FRENTE 1

GRAMÁTICA

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. Assinale a alternativa correta. Em Retira-te, criatura ávida de vingança, o sujeito é a) te. b) inexistente. c) oculto determinado. d) criatura. e) nenhuma das alternativas. Resolução O sujeito da oração está determinado pelo verbo, sendo oculto ou elíptico (tu). Resposta: C Leia e, a seguir, responda o que se pede. Capitu refletia. A reflexão não era coisa rara, e conheciamse as ocasiões pelo apertado dos olhos. Pediu-me algumas circunstâncias mais, as próprias palavras de uns e de outros, e o tom delas. Como eu não queria dizer o ponto inicial da conversa, que era ela mesma, não lhe pude dar toda a significação. A atenção de Capitu estava agora particularmente nas lágrimas de minha mãe; não acabava de entendê-las. (Machado de Assis) 2. No fragmento anterior, o sujeito da 2.a oração é a) simples. b) composto. c) indeterminado. d) elíptico. e) inexistente. Resolução O sujeito é simples (a reflexão). Resposta: A

3) Haveria desejado ele tudo isso? 4) Alguém havia aberto a porta. 5) Choveu papel picado nas ruas de Curitiba. Resolução O item 1 apresenta o verbo haver no sentido de existir, portanto a oração está sem sujeito. Resposta: 1

Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo
5. (FM-POUSO ALEGRE) – Os garotos estavam indóceis à espera do grande mocinho. Na frase acima a palavra destacada é a) sujeito. b) predicativo do sujeito. c) aposto. d) objeto direto. e) predicativo do objeto. Resolução Indóceis indica estado do sujeito e faz parte do predicado nominal (verbo de ligação mais predicativo do sujeito). Resposta: B 6. (FGV-Econ.) – Não, nós não somos vagabundos. Assinale a alternativa em que a função sintática de “vagabundo” coincide com a do(s) termo(s) em destaque. a) A ociosidade ensina muitas coisas perniciosas. b) Cabeça vazia é oficina do Diabo. c) Tem como personagens Frank e Ernest, os desleixados e oportunistas representantes do homem comum. d) Paul Lafargue, um franco-cubano casado com Laura, foi pouco compreendido. e) Escreveu “Direito à Preguiça“, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação. Resolução A palavra vagabundos exerce a função sintática de predicativo do sujeito (nós), a mesma função de “oficina do diabo” em relação ao sujeito “cabeça vazia”. Resposta: B 7. (FGV) – Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua predicação. a) O alfaiate virou e desvirou o terno, à procura de um defeito. / Francisco virou a cabeça para o lado, indiferente. b) Clotilde anda rápido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente. c) A mim não me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prédio, como me cabia fazer.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
3. (FGV) – Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. a) Existe um povo que a bandeira empresta. b) Embora com atraso, haviam chegado. c) Existem flores que devoram insetos. d) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. e) Há de haver recurso desta sentença. Resolução O verbo haver no sentido de existir é impessoal, isto é, não tem sujeito. Resposta: E 4. (CEFET-PARANÁ) – Assinale a alternativa em que há oração sem sujeito. 1) Esperanças haverá sempre. 2) Ninguém trovejou de tanta raiva quanto eu.

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d) Não assiste ao prefeito o direito de julgar essa questão. / Não assisti ao filme que você mencionou. e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades portuárias visaram o passaporte. Resolução A mudança de predicação ocorre com o verbo andar. Na primeira oração da alternativa b, o verbo indica ação, significa caminhar e é intransitivo; na segunda, é verbo de ligação, expressa o estado do sujeito e tem o sentido de estar. Resposta: B

Os predicados assinalados nas três frases são a) respectivamente verbo-nominal, nominal, verbal. b) respectivamente nominal, verbal, verbo-nominal. c) todos nominais. d) todos verbais. e) todos verbo-nominais. Resolução Em I, o verbo é de ligação; em II, o verbo é transitivo direto e indireto; em III, o verbo é intransitivo com predicativo do sujeito. Resposta: B

Módulo 4 – Predicado Verbal
8. (FUVEST) – Observar a oração: “…e Fabiano saiu de costas…” Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo: a) “…Fabiano ajuntou o gado…” b) “…acreditara na sua velha.” c) “…davam-lhe uma ninharia.” d) “Atrevimento não tinha…” e) “Depois que acontecera aquela miséria…” Resolução O verbo acontecer não rege complemento. O termo aquela miséria exerce função sintática de sujeito. Resposta: E 9. (FM-CATANDUVA) I. Vi um gato comendo um rato. II. Não provei a alface. III. Dei-lhe a apostila de gramática. IV. Não soube quanto custou-lhe a reforma da calça. Observe as funções sintáticas assinaladas nas frases e escolha a opção correta. a) Todos os termos assinalados, exceto em IV, constituem objetos diretos. b) da alface é objeto indireto. c) a apostila é sujeito. d) a reforma da calça é complemento nominal. e) Um gato, um rato e a apostila são predicativos do sujeito. Resolução Os termos destacados, exceto em IV (sujeito), completam verbos transitivos diretos. Resposta: A 11. (UFPR) 1) Durante o carnaval, fico agitadíssimo. = predicado verbal. 2) Durante o carnaval, fico em casa. = predicado nominal. 3) Durante o carnaval, fico vendo o movimento das ruas. = predicado nominal. Assinale a certa: a) 1 e 2. b) 2 e 3. c) 1 e 3. d) todas as alternativas estão corretas. e) todas as classificações estão erradas. Resolução No item 1, o predicado é nominal; em 2, o predicado é verbal; em 3, o predicado é verbal. Resposta: E

Módulo 6 – Adjunto Adverbial
12. (FUVEST) – Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo. a) “Com certeza havia um erro no papel do branco.” b) “No dia seguinte Fabiano voltou à cidade.” c) “Na porta, (…) enganchou as rosetas das esporas…” d) “Não deviam tratá-lo assim.” e) “O que havia era safadeza.” Resolução No dia seguinte é uma locução adverbial que sintaticamente funciona como adjunto adverbial de tempo. Resposta: B 13. Em Falava baixinho; pegou-me na mão e pôs o dedo na boca (Machado de Assis), os termos destacados indicam circunstância adverbial de a) modo – lugar – lugar. b) causa – causa – modo. c) condição – modo – causa. d) causa – modo – condição. e) concessão – condição – concessão. Resolução Baixinho indica o modo de falar e os demais o lugar. Resposta: A

Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal
10. (MED.SANTA CASA) – Examine as três frases abaixo: I. As questões de física são difíceis. II. O examinador deu uma entrevista ao repórter do jornal. III. O candidato saiu do exame cansadíssimo.

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Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
14. (MACKENZIE) – O examinador considerou ruim o bom candidato. De acordo com a análise sintática, indique a alternativa que contém a correta classificação do termo destacado no período acima. a) objeto indireto. b) complemento nominal. c) adjunto adnominal. d) adjunto adverbial. e) predicativo do objeto. Resolução Adjunto adnominal funcionando como determinante do núcleo nominal candidato. Resposta: C 15. Assinale a alternativa em que o adjetivo destacado funciona como adjunto adnominal. a) Sempre que a via, sentia-me bastante feliz. b) Homem feliz é aquele que ama o seu próximo. c) Todos afirmavam que ela era muito feliz. d) A carta do amigo deixou-o bastante feliz. e) O jovem inteligente considerava-se apto para o trabalho. Resolução Feliz atribui a homem uma característica que lhe é própria, inerente. Resposta: B 16. (MED.SANTA CASA) – Observe as duas frases seguintes: I. O proprietário da farmácia saiu. II. O proprietário saiu da farmácia. Sobre elas são feitas as seguintes considerações: 1.ª) Na I, da farmácia é adjunto adnominal. 2.ª) Na II, da farmácia é adjunto adverbial. 3.ª) Ambas as frases têm exatamente o mesmo significado. 4.ª) Tanto em I como em II, da farmácia tem a mesma função sintática. Destas quatro considerações, a) apenas uma é verdadeira. b) apenas duas são verdadeiras. c) apenas três são verdadeiras. d) as quatro são verdadeiras. e) nenhuma é verdadeira. Resolução A 1.ª e a 2.ª afirmações são verdadeiras. A 3.ª afirmação é incorreta porque, na frase, não tem o mesmo significado: “da farmácia” é atributo essencial do proprietário (1.ª), na 2.ª é o local onde ele trabalha. Resposta: B

Módulo 8 – Aposto e Vocativo
17. (UNAERP) – Na oração Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o desejo de arrastar, Gustavo Corção empregou a vírgula a) por tratar-se de antítese. b) para indicar a elipse do verbo. c) para separar o vocativo. d) para separar uma oração adjetiva de valor restritivo. e) para separar o aposto. Resolução O termo Pássaro e lesma é um aposto explicativo do termo homem. Resposta: E 18. (FEBASP) – No exemplo de período simples: Santos, cidade paulista, é um importante porto, as vírgulas estão separando a) o aposto. b) o vocativo. c) a elipse do verbo. d) termos coordenados. Resolução Cidade paulista é um aposto explicativo do termo Santos. Resposta: A

Módulo 9 – Voz Passiva Analítica
19. (MACKENZIE) – Transpondo-se para a voz passiva analítica a oração: O menino ia assinalando as respostas numa folha, obtém-se a forma verbal: a) foram assinaladas. b) tinham sido assinaladas. c) iam sendo assinaladas. d) eram assinaladas. e) seriam assinaladas. Resolução Na voz passiva analítica, obtém-se a forma verbal: As respostas iam sendo assinaladas pelo menino numa folha. Resposta: C 20. (FUVEST) – A ferida foi reconhecida grave. (Machado de Assis, “A causa secreta”) A transposição da frase acima para voz ativa está corretamente indicada em: a) Reconheceu-se a ferida como grave. b) Reconheceu-se uma grave ferida. c) Reconheceram a gravidade da ferida. d) Reconheceu-se que era uma ferida grave. e) Reconheceram como grave a ferida. Resolução Na transformação da passiva analítica foi reconhecida para a ativa, têm-se a) o sujeito da passiva passa a objeto direto da ativa; b) elimina-se o verbo auxiliar ser; c) o predicativo do sujeito passa a referir-se ao objeto. Resposta: E

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Módulo 10 – Voz Passiva Sintética
21. I. II. III. (FF-RECIFE) – Nas orações a seguir: No trabalho, use equipamento de proteção. Júlio, no clube, falaram mal de você. Vendeu-se a pá.

aparece acompanhado da partícula apassivadora se, tendo como sujeito simples a pá. Resposta: D 22. (UNISA) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. Resolução A primeira fase está na voz passiva sintética, tendo como sujeito simples silêncio. Na segunda frase, o sujeito é simples: “a caverna”. Na terceira frase, o sujeito é inexistente, porque o verbo fazer indica tempo (temperatura). Resposta: E

o sujeito é, respectivamente: a) Simples, simples, simples. b) Oculto, simples, simples. c) Indeterminado, indeterminado, simples. d) Oculto, indeterminado, simples. e) Oculto, indeterminado, indeterminado. Resolução No item I o sujeito não está expresso, pode ser determinado pela desinência verbal (você); em II, o verbo está na 3.a pessoa do plural, sem referência a substantivo anterior; em III, o verbo

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. (PUC-RIO) – Aponte a opção em que as palavras destacadas não têm a mesma função sintática de Em sua mente tumultuavam negros pensamentos. a) (…), e bandos folgazões de quero-queros saudavam os últimos raios do Sol (…) b) Já se havia difundido o crepúsculo, (…) c) Foi a luz gradativamente morrendo no céu, (…) d) Com tanta leveza voam os pássaros: (…) e) (…), como repetiam o uivo selvático da suçuarana, a nota plangente do sabiá ou a martelada metálica da araponga. 2. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa em que ocorra sujeito composto. Deus, Deus, que farei? Os livros contemplei, os quadros e as outras obras. Nós, os homens do futuro, venceremos. Foram João e Maria. Ontem foi João e José, hoje.

a) b) c) d) e)

elíptico e simples. simples e elíptico. elíptico e indeterminado. composto e indeterminado. composto e elíptico.

5. Em Quando entrei na sala, ninguém ralhou comigo. (Machado de Assis), tem-se sujeito a) elíptico e simples. b) elíptico e indeterminado. c) indeterminado e elíptico. d) inexistente e elíptico. e) composto e indeterminado.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
1. (OSEC) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. 2. a) b) c) d) e) (PUC-SP) – Que há entre a vida e a morte? O sujeito do verbo haver é o pronome interrogativo que. Tem-se uma oração sem sujeito. O sujeito está oculto. O sujeito é indeterminado. O sujeito é a vida e a morte.

3. (UFMG) – A propósito do trecho que segue, aponte o sujeito de supõe. O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição. a) a imaginação entusiasta b) O idealismo c) imaginação d) entusiasta 4. (UNIP) – Em Enfim, peguei dos livros e corri à lição. Não corri precisamente; a meio caminho parei, advertindo que devia ser muito tarde, e podiam ler-me no semblante alguma cousa (Machado de Assis), tem-se sujeito

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A vida é cheia de tais convivas. (FF-RECIFE) – Assinale a oração em que há erro quanto à classificação do verbo. se bem me lembra. d) Quem está aí? e) Alguém falou. b) impessoal – sujeito composto. – 81 . i) Trabalha-se com prazer. h) Andam monstros sombrios pela estrada. É um minuto para as duas horas. pela terceira vez. d) intransitivo – intransitivo – intransitivo. d) Continuarei no parque. assinale a única alternativa em que o verbo não é de ligação. a) Vai – deve – houvessem b) Vai – devem – houvessem c) Vão – deve – houvessem d) Vai – devem – houvesse e) Vão – devem – houvessem 7. a) Faz – deve haver b) Fazem – deve haver c) Fazem – devem haver d) Faz – devem de haver e) Faz – devem haverem 5. noite cristã. mas como se pensa em perigo que passou. ________ existir motivos imperiosos para sua ausência. f) Estava a morte ali. pois se não os __________ ela já nos teria procurado.A. b) –– Como viverei sem ti. a) transitivo direto – transitivo indireto – intransitivo. e) impessoal – oração sem sujeito. Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo 1. 2. (PUC-MG) – Considerando que verbo transitivo direto requer complemento verbal chamado objeto direto. Seria. “CONVIVAS DE BOA MEMÓRIA” Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Azevedo) c) Continuarei sozinho. São dois minutos para as cinco horas. um mal abortado. quantos veículos tinha mesmo a Polícia Rodoviária? Nos exercícios 2 e 3. (1)verbal (2) nominal a) Tu pareces triste. (M. (MACKENZIE) – Em Já era mais de meia noite quando chegamos ao baile. Módulo 4 – Predicado Verbal 1. a) O professor ficou aborrecido. (UNIP) – Em Quando repeti isto. mas era um antigo. pensei no seminário. 4. Texto para os testes 4 e 5. c) um homem. e) Você parece louco. assinale a alternativa em que esse termo ocorre. (transitivo indireto) 2. c) transitivo indireto – intransitivo – transitivo direto. b) transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. (Machado de Assis). Portanto tem-se ___________. c) Notícias mais graves não poderia haver. Em síntese. respectivamente. felizmente.3. 3. a) Meus prognósticos estariam certos? (de ligação) b) A costureira pagou a conta? (transitivo direto) c) Pagou a conta à costureira? (transitivo direto e indireto) d) Neide apresentou-me a seus pais. d) Eram todos irmãos. b) Era noite. (transitivo direto e indireto) e) As feras rugiram em suas jaulas. Faziam todos um profundo silêncio. um minuto para as quatro horas. meu bem? c) –– Vamos… – disse Jesuíno. e) E vão fazendo telhados. 3. d) pessoal – sujeito inexistente. a) A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados. _________________ pragas a assolarem os pomares. e) intransitivo – transitivo direto – transitivo direto. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. b) indeterminado. d) aquela noite amiga. Eram zero hora. 6. Assinale a alternativa que completa as lacunas. c) impessoal – sujeito indeterminado. e basta. ____________________ anos que não se colhem bons frutos. ________ fazer cinco meses que não a vemos.) b) Eu sou tão infeliz… (A. a) impessoal – sujeito simples. Em Não havia ninguém fora. o verbo é ___________. o sujeito do verbo ser é a) inexistente. b) O professor ficou na sala. todos os meus nervos me disseram que homens não são padres (Machado de Assis). e) aquela noite amiga. c) O animal estava doente. a) O tostão é regateado com cerimônia. g) A casa era azul. d) O sol estava alto. um pesadelo extinto. Classifique sintaticamente o predicado de cada oração. os verbos destacados são. a) b) c) d) e) Assinale a incorreta. e eu sou acaso um deles. conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo.

verbo-nominal. 6. objeto indireto. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. com os seus eternos móveis e costumes. nominal. (G. é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias. Viajarei amanhã de manhã. d) verbo-nominal. 12. (Machado de Assis) 4. a minha memória não é boa. 19. objeto direto. c) sujeito. transitivo direto e indireto. 5.R. Ao contrário. sem guardar delas nem caras. o predicado dos verbos ria.R. ( ) Vede como está contente. Caiu. cansada. b) nominal com verbo de ligação. d) intransitivo. sujeito. (C. Numere as orações abaixo.) 15. c) verbo-nominal com predicativo do sujeito. 4. transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. de acordo com a seguinte indicação: (1) oração com predicado nominal. ( ) Arrebentaram a porta. 9. Classifique os termos grifados como predicativo do sujeito ou do objeto. d) objeto indireto. Em Os excursionistas retornaram felizes à sua cidade. Em Capitu ria alto. a) sujeito. a) verbal. e) verbo-nominal. ( ) Sou favorável ao novo projeto. ( ) A fazenda renasceria. A quem passe a vida na mesma casa de família. objeto direto. c) Nomearam as novas ruas da cidade. respectivamente. b) transitivo indireto. ( ) O carrapato lembrava miséria e abandono. d) verbo-nominal com predicativo do objeto direto. D. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor. verbo-nominal. Recebi a notícia como verídica. intransitivo – transitivo direto – intransitivo. (3) oração com predicado verbo-nominal. verbo-nominal. a) b) c) d) e) 5. respectivamente. Eu ia caminhando pela avenida. sujeito. a) c) e) Os verbos do primeiro período do texto são. verbal. Coloque: a) para verbo de ligação. objeto direto. não. 82 – . b) para verbo intransitivo. Caiu doente. d) Compareceram todos atrasados à reunião. ( ) A fogueira estalava. b) objeto direto. sujeito. e) Estava irritado com as brincadeiras. a) b) c) d) Indique a alternativa em que o predicado é verbo-nominal. Andrade) 17. (Cecília Meireles) 16. ( ) Meu pai virou uma fera. como se me avisasse. a) Os viajantes chegaram cedo ao destino. transitivo direto – intransitivo – transitivo direto. Derrubaram a porta. é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. objeto direto. 10. b) Demitiram o secretário da instituição. 8. recuei aterrado. nominal. 13. mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. transitivo indireto – intransitivo – transitivo indireto. c) verbal. a) b) c) d) e) f) Acabarás doente. objeto direto. transitivo direto – transitivo indireto – transitivo direto. Alguns acharam meu discurso um desastre parlamentar. (2) oração com predicado verbal.Não. 6. 11. d) intransitivo. e) sujeito. temse predicado a) verbal com verbo transitivo direto. a) c) e) Em Não lhe arranquei mais nada tem-se verbo transitivo direto. Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal 1. e somente raras circunstâncias. de ligação. Caiu do automóvel. 7. e) verbo-nominal com predicativo do objeto indireto. objeto direto. de ligação. ( ) Era muito feliz. a sós comigo e o meu desprezo. (M. objeto direto. objeto indireto. Acabei. verbal. de Assis) A função sintática das palavras doente. transitivo direto e indireto. sujeito. (FMU) – Assinale a alternativa em que aparece um predicado verbo-nominal. pelos horrores escritos. c) para verbo transitivo. ( ) O carro virou na esquina. verbal. e dei um grito. eu continuava surdo. (ESPM) – Quando percebi que o doente expirava. ninguém e me é. Acabei a lição. ( ) A criança virou a xícara. 18. pessoas e afeições. 7. respectivamente. mas ninguém me ouviu. 3. Consideraram meu irmão como malfeitor. do automóvel. objeto direto. b) nominal. verbo-nominal. falava e continuava é. ferida. objeto indireto. Desde então ficou desconfiado. nominal. Encontrei Maria Clara mais envelhecida. (G. 2. grito. falava alto. a lição. O verbo arrenegar foi usado como transitivo indireto. Meu tio foi nomeado embaixador. nem nomes. b) transitivo direto.) 14.

complemento nominal e objeto indireto. Estou sem amigos. c) objeto indireto e objeto indireto. que medem. respectivamente. a seguir. b) adjunto adverbial de tempo. 2. 3. respectivamente. em criança e Quem são. sim. b) c) d) e) objeto indireto e objeto indireto. d) complemento nominal. IV. – 83 . Em O mestre tachou-nos de indisciplinados. d) afirmação e intensidade. como são 4. Pedro é efetivamente bom. o termo destacado é a) objeto direto. é nos shows aquáticos. Adjunto adverbial de causa está em Compro livros com o dinheiro. Estava folgado. preferindo geralmente as águas geladas dos oceanos próximos aos pólos. c) objeto indireto e objeto indireto.20. Todos falavam alto. (MACKENZIE) – Os termos do futuro. I. as funções de a) sujeito – objeto direto – objeto indireto b) adjunto adverbial – objeto indireto – adjunto adnominal. d) objeto indireto e complemento nominal. Módulo 6 – Adjunto Adverbial 1. Viajava folgadamente. adjunto adnominal e objeto direto. país do futuro me ensinaram em criança. a) adjunto adnominal – adjunto adverbial – sujeito. b) complemento nominal e adjunto adnominal. Tio Cosme se enternecia muito. respectivamente. responda aos testes. d) complemento nominal – objeto direto – objeto indireto. Passeávamos com o intérprete. d) objeto indireto e adjunto adnominal. e) adjunto adnominal e complemento nominal. quase a todas as horas. e) adjunto adnominal – objeto direto – predicativo. b) adjunto adnominal e objeto indireto. adjunto adnominal e objeto indireto. d) predicativo – objeto indireto – objeto direto. e contava-me isso cheio de uma admiração lacrimosa. d) adjunto adverbial de causa. E agora ensino: Quem espera nunca alcança. Vives bem mal. Com o mau tempo não podemos trabalhar ao relento. na menor das espécies. c) predicativo do objeto. função sintática de a) complemento nominal e complemento nominal. AS BALEIAS Se a maioria das pessoas que mora nas grandes cidades não tem sequer a chance de conhecer cavalos ou bois. de a) objeto direto e objeto indireto. de a) lugar e modo. No texto. Os termos aos dotes e de uma admiração lacrimosa exercem. II. Vou ao Rio. O som estava alto. O automóvel parou perto do rio. As expressões de minha mãe e de mim exercem função sintática. (FEI) – Resolva as questões a seguir conforme o código que segue: a) adjunto adverbial de lugar. c) complemento nominal – objeto indireto – objeto direto. e) afirmação e afirmação. Segunda-feira haverá um jogo importante. e) adjunto adnominal – adjunto adverbial – objeto direto. (Machado de Assis) 1. que falava de mim todos os dias. Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal Leia e. c) adjunto adnominal – objeto indireto – objeto direto. b) afirmação e negação. respectivamente. (Millôr Fernandes) 4. O poço secou com o calor. c) adjunto adverbial de modo. 8 metros. respectivamente. b) predicativo do sujeito. a) b) c) d) e) f) g) h) i) 3. de a) adjunto adnominal e adjunto adverbial de assunto. o pronome me exerce função sintática. ou baleias assassinas. b) adjunto adnominal – complemento nominal – sujeito. 2. Fomos à Bahia. as palavras destacadas exercem. III. respectivamente. e logo pintou a tristeza de minha mãe. ainda mais remota é a possibilidade de ver de perto alguma baleia. (UFPI) – Na frase Essas atitudes impensadas podem trazerlhe alguma consequência desastrosa. José Dias apertou-me as mãos com alvoroço. O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores. 5. c) dúvida e negação. Esqueçamos esta dor sem remédio. e) nenhuma das anteriores. Os termos sim e não são adjuntos adverbiais. A única oportunidade de encararmos de frente algum desses animais. As orcas. De modo algum te intrometas na vida alheia. Elas formam suas comunidades em alto-mar. a) b) c) d) e) Assinale as orações com adjunto adverbial. o desvanecimento de minha mãe nessas ocasiões era indescritível. que não te escrevo. Há muito tempo. Como a apurasse sempre. e) complemento nominal e objeto indireto. INVERSO Brasil. e acrescentasse alguma palavra relativamente aos dotes que Deus lhe dera.

é uma loteria. c) objeto direto. Alencar) d) Tristeza. animais e árvores. elas não são hostis ao homem. de assassinas e de sua morte exercem. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa que contenha vocativo. quem te fez chorar? d) ( ) Jerônimo. adjunto nominal. não lhe perdoaremos jamais. e) aposto. Mas seu cardápio habitual é de peixes. b) predicativo do sujeito. d) complemento nominal – adjunto adnominal – predicativo do sujeito. e) complemento nominal. b) complemento nominal. Além disso. leitor. 4. somos homens do povo. as orcas são consideradas a espécie mais poderosa de sua família. as expressões de um pé e de gerânio são. seu doutor! 2. e) agente da passiva. Minha bela Marília. a) vocativo – intransitivos. A. (MACKENZIE) – Os vocábulos dos oceanos. (Machado de Assis). os verdadeiros patriotas. Em que alternativa as vírgulas separam um aposto? a) Filho meu. angústia. Aves brancas e delicadas enfeitavam a beira da lagoa. d) aposto – transitivos diretos. e) Sim. Isto quer dizer que não existem predadores para ela./ já foi pastor de gado. tudo passa/ A sorte deste mundo é mal segura/ Se vem depois dos males a ventura/ Vem depois dos prazeres a desgraça/ Estão os mesmos deuses/ Sujeitos ao poder do ímpio fado:/ Apolo já fugiu do céu brilhante. 7. b) ( ) Mestres de todas as horas. Apesar de seu pouco simpático apelido. 8. b) aposto – intransitivo. Indique a função sintática dos termos destacados. tudo é terra e da terra. as causas de sua morte são a velhice ou a doença. (MACKENZIE) – Em Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado. são ensinadas a pular. e) sujeito simples – transitivos diretos. b) Ah! eu lhe agradeço muito. por que não varre esta casa direito? ) Essa moçarada é teimosa. 6. 84 – . c) Não os detêm ou amedrontam barreiras e contratempos: chuvas. 9. Beijo-vos as mãos. Em Ninguém concordou com a demolição daquela casa antiga. e) adjunto adnominal – adjunto adnominal – adjunto adnominal. restos arrancados da terra. jogar bola com o nariz ou mesmo carregar o treinador nas costas. Aquiles. a mesma dos golfinhos. b) O peixe cai-lhe na rede. a) …anunciou-lhe: Filho. c) objeto indireto. nunca foi superado. A cidade do Rio comove aos mais duros de sentimentos. d) adjunto adnominal. c) aposto. Assinale a alternativa sem aposto: a) O dr. (UFMG) – A propósito do trecho que segue. complemento nominal. Antão só pensava na linda Thereza. as frutas e algo mais. a) b) c) d) (FEFASP) – Em que alternativa não existe aposto? Homens. complemento nominal. os livros nos ensinam e divertem. Foram chamadas de assassinas por costumarem atacar pinguins e até mesmo outros mamíferos. c) Ao traidor. Eu vou! Os doces comi. c) ( ) Dize. b) objeto indireto. a) sujeito. a) adjunto adnominal. quando famintas. amanhã vais comigo. nosso vizinho. as funções sintáticas de a) predicativo do objeto – predicativo do sujeito – adjunto adnominal. senhor rei. Nós. como focas ou leões-marinhos. 8. d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã. b) sujeito. c) Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras. 5. que nos viu passar unidos e ora mortos nos deixa e separados. Módulo 8 – Aposto e Vocativo 1. e) ( f) ( ) Ó Vitória. montou uma oficina. 3. o termo leitor é ____________ e os verbos são _____________ . d) complemento nominal. Trago-te flores. senhores das aldeias. Choraram amargamente o seu destino. meu filho. (UFSC) – Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que o lhe é adjunto adnominal. médico. 7. Gonzaga) Minha bela Marília é a) vocativo. como romancista. Coloque (A) para aposto e (V) para vocativo a) ( ) Este escritor. filha de Theodoro. d) vocativo. respondeu ele. o termo destacado é a) adjunto adnominal. faça todos os gestos de incredulidade. d) adjunto adnominal. (T. respectivamente.conhecidas. aponte a resposta correta. é homem de estatura meã. curiosamente. frios. complemento nominal. c) vocativo – transitivos diretos. secas. 6. alguém lhe propôs emprego. e à cabana de Araquém… (J. melancolia eram o seu pão de cada dia. adjunto adnominal. b) adjunto adnominal – predicativo do sujeito – complemento nominal. (UNIP) – Em Abaixe a cabeça. c) objeto indireto. onde estás? b) A vida. c) adjunto adnominal – adjunto adnominal – complemento nominal. respectivamente.

b) ia guiando. um grande silêncio. com verbo na voz passiva. 11. b) Fomos aconselhados pelos mestres. e) haviam dito. d) Se tivesse sido visto por mim e Madalena.. d) tivessem sido colocados – seriam conseguidos. 5. a forma verbal espalha na voz passiva passa a ser: a) eram espalhadas.... Quando eu já estava barbeando o bandido.. b) Não se encontram mais artigos bons.. 2. d) eram guiados. outros aquilo. Nem sequer tenho amizade a meu filho.. uns diziam isto. Sou um aleijado. b) foi dito.. (ENG. você pode ficar. d) espalhou-se. c) tivessem sido colocados – seria conseguido. não o conseguiram. b) fosse colocado – será conseguido. e) Se Madalena me tivesse visto assim. b) passiva: . A vela está quase a extinguir-se. d) Até domingo ela já terá chegado. c) Agradeço-lhe pelo livro. ITAJUBÁ) – Transforme segundo o modelo: — Foi socorrido por amigos. E um nariz enorme. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz ativa a frase O processo deve ser revisto pelos dois funcionários. obtêm-se as formas: a) fossem colocados – seria conseguido. de onde não pudessem ser vistos por ele. d) Ouvi a notícia pelo rádio. exceto: a) Os portões foram fechados pelo faxineiro. colocando-se os verbos na voz passiva. (OSEC) – Em .. 8.. POUSO ALEGRE) – Todos os verbos abaixo estão na voz passiva. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. fica: a) Se eu era visto assim por Madalena. com certeza me achava extraordinariamente feio. São ótimos os livros que te foram presenteados pelo professor. e) Os documentos foram encontrados. Foi-nos comunicado que ele chegaria hoje.. 6. e) seriam colocados – seria conseguido – 85 . obtém-se a forma verbal a) guiava-se... Em Por mais que tivessem colocado obstáculos a minha entrada no clube. Texto para as questões de 9 e 10. c) guiavam. c) foram espalhadas. e) são espalhadas.. Se Madalena me via assim. e) Por mim. b) foi espalhada. Devo ter um coração miúdo. uma boca enorme. agito a cabeça para repelir a visão que me exibe essas deformidades monstruosas.. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. A oração Se Madalena me via assim.. e) Avisaram-no dos perigos (ou avisaram-lhe os perigos). b) Se eu fosse visto assim por Madalena. Esta manhã três gêmeos foram dados à luz por uma jovem... Ele foi cientificado por nós de que chegaríamos hoje. rios cheios e uma figura de lobisomem.. a) São ótimos os livros com que o professor te presenteou. Foi este modo de vida que me inutilizou. Marciano está dormindo.. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. c) Se me vissem assim por Madalena. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. Se ao menos a criança chorasse. e) rever-se-á. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz passiva a oração O faro dos cães guiava os caçadores. a) Foste ajudado por muitos. e) foram guiados.. lacunas no cérebro. 3. 7. (MED. b) será revisto. dedos enormes. (MACKENZIE) – Assinale a única alternativa em que há agente da passiva.. 10.. b) Olha essa terra toda que se habita dessa gente sem lei... obtém-se a forma verbal a) deve-se rever. c) Comunicaram-nos que ele chegaria hoje. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. d) Cientificamo-lo de que chegaríamos hoje.. E a desconfiança terrível que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também consequência da profissão.. Ele foi avisado dos perigos (ou foram-lhe avisados os perigos). c) devem rever.. d) seria dito. Lá fora há uma treva dos diabos. (MED-TAUBATÉ) – Assinale o item em que há erro na conversão da frase da voz ativa para a voz passiva (com verbos transitivos diretos e indiretos).Módulo 9 – Voz Passiva Analítica 1. — Amigos socorreram-no. Estão todos dormindo.. Patifes! (Graciliano Ramos) 9. d) reverão. c) Os livros foram comprados pelo aluno. c) era dito. É horrível! Se aparecesse alguém. No período Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. colocandose o verbo na voz passiva. a) Nós seremos julgados pelos nossos atos. 4. b) Esta manhã uma jovem deu à luz três gêmeos. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. temos: a) tinham dito. (MAUÁ) – Passe para a voz a) ativa: . pois minhas credenciais estavam em ordem. Fecho os olhos. quase infinita.

(MACKENZIE) – Em todos.) – “Não se pensou em tal fato. a) se trata – tratam-se b) se trata – trata-se c) se tratam – tratam-se d) se trata – se trata e) se tratam – se tratam 11. d) Ouviu-se um barulho estranho. c) A indeterminação do sujeito em liam-se aponta para um observador que não assume a própria palavra. ______________ épocas em que não _____________ levantamentos. b) Estuda-se novo processo de irrigação. (VIÇOSA) – Há voz passiva sintética em todos os itens. (SÃO JUDAS) – Dois ninhos repletos de ovos de dinossauro foram descobertos na província argentina de Rio Negro. TAUBATÉ) – Na frase: Encontraram-se os livros indicados nas livrarias. e) Abriu-se uma clareira naquela mata. nos corpos emagrecidos e nas vestes em pedaços. exceto: a) Fala-se. aqui. exceto: a) Fazia-se a relação dos livros novos. ITAJUBÁ) – Todas as frases estão na voz passiva. c) sujeito indeterminado. sem meandros de expressão. 3. (CESCEM) – Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. b) os livros indicados. mas de crianças. Nenhumas das anteriores. que aparece no trecho acima. b) Descobriram-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. Estaria mantida a correção da frase acima caso ela fosse reescrita como está proposto na alternativa a) Tinham sido descobertos dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. (BRÁS CUBAS) – Assinale a alternativa em que ocorre uma voz passiva pronominal: a) Vive-se muito bem no Brasil. e) Arrisca-se a vida por tão pouca coisa.Módulo 10 – Voz Passiva Sintética 1. 2. (modelo: Foi vendida a casa. b) Encerram-se hoje as inscrições. e) Haviam descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. 9. (MED. a) O sujeito provações sofridas confirma a ideia de sofrimento contida nos adjuntos adverbiais. 6. 8. c) Descobriu-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. por meio de outro sujeito.. (MED. E. d) não existe sujeito. a) b) c) d) e) (MED. c) O menino feriu-se por acaso. d) O sujeito nos corpos emagrecidos completa-se. c) Trata-se sempre do mesmo problema. a) Houve – se fez – havia b) Houve – se fizeram – havia c) Houveram – se fez – tinha d) Houveram – se fizeram – haviam e) Houve – se fizeram – existia 10. 5. não _________________ dados atualizados na secretaria. b) O objeto direto provações sofridas ratifica a ideia de sofrimento dos adjuntos adverbiais. c) Procedeu-se à verificação de aprendizagem. d) Tinham descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. nas vestes em pedaços. e) A ordem direta da frase expressa um raciocínio retilíneo. Hoje não são mais feitos carros como antigamente. e) sujeito oculto. 7. Vendeu-se a casa). (FEI) – Transformar a voz passiva analítica em passiva sintética. d) Projetava-se um grande frigorífico. assinalar o sujeito: a) nas livrarias. (Euclides da Cunha) 4. b) Assistiu-se o enfermo com desvelo. Ouviram-se lindas melodias. Não ___________________ de objetos. no horror da descrição. uma bela língua. Assistiu-se a dois bons espetáculos. d) Nenhuma das anteriores. pode ser classificada como: a) pronome reflexivo/OD b) pronome reflexivo/OI c) partícula apassivadora d) índice de determinação do sujeito e) partícula expletiva 86 – . Amanhã vai fazer dois anos que eles vieram ao Brasil. e crianças _____________________ com carinho. CATANDUVA) – Assinale a alternativa errada: Creio que hão de existir razões. (A. E. liam-se as provações sofridas. praticamente. Aponte a alternativa correta sobre a frase acima.” A palavra se. Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. conservando o modo e o tempo.

(UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – O título do poema de Oswald remete o leitor à Idade Média. pero mi havedes gran desamor. tam cansados. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. (Oswald de Andrade. ao cantar a alegria de amar. que a) o trovador. tam chorosos. que haveríades doo3 de mi. Se eu podess’ora meu coraçon. per boa fé. se soubéssedes quanto mal mi vem por vós. como a coita ou sofrimento amoroso e a reprodução da hierarquia do sistema feudal. sobre esse tipo de produção poética. a mulher (ou o seu amor) é vista como algo inatingível. forçar e poder-vos dizer quanta coita2 mi fazedes sofrer por vós. c) na lírica trovadoresca. d) o trovador se coloca no lugar da mulher que sofre com a partida do amado e confessa seus sentimentos a um confidente (mãe. tam doentes da partida. essa modalidade de cantiga caracteriza-se por conter a confissão amorosa da mulher. Dinis.FRENTE 2 LITERATURA Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca Texto para o teste 1. é correto afirmar. partem tam tristes meus olhos por vós. Nele. E mal seria se nom foss’assi. 3 – Doo: dó. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. senhor. nutre esperanças de um dia conquistar a mulher amada. Ca4. que lamenta a ausência do namorado que viajou e a abandonou. cuid’eu. cuid’eu. Módulo 2 – A Poesia Palaciana Texto para o teste 3. meu bem. que haveríades doo de mi. a ideia de poder retoma o conceito de a) fé religiosa. e) igualdade entre as pessoas. nesse tipo de composição poética. b) relação de vassalagem. (UFPA-PA – MODELO ENEM) – Considerando-se que o texto transcrito é uma cantiga de amor. tam saüdosos. Resposta: B 1. senhor. des que vos amei. assi Deus mi perdon. E. é objeto de desejo. 5 – Val: valer. Nas demais alternativas. 4 – Ca: porque. par Deus que pod’e val5. mencionam-se características das cantigas de amigo (alternativas c e d) ou elementos que não se aplicam à cantiga de amor. c) idealização do amor. Disponível em: http://agalgz. por vós. e) o eu lírico é um homem apaixonado que sofre e se coloca na posição de servo da “senhor”. que. cuid’eu. ajudar Resolução A alternativa e menciona características centrais das cantigas de amor. que haveríades doo de mi. Tam tristes. pero me fazedes mal e mi nunca quisestes fazer bem. 2 – Coita: sofrimento de amor.org) 1 – Senhor: senhora. assim como nas cantigas de amor. (D. – 87 . século XX) 2. revela em seus poemas o nome da mulher amada. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. In Portal Galego da Língua: Cantigas trovadorescas. d) saudade de um ente distante. aspecto que confere à cantiga de amor um tom lamentativo. já que o trovador se coloca numa posição inferiorizada (vassalo) em relação à dama (a suserana ou senhor). CANTIGA SUA PARTINDO-SE Senhora. mesmo sendo imperfeita. na cantiga de amor. Senhor1. de acordo com as regras do amor cortês. Resposta: E Texto para o teste 2. b) o homem. amiga ou algum elemento da natureza). se soubéssedes quanto mal levei e quanta coita. Resolução Nada mais notório que a relação entre “Senhor Feudal” e a organização social da Idade Média e a instituição da suserania e vassalagem.

Não se relaciona à medida nova: a) versos decassílabos. c) predileção por formas fixas. Beleza e Perfeição. como a apresentada acima. tam fora d’esperar bem.) e do dolce stil nuovo da Renascença italiana (Dante. a assimilação de modelos e formas da Antiguidade (Homero. DESCALÇA VAI PARA A FONTE Mote Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura. (João Ruiz de Castelo Branco) 3. valendo-se dos chamados versos redondilhos. o Parvo afasta-se de sua simplicidade. o Parvo está denunciando a corrupção do Corregedor e do Procurador. d) a intenção moralizante. c) Denomina-se também Pré-Renascentismo. d) Por meio de seu latim. O testo1 nas mãos de prata. Resolução A medida nova pressupõe a erudição. mostrando-se conhecedor de outras línguas. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa incorreta sobre o poema transcrito.Partem tam tristes os tristes. e não segura. Não se trata de latim erudito. e) Ao misturar um falso latim com palavras vulgares. b) influência italiana. Boccaccio. Voltas Leva na cabeça o pote. a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representa a base filosófica e cultural do Renascentismo. Resolução Gil Vicente escreveu na medida velha. Virgílio. b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursores Dante Alighieri. Boccaccio e Petrarca. Resposta: D Resolução O Parvo utiliza palavras latinizadas para produzir efeito burlesco ou cômico. assinale a afirmação incorreta. oitavas e odes. e) Retoma os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade. d) Marca-se pelo fortalecimento da estrutura feudal. Cinta de fina escarlata. o Trovadorismo. Horácio etc. c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródica dessa língua. (MODELO ENEM) – Só não é característica do teatro vicentino a) a sátira social. Vai formosa. Resolução O lirismo provençal dominou o período anterior. Resposta: D 6. Mais branca que a neve pura. (. d) sonetos. Sobre o Humanismo. e não segura. e a figura do monarca destaca-se no cenário político nacional. homens dos breviários. com intenção satírica. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário indevido em relação aos versos de Gil Vicente. tradicional. 3 – Vasquinha: saia de vestir por cima de toda a roupa.). O esquema de rimas é: ABAB – CDCCD – ABAB. Resolução O Humanismo afasta-se das concepções medievais e caracteriza-se pela afirmação do Homem e de suas realizações terrenas. Petrarca etc. e) cultura popular.. O verso utilizado representa uma antecipação renascentista. Vai formosa.) (Camões) 1 – Testo: tampa do pote. a) As falas do Parvo. com muitas pregas na cintura. O eu lírico expressa-se por meio de hipérboles. Os versos apresentam sete sílabas métricas. c) o caráter popular. Módulo 3 – Gil Vicente Texto para o teste 5. que passará a ser usado pelos inovadores “italianizantes” (Gil Vicente era conservador) e se generalizará em época posterior ao teatro vicentino. Resposta: D 4. 4 – De cote: de uso diário. Resposta: E Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões 7. sempre são repletas de gracejos e de palavrões. A medida nova corresponde ao verso decassílabo (dez sílabas métricas). rapinastis coelhorum roubastes os coelhos et pernis perdiguitorum e pernas de perdizes e mijais nos campanários! (Auto da Barca do Inferno) 5. 88 – . Sainho de chamalote2. manuais de Direito Parvo: — Hou. b) Nessa fala. Resposta: E Texto para o teste 8. A linguagem desse poema nos é mais acessível que a linguagem das cantigas trovadorescas. ou Quatrocentismo. Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão. e) a medida nova.. b) a alegoria bíblica. mas do chamado latim macarrônico. tercetos. 2 – Chamalote: tecido de lã e seda. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. e corresponde ao século XV. Traz a vasquinha3 de cote4.

(FUVEST-SP) – O sentido de “ponde (. e) Eliminação do pan-erotismo.) um freio duro (. Ó ponde na cobiça um freio duro. Sebastião. Resposta: E Módulo 6 – Os Lusíadas – II As questões de 11 a 14 referem-se ao texto que segue: “Por isso. se quiserem ser grandes no mundo. Leonor. despertem do sono da preguiça ignorante. 3 – Mas de tuba canora e belicosa. E ponham um freio duro na cobiça. Resposta: B 10. Uma dessas características está incorreta. na sua epopeia há um transparente apelo erótico e sensual e a noção de que não há pecado no prazer carnal. que indignamente Tomais mil vezes. indique a opção incorreta. a) Pode-se afirmar que Camões utilizou versos redondilhos. c) Os que aspiram à glória devem fugir ao ócio.. tradicional. Que o ânimo de livre faz escravo. (Os Lusíadas) Com referência a essa estrofe da Invocação. medieval. Que possuí-los sem os merecer. d) Mesmo na medida velha. Resolução Embora tenha composto poemas na medida velha. d) cobiça. b) As falsas honras e a riqueza não dão valor às pessoas. Parafraseando o fragmento: “Por isso vocês que buscam a fama. trocar “a gente e bela forma humana” pela “alegria bruta e insana” da caça. nos versos: a) 1 e 3 b) 2 e 3 c) 2 e 4 d) 1 e 5 e) 5 e 8 Resolução A poesia lírica é referida em “agreste avena” (= flauta de bambu. Os Lusíadas. Resposta: A 12. existente em parte da lírica. esse ouro puro Verdadeiro valor não dão à gente: Melhor é merecê-los sem os ter. (VUNESP-SP – adaptada) – Apontam-se a seguir algumas características atribuídas pela crítica à epopeia de Luís Vaz de Camões. 92-93) 11. Camões. d) É preciso refrear a excessiva ambição e o pendor para a tirania. b) A protagonista.. cana de aveia) e “frauta ruda” (= flauta singela). Camões superou muitos de seus contemporâneos e antecessores. na ambição também (. que a Marte tanto ajuda: 7 – que se espalhe e se cante no Universo 8 – Se tão sublime preço cabe em verso. c) Efabulação mitológica e recorrência ao imaginário pagão. do que possuí-las sem merecer”. ousadamente. que escraviza a vontade do homem livre. (FUVEST-SP) 1 – Dai-me uma fúria grande e sonorosa. Se quiserdes no mundo ser tamanhos. e) A poesia de Camões representa o amadurecimento da língua portuguesa. vício da tirania e honras vãs. ambição e ócio.)” é completado pelos termos: a) cobiça.. dentro da chamada “poesia palaciana”.). b) Apologia dos poderes humanos. podemos dizer que Camões figura diretamente a poesia lírica e a poesia épica. IX. c) A lírica na medida velha.” (Os Lusíadas. porque essas honras vãs. c) escravidão e cobiça. respectivamente. não dão às pessoas o verdadeiro mérito. O corpo feminino e sua sensualidade são descritos com exuberância.. Considera pecado grave o que fazia o rei. ó vós que as famas estimais. em favor de uma ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. É melhor merecer essas honras sem as possuir. e) cobiça e honras vãs.8. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 9. constitui o ápice da produção poética camoniana. e no torpe e escuro Vício da tirania infame e urgente. ambição e vício da tirania. idealizada e espiritualizada do Amor. sua estabilização e maior manifestação de excelência literária. Porque essas honras vãs.. Camões celebrizou-se por seus versos em medida nova (o verso decassílabo). mais amante da caça e da companhia masculina. e) É preferível merecer honras e riquezas não conseguidas a obtê-las sem merecimento. Baseando-se nos versos transcritos e nas informações que você tem sobre a lírica camoniana. b) ambição. E na ambição também. é uma plebeia.. Despertai já do sono do ócio ignavo. Trata-se de: a) Concepção da história nacional como uma sequência de proezas de heróis aristocráticos e militares. (FUVEST-SP) – Indique a ideia que não está no texto: a) A ambição é um vício torpe que leva à tirania. A poesia épica é representada pelo som da “tuba canora e belicosa”.. Resposta: C Resolução Se na poesia lírica de Camões predomina a concepção neoplatônica.. – 89 .) e no vício da tirania (. 5 – Dai-me igual canto aos feitos da famosa 6 – Gente vossa. 4 – Que o peito acende e a cor ao gesto muda. realçando o orgulho humanista de autodeterminação e do avanço no domínio sobre a natureza. essa riqueza. como nas cantigas de amigo. Resolução A ambição está incluída entre as “honras vãs”. d) Contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antiguidade. 2 – E não de agreste avena ou frauta ruda. critica a misoginia (aversão às mulheres) do Rei D.

Resolução Nos versos. d) patriótico. e como fosse trazido à sua presença um pirata. considerado monstruoso e de mau gosto. porque roubais em uma armada. Resposta: C tendendo para o abusivo jogo de vocábulos e de raciocínio. racional. com transições bruscas ou associações inesperadas. no seu desejo de valorização do humano contraditório e instável. Resposta: A 14. um tom a) descritivo. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira Texto para os testes 17 e 18. o roubar muito é grandeza. / E na ambição também. e vós. O segundo apoia-se no significado da palavra. (MODELO ENEM) – A oposição cultismo versus conceptismo a) pode ser compreendida como o aspecto sensorial versus o intelectual. eufuísmo e mesmo preciosismo. o roubar com muito. voltada ao equilíbrio e à contenção das formas. dinâmico. Resolução O texto afirma “O primeiro [o cultismo] repousa sobretudo no som e na forma. e) os vícios em geral. intensamente. c) não pode ser definida. senhor.) O segundo [o conceptismo] apoia-se no significado da palavra. transitório e finito. o roubar com pouco poder faz 10 os piratas. Daí derivam a sua temática e os seus processos técnicos e expressivos. Castello) 15. Candido e J. que eu. afirma-se “Ó ponde na cobiça um freio duro. Até há uns trinta anos. delimitado do século XVII ao XVIII.. d) pode ser entendida como o apego à palavra versus o apego ao pensamento. Resolução Segundo o texto. a expressão Barroco designava um fenômeno específico da pintura. (A.. assim como audácia. já que é impossível distinguir o cultismo do conceptismo. marinismo. opondo-se ao Classicismo mais do que o próprio Romantismo. Porque essas honras vãs. simultaneamente. O roubar pouco é culpa. libertador e amante da força. Resposta: A Módulo 7 – Barroco Texto para os testes 15 e 16. além de seu misticismo ideológico. dinâmico. amante da força. Resposta: D 13. frequentemente. d) anormativo. o Barroco é a) monstruoso e de mau gosto. tendendo (. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial. o Barroco se define libertador. Foi assim que a expressão passou a ser adotada pela crítica e história literárias.. Ambos têm ascendência renascentista. foi valorizado como uma constante histórica reconhecível em todas as manifestações artísticas e mesmo em toda a civilização. reconhecíveis nas duas coordenadas que o compõem. hiperbólico e imaginativo. Revisto. respondeu assim: Basta... b) apegado ao espírito cristão e intensamente dinâmico. e) satírico. porque roubo em uma barca. voltado para a paisagem e apegado ao espírito pagão. imaginação e exageração são características barrocas. b) pode ser compreendida como apego ao irreal versus o apego à realidade. Resposta: D 16. Panteísmo e dinamismo.. c) normativo. Certamente é quase impossível a perfeita distinção entre cultismo e conceptismo. embora prevaleça a sua delimitação histórica confinada do século XVII à primeira metade do século XVIII. A. imaginativo e exagerado (hiperbólico). que por ali andava roubando os pescadores. b) narrativo.. é dinâmico. c) a liberdade de ânimo. Resolução Trata-se de uma digressão (dissertação) de cunho moral e filosófico que o eu poemático lança no final do canto IX. b) a ociosidade. (Padre Antônio Vieira) 90 – .. para as agudezas ou sutilezas de pensamento. e em que se distinguem duas coordenadas fundamentais — o culteranismo ou cultismo e o conceptismo — às quais correspondem outras tantas designações de âmbitos nacionais — gongorismo.) para as agudezas ou sutilezas de pensamento”. (FUVEST-SP) – O autor inclui nas “honras vãs” a) a ambição de glória. / . o Barroco opõe-se ao normativo e racional característicos do Classicismo. que não era medroso nem lerdo. (MODELO ENEM) – Segundo o texto. da escultura e da arquitetura. c) filosófico. O primeiro repousa sobretudo no som e na forma. repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão 5 mau ofício. sou ladrão. os Alexandres. / Verdadeiro valor não dão à gente”. (FUVEST-SP) – Caracteriza o texto. uma vez que tanto o cultismo quanto o conceptismo têm sua origem no Renascimento. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial (..Resolução Ler a paráfrase que aparece na resolução do exercício anterior. Opondo-se ao normativo e racional do Classicismo. enquanto favorece a fantasia na busca de imagens e sensações que ultrapassam as sugestões da realidade. porém ele. sois imperador? Assim é.. Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia. e) de uma estética simples. e) não tem base real. aplicável a épocas distintas. com um sentido global e universal. d) o refreamento da cobiça.

o autor chega a uma conclusão de caráter particular. II. b) somente II está correta. III. Esse é um soneto oitocentista. e por “constância”. d) as injúrias. a expressão “tão mau ofício” (linhas 4 e 5) refere-se à atividade dos pescadores (linha ?). considere as afirmações abaixo: I. A respeito de tais afirmações. o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. todo ele estruturado por pares antitéticos. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. a alegria. o autor revela o lado agressivo dos imperadores. Mais própria seria a redação “narrativa de um episódio”. Resolução De fato. se segue a noite escura. e) A palavra “Alexandres” (linha 10) tem. mas a alternativa é suficientemente clara e não há outra possível. Em II. Resolução Pode-se fazer um reparo à redação da alternativa a: a expressão “episódio narrativo” não é adequada. que desembocam no paradoxo contido na chave de ouro: a única coisa constante é a inconstância das coisas do mundo. o eu lírico deixa evidente que a) uma pessoa se torna desprezível pela ação do nobre. assim como “culpa” está para “imperador”. (FATEC-SP – modificado – MODELO ENEM) – Sobre as características barrocas desse soneto. b) A partir de uma ideia geral. ali. em tristes sombras morre a formosura. luz/sombra. o pirata. se acaba o Sol. Porém. b) A pergunta do pirata comprova que ele não era medroso nem lerdo (linha 5). d) somente I e III estão corretas. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. e) o vil e o rico são vítimas de severas injustiças. interpoladas nas quadras (ABAB) e alternadas nos tercetos (ABBA). b) o honesto é quem mais aparenta ser desonesto. c) A frase “Assim é” (linha 8) explicita a concordância do autor com relação à atitude de Alexandre. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos. nem lhe faltava presença de espírito para uma observação aguda e um raciocínio inteligente. (Gregório de Matos) 20. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. deve-se dizer que: a) somente I está correta. 19. o mesmo sentido de “ladrão de pescadores”. a) O autor utiliza-se de episódio narrativo como estratégia argumentativa. na alegria. não se trata de um “soneto oitocentista” e sim seiscentista (século XVII). Há nele um jogo simétrico de contrastes.. Módulo 9 – Gregório de Matos Texto para o teste 19. invertendo-se as posições das rimas interpoladas (ABBA) e alternadas (ABAB). não há nenhum elemento místico. Além disso. “pescador” está para “grandeza”. de outro. por um lado. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. – 91 . A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. expresso por pares antagônicos como dia/noite. quais sejam. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. e) Ao descrever a cena em que Alexandre repreende o pirata. Resolução A afirmação I contempla a característica mais notória do estilo barroco – o bifrontismo ou dualismo – demonstrada à saciedade no soneto de Gregório de Matos. eliminam as injustiças. Neste mundo é mais rico. por que nascia? Se é tão formosa a luz. com sua pergunta. Resposta: A 18. que compõem a figura da antítese. a tensão opositiva do soneto não é entre o sagrado e o mundano. tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. em geral. Em III. demonstrou que nem tinha medo do imperador. d) A história de Alexandre evidencia a submissão dos pescadores do mar Eritreu. Resposta: B Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. no texto. depois da Luz. e) todas estão corretas. e não dura mais que um dia. c) geralmente a riqueza decorre de ações ilícitas. apresentou-se como dos tercetos o esquema rimático que corresponde às quadras (o esquema das rimas dos tercetos é CDCDCD). Resposta: A Texto para o teste 20. tristeza/alegria etc. rimas ricas.17. c) A pergunta do pirata é argumento para o autor inocentá-lo. a) No contexto. em contínuas tristezas. sinta-se tristeza. Identificou-se incorretamente o sistema de rimas. Tratase de um texto reflexivo/filosófico centrado em um tópico da lírica barroca e de todos os tempos: o tempus fugit. na formosura não se dê constância e. que cumpre os padrões da forma fixa. d) No contexto. c) somente III está correta. “alegria” e “firmeza”.

o sentimento amoroso se espraia livremente. tanto quanto a morte iminente. em relação à moça em flor..” d) “. Ficou talvez mais disponível.. caspa). expressão horaciana consagrada para designar os poemas do convite amoroso em que o argumento é a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte. e o amor por Doroteia de Seixas o iniciou em ordem nova de sentimentos: o clássico florescimento da primavera no outono. O quarentão é o amoroso refinado. (MACKENZIE-SP – modificado – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. 23. que está na voz passiva sintética (com o pronome se). já que a morte é inevitável.. Deus me deu um amor no tempo de madureza. No Brasil. a) O termo a “imaginação de um bem amado” (verso 1) é objeto direto da forma verbal “faz”. e a proximidade da velhice intensifica. e creio que ainda possam agradar aos que pedem pouco à literatura: uma expressão fácil. poeta do Arcadismo brasileiro. Resolução O termo “o peito amante” é sujeito paciente do verbo transformar.. Resposta: E Texto para o teste 24. a) “. Faz a imaginação de um bem amado Que nele se transforme o peito amante. b) O termo “o peito amante” (verso 2) é sujeito da forma verbal “se transforme”. isto é.. Resolução Os versos de Gonzaga retomam o tema clássico do carpe diem (“colhe o dia”).é preciso ver na força desse poeta o ponto exato em que o mito do bom selvagem. “Neste mundo é mais rico o que mais rapa” (isto é. Resposta: B 22. d) O segmento “se não distingue” (verso 4) introduz ideia de condição.. pois que tenho um amor. segundo o poeta. extraído de Formação da Literatura Brasileira. fica evidente que o eu lírico a) reconhece a amada como única forma de não sofrer pela morte. A antítese e o paradoxo são igualmente frequentes na poesia deste poeta árcade brasileiro. encontrou condições inteiramente novas. sim. de ambição e de sala.” c) “.os seus versos agradaram. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos apresentados por Antonio Candido. pois.” b) “.” e) “. constante desde os árcades. d) se entrega ao amor da amada para burlar o tempo e atrasar a morte. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. evidente no emprego constante da antítese.. de Antonio Candido.. um encantamento que mais se apura pela fuga do tempo e a previsão da morte: Ah! enquanto os destinos impiedosos voltam contra nos a face irada. e) convida a amada a aproveitar o presente. intocada pelos ventos críticos da Renascença.. apegado ainda à Idade Média: os poemas respiram uma fé inabalável. e) O segmento “que a minha alma delirante / Se não distingue já do meu cuidado” (versos 3 e 4) é objeto direto da forma verbal “vem”. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. do paradoxo e do racionalismo. Resposta: A Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa Texto para os testes 21 e 22. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta comentário crítico adequado à obra de Cláudio Manuel da Costa. que provavelmente era. doce amada.Resolução O correto entendimento dos dois primeiros versos já seria suficiente para a resposta deste teste. Resposta: C Resolução Os versos transcritos — primeiro quarteto de um dos sonetos mais camonianos de Cláudio Manuel da Costa — apresentam duas das características apontadas no trecho constante da alternativa a: “uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana” e o “racionalismo”. c) O segmento “daqui vem” (verso 3) introduz ideia de causa. Foi um acaso feliz para a nossa literatura esta conjunção de um poeta de meia idade com a menina de dezessete anos. c) considera o presente desagradável.sua poesia prolonga uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana.. os nossos breves dias mais ditosos..a essência doutrinária revela um homem primitivo... Deus — ou foi talvez o diabo — deu-me este amor maduro. façamos. façamos. (Cláudio Manuel da Costa) 21. b) se mostra frustrado e angustiado pela possibilidade de morrer.. o homem de estudo.” Módulo 11 – Autores Árcades Os testes 23 e 24 baseiam-se no texto a seguir. e a um e outro agradeço. acabou por fazer-se verdade artística. nota-se que o poeta infringe os princípios clássicos da contenção e manifesta a emoção dum modo tal que seus versos acabam adquirindo foros de crônica amorosa. capaz de sentir poesia onde o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano. rouba) e quem se mostra mais limpo é quem é mais sujo (tem mais “carepa”. 92 – . uma linguagem coloquial e brejeira. uma sintaxe linear.

Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. respectivamente. Resolução Entre nossos épicos árcades já havia o elemento indianista posteriormente tão caro aos românticos. sim. Módulo 13 – Bocage Texto para os testes 27 e 28. façamos. Resposta: A Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo 25. II. nos versos de Drummond. O texto D é o quarteto inicial de um engenhoso soneto sacro conceptista. evidente no convite amoroso. e a voluntária morte. na medida em que a) exemplificam a ideia contida em “clássico florescimento da primavera no outono”. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. Mas se a parte o faz todo. A parte sem o todo não é parte. Céus não existem. em pó. porém. a sequência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV Resolução O texto A é um fragmento de Marília de Dirceu. em nada. tardio — amor de homem maduro. pois o traço pertinente é a “madureza” do amante. assim como “outono” é a metáfora clássica para o “tempo de madureza”. o que se percebe pela alusão a Caitutu. e pelos decassílabos brancos. não existe inferno. façamos. sendo parte. de Carlos Drummond de Andrade. essa beleza em terra. O texto C é um fragmento de O Uraguai. b) justificam a ideia de que “o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano”. III.24. (Bocage) – 93 . (ITA-SP) – Leia os versos para fazer a associação. Resolução Trata-se do tema clássico do amor serôdio. além de um gosto. sendo todo. Amar é um dever. c) negam a ideia de que o homem de quarenta anos “é o amoroso refinado”. d) confirmam a ideia de que o amor se desencanta “com a previsão da morte”. Resposta: A I. dentro dos moldes com que o Arcadismo revestiu o carpe diem horaciano. o indígena é retratado como um ser inferior. Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa. doce amada. No caso de Gonzaga. Qual a impostura horríssona apregoa. Texto B ( ) Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. É castigo do vício o próprio vício. isto é. E rompe em profundíssimos suspiros. em sombra. entre nós. narram-se. O texto B é o terceto final de um conhecido soneto de Gregório de Matos. de Gregório de Matos. c) Caramuru e O Uraguai consistiram em uma imitação do poema épico Os Lusíadas. b) Tanto em Caramuru como em O Uraguai. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. “Florescimento da primavera” é a expressão metafórica para esse amor. de Basílio da Gama. a tomada de Sete Povos das Missões e o naufrágio de Diogo Álvares Correia. Não se diga que é parte. Gregório de Matos Tomás Antônio Gonzaga Basílio da Gama Cláudio Manuel da Costa Preenchidos os parênteses. no sucesso de políticas de integração social desse grupo. Uma necessidade. entre outros poemas). irmão de Lindoia. os nossos breves dias mais ditosos. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Estes versos. IV. e) se opõem à ideia de que “a proximidade da velhice intensifica um encantamento”. não um crime. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. O prêmio da virtude é a virtude. em cinza. não vem ao caso a possível juventude da amada. d) A primazia dada à figura do índio resultou. como José de Alencar (Iracema) e Gonçalves Dias (“I-Juca-Pirama”. e) Em Caramuru e em O Uraguai. tratava-se do amor de um quarentão por uma adolescente. de Tomás Antônio Gonzaga. a) O destino de Lindoia e o de Moema antecipam aquele que será o destino de Iracema (Alencar). que tem por chave de ouro uma expressiva gradação em anticlímax. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre O Uraguai e Caramuru. podem ser tematicamente relacionados ao texto de Antonio Candido. Resposta: A 26.

o eu poemático — o pastor Elmano. Garrett invoca a saudade. c) o romance. Resolução O fragmento é uma negação dos “céus” e do “inferno”. Resposta: E 28. c) lírico. considerado “a revolução literária do Terceiro Estado” (o povo. identifique a seguir o verso em que é inequívoco o fato de que o eu lírico se dirige à saudade. a saudade. Resolução O romance é o gênero que. não superou a ideologia contrarreformista do período barroco. a pastora Marília. Delicioso pungir de acerbo espinho. por meio das quais o eu lírico busca convencer a amada a entregar-se ao amor. instâncias da eternidade que acolhiam os bons e crentes e puniam com a danação os pecadores não redimidos pela fé católica. pedindo a ela que o inspire para narrar a vida e os amores do poeta Camões. o “remetente” da epístola. (MODELO ENEM) – No verso “Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa”. destaca-se a seguinte função da linguagem: a) metalinguística b) referencial c) fática d) poética e) conativa Resolução As formas verbais faze (= faz) e sê. e) epistolar. — Mas dor que tem prazeres — Saudade! Misterioso númen que aviventas Corações que estalaram.” d) “Corações que estalaram. Considerando o trecho transcrito. manifesta seus sentimentos.” b) “Que me estás repassando o íntimo peito. como os concebia a mística católica da Contrarreforma. b) o drama. sob o pseudônimo arcádico de Elmano. d) França e Itália. e) Espanha e Portugal. d) romanesco. Resposta: E a) França e Alemanha. c) o pronome oblíquo me identifica o emissor. foi a) a epopeia. a) “Saudade! gosto amargo de infelizes. o fragmento transcrito se associa ao gênero a) dramático. obra que inaugura o Romantismo em Portugal. Saudade! gosto amargo de infelizes. como nos versos transcritos. no caso. tendo seu início em dois países: 94 – . (MODELO ENEM) – O fragmento transcrito é uma espécie de “invocação” à saudade. e gotejam. (MODELO ENEM) – Por tratar-se de poesia na qual prevalece a presença de um eu que manifesta sua interioridade. (MODELO ENEM) – O gênero literário que deteve a primazia no Romantismo. e) o soneto. Resposta: C Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 29. b) a segunda pessoa do singular (tu) identifica o destinatário da mensagem. c) Alemanha e Inglaterra. Resposta: B 32. correspondem a formas do imperativo. uma subjetividade se expressa. (MODELO ENEM) – Sobre o fragmento da “Epístola a Marília”. Que me estás repassando o íntimo peito Com dor que os seios d’alma dilacera. Resposta: C 30. (MODELO ENEM) – O Romantismo é de origem europeia. Resolução A poesia lírica é aquela em que. e gotejam Não já sangue de vida. só não se pode dizer que a) o apelo amoroso se vale de uma argumentação que envolve conceitos éticos e religiosos. d) o apelo contido no verso inicial é fundamentado numa concepção hedonista e racionalista. que o autor colocou no início de seu poema Camões (1825).” c) “Com dor que os seios d’alma dilacera.27. mas delgado Soro de estanques lágrimas — Saudade! (Almeida Garrett. característico da função conativa da linguagem. d) a poesia de sátira dos costumes. Resolução O Romantismo literário surgiu na Inglaterra e na Alemanha. no Romantismo.” e) “Soro de estanques lágrimas — Saudade!” Resolução No verso da alternativa b. ainda que fictícia. no século XVIII. b) Inglaterra e França. Resposta: C Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano Texto para os testes 31 e 32. obteve primazia na representação literária da nova ordem social (a burguesia e os desdobramentos históricos por ela provocados). Camões) 31. b) épico. e) as alusões a “céus” e “inferno” revelam que Bocage. que aproxima a tradição da lírica clássica da Antiguidade e as ideias iluministas do século XVIII. a forma verbal na segunda pessoal do singular (“estás repassando”) demonstra que o eu lírico se dirige a um interlocutor. sendo os dois outros o clero e a nobreza).

Pois choraste. portanto. por sua vez. Resposta: C – 95 . refuta a opinião de poetas e de alguns prosadores de que o amor de juventude seria “paixão perigosa. d) anáfora. No último parágrafo. no parágrafo anterior. porém. Resolução A analogia que caracteriza o amor como uma brincadeira reforça a afirmação. uma exceção no seu amor. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – De acordo com o texto. como a segunda o que é voar para longe. c) hipérbole. rica herdeira. Rompem-se. aos quinze anos. portanto. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. A vida é combate. Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez. é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho. d) O último período do texto exemplifica a analogia usada pelo narrador no terceiro parágrafo. e) o amor de Simão e Teresa é prova de que os poetas e prosadores estão enganados com relação aos relacionamentos juvenis. Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o covarde do forte. e) constatação da fragilidade espiritual do índio. b) o amor de Simão e Teresa. “Enganam-se ambos”. a afirmação feita pelo narrador no primeiro parágrafo. Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos. meu filho não és! (“I-Juca-Pirama”) Não chores. Resolução O quiasmo é uma figura de linguagem que consiste na “disposição cruzada da ordem das partes simétricas de duas frases”. perfil cultivado nas obras românticas indianistas. os bravos Só pode exaltar. mas não durou muito. (MODELO ENEM) – Os dois primeiros versos do primeiro texto contêm a seguinte figura de linguagem: a) antítese. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. “as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude”. O amor dos quinze anos é uma brincadeira. caracterizado como “amor à primeira vista”. ironicamente.Módulo 16 – Camilo Castelo Branco Texto para os testes 33 e 34. Resposta: A Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias Textos para os testes 35 e 36. b) quiasmo. e) O último período contesta. é a última manifestação do amor às bonecas. a) A analogia presente no terceiro parágrafo corresponde a um argumento do narrador para provar a afirmação “Enganam-se ambos”. sempre com os olhos fitos na ave-mãe. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho. como argumentação. amou-o também. Resposta: D 34. Resposta: B 36. Teresa de Albuquerque devia ser. Tal símile serve. b) A analogia presente no terceiro parágrafo contradiz a afirmação “Enganam-se ambos”. ele apresenta o amor de Teresa como exceção à regra dos superficiais e passageiros amores “dos quinze anos” — ideia. d) visão idealista e rósea da existência. c) Teresa. a) o amor de Simão e Teresa é visto pelo narrador como uma brincadeira de criança. já anunciada no final do primeiro parágrafo. e) paradoxo. d) o caso de amor entre Simão e Teresa rompeu as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude. amava como uma “avezinha que ensaia o voo fora do ninho”. porventura. o narrador descreve o que seria a norma para os namoros de juventude: uma brincadeira. aliás. meu filho. Não chores. Enganam-se ambos. (MODELO ENEM) – Os dois textos apresentam uma ideia comum: a) a exaltação das belezas naturais do Brasil. que. que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito. única e inflexível. menina de quinze anos. Que os fortes. b) a negação da paternidade. Amava Simão uma sua vizinha. como paixão perigosa. Amor de Perdição) 33. c) A analogia presente no terceiro parágrafo retoma e confirma a afirmação feita por poetas e prosadores. que a vida É luta renhida: Viver é lutar. (Camilo Castelo Branco. e com mais seriedade que a usual nos seus anos. foi intenso no início. c) a fortaleza moral do índio diante da adversidade. regularmente bonita e bem-nascida. (“Canção do Tamoio”) 35. Resolução No terceiro parágrafo. Que os fracos abate. para amá-la sempre. única e inflexível”. Resolução É evidente nos textos a alusão à fortaleza moral do indígena diante de adversidades.

14). Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar. 12) indicam que a mulher observada se caracteriza pela pureza. 7 e v. 5) e anjo (v. na última estrofe.. d) o verso 1 e o verso 2 se caracterizam pela recorrência do som /l/. (UFSM-RS – MODELO ENEM) – A respeito do soneto. três pronomes de primeira pessoa. no poema. 37. não havendo esse recurso nas outras estrofes. A alusão à morte. d) apenas as afirmativas II e III. Era mais bela! o seio palpitando. 11 Formas nuas no leito resvalando. Resposta: A 10 Negros olhos as pálpebras abrindo. é incorreto afirmar que a) as palavras finais dos versos são oxítonas. meu anjo lindo! 13 Por ti — as noites eu velei chorando. (UFSM-RS – modificado – MODELO ENEM) – Considere as seguintes afirmativas a respeito do soneto: I. chorando (v.. a tonicidade recai na penúltima sílaba. afetividade e Natureza se relacionam situa-o claramente como produção romântica indianista. b) apenas a afirmativa III. Resposta: D 38. Está(ão) correta(s): a) apenas a afirmativa I.. 1). e o verso 8 se caracteriza pela repetição do som /s/. 96 – .. Como a lua por noite embalsamada. II. atribuindo essa associação à vertente indianista. II e III. 14 Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo! (Álvares de Azevedo) plano do significado: luz e sombria (v. e) as afirmativas I. b) o poema contém elementos que constituem oposições no 12 Não te rias de mim. c) apenas as afirmativas I e III. O erro do item I consiste em associar. c) as marcas de pontuação contribuem para representar o estado emocional do sujeito lírico. na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Resolução Os itens II e III apresentam informações pertinentes ao soneto transcrito (item II) e ao poeta Álvares Azevedo (item III). afetividade e Natureza. sendo esse um recurso para regularizar o ritmo do poema. 13) e sorrindo (v. Resolução As palavras finais dos versos são paroxítonas. As palavras virgem (v.. é um traço frequente na produção poética de Álvares de Azevedo.Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Os testes 37 e 38 referem-se ao poema a seguir: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Pálida à luz da lâmpada sombria.. O fato de que. no verso 14. III. no poema. e) se encontram. identificando o sujeito lírico. ou seja. Sobre o leito de flores reclinada.

(MODELO ENEM) – Qual dos seguintes trechos sugere a situação sofrida pelo escravo? a) “O sono dormido à toa.” c) “A guerra. o nariz adunco. c) O eu lírico sente-se impotente para mudar o mundo e..” d) “Sob as tendas d’amplidão!” e) “Ontem a Serra Leoa.Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para os testes 39 e 40. O fidalgo os recebia como um rico-homem que devia proteção e asilo aos vassalos. E o baque de um corpo ao mar. tufão! (. portanto. nos “navios negreiros”.) Ontem a Serra Leoa. b) Castro Alves foge das questões sociais e busca somente a introspecção.. como sugere o próprio título. Assinale a alternativa correta. detalhe delgado. e) O drama do escravo é expresso por meio de lirismo elevado. Resposta: D Texto para o teste 42. Resolução A obra O Gaúcho é exemplo da prosa regionalista de José de Alencar. Resposta: B Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para o teste 41. d) indianista. O Guarani) 41. O sono dormido à toa Sob as tendas d’amplidão! Hoje. O Gaúcho) 42. o “bom selvagem” de Rousseau. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta sobre o trecho extraído de “O Navio Negreiro”. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. extraído de O Gaúcho. (José de Alencar.. alto. a) O poeta projeta a imagem do herói medieval na figura do escravo. própria da Idade Média. c) Preocupação com temas sociais e políticos. de caráter social. Resposta: E 40. Infecto... Tendo a peste por jaguar. (José de Alencar. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria.” Resolução Nas alternativas a.. a caça ao leão. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso. a) Registro da sociedade carioca no século XVI. na África. b) Descrição da cultura regional do Brasil. O rosto comprido. entrega-se ao conformismo. imundo. Resposta: C – 97 . valendo-se de linguagem inflamada e imagens grandiosas. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós... apertado. d) Apropriação da hierarquia social própria da Idade Média. como afirma a alternativa e. por isso. Resolução É notório em José de Alencar o indianismo “filtrado” pelo código cultural do branco europeu e cristão. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. d) Com muita objetividade. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. Astros! Noite! Tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. Resolução Os versos transcritos foram extraídos do poema “O Navio Negreiro” e.. em que os indivíduos ainda eram livres. A guerra. c. é exemplo de uma das vertentes da prosa romântica de José de Alencar. o porão negro. fundo. No trecho transcrito. a caça ao leão.. mas robusto. Trata-se da vertente a) urbana. d e e. (MODELO ENEM) – O trecho transcrito. (Castro Alves) 39. o porão negro.. trata do drama do escravo.. palavras como fidalgo e vassalo podem ser corretamente associadas à hierarquia social feudal. (MODELO ENEM) – O trecho apresentado evidencia uma característica do indianismo romântico alencariano.” b) “Hoje.. e) Idealização do indígena. Senhor Deus! Se é loucura. O verso da alternativa b faz menção à triste condição dos negros escravizados. fundo. c) regionalista. que menciona um tipo oriundo da região dos pampas. e) memorialista. Trata-se de exemplo da poesia abolicionista de Castro Alves. quando eram trazidos da África para o Brasil. b) historicista. Castro Alves descreve a vida dos negros na época da escravidão.. E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado. os versos fazem alusão a um tempo passado. com imagens grandiosas. se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar.

Sua voz harmoniosa. madr’. Sa voz manselinha fremoso dizendo Cantigas d’amigo. se verrá cedo! II. 58-9. sey que andades D’amor muy coytada que tan ben cantades Cantigas d’amigo. (VUNESP-SP – adaptada) – Aponte três fatos do cotidiano medieval aos quais a cantiga faz alusão. e considerando-se que. de acordo com a tradição popular da época. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. se vistes meu amado! e ai Deus. sey que avedes Amor muy coytado que tan ben dizedes Cantigas d’amigo. 1953. ai. 2. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. — Abutre comestes. dona. suave cantando Cantigas de amigo. queredes que vos retraya quando vos eu vi en saya! Mau dia me levantei. e oj’est o prazo saydo: ay. que vos enton non vi fea! III. Por Jesus. bordando. no contexto do poema. b) interprete o significado do último verso. em português arcaico. Cantigas de Trovadores Medievais em Português Moderno. Estava a formosa sentada. (Cantiga n. mentre me for como me vai. 4. e oj’est o prazo passado: ay. Sa voz manselinha fremoso cantando Cantigas d’amigo. era possível fazer previsões e descobrir o que estava oculto comendo-se carne de abutre: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto no último verso do poema. Sedia la fremosa seu sirgo lavrando. vedes quem é e seed’en nembrada: eu. se verrá cedo! Ondas do mar levado. (in Berardinelli. — Avuytor comestes. Sua voz harmoniosa. ( ) Ondas do mar de Vigo. o meu amigo. vejo que sofreis De amor infeliz. I. eu vejo que andais Com penas de amor. (VUNESP-SP – adaptada) – Trata-se de uma cantiga de amigo ou de uma cantiga de amor? Justifique. SEDIA LA FREMOSA SEU SIRGO TORCENDO (Estevão Coelho) Sedia la fremosa seu sirgo torcendo. moyro d’amor! Non chegou. Organização Simões. que adevinhades. ( ) Hun tal home sei eu. madr’. Assinale A se se tratar de cantiga de amor e B. madre. ben talhada. senhora. senhora. dona. cá já moiro por vós — e ai! mia senhor branca e vermelha. pois que adivinhais. pp. se vistes meu amigo! e ai Deus. ( ) No mundo non me sei parelha.Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca As questões de 1 a 3 baseiam-se numa cantiga trovadoresca e sua paráfrase. mia dona! ESTAVA A FORMOSA SEU FIO TORCENDO (paráfrase de Cleonice Berardinelli) Estava a formosa seu fio torcendo.o 321 – Cancioneiro da Vaticana) 1. — Par Deus de Cruz.) 98 – . (VUNESP-SP – adaptada) – Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. que por vós ten a sa morte chegada. o meu amado. Cleonice. Par Deus de Cruz. moyro d’amor! IV. suave dizendo Cantigas de amigo. 3. — Por Jesus. Rio de Janeiro. ( ) Non chegou. considerando-se que a palavra abutre se grafava avuytor. se de cantiga de amigo. madre.

V. como amante frustrado. a dura rotina de pescadores. ca me tremi’assi o coraçon que non sei lh’o dixe ou se non. b) O elemento individualizante das cantigas de escárnio não é temático. nem está na condição de se omitir a identidade do ofendido. utilizando sistemas estróficos mais complexos e intelectualizados (cantigas de maestria). a soidão. I. conforme o assunto ou a situação que representam: albas. a avareza. Mais do que dixe estou a gran pavor. o trovador expressa seu drama passional. ( ) Possuem vocabulário mais escasso e arcaizante.( ) A relação masculino/feminino mimetiza a relação hierárquica da sociedade feudal: vassalo/suserano. barcarolas. malmariadas. bailias. em obediência às convenções literárias do fin amors provençal e às regras de convivência na corte. a corrupção e a própria arte de trovar. todalas aves do mundo d’amor dizian: leda m’and’eu! Levad’. ( ) Querer eu en maneira provençal fazer agora hun cantar d’amor e querer muyt’i loar mha senhor a que prez nen fremosura non fal. anterior ao domínio da escrita. III. 6. as lutas pela Reconquista. ( ) Levad’. da linguagem livre e da violência verbal dos antigos trovadores. padres e freiras libidinosos). adultério. d) As cantigas satíricas perfazem cerca de uma quarta parte da poesia contida nos cancioneiros galego-portugueses. e morrerey fremosa no alto mar! eu atendend’o meu amigo. antes de a repressão inquisitorial atirá-las à clandestinidade. ou de parte deles. que dormides as frias manhanas. que mais que todas las do mundo val. II. treides de grado a la igreja de Vig’u é o mar levado E miremos las ondas! 5. As protagonistas são moças simplórias ou marotas. evidenciando a submissão ao canto e ao acompanhamento musical. estética ou pessoal) eram componentes da vida literária no período trovadoresco. senhor. alcoviteiras e dissimuladas). Isso revela que a liberdade da linguagem e a ausência de preconceito ou censura (institucional. quando vos vejo dos olhos catar. e direi-vos al: non sei se me lh’o dixe bem. IX. as mulheres (soldadeiras. ( ) Originárias da tradição popular. ( ) Non ey barqueyro nen [ar son] remador. VII. e mais vos direiy en: tanto a fez Deos comprida de ben. ( ) Compreendem várias espécies. ( ) Refletem a vida cotidiana do medievo (as romarias. c) Os alvos prediletos das cantigas satíricas eram os comportamentos sexuais (homossexualidade. se mal. ( ) O apelo amoroso revestia-se de formalidades e convenções e de uma aura de espiritualidade. amigo. Assinale a afirmação falsa sobre as cantigas de escárnio e de maldizer. ( ) Têm uma feição mais analítica e discursiva e. a) A principal diferença entre as duas modalidades satíricas está na identificação ou não da pessoa atingida. A distinção está no recurso retórico do “equívoco”. serenas e pastorelas. amigo. eu atendend’o meu amigo! VIII. eu atendend’o meu amigo! Non ey [i] barqueyro nen [ar] sey remar. assy com’aquesto pass’e passey. ausentes na cantiga de maldizer. e con tal coita com’aqui levey e lev’eno infer’ey de morar por vós. ca non por outra sen. a soledade. IX. mia dona. os próprios poetas (trovadores e jograis eram frequentemente ridicularizados). a coita d’amor. e) Algumas composições satíricas do Cancioneiro Geral e algumas cenas dos autos gilvicentinos revelam a sobrevivência. fremosa dona etc. ca por vós perço Deus e sis’e sen. sensatas ou levianas. prescindem do recurso facilitador do refrão ou estribilho. ( ) Mia irmana fremosa. Não existiam na lírica provençal. Em tom plangente e lamuriento. submissas ou atrevidas. prostitutas. Os refrãos e o paralelismo são formas insistentes de repetição de versos. se o outro mundo passar. VIII.V. numa concepção mais “realista” da mulher. da ambiguidade e da ironia. Assinale A para o que se referir às cantigas de amor e B para o que for compatível com as cantigas de amigo. marinheiros e camponeses). X. ( ) Contêm a confissão amorosa de um homem. ( ) Senhor. e morrerey fremosa no mar mayor! eu atendend’o meu amigo. já bastante atenuada. algumas vezes. servo/ senhor. IV. ( ) Têm um caráter mais narrativo e descritivo e assumem sempre a feição de um diálogo. com a qual se disfarçava o impulso erótico situado na raiz das súplicas. todalas aves do mundo d’amor cantavan: leda m’and’eu! VI. A dama é sempre distinguida com os tratamentos respeitosos de mia senhor. que dormides as manhanas frias. o eu lírico é masculino. VI. nen bondade. treides comigo a la igreja de Vig’u é o mar salido E miremos las ondas! Mia irmana fremosa. VII. romarias. ( ) Ca nunca eu falei con mia senhor se non mui pouc’oj. oral. – 99 .

c) Mantém. A prostituição e a feitiçaria são as práticas pelas quais a personagem é condenada à barca dos danados. Condenado pela usura e ganância – pecados mortais intoleráveis –. representada pela cantiga de amigo. uma atitude preconceituosa do Diabo. o caráter popular e sentimental da poesia trovadoresca. b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”. VIII. personifica uma parcela da própria plateia que assistia à encenação dos autos e farsas de Gil Vicente. Representação da glorificação do ideal das Cruzadas e do cristianismo puro. sou posto em todo perigo. 100 – . versos redondilhos menores e maiores. pois nela já se encontram alguns dos componentes que caracterizarão a poesia do período posterior. de seus atributos e realizações. Onde terá segura a curta vida. aparentemente. II. partem tam tristes meus olhos por vós. ( ) O “serviço amoroso” impunha um rígido código de comportamento. porque deles é o reino do Céu”. c) Onde pode acolher-se um fraco humano. revelando a defesa da posição da Igreja medieval. Representa aqueles que se valem da autoridade dos cargos que exercem para enriquecerem de forma ilícita. designa a atitude de valorização do homem. X. IV. b) Comigo me desavim. meu bem. É a personificação da má-fé no exercício da profissão e prática de uma religiosidade apenas formal. especialmente a de origem ibérica. VII. pois a poesia se separa da música e o trovador cede lugar ao poeta. Assinale a alternativa que apresenta um fragmento de poesia que não poderia constar do Cancioneiro Geral. d) Senhora. Módulo 3 – Gil Vicente 1.X. contrária à especulação e à idolatria do dinheiro. 2. a) Em sentido amplo. Sua condenação recoloca em cena a crítica à burocracia corrupta. IX. a) Grande número de composições faz uso do que depois se chamou a “medida velha”. Sua absolvição decorre do princípio cristão de que “bemaventurados são os pobres de espírito. no plano temático. nem posso fugir de mim. Ainda sobre o Humanismo. e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará. Trata-se de um aspecto de difícil interpretação. V. e) Meu amor. em contradição com atitudes que os biógrafos atribuem ao autor. não posso viver comigo. VI. ou seja. e) É uma produção poética que pode ser considerada préclássica. para não comprometer a reputação (pretz) da dama e não incorrer no desagrado (sanha) da mulher. Módulo 2 – A Poesia Palaciana 1. tanto vos quero. também explorada nas passagens do Corregedor e do Procurador. III. b) Representa uma evolução formal em relação ao período trovadoresco. c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo. confirmando a máxima de que o hábito não faz o monge. destituída de sentido autenticamente cristão. Arrogante e presunçoso. d) Entre os poetas mais notáveis incluídos nessa grande antologia encontram-se Gil Vicente e Sá de Miranda. d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período específico da evolução da cultura ocidental. que deseja o coração mil cousas contra a razão. que tão meu imigo sou. identifique a alternativa falsa. Identifique a personagem do Auto da Barca do Inferno pelo que se diz a seu respeito nas seguintes afirmações: I. e de que só a transcendência liberta o homem de sua insignificância terrena. consubstanciado em regras como: revelar seus sentimentos com prudência e moderação (mesura). a) Entre mim mesmo e mim não sei (o) que s’alevantou. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? 3. Representa a condenação do falso moralismo religioso. Sua passagem revela. Assinale a alternativa inadequada a respeito da poesia palaciana. compilada no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém.

O pecado é representado por braceletes.. Que já há muito que te espero! As questões de 3 a 5 terão como base o texto abaixo transcrito: O Auto da Alma é a exemplificação mais acabada da concepção religiosa de Gil Vicente. 5 – Brial: vestido de seda ou brocado fino. Passeai-vos mui pomposa. tua simpleza te abaste para gozar dos prazeres... alma preciosa? Diabo — Assi passais esta vida em disparate? Vês i ora este brial 5. Esta vida é descanso doce e manso. Diabo — Oh! Descansai neste mundo. Oh.. não são embalde os deleites e fortunas. sapatos.. Levai também a cadeira que assim passou vosso pai. Adianta-se o Anjo. Uns chapins6 haveis mister de Valença: ei-los aqui. espelho... . é o tempo material.. A Alma é despertada por esses elementos do mundo material.... que todos fazem assi..... Identifique as personagens a que se referem as falas do Diabo ou do Anjo: I – Sois livres de todo o mal.. 4 – Se preza: se orgulha. Esperavas de viver. 3 – Afeites: atributos.. porque o Anjo a socorre.. – 101 . mas não consegue ser seduzida. 8 – Presuntuosos: com vaidade. e de lá para cá. metei o braço por aqui: ora esperai. Oh! Como vem tão real! Isto tal me parece bem a mi: ora andai. calaste dez mil enganos. santos sem nenhuma falha pois quem morre em tal batalha merece paz eternal! II – Quando éreis ouvidor NONNE ACCEPISTIS RAPINA? Pois nos apraz que à bolina sejais nosso viajor. vestido colorido e por um tempo cronológico. III – Tu passarás se quiseres porque em todos teus afazeres por malícia não erraste. Não cureis doutro paraíso quem vos põe em vosso siso outro remanso. pois o Diabo ensina a noção de dias da semana. Ponde os braços presuntuosos8... tudo vos mui bem esta Descansai! 1 – Al: outra coisa........ e fantasiai. Há a oposição entre o mundo imaterial e intemporal da Alma e o mundo material e temporal do Diabo.2. IV – Viveste a teu bel prazer pensando te defender só porque rezam por ti? Embarcai logo... Não são debalde os prazeres e comeres: tudo são puros afeites3 das criaturas.. Não são embalde os haveres. procurai por senhorios e haveres. daqui para ali.... para os homens se criaram. que isca esses papéis para um fogo que eu conheço. Anjo — Oh! Andai! Quem vos detém? Como vindes para a glória devagar! Ó meu Deus! Ó sumo bem! Já ninguém não se preza4 da vitória em salvar! Já cansais.. 6 – Chapins: sapatos de mulher. Agora estais vós formosa como a rosa. ... Agora estais vós mulher de parecer 7... que em al 1 me fundo2. eramá para ti.. V – Tu morreste excomungado... o povo com seu mister. deixai-me ir. e vem o Diabo e diz à Alma: Diabo — Gozai. Embarca. não no quiseste dizer. gozai dos bens da terra. embarcai que esta hora é a derradeira. 7 – De parecer: digna de admiração.. Alma — Não me detenhais aqui.... isso si. 2 – Me fundo: me firmo.. A Alma (que é uma entidade) é tentada pelo Diabo. me apoio.

. Identifique a que parte estrutural de Os Lusíadas pertencem os versos a seguir: a) Proposição b) Invocação c) Dedicatória d) Narração e) Epílogo I. que inabitada terra lhe parece. a Alma e o Diabo são caracteres. Tágides minhas. o forte capitão. II. adornada com manchas coloridas. dando ao mundo claridade. para aqui se deter não vê razão. Identifique no texto a ocorrência de: a) antítese(s) e paradoxo(s). o que abre a série de sonetos que compõem a lírica camoniana. Para que seus enganos não dissesse.. Que puderam tornar o fogo frio E dar descanso às almas condenadas. Que nunca poderá ver-se apartada. Viu apartar-se de uma outra vontade.. temendo Amor que aviso desse Minha escritura a algum juízo isento. Verdades puras são. b) hipérbole(s). (. Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões As questões 1 e 2 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. Por que nos versos 5 e 9 a palavra Amor está grafada com inicial maiúscula e no verso 13 está grafada com minúscula? Há diferença de sentido? Como se chama o procedimento empregado nos versos 5 e 9? 2. a) Faça a escansão dos dois primeiros versos. e não defeitos. 1 – Leda: festiva. a quem Fortuna sempre favorece.. Ela só viu as lágrimas em fio. desde a primeira edição das Rimas. que a tamanhas empresas se oferece. sublime Rei. que dá ou causa alegria. que não me atrevo a tanto. em verso humilde. 2 – Marchetada: colorida. e as terras viciosas de África e de Ásia andaram devastando.) ) E também as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a Fé. 3.. Ela ouviu as palavras magoadas. quando amena e marchetada2 Saía. E sabei que. ( 102 – . pois criado tendes em mim um novo engenho ardente se sempre. tomai as rédeas vós do Reino vosso: dareis matéria a nunca ouvido canto. celebrado foi de mim vosso rio alegremente (. Que duns e doutros olhos derivadas Se acrescentaram em grande e largo rio. b) Identifique o sistema de rimas. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 1. tipos ou alegorias? Justifique. Escureceu-me o engenho c’o tormento. ( ) E vós. que traz alegria a outros. segundo o amor tiverdes. Porém. o Império. O Anjo. IV. e a vós não posso. Tereis o entendimento de meus versos! 1. ) E. Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos A diversas vontades! Quando lerdes Num breve livro casos tão diversos. e aqueles que por obras valorosas se vão da lei da Morte libertando: cantando espalharei por toda a parte. Enquanto houver no mundo saudade Quero que seja sempre celebrada. de soberbo e de altivo coração. enquanto eu estes canto. é o primeiro. ENQUANTO QUIS FORTUNA QUE TIVESSE Enquanto quis Fortuna que tivesse Esperança de algum contentamento O gosto de um suave pensamento Me fez que seus efeitos escrevesse. 4. que.) ) Vasco da Gama. Que elementos do texto justificam a afirmação de que Gil Vicente manifesta uma visão medieval do mundo em transformação para o Renascimento? 5. Cheia toda de mágoa e de piedade. c) enjambement(s). 4. ( III. Explique o sentido do último verso. Que elementos do texto configuram a sua caracterização como um auto? Ela só. se a tanto me ajudar o engenho e arte. matizada.3. ( As questões 3 e 4 referem-se ao soneto abaixo: AQUELA TRISTE E LEDA MADRUGADA Aquela triste e leda1 madrugada. esplendorosa..

cos arcos de ouro. A quem para perdê-la não fez erro. que se atiça com uma aura popular. Virão fazer barões de fortes peitos. vencendo a Maura resistência. em alguns episódios. d) O Consílio dos Deuses. de Homero. VIII. ( ) Até aqui. A morte sabes dar com fogo e ferro. ( ) O poema contém 10 cantos. histórica e geográfica. nobre e divinal.. com clemência. de Virgílio. c) O Velho do Restelo. de Ariosto. E se. Leia as estrofes a seguir e responda ao que se pede. não mais. que já deixais sabido. ( ) VIII. que da Deusa sustentava Entre todos as partes em porfia. Nesta frescura tal desembarcavam Já das naus os segundos Argonautas. no mundo. Que te custava ter-me neste engano. que para o Pólo Antártico se estende. 3. Ó glória de mandar. assinale V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Como Eneias e Ulisses. a mais formosa do Oceano. nuvem. os Deuses em cadeiras de cristal. estâncias ou oitavas. Zurara e Rui de Pina) e a literatura dos viajantes. d) Nacionalismo e universalismo. aconteceu da mísera e mesquinha que depois de ser morta foi Rainha. que honra se chama! Módulo 6 – Os Lusíadas – II 1. ( ) VII. Assinale o par antitético que não se pode encontrar em Os Lusíadas. Ou fosse monte.) IV. e revela grande erudição literária. Portugueses. VII.102 estrofes. Relacione os fragmentos transcritos a seguir com os episódios que a eles corresponderem. Assi lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. I. 1. ( ) Ó Ninfa. ( ) Têm como modelos: a Eneida. VI. ( ) V. sonho ou nada? Mas Marte. Sabe também dar vida. por memória eterna. II. Alg˜ uas. ( ) X. concedido Vos é salverdes os futuros feitos Que. se fingiam Seguir os animais. a) Paganismo e cristianismo. em fonte pura As lágrimas choradas transformaram.( ) IX. que a Lira tenho destemperada e a voz enrouquecida. III. já que seu autor viveu muito depois dos fatos narrados no episódio central. sendo: a) Inês de Castro.. ( ) – 103 . predominantemente heroicos. as Deusas em riquíssimos estrados. ( ) O título no plural indicia o caráter coletivo do herói principal – o povo português. Onde pela floresta se deixavam Andar as belas Deusas. Nas ondas velas pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! 2. VI. mas de ver que venho cantar a gente surda e endurecida. Musa. que não seguiam. doces cítaras tocavam. E. c) Ideal imperialista e ideal de cruzada. a quem vossa ousadia tanto ofende! O caso triste e digno da memória. V. Vasco da Gama é o protagonista que concentra em si toda a ação épica. Aqui toda a Africana costa acabo neste meu nunca visto Promontório. Ou porque a gente forte o merecia Oh! Maldito o primeiro que. a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. IX. ( ) Confluem no poema um ideário nacional. Já que minha presença não te agrada. As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram. a Odisseia. ( ) A narrativa da viagem é cronologicamente linear. harpas e sonoras frautas. b) O Gigante Adamastor. ( ) Têm como fontes históricas os cronistas medievais (Fernão Lopes. ( ) É uma obra que traduz uma cultura exclusivamente livresca. ( ) Não mais. Alg˜ uas. e) Antropocentrismo e humanismo. como incautas. b) Imitação dos clássicos e invenção. Outras. ( ) Sobre Os Lusíadas. Já finalmente todos assentados na grande sala. Orlando Furioso.816 versos decassílabos. I. II. e não do canto. ( ) A narração principia com a partida das naus de Vasco da Gama da praia de Belém. ( ) III. a medida velha dos cancioneiros medievais. (. X. pelo mar. Ou porque o amor antigo o obrigava. IV. ( ) Sobrevive. 8. ó vã cobiça desta vaidade. que do sepulcro os homens desenterra. um ideal religioso e um ideal humanístico.V. e) A Ilha dos Amores.

c) O texto II marca-se pela temática religiosa. Se fizessem primeiro desejadas. com base na cultura greco-latina. Com referência ao Barroco. já que o tempo e a morte são mantidos. como afirmais na sacra história. (FATEC-SP) –Assinale a alternativa incorreta. que em ímpeto abrasas escondido. diante de estados humanos contraditórios: o amor expresso pelos sentidos e o amor místico. (. 104 – . em chamas derretido. o paradoxo. 2. conhecido também por seus textos satíricos. Quando fogo. exceto: a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne. o teocentrismo medieval e.) Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. predominantes na lírica barroca.. de cunho social. d) Os textos I e II pertencem à lírica de Gregório de Matos Guerra. (Camões. alma e corpo. em cristais aprisionado.. Brasília. Quando cristal. Rio de neve em fogo convertido: Tu. d) Apesar de as ninfas se mostrarem aos navegantes portugueses. em chamas derretido. o espírito de tensão. finalmente.Que. INL. moralmente. d) A arte barroca vincula-se à Contrarreforma. tendo em mira seu aprimoramento. como característica marcante. morte e vida. A linguagem ____________. 3. mantém-se a separação entre os homens e os deuses em obediência às normas da epopeia clássica.. Cobrai-a.) 2. a ovelha desgarrada. I Ardor em firme coração nascido. e) O texto I representa a característica barroca de valorização da simplicidade de expressão. sem referências à cultura greco-romana. de outro. Ardor em firme coração nascido. Rio de neve em fogo convertido: Tu. Senhor. os heróis não se tornam dotados de atributos divinos. e não queirais. a) Os textos I e II marcam duas atitudes. Quando fogo. pelo uso de figuras de linguagem. numa ilha encantada que Vênus preparou e povoou de ninfas à espera do encontro com os heróis. Incêndio em mares de água disfarçado. sendo um episódio referente ao regresso de Vasco da Gama a Portugal. vista dos [pelos] barões [varões] a presa incerta. uso de hipérboles e de metáforas. (UNIV. Observe os textos I e II. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas. Tu. os deuses (“belas Deusas”) e homens (“barões”) encontram-se.) II (. em cristais aprisionado. b) A “Ilha dos Amores”. que em um peito abrasas escondido. 508-9. sendo estas responsáveis por uma ideia puramente sensual do amor. 1972. Eu sou. CAXIAS DO SUL-RS) – Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo. o antropocentrismo renascentista. Perder na vossa ovelha a vossa glória. que em um rosto corres desatado. pastor divino. b) O texto I apresenta traços estilísticos baseados no modelo de Camões e vem marcado pela característica barroca do gosto pela antítese. Pranto por belos olhos derramado. e) O Barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura. Os Lusíadas. Pranto por belos olhos derramado. os heróis. Tu. conflito entre tendências opostas: de um lado. (UFPA – adaptada) – Sobre a estrofe do episódio da “Ilha dos Amores”. Incêndio em mares de água disfarçado. Módulo 7 – Barroco 1. a) simples a antítese parnasiana b) rebuscada a antítese barroca c) objetiva a metáfora simbolista d) subjetiva o verso livre romântica e) detalhada o subjetivismo simbolista Os exercícios propostos de 4 a 6 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. Quando cristal. b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser.. c) O Barroco apresenta. é correto afirmar: a) Terminada a ação histórica. todas as alternativas são corretas. ____________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ______________ . presente no Barroco como expressão do sentimento de inquietação do homem. pp. c) Embora encontrem as deusas e a elas se unam. que em um rosto corres desatado. Nuas lavar se deixam na água pura. Posta [= deposta] a artificiosa fermosura. insere-se num plano puramente histórico. e) As estrofes fazem parte da descrição dos amores dos navegantes com as Ninfas. o que rebaixa. Alg˜ uas.

os senhores banqueteando. pelo acúmulo de figuras (metáforas.Se és fogo. ( ) Afastou-se totalmente do cultismo ou gongorismo. d) lamentar o fato de os sermões serem dirigidos dos púlpitos. quiasmos. em torno do eixo quente x frio. anáforas etc. os senhores em pé. I. As metáforas que você identificou estão organizadas em um sistema de oposições.). ( ) Representa o abrasileiramento do estilo barroco pela incorporação de tupinismos. os escravos perecendo à fome. ( ) ) ) ) ) Contra os maus-tratos aos escravos negros. dos argumentos. c) Sermão de Santo Antônio aos Peixes. como imagens vilíssimas da servidão e espetáculo de extrema miséria. porque são práticas inconciliáveis. os escravos despidos e nus. Sermão XIV do Rosário) 6. 2. c) Do ponto de vista sintático. qual o recurso predominante? 3. sinestesias. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. b) Sermão da Sexagésima. Identifique as antíteses que expressam essa oposição. um estilo tão dificultoso. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás. a manipulação verbal. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) sobre o Antônio Vieira e sua obra. hipérboles. 5. da “palavra de Deus” sobre o malabarismo verbal e sobre o preciosismo estéril.( V. termos africanos e do falar coloquial à sua obra. ( ) Defendeu o conceptismo. os escravos muitos. do Padre Antônio Vieira: Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos um estilo tão empeçado. Contra os exageros do estilo barroco. Texto para a questão 2. 5. volta-se mais para o conteúdo das palavras. Permitiu parecesse a chama fria. segundo o exemplo de Cristo. II. um estilo tão afetado. hipérbatos. Contra os perigos do protestantismo. O objetivo do autor é a) destacar que a naturalidade – propriedade da natureza – pode tornar mais claro o estilo das pregações religiosas. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania. Como quis que aqui fosse a neve ardente. tema esse desenvolvido por meio de uma sucessão de imagens baseadas em sensações térmicas. b) O conceptismo é a vertente barroca voltada para o jogo de ideias. I. 6. não era afetado nem dificultoso. excluindo da audiência as pessoas que ficavam fora da igreja. Contra a escravidão dos índios. os escravos carregados de ferro. a argumentação sutil que visa a convencer pelos recursos da lógica. Contra a ambição dos colonos maranhenses. ( II. b) salientar que o estilo usado na igreja. (Gregório de Matos) 4. como passas brandamente? Se és neve. os senhores tratando-os como brutos. Leia o trecho de um sermão.( IV. e) Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda. como queimas com porfia? Mas ai. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira 1. a) Do ponto de vista semântico. d) A linguagem conceptista é menos rebuscada que a gongórica. ao preciosismo. d) Sermão XIV do Rosário. qual a figura de linguagem predominante no fragmento? b) Aponte exemplos de hipérbole no texto em questão. antíteses. O amor é o tema do soneto. com especial utilização de metáforas. Relacione: a) Sermão da Primeira Dominga da Quaresma. e) mostrar que. os senhores nadando em ouro e prata. (Antônio Vieira. como estátuas de soberba e tirania. e) Cultismo e conceptismo são polos opostos do Barroco e tendem a ser mutuamente excludentes. O poema é predominantemente cultista ou conceptista? Justifique. ou gongorismo. atitude que radicalizou a partir do Sermão da Sexagésima. pregar e semear afetam o estilo. – 105 . ( III. a ornamentação estilística. os senhores rompendo galas. c) argumentar que a lição de Cristo é desnecessária para os objetivos da pregação religiosa. III. porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte. Os senhores poucos. um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a natureza? O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Identifique as metáforas do texto. a) O cultismo. o primado da ideia. para a essência de sua significação. é a vertente barroca voltada para as imagens. Compara Cristo o pregar e o semear. apontando para o açoite. naquela época. c) A linguagem cultista tende ao rebuscamento. Assinale a alternativa incorreta. De quantas e de quais partes se compõem os sermões de Antônio Vieira? 4.

se segue a noite escura.. A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. ( ) A necessidade de se fazer entender pelas plateias dos mais diferentes níveis socioculturais levou o pregador a transigir quanto à pureza do idioma. Te põe à vista a terra.. Se busca a salvação. se acaba o Sol. que o vento berra. exaltando o gozo do momento. homem. e) visuais. e não dura mais que um dia. e imprime em toda a flor sua pisada. pois. na alegria. de que quis formar-te. Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. Se assopra a vaidade e incha o pano. porque fala de flores. de Quintiliano e de Cícero. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. foi apoiado no Brasil pelos colonos. em sombra.” 3. ( ) Escreveu sermões. a) b) c) d) Fazer a correspondência entre as colunas: epíteto ( ) “Em contínuas tristezas a alegria” anáfora ( ) “E na alegria sinta-se tristeza” antítese ( ) “Noite escura” zeugma ( ) “Como a beleza. em nada. 106 – . em terra. VIII. que o tempo trata a toda a ligeireza. VI. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. e em terra hás de tornar-te. sinta-se tristeza. (UFV-MG) – Os tercetos acima ilustram a) o caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do século XVI. o afastamento das questões mundanas. depois da Luz. (Gregório de Matos) 1. a) b) c) d) e) A ideia central do texto é a duração efêmera de todas as realidades do mundo. Todo o lenho mortal. a alegria. tome hoje terra. na formosura não se dê constância e. a falsidade das aparências. a respeito da fugacidade da vida. cartas e obras proféticas 2. Lembra-te Deus que és pó para humilhar-te. Que a terra de hoje é porto soberano. onde peleja. (PUC-SP) NO DIA DE QUARTA-FEIRA DE CINZAS Que és terra. terra. a duração prolongada do sofrimento. b) o jogo metafórico próprio do Barroco. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. amaina e ferra. No texto predominam as imagens a) olfativas. sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza. em que se veja A vil matéria. ( ) Perseguido pela Inquisição em Portugal. V. onde salvar-te. VII. e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que espiritual. ( ) É barroco pela linguagem e pelo temperamento. goza da flor da mocidade. em cinza. 5. em pó. em tristes sombras morre a formosura./Como o gosto. Na proa a terra tens. d) táteis. IX. c) o estilo pedagógico da poesia neoclássica. baixel humano. Goza. d) as características de um texto romântico. alerta. concentrou-se nos temas místicos: a devoção mariana. De pó te faz espelho. em contínuas tristezas. essa beleza. b) gustativas. própria da visão de mundo nostálgica cultista. Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. Texto para o teste 4. Alerta. sombras. mas é clássico pela lógica rigorosa com que articula seu discurso e pela obediência aos princípios da retórica de Aristóteles. a grandeza de Deus e a pequenez humana. (Gregório de Matos) Módulo 9 – Gregório de Matos Releia a seguir o poema “A Instabilidade das Coisas do Mundo” e responda aos testes de 1 a 3. c) auditivas. Porém.. por que nascia? Se é tão formosa a luz. ( ) Como jesuíta. ( ) Equilibra o gosto pelas imagens literárias ousadas e surpreendentes e pela citação erudita dos clássicos e dos grandes teólogos da Igreja com um agudo senso de observação da realidade. ( ) Foi a maior figura da poesia barroca sacra e conceptista. ratificando as reflexões do poeta sobre as mulheres maduras. os contrastes da vida. graças à sua atuação a favor da libertação dos escravos índios. (Gregório de Matos) 4. X. do cotidiano.. utilizando uma linguagem permeável ao linguajar do povo.IV. a elevação espiritual.

E julgam ter brasões mais soberanos Uns. expoente da literatura brasileira. pacato e equilibrado. procura expressar o mundo subjetivo do poeta. o autor sugere a altercação das togas e das armas no poder. Obras Completas) (UnB-DF) – Julgue os itens a seguir. províncias. mundos e gentes. Comparando-os. terão a sorte de consumir os dous a mesma terra. era. o tema predominante. (3) Com referência ao uso da vírgula entre termos coordenados. II Depois que nos ferir a mão da morte. que Palas togada. constatam-se mudanças. (4) Chama-se sinédoque a figura de linguagem que está na base da relação entre “pena” e “Letrados”. portanto. a linguagem conotativa. ou seja neste monte. (1) O texto trata da disputa entre intelectuais e militares pela permanência no governo. – o homem. prefere a ordem indireta. diferenciada do sentimentalismo barroco. Discorrem em matéria tão travada Altos entendimentos mais que humanos. (0) Gregório de Matos. nesta vida. Identifique. com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente. fugere urbem – opção pelo rústico em contraposição ao civilizado. 3. 2. Que significados ela assume no poema? b) na segunda estrofe. a antítese.. o que se confirma por meio do emprego metafórico de “brasões”. 3 e 4 c) 0 e 1 d) 0. outono. se não governo Reinos. O texto I é barroco. Púrpuras mil. com as normas atualmente em vigor. Leia o poema abaixo: É questão muito antiga e altercada Entre os Letrados e os Milicianos. c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca. outros. o II é arcádico. C) Aurea mediocritas (“áurea mediania”) – exaltação do honrado. pedante. Rosa. a hipérbole. promove um retorno às “virtudes clássicas” da clareza. Marília. (2) Devido à insistente busca de acordo entre as partes envolvidas no conflito. Assinale a alternativa que apresenta os itens corretos. Espalha o sangue humano E despovoa a terra Também o mal tirano. calma e chuvas inclementes Passo o verão. que da manhã lisonjeada. fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal. (Tomás Antônio Gonzaga) Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa 1. (MEDICINA SANTA CASA-SP) I É a vaidade. afetada. é artificial. Assim sendo. Sem se haver decidido em muitos anos. a) atente para o aproveitamento semântico que o poeta faz da palavra terra. pastoralismo. diferentemente do Barroco. E) Inutilia truncat (“corta o inútil”). com ambição dourada. e entre “espada” e “Milicianos”.) (Gregório de Matos. da simplicidade e da harmonia. a) 0. estio. Como o maior Augusto. arrasta presumida. b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior. D) Locus amoenus – a natureza aprazível. não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra. 3 e 4 e) 1 e 2 nossos corpos terão. diante da fugacidade da vida. tanto temática quanto formalmente. mantém as ousadias expressionais do Barroco.Este poema de Gregório de Matos evidencia bem o Barroco literário. humilde. 1 e 2 b) 2. Qual é de mais nobreza: a pena ou a espada. inverno. co’as enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eternos. Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça. e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco. – 107 . (Cláudio Manuel da Costa) ( ) O ser herói.. temido e odiado por suas sátiras ferinas e espirituosas: os versos transcritos apresentam vestígios de sua mordacidade. nações. tal como no latim literário. é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão a) impessoal e. identifique os termos que metaforizam: – a vida. Se em frio. ou noutra serra. (. ( ) Se sou pobre pastor. que armada. comparando a pontuação desse texto. E tanto pode ser herói o pobre. Consiste o ser herói em viver justo. Airosa rompe. B) Carpe diem (“aproveita o dia”) – desejo de fruição dos prazeres. escrito no século XVII. 6. Fábio. delicada. em que vivo. d) em que predominam. na época do Barroco. em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta. a) b) c) d) e) Quanto à linguagem árcade. sendo: A) Bucolismo. nos textos que seguem.

mestra História. (. aproveite-se o tempo. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças. b) o texto II é uma derivação imitativa do texto I. enfim. é variedade: Oh ventura do rico! Oh bem do pobre! (Cláudio Manuel da Costa) 5. Ou dos cercos dos rios caudalosos. Se nela está minha alma transformada. Mas ao passo que a busco. Gostoso tornarei a ler de novo O cansado processo. e pode. dois lugares.) (Camões) Texto II Faz a imaginação de um bem-amado. Que mais deseja o corpo alcançar? Em si somente pode descansar? Pois consigo tal alma está liada. Dê duas características opositivas desses lugares. e) os fragmentos I e II são as quadras (ou quartetos) iniciais de dois sonetos. E os cantos da Poesia. 25 Módulo 11 – Autores Árcades Texto para os exercícios de 1 a 3. bem que distante. Verás em cima da espaçosa mesa Altos volumes de enredados feitos. já vêm frias. 15 Nem espremer entre as dentadas rodas Da doce cana o sumo. 20 E decidir os pleitos. você não diria que a) o tema central é. Pois em mim tenho a parte desejada. Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata. Tu não verás. o que evidencia a falta de recursos do poeta brasileiro. Enquanto revolver os meus consultos. (. e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado! Ali respira amor.) (Cláudio Manuel da Costa) Sobre eles. 108 – . Ou desconhece o rosto da violência. Tu me farás gostosa companhia. em ambos. Ali não há fortuna. Não tenho logo mais que desejar.. Servir de adubo à terra a fértil cinza. Compare atentamente os textos I e II. Ver-me-ás folhear os grandes livros. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde.. Texto I Transforma-se o amador na cousa amada. c) Cláudio Manuel da Costa plagiou Camões. por meio de antíteses. Lendo os fatos da sábia. Um só trata a mentira. e ao semblante a graça! (Tomás Antônio Gonzaga) 4. Lerás em alta voz. Ah! não. Lançar os grãos nas covas. que soçobre. civil correspondência. o da inocência! E que mal é no trato. cem cativos Tirarem o cascalho e a rica terra. outro a verdade. vendo que lhe dás o justo apreço. neste instante Me vejo no meu mal desenganado. Ou do retiro a paz não tem provado.( ) Que havemos de esperar. Não verás derrubar os virgens matos. Ou da minada serra.. Marília. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor. 5 Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia. a concepção platônica do amor. d) a imitação e a recriação eram procedimentos corriqueiros entre os clássicos. (FAAP-SP) – O poema acima relaciona.. Eu. minha Marília. Aqui sempre a traição seu rosto encobre. Texto para a questão 5. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. Não verás enrolar negros pacotes Das secas folhas do cheiroso fumo. mudar-se a nossa estrela. Nesta doce ilusão arrebatado Anarda cuido ver. No fundo da bateia. Aqui quanto se observa. sinceridade. E já brilharem os granetes de ouro. Que nele se transforme o peito amante. 10 Queimar as capoeiras inda novas. Por virtude do muito imaginar. a imagem bela.

) 2. Como a ruiva cadela Suporta que lhe morda o filho o corpo. alegre... Minha bela Marília.. e testa. Jogar outros a luta... Quando o tem nos seus braços. s/d. (UFV-MG) – Todas as alternativas apresentam uma característica temática do Arcadismo utilizada por Gonzaga nos versos acima.. Minha bela Marília. nos sentemos À sombra deste cedro levantado... Marília bela... b) A poesia da Arcádia transforma o campo num bem perdido. Há tentativa de autovalorização? Justifique. 30 Marília. e) O árcade adota uma personalidade fictícia.. Marília de Dirceu. Enquanto pasta. – 109 ..... doçura! (Tomás Antônio Gonzaga.. pp. e na boca Do inocente filhinho! Quando. d) O emprego de uma linguagem poética cheia de simplicidade faz parte da retórica neoclássica. Não vês ninfa cantar. com sensualismo e subjetivismo exagerados. (Cláudio Manuel da Costa... Um pouco meditemos Na regular beleza.. que de peso serve.. .... Que de seus raios o planeta louro.... Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. Texto para a questão 4. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. p. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias.. outros correrem Nos cordeiros montados! Que estado de ventura! Que até naquilo. s/d. Que gosto não terá a esposa amante. In: Péricles Ramos (org. o manso gado.. Rio de Janeiro. Que tens quem leve à mais remota idade A tua formosura.. Ediouro.. E o lambe.. (Tomás Antônio Gonzaga) 4. ó cara. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza... não lhe invejes a ventura. Marília. quando Disser consigo: “É esta De teu querido pai a mesma barba... 29. Quanto em chamas fecunda.” Que gosto não terá a mãe que toca. um estado pastoril.. Enriquecendo o influxo em tuas veias. exceto: a) O poeta busca motivos bucólicos. Leia atentamente os poemas que se seguem antes de responder à questão 5.. Quais? É possível determinar pelo texto a profissão de Dirceu? 3. Rio de Janeiro. Quando der ao filhinho o peito brando... Em meus versos teu nome celebrado. E salte em cima dela..Se encontrares louvada uma beleza. Texto A SONETO II Leia a posteridade.. Fresco assento de um álamo copado. c’o dedinho Nas faces graciosas.. O autor contrapõe atividades profissionais distintas.... pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. A mesma boca. ó pátrio Rio.. brota em ouro. 40-1. o manso gado.. enquanto chupa a lisa teta.... Atende como aquela vaca preta O novilhinho seu dos mais separa. Um pouco meditemos Na regular beleza.. Por meio do poema já se nota algum “abrasileiramento” na poesia de Gonzaga? Justifique... Ediouro. Poemas Escolhidos. alegre. ao verem Com as mães um dos filhos abraçados. Atende mais..) Texto B LIRA XIX Enquanto pasta..... nos sentemos À sombra deste cedro levantado.). O tenro infante já com risos mudos Começa a conhecê-la! Que prazer não terão os pais. (Tomás Antônio Gonzaga) 1. c) A vida em contato com a natureza é revalorizada.. Inspira amor. E refletir então no seu semblante! Quando.

5. pp. Pálida a cor. (Basílio da Gama. III. e apresse no fugir a morte. ESTROFE XLII) Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo Texto referente à questão 1. Caramuru. b) Como o poeta argumenta contra a recusa da amada e em defesa de seu convite amoroso? Mencione três metáforas utilizadas nesse argumento. e lhe lambe o seio. O Uraguai. IV. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. c) Por que se trata de um soneto? A questão de número 2 toma por base os seguintes textos: O URAGUAI (CANTO IV) (fragmento) Este lugar delicioso. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah! Diogo cruel!” disse com mágoa. Lá reclinada. No texto A. sorveu-se n’água. Verás murchar no rosto as faces belas. a seguir. VI. 1941. Edições Cultura. E. que tudo desbarata. e lhe passeia. entretanto. como que dormia. pasma e treme. Fogem de a ver assim sobressaltados. “As porções de riquíssimo tesouro”. II.) CARAMURU (CANTO VI. sem mais vista ser. Arrependida de ter sido ingrata: Com o tempo. A existência de interlocutor nos dois poemas é um dos traços marcantes da poesia árcade. e nas mimosas flores. 78-9. a) aponte. Cansada de viver. que irado freme. por causa delas. O poema de Tomás Antônio Gonzaga expressa uma visão e um sentimento do mundo conflitivos. Esta ligação é uma constante na poesia de Cláudio Manuel da Costa. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. Na branda relva. Tinha a face na mão. 110 – . da Academia Brasileira. (VUNESP – adaptada) – A epopeia Os Lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. apesar da simplicidade de sua linguagem. Releia atentamente os textos apresentados e. me não maltrata Saber que usas comigo de cautelas. Public. Com mão já sem vigor. São Paulo. essas convenções não estão presentes. de que o “pátrio Rio” não caia no “esquecimento vil”. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindoia. soltando o leme. A preocupação do eu lírico no texto A. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. Teus olhos deixarão de ser estrelas. Por que me negas hoje esta ventura? Guarda para seu tempo os desenganos. Já. que espalhava Melancólica sombra. (Basílio da Gama) 1. E nem se atrevem a chamá-la. do ponto de vista da versificação. A convenção literária do poeta pastor e do retorno à natureza é um dos elementos marcantes da poesia árcade. não sendo exceções O Uraguai e Caramuru. Marfiza cruel. referem-se à exploração das terras de Minas Gerais pelos grandes proprietários plantadores de cana-de-açúcar no século XVIII. e irrite o monstro. Pois se sabes que a tua formosura Por força há de sofrer da idade os danos. o aspecto moribundo.) 2. V. enquanto dura. 1945. e braços. evidencia a ligação afetiva do poeta com os elementos locais. Rio de Janeiro. Entre as salsas escumas desce ao fundo: Mas na onda do mar. Os deslocamentos sintáticos no soneto de Cláudio Manuel da Costa apontam para uma permanência de elementos barrocos em sua poesia. pode-se concluir que: I. e temem Que desperte assustada. E param cheios de temor ao longe. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os Lusíadas. (Frei José de Santa Rita Durão. muito provavelmente. Já que dura tão pouco a flor dos anos. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. Esta caracteriza-se por uma linguagem poética que busca uma comunicabilidade e sociabilidade. Que inda te espero ver. a) Por que se pode dizer que este poema desenvolve o tema do carpe diem? Perde o lume dos olhos. 149. p. E as tranças d’ouro converter-se em prata. e cinge. (UFG-GO) – A partir da leitura dos versos de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. Gozemo-nos agora. e triste. Pescoço. E fuja.

Aríon: célebre poeta grego. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. os Amores Incitam nossos ósculos ardentes. (Bocage) Vocabulário: Cadente: harmonioso. a obra é um monólogo – só Gonzaga fala. Orfeu: deus da música. dos ventos. se eu te não vira. c) Apenas I e II. I. é o trecho mais conhecido da obra O Uraguai. O soneto de Bocage que transcrevemos a seguir satiriza o violeiro. fez sucesso na Metrópole com suas modinhas e lundus. vagueante. sussurrando. é motivado por dois propósitos indisfarçáveis: exaltação da política pombalina e antijesuitismo radical. Amores: personificação pagã do amor e da sensualidade. 2. b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia. gira. Vago: errante. brasileiro e mulato. Com faro de chulice americana. Já de sobejo tens fartado a gana No seio da formosa Pátria minha. constantemente cai em contradição quanto à sua postura de pastor e sua realidade de burguês. musicalmente concertado. Quando acompanhas de infernais caretas Insípido lundum ou vil fandango. beijando-se. como seu conterrâneo Caldas Barbosa. desde a sua fundação. deuses e entidades pagãs. cultivou a poesia bucólica. da poesia. a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia greco-romana. orangotango. Ora nas folhas a abelhinha para. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão. 1. poema épico clássico que antecipa em várias direções o Romantismo. Ósculo: beijo. Olha. de Santa Rita Durão. II. misto de missionário e colono português. Ora nos ares. Mais tristeza que a noite me causara. Assinale-a. Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. instrumento popular de quatro cordas simples. Marília é quase sempre um vocativo.3. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. a ordem lógica na escrita. Crespo Aríon. Marília. As vagas borboletas de mil cores. Não posso tal sofrer: eu ardo. que. do canto e. d) Apenas I e III. Transcreva os versos ou expressões que evidenciem a índole racista da sátira de Bocage. Fandango: dança rural portuguesa de raízes espanholas. Texto para as questões de 3 a 6. 4. embora tenha a estrutura de um diálogo. c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca. de Basílio da Gama. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali. e) A morte de Moema. Transcreva os versos ou expressões que traduzam aversão às colônias. que pode ser lírico-amorosa. (ITA) – Dadas as afirmações: O Uraguai. composição popular. modinheiro e improvisador Joaquim Manuel. Com uns eu esbravejo. d) O poema épico Caramuru. eu zango. índia que se deixa picar por uma serpente. as flautas dos pastores Que bem que soam. Módulo 13 – Bocage Texto para as questões 1 e 2. Em Marília de Dirceu. com outros mango Que ópio dás ao machete. na qual menciona a natureza como refúgio. Tu glória das carrancas semipretas! aí – 111 . Naquele arbusto o rouxinol suspira. III. no qual se exaltam os bandeirantes e se narra a história da atual Ouro Preto. melódico. de origem africana. levado a efeito por Diogo Álvares Correia. Para o cálido Sul cortando a linha. b) Apenas II. de grande difusão no Brasil do século XVIII e início do XIX. raciocina. Zéfiros: personificação clássica das brisas. Orfeu de carapinha. Vai cevar-te no coco e na banana. Vivem por i alguns de várias tretas. (Bocage) Vocabulário: Machete: espécie de cavaquinho. Que no auge do assombro te intrometas. preferindo a clareza. como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo. (ITA-SP) – Uma das afirmações abaixo é incorreta. e) Todas. tem como assunto o descobrimento da Bahia. pastoril. O autor do poema épico Vila Rica. por extensão. Lundum: ou lundu. Ei-las de planta em planta as inocentes. épica e satírica. especialmente ao Brasil.

pela descrição de ambientes exóticos. V. / Uma etérea visão vem assentar-se / Junto ao meu leito aflito! / Anjo ou mulher? não sei. o coração. a seleção vocabular. b) A forma fixa do soneto. os verbos no pretérito mais-que-perfeito (vira e causara) correspondem. porque és bela. a identificação da Natureza com o estado emocional do eu poemático revela uma aproximação com o tratamento expressivo que os românticos davam à Natureza. — és deles. em meia vida.3. no penúltimo verso. a) No segundo terceto. / Que embalde procurei. / A ledice e a dor. com outras repetições. Fujamos longe das vilas. b) revela a influência que Gonzaga exerceu sobre Bocage. sentidos. / Entre os céus e a terra êxtase doce. bem longe. ( ) O Romantismo reflete o conflito entre o mundo interior (sonho) e o exterior (realidade). Anteposição da fé à razão.) meus olhos vagos / De a ver não se cansavam. d) I e IV..) me causaria”). Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 1. 112 – . com valorização da mística e da intuição. no português contemporâneo. d) é um pseudônimo de Maria Joaquina Doroteia de Seixas. olhos. ao imperfeito do subjuntivo (“se eu te não visse”) e ao futuro do pretérito. / Posto no coração. a figura feminina invocada no primeiro verso. / Folgam de te avistar. –– Culto da morte como alívio para os sofrimentos. correspondendo à ideologia da classe que assume a condição dominante — a burguesia. / Entre dor e prazer celeste arroubo. / Eu a crera mulher. I. (FAC. c) A palavra tudo. / No prado. lábios d’homens / Não puderam dizer como eu a amava! –– Exacerbação emocional.. revelam o gosto pela simetria e pela construção paralelística. Poesia descritiva de representação dos fenômenos da Natureza. utilizada por vários poetas setecentistas. e mar! –– Natureza participante. Atenção do escritor aos detalhes para retratar fielmente o que descreve. com a transcrição de palavras ou expressões extraídas do texto. não tinha cores / Formosas como as dela. c) II e III. / Fujamos longe.) // (. b) I e II..) // (. d) As repetições nos versos 1 e 3 (“Olha”) e 10 e 11 (“Ora”) configuram anáforas e. e) Nos versos de 1 a 12. a construção gramatical e as alusões mitológicas revelam a tendência classicizante. Leia os itens a seguir e assinale a alternativa correta. na planta. Examine os textos dos itens de I a X e assinale V (se forem verdadeiros) ou F (se forem falsos). a) é a mesma mulher a quem o brasileiro Tomás Antônio Gonzaga consagrou nas Liras de Marília de Dirceu . / Homem que tem prazer folga de ver-te! / Contigo simpatizam. esclarecendo / As trevas do meu sono. IV. / Quebrado pela dor. RUI BARBOSA-SP – adaptada) – Assinale as proposições em que há equivalência entre o fragmento transcrito e o traço romântico indicado em negrito. I. expressão do mundo interior.. 5. IV. / Deste viver cortesão! –– Visão subjetiva. Já farto de viver. I. Gosto pelo pitoresco. Daí o liberalismo e individualismo. Só tu. Assinale a afirmação falsa sobre o soneto em questão. brasileira que distribuiu seus encantos entre os árcades de Vila Rica e de Lisboa. envolvida de sobrenatural. 2. // O amor que eu tanto amava do imo peito. / Homem que sente dor folga contigo. –– Evasionismo no sonho. / Que nunca pude achar. para a visão e valorização da Natureza. e) é uma figura convencional de pastora. (. 3. a todos prendes! / A mente. o pranto e o riso. II. –– Ah! se não fosse / Um qual véu transparente. Amei! e o meu amor foi vida insana! / Um ardente anelar.. cautério vivo. Detalhismo. À noite quando durmo. / Não tinha uma harmonia a natureza / Comparada a sua voz. — são teus. Características gerais do Romantismo acham-se expressas nas proposições: a) II e IV. feliz só tu. / Como que a alma pura ali se pinta / Ao través do semblante. Aponte os elementos árcades. III. a métrica decassilábica. II. / Do vegetar entre as vagas / Destas cortes enganosas.. uns após outros. III.. a disposição das rimas. a remordê-lo. c) revela a influência que Bocage exerceu sobre Gonzaga. V. / Qu’és mãe de merencórios pensamentos. na flor.. / Sem paz e sem amor.. II. / Meus anos hei passado. resume globalmente tudo o que fora descrito e vai contrapor-se à ideia e ao sentimento final do soneto: a importância exclusiva.. ( ) O Romantismo reflete a ideologia da Revolução Francesa. e) II e V. Por isso o romântico é levado ao escapismo (fuga) ou à rebeldia. bem como o sentimento de insatisfação e inadaptação. e terra. Marília. / Das cidades populosas. 6. da presença da mulher amada. Há aproximações pré-românticas? Aponte o verso que destoa da natureza festiva e deleitosa predominante no soneto. antigo condicional (“mais tristeza (. Prevalência da realidade exterior sobre a interior. 4.

IV. Importante figura na cultura portuguesa do século XIX. Módulo 16 – Camilo Castelo Branco As questões de números 1 a 3 referem-se ao seguinte fragmento de Memórias do Cárcere. O senhor Manuel Caetano. – 113 . com tendência ao coloquial. transformando-se quase numa religião (panteísmo). daí a predominância da função emotiva da linguagem. (MACKENZIE-SP) – A palavra mo. tendo sido protagonista da Questão Coimbrã.. ( ) A valorização da lua. e estugou o passo. ( ) O sentimento da Natureza traduziu-se de maneira exaltada. ( ) O Romantismo reagiu contra a tirania gramatical. b) “em mim” – “esta chama”. “fúnebre clarão”. IX. e) “em mim” – “vida”. ( ) O sol. apanharam-nos. assinale a alternativa correta. defendendo uma língua liberta. Passaram à porta do capitalista no momento em que o senhor Lobo escorregava nas escadas íngremes e oleosas de sua casa. Está relacionado tanto ao início do Romantismo quanto do movimento realista em Portugal. VI. e desprendidos de cobiça. VIII. da noite e suas variantes semânticas representa. o Presbítero descreve os costumes. c) Em Lendas e Narrativas. foi poeta romântico e grande tradutor. e a poesia social ou condoreira.. rica. Trata-se de: a) Alexandre Herculano. a) O retorno à Idade Média é constante. O poeta faz da Natureza seu refúgio e sua confidente. auxiliados pela guarda do Banco. mas temeroso de ser chamado como testemunha. tempo em que se passam as histórias de suas obras Monasticon e Eurico. d) Destacou-se por sua produção poética. VII. d) Antônio Feliciano de Castilho. “pálpebra demente”. 4. obra inspirada na prosa medieval.III. a paisagem e os valores portugueses do século XIX. c) “este inferno de amar” – “esta chama”. Este inferno de amar — como eu amo! — Quem mo pôs n’alma. de Camilo Castelo Branco. b) O celibato clerical. a propósito de uma tentativa de roubo ao senhor Lobo da Reboleira. e) Eurico. fugindo à realidade. acaba-se perdendo nos aspectos mórbidos e depressivos da existência. destacou-se com a obra Frei Luís de Sousa. revalorizando o período barroco. “deserto lodaçal” e “matéria impura” é próprio da situação adolescente que. examinado sob a óptica romântica. escapismo. marcado por morbidez. V. no segundo verso da estrofe. fugiu também. mansos e quietos. dentro do Romantismo. a luz do dia e suas variantes semânticas aprazem ao romântico por representarem a realidade em que ele se encontra. Que é a vida — e que a vida destrói — Como é que se veio a atear. pelo espírito libertário e progressista. caracterizada pelo tom inflamado. que inclui poesia. quando tal ouviu. tédio. menos amedrontado das suspeitas. e) Em Viagens na Minha Terra retrata seus amores com a Vincondessa da Luz. O senhor Almeida. correram atrás deles e. ( ) A visão romântica do mundo é centrada no sujeito. de Almeida Garrett. Assinale a alternativa correta sobre Almeida Garrett. quem foi? Esta chama que alenta e consome. o Presbítero. e) Antero de Quental. no “eu” do escritor. a) Sua obra crítica apresenta traços cultistas. declamatório. o egocentrismo. ( ) O emprego de expressões como “pálidas crenças”. romance e teatro. Sobre Alexandre Herculano. 2. é seu tema preferido. 5. une ficção e história. receou que o tomassem por um dos salteadores. Vinham aqueles inofensivos cidadãos pelo seu caminho. gritando que andavam ratoneiros lá dentro. Os vizinhos do senhor Lobo. c) Camilo Castelo Branco. b) Almeida Garrett. ( ) Podem-se identificar três atitudes fundamentais no Romantismo: o nacionalismo. Que elementos do texto permitem associá-lo ao Romantismo? 3. b) No teatro. d) “em mim” – “n’alma”. A maior injustiça que eu ainda vi desenfreada e às soltas na face da terra foi a que prendeu os senhores Almeida e Manuel Caetano. a valorização do sonho. c) É autor de obra ampla e variada. vendo fugirem dois homens e ouvindo os gritos da criada do milionário. refere-se a a) “em mim” – “este inferno de amar”. d) O autor é tipicamente romântico. não havendo em sua obra qualquer traço das escolas literárias precedentes. Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano As questões 1 e 2 referem-se à estrofe do poema “Este Inferno de Amar”. Quando — ai quando se há de apagar? 1. valorizando-se o passado histórico. o heroísmo lendário. cuja linguagem era bastante inovadora para a época. da fuga e da fantasia.

b) os elementos contextuais que permitem reconhecer tais sentidos. p. qual é o artigo da lei que impõe ao ministério público o sacratíssimo dever de os indenizar? (Camilo Castelo Branco.. A. — Quem há. b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus. que apresente tom fatalista. Tomou cargo de defesa Marcelino de Matos. permite entender o que significam. (VUNESP-SP) – Sem perder de vista o contexto.. e não os conhecem. 3. Lisboa. O contexto. 1966. sob a óptica do colonizador. a) “Agora é tempo de dar sepultura ao nosso venturoso amigo. leia atentamente a frase: “São chamados os vizinhos. como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais como eu dou? — Guerreiros. que por aspectos psicológicos. (16) O romance deve sobreviver antes pela linguagem castiça. manda buscar a rapariga.) 1. como todos os demais. M. Indique o fragmento. a meu ver. (Camilo Castelo Branco) 4. (01) O romance deve ser útil. a seguir. Texto para a questão 4. EXATAS E LETRAS DE RONDÔNIA-RO – modificado) – A estrofe transcrita faz parte do poema “O Canto do Guerreiro”. CIÊNCIAS HUM. inserindo-as na realidade local.) denota tendência para particularizar os grandes temas.” b) “O destino há de cumprir-se. d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental. estudando a alma com linguagem castiça. motivo por que eles perduram. (VUNESP-SP) – No excerto apresentado. Texto para o teste 2.” (Antonio Candido. há pelo menos duas palavras que não são comuns no português coloquial brasileiro: ratoneiro e estugar. Valente na guerra Quem há. b) pode-se considerar a estrofe como uma imagem idealizada do índio. que destes há o suficiente nos clássicos. no entanto. Tendo-se em vista o indianismo romântico.” e) “É demente o senhor Simão?! disse o desembargador.” c) “Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. Memórias do Cárcere – II. que a podem contar como ela foi. Formação da Literatura Brasileira) Considerando-se o texto. 5. ouvi-me. O romance tem de firmar sua duração em alguma espécie de utilidade. (FATEC-SP) – “O indianismo dos românticos (.130-1. Se o júri provar a inocência destes dois homens. Pereira. únicos. b) os captores de ambos. de Camilo Castelo Branco. e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local. de acordo com o texto.” Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias 1. (VUNESP-SP) – Neste fragmento. aponte: a) os motivos pelos quais Almeida e Manuel Caetano fugiram. ou a pureza do dizer. (UFMS-MS) – Assinale a(s) opção/opções verdadeira(s). a seguir. que a alma está sobejamente estudada e desvelada nas literaturas clássicas. uma característica da visão romântica de mundo. a) pode-se considerar a estrofe como expressão verdadeira da realidade indígena. e asseveram a identidade das pessoas. São chamados os vizinhos. de Gonçalves Dias.. extraído. tal como o estudo da alma. 2. de Amor de Perdição. que os perseguiram. a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus. (08) Romance duradouro é o que estuda a alma em linguagem purista. indique: a) os sentidos das duas palavras. (04) A utilidade do romance está na duração com que estuda a alma. se tens saudades. na literatura romântica brasileira. (32) A expressão “firmar sua duração” (linha 1) equivale a “garantir sua perdurabilidade”.. Camilo Castelo Branco rememora uma curiosa história que ouviu na prisão. Releia o texto de Camilo e. (02) A alma foi estudada pelos clássicos.São o queixoso e sua criada convidados a reconhecer os ladrões. Releia o texto apresentado e. pode-se dizer que o indianismo. Aqui está a história contada pelos presos. as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental.” d) “Mas. tratando-as como próprias de uma tradição brasileira. c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira. como eu sou? 2.” Justifique por que Camilo colocou: a) “são chamados” e “asseveram” no presente do indicativo. b) “perseguiram” no pretérito do indicativo. Eu dou mais pelo segundo merecimento. Mais haverá de oito meses que eles estão esperando que os julguem. (FAC. que os perseguiram.. como ocorre nas literaturas clássicas. 114 – . Seja o que o Céu quiser. e asseveram a identidade das pessoas.

os filósofos são polacos vendendo a prestações. como estas preces. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. no silêncio da noite.ª estrofe). Do tamarindo a flor abriu-se. III. III e IV. d) pode-se considerar a estrofe como uma falsa imagem do índio.. maná. movendo as folhas. (Gonçalves Dias) 4.c) pode-se considerar a estrofe como verdadeira expressão épica do condoreirismo. como estas preces. Texto 1 Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. II e III. (3. Um quebranto de amor respira a si mesmo melhor que a vida! (4. movendo as folhas.. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam mais de cem mil-réis a dúzia. II. b) O poema romântico indianista retoma as antigas cantigas de amigo medievais.. (2. No silêncio da noite o bosque exala. sob a copa da mangueira altiva e zelosa. cubistas. b) as frases I. (MACKENZIE-SP – modificado) – Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura.. A viração da noite já rumoreja nos cimos do bosque. “bosque” e “perfumes”. Ai quem me dera chupar carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! (Murilo Mendes) Texto 2 lá? ah! sabiá. os sargentos do exército são monistas. papá. a) “Canção de Regresso à Pátria” – Oswald de Andrade. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. LEITO DE FOLHAS VERDES Por que tardas. cá? bah! (José Paulo Paes) Leia o texto abaixo para responder aos testes 4 e 5. brilham estrelas. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. O bosque exala como prece de amor. Já nos cimos do bosque rumoreja.ª estrofe). há pouco. – 115 . IV. as únicas que preservam o sentido original do texto de Gonçalves Dias são: a) as frases II. e) pode-se considerar a estrofe como uma imagem do índio típica daqueles que seguiam os preceitos neoclássicos. para expressar o amor por meio da espera. e) “I-Juca-Pirama” – Gonçalves Dias.. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor.. c) as frases III e IV. Eu cobri nosso leito com mimoso tapiz de folhas brandas. “vales”. (FATEC-SP – adaptado) – Considere as seguintes frases reescritas a partir do poema “Leito de Folhas Verdes”: I.ª estrofe). e) as frases I e III. 3. Brilha a lua no céu. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. sofá. d) as frases II e III. Jatir. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. (FATEC-SP – adaptado) – Assinale a alternativa correta com relação ao texto. 5. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. (1. não mais.. Correm perfumes no correr da brisa. Assinale a alternativa que apresenta o nome do poema parodiado e seu autor. tais como “luar”. típica do misticismo. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas.. b) “Canção do Exílio” – Gonçalves Dias..ª estrofe). c) “Canção do Exílio” – Casimiro de Abreu. sinhá.. Texto para o teste 3. De todas as frases acima. Onde o frouxo luar brinca entre flores. d) “Ainda uma Vez – Adeus!” – Gonçalves de Magalhães.

Álvares de Azevedo.. mas o horizonte último é sempre a Morte. (Álvares de Azevedo) 3. melodias lânguidas que se prestam antes à sugestão de atmosferas que ao recorte nítido de ambientes. crônica. Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lábios frementes Vertem fogo do teu coração? Cavaleiro. História Concisa da Literatura Brasileira) Sou o sonho de tua esperança. da 2. A evasão segue a rota de Eros.. Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingança retumba? Cavaleiro. 4. Agrupe os adjetivos usados pelo poeta e conclua sobre a atmosfera romântica criada pelo uso desses adjetivos. da 1. Leia atentamente o poema abaixo e responda às questões 3 e 4.. da 1.ª geração (indianista). principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Fagundes Varela. d) Apesar da intensa presença da Natureza. A camada de sons compõe ritmos frouxos.ª geração (nacionalista). as comparações e metáforas traduzem no concreto das imagens naturais os mesmos sentimentos básicos vinculados a aspectos mórbidos da existência.ª geração (byroniana). o meu peito langue E morrer de ternura! (Álvares de Azevedo) Cavaleiro das armas escuras. o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo. Gonçalves de Magalhães. Tua febre que nunca descansa. recebida principalmente de Camões. quem és? — que mistério. A febre dos momentos não dormidos E o sonhar de ventura. quem és? o remorso? Do corcel te debruças no dorso. MEU SONHO EU Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Texto para a questão 1. da 1. — É a fada que nos leva além da vida Pálidos de langor! A poesia é a luz da mocidade — O amor é o poema dos sentidos. negra de amarguras Onde só abrem duas flores puras... 2. 116 – . a) b) c) d) e) O poema apresenta o assunto em forma de: relato épico.. O delírio que te há de matar!.. é a nota suspirosa Que treme d’alma a corda estremecida. Em vários níveis se apreendem suas tendências para a evasão e o sonho... E a mulher. — Poesia e amor.. Quem te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? O FANTASMA 1. Voltai. Tu escutas.. Cavaleiro das armas escuras. pela presença dos elementos mitológicos.. TRINDADE A vida é uma planta misteriosa Cheia d’espinhos. narrativa fantástica.. Macilento qual morto na tumba?. Texto para o teste 2.. (Alfredo Bosi. Casimiro de Abreu. e) Mesmo sendo romântico.c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista.ª geração (nacionalista).ª geração (byroniana). da 2... E galopas do vale através. sonhos de amor e de saudade! Quero ainda sentir arder-me o sangue. como forma de resolver as tensões exasperadas. notam-se no poema os aspectos marcantes do Arcadismo. Identifique no poema as expressões e imagens associadas à noite e ao oculto. história romanceada. Oh! da estrada acordando as poeiras Não escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos pés? Onde vais pelas trevas impuras. a) b) c) d) e) O autor a que se refere o texto acima é: Gonçalves Dias. Os olhos turvos. diálogo dramático.

Olhos fitos no céu. Pra o batismo luminoso Das grandes revoluções. (FUVEST-SP) – O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro. era o palácio em festa!. Foi-se a minha visão. chorando mais que uma criança. Tão vaga.” Ela.. . Naquele seio Porventura sonhei douradas noites: Talvez sonhando desatei sorrindo Alguma vez nos ombros perfumados Esses lábios negros. murmurou-me: “adeus!” (Castro Alves) 2. Como as plantas que arrasta a correnteza.” Uma noite.. E amamos juntos. E manda o povo pensar! O livro caindo n’alma É germe — que faz a palma. E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. a intensidade patética do sentimento. gozos do Empíreo. surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa!. A valsa nos levou nos gritos seus.. É um retrato talvez. Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para o teste 1. e em delíquio Nos lábios dela suspirei tremendo.. E depois na sala “Adeus” eu disse-lhe a tremer coa fala. E da alcova saía um cavalheiro Inda beijando uma mulher sem véus. E ela. livros à mão cheia.. 1.... Vós. Texto para os testes de 2 a 4.. arquejando.. a) b) c) d) e) Neste poema. Pálida sombra de mulher formosa Entre nuvens azuis pranteia orando. Fazei desse “rei dos ventos” –– Ginete dos pensamentos.. corando. no contexto de Espumas Flutuantes. em cada repetição. — sec’los de delírio Prazeres divinais. (Álvares de Azevedo) 5.. E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!” Passaram tempos. Junto a meu leito. considerando o tema da atração que a mulher exerce sobre o poeta romântico e responda ao teste 5. E resta agora Aquela vaga sombra na parede — Fantasma de carvão e pó cerúleo. Mas um dia volvi aos lares meus..... a plenitude do desencontro.. abandonando as preocupações com a História. nestes versos de “O Livro e a América”. com as mãos unidas. –– Arauto da grande luz!. em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais.. a confissão da fidelidade... o tema do amor interrompido. Ela em soluços murmurou-me: “adeus!” Quando voltei. o poeta. (Castro Alves) – 117 ... consuma o lado carnal dessa relação. Partindo eu disse — “Voltarei!. Agora que o trem de ferro Acorda o tigre no cerro E espanta os caboclos nus. a palavra adeus reitera.. e) A subjetividade romântica idealiza a figura da mulher. Entrei!. d) o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica. tão extinta e fumarenta Como de um sonho o recordar incerto.. Era eu. descansa!.. murmurou-me: “adeus. b) A descrição da mulher amada aproxima-se da imagem angelical e sagrada que caracteriza a senhor da concepção medieval.. b) o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela Natureza. É chuva — que faz o mar. o vazio da paixão. a) o poeta romântico assume o ideal do progresso. Oh! Bendito o que semeia Livros.. que agride a Natureza. d) Dividido entre espírito e matéria..... Ela me olhou branca. que o templo das ideias Largo — abris às multidões... (UFV-MG – modificado) – Assinale a alternativa falsa. O “ADEUS” DE TERESA A vez primeira que eu fitei Teresa. e) o poeta romântico propõe que literatura e Natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico. a) A presença de um erotismo doentio e reprimido torna a mulher uma musa distante do poeta..Leia o poema. c) Só em sonhos o poeta realiza o desejo de tocar a mulher amada. por fim... Era a pálida Teresa! “Adeus” lhe disse conservando-a presa... entreabriu-se um reposteiro.... permite afirmar corretamente que... c) o entusiasmo pelo progresso cultural se contrapõe ao temor do progresso técnico. cabelos soltos. E ela..

d) antítese. e) frisar o aspecto convencional do “adeus”. (. Ó mar. de forte impacto emocional. d) similares.. uma palavra aberta. b) marcar a progressão dramática das separações. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas6 Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. e) contínuos. cúm’lo de maldade. caçoada. Irrisão5!.. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário inadequado aos versos transcritos. O verso-refrão. 4 – Açoite: chicote. 6 – Vaga: onda. b) diferentes. e) onomatopeia..... E assim zombando da morte.. b) As palavras são de repúdio à realidade de uma nação que se nutre da mão de obra escrava. “entre beijos”. c) indicar a estabilidade do amor de Teresa. “arquejando”).. cujo objetivo é envolver e sensibilizar o leitor.) Ontem plena liberdade. (MODELO ENEM) – Em “o rir calmo da turba excita a fúria do algoz” há a) comparação. Sobre Castro Alves. lúgubre2 serpente — Nas roscas da escravidão.” (História Concisa da Literatura Brasileira) Leia a seguir alguns versos extraídos do poema “O Navio Negreiro” e responda aos testes 5 e 6. transpostos ao âmbito social. d) dar relevo aos tempos fracos de uma história excepcional.. c) paradoxo. b) sinestesia. no contexto em que se inseriu. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós.3. Se eu deliro. “Pálida” e “branca”. apreendem a personagem em estados de alma: a) idênticos. que poluía as fontes da vida familiar e social do BrasilImpério. Nem são livres pra morrer. 1 – Turba: multidão. põem de lado o sentimentalismo egocêntrico. tufão!. “em soluços”. o despontar de uma repulsa pela moral do senhor-eservo. portanto.. 118 – . que lembra a morte. ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!. 5 – Irrisão: zombaria. e) O eu lírico emprega recursos da oratória (arte do bem dizer) e metáforas arrebatadoras e ousadas. a) Os ideais liberais.. dos ideais democráticos e.. A vontade por poder. Dança a lúgubre coorte3 Ao som do açoite4.. Alfredo Bosi afirmou: “A sua estreia coincide com o amadurecer de uma situação nova: a crise do Brasil puramente rural. c) próximos. tem a função principal de a) prenunciar as imagens da estrofe seguinte. Hoje. em sua parte variável (“corando”.... o lento mas firme crescimento da cultura urbana.. Prende-os a mesma corrente — Férrea. Senhor Deus. 3 – Coorte: legião. Texto 1 Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba1 Que excita a fúria do algoz? (. d) Os versos são excelente exemplo da manifestação daquela repulsa de que nos fala Alfredo Bosi. 2 – Lúgubre: fúnebre. 4.. adjetivos da mesma área semântica.. 6.. c) Trata-se da expressão de uma análise racional da realidade.) A palavra do poeta baiano seria. 5.

Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. mas robusto. Senhora) 1. que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro. Trata-se de um tipo de caracterização romântico ou realista? Por quê? – 119 . Era rica e formosa. (FUVEST-SP – adaptada) – Qual o significado da expressão metafórica “Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela”? Texto para as questões 4 e 5. Eles contêm elementos que se relacionam: (a) com o tipo de sociedade descrita no romance. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. (b) com o tema central do livro. 3. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. (José de Alencar. o nariz adunco.Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para as questões de 1 a 3. (FUVEST-SP – adaptada) – Este trecho inicia a caracterização de uma das personagens do romance. como o raio de sol no prisma do diamante. alto. Indique esses elementos e explique quais são essas relações. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro. a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. como se pode classificar o trecho transcrito? 5) Que recurso linguístico mais caracteriza esse tipo de composição? 2. O rosto comprido. O Gaúcho) 4) Quanto à modalidade de texto. Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. dois esplendores que se refletem. Quem não se recorda da Aurélia Camargo. de talhe delgado. (FUVEST-SP – adaptada) – Observe os três primeiros parágrafos do texto. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu fulgor? (José de Alencar. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso. Duas opulências que se realçam como a flor em vaso de alabastro. foi proclamada a rainha dos salões. Tornou-se a deusa dos bailes.

vivendo sempre assi? Que farei eu. e) (A) regularidade métrica versus (B) irregularidade métrica. se mais a viver hei? Que farei eu. se logo non morrer: Que farei eu. Trata-se de uma das mais belas composições do trovadorismo português.FRENTE 3 ANÁLISE DE TEXTOS Módulo 1 – Análise de Texto Leia a seguir uma cantiga de Martin Soares. en que hoj’eu vivo tan sem sabor. A reiteração de “por meu mal” e “que farei eu?” produz uma crescente intensidade patética. o eu lírico diz viver “sem sabor” e que a amada não crê no amor que ele sente por ela: “en que hoj’eu vivo tan sem sabor. ansiedade por meu mal vivo mais ca vós cuidades do que – pensais e por meu mal me fezo Deus nascer e por meu mal non morri u cuidei onde – pensei (que morreria) como vos viss’e por meu mal fiquei logo que vos vi vivo. / nem que queirades mia coita creer”. b) Na mesma estrofe. o eu lírico lamenta o fato de ter nascido e de não ter morrido onde pensou que morreria: “e por meu mal me fezo Deus nascer / e por meu mal non morri u cuidei”. O que primeiramente se deve notar na cantiga é a expressão de estonteamento amoroso. o eu lírico sente-se completamente desamparado e pergunta à amada o que ele deve fazer: “Que farei eu. que vós desamparades? 2. século XX) ajudais E. que vós desamparades?” Resolução Na quarta estrofe. que conselho non sei? / Que farei eu. pois que Deus non quer que me valhades. que farei eu. nada E dessa coita en que me vós teendes. pois que Deus non quer que me valhades. O ritmo das repetições. menos um: a) (A) gravidade (seriedade) versus (B) humor. d) (A) tema religioso versus (B) tema prosaico. por Deus que mi’o digades? Que farei eu. terminando no clímax de um eu lírico “desamparado”: Senhor fremosa. com a expressão da perda da vida e do desespero diante da frustração amorosa. a) Na segunda estrofe. pois mi’a vós non creedes?” d) Na quarta estrofe. que farei eu. como aconteceu com quase todas as canções medievais portuguesas. por meu mal é que tan ben parecedes e por meu mal vos filhei por senhor. vê-se que nem mesmo Deus acredita no amor que o eu lírico diz sentir: “E. que mal dia nasci? Que farei eu. ele vive somente pelo sofrimento que ela fez surgir nele: “como vos viss’e por meu mal fiquei / vivo”. e por meu mal vos vi. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase indevida dos versos. os versos afirmam que Deus não quer que a amada ajude o eu lírico. tampouco que ela acredite no sofrimento dele. ele também afirma que. que conselho non sei? não sei que fazer Que farei eu. pois mi’a vós non creedes? Que farei eu. (MODELO ENEM) – Comparando (A) o poema medieval transcrito no teste 1 com (B) o poema do modernista Oswald de Andrade. pois me vós non valedes? 1. a concentração na figura amada. e por meu mal tan muito ben oí dizer de vós. crer no sofrimento sois tão bela por amada ouvi todas as [qualidades que tendes E pois vos vós da coita non nembrades. observamos todos os seguintes pares de contrastes. e) Nos versos finais. 120 – . desde que viu a amada pela primeira vez. (Oswald de Andrade. b) (A) linguagem elevada versus (B) linguagem coloquial. pois me non queredes creer a coita en que me tem amor. c) (A) linguagem hiperbólica versus (B) linguagem concisa. pois vós por meu mal ren non dades. / que farei eu. Resposta: D Texto para o teste 2. lembrais nem do afan que m’amor faz prender. Sua música infelizmente se perdeu. c) Na terceira estrofe. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. cativo pecador? Que farei eu. as queixas de quem não é correspondido dão ao poema uma emoção dramática e lamentativa. nem que queirades mia coita creer. pois meu mal é quanto ben vós havedes.

a ed. ta-ri-rim-rim-rã. a experimentar ambas as coisas.Resolução No poema de Martin Soares. graças a Deus – sou homem da Corte Módulo 2 – Análise de Texto Texto para os testes 3 e 4. Fernando Pessoa representa o coração como um trenzinho de brinquedo. Por isso. E os que leem o que escreve. e. portanto. ta-ri-ri-rã. como a obra de arte em geral. embora o eu lírico se declare “cativo pecador” e mencione a vontade de Deus. que julgava os processos segundo os subornos que lhe ofereciam. Na dor lida sentem bem. a impunidade para todas as malfeitorias. (MODELO ENEM) – A palavra que dá título ao poema indica que o eu lírico tratará de um fenômeno psíquico a) que ocorre conosco quando de uma ruptura amorosa. a) corrupção – imposição da natureza b) inflexibilidade – acomodação de interesses c) manipulação – convenção social d) conveniência – imposição religiosa e) imparcialidade – inclinação natural do ser humano Resolução O Corregedor. uma inclinação natural do homem.) 5. entre outras. não se pode dizer que o tema seja religioso. um mal. Da fala de Glauco. e) infantil. praticar injustiça é um bem e ser vítima de injustiça. tem um caráter a) instável. então. de Carlos Alberto Nunes. trata-se de tema amoroso. 3. Resposta: D Módulo 3 – Análise de Texto Texto para o teste 5. (Fernando Pessoa) 3. Resposta: B – 121 . Resposta: C Texto para o teste 6. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. resulta de uma ________________________________ . Mas só a que eles não têm. que gira entre uma ficção e outra. Editora da Universidade Federal do Pará. entretendo a razão. foi um juiz corrupto. é possível concluir que a prática da justiça. brincadeira —. como a obra de arte em geral. Desse ponto foi que nasceram as leis e os contratos entre os homens.. Livro II. Trad. Belém. [Glauco] – Dizem que. Resolução A poesia. d) enganoso. uma função lúdica — lúdico: relativo a jogo. por natureza. não sendo. no primeiro caso. a impotência de vingar-se quem foi vítima de injustiça. Tal é a origem e a essência da justiça: uma espécie de compromisso entre o maior bem. desempenha. porém que há mais mal em ser vítima de injustiça do que bem em praticá-la. ta-rai-rai-rai-rã. ou seja. tai-ri-ri-rã. em vida. então. (MODELO ENEM) – Pelo que se observa no modo como o Juiz Corregedor conduzia seu trabalho. (Platão. como a própria classificação da cantiga já indica (cantiga de amor). dizendo: Frade: Tai-rai-rai-ra-rã. 2000. b) vivenciado por pessoas que apreciam a autêntica poesia. passando. Huhá! Diabo: Que é isso. ele mesmo fazendo a baixa. a entreter a razão. 358e-359b. A República. d) que ocorre com o poeta no ato da criação poética. presente tanto no ato da criação como no ato da fruição da obra de arte. dizer que a poesia. padre?! Que vai lá? Frade: Deo gratias! Som cortesão. comporta um certo grau de ______________ ______________________ e. na obra de Platão. começou de dançar. o que é determinado por lei a ser chamado legalidade e justiça. tã-tã. Pode-se. e) próprio dos estados de transe dos artistas. no segundo. uma forma de regular as relações na vida em grupo. Esse comboio de corda Que se chama o coração. E assim nas calhas de roda Gira. os que não podem esquivar-se de uma nem alcançar a outra consideram mais vantajoso firmar um acordo para não mais serem vítimas de injustiça nem virem a cometê-la. quando os homens cometem reciprocamente injustiça e dela são vítimas. (MODELO ENEM) – Em “Autopsicografia”. Resolução A palavra autopsicografia refere-se à análise psíquica ou psicológica que o eu lírico faz do ato de criação poética. e um casco debaixo do capelo. portanto. Um Frade com üa Moça pela mão. Não as duas que ele teve. e pelo que se depreende da fala de Glauco. Resposta: D 4. vindo. isto é. no Auto da Barca do Inferno. no diálogo A República. AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. conclui-se que a justiça é um compromisso entre os homens. c) responsável pela inspiração artística. c) emotivo. b) lúdico. e um broquel e üa espada na outra. e o maior mal.

investem em tecnologia de preservação do meio ambiente. a Igreja. assumindo. segundo suas ações em vida. b) A crítica vicentina não se dirige às instituições — a Justiça. Resposta: E 8. NOSTALGIA NO FUTURO 122 – .) Pera onde levais gente? Pera aquele fogo ardente que não temestes vivendo. o Diabo 1 – Broquel: escudo pequeno. espécie de dança cortesã então na moda. a Nobreza etc. b) os fabricantes de automóveis não resistem ao apelo nostálgico do fim do século e esbanjam criatividade em lançamentos que lembram velhos sucessos. a corrupção etc. o compromisso com o futuro da humanidade. Resposta: D Módulo 4 – Análise de Texto As questões 7 e 8 referem-se ao texto que segue. num suspiro.). Resolução Aqui refere-se ao cartão Credicard. c) o maior evento automotivo das Américas. d) as novas tendências de Detroit. publicada em ZH de 14 de janeiro de 1999. só não se pode afirmar que a) “nota alta” está significando muito dinheiro. Resolução Todas as alternativas contemplam a tecnologia do futuro aliada à valorização das linhas do passado. exceto a e. d) “aqui” refere-se a uma universidade. menos uma: a) Como se observa no trecho. 7. (UPF-RS) – Esta manchete. c) Gil Vicente inova nesta obra. entrai! Eu tangerei e faremos um serão. obra da qual se extraíram os versos transcritos. a personagem do Diabo sentencia o destino das personagens.. assim. realizado em Detroit. todas as alternativas seguintes são corretas. e sempre a tive de meu (. SALÃO DE DETROIT Módulo 5 – Análise de Texto Texto para os testes 9 e 10. Resolução Gil Vicente é um autor ainda preso a uma visão maniqueísta do mundo. nos Estados Unidos. além de mostrar a onda retrô. e) a propaganda dirige-se a leitores específicos — os universitários. e) os veículos que chegam ao mercado nas linhas 2000 e 2001 surpreendem por suas linhas futuristas e inovam em tecnologias cada vez mais ousadas. E baixa a coisa fria também chamada de noite. refere-se ao Salão do Automóvel de Detroit. em que se lê UNIVERSITÁRIO AQUI VOCÊ NÃO PRECISA TER UMA NOTA ALTA PARA SER APROVADO Com relação ao texto da propaganda. c) o autor do texto fez uma analogia criativa.) tipo de dança tocarei um instrumento sarau a como coisa minha Frade: Diabo: Frade: Diabo: (. 4 – Fazer a baixa: cantarolar ou assobiar a música de uma “dança baixa”. Essa dama é ela vossa? Frade: Por minha la tenho eu. —. desenvolvendo-se na forma de uma sucessão de quadros ou sketches. e) A estrutura da peça se enquadra nos moldes medievais. mundano a Berzabu vos encomendo! Belzebu.o 132 trouxe uma propaganda do cartão Credicard. mas sim aos indivíduos que as compõem. representantes de vícios humanos (a desonestidade. d) Nesta peça.. mostra que nunca o ontem e o amanhã estiveram tão bem representados no presente. Ou seja: em suas obras não há relativização do Bem e do Mal.Diabo: Sabês também o tordião? Frade: Por que não? Como ora sei! Diabo: Pois. de Gil Vicente. já que é o primeiro autor a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal.. que se refere unicamente aos aspectos ligados ao futuro (“linhas futuristas” e “tecnologia cada vez mais ousada”).. a usura. Gil Vicente faz desfilar tipos alegóricos. b) “ser aprovado” quer dizer ser aceito pelo programa Credicard. Juro a Deos que nom t’entendo! esta batina de nada me vale? E est’hábito no me val? Gentil padre mundanal. (MODELO ENEM) – Sobre o Auto da Barca do Inferno. Ganhei (perdi) meu dia. 3 – Capelo: capuz. e o frio ao frio em bruma se entrelaça. 6. 2 – Casco: capacete. Resposta: C A alternativa que não contempla o duplo enfoque dessa manchete é a) a virada do milênio tem a tecnologia do futuro com o visual do passado. (UEMT-MT) – A revista Superinteressante n.

a tua promissória ao minuto e adeus que agora é tudo História. 11.. À TINTA DE ESCREVER Ao teu azul fidalgo mortifica registrar a notícia. escrever o bilhete. metáforas para vida e morte. me sentia tão rico deste dia e lá se foi secreto.Sonhas / mais duradouro o pergaminho” c) “onde pudesses. e) “História”. Nas demais alternativas. Sonhas 12. superior. arte longa em vida breve inscrever. quase que fisicamente. a um destinatário — a um tu..) (Carlos Drummond de Andrade) 9. (MODELO ENEM) – O eu lírico fala a algo ou a alguém. respectivamente. “felicidade” e “infelicidade”. verificamos que as palavras dia e noite a) estão empregadas em sentido próprio... que ansiava por intensas emoções. Resolução Os versos expressam a melancolia do eu lírico. (MODELO ENEM) – A palavra ou expressão que sintetiza o caráter sublime da escrita é a) “filhos do momento”. como se observa no próprio título do poema. lamenta o esvaziar-se de uma vida que era cheia de expectativas.. ao cair de uma noite de inverno: ele merecera e ganhara mais um dia.. a) “Ao teu azul fidalgo mortifica / registrar a notícia. aproveitando o descanso da noite para meditar. pois se trata de termo que se associa à nobreza.(*) Mas já que o duradouro de hoje nem espera a tinta do jornal secar.. b) “vida breve”.E me pergunto e me respiro na fuga deste dia que era mil para mim que esperava os grandes sóis violentos. Resolução O tom elevado. por “sóis violentos”.” b) “. os pronomes e verbos na segunda pessoa do singular marcam a inclusão do interlocutor ou destinatário. c) o poeta se sente triste ao fim de mais um dia de um longo inverno e se lembra com saudade dos dias quentes e alegres de verão. a tua promissória / ao minuto.. d) o poeta. [sonhas que] o epigrama (poema breve e satírico) [seja] vitríolo (veneno). Prosas seguidas de Odes Mínimas) (*) Entenda-se: “Sonhas [que seja] mais duradouro o pergaminho.. é representado pela palavra fidalgo. [e que] a epopeia [seja] bronze”. Resposta: D mais duradouro o pergaminho onde pudesses. (MODELO ENEM) – Dos versos transcritos. respectivamente.. vitríolo o epigrama. (José Paulo Paes. no poema. Ele ama o dia e sua luz. podemos concluir que a) o poeta sente medo e tristeza dentro da noite negra e fria.o duradouro de hoje nem / espera a tinta do jornal secar” e) “firma. Resposta: D – 123 . Resolução As palavras dia e noite são. arte longa em vida breve / inscrever. azul. b) estão empregadas em sentido denotativo. escrever / o bilhete.. que. Resposta: C 10. d) estão empregadas com sentidos complementares. (MODELO ENEM) – Da interpretação do poema. O poeta pretende transmitir-nos. c) “fidalgo”. Assinale a alternativa em que não há marcas linguísticas indicativas desse interlocutor ou destinatário. firma. Resposta: C Módulo 6 – Análise de Texto Texto para os testes 11 e 12. Pode-se. não há marca linguística indicativa do interlocutor a que se dirige o eu lírico: a tinta de escrever. ao serro frio.” d) “. b) o poeta mostra alegria. como quem percebe a aproximação da morte. sentindo próximo o fim da vida. confrontando o muito que esperava e o nada que tem nas mãos. d) “promissórias”. azul. c) estão empregadas como metáforas. a sensação de um dia de inverno. (. faz um retrospecto melancólico. [que] a elegia (poema lamentativo) [seja] lágrima. assinar a promissória esses filhos do momento. sublime.. lágrima a elegia. bronze a epopeia. dizer que ele se dirige a um interlocutor.” Resolução Nos versos transcritos na alternativa d. desejado na poesia. onde pudesses inscrever arte longa em vida breve. então. e) significam. e) a poesia é puramente objetiva e descritiva.

(FUVEST-SP – MODELO ENEM) – A tese que o autor defende é a de que. a) o planejamento tático está sujeito à interferência do acaso. a comparação do campo com um quadro negro aponta a) o pessimismo do tático em relação ao futuro do jogo. para conseguir ir segurando a barra. é bom para todos. é a embreagem. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema — e parados. Aí. incluindo o minuto de silêncio. como se fora um campo de futebol. in O Estado de S. devido à apresentação de termos novos e desconhecidos. Então o técnico acredita que pode prever o que acontecerá. Foi um técnico de sucesso. Paulo) 13. é o contraplano do rolabrequim. e) a criação de uma metáfora existencial. Andar é bom para mim. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. (João Ubaldo Ribeiro. e) um meio de pensar o jogo como algo previsível. é a suspensão. Paulo) 15. entre os termos técnicos utilizados pelos mecânicos e os utilizados pelos médicos. e) a dinâmica do jogo depende do planejamento que o técnico faz. d) os momentos iniciais decidem como será o jogo. em futebol. já que. é o que mecânicos e médicos disseram. c) uma certa confusão no espírito do leitor. Resposta: B 124 – . Observe-se o trecho “Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável”.. O Tim. e que o técnico não pode controlar. Estou ficando cobra em calçadão. c) a visão de jogo como movimento contínuo. in O Estado de S. diziam todos. nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrando. durante o jogo. um caminhante resignado. embora deva confessar que o meu momento calçadônico mais alegre é quando. c) a inteligência dos jogadores é que decide o jogo. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No texto. b) um recurso utilizado no vestiário. vou acatando os conselhos. Da entrada em campo até a troca das camisetas. Falava um jogo e o time jogava outro. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. o uso de termos (já existentes ou inventados) referentes a áreas diversas tem como resultado a) um tom de melancolia. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. Resposta: A 14. certamente como no momento do minuto de silêncio. a falta de serotorpina folimoleculal. Tático exemplar. todo o dia tem uma coisa dando errado. A equação entre o organismo e o automóvel é o centro da brincadeira. vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-saúde do dia. Mas aí começa o jogo e tudo desanda.”. pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecânica. Resposta: E Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 15 e 16. Resolução O efeito de ironia zombeteira deve-se à ausência de discriminação.Módulo 7 – Análise de Texto O texto abaixo refere-se aos testes 13 e 14. provocadas pelo movimento dos jogadores. Sou. b) um efeito de ironia. pela aproximação entre um carro usado e um homem doente. No quadro-negro. Resolução A utilização do quadro-negro. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. a gente fica igual a carro usado. já no caminho de volta. na enumeração do texto. planejava todo o jogo numa mesa de botão. os jogadores ficam estáticos. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. É quando os times ficam perfilados.. d) a invenção de uma metalinguagem. pela oposição entre o ser humano e objetos. é o contrafarto do mesocárdio epidítico. digamos. digo sem muita convicção a meus entediados botões. por exemplo. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. esse inimigo mortal de qualquer estrategista”. Resolução O acaso pode mudar toda a esquematização tática do técnico. Depois dos 50. ocorrem situações imprevisíveis. O problema do Tim. A triste verdade é que passei as férias no calçadão do Leblon. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. d) o recurso didático preferido pelo técnico Tim. (Luís Fernando Verissimo. b) a lógica rege as jogadas. Comprovam-se essas afirmações no trecho “Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. é o radiador. pelo uso de termos médicos em lugar de expressões corriqueiras. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No período que se inicia em “Depois dos 50. dá ao tático a possibilidade de esquematizar o jogo de sua equipe.

passou a ter valor de troca. sabiá. Resposta: E Módulo 9 – Análise de Texto Para responder às questões de números 17 e 18..) As cousas vivem metidas com as suas cousas. vou acatando os conselhos”. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – Na frase “Aí. até sem roupa. Macio. são os adjetivos. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos.) As cousas vivem metidas com as suas cousas”. Não se metem com ninguém / (. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. a relação entre as pessoas e as cousas é de a) contiguidade. in O Estado de S. leia o texto abaixo. A bailarina e o papa. porém. reticente ou falastrão. As pessoas atrapalham. por: a) Nesse lugar. (Frei Betto. lavam as frutas e verduras. texto adaptado) – 125 .. Luminoso. obras de arte e. Da mescla de trigo. e) complementaridade. Entre os indígenas tribalizados. caneta”. o ser humano definha e morre. embora haja milhares de famintos. c) semelhança. ela deve ser composta de adjetivos. cozinham legumes e assam os grãos. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. com menos de 5 anos de idade. Dotados de capacidade reflexiva — sabem que sabem o que sabem –. ao empregar o advérbio “decerto”. No Brasil. em muitas situações. Módulo 10 – Análise de Texto Para responder os testes 19 e 20. c) Contudo. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. Resposta: D Resolução A relação de oposição entre as pessoas e as cousas pode ser constatada nos seguintes versos: “As pessoas atrapalham. d) põe em dúvida o fato de que ela seja composta apenas por adjetivos. / As cousas são quietas.. As cousas. mesmo. Sonoro. Eu sonho Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. Eu gosto é das cousas. Bastam-se. o poeta. indica que. de acordo com seu sentido no texto. (UNIFESP-SP) – No poema.. d) Em consequência. evitam comer carne crua. Um ovo. Uma pedra. mais do que possibilidade. Verde.. Bastam-se. aí será corretamente substituído. gordura. As cousas são quietas. onde não faltam alimentos. Resolução No contexto. o mesmo advérbio poderia indicar lugar ou tempo. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. o poeta a) ironiza a ideia de que ela seja composta apenas por adjetivos. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. leia o poema de Mário Quintana. b) nega que ela seja composta apenas por adjetivos. Em outros contextos. o Nobel de Química e o encanador. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. Impossível é prescindir de comida e de bebida.. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. d) compatibilidade. equipamentos e interesses. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. (Ovo. Escuro. com o advento do mercado. nem sempre. Na sociedade capitalista.16. Se deixar de comer e beber. Multiplicam-se em excesso. Lento.. c) mostra que. e) Ao contrário. Não se metem com ninguém. E não exigem nada.” Referindo-se à linguagem das plantas e dos animais. morrem de subnutrição a cada ano. todos diferem quanto a hábitos e costumes. e) indica a possibilidade de que ela seja composta apenas por adjetivos. Resposta: B 18. Áspero. água. sim!. Rente. Um armário. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. animal ou cousa: João. Morre. sal e fermento obtêm o pão. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária.. o marajá e o indígena. aí serve para introduzir uma decorrência do que antes foi dito. b) oposição. produtos industrializados. João. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa.. Estão em toda parte... Estão em toda parte. Multiplicam-se [em excesso. para conseguir ir segurando a barra. 17. Mas o bom. Resolução A alternativa e é a mais aceitável. Paulo. ela certamente seria composta por adjetivos. Amigo ou adverso. para evitar queda de preços. João só será definitivo Quando esticar a canela. nos trópicos. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre.(UNIFESP-SP) – “Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos / Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. Ovo pode estar choco: é inquietante. O alimento é-lhe tão imprescindível que.. b) Nesse instante. havendo uma linguagem das plantas e dos animais.

b) explicita o esquecimento do nome do animal pelo emissor. aroma e muita experimentação. 126 – . Vai começar mais um espetáculo do futebol brasileiro. c) Em mais um espetáculo. Tem folha seca. Resolução A resposta a este se encontra logo no início do texto: Pode-se viver sem estudos. a “mais um escândalo”. Resposta: E Módulo 1 – Análise de Texto Texto para as questões de 1 a 3. d) se assemelham quanto à necessidade de alimentação e bebida. (Anúncio publicitário da SporTV) 1. (VUNESP-SP) – De acordo com o texto. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. b) os únicos animais. d) prioriza. BRASILEIRÃO 2002. que compartilha certo conhecimento da linguagem empregada no texto. d) privilegia um público de classe social baixa. cor. c) desprezam a arte e. pelo apagamento da ação da torcida. e) Em Aquele bicho que é gritado pela torcida. pode-se afirmar que as pessoas a) não conseguem viver sem os produtos industrializados. caracterizado no texto como espetáculo lúdico. e) podem prescindir de comida e bebida. b) tem como meta enaltecer o alto nível do Campeonato. drible da vaca e aquele bicho que é gritado pela torcida quando alguém perde um gol cara a cara. (MACKENZIE-SP) – Sobre o trecho Aquele bicho que é gritado pela torcida. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o anúncio a) tem como meta informar eventuais torcedores sobre o início do Campeonato Brasileiro de Futebol e sobre sua transmissão pela Sportv. mas por meio de uma perífrase. Vaidade em série Eles garantem ter estilo próprio. apesar de suas diferenças culturais. Quando eu crescer Os sonhos dos adolescentes são bastante práticos e factíveis.. Resolução O pronome pessoal os. e) cria um efeito de humor. Resposta: D 20. b) têm nos estudos o bem mais importante para o desenvolvimento da sociedade. Para atraílo. Um espetáculo ecológico. no texto. b) Em mais um espetáculo. termo que consta de período anterior. casa própria e diploma. o pronome em destaque retoma a expressão a) a bailarina e o papa. (VUNESP-SP) – No trecho “Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária”. a) Mais um espetáculo corresponde. normalmente vivem sem roupa. é correto afirmar que a) expõe a liberdade do emissor de repetir o que a torcida grita. Eles querem ter carro. Dinheiro jovem: lições para fazer sucesso com a turma 1. apropriada ao tom informal e humorístico do texto. presente em “reproduzi-los” refere-se a alimentos. 3.. 2. ouvem as mesmas músicas e frequentam os mesmos lugares. e) explora gírias e metáforas a fim de atingir unicamente o jovem adolescente interessado em futebol. 2. d) Aquele bicho que é gritado pela torcida é uma construção passiva atípica. com direito a música. Parque temático O adolescente vai ao shopping center por prazer. Texto para as questões de 4 a 6. d) o homem e a mulher. comum e informal. criativo e ecológico. 3. ao referir-se a tal bicho não pelo nome. Informe-se sobre a disponibilidade deste evento junto à sua operadora. Impossível é prescindir de comida e de bebida. transforme a loja em um espaço de lazer. por ser dirigido ao público em geral. nos trópicos. c) denota indiferença do emissor em relação às manifestações pouco educadas da torcida. os dribles e toques exóticos dos jogadores. o termo em negrito é conjunção integrante. c) produtos industrializados. está implícita a informação de que há excessivo exibicionismo das estrelas do futebol brasileiro. independentemente de sua posição social. há informação implícita de que o público experimenta uma certa saturação de futebol. e) alimentos. mas usam as mesmas roupas. c) estrutura-se com base em linguagem denotativa.19.

II. A indústria de material bélico nacional ultrapassa quantitativa e qualitativamente a indústria farmacêutica. 5. d) marca uma relação de simultaneidade entre as orações que constituem o período. O desejo de conservação da juventude pode levar as pessoas a recorrer ao processo da automedicação. c) introduz um argumento que comprova a tese expressa na oração anterior.) 1. – 127 . 3. O uso da conjunção mas. os adolescentes são presas fáceis do marketing. pois é possível vincular baseados apenas na propaganda a mais de um dos termos antecedentes. (Geraldo Medeiros.O final do item 4 é ambíguo. e) I e II. Módulo 2 – Análise de Texto As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto apresentado a seguir. Diante desse quadro. que não se sustentam sequer quando o parâmetro é o senso comum. (UNIFOR-CE) – Observe as afirmativas que se seguem. necessariamente. Por ser dirigido aos jovens. já que de médico e louco todos temos um pouco. a partir da exposição de supostas características do adolescente. III. e) faz-se uma crítica a consultas médicas frequentes. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra. c) corresponde a um receituário explícito sobre como ludibriar o adolescente em transações comerciais. Retrato em 3X4 Eles são individualistas. pois confunde o tema “como lucrar” com o tema “como polemizar” com o adolescente. Cerca de quarenta por cento das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. São pragmáticos e pouco propensos a acreditar em marcas e produtos baseados apenas na propaganda. fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. é adequado para explicitar suposta contradição do adolescente. de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. dezembro. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e III. b) I. 1985. das vendas realizadas sem receita médica. 6. c) II.4. b) distorce a imagem do consumidor adolescente. leitura. As vendas efetuadas sem receita médica contrariam a ambição dos profissionais no sentido de atraírem as pessoas para as consultas médicas. III. no item 3. d) se todas as afirmações estiverem corretas. b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. d) há uma advertência em relação ao mundo das drogas “novas”. (Adaptado de Kátia Simões) 4. e) veicula ideias equivocadas sobre o adolescente. ao citar unicamente traços negativos de seu modo de ser. I. d) III. e) indica uma oposição de intensidade entre duas orações. só se deve ir ao shopping center para consumir. os resultados podem ser danosos. Assinale: a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. 2. (UNIFOR-CE) – No segundo parágrafo do texto. a) b) c) d) e) (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que os adolescentes não têm sonhos legítimos. (MACKENZIE-SP) – Considere as seguintes afirmações. a) mostra o fato de que não faltam pessoas entusiastas da automedicação. II. (UNIFOR-CE) – A expressão sem que. faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira oitenta por cento de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é. o lazer para o adolescente resume-se a experiências sensitivas. o estilo próprio que o adolescente alega possuir é discutível. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. para combater doenças. a) há uma expressão que retoma o que foi exposto no primeiro parágrafo. in VEJA. o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o texto a) sugere. Os leigos sempre se medicaram por conta própria. o texto foi elaborado apenas com coordenadas assindéticas. Qualquer que seja a causa. I. d) perde seu foco. formas de cativá-lo como consumidor. mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. b) há uma insinuação de incentivo à automedicação. mas valorizam a honestidade e não acreditam em mudanças sociais pela política. c) aponta-se mais um efeito negativo da automedicação. e) se todas as afirmações estiverem incorretas. no segundo parágrafo. c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. sem que. b) aponta para a exclusão de um fato que serviria de argumento contrário à afirmação anterior.

4. (UNIFOR-CE) – A expressão sublinhada identifica-se como figura de estilo em a) alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. b) os leigos sempre se medicaram por conta própria. c) retira oitenta por cento de seu faturamento da venda livre de seus produtos. d) a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. e) qualquer farmácia conta com um arsenal de armas de guerra. 5. a) b) c) d) e) A coesão do texto efetiva-se pelo uso adequado dos conectivos. pela linguagem em função referencial. pelo emprego de sinônimos. pela variedade da carga vocabular. pela predominância de orações subordinadas.

7. (UEL-PR) – No texto, a expressão “na frente do espelho que certa imprensa lhes montou” refere-se a) às fotos de favelados insistentemente divulgadas por órgãos de imprensa. b) à baixa autoestima dos moradores de favela resultante de suas precárias condições de vida. c) à representação que os moradores de favela têm de si próprios, a partir de sua descrição na imprensa. d) à apresentação de bandidos como heróis nos noticiários policiais, transformando-os em modelos para os moradores das favelas. e) aos espelhos distribuídos por empresas jornalísticas com objetivo publicitário e usados nos barracos das favelas. 8. (UEL-PR) – Em que alternativa a mudança na ordem das palavras resulta em uma sequência que poderia substituir a expressão correspondente no texto, sem alteração de sentido? a) esta outrora encantadora cidade / esta encantadora cidade outrora b) por serem simples moradores / por serem moradores simples c) certa imprensa / imprensa certa d) uma terrível tragédia pessoal / uma tragédia pessoal terrível e) dos bandidos pobres / dos pobres bandidos

Os testes de 6 a 8 referem-se ao texto abaixo. Trata-se do parágrafo introdutório de um livro de Alba Zaluar sobre a violência urbana no Rio de Janeiro. O lugar não importa. Pode ser qualquer um, contanto que seja pobre e marginal a esta outrora encantadora cidade. Nele fiquei mais de um ano convivendo e conversando com os supostos agentes da violência urbana. Alguns por serem simples moradores do lugar. Pois o que é para nós, além de um grande medo, assunto jornalístico, para eles é nódoa contra a qual têm que lutar diariamente, até com eles próprios na frente do espelho que certa imprensa lhes montou. Mais um estigma que, na pressa de descobrir os culpados alhures, se lhes impôs. Outros porque realmente traficam, assaltam e fazem uso da arma de fogo. Eu os vi, observei, escutei e deles ouvi contar muitas estórias. Durante todo esse tempo ouvi também explicações, ou seja, tentativas de encaixar o que para eles pode vir a ser uma terrível tragédia pessoal numa lógica qualquer, na ordem das coisas deste mundo. É claro. Todo mundo sabe o fim dos bandidos pobres: morrer antes dos 25 anos. E ninguém quer ver seu filho, seu irmão, seu parente ou seu vizinho com este destino, embora haja quem acredite que este caminho não é escolha, é sina. Talvez seja o modo que encontram para dizer que as condições em que vivem os levam forçosamente a agir assim. (ZALUAR, Alba. Condomínio do Diabo. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1994. p. 7.) 6. (UEL-PR) – Segundo o texto, é correto afirmar: a) Qualquer morador das áreas pobres do Rio de Janeiro tem sua parcela de responsabilidade na violência urbana. b) Alguns moradores das favelas acreditam que está escrito no destino de cada um tornar-se ou não bandido. c) Os moradores das favelas que não entram para o crime ficam alheios às tragédias do cotidiano. d) A autora faz sua análise a partir de uma situação hipotética, por isso não identifica o lugar estudado. e) Os moradores das favelas afirmam que o banditismo é a única alternativa de sobrevivência que lhes é acessível.

Módulo 3 – Análise de Texto
1. (ESPM-SP) – A montagem de imagens e palavras abaixo ilustra o texto de propaganda de uma escola particular.

(Época, n.o 72, de 04/10/99) A frase do texto de propaganda que estaria em desacordo com as sugestões da montagem acima é: a) Com a agressão ao meio ambiente nós aprendemos a importância de cuidar do meio em que vivemos e de passar a preservá-lo.

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b) De bomba a pomba há mais que um jogo de palavras: há o salto de qualidade que se deve dar na passagem de século. c) A lição das catástrofes, quando aproveitada, é a de se valorizar de modo absoluto a construção de um caminho de pacificação. d) O passado recente nos deu exemplos instigantes dos caminhos dos quais não vale a pena nos afastarmos no século XXI. e) Para bem se aprender uma lição do século XX, não é possível esquecer qual foi sua mais trágica invenção. 2. (UPF-RS) – No contexto de um tenso debate nos meios de comunicação, gerado pela possibilidade de a Ford não mais se instalar no RS, por desacordos com o governo do Estado, ZH publica, em 14 de abril de 1999, um anúncio publicitário do Governo da Bahia, com a seguinte manchete: GM E FORD, VENHAM PARA A BAHIA. AQUI, A GENTE HONRA OS COMPROMISSOS E ESTÁ SEMPRE ANDANDO NA FRENTE. Neste anúncio, I. afirma-se, explicitamente, que a Bahia tem recursos de sobra para dar incentivos fiscais a montadoras de automóveis. II. afirma-se, explicitamente, que o Governo da Bahia não rompe contratos assumidos. III. fica implícito que o Governo da Bahia só garante honrar compromissos com a GM e a Ford. IV. fica implícito que o Governo do RS costuma não cumprir os compromissos que assume. V. fica implícito que o Governo do RS só não honra compromissos assumidos com montadoras de automóveis. São verdadeiras somente as afirmações a) I e II. b) II e IV. c) III e V. d) II e V. e) I, II e IV. 3. (PUC-MG) – Os shampoos Herbal Essences, preparados com água pura de fonte de montanha, contêm ervas orgânicas naturais e um exclusivo complexo botânico. Essa associação original deixará seus cabelos limpos, perfumados e brilhantes. Herbal Essences Clarifying Shampoo combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas, para limpar o fio capilar de uma forma suave, porém profunda, removendo a oleosidade excessiva e resíduos de produtos (mousse, gel, spray para cabelo), que se depositam na superfície do cabelo. Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional. • Não contém substâncias de origem animal. Produto não testado em animais. • Utiliza ingredientes de alta qualidade, derivados de plantas não sujeitas à extinção. • Fórmula biodegradável.

• As ervas são cultivadas em condições orgânicas comprovadas, sem pesticidas e petroquímicos. Modo de Usar: Aplicar sobre os cabelos molhados, massagear até que espume, enxaguar bem. Se necessário, repetir a operação. Para melhores resultados, usar Herbal Essences Clean Rinsing Conditioner, que desembaraça e dá brilho sem deixar os cabelos pesados ou com resíduos. No texto, só não há indicações de que a empresa a) demonstra respeitar a natureza. b) acredita ser importante explicar o modo de ação do produto. c) pretende descrever o produto, o modo de usá-lo e, também, promover outro produto da linha. d) acredita que há produtos perigosos à saúde devido ao modo como são produzidos ou cultivados seus ingredientes. e) imagina que só os produtos naturais têm qualidade. 4. Assinale a alternativa que contenha consideração adequada sobre o texto. a) O termo “impurezas” (no último período do segundo parágrafo) retoma e especifica a expressão “oleosidade excessiva” (período anterior). b) Se, no lugar dos infinitivos sublinhados na parte do texto relativa ao “Modo de Usar”, aparecessem imperativos, então as sugestões de uso ali apresentadas tornar-se-iam ordens. c) Embora a conjunção “se”, no trecho “Se necessário, repetir a operação”, pudesse levar o leitor a concluir que aí se estabelece uma relação de condição, não é isso o que ocorre. d) O trecho “contêm ervas orgânicas naturais” deixa pressupor que há ervas orgânicas que não são naturais. e) Utiliza-se inadequadamente o termo spray em “spray para cabelo”, uma vez que o vocábulo só é utilizado no português para se referir ao método de expulsão do produto da embalagem. 5. Assinale a alternativa que contenha consideração inadequada sobre o texto. a) O vocábulo “outros”, em “combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas”, leva a concluir que alecrim, jasmim e flor de laranjeira são derivados de plantas. b) Entre as partes do enunciado “Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional” é estabelecida uma relação de causa (1.a parte) e consequência (2.a parte). c) O trecho “Modo de usar” baseia-se na possibilidade de que o leitor nunca tenha usado shampoo, pois, para os que já usaram, muitas das informações ali fornecidas são supérfluas. d) A ordem das informações relativas ao produto no texto pode ser descrita como se segue: modo de ação; resultados proporcionados; origem dos ingredientes; modo de usar. e) O vocábulo “operação”, em “Se necessário, repetir a operação”, poderia ser substituído por “ação”, sem que houvesse comprometimento do sentido.

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Módulo 4 – Análise de Texto
As questões de números 1 a 9 referem-se ao texto que segue. Homem-sanduíche é uma designação muito expressiva para aquele que anda ou estaciona na rua encaixado entre duas placas publicitárias. Além de denotar essa posição de recheio humano, a expressão pode ainda lembrar o quanto valerá um dia inteiro desse específico trabalho: um sanduíche, ou quem sabe dois. A primeira vez em que me deparei com uma dessas figuras híbridas do humano com a coisa, li no cartaz: COMPRO OURO. Olhei para o homem, para seu chapéu velhíssimo de sol e chuva, para seus sapatos deformados em tantas pisadas, para as barras da calça puída, para seu rosto de velho, com expressão de cansaço e vazio – e nada entendi. Por segundos, imaginei que exótica personagem era aquela, comerciando ouro fantasiado de pobre. Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas, demorei um pouco para entender a função do ensanduichado: não ser mais que uma placa com pernas, disposta a conduzir algum cliente à pessoa do verdadeiro comprador. Quem tivesse, por exemplo, uma aliança, corrente ou anel, para vender com urgência, que o seguisse por alguma escada sombria. Muitos anos mais tarde, certamente menos ingênuo, deparo-me com esta nova atração dos homens-sanduíches: entre dois cartazes de papelão, anunciam empregos, neste tempo de desemprego. Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados: foi preciso aproximar-me, curioso, para reconhecer indicações de alguns postos de trabalho, oferecidos à pequena multidão, que anotava como podia alguns endereços. Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo, alguém pediu: — Quietinho, tio, que eu quero anotar... Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homemsanduíche nada compra e nada oferece por si mesmo: seu corpo é um suporte móvel para o mercado alheio. Alugá-lo é por certo mais barato que contratar um pedaço de parede, é mais prático que disputar um lado de coluna. O homem-sanduíche, invenção do homo sapiens, é uma das provas vivas de que falta alguma coisa em nossa sabedoria. (Celso de Oliveira, inédito) 1. (ESPM-SP) – O autor considera que a expressão “homemsanduíche” é muito expressiva porque ela alude, ao mesmo tempo, à a) descrição de sua imagem e ao parco rendimento de sua função. b) sua posição intermediária na escala social e ao tipo de mercadoria que anuncia. c) descrição de sua imagem e ao tipo de mercadoria que anuncia. d) sua posição intermediária na escala social e ao parco rendimento de sua função. e) sua posição no mercado de trabalho e ao fato de passar despercebido.

2. (ESPM-SP) – “Nada entendi” – diz o autor do texto no segundo parágrafo. Essa declaração prende-se às seguintes causas: I. a mensagem do anúncio era contraditada por índices da pobreza de quem anunciava. II. ainda rapazinho ingênuo, chegado do interior, tomara ao pé da letra o que dizia o anúncio. III. desconhecia as razões da condição de quem lhe parecera uma estranha personagem. Está correto o que é dado como causa em a) II, somente. b) I e II, somente. c) I e III, somente. d) II e III, somente. e) I, II e III. 3. (ESPM-SP) – Para indicar a condição de “coisa” a que fora reduzido o homem-sanduíche, o autor se vale das seguintes expressões: a) “expressão de cansaço” e “fantasiado de pobre”. b) “exótica personagem” e “placa com pernas”. c) “placa com pernas” e “suporte móvel”. d) “suporte móvel” e “homo sapiens”. e) “placa com pernas” e “afinal estava vivo”. 4. (ESPM-SP) – No contexto da crônica, há uma relação de causa e efeito entre os seguintes fatos: a) “Muitos anos mais tarde” e “deparo-me com esta nova atração”. b) “neste tempo de desemprego” e “cerrada roda de interessados”. c) “anunciam empregos” e “certamente menos ingênuo”. d) “deparo-me com esta nova atração” e “COMPRO OURO”. e) “Por isso, mal pude vê-lo” e “Como ele se mexesse”. 5. a) b) c) (ESPM-SP) – É paradoxal a seguinte afirmação do texto: “Imaginei que exótica personagem era aquela”. “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo (...)”. “Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas (...)”. d) “Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homem-sanduíche nada compra e nada oferece (...)”. e) “Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados”. 6. (ESPM-SP) – Está incorreta a seguinte afirmação sobre o texto: a) O autor é irônico ao dizer “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo...”. b) A condição de coisa do homem-sanduíche é intensificada pelas alusões a “pedaço de parede” e “lado de coluna”. c) O emprego da expressão “nossa sabedoria” é irônica e nos responsabiliza a todos pela miséria e exploração humanas. d) A expressão “Quietinho, tio, que eu quero anotar...” contém um misto de afetividade e impaciência. e) O autor detecta na “pequena multidão” os responsáveis pela condição do homem-sanduíche.

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7. (ESPM-SP) – Considerado o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em a) “designação muito expressiva” = sugestão enigmática. b) “figuras híbridas” = imagens falsas. c) “exótica personagem” = tipo bizarro. d) “suporte móvel para o mercado alheio” = base instável de um comércio precário. e) “outras e mais amenas rotinas” = experiências longínquas e vazias. 8. (ESPM-SP) – Estão corretamente grafados os sinônimos, respectivamente, de exótico, ensanduichado e disputar em a) esdrúxulo – imprensado – pleitear b) esdrúchulo – imprensado – divergir c) exquisito – emprensado – preitear d) esdrúxulo – emprensado – diverjir e) esquisito – imprençado – pleitear 9. (ESPM-SP) – A frase em que todas as palavras estão corretamente grafadas é a) O jovenzinho provinceano ficou extático quando se deparou com o homem-sanduíche. b) A ingênuidade do rapazinho impediu momentâneamente que ele desse pela função do homem-sanduíche. c) Quem tinha pretenções de emprego acercava-se das placas, buscando divizar o que informavam. d) A existência mesma do homem-sanduíche constitui prova de que nossa sabedoria não exclui a impiedade. e) Nas situações extremas, as pessoas desfazem-se de aneis ou correntes para cobrir despezas de emergência.

1. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) No primeiro parágrafo, entende-se que os citados intelectuais da época criaram a Cinemateca Brasileira contando com o apoio de seus jovens alunos universitários. b) No segundo parágrafo, estão em relação de causa e efeito, respectivamente, os segmentos: a continuidade de sua atuação e é um dos arquivos de filmes mais antigos do mundo. c) No terceiro parágrafo, a referência à Fédération Internacionale des Archives du Film foi feita como exemplificação dos fatos citados nas orações concessivas do parágrafo anterior. d) Compreende-se pelo texto que a ação da Cinemateca Brasileira resume-se na preservação de seu acervo, constituído pela maior coleção de filmes da América Latina. e) No terceiro parágrafo, a especial ênfase dada à produção contemporânea é o argumento mais abrangente para provar o cuidado da Cinemateca com o cinema em todas as suas manifestações. 2. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa redigida de maneira lógica, de acordo com a norma culta da língua e sem alteração das ideias originais do texto. a) A Cinemateca Brasileira, que o trabalho dela é de reconhecimento internacional, tem conhecido insucessos, os quais não a impedem a continuidade de sua eficaz ação. b) O trabalho feito pela Cinemateca Brasileira, considerada internacional, não está impedido por que teve e tem problemas; em vez, ela continua a agir contínua e eficazmente. c) Os problemas que a Cinemateca está sujeita, mesmo com o trabalho internacionalmente reconhecido, não prejudicam sua contínua ação que se revela eficazmente. d) A Cinemateca Brasileira, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, sofreu duros reveses, que não foram, entretanto, capazes de impedir sua ação contínua e eficaz. e) A ação da Cinemateca Brasileira eficaz e contínua não foi compatível com os problemas que sofreu, na medida que ela continua atuando de maneira adequada. 3. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) Cinemateca é exemplo de vocábulo formado por composição em que o segundo elemento é um radical grego que significa “lugar onde se guarda”. b) A frase “Cinematecas, que preservam e difundem a cultura cinematográfica, não devem ser confundidas com instituições saudosistas” mantém o sentido original, se forem retiradas as vírgulas. c) A concordância verbal está correta em: “Antes da Cinemateca não haviam lugares próprios para a restauração de filmes”. d) A frase Embora o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios tem sentido equivalente a “Já que incêndios costumavam vitimar o acervo cinematográfico”. e) O segmento Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949 exerce a mesma função sintática do termo grifado em “Jovens estudantes, procurem conhecer a Cinemateca.”

Módulo 5 – Análise de Texto
Texto para as questões de 1 a 4. Do sonho de um grupo de intelectuais, entre eles Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Antonio Candido, então jovens estudantes da USP, nasceu a Cinemateca Brasileira. Embora seus criadores tenham sofrido perseguições políticas em várias oportunidades, e o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios, a Cinemateca Brasileira, pela continuidade de sua atuação, é um dos arquivos de filmes mais antigos de todo o mundo. Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949, a Cinemateca Brasileira tem seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Além de possuir a maior coleção de filmes da América Latina, é um centro de informações e de difusão da cultura cinematográfica, que restaura e preserva a produção do cinema nacional em seu conjunto, com especial ênfase na conservação dos registros de imagens em movimento produzidos contemporaneamente, além de documentar, pesquisar e difundir o cinema em todas as suas manifestações.
(Folheto de divulgação da Cinemateca Brasileira, produzido pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura)

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Depois da experiência do Vietnã. inescrupulosamente. pelos lados. é o despudor com que versões substituem fatos e categorias ganham estatuto de epifanias. quanto se deve.. d) Alusão a uma tese: a “verdade” foi sacrificada por determinada circunstância. reforçar a retórica dos políticos no seu papel de convocar todos para que não poupem suor e lágrimas até a vitória... continuamos dividindo os homens em duas categorias: parecido-aliado e diferente-inimigo. 132 – .) A história nos ensina que o militante se converte em guerrilheiro quando está irremediavelmente acuado. fabricam-se versões. Não é assim que se combate a epidemia das vacas loucas? Situar.. (José Arthur Giannotti. Bin Laden estaria para Mc Veigh assim como o fundamentalismo muçulmano para a ultraortodoxia judaica e para todas as outras formas de fanatismo. no que a imprensa vem chamando de “guerra contra o terror”. além disso. para continuar a luta. ao ser mordida pela astúcia ou pela mera força bruta. em TV Folha 7/10/01) Texto II A OCULTAÇÃO DO REAL (. à ideia de que a “verdade”. por fim. os títulos aludem à necessidade de saber quem seria o líder responsável por tal ação. Não é o que pregam aqueles que se suicidam em massa na Guiana ou na Flórida? Não é contra o mal da frustração que se lança o estudante que toma de uma arma e assassina professores e colegas numa escola? (.. quando os exércitos em que poderia integrar-se foram desbaratados. primeiro afirmamos a diferença para depois procurar circunstanciais semelhanças. Em vez de simplesmente dizer que somos todos homens e que o fato de usarmos turbantes ou crucifixos é absolutamente secundário.) mesmo quando queremos ser justos e corretos. Mas o que vem a ser essa nova guerra que se trava nos limites do mundo conhecido? Sabemos. se transforme em negociação democrática. porém.. rostos desfigurados pela dor. secretário de Defesa dos EUA. O que me surpreendeu agora. (. “Mais!”. b) A sugestão de que é necessário tanto caçar o responsável pelas ações terroristas. contudo. Nada mais esdrúxulo.) Se a guerra é contra o terror ameaçando uma forma de vida. (. não é preciso que uma das partes se sinta ameaçada até mesmo em sua possibilidade de existir? (. do que imaginar que o simples fato da diferença de formas de vida levaria ao conflito. para ser encontrada. nunca de frente. (ESPM-SP) – A justificativa para os títulos dos textos I e II seria: a) De que.4. evitando o contato direto dos jornalistas com o campo de batalha. diabolizar o inimigo. tentando aferroar o inimigo pelas costas. estar à caça da “verdade”. Folha de S. numa guerra. As imagens do último desastre foram maquiadas para evitar que se vissem pessoas se precipitando no vazio. O terrorista sem rosto constitui uma ameaça que.. (MACKENZIE-SP) – Assinale o título que seria fiel ao conteúdo informativo do folheto sobre a Cinemateca. que as cenas de guerra vêm camufladas. tem de ser tratada como num jogo. do que se dispersar em pequenos grupos. as Forças Armadas norte-americanas trataram de controlar a notícia.Paulo. c) De que eles aludem. Todos se situam como iguais na doença do desapego à vida. sempre. Texto I CAÇANDO A VERDADE Alguém já afirmou que. o que distancia. é salamandra que renasce de suas cinzas.. Nunca duvidei disso. mesmo sem saber exatamente o que seja “a verdade”. acusa os inimigos de estarem “empenhados em negar a povos livres a oportunidade de viverem como quiserem”. a guerra nesse plano termina por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. em suma. e) Que o uso do gerúndio sugere a ideia de que essa ação contra o terrorismo deve ser contínua e prolongada e não imediata. Para que a diferença se transforme em ódio. situando-se além da condição humana. de longa data.. como se trata da “caçada ao terrorismo”. Rumsfeld. nada mais lhe restando. por meio de uma ironia.. O remédio então é criar um espaço em que a luta continue em termos civilizados e. a) Cinema brasileiro: em prol da América Latina b) Cinemateca brasileira: a memória do nosso cinema c) Fatalidades atuais do cinema brasileiro d) A universidade e o cinema de protesto e) Cinemateca brasileira: a moderna produção de filmes Módulo 6 – Análise de Texto Textos para os testes de 1 a 8. 7/10/01) 1. Tomam a passagem por esse vale de lágrimas como pausa a ser abreviada pela imolação de si mesmos. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. vírus vindo de fora. a primeira vítima é a verdade. em nome de um princípio transcendente. preferimos já sair sublinhando o que separa.) Declarou-se guerra ao terror. (Hélio Schwartsman. membros despedaçados. deve ser abatido como animal feroz. Desconfio de que essa seja uma falha de programação da mente humana.) Donald H. Tudo é feito para reforçar o maniqueísmo. Mesmo na “Civilização”.

(ESPM-SP) – “Situar. (ESPM-SP) – Como explicar o uso da adversativa no Texto 6. para testar seu nível de interpretação. c) a afirmação acima tem como estrutura sintática a voz passiva. segundo o autor do texto. b) Converte-se o indivíduo num ser destemido. versam os dois textos? a) Como acabar com o terror. segundo o autor do texto. e) a afirmação acima retrata uma reação emocional ao ataque sofrido pelos EUA. a) Todas as alternativas são verdadeiras. d) Somente as alternativas II e III são verdadeiras. (ESPM-SP) – Em: “Declarou-se guerra ao terror” (Texto II).. por isso justifica-se seu extermínio. 8. Quando o autor diz “a guerra. para o indivíduo “acuado”. deve ser abatido como animal feroz. b) Como identificar o terrorista “sem rosto”. 5. é “um doente e tresloucado”. que o terror é um vírus. porque acuado.2. d) Como não camuflar a luta por interesses distintos. sob o rótulo de “guerra contra o terror”. c) a força bruta. na por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. (ESPM-SP) – Quais as consequências. É falsa a ideia de que não existem diferenças entre os inimigos internos e externos. considerando-o um agressor externo. b) O terrorista. 7. que sofre da doença do desapego à vida. II. a guerra. refere-se ao combate do terrorismo (sentido geral).” a) Afirma o autor. é “alguém além da condição humana”. situando-se além da condição humana. (ESPM-SP) – “Se a guerra é contra o terror ameaçando d) ele se torna invencível quando é levado a usar da astúcia ou força bruta. contudo. b) Somente as alternativas I e II são verdadeiras. (ESPM-SP) – Qual o verdadeiro dilema sobre o qual uma forma de vida. e) A intenção é levantar dúvida sobre “guerra” ser reação legítima a uma verdade aparente versus uma verdade camuflada. d) A eliminação do terrorista é conclusão da proposição hipotética de que o terror é “vírus vindo de fora”. d) a afirmação acima é falsa. e) Eliminar o terrorista é a única forma de garantir a segurança interna dos EUA. 4. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. aliada à astúcia. nessa passagem. c) O terrorista. termina por abolir a diferença”. por isso justifica-se seu extermínio. c) Como abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. do qual fala o autor. c) Converte-se o indivíduo em membro de pequenos grupos. vírus vindo de fora. porque a referida matéria foi escrita antes da reação dos EUA. faz uso da indeterminação do sujeito. a se combater. e) ele faz parte de uma forma fragmentada de terror. e) Como conter a força bruta dos terroristas. d) O indivíduo passa a valer-se de práticas traiçoeiras. relação ao apoio dado à ação. a guerra nesse plano termi- a) a afirmação acima tenta construir a ideia de unanimidade em b) a afirmação favorável à guerra. (ESPM-SP) – É verdadeiro afirmar sobre o terrorista sem II. para impossibilitar identificação dos agentes. segundo período? a) A intenção é simplesmente negar a afirmação do primeiro período. – 133 . c) A intenção é ironizar o fato de que “guerra” ganhou um novo sentido. b) ele é um doente. 3. III. e) Converte-se o indivíduo em ser sem identidade institucional. O plano. ele quer alertar para um ponto em comum entre inimigos internos e externos: desapego à vida. um tresloucado que deve ser eliminado. b) A intenção é confundir o leitor. usando. são componentes do perigo representado pelo terrorista. e) Somente a alternativa I é verdadeira.. rosto que a) a mais eficaz forma de combatê-lo é por meio da guerra. apontadas pelo autor? a) Converte-se o indivíduo de militante em guerrilheiro. c) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. d) A intenção é contrariar a ideia de que o sujeito da ação enunciada é desconhecido. de forma a eliminá-los. para isso.” I. por isso justifica-se seu extermínio. para destacar o objeto da ação. como um vírus.

Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. o segmento “o melhor momento do futebol” são a) os times ficam perfilados – aí. nem de longe o satisfez. força. (FUVEST-SP) – “.” O trecho transcrito aparece modificado de forma correta e sem prejuízo do sentido em: a) Assim que foi eternizado em imponente estátua equestre. no texto. Mas nenhum deles parecia saber captar a nobreza do líder: E a este não restou senão uma solução. o melhor escultor do país foi chamado. e) ereto. É quando os times ficam perfilados. modelo. cívico. c) Nunca alcançava.. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. nem de longe o satisfez. garantia de um molde perfeito onde coaria o bronze. que do alto de um pedestal dominava a cidade. (Marina Colasanti. o melhor escultor do país foi chamado. 2. o ditador quis chamar o melhor escultor do país. um breve aceno de cabeça bastou para que os operários abrissem as canaletas. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. O Tim. 5. in O Estado de S. por exemplo. b) Esforçava-se. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. montado no seu fiel tordilho e trajado em alto uniforme. (FUVEST-SP) – “Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. o grandioso do gesto. e) fez lhes concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e parados. e) Quanto mais se esforçava. mesquinha. devidamente montado num cavalo de pau. b) escultor. e) é quando – começa o jogo.. d) estabeleceu relação de concordância entre lhes e mãos e entre parados e jogadores. d) imenso. d) o tático pode olhar o campo – aí. com os times. (FUVEST-SP) – Em “. Falava um jogo e o time jogava outro. no texto. que está aí por lugares (um para cada um). a qual do alto de um pedestal dominasse a cidade. os poucos escultores restantes haviam sido chamados e despachados. encovado. o autor usa o plural em lhes e parados porque a) ambas as palavras referem-se a lugar. e) Visto que o ditador queria ser eternizado dominando a cidade em imponente estátua equestre.cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados”. tristeza. o melhor escultor do país. pela palavra grifada também aparece em: a) Muito tentou e não conseguiu o efeito pretendido. tordilho. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. empinou o queixo. O resultado. e até mesmo os ceramistas. mandou chamar. ditador. Mandou construir imenso caixote de madeira. ou não se satisfaria.. c) aí – os jogadores se movimentam. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. entretanto. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. e deu um puxão nas rédeas. a qual do alto de um pedestal dominou a cidade.. Texto para as questões de 3 a 6. b) associou lhes a mãos e parados a times... O problema do Tim. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados. diziam todos. 4. grandioso. Em breve.” A relação lógica estabelecida. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. despejando a pasta de gesso até encher completamente o caixote. devidamente montado num cavalo de pau. no qual entrou no dia aprazado. outro foi convocado. sem que qualquer dos seus trabalhos parecesse sequer aceitável ao ditador.Módulo 7 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “Gols de Cocuruto” e responda ao que se pede. Faltavam a altivez dos traços. embora não chegasse aonde queria. c) altivez. aprazado. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. Fuzilado o escultor. Tático exemplar. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. e durante semanas posou. E requisitaram-se os entalhadores. (FUVEST-SP) – As expressões que retomam. com plumas e condecorações. produziu estátua ainda mais mesquinha. O resultado. portanto desistia. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. levantou o braço direito em gesto cívico. aceno. 134 – . O qual. Quando o cavalo ergueu-se sobre as patas traseiras. nobreza. para tristeza e fúria do modelo. b) é quando – então. c) Afim de ser entronizado em imponente estátua equestre. operários.O ditador mandou chamar o melhor escultor do país. Contos de Amor Rasgados) 3. Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. b) Enquanto quis ser eternizado em imponente estátua equestre. entretanto. incluindo o minuto de silêncio. d) Porque desejava ser eternizado em imponente estátua equestre. (Luís Fernando Verissimo. menos conseguia. Ereto sobre a sela estufou o peito. (FUVEST-SP) – A alternativa em que todas as palavras e expressões pertencem a um mesmo campo de significação é: a) imponente. Paulo) 1. nem fazia o peito encovado justiça à força que abrigava. c) antecipou a concordância com os jogadores se movimentam. do alto de um pedestal. Da entrada em campo até a troca das camisetas. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. planejava todo o jogo numa mesa de botão. Foi um técnico de sucesso. d) Ou continuava. depois os santeiros. não sendo o melhor. plumas. e durante semanas posou. dominasse.

caneta”. a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular. parentes e bem-amadas. d) que se amplia graças à tradução de termos científicos.. As pessoas atrapalham. sim!. Áspero. para ele. b) a ser enriquecido pela criação de gírias. Eu sonho – 135 .. Aquele que desdenha do próprio coração. Módulo 9 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “De Gramática e de Linguagem” e responda ao que se pede. — “Cardisplicente” não existe.. mas arbitrário. — Mas se eu inventei. (FUVEST-SP) – “— Mas se eu inventei. III. Escuro. e) a ser enriquecido com contribuições pessoais. Sonoro. palavra técnica constante de dicionários especializados. De água e luz ele faz seu esplendor. o cronista preserva. e) a afirmação II está correta. b) é uma reação mecânica dos nossos sentidos estimulados.) As cousas vivem metidas com as suas cousas. Amigo ou adverso. Em nossa última conversa. Lento.. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. Eu gosto é das cousas. de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. 200 Crônicas Escolhidas) 1. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. c) decorre da predisposição de quem está apaixonado. Eu considerei que este é o luxo do grande artista. Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros. uma criação de palavra pelo processo de composição. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes. 3. a ideia de que a sensação de esplendor a) ocorre de maneira súbita. Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores. Morre. apenas a) as afirmações I e III estão corretas. — O quê? 4. ao final de sua narrativa. c) A expressão de uma grande vaidade não mede o custo.. Ovo pode estar choco: é inquietante. Entre um copo e outro de cerveja. De acordo com o que o texto permite deduzir. acidental e efêmera. como elemento comum. mesmo. como é que não existe?” Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador. c) pronto para incorporar estrangeirismos. — Cardisplicente. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. sabiá. (Ovo.6. animal ou cousa: João. Um ovo. uma frase adequada seria: a) Não há persistência quando impera a vaidade. Texto para as questões 3 e 4.. João só será definitivo Quando esticar a canela. Não há pigmentos. b) as afirmações I e II estão corretas. João. d) se projeta além dos limites físicos do que a motivou. um termo erudito empregado para criar um efeito cômico. oh minha amada. “cardisplicente” um jogo fonético curioso. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta. são os adjetivos. um neologismo desprovido de indícios de significação. dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo. b) Não há vaidoso que possa suportar a vaidade alheia. Multiplicam-se [em excesso. II. d) a afirmação I está correta. Um armário. Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 1 e 2. c) as afirmações II e III estão corretas. é a) b) c) d) e) (FUVEST-SP) – Conforme sugere o texto. Macio. Mas o bom. 2. As cousas são quietas. E não exigem nada. (FUVEST-SP) – Atente para as seguintes afirmações: I. O ser que ama sente refletir-se em si mesmo um atributo do ser amado. d) A vaidade só se curva ao instinto de autopreservação. Não se metem com ninguém. é um luxo imperial. por fim. Mas andei lendo livros. (FUVEST-SP) – Se a autora pretendesse acrescentar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. e) resulta da imaginação com que alguém se vê a si mesmo. seu grande mistério é a simplicidade. Considerei. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. Uma pedra. As cousas. nem sempre. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre. Bastam-se.. Estão em toda parte. era um código aberto. O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaboração. a língua. e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. O pavão é um arco-íris de plumas. como é que não existe? — espantouse o meu amigo. Rente. O esplendor do pavão e o da obra de arte implicam algum grau de ilusão. e) A absolvição da vaidade depende de uma dura penitência. (FUVEST-SP) – Nas três “considerações” do texto. uma espécie de “moral da história”. você inventou — triunfei. reticente ou falastrão. Luminoso. Verde. (Rubem Braga. que assim é o amor.. atingir o máximo de matizes com um mínimo de elementos. fui ao dicionário. como em um prisma. por ser um “cardisplicente”.

com o tom soturno dos mineiros. com relação à estrutura sintática e de significação dos versos “E como o motorneiro se impacientasse! / Porque levava os advogados para os escritórios / Desatravancaram o veículo! / E o animal disparou”. é correto afirmar sobre os versos que a) o primeiro par remete à ideia de gramática. a) O título sugere a crítica aos homens que. para modernizarem a cidade. c) o primeiro par remete à ideia de gramática. revolta e calcária. em linha. que representa o atraso. portanto. o segundo. sabiá. 2. a) Há uma relação de causa e efeito entre a impaciência do motorneiro e o ato de desatravancar o veículo. realiza-se independentemente da linguagem e do sonho. Há apenas uma noite escura.Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. onde alguns homens ásperos. Leia os textos I e II para responder às questões de 3 a 6. e) O poema capta um momento da vida urbana em que. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. que impressiona e gela. animal ou cousa: João. fica limitado em razão do sonho e da linguagem.) À turva luz oscilante dos lampiões de petróleo.. está “atrelado” ao ritmo do progresso. como “fugitivo”. Texto I POBRE ALIMÁRIA O cavalo e a carroça Estavam atravancados no trilho E como o motorneiro se impacientasse Porque levava os advogados para os escritórios Desatravancaram o veículo E o animal disparou Mas o lesto carroceiro Trepou na boleia E castigou o fugitivo atrelado Com um grandioso chicote. Neles predominam. é uma forma de sonhar e fugir da realidade. caneta. ali. a função metalinguística e a conativa.. podem estar na cidade. a) b) c) d) e) (UNIFESP-SP) – Para o poeta.. c) A oração “porque levava os advogados para os escritórios” é consequência da impaciência do motorneiro. o segundo. sentindo na espinha dorsal. referencial. (. dando à noite lúgubres pavores de enterros. na rigidez do solo. d) O poema indica que os elementos da natureza. Não há nem a mais leve nitidez de aspectos. diante dessas enormes bocas escancaradas na treva. um desconhecido tremor nervoso. pensa-se fatalmente na Morte. pois. 1. como numa tecla elétrica onde se calca de repente a mão. a função é metalinguística. andam colocando largos tubos de barro para o encanamento das águas da cidade. veem-se fundas e extensas valas cavadas de fresco. A terra. à ideia de linguagem. Noite glacial e melancólica. neles predomina a função metalinguística. b) ambos os pares remetem à ideia de gramática.. d) Na oração “E o animal disparou” há uma relação de oposição.. d) ambos os pares remetem à ideia de linguagem. à ideia de linguagem. rudes. Em ambos os pares.. Nos dois pares. o poema não é suficiente para exprimir seus sentimentos. (UNIFESP-SP) – Observe os pares de versos: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. cometem injustiças contra a natureza. à ideia de gramática. o segundo. Texto II Volto da rua. b) Na oração “como o motorneiro se impacientasse” há uma comparação que se completa com a ideia da pressa dos advogados. convivem atraso e modernidade. enquanto o “motorista” depende da rapidez do trânsito. b) Na oposição entre “carroceiro” e “motorista”. cerrada. dá ideia da derrocada de terrenos abalados por bruscas convulsões subterrâneas. que lembra o mistério. desde que não atrapalhem o ritmo urbano. assinale a alternativa correta. predomina a função referencial. e) o primeiro par remete à ideia de linguagem. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto I. nem as estrelas. com imensa quantidade de pedras brutas sobrepostas. c) O cavalo. num mesmo espaço. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. ao menos. tem sentidos ocultos a serem vivenciados. estabelecida pela conjunção. o primeiro defende o ritmo lento das ações. No primeiro. em torno dos formidáveis ventres abertos. (FATEC-SP) – Ainda sobre o texto I. Instintivamente. porque nem a lua. estão presentes as funções apelativa e referencial. no segundo. 3. e) As orações “E como o motorneiro se impacientasse” e “E o animal disparou” indicam relações de adição entre esses dois fatos. 136 – . fulgem no firmamento. simbolizados em “cavalo”. na oração seguinte. 4.” “Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto…” Considerando-se o título e os sentidos propostos no poema. não tem saída. respectivamente.

. o valor do alimento equipara-se ao da vida humana. diferentemente do texto II. que caracterizam o texto II como barroco. d) A modernização da cidade é percebida pelo sujeito que a contempla como uma violação à terra. Da mescla de trigo. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. equipamentos e interesses.. caracterizam o Romantismo. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. (VUNESP-SP) – Assinale a alternativa em que o sentido da preposição destacada está correto... d) forma injusta como é tratada a questão da fome nos países capitalistas. texto adaptado) 1. com menos de 5 anos de idade. Se deixar de comer e beber. b) falta de incentivo governamental para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. b) I e II. a) No texto I. devido a sua rudeza. perturbado por suas alucinações. e) No texto I. Paulo.. lavam as frutas e verduras. obras de arte e. 6. tipicamente realista. o que se acentua no texto II. c) forma excêntrica com que os seres humanos tratam os alimentos antes de consumi-los. evitam comer carne crua. possível apenas com a morte.. e) III e IV. se associa à prosa simbolista.. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. o olhar irônico do sujeito marca o estilo da poesia contemporânea. Na sociedade moderna. e) Recusando a vida urbana de sua época. alimento é-lhe tão imprescindível que. mais refinado.. no olhar saudosista que lamenta a destruição da natureza. o trabalho com a linguagem de tom informal identifica o Modernismo. morrem de subnutrição a cada ano. no texto I. (VUNESP-SP) – A crítica que se sustenta no texto centra-se na questão da a) diferença na alimentação entre a bailarina.todos (. c) II e IV. o ser humano definha e morre.. d) I e III. A bailarina e o papa. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto II. com tédio da vida. o Nobel de Química e o encanador. (Frei Betto. Na sociedade capitalista. (. Dotados de capacidade reflexiva – sabem que sabem o que sabem –. comparadas a bocas abertas para a morte.32 milhões de pessoas passam fome.” (SENTEM) b) “. Os países capitalistas têm investido maciçamente no combate à fome.) morrem de subnutrição. cozinham legumes e assam os grãos. onde não faltam alimentos. sal e fermento obtêm o pão. Para os índios.” (NECESSITAM) 4. Impossível é prescindir de comida e de bebida. domina a atitude romântica. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. água. b) O sujeito teme a cidade que se moderniza.. o sujeito reflete sobre os trabalhadores braçais que.. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. c) O tema da cidade. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos.o alimento tem apenas valor de uso. não respeitam a natureza. III. b) No texto I..) não faltam alimentos. até sem roupa. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. De acordo com o texto. presentes no texto II.O homem moderno concebe o alimento como um bem de consumo e lucro.. IV. embora haja milhares de famintos. 2. o sujeito quer retomar à vida natural.. d) Os versos livres que caracterizam o Modernismo no texto I contrastam com a presença de antíteses. a) No Brasil (modo) b) morrem de subnutrição (causa) c) diretamente nos alimentos (tempo) d) até sem roupa (afirmação) e) com o advento do mercado (companhia) Módulo 10 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “A Mesa Global” e responda ao que se pede. estão corretas apenas as afirmações a) I e IV. todos diferem quanto a hábitos e costumes. do Arcadismo. muda-se o sentido da oração em: a) “.. em contraste com o texto II.” (FALECEM) c) “No Brasil.cerca de 300 mil crianças (.” (HÁ) d) “. c) O contraste entre o negror da noite e a luz dos lampiões induz o sujeito. Entre os indígenas tribalizados. No Brasil. passou a ter valor de troca. o marajá e o indígena. pois os operários deixam abertas as perigosas valas. (VUNESP-SP) – Considere as seguintes informações: I. contrasta com o elogio da vida simples e o fugere urbem. in O Estado de S. O – 137 . (VUNESP-SP) – Se o verbo destacado for alterado pelo que está entre parênteses. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos... em que o vocabulário. II.5. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. o encanador e o indígena.. o papa. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação aos Textos I e II. nos trópicos. com o culto do mistério já tipicamente simbolista. a) No retorno a casa.) dependem de sua ração diária. o alimento vale apenas para saciar suas necessidades físicas. a confundir valas e túmulos. com o advento do mercado. para evitar queda de preços. 3. em que as emoções do sujeito. e) ação contínua dos produtores para que se reduzam os preços dos alimentos. gordura.” (POSSUI) e) “. produtos industrializados.

pode-se afirmar que a) fere a determinação dos manuais de estilo jornalístico. agora mais essa: corremos o sério risco de acabar entre Osama Bin Laden e George W. e) 32 milhões de pessoas passam fome no Brasil. b) 32 milhões de pessoas. Bush. onde. BRASÍLIA – Se não bastasse. Eles se matam aos milhares por lá e por aí. a “globalização” pode ficar ainda pior. b) seu uso visa marcar palavras de outros autores. no Brasil onde não faltam alimentos passam fome. e) há dúvida em relação a qual dos dois citados seria o verdadeiro responsável pela retaliação anunciada como revide. no Brasil. “globalização” é praticamente sinônimo de “americanização”. passam fome. no texto. c) Não faltam alimentos no Brasil. Grosso modo. d) sugere que há dúvida quanto à atitude de “retaliar à altura” ser fruto do querer ou ser uma imposição devido à gravidade dos fatos. Em tempos de “paz”. Texto para os testes 6 e 7. 32 milhões de pessoas passam fome. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto ao uso das aspas. b) expressa dúvida sobre “retaliar” — por isso depender de se saber quem o faria — e. c) seu uso visa resguardar os termos destacados de seu sentido absoluto para sugerir outros sentidos. (Eliane Cantanhêde. concomitantemente. d) Não faltam alimentos. de pessoas. onde. 138 – . e nós vamos pagar o pato aqui. Paulo) 6. Um é suspeito de explodir o coração dos EUA. (VUNESP-SP) – A pontuação está correta na alternativa: a) Não faltam alimentos. de querer retaliar à altura (?!). O outro. onde não faltam alimentos. e) seu uso visa confundir o leitor a respeito dos conceitos marcados pelas aspas. 32 milhões. descrença nas intenções de Bush. que tanto recomendam não usar ponto de exclamação quanto de interrogação em título de matéria. Folha de S. Nestes tempos de “guerra”. é certo afirmar que a) seu uso visa ressaltar as ideias principais do trecho em questão. 32 milhões — de pessoas — passam fome. os juros deles aumentam lá.5. no Brasil onde. e você não consegue mais pagar a prestação de sua casa aqui. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto à pontuação (entre parênteses) do primeiro parágrafo. 7. c) expressa dúvida e espanto da autora quanto à compreensão do que seja exatamente “retaliar à altura”. d) seu uso excessivo visa marcar falta de critério da autora do texto no uso das aspas.

isto é. “puxar conversa”. por exemplo. chama-se metalinguagem. agentes da história e do progresso. Resposta: D – 139 . ao representar o ato de desenhar. pois estes interiorizam a suposição de que não são sujeitos da história. b) poética. (FUVEST) – Observe. Resolução Resposta: D Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correção Não possuímos a história dos escravos. (Marilena Chauí) Na linguagem verbal. equivalente ao descrito na alternativa d. Nem para o índio. Nem para os operários. abaixo. Aliás a própria ideia de que os outros são os “pequenos” já é um pacto que fazemos com a ideologia dominante. dos “grandes feitos”. e) nos manuais de instrução. os dominantes. c) emotiva. dos “grandes progressos”. não só porque impediu que houvesse a história dos vencidos (ao serem derrotados. o desenho volta-se para o próprio desenho. d) fática. Resolução Na gravura de Escher. e) apelativa. Por isso os dominados aparecem nos textos dos historiadores sempre a partir do modo como eram vistos e compreendidos pelos próprios vencedores. Não é assim. uma vez que a intenção do emissor foi apenas fazer um cumprimento. mas apenas seus pacientes. então. mas os dominantes também não permitem que restem vestígios (documentos. d) na literatura.FRENTE 4 REDAÇÃO E MORFOLOGIA Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. Nem para os camponeses. (FAGA) – No primeiro quadrinho não houve a transmissão de informação nova. a ideologia nunca nos diz o que são esses “grandes”. se precisa do trabalho deles. quando se organiza com clareza uma determinada sequência de operações. A este procedimento. com frequência. c) na prosa científica. O vencedor ou poderoso é transformado em único sujeito da história. que os estudantes negros ficam sabendo que a Abolição foi um feito da Princesa Isabel? As lutas dos escravos estão sem registro e tudo que delas sabemos está registrado pelos senhores brancos. Grandes em quê? Grandes por quê? Grandes em relação a quê? No entanto. Graças a esse tipo de história. quando o escritor se vale das palavras para expor procedimentos construtivos do discurso. esta gravura de Escher: 2. História dos “grandes homens”. exemplos de aproveitamento de recursos equivalentes aos da gravura de Escher encontram-se. cuja “grandeza” depende sempre da exploração e dominação dos “pequenos”. elimina sua memória. os vencidos perderam o “direito” à história). monumentos) dessa história. A função da linguagem que apresenta esta característica é a a) metalinguística. quando se comparam dois produtos que têm a mesma utilidade. nem a dos trabalhadores vencidos – não só suas ações não são registradas pelo historiador. quando o autor descreve com isenção e distanciamento a experiência de que trata. a) nos jornais. b) nos textos publicitários. o saber histórico nos dirá que esses “grandes”. são os “grandes e poderosos”. mas simplesmente porque sua ação histórica consiste em eliminar fisicamente os vencidos ou. fazendo com que se lembrem apenas dos feitos dos vencedores. nem a dos servos. Não há direito à memória para o negro. das “grandes descobertas”. a ideologia burguesa pode manter sua hegemonia mesmo sobre os vencidos. quando o repórter registra uma ocorrência que lhe parece extremamente intrigante.

Paulo. d) As nuvens tornavam-se cinzentas. é um caso de derivação imprópria ou conversão. e) A articulação das ideias de um parágrafo para outro é feita por meio de conjunções subordinativas. d) O grau de persuasão do texto está pautado. exposição de fatos etc. Resolução Verde. Falou em “todos os testes” sem dizer quais e fez uma generalização apressada. (FGV-SP) – Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada não tem valor de adjetivo. (FECE-Apucarana) – O adjetivo marítimos equivale à locução adjetiva dos mares. mesmo com toda a sua genialidade científica. e insípido à locução sem sabor. um dos livros mais explosivos e criticados da década passada. Resposta: B 6. 3 Os testes a que o laureado se referiu são provavelmente as tabelas de Richard Herrnstein e Charles Murray publicadas em The Bell Curve (a curva do sino ou a curva normal). obedecendo à estrutura dissertativa: tese. pois está substantivado pelo artigo o. e) 2/4/1/3/5. a) A malha azul estava molhada. sofreu muitas adaptações e não mais corresponde à opinião do autor. 2. ou seja.) – Os parágrafos abaixo estão fora de ordem. O texto original. É isso que Watson.3. 2 Podemos concluir que as forças da civilização exigem que abandonemos essa forma primitiva de pensar e utilizemos a razão e não reações instintivas no trato com outros seres humanos. e 5.º parágrafo: expressão que indica conclusão: “podemos concluir”. a) exangue – sem sangue. c) hepático – do fígado. (FGV-Adm. b) inodoro – sem sabor.º parágrafo: “testes” retoma “todos os testes”. d) bélico – da guerra.º parágrafo) contém o tópico frasal – a história sempre foi registrada a partir do ponto de vista dos dominadores ou vencedores – a partir do qual a autora desenvolve os argumentos. argumentação e conclusão. reflexões filosóficas. Resposta: E 4. deixa de ser adjetivo. Assinale a alternativa em que não há correspondência entre o adjetivo e a locução. principalmente. o fato é que é em princípio errado prejulgar alguém por características (reais ou supostas) que não observamos nessa pessoa. pisou na bola. 5 Quanto à generalização. b) A unidade do tema é preservada porque o autor desenvolve as ideias com coerência. É possível inferir e/ou identificar vários procedimentos usados pela autora para defender o seu ponto de vista. Declarou que africanos são menos inteligentes do que ocidentais. b) O sol desbotou o verde da bandeira. sugere a adesão do leitor às conclusões decorrentes da argumentação do articulista. 1 Ele cometeu em sua declaração pelo menos dois grandes pecados epistemológicos. A autora do texto acima tem a intenção de convencer o leitor quanto à questão da participação política no processo histórico. mas no grupo ao qual consideramos que ela pertence.º parágrafo: “James Watson”. d) 5/2/3/4/1. b) 4/5/2/1/3. Esses elementos de coesão são: 1. a) 4/2/1/3/5. o codescobridor da molécula de DNA e ganhador do Nobel de 1953. c) Tinha os cabelos branco-amarelados. Assinale a alternativa que identifica incorretamente um desses procedimentos: a) A tese (1. nas relações antitéticas e nas alusões históricas. c) A fundamentação das ideias é obtida por meio de vários recursos argumentativos: perguntas retóricas. e) pluvial – da chuva. Resolução O texto inicia-se por um período que contém uma declaração de sentido geral do geneticista James Watson. A retomada de termos mantém a coesão textual e permite colocar o texto em sequência lógica. na alternativa b. O último paragráfo.º parágrafo: “generalização” retoma “generalização apressada”. Resolução O adjetivo inodoro corresponde à locução adjetiva sem cheiro. 3. redigido por Hélio Schwartsman para a Folha de S. 4. paralelismo sintático. com os verbos na primeira pessoa do plural. Resolução Não há conjunções subordinativas iniciando os parágrafos. não foi capaz de fazer. Resposta: C Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 5. Nos parágrafos seguintes. de 1994. o articulista passa a refutar a declaração citada e arrola as possíveis justificativas para as conclusões preconceituosas de James Watson. c) 4/1/3/5/2. Resposta: B 140 – . e) O mendigo carregava um fardo amarelado. Assinale a alternativa em que a sequência dos números corresponde à sequência lógica desses parágrafos.º parágrafo: “ele” retoma “James Watson”. 4 James Watson.

logo. (UFES) – As afirmativas de cada um dos itens abaixo expressam o perfil do brasileiro. (FGV-Econ. c) [O trabalho] desvia-o da visão assustadora de si mesmo. conforme resultados do Censo 2000. nós temos. ainda assim.. Saúde e educação melhoram.6% dos domicílios do país têm computador. de modo que haja relação de sentido entre as ideias. As uniões consensuais cresceram. (UNIFESP) – Assinale a alternativa em que a frase mantém o sentido da resposta do policial. 1. por isso. (Porque / entretanto / logo) 3. Resposta: B – 141 . engana nossa falta de poder.) – O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade. O brasileiro teve mais coragem e orgulho de declarar sua cor. (FGV-Econ. apenas. Resolução A relação que se estabelece entre as orações é de proporcionalidade (1).parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição.Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis Leia a charge. com isso. certo significa algum. Resposta: D 10. d) Não achei futuro algum. porém. porque. (Apenas / embora / porém) A alternativa que contém a ordem correta dos elementos de ligação é: a) a fim de que. desde que. e) [O trabalho] faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento. porém. d) Vagabundo é quem não tem o que fazer. Resolução O pronome indefinido algum. como adjetivo. (contudo / logo / por isso) 4... 9. c) Achei algum futuro. porque. (à proporção que / ainda que / a fim de que) 2. exclusão (5). reitera a ideia de negação. Minas Gerais.. porque. As estatísticas também registram avanço na educação. a) O nosso “complexo de vira-lata” tem múltiplas facetas. apenas. contudo. Transforme-as em uma única. tem o sentido de “adequado. ainda assim.. Como pronome. Resposta: D 8. fazendo uso de um dos elementos de ligação propostos. embora. b) [O trabalho] impede-o de olhar um outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. 10. apropriado”. Também há ocorrência de pronome empregado com sentido de posse em: a) O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio. Resposta: B Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis (Diário da Tarde.. A população negra cresceu. causa (2). entretanto. A desigualdade persiste. e) ainda que. (com isso / ainda assim / desde que) 5. RESOLUÇÃO No trecho “. b) Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa… c) . c) ainda que. contudo. a) Achei algo. d) O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso… e) O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento… Resolução O pronome indefinido certo passa a adjetivo se colocado depois do substantivo impulso. contudo. o pronome lhe é empregado com sentido de posse e equivale a sua: que torna a sua solidão horrível. sem as inverter. o vício e a necessidade. e) Não achei muita coisa. b) Achei alguma coisa. A taxa de casamentos legais caiu. logo. 21/03/07) 7. mantém o mesmo sentido do pronome indefinido nenhum.) – Assinale a alternativa em que a mudança da posição do adjetivo no texto altera o sentido da frase. oposição (3 e 4). d) à proporção que. O desemprego cresce no país.que lhe torna a solidão horrível”. Os números mostram que o brasileiro vive à margem da era digital. b) à proporção que. posposto ao substantivo futuro. só não o fazemos. ou seja. ainda assim.

finalidade. c) simultaneidade. a metade do zodíaco. modo. explicação. modo. oposição. 1. é possível contemplar. respectivamente. a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. que interpreta de forma distorcida o significado da primeira. exatamente a metade da esfera das estrelas. explicação. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. e) adição. (ESPM) – Leia as frases: 1. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. causa. Introdução geral ao Commentarius de Nicolau Copérnico. c) distanciamento – consequência – conclusão – efeito. O presidente falou junto com o ministro. instrumento. oposição. de horizonte a horizonte. Resolução Além de equivale a soma. a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. pois a expressão “problemas em casa” já se consagrou como referente a problemas de relacionamento familiar. então equivale a isso. Para entender esses argumentos. finalidade e causa. David Nasser. e) adição – oposição – consequência – conclusão. ideia de a) companhia.11. finalidade. modo. modo. tempo. Portanto. de: a) condição. simultaneidade. d) distanciamento – oposição – tempo – consequência. a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade. adição. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite. portanto estabelecem no texto relações. a cada instante. Resolução As circunstâncias expressas por enquanto. Resposta: E 14. d) lugar. na antiguidade. então. ela não se move em relação às estrelas. Neste caso. (Roberto de A. o céu visível à noite deve abranger. instrumento. por conseguinte. Na noite de Natal. a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar. imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica. instrumento. 4. e) companhia. brigou com seu amigo e principal repórter. enquanto vestia o smoking para ir a um jantar da alta sociedade carioca. O presidente ficou irritado com as críticas. b) companhia. tempo. Resposta: A Módulo 6 – Dissertação – Coesão (FUVEST) – Além de parecer não ter rotação. consequência. para e porque são. A substituição da preposição em pela preposição com (“problemas com a casa”) desfaria o equívoco. de cada vez. no entanto. de a) distanciamento – objeção – tempo – efeito. indicando conclusão. Os termos além de. Resposta: D 12. Paulo. cujo raio não parecia ser muito superior à distância da Terra aos planetas.o/10/01) a) O que há de engraçado nesse diálogo? b) Qual a marca linguística que permite o efeito cômico? Resolução a) A comicidade está na segunda fala do primeiro quadrinho. conclusão. b) adição – objeção – tempo – conclusão. b) A marca linguística que gera alteração de significado é a preposição em. O presidente cortou o pão com a faca. em geral. As preposições destacadas traduzem. causa. d) tempo. no entanto indica contraste. portanto equivale a logo. Resolução As preposições estabelecem as relações indicadas na alternativa a. 2. companhia. b) simultaneidade. consequência. 3. E se ela está sempre nesse centro. outras vezes poderíamos ver menos da metade do zodíaco. indicando efeito. c) alternância. respectivamente. O presidente almoçou com os sindicalistas.) 13. modo. é necessário lembrar que. respectivamente. 142 – . causa. (ITA) (Folha de S. Se. então o campo de visão à noite não seria. respectivamente. causa. de horizonte a horizonte. oposição. Martins. modo. no entanto. exatamente porque o jornalista atacara a nova capital em artigos… A relação que se estabelece entre as orações destacadas é. simultaneidade.

.. Resposta: D – 143 . construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas. o flagrante apelo aos sentidos humanos.” Resolução Catacrese é a figura que consiste na utilização de um vocábulo com sentido inadequado em virtude da inexistência de palavras que designem os seres referidos.” b) “ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho” c) “A natureza me assusta. é autor de “Bicho urbano”... Resposta: A 16... a) “e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada. BICHO URBANO Se disser que prefiro morar em Pirapemas ou em outra qualquer pequena cidade do país estou mentindo ainda que lá se possa de manhã lavar o rosto no orvalho e o pão preserve aquele branco sabor de alvorada... figura que se observa na frase: "Montou a cavalo no burro bravo".) Embora não opte por viver numa pequena cidade. (FUVEST – MODELO ENEM) – A catacrese.... no burro bravo" é catacrese.. mesclam-se referências a duas impressões sensoriais diversas. (ENEM) – Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. O mesmo ocorre com o verbo embarcar. que se misturam e se confundem no efeito emocional que provocam no leitor. ele recorre à sinestesia. porém. que se misturam e se confundem". trem ou ônibus”. “embarca-se em avião.Módulo 7 – Figuras de Palavra 15. 1991. Ó tarde como quem tocasse violino. . Hoje.. a luz tem cheiro.... os versos de Emiliano Perneta têm apóstrofes ("Ó tarde linda.. caracteriza figura altamente expressiva: a) metonímia.. montar um elefante” etc.. Ó tarde linda. estendeuse para outras situações referentes à montaria: “montar um camelo.... Assinale a opção em que se observa esse recurso.. No enunciado da questão. / Com seus matos sombrios suas águas” d) “suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto” e) “me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas” Resolução Na expressão “sabor de alvorada”. c) hipérbato..” d) “Ó mar salgado. além de barco. és a um tempo esplendor e sepultura.. porque o verbo montar refere-se a “colocar-se sobre cavalo”.. A palavra “sabor” implica sensação gustativa... Resolução Além da sinestesia “tarde doce”.... poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes cidades. b) anacoluto.. Resposta: C 17. quanto do teu sal..... no devagar depressa do tempo. ó tarde doce que se admira... que a princípio se referia a “entrar ou colocar-se em embarcação”. (FUVEST – MODELO ENEM) Tarde de olhos azuis e de seios morenos.. O uso.. d) sinestesia. Ferreira..... Como uma torre de pérolas e safira. (GULLAR...")... “alvorada” (palavra derivada de “alvo”) implica sensação visual. inculta e bela.. A natureza me assusta.") e prosopopeia ou personificação ("Tarde de olhos azuis e de seios morenos. ó tarde doce". um dos grandes poetas brasileiros da atualidade. o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades. comparações ("Como uma torre de pérolas e safira. Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos.....” e) “Amanheceu... ocorre em: a) “Os tempos mudaram..." e "como quem tocasse violino.” b) “Última flor do Lácio. e) aliteração. "ó tarde")... (Emiliano Perneta) Nesses versos.. todos embarcaram no trem.... Com seus matos sombrios suas águas suas aves que são como aparições me assusta quase tanto quanto esse abismo de gases e de estrelas aberto sob minha cabeça. "Montou... Toda poesia. definida no enunciado como "apelo aos sentidos humanos..” c) “Apressadamente.....

Para Garfield.. (FUVEST – MODELO ENEM) – Na frase “(. quando te vê./ Meu mulato inzoneiro. Resposta: B 19.” d) “…o operário faz a coisa E a coisa faz o operário. a metonímia corresponde à substituição do concreto (os engenheiros brasileiros) pelo abstrato (“a engenharia brasileira”). Vamos de um salto a 1822. e do meu primeiro cativeiro pessoal. d) Hipérbole. Companhia das Letras. o sujeito casa recebe dois predicativos que se contradizem e excluem (“liberdade” e “escravidão”).” d) “Se lembra da fogueira./ Aqui dentro./ Vou cantar-te nos meus versos./ Como uma onda no mar./ Se lembra dos luares. não adiantemos os sucessos.” (MORAIS. Memórias póstumas de Brás Cubas) Nas alternativas abaixo. (Machado de Assis.) data da nossa independência política. configurada nas expressões antônimas “independência política” e “cativeiro pessoal”. dos sertões?” e) “Meu bem querer/ É segredo. 1992. (ITA) – Assinale a figura de linguagem predominante no seguinte trecho: A engenharia brasileira está agindo rápido para combater a crise de energia. meu Brasil brasileiro. é um recurso expressivo de natureza semântica que aparece em “lá fora” / “aqui dentro”. Resolução No caso. a) Metáfora.. ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em: a) “Meu coração/ Não sei por que/ Bate feliz. data da nossa independência política./ Está sacramentado/ Em meu coração. a frase de saudação de Jon (tirinha abaixo) expressa o maior de todos os oxímoros. é sagrado.” Resolução A antítese.) Resolução Nos versos transcritos na alternativa b. Em nenhuma das demais alternativas ocorre a mesma estrutura de significação./ Se lembra dos balões. (ENEM) – Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. …Suspendamos a pena. e do meu primeiro cativeiro pessoal”. e) Pleonasmo. São Paulo. c) Eufemismo. Resposta: B 20.” b) “…a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão” c) “Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia De que sequer suspeitava.” c) “Brasil.” b) “Há tanta vida lá fora. Vinícius de. estão transcritos versos retirados do poema “O operário em construção”. b) Metonímia.” e) “Ele. Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em a) “Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão.Módulo 8 – Figuras de Pensamento 18. Antologia Poética. o que constitui a figura de linguagem chamada oxímoro. sempre. um humilde operário Um operário que sabia Exercer a profissão. Resposta: B 144 – .

mãe Quitéria!” (G. d) assonância e preterição. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. e) Elipse / polissíndeto / prosopopeia. Resposta: C 24. e o coração (…). não o que houve. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. Esse procedimento chama-se aliteração. partindo vidros. E os sobreviventes. ao mesmo tempo. podese constatar que o poeta teve grande cuidado com a seleção e disposição das palavras que compõem a sonoridade do verso. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. b) Elipse / aliteração / sinédoque. Resposta: D 22.” (Graciliano Ramos) e) “Um bando de maitacas passava. b) a SINESTESIA. na paciência e no sossego. Os recursos estilísticos empregados aí foram a) personificação e alusão.a pessoa do plural). /t/ e /r/. em que as palavras são parecidas no som. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. (MACKENZIE) – I. Quem menos falar pode.a pessoa do plural) e abraçamos (1. utilizando. Choram as ondas. tinindo guizos. c) aliteração e paronomásia. e sua. ao nobre o vil decepa: O velhaco maior sempre tem capa. cheio de palavras polacas e de mil bichinhos tocando viola no oco do pau. há polissíndeto. nos trechos I. pode ser Papa. ocorre polissíndeto com a repetição da conjunção e. ipa. Seleção de Obras Poéticas) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. Resolução Em I. c) o POLISSÍNDETO. Em III. As alpercatas batiam no chão rachado. e o mato cochichava. Resolução Nesses versos de Vinícius de Moraes. mais increpa: Quem dinheiro tiver. “O olhar para trás”. Assinale a alternativa que não contém onomatopeia: a) “Jamais tivera notícia de tanto silvo e chilro. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. ligeiro trepa. II e III. Rosa) d) “Chape-chape. Rosa) b) “A imprensa publica o que ouve. porque a Musa topa Em apa. Bengala hoje na mão.) Módulo 10 – Figuras Sonoras AS COUSAS DO MUNDO Neste mundo é mais rico o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. upa. e) o PARADOXO. palavras que se diferenciam por mudanças fonéticas mínimas (tropa/trapo/tripa). e a cabeça (…). estralejando de rir. Resposta: E 23. Os vocábulos tropa/trapo/tripa apresentam semelhança de sons e diferença de sentido. e sofre. Em II. Para a tropa do trapo vazo a tripa E mais não digo. b) paralelismo e comparação. Resolução No verso “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. para salientar certos fonemas que se repetem (principalmente os “pês” e os “tês”). paronomásia. portanto. e teima. tem mais carepa. opa. (Gregório de Matos Guerra. A flor baixa se inculca por tulipa. ocorre silepse de pessoa: os sobreviventes (3. há personificação ou prosopopeia. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. Do claustro. chuva beirando’. d) o PLEONASMO. ontem garlopa.” (G. respectivamente. Com sua língua.” (Oswald de Andrade) c) “ ‘Sapo na seca coaxando. (FATEC) – E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. e lima. Mais isento se mostra o que mais chupa. e) metáfora e metonímia. pois atribui-se característica humana às ondas (“choram”). existe repetição dos fonemas consonantais /p/. mas diferentes no significado. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar.Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 21. II. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. caracterizado pela repetição da conjunção e (“E o olhar (…).” (Guimarães Rosa) Resolução Trata-se de paronomásia: ouve/houve. emocionados. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. Resposta: B – 145 . III. Trabalha. constituindo. epa. e os minutos passando…”). (FATEC) – Em “Para a tropa do trapo vazo a tripa”.

o “bom dia”. eu vou indo pegar um lugar no futuro. o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. d) Se um dia você for embora Ria se teu coração pedir Chore se teu coração mandar. Qualquer assunto servindo. e) Função poética. (Aristóteles) c) Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho. Sou filho das selvas Nas selvas cresci. Nos textos abaixo. a) Função emotiva. (Cassiano Ricardo) função predominante.. 5. (Paulinho da Viola) 2. e em seguida a demonstração. e você? Tudo bem. (CESUPA-CESAM-COPERVES) – Segundo o linguista Roman Jakobson.Módulo 1 – Funções da Linguagem 1.. (PUC) – Observe a seguinte afirmação: Em nossa civilização apressada. nasci: Sou bravo. Guerreiros. c) Função fática. dificilmente lograríamos (…) encontrar mensagens verbais que preenchessem uma única função… A estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da Texto para as questões 2 e 3: POÉTICA Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados Que é Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto Um homem que tem fome como qualquer outro homem. Sou filho do Norte Meu canto de morte. d) Função conativa. Meu canto de morte Guerreiros. identifique as funções da linguagem: a) O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum.. (Gonçalves Dias) 146 – .) A primeira destas operações é a exposição. de Cassiano Ricardo. ouvi. até o dia em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer. (. (Rose-Marie Muraro) b) O discurso comporta duas partes. eu vou indo em busca de um sono tranquilo. Guerreiro. fala-se do tempo ou de futebol. tudo bem? Tudo bem. Guerreiros. Quais as funções da linguagem predominantes no poema anterior? 3. a segunda. a prova. (Danilo Caymmi & Ana Terra) e) Olá. Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. descendo Da tribo tupi. 4. b) Função referencial. pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata. Indique a alternativa que explicita essa função. Que agora anda errante Por fado inconstante. sou forte. Aponte os elementos que integram o processo de comuni- cação em “Poética”. ouvi. Da tribo pujante. como vai? Eu vou indo e você..

as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles e não há notícia de nenhuma organização pelos direitos femininos que tenha sobrevivido por muito tempo. Tentarei tirar ouro do carvão. de acordo com as normas da língua padrão. 01/03/2000) – 147 . Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica. marcada pela sondagem de fluxo de consciência (monólogo interior). todos filhos fora do casamento ou de pai desconhecido. (UEL) – As questões de 2 a 5 referem-se ao texto a seguir. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. Assim. Este livro é uma pergunta. c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. Eu não sou um intelectual. Observe o trecho em questão e aponte os elementos que comprovam tal preocupação. O Egito. É uma fotografia muda.” No trecho acima. IV. abrimos os documentos que apontavam os pontos falhos do processo. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. que são insuficientes os dados recolhidos para que se justifique a conclusão. 1 – No relatório final. (Veja. além de se apresentar introspectiva. que no início do século XX aboliu o uso do véu e nos anos 50 adotou o voto feminino. e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. Não é uma situação comum no mundo islâmico. Se deixar as decisões urgentes para outras pessoas. resolvi buscar mais evidências a fim de apresentar uma análise que tivesse mais respaldo. o Estado baniu a mutilação genital. Assinale a alternativa correta. decidiu-se encaminhar o caso para as instâncias superiores. 2 – Constatei. Alegro com brio. que os dados que recolhi não eram suficientes para justificar a conclusão. a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. não permite que a mãe passe a nacionalidade egípcia ao filho. música transfigurada de órgão. Analise as ocorrências abaixo e aponte aquelas em que esses recursos foram usados para impessoalizar o que aparece em 1.000 apátridas no país. na universidade e na imprensa. estalactites. Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. Resolvi. Há hoje 80. mas o hábito – cujo objetivo é privar a mulher do prazer sexual – continua amplamente difundido. assim. Na década passada. (Clarice Lispector) A obra de Clarice Lispector. 2 – Em situações como essas. omitiram-se as informações que comprometeriam o andamento das investigações. também. 1 – Em situações como essas. uma preocupação com a escritura do texto literário. A VIDA ATRÁS DOS VÉUS O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres.1 – Eu constatei. justificando a indicação. entre eles o Irã. b) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. após fazer uma análise cuidadosa. abrimos os documentos nos quais se apontavam os pontos falhos do processo. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais. Este livro é um silêncio. 6. Foi observado que medidas mais enérgicas eram urgentes para as despesas serem contidas. sobretudo nos países árabes. o governo retirou um projeto de lei que permitiria às mulheres viajar para o exterior sem autorização escrita do marido. Decidiu-se também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. Para que os fatos sejam apurados. sempre se constata que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. (UFPR) – “Na análise do relatório. renda. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. Observamos que medidas mais enérgicas eram urgentes para conter as despesas. 1 – Após instalarmos a comissão. buscar mais evidências a fim de uma análise ser apresentada com mais respaldo. e) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.Indique a função predominante no fragmento anteriormente transcrito. sempre constato que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. Se se deixam as decisões urgentes para outras pessoas. Em vários países. para não contrariar a oposição islâmica. Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correções 1. Na Arábia Saudita. reflete. Ao contrário. 2 – Após a comissão ser instalada. nós omitimos as informações que comprometeriam o andamento das investigações. III. corro o risco de perder o controle sobre os acontecimentos. mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. são utilizados recursos gramaticais para tornar o texto impessoal. I. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. II. corre-se o risco de se perder o controle sobre os acontecimentos. E o que escrevo é uma névoa úmida. 2 – No relatório final. Decidimos também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. constatou-se um desvio de recursos que se supõe ter sido feito pelo diretor afastado. após fazer cuidadosa análise. (PUC-SP) – Com esta história eu vou me sensibilizar. escrevo com o corpo. Recentemente.

” 3. d) advérbio e significa estreme. a ordem em que eles devem dispor-se.000 apátridas no país. No entanto. Organize-os em uma sequência lógica. O que o autor do texto utiliza para ilustrar esse contra-argumento? a) A história constitucional do Egito. e) É uma situação comum nos países árabes. manual lúdico-instrutivo. mas em cada país há especificidades econômicas e sociais que podem facilitar ou limitar o acesso à rede. (PUC) – No trecho … o homem não fala simplesmente uma língua. b) Exemplos de países do mundo árabe. entre eles o Irã. As expressões no país e o Estado em “Há hoje 80. o Estado baniu. embora seja comum nos países árabes. incluindo o telefone. e) Costume andaluz. c) Os casos de conquistas femininas no mundo árabe. ainda há muitos lugares onde não há telefones. 4. c) Pobre cão e coleira canina. sobretudo nos países árabes. ano 3. 6) Por isso. passeio matinal. Na resposta. d) Cientista hindu.” b) “Em vários países. c) Ele foi apontado como a cabeça do motim. há a apresentação de uma tese. nov. o texto se desenvolve para uma contra-argumentação. (UNISA) – Em que conjunto os adjetivos têm valor afetivo? a) Proibido entrada e aviso reles. c) É uma situação pouco usual no mundo islâmico. existe disponibilidade de acesso ilimitado à internet por uma tarifa mensal. por exemplo. 2) Nos Estados Unidos e no Canadá.” e) ”Na Arábia Saudita.. e) Exemplos de mulheres participando do governo. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles.” c) “Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. b) Arábia Saudita. 5) Na maioria dos países.” 5. b) A personagem principal do conto é o Seu Rodrigues. d) O telefonema deixou a anfitriã perplexa. n. (Adaptado de Zeff . (MACKENZIE) – Assinale a alternativa em que ambos os adjetivos não se flexionam em gênero. b) advérbio e significa genuíno. c) adjetivo e significa quase. b) Aviso reles e pobre cão. 1999) Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. tratamento médico-dentário. homem célebre. especialmente nos países árabes. o acesso à internet está fora de questão. d) Pobre cão e rico dinheirinho. 127./dez. seu uso é cobrado por minuto. p. (UFF) – Assinale a única frase em que há erro no que diz respeito ao gênero das palavras. cuja ideia central é o movimento de emancipação da mulher no Irã.. sentimento fraterno. º 17. da África ou da América Central.” e “Na década passada. no entanto.. 148 – . d) Ainda que ocorra sobretudo nos países árabes.” d) “O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. por exemplo. universidade e imprensa. e) “Nossa Caixa” e aviso reles. 3. b) Esforço vão. d) A história do islamismo em diferentes países árabes. (FGV) – Os períodos abaixo estão alinhados sem ordem alguma. e) Mundo árabe. 2. nem mesmo nos países árabes.” referem-se a: a) Irã. na universidade e na imprensa. a) O gerente deverá depor como testemunha única do crime. c) Egito. e) adjetivo e significa puro.2. Neste texto.. todos têm de pagar 10 ienes por três minutos on-line. em regiões da Rússia. não é uma situação comum no mundo islâmico. São Paulo: HSM Management. 6. e) A parte superior da traqueia é o laringe. Ao contrário. 3) No Japão. Qual trecho do texto marca essa inversão? a) “Não é uma situação comum no mundo islâmico.. Que alternativa preserva as mesmas relações de sentido da frase acima? a) É uma situação incomum no mundo islâmico. c) Juiz arrogante. por meio dos números. 4) A internet pode ter um caráter mundial. 4. d) Mundo islâmico. não a usa como mero instrumento de comunicação…. Robbin. sobretudo nos países árabes. b) Não é uma situação comum no mundo islâmico. indique. sobretudo no mundo islâmico. a) Elemento motor. 1) Além disso. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. “Não é uma situação comum no mundo islâmico.. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. o termo destacado é um a) substantivo e significa simples.

c) pronome indefinido – pronome indefinido – pronome relativo. e) é pronome indefinido. franzina. Maria mora no apartamento um. pronome relativo. (UNITAU) – Observe: Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho… II. I. (Guimarães Rosa. a) abaixos-assinados – lhe – sua b) abaixos-assinados – vos – vossa c) abaixo-assinados – lhe – sua d) abaixo-assinados – vos – vossa e) abaixo-assinados – lhe – vossa 2. (PUC) – Observe as duas sequências de versos abaixo. ela. respectivamente. pronome oblíquo tônico. III e IV. pronome oblíquo átono. a respondeu (2) mesmo quando é uma explosão como a de há pouco. Tutameia) As palavras destacadas no período acima são. c) … conta com a ajuda dos governadores…. pronome oblíquo átono. d) artigo indefinido em I. b) pronome indefinido. respectivamente. Tomo a liberdade de levar ao conhecimento de V. b) artigo indefinido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. a vida. (FGV) – Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. pronome indefinido. (Clarice Lispector) Em relação ao termo destacado no trecho acima. indique. a) artigo indefinido em I e numeral em II. à pergunta que fazia. no plano morfológico. e) artigo indefinido – substantivo – pronome demonstrativo. Pedro comprou um jornal. no plano morfológico a) pronome relativo.a que os ________________ que ________________ foram encaminhados defendem causa justa e ficam a depender tão somente de ________________ decisão para que sejam atendidos. III. a) artigo definido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. respectivamente. pronome oblíquo tônico. A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. o valor morfológico das palavras destacadas. A palavra um nas frases acima é. b) Na sequência (2). (UNITAU) – Leia as frases abaixo: Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. 3. 5. (MACKENZIE) – Houve o que se chama de comunhão perfeita. (1) mas se responder não pude – 149 . conjunção condicional. d) pronome demonstrativo. 6. (CESMAZON) – O a destacado na expressão … a a) Na sequência (1). d) … debate sobre a partilha dos impostos federais…. c) artigo indefinido em I e III e numeral em II e IV. pronome oblíquo tônico. pronome oblíquo átono. IV. b) é artigo masculino. Essa é a etimologia da palavra. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. e) artigo indefinido em III e IV e numeral em I e II. pronome relativo.5. c) pronome demonstrativo. respectivamente. nele não deve caber. pronome demonstrativo. pronome oblíquo átono. c) é pronome pessoal oblíquo átono. 4. e) pronome indefinido. d) numeral – substantivo – artigo definido. conjunção integrante. b) artigo indefinido em I e II e numeral em III e IV. Quantos namorados você tem?” Um. III e IV. explique o emprego de há. Ex. pronome demonstrativo. d) é pronome pessoal oblíquo tônico. é correto afirmar que a) é pronome demonstrativo. Como torná-lo assimilável pelas novas gerações… As palavras destacadas são. II. conjunção integrante. (MACKENZIE) – Um livro deve valer por tudo o que amizade será submetida a teste tem a mesma função morfológica do que se encontra na alternativa: a) … teriam facilitado a vida do presidente. e) … aos governadores e prefeitos a contrapartida em encargos. b) … os amigos brotam a sua volta….

c) causa e condição. III – preposição. e) condição. II – advérbio. com significado de algumas em I e corretas em II. b) conjunção e conjunção. b) Achei-o meio triste. As palavras destacadas são. 3. b) Dê a classe gramatical da palavra súbito no contexto transcrito. mas acabou cedendo. III – preposição. voltou a dizer-lhe que sim. b) advérbio de tempo. 7. (UNIP) – Assinale a frase em que meio funciona como advérbio. as palavras destacadas indicam a) tempo e consequência. V – preposição. Teodora (Manuel Bandeira) Indique a alternativa que apresenta. (FGV) – Súbito deu-me a consciência um repelão… a) Substitua súbito por outra palavra ou expressão que conserve o mesmo sentido. com significado de poucas em I e poucas em II. o verbo teadorar Intransitivo: Teadoro. d) pronome indefinido. 8. é 150 – . em sequência. d) tempo e modo. IV – adjetivo. a palavra que funciona. (MACKENZIE) – NEOLOGISMO I II Beijo pouco. III – conjunção. e) advérbio em I e adjetivo em II. por exemplo. 4. a expressão depois que. d) Parou no meio da rua. II – pronome indefinido. Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. (MACKENZIE) – No período Minha mãe hesitou um pouco. (UNITAU) – Em I. (significado) a) adjetivo em I e substantivo em II. V – preposição. c) locução conjuntiva. com significado de muitas em I e íntegras em II. IV – adjetivo. IV – substantivo. II – advérbio. e) conjunção e pronome demonstrativo. c) I – substantivo. no plano morfológico e semântico. c) pronome relativo e pronome relativo. e) Comprou um metro e meio. II. a) I – substantivo. IV – adjetivo. a palavra destacada estabelece relação de a) causa. e) condição e modo. II – pronome indefinido. V – conjunção. a classificação correta dos termos destacados no poema de Manuel Bandeira. Em A imaginação de dez anos vagueava solta e desvairada. como bicho perseguido. Instituições certas encontram caminho no mercado financeiro. V – preposição. a) locução prepositiva. como a) conjunção e pronome relativo. b) tempo e condição.6. Em Se sim. IV – substantivo. a) Descobri o meio de acertar. II – advérbio. e) expletivo. com significado de algumas em I e algumas em II. tendo consultado o bispo. Em Apenas deixava para trás as últimas casas mal iluminadas…. d) advérbio de modo. e) I – substantivo. III – conjunção. d) pronome relativo e conjunção. morfologicamente. 5. b) conformidade. falo menos ainda III Mas invento palavras IV Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana V Inventei. c) advérbio em I e II. b) I – verbo. com significado de algumas em I e adjetivo significando íntegras em II. respectivamente. deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino formam um só curioso. que podia ser. Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. III – preposição. c) Só quero meio quilo. 2. V – conjunção. c) comparação. d) consequência. b) substantivo em I e adjetivo em II. depois que o Padre Cabral. d) I – verbo.

a nenhum modelo do passado. preposição 7. e) III. por isso mesmo. A abolição das distâncias representa uma garantia de eficácia do processo da interatividade humana. e) Também a lua surge. classificados de forma correta: a) pronome relativo. a primeira oração é reduzida.” b) “Em breve. pronome relativo. e) as decorrências positivas da comunicação globalizada. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. d) II. II. discutir e transmitir informações e conhecimentos. substantivo. também. transformou tanto as relações internacionais. é um dos grandes aceleradores da mundialização. a) “As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja (. advérbio. pronome relativo. pronome relativo. introduzindo a conjunção que mantém o sentido do período. III. substantivo.). que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. uma alegria se expande no meu peito. f) “Esta livre circulação de imagens e de palavras (.” e) “Esta livre circulação de imagens e de palavras. respectivamente. afinal. adjetivo. principalmente em zonas desprovidas de eletricicidade. d) a diversidade de serviços oferecidos pela rede telefônica. como se alguém me chamasse para viajar. que há massas frias. ondas frias. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e II.” c) “Não podemos esquecer. até no que possa ter de perturbador. porque o verbo está no gerúndio (abolindo). concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro. os céus azuis. ressurge. (UNIFOR) – O texto explora como ideia central a) o possível aspecto original da sociedade do futuro.. conjunção integrante. como a compreensão do mundo pelas pessoas (. pronome d) conjunção integrante. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações. (MACKENZIE) – Quando ouço dizer que o frio vai chegar. mas também dialogar. que prefigure o mundo de amanhã. ventos frios que vêm do Sul.. pronome.. c) os prejuízos ligados a zonas desprovidas de eletricidade.6. adjetivo. a) Desenvolva a oração.. discutir e transmitir informações e conhecimentos (. pronome e) conjunção integrante. (Cecília Meireles) Assinale a alternativa em que os termos destacados acima estão. No período “abolindo as distâncias. Módulo 6 – Dissertação – Coesão As novas tecnologias fizeram a humanidade entrar na era da comunicação universal. principalmente em zonas desprovidas de eletricidade. contudo. As relações internacionais se tornariam impossíveis sem livre circulação de imagens e palavras. Passam os dias azuis… b) Voltam. substantivo. em qualquer parte do mundo. mas também dialogar. que prefigure o mundo de amanhã. respectivamente. – 151 . Recordemos. destapados… c) Depois. contudo. sem limite de distância ou de tempo. substantivo. até no que possa ter de perturbador. artigo. b) o difícil acesso dos sistemas de informação para alguns países. em tempo real. as águas azuis. c) I. os dias azuis.. (CESMAZON) – Assinale a alternativa em que os termos destacados são. pronome. Esta livre circulação de imagens e de palavras. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução.” d) “Recordemos. muitas vezes. abolindo as distâncias.. conjunção integrante. preposição b) conjunção integrante. b) II e III. b) Identifique a relação que se estabelece entre as orações.) 4. pronome relativo. também. Identifique o valor semântico dos termos ou locuções destacadas no contexto em que se encontram. conjunção. conjunção integrante. a) Meses se acumulam sobre meses. vieram os tucanos e seus primos aracaris… d) Nossa última alegria foi a das primeiras chuvaradas.) e atingem as regiões mais recônditas. preposição c) pronome relativo.) transformou tanto as relações internacionais. Em breve. (Jacques Delors) 3. As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja. e atingem as regiões mais recônditas. que não corresponderá. conjunção integrante. se mostra e se esconde… 1. (UNIFOR) – I. pronome e substantivo. [as novas tecnologias] concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro”. 2. pronome relativo.. como a compreensão do mundo pelas pessoas.. advérbio. Do avanço da tecnologia decorrerá uma sociedade do futuro independente da herança do passado. pronome relativo. Não podemos esquecer. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações.

o poeta vive a procurar o mistério oculto das cousas. fixando meu olhar na menina dos olhos dela. 5. d) antonomásia. b) catacrese. caravela branca no ar azul do meio-dia: – quem te viu como eu te via? (Cecília Meireles) No verso acima. 7. 8. (VUNESP) – Na frase bíblica: Comerás o pão com o suor do teu rosto. Ergue-te. c) sinédoque. c) silepse. a) Rio como um regato que soa fresco numa pedra. e) A perversidade secreta daquelas montanhas selvagens assuntava as calmas águas do riacho. o enunciador empregou o efeito pela causa: suor em lugar de trabalho. d) hipérbole. b) É mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser. e) Os meus sentidos estavam tão aguçados. soldado do Futuro. b) catacrese. temos qual figura de linguagem? a) Catacrese. d) metonímia. pois. 2. b) hipérbole. d) antonomásia. e) sinédoque. e) Metáfora. d) Hipérbole.Módulo 7 – Figuras de Palavra 1. e) perífrase. (FEBA-SP) Nuvem. faze espada de combate. 9. e) pleonasmo. c) sinédoque. d) Suas faces avermelhadas traduziam-se em chamas encolerizadas por causa dos males imaginados. (FIT) – Mas seu Juveniano foi um vitorioso porque. A oração destacada assinala o emprego de a) metonímia. c) Com o espinho enterrado no pé. b) Eu parece-me que vivo em função de um áspero orgulho. (Antero de Quental) A expressão destacada é exemplo de a) metonímia. (UM-SP) – Aponte a alternativa em que não haja uma comparação. (MACKENZIE) – Construções do tipo “dente de alho”. ocorre uma figura de palavra conhecida como a) metáfora. “barriga da perna” e “pé de cana” são exemplos de a) metonímia. E dos raios de luz de sonho puro. Sonhador. d) metonímia. (BEBEDOURO) – Na oração Ele trazia na cabeleira a neve dos anos. c) antonomásia. temos a figura de linguagem chamada a) metáfora. 152 – . 4. c) elipse. b) Metonímia. d) metáfora. c) elipse. e) catacrese. d) Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios. c) Zeugma. (UM-SP) – Fitei-a longamente. b) metáfora. pôs um diploma na mão de cada filho. No período acima. 6. que aprenderam sozinhos o mistério das cousas. conhecido no domínio da linguagem figurada como catacrese? a) Os olhos piscavam mil vezes por minuto diante do horrível espetáculo. levantou-se rápida à procura do pai. b) metonímia. b) metáfora. de um jeito ou de outro. a figura de linguagem utilizada foi a) catacrese. (UM-SP) – Qual dos períodos abaixo apresenta um desvio das normas propostas pela Gramática. e) silepse de pessoa. (SÃO MARCOS-SP) 3. c) Qual um filósofo. Nesse caso.

tomou conta de sua mente e frustrou-se. e) antítese. (Carlos Drummond de Andrade) (Carlos de Laet) Nesses versos do poeta ocorrem. ( ) Nasce o sol. ganhou velocidade e capotou. e não remando. ( ) O dinheiro é uma força tremenda. a figura de linguagem presente é chamada a) metáfora. a esquálida Ceilândia 4. 13. (CESGRANRIO-RJ) – Na frase O fio da ideia cresceu. a alegria. Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas. (Carlos Drummond de Andrade) 2. respectivamente. ( ) Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha. (FUVEST) Alma minha gentil. c) O balão inflou. c) hipérbato. mínimo para continuar mandando o máximo. 6. ganhou altura e caiu. assombrosa. b) Ironia e pleonasmo. (Gregório de Matos) 8. E viva eu cá na terra sempre triste. (Manuel Bandeira) e) João pegou de um livro. d) anáfora. descontente. Não há (Olavo Bilac) gradação em: a) O carro arrancou. b) hipérbole. (Monteiro Lobato) c) Antítese e personificação. Identifique-a e dê uma pequena explicação para ela. Era subalterno. b) O avião decolou. lhe fugiram. (Olavo Bilac) 10. Repousa lá no céu eternamente.Módulo 8 – Figuras de Pensamento Nos exercícios de números 1 a 9. Qual delas falará primeiro? – 153 . 7. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) ironia (c) antítese (e) hipérbole (b) eufemismo (d) paradoxo (f) gradação 1. 11. somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Existe uma forte oposição no interior da estrofe. Depois da luz. ( ) Eu era pobre. ( ) Voando. toda vida se tece de mil mortes. duas figuras de linguagem: 5. começou a subir e apagou. (FEBA-SP) – A suntuosa Brasília. que te partiste Tão cedo desta vida. d) Hipérbole e comparação. d) A inspiração surgiu. (VUNESP) – No trecho: … dão um jeito de mudar o 3. e não dura mais que um dia. Era nada. (Machado de Assis) 12. a) Metáfora e metonímia. (Camões) 9. ( ) Todo sorriso é feito de mil prantos. contemplam-se. engrossou e partiu-se ocorre processo de gradação. ( ) Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã. ( ) Quando a Indesejada das gentes chegar. ( ) Residem juntamente no teu peito Um demônio que ruge e um deus que chora. se segue a noite escura. ouviu um disco e saiu. onipotente.

e) metáfora e zeugma. e) anáfora e metáfora. e) onomatopeia e sinestesia. e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento.. 3. precisaremos de muita força para sobreviver. Ó Deus! na aurora da existência. a) Hipérbole – anáfora. vindo lentamente do pasto. c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades. orgulhoso: de ferro. Manuelzão e Miguilim.14.º) E esse alheamento do que na vida é porosidade 7. respectivamente. 15. o primeiro verso está caracterizado por duas figuras de linguagem: a) Elipse e inversão.º) Alguns anos vivi em Itabira.) No trecho acima ocorrem a) personificação e catacrese. tantas vacas. 4. 1. 2. c) hipérbole e eufemismo. (MACKENZIE) – E eu morro. c) metonímia e aliteração. d) hipérbole e anacoluto.º) A vontade de amar. d) pleonasmo e silepse. O enfile delas todas. (UM-SP) – Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse: a) Os irmãos de Teresa.. b) metonímia e antítese. temos. (silepse de número) d) E fria. b) onomatopeia e anacoluto. 9. fluente. O oôo das vacas: a vaca Belbutina. (UNITAU) – Daí mas descambava. (ITA) – No verso A poesia – é uma luz… e alma – uma ave… ocorrem a) prosopopeia e hipérbato. 154 – . habitantes desta pacata região. (Guimarães Rosa. os pais de Júlio e nós. 5. d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios. frouxa claridade / Flutua… (aliteração) e) Oh sonora audição colorida do aroma. 6. (eufemismo) b) A neblina. Pela falta de um dos termos e posição destes na oração. (prosopopeia) c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. roçando o chão. (sinestesia) 4.º) Por isso sou triste. e) Perífrase – pleonasmo. 8. (Carlos Drummond de Andrade) 5. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório. b) Antítese e catacrese. e … de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira… enquanto procedimento estilístico.º) mulheres e sem horizontes. d) Gradação – antonomásia. d) Zeugma e inversão.º) Principalmente nasci em Itabira.º) e comunicação. c) Eufemismo – catacrese. (PUC-SP) – Nos trechos: O pavão é um arco-íris de plumas. (Castro Alves) Indique a alternativa que apresenta a correta classificação de duas figuras que aparecem no verso acima. cicia. de suas noites brancas. b) comparação e repetição. d) personificação e onomatopeia. que me paralisa o trabalho. sem 10.º) Noventa por cento de ferro nas calçadas.º) vem de Itabira. 3. em prece. b) Apóstrofe – antítese. a vaca Trombeta. a vaca Brindada. a) metáfora e polissíndeto. (FASP-SP) – O texto abaixo serve às questões de 5 e 6: Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 1. 2.º) Oitenta por cento de ferro nas almas. c) anáfora e metáfora. c) Silepse e sinédoque. (ITA) – Em qual das opções há erro na identificação das figuras? a) Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono. o dia abaixando a cabeça morre-não-morre o sol. sobre o pé de pó.

omissão – termo. e) solecismo. supressão – ordem das ideias. abundância excessiva – palavras – ideia. constitui a) catacrese. Elipse é a _________ de um _________. A expressão “de ferro”. E os sobreviventes. Pleonasmo é a ___________ de __________ para enunciar uma _____________. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. d) zeugma. encontramos um caso de a) anacoluto. ergue a mão em viseira. Do claustro. zeugma. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: I. III. inversão – ideia. repetição – termo.6. III. (FEI) – Assinalar a alternativa correta. (ESPM) – Figuras de sintaxe são processos expressivos que. omissão – palavras – oração. silepse. para o cidadão. correspondente às figuras de linguagem. Hipérbato é a ____________ da ____________ na oração. e lima. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. silepse. repetição – verbo. b) Elipse / aliteração / sinédoque. e) Hipálage. presentes nos fragmentos abaixo: I. d) I. pleonasmo. hipérbato. (SÃO MARCOS-SP) – Na frase Ao pobre não lhe devo nada. Trabalha. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. II e III. d) metonímia. II. na paciência e no sossego. Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste. c) Anáfora. Isaac a vinte passos. eufemismo. 7. A maioria concordava nos pontos essenciais. e) Silepse / polissíndeto / prosopopeia. II. III. catacrese. nos trechos I. inversão – ordem das palavras. II. b) a SINESTESIA. II. polissíndeto. 10. discordavam. – 155 . muitas vezes. IV. emocionados. Choram as ondas. substituem a coesão gramatical pela coesão significativa. zeugma. 9. e teima. hipálage. e sua. II. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. III. 8. divisando o vulto de um. A moral legisla para o homem. repetição – ideias – frase. a) I. 11. III. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. “O olhar para trás”. nos pormenores porém. a) Anacoluto. d) Pleonasmo. hipérbato. II. (MACKENZIE) I. c) elipse. e) o PARADOXO. III. firma os olhos.) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. no terceiro verso do texto acima. d) o PLEONASMO. polissíndeto. III. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. b) I. c) o POLISSÍNDETO. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. b) Hipérbato. omissão – concordância verbal. coerência – palavras – ideia. omissão – termo. omissão – verbo. assíndeto. c) sinédoque. anacoluto. respectivamente. b) pleonasmo. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. o direito. c) I. repetição – ordem dos termos. (FATEC) E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. e sofre. e) I. b) metáfora. elipse. abundância excessiva – ideias – frase. II. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. II. para. III. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes.

( Assinale a alternativa incorreta quanto aos recursos estilísticos das respectivas frases... Vidraça arisca. b) Explique as relações semânticas que tal vocábulo apresenta no contexto do poema. se você tocasse a valsa vienense. ( ) Se você gritasse se você gemesse. Ed. e brilha. a) Identifique esse vocábulo. as esporas tilintim. Não vi mais o acampo deles. Lua morta. áspera asa risca o ar.. Tua porta.. O zumbido da mosca embalança de sede. (VUNESP) – Relâmpago Nos exercícios de números 1 a 5. 1938. b) II – Elipse do artigo. O lábio se dissolve em açúcares breves. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) assonância (b) paronomásia (c) onomatopeia (d) aliteração 1. 6. José! (Drummond) 2. 3. Minha vida é uma pobre rosa ao vento. Aproximou-se do chiqueiro das cabras. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. E passa. e) V – Onomatopeia. (Guilherme de Almeida) III. 156 – . II. Assurbanipal. ( ) Diamante. Cassiano.) Em Relâmpago há um vocábulo onomatopaico que sugere “movimento rápido. se você dormisse se você cansasse se você morresse. (Mário de Andrade) ) Do amor morto motor da saudade (. IV. V.12.ª ed.) Divindade do duro totem futuro total (Caetano Veloso) Módulo 10 – Figuras Sonoras 6. e afia o ouvido. E brilha. com decisão”. O ar cheira a passarinho. 5. Mas você não morre. Nacional.. e cresce. lembrouse do acontecimento da véspera. c) III – Silepse.. (MACKENZIE) – I.. e escuta. Martim Cererê. d) IV – Metáfora.. viu o bode velho fazendo um barulho feio com as ventas arregaçadas. E treme. 4. . a) I – Polissíndeto. São Paulo: Comp. ( ) Rua torta. você é duro. (Cassiano Ricardo) A onça pintada saltou tronco acima que nem um relâmpago de rabo comprido e cabeça amarela: Zás! Mas uma flecha ainda mais rápida que o relâmpago fez rolar ali mesmo aquele matinal gatão elétrico e bigodudo que ficou estendido no chão feito um fruto de cor que tivesse caído de uma árvore! (in RICARDO. ( ) É pleno dia.

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