características da voz e do ouvido humano: intelegibilidade e energia da voz.TELECOMUNICAÇÕES 1. Fig. Baseado num compromisso entre dois valores. limitados por uma membrana (Fig. onde a aplicada uma diferença de potencial que faz circular uma corrente CC. o microfone é uma cápsula de carvão.4 TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ACÚSTICA EM ENERGIA ELÉTRICA A energia acústica produzida pela voz é transformada em energia elétrica por intermédio de um microfone. é necessária uma faixa bem maior.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 1. Esta variação da corrente produz uma potência elétrica. de 50 a 10000 Hz. fazendo-a vibrar. com uma correspondente variação na corrente no mesmo ritmo das vibrações sonoras. diminuindo ou aumentando a resistência. que às PROF. constituída basicamente de grânulos de carvão. 2). Nos aparelhos telefônicos.

providas de bobinas. e a força que atua sobre a mesma é proporcional ao quadrado da indução resultante (Fig. bem como baixa distorção. a bobina pela qual circula a corrente CC está unida a membrana. nos aparelhos telefônicos. fazendo com que a cápsula se comporte como um amplificador.Tem uma sensibilidade que varia com a freqüência.TELECOMUNICAÇÕES vezes é maior que a potência aplicada na vibração da membrana. Fig. porem apresenta algumas restrições: . a força que atua sobre a bobina e a membrana é proporcional a força do campo magnético permanente e a energia que passa pela bobina. através das quais circula corrente CC. 4). movendo-se num campo magnético cilíndrico (Fig. 3 – Transformação de energia elétrica em acústica (cápsula magnética) Nas cápsulas receptora dinâmicas. atenuando muito as baixas freqüências. uma membrana metálica fecha o circuito magnético. A cápsula magnética é constituída .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 3). 1. . A cápsula de carvão é o microfone mais barato.5 TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA EM ENERGIA ACÚSTICA Para a transformação de energia elétrica em energia acústica. 4 PROF.Produz uma distorção maior que a dos outros microfones. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Nos dois tipos de cápsulas receptoras conseguem-se características lineares para a faixa de freqüências de voz. utilizando-se cápsulas magnéticas e dinâmicas. basicamente de um ímã permanente com duas peças polares.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 5 . utilizando dois aparelhos telefônicos interligados por um par de fios. em que a distância entre A e B é pequena (Fig. podemos estabelecer uma comunicação entre duas pessoas quaisquer. 5) Fig. 4 – Transformações de energia elétrica em acústica (cápsula dinâmica) 1.6 LIGAÇÃO TELEFÔNICA ELEMENTAR Após tomarmos contato com os fatores que têm influência numa ligação telefônica.TELECOMUNICAÇÕES Fig. 5 – Ligação Telefônica elementar PROF.

pois teríamos o dobro de condutores. 6 PROF. este dispositivo é chamado artilocal. Fig. 7 – A mesma ligação da Fig. o problema de conversão mantida a dois fios é um pouco mais complexo. Fig 6 – Ligação telefônica elementar a 4 fios Como este tipo de ligação ficaria muito dispendiosa. e vice-versa. a ligação apresentada na fig. 6. foi criado um dispositivo (transformador diferencial) a fim de fazer o acoplamento entre as cápsulas transmissora e receptora e a linha de dois condutores.TELECOMUNICAÇÕES Na realidade. 6 utilizando-se 2 condutores. Portanto. pois o interlocutor em A deveria ter dois condutores ligando sua cápsula transmissora com a receptora de B. que é a representação real da comunicação telefônica da fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 6 modifica-se para a fig. conforme a fig. 7. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 5.

conforme a fig. 10). PROF. se todos os quatro pontos desejam se comunicar entre si. estão ligados a um centro telefônico. 9). chamados assinantes. 8. Fig. 8 e 9 – Ligação telefônica. Como pode ser facilmente percebido. É neste centro telefônico que se encontra o conjunto de equipamentos essenciais e acessórios a comunicação telefônica. verificamos que o número de condutores necessários triplica.TELECOMUNICAÇÕES 1. a quantidade de condutores torna o sistema economicamente proibitivo. Porém. 10 – Ligação telefônica utilizando um centro telefônico. Se o interlocutor A deseja se comunicar com os outros três. operação esta chamada de comunicação telefônica (fig. onde é executada a interligação entre os assinantes que se desejam comunicar.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para um número muito grande de comunicações. o problema se torna mais sério (fig. Fig. todos os interlocutores. pois envolve somente a necessidade de comunicação entre duas pessoas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 7 . designado de Central Telefônica.7 CENTRAL TELEFÔNICA A ligação telefônica apresentada no item anterior é a mais elementar. A fim de solucionar este problema.

A fig. Tandem. Quando. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. alem desta última função.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . - Os circuitos que interligam os assinantes as Centrais Telefônicas Locais chamam-se linhas de assinantes. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Quando. Central telefônica Local é aquela para onde convergem as linhas de assinantes.TELECOMUNICAÇÕES A central Telefônica pode ser Local. Interurbana e de Trânsito. 8 PROF. bem como suas funções. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. Aqueles que interligam as Centrais Telefônicas Locais e Tandem chamam-se linhas tronco.Central Telefônicas Interurbanas é aquela que interliga linhas de assinantes ao circuitos interurbanos. . 11 apresenta a posição de todas as centrais descritas. chama-se Central Telefônica de Trânsito. Central Telefônica Tandem é aquela usada como o centro comutador para o tráfego entre outras estações da mesma área local. além desta última função.

4 a 0. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 9 .TELECOMUNICAÇÕES Fig. por papel especial ou plástico (polietileno ou PVC) – cloreto de polivinil. avenidas. normalmente. Cada condutor é recoberto. Os condutores empregados nos pares de fios são geralmente de cobre. etc. Os pares assim isolados são todos enfeixados. tendo diâmetro típicos em torno de 0.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sendo o feixe torcido de modo a diminuir a PROF. 11 – ligações telefônicas envolvendo diversas localidades 1.8 LIGAÇÃO TELEFÔNICA URBANA Nas áreas urbanas os assinantes acham-se agrupados ao longo de ruas. sendo as ligações feitas por circuitos (pares de fios) que seguem a mesma rota e que podem ser economicamente reunidos em cabos de pares.9mm.

8. 5º) Após o atendimento do assinante chamado. 2º) O sinal assim gerado (20 Hz aproximadamente) aciona o dispositivo de sinalização da telefonista que deverá atendê-lo. O funcionamento deste sistema é quase o mesmo do manual. retirando-se do circuito e predispondo-se a atender novas chamadas. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante aciona o magneto.Manual com bateria central. com exceção da sinalização fornecida pelo assinante.8.Automático. Nas ligações telefônicas urbanas existem três maneiras de se completar uma conexão. para o assinante solicitado. a alimentação dos aparelhos telefônicos é centralizada na Central Telefônica Local. a alimentação de cada aparelho telefônico é feita no local.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 1. 3º) O assinante solicita que a telefonista o interligue com o assinante desejado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . recebendo externamente uma capa de chumbo ou alumínio. 6º) Ao encerrar a conversação entre os dois assinantes. . para que o dispositivo de sinalização seja acionado na mesa da telefonista. . estes devem repor o fone no gancho e sinalizar rapidamente com a finalidade de fazer ciente a telefonista do final da conversação. 10 PROF. Sobre este feixe é passada um fita de papel ou plástico. 4º) A telefonista sinaliza. de acordo com o sistema utilizado. a telefonista estabelece a ligação entre dois assinantes.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central Neste sistema.Manual com bateria local. Esta desfaz a ligação e os circuitos estão preparados para nova chamada. desde que o circuito correspondente ao mesmo esteja desocupado. dependendo do cabo. pois basta que o assinante retire o fone do gancho. . Os pares de fios são geralmente chamados pares simétricos.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local Neste sistema. Embora estes cabos apresentem atenuação elevada por unidade de comprimento. para sinais de voz este fator não impede o seu uso devido a pequenas distância entre os assinantes e a Central Telefônica Local.TELECOMUNICAÇÕES capacitância entre os pares. 1. através da pilha seca.

ao finalizar a conversão. 3º) O número funciona para Central Telefônica como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. Para uma ligação interurbana. os assinantes repõem os fones nos ganchos respectivos. 6º) Ao findar a conversão. o que provoca o acionamento do dispositivo de sinalização na mesa da telefonista que. 4º) Após ter sido completado o elo. uma em cada cidade distante. o assinante poderá alcançar a Central Telefônica Interurbana das seguintes maneiras: • Manual . 1.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF. a alimentação dos aparelhos telefônicos também é centralizada na Central Telefônica Local. desfaz a ligação e os circuitos estão prontos para nova chamada.a telefonista ligará • Automático – o simples discar de um código o colocará na Central Telefônica Interurbana.TELECOMUNICAÇÕES A complementação é semelhante à anterior e. 2º) Após o ruído de discar no receptor. Da Central Telefônica Local. 1. os dois assinantes repõem nos respectivos fones nos ganchos. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante retira o fone do gancho e espera o ruído de discar. a estação central envia um sinal em torno de 17 a 25Hz para o assinante chamado.9 LIGAÇÃO TELEFÔNICA INTERURBANA As ligações interurbanas envolvem cidades diferentes e até países diferentes (ligações interurbanas internacionais).9. o assinante disca o número desejado.1 Ligação Manual Neste tipo são necessárias duas telefonistas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 11 . de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre o assinante chamador e o assinante cujo número foi discado.8. o assinante deve atingir a central Telefônica Local da maneira como foi explicado no item anterior. desfazendo o elo na Central Telefônica Local.3 Ligação Telefônica Automática Neste sistema. o que faz operar a campainha do seu aparelho telefônico. 5º) O assinante chamado retira o fone do gancho e inicia-se a conversão. Ligações entre Centrais Interurbanas põem ser feitas das seguintes maneiras: 1.

Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centras Telefônicas Interurbanas Automáticas. A telefonista de destino atende recebendo da operadora de origem as informações a ser alcançado. Neste processo a telefonista de origem envia. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre a telefonista de origem e a de destino. Do mesmo modo que para a ligação telefônica automática urbana. Mesa IU (mesa interurbana) é o equipamento onde a telefonista recebe as chamadas da Central Telefônica Local selecionado o circuito interurbano para a cidade onde o assinante deseja se comunicar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES De acordo com o método utilizado para se estabelecer o circuito interurbano ou internacional. 12). O restante do progresso se efetua como na ligação “Ring Down”. Neste caso as mesas IU estão conectadas entre si direta e constantemente pelo meio de transmissão interurbano. As duas telefonistas completam estão o elo interurbano ou internacional entre os assinantes de origem e de destino. um sinal especial chamando a localidade de destino. temos dois processos de ligação manual: a) “Ring Down” (fig. 12 PROF. Na mesa IU distante este sinal faz soar uma capainha (“Ring”). os números discados funcionam para a Central Interurbana Automática como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. 12b) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente discando informações numéricas que possibilitam alcançar a mesa IU distante. e cair (“Down”) uma lâmina que indica a origem da chamada. bem como as mesas IU não tem possibilidades desta ligação. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centrais Interurbanas Automáticas. através de uma chave de mesa IU.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . porém as mesas IU possuem esta facilidade. b) ODO – Operando Disca Operadora (fig.

porém na mesa IU possui esta facilidade. PROF.TELECOMUNICAÇÕES 1. na localidade de origem. na origem ou no destino.2 Ligação Semi-Automática Neste tipo é necessária apenas uma telefonista. a Central Telefônica Local. além de impedir que o mesmo fique aguardando a ligação no caso dos circuitos interurbanos estarem todos ocupados. preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. b) DDO – Discagem Direta à Operadora (fig. enquanto que na localidade de destino a Central telefônica Local não está preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. na localidade de origem. Na localidade de destino a Central Telefônica Local está conectada a Central Interurbana Automática. 12d) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente a telefonista de destino. De acordo com a localização da mesa IU. II – Método Demorado: a telefonista anota as informações dadas pelo assinantes de origem e desfaz a ligação. Este tipo de ligação ocorre quando.9. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 13 . chama o assinante de origem. qualquer ligação que necessite a intervenção da telefonista pode ser realizada de duas maneiras: I – Método CLR (Combinação de Linha e Regional): a telefonista mantém o assinante de origem na linha enquanto efetua a ligação para a telefonista ou assinante de destino. 12c) Neste processo o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. Observação: Operacionalmente. a Central Telefônica Local está conectada à Central Interurbana Automática. porém a mesa IU possui facilidade. O segundo método permite a confirmação da identidade do assinante de origem. Após efetuar a conexão com a telefonista ou assinante de destino. temos dois processos semi-automáticos: a) ODD – Operadora Disca á Distância (fig. Este tipo de ligação ocorre quando. porém a telefonista não pode conformar a intensidade do assinante de origem. O método CLR é mais rápido quando os circuitos interurbanos não estão todos ocupados. completando a ligação interurbana.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

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1.10

LIGAÇÃO AUTOMÁTICA OU DDD – DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA

Neste tipo não é necessário a intervenção de nenhuma telefonista, pois o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais, da origem a de destino estão conectadas, respectivamente, a Centrais Interurbanas Automáticas. É importante observar que, uma determinada localidade pode adotar um processo para as ligações interurbanas originadas na mesma (ligações saintes), tendo um segundo processo para as ligações interurbanas destinadas a mesma (ligações entrantes). Estas operações dependem somente das facilidades instaladas entre as Centrais Telefônicas Local e Interurbana. Assim, podemos ter DDD para as ligações saintes e DDO para as entrantes numa determinada localidade. Em outra é possível ter ODD para as ligações saintes e DDD para as entrantes. Como podemos verificar pela Fig. 12, as centrais Interurbanas Manuais ou Automáticas das localidades de origem e destino estão conectadas aos respectivos equipamentos multiplex. Estes, por sua vez, estão interligados entre si por um meio de transmissão, cujos principais tipos utilizados pelo multiplex serão apresentados nos próximos módulos.

Fig. 12
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1.

CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO

2.1 MODOS DE OPERAÇÃO DE UM MEIO DE TRANSMISSÃO Um meio qualquer de transmissão pode ser operado de 3 modos: simplex, semiduplex e duplex. No modo simplex interessa apenas transmitir uma informação de A para B (transmissão unidirecional). No modo semi duplex interessa não só transmitir informação de A para B, como de B para A, porém num sentido de cada vez (transmissão bidirecional alternada). A Fig. 01 exemplifica melhor estes modos de operação.

Fig. 01 – Modos de operação

2.2

CANAL E CIRCUITO

Canal é o conjunto de recursos técnicos que permitem a transmissão de um ponto A para um ponto B. como verificamos, este conceito é o de uma ligação unidirecional. Na prática, entretanto, na maioria das utilizações, como por exemplo, numa ligação telefônica, o que mais interessa é permitir que A converse com B, isto é, deve haver recursos tanto para transmitir informações de A para B, quanto de B para A. Em outras palavras, deve ser provido tanto um canal de ida (para transmitir de A para B), quanto um canal de retorno (para transmitir de B para A). O conjunto canal de ida e canal de retorno é denominado de circuito. A Fig. 02 exemplifica ambos os conceitos: o conceito composto pela cápsula transmissora de A, o par de fios e a cápsula receptora de B, compõem o canal de ida. A cápsula transmissora de B, o par de fios e a cápsula receptora de A, compõem o canal de volta. Os dois canais em conjunto formam o circuito telefônico AB.

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Fig. 02 – Ligação telefônica utilizando dispositivo antilocal. Como verificamos, um canal só pode ser operado de modo simplex, enquanto que um circuito admite tanto a operação semiduplex, como a duplex.

2.3

CIRCUITO A 2 FIOS E A 4 FIOS

As linhas telefônicas urbanas formadas por pares de fios metálicos, permitem transmissão nos dois sentidos porque não possuem componentes unidirecionais em sua composição. O mesmo par de fios pode funcionar como canal de ida e canal de retorno e o circuito, por empregar apenas o par de fios, é chamado de circuito a 2 fios. (Fig. 02). As vias interurbanas, devido à sua grande extensão, exigem a introdução de amplificadores para compensar a atenuação do sinal no percurso e, como estes componentes são unidirecionais (só permitem a passagem do sinal num sentido), o canal de ida e o canal de retorno têm obrigatoriamente de ser individualizados. Devido a isto, o circuito neste caso apresenta 4 terminais de cada lado, sendo chamado circuito a 4 fios (Fig. 03).

Fig. 03 – Circuitos a 4 fios

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04 – Ligação interurbana.Híbrida Para todos os efeitos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 17 . sendo compostos por um canal de ida e um canal de volta. Como os circuitos interurbanos são aqueles que envolvem os sistemas multiplex. adaptada por meio de uma híbrida. fazer a conversão de montagem a 4 fios para a montagem a 2 fios. A híbrida. Fig. cuja representação está feita na Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 04) Fig. os circuitos utilizados por esse sistema são os a 4 fios. com extensão interurbana a 4 fios. dessa forma podendo-se ligar a via interurbana à via urbana (Fig. PROF.TELECOMUNICAÇÕES É possível. um circuito a 2 fios. 05. mediante o emprego de um dispositivo chamado híbrida. 05 . permite a circulação da informação. conforme a indicação das setas. apresenta as mesmas características que um circuito a 2 fios. entretanto.

se os quatro assinantes tirassem o telefone do gancho ao mesmo tempo. a multiplexação utiliza circuitos a 4 fios. Fig. em que são empregados canais de ida e de volta. todos ouviram a conversa dos outros. e que permita a identificação entre eles. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . sendo difícil entabular uma comunicação sem ser perturbado. quando são transmitidos vários circuitos telefônicos entre dois pontos A e B. 06 – Ligação telefônica de 4 assinantes Percebe-se pela simples observação da figura que. 6). essa técnica é conhecida como multiplexação.TELECOMUNICAÇÕES 2. num mesmo meio de transmissão. maior seria o problema (Fig. verificamos que. 07). radioenlace.). Quanto maior o número de circuitos telefônicos utilizando o mesmo meio. Como já foi anteriormente informado. 18 PROF. utilizando um meio de transmissão comum (par de condutores. há necessidade da utilização de uma técnica que possibilite a comunicação sem interferência entre os circuitos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . permite que duas pessoas possam estabelecer um diálogo sem problemas.4 CONCEITO DE MULTIPLEXAÇÃO Se um circuito utilizando um par de condutores. etc. Pelo exposto. quatro circuitos telefônicos (Fig. vejamos o que poderia ocorrer se colocássemos.

07 – Ligação telefônica de 8 assinantes.. 08 temos do lado A a multiplexação. 2A . Se forem transmitidas diversas informações. ou seja. No lado B temos a demultiplexação. Na Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 19 .. identificação e separação dos canais transmitidos de A e B.TELECOMUNICAÇÕES Fig. Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . e transmitimos os mesmos de A para B. nA. onde unimos vários canais 1A. através de um par de fios (de B para A o processo é idêntico). 08 – Ligação telefônica através do multiplex. 08 estas serão identificadas perfeitamente e separadas sem que haja interferência entre as PROF. conforme indica a Fig.

conforme a propagação do sinal seja no espaço ou num meio físico: . aproveitar um meio de transmissão. baseado no número de canais a serem transmitidos. sendo divididos em dois grupos.TELECOMUNICAÇÕES mesmas. as dificuldades geográficas entre os mesmos. racionalmente.Sistemas de transmissão via rádio. 20 PROF. bem como a confiabilidade e qualidade desejadas para o sistema. que será por nós tratada de mux. Os meios de transmissão basicamente não alteram o equipamento multiplex.Sistemas de transmissão via linha física. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a multiplexação é uma técnica de grande utilização para que se possa. MEIOS DE TRANSMISSÃO UTILIZADOS PELO MULTIPLEX A escolha do meio de transmissão a ser utilizada num sistema multiplex é.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . . 2. 2. de acordo com a técnica utilizada: TÉCNICA DIGITAL A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de tempo (TDM – “Time Division Multiplex”) e será apresentada em outro objetivo. Como verificamos. primordialmente.5 TIPOS DE MULTIPLEXAÇÃO Atualmente são utilizados diversos tipos de multiplexação os quais estão divididos em dois grupos. TÉCNICA ANALÓGICA A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de freqüência (FDM – “Frequency Division Multiplex”). também irão ditar qual o processo mais econômico a ser utilizado. porém a distância entre os pontos que desejam se comunicar.

através de uma antena. Esta onda original é chamada de portadora ou rádio-freqüência e serve apenas para estabelecer o contato. chamado MODEM. quando o transmissor é colocado em funcionamento. 09 – Ligação via rádio A Estação Rádio é composta basicamente por um transmissor e um receptor. através do espaço. se estiver ligada a um equipamento conveniente (receptor). apenas saiba que o transmissor está no ar. Inicialmente. uma perturbação eletromagnética. na recepção é possível detectar estas variações impressas na onda original. Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 21 . onde está indicada como é realizada a conexão entre a Estação Multiplex a Estação Rádio. entre o transmissor e o receptor. que neste caso é a informação que desejamos enviar. No entanto. se variarmos uma característica da onda gerada pelo transmissor. em todas as direções. atenuando-se com a distância. 09 apresenta a configuração básica da ligação entre duas localidades feitas por meio de um sistema rádio. envia para o espaço ondas eletromagnéticas de freqüência fixa.TELECOMUNICAÇÕES 3. Uma antena receptora pode sentir estas perturbações e. chamado transceptor. e pelas antenas de transmissão e recepção. haverá recepção dos sinais daquele transmissor. que se propaga no espaço. Um transmissor de rádio pode ser encarado como um elemento que provoca continuamente. por um modulador e um demodulador.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de forma localizada. Vejamos como o sinal multiplex. PROF.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO A Fig. fazendo com que um receptor sintonizado nesta freqüência. é processado pelo rádio.

se chama onda moduladora. ao enviarmos o sinal multiplex para a Estação Rádio. fazendo com que tenhamos uma onda portadora modulada na antena transmissora. o equipamento que produz a modulação chama-se modulador e normalmente está junto ao transmissor. chamamos de canal de RF (canal de rádio-frequência). dependendo da freqüência emitida pelo transmissor. para transmitirmos na direção inversa. os sistemas rádio são classificados internacionalmente de acordo com as faixas de freqüências utilizadas e que estão apresentadas na tabela a seguir. Do lado da transmissão. temos um canal de RF para transmitir as informações. Como este processo é unidirecional. onde são indicados alguns serviços que empregam estes sistemas. Vamos então analisar de 22 PROF. Ao processo de variação de uma característica da onda portadora de acordo com o sinal elétrico da informação. Quando existem obstáculos físicos que atrapalham a propagação das ondas no espaço. utilizam-se estações intermediárias ao longo das rotas de rádio. há interesse no estudo dessas propagações. A rádio-frequência (onda portadora) utilizada para a transmissão de informação da localidade A para B. a fim de regenerar ou retransmitir as ondas. sendo processada pelo receptor-demodulador.TELECOMUNICAÇÕES O sinal que representa a informação e que variará uma característica da onda portadora. É importante observar que num tronco de rádio podemos ter mais de um canal de RF em cada direção. que será o nosso sinal mux. Devido a isto. ou quando este sinal está demasiadamente enfraquecido devido às características de programação. o equipamento que sente as variações da portadora e recupera a informação chama-se demodulador. esta informação é processada pelo modulador-transmissor.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Geralmente. chamamos de modulação. estando normalmente junto do receptor. As estações Rádio de A e B são chamadas de estações terminais. isto é. Do lado da recepção. chamamos de tronco de rádio. Como os sistemas de telecomunicações utilizam principalmente freqüências a partir de HF. regenerando-se a informação original da localidade de A. Esta onda é captada pela antena receptora da Estação de Rádio da localidade B. As ondas eletromagnéticas propagam-se de maneiras diferentes. na localidade A. Deste modo. que é então entregue ao multiplex de B. será necessário um outro canal de RF. a informação de B para A. A variação da amplitude da onda portadora constitui o método denominado modulação em amplitude (AM) e. chamado principal. Ao conjunto de estações repetidoras. para a variação da freqüência da onda portadora. chamadas estações receptoras. e um outro em paralelo para substituir o principal em caso de falhas chamado de proteção. nos sistemas de alta confiabilidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . teremos a modulação em freqüência (FM).

os princípios básicos de propagações dos sistemas rádio empregados pelo multiplex. Radiodifusão local e distante.L. . Ondas Muito Longas Ondas Extremamente Longas V.F Ondas Tropicais Ondas Curtas Auxílio a navegação aérea. S. . Ondas Longas M.H.Extremely High Frequency PROF. V.H.F. para escavações de minas etc. .F . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 23 .Super High Frequency E.H.High Frequency V. Microondas E. serviços de segurança pública (polícia. serviços marítimos. Ondas Médias H.L.F. E. tropodifusão e satélite. sistemas comerciais e particulares de comunicação. TABELA I . serviços marítimos (Estações Costeiras) Transmissão de TV.H. U.F.Extremely Low Frequency V.F.L. L.C.F.F.Very Low Frequency L. .H. radiodifusão local.L. .F. .TELECOMUNICAÇÕES forma bem simples. DESIGNAÇÃO LEIGA EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO Comunicações para submarinos.F.F.F.H.F.H.) Comunicação pública a longa distância: sistemas interurbanos e internacional em radiovisibilidade.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .Very High Frequency U.F.F.Ultra High Frequency S. bombeiros etc. .F.F. .Low Freequency M.Medium Frequency H.CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS RÁDIO FAIXA DE FREQUÊNCIA 300 Hz a 3000 Hz 3 KHz a 30 KHz 30 KHz a 300 KHz 300 KHz a 3000 KHz 3 MHz a 30 MHz 30 MHz a 300 MHz 300 MHz a 3000 MHz 3 GHz a 30 GHz 30 GHz a 300 GHz DESIGNAÇÃO TÉCNICA E.H.

principalmente na forma de raios ultravioletas. encurvando e mudando de direção as ondas de rádio que nela penetram de baixo para cima. transformando em íons positivos. Dependendo da concentração dos elétrons formados.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . arrastam seus elétrons. por absorção no terreno.1. 10 – Transmissão em HF 24 PROF. através de vários “pulos”. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a atmosfera é tão rarefeita. Fig. pode se refletir novamente na superfície terrestre. na realidade.10 apresenta uma antena de rádio HF emitindo ondas esféricas e concêntricas. Desta maneira. numa altura de 80 a 150 km. nestas alturas formam-se camadas de íons e de elétrons livres.TELECOMUNICAÇÕES 3. atingir grandes distâncias. encontram uma das principais camadas da atmosfera terrestre. a ionosfera apresenta índices de refração diferentes das camadas mais baixas. Nestas alturas. As partes inferiores das ondas se propagam junto à superfície da Terra (onda terrestre). A energia solar. acompanhando a curvatura desta e perdendo energia rapidamente com a distância. Esta mudança de direção é tal que faz as ondas retornarem para a Terra como se “refletissem” na ionosfera. repetindo o fenômeno da refração ionosférica e. O fenômeno.1 Sistemas de rádio HF A Fig. incidindo sobre essas moléculas. chamada ionosfera. que as moléculas dos gases estão bem mais afastadas umas das outras do que nas menores alturas. As partes superiores da onda se expandem para o espaço e. determinando o nome de ionosfera. quando se refere apenas ao efeito do retorno da onda. Esta onda que retorna é chamada onda celeste. e de refração ionosférica (por mudança de índice de refração) mas comumente se diz “reflexão ionosférica”.

os índices de refração na ionosfera são instáveis.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sendo empregados para as ligações internacionais de longa distância. A parte da onda que se irradia junto a superfície terrestre é útil até o horizonte. modificam os índices de refração de tal maneira. fazendo com que a onda celeste tenha também intensidade variável. a experiência mostra que a ionosfera é transparente a essas freqüências. podem ser focalizados por antenas convenientes. atingindo a ionosfera. Quando ocorrem grandes perturbações solares. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 25 . Daí em diante a onda se afasta da Terra. Nesta situação interrompem-se as comunicações. até uma distância de mais ou menos 80 a 100 do ponto de transmissão. sem estações repetidoras. estas provocam tempestades magnéticas que. 11 – Propagação VHF/UHF PROF. sendo a energia solar incidente na alta atmosfera de intensidade variável.TELECOMUNICAÇÕES Este mecanismo de propagação não é confiável nem de boa qualidade porque. isto é. não as refratando mais de volta para a Terra. ou seja. as ondas de rádio começam a se comportar como ondas de luz. nas faixas de VHF (30 MHz a 300 MHz) e UHF baixa (300 MHz a 900 MHz). Além disso. propagam-se em linha reta. Na Fig. 11 está exemplificado o que falamos: a parte das ondas que vai para cima atravessa a ionosfera e se perde no espaço.2 Sistema de rádio VHF/UHF Passando-se a transmissão para freqüências mais elevadas. nessas freqüências. Os sistemas rádio HF utilizadas pelo multiplex possuem uma capacidade máxima de 8 canais telefônicos. refletem-se em obstáculos. Fig. perdendo-se no espaço exterior. 3. fazendo com que as ondas não sejam mais refratadas de volta para a Terra.1.

Para distância maiores. 12 – Utilização de refletores parabólicos em microondas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O rádio transmissor está ligado a antena por um condutor especial. numa torre. 26 PROF. podem ser focalizadas como em grandes lanternas e se propagam em linha reta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade Subindo mais ainda a frequência. onde está a antena receptora. a qualidade se deteriora rapidamente. 24 ou 60 canais). podendo alcançar até 200 km se forem empregadas duas a quatro estações repetidoras. geralmente. Cada antena de microondas com sua respectiva parábola. Os sistemas rádio VHF/UHF utilizados pelo multiplex são empregados nas comunicações interurbanas estaduais. juntamente com o refletor. tendo média capacidade (12. Este tipo de transmissão é utilizada em serviço que exige alta confiabilidade a distância menores que em HF. As microondas focalizadas pela parábola transmissora incidem diretamente sobre a parábola receptora que.1. como mostra a Fig. Por isso este mecanismo de propagação também se chama em linha de visão ou visada direta. chegamos na região de microondas (900 MHz a 30000 MHz). estando fixada. chamado guia de onda. serve para transmitir e/ou receber mais um canal de RF. por sua vez. 3.TELECOMUNICAÇÕES Podemos imaginar que a antena transmissora ilumina diretamente a antena receptora que. 12. A antena se comporta como a lâmpada de uma lanterna e o refletor focaliza as ondas de rádio para a sua frente. por sua vez deve estar quase ao alcance visual. Devido a sua forma o refletor chama-se refletor parabólico ou parábola. Fig. focaliza as ondas no seu ponto central. Nestas freqüências as ondas de rádio se comportam praticamente como ondas de luz. Dessa antena as ondas são levadas por um guia de onda até o rádio receptor.

600. 1800 e 2700 canais telefônicos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 27 . empregando propriedades da troposfera de difundir as ondas de rádio de alta freqüência.1. 3. através de repetições sucessivas. utiliza-se um outro sistema de propagação chamado tropodifusão.TELECOMUNICAÇÕES Vemos. que nenhum obstáculo pode interceptar o feixe de microondas entre duas antenas. Por isso as torres são normalmente colocadas em pontos elevados (morros.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. edifícios) e estão distanciadas no máximo de 50 a 60 km. como se fossem nuvens invisíveis. comumente. A este tronco de rádio chamamos. sendo utilizados pelo multiplex para ligações interurbanas a longa distância. portanto. É também um sistema de microondas mas que não utiliza a visada direta. A troposfera é uma camada da atmosfera que se situa entre 3 e 12 km de altitude. Os sistemas de rádio-microondas em visibilidade são de alta qualidade e confiabilidade. Esta propagação também se denomina visada direta ou radiovisibilidade. 13 – Tronco de microondas Assim. de tronco de microondas. ao longo da rota de transmissão. que fazem um espalhamento em todas as direções de uma onda PROF. conforme mostra a Fig. o sinal de microondas sai da estação terminal da localidade de destino. 13.apresentando não homogeneidades de índices de refração. sem vias de fácil acesso. possuindo capacidades típicas de 120. o que tornaria muito difícil a manutenção das estações repetidoras. a fim de regenerar o sinal de radiofreqüência enfraquecido devido as perdas na propagação. 960.4 Sistemas de rádio-tropodifusão Para estender os sistemas de telecomunicação às regiões inóspitas. 300.

sendo percebida na superfície terrestre. estas “bolhas” de índices de refração diferentes permanecem estáveis e não dependem da energia solar para a sua formação. capta este sinal difundido que chega muito fraco ao destino (Fig. pois não há mais as influências climáticas da baixa atmosfera. e uma antena parabólica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . o que possibilita comunicação com boa confiabilidade. Fig. entre 1 e 2 kW. Uma outra antena receptora de iguais dimensões. Os sistemas de tropodifusão cobrem grandes distâncias sem necessidade de estações repetidoras (300 a 400 km). 14). basicamente. Assim. que normalmente é de 120 e no máximo de 300 canais telefônicos. o espalhamento troposférico das ondas de rádio é um fenômeno estável.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Desta forma. O processo é semelhante ao espelhamento da luz de holofotes anti-aéreos que incide nas nuvens. tal como a Amazônia no Brasil. situada cerca de 300 km de distâncias. O feixe de microondas tangenciando a Terra incide na troposfera.TELECOMUNICAÇÕES de rádio incidente nessas freqüências. Este espalhamento se dá a uma altura de aproximadamente 10 km. onde é difundido. O sistema consta. sendo empregados principalmente em ligações interurbanas em regiões inóspitas. pois não se tratam de “bolhas ionizadas”. apontada para o horizonte na direção em que se deseja a transmissão. esta deficiência limitará a capacidade de canalização desses sistemas. que pode ser de grades dimensões. 14 – Sistema de rádio tropo difusão Como o sinal difundido na troposfera chega ao receptor com muito baixa intensidade. 28 PROF. a atmosfera já é algo rarefeita e estável. Nas alturas próximas a 10 km. de um transmissor na faixa de 1 a 2 GHz de potência elevada.

1. possuindo amplificadores especiais (amplificadores paramétricos).5 Sistemas rádio-satélite Para as comunicações transoceânicas de alta confiabilidade e qualidade. Neste satélites são instalados pequenos receptores e transmissores que. na faixa de 4 a 6 GHz. que tem um movimento de translação ao redor da Terra de modo a ter a mesma velocidade angular que o planeta. etc. colocados a 120° em relação ao centro da Terra.). Como três satélites síncronos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 29 . o satélite amplifica e devolve para a Terra. São condutores especiais e ocos. que operam em microondas. Neste caso o satélite denomina-se síncrono. Assim. Estes sistemas são de altíssima capacidade (500000 canais telefônicos) e estão em fase de desenvolvimento. Estes sistemas utilizam como repetidora um satélite artificial em órbita geoestacionária. principalmente à condições atmosféricas no espaço livre. Ao receber o sinal de uma das estações terrenas. recebem.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . permanecendo apontadas para os satélites por processos automáticos. Isto ocorre porque nesta órbita do satélite e gravidade é equilibrada pela força centrípeta. incidindo em todas as estações terrenas que focalizam este satélite. Os países que se comunicam por este Processo dispõem de estações terminais. de diversos tipos de seção reta (circular. ampliam e reenviam os sinais para a Terra. estes sistemas rádios utilizam como meio de propagação guias de ondas. pode-se cobrir todo o planeta. normalmente são de grandes dimensões. basicamente.TELECOMUNICAÇÕES 3. Os transmissores são de potência elevada e os receptores são de alta qualidade. chamadas de estações terrenas.6 Sistemas rádio em EHF Como nessa faixa de freqüência a onda de rádio sofre grandes perturbações devidas. que guiam internamente as ondas de rádio. para concentrar toda a potência devido a distância. As antenas que focalizam as ondas de rádio em feixes muito fino.1. 3. PROF. o satélite é uma repetidora de alta qualidade com acesso múltiplo por vários países. elíptica. isto é. são empregados os sistemas de rádio-satélite que são mais econômicos que os cabos submarinos. porém somente o país para o qual se destina a comunicação poderá utilizá-la. cobrindo praticamente um hemisfério. permanecendo estacionário a 36000 km de altura.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . As linhas bifilares são construídas mecanicamente por dois condutores idênticos e paralelos. geralmente de cobre ou alumínio. nos sistemas via linha física o sinal impresso neste meio é o próprio sinal mutiplex. a fim de ser possível a sua propagação no espaço. separados por um material não condutor. No primeiro grupo temos os pares de fios que compõem os cabos de pares. As linhas coaxiais são construídas mecanicamente por um condutor interno. Fig. Os condutores são geralmente de cobre. As linhas físicas utilizadas para comunicações podem ser divididas em dois grupos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . convertendo-o em ondas eletromagnéticas. separadas por um material isolante. 3. os pares de fios têm sua maior aplicação na transmissão dos sinais de voz entre o telefone e a Central Telefônica Local (quando compõem os cabos de assinantes) ou entre a Central Telefônica Local e outra Local ou Central Tandem (quando compõem os cabos de linhas tronco). as linhas abertas e as linhas de transmissão de energia elétrica. 15 – Linhas físicas para comunicações 30 PROF. 15). 15). sendo o material isolante de polietileno maciço ou discos do mesmo material (Fig.1 Pares de Fios Como já vimos anteriormente. envolto por um outro externo de forma cilíndrica. que pode ser papel.TELECOMUNICAÇÕES 3. conforme a sua construção mecânica: linhas bifilares e linhas coaxiais. No segundo grupo temos os cabos coaxiais terrestres e os cabos coaxiais submarinos.2.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA Ao contrário dos sistemas via rádio onde foi necessário processar o sinal multiplex. plástico ou ar (Fig.

Conforme a instalação os cabos de pares classificados em: .Cabos Diretamente (enterrados) PROF.Cabos Aéreos .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para as faixas de frequência utilizadas pelo multiplex. quando os pares de um cabo de assinantes ou de um cabo de linhas tronco estão todos ocupados. até 120 canais (usados em linhas tronco). visto que o par simétrico é um circuito a 2 fios. casas de campo ou mesmo fazendas.TELECOMUNICAÇÕES Entretanto. O sistema de transmissão sobre par de fios é normalmente composto pelo equipamento multiplex das Centrais Telefônicas Local e Tandem. a capacidade de transmissão deste cabo pode ser ampliada pelo uso do multiplex com capacidade variando desde 12 canais (usados em linhas de assinantes). porém necessitamos de mais pares. No caso do “carrier” de assinante existe também o equipamento multiplex junto a cada assinante (Fig. 16. é muito maior que a atenuação para a faixa de voz no mesmo par. Os primeiros. Para se ter uma idéia prática da distância entre os repetidores de linha. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 31 . para permitir a amplificação do sinal nas duas direções. visto que a instalação de novo cabo é muito onerosa. denominados “carrier de assinantes” são muito utilizados em regiões limítrofes de pequenas cidades. Como podemos ver pela Fig.91 mm (19 AWG) e que é empregado num cabo de linhas tronco necessita de repetidores de 10 em 10 km para transmitir 12 canais. onde um mesmo cabo de pares serve sítios. e por repetidores de linha. 16). o repetidor de linha é basicamente composto por 2 híbridas e 2 amplificadores. a instalação deste cabo é de grande importância. Como as características de transmissão dos pares de um cabo sofrem grandes influências do meio externo. à semelhança das estações repetidoras de rádio.Cabos em Dutos . Os repetidores de linha. têm a finalidade de compensar principalmente a atenuação que o sistema multiplex sofre ao se transmitir através do par de fios. normalmente pela sua grande extensão como geralmente é o caso. Esta atenuação. um par de fios cujo diâmetro do condutor é de 0.

ácidos presentes no subsolo e mesmo contra a ação de organismos que atacam sua proteção. O aterramento elétrico da carcaça desses cabos é importante para que não sofram a influência de ruídos externos ou ação de descargas atmosféricas. Por serem blindados. bem como a distância entre os pares. De todos esses tipos. evitando variações em suas características. Aqui é mais importante o aspecto da pressurização devido a presença direta da água. 16 – Sistemas de transmissão sobre par simétrico Os cabos aéreos são instalados em postes e. podem admitir injeção interna de ar. garantem o espaçamento entre os fios de cada par.2. enquanto que o cabo de dutos. Os sistemas de linhas abertas são montados sobre isoladores. colocados em postes que. são sustentados longitudinalmente por um fio de aço. chamado cabo mensageiro ou simplesmente mensageiro.2 Linhas Abertas As linhas abertas são linhas bifilares em que o material isolante (dialétrico) é o ar.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES Fig. mantendo inalteradas 32 PROF. Os cabos diretamente enterrados são especialmente protegidos contra a ação direta das águas. maior estabilidade de característica de transmissão. Os cabos passados em dutos são mais protegidos pois correm no subsolo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Desta forma ele não se deforma sob a ação do seu próprio peso. o que evita a entrada de umidade. dado o seu peso. caracterizando a pressurização. além de permitirem a fixação e isolamento. e os condutores utilizados geralmente são de cobre. 3. o cabo aéreo apresenta maior facilidade de manutenção.

ou no caso de linhas de menor importância. o que limita a capacidade de canalização das linhas abertas. bem como o diâmetro dos condutores empregados. Na construção de linhas que sofram esforços mecânicos maiores. normalmente 3 ou 12 canais. as linhas abertas oferecem uma atenuação muito menor. estes sistemas são de baixa capacidade. como as linhas abertas apresentam pequena atenuação por unidade de comprimento. os sistemas de linha aberta são sujeitos as intempéries. devido ao fato dos sistemas de linha aberta correrem em paralelo por longas distâncias. Por exemplo. A distância entre os postes é normalmente de 50 m. Um sistema de transmissão por ondas portadoras é basicamente composto pelos equipamentos multiplex terminais e por receptores de linha que. Estes sistemas são normalmente utilizados em regiões muito montanhosas e acidentadas. PROF. chamada diafonia. aumentando a medida que cresce a freqüência do sinal perturbador. o espaçamento entre os repetidores é muito maior que aquele para o par simétrico. para ligações interurbanas em frequência de voz. Desde modo. num mesmo poste podem passar diversos sistemas em linha aberta. Estes repetidores têm a mesma função que aqueles utilizados nos sistemas de par simétrico. isto é. provocando interrupção ou degradação da qualidade. Devido as características de construção. usam-se fios com alma de aço recoberta de cobre. através das indutâncias mútuas. que o par simétrico. Daí a sua utilização. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 33 . quando toma o nome consagrado de transmissão por ondas portadoras. dado o seu caráter de operação em visibilidade. Isto causará uma perturbação elétrica entre os sistemas paralelos. Além disso. que utiliza condutores com diâmetros de 2. Outros fatores que limitam o emprego desse meio são: roubo dos fios de cobre (material bastante caro). só necessita repetidores de 100 em 100 km. Entretanto.60 mm. pode haver um acoplamento magnético ou mesmo elétrico entre os fios de pares diferentes. mesmo em freqüências mais elevadas. suas características ficam expostas as variações de temperatura e umidade.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES as características de transmissão ao longo da linha. No entanto. podem ser 2 ou a 4 fios. apodrecimento dos postes (quando são de eucalipto) e quebra de galhos ou árvores sobre os fios. fios de ferro galvanizado. onde uma ligação rádio em VHF/UHF exigiria muitos repetidores. dependendo do modo de transmissão do meio. se por circunstâncias especiais não for necessária outra medida. Finalmente. porém o seu maior emprego é como meio de transmissão multiplex. um sistema de ondas portadoras para 12 canais telefônicos. Esta perturbação é caracterizada pelo aparecimento de uma parcela do sinal de um sistema no outro paralelo. algumas vezes.

3. visto que as tensões mais baixas possuem um número muito grande de ramificações para a distribuição de energia elétrica. menor a atenuação por unidade de comprimento do cabo. ocorrem interferências devido ao fenômeno de corona e as correntes intermitentes de perda nos isoladores. obrigando o uso de uma quantidade muito grande de equipamentos o que as torna economicamente inviáveis. Entretanto. No entanto. passando a constituir os principais meios de transmissão sobre linha física para sistemas de comunicações de média e alta capacidade. num sistema de ondas portadoras de 12 canais só necessita um repetidor de linha a cada 300 km.4 Cabos Coaxiais Terrestres A fim de superar as limitações dos sistemas de transmissão sobre linha física apresentados até agora. somente aquelas que operam com tensões acima de 33 KV são utilizadas. Os diâmetros dos condutores interno e externo. os cabos coaxiais permitem a utilização de faixas de freqüências bem mais amplas.2. de transmissão de energia elétrica de 200 KV. Além disso. quanto maior a relação entre os diâmetros e quanto maior o diâmetro interno. como as linhas são de alta tensão. Deste modo. bem como o material isolante entre eles. tendo os sistemas de ondas portadoras capacidade para 12 canais. evitando a irradiação de energia e a captação de sinais externos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . basicamente os sistemas de transmissão de energia elétrica só são empregados como meio de comunicação pelas próprias companhias de distribuição de energia elétrica. foram desenvolvidos os cabos coaxiais que funcionam como linhas blindadas. o que faz com que as atenuações por unidade de comprimento sejam ainda mais baixas que aquelas das linhas abertas. Estas linhas se comportam basicamente como linhas abertas. num sistema. 34 PROF. determinam as características de transmissão dos cabos coaxiais. quando o tempo está úmido. Devido a estes fatores limitantes.TELECOMUNICAÇÕES 3. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . devido principalmente as descargas atmosféricas e mudanças bruscas de carga. existe uma serie de fatores que limita o seu emprego: comparada com o par de fios e com a linha aberta. em que os condutores empregados têm um diâmetro muito maior. maior. Outro fator importante é que as características de transmissão de energia elétrica são muito variáveis ao longo da linha.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica As linhas de transmissão de energia elétrica de qualquer tensão podem ser empregadas como meio de transmissão de multiplex.2. Por exemplo. a linha de transmissão de energia elétrica tem um nível de ruído consideravelmente. Assim.

5 mm.5 mm (fig. CABO COAXIAL DE BANDA DE TRANSMISSÃO (KHz) DISTÂNCIA NOMINAL ENTRE REPETIDORES (Km) TUBOS COAXIAIS 2 4 8 1. sendo o dielétrico maciço.6 / 9. A tabela da Fig. Os cabos coaxiais utilizados pelo multiplex estão padronizados em dois tipos: 1. empregado em sistemas de transmissão de alta capacidade. PROF.5 1.4 mm NÚMEROS DE CIRCUITOS MULTIPLEX 60 . além do tipo de cabo empregado. o número de tubos coaxiais empregados. isto é. 17 a seguir apresenta os principais sistemas de cabos coaxiais existentes onde. o cabo misto. estão indicados a banda de transmissão do sinal multiplex. Vale aqui ressaltar a nomenclatura corrente quanto a estes cabos mistos. e os pares de fios de pares intersticiais.4 ou 8) montados juntamente com vários pares de fios constituindo um cabo misto.6000 300 . Por exemplo. Os sistemas de cabos coaxiais podem ter um só cabo coaxial.4028 60 .6000 60 . sendo os seus cabos coaxiais chamados de tubos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 35 .6/9.2 / 4.12000 4300 .5 mm Fig. 6/9. utiliza discos de plástico para diminuir as perdas (menor atuação) e para torná-lo mais flexível. O segundo. 17 . 15).TELECOMUNICAÇÕES Estes cabos são designados pelos diâmetros de seus condutores.6 mm e diâmetro interno do condutor externo de 9. bem como a capacidade de canalização de cada sistema. 5 mm significa diâmetro externo do condutor interno de 2. dado o seu maior diâmetro.60000 6 3 3 9 9 9 4.2540 60 . formado pelos equipamentos multiplex das estações terminais e pelos repetidores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .4 mm e 2.4028 60 .2/4.Tabela de Sistemas de Cabo Coaxial. ou vários cabos coaxiais (2.1300 60 . Os sistemas de cabos coaxiais são constituídos basicamente de forma idêntica aos outros sistemas via linha física. É denominado cabo.5 300 600 1200 960 1920 3840 1260 2520 5040 600 1200 2400 960 1920 3840 NORMALMENTE P/TV 2700 5400 10800 10800 21600 43200 COAXIAL CABO DE 2. o cabo de 2. O primeiro é utilizado em sistemas de transmissão de média capacidade. a distância nominal entre repetidores.

tomando o nome de cabo simples armado. A parte central é feita de cabos de aço trançados para dar maior resistência à tração.cabos submarinos 36 PROF.4 mm. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Externamente há um material de proteção refratário aos ataques da água do mar. onde não existem perturbações mecânicas. Fig. Quando já aflora na costa. visto que sendo os mesmos submersos. A fig.5 Cabo Coaxial Submarino É um sistema de cabo coaxial especial que se entende sobre leitos de oceanos. 18 mostra a estrutura simplificada de um cabo submarino de tipo leve. atualmente já existindo sistemas para até 1260 canais telefônicos. A tecnologia de cabos submarinos está em franco progresso. A composição de um sistema de cabo submarino é idêntica ao do cabo terrestre.TELECOMUNICAÇÕES 3. esta proteção é dupla. tomando o nome de cabo duplo armado. O material isolante é plástico. sua manutenção é altamente dispendiosa. da ordem de uma milha náutica (1853 m) da praia. Quando o cabo já se aproxima da orla marítima. sendo o condutor externo também de cobre com diâmetro típico de 38.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sendo o condutor interno de cobre com diâmetro externo típico de 8.1 mm. o cabo submarino recebe uma proteção extra de cabos de aço. exigindo um navio para içar o cabo do fundo do mar. utilizado em águas profundas. existe uma maior proteção mecânica. geralmente polietileno. Assim.2. 18 . interligando países. sendo a diferença básica a grande confiabilidade exigida para os repetidores.

sinais de cabos etc. sinais de fac-símile. Fig. Fig.Serviços de telecomunicações PROF.TELECOMUNICAÇÕES 4 SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES Embora o multiplex telefônico se destine primordialmente a transmissão de sinais de voz. Deste modo. o multiplex telefônico é empregado por quase todos os serviços de telecomunicações. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 37 . 19 . tais como: sinais telegráficos. indicando claramente o multiplex como concentrador dos mesmos. onde estão apresentados os diversos serviços que podem ser prestados por tal sistema.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 19 mostra o esquema básico de um sistema de telecomunicações. onde tem a função de concentrar a fim de utilizar da maneira mais racional um meio de transmissão da alta capacidade. também é utilizado para o envio de informações sob outras formas de sinais.

através de Mesas IU ou de Centrais Telefônicas Local e Interurbana. num único canal de voz do multiplex telefônico. são devidamente concentrados no multiplex. com Estações Costeiras e. 4.1 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA Neste serviço. os circuitos passam 38 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .ou através da Central Telex (circuito telex). Este equipamento concentra conjuntos de canais telegráficos. o sinal gerado pela emissora local é entregue a um centro distribuidor (Centro de TV) que envia através de um meio de transmissão adequado. Os sinais telegráficos das máquinas telex são enviados diretamente (circuitos ponto a ponto). alcançam a rede nacional de telefonia ou telegrafia. os canais de voz do multiplex telefônico servem de meio de transmissão para o multiplex telegráfico. 4. que tem função idêntica a do telefone para os sinais de voz.4 CIRCUITOS Conforme a necessidade do usuário. Para este fim o navios se interligam.TELECOMUNICAÇÕES Como podemos notar. conforme o serviço de telecomunicações. Como podemos notar. ao multiplex telegráfico. para a localidade de destino. 19 observamos que os canais de voz do multiplex telefônico recebem diversos tipos de sinais.2 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA Neste serviço a informação do assinante é convertida em sinais telegráficos através da máquina telex. através de sistemas de rádio HF. Para ambas as modalidades.3 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO Este tipo de serviço permite a comunicações das embarcações em alto mar com os assinantes da telefonia pública ou rede telegráfica. este circuitos podem ser alugados de modo permanente ou temporário. Pela Fig. Na localidade distante. o único serviço que não utiliza o multiplex telefônico é o de transmissão de programas de televisão. Neste serviço. 4. cuja função é analógica aquela desempenhada pela Central Telefônica. os sinais de voz provenientes dos telefones dos assinantes. como por exemplo 24 canais telegráficos. como já vimos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 4. o sinal é recebido por outro Centro de TV que o distribui para as emissoras e/ou outras localidades.

a saber: a) Sinais de voz Transmissões radiofônicas. b) Sinais de facsímile Transmissões entre dois pontos distantes de informações gráficas. através do multiplex telefônico. PROF. a fim de envia-lo ao multiplex. canais de áudio para TV etc.6 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS Para melhor aproveitar o multiplex telefônico. para as localidades de destino. que podem ser inclusive imagens estáticas (foto telegráfica). como por exemplo páginas de jornais. os sinais dos dados assinantes desta rede são devidamente concentrados por um multiplex digital. estes podem ser os mais variados. 4.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de sinais de voz e telegráfica. que a finalidade de distribuir os sinais. a semelhança de outros equipamentos multiplex. 4. cuja faixa de frequência é maior que aquela para transmissão de voz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 39 . c) Sinais compostos Por intermédio de um equipamento chamado fônica.5 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE Para este serviço é empregado um equipamento chamado canal programa. é possível a transmissão simultânea. para processar devidamente o sinal musical.TELECOMUNICAÇÕES pelo centro de áudio. num único circuito. d) Sinais de dados Provenientes das máquinas de Processamento de dados. como por exemplo computadores. Quanto aos tipos de sinais enviados através dos circuitos alugados.

permite o envio de sinais de tarifação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . e recebimento dos sinais de linha no sentido “para trás”. opcionalmente.2 Tom de Discar Corrente de Toque de Chamada Tom de Controle de Chamada Tom de Ocupado Tom de Número Inacessível SINALIZAÇÃO DE LINHA É o conjunto de sinais destinados a efetuar a ocupação e supervisão enlace a enlace dos circuitos que interligam duas centrais telefônicas. 40 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Para realizar esta troca de informações existe a sinalização podendo ser dividida em três grupos: • Sinalização Acústica • Sinalização de Linha • Sinalização de Registro 5. Juntor .1 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA É que estabelece a integração usuário-equipamento. Compreendem-se os seguintes sinais: • • • • • 5.TELECOMUNICAÇÕES 5 INTRODUÇÃO À SINALIZAÇÃO Para o perfeito funcionamento de um sistema telefônico. há diversas informações trocadas entre o assinante e a central e entre as centrais. e consiste em uma série de sinais audíveis emitidos da central para o assinante e referem-se a estados da conexão.É o órgão ou função de uma central de comutação.É o órgão associado à extremidade de origem do canal de sinalização. responsável pela interface com o meio de transmissão. Equipamento de Comutação de Saída . responsável pelo envio dos sinais de linha no sentido “para frente”.

Tendo emitido o sinal de desconexão forçada. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. Sinal de Bloqueio . que se inicia com o recebimento do sinal de desligar para trás.É um sinal emitido para trás. recebendo o sinal de desconexão forçada a central local desfaz a conexão estabelecida.É o órgão associado à extremidade de destino do canal de sinalização. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado.É um sinal emitido para trás. provocando o bloqueio do mesmo. nos circuitos entre a estação local de origem e o primeiro ponto de tarifação. para liberar. a partir do ponto de tarifação por multimedição. após ocorrida temporização.É um sinal que substituí o sinal de desligar para trás.É um sinal emitido para frente. a partir deste ponto.É o sinal emitido para frente. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 41 . de acordo com a cadência correspondente ao degrau tarifário. Sinal de Confirmação de Desconexão . pelo juntor de saída ao juntor de entrada associado. para indicar que ocorreu a liberação dos órgãos associados ao juntor de entrada.É o sinal emitido para trás. Sinal de Desligar para Frente . pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. O sinal é emitido.É um sinal emitido para trás.É um sinal emitido para trás.TELECOMUNICAÇÕES Equipamento de Comutação de Entrada . a partir deste. Para indicar que o assinante chamado atendeu. Sinal de Desconexão Forçada . Sinal de Ocupação . para indicar que o assinante chamado desligou. PROF. todos os órgãos envolvidos na chamada. em resposta a um sinal de ocupação. Sinal de Tarifação . em resposta a um sinal de desligar para frente. pelo juntor de entrada associado. o primeiro ponto de tarifação inicia a liberação da cadeia de comutação para frente. para indicar que ocorreu a ocupação dos órgãos associados ao juntor de entrada. responsável pelo recebimento dos sinais de linha no sentido “para frente”. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. pelo juntor de saída para levar o juntor de entrada associado à condição de ocupado. e transmissão dos sinais de linha no sentido “para trás”.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .É um sinal emitido para trás. Sinal de Confirmação de Ocupação . Sinal de Atendimento . Sinal de Desligar para Trás .

Os critérios básicos deste tipo de sinalização são: • Variação da resistência (e consequentemente da corrente) na linha.TELECOMUNICAÇÕES Sinal de Falha .2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua Por motivos principalmente econômicos.2. telefônicos 42 PROF. todas do tipo enlace a enlace.1 Tipos de Sinalização de Linha A sinalização de linha a ser adotada consta de quatro variantes. muitos sistemas empregam a sinalização de loop de corrente contínua a 2 fios. aplicáveis de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação.2. Estas variantes são: Tecnologia de Transmissão Cabos de pares FDM Multiplexação freqüência por divisão Tecnologia de Comutação sinalização por loop de corrente contínua de sinalização: E + M contínua E + M pulsada Digital sinalização: E + M contínua E + M pulsada R2 Digital 5. para indicar que houve falha no equipamento de origem. a partir do juntor de saída associado.É um sina emitido para frente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Variação da polaridade na linha. 5.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. • digitais. em nível alto. Levando-se em conta a seqüência de tempo. tarifação e rechamada. A linha. o que deverá corresponder. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 43 . o que deverá corresponder. digitais.48 V. tem dois estados possíveis em cada direção. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização.TELECOMUNICAÇÕES 5. nos equipamentos de transmissão: • analógicos. portanto. desligar para frente. o circuito terá as condições mostradas a seguir: PROF. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). 5. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de -48V.duração de (150 ± 30) ms . um total de 4 estados de sinalização.4 Sinalização E & M contínua O sistema E & M contínua utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais.3 Sinalização E & M pulsada O sistema E & M pulsada utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. confirmação de desconexão e desconexão forçada. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de .ocupação. entre os equipamentos de comutação e de transmissão.duração de (600 ± 120) ms .desligar para trás. nos equipamentos de transmissão: analógicos.2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . São utilizados dois tipos de sinais cujos tempos de emissão são: • curto . • longo . em nível baixo. atendimento. isto é.2. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). A presença ou ausência de sinal denota um certo estado de sinalização.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES FASES DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO DO SINAL SINALIZAÇÃO E+ M CONTÍNUA FIO M FIO E ausente ausente SINALIZAÇÃO E + M PULSADA FIO M FIO E Livre Ocupação sinal ocupação chamada em troca progresso registradores Atendimento sinal atendimento Conversaçã o Tarifação sinal de tarifação de de de ausente → presente 150 ms presente ausente sinalização entre ← presente presente 150 ms presente presente ← presente ausente durante 150 ms 150 ms Início da sinal de desligar para trás ← presente ausente 600 ms desconexão pelo destino Início da sinal de desligar para frente → ausente presente 600 ms desconexão pela origem Fim da sinal confirmação desconexão de de ← ausente ausente 600 ms desconexão Bloqueio sinal de bloqueio ← ausente presente permanente Sinalização E+M contínua / Pulsada 44 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

O canal bb reflete as condições de ocupação do equipamento de comutação de entrada. São informações relacionadas ao número do assinante chamado ou chamador. apresentada a seguir. na próxima página.. PROF.TELECOMUNICAÇÕES Sinalização de Registradores A sinalização entre registradores é a responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 45 . Na tabela: Sinalização R2 digital. este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). O canal ab reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado).3 SINALIZAÇÃO R2 DIGITAL O sistema utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. etc. 5. como estas condições estão sob controle do assinante chamador. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. pode-se dizer que a sinalização de registro é a troca de informações de controle entre as centrais. Estes canais são utilizados na troca de informações entre os juntores que utilizam enlaces PCM. são mostrados como os sinais de linha são codificados.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . condições de assinantes. Em resumo. tipos de assinantes. que devem ser trocadas entre as centrais para estabelecer uma conexão.

TELECOMUNICAÇÕES FASE DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO CANAIS DE DO SINAL SINALIZAÇÃO OBSERVAÇÕES af tronco livre ocupação do tronco sinal de ocupação sinal de confirmação de ocupação chamada em progresso atendimento da chamada conversação sinal de desligar para trás desligamento da chamada sinal de desligar para frente sinal de atendimento 1 bf 0 0 0 ab bb 1 1 1 0 0 1 → ← 0 0 0 0 0 1 0 1 1 ← 0 0 0 0 0 1 1 1 ← → 0 1 0 X 1 X=0: A desliga primeiro X=1: B desliga primeiro sinal de confirmação de desconexão sinal de desconexão forçada sinal de confirmação de desconexão forçada situações especiais sinal de bloqueio sinal de falha ← → → ← → 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 Sinalização R2 Digital. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 46 PROF.

Assim em condições normais. A sinalização é do tipo compelido. e que são recebidos por um órgão no extremo da via denominado receptor. além de desempenhar a função de confirmação dos sinais para frente transporta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 47 . A duração do sinal para trás também não é definida a ser.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . na origem do circuito. O sinal para trás permanecerá até que o receptor constante o desaparecimento do sinal para frente. quando este tomou conhecimento da recepção do sinal para frente. emitido pelo registrador. emissores e receptores. de forma que a duração de cada sinal é determinada pela recepção do sinal gerado pelo primeiro. devido a uma limitação causada pela temporização. embora ambos sejam.4 SINALIZAÇÃO MULTIFREQUENCIAL A troca de informações na sinalização MFC efetua-se entre órgãos situados nos extremos de uma via de conexão. conversação e os receptores estão dispensados de apresentarem imunidades às freqüências vocais provocadas pelos assinantes. Este transmite os sinais para trás (sentido contrário ao do tráfego) que alcançam o emissor citado. citada anteriormente.TELECOMUNICAÇÕES 5. o sinal para frente durará até o emissor constatar a presença de um sinal para trás disparado pelo receptor. A troca de sinais MFC começa sempre com a emissão de um sinal para frente. em que os sinais para frente e para trás são interdependentes. Este sinal não tem duração definida. O próximo sinal para frente marca o início do ciclo MFC seguinte e somente poderá ser emitido. também ordens ao emissor sobre seu modo de comportamento subseqüente. ainda. Na origem há um órgão chamado emissor que transmite os sinais para frente. onde se utiliza essa sinalização. Os sinais MFC ocorrem numa fase em que não há. Estes órgãos recebem portanto essas designações em relação aos sinais para frente. exceto. simultaneamente. emissor Sinal para frente receptor a e d h b c g Sinal para trás Sinal para frente Sinal para trás PROF. quando o emissor reconhecer o desaparecimento do sinal para trás do ciclo anterior que. uma limitação de tempo pelos elementos de temporização dos circuitos. conforme figura abaixo.

e) A transmissão do sinal para frente é interrompida. f) O receptor percebe a interrupção do sinal para frente e ordena o corte do sinal para trás. o sinal é interpretado e o receptor ordena o envio do sinal para trás. d) Quando o emissor recebe o sinal para trás. h) O emissor percebe a interrupção do sinal para trás e ordena a transmissão do sinal para frente. 48 PROF. c) O receptor envia continuamente um sinal para trás. g) Cessa a transmissão do sinal para trás. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . ordena o corte do sinal para frente. Neste instante há simultaneamente quatro freqüências na linha. b) Quando estas atingem o receptor.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES a) O emissor envia um sinal para frente composto de duas freqüências.

TELECOMUNICAÇÕES 7. PROF. atribuídas a intervalos de quantização (amostras) de acordo com um código de pulso. Para tanto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 49 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM A modulação por codificação de pulsos (PCM) é um método de modulação que converte um sinal analógico contínuo em um sinal digital. o sinal analógico é formado por palavras de código. Um sinal PCM pode ser transmitido sozinho ou entrelaçado com palavras de código de outros sinais PCM.

1 TEOREMA DA AMOSTRAGEM O teorema da amostragem especifica a menor freqüência de amostragem de um sinal analógico. uma freqüência de amostragem (fA) de 8000Hz. a partir das amostras. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2.2 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL 7.TELECOMUNICAÇÕES 7. utilizada na telefonia.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1 Amostragem Para a faixa de freqüência de 300 a 400 Hz. para que na reconstituição do sinal analógico original. foi fixada internacionalmente. Desta forma. A freqüência de amostragem (fA) deve ser maior que duas vezes a freqüência contida no sinal analógico (fs): f A > 2 fS 7. não ocorram perdas na informação. o intervalo entre duas amostras sucessivas de um mesmo sinal telefônico (intervalo de amostragem = TA) resulta de: TA = 1 / fA 50 PROF.

a meio intervalo para cada amostra. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 51 . no máximo. Para isto.2. Portanto.2 Quantização Em função do sinal PAM ser ainda de uma forma analógica de um sinal telefônico e as amostras serem mais facilmente processadas e transmitidas na forma digital. no lado da emissão. O erro de quantização daí resultante pode transformar-se em ruído no lado de recepção. para o caso dos sistemas de transmissão PCM30 utilizados no Brasil.711 do CCITT especifica duas curvas características que fixam os detalhes da quantização: • • curva de 13 segmentos (lei A. utilizada no sistema PCM24) PROF. O erro de quantização é tanto menor quanto maior for o número de intervalos de quantização. O desvio (erro de quantização) corresponde. o primeiro passo para a conversão da amostra em sinal digital (sinal PCM) é a quantização. utilizada no sistema PCM30) curva de 15 segmentos (lei µ. o espectro de valores possíveis do sinal é subdividido em intervalos de quantização que. no intervalo imediatamente inferior. diferentes valores analógicos são reunidos em um intervalo de quantização. Os intervalos de quantização são delimitados entre si por valores de decisão.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sobreposto ao sinal útil. representam 256 intervalos de quantização.TELECOMUNICAÇÕES 7. A amostra que ultrapassar a um valor de decisão é enquadrada no intervalo imediatamente superior e aquela que ficar abaixo. A recomendação G.

TELECOMUNICAÇÕES 7.2. Os 128 intervalos positivos e os 128 intervalos negativos de quantização são representados nos sistemas de transmissão PCM. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . O codificador atribui a cada amostra uma palavra de código de 8 bits em correspondência ao valor de quantização fixado. portanto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . as palavras de código são de 8 bits. através de um código binário de 8 dígitos. 52 PROF.3 Codificação O sinal PCM a ser transmitido é obtido pela codificação dos números dos intervalos de quantização.

3 CONVERSÃO DIGITAL/ANALÓGICO 7.TELECOMUNICAÇÕES 7. entre duas palavras de um mesmo sinal telefônico são introduzidas em seqüência de palavras de código de outros sinais telefônicos. No sistema de transmissão PCM30. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 53 .4 Multiplexação As palavras de código de 8 bits de diversos sinais telefônicos podem ser transmitidas em uma seqüência cíclica. A seqüência de bits. isto é. o quadro de pulsos é formado por 32 palavras de código.2. que contém uma palavra de código de cada sinal é denominada de quadro de pulsos. as palavras de código de 8 bits referentes a cada sinal telefônico transmitido de forma multiplexada. formando assim.1 Demultiplexação Do sinal multiplexado no tempo obtém-se na recepção novamente os sinais PCM. PROF. 7.3. o sinal PCM multiplexado por divisão no tempo. isto é.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

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7.3.2 Decodificação A cada palavra de código de 8 bits é atribuído um valor de tensão na recepção que corresponde ao valor médio do correspondente valor de quantização. A curva de decodificação é a mesma da codificação na emissão.

As palavras de código são decodificadas na seqüência de recepção e convertidas em sinais PAM. A seguir o sinal PAM é conduzido a um filtro passa-baixa que reconstitui o sinal telefônico original.

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8 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DIGITAL Os sistemas analógicos são convertidos em sinais digitais com o auxílio da modulação por codificação de pulsos, para então serem transmitidos na forma digital. Os sistemas básicos de transmissão digital são o PCM30 e o PCM24. A partir destes sistemas podem ser formados sistemas de ordem superior. 8.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SISTEMAS DE TRANSMISSÃO PCM 8.1.1 Circuito de conversão Em um sistema de transmissão PCM existe um canal para cada sentido da conexão (assinante A B; assinante B A). Os “time-slots” de canal de mesma numeração em um quadro de pulso dois sentidos opostos de um sistema de transmissão PCM formam um círculo de conversação com dois sentidos distintos e separados entre si. 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor Os sistemas de transmissão PCM estão terminados nas duas extremidades por equipamentos multiplex. Cada equipamento multiplex tem um emissor e um receptor. O emissor forma as palavras de código de 8 bits a serem emitidas e o receptor converte estas palavras de código novamente em sinais analógicos. Para a reconstituição destes sinais analógicos, o receptor de um sentido de conversação deve trabalhar com o mesmo sinal de sincronismo que o emissor no lado oposto. Por este motivo, o emissor envia ao receptor não só os sinais PCM, mas com eles também o sinal de sincronismo com o qual estes foram formados. Para tal, o emissor contém um gerador e um receptor, um receptor de sinais de sincronismo, que filtra estes sinais do sinal PCM recebido.

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8.1.3 Código de linha O sinal PCM formado pelo emissor é composto por sucessivas palavras de código de 8 bits no código binário NRZ (non-return-to-zero). No entanto, este sinal digital não pode ser aplicado diretamente à linha física devido à sua componente de corrente contínua. Por este motivo, o emissor no equipamento multiplex converte o sinal PCM em um sinal pseudo-ternário em um sinal AMI (alternate mark inversion), isento da componente corrente contínua. Neste sinal, contudo, pode ocorrer uma longa seqüência de bits 0 (zero) ocasionando, eventualmente, a perda do sinal de sincronismo retirado pelos repetidores regeneradores do sinal enviado. Por isto, para linhas de transmissão PCM, é utilizada uma variante do código AMI pseudo-ternário: o código HDB3 (third-order high-density-bipolar). Com este código limita-se em três a quantidade de bits 0 (zero) sucessivos.

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8. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 57 . no lado da recepção é regenerado o sinal PCM e dali levado ao receptor do equipamento multiplex. com 2 x 8 bits. um quadro de pulsos. No lado de emissão é injetado o potencial para telealimentação dos repetidores regeneradores. uma palavra de alinhamento do quadro e uma palavra de serviço.1. Portanto. 8. 8000 amostras por segundo em forma de palavra de código de 8 bits.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . As 30 palavras de código formam. A essas 30 palavras de código soma-se 2 x 8 bits.4 Equipamento terminal de linha O equipamento terminal de linha é o elo de ligação entre o equipamento multiplex e as linhas de transmissão.2. PROF.1. Estes regeneram os sinais PCM nos dois sentidos de transmissão e eliminam desta forma as distorções ocasionadas por influências externas e pelos parâmetros de transmissão na linha. nos dois sentidos.5 Repetidores regeneradores Nos enlaces PCM são instalados repetidores regeneradores a cada 2 a 5 km. em cada sentido deve haver a transmissão sucessiva de 30 palavras de código de 8 bits no intervalo de 125 s (valor inverso de 8 kHz). Os quadro de pulsos são transmitidos obrigatoriamente em ordem sucessiva. 8. 8 bits para a sinalização e 8 bits que contêm alternadamente.2 SISTEMA DE TRANSMISSÃO PCM 30 O sistema de transmissão PCM30 permite a transmissão simultânea de 30 conversações.1 Quadro de pulsos Para cada um dos 30 circuitos de conversação são enviados.TELECOMUNICAÇÕES 8.

Os bits 2 a 8 desta palavra têm sempre o mesmo formato: 0011011.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2. A palavra de alinhamento de quadro é transmitida alternadamente com a palavra de serviço no canal 0 (zero). falha codec. O 3º bit-alarme urgente 0 sem alarme e o 1 informa o seguinte: • • • • • 58 falha alimentação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Número do bit 1 Valor binário X 8.3 Palavra de serviço Os bits 4 a 8 são reservados para uso nacional. falha sinal entrada 2. O receptor determina a posição do quadro de pulsos a partir da palavra alinhamento.2 Palavra de alinhamento de quadro As palavras de alinhamento de quadro sincronizam o emissor e o receptor do sistema PCM30.2. o que permite a correta distribuição dos bits aos circuitos telefônicos. Essa palavra transmite sinais de serviço. taxa de erro da palavra alinhamento quadro > 10-3(escrito).048 kbps. PROF. Número do bit 1 Valor binário X 2 1 3 A 4 Y 5 Y 6 Y 7 Y 8 Y 2 0 3 0 4 1 5 1 6 0 7 1 8 1 Palavra de serviço no “time-slot” no canal 0 do PCM.TELECOMUNICAÇÕES 8. perda alinhamento quadro pulsos.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Desta maneira. comutação espacial. ocorre o envio de 8000 palavras de código por segundo e por sentido da conexão. resultam na central de comutação períodos sucessivos de 125 s. Em uma central de comutação digital são utilizados basicamente dois princípios de comutação: • • comutação temporal. Devido a redisposição dos “time-slots”. diferente para cada conexão. PROF.TELECOMUNICAÇÕES 9 COMUTAÇÃO DIGITAL As interconexões na central de comutação digital ocorrem pela redisposição das palavras de código de 8 bits de diferentes sinais telefônicos em função da conexão desejada. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 59 . e dentro destes períodos cada palavra de código tem um “time-slot”. as palavras de código sofrem um retardo no comutador temporal.1 COMUTADOR TEMPORAL O comutador temporal pode transferir toda a palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de uma linha multiplex de saída (acessibilidade plena). Em correspondência à freqüência de amostragem. 9.

2 COMUTADOR ESPACIAL O comutador espacial comuta qualquer palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer multiplex de saída sem alterar o “time-slot”. o comutador temporalespacial pode transferir palavras de código de 8 bits das linhas multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de diversas linhas multiplex de saída. o demultiplexador distribui as palavras de código às quatro linhas de saída com a taxa de bits original. Devido à alta velocidade de operação. sem bloqueio.TELECOMUNICAÇÕES O comutador temporal-espacial é uma variante de alta velocidade do comutador temporal. a qualquer “time-slot” das linhas multiplex de saída (acessibilidade plena). Portanto. Existe sim a alteração de posição espacial. Portanto. que na linha entre o multiplexador e a memória de dados ocorre uma taxa de bits muitas vezes maior que nas linhas de entrada. toda palavra de código entrante pode ser transferida. 9. Para tanto. Após o processo de comutação. Na figura abaixo pode se observar que a taxa de bits entre o multiplexador e a memória de dados é quatro vezes maior que em uma linha multiplex de entrada. isto é.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 60 PROF. conseqüentemente não ocorre retardo. a atribuição às diversas linhas multiplex. as palavras de código permanecem em seus “time-slots” originais durante e após a comutação e. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . faz-se necessário multiplexar as palavras de código das linhas de entrada e conduzi-las a uma memória de dados. Isto significa.

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9.3 DIFERENÇA BÁSICA ENTRE O COMUTADOR TEMPORAL E ESPACIAL Em ligações através de um comutador temporal, as palavras de código trocam de “time-slots” entre a entrada e a saída. Em ligações através de um comutador espacial, as palavras de código trocam de linhas multiplex, permanecendo contudo no mesmo “time-slot”. 9.4 MEMÓRIA DE CONTROLE A cada comutador temporal e a cada comutador espacial está atribuída uma memória de controle. Esta é uma memória do tipo RAM, cujo conteúdo pode ser modificado aleatoriamente. Baseado nos dados de comutação recebidos, será realizado a inscrição dos endereços de controle em determinadas posições de memória e apagados em outras. Os endereços de controle inscritos determinam as interconexões a serem realizadas e permanecem inscritos durante toda a conversação. Uma memória de controle tem uma posição de memorização para cada “timeslot” de um período de 125 µs. Cada posição de memória pode conter um endereço
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da memória de dados (comutador temporal) ou de uma linha multiplex de entrada (comutador espacial). Dentro de um período de 125 µs ocorre uma exploração cíclica de todas as posições de memória e a conseqüente leitura dos endereços de controle memorizados. • No comutador temporal, o endereço de controle indica uma determinada posição na memória de dados para as palavras de código de 8 bits. O endereço de controle determina no comutador temporal, com inscrição cíclica, de que posição da memória de dados deve ser lida a palavra de código a ser transmitida. No comutador temporal com leitura cíclica, o endereço de controle indica a posição da memória de dados na qual a palavra de código recebida deve ser inscrita. No comutador espacial, o endereço de controle identifica uma linha multiplex de entrada. Desta forma é liberada, durante o “time-slot” em questão, uma determina porta que corresponde a uma linha multiplex de saída, interconectando a linha multiplex de entrada endereçada com a linha multiplex de saída especificada na memória de controle.

9.5 ÓRGÃOS DE UMA CENTRAL DE COMUTAÇÃO DIGITAL As centrais de comutação digitais têm as seguintes áreas principais: • • • equipamentos de conexão que adaptam os diferentes tipos de linhas às vias digitais; matriz de acoplamento digital que estabelece as conexões; comando.

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9.5.1 Equipamentos de conexão Os equipamentos de conexão são os elos de entre a periferia de uma central de comutação digital e a matriz de acoplamento. Eles preparam os sinais telefônicos provenientes das linhas para a interconexão pela matriz de acoplamento. Da mesma forma, eles convertem a informação interconectada pela matriz de acoplamento à forma necessária para a transmissão através da linha. As funções a serem executadas pelo sistema de comutação digital para cada assinante analógico podem ser expressas pela expressão BORSCHT: • • • • • • • B = Batery feed; O = Overvoltage protection; R = Ringing; S = Signaling; C = CODEC; H = Hybrid; T = Test access.

A maioria destas funções também é realizada por terminais de troncos analógicos. Nas linhas de assinantes e troncos digitais,estes sinais são transmitidos na forma digital, isto é, as funções de codificações e decodificações não são necessárias nos equipamentos de conexão. 9.5.2 Matriz de acoplamento digital As matrizes de acoplamento são formadas por comutadores temporais, espaciais-temporais e espaciais. A configuração mais usual de uma matriz de comutação é temporal-espacial-temporal, podendo variar em função da capacidade da central de comutação.

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5. central de comutação com controle de processamento descentralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos está totalmente distribuído entre vários processadores periféricos. a realização do roteamento. o conteúdo das memórias de controle “apagados” e os “time-slots” dos períodos de 125 µs liberados para que possam ser utilizados para outras ligações. Portanto. As centrais de comutação digital podem ser distinguidas entre: • central de comutação com controle de processamento centralizado: neste tipo de arquitetura todas as funções de controle são realizadas através de uma única unidade centralizada. em cada período de 125 µs são interconectadas duas vias de conversação na matriz do acoplamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Para a conservação entre o assinante A e B.5. a qual por questões de segurança deve ser duplicada. Ao final da conversação. estas vias são liberadas. existindo entretanto um elemento ou uma unidade com funções de coordenação de todos os demais. 9. comutação e do procedimento de tarifação. se consideradas do ponto de vista da técnica analógica.3 Comando O comando é a parte constituída de um ou mais processadores que controlam todas as áreas de uma central de comutação digital.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .4 Ligação entre dois assinantes Cada ligação possui dois sentidos de conversação e. 64 PROF. • • Dentre as diversas funções do comando de uma central digital pode-se exemplificar a interpretação da sinalização.TELECOMUNICAÇÕES 9. central de comutação com controle de processamento semi-centralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos esta distribuído entre diversos processadores periféricos. por este motivo. são interconectadas duas vias na matriz de comutação digital (sentido A B e sentido B A). interconexões digitais correspondem sempre a interconexões a 4 fios. nenhuma unidade com funções de coordenação centralizada. não existindo entretanto.

O sistema de sinalização para assinante digital recomendado pelo ITU-T para a sinalização entre a central e os terminais de rede é o DSS1 (Digital Subscriber Signaling System nº 1). por teclado: são sinais multifrequenciais enviados através do teclado que representam a combinação de 2 freqüências. o qual é estruturado de acordo com o modelo de 7 camadas OSI (Open Systems Interconnection) da ISSO PROF. consistindo dos seguintes sinais: • sinal de ocupação: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamador.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sinal de desligamento: caracteriza a reposição do monofone no gancho. SINALIZAÇÃO DE ASSINANTE A sinalização de assinante é aquela trocada a partir do assinante em direção à central de comutação com o objetivo de estabelecer ou desconectar uma chamada. faz-se necessário a troca de diversas informações entre o assinante e a central de comutação e entre várias centrais. sendo 67 ms de abertura e 37 ms de fechamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 65 . sinalização acústica. Assinante digital. sinal de atendimento: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamado. voz e imagem) aos assinantes pertencentes a rede denominada RDSI. sinalização de registradores.1 sinalização de assinante. sinalização por canal comum com taxa de 64 kbits/s. A sinalização de assinante pode ser subdividida em sinalização para: • Assinante analógico. sinalização associada ao canal para 30 circuitos de conversação. que permite a oferta de novos serviços (integração de dados. seleção numérica: por impulsos: enviada pelo telefone a disco através de impulsos com período de 100 ms. são utilizadas sinalizações que permitem esta troca de informações. sinalização de linha. Os tipos de sinalizações utilizados podem ser distinguidos entre: • • • • • • 10. texto.TELECOMUNICAÇÕES 10 SINALIZAÇÃO Para o correto desempenho de um sistema telefônico. Para tanto. O ITU-T especificou 2 tipos de acesso para o RDSI denominados de acesso básico (2B + D) e acesso primário (30B + D).

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES (International Standards Organization). são apresentados a seguir o fluxo de troca de mensagens de nível 3 que possibilitam o estabelecimento e desconexão de uma chamada solicitada por um assinante digital pertencente à rede RDSI. Como exemplo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O protocolo de sinalização DSS1 permite o estabelecimento. 66 PROF. solicitação de facilidades e desconexão de chamada através da troca de sinalização (mensagens) entre o equipamento terminal e a central.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 67 .

2 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA A sinalização acústica é a sinalização que é transmitida pela central ao assinante. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 500 ± 25 ms. • Tom de numero inacessível: é um sinal enviado ao assinante chamador significando que o numero selecionado não existe na central. 68 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 10.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 1500 ± 150 ms conforma indicado na figura abaixo. temos: • Tom de seleção: é um sinal contínuo de 425 ± 25 Hz que informa ao assinante chamador que a central está pronta para receber as cifras do assinante desejado. • Tom de ocupado: é um sinal utilizado para indicar ao assinante chamador que o assinante chamado encontra-se ocupado. Como exemplo de sinalização acústica.

PROF. A sinalização a ser adotada é aplicável de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação. 10.25 Hz (tensão de 75 V). • Corrente de chamada: é um sinal que utiliza uma freqüência de 25 ± 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 69 . É um sinal que utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz. . Utiliza dois tipos de sinais.curto: duração de 150 ± 30 ms.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . cujos tempos de emissão são: .3 SINALIZAÇÃO DE LINHA A sinalização de linha é a sinalização que estabelece a comunicação entre as centrais de comutação e atuam durante todo o período da conexão. É um sinal utilizado para fazer soar a campainha do telefone do assinante analógico chamado. com tempos iguais ao do tom de controle de chamada.longo: duração de 600 ± 120 ms.TELECOMUNICAÇÕES • Tom de controle de chamada: é um sinal enviado ao assinante chamador para indicar que o assinante chamado está livre e está recebendo corrente de chamada. intercalando tom e silêncio conforme a figura abaixo. com um período de 5000 ± 500 ms. Os principais tipos de sinalização de linha são: • Sinalização E + M pulsada: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. O intervalo mínimo entre dois sinais consecutivos deve ser de 240 ms.

a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. O tempo de reconhecimento de “tone-off” para “tone-on” e vice-versa é de 40 ± 10 ms. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. digitais. A presença ou ausência de sinal denota um determinado estado de sinalização.TELECOMUNICAÇÕES A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização E + M contínua: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). 70 PROF. digitais. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz).

Este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado).TELECOMUNICAÇÕES Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização R2 digital: utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O canal bb reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado) O Tempo de reconhecimento da transição do estado 0 para 1 ou vice-versa é 20 ± 10 ms. A diferença entre duas transições. Estes canais são utilizados na troca de informações entre os troncos que utilizam enlaces PCM. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 71 . A seguir são mostrados como os sinais de linha são codificados: PROF. aplicadas simultaneamente nos dois canais de sinalização da mesma direção não deve ultrapassar 2 ms. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída.

categoria do assinante chamador. Para “n” igual a seis freqüências. pode se formar 15 códigos multifreqüenciais em cada sentido de transmissão como indicado na tabela a seguir: 72 PROF. que devem ser trocadas entre as centrais para se estabelecer à conexão.etc.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .. chamado ou chamador. condição do assinante chamado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .. Os sinais MFC são transportados através de códigos multifreqüenciais. em que cada sinal é composto da emissão simultânea de duas freqüências distintas tomadas de um grupo de “n” freqüências.4 SINALIZAÇÃO DE REGISTRADORES A sinalização de registradores é responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais.TELECOMUNICAÇÕES 10. São informações relacionadas ao número de assinantes.

etc. etc.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Estes têm a finalidade de solicitar a identidade do assinante chamador. O significado primário dos códigos para trás constitui o GRUPO A de sinais. categoria do assinante chamador. identificação do assinante chamador. Freqüências DTMF (utilizadas em telefones – MFC) 697 Hz 770 Hz 852 Hz 941 Hz 1209 Hz 1 4 7 1336 Hz 2 5 8 0 1477 Hz 3 6 9 1633 Hz - * # PROF.TELECOMUNICAÇÕES O significado primário dos códigos para frente denomina-se GRUPO I de sinais. O significado secundário recebe a designação de GRUPO II de sinais e tem a finalidade de informar o receptor sobre a categoria do assinante chamador. A passagem do GRUPO I para o GRUPO II é ordenada por alguns sinais para trás. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 73 . Sua finalidade é transportar as informações numéricas para seleção do assinante chamado. O significado secundário dos códigos para trás constitui o GRUPO B de sinais e tem a finalidade de informar o emissor da condição da linha do assinante chamado.

colocar retenção sob controle do assinante chamado Nível vago Assinante com defeito Reserva Reserva Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Enviar próximo algarismo B–1 Enviar primeiro algarismo B–2 Passaram para o grupo B B–3 Congestionamento B–4 Enviar categoria. indicação de trânsito internacional I –13 Inserção de supressor eco I –14 Acesso ao equipamento de manutenção I –15 Fim de número Sinais para trás. grupo I I–1 I–2 I–3 I–4 I–5 I–6 I–7 I–8 I–9 I –10 I –11 Algarismo 1 Algarismo 2 Algarismo 3 Algarismo 4 Algarismo 5 Algarismo 6 Sinais para frente. grupo A A–1 A–2 A–3 A–4 A–5 A–6 A–7 A–8 A–9 A – 10 A – 11 II –15 Reserva Sinais para trás.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . grupo II II – 1 II – 2 II – 3 II – 4 II – 5 II – 6 II – 7 II – 8 II – 9 II –10 II –11 II –12 II –13 II –14 Assinante comum Assinante com tarifação especial Equipamento de manutenção Telefone público Operadora Equipamentos de transmissão de dados Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Reserva Reserva Reserva Reserva Algarismo 7 Algarismo 8 Algarismo 9 Algarismo 10 Inserção de semi-supressores de eco I –12 Pedido recusado. identidade do B – 5 assinante chamador Reserva B–6 B–7 B–8 B–9 B – 10 B – 11 B – 12 B – 13 B – 14 B – 15 Enviar algarismo (n – 2) * Enviar algarismo (n – 3) Enviar algarismo (n – 1) Reserva Enviar chamador de trânsito internacional A – 12 Serviço internacional A – 13 Serviço internacional A – 14 Serviço internacional A – 15 Serviço internacional * “n” indica o último algarismo recebido 74 PROF. grupo B Assinante livre com tarifação Assinante ocupado Assinante com número mudado Congestionamento Assinante livre sem tarifação Assinante livre sem tarifação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES Sinais para frente.

para o assinante móvel avisando que existe uma chamada para este. Mas continuávamos a ter problemas.Estação Rádio Base. as unidades receptoras (telefones móveis) teriam de ser muito potentes causando interferências além do custo deste equipamento. por sua vez. ou seja. Existem também uma central que controla todas as ERB’s de uma área. tendo que ter uma faixa de freqüência muito grande e que o alcance do sistema estaria limitado de 30 até no máximo 80 Km. solicitando uma conexão. encaminhará a ligação para a central que concluirá até o assinante fixo.Central de Controle Celular.1 INTRODUÇÃO O sistema fixo de telefonia funciona da seguinte forma: quando a interligação de dois assinantes é feita pela linha telefônica do aparelho até a central da região que cobre este assinante. Portanto cada célula tem um antena ligada a uma estação que controla esta área. O assinante móvel celular nasceu da idéia de se querer ter um sistema de telefonia que não dependesse da linha física. A partir daí estará feita a conexão entre os dois tipos de usuários. passará pela central pública e através de troncos chegará até a CCC que se encarregará de localizar em que ERB estará o móvel.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Foi então que a partir de 1974 foi concebida a filosofia de Sistema de Telefonia Móvel Celular. fibra óptica via rádio) e através da linha com o outro assinante. É ela que interliga o sistema celular à central pública. Esta estação recebe o nome de ERB .TELECOMUNICAÇÕES 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR 11. Das desvantagens citadas acima. A ERB enviará uma solicitação até a CCC que. A Central se interliga com outras centrais através de troncos (linha física. PROF. A unidade móvel acessará a ERB da sua área via antena. O sistema é dito celular. pois é composto por várias células distribuídas ao longo de uma determinada área. A interligação entre assinante fixo e assinante móvel se processa da seguinte forma: para um assinante fixo acessar uma unidade móvel. como o de não poder falar entre a transmissão de uma área e de outra. o percurso será o oposto do descrito acima. Esta central é chamada de CCC . A respectiva ERB enviará então um sinal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 75 . Daí concluí-se que esse transmissor teria de ser muito potente. porém agora com vários receptores evitando assim o problema de interferência e de potência dos receptores. Caso o assinante móvel queira efetuar tal operação. Os primeiros sistemas (1964) nasceram do princípio básico de uma transmissor central que cobrisse toda a área de interesse. que pudéssemos usufruir do sistema e aparelho em qualquer lugar. via antena. surgiu em 1969 um sistema aperfeiçoado sugerindo a idéia de um transmissor.

2 SERVIÇO TELEFONIA FIXA 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .4 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 76 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.3 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL 11.

TELECOMUNICAÇÕES PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 77 .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .5 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 78 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

6 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 79 .7 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.

TELECOMUNICAÇÕES 11.8 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .9 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR 80 PROF.

TELECOMUNICAÇÕES 11. somente pelas empresas privadas. PROF. Dentro dessa faixa.11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA A faixa de operação para o Serviço Móvel no Brasil. subdividimos em bandas A e B. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 81 .10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . situa-se entre 825 a 890 MHz. A banda A no início da telefonia móvel no Brasil foi destinada a exploração de serviços somente pelas concessionárias públicas (“Tele´s”) e a banda B.

TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 82 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

corresponde ao número do canal N. estão reservados para funções de controle como acesso.980 B 10 333 A freqüência central em MHz. A TABELA A ATRIBUIÇÃO DA NUMERAÇÃO E FREQÜÊNCIA DOS CANAIS DO ESPECTRO ORIGINAL Faixa MHz Número de Canais Número de Canais Limite Freqüências do Centro Transmissor.020 844. localização e estabelecimento das chamadas. temos 2 x 10 MHz 30 kHz = 666 canais onde 30 kHz é a largura de faixa de um canal. 10 MHz para uma concessionária privada e 10 MHz para uma concessionária pública.000 Observe que 21 canais.000 1 < N < 866 0.13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS Partindo da alocação original na largura de faixa de 20 MHz.020 889.030 879.03N + 870.990 835.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11. A tabela abaixo ilustra o número de canais e as freqüências de centro.990 880. MHz Assinante Rádio-Base A 10 333 1 333 334 666 825. em cada uma das faixas A e B. Os canais de números 1-333 são para as concessionárias públicas e os canais de números 334-666 são para a concessionária privada.030 834. PROF. é calculada como se segue: TRANSMISSOR Assinante Estação Rádio-base NÚMERO DO CANAL FREQÜÊNCIA DO CENTRO (MHz) 1 < N < 866 0.03N + 825. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 83 .980 870.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS 84 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

A unidade de controle. e controla o transceptor e a unidade de controle. Quando isso ocorrer. A maioria da unidades móveis mostrará os dígitos que foram teclados. Isso utiliza um intervalo mínimo de tempo para cada unidade móvel e permite que o canal de controle. A unidade lógica interpreta as ações do cliente e os comandos do sistema. a unidade móvel tentará comunicar-se com a estação rádio-base. da Estação rádio-base. Diferentes aparelhos apresentarão diferentes números de dígitos.TELECOMUNICAÇÕES 11. pelo menos. de um quadro de onda. Quando o usuário pressionar as teclas numeradas no teclado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Somente então. incluindo um fone e diversos controles e indicadores do usuário. à medida em que são teclados. que contém todas as interfaces do usuário. A unidade móvel utiliza um processo chamado DISCAGEM PRÉ-ORGANIZADA. a unidade móvel simplesmente armazena internamente do dígitos teclados. seja utilizado na comunicação com muitas unidades móveis diferentes. ao longo do canal de Configuração. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 85 . como acontece com os telefones convencionais.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL Os equipamentos das unidades móveis utilizadas nos sistemas de telefonia celular são de projeto compacto e ocupam um mínimo de espaço do veículo. A antena. Eles consistem em 3 unidades: A unidade do transceptor/lógica que aloja o rádio e o equipamento lógico do microprocessador. Uma vez teclado o número de lista completo do telefone chamado. As antenas montadas no teto são. PROF. o usuário aperta o botão de envio (SEND). incluindo a bobina de carga (para compor uma antena com ganho de 3 dB). Esses dígitos não são enviados à Central de Comutação um de cada vez. pelo menos 10 dígitos. O transceptor utiliza um sintetizador de freqüência para sintonizar qualquer canal designado do sistema celular. A maioria apresentará. a unidade enviará o número teclado completo em uma curta seqüência de dados.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . OPCIONAIS • • • • Visor do número teclado. Mesmo com os vidros fechados. nas diferentes marcas e modelos de automóveis ou caminhões. as unidades móveis estão equipadas com controles de volume do fone (de mão). o ruído de fundo modifica-se acentuadamente à medida em que os vidros estejam abertos ou fechados. Lâmpadas indicadores (em uso. Um teclado de discagem. com indicador. alto-falante e níveis de alerta. nenhum serviço. Na maioria dos automóveis. Os usuários de telefones móveis freqüentemente experimentam diversos níveis de ruído externo quando fazem as chamadas. fora de área). Um dispositivo de alerta. Dispositivo viva-voz (hand free) Alerta com alarme externo.TELECOMUNICAÇÕES 11. Comutadores de controle das chamadas (envio.16 UNIDADE DE CONTROLE A unidade de controle contém os seguintes equipamentos: NORMAIS • • • • • • • Um fone de mão com tom lateral (sidetone).). Controles de áudio e alteração do volume. Um código de desbloqueio de 3 dígitos. Por essas razões. término etc. 86 PROF. Teclagem automática. existe uma diferença substancial no ruído de fundo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

TELECOMUNICAÇÕES 11.17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 87 .

-16dB 18.-4dB 30.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .8 dBm 4. conforme ilustrado na tabela abaixo: NÍVEIS DE POTÊNCIA NOMINAL DOS TRANSMISSORES MÓVEIS Nível de Potência do Transmissor Potência de Saída Móvel (PL) Nominal de RF 0 .3W (Classe I) 1.8 dBm . isto é de -8dB até -28dB.-8dB 26.8 dBm .8 dBm 1. pode ir de PL -2 até PL-7. em escalas de 4 dB.0.-20dB 14.Sem acentuação 34.2W (Classe II) 2. Um transmissor da Classe III. de 3 W (Classe I).-28dB 6.8 dBm . numa escala de 0 a 7.8 dBm Observe que um transmissor móvel não pode exceder a potência máxima transmitida para a sua classe. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .5 Watts 26. A potência de RF da unidade móvel pode ser controlada em etapas de 4 dB.18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS As especificações dos transmissores móveis destinam-se a garantir um nível de potência nominal de RF de saída.8 dBm 0. não atenuada.8 dBm Classe I II III TIPOS DE TERMINAIS • • • TRANSPORTÁVEL VEICULAR PORTÁTIL 88 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.5W (Classe III) 3. por exemplo.8 dBm 5.8 dBm 7.-12dB 22. CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS Potência Máxima Transmitida 3 Watts 34.-24dB 10.8 dBm 6. no conector de antena e sob uma carga de 50 Ohms.2 Watts 30.1.

TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 89 .19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO .TELECOMUNICAÇÕES 11.AMBIENTE MÓVEL 90 PROF.20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 91 .

1 DIVERSIDADE .TELECOMUNICAÇÕES 12. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .UNIDADE MÓVEL 92 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

• É atribuído um SAT dentre os três. • O transmissor da estação fixa é desligado.2 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO 30kHz FM ± 12 kHz 6000 ± 30 Hz 10 kHz 10 kbps entrelaçados FSK LARGURA DA FAIXA DO CANAL MODULAÇÃO DESVIO DE FREQÜÊNCIA SAT ST CANAL DE “SET UP” Existem 3 tons de áudio de supervisão (SATs): 5970.TELECOMUNICAÇÕES 12.20 Hz. a cada Estação rádio-base. enquanto que a outra freqüência é utilizada na transmissão da unidade móvel para a estação rádio-base. Uma das freqüências é utilizada na transmissão da estação rádio-base para a unidade móvel. PROF. Definições: • Canal Um canal refere-se a um par de freqüências utilizadas para comunicações móveis.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • O tom SAT é adicionado à transmissão pela estação rádio-base (Estação Fixa). A estação móvel detecta. • FSK Modulação por Desvio de Freqüência (utilizada para sinais digitais.6000 e 6030 Hz. • SAT Tons de áudio de supervisão. se não for detectado nenhum tom SAT válido ou o tom detectado não corresponder àquele da estação rádio-base. confirmação de solicitação e seqüência para solicitações especiais. filtra e retorna o mesmo tom SAT. O tom de sinalização é um tom de 10 KHz e é também utilizado ao longo do canal de voz. A presença do SAT implica na utilização contínua do canal de voz. para entrelaçamento numa determinada gama de freqüências). com uma tolerância de +. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 93 . Ele atende às funções de sinalização para terminação de chamada.

94 PROF. ST Transmitindo do canal de voz só sentido móvel para C. quando for utilizado o mesmo conjunto de canais de voz em células diferentes dentro da mesma área de cobertura.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Transmitindo do C.S. Transmite 15 a 50ms quando a conversação é interrompida para o HANDOFF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . São 3 para evitar interferência. Transmite 1. Portanto não interferindo na conversação. Assim: Monitora-se a comunicação para efetuar o HANDOFF. Transmitindo fora da faixa de voz 9300 a 3400 Hz.S. para móvel. Esta reconhece e transmite de volta.8s para finalizar a conversação.TELECOMUNICAÇÕES SAT Transmitindo no canal de voz.

a ERB envia a CCC a mensagem de degradação do nível e/ou sinal/ruído. a CCC seleciona 1 canal livre dentre os canais correspondentes àquela determinada célula adjacente e envia: * Mensagem de Handoff para a nova célula. Após isso.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF. * Mensagem de designação de canal de voz para o móvel através da célula original. • A nova célula ao receber a mensagem de HANDOFF. • As células adjacentes ao receberem esta mensagem devem mudar a sintonia de seus receptores LOCATE para a freqüência do canal em que está sendo efetuada a conversação (e que será feito o handoff) cada célula adjacente envia o resultado da medida efetuada para a CCC. a CCC ordena que todas as células adjacentes sintonizem o canal de voz que está sendo usado e efetuam a medição do nível de sinal. A conversação passa a utilizar o novo canal de voz. • Ao receber essa mensagem. • Recebemos essa mensagem. Após isto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 95 . a CCC envia a ordem de medição do nível da portadora a todas as células adjacentes.TELECOMUNICAÇÕES 12. sinal-ruído do SAT durante a conversação. liga a transmissão do SAT no canal designado. • A nova célula recebe de volta o SAT e envia esta informação à CCC através de mensagem de HANDOFF. Nesta mensagem. • A CCC compara o nível do sinal de todas as células adjacentes e escolhe a melhor. • O móvel ao receber a mensagem de designação e canal de voz envia durante 15 a 50 ms o ST para a célula original.3 HANDOFF • Constantemente é monitorado o nível de sinal da portadora e a rel. Se ocorrer degradação em qualquer dos 2 sinais. o móvel sintoniza o novo canal de voz e retransmite o SAT para a nova célula. a CCC reconhece que já foi executada a troca de canais e envia a mensagem de canal de voz vago para que a célula original desligue o transmissor correspondente.

1 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA 96 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .ERB – 13. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

ao longo do canal de controle reverso. A unidade estará então capacitada a decodificar as informações contidas nos fluxos de dados. TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO 13. Cada repetição inicia-se por uma seqüência intercalada de dez dígitos (1010101010). Existem bits especiais intercalados por todas as mensagens. As informações enquadram-se em dois tipos gerais . seguida por um sinal seqüencial síncrono de 11 bits. antes que uma unidade móvel possa tentar comunicar uma mensagem à estação rádio-base. As unidades móveis utilizam as seqüências intercaladas e do sinal de seqüência síncrona.mensagens destinadas a todas as unidades móveis e mensagens destinadas a unidades móveis específicas. Um exemplo é a ID do sistema.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .3 CANAL DE CONTROLE DIRETO • Fluxo contínuo de dados de faixa larga . que é utilizada pela unidade móvel para ligar ou desligar a lâmpada indicadora de fora do alcance (roam) mencionada anteriormente. Sinal de sincronismo. 13. Esses bis indicam se o canal de controle reverso está ou não ocupado recebendo informações de uma unidade móvel.TELECOMUNICAÇÕES 13.2 CANAL DE CONTROLE DIRETO O canal de controle direto é um fluxo contínuo de dados de faixa larga.10 k bits/seg. FORMATO • • • • Seqüência Intercalada. • Envia dados das estações rádio-base para as unidades móveis. a 10k bits por segundo. para retornarem-se sincronizadas com o fluxo de dados geral. Cinco repartições a cada dois fluxos de mensagem. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 97 . chamados de bits ocupado/vago.4 Ao longo do canal de controle direto. Bits de ocupado/vago. O Bi tem que indicar o estado vago. enviado das estações rádio-base para as unidades móveis quando não estão envolvidas numa conversação real. As informações enviadas a todas as unidades móveis incluem informações a cerca do sistema e de como as unidades móveis deverão acessá-lo. as unidades móveis monitoram esse fluxo de dados. A impossibilidade da unidade móvel em utilizar a seqüência e o sinal de seqüência síncrona para sincronizar com o fluxo de PROF. A isso seguemse cinco repetições de cada um dos dois fluxos de dados.

ou de uma estação rádio-base para a CCC. é utilizada pela unidade móvel para ligar sua lâmpada indicadora de não funcionamento. sua localização será realizada ao longo do canal de controle direto. em resposta a uma mensagem de solicitação. CONFIRMAÇÃO DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada de uma unidade móvel para uma estação rádio-base. para completar a chamada. direcionando o receptor a realizar uma determinada ação. Definições: MENSAGEM DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada da CCC para uma estação rádio-base.TELECOMUNICAÇÕES mensagens. Existem também mensagens de informações transmitidas a unidades móveis específicas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .5 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO Para todas as unidades móveis: • Dados extras (overhead) • Controle / ocupação Para unidades móveis específicas: • • • • • Designação inicial do canal de voz Localização Nova tentativa direcionada Solicitação Confirmação de solicitação 98 PROF. A resposta constitui uma confirmação da recepção da solicitação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Se uma unidade móvel encontrar-se no processo de originar uma chamada. ou de uma estação rádio-base para uma unidade móvel. o canal de controle direto será utilizado para notificá-la que ela deverá sintonizar um canal de rádio de voz especificado. também mencionada anteriormente. 13. ao longo do canal de controle direto. Se uma unidade móvel estiver livre e receber uma chamada.

Tipos de Mensagens • • • • Originação. neste canal. transmitidas pelas unidades móveis ao longo do canal de controle reverso são mensagens de originação e mensagens de resposta de localização. ela tem que se identificar através do seu próprio número de lista e classe de potência. A mensagem de resposta de localização é enviada quando a unidade móvel reconhece que existe uma mensagem chegando a ela. também é de 10k bits por segundo.6 CANAL DE CONTROLE REVERSO O canal de controle reverso é utilizado pelas unidades móveis. Confirmação de Solicitação: Uma resposta à mensagem de solicitação. Especificamente. PROF. Confirmação de Solicitação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 99 . Definições: Mensagem de Solicitação: Uma mensagem enviada de um transmissor a receptor. Solicitação. Os dois tipos principais de mensagens. através do seu número de lista no fluxo de mensagens de localização. A unidade móvel notifica então à estação rádio-base acessada de que se encontra em sua área de cobertura. A velocidade de transmissão de dados.10 kbits/seg. • Envia dados da unidade móvel para a estação rádio-base.TELECOMUNICAÇÕES 13. As unidades móveis transmitem seqüências de dados e então colocam-se de lado para permitir que outras unidades móveis utilizem o mesmo canal. para transmitir informações à estação rádio-base. direcionando-o a realizar uma determinada ação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de forma que a chamada possa ser estabelecida em um canal de voz atribuído a essa célula. bem como do seu número de série eletrônico. As mensagens de originação são enviadas quando o usuário tecla um número de lista e aperta o botão SEND. Canal de Controle Reverso: • Fluxo de dados descontínuos em faixa larga . A mensagem de originação contém o número de lista de telefone chamado e determinadas informações acerca da própria unidade móvel. Resposta à localização.

100 PROF. Executar funções de Configuração. quando a chamada de voz se encontra em andamento. Localizar as unidades móveis. supervisão e Funções de Terminação de Chamadas. Executar funções de processamento de voz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .7 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE Fornecer irradiação e recuperação de RF. “ Handoff ” ou receber uma unidade móvel de outra Estação rádio-base. Executar Rotinas de Testes e Manutenção. Fornecer comunicações de dados com a MTSO e as unidades móveis.TELECOMUNICAÇÕES 13. Executar funções de controle e reconfiguração dos equipamentos.

utilizados para localizar as unidades móveis. • Troncos de voz . Distribuição de R.Estação rádio-base controladora do processador principal. • Potência de saída do transmissor e complexo da antena.percursos de Comunicação entre estações rádio-base e a MTSO. dos equipamentos da Estação rádio-base. • amplificador de potência. • Frente de recepção final e complexo da antena. • Rádios de Localização . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 101 . • combinadores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Equipamentos de manutenção e teste .F.TELECOMUNICAÇÕES 13.F.8 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE • Componentes de Hardware Significativos. Rádios • Fontes de freqüência. • Complexo de controle de rádio .percursos de voz nas chamadas entre estações rádio-base e a MTSO. PROF. Componentes de R. Antenas • omnidirecionais e direcionais. • Rádios de Voz . • torre e cabo coaxial. • Rádios de Controle .utilizados para configurar as chamadas.utilizados para a execução de rotinas de teste e manutenção.utilizados para percurso de voz nas chamadas entre estações rádio-base e unidades móveis. • Enlaces de dados .

Na estação rádio-base. • Alarmes. durante todas as chamadas. e cada transmissor de unidade móvel permaneceria ao nível de potência fixa associado ao canal de voz que estivesse atendendo. enquanto uma chamada está em andamento em um canal de voz. 13. em patamares de 4 dB acima ou abaixo dos valores normais para cada chamada. Outros Componentes: • Fontes de alimentação.TELECOMUNICAÇÕES Componentes de canal de áudio. para o controle dinâmico. Sem o controle dinâmico da potência. cada radiotransmissor de estação rádiobase iria operar a um nível de potência fixo. O controle dinâmico da potência regula a potência do transmissor da unidade móvel ou da estação rádio-base. Controle Dinâmico de Potência Estação Rádio-base • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 45 W de amplificação programada 102 PROF. • Troncos de voz até a MTSO Componentes de controle: • Controlador da Estação rádio-base. A potência pode ser elevada (incrementada) ou diminuída (atenuada). MARCELO DIOGO DOS SANTOS . O controle dinâmico da potência possibilita ao sistema elevar ou reduzir os níveis de potência dos transmissores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .9 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA O controle dinâmico de potência é um recurso que possibilita o sistema ajustar automaticamente o nível de potência do transmissor da unidade do assinante e do rádio de voz da estação rádio-base. • Enlaces de dados até a CCC. Esses níveis de potência fixos são referidos como normais ou default do transmissor e são regulados independentemente. é necessário um amplificador de potência programável de 45 W.

no co-canal e nos canais adjacentes. Exemplo: Uma unidade portátil em um edifício muito alto requer menos potência de transmissão nos pisos mais altos e maior potência de transmissão ao nível do solo. por exemplo. de forma a reduzir a interferência devida ao sinal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 103 . isso é conhecido como diafonia por intermodulação. de forma que os sinais que seriam normalmente fáceis de detetar não são mais detetados. se o sinal recebido da unidade móvel for muito forte. um sinal excessivamente forte pode colocar a extremidade dianteira do receptor na região de operação não linear.quando existir um percurso de transmissão curto e direto entre a estação rádio-base e uma unidade móvel em trânsito. um deles será recebido também na freqüência modulada e resultará em diafonia nessa freqüência. Uma situação reconhecidamente causadora de sobrecarga é a presença de uma rodovia elevada muito próxima a estação rádio-base . PROF. é possível se intensificar a C/I para uma unidade móvel próxima do limite da célula. Os sinais recebidos pela antena da estação rádio-base não devem exceder 60 dBm. causando distorção e diafonia por intermodulação.TELECOMUNICAÇÕES Transmissor Móvel • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 3 W (Classe I) Benefícios do Controle Dinâmico de Potência • Interferência de RF . se forem recebidos na estação rádio-base dois sinais igualmente fortes.Elevando-se a potência do transmissor de uma unidade móvel. torna-se útil atenuar o sinal.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Se o sinal recebido exceder o limite superior dessa faixa. nos receptores de estação radio-base). Além disso. a utilização de uma potência reduzida incrementa a vida útil das baterias. Sobrecarga do Receptor . O receptor fica então com a sensibilidade reduzida. Para as unidades portáteis com baterias. Por outro lado.Os receptores são projetados para determinados níveis de potência de recepção ( -130 dBm a -30 dBm. A faixa de sinais de entrada aceitáveis é conhecida como faixa dinâmica do receptor. Além disso. diz-se que ele fica sobrecarregado.

TELECOMUNICAÇÕES Controle Dinâmico de Potência .Benefícios: • Controlar a interferência. • Incrementar a vida útil das baterias das unidades portáteis.10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL 104 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Controlar a sobrecarga do receptor 13.

• Unidade de controle • Transceptor • Sistema de Antena Estação Rádio-base. CCC ou MTSO . como também atua como comutador de mensagens para a Comunicação entre as estações rádio-base.Rede de Telefone Público Comutado (Public Switched Telephone Network). A CCC (MTSO) controla não apenas as comunicações com a Rede Pública de Comutação fixa (PSTN). CCC • Processador celular. • Central celular • Interfaces Estação rádio-base/Rede Pública de Comutação.1 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR Unidade de Assinante (Aparelho). Enlaces de dados / troncos de voz. Antenas direcionais e omnidirecionais Equipamentos de Manutenção e testes.Central de Telefonia Móvel (Mobile Telephone Switching Office).ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC14. PROF. • • • • • • Rádio de controle Rádios de localização Transceptores de rádio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 105 . PSTN .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC 106 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 14.

Provisionamento / ordem de serviço. ( Rede Pública de Comutação). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 107 .TELECOMUNICAÇÕES 14.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Chamadas originadas pela unidade móvel. • Rotinas de testes / exercícios do sistema.PROCESSAMENTO DE CHAMADAS • Fornecer conexão comutadas com a PSTN. Manutenção • Reconhecimento de falhas e recuperação de erros. Atribuição de troncos / estação rádio-base. • Administrar a utilização dos canais de rádio de voz. para detecção de problemas transitórios. Coletar dados de tráfego. • Coordenar o processo de localização intercelular e intracelular e resultante “ Handoff” • Fornecer serviços especiais aos usuários móveis. Atividade de alteração recentes. • Fornecer conexões comutadas entre assinantes móveis. • Chamadas recebidas pela unidade móvel. • • • • • Número de lista da unidade móvel. setorização e isolamento de falhas. • Contagem do número de tentativas. PROF. • Conclusão das chamadas. 14. • Fornecer a coordenação sobre a sinalização com as unidades móveis.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC Coletar dados de bilhetagem. Dados de classificação de bilhetagem. Serviços especiais por assinatura.3 FUNÇÕES DA CCC . • Diagnóstico.

Ele é ativado pela unidade móvel durante intervalos de tempo específicos. a Unidade Móvel ativa o ST 1. o primeiro deles é chamado Tom de Áudio Supervisor (SAT). O tom não é audível para as pessoas envolvidas na conversação. em cada estação rádio-base. torna-se necessário transmitir outras informações além daquelas da conversação.5 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ Quando uma chamada já foi estabelecida no canal de voz. Se o SAT desaparecer durante um intervalo superior ao especificado. A unidade móvel deteta o SAT no sinal que recebe e retransmite-o de volta para a estação rádio-base. Na realidade. presume-se que alguma coisa interrompeu o enlace de RF e a chamada é desconectada. para comunicar informações à esta rádio-base. Isso informa à estação rádio-base que a unidade móvel está liberando a chamada.8 segundos antes de desativar a transmissão ao fim de uma conversação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Existem dois tipos de sinais analógicos. constituídos por tons contínuos de 5070 Hz ou 6030 Hz. O segundo sinal analógico é chamado tom de sinalização (ST). a estação rádio-base reconhece que está completo o enlace de RF do circuito de voz. Quando detecta o SAT correto retomando a unidade móvel. entre a unidade móvel e estação rádio base. por exemplo. o transmissor da estação rádio-base sobrepõe a freqüência do SAT acima do sinal de voz.TELECOMUNICAÇÕES 14. A finalidade desse tom é atuar como controle de continuidade no enlace de rádio. são utilizados três tons SAT diferentes. Quando uma rádio de voz é atribuído a uma chamada. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . É atribuído um tom específico a cada canal de voz. Tom de Áudio Supervisão (SAT) • 5970 Hz • 6000 Hz • 6030 Hz Tom de Sinalização • 10 kHz 108 PROF. isso é conseguido através de sinalização tanto analógica quanto digital. Este tom é sempre de 10 kHz.

a estação cedente envia uma mensagem de black and burst para a unidade móvel. para transmitir o número teclado à estação rádio-base. novamente a uma velocidade de 10 kbits/s. utilizandose uma técnica chamada black and burst (apagamento e seqüência).Fluxo de mensagem digital de 10 kbits/s. Quando é necessário transferir uma chamada de uma estação rádio-base para outra. é transmitido uma seqüência de informações digitais. o assinante da unidade móvel tecla o número de lista do terceiro participante que ele deseja incorporar à conversação e então aperta o botão SEND. A unidade móvel enviará então uma seqüência de black and burst no canal de voz reverso. Um exemplo de black and burst na direção reversa (unidade móvel para a estação rádio-base) é o recurso da chamada de conferência a três.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Durante essa interrupção. PROF. ao invés da voz. Provavelmente a ocorrência mais comum é o controle da potência transmitida pela unidade móvel. Isso é feito por meio de uma seqüência de black and burst. dos bits de mensagem. orientando-se a modificar sua potência de transmissão para um nível especificado. A unidade móvel irá gerar inicialmente um sinal intermitente para a estação rádio-base. encontra-se no processo de “Handoff”. as pessoas envolvidas na conversação não percebem a interrupção. obrigando-a a sintonizar um novo canal. Nesse caso. a estação rádio-base enviam um comando para as unidades móveis. ativando momentaneamente o tom de sinalização. A estação rádio-base envia o comando e a unidade móvel confirma que recebeu a mensagem. O número do novo canal é transmitido à unidade móvel na própria mensagem. sinal de sincronismo e repetições. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 109 . Sinalização Digital no Canal de Voz • Black-and-burst .TELECOMUNICAÇÕES 14. A estação rádio-base responderá com uma mensagem black and burst de envio dos dígitos teclados. Um uso muito importante da sinalização black and burst. Na maioria dos casos. Para utilizar esta característica durante uma conversação estabelecida. Existe uma série de usos para sinalização por black and burst. Isso significa que o sinal de voz é momentaneamente interrompido ou “blancked” (apagado). A estação rádio-base transferirá os dados para a CCC. incluindo seqüência intercalada. na direção direta (estação rádio-base para unidade móvel). onde o terceiro participante será incluído na conversação. leva apenas uma fração de segundo. A transmissão digital. utilizando a característica de controle dinâmico da potência dos sistemas celulares.6 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ A sinalização digital também é realizada ao longo do canal de voz. Pode ficar perdida no máximo parte de uma sílaba.

captura aquele com nível de sinal mais forte e envia a mensagem de originação. Quando o assinante efetuar a discagem e pressionar a tecla SEND. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação ao canal de voz. 110 PROF. 5. No estado livre. Quando o processo de comutação da rede pública é terminado. a CCC recebe o tom de chamada e o retransmite ao móvel via canal de voz. Na mensagem de originação. A ERB recebendo de volta o SAT entende que o móvel sintonizou o canal correto. Designação de canal de voz para “handoff”. Número de lista do terceiro participante chamado. Ao receber essa mensagem. 4. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. Número de lista de transferência de chamada (call forwarding). CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL 14.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o móvel faz a varredura dos canais de controle. 7.7 1. 8.TELECOMUNICAÇÕES Tipos de mensagens: • • • • • Solicitação. o móvel fica sintonizado no canal de controle. No instante em que o assinante chamado atende. 3. a CCC recebe o número de células setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. 2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . A ERB envia então a mensagem SAT para a CCC. cessa o tom de chamada e tem início a conversação. 6. captura um juntor de saída e se conecta à rede pública. Confirmação de solicitação. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal de voz designado. A CCC analisa o número discado.

5. verifica se o móvel está no estado livre e envia: • Sinal para a rede pública.TELECOMUNICAÇÕES 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 111 .8 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL 1. O móvel. 6. 3. 4. • Mensagem de busca aos móveis via ERB 1. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal designado. deve reconhecer seu número e responder através da mensagem de resposta à busca. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação do canal de voz. A ERB recebendo de volta o SAT. entende que o móvel sintonizou o canal correto. ao receber a mensagem de busca. ao mesmo tempo em que o móvel envia o tom SAT à ERB. Com esta informação. Na mensagem de resposta à busca. A CCC após determinar que o número chamado pertence a esta área de serviço. Quando o assinante chamado atende o móvel cessa o envio do tom e a ERB retransmite esta informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada OFF e tem início a conversação. Ao receber esta mensagem. a CCC seleciona um canal de voz utilizado por esta célula/setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. a CCC recebe a informação do número da célula/setor onde se encontra o móvel.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 2. A ERB envia então a mensagem de alerta. A CCC inicia o envio da corrente de toque ao assinante chamado. 7. PROF. A chamada de entrada é recebida da rede pública através do juntor de entrada. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. A ERB retransmite essa informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada.

3. 4.9 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL 1. 2. A ERB desliga o Transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora. colocando o canal de voz no estado vago. 112 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Terminada a conversação.8s.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA 1. a CCC recebe o sinal de desconexão e envia ao móvel via ERB a mensagem de liberação do canal de voz. 4. 5. 14. A CCC recebendo esta mensagem. O móvel envia o ST durante 1.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 3. colocando o canal de voz no estado vago. envia o sinal de linha de desconexão para a rede pública e a mensagem de canal de voz vago para a ERB. A CCC envia então à ERB a informação: mensagem de canal de voz vago. Terminada a conversação. Recebendo essa mensagem a ERB desliga o transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. 2.TELECOMUNICAÇÕES 14. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora.8 s o ST. O móvel ao receber este sinal envia á ERB durante 1. o assinante pressiona a tecla END.

TELECOMUNICAÇÕES 14.11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO Passo CCC ERB Móvel 1 Ligar o móvel (power on). Retransmite SAT à ERB. Detecta e verifica SAT Coloca a situação de “fora-de-gancho” do tronco de voz até CCC PROF. indica “NO SERVICE” 2 Varre canais de dados primários medindo RSSI 3 Se o nível de RSSI não é aceitável varre canais secundários para RSSI 4 Sintoniza canal mais forte e decodifica os dados 5 Se os dados não puderem ser decodificados vai ao passo 2 6 Determina situação de HOME ou ROAM e indica situação de ROAM 7 Apaga indicação de “NO SERVICE” 8 Móvel em serviço pronto para receber ou fazer chamada 9 Reinicia varredura após determinado período. Usuário digita o número telefônico e preciona a tecla “SEND” Envio do MIN e do número do telefone chamado para a ERB via canal de controle reverso Móvel 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Detecta “fora-degancho” Completa chamada através da rede Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Sintoniza o canal de voz designado Detecta e verifica SAT.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 3 CCC ERB Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). (passo 2) 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 113 .

Envia ordem de alerta ao móvel via blank-and-burst no canal de voz. 114 PROF. Retransmite SAT à ERB. Detecta “fora-do-gancho” e envia ordem de alerta.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Recebe chamada dirigida ao móvel e envia mensagem de paging a todas as células Células enviam page ao móvel Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Móvel detecta page e ocupa o canal de controle mais forte usando RSSI Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Detecta e verifica SAT Coloca situação de “forado-gancho” no tronco de voz até a CCC.13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 CCC ERB Móvel Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). Detecta e verifica SAT. Detecta ausência de ST informa à CCC. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Gera tom de toque e envia ST à ERB Envia toque de chamada ao chamador Completa a chamada através da rede. Usuário responde à chamada Alerta e ST são desligados.TELECOMUNICAÇÕES 14. Envia ST à CCC Sintoniza o canal de voz designado.

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14.14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS Passo CCC 1 Unidade móvel ou chamador terminam a chamada 2 3 ERB Móvel Unidade móvel ou chamador terminam a chamada

Ordem de liberação enviada ao móvel Audio do móvel é emudecido e tom ST transmitido com SAT durante 1,8s. Móvel para de transmitir e retorna ao estado em serviço na condição de repouso.

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15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR 15.1 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA

O problema tradicional em um rádio móvel é o aparente conflito entre as exigências de cobertura de área e a capacidade do usuário. Admitindo-se um determinado número de canais numa faixa de freqüências, qual deverá ser o tamanho da área coberta e quantos usuários deverão ser admitidos? Se uma estação base tiver que fornecer atendimento às unidades móveis em uma grande área, ela terá que dispor de alta potência e estar localizada no ponto mais elevado da área cuja cobertura é exigida. No entanto, os canais alocados ao local de transmissão não poderão ser reutilizados para um serviço semelhante, até uma considerável distância. Nesse caso, a única forma de incrementar a capacidade será utilizar um amplo espectro. Disso deriva o conceito de reutilização de freqüênciaviabilizado restringindo-se a potência do transmissor da estação base e utilizando-se repetidamente a freqüência, na mesma área geral de um sistema. Os parâmetros de projeto são os seguintes: • Interferência de co-canal - interferência entre sinais que possuem a mesma freqüência. • Interferência de canal adjacente - interferência entre sinais que possuem freqüências muito próximas. Exemplo: Canal 1, com freqüências de 825,030 MHz e 870,030 MHz. Canal 2, com freqüências de 825,060 MHz e 870,060 MHz. Os canais 1 e 2 são canais adjacentes. Os sinais que possuam freqüências de canal 1 825,030 MHz (unidade móvel) e 870,030 MHz (estação base) são sinais de co-canal. 15.2 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL

Todas as células são consideradas hexágonas, numa discussão teórica. Na realidade entretanto, as células raramente tem a forma hexagonal. A geometria de cada célula depende do contorno e topografia do terreno, da presença ou não de

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água, folhagem, estruturas feitas pelo homem - altura e densidade - e localização e altura da antena.

15.3

CÉLULA DIRECIONAL ANTENA DE 120°

A célula direcional pode ser construída a partir de uma célula omnidirecional. instalando-se antenas direcionais na estação rádio base. • A antena omnidirecional irradia e recebe sinais de todas as direções. • A antena direcional irradia e recebe sinais de uma determinada direção. • A antena é vertical (polarização vertical) porquê os sinais irradiados verticalmente não podem atingir a unidade móvel. Apenas os sinais irradiados perpendicularmente à antena são passíveis de atingir a unidade móvel. Tipicamente, são utilizadas antenas direcionais de 120°, para um agrupamento de células K=7. O padrão de reutilização da freqüência K=7, com antenas direcionais de 120° requer um conjunto de 3 x 7 = 21 canais. ANTENA DE 60° Ao invés de se construir três antenas direcionais de 120° numa estação rádiobase, podemos instalar antenas de seis setores, cada um deles cobrindo um ângulo, reduzindo assim ainda mais a interferência do co-canal. No entanto, para que haja uma eficiência de entroncamento razoável, as antenas de seis setores são usadas com agrupamento de células K=4. Os arranjos de antenas de seis setores com padrão de agrupamento de células K=4, são geralmente usados por vários fabricantes de sistemas celulares.

15.4

DIVISÃO DAS CÉLULAS

A divisão das células torna-se necessária quando a carga de tráfego suportada pelas células originais excedem sua capacidade. Na divisão das células a distância entre as estações rádio-base adjacentes é reduzida a metade e a área de cobertura

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4. as localizações das novas estações rádio-base ficarão a meio caminho.5 RESUMO • As células de foram hexagonal são encontradas muito raramente nos sistemas reais. A implementação do compartilhamento da reutilização incrementa a capacidade do sistema. são utilizadas antenas direcionais. Idealmente. dentro do software. No entanto. Nem todas as células existentes precisam ser desdobradas simultaneamente. • Para se reduzir a interferência do co-canal. São candidatas ao desdobramento. • A divisão torna-se necessária quando uma determinada célula não consegue suportar uma carga de tráfego (mesmo depois de se adicionar a ela outros canais de rádio). em última instância degradar o seu desempenho. • O compartilhamento da reutilização pode ser utilizado para as estações rádio-base duplas. anteriormente existente. a atribuição de freqüência às células menores deverá ser cuidadosamente executada. A utilização de antenas direcionais incrementa a probabilidade de “handoff”. entre as estações vizinhas já existentes. • Padrões diferentes de reutilização da freqüência: • interferência do co-canal • eficiência de entroncamento • custo 118 PROF. etc. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . As células superpostas tornam-se necessárias quando nem todas as células são divididas ao mesmo tempo. A atribuição de canais para as células desdobradas 120º (mantendo-se o padrão de atribuição K=7). • Podemos esquematizar estações rádio-base com diferentes padrões de reutilização. Assim. dependendo de K=3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A divisão das células pode suportar quatro vezes o volume de tráfego suportado pelas células existentes. sem afetar significantemente seu desempenho. existe um impacto sobre a capacidade de transporte de chamadas de cada face da antena. com um pequeno prejuízo para a relação C/I (canal/interferência). apenas as células que tiverem sobrecarga de tráfego. 19. 7.TELECOMUNICAÇÕES nominal da célula recém estabelecida fica reduzida a um quarto da área anteriormente coberta da estação rádio-base. Não é necessário nenhum hardware adicional para as células duplas. Nesses casos teremos células duplas utilizando freqüências diferentes. utilizando-se antenas direcionais. • Quando coexistem células de tamanho grande e pequeno. 15. a densidade de estações rádio-base fica quadruplicada. Isso incrementa a carga sobre o sistema e pode. No entanto a atribuição de canais poderá ser K=4 ou K=3.

no futuro.TELECOMUNICAÇÕES • Tipos diferentes de estação rádio-base: • Omnidirecionais • 3 faces • 6 setores • Divisão da célula: • cuidados na atribuição da freqüência • estação rádio-base superpostas (duplas) • Compartilhamento da reutilização. corre uma estorinha segundo a qual. “Entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia. é porque o indivíduo está morto. Se um dia. que o acompanhará pelo resto da vida.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .” Folha de São Paulo . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 119 . ao nascer. o aparelho não responder.05/05/92 PROF. todo o cidadão receberá um telefone celular.

Áustria. utilizando modulação em freqüência para voz e modulação digital FSK (Frequency Shift Keying) para sinalização. Cada célula possui diversos canais com o objetivo de prover serviços para muitos usuários simultaneamente. etc. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . etc. Com relação ao espaçamento entre os canais pode-se citar. desenvolveram o conceito do celular em 1947. opera na faixa de 869-894 MHz para recepção e 824-849 MHz para transmissão. O acesso à canalização é obtido através do FDMA (Frequency Division Multiple Access). o Radiocom 2000 na França e o RTMS na Itália. Essa primeira geração de sistemas celulares caracterizava-se basicamente por ser analógica. Todos esses sistemas eram bastante parecidos entre si. Na Europa a primeira geração de sistemas celulares era composta de diversos sistemas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . por exemplo. sendo permitido o "handoff" ou "handover" 120 PROF.1 Primeira Geração de Sistemas Móveis A partir de sua primeira geração o serviço celular passou a funcionar através da divisão de uma cidade ou região em pequenas áreas geográficas denominadas células. Itália. o AMPS que adota 30 kHz. O NMT (Nordic Mobile Telecommunications). À medida em que um usuário se movimenta na cidade. no Reino Unido. o TACS (Total Access Communications System). ou seja. Espanha e Irlanda. o primeiro sistema celular nos EUA entrava em operação comercial em Chicago. o TACS e vários outros que adotam 25 kHz. o C-450 na Alemanha e Portugal. da AT&T. sem sofrer interrupção.1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES 16. Em 13 de Outubro de 1983. o sinal do seu telefone celular passa automaticamente de uma célula para outra.1. Advanced Mobile Phone Service. no Japão. a mesma é transferida para o sistema de telefonia fixa regular. No entanto. o NMT450 opera na faixa de 463-468 MHz para recepção e 453-458 MHz para transmissão enquanto que o NMT-900 utiliza a faixa de 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. Quando a chamada de um celular alcança uma torre de transmissão e recepção. sendo que em 1970 a própria AT&T propôs a construção do primeiro sistema telefônico celular de alta capacidade que ficou conhecido pela sigla AMPS. adotado por diversos outros países além dos nórdicos. O tamanho das células situa-se na faixa de 500 metros a 10 quilômetros. por exemplo. Os Laboratórios Bell. sendo que as principais diferenças concentravam-se no uso do espectro de freqüência e no espaçamento entre canais. O AMPS. a NTT (Nippon Telephone & Telegraph) havia se antecipado colocando um sistema semelhante ao AMPS em operação em 1979 na cidade de Tóquio.TELECOMUNICAÇÕES 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR 16. sendo cada uma delas servida pelo seu próprio conjunto de rádios transmissores e receptores de baixa potência.

mais de 45 milhões de assinantes se concentram somente na Europa Ocidental (23 países). o B-CDMA opera partilhando o espectro de freqüência com as demais tecnologias celulares existentes. O CDMA. nos EUA. o TDMA (Time Division Multiple Access). desde que adotem o mesmo sistema. PROF.1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 121 . O GSM possui uma arquitetura aberta.TELECOMUNICAÇÕES (permite a transferência automática de ligações de uma célula para outra). o padrão mais popular implementado mundialmente. 16. indiscutivelmente. um forte concorrente do TDMA. melhor qualidade de voz. O GSM foi adotado como padrão Europeu em meados dos anos 80 e introduzido comercialmente em 1992. trabalham com bastante facilidade a comunicação de dados e facilitam significativamente a criptografia da informação transmitida. com mais de 150 redes celulares do tipo GSM-900. particularmente nos EUA. que opera em uma determinada freqüência. O sistema utiliza a técnica de espalhamento espectral e foi originalmente utilizado pelos militares para espalhar o sinal em uma faixa de espectro bastante larga. tornando as transmissões difíceis de interceptar ou mesmo interferir. possibilitando assim a manutenção de preços baixos. Como resultado desse esforço. surgiram os sistemas GSM (Groupe Speciale Mobile/Global System for Mobile Communications) na Europa. O TDMA opera dividindo o tempo de um canal. onde o sistema analógico havia atingido o limite de sua capacidade nas maiores áreas metropolitanas. A seu favor. contabiliza-se ainda uma larga infra-estrutura já implantada de mais de US$ 50 bilhões de dólares. Existe também o CDMA de banda larga (Broadband CDMA ou B-CDMA). e pela necessidade de se ter um sistema Pan Europeu na Europa.2 Segunda Geração de Sistemas Móveis Em função da pressão de demanda. baseada em San Diego. em um certo número de partes e designando cada uma das diversas conversações telefônicas para cada uma dessas partes. maior eficiência espectral. foi necessário dar início ao desenvolvimento de sistemas digitais que em princípio. é um sistema proprietário desenvolvido pela empresa QUALCOMM. Essencialmente. operando na faixa de freqüência 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. o CDMA (Code Division Multiple Access) nos EUA e o PDC (Japanese Personal Digital Cellular) no Japão. estando as patentes em poder da empresa InterDigital. ofereciam as seguintes vantagens sobre os analógicos: técnicas de codificação digital de voz mais poderosas. o que permite a combinação de equipamentos de diferentes fabricantes. Possibilita igualmente o "roaming" (transferência automática de ligações entre sistemas) entre os diferentes provedores de serviço. O GSM é hoje. DCS-1800 e PCS-1900 com mais de 57 milhões de assinantes distribuídos em 98 países. além da maior capacidade.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . constituído potencialmente por milhões de usuários. o DECT (Digital European Cordless Telephone). O seu uso era considerado ilegal na Europa nos anos 80. surgiu. Uma das suas principais atrações é a qualidade do sinal. A meta era o mercado de massa. Estima-se que nos EUA existam mais de 60 milhões de telefones sem fio. A arquitetura do sistema seria suportada por uma ampla estrutura microcelular para possibilitar o uso de terminais de baixa potência e. Além dos sistemas celulares vistos até aqui. existe ainda uma outra linha de desenvolvimento. uma competição com o sistema celular. a um custo acessível. três vezes superior à dos sistemas de primeira geração. em 1989. o PHS (Personal Handyphone System) desenvolvido no Japão e o PACS (Personal Access Communications Services ) proposto pelo Bellcore nos EUA. Surgiu então um padrão europeu. dos mais diferentes tipos e/ou modelos. Caracterizam-se. Vários novos padrões se sucederam ao CT1 e foram considerados digitais na medida em que digitalizavam o tráfego de voz para transmissão sobre a interface aérea. desta forma. quando este estiver próximo de cabinas ou postes devidamente equipados. O "Department of Trade and Industry" (DTI). embora certamente um considerável número de aparelhos operasse em milhares de residências. órgão governamental responsável pelo setor de telecomunicações do Reino Unido. disparou um processo de consulta sobre o desenvolvimento de um sistema rádio que fornecesse serviços bidirecionais de telecomunicações de alta qualidade.os sistemas celulares digitais convencionais adotam geralmente taxas de até 13 kbit/s. Como resposta à má qualidade de serviço oferecida por sistemas analógicos. Dentre esses padrões convém ressaltar o CT2 (Cordless Telephone 2). os serviços de comunicações de segunda geração são baseados em sistemas de alto desempenho. pela utilização de tecnologia digital para transmissão tanto de voz quanto de sinalização. promovendo. O PACS suporta serviços de voz. dados e imagens de vídeo para uso em interiores e microcélulas.TELECOMUNICAÇÕES Em resumo. 122 PROF. o CT1 (Cordless Telephone 1). para ambientes fixos e móveis. O CT2 foi projetado para uso em ambientes domésticos e empresariais e pode ser usado como teleponto. O DECT oferece uma estrutura de comunicações sem fio para alta densidade de tráfego. em geral. com 80 canais. ou seja. no mínimo. conhecida como "cordless systems" ou "cordless telephones". à sua inabilidade de adequar capacidade à demanda e à elitização de seus serviços dada a exorbitância dos preços. ou ainda CT. o conceito PCN (Personal Communications Network). de ingressar na rede de telefonia pública comum. na Inglaterra. telecomunicações de curta distância e cobre uma ampla gama de aplicações e ambientes. alguns com capacidade. que é enviada a uma taxa de 32 kbit/s . operando nas faixas 914-915 MHz (móvel para base) e 959-960 MHz (base para móvel). ou seja.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Esses sistemas têm experimentado diferentes níveis de sucesso ao longo do tempo e encontram-se em uso em milhões de residências ao redor do mundo. oferece ao usuário a possibilidade. sistemas sem fio ou telefones sem fio.

através de ondas de rádio. ou seja. por estar menos congestionada que a faixa do celular convencional. bastante pequenos e leves. esse serviço. já se trabalha intensamente no desenvolvimento da terceira geração. microcélulas e macrocélulas. A faixa de freqüência mais adequada estaria entre 1. e a atenuação adicional da nova faixa seria compensada pela menor dimensão das células.3 GHz.3 Terceira Geração de Sistemas Móveis Mesmo não estando ainda os sistemas de segunda geração totalmente amadurecidos e firmemente estabelecidos. poderão operar segundo características evoluídas a partir do GSM. aparelhos de assinante. como extensão do sistema telefônico do escritório quando se encontram no trabalho ou como telefone móvel PROF. as primeiras aplicações de PCS surgiram no final de 1993 com o sistema DCS-1800. como por exemplo a reserva de 230 MHz de espectro. Nos EUA. existiam cerca de 3. leves para serem transportados no bolso (pocket-size). Células diminutas. Em janeiro de 1998.TELECOMUNICAÇÕES conseqüentemente. As operadoras vêem nessa solução uma forma de melhorar os serviços já oferecidos onde se incluem atualmente os celulares. com a aprovação de 127 países. Progressos significativos já foram obtidos.7 milhões de assinantes nessa tecnologia. conhecido como PCS (Personal Communications Service). apenas na Alemanha. 16. picocélulas. "Handsets" diferentes precisarão reconhecer e operar indistintamente em pico. uma variante do GSM operando com potências menores e em uma faixa de freqüência mais alta. Na Europa. individualidade e algo feito sob medida. ou seja. isto é. células de tamanho variável serão implementadas com dimensionamento adequado para áreas geográficas específicas e em função das diferentes demandas de tráfego.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1. micro e macrocélulas.7 e 2. com "handsets". na "World Administrative Radio Conference" (WARC) em 1992. instaladas em interiores. oferecendo aos usuários a possibilidade de acesso. O termo PERSONAL ou PESSOAIS é visto como ponto-chave em termos mercadológicos porque captura a imaginação e inspira liberdade. Ou seja. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 123 . serão versões melhoradas das atuais tecnologias "cordless". o objetivo é criar uma plataforma de rede SEM FIO. A topologia provável desse novo sistema será baseada em uma forma de arquitetura mista de células. que pretende ser cada vez mais o meio de comunicações entre pessoas e não entre lugares ficou. França e Inglaterra. os "pagers" e a própria rede fixa de telefonia convencional. em torno dos 900 MHz. células maiores. O objetivo é criar um sistema móvel de terceira geração por volta do ano 2000. Este trabalho está sendo liderado mais uma vez pela Europa e patrocinado pelo ITUR (International Telecommunications Union Radiocommunications sector) e ETSI (European Telecommunications Standard Institute). Esse sistema está sendo denominado UMTS (Universal Mobile Telecommunications System).

(5) facilidade de implementação de novos serviços (por exemplo. (4) serviços personalizados. Na visão UMTS. mais leves. em sua evolução natural. O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa. as baterias têm durado mais e os novos modelos que surgem apresentam sempre uma série de novas características e funcionalidades. Especificamente em relação ao UMTS. etc. (2) "roaming" inteligente. ou PSTN (Public Switched Telephone Network). O GSM já atende a alguns destes requisitos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . um sistema de comunicações deverá suportar diversas facilidades: (1) portadoras realocáveis. utilizando ferramentas de rede inteligente). Sem dúvida. o emprego em larga escala da tecnologia não pode ser o único fator a ser ponderado na adoção de padrões. muito provavelmente. três quesitos são de primordial importância: (1) rádio acesso de banda larga. A rede básica do sistema deverá ter como base o GSM. O projeto de um produto pessoal como o terminal de assinante para o celular ou PCS vem também se tornando num desafio crescente para a indústria. O WLL de banda estreita tem sido utilizado em substituição aos fios/cabos de cobre para conectar telefones e outros dispositivos de comunicação com a rede de telefonia comutada pública. Os delegados do ETSI reunidos em Paris em 29/01/98 concordaram com a adoção de um padrão de interface aérea para a terceira geração que incorpora elementos de duas tecnologias: W-CDMA (Wideband Code Division Multiple Access) e TDMA/CDMA (híbrido de "Time Division Multiple Access/Code Division Multiple Access").ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Econômica e tecnicamente falando. e (3) alta capacidade. tem plenas condições de atender também a esses quesitos. Os terminais têm se tornado cada vez menores. UMTS. (3) tarifação adequada para aplicações multimídia.TELECOMUNICAÇÕES convencional quando se encontram ausentes ou ainda como telefone principal de suas residências quando estão em casa. A versão detalhada da solução européia será apresentada à ITU (International Telecommunications Union) em junho de 1998. a uma taxa de adesão da ordem de 50 mil assinaturas por dia e prevêem-se algumas centenas de milhões de usuários por volta de 2002. 124 PROF. (6) WLL (Wireless Local Loop) de banda larga. a criação de um padrão independente para o UMTS seria injustificável dado o enorme investimento para a viabilização das redes celulares digitais já em uso. época prevista para a entrada em operação do UMTS. A evolução em direção aos serviços de telecomunicações móveis universais. deverá ter como base a estrutura do GSM. O GSM. 2 Mbps para comunicações em ambientes internos e pelo menos 144 kbps para ambientes externos). banda atribuível sob demanda (por exemplo. (2) variedade de tipos de tráfego compartilhando o mesmo meio.

1997.Princípios e Tendências. por exemplo. 2nd edition. utilizando dispositivos portáteis. e outros estão tentando concentrar todas as funções de um telefone em um cartão de crédito comum. públicas ou de corporações. nas seguintes publicações: • Hélio Waldman e Michel Daoud Yacoub: Telecomunicações . Reino Unido. Prentice Hall series in advanced communications technologies. IEEE Press. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 125 . funcionar como calendário. A Nortel já introduziu um terminal GSM que combina voz digital e serviço de dados e serve também como um organizador eletrônico pessoal. livro de endereços. "e-mails" e mensagens curtas. telefonia. Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados. Uyless Black: Emerging communications technologies. na maioria dos casos. Virtualmente. todo esse poder de processamento deverá estar concentrado em um único "chip".ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES A Hewlett-Packard Co. Adicionalmente. Os laboratórios de pesquisa da British Telecom. comunicação de dados e um assistente digital pessoal. A AT&T. A integração da tecnologia de computação com a de comunicações e a eletrônica de estado sólido deve se constituir na base para sistemas multimídia com fantásticos poderes de processamento. LCD (Liquid Crystal Display). conhecido como PDA (Personal Digital Assistant). está introduzindo um equipamento que permite aos usuários enviar e receber dados em uma rede celular e que recebe "e-mails" no próprio terminal equipado com uma tela de cristal líquido. ter acesso a serviços da Internet e bases de dados. bloco de rascunho e calculadora. qualquer indivíduo poderá ter acesso às comunicações sem fio e estará enviando ou recebendo "e-mails". A Alcatel e a Sharp Electronics desenvolveram terminais GSM equipados com telas com capacidade gráfica onde são apresentados ícones e teclados que permitem acesso a funções com apenas um toque. Ron Schneiderman: Future talk .The changing wireless game. • • PROF. A Sony vem trabalhando há anos num sistema que efetua traduções em tempo real. "faxes". com capacidade para três linhas. 1997. estão desenvolvendo um comunicador pessoal como peça de vestuário e que combine vídeo. dentro de algum tempo. de forma que pessoas de países diferentes possam estabelecer uma conversação normal em línguas diferentes. divisão de "Wireless Services". Editora Érica. 1997. vídeo e. O novo "Nokia 9000 Communicator" pode enviar e receber "faxes".

TDMA e GSM CDMA 1 2 4 5 7 6 1 3 1 1 1 1 1 1 Sistema AMPS .1 CÉLULAS CDMA: PADRÃO DE REUSO UNIVERSAL AMPS.3 setores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . padrão de reuso de 7 células Sistema CDMA . padrão de reuso universal 17. Espalhamento Espectral A Espectro necessário para o sinal A Espectro necessário para o código A Espectro necessário para o sinal + o código f f f 126 PROF.3 setores.TELECOMUNICAÇÕES 17 TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA TELEFONIA CELULAR 17.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 MODULAÇÃO CDMA Técnicas de Spread Spectrum Consiste em se combinar o sinal de informação com um código cuja taxa é bem superior.

CDMA .CDMA . Hard Handoff .CDMA O telefone móvel não troca de freqüência de uma para outra célula CDMA. Hard Handoff .AMPS O telefone troca de freqüência. de um canal digital para um canal analógico. ou seja a unidade móvel troca de célula de operação. O receptor recebe o sinal de todos Todos os sinais chegam superpostos.Praticamente Impossível 15.3 ESQUEMA BÁSICO DO CDMA Todos os equipamentos (Estação Rádio Base e Unidades Móveis) trabalham na mesma freqüência.TELECOMUNICAÇÕES 17. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 127 .Dificulta Pirataria CDMA .6 Qualidade de Voz PROF.CDMA . Além da possibilidade da unidade móvel trocar de célula de operação poderá dentro de uma mesma célula trocar de setor.Ocorre o handoff de uma célula para outra.CDMA O telefone troca de freqüência de uma para a outra célula CDMA. Só o código pode separá-los.Vulnerável TDMA . de um canal analógico para um canal digital. 17. Hard Handoff .CDMA . Soft Handoff .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .CDMA O telefone troca de freqüência.AMPS . 17.Ocorre o handoff entre os diferentes setores da mesma célula e também entre células.4 HANDOFF AMPS e TDMA .5 PRIVACIDADE AMPS .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . sujeito a interferências Pouco inferior.6 CUSTO Baixo custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. Caixa Postal (identificação).4 k bits/s). Interceptação de número chamador.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Alto custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. Melhor que o TDMA (vocoder 14.6 k bits/s). 17. Baixo custo das Estações Rádio Base. Pager.8 REFLEXOS PARA O USUÁRIO DA TECNOLOGIA DIGITAL Qualidade de voz Menor consumo de bateria Novos serviços • Identificação usuário chamador • Identificação de mensagem no Correio de Voz (Caixa Postal Inteligente) • Pager • Fax • WAP 128 PROF. AMPS TDMA - CDMA - 17.7 FACILIDADES Nenhuma facilidade adicional. menos sujeito a interferências Idêntico ao TDMA (vocoder 9. Alto custo das Estações Móveis. AMPS - TDMA e CDMA - 17.TELECOMUNICAÇÕES AMPS TDMA CDMA - Boa.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 129 . • Ericsson + Nokia. Características do teste: • W-CDMA de 5 MHz de Largura de Banda.TELECOMUNICAÇÕES 17. Matsushita e NEC.9 W . • Em Abril de 1998 foram realizados testes INDOOR • Em Outubro de 1998 foram realizados testes OUTDOOR PROF. • ETSI (EUROPEAN TELECOMS STANDARDS INSTITUTE) • UMTS (UNIVERSAL MOBILE TELECOMS SYSTEM) • 1925-1975 MHHz E 2110-2170 MHz. • 1875-1975 MHz e 2110-2160 MHz. Taxas de Dados do W .CDMA: • 144 kbps • 384 kbps • 2 Mbps O primeiro teste de campo do W-CDMA foi realizado no Japão.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .CDMA Regulamentação: • ITU-T (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION) • IMT2000 (INTERNATIONAL MOBILE TELECOM) ou FPLMTS (FUTURE PUBLIC LAND MOBILE TELECOM SYSTEMS).

• Desafogamento das Linhas Telefônicas. • Baixo Custo. • Melhor penetração em edificações. • Velocidade. cujas características são: • Unidirecional. • Recepção instantânea. • Economia de Tempo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Portátil. • Chamadas em Grupo. • Serviços Agregados 130 PROF.1 INTRODUÇÃO Paging é um sistema de telecomunicações sem fio. • Agenda Eletrônica. • Memória (Follow-UP). • Excelente relação custo benefício. • Bateria de longa duração. Benefícios do Paging: • Privacidade.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 18 PAGING 18.

TELECOMUNICAÇÕES 18. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 131 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO PAGING Comunicação Custo Privacidade Portabilidade Duração da Bateria Chamada Grupo Unidirecional Fixo Total Ótima Longa Sim CELULAR Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Não TRUNKING Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Sim PROF.

3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO TIPO PAGING VANTAGENS • • • • • • baixo custo total privacidade acesso a grupos memória portabilidade bateria DESVANTAGENS • unidirecional • garantia de recepção da mensagem CELULAR • bidirecional • status • portabilidade • • • • • • • • • • alto custo pouca privacidade cobertura limitada baixa penetração bateria cobertura limitada acesso restrito sem privacidade tamanho bateria TRUNKING • bidirecional • acesso a grupos 132 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 18. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

4 HISTÓRICO • 1921 . Objetiva a mensagem.microdiapasão. • Depois disto vieram os sistemas seletivos assistidos por operador .“BIP” Intelco S/A. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 133 . Reflex e Inflexion.Rádio Móvel da Polícia de Detroit USA. Ocupa muito espectro. Visão Geral do Pager: • Os primeiros sistemas eram não seletivos e assistidos por voz.Início das Telecomunicações sem fio . • 1995 . • Sistemas seletivos assistidos ou não por operador para o protocolo POCSAG (Tom. Ocupam espectro. • Anos 70 .Operação do 1º sistema no Brasil . • Anos 80 . Numérico e Alfanumérico). ALFANUMÉRICO: Cairam bem ao gosto do brasileiro.Criação dos protocolos Flex. Não sabe quem ligou VOZ: Recebimento agradável. PROF. Voz. • 1976 . TOM: Economia do uso do espectro ao tempo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Criação do protocolo POCSAG. Alcance limitado NUMÉRICO: Econômico (preço e uso do espectro).Operação do 1º sistema alfanumérico POCSAG no Brasil.

Automática . A informação armazenada no banco de dados diz ao terminal VDT: • • • • • Para qual pager que está indo a informação. 2 . Que formato está (protocolo GSC ou POCSAG).base: Converte os dados provenientes do paging terminal em um sinal modulado em uma dada freqüência (931 MHz) a uma dada potência (até 500 W).5 SISTEMA BÁSICO ATUAL 1 .DTMF.Operadora.Modem/RS232. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 134 .6 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR O paging terminal ou codificador é um bastidor que contém um processador direcionador ao banco de dados do sistema. PROF. 4 .Gravação. Digital . 3 .Conjunto Transmissor ou estação . • Executa a validação do capcode e converte o número e a mensagem no protocolo apropriado. Que área de cobertura de saída o pager deve ser usado.Fonte de Entrada: • • • • Assistida . Expressa . 18. Quanto tempo a mensagem de voz ou dados é permitida.Receptor ou Pager Típico receptor FM ajustado para as freqüências específicas do sistema paging com sensibilidades típicas entre 6 a 10 micro V/m. Qual a prioridade dele.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Codificador ou Paging Terminal: • Recebe o número do pager e a informação.

Link de RF • Pode-se conectar mais de 1 transmissor. • Muito utilizado em sistemas com um único transmissor.7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR Conexão par trançado ou cabo coaxial • Um par de fios na saída do terminal. • A saída do receptor de microondas é conectado ao transmissor do sistema paging. • Freqüência do Link 75 MHz. Microondas • A saída do terminal conecta com o transmissor de microondas. PROF. Satélite • A saída do terminal é conectado ao enlace de subida do transmissor do satélite. • A saída do receptor do satélite é conectado ao transmissor do sistema paging.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 135 .

• Aumento do consumo de energia.4 vezes maior num dado ponto da recepção. Altura da Antena: • Dobrando a altura da antena.É a técnica do envio do sinal paging a partir de 2 ou mais transmissores ao mesmo tempo (para o aumento da área de cobertura): Problema: Área de sobreposição de sinais Solução: Sincronismo dos atrasos de envio da mesma informação para vários transmissores do sistema através de um controlador de rede. PROF.8 SIMULCAST SIMULCAST . dobramos a intensidade do campo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 136 . • Limitação pelo Ministério das Comunicações.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.9 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA Potência de Transmissão: • Dobrando a potência do transmissor na prática. • Depende somente da especificações do fabricante. • Perda nos cabos Sensibilidade de Recepção: • É a intensidade de campo necessária para o pager atender a chegada do sinal de RF. o aumento da intensidade de campo será de 1. 18.

Existem 2 tipos de protocolos: em formato de tom (transmissão analógica e binário (transmissão digital) Analógica: • Formato de codificação em tons. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 137 . Freqüência de Transmissão: • Em áreas urbanas / metropolitanas.1983 Motorola PROF.bip.: 2 tons.)). • UHF: 451 MHz e 931 MHz. Perda no Caminho: • Atenuação do sinal propagado ao longo do caminho do transmissor ao pager.: • GOLAY . Ex. Digital: • FSK. obtém-se melhores resultados em altas freqüências.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Ganho da Antena • Depende das especificações do fabricante (não há variações significativas). neblina) ou artificiais (edifícios. muros. etc. 5/6 tons . Fading: • É o fenômeno no qual o nível de sinal varia dentro de uma pequena distância devido a propagação multicaminho (reflexão por obstruções naturais (chuva. Ex. • O Ministério das Comunicações especificou as seguintes freqüências: • VHF: 35 MHz e 169 MHz.

• Conexão (via RS232) do pager com o laptop. etc.Vida útil da bateria é alta (4 meses para 2 mensagens/dia). desvio de ligações.Post Code Standardisation Adivision Group Acomoda até 2 milhões de códigos/pagers. etc. • Pager Privado: • Alcancer em torno de 4Km (P=5W). .Possui proteção de erros contra fadings multipercurso (causado por Simulcast).. • Agendamento de compromissos.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • POCSAG . .1992 Possui sistema Roaming. .European Radio Message System . 456. GOLAY. • FLEX .modem sem fio. 462 e 467 MHz).Incorpora plataforma de implantação para os sistemas direcionais e de voz. . 18. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 138 . etc). 18. ERMES. • Uso em outras cidades/estados/países através de acordo entre as operadoras ou com a utilização de pagers de freqüência sintetizada. .Pode ser implantado em cima da infra-estrutura já existente e trabalha conjuntamente à outros sistemas (POGSAG. • Sistema 900. • ERMES .11 NOVAS TECNOLOGIAS • Comunicação de Dados Unidirecional (ponto a ponto ou multiponto) . • 4 Frequências (451. caixa postal de voz. • Monitoração remota de máquinas. • Criação de redes tipo EMBARC (Eletronic Mail Broadcast to a Roaming Computer). • Ramal telefônico virtual.Apresenta sistema aperfeiçoado de detecção de erros do envio de mensagens. notbooks. secretária eletrônica. • Auxílio para os serviços e-mail. PROF.Apresenta velocidade de até 6400 bps . palmtops.Suporta até 5 bilhões de endereços e até 600 mil pager numérico por canal (redução do custo por usuário).10 APLICAÇÕES PARA O PAGER • Chamadas em grupo.

• Melhora substancial na utilização eficiente do espectro (901 e 902 MHz para a transmissão e 930 e 940 MHz para a recepção). PROF. • Alta capacidade de transmissão/recepção de dados. sinais vitais do corpo humano. • Controle e levantamento de inventários em tempo real de máquinas automáticas (refrigerantes. • Voz também. etc).EUA .assimétrico • Pact da AT&T . Protocolos: • Reflex e Inflexion da Motorola .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Comunicação de Dados Bidirecional: (Paging two way) • 1994 .Resposta longo ou ao simples apertar de 1 botão de identificação do usuário. • Técnica de reutilização geográfica de freqüência. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 139 . Aplicações: • Rastreamento nacional de veículos. • Aplicações que combinem a utilização de PDA’S com atualização de banco de dados. • Envio garantido através da confirmação da mensagem enviada . dados e fax a partir de 1 computador conectado a internet para os sistemas paging bidirecionais (protocolo TME/TDP).PCS de banda estreita (NCPS). • Transmissão de texto.simétrico. sistemas de alarmes. • Atualização remota de um banco de dados. • Sistemas de despachos eficientes para entregadores e operadores de frotas de veículos. combustíveis.

PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 140 .simples.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.12 CONCLUSÃO • Paging . baixo custo e satisfatório para a maioria das necessidades dos usuários. • Complementar aos sistemas novos (aperfeiçoamento em relação a estes). • Maturidade do serviço.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 141 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR) 19.1 INTRODUÇÃO Conceito de Troncalização: I N T L E I D R N E L H I A G S A Ç Â O U S U Á R I O CENTRAL TELEFÔNICA U S U Á R I O S CENTRAL TELEFÔNICA L I N H A S T R O N C O Fundamenta-se no princípio de compartilhar um número reduzido de enlaces de comunicação por um grande número de assinantes. PROF. Histórico: Os STR nasceram nos EUA entre 77 / 78 como imposição do FCC para solucionar problemas de interferências e congestionamentos nas bandas de VHF tendo como documento básico o APCO 16.

19.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda de freqüência: 800 MHz com separação de 45 MHz entre TX e RX Em New York existem 56 STRs em 800 MHz sem nenhum tipo de degradação de serviço ou interferência. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 142 . bombeiros e defesa civil) Empresas de Petróleo Serviços de segurança em geral (aeroportos. telefone e luz).2 COMPARAÇÃO Sistema Troncalizado Todos os grupos de conversação acessam qualquer canal Uso eficiente dos canais melhorando a utilização dos canais Estabelece filas de espera Troncalizado Sistema Convencional 1 canal para cada grupo de conversação Utilização ineficiente dos canais Espera por canais Convencional BALCÃO BALCÃO CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PESSOAL LIVRE (CANAIS) CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PROF. Segurança pública (polícia. shoppings e fábricas). Aplicação Empresas prestadoras de serviços (água.

PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.3 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS RPTR A RPTR B A A A B B B .Qualquer rádio pode usar as repetidoras A ou B.O sistema seleciona qual repetidora usar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 143 . .

Estabelece filas de espera.7 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS DESVANTAGENS . Sem canal de controle dedicado 2. Com canal de controle dedicado 19.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. Habilita prioridades no alto tráfego.Fácil implantação . Dificulta a escuta por “Scanners”. Usuário não precisa selecionar canais.Não estabelece filas . Estabelece comunicações privadas.4 • • • • • • POR QUÊ TRONCALIZADO? O sistema troncalizado melhora a utilização espectral.Custo Baixo . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 144 .Não possibilita sítios de repetição PROF. COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO TRONCALIZADO Alguns sítios com grande cobertura Unidades com potência maior (3-35 watts) Decisões do sítio depende do rádio Chamadas orientadas de rádio para rádio e telefone Chamadas orientadas Despacho/Grupo e individuais Comunicação em rádios semi-duplex e fullduplex 19.Todos os canais para transmissão de .5 CELULAR Muitos sítios com pequena cobertura Unidades com baixa potência (1/2-3 watts) Decisões do sítio realizadas pelo sistema Chamadas orientadas para telefone Chamadas orientadas de um para um Comunicações em full duplex 19.6 CANALIZAÇÃO Existem duas técnicas para realizar o controle da troncalização: 1.Controle de colisões limitado .Tempos de acesso longos .Interferência entre usuários de mesmo voz grupo .

esperando por uma atribuição ao canal de operação.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.Priorização de filas de espera (Emergência) .Tempos de acesso baixos . qualquer canal • Dados em alta velocidade (9600 BPS) para controle positivo das unidades • Unidades ficam sintonizadas no canal de controle.Eliminação de interferências entre usuários .Rastreamento das unidades (Roaming) .Transmissão de dados e voz criptografada DESVANGEM . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 145 .9 CANAL DE OPERAÇÃO • Quantos forem necessários • Processa as mensagens de comunicação (voz.Custo alto 19.8 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS .10 CANAL DE CONTROLE • Somente um em cada sítio. dados) • Dados alta velocidade (9600 BPS) para: • Confirmação e Handshake • Número Telefônico • Desconexão digital • Dados em baixa velocidade (150 BPS) para controle das unidades: • Chamadas individuais/ de grupo/ de sistema • Rechamada ao grupo original • Unidades emitem tom de 75 HZ 19.Permite cobertura ampla (redes) .Controle de colisões/estabelecimento de filas . • Dados pelo canal de controle: PROF.

e estará sempre controlando os rádios do sistema. cada vez que o PTT é acionado Direciona os rádios para canal de operação Atualiza atividades em andamento para entradas tardias Desabilita unidades Login no multisítio Reagrupamento dinâmico 19. • Um grupo de conversação é um conjunto lógico de unidades. • Todo rádio tem um ID físico (número de série). • Existem 16.000 no Motorola. 2. • Todo rádio pode selecionar entre um ou mais grupos de conversação. PROF. porém não é utilizado para sinalização.11 COMPONENTES DO STR 1. sem interferir em outro grupo • Hierarquia de endereçamento • Sistema (Paraná) • Agência (Superintendência Regional) • Frota (Departamentos Regionais) • Subfrota (Centros Regionais) • Unidade Individual Informações importantes: • Todo rádio tem um único ID de unidade.000 no Motorola.12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA • Divisão das unidades de rádios em grupos • Usuários de rádios de um grupo podem se comunicar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 146 .383 ID’S de unidade no sistema Ericsson e 48. • Um dos canais será sempre o canal de controle. 4.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • • • • • • Pedido de chamada.048 ID’S de grupos de conversação no sistema Ericsson e 4. • Existem 2. 3. Sítio de Repetição Gerência do Sistema Equipamentos para Cobertura Ampla Equipamentos de Usuários 19.

3.Emergência .Sistema .Individuais 19. • O equipamento recebe requisição. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 147 . • Transmissões subsequentes são realizadas através de qualquer um dos canais de operação disponíveis. 4.Grupo . 7.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.Dados Digital Tipos de Chamadas Chamadas de: . 2.13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS CHAMADA Parâmetros Modos de Comunicação .Voz Analógica . • A unidade de rádio e o canal de operação se conectam rapidamente. • Em menos de meio segundo o canal é conectado e o operador é orientado que a comunicação pode prosseguir. • Um sinal audível de rádio indica ao operador que um canal foi conectado e que a comunicação pode ser iniciada.15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS • O rádio continuamente monitora o canal de controle. • Este procedimento é repetido várias vezes durante a conversação.14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS 1. esperando por instruções. • Quando uma chamada deve ser realizada.Voz Digital . De grupo De anúncio De alerta Privativa De emergência De sistema Interconexão telefônica 19. PROF. 6. • A unidade de rádio recebe a cessão do canal de operação e conecta seu transmissor e receptor de Frequências ao novo canal. conecta um canal de operação disponível e envia uma mensagem digital de retorno através do canal de controle. operador do rádio pressiona o botão PTT e o rádio envia uma mensagem digital via canal de controle para indicar ao equipamento a necessidade de um canal para comunicação. 5.

3.F. 4. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 148 .18 PROTOCOLOS 1.16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA 1. 2. 3. Acesso rápido Repetição de acesso Fila de espera e chamada de retorno Prioridade ao usuário recente Tons de restrição de acesso Atualização contínua das designações Proteção contra designação incorreta Proteção de acesso. 5. Múltiplos canais de voz Rotação do canal de controle Desativação de receptor e transmissor por interferência Auto diagnósticos Failsoft 19. 4. 6. Especificação britânica MPT 1327 LTR (E.17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE 1. 2. nenhum retardamento é imposto ao usuários em obter uma liberação de reconhecimento do canal. 3.Johnson) Smartnet (Motorola) EDACS (Ericsson) PROF. 5. 4. 19. 8. 19. 7. 2.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Devido a alta rapidez da sinalização digital usada no STR.

. atraindo de vez a atenção dos investidores externos. • Sistema digital: viável para grandes metrópoles (SP. 80. RJ e BH) • Possível competição com o celular no futuro (depende da Legislação) PROF.... RMD e Splice.. assegurando a interconectividade e a interoperabilidade de várias redes.000 usuários • 1997 .000 usuários • 1996 .000 usuários • Principais fornecedores: Motorola...200..100. • MERCADO • Ainda é um serviços desconhecido com dificuldade de comercialização. • Existem aproximadamente 460 permissionárias para operar o serviço em 149 locais. • Mercado mais concorrido: São Paulo. • 1995 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 149 .20 CONCLUSÃO • LEGISLAÇÃO • Interconexão com rede pública e telefonia móvel celular estão garantidas na lei mínima que regulamenta o setor. Ericsson e EF Johnson..SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19....19 STR DIGITAL Vantagens: • Aumento da capacidade dos canais • Aumento da qualidade do serviço • Aumento do sigilo • Oferece serviços de telefonia em mais alta escala 19. onde os consórcios Airlink e Mcomcast têm 315 dos 420 canais disponíveis estando ainda presente a MCS rádio e telefonia.

1 SATÉLITE GEO GEO . Intersputrik. Exemplos de Sistemas: Intelsat.mais barata.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20 SATÉLITE 20. DTH . Imarsat.rede de dados de grande porte (+ de 100 pontos).36.DAMA .Brasilsat . SCPC . Intermediário entre VSAT e SCPC. DIGISAT).Tecnologia Ku . Columbia (NASA).Direct to home .Very Small Aperture Terminal . .B. SCPC .rede de dados de menor porte .Antenas de 60 cm + decoder (TVA e Globo transmissão digital + de 100 canais de audio e vídeo).000 km de altitude. dados (DATASAT.Geoestacionarius Earth Orbit . Atualmente não é possível o PCSS (Personal Communications Satellites Services). PROF.Single Channel per Carrier . Os Satélites tem vida útil de 15 anos. Panamsat. VSAT . Características: • • • • Bandas C (6/4 GHz) e Ku (14/11/12 GHz) Alto tempo de retardo para telecomunicações bidirecionais. “Parados” na linha do Equador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 150 . Orion. Aplicações: Telefonia.(Demand Assigned Multiple Acess).

2 SATÉLITE MEO MEO . Hand off entre um minuto e 30 segundos.000 km de altitude.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. Necessita mais satélites para cobertura mundial em relação ao GEO.P e Odyssey.4 SATÉLITE LLEO LLEO .Medium Earth Orbit . PROF. Características: • • • • • Menor Custo em relação ao GEO.Inmasat .Litle Leos . Globalstar. Aceita PCSS. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 151 . de PCSS . Terá sistema dual para os terminais PCSS (infra-estrutura terrestre e espacial=parceria).000 km de altitude. Ex. Hand off em média de 6.10 a 15. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Orcomm. Starsys. Aceita PCSS.Low Earth Orbit . 20. 20.3 SATÉLITE LEO LEO . Características: • • • • • • Menor custo em relação ao sistema MEO. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Iridium.5 minutos. Ecco. Vitasat. Melhor qualidade do sinal. Necessidade de antenas de recepção menores.2. Maior quantidade de satélites em relação ao MEO.satélites pequenos de baixa órbita.

D900. previsão de operação: 1998.6 GHz) para o acesso usuário . Numeração de 15 dígitos.00 / mês . Banda L (1.5 anos. ODYSSEY .Internacional Maritime Satellite Organization. Projeto de US$ 4.5 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS GLOBALSTAR . hand off de 1 minuto. • Possui 11 satélites geoestacionários. GSM.500.5 minutos. US$ 2. Duas estações na América do Sul . INMARSAT . CDMA. 2 centros de controle: EUA e Itália.TRW / Teleglobe. 66 satélites (os primeiros serão lançados no final de 96). Banda Ka para comunicação entre os satélites (23 GHz) e para acesso as estações de controle gateway (19 e 29GHz).vida útil 7. mensalidade de US$ 50 e US$ 3 por minuto.00 / minuto Vida útil dos satélites: 5 anos.00 .2 bilhões.linha e aparelho. Land off de 30 segundos.central Siemens GSM .Motorola / Sprint / INEPAR • • • • • • • • • • • • • Início de operação: 1998. • • • • 12 satélites Hand off de 6. TDMA. Custo mais baixo .uma no Brasil.satélite.Loral / Qualcomm / Alcatel. Estações de rastreamento dos satélites: Canadá. PROF. terminais compatíveis com AMPS. Gateway . IRIDIUM .US$25. Vida útil de satélite .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.US$ 1. • • • • • Sistema CDMA. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 152 .5 anos. 56 satélites (48 ativos e 8 reservas) .

Kyocera. Hyundai.50 Valor estimado US$ 750. IRMARSAT P • PCSS composto de 10 satélites .00 US$ 1 mil a US$ 1. etc. MARCELO DIOGO DOS SANTOS ICO 10 10 anos TDMA 12 não definido US$ 3 bilhões US$ 2. C. Alcatel.2 bilhões US$ 0. Fimmecanica.MEO.00 2000 TWR.5 bilhões US$ 5. B. ECCO .65 US$ 400. France Lockheed Telecom.Ministério das Comunicações / INPE.00 US$ 3 mil do aparelho Início das 1998 1998 operações Parceiros do Loral/Qualcom Motorola. Teleglobe não definido não definido 153 .8 .25 bilhões Valor do US$ 0. • Vida útil: 10 anos.500 2000-2005 44 INMARSAT Portugal Telecom ODISSEY 12 15 anos CDMA 7 não definido US$ 3.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Vários serviços: Irmarsat M.sistema voz e dados com baixa velocidades para unidades móveis (veículos. Air Touch Parceiros no Grupo JAN Inepar Brasil PROF. navios.) e portáteis (maleta). • US$ 2. projeto m.. Vodafone.00 / minuto.. COMPARATIVO ENTRE OS PROJETOS Características GLOBALSTAR IRIDIUM Nº de satélites 48 66 Vida útil dos 7.00 impulso US$ 0. • 12 Satélites (um de reserva). • Supervisão de frotas. DASA. A e P .35 a US$ 3.5 anos 5 anos satélites Tecnologia CDMA TDMA utilizada Nº de gateways 70-100 11 (mundo) Nº de gateways 46 1 (Brasil) Investimentos US$ 2.

Supervisão de frota. sistemas de segurança. É um monitoramento baseado em comunicação de duas vias (Central de Controle . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 154 .6 APLICAÇÕES AVL .Automatic Vehicle Location.Global Position System. A partir dos sinais transmitidos é que a antena GPS informa a posição do veículo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. Data broadcasting .: Gazeta Mercantil . Informa a posição exata dos veículos em transito. PROF. Rádio AM e FM.distribuição de informações. Ex. Utiliza transmissões via rádio convencional ou troncalizado (trunking) para comunicação de voz e de dados. Sistema composto por 24 satélites que transmitem continuamente (24 horas por dia) sinais de rádio sob qualquer condição de tempo. GPS .Veículo e Veículo-Central de Controle). além de captar os dados gerados pelos sensores instalados na frota.Impressão simultânea por todo o país.

1997 . capazes de processar a informação e de enviá-la de acordo com o destino e nível de utilização da rede.Ativação comercial. 1990 . Objetivo: Globalidade O sistema Iridium foi projetado tendo em conta o objetivo de globalidade.Concepção por 2 engenheiros da Divisão de Comunicações por Satélite da Motorola . assina contrato de compra do Sistema Iridium da Motorola (US$3.Desativação do Sistema no Brasil.Lançamento dos primeiros satélites. 2000 .Criação da Iridium Inc. Iridium .4 bilhões). 1991 .Setembro .FCC regulamenta as freqüências. a fim de ser realmente global.Iridium Inc. 1993 .nº atômico = 77 satélites inicialmente . Devido a existência de localidades onde não é possível ou conveniente instalar uma estação terrestre. Esta solução tecnológica extremamente avançada requer satélites “inteligentes”. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 155 . PROF. Satélites Inteligentes Resultam de um sistema que permite a conexão de cada um dos satélites com os satélites que se encontram a sua volta. 1995 .Anúncio Oficial e Solicitação da Licença junto a FCC.hoje 66 satélites. o sistema teria que depender o menos possível da existência de tais estações.Arizona (EUA). 1998 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 21 PROJETO IRIDIUM Histórico 1987 .

o satélite mais próximo. seleciona a modalidade satelital ou terrestre. LLC .3 antenas .. Bandas / Faixas de Freqüência Enlaces de serviços de Banda L = 1610 a 1626. Número de planos orbitais = 6 ( 11 satélites por plano). Vida Útil = 5 . em função da compatibilidade e disponibilidade do serviço celular terrestre.5 a 2500 MHz (espaço-terra). o usuário. Altura Orbital = 780 quilômetros.16 feixes / antena.Responsabilidade Regional Provedor de Serviço . Feixes/Satélite = 48 dinamicamente controlados .Complementar ao Serviço Celular Terrestre O Terminal Iridium Quando um terminal é ativado. nome. determina automaticamente a situação do crédito e da localização do terminal.8 anos. Peso do Satélite (com combustível) = 700 quilos. crédito. Período Orbital = 100 minutos e 28 segundos.Infra-estrutura Internacional Operador de Gateway(s) .Presença no Mercado Modo Dual . Segmento de Espaço Número de Satélites = 66 interconectados ( mais 6 de reserva .1 por plano orbital). empresa. O terminal Iridium prevê também a utilização de um cartão SIM que tem todos os dados do usuário (número telefônico. Desta forma. conjuntamente a rede Iridium. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 156 . etc.. 2170 a 2220 MHz / 2483.) podendo ser utilizado em qualquer terminal Iridium. domicílio.5 / 1990 a 2200 MHz (terra-espaço).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Estruturação Iridium.

Sede: Washington DC.00 157 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .00 3.multi mode • Dados / Fax / Paging = 2400 baud Lançamento McDonnel Douglas Delta II = 5 Satélites Iridium Khrunichev Proton = 7 Satélites Iridium China Great Wall Long March = 2 Satélites Iridium Preços Estimados Terminal Assinatura Ligação por minuto = US$ = US$ = US$ 3.4 . Banda Ka.Estação Costeira da Embratel . Enlaces Gateway Downlinks (Enlace de Descida) = 19.29. 11 Gateway: 1 no Rio de Janeiro: Guaratiba . Equipamentos Siemens GSM-D900 Communications.00 50.6 GHz.000.38 GHz.19.23. Cada satélite poderá controlar até 1920 conversações simultâneas de voz.4 kbits / s .1 . Tecnologia GSM Global Systemm for Mobile Taxas de Transmissão / Lançamento Taxas de transmissão • Telefone / Voz = Full-duplex. Banda Ka.3 GHz .18 . 2.de 60 a 120 mil ligações ao mesmo tempo. Banda Ka Uplinks (Enlace de Subida) 29.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Enlaces inter-satélites = 23.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 158 .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 159 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 160 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

maiores. demonstram-no. para um gateway (estação de rasteio) no solo. Quando efectua uma chamada com recurso à rede por satélite. de acordo com o tipo de órbita do(s) satélite(s) usado(s). os telemóveis por satélite combinam normalmente a ligação à rede orbital com a possibilidade do roaming alargado com as redes GSM. de duas formas: usando constelações em órbita geoestacionária e usando satélites não geoestacionários. ora indirectamente por intermédio de ou mais satélites da mesma constelação. se aproximam estética e funcionalmente dos aparelhos GSM. Com unidades de tamanho variável mas que. na ordem dos biliões de dólares. estes satélite podem ter períodos orbitais . ora directa. com um peso médio a orçar a casa das 200 gramas.1 SISTEMAS NÃO GEOESTACIONÁRIOS Os sistemas não geoestacionários. utilizam satélites em órbitas baixas (700 a 1500 Km acima da superfície) a médias (10000 Km. tarefa fácil. O utilizador PROF. dois dos principais operadores. O gateway encarrega-se de a inserir na rede por fios convencional. o móvel entra em contacto com o artefacto espacial mais próximo que orienta a chamada. não é.de revolução em torno da Terra . no entanto. a experiência mostra que a viabilização dos projectos passa quase inevitavelmente por alguns reveses. ou para-global. consoante os casos. dependendo do modo de funcionamento por que opte. por GSM (quando disponível) ou deixar o aparelho escolher a melhor solução. Mesmo assim. Assim sendo. Dada a sua proximidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 161 . Os exemplos da Iridium e da Globalstar. ambos tendo enfrentado processos tortuosos de falência eminente e sido salvas por expedientes de última hora. sendo assim possível oferecer telefones movéis pouco maiores do que os convencionais GSM. só são possíveis mediante o estabelecimento de grandes conglomerados internacionais. normalmente retrácteis. como é o caso dos empregues pela Iridium e pela Globalstar. Como estão em movimento. o utilizador tanto pode fazer as chamadas invariavelmente por satélite. Os avolumados investimentos.tão baixos quanto 100 minutos. a cada instante a zona da crosta terrestre deverá ser coberta por pelo menos um. 22. apenas com antenas. Em deslocação permanente. normalmente mais (em média 2) deles.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22 INTRODUÇÃO ÀS COMUNICAÇÕES MÓVEIS POR SATÉLITE Estabelecer um sistema de cobertura global. As redes que oferecem serviços de telefone móvel por satélite funcionam. como os ICO). oferecem a vantagem imediata de não necessitarem de emissores muito potentes. no essencial.

cobrindo. de um artefacto espacial colocado em tal ponto no espaço que adquire sincronia com o próprio movimento terrestre. o conjunto dos satélites seria desorbitado. Quando a Motorola já tinha anunciado o início da destruição dos satélites. este sistema tende a introduzir um pequeno efeito de retardamento nas mensagens.000 Km da Terra. ou devido à morfologia do terreno ou deslocação do utilizador. 22. caso do Inmarsat e dos Thuraya. um satélite geoestacionário manterá sempre a mesma posição relativa no céu. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 162 . a Iridium disponibilizou o seu serviço comercialmente em Novembro de 1998. transfere-a para outro. de modo a que seja sempre possível obter cobertura. uma mesma zona do globo. reunindo 19 investidores de entre os quais a Motorola. a empresa foi obrigada a declara a falência tendo as suas acções sido suspensas da bolsa. por exemplo. Tecnicamente é assim possível fazer face à ocultação por edifícios e árvores. por conseguinte. mais seis em reserva. quando desaparece sobre o horizonte. só ser possível a distâncias na ordem dos 36.2 SISTEMAS GEOESTACIONÁRIOS Outra concepção da cobertura por satélite é a que emprega sistemas geoestacionários. porém. foi um dos principais responsáveis pelo conceito e pelo fabrico dos telemóveis.3 IRIDIUM O consórcio Iridium nasceu em 1991. o satélite e a estação terrestre que o recebe e o retransmite para o destinatário. e vice-versa para esta. na sucessão da inviabilização comercial do projecto. PROF. 22. Volvidos apenas dez meses. forçam o utilizador a utilizar unidades móveis mais volumosas. dada a pequena fracção temporal que o sinal demora entre o telefone. Em que é que consiste um satélite geoestacionário? Trata-se. em Agosto de 1999. porém. normalmente sobre o equador. permanentemente. Tal como sucede com os receptores de TV. os sistemas que se apoiam numa constelação geoestacionário. com 20% de participação. No ano seguinte sucederam-se os rumores de. Isto deve-se ao fato de a órbita geoestacionária. Depois de um investimento de sete biliões de dólares. cobrindo 100% do globo com serviços de comunicação por voz e paging. designado Iridium Satellite LCL que adquiriu a massa falida por apenas 25 milhões de dólares. É. o caso dos satélites emissores de canais televisivos. e com uma constelação operacional de 66 satélites. em Novembro de 2000. Para um utilizador no solo. Em adição. basicamente. surgiu um novo consórcio.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO estabelece a chamada com um e esse.

voz e GPS .cobrindo cerca de 80% da superfície terrestre.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO No mês seguinte. sobretudo. e manufacturados pela Ericsson. As chamadas por voz da Globalstar são das mais baratas no segmento das comunicações móveis por satélite. Com preços orçando os 750 dólares americanos. o mercado dos pequenos utilizadores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 163 . o departamento de defesa norte-americano disponibilizou-se para pagar mensalmente dois a três milhões de dólares com acesso a tempo ilimitado de uso. contribuindo decisivamente para salvar a situação. a Globalstar oferece serviços de dados. com a especial participação da France Télécom. adiou o arranque operacional para Outubro de 1999. desde os 70 graus de A empresa tem enfrentado problemas de viabilização comercial. assim. ser disponibilizados serviços de voz e dados predominantemente para a indústria e clientes governamentais.4 GLOBALSTAR A Globalstar é um consórcio multinacional. dos menos dispendiosos. estando correntemente endividada em várias centenas de milhão de dólares. da Alcatel e da Vodaphone. O que representa uma mudança de estratégia face à ambição original de fornecer. em Setembro de 1998. Estão colocados em oito planos orbitais inclinados a 52 graus de forma a fornecer uma cobertura latitude norte aos 70 graus de latitude sul. 22. Deverão. estabelecido em 1991. Qualcomm e Telital. Os satélites Globalstar têm um peso médio de 450 arquitectura bastante simples. Kgs e assentam numa CDMA (Code Division de seis satélites cada. Assim sendo. o início da exploração comercial estava previsto para meados de 1999 mas um acidente com o lançamento de um foguetão russo que transportava 12 satélites. empregando a tecnologia Multiple Access). A empresa espera oferecer brevemente um serviço de transmissão de dados a 10Kbps. no inicio de 2001 o novo consórcio Iridium Satellite LCL anunciou ter completado o de reconstituição da empresa e o restabelecimento das operações. igualmente. PROF. os telefones Globalstar são. a operação dos satélites foi contratada com a Boeing e a Motorola comprometeu-se a continuar a fornecer o equipamento aos subscritores do serviço. A partir de uma constelação de 48 satélites em órbita baixa (1414 Km). Após um investimento de cerca de três biliões de dólares.

actualmente the International Maritime Organization (IMO) a joint-venture Inmarsat chegou a agrupar oitenta e cinquenta estados cooperantes antes de ser privatizada. 22. a 35. Os satélites Odyssey reclamam uma vida útil de 15 anos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 164 . inicialmente. Destinada.5 ODYSSEY Orbitando numa órbita circular a média altitude. repartidos por três planos orbitais e com um período de rotação terrestre na ordem das seis horas. Dos consórcios multinacionais de comunicação por satélite a Inmarsat deve ser o único de que se não conhece registo de haver enfrentado a bancarrota. alargado o seu leque de operações à comunicação em banda larga de dados. a Inmarsat foi constituída em 1979.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22. a providenciar serviços de comunicação para navios. 10 (10350 Km).786 km da Terra. PROF. ainda. a constelação estará dividida em grupos de quatro satélites. O serviço estará disponível a partir de 2002. a Inmasar lançou no início da década de noventa um serviço de telefonia móvel por satélite e tem. em 1999. o que força a que os telefones móveis tenham volumes na ordem mínima do tamanho aproximado de um laptop.6 INMARSAT Acrónimo de International Maritime Satellite Organization. Os satélites Inmarsat estão situados numa órbita geoestacionária. Originalmente produto da cooperação inter-estadual. tendo iniciado operações em 1982. nascida no seio da então International Maritime Consultative Organization. bastante elevada para a média.

A variação é decorrência de uma série de fatores. atingem 128 Kbps (upload) e 256 Kbps (download). O mais avançado atinge 300 Kbps (upload) e 2 Mbps (download). usa uma técnica de espalhamento espectral que consiste na utilização de toda a largura da banda do canal para a transmissão. PROF. entre eles a distância entre o cliente e a central de telecomunicações. O adjetivo assimétrico deve-se ao fato de a tecnologia trabalhar com velocidades diferentes nas duas direções: o usuário envia dados numa faixa entre 16 Kbps e 640 Kbps e recebe dados a velocidades entre 1. Simultaneamente. usado por operadoras nos serviços de telefonia celular digital. A conexão ADSL exige a instalação de modem compatível e a assinatura num provedor que oferece acesso por meio da tecnologia. Disponível em algumas regiões da Grande São Paulo. Outra característica é o serviço de roaming global avançado. incluindo vídeo sob demanda. tecnologia de transmissão de dados de alta velocidade que usa como meio de comunicação os fios de cobre da linha telefônica comum. como desempenho entre 144 Kbps e 2 Mbps. Consiste na divisão de cada canal celular em três períodos de tempo para aumentar a quantidade de dados que pode ser transmitida. Com essa tecnologia. Mas o usuário pode assinar outros planos. América do Norte (cdma2000) e Japão (NTT DoCoMo) trabalham na sua implantação. os serviços básicos de ADSL da Telefônica . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 165 . ADSL Asymmetric Digital Subscriber Line. A geração 3G está sendo desenvolvida pela ITU (Internet Telecommunication Union).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 23 GLOSSÁRIO TÉCNICO 3G Terceira geração de telefonia sem fio. Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo – TDMA Um dos padrões de comunicação de voz via ondas de rádio. Europa (UMTS . dados e vídeo.5 Mbps e 9 Mbps.Universal Mobile Telecommunication System). designa a nova linhagem de telefones móvel capaz de oferecer uma infinidade de recursos não disponíveis na geração atual. por exemplo.Speedy e SpeedyBusiness -. Acesso Múltiplo por Divisão de Código – CDMA Também conhecido pela sigla CDMA (Code Division Multiple Access). Pelos telefones 3G devem trafegar voz. um grande número de usuários acessa simultaneamente um único canal da estação radiobase sem que haja interferências entre as conversas. Outras características importantes da tecnologia ADSL são o compartilhamento da linha de telefone como acesso à internet e a conexão sempre ativa.

A autoridade que regulamenta as telecomunicações reserva uma banda para cada tipo de serviço. é adotado nos serviços de operadoras da banda A. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 166 . E utilizado em várias partes do mundo. Atualmente. diversos projetos que empregam a nova especificação já estão em andamento. PROF. o backbone é um conjunto de linhas com as quais as redes locais ou regionais se comunicam para interligações de longa distância Banda Nome que designa uma faixa de freqüência delimitada no espectro magnético. Segundo o organismo. Em setembro do ano de 2000.ou conjunto de linhas . Backbone Conexão de alta velocidade que funciona como a espinha dorsal de uma rede de comunicação. Hoje privatizada.4 Gbps. é uma tecnologia para a transmissão de dados. e é objeto de desenvolvimento pelo Fórum ATM. Anatel Agência Nacional de Telecomunicações.à qual as redes locais se conectam para formar uma WAN (Wide Area Network). para evitar interferências entre os sinais. voz e vídeo em alta velocidade em meio digital como fibras ópticas ou satélites. órgão ligado ao Ministério das Telecomunicações. que opera na freqüência de 800MHz. ou modo de transferência assíncrono. ATM Sigla de asynchronous transfer mode. padrão analógico de telefonia celular.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AMPS Sigla de Advanced Mobile Phone System. Na internet ou em outras WANs. no entanto. as taxas de transferência atingem até 2. Banda A Primeira faixa de freqüência do espectro eletromagnético reservada pelas autoridades que regulam as telecomunicações para telefonia móvel. a banda A oferece também serviço digital. Localmente. o backbone é uma linha . o Fórum ATM anunciou uma nova especificação. o início da telefonia celular ocorreu pela banda A. No Brasil. O padrão foi definido pela ITU (Internet Telecommunication Union). com serviços analógicos oferecidos pelas empresas do extinto sistema Telebrás. encarregado da regulamentação do mercado e dos serviços do setor no Brasil. transportando os dados reunidos pelas redes menores que estão a ela conectados. que eleva essa taxa a 10 Gbps. No Brasil. A tecnologia ATM é baseada na comutação de pacotes de dados (células) com tamanho fixo de 53 bytes. denominada Utopia Nível 4.

Essa faixa varia de país para país. é a terceira faixa de freqüência reservada para o celular. A banda C. na prática. Geralmente. enquanto a banda E opera entre 1835 MHz e 1850 MHz. cujas concessões foram leiloadas pelo governo brasileiro no início de 2001.2 GHz é usada para recepção (downlink) e a que vai de 5. a banda C é composta por duas faixas: a que vai de 3.425 GHz é usada na transmissão (uplink). a banda B começou a operar em 1998. Numa transmissão de TV por exemplo. ou taxa de erro de bits. No Brasil. a faixa definida é a de 1. Há diversas tecnologias de comunicação em banda larga. Banda C Em telefonia móvel.9 GHz. é representado por potência de 10. principalmente em aplicações multimídia. Banda D e Banda E Juntamente com a banda C. Broadcast Sistema de difusão de sinais em que é transmitido o mesmo conteúdo para todos os receptores. As duas primeiras usam linhas telefônicas para a transmissão. pelo uso da unidade de medida bps (bits por segundo). é a relação entre o número de bits com erro e o total de bits enviados numa transmissão. Banda larga Comunicação de dados em alta velocidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 167 . acabou sendo substituído. sendo as mais usadas comercialmente as de 1. todas as pessoas sintonizadas no PROF. são as novas faixas de freqüência que o governo brasileiro concedeu por meio de leilão para novas operadoras de telefonia móvel pessoal. fica entre 1820 MHz e 1835 MHz. ISDN.925 GHz a 6. No Brasil. oferecendo serviços digitais. Baud Unidade de medida de velocidade de transmissão de dados na qual 1 baud equivale a uma mudança de estado eletrônico por segundo.7 GHz a 4. ou SMP. ADSL e cable modem são três exemplos. A faixa de operação das estações radiobase da banda D é de 1805 MHz a 1820 MHZ. por sua vez. enquanto a tecnologia de cable modem faz uso dos cabos de TV por assinatura.8 GHz A banda C trará novidades em relação às bandas A e B.8 GHz e 1. Nas transmissões via satélite. com recepção de dados e vídeo no aparelho telefônico. BER Bit Error Ratio. Como uma única mudança de estado pode envolver mais de um bit de dado.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda B Segunda faixa de freqüência reservada para a telefonia móvel.

Canal Percurso definido para a transmissão elétrica entre dois ou mais pontos. Clonagem Forma ilegal de copiar as características de uma linha telefônica celular para outro aparelho que não aquele pertencente ao assinante legítimo. outra ERB assume a chamada e responsabiliza-se pela continuação da conversa. o termo é usado muitas vezes para designar o envio de uma mensagem para todos os membros de um grupo. Call Center Centro de atendimento telefônico. por operadoras especializadas. linha. que contam com grande número de linhas telefônicas. razão pela qual o serviço é conhecido como telefonia celular. Estrutura montada para centralizar o relacionamento com clientes que entram em contato com uma empresa pelo telefone. Célula Área de cobertura de uma antena de telefonia móvel sem fio. seguindo uma tendência crescente. é usado para compensar as diferenças de taxas do fluxo dos dados ou de sincronia de eventos na transmissão de um dispositivo a outro. atendentes e computadores para acesso às informações contidas nos bancos de dados dos clientes. Normalmente. Como na tecnologia ADSL. circuito ou instalação.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO mesmo canal assistem ao mesmo programa. não excede 1. PROF. a velocidade de transmissão é variável. chamada estação radiobase (ERB). com os serviços de acesso à internet da TVA (Ajato) e Globocabo (Vírtua). em vez da remessa para membros específicos. Designa também o serviço oferecido pelas emissoras de televisão. Cable Modem Tipo de modem que permite a um computador conectar-se aos cabos de TV por assinatura para acesso rápido à internet. Em internet. é usado. No momento em que sai de uma célula para outra. O usuário do telefone móvel que se desloca dentro de uma região delimitada por uma célula recebe o sinal de sua chamada telefônica de uma única ERB. por exemplo. Sua extensão depende da topografia da região e da potência da antena.5 Mbps. Em comunicação de dados. Buffer Rotina ou meio de armazenamento temporário de dados. No Brasil. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 168 . É realizado pelas próprias empresas ou. Também denominado de enlace.

palmtops e celulares. Desse modo. áudio e vídeo . Concessão Autorização dada pelo órgão competente que regulamenta as telecomunicações para que uma operadora possa usar uma faixa de freqüência ou instalar uma rede de cabos para oferecer seus serviços ao público. no âmbito da prestação de serviços. O destinatário decodifica a mensagem com uma chave privada. Varia de acordo com o tempo de duração da chamada. a transmissão de voz. dados. A mensagem é codificada pelo remetente em sua origem e viaja pela internet ou outro circuito de comunicação embaralhada para que pessoas não autorizadas não consigam ver seu conteúdo. PROF. Também pode significar. em português. a concessão é cedida pelo governo. em caso de falha durante a transmissão. a concessão de serviços de telefonia é alvo de leilões. etc. a informação perdida afeta uma fração do conteúdo total. Crosstalk Linha cruzada. TVs e computadores. por meio de algoritmos matemáticos complexos.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Comutação de Pacotes Técnica de transmissão de dados que divide a informação em envelopes de dados discretos. em vez de afetar o todo.com e sem fio. No Brasil. refere-se à condição que ocorre quando uma linha de comunicação interfere em outra. Deslocamento Valor adicional pago pelo assinante de um serviço de telefonia celular quando recebe chamadas fora da área de cobertura original. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 169 . denominados pacotes. por uma única operadora. As causas mais comuns são o curto-circuito e a junção indutiva entre duas linhas independentes. Decoder Nome dado ao aparelho que recebe o sinal transmitido por uma operadora de TV por assinatura e o decodifica para que possa ser visto em um televisor.por exemplo. Criptografia Técnica que consiste em cifrar o conteúdo de uma mensagem ou um sinal de voz digitalizado. Convergência Palavra que sintetiza a tendência de união de várias tecnologias num único equipamento . Funciona com o uso de chaves ou senhas. No caso dos canais de televisão. A estação receptora encarrega-se de montar os pacotes recebidos na seqüência correta para reconstruir o arquivo ou sinal enviado.

comércio eletrônico. E-Commerce Em português. ou sistema de multiplexação por divisão de complemento de onda densa. realizada por um modem conectado a uma linha telefônica comum. por exemplo. Tecnologia que utiliza a linha telefônica comum para a transmissão de dados em alta velocidade. é a técnica usada para aumentar a acuidade e a confiabilidade das transmissões de dados em formato digital. Antena utilizada na telefonia celular.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Diafonia Transferência indesejada de energia de um circuito de comunicação a outro. usando a internet como plataforma de troca de informações. DSP Digital Signal Processing. operam nas freqüências de 900 MHz e 1800 MHz. que cobre uma determinada PROF. Dial-up Tipo de conexão de dados via internet. ou linha digital de assinante. Downlink Nome dado ao sinal de comunicação que parte de um satélite em direção a uma estação terrestre. ERB Estação Radiobase. DSL Digital Subscriber Line. ou processamento digital de sinais. O usuário de uma operadora pode usar o mesmo telefone em uma região diferente da área de cobertura original. Dual Mode Característica dos telefones móveis que permite ao aparelho operarem duas bandas de freqüências diferentes. encomenda e realização das transações financeiras. Tecnologia de transmissão de dados usada em anéis de redes metropolitanas (MANs) equipadas com cabos de fibras ópticas. Os aparelhos GSM. Forma de realizar negócios entre empresa e consumidor (B2C) ou entre empresas (B2B). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 170 . Veja ADSL. O serviço requer um modem especial e sua qualidade depende da distância entre o terminal do assinante e a central telefônica. A diafonia normalmente ocorre entre circuitos adjacentes. DWDM Dense Wavelength Division Multiplexing System.

O dispositivo que executa essa função realiza a conversão de código e protocolo para facilitar o tráfego de linhas de dados de alta velocidade com arquiteturas diferentes. Gateways Pontos de entrada e saída de uma rede de comunicações. GPS Sigla de Global Positioning System. da complexidade das regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado. Entre suas promessas estão a taxa de transmissão de até 114 Kbps e a conexão contínua com a internet. supera a tecnologia de fios de cobre.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO área geográfica (célula). Frame Relay Protocolo de transmissão de dados em rede que trafega quadros (frames) ou pacotes em alta velocidade (até 1. com um atraso mínimo e uma utilização eficiente da largura de banda. serviço de comunicação sem fio baseado em pacotes para tecnologia de telefonia móvel padrão GSM. Do ponto de vista físico. em número de canais e velocidade. com capacidade para atender um determinado número de usuários simultaneamente. Existe na forma de software e hardware. FCC Federal Communications Commission. o gateway é um nó de rede que realiza a tradução de pacotes entre duas redes incompatíveis ou entre dois segmentos de rede. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 171 . GPRS General Packet Radio Service.5 Mbps). Os sinais são enviados pela PROF. O modelo a ser instalado depende do tamanho da rede. tecnologia de localização geográfica de altíssima precisão que fornece as coordenadas (latitude e longitude) do local onde está o portador do aparelho equipado com essa tecnologia. Firewall Dispositivo para a proteção de contra-invasões de hackers ou transmissões não autorizadas de dados. Fibras Ópticas Filamentos finos de vidro ou plástico que transportam o feixe de luz gerado por um LED ou laser Sua capacidade de transmissão de dados. órgão americano que regulamenta todas as comunicações interestaduais de rádio e equipamentos eletrônicos. ou na combinação de ambos.

é um conjunto de códigos ou descrições usados para a construção de páginas de internet. HDSL High-bit-rate Digital Subscriber Line. HDTV High Definition Television. etc. responsável por receber informações que chegam de várias direções e passar adiante em uma ou mais direções. Um host tem um número específico que. é um computador que tem acesso bidirecional completo a outros computadores. D e E. Hub Aparelho de interconexão utilizado em redes de dados como Ethernet e Token Ring. Baseia-se no uso de etiquetas. Padrão digital para telefonia móvel amplamente usado na Europa e cuja presença está aumentando na América Latina. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 172 . como tamanho e tipo de fonte. ou seja. Suas especificações são abertas e favorecem a mobilidade do usuário (roaming). Diferencia-se de outras tecnologias DSL porque proporciona transmissão simétrica. serviços de correio eletrônico. Padrão de transmissão de TV com tecnologia digital que proporciona imagens com qualidade similar à dos filmes de 35 milímetros e som com o padrão de qualidade dos CDs.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO constelação de 24 satélites Navstar. inclusive no Brasil. somado ao número da rede. ou televisão de alta definição. O hub é o elemento central de uma rede local. PROF. O host armazena. Host Na internet. ou sistema global para comunicações móveis. forma seu endereço IP. a mesma taxa de transmissão em ambas as direções (download e upload). etc. O padrão está sendo desenvolvido para o uso de serviços multimídia de terceira geração (3G). HTML Sigla de Hypertext Markup Language. chamadas tags. alinhamento de texto. tecnologia de transmissão de alto desempenho por dois pares de cabos telefônicos. para a formatação dos elementos que compõem a página web. Sua capacidade vai de um micro a um supercomputador. vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. redes de impressão. onde será adotado para os serviços das bandas C. inserção de links. GSM Global System for Mobile Communications. centraliza e distribui arquivos.

Veja 3G. Iniciativa da União Internacional de Telecomunicações para criar uma família de terceira geração de telefonia móvel. Participam da Intelsat mais de 200 países. a internet evoluiu para uma rede acadêmica e hoje transformou-se no maior maio de intercâmbio de informações do mundo. As maiores operadoras de telecomunicações e canais de TV do mundo são usuárias do serviço. É planejada para operar na faixa de freqüência de 2 GHz e trafegar aplicações multimídia. como um cabo. para redes locais baseadas em Token Ring. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 173 . Nascida como um projeto militar. ambiente de negócios e fórum de discussão dos mais diversos temas. Deve incluir. aprendizado e pesquisa colaborativa. Internet2 Internet para fins acadêmicos. resultante principalmente do uso de energia de ondas de alta freqüência e da modulação do sinal. Internet Nome dado à rede mundial de computadores. Consórcio internacional fundado em 1964. Exemplos são as especificações IEEE 802. que opera uma rede de dezenove satélites. multimídia em tempo real e interconexão em banda larga. dados e vídeo. ou IEEE 802. entidade ou órgão publico) que deseje PROF. com voz.3 para LANs com CSMA/CD. Interferência Eletromagnética Dispersão de radiação do meio de transmissão. incluindo o Brasil. Assume faces como meio de comunicação. Intelsat International Telecommunications Satellite Organization ou Organização Internacional de Telecomunicações por Satélite. É usada por qualquer tipo de organização (empresa.5. governamentais e de pesquisa. na verdade a reunião de milhares de redes conectadas entre si. IMT-2000 International Mobile Telecommunications 2000. Intranet Rede interna de informações baseada na tecnologia da internet. O principal foco dos trabalhos é o desenvolvimento de uma infra-estrutura de rede capaz de suportar aplicações de ensino. Sociedade internacional que responde pela definição de padrões seguidos pela indústria mundialmente. está sendo desenvolvida conjuntamente por mais de 100 universidades americanas. entre outros recursos. Pode ser reduzida com o uso da blindagem adequada no cabo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO IEEE Institute of Electrical and Electronic Engineers. entretenimento.

Largura de Banda A largura de uma banda de freqüência eletromagnética significa quão rápido os dados fluem. no caso de redes sem fio. caracterizado pela combinação de aparelhos de mão. É o protocolo da camada 3 de rede na arquitetura ISSO. hubs ou switches. LAN Local Area Network ou rede local. A capacidade de comunicação entre os aparelhos é limitada ao alcance dos cabos de rede. a área geográfica de uma LAN restringe-se a uma sala. PROF. atua como comitê consultor internacional na recomendação de padrões de telecomunicações. na Suíça. mais informações podem ser enviadas num dado intervalo de tempo. ITU International Telecommunications Union. Estrutura que conecta vários computadores e outros dispositivos numa área definida. Conjunto de 32 bits que atribui o endereço de um computador em redes TCP/IP como propósito de localizá-lo dentro da internet. sem permitir o acesso de outras pessoas. seja numa linha de comunicação ou no barramento de um computador. proporciona uma conexão para protocolos de nível superior. Normalmente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 174 . Suas vendas fracassaram e a empreitada foi à falência em 1999. rotas para envio de mensagens. O que o usuário vê é uma interface igual à da internet. bytes por segundo (Bps) ou ciclos por segundo (Hz). além de se responsabilizar por localizar e manter o melhor caminho de tráfego na topologia da rede. Iridium Sistema de telefonia móvel e pager via satélite. um andar ou um prédio. Entre suas funções. Pode ser expressa em bits por segundo (bps). Tem sede em Genebra. rede de satélites de baixa altitude e serviços de celular para promover a comunicação. Para viabilizar uma boa performance. Quanto maior a largura de banda. O destino dos satélites da Iridium que circundam a Terra ainda está indefinido. um departamento. Órgão internacional vinculado à Organização das Nações Unidas. a LAN deve ser conectada ao backbone da rede por meio de aparelhos como bridges. assumindo funções como rastrear endereços de nós. ou da antena. reconhecimento de mensagens recebidas.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO compartilhar informações apenas entre seus usuários registrados. ou União Internacicnal de Telecomunicações. IP Internet Protocol ou protocolo internet.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 175 . Multiplexador (mux) Dispositivo de rede que permite que dois ou mais sinais sejam enviados por um circuito de comunicação e compartilhem o percurso de transmissão. é o termo usado para representar a transmissão entre unidades móveis e a sede da emissora. Há modelos que juntam duas linhas telefônicas para conseguir taxas de 112 Kbps. ou entre a conexão estabelecida com satélites e estações terrestres para a geração. Na web. que se encarrega de estender o fio até as instalações do cliente. M-commerce Abreviatura de mobile commerce. A mais comum é 56 Kbps. para transportar dados e voz por uma mesma linha. Em broadcasting. A taxa de transmissão real depende do modelo do aparelho e da qualidade da linha telefônica à qual o modem está conectado. Narrowband Em português. por exemplo.dois muxs concentram o sinal numa ponta e o dividem na outra. Diz-se que o link está estabelecido quando as duas pontas estão efetivamente conectadas. A demodulação ocorre quando o modem recebe o sinal analógico e o decodifica para um sinal digital. nome dado às conexões de baixa velocidade (abaixo de 64 Kbps) para contrapor-se à banda larga. banda estreita. É contratada com uma operadora de telecomunicações. em vez de equipamentos fixos. Link Conexão estabelecida entre dois pontos de uma rede de comunicação. Essa operação chama-se modulação. Modem Modulador-demodulador. via linhas telefônica. pelas quais trafegam os subcanais de transmissão. É usado. sem que essa interfira no sinal . É o equipamento mais utilizado para transmitir e receber dados pela internet Os sinais digitais saem do computador por uma porta serial e são convertidos pelo modem em sinais analógicos adequados para trafegar por longas distâncias. modalidade de comércio eletrônico móvel que se diferencia do comércio eletrônico convencional porque é realizada por meio de telefones ou terminais sem fio. link é o endereço para outro documento no mesmo servidor ou em outro servidor remoto. por exemplo. o que pode ser indicado por uma luz de controle (LED) no aparelho de rede.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Linha Meio físico de comunicação que liga dois pontos de uma rede de comunicação. O mux divide a largura de banda total do circuito em várias bandas menores. de eventos ao vivo. entendido pelo computador. PROF.

pode ser definido como o idioma falado na conversa entre dois dispositivos durante o estabelecimento de uma comunicação. realizando a comutação e o encaminhamento das chamadas aos ramais que estão a ele conectados. que oferecem o recurso de transmissão de mensagens. É um parâmetro de eficiência do serviço acertado previamente em contrato pela operadora de serviços de telecomunicações e o cliente. QoS Quality Of Service. Por exemplo. O QoS é medido também em variáveis como tempo de atraso dos pacotes ou velocidade média da conexão. ou qualidade de serviço. Equipamento que concentra o fluxo de ligações telefônicas recebidas por uma entidade. mas. PBX Private Branch Exchange ou central telefônica privada. não permitem o envio de respostas. Protocolo Conjunto formal de convenções que regulam o formato e o sincronismo da troca de mensagens entre dois sistemas de comunicações. modems. de um sinal analógico (como voz) num feixe digital de bits a 64 Kbps. disponibilidade de 99. Em outras palavras. é um procedimento para a adaptação. os aparelhos recebem as mensagens num visor de cristal líquido. Nos últimos três anos. É adotado como referência para as empresas de telefonia fixa. durante a transmissão. terminais. ou sem serviço.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Operadora Empresa que possui a concessão para oferecer um serviço público de comunicação de voz ou dados. Chamados pagers. sob pena de multa ou outro tipo de ressarcimento. switches. desde um condomínio até uma grande corporação. Porta Interface física para a conexão entre computadores. Paging Serviço de comunicação baseado na transmissão de mensagens alfanuméricas para pequenos aparelhos portáteis.9% significa que a conexão contratada não pode ficar mais de 0. PROF. celular. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 176 . em geral. surgiram os primeiros pagers "two-way". multiplexadores e outros equipamentos. PCM Pulse Code Modulation ou modulação de código de pulsos. de longa distância ou transmissão de dados. impressoras.1% (quase nove horas num ano) fora do ar. roteadores. Seu tamanho e características variam conforme o modelo e as necessidades do cliente.

no entanto. O nível primário é composto por trinta canais tipo B de 64 Kbps (no padrão europeu. sistemas de ramais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 177 . Satélite Equipamento de comunicação que gira sobre a órbita terrestre. SMC Serviço móvel de comunicação terrestre que utiliza sistema de radiodifusão com PROF. é a rede acessada por telefones comuns. Seu funcionamento consiste em refletir sinais de microondas enviados da superfície da Terra para outro satélite ou diretamente para uma antena no solo. Há dois níveis de serviço RDSI. aproveitando o fato de estar acima do obstáculo representado pela curvatura terrestre. PSTN ou Public Switched Telephone Network. desenvolvido para facilitar a recepção de e-mails. mais um terceiro canal D de 16 Kbps para sinalização e controle. telefonia e dados para todo o mundo. A operação ocorre automaticamente. seja ele cliente da BCP ou da Telesp Celular. faxes e telas de intranet no visor dos aparelhos. do padrão GSM. com o uso da infra-estrutura das operadoras de telefonia local (ATL ou Telefônica Celular).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO RDSI Sigla para Rede Digital de Serviços Integrados. ou 23 canais tipo B nos Estados Unidos) e um tipo D de 64 Kbps. o cliente precisa requisitar o serviço e pagar um adicional por ele. Possui pequeno teclado e software que faz a ligação direta do telefone com serviços ou aplicações específicos. rádio. Nesse caso. a combinação dos trinta canais de transmissão de dados garante uma taxa de até 2 Mbps. Surgido na esteira da corrida espacial. o paulistano em viagem ao Rio de Janeiro pode fazer e receber ligações. voz e vídeo simultaneamente. serviço fornecido por operadoras de telefonia fixa que permite transmissão de dados. o satélite viabiliza a transmissão de sinais de TV. Em inglês. Smart Phone Terminal de telefonia móvel. sem que o usuário precise configurar o aparelho ou pedir o serviço à operadora. Por exemplo. troncos PBX e equipamentos de transmissão de dados. O nível básico emprega dois canais independentes tipo B de 64 Kbps para transmissão. Os canais B podem ser combinados para garantir velocidade de acesso de 128 Kbps. No caso de roaming internacional. Roaming Sistema que permite que o cliente de uma empresa de telefonia móvel possa acessar e ser acessado pelo serviço móvel celular mesmo estando fora da área de abrangência da operadora. RPTC Sigla de Rede Pública de Telefonia Comutada.

estações radiobase transmitem os sinais a aparelhos móveis. de modo similar a um aparelho pager. Tecnologia que habilita telefones celulares a receber mensagens alfanuméricas. STP Shielded Twisted Pair. D e E.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO tecnologia celular e se interconecta com a rede pública de telecomunicações. até a capacidade total da banda do switch. SMP Sigla para Serviço Móvel Pessoal nome dado pela Anatel aos novos serviços de telefonia móvel terrestre que foram oferecidos ao consumidor. O dispositivo é usado para conectar LANs entre si ou segmentar LANs. É causado por fenômenos atmosféricos ou devido à topologia do local. além de realizar chamadas para telefones da rede pública (fixa e móvel). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 178 . conecta grupos de usuários por ligações diretas de rádio. O objetivo é eliminar interferências externas. principalmente no uso em sistemas de transmissão de dados. SMS Short Message Service. atuando normalmente na camada 3 (rede) da arquitetura OSI. O usuário visualiza a mensagem no visor. mas não pode enviar uma mensagem de volta. PROF. Realiza a operação de comutação (switching). Switch Aparelho dotado de múltiplas portas para a conexão de dispositivos ligados a uma rede. Conhecido originalmente como trunking. a partir de 2001. Sombra Área geográfica em que o sinal da operadora de telefonia móvel é deficiente e as ligações ficam entrecortadas ou não são completadas. designa os fios telefônicos encapados com uma blindagem metálica. ou seja. Nesse sistema. Acidentes geográficos. É baseado na cobertura de áreas por células. ou serviço de mensagens curtas. edifícios. conforme o endereço do destinatário. ou par trançado com blindagem. túneis e garagens subterrâneas são alguns dos fatores que interferem na qualidade das ligações. recebe dados de uma estação ou do roteador conectado ao mundo externo (WAN) e os envia para as estações locais (LANs). com a entrada em operação das concessionárias das bandas C. SME Serviço Móvel Especializado. por meio dos gateways da operadora. A taxa de transmissão é personalizada para cada usuário.

com a diferença de que PROF. Tronco Circuito único entre dois pontos. de modo que cheguem ao lugar de destino. Dispositivo que divide o tempo disponível de um circuito de comunicação de dados composto por seus vários canais. ou multiplexador por divisão de tempo em português.544 Mbps. TDM Time Division Multiplexer. E composto de dois níveis. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 179 . TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol. O nível mais elevado é o de controle de transmissão. T1 é amplamente utilizado em redes privadas e na interconexão entre redes locais e redes públicas de telecomunicações. ou rede privada virtual. faixa de freqüências entre 30 MHz e 300 MHz. destinada à transmissão de canais de televisão aberta (do canal 2 ao 13). é uma rede para uso exclusivo dos usuários autorizados por uma empresa. Uplink Sinal de transmissão de dados enviado de uma estação terrestre para o satélite em Órbita. UHF Ultra High Frequency faixa de freqüências muito alta (entre 300 MHz e 3 GHz) destinada à transmissão de canais de TV aberta (do canal 14 para cima). Ele gerencia a reunião de mensagens e arquivos em pacotes e viceversa. protocolos de comunicação básicos da internet. O segundo cuida da parte de endereçamento dos pacotes. Um tronco geralmente processa diversos canais de comunicação simultaneamente. para que se conectem a ela de qualquer lugar do mundo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO T1 Padrão norte-americano que define a linha digital de alta velocidade. geralmente por meio de bits de intercalação (bits TDM) ou caracteres (caracteres TDM) de dados referentes a cada terminal. VHF Very High Frequency. A VPN funciona como uma rede privada. sendo que ambos são centros de comutação ou pontos de distribuição individual. utilizados também na implementação de redes privativas como intranets e extranets. com capacidade de transmissão de 1. Termo criado pela AT&T. VPN Virtual Private Network.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO trafega dados sobre a infra-estrutura da rede pública de dados ou da própria internet. WLL Sigla de Wireless Local Loop. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 180 . Wireless Expressão genérica que designa sistemas de telecomunicações nos quais as ondas eletromagnéticas – e não fios – se encarregam do transporte dos sinais. ou protocolo de aplicações sem fio. permite que porções de textos de páginas web sejam apresentadas na tela de telefones celulares e outros dispositivos WAP. WAP Wireless Application Protocol. Os serviços oferecidos incluem notícias. Designa a tecnologia baseada num terminal de telefone fixo que se comunica via ondas de rádio com a central telefônica de trânsito público. Requer a contratação de uma operadora de telecomunicações. espécie de versão WAP da metodologia de descrição de dados XML. transações bancárias e operações de reserva de vôos. concorrentes das companhias de telefonia fixa já estabelecidas com sua rede de fios de cobre. adaptação e criação de conteúdo da internet para visualização na tela de um celular. O WAP já está em operação no Brasil e consiste na transformação. PROF. WML Wireless Markup Language. o conteúdo é apresentado como uma lista. Como as telas atuais têm capacidade reduzida. É um embrião da tecnologia que fará o telefone celular tornar-se um terminal pleno de acesso à internet. É utilizada no Brasil pelas empresas espelho. ou circuito local sem fio. além de hardware de rede e software especiais para a autenticação de usuários. Baseada em tags.