FRENTE 1

GRAMÁTICA

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. Assinale a alternativa correta. Em Retira-te, criatura ávida de vingança, o sujeito é a) te. b) inexistente. c) oculto determinado. d) criatura. e) nenhuma das alternativas. Resolução O sujeito da oração está determinado pelo verbo, sendo oculto ou elíptico (tu). Resposta: C Leia e, a seguir, responda o que se pede. Capitu refletia. A reflexão não era coisa rara, e conheciamse as ocasiões pelo apertado dos olhos. Pediu-me algumas circunstâncias mais, as próprias palavras de uns e de outros, e o tom delas. Como eu não queria dizer o ponto inicial da conversa, que era ela mesma, não lhe pude dar toda a significação. A atenção de Capitu estava agora particularmente nas lágrimas de minha mãe; não acabava de entendê-las. (Machado de Assis) 2. No fragmento anterior, o sujeito da 2.a oração é a) simples. b) composto. c) indeterminado. d) elíptico. e) inexistente. Resolução O sujeito é simples (a reflexão). Resposta: A

3) Haveria desejado ele tudo isso? 4) Alguém havia aberto a porta. 5) Choveu papel picado nas ruas de Curitiba. Resolução O item 1 apresenta o verbo haver no sentido de existir, portanto a oração está sem sujeito. Resposta: 1

Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo
5. (FM-POUSO ALEGRE) – Os garotos estavam indóceis à espera do grande mocinho. Na frase acima a palavra destacada é a) sujeito. b) predicativo do sujeito. c) aposto. d) objeto direto. e) predicativo do objeto. Resolução Indóceis indica estado do sujeito e faz parte do predicado nominal (verbo de ligação mais predicativo do sujeito). Resposta: B 6. (FGV-Econ.) – Não, nós não somos vagabundos. Assinale a alternativa em que a função sintática de “vagabundo” coincide com a do(s) termo(s) em destaque. a) A ociosidade ensina muitas coisas perniciosas. b) Cabeça vazia é oficina do Diabo. c) Tem como personagens Frank e Ernest, os desleixados e oportunistas representantes do homem comum. d) Paul Lafargue, um franco-cubano casado com Laura, foi pouco compreendido. e) Escreveu “Direito à Preguiça“, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação. Resolução A palavra vagabundos exerce a função sintática de predicativo do sujeito (nós), a mesma função de “oficina do diabo” em relação ao sujeito “cabeça vazia”. Resposta: B 7. (FGV) – Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua predicação. a) O alfaiate virou e desvirou o terno, à procura de um defeito. / Francisco virou a cabeça para o lado, indiferente. b) Clotilde anda rápido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente. c) A mim não me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prédio, como me cabia fazer.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
3. (FGV) – Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. a) Existe um povo que a bandeira empresta. b) Embora com atraso, haviam chegado. c) Existem flores que devoram insetos. d) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. e) Há de haver recurso desta sentença. Resolução O verbo haver no sentido de existir é impessoal, isto é, não tem sujeito. Resposta: E 4. (CEFET-PARANÁ) – Assinale a alternativa em que há oração sem sujeito. 1) Esperanças haverá sempre. 2) Ninguém trovejou de tanta raiva quanto eu.

– 77

d) Não assiste ao prefeito o direito de julgar essa questão. / Não assisti ao filme que você mencionou. e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades portuárias visaram o passaporte. Resolução A mudança de predicação ocorre com o verbo andar. Na primeira oração da alternativa b, o verbo indica ação, significa caminhar e é intransitivo; na segunda, é verbo de ligação, expressa o estado do sujeito e tem o sentido de estar. Resposta: B

Os predicados assinalados nas três frases são a) respectivamente verbo-nominal, nominal, verbal. b) respectivamente nominal, verbal, verbo-nominal. c) todos nominais. d) todos verbais. e) todos verbo-nominais. Resolução Em I, o verbo é de ligação; em II, o verbo é transitivo direto e indireto; em III, o verbo é intransitivo com predicativo do sujeito. Resposta: B

Módulo 4 – Predicado Verbal
8. (FUVEST) – Observar a oração: “…e Fabiano saiu de costas…” Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo: a) “…Fabiano ajuntou o gado…” b) “…acreditara na sua velha.” c) “…davam-lhe uma ninharia.” d) “Atrevimento não tinha…” e) “Depois que acontecera aquela miséria…” Resolução O verbo acontecer não rege complemento. O termo aquela miséria exerce função sintática de sujeito. Resposta: E 9. (FM-CATANDUVA) I. Vi um gato comendo um rato. II. Não provei a alface. III. Dei-lhe a apostila de gramática. IV. Não soube quanto custou-lhe a reforma da calça. Observe as funções sintáticas assinaladas nas frases e escolha a opção correta. a) Todos os termos assinalados, exceto em IV, constituem objetos diretos. b) da alface é objeto indireto. c) a apostila é sujeito. d) a reforma da calça é complemento nominal. e) Um gato, um rato e a apostila são predicativos do sujeito. Resolução Os termos destacados, exceto em IV (sujeito), completam verbos transitivos diretos. Resposta: A 11. (UFPR) 1) Durante o carnaval, fico agitadíssimo. = predicado verbal. 2) Durante o carnaval, fico em casa. = predicado nominal. 3) Durante o carnaval, fico vendo o movimento das ruas. = predicado nominal. Assinale a certa: a) 1 e 2. b) 2 e 3. c) 1 e 3. d) todas as alternativas estão corretas. e) todas as classificações estão erradas. Resolução No item 1, o predicado é nominal; em 2, o predicado é verbal; em 3, o predicado é verbal. Resposta: E

Módulo 6 – Adjunto Adverbial
12. (FUVEST) – Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo. a) “Com certeza havia um erro no papel do branco.” b) “No dia seguinte Fabiano voltou à cidade.” c) “Na porta, (…) enganchou as rosetas das esporas…” d) “Não deviam tratá-lo assim.” e) “O que havia era safadeza.” Resolução No dia seguinte é uma locução adverbial que sintaticamente funciona como adjunto adverbial de tempo. Resposta: B 13. Em Falava baixinho; pegou-me na mão e pôs o dedo na boca (Machado de Assis), os termos destacados indicam circunstância adverbial de a) modo – lugar – lugar. b) causa – causa – modo. c) condição – modo – causa. d) causa – modo – condição. e) concessão – condição – concessão. Resolução Baixinho indica o modo de falar e os demais o lugar. Resposta: A

Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal
10. (MED.SANTA CASA) – Examine as três frases abaixo: I. As questões de física são difíceis. II. O examinador deu uma entrevista ao repórter do jornal. III. O candidato saiu do exame cansadíssimo.

78 –

Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
14. (MACKENZIE) – O examinador considerou ruim o bom candidato. De acordo com a análise sintática, indique a alternativa que contém a correta classificação do termo destacado no período acima. a) objeto indireto. b) complemento nominal. c) adjunto adnominal. d) adjunto adverbial. e) predicativo do objeto. Resolução Adjunto adnominal funcionando como determinante do núcleo nominal candidato. Resposta: C 15. Assinale a alternativa em que o adjetivo destacado funciona como adjunto adnominal. a) Sempre que a via, sentia-me bastante feliz. b) Homem feliz é aquele que ama o seu próximo. c) Todos afirmavam que ela era muito feliz. d) A carta do amigo deixou-o bastante feliz. e) O jovem inteligente considerava-se apto para o trabalho. Resolução Feliz atribui a homem uma característica que lhe é própria, inerente. Resposta: B 16. (MED.SANTA CASA) – Observe as duas frases seguintes: I. O proprietário da farmácia saiu. II. O proprietário saiu da farmácia. Sobre elas são feitas as seguintes considerações: 1.ª) Na I, da farmácia é adjunto adnominal. 2.ª) Na II, da farmácia é adjunto adverbial. 3.ª) Ambas as frases têm exatamente o mesmo significado. 4.ª) Tanto em I como em II, da farmácia tem a mesma função sintática. Destas quatro considerações, a) apenas uma é verdadeira. b) apenas duas são verdadeiras. c) apenas três são verdadeiras. d) as quatro são verdadeiras. e) nenhuma é verdadeira. Resolução A 1.ª e a 2.ª afirmações são verdadeiras. A 3.ª afirmação é incorreta porque, na frase, não tem o mesmo significado: “da farmácia” é atributo essencial do proprietário (1.ª), na 2.ª é o local onde ele trabalha. Resposta: B

Módulo 8 – Aposto e Vocativo
17. (UNAERP) – Na oração Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o desejo de arrastar, Gustavo Corção empregou a vírgula a) por tratar-se de antítese. b) para indicar a elipse do verbo. c) para separar o vocativo. d) para separar uma oração adjetiva de valor restritivo. e) para separar o aposto. Resolução O termo Pássaro e lesma é um aposto explicativo do termo homem. Resposta: E 18. (FEBASP) – No exemplo de período simples: Santos, cidade paulista, é um importante porto, as vírgulas estão separando a) o aposto. b) o vocativo. c) a elipse do verbo. d) termos coordenados. Resolução Cidade paulista é um aposto explicativo do termo Santos. Resposta: A

Módulo 9 – Voz Passiva Analítica
19. (MACKENZIE) – Transpondo-se para a voz passiva analítica a oração: O menino ia assinalando as respostas numa folha, obtém-se a forma verbal: a) foram assinaladas. b) tinham sido assinaladas. c) iam sendo assinaladas. d) eram assinaladas. e) seriam assinaladas. Resolução Na voz passiva analítica, obtém-se a forma verbal: As respostas iam sendo assinaladas pelo menino numa folha. Resposta: C 20. (FUVEST) – A ferida foi reconhecida grave. (Machado de Assis, “A causa secreta”) A transposição da frase acima para voz ativa está corretamente indicada em: a) Reconheceu-se a ferida como grave. b) Reconheceu-se uma grave ferida. c) Reconheceram a gravidade da ferida. d) Reconheceu-se que era uma ferida grave. e) Reconheceram como grave a ferida. Resolução Na transformação da passiva analítica foi reconhecida para a ativa, têm-se a) o sujeito da passiva passa a objeto direto da ativa; b) elimina-se o verbo auxiliar ser; c) o predicativo do sujeito passa a referir-se ao objeto. Resposta: E

– 79

Módulo 10 – Voz Passiva Sintética
21. I. II. III. (FF-RECIFE) – Nas orações a seguir: No trabalho, use equipamento de proteção. Júlio, no clube, falaram mal de você. Vendeu-se a pá.

aparece acompanhado da partícula apassivadora se, tendo como sujeito simples a pá. Resposta: D 22. (UNISA) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. Resolução A primeira fase está na voz passiva sintética, tendo como sujeito simples silêncio. Na segunda frase, o sujeito é simples: “a caverna”. Na terceira frase, o sujeito é inexistente, porque o verbo fazer indica tempo (temperatura). Resposta: E

o sujeito é, respectivamente: a) Simples, simples, simples. b) Oculto, simples, simples. c) Indeterminado, indeterminado, simples. d) Oculto, indeterminado, simples. e) Oculto, indeterminado, indeterminado. Resolução No item I o sujeito não está expresso, pode ser determinado pela desinência verbal (você); em II, o verbo está na 3.a pessoa do plural, sem referência a substantivo anterior; em III, o verbo

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. (PUC-RIO) – Aponte a opção em que as palavras destacadas não têm a mesma função sintática de Em sua mente tumultuavam negros pensamentos. a) (…), e bandos folgazões de quero-queros saudavam os últimos raios do Sol (…) b) Já se havia difundido o crepúsculo, (…) c) Foi a luz gradativamente morrendo no céu, (…) d) Com tanta leveza voam os pássaros: (…) e) (…), como repetiam o uivo selvático da suçuarana, a nota plangente do sabiá ou a martelada metálica da araponga. 2. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa em que ocorra sujeito composto. Deus, Deus, que farei? Os livros contemplei, os quadros e as outras obras. Nós, os homens do futuro, venceremos. Foram João e Maria. Ontem foi João e José, hoje.

a) b) c) d) e)

elíptico e simples. simples e elíptico. elíptico e indeterminado. composto e indeterminado. composto e elíptico.

5. Em Quando entrei na sala, ninguém ralhou comigo. (Machado de Assis), tem-se sujeito a) elíptico e simples. b) elíptico e indeterminado. c) indeterminado e elíptico. d) inexistente e elíptico. e) composto e indeterminado.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
1. (OSEC) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. 2. a) b) c) d) e) (PUC-SP) – Que há entre a vida e a morte? O sujeito do verbo haver é o pronome interrogativo que. Tem-se uma oração sem sujeito. O sujeito está oculto. O sujeito é indeterminado. O sujeito é a vida e a morte.

3. (UFMG) – A propósito do trecho que segue, aponte o sujeito de supõe. O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição. a) a imaginação entusiasta b) O idealismo c) imaginação d) entusiasta 4. (UNIP) – Em Enfim, peguei dos livros e corri à lição. Não corri precisamente; a meio caminho parei, advertindo que devia ser muito tarde, e podiam ler-me no semblante alguma cousa (Machado de Assis), tem-se sujeito

80 –

________ existir motivos imperiosos para sua ausência. e eu sou acaso um deles. os verbos destacados são. 4. felizmente. a) b) c) d) e) Assinale a incorreta. c) Notícias mais graves não poderia haver. assinale a alternativa em que esse termo ocorre. (MACKENZIE) – Em Já era mais de meia noite quando chegamos ao baile. ____________________ anos que não se colhem bons frutos. d) O sol estava alto. e basta. a) O tostão é regateado com cerimônia. d) aquela noite amiga. um minuto para as quatro horas. Classifique sintaticamente o predicado de cada oração. São dois minutos para as cinco horas. e) Você parece louco. 3.A.3. h) Andam monstros sombrios pela estrada. assinale a única alternativa em que o verbo não é de ligação. 2. (transitivo indireto) 2. d) Eram todos irmãos. se bem me lembra. d) Continuarei no parque. (1)verbal (2) nominal a) Tu pareces triste. pela terceira vez. 3. b) –– Como viverei sem ti. e) impessoal – oração sem sujeito. Faziam todos um profundo silêncio. c) um homem. c) O animal estava doente. (UNIP) – Em Quando repeti isto. a) Meus prognósticos estariam certos? (de ligação) b) A costureira pagou a conta? (transitivo direto) c) Pagou a conta à costureira? (transitivo direto e indireto) d) Neide apresentou-me a seus pais. Seria. um mal abortado. c) transitivo indireto – intransitivo – transitivo direto. d) intransitivo – intransitivo – intransitivo. Em Não havia ninguém fora. f) Estava a morte ali. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. 6. Eram zero hora. _________________ pragas a assolarem os pomares. (M. A vida é cheia de tais convivas. a) A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados. pois se não os __________ ela já nos teria procurado. (Machado de Assis). Módulo 4 – Predicado Verbal 1. pensei no seminário. b) O professor ficou na sala. um pesadelo extinto. d) Quem está aí? e) Alguém falou. o verbo é ___________. noite cristã. a) O professor ficou aborrecido. respectivamente. Portanto tem-se ___________. É um minuto para as duas horas. (PUC-MG) – Considerando que verbo transitivo direto requer complemento verbal chamado objeto direto. a) impessoal – sujeito simples. Azevedo) c) Continuarei sozinho. – 81 . Texto para os testes 4 e 5. todos os meus nervos me disseram que homens não são padres (Machado de Assis). (transitivo direto e indireto) e) As feras rugiram em suas jaulas. Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo 1. o sujeito do verbo ser é a) inexistente. (FF-RECIFE) – Assinale a oração em que há erro quanto à classificação do verbo. a) Vai – deve – houvessem b) Vai – devem – houvessem c) Vão – deve – houvessem d) Vai – devem – houvesse e) Vão – devem – houvessem 7. e) aquela noite amiga. quantos veículos tinha mesmo a Polícia Rodoviária? Nos exercícios 2 e 3. mas como se pensa em perigo que passou. meu bem? c) –– Vamos… – disse Jesuíno. b) impessoal – sujeito composto. b) transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. b) indeterminado. ________ fazer cinco meses que não a vemos. i) Trabalha-se com prazer.) b) Eu sou tão infeliz… (A. e) intransitivo – transitivo direto – transitivo direto. b) Era noite. c) impessoal – sujeito indeterminado. mas era um antigo. “CONVIVAS DE BOA MEMÓRIA” Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. g) A casa era azul. e) E vão fazendo telhados. Em síntese. conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo. d) pessoal – sujeito inexistente. a) Faz – deve haver b) Fazem – deve haver c) Fazem – devem haver d) Faz – devem de haver e) Faz – devem haverem 5. a) transitivo direto – transitivo indireto – intransitivo. Assinale a alternativa que completa as lacunas.

temse predicado a) verbal com verbo transitivo direto. a) sujeito. de ligação. D. (Cecília Meireles) 16. (G. de Assis) A função sintática das palavras doente. Andrade) 17. sujeito. (G. ( ) Meu pai virou uma fera. (C. grito. Caiu doente. eu continuava surdo. falava e continuava é. 4. objeto direto. 13. 12. objeto indireto. transitivo indireto – intransitivo – transitivo indireto. não. pessoas e afeições. b) transitivo direto. respectivamente. Recebi a notícia como verídica. c) verbal. ( ) Era muito feliz. transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto.) 14.) 15. objeto direto. Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal 1. e dei um grito. verbo-nominal. sujeito. transitivo direto e indireto. b) para verbo intransitivo. (2) oração com predicado verbal. a minha memória não é boa. 8. d) intransitivo. 2. de ligação. a) b) c) d) e) f) Acabarás doente. Numere as orações abaixo. d) verbo-nominal com predicativo do objeto direto. pelos horrores escritos. recuei aterrado. 7. ( ) O carrapato lembrava miséria e abandono. do automóvel. e) verbo-nominal com predicativo do objeto indireto. o predicado dos verbos ria. A quem passe a vida na mesma casa de família. 6. é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. b) transitivo indireto. ( ) O carro virou na esquina. ( ) Vede como está contente. cansada. 3. mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. objeto indireto. ( ) Arrebentaram a porta. transitivo direto – transitivo indireto – transitivo direto. intransitivo – transitivo direto – intransitivo. verbal. e somente raras circunstâncias. objeto direto. Acabei a lição. b) objeto direto. b) Demitiram o secretário da instituição. objeto direto. como se me avisasse. e) Estava irritado com as brincadeiras. objeto indireto. 10. com os seus eternos móveis e costumes. c) sujeito. e) verbo-nominal. Caiu. 11. nominal. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor. respectivamente. 5. ( ) Sou favorável ao novo projeto. Alguns acharam meu discurso um desastre parlamentar. ( ) A fogueira estalava. verbal. Acabei. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Em Os excursionistas retornaram felizes à sua cidade. respectivamente. ( ) A criança virou a xícara. a) b) c) d) e) 5. Derrubaram a porta. (3) oração com predicado verbo-nominal. c) verbo-nominal com predicativo do sujeito. Viajarei amanhã de manhã. transitivo direto – intransitivo – transitivo direto. ninguém e me é. 6. a) c) e) Os verbos do primeiro período do texto são. Consideraram meu irmão como malfeitor. sem guardar delas nem caras. 82 – . d) intransitivo. verbo-nominal.Não. d) objeto indireto. objeto direto. a sós comigo e o meu desprezo. a) c) e) Em Não lhe arranquei mais nada tem-se verbo transitivo direto.R. a) Os viajantes chegaram cedo ao destino. objeto direto. 18. Meu tio foi nomeado embaixador. b) nominal com verbo de ligação. Em Capitu ria alto. 7. objeto direto. Caiu do automóvel. b) nominal. ( ) A fazenda renasceria. nem nomes. Coloque: a) para verbo de ligação. transitivo direto e indireto. (FMU) – Assinale a alternativa em que aparece um predicado verbo-nominal. O verbo arrenegar foi usado como transitivo indireto. a) b) c) d) Indique a alternativa em que o predicado é verbo-nominal. 19. c) para verbo transitivo.R. d) Compareceram todos atrasados à reunião. (Machado de Assis) 4. objeto direto. d) verbo-nominal. nominal. 9. é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias. Desde então ficou desconfiado. Eu ia caminhando pela avenida. sujeito. verbo-nominal. sujeito. (ESPM) – Quando percebi que o doente expirava. a lição. verbo-nominal. ferida. Classifique os termos grifados como predicativo do sujeito ou do objeto. falava alto. a) verbal. c) Nomearam as novas ruas da cidade. verbal. de acordo com a seguinte indicação: (1) oração com predicado nominal. Encontrei Maria Clara mais envelhecida. Ao contrário. mas ninguém me ouviu. e) sujeito. (M. nominal.

ou baleias assassinas. As orcas. Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal Leia e. IV. Com o mau tempo não podemos trabalhar ao relento. d) complemento nominal – objeto direto – objeto indireto. O automóvel parou perto do rio. e contava-me isso cheio de uma admiração lacrimosa. as palavras destacadas exercem. O som estava alto. país do futuro me ensinaram em criança. de a) adjunto adnominal e adjunto adverbial de assunto. Segunda-feira haverá um jogo importante. 5. b) afirmação e negação. o termo destacado é a) objeto direto. e acrescentasse alguma palavra relativamente aos dotes que Deus lhe dera. adjunto adnominal e objeto indireto. e) adjunto adnominal – adjunto adverbial – objeto direto.20. b) adjunto adnominal – complemento nominal – sujeito. e) nenhuma das anteriores. que falava de mim todos os dias. de a) lugar e modo. d) adjunto adverbial de causa. adjunto adnominal e objeto direto. Todos falavam alto. respectivamente. II. 8 metros. as funções de a) sujeito – objeto direto – objeto indireto b) adjunto adverbial – objeto indireto – adjunto adnominal. função sintática de a) complemento nominal e complemento nominal. b) c) d) e) objeto indireto e objeto indireto. INVERSO Brasil. quase a todas as horas. Os termos sim e não são adjuntos adverbiais. respectivamente. Viajava folgadamente. d) afirmação e intensidade. o desvanecimento de minha mãe nessas ocasiões era indescritível. Em O mestre tachou-nos de indisciplinados. sim. respectivamente. AS BALEIAS Se a maioria das pessoas que mora nas grandes cidades não tem sequer a chance de conhecer cavalos ou bois. b) adjunto adverbial de tempo. A única oportunidade de encararmos de frente algum desses animais. (FEI) – Resolva as questões a seguir conforme o código que segue: a) adjunto adverbial de lugar. O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores. d) objeto indireto e complemento nominal. é nos shows aquáticos. Os termos aos dotes e de uma admiração lacrimosa exercem. O poço secou com o calor. c) dúvida e negação. No texto. c) predicativo do objeto. a) adjunto adnominal – adjunto adverbial – sujeito. na menor das espécies. d) predicativo – objeto indireto – objeto direto. (Machado de Assis) 1. a) b) c) d) e) f) g) h) i) 3. Módulo 6 – Adjunto Adverbial 1. b) adjunto adnominal e objeto indireto. Adjunto adverbial de causa está em Compro livros com o dinheiro. que medem. Há muito tempo. Fomos à Bahia. Como a apurasse sempre. As expressões de minha mãe e de mim exercem função sintática. José Dias apertou-me as mãos com alvoroço. Tio Cosme se enternecia muito. (Millôr Fernandes) 4. responda aos testes. e) adjunto adnominal e complemento nominal. 2. d) objeto indireto e adjunto adnominal. 3. E agora ensino: Quem espera nunca alcança. a) b) c) d) e) Assinale as orações com adjunto adverbial. e) afirmação e afirmação. o pronome me exerce função sintática. de a) objeto direto e objeto indireto. c) adjunto adverbial de modo. (UFPI) – Na frase Essas atitudes impensadas podem trazerlhe alguma consequência desastrosa. I. que não te escrevo. – 83 . respectivamente. (MACKENZIE) – Os termos do futuro. a seguir. e) adjunto adnominal – objeto direto – predicativo. 2. Passeávamos com o intérprete. em criança e Quem são. Elas formam suas comunidades em alto-mar. ainda mais remota é a possibilidade de ver de perto alguma baleia. Estava folgado. c) objeto indireto e objeto indireto. d) complemento nominal. III. e) complemento nominal e objeto indireto. c) objeto indireto e objeto indireto. respectivamente. b) complemento nominal e adjunto adnominal. b) predicativo do sujeito. Esqueçamos esta dor sem remédio. complemento nominal e objeto indireto. respectivamente. De modo algum te intrometas na vida alheia. c) complemento nominal – objeto indireto – objeto direto. como são 4. Pedro é efetivamente bom. preferindo geralmente as águas geladas dos oceanos próximos aos pólos. c) adjunto adnominal – objeto indireto – objeto direto. Estou sem amigos. e logo pintou a tristeza de minha mãe. Vives bem mal. Vou ao Rio.

c) ( ) Dize. senhor rei. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa que contenha vocativo. b) complemento nominal. Coloque (A) para aposto e (V) para vocativo a) ( ) Este escritor. complemento nominal. e) sujeito simples – transitivos diretos. c) objeto indireto. a) vocativo – intransitivos. faça todos os gestos de incredulidade. c) vocativo – transitivos diretos. b) sujeito. c) objeto indireto. e) Sim. (MACKENZIE) – Em Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado. Isto quer dizer que não existem predadores para ela. d) complemento nominal. leitor. Indique a função sintática dos termos destacados. as causas de sua morte são a velhice ou a doença.conhecidas. 8. c) Ao traidor. como romancista. Aves brancas e delicadas enfeitavam a beira da lagoa. 9. d) aposto – transitivos diretos. adjunto nominal. meu filho. b) predicativo do sujeito. c) adjunto adnominal – adjunto adnominal – complemento nominal. 6. o termo destacado é a) adjunto adnominal. b) O peixe cai-lhe na rede. as funções sintáticas de a) predicativo do objeto – predicativo do sujeito – adjunto adnominal. d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã. senhores das aldeias. adjunto adnominal. Em que alternativa as vírgulas separam um aposto? a) Filho meu. somos homens do povo. complemento nominal. b) aposto – intransitivo. e) complemento nominal. Trago-te flores. Nós. b) adjunto adnominal – predicativo do sujeito – complemento nominal. d) adjunto adnominal. que nos viu passar unidos e ora mortos nos deixa e separados. seu doutor! 2. de assassinas e de sua morte exercem. c) aposto. (UFSC) – Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que o lhe é adjunto adnominal. respectivamente. restos arrancados da terra. as frutas e algo mais. nosso vizinho. são ensinadas a pular. as expressões de um pé e de gerânio são. quando famintas. d) adjunto adnominal. a) sujeito. nunca foi superado. montou uma oficina. Além disso. filha de Theodoro. A cidade do Rio comove aos mais duros de sentimentos. respondeu ele. b) Ah! eu lhe agradeço muito. a) b) c) d) (FEFASP) – Em que alternativa não existe aposto? Homens. a) adjunto adnominal. as orcas são consideradas a espécie mais poderosa de sua família. c) objeto direto. 7. (Machado de Assis). e) adjunto adnominal – adjunto adnominal – adjunto adnominal./ já foi pastor de gado. A. curiosamente. e) aposto. a) …anunciou-lhe: Filho. Apesar de seu pouco simpático apelido. quem te fez chorar? d) ( ) Jerônimo. como focas ou leões-marinhos. 6. jogar bola com o nariz ou mesmo carregar o treinador nas costas. (MACKENZIE) – Os vocábulos dos oceanos. Antão só pensava na linda Thereza. Alencar) d) Tristeza. d) complemento nominal – adjunto adnominal – predicativo do sujeito. Gonzaga) Minha bela Marília é a) vocativo. amanhã vais comigo. não lhe perdoaremos jamais. alguém lhe propôs emprego. b) objeto indireto. 5. angústia. animais e árvores. b) ( ) Mestres de todas as horas. os verdadeiros patriotas. tudo é terra e da terra. é homem de estatura meã. o termo leitor é ____________ e os verbos são _____________ . d) vocativo. Assinale a alternativa sem aposto: a) O dr. frios. a mesma dos golfinhos. Choraram amargamente o seu destino. 8. Em Ninguém concordou com a demolição daquela casa antiga. tudo passa/ A sorte deste mundo é mal segura/ Se vem depois dos males a ventura/ Vem depois dos prazeres a desgraça/ Estão os mesmos deuses/ Sujeitos ao poder do ímpio fado:/ Apolo já fugiu do céu brilhante. (UNIP) – Em Abaixe a cabeça. melancolia eram o seu pão de cada dia. onde estás? b) A vida. Eu vou! Os doces comi. 4. médico. Aquiles. elas não são hostis ao homem. (UFMG) – A propósito do trecho que segue. 84 – . Foram chamadas de assassinas por costumarem atacar pinguins e até mesmo outros mamíferos. c) Não os detêm ou amedrontam barreiras e contratempos: chuvas. 7. e) agente da passiva. é uma loteria. e à cabana de Araquém… (J. por que não varre esta casa direito? ) Essa moçarada é teimosa. complemento nominal. Módulo 8 – Aposto e Vocativo 1. os livros nos ensinam e divertem. aponte a resposta correta. (T. secas. c) Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras. Mas seu cardápio habitual é de peixes. respectivamente. Beijo-vos as mãos. Minha bela Marília. e) ( f) ( ) Ó Vitória. 3.

a) Nós seremos julgados pelos nossos atos. d) tivessem sido colocados – seriam conseguidos. (MED-TAUBATÉ) – Assinale o item em que há erro na conversão da frase da voz ativa para a voz passiva (com verbos transitivos diretos e indiretos).. obtém-se a forma verbal a) guiava-se. Sou um aleijado. exceto: a) Os portões foram fechados pelo faxineiro.. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz ativa a frase O processo deve ser revisto pelos dois funcionários.Módulo 9 – Voz Passiva Analítica 1. Ele foi avisado dos perigos (ou foram-lhe avisados os perigos). d) Ouvi a notícia pelo rádio. Estão todos dormindo.. c) Se me vissem assim por Madalena. uma boca enorme. E a desconfiança terrível que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também consequência da profissão. e) seriam colocados – seria conseguido – 85 . (MACKENZIE) – Assinale a única alternativa em que há agente da passiva. Se Madalena me via assim. d) espalhou-se. c) guiavam.. obtém-se a forma verbal a) deve-se rever. 2. c) Os livros foram comprados pelo aluno. ITAJUBÁ) – Transforme segundo o modelo: — Foi socorrido por amigos. um grande silêncio. d) eram guiados. Patifes! (Graciliano Ramos) 9. b) Esta manhã uma jovem deu à luz três gêmeos. com certeza me achava extraordinariamente feio. fica: a) Se eu era visto assim por Madalena. (MED. b) Fomos aconselhados pelos mestres. e) Avisaram-no dos perigos (ou avisaram-lhe os perigos). 11. outros aquilo. você pode ficar. uns diziam isto. c) era dito.. Se ao menos a criança chorasse. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz passiva a oração O faro dos cães guiava os caçadores.. colocando-se os verbos na voz passiva. 7.. b) foi espalhada. a) São ótimos os livros com que o professor te presenteou. Ele foi cientificado por nós de que chegaríamos hoje... É horrível! Se aparecesse alguém. d) reverão. c) Comunicaram-nos que ele chegaria hoje. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. quase infinita. Devo ter um coração miúdo. a) Foste ajudado por muitos. b) será revisto.. rios cheios e uma figura de lobisomem. Nem sequer tenho amizade a meu filho. E um nariz enorme. d) Cientificamo-lo de que chegaríamos hoje. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão.. Lá fora há uma treva dos diabos. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. Quando eu já estava barbeando o bandido.. com verbo na voz passiva. c) foram espalhadas. b) Não se encontram mais artigos bons.. A oração Se Madalena me via assim. c) Agradeço-lhe pelo livro. Foi-nos comunicado que ele chegaria hoje. — Amigos socorreram-no.. de onde não pudessem ser vistos por ele. dedos enormes. (OSEC) – Em . Texto para as questões de 9 e 10. A vela está quase a extinguir-se. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. b) Se eu fosse visto assim por Madalena. obtêm-se as formas: a) fossem colocados – seria conseguido. Esta manhã três gêmeos foram dados à luz por uma jovem. temos: a) tinham dito.. No período Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. e) são espalhadas. c) devem rever.. d) Até domingo ela já terá chegado. e) Os documentos foram encontrados. c) tivessem sido colocados – seria conseguido.. e) Por mim. (MAUÁ) – Passe para a voz a) ativa: . agito a cabeça para repelir a visão que me exibe essas deformidades monstruosas. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. (ENG... A profissão é que me deu qualidades tão ruins. 6.. e) haviam dito. d) seria dito. 8.. Fecho os olhos.. e) Se Madalena me tivesse visto assim. b) foi dito.. d) Se tivesse sido visto por mim e Madalena. 5.. b) passiva: .... e) foram guiados. b) fosse colocado – será conseguido. a forma verbal espalha na voz passiva passa a ser: a) eram espalhadas. POUSO ALEGRE) – Todos os verbos abaixo estão na voz passiva.. Foi este modo de vida que me inutilizou. Em Por mais que tivessem colocado obstáculos a minha entrada no clube. b) Olha essa terra toda que se habita dessa gente sem lei. São ótimos os livros que te foram presenteados pelo professor. pois minhas credenciais estavam em ordem. 4. não o conseguiram. 10. colocandose o verbo na voz passiva. lacunas no cérebro. e) rever-se-á. Marciano está dormindo. b) ia guiando.. 3.

______________ épocas em que não _____________ levantamentos. e) A ordem direta da frase expressa um raciocínio retilíneo. 2. E. c) O menino feriu-se por acaso. liam-se as provações sofridas. por meio de outro sujeito. b) Descobriram-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. Hoje não são mais feitos carros como antigamente. c) Trata-se sempre do mesmo problema. 3. não _________________ dados atualizados na secretaria. b) Estuda-se novo processo de irrigação. d) Tinham descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. no horror da descrição. a) b) c) d) e) (MED. (MED. aqui. Ouviram-se lindas melodias. praticamente. E. 8. (BRÁS CUBAS) – Assinale a alternativa em que ocorre uma voz passiva pronominal: a) Vive-se muito bem no Brasil. nas vestes em pedaços. Estaria mantida a correção da frase acima caso ela fosse reescrita como está proposto na alternativa a) Tinham sido descobertos dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. 7. b) os livros indicados. sem meandros de expressão. mas de crianças. e) Haviam descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. c) A indeterminação do sujeito em liam-se aponta para um observador que não assume a própria palavra. c) sujeito indeterminado. conservando o modo e o tempo. a) se trata – tratam-se b) se trata – trata-se c) se tratam – tratam-se d) se trata – se trata e) se tratam – se tratam 11. (MED.. c) Descobriu-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. assinalar o sujeito: a) nas livrarias. e crianças _____________________ com carinho. (Euclides da Cunha) 4. ITAJUBÁ) – Todas as frases estão na voz passiva. Assistiu-se a dois bons espetáculos. e) Arrisca-se a vida por tão pouca coisa.Módulo 10 – Voz Passiva Sintética 1. exceto: a) Fala-se. Vendeu-se a casa). 9. Amanhã vai fazer dois anos que eles vieram ao Brasil.” A palavra se. d) não existe sujeito. (A. a) Houve – se fez – havia b) Houve – se fizeram – havia c) Houveram – se fez – tinha d) Houveram – se fizeram – haviam e) Houve – se fizeram – existia 10. 6. (CESCEM) – Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. pode ser classificada como: a) pronome reflexivo/OD b) pronome reflexivo/OI c) partícula apassivadora d) índice de determinação do sujeito e) partícula expletiva 86 – . b) Encerram-se hoje as inscrições. b) O objeto direto provações sofridas ratifica a ideia de sofrimento dos adjuntos adverbiais. d) Ouviu-se um barulho estranho. (modelo: Foi vendida a casa. CATANDUVA) – Assinale a alternativa errada: Creio que hão de existir razões. nos corpos emagrecidos e nas vestes em pedaços. exceto: a) Fazia-se a relação dos livros novos. Não ___________________ de objetos. Aponte a alternativa correta sobre a frase acima. b) Assistiu-se o enfermo com desvelo. (MACKENZIE) – Em todos. uma bela língua. Nenhumas das anteriores. (SÃO JUDAS) – Dois ninhos repletos de ovos de dinossauro foram descobertos na província argentina de Rio Negro. c) Procedeu-se à verificação de aprendizagem. (VIÇOSA) – Há voz passiva sintética em todos os itens. e) sujeito oculto.) – “Não se pensou em tal fato. (FEI) – Transformar a voz passiva analítica em passiva sintética. d) Projetava-se um grande frigorífico. d) Nenhuma das anteriores. que aparece no trecho acima. TAUBATÉ) – Na frase: Encontraram-se os livros indicados nas livrarias. 5. e) Abriu-se uma clareira naquela mata. Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. d) O sujeito nos corpos emagrecidos completa-se. a) O sujeito provações sofridas confirma a ideia de sofrimento contida nos adjuntos adverbiais.

(UFPA-PA – MODELO ENEM) – Considerando-se que o texto transcrito é uma cantiga de amor. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – O título do poema de Oswald remete o leitor à Idade Média. Senhor1. E. assim como nas cantigas de amor. revela em seus poemas o nome da mulher amada. Se eu podess’ora meu coraçon. assi Deus mi perdon. b) o homem. Nas demais alternativas. tam doentes da partida. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. e) o eu lírico é um homem apaixonado que sofre e se coloca na posição de servo da “senhor”. se soubéssedes quanto mal mi vem por vós. c) idealização do amor. meu bem. já que o trovador se coloca numa posição inferiorizada (vassalo) em relação à dama (a suserana ou senhor). c) na lírica trovadoresca. pero mi havedes gran desamor. nutre esperanças de um dia conquistar a mulher amada. a mulher (ou o seu amor) é vista como algo inatingível. que a) o trovador. que. (Oswald de Andrade. Ca4. 5 – Val: valer. d) saudade de um ente distante. se soubéssedes quanto mal levei e quanta coita.org) 1 – Senhor: senhora.FRENTE 2 LITERATURA Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca Texto para o teste 1. aspecto que confere à cantiga de amor um tom lamentativo. que haveríades doo3 de mi. senhor. é correto afirmar. partem tam tristes meus olhos por vós. de acordo com as regras do amor cortês. pero me fazedes mal e mi nunca quisestes fazer bem. – 87 . Tam tristes. que lamenta a ausência do namorado que viajou e a abandonou. por vós. forçar e poder-vos dizer quanta coita2 mi fazedes sofrer por vós. como a coita ou sofrimento amoroso e a reprodução da hierarquia do sistema feudal. Resposta: B 1. par Deus que pod’e val5. cuid’eu. ao cantar a alegria de amar. d) o trovador se coloca no lugar da mulher que sofre com a partida do amado e confessa seus sentimentos a um confidente (mãe. tam saüdosos. In Portal Galego da Língua: Cantigas trovadorescas. ajudar Resolução A alternativa e menciona características centrais das cantigas de amor. mesmo sendo imperfeita. Disponível em: http://agalgz. mencionam-se características das cantigas de amigo (alternativas c e d) ou elementos que não se aplicam à cantiga de amor. nesse tipo de composição poética. CANTIGA SUA PARTINDO-SE Senhora. (D. sobre esse tipo de produção poética. Módulo 2 – A Poesia Palaciana Texto para o teste 3. cuid’eu. 3 – Doo: dó. cuid’eu. século XX) 2. des que vos amei. na cantiga de amor. 2 – Coita: sofrimento de amor. Resolução Nada mais notório que a relação entre “Senhor Feudal” e a organização social da Idade Média e a instituição da suserania e vassalagem. é objeto de desejo. 4 – Ca: porque. senhor. tam cansados. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. e) igualdade entre as pessoas. Nele. tam chorosos. a ideia de poder retoma o conceito de a) fé religiosa. E mal seria se nom foss’assi. per boa fé. essa modalidade de cantiga caracteriza-se por conter a confissão amorosa da mulher. que haveríades doo de mi. amiga ou algum elemento da natureza). Resposta: E Texto para o teste 2. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. que haveríades doo de mi. Dinis. b) relação de vassalagem.

assinale a afirmação incorreta. 4 – De cote: de uso diário. como a apresentada acima. Módulo 3 – Gil Vicente Texto para o teste 5. Resolução O lirismo provençal dominou o período anterior. 2 – Chamalote: tecido de lã e seda. sempre são repletas de gracejos e de palavrões. manuais de Direito Parvo: — Hou. homens dos breviários. com intenção satírica. Voltas Leva na cabeça o pote. a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representa a base filosófica e cultural do Renascentismo. Horácio etc. 3 – Vasquinha: saia de vestir por cima de toda a roupa. tam fora d’esperar bem. mas do chamado latim macarrônico. o Parvo afasta-se de sua simplicidade. o Trovadorismo. d) Por meio de seu latim. o Parvo está denunciando a corrupção do Corregedor e do Procurador. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. c) predileção por formas fixas. Resposta: D 4. 88 – . e a figura do monarca destaca-se no cenário político nacional. com muitas pregas na cintura. e) cultura popular. Sobre o Humanismo. que passará a ser usado pelos inovadores “italianizantes” (Gil Vicente era conservador) e se generalizará em época posterior ao teatro vicentino. e) Retoma os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade. Não se trata de latim erudito. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário indevido em relação aos versos de Gil Vicente. Resposta: D Resolução O Parvo utiliza palavras latinizadas para produzir efeito burlesco ou cômico. b) a alegoria bíblica. Não se relaciona à medida nova: a) versos decassílabos. Resposta: E Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões 7. tradicional. valendo-se dos chamados versos redondilhos. O verso utilizado representa uma antecipação renascentista.. (. Resposta: D 6. Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão. rapinastis coelhorum roubastes os coelhos et pernis perdiguitorum e pernas de perdizes e mijais nos campanários! (Auto da Barca do Inferno) 5. Sainho de chamalote2.. Boccaccio e Petrarca. tercetos. b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursores Dante Alighieri. (MODELO ENEM) – Só não é característica do teatro vicentino a) a sátira social. Resolução Gil Vicente escreveu na medida velha. Virgílio. Resposta: E Texto para o teste 8. d) Marca-se pelo fortalecimento da estrutura feudal. c) Denomina-se também Pré-Renascentismo. a) As falas do Parvo. d) a intenção moralizante. O esquema de rimas é: ABAB – CDCCD – ABAB. e não segura. Traz a vasquinha3 de cote4. ou Quatrocentismo. a assimilação de modelos e formas da Antiguidade (Homero. Os versos apresentam sete sílabas métricas. Beleza e Perfeição. A linguagem desse poema nos é mais acessível que a linguagem das cantigas trovadorescas. O testo1 nas mãos de prata. b) Nessa fala. Mais branca que a neve pura. b) influência italiana. Cinta de fina escarlata. e não segura. mostrando-se conhecedor de outras línguas. Petrarca etc. c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródica dessa língua. Vai formosa. e corresponde ao século XV. Boccaccio.Partem tam tristes os tristes. O eu lírico expressa-se por meio de hipérboles. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa incorreta sobre o poema transcrito. oitavas e odes. e) a medida nova. Vai formosa. (João Ruiz de Castelo Branco) 3. e) Ao misturar um falso latim com palavras vulgares. A medida nova corresponde ao verso decassílabo (dez sílabas métricas). Resolução O Humanismo afasta-se das concepções medievais e caracteriza-se pela afirmação do Homem e de suas realizações terrenas. c) o caráter popular.).) (Camões) 1 – Testo: tampa do pote. DESCALÇA VAI PARA A FONTE Mote Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura.) e do dolce stil nuovo da Renascença italiana (Dante. d) sonetos. Resolução A medida nova pressupõe a erudição.

Camões celebrizou-se por seus versos em medida nova (o verso decassílabo). tradicional.)” é completado pelos termos: a) cobiça. constitui o ápice da produção poética camoniana.. c) A lírica na medida velha. Porque essas honras vãs. É melhor merecer essas honras sem as possuir. Os Lusíadas. e) Eliminação do pan-erotismo. Baseando-se nos versos transcritos e nas informações que você tem sobre a lírica camoniana.) um freio duro (.. Camões superou muitos de seus contemporâneos e antecessores.” (Os Lusíadas. 5 – Dai-me igual canto aos feitos da famosa 6 – Gente vossa. em favor de uma ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. Parafraseando o fragmento: “Por isso vocês que buscam a fama. b) A protagonista. d) Contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antiguidade. E na ambição também. podemos dizer que Camões figura diretamente a poesia lírica e a poesia épica. essa riqueza. d) Mesmo na medida velha. 3 – Mas de tuba canora e belicosa. (FUVEST-SP) – O sentido de “ponde (. (FUVEST-SP) 1 – Dai-me uma fúria grande e sonorosa. (Os Lusíadas) Com referência a essa estrofe da Invocação.. e) cobiça e honras vãs.). e) A poesia de Camões representa o amadurecimento da língua portuguesa. porque essas honras vãs. IX. Resposta: B 10. vício da tirania e honras vãs. Ó ponde na cobiça um freio duro. Trata-se de: a) Concepção da história nacional como uma sequência de proezas de heróis aristocráticos e militares. Que possuí-los sem os merecer. 92-93) 11. e) É preferível merecer honras e riquezas não conseguidas a obtê-las sem merecimento. despertem do sono da preguiça ignorante. do que possuí-las sem merecer”. nos versos: a) 1 e 3 b) 2 e 3 c) 2 e 4 d) 1 e 5 e) 5 e 8 Resolução A poesia lírica é referida em “agreste avena” (= flauta de bambu. medieval. Resposta: E Módulo 6 – Os Lusíadas – II As questões de 11 a 14 referem-se ao texto que segue: “Por isso. Despertai já do sono do ócio ignavo. como nas cantigas de amigo. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 9. que indignamente Tomais mil vezes. A poesia épica é representada pelo som da “tuba canora e belicosa”. c) escravidão e cobiça. a) Pode-se afirmar que Camões utilizou versos redondilhos. que a Marte tanto ajuda: 7 – que se espalhe e se cante no Universo 8 – Se tão sublime preço cabe em verso. Resolução A ambição está incluída entre as “honras vãs”. dentro da chamada “poesia palaciana”. 4 – Que o peito acende e a cor ao gesto muda. Resposta: A 12. é uma plebeia.) e no vício da tirania (. O corpo feminino e sua sensualidade são descritos com exuberância. idealizada e espiritualizada do Amor.. Resposta: C Resolução Se na poesia lírica de Camões predomina a concepção neoplatônica. ó vós que as famas estimais.8. realçando o orgulho humanista de autodeterminação e do avanço no domínio sobre a natureza. b) Apologia dos poderes humanos. Se quiserdes no mundo ser tamanhos. não dão às pessoas o verdadeiro mérito. ambição e ócio.. indique a opção incorreta. d) cobiça. c) Os que aspiram à glória devem fugir ao ócio. 2 – E não de agreste avena ou frauta ruda. mais amante da caça e da companhia masculina.. b) ambição. esse ouro puro Verdadeiro valor não dão à gente: Melhor é merecê-los sem os ter. Uma dessas características está incorreta. na ambição também (.. Leonor. (VUNESP-SP – adaptada) – Apontam-se a seguir algumas características atribuídas pela crítica à epopeia de Luís Vaz de Camões. cana de aveia) e “frauta ruda” (= flauta singela). ousadamente. que escraviza a vontade do homem livre. trocar “a gente e bela forma humana” pela “alegria bruta e insana” da caça. Sebastião. d) É preciso refrear a excessiva ambição e o pendor para a tirania. Resolução Embora tenha composto poemas na medida velha. critica a misoginia (aversão às mulheres) do Rei D. respectivamente. ambição e vício da tirania. b) As falsas honras e a riqueza não dão valor às pessoas. sua estabilização e maior manifestação de excelência literária.. existente em parte da lírica. Considera pecado grave o que fazia o rei. e no torpe e escuro Vício da tirania infame e urgente. Camões. c) Efabulação mitológica e recorrência ao imaginário pagão. na sua epopeia há um transparente apelo erótico e sensual e a noção de que não há pecado no prazer carnal. Que o ânimo de livre faz escravo. – 89 . se quiserem ser grandes no mundo. E ponham um freio duro na cobiça. (FUVEST-SP) – Indique a ideia que não está no texto: a) A ambição é um vício torpe que leva à tirania.

e) satírico. imaginação e exageração são características barrocas. Resolução Segundo o texto. racional. Resolução Nos versos. (Padre Antônio Vieira) 90 – .) para as agudezas ou sutilezas de pensamento”.. d) pode ser entendida como o apego à palavra versus o apego ao pensamento. considerado monstruoso e de mau gosto. uma vez que tanto o cultismo quanto o conceptismo têm sua origem no Renascimento. intensamente. eufuísmo e mesmo preciosismo. c) filosófico. para as agudezas ou sutilezas de pensamento. da escultura e da arquitetura. A. Resolução O texto afirma “O primeiro [o cultismo] repousa sobretudo no som e na forma. Castello) 15..Resolução Ler a paráfrase que aparece na resolução do exercício anterior. Opondo-se ao normativo e racional do Classicismo. amante da força. o Barroco é a) monstruoso e de mau gosto.. transitório e finito. já que é impossível distinguir o cultismo do conceptismo. dinâmico. e em que se distinguem duas coordenadas fundamentais — o culteranismo ou cultismo e o conceptismo — às quais correspondem outras tantas designações de âmbitos nacionais — gongorismo. O roubar pouco é culpa. Daí derivam a sua temática e os seus processos técnicos e expressivos. afirma-se “Ó ponde na cobiça um freio duro. porque roubais em uma armada. e) os vícios em geral. e) não tem base real. porém ele. que por ali andava roubando os pescadores.. / Verdadeiro valor não dão à gente”. o Barroco opõe-se ao normativo e racional característicos do Classicismo. foi valorizado como uma constante histórica reconhecível em todas as manifestações artísticas e mesmo em toda a civilização. os Alexandres. b) narrativo. o Barroco se define libertador. simultaneamente. além de seu misticismo ideológico. é dinâmico.. / . Até há uns trinta anos. c) normativo. (FUVEST-SP) – O autor inclui nas “honras vãs” a) a ambição de glória. embora prevaleça a sua delimitação histórica confinada do século XVII à primeira metade do século XVIII. reconhecíveis nas duas coordenadas que o compõem. imaginativo e exagerado (hiperbólico). c) a liberdade de ânimo. Revisto. Porque essas honras vãs. opondo-se ao Classicismo mais do que o próprio Romantismo. sois imperador? Assim é. a expressão Barroco designava um fenômeno específico da pintura.. assim como audácia. Panteísmo e dinamismo. hiperbólico e imaginativo. Resposta: D 16. tendendo (. Resolução Trata-se de uma digressão (dissertação) de cunho moral e filosófico que o eu poemático lança no final do canto IX.. frequentemente. e vós. o roubar com muito. aplicável a épocas distintas. Certamente é quase impossível a perfeita distinção entre cultismo e conceptismo. Resposta: D 13. dinâmico. / E na ambição também. marinismo.. e como fosse trazido à sua presença um pirata. Candido e J. voltado para a paisagem e apegado ao espírito pagão. O primeiro repousa sobretudo no som e na forma. (A. O segundo apoia-se no significado da palavra. Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia. (MODELO ENEM) – Segundo o texto. um tom a) descritivo. Foi assim que a expressão passou a ser adotada pela crítica e história literárias. b) apegado ao espírito cristão e intensamente dinâmico. d) patriótico. enquanto favorece a fantasia na busca de imagens e sensações que ultrapassam as sugestões da realidade. Resposta: C tendendo para o abusivo jogo de vocábulos e de raciocínio. com transições bruscas ou associações inesperadas. e) de uma estética simples. o roubar muito é grandeza. Ambos têm ascendência renascentista. Resposta: A Módulo 7 – Barroco Texto para os testes 15 e 16. o roubar com pouco poder faz 10 os piratas. libertador e amante da força. (MODELO ENEM) – A oposição cultismo versus conceptismo a) pode ser compreendida como o aspecto sensorial versus o intelectual. voltada ao equilíbrio e à contenção das formas. (FUVEST-SP) – Caracteriza o texto. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial. porque roubo em uma barca. respondeu assim: Basta. c) não pode ser definida. que não era medroso nem lerdo. b) pode ser compreendida como apego ao irreal versus o apego à realidade. Resposta: A 14.. no seu desejo de valorização do humano contraditório e instável. que eu. b) a ociosidade. sou ladrão. delimitado do século XVII ao XVIII. repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão 5 mau ofício. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial (.) O segundo [o conceptismo] apoia-se no significado da palavra. d) anormativo. com um sentido global e universal. senhor. d) o refreamento da cobiça. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira Texto para os testes 17 e 18..

Identificou-se incorretamente o sistema de rimas. c) somente III está correta. não se trata de um “soneto oitocentista” e sim seiscentista (século XVII). a) O autor utiliza-se de episódio narrativo como estratégia argumentativa. a alegria. III. não há nenhum elemento místico. c) A pergunta do pirata é argumento para o autor inocentá-lo. Resposta: A 18. (Gregório de Matos) 20. no texto. depois da Luz. demonstrou que nem tinha medo do imperador. na alegria. Neste mundo é mais rico. Esse é um soneto oitocentista. Resolução De fato. Resposta: A Texto para o teste 20. quais sejam. em contínuas tristezas. c) geralmente a riqueza decorre de ações ilícitas. d) as injúrias. o mesmo sentido de “ladrão de pescadores”. Resolução A afirmação I contempla a característica mais notória do estilo barroco – o bifrontismo ou dualismo – demonstrada à saciedade no soneto de Gregório de Matos. II. A respeito de tais afirmações. que cumpre os padrões da forma fixa. Porém. e) Ao descrever a cena em que Alexandre repreende o pirata. (FATEC-SP – modificado – MODELO ENEM) – Sobre as características barrocas desse soneto. mas a alternativa é suficientemente clara e não há outra possível. e) o vil e o rico são vítimas de severas injustiças. e) todas estão corretas. Resolução Pode-se fazer um reparo à redação da alternativa a: a expressão “episódio narrativo” não é adequada. Em III. Há nele um jogo simétrico de contrastes. “pescador” está para “grandeza”. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. rimas ricas. de outro. o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. luz/sombra. d) No contexto. b) A pergunta do pirata comprova que ele não era medroso nem lerdo (linha 5). “alegria” e “firmeza”. interpoladas nas quadras (ABAB) e alternadas nos tercetos (ABBA). d) somente I e III estão corretas. expresso por pares antagônicos como dia/noite. d) A história de Alexandre evidencia a submissão dos pescadores do mar Eritreu. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. tristeza/alegria etc. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. o autor chega a uma conclusão de caráter particular. b) somente II está correta. assim como “culpa” está para “imperador”.17. que compõem a figura da antítese. Além disso. na formosura não se dê constância e. a tensão opositiva do soneto não é entre o sagrado e o mundano. com sua pergunta. c) A frase “Assim é” (linha 8) explicita a concordância do autor com relação à atitude de Alexandre. o eu lírico deixa evidente que a) uma pessoa se torna desprezível pela ação do nobre. Resposta: B Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. b) o honesto é quem mais aparenta ser desonesto. e por “constância”. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. e não dura mais que um dia. 19. em geral. em tristes sombras morre a formosura. sinta-se tristeza. se acaba o Sol. invertendo-se as posições das rimas interpoladas (ABBA) e alternadas (ABAB).. ali. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos. nem lhe faltava presença de espírito para uma observação aguda e um raciocínio inteligente. Módulo 9 – Gregório de Matos Texto para o teste 19. apresentou-se como dos tercetos o esquema rimático que corresponde às quadras (o esquema das rimas dos tercetos é CDCDCD). A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. considere as afirmações abaixo: I. a expressão “tão mau ofício” (linhas 4 e 5) refere-se à atividade dos pescadores (linha ?). – 91 . se segue a noite escura. por que nascia? Se é tão formosa a luz. Tratase de um texto reflexivo/filosófico centrado em um tópico da lírica barroca e de todos os tempos: o tempus fugit. o autor revela o lado agressivo dos imperadores. Mais própria seria a redação “narrativa de um episódio”. a) No contexto. deve-se dizer que: a) somente I está correta. e) A palavra “Alexandres” (linha 10) tem. eliminam as injustiças. o pirata. por um lado. Em II. tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. todo ele estruturado por pares antitéticos. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. b) A partir de uma ideia geral. que desembocam no paradoxo contido na chave de ouro: a única coisa constante é a inconstância das coisas do mundo.

(MACKENZIE-SP – modificado – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. uma linguagem coloquial e brejeira. e creio que ainda possam agradar aos que pedem pouco à literatura: uma expressão fácil. Deus — ou foi talvez o diabo — deu-me este amor maduro. e a proximidade da velhice intensifica. façamos.” c) “. e a um e outro agradeço. encontrou condições inteiramente novas. pois. pois que tenho um amor. expressão horaciana consagrada para designar os poemas do convite amoroso em que o argumento é a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte. intocada pelos ventos críticos da Renascença. e) O segmento “que a minha alma delirante / Se não distingue já do meu cuidado” (versos 3 e 4) é objeto direto da forma verbal “vem”. Deus me deu um amor no tempo de madureza. a) O termo a “imaginação de um bem amado” (verso 1) é objeto direto da forma verbal “faz”. do paradoxo e do racionalismo.a essência doutrinária revela um homem primitivo. uma sintaxe linear. Resposta: E Texto para o teste 24. tanto quanto a morte iminente.. o homem de estudo. nota-se que o poeta infringe os princípios clássicos da contenção e manifesta a emoção dum modo tal que seus versos acabam adquirindo foros de crônica amorosa. c) O segmento “daqui vem” (verso 3) introduz ideia de causa. fica evidente que o eu lírico a) reconhece a amada como única forma de não sofrer pela morte. Resolução Os versos de Gonzaga retomam o tema clássico do carpe diem (“colhe o dia”).. apegado ainda à Idade Média: os poemas respiram uma fé inabalável. Resolução O termo “o peito amante” é sujeito paciente do verbo transformar. caspa). Faz a imaginação de um bem amado Que nele se transforme o peito amante. 92 – . Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado.. façamos.” d) “.sua poesia prolonga uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana. acabou por fazer-se verdade artística.. que está na voz passiva sintética (com o pronome se). um encantamento que mais se apura pela fuga do tempo e a previsão da morte: Ah! enquanto os destinos impiedosos voltam contra nos a face irada. segundo o poeta. Foi um acaso feliz para a nossa literatura esta conjunção de um poeta de meia idade com a menina de dezessete anos. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos apresentados por Antonio Candido. já que a morte é inevitável.Resolução O correto entendimento dos dois primeiros versos já seria suficiente para a resposta deste teste. Ficou talvez mais disponível.. a) “.é preciso ver na força desse poeta o ponto exato em que o mito do bom selvagem.. em relação à moça em flor. de Antonio Candido.. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta comentário crítico adequado à obra de Cláudio Manuel da Costa. doce amada. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.. c) considera o presente desagradável.os seus versos agradaram. sim. poeta do Arcadismo brasileiro. extraído de Formação da Literatura Brasileira. d) O segmento “se não distingue” (verso 4) introduz ideia de condição. O quarentão é o amoroso refinado. b) O termo “o peito amante” (verso 2) é sujeito da forma verbal “se transforme”.. Resposta: C Resolução Os versos transcritos — primeiro quarteto de um dos sonetos mais camonianos de Cláudio Manuel da Costa — apresentam duas das características apontadas no trecho constante da alternativa a: “uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana” e o “racionalismo”. (Cláudio Manuel da Costa) 21. A antítese e o paradoxo são igualmente frequentes na poesia deste poeta árcade brasileiro. capaz de sentir poesia onde o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano. rouba) e quem se mostra mais limpo é quem é mais sujo (tem mais “carepa”.” Módulo 11 – Autores Árcades Os testes 23 e 24 baseiam-se no texto a seguir... No Brasil. e) convida a amada a aproveitar o presente.. d) se entrega ao amor da amada para burlar o tempo e atrasar a morte.” b) “. Resposta: A Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa Texto para os testes 21 e 22. isto é. de ambição e de sala. os nossos breves dias mais ditosos. e o amor por Doroteia de Seixas o iniciou em ordem nova de sentimentos: o clássico florescimento da primavera no outono. 23.. evidente no emprego constante da antítese.” e) “. Resposta: B 22. constante desde os árcades.o sentimento amoroso se espraia livremente. “Neste mundo é mais rico o que mais rapa” (isto é. que provavelmente era.. b) se mostra frustrado e angustiado pela possibilidade de morrer.

que tem por chave de ouro uma expressiva gradação em anticlímax. no sucesso de políticas de integração social desse grupo. de Tomás Antônio Gonzaga. E rompe em profundíssimos suspiros. A parte sem o todo não é parte. façamos. assim como “outono” é a metáfora clássica para o “tempo de madureza”. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. Qual a impostura horríssona apregoa. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. de Carlos Drummond de Andrade. e a voluntária morte. evidente no convite amoroso. o indígena é retratado como um ser inferior. c) negam a ideia de que o homem de quarenta anos “é o amoroso refinado”. em nada. Não se diga que é parte. Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa. Módulo 13 – Bocage Texto para os testes 27 e 28. entre outros poemas). doce amada. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre O Uraguai e Caramuru. não um crime. em cinza. Resposta: A Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo 25. a) O destino de Lindoia e o de Moema antecipam aquele que será o destino de Iracema (Alencar). sim. c) Caramuru e O Uraguai consistiram em uma imitação do poema épico Os Lusíadas. nos versos de Drummond. a tomada de Sete Povos das Missões e o naufrágio de Diogo Álvares Correia. além de um gosto. Resposta: A 26. O texto B é o terceto final de um conhecido soneto de Gregório de Matos. irmão de Lindoia. isto é. Amar é um dever. Resolução Entre nossos épicos árcades já havia o elemento indianista posteriormente tão caro aos românticos. Uma necessidade. podem ser tematicamente relacionados ao texto de Antonio Candido. Gregório de Matos Tomás Antônio Gonzaga Basílio da Gama Cláudio Manuel da Costa Preenchidos os parênteses. b) justificam a ideia de que “o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano”. IV. d) confirmam a ideia de que o amor se desencanta “com a previsão da morte”. e pelos decassílabos brancos. como José de Alencar (Iracema) e Gonçalves Dias (“I-Juca-Pirama”. Resposta: A I. os nossos breves dias mais ditosos. de Gregório de Matos. b) Tanto em Caramuru como em O Uraguai. dentro dos moldes com que o Arcadismo revestiu o carpe diem horaciano. façamos. a sequência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV Resolução O texto A é um fragmento de Marília de Dirceu. Mas se a parte o faz todo. e) se opõem à ideia de que “a proximidade da velhice intensifica um encantamento”. Céus não existem. narram-se. em sombra. e) Em Caramuru e em O Uraguai. o que se percebe pela alusão a Caitutu. porém. pois o traço pertinente é a “madureza” do amante. respectivamente. tardio — amor de homem maduro. d) A primazia dada à figura do índio resultou. não vem ao caso a possível juventude da amada. III. O texto C é um fragmento de O Uraguai. em pó. O prêmio da virtude é a virtude. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. na medida em que a) exemplificam a ideia contida em “clássico florescimento da primavera no outono”. No caso de Gonzaga. Texto B ( ) Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. Resolução Trata-se do tema clássico do amor serôdio. entre nós. O texto D é o quarteto inicial de um engenhoso soneto sacro conceptista. É castigo do vício o próprio vício. (Bocage) – 93 .24. essa beleza em terra. tratava-se do amor de um quarentão por uma adolescente. não existe inferno. de Basílio da Gama. sendo parte. sendo todo. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. (ITA-SP) – Leia os versos para fazer a associação. II. “Florescimento da primavera” é a expressão metafórica para esse amor. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Estes versos.

— Mas dor que tem prazeres — Saudade! Misterioso númen que aviventas Corações que estalaram. ainda que fictícia. como os concebia a mística católica da Contrarreforma. e) as alusões a “céus” e “inferno” revelam que Bocage. sendo os dois outros o clero e a nobreza). Resposta: E 28. uma subjetividade se expressa. a saudade. manifesta seus sentimentos. destaca-se a seguinte função da linguagem: a) metalinguística b) referencial c) fática d) poética e) conativa Resolução As formas verbais faze (= faz) e sê. instâncias da eternidade que acolhiam os bons e crentes e puniam com a danação os pecadores não redimidos pela fé católica. o eu poemático — o pastor Elmano. d) a poesia de sátira dos costumes. Garrett invoca a saudade. e gotejam. e) Espanha e Portugal. e) epistolar. b) a segunda pessoa do singular (tu) identifica o destinatário da mensagem. não superou a ideologia contrarreformista do período barroco. obra que inaugura o Romantismo em Portugal. Resposta: B 32. (MODELO ENEM) – O fragmento transcrito é uma espécie de “invocação” à saudade. no caso. só não se pode dizer que a) o apelo amoroso se vale de uma argumentação que envolve conceitos éticos e religiosos.” b) “Que me estás repassando o íntimo peito. Camões) 31. no século XVIII. Considerando o trecho transcrito. d) o apelo contido no verso inicial é fundamentado numa concepção hedonista e racionalista. no Romantismo. Resolução O romance é o gênero que. o fragmento transcrito se associa ao gênero a) dramático. mas delgado Soro de estanques lágrimas — Saudade! (Almeida Garrett. tendo seu início em dois países: 94 – . (MODELO ENEM) – Por tratar-se de poesia na qual prevalece a presença de um eu que manifesta sua interioridade.” e) “Soro de estanques lágrimas — Saudade!” Resolução No verso da alternativa b.27. (MODELO ENEM) – O gênero literário que deteve a primazia no Romantismo. d) romanesco. Resolução O fragmento é uma negação dos “céus” e do “inferno”. a forma verbal na segunda pessoal do singular (“estás repassando”) demonstra que o eu lírico se dirige a um interlocutor. Resposta: C 30. identifique a seguir o verso em que é inequívoco o fato de que o eu lírico se dirige à saudade. Resposta: C Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 29. Resolução O Romantismo literário surgiu na Inglaterra e na Alemanha. como nos versos transcritos. Resposta: C Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano Texto para os testes 31 e 32. foi a) a epopeia.” c) “Com dor que os seios d’alma dilacera. considerado “a revolução literária do Terceiro Estado” (o povo. d) França e Itália. e gotejam Não já sangue de vida. (MODELO ENEM) – Sobre o fragmento da “Epístola a Marília”. correspondem a formas do imperativo. Que me estás repassando o íntimo peito Com dor que os seios d’alma dilacera. (MODELO ENEM) – No verso “Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa”. característico da função conativa da linguagem. Resolução A poesia lírica é aquela em que. b) o drama. que aproxima a tradição da lírica clássica da Antiguidade e as ideias iluministas do século XVIII.” d) “Corações que estalaram. b) Inglaterra e França. a) “Saudade! gosto amargo de infelizes. o “remetente” da epístola. sob o pseudônimo arcádico de Elmano. a pastora Marília. que o autor colocou no início de seu poema Camões (1825). obteve primazia na representação literária da nova ordem social (a burguesia e os desdobramentos históricos por ela provocados). c) o pronome oblíquo me identifica o emissor. c) lírico. Resposta: E a) França e Alemanha. c) o romance. Saudade! gosto amargo de infelizes. pedindo a ela que o inspire para narrar a vida e os amores do poeta Camões. e) o soneto. (MODELO ENEM) – O Romantismo é de origem europeia. c) Alemanha e Inglaterra. b) épico. por meio das quais o eu lírico busca convencer a amada a entregar-se ao amor. Delicioso pungir de acerbo espinho.

mas não durou muito. Resposta: D 34. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. Que os fracos abate. a) A analogia presente no terceiro parágrafo corresponde a um argumento do narrador para provar a afirmação “Enganam-se ambos”. Resolução No terceiro parágrafo. e) o amor de Simão e Teresa é prova de que os poetas e prosadores estão enganados com relação aos relacionamentos juvenis. que. c) hipérbole. única e inflexível”. Que os fortes. Amava Simão uma sua vizinha. Teresa de Albuquerque devia ser. (MODELO ENEM) – Os dois primeiros versos do primeiro texto contêm a seguinte figura de linguagem: a) antítese. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho. b) A analogia presente no terceiro parágrafo contradiz a afirmação “Enganam-se ambos”. ele apresenta o amor de Teresa como exceção à regra dos superficiais e passageiros amores “dos quinze anos” — ideia. perfil cultivado nas obras românticas indianistas. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – De acordo com o texto. já anunciada no final do primeiro parágrafo. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. Resolução O quiasmo é uma figura de linguagem que consiste na “disposição cruzada da ordem das partes simétricas de duas frases”. Tal símile serve. sempre com os olhos fitos na ave-mãe. e com mais seriedade que a usual nos seus anos. o narrador descreve o que seria a norma para os namoros de juventude: uma brincadeira. que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito. (“Canção do Tamoio”) 35. como paixão perigosa. porventura. d) visão idealista e rósea da existência. ironicamente. caracterizado como “amor à primeira vista”. Resolução É evidente nos textos a alusão à fortaleza moral do indígena diante de adversidades. rica herdeira. c) Teresa. foi intenso no início. para amá-la sempre. no parágrafo anterior. (MODELO ENEM) – Os dois textos apresentam uma ideia comum: a) a exaltação das belezas naturais do Brasil. aliás. amava como uma “avezinha que ensaia o voo fora do ninho”. Resposta: B 36. Enganam-se ambos. Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o covarde do forte. porém. A vida é combate. é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho. como a segunda o que é voar para longe. “Enganam-se ambos”. aos quinze anos. e) constatação da fragilidade espiritual do índio. como argumentação. regularmente bonita e bem-nascida. d) O último período do texto exemplifica a analogia usada pelo narrador no terceiro parágrafo. Não chores. por sua vez. uma exceção no seu amor. Pois choraste.Módulo 16 – Camilo Castelo Branco Texto para os testes 33 e 34. e) paradoxo. No último parágrafo. a) o amor de Simão e Teresa é visto pelo narrador como uma brincadeira de criança. Amor de Perdição) 33. “as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude”. amou-o também. O amor dos quinze anos é uma brincadeira. d) anáfora. Resolução A analogia que caracteriza o amor como uma brincadeira reforça a afirmação. meu filho não és! (“I-Juca-Pirama”) Não chores. b) o amor de Simão e Teresa. Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez. única e inflexível. b) quiasmo. e) O último período contesta. Resposta: C – 95 . portanto. meu filho. b) a negação da paternidade. c) A analogia presente no terceiro parágrafo retoma e confirma a afirmação feita por poetas e prosadores. que a vida É luta renhida: Viver é lutar. Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos. d) o caso de amor entre Simão e Teresa rompeu as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude. refuta a opinião de poetas e de alguns prosadores de que o amor de juventude seria “paixão perigosa. os bravos Só pode exaltar. a afirmação feita pelo narrador no primeiro parágrafo. (Camilo Castelo Branco. menina de quinze anos. é a última manifestação do amor às bonecas. c) a fortaleza moral do índio diante da adversidade. Resposta: A Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias Textos para os testes 35 e 36. portanto. Rompem-se.

1). (UFSM-RS – modificado – MODELO ENEM) – Considere as seguintes afirmativas a respeito do soneto: I. b) apenas a afirmativa III. é um traço frequente na produção poética de Álvares de Azevedo. b) o poema contém elementos que constituem oposições no 12 Não te rias de mim. no poema. na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Resolução Os itens II e III apresentam informações pertinentes ao soneto transcrito (item II) e ao poeta Álvares Azevedo (item III). três pronomes de primeira pessoa.. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar. sendo esse um recurso para regularizar o ritmo do poema. na última estrofe. Como a lua por noite embalsamada. 37. 13) e sorrindo (v. identificando o sujeito lírico. c) apenas as afirmativas I e III. O fato de que. d) o verso 1 e o verso 2 se caracterizam pela recorrência do som /l/. 5) e anjo (v. II. Sobre o leito de flores reclinada. não havendo esse recurso nas outras estrofes. meu anjo lindo! 13 Por ti — as noites eu velei chorando. no verso 14. chorando (v. afetividade e Natureza se relacionam situa-o claramente como produção romântica indianista.. afetividade e Natureza. Resposta: D 38. no poema. 14). c) as marcas de pontuação contribuem para representar o estado emocional do sujeito lírico. e o verso 8 se caracteriza pela repetição do som /s/.. atribuindo essa associação à vertente indianista.Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Os testes 37 e 38 referem-se ao poema a seguir: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Pálida à luz da lâmpada sombria.. é incorreto afirmar que a) as palavras finais dos versos são oxítonas. A alusão à morte. 11 Formas nuas no leito resvalando. ou seja. 14 Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo! (Álvares de Azevedo) plano do significado: luz e sombria (v. Está(ão) correta(s): a) apenas a afirmativa I. II e III. Resolução As palavras finais dos versos são paroxítonas. Era mais bela! o seio palpitando. d) apenas as afirmativas II e III. Resposta: A 10 Negros olhos as pálpebras abrindo. 96 – . 7 e v. (UFSM-RS – MODELO ENEM) – A respeito do soneto. a tonicidade recai na penúltima sílaba. 12) indicam que a mulher observada se caracteriza pela pureza. III. As palavras virgem (v. e) as afirmativas I.. e) se encontram.. O erro do item I consiste em associar.

Assinale a alternativa correta. por isso. e) O drama do escravo é expresso por meio de lirismo elevado. e) memorialista. trata do drama do escravo. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta sobre o trecho extraído de “O Navio Negreiro”.. imundo. fundo. (José de Alencar. d) indianista. Infecto. fundo. é exemplo de uma das vertentes da prosa romântica de José de Alencar. E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado. como afirma a alternativa e.. de caráter social. a) Registro da sociedade carioca no século XVI.. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso. Resposta: E 40.. c) Preocupação com temas sociais e políticos. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. d) Apropriação da hierarquia social própria da Idade Média. (MODELO ENEM) – O trecho transcrito.. o “bom selvagem” de Rousseau. Trata-se de exemplo da poesia abolicionista de Castro Alves. (Castro Alves) 39. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. (MODELO ENEM) – O trecho apresentado evidencia uma característica do indianismo romântico alencariano. alto. o porão negro. valendo-se de linguagem inflamada e imagens grandiosas. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. entrega-se ao conformismo. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?. Trata-se da vertente a) urbana. extraído de O Gaúcho. O verso da alternativa b faz menção à triste condição dos negros escravizados. (José de Alencar. O Guarani) 41. na África. b) Castro Alves foge das questões sociais e busca somente a introspecção. e) Idealização do indígena. que menciona um tipo oriundo da região dos pampas. No trecho transcrito. Resolução A obra O Gaúcho é exemplo da prosa regionalista de José de Alencar. se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar. a) O poeta projeta a imagem do herói medieval na figura do escravo. c. detalhe delgado. os versos fazem alusão a um tempo passado. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. apertado. Tendo a peste por jaguar. nos “navios negreiros”. O sono dormido à toa Sob as tendas d’amplidão! Hoje..” Resolução Nas alternativas a. O Gaúcho) 42.. Resposta: B Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para o teste 41.. tufão! (. c) O eu lírico sente-se impotente para mudar o mundo e. E o baque de um corpo ao mar. (MODELO ENEM) – Qual dos seguintes trechos sugere a situação sofrida pelo escravo? a) “O sono dormido à toa.” c) “A guerra.. d) Com muita objetividade. b) Descrição da cultura regional do Brasil. Castro Alves descreve a vida dos negros na época da escravidão. a caça ao leão. Senhor Deus! Se é loucura. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. A guerra.” d) “Sob as tendas d’amplidão!” e) “Ontem a Serra Leoa. Resposta: C – 97 .Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para os testes 39 e 40. portanto. palavras como fidalgo e vassalo podem ser corretamente associadas à hierarquia social feudal. o nariz adunco. em que os indivíduos ainda eram livres. b) historicista.” b) “Hoje.. Resolução Os versos transcritos foram extraídos do poema “O Navio Negreiro” e. mas robusto.. c) regionalista. própria da Idade Média.. d e e.. Resolução É notório em José de Alencar o indianismo “filtrado” pelo código cultural do branco europeu e cristão. como sugere o próprio título. com imagens grandiosas. O fidalgo os recebia como um rico-homem que devia proteção e asilo aos vassalos. o porão negro. Astros! Noite! Tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. quando eram trazidos da África para o Brasil. O rosto comprido.) Ontem a Serra Leoa. a caça ao leão. Resposta: D Texto para o teste 42..

e oj’est o prazo passado: ay. (VUNESP-SP – adaptada) – Trata-se de uma cantiga de amigo ou de uma cantiga de amor? Justifique.o 321 – Cancioneiro da Vaticana) 1. era possível fazer previsões e descobrir o que estava oculto comendo-se carne de abutre: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto no último verso do poema. pois que adivinhais. queredes que vos retraya quando vos eu vi en saya! Mau dia me levantei. cá já moiro por vós — e ai! mia senhor branca e vermelha. sey que andades D’amor muy coytada que tan ben cantades Cantigas d’amigo. ( ) Non chegou. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. — Avuytor comestes. em português arcaico. se de cantiga de amigo. eu vejo que andais Com penas de amor. 2. considerando-se que a palavra abutre se grafava avuytor. Cleonice. senhora. Rio de Janeiro. se vistes meu amado! e ai Deus. madre. — Abutre comestes. suave cantando Cantigas de amigo. Sa voz manselinha fremoso dizendo Cantigas d’amigo. o meu amado. que vos enton non vi fea! III. Sua voz harmoniosa. mentre me for como me vai. Par Deus de Cruz. o meu amigo. moyro d’amor! Non chegou. sey que avedes Amor muy coytado que tan ben dizedes Cantigas d’amigo. que por vós ten a sa morte chegada. Assinale A se se tratar de cantiga de amor e B. I. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo.) 98 – . dona. Organização Simões. Estava a formosa sentada. ( ) Ondas do mar de Vigo. senhora. — Par Deus de Cruz. de acordo com a tradição popular da época. madr’. no contexto do poema. ( ) No mundo non me sei parelha. dona. vedes quem é e seed’en nembrada: eu. (VUNESP-SP – adaptada) – Aponte três fatos do cotidiano medieval aos quais a cantiga faz alusão. Sedia la fremosa seu sirgo lavrando. suave dizendo Cantigas de amigo. Cantigas de Trovadores Medievais em Português Moderno.Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca As questões de 1 a 3 baseiam-se numa cantiga trovadoresca e sua paráfrase. 4. ben talhada. (in Berardinelli. 1953. Sa voz manselinha fremoso cantando Cantigas d’amigo. b) interprete o significado do último verso. madr’. que adevinhades. moyro d’amor! IV. 3. se verrá cedo! II. ( ) Hun tal home sei eu. madre. e considerando-se que. ai. mia dona! ESTAVA A FORMOSA SEU FIO TORCENDO (paráfrase de Cleonice Berardinelli) Estava a formosa seu fio torcendo. SEDIA LA FREMOSA SEU SIRGO TORCENDO (Estevão Coelho) Sedia la fremosa seu sirgo torcendo. bordando. — Por Jesus. (Cantiga n. Sua voz harmoniosa. pp. se vistes meu amigo! e ai Deus. 58-9. (VUNESP-SP – adaptada) – Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. Por Jesus. e oj’est o prazo saydo: ay. se verrá cedo! Ondas do mar levado. vejo que sofreis De amor infeliz.

II. ca por vós perço Deus e sis’e sen. já bastante atenuada. submissas ou atrevidas. que mais que todas las do mundo val. conforme o assunto ou a situação que representam: albas. amigo. e morrerey fremosa no mar mayor! eu atendend’o meu amigo. ( ) Querer eu en maneira provençal fazer agora hun cantar d’amor e querer muyt’i loar mha senhor a que prez nen fremosura non fal. as lutas pela Reconquista. mia dona. as mulheres (soldadeiras.V. anterior ao domínio da escrita. IX. a soledade. servo/ senhor. ( ) Ca nunca eu falei con mia senhor se non mui pouc’oj. A distinção está no recurso retórico do “equívoco”. As protagonistas são moças simplórias ou marotas. ( ) Senhor. senhor. o eu lírico é masculino. eu atendend’o meu amigo! Non ey [i] barqueyro nen [ar] sey remar. Os refrãos e o paralelismo são formas insistentes de repetição de versos. IV.( ) A relação masculino/feminino mimetiza a relação hierárquica da sociedade feudal: vassalo/suserano. assy com’aquesto pass’e passey. 6. nen bondade. e) Algumas composições satíricas do Cancioneiro Geral e algumas cenas dos autos gilvicentinos revelam a sobrevivência. como amante frustrado. a avareza. ( ) O apelo amoroso revestia-se de formalidades e convenções e de uma aura de espiritualidade. serenas e pastorelas. marinheiros e camponeses). a soidão. prostitutas. em obediência às convenções literárias do fin amors provençal e às regras de convivência na corte. Não existiam na lírica provençal. romarias. VIII. fremosa dona etc. ca me tremi’assi o coraçon que non sei lh’o dixe ou se non. bailias. ( ) Originárias da tradição popular. I. Assinale A para o que se referir às cantigas de amor e B para o que for compatível com as cantigas de amigo. ( ) Contêm a confissão amorosa de um homem. se o outro mundo passar. da linguagem livre e da violência verbal dos antigos trovadores. a) A principal diferença entre as duas modalidades satíricas está na identificação ou não da pessoa atingida. eu atendend’o meu amigo! VIII. evidenciando a submissão ao canto e ao acompanhamento musical. VII. estética ou pessoal) eram componentes da vida literária no período trovadoresco. utilizando sistemas estróficos mais complexos e intelectualizados (cantigas de maestria). todalas aves do mundo d’amor dizian: leda m’and’eu! Levad’. ( ) Têm um caráter mais narrativo e descritivo e assumem sempre a feição de um diálogo. ca non por outra sen. IX. sensatas ou levianas. e con tal coita com’aqui levey e lev’eno infer’ey de morar por vós. c) Os alvos prediletos das cantigas satíricas eram os comportamentos sexuais (homossexualidade. que dormides as manhanas frias. b) O elemento individualizante das cantigas de escárnio não é temático. da ambiguidade e da ironia. a coita d’amor. Em tom plangente e lamuriento. que dormides as frias manhanas. V. o trovador expressa seu drama passional. Assinale a afirmação falsa sobre as cantigas de escárnio e de maldizer. se mal. ( ) Mia irmana fremosa. treides comigo a la igreja de Vig’u é o mar salido E miremos las ondas! Mia irmana fremosa. ( ) Refletem a vida cotidiana do medievo (as romarias. d) As cantigas satíricas perfazem cerca de uma quarta parte da poesia contida nos cancioneiros galego-portugueses. ( ) Possuem vocabulário mais escasso e arcaizante. A dama é sempre distinguida com os tratamentos respeitosos de mia senhor. VII. todalas aves do mundo d’amor cantavan: leda m’and’eu! VI. os próprios poetas (trovadores e jograis eram frequentemente ridicularizados). antes de a repressão inquisitorial atirá-las à clandestinidade. ausentes na cantiga de maldizer. quando vos vejo dos olhos catar. amigo. ( ) Compreendem várias espécies. algumas vezes. e direi-vos al: non sei se me lh’o dixe bem. padres e freiras libidinosos). e morrerey fremosa no alto mar! eu atendend’o meu amigo. malmariadas. ( ) Non ey barqueyro nen [ar son] remador. com a qual se disfarçava o impulso erótico situado na raiz das súplicas. adultério. oral. ( ) Têm uma feição mais analítica e discursiva e. Mais do que dixe estou a gran pavor. X. ou de parte deles. e mais vos direiy en: tanto a fez Deos comprida de ben. prescindem do recurso facilitador do refrão ou estribilho. III. treides de grado a la igreja de Vig’u é o mar levado E miremos las ondas! 5. a dura rotina de pescadores. ( ) Levad’. Isso revela que a liberdade da linguagem e a ausência de preconceito ou censura (institucional. barcarolas. alcoviteiras e dissimuladas). – 99 . a corrupção e a própria arte de trovar. nem está na condição de se omitir a identidade do ofendido. numa concepção mais “realista” da mulher. VI.

pois a poesia se separa da música e o trovador cede lugar ao poeta. Módulo 3 – Gil Vicente 1. d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período específico da evolução da cultura ocidental. Assinale a alternativa inadequada a respeito da poesia palaciana. consubstanciado em regras como: revelar seus sentimentos com prudência e moderação (mesura). III. versos redondilhos menores e maiores. revelando a defesa da posição da Igreja medieval. Assinale a alternativa que apresenta um fragmento de poesia que não poderia constar do Cancioneiro Geral. VI. identifique a alternativa falsa. VIII. a) Grande número de composições faz uso do que depois se chamou a “medida velha”. e) Meu amor. porque deles é o reino do Céu”. Sua absolvição decorre do princípio cristão de que “bemaventurados são os pobres de espírito. Módulo 2 – A Poesia Palaciana 1. c) Mantém. designa a atitude de valorização do homem. c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo. no plano temático. confirmando a máxima de que o hábito não faz o monge. 100 – . 2. personifica uma parcela da própria plateia que assistia à encenação dos autos e farsas de Gil Vicente. contrária à especulação e à idolatria do dinheiro. também explorada nas passagens do Corregedor e do Procurador. b) Comigo me desavim. ou seja. de seus atributos e realizações. Sua condenação recoloca em cena a crítica à burocracia corrupta. Sua passagem revela. aparentemente. que tão meu imigo sou. A prostituição e a feitiçaria são as práticas pelas quais a personagem é condenada à barca dos danados. tanto vos quero. especialmente a de origem ibérica. o caráter popular e sentimental da poesia trovadoresca. e de que só a transcendência liberta o homem de sua insignificância terrena. uma atitude preconceituosa do Diabo. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? 3. nem posso fugir de mim. Representa aqueles que se valem da autoridade dos cargos que exercem para enriquecerem de forma ilícita. IX. X. compilada no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. sou posto em todo perigo. É a personificação da má-fé no exercício da profissão e prática de uma religiosidade apenas formal. Ainda sobre o Humanismo. Identifique a personagem do Auto da Barca do Inferno pelo que se diz a seu respeito nas seguintes afirmações: I. Arrogante e presunçoso. Condenado pela usura e ganância – pecados mortais intoleráveis –. ( ) O “serviço amoroso” impunha um rígido código de comportamento. Trata-se de um aspecto de difícil interpretação. d) Senhora. destituída de sentido autenticamente cristão. Representa a condenação do falso moralismo religioso. b) Representa uma evolução formal em relação ao período trovadoresco. que deseja o coração mil cousas contra a razão. meu bem. IV. b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”. V. para não comprometer a reputação (pretz) da dama e não incorrer no desagrado (sanha) da mulher. representada pela cantiga de amigo.X. não posso viver comigo. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. partem tam tristes meus olhos por vós. VII. Representação da glorificação do ideal das Cruzadas e do cristianismo puro. d) Entre os poetas mais notáveis incluídos nessa grande antologia encontram-se Gil Vicente e Sá de Miranda. pois nela já se encontram alguns dos componentes que caracterizarão a poesia do período posterior. II. Onde terá segura a curta vida. c) Onde pode acolher-se um fraco humano. a) Em sentido amplo. em contradição com atitudes que os biógrafos atribuem ao autor. a) Entre mim mesmo e mim não sei (o) que s’alevantou. e) É uma produção poética que pode ser considerada préclássica. e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará.

. para os homens se criaram. embarcai que esta hora é a derradeira.. vestido colorido e por um tempo cronológico. que todos fazem assi.. Adianta-se o Anjo. alma preciosa? Diabo — Assi passais esta vida em disparate? Vês i ora este brial 5. deixai-me ir.. 2 – Me fundo: me firmo.. A Alma (que é uma entidade) é tentada pelo Diabo..... sapatos. Não cureis doutro paraíso quem vos põe em vosso siso outro remanso. que em al 1 me fundo2. porque o Anjo a socorre... IV – Viveste a teu bel prazer pensando te defender só porque rezam por ti? Embarcai logo. V – Tu morreste excomungado. . III – Tu passarás se quiseres porque em todos teus afazeres por malícia não erraste.. e vem o Diabo e diz à Alma: Diabo — Gozai. metei o braço por aqui: ora esperai. Alma — Não me detenhais aqui... tudo vos mui bem esta Descansai! 1 – Al: outra coisa.. calaste dez mil enganos. Não são debalde os prazeres e comeres: tudo são puros afeites3 das criaturas.2. que isca esses papéis para um fogo que eu conheço. não no quiseste dizer. tua simpleza te abaste para gozar dos prazeres.. Passeai-vos mui pomposa. isso si.. O pecado é representado por braceletes.. Que já há muito que te espero! As questões de 3 a 5 terão como base o texto abaixo transcrito: O Auto da Alma é a exemplificação mais acabada da concepção religiosa de Gil Vicente.... Não são embalde os haveres.. 5 – Brial: vestido de seda ou brocado fino.. 4 – Se preza: se orgulha. Embarca. e de lá para cá.. espelho. mas não consegue ser seduzida. .. Identifique as personagens a que se referem as falas do Diabo ou do Anjo: I – Sois livres de todo o mal.. gozai dos bens da terra. daqui para ali.. não são embalde os deleites e fortunas. Levai também a cadeira que assim passou vosso pai. e fantasiai. procurai por senhorios e haveres. Agora estais vós mulher de parecer 7.. Há a oposição entre o mundo imaterial e intemporal da Alma e o mundo material e temporal do Diabo. me apoio.. eramá para ti. Esperavas de viver.. 8 – Presuntuosos: com vaidade. santos sem nenhuma falha pois quem morre em tal batalha merece paz eternal! II – Quando éreis ouvidor NONNE ACCEPISTIS RAPINA? Pois nos apraz que à bolina sejais nosso viajor. 7 – De parecer: digna de admiração. o povo com seu mister.. Ponde os braços presuntuosos8. 6 – Chapins: sapatos de mulher.. Diabo — Oh! Descansai neste mundo.... Uns chapins6 haveis mister de Valença: ei-los aqui. Agora estais vós formosa como a rosa.... pois o Diabo ensina a noção de dias da semana.... – 101 . Anjo — Oh! Andai! Quem vos detém? Como vindes para a glória devagar! Ó meu Deus! Ó sumo bem! Já ninguém não se preza4 da vitória em salvar! Já cansais.. Oh! Como vem tão real! Isto tal me parece bem a mi: ora andai.. Esta vida é descanso doce e manso. é o tempo material... A Alma é despertada por esses elementos do mundo material. Oh.. 3 – Afeites: atributos.

esplendorosa. ( ) E vós. sublime Rei. celebrado foi de mim vosso rio alegremente (. matizada. 2 – Marchetada: colorida. ) E. que a tamanhas empresas se oferece. Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos A diversas vontades! Quando lerdes Num breve livro casos tão diversos. c) enjambement(s). a) Faça a escansão dos dois primeiros versos. ( 102 – . que inabitada terra lhe parece. Ela ouviu as palavras magoadas.. que traz alegria a outros. e aqueles que por obras valorosas se vão da lei da Morte libertando: cantando espalharei por toda a parte. Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões As questões 1 e 2 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. Que elementos do texto configuram a sua caracterização como um auto? Ela só. 1 – Leda: festiva. tomai as rédeas vós do Reino vosso: dareis matéria a nunca ouvido canto. dando ao mundo claridade. se a tanto me ajudar o engenho e arte. desde a primeira edição das Rimas. 4. a Alma e o Diabo são caracteres. ( III. Explique o sentido do último verso. temendo Amor que aviso desse Minha escritura a algum juízo isento. Porém. o forte capitão.. (. para aqui se deter não vê razão. Que nunca poderá ver-se apartada. de soberbo e de altivo coração. adornada com manchas coloridas. Verdades puras são. 4. IV. o Império. que não me atrevo a tanto. Enquanto houver no mundo saudade Quero que seja sempre celebrada. em verso humilde. a quem Fortuna sempre favorece. enquanto eu estes canto. e não defeitos.. 3. e a vós não posso.. Cheia toda de mágoa e de piedade. Viu apartar-se de uma outra vontade. E sabei que. Tereis o entendimento de meus versos! 1. o que abre a série de sonetos que compõem a lírica camoniana. ( As questões 3 e 4 referem-se ao soneto abaixo: AQUELA TRISTE E LEDA MADRUGADA Aquela triste e leda1 madrugada. quando amena e marchetada2 Saía. ENQUANTO QUIS FORTUNA QUE TIVESSE Enquanto quis Fortuna que tivesse Esperança de algum contentamento O gosto de um suave pensamento Me fez que seus efeitos escrevesse. que. b) hipérbole(s). Para que seus enganos não dissesse.. Por que nos versos 5 e 9 a palavra Amor está grafada com inicial maiúscula e no verso 13 está grafada com minúscula? Há diferença de sentido? Como se chama o procedimento empregado nos versos 5 e 9? 2. Que elementos do texto justificam a afirmação de que Gil Vicente manifesta uma visão medieval do mundo em transformação para o Renascimento? 5. pois criado tendes em mim um novo engenho ardente se sempre. que dá ou causa alegria. segundo o amor tiverdes. é o primeiro. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 1. b) Identifique o sistema de rimas. Ela só viu as lágrimas em fio.3. tipos ou alegorias? Justifique. Identifique a que parte estrutural de Os Lusíadas pertencem os versos a seguir: a) Proposição b) Invocação c) Dedicatória d) Narração e) Epílogo I. II.. Identifique no texto a ocorrência de: a) antítese(s) e paradoxo(s). Escureceu-me o engenho c’o tormento.) ) Vasco da Gama. Que duns e doutros olhos derivadas Se acrescentaram em grande e largo rio.) ) E também as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a Fé. Tágides minhas. O Anjo. Que puderam tornar o fogo frio E dar descanso às almas condenadas. e as terras viciosas de África e de Ásia andaram devastando.

a mais formosa do Oceano. (. mas de ver que venho cantar a gente surda e endurecida. A quem para perdê-la não fez erro. pelo mar. b) Imitação dos clássicos e invenção. aconteceu da mísera e mesquinha que depois de ser morta foi Rainha. doces cítaras tocavam. histórica e geográfica. harpas e sonoras frautas.V. um ideal religioso e um ideal humanístico. Leia as estrofes a seguir e responda ao que se pede. Alg˜ uas. E. ( ) Até aqui. a Odisseia. Alg˜ uas. os Deuses em cadeiras de cristal. Relacione os fragmentos transcritos a seguir com os episódios que a eles corresponderem. com clemência. ( ) O poema contém 10 cantos. que se atiça com uma aura popular. que não seguiam. ( ) Têm como fontes históricas os cronistas medievais (Fernão Lopes. de Virgílio. VI. Nas ondas velas pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! 2. VII. Vasco da Gama é o protagonista que concentra em si toda a ação épica. ( ) Confluem no poema um ideário nacional. d) Nacionalismo e universalismo. VIII. b) O Gigante Adamastor. Já finalmente todos assentados na grande sala. que da Deusa sustentava Entre todos as partes em porfia. predominantemente heroicos. a quem vossa ousadia tanto ofende! O caso triste e digno da memória. I. ( ) Sobre Os Lusíadas. Que te custava ter-me neste engano. VI. Portugueses. estâncias ou oitavas. cos arcos de ouro. sonho ou nada? Mas Marte. a medida velha dos cancioneiros medievais. Virão fazer barões de fortes peitos. Assi lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. Ou porque o amor antigo o obrigava. As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram.102 estrofes. Já que minha presença não te agrada. V. E se. de Homero.. e não do canto. a) Paganismo e cristianismo. de Ariosto. c) Ideal imperialista e ideal de cruzada. II. por memória eterna. ( ) III. ( ) A narração principia com a partida das naus de Vasco da Gama da praia de Belém. que honra se chama! Módulo 6 – Os Lusíadas – II 1. ( ) Não mais. ( ) É uma obra que traduz uma cultura exclusivamente livresca. ( ) – 103 . vencendo a Maura resistência. ( ) A narrativa da viagem é cronologicamente linear. Sabe também dar vida. que do sepulcro os homens desenterra. no mundo. como incautas. nuvem. Ó glória de mandar. c) O Velho do Restelo. e) A Ilha dos Amores. que a Lira tenho destemperada e a voz enrouquecida. em alguns episódios. d) O Consílio dos Deuses. Onde pela floresta se deixavam Andar as belas Deusas. sendo: a) Inês de Castro. já que seu autor viveu muito depois dos fatos narrados no episódio central. Zurara e Rui de Pina) e a literatura dos viajantes.) IV. em fonte pura As lágrimas choradas transformaram.. Musa. II. as Deusas em riquíssimos estrados. A morte sabes dar com fogo e ferro. ( ) Ó Ninfa. se fingiam Seguir os animais. e) Antropocentrismo e humanismo. X. ( ) V. assinale V (verdadeiro) ou F (falso). 3. ( ) VII. ( ) O título no plural indicia o caráter coletivo do herói principal – o povo português. Orlando Furioso. Ou fosse monte. e revela grande erudição literária. IV. nobre e divinal. Assinale o par antitético que não se pode encontrar em Os Lusíadas. ( ) Como Eneias e Ulisses. que já deixais sabido. I. III. que para o Pólo Antártico se estende. ( ) Sobrevive. ( ) Têm como modelos: a Eneida. 1.( ) IX. a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. Aqui toda a Africana costa acabo neste meu nunca visto Promontório. Ou porque a gente forte o merecia Oh! Maldito o primeiro que. Nesta frescura tal desembarcavam Já das naus os segundos Argonautas. não mais. Outras. ó vã cobiça desta vaidade. concedido Vos é salverdes os futuros feitos Que. ( ) X. 8. ( ) VIII. IX.816 versos decassílabos.

que em ímpeto abrasas escondido. b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser. d) A arte barroca vincula-se à Contrarreforma. Nuas lavar se deixam na água pura. CAXIAS DO SUL-RS) – Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo. e) O Barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura. e) O texto I representa a característica barroca de valorização da simplicidade de expressão. (UNIV. Tu. pp.. morte e vida. moralmente. 2. 1972. a) simples a antítese parnasiana b) rebuscada a antítese barroca c) objetiva a metáfora simbolista d) subjetiva o verso livre romântica e) detalhada o subjetivismo simbolista Os exercícios propostos de 4 a 6 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. Quando cristal. b) O texto I apresenta traços estilísticos baseados no modelo de Camões e vem marcado pela característica barroca do gosto pela antítese. Cobrai-a. (Camões. e não queirais. (. sendo estas responsáveis por uma ideia puramente sensual do amor. INL. Eu sou. conflito entre tendências opostas: de um lado. que em um rosto corres desatado. Quando fogo. a ovelha desgarrada. de cunho social. Posta [= deposta] a artificiosa fermosura. sendo um episódio referente ao regresso de Vasco da Gama a Portugal. como afirmais na sacra história. Os Lusíadas. a) Os textos I e II marcam duas atitudes. A linguagem ____________. é correto afirmar: a) Terminada a ação histórica. pastor divino. Senhor. os heróis. em chamas derretido. Ardor em firme coração nascido. com base na cultura greco-latina. os heróis não se tornam dotados de atributos divinos. predominantes na lírica barroca. o teocentrismo medieval e.Que. presente no Barroco como expressão do sentimento de inquietação do homem. em chamas derretido. de outro. em cristais aprisionado. numa ilha encantada que Vênus preparou e povoou de ninfas à espera do encontro com os heróis. (UFPA – adaptada) – Sobre a estrofe do episódio da “Ilha dos Amores”. sem referências à cultura greco-romana. conhecido também por seus textos satíricos. Alg˜ uas. já que o tempo e a morte são mantidos. c) Embora encontrem as deusas e a elas se unam. Incêndio em mares de água disfarçado. o espírito de tensão. c) O Barroco apresenta.. 104 – . alma e corpo. 3. vista dos [pelos] barões [varões] a presa incerta. e) As estrofes fazem parte da descrição dos amores dos navegantes com as Ninfas. d) Os textos I e II pertencem à lírica de Gregório de Matos Guerra. o paradoxo. d) Apesar de as ninfas se mostrarem aos navegantes portugueses. que em um peito abrasas escondido. (FATEC-SP) –Assinale a alternativa incorreta. Brasília. o que rebaixa. Quando fogo. o antropocentrismo renascentista. insere-se num plano puramente histórico.. Se fizessem primeiro desejadas. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas. uso de hipérboles e de metáforas. Com referência ao Barroco. todas as alternativas são corretas. os deuses (“belas Deusas”) e homens (“barões”) encontram-se. Incêndio em mares de água disfarçado. ____________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ______________ . c) O texto II marca-se pela temática religiosa. Rio de neve em fogo convertido: Tu. em cristais aprisionado. 508-9. I Ardor em firme coração nascido. Observe os textos I e II. exceto: a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne.) Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. b) A “Ilha dos Amores”. Rio de neve em fogo convertido: Tu. Pranto por belos olhos derramado.. como característica marcante. Tu. mantém-se a separação entre os homens e os deuses em obediência às normas da epopeia clássica. Módulo 7 – Barroco 1. que em um rosto corres desatado. Quando cristal.) II (. diante de estados humanos contraditórios: o amor expresso pelos sentidos e o amor místico. Pranto por belos olhos derramado. Perder na vossa ovelha a vossa glória. pelo uso de figuras de linguagem.) 2. finalmente. tendo em mira seu aprimoramento.

os senhores em pé. como queimas com porfia? Mas ai. Permitiu parecesse a chama fria. termos africanos e do falar coloquial à sua obra. como estátuas de soberba e tirania. c) Do ponto de vista sintático. hipérboles. pregar e semear afetam o estilo. I. (Gregório de Matos) 4. um estilo tão dificultoso. porque são práticas inconciliáveis. ( ) Afastou-se totalmente do cultismo ou gongorismo. do Padre Antônio Vieira: Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos um estilo tão empeçado. 5.( IV. O objetivo do autor é a) destacar que a naturalidade – propriedade da natureza – pode tornar mais claro o estilo das pregações religiosas. O amor é o tema do soneto. com especial utilização de metáforas. hipérbatos. volta-se mais para o conteúdo das palavras. como passas brandamente? Se és neve. Contra os exageros do estilo barroco. a manipulação verbal. ( ) Defendeu o conceptismo. e) Cultismo e conceptismo são polos opostos do Barroco e tendem a ser mutuamente excludentes. sinestesias. a argumentação sutil que visa a convencer pelos recursos da lógica. os escravos carregados de ferro. De quantas e de quais partes se compõem os sermões de Antônio Vieira? 4. os senhores tratando-os como brutos. Identifique as antíteses que expressam essa oposição. o primado da ideia. 2. b) O conceptismo é a vertente barroca voltada para o jogo de ideias. da “palavra de Deus” sobre o malabarismo verbal e sobre o preciosismo estéril. em torno do eixo quente x frio. O poema é predominantemente cultista ou conceptista? Justifique. b) Sermão da Sexagésima. apontando para o açoite. segundo o exemplo de Cristo. ao preciosismo. tema esse desenvolvido por meio de uma sucessão de imagens baseadas em sensações térmicas. Sermão XIV do Rosário) 6. naquela época. ( ) Representa o abrasileiramento do estilo barroco pela incorporação de tupinismos. dos argumentos. os senhores rompendo galas.Se és fogo. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira 1. ( III. III. anáforas etc. Identifique as metáforas do texto. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás. Assinale a alternativa incorreta. não era afetado nem dificultoso. As metáforas que você identificou estão organizadas em um sistema de oposições. antíteses. Contra a ambição dos colonos maranhenses. c) Sermão de Santo Antônio aos Peixes. Os senhores poucos. e) Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda. a ornamentação estilística. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania. é a vertente barroca voltada para as imagens. um estilo tão afetado. – 105 . c) argumentar que a lição de Cristo é desnecessária para os objetivos da pregação religiosa. d) A linguagem conceptista é menos rebuscada que a gongórica. b) salientar que o estilo usado na igreja. Leia o trecho de um sermão. Contra a escravidão dos índios. os senhores banqueteando. como imagens vilíssimas da servidão e espetáculo de extrema miséria. os escravos despidos e nus. Texto para a questão 2. qual o recurso predominante? 3. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) sobre o Antônio Vieira e sua obra. 5. Compara Cristo o pregar e o semear. quiasmos.). os senhores nadando em ouro e prata. c) A linguagem cultista tende ao rebuscamento. porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte. Contra os perigos do protestantismo. 6. e) mostrar que. I. um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a natureza? O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Como quis que aqui fosse a neve ardente. Relacione: a) Sermão da Primeira Dominga da Quaresma. para a essência de sua significação. ( II. a) O cultismo. pelo acúmulo de figuras (metáforas. qual a figura de linguagem predominante no fragmento? b) Aponte exemplos de hipérbole no texto em questão. ou gongorismo. os escravos perecendo à fome. ( ) ) ) ) ) Contra os maus-tratos aos escravos negros. (Antônio Vieira. a) Do ponto de vista semântico. atitude que radicalizou a partir do Sermão da Sexagésima. excluindo da audiência as pessoas que ficavam fora da igreja. d) lamentar o fato de os sermões serem dirigidos dos púlpitos.( V. II. os escravos muitos. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. d) Sermão XIV do Rosário.

( ) A necessidade de se fazer entender pelas plateias dos mais diferentes níveis socioculturais levou o pregador a transigir quanto à pureza do idioma. c) o estilo pedagógico da poesia neoclássica. 106 – . a) b) c) d) e) A ideia central do texto é a duração efêmera de todas as realidades do mundo. essa beleza. Lembra-te Deus que és pó para humilhar-te. em tristes sombras morre a formosura./Como o gosto. ( ) Equilibra o gosto pelas imagens literárias ousadas e surpreendentes e pela citação erudita dos clássicos e dos grandes teólogos da Igreja com um agudo senso de observação da realidade. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. em cinza. Texto para o teste 4. e não dura mais que um dia.” 3. e imprime em toda a flor sua pisada. própria da visão de mundo nostálgica cultista. cartas e obras proféticas 2. o afastamento das questões mundanas. Se busca a salvação. (Gregório de Matos) 1. Te põe à vista a terra. b) gustativas. IX. sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza. Porém. ( ) É barroco pela linguagem e pelo temperamento. a elevação espiritual. VI.. (PUC-SP) NO DIA DE QUARTA-FEIRA DE CINZAS Que és terra. VII. alerta. graças à sua atuação a favor da libertação dos escravos índios. Goza.. a respeito da fugacidade da vida. amaina e ferra. terra. e em terra hás de tornar-te. VIII. concentrou-se nos temas místicos: a devoção mariana. se segue a noite escura. b) o jogo metafórico próprio do Barroco. Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. ( ) Como jesuíta. pois. em pó. ( ) Escreveu sermões. ( ) Foi a maior figura da poesia barroca sacra e conceptista. depois da Luz. a grandeza de Deus e a pequenez humana. Todo o lenho mortal. Alerta. No texto predominam as imagens a) olfativas. foi apoiado no Brasil pelos colonos.. d) as características de um texto romântico. baixel humano. utilizando uma linguagem permeável ao linguajar do povo. A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. em terra. mas é clássico pela lógica rigorosa com que articula seu discurso e pela obediência aos princípios da retórica de Aristóteles. em nada. 5. se acaba o Sol. na formosura não se dê constância e. (UFV-MG) – Os tercetos acima ilustram a) o caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do século XVI. ratificando as reflexões do poeta sobre as mulheres maduras. porque fala de flores. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. que o tempo trata a toda a ligeireza. goza da flor da mocidade. e) visuais. a falsidade das aparências. a duração prolongada do sofrimento. sinta-se tristeza. homem.IV. Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. X. onde salvar-te. em contínuas tristezas. d) táteis. tome hoje terra. Se assopra a vaidade e incha o pano. c) auditivas. por que nascia? Se é tão formosa a luz. exaltando o gozo do momento. V. a alegria. De pó te faz espelho. e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que espiritual. em sombra. os contrastes da vida. Que a terra de hoje é porto soberano.. na alegria. a) b) c) d) Fazer a correspondência entre as colunas: epíteto ( ) “Em contínuas tristezas a alegria” anáfora ( ) “E na alegria sinta-se tristeza” antítese ( ) “Noite escura” zeugma ( ) “Como a beleza. que o vento berra. sombras. (Gregório de Matos) Módulo 9 – Gregório de Matos Releia a seguir o poema “A Instabilidade das Coisas do Mundo” e responda aos testes de 1 a 3. de Quintiliano e de Cícero. de que quis formar-te. onde peleja. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. (Gregório de Matos) 4. Na proa a terra tens. do cotidiano. ( ) Perseguido pela Inquisição em Portugal. em que se veja A vil matéria.

3 e 4 e) 1 e 2 nossos corpos terão. e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco. (Cláudio Manuel da Costa) ( ) O ser herói. a) b) c) d) e) Quanto à linguagem árcade. que Palas togada. Espalha o sangue humano E despovoa a terra Também o mal tirano. Fábio. que da manhã lisonjeada.) (Gregório de Matos. é artificial. escrito no século XVII. ou noutra serra. 2. 3 e 4 c) 0 e 1 d) 0. 3. Obras Completas) (UnB-DF) – Julgue os itens a seguir. (Tomás Antônio Gonzaga) Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa 1. (2) Devido à insistente busca de acordo entre as partes envolvidas no conflito. promove um retorno às “virtudes clássicas” da clareza. mundos e gentes. Qual é de mais nobreza: a pena ou a espada. Airosa rompe. com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente. E tanto pode ser herói o pobre. se não governo Reinos. e entre “espada” e “Milicianos”. Marília. Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça. (3) Com referência ao uso da vírgula entre termos coordenados. ( ) Se sou pobre pastor. (. E julgam ter brasões mais soberanos Uns. 6. o II é arcádico. Assim sendo. o tema predominante. d) em que predominam. diferentemente do Barroco. II Depois que nos ferir a mão da morte. tanto temática quanto formalmente. (0) Gregório de Matos. Que significados ela assume no poema? b) na segunda estrofe. inverno. na época do Barroco. Identifique. B) Carpe diem (“aproveita o dia”) – desejo de fruição dos prazeres. fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal. pastoralismo. diante da fugacidade da vida. b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior. a) atente para o aproveitamento semântico que o poeta faz da palavra terra. portanto.Este poema de Gregório de Matos evidencia bem o Barroco literário. não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra. Leia o poema abaixo: É questão muito antiga e altercada Entre os Letrados e os Milicianos. C) Aurea mediocritas (“áurea mediania”) – exaltação do honrado. E) Inutilia truncat (“corta o inútil”). a hipérbole. constatam-se mudanças. nesta vida. o que se confirma por meio do emprego metafórico de “brasões”. Púrpuras mil.. a antítese. prefere a ordem indireta. nações. fugere urbem – opção pelo rústico em contraposição ao civilizado. co’as enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eternos. diferenciada do sentimentalismo barroco. 1 e 2 b) 2. era. afetada. humilde. comparando a pontuação desse texto. Consiste o ser herói em viver justo. arrasta presumida. Sem se haver decidido em muitos anos. pedante. a linguagem conotativa. delicada.. ou seja neste monte. nos textos que seguem. mantém as ousadias expressionais do Barroco. Assinale a alternativa que apresenta os itens corretos. é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão a) impessoal e. com ambição dourada. pacato e equilibrado. (1) O texto trata da disputa entre intelectuais e militares pela permanência no governo. da simplicidade e da harmonia. expoente da literatura brasileira. – 107 . com as normas atualmente em vigor. sendo: A) Bucolismo. identifique os termos que metaforizam: – a vida. calma e chuvas inclementes Passo o verão. em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta. Como o maior Augusto. Se em frio. a) 0. o autor sugere a altercação das togas e das armas no poder. D) Locus amoenus – a natureza aprazível. Comparando-os. procura expressar o mundo subjetivo do poeta. outono. (4) Chama-se sinédoque a figura de linguagem que está na base da relação entre “pena” e “Letrados”. tal como no latim literário. – o homem. províncias. temido e odiado por suas sátiras ferinas e espirituosas: os versos transcritos apresentam vestígios de sua mordacidade. Rosa. estio. (MEDICINA SANTA CASA-SP) I É a vaidade. c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca. outros. que armada. terão a sorte de consumir os dous a mesma terra. Discorrem em matéria tão travada Altos entendimentos mais que humanos. O texto I é barroco. em que vivo.

E já brilharem os granetes de ouro. Tu me farás gostosa companhia.. 20 E decidir os pleitos. Pois em mim tenho a parte desejada. Marília. é variedade: Oh ventura do rico! Oh bem do pobre! (Cláudio Manuel da Costa) 5. Não verás enrolar negros pacotes Das secas folhas do cheiroso fumo. E os cantos da Poesia. mestra História. e pode. enfim. em ambos. 10 Queimar as capoeiras inda novas. você não diria que a) o tema central é. Um só trata a mentira. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças.. Lançar os grãos nas covas. civil correspondência. Que mais deseja o corpo alcançar? Em si somente pode descansar? Pois consigo tal alma está liada. Texto I Transforma-se o amador na cousa amada. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde. 15 Nem espremer entre as dentadas rodas Da doce cana o sumo. Ver-me-ás folhear os grandes livros. 5 Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia. Lerás em alta voz. Aqui quanto se observa. Mas ao passo que a busco. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. Não tenho logo mais que desejar.( ) Que havemos de esperar. Ou desconhece o rosto da violência. outro a verdade. (. Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata. já vêm frias. a imagem bela. Se nela está minha alma transformada. Por virtude do muito imaginar. Aqui sempre a traição seu rosto encobre. minha Marília. Tu não verás. Gostoso tornarei a ler de novo O cansado processo. cem cativos Tirarem o cascalho e a rica terra. dois lugares. Nesta doce ilusão arrebatado Anarda cuido ver. que soçobre. d) a imitação e a recriação eram procedimentos corriqueiros entre os clássicos. e ao semblante a graça! (Tomás Antônio Gonzaga) 4. (FAAP-SP) – O poema acima relaciona.) (Camões) Texto II Faz a imaginação de um bem-amado. sinceridade. Ali não há fortuna. mudar-se a nossa estrela. Não verás derrubar os virgens matos. aproveite-se o tempo. Eu. 108 – .. por meio de antíteses. o que evidencia a falta de recursos do poeta brasileiro. Ou dos cercos dos rios caudalosos.) (Cláudio Manuel da Costa) Sobre eles. Dê duas características opositivas desses lugares. Que nele se transforme o peito amante. Verás em cima da espaçosa mesa Altos volumes de enredados feitos. c) Cláudio Manuel da Costa plagiou Camões. Compare atentamente os textos I e II. o da inocência! E que mal é no trato. Texto para a questão 5. Lendo os fatos da sábia. No fundo da bateia. Enquanto revolver os meus consultos. (. Ou do retiro a paz não tem provado. 25 Módulo 11 – Autores Árcades Texto para os exercícios de 1 a 3. neste instante Me vejo no meu mal desenganado. e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado! Ali respira amor. bem que distante. vendo que lhe dás o justo apreço. Servir de adubo à terra a fértil cinza.. e) os fragmentos I e II são as quadras (ou quartetos) iniciais de dois sonetos. Ou da minada serra. a concepção platônica do amor. b) o texto II é uma derivação imitativa do texto I. Ah! não.

enquanto chupa a lisa teta.. Inspira amor... A mesma boca.. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. . O tenro infante já com risos mudos Começa a conhecê-la! Que prazer não terão os pais. alegre.. Como a ruiva cadela Suporta que lhe morda o filho o corpo.” Que gosto não terá a mãe que toca... Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza.. ó pátrio Rio. 40-1. Há tentativa de autovalorização? Justifique. c’o dedinho Nas faces graciosas.. s/d.. E refletir então no seu semblante! Quando... não lhe invejes a ventura. Leia atentamente os poemas que se seguem antes de responder à questão 5. Um pouco meditemos Na regular beleza.. E salte em cima dela. Poemas Escolhidos... Fresco assento de um álamo copado.. Quando der ao filhinho o peito brando... p.. Atende mais... e na boca Do inocente filhinho! Quando. (UFV-MG) – Todas as alternativas apresentam uma característica temática do Arcadismo utilizada por Gonzaga nos versos acima.... Ediouro. doçura! (Tomás Antônio Gonzaga.. Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. um estado pastoril. Jogar outros a luta. Quais? É possível determinar pelo texto a profissão de Dirceu? 3.. c) A vida em contato com a natureza é revalorizada.. Que de seus raios o planeta louro.... nos sentemos À sombra deste cedro levantado. exceto: a) O poeta busca motivos bucólicos. Ediouro.. (Tomás Antônio Gonzaga) 1.. brota em ouro..) Texto B LIRA XIX Enquanto pasta. (Tomás Antônio Gonzaga) 4.. – 109 . e testa.. e) O árcade adota uma personalidade fictícia.. b) A poesia da Arcádia transforma o campo num bem perdido. Marília de Dirceu.... Quando o tem nos seus braços. pp. Rio de Janeiro. com sensualismo e subjetivismo exagerados. que de peso serve. Marília.. Por meio do poema já se nota algum “abrasileiramento” na poesia de Gonzaga? Justifique..)... s/d. o manso gado. Texto A SONETO II Leia a posteridade..) 2. outros correrem Nos cordeiros montados! Que estado de ventura! Que até naquilo. Minha bela Marília. Rio de Janeiro. Que tens quem leve à mais remota idade A tua formosura.. Em meus versos teu nome celebrado. ó cara.. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza.. O autor contrapõe atividades profissionais distintas. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio... 29. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias.. Atende como aquela vaca preta O novilhinho seu dos mais separa. Minha bela Marília. Enquanto pasta.. 30 Marília. ao verem Com as mães um dos filhos abraçados.. Quanto em chamas fecunda. d) O emprego de uma linguagem poética cheia de simplicidade faz parte da retórica neoclássica. Que gosto não terá a esposa amante. (Cláudio Manuel da Costa. E o lambe.Se encontrares louvada uma beleza. Um pouco meditemos Na regular beleza... quando Disser consigo: “É esta De teu querido pai a mesma barba.. Marília bela. alegre.. o manso gado.. Não vês ninfa cantar.. Enriquecendo o influxo em tuas veias. Texto para a questão 4. In: Péricles Ramos (org..

soltando o leme. IV. p. No texto A. me não maltrata Saber que usas comigo de cautelas. VI. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. O poema de Tomás Antônio Gonzaga expressa uma visão e um sentimento do mundo conflitivos. pode-se concluir que: I. por causa delas. (VUNESP – adaptada) – A epopeia Os Lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. Com mão já sem vigor. Cansada de viver. Edições Cultura. a seguir. essas convenções não estão presentes. O Uraguai. Pálida a cor. V. (UFG-GO) – A partir da leitura dos versos de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. entretanto. muito provavelmente. Os deslocamentos sintáticos no soneto de Cláudio Manuel da Costa apontam para uma permanência de elementos barrocos em sua poesia. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindoia. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. que irado freme. Esta caracteriza-se por uma linguagem poética que busca uma comunicabilidade e sociabilidade. E nem se atrevem a chamá-la. A existência de interlocutor nos dois poemas é um dos traços marcantes da poesia árcade. E param cheios de temor ao longe. E. c) Por que se trata de um soneto? A questão de número 2 toma por base os seguintes textos: O URAGUAI (CANTO IV) (fragmento) Este lugar delicioso. referem-se à exploração das terras de Minas Gerais pelos grandes proprietários plantadores de cana-de-açúcar no século XVIII. e irrite o monstro. b) Como o poeta argumenta contra a recusa da amada e em defesa de seu convite amoroso? Mencione três metáforas utilizadas nesse argumento. II. (Frei José de Santa Rita Durão. e lhe passeia.) 2. e triste. o aspecto moribundo. pasma e treme. A convenção literária do poeta pastor e do retorno à natureza é um dos elementos marcantes da poesia árcade. São Paulo. Já. e lhe lambe o seio. Tinha a face na mão. e temem Que desperte assustada. não sendo exceções O Uraguai e Caramuru. que espalhava Melancólica sombra. e apresse no fugir a morte. Fogem de a ver assim sobressaltados. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os Lusíadas. Releia atentamente os textos apresentados e. Esta ligação é uma constante na poesia de Cláudio Manuel da Costa. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah! Diogo cruel!” disse com mágoa. da Academia Brasileira. Teus olhos deixarão de ser estrelas. do ponto de vista da versificação. III. Marfiza cruel. A preocupação do eu lírico no texto A. Gozemo-nos agora. Verás murchar no rosto as faces belas. Pescoço. Entre as salsas escumas desce ao fundo: Mas na onda do mar. pp. de que o “pátrio Rio” não caia no “esquecimento vil”. sem mais vista ser. que tudo desbarata. (Basílio da Gama. 149. Arrependida de ter sido ingrata: Com o tempo. “As porções de riquíssimo tesouro”. a) Por que se pode dizer que este poema desenvolve o tema do carpe diem? Perde o lume dos olhos. Por que me negas hoje esta ventura? Guarda para seu tempo os desenganos. e braços. E as tranças d’ouro converter-se em prata. 1941. e nas mimosas flores.) CARAMURU (CANTO VI. E fuja. Pois se sabes que a tua formosura Por força há de sofrer da idade os danos. (Basílio da Gama) 1. e cinge. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. Public. apesar da simplicidade de sua linguagem. Lá reclinada. sorveu-se n’água. Caramuru. 1945. 110 – . Na branda relva. Já que dura tão pouco a flor dos anos. Que inda te espero ver. evidencia a ligação afetiva do poeta com os elementos locais. a) aponte. como que dormia.5. 78-9. Rio de Janeiro. enquanto dura. ESTROFE XLII) Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo Texto referente à questão 1.

misto de missionário e colono português. brasileiro e mulato. I. Olha. Crespo Aríon. de grande difusão no Brasil do século XVIII e início do XIX. b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia. cultivou a poesia bucólica.3. Marília é quase sempre um vocativo. O soneto de Bocage que transcrevemos a seguir satiriza o violeiro. as flautas dos pastores Que bem que soam. Orfeu de carapinha. Amores: personificação pagã do amor e da sensualidade. Transcreva os versos ou expressões que traduzam aversão às colônias. pastoril. Marília. Lundum: ou lundu. Ei-las de planta em planta as inocentes. tem como assunto o descobrimento da Bahia. a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia greco-romana. 4. levado a efeito por Diogo Álvares Correia. Vai cevar-te no coco e na banana. melódico. vagueante. dos ventos. eu zango. Quando acompanhas de infernais caretas Insípido lundum ou vil fandango. instrumento popular de quatro cordas simples. Texto para as questões de 3 a 6. sussurrando. se eu te não vira. os Amores Incitam nossos ósculos ardentes. modinheiro e improvisador Joaquim Manuel. a ordem lógica na escrita. na qual menciona a natureza como refúgio. fez sucesso na Metrópole com suas modinhas e lundus. Ósculo: beijo. Fandango: dança rural portuguesa de raízes espanholas. épica e satírica. constantemente cai em contradição quanto à sua postura de pastor e sua realidade de burguês. poema épico clássico que antecipa em várias direções o Romantismo. Transcreva os versos ou expressões que evidenciem a índole racista da sátira de Bocage. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali. desde a sua fundação. 2. II. deuses e entidades pagãs. a obra é um monólogo – só Gonzaga fala. índia que se deixa picar por uma serpente. Orfeu: deus da música. c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca. do canto e. Em Marília de Dirceu. preferindo a clareza. Não posso tal sofrer: eu ardo. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão. Naquele arbusto o rouxinol suspira. é motivado por dois propósitos indisfarçáveis: exaltação da política pombalina e antijesuitismo radical. orangotango. 1. e) Todas. d) Apenas I e III. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. O autor do poema épico Vila Rica. Com faro de chulice americana. Aríon: célebre poeta grego. Vago: errante. composição popular. b) Apenas II. Que no auge do assombro te intrometas. musicalmente concertado. e) A morte de Moema. Ora nos ares. embora tenha a estrutura de um diálogo. Tu glória das carrancas semipretas! aí – 111 . que pode ser lírico-amorosa. III. como seu conterrâneo Caldas Barbosa. (ITA) – Dadas as afirmações: O Uraguai. com outros mango Que ópio dás ao machete. d) O poema épico Caramuru. Vivem por i alguns de várias tretas. (Bocage) Vocabulário: Machete: espécie de cavaquinho. que. por extensão. de origem africana. especialmente ao Brasil. Já de sobejo tens fartado a gana No seio da formosa Pátria minha. c) Apenas I e II. como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo. da poesia. Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. As vagas borboletas de mil cores. gira. raciocina. beijando-se. Com uns eu esbravejo. Mais tristeza que a noite me causara. de Basílio da Gama. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. no qual se exaltam os bandeirantes e se narra a história da atual Ouro Preto. é o trecho mais conhecido da obra O Uraguai. (ITA-SP) – Uma das afirmações abaixo é incorreta. Ora nas folhas a abelhinha para. Assinale-a. Módulo 13 – Bocage Texto para as questões 1 e 2. (Bocage) Vocabulário: Cadente: harmonioso. Para o cálido Sul cortando a linha. de Santa Rita Durão. Zéfiros: personificação clássica das brisas.

II. no português contemporâneo. Detalhismo. ao imperfeito do subjuntivo (“se eu te não visse”) e ao futuro do pretérito. Marília. // O amor que eu tanto amava do imo peito. / No prado.) // (. Amei! e o meu amor foi vida insana! / Um ardente anelar. III. feliz só tu. Prevalência da realidade exterior sobre a interior. d) As repetições nos versos 1 e 3 (“Olha”) e 10 e 11 (“Ora”) configuram anáforas e. a disposição das rimas. bem longe. porque és bela. Assinale a afirmação falsa sobre o soneto em questão. / Entre dor e prazer celeste arroubo. ( ) O Romantismo reflete a ideologia da Revolução Francesa. a) No segundo terceto. envolvida de sobrenatural. Só tu. d) é um pseudônimo de Maria Joaquina Doroteia de Seixas. a todos prendes! / A mente. IV. 112 – . uns após outros. IV. Já farto de viver. / Deste viver cortesão! –– Visão subjetiva.. / Sem paz e sem amor. o coração. brasileira que distribuiu seus encantos entre os árcades de Vila Rica e de Lisboa. c) revela a influência que Bocage exerceu sobre Gonzaga. e mar! –– Natureza participante.3. bem como o sentimento de insatisfação e inadaptação. o pranto e o riso. c) A palavra tudo. 3. antigo condicional (“mais tristeza (. os verbos no pretérito mais-que-perfeito (vira e causara) correspondem. não tinha cores / Formosas como as dela. pela descrição de ambientes exóticos. b) A forma fixa do soneto. II. / Homem que sente dor folga contigo..) me causaria”). Leia os itens a seguir e assinale a alternativa correta. 4. À noite quando durmo. / Eu a crera mulher. correspondendo à ideologia da classe que assume a condição dominante — a burguesia. / Qu’és mãe de merencórios pensamentos. utilizada por vários poetas setecentistas. e) Nos versos de 1 a 12.. V. na flor. III. cautério vivo. / Entre os céus e a terra êxtase doce. / Como que a alma pura ali se pinta / Ao través do semblante. / Não tinha uma harmonia a natureza / Comparada a sua voz.. Características gerais do Romantismo acham-se expressas nas proposições: a) II e IV. –– Evasionismo no sonho. para a visão e valorização da Natureza. com a transcrição de palavras ou expressões extraídas do texto. 5. da presença da mulher amada. com valorização da mística e da intuição. lábios d’homens / Não puderam dizer como eu a amava! –– Exacerbação emocional. (FAC. resume globalmente tudo o que fora descrito e vai contrapor-se à ideia e ao sentimento final do soneto: a importância exclusiva.. c) II e III. Há aproximações pré-românticas? Aponte o verso que destoa da natureza festiva e deleitosa predominante no soneto. / Meus anos hei passado. esclarecendo / As trevas do meu sono. a) é a mesma mulher a quem o brasileiro Tomás Antônio Gonzaga consagrou nas Liras de Marília de Dirceu . Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 1. Poesia descritiva de representação dos fenômenos da Natureza. a seleção vocabular. / Homem que tem prazer folga de ver-te! / Contigo simpatizam. Fujamos longe das vilas. na planta. d) I e IV. / Posto no coração. / Folgam de te avistar. expressão do mundo interior. — são teus. sentidos.. a remordê-lo. e terra. revelam o gosto pela simetria e pela construção paralelística. Atenção do escritor aos detalhes para retratar fielmente o que descreve. I.. b) revela a influência que Gonzaga exerceu sobre Bocage. com outras repetições. a construção gramatical e as alusões mitológicas revelam a tendência classicizante.. (. a métrica decassilábica. a figura feminina invocada no primeiro verso. Daí o liberalismo e individualismo. em meia vida. Por isso o romântico é levado ao escapismo (fuga) ou à rebeldia. ( ) O Romantismo reflete o conflito entre o mundo interior (sonho) e o exterior (realidade). / Que nunca pude achar. / A ledice e a dor. b) I e II. –– Culto da morte como alívio para os sofrimentos. 2. / Quebrado pela dor. Examine os textos dos itens de I a X e assinale V (se forem verdadeiros) ou F (se forem falsos). e) II e V. e) é uma figura convencional de pastora.. V. / Uma etérea visão vem assentar-se / Junto ao meu leito aflito! / Anjo ou mulher? não sei. –– Ah! se não fosse / Um qual véu transparente. I. — és deles. / Que embalde procurei. / Fujamos longe. II. olhos. a identificação da Natureza com o estado emocional do eu poemático revela uma aproximação com o tratamento expressivo que os românticos davam à Natureza. Gosto pelo pitoresco.. no penúltimo verso. / Do vegetar entre as vagas / Destas cortes enganosas.) // (. 6. I. / Das cidades populosas. Anteposição da fé à razão. Aponte os elementos árcades.) meus olhos vagos / De a ver não se cansavam. RUI BARBOSA-SP – adaptada) – Assinale as proposições em que há equivalência entre o fragmento transcrito e o traço romântico indicado em negrito.

quando tal ouviu. correram atrás deles e. gritando que andavam ratoneiros lá dentro. pelo espírito libertário e progressista. e) “em mim” – “vida”. c) Camilo Castelo Branco. Que elementos do texto permitem associá-lo ao Romantismo? 3. d) “em mim” – “n’alma”. vendo fugirem dois homens e ouvindo os gritos da criada do milionário. d) Destacou-se por sua produção poética. e) Antero de Quental. destacou-se com a obra Frei Luís de Sousa. VII. O poeta faz da Natureza seu refúgio e sua confidente. Passaram à porta do capitalista no momento em que o senhor Lobo escorregava nas escadas íngremes e oleosas de sua casa. ( ) O Romantismo reagiu contra a tirania gramatical. transformando-se quase numa religião (panteísmo). ( ) Podem-se identificar três atitudes fundamentais no Romantismo: o nacionalismo. foi poeta romântico e grande tradutor. dentro do Romantismo. que inclui poesia. e estugou o passo.III. examinado sob a óptica romântica. O senhor Almeida. e desprendidos de cobiça. a valorização do sonho. fugindo à realidade. o heroísmo lendário. Sobre Alexandre Herculano. não havendo em sua obra qualquer traço das escolas literárias precedentes. c) É autor de obra ampla e variada. d) Antônio Feliciano de Castilho. no “eu” do escritor. Os vizinhos do senhor Lobo. Trata-se de: a) Alexandre Herculano. Quando — ai quando se há de apagar? 1. Assinale a alternativa correta sobre Almeida Garrett. e) Eurico. com tendência ao coloquial. Este inferno de amar — como eu amo! — Quem mo pôs n’alma. 2. VI. a propósito de uma tentativa de roubo ao senhor Lobo da Reboleira. b) No teatro. de Camilo Castelo Branco. a luz do dia e suas variantes semânticas aprazem ao romântico por representarem a realidade em que ele se encontra. tempo em que se passam as histórias de suas obras Monasticon e Eurico. daí a predominância da função emotiva da linguagem. c) Em Lendas e Narrativas. quem foi? Esta chama que alenta e consome. defendendo uma língua liberta. une ficção e história. “pálpebra demente”. “deserto lodaçal” e “matéria impura” é próprio da situação adolescente que. assinale a alternativa correta. o Presbítero descreve os costumes.. ( ) O emprego de expressões como “pálidas crenças”. o egocentrismo. ( ) A visão romântica do mundo é centrada no sujeito. de Almeida Garrett. mansos e quietos. valorizando-se o passado histórico. a) Sua obra crítica apresenta traços cultistas. o Presbítero. Que é a vida — e que a vida destrói — Como é que se veio a atear.. é seu tema preferido. tendo sido protagonista da Questão Coimbrã. romance e teatro. caracterizada pelo tom inflamado. no segundo verso da estrofe. refere-se a a) “em mim” – “este inferno de amar”. rica. escapismo. a) O retorno à Idade Média é constante. declamatório. c) “este inferno de amar” – “esta chama”. (MACKENZIE-SP) – A palavra mo. da noite e suas variantes semânticas representa. auxiliados pela guarda do Banco. fugiu também. VIII. mas temeroso de ser chamado como testemunha. revalorizando o período barroco. b) “em mim” – “esta chama”. acaba-se perdendo nos aspectos mórbidos e depressivos da existência. “fúnebre clarão”. 5. Módulo 16 – Camilo Castelo Branco As questões de números 1 a 3 referem-se ao seguinte fragmento de Memórias do Cárcere. IV. tédio. Vinham aqueles inofensivos cidadãos pelo seu caminho. menos amedrontado das suspeitas. b) Almeida Garrett. e) Em Viagens na Minha Terra retrata seus amores com a Vincondessa da Luz. Está relacionado tanto ao início do Romantismo quanto do movimento realista em Portugal. 4. d) O autor é tipicamente romântico. marcado por morbidez. ( ) O sentimento da Natureza traduziu-se de maneira exaltada. obra inspirada na prosa medieval. apanharam-nos. receou que o tomassem por um dos salteadores. Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano As questões 1 e 2 referem-se à estrofe do poema “Este Inferno de Amar”. a paisagem e os valores portugueses do século XIX. cuja linguagem era bastante inovadora para a época. da fuga e da fantasia. ( ) A valorização da lua. – 113 . V. IX. Importante figura na cultura portuguesa do século XIX. O senhor Manuel Caetano. A maior injustiça que eu ainda vi desenfreada e às soltas na face da terra foi a que prendeu os senhores Almeida e Manuel Caetano. e a poesia social ou condoreira. ( ) O sol. b) O celibato clerical.

Texto para o teste 2. M. b) os captores de ambos. A. a meu ver. permite entender o que significam. pode-se dizer que o indianismo. que os perseguiram. (VUNESP-SP) – No excerto apresentado.” Justifique por que Camilo colocou: a) “são chamados” e “asseveram” no presente do indicativo.) denota tendência para particularizar os grandes temas. e asseveram a identidade das pessoas. e não os conhecem. manda buscar a rapariga. inserindo-as na realidade local. há pelo menos duas palavras que não são comuns no português coloquial brasileiro: ratoneiro e estugar. Eu dou mais pelo segundo merecimento. (FATEC-SP) – “O indianismo dos românticos (. Lisboa.” e) “É demente o senhor Simão?! disse o desembargador. e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local.. Valente na guerra Quem há. que a alma está sobejamente estudada e desvelada nas literaturas clássicas. sob a óptica do colonizador. Se o júri provar a inocência destes dois homens. 3. c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira. CIÊNCIAS HUM. as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental. a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus. tratando-as como próprias de uma tradição brasileira. b) “perseguiram” no pretérito do indicativo.” Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias 1. aponte: a) os motivos pelos quais Almeida e Manuel Caetano fugiram. na literatura romântica brasileira. leia atentamente a frase: “São chamados os vizinhos. qual é o artigo da lei que impõe ao ministério público o sacratíssimo dever de os indenizar? (Camilo Castelo Branco. 2. p. (FAC. b) os elementos contextuais que permitem reconhecer tais sentidos.” c) “Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. tal como o estudo da alma. (UFMS-MS) – Assinale a(s) opção/opções verdadeira(s). a seguir. (02) A alma foi estudada pelos clássicos.. como eu sou? 2. (VUNESP-SP) – Sem perder de vista o contexto. 1966. Releia o texto de Camilo e. no entanto. — Quem há. que apresente tom fatalista. Camilo Castelo Branco rememora uma curiosa história que ouviu na prisão. a) “Agora é tempo de dar sepultura ao nosso venturoso amigo. Mais haverá de oito meses que eles estão esperando que os julguem. de Gonçalves Dias. e asseveram a identidade das pessoas. EXATAS E LETRAS DE RONDÔNIA-RO – modificado) – A estrofe transcrita faz parte do poema “O Canto do Guerreiro”. a seguir.São o queixoso e sua criada convidados a reconhecer os ladrões.130-1. motivo por que eles perduram. O romance tem de firmar sua duração em alguma espécie de utilidade.. 5. que os perseguiram. (04) A utilidade do romance está na duração com que estuda a alma.) 1.. Memórias do Cárcere – II. como ocorre nas literaturas clássicas. Formação da Literatura Brasileira) Considerando-se o texto. de Amor de Perdição. O contexto. (Camilo Castelo Branco) 4. Releia o texto apresentado e. (16) O romance deve sobreviver antes pela linguagem castiça. que a podem contar como ela foi. Tendo-se em vista o indianismo romântico. (32) A expressão “firmar sua duração” (linha 1) equivale a “garantir sua perdurabilidade”. uma característica da visão romântica de mundo. São chamados os vizinhos. Tomou cargo de defesa Marcelino de Matos. que por aspectos psicológicos. únicos. ouvi-me. como todos os demais. b) pode-se considerar a estrofe como uma imagem idealizada do índio. Aqui está a história contada pelos presos. indique: a) os sentidos das duas palavras. b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus. 114 – . Pereira. de acordo com o texto. como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais como eu dou? — Guerreiros. a) pode-se considerar a estrofe como expressão verdadeira da realidade indígena. d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental. extraído. Texto para a questão 4. que destes há o suficiente nos clássicos.” b) “O destino há de cumprir-se. Seja o que o Céu quiser.” (Antonio Candido. (VUNESP-SP) – Neste fragmento. se tens saudades. de Camilo Castelo Branco. Indique o fragmento.” d) “Mas.. (01) O romance deve ser útil. estudando a alma com linguagem castiça. ou a pureza do dizer. (08) Romance duradouro é o que estuda a alma em linguagem purista.

“bosque” e “perfumes”.. e) pode-se considerar a estrofe como uma imagem do índio típica daqueles que seguiam os preceitos neoclássicos.c) pode-se considerar a estrofe como verdadeira expressão épica do condoreirismo. Já nos cimos do bosque rumoreja. (FATEC-SP – adaptado) – Considere as seguintes frases reescritas a partir do poema “Leito de Folhas Verdes”: I. Texto para o teste 3.ª estrofe). típica do misticismo. b) “Canção do Exílio” – Gonçalves Dias. cubistas. as únicas que preservam o sentido original do texto de Gonçalves Dias são: a) as frases II. há pouco. 3.. b) O poema romântico indianista retoma as antigas cantigas de amigo medievais. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos.. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. os sargentos do exército são monistas. c) as frases III e IV. (3. (2. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Brilha a lua no céu. cá? bah! (José Paulo Paes) Leia o texto abaixo para responder aos testes 4 e 5. papá. Eu cobri nosso leito com mimoso tapiz de folhas brandas. como estas preces. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. (1. e) as frases I e III. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam mais de cem mil-réis a dúzia. (MACKENZIE-SP – modificado) – Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura. “vales”. como estas preces. II.. não mais. sob a copa da mangueira altiva e zelosa. Correm perfumes no correr da brisa. b) as frases I.. No silêncio da noite o bosque exala. d) “Ainda uma Vez – Adeus!” – Gonçalves de Magalhães. a) “Canção de Regresso à Pátria” – Oswald de Andrade. A viração da noite já rumoreja nos cimos do bosque. III. brilham estrelas... a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. d) pode-se considerar a estrofe como uma falsa imagem do índio. LEITO DE FOLHAS VERDES Por que tardas. d) as frases II e III. sofá.ª estrofe). (Gonçalves Dias) 4. movendo as folhas. – 115 . e) “I-Juca-Pirama” – Gonçalves Dias. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. c) “Canção do Exílio” – Casimiro de Abreu. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. sinhá. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Jatir. movendo as folhas.. para expressar o amor por meio da espera. O bosque exala como prece de amor. Do tamarindo a flor abriu-se.. De todas as frases acima. IV. no silêncio da noite. Um quebranto de amor respira a si mesmo melhor que a vida! (4. II e III. tais como “luar”. Texto 1 Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Assinale a alternativa que apresenta o nome do poema parodiado e seu autor.ª estrofe). Onde o frouxo luar brinca entre flores. os filósofos são polacos vendendo a prestações. III e IV..ª estrofe). 5. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. maná. Ai quem me dera chupar carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! (Murilo Mendes) Texto 2 lá? ah! sabiá. (FATEC-SP – adaptado) – Assinale a alternativa correta com relação ao texto.

Tua febre que nunca descansa. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Fagundes Varela. O delírio que te há de matar!. MEU SONHO EU Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Texto para a questão 1. quem és? o remorso? Do corcel te debruças no dorso. da 1. — Poesia e amor.. E galopas do vale através. Identifique no poema as expressões e imagens associadas à noite e ao oculto. Texto para o teste 2. da 1. Oh! da estrada acordando as poeiras Não escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos pés? Onde vais pelas trevas impuras.. Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lábios frementes Vertem fogo do teu coração? Cavaleiro. o meu peito langue E morrer de ternura! (Álvares de Azevedo) Cavaleiro das armas escuras.. 4. da 2. Casimiro de Abreu.. Gonçalves de Magalhães. crônica. A febre dos momentos não dormidos E o sonhar de ventura. o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo. Cavaleiro das armas escuras. as comparações e metáforas traduzem no concreto das imagens naturais os mesmos sentimentos básicos vinculados a aspectos mórbidos da existência.ª geração (byroniana).ª geração (indianista).. como forma de resolver as tensões exasperadas. — É a fada que nos leva além da vida Pálidos de langor! A poesia é a luz da mocidade — O amor é o poema dos sentidos.. (Alfredo Bosi.ª geração (nacionalista). E a mulher. quem és? — que mistério.... mas o horizonte último é sempre a Morte. História Concisa da Literatura Brasileira) Sou o sonho de tua esperança.. negra de amarguras Onde só abrem duas flores puras. história romanceada. diálogo dramático. 116 – . notam-se no poema os aspectos marcantes do Arcadismo. sonhos de amor e de saudade! Quero ainda sentir arder-me o sangue... pela presença dos elementos mitológicos. da 1. a) b) c) d) e) O poema apresenta o assunto em forma de: relato épico. Em vários níveis se apreendem suas tendências para a evasão e o sonho. 2... da 2..c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. é a nota suspirosa Que treme d’alma a corda estremecida. Os olhos turvos. Macilento qual morto na tumba?. recebida principalmente de Camões. a) b) c) d) e) O autor a que se refere o texto acima é: Gonçalves Dias. TRINDADE A vida é uma planta misteriosa Cheia d’espinhos. Voltai.ª geração (nacionalista). Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingança retumba? Cavaleiro.ª geração (byroniana). d) Apesar da intensa presença da Natureza. Quem te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? O FANTASMA 1. Leia atentamente o poema abaixo e responda às questões 3 e 4. narrativa fantástica. Álvares de Azevedo. A camada de sons compõe ritmos frouxos.. A evasão segue a rota de Eros. melodias lânguidas que se prestam antes à sugestão de atmosferas que ao recorte nítido de ambientes. Tu escutas. Agrupe os adjetivos usados pelo poeta e conclua sobre a atmosfera romântica criada pelo uso desses adjetivos. (Álvares de Azevedo) 3. e) Mesmo sendo romântico.

E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!” Passaram tempos. a) o poeta romântico assume o ideal do progresso. entreabriu-se um reposteiro.. a confissão da fidelidade. A valsa nos levou nos gritos seus.... Mas um dia volvi aos lares meus. o poeta.... E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. E resta agora Aquela vaga sombra na parede — Fantasma de carvão e pó cerúleo. (Álvares de Azevedo) 5. (FUVEST-SP) – O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro. e) A subjetividade romântica idealiza a figura da mulher. Era a pálida Teresa! “Adeus” lhe disse conservando-a presa.. no contexto de Espumas Flutuantes. Oh! Bendito o que semeia Livros. Fazei desse “rei dos ventos” –– Ginete dos pensamentos. o tema do amor interrompido... a palavra adeus reitera. E ela.. era o palácio em festa!... por fim. e em delíquio Nos lábios dela suspirei tremendo. que agride a Natureza. b) A descrição da mulher amada aproxima-se da imagem angelical e sagrada que caracteriza a senhor da concepção medieval. murmurou-me: “adeus!” (Castro Alves) 2. É chuva — que faz o mar. Naquele seio Porventura sonhei douradas noites: Talvez sonhando desatei sorrindo Alguma vez nos ombros perfumados Esses lábios negros..” Ela. d) Dividido entre espírito e matéria. Junto a meu leito. b) o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela Natureza.. Pálida sombra de mulher formosa Entre nuvens azuis pranteia orando. E manda o povo pensar! O livro caindo n’alma É germe — que faz a palma. a intensidade patética do sentimento...... O “ADEUS” DE TERESA A vez primeira que eu fitei Teresa.. Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para o teste 1. Partindo eu disse — “Voltarei!... surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa!.. Foi-se a minha visão. E ela. Texto para os testes de 2 a 4. em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais. .. Era eu....” Uma noite. E da alcova saía um cavalheiro Inda beijando uma mulher sem véus. considerando o tema da atração que a mulher exerce sobre o poeta romântico e responda ao teste 5. e) o poeta romântico propõe que literatura e Natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico. livros à mão cheia. E amamos juntos.. c) Só em sonhos o poeta realiza o desejo de tocar a mulher amada. Entrei!. a) b) c) d) e) Neste poema. (Castro Alves) – 117 . Ela em soluços murmurou-me: “adeus!” Quando voltei. com as mãos unidas. Como as plantas que arrasta a correnteza. E depois na sala “Adeus” eu disse-lhe a tremer coa fala. (UFV-MG – modificado) – Assinale a alternativa falsa... É um retrato talvez.. Agora que o trem de ferro Acorda o tigre no cerro E espanta os caboclos nus.. abandonando as preocupações com a História. 1. –– Arauto da grande luz!. corando. gozos do Empíreo.. arquejando. a) A presença de um erotismo doentio e reprimido torna a mulher uma musa distante do poeta. que o templo das ideias Largo — abris às multidões. o vazio da paixão.... — sec’los de delírio Prazeres divinais. em cada repetição. chorando mais que uma criança.. permite afirmar corretamente que.Leia o poema. Olhos fitos no céu.. tão extinta e fumarenta Como de um sonho o recordar incerto. consuma o lado carnal dessa relação. cabelos soltos. descansa!. Ela me olhou branca. nestes versos de “O Livro e a América”.. murmurou-me: “adeus... d) o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica. Vós. Pra o batismo luminoso Das grandes revoluções.. a plenitude do desencontro. c) o entusiasmo pelo progresso cultural se contrapõe ao temor do progresso técnico. Tão vaga..

) Ontem plena liberdade. no contexto em que se inseriu. d) antítese. que lembra a morte.. (.. b) sinestesia. portanto.. Irrisão5!. tufão!. c) próximos.. “em soluços”. o lento mas firme crescimento da cultura urbana. E assim zombando da morte. “arquejando”). 6. 1 – Turba: multidão. d) Os versos são excelente exemplo da manifestação daquela repulsa de que nos fala Alfredo Bosi.. em sua parte variável (“corando”. Hoje.. põem de lado o sentimentalismo egocêntrico.. b) marcar a progressão dramática das separações. d) dar relevo aos tempos fracos de uma história excepcional. Alfredo Bosi afirmou: “A sua estreia coincide com o amadurecer de uma situação nova: a crise do Brasil puramente rural. ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!. c) indicar a estabilidade do amor de Teresa. adjetivos da mesma área semântica. a) Os ideais liberais. lúgubre2 serpente — Nas roscas da escravidão. b) As palavras são de repúdio à realidade de uma nação que se nutre da mão de obra escrava. Ó mar. “Pálida” e “branca”. e) contínuos. que poluía as fontes da vida familiar e social do BrasilImpério. transpostos ao âmbito social..” (História Concisa da Literatura Brasileira) Leia a seguir alguns versos extraídos do poema “O Navio Negreiro” e responda aos testes 5 e 6. Dança a lúgubre coorte3 Ao som do açoite4. cúm’lo de maldade. dos ideais democráticos e. Prende-os a mesma corrente — Férrea. 2 – Lúgubre: fúnebre.. “entre beijos”. 118 – .. e) onomatopeia. de forte impacto emocional. apreendem a personagem em estados de alma: a) idênticos.. 4 – Açoite: chicote. 5. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas6 Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. 3 – Coorte: legião. c) paradoxo. Sobre Castro Alves. d) similares. (MODELO ENEM) – Em “o rir calmo da turba excita a fúria do algoz” há a) comparação. O verso-refrão.) A palavra do poeta baiano seria. tem a função principal de a) prenunciar as imagens da estrofe seguinte. Texto 1 Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba1 Que excita a fúria do algoz? (. Se eu deliro.... Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós.. cujo objetivo é envolver e sensibilizar o leitor.. Nem são livres pra morrer.. c) Trata-se da expressão de uma análise racional da realidade. e) O eu lírico emprega recursos da oratória (arte do bem dizer) e metáforas arrebatadoras e ousadas. b) diferentes. 4. 5 – Irrisão: zombaria. A vontade por poder. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário inadequado aos versos transcritos.. uma palavra aberta. Senhor Deus. o despontar de uma repulsa pela moral do senhor-eservo. e) frisar o aspecto convencional do “adeus”...3. 6 – Vaga: onda. caçoada.

(José de Alencar. Eles contêm elementos que se relacionam: (a) com o tipo de sociedade descrita no romance. alto. Era rica e formosa. (FUVEST-SP – adaptada) – Observe os três primeiros parágrafos do texto. a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. Senhora) 1. mas robusto. como se pode classificar o trecho transcrito? 5) Que recurso linguístico mais caracteriza esse tipo de composição? 2. O Gaúcho) 4) Quanto à modalidade de texto. Duas opulências que se realçam como a flor em vaso de alabastro. Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. como o raio de sol no prisma do diamante. 3.Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para as questões de 1 a 3. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. Quem não se recorda da Aurélia Camargo. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. (FUVEST-SP – adaptada) – Este trecho inicia a caracterização de uma das personagens do romance. O rosto comprido. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro. e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu fulgor? (José de Alencar. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso. (FUVEST-SP – adaptada) – Qual o significado da expressão metafórica “Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela”? Texto para as questões 4 e 5. dois esplendores que se refletem. foi proclamada a rainha dos salões. Tornou-se a deusa dos bailes. o nariz adunco. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. (b) com o tema central do livro. Indique esses elementos e explique quais são essas relações. de talhe delgado. Trata-se de um tipo de caracterização romântico ou realista? Por quê? – 119 .

en que hoj’eu vivo tan sem sabor. que conselho non sei? não sei que fazer Que farei eu. ansiedade por meu mal vivo mais ca vós cuidades do que – pensais e por meu mal me fezo Deus nascer e por meu mal non morri u cuidei onde – pensei (que morreria) como vos viss’e por meu mal fiquei logo que vos vi vivo. c) Na terceira estrofe. lembrais nem do afan que m’amor faz prender. por Deus que mi’o digades? Que farei eu. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase indevida dos versos. O que primeiramente se deve notar na cantiga é a expressão de estonteamento amoroso. 120 – . a) Na segunda estrofe. pois me vós non valedes? 1. que mal dia nasci? Que farei eu. o eu lírico lamenta o fato de ter nascido e de não ter morrido onde pensou que morreria: “e por meu mal me fezo Deus nascer / e por meu mal non morri u cuidei”. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. e) Nos versos finais. crer no sofrimento sois tão bela por amada ouvi todas as [qualidades que tendes E pois vos vós da coita non nembrades. / que farei eu. que vós desamparades?” Resolução Na quarta estrofe. ele também afirma que. que conselho non sei? / Que farei eu. século XX) ajudais E. pois mi’a vós non creedes?” d) Na quarta estrofe. a concentração na figura amada. pois vós por meu mal ren non dades. (Oswald de Andrade. que farei eu. (MODELO ENEM) – Comparando (A) o poema medieval transcrito no teste 1 com (B) o poema do modernista Oswald de Andrade. tampouco que ela acredite no sofrimento dele. pois mi’a vós non creedes? Que farei eu. A reiteração de “por meu mal” e “que farei eu?” produz uma crescente intensidade patética. nada E dessa coita en que me vós teendes. pois meu mal é quanto ben vós havedes.FRENTE 3 ANÁLISE DE TEXTOS Módulo 1 – Análise de Texto Leia a seguir uma cantiga de Martin Soares. pois que Deus non quer que me valhades. cativo pecador? Que farei eu. e) (A) regularidade métrica versus (B) irregularidade métrica. as queixas de quem não é correspondido dão ao poema uma emoção dramática e lamentativa. O ritmo das repetições. terminando no clímax de um eu lírico “desamparado”: Senhor fremosa. vê-se que nem mesmo Deus acredita no amor que o eu lírico diz sentir: “E. pois que Deus non quer que me valhades. b) Na mesma estrofe. o eu lírico sente-se completamente desamparado e pergunta à amada o que ele deve fazer: “Que farei eu. menos um: a) (A) gravidade (seriedade) versus (B) humor. se mais a viver hei? Que farei eu. o eu lírico diz viver “sem sabor” e que a amada não crê no amor que ele sente por ela: “en que hoj’eu vivo tan sem sabor. os versos afirmam que Deus não quer que a amada ajude o eu lírico. d) (A) tema religioso versus (B) tema prosaico. Resposta: D Texto para o teste 2. c) (A) linguagem hiperbólica versus (B) linguagem concisa. nem que queirades mia coita creer. que farei eu. b) (A) linguagem elevada versus (B) linguagem coloquial. vivendo sempre assi? Que farei eu. e por meu mal vos vi. se logo non morrer: Que farei eu. pois me non queredes creer a coita en que me tem amor. ele vive somente pelo sofrimento que ela fez surgir nele: “como vos viss’e por meu mal fiquei / vivo”. com a expressão da perda da vida e do desespero diante da frustração amorosa. por meu mal é que tan ben parecedes e por meu mal vos filhei por senhor. Sua música infelizmente se perdeu. como aconteceu com quase todas as canções medievais portuguesas. e por meu mal tan muito ben oí dizer de vós. desde que viu a amada pela primeira vez. que vós desamparades? 2. Trata-se de uma das mais belas composições do trovadorismo português. / nem que queirades mia coita creer”. observamos todos os seguintes pares de contrastes.

Resolução No poema de Martin Soares. AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. isto é. A República. a impunidade para todas as malfeitorias. E os que leem o que escreve. porém que há mais mal em ser vítima de injustiça do que bem em praticá-la. que gira entre uma ficção e outra. uma inclinação natural do homem. 358e-359b. e um casco debaixo do capelo. o que é determinado por lei a ser chamado legalidade e justiça. Um Frade com üa Moça pela mão.a ed. Fernando Pessoa representa o coração como um trenzinho de brinquedo. Mas só a que eles não têm. dizer que a poesia. Belém. vindo. Resposta: D Módulo 3 – Análise de Texto Texto para o teste 5. uma função lúdica — lúdico: relativo a jogo. b) vivenciado por pessoas que apreciam a autêntica poesia. e) infantil. foi um juiz corrupto. Editora da Universidade Federal do Pará.) 5. c) emotivo. por natureza. Da fala de Glauco. como a própria classificação da cantiga já indica (cantiga de amor). passando. como a obra de arte em geral. não sendo. a entreter a razão. e um broquel e üa espada na outra. (Fernando Pessoa) 3. Trad. Na dor lida sentem bem. é possível concluir que a prática da justiça. a experimentar ambas as coisas. e. de Carlos Alberto Nunes. Livro II. tã-tã. Resposta: C Texto para o teste 6. tai-ri-ri-rã. (MODELO ENEM) – A palavra que dá título ao poema indica que o eu lírico tratará de um fenômeno psíquico a) que ocorre conosco quando de uma ruptura amorosa. quando os homens cometem reciprocamente injustiça e dela são vítimas. E assim nas calhas de roda Gira. brincadeira —. trata-se de tema amoroso. então. c) responsável pela inspiração artística. 3. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. d) que ocorre com o poeta no ato da criação poética. no primeiro caso. e) próprio dos estados de transe dos artistas. Não as duas que ele teve. no Auto da Barca do Inferno. Por isso. um mal. graças a Deus – sou homem da Corte Módulo 2 – Análise de Texto Texto para os testes 3 e 4. a) corrupção – imposição da natureza b) inflexibilidade – acomodação de interesses c) manipulação – convenção social d) conveniência – imposição religiosa e) imparcialidade – inclinação natural do ser humano Resolução O Corregedor. a impotência de vingar-se quem foi vítima de injustiça. Huhá! Diabo: Que é isso. no segundo. e o maior mal. Resolução A poesia. (MODELO ENEM) – Pelo que se observa no modo como o Juiz Corregedor conduzia seu trabalho. Resposta: B – 121 . conclui-se que a justiça é um compromisso entre os homens. entre outras. ou seja. ta-ri-rim-rim-rã. começou de dançar. [Glauco] – Dizem que. no diálogo A República. Resposta: D 4. Esse comboio de corda Que se chama o coração. resulta de uma ________________________________ .. embora o eu lírico se declare “cativo pecador” e mencione a vontade de Deus. tem um caráter a) instável. d) enganoso. Pode-se. dizendo: Frade: Tai-rai-rai-ra-rã. como a obra de arte em geral. 2000. desempenha. e pelo que se depreende da fala de Glauco. os que não podem esquivar-se de uma nem alcançar a outra consideram mais vantajoso firmar um acordo para não mais serem vítimas de injustiça nem virem a cometê-la. Desse ponto foi que nasceram as leis e os contratos entre os homens. não se pode dizer que o tema seja religioso. em vida. ta-rai-rai-rai-rã. ta-ri-ri-rã. então. Resolução A palavra autopsicografia refere-se à análise psíquica ou psicológica que o eu lírico faz do ato de criação poética. na obra de Platão. (MODELO ENEM) – Em “Autopsicografia”. portanto. que julgava os processos segundo os subornos que lhe ofereciam. Tal é a origem e a essência da justiça: uma espécie de compromisso entre o maior bem. ele mesmo fazendo a baixa. padre?! Que vai lá? Frade: Deo gratias! Som cortesão. presente tanto no ato da criação como no ato da fruição da obra de arte. entretendo a razão. (Platão. b) lúdico. comporta um certo grau de ______________ ______________________ e. portanto. uma forma de regular as relações na vida em grupo. praticar injustiça é um bem e ser vítima de injustiça.

c) o autor do texto fez uma analogia criativa. (UEMT-MT) – A revista Superinteressante n. num suspiro. de Gil Vicente.Diabo: Sabês também o tordião? Frade: Por que não? Como ora sei! Diabo: Pois. realizado em Detroit. investem em tecnologia de preservação do meio ambiente. exceto a e. além de mostrar a onda retrô. b) A crítica vicentina não se dirige às instituições — a Justiça. segundo suas ações em vida. mas sim aos indivíduos que as compõem. Resolução Todas as alternativas contemplam a tecnologia do futuro aliada à valorização das linhas do passado. só não se pode afirmar que a) “nota alta” está significando muito dinheiro. o compromisso com o futuro da humanidade. a Nobreza etc. e sempre a tive de meu (. 2 – Casco: capacete. d) as novas tendências de Detroit.) Pera onde levais gente? Pera aquele fogo ardente que não temestes vivendo. entrai! Eu tangerei e faremos um serão. nos Estados Unidos. menos uma: a) Como se observa no trecho. a Igreja. NOSTALGIA NO FUTURO 122 – . que se refere unicamente aos aspectos ligados ao futuro (“linhas futuristas” e “tecnologia cada vez mais ousada”). todas as alternativas seguintes são corretas. 7. Ou seja: em suas obras não há relativização do Bem e do Mal. Resposta: E 8. e) A estrutura da peça se enquadra nos moldes medievais. em que se lê UNIVERSITÁRIO AQUI VOCÊ NÃO PRECISA TER UMA NOTA ALTA PARA SER APROVADO Com relação ao texto da propaganda. a corrupção etc. c) o maior evento automotivo das Américas. Resolução Aqui refere-se ao cartão Credicard. assumindo. (UPF-RS) – Esta manchete. mostra que nunca o ontem e o amanhã estiveram tão bem representados no presente. assim. Resposta: D Módulo 4 – Análise de Texto As questões 7 e 8 referem-se ao texto que segue. Resposta: C A alternativa que não contempla o duplo enfoque dessa manchete é a) a virada do milênio tem a tecnologia do futuro com o visual do passado. Gil Vicente faz desfilar tipos alegóricos. Resolução Gil Vicente é um autor ainda preso a uma visão maniqueísta do mundo. c) Gil Vicente inova nesta obra. SALÃO DE DETROIT Módulo 5 – Análise de Texto Texto para os testes 9 e 10. b) “ser aprovado” quer dizer ser aceito pelo programa Credicard. o Diabo 1 – Broquel: escudo pequeno. Essa dama é ela vossa? Frade: Por minha la tenho eu. mundano a Berzabu vos encomendo! Belzebu. 6. a personagem do Diabo sentencia o destino das personagens. d) Nesta peça. publicada em ZH de 14 de janeiro de 1999. d) “aqui” refere-se a uma universidade. b) os fabricantes de automóveis não resistem ao apelo nostálgico do fim do século e esbanjam criatividade em lançamentos que lembram velhos sucessos. e) os veículos que chegam ao mercado nas linhas 2000 e 2001 surpreendem por suas linhas futuristas e inovam em tecnologias cada vez mais ousadas. espécie de dança cortesã então na moda.o 132 trouxe uma propaganda do cartão Credicard..) tipo de dança tocarei um instrumento sarau a como coisa minha Frade: Diabo: Frade: Diabo: (. 3 – Capelo: capuz. e) a propaganda dirige-se a leitores específicos — os universitários. e o frio ao frio em bruma se entrelaça.. desenvolvendo-se na forma de uma sucessão de quadros ou sketches. —.. Juro a Deos que nom t’entendo! esta batina de nada me vale? E est’hábito no me val? Gentil padre mundanal. Ganhei (perdi) meu dia. representantes de vícios humanos (a desonestidade. 4 – Fazer a baixa: cantarolar ou assobiar a música de uma “dança baixa”. E baixa a coisa fria também chamada de noite. a usura. refere-se ao Salão do Automóvel de Detroit. (MODELO ENEM) – Sobre o Auto da Barca do Inferno. já que é o primeiro autor a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. obra da qual se extraíram os versos transcritos..).

Nas demais alternativas. verificamos que as palavras dia e noite a) estão empregadas em sentido próprio. azul.(*) Mas já que o duradouro de hoje nem espera a tinta do jornal secar. Resposta: C Módulo 6 – Análise de Texto Texto para os testes 11 e 12. como se observa no próprio título do poema. (.. [sonhas que] o epigrama (poema breve e satírico) [seja] vitríolo (veneno).. então. sentindo próximo o fim da vida. podemos concluir que a) o poeta sente medo e tristeza dentro da noite negra e fria. dizer que ele se dirige a um interlocutor. escrever / o bilhete. ao serro frio. a tua promissória / ao minuto. a sensação de um dia de inverno. e) significam. Resposta: C 10. b) “vida breve”. os pronomes e verbos na segunda pessoa do singular marcam a inclusão do interlocutor ou destinatário. aproveitando o descanso da noite para meditar. por “sóis violentos”. sublime. ao cair de uma noite de inverno: ele merecera e ganhara mais um dia. respectivamente. c) estão empregadas como metáforas. d) o poeta. pois se trata de termo que se associa à nobreza. b) estão empregadas em sentido denotativo.o duradouro de hoje nem / espera a tinta do jornal secar” e) “firma. e) a poesia é puramente objetiva e descritiva.. como quem percebe a aproximação da morte. Ele ama o dia e sua luz. lamenta o esvaziar-se de uma vida que era cheia de expectativas. [e que] a epopeia [seja] bronze”. 11.. respectivamente. (José Paulo Paes. assinar a promissória esses filhos do momento. quase que fisicamente. (MODELO ENEM) – A palavra ou expressão que sintetiza o caráter sublime da escrita é a) “filhos do momento”. Resolução O tom elevado.) (Carlos Drummond de Andrade) 9. c) “fidalgo”. d) estão empregadas com sentidos complementares. Pode-se. a um destinatário — a um tu. vitríolo o epigrama.. a) “Ao teu azul fidalgo mortifica / registrar a notícia. Resolução As palavras dia e noite são. no poema. faz um retrospecto melancólico. que. onde pudesses inscrever arte longa em vida breve. lágrima a elegia.” Resolução Nos versos transcritos na alternativa d.” d) “... Prosas seguidas de Odes Mínimas) (*) Entenda-se: “Sonhas [que seja] mais duradouro o pergaminho. “felicidade” e “infelicidade”. Resposta: D mais duradouro o pergaminho onde pudesses...” b) “. escrever o bilhete. bronze a epopeia. Assinale a alternativa em que não há marcas linguísticas indicativas desse interlocutor ou destinatário. desejado na poesia. a tua promissória ao minuto e adeus que agora é tudo História. Resolução Os versos expressam a melancolia do eu lírico. metáforas para vida e morte. O poeta pretende transmitir-nos... À TINTA DE ESCREVER Ao teu azul fidalgo mortifica registrar a notícia. é representado pela palavra fidalgo. não há marca linguística indicativa do interlocutor a que se dirige o eu lírico: a tinta de escrever. (MODELO ENEM) – Da interpretação do poema. (MODELO ENEM) – O eu lírico fala a algo ou a alguém. Sonhas 12. arte longa em vida breve inscrever. Resposta: D – 123 . [que] a elegia (poema lamentativo) [seja] lágrima.E me pergunto e me respiro na fuga deste dia que era mil para mim que esperava os grandes sóis violentos. d) “promissórias”. arte longa em vida breve / inscrever..Sonhas / mais duradouro o pergaminho” c) “onde pudesses. (MODELO ENEM) – Dos versos transcritos. firma. que ansiava por intensas emoções. e) “História”. superior. me sentia tão rico deste dia e lá se foi secreto. confrontando o muito que esperava e o nada que tem nas mãos. c) o poeta se sente triste ao fim de mais um dia de um longo inverno e se lembra com saudade dos dias quentes e alegres de verão. b) o poeta mostra alegria. azul.

(FUVEST-SP – MODELO ENEM) – A tese que o autor defende é a de que. por exemplo. já no caminho de volta.. Estou ficando cobra em calçadão. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. na enumeração do texto. diziam todos. o uso de termos (já existentes ou inventados) referentes a áreas diversas tem como resultado a) um tom de melancolia. é o que mecânicos e médicos disseram. devido à apresentação de termos novos e desconhecidos. vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-saúde do dia. A triste verdade é que passei as férias no calçadão do Leblon. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No período que se inicia em “Depois dos 50. a falta de serotorpina folimoleculal. e) a criação de uma metáfora existencial.Módulo 7 – Análise de Texto O texto abaixo refere-se aos testes 13 e 14. c) uma certa confusão no espírito do leitor. (João Ubaldo Ribeiro. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. esse inimigo mortal de qualquer estrategista”. c) a inteligência dos jogadores é que decide o jogo. vou acatando os conselhos. a gente fica igual a carro usado. é o contrafarto do mesocárdio epidítico. b) um recurso utilizado no vestiário. para conseguir ir segurando a barra. os jogadores ficam estáticos. Foi um técnico de sucesso. É quando os times ficam perfilados. in O Estado de S. No quadro-negro. in O Estado de S. d) os momentos iniciais decidem como será o jogo. Sou. nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrando. é o radiador. dá ao tático a possibilidade de esquematizar o jogo de sua equipe. incluindo o minuto de silêncio. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. entre os termos técnicos utilizados pelos mecânicos e os utilizados pelos médicos. é bom para todos. durante o jogo. a) o planejamento tático está sujeito à interferência do acaso. Resolução O acaso pode mudar toda a esquematização tática do técnico. Então o técnico acredita que pode prever o que acontecerá. Comprovam-se essas afirmações no trecho “Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. e que o técnico não pode controlar. Aí. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecânica. Resposta: B 124 – . certamente como no momento do minuto de silêncio. Resposta: A 14. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No texto. d) o recurso didático preferido pelo técnico Tim. é o contraplano do rolabrequim. Depois dos 50. Da entrada em campo até a troca das camisetas. digamos. em futebol. pela oposição entre o ser humano e objetos. Resolução A utilização do quadro-negro. a comparação do campo com um quadro negro aponta a) o pessimismo do tático em relação ao futuro do jogo. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. ocorrem situações imprevisíveis. é a suspensão. já que. e) a dinâmica do jogo depende do planejamento que o técnico faz. A equação entre o organismo e o automóvel é o centro da brincadeira. Paulo) 15. todo o dia tem uma coisa dando errado. Falava um jogo e o time jogava outro. digo sem muita convicção a meus entediados botões. provocadas pelo movimento dos jogadores. embora deva confessar que o meu momento calçadônico mais alegre é quando. Resolução O efeito de ironia zombeteira deve-se à ausência de discriminação. planejava todo o jogo numa mesa de botão. (Luís Fernando Verissimo.”. pelo uso de termos médicos em lugar de expressões corriqueiras. pela aproximação entre um carro usado e um homem doente. um caminhante resignado. O problema do Tim. Paulo) 13. d) a invenção de uma metalinguagem.. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema — e parados. Observe-se o trecho “Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável”. c) a visão de jogo como movimento contínuo. e) um meio de pensar o jogo como algo previsível. Tático exemplar. é a embreagem. Resposta: E Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 15 e 16. b) a lógica rege as jogadas. b) um efeito de ironia. como se fora um campo de futebol. Andar é bom para mim. O Tim.

porém. (Ovo. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. com menos de 5 anos de idade. reticente ou falastrão. e) Ao contrário.16. com o advento do mercado. sim!. e) complementaridade. caneta”. até sem roupa. leia o texto abaixo.. onde não faltam alimentos. gordura.. Uma pedra. Macio. Verde. in O Estado de S. Áspero. em muitas situações. nem sempre. animal ou cousa: João. João só será definitivo Quando esticar a canela. Luminoso. d) compatibilidade. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. Rente. Sonoro. sabiá. leia o poema de Mário Quintana. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. / As cousas são quietas. E não exigem nada. texto adaptado) – 125 .(UNIFESP-SP) – “Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos / Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. Na sociedade capitalista. A bailarina e o papa.. sal e fermento obtêm o pão. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – Na frase “Aí. Lento.. Multiplicam-se [em excesso.. Não se metem com ninguém / (. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre. Bastam-se. Estão em toda parte. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos. de acordo com seu sentido no texto. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. Entre os indígenas tribalizados. produtos industrializados. o Nobel de Química e o encanador. c) mostra que. o marajá e o indígena.. aí será corretamente substituído. para conseguir ir segurando a barra.. mesmo. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. 17.) As cousas vivem metidas com as suas cousas”. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária.. indica que. embora haja milhares de famintos. o poeta a) ironiza a ideia de que ela seja composta apenas por adjetivos. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. vou acatando os conselhos”. Paulo. As cousas. Resolução No contexto. Dotados de capacidade reflexiva — sabem que sabem o que sabem –. d) põe em dúvida o fato de que ela seja composta apenas por adjetivos. o mesmo advérbio poderia indicar lugar ou tempo. o poeta. Multiplicam-se em excesso. são os adjetivos. c) Contudo. passou a ter valor de troca. a relação entre as pessoas e as cousas é de a) contiguidade. b) nega que ela seja composta apenas por adjetivos. o ser humano definha e morre. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos. ela certamente seria composta por adjetivos. b) Nesse instante. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. Resolução A alternativa e é a mais aceitável. lavam as frutas e verduras. água. aí serve para introduzir uma decorrência do que antes foi dito. mais do que possibilidade. ao empregar o advérbio “decerto”. por: a) Nesse lugar.) As cousas vivem metidas com as suas cousas.. evitam comer carne crua. Ovo pode estar choco: é inquietante. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. Da mescla de trigo. Um armário. Um ovo. cozinham legumes e assam os grãos. b) oposição. morrem de subnutrição a cada ano. As cousas são quietas. Mas o bom. Eu sonho Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. As pessoas atrapalham.. todos diferem quanto a hábitos e costumes. equipamentos e interesses. nos trópicos. ela deve ser composta de adjetivos. (UNIFESP-SP) – No poema. Módulo 10 – Análise de Texto Para responder os testes 19 e 20. Escuro. d) Em consequência. obras de arte e.. para evitar queda de preços. Eu gosto é das cousas. c) semelhança. Resposta: E Módulo 9 – Análise de Texto Para responder às questões de números 17 e 18.” Referindo-se à linguagem das plantas e dos animais.. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. Se deixar de comer e beber. Impossível é prescindir de comida e de bebida. João. Em outros contextos. O alimento é-lhe tão imprescindível que. Estão em toda parte. No Brasil. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. Morre. Bastam-se. Resposta: D Resolução A relação de oposição entre as pessoas e as cousas pode ser constatada nos seguintes versos: “As pessoas atrapalham. Não se metem com ninguém. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. e) indica a possibilidade de que ela seja composta apenas por adjetivos. havendo uma linguagem das plantas e dos animais. (Frei Betto. Amigo ou adverso. Resposta: B 18.

drible da vaca e aquele bicho que é gritado pela torcida quando alguém perde um gol cara a cara. (MACKENZIE-SP) – Sobre o trecho Aquele bicho que é gritado pela torcida. Resolução O pronome pessoal os. apesar de suas diferenças culturais. Quando eu crescer Os sonhos dos adolescentes são bastante práticos e factíveis. (Anúncio publicitário da SporTV) 1. casa própria e diploma. mas por meio de uma perífrase. ouvem as mesmas músicas e frequentam os mesmos lugares. com direito a música. presente em “reproduzi-los” refere-se a alimentos. 3. b) tem como meta enaltecer o alto nível do Campeonato. BRASILEIRÃO 2002. c) estrutura-se com base em linguagem denotativa. (VUNESP-SP) – De acordo com o texto. o pronome em destaque retoma a expressão a) a bailarina e o papa.. d) o homem e a mulher. a “mais um escândalo”. nos trópicos. Para atraílo. ao referir-se a tal bicho não pelo nome. Vai começar mais um espetáculo do futebol brasileiro. os dribles e toques exóticos dos jogadores. c) Em mais um espetáculo. há informação implícita de que o público experimenta uma certa saturação de futebol. Eles querem ter carro. é correto afirmar que a) expõe a liberdade do emissor de repetir o que a torcida grita. d) privilegia um público de classe social baixa. b) Em mais um espetáculo. Informe-se sobre a disponibilidade deste evento junto à sua operadora. mas usam as mesmas roupas. Vaidade em série Eles garantem ter estilo próprio. transforme a loja em um espaço de lazer. d) se assemelham quanto à necessidade de alimentação e bebida. Texto para as questões de 4 a 6. c) denota indiferença do emissor em relação às manifestações pouco educadas da torcida. e) cria um efeito de humor. Resposta: D 20. e) alimentos. Tem folha seca. normalmente vivem sem roupa. b) explicita o esquecimento do nome do animal pelo emissor. caracterizado no texto como espetáculo lúdico. Impossível é prescindir de comida e de bebida. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta.19. d) prioriza. que compartilha certo conhecimento da linguagem empregada no texto. 2. b) têm nos estudos o bem mais importante para o desenvolvimento da sociedade. 2. pode-se afirmar que as pessoas a) não conseguem viver sem os produtos industrializados. criativo e ecológico. aroma e muita experimentação. c) desprezam a arte e. termo que consta de período anterior. (VUNESP-SP) – No trecho “Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária”.. Parque temático O adolescente vai ao shopping center por prazer. por ser dirigido ao público em geral. Resolução A resposta a este se encontra logo no início do texto: Pode-se viver sem estudos. e) explora gírias e metáforas a fim de atingir unicamente o jovem adolescente interessado em futebol. independentemente de sua posição social. o termo em negrito é conjunção integrante. Resposta: E Módulo 1 – Análise de Texto Texto para as questões de 1 a 3. está implícita a informação de que há excessivo exibicionismo das estrelas do futebol brasileiro. cor. Dinheiro jovem: lições para fazer sucesso com a turma 1. 3. d) Aquele bicho que é gritado pela torcida é uma construção passiva atípica. apropriada ao tom informal e humorístico do texto. e) podem prescindir de comida e bebida. a) Mais um espetáculo corresponde. comum e informal. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o anúncio a) tem como meta informar eventuais torcedores sobre o início do Campeonato Brasileiro de Futebol e sobre sua transmissão pela Sportv. Um espetáculo ecológico. no texto. c) produtos industrializados. e) Em Aquele bicho que é gritado pela torcida. 126 – . b) os únicos animais. pelo apagamento da ação da torcida.

I. 6. (UNIFOR-CE) – Observe as afirmativas que se seguem. os resultados podem ser danosos. só se deve ir ao shopping center para consumir. A indústria de material bélico nacional ultrapassa quantitativa e qualitativamente a indústria farmacêutica. pois confunde o tema “como lucrar” com o tema “como polemizar” com o adolescente. 3. Diante desse quadro. e) se todas as afirmações estiverem incorretas. e) I e II. leitura. a partir da exposição de supostas características do adolescente. I. de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. Assinale: a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. e) veicula ideias equivocadas sobre o adolescente. As vendas efetuadas sem receita médica contrariam a ambição dos profissionais no sentido de atraírem as pessoas para as consultas médicas. d) III. Módulo 2 – Análise de Texto As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto apresentado a seguir. das vendas realizadas sem receita médica. (Adaptado de Kátia Simões) 4. Retrato em 3X4 Eles são individualistas. – 127 . o lazer para o adolescente resume-se a experiências sensitivas. o estilo próprio que o adolescente alega possuir é discutível. a) b) c) d) e) (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que os adolescentes não têm sonhos legítimos. (UNIFOR-CE) – A expressão sem que. d) marca uma relação de simultaneidade entre as orações que constituem o período. a) mostra o fato de que não faltam pessoas entusiastas da automedicação. c) II. c) corresponde a um receituário explícito sobre como ludibriar o adolescente em transações comerciais. II. ao citar unicamente traços negativos de seu modo de ser. pois é possível vincular baseados apenas na propaganda a mais de um dos termos antecedentes. b) aponta para a exclusão de um fato que serviria de argumento contrário à afirmação anterior. faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. já que de médico e louco todos temos um pouco.O final do item 4 é ambíguo. Cerca de quarenta por cento das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. b) I. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra. no segundo parágrafo.) 1. II. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e III. d) perde seu foco. Qualquer que seja a causa. (MACKENZIE-SP) – Considere as seguintes afirmações. para combater doenças. fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. c) introduz um argumento que comprova a tese expressa na oração anterior. a) há uma expressão que retoma o que foi exposto no primeiro parágrafo. os adolescentes são presas fáceis do marketing. O desejo de conservação da juventude pode levar as pessoas a recorrer ao processo da automedicação. e) indica uma oposição de intensidade entre duas orações. c) aponta-se mais um efeito negativo da automedicação. Os leigos sempre se medicaram por conta própria. formas de cativá-lo como consumidor. b) distorce a imagem do consumidor adolescente. 1985. III. 5. (Geraldo Medeiros. b) há uma insinuação de incentivo à automedicação. (UNIFOR-CE) – No segundo parágrafo do texto. in VEJA. o texto foi elaborado apenas com coordenadas assindéticas. b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. necessariamente. c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. 2. que não se sustentam sequer quando o parâmetro é o senso comum. é adequado para explicitar suposta contradição do adolescente. no item 3. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. d) há uma advertência em relação ao mundo das drogas “novas”. mas valorizam a honestidade e não acreditam em mudanças sociais pela política. Por ser dirigido aos jovens. dezembro. e) faz-se uma crítica a consultas médicas frequentes. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o texto a) sugere. sem que. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira oitenta por cento de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é. São pragmáticos e pouco propensos a acreditar em marcas e produtos baseados apenas na propaganda. d) se todas as afirmações estiverem corretas. III.4. O uso da conjunção mas.

4. (UNIFOR-CE) – A expressão sublinhada identifica-se como figura de estilo em a) alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. b) os leigos sempre se medicaram por conta própria. c) retira oitenta por cento de seu faturamento da venda livre de seus produtos. d) a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. e) qualquer farmácia conta com um arsenal de armas de guerra. 5. a) b) c) d) e) A coesão do texto efetiva-se pelo uso adequado dos conectivos. pela linguagem em função referencial. pelo emprego de sinônimos. pela variedade da carga vocabular. pela predominância de orações subordinadas.

7. (UEL-PR) – No texto, a expressão “na frente do espelho que certa imprensa lhes montou” refere-se a) às fotos de favelados insistentemente divulgadas por órgãos de imprensa. b) à baixa autoestima dos moradores de favela resultante de suas precárias condições de vida. c) à representação que os moradores de favela têm de si próprios, a partir de sua descrição na imprensa. d) à apresentação de bandidos como heróis nos noticiários policiais, transformando-os em modelos para os moradores das favelas. e) aos espelhos distribuídos por empresas jornalísticas com objetivo publicitário e usados nos barracos das favelas. 8. (UEL-PR) – Em que alternativa a mudança na ordem das palavras resulta em uma sequência que poderia substituir a expressão correspondente no texto, sem alteração de sentido? a) esta outrora encantadora cidade / esta encantadora cidade outrora b) por serem simples moradores / por serem moradores simples c) certa imprensa / imprensa certa d) uma terrível tragédia pessoal / uma tragédia pessoal terrível e) dos bandidos pobres / dos pobres bandidos

Os testes de 6 a 8 referem-se ao texto abaixo. Trata-se do parágrafo introdutório de um livro de Alba Zaluar sobre a violência urbana no Rio de Janeiro. O lugar não importa. Pode ser qualquer um, contanto que seja pobre e marginal a esta outrora encantadora cidade. Nele fiquei mais de um ano convivendo e conversando com os supostos agentes da violência urbana. Alguns por serem simples moradores do lugar. Pois o que é para nós, além de um grande medo, assunto jornalístico, para eles é nódoa contra a qual têm que lutar diariamente, até com eles próprios na frente do espelho que certa imprensa lhes montou. Mais um estigma que, na pressa de descobrir os culpados alhures, se lhes impôs. Outros porque realmente traficam, assaltam e fazem uso da arma de fogo. Eu os vi, observei, escutei e deles ouvi contar muitas estórias. Durante todo esse tempo ouvi também explicações, ou seja, tentativas de encaixar o que para eles pode vir a ser uma terrível tragédia pessoal numa lógica qualquer, na ordem das coisas deste mundo. É claro. Todo mundo sabe o fim dos bandidos pobres: morrer antes dos 25 anos. E ninguém quer ver seu filho, seu irmão, seu parente ou seu vizinho com este destino, embora haja quem acredite que este caminho não é escolha, é sina. Talvez seja o modo que encontram para dizer que as condições em que vivem os levam forçosamente a agir assim. (ZALUAR, Alba. Condomínio do Diabo. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1994. p. 7.) 6. (UEL-PR) – Segundo o texto, é correto afirmar: a) Qualquer morador das áreas pobres do Rio de Janeiro tem sua parcela de responsabilidade na violência urbana. b) Alguns moradores das favelas acreditam que está escrito no destino de cada um tornar-se ou não bandido. c) Os moradores das favelas que não entram para o crime ficam alheios às tragédias do cotidiano. d) A autora faz sua análise a partir de uma situação hipotética, por isso não identifica o lugar estudado. e) Os moradores das favelas afirmam que o banditismo é a única alternativa de sobrevivência que lhes é acessível.

Módulo 3 – Análise de Texto
1. (ESPM-SP) – A montagem de imagens e palavras abaixo ilustra o texto de propaganda de uma escola particular.

(Época, n.o 72, de 04/10/99) A frase do texto de propaganda que estaria em desacordo com as sugestões da montagem acima é: a) Com a agressão ao meio ambiente nós aprendemos a importância de cuidar do meio em que vivemos e de passar a preservá-lo.

128 –

b) De bomba a pomba há mais que um jogo de palavras: há o salto de qualidade que se deve dar na passagem de século. c) A lição das catástrofes, quando aproveitada, é a de se valorizar de modo absoluto a construção de um caminho de pacificação. d) O passado recente nos deu exemplos instigantes dos caminhos dos quais não vale a pena nos afastarmos no século XXI. e) Para bem se aprender uma lição do século XX, não é possível esquecer qual foi sua mais trágica invenção. 2. (UPF-RS) – No contexto de um tenso debate nos meios de comunicação, gerado pela possibilidade de a Ford não mais se instalar no RS, por desacordos com o governo do Estado, ZH publica, em 14 de abril de 1999, um anúncio publicitário do Governo da Bahia, com a seguinte manchete: GM E FORD, VENHAM PARA A BAHIA. AQUI, A GENTE HONRA OS COMPROMISSOS E ESTÁ SEMPRE ANDANDO NA FRENTE. Neste anúncio, I. afirma-se, explicitamente, que a Bahia tem recursos de sobra para dar incentivos fiscais a montadoras de automóveis. II. afirma-se, explicitamente, que o Governo da Bahia não rompe contratos assumidos. III. fica implícito que o Governo da Bahia só garante honrar compromissos com a GM e a Ford. IV. fica implícito que o Governo do RS costuma não cumprir os compromissos que assume. V. fica implícito que o Governo do RS só não honra compromissos assumidos com montadoras de automóveis. São verdadeiras somente as afirmações a) I e II. b) II e IV. c) III e V. d) II e V. e) I, II e IV. 3. (PUC-MG) – Os shampoos Herbal Essences, preparados com água pura de fonte de montanha, contêm ervas orgânicas naturais e um exclusivo complexo botânico. Essa associação original deixará seus cabelos limpos, perfumados e brilhantes. Herbal Essences Clarifying Shampoo combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas, para limpar o fio capilar de uma forma suave, porém profunda, removendo a oleosidade excessiva e resíduos de produtos (mousse, gel, spray para cabelo), que se depositam na superfície do cabelo. Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional. • Não contém substâncias de origem animal. Produto não testado em animais. • Utiliza ingredientes de alta qualidade, derivados de plantas não sujeitas à extinção. • Fórmula biodegradável.

• As ervas são cultivadas em condições orgânicas comprovadas, sem pesticidas e petroquímicos. Modo de Usar: Aplicar sobre os cabelos molhados, massagear até que espume, enxaguar bem. Se necessário, repetir a operação. Para melhores resultados, usar Herbal Essences Clean Rinsing Conditioner, que desembaraça e dá brilho sem deixar os cabelos pesados ou com resíduos. No texto, só não há indicações de que a empresa a) demonstra respeitar a natureza. b) acredita ser importante explicar o modo de ação do produto. c) pretende descrever o produto, o modo de usá-lo e, também, promover outro produto da linha. d) acredita que há produtos perigosos à saúde devido ao modo como são produzidos ou cultivados seus ingredientes. e) imagina que só os produtos naturais têm qualidade. 4. Assinale a alternativa que contenha consideração adequada sobre o texto. a) O termo “impurezas” (no último período do segundo parágrafo) retoma e especifica a expressão “oleosidade excessiva” (período anterior). b) Se, no lugar dos infinitivos sublinhados na parte do texto relativa ao “Modo de Usar”, aparecessem imperativos, então as sugestões de uso ali apresentadas tornar-se-iam ordens. c) Embora a conjunção “se”, no trecho “Se necessário, repetir a operação”, pudesse levar o leitor a concluir que aí se estabelece uma relação de condição, não é isso o que ocorre. d) O trecho “contêm ervas orgânicas naturais” deixa pressupor que há ervas orgânicas que não são naturais. e) Utiliza-se inadequadamente o termo spray em “spray para cabelo”, uma vez que o vocábulo só é utilizado no português para se referir ao método de expulsão do produto da embalagem. 5. Assinale a alternativa que contenha consideração inadequada sobre o texto. a) O vocábulo “outros”, em “combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas”, leva a concluir que alecrim, jasmim e flor de laranjeira são derivados de plantas. b) Entre as partes do enunciado “Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional” é estabelecida uma relação de causa (1.a parte) e consequência (2.a parte). c) O trecho “Modo de usar” baseia-se na possibilidade de que o leitor nunca tenha usado shampoo, pois, para os que já usaram, muitas das informações ali fornecidas são supérfluas. d) A ordem das informações relativas ao produto no texto pode ser descrita como se segue: modo de ação; resultados proporcionados; origem dos ingredientes; modo de usar. e) O vocábulo “operação”, em “Se necessário, repetir a operação”, poderia ser substituído por “ação”, sem que houvesse comprometimento do sentido.

– 129

Módulo 4 – Análise de Texto
As questões de números 1 a 9 referem-se ao texto que segue. Homem-sanduíche é uma designação muito expressiva para aquele que anda ou estaciona na rua encaixado entre duas placas publicitárias. Além de denotar essa posição de recheio humano, a expressão pode ainda lembrar o quanto valerá um dia inteiro desse específico trabalho: um sanduíche, ou quem sabe dois. A primeira vez em que me deparei com uma dessas figuras híbridas do humano com a coisa, li no cartaz: COMPRO OURO. Olhei para o homem, para seu chapéu velhíssimo de sol e chuva, para seus sapatos deformados em tantas pisadas, para as barras da calça puída, para seu rosto de velho, com expressão de cansaço e vazio – e nada entendi. Por segundos, imaginei que exótica personagem era aquela, comerciando ouro fantasiado de pobre. Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas, demorei um pouco para entender a função do ensanduichado: não ser mais que uma placa com pernas, disposta a conduzir algum cliente à pessoa do verdadeiro comprador. Quem tivesse, por exemplo, uma aliança, corrente ou anel, para vender com urgência, que o seguisse por alguma escada sombria. Muitos anos mais tarde, certamente menos ingênuo, deparo-me com esta nova atração dos homens-sanduíches: entre dois cartazes de papelão, anunciam empregos, neste tempo de desemprego. Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados: foi preciso aproximar-me, curioso, para reconhecer indicações de alguns postos de trabalho, oferecidos à pequena multidão, que anotava como podia alguns endereços. Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo, alguém pediu: — Quietinho, tio, que eu quero anotar... Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homemsanduíche nada compra e nada oferece por si mesmo: seu corpo é um suporte móvel para o mercado alheio. Alugá-lo é por certo mais barato que contratar um pedaço de parede, é mais prático que disputar um lado de coluna. O homem-sanduíche, invenção do homo sapiens, é uma das provas vivas de que falta alguma coisa em nossa sabedoria. (Celso de Oliveira, inédito) 1. (ESPM-SP) – O autor considera que a expressão “homemsanduíche” é muito expressiva porque ela alude, ao mesmo tempo, à a) descrição de sua imagem e ao parco rendimento de sua função. b) sua posição intermediária na escala social e ao tipo de mercadoria que anuncia. c) descrição de sua imagem e ao tipo de mercadoria que anuncia. d) sua posição intermediária na escala social e ao parco rendimento de sua função. e) sua posição no mercado de trabalho e ao fato de passar despercebido.

2. (ESPM-SP) – “Nada entendi” – diz o autor do texto no segundo parágrafo. Essa declaração prende-se às seguintes causas: I. a mensagem do anúncio era contraditada por índices da pobreza de quem anunciava. II. ainda rapazinho ingênuo, chegado do interior, tomara ao pé da letra o que dizia o anúncio. III. desconhecia as razões da condição de quem lhe parecera uma estranha personagem. Está correto o que é dado como causa em a) II, somente. b) I e II, somente. c) I e III, somente. d) II e III, somente. e) I, II e III. 3. (ESPM-SP) – Para indicar a condição de “coisa” a que fora reduzido o homem-sanduíche, o autor se vale das seguintes expressões: a) “expressão de cansaço” e “fantasiado de pobre”. b) “exótica personagem” e “placa com pernas”. c) “placa com pernas” e “suporte móvel”. d) “suporte móvel” e “homo sapiens”. e) “placa com pernas” e “afinal estava vivo”. 4. (ESPM-SP) – No contexto da crônica, há uma relação de causa e efeito entre os seguintes fatos: a) “Muitos anos mais tarde” e “deparo-me com esta nova atração”. b) “neste tempo de desemprego” e “cerrada roda de interessados”. c) “anunciam empregos” e “certamente menos ingênuo”. d) “deparo-me com esta nova atração” e “COMPRO OURO”. e) “Por isso, mal pude vê-lo” e “Como ele se mexesse”. 5. a) b) c) (ESPM-SP) – É paradoxal a seguinte afirmação do texto: “Imaginei que exótica personagem era aquela”. “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo (...)”. “Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas (...)”. d) “Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homem-sanduíche nada compra e nada oferece (...)”. e) “Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados”. 6. (ESPM-SP) – Está incorreta a seguinte afirmação sobre o texto: a) O autor é irônico ao dizer “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo...”. b) A condição de coisa do homem-sanduíche é intensificada pelas alusões a “pedaço de parede” e “lado de coluna”. c) O emprego da expressão “nossa sabedoria” é irônica e nos responsabiliza a todos pela miséria e exploração humanas. d) A expressão “Quietinho, tio, que eu quero anotar...” contém um misto de afetividade e impaciência. e) O autor detecta na “pequena multidão” os responsáveis pela condição do homem-sanduíche.

130 –

7. (ESPM-SP) – Considerado o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em a) “designação muito expressiva” = sugestão enigmática. b) “figuras híbridas” = imagens falsas. c) “exótica personagem” = tipo bizarro. d) “suporte móvel para o mercado alheio” = base instável de um comércio precário. e) “outras e mais amenas rotinas” = experiências longínquas e vazias. 8. (ESPM-SP) – Estão corretamente grafados os sinônimos, respectivamente, de exótico, ensanduichado e disputar em a) esdrúxulo – imprensado – pleitear b) esdrúchulo – imprensado – divergir c) exquisito – emprensado – preitear d) esdrúxulo – emprensado – diverjir e) esquisito – imprençado – pleitear 9. (ESPM-SP) – A frase em que todas as palavras estão corretamente grafadas é a) O jovenzinho provinceano ficou extático quando se deparou com o homem-sanduíche. b) A ingênuidade do rapazinho impediu momentâneamente que ele desse pela função do homem-sanduíche. c) Quem tinha pretenções de emprego acercava-se das placas, buscando divizar o que informavam. d) A existência mesma do homem-sanduíche constitui prova de que nossa sabedoria não exclui a impiedade. e) Nas situações extremas, as pessoas desfazem-se de aneis ou correntes para cobrir despezas de emergência.

1. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) No primeiro parágrafo, entende-se que os citados intelectuais da época criaram a Cinemateca Brasileira contando com o apoio de seus jovens alunos universitários. b) No segundo parágrafo, estão em relação de causa e efeito, respectivamente, os segmentos: a continuidade de sua atuação e é um dos arquivos de filmes mais antigos do mundo. c) No terceiro parágrafo, a referência à Fédération Internacionale des Archives du Film foi feita como exemplificação dos fatos citados nas orações concessivas do parágrafo anterior. d) Compreende-se pelo texto que a ação da Cinemateca Brasileira resume-se na preservação de seu acervo, constituído pela maior coleção de filmes da América Latina. e) No terceiro parágrafo, a especial ênfase dada à produção contemporânea é o argumento mais abrangente para provar o cuidado da Cinemateca com o cinema em todas as suas manifestações. 2. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa redigida de maneira lógica, de acordo com a norma culta da língua e sem alteração das ideias originais do texto. a) A Cinemateca Brasileira, que o trabalho dela é de reconhecimento internacional, tem conhecido insucessos, os quais não a impedem a continuidade de sua eficaz ação. b) O trabalho feito pela Cinemateca Brasileira, considerada internacional, não está impedido por que teve e tem problemas; em vez, ela continua a agir contínua e eficazmente. c) Os problemas que a Cinemateca está sujeita, mesmo com o trabalho internacionalmente reconhecido, não prejudicam sua contínua ação que se revela eficazmente. d) A Cinemateca Brasileira, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, sofreu duros reveses, que não foram, entretanto, capazes de impedir sua ação contínua e eficaz. e) A ação da Cinemateca Brasileira eficaz e contínua não foi compatível com os problemas que sofreu, na medida que ela continua atuando de maneira adequada. 3. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) Cinemateca é exemplo de vocábulo formado por composição em que o segundo elemento é um radical grego que significa “lugar onde se guarda”. b) A frase “Cinematecas, que preservam e difundem a cultura cinematográfica, não devem ser confundidas com instituições saudosistas” mantém o sentido original, se forem retiradas as vírgulas. c) A concordância verbal está correta em: “Antes da Cinemateca não haviam lugares próprios para a restauração de filmes”. d) A frase Embora o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios tem sentido equivalente a “Já que incêndios costumavam vitimar o acervo cinematográfico”. e) O segmento Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949 exerce a mesma função sintática do termo grifado em “Jovens estudantes, procurem conhecer a Cinemateca.”

Módulo 5 – Análise de Texto
Texto para as questões de 1 a 4. Do sonho de um grupo de intelectuais, entre eles Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Antonio Candido, então jovens estudantes da USP, nasceu a Cinemateca Brasileira. Embora seus criadores tenham sofrido perseguições políticas em várias oportunidades, e o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios, a Cinemateca Brasileira, pela continuidade de sua atuação, é um dos arquivos de filmes mais antigos de todo o mundo. Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949, a Cinemateca Brasileira tem seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Além de possuir a maior coleção de filmes da América Latina, é um centro de informações e de difusão da cultura cinematográfica, que restaura e preserva a produção do cinema nacional em seu conjunto, com especial ênfase na conservação dos registros de imagens em movimento produzidos contemporaneamente, além de documentar, pesquisar e difundir o cinema em todas as suas manifestações.
(Folheto de divulgação da Cinemateca Brasileira, produzido pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura)

– 131

preferimos já sair sublinhando o que separa. Para que a diferença se transforme em ódio. Tomam a passagem por esse vale de lágrimas como pausa a ser abreviada pela imolação de si mesmos. tentando aferroar o inimigo pelas costas. d) Alusão a uma tese: a “verdade” foi sacrificada por determinada circunstância. as Forças Armadas norte-americanas trataram de controlar a notícia. Tudo é feito para reforçar o maniqueísmo. contudo. mesmo sem saber exatamente o que seja “a verdade”.. Não é o que pregam aqueles que se suicidam em massa na Guiana ou na Flórida? Não é contra o mal da frustração que se lança o estudante que toma de uma arma e assassina professores e colegas numa escola? (. à ideia de que a “verdade”. estar à caça da “verdade”. Folha de S. 7/10/01) 1. As imagens do último desastre foram maquiadas para evitar que se vissem pessoas se precipitando no vazio. Todos se situam como iguais na doença do desapego à vida.. diabolizar o inimigo. b) A sugestão de que é necessário tanto caçar o responsável pelas ações terroristas.Paulo.. por fim. a) Cinema brasileiro: em prol da América Latina b) Cinemateca brasileira: a memória do nosso cinema c) Fatalidades atuais do cinema brasileiro d) A universidade e o cinema de protesto e) Cinemateca brasileira: a moderna produção de filmes Módulo 6 – Análise de Texto Textos para os testes de 1 a 8. que as cenas de guerra vêm camufladas. acusa os inimigos de estarem “empenhados em negar a povos livres a oportunidade de viverem como quiserem”. c) De que eles aludem. Nunca duvidei disso..4. porém. inescrupulosamente. O terrorista sem rosto constitui uma ameaça que. é o despudor com que versões substituem fatos e categorias ganham estatuto de epifanias. O remédio então é criar um espaço em que a luta continue em termos civilizados e. como se trata da “caçada ao terrorismo”. deve ser abatido como animal feroz.. vírus vindo de fora. para continuar a luta. numa guerra.) A história nos ensina que o militante se converte em guerrilheiro quando está irremediavelmente acuado. Mesmo na “Civilização”. do que imaginar que o simples fato da diferença de formas de vida levaria ao conflito. Nada mais esdrúxulo. 132 – . (ESPM-SP) – A justificativa para os títulos dos textos I e II seria: a) De que. Em vez de simplesmente dizer que somos todos homens e que o fato de usarmos turbantes ou crucifixos é absolutamente secundário. secretário de Defesa dos EUA. Texto I CAÇANDO A VERDADE Alguém já afirmou que. quando os exércitos em que poderia integrar-se foram desbaratados. nada mais lhe restando. Desconfio de que essa seja uma falha de programação da mente humana. o que distancia. situando-se além da condição humana. a primeira vítima é a verdade. por meio de uma ironia. (José Arthur Giannotti. O que me surpreendeu agora.. Mas o que vem a ser essa nova guerra que se trava nos limites do mundo conhecido? Sabemos. tem de ser tratada como num jogo. (MACKENZIE-SP) – Assinale o título que seria fiel ao conteúdo informativo do folheto sobre a Cinemateca. evitando o contato direto dos jornalistas com o campo de batalha. rostos desfigurados pela dor. Bin Laden estaria para Mc Veigh assim como o fundamentalismo muçulmano para a ultraortodoxia judaica e para todas as outras formas de fanatismo. em suma. quanto se deve.) Donald H. “Mais!”. (. pelos lados. membros despedaçados. de longa data. nunca de frente. primeiro afirmamos a diferença para depois procurar circunstanciais semelhanças. e) Que o uso do gerúndio sugere a ideia de que essa ação contra o terrorismo deve ser contínua e prolongada e não imediata. além disso. reforçar a retórica dos políticos no seu papel de convocar todos para que não poupem suor e lágrimas até a vitória. sempre. é salamandra que renasce de suas cinzas. (Hélio Schwartsman.) mesmo quando queremos ser justos e corretos. no que a imprensa vem chamando de “guerra contra o terror”.. não é preciso que uma das partes se sinta ameaçada até mesmo em sua possibilidade de existir? (.. ao ser mordida pela astúcia ou pela mera força bruta. os títulos aludem à necessidade de saber quem seria o líder responsável por tal ação. para ser encontrada. Depois da experiência do Vietnã. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. fabricam-se versões.. Rumsfeld. continuamos dividindo os homens em duas categorias: parecido-aliado e diferente-inimigo. (. do que se dispersar em pequenos grupos..) Se a guerra é contra o terror ameaçando uma forma de vida. em nome de um princípio transcendente. a guerra nesse plano termina por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. em TV Folha 7/10/01) Texto II A OCULTAÇÃO DO REAL (.) Declarou-se guerra ao terror. se transforme em negociação democrática. Não é assim que se combate a epidemia das vacas loucas? Situar.

e) ele faz parte de uma forma fragmentada de terror. que o terror é um vírus. d) a afirmação acima é falsa. deve ser abatido como animal feroz. III. nessa passagem. c) a força bruta. b) Como identificar o terrorista “sem rosto”. como um vírus. É falsa a ideia de que não existem diferenças entre os inimigos internos e externos. por isso justifica-se seu extermínio. O plano. porque acuado. segundo o autor do texto. c) Como abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. c) Converte-se o indivíduo em membro de pequenos grupos. a guerra. e) Eliminar o terrorista é a única forma de garantir a segurança interna dos EUA. relação ao apoio dado à ação. d) Como não camuflar a luta por interesses distintos. termina por abolir a diferença”. 4. contudo. por isso justifica-se seu extermínio. situando-se além da condição humana.. 3. (ESPM-SP) – Em: “Declarou-se guerra ao terror” (Texto II). refere-se ao combate do terrorismo (sentido geral). (ESPM-SP) – Como explicar o uso da adversativa no Texto 6. b) Somente as alternativas I e II são verdadeiras. considerando-o um agressor externo. do qual fala o autor. por isso justifica-se seu extermínio. c) O terrorista. (ESPM-SP) – É verdadeiro afirmar sobre o terrorista sem II. para impossibilitar identificação dos agentes. de forma a eliminá-los. d) Somente as alternativas II e III são verdadeiras.2. versam os dois textos? a) Como acabar com o terror. c) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. segundo o autor do texto. apontadas pelo autor? a) Converte-se o indivíduo de militante em guerrilheiro. c) A intenção é ironizar o fato de que “guerra” ganhou um novo sentido. aliada à astúcia. d) O indivíduo passa a valer-se de práticas traiçoeiras. b) O terrorista. a) Todas as alternativas são verdadeiras. faz uso da indeterminação do sujeito. Quando o autor diz “a guerra. usando.” I. d) A intenção é contrariar a ideia de que o sujeito da ação enunciada é desconhecido. um tresloucado que deve ser eliminado. 8. (ESPM-SP) – Quais as consequências. b) Converte-se o indivíduo num ser destemido. (ESPM-SP) – “Situar. é “alguém além da condição humana”. e) a afirmação acima retrata uma reação emocional ao ataque sofrido pelos EUA. sob o rótulo de “guerra contra o terror”. na por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno.. são componentes do perigo representado pelo terrorista. e) Como conter a força bruta dos terroristas. para isso. é “um doente e tresloucado”. e) A intenção é levantar dúvida sobre “guerra” ser reação legítima a uma verdade aparente versus uma verdade camuflada. e) Somente a alternativa I é verdadeira. para testar seu nível de interpretação. para o indivíduo “acuado”. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. ele quer alertar para um ponto em comum entre inimigos internos e externos: desapego à vida. II. (ESPM-SP) – “Se a guerra é contra o terror ameaçando d) ele se torna invencível quando é levado a usar da astúcia ou força bruta. b) ele é um doente. porque a referida matéria foi escrita antes da reação dos EUA. que sofre da doença do desapego à vida. a se combater.” a) Afirma o autor. 5. vírus vindo de fora. – 133 . d) A eliminação do terrorista é conclusão da proposição hipotética de que o terror é “vírus vindo de fora”. c) a afirmação acima tem como estrutura sintática a voz passiva. b) A intenção é confundir o leitor. 7. (ESPM-SP) – Qual o verdadeiro dilema sobre o qual uma forma de vida. para destacar o objeto da ação. rosto que a) a mais eficaz forma de combatê-lo é por meio da guerra. e) Converte-se o indivíduo em ser sem identidade institucional. a guerra nesse plano termi- a) a afirmação acima tenta construir a ideia de unanimidade em b) a afirmação favorável à guerra. segundo período? a) A intenção é simplesmente negar a afirmação do primeiro período.

modelo. 4. c) aí – os jogadores se movimentam. Em breve. entretanto. operários. nem de longe o satisfez. Tático exemplar.. (FUVEST-SP) – “. Ereto sobre a sela estufou o peito. mesquinha. É quando os times ficam perfilados. (FUVEST-SP) – “Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. no qual entrou no dia aprazado. b) associou lhes a mãos e parados a times. com plumas e condecorações. empinou o queixo. Fuzilado o escultor. ou não se satisfaria. cívico. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. e deu um puxão nas rédeas.. (FUVEST-SP) – A alternativa em que todas as palavras e expressões pertencem a um mesmo campo de significação é: a) imponente. c) antecipou a concordância com os jogadores se movimentam. E requisitaram-se os entalhadores. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. produziu estátua ainda mais mesquinha. 2. despejando a pasta de gesso até encher completamente o caixote. do alto de um pedestal. o melhor escultor do país foi chamado. Texto para as questões de 3 a 6. incluindo o minuto de silêncio. e) é quando – começa o jogo. d) estabeleceu relação de concordância entre lhes e mãos e entre parados e jogadores. Paulo) 1. garantia de um molde perfeito onde coaria o bronze. outro foi convocado. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio.cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados”.. levantou o braço direito em gesto cívico. não sendo o melhor. O problema do Tim. Faltavam a altivez dos traços. ditador.” O trecho transcrito aparece modificado de forma correta e sem prejuízo do sentido em: a) Assim que foi eternizado em imponente estátua equestre. nem fazia o peito encovado justiça à força que abrigava. b) Enquanto quis ser eternizado em imponente estátua equestre. a qual do alto de um pedestal dominou a cidade. (Marina Colasanti. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. Mandou construir imenso caixote de madeira. devidamente montado num cavalo de pau. O resultado. 134 – .” A relação lógica estabelecida. com os times. pela palavra grifada também aparece em: a) Muito tentou e não conseguiu o efeito pretendido. que está aí por lugares (um para cada um). por exemplo. tristeza.. O qual. e até mesmo os ceramistas. sem que qualquer dos seus trabalhos parecesse sequer aceitável ao ditador. os poucos escultores restantes haviam sido chamados e despachados. depois os santeiros. o melhor escultor do país. aprazado. b) é quando – então. nem de longe o satisfez. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. montado no seu fiel tordilho e trajado em alto uniforme. c) Afim de ser entronizado em imponente estátua equestre. menos conseguia. o autor usa o plural em lhes e parados porque a) ambas as palavras referem-se a lugar. mandou chamar. c) altivez. e) ereto. (Luís Fernando Verissimo. um breve aceno de cabeça bastou para que os operários abrissem as canaletas. Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. e) Visto que o ditador queria ser eternizado dominando a cidade em imponente estátua equestre. para tristeza e fúria do modelo. tordilho. grandioso. Quando o cavalo ergueu-se sobre as patas traseiras. o segmento “o melhor momento do futebol” são a) os times ficam perfilados – aí. (FUVEST-SP) – Em “. o ditador quis chamar o melhor escultor do país. aceno. b) escultor. no texto. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. d) Ou continuava. in O Estado de S. b) Esforçava-se. e) fez lhes concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e parados. portanto desistia. Mas nenhum deles parecia saber captar a nobreza do líder: E a este não restou senão uma solução. d) o tático pode olhar o campo – aí. a qual do alto de um pedestal dominasse a cidade. no texto. força. entretanto. e durante semanas posou. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. d) Porque desejava ser eternizado em imponente estátua equestre. planejava todo o jogo numa mesa de botão. O Tim. Contos de Amor Rasgados) 3. dominasse. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados. Mas aí começa o jogo e tudo desanda.Módulo 7 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “Gols de Cocuruto” e responda ao que se pede. encovado. c) Nunca alcançava. 5. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. diziam todos. (FUVEST-SP) – As expressões que retomam. devidamente montado num cavalo de pau.. Foi um técnico de sucesso. O resultado.O ditador mandou chamar o melhor escultor do país. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. nobreza. plumas. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. e durante semanas posou. o grandioso do gesto. Da entrada em campo até a troca das camisetas. o melhor escultor do país foi chamado. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. e) Quanto mais se esforçava. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. embora não chegasse aonde queria. Falava um jogo e o time jogava outro. d) imenso.. que do alto de um pedestal dominava a cidade.

Estão em toda parte. a língua. são os adjetivos. para ele. como é que não existe? — espantouse o meu amigo. Ovo pode estar choco: é inquietante. Lento. Rente. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre. Uma pedra. “cardisplicente” um jogo fonético curioso. um neologismo desprovido de indícios de significação. a ideia de que a sensação de esplendor a) ocorre de maneira súbita. (FUVEST-SP) – Nas três “considerações” do texto. palavra técnica constante de dicionários especializados. Mas o bom. O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaboração. como é que não existe?” Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador.. — O quê? 4. e) resulta da imaginação com que alguém se vê a si mesmo. Escuro. Módulo 9 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “De Gramática e de Linguagem” e responda ao que se pede. uma criação de palavra pelo processo de composição. (FUVEST-SP) – Atente para as seguintes afirmações: I.. As pessoas atrapalham. a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular. Luminoso.. d) que se amplia graças à tradução de termos científicos. e) a afirmação II está correta. b) as afirmações I e II estão corretas. Mas andei lendo livros. II. — Mas se eu inventei. 2. Bastam-se. b) é uma reação mecânica dos nossos sentidos estimulados. Multiplicam-se [em excesso. (Ovo. é a) b) c) d) e) (FUVEST-SP) – Conforme sugere o texto. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. mas arbitrário. Considerei. caneta”. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. — “Cardisplicente” não existe. As cousas. por ser um “cardisplicente”. (Rubem Braga. Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 1 e 2. c) as afirmações II e III estão corretas. e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Eu gosto é das cousas.6. Morre. O ser que ama sente refletir-se em si mesmo um atributo do ser amado. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. nem sempre. uma espécie de “moral da história”. — Cardisplicente. João. um termo erudito empregado para criar um efeito cômico. dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo. Não se metem com ninguém. você inventou — triunfei.. parentes e bem-amadas. uma frase adequada seria: a) Não há persistência quando impera a vaidade. O esplendor do pavão e o da obra de arte implicam algum grau de ilusão. E não exigem nada. atingir o máximo de matizes com um mínimo de elementos. sabiá. c) pronto para incorporar estrangeirismos. oh minha amada. animal ou cousa: João... E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. Áspero. De água e luz ele faz seu esplendor. que assim é o amor. 3. acidental e efêmera. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta. c) decorre da predisposição de quem está apaixonado. Texto para as questões 3 e 4. Eu considerei que este é o luxo do grande artista. d) se projeta além dos limites físicos do que a motivou. por fim. de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. III. João só será definitivo Quando esticar a canela.) As cousas vivem metidas com as suas cousas. Macio.. o cronista preserva. Em nossa última conversa. c) A expressão de uma grande vaidade não mede o custo. O pavão é um arco-íris de plumas. é um luxo imperial. seu grande mistério é a simplicidade. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes. Entre um copo e outro de cerveja.. e) a ser enriquecido com contribuições pessoais. Não há pigmentos. Verde. (FUVEST-SP) – “— Mas se eu inventei. como em um prisma. como elemento comum. Aquele que desdenha do próprio coração. d) a afirmação I está correta. Sonoro. (FUVEST-SP) – Se a autora pretendesse acrescentar. fui ao dicionário. b) a ser enriquecido pela criação de gírias. De acordo com o que o texto permite deduzir. apenas a) as afirmações I e III estão corretas. 200 Crônicas Escolhidas) 1. Eu sonho – 135 . mesmo. Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros. Amigo ou adverso. sim!. Um ovo. b) Não há vaidoso que possa suportar a vaidade alheia. e) A absolvição da vaidade depende de uma dura penitência. Um armário. d) A vaidade só se curva ao instinto de autopreservação. era um código aberto. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. As cousas são quietas. Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores. reticente ou falastrão. ao final de sua narrativa.

) À turva luz oscilante dos lampiões de petróleo. 3. Instintivamente. para modernizarem a cidade.. é correto afirmar sobre os versos que a) o primeiro par remete à ideia de gramática. é uma forma de sonhar e fugir da realidade. veem-se fundas e extensas valas cavadas de fresco. fulgem no firmamento. sabiá. o primeiro defende o ritmo lento das ações. pensa-se fatalmente na Morte. um desconhecido tremor nervoso. dá ideia da derrocada de terrenos abalados por bruscas convulsões subterrâneas. 2. c) A oração “porque levava os advogados para os escritórios” é consequência da impaciência do motorneiro. no segundo. a função é metalinguística. predomina a função referencial. a) Há uma relação de causa e efeito entre a impaciência do motorneiro e o ato de desatravancar o veículo. d) Na oração “E o animal disparou” há uma relação de oposição. a função metalinguística e a conativa. fica limitado em razão do sonho e da linguagem. (. No primeiro. andam colocando largos tubos de barro para o encanamento das águas da cidade. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto I. estão presentes as funções apelativa e referencial. pois. diante dessas enormes bocas escancaradas na treva. com imensa quantidade de pedras brutas sobrepostas. Nos dois pares. (UNIFESP-SP) – Observe os pares de versos: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. nem as estrelas. 136 – . rudes.” “Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto…” Considerando-se o título e os sentidos propostos no poema. realiza-se independentemente da linguagem e do sonho. como numa tecla elétrica onde se calca de repente a mão. e) o primeiro par remete à ideia de linguagem. portanto. que impressiona e gela. respectivamente. assinale a alternativa correta. com o tom soturno dos mineiros. d) O poema indica que os elementos da natureza. não tem saída. e) As orações “E como o motorneiro se impacientasse” e “E o animal disparou” indicam relações de adição entre esses dois fatos. Texto I POBRE ALIMÁRIA O cavalo e a carroça Estavam atravancados no trilho E como o motorneiro se impacientasse Porque levava os advogados para os escritórios Desatravancaram o veículo E o animal disparou Mas o lesto carroceiro Trepou na boleia E castigou o fugitivo atrelado Com um grandioso chicote. Texto II Volto da rua.. revolta e calcária. d) ambos os pares remetem à ideia de linguagem. sentindo na espinha dorsal. o poema não é suficiente para exprimir seus sentimentos. a) b) c) d) e) (UNIFESP-SP) – Para o poeta. como “fugitivo”. referencial. à ideia de gramática. neles predomina a função metalinguística. o segundo. está “atrelado” ao ritmo do progresso. à ideia de linguagem. c) O cavalo. Neles predominam. Noite glacial e melancólica.. na rigidez do solo. ao menos. b) Na oração “como o motorneiro se impacientasse” há uma comparação que se completa com a ideia da pressa dos advogados. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. desde que não atrapalhem o ritmo urbano. o segundo. (FATEC-SP) – Ainda sobre o texto I. c) o primeiro par remete à ideia de gramática. A terra.Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. tem sentidos ocultos a serem vivenciados. o segundo. porque nem a lua. em linha.. onde alguns homens ásperos. ali. Não há nem a mais leve nitidez de aspectos. enquanto o “motorista” depende da rapidez do trânsito. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. a) O título sugere a crítica aos homens que. que lembra o mistério. cerrada. cometem injustiças contra a natureza. 4. na oração seguinte. b) Na oposição entre “carroceiro” e “motorista”. em torno dos formidáveis ventres abertos. b) ambos os pares remetem à ideia de gramática. simbolizados em “cavalo”. com relação à estrutura sintática e de significação dos versos “E como o motorneiro se impacientasse! / Porque levava os advogados para os escritórios / Desatravancaram o veículo! / E o animal disparou”.. dando à noite lúgubres pavores de enterros. Em ambos os pares. num mesmo espaço. Leia os textos I e II para responder às questões de 3 a 6. caneta. convivem atraso e modernidade. Há apenas uma noite escura. podem estar na cidade. estabelecida pela conjunção. 1. e) O poema capta um momento da vida urbana em que. que representa o atraso. animal ou cousa: João. à ideia de linguagem..

com tédio da vida. estão corretas apenas as afirmações a) I e IV. devido a sua rudeza. mais refinado. No Brasil. até sem roupa. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso.cerca de 300 mil crianças (. comparadas a bocas abertas para a morte. o que se acentua no texto II... água. tipicamente realista. Impossível é prescindir de comida e de bebida. perturbado por suas alucinações. em contraste com o texto II. in O Estado de S. embora haja milhares de famintos.. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. Os países capitalistas têm investido maciçamente no combate à fome.. o encanador e o indígena.. (VUNESP-SP) – Considere as seguintes informações: I. Da mescla de trigo. o trabalho com a linguagem de tom informal identifica o Modernismo. cozinham legumes e assam os grãos. O – 137 . a) No retorno a casa. (Frei Betto.. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos. nos trópicos. IV.) não faltam alimentos... Na sociedade moderna.O homem moderno concebe o alimento como um bem de consumo e lucro. lavam as frutas e verduras. para evitar queda de preços. com o culto do mistério já tipicamente simbolista. muda-se o sentido da oração em: a) “. que caracterizam o texto II como barroco. a) No Brasil (modo) b) morrem de subnutrição (causa) c) diretamente nos alimentos (tempo) d) até sem roupa (afirmação) e) com o advento do mercado (companhia) Módulo 10 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “A Mesa Global” e responda ao que se pede. De acordo com o texto. em que as emoções do sujeito. alimento é-lhe tão imprescindível que. Na sociedade capitalista. no olhar saudosista que lamenta a destruição da natureza. a confundir valas e túmulos.. em que o vocabulário.. o sujeito reflete sobre os trabalhadores braçais que. b) O sujeito teme a cidade que se moderniza. 2.. todos diferem quanto a hábitos e costumes. b) No texto I. o marajá e o indígena. d) I e III. sal e fermento obtêm o pão. se associa à prosa simbolista. (VUNESP-SP) – Se o verbo destacado for alterado pelo que está entre parênteses. e) ação contínua dos produtores para que se reduzam os preços dos alimentos.” (NECESSITAM) 4. diferentemente do texto II.. equipamentos e interesses. 3. o sujeito quer retomar à vida natural. II.” (POSSUI) e) “. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação aos Textos I e II. passou a ter valor de troca.. (.5. possível apenas com a morte.. presentes no texto II.) morrem de subnutrição.” (FALECEM) c) “No Brasil. c) O tema da cidade.” (SENTEM) b) “. 6. pois os operários deixam abertas as perigosas valas. c) II e IV. o Nobel de Química e o encanador. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. o papa.. com o advento do mercado. o valor do alimento equipara-se ao da vida humana. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. e) Recusando a vida urbana de sua época.. o ser humano definha e morre. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. morrem de subnutrição a cada ano. (VUNESP-SP) – Assinale a alternativa em que o sentido da preposição destacada está correto. e) III e IV. a) No texto I. III. b) falta de incentivo governamental para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. texto adaptado) 1. (VUNESP-SP) – A crítica que se sustenta no texto centra-se na questão da a) diferença na alimentação entre a bailarina. contrasta com o elogio da vida simples e o fugere urbem. do Arcadismo. evitam comer carne crua. onde não faltam alimentos. c) O contraste entre o negror da noite e a luz dos lampiões induz o sujeito. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos. Entre os indígenas tribalizados. d) Os versos livres que caracterizam o Modernismo no texto I contrastam com a presença de antíteses.todos (. gordura. caracterizam o Romantismo. e) No texto I. Paulo. A bailarina e o papa.. Para os índios. o olhar irônico do sujeito marca o estilo da poesia contemporânea. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças.o alimento tem apenas valor de uso. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas.” (HÁ) d) “.. com menos de 5 anos de idade. d) A modernização da cidade é percebida pelo sujeito que a contempla como uma violação à terra.) dependem de sua ração diária. b) I e II. domina a atitude romântica. c) forma excêntrica com que os seres humanos tratam os alimentos antes de consumi-los. produtos industrializados. não respeitam a natureza. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto II. o alimento vale apenas para saciar suas necessidades físicas. d) forma injusta como é tratada a questão da fome nos países capitalistas. obras de arte e.32 milhões de pessoas passam fome. Dotados de capacidade reflexiva – sabem que sabem o que sabem –. no texto I. Se deixar de comer e beber.

agora mais essa: corremos o sério risco de acabar entre Osama Bin Laden e George W. Texto para os testes 6 e 7. e) 32 milhões de pessoas passam fome no Brasil. 138 – . (VUNESP-SP) – A pontuação está correta na alternativa: a) Não faltam alimentos. e você não consegue mais pagar a prestação de sua casa aqui. onde não faltam alimentos. e nós vamos pagar o pato aqui. Eles se matam aos milhares por lá e por aí. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto à pontuação (entre parênteses) do primeiro parágrafo. c) Não faltam alimentos no Brasil. Um é suspeito de explodir o coração dos EUA. “globalização” é praticamente sinônimo de “americanização”. Nestes tempos de “guerra”.5. é certo afirmar que a) seu uso visa ressaltar as ideias principais do trecho em questão. b) expressa dúvida sobre “retaliar” — por isso depender de se saber quem o faria — e. no Brasil. e) há dúvida em relação a qual dos dois citados seria o verdadeiro responsável pela retaliação anunciada como revide. no Brasil onde não faltam alimentos passam fome. 7. d) sugere que há dúvida quanto à atitude de “retaliar à altura” ser fruto do querer ou ser uma imposição devido à gravidade dos fatos. 32 milhões de pessoas passam fome. b) seu uso visa marcar palavras de outros autores. c) seu uso visa resguardar os termos destacados de seu sentido absoluto para sugerir outros sentidos. Folha de S. os juros deles aumentam lá. (Eliane Cantanhêde. concomitantemente. c) expressa dúvida e espanto da autora quanto à compreensão do que seja exatamente “retaliar à altura”. BRASÍLIA – Se não bastasse. Grosso modo. Paulo) 6. 32 milhões — de pessoas — passam fome. 32 milhões. onde. no Brasil onde. Bush. onde. passam fome. que tanto recomendam não usar ponto de exclamação quanto de interrogação em título de matéria. d) Não faltam alimentos. descrença nas intenções de Bush. e) seu uso visa confundir o leitor a respeito dos conceitos marcados pelas aspas. O outro. de querer retaliar à altura (?!). a “globalização” pode ficar ainda pior. de pessoas. d) seu uso excessivo visa marcar falta de critério da autora do texto no uso das aspas. b) 32 milhões de pessoas. Em tempos de “paz”. no texto. pode-se afirmar que a) fere a determinação dos manuais de estilo jornalístico. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto ao uso das aspas.

uma vez que a intenção do emissor foi apenas fazer um cumprimento. com frequência.FRENTE 4 REDAÇÃO E MORFOLOGIA Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. Graças a esse tipo de história. nem a dos trabalhadores vencidos – não só suas ações não são registradas pelo historiador. fazendo com que se lembrem apenas dos feitos dos vencedores. Nem para o índio. exemplos de aproveitamento de recursos equivalentes aos da gravura de Escher encontram-se. Resolução Na gravura de Escher. Resposta: D – 139 . Aliás a própria ideia de que os outros são os “pequenos” já é um pacto que fazemos com a ideologia dominante. e) nos manuais de instrução. Não é assim. d) fática. equivalente ao descrito na alternativa d. chama-se metalinguagem. se precisa do trabalho deles. a ideologia burguesa pode manter sua hegemonia mesmo sobre os vencidos. mas os dominantes também não permitem que restem vestígios (documentos. (FUVEST) – Observe. O vencedor ou poderoso é transformado em único sujeito da história. dos “grandes progressos”. a ideologia nunca nos diz o que são esses “grandes”. Grandes em quê? Grandes por quê? Grandes em relação a quê? No entanto. ao representar o ato de desenhar. o desenho volta-se para o próprio desenho. quando o autor descreve com isenção e distanciamento a experiência de que trata. a) nos jornais. c) na prosa científica. então. agentes da história e do progresso. elimina sua memória. que os estudantes negros ficam sabendo que a Abolição foi um feito da Princesa Isabel? As lutas dos escravos estão sem registro e tudo que delas sabemos está registrado pelos senhores brancos. dos “grandes feitos”. por exemplo. quando se organiza com clareza uma determinada sequência de operações. quando o repórter registra uma ocorrência que lhe parece extremamente intrigante. História dos “grandes homens”. o saber histórico nos dirá que esses “grandes”. cuja “grandeza” depende sempre da exploração e dominação dos “pequenos”. Por isso os dominados aparecem nos textos dos historiadores sempre a partir do modo como eram vistos e compreendidos pelos próprios vencedores. das “grandes descobertas”. mas apenas seus pacientes. b) nos textos publicitários. Nem para os operários. Nem para os camponeses. A este procedimento. Resolução Resposta: D Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correção Não possuímos a história dos escravos. abaixo. não só porque impediu que houvesse a história dos vencidos (ao serem derrotados. d) na literatura. (Marilena Chauí) Na linguagem verbal. A função da linguagem que apresenta esta característica é a a) metalinguística. e) apelativa. mas simplesmente porque sua ação histórica consiste em eliminar fisicamente os vencidos ou. Não há direito à memória para o negro. “puxar conversa”. quando se comparam dois produtos que têm a mesma utilidade. os dominantes. quando o escritor se vale das palavras para expor procedimentos construtivos do discurso. monumentos) dessa história. c) emotiva. (FAGA) – No primeiro quadrinho não houve a transmissão de informação nova. os vencidos perderam o “direito” à história). nem a dos servos. esta gravura de Escher: 2. são os “grandes e poderosos”. pois estes interiorizam a suposição de que não são sujeitos da história. isto é. b) poética.

não foi capaz de fazer. Resposta: E 4. mas no grupo ao qual consideramos que ela pertence. b) O sol desbotou o verde da bandeira. Resposta: B 6. reflexões filosóficas. d) O grau de persuasão do texto está pautado. ou seja. exposição de fatos etc. 2. (FECE-Apucarana) – O adjetivo marítimos equivale à locução adjetiva dos mares. O texto original. e insípido à locução sem sabor. e 5.º parágrafo) contém o tópico frasal – a história sempre foi registrada a partir do ponto de vista dos dominadores ou vencedores – a partir do qual a autora desenvolve os argumentos. Nos parágrafos seguintes. a) exangue – sem sangue. Esses elementos de coesão são: 1. b) inodoro – sem sabor. a) 4/2/1/3/5. e) O mendigo carregava um fardo amarelado. (FGV-Adm. a) A malha azul estava molhada. de 1994. d) bélico – da guerra. pisou na bola.3. Paulo. d) As nuvens tornavam-se cinzentas. 5 Quanto à generalização. e) pluvial – da chuva. c) Tinha os cabelos branco-amarelados. É isso que Watson. Declarou que africanos são menos inteligentes do que ocidentais. obedecendo à estrutura dissertativa: tese. o codescobridor da molécula de DNA e ganhador do Nobel de 1953. A autora do texto acima tem a intenção de convencer o leitor quanto à questão da participação política no processo histórico. Resolução O adjetivo inodoro corresponde à locução adjetiva sem cheiro. e) A articulação das ideias de um parágrafo para outro é feita por meio de conjunções subordinativas. paralelismo sintático. Resolução Não há conjunções subordinativas iniciando os parágrafos. é um caso de derivação imprópria ou conversão. d) 5/2/3/4/1. Assinale a alternativa em que a sequência dos números corresponde à sequência lógica desses parágrafos. Assinale a alternativa que identifica incorretamente um desses procedimentos: a) A tese (1. 2 Podemos concluir que as forças da civilização exigem que abandonemos essa forma primitiva de pensar e utilizemos a razão e não reações instintivas no trato com outros seres humanos. o articulista passa a refutar a declaração citada e arrola as possíveis justificativas para as conclusões preconceituosas de James Watson. nas relações antitéticas e nas alusões históricas. argumentação e conclusão. o fato é que é em princípio errado prejulgar alguém por características (reais ou supostas) que não observamos nessa pessoa. 1 Ele cometeu em sua declaração pelo menos dois grandes pecados epistemológicos. 3. deixa de ser adjetivo. mesmo com toda a sua genialidade científica. Assinale a alternativa em que não há correspondência entre o adjetivo e a locução.º parágrafo: expressão que indica conclusão: “podemos concluir”. c) 4/1/3/5/2.º parágrafo: “James Watson”. A retomada de termos mantém a coesão textual e permite colocar o texto em sequência lógica. sofreu muitas adaptações e não mais corresponde à opinião do autor. b) A unidade do tema é preservada porque o autor desenvolve as ideias com coerência. O último paragráfo. É possível inferir e/ou identificar vários procedimentos usados pela autora para defender o seu ponto de vista. sugere a adesão do leitor às conclusões decorrentes da argumentação do articulista. Resposta: B 140 – . 4. 3 Os testes a que o laureado se referiu são provavelmente as tabelas de Richard Herrnstein e Charles Murray publicadas em The Bell Curve (a curva do sino ou a curva normal). com os verbos na primeira pessoa do plural. principalmente.º parágrafo: “ele” retoma “James Watson”. Resolução Verde.º parágrafo: “generalização” retoma “generalização apressada”.) – Os parágrafos abaixo estão fora de ordem. c) A fundamentação das ideias é obtida por meio de vários recursos argumentativos: perguntas retóricas. um dos livros mais explosivos e criticados da década passada. Falou em “todos os testes” sem dizer quais e fez uma generalização apressada. b) 4/5/2/1/3. Resolução O texto inicia-se por um período que contém uma declaração de sentido geral do geneticista James Watson. (FGV-SP) – Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada não tem valor de adjetivo. na alternativa b. redigido por Hélio Schwartsman para a Folha de S.º parágrafo: “testes” retoma “todos os testes”. c) hepático – do fígado. pois está substantivado pelo artigo o. Resposta: C Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 5. e) 2/4/1/3/5. 4 James Watson.

a) Achei algo. A desigualdade persiste. Transforme-as em uma única. logo. porque. apropriado”. porém. (Apenas / embora / porém) A alternativa que contém a ordem correta dos elementos de ligação é: a) a fim de que.) – O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade.. b) à proporção que. porém. c) [O trabalho] desvia-o da visão assustadora de si mesmo. As uniões consensuais cresceram. 21/03/07) 7. reitera a ideia de negação. b) Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa… c) . 1. e) [O trabalho] faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento. d) O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso… e) O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento… Resolução O pronome indefinido certo passa a adjetivo se colocado depois do substantivo impulso.. nós temos.) – Assinale a alternativa em que a mudança da posição do adjetivo no texto altera o sentido da frase. ou seja. sem as inverter. b) Achei alguma coisa. (Porque / entretanto / logo) 3. As estatísticas também registram avanço na educação. d) Não achei futuro algum. contudo. Resposta: B – 141 . entretanto. desde que. b) [O trabalho] impede-o de olhar um outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. porque. conforme resultados do Censo 2000..que lhe torna a solidão horrível”. 10. embora. só não o fazemos. O brasileiro teve mais coragem e orgulho de declarar sua cor. por isso. Também há ocorrência de pronome empregado com sentido de posse em: a) O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio. Os números mostram que o brasileiro vive à margem da era digital. O desemprego cresce no país. porque. Resolução O pronome indefinido algum. A população negra cresceu.. Resposta: D 8. RESOLUÇÃO No trecho “. exclusão (5).. como adjetivo..parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição.6% dos domicílios do país têm computador. e) Não achei muita coisa. tem o sentido de “adequado. oposição (3 e 4). apenas. engana nossa falta de poder. o pronome lhe é empregado com sentido de posse e equivale a sua: que torna a sua solidão horrível. fazendo uso de um dos elementos de ligação propostos. ainda assim. (UNIFESP) – Assinale a alternativa em que a frase mantém o sentido da resposta do policial. a) O nosso “complexo de vira-lata” tem múltiplas facetas. causa (2). posposto ao substantivo futuro. (FGV-Econ. c) Achei algum futuro. (contudo / logo / por isso) 4. (FGV-Econ. A taxa de casamentos legais caiu. com isso. de modo que haja relação de sentido entre as ideias. 9. Como pronome. e) ainda que. logo. Minas Gerais. mantém o mesmo sentido do pronome indefinido nenhum. (com isso / ainda assim / desde que) 5. apenas. (UFES) – As afirmativas de cada um dos itens abaixo expressam o perfil do brasileiro. c) ainda que. d) à proporção que. Resolução A relação que se estabelece entre as orações é de proporcionalidade (1). contudo. (à proporção que / ainda que / a fim de que) 2. ainda assim. contudo. d) Vagabundo é quem não tem o que fazer.Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis Leia a charge. Resposta: B Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis (Diário da Tarde. Resposta: D 10. o vício e a necessidade. Saúde e educação melhoram. ainda assim. certo significa algum.

Resposta: E 14. (Roberto de A. para e porque são. e) adição. exatamente a metade da esfera das estrelas. 1. instrumento. b) adição – objeção – tempo – conclusão. a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. Resolução As circunstâncias expressas por enquanto. Paulo. (ITA) (Folha de S. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. Para entender esses argumentos. 142 – . de horizonte a horizonte. David Nasser. então o campo de visão à noite não seria. portanto estabelecem no texto relações. tempo. Portanto. oposição. modo. na antiguidade. então. d) lugar. oposição. respectivamente. de horizonte a horizonte. Resolução As preposições estabelecem as relações indicadas na alternativa a. d) tempo. b) simultaneidade.o/10/01) a) O que há de engraçado nesse diálogo? b) Qual a marca linguística que permite o efeito cômico? Resolução a) A comicidade está na segunda fala do primeiro quadrinho. tempo. c) distanciamento – consequência – conclusão – efeito. Resposta: A Módulo 6 – Dissertação – Coesão (FUVEST) – Além de parecer não ter rotação. é possível contemplar. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. instrumento. respectivamente. finalidade. explicação. brigou com seu amigo e principal repórter. modo. c) simultaneidade. As preposições destacadas traduzem. a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade.11. simultaneidade. companhia. indicando conclusão. Introdução geral ao Commentarius de Nicolau Copérnico. explicação. Na noite de Natal. cujo raio não parecia ser muito superior à distância da Terra aos planetas. portanto equivale a logo. a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar. instrumento. finalidade e causa. 4. Se. A substituição da preposição em pela preposição com (“problemas com a casa”) desfaria o equívoco. respectivamente. outras vezes poderíamos ver menos da metade do zodíaco. causa. 3. O presidente ficou irritado com as críticas. d) distanciamento – oposição – tempo – consequência. modo. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite. de a) distanciamento – objeção – tempo – efeito. (ESPM) – Leia as frases: 1. Martins. b) A marca linguística que gera alteração de significado é a preposição em. a cada instante. respectivamente. b) companhia. Resposta: D 12. Resolução Além de equivale a soma. é necessário lembrar que. que interpreta de forma distorcida o significado da primeira. oposição. no entanto. por conseguinte. c) alternância. finalidade. causa. causa. e) companhia. imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica. exatamente porque o jornalista atacara a nova capital em artigos… A relação que se estabelece entre as orações destacadas é. ideia de a) companhia. simultaneidade. de: a) condição. no entanto. 2. e) adição – oposição – consequência – conclusão. conclusão. então equivale a isso. a metade do zodíaco. no entanto indica contraste. de cada vez. Neste caso. em geral. consequência. E se ela está sempre nesse centro. O presidente falou junto com o ministro. modo. O presidente almoçou com os sindicalistas. adição. o céu visível à noite deve abranger. ela não se move em relação às estrelas. modo. indicando efeito. modo. Os termos além de. O presidente cortou o pão com a faca. consequência. a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. enquanto vestia o smoking para ir a um jantar da alta sociedade carioca.) 13. pois a expressão “problemas em casa” já se consagrou como referente a problemas de relacionamento familiar. causa.

“embarca-se em avião..." e "como quem tocasse violino....” e) “Amanheceu. a) “e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada. todos embarcaram no trem.... caracteriza figura altamente expressiva: a) metonímia. ele recorre à sinestesia...) Embora não opte por viver numa pequena cidade.” b) “Última flor do Lácio... poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes cidades. BICHO URBANO Se disser que prefiro morar em Pirapemas ou em outra qualquer pequena cidade do país estou mentindo ainda que lá se possa de manhã lavar o rosto no orvalho e o pão preserve aquele branco sabor de alvorada... (GULLAR.. No enunciado da questão..... definida no enunciado como "apelo aos sentidos humanos. c) hipérbato. inculta e bela. Como uma torre de pérolas e safira. Resposta: D – 143 .... um dos grandes poetas brasileiros da atualidade. 1991.. e) aliteração. O mesmo ocorre com o verbo embarcar. (FUVEST – MODELO ENEM) – A catacrese. O uso. montar um elefante” etc. Resolução Além da sinestesia “tarde doce”. Assinale a opção em que se observa esse recurso... (FUVEST – MODELO ENEM) Tarde de olhos azuis e de seios morenos. A palavra “sabor” implica sensação gustativa.. Ferreira.. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. quanto do teu sal. o flagrante apelo aos sentidos humanos.” Resolução Catacrese é a figura que consiste na utilização de um vocábulo com sentido inadequado em virtude da inexistência de palavras que designem os seres referidos. construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas.. comparações ("Como uma torre de pérolas e safira... "Montou.. / Com seus matos sombrios suas águas” d) “suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto” e) “me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas” Resolução Na expressão “sabor de alvorada”.. Ó tarde como quem tocasse violino. porém.. A natureza me assusta...... trem ou ônibus”. Toda poesia. mesclam-se referências a duas impressões sensoriais diversas. além de barco...” c) “Apressadamente. Resposta: C 17. que se misturam e se confundem".. ó tarde doce que se admira. Resposta: A 16...") e prosopopeia ou personificação ("Tarde de olhos azuis e de seios morenos. é autor de “Bicho urbano”.” b) “ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho” c) “A natureza me assusta.... que a princípio se referia a “entrar ou colocar-se em embarcação”.. . ó tarde doce".. no burro bravo" é catacrese.. Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos. que se misturam e se confundem no efeito emocional que provocam no leitor.. "ó tarde").. os versos de Emiliano Perneta têm apóstrofes ("Ó tarde linda. ocorre em: a) “Os tempos mudaram. estendeuse para outras situações referentes à montaria: “montar um camelo. d) sinestesia. Ó tarde linda... o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades... “alvorada” (palavra derivada de “alvo”) implica sensação visual. porque o verbo montar refere-se a “colocar-se sobre cavalo”.. b) anacoluto.. no devagar depressa do tempo.. figura que se observa na frase: "Montou a cavalo no burro bravo"..... és a um tempo esplendor e sepultura.. Hoje.. (ENEM) – Ferreira Gullar.. a luz tem cheiro... (Emiliano Perneta) Nesses versos. Com seus matos sombrios suas águas suas aves que são como aparições me assusta quase tanto quanto esse abismo de gases e de estrelas aberto sob minha cabeça.Módulo 7 – Figuras de Palavra 15..” d) “Ó mar salgado...").

/ Vou cantar-te nos meus versos. Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em a) “Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão. meu Brasil brasileiro.” c) “Brasil. Companhia das Letras. Resolução No caso. Vinícius de. e) Pleonasmo..” b) “…a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão” c) “Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia De que sequer suspeitava. a frase de saudação de Jon (tirinha abaixo) expressa o maior de todos os oxímoros. (FUVEST – MODELO ENEM) – Na frase “(. 1992.) Resolução Nos versos transcritos na alternativa b.) data da nossa independência política..Módulo 8 – Figuras de Pensamento 18.” d) “…o operário faz a coisa E a coisa faz o operário.” d) “Se lembra da fogueira. configurada nas expressões antônimas “independência política” e “cativeiro pessoal”.” (MORAIS. …Suspendamos a pena. e do meu primeiro cativeiro pessoal”. é sagrado. estão transcritos versos retirados do poema “O operário em construção”. Resposta: B 19. Em nenhuma das demais alternativas ocorre a mesma estrutura de significação. dos sertões?” e) “Meu bem querer/ É segredo. b) Metonímia. Resposta: B 144 – . um humilde operário Um operário que sabia Exercer a profissão. (ITA) – Assinale a figura de linguagem predominante no seguinte trecho: A engenharia brasileira está agindo rápido para combater a crise de energia./ Aqui dentro. a) Metáfora. Vamos de um salto a 1822. Memórias póstumas de Brás Cubas) Nas alternativas abaixo./ Meu mulato inzoneiro./ Se lembra dos luares. Resposta: B 20. (ENEM) – Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. a metonímia corresponde à substituição do concreto (os engenheiros brasileiros) pelo abstrato (“a engenharia brasileira”).” Resolução A antítese. quando te vê. não adiantemos os sucessos. sempre./ Se lembra dos balões. e do meu primeiro cativeiro pessoal. Para Garfield. (Machado de Assis./ Como uma onda no mar. c) Eufemismo. Antologia Poética. d) Hipérbole. ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em: a) “Meu coração/ Não sei por que/ Bate feliz.” b) “Há tanta vida lá fora. o que constitui a figura de linguagem chamada oxímoro. é um recurso expressivo de natureza semântica que aparece em “lá fora” / “aqui dentro”. São Paulo. o sujeito casa recebe dois predicativos que se contradizem e excluem (“liberdade” e “escravidão”).” e) “Ele./ Está sacramentado/ Em meu coração. data da nossa independência política.

ligeiro trepa. podese constatar que o poeta teve grande cuidado com a seleção e disposição das palavras que compõem a sonoridade do verso. (FATEC) – E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. porque a Musa topa Em apa. e) metáfora e metonímia. Trabalha. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. b) Elipse / aliteração / sinédoque. Para a tropa do trapo vazo a tripa E mais não digo. ontem garlopa. b) a SINESTESIA.” (Graciliano Ramos) e) “Um bando de maitacas passava. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. ipa. respectivamente. As alpercatas batiam no chão rachado. e) o PARADOXO. em que as palavras são parecidas no som. utilizando. há personificação ou prosopopeia. e lima. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. portanto. A flor baixa se inculca por tulipa. paronomásia. c) aliteração e paronomásia. tem mais carepa. Resolução Nesses versos de Vinícius de Moraes. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. upa. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. Esse procedimento chama-se aliteração. “O olhar para trás”. chuva beirando’. pode ser Papa. Resposta: E 23. mas diferentes no significado. Choram as ondas. mãe Quitéria!” (G. há polissíndeto. Os recursos estilísticos empregados aí foram a) personificação e alusão. b) paralelismo e comparação. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. Mais isento se mostra o que mais chupa.a pessoa do plural). mais increpa: Quem dinheiro tiver.Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 21. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. Quem menos falar pode. cheio de palavras polacas e de mil bichinhos tocando viola no oco do pau. Resposta: B – 145 . abraçamos o piloto que vinha nos salvar. Do claustro. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. Seleção de Obras Poéticas) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. e) Elipse / polissíndeto / prosopopeia. na paciência e no sossego. Resolução No verso “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. Bengala hoje na mão. e o mato cochichava.” (G. tinindo guizos. pois atribui-se característica humana às ondas (“choram”). Os vocábulos tropa/trapo/tripa apresentam semelhança de sons e diferença de sentido. e sofre. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. (FATEC) – Em “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. emocionados. para salientar certos fonemas que se repetem (principalmente os “pês” e os “tês”). Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. e os minutos passando…”). e o coração (…). Resposta: C 24. (MACKENZIE) – I. Resposta: D 22. d) o PLEONASMO. existe repetição dos fonemas consonantais /p/. Assinale a alternativa que não contém onomatopeia: a) “Jamais tivera notícia de tanto silvo e chilro. Resolução Em I. não o que houve. Rosa) b) “A imprensa publica o que ouve. ao nobre o vil decepa: O velhaco maior sempre tem capa. estralejando de rir. nos trechos I.a pessoa do plural) e abraçamos (1. ocorre polissíndeto com a repetição da conjunção e.” (Oswald de Andrade) c) “ ‘Sapo na seca coaxando.) Módulo 10 – Figuras Sonoras AS COUSAS DO MUNDO Neste mundo é mais rico o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. e teima.” (Guimarães Rosa) Resolução Trata-se de paronomásia: ouve/houve. d) assonância e preterição. E os sobreviventes. II e III. Em II. e a cabeça (…). constituindo. e sua. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. caracterizado pela repetição da conjunção e (“E o olhar (…). c) o POLISSÍNDETO. Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar. /t/ e /r/. palavras que se diferenciam por mudanças fonéticas mínimas (tropa/trapo/tripa). ao mesmo tempo. Com sua língua. epa. opa. (Gregório de Matos Guerra. III. partindo vidros. ocorre silepse de pessoa: os sobreviventes (3. Em III. II. Rosa) d) “Chape-chape.

Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. (Rose-Marie Muraro) b) O discurso comporta duas partes. fala-se do tempo ou de futebol. 4. a segunda. Quais as funções da linguagem predominantes no poema anterior? 3. Sou filho das selvas Nas selvas cresci. (Paulinho da Viola) 2. como vai? Eu vou indo e você. Indique a alternativa que explicita essa função. (Gonçalves Dias) 146 – .. Guerreiros. (Danilo Caymmi & Ana Terra) e) Olá. Guerreiros. Meu canto de morte Guerreiros.) A primeira destas operações é a exposição. 5.. de Cassiano Ricardo. sou forte. b) Função referencial. d) Função conativa. e em seguida a demonstração. ouvi. e você? Tudo bem. (. Nos textos abaixo. e) Função poética. Da tribo pujante. dificilmente lograríamos (…) encontrar mensagens verbais que preenchessem uma única função… A estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da Texto para as questões 2 e 3: POÉTICA Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados Que é Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto Um homem que tem fome como qualquer outro homem. Qualquer assunto servindo. (Cassiano Ricardo) função predominante. eu vou indo em busca de um sono tranquilo. (CESUPA-CESAM-COPERVES) – Segundo o linguista Roman Jakobson. o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. nasci: Sou bravo.. Sou filho do Norte Meu canto de morte. descendo Da tribo tupi. d) Se um dia você for embora Ria se teu coração pedir Chore se teu coração mandar. (PUC) – Observe a seguinte afirmação: Em nossa civilização apressada. c) Função fática. ouvi. Guerreiro.. até o dia em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer. Aponte os elementos que integram o processo de comuni- cação em “Poética”. identifique as funções da linguagem: a) O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum. Que agora anda errante Por fado inconstante. a) Função emotiva. (Aristóteles) c) Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho. pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata. Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. tudo bem? Tudo bem. a prova. eu vou indo pegar um lugar no futuro. o “bom dia”.

as iranianas conquistaram posições importantes no governo. uma preocupação com a escritura do texto literário. Se deixar as decisões urgentes para outras pessoas. além de se apresentar introspectiva. o governo retirou um projeto de lei que permitiria às mulheres viajar para o exterior sem autorização escrita do marido. que os dados que recolhi não eram suficientes para justificar a conclusão. omitiram-se as informações que comprometeriam o andamento das investigações. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. justificando a indicação. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. b) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. são utilizados recursos gramaticais para tornar o texto impessoal. de acordo com as normas da língua padrão. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais. abrimos os documentos que apontavam os pontos falhos do processo. (PUC-SP) – Com esta história eu vou me sensibilizar. Na década passada. sempre se constata que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. Decidiu-se também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. Assim. E o que escrevo é uma névoa úmida. Assinale a alternativa correta. 2 – Constatei. Este livro é um silêncio. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. reflete. não permite que a mãe passe a nacionalidade egípcia ao filho. Alegro com brio. (Veja. Observamos que medidas mais enérgicas eram urgentes para conter as despesas. 2 – Em situações como essas. estalactites. Resolvi. Eu não sou um intelectual. d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. para não contrariar a oposição islâmica. Para que os fatos sejam apurados. entre eles o Irã. I. mas o hábito – cujo objetivo é privar a mulher do prazer sexual – continua amplamente difundido. Não é uma situação comum no mundo islâmico. 6. sobretudo nos países árabes. e) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. Este livro é uma pergunta. Na Arábia Saudita. corre-se o risco de se perder o controle sobre os acontecimentos. que são insuficientes os dados recolhidos para que se justifique a conclusão. O Egito. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles e não há notícia de nenhuma organização pelos direitos femininos que tenha sobrevivido por muito tempo.000 apátridas no país. III. após fazer uma análise cuidadosa. o Estado baniu a mutilação genital. Observe o trecho em questão e aponte os elementos que comprovam tal preocupação. todos filhos fora do casamento ou de pai desconhecido. Em vários países. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica. IV. constatou-se um desvio de recursos que se supõe ter sido feito pelo diretor afastado. marcada pela sondagem de fluxo de consciência (monólogo interior). 1 – No relatório final. (Clarice Lispector) A obra de Clarice Lispector. decidiu-se encaminhar o caso para as instâncias superiores. resolvi buscar mais evidências a fim de apresentar uma análise que tivesse mais respaldo. 1 – Em situações como essas. e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. corro o risco de perder o controle sobre os acontecimentos. Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. É uma fotografia muda. Se se deixam as decisões urgentes para outras pessoas. (UFPR) – “Na análise do relatório. sempre constato que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. II. Há hoje 80. 1 – Após instalarmos a comissão. Foi observado que medidas mais enérgicas eram urgentes para as despesas serem contidas. Ao contrário. mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor.Indique a função predominante no fragmento anteriormente transcrito. assim. 2 – No relatório final. também. A VIDA ATRÁS DOS VÉUS O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. 01/03/2000) – 147 . na universidade e na imprensa. Decidimos também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. Tentarei tirar ouro do carvão. escrevo com o corpo. (UEL) – As questões de 2 a 5 referem-se ao texto a seguir. música transfigurada de órgão. que no início do século XX aboliu o uso do véu e nos anos 50 adotou o voto feminino. buscar mais evidências a fim de uma análise ser apresentada com mais respaldo. c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. nós omitimos as informações que comprometeriam o andamento das investigações. abrimos os documentos nos quais se apontavam os pontos falhos do processo.1 – Eu constatei. renda. após fazer cuidadosa análise.” No trecho acima. Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correções 1. 2 – Após a comissão ser instalada. Analise as ocorrências abaixo e aponte aquelas em que esses recursos foram usados para impessoalizar o que aparece em 1. Recentemente. a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.

sentimento fraterno. sobretudo nos países árabes.2. b) Não é uma situação comum no mundo islâmico. no entanto. d) Ainda que ocorra sobretudo nos países árabes. indique. o Estado baniu. d) Pobre cão e rico dinheirinho. homem célebre.. em regiões da Rússia. 4. Neste texto. a) Elemento motor. b) Arábia Saudita. 4. nov. e) É uma situação comum nos países árabes. 3. c) Pobre cão e coleira canina. especialmente nos países árabes. São Paulo: HSM Management. c) É uma situação pouco usual no mundo islâmico. 6) Por isso. d) advérbio e significa estreme. 4) A internet pode ter um caráter mundial. Na resposta. c) adjetivo e significa quase. b) Aviso reles e pobre cão.” e “Na década passada. (PUC) – No trecho … o homem não fala simplesmente uma língua. o termo destacado é um a) substantivo e significa simples. (UNISA) – Em que conjunto os adjetivos têm valor afetivo? a) Proibido entrada e aviso reles. mas em cada país há especificidades econômicas e sociais que podem facilitar ou limitar o acesso à rede. por exemplo.. c) Juiz arrogante. p. e) Mundo árabe. No entanto. nem mesmo nos países árabes. 1) Além disso. b) A personagem principal do conto é o Seu Rodrigues. Qual trecho do texto marca essa inversão? a) “Não é uma situação comum no mundo islâmico. entre eles o Irã. 1999) Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. b) Esforço vão.” 3. existe disponibilidade de acesso ilimitado à internet por uma tarifa mensal.” d) “O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. Robbin. Ao contrário. (Adaptado de Zeff . da África ou da América Central. não é uma situação comum no mundo islâmico. a) O gerente deverá depor como testemunha única do crime. d) Mundo islâmico. n. ano 3.000 apátridas no país. a ordem em que eles devem dispor-se. sobretudo nos países árabes. 148 – . na universidade e na imprensa. por meio dos números. passeio matinal./dez. ainda há muitos lugares onde não há telefones.” referem-se a: a) Irã. e) A parte superior da traqueia é o laringe. tratamento médico-dentário. 2) Nos Estados Unidos e no Canadá. 127.” c) “Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. o texto se desenvolve para uma contra-argumentação. 5) Na maioria dos países. e) “Nossa Caixa” e aviso reles. (MACKENZIE) – Assinale a alternativa em que ambos os adjetivos não se flexionam em gênero. º 17. 3) No Japão. as iranianas conquistaram posições importantes no governo.” b) “Em vários países.. As expressões no país e o Estado em “Há hoje 80. e) Exemplos de mulheres participando do governo. c) Egito. incluindo o telefone. embora seja comum nos países árabes. o acesso à internet está fora de questão. (FGV) – Os períodos abaixo estão alinhados sem ordem alguma. O que o autor do texto utiliza para ilustrar esse contra-argumento? a) A história constitucional do Egito. todos têm de pagar 10 ienes por três minutos on-line. por exemplo.. d) Cientista hindu. 2. cuja ideia central é o movimento de emancipação da mulher no Irã. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante.” e) ”Na Arábia Saudita. há a apresentação de uma tese. d) O telefonema deixou a anfitriã perplexa.” 5. c) Ele foi apontado como a cabeça do motim. não a usa como mero instrumento de comunicação…. seu uso é cobrado por minuto. e) Costume andaluz. 6. d) A história do islamismo em diferentes países árabes.. “Não é uma situação comum no mundo islâmico. manual lúdico-instrutivo. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles. universidade e imprensa. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem.. Organize-os em uma sequência lógica. b) Exemplos de países do mundo árabe. sobretudo no mundo islâmico. b) advérbio e significa genuíno. Que alternativa preserva as mesmas relações de sentido da frase acima? a) É uma situação incomum no mundo islâmico. e) adjetivo e significa puro. c) Os casos de conquistas femininas no mundo árabe. (UFF) – Assinale a única frase em que há erro no que diz respeito ao gênero das palavras.

à pergunta que fazia. e) artigo indefinido – substantivo – pronome demonstrativo. é correto afirmar que a) é pronome demonstrativo. franzina. pronome oblíquo tônico. ela. III e IV. a vida. 3. Tomo a liberdade de levar ao conhecimento de V. respectivamente.5. respectivamente. a) artigo definido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. pronome oblíquo átono. b) pronome indefinido. pronome oblíquo átono. c) artigo indefinido em I e III e numeral em II e IV. IV. respectivamente. explique o emprego de há. d) artigo indefinido em I. no plano morfológico a) pronome relativo. b) artigo indefinido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. 4. c) pronome indefinido – pronome indefinido – pronome relativo. pronome demonstrativo. Como torná-lo assimilável pelas novas gerações… As palavras destacadas são. e) … aos governadores e prefeitos a contrapartida em encargos. d) pronome demonstrativo. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. Pedro comprou um jornal. Tutameia) As palavras destacadas no período acima são. pronome relativo. a) abaixos-assinados – lhe – sua b) abaixos-assinados – vos – vossa c) abaixo-assinados – lhe – sua d) abaixo-assinados – vos – vossa e) abaixo-assinados – lhe – vossa 2. A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. e) é pronome indefinido. (CESMAZON) – O a destacado na expressão … a a) Na sequência (1). 6. conjunção condicional. b) artigo indefinido em I e II e numeral em III e IV. e) artigo indefinido em III e IV e numeral em I e II. b) … os amigos brotam a sua volta…. a respondeu (2) mesmo quando é uma explosão como a de há pouco. no plano morfológico. Quantos namorados você tem?” Um. (Guimarães Rosa. III. nele não deve caber. c) … conta com a ajuda dos governadores…. pronome indefinido. respectivamente. d) é pronome pessoal oblíquo tônico.a que os ________________ que ________________ foram encaminhados defendem causa justa e ficam a depender tão somente de ________________ decisão para que sejam atendidos. A palavra um nas frases acima é. conjunção integrante. I. (MACKENZIE) – Um livro deve valer por tudo o que amizade será submetida a teste tem a mesma função morfológica do que se encontra na alternativa: a) … teriam facilitado a vida do presidente. pronome oblíquo tônico. (Clarice Lispector) Em relação ao termo destacado no trecho acima. Essa é a etimologia da palavra. pronome oblíquo átono. a) artigo indefinido em I e numeral em II. III e IV. d) numeral – substantivo – artigo definido. conjunção integrante. indique. b) é artigo masculino. (PUC) – Observe as duas sequências de versos abaixo. (UNITAU) – Observe: Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho… II. pronome oblíquo átono. d) … debate sobre a partilha dos impostos federais…. c) é pronome pessoal oblíquo átono. o valor morfológico das palavras destacadas. (MACKENZIE) – Houve o que se chama de comunhão perfeita. 5. Ex. pronome demonstrativo. c) pronome demonstrativo. pronome relativo. b) Na sequência (2). II. pronome oblíquo tônico. (1) mas se responder não pude – 149 . (FGV) – Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. Maria mora no apartamento um. (UNITAU) – Leia as frases abaixo: Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. e) pronome indefinido.

6. 8. II. b) I – verbo. (UNIP) – Assinale a frase em que meio funciona como advérbio. c) locução conjuntiva. V – conjunção. V – preposição. a) I – substantivo. II – advérbio. d) pronome indefinido. 2. III – preposição. c) advérbio em I e II. é 150 – . com significado de algumas em I e algumas em II. em sequência. e) condição e modo. b) advérbio de tempo. V – preposição. mas acabou cedendo. no plano morfológico e semântico. depois que o Padre Cabral. IV – substantivo. c) causa e condição. d) pronome relativo e conjunção. (MACKENZIE) – NEOLOGISMO I II Beijo pouco. as palavras destacadas indicam a) tempo e consequência. (FGV) – Súbito deu-me a consciência um repelão… a) Substitua súbito por outra palavra ou expressão que conserve o mesmo sentido. falo menos ainda III Mas invento palavras IV Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana V Inventei. b) conjunção e conjunção. 5. (significado) a) adjetivo em I e substantivo em II. Em A imaginação de dez anos vagueava solta e desvairada. Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. e) I – substantivo. respectivamente. II – advérbio. (MACKENZIE) – No período Minha mãe hesitou um pouco. IV – substantivo. II – pronome indefinido. IV – adjetivo. Em Se sim. 3. tendo consultado o bispo. voltou a dizer-lhe que sim. e) expletivo. b) Dê a classe gramatical da palavra súbito no contexto transcrito. d) tempo e modo. III – conjunção. e) conjunção e pronome demonstrativo. como bicho perseguido. com significado de algumas em I e adjetivo significando íntegras em II. c) comparação. b) conformidade. a classificação correta dos termos destacados no poema de Manuel Bandeira. com significado de poucas em I e poucas em II. IV – adjetivo. com significado de algumas em I e corretas em II. morfologicamente. c) I – substantivo. As palavras destacadas são. com significado de muitas em I e íntegras em II. e) Comprou um metro e meio. III – preposição. c) pronome relativo e pronome relativo. III – preposição. b) tempo e condição. a expressão depois que. a) Descobri o meio de acertar. Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. d) consequência. Teodora (Manuel Bandeira) Indique a alternativa que apresenta. e) condição. IV – adjetivo. o verbo teadorar Intransitivo: Teadoro. (UNITAU) – Em I. que podia ser. deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino formam um só curioso. d) I – verbo. a) locução prepositiva. Instituições certas encontram caminho no mercado financeiro. III – conjunção. 4. 7. como a) conjunção e pronome relativo. II – advérbio. por exemplo. b) substantivo em I e adjetivo em II. II – pronome indefinido. V – preposição. a palavra que funciona. Em Apenas deixava para trás as últimas casas mal iluminadas…. c) Só quero meio quilo. d) advérbio de modo. b) Achei-o meio triste. e) advérbio em I e adjetivo em II. V – conjunção. a palavra destacada estabelece relação de a) causa. d) Parou no meio da rua.

6. pronome relativo. em tempo real. Passam os dias azuis… b) Voltam. se mostra e se esconde… 1. como se alguém me chamasse para viajar. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. b) II e III. artigo. a primeira oração é reduzida. III. muitas vezes. ressurge. os dias azuis. adjetivo. sem limite de distância ou de tempo. Recordemos. d) a diversidade de serviços oferecidos pela rede telefônica. pronome relativo. 2.) 4. classificados de forma correta: a) pronome relativo. pronome e substantivo.. – 151 . que não corresponderá. c) os prejuízos ligados a zonas desprovidas de eletricidade. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e II. conjunção integrante. e atingem as regiões mais recônditas. pronome relativo. contudo. (Cecília Meireles) Assinale a alternativa em que os termos destacados acima estão. advérbio.. f) “Esta livre circulação de imagens e de palavras (. conjunção integrante.” d) “Recordemos. Em breve. até no que possa ter de perturbador. e) III. conjunção integrante. por isso mesmo. como a compreensão do mundo pelas pessoas (. mas também dialogar. discutir e transmitir informações e conhecimentos. os céus azuis. pronome. contudo. substantivo. principalmente em zonas desprovidas de eletricidade. (UNIFOR) – I. respectivamente. vieram os tucanos e seus primos aracaris… d) Nossa última alegria foi a das primeiras chuvaradas. ventos frios que vêm do Sul. abolindo as distâncias. b) o difícil acesso dos sistemas de informação para alguns países. como a compreensão do mundo pelas pessoas. preposição b) conjunção integrante. substantivo. transformou tanto as relações internacionais.. (CESMAZON) – Assinale a alternativa em que os termos destacados são. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. advérbio. pronome d) conjunção integrante. d) II. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações.” b) “Em breve. ondas frias. a nenhum modelo do passado.” c) “Não podemos esquecer. c) I.” e) “Esta livre circulação de imagens e de palavras.) transformou tanto as relações internacionais... pronome relativo. preposição 7. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações. Não podemos esquecer. também. Do avanço da tecnologia decorrerá uma sociedade do futuro independente da herança do passado. substantivo. destapados… c) Depois. conjunção integrante. II. concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro. discutir e transmitir informações e conhecimentos (. as águas azuis. [as novas tecnologias] concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro”. que prefigure o mundo de amanhã. substantivo. A abolição das distâncias representa uma garantia de eficácia do processo da interatividade humana..) e atingem as regiões mais recônditas. pronome relativo. afinal. uma alegria se expande no meu peito.. Módulo 6 – Dissertação – Coesão As novas tecnologias fizeram a humanidade entrar na era da comunicação universal. adjetivo. principalmente em zonas desprovidas de eletricicidade. pronome e) conjunção integrante. As relações internacionais se tornariam impossíveis sem livre circulação de imagens e palavras. (Jacques Delors) 3. que prefigure o mundo de amanhã. até no que possa ter de perturbador. respectivamente. pronome relativo.. (MACKENZIE) – Quando ouço dizer que o frio vai chegar. a) Meses se acumulam sobre meses. a) Desenvolva a oração. introduzindo a conjunção que mantém o sentido do período. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. Esta livre circulação de imagens e de palavras. porque o verbo está no gerúndio (abolindo). As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja. e) as decorrências positivas da comunicação globalizada. a) “As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja (. em qualquer parte do mundo. conjunção. também.). preposição c) pronome relativo. Identifique o valor semântico dos termos ou locuções destacadas no contexto em que se encontram. que há massas frias. (UNIFOR) – O texto explora como ideia central a) o possível aspecto original da sociedade do futuro. No período “abolindo as distâncias. é um dos grandes aceleradores da mundialização. b) Identifique a relação que se estabelece entre as orações. mas também dialogar. pronome. e) Também a lua surge.

c) elipse. 6. (FEBA-SP) Nuvem. d) Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios. e) Os meus sentidos estavam tão aguçados. No período acima. e) pleonasmo. e) catacrese. c) Qual um filósofo. b) hipérbole. b) metáfora. conhecido no domínio da linguagem figurada como catacrese? a) Os olhos piscavam mil vezes por minuto diante do horrível espetáculo. A oração destacada assinala o emprego de a) metonímia. soldado do Futuro. c) silepse. d) Hipérbole. Nesse caso. b) Eu parece-me que vivo em função de um áspero orgulho. (BEBEDOURO) – Na oração Ele trazia na cabeleira a neve dos anos. temos qual figura de linguagem? a) Catacrese. pois. e) A perversidade secreta daquelas montanhas selvagens assuntava as calmas águas do riacho. b) catacrese. 2. c) elipse. (UM-SP) – Aponte a alternativa em que não haja uma comparação. o enunciador empregou o efeito pela causa: suor em lugar de trabalho. c) sinédoque. levantou-se rápida à procura do pai. ocorre uma figura de palavra conhecida como a) metáfora. d) metáfora. Ergue-te. d) antonomásia. b) Metonímia. que aprenderam sozinhos o mistério das cousas. e) silepse de pessoa. E dos raios de luz de sonho puro. d) metonímia. Sonhador. (FIT) – Mas seu Juveniano foi um vitorioso porque. c) Zeugma. d) Suas faces avermelhadas traduziam-se em chamas encolerizadas por causa dos males imaginados. d) metonímia. 8. 5. 9. o poeta vive a procurar o mistério oculto das cousas. 4. c) Com o espinho enterrado no pé. “barriga da perna” e “pé de cana” são exemplos de a) metonímia. d) antonomásia. b) metonímia. e) perífrase. temos a figura de linguagem chamada a) metáfora. e) sinédoque. pôs um diploma na mão de cada filho. (SÃO MARCOS-SP) 3. 7. (VUNESP) – Na frase bíblica: Comerás o pão com o suor do teu rosto. a) Rio como um regato que soa fresco numa pedra. de um jeito ou de outro. (UM-SP) – Qual dos períodos abaixo apresenta um desvio das normas propostas pela Gramática. (UM-SP) – Fitei-a longamente. a figura de linguagem utilizada foi a) catacrese. d) hipérbole. b) metáfora. c) sinédoque. c) antonomásia. faze espada de combate. b) catacrese. (MACKENZIE) – Construções do tipo “dente de alho”. 152 – . b) É mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser.Módulo 7 – Figuras de Palavra 1. (Antero de Quental) A expressão destacada é exemplo de a) metonímia. e) Metáfora. caravela branca no ar azul do meio-dia: – quem te viu como eu te via? (Cecília Meireles) No verso acima. fixando meu olhar na menina dos olhos dela.

( ) Residem juntamente no teu peito Um demônio que ruge e um deus que chora. (Monteiro Lobato) c) Antítese e personificação. e não remando. (Olavo Bilac) 10. mínimo para continuar mandando o máximo. Existe uma forte oposição no interior da estrofe. engrossou e partiu-se ocorre processo de gradação. Era nada. a alegria. a) Metáfora e metonímia. descontente. lhe fugiram. d) A inspiração surgiu. ganhou altura e caiu. (Camões) 9. Depois da luz.Módulo 8 – Figuras de Pensamento Nos exercícios de números 1 a 9. e não dura mais que um dia. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) ironia (c) antítese (e) hipérbole (b) eufemismo (d) paradoxo (f) gradação 1. respectivamente. somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. (Manuel Bandeira) e) João pegou de um livro. ganhou velocidade e capotou. que te partiste Tão cedo desta vida. Não há (Olavo Bilac) gradação em: a) O carro arrancou. e) antítese. ( ) Todo sorriso é feito de mil prantos. ( ) Quando a Indesejada das gentes chegar. (VUNESP) – No trecho: … dão um jeito de mudar o 3. 11. contemplam-se. Qual delas falará primeiro? – 153 . Era subalterno. Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas. ( ) Nasce o sol. b) O avião decolou. (Carlos Drummond de Andrade) (Carlos de Laet) Nesses versos do poeta ocorrem. começou a subir e apagou. toda vida se tece de mil mortes. tomou conta de sua mente e frustrou-se. E viva eu cá na terra sempre triste. ( ) O dinheiro é uma força tremenda. c) hipérbato. ( ) Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha. 6. (Carlos Drummond de Andrade) 2. assombrosa. b) Ironia e pleonasmo. (FEBA-SP) – A suntuosa Brasília. d) Hipérbole e comparação. (Gregório de Matos) 8. a esquálida Ceilândia 4. onipotente. 7. Identifique-a e dê uma pequena explicação para ela. b) hipérbole. c) O balão inflou. se segue a noite escura. ( ) Voando. (Machado de Assis) 12. ouviu um disco e saiu. Repousa lá no céu eternamente. ( ) Eu era pobre. a figura de linguagem presente é chamada a) metáfora. ( ) Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã. (CESGRANRIO-RJ) – Na frase O fio da ideia cresceu. 13. duas figuras de linguagem: 5. d) anáfora. (FUVEST) Alma minha gentil.

1. sem 10.º) vem de Itabira. (prosopopeia) c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. 15. precisaremos de muita força para sobreviver. b) comparação e repetição. 4. d) Zeugma e inversão. vindo lentamente do pasto. frouxa claridade / Flutua… (aliteração) e) Oh sonora audição colorida do aroma. orgulhoso: de ferro. a vaca Brindada. em prece. e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento. fluente. 154 – .) No trecho acima ocorrem a) personificação e catacrese.. Ó Deus! na aurora da existência. c) anáfora e metáfora.. (ITA) – No verso A poesia – é uma luz… e alma – uma ave… ocorrem a) prosopopeia e hipérbato. c) Eufemismo – catacrese. (Carlos Drummond de Andrade) 5. (FASP-SP) – O texto abaixo serve às questões de 5 e 6: Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 1.º) e comunicação. a) Hipérbole – anáfora. 3.º) A vontade de amar. cicia. (ITA) – Em qual das opções há erro na identificação das figuras? a) Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono. d) Gradação – antonomásia. e) Perífrase – pleonasmo. o primeiro verso está caracterizado por duas figuras de linguagem: a) Elipse e inversão. e) anáfora e metáfora.º) mulheres e sem horizontes. c) hipérbole e eufemismo. O enfile delas todas.14. os pais de Júlio e nós. sobre o pé de pó. 2. b) Antítese e catacrese. d) pleonasmo e silepse. 9. Manuelzão e Miguilim. d) personificação e onomatopeia. (UNITAU) – Daí mas descambava.º) E esse alheamento do que na vida é porosidade 7. 6.º) Oitenta por cento de ferro nas almas. d) hipérbole e anacoluto. (sinestesia) 4. 8. respectivamente.º) Alguns anos vivi em Itabira. e … de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira… enquanto procedimento estilístico. (MACKENZIE) – E eu morro. e) onomatopeia e sinestesia. 5. que me paralisa o trabalho. o dia abaixando a cabeça morre-não-morre o sol.º) Por isso sou triste. O oôo das vacas: a vaca Belbutina. tantas vacas.º) Noventa por cento de ferro nas calçadas. b) Apóstrofe – antítese. c) Silepse e sinédoque. d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios. b) metonímia e antítese. (PUC-SP) – Nos trechos: O pavão é um arco-íris de plumas. c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades. habitantes desta pacata região. 2. (Guimarães Rosa. (silepse de número) d) E fria. e) metáfora e zeugma. (UM-SP) – Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse: a) Os irmãos de Teresa. 3. Pela falta de um dos termos e posição destes na oração. (eufemismo) b) A neblina. a) metáfora e polissíndeto. roçando o chão. b) onomatopeia e anacoluto. (Castro Alves) Indique a alternativa que apresenta a correta classificação de duas figuras que aparecem no verso acima. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório. a vaca Trombeta. temos. c) metonímia e aliteração. de suas noites brancas.º) Principalmente nasci em Itabira.

II. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: I. discordavam. nos pormenores porém. A moral legisla para o homem.6. d) metonímia. b) a SINESTESIA. abraçamos o piloto que vinha nos salvar.) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. (FATEC) E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. emocionados. Isaac a vinte passos. polissíndeto. II. para. d) o PLEONASMO. e) o PARADOXO. III. muitas vezes. d) I. II. a) I. repetição – termo. abundância excessiva – palavras – ideia. eufemismo. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. (SÃO MARCOS-SP) – Na frase Ao pobre não lhe devo nada. III. Pleonasmo é a ___________ de __________ para enunciar uma _____________. d) zeugma. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. Hipérbato é a ____________ da ____________ na oração. E os sobreviventes. (MACKENZIE) I. c) Anáfora. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste. zeugma. III. Trabalha. A expressão “de ferro”. repetição – verbo. polissíndeto. IV. e teima. silepse. III. c) I. – 155 . elipse. 10. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. inversão – ordem das palavras. III. A maioria concordava nos pontos essenciais. omissão – termo. II. a) Anacoluto. substituem a coesão gramatical pela coesão significativa. o direito. Do claustro. III. III. “O olhar para trás”. b) pleonasmo. anacoluto. II. correspondente às figuras de linguagem. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. (FEI) – Assinalar a alternativa correta. omissão – verbo. c) elipse. ergue a mão em viseira. 7. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. para o cidadão. divisando o vulto de um. e) Silepse / polissíndeto / prosopopeia. e) Hipálage. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. hipálage. pleonasmo. II. c) o POLISSÍNDETO. omissão – termo. b) Hipérbato. coerência – palavras – ideia. b) Elipse / aliteração / sinédoque. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. assíndeto. inversão – ideia. 9. repetição – ideias – frase. e sua. silepse. (ESPM) – Figuras de sintaxe são processos expressivos que. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. d) Pleonasmo. catacrese. omissão – concordância verbal. firma os olhos. e) I. c) sinédoque. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. encontramos um caso de a) anacoluto. respectivamente. hipérbato. 11. zeugma. III. hipérbato. b) I. presentes nos fragmentos abaixo: I. b) metáfora. repetição – ordem dos termos. II. II. na paciência e no sossego. Elipse é a _________ de um _________. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. constitui a) catacrese. nos trechos I. e) solecismo. supressão – ordem das ideias. no terceiro verso do texto acima. Choram as ondas. II e III. abundância excessiva – ideias – frase. e lima. omissão – palavras – oração. 8. e sofre.

O zumbido da mosca embalança de sede. (Guilherme de Almeida) III. ( ) Diamante.12. se você dormisse se você cansasse se você morresse. (Mário de Andrade) ) Do amor morto motor da saudade (. e brilha.. O ar cheira a passarinho. 1938. você é duro. com decisão”. a) Identifique esse vocábulo. São Paulo: Comp. Assurbanipal. E treme. 4.) Em Relâmpago há um vocábulo onomatopaico que sugere “movimento rápido. viu o bode velho fazendo um barulho feio com as ventas arregaçadas. Lua morta.. se você tocasse a valsa vienense.. d) IV – Metáfora.. c) III – Silepse. Cassiano. e) V – Onomatopeia. E brilha. Não vi mais o acampo deles. e cresce. b) Explique as relações semânticas que tal vocábulo apresenta no contexto do poema.. áspera asa risca o ar.) Divindade do duro totem futuro total (Caetano Veloso) Módulo 10 – Figuras Sonoras 6. E passa.. e escuta. Tua porta.ª ed. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) assonância (b) paronomásia (c) onomatopeia (d) aliteração 1. Martim Cererê. II. Nacional. ( ) Rua torta. 6. lembrouse do acontecimento da véspera. IV. Mas você não morre. . José! (Drummond) 2. Vidraça arisca. O lábio se dissolve em açúcares breves. (VUNESP) – Relâmpago Nos exercícios de números 1 a 5.. b) II – Elipse do artigo. as esporas tilintim. (Cassiano Ricardo) A onça pintada saltou tronco acima que nem um relâmpago de rabo comprido e cabeça amarela: Zás! Mas uma flecha ainda mais rápida que o relâmpago fez rolar ali mesmo aquele matinal gatão elétrico e bigodudo que ficou estendido no chão feito um fruto de cor que tivesse caído de uma árvore! (in RICARDO. (MACKENZIE) – I. ( ) Se você gritasse se você gemesse. V. 156 – . e afia o ouvido. 5. a) I – Polissíndeto. 3. Aproximou-se do chiqueiro das cabras. Ed. ( ) É pleno dia. Minha vida é uma pobre rosa ao vento. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não.. ( Assinale a alternativa incorreta quanto aos recursos estilísticos das respectivas frases.