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ÍNDICE 1. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS ...............................1 1.1 COMUNICAÇÕES..............................................................................................1

1.2 características preliminares de uma ligação telefônica ......................................1 1.2.1 Som ................................................................................................................1 1.2.2 Voz .................................................................................................................2 1.2.3 Ouvido ............................................................................................................2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 faixa de frequências utilizadas ...........................................................................3 transformação de energia acústica em energia elétrica .....................................3 transformações de energia elétrica em energia acústica ...................................4 ligação telefônica elementar...............................................................................5 central telefônica ................................................................................................7

1.8 ligação telefônica urbana ...................................................................................9 1.8.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local ............................................10 1.8.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central ..........................................10 1.8.3 Ligação Telefônica Automática.....................................................................11 1.9 ligação telefônica interurbana...........................................................................11 1.9.1 Ligação Manual ............................................................................................11 1.9.2 Ligação Semi-Automática .............................................................................13 1.10 ligação automática ou Ddd – discagem direta À distância ...............................14

1. CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO .................................................15 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 modos de operação de um meio de transmissão.............................................15 canal e circuito .................................................................................................15 circuito a 2 fios e a 4 fios ..................................................................................16 conceito de multiplexação ................................................................................18 tipos de multiplexação......................................................................................20

2. Meios de transmissão utilizados pelo multiplex..............................................20 3.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO ...................................................21 3.1.1 Sistemas de rádio HF ...................................................................................24
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3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6

Sistema de rádio VHF/UHF .......................................................................... 25 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade............................................. 26 Sistemas de rádio-tropodifusão .................................................................... 27 Sistemas rádio-satélite ................................................................................. 29 Sistemas rádio em EHF................................................................................ 29

3.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA ....................................... 30 3.2.1 Pares de Fios ............................................................................................... 30 3.2.2 Linhas Abertas.............................................................................................. 32 3.2.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica ................................................. 34 3.2.4 Cabos Coaxiais Terrestres ........................................................................... 34 3.2.5 Cabo Coaxial Submarino.............................................................................. 36 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 4.6 5 5.1 serviços de telecomunicações.......................................................................... 37 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA ....................................................... 38 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA........................................................ 38 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO......................................................................... 38 CIRCUITOS ..................................................................................................... 38 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE..................................... 39 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS............................. 39 Introdução à Sinalização ................................................................................... 40 Sinalização Acústica ........................................................................................ 40

5.2 Sinalização de Linha ........................................................................................ 40 5.2.1 Tipos de Sinalização de Linha...................................................................... 42 5.2.2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua................................................... 42 5.2.3 Sinalização E & M pulsada ........................................................................... 43 5.2.4 Sinalização E & M contínua.......................................................................... 43 5.3 5.4 Sinalização R2 digital....................................................................................... 45 Sinalização multifrequencial............................................................................. 47

7. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM......................................................................... 49 7.1 7.2
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teorema da amostragem .................................................................................. 50 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL ............................................................. 50
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7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.2.4

Amostragem .................................................................................................50 Quantização..................................................................................................51 Codificação ...................................................................................................52 Multiplexação................................................................................................53

7.3 conversão digital/analógico ..............................................................................53 7.3.1 Demultiplexação ...........................................................................................53 7.3.2 Decodificação ...............................................................................................54 8 sistemas de transmissão digital........................................................................55

8.1 características gerais dos sistemas de transmissão pcm.................................55 8.1.1 Circuito de conversão ...................................................................................55 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor ..........................................................55 8.1.3 Código de linha.............................................................................................56 8.1.4 Equipamento terminal de linha .....................................................................57 8.1.5 Repetidores regeneradores ..........................................................................57 8.2 sistema de transmissão pcm 30 .......................................................................57 8.2.1 Quadro de pulsos .........................................................................................57 8.2.2 Palavra de alinhamento de quadro ...............................................................58 8.2.3 Palavra de serviço ........................................................................................58 9 9.1 9.2 9.3 9.4 comutação digital ...............................................................................................59 comutador temporal .........................................................................................59 comutador espacial ..........................................................................................60 diferença básica entre o comutador temporal e espacial .................................61 memória de controle.........................................................................................61

9.5 órgãos de uma central de comutação digital ....................................................62 9.5.1 Equipamentos de conexão ...........................................................................63 9.5.2 Matriz de acoplamento digital .......................................................................63 9.5.3 Comando ......................................................................................................64 9.5.4 Ligação entre dois assinantes ......................................................................64 10 sinalização ..........................................................................................................65 10.1 10.2 sinalização de assinante ..................................................................................65 sinalização acústica .........................................................................................68

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......................................................................... 75 SERVIÇO TELEFONIA FIXA ........... 90 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE.10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR ............................... 80 11..4 sinalização de linha.............. 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ........ 88 11............................................................. 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO ................................AMBIENTE MÓVEL ...5 11.......... 81 11........16 UNIDADE DE CONTROLE ........................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS .................................. 86 11.....................................................................................3 11.................................................... 84 11......................................................................................................................8 11............................................ 72 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR.........TELECOMUNICAÇÕES 10............................................6 11........11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA .......................... 82 11... 81 11............17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) ............................ 87 11.......20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL............ 75 11......................................4 11........................................ 85 11.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL. 91 iv PROF...ELETRÔNICA INDUSTRIAL ...........3 10................ 83 11..........................................................................................................14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS.............................................. 78 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR ....................................21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO ...................................................................................... 76 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL.............. 69 sinalização de registradores .....18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS ............................................1 11...... 90 11..7 11.12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO ....9 INTRODUÇÃO .................... 89 11.......2 11.. 79 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA 79 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL.......... 80 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR ...13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS..19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS ..................................................

...102 13........................97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ...............4 13.................104 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC-...................105 14.93 HANDOFF ......................................................................4 14.2 14......................................................ERB –...........5 14.........96 13..........................................UNIDADE MÓVEL ..............................................8 14........................................................................................9 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA ........................................................................92 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO........ MARCELO DIOGO DOS SANTOS v .......................100 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE.........................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .......................98 CANAL DE CONTROLE REVERSO ......2 13............7 14...112 14...................................6 14.............107 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC ....5 13..........................................106 FUNÇÕES DA CCC ............7 13..........................................99 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE.........................................................................3 14..10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL............111 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL..........................1 12...............101 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA .8 13.3 13................................................110 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL ..............1 13.............95 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE ...........107 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ.......TELECOMUNICAÇÕES 12.................97 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO ............................................2 12...96 CANAL DE CONTROLE DIRETO .....105 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC.....................10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA ...........................................................................108 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ ...109 CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL ....9 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR.....................................................3 DIVERSIDADE ...........112 PROF....97 CANAL DE CONTROLE DIRETO ...............1 14.......6 13.........PROCESSAMENTO DE CHAMADAS ........................

120 16..................... 118 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR................. 128 Facilidades .................CDMA ......................................... 128 W .........................2 15....... 115 15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR ................1 17...... 127 Custo.............................. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .......................11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO .........3 15... 114 14...............................2 17..........................................................13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL ....... 123 17 Tecnologias Utilizadas na Telefonia Celular .................................................2 Segunda Geração de Sistemas Móveis .................................. 127 Handoff ................1........................................................................1..ELETRÔNICA INDUSTRIAL ......... 117 RESUMO ..............................................................................................5 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA............................................................................4 15.....................................1.................... 130 vi PROF.................... 120 16..................................................... 116 15............................................... 113 14.......................................................................1 Primeira Geração de Sistemas Móveis ..................... 120 16.......12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL ....7 17........................ 116 CÉLULA DIRECIONAL ..........................................................................................................1 15....... 121 16......................................9 Células CDMA: Padrão de Reuso Universal ...............3 17...................5 17...........3 Terceira Geração de Sistemas Móveis....... 128 Reflexos para o Usuário da Tecnologia Digital ...........................................................................4 17......................................................................................................................14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS ................................6 17................. 129 18 PAGING ......................... 127 Privacidade ................. 117 DIVISÃO DAS CÉLULAS.. 116 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL .................................................. 126 17.......................TELECOMUNICAÇÕES 14....................................................................... 126 Esquema Básico do CDMA.............................................................. 126 Modulação CDMA .................1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES........ 113 14..................................8 17.

.........................................................140 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR)..10 APLICAÇÕES PARA O PAGER ..............7 19.........5 19.....5 18........8 19....138 18.....................................................................................................136 18..145 19.........................6 19..132 HISTÓRICO .........11 Novas Tecnologias.....12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA .....................134 18....143 POR QUÊ TRONCALIZADO?.....................................4 19........141 COMPARAÇÃO ......4 18.................3 18...................1 19........................................................144 CANALIZAÇÃO ......................8 18..138 18............................11 COMPONENTES DO STR..........................................................................................146 PROF....141 19........................................................................................133 SISTEMA BÁSICO ATUAL ....9 SIMULCAST..3 19.................2 19...........................136 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA...............................................................................................1 18............2 18...................................131 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO.......................................................................................................TELECOMUNICAÇÕES 18.........................................146 19..............................................................................................................................................................7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR..........135 18..................................................134 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR.........6 INTRODUÇÃO .....................................................................................142 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS ......12 CONCLUSÃO...............144 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO...............................9 INTRODUÇÃO .....10 CANAL DE CONTROLE ...........................144 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO .................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS vii ..................................................................................145 19.............144 COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO ..................................................................................................................................................................................130 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO......................................ELETRÔNICA INDUSTRIAL .....................145 CANAL DE OPERAÇÃO ....................

......... 150 20........................................... 147 19..................................... 162 Iridium ...............19 STR DIGITAL .......................................................................4 22............................... 164 23 Glossário Técnico ........................................ 150 SATÉLITE MEO .....14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS .................................2 20............................................................... 151 SATÉLITE LEO ......................................................................................................................................... 161 22.......6 Sistemas não geoestacionários ................................................................20 CONCLUSÃO ..........................................................................................................................5 20.................................................................................... 151 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS ............... 154 21 Projeto IRIDIUM ....................................... 161 Sistemas geoestacionários ......................3 20........... 148 19......TELECOMUNICAÇÕES 19....................................................3 22................ 155 22 Introdução às comunicações móveis por satélite......................................................................................................... 147 19.......................................................... 165 viii PROF.........................1 20.. 148 19.................................................................... MARCELO DIOGO DOS SANTOS .16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA ...............................................................2 22........................................................................18 PROTOCOLOS...... 149 20 Satélite............ 147 19............................... 152 APLICAÇÕES ...............................................................13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS .........................................6 SATÉLITE GEO .................. 163 Odyssey .........1 22.ELETRÔNICA INDUSTRIAL ..................... 164 Inmarsat ..................... 162 Globalstar............ 149 19.............................................15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS....4 20.......................................................................................................... 148 19........................................................................................17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE ..................................5 22................................................................................................................................................................ 151 SATÉLITE LLEO .........................................

o crescente número de comunicações urbanas e interurbanas exigiram novas medidas que culminaram com o advento do sistema multipex. Para melhor compreensão do que vem a ser um sistema multiplex. a fim de fornecer os conhecimentos básicos essenciais.1 COMUNICAÇÕES A comunicação é inata ao homem e é graças a esta virtude. da telefonia. finalmente. e isto ele faz através da mímica. ao seu raciocínio e ao seu dinamismo que ele atinge o progresso.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A solução técnica do problema surgiu então com o invento da telegrafia. PROF. é necessário o prévio conhecimento de alguns elementos de telefonia relacionados com a ligação telefônica. ao esticar e soltar a parte central. Porém. da palavra e da grafia. principalmente quando se usam os processos naturais. haverá uma vibração numa determinada freqüência. no qual será aqui explanado a guisa de iniciação apenas. se tivermos um pedaço de borracha distendido entre dois pontos.2 CARACTERÍSTICAS PRELIMINARES DE UMA LIGAÇÃO TELEFÔNICA 1.TELECOMUNICAÇÕES 1.1 Som O som se produz por vibrações mecânicas de freqüências perceptíveis pelo ouvido humano. Porém a distância é um obstáculo a uma comunicação. exigiram do homem uma solução que buscasse os anseios de todos os setores de atividade onde as comunicações se fizessem necessárias. que permitir ao pessoal técnico um completo domínio desta tecnologia. num meio elétrico. O progresso do mundo tecnológico e a necessidade de comunicar-se a grandes distâncias. LIGAÇÕES TELEFONICAS URBANAS E INTERURBANAS 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 1 . Assim.2. produzindo um som (fig. 1). da comunicação via rádio e. A história das Telecomunicações nasce quando o homem sente a necessidade de expressar o seu pensamento a um semelhante. 1.

Outra característica importante da voz que deve ser lavada em conta. razão principal da diferença entre a voz de um homem e uma mulher. sendo no entanto de um valor muito baixo: uma pessoa falando baixo produz 0. enquanto que o mesmo nível 1000Hz não é percebido. decrescendo para freqüências mais baixas e mais altas. Cada som emitido é composto simultaneamente de vibrações de diversas freqüências.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2 Voz As cordas vocais do ser humano são capazes de produzir vibrações sonoras dentro de uma gama de 100 a 10000Hz. e estas as palavras. na direção da vibração. Nos meios sólidos. Nos meios gasosos. e o limite superior varia da pessoa. é que a maior parte da energia está concentrada nas baixas freqüências. chamadas formativas. falando normalmente 10 microwatts. A potência média de voz de diversas pessoas pode variar dentro de amplos limites. Para o homem esta freqüente fundamental é de 125Hz e para a mulher é de 250Hz. isto quer dizer: cada nível de um som. uma variação é percebida de maneira diversa. sendo que o ouvido humano tem uma sensibilidade maior em 3000 Hz. Para que o som possa ser percebido pelos órgãos auditivos. um determinado nível na freqüência de 3000Hz pode ser percebido pelo ouvido. 2 PROF. 1. enquanto que acentua mais ou menos os harmônios de outras faixas de freqüências. tem que haver uma intensidade mínima que corresponde ao limite inferior de audibilidade. Em outras palavras.2. dentro de uma certa gama de freqüência. harmônicas de uma freqüência fundamental das coras vocais. descrevendo com a velhice. Este limite varia com a freqüência. a percepção de variações de intensidade dos sons pelo ouvido não é linear com a intensidade do som. obtém-se nas cavidades bucais e nasais ressonâncias que fazem destacar harmônicos. Desta maneira são obtidos os sons vocais e consonantais. Ao colocar a língua e os lábios em determinadas posições. e gritando 1 a 2 miliwatts. 1 – Vibração de um pedaço de borracha produzindo som. ou seja. que em conjunto originam as sílabas. Além disso. o som se propaga no sentido longitudinal e transversal.001 microwatt.2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . o som se propaga no sentido longitudinal.TELECOMUNICAÇÕES Fig. 1.3 Ouvido A gama de freqüência audíveis pelo ouvido humano vai desde 16Hz até 20000Hz.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .4 TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA ACÚSTICA EM ENERGIA ELÉTRICA A energia acústica produzida pela voz é transformada em energia elétrica por intermédio de um microfone. este momento comprime mais ou menos os grânulos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 3 . Esta variação da corrente produz uma potência elétrica. para as comunicações. limitados por uma membrana (Fig. sob o ponto de vista econômico e de qualidade. A intelegibilidade é definida como o percentual de palavras perfeitamente reconhecidas numa conversação. Baseado num compromisso entre dois valores. resultantes das características da voz e do ouvido humano: intelegibilidade e energia da voz. Fig. o microfone é uma cápsula de carvão. que às PROF. Nos aparelhos telefônicos. no entanto. com uma correspondente variação na corrente no mesmo ritmo das vibrações sonoras. onde a aplicada uma diferença de potencial que faz circular uma corrente CC. 1. o que garante 85% intelegibilidade e 68% de energia da voz recebida pelo ouvinte.TELECOMUNICAÇÕES 1. Verificou-se que na faixa de 100 a 1500 HZ estava concentrada 90% de energia da voz humana. é necessária uma faixa bem maior. foram basicamente levados em conta os seguintes fatores. constituída basicamente de grânulos de carvão. de 50 a 10000 Hz. Para transmissão de música. 2 – Transformação de energia acústica em elétrica Quando as vibrações sonoras incidem sobre a membrana. enquanto que na faixa acima de 1500 Hz estava concentrada 70% de intelegibilidade das palavras. 2). foi escolhida a faixa de voz entre 300 e 3400 Hz para comunicações telefônicas. diminuindo ou aumentando a resistência.3 FAIXA DE FREQUÊNCIAS UTILIZADAS Diversos estudos foram realizados para determinar qual a faixa de freqüências mais apropriada. Para fonia. fazendo-a vibrar.

TELECOMUNICAÇÕES vezes é maior que a potência aplicada na vibração da membrana. bem como baixa distorção.Tem uma sensibilidade que varia com a freqüência. Fig. 4 PROF. A cápsula de carvão é o microfone mais barato. a força que atua sobre a bobina e a membrana é proporcional a força do campo magnético permanente e a energia que passa pela bobina. providas de bobinas. utilizando-se cápsulas magnéticas e dinâmicas. 3 – Transformação de energia elétrica em acústica (cápsula magnética) Nas cápsulas receptora dinâmicas. basicamente de um ímã permanente com duas peças polares. e a força que atua sobre a mesma é proporcional ao quadrado da indução resultante (Fig. porem apresenta algumas restrições: . atenuando muito as baixas freqüências. 1. através das quais circula corrente CC.5 TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA EM ENERGIA ACÚSTICA Para a transformação de energia elétrica em energia acústica. Nos dois tipos de cápsulas receptoras conseguem-se características lineares para a faixa de freqüências de voz. 4).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A cápsula magnética é constituída . nos aparelhos telefônicos. fazendo com que a cápsula se comporte como um amplificador. uma membrana metálica fecha o circuito magnético.Produz uma distorção maior que a dos outros microfones. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . movendo-se num campo magnético cilíndrico (Fig. 3). a bobina pela qual circula a corrente CC está unida a membrana. .

em que a distância entre A e B é pequena (Fig. podemos estabelecer uma comunicação entre duas pessoas quaisquer.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .6 LIGAÇÃO TELEFÔNICA ELEMENTAR Após tomarmos contato com os fatores que têm influência numa ligação telefônica. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 5 . 4 – Transformações de energia elétrica em acústica (cápsula dinâmica) 1. 5 – Ligação Telefônica elementar PROF. 5) Fig.TELECOMUNICAÇÕES Fig. utilizando dois aparelhos telefônicos interligados por um par de fios.

6. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . conforme a fig. 7 – A mesma ligação da Fig. a ligação apresentada na fig.TELECOMUNICAÇÕES Na realidade. Portanto. 6 utilizando-se 2 condutores. pois teríamos o dobro de condutores. 6 PROF. pois o interlocutor em A deveria ter dois condutores ligando sua cápsula transmissora com a receptora de B. foi criado um dispositivo (transformador diferencial) a fim de fazer o acoplamento entre as cápsulas transmissora e receptora e a linha de dois condutores. Fig 6 – Ligação telefônica elementar a 4 fios Como este tipo de ligação ficaria muito dispendiosa. o problema de conversão mantida a dois fios é um pouco mais complexo. que é a representação real da comunicação telefônica da fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 5. e vice-versa. 7. 6 modifica-se para a fig. este dispositivo é chamado artilocal. Fig.

Fig. todos os interlocutores. A fim de solucionar este problema. 10). chamados assinantes. pois envolve somente a necessidade de comunicação entre duas pessoas. 8 e 9 – Ligação telefônica. 10 – Ligação telefônica utilizando um centro telefônico. o problema se torna mais sério (fig. estão ligados a um centro telefônico. Fig. operação esta chamada de comunicação telefônica (fig.7 CENTRAL TELEFÔNICA A ligação telefônica apresentada no item anterior é a mais elementar. PROF. verificamos que o número de condutores necessários triplica. Como pode ser facilmente percebido. Se o interlocutor A deseja se comunicar com os outros três. para um número muito grande de comunicações. se todos os quatro pontos desejam se comunicar entre si. a quantidade de condutores torna o sistema economicamente proibitivo. Porém. É neste centro telefônico que se encontra o conjunto de equipamentos essenciais e acessórios a comunicação telefônica. 9). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 7 . onde é executada a interligação entre os assinantes que se desejam comunicar.TELECOMUNICAÇÕES 1. designado de Central Telefônica. 8. conforme a fig.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

TELECOMUNICAÇÕES A central Telefônica pode ser Local. além desta última função.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . alem desta última função. - Os circuitos que interligam os assinantes as Centrais Telefônicas Locais chamam-se linhas de assinantes. bem como suas funções. Central Telefônica Tandem é aquela usada como o centro comutador para o tráfego entre outras estações da mesma área local.Central Telefônicas Interurbanas é aquela que interliga linhas de assinantes ao circuitos interurbanos. Aqueles que interligam as Centrais Telefônicas Locais e Tandem chamam-se linhas tronco. chama-se Central Telefônica de Trânsito. 11 apresenta a posição de todas as centrais descritas. Tandem. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. Quando. 8 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Central telefônica Local é aquela para onde convergem as linhas de assinantes. Interurbana e de Trânsito. A fig. a Central Telefônica Interurbana permite interligar circuitos interurbanos. . Quando.

normalmente. sendo o feixe torcido de modo a diminuir a PROF. 11 – ligações telefônicas envolvendo diversas localidades 1. sendo as ligações feitas por circuitos (pares de fios) que seguem a mesma rota e que podem ser economicamente reunidos em cabos de pares.TELECOMUNICAÇÕES Fig. Os condutores empregados nos pares de fios são geralmente de cobre.9mm. avenidas. por papel especial ou plástico (polietileno ou PVC) – cloreto de polivinil.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .8 LIGAÇÃO TELEFÔNICA URBANA Nas áreas urbanas os assinantes acham-se agrupados ao longo de ruas. tendo diâmetro típicos em torno de 0. Cada condutor é recoberto. etc. Os pares assim isolados são todos enfeixados. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 9 .4 a 0.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . de acordo com o sistema utilizado.Manual com bateria local. Nas ligações telefônicas urbanas existem três maneiras de se completar uma conexão. 10 PROF. 2º) O sinal assim gerado (20 Hz aproximadamente) aciona o dispositivo de sinalização da telefonista que deverá atendê-lo.8. a alimentação de cada aparelho telefônico é feita no local. para sinais de voz este fator não impede o seu uso devido a pequenas distância entre os assinantes e a Central Telefônica Local.Manual com bateria central. 1. para que o dispositivo de sinalização seja acionado na mesa da telefonista. 1. a telefonista estabelece a ligação entre dois assinantes. desde que o circuito correspondente ao mesmo esteja desocupado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante aciona o magneto.2 Ligação Telefônica Manual com Bateria Central Neste sistema. através da pilha seca. para o assinante solicitado.Automático. Embora estes cabos apresentem atenuação elevada por unidade de comprimento. . . . Sobre este feixe é passada um fita de papel ou plástico. retirando-se do circuito e predispondo-se a atender novas chamadas. pois basta que o assinante retire o fone do gancho.8. Os pares de fios são geralmente chamados pares simétricos. Esta desfaz a ligação e os circuitos estão preparados para nova chamada. dependendo do cabo. a alimentação dos aparelhos telefônicos é centralizada na Central Telefônica Local. com exceção da sinalização fornecida pelo assinante. 3º) O assinante solicita que a telefonista o interligue com o assinante desejado. recebendo externamente uma capa de chumbo ou alumínio. 6º) Ao encerrar a conversação entre os dois assinantes. estes devem repor o fone no gancho e sinalizar rapidamente com a finalidade de fazer ciente a telefonista do final da conversação.1 Ligação Telefônica Manual com Bateria Local Neste sistema.TELECOMUNICAÇÕES capacitância entre os pares. 4º) A telefonista sinaliza. 5º) Após o atendimento do assinante chamado. O funcionamento deste sistema é quase o mesmo do manual.

9.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . PROF. O funcionamento deste sistema é o seguinte: 1º) O assinante retira o fone do gancho e espera o ruído de discar. 6º) Ao findar a conversão.1 Ligação Manual Neste tipo são necessárias duas telefonistas.8. o que faz operar a campainha do seu aparelho telefônico. uma em cada cidade distante. ao finalizar a conversão. 3º) O número funciona para Central Telefônica como um código que opera determinados dispositivos e acessórios.3 Ligação Telefônica Automática Neste sistema. desfazendo o elo na Central Telefônica Local. 2º) Após o ruído de discar no receptor. 4º) Após ter sido completado o elo. 1.a telefonista ligará • Automático – o simples discar de um código o colocará na Central Telefônica Interurbana. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 11 . o assinante poderá alcançar a Central Telefônica Interurbana das seguintes maneiras: • Manual . Da Central Telefônica Local. a estação central envia um sinal em torno de 17 a 25Hz para o assinante chamado. os dois assinantes repõem nos respectivos fones nos ganchos. 5º) O assinante chamado retira o fone do gancho e inicia-se a conversão. os assinantes repõem os fones nos ganchos respectivos. a alimentação dos aparelhos telefônicos também é centralizada na Central Telefônica Local. Ligações entre Centrais Interurbanas põem ser feitas das seguintes maneiras: 1. Para uma ligação interurbana. o assinante disca o número desejado. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre o assinante chamador e o assinante cujo número foi discado. o que provoca o acionamento do dispositivo de sinalização na mesa da telefonista que. 1. o assinante deve atingir a central Telefônica Local da maneira como foi explicado no item anterior.9 LIGAÇÃO TELEFÔNICA INTERURBANA As ligações interurbanas envolvem cidades diferentes e até países diferentes (ligações interurbanas internacionais).TELECOMUNICAÇÕES A complementação é semelhante à anterior e. desfaz a ligação e os circuitos estão prontos para nova chamada.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Mesa IU (mesa interurbana) é o equipamento onde a telefonista recebe as chamadas da Central Telefônica Local selecionado o circuito interurbano para a cidade onde o assinante deseja se comunicar. 12b) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente discando informações numéricas que possibilitam alcançar a mesa IU distante. de tal maneira que estabelece um elo de ligação entre a telefonista de origem e a de destino. Neste processo a telefonista de origem envia. bem como as mesas IU não tem possibilidades desta ligação.TELECOMUNICAÇÕES De acordo com o método utilizado para se estabelecer o circuito interurbano ou internacional. os números discados funcionam para a Central Interurbana Automática como um código que opera determinados dispositivos e acessórios. um sinal especial chamando a localidade de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centras Telefônicas Interurbanas Automáticas. e cair (“Down”) uma lâmina que indica a origem da chamada. através de uma chave de mesa IU. As duas telefonistas completam estão o elo interurbano ou internacional entre os assinantes de origem e de destino. porém as mesas IU possuem esta facilidade. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais não estão preparadas para se interligarem com as Centrais Interurbanas Automáticas. Na mesa IU distante este sinal faz soar uma capainha (“Ring”). 12). MARCELO DIOGO DOS SANTOS . b) ODO – Operando Disca Operadora (fig. O restante do progresso se efetua como na ligação “Ring Down”. temos dois processos de ligação manual: a) “Ring Down” (fig. A telefonista de destino atende recebendo da operadora de origem as informações a ser alcançado. Neste caso as mesas IU estão conectadas entre si direta e constantemente pelo meio de transmissão interurbano. Do mesmo modo que para a ligação telefônica automática urbana. 12 PROF.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .9. Observação: Operacionalmente. De acordo com a localização da mesa IU. b) DDO – Discagem Direta à Operadora (fig. na origem ou no destino. O método CLR é mais rápido quando os circuitos interurbanos não estão todos ocupados. Este tipo de ligação ocorre quando. II – Método Demorado: a telefonista anota as informações dadas pelo assinantes de origem e desfaz a ligação. enquanto que na localidade de destino a Central telefônica Local não está preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas.TELECOMUNICAÇÕES 1. na localidade de origem. a Central Telefônica Local está conectada à Central Interurbana Automática. qualquer ligação que necessite a intervenção da telefonista pode ser realizada de duas maneiras: I – Método CLR (Combinação de Linha e Regional): a telefonista mantém o assinante de origem na linha enquanto efetua a ligação para a telefonista ou assinante de destino. 12c) Neste processo o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. chama o assinante de origem. Após efetuar a conexão com a telefonista ou assinante de destino. Na localidade de destino a Central Telefônica Local está conectada a Central Interurbana Automática. porém a mesa IU possui facilidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 13 . O segundo método permite a confirmação da identidade do assinante de origem. preparada para se interligar com as Centrais Interurbanas Automáticas. Este tipo de ligação ocorre quando. completando a ligação interurbana.2 Ligação Semi-Automática Neste tipo é necessária apenas uma telefonista. na localidade de origem. a Central Telefônica Local. além de impedir que o mesmo fique aguardando a ligação no caso dos circuitos interurbanos estarem todos ocupados. PROF. temos dois processos semi-automáticos: a) ODD – Operadora Disca á Distância (fig. porém na mesa IU possui esta facilidade. 12d) Neste processo a telefonista de origem se interliga com a de destino automaticamente a telefonista de destino. porém a telefonista não pode conformar a intensidade do assinante de origem.

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1.10

LIGAÇÃO AUTOMÁTICA OU DDD – DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA

Neste tipo não é necessário a intervenção de nenhuma telefonista, pois o assinante de origem alcança automaticamente o assinante de destino. Este tipo de ligação ocorre quando as Centrais Telefônicas Locais, da origem a de destino estão conectadas, respectivamente, a Centrais Interurbanas Automáticas. É importante observar que, uma determinada localidade pode adotar um processo para as ligações interurbanas originadas na mesma (ligações saintes), tendo um segundo processo para as ligações interurbanas destinadas a mesma (ligações entrantes). Estas operações dependem somente das facilidades instaladas entre as Centrais Telefônicas Local e Interurbana. Assim, podemos ter DDD para as ligações saintes e DDO para as entrantes numa determinada localidade. Em outra é possível ter ODD para as ligações saintes e DDD para as entrantes. Como podemos verificar pela Fig. 12, as centrais Interurbanas Manuais ou Automáticas das localidades de origem e destino estão conectadas aos respectivos equipamentos multiplex. Estes, por sua vez, estão interligados entre si por um meio de transmissão, cujos principais tipos utilizados pelo multiplex serão apresentados nos próximos módulos.

Fig. 12
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1.

CONCEITOS BÁSICOS DE MULTIPLEXAÇÃO

2.1 MODOS DE OPERAÇÃO DE UM MEIO DE TRANSMISSÃO Um meio qualquer de transmissão pode ser operado de 3 modos: simplex, semiduplex e duplex. No modo simplex interessa apenas transmitir uma informação de A para B (transmissão unidirecional). No modo semi duplex interessa não só transmitir informação de A para B, como de B para A, porém num sentido de cada vez (transmissão bidirecional alternada). A Fig. 01 exemplifica melhor estes modos de operação.

Fig. 01 – Modos de operação

2.2

CANAL E CIRCUITO

Canal é o conjunto de recursos técnicos que permitem a transmissão de um ponto A para um ponto B. como verificamos, este conceito é o de uma ligação unidirecional. Na prática, entretanto, na maioria das utilizações, como por exemplo, numa ligação telefônica, o que mais interessa é permitir que A converse com B, isto é, deve haver recursos tanto para transmitir informações de A para B, quanto de B para A. Em outras palavras, deve ser provido tanto um canal de ida (para transmitir de A para B), quanto um canal de retorno (para transmitir de B para A). O conjunto canal de ida e canal de retorno é denominado de circuito. A Fig. 02 exemplifica ambos os conceitos: o conceito composto pela cápsula transmissora de A, o par de fios e a cápsula receptora de B, compõem o canal de ida. A cápsula transmissora de B, o par de fios e a cápsula receptora de A, compõem o canal de volta. Os dois canais em conjunto formam o circuito telefônico AB.

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Fig. 02 – Ligação telefônica utilizando dispositivo antilocal. Como verificamos, um canal só pode ser operado de modo simplex, enquanto que um circuito admite tanto a operação semiduplex, como a duplex.

2.3

CIRCUITO A 2 FIOS E A 4 FIOS

As linhas telefônicas urbanas formadas por pares de fios metálicos, permitem transmissão nos dois sentidos porque não possuem componentes unidirecionais em sua composição. O mesmo par de fios pode funcionar como canal de ida e canal de retorno e o circuito, por empregar apenas o par de fios, é chamado de circuito a 2 fios. (Fig. 02). As vias interurbanas, devido à sua grande extensão, exigem a introdução de amplificadores para compensar a atenuação do sinal no percurso e, como estes componentes são unidirecionais (só permitem a passagem do sinal num sentido), o canal de ida e o canal de retorno têm obrigatoriamente de ser individualizados. Devido a isto, o circuito neste caso apresenta 4 terminais de cada lado, sendo chamado circuito a 4 fios (Fig. 03).

Fig. 03 – Circuitos a 4 fios

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conforme a indicação das setas. dessa forma podendo-se ligar a via interurbana à via urbana (Fig. 04 – Ligação interurbana. Fig. 05 . mediante o emprego de um dispositivo chamado híbrida. os circuitos utilizados por esse sistema são os a 4 fios. com extensão interurbana a 4 fios.TELECOMUNICAÇÕES É possível.Híbrida Para todos os efeitos. adaptada por meio de uma híbrida. permite a circulação da informação. fazer a conversão de montagem a 4 fios para a montagem a 2 fios. Como os circuitos interurbanos são aqueles que envolvem os sistemas multiplex. PROF. A híbrida. cuja representação está feita na Fig. um circuito a 2 fios. apresenta as mesmas características que um circuito a 2 fios. 04) Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 17 . sendo compostos por um canal de ida e um canal de volta.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 05. entretanto.

06 – Ligação telefônica de 4 assinantes Percebe-se pela simples observação da figura que.TELECOMUNICAÇÕES 2. quando são transmitidos vários circuitos telefônicos entre dois pontos A e B.). todos ouviram a conversa dos outros. permite que duas pessoas possam estabelecer um diálogo sem problemas. em que são empregados canais de ida e de volta. 07). sendo difícil entabular uma comunicação sem ser perturbado.4 CONCEITO DE MULTIPLEXAÇÃO Se um circuito utilizando um par de condutores. e que permita a identificação entre eles. 18 PROF. a multiplexação utiliza circuitos a 4 fios. Como já foi anteriormente informado. essa técnica é conhecida como multiplexação. utilizando um meio de transmissão comum (par de condutores. quatro circuitos telefônicos (Fig. Pelo exposto. há necessidade da utilização de uma técnica que possibilite a comunicação sem interferência entre os circuitos. vejamos o que poderia ocorrer se colocássemos. 6). Quanto maior o número de circuitos telefônicos utilizando o mesmo meio. se os quatro assinantes tirassem o telefone do gancho ao mesmo tempo. verificamos que. etc. num mesmo meio de transmissão. maior seria o problema (Fig. radioenlace. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig.

2A .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 08 temos do lado A a multiplexação. 08 – Ligação telefônica através do multiplex. No lado B temos a demultiplexação. através de um par de fios (de B para A o processo é idêntico). 07 – Ligação telefônica de 8 assinantes. Fig. identificação e separação dos canais transmitidos de A e B. Se forem transmitidas diversas informações. conforme indica a Fig.. ou seja.TELECOMUNICAÇÕES Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 19 . e transmitimos os mesmos de A para B. onde unimos vários canais 1A. nA.. Na Fig. 08 estas serão identificadas perfeitamente e separadas sem que haja interferência entre as PROF.

também irão ditar qual o processo mais econômico a ser utilizado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a multiplexação é uma técnica de grande utilização para que se possa.Sistemas de transmissão via linha física. porém a distância entre os pontos que desejam se comunicar. Os meios de transmissão basicamente não alteram o equipamento multiplex. as dificuldades geográficas entre os mesmos.Sistemas de transmissão via rádio. que será por nós tratada de mux. Como verificamos. conforme a propagação do sinal seja no espaço ou num meio físico: . baseado no número de canais a serem transmitidos. bem como a confiabilidade e qualidade desejadas para o sistema. aproveitar um meio de transmissão. primordialmente.5 TIPOS DE MULTIPLEXAÇÃO Atualmente são utilizados diversos tipos de multiplexação os quais estão divididos em dois grupos. de acordo com a técnica utilizada: TÉCNICA DIGITAL A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de tempo (TDM – “Time Division Multiplex”) e será apresentada em outro objetivo. 20 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 2. racionalmente. MEIOS DE TRANSMISSÃO UTILIZADOS PELO MULTIPLEX A escolha do meio de transmissão a ser utilizada num sistema multiplex é. . sendo divididos em dois grupos. TÉCNICA ANALÓGICA A multiplexação que utiliza esta tecnologia é chamada multiplexação por divisão de freqüência (FDM – “Frequency Division Multiplex”).TELECOMUNICAÇÕES mesmas. 2.

na recepção é possível detectar estas variações impressas na onda original. por um modulador e um demodulador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 21 . chamado MODEM. haverá recepção dos sinais daquele transmissor. Inicialmente. entre o transmissor e o receptor. de forma localizada. através de uma antena.TELECOMUNICAÇÕES 3. fazendo com que um receptor sintonizado nesta freqüência. 09 – Ligação via rádio A Estação Rádio é composta basicamente por um transmissor e um receptor. Esta onda original é chamada de portadora ou rádio-freqüência e serve apenas para estabelecer o contato. apenas saiba que o transmissor está no ar. que neste caso é a informação que desejamos enviar. é processado pelo rádio. atenuando-se com a distância.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . se variarmos uma característica da onda gerada pelo transmissor. No entanto. uma perturbação eletromagnética. em todas as direções.1 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA RÁDIO A Fig. Vejamos como o sinal multiplex. Um transmissor de rádio pode ser encarado como um elemento que provoca continuamente. e pelas antenas de transmissão e recepção. Fig. onde está indicada como é realizada a conexão entre a Estação Multiplex a Estação Rádio. quando o transmissor é colocado em funcionamento. que se propaga no espaço. se estiver ligada a um equipamento conveniente (receptor). através do espaço. 09 apresenta a configuração básica da ligação entre duas localidades feitas por meio de um sistema rádio. Uma antena receptora pode sentir estas perturbações e. envia para o espaço ondas eletromagnéticas de freqüência fixa. chamado transceptor. PROF.

que é então entregue ao multiplex de B. Geralmente. esta informação é processada pelo modulador-transmissor. Devido a isto. Do lado da transmissão. Esta onda é captada pela antena receptora da Estação de Rádio da localidade B. que será o nosso sinal mux. As ondas eletromagnéticas propagam-se de maneiras diferentes. onde são indicados alguns serviços que empregam estes sistemas. Quando existem obstáculos físicos que atrapalham a propagação das ondas no espaço. utilizam-se estações intermediárias ao longo das rotas de rádio. chamamos de tronco de rádio. Como este processo é unidirecional. chamadas estações receptoras.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o equipamento que produz a modulação chama-se modulador e normalmente está junto ao transmissor. chamamos de canal de RF (canal de rádio-frequência). ou quando este sinal está demasiadamente enfraquecido devido às características de programação. se chama onda moduladora. teremos a modulação em freqüência (FM). A variação da amplitude da onda portadora constitui o método denominado modulação em amplitude (AM) e. fazendo com que tenhamos uma onda portadora modulada na antena transmissora. e um outro em paralelo para substituir o principal em caso de falhas chamado de proteção. chamado principal. regenerando-se a informação original da localidade de A. para transmitirmos na direção inversa. para a variação da freqüência da onda portadora. As estações Rádio de A e B são chamadas de estações terminais. chamamos de modulação. É importante observar que num tronco de rádio podemos ter mais de um canal de RF em cada direção. dependendo da freqüência emitida pelo transmissor. Como os sistemas de telecomunicações utilizam principalmente freqüências a partir de HF. nos sistemas de alta confiabilidade. Deste modo. isto é. ao enviarmos o sinal multiplex para a Estação Rádio. a informação de B para A. a fim de regenerar ou retransmitir as ondas. há interesse no estudo dessas propagações. sendo processada pelo receptor-demodulador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Do lado da recepção. será necessário um outro canal de RF. A rádio-frequência (onda portadora) utilizada para a transmissão de informação da localidade A para B. temos um canal de RF para transmitir as informações. estando normalmente junto do receptor. Vamos então analisar de 22 PROF. os sistemas rádio são classificados internacionalmente de acordo com as faixas de freqüências utilizadas e que estão apresentadas na tabela a seguir. Ao processo de variação de uma característica da onda portadora de acordo com o sinal elétrico da informação. o equipamento que sente as variações da portadora e recupera a informação chama-se demodulador. Ao conjunto de estações repetidoras. na localidade A.TELECOMUNICAÇÕES O sinal que representa a informação e que variará uma característica da onda portadora.

os princípios básicos de propagações dos sistemas rádio empregados pelo multiplex.H.Extremely High Frequency PROF. Ondas Longas M. sistemas comerciais e particulares de comunicação.H.F. bombeiros etc.Medium Frequency H. V.F. .F.F. Ondas Muito Longas Ondas Extremamente Longas V.) Comunicação pública a longa distância: sistemas interurbanos e internacional em radiovisibilidade.F.H.High Frequency V.F.L.Very High Frequency U. L.F. serviços de segurança pública (polícia.H.F. U. Microondas E. Ondas Médias H.L. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 23 . . Radiodifusão local e distante.F.L.F. radiodifusão local.Low Freequency M.F.Super High Frequency E.Ultra High Frequency S.Very Low Frequency L. E.F . .Extremely Low Frequency V.H.F. para escavações de minas etc.F.H.H.F. DESIGNAÇÃO LEIGA EXEMPLOS DE UTILIZAÇÃO Comunicações para submarinos. serviços marítimos (Estações Costeiras) Transmissão de TV. . TABELA I . .TELECOMUNICAÇÕES forma bem simples.CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS RÁDIO FAIXA DE FREQUÊNCIA 300 Hz a 3000 Hz 3 KHz a 30 KHz 30 KHz a 300 KHz 300 KHz a 3000 KHz 3 MHz a 30 MHz 30 MHz a 300 MHz 300 MHz a 3000 MHz 3 GHz a 30 GHz 30 GHz a 300 GHz DESIGNAÇÃO TÉCNICA E.C.L. . .F. .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . S.F Ondas Tropicais Ondas Curtas Auxílio a navegação aérea. serviços marítimos. tropodifusão e satélite.H.

Esta onda que retorna é chamada onda celeste. que as moléculas dos gases estão bem mais afastadas umas das outras do que nas menores alturas. O fenômeno.1. numa altura de 80 a 150 km. principalmente na forma de raios ultravioletas. na realidade. quando se refere apenas ao efeito do retorno da onda. transformando em íons positivos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 10 – Transmissão em HF 24 PROF. A energia solar. repetindo o fenômeno da refração ionosférica e. determinando o nome de ionosfera. atingir grandes distâncias. a ionosfera apresenta índices de refração diferentes das camadas mais baixas. pode se refletir novamente na superfície terrestre. Nestas alturas. As partes inferiores das ondas se propagam junto à superfície da Terra (onda terrestre). Desta maneira.TELECOMUNICAÇÕES 3.10 apresenta uma antena de rádio HF emitindo ondas esféricas e concêntricas. As partes superiores da onda se expandem para o espaço e. encurvando e mudando de direção as ondas de rádio que nela penetram de baixo para cima. nestas alturas formam-se camadas de íons e de elétrons livres.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . arrastam seus elétrons. Esta mudança de direção é tal que faz as ondas retornarem para a Terra como se “refletissem” na ionosfera. incidindo sobre essas moléculas.1 Sistemas de rádio HF A Fig. a atmosfera é tão rarefeita. por absorção no terreno. chamada ionosfera. Fig. através de vários “pulos”. e de refração ionosférica (por mudança de índice de refração) mas comumente se diz “reflexão ionosférica”. encontram uma das principais camadas da atmosfera terrestre. Dependendo da concentração dos elétrons formados. acompanhando a curvatura desta e perdendo energia rapidamente com a distância.

nessas freqüências. Os sistemas rádio HF utilizadas pelo multiplex possuem uma capacidade máxima de 8 canais telefônicos. podem ser focalizados por antenas convenientes. a experiência mostra que a ionosfera é transparente a essas freqüências. ou seja. Quando ocorrem grandes perturbações solares. os índices de refração na ionosfera são instáveis. perdendo-se no espaço exterior. 3. A parte da onda que se irradia junto a superfície terrestre é útil até o horizonte. até uma distância de mais ou menos 80 a 100 do ponto de transmissão.2 Sistema de rádio VHF/UHF Passando-se a transmissão para freqüências mais elevadas. Daí em diante a onda se afasta da Terra. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 25 . não as refratando mais de volta para a Terra. fazendo com que as ondas não sejam mais refratadas de volta para a Terra. as ondas de rádio começam a se comportar como ondas de luz. modificam os índices de refração de tal maneira. sem estações repetidoras. refletem-se em obstáculos. 11 está exemplificado o que falamos: a parte das ondas que vai para cima atravessa a ionosfera e se perde no espaço. isto é. Fig. estas provocam tempestades magnéticas que. Nesta situação interrompem-se as comunicações. Na Fig.TELECOMUNICAÇÕES Este mecanismo de propagação não é confiável nem de boa qualidade porque. atingindo a ionosfera. 11 – Propagação VHF/UHF PROF. nas faixas de VHF (30 MHz a 300 MHz) e UHF baixa (300 MHz a 900 MHz).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sendo empregados para as ligações internacionais de longa distância. Além disso. sendo a energia solar incidente na alta atmosfera de intensidade variável.1. propagam-se em linha reta. fazendo com que a onda celeste tenha também intensidade variável.

3 Sistemas de rádio-microondas em visibilidade Subindo mais ainda a frequência. focaliza as ondas no seu ponto central. 24 ou 60 canais). Para distância maiores. serve para transmitir e/ou receber mais um canal de RF. 3. juntamente com o refletor. tendo média capacidade (12. a qualidade se deteriora rapidamente. Cada antena de microondas com sua respectiva parábola. estando fixada. Os sistemas rádio VHF/UHF utilizados pelo multiplex são empregados nas comunicações interurbanas estaduais. Dessa antena as ondas são levadas por um guia de onda até o rádio receptor. geralmente. 26 PROF. 12 – Utilização de refletores parabólicos em microondas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . onde está a antena receptora. Fig. chamado guia de onda. Este tipo de transmissão é utilizada em serviço que exige alta confiabilidade a distância menores que em HF. 12. A antena se comporta como a lâmpada de uma lanterna e o refletor focaliza as ondas de rádio para a sua frente.1. O rádio transmissor está ligado a antena por um condutor especial. chegamos na região de microondas (900 MHz a 30000 MHz). por sua vez. As microondas focalizadas pela parábola transmissora incidem diretamente sobre a parábola receptora que. podem ser focalizadas como em grandes lanternas e se propagam em linha reta. numa torre. podendo alcançar até 200 km se forem empregadas duas a quatro estações repetidoras. por sua vez deve estar quase ao alcance visual. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . como mostra a Fig. Devido a sua forma o refletor chama-se refletor parabólico ou parábola. Nestas freqüências as ondas de rádio se comportam praticamente como ondas de luz.TELECOMUNICAÇÕES Podemos imaginar que a antena transmissora ilumina diretamente a antena receptora que. Por isso este mecanismo de propagação também se chama em linha de visão ou visada direta.

apresentando não homogeneidades de índices de refração. É também um sistema de microondas mas que não utiliza a visada direta.1. possuindo capacidades típicas de 120. 300. A troposfera é uma camada da atmosfera que se situa entre 3 e 12 km de altitude.TELECOMUNICAÇÕES Vemos. empregando propriedades da troposfera de difundir as ondas de rádio de alta freqüência.4 Sistemas de rádio-tropodifusão Para estender os sistemas de telecomunicação às regiões inóspitas. sem vias de fácil acesso. Os sistemas de rádio-microondas em visibilidade são de alta qualidade e confiabilidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 27 . o que tornaria muito difícil a manutenção das estações repetidoras. comumente. 13. através de repetições sucessivas. Fig. edifícios) e estão distanciadas no máximo de 50 a 60 km. 600. A este tronco de rádio chamamos. 3. que fazem um espalhamento em todas as direções de uma onda PROF. que nenhum obstáculo pode interceptar o feixe de microondas entre duas antenas. utiliza-se um outro sistema de propagação chamado tropodifusão. 960. a fim de regenerar o sinal de radiofreqüência enfraquecido devido as perdas na propagação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . como se fossem nuvens invisíveis. 13 – Tronco de microondas Assim. de tronco de microondas. Por isso as torres são normalmente colocadas em pontos elevados (morros. sendo utilizados pelo multiplex para ligações interurbanas a longa distância. conforme mostra a Fig. ao longo da rota de transmissão. Esta propagação também se denomina visada direta ou radiovisibilidade. o sinal de microondas sai da estação terminal da localidade de destino. 1800 e 2700 canais telefônicos. portanto.

28 PROF. Desta forma. Nas alturas próximas a 10 km. estas “bolhas” de índices de refração diferentes permanecem estáveis e não dependem da energia solar para a sua formação. Fig. que normalmente é de 120 e no máximo de 300 canais telefônicos. que pode ser de grades dimensões. O processo é semelhante ao espelhamento da luz de holofotes anti-aéreos que incide nas nuvens.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . 14). basicamente. Uma outra antena receptora de iguais dimensões. a atmosfera já é algo rarefeita e estável. entre 1 e 2 kW. e uma antena parabólica. esta deficiência limitará a capacidade de canalização desses sistemas.TELECOMUNICAÇÕES de rádio incidente nessas freqüências. sendo percebida na superfície terrestre. O sistema consta. situada cerca de 300 km de distâncias. o que possibilita comunicação com boa confiabilidade. onde é difundido. Este espalhamento se dá a uma altura de aproximadamente 10 km. Assim. pois não se tratam de “bolhas ionizadas”. capta este sinal difundido que chega muito fraco ao destino (Fig. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 14 – Sistema de rádio tropo difusão Como o sinal difundido na troposfera chega ao receptor com muito baixa intensidade. pois não há mais as influências climáticas da baixa atmosfera. sendo empregados principalmente em ligações interurbanas em regiões inóspitas. apontada para o horizonte na direção em que se deseja a transmissão. Os sistemas de tropodifusão cobrem grandes distâncias sem necessidade de estações repetidoras (300 a 400 km). de um transmissor na faixa de 1 a 2 GHz de potência elevada. o espalhamento troposférico das ondas de rádio é um fenômeno estável. tal como a Amazônia no Brasil. O feixe de microondas tangenciando a Terra incide na troposfera.

isto é. para concentrar toda a potência devido a distância. normalmente são de grandes dimensões. que operam em microondas. recebem. são empregados os sistemas de rádio-satélite que são mais econômicos que os cabos submarinos. Assim. basicamente. As antenas que focalizam as ondas de rádio em feixes muito fino. ampliam e reenviam os sinais para a Terra. permanecendo apontadas para os satélites por processos automáticos.1.TELECOMUNICAÇÕES 3. cobrindo praticamente um hemisfério. o satélite é uma repetidora de alta qualidade com acesso múltiplo por vários países. o satélite amplifica e devolve para a Terra. 3. pode-se cobrir todo o planeta. Estes sistemas utilizam como repetidora um satélite artificial em órbita geoestacionária. Como três satélites síncronos. PROF. Os transmissores são de potência elevada e os receptores são de alta qualidade.1. colocados a 120° em relação ao centro da Terra. incidindo em todas as estações terrenas que focalizam este satélite. Neste satélites são instalados pequenos receptores e transmissores que. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 29 . que tem um movimento de translação ao redor da Terra de modo a ter a mesma velocidade angular que o planeta. Ao receber o sinal de uma das estações terrenas.6 Sistemas rádio em EHF Como nessa faixa de freqüência a onda de rádio sofre grandes perturbações devidas. elíptica. Os países que se comunicam por este Processo dispõem de estações terminais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . chamadas de estações terrenas. que guiam internamente as ondas de rádio.5 Sistemas rádio-satélite Para as comunicações transoceânicas de alta confiabilidade e qualidade. estes sistemas rádios utilizam como meio de propagação guias de ondas. Estes sistemas são de altíssima capacidade (500000 canais telefônicos) e estão em fase de desenvolvimento. principalmente à condições atmosféricas no espaço livre. São condutores especiais e ocos. na faixa de 4 a 6 GHz. Isto ocorre porque nesta órbita do satélite e gravidade é equilibrada pela força centrípeta. permanecendo estacionário a 36000 km de altura.). Neste caso o satélite denomina-se síncrono. de diversos tipos de seção reta (circular. etc. porém somente o país para o qual se destina a comunicação poderá utilizá-la. possuindo amplificadores especiais (amplificadores paramétricos).

As linhas físicas utilizadas para comunicações podem ser divididas em dois grupos. 3. as linhas abertas e as linhas de transmissão de energia elétrica. As linhas bifilares são construídas mecanicamente por dois condutores idênticos e paralelos. Os condutores são geralmente de cobre.2 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO VIA LINHA FÍSICA Ao contrário dos sistemas via rádio onde foi necessário processar o sinal multiplex. geralmente de cobre ou alumínio.TELECOMUNICAÇÕES 3. os pares de fios têm sua maior aplicação na transmissão dos sinais de voz entre o telefone e a Central Telefônica Local (quando compõem os cabos de assinantes) ou entre a Central Telefônica Local e outra Local ou Central Tandem (quando compõem os cabos de linhas tronco). No primeiro grupo temos os pares de fios que compõem os cabos de pares. Fig. a fim de ser possível a sua propagação no espaço. No segundo grupo temos os cabos coaxiais terrestres e os cabos coaxiais submarinos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . envolto por um outro externo de forma cilíndrica. 15). separados por um material não condutor. 15). separadas por um material isolante. As linhas coaxiais são construídas mecanicamente por um condutor interno. 15 – Linhas físicas para comunicações 30 PROF. plástico ou ar (Fig. convertendo-o em ondas eletromagnéticas. que pode ser papel. conforme a sua construção mecânica: linhas bifilares e linhas coaxiais. nos sistemas via linha física o sinal impresso neste meio é o próprio sinal mutiplex.1 Pares de Fios Como já vimos anteriormente.2.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sendo o material isolante de polietileno maciço ou discos do mesmo material (Fig.

têm a finalidade de compensar principalmente a atenuação que o sistema multiplex sofre ao se transmitir através do par de fios. casas de campo ou mesmo fazendas. até 120 canais (usados em linhas tronco). um par de fios cujo diâmetro do condutor é de 0. a capacidade de transmissão deste cabo pode ser ampliada pelo uso do multiplex com capacidade variando desde 12 canais (usados em linhas de assinantes). é muito maior que a atenuação para a faixa de voz no mesmo par. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 31 . onde um mesmo cabo de pares serve sítios. No caso do “carrier” de assinante existe também o equipamento multiplex junto a cada assinante (Fig. normalmente pela sua grande extensão como geralmente é o caso. para as faixas de frequência utilizadas pelo multiplex.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o repetidor de linha é basicamente composto por 2 híbridas e 2 amplificadores. à semelhança das estações repetidoras de rádio. Conforme a instalação os cabos de pares classificados em: . denominados “carrier de assinantes” são muito utilizados em regiões limítrofes de pequenas cidades.91 mm (19 AWG) e que é empregado num cabo de linhas tronco necessita de repetidores de 10 em 10 km para transmitir 12 canais. visto que a instalação de novo cabo é muito onerosa.Cabos Aéreos . Para se ter uma idéia prática da distância entre os repetidores de linha. 16. visto que o par simétrico é um circuito a 2 fios. Como podemos ver pela Fig.TELECOMUNICAÇÕES Entretanto. Os repetidores de linha. quando os pares de um cabo de assinantes ou de um cabo de linhas tronco estão todos ocupados. Como as características de transmissão dos pares de um cabo sofrem grandes influências do meio externo. Os primeiros. a instalação deste cabo é de grande importância. Esta atenuação. para permitir a amplificação do sinal nas duas direções. e por repetidores de linha.Cabos em Dutos . 16). porém necessitamos de mais pares.Cabos Diretamente (enterrados) PROF. O sistema de transmissão sobre par de fios é normalmente composto pelo equipamento multiplex das Centrais Telefônicas Local e Tandem.

16 – Sistemas de transmissão sobre par simétrico Os cabos aéreos são instalados em postes e. Desta forma ele não se deforma sob a ação do seu próprio peso. Aqui é mais importante o aspecto da pressurização devido a presença direta da água. além de permitirem a fixação e isolamento. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 Linhas Abertas As linhas abertas são linhas bifilares em que o material isolante (dialétrico) é o ar. 3. ácidos presentes no subsolo e mesmo contra a ação de organismos que atacam sua proteção. Os cabos diretamente enterrados são especialmente protegidos contra a ação direta das águas. colocados em postes que. garantem o espaçamento entre os fios de cada par. bem como a distância entre os pares.2. O aterramento elétrico da carcaça desses cabos é importante para que não sofram a influência de ruídos externos ou ação de descargas atmosféricas. caracterizando a pressurização. e os condutores utilizados geralmente são de cobre. Os sistemas de linhas abertas são montados sobre isoladores. De todos esses tipos. o que evita a entrada de umidade. são sustentados longitudinalmente por um fio de aço. Os cabos passados em dutos são mais protegidos pois correm no subsolo. evitando variações em suas características. o cabo aéreo apresenta maior facilidade de manutenção. dado o seu peso. chamado cabo mensageiro ou simplesmente mensageiro.TELECOMUNICAÇÕES Fig. maior estabilidade de característica de transmissão.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . enquanto que o cabo de dutos. mantendo inalteradas 32 PROF. Por serem blindados. podem admitir injeção interna de ar.

Outros fatores que limitam o emprego desse meio são: roubo dos fios de cobre (material bastante caro). provocando interrupção ou degradação da qualidade.TELECOMUNICAÇÕES as características de transmissão ao longo da linha. fios de ferro galvanizado. Finalmente. Esta perturbação é caracterizada pelo aparecimento de uma parcela do sinal de um sistema no outro paralelo. que o par simétrico. PROF. estes sistemas são de baixa capacidade. algumas vezes. quando toma o nome consagrado de transmissão por ondas portadoras. se por circunstâncias especiais não for necessária outra medida. bem como o diâmetro dos condutores empregados. isto é. Estes repetidores têm a mesma função que aqueles utilizados nos sistemas de par simétrico. No entanto. Na construção de linhas que sofram esforços mecânicos maiores. o que limita a capacidade de canalização das linhas abertas.60 mm. Além disso. apodrecimento dos postes (quando são de eucalipto) e quebra de galhos ou árvores sobre os fios. mesmo em freqüências mais elevadas. podem ser 2 ou a 4 fios. dado o seu caráter de operação em visibilidade. usam-se fios com alma de aço recoberta de cobre. só necessita repetidores de 100 em 100 km. os sistemas de linha aberta são sujeitos as intempéries. Desde modo. que utiliza condutores com diâmetros de 2. onde uma ligação rádio em VHF/UHF exigiria muitos repetidores. como as linhas abertas apresentam pequena atenuação por unidade de comprimento. Daí a sua utilização. Por exemplo. Um sistema de transmissão por ondas portadoras é basicamente composto pelos equipamentos multiplex terminais e por receptores de linha que. normalmente 3 ou 12 canais. num mesmo poste podem passar diversos sistemas em linha aberta. as linhas abertas oferecem uma atenuação muito menor. chamada diafonia. porém o seu maior emprego é como meio de transmissão multiplex. Entretanto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A distância entre os postes é normalmente de 50 m. suas características ficam expostas as variações de temperatura e umidade. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 33 . Devido as características de construção. o espaçamento entre os repetidores é muito maior que aquele para o par simétrico. para ligações interurbanas em frequência de voz. aumentando a medida que cresce a freqüência do sinal perturbador. Estes sistemas são normalmente utilizados em regiões muito montanhosas e acidentadas. um sistema de ondas portadoras para 12 canais telefônicos. ou no caso de linhas de menor importância. pode haver um acoplamento magnético ou mesmo elétrico entre os fios de pares diferentes. dependendo do modo de transmissão do meio. devido ao fato dos sistemas de linha aberta correrem em paralelo por longas distâncias. através das indutâncias mútuas. Isto causará uma perturbação elétrica entre os sistemas paralelos.

No entanto. passando a constituir os principais meios de transmissão sobre linha física para sistemas de comunicações de média e alta capacidade. obrigando o uso de uma quantidade muito grande de equipamentos o que as torna economicamente inviáveis. Estas linhas se comportam basicamente como linhas abertas. bem como o material isolante entre eles. ocorrem interferências devido ao fenômeno de corona e as correntes intermitentes de perda nos isoladores. num sistema. basicamente os sistemas de transmissão de energia elétrica só são empregados como meio de comunicação pelas próprias companhias de distribuição de energia elétrica. tendo os sistemas de ondas portadoras capacidade para 12 canais. de transmissão de energia elétrica de 200 KV. o que faz com que as atenuações por unidade de comprimento sejam ainda mais baixas que aquelas das linhas abertas. quanto maior a relação entre os diâmetros e quanto maior o diâmetro interno. Deste modo. 3. Entretanto. determinam as características de transmissão dos cabos coaxiais. foram desenvolvidos os cabos coaxiais que funcionam como linhas blindadas. 34 PROF. em que os condutores empregados têm um diâmetro muito maior. maior. Devido a estes fatores limitantes.2. Assim. somente aquelas que operam com tensões acima de 33 KV são utilizadas. como as linhas são de alta tensão. quando o tempo está úmido. existe uma serie de fatores que limita o seu emprego: comparada com o par de fios e com a linha aberta. menor a atenuação por unidade de comprimento do cabo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Por exemplo. Outro fator importante é que as características de transmissão de energia elétrica são muito variáveis ao longo da linha.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a linha de transmissão de energia elétrica tem um nível de ruído consideravelmente. num sistema de ondas portadoras de 12 canais só necessita um repetidor de linha a cada 300 km. evitando a irradiação de energia e a captação de sinais externos. Além disso.3 Linhas de Transmissão de Energia Elétrica As linhas de transmissão de energia elétrica de qualquer tensão podem ser empregadas como meio de transmissão de multiplex.4 Cabos Coaxiais Terrestres A fim de superar as limitações dos sistemas de transmissão sobre linha física apresentados até agora. visto que as tensões mais baixas possuem um número muito grande de ramificações para a distribuição de energia elétrica.2. Os diâmetros dos condutores interno e externo.TELECOMUNICAÇÕES 3. devido principalmente as descargas atmosféricas e mudanças bruscas de carga. os cabos coaxiais permitem a utilização de faixas de freqüências bem mais amplas.

12000 4300 . ou vários cabos coaxiais (2. O primeiro é utilizado em sistemas de transmissão de média capacidade. CABO COAXIAL DE BANDA DE TRANSMISSÃO (KHz) DISTÂNCIA NOMINAL ENTRE REPETIDORES (Km) TUBOS COAXIAIS 2 4 8 1.2/4. Por exemplo. o cabo misto. Vale aqui ressaltar a nomenclatura corrente quanto a estes cabos mistos.6 / 9.5 mm Fig.60000 6 3 3 9 9 9 4. estão indicados a banda de transmissão do sinal multiplex.TELECOMUNICAÇÕES Estes cabos são designados pelos diâmetros de seus condutores. e os pares de fios de pares intersticiais.1300 60 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 35 . PROF. o cabo de 2. sendo os seus cabos coaxiais chamados de tubos. Os cabos coaxiais utilizados pelo multiplex estão padronizados em dois tipos: 1. utiliza discos de plástico para diminuir as perdas (menor atuação) e para torná-lo mais flexível.5 1.4028 60 .4 mm e 2.6/9. 17 a seguir apresenta os principais sistemas de cabos coaxiais existentes onde. Os sistemas de cabos coaxiais podem ter um só cabo coaxial. sendo o dielétrico maciço. 5 mm significa diâmetro externo do condutor interno de 2. o número de tubos coaxiais empregados.2 / 4. dado o seu maior diâmetro.6000 300 .2540 60 . além do tipo de cabo empregado. 15).5 300 600 1200 960 1920 3840 1260 2520 5040 600 1200 2400 960 1920 3840 NORMALMENTE P/TV 2700 5400 10800 10800 21600 43200 COAXIAL CABO DE 2.5 mm (fig. bem como a capacidade de canalização de cada sistema.4028 60 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A tabela da Fig.4 mm NÚMEROS DE CIRCUITOS MULTIPLEX 60 .4 ou 8) montados juntamente com vários pares de fios constituindo um cabo misto.5 mm. 6/9. a distância nominal entre repetidores.Tabela de Sistemas de Cabo Coaxial.6000 60 . 17 . formado pelos equipamentos multiplex das estações terminais e pelos repetidores. empregado em sistemas de transmissão de alta capacidade. É denominado cabo.6 mm e diâmetro interno do condutor externo de 9. isto é. O segundo. Os sistemas de cabos coaxiais são constituídos basicamente de forma idêntica aos outros sistemas via linha física.

sendo o condutor externo também de cobre com diâmetro típico de 38. esta proteção é dupla.1 mm. sua manutenção é altamente dispendiosa. A fig. Quando o cabo já se aproxima da orla marítima. tomando o nome de cabo simples armado. atualmente já existindo sistemas para até 1260 canais telefônicos. A composição de um sistema de cabo submarino é idêntica ao do cabo terrestre. geralmente polietileno. existe uma maior proteção mecânica. sendo o condutor interno de cobre com diâmetro externo típico de 8. visto que sendo os mesmos submersos. da ordem de uma milha náutica (1853 m) da praia. sendo a diferença básica a grande confiabilidade exigida para os repetidores. 18 . utilizado em águas profundas. A parte central é feita de cabos de aço trançados para dar maior resistência à tração. Assim. A tecnologia de cabos submarinos está em franco progresso.4 mm. exigindo um navio para içar o cabo do fundo do mar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . o cabo submarino recebe uma proteção extra de cabos de aço.2. Quando já aflora na costa. tomando o nome de cabo duplo armado.5 Cabo Coaxial Submarino É um sistema de cabo coaxial especial que se entende sobre leitos de oceanos. interligando países. onde não existem perturbações mecânicas. Externamente há um material de proteção refratário aos ataques da água do mar. 18 mostra a estrutura simplificada de um cabo submarino de tipo leve.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .cabos submarinos 36 PROF. Fig.TELECOMUNICAÇÕES 3. O material isolante é plástico.

TELECOMUNICAÇÕES 4 SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES Embora o multiplex telefônico se destine primordialmente a transmissão de sinais de voz. tais como: sinais telegráficos. o multiplex telefônico é empregado por quase todos os serviços de telecomunicações. onde tem a função de concentrar a fim de utilizar da maneira mais racional um meio de transmissão da alta capacidade. 19 . sinais de fac-símile. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 37 . sinais de cabos etc. também é utilizado para o envio de informações sob outras formas de sinais. 19 mostra o esquema básico de um sistema de telecomunicações. onde estão apresentados os diversos serviços que podem ser prestados por tal sistema. Deste modo. Fig.Serviços de telecomunicações PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Fig. indicando claramente o multiplex como concentrador dos mesmos.

alcançam a rede nacional de telefonia ou telegrafia.2 ASSINANTES DE REDE TELEGRÁFICA Neste serviço a informação do assinante é convertida em sinais telegráficos através da máquina telex. Para este fim o navios se interligam. Neste serviço. 19 observamos que os canais de voz do multiplex telefônico recebem diversos tipos de sinais.3 SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO Este tipo de serviço permite a comunicações das embarcações em alto mar com os assinantes da telefonia pública ou rede telegráfica. este circuitos podem ser alugados de modo permanente ou temporário. o único serviço que não utiliza o multiplex telefônico é o de transmissão de programas de televisão. 4. Na localidade distante. 4. os circuitos passam 38 PROF. com Estações Costeiras e.4 CIRCUITOS Conforme a necessidade do usuário. através de sistemas de rádio HF.TELECOMUNICAÇÕES Como podemos notar. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . para a localidade de destino. num único canal de voz do multiplex telefônico. como por exemplo 24 canais telegráficos. o sinal gerado pela emissora local é entregue a um centro distribuidor (Centro de TV) que envia através de um meio de transmissão adequado. os canais de voz do multiplex telefônico servem de meio de transmissão para o multiplex telegráfico. Pela Fig. cuja função é analógica aquela desempenhada pela Central Telefônica. Como podemos notar.1 ASSINANTES DE TELEFONIA PÚBLICA Neste serviço. os sinais de voz provenientes dos telefones dos assinantes. como já vimos. Os sinais telegráficos das máquinas telex são enviados diretamente (circuitos ponto a ponto).ou através da Central Telex (circuito telex). ao multiplex telegráfico. através de Mesas IU ou de Centrais Telefônicas Local e Interurbana. são devidamente concentrados no multiplex. que tem função idêntica a do telefone para os sinais de voz.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o sinal é recebido por outro Centro de TV que o distribui para as emissoras e/ou outras localidades. Este equipamento concentra conjuntos de canais telegráficos. conforme o serviço de telecomunicações. Para ambas as modalidades. 4. 4.

4. b) Sinais de facsímile Transmissões entre dois pontos distantes de informações gráficas. d) Sinais de dados Provenientes das máquinas de Processamento de dados. como por exemplo computadores. a semelhança de outros equipamentos multiplex. cuja faixa de frequência é maior que aquela para transmissão de voz. a saber: a) Sinais de voz Transmissões radiofônicas. num único circuito. é possível a transmissão simultânea. os sinais dos dados assinantes desta rede são devidamente concentrados por um multiplex digital. canais de áudio para TV etc.TELECOMUNICAÇÕES pelo centro de áudio. que podem ser inclusive imagens estáticas (foto telegráfica). Quanto aos tipos de sinais enviados através dos circuitos alugados. como por exemplo páginas de jornais.5 TRANSMISSÃO DE MÚSICA DE ALTA QUALIDADE Para este serviço é empregado um equipamento chamado canal programa. PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . através do multiplex telefônico. 4. que a finalidade de distribuir os sinais. para as localidades de destino. a fim de envia-lo ao multiplex. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 39 . de sinais de voz e telegráfica. c) Sinais compostos Por intermédio de um equipamento chamado fônica. para processar devidamente o sinal musical.6 ASSINANTES DA REDE DE TRANSMISSÃO DE DADOS Para melhor aproveitar o multiplex telefônico. estes podem ser os mais variados.

Juntor . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . permite o envio de sinais de tarifação. 40 PROF. responsável pela interface com o meio de transmissão.É o órgão associado à extremidade de origem do canal de sinalização. Equipamento de Comutação de Saída . opcionalmente. Compreendem-se os seguintes sinais: • • • • • 5. e recebimento dos sinais de linha no sentido “para trás”.É o órgão ou função de uma central de comutação.2 Tom de Discar Corrente de Toque de Chamada Tom de Controle de Chamada Tom de Ocupado Tom de Número Inacessível SINALIZAÇÃO DE LINHA É o conjunto de sinais destinados a efetuar a ocupação e supervisão enlace a enlace dos circuitos que interligam duas centrais telefônicas. e consiste em uma série de sinais audíveis emitidos da central para o assinante e referem-se a estados da conexão. Para realizar esta troca de informações existe a sinalização podendo ser dividida em três grupos: • Sinalização Acústica • Sinalização de Linha • Sinalização de Registro 5.1 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA É que estabelece a integração usuário-equipamento.TELECOMUNICAÇÕES 5 INTRODUÇÃO À SINALIZAÇÃO Para o perfeito funcionamento de um sistema telefônico. responsável pelo envio dos sinais de linha no sentido “para frente”. há diversas informações trocadas entre o assinante e a central e entre as centrais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

É um sinal que substituí o sinal de desligar para trás. para liberar. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. a partir do ponto de tarifação por multimedição. Sinal de Desligar para Trás . pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. para indicar que ocorreu a ocupação dos órgãos associados ao juntor de entrada. pelo juntor de entrada associado. Sinal de Desligar para Frente .É o sinal emitido para trás. para indicar que o assinante chamado desligou.É um sinal emitido para trás.TELECOMUNICAÇÕES Equipamento de Comutação de Entrada .É o sinal emitido para frente.É um sinal emitido para trás.É o órgão associado à extremidade de destino do canal de sinalização. Sinal de Bloqueio . Sinal de Tarifação . para indicar que ocorreu a liberação dos órgãos associados ao juntor de entrada. de acordo com a cadência correspondente ao degrau tarifário. provocando o bloqueio do mesmo. Para indicar que o assinante chamado atendeu.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O sinal é emitido. em resposta a um sinal de ocupação.É um sinal emitido para trás. e transmissão dos sinais de linha no sentido “para trás”. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado. pelo juntor de saída para levar o juntor de entrada associado à condição de ocupado. responsável pelo recebimento dos sinais de linha no sentido “para frente”.É um sinal emitido para trás. Sinal de Atendimento . todos os órgãos envolvidos na chamada. recebendo o sinal de desconexão forçada a central local desfaz a conexão estabelecida. Tendo emitido o sinal de desconexão forçada. Sinal de Confirmação de Ocupação . Sinal de Ocupação . após ocorrida temporização. a partir deste ponto.É um sinal emitido para trás. pelo juntor de saída ao juntor de entrada associado. Sinal de Desconexão Forçada . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 41 . PROF. nos circuitos entre a estação local de origem e o primeiro ponto de tarifação. Sinal de Confirmação de Desconexão . o primeiro ponto de tarifação inicia a liberação da cadeia de comutação para frente. que se inicia com o recebimento do sinal de desligar para trás. a partir deste.É um sinal emitido para frente. em resposta a um sinal de desligar para frente. pelo juntor de entrada ao juntor de saída associado.

muitos sistemas empregam a sinalização de loop de corrente contínua a 2 fios. telefônicos 42 PROF. • Variação da polaridade na linha. a partir do juntor de saída associado. Estas variantes são: Tecnologia de Transmissão Cabos de pares FDM Multiplexação freqüência por divisão Tecnologia de Comutação sinalização por loop de corrente contínua de sinalização: E + M contínua E + M pulsada Digital sinalização: E + M contínua E + M pulsada R2 Digital 5. todas do tipo enlace a enlace. 5. Os critérios básicos deste tipo de sinalização são: • Variação da resistência (e consequentemente da corrente) na linha.2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 Sinalização por Loop de Corrente Cotínua Por motivos principalmente econômicos.2.TELECOMUNICAÇÕES Sinal de Falha .É um sina emitido para frente. para indicar que houve falha no equipamento de origem.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1 Tipos de Sinalização de Linha A sinalização de linha a ser adotada consta de quatro variantes. aplicáveis de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação.

entre os equipamentos de comutação e de transmissão. São utilizados dois tipos de sinais cujos tempos de emissão são: • curto . A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 43 . 5. desligar para frente. nos equipamentos de transmissão: analógicos. tarifação e rechamada. Levando-se em conta a seqüência de tempo. a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). a presença de tom em freqüência fora de faixa (3825 Hz). A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referida a um potencial de -48V. atendimento. em nível alto.4 Sinalização E & M contínua O sistema E & M contínua utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. em nível baixo.2. o que deverá corresponder. nos equipamentos de transmissão: • analógicos.TELECOMUNICAÇÕES 5. isto é. um total de 4 estados de sinalização. • longo . • digitais.duração de (150 ± 30) ms . tem dois estados possíveis em cada direção. portanto.duração de (600 ± 120) ms . o que deverá corresponder. digitais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o circuito terá as condições mostradas a seguir: PROF.2.3 Sinalização E & M pulsada O sistema E & M pulsada utiliza um canal de sinalização para transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização. confirmação de desconexão e desconexão forçada.48 V. A linha. a presença de “1” (um) nos bits correspondentes ao canal de sinalização.ocupação. A presença ou ausência de sinal denota um certo estado de sinalização.desligar para trás.

TELECOMUNICAÇÕES FASES DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO DO SINAL SINALIZAÇÃO E+ M CONTÍNUA FIO M FIO E ausente ausente SINALIZAÇÃO E + M PULSADA FIO M FIO E Livre Ocupação sinal ocupação chamada em troca progresso registradores Atendimento sinal atendimento Conversaçã o Tarifação sinal de tarifação de de de ausente → presente 150 ms presente ausente sinalização entre ← presente presente 150 ms presente presente ← presente ausente durante 150 ms 150 ms Início da sinal de desligar para trás ← presente ausente 600 ms desconexão pelo destino Início da sinal de desligar para frente → ausente presente 600 ms desconexão pela origem Fim da sinal confirmação desconexão de de ← ausente ausente 600 ms desconexão Bloqueio sinal de bloqueio ← ausente presente permanente Sinalização E+M contínua / Pulsada 44 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

São informações relacionadas ao número do assinante chamado ou chamador. são mostrados como os sinais de linha são codificados. como estas condições estão sob controle do assinante chamador. que devem ser trocadas entre as centrais para estabelecer uma conexão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 45 . O canal ab reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . na próxima página. O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída.3 SINALIZAÇÃO R2 DIGITAL O sistema utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb).TELECOMUNICAÇÕES Sinalização de Registradores A sinalização entre registradores é a responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado).. Estes canais são utilizados na troca de informações entre os juntores que utilizam enlaces PCM. PROF. 5. Na tabela: Sinalização R2 digital. apresentada a seguir. pode-se dizer que a sinalização de registro é a troca de informações de controle entre as centrais. O canal bb reflete as condições de ocupação do equipamento de comutação de entrada. condições de assinantes. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. etc. tipos de assinantes. Em resumo.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 46 PROF.TELECOMUNICAÇÕES FASE DA CHAMADA DESIGNAÇÃO DO SINAL SENTIDO CANAIS DE DO SINAL SINALIZAÇÃO OBSERVAÇÕES af tronco livre ocupação do tronco sinal de ocupação sinal de confirmação de ocupação chamada em progresso atendimento da chamada conversação sinal de desligar para trás desligamento da chamada sinal de desligar para frente sinal de atendimento 1 bf 0 0 0 ab bb 1 1 1 0 0 1 → ← 0 0 0 0 0 1 0 1 1 ← 0 0 0 0 0 1 1 1 ← → 0 1 0 X 1 X=0: A desliga primeiro X=1: B desliga primeiro sinal de confirmação de desconexão sinal de desconexão forçada sinal de confirmação de desconexão forçada situações especiais sinal de bloqueio sinal de falha ← → → ← → 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 Sinalização R2 Digital.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Na origem há um órgão chamado emissor que transmite os sinais para frente. O próximo sinal para frente marca o início do ciclo MFC seguinte e somente poderá ser emitido. embora ambos sejam. Este transmite os sinais para trás (sentido contrário ao do tráfego) que alcançam o emissor citado. A duração do sinal para trás também não é definida a ser. o sinal para frente durará até o emissor constatar a presença de um sinal para trás disparado pelo receptor. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 47 .TELECOMUNICAÇÕES 5. também ordens ao emissor sobre seu modo de comportamento subseqüente. de forma que a duração de cada sinal é determinada pela recepção do sinal gerado pelo primeiro. exceto. emitido pelo registrador. quando este tomou conhecimento da recepção do sinal para frente. onde se utiliza essa sinalização.4 SINALIZAÇÃO MULTIFREQUENCIAL A troca de informações na sinalização MFC efetua-se entre órgãos situados nos extremos de uma via de conexão. na origem do circuito. O sinal para trás permanecerá até que o receptor constante o desaparecimento do sinal para frente. Assim em condições normais. uma limitação de tempo pelos elementos de temporização dos circuitos. citada anteriormente. simultaneamente. emissores e receptores. além de desempenhar a função de confirmação dos sinais para frente transporta. ainda. A troca de sinais MFC começa sempre com a emissão de um sinal para frente. emissor Sinal para frente receptor a e d h b c g Sinal para trás Sinal para frente Sinal para trás PROF. quando o emissor reconhecer o desaparecimento do sinal para trás do ciclo anterior que. conforme figura abaixo. em que os sinais para frente e para trás são interdependentes. A sinalização é do tipo compelido. devido a uma limitação causada pela temporização. Os sinais MFC ocorrem numa fase em que não há. conversação e os receptores estão dispensados de apresentarem imunidades às freqüências vocais provocadas pelos assinantes. e que são recebidos por um órgão no extremo da via denominado receptor. Estes órgãos recebem portanto essas designações em relação aos sinais para frente. Este sinal não tem duração definida.

b) Quando estas atingem o receptor. g) Cessa a transmissão do sinal para trás. h) O emissor percebe a interrupção do sinal para trás e ordena a transmissão do sinal para frente. d) Quando o emissor recebe o sinal para trás.TELECOMUNICAÇÕES a) O emissor envia um sinal para frente composto de duas freqüências. f) O receptor percebe a interrupção do sinal para frente e ordena o corte do sinal para trás. o sinal é interpretado e o receptor ordena o envio do sinal para trás. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . c) O receptor envia continuamente um sinal para trás. e) A transmissão do sinal para frente é interrompida. ordena o corte do sinal para frente. Neste instante há simultaneamente quatro freqüências na linha. 48 PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 49 .TELECOMUNICAÇÕES 7.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Para tanto. o sinal analógico é formado por palavras de código. Um sinal PCM pode ser transmitido sozinho ou entrelaçado com palavras de código de outros sinais PCM. PRINCÍPIOS DA TÉCNICA PCM A modulação por codificação de pulsos (PCM) é um método de modulação que converte um sinal analógico contínuo em um sinal digital. PROF. atribuídas a intervalos de quantização (amostras) de acordo com um código de pulso.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS . o intervalo entre duas amostras sucessivas de um mesmo sinal telefônico (intervalo de amostragem = TA) resulta de: TA = 1 / fA 50 PROF. Desta forma. utilizada na telefonia.2 CONVERSÃO ANALÓGICO/DIGITAL 7.1 TEOREMA DA AMOSTRAGEM O teorema da amostragem especifica a menor freqüência de amostragem de um sinal analógico. A freqüência de amostragem (fA) deve ser maior que duas vezes a freqüência contida no sinal analógico (fs): f A > 2 fS 7.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .1 Amostragem Para a faixa de freqüência de 300 a 400 Hz. foi fixada internacionalmente. uma freqüência de amostragem (fA) de 8000Hz. a partir das amostras.TELECOMUNICAÇÕES 7. para que na reconstituição do sinal analógico original. não ocorram perdas na informação.2.

2. no lado da emissão.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . sobreposto ao sinal útil. Os intervalos de quantização são delimitados entre si por valores de decisão. no intervalo imediatamente inferior. O erro de quantização é tanto menor quanto maior for o número de intervalos de quantização. para o caso dos sistemas de transmissão PCM30 utilizados no Brasil. o espectro de valores possíveis do sinal é subdividido em intervalos de quantização que. utilizada no sistema PCM24) PROF.711 do CCITT especifica duas curvas características que fixam os detalhes da quantização: • • curva de 13 segmentos (lei A. representam 256 intervalos de quantização. no máximo. O desvio (erro de quantização) corresponde.TELECOMUNICAÇÕES 7. utilizada no sistema PCM30) curva de 15 segmentos (lei µ. diferentes valores analógicos são reunidos em um intervalo de quantização. A amostra que ultrapassar a um valor de decisão é enquadrada no intervalo imediatamente superior e aquela que ficar abaixo.2 Quantização Em função do sinal PAM ser ainda de uma forma analógica de um sinal telefônico e as amostras serem mais facilmente processadas e transmitidas na forma digital. Portanto. Para isto. a meio intervalo para cada amostra. O erro de quantização daí resultante pode transformar-se em ruído no lado de recepção. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 51 . o primeiro passo para a conversão da amostra em sinal digital (sinal PCM) é a quantização. A recomendação G.

portanto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .2. 52 PROF. através de um código binário de 8 dígitos. O codificador atribui a cada amostra uma palavra de código de 8 bits em correspondência ao valor de quantização fixado. Os 128 intervalos positivos e os 128 intervalos negativos de quantização são representados nos sistemas de transmissão PCM.3 Codificação O sinal PCM a ser transmitido é obtido pela codificação dos números dos intervalos de quantização. as palavras de código são de 8 bits.TELECOMUNICAÇÕES 7.

1 Demultiplexação Do sinal multiplexado no tempo obtém-se na recepção novamente os sinais PCM. entre duas palavras de um mesmo sinal telefônico são introduzidas em seqüência de palavras de código de outros sinais telefônicos.2. 7. o sinal PCM multiplexado por divisão no tempo.4 Multiplexação As palavras de código de 8 bits de diversos sinais telefônicos podem ser transmitidas em uma seqüência cíclica. o quadro de pulsos é formado por 32 palavras de código. formando assim. PROF. isto é. No sistema de transmissão PCM30.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .3 CONVERSÃO DIGITAL/ANALÓGICO 7. que contém uma palavra de código de cada sinal é denominada de quadro de pulsos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 53 .3. as palavras de código de 8 bits referentes a cada sinal telefônico transmitido de forma multiplexada.TELECOMUNICAÇÕES 7. A seqüência de bits. isto é.

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7.3.2 Decodificação A cada palavra de código de 8 bits é atribuído um valor de tensão na recepção que corresponde ao valor médio do correspondente valor de quantização. A curva de decodificação é a mesma da codificação na emissão.

As palavras de código são decodificadas na seqüência de recepção e convertidas em sinais PAM. A seguir o sinal PAM é conduzido a um filtro passa-baixa que reconstitui o sinal telefônico original.

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8 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DIGITAL Os sistemas analógicos são convertidos em sinais digitais com o auxílio da modulação por codificação de pulsos, para então serem transmitidos na forma digital. Os sistemas básicos de transmissão digital são o PCM30 e o PCM24. A partir destes sistemas podem ser formados sistemas de ordem superior. 8.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS SISTEMAS DE TRANSMISSÃO PCM 8.1.1 Circuito de conversão Em um sistema de transmissão PCM existe um canal para cada sentido da conexão (assinante A B; assinante B A). Os “time-slots” de canal de mesma numeração em um quadro de pulso dois sentidos opostos de um sistema de transmissão PCM formam um círculo de conversação com dois sentidos distintos e separados entre si. 8.1.2 Sincronismo entre emissor e receptor Os sistemas de transmissão PCM estão terminados nas duas extremidades por equipamentos multiplex. Cada equipamento multiplex tem um emissor e um receptor. O emissor forma as palavras de código de 8 bits a serem emitidas e o receptor converte estas palavras de código novamente em sinais analógicos. Para a reconstituição destes sinais analógicos, o receptor de um sentido de conversação deve trabalhar com o mesmo sinal de sincronismo que o emissor no lado oposto. Por este motivo, o emissor envia ao receptor não só os sinais PCM, mas com eles também o sinal de sincronismo com o qual estes foram formados. Para tal, o emissor contém um gerador e um receptor, um receptor de sinais de sincronismo, que filtra estes sinais do sinal PCM recebido.

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8.1.3 Código de linha O sinal PCM formado pelo emissor é composto por sucessivas palavras de código de 8 bits no código binário NRZ (non-return-to-zero). No entanto, este sinal digital não pode ser aplicado diretamente à linha física devido à sua componente de corrente contínua. Por este motivo, o emissor no equipamento multiplex converte o sinal PCM em um sinal pseudo-ternário em um sinal AMI (alternate mark inversion), isento da componente corrente contínua. Neste sinal, contudo, pode ocorrer uma longa seqüência de bits 0 (zero) ocasionando, eventualmente, a perda do sinal de sincronismo retirado pelos repetidores regeneradores do sinal enviado. Por isto, para linhas de transmissão PCM, é utilizada uma variante do código AMI pseudo-ternário: o código HDB3 (third-order high-density-bipolar). Com este código limita-se em três a quantidade de bits 0 (zero) sucessivos.

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4 Equipamento terminal de linha O equipamento terminal de linha é o elo de ligação entre o equipamento multiplex e as linhas de transmissão.1. Portanto. 8. um quadro de pulsos. 8. 8.2. Os quadro de pulsos são transmitidos obrigatoriamente em ordem sucessiva. PROF. No lado de emissão é injetado o potencial para telealimentação dos repetidores regeneradores. 8000 amostras por segundo em forma de palavra de código de 8 bits.5 Repetidores regeneradores Nos enlaces PCM são instalados repetidores regeneradores a cada 2 a 5 km. no lado da recepção é regenerado o sinal PCM e dali levado ao receptor do equipamento multiplex. As 30 palavras de código formam. Estes regeneram os sinais PCM nos dois sentidos de transmissão e eliminam desta forma as distorções ocasionadas por influências externas e pelos parâmetros de transmissão na linha. com 2 x 8 bits. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 57 . em cada sentido deve haver a transmissão sucessiva de 30 palavras de código de 8 bits no intervalo de 125 s (valor inverso de 8 kHz).2 SISTEMA DE TRANSMISSÃO PCM 30 O sistema de transmissão PCM30 permite a transmissão simultânea de 30 conversações. nos dois sentidos.1 Quadro de pulsos Para cada um dos 30 circuitos de conversação são enviados.1. A essas 30 palavras de código soma-se 2 x 8 bits. 8 bits para a sinalização e 8 bits que contêm alternadamente. uma palavra de alinhamento do quadro e uma palavra de serviço.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 8.

O receptor determina a posição do quadro de pulsos a partir da palavra alinhamento. Essa palavra transmite sinais de serviço. falha sinal entrada 2.2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . taxa de erro da palavra alinhamento quadro > 10-3(escrito). PROF. perda alinhamento quadro pulsos. Número do bit 1 Valor binário X 2 1 3 A 4 Y 5 Y 6 Y 7 Y 8 Y 2 0 3 0 4 1 5 1 6 0 7 1 8 1 Palavra de serviço no “time-slot” no canal 0 do PCM. o que permite a correta distribuição dos bits aos circuitos telefônicos. falha codec. A palavra de alinhamento de quadro é transmitida alternadamente com a palavra de serviço no canal 0 (zero).2.048 kbps. Número do bit 1 Valor binário X 8. Os bits 2 a 8 desta palavra têm sempre o mesmo formato: 0011011.2 Palavra de alinhamento de quadro As palavras de alinhamento de quadro sincronizam o emissor e o receptor do sistema PCM30.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 8. O 3º bit-alarme urgente 0 sem alarme e o 1 informa o seguinte: • • • • • 58 falha alimentação.3 Palavra de serviço Os bits 4 a 8 são reservados para uso nacional.

Desta maneira.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 59 . 9. PROF.1 COMUTADOR TEMPORAL O comutador temporal pode transferir toda a palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de uma linha multiplex de saída (acessibilidade plena). ocorre o envio de 8000 palavras de código por segundo e por sentido da conexão. e dentro destes períodos cada palavra de código tem um “time-slot”.TELECOMUNICAÇÕES 9 COMUTAÇÃO DIGITAL As interconexões na central de comutação digital ocorrem pela redisposição das palavras de código de 8 bits de diferentes sinais telefônicos em função da conexão desejada. resultam na central de comutação períodos sucessivos de 125 s. Em correspondência à freqüência de amostragem. diferente para cada conexão. Devido a redisposição dos “time-slots”. as palavras de código sofrem um retardo no comutador temporal. Em uma central de comutação digital são utilizados basicamente dois princípios de comutação: • • comutação temporal. comutação espacial.

que na linha entre o multiplexador e a memória de dados ocorre uma taxa de bits muitas vezes maior que nas linhas de entrada. o demultiplexador distribui as palavras de código às quatro linhas de saída com a taxa de bits original. a atribuição às diversas linhas multiplex.TELECOMUNICAÇÕES O comutador temporal-espacial é uma variante de alta velocidade do comutador temporal. o comutador temporalespacial pode transferir palavras de código de 8 bits das linhas multiplex de entrada a qualquer “time-slot” de diversas linhas multiplex de saída. sem bloqueio. Portanto. 9. Portanto. Isto significa. Devido à alta velocidade de operação. Na figura abaixo pode se observar que a taxa de bits entre o multiplexador e a memória de dados é quatro vezes maior que em uma linha multiplex de entrada. isto é. Para tanto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Existe sim a alteração de posição espacial. a qualquer “time-slot” das linhas multiplex de saída (acessibilidade plena). as palavras de código permanecem em seus “time-slots” originais durante e após a comutação e. conseqüentemente não ocorre retardo. 60 PROF. toda palavra de código entrante pode ser transferida. Após o processo de comutação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 COMUTADOR ESPACIAL O comutador espacial comuta qualquer palavra de código de 8 bits de uma linha multiplex de entrada a qualquer multiplex de saída sem alterar o “time-slot”. faz-se necessário multiplexar as palavras de código das linhas de entrada e conduzi-las a uma memória de dados.

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9.3 DIFERENÇA BÁSICA ENTRE O COMUTADOR TEMPORAL E ESPACIAL Em ligações através de um comutador temporal, as palavras de código trocam de “time-slots” entre a entrada e a saída. Em ligações através de um comutador espacial, as palavras de código trocam de linhas multiplex, permanecendo contudo no mesmo “time-slot”. 9.4 MEMÓRIA DE CONTROLE A cada comutador temporal e a cada comutador espacial está atribuída uma memória de controle. Esta é uma memória do tipo RAM, cujo conteúdo pode ser modificado aleatoriamente. Baseado nos dados de comutação recebidos, será realizado a inscrição dos endereços de controle em determinadas posições de memória e apagados em outras. Os endereços de controle inscritos determinam as interconexões a serem realizadas e permanecem inscritos durante toda a conversação. Uma memória de controle tem uma posição de memorização para cada “timeslot” de um período de 125 µs. Cada posição de memória pode conter um endereço
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da memória de dados (comutador temporal) ou de uma linha multiplex de entrada (comutador espacial). Dentro de um período de 125 µs ocorre uma exploração cíclica de todas as posições de memória e a conseqüente leitura dos endereços de controle memorizados. • No comutador temporal, o endereço de controle indica uma determinada posição na memória de dados para as palavras de código de 8 bits. O endereço de controle determina no comutador temporal, com inscrição cíclica, de que posição da memória de dados deve ser lida a palavra de código a ser transmitida. No comutador temporal com leitura cíclica, o endereço de controle indica a posição da memória de dados na qual a palavra de código recebida deve ser inscrita. No comutador espacial, o endereço de controle identifica uma linha multiplex de entrada. Desta forma é liberada, durante o “time-slot” em questão, uma determina porta que corresponde a uma linha multiplex de saída, interconectando a linha multiplex de entrada endereçada com a linha multiplex de saída especificada na memória de controle.

9.5 ÓRGÃOS DE UMA CENTRAL DE COMUTAÇÃO DIGITAL As centrais de comutação digitais têm as seguintes áreas principais: • • • equipamentos de conexão que adaptam os diferentes tipos de linhas às vias digitais; matriz de acoplamento digital que estabelece as conexões; comando.

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9.5.1 Equipamentos de conexão Os equipamentos de conexão são os elos de entre a periferia de uma central de comutação digital e a matriz de acoplamento. Eles preparam os sinais telefônicos provenientes das linhas para a interconexão pela matriz de acoplamento. Da mesma forma, eles convertem a informação interconectada pela matriz de acoplamento à forma necessária para a transmissão através da linha. As funções a serem executadas pelo sistema de comutação digital para cada assinante analógico podem ser expressas pela expressão BORSCHT: • • • • • • • B = Batery feed; O = Overvoltage protection; R = Ringing; S = Signaling; C = CODEC; H = Hybrid; T = Test access.

A maioria destas funções também é realizada por terminais de troncos analógicos. Nas linhas de assinantes e troncos digitais,estes sinais são transmitidos na forma digital, isto é, as funções de codificações e decodificações não são necessárias nos equipamentos de conexão. 9.5.2 Matriz de acoplamento digital As matrizes de acoplamento são formadas por comutadores temporais, espaciais-temporais e espaciais. A configuração mais usual de uma matriz de comutação é temporal-espacial-temporal, podendo variar em função da capacidade da central de comutação.

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o conteúdo das memórias de controle “apagados” e os “time-slots” dos períodos de 125 µs liberados para que possam ser utilizados para outras ligações. a qual por questões de segurança deve ser duplicada. estas vias são liberadas. são interconectadas duas vias na matriz de comutação digital (sentido A B e sentido B A). central de comutação com controle de processamento descentralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos está totalmente distribuído entre vários processadores periféricos. central de comutação com controle de processamento semi-centralizado: neste tipo de arquitetura o processamento de eventos esta distribuído entre diversos processadores periféricos. 64 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .3 Comando O comando é a parte constituída de um ou mais processadores que controlam todas as áreas de uma central de comutação digital.5. Portanto. interconexões digitais correspondem sempre a interconexões a 4 fios. existindo entretanto um elemento ou uma unidade com funções de coordenação de todos os demais.4 Ligação entre dois assinantes Cada ligação possui dois sentidos de conversação e. não existindo entretanto. por este motivo. Para a conservação entre o assinante A e B. em cada período de 125 µs são interconectadas duas vias de conversação na matriz do acoplamento. comutação e do procedimento de tarifação. Ao final da conversação. As centrais de comutação digital podem ser distinguidas entre: • central de comutação com controle de processamento centralizado: neste tipo de arquitetura todas as funções de controle são realizadas através de uma única unidade centralizada. 9. nenhuma unidade com funções de coordenação centralizada. se consideradas do ponto de vista da técnica analógica. • • Dentre as diversas funções do comando de uma central digital pode-se exemplificar a interpretação da sinalização.TELECOMUNICAÇÕES 9.5. a realização do roteamento.

SINALIZAÇÃO DE ASSINANTE A sinalização de assinante é aquela trocada a partir do assinante em direção à central de comutação com o objetivo de estabelecer ou desconectar uma chamada. sinalização por canal comum com taxa de 64 kbits/s. Assinante digital. voz e imagem) aos assinantes pertencentes a rede denominada RDSI. sendo 67 ms de abertura e 37 ms de fechamento. sinalização de linha. sinal de desligamento: caracteriza a reposição do monofone no gancho. sinalização de registradores. O ITU-T especificou 2 tipos de acesso para o RDSI denominados de acesso básico (2B + D) e acesso primário (30B + D). Para tanto.TELECOMUNICAÇÕES 10 SINALIZAÇÃO Para o correto desempenho de um sistema telefônico. sinalização associada ao canal para 30 circuitos de conversação. texto.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O sistema de sinalização para assinante digital recomendado pelo ITU-T para a sinalização entre a central e os terminais de rede é o DSS1 (Digital Subscriber Signaling System nº 1).1 sinalização de assinante. Os tipos de sinalizações utilizados podem ser distinguidos entre: • • • • • • 10. sinal de atendimento: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamado. faz-se necessário a troca de diversas informações entre o assinante e a central de comutação e entre várias centrais. sinalização acústica. o qual é estruturado de acordo com o modelo de 7 camadas OSI (Open Systems Interconnection) da ISSO PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 65 . que permite a oferta de novos serviços (integração de dados. consistindo dos seguintes sinais: • sinal de ocupação: caracteriza o fechamento de loop no assinante chamador. são utilizadas sinalizações que permitem esta troca de informações. seleção numérica: por impulsos: enviada pelo telefone a disco através de impulsos com período de 100 ms. por teclado: são sinais multifrequenciais enviados através do teclado que representam a combinação de 2 freqüências. A sinalização de assinante pode ser subdividida em sinalização para: • Assinante analógico.

Como exemplo.TELECOMUNICAÇÕES (International Standards Organization).ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . solicitação de facilidades e desconexão de chamada através da troca de sinalização (mensagens) entre o equipamento terminal e a central. O protocolo de sinalização DSS1 permite o estabelecimento. são apresentados a seguir o fluxo de troca de mensagens de nível 3 que possibilitam o estabelecimento e desconexão de uma chamada solicitada por um assinante digital pertencente à rede RDSI. 66 PROF.

TELECOMUNICAÇÕES PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 67 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

2 SINALIZAÇÃO ACÚSTICA A sinalização acústica é a sinalização que é transmitida pela central ao assinante. É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 1500 ± 150 ms conforma indicado na figura abaixo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Tom de numero inacessível: é um sinal enviado ao assinante chamador significando que o numero selecionado não existe na central. Como exemplo de sinalização acústica.TELECOMUNICAÇÕES 10. É um sinal que intercala tom e silêncio e utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz e duração de 500 ± 25 ms. • Tom de ocupado: é um sinal utilizado para indicar ao assinante chamador que o assinante chamado encontra-se ocupado. 68 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . temos: • Tom de seleção: é um sinal contínuo de 425 ± 25 Hz que informa ao assinante chamador que a central está pronta para receber as cifras do assinante desejado.

Utiliza dois tipos de sinais. Os principais tipos de sinalização de linha são: • Sinalização E + M pulsada: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais. cujos tempos de emissão são: .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A sinalização a ser adotada é aplicável de acordo com as condições técnicas de transmissão e comutação.longo: duração de 600 ± 120 ms. com um período de 5000 ± 500 ms. O intervalo mínimo entre dois sinais consecutivos deve ser de 240 ms. com tempos iguais ao do tom de controle de chamada. PROF.curto: duração de 150 ± 30 ms.TELECOMUNICAÇÕES • Tom de controle de chamada: é um sinal enviado ao assinante chamador para indicar que o assinante chamado está livre e está recebendo corrente de chamada. É um sinal que utiliza a freqüência de 425 ± 25 Hz.25 Hz (tensão de 75 V).3 SINALIZAÇÃO DE LINHA A sinalização de linha é a sinalização que estabelece a comunicação entre as centrais de comutação e atuam durante todo o período da conexão. É um sinal utilizado para fazer soar a campainha do telefone do assinante analógico chamado. • Corrente de chamada: é um sinal que utiliza uma freqüência de 25 ± 1. intercalando tom e silêncio conforme a figura abaixo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 69 . 10. .

TELECOMUNICAÇÕES A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. entre os equipamentos de comutação e de transmissão. digitais. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . digitais. a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização E + M contínua: utiliza um canal de sinalização para a transmissão (canal M) e um canal de sinalização para recepção (canal E) dos sinais.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . a presença de tom em freqüência fora da faixa (3825 Hz). o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. O tempo de reconhecimento de “tone-off” para “tone-on” e vice-versa é de 40 ± 10 ms. 70 PROF. o que deverá corresponder nos equipamentos de transmissão: • • analógicos. a presença de “1” nos bits correspondentes ao canal de sinalização. A presença de um sinal é caracterizada pela presença de terra referia a uma potência de -48V. A presença ou ausência de sinal denota um determinado estado de sinalização.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 71 . aplicadas simultaneamente nos dois canais de sinalização da mesma direção não deve ultrapassar 2 ms. Este canal também reflete as condições de enlace do assinante chamador (enlace aberto ou fechado). O canal bf fornece ao equipamento de comutação de entrada indicação de falhas ocorridas no equipamento de comutação de saída. A diferença entre duas transições.TELECOMUNICAÇÕES Os sinais de linha utilizados encontram-se indicados na tabela abaixo: • Sinalização R2 digital: utiliza dois canais de sinalização para frente (af e bf) e dois canais de sinalização para trás (ab e bb). A seguir são mostrados como os sinais de linha são codificados: PROF. O canal af indica as condições de operação do equipamento de comutação de saída. O canal bb reflete as condições do enlace do assinante chamado (enlace aberto ou fechado) O Tempo de reconhecimento da transição do estado 0 para 1 ou vice-versa é 20 ± 10 ms.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Estes canais são utilizados na troca de informações entre os troncos que utilizam enlaces PCM.

.. Os sinais MFC são transportados através de códigos multifreqüenciais. São informações relacionadas ao número de assinantes.4 SINALIZAÇÃO DE REGISTRADORES A sinalização de registradores é responsável pela troca de informações entre os órgãos de controle das centrais. chamado ou chamador. que devem ser trocadas entre as centrais para se estabelecer à conexão. em que cada sinal é composto da emissão simultânea de duas freqüências distintas tomadas de um grupo de “n” freqüências.etc. pode se formar 15 códigos multifreqüenciais em cada sentido de transmissão como indicado na tabela a seguir: 72 PROF. condição do assinante chamado.TELECOMUNICAÇÕES 10. Para “n” igual a seis freqüências. categoria do assinante chamador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

etc. O significado secundário dos códigos para trás constitui o GRUPO B de sinais e tem a finalidade de informar o emissor da condição da linha do assinante chamado. A passagem do GRUPO I para o GRUPO II é ordenada por alguns sinais para trás. Estes têm a finalidade de solicitar a identidade do assinante chamador.TELECOMUNICAÇÕES O significado primário dos códigos para frente denomina-se GRUPO I de sinais. identificação do assinante chamador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 73 . etc.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Freqüências DTMF (utilizadas em telefones – MFC) 697 Hz 770 Hz 852 Hz 941 Hz 1209 Hz 1 4 7 1336 Hz 2 5 8 0 1477 Hz 3 6 9 1633 Hz - * # PROF. categoria do assinante chamador. O significado secundário recebe a designação de GRUPO II de sinais e tem a finalidade de informar o receptor sobre a categoria do assinante chamador. O significado primário dos códigos para trás constitui o GRUPO A de sinais. Sua finalidade é transportar as informações numéricas para seleção do assinante chamado.

grupo II II – 1 II – 2 II – 3 II – 4 II – 5 II – 6 II – 7 II – 8 II – 9 II –10 II –11 II –12 II –13 II –14 Assinante comum Assinante com tarifação especial Equipamento de manutenção Telefone público Operadora Equipamentos de transmissão de dados Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Reserva Reserva Reserva Reserva Algarismo 7 Algarismo 8 Algarismo 9 Algarismo 10 Inserção de semi-supressores de eco I –12 Pedido recusado. grupo B Assinante livre com tarifação Assinante ocupado Assinante com número mudado Congestionamento Assinante livre sem tarifação Assinante livre sem tarifação. grupo A A–1 A–2 A–3 A–4 A–5 A–6 A–7 A–8 A–9 A – 10 A – 11 II –15 Reserva Sinais para trás. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . grupo I I–1 I–2 I–3 I–4 I–5 I–6 I–7 I–8 I–9 I –10 I –11 Algarismo 1 Algarismo 2 Algarismo 3 Algarismo 4 Algarismo 5 Algarismo 6 Sinais para frente. identidade do B – 5 assinante chamador Reserva B–6 B–7 B–8 B–9 B – 10 B – 11 B – 12 B – 13 B – 14 B – 15 Enviar algarismo (n – 2) * Enviar algarismo (n – 3) Enviar algarismo (n – 1) Reserva Enviar chamador de trânsito internacional A – 12 Serviço internacional A – 13 Serviço internacional A – 14 Serviço internacional A – 15 Serviço internacional * “n” indica o último algarismo recebido 74 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . indicação de trânsito internacional I –13 Inserção de supressor eco I –14 Acesso ao equipamento de manutenção I –15 Fim de número Sinais para trás.TELECOMUNICAÇÕES Sinais para frente. colocar retenção sob controle do assinante chamado Nível vago Assinante com defeito Reserva Reserva Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Serviço internacional Enviar próximo algarismo B–1 Enviar primeiro algarismo B–2 Passaram para o grupo B B–3 Congestionamento B–4 Enviar categoria.

para o assinante móvel avisando que existe uma chamada para este. A partir daí estará feita a conexão entre os dois tipos de usuários.Estação Rádio Base.1 INTRODUÇÃO O sistema fixo de telefonia funciona da seguinte forma: quando a interligação de dois assinantes é feita pela linha telefônica do aparelho até a central da região que cobre este assinante. É ela que interliga o sistema celular à central pública. Os primeiros sistemas (1964) nasceram do princípio básico de uma transmissor central que cobrisse toda a área de interesse. tendo que ter uma faixa de freqüência muito grande e que o alcance do sistema estaria limitado de 30 até no máximo 80 Km. A interligação entre assinante fixo e assinante móvel se processa da seguinte forma: para um assinante fixo acessar uma unidade móvel. encaminhará a ligação para a central que concluirá até o assinante fixo. o percurso será o oposto do descrito acima. as unidades receptoras (telefones móveis) teriam de ser muito potentes causando interferências além do custo deste equipamento. surgiu em 1969 um sistema aperfeiçoado sugerindo a idéia de um transmissor. Daí concluí-se que esse transmissor teria de ser muito potente. PROF. Esta estação recebe o nome de ERB . ou seja. A Central se interliga com outras centrais através de troncos (linha física. por sua vez. A ERB enviará uma solicitação até a CCC que. Portanto cada célula tem um antena ligada a uma estação que controla esta área. via antena. Das desvantagens citadas acima. solicitando uma conexão.TELECOMUNICAÇÕES 11 TEORIA DO SISTEMA CELULAR 11. Mas continuávamos a ter problemas. porém agora com vários receptores evitando assim o problema de interferência e de potência dos receptores. Esta central é chamada de CCC . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 75 . pois é composto por várias células distribuídas ao longo de uma determinada área.Central de Controle Celular.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O sistema é dito celular. passará pela central pública e através de troncos chegará até a CCC que se encarregará de localizar em que ERB estará o móvel. A unidade móvel acessará a ERB da sua área via antena. Foi então que a partir de 1974 foi concebida a filosofia de Sistema de Telefonia Móvel Celular. fibra óptica via rádio) e através da linha com o outro assinante. que pudéssemos usufruir do sistema e aparelho em qualquer lugar. Caso o assinante móvel queira efetuar tal operação. A respectiva ERB enviará então um sinal. O assinante móvel celular nasceu da idéia de se querer ter um sistema de telefonia que não dependesse da linha física. Existem também uma central que controla todas as ERB’s de uma área. como o de não poder falar entre a transmissão de uma área e de outra.

3 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL 11.2 SERVIÇO TELEFONIA FIXA 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.4 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 76 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 77 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES PROF.

TELECOMUNICAÇÕES 11. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .5 SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL APERFEIÇOADO 78 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.7 ARQUITETURA DO SISTEMA CELULAR COM DISTRIBUIÇÃO COMUTADA PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 79 .6 LAYOUT DE UM SISTEMA CELULAR 11.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .8 CONEXÕES REDE DE TELEFONIA FIXA / TELEFONIA MÓVEL 11.TELECOMUNICAÇÕES 11.9 UM SISTEMA TELEFÔNICO CELULAR 80 PROF.

PROF. situa-se entre 825 a 890 MHz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 81 .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . subdividimos em bandas A e B. Dentro dessa faixa.11 FAIXA DE FREQÜÊNCIA A faixa de operação para o Serviço Móvel no Brasil.TELECOMUNICAÇÕES 11. A banda A no início da telefonia móvel no Brasil foi destinada a exploração de serviços somente pelas concessionárias públicas (“Tele´s”) e a banda B.10 ARQUITETURA DAS INTERFACES DO SISTEMA CELULAR 11. somente pelas empresas privadas.

TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .12 ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO 82 PROF.

TELECOMUNICAÇÕES 11. temos 2 x 10 MHz 30 kHz = 666 canais onde 30 kHz é a largura de faixa de um canal.980 B 10 333 A freqüência central em MHz. corresponde ao número do canal N.030 834. em cada uma das faixas A e B.980 870.030 879. A tabela abaixo ilustra o número de canais e as freqüências de centro.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .03N + 825.020 889. Os canais de números 1-333 são para as concessionárias públicas e os canais de números 334-666 são para a concessionária privada. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 83 . PROF.990 835. 10 MHz para uma concessionária privada e 10 MHz para uma concessionária pública.000 Observe que 21 canais.000 1 < N < 866 0. MHz Assinante Rádio-Base A 10 333 1 333 334 666 825. estão reservados para funções de controle como acesso.13 DESIGNAÇÃO DE CANAIS PARA CONJUNTOS DE 12 CANAIS Partindo da alocação original na largura de faixa de 20 MHz.020 844. é calculada como se segue: TRANSMISSOR Assinante Estação Rádio-base NÚMERO DO CANAL FREQÜÊNCIA DO CENTRO (MHz) 1 < N < 866 0. A TABELA A ATRIBUIÇÃO DA NUMERAÇÃO E FREQÜÊNCIA DOS CANAIS DO ESPECTRO ORIGINAL Faixa MHz Número de Canais Número de Canais Limite Freqüências do Centro Transmissor.990 880. localização e estabelecimento das chamadas.03N + 870.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.14 ATRIBUIÇÕES DE CANAIS PARA APARELHOS DE 21 CANAIS 84 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

Eles consistem em 3 unidades: A unidade do transceptor/lógica que aloja o rádio e o equipamento lógico do microprocessador. à medida em que são teclados. A unidade lógica interpreta as ações do cliente e os comandos do sistema.TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Somente então. As antenas montadas no teto são. incluindo um fone e diversos controles e indicadores do usuário. e controla o transceptor e a unidade de controle. pelo menos. PROF. o usuário aperta o botão de envio (SEND). Uma vez teclado o número de lista completo do telefone chamado. a unidade móvel simplesmente armazena internamente do dígitos teclados. pelo menos 10 dígitos. Isso utiliza um intervalo mínimo de tempo para cada unidade móvel e permite que o canal de controle. A unidade móvel utiliza um processo chamado DISCAGEM PRÉ-ORGANIZADA. O transceptor utiliza um sintetizador de freqüência para sintonizar qualquer canal designado do sistema celular.15 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA UNIDADE MÓVEL Os equipamentos das unidades móveis utilizadas nos sistemas de telefonia celular são de projeto compacto e ocupam um mínimo de espaço do veículo. da Estação rádio-base. ao longo do canal de Configuração. seja utilizado na comunicação com muitas unidades móveis diferentes. que contém todas as interfaces do usuário. Diferentes aparelhos apresentarão diferentes números de dígitos. a unidade enviará o número teclado completo em uma curta seqüência de dados. a unidade móvel tentará comunicar-se com a estação rádio-base. de um quadro de onda. A antena. como acontece com os telefones convencionais. incluindo a bobina de carga (para compor uma antena com ganho de 3 dB). A maioria da unidades móveis mostrará os dígitos que foram teclados. A maioria apresentará. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 85 . Esses dígitos não são enviados à Central de Comutação um de cada vez. A unidade de controle. Quando o usuário pressionar as teclas numeradas no teclado. Quando isso ocorrer.

Um código de desbloqueio de 3 dígitos. término etc. Na maioria dos automóveis. nenhum serviço. Teclagem automática. 86 PROF. com indicador. Mesmo com os vidros fechados. Controles de áudio e alteração do volume. as unidades móveis estão equipadas com controles de volume do fone (de mão). Dispositivo viva-voz (hand free) Alerta com alarme externo. Por essas razões. existe uma diferença substancial no ruído de fundo. Comutadores de controle das chamadas (envio.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Os usuários de telefones móveis freqüentemente experimentam diversos níveis de ruído externo quando fazem as chamadas.). o ruído de fundo modifica-se acentuadamente à medida em que os vidros estejam abertos ou fechados. Um teclado de discagem. OPCIONAIS • • • • Visor do número teclado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .16 UNIDADE DE CONTROLE A unidade de controle contém os seguintes equipamentos: NORMAIS • • • • • • • Um fone de mão com tom lateral (sidetone). alto-falante e níveis de alerta. nas diferentes marcas e modelos de automóveis ou caminhões.TELECOMUNICAÇÕES 11. fora de área). Um dispositivo de alerta. Lâmpadas indicadores (em uso.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 11.17 UNIDADE MÓVEL (HAND SET) PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 87 .

18 CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS As especificações dos transmissores móveis destinam-se a garantir um nível de potência nominal de RF de saída.3W (Classe I) 1.8 dBm Classe I II III TIPOS DE TERMINAIS • • • TRANSPORTÁVEL VEICULAR PORTÁTIL 88 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .-28dB 6.8 dBm Observe que um transmissor móvel não pode exceder a potência máxima transmitida para a sua classe.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .-24dB 10. de 3 W (Classe I).-20dB 14. isto é de -8dB até -28dB. pode ir de PL -2 até PL-7.-4dB 30.5 Watts 26.-12dB 22.0.-16dB 18. por exemplo.-8dB 26.8 dBm 4.TELECOMUNICAÇÕES 11. A potência de RF da unidade móvel pode ser controlada em etapas de 4 dB.8 dBm 7. não atenuada.8 dBm 6.8 dBm .2W (Classe II) 2. CLASSES DE UNIDADES MÓVEIS Potência Máxima Transmitida 3 Watts 34.8 dBm 5.8 dBm . no conector de antena e sob uma carga de 50 Ohms.2 Watts 30.Sem acentuação 34. Um transmissor da Classe III.1.8 dBm 1.8 dBm .5W (Classe III) 3. conforme ilustrado na tabela abaixo: NÍVEIS DE POTÊNCIA NOMINAL DOS TRANSMISSORES MÓVEIS Nível de Potência do Transmissor Potência de Saída Móvel (PL) Nominal de RF 0 . numa escala de 0 a 7.8 dBm 0. em escalas de 4 dB.

TELECOMUNICAÇÕES 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 89 .19 FUNÇÕES ESPECIAIS E FUNÇÕES BÁSICAS PROF.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .21 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO .20 PROPAGAÇÃO DAS ONDAS DE RÁDIO MÓVEL 11.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .AMBIENTE MÓVEL 90 PROF.TELECOMUNICAÇÕES 11.

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 91 .TELECOMUNICAÇÕES 12 ANTENA DE ESTAÇÃO RÁDIO – BASE PROF.

UNIDADE MÓVEL 92 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 12. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .1 DIVERSIDADE .

enquanto que a outra freqüência é utilizada na transmissão da unidade móvel para a estação rádio-base. para entrelaçamento numa determinada gama de freqüências). Definições: • Canal Um canal refere-se a um par de freqüências utilizadas para comunicações móveis. A presença do SAT implica na utilização contínua do canal de voz. Ele atende às funções de sinalização para terminação de chamada. com uma tolerância de +. • FSK Modulação por Desvio de Freqüência (utilizada para sinais digitais. se não for detectado nenhum tom SAT válido ou o tom detectado não corresponder àquele da estação rádio-base. Uma das freqüências é utilizada na transmissão da estação rádio-base para a unidade móvel. A estação móvel detecta. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 93 .2 CANAL DE VOZ CELULAR AMERICANO 30kHz FM ± 12 kHz 6000 ± 30 Hz 10 kHz 10 kbps entrelaçados FSK LARGURA DA FAIXA DO CANAL MODULAÇÃO DESVIO DE FREQÜÊNCIA SAT ST CANAL DE “SET UP” Existem 3 tons de áudio de supervisão (SATs): 5970. confirmação de solicitação e seqüência para solicitações especiais. • O transmissor da estação fixa é desligado. filtra e retorna o mesmo tom SAT.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • O tom SAT é adicionado à transmissão pela estação rádio-base (Estação Fixa). • É atribuído um SAT dentre os três. O tom de sinalização é um tom de 10 KHz e é também utilizado ao longo do canal de voz.20 Hz.TELECOMUNICAÇÕES 12.6000 e 6030 Hz. • SAT Tons de áudio de supervisão. a cada Estação rádio-base.

S. Transmitindo do C. quando for utilizado o mesmo conjunto de canais de voz em células diferentes dentro da mesma área de cobertura. Portanto não interferindo na conversação. São 3 para evitar interferência.TELECOMUNICAÇÕES SAT Transmitindo no canal de voz. ST Transmitindo do canal de voz só sentido móvel para C. Transmite 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL .8s para finalizar a conversação. Transmitindo fora da faixa de voz 9300 a 3400 Hz.S. Transmite 15 a 50ms quando a conversação é interrompida para o HANDOFF. Esta reconhece e transmite de volta. Assim: Monitora-se a comunicação para efetuar o HANDOFF. para móvel. 94 PROF.

liga a transmissão do SAT no canal designado. a ERB envia a CCC a mensagem de degradação do nível e/ou sinal/ruído. a CCC seleciona 1 canal livre dentre os canais correspondentes àquela determinada célula adjacente e envia: * Mensagem de Handoff para a nova célula. a CCC reconhece que já foi executada a troca de canais e envia a mensagem de canal de voz vago para que a célula original desligue o transmissor correspondente. • A nova célula recebe de volta o SAT e envia esta informação à CCC através de mensagem de HANDOFF. • As células adjacentes ao receberem esta mensagem devem mudar a sintonia de seus receptores LOCATE para a freqüência do canal em que está sendo efetuada a conversação (e que será feito o handoff) cada célula adjacente envia o resultado da medida efetuada para a CCC.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Após isso. a CCC ordena que todas as células adjacentes sintonizem o canal de voz que está sendo usado e efetuam a medição do nível de sinal.3 HANDOFF • Constantemente é monitorado o nível de sinal da portadora e a rel. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 95 . * Mensagem de designação de canal de voz para o móvel através da célula original. sinal-ruído do SAT durante a conversação. a CCC envia a ordem de medição do nível da portadora a todas as células adjacentes. PROF. Nesta mensagem. Após isto. Se ocorrer degradação em qualquer dos 2 sinais. A conversação passa a utilizar o novo canal de voz. • Recebemos essa mensagem.TELECOMUNICAÇÕES 12. • O móvel ao receber a mensagem de designação e canal de voz envia durante 15 a 50 ms o ST para a célula original. • Ao receber essa mensagem. o móvel sintoniza o novo canal de voz e retransmite o SAT para a nova célula. • A CCC compara o nível do sinal de todas as células adjacentes e escolhe a melhor. • A nova célula ao receber a mensagem de HANDOFF.

1 PROCESSO DE CONFIGURAÇÃO DA CHAMADA 96 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .ERB – 13.TELECOMUNICAÇÕES 13 ESTAÇÃO RÁDIO-BASE . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .

A isso seguemse cinco repetições de cada um dos dois fluxos de dados. A unidade estará então capacitada a decodificar as informações contidas nos fluxos de dados. a 10k bits por segundo.10 k bits/seg. TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO 13.mensagens destinadas a todas as unidades móveis e mensagens destinadas a unidades móveis específicas.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . As informações enquadram-se em dois tipos gerais . Existem bits especiais intercalados por todas as mensagens. FORMATO • • • • Seqüência Intercalada. antes que uma unidade móvel possa tentar comunicar uma mensagem à estação rádio-base. Cinco repartições a cada dois fluxos de mensagem. Esses bis indicam se o canal de controle reverso está ou não ocupado recebendo informações de uma unidade móvel.2 CANAL DE CONTROLE DIRETO O canal de controle direto é um fluxo contínuo de dados de faixa larga. As informações enviadas a todas as unidades móveis incluem informações a cerca do sistema e de como as unidades móveis deverão acessá-lo. para retornarem-se sincronizadas com o fluxo de dados geral. As unidades móveis utilizam as seqüências intercaladas e do sinal de seqüência síncrona. seguida por um sinal seqüencial síncrono de 11 bits. • Envia dados das estações rádio-base para as unidades móveis. 13. Bits de ocupado/vago. chamados de bits ocupado/vago. O Bi tem que indicar o estado vago. enviado das estações rádio-base para as unidades móveis quando não estão envolvidas numa conversação real. A impossibilidade da unidade móvel em utilizar a seqüência e o sinal de seqüência síncrona para sincronizar com o fluxo de PROF. Um exemplo é a ID do sistema. Cada repetição inicia-se por uma seqüência intercalada de dez dígitos (1010101010). as unidades móveis monitoram esse fluxo de dados. ao longo do canal de controle reverso.4 Ao longo do canal de controle direto. Sinal de sincronismo.TELECOMUNICAÇÕES 13. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 97 .3 CANAL DE CONTROLE DIRETO • Fluxo contínuo de dados de faixa larga . que é utilizada pela unidade móvel para ligar ou desligar a lâmpada indicadora de fora do alcance (roam) mencionada anteriormente.

5 TIPOS DE MENSAGENS DO CANAL DE CONTROLE DIRETO Para todas as unidades móveis: • Dados extras (overhead) • Controle / ocupação Para unidades móveis específicas: • • • • • Designação inicial do canal de voz Localização Nova tentativa direcionada Solicitação Confirmação de solicitação 98 PROF. ou de uma estação rádio-base para a CCC. CONFIRMAÇÃO DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada de uma unidade móvel para uma estação rádio-base. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Existem também mensagens de informações transmitidas a unidades móveis específicas. é utilizada pela unidade móvel para ligar sua lâmpada indicadora de não funcionamento.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . também mencionada anteriormente. para completar a chamada. direcionando o receptor a realizar uma determinada ação. Definições: MENSAGEM DE SOLICITAÇÃO: Uma mensagem enviada da CCC para uma estação rádio-base. ou de uma estação rádio-base para uma unidade móvel. sua localização será realizada ao longo do canal de controle direto. 13. Se uma unidade móvel encontrar-se no processo de originar uma chamada.TELECOMUNICAÇÕES mensagens. o canal de controle direto será utilizado para notificá-la que ela deverá sintonizar um canal de rádio de voz especificado. em resposta a uma mensagem de solicitação. A resposta constitui uma confirmação da recepção da solicitação. ao longo do canal de controle direto. Se uma unidade móvel estiver livre e receber uma chamada.

• Envia dados da unidade móvel para a estação rádio-base. Confirmação de Solicitação: Uma resposta à mensagem de solicitação. As unidades móveis transmitem seqüências de dados e então colocam-se de lado para permitir que outras unidades móveis utilizem o mesmo canal. A velocidade de transmissão de dados. direcionando-o a realizar uma determinada ação. transmitidas pelas unidades móveis ao longo do canal de controle reverso são mensagens de originação e mensagens de resposta de localização. A mensagem de resposta de localização é enviada quando a unidade móvel reconhece que existe uma mensagem chegando a ela. As mensagens de originação são enviadas quando o usuário tecla um número de lista e aperta o botão SEND.10 kbits/seg. neste canal. Canal de Controle Reverso: • Fluxo de dados descontínuos em faixa larga .TELECOMUNICAÇÕES 13. Definições: Mensagem de Solicitação: Uma mensagem enviada de um transmissor a receptor. Os dois tipos principais de mensagens. ela tem que se identificar através do seu próprio número de lista e classe de potência. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 99 . Confirmação de Solicitação. Solicitação.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A unidade móvel notifica então à estação rádio-base acessada de que se encontra em sua área de cobertura. A mensagem de originação contém o número de lista de telefone chamado e determinadas informações acerca da própria unidade móvel.6 CANAL DE CONTROLE REVERSO O canal de controle reverso é utilizado pelas unidades móveis. de forma que a chamada possa ser estabelecida em um canal de voz atribuído a essa célula. PROF. através do seu número de lista no fluxo de mensagens de localização. Especificamente. Tipos de Mensagens • • • • Originação. bem como do seu número de série eletrônico. Resposta à localização. para transmitir informações à estação rádio-base. também é de 10k bits por segundo.

supervisão e Funções de Terminação de Chamadas. Executar funções de controle e reconfiguração dos equipamentos. Fornecer comunicações de dados com a MTSO e as unidades móveis. “ Handoff ” ou receber uma unidade móvel de outra Estação rádio-base.TELECOMUNICAÇÕES 13. Executar funções de Configuração. Executar Rotinas de Testes e Manutenção. quando a chamada de voz se encontra em andamento. Executar funções de processamento de voz.7 FUNÇÕES DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE Fornecer irradiação e recuperação de RF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 100 PROF. Localizar as unidades móveis.

Rádios • Fontes de freqüência.F.utilizados para a execução de rotinas de teste e manutenção. • Rádios de Voz .percursos de Comunicação entre estações rádio-base e a MTSO. • combinadores.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .utilizados para percurso de voz nas chamadas entre estações rádio-base e unidades móveis. • Rádios de Localização .Estação rádio-base controladora do processador principal. PROF.utilizados para configurar as chamadas. • Troncos de voz . dos equipamentos da Estação rádio-base. Antenas • omnidirecionais e direcionais. • Enlaces de dados .TELECOMUNICAÇÕES 13.F. • Equipamentos de manutenção e teste . Componentes de R. Distribuição de R. • Frente de recepção final e complexo da antena. • amplificador de potência. • Potência de saída do transmissor e complexo da antena. • torre e cabo coaxial. • Rádios de Controle .8 EQUIPAMENTO DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE • Componentes de Hardware Significativos.utilizados para localizar as unidades móveis.percursos de voz nas chamadas entre estações rádio-base e a MTSO. • Complexo de controle de rádio . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 101 .

• Alarmes. Outros Componentes: • Fontes de alimentação.9 CONTROLE DINÂMICO DE POTÊNCIA O controle dinâmico de potência é um recurso que possibilita o sistema ajustar automaticamente o nível de potência do transmissor da unidade do assinante e do rádio de voz da estação rádio-base. é necessário um amplificador de potência programável de 45 W. em patamares de 4 dB acima ou abaixo dos valores normais para cada chamada. Esses níveis de potência fixos são referidos como normais ou default do transmissor e são regulados independentemente. Controle Dinâmico de Potência Estação Rádio-base • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 45 W de amplificação programada 102 PROF. O controle dinâmico da potência regula a potência do transmissor da unidade móvel ou da estação rádio-base. • Enlaces de dados até a CCC.TELECOMUNICAÇÕES Componentes de canal de áudio. O controle dinâmico da potência possibilita ao sistema elevar ou reduzir os níveis de potência dos transmissores. Sem o controle dinâmico da potência. durante todas as chamadas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Troncos de voz até a MTSO Componentes de controle: • Controlador da Estação rádio-base. 13. A potência pode ser elevada (incrementada) ou diminuída (atenuada). para o controle dinâmico. enquanto uma chamada está em andamento em um canal de voz. cada radiotransmissor de estação rádiobase iria operar a um nível de potência fixo. e cada transmissor de unidade móvel permaneceria ao nível de potência fixa associado ao canal de voz que estivesse atendendo. Na estação rádio-base.

de forma que os sinais que seriam normalmente fáceis de detetar não são mais detetados. se forem recebidos na estação rádio-base dois sinais igualmente fortes. Os sinais recebidos pela antena da estação rádio-base não devem exceder 60 dBm. Sobrecarga do Receptor .TELECOMUNICAÇÕES Transmissor Móvel • patamares de 4 dB (0 a 7) • nível 0 de potência: 3 W (Classe I) Benefícios do Controle Dinâmico de Potência • Interferência de RF . um deles será recebido também na freqüência modulada e resultará em diafonia nessa freqüência. no co-canal e nos canais adjacentes. Além disso. um sinal excessivamente forte pode colocar a extremidade dianteira do receptor na região de operação não linear. Se o sinal recebido exceder o limite superior dessa faixa. Exemplo: Uma unidade portátil em um edifício muito alto requer menos potência de transmissão nos pisos mais altos e maior potência de transmissão ao nível do solo. torna-se útil atenuar o sinal. por exemplo. Além disso. Por outro lado.Os receptores são projetados para determinados níveis de potência de recepção ( -130 dBm a -30 dBm. Uma situação reconhecidamente causadora de sobrecarga é a presença de uma rodovia elevada muito próxima a estação rádio-base . se o sinal recebido da unidade móvel for muito forte. A faixa de sinais de entrada aceitáveis é conhecida como faixa dinâmica do receptor. PROF.quando existir um percurso de transmissão curto e direto entre a estação rádio-base e uma unidade móvel em trânsito. a utilização de uma potência reduzida incrementa a vida útil das baterias. causando distorção e diafonia por intermodulação. de forma a reduzir a interferência devida ao sinal. diz-se que ele fica sobrecarregado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 103 . nos receptores de estação radio-base). isso é conhecido como diafonia por intermodulação. Para as unidades portáteis com baterias.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O receptor fica então com a sensibilidade reduzida.Elevando-se a potência do transmissor de uma unidade móvel. é possível se intensificar a C/I para uma unidade móvel próxima do limite da célula.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES Controle Dinâmico de Potência .10 ARQUITETURA DA ESTAÇÃO RÁDIO-BASE VISÃO GERAL 104 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Controlar a sobrecarga do receptor 13. • Incrementar a vida útil das baterias das unidades portáteis.Benefícios: • Controlar a interferência.

Rede de Telefone Público Comutado (Public Switched Telephone Network). • Central celular • Interfaces Estação rádio-base/Rede Pública de Comutação. PROF.TELECOMUNICAÇÕES 14 CENTRAL DE COMUTAÇÃO E CONTROLE –CCC14.Central de Telefonia Móvel (Mobile Telephone Switching Office). • Unidade de controle • Transceptor • Sistema de Antena Estação Rádio-base. CCC ou MTSO . Enlaces de dados / troncos de voz. • • • • • • Rádio de controle Rádios de localização Transceptores de rádio. PSTN .1 COMPONENTES DO SISTEMA CELULAR Unidade de Assinante (Aparelho). Antenas direcionais e omnidirecionais Equipamentos de Manutenção e testes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A CCC (MTSO) controla não apenas as comunicações com a Rede Pública de Comutação fixa (PSTN). como também atua como comutador de mensagens para a Comunicação entre as estações rádio-base. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 105 . CCC • Processador celular.

TELECOMUNICAÇÕES 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 ESQUEMA DOS COMPONENTES DA CCC 106 PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

• Fornecer a coordenação sobre a sinalização com as unidades móveis. • Fornecer conexões comutadas entre assinantes móveis. setorização e isolamento de falhas. • Conclusão das chamadas. Atividade de alteração recentes. Dados de classificação de bilhetagem. • Diagnóstico.3 FUNÇÕES DA CCC . PROF. • Chamadas originadas pela unidade móvel.TELECOMUNICAÇÕES 14. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 107 . para detecção de problemas transitórios. Coletar dados de tráfego. • • • • • Número de lista da unidade móvel. Provisionamento / ordem de serviço. Atribuição de troncos / estação rádio-base. • Rotinas de testes / exercícios do sistema.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .PROCESSAMENTO DE CHAMADAS • Fornecer conexão comutadas com a PSTN. Serviços especiais por assinatura. • Coordenar o processo de localização intercelular e intracelular e resultante “ Handoff” • Fornecer serviços especiais aos usuários móveis. • Contagem do número de tentativas.4 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS E DE MANUTENÇÃO TÍPICAS DA CCC Coletar dados de bilhetagem. • Chamadas recebidas pela unidade móvel. 14. ( Rede Pública de Comutação). • Administrar a utilização dos canais de rádio de voz. Manutenção • Reconhecimento de falhas e recuperação de erros.

a Unidade Móvel ativa o ST 1. A unidade móvel deteta o SAT no sinal que recebe e retransmite-o de volta para a estação rádio-base. É atribuído um tom específico a cada canal de voz.8 segundos antes de desativar a transmissão ao fim de uma conversação. são utilizados três tons SAT diferentes. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . o transmissor da estação rádio-base sobrepõe a freqüência do SAT acima do sinal de voz. A finalidade desse tom é atuar como controle de continuidade no enlace de rádio. Existem dois tipos de sinais analógicos.TELECOMUNICAÇÕES 14. isso é conseguido através de sinalização tanto analógica quanto digital. em cada estação rádio-base. Se o SAT desaparecer durante um intervalo superior ao especificado. Quando detecta o SAT correto retomando a unidade móvel. entre a unidade móvel e estação rádio base. presume-se que alguma coisa interrompeu o enlace de RF e a chamada é desconectada.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . por exemplo. Tom de Áudio Supervisão (SAT) • 5970 Hz • 6000 Hz • 6030 Hz Tom de Sinalização • 10 kHz 108 PROF. O segundo sinal analógico é chamado tom de sinalização (ST). O tom não é audível para as pessoas envolvidas na conversação. Este tom é sempre de 10 kHz. Ele é ativado pela unidade móvel durante intervalos de tempo específicos.5 INFORMAÇÕES ANALÓGICAS PELO CANAL DE VOZ Quando uma chamada já foi estabelecida no canal de voz. torna-se necessário transmitir outras informações além daquelas da conversação. o primeiro deles é chamado Tom de Áudio Supervisor (SAT). constituídos por tons contínuos de 5070 Hz ou 6030 Hz. para comunicar informações à esta rádio-base. Quando uma rádio de voz é atribuído a uma chamada. Na realidade. a estação rádio-base reconhece que está completo o enlace de RF do circuito de voz. Isso informa à estação rádio-base que a unidade móvel está liberando a chamada.

Durante essa interrupção. Nesse caso. novamente a uma velocidade de 10 kbits/s.TELECOMUNICAÇÕES 14. obrigando-a a sintonizar um novo canal. A estação rádio-base envia o comando e a unidade móvel confirma que recebeu a mensagem. Existe uma série de usos para sinalização por black and burst. para transmitir o número teclado à estação rádio-base. A estação rádio-base transferirá os dados para a CCC. Isso significa que o sinal de voz é momentaneamente interrompido ou “blancked” (apagado).6 SINALIZAÇÃO DIGITAL NO CANAL DE VOZ A sinalização digital também é realizada ao longo do canal de voz. A estação rádio-base responderá com uma mensagem black and burst de envio dos dígitos teclados. dos bits de mensagem. A transmissão digital.Fluxo de mensagem digital de 10 kbits/s. Um exemplo de black and burst na direção reversa (unidade móvel para a estação rádio-base) é o recurso da chamada de conferência a três. A unidade móvel enviará então uma seqüência de black and burst no canal de voz reverso. Provavelmente a ocorrência mais comum é o controle da potência transmitida pela unidade móvel. utilizandose uma técnica chamada black and burst (apagamento e seqüência). é transmitido uma seqüência de informações digitais. a estação rádio-base enviam um comando para as unidades móveis. a estação cedente envia uma mensagem de black and burst para a unidade móvel. as pessoas envolvidas na conversação não percebem a interrupção. encontra-se no processo de “Handoff”. Sinalização Digital no Canal de Voz • Black-and-burst . onde o terceiro participante será incluído na conversação. utilizando a característica de controle dinâmico da potência dos sistemas celulares. Na maioria dos casos. leva apenas uma fração de segundo. Quando é necessário transferir uma chamada de uma estação rádio-base para outra. PROF. na direção direta (estação rádio-base para unidade móvel). Pode ficar perdida no máximo parte de uma sílaba. Para utilizar esta característica durante uma conversação estabelecida. ao invés da voz. A unidade móvel irá gerar inicialmente um sinal intermitente para a estação rádio-base. O número do novo canal é transmitido à unidade móvel na própria mensagem.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o assinante da unidade móvel tecla o número de lista do terceiro participante que ele deseja incorporar à conversação e então aperta o botão SEND. orientando-se a modificar sua potência de transmissão para um nível especificado. sinal de sincronismo e repetições. Isso é feito por meio de uma seqüência de black and burst. ativando momentaneamente o tom de sinalização. incluindo seqüência intercalada. Um uso muito importante da sinalização black and burst. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 109 .

Quando o processo de comutação da rede pública é terminado. No instante em que o assinante chamado atende. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação ao canal de voz. A ERB envia então a mensagem SAT para a CCC. 6. No estado livre.7 1. o móvel faz a varredura dos canais de controle. Designação de canal de voz para “handoff”. 4. Ao receber essa mensagem. 110 PROF. 2. captura um juntor de saída e se conecta à rede pública. 7. Confirmação de solicitação. 8.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . cessa o tom de chamada e tem início a conversação. o móvel fica sintonizado no canal de controle.TELECOMUNICAÇÕES Tipos de mensagens: • • • • • Solicitação. CHAMADA ORIGINADA PELO MÓVEL 14. 5. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. Na mensagem de originação. 3. captura aquele com nível de sinal mais forte e envia a mensagem de originação. A ERB recebendo de volta o SAT entende que o móvel sintonizou o canal correto. a CCC recebe o tom de chamada e o retransmite ao móvel via canal de voz. Quando o assinante efetuar a discagem e pressionar a tecla SEND. Número de lista de transferência de chamada (call forwarding). A CCC analisa o número discado. Número de lista do terceiro participante chamado. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal de voz designado. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . a CCC recebe o número de células setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz.

A ERB envia então a mensagem de alerta. A ERB recebendo de volta o SAT. ao mesmo tempo em que o móvel envia o tom SAT à ERB.TELECOMUNICAÇÕES 14. A ERB retransmite essa informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada. Quando o assinante chamado atende o móvel cessa o envio do tom e a ERB retransmite esta informação à CCC através da mensagem de tom de controle de chamada OFF e tem início a conversação. Na mensagem de resposta à busca. ao receber a mensagem de busca. 5.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A chamada de entrada é recebida da rede pública através do juntor de entrada. a CCC seleciona um canal de voz utilizado por esta célula/setor e envia à ERB a mensagem de designação do canal de voz. 3. a ERB liga o transmissor correspondente e inicia o envio do SAT no canal designado. 6. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 111 . 2. verifica se o móvel está no estado livre e envia: • Sinal para a rede pública. A CCC após determinar que o número chamado pertence a esta área de serviço. 4.8 CHAMADA TERMINADA NO MÓVEL 1. Com esta informação. • Mensagem de busca aos móveis via ERB 1. deve reconhecer seu número e responder através da mensagem de resposta à busca. a CCC recebe a informação do número da célula/setor onde se encontra o móvel. Ao receber esta mensagem. O móvel então sintoniza este canal de voz e retransmite o SAT para a ERB. PROF. 7. O móvel. A ERB também envia ao móvel a mensagem de designação do canal de voz. A CCC inicia o envio da corrente de toque ao assinante chamado. entende que o móvel sintonizou o canal correto.

A CCC envia então à ERB a informação: mensagem de canal de voz vago. 4.10 DESCONEXÃO À PARTIR DA REDE PÚBLICA 1. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora. 112 PROF. o assinante pressiona a tecla END. A ERB recebe o ST e envia esta informação à CCC através da mensagem de desligar portadora. Recebendo essa mensagem a ERB desliga o transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. 2. 14. 3.9 DESCONEXÃO À PARTIR DO MÓVEL 1. a CCC recebe o sinal de desconexão e envia ao móvel via ERB a mensagem de liberação do canal de voz. Terminada a conversação. colocando o canal de voz no estado vago. 5. A CCC recebendo esta mensagem. 3.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . A ERB desliga o Transmissor correspondente e termina a supervisão do SAT. 4.8 s o ST. O móvel ao receber este sinal envia á ERB durante 1. colocando o canal de voz no estado vago.TELECOMUNICAÇÕES 14.8s. Terminada a conversação. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . envia o sinal de linha de desconexão para a rede pública e a mensagem de canal de voz vago para a ERB. O móvel envia o ST durante 1. 2.

TELECOMUNICAÇÕES 14. Detecta e verifica SAT Coloca a situação de “fora-de-gancho” do tronco de voz até CCC PROF.11 REGISTRO E MÓVEL EM SERVIÇO NO ESTADO DE REPOUSO Passo CCC ERB Móvel 1 Ligar o móvel (power on). indica “NO SERVICE” 2 Varre canais de dados primários medindo RSSI 3 Se o nível de RSSI não é aceitável varre canais secundários para RSSI 4 Sintoniza canal mais forte e decodifica os dados 5 Se os dados não puderem ser decodificados vai ao passo 2 6 Determina situação de HOME ou ROAM e indica situação de ROAM 7 Apaga indicação de “NO SERVICE” 8 Móvel em serviço pronto para receber ou fazer chamada 9 Reinicia varredura após determinado período. Retransmite SAT à ERB. (passo 2) 14.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 113 . Usuário digita o número telefônico e preciona a tecla “SEND” Envio do MIN e do número do telefone chamado para a ERB via canal de controle reverso Móvel 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Detecta “fora-degancho” Completa chamada através da rede Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Sintoniza o canal de voz designado Detecta e verifica SAT.12 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS A PARTIR DA UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 3 CCC ERB Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada).

13 ORIGINAÇÃO DE CHAMADAS PARA A UNIDADE MÓVEL Passo 1 2 CCC ERB Móvel Móvel em serviço no estado de repouso (pronto para realizar uma chamada). MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Detecta ausência de ST informa à CCC. 114 PROF. Detecta e verifica SAT. Envia ST à CCC Sintoniza o canal de voz designado.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .TELECOMUNICAÇÕES 14. Usuário responde à chamada Alerta e ST são desligados. Detecta “fora-do-gancho” e envia ordem de alerta. Gera tom de toque e envia ST à ERB Envia toque de chamada ao chamador Completa a chamada através da rede. Retransmite SAT à ERB. Envia ordem de alerta ao móvel via blank-and-burst no canal de voz. 3 4 5 6 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Recebe chamada dirigida ao móvel e envia mensagem de paging a todas as células Células enviam page ao móvel Verifica se ESN e MIN são válidos Seleciona canal de voz desocupado para a ERB e para o móvel Libera solicitação de serviço à CCC Móvel detecta page e ocupa o canal de controle mais forte usando RSSI Notifica o móvel do canal de voz a utilizar via canal de controle direto Prepara o canal de voz e transmite SAT Detecta e verifica SAT Coloca situação de “forado-gancho” no tronco de voz até a CCC.

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14.14 LIBERAÇÃO DE CHAMADAS Passo CCC 1 Unidade móvel ou chamador terminam a chamada 2 3 ERB Móvel Unidade móvel ou chamador terminam a chamada

Ordem de liberação enviada ao móvel Audio do móvel é emudecido e tom ST transmitido com SAT durante 1,8s. Móvel para de transmitir e retorna ao estado em serviço na condição de repouso.

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15 CONCEITO DE ENGENHARIA CELULAR 15.1 CONCEITO DE REUTILIZAÇÃO DA FREQÜÊNCIA

O problema tradicional em um rádio móvel é o aparente conflito entre as exigências de cobertura de área e a capacidade do usuário. Admitindo-se um determinado número de canais numa faixa de freqüências, qual deverá ser o tamanho da área coberta e quantos usuários deverão ser admitidos? Se uma estação base tiver que fornecer atendimento às unidades móveis em uma grande área, ela terá que dispor de alta potência e estar localizada no ponto mais elevado da área cuja cobertura é exigida. No entanto, os canais alocados ao local de transmissão não poderão ser reutilizados para um serviço semelhante, até uma considerável distância. Nesse caso, a única forma de incrementar a capacidade será utilizar um amplo espectro. Disso deriva o conceito de reutilização de freqüênciaviabilizado restringindo-se a potência do transmissor da estação base e utilizando-se repetidamente a freqüência, na mesma área geral de um sistema. Os parâmetros de projeto são os seguintes: • Interferência de co-canal - interferência entre sinais que possuem a mesma freqüência. • Interferência de canal adjacente - interferência entre sinais que possuem freqüências muito próximas. Exemplo: Canal 1, com freqüências de 825,030 MHz e 870,030 MHz. Canal 2, com freqüências de 825,060 MHz e 870,060 MHz. Os canais 1 e 2 são canais adjacentes. Os sinais que possuam freqüências de canal 1 825,030 MHz (unidade móvel) e 870,030 MHz (estação base) são sinais de co-canal. 15.2 MAPAS DE ESTAÇÃO RÁDIO-BASE NO MUNDO REAL

Todas as células são consideradas hexágonas, numa discussão teórica. Na realidade entretanto, as células raramente tem a forma hexagonal. A geometria de cada célula depende do contorno e topografia do terreno, da presença ou não de

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água, folhagem, estruturas feitas pelo homem - altura e densidade - e localização e altura da antena.

15.3

CÉLULA DIRECIONAL ANTENA DE 120°

A célula direcional pode ser construída a partir de uma célula omnidirecional. instalando-se antenas direcionais na estação rádio base. • A antena omnidirecional irradia e recebe sinais de todas as direções. • A antena direcional irradia e recebe sinais de uma determinada direção. • A antena é vertical (polarização vertical) porquê os sinais irradiados verticalmente não podem atingir a unidade móvel. Apenas os sinais irradiados perpendicularmente à antena são passíveis de atingir a unidade móvel. Tipicamente, são utilizadas antenas direcionais de 120°, para um agrupamento de células K=7. O padrão de reutilização da freqüência K=7, com antenas direcionais de 120° requer um conjunto de 3 x 7 = 21 canais. ANTENA DE 60° Ao invés de se construir três antenas direcionais de 120° numa estação rádiobase, podemos instalar antenas de seis setores, cada um deles cobrindo um ângulo, reduzindo assim ainda mais a interferência do co-canal. No entanto, para que haja uma eficiência de entroncamento razoável, as antenas de seis setores são usadas com agrupamento de células K=4. Os arranjos de antenas de seis setores com padrão de agrupamento de células K=4, são geralmente usados por vários fabricantes de sistemas celulares.

15.4

DIVISÃO DAS CÉLULAS

A divisão das células torna-se necessária quando a carga de tráfego suportada pelas células originais excedem sua capacidade. Na divisão das células a distância entre as estações rádio-base adjacentes é reduzida a metade e a área de cobertura

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No entanto a atribuição de canais poderá ser K=4 ou K=3. apenas as células que tiverem sobrecarga de tráfego. em última instância degradar o seu desempenho. • O compartilhamento da reutilização pode ser utilizado para as estações rádio-base duplas. com um pequeno prejuízo para a relação C/I (canal/interferência). 15. etc. A atribuição de canais para as células desdobradas 120º (mantendo-se o padrão de atribuição K=7). Nem todas as células existentes precisam ser desdobradas simultaneamente. • Podemos esquematizar estações rádio-base com diferentes padrões de reutilização. A divisão das células pode suportar quatro vezes o volume de tráfego suportado pelas células existentes.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . entre as estações vizinhas já existentes. existe um impacto sobre a capacidade de transporte de chamadas de cada face da antena. • Padrões diferentes de reutilização da freqüência: • interferência do co-canal • eficiência de entroncamento • custo 118 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . dependendo de K=3. Não é necessário nenhum hardware adicional para as células duplas. Isso incrementa a carga sobre o sistema e pode. utilizando-se antenas direcionais.5 RESUMO • As células de foram hexagonal são encontradas muito raramente nos sistemas reais. 19. dentro do software. 4. a densidade de estações rádio-base fica quadruplicada. as localizações das novas estações rádio-base ficarão a meio caminho.TELECOMUNICAÇÕES nominal da célula recém estabelecida fica reduzida a um quarto da área anteriormente coberta da estação rádio-base. são utilizadas antenas direcionais. anteriormente existente. Nesses casos teremos células duplas utilizando freqüências diferentes. A utilização de antenas direcionais incrementa a probabilidade de “handoff”. • Quando coexistem células de tamanho grande e pequeno. a atribuição de freqüência às células menores deverá ser cuidadosamente executada. As células superpostas tornam-se necessárias quando nem todas as células são divididas ao mesmo tempo. Idealmente. Assim. A implementação do compartilhamento da reutilização incrementa a capacidade do sistema. • Para se reduzir a interferência do co-canal. São candidatas ao desdobramento. • A divisão torna-se necessária quando uma determinada célula não consegue suportar uma carga de tráfego (mesmo depois de se adicionar a ela outros canais de rádio). No entanto. 7. sem afetar significantemente seu desempenho.

“Entre os empresários e executivos da Comunidade Econômica Européia. no futuro.05/05/92 PROF. é porque o indivíduo está morto. Se um dia.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . que o acompanhará pelo resto da vida. ao nascer. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 119 .TELECOMUNICAÇÕES • Tipos diferentes de estação rádio-base: • Omnidirecionais • 3 faces • 6 setores • Divisão da célula: • cuidados na atribuição da freqüência • estação rádio-base superpostas (duplas) • Compartilhamento da reutilização. o aparelho não responder.” Folha de São Paulo . corre uma estorinha segundo a qual. todo o cidadão receberá um telefone celular.

Essa primeira geração de sistemas celulares caracterizava-se basicamente por ser analógica. o primeiro sistema celular nos EUA entrava em operação comercial em Chicago. Na Europa a primeira geração de sistemas celulares era composta de diversos sistemas. o sinal do seu telefone celular passa automaticamente de uma célula para outra. o AMPS que adota 30 kHz. Cada célula possui diversos canais com o objetivo de prover serviços para muitos usuários simultaneamente. Quando a chamada de um celular alcança uma torre de transmissão e recepção. opera na faixa de 869-894 MHz para recepção e 824-849 MHz para transmissão. Advanced Mobile Phone Service.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . O NMT (Nordic Mobile Telecommunications).TELECOMUNICAÇÕES 16 HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR 16. no Reino Unido. o TACS (Total Access Communications System). o C-450 na Alemanha e Portugal. desenvolveram o conceito do celular em 1947. o TACS e vários outros que adotam 25 kHz. Em 13 de Outubro de 1983. O tamanho das células situa-se na faixa de 500 metros a 10 quilômetros. o Radiocom 2000 na França e o RTMS na Itália. etc. O AMPS.1. por exemplo. por exemplo. No entanto.1 Primeira Geração de Sistemas Móveis A partir de sua primeira geração o serviço celular passou a funcionar através da divisão de uma cidade ou região em pequenas áreas geográficas denominadas células. sendo cada uma delas servida pelo seu próprio conjunto de rádios transmissores e receptores de baixa potência. sem sofrer interrupção. Espanha e Irlanda. sendo que em 1970 a própria AT&T propôs a construção do primeiro sistema telefônico celular de alta capacidade que ficou conhecido pela sigla AMPS. Áustria. O acesso à canalização é obtido através do FDMA (Frequency Division Multiple Access). a mesma é transferida para o sistema de telefonia fixa regular. sendo que as principais diferenças concentravam-se no uso do espectro de freqüência e no espaçamento entre canais. o NMT450 opera na faixa de 463-468 MHz para recepção e 453-458 MHz para transmissão enquanto que o NMT-900 utiliza a faixa de 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. À medida em que um usuário se movimenta na cidade. utilizando modulação em freqüência para voz e modulação digital FSK (Frequency Shift Keying) para sinalização. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . Os Laboratórios Bell. adotado por diversos outros países além dos nórdicos. etc. no Japão. ou seja.1 A EVOLUÇÃO NAS COMUNICAÇÕES CELULARES 16. sendo permitido o "handoff" ou "handover" 120 PROF. Todos esses sistemas eram bastante parecidos entre si. a NTT (Nippon Telephone & Telegraph) havia se antecipado colocando um sistema semelhante ao AMPS em operação em 1979 na cidade de Tóquio. Itália. Com relação ao espaçamento entre os canais pode-se citar. da AT&T.

O CDMA. tornando as transmissões difíceis de interceptar ou mesmo interferir. maior eficiência espectral. PROF. Como resultado desse esforço. desde que adotem o mesmo sistema. Essencialmente.TELECOMUNICAÇÕES (permite a transferência automática de ligações de uma célula para outra). melhor qualidade de voz. em um certo número de partes e designando cada uma das diversas conversações telefônicas para cada uma dessas partes. nos EUA. O TDMA opera dividindo o tempo de um canal. que opera em uma determinada freqüência. O GSM possui uma arquitetura aberta. surgiram os sistemas GSM (Groupe Speciale Mobile/Global System for Mobile Communications) na Europa. é um sistema proprietário desenvolvido pela empresa QUALCOMM. 16. ofereciam as seguintes vantagens sobre os analógicos: técnicas de codificação digital de voz mais poderosas. onde o sistema analógico havia atingido o limite de sua capacidade nas maiores áreas metropolitanas. com mais de 150 redes celulares do tipo GSM-900. possibilitando assim a manutenção de preços baixos. DCS-1800 e PCS-1900 com mais de 57 milhões de assinantes distribuídos em 98 países. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 121 . operando na faixa de freqüência 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. contabiliza-se ainda uma larga infra-estrutura já implantada de mais de US$ 50 bilhões de dólares. O GSM é hoje. baseada em San Diego. Possibilita igualmente o "roaming" (transferência automática de ligações entre sistemas) entre os diferentes provedores de serviço.2 Segunda Geração de Sistemas Móveis Em função da pressão de demanda. trabalham com bastante facilidade a comunicação de dados e facilitam significativamente a criptografia da informação transmitida. e pela necessidade de se ter um sistema Pan Europeu na Europa. A seu favor. O GSM foi adotado como padrão Europeu em meados dos anos 80 e introduzido comercialmente em 1992. além da maior capacidade. estando as patentes em poder da empresa InterDigital. o TDMA (Time Division Multiple Access). O sistema utiliza a técnica de espalhamento espectral e foi originalmente utilizado pelos militares para espalhar o sinal em uma faixa de espectro bastante larga. indiscutivelmente. foi necessário dar início ao desenvolvimento de sistemas digitais que em princípio.1.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . o CDMA (Code Division Multiple Access) nos EUA e o PDC (Japanese Personal Digital Cellular) no Japão. o B-CDMA opera partilhando o espectro de freqüência com as demais tecnologias celulares existentes. o padrão mais popular implementado mundialmente. particularmente nos EUA. Existe também o CDMA de banda larga (Broadband CDMA ou B-CDMA). o que permite a combinação de equipamentos de diferentes fabricantes. um forte concorrente do TDMA. mais de 45 milhões de assinantes se concentram somente na Europa Ocidental (23 países).

o DECT (Digital European Cordless Telephone). sistemas sem fio ou telefones sem fio. O "Department of Trade and Industry" (DTI). Surgiu então um padrão europeu. existe ainda uma outra linha de desenvolvimento. constituído potencialmente por milhões de usuários. com 80 canais. o conceito PCN (Personal Communications Network). Uma das suas principais atrações é a qualidade do sinal. de ingressar na rede de telefonia pública comum. dos mais diferentes tipos e/ou modelos. na Inglaterra. em geral. disparou um processo de consulta sobre o desenvolvimento de um sistema rádio que fornecesse serviços bidirecionais de telecomunicações de alta qualidade. O DECT oferece uma estrutura de comunicações sem fio para alta densidade de tráfego. Dentre esses padrões convém ressaltar o CT2 (Cordless Telephone 2). Além dos sistemas celulares vistos até aqui. o PHS (Personal Handyphone System) desenvolvido no Japão e o PACS (Personal Access Communications Services ) proposto pelo Bellcore nos EUA.os sistemas celulares digitais convencionais adotam geralmente taxas de até 13 kbit/s. operando nas faixas 914-915 MHz (móvel para base) e 959-960 MHz (base para móvel). A arquitetura do sistema seria suportada por uma ampla estrutura microcelular para possibilitar o uso de terminais de baixa potência e. telecomunicações de curta distância e cobre uma ampla gama de aplicações e ambientes. 122 PROF. quando este estiver próximo de cabinas ou postes devidamente equipados. ou ainda CT. Como resposta à má qualidade de serviço oferecida por sistemas analógicos. ou seja. surgiu. à sua inabilidade de adequar capacidade à demanda e à elitização de seus serviços dada a exorbitância dos preços. Vários novos padrões se sucederam ao CT1 e foram considerados digitais na medida em que digitalizavam o tráfego de voz para transmissão sobre a interface aérea. os serviços de comunicações de segunda geração são baseados em sistemas de alto desempenho. A meta era o mercado de massa. dados e imagens de vídeo para uso em interiores e microcélulas. O PACS suporta serviços de voz. Caracterizam-se. o CT1 (Cordless Telephone 1). embora certamente um considerável número de aparelhos operasse em milhares de residências. uma competição com o sistema celular. desta forma.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . alguns com capacidade. Estima-se que nos EUA existam mais de 60 milhões de telefones sem fio. órgão governamental responsável pelo setor de telecomunicações do Reino Unido. a um custo acessível. em 1989. conhecida como "cordless systems" ou "cordless telephones". no mínimo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . três vezes superior à dos sistemas de primeira geração. oferece ao usuário a possibilidade. O CT2 foi projetado para uso em ambientes domésticos e empresariais e pode ser usado como teleponto. pela utilização de tecnologia digital para transmissão tanto de voz quanto de sinalização. Esses sistemas têm experimentado diferentes níveis de sucesso ao longo do tempo e encontram-se em uso em milhões de residências ao redor do mundo. promovendo. ou seja. para ambientes fixos e móveis.TELECOMUNICAÇÕES Em resumo. que é enviada a uma taxa de 32 kbit/s . O seu uso era considerado ilegal na Europa nos anos 80.

instaladas em interiores. As operadoras vêem nessa solução uma forma de melhorar os serviços já oferecidos onde se incluem atualmente os celulares. através de ondas de rádio. como por exemplo a reserva de 230 MHz de espectro. por estar menos congestionada que a faixa do celular convencional. com a aprovação de 127 países. apenas na Alemanha.3 GHz. Este trabalho está sendo liderado mais uma vez pela Europa e patrocinado pelo ITUR (International Telecommunications Union Radiocommunications sector) e ETSI (European Telecommunications Standard Institute). Nos EUA.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . "Handsets" diferentes precisarão reconhecer e operar indistintamente em pico. Esse sistema está sendo denominado UMTS (Universal Mobile Telecommunications System). o objetivo é criar uma plataforma de rede SEM FIO. França e Inglaterra. as primeiras aplicações de PCS surgiram no final de 1993 com o sistema DCS-1800. microcélulas e macrocélulas. O termo PERSONAL ou PESSOAIS é visto como ponto-chave em termos mercadológicos porque captura a imaginação e inspira liberdade. oferecendo aos usuários a possibilidade de acesso. em torno dos 900 MHz. na "World Administrative Radio Conference" (WARC) em 1992.1. conhecido como PCS (Personal Communications Service). Progressos significativos já foram obtidos. bastante pequenos e leves. leves para serem transportados no bolso (pocket-size). com "handsets". serão versões melhoradas das atuais tecnologias "cordless". 16. isto é. poderão operar segundo características evoluídas a partir do GSM. Células diminutas. que pretende ser cada vez mais o meio de comunicações entre pessoas e não entre lugares ficou. micro e macrocélulas. existiam cerca de 3. como extensão do sistema telefônico do escritório quando se encontram no trabalho ou como telefone móvel PROF. O objetivo é criar um sistema móvel de terceira geração por volta do ano 2000.TELECOMUNICAÇÕES conseqüentemente. ou seja. esse serviço. Ou seja. já se trabalha intensamente no desenvolvimento da terceira geração. aparelhos de assinante. ou seja.7 milhões de assinantes nessa tecnologia. Na Europa. A faixa de freqüência mais adequada estaria entre 1. células de tamanho variável serão implementadas com dimensionamento adequado para áreas geográficas específicas e em função das diferentes demandas de tráfego. células maiores. Em janeiro de 1998. os "pagers" e a própria rede fixa de telefonia convencional. individualidade e algo feito sob medida. e a atenuação adicional da nova faixa seria compensada pela menor dimensão das células. A topologia provável desse novo sistema será baseada em uma forma de arquitetura mista de células.3 Terceira Geração de Sistemas Móveis Mesmo não estando ainda os sistemas de segunda geração totalmente amadurecidos e firmemente estabelecidos. uma variante do GSM operando com potências menores e em uma faixa de freqüência mais alta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 123 . picocélulas.7 e 2.

UMTS. Sem dúvida. tem plenas condições de atender também a esses quesitos. O projeto de um produto pessoal como o terminal de assinante para o celular ou PCS vem também se tornando num desafio crescente para a indústria. banda atribuível sob demanda (por exemplo. A evolução em direção aos serviços de telecomunicações móveis universais. (2) variedade de tipos de tráfego compartilhando o mesmo meio. Os terminais têm se tornado cada vez menores. Econômica e tecnicamente falando. e (3) alta capacidade. O GSM já atende a alguns destes requisitos. (4) serviços personalizados. a criação de um padrão independente para o UMTS seria injustificável dado o enorme investimento para a viabilização das redes celulares digitais já em uso. um sistema de comunicações deverá suportar diversas facilidades: (1) portadoras realocáveis. mais leves. a uma taxa de adesão da ordem de 50 mil assinaturas por dia e prevêem-se algumas centenas de milhões de usuários por volta de 2002. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . 124 PROF. (5) facilidade de implementação de novos serviços (por exemplo. O WLL de banda estreita tem sido utilizado em substituição aos fios/cabos de cobre para conectar telefones e outros dispositivos de comunicação com a rede de telefonia comutada pública. (3) tarifação adequada para aplicações multimídia.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . (2) "roaming" inteligente. (6) WLL (Wireless Local Loop) de banda larga.TELECOMUNICAÇÕES convencional quando se encontram ausentes ou ainda como telefone principal de suas residências quando estão em casa. O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa. etc. deverá ter como base a estrutura do GSM. A rede básica do sistema deverá ter como base o GSM. 2 Mbps para comunicações em ambientes internos e pelo menos 144 kbps para ambientes externos). época prevista para a entrada em operação do UMTS. A versão detalhada da solução européia será apresentada à ITU (International Telecommunications Union) em junho de 1998. Na visão UMTS. ou PSTN (Public Switched Telephone Network). as baterias têm durado mais e os novos modelos que surgem apresentam sempre uma série de novas características e funcionalidades. Os delegados do ETSI reunidos em Paris em 29/01/98 concordaram com a adoção de um padrão de interface aérea para a terceira geração que incorpora elementos de duas tecnologias: W-CDMA (Wideband Code Division Multiple Access) e TDMA/CDMA (híbrido de "Time Division Multiple Access/Code Division Multiple Access"). em sua evolução natural. três quesitos são de primordial importância: (1) rádio acesso de banda larga. o emprego em larga escala da tecnologia não pode ser o único fator a ser ponderado na adoção de padrões. muito provavelmente. utilizando ferramentas de rede inteligente). Especificamente em relação ao UMTS. O GSM.

The changing wireless game. "faxes". telefonia.Princípios e Tendências. e outros estão tentando concentrar todas as funções de um telefone em um cartão de crédito comum. bloco de rascunho e calculadora. todo esse poder de processamento deverá estar concentrado em um único "chip".ELETRÔNICA INDUSTRIAL . qualquer indivíduo poderá ter acesso às comunicações sem fio e estará enviando ou recebendo "e-mails". na maioria dos casos. A Alcatel e a Sharp Electronics desenvolveram terminais GSM equipados com telas com capacidade gráfica onde são apresentados ícones e teclados que permitem acesso a funções com apenas um toque. 1997. Editora Érica. Prentice Hall series in advanced communications technologies. utilizando dispositivos portáteis. A AT&T. Reino Unido. LCD (Liquid Crystal Display). Ron Schneiderman: Future talk . A integração da tecnologia de computação com a de comunicações e a eletrônica de estado sólido deve se constituir na base para sistemas multimídia com fantásticos poderes de processamento. Virtualmente. 1997. de forma que pessoas de países diferentes possam estabelecer uma conversação normal em línguas diferentes. livro de endereços. Os laboratórios de pesquisa da British Telecom. nas seguintes publicações: • Hélio Waldman e Michel Daoud Yacoub: Telecomunicações . A Nortel já introduziu um terminal GSM que combina voz digital e serviço de dados e serve também como um organizador eletrônico pessoal. públicas ou de corporações. por exemplo. divisão de "Wireless Services". "e-mails" e mensagens curtas. O novo "Nokia 9000 Communicator" pode enviar e receber "faxes". com capacidade para três linhas. ter acesso a serviços da Internet e bases de dados. Adicionalmente. estão desenvolvendo um comunicador pessoal como peça de vestuário e que combine vídeo. Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados. funcionar como calendário. 2nd edition. • • PROF. conhecido como PDA (Personal Digital Assistant). IEEE Press. Uyless Black: Emerging communications technologies. A Sony vem trabalhando há anos num sistema que efetua traduções em tempo real. vídeo e. comunicação de dados e um assistente digital pessoal. está introduzindo um equipamento que permite aos usuários enviar e receber dados em uma rede celular e que recebe "e-mails" no próprio terminal equipado com uma tela de cristal líquido. 1997. dentro de algum tempo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 125 .TELECOMUNICAÇÕES A Hewlett-Packard Co.

1 CÉLULAS CDMA: PADRÃO DE REUSO UNIVERSAL AMPS.3 setores.3 setores. padrão de reuso de 7 células Sistema CDMA .TELECOMUNICAÇÕES 17 TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA TELEFONIA CELULAR 17. TDMA e GSM CDMA 1 2 4 5 7 6 1 3 1 1 1 1 1 1 Sistema AMPS . padrão de reuso universal 17. Espalhamento Espectral A Espectro necessário para o sinal A Espectro necessário para o código A Espectro necessário para o sinal + o código f f f 126 PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS .2 MODULAÇÃO CDMA Técnicas de Spread Spectrum Consiste em se combinar o sinal de informação com um código cuja taxa é bem superior.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 127 . Hard Handoff . Só o código pode separá-los. ou seja a unidade móvel troca de célula de operação.CDMA .3 ESQUEMA BÁSICO DO CDMA Todos os equipamentos (Estação Rádio Base e Unidades Móveis) trabalham na mesma freqüência.Ocorre o handoff de uma célula para outra.AMPS O telefone troca de freqüência. O receptor recebe o sinal de todos Todos os sinais chegam superpostos.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .AMPS .Praticamente Impossível 15.Vulnerável TDMA . de um canal digital para um canal analógico. Hard Handoff .CDMA O telefone móvel não troca de freqüência de uma para outra célula CDMA.CDMA .TELECOMUNICAÇÕES 17.4 HANDOFF AMPS e TDMA . de um canal analógico para um canal digital.CDMA O telefone troca de freqüência. CDMA . Hard Handoff .CDMA .6 Qualidade de Voz PROF. Além da possibilidade da unidade móvel trocar de célula de operação poderá dentro de uma mesma célula trocar de setor.5 PRIVACIDADE AMPS .Ocorre o handoff entre os diferentes setores da mesma célula e também entre células.CDMA O telefone troca de freqüência de uma para a outra célula CDMA.Dificulta Pirataria CDMA . Soft Handoff . 17. 17.

TELECOMUNICAÇÕES AMPS TDMA CDMA - Boa. Melhor que o TDMA (vocoder 14. AMPS TDMA - CDMA - 17. Alto custo das Estações Móveis. 17.6 k bits/s).4 k bits/s). menos sujeito a interferências Idêntico ao TDMA (vocoder 9.8 REFLEXOS PARA O USUÁRIO DA TECNOLOGIA DIGITAL Qualidade de voz Menor consumo de bateria Novos serviços • Identificação usuário chamador • Identificação de mensagem no Correio de Voz (Caixa Postal Inteligente) • Pager • Fax • WAP 128 PROF. Pager. Caixa Postal (identificação). MARCELO DIOGO DOS SANTOS .ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Alto custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. sujeito a interferências Pouco inferior.7 FACILIDADES Nenhuma facilidade adicional. Interceptação de número chamador.6 CUSTO Baixo custo das Estações Móveis e Estações Rádio Base. Baixo custo das Estações Rádio Base. AMPS - TDMA e CDMA - 17.

• 1875-1975 MHz e 2110-2160 MHz.CDMA: • 144 kbps • 384 kbps • 2 Mbps O primeiro teste de campo do W-CDMA foi realizado no Japão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 129 . • ETSI (EUROPEAN TELECOMS STANDARDS INSTITUTE) • UMTS (UNIVERSAL MOBILE TELECOMS SYSTEM) • 1925-1975 MHHz E 2110-2170 MHz.9 W . • Ericsson + Nokia.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . Matsushita e NEC. • Em Abril de 1998 foram realizados testes INDOOR • Em Outubro de 1998 foram realizados testes OUTDOOR PROF. Taxas de Dados do W .CDMA Regulamentação: • ITU-T (INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION) • IMT2000 (INTERNATIONAL MOBILE TELECOM) ou FPLMTS (FUTURE PUBLIC LAND MOBILE TELECOM SYSTEMS).TELECOMUNICAÇÕES 17. Características do teste: • W-CDMA de 5 MHz de Largura de Banda.

cujas características são: • Unidirecional. • Serviços Agregados 130 PROF. • Bateria de longa duração. MARCELO DIOGO DOS SANTOS . • Memória (Follow-UP). • Desafogamento das Linhas Telefônicas. • Economia de Tempo. Benefícios do Paging: • Privacidade. • Portátil. • Melhor penetração em edificações. • Baixo Custo. • Chamadas em Grupo.ELETRÔNICA INDUSTRIAL . • Excelente relação custo benefício. • Recepção instantânea.TELECOMUNICAÇÕES 18 PAGING 18.1 INTRODUÇÃO Paging é um sistema de telecomunicações sem fio. • Agenda Eletrônica. • Velocidade.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 131 .TELECOMUNICAÇÕES 18.2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO PAGING Comunicação Custo Privacidade Portabilidade Duração da Bateria Chamada Grupo Unidirecional Fixo Total Ótima Longa Sim CELULAR Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Não TRUNKING Bidirecional Variável Parcial Boa Curta Sim PROF.ELETRÔNICA INDUSTRIAL .

ELETRÔNICA INDUSTRIAL . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .TELECOMUNICAÇÕES 18.3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO SEM FIO TIPO PAGING VANTAGENS • • • • • • baixo custo total privacidade acesso a grupos memória portabilidade bateria DESVANTAGENS • unidirecional • garantia de recepção da mensagem CELULAR • bidirecional • status • portabilidade • • • • • • • • • • alto custo pouca privacidade cobertura limitada baixa penetração bateria cobertura limitada acesso restrito sem privacidade tamanho bateria TRUNKING • bidirecional • acesso a grupos 132 PROF.

• 1995 .“BIP” Intelco S/A. Voz.Operação do 1º sistema no Brasil . • Sistemas seletivos assistidos ou não por operador para o protocolo POCSAG (Tom. • Anos 80 . Ocupa muito espectro.microdiapasão.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Operação do 1º sistema alfanumérico POCSAG no Brasil. Não sabe quem ligou VOZ: Recebimento agradável. TOM: Economia do uso do espectro ao tempo.Início das Telecomunicações sem fio . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 133 . Visão Geral do Pager: • Os primeiros sistemas eram não seletivos e assistidos por voz. • Depois disto vieram os sistemas seletivos assistidos por operador . • Anos 70 .Criação dos protocolos Flex. Objetiva a mensagem. PROF.4 HISTÓRICO • 1921 . • 1976 . ALFANUMÉRICO: Cairam bem ao gosto do brasileiro. Alcance limitado NUMÉRICO: Econômico (preço e uso do espectro).Rádio Móvel da Polícia de Detroit USA.Criação do protocolo POCSAG. Reflex e Inflexion. Numérico e Alfanumérico). Ocupam espectro.

Codificador ou Paging Terminal: • Recebe o número do pager e a informação. Expressa . Quanto tempo a mensagem de voz ou dados é permitida.Gravação. A informação armazenada no banco de dados diz ao terminal VDT: • • • • • Para qual pager que está indo a informação. • Executa a validação do capcode e converte o número e a mensagem no protocolo apropriado. 2 . Digital .base: Converte os dados provenientes do paging terminal em um sinal modulado em uma dada freqüência (931 MHz) a uma dada potência (até 500 W).6 PAGING TERMINAL OU CODIFICADOR O paging terminal ou codificador é um bastidor que contém um processador direcionador ao banco de dados do sistema. 3 .Modem/RS232. 4 . Automática . Que área de cobertura de saída o pager deve ser usado.Conjunto Transmissor ou estação .Fonte de Entrada: • • • • Assistida .5 SISTEMA BÁSICO ATUAL 1 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.Receptor ou Pager Típico receptor FM ajustado para as freqüências específicas do sistema paging com sensibilidades típicas entre 6 a 10 micro V/m. PROF.DTMF. Qual a prioridade dele. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 134 . 18. Que formato está (protocolo GSC ou POCSAG).Operadora.

Satélite • A saída do terminal é conectado ao enlace de subida do transmissor do satélite. Microondas • A saída do terminal conecta com o transmissor de microondas. • Muito utilizado em sistemas com um único transmissor.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. • Freqüência do Link 75 MHz. PROF.7 FORMAS DE CONEXÃO DO PAGING TERMINAL AO CONJUNTO TRANSMISSOR Conexão par trançado ou cabo coaxial • Um par de fios na saída do terminal. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 135 . • A saída do receptor do satélite é conectado ao transmissor do sistema paging. • A saída do receptor de microondas é conectado ao transmissor do sistema paging. Link de RF • Pode-se conectar mais de 1 transmissor.

8 SIMULCAST SIMULCAST .4 vezes maior num dado ponto da recepção. • Aumento do consumo de energia.9 PARÂMETROS PARA O AUMENTO DA ÁREA DE COBERTURA Potência de Transmissão: • Dobrando a potência do transmissor na prática. • Depende somente da especificações do fabricante. • Perda nos cabos Sensibilidade de Recepção: • É a intensidade de campo necessária para o pager atender a chegada do sinal de RF.É a técnica do envio do sinal paging a partir de 2 ou mais transmissores ao mesmo tempo (para o aumento da área de cobertura): Problema: Área de sobreposição de sinais Solução: Sincronismo dos atrasos de envio da mesma informação para vários transmissores do sistema através de um controlador de rede. 18.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18. • Limitação pelo Ministério das Comunicações. PROF. Altura da Antena: • Dobrando a altura da antena. dobramos a intensidade do campo. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 136 . o aumento da intensidade de campo será de 1.

1983 Motorola PROF. Ex. muros.: • GOLAY . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 137 . • UHF: 451 MHz e 931 MHz. obtém-se melhores resultados em altas freqüências. Ex.)). Fading: • É o fenômeno no qual o nível de sinal varia dentro de uma pequena distância devido a propagação multicaminho (reflexão por obstruções naturais (chuva.bip. • O Ministério das Comunicações especificou as seguintes freqüências: • VHF: 35 MHz e 169 MHz. etc.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Ganho da Antena • Depende das especificações do fabricante (não há variações significativas). 5/6 tons .: 2 tons. Freqüência de Transmissão: • Em áreas urbanas / metropolitanas. Perda no Caminho: • Atenuação do sinal propagado ao longo do caminho do transmissor ao pager. Digital: • FSK. Existem 2 tipos de protocolos: em formato de tom (transmissão analógica e binário (transmissão digital) Analógica: • Formato de codificação em tons. neblina) ou artificiais (edifícios.

etc. desvio de ligações.Possui proteção de erros contra fadings multipercurso (causado por Simulcast). 18.Apresenta velocidade de até 6400 bps . • Sistema 900. 462 e 467 MHz). etc.modem sem fio.. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 138 . • Ramal telefônico virtual. ERMES. • Uso em outras cidades/estados/países através de acordo entre as operadoras ou com a utilização de pagers de freqüência sintetizada.European Radio Message System .10 APLICAÇÕES PARA O PAGER • Chamadas em grupo. • Conexão (via RS232) do pager com o laptop.1992 Possui sistema Roaming. 456. secretária eletrônica. • FLEX . . GOLAY.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • POCSAG . • Criação de redes tipo EMBARC (Eletronic Mail Broadcast to a Roaming Computer). etc). • Monitoração remota de máquinas. palmtops. .11 NOVAS TECNOLOGIAS • Comunicação de Dados Unidirecional (ponto a ponto ou multiponto) . . . 18. . notbooks. • ERMES . • Pager Privado: • Alcancer em torno de 4Km (P=5W).Vida útil da bateria é alta (4 meses para 2 mensagens/dia).Post Code Standardisation Adivision Group Acomoda até 2 milhões de códigos/pagers.Apresenta sistema aperfeiçoado de detecção de erros do envio de mensagens. caixa postal de voz.Incorpora plataforma de implantação para os sistemas direcionais e de voz. • 4 Frequências (451. PROF. • Auxílio para os serviços e-mail. • Agendamento de compromissos.Suporta até 5 bilhões de endereços e até 600 mil pager numérico por canal (redução do custo por usuário).Pode ser implantado em cima da infra-estrutura já existente e trabalha conjuntamente à outros sistemas (POGSAG.

combustíveis.Resposta longo ou ao simples apertar de 1 botão de identificação do usuário. dados e fax a partir de 1 computador conectado a internet para os sistemas paging bidirecionais (protocolo TME/TDP). • Melhora substancial na utilização eficiente do espectro (901 e 902 MHz para a transmissão e 930 e 940 MHz para a recepção). • Alta capacidade de transmissão/recepção de dados. • Aplicações que combinem a utilização de PDA’S com atualização de banco de dados.EUA .PCS de banda estreita (NCPS). Aplicações: • Rastreamento nacional de veículos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 139 . sinais vitais do corpo humano. PROF. • Envio garantido através da confirmação da mensagem enviada .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Comunicação de Dados Bidirecional: (Paging two way) • 1994 . • Controle e levantamento de inventários em tempo real de máquinas automáticas (refrigerantes. • Atualização remota de um banco de dados. • Transmissão de texto. Protocolos: • Reflex e Inflexion da Motorola . • Técnica de reutilização geográfica de freqüência. sistemas de alarmes.assimétrico • Pact da AT&T . etc).simétrico. • Sistemas de despachos eficientes para entregadores e operadores de frotas de veículos. • Voz também.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 140 . • Complementar aos sistemas novos (aperfeiçoamento em relação a estes). baixo custo e satisfatório para a maioria das necessidades dos usuários.simples. • Maturidade do serviço. PROF.12 CONCLUSÃO • Paging .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 18.

Histórico: Os STR nasceram nos EUA entre 77 / 78 como imposição do FCC para solucionar problemas de interferências e congestionamentos nas bandas de VHF tendo como documento básico o APCO 16.1 INTRODUÇÃO Conceito de Troncalização: I N T L E I D R N E L H I A G S A Ç Â O U S U Á R I O CENTRAL TELEFÔNICA U S U Á R I O S CENTRAL TELEFÔNICA L I N H A S T R O N C O Fundamenta-se no princípio de compartilhar um número reduzido de enlaces de comunicação por um grande número de assinantes. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 141 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19 SISTEMA TRONCALIZADO DE RADIOCOMUNICAÇÃO MÓVEL (STR) 19.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda de freqüência: 800 MHz com separação de 45 MHz entre TX e RX Em New York existem 56 STRs em 800 MHz sem nenhum tipo de degradação de serviço ou interferência. bombeiros e defesa civil) Empresas de Petróleo Serviços de segurança em geral (aeroportos.2 COMPARAÇÃO Sistema Troncalizado Todos os grupos de conversação acessam qualquer canal Uso eficiente dos canais melhorando a utilização dos canais Estabelece filas de espera Troncalizado Sistema Convencional 1 canal para cada grupo de conversação Utilização ineficiente dos canais Espera por canais Convencional BALCÃO BALCÃO CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PESSOAL LIVRE (CANAIS) CLIENTE (CHAMADOR) ATENDENTES DO BANCO (CANAIS) PROF. shoppings e fábricas). Aplicação Empresas prestadoras de serviços (água. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 142 . Segurança pública (polícia. 19. telefone e luz).

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 143 .O sistema seleciona qual repetidora usar. PROF.Qualquer rádio pode usar as repetidoras A ou B.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.3 SISTEMA DE REPETIDORAS TRONCALIZADAS RPTR A RPTR B A A A B B B . .

Estabelece comunicações privadas.Não possibilita sítios de repetição PROF.Fácil implantação . COMPARAÇÃO ENTRE CELULAR E TRONCALIZADO TRONCALIZADO Alguns sítios com grande cobertura Unidades com potência maior (3-35 watts) Decisões do sítio depende do rádio Chamadas orientadas de rádio para rádio e telefone Chamadas orientadas Despacho/Grupo e individuais Comunicação em rádios semi-duplex e fullduplex 19. Dificulta a escuta por “Scanners”. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 144 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.Todos os canais para transmissão de . Estabelece filas de espera.Tempos de acesso longos .Custo Baixo . Com canal de controle dedicado 19.Interferência entre usuários de mesmo voz grupo .5 CELULAR Muitos sítios com pequena cobertura Unidades com baixa potência (1/2-3 watts) Decisões do sítio realizadas pelo sistema Chamadas orientadas para telefone Chamadas orientadas de um para um Comunicações em full duplex 19.Não estabelece filas .4 • • • • • • POR QUÊ TRONCALIZADO? O sistema troncalizado melhora a utilização espectral.7 STR SEM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS DESVANTAGENS .6 CANALIZAÇÃO Existem duas técnicas para realizar o controle da troncalização: 1. Habilita prioridades no alto tráfego. Sem canal de controle dedicado 2. Usuário não precisa selecionar canais.Controle de colisões limitado .

10 CANAL DE CONTROLE • Somente um em cada sítio.Transmissão de dados e voz criptografada DESVANGEM . • Dados pelo canal de controle: PROF.Controle de colisões/estabelecimento de filas .Custo alto 19.Rastreamento das unidades (Roaming) .8 STR COM CANAL DE CONTROLE DEDICADO VANTAGENS . esperando por uma atribuição ao canal de operação.Eliminação de interferências entre usuários .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. dados) • Dados alta velocidade (9600 BPS) para: • Confirmação e Handshake • Número Telefônico • Desconexão digital • Dados em baixa velocidade (150 BPS) para controle das unidades: • Chamadas individuais/ de grupo/ de sistema • Rechamada ao grupo original • Unidades emitem tom de 75 HZ 19.9 CANAL DE OPERAÇÃO • Quantos forem necessários • Processa as mensagens de comunicação (voz.Tempos de acesso baixos . qualquer canal • Dados em alta velocidade (9600 BPS) para controle positivo das unidades • Unidades ficam sintonizadas no canal de controle.Priorização de filas de espera (Emergência) .Permite cobertura ampla (redes) . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 145 .

Sítio de Repetição Gerência do Sistema Equipamentos para Cobertura Ampla Equipamentos de Usuários 19. • Um dos canais será sempre o canal de controle. 4. • Todo rádio pode selecionar entre um ou mais grupos de conversação. PROF.048 ID’S de grupos de conversação no sistema Ericsson e 4.11 COMPONENTES DO STR 1. sem interferir em outro grupo • Hierarquia de endereçamento • Sistema (Paraná) • Agência (Superintendência Regional) • Frota (Departamentos Regionais) • Subfrota (Centros Regionais) • Unidade Individual Informações importantes: • Todo rádio tem um único ID de unidade. • Um grupo de conversação é um conjunto lógico de unidades.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • • • • • • Pedido de chamada. • Todo rádio tem um ID físico (número de série). e estará sempre controlando os rádios do sistema.383 ID’S de unidade no sistema Ericsson e 48. 3.000 no Motorola. porém não é utilizado para sinalização. 2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 146 . • Existem 2. • Existem 16.12 ENDEREÇAMENTO NO SISTEMA • Divisão das unidades de rádios em grupos • Usuários de rádios de um grupo podem se comunicar.000 no Motorola. cada vez que o PTT é acionado Direciona os rádios para canal de operação Atualiza atividades em andamento para entradas tardias Desabilita unidades Login no multisítio Reagrupamento dinâmico 19.

• A unidade de rádio e o canal de operação se conectam rapidamente. 5. • O equipamento recebe requisição. • Um sinal audível de rádio indica ao operador que um canal foi conectado e que a comunicação pode ser iniciada. 4.Dados Digital Tipos de Chamadas Chamadas de: . 7.Individuais 19.14 ALGUNS TIPOS DE CHAMADAS 1. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 147 . 2.13 PROCESSAMENTO DE CHAMADAS CHAMADA Parâmetros Modos de Comunicação . operador do rádio pressiona o botão PTT e o rádio envia uma mensagem digital via canal de controle para indicar ao equipamento a necessidade de um canal para comunicação. esperando por instruções. • Quando uma chamada deve ser realizada. conecta um canal de operação disponível e envia uma mensagem digital de retorno através do canal de controle.Emergência . • Transmissões subsequentes são realizadas através de qualquer um dos canais de operação disponíveis.Sistema . De grupo De anúncio De alerta Privativa De emergência De sistema Interconexão telefônica 19.Voz Analógica . PROF.Grupo .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19.15 SEQÜÊNCIA DE CHAMADAS • O rádio continuamente monitora o canal de controle. • Em menos de meio segundo o canal é conectado e o operador é orientado que a comunicação pode prosseguir. 3. 6. • Este procedimento é repetido várias vezes durante a conversação. • A unidade de rádio recebe a cessão do canal de operação e conecta seu transmissor e receptor de Frequências ao novo canal.Voz Digital .

nenhum retardamento é imposto ao usuários em obter uma liberação de reconhecimento do canal. 7. Múltiplos canais de voz Rotação do canal de controle Desativação de receptor e transmissor por interferência Auto diagnósticos Failsoft 19.16 RECURSOS DE ACESSO AO SISTEMA 1. 3. 4. 19. 5. Acesso rápido Repetição de acesso Fila de espera e chamada de retorno Prioridade ao usuário recente Tons de restrição de acesso Atualização contínua das designações Proteção contra designação incorreta Proteção de acesso. 4. 6. 2.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Devido a alta rapidez da sinalização digital usada no STR.18 PROTOCOLOS 1.F.17 RECURSOS DE CONFIABILIDADE 1. 8. 3. 5. 2. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 148 .Johnson) Smartnet (Motorola) EDACS (Ericsson) PROF. 19. 4. 2. 3. Especificação britânica MPT 1327 LTR (E.

.000 usuários • 1997 . atraindo de vez a atenção dos investidores externos..19 STR DIGITAL Vantagens: • Aumento da capacidade dos canais • Aumento da qualidade do serviço • Aumento do sigilo • Oferece serviços de telefonia em mais alta escala 19..200. 80.. RMD e Splice. RJ e BH) • Possível competição com o celular no futuro (depende da Legislação) PROF.100.. • Existem aproximadamente 460 permissionárias para operar o serviço em 149 locais. • 1995 .. onde os consórcios Airlink e Mcomcast têm 315 dos 420 canais disponíveis estando ainda presente a MCS rádio e telefonia.. assegurando a interconectividade e a interoperabilidade de várias redes..000 usuários • 1996 .. • Sistema digital: viável para grandes metrópoles (SP... MARCELO DIOGO DOS SANTOS 149 .20 CONCLUSÃO • LEGISLAÇÃO • Interconexão com rede pública e telefonia móvel celular estão garantidas na lei mínima que regulamenta o setor. • Mercado mais concorrido: São Paulo. • MERCADO • Ainda é um serviços desconhecido com dificuldade de comercialização.000 usuários • Principais fornecedores: Motorola.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 19. Ericsson e EF Johnson..

Direct to home . SCPC . Atualmente não é possível o PCSS (Personal Communications Satellites Services).Very Small Aperture Terminal .Antenas de 60 cm + decoder (TVA e Globo transmissão digital + de 100 canais de audio e vídeo). Aplicações: Telefonia. . PROF.mais barata.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20 SATÉLITE 20.Tecnologia Ku .Single Channel per Carrier . dados (DATASAT. Columbia (NASA). DTH . Os Satélites tem vida útil de 15 anos. Panamsat. “Parados” na linha do Equador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 150 .B. Imarsat. Intersputrik.(Demand Assigned Multiple Acess). Características: • • • • Bandas C (6/4 GHz) e Ku (14/11/12 GHz) Alto tempo de retardo para telecomunicações bidirecionais.rede de dados de menor porte .rede de dados de grande porte (+ de 100 pontos). Intermediário entre VSAT e SCPC. Exemplos de Sistemas: Intelsat.DAMA . DIGISAT). VSAT . SCPC .000 km de altitude.36.1 SATÉLITE GEO GEO .Brasilsat .Geoestacionarius Earth Orbit . Orion.

Hand off entre um minuto e 30 segundos. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 151 .5 minutos.4 SATÉLITE LLEO LLEO . Globalstar.3 SATÉLITE LEO LEO .000 km de altitude. Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Iridium. Vitasat.Litle Leos . 20.satélites pequenos de baixa órbita.000 km de altitude. Aceita PCSS.Medium Earth Orbit . Características: • • • • • • Menor custo em relação ao sistema MEO. Aceita PCSS. Starsys. Terá sistema dual para os terminais PCSS (infra-estrutura terrestre e espacial=parceria). Necessita mais satélites para cobertura mundial em relação ao GEO. Maior quantidade de satélites em relação ao MEO. Melhor qualidade do sinal.Inmasat .2. de PCSS .P e Odyssey.Low Earth Orbit . Ecco.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20. Ex.10 a 15. 20. Necessidade de antenas de recepção menores. Características: • • • • • Menor Custo em relação ao GEO. PROF. Hand off em média de 6.2 SATÉLITE MEO MEO . Exemplos de Sistemas: Exemplos de PCSS: Orcomm.

2 bilhões.500. 2 centros de controle: EUA e Itália. • • • • 12 satélites Hand off de 6. mensalidade de US$ 50 e US$ 3 por minuto. Banda L (1.uma no Brasil. US$ 2. terminais compatíveis com AMPS. • • • • • Sistema CDMA. 56 satélites (48 ativos e 8 reservas) . Gateway . • Possui 11 satélites geoestacionários.00 / mês .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.D900. hand off de 1 minuto.Motorola / Sprint / INEPAR • • • • • • • • • • • • • Início de operação: 1998.00 .Loral / Qualcomm / Alcatel.5 anos. previsão de operação: 1998.Internacional Maritime Satellite Organization. Vida útil de satélite .US$ 1. IRIDIUM . Numeração de 15 dígitos. Land off de 30 segundos.00 / minuto Vida útil dos satélites: 5 anos.US$25.vida útil 7.linha e aparelho. GSM.5 RESUMO DOS PROJETOS DAS EMPRESAS PCSS GLOBALSTAR . Projeto de US$ 4. TDMA.central Siemens GSM . Banda Ka para comunicação entre os satélites (23 GHz) e para acesso as estações de controle gateway (19 e 29GHz).6 GHz) para o acesso usuário . Custo mais baixo . Duas estações na América do Sul . PROF. Estações de rastreamento dos satélites: Canadá. INMARSAT . CDMA. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 152 . ODYSSEY .5 anos.satélite.5 minutos. 66 satélites (os primeiros serão lançados no final de 96).TRW / Teleglobe.

C. ECCO . Alcatel. Kyocera. • 12 Satélites (um de reserva)..MEO. navios. Hyundai. DASA. Teleglobe não definido não definido 153 . etc. COMPARATIVO ENTRE OS PROJETOS Características GLOBALSTAR IRIDIUM Nº de satélites 48 66 Vida útil dos 7.50 Valor estimado US$ 750.. A e P .35 a US$ 3.Ministério das Comunicações / INPE.2 bilhões US$ 0. Air Touch Parceiros no Grupo JAN Inepar Brasil PROF. IRMARSAT P • PCSS composto de 10 satélites .8 .SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO • Vários serviços: Irmarsat M.65 US$ 400. Fimmecanica.00 impulso US$ 0.00 US$ 1 mil a US$ 1. • US$ 2. Vodafone.) e portáteis (maleta).5 anos 5 anos satélites Tecnologia CDMA TDMA utilizada Nº de gateways 70-100 11 (mundo) Nº de gateways 46 1 (Brasil) Investimentos US$ 2.25 bilhões Valor do US$ 0.5 bilhões US$ 5.00 US$ 3 mil do aparelho Início das 1998 1998 operações Parceiros do Loral/Qualcom Motorola. MARCELO DIOGO DOS SANTOS ICO 10 10 anos TDMA 12 não definido US$ 3 bilhões US$ 2.500 2000-2005 44 INMARSAT Portugal Telecom ODISSEY 12 15 anos CDMA 7 não definido US$ 3. France Lockheed Telecom.sistema voz e dados com baixa velocidades para unidades móveis (veículos.00 / minuto.00 2000 TWR. B. • Supervisão de frotas. • Vida útil: 10 anos. projeto m.

sistemas de segurança.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 20.6 APLICAÇÕES AVL .Veículo e Veículo-Central de Controle).Global Position System.: Gazeta Mercantil . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 154 . PROF. GPS . Data broadcasting . É um monitoramento baseado em comunicação de duas vias (Central de Controle . A partir dos sinais transmitidos é que a antena GPS informa a posição do veículo.Impressão simultânea por todo o país. Supervisão de frota. além de captar os dados gerados pelos sensores instalados na frota.distribuição de informações. Utiliza transmissões via rádio convencional ou troncalizado (trunking) para comunicação de voz e de dados.Automatic Vehicle Location. Rádio AM e FM. Sistema composto por 24 satélites que transmitem continuamente (24 horas por dia) sinais de rádio sob qualquer condição de tempo. Informa a posição exata dos veículos em transito. Ex.

2000 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS 155 .Arizona (EUA). Esta solução tecnológica extremamente avançada requer satélites “inteligentes”. o sistema teria que depender o menos possível da existência de tais estações.Ativação comercial.Desativação do Sistema no Brasil.Iridium Inc.FCC regulamenta as freqüências.hoje 66 satélites.Criação da Iridium Inc. a fim de ser realmente global.4 bilhões).Lançamento dos primeiros satélites. 1998 . assina contrato de compra do Sistema Iridium da Motorola (US$3. 1997 . 1995 . PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 21 PROJETO IRIDIUM Histórico 1987 .Concepção por 2 engenheiros da Divisão de Comunicações por Satélite da Motorola .Anúncio Oficial e Solicitação da Licença junto a FCC. Devido a existência de localidades onde não é possível ou conveniente instalar uma estação terrestre.Setembro . Satélites Inteligentes Resultam de um sistema que permite a conexão de cada um dos satélites com os satélites que se encontram a sua volta. capazes de processar a informação e de enviá-la de acordo com o destino e nível de utilização da rede. 1991 . 1993 . Iridium .nº atômico = 77 satélites inicialmente . 1990 . Objetivo: Globalidade O sistema Iridium foi projetado tendo em conta o objetivo de globalidade.

seleciona a modalidade satelital ou terrestre. empresa. etc.Complementar ao Serviço Celular Terrestre O Terminal Iridium Quando um terminal é ativado. Número de planos orbitais = 6 ( 11 satélites por plano). 2170 a 2220 MHz / 2483. Período Orbital = 100 minutos e 28 segundos. crédito. Vida Útil = 5 . nome.) podendo ser utilizado em qualquer terminal Iridium.5 / 1990 a 2200 MHz (terra-espaço). PROF.Responsabilidade Regional Provedor de Serviço .Infra-estrutura Internacional Operador de Gateway(s) . Segmento de Espaço Número de Satélites = 66 interconectados ( mais 6 de reserva . LLC .1 por plano orbital). conjuntamente a rede Iridium. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 156 ..Presença no Mercado Modo Dual .3 antenas . em função da compatibilidade e disponibilidade do serviço celular terrestre. Altura Orbital = 780 quilômetros. Bandas / Faixas de Freqüência Enlaces de serviços de Banda L = 1610 a 1626.16 feixes / antena.5 a 2500 MHz (espaço-terra). Desta forma. Feixes/Satélite = 48 dinamicamente controlados . Peso do Satélite (com combustível) = 700 quilos. o usuário. o satélite mais próximo. domicílio.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Estruturação Iridium.8 anos. determina automaticamente a situação do crédito e da localização do terminal.. O terminal Iridium prevê também a utilização de um cartão SIM que tem todos os dados do usuário (número telefônico.

Banda Ka. 11 Gateway: 1 no Rio de Janeiro: Guaratiba .1 .19.6 GHz. Tecnologia GSM Global Systemm for Mobile Taxas de Transmissão / Lançamento Taxas de transmissão • Telefone / Voz = Full-duplex.23.29.4 .00 3. Banda Ka Uplinks (Enlace de Subida) 29.de 60 a 120 mil ligações ao mesmo tempo.4 kbits / s .000. 2. Cada satélite poderá controlar até 1920 conversações simultâneas de voz.18 . MARCELO DIOGO DOS SANTOS .00 50.38 GHz.00 157 PROF.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Enlaces inter-satélites = 23. Enlaces Gateway Downlinks (Enlace de Descida) = 19. Sede: Washington DC. Equipamentos Siemens GSM-D900 Communications.3 GHz . Banda Ka.Estação Costeira da Embratel .multi mode • Dados / Fax / Paging = 2400 baud Lançamento McDonnel Douglas Delta II = 5 Satélites Iridium Khrunichev Proton = 7 Satélites Iridium China Great Wall Long March = 2 Satélites Iridium Preços Estimados Terminal Assinatura Ligação por minuto = US$ = US$ = US$ 3.

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SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22 INTRODUÇÃO ÀS COMUNICAÇÕES MÓVEIS POR SATÉLITE Estabelecer um sistema de cobertura global. não é. sendo assim possível oferecer telefones movéis pouco maiores do que os convencionais GSM. se aproximam estética e funcionalmente dos aparelhos GSM. Quando efectua uma chamada com recurso à rede por satélite. maiores. como é o caso dos empregues pela Iridium e pela Globalstar. Os avolumados investimentos. só são possíveis mediante o estabelecimento de grandes conglomerados internacionais. com um peso médio a orçar a casa das 200 gramas. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 161 . a experiência mostra que a viabilização dos projectos passa quase inevitavelmente por alguns reveses. os telemóveis por satélite combinam normalmente a ligação à rede orbital com a possibilidade do roaming alargado com as redes GSM. Em deslocação permanente. Mesmo assim. a cada instante a zona da crosta terrestre deverá ser coberta por pelo menos um. ambos tendo enfrentado processos tortuosos de falência eminente e sido salvas por expedientes de última hora. normalmente retrácteis. consoante os casos. de duas formas: usando constelações em órbita geoestacionária e usando satélites não geoestacionários. por GSM (quando disponível) ou deixar o aparelho escolher a melhor solução. Dada a sua proximidade. apenas com antenas. para um gateway (estação de rasteio) no solo. de acordo com o tipo de órbita do(s) satélite(s) usado(s). 22. no essencial. utilizam satélites em órbitas baixas (700 a 1500 Km acima da superfície) a médias (10000 Km.tão baixos quanto 100 minutos. o utilizador tanto pode fazer as chamadas invariavelmente por satélite. no entanto. O utilizador PROF. As redes que oferecem serviços de telefone móvel por satélite funcionam. demonstram-no. na ordem dos biliões de dólares. ou para-global. dois dos principais operadores. Assim sendo. estes satélite podem ter períodos orbitais . ora indirectamente por intermédio de ou mais satélites da mesma constelação. o móvel entra em contacto com o artefacto espacial mais próximo que orienta a chamada. normalmente mais (em média 2) deles. tarefa fácil. como os ICO). Com unidades de tamanho variável mas que.1 SISTEMAS NÃO GEOESTACIONÁRIOS Os sistemas não geoestacionários. Os exemplos da Iridium e da Globalstar. O gateway encarrega-se de a inserir na rede por fios convencional. Como estão em movimento. ora directa.de revolução em torno da Terra . dependendo do modo de funcionamento por que opte. oferecem a vantagem imediata de não necessitarem de emissores muito potentes.

dada a pequena fracção temporal que o sinal demora entre o telefone. Tecnicamente é assim possível fazer face à ocultação por edifícios e árvores. Quando a Motorola já tinha anunciado o início da destruição dos satélites. na sucessão da inviabilização comercial do projecto. PROF. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 162 . de modo a que seja sempre possível obter cobertura.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO estabelece a chamada com um e esse.2 SISTEMAS GEOESTACIONÁRIOS Outra concepção da cobertura por satélite é a que emprega sistemas geoestacionários. Em que é que consiste um satélite geoestacionário? Trata-se. e vice-versa para esta. com 20% de participação. e com uma constelação operacional de 66 satélites. basicamente. forçam o utilizador a utilizar unidades móveis mais volumosas.000 Km da Terra. este sistema tende a introduzir um pequeno efeito de retardamento nas mensagens. permanentemente. Em adição. Para um utilizador no solo. só ser possível a distâncias na ordem dos 36. porém.3 IRIDIUM O consórcio Iridium nasceu em 1991. 22. Volvidos apenas dez meses. quando desaparece sobre o horizonte. 22. o satélite e a estação terrestre que o recebe e o retransmite para o destinatário. foi um dos principais responsáveis pelo conceito e pelo fabrico dos telemóveis. o conjunto dos satélites seria desorbitado. o caso dos satélites emissores de canais televisivos. em Agosto de 1999. porém. reunindo 19 investidores de entre os quais a Motorola. mais seis em reserva. cobrindo 100% do globo com serviços de comunicação por voz e paging. Isto deve-se ao fato de a órbita geoestacionária. No ano seguinte sucederam-se os rumores de. os sistemas que se apoiam numa constelação geoestacionário. por conseguinte. uma mesma zona do globo. Tal como sucede com os receptores de TV. Depois de um investimento de sete biliões de dólares. normalmente sobre o equador. um satélite geoestacionário manterá sempre a mesma posição relativa no céu. caso do Inmarsat e dos Thuraya. cobrindo. a empresa foi obrigada a declara a falência tendo as suas acções sido suspensas da bolsa. a Iridium disponibilizou o seu serviço comercialmente em Novembro de 1998. designado Iridium Satellite LCL que adquiriu a massa falida por apenas 25 milhões de dólares. em Novembro de 2000. surgiu um novo consórcio. de um artefacto espacial colocado em tal ponto no espaço que adquire sincronia com o próprio movimento terrestre. por exemplo. É. ou devido à morfologia do terreno ou deslocação do utilizador. transfere-a para outro.

a operação dos satélites foi contratada com a Boeing e a Motorola comprometeu-se a continuar a fornecer o equipamento aos subscritores do serviço. desde os 70 graus de A empresa tem enfrentado problemas de viabilização comercial. no inicio de 2001 o novo consórcio Iridium Satellite LCL anunciou ter completado o de reconstituição da empresa e o restabelecimento das operações. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 163 . dos menos dispendiosos. estando correntemente endividada em várias centenas de milhão de dólares. adiou o arranque operacional para Outubro de 1999. ser disponibilizados serviços de voz e dados predominantemente para a indústria e clientes governamentais. 22. assim. Os satélites Globalstar têm um peso médio de 450 arquitectura bastante simples.4 GLOBALSTAR A Globalstar é um consórcio multinacional. As chamadas por voz da Globalstar são das mais baratas no segmento das comunicações móveis por satélite. os telefones Globalstar são. voz e GPS . o departamento de defesa norte-americano disponibilizou-se para pagar mensalmente dois a três milhões de dólares com acesso a tempo ilimitado de uso. a Globalstar oferece serviços de dados. o início da exploração comercial estava previsto para meados de 1999 mas um acidente com o lançamento de um foguetão russo que transportava 12 satélites.cobrindo cerca de 80% da superfície terrestre. A partir de uma constelação de 48 satélites em órbita baixa (1414 Km). A empresa espera oferecer brevemente um serviço de transmissão de dados a 10Kbps. Deverão. estabelecido em 1991. empregando a tecnologia Multiple Access). Kgs e assentam numa CDMA (Code Division de seis satélites cada. O que representa uma mudança de estratégia face à ambição original de fornecer.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO No mês seguinte. em Setembro de 1998. Qualcomm e Telital. PROF. sobretudo. Após um investimento de cerca de três biliões de dólares. Com preços orçando os 750 dólares americanos. Estão colocados em oito planos orbitais inclinados a 52 graus de forma a fornecer uma cobertura latitude norte aos 70 graus de latitude sul. Assim sendo. e manufacturados pela Ericsson. igualmente. o mercado dos pequenos utilizadores. contribuindo decisivamente para salvar a situação. da Alcatel e da Vodaphone. com a especial participação da France Télécom.

actualmente the International Maritime Organization (IMO) a joint-venture Inmarsat chegou a agrupar oitenta e cinquenta estados cooperantes antes de ser privatizada.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 22.6 INMARSAT Acrónimo de International Maritime Satellite Organization. Dos consórcios multinacionais de comunicação por satélite a Inmarsat deve ser o único de que se não conhece registo de haver enfrentado a bancarrota. ainda. 22. tendo iniciado operações em 1982. O serviço estará disponível a partir de 2002. a 35.5 ODYSSEY Orbitando numa órbita circular a média altitude. nascida no seio da então International Maritime Consultative Organization. a providenciar serviços de comunicação para navios. a Inmarsat foi constituída em 1979. bastante elevada para a média. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 164 . Os satélites Odyssey reclamam uma vida útil de 15 anos. em 1999. Destinada. inicialmente. 10 (10350 Km). o que força a que os telefones móveis tenham volumes na ordem mínima do tamanho aproximado de um laptop. PROF. alargado o seu leque de operações à comunicação em banda larga de dados.786 km da Terra. Os satélites Inmarsat estão situados numa órbita geoestacionária. a constelação estará dividida em grupos de quatro satélites. Originalmente produto da cooperação inter-estadual. a Inmasar lançou no início da década de noventa um serviço de telefonia móvel por satélite e tem. repartidos por três planos orbitais e com um período de rotação terrestre na ordem das seis horas.

incluindo vídeo sob demanda. Pelos telefones 3G devem trafegar voz. por exemplo. atingem 128 Kbps (upload) e 256 Kbps (download).SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO 23 GLOSSÁRIO TÉCNICO 3G Terceira geração de telefonia sem fio. os serviços básicos de ADSL da Telefônica . como desempenho entre 144 Kbps e 2 Mbps. O adjetivo assimétrico deve-se ao fato de a tecnologia trabalhar com velocidades diferentes nas duas direções: o usuário envia dados numa faixa entre 16 Kbps e 640 Kbps e recebe dados a velocidades entre 1. designa a nova linhagem de telefones móvel capaz de oferecer uma infinidade de recursos não disponíveis na geração atual. dados e vídeo. Simultaneamente. Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo – TDMA Um dos padrões de comunicação de voz via ondas de rádio. ADSL Asymmetric Digital Subscriber Line. Acesso Múltiplo por Divisão de Código – CDMA Também conhecido pela sigla CDMA (Code Division Multiple Access). Com essa tecnologia. Outras características importantes da tecnologia ADSL são o compartilhamento da linha de telefone como acesso à internet e a conexão sempre ativa. Mas o usuário pode assinar outros planos. Europa (UMTS . América do Norte (cdma2000) e Japão (NTT DoCoMo) trabalham na sua implantação. Outra característica é o serviço de roaming global avançado. tecnologia de transmissão de dados de alta velocidade que usa como meio de comunicação os fios de cobre da linha telefônica comum. um grande número de usuários acessa simultaneamente um único canal da estação radiobase sem que haja interferências entre as conversas. usa uma técnica de espalhamento espectral que consiste na utilização de toda a largura da banda do canal para a transmissão. entre eles a distância entre o cliente e a central de telecomunicações. usado por operadoras nos serviços de telefonia celular digital. PROF. A variação é decorrência de uma série de fatores. A geração 3G está sendo desenvolvida pela ITU (Internet Telecommunication Union).5 Mbps e 9 Mbps. O mais avançado atinge 300 Kbps (upload) e 2 Mbps (download). MARCELO DIOGO DOS SANTOS 165 .Universal Mobile Telecommunication System). A conexão ADSL exige a instalação de modem compatível e a assinatura num provedor que oferece acesso por meio da tecnologia. Consiste na divisão de cada canal celular em três períodos de tempo para aumentar a quantidade de dados que pode ser transmitida.Speedy e SpeedyBusiness -. Disponível em algumas regiões da Grande São Paulo.

4 Gbps. Backbone Conexão de alta velocidade que funciona como a espinha dorsal de uma rede de comunicação. A autoridade que regulamenta as telecomunicações reserva uma banda para cada tipo de serviço. Hoje privatizada. ou modo de transferência assíncrono. Na internet ou em outras WANs. a banda A oferece também serviço digital. voz e vídeo em alta velocidade em meio digital como fibras ópticas ou satélites. denominada Utopia Nível 4. transportando os dados reunidos pelas redes menores que estão a ela conectados.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO AMPS Sigla de Advanced Mobile Phone System.à qual as redes locais se conectam para formar uma WAN (Wide Area Network). A tecnologia ATM é baseada na comutação de pacotes de dados (células) com tamanho fixo de 53 bytes. Em setembro do ano de 2000. e é objeto de desenvolvimento pelo Fórum ATM. para evitar interferências entre os sinais. O padrão foi definido pela ITU (Internet Telecommunication Union). Atualmente. encarregado da regulamentação do mercado e dos serviços do setor no Brasil. diversos projetos que empregam a nova especificação já estão em andamento. ATM Sigla de asynchronous transfer mode. o início da telefonia celular ocorreu pela banda A. as taxas de transferência atingem até 2. padrão analógico de telefonia celular. órgão ligado ao Ministério das Telecomunicações. o backbone é um conjunto de linhas com as quais as redes locais ou regionais se comunicam para interligações de longa distância Banda Nome que designa uma faixa de freqüência delimitada no espectro magnético. o Fórum ATM anunciou uma nova especificação. é uma tecnologia para a transmissão de dados. E utilizado em várias partes do mundo. no entanto. No Brasil. que opera na freqüência de 800MHz. PROF. que eleva essa taxa a 10 Gbps.ou conjunto de linhas . Localmente. Banda A Primeira faixa de freqüência do espectro eletromagnético reservada pelas autoridades que regulam as telecomunicações para telefonia móvel. Segundo o organismo. o backbone é uma linha . é adotado nos serviços de operadoras da banda A. Anatel Agência Nacional de Telecomunicações. No Brasil. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 166 . com serviços analógicos oferecidos pelas empresas do extinto sistema Telebrás.

Geralmente. ISDN. na prática. a banda B começou a operar em 1998. ADSL e cable modem são três exemplos. Broadcast Sistema de difusão de sinais em que é transmitido o mesmo conteúdo para todos os receptores. cujas concessões foram leiloadas pelo governo brasileiro no início de 2001. acabou sendo substituído. No Brasil.9 GHz. pelo uso da unidade de medida bps (bits por segundo).7 GHz a 4. fica entre 1820 MHz e 1835 MHz. A faixa de operação das estações radiobase da banda D é de 1805 MHz a 1820 MHZ. todas as pessoas sintonizadas no PROF. principalmente em aplicações multimídia. é a relação entre o número de bits com erro e o total de bits enviados numa transmissão. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 167 . Banda larga Comunicação de dados em alta velocidade. a banda C é composta por duas faixas: a que vai de 3.925 GHz a 6. Há diversas tecnologias de comunicação em banda larga. As duas primeiras usam linhas telefônicas para a transmissão. Banda C Em telefonia móvel. é representado por potência de 10. ou SMP.425 GHz é usada na transmissão (uplink). BER Bit Error Ratio. é a terceira faixa de freqüência reservada para o celular. por sua vez. ou taxa de erro de bits. Como uma única mudança de estado pode envolver mais de um bit de dado. enquanto a tecnologia de cable modem faz uso dos cabos de TV por assinatura.2 GHz é usada para recepção (downlink) e a que vai de 5. sendo as mais usadas comercialmente as de 1. Nas transmissões via satélite. Baud Unidade de medida de velocidade de transmissão de dados na qual 1 baud equivale a uma mudança de estado eletrônico por segundo. são as novas faixas de freqüência que o governo brasileiro concedeu por meio de leilão para novas operadoras de telefonia móvel pessoal. oferecendo serviços digitais.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Banda B Segunda faixa de freqüência reservada para a telefonia móvel. Essa faixa varia de país para país. Numa transmissão de TV por exemplo.8 GHz A banda C trará novidades em relação às bandas A e B. Banda D e Banda E Juntamente com a banda C. enquanto a banda E opera entre 1835 MHz e 1850 MHz. A banda C.8 GHz e 1. com recepção de dados e vídeo no aparelho telefônico. No Brasil. a faixa definida é a de 1.

o termo é usado muitas vezes para designar o envio de uma mensagem para todos os membros de um grupo. linha.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO mesmo canal assistem ao mesmo programa. que contam com grande número de linhas telefônicas. seguindo uma tendência crescente. outra ERB assume a chamada e responsabiliza-se pela continuação da conversa. PROF. atendentes e computadores para acesso às informações contidas nos bancos de dados dos clientes. por operadoras especializadas. a velocidade de transmissão é variável. Em internet. em vez da remessa para membros específicos. é usado. No momento em que sai de uma célula para outra. Designa também o serviço oferecido pelas emissoras de televisão. por exemplo. Também denominado de enlace. Clonagem Forma ilegal de copiar as características de uma linha telefônica celular para outro aparelho que não aquele pertencente ao assinante legítimo. circuito ou instalação. Buffer Rotina ou meio de armazenamento temporário de dados. não excede 1. Normalmente. é usado para compensar as diferenças de taxas do fluxo dos dados ou de sincronia de eventos na transmissão de um dispositivo a outro. Em comunicação de dados. O usuário do telefone móvel que se desloca dentro de uma região delimitada por uma célula recebe o sinal de sua chamada telefônica de uma única ERB. Canal Percurso definido para a transmissão elétrica entre dois ou mais pontos. chamada estação radiobase (ERB). Estrutura montada para centralizar o relacionamento com clientes que entram em contato com uma empresa pelo telefone. com os serviços de acesso à internet da TVA (Ajato) e Globocabo (Vírtua). É realizado pelas próprias empresas ou.5 Mbps. razão pela qual o serviço é conhecido como telefonia celular. Cable Modem Tipo de modem que permite a um computador conectar-se aos cabos de TV por assinatura para acesso rápido à internet. Sua extensão depende da topografia da região e da potência da antena. No Brasil. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 168 . Célula Área de cobertura de uma antena de telefonia móvel sem fio. Call Center Centro de atendimento telefônico. Como na tecnologia ADSL.

MARCELO DIOGO DOS SANTOS 169 .por exemplo. No caso dos canais de televisão. As causas mais comuns são o curto-circuito e a junção indutiva entre duas linhas independentes. no âmbito da prestação de serviços. Concessão Autorização dada pelo órgão competente que regulamenta as telecomunicações para que uma operadora possa usar uma faixa de freqüência ou instalar uma rede de cabos para oferecer seus serviços ao público. etc. a concessão é cedida pelo governo. dados. em vez de afetar o todo. Também pode significar. em caso de falha durante a transmissão. Desse modo. Convergência Palavra que sintetiza a tendência de união de várias tecnologias num único equipamento . por uma única operadora. Funciona com o uso de chaves ou senhas. Criptografia Técnica que consiste em cifrar o conteúdo de uma mensagem ou um sinal de voz digitalizado. TVs e computadores. palmtops e celulares. denominados pacotes. em português. Decoder Nome dado ao aparelho que recebe o sinal transmitido por uma operadora de TV por assinatura e o decodifica para que possa ser visto em um televisor. áudio e vídeo . por meio de algoritmos matemáticos complexos. refere-se à condição que ocorre quando uma linha de comunicação interfere em outra. O destinatário decodifica a mensagem com uma chave privada. Crosstalk Linha cruzada. a concessão de serviços de telefonia é alvo de leilões. PROF. a transmissão de voz. No Brasil.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Comutação de Pacotes Técnica de transmissão de dados que divide a informação em envelopes de dados discretos. A estação receptora encarrega-se de montar os pacotes recebidos na seqüência correta para reconstruir o arquivo ou sinal enviado. Varia de acordo com o tempo de duração da chamada. A mensagem é codificada pelo remetente em sua origem e viaja pela internet ou outro circuito de comunicação embaralhada para que pessoas não autorizadas não consigam ver seu conteúdo. Deslocamento Valor adicional pago pelo assinante de um serviço de telefonia celular quando recebe chamadas fora da área de cobertura original.com e sem fio. a informação perdida afeta uma fração do conteúdo total.

que cobre uma determinada PROF. Dual Mode Característica dos telefones móveis que permite ao aparelho operarem duas bandas de freqüências diferentes. Tecnologia de transmissão de dados usada em anéis de redes metropolitanas (MANs) equipadas com cabos de fibras ópticas. operam nas freqüências de 900 MHz e 1800 MHz. O usuário de uma operadora pode usar o mesmo telefone em uma região diferente da área de cobertura original. ERB Estação Radiobase. ou sistema de multiplexação por divisão de complemento de onda densa. Veja ADSL. Downlink Nome dado ao sinal de comunicação que parte de um satélite em direção a uma estação terrestre. DWDM Dense Wavelength Division Multiplexing System. O serviço requer um modem especial e sua qualidade depende da distância entre o terminal do assinante e a central telefônica. Antena utilizada na telefonia celular. ou processamento digital de sinais.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Diafonia Transferência indesejada de energia de um circuito de comunicação a outro. A diafonia normalmente ocorre entre circuitos adjacentes. ou linha digital de assinante. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 170 . encomenda e realização das transações financeiras. comércio eletrônico. Tecnologia que utiliza a linha telefônica comum para a transmissão de dados em alta velocidade. DSL Digital Subscriber Line. DSP Digital Signal Processing. Dial-up Tipo de conexão de dados via internet. por exemplo. é a técnica usada para aumentar a acuidade e a confiabilidade das transmissões de dados em formato digital. Os aparelhos GSM. realizada por um modem conectado a uma linha telefônica comum. usando a internet como plataforma de troca de informações. E-Commerce Em português. Forma de realizar negócios entre empresa e consumidor (B2C) ou entre empresas (B2B).

GPRS General Packet Radio Service. Do ponto de vista físico. Entre suas promessas estão a taxa de transmissão de até 114 Kbps e a conexão contínua com a internet. serviço de comunicação sem fio baseado em pacotes para tecnologia de telefonia móvel padrão GSM. O modelo a ser instalado depende do tamanho da rede. supera a tecnologia de fios de cobre. Os sinais são enviados pela PROF. com um atraso mínimo e uma utilização eficiente da largura de banda. Firewall Dispositivo para a proteção de contra-invasões de hackers ou transmissões não autorizadas de dados. órgão americano que regulamenta todas as comunicações interestaduais de rádio e equipamentos eletrônicos. Existe na forma de software e hardware. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 171 . Gateways Pontos de entrada e saída de uma rede de comunicações. o gateway é um nó de rede que realiza a tradução de pacotes entre duas redes incompatíveis ou entre dois segmentos de rede. GPS Sigla de Global Positioning System. FCC Federal Communications Commission. ou na combinação de ambos. em número de canais e velocidade. O dispositivo que executa essa função realiza a conversão de código e protocolo para facilitar o tráfego de linhas de dados de alta velocidade com arquiteturas diferentes. tecnologia de localização geográfica de altíssima precisão que fornece as coordenadas (latitude e longitude) do local onde está o portador do aparelho equipado com essa tecnologia. da complexidade das regras que autorizam o fluxo de entrada e saída de informações e do grau de segurança desejado.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO área geográfica (célula). Fibras Ópticas Filamentos finos de vidro ou plástico que transportam o feixe de luz gerado por um LED ou laser Sua capacidade de transmissão de dados.5 Mbps). Frame Relay Protocolo de transmissão de dados em rede que trafega quadros (frames) ou pacotes em alta velocidade (até 1. com capacidade para atender um determinado número de usuários simultaneamente.

Diferencia-se de outras tecnologias DSL porque proporciona transmissão simétrica. ou sistema global para comunicações móveis. O hub é o elemento central de uma rede local. ou televisão de alta definição. como tamanho e tipo de fonte. inserção de links. etc. é um conjunto de códigos ou descrições usados para a construção de páginas de internet. GSM Global System for Mobile Communications. O padrão está sendo desenvolvido para o uso de serviços multimídia de terceira geração (3G). é um computador que tem acesso bidirecional completo a outros computadores. ou seja. Host Na internet. serviços de correio eletrônico. centraliza e distribui arquivos. HDTV High Definition Television. onde será adotado para os serviços das bandas C. inclusive no Brasil. somado ao número da rede. Padrão digital para telefonia móvel amplamente usado na Europa e cuja presença está aumentando na América Latina. Suas especificações são abertas e favorecem a mobilidade do usuário (roaming). Sua capacidade vai de um micro a um supercomputador. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 172 . vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Hub Aparelho de interconexão utilizado em redes de dados como Ethernet e Token Ring. Padrão de transmissão de TV com tecnologia digital que proporciona imagens com qualidade similar à dos filmes de 35 milímetros e som com o padrão de qualidade dos CDs. HDSL High-bit-rate Digital Subscriber Line. HTML Sigla de Hypertext Markup Language. responsável por receber informações que chegam de várias direções e passar adiante em uma ou mais direções. alinhamento de texto. para a formatação dos elementos que compõem a página web. PROF. Baseia-se no uso de etiquetas. forma seu endereço IP. redes de impressão. Um host tem um número específico que. etc. D e E.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO constelação de 24 satélites Navstar. chamadas tags. tecnologia de transmissão de alto desempenho por dois pares de cabos telefônicos. O host armazena. a mesma taxa de transmissão em ambas as direções (download e upload).

É planejada para operar na faixa de freqüência de 2 GHz e trafegar aplicações multimídia. Pode ser reduzida com o uso da blindagem adequada no cabo. está sendo desenvolvida conjuntamente por mais de 100 universidades americanas. com voz. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 173 . governamentais e de pesquisa. IMT-2000 International Mobile Telecommunications 2000. ou IEEE 802. Iniciativa da União Internacional de Telecomunicações para criar uma família de terceira geração de telefonia móvel. Deve incluir. O principal foco dos trabalhos é o desenvolvimento de uma infra-estrutura de rede capaz de suportar aplicações de ensino. aprendizado e pesquisa colaborativa. para redes locais baseadas em Token Ring.3 para LANs com CSMA/CD. dados e vídeo. multimídia em tempo real e interconexão em banda larga. entre outros recursos. Internet Nome dado à rede mundial de computadores. Participam da Intelsat mais de 200 países. na verdade a reunião de milhares de redes conectadas entre si. a internet evoluiu para uma rede acadêmica e hoje transformou-se no maior maio de intercâmbio de informações do mundo. Interferência Eletromagnética Dispersão de radiação do meio de transmissão. As maiores operadoras de telecomunicações e canais de TV do mundo são usuárias do serviço. Assume faces como meio de comunicação. É usada por qualquer tipo de organização (empresa. Exemplos são as especificações IEEE 802. que opera uma rede de dezenove satélites. incluindo o Brasil. Sociedade internacional que responde pela definição de padrões seguidos pela indústria mundialmente. Intelsat International Telecommunications Satellite Organization ou Organização Internacional de Telecomunicações por Satélite. Veja 3G. resultante principalmente do uso de energia de ondas de alta freqüência e da modulação do sinal. entidade ou órgão publico) que deseje PROF. Consórcio internacional fundado em 1964. como um cabo. Intranet Rede interna de informações baseada na tecnologia da internet. ambiente de negócios e fórum de discussão dos mais diversos temas. entretenimento. Internet2 Internet para fins acadêmicos.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO IEEE Institute of Electrical and Electronic Engineers. Nascida como um projeto militar.5.

assumindo funções como rastrear endereços de nós. Para viabilizar uma boa performance. Órgão internacional vinculado à Organização das Nações Unidas. Quanto maior a largura de banda. Pode ser expressa em bits por segundo (bps). Largura de Banda A largura de uma banda de freqüência eletromagnética significa quão rápido os dados fluem. Suas vendas fracassaram e a empreitada foi à falência em 1999. um andar ou um prédio. O destino dos satélites da Iridium que circundam a Terra ainda está indefinido. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 174 . no caso de redes sem fio. Iridium Sistema de telefonia móvel e pager via satélite. proporciona uma conexão para protocolos de nível superior. PROF. a LAN deve ser conectada ao backbone da rede por meio de aparelhos como bridges. reconhecimento de mensagens recebidas. O que o usuário vê é uma interface igual à da internet. rede de satélites de baixa altitude e serviços de celular para promover a comunicação. rotas para envio de mensagens. hubs ou switches. na Suíça. A capacidade de comunicação entre os aparelhos é limitada ao alcance dos cabos de rede. ou da antena. a área geográfica de uma LAN restringe-se a uma sala. IP Internet Protocol ou protocolo internet. Normalmente. Conjunto de 32 bits que atribui o endereço de um computador em redes TCP/IP como propósito de localizá-lo dentro da internet. LAN Local Area Network ou rede local. É o protocolo da camada 3 de rede na arquitetura ISSO. ou União Internacicnal de Telecomunicações. caracterizado pela combinação de aparelhos de mão. Tem sede em Genebra. ITU International Telecommunications Union. sem permitir o acesso de outras pessoas. Estrutura que conecta vários computadores e outros dispositivos numa área definida. bytes por segundo (Bps) ou ciclos por segundo (Hz). atua como comitê consultor internacional na recomendação de padrões de telecomunicações. seja numa linha de comunicação ou no barramento de um computador.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO compartilhar informações apenas entre seus usuários registrados. mais informações podem ser enviadas num dado intervalo de tempo. um departamento. Entre suas funções. além de se responsabilizar por localizar e manter o melhor caminho de tráfego na topologia da rede.

pelas quais trafegam os subcanais de transmissão. entendido pelo computador. banda estreita. Narrowband Em português.dois muxs concentram o sinal numa ponta e o dividem na outra. sem que essa interfira no sinal . Link Conexão estabelecida entre dois pontos de uma rede de comunicação. O mux divide a largura de banda total do circuito em várias bandas menores. Essa operação chama-se modulação. Na web. via linhas telefônica. É o equipamento mais utilizado para transmitir e receber dados pela internet Os sinais digitais saem do computador por uma porta serial e são convertidos pelo modem em sinais analógicos adequados para trafegar por longas distâncias.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Linha Meio físico de comunicação que liga dois pontos de uma rede de comunicação. Diz-se que o link está estabelecido quando as duas pontas estão efetivamente conectadas. nome dado às conexões de baixa velocidade (abaixo de 64 Kbps) para contrapor-se à banda larga. A mais comum é 56 Kbps. de eventos ao vivo. link é o endereço para outro documento no mesmo servidor ou em outro servidor remoto. M-commerce Abreviatura de mobile commerce. Em broadcasting. PROF. Multiplexador (mux) Dispositivo de rede que permite que dois ou mais sinais sejam enviados por um circuito de comunicação e compartilhem o percurso de transmissão. que se encarrega de estender o fio até as instalações do cliente. Há modelos que juntam duas linhas telefônicas para conseguir taxas de 112 Kbps. em vez de equipamentos fixos. modalidade de comércio eletrônico móvel que se diferencia do comércio eletrônico convencional porque é realizada por meio de telefones ou terminais sem fio. é o termo usado para representar a transmissão entre unidades móveis e a sede da emissora. A demodulação ocorre quando o modem recebe o sinal analógico e o decodifica para um sinal digital. É usado. A taxa de transmissão real depende do modelo do aparelho e da qualidade da linha telefônica à qual o modem está conectado. É contratada com uma operadora de telecomunicações. por exemplo. ou entre a conexão estabelecida com satélites e estações terrestres para a geração. para transportar dados e voz por uma mesma linha. o que pode ser indicado por uma luz de controle (LED) no aparelho de rede. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 175 . por exemplo. Modem Modulador-demodulador.

O QoS é medido também em variáveis como tempo de atraso dos pacotes ou velocidade média da conexão. impressoras. realizando a comutação e o encaminhamento das chamadas aos ramais que estão a ele conectados.9% significa que a conexão contratada não pode ficar mais de 0. PROF. QoS Quality Of Service. terminais. multiplexadores e outros equipamentos. os aparelhos recebem as mensagens num visor de cristal líquido. é um procedimento para a adaptação. de longa distância ou transmissão de dados.1% (quase nove horas num ano) fora do ar. Porta Interface física para a conexão entre computadores. É adotado como referência para as empresas de telefonia fixa. de um sinal analógico (como voz) num feixe digital de bits a 64 Kbps. ou sem serviço. que oferecem o recurso de transmissão de mensagens. não permitem o envio de respostas. Em outras palavras. Nos últimos três anos. disponibilidade de 99. mas. Protocolo Conjunto formal de convenções que regulam o formato e o sincronismo da troca de mensagens entre dois sistemas de comunicações.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Operadora Empresa que possui a concessão para oferecer um serviço público de comunicação de voz ou dados. Por exemplo. surgiram os primeiros pagers "two-way". switches. É um parâmetro de eficiência do serviço acertado previamente em contrato pela operadora de serviços de telecomunicações e o cliente. desde um condomínio até uma grande corporação. em geral. roteadores. ou qualidade de serviço. Equipamento que concentra o fluxo de ligações telefônicas recebidas por uma entidade. Chamados pagers. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 176 . PCM Pulse Code Modulation ou modulação de código de pulsos. celular. sob pena de multa ou outro tipo de ressarcimento. Paging Serviço de comunicação baseado na transmissão de mensagens alfanuméricas para pequenos aparelhos portáteis. PBX Private Branch Exchange ou central telefônica privada. modems. durante a transmissão. Seu tamanho e características variam conforme o modelo e as necessidades do cliente. pode ser definido como o idioma falado na conversa entre dois dispositivos durante o estabelecimento de uma comunicação.

SMC Serviço móvel de comunicação terrestre que utiliza sistema de radiodifusão com PROF. No caso de roaming internacional. Roaming Sistema que permite que o cliente de uma empresa de telefonia móvel possa acessar e ser acessado pelo serviço móvel celular mesmo estando fora da área de abrangência da operadora. rádio. Por exemplo. O nível básico emprega dois canais independentes tipo B de 64 Kbps para transmissão. desenvolvido para facilitar a recepção de e-mails. aproveitando o fato de estar acima do obstáculo representado pela curvatura terrestre. Possui pequeno teclado e software que faz a ligação direta do telefone com serviços ou aplicações específicos. Nesse caso. A operação ocorre automaticamente. seja ele cliente da BCP ou da Telesp Celular. Em inglês. Surgido na esteira da corrida espacial. a combinação dos trinta canais de transmissão de dados garante uma taxa de até 2 Mbps. troncos PBX e equipamentos de transmissão de dados. com o uso da infra-estrutura das operadoras de telefonia local (ATL ou Telefônica Celular). o satélite viabiliza a transmissão de sinais de TV. serviço fornecido por operadoras de telefonia fixa que permite transmissão de dados.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO RDSI Sigla para Rede Digital de Serviços Integrados. O nível primário é composto por trinta canais tipo B de 64 Kbps (no padrão europeu. do padrão GSM. Os canais B podem ser combinados para garantir velocidade de acesso de 128 Kbps. é a rede acessada por telefones comuns. Satélite Equipamento de comunicação que gira sobre a órbita terrestre. Seu funcionamento consiste em refletir sinais de microondas enviados da superfície da Terra para outro satélite ou diretamente para uma antena no solo. o paulistano em viagem ao Rio de Janeiro pode fazer e receber ligações. ou 23 canais tipo B nos Estados Unidos) e um tipo D de 64 Kbps. Smart Phone Terminal de telefonia móvel. sistemas de ramais. o cliente precisa requisitar o serviço e pagar um adicional por ele. telefonia e dados para todo o mundo. faxes e telas de intranet no visor dos aparelhos. mais um terceiro canal D de 16 Kbps para sinalização e controle. sem que o usuário precise configurar o aparelho ou pedir o serviço à operadora. voz e vídeo simultaneamente. no entanto. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 177 . PSTN ou Public Switched Telephone Network. Há dois níveis de serviço RDSI. RPTC Sigla de Rede Pública de Telefonia Comutada.

Conhecido originalmente como trunking. recebe dados de uma estação ou do roteador conectado ao mundo externo (WAN) e os envia para as estações locais (LANs). até a capacidade total da banda do switch. ou seja. O objetivo é eliminar interferências externas. de modo similar a um aparelho pager. D e E. com a entrada em operação das concessionárias das bandas C. STP Shielded Twisted Pair. por meio dos gateways da operadora. SMS Short Message Service. mas não pode enviar uma mensagem de volta. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 178 . O dispositivo é usado para conectar LANs entre si ou segmentar LANs. É baseado na cobertura de áreas por células. Acidentes geográficos. SME Serviço Móvel Especializado. Switch Aparelho dotado de múltiplas portas para a conexão de dispositivos ligados a uma rede. Tecnologia que habilita telefones celulares a receber mensagens alfanuméricas. além de realizar chamadas para telefones da rede pública (fixa e móvel). edifícios. É causado por fenômenos atmosféricos ou devido à topologia do local. designa os fios telefônicos encapados com uma blindagem metálica.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO tecnologia celular e se interconecta com a rede pública de telecomunicações. estações radiobase transmitem os sinais a aparelhos móveis. atuando normalmente na camada 3 (rede) da arquitetura OSI. conforme o endereço do destinatário. SMP Sigla para Serviço Móvel Pessoal nome dado pela Anatel aos novos serviços de telefonia móvel terrestre que foram oferecidos ao consumidor. Sombra Área geográfica em que o sinal da operadora de telefonia móvel é deficiente e as ligações ficam entrecortadas ou não são completadas. ou serviço de mensagens curtas. A taxa de transmissão é personalizada para cada usuário. Realiza a operação de comutação (switching). túneis e garagens subterrâneas são alguns dos fatores que interferem na qualidade das ligações. PROF. ou par trançado com blindagem. conecta grupos de usuários por ligações diretas de rádio. Nesse sistema. principalmente no uso em sistemas de transmissão de dados. a partir de 2001. O usuário visualiza a mensagem no visor.

E composto de dois níveis. faixa de freqüências entre 30 MHz e 300 MHz. TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol. Uplink Sinal de transmissão de dados enviado de uma estação terrestre para o satélite em Órbita. com a diferença de que PROF. ou multiplexador por divisão de tempo em português. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 179 . O nível mais elevado é o de controle de transmissão. VHF Very High Frequency.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO T1 Padrão norte-americano que define a linha digital de alta velocidade. para que se conectem a ela de qualquer lugar do mundo. T1 é amplamente utilizado em redes privadas e na interconexão entre redes locais e redes públicas de telecomunicações. Um tronco geralmente processa diversos canais de comunicação simultaneamente. com capacidade de transmissão de 1. Ele gerencia a reunião de mensagens e arquivos em pacotes e viceversa.544 Mbps. ou rede privada virtual. UHF Ultra High Frequency faixa de freqüências muito alta (entre 300 MHz e 3 GHz) destinada à transmissão de canais de TV aberta (do canal 14 para cima). VPN Virtual Private Network. de modo que cheguem ao lugar de destino. Termo criado pela AT&T. utilizados também na implementação de redes privativas como intranets e extranets. destinada à transmissão de canais de televisão aberta (do canal 2 ao 13). protocolos de comunicação básicos da internet. O segundo cuida da parte de endereçamento dos pacotes. TDM Time Division Multiplexer. A VPN funciona como uma rede privada. Dispositivo que divide o tempo disponível de um circuito de comunicação de dados composto por seus vários canais. é uma rede para uso exclusivo dos usuários autorizados por uma empresa. Tronco Circuito único entre dois pontos. sendo que ambos são centros de comutação ou pontos de distribuição individual. geralmente por meio de bits de intercalação (bits TDM) ou caracteres (caracteres TDM) de dados referentes a cada terminal.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO trafega dados sobre a infra-estrutura da rede pública de dados ou da própria internet. WML Wireless Markup Language. Wireless Expressão genérica que designa sistemas de telecomunicações nos quais as ondas eletromagnéticas – e não fios – se encarregam do transporte dos sinais. além de hardware de rede e software especiais para a autenticação de usuários. adaptação e criação de conteúdo da internet para visualização na tela de um celular. Requer a contratação de uma operadora de telecomunicações. espécie de versão WAP da metodologia de descrição de dados XML. Baseada em tags. ou circuito local sem fio. permite que porções de textos de páginas web sejam apresentadas na tela de telefones celulares e outros dispositivos WAP. MARCELO DIOGO DOS SANTOS 180 . transações bancárias e operações de reserva de vôos. Designa a tecnologia baseada num terminal de telefone fixo que se comunica via ondas de rádio com a central telefônica de trânsito público. ou protocolo de aplicações sem fio. PROF. concorrentes das companhias de telefonia fixa já estabelecidas com sua rede de fios de cobre. É utilizada no Brasil pelas empresas espelho. Os serviços oferecidos incluem notícias. o conteúdo é apresentado como uma lista. É um embrião da tecnologia que fará o telefone celular tornar-se um terminal pleno de acesso à internet. Como as telas atuais têm capacidade reduzida. O WAP já está em operação no Brasil e consiste na transformação. WLL Sigla de Wireless Local Loop. WAP Wireless Application Protocol.

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