FRENTE 1

GRAMÁTICA

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. Assinale a alternativa correta. Em Retira-te, criatura ávida de vingança, o sujeito é a) te. b) inexistente. c) oculto determinado. d) criatura. e) nenhuma das alternativas. Resolução O sujeito da oração está determinado pelo verbo, sendo oculto ou elíptico (tu). Resposta: C Leia e, a seguir, responda o que se pede. Capitu refletia. A reflexão não era coisa rara, e conheciamse as ocasiões pelo apertado dos olhos. Pediu-me algumas circunstâncias mais, as próprias palavras de uns e de outros, e o tom delas. Como eu não queria dizer o ponto inicial da conversa, que era ela mesma, não lhe pude dar toda a significação. A atenção de Capitu estava agora particularmente nas lágrimas de minha mãe; não acabava de entendê-las. (Machado de Assis) 2. No fragmento anterior, o sujeito da 2.a oração é a) simples. b) composto. c) indeterminado. d) elíptico. e) inexistente. Resolução O sujeito é simples (a reflexão). Resposta: A

3) Haveria desejado ele tudo isso? 4) Alguém havia aberto a porta. 5) Choveu papel picado nas ruas de Curitiba. Resolução O item 1 apresenta o verbo haver no sentido de existir, portanto a oração está sem sujeito. Resposta: 1

Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo
5. (FM-POUSO ALEGRE) – Os garotos estavam indóceis à espera do grande mocinho. Na frase acima a palavra destacada é a) sujeito. b) predicativo do sujeito. c) aposto. d) objeto direto. e) predicativo do objeto. Resolução Indóceis indica estado do sujeito e faz parte do predicado nominal (verbo de ligação mais predicativo do sujeito). Resposta: B 6. (FGV-Econ.) – Não, nós não somos vagabundos. Assinale a alternativa em que a função sintática de “vagabundo” coincide com a do(s) termo(s) em destaque. a) A ociosidade ensina muitas coisas perniciosas. b) Cabeça vazia é oficina do Diabo. c) Tem como personagens Frank e Ernest, os desleixados e oportunistas representantes do homem comum. d) Paul Lafargue, um franco-cubano casado com Laura, foi pouco compreendido. e) Escreveu “Direito à Preguiça“, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação. Resolução A palavra vagabundos exerce a função sintática de predicativo do sujeito (nós), a mesma função de “oficina do diabo” em relação ao sujeito “cabeça vazia”. Resposta: B 7. (FGV) – Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua predicação. a) O alfaiate virou e desvirou o terno, à procura de um defeito. / Francisco virou a cabeça para o lado, indiferente. b) Clotilde anda rápido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente. c) A mim não me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prédio, como me cabia fazer.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
3. (FGV) – Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. a) Existe um povo que a bandeira empresta. b) Embora com atraso, haviam chegado. c) Existem flores que devoram insetos. d) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. e) Há de haver recurso desta sentença. Resolução O verbo haver no sentido de existir é impessoal, isto é, não tem sujeito. Resposta: E 4. (CEFET-PARANÁ) – Assinale a alternativa em que há oração sem sujeito. 1) Esperanças haverá sempre. 2) Ninguém trovejou de tanta raiva quanto eu.

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d) Não assiste ao prefeito o direito de julgar essa questão. / Não assisti ao filme que você mencionou. e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades portuárias visaram o passaporte. Resolução A mudança de predicação ocorre com o verbo andar. Na primeira oração da alternativa b, o verbo indica ação, significa caminhar e é intransitivo; na segunda, é verbo de ligação, expressa o estado do sujeito e tem o sentido de estar. Resposta: B

Os predicados assinalados nas três frases são a) respectivamente verbo-nominal, nominal, verbal. b) respectivamente nominal, verbal, verbo-nominal. c) todos nominais. d) todos verbais. e) todos verbo-nominais. Resolução Em I, o verbo é de ligação; em II, o verbo é transitivo direto e indireto; em III, o verbo é intransitivo com predicativo do sujeito. Resposta: B

Módulo 4 – Predicado Verbal
8. (FUVEST) – Observar a oração: “…e Fabiano saiu de costas…” Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo: a) “…Fabiano ajuntou o gado…” b) “…acreditara na sua velha.” c) “…davam-lhe uma ninharia.” d) “Atrevimento não tinha…” e) “Depois que acontecera aquela miséria…” Resolução O verbo acontecer não rege complemento. O termo aquela miséria exerce função sintática de sujeito. Resposta: E 9. (FM-CATANDUVA) I. Vi um gato comendo um rato. II. Não provei a alface. III. Dei-lhe a apostila de gramática. IV. Não soube quanto custou-lhe a reforma da calça. Observe as funções sintáticas assinaladas nas frases e escolha a opção correta. a) Todos os termos assinalados, exceto em IV, constituem objetos diretos. b) da alface é objeto indireto. c) a apostila é sujeito. d) a reforma da calça é complemento nominal. e) Um gato, um rato e a apostila são predicativos do sujeito. Resolução Os termos destacados, exceto em IV (sujeito), completam verbos transitivos diretos. Resposta: A 11. (UFPR) 1) Durante o carnaval, fico agitadíssimo. = predicado verbal. 2) Durante o carnaval, fico em casa. = predicado nominal. 3) Durante o carnaval, fico vendo o movimento das ruas. = predicado nominal. Assinale a certa: a) 1 e 2. b) 2 e 3. c) 1 e 3. d) todas as alternativas estão corretas. e) todas as classificações estão erradas. Resolução No item 1, o predicado é nominal; em 2, o predicado é verbal; em 3, o predicado é verbal. Resposta: E

Módulo 6 – Adjunto Adverbial
12. (FUVEST) – Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo. a) “Com certeza havia um erro no papel do branco.” b) “No dia seguinte Fabiano voltou à cidade.” c) “Na porta, (…) enganchou as rosetas das esporas…” d) “Não deviam tratá-lo assim.” e) “O que havia era safadeza.” Resolução No dia seguinte é uma locução adverbial que sintaticamente funciona como adjunto adverbial de tempo. Resposta: B 13. Em Falava baixinho; pegou-me na mão e pôs o dedo na boca (Machado de Assis), os termos destacados indicam circunstância adverbial de a) modo – lugar – lugar. b) causa – causa – modo. c) condição – modo – causa. d) causa – modo – condição. e) concessão – condição – concessão. Resolução Baixinho indica o modo de falar e os demais o lugar. Resposta: A

Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal
10. (MED.SANTA CASA) – Examine as três frases abaixo: I. As questões de física são difíceis. II. O examinador deu uma entrevista ao repórter do jornal. III. O candidato saiu do exame cansadíssimo.

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Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
14. (MACKENZIE) – O examinador considerou ruim o bom candidato. De acordo com a análise sintática, indique a alternativa que contém a correta classificação do termo destacado no período acima. a) objeto indireto. b) complemento nominal. c) adjunto adnominal. d) adjunto adverbial. e) predicativo do objeto. Resolução Adjunto adnominal funcionando como determinante do núcleo nominal candidato. Resposta: C 15. Assinale a alternativa em que o adjetivo destacado funciona como adjunto adnominal. a) Sempre que a via, sentia-me bastante feliz. b) Homem feliz é aquele que ama o seu próximo. c) Todos afirmavam que ela era muito feliz. d) A carta do amigo deixou-o bastante feliz. e) O jovem inteligente considerava-se apto para o trabalho. Resolução Feliz atribui a homem uma característica que lhe é própria, inerente. Resposta: B 16. (MED.SANTA CASA) – Observe as duas frases seguintes: I. O proprietário da farmácia saiu. II. O proprietário saiu da farmácia. Sobre elas são feitas as seguintes considerações: 1.ª) Na I, da farmácia é adjunto adnominal. 2.ª) Na II, da farmácia é adjunto adverbial. 3.ª) Ambas as frases têm exatamente o mesmo significado. 4.ª) Tanto em I como em II, da farmácia tem a mesma função sintática. Destas quatro considerações, a) apenas uma é verdadeira. b) apenas duas são verdadeiras. c) apenas três são verdadeiras. d) as quatro são verdadeiras. e) nenhuma é verdadeira. Resolução A 1.ª e a 2.ª afirmações são verdadeiras. A 3.ª afirmação é incorreta porque, na frase, não tem o mesmo significado: “da farmácia” é atributo essencial do proprietário (1.ª), na 2.ª é o local onde ele trabalha. Resposta: B

Módulo 8 – Aposto e Vocativo
17. (UNAERP) – Na oração Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o desejo de arrastar, Gustavo Corção empregou a vírgula a) por tratar-se de antítese. b) para indicar a elipse do verbo. c) para separar o vocativo. d) para separar uma oração adjetiva de valor restritivo. e) para separar o aposto. Resolução O termo Pássaro e lesma é um aposto explicativo do termo homem. Resposta: E 18. (FEBASP) – No exemplo de período simples: Santos, cidade paulista, é um importante porto, as vírgulas estão separando a) o aposto. b) o vocativo. c) a elipse do verbo. d) termos coordenados. Resolução Cidade paulista é um aposto explicativo do termo Santos. Resposta: A

Módulo 9 – Voz Passiva Analítica
19. (MACKENZIE) – Transpondo-se para a voz passiva analítica a oração: O menino ia assinalando as respostas numa folha, obtém-se a forma verbal: a) foram assinaladas. b) tinham sido assinaladas. c) iam sendo assinaladas. d) eram assinaladas. e) seriam assinaladas. Resolução Na voz passiva analítica, obtém-se a forma verbal: As respostas iam sendo assinaladas pelo menino numa folha. Resposta: C 20. (FUVEST) – A ferida foi reconhecida grave. (Machado de Assis, “A causa secreta”) A transposição da frase acima para voz ativa está corretamente indicada em: a) Reconheceu-se a ferida como grave. b) Reconheceu-se uma grave ferida. c) Reconheceram a gravidade da ferida. d) Reconheceu-se que era uma ferida grave. e) Reconheceram como grave a ferida. Resolução Na transformação da passiva analítica foi reconhecida para a ativa, têm-se a) o sujeito da passiva passa a objeto direto da ativa; b) elimina-se o verbo auxiliar ser; c) o predicativo do sujeito passa a referir-se ao objeto. Resposta: E

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Módulo 10 – Voz Passiva Sintética
21. I. II. III. (FF-RECIFE) – Nas orações a seguir: No trabalho, use equipamento de proteção. Júlio, no clube, falaram mal de você. Vendeu-se a pá.

aparece acompanhado da partícula apassivadora se, tendo como sujeito simples a pá. Resposta: D 22. (UNISA) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. Resolução A primeira fase está na voz passiva sintética, tendo como sujeito simples silêncio. Na segunda frase, o sujeito é simples: “a caverna”. Na terceira frase, o sujeito é inexistente, porque o verbo fazer indica tempo (temperatura). Resposta: E

o sujeito é, respectivamente: a) Simples, simples, simples. b) Oculto, simples, simples. c) Indeterminado, indeterminado, simples. d) Oculto, indeterminado, simples. e) Oculto, indeterminado, indeterminado. Resolução No item I o sujeito não está expresso, pode ser determinado pela desinência verbal (você); em II, o verbo está na 3.a pessoa do plural, sem referência a substantivo anterior; em III, o verbo

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. (PUC-RIO) – Aponte a opção em que as palavras destacadas não têm a mesma função sintática de Em sua mente tumultuavam negros pensamentos. a) (…), e bandos folgazões de quero-queros saudavam os últimos raios do Sol (…) b) Já se havia difundido o crepúsculo, (…) c) Foi a luz gradativamente morrendo no céu, (…) d) Com tanta leveza voam os pássaros: (…) e) (…), como repetiam o uivo selvático da suçuarana, a nota plangente do sabiá ou a martelada metálica da araponga. 2. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa em que ocorra sujeito composto. Deus, Deus, que farei? Os livros contemplei, os quadros e as outras obras. Nós, os homens do futuro, venceremos. Foram João e Maria. Ontem foi João e José, hoje.

a) b) c) d) e)

elíptico e simples. simples e elíptico. elíptico e indeterminado. composto e indeterminado. composto e elíptico.

5. Em Quando entrei na sala, ninguém ralhou comigo. (Machado de Assis), tem-se sujeito a) elíptico e simples. b) elíptico e indeterminado. c) indeterminado e elíptico. d) inexistente e elíptico. e) composto e indeterminado.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
1. (OSEC) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. 2. a) b) c) d) e) (PUC-SP) – Que há entre a vida e a morte? O sujeito do verbo haver é o pronome interrogativo que. Tem-se uma oração sem sujeito. O sujeito está oculto. O sujeito é indeterminado. O sujeito é a vida e a morte.

3. (UFMG) – A propósito do trecho que segue, aponte o sujeito de supõe. O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição. a) a imaginação entusiasta b) O idealismo c) imaginação d) entusiasta 4. (UNIP) – Em Enfim, peguei dos livros e corri à lição. Não corri precisamente; a meio caminho parei, advertindo que devia ser muito tarde, e podiam ler-me no semblante alguma cousa (Machado de Assis), tem-se sujeito

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pois se não os __________ ela já nos teria procurado. São dois minutos para as cinco horas. 4. a) impessoal – sujeito simples. f) Estava a morte ali. d) aquela noite amiga. c) transitivo indireto – intransitivo – transitivo direto. b) indeterminado. e basta. a) Vai – deve – houvessem b) Vai – devem – houvessem c) Vão – deve – houvessem d) Vai – devem – houvesse e) Vão – devem – houvessem 7. todos os meus nervos me disseram que homens não são padres (Machado de Assis). d) O sol estava alto. meu bem? c) –– Vamos… – disse Jesuíno. c) um homem. e) aquela noite amiga. a) b) c) d) e) Assinale a incorreta. a) transitivo direto – transitivo indireto – intransitivo. _________________ pragas a assolarem os pomares. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. (M. Em síntese. os verbos destacados são. Texto para os testes 4 e 5. b) –– Como viverei sem ti. assinale a única alternativa em que o verbo não é de ligação. (FF-RECIFE) – Assinale a oração em que há erro quanto à classificação do verbo. (MACKENZIE) – Em Já era mais de meia noite quando chegamos ao baile. 3. um minuto para as quatro horas. mas era um antigo. Portanto tem-se ___________. Assinale a alternativa que completa as lacunas. e) Você parece louco. – 81 . (UNIP) – Em Quando repeti isto. b) transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. felizmente. 6. a) O tostão é regateado com cerimônia. É um minuto para as duas horas. “CONVIVAS DE BOA MEMÓRIA” Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. h) Andam monstros sombrios pela estrada. 3. o sujeito do verbo ser é a) inexistente.) b) Eu sou tão infeliz… (A. quantos veículos tinha mesmo a Polícia Rodoviária? Nos exercícios 2 e 3. A vida é cheia de tais convivas. d) Continuarei no parque. b) impessoal – sujeito composto. ____________________ anos que não se colhem bons frutos. Módulo 4 – Predicado Verbal 1. b) Era noite. Faziam todos um profundo silêncio. e eu sou acaso um deles. c) O animal estava doente. a) Meus prognósticos estariam certos? (de ligação) b) A costureira pagou a conta? (transitivo direto) c) Pagou a conta à costureira? (transitivo direto e indireto) d) Neide apresentou-me a seus pais. (Machado de Assis). i) Trabalha-se com prazer. um pesadelo extinto. Seria. c) impessoal – sujeito indeterminado. d) Quem está aí? e) Alguém falou. assinale a alternativa em que esse termo ocorre. Em Não havia ninguém fora. noite cristã.3. c) Notícias mais graves não poderia haver. ________ fazer cinco meses que não a vemos. pensei no seminário. respectivamente. (PUC-MG) – Considerando que verbo transitivo direto requer complemento verbal chamado objeto direto. a) O professor ficou aborrecido. (transitivo direto e indireto) e) As feras rugiram em suas jaulas. (transitivo indireto) 2. ________ existir motivos imperiosos para sua ausência. Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo 1. pela terceira vez. mas como se pensa em perigo que passou. 2. (1)verbal (2) nominal a) Tu pareces triste. a) Faz – deve haver b) Fazem – deve haver c) Fazem – devem haver d) Faz – devem de haver e) Faz – devem haverem 5. d) intransitivo – intransitivo – intransitivo. d) Eram todos irmãos. Eram zero hora.A. Classifique sintaticamente o predicado de cada oração. conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo. a) A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados. o verbo é ___________. g) A casa era azul. b) O professor ficou na sala. se bem me lembra. um mal abortado. e) intransitivo – transitivo direto – transitivo direto. e) E vão fazendo telhados. d) pessoal – sujeito inexistente. Azevedo) c) Continuarei sozinho. e) impessoal – oração sem sujeito.

verbo-nominal. e) sujeito. nominal. 3. objeto direto. objeto indireto. (G. d) intransitivo. objeto direto. b) para verbo intransitivo. verbal. é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. falava e continuava é. nominal. respectivamente. e somente raras circunstâncias. (Machado de Assis) 4. de ligação. nominal. ( ) O carrapato lembrava miséria e abandono. d) verbo-nominal. 82 – . b) Demitiram o secretário da instituição. ( ) Arrebentaram a porta. a) Os viajantes chegaram cedo ao destino. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. ( ) A fazenda renasceria. ( ) A criança virou a xícara. Caiu do automóvel. Acabei a lição. verbal. 10. Em Capitu ria alto. Classifique os termos grifados como predicativo do sujeito ou do objeto. (C. intransitivo – transitivo direto – intransitivo. Caiu. a) c) e) Os verbos do primeiro período do texto são. respectivamente. e dei um grito. a) b) c) d) e) 5. objeto direto. c) verbo-nominal com predicativo do sujeito. Alguns acharam meu discurso um desastre parlamentar. a) b) c) d) Indique a alternativa em que o predicado é verbo-nominal. objeto direto. ( ) Sou favorável ao novo projeto. nem nomes. 2. a) b) c) d) e) f) Acabarás doente. d) Compareceram todos atrasados à reunião. ferida. (3) oração com predicado verbo-nominal. 18. falava alto. Acabei. c) sujeito. b) transitivo direto. mas ninguém me ouviu. a sós comigo e o meu desprezo. c) para verbo transitivo. ( ) O carro virou na esquina. Encontrei Maria Clara mais envelhecida. c) Nomearam as novas ruas da cidade. O verbo arrenegar foi usado como transitivo indireto. grito. e) Estava irritado com as brincadeiras. objeto direto. 5. (M. transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto.R. do automóvel. Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal 1. objeto indireto. sujeito. como se me avisasse. (G. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor. 12. Desde então ficou desconfiado. Ao contrário. 7. sujeito. mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. Consideraram meu irmão como malfeitor. Em Os excursionistas retornaram felizes à sua cidade. (2) oração com predicado verbal. (FMU) – Assinale a alternativa em que aparece um predicado verbo-nominal. d) verbo-nominal com predicativo do objeto direto. Numere as orações abaixo. 13. d) intransitivo. D. e) verbo-nominal com predicativo do objeto indireto. Andrade) 17.Não. A quem passe a vida na mesma casa de família. pelos horrores escritos. b) nominal. b) objeto direto. a minha memória não é boa. ( ) Vede como está contente. cansada. c) verbal. o predicado dos verbos ria. sujeito. temse predicado a) verbal com verbo transitivo direto. ninguém e me é. d) objeto indireto. de ligação. 7. a) sujeito. (ESPM) – Quando percebi que o doente expirava. 4. objeto direto. ( ) Era muito feliz. Eu ia caminhando pela avenida. de Assis) A função sintática das palavras doente. transitivo direto – transitivo indireto – transitivo direto. sujeito. 8. transitivo direto – intransitivo – transitivo direto. sem guardar delas nem caras. verbo-nominal. 9. objeto direto. Caiu doente. é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias. transitivo direto e indireto. transitivo direto e indireto. não. objeto indireto. ( ) Meu pai virou uma fera. 19. 11.) 14. a) verbal. Viajarei amanhã de manhã. 6. ( ) A fogueira estalava. com os seus eternos móveis e costumes. recuei aterrado. b) transitivo indireto. a lição. e) verbo-nominal. 6. de acordo com a seguinte indicação: (1) oração com predicado nominal. Coloque: a) para verbo de ligação. b) nominal com verbo de ligação. transitivo indireto – intransitivo – transitivo indireto. objeto direto. Meu tio foi nomeado embaixador. verbal. respectivamente. Derrubaram a porta.) 15. (Cecília Meireles) 16. verbo-nominal.R. Recebi a notícia como verídica. eu continuava surdo. a) c) e) Em Não lhe arranquei mais nada tem-se verbo transitivo direto. pessoas e afeições. verbo-nominal.

d) complemento nominal. (UFPI) – Na frase Essas atitudes impensadas podem trazerlhe alguma consequência desastrosa. b) adjunto adnominal – complemento nominal – sujeito. (MACKENZIE) – Os termos do futuro. Viajava folgadamente. função sintática de a) complemento nominal e complemento nominal. 3. que medem. d) adjunto adverbial de causa. III. (FEI) – Resolva as questões a seguir conforme o código que segue: a) adjunto adverbial de lugar. d) objeto indireto e adjunto adnominal. Os termos sim e não são adjuntos adverbiais. Todos falavam alto. b) c) d) e) objeto indireto e objeto indireto. respectivamente. c) adjunto adverbial de modo. adjunto adnominal e objeto direto. Estou sem amigos. Pedro é efetivamente bom. Segunda-feira haverá um jogo importante. respectivamente. responda aos testes. O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores. b) complemento nominal e adjunto adnominal. ou baleias assassinas. b) afirmação e negação. a) adjunto adnominal – adjunto adverbial – sujeito. A única oportunidade de encararmos de frente algum desses animais. ainda mais remota é a possibilidade de ver de perto alguma baleia. em criança e Quem são. sim. respectivamente. b) predicativo do sujeito. O poço secou com o calor. De modo algum te intrometas na vida alheia. c) dúvida e negação. 5. I. Vou ao Rio. as funções de a) sujeito – objeto direto – objeto indireto b) adjunto adverbial – objeto indireto – adjunto adnominal. Elas formam suas comunidades em alto-mar. d) objeto indireto e complemento nominal. o termo destacado é a) objeto direto. – 83 . c) objeto indireto e objeto indireto. as palavras destacadas exercem. que não te escrevo. e logo pintou a tristeza de minha mãe. Em O mestre tachou-nos de indisciplinados. 8 metros. (Machado de Assis) 1. b) adjunto adnominal e objeto indireto. Estava folgado. Os termos aos dotes e de uma admiração lacrimosa exercem. quase a todas as horas. de a) adjunto adnominal e adjunto adverbial de assunto. a seguir. de a) lugar e modo. Esqueçamos esta dor sem remédio. IV. 2. (Millôr Fernandes) 4. O som estava alto. e) complemento nominal e objeto indireto. país do futuro me ensinaram em criança. que falava de mim todos os dias. d) afirmação e intensidade. e) adjunto adnominal – adjunto adverbial – objeto direto. o pronome me exerce função sintática. c) predicativo do objeto. adjunto adnominal e objeto indireto. Com o mau tempo não podemos trabalhar ao relento. preferindo geralmente as águas geladas dos oceanos próximos aos pólos. e) adjunto adnominal – objeto direto – predicativo. b) adjunto adverbial de tempo. E agora ensino: Quem espera nunca alcança. como são 4. Vives bem mal. Fomos à Bahia. Adjunto adverbial de causa está em Compro livros com o dinheiro. Há muito tempo. AS BALEIAS Se a maioria das pessoas que mora nas grandes cidades não tem sequer a chance de conhecer cavalos ou bois. o desvanecimento de minha mãe nessas ocasiões era indescritível. 2. e contava-me isso cheio de uma admiração lacrimosa. As orcas. respectivamente. c) objeto indireto e objeto indireto. Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal Leia e.20. e) adjunto adnominal e complemento nominal. a) b) c) d) e) f) g) h) i) 3. complemento nominal e objeto indireto. d) predicativo – objeto indireto – objeto direto. na menor das espécies. a) b) c) d) e) Assinale as orações com adjunto adverbial. respectivamente. Passeávamos com o intérprete. é nos shows aquáticos. O automóvel parou perto do rio. respectivamente. José Dias apertou-me as mãos com alvoroço. e) afirmação e afirmação. II. No texto. Tio Cosme se enternecia muito. e acrescentasse alguma palavra relativamente aos dotes que Deus lhe dera. c) complemento nominal – objeto indireto – objeto direto. Como a apurasse sempre. de a) objeto direto e objeto indireto. INVERSO Brasil. As expressões de minha mãe e de mim exercem função sintática. d) complemento nominal – objeto direto – objeto indireto. e) nenhuma das anteriores. c) adjunto adnominal – objeto indireto – objeto direto. Módulo 6 – Adjunto Adverbial 1.

conhecidas. d) adjunto adnominal. A cidade do Rio comove aos mais duros de sentimentos. complemento nominal. as orcas são consideradas a espécie mais poderosa de sua família. senhores das aldeias. montou uma oficina. (MACKENZIE) – Os vocábulos dos oceanos. Aves brancas e delicadas enfeitavam a beira da lagoa. d) aposto – transitivos diretos. a) adjunto adnominal. A. seu doutor! 2. secas. senhor rei. 6. 8. Antão só pensava na linda Thereza. Em Ninguém concordou com a demolição daquela casa antiga. b) ( ) Mestres de todas as horas. por que não varre esta casa direito? ) Essa moçarada é teimosa. Indique a função sintática dos termos destacados. alguém lhe propôs emprego. b) Ah! eu lhe agradeço muito. d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã. e à cabana de Araquém… (J. Em que alternativa as vírgulas separam um aposto? a) Filho meu. c) Não os detêm ou amedrontam barreiras e contratempos: chuvas. tudo é terra e da terra. animais e árvores. b) complemento nominal. o termo destacado é a) adjunto adnominal. médico. Alencar) d) Tristeza. Eu vou! Os doces comi. 9. melancolia eram o seu pão de cada dia. c) objeto indireto. c) ( ) Dize. aponte a resposta correta. Gonzaga) Minha bela Marília é a) vocativo. nunca foi superado. (UNIP) – Em Abaixe a cabeça. respectivamente. amanhã vais comigo. 5. Foram chamadas de assassinas por costumarem atacar pinguins e até mesmo outros mamíferos. é uma loteria. respectivamente. a) vocativo – intransitivos. 3. c) Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras. Isto quer dizer que não existem predadores para ela. a mesma dos golfinhos. as frutas e algo mais. c) objeto indireto. (Machado de Assis). tudo passa/ A sorte deste mundo é mal segura/ Se vem depois dos males a ventura/ Vem depois dos prazeres a desgraça/ Estão os mesmos deuses/ Sujeitos ao poder do ímpio fado:/ Apolo já fugiu do céu brilhante. frios. e) Sim. 6. faça todos os gestos de incredulidade./ já foi pastor de gado. 7. a) b) c) d) (FEFASP) – Em que alternativa não existe aposto? Homens. que nos viu passar unidos e ora mortos nos deixa e separados. e) sujeito simples – transitivos diretos. Mas seu cardápio habitual é de peixes. Apesar de seu pouco simpático apelido. c) adjunto adnominal – adjunto adnominal – complemento nominal. quando famintas. restos arrancados da terra. como romancista. d) adjunto adnominal. meu filho. como focas ou leões-marinhos. as funções sintáticas de a) predicativo do objeto – predicativo do sujeito – adjunto adnominal. (T. Assinale a alternativa sem aposto: a) O dr. Minha bela Marília. (MACKENZIE) – Em Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado. (UFSC) – Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que o lhe é adjunto adnominal. são ensinadas a pular. o termo leitor é ____________ e os verbos são _____________ . (UFMG) – A propósito do trecho que segue. b) objeto indireto. quem te fez chorar? d) ( ) Jerônimo. adjunto adnominal. d) complemento nominal. onde estás? b) A vida. 8. e) aposto. não lhe perdoaremos jamais. angústia. 84 – . 7. respondeu ele. e) adjunto adnominal – adjunto adnominal – adjunto adnominal. b) aposto – intransitivo. Módulo 8 – Aposto e Vocativo 1. leitor. curiosamente. Coloque (A) para aposto e (V) para vocativo a) ( ) Este escritor. 4. filha de Theodoro. nosso vizinho. e) complemento nominal. e) ( f) ( ) Ó Vitória. jogar bola com o nariz ou mesmo carregar o treinador nas costas. b) sujeito. os livros nos ensinam e divertem. as causas de sua morte são a velhice ou a doença. elas não são hostis ao homem. Aquiles. adjunto nominal. Além disso. b) adjunto adnominal – predicativo do sujeito – complemento nominal. somos homens do povo. b) predicativo do sujeito. d) vocativo. é homem de estatura meã. e) agente da passiva. a) …anunciou-lhe: Filho. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa que contenha vocativo. complemento nominal. os verdadeiros patriotas. b) O peixe cai-lhe na rede. de assassinas e de sua morte exercem. Trago-te flores. Choraram amargamente o seu destino. d) complemento nominal – adjunto adnominal – predicativo do sujeito. c) vocativo – transitivos diretos. complemento nominal. c) objeto direto. as expressões de um pé e de gerânio são. Beijo-vos as mãos. c) aposto. a) sujeito. Nós. c) Ao traidor.

. E a desconfiança terrível que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também consequência da profissão. exceto: a) Os portões foram fechados pelo faxineiro. c) guiavam.. 7. d) tivessem sido colocados – seriam conseguidos. b) Esta manhã uma jovem deu à luz três gêmeos. Se ao menos a criança chorasse. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. lacunas no cérebro. Sou um aleijado. Ele foi avisado dos perigos (ou foram-lhe avisados os perigos). b) será revisto. É horrível! Se aparecesse alguém.. Foi-nos comunicado que ele chegaria hoje. d) espalhou-se. uns diziam isto. b) Olha essa terra toda que se habita dessa gente sem lei. com verbo na voz passiva. (OSEC) – Em . c) Se me vissem assim por Madalena. Em Por mais que tivessem colocado obstáculos a minha entrada no clube. c) era dito. agito a cabeça para repelir a visão que me exibe essas deformidades monstruosas. a) Foste ajudado por muitos.. b) Não se encontram mais artigos bons. Se Madalena me via assim. uma boca enorme.. outros aquilo. A vela está quase a extinguir-se. No período Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão.. fica: a) Se eu era visto assim por Madalena. Foi este modo de vida que me inutilizou.. a forma verbal espalha na voz passiva passa a ser: a) eram espalhadas. c) Os livros foram comprados pelo aluno. c) Agradeço-lhe pelo livro. d) reverão.. Fecho os olhos. 6. e) são espalhadas. 2. Quando eu já estava barbeando o bandido. c) devem rever. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. e) Por mim. b) Se eu fosse visto assim por Madalena. d) Se tivesse sido visto por mim e Madalena. obtêm-se as formas: a) fossem colocados – seria conseguido.. (MAUÁ) – Passe para a voz a) ativa: . Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. e) Se Madalena me tivesse visto assim. b) foi dito.. E um nariz enorme.. Patifes! (Graciliano Ramos) 9. 5... d) Cientificamo-lo de que chegaríamos hoje.Módulo 9 – Voz Passiva Analítica 1. Ele foi cientificado por nós de que chegaríamos hoje. temos: a) tinham dito... d) Ouvi a notícia pelo rádio. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz ativa a frase O processo deve ser revisto pelos dois funcionários.. e) Avisaram-no dos perigos (ou avisaram-lhe os perigos). e) rever-se-á. (ENG. e) Os documentos foram encontrados. b) foi espalhada. (MED... d) eram guiados. rios cheios e uma figura de lobisomem. 11. c) Comunicaram-nos que ele chegaria hoje. a) São ótimos os livros com que o professor te presenteou. Marciano está dormindo. São ótimos os livros que te foram presenteados pelo professor.. obtém-se a forma verbal a) deve-se rever. ITAJUBÁ) – Transforme segundo o modelo: — Foi socorrido por amigos. POUSO ALEGRE) – Todos os verbos abaixo estão na voz passiva. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. (MACKENZIE) – Assinale a única alternativa em que há agente da passiva.. Lá fora há uma treva dos diabos. quase infinita.. c) tivessem sido colocados – seria conseguido. colocandose o verbo na voz passiva. Nem sequer tenho amizade a meu filho. b) Fomos aconselhados pelos mestres.. obtém-se a forma verbal a) guiava-se. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. A oração Se Madalena me via assim. 8. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz passiva a oração O faro dos cães guiava os caçadores. (MED-TAUBATÉ) – Assinale o item em que há erro na conversão da frase da voz ativa para a voz passiva (com verbos transitivos diretos e indiretos). Texto para as questões de 9 e 10. pois minhas credenciais estavam em ordem. você pode ficar. a) Nós seremos julgados pelos nossos atos. e) seriam colocados – seria conseguido – 85 . colocando-se os verbos na voz passiva. — Amigos socorreram-no. d) Até domingo ela já terá chegado. d) seria dito.. um grande silêncio. 3.. Esta manhã três gêmeos foram dados à luz por uma jovem. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. e) haviam dito. b) passiva: .. b) ia guiando. b) fosse colocado – será conseguido. não o conseguiram. 4. e) foram guiados... Estão todos dormindo. dedos enormes. de onde não pudessem ser vistos por ele.. Devo ter um coração miúdo. c) foram espalhadas. com certeza me achava extraordinariamente feio.. 10.

e) sujeito oculto. d) Tinham descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. aqui. Não ___________________ de objetos. Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. praticamente. pode ser classificada como: a) pronome reflexivo/OD b) pronome reflexivo/OI c) partícula apassivadora d) índice de determinação do sujeito e) partícula expletiva 86 – . (MED. E. e) Abriu-se uma clareira naquela mata. d) não existe sujeito. Assistiu-se a dois bons espetáculos. 3. (SÃO JUDAS) – Dois ninhos repletos de ovos de dinossauro foram descobertos na província argentina de Rio Negro.” A palavra se. que aparece no trecho acima. a) Houve – se fez – havia b) Houve – se fizeram – havia c) Houveram – se fez – tinha d) Houveram – se fizeram – haviam e) Houve – se fizeram – existia 10. c) O menino feriu-se por acaso. 6. nos corpos emagrecidos e nas vestes em pedaços. (Euclides da Cunha) 4. Ouviram-se lindas melodias. e) Haviam descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. exceto: a) Fala-se. (VIÇOSA) – Há voz passiva sintética em todos os itens. a) b) c) d) e) (MED. TAUBATÉ) – Na frase: Encontraram-se os livros indicados nas livrarias. uma bela língua. Estaria mantida a correção da frase acima caso ela fosse reescrita como está proposto na alternativa a) Tinham sido descobertos dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. d) Projetava-se um grande frigorífico. c) sujeito indeterminado. 7. b) Assistiu-se o enfermo com desvelo. exceto: a) Fazia-se a relação dos livros novos. b) Estuda-se novo processo de irrigação. (modelo: Foi vendida a casa. Hoje não são mais feitos carros como antigamente. b) O objeto direto provações sofridas ratifica a ideia de sofrimento dos adjuntos adverbiais. por meio de outro sujeito. e) A ordem direta da frase expressa um raciocínio retilíneo. (MED. (A. c) Descobriu-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. ITAJUBÁ) – Todas as frases estão na voz passiva. c) Trata-se sempre do mesmo problema.Módulo 10 – Voz Passiva Sintética 1.. a) se trata – tratam-se b) se trata – trata-se c) se tratam – tratam-se d) se trata – se trata e) se tratam – se tratam 11. (MACKENZIE) – Em todos. não _________________ dados atualizados na secretaria. Aponte a alternativa correta sobre a frase acima. a) O sujeito provações sofridas confirma a ideia de sofrimento contida nos adjuntos adverbiais. 9. CATANDUVA) – Assinale a alternativa errada: Creio que hão de existir razões. (BRÁS CUBAS) – Assinale a alternativa em que ocorre uma voz passiva pronominal: a) Vive-se muito bem no Brasil. E. e crianças _____________________ com carinho. 8. sem meandros de expressão. b) os livros indicados. conservando o modo e o tempo. 5. ______________ épocas em que não _____________ levantamentos. 2. b) Encerram-se hoje as inscrições. c) Procedeu-se à verificação de aprendizagem. d) Nenhuma das anteriores. d) O sujeito nos corpos emagrecidos completa-se. Amanhã vai fazer dois anos que eles vieram ao Brasil. b) Descobriram-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. no horror da descrição. mas de crianças. d) Ouviu-se um barulho estranho. Nenhumas das anteriores. e) Arrisca-se a vida por tão pouca coisa. Vendeu-se a casa). (FEI) – Transformar a voz passiva analítica em passiva sintética. assinalar o sujeito: a) nas livrarias.) – “Não se pensou em tal fato. c) A indeterminação do sujeito em liam-se aponta para um observador que não assume a própria palavra. nas vestes em pedaços. (CESCEM) – Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. liam-se as provações sofridas.

d) saudade de um ente distante. meu bem. E mal seria se nom foss’assi. se soubéssedes quanto mal levei e quanta coita. nesse tipo de composição poética. mencionam-se características das cantigas de amigo (alternativas c e d) ou elementos que não se aplicam à cantiga de amor. Se eu podess’ora meu coraçon.org) 1 – Senhor: senhora. que haveríades doo de mi. Resolução Nada mais notório que a relação entre “Senhor Feudal” e a organização social da Idade Média e a instituição da suserania e vassalagem. essa modalidade de cantiga caracteriza-se por conter a confissão amorosa da mulher. pero me fazedes mal e mi nunca quisestes fazer bem. senhor. pero mi havedes gran desamor. senhor. ajudar Resolução A alternativa e menciona características centrais das cantigas de amor. – 87 . tam cansados. des que vos amei. Tam tristes. per boa fé. Resposta: B 1. In Portal Galego da Língua: Cantigas trovadorescas. b) relação de vassalagem. d) o trovador se coloca no lugar da mulher que sofre com a partida do amado e confessa seus sentimentos a um confidente (mãe. nutre esperanças de um dia conquistar a mulher amada. se soubéssedes quanto mal mi vem por vós. como a coita ou sofrimento amoroso e a reprodução da hierarquia do sistema feudal. e) o eu lírico é um homem apaixonado que sofre e se coloca na posição de servo da “senhor”. (D. e) igualdade entre as pessoas. é correto afirmar. forçar e poder-vos dizer quanta coita2 mi fazedes sofrer por vós. Nas demais alternativas. Dinis. a ideia de poder retoma o conceito de a) fé religiosa. partem tam tristes meus olhos por vós. sobre esse tipo de produção poética. CANTIGA SUA PARTINDO-SE Senhora.FRENTE 2 LITERATURA Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca Texto para o teste 1. Módulo 2 – A Poesia Palaciana Texto para o teste 3. por vós. mesmo sendo imperfeita. século XX) 2. assim como nas cantigas de amor. 2 – Coita: sofrimento de amor. Ca4. a mulher (ou o seu amor) é vista como algo inatingível. que a) o trovador. c) idealização do amor. revela em seus poemas o nome da mulher amada. (Oswald de Andrade. aspecto que confere à cantiga de amor um tom lamentativo. 5 – Val: valer. b) o homem. Nele. assi Deus mi perdon. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. tam chorosos. par Deus que pod’e val5. 3 – Doo: dó. Disponível em: http://agalgz. tam saüdosos. amiga ou algum elemento da natureza). de acordo com as regras do amor cortês. cuid’eu. já que o trovador se coloca numa posição inferiorizada (vassalo) em relação à dama (a suserana ou senhor). ao cantar a alegria de amar. que haveríades doo de mi. que haveríades doo3 de mi. Senhor1. tam doentes da partida. que. que lamenta a ausência do namorado que viajou e a abandonou. c) na lírica trovadoresca. na cantiga de amor. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – O título do poema de Oswald remete o leitor à Idade Média. é objeto de desejo. 4 – Ca: porque. E. (UFPA-PA – MODELO ENEM) – Considerando-se que o texto transcrito é uma cantiga de amor. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. cuid’eu. cuid’eu. Resposta: E Texto para o teste 2.

A linguagem desse poema nos é mais acessível que a linguagem das cantigas trovadorescas. a assimilação de modelos e formas da Antiguidade (Homero. d) Por meio de seu latim. rapinastis coelhorum roubastes os coelhos et pernis perdiguitorum e pernas de perdizes e mijais nos campanários! (Auto da Barca do Inferno) 5. 4 – De cote: de uso diário. Virgílio. tam fora d’esperar bem. Os versos apresentam sete sílabas métricas. c) Denomina-se também Pré-Renascentismo. Resposta: D 6. e não segura. Voltas Leva na cabeça o pote. com muitas pregas na cintura. Vai formosa. Resolução A medida nova pressupõe a erudição. Boccaccio e Petrarca. valendo-se dos chamados versos redondilhos. ou Quatrocentismo. o Trovadorismo. e) Ao misturar um falso latim com palavras vulgares. b) Nessa fala. 3 – Vasquinha: saia de vestir por cima de toda a roupa. 88 – . Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão. Sainho de chamalote2. Módulo 3 – Gil Vicente Texto para o teste 5. Mais branca que a neve pura. Horácio etc. Cinta de fina escarlata. O verso utilizado representa uma antecipação renascentista. (João Ruiz de Castelo Branco) 3. e) a medida nova. e) cultura popular. mas do chamado latim macarrônico. (. c) o caráter popular. com intenção satírica. 2 – Chamalote: tecido de lã e seda.Partem tam tristes os tristes. Resolução O Humanismo afasta-se das concepções medievais e caracteriza-se pela afirmação do Homem e de suas realizações terrenas.. O eu lírico expressa-se por meio de hipérboles. c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródica dessa língua. Vai formosa. DESCALÇA VAI PARA A FONTE Mote Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura.) (Camões) 1 – Testo: tampa do pote. tercetos.). d) sonetos. Traz a vasquinha3 de cote4. o Parvo afasta-se de sua simplicidade. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa incorreta sobre o poema transcrito. d) a intenção moralizante. Beleza e Perfeição. Não se relaciona à medida nova: a) versos decassílabos. e não segura. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário indevido em relação aos versos de Gil Vicente. b) a alegoria bíblica. homens dos breviários. e a figura do monarca destaca-se no cenário político nacional. b) influência italiana. Boccaccio. manuais de Direito Parvo: — Hou. a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representa a base filosófica e cultural do Renascentismo. (MODELO ENEM) – Só não é característica do teatro vicentino a) a sátira social. assinale a afirmação incorreta. A medida nova corresponde ao verso decassílabo (dez sílabas métricas). e corresponde ao século XV. que passará a ser usado pelos inovadores “italianizantes” (Gil Vicente era conservador) e se generalizará em época posterior ao teatro vicentino. O esquema de rimas é: ABAB – CDCCD – ABAB. oitavas e odes. Resolução Gil Vicente escreveu na medida velha. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. Resposta: D 4. Petrarca etc. Sobre o Humanismo. b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursores Dante Alighieri.. tradicional. Resposta: D Resolução O Parvo utiliza palavras latinizadas para produzir efeito burlesco ou cômico. d) Marca-se pelo fortalecimento da estrutura feudal. O testo1 nas mãos de prata. como a apresentada acima. Não se trata de latim erudito. mostrando-se conhecedor de outras línguas. sempre são repletas de gracejos e de palavrões. a) As falas do Parvo. Resposta: E Texto para o teste 8. Resolução O lirismo provençal dominou o período anterior. c) predileção por formas fixas. e) Retoma os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade.) e do dolce stil nuovo da Renascença italiana (Dante. Resposta: E Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões 7. o Parvo está denunciando a corrupção do Corregedor e do Procurador.

Sebastião. Despertai já do sono do ócio ignavo. Camões. c) Efabulação mitológica e recorrência ao imaginário pagão. 3 – Mas de tuba canora e belicosa.. Camões superou muitos de seus contemporâneos e antecessores.. d) cobiça. Leonor. realçando o orgulho humanista de autodeterminação e do avanço no domínio sobre a natureza. b) A protagonista. Porque essas honras vãs. (VUNESP-SP – adaptada) – Apontam-se a seguir algumas características atribuídas pela crítica à epopeia de Luís Vaz de Camões. e) cobiça e honras vãs. como nas cantigas de amigo. podemos dizer que Camões figura diretamente a poesia lírica e a poesia épica. 92-93) 11. despertem do sono da preguiça ignorante. c) A lírica na medida velha. c) Os que aspiram à glória devem fugir ao ócio. (FUVEST-SP) 1 – Dai-me uma fúria grande e sonorosa.. critica a misoginia (aversão às mulheres) do Rei D. Parafraseando o fragmento: “Por isso vocês que buscam a fama. ousadamente.. Resolução Embora tenha composto poemas na medida velha. existente em parte da lírica..8. b) ambição. O corpo feminino e sua sensualidade são descritos com exuberância. constitui o ápice da produção poética camoniana. é uma plebeia. Resposta: E Módulo 6 – Os Lusíadas – II As questões de 11 a 14 referem-se ao texto que segue: “Por isso. Se quiserdes no mundo ser tamanhos.. Baseando-se nos versos transcritos e nas informações que você tem sobre a lírica camoniana. ambição e ócio.). e) É preferível merecer honras e riquezas não conseguidas a obtê-las sem merecimento. do que possuí-las sem merecer”. idealizada e espiritualizada do Amor. e no torpe e escuro Vício da tirania infame e urgente. ambição e vício da tirania. É melhor merecer essas honras sem as possuir. Resposta: C Resolução Se na poesia lírica de Camões predomina a concepção neoplatônica. d) É preciso refrear a excessiva ambição e o pendor para a tirania. Que possuí-los sem os merecer.) um freio duro (. (FUVEST-SP) – Indique a ideia que não está no texto: a) A ambição é um vício torpe que leva à tirania. não dão às pessoas o verdadeiro mérito.) e no vício da tirania (. Que o ânimo de livre faz escravo. b) As falsas honras e a riqueza não dão valor às pessoas. respectivamente. indique a opção incorreta. esse ouro puro Verdadeiro valor não dão à gente: Melhor é merecê-los sem os ter. na ambição também (. IX.. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 9. que escraviza a vontade do homem livre. Trata-se de: a) Concepção da história nacional como uma sequência de proezas de heróis aristocráticos e militares.” (Os Lusíadas. em favor de uma ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. E ponham um freio duro na cobiça. Resposta: A 12. (FUVEST-SP) – O sentido de “ponde (.. Uma dessas características está incorreta. (Os Lusíadas) Com referência a essa estrofe da Invocação. na sua epopeia há um transparente apelo erótico e sensual e a noção de que não há pecado no prazer carnal. b) Apologia dos poderes humanos. a) Pode-se afirmar que Camões utilizou versos redondilhos. Ó ponde na cobiça um freio duro.)” é completado pelos termos: a) cobiça. que a Marte tanto ajuda: 7 – que se espalhe e se cante no Universo 8 – Se tão sublime preço cabe em verso. – 89 . sua estabilização e maior manifestação de excelência literária. 5 – Dai-me igual canto aos feitos da famosa 6 – Gente vossa. medieval. nos versos: a) 1 e 3 b) 2 e 3 c) 2 e 4 d) 1 e 5 e) 5 e 8 Resolução A poesia lírica é referida em “agreste avena” (= flauta de bambu. dentro da chamada “poesia palaciana”. ó vós que as famas estimais. vício da tirania e honras vãs. Resposta: B 10. mais amante da caça e da companhia masculina. essa riqueza. d) Mesmo na medida velha. tradicional. Os Lusíadas. A poesia épica é representada pelo som da “tuba canora e belicosa”. trocar “a gente e bela forma humana” pela “alegria bruta e insana” da caça. porque essas honras vãs. E na ambição também. e) A poesia de Camões representa o amadurecimento da língua portuguesa. e) Eliminação do pan-erotismo. c) escravidão e cobiça. Resolução A ambição está incluída entre as “honras vãs”. Considera pecado grave o que fazia o rei. que indignamente Tomais mil vezes. d) Contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antiguidade. 2 – E não de agreste avena ou frauta ruda. 4 – Que o peito acende e a cor ao gesto muda. se quiserem ser grandes no mundo. Camões celebrizou-se por seus versos em medida nova (o verso decassílabo). cana de aveia) e “frauta ruda” (= flauta singela).

enquanto favorece a fantasia na busca de imagens e sensações que ultrapassam as sugestões da realidade. além de seu misticismo ideológico. c) não pode ser definida. porém ele. / . hiperbólico e imaginativo. dinâmico. e vós.. com um sentido global e universal. (FUVEST-SP) – Caracteriza o texto. Daí derivam a sua temática e os seus processos técnicos e expressivos. senhor. d) patriótico. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial..) O segundo [o conceptismo] apoia-se no significado da palavra. Resolução Segundo o texto. Resposta: A Módulo 7 – Barroco Texto para os testes 15 e 16.. c) normativo. sois imperador? Assim é. repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão 5 mau ofício. c) a liberdade de ânimo. b) apegado ao espírito cristão e intensamente dinâmico. intensamente. (MODELO ENEM) – A oposição cultismo versus conceptismo a) pode ser compreendida como o aspecto sensorial versus o intelectual. voltada ao equilíbrio e à contenção das formas. b) a ociosidade. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira Texto para os testes 17 e 18.. com transições bruscas ou associações inesperadas. Revisto. Até há uns trinta anos. e) os vícios em geral. Foi assim que a expressão passou a ser adotada pela crítica e história literárias. aplicável a épocas distintas. frequentemente. racional. é dinâmico. opondo-se ao Classicismo mais do que o próprio Romantismo. embora prevaleça a sua delimitação histórica confinada do século XVII à primeira metade do século XVIII. delimitado do século XVII ao XVIII.. (Padre Antônio Vieira) 90 – . O primeiro repousa sobretudo no som e na forma. que por ali andava roubando os pescadores. uma vez que tanto o cultismo quanto o conceptismo têm sua origem no Renascimento. da escultura e da arquitetura. Candido e J. reconhecíveis nas duas coordenadas que o compõem. eufuísmo e mesmo preciosismo.) para as agudezas ou sutilezas de pensamento”. no seu desejo de valorização do humano contraditório e instável. voltado para a paisagem e apegado ao espírito pagão. um tom a) descritivo. sou ladrão. marinismo. o roubar com pouco poder faz 10 os piratas. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial (. Resolução Trata-se de uma digressão (dissertação) de cunho moral e filosófico que o eu poemático lança no final do canto IX. / Verdadeiro valor não dão à gente”.. Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia. e) de uma estética simples. b) narrativo.. d) anormativo. o Barroco é a) monstruoso e de mau gosto. transitório e finito.. simultaneamente. o Barroco opõe-se ao normativo e racional característicos do Classicismo. Resolução O texto afirma “O primeiro [o cultismo] repousa sobretudo no som e na forma.. imaginativo e exagerado (hiperbólico). já que é impossível distinguir o cultismo do conceptismo. tendendo (. e como fosse trazido à sua presença um pirata. e) satírico. A. imaginação e exageração são características barrocas. considerado monstruoso e de mau gosto. porque roubais em uma armada. e em que se distinguem duas coordenadas fundamentais — o culteranismo ou cultismo e o conceptismo — às quais correspondem outras tantas designações de âmbitos nacionais — gongorismo. Resposta: D 13. c) filosófico. (FUVEST-SP) – O autor inclui nas “honras vãs” a) a ambição de glória. Castello) 15. o Barroco se define libertador. Opondo-se ao normativo e racional do Classicismo. b) pode ser compreendida como apego ao irreal versus o apego à realidade. Resposta: A 14. o roubar muito é grandeza. d) pode ser entendida como o apego à palavra versus o apego ao pensamento. Ambos têm ascendência renascentista. Panteísmo e dinamismo. que eu. respondeu assim: Basta. que não era medroso nem lerdo. O roubar pouco é culpa. d) o refreamento da cobiça.Resolução Ler a paráfrase que aparece na resolução do exercício anterior. os Alexandres. (MODELO ENEM) – Segundo o texto. foi valorizado como uma constante histórica reconhecível em todas as manifestações artísticas e mesmo em toda a civilização. Resposta: C tendendo para o abusivo jogo de vocábulos e de raciocínio. o roubar com muito. a expressão Barroco designava um fenômeno específico da pintura. Resolução Nos versos. assim como audácia. (A. afirma-se “Ó ponde na cobiça um freio duro. Resposta: D 16. Certamente é quase impossível a perfeita distinção entre cultismo e conceptismo. libertador e amante da força.. porque roubo em uma barca. / E na ambição também. dinâmico. O segundo apoia-se no significado da palavra. para as agudezas ou sutilezas de pensamento. amante da força. Porque essas honras vãs. e) não tem base real.

Em III. c) somente III está correta. d) as injúrias. “alegria” e “firmeza”. e) A palavra “Alexandres” (linha 10) tem. Há nele um jogo simétrico de contrastes. d) somente I e III estão corretas. II. Resolução De fato. b) A pergunta do pirata comprova que ele não era medroso nem lerdo (linha 5). Além disso. deve-se dizer que: a) somente I está correta. Resposta: A 18. eliminam as injustiças. ali. por que nascia? Se é tão formosa a luz. III. Resolução A afirmação I contempla a característica mais notória do estilo barroco – o bifrontismo ou dualismo – demonstrada à saciedade no soneto de Gregório de Matos. apresentou-se como dos tercetos o esquema rimático que corresponde às quadras (o esquema das rimas dos tercetos é CDCDCD). sinta-se tristeza. no texto. c) A frase “Assim é” (linha 8) explicita a concordância do autor com relação à atitude de Alexandre. d) A história de Alexandre evidencia a submissão dos pescadores do mar Eritreu. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos. o pirata. tristeza/alegria etc. b) A partir de uma ideia geral. a) No contexto. o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. não se trata de um “soneto oitocentista” e sim seiscentista (século XVII). O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. se acaba o Sol. todo ele estruturado por pares antitéticos. e) todas estão corretas. o eu lírico deixa evidente que a) uma pessoa se torna desprezível pela ação do nobre. e por “constância”. (Gregório de Matos) 20. “pescador” está para “grandeza”. em tristes sombras morre a formosura. expresso por pares antagônicos como dia/noite. luz/sombra. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. a expressão “tão mau ofício” (linhas 4 e 5) refere-se à atividade dos pescadores (linha ?). – 91 . Tratase de um texto reflexivo/filosófico centrado em um tópico da lírica barroca e de todos os tempos: o tempus fugit. c) A pergunta do pirata é argumento para o autor inocentá-lo. o autor revela o lado agressivo dos imperadores. quais sejam. e) o vil e o rico são vítimas de severas injustiças. que desembocam no paradoxo contido na chave de ouro: a única coisa constante é a inconstância das coisas do mundo. rimas ricas. (FATEC-SP – modificado – MODELO ENEM) – Sobre as características barrocas desse soneto. A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. de outro. nem lhe faltava presença de espírito para uma observação aguda e um raciocínio inteligente. demonstrou que nem tinha medo do imperador. A respeito de tais afirmações. e não dura mais que um dia. d) No contexto. Mais própria seria a redação “narrativa de um episódio”. por um lado. assim como “culpa” está para “imperador”. Porém. e) Ao descrever a cena em que Alexandre repreende o pirata. em contínuas tristezas. Resposta: A Texto para o teste 20. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. Esse é um soneto oitocentista. depois da Luz. a tensão opositiva do soneto não é entre o sagrado e o mundano. invertendo-se as posições das rimas interpoladas (ABBA) e alternadas (ABAB). a alegria. interpoladas nas quadras (ABAB) e alternadas nos tercetos (ABBA). Resolução Pode-se fazer um reparo à redação da alternativa a: a expressão “episódio narrativo” não é adequada. mas a alternativa é suficientemente clara e não há outra possível. 19. tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. Resposta: B Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. na formosura não se dê constância e. o autor chega a uma conclusão de caráter particular. não há nenhum elemento místico. Módulo 9 – Gregório de Matos Texto para o teste 19. Em II.. se segue a noite escura. c) geralmente a riqueza decorre de ações ilícitas. que cumpre os padrões da forma fixa.17. Neste mundo é mais rico. b) somente II está correta. na alegria. b) o honesto é quem mais aparenta ser desonesto. a) O autor utiliza-se de episódio narrativo como estratégia argumentativa. com sua pergunta. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. considere as afirmações abaixo: I. que compõem a figura da antítese. Identificou-se incorretamente o sistema de rimas. o mesmo sentido de “ladrão de pescadores”. em geral.

c) considera o presente desagradável. de Antonio Candido. Resposta: E Texto para o teste 24.” b) “. A antítese e o paradoxo são igualmente frequentes na poesia deste poeta árcade brasileiro.” e) “.. que provavelmente era. Resposta: C Resolução Os versos transcritos — primeiro quarteto de um dos sonetos mais camonianos de Cláudio Manuel da Costa — apresentam duas das características apontadas no trecho constante da alternativa a: “uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana” e o “racionalismo”. Resolução Os versos de Gonzaga retomam o tema clássico do carpe diem (“colhe o dia”). já que a morte é inevitável.” Módulo 11 – Autores Árcades Os testes 23 e 24 baseiam-se no texto a seguir. façamos.. constante desde os árcades. o homem de estudo..a essência doutrinária revela um homem primitivo. Deus — ou foi talvez o diabo — deu-me este amor maduro. que está na voz passiva sintética (com o pronome se). encontrou condições inteiramente novas. e o amor por Doroteia de Seixas o iniciou em ordem nova de sentimentos: o clássico florescimento da primavera no outono. O quarentão é o amoroso refinado. poeta do Arcadismo brasileiro. Resposta: B 22. capaz de sentir poesia onde o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano. 92 – . 23. apegado ainda à Idade Média: os poemas respiram uma fé inabalável. intocada pelos ventos críticos da Renascença. e a um e outro agradeço. (Cláudio Manuel da Costa) 21. rouba) e quem se mostra mais limpo é quem é mais sujo (tem mais “carepa”. uma linguagem coloquial e brejeira. evidente no emprego constante da antítese. isto é. em relação à moça em flor. a) O termo a “imaginação de um bem amado” (verso 1) é objeto direto da forma verbal “faz”. pois. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. façamos. e a proximidade da velhice intensifica. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. a) “.. fica evidente que o eu lírico a) reconhece a amada como única forma de não sofrer pela morte.. b) se mostra frustrado e angustiado pela possibilidade de morrer. Ficou talvez mais disponível. Resolução O termo “o peito amante” é sujeito paciente do verbo transformar.Resolução O correto entendimento dos dois primeiros versos já seria suficiente para a resposta deste teste. segundo o poeta. doce amada.” d) “.” c) “.os seus versos agradaram. expressão horaciana consagrada para designar os poemas do convite amoroso em que o argumento é a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte.. uma sintaxe linear. Deus me deu um amor no tempo de madureza. um encantamento que mais se apura pela fuga do tempo e a previsão da morte: Ah! enquanto os destinos impiedosos voltam contra nos a face irada. No Brasil. “Neste mundo é mais rico o que mais rapa” (isto é. acabou por fazer-se verdade artística.é preciso ver na força desse poeta o ponto exato em que o mito do bom selvagem.sua poesia prolonga uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana. d) se entrega ao amor da amada para burlar o tempo e atrasar a morte. os nossos breves dias mais ditosos. do paradoxo e do racionalismo. (MACKENZIE-SP – modificado – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. caspa). pois que tenho um amor. sim. Faz a imaginação de um bem amado Que nele se transforme o peito amante. e creio que ainda possam agradar aos que pedem pouco à literatura: uma expressão fácil. nota-se que o poeta infringe os princípios clássicos da contenção e manifesta a emoção dum modo tal que seus versos acabam adquirindo foros de crônica amorosa.. d) O segmento “se não distingue” (verso 4) introduz ideia de condição. extraído de Formação da Literatura Brasileira. e) convida a amada a aproveitar o presente.. b) O termo “o peito amante” (verso 2) é sujeito da forma verbal “se transforme”.... (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta comentário crítico adequado à obra de Cláudio Manuel da Costa. de ambição e de sala. e) O segmento “que a minha alma delirante / Se não distingue já do meu cuidado” (versos 3 e 4) é objeto direto da forma verbal “vem”. Resposta: A Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa Texto para os testes 21 e 22. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos apresentados por Antonio Candido. Foi um acaso feliz para a nossa literatura esta conjunção de um poeta de meia idade com a menina de dezessete anos.o sentimento amoroso se espraia livremente. c) O segmento “daqui vem” (verso 3) introduz ideia de causa.. tanto quanto a morte iminente...

doce amada. além de um gosto. O texto C é um fragmento de O Uraguai. em sombra. respectivamente. Amar é um dever. tratava-se do amor de um quarentão por uma adolescente. sendo parte. e) se opõem à ideia de que “a proximidade da velhice intensifica um encantamento”. Resposta: A Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo 25. II. Céus não existem. Resolução Trata-se do tema clássico do amor serôdio. (ITA-SP) – Leia os versos para fazer a associação. de Basílio da Gama. Gregório de Matos Tomás Antônio Gonzaga Basílio da Gama Cláudio Manuel da Costa Preenchidos os parênteses. porém. d) confirmam a ideia de que o amor se desencanta “com a previsão da morte”. Mas se a parte o faz todo. Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa. Qual a impostura horríssona apregoa. sendo todo. narram-se. isto é. Uma necessidade. No caso de Gonzaga. em nada. Resolução Entre nossos épicos árcades já havia o elemento indianista posteriormente tão caro aos românticos. A parte sem o todo não é parte. (Bocage) – 93 . “Florescimento da primavera” é a expressão metafórica para esse amor. irmão de Lindoia. E rompe em profundíssimos suspiros. não um crime. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. e) Em Caramuru e em O Uraguai. como José de Alencar (Iracema) e Gonçalves Dias (“I-Juca-Pirama”. que tem por chave de ouro uma expressiva gradação em anticlímax. em pó. façamos. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. dentro dos moldes com que o Arcadismo revestiu o carpe diem horaciano. sim. c) negam a ideia de que o homem de quarenta anos “é o amoroso refinado”. entre nós. Texto B ( ) Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. de Tomás Antônio Gonzaga. tardio — amor de homem maduro. O prêmio da virtude é a virtude. podem ser tematicamente relacionados ao texto de Antonio Candido. de Carlos Drummond de Andrade. entre outros poemas). no sucesso de políticas de integração social desse grupo. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Estes versos. b) justificam a ideia de que “o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano”. IV. O texto D é o quarteto inicial de um engenhoso soneto sacro conceptista. O texto B é o terceto final de um conhecido soneto de Gregório de Matos. b) Tanto em Caramuru como em O Uraguai. o que se percebe pela alusão a Caitutu. Não se diga que é parte. não existe inferno. evidente no convite amoroso. a tomada de Sete Povos das Missões e o naufrágio de Diogo Álvares Correia. de Gregório de Matos. Módulo 13 – Bocage Texto para os testes 27 e 28. pois o traço pertinente é a “madureza” do amante. o indígena é retratado como um ser inferior. c) Caramuru e O Uraguai consistiram em uma imitação do poema épico Os Lusíadas. essa beleza em terra. III.24. os nossos breves dias mais ditosos. assim como “outono” é a metáfora clássica para o “tempo de madureza”. a sequência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV Resolução O texto A é um fragmento de Marília de Dirceu. d) A primazia dada à figura do índio resultou. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre O Uraguai e Caramuru. a) O destino de Lindoia e o de Moema antecipam aquele que será o destino de Iracema (Alencar). Resposta: A I. em cinza. na medida em que a) exemplificam a ideia contida em “clássico florescimento da primavera no outono”. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. Resposta: A 26. e a voluntária morte. façamos. não vem ao caso a possível juventude da amada. e pelos decassílabos brancos. nos versos de Drummond. É castigo do vício o próprio vício.

” d) “Corações que estalaram. Resposta: E a) França e Alemanha. — Mas dor que tem prazeres — Saudade! Misterioso númen que aviventas Corações que estalaram. e gotejam Não já sangue de vida. tendo seu início em dois países: 94 – . Resposta: B 32. o fragmento transcrito se associa ao gênero a) dramático. (MODELO ENEM) – No verso “Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa”. não superou a ideologia contrarreformista do período barroco. Delicioso pungir de acerbo espinho. só não se pode dizer que a) o apelo amoroso se vale de uma argumentação que envolve conceitos éticos e religiosos. Garrett invoca a saudade. Que me estás repassando o íntimo peito Com dor que os seios d’alma dilacera. característico da função conativa da linguagem. e) Espanha e Portugal. d) romanesco. uma subjetividade se expressa. obteve primazia na representação literária da nova ordem social (a burguesia e os desdobramentos históricos por ela provocados). que aproxima a tradição da lírica clássica da Antiguidade e as ideias iluministas do século XVIII. a forma verbal na segunda pessoal do singular (“estás repassando”) demonstra que o eu lírico se dirige a um interlocutor. (MODELO ENEM) – O Romantismo é de origem europeia. destaca-se a seguinte função da linguagem: a) metalinguística b) referencial c) fática d) poética e) conativa Resolução As formas verbais faze (= faz) e sê. no século XVIII. e) as alusões a “céus” e “inferno” revelam que Bocage. considerado “a revolução literária do Terceiro Estado” (o povo. d) França e Itália. (MODELO ENEM) – O gênero literário que deteve a primazia no Romantismo. que o autor colocou no início de seu poema Camões (1825). a saudade. foi a) a epopeia. Resposta: C Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 29. Camões) 31. correspondem a formas do imperativo. Resposta: C Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano Texto para os testes 31 e 32. instâncias da eternidade que acolhiam os bons e crentes e puniam com a danação os pecadores não redimidos pela fé católica. b) a segunda pessoa do singular (tu) identifica o destinatário da mensagem. sendo os dois outros o clero e a nobreza). obra que inaugura o Romantismo em Portugal. como nos versos transcritos. sob o pseudônimo arcádico de Elmano. b) épico. no caso. c) o romance. b) o drama. d) o apelo contido no verso inicial é fundamentado numa concepção hedonista e racionalista. Resolução O Romantismo literário surgiu na Inglaterra e na Alemanha. c) o pronome oblíquo me identifica o emissor. Resolução O fragmento é uma negação dos “céus” e do “inferno”. a pastora Marília. (MODELO ENEM) – Por tratar-se de poesia na qual prevalece a presença de um eu que manifesta sua interioridade. c) Alemanha e Inglaterra. c) lírico. e gotejam. Resposta: C 30. no Romantismo. mas delgado Soro de estanques lágrimas — Saudade! (Almeida Garrett. por meio das quais o eu lírico busca convencer a amada a entregar-se ao amor. o “remetente” da epístola.27. manifesta seus sentimentos. Saudade! gosto amargo de infelizes.” b) “Que me estás repassando o íntimo peito. como os concebia a mística católica da Contrarreforma. e) o soneto. Considerando o trecho transcrito. (MODELO ENEM) – O fragmento transcrito é uma espécie de “invocação” à saudade.” e) “Soro de estanques lágrimas — Saudade!” Resolução No verso da alternativa b. o eu poemático — o pastor Elmano. Resolução A poesia lírica é aquela em que. Resolução O romance é o gênero que. identifique a seguir o verso em que é inequívoco o fato de que o eu lírico se dirige à saudade. pedindo a ela que o inspire para narrar a vida e os amores do poeta Camões.” c) “Com dor que os seios d’alma dilacera. Resposta: E 28. e) epistolar. a) “Saudade! gosto amargo de infelizes. ainda que fictícia. (MODELO ENEM) – Sobre o fragmento da “Epístola a Marília”. d) a poesia de sátira dos costumes. b) Inglaterra e França.

Amor de Perdição) 33. c) Teresa. c) hipérbole. é a última manifestação do amor às bonecas. c) a fortaleza moral do índio diante da adversidade. d) o caso de amor entre Simão e Teresa rompeu as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude. Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o covarde do forte. meu filho. como argumentação. b) a negação da paternidade. e com mais seriedade que a usual nos seus anos. já anunciada no final do primeiro parágrafo. porventura. porém. é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho. portanto. Rompem-se. sempre com os olhos fitos na ave-mãe. O amor dos quinze anos é uma brincadeira. d) O último período do texto exemplifica a analogia usada pelo narrador no terceiro parágrafo. rica herdeira. o narrador descreve o que seria a norma para os namoros de juventude: uma brincadeira. portanto. Tal símile serve. Resolução É evidente nos textos a alusão à fortaleza moral do indígena diante de adversidades. Resolução A analogia que caracteriza o amor como uma brincadeira reforça a afirmação. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. No último parágrafo. Resposta: A Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias Textos para os testes 35 e 36. b) quiasmo. uma exceção no seu amor. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho. amava como uma “avezinha que ensaia o voo fora do ninho”. a) o amor de Simão e Teresa é visto pelo narrador como uma brincadeira de criança. como a segunda o que é voar para longe. Resposta: C – 95 . Resposta: D 34. perfil cultivado nas obras românticas indianistas. Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez. ironicamente. foi intenso no início. refuta a opinião de poetas e de alguns prosadores de que o amor de juventude seria “paixão perigosa. Resolução O quiasmo é uma figura de linguagem que consiste na “disposição cruzada da ordem das partes simétricas de duas frases”. por sua vez. Teresa de Albuquerque devia ser. amou-o também. (MODELO ENEM) – Os dois textos apresentam uma ideia comum: a) a exaltação das belezas naturais do Brasil. e) paradoxo. Amava Simão uma sua vizinha. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – De acordo com o texto. regularmente bonita e bem-nascida. Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos. que a vida É luta renhida: Viver é lutar. d) visão idealista e rósea da existência. para amá-la sempre. e) O último período contesta. menina de quinze anos. como paixão perigosa. “Enganam-se ambos”. aliás. e) o amor de Simão e Teresa é prova de que os poetas e prosadores estão enganados com relação aos relacionamentos juvenis. b) o amor de Simão e Teresa. aos quinze anos. Resolução No terceiro parágrafo.Módulo 16 – Camilo Castelo Branco Texto para os testes 33 e 34. (Camilo Castelo Branco. c) A analogia presente no terceiro parágrafo retoma e confirma a afirmação feita por poetas e prosadores. única e inflexível”. (MODELO ENEM) – Os dois primeiros versos do primeiro texto contêm a seguinte figura de linguagem: a) antítese. a) A analogia presente no terceiro parágrafo corresponde a um argumento do narrador para provar a afirmação “Enganam-se ambos”. Que os fracos abate. no parágrafo anterior. Enganam-se ambos. Não chores. (“Canção do Tamoio”) 35. caracterizado como “amor à primeira vista”. que. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. ele apresenta o amor de Teresa como exceção à regra dos superficiais e passageiros amores “dos quinze anos” — ideia. e) constatação da fragilidade espiritual do índio. única e inflexível. d) anáfora. meu filho não és! (“I-Juca-Pirama”) Não chores. Resposta: B 36. Que os fortes. que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito. Pois choraste. “as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude”. b) A analogia presente no terceiro parágrafo contradiz a afirmação “Enganam-se ambos”. os bravos Só pode exaltar. a afirmação feita pelo narrador no primeiro parágrafo. A vida é combate. mas não durou muito.

meu anjo lindo! 13 Por ti — as noites eu velei chorando. d) o verso 1 e o verso 2 se caracterizam pela recorrência do som /l/. O fato de que.. 11 Formas nuas no leito resvalando. 1). 96 – . na última estrofe. é um traço frequente na produção poética de Álvares de Azevedo. 37. no poema. identificando o sujeito lírico. Sobre o leito de flores reclinada. 12) indicam que a mulher observada se caracteriza pela pureza. na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Resolução Os itens II e III apresentam informações pertinentes ao soneto transcrito (item II) e ao poeta Álvares Azevedo (item III). Está(ão) correta(s): a) apenas a afirmativa I. (UFSM-RS – MODELO ENEM) – A respeito do soneto. Resolução As palavras finais dos versos são paroxítonas. c) apenas as afirmativas I e III. b) apenas a afirmativa III. no poema. 7 e v.. c) as marcas de pontuação contribuem para representar o estado emocional do sujeito lírico.. b) o poema contém elementos que constituem oposições no 12 Não te rias de mim. II. 5) e anjo (v. III. atribuindo essa associação à vertente indianista. (UFSM-RS – modificado – MODELO ENEM) – Considere as seguintes afirmativas a respeito do soneto: I.Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Os testes 37 e 38 referem-se ao poema a seguir: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Pálida à luz da lâmpada sombria.. é incorreto afirmar que a) as palavras finais dos versos são oxítonas. Resposta: A 10 Negros olhos as pálpebras abrindo. chorando (v.. afetividade e Natureza se relacionam situa-o claramente como produção romântica indianista. Era mais bela! o seio palpitando. e) as afirmativas I. e o verso 8 se caracteriza pela repetição do som /s/. A alusão à morte. sendo esse um recurso para regularizar o ritmo do poema. 13) e sorrindo (v. As palavras virgem (v. d) apenas as afirmativas II e III. no verso 14. três pronomes de primeira pessoa. afetividade e Natureza. II e III. Como a lua por noite embalsamada. 14).. O erro do item I consiste em associar. a tonicidade recai na penúltima sílaba. não havendo esse recurso nas outras estrofes. Resposta: D 38. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar. 14 Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo! (Álvares de Azevedo) plano do significado: luz e sombria (v. ou seja. e) se encontram.

E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião.. própria da Idade Média. como sugere o próprio título. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. apertado. trata do drama do escravo. Resposta: E 40. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?.. extraído de O Gaúcho.. Senhor Deus! Se é loucura. Tendo a peste por jaguar. A guerra. (José de Alencar. d) Apropriação da hierarquia social própria da Idade Média. (MODELO ENEM) – O trecho transcrito..” d) “Sob as tendas d’amplidão!” e) “Ontem a Serra Leoa. fundo. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. por isso. O verso da alternativa b faz menção à triste condição dos negros escravizados. fundo. imundo. a) O poeta projeta a imagem do herói medieval na figura do escravo.. Trata-se da vertente a) urbana. Resposta: B Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para o teste 41. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito.Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para os testes 39 e 40. Astros! Noite! Tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. Resolução Os versos transcritos foram extraídos do poema “O Navio Negreiro” e. mas robusto. tufão! (. os versos fazem alusão a um tempo passado. Castro Alves descreve a vida dos negros na época da escravidão. c. como afirma a alternativa e. d) Com muita objetividade. No trecho transcrito. de caráter social. portanto. e) Idealização do indígena.” c) “A guerra. c) Preocupação com temas sociais e políticos. O Gaúcho) 42. o porão negro. (Castro Alves) 39. d) indianista. O Guarani) 41.. e) memorialista. d e e. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso. a caça ao leão. Trata-se de exemplo da poesia abolicionista de Castro Alves. b) Descrição da cultura regional do Brasil. Resposta: C – 97 . na África. nos “navios negreiros”. (MODELO ENEM) – O trecho apresentado evidencia uma característica do indianismo romântico alencariano. é exemplo de uma das vertentes da prosa romântica de José de Alencar. quando eram trazidos da África para o Brasil. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta sobre o trecho extraído de “O Navio Negreiro”. o “bom selvagem” de Rousseau. Resposta: D Texto para o teste 42.. se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar. b) Castro Alves foge das questões sociais e busca somente a introspecção. o porão negro. alto. valendo-se de linguagem inflamada e imagens grandiosas..” b) “Hoje. c) O eu lírico sente-se impotente para mudar o mundo e. a caça ao leão. (MODELO ENEM) – Qual dos seguintes trechos sugere a situação sofrida pelo escravo? a) “O sono dormido à toa. que menciona um tipo oriundo da região dos pampas.) Ontem a Serra Leoa. Assinale a alternativa correta. e) O drama do escravo é expresso por meio de lirismo elevado... Infecto.. c) regionalista. em que os indivíduos ainda eram livres. com imagens grandiosas. O rosto comprido. detalhe delgado. E o baque de um corpo ao mar. o nariz adunco. palavras como fidalgo e vassalo podem ser corretamente associadas à hierarquia social feudal. O fidalgo os recebia como um rico-homem que devia proteção e asilo aos vassalos.. O sono dormido à toa Sob as tendas d’amplidão! Hoje.. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. entrega-se ao conformismo. a) Registro da sociedade carioca no século XVI. b) historicista. (José de Alencar. Resolução É notório em José de Alencar o indianismo “filtrado” pelo código cultural do branco europeu e cristão. Resolução A obra O Gaúcho é exemplo da prosa regionalista de José de Alencar..” Resolução Nas alternativas a.

que por vós ten a sa morte chegada. mia dona! ESTAVA A FORMOSA SEU FIO TORCENDO (paráfrase de Cleonice Berardinelli) Estava a formosa seu fio torcendo. o meu amado. 2. Cantigas de Trovadores Medievais em Português Moderno. Sa voz manselinha fremoso cantando Cantigas d’amigo. ( ) Hun tal home sei eu. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. Assinale A se se tratar de cantiga de amor e B. Organização Simões. dona. ( ) No mundo non me sei parelha. (VUNESP-SP – adaptada) – Aponte três fatos do cotidiano medieval aos quais a cantiga faz alusão. (VUNESP-SP – adaptada) – Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. ( ) Ondas do mar de Vigo. b) interprete o significado do último verso. e oj’est o prazo saydo: ay. Sua voz harmoniosa. cá já moiro por vós — e ai! mia senhor branca e vermelha. SEDIA LA FREMOSA SEU SIRGO TORCENDO (Estevão Coelho) Sedia la fremosa seu sirgo torcendo.o 321 – Cancioneiro da Vaticana) 1. e considerando-se que. ben talhada. sey que avedes Amor muy coytado que tan ben dizedes Cantigas d’amigo. Par Deus de Cruz. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. moyro d’amor! IV. pois que adivinhais. I. e oj’est o prazo passado: ay. era possível fazer previsões e descobrir o que estava oculto comendo-se carne de abutre: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto no último verso do poema. ( ) Non chegou. — Avuytor comestes. moyro d’amor! Non chegou. bordando. em português arcaico. dona. que vos enton non vi fea! III. Por Jesus.Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca As questões de 1 a 3 baseiam-se numa cantiga trovadoresca e sua paráfrase. que adevinhades. se vistes meu amigo! e ai Deus. pp. suave cantando Cantigas de amigo. (VUNESP-SP – adaptada) – Trata-se de uma cantiga de amigo ou de uma cantiga de amor? Justifique. ai. no contexto do poema. considerando-se que a palavra abutre se grafava avuytor. — Par Deus de Cruz. o meu amigo. senhora. sey que andades D’amor muy coytada que tan ben cantades Cantigas d’amigo. 4. se de cantiga de amigo. 3. queredes que vos retraya quando vos eu vi en saya! Mau dia me levantei. Cleonice. madre. madr’. senhora. Sedia la fremosa seu sirgo lavrando. mentre me for como me vai. Rio de Janeiro. se verrá cedo! II. 58-9. Sua voz harmoniosa. de acordo com a tradição popular da época. eu vejo que andais Com penas de amor. vedes quem é e seed’en nembrada: eu. — Abutre comestes. se vistes meu amado! e ai Deus. — Por Jesus. (in Berardinelli. se verrá cedo! Ondas do mar levado. Sa voz manselinha fremoso dizendo Cantigas d’amigo. (Cantiga n. vejo que sofreis De amor infeliz. 1953. madre.) 98 – . madr’. Estava a formosa sentada. suave dizendo Cantigas de amigo.

( ) Possuem vocabulário mais escasso e arcaizante. nen bondade. treides comigo a la igreja de Vig’u é o mar salido E miremos las ondas! Mia irmana fremosa. Não existiam na lírica provençal. o trovador expressa seu drama passional. a corrupção e a própria arte de trovar. as mulheres (soldadeiras. ( ) Têm uma feição mais analítica e discursiva e. com a qual se disfarçava o impulso erótico situado na raiz das súplicas. amigo. se mal. Assinale A para o que se referir às cantigas de amor e B para o que for compatível com as cantigas de amigo. ( ) Non ey barqueyro nen [ar son] remador. III. ( ) Refletem a vida cotidiana do medievo (as romarias. se o outro mundo passar. eu atendend’o meu amigo! VIII. todalas aves do mundo d’amor cantavan: leda m’and’eu! VI. ( ) Mia irmana fremosa. Isso revela que a liberdade da linguagem e a ausência de preconceito ou censura (institucional. VI. ( ) Levad’. ( ) Querer eu en maneira provençal fazer agora hun cantar d’amor e querer muyt’i loar mha senhor a que prez nen fremosura non fal. da ambiguidade e da ironia. senhor. prostitutas. a avareza. romarias. ( ) Ca nunca eu falei con mia senhor se non mui pouc’oj. ca me tremi’assi o coraçon que non sei lh’o dixe ou se non. As protagonistas são moças simplórias ou marotas. em obediência às convenções literárias do fin amors provençal e às regras de convivência na corte. submissas ou atrevidas. fremosa dona etc. a) A principal diferença entre as duas modalidades satíricas está na identificação ou não da pessoa atingida. serenas e pastorelas. todalas aves do mundo d’amor dizian: leda m’and’eu! Levad’. e mais vos direiy en: tanto a fez Deos comprida de ben. algumas vezes. marinheiros e camponeses). treides de grado a la igreja de Vig’u é o mar levado E miremos las ondas! 5. ca non por outra sen. d) As cantigas satíricas perfazem cerca de uma quarta parte da poesia contida nos cancioneiros galego-portugueses. antes de a repressão inquisitorial atirá-las à clandestinidade. ( ) Compreendem várias espécies. ( ) Contêm a confissão amorosa de um homem. e) Algumas composições satíricas do Cancioneiro Geral e algumas cenas dos autos gilvicentinos revelam a sobrevivência. I. utilizando sistemas estróficos mais complexos e intelectualizados (cantigas de maestria). IX. IX. da linguagem livre e da violência verbal dos antigos trovadores. padres e freiras libidinosos). IV. o eu lírico é masculino. a dura rotina de pescadores. oral. eu atendend’o meu amigo! Non ey [i] barqueyro nen [ar] sey remar. A distinção está no recurso retórico do “equívoco”. ( ) O apelo amoroso revestia-se de formalidades e convenções e de uma aura de espiritualidade.( ) A relação masculino/feminino mimetiza a relação hierárquica da sociedade feudal: vassalo/suserano. VII. nem está na condição de se omitir a identidade do ofendido. as lutas pela Reconquista. servo/ senhor. Assinale a afirmação falsa sobre as cantigas de escárnio e de maldizer.V. VII. que dormides as manhanas frias. como amante frustrado. barcarolas. ausentes na cantiga de maldizer. Os refrãos e o paralelismo são formas insistentes de repetição de versos. sensatas ou levianas. ( ) Senhor. que mais que todas las do mundo val. V. ou de parte deles. evidenciando a submissão ao canto e ao acompanhamento musical. A dama é sempre distinguida com os tratamentos respeitosos de mia senhor. Mais do que dixe estou a gran pavor. X. os próprios poetas (trovadores e jograis eram frequentemente ridicularizados). b) O elemento individualizante das cantigas de escárnio não é temático. ( ) Originárias da tradição popular. VIII. e morrerey fremosa no alto mar! eu atendend’o meu amigo. numa concepção mais “realista” da mulher. prescindem do recurso facilitador do refrão ou estribilho. conforme o assunto ou a situação que representam: albas. adultério. II. e direi-vos al: non sei se me lh’o dixe bem. ca por vós perço Deus e sis’e sen. malmariadas. anterior ao domínio da escrita. alcoviteiras e dissimuladas). e morrerey fremosa no mar mayor! eu atendend’o meu amigo. que dormides as frias manhanas. mia dona. e con tal coita com’aqui levey e lev’eno infer’ey de morar por vós. a soidão. quando vos vejo dos olhos catar. a soledade. assy com’aquesto pass’e passey. estética ou pessoal) eram componentes da vida literária no período trovadoresco. Em tom plangente e lamuriento. já bastante atenuada. bailias. ( ) Têm um caráter mais narrativo e descritivo e assumem sempre a feição de um diálogo. amigo. a coita d’amor. – 99 . c) Os alvos prediletos das cantigas satíricas eram os comportamentos sexuais (homossexualidade. 6.

IV. meu bem. consubstanciado em regras como: revelar seus sentimentos com prudência e moderação (mesura). Módulo 2 – A Poesia Palaciana 1. compilada no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. c) Mantém. a) Grande número de composições faz uso do que depois se chamou a “medida velha”. que tão meu imigo sou. VII. destituída de sentido autenticamente cristão. a) Entre mim mesmo e mim não sei (o) que s’alevantou. 100 – . em contradição com atitudes que os biógrafos atribuem ao autor. a) Em sentido amplo. c) Onde pode acolher-se um fraco humano. Onde terá segura a curta vida. identifique a alternativa falsa. e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará. Assinale a alternativa inadequada a respeito da poesia palaciana. pois a poesia se separa da música e o trovador cede lugar ao poeta. Sua condenação recoloca em cena a crítica à burocracia corrupta. VI. b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”. d) Entre os poetas mais notáveis incluídos nessa grande antologia encontram-se Gil Vicente e Sá de Miranda. representada pela cantiga de amigo. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? 3. d) Senhora. b) Comigo me desavim. Representa aqueles que se valem da autoridade dos cargos que exercem para enriquecerem de forma ilícita. V. Identifique a personagem do Auto da Barca do Inferno pelo que se diz a seu respeito nas seguintes afirmações: I. não posso viver comigo. A prostituição e a feitiçaria são as práticas pelas quais a personagem é condenada à barca dos danados. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período específico da evolução da cultura ocidental. confirmando a máxima de que o hábito não faz o monge. c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo. Módulo 3 – Gil Vicente 1. também explorada nas passagens do Corregedor e do Procurador. que deseja o coração mil cousas contra a razão. VIII. X. III. Representação da glorificação do ideal das Cruzadas e do cristianismo puro. e) Meu amor. Representa a condenação do falso moralismo religioso. 2. Condenado pela usura e ganância – pecados mortais intoleráveis –. II. e) É uma produção poética que pode ser considerada préclássica. tanto vos quero. Sua absolvição decorre do princípio cristão de que “bemaventurados são os pobres de espírito. b) Representa uma evolução formal em relação ao período trovadoresco. Sua passagem revela. pois nela já se encontram alguns dos componentes que caracterizarão a poesia do período posterior. partem tam tristes meus olhos por vós. nem posso fugir de mim. o caráter popular e sentimental da poesia trovadoresca. uma atitude preconceituosa do Diabo. Arrogante e presunçoso. ( ) O “serviço amoroso” impunha um rígido código de comportamento. Assinale a alternativa que apresenta um fragmento de poesia que não poderia constar do Cancioneiro Geral. no plano temático. IX. contrária à especulação e à idolatria do dinheiro.X. aparentemente. revelando a defesa da posição da Igreja medieval. de seus atributos e realizações. ou seja. versos redondilhos menores e maiores. porque deles é o reino do Céu”. especialmente a de origem ibérica. sou posto em todo perigo. para não comprometer a reputação (pretz) da dama e não incorrer no desagrado (sanha) da mulher. Trata-se de um aspecto de difícil interpretação. personifica uma parcela da própria plateia que assistia à encenação dos autos e farsas de Gil Vicente. designa a atitude de valorização do homem. Ainda sobre o Humanismo. É a personificação da má-fé no exercício da profissão e prática de uma religiosidade apenas formal. e de que só a transcendência liberta o homem de sua insignificância terrena.

não são embalde os deleites e fortunas. deixai-me ir. Ponde os braços presuntuosos8. A Alma (que é uma entidade) é tentada pelo Diabo. e vem o Diabo e diz à Alma: Diabo — Gozai.. O pecado é representado por braceletes. Adianta-se o Anjo. daqui para ali. Uns chapins6 haveis mister de Valença: ei-los aqui. Não são embalde os haveres.. mas não consegue ser seduzida.... Há a oposição entre o mundo imaterial e intemporal da Alma e o mundo material e temporal do Diabo. procurai por senhorios e haveres.. Esperavas de viver. é o tempo material. metei o braço por aqui: ora esperai. Identifique as personagens a que se referem as falas do Diabo ou do Anjo: I – Sois livres de todo o mal. III – Tu passarás se quiseres porque em todos teus afazeres por malícia não erraste. IV – Viveste a teu bel prazer pensando te defender só porque rezam por ti? Embarcai logo. ... – 101 .. 2 – Me fundo: me firmo.. vestido colorido e por um tempo cronológico.... V – Tu morreste excomungado.. eramá para ti.. Diabo — Oh! Descansai neste mundo. gozai dos bens da terra. espelho.... calaste dez mil enganos. 6 – Chapins: sapatos de mulher. que todos fazem assi. 5 – Brial: vestido de seda ou brocado fino. que isca esses papéis para um fogo que eu conheço. Esta vida é descanso doce e manso.. Agora estais vós formosa como a rosa...... Embarca. 8 – Presuntuosos: com vaidade.. porque o Anjo a socorre.. embarcai que esta hora é a derradeira. 3 – Afeites: atributos. santos sem nenhuma falha pois quem morre em tal batalha merece paz eternal! II – Quando éreis ouvidor NONNE ACCEPISTIS RAPINA? Pois nos apraz que à bolina sejais nosso viajor.. isso si.2.. Agora estais vós mulher de parecer 7.. me apoio.. tudo vos mui bem esta Descansai! 1 – Al: outra coisa. e fantasiai.. alma preciosa? Diabo — Assi passais esta vida em disparate? Vês i ora este brial 5. para os homens se criaram. Não são debalde os prazeres e comeres: tudo são puros afeites3 das criaturas. sapatos.. e de lá para cá. Alma — Não me detenhais aqui.. Anjo — Oh! Andai! Quem vos detém? Como vindes para a glória devagar! Ó meu Deus! Ó sumo bem! Já ninguém não se preza4 da vitória em salvar! Já cansais. Passeai-vos mui pomposa... não no quiseste dizer.. A Alma é despertada por esses elementos do mundo material. Levai também a cadeira que assim passou vosso pai... 4 – Se preza: se orgulha.... o povo com seu mister. Que já há muito que te espero! As questões de 3 a 5 terão como base o texto abaixo transcrito: O Auto da Alma é a exemplificação mais acabada da concepção religiosa de Gil Vicente. pois o Diabo ensina a noção de dias da semana.. Oh. 7 – De parecer: digna de admiração.. Oh! Como vem tão real! Isto tal me parece bem a mi: ora andai. . Não cureis doutro paraíso quem vos põe em vosso siso outro remanso.. que em al 1 me fundo2. tua simpleza te abaste para gozar dos prazeres...

) ) Vasco da Gama... Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos A diversas vontades! Quando lerdes Num breve livro casos tão diversos. c) enjambement(s). celebrado foi de mim vosso rio alegremente (.3. 4.. 1 – Leda: festiva.. quando amena e marchetada2 Saía. O Anjo. ( III. se a tanto me ajudar o engenho e arte. a quem Fortuna sempre favorece. 3. enquanto eu estes canto. Ela só viu as lágrimas em fio. (. adornada com manchas coloridas. temendo Amor que aviso desse Minha escritura a algum juízo isento. Que elementos do texto configuram a sua caracterização como um auto? Ela só. tipos ou alegorias? Justifique. Identifique a que parte estrutural de Os Lusíadas pertencem os versos a seguir: a) Proposição b) Invocação c) Dedicatória d) Narração e) Epílogo I. Explique o sentido do último verso. que a tamanhas empresas se oferece. II. E sabei que. de soberbo e de altivo coração. 2 – Marchetada: colorida. Porém. ( As questões 3 e 4 referem-se ao soneto abaixo: AQUELA TRISTE E LEDA MADRUGADA Aquela triste e leda1 madrugada. ENQUANTO QUIS FORTUNA QUE TIVESSE Enquanto quis Fortuna que tivesse Esperança de algum contentamento O gosto de um suave pensamento Me fez que seus efeitos escrevesse. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 1. b) Identifique o sistema de rimas. Identifique no texto a ocorrência de: a) antítese(s) e paradoxo(s).) ) E também as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a Fé. Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões As questões 1 e 2 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. é o primeiro. e a vós não posso. e as terras viciosas de África e de Ásia andaram devastando.. segundo o amor tiverdes. Que nunca poderá ver-se apartada. o forte capitão. Viu apartar-se de uma outra vontade. que inabitada terra lhe parece. dando ao mundo claridade. em verso humilde. que não me atrevo a tanto. que. Por que nos versos 5 e 9 a palavra Amor está grafada com inicial maiúscula e no verso 13 está grafada com minúscula? Há diferença de sentido? Como se chama o procedimento empregado nos versos 5 e 9? 2. pois criado tendes em mim um novo engenho ardente se sempre. Que puderam tornar o fogo frio E dar descanso às almas condenadas. que traz alegria a outros. o Império. esplendorosa. Que duns e doutros olhos derivadas Se acrescentaram em grande e largo rio. a Alma e o Diabo são caracteres. o que abre a série de sonetos que compõem a lírica camoniana. Que elementos do texto justificam a afirmação de que Gil Vicente manifesta uma visão medieval do mundo em transformação para o Renascimento? 5. Ela ouviu as palavras magoadas. Cheia toda de mágoa e de piedade. desde a primeira edição das Rimas. Enquanto houver no mundo saudade Quero que seja sempre celebrada. Escureceu-me o engenho c’o tormento. b) hipérbole(s).. Tágides minhas. e aqueles que por obras valorosas se vão da lei da Morte libertando: cantando espalharei por toda a parte. IV. Para que seus enganos não dissesse. 4. que dá ou causa alegria. Verdades puras são. sublime Rei. ( ) E vós. tomai as rédeas vós do Reino vosso: dareis matéria a nunca ouvido canto. a) Faça a escansão dos dois primeiros versos. Tereis o entendimento de meus versos! 1. ) E. matizada. ( 102 – . e não defeitos. para aqui se deter não vê razão.

que não seguiam. que para o Pólo Antártico se estende. V. nuvem. ( ) Não mais. b) O Gigante Adamastor. de Ariosto. ( ) O título no plural indicia o caráter coletivo do herói principal – o povo português. pelo mar. doces cítaras tocavam. Ou porque o amor antigo o obrigava. Portugueses. a) Paganismo e cristianismo. de Virgílio. VII. em alguns episódios. I. VIII. mas de ver que venho cantar a gente surda e endurecida. a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. ( ) – 103 . Alg˜ uas. III. Nas ondas velas pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! 2. Assinale o par antitético que não se pode encontrar em Os Lusíadas. Ó glória de mandar. que da Deusa sustentava Entre todos as partes em porfia. ó vã cobiça desta vaidade. concedido Vos é salverdes os futuros feitos Que. d) Nacionalismo e universalismo. que se atiça com uma aura popular. as Deusas em riquíssimos estrados. Nesta frescura tal desembarcavam Já das naus os segundos Argonautas. ( ) VIII. ( ) A narrativa da viagem é cronologicamente linear. Alg˜ uas. 8. Zurara e Rui de Pina) e a literatura dos viajantes. que honra se chama! Módulo 6 – Os Lusíadas – II 1. Orlando Furioso. E se. como incautas. no mundo. a quem vossa ousadia tanto ofende! O caso triste e digno da memória. ( ) Têm como modelos: a Eneida. Já que minha presença não te agrada. X. Sabe também dar vida. já que seu autor viveu muito depois dos fatos narrados no episódio central. ( ) III. que já deixais sabido. a medida velha dos cancioneiros medievais. ( ) Ó Ninfa. ( ) O poema contém 10 cantos. c) Ideal imperialista e ideal de cruzada. se fingiam Seguir os animais.( ) IX. com clemência. aconteceu da mísera e mesquinha que depois de ser morta foi Rainha. E. VI. Onde pela floresta se deixavam Andar as belas Deusas. ( ) Sobrevive. Assi lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas.. não mais. nobre e divinal. vencendo a Maura resistência.V. IV. que do sepulcro os homens desenterra. ( ) Como Eneias e Ulisses. ( ) Têm como fontes históricas os cronistas medievais (Fernão Lopes. ( ) X. VI.102 estrofes. e não do canto. cos arcos de ouro. a Odisseia. de Homero.. II. (. e) A Ilha dos Amores. 1. As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram. por memória eterna. Relacione os fragmentos transcritos a seguir com os episódios que a eles corresponderem. ( ) É uma obra que traduz uma cultura exclusivamente livresca. Que te custava ter-me neste engano. ( ) Até aqui. e) Antropocentrismo e humanismo. ( ) Confluem no poema um ideário nacional. ( ) V. Ou porque a gente forte o merecia Oh! Maldito o primeiro que. assinale V (verdadeiro) ou F (falso). os Deuses em cadeiras de cristal. sendo: a) Inês de Castro. Aqui toda a Africana costa acabo neste meu nunca visto Promontório.816 versos decassílabos. I. e revela grande erudição literária. ( ) Sobre Os Lusíadas. Musa. que a Lira tenho destemperada e a voz enrouquecida. ( ) A narração principia com a partida das naus de Vasco da Gama da praia de Belém. a mais formosa do Oceano. sonho ou nada? Mas Marte. Vasco da Gama é o protagonista que concentra em si toda a ação épica. em fonte pura As lágrimas choradas transformaram. II. harpas e sonoras frautas. 3.) IV. Ou fosse monte. um ideal religioso e um ideal humanístico. b) Imitação dos clássicos e invenção. ( ) VII. predominantemente heroicos. A quem para perdê-la não fez erro. c) O Velho do Restelo. A morte sabes dar com fogo e ferro. histórica e geográfica. Leia as estrofes a seguir e responda ao que se pede. d) O Consílio dos Deuses. estâncias ou oitavas. Virão fazer barões de fortes peitos. IX. Outras. Já finalmente todos assentados na grande sala.

Pranto por belos olhos derramado. alma e corpo. diante de estados humanos contraditórios: o amor expresso pelos sentidos e o amor místico. Incêndio em mares de água disfarçado. INL. finalmente. a) simples a antítese parnasiana b) rebuscada a antítese barroca c) objetiva a metáfora simbolista d) subjetiva o verso livre romântica e) detalhada o subjetivismo simbolista Os exercícios propostos de 4 a 6 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. Quando fogo. de outro. Cobrai-a. numa ilha encantada que Vênus preparou e povoou de ninfas à espera do encontro com os heróis. (UNIV.) Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas. Ardor em firme coração nascido. moralmente. em cristais aprisionado. que em ímpeto abrasas escondido. A linguagem ____________. pelo uso de figuras de linguagem. b) A “Ilha dos Amores”. os heróis não se tornam dotados de atributos divinos. c) O texto II marca-se pela temática religiosa.Que. sem referências à cultura greco-romana. o antropocentrismo renascentista. em cristais aprisionado. os deuses (“belas Deusas”) e homens (“barões”) encontram-se. Pranto por belos olhos derramado. todas as alternativas são corretas. em chamas derretido. Posta [= deposta] a artificiosa fermosura. é correto afirmar: a) Terminada a ação histórica. que em um rosto corres desatado. Tu. d) Apesar de as ninfas se mostrarem aos navegantes portugueses. e) O texto I representa a característica barroca de valorização da simplicidade de expressão.. Se fizessem primeiro desejadas. b) O texto I apresenta traços estilísticos baseados no modelo de Camões e vem marcado pela característica barroca do gosto pela antítese.. I Ardor em firme coração nascido. pp. os heróis. e) O Barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura. em chamas derretido. Observe os textos I e II. Brasília. a) Os textos I e II marcam duas atitudes. o paradoxo. já que o tempo e a morte são mantidos. (. conhecido também por seus textos satíricos. Com referência ao Barroco. Alg˜ uas. Perder na vossa ovelha a vossa glória. como característica marcante. (UFPA – adaptada) – Sobre a estrofe do episódio da “Ilha dos Amores”.) 2. vista dos [pelos] barões [varões] a presa incerta. Rio de neve em fogo convertido: Tu. (Camões. mantém-se a separação entre os homens e os deuses em obediência às normas da epopeia clássica. o que rebaixa. que em um peito abrasas escondido. CAXIAS DO SUL-RS) – Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo. (FATEC-SP) –Assinale a alternativa incorreta. 104 – . Quando cristal. o teocentrismo medieval e. 1972. Quando cristal. pastor divino. tendo em mira seu aprimoramento. como afirmais na sacra história. a ovelha desgarrada. conflito entre tendências opostas: de um lado. e não queirais. Módulo 7 – Barroco 1. Tu.. uso de hipérboles e de metáforas. de cunho social. o espírito de tensão. morte e vida. predominantes na lírica barroca. Incêndio em mares de água disfarçado. sendo um episódio referente ao regresso de Vasco da Gama a Portugal. com base na cultura greco-latina. Nuas lavar se deixam na água pura. 508-9. exceto: a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne. 2. Eu sou. d) Os textos I e II pertencem à lírica de Gregório de Matos Guerra. c) O Barroco apresenta. d) A arte barroca vincula-se à Contrarreforma. c) Embora encontrem as deusas e a elas se unam. Senhor. Rio de neve em fogo convertido: Tu. b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser. Quando fogo. e) As estrofes fazem parte da descrição dos amores dos navegantes com as Ninfas. sendo estas responsáveis por uma ideia puramente sensual do amor.. ____________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ______________ . que em um rosto corres desatado. presente no Barroco como expressão do sentimento de inquietação do homem. 3. insere-se num plano puramente histórico.) II (. Os Lusíadas.

qual o recurso predominante? 3. quiasmos. c) Sermão de Santo Antônio aos Peixes. a ornamentação estilística. é a vertente barroca voltada para as imagens. Contra os perigos do protestantismo. do Padre Antônio Vieira: Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos um estilo tão empeçado. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. antíteses. porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte. naquela época. Contra a ambição dos colonos maranhenses. O amor é o tema do soneto. atitude que radicalizou a partir do Sermão da Sexagésima. a argumentação sutil que visa a convencer pelos recursos da lógica. ( III. porque são práticas inconciliáveis. De quantas e de quais partes se compõem os sermões de Antônio Vieira? 4. ( ) ) ) ) ) Contra os maus-tratos aos escravos negros. I. a) O cultismo. como imagens vilíssimas da servidão e espetáculo de extrema miséria. Contra os exageros do estilo barroco. os escravos muitos. c) Do ponto de vista sintático. d) A linguagem conceptista é menos rebuscada que a gongórica. 2. os senhores banqueteando. d) lamentar o fato de os sermões serem dirigidos dos púlpitos. Compara Cristo o pregar e o semear. (Antônio Vieira. um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a natureza? O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira 1. o primado da ideia. tema esse desenvolvido por meio de uma sucessão de imagens baseadas em sensações térmicas. O objetivo do autor é a) destacar que a naturalidade – propriedade da natureza – pode tornar mais claro o estilo das pregações religiosas. segundo o exemplo de Cristo. apontando para o açoite. Texto para a questão 2. Como quis que aqui fosse a neve ardente. 6. – 105 . c) argumentar que a lição de Cristo é desnecessária para os objetivos da pregação religiosa. excluindo da audiência as pessoas que ficavam fora da igreja. para a essência de sua significação. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania. da “palavra de Deus” sobre o malabarismo verbal e sobre o preciosismo estéril. Permitiu parecesse a chama fria. hipérboles. ( II. Os senhores poucos. um estilo tão dificultoso. Assinale a alternativa incorreta. e) Cultismo e conceptismo são polos opostos do Barroco e tendem a ser mutuamente excludentes. ( ) Defendeu o conceptismo. Relacione: a) Sermão da Primeira Dominga da Quaresma. II. hipérbatos. como estátuas de soberba e tirania. Identifique as metáforas do texto. um estilo tão afetado. os escravos carregados de ferro. ou gongorismo. termos africanos e do falar coloquial à sua obra. (Gregório de Matos) 4. ( ) Afastou-se totalmente do cultismo ou gongorismo. pregar e semear afetam o estilo. Sermão XIV do Rosário) 6. os senhores tratando-os como brutos. a manipulação verbal. O poema é predominantemente cultista ou conceptista? Justifique. III. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás. com especial utilização de metáforas. d) Sermão XIV do Rosário. e) mostrar que. os senhores nadando em ouro e prata. As metáforas que você identificou estão organizadas em um sistema de oposições. 5.). Contra a escravidão dos índios. ao preciosismo. ( ) Representa o abrasileiramento do estilo barroco pela incorporação de tupinismos. os escravos despidos e nus. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) sobre o Antônio Vieira e sua obra. Identifique as antíteses que expressam essa oposição. b) Sermão da Sexagésima. a) Do ponto de vista semântico. os escravos perecendo à fome. pelo acúmulo de figuras (metáforas. não era afetado nem dificultoso. os senhores rompendo galas. os senhores em pé. em torno do eixo quente x frio.( IV.( V. qual a figura de linguagem predominante no fragmento? b) Aponte exemplos de hipérbole no texto em questão. b) O conceptismo é a vertente barroca voltada para o jogo de ideias. e) Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda. anáforas etc. volta-se mais para o conteúdo das palavras. b) salientar que o estilo usado na igreja. 5.Se és fogo. Leia o trecho de um sermão. como passas brandamente? Se és neve. I. sinestesias. c) A linguagem cultista tende ao rebuscamento. dos argumentos. como queimas com porfia? Mas ai.

homem. a duração prolongada do sofrimento.” 3. em contínuas tristezas. De pó te faz espelho. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. onde peleja. goza da flor da mocidade. ( ) Foi a maior figura da poesia barroca sacra e conceptista. VII. Lembra-te Deus que és pó para humilhar-te. na alegria. a elevação espiritual. mas é clássico pela lógica rigorosa com que articula seu discurso e pela obediência aos princípios da retórica de Aristóteles. a grandeza de Deus e a pequenez humana. VI. de que quis formar-te.IV. (UFV-MG) – Os tercetos acima ilustram a) o caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do século XVI. exaltando o gozo do momento. em cinza. foi apoiado no Brasil pelos colonos. pois. amaina e ferra. Que a terra de hoje é porto soberano. sinta-se tristeza. alerta.. em tristes sombras morre a formosura. em que se veja A vil matéria. (PUC-SP) NO DIA DE QUARTA-FEIRA DE CINZAS Que és terra. (Gregório de Matos) 4. graças à sua atuação a favor da libertação dos escravos índios. a respeito da fugacidade da vida. os contrastes da vida. cartas e obras proféticas 2. (Gregório de Matos) 1. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. por que nascia? Se é tão formosa a luz. o afastamento das questões mundanas. em pó. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. ( ) Equilibra o gosto pelas imagens literárias ousadas e surpreendentes e pela citação erudita dos clássicos e dos grandes teólogos da Igreja com um agudo senso de observação da realidade. IX. concentrou-se nos temas místicos: a devoção mariana. ( ) Perseguido pela Inquisição em Portugal. e não dura mais que um dia.. Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. se acaba o Sol.. e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que espiritual. b) o jogo metafórico próprio do Barroco. essa beleza. c) o estilo pedagógico da poesia neoclássica. b) gustativas. ( ) Como jesuíta. de Quintiliano e de Cícero. em terra. A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. Se busca a salvação. utilizando uma linguagem permeável ao linguajar do povo. sombras. X. Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. se segue a noite escura. porque fala de flores. Texto para o teste 4. baixel humano. própria da visão de mundo nostálgica cultista. (Gregório de Matos) Módulo 9 – Gregório de Matos Releia a seguir o poema “A Instabilidade das Coisas do Mundo” e responda aos testes de 1 a 3. Todo o lenho mortal. d) táteis. depois da Luz. ( ) A necessidade de se fazer entender pelas plateias dos mais diferentes níveis socioculturais levou o pregador a transigir quanto à pureza do idioma. terra. e imprime em toda a flor sua pisada. que o tempo trata a toda a ligeireza. No texto predominam as imagens a) olfativas./Como o gosto. a alegria. 5. a) b) c) d) e) A ideia central do texto é a duração efêmera de todas as realidades do mundo. a falsidade das aparências. VIII. em sombra. ( ) É barroco pela linguagem e pelo temperamento. V. c) auditivas. em nada. d) as características de um texto romântico. ( ) Escreveu sermões. a) b) c) d) Fazer a correspondência entre as colunas: epíteto ( ) “Em contínuas tristezas a alegria” anáfora ( ) “E na alegria sinta-se tristeza” antítese ( ) “Noite escura” zeugma ( ) “Como a beleza. onde salvar-te. Na proa a terra tens. na formosura não se dê constância e. ratificando as reflexões do poeta sobre as mulheres maduras. sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza. Te põe à vista a terra. tome hoje terra. 106 – . e em terra hás de tornar-te. Alerta. do cotidiano.. Goza. Porém. Se assopra a vaidade e incha o pano. e) visuais. que o vento berra.

afetada. E) Inutilia truncat (“corta o inútil”). Marília. (0) Gregório de Matos. (. não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra. é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão a) impessoal e. Qual é de mais nobreza: a pena ou a espada. escrito no século XVII. (Tomás Antônio Gonzaga) Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa 1. promove um retorno às “virtudes clássicas” da clareza. nesta vida. a) atente para o aproveitamento semântico que o poeta faz da palavra terra. Rosa. 3. (1) O texto trata da disputa entre intelectuais e militares pela permanência no governo. ou seja neste monte. Leia o poema abaixo: É questão muito antiga e altercada Entre os Letrados e os Milicianos. nações. 2. em que vivo. nos textos que seguem. E tanto pode ser herói o pobre. co’as enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eternos.Este poema de Gregório de Matos evidencia bem o Barroco literário. com as normas atualmente em vigor. 6. ( ) Se sou pobre pastor. delicada. temido e odiado por suas sátiras ferinas e espirituosas: os versos transcritos apresentam vestígios de sua mordacidade. Airosa rompe. mantém as ousadias expressionais do Barroco. o II é arcádico. diante da fugacidade da vida. que Palas togada. E julgam ter brasões mais soberanos Uns. Sem se haver decidido em muitos anos. 3 e 4 e) 1 e 2 nossos corpos terão. pedante. com ambição dourada.. Consiste o ser herói em viver justo. o autor sugere a altercação das togas e das armas no poder. Espalha o sangue humano E despovoa a terra Também o mal tirano. diferentemente do Barroco. Que significados ela assume no poema? b) na segunda estrofe. tanto temática quanto formalmente. da simplicidade e da harmonia. com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente. O texto I é barroco. a) 0. pacato e equilibrado. mundos e gentes. outros. (2) Devido à insistente busca de acordo entre as partes envolvidas no conflito. terão a sorte de consumir os dous a mesma terra. identifique os termos que metaforizam: – a vida. o tema predominante. Assim sendo. que da manhã lisonjeada. 1 e 2 b) 2. a) b) c) d) e) Quanto à linguagem árcade. a hipérbole.. e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco. II Depois que nos ferir a mão da morte. a linguagem conotativa. na época do Barroco. outono. Obras Completas) (UnB-DF) – Julgue os itens a seguir. se não governo Reinos. pastoralismo. Identifique. é artificial. Assinale a alternativa que apresenta os itens corretos. humilde. Discorrem em matéria tão travada Altos entendimentos mais que humanos. prefere a ordem indireta. expoente da literatura brasileira. em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta. sendo: A) Bucolismo. portanto. C) Aurea mediocritas (“áurea mediania”) – exaltação do honrado. (MEDICINA SANTA CASA-SP) I É a vaidade. 3 e 4 c) 0 e 1 d) 0. estio. D) Locus amoenus – a natureza aprazível. Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça.) (Gregório de Matos. províncias. procura expressar o mundo subjetivo do poeta. (Cláudio Manuel da Costa) ( ) O ser herói. tal como no latim literário. fugere urbem – opção pelo rústico em contraposição ao civilizado. arrasta presumida. Púrpuras mil. b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior. Comparando-os. que armada. Se em frio. calma e chuvas inclementes Passo o verão. (3) Com referência ao uso da vírgula entre termos coordenados. era. Fábio. constatam-se mudanças. fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal. – o homem. e entre “espada” e “Milicianos”. inverno. (4) Chama-se sinédoque a figura de linguagem que está na base da relação entre “pena” e “Letrados”. d) em que predominam. diferenciada do sentimentalismo barroco. B) Carpe diem (“aproveita o dia”) – desejo de fruição dos prazeres. comparando a pontuação desse texto. a antítese. o que se confirma por meio do emprego metafórico de “brasões”. Como o maior Augusto. c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca. – 107 . ou noutra serra.

Aqui sempre a traição seu rosto encobre. em ambos. 20 E decidir os pleitos. Por virtude do muito imaginar. Enquanto revolver os meus consultos. E os cantos da Poesia. civil correspondência. Ou da minada serra. 5 Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia. e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado! Ali respira amor. Lendo os fatos da sábia. mestra História. b) o texto II é uma derivação imitativa do texto I. Ou desconhece o rosto da violência. Tu me farás gostosa companhia. Verás em cima da espaçosa mesa Altos volumes de enredados feitos. que soçobre. enfim. e pode. (. por meio de antíteses. Pois em mim tenho a parte desejada. vendo que lhe dás o justo apreço. cem cativos Tirarem o cascalho e a rica terra. Compare atentamente os textos I e II. Ali não há fortuna. 25 Módulo 11 – Autores Árcades Texto para os exercícios de 1 a 3. Não verás derrubar os virgens matos.. Dê duas características opositivas desses lugares. aproveite-se o tempo. E já brilharem os granetes de ouro. dois lugares. Ah! não. Texto para a questão 5. e ao semblante a graça! (Tomás Antônio Gonzaga) 4. 15 Nem espremer entre as dentadas rodas Da doce cana o sumo. a concepção platônica do amor. d) a imitação e a recriação eram procedimentos corriqueiros entre os clássicos. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor. Eu. a imagem bela. (FAAP-SP) – O poema acima relaciona. sinceridade. Marília. 10 Queimar as capoeiras inda novas. outro a verdade. Mas ao passo que a busco. Nesta doce ilusão arrebatado Anarda cuido ver. mudar-se a nossa estrela. Que mais deseja o corpo alcançar? Em si somente pode descansar? Pois consigo tal alma está liada. o que evidencia a falta de recursos do poeta brasileiro. Aqui quanto se observa.) (Camões) Texto II Faz a imaginação de um bem-amado. Ou do retiro a paz não tem provado. c) Cláudio Manuel da Costa plagiou Camões. Um só trata a mentira. Servir de adubo à terra a fértil cinza.( ) Que havemos de esperar. No fundo da bateia. e) os fragmentos I e II são as quadras (ou quartetos) iniciais de dois sonetos. Não verás enrolar negros pacotes Das secas folhas do cheiroso fumo. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde. é variedade: Oh ventura do rico! Oh bem do pobre! (Cláudio Manuel da Costa) 5. (. Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata. Ver-me-ás folhear os grandes livros. Lançar os grãos nas covas. neste instante Me vejo no meu mal desenganado. já vêm frias.. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. Não tenho logo mais que desejar. Tu não verás. o da inocência! E que mal é no trato. Gostoso tornarei a ler de novo O cansado processo. você não diria que a) o tema central é. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças. Ou dos cercos dos rios caudalosos. Que nele se transforme o peito amante.) (Cláudio Manuel da Costa) Sobre eles. minha Marília. 108 – . Se nela está minha alma transformada. bem que distante.. Texto I Transforma-se o amador na cousa amada. Lerás em alta voz..

Se encontrares louvada uma beleza. Minha bela Marília.. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. 30 Marília. brota em ouro. . Marília de Dirceu. Marília bela. Fresco assento de um álamo copado. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza.. s/d. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. Um pouco meditemos Na regular beleza. Em meus versos teu nome celebrado.. Inspira amor..... ó cara.. não lhe invejes a ventura.. pp... Rio de Janeiro. alegre.). Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. Não vês ninfa cantar.. ó pátrio Rio.. o manso gado.. (Tomás Antônio Gonzaga) 1.) 2.. Atende mais. alegre. c) A vida em contato com a natureza é revalorizada. E refletir então no seu semblante! Quando.. E o lambe..... In: Péricles Ramos (org.. Há tentativa de autovalorização? Justifique. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. e testa... Poemas Escolhidos.. c’o dedinho Nas faces graciosas..... que de peso serve. com sensualismo e subjetivismo exagerados. Leia atentamente os poemas que se seguem antes de responder à questão 5. Enriquecendo o influxo em tuas veias..... (UFV-MG) – Todas as alternativas apresentam uma característica temática do Arcadismo utilizada por Gonzaga nos versos acima.) Texto B LIRA XIX Enquanto pasta. um estado pastoril.. Rio de Janeiro. 29..” Que gosto não terá a mãe que toca... Por meio do poema já se nota algum “abrasileiramento” na poesia de Gonzaga? Justifique... exceto: a) O poeta busca motivos bucólicos.. o manso gado. Marília.. Enquanto pasta.. Minha bela Marília. outros correrem Nos cordeiros montados! Que estado de ventura! Que até naquilo... Quando o tem nos seus braços. Que de seus raios o planeta louro. b) A poesia da Arcádia transforma o campo num bem perdido. Que tens quem leve à mais remota idade A tua formosura. O autor contrapõe atividades profissionais distintas. (Tomás Antônio Gonzaga) 4. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. Texto A SONETO II Leia a posteridade. s/d..... Jogar outros a luta. enquanto chupa a lisa teta.... quando Disser consigo: “É esta De teu querido pai a mesma barba. Um pouco meditemos Na regular beleza.. 40-1. Quando der ao filhinho o peito brando.. – 109 . Ediouro. E salte em cima dela. Quais? É possível determinar pelo texto a profissão de Dirceu? 3.. e na boca Do inocente filhinho! Quando. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. ao verem Com as mães um dos filhos abraçados. Atende como aquela vaca preta O novilhinho seu dos mais separa. Como a ruiva cadela Suporta que lhe morda o filho o corpo.. O tenro infante já com risos mudos Começa a conhecê-la! Que prazer não terão os pais. A mesma boca. p. Que gosto não terá a esposa amante. doçura! (Tomás Antônio Gonzaga.. Ediouro.. Texto para a questão 4.... d) O emprego de uma linguagem poética cheia de simplicidade faz parte da retórica neoclássica. (Cláudio Manuel da Costa. Quanto em chamas fecunda. e) O árcade adota uma personalidade fictícia.

Esta caracteriza-se por uma linguagem poética que busca uma comunicabilidade e sociabilidade.) 2. que irado freme. São Paulo. que tudo desbarata. A convenção literária do poeta pastor e do retorno à natureza é um dos elementos marcantes da poesia árcade. a seguir. o aspecto moribundo. e nas mimosas flores. IV. referem-se à exploração das terras de Minas Gerais pelos grandes proprietários plantadores de cana-de-açúcar no século XVIII. Na branda relva. Os deslocamentos sintáticos no soneto de Cláudio Manuel da Costa apontam para uma permanência de elementos barrocos em sua poesia. O poema de Tomás Antônio Gonzaga expressa uma visão e um sentimento do mundo conflitivos. 78-9. a) Por que se pode dizer que este poema desenvolve o tema do carpe diem? Perde o lume dos olhos. Marfiza cruel. e apresse no fugir a morte. apesar da simplicidade de sua linguagem. Entre as salsas escumas desce ao fundo: Mas na onda do mar. (UFG-GO) – A partir da leitura dos versos de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. “As porções de riquíssimo tesouro”. Lá reclinada. e cinge. E. e temem Que desperte assustada. como que dormia. essas convenções não estão presentes. A preocupação do eu lírico no texto A. pp. E fuja. Verás murchar no rosto as faces belas. e triste. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os Lusíadas. A existência de interlocutor nos dois poemas é um dos traços marcantes da poesia árcade. a) aponte. Fogem de a ver assim sobressaltados. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah! Diogo cruel!” disse com mágoa. II. Teus olhos deixarão de ser estrelas. Edições Cultura. O Uraguai. e lhe passeia. (VUNESP – adaptada) – A epopeia Os Lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. Pálida a cor. e braços. e lhe lambe o seio. sem mais vista ser. muito provavelmente. p. Arrependida de ter sido ingrata: Com o tempo. e irrite o monstro. Cansada de viver. c) Por que se trata de um soneto? A questão de número 2 toma por base os seguintes textos: O URAGUAI (CANTO IV) (fragmento) Este lugar delicioso. E nem se atrevem a chamá-la. No texto A. do ponto de vista da versificação. enquanto dura. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. E param cheios de temor ao longe. Releia atentamente os textos apresentados e. sorveu-se n’água. (Basílio da Gama. que espalhava Melancólica sombra. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. ESTROFE XLII) Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo Texto referente à questão 1. Pescoço. Public. entretanto. b) Como o poeta argumenta contra a recusa da amada e em defesa de seu convite amoroso? Mencione três metáforas utilizadas nesse argumento. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindoia. 1945. Que inda te espero ver. por causa delas. Com mão já sem vigor. V. 149. soltando o leme. não sendo exceções O Uraguai e Caramuru. Por que me negas hoje esta ventura? Guarda para seu tempo os desenganos. (Frei José de Santa Rita Durão. E as tranças d’ouro converter-se em prata. me não maltrata Saber que usas comigo de cautelas. Pois se sabes que a tua formosura Por força há de sofrer da idade os danos. 1941.5. da Academia Brasileira. Já que dura tão pouco a flor dos anos. de que o “pátrio Rio” não caia no “esquecimento vil”.) CARAMURU (CANTO VI. pasma e treme. Rio de Janeiro. III. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. 110 – . Gozemo-nos agora. Esta ligação é uma constante na poesia de Cláudio Manuel da Costa. VI. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. Caramuru. Já. Tinha a face na mão. (Basílio da Gama) 1. pode-se concluir que: I. evidencia a ligação afetiva do poeta com os elementos locais.

misto de missionário e colono português. orangotango.3. modinheiro e improvisador Joaquim Manuel. épica e satírica. a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia greco-romana. O soneto de Bocage que transcrevemos a seguir satiriza o violeiro. a ordem lógica na escrita. Lundum: ou lundu. fez sucesso na Metrópole com suas modinhas e lundus. levado a efeito por Diogo Álvares Correia. I. Marília é quase sempre um vocativo. melódico. instrumento popular de quatro cordas simples. como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo. Vago: errante. e) Todas. Assinale-a. Ora nas folhas a abelhinha para. Texto para as questões de 3 a 6. Com uns eu esbravejo. Fandango: dança rural portuguesa de raízes espanholas. 1. Tu glória das carrancas semipretas! aí – 111 . musicalmente concertado. tem como assunto o descobrimento da Bahia. Transcreva os versos ou expressões que evidenciem a índole racista da sátira de Bocage. que pode ser lírico-amorosa. de Santa Rita Durão. sussurrando. c) Apenas I e II. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. Ei-las de planta em planta as inocentes. é motivado por dois propósitos indisfarçáveis: exaltação da política pombalina e antijesuitismo radical. Amores: personificação pagã do amor e da sensualidade. constantemente cai em contradição quanto à sua postura de pastor e sua realidade de burguês. Marília. pastoril. (Bocage) Vocabulário: Machete: espécie de cavaquinho. Para o cálido Sul cortando a linha. de origem africana. As vagas borboletas de mil cores. Já de sobejo tens fartado a gana No seio da formosa Pátria minha. poema épico clássico que antecipa em várias direções o Romantismo. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali. na qual menciona a natureza como refúgio. O autor do poema épico Vila Rica. b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia. Zéfiros: personificação clássica das brisas. Ora nos ares. Naquele arbusto o rouxinol suspira. Ósculo: beijo. Aríon: célebre poeta grego. Mais tristeza que a noite me causara. embora tenha a estrutura de um diálogo. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão. gira. Vivem por i alguns de várias tretas. dos ventos. deuses e entidades pagãs. brasileiro e mulato. 2. a obra é um monólogo – só Gonzaga fala. (Bocage) Vocabulário: Cadente: harmonioso. da poesia. preferindo a clareza. os Amores Incitam nossos ósculos ardentes. de grande difusão no Brasil do século XVIII e início do XIX. II. especialmente ao Brasil. Olha. no qual se exaltam os bandeirantes e se narra a história da atual Ouro Preto. que. Que no auge do assombro te intrometas. b) Apenas II. se eu te não vira. por extensão. com outros mango Que ópio dás ao machete. Módulo 13 – Bocage Texto para as questões 1 e 2. vagueante. eu zango. Vai cevar-te no coco e na banana. Orfeu: deus da música. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. 4. (ITA) – Dadas as afirmações: O Uraguai. Em Marília de Dirceu. Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. cultivou a poesia bucólica. (ITA-SP) – Uma das afirmações abaixo é incorreta. d) Apenas I e III. Crespo Aríon. como seu conterrâneo Caldas Barbosa. Com faro de chulice americana. composição popular. c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca. Transcreva os versos ou expressões que traduzam aversão às colônias. beijando-se. e) A morte de Moema. III. Orfeu de carapinha. Quando acompanhas de infernais caretas Insípido lundum ou vil fandango. índia que se deixa picar por uma serpente. de Basílio da Gama. raciocina. desde a sua fundação. Não posso tal sofrer: eu ardo. d) O poema épico Caramuru. do canto e. é o trecho mais conhecido da obra O Uraguai. as flautas dos pastores Que bem que soam.

os verbos no pretérito mais-que-perfeito (vira e causara) correspondem. b) A forma fixa do soneto. Aponte os elementos árcades. resume globalmente tudo o que fora descrito e vai contrapor-se à ideia e ao sentimento final do soneto: a importância exclusiva. II. / Fujamos longe. envolvida de sobrenatural. lábios d’homens / Não puderam dizer como eu a amava! –– Exacerbação emocional. ( ) O Romantismo reflete o conflito entre o mundo interior (sonho) e o exterior (realidade). no penúltimo verso. Fujamos longe das vilas. a) No segundo terceto. Atenção do escritor aos detalhes para retratar fielmente o que descreve. a construção gramatical e as alusões mitológicas revelam a tendência classicizante. e) II e V. e terra.. Só tu. a identificação da Natureza com o estado emocional do eu poemático revela uma aproximação com o tratamento expressivo que os românticos davam à Natureza. Gosto pelo pitoresco. / Como que a alma pura ali se pinta / Ao través do semblante. a remordê-lo. / Homem que sente dor folga contigo. RUI BARBOSA-SP – adaptada) – Assinale as proposições em que há equivalência entre o fragmento transcrito e o traço romântico indicado em negrito. com outras repetições. Marília.. Daí o liberalismo e individualismo.. a seleção vocabular. da presença da mulher amada. bem como o sentimento de insatisfação e inadaptação. o coração. pela descrição de ambientes exóticos. III.. expressão do mundo interior. feliz só tu. IV. Amei! e o meu amor foi vida insana! / Um ardente anelar. não tinha cores / Formosas como as dela. com valorização da mística e da intuição. porque és bela. Examine os textos dos itens de I a X e assinale V (se forem verdadeiros) ou F (se forem falsos). a todos prendes! / A mente. / Eu a crera mulher. / Sem paz e sem amor. a métrica decassilábica.. Detalhismo. — és deles. / Posto no coração. II. revelam o gosto pela simetria e pela construção paralelística. 2. cautério vivo. / Do vegetar entre as vagas / Destas cortes enganosas. / Qu’és mãe de merencórios pensamentos. Já farto de viver. / Uma etérea visão vem assentar-se / Junto ao meu leito aflito! / Anjo ou mulher? não sei. À noite quando durmo.. d) I e IV. (..) // (. e) é uma figura convencional de pastora. // O amor que eu tanto amava do imo peito. / No prado. correspondendo à ideologia da classe que assume a condição dominante — a burguesia. I. / Meus anos hei passado. III. 3. / Não tinha uma harmonia a natureza / Comparada a sua voz. Há aproximações pré-românticas? Aponte o verso que destoa da natureza festiva e deleitosa predominante no soneto.. / Homem que tem prazer folga de ver-te! / Contigo simpatizam. Assinale a afirmação falsa sobre o soneto em questão. b) revela a influência que Gonzaga exerceu sobre Bocage. c) II e III. em meia vida. Anteposição da fé à razão. / A ledice e a dor. / Deste viver cortesão! –– Visão subjetiva. utilizada por vários poetas setecentistas. II. bem longe. 5. 4. (FAC. a) é a mesma mulher a quem o brasileiro Tomás Antônio Gonzaga consagrou nas Liras de Marília de Dirceu . a figura feminina invocada no primeiro verso. antigo condicional (“mais tristeza (. para a visão e valorização da Natureza. Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 1. no português contemporâneo. uns após outros.. Leia os itens a seguir e assinale a alternativa correta. –– Ah! se não fosse / Um qual véu transparente. esclarecendo / As trevas do meu sono.. 112 – . / Que nunca pude achar. ao imperfeito do subjuntivo (“se eu te não visse”) e ao futuro do pretérito.) me causaria”). ( ) O Romantismo reflete a ideologia da Revolução Francesa. a disposição das rimas. sentidos.) // (. / Folgam de te avistar. I.) meus olhos vagos / De a ver não se cansavam. / Que embalde procurei. — são teus. d) é um pseudônimo de Maria Joaquina Doroteia de Seixas. V. b) I e II. –– Culto da morte como alívio para os sofrimentos. / Quebrado pela dor. na planta. Características gerais do Romantismo acham-se expressas nas proposições: a) II e IV. V. na flor. e) Nos versos de 1 a 12. Poesia descritiva de representação dos fenômenos da Natureza. / Das cidades populosas. –– Evasionismo no sonho. / Entre dor e prazer celeste arroubo. Por isso o romântico é levado ao escapismo (fuga) ou à rebeldia. d) As repetições nos versos 1 e 3 (“Olha”) e 10 e 11 (“Ora”) configuram anáforas e. IV. c) A palavra tudo. 6. Prevalência da realidade exterior sobre a interior. olhos.3. brasileira que distribuiu seus encantos entre os árcades de Vila Rica e de Lisboa. / Entre os céus e a terra êxtase doce. com a transcrição de palavras ou expressões extraídas do texto. c) revela a influência que Bocage exerceu sobre Gonzaga. e mar! –– Natureza participante. o pranto e o riso. I.

e) Eurico. o heroísmo lendário. não havendo em sua obra qualquer traço das escolas literárias precedentes. de Camilo Castelo Branco. c) É autor de obra ampla e variada. o egocentrismo. O poeta faz da Natureza seu refúgio e sua confidente. a paisagem e os valores portugueses do século XIX. romance e teatro. ( ) O Romantismo reagiu contra a tirania gramatical. b) Almeida Garrett. “pálpebra demente”. d) Antônio Feliciano de Castilho. tendo sido protagonista da Questão Coimbrã. cuja linguagem era bastante inovadora para a época. V. ( ) O emprego de expressões como “pálidas crenças”. apanharam-nos. a) Sua obra crítica apresenta traços cultistas. ( ) A visão romântica do mundo é centrada no sujeito.. destacou-se com a obra Frei Luís de Sousa. e) Em Viagens na Minha Terra retrata seus amores com a Vincondessa da Luz. A maior injustiça que eu ainda vi desenfreada e às soltas na face da terra foi a que prendeu os senhores Almeida e Manuel Caetano. gritando que andavam ratoneiros lá dentro. 4.III. a valorização do sonho. O senhor Manuel Caetano. defendendo uma língua liberta.. no segundo verso da estrofe. receou que o tomassem por um dos salteadores. VIII. e desprendidos de cobiça. declamatório. Os vizinhos do senhor Lobo. daí a predominância da função emotiva da linguagem. c) “este inferno de amar” – “esta chama”. “deserto lodaçal” e “matéria impura” é próprio da situação adolescente que. o Presbítero. quando tal ouviu. VII. quem foi? Esta chama que alenta e consome. tempo em que se passam as histórias de suas obras Monasticon e Eurico. 2. – 113 . valorizando-se o passado histórico. mansos e quietos. ( ) O sol. examinado sob a óptica romântica. da fuga e da fantasia. ( ) Podem-se identificar três atitudes fundamentais no Romantismo: o nacionalismo. IV. marcado por morbidez. b) O celibato clerical. caracterizada pelo tom inflamado. a luz do dia e suas variantes semânticas aprazem ao romântico por representarem a realidade em que ele se encontra. auxiliados pela guarda do Banco. dentro do Romantismo. b) “em mim” – “esta chama”. Importante figura na cultura portuguesa do século XIX. Que é a vida — e que a vida destrói — Como é que se veio a atear. Trata-se de: a) Alexandre Herculano. a) O retorno à Idade Média é constante. d) Destacou-se por sua produção poética. une ficção e história. menos amedrontado das suspeitas. d) O autor é tipicamente romântico. obra inspirada na prosa medieval. correram atrás deles e. fugiu também. e) Antero de Quental. refere-se a a) “em mim” – “este inferno de amar”. acaba-se perdendo nos aspectos mórbidos e depressivos da existência. revalorizando o período barroco. Assinale a alternativa correta sobre Almeida Garrett. e a poesia social ou condoreira. mas temeroso de ser chamado como testemunha. 5. pelo espírito libertário e progressista. o Presbítero descreve os costumes. e estugou o passo. Quando — ai quando se há de apagar? 1. b) No teatro. fugindo à realidade. ( ) A valorização da lua. com tendência ao coloquial. Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano As questões 1 e 2 referem-se à estrofe do poema “Este Inferno de Amar”. foi poeta romântico e grande tradutor. Este inferno de amar — como eu amo! — Quem mo pôs n’alma. no “eu” do escritor. da noite e suas variantes semânticas representa. Vinham aqueles inofensivos cidadãos pelo seu caminho. escapismo. Que elementos do texto permitem associá-lo ao Romantismo? 3. transformando-se quase numa religião (panteísmo). a propósito de uma tentativa de roubo ao senhor Lobo da Reboleira. assinale a alternativa correta. Módulo 16 – Camilo Castelo Branco As questões de números 1 a 3 referem-se ao seguinte fragmento de Memórias do Cárcere. de Almeida Garrett. e) “em mim” – “vida”. (MACKENZIE-SP) – A palavra mo. O senhor Almeida. é seu tema preferido. c) Camilo Castelo Branco. rica. c) Em Lendas e Narrativas. d) “em mim” – “n’alma”. “fúnebre clarão”. Passaram à porta do capitalista no momento em que o senhor Lobo escorregava nas escadas íngremes e oleosas de sua casa. IX. VI. tédio. ( ) O sentimento da Natureza traduziu-se de maneira exaltada. vendo fugirem dois homens e ouvindo os gritos da criada do milionário. Está relacionado tanto ao início do Romantismo quanto do movimento realista em Portugal. que inclui poesia. Sobre Alexandre Herculano.

Tomou cargo de defesa Marcelino de Matos. b) “perseguiram” no pretérito do indicativo. há pelo menos duas palavras que não são comuns no português coloquial brasileiro: ratoneiro e estugar. de Amor de Perdição. (UFMS-MS) – Assinale a(s) opção/opções verdadeira(s). Memórias do Cárcere – II. (FATEC-SP) – “O indianismo dos românticos (. (VUNESP-SP) – Neste fragmento. b) os elementos contextuais que permitem reconhecer tais sentidos. b) pode-se considerar a estrofe como uma imagem idealizada do índio. a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus. como ocorre nas literaturas clássicas. CIÊNCIAS HUM.” Justifique por que Camilo colocou: a) “são chamados” e “asseveram” no presente do indicativo. como todos os demais. Valente na guerra Quem há. tal como o estudo da alma. (VUNESP-SP) – Sem perder de vista o contexto.” b) “O destino há de cumprir-se. Texto para a questão 4. O romance tem de firmar sua duração em alguma espécie de utilidade. a meu ver. Tendo-se em vista o indianismo romântico. como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais como eu dou? — Guerreiros.130-1.. A. b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus. se tens saudades. (04) A utilidade do romance está na duração com que estuda a alma. Releia o texto apresentado e. (16) O romance deve sobreviver antes pela linguagem castiça. Camilo Castelo Branco rememora uma curiosa história que ouviu na prisão.” (Antonio Candido. que por aspectos psicológicos. c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira. 3. tratando-as como próprias de uma tradição brasileira. como eu sou? 2. Pereira. de acordo com o texto. únicos. extraído. Se o júri provar a inocência destes dois homens. ou a pureza do dizer. que os perseguiram. Seja o que o Céu quiser.) 1. motivo por que eles perduram. de Camilo Castelo Branco. 1966. (08) Romance duradouro é o que estuda a alma em linguagem purista. a seguir.. Lisboa. (01) O romance deve ser útil. b) os captores de ambos. EXATAS E LETRAS DE RONDÔNIA-RO – modificado) – A estrofe transcrita faz parte do poema “O Canto do Guerreiro”. 5. (VUNESP-SP) – No excerto apresentado. de Gonçalves Dias.” d) “Mas. p.. (Camilo Castelo Branco) 4. e asseveram a identidade das pessoas.” c) “Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. indique: a) os sentidos das duas palavras. Aqui está a história contada pelos presos. pode-se dizer que o indianismo. Mais haverá de oito meses que eles estão esperando que os julguem.” e) “É demente o senhor Simão?! disse o desembargador. manda buscar a rapariga. São chamados os vizinhos. e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local. estudando a alma com linguagem castiça.São o queixoso e sua criada convidados a reconhecer os ladrões. que os perseguiram. Formação da Literatura Brasileira) Considerando-se o texto. uma característica da visão romântica de mundo. leia atentamente a frase: “São chamados os vizinhos. Releia o texto de Camilo e. permite entender o que significam. (02) A alma foi estudada pelos clássicos. no entanto. a seguir. Texto para o teste 2. (FAC. a) pode-se considerar a estrofe como expressão verdadeira da realidade indígena. O contexto. — Quem há. 2. inserindo-as na realidade local. e não os conhecem.. na literatura romântica brasileira. (32) A expressão “firmar sua duração” (linha 1) equivale a “garantir sua perdurabilidade”. qual é o artigo da lei que impõe ao ministério público o sacratíssimo dever de os indenizar? (Camilo Castelo Branco. a) “Agora é tempo de dar sepultura ao nosso venturoso amigo.. que a alma está sobejamente estudada e desvelada nas literaturas clássicas. 114 – .” Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias 1. que apresente tom fatalista. que destes há o suficiente nos clássicos. d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental. e asseveram a identidade das pessoas. que a podem contar como ela foi. as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental. aponte: a) os motivos pelos quais Almeida e Manuel Caetano fugiram. Indique o fragmento. Eu dou mais pelo segundo merecimento. M.) denota tendência para particularizar os grandes temas. ouvi-me. sob a óptica do colonizador.

(1. há pouco. papá. II e III. Eu cobri nosso leito com mimoso tapiz de folhas brandas. 3. sofá. movendo as folhas. não mais. – 115 ... A viração da noite já rumoreja nos cimos do bosque.ª estrofe).. e) pode-se considerar a estrofe como uma imagem do índio típica daqueles que seguiam os preceitos neoclássicos. Ai quem me dera chupar carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! (Murilo Mendes) Texto 2 lá? ah! sabiá.. cá? bah! (José Paulo Paes) Leia o texto abaixo para responder aos testes 4 e 5. os sargentos do exército são monistas.ª estrofe). b) O poema romântico indianista retoma as antigas cantigas de amigo medievais. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. d) as frases II e III. III e IV. Brilha a lua no céu. d) pode-se considerar a estrofe como uma falsa imagem do índio. De todas as frases acima. (FATEC-SP – adaptado) – Considere as seguintes frases reescritas a partir do poema “Leito de Folhas Verdes”: I.c) pode-se considerar a estrofe como verdadeira expressão épica do condoreirismo. c) “Canção do Exílio” – Casimiro de Abreu. a) “Canção de Regresso à Pátria” – Oswald de Andrade. IV. (3. Texto para o teste 3. b) “Canção do Exílio” – Gonçalves Dias. Um quebranto de amor respira a si mesmo melhor que a vida! (4. movendo as folhas. “vales”. tais como “luar”..ª estrofe). pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. sob a copa da mangueira altiva e zelosa. Correm perfumes no correr da brisa. Texto 1 Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. e) as frases I e III. O bosque exala como prece de amor. maná..ª estrofe). no silêncio da noite. as únicas que preservam o sentido original do texto de Gonçalves Dias são: a) as frases II. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. sinhá. (FATEC-SP – adaptado) – Assinale a alternativa correta com relação ao texto. os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. LEITO DE FOLHAS VERDES Por que tardas. Já nos cimos do bosque rumoreja. Assinale a alternativa que apresenta o nome do poema parodiado e seu autor. II. (2. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Jatir. “bosque” e “perfumes”. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam mais de cem mil-réis a dúzia. 5. No silêncio da noite o bosque exala.. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. (MACKENZIE-SP – modificado) – Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura. como estas preces. cubistas. como estas preces. c) as frases III e IV. d) “Ainda uma Vez – Adeus!” – Gonçalves de Magalhães. Do tamarindo a flor abriu-se. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida.. e) “I-Juca-Pirama” – Gonçalves Dias. para expressar o amor por meio da espera. típica do misticismo. (Gonçalves Dias) 4. III. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. Onde o frouxo luar brinca entre flores.. b) as frases I. brilham estrelas..

. Fagundes Varela. da 1. Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lábios frementes Vertem fogo do teu coração? Cavaleiro. d) Apesar da intensa presença da Natureza.. Os olhos turvos. Voltai. Tua febre que nunca descansa. pela presença dos elementos mitológicos. principalmente no que diz respeito ao bucolismo.. Macilento qual morto na tumba?.. Gonçalves de Magalhães.. História Concisa da Literatura Brasileira) Sou o sonho de tua esperança. as comparações e metáforas traduzem no concreto das imagens naturais os mesmos sentimentos básicos vinculados a aspectos mórbidos da existência. — É a fada que nos leva além da vida Pálidos de langor! A poesia é a luz da mocidade — O amor é o poema dos sentidos. A camada de sons compõe ritmos frouxos. Quem te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? O FANTASMA 1. quem és? — que mistério. 116 – . 4. sonhos de amor e de saudade! Quero ainda sentir arder-me o sangue. a) b) c) d) e) O autor a que se refere o texto acima é: Gonçalves Dias. Identifique no poema as expressões e imagens associadas à noite e ao oculto. Casimiro de Abreu.. (Alfredo Bosi. e) Mesmo sendo romântico. recebida principalmente de Camões. Cavaleiro das armas escuras. quem és? o remorso? Do corcel te debruças no dorso. como forma de resolver as tensões exasperadas.c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista.. Texto para o teste 2.ª geração (byroniana). Tu escutas.. história romanceada. mas o horizonte último é sempre a Morte. a) b) c) d) e) O poema apresenta o assunto em forma de: relato épico.ª geração (byroniana)... Leia atentamente o poema abaixo e responda às questões 3 e 4. Agrupe os adjetivos usados pelo poeta e conclua sobre a atmosfera romântica criada pelo uso desses adjetivos. diálogo dramático.ª geração (nacionalista). TRINDADE A vida é uma planta misteriosa Cheia d’espinhos. Oh! da estrada acordando as poeiras Não escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos pés? Onde vais pelas trevas impuras. A evasão segue a rota de Eros.. — Poesia e amor.. da 2.. A febre dos momentos não dormidos E o sonhar de ventura. E galopas do vale através. 2. melodias lânguidas que se prestam antes à sugestão de atmosferas que ao recorte nítido de ambientes. da 1.ª geração (nacionalista). E a mulher. da 1. O delírio que te há de matar!. o meu peito langue E morrer de ternura! (Álvares de Azevedo) Cavaleiro das armas escuras..ª geração (indianista). é a nota suspirosa Que treme d’alma a corda estremecida. MEU SONHO EU Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Texto para a questão 1. Em vários níveis se apreendem suas tendências para a evasão e o sonho.. o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo. Álvares de Azevedo. crônica. (Álvares de Azevedo) 3.. Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingança retumba? Cavaleiro. negra de amarguras Onde só abrem duas flores puras. da 2. notam-se no poema os aspectos marcantes do Arcadismo. narrativa fantástica.

em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais. Ela me olhou branca... E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. (Castro Alves) – 117 . E manda o povo pensar! O livro caindo n’alma É germe — que faz a palma. a) A presença de um erotismo doentio e reprimido torna a mulher uma musa distante do poeta... O “ADEUS” DE TERESA A vez primeira que eu fitei Teresa.” Uma noite. E ela. descansa!. Vós. Foi-se a minha visão. com as mãos unidas.. d) o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica.. E amamos juntos. a) b) c) d) e) Neste poema.. livros à mão cheia. e) o poeta romântico propõe que literatura e Natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico. a confissão da fidelidade. –– Arauto da grande luz!.. c) Só em sonhos o poeta realiza o desejo de tocar a mulher amada. tão extinta e fumarenta Como de um sonho o recordar incerto. que o templo das ideias Largo — abris às multidões.. e em delíquio Nos lábios dela suspirei tremendo. (FUVEST-SP) – O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro. nestes versos de “O Livro e a América”..... É chuva — que faz o mar. Texto para os testes de 2 a 4... d) Dividido entre espírito e matéria... E resta agora Aquela vaga sombra na parede — Fantasma de carvão e pó cerúleo. e) A subjetividade romântica idealiza a figura da mulher. Fazei desse “rei dos ventos” –– Ginete dos pensamentos. E ela.. 1. a) o poeta romântico assume o ideal do progresso.. É um retrato talvez. (Álvares de Azevedo) 5. Mas um dia volvi aos lares meus... a intensidade patética do sentimento. E da alcova saía um cavalheiro Inda beijando uma mulher sem véus. o poeta. Como as plantas que arrasta a correnteza. Era eu...” Ela. murmurou-me: “adeus!” (Castro Alves) 2. era o palácio em festa!. Pra o batismo luminoso Das grandes revoluções. por fim.Leia o poema. Entrei!. Ela em soluços murmurou-me: “adeus!” Quando voltei. surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa!. no contexto de Espumas Flutuantes. Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para o teste 1.. b) A descrição da mulher amada aproxima-se da imagem angelical e sagrada que caracteriza a senhor da concepção medieval..... c) o entusiasmo pelo progresso cultural se contrapõe ao temor do progresso técnico. murmurou-me: “adeus. Oh! Bendito o que semeia Livros. corando. considerando o tema da atração que a mulher exerce sobre o poeta romântico e responda ao teste 5. gozos do Empíreo.... que agride a Natureza.. o tema do amor interrompido. (UFV-MG – modificado) – Assinale a alternativa falsa.. a plenitude do desencontro. consuma o lado carnal dessa relação. abandonando as preocupações com a História. Partindo eu disse — “Voltarei!.. Era a pálida Teresa! “Adeus” lhe disse conservando-a presa. arquejando. permite afirmar corretamente que..... chorando mais que uma criança.. Junto a meu leito... b) o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela Natureza. a palavra adeus reitera. Naquele seio Porventura sonhei douradas noites: Talvez sonhando desatei sorrindo Alguma vez nos ombros perfumados Esses lábios negros. Olhos fitos no céu. E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!” Passaram tempos. Tão vaga. E depois na sala “Adeus” eu disse-lhe a tremer coa fala. — sec’los de delírio Prazeres divinais. o vazio da paixão.. entreabriu-se um reposteiro. . cabelos soltos. A valsa nos levou nos gritos seus. Agora que o trem de ferro Acorda o tigre no cerro E espanta os caboclos nus. Pálida sombra de mulher formosa Entre nuvens azuis pranteia orando... em cada repetição.

” (História Concisa da Literatura Brasileira) Leia a seguir alguns versos extraídos do poema “O Navio Negreiro” e responda aos testes 5 e 6. “em soluços”. Texto 1 Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba1 Que excita a fúria do algoz? (. (MODELO ENEM) – Em “o rir calmo da turba excita a fúria do algoz” há a) comparação. c) próximos. O verso-refrão. Se eu deliro.. no contexto em que se inseriu. lúgubre2 serpente — Nas roscas da escravidão. b) sinestesia. d) antítese. 6. adjetivos da mesma área semântica. em sua parte variável (“corando”. c) paradoxo. e) frisar o aspecto convencional do “adeus”. “entre beijos”. Prende-os a mesma corrente — Férrea. e) onomatopeia. c) Trata-se da expressão de uma análise racional da realidade. d) dar relevo aos tempos fracos de uma história excepcional. cujo objetivo é envolver e sensibilizar o leitor. 6 – Vaga: onda. “arquejando”). Alfredo Bosi afirmou: “A sua estreia coincide com o amadurecer de uma situação nova: a crise do Brasil puramente rural. o despontar de uma repulsa pela moral do senhor-eservo. portanto.. 1 – Turba: multidão. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário inadequado aos versos transcritos.. que poluía as fontes da vida familiar e social do BrasilImpério. 4. c) indicar a estabilidade do amor de Teresa. transpostos ao âmbito social. 118 – . “Pálida” e “branca”.. tufão!.) Ontem plena liberdade. caçoada. Hoje. de forte impacto emocional.) A palavra do poeta baiano seria. Irrisão5!. dos ideais democráticos e. apreendem a personagem em estados de alma: a) idênticos.. b) marcar a progressão dramática das separações. 5 – Irrisão: zombaria.. que lembra a morte.. 5. (. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós... Ó mar. Nem são livres pra morrer. cúm’lo de maldade. e) O eu lírico emprega recursos da oratória (arte do bem dizer) e metáforas arrebatadoras e ousadas.. tem a função principal de a) prenunciar as imagens da estrofe seguinte... põem de lado o sentimentalismo egocêntrico. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas6 Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares.. Senhor Deus.. 2 – Lúgubre: fúnebre... d) similares. a) Os ideais liberais. b) diferentes. 4 – Açoite: chicote. Dança a lúgubre coorte3 Ao som do açoite4. o lento mas firme crescimento da cultura urbana. b) As palavras são de repúdio à realidade de uma nação que se nutre da mão de obra escrava.. d) Os versos são excelente exemplo da manifestação daquela repulsa de que nos fala Alfredo Bosi. uma palavra aberta. Sobre Castro Alves. E assim zombando da morte. A vontade por poder. e) contínuos... 3 – Coorte: legião..3. ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!.

como o raio de sol no prisma do diamante. o nariz adunco. O Gaúcho) 4) Quanto à modalidade de texto. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria.Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para as questões de 1 a 3. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. Quem não se recorda da Aurélia Camargo. Eles contêm elementos que se relacionam: (a) com o tipo de sociedade descrita no romance. foi proclamada a rainha dos salões. (FUVEST-SP – adaptada) – Este trecho inicia a caracterização de uma das personagens do romance. de talhe delgado. alto. Era rica e formosa. (José de Alencar. Trata-se de um tipo de caracterização romântico ou realista? Por quê? – 119 . Indique esses elementos e explique quais são essas relações. Senhora) 1. Tornou-se a deusa dos bailes. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro. como se pode classificar o trecho transcrito? 5) Que recurso linguístico mais caracteriza esse tipo de composição? 2. a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. dois esplendores que se refletem. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso. (FUVEST-SP – adaptada) – Observe os três primeiros parágrafos do texto. que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro. e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu fulgor? (José de Alencar. Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. (b) com o tema central do livro. Duas opulências que se realçam como a flor em vaso de alabastro. O rosto comprido. mas robusto. (FUVEST-SP – adaptada) – Qual o significado da expressão metafórica “Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela”? Texto para as questões 4 e 5. 3.

Trata-se de uma das mais belas composições do trovadorismo português. que vós desamparades? 2. crer no sofrimento sois tão bela por amada ouvi todas as [qualidades que tendes E pois vos vós da coita non nembrades. século XX) ajudais E. A reiteração de “por meu mal” e “que farei eu?” produz uma crescente intensidade patética. O que primeiramente se deve notar na cantiga é a expressão de estonteamento amoroso. o eu lírico lamenta o fato de ter nascido e de não ter morrido onde pensou que morreria: “e por meu mal me fezo Deus nascer / e por meu mal non morri u cuidei”. O ritmo das repetições. (MODELO ENEM) – Comparando (A) o poema medieval transcrito no teste 1 com (B) o poema do modernista Oswald de Andrade. e por meu mal tan muito ben oí dizer de vós. e) (A) regularidade métrica versus (B) irregularidade métrica. e) Nos versos finais. pois me vós non valedes? 1. (Oswald de Andrade. a concentração na figura amada. pois me non queredes creer a coita en que me tem amor. vê-se que nem mesmo Deus acredita no amor que o eu lírico diz sentir: “E. nem que queirades mia coita creer.FRENTE 3 ANÁLISE DE TEXTOS Módulo 1 – Análise de Texto Leia a seguir uma cantiga de Martin Soares. b) Na mesma estrofe. que farei eu. as queixas de quem não é correspondido dão ao poema uma emoção dramática e lamentativa. / nem que queirades mia coita creer”. en que hoj’eu vivo tan sem sabor. se mais a viver hei? Que farei eu. Sua música infelizmente se perdeu. que conselho non sei? / Que farei eu. que conselho non sei? não sei que fazer Que farei eu. lembrais nem do afan que m’amor faz prender. se logo non morrer: Que farei eu. d) (A) tema religioso versus (B) tema prosaico. Resposta: D Texto para o teste 2. que farei eu. pois vós por meu mal ren non dades. ele vive somente pelo sofrimento que ela fez surgir nele: “como vos viss’e por meu mal fiquei / vivo”. 120 – . ansiedade por meu mal vivo mais ca vós cuidades do que – pensais e por meu mal me fezo Deus nascer e por meu mal non morri u cuidei onde – pensei (que morreria) como vos viss’e por meu mal fiquei logo que vos vi vivo. ele também afirma que. os versos afirmam que Deus não quer que a amada ajude o eu lírico. a) Na segunda estrofe. e por meu mal vos vi. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. que mal dia nasci? Que farei eu. pois que Deus non quer que me valhades. c) Na terceira estrofe. por Deus que mi’o digades? Que farei eu. com a expressão da perda da vida e do desespero diante da frustração amorosa. tampouco que ela acredite no sofrimento dele. como aconteceu com quase todas as canções medievais portuguesas. menos um: a) (A) gravidade (seriedade) versus (B) humor. nada E dessa coita en que me vós teendes. pois mi’a vós non creedes? Que farei eu. terminando no clímax de um eu lírico “desamparado”: Senhor fremosa. / que farei eu. por meu mal é que tan ben parecedes e por meu mal vos filhei por senhor. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase indevida dos versos. o eu lírico sente-se completamente desamparado e pergunta à amada o que ele deve fazer: “Que farei eu. vivendo sempre assi? Que farei eu. desde que viu a amada pela primeira vez. c) (A) linguagem hiperbólica versus (B) linguagem concisa. pois mi’a vós non creedes?” d) Na quarta estrofe. observamos todos os seguintes pares de contrastes. que vós desamparades?” Resolução Na quarta estrofe. pois que Deus non quer que me valhades. o eu lírico diz viver “sem sabor” e que a amada não crê no amor que ele sente por ela: “en que hoj’eu vivo tan sem sabor. b) (A) linguagem elevada versus (B) linguagem coloquial. pois meu mal é quanto ben vós havedes. cativo pecador? Que farei eu.

que gira entre uma ficção e outra. portanto.. dizendo: Frade: Tai-rai-rai-ra-rã. ta-ri-rim-rim-rã. (Platão. b) lúdico. e) infantil. uma forma de regular as relações na vida em grupo. d) enganoso. E assim nas calhas de roda Gira.a ed. a impunidade para todas as malfeitorias. ta-ri-ri-rã. como a própria classificação da cantiga já indica (cantiga de amor). é possível concluir que a prática da justiça. então. Tal é a origem e a essência da justiça: uma espécie de compromisso entre o maior bem. A República. tai-ri-ri-rã. Um Frade com üa Moça pela mão. em vida. 3. isto é. no segundo. praticar injustiça é um bem e ser vítima de injustiça. graças a Deus – sou homem da Corte Módulo 2 – Análise de Texto Texto para os testes 3 e 4. 358e-359b. comporta um certo grau de ______________ ______________________ e. ele mesmo fazendo a baixa. os que não podem esquivar-se de uma nem alcançar a outra consideram mais vantajoso firmar um acordo para não mais serem vítimas de injustiça nem virem a cometê-la. Resposta: B – 121 . foi um juiz corrupto. padre?! Que vai lá? Frade: Deo gratias! Som cortesão. e um casco debaixo do capelo. e) próprio dos estados de transe dos artistas. Resolução A poesia. Livro II. na obra de Platão. Huhá! Diabo: Que é isso. desempenha. no primeiro caso. Resolução A palavra autopsicografia refere-se à análise psíquica ou psicológica que o eu lírico faz do ato de criação poética. como a obra de arte em geral. por natureza. d) que ocorre com o poeta no ato da criação poética. [Glauco] – Dizem que. de Carlos Alberto Nunes. que julgava os processos segundo os subornos que lhe ofereciam. Resposta: D 4. uma função lúdica — lúdico: relativo a jogo. Da fala de Glauco. Resposta: D Módulo 3 – Análise de Texto Texto para o teste 5. Editora da Universidade Federal do Pará. não sendo. no diálogo A República. Desse ponto foi que nasceram as leis e os contratos entre os homens. Esse comboio de corda Que se chama o coração. (Fernando Pessoa) 3. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. ta-rai-rai-rai-rã. não se pode dizer que o tema seja religioso. uma inclinação natural do homem. Trad. brincadeira —. (MODELO ENEM) – A palavra que dá título ao poema indica que o eu lírico tratará de um fenômeno psíquico a) que ocorre conosco quando de uma ruptura amorosa. a impotência de vingar-se quem foi vítima de injustiça. Por isso. e um broquel e üa espada na outra. portanto. o que é determinado por lei a ser chamado legalidade e justiça. começou de dançar. entretendo a razão. b) vivenciado por pessoas que apreciam a autêntica poesia. c) emotivo.) 5. conclui-se que a justiça é um compromisso entre os homens. e pelo que se depreende da fala de Glauco. então. passando. entre outras. tã-tã. a entreter a razão. a) corrupção – imposição da natureza b) inflexibilidade – acomodação de interesses c) manipulação – convenção social d) conveniência – imposição religiosa e) imparcialidade – inclinação natural do ser humano Resolução O Corregedor. c) responsável pela inspiração artística. quando os homens cometem reciprocamente injustiça e dela são vítimas. Mas só a que eles não têm. (MODELO ENEM) – Pelo que se observa no modo como o Juiz Corregedor conduzia seu trabalho. e. 2000. embora o eu lírico se declare “cativo pecador” e mencione a vontade de Deus. presente tanto no ato da criação como no ato da fruição da obra de arte. AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. um mal. a experimentar ambas as coisas. resulta de uma ________________________________ . (MODELO ENEM) – Em “Autopsicografia”. Fernando Pessoa representa o coração como um trenzinho de brinquedo. como a obra de arte em geral. dizer que a poesia. ou seja. e o maior mal. no Auto da Barca do Inferno. Belém. Não as duas que ele teve. Pode-se.Resolução No poema de Martin Soares. porém que há mais mal em ser vítima de injustiça do que bem em praticá-la. Na dor lida sentem bem. tem um caráter a) instável. vindo. trata-se de tema amoroso. Resposta: C Texto para o teste 6. E os que leem o que escreve.

c) o autor do texto fez uma analogia criativa. (MODELO ENEM) – Sobre o Auto da Barca do Inferno. 2 – Casco: capacete. 3 – Capelo: capuz. a Igreja. 6. SALÃO DE DETROIT Módulo 5 – Análise de Texto Texto para os testes 9 e 10. espécie de dança cortesã então na moda. realizado em Detroit. já que é o primeiro autor a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. e o frio ao frio em bruma se entrelaça. o compromisso com o futuro da humanidade. E baixa a coisa fria também chamada de noite. assim. o Diabo 1 – Broquel: escudo pequeno. Resposta: E 8. Resolução Gil Vicente é um autor ainda preso a uma visão maniqueísta do mundo. Juro a Deos que nom t’entendo! esta batina de nada me vale? E est’hábito no me val? Gentil padre mundanal. c) Gil Vicente inova nesta obra.. d) as novas tendências de Detroit. num suspiro.) Pera onde levais gente? Pera aquele fogo ardente que não temestes vivendo. c) o maior evento automotivo das Américas. exceto a e.). desenvolvendo-se na forma de uma sucessão de quadros ou sketches. NOSTALGIA NO FUTURO 122 – . representantes de vícios humanos (a desonestidade. 7. d) Nesta peça.) tipo de dança tocarei um instrumento sarau a como coisa minha Frade: Diabo: Frade: Diabo: (. entrai! Eu tangerei e faremos um serão. Resolução Todas as alternativas contemplam a tecnologia do futuro aliada à valorização das linhas do passado. que se refere unicamente aos aspectos ligados ao futuro (“linhas futuristas” e “tecnologia cada vez mais ousada”).. Ganhei (perdi) meu dia. mostra que nunca o ontem e o amanhã estiveram tão bem representados no presente. obra da qual se extraíram os versos transcritos. todas as alternativas seguintes são corretas. em que se lê UNIVERSITÁRIO AQUI VOCÊ NÃO PRECISA TER UMA NOTA ALTA PARA SER APROVADO Com relação ao texto da propaganda. d) “aqui” refere-se a uma universidade. segundo suas ações em vida. Resolução Aqui refere-se ao cartão Credicard. (UPF-RS) – Esta manchete. b) “ser aprovado” quer dizer ser aceito pelo programa Credicard. além de mostrar a onda retrô. e) A estrutura da peça se enquadra nos moldes medievais. e sempre a tive de meu (. nos Estados Unidos. Resposta: D Módulo 4 – Análise de Texto As questões 7 e 8 referem-se ao texto que segue. Gil Vicente faz desfilar tipos alegóricos.. só não se pode afirmar que a) “nota alta” está significando muito dinheiro. b) os fabricantes de automóveis não resistem ao apelo nostálgico do fim do século e esbanjam criatividade em lançamentos que lembram velhos sucessos. a Nobreza etc. 4 – Fazer a baixa: cantarolar ou assobiar a música de uma “dança baixa”. mas sim aos indivíduos que as compõem. menos uma: a) Como se observa no trecho. mundano a Berzabu vos encomendo! Belzebu. a personagem do Diabo sentencia o destino das personagens. e) os veículos que chegam ao mercado nas linhas 2000 e 2001 surpreendem por suas linhas futuristas e inovam em tecnologias cada vez mais ousadas..o 132 trouxe uma propaganda do cartão Credicard. investem em tecnologia de preservação do meio ambiente. a usura. —. e) a propaganda dirige-se a leitores específicos — os universitários. publicada em ZH de 14 de janeiro de 1999. (UEMT-MT) – A revista Superinteressante n. a corrupção etc. Ou seja: em suas obras não há relativização do Bem e do Mal.Diabo: Sabês também o tordião? Frade: Por que não? Como ora sei! Diabo: Pois. refere-se ao Salão do Automóvel de Detroit. Resposta: C A alternativa que não contempla o duplo enfoque dessa manchete é a) a virada do milênio tem a tecnologia do futuro com o visual do passado. b) A crítica vicentina não se dirige às instituições — a Justiça. assumindo. de Gil Vicente. Essa dama é ela vossa? Frade: Por minha la tenho eu.

c) o poeta se sente triste ao fim de mais um dia de um longo inverno e se lembra com saudade dos dias quentes e alegres de verão. Sonhas 12. Resposta: C 10. a) “Ao teu azul fidalgo mortifica / registrar a notícia. Prosas seguidas de Odes Mínimas) (*) Entenda-se: “Sonhas [que seja] mais duradouro o pergaminho. Resolução O tom elevado. não há marca linguística indicativa do interlocutor a que se dirige o eu lírico: a tinta de escrever. confrontando o muito que esperava e o nada que tem nas mãos. Assinale a alternativa em que não há marcas linguísticas indicativas desse interlocutor ou destinatário. vitríolo o epigrama. c) “fidalgo”. Resposta: D – 123 . Nas demais alternativas. os pronomes e verbos na segunda pessoa do singular marcam a inclusão do interlocutor ou destinatário. faz um retrospecto melancólico. e) “História”. (José Paulo Paes. e) significam. Resolução As palavras dia e noite são. Resposta: C Módulo 6 – Análise de Texto Texto para os testes 11 e 12. Ele ama o dia e sua luz. respectivamente. e) a poesia é puramente objetiva e descritiva. À TINTA DE ESCREVER Ao teu azul fidalgo mortifica registrar a notícia. escrever / o bilhete.o duradouro de hoje nem / espera a tinta do jornal secar” e) “firma. Resolução Os versos expressam a melancolia do eu lírico. escrever o bilhete. a tua promissória / ao minuto.(*) Mas já que o duradouro de hoje nem espera a tinta do jornal secar. bronze a epopeia. quase que fisicamente. assinar a promissória esses filhos do momento.. firma. me sentia tão rico deste dia e lá se foi secreto. (MODELO ENEM) – Dos versos transcritos. (MODELO ENEM) – Da interpretação do poema.. sentindo próximo o fim da vida. 11. aproveitando o descanso da noite para meditar. arte longa em vida breve inscrever.. [sonhas que] o epigrama (poema breve e satírico) [seja] vitríolo (veneno). por “sóis violentos”. que ansiava por intensas emoções. então. superior. Resposta: D mais duradouro o pergaminho onde pudesses. a sensação de um dia de inverno. c) estão empregadas como metáforas. azul. (. lágrima a elegia. (MODELO ENEM) – A palavra ou expressão que sintetiza o caráter sublime da escrita é a) “filhos do momento”. d) “promissórias”. desejado na poesia. que. a um destinatário — a um tu. metáforas para vida e morte.E me pergunto e me respiro na fuga deste dia que era mil para mim que esperava os grandes sóis violentos. O poeta pretende transmitir-nos.. Pode-se... [e que] a epopeia [seja] bronze”. no poema. a tua promissória ao minuto e adeus que agora é tudo História. respectivamente. b) “vida breve”. podemos concluir que a) o poeta sente medo e tristeza dentro da noite negra e fria. d) o poeta. b) o poeta mostra alegria. verificamos que as palavras dia e noite a) estão empregadas em sentido próprio. [que] a elegia (poema lamentativo) [seja] lágrima.. dizer que ele se dirige a um interlocutor.” d) “. “felicidade” e “infelicidade”. d) estão empregadas com sentidos complementares.” Resolução Nos versos transcritos na alternativa d. onde pudesses inscrever arte longa em vida breve. sublime. pois se trata de termo que se associa à nobreza. como se observa no próprio título do poema. (MODELO ENEM) – O eu lírico fala a algo ou a alguém.” b) “.) (Carlos Drummond de Andrade) 9. como quem percebe a aproximação da morte. é representado pela palavra fidalgo. ao serro frio.. arte longa em vida breve / inscrever.. lamenta o esvaziar-se de uma vida que era cheia de expectativas. ao cair de uma noite de inverno: ele merecera e ganhara mais um dia..Sonhas / mais duradouro o pergaminho” c) “onde pudesses. b) estão empregadas em sentido denotativo.. azul..

é o radiador. Da entrada em campo até a troca das camisetas. um caminhante resignado. Então o técnico acredita que pode prever o que acontecerá. pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecânica. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio.”. Sou. A equação entre o organismo e o automóvel é o centro da brincadeira. Paulo) 13.Módulo 7 – Análise de Texto O texto abaixo refere-se aos testes 13 e 14. é a embreagem. pelo uso de termos médicos em lugar de expressões corriqueiras. c) a inteligência dos jogadores é que decide o jogo. d) os momentos iniciais decidem como será o jogo. já que. na enumeração do texto. in O Estado de S. provocadas pelo movimento dos jogadores. é a suspensão. Falava um jogo e o time jogava outro. No quadro-negro. o uso de termos (já existentes ou inventados) referentes a áreas diversas tem como resultado a) um tom de melancolia. Resolução A utilização do quadro-negro. devido à apresentação de termos novos e desconhecidos. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. a gente fica igual a carro usado. Resposta: A 14. por exemplo.. c) uma certa confusão no espírito do leitor. Resolução O efeito de ironia zombeteira deve-se à ausência de discriminação. ocorrem situações imprevisíveis. pela oposição entre o ser humano e objetos. (João Ubaldo Ribeiro. planejava todo o jogo numa mesa de botão. digamos. Paulo) 15. in O Estado de S. incluindo o minuto de silêncio. c) a visão de jogo como movimento contínuo. Andar é bom para mim. É quando os times ficam perfilados. como se fora um campo de futebol. é o que mecânicos e médicos disseram. pela aproximação entre um carro usado e um homem doente. O Tim. dá ao tático a possibilidade de esquematizar o jogo de sua equipe. Observe-se o trecho “Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável”. b) um recurso utilizado no vestiário. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No texto. é o contraplano do rolabrequim. a falta de serotorpina folimoleculal. b) um efeito de ironia. esse inimigo mortal de qualquer estrategista.. esse inimigo mortal de qualquer estrategista”. Resolução O acaso pode mudar toda a esquematização tática do técnico. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. O problema do Tim. d) a invenção de uma metalinguagem. durante o jogo. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. entre os termos técnicos utilizados pelos mecânicos e os utilizados pelos médicos. para conseguir ir segurando a barra. Aí. Depois dos 50. digo sem muita convicção a meus entediados botões. Foi um técnico de sucesso. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. e) um meio de pensar o jogo como algo previsível. a comparação do campo com um quadro negro aponta a) o pessimismo do tático em relação ao futuro do jogo. (Luís Fernando Verissimo. nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrando. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema — e parados. Resposta: E Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 15 e 16. Comprovam-se essas afirmações no trecho “Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. e) a criação de uma metáfora existencial. embora deva confessar que o meu momento calçadônico mais alegre é quando. d) o recurso didático preferido pelo técnico Tim. b) a lógica rege as jogadas. Tático exemplar. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – A tese que o autor defende é a de que. é o contrafarto do mesocárdio epidítico. Estou ficando cobra em calçadão. em futebol. diziam todos. a) o planejamento tático está sujeito à interferência do acaso. vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-saúde do dia. já no caminho de volta. certamente como no momento do minuto de silêncio. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. é bom para todos. e que o técnico não pode controlar. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. e) a dinâmica do jogo depende do planejamento que o técnico faz. vou acatando os conselhos. todo o dia tem uma coisa dando errado. os jogadores ficam estáticos. A triste verdade é que passei as férias no calçadão do Leblon. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No período que se inicia em “Depois dos 50. Resposta: B 124 – .

/ As cousas são quietas. Resolução No contexto. leia o poema de Mário Quintana.16. Resolução A alternativa e é a mais aceitável. Um ovo. b) nega que ela seja composta apenas por adjetivos. aí será corretamente substituído. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. sim!.. gordura. A bailarina e o papa. Macio.” Referindo-se à linguagem das plantas e dos animais. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana.. 17. Em outros contextos. Bastam-se. água. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre. (Frei Betto. Amigo ou adverso. animal ou cousa: João. Da mescla de trigo. o Nobel de Química e o encanador. equipamentos e interesses. in O Estado de S.(UNIFESP-SP) – “Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos / Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. Impossível é prescindir de comida e de bebida... 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. o poeta a) ironiza a ideia de que ela seja composta apenas por adjetivos.. Não se metem com ninguém / (. evitam comer carne crua. ela certamente seria composta por adjetivos. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – Na frase “Aí. As pessoas atrapalham. Mas o bom. o mesmo advérbio poderia indicar lugar ou tempo. Eu gosto é das cousas.. passou a ter valor de troca.. leia o texto abaixo..) As cousas vivem metidas com as suas cousas”. Rente. para conseguir ir segurando a barra. e) indica a possibilidade de que ela seja composta apenas por adjetivos. o ser humano definha e morre. Uma pedra. Bastam-se. sal e fermento obtêm o pão. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. aí serve para introduzir uma decorrência do que antes foi dito. No Brasil. ao empregar o advérbio “decerto”. e) Ao contrário. João. caneta”. produtos industrializados. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. de acordo com seu sentido no texto. reticente ou falastrão. d) compatibilidade. Lento. sabiá. Multiplicam-se em excesso. Na sociedade capitalista. são os adjetivos. b) Nesse instante. Multiplicam-se [em excesso. Entre os indígenas tribalizados. onde não faltam alimentos. Módulo 10 – Análise de Texto Para responder os testes 19 e 20. João só será definitivo Quando esticar a canela. Dotados de capacidade reflexiva — sabem que sabem o que sabem –. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos. mais do que possibilidade. nem sempre. d) põe em dúvida o fato de que ela seja composta apenas por adjetivos. Se deixar de comer e beber. indica que. As cousas. Resposta: D Resolução A relação de oposição entre as pessoas e as cousas pode ser constatada nos seguintes versos: “As pessoas atrapalham. Luminoso. As cousas são quietas.. o marajá e o indígena. E não exigem nada. Escuro. e) complementaridade.. Áspero. Estão em toda parte. para evitar queda de preços. Não se metem com ninguém. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. Sonoro.. com menos de 5 anos de idade. Um armário. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. (Ovo. por: a) Nesse lugar. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos. Estão em toda parte. Resposta: B 18. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. Eu sonho Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. embora haja milhares de famintos. texto adaptado) – 125 . vou acatando os conselhos”. d) Em consequência. o poeta. c) semelhança. (UNIFESP-SP) – No poema. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. cozinham legumes e assam os grãos. c) Contudo. havendo uma linguagem das plantas e dos animais. morrem de subnutrição a cada ano.) As cousas vivem metidas com as suas cousas. lavam as frutas e verduras. mesmo. ela deve ser composta de adjetivos. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. Paulo. b) oposição. nos trópicos. c) mostra que.. Resposta: E Módulo 9 – Análise de Texto Para responder às questões de números 17 e 18. Morre. porém. obras de arte e. a relação entre as pessoas e as cousas é de a) contiguidade. com o advento do mercado. Ovo pode estar choco: é inquietante. Verde. em muitas situações. todos diferem quanto a hábitos e costumes. O alimento é-lhe tão imprescindível que. até sem roupa.

Texto para as questões de 4 a 6. nos trópicos. 2. apesar de suas diferenças culturais. a “mais um escândalo”. independentemente de sua posição social. Quando eu crescer Os sonhos dos adolescentes são bastante práticos e factíveis. Um espetáculo ecológico. comum e informal. BRASILEIRÃO 2002. d) prioriza. pode-se afirmar que as pessoas a) não conseguem viver sem os produtos industrializados. Resolução A resposta a este se encontra logo no início do texto: Pode-se viver sem estudos. o pronome em destaque retoma a expressão a) a bailarina e o papa. por ser dirigido ao público em geral. b) tem como meta enaltecer o alto nível do Campeonato. d) se assemelham quanto à necessidade de alimentação e bebida. com direito a música. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. criativo e ecológico. apropriada ao tom informal e humorístico do texto. Eles querem ter carro. transforme a loja em um espaço de lazer. mas por meio de uma perífrase. Parque temático O adolescente vai ao shopping center por prazer. (VUNESP-SP) – No trecho “Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária”. c) produtos industrializados.19. Impossível é prescindir de comida e de bebida. (MACKENZIE-SP) – Sobre o trecho Aquele bicho que é gritado pela torcida. 126 – . e) podem prescindir de comida e bebida. e) alimentos. Resolução O pronome pessoal os. c) Em mais um espetáculo. os dribles e toques exóticos dos jogadores. pelo apagamento da ação da torcida. Tem folha seca. 2. Informe-se sobre a disponibilidade deste evento junto à sua operadora. que compartilha certo conhecimento da linguagem empregada no texto. b) os únicos animais. drible da vaca e aquele bicho que é gritado pela torcida quando alguém perde um gol cara a cara. a) Mais um espetáculo corresponde. Resposta: D 20. está implícita a informação de que há excessivo exibicionismo das estrelas do futebol brasileiro. b) Em mais um espetáculo. casa própria e diploma. c) desprezam a arte e. termo que consta de período anterior. Para atraílo. aroma e muita experimentação. cor. no texto. presente em “reproduzi-los” refere-se a alimentos. d) Aquele bicho que é gritado pela torcida é uma construção passiva atípica. (VUNESP-SP) – De acordo com o texto. 3. ao referir-se a tal bicho não pelo nome. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o anúncio a) tem como meta informar eventuais torcedores sobre o início do Campeonato Brasileiro de Futebol e sobre sua transmissão pela Sportv. é correto afirmar que a) expõe a liberdade do emissor de repetir o que a torcida grita. Resposta: E Módulo 1 – Análise de Texto Texto para as questões de 1 a 3. mas usam as mesmas roupas. (Anúncio publicitário da SporTV) 1. d) privilegia um público de classe social baixa. ouvem as mesmas músicas e frequentam os mesmos lugares. Vai começar mais um espetáculo do futebol brasileiro. c) estrutura-se com base em linguagem denotativa. normalmente vivem sem roupa. o termo em negrito é conjunção integrante. caracterizado no texto como espetáculo lúdico. 3. c) denota indiferença do emissor em relação às manifestações pouco educadas da torcida. e) cria um efeito de humor. e) Em Aquele bicho que é gritado pela torcida. b) têm nos estudos o bem mais importante para o desenvolvimento da sociedade. há informação implícita de que o público experimenta uma certa saturação de futebol.. e) explora gírias e metáforas a fim de atingir unicamente o jovem adolescente interessado em futebol. d) o homem e a mulher. Dinheiro jovem: lições para fazer sucesso com a turma 1.. Vaidade em série Eles garantem ter estilo próprio. b) explicita o esquecimento do nome do animal pelo emissor.

para combater doenças. II. o texto foi elaborado apenas com coordenadas assindéticas. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e III. e) indica uma oposição de intensidade entre duas orações. c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. (UNIFOR-CE) – No segundo parágrafo do texto. (Geraldo Medeiros. As vendas efetuadas sem receita médica contrariam a ambição dos profissionais no sentido de atraírem as pessoas para as consultas médicas. e) I e II. os adolescentes são presas fáceis do marketing. a) b) c) d) e) (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que os adolescentes não têm sonhos legítimos. 1985. mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. III. II. d) há uma advertência em relação ao mundo das drogas “novas”. o estilo próprio que o adolescente alega possuir é discutível. de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Qualquer que seja a causa. Retrato em 3X4 Eles são individualistas. é adequado para explicitar suposta contradição do adolescente. pois confunde o tema “como lucrar” com o tema “como polemizar” com o adolescente. c) corresponde a um receituário explícito sobre como ludibriar o adolescente em transações comerciais. III. – 127 . O desejo de conservação da juventude pode levar as pessoas a recorrer ao processo da automedicação. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira oitenta por cento de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é. (UNIFOR-CE) – Observe as afirmativas que se seguem. o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. ao citar unicamente traços negativos de seu modo de ser. b) I. Assinale: a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. Módulo 2 – Análise de Texto As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto apresentado a seguir. a) mostra o fato de que não faltam pessoas entusiastas da automedicação. b) aponta para a exclusão de um fato que serviria de argumento contrário à afirmação anterior. Por ser dirigido aos jovens. Diante desse quadro. 5. d) marca uma relação de simultaneidade entre as orações que constituem o período. no item 3. b) distorce a imagem do consumidor adolescente. c) aponta-se mais um efeito negativo da automedicação. Os leigos sempre se medicaram por conta própria. dezembro. a partir da exposição de supostas características do adolescente. (Adaptado de Kátia Simões) 4. sem que. no segundo parágrafo. (UNIFOR-CE) – A expressão sem que. b) há uma insinuação de incentivo à automedicação. O uso da conjunção mas. a) há uma expressão que retoma o que foi exposto no primeiro parágrafo. necessariamente. que não se sustentam sequer quando o parâmetro é o senso comum. já que de médico e louco todos temos um pouco. 3. mas valorizam a honestidade e não acreditam em mudanças sociais pela política. faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. 2. o lazer para o adolescente resume-se a experiências sensitivas. e) se todas as afirmações estiverem incorretas. A indústria de material bélico nacional ultrapassa quantitativa e qualitativamente a indústria farmacêutica. das vendas realizadas sem receita médica. só se deve ir ao shopping center para consumir. (MACKENZIE-SP) – Considere as seguintes afirmações. e) veicula ideias equivocadas sobre o adolescente. d) se todas as afirmações estiverem corretas. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra. I. formas de cativá-lo como consumidor.4. os resultados podem ser danosos. e) faz-se uma crítica a consultas médicas frequentes. b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. d) III.) 1. 6. I. Cerca de quarenta por cento das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. leitura. in VEJA. c) introduz um argumento que comprova a tese expressa na oração anterior. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. pois é possível vincular baseados apenas na propaganda a mais de um dos termos antecedentes. d) perde seu foco.O final do item 4 é ambíguo. fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. São pragmáticos e pouco propensos a acreditar em marcas e produtos baseados apenas na propaganda. c) II. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o texto a) sugere.

4. (UNIFOR-CE) – A expressão sublinhada identifica-se como figura de estilo em a) alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. b) os leigos sempre se medicaram por conta própria. c) retira oitenta por cento de seu faturamento da venda livre de seus produtos. d) a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. e) qualquer farmácia conta com um arsenal de armas de guerra. 5. a) b) c) d) e) A coesão do texto efetiva-se pelo uso adequado dos conectivos. pela linguagem em função referencial. pelo emprego de sinônimos. pela variedade da carga vocabular. pela predominância de orações subordinadas.

7. (UEL-PR) – No texto, a expressão “na frente do espelho que certa imprensa lhes montou” refere-se a) às fotos de favelados insistentemente divulgadas por órgãos de imprensa. b) à baixa autoestima dos moradores de favela resultante de suas precárias condições de vida. c) à representação que os moradores de favela têm de si próprios, a partir de sua descrição na imprensa. d) à apresentação de bandidos como heróis nos noticiários policiais, transformando-os em modelos para os moradores das favelas. e) aos espelhos distribuídos por empresas jornalísticas com objetivo publicitário e usados nos barracos das favelas. 8. (UEL-PR) – Em que alternativa a mudança na ordem das palavras resulta em uma sequência que poderia substituir a expressão correspondente no texto, sem alteração de sentido? a) esta outrora encantadora cidade / esta encantadora cidade outrora b) por serem simples moradores / por serem moradores simples c) certa imprensa / imprensa certa d) uma terrível tragédia pessoal / uma tragédia pessoal terrível e) dos bandidos pobres / dos pobres bandidos

Os testes de 6 a 8 referem-se ao texto abaixo. Trata-se do parágrafo introdutório de um livro de Alba Zaluar sobre a violência urbana no Rio de Janeiro. O lugar não importa. Pode ser qualquer um, contanto que seja pobre e marginal a esta outrora encantadora cidade. Nele fiquei mais de um ano convivendo e conversando com os supostos agentes da violência urbana. Alguns por serem simples moradores do lugar. Pois o que é para nós, além de um grande medo, assunto jornalístico, para eles é nódoa contra a qual têm que lutar diariamente, até com eles próprios na frente do espelho que certa imprensa lhes montou. Mais um estigma que, na pressa de descobrir os culpados alhures, se lhes impôs. Outros porque realmente traficam, assaltam e fazem uso da arma de fogo. Eu os vi, observei, escutei e deles ouvi contar muitas estórias. Durante todo esse tempo ouvi também explicações, ou seja, tentativas de encaixar o que para eles pode vir a ser uma terrível tragédia pessoal numa lógica qualquer, na ordem das coisas deste mundo. É claro. Todo mundo sabe o fim dos bandidos pobres: morrer antes dos 25 anos. E ninguém quer ver seu filho, seu irmão, seu parente ou seu vizinho com este destino, embora haja quem acredite que este caminho não é escolha, é sina. Talvez seja o modo que encontram para dizer que as condições em que vivem os levam forçosamente a agir assim. (ZALUAR, Alba. Condomínio do Diabo. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1994. p. 7.) 6. (UEL-PR) – Segundo o texto, é correto afirmar: a) Qualquer morador das áreas pobres do Rio de Janeiro tem sua parcela de responsabilidade na violência urbana. b) Alguns moradores das favelas acreditam que está escrito no destino de cada um tornar-se ou não bandido. c) Os moradores das favelas que não entram para o crime ficam alheios às tragédias do cotidiano. d) A autora faz sua análise a partir de uma situação hipotética, por isso não identifica o lugar estudado. e) Os moradores das favelas afirmam que o banditismo é a única alternativa de sobrevivência que lhes é acessível.

Módulo 3 – Análise de Texto
1. (ESPM-SP) – A montagem de imagens e palavras abaixo ilustra o texto de propaganda de uma escola particular.

(Época, n.o 72, de 04/10/99) A frase do texto de propaganda que estaria em desacordo com as sugestões da montagem acima é: a) Com a agressão ao meio ambiente nós aprendemos a importância de cuidar do meio em que vivemos e de passar a preservá-lo.

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b) De bomba a pomba há mais que um jogo de palavras: há o salto de qualidade que se deve dar na passagem de século. c) A lição das catástrofes, quando aproveitada, é a de se valorizar de modo absoluto a construção de um caminho de pacificação. d) O passado recente nos deu exemplos instigantes dos caminhos dos quais não vale a pena nos afastarmos no século XXI. e) Para bem se aprender uma lição do século XX, não é possível esquecer qual foi sua mais trágica invenção. 2. (UPF-RS) – No contexto de um tenso debate nos meios de comunicação, gerado pela possibilidade de a Ford não mais se instalar no RS, por desacordos com o governo do Estado, ZH publica, em 14 de abril de 1999, um anúncio publicitário do Governo da Bahia, com a seguinte manchete: GM E FORD, VENHAM PARA A BAHIA. AQUI, A GENTE HONRA OS COMPROMISSOS E ESTÁ SEMPRE ANDANDO NA FRENTE. Neste anúncio, I. afirma-se, explicitamente, que a Bahia tem recursos de sobra para dar incentivos fiscais a montadoras de automóveis. II. afirma-se, explicitamente, que o Governo da Bahia não rompe contratos assumidos. III. fica implícito que o Governo da Bahia só garante honrar compromissos com a GM e a Ford. IV. fica implícito que o Governo do RS costuma não cumprir os compromissos que assume. V. fica implícito que o Governo do RS só não honra compromissos assumidos com montadoras de automóveis. São verdadeiras somente as afirmações a) I e II. b) II e IV. c) III e V. d) II e V. e) I, II e IV. 3. (PUC-MG) – Os shampoos Herbal Essences, preparados com água pura de fonte de montanha, contêm ervas orgânicas naturais e um exclusivo complexo botânico. Essa associação original deixará seus cabelos limpos, perfumados e brilhantes. Herbal Essences Clarifying Shampoo combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas, para limpar o fio capilar de uma forma suave, porém profunda, removendo a oleosidade excessiva e resíduos de produtos (mousse, gel, spray para cabelo), que se depositam na superfície do cabelo. Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional. • Não contém substâncias de origem animal. Produto não testado em animais. • Utiliza ingredientes de alta qualidade, derivados de plantas não sujeitas à extinção. • Fórmula biodegradável.

• As ervas são cultivadas em condições orgânicas comprovadas, sem pesticidas e petroquímicos. Modo de Usar: Aplicar sobre os cabelos molhados, massagear até que espume, enxaguar bem. Se necessário, repetir a operação. Para melhores resultados, usar Herbal Essences Clean Rinsing Conditioner, que desembaraça e dá brilho sem deixar os cabelos pesados ou com resíduos. No texto, só não há indicações de que a empresa a) demonstra respeitar a natureza. b) acredita ser importante explicar o modo de ação do produto. c) pretende descrever o produto, o modo de usá-lo e, também, promover outro produto da linha. d) acredita que há produtos perigosos à saúde devido ao modo como são produzidos ou cultivados seus ingredientes. e) imagina que só os produtos naturais têm qualidade. 4. Assinale a alternativa que contenha consideração adequada sobre o texto. a) O termo “impurezas” (no último período do segundo parágrafo) retoma e especifica a expressão “oleosidade excessiva” (período anterior). b) Se, no lugar dos infinitivos sublinhados na parte do texto relativa ao “Modo de Usar”, aparecessem imperativos, então as sugestões de uso ali apresentadas tornar-se-iam ordens. c) Embora a conjunção “se”, no trecho “Se necessário, repetir a operação”, pudesse levar o leitor a concluir que aí se estabelece uma relação de condição, não é isso o que ocorre. d) O trecho “contêm ervas orgânicas naturais” deixa pressupor que há ervas orgânicas que não são naturais. e) Utiliza-se inadequadamente o termo spray em “spray para cabelo”, uma vez que o vocábulo só é utilizado no português para se referir ao método de expulsão do produto da embalagem. 5. Assinale a alternativa que contenha consideração inadequada sobre o texto. a) O vocábulo “outros”, em “combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas”, leva a concluir que alecrim, jasmim e flor de laranjeira são derivados de plantas. b) Entre as partes do enunciado “Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional” é estabelecida uma relação de causa (1.a parte) e consequência (2.a parte). c) O trecho “Modo de usar” baseia-se na possibilidade de que o leitor nunca tenha usado shampoo, pois, para os que já usaram, muitas das informações ali fornecidas são supérfluas. d) A ordem das informações relativas ao produto no texto pode ser descrita como se segue: modo de ação; resultados proporcionados; origem dos ingredientes; modo de usar. e) O vocábulo “operação”, em “Se necessário, repetir a operação”, poderia ser substituído por “ação”, sem que houvesse comprometimento do sentido.

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Módulo 4 – Análise de Texto
As questões de números 1 a 9 referem-se ao texto que segue. Homem-sanduíche é uma designação muito expressiva para aquele que anda ou estaciona na rua encaixado entre duas placas publicitárias. Além de denotar essa posição de recheio humano, a expressão pode ainda lembrar o quanto valerá um dia inteiro desse específico trabalho: um sanduíche, ou quem sabe dois. A primeira vez em que me deparei com uma dessas figuras híbridas do humano com a coisa, li no cartaz: COMPRO OURO. Olhei para o homem, para seu chapéu velhíssimo de sol e chuva, para seus sapatos deformados em tantas pisadas, para as barras da calça puída, para seu rosto de velho, com expressão de cansaço e vazio – e nada entendi. Por segundos, imaginei que exótica personagem era aquela, comerciando ouro fantasiado de pobre. Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas, demorei um pouco para entender a função do ensanduichado: não ser mais que uma placa com pernas, disposta a conduzir algum cliente à pessoa do verdadeiro comprador. Quem tivesse, por exemplo, uma aliança, corrente ou anel, para vender com urgência, que o seguisse por alguma escada sombria. Muitos anos mais tarde, certamente menos ingênuo, deparo-me com esta nova atração dos homens-sanduíches: entre dois cartazes de papelão, anunciam empregos, neste tempo de desemprego. Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados: foi preciso aproximar-me, curioso, para reconhecer indicações de alguns postos de trabalho, oferecidos à pequena multidão, que anotava como podia alguns endereços. Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo, alguém pediu: — Quietinho, tio, que eu quero anotar... Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homemsanduíche nada compra e nada oferece por si mesmo: seu corpo é um suporte móvel para o mercado alheio. Alugá-lo é por certo mais barato que contratar um pedaço de parede, é mais prático que disputar um lado de coluna. O homem-sanduíche, invenção do homo sapiens, é uma das provas vivas de que falta alguma coisa em nossa sabedoria. (Celso de Oliveira, inédito) 1. (ESPM-SP) – O autor considera que a expressão “homemsanduíche” é muito expressiva porque ela alude, ao mesmo tempo, à a) descrição de sua imagem e ao parco rendimento de sua função. b) sua posição intermediária na escala social e ao tipo de mercadoria que anuncia. c) descrição de sua imagem e ao tipo de mercadoria que anuncia. d) sua posição intermediária na escala social e ao parco rendimento de sua função. e) sua posição no mercado de trabalho e ao fato de passar despercebido.

2. (ESPM-SP) – “Nada entendi” – diz o autor do texto no segundo parágrafo. Essa declaração prende-se às seguintes causas: I. a mensagem do anúncio era contraditada por índices da pobreza de quem anunciava. II. ainda rapazinho ingênuo, chegado do interior, tomara ao pé da letra o que dizia o anúncio. III. desconhecia as razões da condição de quem lhe parecera uma estranha personagem. Está correto o que é dado como causa em a) II, somente. b) I e II, somente. c) I e III, somente. d) II e III, somente. e) I, II e III. 3. (ESPM-SP) – Para indicar a condição de “coisa” a que fora reduzido o homem-sanduíche, o autor se vale das seguintes expressões: a) “expressão de cansaço” e “fantasiado de pobre”. b) “exótica personagem” e “placa com pernas”. c) “placa com pernas” e “suporte móvel”. d) “suporte móvel” e “homo sapiens”. e) “placa com pernas” e “afinal estava vivo”. 4. (ESPM-SP) – No contexto da crônica, há uma relação de causa e efeito entre os seguintes fatos: a) “Muitos anos mais tarde” e “deparo-me com esta nova atração”. b) “neste tempo de desemprego” e “cerrada roda de interessados”. c) “anunciam empregos” e “certamente menos ingênuo”. d) “deparo-me com esta nova atração” e “COMPRO OURO”. e) “Por isso, mal pude vê-lo” e “Como ele se mexesse”. 5. a) b) c) (ESPM-SP) – É paradoxal a seguinte afirmação do texto: “Imaginei que exótica personagem era aquela”. “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo (...)”. “Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas (...)”. d) “Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homem-sanduíche nada compra e nada oferece (...)”. e) “Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados”. 6. (ESPM-SP) – Está incorreta a seguinte afirmação sobre o texto: a) O autor é irônico ao dizer “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo...”. b) A condição de coisa do homem-sanduíche é intensificada pelas alusões a “pedaço de parede” e “lado de coluna”. c) O emprego da expressão “nossa sabedoria” é irônica e nos responsabiliza a todos pela miséria e exploração humanas. d) A expressão “Quietinho, tio, que eu quero anotar...” contém um misto de afetividade e impaciência. e) O autor detecta na “pequena multidão” os responsáveis pela condição do homem-sanduíche.

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7. (ESPM-SP) – Considerado o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em a) “designação muito expressiva” = sugestão enigmática. b) “figuras híbridas” = imagens falsas. c) “exótica personagem” = tipo bizarro. d) “suporte móvel para o mercado alheio” = base instável de um comércio precário. e) “outras e mais amenas rotinas” = experiências longínquas e vazias. 8. (ESPM-SP) – Estão corretamente grafados os sinônimos, respectivamente, de exótico, ensanduichado e disputar em a) esdrúxulo – imprensado – pleitear b) esdrúchulo – imprensado – divergir c) exquisito – emprensado – preitear d) esdrúxulo – emprensado – diverjir e) esquisito – imprençado – pleitear 9. (ESPM-SP) – A frase em que todas as palavras estão corretamente grafadas é a) O jovenzinho provinceano ficou extático quando se deparou com o homem-sanduíche. b) A ingênuidade do rapazinho impediu momentâneamente que ele desse pela função do homem-sanduíche. c) Quem tinha pretenções de emprego acercava-se das placas, buscando divizar o que informavam. d) A existência mesma do homem-sanduíche constitui prova de que nossa sabedoria não exclui a impiedade. e) Nas situações extremas, as pessoas desfazem-se de aneis ou correntes para cobrir despezas de emergência.

1. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) No primeiro parágrafo, entende-se que os citados intelectuais da época criaram a Cinemateca Brasileira contando com o apoio de seus jovens alunos universitários. b) No segundo parágrafo, estão em relação de causa e efeito, respectivamente, os segmentos: a continuidade de sua atuação e é um dos arquivos de filmes mais antigos do mundo. c) No terceiro parágrafo, a referência à Fédération Internacionale des Archives du Film foi feita como exemplificação dos fatos citados nas orações concessivas do parágrafo anterior. d) Compreende-se pelo texto que a ação da Cinemateca Brasileira resume-se na preservação de seu acervo, constituído pela maior coleção de filmes da América Latina. e) No terceiro parágrafo, a especial ênfase dada à produção contemporânea é o argumento mais abrangente para provar o cuidado da Cinemateca com o cinema em todas as suas manifestações. 2. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa redigida de maneira lógica, de acordo com a norma culta da língua e sem alteração das ideias originais do texto. a) A Cinemateca Brasileira, que o trabalho dela é de reconhecimento internacional, tem conhecido insucessos, os quais não a impedem a continuidade de sua eficaz ação. b) O trabalho feito pela Cinemateca Brasileira, considerada internacional, não está impedido por que teve e tem problemas; em vez, ela continua a agir contínua e eficazmente. c) Os problemas que a Cinemateca está sujeita, mesmo com o trabalho internacionalmente reconhecido, não prejudicam sua contínua ação que se revela eficazmente. d) A Cinemateca Brasileira, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, sofreu duros reveses, que não foram, entretanto, capazes de impedir sua ação contínua e eficaz. e) A ação da Cinemateca Brasileira eficaz e contínua não foi compatível com os problemas que sofreu, na medida que ela continua atuando de maneira adequada. 3. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) Cinemateca é exemplo de vocábulo formado por composição em que o segundo elemento é um radical grego que significa “lugar onde se guarda”. b) A frase “Cinematecas, que preservam e difundem a cultura cinematográfica, não devem ser confundidas com instituições saudosistas” mantém o sentido original, se forem retiradas as vírgulas. c) A concordância verbal está correta em: “Antes da Cinemateca não haviam lugares próprios para a restauração de filmes”. d) A frase Embora o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios tem sentido equivalente a “Já que incêndios costumavam vitimar o acervo cinematográfico”. e) O segmento Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949 exerce a mesma função sintática do termo grifado em “Jovens estudantes, procurem conhecer a Cinemateca.”

Módulo 5 – Análise de Texto
Texto para as questões de 1 a 4. Do sonho de um grupo de intelectuais, entre eles Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Antonio Candido, então jovens estudantes da USP, nasceu a Cinemateca Brasileira. Embora seus criadores tenham sofrido perseguições políticas em várias oportunidades, e o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios, a Cinemateca Brasileira, pela continuidade de sua atuação, é um dos arquivos de filmes mais antigos de todo o mundo. Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949, a Cinemateca Brasileira tem seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Além de possuir a maior coleção de filmes da América Latina, é um centro de informações e de difusão da cultura cinematográfica, que restaura e preserva a produção do cinema nacional em seu conjunto, com especial ênfase na conservação dos registros de imagens em movimento produzidos contemporaneamente, além de documentar, pesquisar e difundir o cinema em todas as suas manifestações.
(Folheto de divulgação da Cinemateca Brasileira, produzido pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura)

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e) Que o uso do gerúndio sugere a ideia de que essa ação contra o terrorismo deve ser contínua e prolongada e não imediata. (. do que imaginar que o simples fato da diferença de formas de vida levaria ao conflito. se transforme em negociação democrática. mesmo sem saber exatamente o que seja “a verdade”. de longa data. O remédio então é criar um espaço em que a luta continue em termos civilizados e. Não é assim que se combate a epidemia das vacas loucas? Situar. contudo. deve ser abatido como animal feroz. Para que a diferença se transforme em ódio. numa guerra. nada mais lhe restando. As imagens do último desastre foram maquiadas para evitar que se vissem pessoas se precipitando no vazio. Bin Laden estaria para Mc Veigh assim como o fundamentalismo muçulmano para a ultraortodoxia judaica e para todas as outras formas de fanatismo. ao ser mordida pela astúcia ou pela mera força bruta.. (José Arthur Giannotti. tem de ser tratada como num jogo. secretário de Defesa dos EUA. Não é o que pregam aqueles que se suicidam em massa na Guiana ou na Flórida? Não é contra o mal da frustração que se lança o estudante que toma de uma arma e assassina professores e colegas numa escola? (. como se trata da “caçada ao terrorismo”. Tomam a passagem por esse vale de lágrimas como pausa a ser abreviada pela imolação de si mesmos. diabolizar o inimigo. (Hélio Schwartsman. é salamandra que renasce de suas cinzas. que as cenas de guerra vêm camufladas. a primeira vítima é a verdade. sempre.) Donald H. em nome de um princípio transcendente. em suma. Todos se situam como iguais na doença do desapego à vida.4. c) De que eles aludem. preferimos já sair sublinhando o que separa.. não é preciso que uma das partes se sinta ameaçada até mesmo em sua possibilidade de existir? (. para continuar a luta. reforçar a retórica dos políticos no seu papel de convocar todos para que não poupem suor e lágrimas até a vitória. (ESPM-SP) – A justificativa para os títulos dos textos I e II seria: a) De que. vírus vindo de fora. Folha de S. Desconfio de que essa seja uma falha de programação da mente humana. O que me surpreendeu agora. situando-se além da condição humana. o que distancia. os títulos aludem à necessidade de saber quem seria o líder responsável por tal ação. por fim. membros despedaçados. (MACKENZIE-SP) – Assinale o título que seria fiel ao conteúdo informativo do folheto sobre a Cinemateca.. em TV Folha 7/10/01) Texto II A OCULTAÇÃO DO REAL (.. por meio de uma ironia. d) Alusão a uma tese: a “verdade” foi sacrificada por determinada circunstância.. Rumsfeld. “Mais!”. pelos lados. Mas o que vem a ser essa nova guerra que se trava nos limites do mundo conhecido? Sabemos. rostos desfigurados pela dor. Em vez de simplesmente dizer que somos todos homens e que o fato de usarmos turbantes ou crucifixos é absolutamente secundário. a guerra nesse plano termina por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. fabricam-se versões. nunca de frente. quando os exércitos em que poderia integrar-se foram desbaratados. primeiro afirmamos a diferença para depois procurar circunstanciais semelhanças. Nada mais esdrúxulo..Paulo. Mesmo na “Civilização”. Tudo é feito para reforçar o maniqueísmo. b) A sugestão de que é necessário tanto caçar o responsável pelas ações terroristas. Texto I CAÇANDO A VERDADE Alguém já afirmou que.. tentando aferroar o inimigo pelas costas. Nunca duvidei disso. quanto se deve. porém.) Se a guerra é contra o terror ameaçando uma forma de vida. para ser encontrada. evitando o contato direto dos jornalistas com o campo de batalha. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. inescrupulosamente.. (. O terrorista sem rosto constitui uma ameaça que. do que se dispersar em pequenos grupos. à ideia de que a “verdade”. Depois da experiência do Vietnã.) Declarou-se guerra ao terror. estar à caça da “verdade”. continuamos dividindo os homens em duas categorias: parecido-aliado e diferente-inimigo.. 7/10/01) 1. as Forças Armadas norte-americanas trataram de controlar a notícia.. é o despudor com que versões substituem fatos e categorias ganham estatuto de epifanias. 132 – . no que a imprensa vem chamando de “guerra contra o terror”.) A história nos ensina que o militante se converte em guerrilheiro quando está irremediavelmente acuado. acusa os inimigos de estarem “empenhados em negar a povos livres a oportunidade de viverem como quiserem”. além disso.) mesmo quando queremos ser justos e corretos. a) Cinema brasileiro: em prol da América Latina b) Cinemateca brasileira: a memória do nosso cinema c) Fatalidades atuais do cinema brasileiro d) A universidade e o cinema de protesto e) Cinemateca brasileira: a moderna produção de filmes Módulo 6 – Análise de Texto Textos para os testes de 1 a 8.

c) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. que o terror é um vírus. b) A intenção é confundir o leitor. ele quer alertar para um ponto em comum entre inimigos internos e externos: desapego à vida.. d) a afirmação acima é falsa. (ESPM-SP) – Quais as consequências. aliada à astúcia. apontadas pelo autor? a) Converte-se o indivíduo de militante em guerrilheiro. c) O terrorista.” I. 7. relação ao apoio dado à ação. e) Converte-se o indivíduo em ser sem identidade institucional. (ESPM-SP) – “Se a guerra é contra o terror ameaçando d) ele se torna invencível quando é levado a usar da astúcia ou força bruta. Quando o autor diz “a guerra. d) O indivíduo passa a valer-se de práticas traiçoeiras. é “alguém além da condição humana”. c) Converte-se o indivíduo em membro de pequenos grupos. que sofre da doença do desapego à vida. para o indivíduo “acuado”. e) A intenção é levantar dúvida sobre “guerra” ser reação legítima a uma verdade aparente versus uma verdade camuflada. como um vírus. d) A intenção é contrariar a ideia de que o sujeito da ação enunciada é desconhecido. 8. (ESPM-SP) – “Situar. segundo o autor do texto. porque acuado. considerando-o um agressor externo. nessa passagem. porque a referida matéria foi escrita antes da reação dos EUA. segundo período? a) A intenção é simplesmente negar a afirmação do primeiro período. III. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. É falsa a ideia de que não existem diferenças entre os inimigos internos e externos. para isso. (ESPM-SP) – Como explicar o uso da adversativa no Texto 6. c) a força bruta. c) Como abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. na por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. por isso justifica-se seu extermínio.2. b) Somente as alternativas I e II são verdadeiras. de forma a eliminá-los. versam os dois textos? a) Como acabar com o terror.. sob o rótulo de “guerra contra o terror”. (ESPM-SP) – É verdadeiro afirmar sobre o terrorista sem II. e) Como conter a força bruta dos terroristas. faz uso da indeterminação do sujeito. um tresloucado que deve ser eliminado. é “um doente e tresloucado”. por isso justifica-se seu extermínio. deve ser abatido como animal feroz. (ESPM-SP) – Qual o verdadeiro dilema sobre o qual uma forma de vida. c) a afirmação acima tem como estrutura sintática a voz passiva. do qual fala o autor. são componentes do perigo representado pelo terrorista. c) A intenção é ironizar o fato de que “guerra” ganhou um novo sentido. para testar seu nível de interpretação. e) a afirmação acima retrata uma reação emocional ao ataque sofrido pelos EUA. 3. – 133 . vírus vindo de fora. usando. b) Como identificar o terrorista “sem rosto”. termina por abolir a diferença”. segundo o autor do texto. b) ele é um doente. a guerra nesse plano termi- a) a afirmação acima tenta construir a ideia de unanimidade em b) a afirmação favorável à guerra.” a) Afirma o autor. contudo. a) Todas as alternativas são verdadeiras. 4. a guerra. b) O terrorista. e) Eliminar o terrorista é a única forma de garantir a segurança interna dos EUA. e) ele faz parte de uma forma fragmentada de terror. b) Converte-se o indivíduo num ser destemido. por isso justifica-se seu extermínio. O plano. rosto que a) a mais eficaz forma de combatê-lo é por meio da guerra. situando-se além da condição humana. II. e) Somente a alternativa I é verdadeira. d) Somente as alternativas II e III são verdadeiras. (ESPM-SP) – Em: “Declarou-se guerra ao terror” (Texto II). para impossibilitar identificação dos agentes. a se combater. d) Como não camuflar a luta por interesses distintos. 5. refere-se ao combate do terrorismo (sentido geral). para destacar o objeto da ação. d) A eliminação do terrorista é conclusão da proposição hipotética de que o terror é “vírus vindo de fora”.

um breve aceno de cabeça bastou para que os operários abrissem as canaletas. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. plumas. tordilho. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. mandou chamar. Texto para as questões de 3 a 6. e) ereto. (FUVEST-SP) – “Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. outro foi convocado. incluindo o minuto de silêncio. entretanto. por exemplo. encovado. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. Mas nenhum deles parecia saber captar a nobreza do líder: E a este não restou senão uma solução. pela palavra grifada também aparece em: a) Muito tentou e não conseguiu o efeito pretendido. produziu estátua ainda mais mesquinha. modelo.. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. O Tim. operários. nem de longe o satisfez. O problema do Tim. Ereto sobre a sela estufou o peito. e durante semanas posou. d) Ou continuava. (FUVEST-SP) – Em “. ditador. montado no seu fiel tordilho e trajado em alto uniforme. 4. O qual. no texto. O resultado. (FUVEST-SP) – As expressões que retomam. e) Quanto mais se esforçava.O ditador mandou chamar o melhor escultor do país. sem que qualquer dos seus trabalhos parecesse sequer aceitável ao ditador. e durante semanas posou... diziam todos. Foi um técnico de sucesso. 2. 5. a qual do alto de um pedestal dominasse a cidade. Tático exemplar.. levantou o braço direito em gesto cívico. Mandou construir imenso caixote de madeira. entretanto. aprazado. do alto de um pedestal. grandioso. o grandioso do gesto.. garantia de um molde perfeito onde coaria o bronze. (FUVEST-SP) – A alternativa em que todas as palavras e expressões pertencem a um mesmo campo de significação é: a) imponente. o segmento “o melhor momento do futebol” são a) os times ficam perfilados – aí. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. e deu um puxão nas rédeas. Fuzilado o escultor. devidamente montado num cavalo de pau. b) associou lhes a mãos e parados a times. os poucos escultores restantes haviam sido chamados e despachados. E requisitaram-se os entalhadores. Faltavam a altivez dos traços. nem de longe o satisfez. e) Visto que o ditador queria ser eternizado dominando a cidade em imponente estátua equestre. que está aí por lugares (um para cada um). força. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. O resultado. nem fazia o peito encovado justiça à força que abrigava. d) imenso. dominasse. com os times. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. c) altivez. a qual do alto de um pedestal dominou a cidade. e) fez lhes concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e parados. Paulo) 1. c) aí – os jogadores se movimentam. o ditador quis chamar o melhor escultor do país. Quando o cavalo ergueu-se sobre as patas traseiras.. o melhor escultor do país foi chamado. planejava todo o jogo numa mesa de botão. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. mesquinha. Em breve. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. portanto desistia. c) antecipou a concordância com os jogadores se movimentam. e até mesmo os ceramistas. Falava um jogo e o time jogava outro. embora não chegasse aonde queria. depois os santeiros.Módulo 7 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “Gols de Cocuruto” e responda ao que se pede.” O trecho transcrito aparece modificado de forma correta e sem prejuízo do sentido em: a) Assim que foi eternizado em imponente estátua equestre. b) é quando – então. no texto. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. despejando a pasta de gesso até encher completamente o caixote. b) escultor. É quando os times ficam perfilados. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. não sendo o melhor. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. cívico. b) Enquanto quis ser eternizado em imponente estátua equestre. que do alto de um pedestal dominava a cidade. e) é quando – começa o jogo. para tristeza e fúria do modelo. Contos de Amor Rasgados) 3. no qual entrou no dia aprazado. devidamente montado num cavalo de pau. d) estabeleceu relação de concordância entre lhes e mãos e entre parados e jogadores. tristeza. menos conseguia. aceno. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados.cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados”. com plumas e condecorações. o melhor escultor do país. (FUVEST-SP) – “. (Luís Fernando Verissimo. in O Estado de S. empinou o queixo. c) Nunca alcançava. o melhor escultor do país foi chamado. c) Afim de ser entronizado em imponente estátua equestre. ou não se satisfaria. Da entrada em campo até a troca das camisetas. (Marina Colasanti. d) o tático pode olhar o campo – aí. d) Porque desejava ser eternizado em imponente estátua equestre. o autor usa o plural em lhes e parados porque a) ambas as palavras referem-se a lugar. Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre.” A relação lógica estabelecida. 134 – . nobreza. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. b) Esforçava-se.

De água e luz ele faz seu esplendor. As cousas são quietas. Luminoso. sabiá. como em um prisma. caneta”. (FUVEST-SP) – “— Mas se eu inventei. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. João só será definitivo Quando esticar a canela. é a) b) c) d) e) (FUVEST-SP) – Conforme sugere o texto. e) a ser enriquecido com contribuições pessoais. Estão em toda parte. (Ovo. você inventou — triunfei. apenas a) as afirmações I e III estão corretas.. O esplendor do pavão e o da obra de arte implicam algum grau de ilusão. sim!. — O quê? 4. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes. Macio. seu grande mistério é a simplicidade. c) A expressão de uma grande vaidade não mede o custo. animal ou cousa: João. — “Cardisplicente” não existe. fui ao dicionário. reticente ou falastrão. são os adjetivos. Um armário. “cardisplicente” um jogo fonético curioso. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. um termo erudito empregado para criar um efeito cômico. d) que se amplia graças à tradução de termos científicos. mas arbitrário. Eu gosto é das cousas. a língua. como é que não existe? — espantouse o meu amigo. As pessoas atrapalham. c) pronto para incorporar estrangeirismos. é um luxo imperial. Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 1 e 2. parentes e bem-amadas. III. Áspero. Eu considerei que este é o luxo do grande artista. Mas o bom. que assim é o amor.6. a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular. oh minha amada. 200 Crônicas Escolhidas) 1. b) as afirmações I e II estão corretas. e) a afirmação II está correta. O pavão é um arco-íris de plumas. para ele. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta.) As cousas vivem metidas com as suas cousas. O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaboração. Lento. Módulo 9 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “De Gramática e de Linguagem” e responda ao que se pede. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. Texto para as questões 3 e 4. b) a ser enriquecido pela criação de gírias. De acordo com o que o texto permite deduzir. d) a afirmação I está correta. Considerei. atingir o máximo de matizes com um mínimo de elementos. um neologismo desprovido de indícios de significação. e) A absolvição da vaidade depende de uma dura penitência. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre.. As cousas. O ser que ama sente refletir-se em si mesmo um atributo do ser amado... Em nossa última conversa. (Rubem Braga. era um código aberto. por ser um “cardisplicente”. b) Não há vaidoso que possa suportar a vaidade alheia. Não se metem com ninguém. nem sempre. Morre.. d) se projeta além dos limites físicos do que a motivou. 2. palavra técnica constante de dicionários especializados. Amigo ou adverso. Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. Uma pedra. Um ovo. uma frase adequada seria: a) Não há persistência quando impera a vaidade. Escuro. (FUVEST-SP) – Nas três “considerações” do texto. Ovo pode estar choco: é inquietante. a ideia de que a sensação de esplendor a) ocorre de maneira súbita. b) é uma reação mecânica dos nossos sentidos estimulados. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. c) decorre da predisposição de quem está apaixonado. uma espécie de “moral da história”. Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores. Aquele que desdenha do próprio coração. ao final de sua narrativa. como elemento comum. e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. 3. mesmo. c) as afirmações II e III estão corretas.. Bastam-se.. e) resulta da imaginação com que alguém se vê a si mesmo. II. E não exigem nada. Eu sonho – 135 .. o cronista preserva. d) A vaidade só se curva ao instinto de autopreservação. acidental e efêmera. Mas andei lendo livros. João. Não há pigmentos. (FUVEST-SP) – Se a autora pretendesse acrescentar. Sonoro. uma criação de palavra pelo processo de composição. (FUVEST-SP) – Atente para as seguintes afirmações: I. Rente. por fim. — Cardisplicente. dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo. Multiplicam-se [em excesso. de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. Entre um copo e outro de cerveja. — Mas se eu inventei. como é que não existe?” Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador. Verde.

está “atrelado” ao ritmo do progresso. o primeiro defende o ritmo lento das ações. 2. A terra. em torno dos formidáveis ventres abertos. Há apenas uma noite escura. à ideia de linguagem. fulgem no firmamento. diante dessas enormes bocas escancaradas na treva. b) ambos os pares remetem à ideia de gramática. Leia os textos I e II para responder às questões de 3 a 6. fica limitado em razão do sonho e da linguagem. (FATEC-SP) – Ainda sobre o texto I. revolta e calcária. (. estão presentes as funções apelativa e referencial. não tem saída. neles predomina a função metalinguística. d) Na oração “E o animal disparou” há uma relação de oposição.) À turva luz oscilante dos lampiões de petróleo. nem as estrelas. a) b) c) d) e) (UNIFESP-SP) – Para o poeta. c) O cavalo. Em ambos os pares. d) ambos os pares remetem à ideia de linguagem. pois. enquanto o “motorista” depende da rapidez do trânsito. dá ideia da derrocada de terrenos abalados por bruscas convulsões subterrâneas. com imensa quantidade de pedras brutas sobrepostas. num mesmo espaço.. Neles predominam. Texto I POBRE ALIMÁRIA O cavalo e a carroça Estavam atravancados no trilho E como o motorneiro se impacientasse Porque levava os advogados para os escritórios Desatravancaram o veículo E o animal disparou Mas o lesto carroceiro Trepou na boleia E castigou o fugitivo atrelado Com um grandioso chicote. no segundo. convivem atraso e modernidade. d) O poema indica que os elementos da natureza. como numa tecla elétrica onde se calca de repente a mão. cerrada..” “Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto…” Considerando-se o título e os sentidos propostos no poema. animal ou cousa: João. e) O poema capta um momento da vida urbana em que. que impressiona e gela. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. Não há nem a mais leve nitidez de aspectos. b) Na oposição entre “carroceiro” e “motorista”. na rigidez do solo. que lembra o mistério. para modernizarem a cidade. 4. estabelecida pela conjunção. 1. na oração seguinte. o segundo. Instintivamente. portanto. sentindo na espinha dorsal. Nos dois pares. a função metalinguística e a conativa. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. 136 – . a função é metalinguística. assinale a alternativa correta.. o segundo. b) Na oração “como o motorneiro se impacientasse” há uma comparação que se completa com a ideia da pressa dos advogados. à ideia de gramática. e) As orações “E como o motorneiro se impacientasse” e “E o animal disparou” indicam relações de adição entre esses dois fatos. predomina a função referencial. realiza-se independentemente da linguagem e do sonho. 3.Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. c) A oração “porque levava os advogados para os escritórios” é consequência da impaciência do motorneiro. podem estar na cidade. onde alguns homens ásperos. a) Há uma relação de causa e efeito entre a impaciência do motorneiro e o ato de desatravancar o veículo. cometem injustiças contra a natureza. ao menos. rudes. o poema não é suficiente para exprimir seus sentimentos. sabiá. caneta. respectivamente. referencial. c) o primeiro par remete à ideia de gramática.. com o tom soturno dos mineiros. com relação à estrutura sintática e de significação dos versos “E como o motorneiro se impacientasse! / Porque levava os advogados para os escritórios / Desatravancaram o veículo! / E o animal disparou”. pensa-se fatalmente na Morte. andam colocando largos tubos de barro para o encanamento das águas da cidade. No primeiro. Noite glacial e melancólica. ali. à ideia de linguagem. em linha.. um desconhecido tremor nervoso. como “fugitivo”. veem-se fundas e extensas valas cavadas de fresco. porque nem a lua. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto I. simbolizados em “cavalo”. desde que não atrapalhem o ritmo urbano. dando à noite lúgubres pavores de enterros. tem sentidos ocultos a serem vivenciados. a) O título sugere a crítica aos homens que. é uma forma de sonhar e fugir da realidade. é correto afirmar sobre os versos que a) o primeiro par remete à ideia de gramática. o segundo.. e) o primeiro par remete à ideia de linguagem. (UNIFESP-SP) – Observe os pares de versos: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. que representa o atraso. Texto II Volto da rua.

” (NECESSITAM) 4. Dotados de capacidade reflexiva – sabem que sabem o que sabem –. e) ação contínua dos produtores para que se reduzam os preços dos alimentos. não respeitam a natureza.) não faltam alimentos. em que as emoções do sujeito. equipamentos e interesses. c) O contraste entre o negror da noite e a luz dos lampiões induz o sujeito. d) A modernização da cidade é percebida pelo sujeito que a contempla como uma violação à terra. o marajá e o indígena. sal e fermento obtêm o pão.” (FALECEM) c) “No Brasil. 2. b) O sujeito teme a cidade que se moderniza... Impossível é prescindir de comida e de bebida.5. o sujeito quer retomar à vida natural. nos trópicos. Para os índios. texto adaptado) 1. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos. com o culto do mistério já tipicamente simbolista... (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto II.32 milhões de pessoas passam fome. mais refinado.. (VUNESP-SP) – A crítica que se sustenta no texto centra-se na questão da a) diferença na alimentação entre a bailarina. morrem de subnutrição a cada ano. o encanador e o indígena. Entre os indígenas tribalizados. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. A bailarina e o papa.) dependem de sua ração diária. o trabalho com a linguagem de tom informal identifica o Modernismo. d) I e III. d) forma injusta como é tratada a questão da fome nos países capitalistas. com o advento do mercado. tipicamente realista. c) O tema da cidade. a) No retorno a casa. presentes no texto II.. o papa... e) No texto I. c) II e IV. a) No texto I. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. o olhar irônico do sujeito marca o estilo da poesia contemporânea. muda-se o sentido da oração em: a) “. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. água. Na sociedade capitalista. que caracterizam o texto II como barroco. 6.o alimento tem apenas valor de uso.todos (.” (POSSUI) e) “... para evitar queda de preços. no texto I. b) falta de incentivo governamental para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. b) No texto I. produtos industrializados. em contraste com o texto II. onde não faltam alimentos.. domina a atitude romântica. d) Os versos livres que caracterizam o Modernismo no texto I contrastam com a presença de antíteses.O homem moderno concebe o alimento como um bem de consumo e lucro. diferentemente do texto II. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação aos Textos I e II. embora haja milhares de famintos. pois os operários deixam abertas as perigosas valas.” (SENTEM) b) “.. o Nobel de Química e o encanador. Se deixar de comer e beber.. obras de arte e. Os países capitalistas têm investido maciçamente no combate à fome. todos diferem quanto a hábitos e costumes. caracterizam o Romantismo. com menos de 5 anos de idade. em que o vocabulário. possível apenas com a morte. comparadas a bocas abertas para a morte. estão corretas apenas as afirmações a) I e IV..) morrem de subnutrição.cerca de 300 mil crianças (. perturbado por suas alucinações. Da mescla de trigo. contrasta com o elogio da vida simples e o fugere urbem. evitam comer carne crua. o que se acentua no texto II. (. e) Recusando a vida urbana de sua época. lavam as frutas e verduras. b) I e II. se associa à prosa simbolista. O – 137 . in O Estado de S. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos.. o alimento vale apenas para saciar suas necessidades físicas. o valor do alimento equipara-se ao da vida humana. II. a) No Brasil (modo) b) morrem de subnutrição (causa) c) diretamente nos alimentos (tempo) d) até sem roupa (afirmação) e) com o advento do mercado (companhia) Módulo 10 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “A Mesa Global” e responda ao que se pede. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. (VUNESP-SP) – Assinale a alternativa em que o sentido da preposição destacada está correto. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. e) III e IV. Na sociedade moderna. o sujeito reflete sobre os trabalhadores braçais que. o ser humano definha e morre. do Arcadismo. devido a sua rudeza. No Brasil. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. alimento é-lhe tão imprescindível que. De acordo com o texto. III. gordura. até sem roupa. (VUNESP-SP) – Se o verbo destacado for alterado pelo que está entre parênteses.. c) forma excêntrica com que os seres humanos tratam os alimentos antes de consumi-los. IV. Paulo. a confundir valas e túmulos. com tédio da vida. no olhar saudosista que lamenta a destruição da natureza. 3.. (VUNESP-SP) – Considere as seguintes informações: I..” (HÁ) d) “. (Frei Betto. passou a ter valor de troca. cozinham legumes e assam os grãos.

a “globalização” pode ficar ainda pior. e) 32 milhões de pessoas passam fome no Brasil. 7. pode-se afirmar que a) fere a determinação dos manuais de estilo jornalístico. O outro. 138 – . Folha de S. “globalização” é praticamente sinônimo de “americanização”. Grosso modo. descrença nas intenções de Bush. onde não faltam alimentos. agora mais essa: corremos o sério risco de acabar entre Osama Bin Laden e George W. b) expressa dúvida sobre “retaliar” — por isso depender de se saber quem o faria — e. b) seu uso visa marcar palavras de outros autores. 32 milhões de pessoas passam fome. que tanto recomendam não usar ponto de exclamação quanto de interrogação em título de matéria. e) há dúvida em relação a qual dos dois citados seria o verdadeiro responsável pela retaliação anunciada como revide. (Eliane Cantanhêde. c) expressa dúvida e espanto da autora quanto à compreensão do que seja exatamente “retaliar à altura”. onde. concomitantemente. é certo afirmar que a) seu uso visa ressaltar as ideias principais do trecho em questão. no Brasil onde. d) seu uso excessivo visa marcar falta de critério da autora do texto no uso das aspas.5. Eles se matam aos milhares por lá e por aí. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto ao uso das aspas. no texto. Em tempos de “paz”. 32 milhões — de pessoas — passam fome. 32 milhões. Um é suspeito de explodir o coração dos EUA. d) Não faltam alimentos. e) seu uso visa confundir o leitor a respeito dos conceitos marcados pelas aspas. BRASÍLIA – Se não bastasse. os juros deles aumentam lá. de querer retaliar à altura (?!). Bush. e você não consegue mais pagar a prestação de sua casa aqui. Texto para os testes 6 e 7. c) seu uso visa resguardar os termos destacados de seu sentido absoluto para sugerir outros sentidos. Nestes tempos de “guerra”. de pessoas. c) Não faltam alimentos no Brasil. b) 32 milhões de pessoas. (VUNESP-SP) – A pontuação está correta na alternativa: a) Não faltam alimentos. no Brasil. passam fome. onde. d) sugere que há dúvida quanto à atitude de “retaliar à altura” ser fruto do querer ou ser uma imposição devido à gravidade dos fatos. Paulo) 6. e nós vamos pagar o pato aqui. no Brasil onde não faltam alimentos passam fome. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto à pontuação (entre parênteses) do primeiro parágrafo.

e) apelativa. exemplos de aproveitamento de recursos equivalentes aos da gravura de Escher encontram-se. mas apenas seus pacientes. d) fática. (Marilena Chauí) Na linguagem verbal. se precisa do trabalho deles. A este procedimento. História dos “grandes homens”. agentes da história e do progresso. (FAGA) – No primeiro quadrinho não houve a transmissão de informação nova. Aliás a própria ideia de que os outros são os “pequenos” já é um pacto que fazemos com a ideologia dominante. b) nos textos publicitários. abaixo. Não há direito à memória para o negro. por exemplo. que os estudantes negros ficam sabendo que a Abolição foi um feito da Princesa Isabel? As lutas dos escravos estão sem registro e tudo que delas sabemos está registrado pelos senhores brancos. os vencidos perderam o “direito” à história). quando o escritor se vale das palavras para expor procedimentos construtivos do discurso. isto é. nem a dos servos. quando se organiza com clareza uma determinada sequência de operações. o saber histórico nos dirá que esses “grandes”. quando o repórter registra uma ocorrência que lhe parece extremamente intrigante. mas os dominantes também não permitem que restem vestígios (documentos. quando o autor descreve com isenção e distanciamento a experiência de que trata. d) na literatura. esta gravura de Escher: 2. Não é assim. e) nos manuais de instrução. cuja “grandeza” depende sempre da exploração e dominação dos “pequenos”. monumentos) dessa história. os dominantes. a ideologia nunca nos diz o que são esses “grandes”. c) na prosa científica. Resolução Resposta: D Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correção Não possuímos a história dos escravos. Nem para o índio. ao representar o ato de desenhar. Nem para os camponeses. Resposta: D – 139 . com frequência. uma vez que a intenção do emissor foi apenas fazer um cumprimento. pois estes interiorizam a suposição de que não são sujeitos da história. chama-se metalinguagem. A função da linguagem que apresenta esta característica é a a) metalinguística. são os “grandes e poderosos”. quando se comparam dois produtos que têm a mesma utilidade. b) poética. não só porque impediu que houvesse a história dos vencidos (ao serem derrotados. Graças a esse tipo de história. a) nos jornais. equivalente ao descrito na alternativa d. Grandes em quê? Grandes por quê? Grandes em relação a quê? No entanto. fazendo com que se lembrem apenas dos feitos dos vencedores. (FUVEST) – Observe. nem a dos trabalhadores vencidos – não só suas ações não são registradas pelo historiador. então.FRENTE 4 REDAÇÃO E MORFOLOGIA Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. das “grandes descobertas”. dos “grandes feitos”. O vencedor ou poderoso é transformado em único sujeito da história. dos “grandes progressos”. a ideologia burguesa pode manter sua hegemonia mesmo sobre os vencidos. c) emotiva. Por isso os dominados aparecem nos textos dos historiadores sempre a partir do modo como eram vistos e compreendidos pelos próprios vencedores. mas simplesmente porque sua ação histórica consiste em eliminar fisicamente os vencidos ou. Nem para os operários. “puxar conversa”. Resolução Na gravura de Escher. o desenho volta-se para o próprio desenho. elimina sua memória.

a) exangue – sem sangue. 4 James Watson. e) 2/4/1/3/5. paralelismo sintático. sofreu muitas adaptações e não mais corresponde à opinião do autor. com os verbos na primeira pessoa do plural. c) A fundamentação das ideias é obtida por meio de vários recursos argumentativos: perguntas retóricas. Assinale a alternativa em que não há correspondência entre o adjetivo e a locução. 3. Resposta: E 4.º parágrafo) contém o tópico frasal – a história sempre foi registrada a partir do ponto de vista dos dominadores ou vencedores – a partir do qual a autora desenvolve os argumentos.º parágrafo: “James Watson”. o fato é que é em princípio errado prejulgar alguém por características (reais ou supostas) que não observamos nessa pessoa. A autora do texto acima tem a intenção de convencer o leitor quanto à questão da participação política no processo histórico. Falou em “todos os testes” sem dizer quais e fez uma generalização apressada. b) A unidade do tema é preservada porque o autor desenvolve as ideias com coerência. um dos livros mais explosivos e criticados da década passada. A retomada de termos mantém a coesão textual e permite colocar o texto em sequência lógica. c) Tinha os cabelos branco-amarelados. É possível inferir e/ou identificar vários procedimentos usados pela autora para defender o seu ponto de vista.º parágrafo: expressão que indica conclusão: “podemos concluir”. exposição de fatos etc. É isso que Watson. Assinale a alternativa que identifica incorretamente um desses procedimentos: a) A tese (1.º parágrafo: “ele” retoma “James Watson”. reflexões filosóficas. (FGV-Adm. e insípido à locução sem sabor. Resposta: C Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 5. é um caso de derivação imprópria ou conversão. mas no grupo ao qual consideramos que ela pertence. mesmo com toda a sua genialidade científica. d) O grau de persuasão do texto está pautado. não foi capaz de fazer. 1 Ele cometeu em sua declaração pelo menos dois grandes pecados epistemológicos. principalmente. b) 4/5/2/1/3. e 5. o articulista passa a refutar a declaração citada e arrola as possíveis justificativas para as conclusões preconceituosas de James Watson.3. Resolução O adjetivo inodoro corresponde à locução adjetiva sem cheiro. a) 4/2/1/3/5. c) hepático – do fígado. d) bélico – da guerra. e) O mendigo carregava um fardo amarelado. deixa de ser adjetivo. d) 5/2/3/4/1. d) As nuvens tornavam-se cinzentas. Resposta: B 140 – . Paulo. e) A articulação das ideias de um parágrafo para outro é feita por meio de conjunções subordinativas. Declarou que africanos são menos inteligentes do que ocidentais. o codescobridor da molécula de DNA e ganhador do Nobel de 1953.) – Os parágrafos abaixo estão fora de ordem. O texto original. 4. na alternativa b. 5 Quanto à generalização. pois está substantivado pelo artigo o. b) inodoro – sem sabor. redigido por Hélio Schwartsman para a Folha de S. b) O sol desbotou o verde da bandeira. Esses elementos de coesão são: 1. e) pluvial – da chuva. nas relações antitéticas e nas alusões históricas. Resolução O texto inicia-se por um período que contém uma declaração de sentido geral do geneticista James Watson. argumentação e conclusão. a) A malha azul estava molhada. 2. Nos parágrafos seguintes. sugere a adesão do leitor às conclusões decorrentes da argumentação do articulista. de 1994. Resposta: B 6. O último paragráfo. 2 Podemos concluir que as forças da civilização exigem que abandonemos essa forma primitiva de pensar e utilizemos a razão e não reações instintivas no trato com outros seres humanos. (FECE-Apucarana) – O adjetivo marítimos equivale à locução adjetiva dos mares. pisou na bola.º parágrafo: “generalização” retoma “generalização apressada”. Resolução Não há conjunções subordinativas iniciando os parágrafos. (FGV-SP) – Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada não tem valor de adjetivo. obedecendo à estrutura dissertativa: tese. Assinale a alternativa em que a sequência dos números corresponde à sequência lógica desses parágrafos. Resolução Verde. ou seja. 3 Os testes a que o laureado se referiu são provavelmente as tabelas de Richard Herrnstein e Charles Murray publicadas em The Bell Curve (a curva do sino ou a curva normal). c) 4/1/3/5/2.º parágrafo: “testes” retoma “todos os testes”.

entretanto. (UNIFESP) – Assinale a alternativa em que a frase mantém o sentido da resposta do policial. embora. porém. A taxa de casamentos legais caiu. só não o fazemos. ainda assim.. (com isso / ainda assim / desde que) 5. mantém o mesmo sentido do pronome indefinido nenhum. Resolução A relação que se estabelece entre as orações é de proporcionalidade (1). (FGV-Econ. nós temos. As uniões consensuais cresceram. como adjetivo..) – Assinale a alternativa em que a mudança da posição do adjetivo no texto altera o sentido da frase. 10. e) Não achei muita coisa. a) O nosso “complexo de vira-lata” tem múltiplas facetas. engana nossa falta de poder. c) [O trabalho] desvia-o da visão assustadora de si mesmo. b) à proporção que. o pronome lhe é empregado com sentido de posse e equivale a sua: que torna a sua solidão horrível. logo. Os números mostram que o brasileiro vive à margem da era digital.. porque. b) [O trabalho] impede-o de olhar um outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. c) Achei algum futuro. reitera a ideia de negação. oposição (3 e 4). Como pronome..que lhe torna a solidão horrível”. conforme resultados do Censo 2000. Resposta: B Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis (Diário da Tarde.. 21/03/07) 7. 9. de modo que haja relação de sentido entre as ideias.parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição. Resolução O pronome indefinido algum. Saúde e educação melhoram. certo significa algum.. exclusão (5). b) Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa… c) . e) ainda que. causa (2). Resposta: B – 141 . ainda assim. contudo. contudo. d) Não achei futuro algum. O brasileiro teve mais coragem e orgulho de declarar sua cor. porque. apropriado”. com isso. RESOLUÇÃO No trecho “. d) à proporção que. (à proporção que / ainda que / a fim de que) 2.6% dos domicílios do país têm computador. contudo. tem o sentido de “adequado. (FGV-Econ. apenas. sem as inverter. Também há ocorrência de pronome empregado com sentido de posse em: a) O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio. porém. o vício e a necessidade. d) Vagabundo é quem não tem o que fazer. 1. c) ainda que. Transforme-as em uma única. apenas.) – O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade. A população negra cresceu. b) Achei alguma coisa. fazendo uso de um dos elementos de ligação propostos. As estatísticas também registram avanço na educação. Resposta: D 8. desde que.Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis Leia a charge. a) Achei algo. e) [O trabalho] faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento. (contudo / logo / por isso) 4. logo. por isso. porque. Minas Gerais. (Porque / entretanto / logo) 3. d) O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso… e) O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento… Resolução O pronome indefinido certo passa a adjetivo se colocado depois do substantivo impulso. O desemprego cresce no país. ainda assim. A desigualdade persiste. (UFES) – As afirmativas de cada um dos itens abaixo expressam o perfil do brasileiro. Resposta: D 10. posposto ao substantivo futuro. ou seja. (Apenas / embora / porém) A alternativa que contém a ordem correta dos elementos de ligação é: a) a fim de que.

a metade do zodíaco. Os termos além de. causa. causa. é possível contemplar. O presidente falou junto com o ministro. de a) distanciamento – objeção – tempo – efeito. Paulo. de cada vez. Portanto. no entanto indica contraste. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. outras vezes poderíamos ver menos da metade do zodíaco. (ITA) (Folha de S. A substituição da preposição em pela preposição com (“problemas com a casa”) desfaria o equívoco. finalidade e causa. Resolução As circunstâncias expressas por enquanto. portanto equivale a logo. de horizonte a horizonte. na antiguidade. d) lugar. imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica. Neste caso. que interpreta de forma distorcida o significado da primeira. companhia. Resposta: E 14. causa. é necessário lembrar que. Resolução Além de equivale a soma. c) alternância. b) A marca linguística que gera alteração de significado é a preposição em. respectivamente. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. e) adição. a cada instante. Resolução As preposições estabelecem as relações indicadas na alternativa a. ela não se move em relação às estrelas. O presidente cortou o pão com a faca. finalidade. a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. respectivamente. a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar. Martins. Introdução geral ao Commentarius de Nicolau Copérnico. e) adição – oposição – consequência – conclusão. enquanto vestia o smoking para ir a um jantar da alta sociedade carioca. 142 – . consequência. Resposta: D 12. brigou com seu amigo e principal repórter. a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade. c) simultaneidade. E se ela está sempre nesse centro. por conseguinte. de: a) condição. tempo. (ESPM) – Leia as frases: 1. O presidente ficou irritado com as críticas. b) simultaneidade. modo. b) companhia. indicando conclusão. 3. modo. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite. David Nasser. no entanto. então. modo. para e porque são. e) companhia. explicação. modo. em geral. oposição. b) adição – objeção – tempo – conclusão. causa. instrumento. modo. d) tempo. no entanto. As preposições destacadas traduzem. de horizonte a horizonte. d) distanciamento – oposição – tempo – consequência. o céu visível à noite deve abranger. adição. Resposta: A Módulo 6 – Dissertação – Coesão (FUVEST) – Além de parecer não ter rotação. consequência. finalidade. cujo raio não parecia ser muito superior à distância da Terra aos planetas. então equivale a isso. então o campo de visão à noite não seria.) 13. instrumento. exatamente a metade da esfera das estrelas. 1. c) distanciamento – consequência – conclusão – efeito. conclusão. modo. O presidente almoçou com os sindicalistas. explicação. Para entender esses argumentos.11. simultaneidade. (Roberto de A. 4. Se. respectivamente. instrumento.o/10/01) a) O que há de engraçado nesse diálogo? b) Qual a marca linguística que permite o efeito cômico? Resolução a) A comicidade está na segunda fala do primeiro quadrinho. respectivamente. portanto estabelecem no texto relações. ideia de a) companhia. 2. exatamente porque o jornalista atacara a nova capital em artigos… A relação que se estabelece entre as orações destacadas é. oposição. oposição. pois a expressão “problemas em casa” já se consagrou como referente a problemas de relacionamento familiar. simultaneidade. indicando efeito. tempo. Na noite de Natal. a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus.

é autor de “Bicho urbano”.” b) “Última flor do Lácio.. Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos...” b) “ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho” c) “A natureza me assusta........ No enunciado da questão. Resposta: D – 143 . montar um elefante” etc. . “embarca-se em avião.. os versos de Emiliano Perneta têm apóstrofes ("Ó tarde linda. (Emiliano Perneta) Nesses versos. quanto do teu sal. a) “e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada.. Ó tarde linda.” Resolução Catacrese é a figura que consiste na utilização de um vocábulo com sentido inadequado em virtude da inexistência de palavras que designem os seres referidos... ele recorre à sinestesia.. Com seus matos sombrios suas águas suas aves que são como aparições me assusta quase tanto quanto esse abismo de gases e de estrelas aberto sob minha cabeça. o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades. c) hipérbato..... no devagar depressa do tempo... construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas.. Como uma torre de pérolas e safira.. no burro bravo" é catacrese.. (GULLAR.. além de barco... (ENEM) – Ferreira Gullar........... mesclam-se referências a duas impressões sensoriais diversas.. inculta e bela. que se misturam e se confundem". porque o verbo montar refere-se a “colocar-se sobre cavalo”.Módulo 7 – Figuras de Palavra 15.... O uso... Resposta: A 16... que se misturam e se confundem no efeito emocional que provocam no leitor. figura que se observa na frase: "Montou a cavalo no burro bravo". (FUVEST – MODELO ENEM) Tarde de olhos azuis e de seios morenos. a luz tem cheiro. “alvorada” (palavra derivada de “alvo”) implica sensação visual. BICHO URBANO Se disser que prefiro morar em Pirapemas ou em outra qualquer pequena cidade do país estou mentindo ainda que lá se possa de manhã lavar o rosto no orvalho e o pão preserve aquele branco sabor de alvorada.. "Montou. d) sinestesia.. ó tarde doce que se admira. porém. A natureza me assusta.” d) “Ó mar salgado..... todos embarcaram no trem. Assinale a opção em que se observa esse recurso. caracteriza figura altamente expressiva: a) metonímia... (FUVEST – MODELO ENEM) – A catacrese.")... "ó tarde")... que a princípio se referia a “entrar ou colocar-se em embarcação”..” e) “Amanheceu.. trem ou ônibus”. Rio de Janeiro: José Olympio Editora.. ó tarde doce". és a um tempo esplendor e sepultura.) Embora não opte por viver numa pequena cidade. Ó tarde como quem tocasse violino.. Toda poesia." e "como quem tocasse violino. / Com seus matos sombrios suas águas” d) “suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto” e) “me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas” Resolução Na expressão “sabor de alvorada”.") e prosopopeia ou personificação ("Tarde de olhos azuis e de seios morenos. um dos grandes poetas brasileiros da atualidade..” c) “Apressadamente. O mesmo ocorre com o verbo embarcar. poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes cidades.. Resolução Além da sinestesia “tarde doce”. Hoje. comparações ("Como uma torre de pérolas e safira. estendeuse para outras situações referentes à montaria: “montar um camelo. Resposta: C 17..... o flagrante apelo aos sentidos humanos.. e) aliteração. definida no enunciado como "apelo aos sentidos humanos. b) anacoluto. Ferreira. A palavra “sabor” implica sensação gustativa. 1991... ocorre em: a) “Os tempos mudaram.

Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em a) “Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão.” (MORAIS.) Resolução Nos versos transcritos na alternativa b. (ENEM) – Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente./ Vou cantar-te nos meus versos. sempre. (ITA) – Assinale a figura de linguagem predominante no seguinte trecho: A engenharia brasileira está agindo rápido para combater a crise de energia. não adiantemos os sucessos. 1992. (FUVEST – MODELO ENEM) – Na frase “(. o que constitui a figura de linguagem chamada oxímoro. configurada nas expressões antônimas “independência política” e “cativeiro pessoal”. Antologia Poética.” d) “…o operário faz a coisa E a coisa faz o operário. Vamos de um salto a 1822. um humilde operário Um operário que sabia Exercer a profissão. Companhia das Letras.Módulo 8 – Figuras de Pensamento 18./ Se lembra dos balões. data da nossa independência política./ Está sacramentado/ Em meu coração. meu Brasil brasileiro.” d) “Se lembra da fogueira. b) Metonímia.. (Machado de Assis.) data da nossa independência política. Resolução No caso. e do meu primeiro cativeiro pessoal. o sujeito casa recebe dois predicativos que se contradizem e excluem (“liberdade” e “escravidão”). é um recurso expressivo de natureza semântica que aparece em “lá fora” / “aqui dentro”./ Se lembra dos luares. estão transcritos versos retirados do poema “O operário em construção”.” b) “…a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão” c) “Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia De que sequer suspeitava.” c) “Brasil. São Paulo. …Suspendamos a pena. ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em: a) “Meu coração/ Não sei por que/ Bate feliz. Para Garfield. e do meu primeiro cativeiro pessoal”. Vinícius de. Memórias póstumas de Brás Cubas) Nas alternativas abaixo. quando te vê.. a frase de saudação de Jon (tirinha abaixo) expressa o maior de todos os oxímoros. a metonímia corresponde à substituição do concreto (os engenheiros brasileiros) pelo abstrato (“a engenharia brasileira”)./ Como uma onda no mar.” Resolução A antítese.” e) “Ele. d) Hipérbole. é sagrado. Resposta: B 144 – .” b) “Há tanta vida lá fora. a) Metáfora. Resposta: B 20./ Meu mulato inzoneiro./ Aqui dentro. e) Pleonasmo. dos sertões?” e) “Meu bem querer/ É segredo. Resposta: B 19. c) Eufemismo. Em nenhuma das demais alternativas ocorre a mesma estrutura de significação.

Resposta: B – 145 . caracterizado pela repetição da conjunção e (“E o olhar (…). nos trechos I. ontem garlopa. utilizando. ipa. Esse procedimento chama-se aliteração. III. pois atribui-se característica humana às ondas (“choram”).” (Oswald de Andrade) c) “ ‘Sapo na seca coaxando. ao mesmo tempo. tinindo guizos. não o que houve. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. ao nobre o vil decepa: O velhaco maior sempre tem capa. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. /t/ e /r/. As alpercatas batiam no chão rachado. Para a tropa do trapo vazo a tripa E mais não digo. c) o POLISSÍNDETO. ocorre polissíndeto com a repetição da conjunção e.) Módulo 10 – Figuras Sonoras AS COUSAS DO MUNDO Neste mundo é mais rico o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. e) o PARADOXO. estralejando de rir. e) metáfora e metonímia. na paciência e no sossego. d) assonância e preterição. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. palavras que se diferenciam por mudanças fonéticas mínimas (tropa/trapo/tripa). há polissíndeto. b) paralelismo e comparação. para salientar certos fonemas que se repetem (principalmente os “pês” e os “tês”). b) Elipse / aliteração / sinédoque. Resposta: D 22. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. e) Elipse / polissíndeto / prosopopeia. e sofre. “O olhar para trás”. paronomásia. b) a SINESTESIA. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. porque a Musa topa Em apa. II e III. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. portanto. ocorre silepse de pessoa: os sobreviventes (3. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. mãe Quitéria!” (G. upa. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. Os recursos estilísticos empregados aí foram a) personificação e alusão. II. Rosa) b) “A imprensa publica o que ouve.” (Graciliano Ramos) e) “Um bando de maitacas passava. Assinale a alternativa que não contém onomatopeia: a) “Jamais tivera notícia de tanto silvo e chilro. emocionados. e a cabeça (…). c) aliteração e paronomásia. pode ser Papa. mas diferentes no significado. e o mato cochichava. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. Bengala hoje na mão. e sua. Os vocábulos tropa/trapo/tripa apresentam semelhança de sons e diferença de sentido. (FATEC) – E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. há personificação ou prosopopeia. E os sobreviventes. constituindo. respectivamente. Do claustro. Resolução No verso “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. existe repetição dos fonemas consonantais /p/. Choram as ondas. chuva beirando’. (FATEC) – Em “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. opa. cheio de palavras polacas e de mil bichinhos tocando viola no oco do pau. Com sua língua. Resposta: E 23. e lima. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. Quem menos falar pode. Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar. epa. d) o PLEONASMO. (MACKENZIE) – I. Em II. tem mais carepa. e os minutos passando…”). Em III. Resolução Nesses versos de Vinícius de Moraes.Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 21. A flor baixa se inculca por tulipa.a pessoa do plural). ligeiro trepa. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e.” (Guimarães Rosa) Resolução Trata-se de paronomásia: ouve/houve. partindo vidros.” (G. Rosa) d) “Chape-chape. mais increpa: Quem dinheiro tiver. Trabalha. Resolução Em I. Seleção de Obras Poéticas) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. Resposta: C 24. Mais isento se mostra o que mais chupa. e teima. e o coração (…).a pessoa do plural) e abraçamos (1. podese constatar que o poeta teve grande cuidado com a seleção e disposição das palavras que compõem a sonoridade do verso. em que as palavras são parecidas no som. (Gregório de Matos Guerra.

o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. 5. Guerreiros. eu vou indo em busca de um sono tranquilo. eu vou indo pegar um lugar no futuro. 4. b) Função referencial. (Danilo Caymmi & Ana Terra) e) Olá. ouvi. Que agora anda errante Por fado inconstante. Sou filho do Norte Meu canto de morte.. Da tribo pujante. (PUC) – Observe a seguinte afirmação: Em nossa civilização apressada. d) Se um dia você for embora Ria se teu coração pedir Chore se teu coração mandar. descendo Da tribo tupi. Quais as funções da linguagem predominantes no poema anterior? 3. o “bom dia”.) A primeira destas operações é a exposição. até o dia em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer.. e você? Tudo bem. c) Função fática. tudo bem? Tudo bem. a prova. a) Função emotiva. (Paulinho da Viola) 2. Sou filho das selvas Nas selvas cresci. Aponte os elementos que integram o processo de comuni- cação em “Poética”. a segunda. ouvi. nasci: Sou bravo. como vai? Eu vou indo e você. Guerreiro.Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. e) Função poética. sou forte. dificilmente lograríamos (…) encontrar mensagens verbais que preenchessem uma única função… A estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da Texto para as questões 2 e 3: POÉTICA Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados Que é Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto Um homem que tem fome como qualquer outro homem. de Cassiano Ricardo. Indique a alternativa que explicita essa função. d) Função conativa.. (CESUPA-CESAM-COPERVES) – Segundo o linguista Roman Jakobson. Nos textos abaixo.. Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. (Cassiano Ricardo) função predominante. Qualquer assunto servindo. (Rose-Marie Muraro) b) O discurso comporta duas partes. pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata. (Gonçalves Dias) 146 – . Meu canto de morte Guerreiros. fala-se do tempo ou de futebol. e em seguida a demonstração. (Aristóteles) c) Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho. (. identifique as funções da linguagem: a) O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum. Guerreiros.

além de se apresentar introspectiva. Recentemente. e) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. que os dados que recolhi não eram suficientes para justificar a conclusão. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. Observe o trecho em questão e aponte os elementos que comprovam tal preocupação. (UFPR) – “Na análise do relatório. Resolvi. Observamos que medidas mais enérgicas eram urgentes para conter as despesas.Indique a função predominante no fragmento anteriormente transcrito. estalactites. mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. buscar mais evidências a fim de uma análise ser apresentada com mais respaldo. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem.” No trecho acima. a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. reflete. Analise as ocorrências abaixo e aponte aquelas em que esses recursos foram usados para impessoalizar o que aparece em 1. É uma fotografia muda. escrevo com o corpo. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais.000 apátridas no país. que são insuficientes os dados recolhidos para que se justifique a conclusão. III. música transfigurada de órgão. entre eles o Irã. Este livro é um silêncio. corro o risco de perder o controle sobre os acontecimentos. Foi observado que medidas mais enérgicas eram urgentes para as despesas serem contidas. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica. d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. assim. 2 – Após a comissão ser instalada. na universidade e na imprensa. abrimos os documentos que apontavam os pontos falhos do processo. IV. Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correções 1. Para que os fatos sejam apurados. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. sempre se constata que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. (PUC-SP) – Com esta história eu vou me sensibilizar. Se deixar as decisões urgentes para outras pessoas. I. Não é uma situação comum no mundo islâmico. Decidiu-se também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. também. Ao contrário. que no início do século XX aboliu o uso do véu e nos anos 50 adotou o voto feminino. nós omitimos as informações que comprometeriam o andamento das investigações. Assim. b) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. Em vários países. renda. após fazer cuidadosa análise. decidiu-se encaminhar o caso para as instâncias superiores. não permite que a mãe passe a nacionalidade egípcia ao filho. omitiram-se as informações que comprometeriam o andamento das investigações. (Veja. Este livro é uma pergunta. E o que escrevo é uma névoa úmida. Se se deixam as decisões urgentes para outras pessoas. o governo retirou um projeto de lei que permitiria às mulheres viajar para o exterior sem autorização escrita do marido. (UEL) – As questões de 2 a 5 referem-se ao texto a seguir. justificando a indicação. marcada pela sondagem de fluxo de consciência (monólogo interior). 01/03/2000) – 147 . 2 – Constatei. e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. 2 – Em situações como essas. constatou-se um desvio de recursos que se supõe ter sido feito pelo diretor afastado. sobretudo nos países árabes. II. Na década passada. Decidimos também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. sempre constato que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. para não contrariar a oposição islâmica. uma preocupação com a escritura do texto literário. 2 – No relatório final. 1 – Após instalarmos a comissão. O Egito. de acordo com as normas da língua padrão. são utilizados recursos gramaticais para tornar o texto impessoal. resolvi buscar mais evidências a fim de apresentar uma análise que tivesse mais respaldo. Há hoje 80. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. mas o hábito – cujo objetivo é privar a mulher do prazer sexual – continua amplamente difundido. após fazer uma análise cuidadosa. Tentarei tirar ouro do carvão. Alegro com brio. 1 – Em situações como essas. corre-se o risco de se perder o controle sobre os acontecimentos. (Clarice Lispector) A obra de Clarice Lispector. 6. o Estado baniu a mutilação genital. Na Arábia Saudita. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles e não há notícia de nenhuma organização pelos direitos femininos que tenha sobrevivido por muito tempo. Eu não sou um intelectual. todos filhos fora do casamento ou de pai desconhecido.1 – Eu constatei. 1 – No relatório final. A VIDA ATRÁS DOS VÉUS O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. Assinale a alternativa correta. abrimos os documentos nos quais se apontavam os pontos falhos do processo.

2) Nos Estados Unidos e no Canadá. indique. ainda há muitos lugares onde não há telefones. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. (PUC) – No trecho … o homem não fala simplesmente uma língua. manual lúdico-instrutivo./dez. e) A parte superior da traqueia é o laringe. na universidade e na imprensa. o termo destacado é um a) substantivo e significa simples. 2.2.” e “Na década passada. não a usa como mero instrumento de comunicação…. 6. (MACKENZIE) – Assinale a alternativa em que ambos os adjetivos não se flexionam em gênero. c) Os casos de conquistas femininas no mundo árabe. por meio dos números. seu uso é cobrado por minuto.. (Adaptado de Zeff . a) O gerente deverá depor como testemunha única do crime.. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. Ao contrário. o acesso à internet está fora de questão. O que o autor do texto utiliza para ilustrar esse contra-argumento? a) A história constitucional do Egito.” c) “Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. sobretudo nos países árabes. d) Cientista hindu.” e) ”Na Arábia Saudita. d) A história do islamismo em diferentes países árabes. “Não é uma situação comum no mundo islâmico..” 3. 3. d) Ainda que ocorra sobretudo nos países árabes. Que alternativa preserva as mesmas relações de sentido da frase acima? a) É uma situação incomum no mundo islâmico. por exemplo. 148 – . não é uma situação comum no mundo islâmico. b) Exemplos de países do mundo árabe.” 5. sentimento fraterno. d) Mundo islâmico. Robbin. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles. º 17.” b) “Em vários países. ano 3. c) Egito. c) adjetivo e significa quase.. No entanto. há a apresentação de uma tese. nov. existe disponibilidade de acesso ilimitado à internet por uma tarifa mensal. Organize-os em uma sequência lógica. 5) Na maioria dos países. 6) Por isso. em regiões da Rússia.000 apátridas no país. 1) Além disso. passeio matinal.” d) “O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. São Paulo: HSM Management. (UFF) – Assinale a única frase em que há erro no que diz respeito ao gênero das palavras. Na resposta. p. e) adjetivo e significa puro. (UNISA) – Em que conjunto os adjetivos têm valor afetivo? a) Proibido entrada e aviso reles. homem célebre. tratamento médico-dentário. todos têm de pagar 10 ienes por três minutos on-line. mas em cada país há especificidades econômicas e sociais que podem facilitar ou limitar o acesso à rede. e) Costume andaluz. n. (FGV) – Os períodos abaixo estão alinhados sem ordem alguma. b) Arábia Saudita. especialmente nos países árabes. sobretudo nos países árabes. e) Mundo árabe.” referem-se a: a) Irã. sobretudo no mundo islâmico. universidade e imprensa. no entanto. 1999) Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. nem mesmo nos países árabes.. a ordem em que eles devem dispor-se. b) advérbio e significa genuíno. b) Esforço vão. b) Não é uma situação comum no mundo islâmico. 4. embora seja comum nos países árabes. o Estado baniu. da África ou da América Central. 3) No Japão. Qual trecho do texto marca essa inversão? a) “Não é uma situação comum no mundo islâmico. 4. entre eles o Irã. e) “Nossa Caixa” e aviso reles. d) Pobre cão e rico dinheirinho. Neste texto. d) advérbio e significa estreme. a) Elemento motor. 127.. c) Ele foi apontado como a cabeça do motim. 4) A internet pode ter um caráter mundial. o texto se desenvolve para uma contra-argumentação. e) É uma situação comum nos países árabes. b) Aviso reles e pobre cão. cuja ideia central é o movimento de emancipação da mulher no Irã. e) Exemplos de mulheres participando do governo. incluindo o telefone. c) Pobre cão e coleira canina. por exemplo. c) É uma situação pouco usual no mundo islâmico. As expressões no país e o Estado em “Há hoje 80. d) O telefonema deixou a anfitriã perplexa. c) Juiz arrogante. b) A personagem principal do conto é o Seu Rodrigues.

b) pronome indefinido. Como torná-lo assimilável pelas novas gerações… As palavras destacadas são. (FGV) – Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. a vida. (Guimarães Rosa. b) é artigo masculino. Maria mora no apartamento um. III e IV. e) pronome indefinido. (PUC) – Observe as duas sequências de versos abaixo. pronome oblíquo tônico. pronome oblíquo átono. 5. d) pronome demonstrativo. (MACKENZIE) – Um livro deve valer por tudo o que amizade será submetida a teste tem a mesma função morfológica do que se encontra na alternativa: a) … teriam facilitado a vida do presidente. c) artigo indefinido em I e III e numeral em II e IV. conjunção integrante. pronome relativo. d) numeral – substantivo – artigo definido. franzina. Pedro comprou um jornal. Ex. b) … os amigos brotam a sua volta…. a) abaixos-assinados – lhe – sua b) abaixos-assinados – vos – vossa c) abaixo-assinados – lhe – sua d) abaixo-assinados – vos – vossa e) abaixo-assinados – lhe – vossa 2. respectivamente. A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. o valor morfológico das palavras destacadas. c) é pronome pessoal oblíquo átono. III e IV. respectivamente. (CESMAZON) – O a destacado na expressão … a a) Na sequência (1). d) artigo indefinido em I. d) … debate sobre a partilha dos impostos federais…. indique. (UNITAU) – Leia as frases abaixo: Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. pronome oblíquo átono. (MACKENZIE) – Houve o que se chama de comunhão perfeita. II. 3. III. e) artigo indefinido – substantivo – pronome demonstrativo. A palavra um nas frases acima é. conjunção integrante. ela. respectivamente. e) … aos governadores e prefeitos a contrapartida em encargos.5. c) pronome indefinido – pronome indefinido – pronome relativo. b) artigo indefinido em I e II e numeral em III e IV. c) … conta com a ajuda dos governadores…. (1) mas se responder não pude – 149 . I. Quantos namorados você tem?” Um. e) é pronome indefinido. pronome oblíquo átono. conjunção condicional. pronome demonstrativo. explique o emprego de há. (UNITAU) – Observe: Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho… II. Essa é a etimologia da palavra. b) artigo indefinido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. d) é pronome pessoal oblíquo tônico. respectivamente. a) artigo indefinido em I e numeral em II. a) artigo definido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. 4. Tutameia) As palavras destacadas no período acima são. é correto afirmar que a) é pronome demonstrativo. pronome demonstrativo. pronome oblíquo tônico. e) artigo indefinido em III e IV e numeral em I e II. c) pronome demonstrativo. à pergunta que fazia. Tomo a liberdade de levar ao conhecimento de V. pronome relativo. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. (Clarice Lispector) Em relação ao termo destacado no trecho acima. pronome oblíquo átono. no plano morfológico. nele não deve caber. no plano morfológico a) pronome relativo. a respondeu (2) mesmo quando é uma explosão como a de há pouco. IV. pronome indefinido. 6.a que os ________________ que ________________ foram encaminhados defendem causa justa e ficam a depender tão somente de ________________ decisão para que sejam atendidos. b) Na sequência (2). pronome oblíquo tônico.

b) advérbio de tempo. b) Dê a classe gramatical da palavra súbito no contexto transcrito. as palavras destacadas indicam a) tempo e consequência. com significado de algumas em I e algumas em II. 4. em sequência. é 150 – . III – conjunção. 8. V – preposição. depois que o Padre Cabral. (MACKENZIE) – No período Minha mãe hesitou um pouco. (UNITAU) – Em I. e) advérbio em I e adjetivo em II. c) Só quero meio quilo. como a) conjunção e pronome relativo. (UNIP) – Assinale a frase em que meio funciona como advérbio. d) I – verbo. (significado) a) adjetivo em I e substantivo em II. II. d) tempo e modo. IV – adjetivo. a) I – substantivo. III – conjunção. tendo consultado o bispo. IV – adjetivo. V – preposição. 3. b) substantivo em I e adjetivo em II. deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino formam um só curioso. d) consequência. voltou a dizer-lhe que sim. e) expletivo. c) locução conjuntiva. respectivamente. 7. IV – substantivo. III – preposição. 5. com significado de poucas em I e poucas em II. como bicho perseguido. b) tempo e condição. II – advérbio. que podia ser. a) Descobri o meio de acertar. Em Se sim. com significado de muitas em I e íntegras em II. As palavras destacadas são. e) I – substantivo. Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. a palavra que funciona. Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. c) pronome relativo e pronome relativo. Instituições certas encontram caminho no mercado financeiro. e) condição. (MACKENZIE) – NEOLOGISMO I II Beijo pouco. o verbo teadorar Intransitivo: Teadoro. d) Parou no meio da rua. b) Achei-o meio triste. IV – adjetivo. b) I – verbo. Teodora (Manuel Bandeira) Indique a alternativa que apresenta. no plano morfológico e semântico. II – pronome indefinido. 2. a expressão depois que. IV – substantivo. II – advérbio. II – advérbio. b) conjunção e conjunção. mas acabou cedendo. e) conjunção e pronome demonstrativo. d) pronome relativo e conjunção. por exemplo. falo menos ainda III Mas invento palavras IV Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana V Inventei. d) pronome indefinido.6. d) advérbio de modo. c) advérbio em I e II. V – preposição. II – pronome indefinido. e) Comprou um metro e meio. V – conjunção. Em A imaginação de dez anos vagueava solta e desvairada. (FGV) – Súbito deu-me a consciência um repelão… a) Substitua súbito por outra palavra ou expressão que conserve o mesmo sentido. V – conjunção. a classificação correta dos termos destacados no poema de Manuel Bandeira. b) conformidade. c) comparação. c) causa e condição. III – preposição. e) condição e modo. com significado de algumas em I e corretas em II. com significado de algumas em I e adjetivo significando íntegras em II. morfologicamente. III – preposição. c) I – substantivo. a palavra destacada estabelece relação de a) causa. a) locução prepositiva. Em Apenas deixava para trás as últimas casas mal iluminadas….

preposição c) pronome relativo. – 151 . preposição 7.” e) “Esta livre circulação de imagens e de palavras. pronome e) conjunção integrante. discutir e transmitir informações e conhecimentos. sem limite de distância ou de tempo. em qualquer parte do mundo. b) Identifique a relação que se estabelece entre as orações. d) a diversidade de serviços oferecidos pela rede telefônica. principalmente em zonas desprovidas de eletricidade.” d) “Recordemos. a) “As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja (. também. que prefigure o mundo de amanhã. por isso mesmo. vieram os tucanos e seus primos aracaris… d) Nossa última alegria foi a das primeiras chuvaradas. conjunção. contudo. pronome relativo. mas também dialogar.. d) II. e atingem as regiões mais recônditas. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. que prefigure o mundo de amanhã.. advérbio. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. ressurge. destapados… c) Depois. c) os prejuízos ligados a zonas desprovidas de eletricidade. substantivo. mas também dialogar. uma alegria se expande no meu peito. muitas vezes. No período “abolindo as distâncias. como se alguém me chamasse para viajar. como a compreensão do mundo pelas pessoas (. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. preposição b) conjunção integrante. é um dos grandes aceleradores da mundialização. [as novas tecnologias] concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro”. se mostra e se esconde… 1. principalmente em zonas desprovidas de eletricicidade. afinal.. (Cecília Meireles) Assinale a alternativa em que os termos destacados acima estão. conjunção integrante. porque o verbo está no gerúndio (abolindo). f) “Esta livre circulação de imagens e de palavras (. que não corresponderá. substantivo. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações. 2.. conjunção integrante.6. e) III. a) Desenvolva a oração. as águas azuis.” c) “Não podemos esquecer. substantivo. a nenhum modelo do passado. os céus azuis. (UNIFOR) – O texto explora como ideia central a) o possível aspecto original da sociedade do futuro. A abolição das distâncias representa uma garantia de eficácia do processo da interatividade humana. respectivamente.. (CESMAZON) – Assinale a alternativa em que os termos destacados são. e) as decorrências positivas da comunicação globalizada. conjunção integrante. pronome relativo. os dias azuis. Não podemos esquecer. pronome relativo. b) o difícil acesso dos sistemas de informação para alguns países. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações. concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro. discutir e transmitir informações e conhecimentos (. pronome e substantivo. pronome. também.) 4. em tempo real. pronome relativo. conjunção integrante. Em breve. contudo. ventos frios que vêm do Sul. pronome d) conjunção integrante. artigo. e) Também a lua surge. (MACKENZIE) – Quando ouço dizer que o frio vai chegar. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e II.). até no que possa ter de perturbador. b) II e III. pronome relativo. a) Meses se acumulam sobre meses. até no que possa ter de perturbador. Do avanço da tecnologia decorrerá uma sociedade do futuro independente da herança do passado. abolindo as distâncias. As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja. Passam os dias azuis… b) Voltam.) transformou tanto as relações internacionais.. transformou tanto as relações internacionais.) e atingem as regiões mais recônditas. Esta livre circulação de imagens e de palavras. pronome relativo. (Jacques Delors) 3. que há massas frias. substantivo.” b) “Em breve. Módulo 6 – Dissertação – Coesão As novas tecnologias fizeram a humanidade entrar na era da comunicação universal. adjetivo. adjetivo. II. Identifique o valor semântico dos termos ou locuções destacadas no contexto em que se encontram. introduzindo a conjunção que mantém o sentido do período.. respectivamente. c) I. ondas frias. a primeira oração é reduzida.. III. pronome. As relações internacionais se tornariam impossíveis sem livre circulação de imagens e palavras. Recordemos. (UNIFOR) – I. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. como a compreensão do mundo pelas pessoas. advérbio. classificados de forma correta: a) pronome relativo.

(SÃO MARCOS-SP) 3. b) catacrese. (Antero de Quental) A expressão destacada é exemplo de a) metonímia. b) hipérbole. A oração destacada assinala o emprego de a) metonímia. o poeta vive a procurar o mistério oculto das cousas. b) É mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser. pôs um diploma na mão de cada filho. e) perífrase. c) Com o espinho enterrado no pé. (UM-SP) – Qual dos períodos abaixo apresenta um desvio das normas propostas pela Gramática. temos a figura de linguagem chamada a) metáfora. d) Hipérbole. b) Eu parece-me que vivo em função de um áspero orgulho. d) metonímia. c) elipse. b) metonímia. 152 – . e) catacrese. No período acima. b) catacrese. e) silepse de pessoa. c) Zeugma. caravela branca no ar azul do meio-dia: – quem te viu como eu te via? (Cecília Meireles) No verso acima. d) antonomásia. (UM-SP) – Fitei-a longamente. c) sinédoque. 5. d) metonímia. soldado do Futuro. (VUNESP) – Na frase bíblica: Comerás o pão com o suor do teu rosto. 8. c) silepse. conhecido no domínio da linguagem figurada como catacrese? a) Os olhos piscavam mil vezes por minuto diante do horrível espetáculo. E dos raios de luz de sonho puro. Sonhador. b) Metonímia. 7. temos qual figura de linguagem? a) Catacrese. 9. (MACKENZIE) – Construções do tipo “dente de alho”. levantou-se rápida à procura do pai. Nesse caso. c) elipse. (FIT) – Mas seu Juveniano foi um vitorioso porque.Módulo 7 – Figuras de Palavra 1. Ergue-te. de um jeito ou de outro. “barriga da perna” e “pé de cana” são exemplos de a) metonímia. 2. ocorre uma figura de palavra conhecida como a) metáfora. a) Rio como um regato que soa fresco numa pedra. 6. b) metáfora. e) Os meus sentidos estavam tão aguçados. (UM-SP) – Aponte a alternativa em que não haja uma comparação. e) A perversidade secreta daquelas montanhas selvagens assuntava as calmas águas do riacho. d) Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios. e) sinédoque. c) sinédoque. (FEBA-SP) Nuvem. faze espada de combate. que aprenderam sozinhos o mistério das cousas. d) antonomásia. pois. e) Metáfora. c) Qual um filósofo. d) hipérbole. 4. d) metáfora. fixando meu olhar na menina dos olhos dela. (BEBEDOURO) – Na oração Ele trazia na cabeleira a neve dos anos. d) Suas faces avermelhadas traduziam-se em chamas encolerizadas por causa dos males imaginados. o enunciador empregou o efeito pela causa: suor em lugar de trabalho. b) metáfora. e) pleonasmo. c) antonomásia. a figura de linguagem utilizada foi a) catacrese.

( ) Nasce o sol. Identifique-a e dê uma pequena explicação para ela. d) anáfora. (Carlos Drummond de Andrade) 2. começou a subir e apagou. b) Ironia e pleonasmo. Existe uma forte oposição no interior da estrofe. que te partiste Tão cedo desta vida. ganhou velocidade e capotou. ( ) Quando a Indesejada das gentes chegar. ganhou altura e caiu. contemplam-se. (FUVEST) Alma minha gentil. Era nada. e) antítese. a alegria. somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. se segue a noite escura. (Olavo Bilac) 10. mínimo para continuar mandando o máximo. Repousa lá no céu eternamente. Depois da luz. d) Hipérbole e comparação. duas figuras de linguagem: 5. d) A inspiração surgiu. ( ) Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha. ( ) Eu era pobre. (FEBA-SP) – A suntuosa Brasília. (Machado de Assis) 12. respectivamente. 13. toda vida se tece de mil mortes. ( ) Todo sorriso é feito de mil prantos. Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas. (Carlos Drummond de Andrade) (Carlos de Laet) Nesses versos do poeta ocorrem. (Camões) 9. (CESGRANRIO-RJ) – Na frase O fio da ideia cresceu. a) Metáfora e metonímia. ouviu um disco e saiu. (Manuel Bandeira) e) João pegou de um livro. assombrosa. descontente. 11. ( ) Residem juntamente no teu peito Um demônio que ruge e um deus que chora. 6. Qual delas falará primeiro? – 153 . tomou conta de sua mente e frustrou-se. 7. c) hipérbato. c) O balão inflou. a esquálida Ceilândia 4. onipotente. ( ) Voando. lhe fugiram. ( ) O dinheiro é uma força tremenda. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) ironia (c) antítese (e) hipérbole (b) eufemismo (d) paradoxo (f) gradação 1. e não remando. Não há (Olavo Bilac) gradação em: a) O carro arrancou. Era subalterno. E viva eu cá na terra sempre triste. (Gregório de Matos) 8.Módulo 8 – Figuras de Pensamento Nos exercícios de números 1 a 9. b) hipérbole. e não dura mais que um dia. a figura de linguagem presente é chamada a) metáfora. (Monteiro Lobato) c) Antítese e personificação. b) O avião decolou. (VUNESP) – No trecho: … dão um jeito de mudar o 3. ( ) Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã. engrossou e partiu-se ocorre processo de gradação.

habitantes desta pacata região.º) mulheres e sem horizontes.º) Noventa por cento de ferro nas calçadas. d) personificação e onomatopeia. 2. 2. b) onomatopeia e anacoluto. 6. que me paralisa o trabalho. c) anáfora e metáfora. b) Antítese e catacrese. orgulhoso: de ferro. cicia. c) hipérbole e eufemismo. roçando o chão. sobre o pé de pó.º) Por isso sou triste.º) vem de Itabira. (sinestesia) 4. c) Eufemismo – catacrese. (prosopopeia) c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro.. fluente. a vaca Brindada.14. e) Perífrase – pleonasmo. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório. precisaremos de muita força para sobreviver. tantas vacas. 15. o dia abaixando a cabeça morre-não-morre o sol.º) e comunicação. sem 10. Manuelzão e Miguilim. 8. b) comparação e repetição. d) pleonasmo e silepse.º) Principalmente nasci em Itabira.º) A vontade de amar. (Guimarães Rosa. d) hipérbole e anacoluto. (Carlos Drummond de Andrade) 5. 3. (UNITAU) – Daí mas descambava.º) Alguns anos vivi em Itabira. de suas noites brancas. e) anáfora e metáfora. (ITA) – No verso A poesia – é uma luz… e alma – uma ave… ocorrem a) prosopopeia e hipérbato. (FASP-SP) – O texto abaixo serve às questões de 5 e 6: Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 1. O oôo das vacas: a vaca Belbutina. c) metonímia e aliteração. Ó Deus! na aurora da existência. e) metáfora e zeugma. (MACKENZIE) – E eu morro. 1. os pais de Júlio e nós. (eufemismo) b) A neblina. (silepse de número) d) E fria. 3. (PUC-SP) – Nos trechos: O pavão é um arco-íris de plumas. a) Hipérbole – anáfora. (ITA) – Em qual das opções há erro na identificação das figuras? a) Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono.) No trecho acima ocorrem a) personificação e catacrese. respectivamente. c) Silepse e sinédoque. temos. frouxa claridade / Flutua… (aliteração) e) Oh sonora audição colorida do aroma. 9. c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades. d) Gradação – antonomásia. b) Apóstrofe – antítese. e) onomatopeia e sinestesia. a vaca Trombeta.. d) Zeugma e inversão. em prece. o primeiro verso está caracterizado por duas figuras de linguagem: a) Elipse e inversão. vindo lentamente do pasto. (Castro Alves) Indique a alternativa que apresenta a correta classificação de duas figuras que aparecem no verso acima. (UM-SP) – Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse: a) Os irmãos de Teresa. e … de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira… enquanto procedimento estilístico. b) metonímia e antítese. a) metáfora e polissíndeto. O enfile delas todas. 154 – . Pela falta de um dos termos e posição destes na oração. 4.º) E esse alheamento do que na vida é porosidade 7.º) Oitenta por cento de ferro nas almas. 5. e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento. d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios.

respectivamente. abundância excessiva – ideias – frase. e sofre. para o cidadão. hipérbato. o direito. omissão – verbo. encontramos um caso de a) anacoluto. elipse. na paciência e no sossego. polissíndeto. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. e) solecismo. 11. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. omissão – concordância verbal. 10. constitui a) catacrese. A maioria concordava nos pontos essenciais. “O olhar para trás”. discordavam. no terceiro verso do texto acima. A expressão “de ferro”. divisando o vulto de um. II e III. III. b) Hipérbato. d) metonímia. II. b) I. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. polissíndeto. d) Pleonasmo. firma os olhos. anacoluto. eufemismo. repetição – verbo. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. c) o POLISSÍNDETO. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar.) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. pleonasmo. e teima. catacrese. IV. (FATEC) E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. a) Anacoluto. repetição – termo. nos pormenores porém. inversão – ideia. nos trechos I. II. e) I. Hipérbato é a ____________ da ____________ na oração. e sua. II. II. (MACKENZIE) I. silepse. – 155 . e lima. a) I. Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste. c) I. 8. assíndeto. (SÃO MARCOS-SP) – Na frase Ao pobre não lhe devo nada. II. E os sobreviventes. Isaac a vinte passos. Elipse é a _________ de um _________. e) Hipálage. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: I. Do claustro. zeugma. III. III. b) metáfora. correspondente às figuras de linguagem. II. inversão – ordem das palavras. III. omissão – palavras – oração. d) o PLEONASMO. b) Elipse / aliteração / sinédoque. d) zeugma.6. b) pleonasmo. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. Pleonasmo é a ___________ de __________ para enunciar uma _____________. c) elipse. III. Trabalha. III. coerência – palavras – ideia. II. repetição – ordem dos termos. abundância excessiva – palavras – ideia. c) sinédoque. presentes nos fragmentos abaixo: I. e) o PARADOXO. 9. (FEI) – Assinalar a alternativa correta. supressão – ordem das ideias. (ESPM) – Figuras de sintaxe são processos expressivos que. hipérbato. e) Silepse / polissíndeto / prosopopeia. 7. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. para. III. Choram as ondas. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. emocionados. omissão – termo. II. III. repetição – ideias – frase. omissão – termo. silepse. substituem a coesão gramatical pela coesão significativa. c) Anáfora. ergue a mão em viseira. muitas vezes. A moral legisla para o homem. d) I. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. hipálage. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. zeugma. b) a SINESTESIA.

O zumbido da mosca embalança de sede.12. . se você dormisse se você cansasse se você morresse. (Cassiano Ricardo) A onça pintada saltou tronco acima que nem um relâmpago de rabo comprido e cabeça amarela: Zás! Mas uma flecha ainda mais rápida que o relâmpago fez rolar ali mesmo aquele matinal gatão elétrico e bigodudo que ficou estendido no chão feito um fruto de cor que tivesse caído de uma árvore! (in RICARDO. Mas você não morre. viu o bode velho fazendo um barulho feio com as ventas arregaçadas. 156 – . E treme. Aproximou-se do chiqueiro das cabras. Cassiano. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) assonância (b) paronomásia (c) onomatopeia (d) aliteração 1. b) II – Elipse do artigo.. (Guilherme de Almeida) III.. b) Explique as relações semânticas que tal vocábulo apresenta no contexto do poema. as esporas tilintim. se você tocasse a valsa vienense. O lábio se dissolve em açúcares breves. Não vi mais o acampo deles. II. 3. 1938.. e cresce. Lua morta.. (MACKENZIE) – I.) Divindade do duro totem futuro total (Caetano Veloso) Módulo 10 – Figuras Sonoras 6. Minha vida é uma pobre rosa ao vento. Martim Cererê. e) V – Onomatopeia. e afia o ouvido. V. a) Identifique esse vocábulo. ( ) Se você gritasse se você gemesse.. (Mário de Andrade) ) Do amor morto motor da saudade (. lembrouse do acontecimento da véspera..) Em Relâmpago há um vocábulo onomatopaico que sugere “movimento rápido. d) IV – Metáfora. Assurbanipal. Nacional.. São Paulo: Comp. IV. (VUNESP) – Relâmpago Nos exercícios de números 1 a 5. 6. Ed. 5.. ( ) É pleno dia. O ar cheira a passarinho. você é duro. E brilha. E passa. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Vidraça arisca. a) I – Polissíndeto. ( ) Rua torta. 4. José! (Drummond) 2. e escuta.ª ed. c) III – Silepse. e brilha. Tua porta. ( ) Diamante. áspera asa risca o ar. com decisão”. ( Assinale a alternativa incorreta quanto aos recursos estilísticos das respectivas frases.

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