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ÍNDICE 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS ...............................1 1.1 COMUNICAÇÕES..............................................................................................1

1.2 características preliminares de uma ligação telefônica ......................................1 1.2.1 Som ................................................................................................................1 1.2.2 Voz .................................................................................................................2 1.2.3 Ouvido ............................................................................................................2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 faixa de frequências utilizadas ...........................................................................3 transformação de energia acústica em energia elétrica .....................................3 transformações de energia elétrica em energia acústica ...................................4 ligação telefônica elementar...............................................................................5 central telefônica ................................................................................................7

1.8 ligação telefônica urbana ...................................................................................9 1.8.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local ............................................10 1.8.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central ..........................................10 1.8.3 Ligação Telefônica Automática.....................................................................11 1.9 ligação telefônica interurbana...........................................................................11 1.9.1 Ligação Manual ............................................................................................11 1.9.2 Ligação Semi-Automática .............................................................................13 1.10 ligação automática ou Ddd – discagem direta À distância ...............................14

1. CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO .................................................15 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 modos de operação de um meio de transmissão.............................................15 canal e circuito .................................................................................................15 circuito a 2 fios e a 4 fios ..................................................................................16 conceito de multiplexação ................................................................................18 tipos de multiplexação......................................................................................20

2. Meios de transmissão utilizados pelo multiplex..............................................20 3.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO ...................................................21 3.1.1 Sistemas de rádio HF ...................................................................................24
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3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6

Sistema de rádio VHF/UHF .......................................................................... 25 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade............................................. 26 Sistemas de rádio-tropodifusão .................................................................... 27 Sistemas rádio-satélite ................................................................................. 29 Sistemas rádio em EHF................................................................................ 29

3.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA ....................................... 30 3.2.1 Pares de Fios ............................................................................................... 30 3.2.2 Linhas Abertas.............................................................................................. 32 3.2.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica ................................................. 34 3.2.4 Cabos Coaxiais Terrestres ........................................................................... 34 3.2.5 Cabo Coaxial Submarino.............................................................................. 36 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 5.1 serviços de telecomunicações.......................................................................... 37 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA ....................................................... 38 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA........................................................ 38 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO......................................................................... 38 CIRCUITOS ..................................................................................................... 38 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE..................................... 39 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS............................. 39 Introdução à Sinalização ................................................................................... 40 Sinalização Acústica ........................................................................................ 40

5.2 Sinalização de Linha ........................................................................................ 40 5.2.1 Tipos de Sinalização de Linha...................................................................... 42 5.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua................................................... 42 5.2.3 Sinalização E & M pulsada ........................................................................... 43 5.2.4 Sinalização E & M contínua.......................................................................... 43 5.3 5.4 Sinalização R2 digital....................................................................................... 45 Sinalização multifrequencial............................................................................. 47

7. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM......................................................................... 49 7.1 7.2
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teorema da amostragem .................................................................................. 50 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL ............................................................. 50
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7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4

Amostragem .................................................................................................50 Quantização..................................................................................................51 Codificação ...................................................................................................52 Multiplexação................................................................................................53

7.3 conversão digital/analógico ..............................................................................53 7.3.1 Demultiplexação ...........................................................................................53 7.3.2 Decodificação ...............................................................................................54 8 sistemas de transmissão digital........................................................................55

8.1 características gerais dos sistemas de transmissão pcm.................................55 8.1.1 Circuito de conversão ...................................................................................55 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor ..........................................................55 8.1.3 Código de linha.............................................................................................56 8.1.4 Equipamento terminal de linha .....................................................................57 8.1.5 Repetidores regeneradores ..........................................................................57 8.2 sistema de transmissão pcm 30 .......................................................................57 8.2.1 Quadro de pulsos .........................................................................................57 8.2.2 Palavra de alinhamento de quadro ...............................................................58 8.2.3 Palavra de serviço ........................................................................................58 9 9.1 9.2 9.3 9.4 comutação digital ...............................................................................................59 comutador temporal .........................................................................................59 comutador espacial ..........................................................................................60 diferença básica entre o comutador temporal e espacial .................................61 memória de controle.........................................................................................61

9.5 órgãos de uma central de comutação digital ....................................................62 9.5.1 Equipamentos de conexão ...........................................................................63 9.5.2 Matriz de acoplamento digital .......................................................................63 9.5.3 Comando ......................................................................................................64 9.5.4 Ligação entre dois assinantes ......................................................................64 10 sinalização ..........................................................................................................65 10.1 10.2 sinalização de assinante ..................................................................................65 sinalização acústica .........................................................................................68

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....................TELECOMUNICAÇÕES 10...................................8 11......................................................9 INTRODUÇÃO . 90 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE.......................................15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL.......19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS ....... 84 11...............................................................11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA ......... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ................AMBIENTE MÓVEL .....ELETRÔNICA INDUSTRIAL ..... 91 iv PROF................... 75 11......4 sinalização de linha...................................... 80 11.............................7 11.............................................................6 11.. 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL...............12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO .........................................17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) ........... 90 11............21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO .......................3 11...... 83 11.. 82 11................... 80 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR .... 81 11......10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR .......... 86 11.............14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS...4 11.......1 11...............16 UNIDADE DE CONTROLE ................ 78 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR ..........................................................................................................2 11............................................................. 79 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA 79 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL........................ 89 11..........................................................13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS...................................3 10............................................................. 87 11................20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL.................................................... 81 11............................................. 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ..................................................................................18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS .... 85 11.............. 72 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR................... 75 SERVIÇO TELEFONIA FIXA ............ MARCELO DIOGO DOS SANTOS ........................................ 88 11...........5 11...................... 69 sinalização de registradores ....................................

..........................111 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL..................................105 14.............................3 13......98 CANAL DE CONTROLE REVERSO ...............112 PROF.................108 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ ...................6 14.....................................................102 13.....3 14...9 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR...97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ...................................................105 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC.ELETRÔNICA INDUSTRIAL ............................................................10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL..............5 14.......................................................PROCESSAMENTO DE CHAMADAS .....1 13................................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS v ...........2 12.............................2 14....2 13..7 14....1 14...................................................106 FUNÇÕES DA CCC ..4 13..............................................8 13...........................................................101 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA .................96 CANAL DE CONTROLE DIRETO .............................96 13....................................................100 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE...8 14.....................4 14................110 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL .................................97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ...7 13........................10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA ...........................................109 CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL ............................9 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA ....................................................97 CANAL DE CONTROLE DIRETO ...6 13...........92 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO.............ERB –............................95 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE .....................104 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC-................5 13........UNIDADE MÓVEL ...............3 DIVERSIDADE .....112 14..................................................107 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC .....TELECOMUNICAÇÕES 12........99 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE..........107 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ..................93 HANDOFF .1 12..................................................................

120 16............ 113 14..... 127 Handoff ....7 17...14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS ..............................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ...........1........... 120 16..1 15......... 116 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL ............................................. 115 15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR .......................................................................................................................... 128 Facilidades ............. 127 Privacidade ................................. 123 17 Tecnologias Utilizadas na Telefonia Celular .... 114 14..........................................CDMA ........... 120 16...........2 Segunda Geração de Sistemas Móveis ........................................ 113 14...................................................... 129 18 PAGING ...................................... 130 vi PROF.....................1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES...........................3 Terceira Geração de Sistemas Móveis........3 17.........................8 17............................4 15.............6 17.............................................. 126 Modulação CDMA ..1............ 128 W .........................1 Primeira Geração de Sistemas Móveis ..........................11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO .........................................................5 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA................................................. 117 RESUMO ..............................4 17...........9 Células CDMA: Padrão de Reuso Universal ......................... 118 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR.......... MARCELO DIOGO DOS SANTOS ..........................................................................................................................................................................2 15...........2 17....................................................... 116 CÉLULA DIRECIONAL ...................................................................... 116 15..............3 15........................... 127 Custo.................................................. 121 16............................................................................TELECOMUNICAÇÕES 14........5 17........... 117 DIVISÃO DAS CÉLULAS..... 126 Esquema Básico do CDMA... 128 Reflexos para o Usuário da Tecnologia Digital ......................12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL .................................................... 126 17............................1..............................................................................13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL ....................1 17...........................................................

..............................................................................................................9 SIMULCAST..........2 19...............................................136 18.............144 COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO ..................................................................134 18..................................................................133 SISTEMA BÁSICO ATUAL ........................................................................................................................ MARCELO DIOGO DOS SANTOS vii .........11 Novas Tecnologias...4 18.........................................144 CANALIZAÇÃO ...5 19..............2 18.................7 19...........1 18.....................3 18....................3 19...136 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA.......146 19................................................145 19..........144 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO......142 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS ..........6 INTRODUÇÃO ...............6 19..........................10 APLICAÇÕES PARA O PAGER ............................................................145 CANAL DE OPERAÇÃO ............................8 18............................................................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .............................12 CONCLUSÃO...............140 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR).........................................................................141 COMPARAÇÃO .4 19...138 18.....................................132 HISTÓRICO ......................................141 19.............145 19.............................134 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR....................................................143 POR QUÊ TRONCALIZADO?.................12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA ..................10 CANAL DE CONTROLE ............................................................1 19.................................11 COMPONENTES DO STR..............................................................9 INTRODUÇÃO ...................................131 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO..............................135 18.......144 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO ............................8 19..........146 PROF..........................................................................TELECOMUNICAÇÕES 18.....................................130 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO..............................................................................................................7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR...........138 18...................................................5 18................

152 APLICAÇÕES ........................20 CONCLUSÃO ........................................ 161 Sistemas geoestacionários ......... 147 19..................... 148 19......17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE ..............................6 Sistemas não geoestacionários .......................................................................... 162 Globalstar... MARCELO DIOGO DOS SANTOS ................................... 163 Odyssey ...............................................................................18 PROTOCOLOS................14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS .................................................................... 147 19.........................................................................................1 22............................................... 151 SATÉLITE LLEO ...................... 150 20............................................................................. 162 Iridium .................... 148 19.........................16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA ..................TELECOMUNICAÇÕES 19..............2 20........................ 161 22.................................... 148 19............................................... 149 20 Satélite.................................... 147 19................................................. 154 21 Projeto IRIDIUM . 151 SATÉLITE LEO .....................................................................................................................................................................................4 20............................................................................................................................... 164 23 Glossário Técnico ..................................................... 155 22 Introdução às comunicações móveis por satélite.......................................................................................................................1 20.......3 20...........................................................................................5 20....................ELETRÔNICA INDUSTRIAL ............................................................................................... 149 19...............15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS....6 SATÉLITE GEO ........................................................................................ 164 Inmarsat ..................13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS .........................................4 22....................................................2 22...... 150 SATÉLITE MEO ..............3 22................ 151 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS .... 165 viii PROF.......................5 22...............................................................................................................19 STR DIGITAL ..................................

e isto ele faz através da mímica. haverá uma vibração numa determinada freqüência. da telefonia. no qual será aqui explanado a guisa de iniciação apenas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 1 . 1). o crescente número de comunicações urbanas e interurbanas exigiram novas medidas que culminaram com o advento do sistema multipex. produzindo um som (fig.2 CARACTERÍSTICAS PRELIMINARES DE UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA 1.1 Som O som se produz por vibrações mecânicas de freqüências perceptíveis pelo ouvido humano.2. principalmente quando se usam os processos naturais. que permitir ao pessoal técnico um completo domínio desta tecnologia. A solução técnica do problema surgiu então com o invento da telegrafia. exigiram do homem uma solução que buscasse os anseios de todos os setores de atividade onde as comunicações se fizessem necessárias. a fim de fornecer os conhecimentos básicos essenciais. Assim. da comunicação via rádio e. Para melhor compreensão do que vem a ser um sistema multiplex. ao esticar e soltar a parte central.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Porém. Porém a distância é um obstáculo a uma comunicação. é necessário o prévio conhecimento de alguns elementos de telefonia relacionados com a ligação telefônica.1 COMUNICAÇÕES A comunicação é inata ao homem e é graças a esta virtude. A história das Telecomunicações nasce quando o homem sente a necessidade de expressar o seu pensamento a um semelhante. ao seu raciocínio e ao seu dinamismo que ele atinge o progresso. PROF. da palavra e da grafia.TELECOMUNICAÇÕES 1. num meio elétrico. finalmente. 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS 1. se tivermos um pedaço de borracha distendido entre dois pontos. O progresso do mundo tecnológico e a necessidade de comunicar-se a grandes distâncias.

razão principal da diferença entre a voz de um homem e uma mulher. que em conjunto originam as sílabas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Outra característica importante da voz que deve ser lavada em conta. obtém-se nas cavidades bucais e nasais ressonâncias que fazem destacar harmônicos. Para que o som possa ser percebido pelos órgãos auditivos. Para o homem esta freqüente fundamental é de 125Hz e para a mulher é de 250Hz. ou seja. na direção da vibração. Ao colocar a língua e os lábios em determinadas posições. é que a maior parte da energia está concentrada nas baixas freqüências. dentro de uma certa gama de freqüência. sendo que o ouvido humano tem uma sensibilidade maior em 3000 Hz. uma variação é percebida de maneira diversa. falando normalmente 10 microwatts. sendo no entanto de um valor muito baixo: uma pessoa falando baixo produz 0. 1. a percepção de variações de intensidade dos sons pelo ouvido não é linear com a intensidade do som. 2 PROF. harmônicas de uma freqüência fundamental das coras vocais. isto quer dizer: cada nível de um som. Em outras palavras. Este limite varia com a freqüência. 1. tem que haver uma intensidade mínima que corresponde ao limite inferior de audibilidade. decrescendo para freqüências mais baixas e mais altas.3 Ouvido A gama de freqüência audíveis pelo ouvido humano vai desde 16Hz até 20000Hz. Nos meios gasosos.TELECOMUNICAÇÕES Fig. um determinado nível na freqüência de 3000Hz pode ser percebido pelo ouvido. chamadas formativas. e o limite superior varia da pessoa. Cada som emitido é composto simultaneamente de vibrações de diversas freqüências. Nos meios sólidos. Desta maneira são obtidos os sons vocais e consonantais. Além disso. e gritando 1 a 2 miliwatts. e estas as palavras. enquanto que o mesmo nível 1000Hz não é percebido.2. o som se propaga no sentido longitudinal e transversal. A potência média de voz de diversas pessoas pode variar dentro de amplos limites.2 Voz As cordas vocais do ser humano são capazes de produzir vibrações sonoras dentro de uma gama de 100 a 10000Hz. enquanto que acentua mais ou menos os harmônios de outras faixas de freqüências. 1 – Vibração de um pedaço de borracha produzindo som.001 microwatt. descrevendo com a velhice. o som se propaga no sentido longitudinal.2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

que às PROF. Esta variação da corrente produz uma potência elétrica. foram basicamente levados em conta os seguintes fatores. este momento comprime mais ou menos os grânulos. foi escolhida a faixa de voz entre 300 e 3400 Hz para comunicações telefônicas. o microfone é uma cápsula de carvão. onde a aplicada uma diferença de potencial que faz circular uma corrente CC.3 FAIXA DE FREQUÊNCIAS UTILIZADAS Diversos estudos foram realizados para determinar qual a faixa de freqüências mais apropriada. o que garante 85% intelegibilidade e 68% de energia da voz recebida pelo ouvinte. Fig.TELECOMUNICAÇÕES 1. Baseado num compromisso entre dois valores. constituída basicamente de grânulos de carvão. Verificou-se que na faixa de 100 a 1500 HZ estava concentrada 90% de energia da voz humana. com uma correspondente variação na corrente no mesmo ritmo das vibrações sonoras.4 TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ACÚSTICA EM ENERGIA ELÉTRICA A energia acústica produzida pela voz é transformada em energia elétrica por intermédio de um microfone. Para fonia. A intelegibilidade é definida como o percentual de palavras perfeitamente reconhecidas numa conversação. resultantes das características da voz e do ouvido humano: intelegibilidade e energia da voz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para as comunicações. sob o ponto de vista econômico e de qualidade. Para transmissão de música. 1. enquanto que na faixa acima de 1500 Hz estava concentrada 70% de intelegibilidade das palavras. fazendo-a vibrar. limitados por uma membrana (Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 3 . Nos aparelhos telefônicos. 2 – Transformação de energia acústica em elétrica Quando as vibrações sonoras incidem sobre a membrana. diminuindo ou aumentando a resistência. 2). de 50 a 10000 Hz. é necessária uma faixa bem maior. no entanto.

fazendo com que a cápsula se comporte como um amplificador. basicamente de um ímã permanente com duas peças polares. 4). A cápsula de carvão é o microfone mais barato.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. . 3 – Transformação de energia elétrica em acústica (cápsula magnética) Nas cápsulas receptora dinâmicas. 1. A cápsula magnética é constituída . nos aparelhos telefônicos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a força que atua sobre a bobina e a membrana é proporcional a força do campo magnético permanente e a energia que passa pela bobina. Nos dois tipos de cápsulas receptoras conseguem-se características lineares para a faixa de freqüências de voz. a bobina pela qual circula a corrente CC está unida a membrana. atenuando muito as baixas freqüências.Produz uma distorção maior que a dos outros microfones. movendo-se num campo magnético cilíndrico (Fig. uma membrana metálica fecha o circuito magnético. utilizando-se cápsulas magnéticas e dinâmicas.5 TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA EM ENERGIA ACÚSTICA Para a transformação de energia elétrica em energia acústica. e a força que atua sobre a mesma é proporcional ao quadrado da indução resultante (Fig. bem como baixa distorção. porem apresenta algumas restrições: .TELECOMUNICAÇÕES vezes é maior que a potência aplicada na vibração da membrana. 4 PROF. através das quais circula corrente CC.Tem uma sensibilidade que varia com a freqüência. 3). providas de bobinas.

5 – Ligação Telefônica elementar PROF. podemos estabelecer uma comunicação entre duas pessoas quaisquer. em que a distância entre A e B é pequena (Fig. 5) Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . utilizando dois aparelhos telefônicos interligados por um par de fios. 4 – Transformações de energia elétrica em acústica (cápsula dinâmica) 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 5 .6 LIGAÇÃO TELEFÔNICA ELEMENTAR Após tomarmos contato com os fatores que têm influência numa ligação telefônica.TELECOMUNICAÇÕES Fig.

este dispositivo é chamado artilocal.TELECOMUNICAÇÕES Na realidade. foi criado um dispositivo (transformador diferencial) a fim de fazer o acoplamento entre as cápsulas transmissora e receptora e a linha de dois condutores. conforme a fig. 7. 5. 6 utilizando-se 2 condutores. 6 PROF. Portanto. Fig 6 – Ligação telefônica elementar a 4 fios Como este tipo de ligação ficaria muito dispendiosa. o problema de conversão mantida a dois fios é um pouco mais complexo. pois teríamos o dobro de condutores. Fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . que é a representação real da comunicação telefônica da fig. 6. a ligação apresentada na fig. pois o interlocutor em A deveria ter dois condutores ligando sua cápsula transmissora com a receptora de B. 6 modifica-se para a fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 7 – A mesma ligação da Fig. e vice-versa.

Fig. Como pode ser facilmente percebido. para um número muito grande de comunicações. chamados assinantes. PROF. verificamos que o número de condutores necessários triplica. É neste centro telefônico que se encontra o conjunto de equipamentos essenciais e acessórios a comunicação telefônica. designado de Central Telefônica. A fim de solucionar este problema. 8 e 9 – Ligação telefônica. 8. operação esta chamada de comunicação telefônica (fig. Se o interlocutor A deseja se comunicar com os outros três. 9).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 10). 10 – Ligação telefônica utilizando um centro telefônico. pois envolve somente a necessidade de comunicação entre duas pessoas. Porém. Fig. a quantidade de condutores torna o sistema economicamente proibitivo.TELECOMUNICAÇÕES 1. o problema se torna mais sério (fig. todos os interlocutores. estão ligados a um centro telefônico. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 7 . onde é executada a interligação entre os assinantes que se desejam comunicar. conforme a fig.7 CENTRAL TELEFÔNICA A ligação telefônica apresentada no item anterior é a mais elementar. se todos os quatro pontos desejam se comunicar entre si.

Aqueles que interligam as Centrais Telefônicas Locais e Tandem chamam-se linhas tronco. Quando. - Os circuitos que interligam os assinantes as Centrais Telefônicas Locais chamam-se linhas de assinantes. bem como suas funções. chama-se Central Telefônica de Trânsito. A fig. além desta última função. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Interurbana e de Trânsito. . 11 apresenta a posição de todas as centrais descritas. Tandem. 8 PROF.TELECOMUNICAÇÕES A central Telefônica pode ser Local. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. Central telefônica Local é aquela para onde convergem as linhas de assinantes. Central Telefônica Tandem é aquela usada como o centro comutador para o tráfego entre outras estações da mesma área local. Quando. alem desta última função.Central Telefônicas Interurbanas é aquela que interliga linhas de assinantes ao circuitos interurbanos.

tendo diâmetro típicos em torno de 0. por papel especial ou plástico (polietileno ou PVC) – cloreto de polivinil.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . avenidas. Cada condutor é recoberto. etc.9mm. normalmente. Os condutores empregados nos pares de fios são geralmente de cobre. sendo as ligações feitas por circuitos (pares de fios) que seguem a mesma rota e que podem ser economicamente reunidos em cabos de pares. Os pares assim isolados são todos enfeixados.TELECOMUNICAÇÕES Fig. sendo o feixe torcido de modo a diminuir a PROF. 11 – ligações telefônicas envolvendo diversas localidades 1.4 a 0. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 9 .8 LIGAÇÃO TELEFÔNICA URBANA Nas áreas urbanas os assinantes acham-se agrupados ao longo de ruas.

. Nas ligações telefônicas urbanas existem três maneiras de se completar uma conexão. . Esta desfaz a ligação e os circuitos estão preparados para nova chamada. 6º) Ao encerrar a conversação entre os dois assinantes. com exceção da sinalização fornecida pelo assinante.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central Neste sistema. Os pares de fios são geralmente chamados pares simétricos. 2º) O sinal assim gerado (20 Hz aproximadamente) aciona o dispositivo de sinalização da telefonista que deverá atendê-lo. O funcionamento deste sistema é quase o mesmo do manual. recebendo externamente uma capa de chumbo ou alumínio. estes devem repor o fone no gancho e sinalizar rapidamente com a finalidade de fazer ciente a telefonista do final da conversação. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante aciona o magneto.8. para sinais de voz este fator não impede o seu uso devido a pequenas distância entre os assinantes e a Central Telefônica Local. 3º) O assinante solicita que a telefonista o interligue com o assinante desejado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . dependendo do cabo. para o assinante solicitado.8.Manual com bateria central. desde que o circuito correspondente ao mesmo esteja desocupado. 4º) A telefonista sinaliza. 1. 1. a alimentação de cada aparelho telefônico é feita no local.Manual com bateria local. para que o dispositivo de sinalização seja acionado na mesa da telefonista. de acordo com o sistema utilizado. .1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local Neste sistema. Sobre este feixe é passada um fita de papel ou plástico. através da pilha seca. pois basta que o assinante retire o fone do gancho. 10 PROF.TELECOMUNICAÇÕES capacitância entre os pares. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . retirando-se do circuito e predispondo-se a atender novas chamadas. a alimentação dos aparelhos telefônicos é centralizada na Central Telefônica Local. a telefonista estabelece a ligação entre dois assinantes. Embora estes cabos apresentem atenuação elevada por unidade de comprimento. 5º) Após o atendimento do assinante chamado.Automático.

desfaz a ligação e os circuitos estão prontos para nova chamada. 5º) O assinante chamado retira o fone do gancho e inicia-se a conversão. uma em cada cidade distante. o que provoca o acionamento do dispositivo de sinalização na mesa da telefonista que.3 Ligação Telefônica Automática Neste sistema. 1.8. Para uma ligação interurbana. a estação central envia um sinal em torno de 17 a 25Hz para o assinante chamado. 4º) Após ter sido completado o elo.TELECOMUNICAÇÕES A complementação é semelhante à anterior e. 6º) Ao findar a conversão. os assinantes repõem os fones nos ganchos respectivos. o assinante disca o número desejado.9 LIGAÇÃO TELEFÔNICA INTERURBANA As ligações interurbanas envolvem cidades diferentes e até países diferentes (ligações interurbanas internacionais). Da Central Telefônica Local. os dois assinantes repõem nos respectivos fones nos ganchos.9. 2º) Após o ruído de discar no receptor. ao finalizar a conversão. o que faz operar a campainha do seu aparelho telefônico. desfazendo o elo na Central Telefônica Local.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .a telefonista ligará • Automático – o simples discar de um código o colocará na Central Telefônica Interurbana. 3º) O número funciona para Central Telefônica como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. PROF. o assinante deve atingir a central Telefônica Local da maneira como foi explicado no item anterior. a alimentação dos aparelhos telefônicos também é centralizada na Central Telefônica Local. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante retira o fone do gancho e espera o ruído de discar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 11 . o assinante poderá alcançar a Central Telefônica Interurbana das seguintes maneiras: • Manual . Ligações entre Centrais Interurbanas põem ser feitas das seguintes maneiras: 1.1 Ligação Manual Neste tipo são necessárias duas telefonistas. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre o assinante chamador e o assinante cujo número foi discado. 1.

um sinal especial chamando a localidade de destino. Do mesmo modo que para a ligação telefônica automática urbana. As duas telefonistas completam estão o elo interurbano ou internacional entre os assinantes de origem e de destino. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre a telefonista de origem e a de destino. Mesa IU (mesa interurbana) é o equipamento onde a telefonista recebe as chamadas da Central Telefônica Local selecionado o circuito interurbano para a cidade onde o assinante deseja se comunicar. Na mesa IU distante este sinal faz soar uma capainha (“Ring”).TELECOMUNICAÇÕES De acordo com o método utilizado para se estabelecer o circuito interurbano ou internacional. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . e cair (“Down”) uma lâmina que indica a origem da chamada. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centras Telefônicas Interurbanas Automáticas. Neste caso as mesas IU estão conectadas entre si direta e constantemente pelo meio de transmissão interurbano. b) ODO – Operando Disca Operadora (fig. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centrais Interurbanas Automáticas. bem como as mesas IU não tem possibilidades desta ligação. 12b) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente discando informações numéricas que possibilitam alcançar a mesa IU distante. através de uma chave de mesa IU. Neste processo a telefonista de origem envia.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 12). os números discados funcionam para a Central Interurbana Automática como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. A telefonista de destino atende recebendo da operadora de origem as informações a ser alcançado. O restante do progresso se efetua como na ligação “Ring Down”. porém as mesas IU possuem esta facilidade. temos dois processos de ligação manual: a) “Ring Down” (fig. 12 PROF.

O segundo método permite a confirmação da identidade do assinante de origem. Este tipo de ligação ocorre quando. Após efetuar a conexão com a telefonista ou assinante de destino. a Central Telefônica Local. além de impedir que o mesmo fique aguardando a ligação no caso dos circuitos interurbanos estarem todos ocupados. chama o assinante de origem. 12d) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente a telefonista de destino. enquanto que na localidade de destino a Central telefônica Local não está preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. completando a ligação interurbana. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 13 . na localidade de origem. 12c) Neste processo o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. b) DDO – Discagem Direta à Operadora (fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . temos dois processos semi-automáticos: a) ODD – Operadora Disca á Distância (fig. Este tipo de ligação ocorre quando. O método CLR é mais rápido quando os circuitos interurbanos não estão todos ocupados. De acordo com a localização da mesa IU.TELECOMUNICAÇÕES 1. porém na mesa IU possui esta facilidade. porém a telefonista não pode conformar a intensidade do assinante de origem. Observação: Operacionalmente. PROF. qualquer ligação que necessite a intervenção da telefonista pode ser realizada de duas maneiras: I – Método CLR (Combinação de Linha e Regional): a telefonista mantém o assinante de origem na linha enquanto efetua a ligação para a telefonista ou assinante de destino. na origem ou no destino.2 Ligação Semi-Automática Neste tipo é necessária apenas uma telefonista. na localidade de origem. a Central Telefônica Local está conectada à Central Interurbana Automática.9. preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. porém a mesa IU possui facilidade. II – Método Demorado: a telefonista anota as informações dadas pelo assinantes de origem e desfaz a ligação. Na localidade de destino a Central Telefônica Local está conectada a Central Interurbana Automática.

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1.10

LIGAÇÃO AUTOMÁTICA OU DDD – DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA

Neste tipo não é necessário a intervenção de nenhuma telefonista, pois o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais, da origem a de destino estão conectadas, respectivamente, a Centrais Interurbanas Automáticas. É importante observar que, uma determinada localidade pode adotar um processo para as ligações interurbanas originadas na mesma (ligações saintes), tendo um segundo processo para as ligações interurbanas destinadas a mesma (ligações entrantes). Estas operações dependem somente das facilidades instaladas entre as Centrais Telefônicas Local e Interurbana. Assim, podemos ter DDD para as ligações saintes e DDO para as entrantes numa determinada localidade. Em outra é possível ter ODD para as ligações saintes e DDD para as entrantes. Como podemos verificar pela Fig. 12, as centrais Interurbanas Manuais ou Automáticas das localidades de origem e destino estão conectadas aos respectivos equipamentos multiplex. Estes, por sua vez, estão interligados entre si por um meio de transmissão, cujos principais tipos utilizados pelo multiplex serão apresentados nos próximos módulos.

Fig. 12
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1.

CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO

2.1 MODOS DE OPERAÇÃO DE UM MEIO DE TRANSMISSÃO Um meio qualquer de transmissão pode ser operado de 3 modos: simplex, semiduplex e duplex. No modo simplex interessa apenas transmitir uma informação de A para B (transmissão unidirecional). No modo semi duplex interessa não só transmitir informação de A para B, como de B para A, porém num sentido de cada vez (transmissão bidirecional alternada). A Fig. 01 exemplifica melhor estes modos de operação.

Fig. 01 – Modos de operação

2.2

CANAL E CIRCUITO

Canal é o conjunto de recursos técnicos que permitem a transmissão de um ponto A para um ponto B. como verificamos, este conceito é o de uma ligação unidirecional. Na prática, entretanto, na maioria das utilizações, como por exemplo, numa ligação telefônica, o que mais interessa é permitir que A converse com B, isto é, deve haver recursos tanto para transmitir informações de A para B, quanto de B para A. Em outras palavras, deve ser provido tanto um canal de ida (para transmitir de A para B), quanto um canal de retorno (para transmitir de B para A). O conjunto canal de ida e canal de retorno é denominado de circuito. A Fig. 02 exemplifica ambos os conceitos: o conceito composto pela cápsula transmissora de A, o par de fios e a cápsula receptora de B, compõem o canal de ida. A cápsula transmissora de B, o par de fios e a cápsula receptora de A, compõem o canal de volta. Os dois canais em conjunto formam o circuito telefônico AB.

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Fig. 02 – Ligação telefônica utilizando dispositivo antilocal. Como verificamos, um canal só pode ser operado de modo simplex, enquanto que um circuito admite tanto a operação semiduplex, como a duplex.

2.3

CIRCUITO A 2 FIOS E A 4 FIOS

As linhas telefônicas urbanas formadas por pares de fios metálicos, permitem transmissão nos dois sentidos porque não possuem componentes unidirecionais em sua composição. O mesmo par de fios pode funcionar como canal de ida e canal de retorno e o circuito, por empregar apenas o par de fios, é chamado de circuito a 2 fios. (Fig. 02). As vias interurbanas, devido à sua grande extensão, exigem a introdução de amplificadores para compensar a atenuação do sinal no percurso e, como estes componentes são unidirecionais (só permitem a passagem do sinal num sentido), o canal de ida e o canal de retorno têm obrigatoriamente de ser individualizados. Devido a isto, o circuito neste caso apresenta 4 terminais de cada lado, sendo chamado circuito a 4 fios (Fig. 03).

Fig. 03 – Circuitos a 4 fios

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dessa forma podendo-se ligar a via interurbana à via urbana (Fig. conforme a indicação das setas. Fig. entretanto. Como os circuitos interurbanos são aqueles que envolvem os sistemas multiplex. permite a circulação da informação. apresenta as mesmas características que um circuito a 2 fios. 05. cuja representação está feita na Fig. um circuito a 2 fios. os circuitos utilizados por esse sistema são os a 4 fios. mediante o emprego de um dispositivo chamado híbrida. PROF. sendo compostos por um canal de ida e um canal de volta. 05 . fazer a conversão de montagem a 4 fios para a montagem a 2 fios.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A híbrida. 04 – Ligação interurbana. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 17 .TELECOMUNICAÇÕES É possível.Híbrida Para todos os efeitos. adaptada por meio de uma híbrida. 04) Fig. com extensão interurbana a 4 fios.

se os quatro assinantes tirassem o telefone do gancho ao mesmo tempo. em que são empregados canais de ida e de volta. Fig. Quanto maior o número de circuitos telefônicos utilizando o mesmo meio. 6). vejamos o que poderia ocorrer se colocássemos. maior seria o problema (Fig. todos ouviram a conversa dos outros. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 07).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 18 PROF. essa técnica é conhecida como multiplexação.TELECOMUNICAÇÕES 2.4 CONCEITO DE MULTIPLEXAÇÃO Se um circuito utilizando um par de condutores. sendo difícil entabular uma comunicação sem ser perturbado. quando são transmitidos vários circuitos telefônicos entre dois pontos A e B.). Como já foi anteriormente informado. Pelo exposto. 06 – Ligação telefônica de 4 assinantes Percebe-se pela simples observação da figura que. e que permita a identificação entre eles. há necessidade da utilização de uma técnica que possibilite a comunicação sem interferência entre os circuitos. radioenlace. etc. utilizando um meio de transmissão comum (par de condutores. a multiplexação utiliza circuitos a 4 fios. permite que duas pessoas possam estabelecer um diálogo sem problemas. num mesmo meio de transmissão. quatro circuitos telefônicos (Fig. verificamos que.

. No lado B temos a demultiplexação..TELECOMUNICAÇÕES Fig. Na Fig. 2A . e transmitimos os mesmos de A para B. 08 temos do lado A a multiplexação. 07 – Ligação telefônica de 8 assinantes. Se forem transmitidas diversas informações. conforme indica a Fig. 08 estas serão identificadas perfeitamente e separadas sem que haja interferência entre as PROF. onde unimos vários canais 1A. através de um par de fios (de B para A o processo é idêntico). ou seja.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. nA. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 19 . 08 – Ligação telefônica através do multiplex. identificação e separação dos canais transmitidos de A e B.

primordialmente. bem como a confiabilidade e qualidade desejadas para o sistema. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a multiplexação é uma técnica de grande utilização para que se possa. de acordo com a técnica utilizada: TÉCNICA DIGITAL A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de tempo (TDM – “Time Division Multiplex”) e será apresentada em outro objetivo. MEIOS DE TRANSMISSÃO UTILIZADOS PELO MULTIPLEX A escolha do meio de transmissão a ser utilizada num sistema multiplex é.TELECOMUNICAÇÕES mesmas. . racionalmente. as dificuldades geográficas entre os mesmos. 2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . conforme a propagação do sinal seja no espaço ou num meio físico: . Os meios de transmissão basicamente não alteram o equipamento multiplex. 2. aproveitar um meio de transmissão.5 TIPOS DE MULTIPLEXAÇÃO Atualmente são utilizados diversos tipos de multiplexação os quais estão divididos em dois grupos. que será por nós tratada de mux. porém a distância entre os pontos que desejam se comunicar. TÉCNICA ANALÓGICA A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de freqüência (FDM – “Frequency Division Multiplex”). também irão ditar qual o processo mais econômico a ser utilizado. Como verificamos. baseado no número de canais a serem transmitidos. 20 PROF.Sistemas de transmissão via linha física.Sistemas de transmissão via rádio. sendo divididos em dois grupos.

Vejamos como o sinal multiplex. na recepção é possível detectar estas variações impressas na onda original. Uma antena receptora pode sentir estas perturbações e. Fig. atenuando-se com a distância. 09 – Ligação via rádio A Estação Rádio é composta basicamente por um transmissor e um receptor. através de uma antena. chamado MODEM. 09 apresenta a configuração básica da ligação entre duas localidades feitas por meio de um sistema rádio. de forma localizada. quando o transmissor é colocado em funcionamento. se variarmos uma característica da onda gerada pelo transmissor. apenas saiba que o transmissor está no ar. No entanto. onde está indicada como é realizada a conexão entre a Estação Multiplex a Estação Rádio. através do espaço. PROF. e pelas antenas de transmissão e recepção. fazendo com que um receptor sintonizado nesta freqüência. entre o transmissor e o receptor. Um transmissor de rádio pode ser encarado como um elemento que provoca continuamente. que se propaga no espaço.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . uma perturbação eletromagnética. haverá recepção dos sinais daquele transmissor. se estiver ligada a um equipamento conveniente (receptor). que neste caso é a informação que desejamos enviar. em todas as direções. chamado transceptor. Inicialmente.TELECOMUNICAÇÕES 3. Esta onda original é chamada de portadora ou rádio-freqüência e serve apenas para estabelecer o contato. é processado pelo rádio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 21 .1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO A Fig. por um modulador e um demodulador. envia para o espaço ondas eletromagnéticas de freqüência fixa.

que é então entregue ao multiplex de B. Ao processo de variação de uma característica da onda portadora de acordo com o sinal elétrico da informação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A variação da amplitude da onda portadora constitui o método denominado modulação em amplitude (AM) e. teremos a modulação em freqüência (FM). É importante observar que num tronco de rádio podemos ter mais de um canal de RF em cada direção. o equipamento que sente as variações da portadora e recupera a informação chama-se demodulador. a fim de regenerar ou retransmitir as ondas. Devido a isto. chamamos de modulação. fazendo com que tenhamos uma onda portadora modulada na antena transmissora. chamado principal. As estações Rádio de A e B são chamadas de estações terminais. o equipamento que produz a modulação chama-se modulador e normalmente está junto ao transmissor. nos sistemas de alta confiabilidade. chamadas estações receptoras. As ondas eletromagnéticas propagam-se de maneiras diferentes. isto é. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . chamamos de tronco de rádio. estando normalmente junto do receptor. regenerando-se a informação original da localidade de A. dependendo da freqüência emitida pelo transmissor. para transmitirmos na direção inversa. ou quando este sinal está demasiadamente enfraquecido devido às características de programação.TELECOMUNICAÇÕES O sinal que representa a informação e que variará uma característica da onda portadora. a informação de B para A. os sistemas rádio são classificados internacionalmente de acordo com as faixas de freqüências utilizadas e que estão apresentadas na tabela a seguir. sendo processada pelo receptor-demodulador. Esta onda é captada pela antena receptora da Estação de Rádio da localidade B. A rádio-frequência (onda portadora) utilizada para a transmissão de informação da localidade A para B. ao enviarmos o sinal multiplex para a Estação Rádio. Como este processo é unidirecional. esta informação é processada pelo modulador-transmissor. na localidade A. Deste modo. onde são indicados alguns serviços que empregam estes sistemas. Como os sistemas de telecomunicações utilizam principalmente freqüências a partir de HF. Do lado da transmissão. temos um canal de RF para transmitir as informações. se chama onda moduladora. Geralmente. Do lado da recepção. chamamos de canal de RF (canal de rádio-frequência). Quando existem obstáculos físicos que atrapalham a propagação das ondas no espaço. que será o nosso sinal mux. para a variação da freqüência da onda portadora. Vamos então analisar de 22 PROF. e um outro em paralelo para substituir o principal em caso de falhas chamado de proteção. Ao conjunto de estações repetidoras. há interesse no estudo dessas propagações. será necessário um outro canal de RF. utilizam-se estações intermediárias ao longo das rotas de rádio.

F. Ondas Médias H. V.L.F. TABELA I .Very High Frequency U.H.H. Microondas E.Super High Frequency E.C.Very Low Frequency L.) Comunicação pública a longa distância: sistemas interurbanos e internacional em radiovisibilidade.H. L. U.Ultra High Frequency S.Extremely High Frequency PROF.Extremely Low Frequency V.High Frequency V.F. sistemas comerciais e particulares de comunicação.L.L. Radiodifusão local e distante.H.H. . . os princípios básicos de propagações dos sistemas rádio empregados pelo multiplex. S. para escavações de minas etc. tropodifusão e satélite. serviços marítimos (Estações Costeiras) Transmissão de TV.Low Freequency M.F.F. bombeiros etc. .L.Medium Frequency H. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 23 . radiodifusão local. Ondas Longas M. .CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS RÁDIO FAIXA DE FREQUÊNCIA 300 Hz a 3000 Hz 3 KHz a 30 KHz 30 KHz a 300 KHz 300 KHz a 3000 KHz 3 MHz a 30 MHz 30 MHz a 300 MHz 300 MHz a 3000 MHz 3 GHz a 30 GHz 30 GHz a 300 GHz DESIGNAÇÃO TÉCNICA E. Ondas Muito Longas Ondas Extremamente Longas V.F.F. DESIGNAÇÃO LEIGA EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO Comunicações para submarinos. .F.TELECOMUNICAÇÕES forma bem simples. E. serviços de segurança pública (polícia.F. . serviços marítimos.F.F. .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .F Ondas Tropicais Ondas Curtas Auxílio a navegação aérea.F.H.F.H.F.F .F.H. .

por absorção no terreno. Fig. Esta mudança de direção é tal que faz as ondas retornarem para a Terra como se “refletissem” na ionosfera. principalmente na forma de raios ultravioletas. Esta onda que retorna é chamada onda celeste. repetindo o fenômeno da refração ionosférica e.10 apresenta uma antena de rádio HF emitindo ondas esféricas e concêntricas. Nestas alturas. a ionosfera apresenta índices de refração diferentes das camadas mais baixas.1 Sistemas de rádio HF A Fig. As partes superiores da onda se expandem para o espaço e. incidindo sobre essas moléculas. chamada ionosfera. O fenômeno. e de refração ionosférica (por mudança de índice de refração) mas comumente se diz “reflexão ionosférica”. Desta maneira.1. nestas alturas formam-se camadas de íons e de elétrons livres. acompanhando a curvatura desta e perdendo energia rapidamente com a distância. A energia solar. Dependendo da concentração dos elétrons formados. atingir grandes distâncias. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . que as moléculas dos gases estão bem mais afastadas umas das outras do que nas menores alturas. 10 – Transmissão em HF 24 PROF. a atmosfera é tão rarefeita. encontram uma das principais camadas da atmosfera terrestre. encurvando e mudando de direção as ondas de rádio que nela penetram de baixo para cima. numa altura de 80 a 150 km. arrastam seus elétrons. quando se refere apenas ao efeito do retorno da onda. pode se refletir novamente na superfície terrestre. através de vários “pulos”. As partes inferiores das ondas se propagam junto à superfície da Terra (onda terrestre).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . transformando em íons positivos.TELECOMUNICAÇÕES 3. na realidade. determinando o nome de ionosfera.

modificam os índices de refração de tal maneira. Na Fig. estas provocam tempestades magnéticas que.1. nessas freqüências.2 Sistema de rádio VHF/UHF Passando-se a transmissão para freqüências mais elevadas.TELECOMUNICAÇÕES Este mecanismo de propagação não é confiável nem de boa qualidade porque. sem estações repetidoras. as ondas de rádio começam a se comportar como ondas de luz. Além disso. isto é. perdendo-se no espaço exterior. sendo empregados para as ligações internacionais de longa distância. nas faixas de VHF (30 MHz a 300 MHz) e UHF baixa (300 MHz a 900 MHz). sendo a energia solar incidente na alta atmosfera de intensidade variável. os índices de refração na ionosfera são instáveis. fazendo com que a onda celeste tenha também intensidade variável. 11 está exemplificado o que falamos: a parte das ondas que vai para cima atravessa a ionosfera e se perde no espaço. 11 – Propagação VHF/UHF PROF. propagam-se em linha reta. Nesta situação interrompem-se as comunicações. não as refratando mais de volta para a Terra. a experiência mostra que a ionosfera é transparente a essas freqüências. Daí em diante a onda se afasta da Terra. Quando ocorrem grandes perturbações solares. podem ser focalizados por antenas convenientes. fazendo com que as ondas não sejam mais refratadas de volta para a Terra. Os sistemas rádio HF utilizadas pelo multiplex possuem uma capacidade máxima de 8 canais telefônicos. 3. ou seja. A parte da onda que se irradia junto a superfície terrestre é útil até o horizonte. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 25 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. refletem-se em obstáculos. atingindo a ionosfera. até uma distância de mais ou menos 80 a 100 do ponto de transmissão.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Nestas freqüências as ondas de rádio se comportam praticamente como ondas de luz. Por isso este mecanismo de propagação também se chama em linha de visão ou visada direta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . por sua vez deve estar quase ao alcance visual.1. tendo média capacidade (12. 12.3 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade Subindo mais ainda a frequência. podendo alcançar até 200 km se forem empregadas duas a quatro estações repetidoras. podem ser focalizadas como em grandes lanternas e se propagam em linha reta. chegamos na região de microondas (900 MHz a 30000 MHz). 3.TELECOMUNICAÇÕES Podemos imaginar que a antena transmissora ilumina diretamente a antena receptora que. A antena se comporta como a lâmpada de uma lanterna e o refletor focaliza as ondas de rádio para a sua frente. chamado guia de onda. onde está a antena receptora. Este tipo de transmissão é utilizada em serviço que exige alta confiabilidade a distância menores que em HF. por sua vez. numa torre. focaliza as ondas no seu ponto central. Fig. 26 PROF. As microondas focalizadas pela parábola transmissora incidem diretamente sobre a parábola receptora que. geralmente. Cada antena de microondas com sua respectiva parábola. O rádio transmissor está ligado a antena por um condutor especial. Para distância maiores. a qualidade se deteriora rapidamente. estando fixada. Os sistemas rádio VHF/UHF utilizados pelo multiplex são empregados nas comunicações interurbanas estaduais. 24 ou 60 canais). 12 – Utilização de refletores parabólicos em microondas. Dessa antena as ondas são levadas por um guia de onda até o rádio receptor. como mostra a Fig. Devido a sua forma o refletor chama-se refletor parabólico ou parábola. serve para transmitir e/ou receber mais um canal de RF. juntamente com o refletor.

o sinal de microondas sai da estação terminal da localidade de destino.4 Sistemas de rádio-tropodifusão Para estender os sistemas de telecomunicação às regiões inóspitas. Fig. que nenhum obstáculo pode interceptar o feixe de microondas entre duas antenas. 600. Por isso as torres são normalmente colocadas em pontos elevados (morros. sendo utilizados pelo multiplex para ligações interurbanas a longa distância. portanto. A troposfera é uma camada da atmosfera que se situa entre 3 e 12 km de altitude. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 27 . a fim de regenerar o sinal de radiofreqüência enfraquecido devido as perdas na propagação. que fazem um espalhamento em todas as direções de uma onda PROF.apresentando não homogeneidades de índices de refração. 13. como se fossem nuvens invisíveis. sem vias de fácil acesso. Esta propagação também se denomina visada direta ou radiovisibilidade.1. de tronco de microondas. empregando propriedades da troposfera de difundir as ondas de rádio de alta freqüência. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . É também um sistema de microondas mas que não utiliza a visada direta. 1800 e 2700 canais telefônicos. possuindo capacidades típicas de 120. ao longo da rota de transmissão. 960. 300. conforme mostra a Fig.TELECOMUNICAÇÕES Vemos. o que tornaria muito difícil a manutenção das estações repetidoras. através de repetições sucessivas. utiliza-se um outro sistema de propagação chamado tropodifusão. 13 – Tronco de microondas Assim. A este tronco de rádio chamamos. comumente. edifícios) e estão distanciadas no máximo de 50 a 60 km. Os sistemas de rádio-microondas em visibilidade são de alta qualidade e confiabilidade.

Este espalhamento se dá a uma altura de aproximadamente 10 km. que pode ser de grades dimensões.TELECOMUNICAÇÕES de rádio incidente nessas freqüências. e uma antena parabólica. Os sistemas de tropodifusão cobrem grandes distâncias sem necessidade de estações repetidoras (300 a 400 km). Uma outra antena receptora de iguais dimensões. sendo empregados principalmente em ligações interurbanas em regiões inóspitas. tal como a Amazônia no Brasil. sendo percebida na superfície terrestre. 14). onde é difundido. pois não se tratam de “bolhas ionizadas”. 14 – Sistema de rádio tropo difusão Como o sinal difundido na troposfera chega ao receptor com muito baixa intensidade. estas “bolhas” de índices de refração diferentes permanecem estáveis e não dependem da energia solar para a sua formação. 28 PROF. pois não há mais as influências climáticas da baixa atmosfera. Assim. entre 1 e 2 kW. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . O processo é semelhante ao espelhamento da luz de holofotes anti-aéreos que incide nas nuvens. Nas alturas próximas a 10 km. o que possibilita comunicação com boa confiabilidade. que normalmente é de 120 e no máximo de 300 canais telefônicos. o espalhamento troposférico das ondas de rádio é um fenômeno estável. situada cerca de 300 km de distâncias. capta este sinal difundido que chega muito fraco ao destino (Fig. Fig. O sistema consta. esta deficiência limitará a capacidade de canalização desses sistemas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . basicamente. apontada para o horizonte na direção em que se deseja a transmissão. de um transmissor na faixa de 1 a 2 GHz de potência elevada. O feixe de microondas tangenciando a Terra incide na troposfera. a atmosfera já é algo rarefeita e estável. Desta forma.

Estes sistemas são de altíssima capacidade (500000 canais telefônicos) e estão em fase de desenvolvimento. etc. Ao receber o sinal de uma das estações terrenas.). 3. isto é. pode-se cobrir todo o planeta.6 Sistemas rádio em EHF Como nessa faixa de freqüência a onda de rádio sofre grandes perturbações devidas. São condutores especiais e ocos. Estes sistemas utilizam como repetidora um satélite artificial em órbita geoestacionária. na faixa de 4 a 6 GHz. ampliam e reenviam os sinais para a Terra. chamadas de estações terrenas. incidindo em todas as estações terrenas que focalizam este satélite. permanecendo estacionário a 36000 km de altura. o satélite amplifica e devolve para a Terra. principalmente à condições atmosféricas no espaço livre. possuindo amplificadores especiais (amplificadores paramétricos). estes sistemas rádios utilizam como meio de propagação guias de ondas.1. Neste caso o satélite denomina-se síncrono. PROF. Neste satélites são instalados pequenos receptores e transmissores que.5 Sistemas rádio-satélite Para as comunicações transoceânicas de alta confiabilidade e qualidade. As antenas que focalizam as ondas de rádio em feixes muito fino. porém somente o país para o qual se destina a comunicação poderá utilizá-la. que operam em microondas. basicamente. permanecendo apontadas para os satélites por processos automáticos. Isto ocorre porque nesta órbita do satélite e gravidade é equilibrada pela força centrípeta. que tem um movimento de translação ao redor da Terra de modo a ter a mesma velocidade angular que o planeta. de diversos tipos de seção reta (circular. o satélite é uma repetidora de alta qualidade com acesso múltiplo por vários países. cobrindo praticamente um hemisfério. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 29 . elíptica. Como três satélites síncronos.1. que guiam internamente as ondas de rádio. Os países que se comunicam por este Processo dispõem de estações terminais. Os transmissores são de potência elevada e os receptores são de alta qualidade. Assim. normalmente são de grandes dimensões.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . são empregados os sistemas de rádio-satélite que são mais econômicos que os cabos submarinos. colocados a 120° em relação ao centro da Terra.TELECOMUNICAÇÕES 3. recebem. para concentrar toda a potência devido a distância.

No segundo grupo temos os cabos coaxiais terrestres e os cabos coaxiais submarinos. que pode ser papel. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 15 – Linhas físicas para comunicações 30 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. os pares de fios têm sua maior aplicação na transmissão dos sinais de voz entre o telefone e a Central Telefônica Local (quando compõem os cabos de assinantes) ou entre a Central Telefônica Local e outra Local ou Central Tandem (quando compõem os cabos de linhas tronco). plástico ou ar (Fig. As linhas físicas utilizadas para comunicações podem ser divididas em dois grupos. As linhas bifilares são construídas mecanicamente por dois condutores idênticos e paralelos. conforme a sua construção mecânica: linhas bifilares e linhas coaxiais. 3. 15). As linhas coaxiais são construídas mecanicamente por um condutor interno. 15). as linhas abertas e as linhas de transmissão de energia elétrica. convertendo-o em ondas eletromagnéticas. sendo o material isolante de polietileno maciço ou discos do mesmo material (Fig. Os condutores são geralmente de cobre. nos sistemas via linha física o sinal impresso neste meio é o próprio sinal mutiplex. a fim de ser possível a sua propagação no espaço. separadas por um material isolante. envolto por um outro externo de forma cilíndrica. separados por um material não condutor.2.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA Ao contrário dos sistemas via rádio onde foi necessário processar o sinal multiplex. No primeiro grupo temos os pares de fios que compõem os cabos de pares. geralmente de cobre ou alumínio.1 Pares de Fios Como já vimos anteriormente.TELECOMUNICAÇÕES 3.

Os primeiros. onde um mesmo cabo de pares serve sítios. Como as características de transmissão dos pares de um cabo sofrem grandes influências do meio externo. a capacidade de transmissão deste cabo pode ser ampliada pelo uso do multiplex com capacidade variando desde 12 canais (usados em linhas de assinantes). para as faixas de frequência utilizadas pelo multiplex. Os repetidores de linha. têm a finalidade de compensar principalmente a atenuação que o sistema multiplex sofre ao se transmitir através do par de fios. normalmente pela sua grande extensão como geralmente é o caso. 16). visto que a instalação de novo cabo é muito onerosa. à semelhança das estações repetidoras de rádio. o repetidor de linha é basicamente composto por 2 híbridas e 2 amplificadores. quando os pares de um cabo de assinantes ou de um cabo de linhas tronco estão todos ocupados. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 31 . O sistema de transmissão sobre par de fios é normalmente composto pelo equipamento multiplex das Centrais Telefônicas Local e Tandem. visto que o par simétrico é um circuito a 2 fios. Como podemos ver pela Fig. e por repetidores de linha. até 120 canais (usados em linhas tronco). casas de campo ou mesmo fazendas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .Cabos Diretamente (enterrados) PROF. Conforme a instalação os cabos de pares classificados em: . um par de fios cujo diâmetro do condutor é de 0. para permitir a amplificação do sinal nas duas direções. a instalação deste cabo é de grande importância. 16. No caso do “carrier” de assinante existe também o equipamento multiplex junto a cada assinante (Fig.Cabos Aéreos . porém necessitamos de mais pares. Para se ter uma idéia prática da distância entre os repetidores de linha. denominados “carrier de assinantes” são muito utilizados em regiões limítrofes de pequenas cidades. é muito maior que a atenuação para a faixa de voz no mesmo par.91 mm (19 AWG) e que é empregado num cabo de linhas tronco necessita de repetidores de 10 em 10 km para transmitir 12 canais.Cabos em Dutos .TELECOMUNICAÇÕES Entretanto. Esta atenuação.

o cabo aéreo apresenta maior facilidade de manutenção. podem admitir injeção interna de ar. colocados em postes que. caracterizando a pressurização. e os condutores utilizados geralmente são de cobre.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O aterramento elétrico da carcaça desses cabos é importante para que não sofram a influência de ruídos externos ou ação de descargas atmosféricas. enquanto que o cabo de dutos.2. Os cabos passados em dutos são mais protegidos pois correm no subsolo. 3. maior estabilidade de característica de transmissão. garantem o espaçamento entre os fios de cada par. além de permitirem a fixação e isolamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . mantendo inalteradas 32 PROF. Aqui é mais importante o aspecto da pressurização devido a presença direta da água. dado o seu peso.2 Linhas Abertas As linhas abertas são linhas bifilares em que o material isolante (dialétrico) é o ar. são sustentados longitudinalmente por um fio de aço. 16 – Sistemas de transmissão sobre par simétrico Os cabos aéreos são instalados em postes e. De todos esses tipos. Os cabos diretamente enterrados são especialmente protegidos contra a ação direta das águas. Por serem blindados. o que evita a entrada de umidade. evitando variações em suas características. Desta forma ele não se deforma sob a ação do seu próprio peso. chamado cabo mensageiro ou simplesmente mensageiro. ácidos presentes no subsolo e mesmo contra a ação de organismos que atacam sua proteção. Os sistemas de linhas abertas são montados sobre isoladores. bem como a distância entre os pares.TELECOMUNICAÇÕES Fig.

para ligações interurbanas em frequência de voz. um sistema de ondas portadoras para 12 canais telefônicos. algumas vezes. porém o seu maior emprego é como meio de transmissão multiplex. fios de ferro galvanizado. PROF. podem ser 2 ou a 4 fios. onde uma ligação rádio em VHF/UHF exigiria muitos repetidores. A distância entre os postes é normalmente de 50 m. Devido as características de construção. dado o seu caráter de operação em visibilidade. provocando interrupção ou degradação da qualidade. Um sistema de transmissão por ondas portadoras é basicamente composto pelos equipamentos multiplex terminais e por receptores de linha que. as linhas abertas oferecem uma atenuação muito menor. No entanto. que o par simétrico. ou no caso de linhas de menor importância. Finalmente. estes sistemas são de baixa capacidade. só necessita repetidores de 100 em 100 km. dependendo do modo de transmissão do meio. quando toma o nome consagrado de transmissão por ondas portadoras.60 mm. normalmente 3 ou 12 canais. Estes repetidores têm a mesma função que aqueles utilizados nos sistemas de par simétrico. pode haver um acoplamento magnético ou mesmo elétrico entre os fios de pares diferentes. devido ao fato dos sistemas de linha aberta correrem em paralelo por longas distâncias. Além disso. usam-se fios com alma de aço recoberta de cobre. Entretanto. através das indutâncias mútuas. num mesmo poste podem passar diversos sistemas em linha aberta. que utiliza condutores com diâmetros de 2. os sistemas de linha aberta são sujeitos as intempéries. apodrecimento dos postes (quando são de eucalipto) e quebra de galhos ou árvores sobre os fios. chamada diafonia. Na construção de linhas que sofram esforços mecânicos maiores. mesmo em freqüências mais elevadas. Estes sistemas são normalmente utilizados em regiões muito montanhosas e acidentadas. suas características ficam expostas as variações de temperatura e umidade. aumentando a medida que cresce a freqüência do sinal perturbador. o espaçamento entre os repetidores é muito maior que aquele para o par simétrico. isto é.TELECOMUNICAÇÕES as características de transmissão ao longo da linha.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Outros fatores que limitam o emprego desse meio são: roubo dos fios de cobre (material bastante caro). Desde modo. Isto causará uma perturbação elétrica entre os sistemas paralelos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 33 . Daí a sua utilização. Esta perturbação é caracterizada pelo aparecimento de uma parcela do sinal de um sistema no outro paralelo. como as linhas abertas apresentam pequena atenuação por unidade de comprimento. bem como o diâmetro dos condutores empregados. o que limita a capacidade de canalização das linhas abertas. se por circunstâncias especiais não for necessária outra medida. Por exemplo.

obrigando o uso de uma quantidade muito grande de equipamentos o que as torna economicamente inviáveis. a linha de transmissão de energia elétrica tem um nível de ruído consideravelmente. em que os condutores empregados têm um diâmetro muito maior. Assim. bem como o material isolante entre eles.2. determinam as características de transmissão dos cabos coaxiais. Estas linhas se comportam basicamente como linhas abertas. evitando a irradiação de energia e a captação de sinais externos. somente aquelas que operam com tensões acima de 33 KV são utilizadas. maior. Por exemplo. como as linhas são de alta tensão. num sistema de ondas portadoras de 12 canais só necessita um repetidor de linha a cada 300 km. ocorrem interferências devido ao fenômeno de corona e as correntes intermitentes de perda nos isoladores. tendo os sistemas de ondas portadoras capacidade para 12 canais. num sistema. 34 PROF. Devido a estes fatores limitantes. Deste modo. Outro fator importante é que as características de transmissão de energia elétrica são muito variáveis ao longo da linha. quanto maior a relação entre os diâmetros e quanto maior o diâmetro interno.2. basicamente os sistemas de transmissão de energia elétrica só são empregados como meio de comunicação pelas próprias companhias de distribuição de energia elétrica. Os diâmetros dos condutores interno e externo. quando o tempo está úmido.4 Cabos Coaxiais Terrestres A fim de superar as limitações dos sistemas de transmissão sobre linha física apresentados até agora. devido principalmente as descargas atmosféricas e mudanças bruscas de carga. menor a atenuação por unidade de comprimento do cabo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . o que faz com que as atenuações por unidade de comprimento sejam ainda mais baixas que aquelas das linhas abertas. visto que as tensões mais baixas possuem um número muito grande de ramificações para a distribuição de energia elétrica. Além disso.TELECOMUNICAÇÕES 3. os cabos coaxiais permitem a utilização de faixas de freqüências bem mais amplas. foram desenvolvidos os cabos coaxiais que funcionam como linhas blindadas. de transmissão de energia elétrica de 200 KV.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica As linhas de transmissão de energia elétrica de qualquer tensão podem ser empregadas como meio de transmissão de multiplex. No entanto. passando a constituir os principais meios de transmissão sobre linha física para sistemas de comunicações de média e alta capacidade. Entretanto. existe uma serie de fatores que limita o seu emprego: comparada com o par de fios e com a linha aberta. 3.

5 mm.6000 300 .6 / 9. sendo os seus cabos coaxiais chamados de tubos.5 mm Fig. Os sistemas de cabos coaxiais são constituídos basicamente de forma idêntica aos outros sistemas via linha física. e os pares de fios de pares intersticiais. 6/9.5 300 600 1200 960 1920 3840 1260 2520 5040 600 1200 2400 960 1920 3840 NORMALMENTE P/TV 2700 5400 10800 10800 21600 43200 COAXIAL CABO DE 2. estão indicados a banda de transmissão do sinal multiplex.6000 60 . a distância nominal entre repetidores.4028 60 . É denominado cabo. o cabo misto. o cabo de 2. 17 a seguir apresenta os principais sistemas de cabos coaxiais existentes onde.12000 4300 . O primeiro é utilizado em sistemas de transmissão de média capacidade. 17 . 5 mm significa diâmetro externo do condutor interno de 2. PROF. Os cabos coaxiais utilizados pelo multiplex estão padronizados em dois tipos: 1.2540 60 . A tabela da Fig.TELECOMUNICAÇÕES Estes cabos são designados pelos diâmetros de seus condutores. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 35 .2/4. Vale aqui ressaltar a nomenclatura corrente quanto a estes cabos mistos. utiliza discos de plástico para diminuir as perdas (menor atuação) e para torná-lo mais flexível. Os sistemas de cabos coaxiais podem ter um só cabo coaxial. dado o seu maior diâmetro. sendo o dielétrico maciço. além do tipo de cabo empregado.4 mm e 2. CABO COAXIAL DE BANDA DE TRANSMISSÃO (KHz) DISTÂNCIA NOMINAL ENTRE REPETIDORES (Km) TUBOS COAXIAIS 2 4 8 1.2 / 4. O segundo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1300 60 .6 mm e diâmetro interno do condutor externo de 9. formado pelos equipamentos multiplex das estações terminais e pelos repetidores. bem como a capacidade de canalização de cada sistema. isto é.Tabela de Sistemas de Cabo Coaxial. o número de tubos coaxiais empregados. ou vários cabos coaxiais (2.5 mm (fig.60000 6 3 3 9 9 9 4.5 1.4 mm NÚMEROS DE CIRCUITOS MULTIPLEX 60 .4028 60 . Por exemplo.4 ou 8) montados juntamente com vários pares de fios constituindo um cabo misto.6/9. empregado em sistemas de transmissão de alta capacidade. 15).

Quando o cabo já se aproxima da orla marítima. 18 mostra a estrutura simplificada de um cabo submarino de tipo leve.1 mm.4 mm. A composição de um sistema de cabo submarino é idêntica ao do cabo terrestre. utilizado em águas profundas. o cabo submarino recebe uma proteção extra de cabos de aço. A tecnologia de cabos submarinos está em franco progresso. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . esta proteção é dupla. A parte central é feita de cabos de aço trançados para dar maior resistência à tração.5 Cabo Coaxial Submarino É um sistema de cabo coaxial especial que se entende sobre leitos de oceanos. Quando já aflora na costa. da ordem de uma milha náutica (1853 m) da praia. Externamente há um material de proteção refratário aos ataques da água do mar. sendo o condutor externo também de cobre com diâmetro típico de 38. 18 . Assim. O material isolante é plástico. tomando o nome de cabo simples armado. sua manutenção é altamente dispendiosa. onde não existem perturbações mecânicas.TELECOMUNICAÇÕES 3. Fig.2. sendo o condutor interno de cobre com diâmetro externo típico de 8. visto que sendo os mesmos submersos. tomando o nome de cabo duplo armado. geralmente polietileno. existe uma maior proteção mecânica. exigindo um navio para içar o cabo do fundo do mar. A fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . atualmente já existindo sistemas para até 1260 canais telefônicos. interligando países. sendo a diferença básica a grande confiabilidade exigida para os repetidores.cabos submarinos 36 PROF.

o multiplex telefônico é empregado por quase todos os serviços de telecomunicações. 19 . Fig.TELECOMUNICAÇÕES 4 SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES Embora o multiplex telefônico se destine primordialmente a transmissão de sinais de voz. onde tem a função de concentrar a fim de utilizar da maneira mais racional um meio de transmissão da alta capacidade. sinais de fac-símile. indicando claramente o multiplex como concentrador dos mesmos. 19 mostra o esquema básico de um sistema de telecomunicações.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. Deste modo. sinais de cabos etc. onde estão apresentados os diversos serviços que podem ser prestados por tal sistema. também é utilizado para o envio de informações sob outras formas de sinais. tais como: sinais telegráficos.Serviços de telecomunicações PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 37 .

com Estações Costeiras e. Para este fim o navios se interligam. o único serviço que não utiliza o multiplex telefônico é o de transmissão de programas de televisão. alcançam a rede nacional de telefonia ou telegrafia.4 CIRCUITOS Conforme a necessidade do usuário. como por exemplo 24 canais telegráficos. os circuitos passam 38 PROF. Neste serviço. Este equipamento concentra conjuntos de canais telegráficos. 4. este circuitos podem ser alugados de modo permanente ou temporário. cuja função é analógica aquela desempenhada pela Central Telefônica. 4. Para ambas as modalidades. para a localidade de destino. os canais de voz do multiplex telefônico servem de meio de transmissão para o multiplex telegráfico. 19 observamos que os canais de voz do multiplex telefônico recebem diversos tipos de sinais. os sinais de voz provenientes dos telefones dos assinantes. como já vimos. Como podemos notar. Os sinais telegráficos das máquinas telex são enviados diretamente (circuitos ponto a ponto).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Pela Fig.ou através da Central Telex (circuito telex). o sinal gerado pela emissora local é entregue a um centro distribuidor (Centro de TV) que envia através de um meio de transmissão adequado. Na localidade distante. são devidamente concentrados no multiplex.TELECOMUNICAÇÕES Como podemos notar. através de sistemas de rádio HF. através de Mesas IU ou de Centrais Telefônicas Local e Interurbana.3 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO Este tipo de serviço permite a comunicações das embarcações em alto mar com os assinantes da telefonia pública ou rede telegráfica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA Neste serviço a informação do assinante é convertida em sinais telegráficos através da máquina telex. 4. que tem função idêntica a do telefone para os sinais de voz.1 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA Neste serviço. 4. o sinal é recebido por outro Centro de TV que o distribui para as emissoras e/ou outras localidades. conforme o serviço de telecomunicações. ao multiplex telegráfico. num único canal de voz do multiplex telefônico.

6 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS Para melhor aproveitar o multiplex telefônico. b) Sinais de facsímile Transmissões entre dois pontos distantes de informações gráficas.5 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE Para este serviço é empregado um equipamento chamado canal programa. 4. como por exemplo computadores. num único circuito. através do multiplex telefônico. cuja faixa de frequência é maior que aquela para transmissão de voz. que a finalidade de distribuir os sinais. a fim de envia-lo ao multiplex.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES pelo centro de áudio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 39 . estes podem ser os mais variados. c) Sinais compostos Por intermédio de um equipamento chamado fônica. é possível a transmissão simultânea. para as localidades de destino. para processar devidamente o sinal musical. a saber: a) Sinais de voz Transmissões radiofônicas. como por exemplo páginas de jornais. canais de áudio para TV etc. de sinais de voz e telegráfica. que podem ser inclusive imagens estáticas (foto telegráfica). a semelhança de outros equipamentos multiplex. Quanto aos tipos de sinais enviados através dos circuitos alugados. 4. d) Sinais de dados Provenientes das máquinas de Processamento de dados. os sinais dos dados assinantes desta rede são devidamente concentrados por um multiplex digital. PROF.

há diversas informações trocadas entre o assinante e a central e entre as centrais. e consiste em uma série de sinais audíveis emitidos da central para o assinante e referem-se a estados da conexão. e recebimento dos sinais de linha no sentido “para trás”.TELECOMUNICAÇÕES 5 INTRODUÇÃO À SINALIZAÇÃO Para o perfeito funcionamento de um sistema telefônico.É o órgão ou função de uma central de comutação. permite o envio de sinais de tarifação.É o órgão associado à extremidade de origem do canal de sinalização. Compreendem-se os seguintes sinais: • • • • • 5. Juntor . responsável pela interface com o meio de transmissão. Para realizar esta troca de informações existe a sinalização podendo ser dividida em três grupos: • Sinalização Acústica • Sinalização de Linha • Sinalização de Registro 5.1 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA É que estabelece a integração usuário-equipamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 40 PROF. responsável pelo envio dos sinais de linha no sentido “para frente”. Equipamento de Comutação de Saída .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 Tom de Discar Corrente de Toque de Chamada Tom de Controle de Chamada Tom de Ocupado Tom de Número Inacessível SINALIZAÇÃO DE LINHA É o conjunto de sinais destinados a efetuar a ocupação e supervisão enlace a enlace dos circuitos que interligam duas centrais telefônicas. opcionalmente.

a partir do ponto de tarifação por multimedição. pelo juntor de saída ao juntor de entrada associado. o primeiro ponto de tarifação inicia a liberação da cadeia de comutação para frente. Sinal de Desligar para Trás . Para indicar que o assinante chamado atendeu.É um sinal que substituí o sinal de desligar para trás. Sinal de Desligar para Frente . de acordo com a cadência correspondente ao degrau tarifário. responsável pelo recebimento dos sinais de linha no sentido “para frente”. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. Sinal de Atendimento . pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. para indicar que ocorreu a liberação dos órgãos associados ao juntor de entrada. provocando o bloqueio do mesmo.É um sinal emitido para trás.É um sinal emitido para trás. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para indicar que ocorreu a ocupação dos órgãos associados ao juntor de entrada.É um sinal emitido para trás. O sinal é emitido. em resposta a um sinal de desligar para frente. em resposta a um sinal de ocupação. Sinal de Confirmação de Desconexão . e transmissão dos sinais de linha no sentido “para trás”.É o sinal emitido para frente. recebendo o sinal de desconexão forçada a central local desfaz a conexão estabelecida. Tendo emitido o sinal de desconexão forçada. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. todos os órgãos envolvidos na chamada. Sinal de Confirmação de Ocupação . Sinal de Tarifação . após ocorrida temporização. Sinal de Desconexão Forçada . Sinal de Ocupação . pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. a partir deste. nos circuitos entre a estação local de origem e o primeiro ponto de tarifação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 41 .É o sinal emitido para trás.É um sinal emitido para frente. PROF. para liberar.É um sinal emitido para trás. a partir deste ponto. Sinal de Bloqueio . para indicar que o assinante chamado desligou. pelo juntor de saída para levar o juntor de entrada associado à condição de ocupado.É o órgão associado à extremidade de destino do canal de sinalização.TELECOMUNICAÇÕES Equipamento de Comutação de Entrada . que se inicia com o recebimento do sinal de desligar para trás. pelo juntor de entrada associado.É um sinal emitido para trás.

5. Os critérios básicos deste tipo de sinalização são: • Variação da resistência (e consequentemente da corrente) na linha. telefônicos 42 PROF.1 Tipos de Sinalização de Linha A sinalização de linha a ser adotada consta de quatro variantes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para indicar que houve falha no equipamento de origem.É um sina emitido para frente.2.2. muitos sistemas empregam a sinalização de loop de corrente contínua a 2 fios. aplicáveis de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação. Estas variantes são: Tecnologia de Transmissão Cabos de pares FDM Multiplexação freqüência por divisão Tecnologia de Comutação sinalização por loop de corrente contínua de sinalização: E + M contínua E + M pulsada Digital sinalização: E + M contínua E + M pulsada R2 Digital 5. • Variação da polaridade na linha.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua Por motivos principalmente econômicos.TELECOMUNICAÇÕES Sinal de Falha . a partir do juntor de saída associado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . todas do tipo enlace a enlace.

• longo .ocupação. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. 5. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização.2. digitais. desligar para frente.TELECOMUNICAÇÕES 5. tarifação e rechamada. São utilizados dois tipos de sinais cujos tempos de emissão são: • curto . em nível alto. isto é. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de -48V. nos equipamentos de transmissão: analógicos. em nível baixo. atendimento. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. A presença ou ausência de sinal denota um certo estado de sinalização. entre os equipamentos de comutação e de transmissão.duração de (600 ± 120) ms .2.3 Sinalização E & M pulsada O sistema E & M pulsada utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. tem dois estados possíveis em cada direção. confirmação de desconexão e desconexão forçada.desligar para trás. portanto. o que deverá corresponder.48 V. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). Levando-se em conta a seqüência de tempo.4 Sinalização E & M contínua O sistema E & M contínua utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. o que deverá corresponder. • digitais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 43 . a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). o circuito terá as condições mostradas a seguir: PROF. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de . um total de 4 estados de sinalização. nos equipamentos de transmissão: • analógicos. A linha.duração de (150 ± 30) ms .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES FASES DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO DO SINAL SINALIZAÇÃO E+ M CONTÍNUA FIO M FIO E ausente ausente SINALIZAÇÃO E + M PULSADA FIO M FIO E Livre Ocupação sinal ocupação chamada em troca progresso registradores Atendimento sinal atendimento Conversaçã o Tarifação sinal de tarifação de de de ausente → presente 150 ms presente ausente sinalização entre ← presente presente 150 ms presente presente ← presente ausente durante 150 ms 150 ms Início da sinal de desligar para trás ← presente ausente 600 ms desconexão pelo destino Início da sinal de desligar para frente → ausente presente 600 ms desconexão pela origem Fim da sinal confirmação desconexão de de ← ausente ausente 600 ms desconexão Bloqueio sinal de bloqueio ← ausente presente permanente Sinalização E+M contínua / Pulsada 44 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. etc. que devem ser trocadas entre as centrais para estabelecer uma conexão. O canal bb reflete as condições de ocupação do equipamento de comutação de entrada. São informações relacionadas ao número do assinante chamado ou chamador.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . como estas condições estão sob controle do assinante chamador. Estes canais são utilizados na troca de informações entre os juntores que utilizam enlaces PCM. 5. na próxima página. condições de assinantes. apresentada a seguir. PROF. Em resumo.3 SINALIZAÇÃO R2 DIGITAL O sistema utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). O canal ab reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado). são mostrados como os sinais de linha são codificados. tipos de assinantes. pode-se dizer que a sinalização de registro é a troca de informações de controle entre as centrais.TELECOMUNICAÇÕES Sinalização de Registradores A sinalização entre registradores é a responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 45 . O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. Na tabela: Sinalização R2 digital. este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado).

TELECOMUNICAÇÕES FASE DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO CANAIS DE DO SINAL SINALIZAÇÃO OBSERVAÇÕES af tronco livre ocupação do tronco sinal de ocupação sinal de confirmação de ocupação chamada em progresso atendimento da chamada conversação sinal de desligar para trás desligamento da chamada sinal de desligar para frente sinal de atendimento 1 bf 0 0 0 ab bb 1 1 1 0 0 1 → ← 0 0 0 0 0 1 0 1 1 ← 0 0 0 0 0 1 1 1 ← → 0 1 0 X 1 X=0: A desliga primeiro X=1: B desliga primeiro sinal de confirmação de desconexão sinal de desconexão forçada sinal de confirmação de desconexão forçada situações especiais sinal de bloqueio sinal de falha ← → → ← → 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 Sinalização R2 Digital. 46 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

Assim em condições normais. conforme figura abaixo. emitido pelo registrador. O sinal para trás permanecerá até que o receptor constante o desaparecimento do sinal para frente. emissores e receptores.4 SINALIZAÇÃO MULTIFREQUENCIAL A troca de informações na sinalização MFC efetua-se entre órgãos situados nos extremos de uma via de conexão. emissor Sinal para frente receptor a e d h b c g Sinal para trás Sinal para frente Sinal para trás PROF. na origem do circuito. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 47 . Estes órgãos recebem portanto essas designações em relação aos sinais para frente. o sinal para frente durará até o emissor constatar a presença de um sinal para trás disparado pelo receptor. A troca de sinais MFC começa sempre com a emissão de um sinal para frente. O próximo sinal para frente marca o início do ciclo MFC seguinte e somente poderá ser emitido. uma limitação de tempo pelos elementos de temporização dos circuitos. além de desempenhar a função de confirmação dos sinais para frente transporta.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . citada anteriormente. Os sinais MFC ocorrem numa fase em que não há. Na origem há um órgão chamado emissor que transmite os sinais para frente. exceto. devido a uma limitação causada pela temporização.TELECOMUNICAÇÕES 5. de forma que a duração de cada sinal é determinada pela recepção do sinal gerado pelo primeiro. quando o emissor reconhecer o desaparecimento do sinal para trás do ciclo anterior que. Este transmite os sinais para trás (sentido contrário ao do tráfego) que alcançam o emissor citado. Este sinal não tem duração definida. A duração do sinal para trás também não é definida a ser. e que são recebidos por um órgão no extremo da via denominado receptor. onde se utiliza essa sinalização. simultaneamente. quando este tomou conhecimento da recepção do sinal para frente. embora ambos sejam. também ordens ao emissor sobre seu modo de comportamento subseqüente. conversação e os receptores estão dispensados de apresentarem imunidades às freqüências vocais provocadas pelos assinantes. A sinalização é do tipo compelido. ainda. em que os sinais para frente e para trás são interdependentes.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . f) O receptor percebe a interrupção do sinal para frente e ordena o corte do sinal para trás. ordena o corte do sinal para frente. c) O receptor envia continuamente um sinal para trás. d) Quando o emissor recebe o sinal para trás.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . h) O emissor percebe a interrupção do sinal para trás e ordena a transmissão do sinal para frente. g) Cessa a transmissão do sinal para trás. o sinal é interpretado e o receptor ordena o envio do sinal para trás.TELECOMUNICAÇÕES a) O emissor envia um sinal para frente composto de duas freqüências. b) Quando estas atingem o receptor. Neste instante há simultaneamente quatro freqüências na linha. e) A transmissão do sinal para frente é interrompida. 48 PROF.

Para tanto. atribuídas a intervalos de quantização (amostras) de acordo com um código de pulso. PROF. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM A modulação por codificação de pulsos (PCM) é um método de modulação que converte um sinal analógico contínuo em um sinal digital. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 49 .TELECOMUNICAÇÕES 7. o sinal analógico é formado por palavras de código. Um sinal PCM pode ser transmitido sozinho ou entrelaçado com palavras de código de outros sinais PCM.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o intervalo entre duas amostras sucessivas de um mesmo sinal telefônico (intervalo de amostragem = TA) resulta de: TA = 1 / fA 50 PROF. A freqüência de amostragem (fA) deve ser maior que duas vezes a freqüência contida no sinal analógico (fs): f A > 2 fS 7. foi fixada internacionalmente. Desta forma. a partir das amostras.1 Amostragem Para a faixa de freqüência de 300 a 400 Hz.TELECOMUNICAÇÕES 7.1 TEOREMA DA AMOSTRAGEM O teorema da amostragem especifica a menor freqüência de amostragem de um sinal analógico. uma freqüência de amostragem (fA) de 8000Hz.2. não ocorram perdas na informação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . para que na reconstituição do sinal analógico original.2 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL 7. utilizada na telefonia.

2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 51 . representam 256 intervalos de quantização.711 do CCITT especifica duas curvas características que fixam os detalhes da quantização: • • curva de 13 segmentos (lei A. Os intervalos de quantização são delimitados entre si por valores de decisão. o espectro de valores possíveis do sinal é subdividido em intervalos de quantização que. no intervalo imediatamente inferior. a meio intervalo para cada amostra. no máximo. o primeiro passo para a conversão da amostra em sinal digital (sinal PCM) é a quantização. O desvio (erro de quantização) corresponde.2 Quantização Em função do sinal PAM ser ainda de uma forma analógica de um sinal telefônico e as amostras serem mais facilmente processadas e transmitidas na forma digital. A amostra que ultrapassar a um valor de decisão é enquadrada no intervalo imediatamente superior e aquela que ficar abaixo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O erro de quantização daí resultante pode transformar-se em ruído no lado de recepção. para o caso dos sistemas de transmissão PCM30 utilizados no Brasil. utilizada no sistema PCM24) PROF. utilizada no sistema PCM30) curva de 15 segmentos (lei µ. diferentes valores analógicos são reunidos em um intervalo de quantização. A recomendação G. Para isto. Portanto. O erro de quantização é tanto menor quanto maior for o número de intervalos de quantização. no lado da emissão.TELECOMUNICAÇÕES 7. sobreposto ao sinal útil.

TELECOMUNICAÇÕES 7. Os 128 intervalos positivos e os 128 intervalos negativos de quantização são representados nos sistemas de transmissão PCM.3 Codificação O sinal PCM a ser transmitido é obtido pela codificação dos números dos intervalos de quantização.2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 52 PROF. portanto. através de um código binário de 8 dígitos. as palavras de código são de 8 bits. O codificador atribui a cada amostra uma palavra de código de 8 bits em correspondência ao valor de quantização fixado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . entre duas palavras de um mesmo sinal telefônico são introduzidas em seqüência de palavras de código de outros sinais telefônicos.2.3.1 Demultiplexação Do sinal multiplexado no tempo obtém-se na recepção novamente os sinais PCM. formando assim. o sinal PCM multiplexado por divisão no tempo. isto é. o quadro de pulsos é formado por 32 palavras de código. No sistema de transmissão PCM30. PROF. as palavras de código de 8 bits referentes a cada sinal telefônico transmitido de forma multiplexada.3 CONVERSÃO DIGITAL/ANALÓGICO 7. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 53 . isto é. A seqüência de bits. que contém uma palavra de código de cada sinal é denominada de quadro de pulsos.TELECOMUNICAÇÕES 7.4 Multiplexação As palavras de código de 8 bits de diversos sinais telefônicos podem ser transmitidas em uma seqüência cíclica. 7.

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7.3.2 Decodificação A cada palavra de código de 8 bits é atribuído um valor de tensão na recepção que corresponde ao valor médio do correspondente valor de quantização. A curva de decodificação é a mesma da codificação na emissão.

As palavras de código são decodificadas na seqüência de recepção e convertidas em sinais PAM. A seguir o sinal PAM é conduzido a um filtro passa-baixa que reconstitui o sinal telefônico original.

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8 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DIGITAL Os sistemas analógicos são convertidos em sinais digitais com o auxílio da modulação por codificação de pulsos, para então serem transmitidos na forma digital. Os sistemas básicos de transmissão digital são o PCM30 e o PCM24. A partir destes sistemas podem ser formados sistemas de ordem superior. 8.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SISTEMAS DE TRANSMISSÃO PCM 8.1.1 Circuito de conversão Em um sistema de transmissão PCM existe um canal para cada sentido da conexão (assinante A B; assinante B A). Os “time-slots” de canal de mesma numeração em um quadro de pulso dois sentidos opostos de um sistema de transmissão PCM formam um círculo de conversação com dois sentidos distintos e separados entre si. 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor Os sistemas de transmissão PCM estão terminados nas duas extremidades por equipamentos multiplex. Cada equipamento multiplex tem um emissor e um receptor. O emissor forma as palavras de código de 8 bits a serem emitidas e o receptor converte estas palavras de código novamente em sinais analógicos. Para a reconstituição destes sinais analógicos, o receptor de um sentido de conversação deve trabalhar com o mesmo sinal de sincronismo que o emissor no lado oposto. Por este motivo, o emissor envia ao receptor não só os sinais PCM, mas com eles também o sinal de sincronismo com o qual estes foram formados. Para tal, o emissor contém um gerador e um receptor, um receptor de sinais de sincronismo, que filtra estes sinais do sinal PCM recebido.

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8.1.3 Código de linha O sinal PCM formado pelo emissor é composto por sucessivas palavras de código de 8 bits no código binário NRZ (non-return-to-zero). No entanto, este sinal digital não pode ser aplicado diretamente à linha física devido à sua componente de corrente contínua. Por este motivo, o emissor no equipamento multiplex converte o sinal PCM em um sinal pseudo-ternário em um sinal AMI (alternate mark inversion), isento da componente corrente contínua. Neste sinal, contudo, pode ocorrer uma longa seqüência de bits 0 (zero) ocasionando, eventualmente, a perda do sinal de sincronismo retirado pelos repetidores regeneradores do sinal enviado. Por isto, para linhas de transmissão PCM, é utilizada uma variante do código AMI pseudo-ternário: o código HDB3 (third-order high-density-bipolar). Com este código limita-se em três a quantidade de bits 0 (zero) sucessivos.

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1 Quadro de pulsos Para cada um dos 30 circuitos de conversação são enviados. uma palavra de alinhamento do quadro e uma palavra de serviço. 8000 amostras por segundo em forma de palavra de código de 8 bits.5 Repetidores regeneradores Nos enlaces PCM são instalados repetidores regeneradores a cada 2 a 5 km. PROF. um quadro de pulsos. nos dois sentidos.4 Equipamento terminal de linha O equipamento terminal de linha é o elo de ligação entre o equipamento multiplex e as linhas de transmissão. No lado de emissão é injetado o potencial para telealimentação dos repetidores regeneradores. 8. no lado da recepção é regenerado o sinal PCM e dali levado ao receptor do equipamento multiplex. Portanto. com 2 x 8 bits.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A essas 30 palavras de código soma-se 2 x 8 bits. 8 bits para a sinalização e 8 bits que contêm alternadamente.2.TELECOMUNICAÇÕES 8. Os quadro de pulsos são transmitidos obrigatoriamente em ordem sucessiva. As 30 palavras de código formam.2 SISTEMA DE TRANSMISSÃO PCM 30 O sistema de transmissão PCM30 permite a transmissão simultânea de 30 conversações. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 57 . 8. 8. em cada sentido deve haver a transmissão sucessiva de 30 palavras de código de 8 bits no intervalo de 125 s (valor inverso de 8 kHz).1. Estes regeneram os sinais PCM nos dois sentidos de transmissão e eliminam desta forma as distorções ocasionadas por influências externas e pelos parâmetros de transmissão na linha.1.

o que permite a correta distribuição dos bits aos circuitos telefônicos. O receptor determina a posição do quadro de pulsos a partir da palavra alinhamento.2. taxa de erro da palavra alinhamento quadro > 10-3(escrito).TELECOMUNICAÇÕES 8. perda alinhamento quadro pulsos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . falha codec. Essa palavra transmite sinais de serviço. Número do bit 1 Valor binário X 8.3 Palavra de serviço Os bits 4 a 8 são reservados para uso nacional.2. Número do bit 1 Valor binário X 2 1 3 A 4 Y 5 Y 6 Y 7 Y 8 Y 2 0 3 0 4 1 5 1 6 0 7 1 8 1 Palavra de serviço no “time-slot” no canal 0 do PCM. PROF.2 Palavra de alinhamento de quadro As palavras de alinhamento de quadro sincronizam o emissor e o receptor do sistema PCM30. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .048 kbps. O 3º bit-alarme urgente 0 sem alarme e o 1 informa o seguinte: • • • • • 58 falha alimentação. falha sinal entrada 2. Os bits 2 a 8 desta palavra têm sempre o mesmo formato: 0011011. A palavra de alinhamento de quadro é transmitida alternadamente com a palavra de serviço no canal 0 (zero).

Devido a redisposição dos “time-slots”.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Desta maneira. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 59 . ocorre o envio de 8000 palavras de código por segundo e por sentido da conexão. e dentro destes períodos cada palavra de código tem um “time-slot”.TELECOMUNICAÇÕES 9 COMUTAÇÃO DIGITAL As interconexões na central de comutação digital ocorrem pela redisposição das palavras de código de 8 bits de diferentes sinais telefônicos em função da conexão desejada. resultam na central de comutação períodos sucessivos de 125 s. Em correspondência à freqüência de amostragem. as palavras de código sofrem um retardo no comutador temporal. comutação espacial. Em uma central de comutação digital são utilizados basicamente dois princípios de comutação: • • comutação temporal. diferente para cada conexão. 9.1 COMUTADOR TEMPORAL O comutador temporal pode transferir toda a palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de uma linha multiplex de saída (acessibilidade plena). PROF.

Portanto. toda palavra de código entrante pode ser transferida. 9. conseqüentemente não ocorre retardo. sem bloqueio. a atribuição às diversas linhas multiplex. as palavras de código permanecem em seus “time-slots” originais durante e após a comutação e. que na linha entre o multiplexador e a memória de dados ocorre uma taxa de bits muitas vezes maior que nas linhas de entrada. Existe sim a alteração de posição espacial. Devido à alta velocidade de operação. Para tanto. Na figura abaixo pode se observar que a taxa de bits entre o multiplexador e a memória de dados é quatro vezes maior que em uma linha multiplex de entrada. isto é. o demultiplexador distribui as palavras de código às quatro linhas de saída com a taxa de bits original.TELECOMUNICAÇÕES O comutador temporal-espacial é uma variante de alta velocidade do comutador temporal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Isto significa.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 COMUTADOR ESPACIAL O comutador espacial comuta qualquer palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer multiplex de saída sem alterar o “time-slot”. 60 PROF. o comutador temporalespacial pode transferir palavras de código de 8 bits das linhas multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de diversas linhas multiplex de saída. Portanto. a qualquer “time-slot” das linhas multiplex de saída (acessibilidade plena). faz-se necessário multiplexar as palavras de código das linhas de entrada e conduzi-las a uma memória de dados. Após o processo de comutação.

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9.3 DIFERENÇA BÁSICA ENTRE O COMUTADOR TEMPORAL E ESPACIAL Em ligações através de um comutador temporal, as palavras de código trocam de “time-slots” entre a entrada e a saída. Em ligações através de um comutador espacial, as palavras de código trocam de linhas multiplex, permanecendo contudo no mesmo “time-slot”. 9.4 MEMÓRIA DE CONTROLE A cada comutador temporal e a cada comutador espacial está atribuída uma memória de controle. Esta é uma memória do tipo RAM, cujo conteúdo pode ser modificado aleatoriamente. Baseado nos dados de comutação recebidos, será realizado a inscrição dos endereços de controle em determinadas posições de memória e apagados em outras. Os endereços de controle inscritos determinam as interconexões a serem realizadas e permanecem inscritos durante toda a conversação. Uma memória de controle tem uma posição de memorização para cada “timeslot” de um período de 125 µs. Cada posição de memória pode conter um endereço
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da memória de dados (comutador temporal) ou de uma linha multiplex de entrada (comutador espacial). Dentro de um período de 125 µs ocorre uma exploração cíclica de todas as posições de memória e a conseqüente leitura dos endereços de controle memorizados. • No comutador temporal, o endereço de controle indica uma determinada posição na memória de dados para as palavras de código de 8 bits. O endereço de controle determina no comutador temporal, com inscrição cíclica, de que posição da memória de dados deve ser lida a palavra de código a ser transmitida. No comutador temporal com leitura cíclica, o endereço de controle indica a posição da memória de dados na qual a palavra de código recebida deve ser inscrita. No comutador espacial, o endereço de controle identifica uma linha multiplex de entrada. Desta forma é liberada, durante o “time-slot” em questão, uma determina porta que corresponde a uma linha multiplex de saída, interconectando a linha multiplex de entrada endereçada com a linha multiplex de saída especificada na memória de controle.

9.5 ÓRGÃOS DE UMA CENTRAL DE COMUTAÇÃO DIGITAL As centrais de comutação digitais têm as seguintes áreas principais: • • • equipamentos de conexão que adaptam os diferentes tipos de linhas às vias digitais; matriz de acoplamento digital que estabelece as conexões; comando.

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9.5.1 Equipamentos de conexão Os equipamentos de conexão são os elos de entre a periferia de uma central de comutação digital e a matriz de acoplamento. Eles preparam os sinais telefônicos provenientes das linhas para a interconexão pela matriz de acoplamento. Da mesma forma, eles convertem a informação interconectada pela matriz de acoplamento à forma necessária para a transmissão através da linha. As funções a serem executadas pelo sistema de comutação digital para cada assinante analógico podem ser expressas pela expressão BORSCHT: • • • • • • • B = Batery feed; O = Overvoltage protection; R = Ringing; S = Signaling; C = CODEC; H = Hybrid; T = Test access.

A maioria destas funções também é realizada por terminais de troncos analógicos. Nas linhas de assinantes e troncos digitais,estes sinais são transmitidos na forma digital, isto é, as funções de codificações e decodificações não são necessárias nos equipamentos de conexão. 9.5.2 Matriz de acoplamento digital As matrizes de acoplamento são formadas por comutadores temporais, espaciais-temporais e espaciais. A configuração mais usual de uma matriz de comutação é temporal-espacial-temporal, podendo variar em função da capacidade da central de comutação.

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5. As centrais de comutação digital podem ser distinguidas entre: • central de comutação com controle de processamento centralizado: neste tipo de arquitetura todas as funções de controle são realizadas através de uma única unidade centralizada. são interconectadas duas vias na matriz de comutação digital (sentido A B e sentido B A). Portanto. estas vias são liberadas. 9.3 Comando O comando é a parte constituída de um ou mais processadores que controlam todas as áreas de uma central de comutação digital. não existindo entretanto.TELECOMUNICAÇÕES 9. • • Dentre as diversas funções do comando de uma central digital pode-se exemplificar a interpretação da sinalização. comutação e do procedimento de tarifação. nenhuma unidade com funções de coordenação centralizada. por este motivo. o conteúdo das memórias de controle “apagados” e os “time-slots” dos períodos de 125 µs liberados para que possam ser utilizados para outras ligações.4 Ligação entre dois assinantes Cada ligação possui dois sentidos de conversação e. se consideradas do ponto de vista da técnica analógica. interconexões digitais correspondem sempre a interconexões a 4 fios. Ao final da conversação. a realização do roteamento. Para a conservação entre o assinante A e B.5.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . central de comutação com controle de processamento semi-centralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos esta distribuído entre diversos processadores periféricos. em cada período de 125 µs são interconectadas duas vias de conversação na matriz do acoplamento. 64 PROF. central de comutação com controle de processamento descentralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos está totalmente distribuído entre vários processadores periféricos. existindo entretanto um elemento ou uma unidade com funções de coordenação de todos os demais. a qual por questões de segurança deve ser duplicada. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

sinalização de registradores. O ITU-T especificou 2 tipos de acesso para o RDSI denominados de acesso básico (2B + D) e acesso primário (30B + D). sendo 67 ms de abertura e 37 ms de fechamento. faz-se necessário a troca de diversas informações entre o assinante e a central de comutação e entre várias centrais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 65 . sinalização associada ao canal para 30 circuitos de conversação. SINALIZAÇÃO DE ASSINANTE A sinalização de assinante é aquela trocada a partir do assinante em direção à central de comutação com o objetivo de estabelecer ou desconectar uma chamada. Para tanto. A sinalização de assinante pode ser subdividida em sinalização para: • Assinante analógico. seleção numérica: por impulsos: enviada pelo telefone a disco através de impulsos com período de 100 ms. por teclado: são sinais multifrequenciais enviados através do teclado que representam a combinação de 2 freqüências.TELECOMUNICAÇÕES 10 SINALIZAÇÃO Para o correto desempenho de um sistema telefônico. sinal de atendimento: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamado. sinalização acústica. o qual é estruturado de acordo com o modelo de 7 camadas OSI (Open Systems Interconnection) da ISSO PROF. O sistema de sinalização para assinante digital recomendado pelo ITU-T para a sinalização entre a central e os terminais de rede é o DSS1 (Digital Subscriber Signaling System nº 1). consistindo dos seguintes sinais: • sinal de ocupação: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamador. são utilizadas sinalizações que permitem esta troca de informações. sinal de desligamento: caracteriza a reposição do monofone no gancho. Assinante digital. sinalização por canal comum com taxa de 64 kbits/s. que permite a oferta de novos serviços (integração de dados. voz e imagem) aos assinantes pertencentes a rede denominada RDSI. Os tipos de sinalizações utilizados podem ser distinguidos entre: • • • • • • 10.1 sinalização de assinante.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . texto. sinalização de linha.

O protocolo de sinalização DSS1 permite o estabelecimento. 66 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Como exemplo. são apresentados a seguir o fluxo de troca de mensagens de nível 3 que possibilitam o estabelecimento e desconexão de uma chamada solicitada por um assinante digital pertencente à rede RDSI. solicitação de facilidades e desconexão de chamada através da troca de sinalização (mensagens) entre o equipamento terminal e a central.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES (International Standards Organization).

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 67 .TELECOMUNICAÇÕES PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

2 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA A sinalização acústica é a sinalização que é transmitida pela central ao assinante. • Tom de ocupado: é um sinal utilizado para indicar ao assinante chamador que o assinante chamado encontra-se ocupado. Como exemplo de sinalização acústica. É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 500 ± 25 ms. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Tom de numero inacessível: é um sinal enviado ao assinante chamador significando que o numero selecionado não existe na central.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 1500 ± 150 ms conforma indicado na figura abaixo. 68 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 10. temos: • Tom de seleção: é um sinal contínuo de 425 ± 25 Hz que informa ao assinante chamador que a central está pronta para receber as cifras do assinante desejado.

10.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . É um sinal utilizado para fazer soar a campainha do telefone do assinante analógico chamado. . PROF. É um sinal que utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz.longo: duração de 600 ± 120 ms. Utiliza dois tipos de sinais.curto: duração de 150 ± 30 ms. • Corrente de chamada: é um sinal que utiliza uma freqüência de 25 ± 1. intercalando tom e silêncio conforme a figura abaixo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 69 .TELECOMUNICAÇÕES • Tom de controle de chamada: é um sinal enviado ao assinante chamador para indicar que o assinante chamado está livre e está recebendo corrente de chamada. com um período de 5000 ± 500 ms.25 Hz (tensão de 75 V). cujos tempos de emissão são: . A sinalização a ser adotada é aplicável de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação.3 SINALIZAÇÃO DE LINHA A sinalização de linha é a sinalização que estabelece a comunicação entre as centrais de comutação e atuam durante todo o período da conexão. Os principais tipos de sinalização de linha são: • Sinalização E + M pulsada: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. com tempos iguais ao do tom de controle de chamada. O intervalo mínimo entre dois sinais consecutivos deve ser de 240 ms.

o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. digitais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). 70 PROF. O tempo de reconhecimento de “tone-off” para “tone-on” e vice-versa é de 40 ± 10 ms. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). entre os equipamentos de comutação e de transmissão. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A presença ou ausência de sinal denota um determinado estado de sinalização. Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização E + M contínua: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais.TELECOMUNICAÇÕES A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. digitais. entre os equipamentos de comutação e de transmissão.

O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 71 . O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. A seguir são mostrados como os sinais de linha são codificados: PROF. aplicadas simultaneamente nos dois canais de sinalização da mesma direção não deve ultrapassar 2 ms.TELECOMUNICAÇÕES Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização R2 digital: utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O canal bb reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado) O Tempo de reconhecimento da transição do estado 0 para 1 ou vice-versa é 20 ± 10 ms. Este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). Estes canais são utilizados na troca de informações entre os troncos que utilizam enlaces PCM. A diferença entre duas transições.

TELECOMUNICAÇÕES 10. em que cada sinal é composto da emissão simultânea de duas freqüências distintas tomadas de um grupo de “n” freqüências. São informações relacionadas ao número de assinantes. Para “n” igual a seis freqüências. que devem ser trocadas entre as centrais para se estabelecer à conexão..etc.4 SINALIZAÇÃO DE REGISTRADORES A sinalização de registradores é responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Os sinais MFC são transportados através de códigos multifreqüenciais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . categoria do assinante chamador. pode se formar 15 códigos multifreqüenciais em cada sentido de transmissão como indicado na tabela a seguir: 72 PROF. condição do assinante chamado. chamado ou chamador..

Sua finalidade é transportar as informações numéricas para seleção do assinante chamado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O significado secundário dos códigos para trás constitui o GRUPO B de sinais e tem a finalidade de informar o emissor da condição da linha do assinante chamado.TELECOMUNICAÇÕES O significado primário dos códigos para frente denomina-se GRUPO I de sinais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 73 . Freqüências DTMF (utilizadas em telefones – MFC) 697 Hz 770 Hz 852 Hz 941 Hz 1209 Hz 1 4 7 1336 Hz 2 5 8 0 1477 Hz 3 6 9 1633 Hz - * # PROF. categoria do assinante chamador. O significado primário dos códigos para trás constitui o GRUPO A de sinais. Estes têm a finalidade de solicitar a identidade do assinante chamador. identificação do assinante chamador. A passagem do GRUPO I para o GRUPO II é ordenada por alguns sinais para trás. etc. etc. O significado secundário recebe a designação de GRUPO II de sinais e tem a finalidade de informar o receptor sobre a categoria do assinante chamador.

indicação de trânsito internacional I –13 Inserção de supressor eco I –14 Acesso ao equipamento de manutenção I –15 Fim de número Sinais para trás. colocar retenção sob controle do assinante chamado Nível vago Assinante com defeito Reserva Reserva Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Enviar próximo algarismo B–1 Enviar primeiro algarismo B–2 Passaram para o grupo B B–3 Congestionamento B–4 Enviar categoria.TELECOMUNICAÇÕES Sinais para frente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . grupo II II – 1 II – 2 II – 3 II – 4 II – 5 II – 6 II – 7 II – 8 II – 9 II –10 II –11 II –12 II –13 II –14 Assinante comum Assinante com tarifação especial Equipamento de manutenção Telefone público Operadora Equipamentos de transmissão de dados Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Reserva Reserva Reserva Reserva Algarismo 7 Algarismo 8 Algarismo 9 Algarismo 10 Inserção de semi-supressores de eco I –12 Pedido recusado. identidade do B – 5 assinante chamador Reserva B–6 B–7 B–8 B–9 B – 10 B – 11 B – 12 B – 13 B – 14 B – 15 Enviar algarismo (n – 2) * Enviar algarismo (n – 3) Enviar algarismo (n – 1) Reserva Enviar chamador de trânsito internacional A – 12 Serviço internacional A – 13 Serviço internacional A – 14 Serviço internacional A – 15 Serviço internacional * “n” indica o último algarismo recebido 74 PROF. grupo B Assinante livre com tarifação Assinante ocupado Assinante com número mudado Congestionamento Assinante livre sem tarifação Assinante livre sem tarifação. grupo A A–1 A–2 A–3 A–4 A–5 A–6 A–7 A–8 A–9 A – 10 A – 11 II –15 Reserva Sinais para trás. grupo I I–1 I–2 I–3 I–4 I–5 I–6 I–7 I–8 I–9 I –10 I –11 Algarismo 1 Algarismo 2 Algarismo 3 Algarismo 4 Algarismo 5 Algarismo 6 Sinais para frente.

Portanto cada célula tem um antena ligada a uma estação que controla esta área. como o de não poder falar entre a transmissão de uma área e de outra. A interligação entre assinante fixo e assinante móvel se processa da seguinte forma: para um assinante fixo acessar uma unidade móvel. pois é composto por várias células distribuídas ao longo de uma determinada área. passará pela central pública e através de troncos chegará até a CCC que se encarregará de localizar em que ERB estará o móvel. as unidades receptoras (telefones móveis) teriam de ser muito potentes causando interferências além do custo deste equipamento. porém agora com vários receptores evitando assim o problema de interferência e de potência dos receptores. tendo que ter uma faixa de freqüência muito grande e que o alcance do sistema estaria limitado de 30 até no máximo 80 Km. para o assinante móvel avisando que existe uma chamada para este. A Central se interliga com outras centrais através de troncos (linha física. Esta central é chamada de CCC . via antena. fibra óptica via rádio) e através da linha com o outro assinante. ou seja.1 INTRODUÇÃO O sistema fixo de telefonia funciona da seguinte forma: quando a interligação de dois assinantes é feita pela linha telefônica do aparelho até a central da região que cobre este assinante. Esta estação recebe o nome de ERB . É ela que interliga o sistema celular à central pública. solicitando uma conexão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 75 . Mas continuávamos a ter problemas. O sistema é dito celular. encaminhará a ligação para a central que concluirá até o assinante fixo. Caso o assinante móvel queira efetuar tal operação. que pudéssemos usufruir do sistema e aparelho em qualquer lugar.TELECOMUNICAÇÕES 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O assinante móvel celular nasceu da idéia de se querer ter um sistema de telefonia que não dependesse da linha física. Foi então que a partir de 1974 foi concebida a filosofia de Sistema de Telefonia Móvel Celular. PROF. por sua vez.Central de Controle Celular. Os primeiros sistemas (1964) nasceram do princípio básico de uma transmissor central que cobrisse toda a área de interesse. Das desvantagens citadas acima. o percurso será o oposto do descrito acima. A unidade móvel acessará a ERB da sua área via antena. Daí concluí-se que esse transmissor teria de ser muito potente. A partir daí estará feita a conexão entre os dois tipos de usuários. Existem também uma central que controla todas as ERB’s de uma área.Estação Rádio Base. A respectiva ERB enviará então um sinal. surgiu em 1969 um sistema aperfeiçoado sugerindo a idéia de um transmissor. A ERB enviará uma solicitação até a CCC que.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .3 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .4 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 76 PROF.2 SERVIÇO TELEFONIA FIXA 11.TELECOMUNICAÇÕES 11.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 77 .TELECOMUNICAÇÕES PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .5 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 78 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

6 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR 11.7 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 79 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .9 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR 80 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .8 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL 11.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR 11.TELECOMUNICAÇÕES 11. PROF. situa-se entre 825 a 890 MHz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 81 . Dentro dessa faixa.11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA A faixa de operação para o Serviço Móvel no Brasil. A banda A no início da telefonia móvel no Brasil foi destinada a exploração de serviços somente pelas concessionárias públicas (“Tele´s”) e a banda B. subdividimos em bandas A e B. somente pelas empresas privadas.

TELECOMUNICAÇÕES 11.12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 82 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

03N + 870.000 1 < N < 866 0. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 83 . MHz Assinante Rádio-Base A 10 333 1 333 334 666 825. localização e estabelecimento das chamadas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .020 889. em cada uma das faixas A e B. PROF.020 844.030 834.13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS Partindo da alocação original na largura de faixa de 20 MHz.000 Observe que 21 canais. Os canais de números 1-333 são para as concessionárias públicas e os canais de números 334-666 são para a concessionária privada.TELECOMUNICAÇÕES 11. é calculada como se segue: TRANSMISSOR Assinante Estação Rádio-base NÚMERO DO CANAL FREQÜÊNCIA DO CENTRO (MHz) 1 < N < 866 0. A TABELA A ATRIBUIÇÃO DA NUMERAÇÃO E FREQÜÊNCIA DOS CANAIS DO ESPECTRO ORIGINAL Faixa MHz Número de Canais Número de Canais Limite Freqüências do Centro Transmissor.03N + 825.990 880.980 870. corresponde ao número do canal N.990 835. estão reservados para funções de controle como acesso. 10 MHz para uma concessionária privada e 10 MHz para uma concessionária pública.980 B 10 333 A freqüência central em MHz. A tabela abaixo ilustra o número de canais e as freqüências de centro.030 879. temos 2 x 10 MHz 30 kHz = 666 canais onde 30 kHz é a largura de faixa de um canal.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS 84 PROF.

A unidade móvel utiliza um processo chamado DISCAGEM PRÉ-ORGANIZADA. da Estação rádio-base.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Somente então. Esses dígitos não são enviados à Central de Comutação um de cada vez. PROF. Diferentes aparelhos apresentarão diferentes números de dígitos.TELECOMUNICAÇÕES 11. A unidade de controle. a unidade móvel simplesmente armazena internamente do dígitos teclados. a unidade móvel tentará comunicar-se com a estação rádio-base. e controla o transceptor e a unidade de controle.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL Os equipamentos das unidades móveis utilizadas nos sistemas de telefonia celular são de projeto compacto e ocupam um mínimo de espaço do veículo. de um quadro de onda. Uma vez teclado o número de lista completo do telefone chamado. seja utilizado na comunicação com muitas unidades móveis diferentes. que contém todas as interfaces do usuário. pelo menos 10 dígitos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 85 . A antena. ao longo do canal de Configuração. A maioria apresentará. Quando isso ocorrer. O transceptor utiliza um sintetizador de freqüência para sintonizar qualquer canal designado do sistema celular. incluindo um fone e diversos controles e indicadores do usuário. Eles consistem em 3 unidades: A unidade do transceptor/lógica que aloja o rádio e o equipamento lógico do microprocessador. a unidade enviará o número teclado completo em uma curta seqüência de dados. Isso utiliza um intervalo mínimo de tempo para cada unidade móvel e permite que o canal de controle. A maioria da unidades móveis mostrará os dígitos que foram teclados. o usuário aperta o botão de envio (SEND). Quando o usuário pressionar as teclas numeradas no teclado. As antenas montadas no teto são. pelo menos. A unidade lógica interpreta as ações do cliente e os comandos do sistema. como acontece com os telefones convencionais. incluindo a bobina de carga (para compor uma antena com ganho de 3 dB). à medida em que são teclados.

Um teclado de discagem. Lâmpadas indicadores (em uso.TELECOMUNICAÇÕES 11. nas diferentes marcas e modelos de automóveis ou caminhões.16 UNIDADE DE CONTROLE A unidade de controle contém os seguintes equipamentos: NORMAIS • • • • • • • Um fone de mão com tom lateral (sidetone). o ruído de fundo modifica-se acentuadamente à medida em que os vidros estejam abertos ou fechados. as unidades móveis estão equipadas com controles de volume do fone (de mão). OPCIONAIS • • • • Visor do número teclado. existe uma diferença substancial no ruído de fundo. 86 PROF. Os usuários de telefones móveis freqüentemente experimentam diversos níveis de ruído externo quando fazem as chamadas. Teclagem automática. Mesmo com os vidros fechados. nenhum serviço. com indicador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Um dispositivo de alerta. término etc.). Dispositivo viva-voz (hand free) Alerta com alarme externo. alto-falante e níveis de alerta. Controles de áudio e alteração do volume.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Um código de desbloqueio de 3 dígitos. Na maioria dos automóveis. Por essas razões. fora de área). Comutadores de controle das chamadas (envio.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 87 .TELECOMUNICAÇÕES 11.

8 dBm 1.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .-12dB 22. por exemplo.2W (Classe II) 2.5W (Classe III) 3. isto é de -8dB até -28dB.8 dBm 7. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . numa escala de 0 a 7.1.18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS As especificações dos transmissores móveis destinam-se a garantir um nível de potência nominal de RF de saída.8 dBm Observe que um transmissor móvel não pode exceder a potência máxima transmitida para a sua classe.8 dBm 5.8 dBm 4.3W (Classe I) 1. conforme ilustrado na tabela abaixo: NÍVEIS DE POTÊNCIA NOMINAL DOS TRANSMISSORES MÓVEIS Nível de Potência do Transmissor Potência de Saída Móvel (PL) Nominal de RF 0 .8 dBm 6.2 Watts 30.8 dBm . pode ir de PL -2 até PL-7.-16dB 18. de 3 W (Classe I). não atenuada.-20dB 14. CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS Potência Máxima Transmitida 3 Watts 34.8 dBm 0. Um transmissor da Classe III.5 Watts 26. A potência de RF da unidade móvel pode ser controlada em etapas de 4 dB.-4dB 30.8 dBm Classe I II III TIPOS DE TERMINAIS • • • TRANSPORTÁVEL VEICULAR PORTÁTIL 88 PROF. no conector de antena e sob uma carga de 50 Ohms.0.-8dB 26.Sem acentuação 34. em escalas de 4 dB.-24dB 10.TELECOMUNICAÇÕES 11.8 dBm .-28dB 6.8 dBm .

TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 89 .

20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL 11.AMBIENTE MÓVEL 90 PROF.21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 11.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 91 .TELECOMUNICAÇÕES 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

1 DIVERSIDADE .UNIDADE MÓVEL 92 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 12.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 93 . para entrelaçamento numa determinada gama de freqüências). Definições: • Canal Um canal refere-se a um par de freqüências utilizadas para comunicações móveis.TELECOMUNICAÇÕES 12. confirmação de solicitação e seqüência para solicitações especiais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . filtra e retorna o mesmo tom SAT. O tom de sinalização é um tom de 10 KHz e é também utilizado ao longo do canal de voz. PROF. Ele atende às funções de sinalização para terminação de chamada. com uma tolerância de +. • SAT Tons de áudio de supervisão. • É atribuído um SAT dentre os três. se não for detectado nenhum tom SAT válido ou o tom detectado não corresponder àquele da estação rádio-base. Uma das freqüências é utilizada na transmissão da estação rádio-base para a unidade móvel. A presença do SAT implica na utilização contínua do canal de voz. • O transmissor da estação fixa é desligado.6000 e 6030 Hz. enquanto que a outra freqüência é utilizada na transmissão da unidade móvel para a estação rádio-base.20 Hz. A estação móvel detecta.2 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO 30kHz FM ± 12 kHz 6000 ± 30 Hz 10 kHz 10 kbps entrelaçados FSK LARGURA DA FAIXA DO CANAL MODULAÇÃO DESVIO DE FREQÜÊNCIA SAT ST CANAL DE “SET UP” Existem 3 tons de áudio de supervisão (SATs): 5970. • O tom SAT é adicionado à transmissão pela estação rádio-base (Estação Fixa). • FSK Modulação por Desvio de Freqüência (utilizada para sinais digitais. a cada Estação rádio-base.

quando for utilizado o mesmo conjunto de canais de voz em células diferentes dentro da mesma área de cobertura. Transmite 1. Assim: Monitora-se a comunicação para efetuar o HANDOFF.S. Transmitindo fora da faixa de voz 9300 a 3400 Hz. Transmitindo do C. 94 PROF. São 3 para evitar interferência.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . para móvel.S. Esta reconhece e transmite de volta.8s para finalizar a conversação.TELECOMUNICAÇÕES SAT Transmitindo no canal de voz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . ST Transmitindo do canal de voz só sentido móvel para C. Portanto não interferindo na conversação. Transmite 15 a 50ms quando a conversação é interrompida para o HANDOFF.

o móvel sintoniza o novo canal de voz e retransmite o SAT para a nova célula. * Mensagem de designação de canal de voz para o móvel através da célula original. Após isto. • A CCC compara o nível do sinal de todas as células adjacentes e escolhe a melhor. • O móvel ao receber a mensagem de designação e canal de voz envia durante 15 a 50 ms o ST para a célula original. Após isso. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 95 . • A nova célula ao receber a mensagem de HANDOFF. Se ocorrer degradação em qualquer dos 2 sinais. a CCC seleciona 1 canal livre dentre os canais correspondentes àquela determinada célula adjacente e envia: * Mensagem de Handoff para a nova célula. a CCC envia a ordem de medição do nível da portadora a todas as células adjacentes. PROF. • Ao receber essa mensagem.3 HANDOFF • Constantemente é monitorado o nível de sinal da portadora e a rel. • A nova célula recebe de volta o SAT e envia esta informação à CCC através de mensagem de HANDOFF. sinal-ruído do SAT durante a conversação. a CCC reconhece que já foi executada a troca de canais e envia a mensagem de canal de voz vago para que a célula original desligue o transmissor correspondente. • Recebemos essa mensagem. liga a transmissão do SAT no canal designado. A conversação passa a utilizar o novo canal de voz. Nesta mensagem. a CCC ordena que todas as células adjacentes sintonizem o canal de voz que está sendo usado e efetuam a medição do nível de sinal.TELECOMUNICAÇÕES 12. a ERB envia a CCC a mensagem de degradação do nível e/ou sinal/ruído. • As células adjacentes ao receberem esta mensagem devem mudar a sintonia de seus receptores LOCATE para a freqüência do canal em que está sendo efetuada a conversação (e que será feito o handoff) cada célula adjacente envia o resultado da medida efetuada para a CCC.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

TELECOMUNICAÇÕES 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE .ERB – 13. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .1 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA 96 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

10 k bits/seg.mensagens destinadas a todas as unidades móveis e mensagens destinadas a unidades móveis específicas. Um exemplo é a ID do sistema. seguida por um sinal seqüencial síncrono de 11 bits. 13. As informações enviadas a todas as unidades móveis incluem informações a cerca do sistema e de como as unidades móveis deverão acessá-lo. As unidades móveis utilizam as seqüências intercaladas e do sinal de seqüência síncrona. chamados de bits ocupado/vago.3 CANAL DE CONTROLE DIRETO • Fluxo contínuo de dados de faixa larga . antes que uma unidade móvel possa tentar comunicar uma mensagem à estação rádio-base. as unidades móveis monitoram esse fluxo de dados. que é utilizada pela unidade móvel para ligar ou desligar a lâmpada indicadora de fora do alcance (roam) mencionada anteriormente. Cada repetição inicia-se por uma seqüência intercalada de dez dígitos (1010101010). a 10k bits por segundo.2 CANAL DE CONTROLE DIRETO O canal de controle direto é um fluxo contínuo de dados de faixa larga. Bits de ocupado/vago. ao longo do canal de controle reverso. Esses bis indicam se o canal de controle reverso está ou não ocupado recebendo informações de uma unidade móvel. enviado das estações rádio-base para as unidades móveis quando não estão envolvidas numa conversação real. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 97 .TELECOMUNICAÇÕES 13.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Existem bits especiais intercalados por todas as mensagens. As informações enquadram-se em dois tipos gerais . A impossibilidade da unidade móvel em utilizar a seqüência e o sinal de seqüência síncrona para sincronizar com o fluxo de PROF. para retornarem-se sincronizadas com o fluxo de dados geral. • Envia dados das estações rádio-base para as unidades móveis. FORMATO • • • • Seqüência Intercalada. Cinco repartições a cada dois fluxos de mensagem. Sinal de sincronismo. TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO 13. O Bi tem que indicar o estado vago. A unidade estará então capacitada a decodificar as informações contidas nos fluxos de dados. A isso seguemse cinco repetições de cada um dos dois fluxos de dados.4 Ao longo do canal de controle direto.

TELECOMUNICAÇÕES mensagens.5 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO Para todas as unidades móveis: • Dados extras (overhead) • Controle / ocupação Para unidades móveis específicas: • • • • • Designação inicial do canal de voz Localização Nova tentativa direcionada Solicitação Confirmação de solicitação 98 PROF. Existem também mensagens de informações transmitidas a unidades móveis específicas. Se uma unidade móvel encontrar-se no processo de originar uma chamada. Definições: MENSAGEM DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada da CCC para uma estação rádio-base. para completar a chamada. ou de uma estação rádio-base para a CCC. sua localização será realizada ao longo do canal de controle direto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . A resposta constitui uma confirmação da recepção da solicitação. ao longo do canal de controle direto. é utilizada pela unidade móvel para ligar sua lâmpada indicadora de não funcionamento. 13.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . também mencionada anteriormente. Se uma unidade móvel estiver livre e receber uma chamada. o canal de controle direto será utilizado para notificá-la que ela deverá sintonizar um canal de rádio de voz especificado. em resposta a uma mensagem de solicitação. CONFIRMAÇÃO DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada de uma unidade móvel para uma estação rádio-base. ou de uma estação rádio-base para uma unidade móvel. direcionando o receptor a realizar uma determinada ação.

direcionando-o a realizar uma determinada ação. Canal de Controle Reverso: • Fluxo de dados descontínuos em faixa larga . Resposta à localização. ela tem que se identificar através do seu próprio número de lista e classe de potência.TELECOMUNICAÇÕES 13. neste canal. PROF. A velocidade de transmissão de dados. Definições: Mensagem de Solicitação: Uma mensagem enviada de um transmissor a receptor. Tipos de Mensagens • • • • Originação. Solicitação. Os dois tipos principais de mensagens. A unidade móvel notifica então à estação rádio-base acessada de que se encontra em sua área de cobertura. para transmitir informações à estação rádio-base. de forma que a chamada possa ser estabelecida em um canal de voz atribuído a essa célula. através do seu número de lista no fluxo de mensagens de localização. também é de 10k bits por segundo. transmitidas pelas unidades móveis ao longo do canal de controle reverso são mensagens de originação e mensagens de resposta de localização. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 99 . Confirmação de Solicitação. A mensagem de originação contém o número de lista de telefone chamado e determinadas informações acerca da própria unidade móvel.10 kbits/seg. A mensagem de resposta de localização é enviada quando a unidade móvel reconhece que existe uma mensagem chegando a ela. • Envia dados da unidade móvel para a estação rádio-base.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Especificamente. As mensagens de originação são enviadas quando o usuário tecla um número de lista e aperta o botão SEND. Confirmação de Solicitação: Uma resposta à mensagem de solicitação. As unidades móveis transmitem seqüências de dados e então colocam-se de lado para permitir que outras unidades móveis utilizem o mesmo canal. bem como do seu número de série eletrônico.6 CANAL DE CONTROLE REVERSO O canal de controle reverso é utilizado pelas unidades móveis.

Executar funções de processamento de voz. Localizar as unidades móveis. Executar funções de controle e reconfiguração dos equipamentos. Fornecer comunicações de dados com a MTSO e as unidades móveis. Executar Rotinas de Testes e Manutenção. quando a chamada de voz se encontra em andamento.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Executar funções de Configuração.7 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE Fornecer irradiação e recuperação de RF. “ Handoff ” ou receber uma unidade móvel de outra Estação rádio-base. 100 PROF. supervisão e Funções de Terminação de Chamadas.TELECOMUNICAÇÕES 13.

utilizados para localizar as unidades móveis. Rádios • Fontes de freqüência. • Potência de saída do transmissor e complexo da antena. • Rádios de Voz . • Rádios de Localização . • torre e cabo coaxial. • Rádios de Controle . Distribuição de R.utilizados para percurso de voz nas chamadas entre estações rádio-base e unidades móveis.percursos de Comunicação entre estações rádio-base e a MTSO. • Frente de recepção final e complexo da antena. Componentes de R. • Enlaces de dados . PROF.utilizados para a execução de rotinas de teste e manutenção.Estação rádio-base controladora do processador principal. • combinadores.F.percursos de voz nas chamadas entre estações rádio-base e a MTSO. • Equipamentos de manutenção e teste .utilizados para configurar as chamadas.F. • amplificador de potência.TELECOMUNICAÇÕES 13. • Troncos de voz . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 101 . • Complexo de controle de rádio .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . dos equipamentos da Estação rádio-base. Antenas • omnidirecionais e direcionais.8 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE • Componentes de Hardware Significativos.

enquanto uma chamada está em andamento em um canal de voz. Esses níveis de potência fixos são referidos como normais ou default do transmissor e são regulados independentemente. e cada transmissor de unidade móvel permaneceria ao nível de potência fixa associado ao canal de voz que estivesse atendendo.9 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA O controle dinâmico de potência é um recurso que possibilita o sistema ajustar automaticamente o nível de potência do transmissor da unidade do assinante e do rádio de voz da estação rádio-base. O controle dinâmico da potência possibilita ao sistema elevar ou reduzir os níveis de potência dos transmissores. • Alarmes. 13. é necessário um amplificador de potência programável de 45 W. cada radiotransmissor de estação rádiobase iria operar a um nível de potência fixo. Outros Componentes: • Fontes de alimentação.TELECOMUNICAÇÕES Componentes de canal de áudio. durante todas as chamadas. Controle Dinâmico de Potência Estação Rádio-base • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 45 W de amplificação programada 102 PROF. Na estação rádio-base. • Enlaces de dados até a CCC. O controle dinâmico da potência regula a potência do transmissor da unidade móvel ou da estação rádio-base. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Sem o controle dinâmico da potência. em patamares de 4 dB acima ou abaixo dos valores normais para cada chamada. • Troncos de voz até a MTSO Componentes de controle: • Controlador da Estação rádio-base. A potência pode ser elevada (incrementada) ou diminuída (atenuada). para o controle dinâmico.

torna-se útil atenuar o sinal. Além disso. causando distorção e diafonia por intermodulação. O receptor fica então com a sensibilidade reduzida. nos receptores de estação radio-base). Se o sinal recebido exceder o limite superior dessa faixa. Exemplo: Uma unidade portátil em um edifício muito alto requer menos potência de transmissão nos pisos mais altos e maior potência de transmissão ao nível do solo. um sinal excessivamente forte pode colocar a extremidade dianteira do receptor na região de operação não linear. no co-canal e nos canais adjacentes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 103 . Sobrecarga do Receptor . por exemplo.TELECOMUNICAÇÕES Transmissor Móvel • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 3 W (Classe I) Benefícios do Controle Dinâmico de Potência • Interferência de RF . um deles será recebido também na freqüência modulada e resultará em diafonia nessa freqüência.Os receptores são projetados para determinados níveis de potência de recepção ( -130 dBm a -30 dBm. PROF. diz-se que ele fica sobrecarregado. se o sinal recebido da unidade móvel for muito forte.Elevando-se a potência do transmissor de uma unidade móvel. de forma que os sinais que seriam normalmente fáceis de detetar não são mais detetados. Para as unidades portáteis com baterias. A faixa de sinais de entrada aceitáveis é conhecida como faixa dinâmica do receptor. Uma situação reconhecidamente causadora de sobrecarga é a presença de uma rodovia elevada muito próxima a estação rádio-base . se forem recebidos na estação rádio-base dois sinais igualmente fortes. é possível se intensificar a C/I para uma unidade móvel próxima do limite da célula. de forma a reduzir a interferência devida ao sinal. Além disso. Os sinais recebidos pela antena da estação rádio-base não devem exceder 60 dBm. Por outro lado. isso é conhecido como diafonia por intermodulação.quando existir um percurso de transmissão curto e direto entre a estação rádio-base e uma unidade móvel em trânsito. a utilização de uma potência reduzida incrementa a vida útil das baterias.

10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL 104 PROF. • Controlar a sobrecarga do receptor 13. • Incrementar a vida útil das baterias das unidades portáteis.Benefícios: • Controlar a interferência.TELECOMUNICAÇÕES Controle Dinâmico de Potência . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

• • • • • • Rádio de controle Rádios de localização Transceptores de rádio. PSTN . como também atua como comutador de mensagens para a Comunicação entre as estações rádio-base. • Central celular • Interfaces Estação rádio-base/Rede Pública de Comutação.Central de Telefonia Móvel (Mobile Telephone Switching Office). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 105 . Antenas direcionais e omnidirecionais Equipamentos de Manutenção e testes. A CCC (MTSO) controla não apenas as comunicações com a Rede Pública de Comutação fixa (PSTN).Rede de Telefone Público Comutado (Public Switched Telephone Network).1 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR Unidade de Assinante (Aparelho). • Unidade de controle • Transceptor • Sistema de Antena Estação Rádio-base. Enlaces de dados / troncos de voz. CCC • Processador celular.TELECOMUNICAÇÕES 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC14.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . CCC ou MTSO . PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC 106 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 14.

Manutenção • Reconhecimento de falhas e recuperação de erros. PROF. setorização e isolamento de falhas. ( Rede Pública de Comutação). • Coordenar o processo de localização intercelular e intracelular e resultante “ Handoff” • Fornecer serviços especiais aos usuários móveis.PROCESSAMENTO DE CHAMADAS • Fornecer conexão comutadas com a PSTN.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Administrar a utilização dos canais de rádio de voz. • Chamadas recebidas pela unidade móvel. • Contagem do número de tentativas. • • • • • Número de lista da unidade móvel. • Conclusão das chamadas. para detecção de problemas transitórios. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 107 .TELECOMUNICAÇÕES 14. • Fornecer conexões comutadas entre assinantes móveis. Atividade de alteração recentes. • Chamadas originadas pela unidade móvel. • Rotinas de testes / exercícios do sistema.3 FUNÇÕES DA CCC . Provisionamento / ordem de serviço.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC Coletar dados de bilhetagem. 14. • Diagnóstico. • Fornecer a coordenação sobre a sinalização com as unidades móveis. Coletar dados de tráfego. Atribuição de troncos / estação rádio-base. Dados de classificação de bilhetagem. Serviços especiais por assinatura.

Quando uma rádio de voz é atribuído a uma chamada. Quando detecta o SAT correto retomando a unidade móvel. A unidade móvel deteta o SAT no sinal que recebe e retransmite-o de volta para a estação rádio-base. O tom não é audível para as pessoas envolvidas na conversação. Tom de Áudio Supervisão (SAT) • 5970 Hz • 6000 Hz • 6030 Hz Tom de Sinalização • 10 kHz 108 PROF. Este tom é sempre de 10 kHz. Existem dois tipos de sinais analógicos. são utilizados três tons SAT diferentes. torna-se necessário transmitir outras informações além daquelas da conversação. para comunicar informações à esta rádio-base. presume-se que alguma coisa interrompeu o enlace de RF e a chamada é desconectada. Se o SAT desaparecer durante um intervalo superior ao especificado. a Unidade Móvel ativa o ST 1.5 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ Quando uma chamada já foi estabelecida no canal de voz. o primeiro deles é chamado Tom de Áudio Supervisor (SAT). O segundo sinal analógico é chamado tom de sinalização (ST). MARCELO DIOGO DOS SANTOS .8 segundos antes de desativar a transmissão ao fim de uma conversação. em cada estação rádio-base. o transmissor da estação rádio-base sobrepõe a freqüência do SAT acima do sinal de voz. Na realidade.TELECOMUNICAÇÕES 14. por exemplo. entre a unidade móvel e estação rádio base. isso é conseguido através de sinalização tanto analógica quanto digital. É atribuído um tom específico a cada canal de voz. Isso informa à estação rádio-base que a unidade móvel está liberando a chamada. Ele é ativado pela unidade móvel durante intervalos de tempo específicos. a estação rádio-base reconhece que está completo o enlace de RF do circuito de voz. constituídos por tons contínuos de 5070 Hz ou 6030 Hz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A finalidade desse tom é atuar como controle de continuidade no enlace de rádio.

a estação cedente envia uma mensagem de black and burst para a unidade móvel. Nesse caso. sinal de sincronismo e repetições. Na maioria dos casos. Para utilizar esta característica durante uma conversação estabelecida. ativando momentaneamente o tom de sinalização. encontra-se no processo de “Handoff”. onde o terceiro participante será incluído na conversação. Isso é feito por meio de uma seqüência de black and burst. Quando é necessário transferir uma chamada de uma estação rádio-base para outra.6 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ A sinalização digital também é realizada ao longo do canal de voz. orientando-se a modificar sua potência de transmissão para um nível especificado. A unidade móvel irá gerar inicialmente um sinal intermitente para a estação rádio-base. Um uso muito importante da sinalização black and burst.Fluxo de mensagem digital de 10 kbits/s. Um exemplo de black and burst na direção reversa (unidade móvel para a estação rádio-base) é o recurso da chamada de conferência a três.TELECOMUNICAÇÕES 14. PROF. A transmissão digital. o assinante da unidade móvel tecla o número de lista do terceiro participante que ele deseja incorporar à conversação e então aperta o botão SEND. para transmitir o número teclado à estação rádio-base. O número do novo canal é transmitido à unidade móvel na própria mensagem. é transmitido uma seqüência de informações digitais. obrigando-a a sintonizar um novo canal. A estação rádio-base transferirá os dados para a CCC. Isso significa que o sinal de voz é momentaneamente interrompido ou “blancked” (apagado). A estação rádio-base envia o comando e a unidade móvel confirma que recebeu a mensagem. na direção direta (estação rádio-base para unidade móvel). Pode ficar perdida no máximo parte de uma sílaba. Provavelmente a ocorrência mais comum é o controle da potência transmitida pela unidade móvel. Sinalização Digital no Canal de Voz • Black-and-burst . ao invés da voz. as pessoas envolvidas na conversação não percebem a interrupção. utilizando a característica de controle dinâmico da potência dos sistemas celulares. A estação rádio-base responderá com uma mensagem black and burst de envio dos dígitos teclados. Existe uma série de usos para sinalização por black and burst. a estação rádio-base enviam um comando para as unidades móveis. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 109 . leva apenas uma fração de segundo. A unidade móvel enviará então uma seqüência de black and burst no canal de voz reverso. dos bits de mensagem. utilizandose uma técnica chamada black and burst (apagamento e seqüência). Durante essa interrupção.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . incluindo seqüência intercalada. novamente a uma velocidade de 10 kbits/s.

Confirmação de solicitação. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal de voz designado. A ERB envia então a mensagem SAT para a CCC. 7. A CCC analisa o número discado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . captura aquele com nível de sinal mais forte e envia a mensagem de originação. Na mensagem de originação. Quando o assinante efetuar a discagem e pressionar a tecla SEND. cessa o tom de chamada e tem início a conversação.7 1. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. Designação de canal de voz para “handoff”. 4. No instante em que o assinante chamado atende. Ao receber essa mensagem. Quando o processo de comutação da rede pública é terminado. 8. Número de lista de transferência de chamada (call forwarding). A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação ao canal de voz. o móvel faz a varredura dos canais de controle.TELECOMUNICAÇÕES Tipos de mensagens: • • • • • Solicitação. CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL 14. captura um juntor de saída e se conecta à rede pública. o móvel fica sintonizado no canal de controle. a CCC recebe o número de células setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. Número de lista do terceiro participante chamado. 6. 110 PROF. A ERB recebendo de volta o SAT entende que o móvel sintonizou o canal correto. 5. a CCC recebe o tom de chamada e o retransmite ao móvel via canal de voz. 2. No estado livre.

A chamada de entrada é recebida da rede pública através do juntor de entrada. A CCC inicia o envio da corrente de toque ao assinante chamado. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação do canal de voz. Ao receber esta mensagem. verifica se o móvel está no estado livre e envia: • Sinal para a rede pública. a CCC seleciona um canal de voz utilizado por esta célula/setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. 5. a CCC recebe a informação do número da célula/setor onde se encontra o móvel. 4. A CCC após determinar que o número chamado pertence a esta área de serviço. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal designado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 111 . entende que o móvel sintonizou o canal correto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . deve reconhecer seu número e responder através da mensagem de resposta à busca. 3. Na mensagem de resposta à busca. A ERB envia então a mensagem de alerta. ao mesmo tempo em que o móvel envia o tom SAT à ERB. A ERB retransmite essa informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada. 2. Com esta informação. 7. ao receber a mensagem de busca. O móvel.8 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL 1. PROF. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. • Mensagem de busca aos móveis via ERB 1. 6. Quando o assinante chamado atende o móvel cessa o envio do tom e a ERB retransmite esta informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada OFF e tem início a conversação. A ERB recebendo de volta o SAT.TELECOMUNICAÇÕES 14.

envia o sinal de linha de desconexão para a rede pública e a mensagem de canal de voz vago para a ERB. Terminada a conversação. A CCC recebendo esta mensagem.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA 1. O móvel ao receber este sinal envia á ERB durante 1. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora.8 s o ST. colocando o canal de voz no estado vago. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora. a CCC recebe o sinal de desconexão e envia ao móvel via ERB a mensagem de liberação do canal de voz. A ERB desliga o Transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. A CCC envia então à ERB a informação: mensagem de canal de voz vago.9 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL 1. Terminada a conversação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . O móvel envia o ST durante 1. 4. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 2. 2. 14. 4. colocando o canal de voz no estado vago.8s. 112 PROF. 5. o assinante pressiona a tecla END. 3. Recebendo essa mensagem a ERB desliga o transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT.TELECOMUNICAÇÕES 14.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Detecta e verifica SAT Coloca a situação de “fora-de-gancho” do tronco de voz até CCC PROF. (passo 2) 14.12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 3 CCC ERB Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 113 . Retransmite SAT à ERB. indica “NO SERVICE” 2 Varre canais de dados primários medindo RSSI 3 Se o nível de RSSI não é aceitável varre canais secundários para RSSI 4 Sintoniza canal mais forte e decodifica os dados 5 Se os dados não puderem ser decodificados vai ao passo 2 6 Determina situação de HOME ou ROAM e indica situação de ROAM 7 Apaga indicação de “NO SERVICE” 8 Móvel em serviço pronto para receber ou fazer chamada 9 Reinicia varredura após determinado período. Usuário digita o número telefônico e preciona a tecla “SEND” Envio do MIN e do número do telefone chamado para a ERB via canal de controle reverso Móvel 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Detecta “fora-degancho” Completa chamada através da rede Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Sintoniza o canal de voz designado Detecta e verifica SAT.11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO Passo CCC ERB Móvel 1 Ligar o móvel (power on).TELECOMUNICAÇÕES 14.

Usuário responde à chamada Alerta e ST são desligados.13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 CCC ERB Móvel Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). Envia ordem de alerta ao móvel via blank-and-burst no canal de voz.TELECOMUNICAÇÕES 14. Detecta ausência de ST informa à CCC. 114 PROF. Detecta e verifica SAT. Retransmite SAT à ERB.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Envia ST à CCC Sintoniza o canal de voz designado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Gera tom de toque e envia ST à ERB Envia toque de chamada ao chamador Completa a chamada através da rede. 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Recebe chamada dirigida ao móvel e envia mensagem de paging a todas as células Células enviam page ao móvel Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Móvel detecta page e ocupa o canal de controle mais forte usando RSSI Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Detecta e verifica SAT Coloca situação de “forado-gancho” no tronco de voz até a CCC. Detecta “fora-do-gancho” e envia ordem de alerta.

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14.14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS Passo CCC 1 Unidade móvel ou chamador terminam a chamada 2 3 ERB Móvel Unidade móvel ou chamador terminam a chamada

Ordem de liberação enviada ao móvel Audio do móvel é emudecido e tom ST transmitido com SAT durante 1,8s. Móvel para de transmitir e retorna ao estado em serviço na condição de repouso.

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15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR 15.1 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA

O problema tradicional em um rádio móvel é o aparente conflito entre as exigências de cobertura de área e a capacidade do usuário. Admitindo-se um determinado número de canais numa faixa de freqüências, qual deverá ser o tamanho da área coberta e quantos usuários deverão ser admitidos? Se uma estação base tiver que fornecer atendimento às unidades móveis em uma grande área, ela terá que dispor de alta potência e estar localizada no ponto mais elevado da área cuja cobertura é exigida. No entanto, os canais alocados ao local de transmissão não poderão ser reutilizados para um serviço semelhante, até uma considerável distância. Nesse caso, a única forma de incrementar a capacidade será utilizar um amplo espectro. Disso deriva o conceito de reutilização de freqüênciaviabilizado restringindo-se a potência do transmissor da estação base e utilizando-se repetidamente a freqüência, na mesma área geral de um sistema. Os parâmetros de projeto são os seguintes: • Interferência de co-canal - interferência entre sinais que possuem a mesma freqüência. • Interferência de canal adjacente - interferência entre sinais que possuem freqüências muito próximas. Exemplo: Canal 1, com freqüências de 825,030 MHz e 870,030 MHz. Canal 2, com freqüências de 825,060 MHz e 870,060 MHz. Os canais 1 e 2 são canais adjacentes. Os sinais que possuam freqüências de canal 1 825,030 MHz (unidade móvel) e 870,030 MHz (estação base) são sinais de co-canal. 15.2 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL

Todas as células são consideradas hexágonas, numa discussão teórica. Na realidade entretanto, as células raramente tem a forma hexagonal. A geometria de cada célula depende do contorno e topografia do terreno, da presença ou não de

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água, folhagem, estruturas feitas pelo homem - altura e densidade - e localização e altura da antena.

15.3

CÉLULA DIRECIONAL ANTENA DE 120°

A célula direcional pode ser construída a partir de uma célula omnidirecional. instalando-se antenas direcionais na estação rádio base. • A antena omnidirecional irradia e recebe sinais de todas as direções. • A antena direcional irradia e recebe sinais de uma determinada direção. • A antena é vertical (polarização vertical) porquê os sinais irradiados verticalmente não podem atingir a unidade móvel. Apenas os sinais irradiados perpendicularmente à antena são passíveis de atingir a unidade móvel. Tipicamente, são utilizadas antenas direcionais de 120°, para um agrupamento de células K=7. O padrão de reutilização da freqüência K=7, com antenas direcionais de 120° requer um conjunto de 3 x 7 = 21 canais. ANTENA DE 60° Ao invés de se construir três antenas direcionais de 120° numa estação rádiobase, podemos instalar antenas de seis setores, cada um deles cobrindo um ângulo, reduzindo assim ainda mais a interferência do co-canal. No entanto, para que haja uma eficiência de entroncamento razoável, as antenas de seis setores são usadas com agrupamento de células K=4. Os arranjos de antenas de seis setores com padrão de agrupamento de células K=4, são geralmente usados por vários fabricantes de sistemas celulares.

15.4

DIVISÃO DAS CÉLULAS

A divisão das células torna-se necessária quando a carga de tráfego suportada pelas células originais excedem sua capacidade. Na divisão das células a distância entre as estações rádio-base adjacentes é reduzida a metade e a área de cobertura

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Idealmente. anteriormente existente. com um pequeno prejuízo para a relação C/I (canal/interferência). Nem todas as células existentes precisam ser desdobradas simultaneamente. • O compartilhamento da reutilização pode ser utilizado para as estações rádio-base duplas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Quando coexistem células de tamanho grande e pequeno. são utilizadas antenas direcionais. entre as estações vizinhas já existentes. A divisão das células pode suportar quatro vezes o volume de tráfego suportado pelas células existentes. São candidatas ao desdobramento. No entanto. 4. • Para se reduzir a interferência do co-canal. No entanto a atribuição de canais poderá ser K=4 ou K=3. A utilização de antenas direcionais incrementa a probabilidade de “handoff”. utilizando-se antenas direcionais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A atribuição de canais para as células desdobradas 120º (mantendo-se o padrão de atribuição K=7). Nesses casos teremos células duplas utilizando freqüências diferentes. A implementação do compartilhamento da reutilização incrementa a capacidade do sistema.5 RESUMO • As células de foram hexagonal são encontradas muito raramente nos sistemas reais. apenas as células que tiverem sobrecarga de tráfego. Não é necessário nenhum hardware adicional para as células duplas. 15. as localizações das novas estações rádio-base ficarão a meio caminho. • A divisão torna-se necessária quando uma determinada célula não consegue suportar uma carga de tráfego (mesmo depois de se adicionar a ela outros canais de rádio). dependendo de K=3. • Padrões diferentes de reutilização da freqüência: • interferência do co-canal • eficiência de entroncamento • custo 118 PROF. existe um impacto sobre a capacidade de transporte de chamadas de cada face da antena. a densidade de estações rádio-base fica quadruplicada. a atribuição de freqüência às células menores deverá ser cuidadosamente executada. em última instância degradar o seu desempenho. 19. Isso incrementa a carga sobre o sistema e pode. 7. • Podemos esquematizar estações rádio-base com diferentes padrões de reutilização.TELECOMUNICAÇÕES nominal da célula recém estabelecida fica reduzida a um quarto da área anteriormente coberta da estação rádio-base. As células superpostas tornam-se necessárias quando nem todas as células são divididas ao mesmo tempo. dentro do software. Assim. sem afetar significantemente seu desempenho. etc.

” Folha de São Paulo . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 119 .TELECOMUNICAÇÕES • Tipos diferentes de estação rádio-base: • Omnidirecionais • 3 faces • 6 setores • Divisão da célula: • cuidados na atribuição da freqüência • estação rádio-base superpostas (duplas) • Compartilhamento da reutilização. ao nascer. todo o cidadão receberá um telefone celular.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . corre uma estorinha segundo a qual. que o acompanhará pelo resto da vida. no futuro. “Entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia. o aparelho não responder.05/05/92 PROF. Se um dia. é porque o indivíduo está morto.

O tamanho das células situa-se na faixa de 500 metros a 10 quilômetros. Essa primeira geração de sistemas celulares caracterizava-se basicamente por ser analógica. o sinal do seu telefone celular passa automaticamente de uma célula para outra. no Reino Unido. Com relação ao espaçamento entre os canais pode-se citar. no Japão. Todos esses sistemas eram bastante parecidos entre si. sendo cada uma delas servida pelo seu próprio conjunto de rádios transmissores e receptores de baixa potência. O acesso à canalização é obtido através do FDMA (Frequency Division Multiple Access). sendo que em 1970 a própria AT&T propôs a construção do primeiro sistema telefônico celular de alta capacidade que ficou conhecido pela sigla AMPS.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o TACS e vários outros que adotam 25 kHz. sem sofrer interrupção. sendo permitido o "handoff" ou "handover" 120 PROF. da AT&T. o Radiocom 2000 na França e o RTMS na Itália. Cada célula possui diversos canais com o objetivo de prover serviços para muitos usuários simultaneamente. O NMT (Nordic Mobile Telecommunications). Áustria. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . À medida em que um usuário se movimenta na cidade. ou seja. utilizando modulação em freqüência para voz e modulação digital FSK (Frequency Shift Keying) para sinalização. a mesma é transferida para o sistema de telefonia fixa regular.1. No entanto. sendo que as principais diferenças concentravam-se no uso do espectro de freqüência e no espaçamento entre canais. desenvolveram o conceito do celular em 1947. o primeiro sistema celular nos EUA entrava em operação comercial em Chicago. o AMPS que adota 30 kHz. etc.TELECOMUNICAÇÕES 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR 16. opera na faixa de 869-894 MHz para recepção e 824-849 MHz para transmissão. Quando a chamada de um celular alcança uma torre de transmissão e recepção. adotado por diversos outros países além dos nórdicos. a NTT (Nippon Telephone & Telegraph) havia se antecipado colocando um sistema semelhante ao AMPS em operação em 1979 na cidade de Tóquio. Itália. O AMPS. etc. Na Europa a primeira geração de sistemas celulares era composta de diversos sistemas. por exemplo. Em 13 de Outubro de 1983. o NMT450 opera na faixa de 463-468 MHz para recepção e 453-458 MHz para transmissão enquanto que o NMT-900 utiliza a faixa de 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. Os Laboratórios Bell. Advanced Mobile Phone Service. Espanha e Irlanda. por exemplo.1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES 16. o TACS (Total Access Communications System). o C-450 na Alemanha e Portugal.1 Primeira Geração de Sistemas Móveis A partir de sua primeira geração o serviço celular passou a funcionar através da divisão de uma cidade ou região em pequenas áreas geográficas denominadas células.

o CDMA (Code Division Multiple Access) nos EUA e o PDC (Japanese Personal Digital Cellular) no Japão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 121 . indiscutivelmente. que opera em uma determinada freqüência. mais de 45 milhões de assinantes se concentram somente na Europa Ocidental (23 países). o que permite a combinação de equipamentos de diferentes fabricantes. baseada em San Diego. operando na faixa de freqüência 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. contabiliza-se ainda uma larga infra-estrutura já implantada de mais de US$ 50 bilhões de dólares. Existe também o CDMA de banda larga (Broadband CDMA ou B-CDMA). O GSM é hoje. A seu favor. melhor qualidade de voz. nos EUA. tornando as transmissões difíceis de interceptar ou mesmo interferir. particularmente nos EUA. ofereciam as seguintes vantagens sobre os analógicos: técnicas de codificação digital de voz mais poderosas. estando as patentes em poder da empresa InterDigital.2 Segunda Geração de Sistemas Móveis Em função da pressão de demanda. surgiram os sistemas GSM (Groupe Speciale Mobile/Global System for Mobile Communications) na Europa. possibilitando assim a manutenção de preços baixos. O GSM possui uma arquitetura aberta. trabalham com bastante facilidade a comunicação de dados e facilitam significativamente a criptografia da informação transmitida. DCS-1800 e PCS-1900 com mais de 57 milhões de assinantes distribuídos em 98 países. Possibilita igualmente o "roaming" (transferência automática de ligações entre sistemas) entre os diferentes provedores de serviço. é um sistema proprietário desenvolvido pela empresa QUALCOMM. com mais de 150 redes celulares do tipo GSM-900.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . onde o sistema analógico havia atingido o limite de sua capacidade nas maiores áreas metropolitanas. desde que adotem o mesmo sistema. PROF. e pela necessidade de se ter um sistema Pan Europeu na Europa.TELECOMUNICAÇÕES (permite a transferência automática de ligações de uma célula para outra). o B-CDMA opera partilhando o espectro de freqüência com as demais tecnologias celulares existentes. O CDMA. o TDMA (Time Division Multiple Access). O sistema utiliza a técnica de espalhamento espectral e foi originalmente utilizado pelos militares para espalhar o sinal em uma faixa de espectro bastante larga. Essencialmente. um forte concorrente do TDMA. maior eficiência espectral. 16. foi necessário dar início ao desenvolvimento de sistemas digitais que em princípio. o padrão mais popular implementado mundialmente.1. em um certo número de partes e designando cada uma das diversas conversações telefônicas para cada uma dessas partes. O TDMA opera dividindo o tempo de um canal. Como resultado desse esforço. além da maior capacidade. O GSM foi adotado como padrão Europeu em meados dos anos 80 e introduzido comercialmente em 1992.

em 1989. três vezes superior à dos sistemas de primeira geração. à sua inabilidade de adequar capacidade à demanda e à elitização de seus serviços dada a exorbitância dos preços. ou seja. alguns com capacidade. quando este estiver próximo de cabinas ou postes devidamente equipados. O PACS suporta serviços de voz. disparou um processo de consulta sobre o desenvolvimento de um sistema rádio que fornecesse serviços bidirecionais de telecomunicações de alta qualidade. O seu uso era considerado ilegal na Europa nos anos 80. uma competição com o sistema celular. órgão governamental responsável pelo setor de telecomunicações do Reino Unido. promovendo. Estima-se que nos EUA existam mais de 60 milhões de telefones sem fio. embora certamente um considerável número de aparelhos operasse em milhares de residências. A arquitetura do sistema seria suportada por uma ampla estrutura microcelular para possibilitar o uso de terminais de baixa potência e. de ingressar na rede de telefonia pública comum. ou ainda CT. oferece ao usuário a possibilidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . existe ainda uma outra linha de desenvolvimento.os sistemas celulares digitais convencionais adotam geralmente taxas de até 13 kbit/s. constituído potencialmente por milhões de usuários. com 80 canais. Uma das suas principais atrações é a qualidade do sinal. conhecida como "cordless systems" ou "cordless telephones". surgiu. o DECT (Digital European Cordless Telephone). o conceito PCN (Personal Communications Network). O CT2 foi projetado para uso em ambientes domésticos e empresariais e pode ser usado como teleponto. desta forma. Caracterizam-se. o PHS (Personal Handyphone System) desenvolvido no Japão e o PACS (Personal Access Communications Services ) proposto pelo Bellcore nos EUA. no mínimo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Vários novos padrões se sucederam ao CT1 e foram considerados digitais na medida em que digitalizavam o tráfego de voz para transmissão sobre a interface aérea. telecomunicações de curta distância e cobre uma ampla gama de aplicações e ambientes. A meta era o mercado de massa. Esses sistemas têm experimentado diferentes níveis de sucesso ao longo do tempo e encontram-se em uso em milhões de residências ao redor do mundo. Surgiu então um padrão europeu. operando nas faixas 914-915 MHz (móvel para base) e 959-960 MHz (base para móvel). Além dos sistemas celulares vistos até aqui. para ambientes fixos e móveis. o CT1 (Cordless Telephone 1). Dentre esses padrões convém ressaltar o CT2 (Cordless Telephone 2). em geral. Como resposta à má qualidade de serviço oferecida por sistemas analógicos. O DECT oferece uma estrutura de comunicações sem fio para alta densidade de tráfego. 122 PROF. na Inglaterra. ou seja. a um custo acessível. que é enviada a uma taxa de 32 kbit/s . dos mais diferentes tipos e/ou modelos. sistemas sem fio ou telefones sem fio. O "Department of Trade and Industry" (DTI). os serviços de comunicações de segunda geração são baseados em sistemas de alto desempenho. dados e imagens de vídeo para uso em interiores e microcélulas.TELECOMUNICAÇÕES Em resumo. pela utilização de tecnologia digital para transmissão tanto de voz quanto de sinalização.

com "handsets". as primeiras aplicações de PCS surgiram no final de 1993 com o sistema DCS-1800.TELECOMUNICAÇÕES conseqüentemente. isto é. Ou seja. Este trabalho está sendo liderado mais uma vez pela Europa e patrocinado pelo ITUR (International Telecommunications Union Radiocommunications sector) e ETSI (European Telecommunications Standard Institute). e a atenuação adicional da nova faixa seria compensada pela menor dimensão das células. uma variante do GSM operando com potências menores e em uma faixa de freqüência mais alta. "Handsets" diferentes precisarão reconhecer e operar indistintamente em pico. Esse sistema está sendo denominado UMTS (Universal Mobile Telecommunications System). apenas na Alemanha. Na Europa. na "World Administrative Radio Conference" (WARC) em 1992. instaladas em interiores. como extensão do sistema telefônico do escritório quando se encontram no trabalho ou como telefone móvel PROF. ou seja. com a aprovação de 127 países. microcélulas e macrocélulas. leves para serem transportados no bolso (pocket-size). picocélulas. que pretende ser cada vez mais o meio de comunicações entre pessoas e não entre lugares ficou. O termo PERSONAL ou PESSOAIS é visto como ponto-chave em termos mercadológicos porque captura a imaginação e inspira liberdade. oferecendo aos usuários a possibilidade de acesso. A faixa de freqüência mais adequada estaria entre 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 123 . já se trabalha intensamente no desenvolvimento da terceira geração. 16.7 milhões de assinantes nessa tecnologia. existiam cerca de 3. através de ondas de rádio. individualidade e algo feito sob medida. conhecido como PCS (Personal Communications Service). Nos EUA.7 e 2.3 GHz. ou seja. bastante pequenos e leves. o objetivo é criar uma plataforma de rede SEM FIO. os "pagers" e a própria rede fixa de telefonia convencional. poderão operar segundo características evoluídas a partir do GSM. serão versões melhoradas das atuais tecnologias "cordless". O objetivo é criar um sistema móvel de terceira geração por volta do ano 2000. A topologia provável desse novo sistema será baseada em uma forma de arquitetura mista de células. em torno dos 900 MHz. França e Inglaterra. As operadoras vêem nessa solução uma forma de melhorar os serviços já oferecidos onde se incluem atualmente os celulares. Em janeiro de 1998. células maiores. células de tamanho variável serão implementadas com dimensionamento adequado para áreas geográficas específicas e em função das diferentes demandas de tráfego. Progressos significativos já foram obtidos. como por exemplo a reserva de 230 MHz de espectro.1. micro e macrocélulas. esse serviço.3 Terceira Geração de Sistemas Móveis Mesmo não estando ainda os sistemas de segunda geração totalmente amadurecidos e firmemente estabelecidos. Células diminutas. aparelhos de assinante.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . por estar menos congestionada que a faixa do celular convencional.

Especificamente em relação ao UMTS. utilizando ferramentas de rede inteligente).ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES convencional quando se encontram ausentes ou ainda como telefone principal de suas residências quando estão em casa. Os terminais têm se tornado cada vez menores. mais leves. (5) facilidade de implementação de novos serviços (por exemplo. a uma taxa de adesão da ordem de 50 mil assinaturas por dia e prevêem-se algumas centenas de milhões de usuários por volta de 2002. as baterias têm durado mais e os novos modelos que surgem apresentam sempre uma série de novas características e funcionalidades. (2) "roaming" inteligente. (3) tarifação adequada para aplicações multimídia. um sistema de comunicações deverá suportar diversas facilidades: (1) portadoras realocáveis. (2) variedade de tipos de tráfego compartilhando o mesmo meio. A evolução em direção aos serviços de telecomunicações móveis universais. Na visão UMTS. muito provavelmente. Sem dúvida. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . tem plenas condições de atender também a esses quesitos. A versão detalhada da solução européia será apresentada à ITU (International Telecommunications Union) em junho de 1998. 2 Mbps para comunicações em ambientes internos e pelo menos 144 kbps para ambientes externos). época prevista para a entrada em operação do UMTS. (4) serviços personalizados. três quesitos são de primordial importância: (1) rádio acesso de banda larga. O GSM. 124 PROF. a criação de um padrão independente para o UMTS seria injustificável dado o enorme investimento para a viabilização das redes celulares digitais já em uso. ou PSTN (Public Switched Telephone Network). Os delegados do ETSI reunidos em Paris em 29/01/98 concordaram com a adoção de um padrão de interface aérea para a terceira geração que incorpora elementos de duas tecnologias: W-CDMA (Wideband Code Division Multiple Access) e TDMA/CDMA (híbrido de "Time Division Multiple Access/Code Division Multiple Access"). em sua evolução natural. O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa. e (3) alta capacidade. Econômica e tecnicamente falando. banda atribuível sob demanda (por exemplo. A rede básica do sistema deverá ter como base o GSM. O GSM já atende a alguns destes requisitos. deverá ter como base a estrutura do GSM. O WLL de banda estreita tem sido utilizado em substituição aos fios/cabos de cobre para conectar telefones e outros dispositivos de comunicação com a rede de telefonia comutada pública. O projeto de um produto pessoal como o terminal de assinante para o celular ou PCS vem também se tornando num desafio crescente para a indústria. UMTS. etc. (6) WLL (Wireless Local Loop) de banda larga. o emprego em larga escala da tecnologia não pode ser o único fator a ser ponderado na adoção de padrões.

comunicação de dados e um assistente digital pessoal. A AT&T. de forma que pessoas de países diferentes possam estabelecer uma conversação normal em línguas diferentes. livro de endereços.The changing wireless game. IEEE Press. 1997. vídeo e. conhecido como PDA (Personal Digital Assistant). "faxes". Virtualmente. "e-mails" e mensagens curtas. e outros estão tentando concentrar todas as funções de um telefone em um cartão de crédito comum. ter acesso a serviços da Internet e bases de dados. qualquer indivíduo poderá ter acesso às comunicações sem fio e estará enviando ou recebendo "e-mails". A integração da tecnologia de computação com a de comunicações e a eletrônica de estado sólido deve se constituir na base para sistemas multimídia com fantásticos poderes de processamento. estão desenvolvendo um comunicador pessoal como peça de vestuário e que combine vídeo. Editora Érica. 1997. com capacidade para três linhas. LCD (Liquid Crystal Display). bloco de rascunho e calculadora. Ron Schneiderman: Future talk . divisão de "Wireless Services". por exemplo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . nas seguintes publicações: • Hélio Waldman e Michel Daoud Yacoub: Telecomunicações . todo esse poder de processamento deverá estar concentrado em um único "chip". Os laboratórios de pesquisa da British Telecom. • • PROF. A Alcatel e a Sharp Electronics desenvolveram terminais GSM equipados com telas com capacidade gráfica onde são apresentados ícones e teclados que permitem acesso a funções com apenas um toque. funcionar como calendário. Prentice Hall series in advanced communications technologies. A Sony vem trabalhando há anos num sistema que efetua traduções em tempo real. na maioria dos casos. Adicionalmente.Princípios e Tendências. públicas ou de corporações.TELECOMUNICAÇÕES A Hewlett-Packard Co. Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados. está introduzindo um equipamento que permite aos usuários enviar e receber dados em uma rede celular e que recebe "e-mails" no próprio terminal equipado com uma tela de cristal líquido. A Nortel já introduziu um terminal GSM que combina voz digital e serviço de dados e serve também como um organizador eletrônico pessoal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 125 . 1997. Uyless Black: Emerging communications technologies. Reino Unido. utilizando dispositivos portáteis. telefonia. dentro de algum tempo. O novo "Nokia 9000 Communicator" pode enviar e receber "faxes". 2nd edition.

1 CÉLULAS CDMA: PADRÃO DE REUSO UNIVERSAL AMPS.3 setores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 17 TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA TELEFONIA CELULAR 17. TDMA e GSM CDMA 1 2 4 5 7 6 1 3 1 1 1 1 1 1 Sistema AMPS . padrão de reuso universal 17.3 setores.2 MODULAÇÃO CDMA Técnicas de Spread Spectrum Consiste em se combinar o sinal de informação com um código cuja taxa é bem superior. Espalhamento Espectral A Espectro necessário para o sinal A Espectro necessário para o código A Espectro necessário para o sinal + o código f f f 126 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . padrão de reuso de 7 células Sistema CDMA .

ou seja a unidade móvel troca de célula de operação.5 PRIVACIDADE AMPS .AMPS . Hard Handoff .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 17.4 HANDOFF AMPS e TDMA .3 ESQUEMA BÁSICO DO CDMA Todos os equipamentos (Estação Rádio Base e Unidades Móveis) trabalham na mesma freqüência.CDMA . de um canal analógico para um canal digital.CDMA O telefone móvel não troca de freqüência de uma para outra célula CDMA. 17. O receptor recebe o sinal de todos Todos os sinais chegam superpostos.Ocorre o handoff de uma célula para outra. Soft Handoff .Praticamente Impossível 15.CDMA O telefone troca de freqüência. CDMA . Além da possibilidade da unidade móvel trocar de célula de operação poderá dentro de uma mesma célula trocar de setor.TELECOMUNICAÇÕES 17.CDMA O telefone troca de freqüência de uma para a outra célula CDMA.6 Qualidade de Voz PROF.Vulnerável TDMA . Hard Handoff .CDMA . Só o código pode separá-los.Ocorre o handoff entre os diferentes setores da mesma célula e também entre células.AMPS O telefone troca de freqüência. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 127 .Dificulta Pirataria CDMA . de um canal digital para um canal analógico.CDMA . Hard Handoff .

7 FACILIDADES Nenhuma facilidade adicional.8 REFLEXOS PARA O USUÁRIO DA TECNOLOGIA DIGITAL Qualidade de voz Menor consumo de bateria Novos serviços • Identificação usuário chamador • Identificação de mensagem no Correio de Voz (Caixa Postal Inteligente) • Pager • Fax • WAP 128 PROF.TELECOMUNICAÇÕES AMPS TDMA CDMA - Boa. AMPS TDMA - CDMA - 17. Alto custo das Estações Móveis. Alto custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. Caixa Postal (identificação).6 k bits/s). AMPS - TDMA e CDMA - 17. 17.4 k bits/s).6 CUSTO Baixo custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. menos sujeito a interferências Idêntico ao TDMA (vocoder 9. sujeito a interferências Pouco inferior. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Melhor que o TDMA (vocoder 14. Interceptação de número chamador. Baixo custo das Estações Rádio Base. Pager.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

• 1875-1975 MHz e 2110-2160 MHz.TELECOMUNICAÇÕES 17. • ETSI (EUROPEAN TELECOMS STANDARDS INSTITUTE) • UMTS (UNIVERSAL MOBILE TELECOMS SYSTEM) • 1925-1975 MHHz E 2110-2170 MHz. Matsushita e NEC. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 129 .9 W . Características do teste: • W-CDMA de 5 MHz de Largura de Banda. • Em Abril de 1998 foram realizados testes INDOOR • Em Outubro de 1998 foram realizados testes OUTDOOR PROF. Taxas de Dados do W . • Ericsson + Nokia.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .CDMA: • 144 kbps • 384 kbps • 2 Mbps O primeiro teste de campo do W-CDMA foi realizado no Japão.CDMA Regulamentação: • ITU-T (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION) • IMT2000 (INTERNATIONAL MOBILE TELECOM) ou FPLMTS (FUTURE PUBLIC LAND MOBILE TELECOM SYSTEMS).

TELECOMUNICAÇÕES 18 PAGING 18. • Excelente relação custo benefício. • Memória (Follow-UP).1 INTRODUÇÃO Paging é um sistema de telecomunicações sem fio. • Recepção instantânea. • Baixo Custo. • Velocidade. • Agenda Eletrônica. Benefícios do Paging: • Privacidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Melhor penetração em edificações. cujas características são: • Unidirecional. • Chamadas em Grupo. • Economia de Tempo. • Serviços Agregados 130 PROF. • Portátil. • Bateria de longa duração. • Desafogamento das Linhas Telefônicas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO PAGING Comunicação Custo Privacidade Portabilidade Duração da Bateria Chamada Grupo Unidirecional Fixo Total Ótima Longa Sim CELULAR Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Não TRUNKING Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Sim PROF.TELECOMUNICAÇÕES 18. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 131 .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO TIPO PAGING VANTAGENS • • • • • • baixo custo total privacidade acesso a grupos memória portabilidade bateria DESVANTAGENS • unidirecional • garantia de recepção da mensagem CELULAR • bidirecional • status • portabilidade • • • • • • • • • • alto custo pouca privacidade cobertura limitada baixa penetração bateria cobertura limitada acesso restrito sem privacidade tamanho bateria TRUNKING • bidirecional • acesso a grupos 132 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 18.

Ocupa muito espectro.Início das Telecomunicações sem fio . Numérico e Alfanumérico). • Anos 80 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. • 1976 .Operação do 1º sistema alfanumérico POCSAG no Brasil.microdiapasão. Reflex e Inflexion. • 1995 .“BIP” Intelco S/A.Operação do 1º sistema no Brasil . • Sistemas seletivos assistidos ou não por operador para o protocolo POCSAG (Tom. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 133 . ALFANUMÉRICO: Cairam bem ao gosto do brasileiro. Alcance limitado NUMÉRICO: Econômico (preço e uso do espectro). PROF. TOM: Economia do uso do espectro ao tempo. Visão Geral do Pager: • Os primeiros sistemas eram não seletivos e assistidos por voz. • Depois disto vieram os sistemas seletivos assistidos por operador . Objetiva a mensagem. Ocupam espectro.Criação do protocolo POCSAG. Não sabe quem ligou VOZ: Recebimento agradável.4 HISTÓRICO • 1921 . Voz. • Anos 70 .Criação dos protocolos Flex.Rádio Móvel da Polícia de Detroit USA.

Expressa . Digital .Conjunto Transmissor ou estação . 4 . PROF.6 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR O paging terminal ou codificador é um bastidor que contém um processador direcionador ao banco de dados do sistema. 3 .base: Converte os dados provenientes do paging terminal em um sinal modulado em uma dada freqüência (931 MHz) a uma dada potência (até 500 W).Operadora.Fonte de Entrada: • • • • Assistida . 2 . • Executa a validação do capcode e converte o número e a mensagem no protocolo apropriado. Que formato está (protocolo GSC ou POCSAG).Receptor ou Pager Típico receptor FM ajustado para as freqüências específicas do sistema paging com sensibilidades típicas entre 6 a 10 micro V/m. Que área de cobertura de saída o pager deve ser usado. Qual a prioridade dele.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Codificador ou Paging Terminal: • Recebe o número do pager e a informação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 134 . A informação armazenada no banco de dados diz ao terminal VDT: • • • • • Para qual pager que está indo a informação.Gravação. Quanto tempo a mensagem de voz ou dados é permitida.Modem/RS232.5 SISTEMA BÁSICO ATUAL 1 .DTMF. 18. Automática .

• A saída do receptor de microondas é conectado ao transmissor do sistema paging. Link de RF • Pode-se conectar mais de 1 transmissor. PROF. • Muito utilizado em sistemas com um único transmissor. • Freqüência do Link 75 MHz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 135 . Satélite • A saída do terminal é conectado ao enlace de subida do transmissor do satélite.7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR Conexão par trançado ou cabo coaxial • Um par de fios na saída do terminal.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. Microondas • A saída do terminal conecta com o transmissor de microondas. • A saída do receptor do satélite é conectado ao transmissor do sistema paging.

4 vezes maior num dado ponto da recepção.É a técnica do envio do sinal paging a partir de 2 ou mais transmissores ao mesmo tempo (para o aumento da área de cobertura): Problema: Área de sobreposição de sinais Solução: Sincronismo dos atrasos de envio da mesma informação para vários transmissores do sistema através de um controlador de rede.8 SIMULCAST SIMULCAST . PROF. o aumento da intensidade de campo será de 1. 18. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 136 . dobramos a intensidade do campo. • Limitação pelo Ministério das Comunicações. • Aumento do consumo de energia.9 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA Potência de Transmissão: • Dobrando a potência do transmissor na prática. • Perda nos cabos Sensibilidade de Recepção: • É a intensidade de campo necessária para o pager atender a chegada do sinal de RF. • Depende somente da especificações do fabricante.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. Altura da Antena: • Dobrando a altura da antena.

Existem 2 tipos de protocolos: em formato de tom (transmissão analógica e binário (transmissão digital) Analógica: • Formato de codificação em tons.1983 Motorola PROF.)). muros.: • GOLAY . Fading: • É o fenômeno no qual o nível de sinal varia dentro de uma pequena distância devido a propagação multicaminho (reflexão por obstruções naturais (chuva. Digital: • FSK. Ex. • UHF: 451 MHz e 931 MHz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 137 .: 2 tons. • O Ministério das Comunicações especificou as seguintes freqüências: • VHF: 35 MHz e 169 MHz.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Ganho da Antena • Depende das especificações do fabricante (não há variações significativas).bip. obtém-se melhores resultados em altas freqüências. etc. Freqüência de Transmissão: • Em áreas urbanas / metropolitanas. Ex. Perda no Caminho: • Atenuação do sinal propagado ao longo do caminho do transmissor ao pager. 5/6 tons . neblina) ou artificiais (edifícios.

etc. ERMES. secretária eletrônica. • Pager Privado: • Alcancer em torno de 4Km (P=5W).10 APLICAÇÕES PARA O PAGER • Chamadas em grupo. etc).Incorpora plataforma de implantação para os sistemas direcionais e de voz.Possui proteção de erros contra fadings multipercurso (causado por Simulcast).Apresenta velocidade de até 6400 bps . • Conexão (via RS232) do pager com o laptop. desvio de ligações. • Agendamento de compromissos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 138 ..modem sem fio.Apresenta sistema aperfeiçoado de detecção de erros do envio de mensagens. PROF. . notbooks.Pode ser implantado em cima da infra-estrutura já existente e trabalha conjuntamente à outros sistemas (POGSAG. 462 e 467 MHz). 456.1992 Possui sistema Roaming. . 18. etc. • Auxílio para os serviços e-mail. • Ramal telefônico virtual. palmtops. • Monitoração remota de máquinas.Post Code Standardisation Adivision Group Acomoda até 2 milhões de códigos/pagers. . • Criação de redes tipo EMBARC (Eletronic Mail Broadcast to a Roaming Computer). • ERMES .11 NOVAS TECNOLOGIAS • Comunicação de Dados Unidirecional (ponto a ponto ou multiponto) . • FLEX .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • POCSAG .Vida útil da bateria é alta (4 meses para 2 mensagens/dia). .European Radio Message System .Suporta até 5 bilhões de endereços e até 600 mil pager numérico por canal (redução do custo por usuário). 18. . GOLAY. • Uso em outras cidades/estados/países através de acordo entre as operadoras ou com a utilização de pagers de freqüência sintetizada. caixa postal de voz. • Sistema 900. • 4 Frequências (451.

dados e fax a partir de 1 computador conectado a internet para os sistemas paging bidirecionais (protocolo TME/TDP).EUA . Aplicações: • Rastreamento nacional de veículos. etc). • Atualização remota de um banco de dados. • Transmissão de texto. • Sistemas de despachos eficientes para entregadores e operadores de frotas de veículos. Protocolos: • Reflex e Inflexion da Motorola .PCS de banda estreita (NCPS).Resposta longo ou ao simples apertar de 1 botão de identificação do usuário. combustíveis. • Voz também.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Comunicação de Dados Bidirecional: (Paging two way) • 1994 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 139 .simétrico. • Aplicações que combinem a utilização de PDA’S com atualização de banco de dados. • Técnica de reutilização geográfica de freqüência. • Controle e levantamento de inventários em tempo real de máquinas automáticas (refrigerantes. • Alta capacidade de transmissão/recepção de dados. sinais vitais do corpo humano. • Envio garantido através da confirmação da mensagem enviada .assimétrico • Pact da AT&T . PROF. sistemas de alarmes. • Melhora substancial na utilização eficiente do espectro (901 e 902 MHz para a transmissão e 930 e 940 MHz para a recepção).

PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 140 . baixo custo e satisfatório para a maioria das necessidades dos usuários.simples.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. • Maturidade do serviço.12 CONCLUSÃO • Paging . • Complementar aos sistemas novos (aperfeiçoamento em relação a estes).

PROF.1 INTRODUÇÃO Conceito de Troncalização: I N T L E I D R N E L H I A G S A Ç Â O U S U Á R I O CENTRAL TELEFÔNICA U S U Á R I O S CENTRAL TELEFÔNICA L I N H A S T R O N C O Fundamenta-se no princípio de compartilhar um número reduzido de enlaces de comunicação por um grande número de assinantes. Histórico: Os STR nasceram nos EUA entre 77 / 78 como imposição do FCC para solucionar problemas de interferências e congestionamentos nas bandas de VHF tendo como documento básico o APCO 16. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 141 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR) 19.

shoppings e fábricas).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda de freqüência: 800 MHz com separação de 45 MHz entre TX e RX Em New York existem 56 STRs em 800 MHz sem nenhum tipo de degradação de serviço ou interferência. bombeiros e defesa civil) Empresas de Petróleo Serviços de segurança em geral (aeroportos. 19.2 COMPARAÇÃO Sistema Troncalizado Todos os grupos de conversação acessam qualquer canal Uso eficiente dos canais melhorando a utilização dos canais Estabelece filas de espera Troncalizado Sistema Convencional 1 canal para cada grupo de conversação Utilização ineficiente dos canais Espera por canais Convencional BALCÃO BALCÃO CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PESSOAL LIVRE (CANAIS) CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PROF. telefone e luz). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 142 . Aplicação Empresas prestadoras de serviços (água. Segurança pública (polícia.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. .3 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS RPTR A RPTR B A A A B B B .Qualquer rádio pode usar as repetidoras A ou B. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 143 .O sistema seleciona qual repetidora usar.

5 CELULAR Muitos sítios com pequena cobertura Unidades com baixa potência (1/2-3 watts) Decisões do sítio realizadas pelo sistema Chamadas orientadas para telefone Chamadas orientadas de um para um Comunicações em full duplex 19.Custo Baixo .6 CANALIZAÇÃO Existem duas técnicas para realizar o controle da troncalização: 1.Tempos de acesso longos .Não estabelece filas . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 144 .Todos os canais para transmissão de . Estabelece filas de espera. Com canal de controle dedicado 19. Estabelece comunicações privadas. Sem canal de controle dedicado 2. Habilita prioridades no alto tráfego.Controle de colisões limitado .Não possibilita sítios de repetição PROF.Fácil implantação .Interferência entre usuários de mesmo voz grupo . Dificulta a escuta por “Scanners”. Usuário não precisa selecionar canais. COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO TRONCALIZADO Alguns sítios com grande cobertura Unidades com potência maior (3-35 watts) Decisões do sítio depende do rádio Chamadas orientadas de rádio para rádio e telefone Chamadas orientadas Despacho/Grupo e individuais Comunicação em rádios semi-duplex e fullduplex 19.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.4 • • • • • • POR QUÊ TRONCALIZADO? O sistema troncalizado melhora a utilização espectral.7 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS DESVANTAGENS .

Priorização de filas de espera (Emergência) . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 145 .9 CANAL DE OPERAÇÃO • Quantos forem necessários • Processa as mensagens de comunicação (voz.Transmissão de dados e voz criptografada DESVANGEM .8 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS .Permite cobertura ampla (redes) .Custo alto 19.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.Rastreamento das unidades (Roaming) .Controle de colisões/estabelecimento de filas . esperando por uma atribuição ao canal de operação. • Dados pelo canal de controle: PROF. dados) • Dados alta velocidade (9600 BPS) para: • Confirmação e Handshake • Número Telefônico • Desconexão digital • Dados em baixa velocidade (150 BPS) para controle das unidades: • Chamadas individuais/ de grupo/ de sistema • Rechamada ao grupo original • Unidades emitem tom de 75 HZ 19.10 CANAL DE CONTROLE • Somente um em cada sítio.Tempos de acesso baixos . qualquer canal • Dados em alta velocidade (9600 BPS) para controle positivo das unidades • Unidades ficam sintonizadas no canal de controle.Eliminação de interferências entre usuários .

e estará sempre controlando os rádios do sistema. • Todo rádio tem um ID físico (número de série).000 no Motorola.048 ID’S de grupos de conversação no sistema Ericsson e 4. • Existem 2.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • • • • • • Pedido de chamada. 3. • Existem 16. porém não é utilizado para sinalização.000 no Motorola.12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA • Divisão das unidades de rádios em grupos • Usuários de rádios de um grupo podem se comunicar. 4. Sítio de Repetição Gerência do Sistema Equipamentos para Cobertura Ampla Equipamentos de Usuários 19. sem interferir em outro grupo • Hierarquia de endereçamento • Sistema (Paraná) • Agência (Superintendência Regional) • Frota (Departamentos Regionais) • Subfrota (Centros Regionais) • Unidade Individual Informações importantes: • Todo rádio tem um único ID de unidade.11 COMPONENTES DO STR 1. • Todo rádio pode selecionar entre um ou mais grupos de conversação. cada vez que o PTT é acionado Direciona os rádios para canal de operação Atualiza atividades em andamento para entradas tardias Desabilita unidades Login no multisítio Reagrupamento dinâmico 19. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 146 . 2. • Um grupo de conversação é um conjunto lógico de unidades.383 ID’S de unidade no sistema Ericsson e 48. PROF. • Um dos canais será sempre o canal de controle.

Voz Analógica . • O equipamento recebe requisição.14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS 1. • Este procedimento é repetido várias vezes durante a conversação. • Em menos de meio segundo o canal é conectado e o operador é orientado que a comunicação pode prosseguir.Sistema .15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS • O rádio continuamente monitora o canal de controle.Voz Digital .Dados Digital Tipos de Chamadas Chamadas de: . esperando por instruções. De grupo De anúncio De alerta Privativa De emergência De sistema Interconexão telefônica 19. 4. • A unidade de rádio e o canal de operação se conectam rapidamente. conecta um canal de operação disponível e envia uma mensagem digital de retorno através do canal de controle. operador do rádio pressiona o botão PTT e o rádio envia uma mensagem digital via canal de controle para indicar ao equipamento a necessidade de um canal para comunicação. 5. • A unidade de rádio recebe a cessão do canal de operação e conecta seu transmissor e receptor de Frequências ao novo canal. • Quando uma chamada deve ser realizada. PROF.13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS CHAMADA Parâmetros Modos de Comunicação . 3. 6. 7.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 147 .Individuais 19.Emergência . • Um sinal audível de rádio indica ao operador que um canal foi conectado e que a comunicação pode ser iniciada. 2. • Transmissões subsequentes são realizadas através de qualquer um dos canais de operação disponíveis.Grupo .

nenhum retardamento é imposto ao usuários em obter uma liberação de reconhecimento do canal. 3. 7.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Devido a alta rapidez da sinalização digital usada no STR. 4.Johnson) Smartnet (Motorola) EDACS (Ericsson) PROF. 2. 5. 5. 19. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 148 . 19. 4.18 PROTOCOLOS 1. 6.16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA 1.F. 3. 3. Acesso rápido Repetição de acesso Fila de espera e chamada de retorno Prioridade ao usuário recente Tons de restrição de acesso Atualização contínua das designações Proteção contra designação incorreta Proteção de acesso. Especificação britânica MPT 1327 LTR (E. 2.17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE 1. Múltiplos canais de voz Rotação do canal de controle Desativação de receptor e transmissor por interferência Auto diagnósticos Failsoft 19. 2. 8. 4.

Ericsson e EF Johnson.. • Existem aproximadamente 460 permissionárias para operar o serviço em 149 locais. RMD e Splice.. • MERCADO • Ainda é um serviços desconhecido com dificuldade de comercialização..000 usuários • Principais fornecedores: Motorola.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.000 usuários • 1996 . atraindo de vez a atenção dos investidores externos... onde os consórcios Airlink e Mcomcast têm 315 dos 420 canais disponíveis estando ainda presente a MCS rádio e telefonia. RJ e BH) • Possível competição com o celular no futuro (depende da Legislação) PROF..000 usuários • 1997 . assegurando a interconectividade e a interoperabilidade de várias redes.100. 80. • Sistema digital: viável para grandes metrópoles (SP. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 149 ..20 CONCLUSÃO • LEGISLAÇÃO • Interconexão com rede pública e telefonia móvel celular estão garantidas na lei mínima que regulamenta o setor... • 1995 ... • Mercado mais concorrido: São Paulo.200..19 STR DIGITAL Vantagens: • Aumento da capacidade dos canais • Aumento da qualidade do serviço • Aumento do sigilo • Oferece serviços de telefonia em mais alta escala 19.

Orion. VSAT . Exemplos de Sistemas: Intelsat.(Demand Assigned Multiple Acess).mais barata. SCPC . DTH .rede de dados de menor porte . Aplicações: Telefonia.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20 SATÉLITE 20.DAMA .Direct to home . Intermediário entre VSAT e SCPC.Antenas de 60 cm + decoder (TVA e Globo transmissão digital + de 100 canais de audio e vídeo). Intersputrik. PROF.B. “Parados” na linha do Equador. SCPC .Single Channel per Carrier .Geoestacionarius Earth Orbit .Brasilsat . Atualmente não é possível o PCSS (Personal Communications Satellites Services).1 SATÉLITE GEO GEO . Imarsat. DIGISAT).Tecnologia Ku .36. Columbia (NASA).Very Small Aperture Terminal . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 150 .rede de dados de grande porte (+ de 100 pontos). Os Satélites tem vida útil de 15 anos. .000 km de altitude. dados (DATASAT. Panamsat. Características: • • • • Bandas C (6/4 GHz) e Ku (14/11/12 GHz) Alto tempo de retardo para telecomunicações bidirecionais.

de PCSS . Maior quantidade de satélites em relação ao MEO.2 SATÉLITE MEO MEO .000 km de altitude. Hand off em média de 6.Inmasat . Vitasat.000 km de altitude.Medium Earth Orbit . Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Iridium. Hand off entre um minuto e 30 segundos.10 a 15. Características: • • • • • Menor Custo em relação ao GEO. Aceita PCSS. PROF. 20. Ex. Necessita mais satélites para cobertura mundial em relação ao GEO. Melhor qualidade do sinal.Low Earth Orbit .Litle Leos . Necessidade de antenas de recepção menores.P e Odyssey. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 151 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.4 SATÉLITE LLEO LLEO .3 SATÉLITE LEO LEO . Ecco.satélites pequenos de baixa órbita. Globalstar. 20. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Orcomm. Terá sistema dual para os terminais PCSS (infra-estrutura terrestre e espacial=parceria).2.5 minutos. Starsys. Características: • • • • • • Menor custo em relação ao sistema MEO. Aceita PCSS.

2 centros de controle: EUA e Itália. Estações de rastreamento dos satélites: Canadá. GSM.TRW / Teleglobe.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.satélite.2 bilhões.00 . ODYSSEY . Numeração de 15 dígitos. • • • • 12 satélites Hand off de 6. Duas estações na América do Sul .linha e aparelho.central Siemens GSM . Gateway .5 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS GLOBALSTAR .6 GHz) para o acesso usuário .00 / mês . PROF.500. 66 satélites (os primeiros serão lançados no final de 96).Loral / Qualcomm / Alcatel. previsão de operação: 1998.US$25.5 minutos.Motorola / Sprint / INEPAR • • • • • • • • • • • • • Início de operação: 1998. Banda L (1. US$ 2. mensalidade de US$ 50 e US$ 3 por minuto. • Possui 11 satélites geoestacionários. terminais compatíveis com AMPS. IRIDIUM . • • • • • Sistema CDMA. INMARSAT .US$ 1. Land off de 30 segundos.uma no Brasil. Custo mais baixo . CDMA.Internacional Maritime Satellite Organization.D900. TDMA. Vida útil de satélite .5 anos.00 / minuto Vida útil dos satélites: 5 anos. Banda Ka para comunicação entre os satélites (23 GHz) e para acesso as estações de controle gateway (19 e 29GHz).vida útil 7. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 152 . hand off de 1 minuto.5 anos. Projeto de US$ 4. 56 satélites (48 ativos e 8 reservas) .

B.5 anos 5 anos satélites Tecnologia CDMA TDMA utilizada Nº de gateways 70-100 11 (mundo) Nº de gateways 46 1 (Brasil) Investimentos US$ 2.sistema voz e dados com baixa velocidades para unidades móveis (veículos.35 a US$ 3.Ministério das Comunicações / INPE. ECCO .00 US$ 1 mil a US$ 1.00 impulso US$ 0. etc. Vodafone. France Lockheed Telecom. Fimmecanica. COMPARATIVO ENTRE OS PROJETOS Características GLOBALSTAR IRIDIUM Nº de satélites 48 66 Vida útil dos 7.500 2000-2005 44 INMARSAT Portugal Telecom ODISSEY 12 15 anos CDMA 7 não definido US$ 3. projeto m.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Vários serviços: Irmarsat M. Teleglobe não definido não definido 153 .25 bilhões Valor do US$ 0. IRMARSAT P • PCSS composto de 10 satélites . MARCELO DIOGO DOS SANTOS ICO 10 10 anos TDMA 12 não definido US$ 3 bilhões US$ 2. A e P . navios.00 / minuto. Kyocera.8 .65 US$ 400. • Supervisão de frotas. DASA..00 2000 TWR. • 12 Satélites (um de reserva). Hyundai.MEO. Air Touch Parceiros no Grupo JAN Inepar Brasil PROF.2 bilhões US$ 0.) e portáteis (maleta).50 Valor estimado US$ 750. • Vida útil: 10 anos.. C.5 bilhões US$ 5. • US$ 2. Alcatel.00 US$ 3 mil do aparelho Início das 1998 1998 operações Parceiros do Loral/Qualcom Motorola.

A partir dos sinais transmitidos é que a antena GPS informa a posição do veículo.: Gazeta Mercantil .Global Position System. Utiliza transmissões via rádio convencional ou troncalizado (trunking) para comunicação de voz e de dados. sistemas de segurança. Sistema composto por 24 satélites que transmitem continuamente (24 horas por dia) sinais de rádio sob qualquer condição de tempo. PROF. além de captar os dados gerados pelos sensores instalados na frota.6 APLICAÇÕES AVL .Veículo e Veículo-Central de Controle). Ex.distribuição de informações. GPS .Automatic Vehicle Location. Informa a posição exata dos veículos em transito.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. Supervisão de frota.Impressão simultânea por todo o país. É um monitoramento baseado em comunicação de duas vias (Central de Controle . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 154 . Rádio AM e FM. Data broadcasting .

Satélites Inteligentes Resultam de um sistema que permite a conexão de cada um dos satélites com os satélites que se encontram a sua volta. 2000 . Devido a existência de localidades onde não é possível ou conveniente instalar uma estação terrestre. Esta solução tecnológica extremamente avançada requer satélites “inteligentes”.Setembro .Iridium Inc. PROF. Objetivo: Globalidade O sistema Iridium foi projetado tendo em conta o objetivo de globalidade. 1990 .nº atômico = 77 satélites inicialmente . Iridium . assina contrato de compra do Sistema Iridium da Motorola (US$3. 1991 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 155 .hoje 66 satélites. 1997 .Arizona (EUA).Anúncio Oficial e Solicitação da Licença junto a FCC.4 bilhões). 1993 . capazes de processar a informação e de enviá-la de acordo com o destino e nível de utilização da rede.Desativação do Sistema no Brasil.Concepção por 2 engenheiros da Divisão de Comunicações por Satélite da Motorola . a fim de ser realmente global. 1998 .Lançamento dos primeiros satélites.Criação da Iridium Inc.FCC regulamenta as freqüências. 1995 . o sistema teria que depender o menos possível da existência de tais estações.Ativação comercial.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 21 PROJETO IRIDIUM Histórico 1987 .

nome. conjuntamente a rede Iridium. determina automaticamente a situação do crédito e da localização do terminal. Segmento de Espaço Número de Satélites = 66 interconectados ( mais 6 de reserva .. Altura Orbital = 780 quilômetros. o usuário. PROF.Complementar ao Serviço Celular Terrestre O Terminal Iridium Quando um terminal é ativado. domicílio. empresa. Vida Útil = 5 . seleciona a modalidade satelital ou terrestre. Bandas / Faixas de Freqüência Enlaces de serviços de Banda L = 1610 a 1626. 2170 a 2220 MHz / 2483.5 a 2500 MHz (espaço-terra).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Estruturação Iridium.5 / 1990 a 2200 MHz (terra-espaço).) podendo ser utilizado em qualquer terminal Iridium.16 feixes / antena.. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 156 .Presença no Mercado Modo Dual . Período Orbital = 100 minutos e 28 segundos.1 por plano orbital). etc. Desta forma. LLC . Número de planos orbitais = 6 ( 11 satélites por plano). Peso do Satélite (com combustível) = 700 quilos. O terminal Iridium prevê também a utilização de um cartão SIM que tem todos os dados do usuário (número telefônico.Infra-estrutura Internacional Operador de Gateway(s) .8 anos.3 antenas . Feixes/Satélite = 48 dinamicamente controlados . crédito. em função da compatibilidade e disponibilidade do serviço celular terrestre.Responsabilidade Regional Provedor de Serviço . o satélite mais próximo.

19. Banda Ka. 11 Gateway: 1 no Rio de Janeiro: Guaratiba .29.1 . Banda Ka Uplinks (Enlace de Subida) 29.38 GHz.00 157 PROF. Tecnologia GSM Global Systemm for Mobile Taxas de Transmissão / Lançamento Taxas de transmissão • Telefone / Voz = Full-duplex.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Enlaces inter-satélites = 23.00 50.Estação Costeira da Embratel . Cada satélite poderá controlar até 1920 conversações simultâneas de voz. Banda Ka.18 .000.4 . Sede: Washington DC.multi mode • Dados / Fax / Paging = 2400 baud Lançamento McDonnel Douglas Delta II = 5 Satélites Iridium Khrunichev Proton = 7 Satélites Iridium China Great Wall Long March = 2 Satélites Iridium Preços Estimados Terminal Assinatura Ligação por minuto = US$ = US$ = US$ 3. 2. Equipamentos Siemens GSM-D900 Communications.23.3 GHz .de 60 a 120 mil ligações ao mesmo tempo.6 GHz. Enlaces Gateway Downlinks (Enlace de Descida) = 19.4 kbits / s . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .00 3.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 158 .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 159 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 160 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO PROF.

por GSM (quando disponível) ou deixar o aparelho escolher a melhor solução. O gateway encarrega-se de a inserir na rede por fios convencional. Dada a sua proximidade. os telemóveis por satélite combinam normalmente a ligação à rede orbital com a possibilidade do roaming alargado com as redes GSM. sendo assim possível oferecer telefones movéis pouco maiores do que os convencionais GSM. tarefa fácil. dependendo do modo de funcionamento por que opte. de acordo com o tipo de órbita do(s) satélite(s) usado(s). maiores. As redes que oferecem serviços de telefone móvel por satélite funcionam. ora directa. o móvel entra em contacto com o artefacto espacial mais próximo que orienta a chamada. consoante os casos. Como estão em movimento. O utilizador PROF. não é. só são possíveis mediante o estabelecimento de grandes conglomerados internacionais.1 SISTEMAS NÃO GEOESTACIONÁRIOS Os sistemas não geoestacionários. a cada instante a zona da crosta terrestre deverá ser coberta por pelo menos um. Em deslocação permanente.tão baixos quanto 100 minutos. como é o caso dos empregues pela Iridium e pela Globalstar. Quando efectua uma chamada com recurso à rede por satélite. ou para-global.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22 INTRODUÇÃO ÀS COMUNICAÇÕES MÓVEIS POR SATÉLITE Estabelecer um sistema de cobertura global. Com unidades de tamanho variável mas que. na ordem dos biliões de dólares. Mesmo assim. como os ICO). demonstram-no. apenas com antenas. o utilizador tanto pode fazer as chamadas invariavelmente por satélite. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 161 . de duas formas: usando constelações em órbita geoestacionária e usando satélites não geoestacionários.de revolução em torno da Terra . 22. Assim sendo. no entanto. oferecem a vantagem imediata de não necessitarem de emissores muito potentes. para um gateway (estação de rasteio) no solo. ora indirectamente por intermédio de ou mais satélites da mesma constelação. se aproximam estética e funcionalmente dos aparelhos GSM. ambos tendo enfrentado processos tortuosos de falência eminente e sido salvas por expedientes de última hora. utilizam satélites em órbitas baixas (700 a 1500 Km acima da superfície) a médias (10000 Km. normalmente mais (em média 2) deles. a experiência mostra que a viabilização dos projectos passa quase inevitavelmente por alguns reveses. estes satélite podem ter períodos orbitais . Os avolumados investimentos. normalmente retrácteis. Os exemplos da Iridium e da Globalstar. no essencial. com um peso médio a orçar a casa das 200 gramas. dois dos principais operadores.

e vice-versa para esta. caso do Inmarsat e dos Thuraya. reunindo 19 investidores de entre os quais a Motorola. cobrindo 100% do globo com serviços de comunicação por voz e paging. permanentemente. Em que é que consiste um satélite geoestacionário? Trata-se. com 20% de participação. Tal como sucede com os receptores de TV. em Agosto de 1999. PROF. de um artefacto espacial colocado em tal ponto no espaço que adquire sincronia com o próprio movimento terrestre. 22. transfere-a para outro. a Iridium disponibilizou o seu serviço comercialmente em Novembro de 1998. em Novembro de 2000. na sucessão da inviabilização comercial do projecto. o conjunto dos satélites seria desorbitado. É. um satélite geoestacionário manterá sempre a mesma posição relativa no céu. e com uma constelação operacional de 66 satélites.2 SISTEMAS GEOESTACIONÁRIOS Outra concepção da cobertura por satélite é a que emprega sistemas geoestacionários. ou devido à morfologia do terreno ou deslocação do utilizador. basicamente. por exemplo. só ser possível a distâncias na ordem dos 36. o caso dos satélites emissores de canais televisivos. de modo a que seja sempre possível obter cobertura. cobrindo. normalmente sobre o equador. Tecnicamente é assim possível fazer face à ocultação por edifícios e árvores. Isto deve-se ao fato de a órbita geoestacionária.3 IRIDIUM O consórcio Iridium nasceu em 1991. Em adição. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 162 . foi um dos principais responsáveis pelo conceito e pelo fabrico dos telemóveis. No ano seguinte sucederam-se os rumores de. porém. Volvidos apenas dez meses. forçam o utilizador a utilizar unidades móveis mais volumosas. por conseguinte. Depois de um investimento de sete biliões de dólares. o satélite e a estação terrestre que o recebe e o retransmite para o destinatário. dada a pequena fracção temporal que o sinal demora entre o telefone. surgiu um novo consórcio. Quando a Motorola já tinha anunciado o início da destruição dos satélites. 22. quando desaparece sobre o horizonte. os sistemas que se apoiam numa constelação geoestacionário. este sistema tende a introduzir um pequeno efeito de retardamento nas mensagens. uma mesma zona do globo. porém.000 Km da Terra. Para um utilizador no solo. a empresa foi obrigada a declara a falência tendo as suas acções sido suspensas da bolsa. mais seis em reserva.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO estabelece a chamada com um e esse. designado Iridium Satellite LCL que adquiriu a massa falida por apenas 25 milhões de dólares.

contribuindo decisivamente para salvar a situação. ser disponibilizados serviços de voz e dados predominantemente para a indústria e clientes governamentais. sobretudo. desde os 70 graus de A empresa tem enfrentado problemas de viabilização comercial. empregando a tecnologia Multiple Access). no inicio de 2001 o novo consórcio Iridium Satellite LCL anunciou ter completado o de reconstituição da empresa e o restabelecimento das operações. Estão colocados em oito planos orbitais inclinados a 52 graus de forma a fornecer uma cobertura latitude norte aos 70 graus de latitude sul. A partir de uma constelação de 48 satélites em órbita baixa (1414 Km). Após um investimento de cerca de três biliões de dólares. Qualcomm e Telital. o início da exploração comercial estava previsto para meados de 1999 mas um acidente com o lançamento de um foguetão russo que transportava 12 satélites. igualmente. o mercado dos pequenos utilizadores. O que representa uma mudança de estratégia face à ambição original de fornecer.cobrindo cerca de 80% da superfície terrestre. estabelecido em 1991. Com preços orçando os 750 dólares americanos. voz e GPS . da Alcatel e da Vodaphone. assim. estando correntemente endividada em várias centenas de milhão de dólares. PROF. o departamento de defesa norte-americano disponibilizou-se para pagar mensalmente dois a três milhões de dólares com acesso a tempo ilimitado de uso. As chamadas por voz da Globalstar são das mais baratas no segmento das comunicações móveis por satélite.4 GLOBALSTAR A Globalstar é um consórcio multinacional. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 163 . com a especial participação da France Télécom. os telefones Globalstar são. Deverão. e manufacturados pela Ericsson. Os satélites Globalstar têm um peso médio de 450 arquitectura bastante simples. a Globalstar oferece serviços de dados. a operação dos satélites foi contratada com a Boeing e a Motorola comprometeu-se a continuar a fornecer o equipamento aos subscritores do serviço. Kgs e assentam numa CDMA (Code Division de seis satélites cada.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO No mês seguinte. A empresa espera oferecer brevemente um serviço de transmissão de dados a 10Kbps. dos menos dispendiosos. em Setembro de 1998. adiou o arranque operacional para Outubro de 1999. 22. Assim sendo.

10 (10350 Km).5 ODYSSEY Orbitando numa órbita circular a média altitude. o que força a que os telefones móveis tenham volumes na ordem mínima do tamanho aproximado de um laptop. Os satélites Inmarsat estão situados numa órbita geoestacionária. alargado o seu leque de operações à comunicação em banda larga de dados. 22. Os satélites Odyssey reclamam uma vida útil de 15 anos. ainda. a Inmasar lançou no início da década de noventa um serviço de telefonia móvel por satélite e tem. O serviço estará disponível a partir de 2002. a providenciar serviços de comunicação para navios. actualmente the International Maritime Organization (IMO) a joint-venture Inmarsat chegou a agrupar oitenta e cinquenta estados cooperantes antes de ser privatizada.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22. a Inmarsat foi constituída em 1979. Dos consórcios multinacionais de comunicação por satélite a Inmarsat deve ser o único de que se não conhece registo de haver enfrentado a bancarrota. tendo iniciado operações em 1982. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 164 .786 km da Terra. PROF.6 INMARSAT Acrónimo de International Maritime Satellite Organization. bastante elevada para a média. a constelação estará dividida em grupos de quatro satélites. a 35. Destinada. repartidos por três planos orbitais e com um período de rotação terrestre na ordem das seis horas. nascida no seio da então International Maritime Consultative Organization. em 1999. Originalmente produto da cooperação inter-estadual. inicialmente.

A geração 3G está sendo desenvolvida pela ITU (Internet Telecommunication Union). usado por operadoras nos serviços de telefonia celular digital. designa a nova linhagem de telefones móvel capaz de oferecer uma infinidade de recursos não disponíveis na geração atual.Speedy e SpeedyBusiness -. um grande número de usuários acessa simultaneamente um único canal da estação radiobase sem que haja interferências entre as conversas. Pelos telefones 3G devem trafegar voz. Outra característica é o serviço de roaming global avançado. os serviços básicos de ADSL da Telefônica . Com essa tecnologia. Acesso Múltiplo por Divisão de Código – CDMA Também conhecido pela sigla CDMA (Code Division Multiple Access). usa uma técnica de espalhamento espectral que consiste na utilização de toda a largura da banda do canal para a transmissão. Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo – TDMA Um dos padrões de comunicação de voz via ondas de rádio. tecnologia de transmissão de dados de alta velocidade que usa como meio de comunicação os fios de cobre da linha telefônica comum.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 23 GLOSSÁRIO TÉCNICO 3G Terceira geração de telefonia sem fio. incluindo vídeo sob demanda. Outras características importantes da tecnologia ADSL são o compartilhamento da linha de telefone como acesso à internet e a conexão sempre ativa. Mas o usuário pode assinar outros planos. ADSL Asymmetric Digital Subscriber Line. dados e vídeo. Simultaneamente. Disponível em algumas regiões da Grande São Paulo.5 Mbps e 9 Mbps. O mais avançado atinge 300 Kbps (upload) e 2 Mbps (download). Europa (UMTS . O adjetivo assimétrico deve-se ao fato de a tecnologia trabalhar com velocidades diferentes nas duas direções: o usuário envia dados numa faixa entre 16 Kbps e 640 Kbps e recebe dados a velocidades entre 1. PROF. América do Norte (cdma2000) e Japão (NTT DoCoMo) trabalham na sua implantação. A conexão ADSL exige a instalação de modem compatível e a assinatura num provedor que oferece acesso por meio da tecnologia.Universal Mobile Telecommunication System). entre eles a distância entre o cliente e a central de telecomunicações. A variação é decorrência de uma série de fatores. por exemplo. Consiste na divisão de cada canal celular em três períodos de tempo para aumentar a quantidade de dados que pode ser transmitida. como desempenho entre 144 Kbps e 2 Mbps. atingem 128 Kbps (upload) e 256 Kbps (download). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 165 .

que opera na freqüência de 800MHz. as taxas de transferência atingem até 2. ou modo de transferência assíncrono. ATM Sigla de asynchronous transfer mode. é uma tecnologia para a transmissão de dados.4 Gbps. é adotado nos serviços de operadoras da banda A. Segundo o organismo. Banda A Primeira faixa de freqüência do espectro eletromagnético reservada pelas autoridades que regulam as telecomunicações para telefonia móvel. a banda A oferece também serviço digital. e é objeto de desenvolvimento pelo Fórum ATM. Localmente.à qual as redes locais se conectam para formar uma WAN (Wide Area Network). No Brasil. padrão analógico de telefonia celular. Na internet ou em outras WANs. denominada Utopia Nível 4. Em setembro do ano de 2000. com serviços analógicos oferecidos pelas empresas do extinto sistema Telebrás. o backbone é um conjunto de linhas com as quais as redes locais ou regionais se comunicam para interligações de longa distância Banda Nome que designa uma faixa de freqüência delimitada no espectro magnético. No Brasil. encarregado da regulamentação do mercado e dos serviços do setor no Brasil. órgão ligado ao Ministério das Telecomunicações. voz e vídeo em alta velocidade em meio digital como fibras ópticas ou satélites. A tecnologia ATM é baseada na comutação de pacotes de dados (células) com tamanho fixo de 53 bytes. transportando os dados reunidos pelas redes menores que estão a ela conectados.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AMPS Sigla de Advanced Mobile Phone System. no entanto. Hoje privatizada. PROF. para evitar interferências entre os sinais. Atualmente. o início da telefonia celular ocorreu pela banda A. Anatel Agência Nacional de Telecomunicações. diversos projetos que empregam a nova especificação já estão em andamento. E utilizado em várias partes do mundo. O padrão foi definido pela ITU (Internet Telecommunication Union). Backbone Conexão de alta velocidade que funciona como a espinha dorsal de uma rede de comunicação. o Fórum ATM anunciou uma nova especificação. que eleva essa taxa a 10 Gbps. A autoridade que regulamenta as telecomunicações reserva uma banda para cada tipo de serviço. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 166 . o backbone é uma linha .ou conjunto de linhas .

fica entre 1820 MHz e 1835 MHz. principalmente em aplicações multimídia. As duas primeiras usam linhas telefônicas para a transmissão. por sua vez.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda B Segunda faixa de freqüência reservada para a telefonia móvel. ISDN.9 GHz.925 GHz a 6. são as novas faixas de freqüência que o governo brasileiro concedeu por meio de leilão para novas operadoras de telefonia móvel pessoal. Como uma única mudança de estado pode envolver mais de um bit de dado. pelo uso da unidade de medida bps (bits por segundo). Geralmente.8 GHz A banda C trará novidades em relação às bandas A e B. Há diversas tecnologias de comunicação em banda larga.425 GHz é usada na transmissão (uplink). Essa faixa varia de país para país. a faixa definida é a de 1. ou SMP. oferecendo serviços digitais. Broadcast Sistema de difusão de sinais em que é transmitido o mesmo conteúdo para todos os receptores. todas as pessoas sintonizadas no PROF. sendo as mais usadas comercialmente as de 1. é representado por potência de 10. BER Bit Error Ratio. A faixa de operação das estações radiobase da banda D é de 1805 MHz a 1820 MHZ. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 167 . ou taxa de erro de bits. enquanto a banda E opera entre 1835 MHz e 1850 MHz. cujas concessões foram leiloadas pelo governo brasileiro no início de 2001. A banda C. é a terceira faixa de freqüência reservada para o celular. Banda larga Comunicação de dados em alta velocidade. a banda C é composta por duas faixas: a que vai de 3. na prática. enquanto a tecnologia de cable modem faz uso dos cabos de TV por assinatura. Numa transmissão de TV por exemplo. é a relação entre o número de bits com erro e o total de bits enviados numa transmissão.8 GHz e 1. acabou sendo substituído. Nas transmissões via satélite. No Brasil. a banda B começou a operar em 1998. Banda C Em telefonia móvel. Banda D e Banda E Juntamente com a banda C. Baud Unidade de medida de velocidade de transmissão de dados na qual 1 baud equivale a uma mudança de estado eletrônico por segundo. com recepção de dados e vídeo no aparelho telefônico. No Brasil.7 GHz a 4.2 GHz é usada para recepção (downlink) e a que vai de 5. ADSL e cable modem são três exemplos.

com os serviços de acesso à internet da TVA (Ajato) e Globocabo (Vírtua). Cable Modem Tipo de modem que permite a um computador conectar-se aos cabos de TV por assinatura para acesso rápido à internet. linha. chamada estação radiobase (ERB). por exemplo. Sua extensão depende da topografia da região e da potência da antena. É realizado pelas próprias empresas ou. por operadoras especializadas. que contam com grande número de linhas telefônicas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 168 . Clonagem Forma ilegal de copiar as características de uma linha telefônica celular para outro aparelho que não aquele pertencente ao assinante legítimo. o termo é usado muitas vezes para designar o envio de uma mensagem para todos os membros de um grupo. Normalmente. Designa também o serviço oferecido pelas emissoras de televisão. não excede 1. circuito ou instalação. Buffer Rotina ou meio de armazenamento temporário de dados. Estrutura montada para centralizar o relacionamento com clientes que entram em contato com uma empresa pelo telefone. atendentes e computadores para acesso às informações contidas nos bancos de dados dos clientes. Call Center Centro de atendimento telefônico. Em comunicação de dados. em vez da remessa para membros específicos. No Brasil. a velocidade de transmissão é variável.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO mesmo canal assistem ao mesmo programa. razão pela qual o serviço é conhecido como telefonia celular.5 Mbps. Em internet. PROF. Como na tecnologia ADSL. outra ERB assume a chamada e responsabiliza-se pela continuação da conversa. seguindo uma tendência crescente. é usado para compensar as diferenças de taxas do fluxo dos dados ou de sincronia de eventos na transmissão de um dispositivo a outro. No momento em que sai de uma célula para outra. é usado. Canal Percurso definido para a transmissão elétrica entre dois ou mais pontos. Célula Área de cobertura de uma antena de telefonia móvel sem fio. O usuário do telefone móvel que se desloca dentro de uma região delimitada por uma célula recebe o sinal de sua chamada telefônica de uma única ERB. Também denominado de enlace.

Criptografia Técnica que consiste em cifrar o conteúdo de uma mensagem ou um sinal de voz digitalizado. por meio de algoritmos matemáticos complexos. áudio e vídeo . Varia de acordo com o tempo de duração da chamada. No caso dos canais de televisão. Decoder Nome dado ao aparelho que recebe o sinal transmitido por uma operadora de TV por assinatura e o decodifica para que possa ser visto em um televisor. Concessão Autorização dada pelo órgão competente que regulamenta as telecomunicações para que uma operadora possa usar uma faixa de freqüência ou instalar uma rede de cabos para oferecer seus serviços ao público. no âmbito da prestação de serviços. Convergência Palavra que sintetiza a tendência de união de várias tecnologias num único equipamento . Desse modo. etc.com e sem fio. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 169 . O destinatário decodifica a mensagem com uma chave privada. As causas mais comuns são o curto-circuito e a junção indutiva entre duas linhas independentes. Também pode significar. PROF.por exemplo. em português. TVs e computadores. denominados pacotes. a transmissão de voz. dados. palmtops e celulares. em vez de afetar o todo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Comutação de Pacotes Técnica de transmissão de dados que divide a informação em envelopes de dados discretos. Deslocamento Valor adicional pago pelo assinante de um serviço de telefonia celular quando recebe chamadas fora da área de cobertura original. A estação receptora encarrega-se de montar os pacotes recebidos na seqüência correta para reconstruir o arquivo ou sinal enviado. Funciona com o uso de chaves ou senhas. a concessão é cedida pelo governo. refere-se à condição que ocorre quando uma linha de comunicação interfere em outra. No Brasil. a concessão de serviços de telefonia é alvo de leilões. A mensagem é codificada pelo remetente em sua origem e viaja pela internet ou outro circuito de comunicação embaralhada para que pessoas não autorizadas não consigam ver seu conteúdo. em caso de falha durante a transmissão. a informação perdida afeta uma fração do conteúdo total. por uma única operadora. Crosstalk Linha cruzada.

por exemplo. que cobre uma determinada PROF. realizada por um modem conectado a uma linha telefônica comum. A diafonia normalmente ocorre entre circuitos adjacentes. é a técnica usada para aumentar a acuidade e a confiabilidade das transmissões de dados em formato digital. DSP Digital Signal Processing. Dial-up Tipo de conexão de dados via internet. operam nas freqüências de 900 MHz e 1800 MHz. Veja ADSL. Os aparelhos GSM. ou sistema de multiplexação por divisão de complemento de onda densa. O serviço requer um modem especial e sua qualidade depende da distância entre o terminal do assinante e a central telefônica. Downlink Nome dado ao sinal de comunicação que parte de um satélite em direção a uma estação terrestre. usando a internet como plataforma de troca de informações. Antena utilizada na telefonia celular. E-Commerce Em português. Tecnologia de transmissão de dados usada em anéis de redes metropolitanas (MANs) equipadas com cabos de fibras ópticas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 170 . Dual Mode Característica dos telefones móveis que permite ao aparelho operarem duas bandas de freqüências diferentes. ou processamento digital de sinais.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Diafonia Transferência indesejada de energia de um circuito de comunicação a outro. O usuário de uma operadora pode usar o mesmo telefone em uma região diferente da área de cobertura original. DSL Digital Subscriber Line. Tecnologia que utiliza a linha telefônica comum para a transmissão de dados em alta velocidade. ERB Estação Radiobase. ou linha digital de assinante. DWDM Dense Wavelength Division Multiplexing System. encomenda e realização das transações financeiras. Forma de realizar negócios entre empresa e consumidor (B2C) ou entre empresas (B2B). comércio eletrônico.

órgão americano que regulamenta todas as comunicações interestaduais de rádio e equipamentos eletrônicos. Frame Relay Protocolo de transmissão de dados em rede que trafega quadros (frames) ou pacotes em alta velocidade (até 1. Fibras Ópticas Filamentos finos de vidro ou plástico que transportam o feixe de luz gerado por um LED ou laser Sua capacidade de transmissão de dados.5 Mbps). GPRS General Packet Radio Service. O modelo a ser instalado depende do tamanho da rede. supera a tecnologia de fios de cobre. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 171 . O dispositivo que executa essa função realiza a conversão de código e protocolo para facilitar o tráfego de linhas de dados de alta velocidade com arquiteturas diferentes. com capacidade para atender um determinado número de usuários simultaneamente. Existe na forma de software e hardware. Do ponto de vista físico. Gateways Pontos de entrada e saída de uma rede de comunicações.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO área geográfica (célula). FCC Federal Communications Commission. o gateway é um nó de rede que realiza a tradução de pacotes entre duas redes incompatíveis ou entre dois segmentos de rede. em número de canais e velocidade. com um atraso mínimo e uma utilização eficiente da largura de banda. Entre suas promessas estão a taxa de transmissão de até 114 Kbps e a conexão contínua com a internet. GPS Sigla de Global Positioning System. Os sinais são enviados pela PROF. da complexidade das regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado. tecnologia de localização geográfica de altíssima precisão que fornece as coordenadas (latitude e longitude) do local onde está o portador do aparelho equipado com essa tecnologia. ou na combinação de ambos. Firewall Dispositivo para a proteção de contra-invasões de hackers ou transmissões não autorizadas de dados. serviço de comunicação sem fio baseado em pacotes para tecnologia de telefonia móvel padrão GSM.

tecnologia de transmissão de alto desempenho por dois pares de cabos telefônicos. somado ao número da rede. como tamanho e tipo de fonte. HTML Sigla de Hypertext Markup Language. Sua capacidade vai de um micro a um supercomputador. etc. a mesma taxa de transmissão em ambas as direções (download e upload). D e E. vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. responsável por receber informações que chegam de várias direções e passar adiante em uma ou mais direções. inserção de links. serviços de correio eletrônico. é um computador que tem acesso bidirecional completo a outros computadores. PROF. Hub Aparelho de interconexão utilizado em redes de dados como Ethernet e Token Ring. redes de impressão. O host armazena. para a formatação dos elementos que compõem a página web. ou seja. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 172 . ou sistema global para comunicações móveis. centraliza e distribui arquivos.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO constelação de 24 satélites Navstar. Padrão de transmissão de TV com tecnologia digital que proporciona imagens com qualidade similar à dos filmes de 35 milímetros e som com o padrão de qualidade dos CDs. O hub é o elemento central de uma rede local. Padrão digital para telefonia móvel amplamente usado na Europa e cuja presença está aumentando na América Latina. GSM Global System for Mobile Communications. Diferencia-se de outras tecnologias DSL porque proporciona transmissão simétrica. Suas especificações são abertas e favorecem a mobilidade do usuário (roaming). onde será adotado para os serviços das bandas C. etc. Um host tem um número específico que. chamadas tags. Host Na internet. forma seu endereço IP. é um conjunto de códigos ou descrições usados para a construção de páginas de internet. ou televisão de alta definição. alinhamento de texto. HDTV High Definition Television. HDSL High-bit-rate Digital Subscriber Line. inclusive no Brasil. Baseia-se no uso de etiquetas. O padrão está sendo desenvolvido para o uso de serviços multimídia de terceira geração (3G).

entidade ou órgão publico) que deseje PROF. que opera uma rede de dezenove satélites. para redes locais baseadas em Token Ring. governamentais e de pesquisa. É usada por qualquer tipo de organização (empresa. Deve incluir. está sendo desenvolvida conjuntamente por mais de 100 universidades americanas. Sociedade internacional que responde pela definição de padrões seguidos pela indústria mundialmente. Iniciativa da União Internacional de Telecomunicações para criar uma família de terceira geração de telefonia móvel. O principal foco dos trabalhos é o desenvolvimento de uma infra-estrutura de rede capaz de suportar aplicações de ensino. multimídia em tempo real e interconexão em banda larga. entretenimento. Internet Nome dado à rede mundial de computadores. Interferência Eletromagnética Dispersão de radiação do meio de transmissão. a internet evoluiu para uma rede acadêmica e hoje transformou-se no maior maio de intercâmbio de informações do mundo. Consórcio internacional fundado em 1964. como um cabo. As maiores operadoras de telecomunicações e canais de TV do mundo são usuárias do serviço. Participam da Intelsat mais de 200 países. É planejada para operar na faixa de freqüência de 2 GHz e trafegar aplicações multimídia. dados e vídeo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 173 . ambiente de negócios e fórum de discussão dos mais diversos temas. entre outros recursos.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO IEEE Institute of Electrical and Electronic Engineers. aprendizado e pesquisa colaborativa. resultante principalmente do uso de energia de ondas de alta freqüência e da modulação do sinal.5. IMT-2000 International Mobile Telecommunications 2000. Assume faces como meio de comunicação. Nascida como um projeto militar. Intelsat International Telecommunications Satellite Organization ou Organização Internacional de Telecomunicações por Satélite.3 para LANs com CSMA/CD. Exemplos são as especificações IEEE 802. Veja 3G. Pode ser reduzida com o uso da blindagem adequada no cabo. com voz. ou IEEE 802. incluindo o Brasil. na verdade a reunião de milhares de redes conectadas entre si. Intranet Rede interna de informações baseada na tecnologia da internet. Internet2 Internet para fins acadêmicos.

bytes por segundo (Bps) ou ciclos por segundo (Hz). hubs ou switches. sem permitir o acesso de outras pessoas. O que o usuário vê é uma interface igual à da internet. além de se responsabilizar por localizar e manter o melhor caminho de tráfego na topologia da rede. Órgão internacional vinculado à Organização das Nações Unidas. proporciona uma conexão para protocolos de nível superior. Largura de Banda A largura de uma banda de freqüência eletromagnética significa quão rápido os dados fluem. no caso de redes sem fio. Para viabilizar uma boa performance. rotas para envio de mensagens. Suas vendas fracassaram e a empreitada foi à falência em 1999. Conjunto de 32 bits que atribui o endereço de um computador em redes TCP/IP como propósito de localizá-lo dentro da internet. Entre suas funções. PROF. na Suíça. caracterizado pela combinação de aparelhos de mão. reconhecimento de mensagens recebidas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 174 . mais informações podem ser enviadas num dado intervalo de tempo. ITU International Telecommunications Union. um departamento. Tem sede em Genebra. atua como comitê consultor internacional na recomendação de padrões de telecomunicações. Iridium Sistema de telefonia móvel e pager via satélite. A capacidade de comunicação entre os aparelhos é limitada ao alcance dos cabos de rede. Quanto maior a largura de banda. ou União Internacicnal de Telecomunicações. LAN Local Area Network ou rede local. IP Internet Protocol ou protocolo internet. rede de satélites de baixa altitude e serviços de celular para promover a comunicação. Normalmente. O destino dos satélites da Iridium que circundam a Terra ainda está indefinido. um andar ou um prédio. Estrutura que conecta vários computadores e outros dispositivos numa área definida. assumindo funções como rastrear endereços de nós. Pode ser expressa em bits por segundo (bps). É o protocolo da camada 3 de rede na arquitetura ISSO. ou da antena.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO compartilhar informações apenas entre seus usuários registrados. seja numa linha de comunicação ou no barramento de um computador. a área geográfica de uma LAN restringe-se a uma sala. a LAN deve ser conectada ao backbone da rede por meio de aparelhos como bridges.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Linha Meio físico de comunicação que liga dois pontos de uma rede de comunicação.dois muxs concentram o sinal numa ponta e o dividem na outra. link é o endereço para outro documento no mesmo servidor ou em outro servidor remoto. Na web. em vez de equipamentos fixos. Diz-se que o link está estabelecido quando as duas pontas estão efetivamente conectadas. entendido pelo computador. por exemplo. é o termo usado para representar a transmissão entre unidades móveis e a sede da emissora. Link Conexão estabelecida entre dois pontos de uma rede de comunicação. modalidade de comércio eletrônico móvel que se diferencia do comércio eletrônico convencional porque é realizada por meio de telefones ou terminais sem fio. A demodulação ocorre quando o modem recebe o sinal analógico e o decodifica para um sinal digital. banda estreita. de eventos ao vivo. nome dado às conexões de baixa velocidade (abaixo de 64 Kbps) para contrapor-se à banda larga. A taxa de transmissão real depende do modelo do aparelho e da qualidade da linha telefônica à qual o modem está conectado. O mux divide a largura de banda total do circuito em várias bandas menores. Modem Modulador-demodulador. É usado. PROF. Essa operação chama-se modulação. por exemplo. Há modelos que juntam duas linhas telefônicas para conseguir taxas de 112 Kbps. Multiplexador (mux) Dispositivo de rede que permite que dois ou mais sinais sejam enviados por um circuito de comunicação e compartilhem o percurso de transmissão. Narrowband Em português. É contratada com uma operadora de telecomunicações. É o equipamento mais utilizado para transmitir e receber dados pela internet Os sinais digitais saem do computador por uma porta serial e são convertidos pelo modem em sinais analógicos adequados para trafegar por longas distâncias. M-commerce Abreviatura de mobile commerce. ou entre a conexão estabelecida com satélites e estações terrestres para a geração. que se encarrega de estender o fio até as instalações do cliente. pelas quais trafegam os subcanais de transmissão. o que pode ser indicado por uma luz de controle (LED) no aparelho de rede. Em broadcasting. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 175 . sem que essa interfira no sinal . via linhas telefônica. para transportar dados e voz por uma mesma linha. A mais comum é 56 Kbps.

Chamados pagers. O QoS é medido também em variáveis como tempo de atraso dos pacotes ou velocidade média da conexão. que oferecem o recurso de transmissão de mensagens. QoS Quality Of Service. em geral. PCM Pulse Code Modulation ou modulação de código de pulsos. ou sem serviço. switches. PBX Private Branch Exchange ou central telefônica privada. pode ser definido como o idioma falado na conversa entre dois dispositivos durante o estabelecimento de uma comunicação. é um procedimento para a adaptação. Porta Interface física para a conexão entre computadores. impressoras. surgiram os primeiros pagers "two-way". PROF. roteadores. disponibilidade de 99. os aparelhos recebem as mensagens num visor de cristal líquido. multiplexadores e outros equipamentos. Em outras palavras. durante a transmissão. celular. sob pena de multa ou outro tipo de ressarcimento.1% (quase nove horas num ano) fora do ar. mas. terminais. desde um condomínio até uma grande corporação. Equipamento que concentra o fluxo de ligações telefônicas recebidas por uma entidade. Paging Serviço de comunicação baseado na transmissão de mensagens alfanuméricas para pequenos aparelhos portáteis.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Operadora Empresa que possui a concessão para oferecer um serviço público de comunicação de voz ou dados. É um parâmetro de eficiência do serviço acertado previamente em contrato pela operadora de serviços de telecomunicações e o cliente. Seu tamanho e características variam conforme o modelo e as necessidades do cliente. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 176 . realizando a comutação e o encaminhamento das chamadas aos ramais que estão a ele conectados.9% significa que a conexão contratada não pode ficar mais de 0. modems. não permitem o envio de respostas. ou qualidade de serviço. Por exemplo. Nos últimos três anos. de longa distância ou transmissão de dados. É adotado como referência para as empresas de telefonia fixa. Protocolo Conjunto formal de convenções que regulam o formato e o sincronismo da troca de mensagens entre dois sistemas de comunicações. de um sinal analógico (como voz) num feixe digital de bits a 64 Kbps.

no entanto. serviço fornecido por operadoras de telefonia fixa que permite transmissão de dados. faxes e telas de intranet no visor dos aparelhos. Em inglês. o satélite viabiliza a transmissão de sinais de TV. O nível básico emprega dois canais independentes tipo B de 64 Kbps para transmissão. mais um terceiro canal D de 16 Kbps para sinalização e controle. Satélite Equipamento de comunicação que gira sobre a órbita terrestre. Surgido na esteira da corrida espacial. do padrão GSM. Possui pequeno teclado e software que faz a ligação direta do telefone com serviços ou aplicações específicos. SMC Serviço móvel de comunicação terrestre que utiliza sistema de radiodifusão com PROF. PSTN ou Public Switched Telephone Network. o paulistano em viagem ao Rio de Janeiro pode fazer e receber ligações. RPTC Sigla de Rede Pública de Telefonia Comutada. telefonia e dados para todo o mundo.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO RDSI Sigla para Rede Digital de Serviços Integrados. rádio. com o uso da infra-estrutura das operadoras de telefonia local (ATL ou Telefônica Celular). seja ele cliente da BCP ou da Telesp Celular. é a rede acessada por telefones comuns. Há dois níveis de serviço RDSI. sistemas de ramais. Smart Phone Terminal de telefonia móvel. troncos PBX e equipamentos de transmissão de dados. sem que o usuário precise configurar o aparelho ou pedir o serviço à operadora. desenvolvido para facilitar a recepção de e-mails. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 177 . Por exemplo. ou 23 canais tipo B nos Estados Unidos) e um tipo D de 64 Kbps. O nível primário é composto por trinta canais tipo B de 64 Kbps (no padrão europeu. aproveitando o fato de estar acima do obstáculo representado pela curvatura terrestre. a combinação dos trinta canais de transmissão de dados garante uma taxa de até 2 Mbps. No caso de roaming internacional. Os canais B podem ser combinados para garantir velocidade de acesso de 128 Kbps. Nesse caso. Roaming Sistema que permite que o cliente de uma empresa de telefonia móvel possa acessar e ser acessado pelo serviço móvel celular mesmo estando fora da área de abrangência da operadora. Seu funcionamento consiste em refletir sinais de microondas enviados da superfície da Terra para outro satélite ou diretamente para uma antena no solo. o cliente precisa requisitar o serviço e pagar um adicional por ele. voz e vídeo simultaneamente. A operação ocorre automaticamente.

Switch Aparelho dotado de múltiplas portas para a conexão de dispositivos ligados a uma rede. A taxa de transmissão é personalizada para cada usuário. túneis e garagens subterrâneas são alguns dos fatores que interferem na qualidade das ligações. mas não pode enviar uma mensagem de volta. Tecnologia que habilita telefones celulares a receber mensagens alfanuméricas. O usuário visualiza a mensagem no visor. Conhecido originalmente como trunking. além de realizar chamadas para telefones da rede pública (fixa e móvel). até a capacidade total da banda do switch. edifícios. principalmente no uso em sistemas de transmissão de dados. STP Shielded Twisted Pair. SMS Short Message Service. Acidentes geográficos. com a entrada em operação das concessionárias das bandas C. conecta grupos de usuários por ligações diretas de rádio. por meio dos gateways da operadora. D e E. ou seja. ou serviço de mensagens curtas. Realiza a operação de comutação (switching). ou par trançado com blindagem. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 178 . É causado por fenômenos atmosféricos ou devido à topologia do local. SMP Sigla para Serviço Móvel Pessoal nome dado pela Anatel aos novos serviços de telefonia móvel terrestre que foram oferecidos ao consumidor. O objetivo é eliminar interferências externas.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO tecnologia celular e se interconecta com a rede pública de telecomunicações. recebe dados de uma estação ou do roteador conectado ao mundo externo (WAN) e os envia para as estações locais (LANs). de modo similar a um aparelho pager. designa os fios telefônicos encapados com uma blindagem metálica. estações radiobase transmitem os sinais a aparelhos móveis. atuando normalmente na camada 3 (rede) da arquitetura OSI. a partir de 2001. conforme o endereço do destinatário. SME Serviço Móvel Especializado. PROF. Sombra Área geográfica em que o sinal da operadora de telefonia móvel é deficiente e as ligações ficam entrecortadas ou não são completadas. O dispositivo é usado para conectar LANs entre si ou segmentar LANs. É baseado na cobertura de áreas por células. Nesse sistema.

utilizados também na implementação de redes privativas como intranets e extranets. protocolos de comunicação básicos da internet. Uplink Sinal de transmissão de dados enviado de uma estação terrestre para o satélite em Órbita.544 Mbps. geralmente por meio de bits de intercalação (bits TDM) ou caracteres (caracteres TDM) de dados referentes a cada terminal. ou rede privada virtual. de modo que cheguem ao lugar de destino. E composto de dois níveis. O nível mais elevado é o de controle de transmissão. T1 é amplamente utilizado em redes privadas e na interconexão entre redes locais e redes públicas de telecomunicações. faixa de freqüências entre 30 MHz e 300 MHz. Um tronco geralmente processa diversos canais de comunicação simultaneamente. UHF Ultra High Frequency faixa de freqüências muito alta (entre 300 MHz e 3 GHz) destinada à transmissão de canais de TV aberta (do canal 14 para cima). VHF Very High Frequency. é uma rede para uso exclusivo dos usuários autorizados por uma empresa. Tronco Circuito único entre dois pontos. com a diferença de que PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 179 . destinada à transmissão de canais de televisão aberta (do canal 2 ao 13). A VPN funciona como uma rede privada. VPN Virtual Private Network. sendo que ambos são centros de comutação ou pontos de distribuição individual. Ele gerencia a reunião de mensagens e arquivos em pacotes e viceversa. TDM Time Division Multiplexer. O segundo cuida da parte de endereçamento dos pacotes. para que se conectem a ela de qualquer lugar do mundo. com capacidade de transmissão de 1. Termo criado pela AT&T. Dispositivo que divide o tempo disponível de um circuito de comunicação de dados composto por seus vários canais. ou multiplexador por divisão de tempo em português. TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO T1 Padrão norte-americano que define a linha digital de alta velocidade.

concorrentes das companhias de telefonia fixa já estabelecidas com sua rede de fios de cobre.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO trafega dados sobre a infra-estrutura da rede pública de dados ou da própria internet. É um embrião da tecnologia que fará o telefone celular tornar-se um terminal pleno de acesso à internet. o conteúdo é apresentado como uma lista. Designa a tecnologia baseada num terminal de telefone fixo que se comunica via ondas de rádio com a central telefônica de trânsito público. permite que porções de textos de páginas web sejam apresentadas na tela de telefones celulares e outros dispositivos WAP. Requer a contratação de uma operadora de telecomunicações. PROF. Como as telas atuais têm capacidade reduzida. WML Wireless Markup Language. transações bancárias e operações de reserva de vôos. Os serviços oferecidos incluem notícias. além de hardware de rede e software especiais para a autenticação de usuários. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 180 . Baseada em tags. O WAP já está em operação no Brasil e consiste na transformação. espécie de versão WAP da metodologia de descrição de dados XML. Wireless Expressão genérica que designa sistemas de telecomunicações nos quais as ondas eletromagnéticas – e não fios – se encarregam do transporte dos sinais. WLL Sigla de Wireless Local Loop. adaptação e criação de conteúdo da internet para visualização na tela de um celular. WAP Wireless Application Protocol. ou circuito local sem fio. ou protocolo de aplicações sem fio. É utilizada no Brasil pelas empresas espelho.

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