FRENTE 1

GRAMÁTICA

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. Assinale a alternativa correta. Em Retira-te, criatura ávida de vingança, o sujeito é a) te. b) inexistente. c) oculto determinado. d) criatura. e) nenhuma das alternativas. Resolução O sujeito da oração está determinado pelo verbo, sendo oculto ou elíptico (tu). Resposta: C Leia e, a seguir, responda o que se pede. Capitu refletia. A reflexão não era coisa rara, e conheciamse as ocasiões pelo apertado dos olhos. Pediu-me algumas circunstâncias mais, as próprias palavras de uns e de outros, e o tom delas. Como eu não queria dizer o ponto inicial da conversa, que era ela mesma, não lhe pude dar toda a significação. A atenção de Capitu estava agora particularmente nas lágrimas de minha mãe; não acabava de entendê-las. (Machado de Assis) 2. No fragmento anterior, o sujeito da 2.a oração é a) simples. b) composto. c) indeterminado. d) elíptico. e) inexistente. Resolução O sujeito é simples (a reflexão). Resposta: A

3) Haveria desejado ele tudo isso? 4) Alguém havia aberto a porta. 5) Choveu papel picado nas ruas de Curitiba. Resolução O item 1 apresenta o verbo haver no sentido de existir, portanto a oração está sem sujeito. Resposta: 1

Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo
5. (FM-POUSO ALEGRE) – Os garotos estavam indóceis à espera do grande mocinho. Na frase acima a palavra destacada é a) sujeito. b) predicativo do sujeito. c) aposto. d) objeto direto. e) predicativo do objeto. Resolução Indóceis indica estado do sujeito e faz parte do predicado nominal (verbo de ligação mais predicativo do sujeito). Resposta: B 6. (FGV-Econ.) – Não, nós não somos vagabundos. Assinale a alternativa em que a função sintática de “vagabundo” coincide com a do(s) termo(s) em destaque. a) A ociosidade ensina muitas coisas perniciosas. b) Cabeça vazia é oficina do Diabo. c) Tem como personagens Frank e Ernest, os desleixados e oportunistas representantes do homem comum. d) Paul Lafargue, um franco-cubano casado com Laura, foi pouco compreendido. e) Escreveu “Direito à Preguiça“, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação. Resolução A palavra vagabundos exerce a função sintática de predicativo do sujeito (nós), a mesma função de “oficina do diabo” em relação ao sujeito “cabeça vazia”. Resposta: B 7. (FGV) – Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua predicação. a) O alfaiate virou e desvirou o terno, à procura de um defeito. / Francisco virou a cabeça para o lado, indiferente. b) Clotilde anda rápido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente. c) A mim não me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prédio, como me cabia fazer.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
3. (FGV) – Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. a) Existe um povo que a bandeira empresta. b) Embora com atraso, haviam chegado. c) Existem flores que devoram insetos. d) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. e) Há de haver recurso desta sentença. Resolução O verbo haver no sentido de existir é impessoal, isto é, não tem sujeito. Resposta: E 4. (CEFET-PARANÁ) – Assinale a alternativa em que há oração sem sujeito. 1) Esperanças haverá sempre. 2) Ninguém trovejou de tanta raiva quanto eu.

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d) Não assiste ao prefeito o direito de julgar essa questão. / Não assisti ao filme que você mencionou. e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades portuárias visaram o passaporte. Resolução A mudança de predicação ocorre com o verbo andar. Na primeira oração da alternativa b, o verbo indica ação, significa caminhar e é intransitivo; na segunda, é verbo de ligação, expressa o estado do sujeito e tem o sentido de estar. Resposta: B

Os predicados assinalados nas três frases são a) respectivamente verbo-nominal, nominal, verbal. b) respectivamente nominal, verbal, verbo-nominal. c) todos nominais. d) todos verbais. e) todos verbo-nominais. Resolução Em I, o verbo é de ligação; em II, o verbo é transitivo direto e indireto; em III, o verbo é intransitivo com predicativo do sujeito. Resposta: B

Módulo 4 – Predicado Verbal
8. (FUVEST) – Observar a oração: “…e Fabiano saiu de costas…” Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo: a) “…Fabiano ajuntou o gado…” b) “…acreditara na sua velha.” c) “…davam-lhe uma ninharia.” d) “Atrevimento não tinha…” e) “Depois que acontecera aquela miséria…” Resolução O verbo acontecer não rege complemento. O termo aquela miséria exerce função sintática de sujeito. Resposta: E 9. (FM-CATANDUVA) I. Vi um gato comendo um rato. II. Não provei a alface. III. Dei-lhe a apostila de gramática. IV. Não soube quanto custou-lhe a reforma da calça. Observe as funções sintáticas assinaladas nas frases e escolha a opção correta. a) Todos os termos assinalados, exceto em IV, constituem objetos diretos. b) da alface é objeto indireto. c) a apostila é sujeito. d) a reforma da calça é complemento nominal. e) Um gato, um rato e a apostila são predicativos do sujeito. Resolução Os termos destacados, exceto em IV (sujeito), completam verbos transitivos diretos. Resposta: A 11. (UFPR) 1) Durante o carnaval, fico agitadíssimo. = predicado verbal. 2) Durante o carnaval, fico em casa. = predicado nominal. 3) Durante o carnaval, fico vendo o movimento das ruas. = predicado nominal. Assinale a certa: a) 1 e 2. b) 2 e 3. c) 1 e 3. d) todas as alternativas estão corretas. e) todas as classificações estão erradas. Resolução No item 1, o predicado é nominal; em 2, o predicado é verbal; em 3, o predicado é verbal. Resposta: E

Módulo 6 – Adjunto Adverbial
12. (FUVEST) – Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo. a) “Com certeza havia um erro no papel do branco.” b) “No dia seguinte Fabiano voltou à cidade.” c) “Na porta, (…) enganchou as rosetas das esporas…” d) “Não deviam tratá-lo assim.” e) “O que havia era safadeza.” Resolução No dia seguinte é uma locução adverbial que sintaticamente funciona como adjunto adverbial de tempo. Resposta: B 13. Em Falava baixinho; pegou-me na mão e pôs o dedo na boca (Machado de Assis), os termos destacados indicam circunstância adverbial de a) modo – lugar – lugar. b) causa – causa – modo. c) condição – modo – causa. d) causa – modo – condição. e) concessão – condição – concessão. Resolução Baixinho indica o modo de falar e os demais o lugar. Resposta: A

Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal
10. (MED.SANTA CASA) – Examine as três frases abaixo: I. As questões de física são difíceis. II. O examinador deu uma entrevista ao repórter do jornal. III. O candidato saiu do exame cansadíssimo.

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Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
14. (MACKENZIE) – O examinador considerou ruim o bom candidato. De acordo com a análise sintática, indique a alternativa que contém a correta classificação do termo destacado no período acima. a) objeto indireto. b) complemento nominal. c) adjunto adnominal. d) adjunto adverbial. e) predicativo do objeto. Resolução Adjunto adnominal funcionando como determinante do núcleo nominal candidato. Resposta: C 15. Assinale a alternativa em que o adjetivo destacado funciona como adjunto adnominal. a) Sempre que a via, sentia-me bastante feliz. b) Homem feliz é aquele que ama o seu próximo. c) Todos afirmavam que ela era muito feliz. d) A carta do amigo deixou-o bastante feliz. e) O jovem inteligente considerava-se apto para o trabalho. Resolução Feliz atribui a homem uma característica que lhe é própria, inerente. Resposta: B 16. (MED.SANTA CASA) – Observe as duas frases seguintes: I. O proprietário da farmácia saiu. II. O proprietário saiu da farmácia. Sobre elas são feitas as seguintes considerações: 1.ª) Na I, da farmácia é adjunto adnominal. 2.ª) Na II, da farmácia é adjunto adverbial. 3.ª) Ambas as frases têm exatamente o mesmo significado. 4.ª) Tanto em I como em II, da farmácia tem a mesma função sintática. Destas quatro considerações, a) apenas uma é verdadeira. b) apenas duas são verdadeiras. c) apenas três são verdadeiras. d) as quatro são verdadeiras. e) nenhuma é verdadeira. Resolução A 1.ª e a 2.ª afirmações são verdadeiras. A 3.ª afirmação é incorreta porque, na frase, não tem o mesmo significado: “da farmácia” é atributo essencial do proprietário (1.ª), na 2.ª é o local onde ele trabalha. Resposta: B

Módulo 8 – Aposto e Vocativo
17. (UNAERP) – Na oração Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o desejo de arrastar, Gustavo Corção empregou a vírgula a) por tratar-se de antítese. b) para indicar a elipse do verbo. c) para separar o vocativo. d) para separar uma oração adjetiva de valor restritivo. e) para separar o aposto. Resolução O termo Pássaro e lesma é um aposto explicativo do termo homem. Resposta: E 18. (FEBASP) – No exemplo de período simples: Santos, cidade paulista, é um importante porto, as vírgulas estão separando a) o aposto. b) o vocativo. c) a elipse do verbo. d) termos coordenados. Resolução Cidade paulista é um aposto explicativo do termo Santos. Resposta: A

Módulo 9 – Voz Passiva Analítica
19. (MACKENZIE) – Transpondo-se para a voz passiva analítica a oração: O menino ia assinalando as respostas numa folha, obtém-se a forma verbal: a) foram assinaladas. b) tinham sido assinaladas. c) iam sendo assinaladas. d) eram assinaladas. e) seriam assinaladas. Resolução Na voz passiva analítica, obtém-se a forma verbal: As respostas iam sendo assinaladas pelo menino numa folha. Resposta: C 20. (FUVEST) – A ferida foi reconhecida grave. (Machado de Assis, “A causa secreta”) A transposição da frase acima para voz ativa está corretamente indicada em: a) Reconheceu-se a ferida como grave. b) Reconheceu-se uma grave ferida. c) Reconheceram a gravidade da ferida. d) Reconheceu-se que era uma ferida grave. e) Reconheceram como grave a ferida. Resolução Na transformação da passiva analítica foi reconhecida para a ativa, têm-se a) o sujeito da passiva passa a objeto direto da ativa; b) elimina-se o verbo auxiliar ser; c) o predicativo do sujeito passa a referir-se ao objeto. Resposta: E

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Módulo 10 – Voz Passiva Sintética
21. I. II. III. (FF-RECIFE) – Nas orações a seguir: No trabalho, use equipamento de proteção. Júlio, no clube, falaram mal de você. Vendeu-se a pá.

aparece acompanhado da partícula apassivadora se, tendo como sujeito simples a pá. Resposta: D 22. (UNISA) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. Resolução A primeira fase está na voz passiva sintética, tendo como sujeito simples silêncio. Na segunda frase, o sujeito é simples: “a caverna”. Na terceira frase, o sujeito é inexistente, porque o verbo fazer indica tempo (temperatura). Resposta: E

o sujeito é, respectivamente: a) Simples, simples, simples. b) Oculto, simples, simples. c) Indeterminado, indeterminado, simples. d) Oculto, indeterminado, simples. e) Oculto, indeterminado, indeterminado. Resolução No item I o sujeito não está expresso, pode ser determinado pela desinência verbal (você); em II, o verbo está na 3.a pessoa do plural, sem referência a substantivo anterior; em III, o verbo

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. (PUC-RIO) – Aponte a opção em que as palavras destacadas não têm a mesma função sintática de Em sua mente tumultuavam negros pensamentos. a) (…), e bandos folgazões de quero-queros saudavam os últimos raios do Sol (…) b) Já se havia difundido o crepúsculo, (…) c) Foi a luz gradativamente morrendo no céu, (…) d) Com tanta leveza voam os pássaros: (…) e) (…), como repetiam o uivo selvático da suçuarana, a nota plangente do sabiá ou a martelada metálica da araponga. 2. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa em que ocorra sujeito composto. Deus, Deus, que farei? Os livros contemplei, os quadros e as outras obras. Nós, os homens do futuro, venceremos. Foram João e Maria. Ontem foi João e José, hoje.

a) b) c) d) e)

elíptico e simples. simples e elíptico. elíptico e indeterminado. composto e indeterminado. composto e elíptico.

5. Em Quando entrei na sala, ninguém ralhou comigo. (Machado de Assis), tem-se sujeito a) elíptico e simples. b) elíptico e indeterminado. c) indeterminado e elíptico. d) inexistente e elíptico. e) composto e indeterminado.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
1. (OSEC) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. 2. a) b) c) d) e) (PUC-SP) – Que há entre a vida e a morte? O sujeito do verbo haver é o pronome interrogativo que. Tem-se uma oração sem sujeito. O sujeito está oculto. O sujeito é indeterminado. O sujeito é a vida e a morte.

3. (UFMG) – A propósito do trecho que segue, aponte o sujeito de supõe. O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição. a) a imaginação entusiasta b) O idealismo c) imaginação d) entusiasta 4. (UNIP) – Em Enfim, peguei dos livros e corri à lição. Não corri precisamente; a meio caminho parei, advertindo que devia ser muito tarde, e podiam ler-me no semblante alguma cousa (Machado de Assis), tem-se sujeito

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a) Meus prognósticos estariam certos? (de ligação) b) A costureira pagou a conta? (transitivo direto) c) Pagou a conta à costureira? (transitivo direto e indireto) d) Neide apresentou-me a seus pais. 3. conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo. i) Trabalha-se com prazer. Assinale a alternativa que completa as lacunas. b) impessoal – sujeito composto. (transitivo direto e indireto) e) As feras rugiram em suas jaulas. d) aquela noite amiga. Texto para os testes 4 e 5. 2. e basta. Seria. a) Faz – deve haver b) Fazem – deve haver c) Fazem – devem haver d) Faz – devem de haver e) Faz – devem haverem 5. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. ____________________ anos que não se colhem bons frutos. (FF-RECIFE) – Assinale a oração em que há erro quanto à classificação do verbo. g) A casa era azul. e eu sou acaso um deles. b) transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. e) aquela noite amiga. Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo 1. 6. – 81 . b) Era noite. b) –– Como viverei sem ti. e) Você parece louco. d) intransitivo – intransitivo – intransitivo. (transitivo indireto) 2. Em síntese. um pesadelo extinto. e) E vão fazendo telhados. A vida é cheia de tais convivas. c) O animal estava doente. d) Eram todos irmãos. c) Notícias mais graves não poderia haver. quantos veículos tinha mesmo a Polícia Rodoviária? Nos exercícios 2 e 3. a) Vai – deve – houvessem b) Vai – devem – houvessem c) Vão – deve – houvessem d) Vai – devem – houvesse e) Vão – devem – houvessem 7. (M.) b) Eu sou tão infeliz… (A. Portanto tem-se ___________. se bem me lembra. pela terceira vez. o verbo é ___________. Em Não havia ninguém fora. meu bem? c) –– Vamos… – disse Jesuíno. c) um homem. (PUC-MG) – Considerando que verbo transitivo direto requer complemento verbal chamado objeto direto. ________ fazer cinco meses que não a vemos. “CONVIVAS DE BOA MEMÓRIA” Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. b) indeterminado. (UNIP) – Em Quando repeti isto. mas como se pensa em perigo que passou. 3.3. assinale a alternativa em que esse termo ocorre. assinale a única alternativa em que o verbo não é de ligação. mas era um antigo. todos os meus nervos me disseram que homens não são padres (Machado de Assis). 4. d) O sol estava alto. a) b) c) d) e) Assinale a incorreta. (1)verbal (2) nominal a) Tu pareces triste. _________________ pragas a assolarem os pomares. o sujeito do verbo ser é a) inexistente. e) impessoal – oração sem sujeito. c) transitivo indireto – intransitivo – transitivo direto. d) Continuarei no parque. b) O professor ficou na sala. d) Quem está aí? e) Alguém falou. noite cristã. felizmente. Eram zero hora. É um minuto para as duas horas. pensei no seminário. a) A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados. a) O professor ficou aborrecido. (MACKENZIE) – Em Já era mais de meia noite quando chegamos ao baile. c) impessoal – sujeito indeterminado. a) impessoal – sujeito simples. a) transitivo direto – transitivo indireto – intransitivo. respectivamente. (Machado de Assis). Azevedo) c) Continuarei sozinho. h) Andam monstros sombrios pela estrada. d) pessoal – sujeito inexistente. a) O tostão é regateado com cerimônia. pois se não os __________ ela já nos teria procurado. um mal abortado. ________ existir motivos imperiosos para sua ausência. Faziam todos um profundo silêncio. Classifique sintaticamente o predicado de cada oração. Módulo 4 – Predicado Verbal 1.A. e) intransitivo – transitivo direto – transitivo direto. os verbos destacados são. f) Estava a morte ali. um minuto para as quatro horas. São dois minutos para as cinco horas.

( ) O carrapato lembrava miséria e abandono. transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. objeto direto. c) verbal. d) intransitivo. b) nominal.) 14. com os seus eternos móveis e costumes. Numere as orações abaixo. transitivo direto e indireto. recuei aterrado. respectivamente. 4. Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal 1. d) Compareceram todos atrasados à reunião.R. (Machado de Assis) 4. ( ) A fazenda renasceria. e) verbo-nominal com predicativo do objeto indireto. ( ) Era muito feliz. a lição. Caiu. objeto indireto. objeto direto. b) Demitiram o secretário da instituição. a) b) c) d) e) 5. transitivo direto e indireto. ( ) Meu pai virou uma fera. Derrubaram a porta. Ao contrário. Alguns acharam meu discurso um desastre parlamentar. respectivamente. objeto indireto. Em Os excursionistas retornaram felizes à sua cidade. b) nominal com verbo de ligação. 6. Encontrei Maria Clara mais envelhecida. 7. c) verbo-nominal com predicativo do sujeito. a sós comigo e o meu desprezo. c) sujeito. transitivo indireto – intransitivo – transitivo indireto. é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. objeto direto. ( ) A criança virou a xícara. 5. o predicado dos verbos ria. de ligação. pelos horrores escritos. 10. 6. 12. 2. (2) oração com predicado verbal. b) para verbo intransitivo. 9. Acabei. transitivo direto – intransitivo – transitivo direto. 13. é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias. a) c) e) Os verbos do primeiro período do texto são. verbal. Andrade) 17. 18. intransitivo – transitivo direto – intransitivo. do automóvel. 3. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor. (G. b) transitivo indireto. verbo-nominal.) 15. c) para verbo transitivo. a) c) e) Em Não lhe arranquei mais nada tem-se verbo transitivo direto. eu continuava surdo. e) sujeito. 8. de Assis) A função sintática das palavras doente. d) intransitivo. ( ) Arrebentaram a porta. sujeito. pessoas e afeições. sujeito. não. 11. mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. c) Nomearam as novas ruas da cidade. sujeito. Viajarei amanhã de manhã. e) verbo-nominal. b) objeto direto. D. respectivamente. cansada. mas ninguém me ouviu. falava alto. d) objeto indireto. ferida. b) transitivo direto. a minha memória não é boa. Eu ia caminhando pela avenida. ( ) A fogueira estalava. sujeito. (M. a) b) c) d) e) f) Acabarás doente. a) Os viajantes chegaram cedo ao destino. (FMU) – Assinale a alternativa em que aparece um predicado verbo-nominal. Coloque: a) para verbo de ligação. a) verbal. como se me avisasse. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. (ESPM) – Quando percebi que o doente expirava. (Cecília Meireles) 16. nominal. de acordo com a seguinte indicação: (1) oração com predicado nominal. grito. ninguém e me é. (G. falava e continuava é. a) sujeito. ( ) Vede como está contente. (3) oração com predicado verbo-nominal. d) verbo-nominal. Caiu doente.Não. objeto direto. d) verbo-nominal com predicativo do objeto direto. ( ) O carro virou na esquina. O verbo arrenegar foi usado como transitivo indireto. sem guardar delas nem caras. objeto direto. nominal. nem nomes. objeto direto. verbo-nominal. verbal. e dei um grito. Consideraram meu irmão como malfeitor. (C. 19. objeto direto. verbo-nominal. nominal. objeto indireto. de ligação. 82 – . Meu tio foi nomeado embaixador. ( ) Sou favorável ao novo projeto. temse predicado a) verbal com verbo transitivo direto. e somente raras circunstâncias. Recebi a notícia como verídica. A quem passe a vida na mesma casa de família. Acabei a lição. Em Capitu ria alto. objeto direto. a) b) c) d) Indique a alternativa em que o predicado é verbo-nominal.R. Desde então ficou desconfiado. e) Estava irritado com as brincadeiras. verbo-nominal. 7. Caiu do automóvel. Classifique os termos grifados como predicativo do sujeito ou do objeto. transitivo direto – transitivo indireto – transitivo direto. verbal.

complemento nominal e objeto indireto. III. c) dúvida e negação. De modo algum te intrometas na vida alheia. respectivamente. a seguir. quase a todas as horas. e) adjunto adnominal e complemento nominal. c) predicativo do objeto. é nos shows aquáticos. adjunto adnominal e objeto indireto. A única oportunidade de encararmos de frente algum desses animais. e contava-me isso cheio de uma admiração lacrimosa. Em O mestre tachou-nos de indisciplinados. O automóvel parou perto do rio. em criança e Quem são. de a) lugar e modo. respectivamente. que medem. as palavras destacadas exercem. de a) objeto direto e objeto indireto. e) adjunto adnominal – adjunto adverbial – objeto direto. e) nenhuma das anteriores. O poço secou com o calor. o desvanecimento de minha mãe nessas ocasiões era indescritível. (FEI) – Resolva as questões a seguir conforme o código que segue: a) adjunto adverbial de lugar. b) adjunto adnominal e objeto indireto. c) adjunto adverbial de modo. Módulo 6 – Adjunto Adverbial 1. e acrescentasse alguma palavra relativamente aos dotes que Deus lhe dera. respectivamente. Com o mau tempo não podemos trabalhar ao relento. 3. d) objeto indireto e complemento nominal. respectivamente. (Millôr Fernandes) 4. E agora ensino: Quem espera nunca alcança. b) adjunto adverbial de tempo. Tio Cosme se enternecia muito. o pronome me exerce função sintática. respectivamente. Passeávamos com o intérprete. c) complemento nominal – objeto indireto – objeto direto. a) b) c) d) e) f) g) h) i) 3. Todos falavam alto. de a) adjunto adnominal e adjunto adverbial de assunto. c) objeto indireto e objeto indireto. Viajava folgadamente. e logo pintou a tristeza de minha mãe. Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal Leia e. II. função sintática de a) complemento nominal e complemento nominal. o termo destacado é a) objeto direto. Estou sem amigos. IV. d) adjunto adverbial de causa. c) adjunto adnominal – objeto indireto – objeto direto. as funções de a) sujeito – objeto direto – objeto indireto b) adjunto adverbial – objeto indireto – adjunto adnominal. d) predicativo – objeto indireto – objeto direto. c) objeto indireto e objeto indireto. Como a apurasse sempre. e) afirmação e afirmação. Fomos à Bahia. Adjunto adverbial de causa está em Compro livros com o dinheiro. b) complemento nominal e adjunto adnominal. e) complemento nominal e objeto indireto. b) c) d) e) objeto indireto e objeto indireto. No texto. Os termos aos dotes e de uma admiração lacrimosa exercem. respectivamente. Elas formam suas comunidades em alto-mar. país do futuro me ensinaram em criança. como são 4. 5. que falava de mim todos os dias. 2. b) adjunto adnominal – complemento nominal – sujeito. d) complemento nominal – objeto direto – objeto indireto. Os termos sim e não são adjuntos adverbiais.20. adjunto adnominal e objeto direto. Vou ao Rio. I. As orcas. – 83 . d) objeto indireto e adjunto adnominal. d) complemento nominal. b) afirmação e negação. (Machado de Assis) 1. d) afirmação e intensidade. 2. preferindo geralmente as águas geladas dos oceanos próximos aos pólos. (MACKENZIE) – Os termos do futuro. ou baleias assassinas. INVERSO Brasil. O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores. José Dias apertou-me as mãos com alvoroço. e) adjunto adnominal – objeto direto – predicativo. Há muito tempo. que não te escrevo. b) predicativo do sujeito. (UFPI) – Na frase Essas atitudes impensadas podem trazerlhe alguma consequência desastrosa. Esqueçamos esta dor sem remédio. AS BALEIAS Se a maioria das pessoas que mora nas grandes cidades não tem sequer a chance de conhecer cavalos ou bois. a) b) c) d) e) Assinale as orações com adjunto adverbial. Pedro é efetivamente bom. a) adjunto adnominal – adjunto adverbial – sujeito. sim. na menor das espécies. As expressões de minha mãe e de mim exercem função sintática. Vives bem mal. Segunda-feira haverá um jogo importante. ainda mais remota é a possibilidade de ver de perto alguma baleia. responda aos testes. Estava folgado. O som estava alto. 8 metros.

quando famintas. são ensinadas a pular. Em que alternativa as vírgulas separam um aposto? a) Filho meu. (T. as funções sintáticas de a) predicativo do objeto – predicativo do sujeito – adjunto adnominal. 5. a mesma dos golfinhos. (UNIP) – Em Abaixe a cabeça. Assinale a alternativa sem aposto: a) O dr. Em Ninguém concordou com a demolição daquela casa antiga. e) ( f) ( ) Ó Vitória. a) sujeito. senhor rei. d) aposto – transitivos diretos. os livros nos ensinam e divertem. Foram chamadas de assassinas por costumarem atacar pinguins e até mesmo outros mamíferos.conhecidas. como romancista. tudo passa/ A sorte deste mundo é mal segura/ Se vem depois dos males a ventura/ Vem depois dos prazeres a desgraça/ Estão os mesmos deuses/ Sujeitos ao poder do ímpio fado:/ Apolo já fugiu do céu brilhante. A cidade do Rio comove aos mais duros de sentimentos. de assassinas e de sua morte exercem. (UFSC) – Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que o lhe é adjunto adnominal. Choraram amargamente o seu destino. b) objeto indireto. respectivamente. melancolia eram o seu pão de cada dia. seu doutor! 2. c) ( ) Dize. tudo é terra e da terra. Mas seu cardápio habitual é de peixes. o termo destacado é a) adjunto adnominal. Alencar) d) Tristeza. angústia. d) adjunto adnominal. 84 – . médico. e) sujeito simples – transitivos diretos. Além disso. e) aposto. c) objeto indireto. 7. d) complemento nominal. as frutas e algo mais. meu filho. (UFMG) – A propósito do trecho que segue. (MACKENZIE) – Em Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado. nosso vizinho. 3. e à cabana de Araquém… (J. complemento nominal. b) O peixe cai-lhe na rede. Indique a função sintática dos termos destacados. a) b) c) d) (FEFASP) – Em que alternativa não existe aposto? Homens. c) vocativo – transitivos diretos. Trago-te flores. b) sujeito. e) agente da passiva. 8. é homem de estatura meã. 9. os verdadeiros patriotas. b) aposto – intransitivo. c) Ao traidor. 8. montou uma oficina. e) adjunto adnominal – adjunto adnominal – adjunto adnominal. A. e) Sim. somos homens do povo./ já foi pastor de gado. que nos viu passar unidos e ora mortos nos deixa e separados. elas não são hostis ao homem. (Machado de Assis). Eu vou! Os doces comi. adjunto nominal. filha de Theodoro. amanhã vais comigo. a) adjunto adnominal. secas. (MACKENZIE) – Os vocábulos dos oceanos. b) ( ) Mestres de todas as horas. b) adjunto adnominal – predicativo do sujeito – complemento nominal. curiosamente. d) adjunto adnominal. d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã. as expressões de um pé e de gerânio são. 7. respondeu ele. Módulo 8 – Aposto e Vocativo 1. leitor. 6. Coloque (A) para aposto e (V) para vocativo a) ( ) Este escritor. 4. d) complemento nominal – adjunto adnominal – predicativo do sujeito. Isto quer dizer que não existem predadores para ela. aponte a resposta correta. b) complemento nominal. b) predicativo do sujeito. as orcas são consideradas a espécie mais poderosa de sua família. Beijo-vos as mãos. não lhe perdoaremos jamais. complemento nominal. d) vocativo. adjunto adnominal. c) Não os detêm ou amedrontam barreiras e contratempos: chuvas. as causas de sua morte são a velhice ou a doença. nunca foi superado. senhores das aldeias. o termo leitor é ____________ e os verbos são _____________ . quem te fez chorar? d) ( ) Jerônimo. alguém lhe propôs emprego. complemento nominal. c) aposto. Gonzaga) Minha bela Marília é a) vocativo. restos arrancados da terra. c) objeto direto. frios. a) …anunciou-lhe: Filho. como focas ou leões-marinhos. c) Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras. respectivamente. Apesar de seu pouco simpático apelido. c) objeto indireto. Antão só pensava na linda Thereza. faça todos os gestos de incredulidade. c) adjunto adnominal – adjunto adnominal – complemento nominal. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa que contenha vocativo. por que não varre esta casa direito? ) Essa moçarada é teimosa. a) vocativo – intransitivos. onde estás? b) A vida. 6. animais e árvores. jogar bola com o nariz ou mesmo carregar o treinador nas costas. Nós. é uma loteria. b) Ah! eu lhe agradeço muito. Aves brancas e delicadas enfeitavam a beira da lagoa. e) complemento nominal. Minha bela Marília. Aquiles.

. d) Cientificamo-lo de que chegaríamos hoje. obtêm-se as formas: a) fossem colocados – seria conseguido. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Fecho os olhos. e) Se Madalena me tivesse visto assim.. com verbo na voz passiva..... 8. d) reverão.. Nem sequer tenho amizade a meu filho.. Ele foi cientificado por nós de que chegaríamos hoje. E a desconfiança terrível que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também consequência da profissão. (MED.. c) era dito. a) Nós seremos julgados pelos nossos atos. e) seriam colocados – seria conseguido – 85 . d) seria dito. E um nariz enorme. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz ativa a frase O processo deve ser revisto pelos dois funcionários.. A oração Se Madalena me via assim. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. b) Não se encontram mais artigos bons.. b) foi dito. uns diziam isto. É horrível! Se aparecesse alguém. pois minhas credenciais estavam em ordem. de onde não pudessem ser vistos por ele.. um grande silêncio. b) Esta manhã uma jovem deu à luz três gêmeos. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. e) Por mim.. Lá fora há uma treva dos diabos. exceto: a) Os portões foram fechados pelo faxineiro. 11.. d) tivessem sido colocados – seriam conseguidos. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz passiva a oração O faro dos cães guiava os caçadores. c) Agradeço-lhe pelo livro. b) será revisto. (MACKENZIE) – Assinale a única alternativa em que há agente da passiva. Se Madalena me via assim. ITAJUBÁ) – Transforme segundo o modelo: — Foi socorrido por amigos. temos: a) tinham dito. d) espalhou-se. d) Ouvi a notícia pelo rádio. colocando-se os verbos na voz passiva. c) tivessem sido colocados – seria conseguido. (MAUÁ) – Passe para a voz a) ativa: . e) foram guiados. São ótimos os livros que te foram presenteados pelo professor. e) são espalhadas. b) passiva: . Ele foi avisado dos perigos (ou foram-lhe avisados os perigos). 2. — Amigos socorreram-no. colocandose o verbo na voz passiva.. a forma verbal espalha na voz passiva passa a ser: a) eram espalhadas. Esta manhã três gêmeos foram dados à luz por uma jovem. quase infinita. Se ao menos a criança chorasse.. Quando eu já estava barbeando o bandido. b) Olha essa terra toda que se habita dessa gente sem lei. rios cheios e uma figura de lobisomem. e) Os documentos foram encontrados. Foi este modo de vida que me inutilizou. você pode ficar. (MED-TAUBATÉ) – Assinale o item em que há erro na conversão da frase da voz ativa para a voz passiva (com verbos transitivos diretos e indiretos). b) foi espalhada. com certeza me achava extraordinariamente feio. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. POUSO ALEGRE) – Todos os verbos abaixo estão na voz passiva... fica: a) Se eu era visto assim por Madalena. outros aquilo. (ENG. 5.Módulo 9 – Voz Passiva Analítica 1. c) devem rever.. c) Comunicaram-nos que ele chegaria hoje.. 3. c) Os livros foram comprados pelo aluno.. obtém-se a forma verbal a) deve-se rever. 10. 7.. obtém-se a forma verbal a) guiava-se.. d) eram guiados. Texto para as questões de 9 e 10.. 6. dedos enormes. d) Se tivesse sido visto por mim e Madalena. (OSEC) – Em . b) fosse colocado – será conseguido.... e) rever-se-á. A vela está quase a extinguir-se. não o conseguiram. lacunas no cérebro. a) Foste ajudado por muitos. b) Fomos aconselhados pelos mestres. Patifes! (Graciliano Ramos) 9. Foi-nos comunicado que ele chegaria hoje. b) ia guiando. c) guiavam. 4. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. c) foram espalhadas. Sou um aleijado. Devo ter um coração miúdo. e) haviam dito. d) Até domingo ela já terá chegado. Estão todos dormindo. agito a cabeça para repelir a visão que me exibe essas deformidades monstruosas. uma boca enorme. c) Se me vissem assim por Madalena.. Marciano está dormindo. e) Avisaram-no dos perigos (ou avisaram-lhe os perigos). Em Por mais que tivessem colocado obstáculos a minha entrada no clube.. b) Se eu fosse visto assim por Madalena. a) São ótimos os livros com que o professor te presenteou. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. No período Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão.

c) Procedeu-se à verificação de aprendizagem.” A palavra se. d) O sujeito nos corpos emagrecidos completa-se. (CESCEM) – Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. e) sujeito oculto. conservando o modo e o tempo. 3. Não ___________________ de objetos. (SÃO JUDAS) – Dois ninhos repletos de ovos de dinossauro foram descobertos na província argentina de Rio Negro. E. Estaria mantida a correção da frase acima caso ela fosse reescrita como está proposto na alternativa a) Tinham sido descobertos dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. d) Tinham descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. nos corpos emagrecidos e nas vestes em pedaços. a) b) c) d) e) (MED. d) Nenhuma das anteriores. sem meandros de expressão. Amanhã vai fazer dois anos que eles vieram ao Brasil. c) Trata-se sempre do mesmo problema. a) Houve – se fez – havia b) Houve – se fizeram – havia c) Houveram – se fez – tinha d) Houveram – se fizeram – haviam e) Houve – se fizeram – existia 10. 8. 2. e) A ordem direta da frase expressa um raciocínio retilíneo. 7. CATANDUVA) – Assinale a alternativa errada: Creio que hão de existir razões. Nenhumas das anteriores. b) os livros indicados. a) O sujeito provações sofridas confirma a ideia de sofrimento contida nos adjuntos adverbiais. 9. ______________ épocas em que não _____________ levantamentos. não _________________ dados atualizados na secretaria. Hoje não são mais feitos carros como antigamente. d) não existe sujeito. aqui. exceto: a) Fazia-se a relação dos livros novos. (Euclides da Cunha) 4. Ouviram-se lindas melodias. pode ser classificada como: a) pronome reflexivo/OD b) pronome reflexivo/OI c) partícula apassivadora d) índice de determinação do sujeito e) partícula expletiva 86 – . ITAJUBÁ) – Todas as frases estão na voz passiva. a) se trata – tratam-se b) se trata – trata-se c) se tratam – tratam-se d) se trata – se trata e) se tratam – se tratam 11.Módulo 10 – Voz Passiva Sintética 1. e crianças _____________________ com carinho. (MED. que aparece no trecho acima. d) Projetava-se um grande frigorífico. b) Descobriram-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. 6. nas vestes em pedaços. Aponte a alternativa correta sobre a frase acima. (BRÁS CUBAS) – Assinale a alternativa em que ocorre uma voz passiva pronominal: a) Vive-se muito bem no Brasil. Assistiu-se a dois bons espetáculos. TAUBATÉ) – Na frase: Encontraram-se os livros indicados nas livrarias. e) Arrisca-se a vida por tão pouca coisa. 5. praticamente. assinalar o sujeito: a) nas livrarias. b) Encerram-se hoje as inscrições. (modelo: Foi vendida a casa. d) Ouviu-se um barulho estranho. b) Assistiu-se o enfermo com desvelo.) – “Não se pensou em tal fato. E. uma bela língua. exceto: a) Fala-se. por meio de outro sujeito. (VIÇOSA) – Há voz passiva sintética em todos os itens. (A. e) Haviam descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. liam-se as provações sofridas. Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. b) Estuda-se novo processo de irrigação.. (MACKENZIE) – Em todos. c) A indeterminação do sujeito em liam-se aponta para um observador que não assume a própria palavra. e) Abriu-se uma clareira naquela mata. b) O objeto direto provações sofridas ratifica a ideia de sofrimento dos adjuntos adverbiais. (FEI) – Transformar a voz passiva analítica em passiva sintética. Vendeu-se a casa). mas de crianças. no horror da descrição. c) sujeito indeterminado. (MED. c) Descobriu-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. c) O menino feriu-se por acaso.

nesse tipo de composição poética. revela em seus poemas o nome da mulher amada. Resposta: B 1. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém.org) 1 – Senhor: senhora. E. de acordo com as regras do amor cortês. pero mi havedes gran desamor. partem tam tristes meus olhos por vós. par Deus que pod’e val5. tam chorosos. meu bem. por vós. 4 – Ca: porque. se soubéssedes quanto mal levei e quanta coita. senhor. que haveríades doo de mi. Módulo 2 – A Poesia Palaciana Texto para o teste 3. mesmo sendo imperfeita. (UFPA-PA – MODELO ENEM) – Considerando-se que o texto transcrito é uma cantiga de amor. tam cansados. e) igualdade entre as pessoas. (D. Resolução Nada mais notório que a relação entre “Senhor Feudal” e a organização social da Idade Média e a instituição da suserania e vassalagem. nutre esperanças de um dia conquistar a mulher amada. cuid’eu. Dinis. e) o eu lírico é um homem apaixonado que sofre e se coloca na posição de servo da “senhor”. é objeto de desejo. na cantiga de amor. (Oswald de Andrade. essa modalidade de cantiga caracteriza-se por conter a confissão amorosa da mulher. d) saudade de um ente distante. se soubéssedes quanto mal mi vem por vós. In Portal Galego da Língua: Cantigas trovadorescas. sobre esse tipo de produção poética. Disponível em: http://agalgz. ao cantar a alegria de amar. Senhor1. 3 – Doo: dó. cuid’eu. assi Deus mi perdon. Nas demais alternativas. que haveríades doo de mi. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. c) na lírica trovadoresca. Nele. ajudar Resolução A alternativa e menciona características centrais das cantigas de amor. E mal seria se nom foss’assi. tam doentes da partida. des que vos amei. a ideia de poder retoma o conceito de a) fé religiosa. – 87 . que haveríades doo3 de mi. que a) o trovador. a mulher (ou o seu amor) é vista como algo inatingível. pero me fazedes mal e mi nunca quisestes fazer bem. que. como a coita ou sofrimento amoroso e a reprodução da hierarquia do sistema feudal.FRENTE 2 LITERATURA Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca Texto para o teste 1. já que o trovador se coloca numa posição inferiorizada (vassalo) em relação à dama (a suserana ou senhor). (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – O título do poema de Oswald remete o leitor à Idade Média. 5 – Val: valer. b) relação de vassalagem. Resposta: E Texto para o teste 2. tam saüdosos. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. assim como nas cantigas de amor. amiga ou algum elemento da natureza). século XX) 2. d) o trovador se coloca no lugar da mulher que sofre com a partida do amado e confessa seus sentimentos a um confidente (mãe. que lamenta a ausência do namorado que viajou e a abandonou. Ca4. mencionam-se características das cantigas de amigo (alternativas c e d) ou elementos que não se aplicam à cantiga de amor. cuid’eu. CANTIGA SUA PARTINDO-SE Senhora. 2 – Coita: sofrimento de amor. é correto afirmar. Se eu podess’ora meu coraçon. c) idealização do amor. per boa fé. Tam tristes. forçar e poder-vos dizer quanta coita2 mi fazedes sofrer por vós. senhor. b) o homem. aspecto que confere à cantiga de amor um tom lamentativo.

sempre são repletas de gracejos e de palavrões. Boccaccio e Petrarca. e não segura. Beleza e Perfeição. c) Denomina-se também Pré-Renascentismo. que passará a ser usado pelos inovadores “italianizantes” (Gil Vicente era conservador) e se generalizará em época posterior ao teatro vicentino. Resposta: E Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões 7. o Trovadorismo. Não se relaciona à medida nova: a) versos decassílabos. d) Por meio de seu latim. A medida nova corresponde ao verso decassílabo (dez sílabas métricas). 88 – . com muitas pregas na cintura. b) a alegoria bíblica. (MODELO ENEM) – Só não é característica do teatro vicentino a) a sátira social. e corresponde ao século XV. o Parvo afasta-se de sua simplicidade. Resolução Gil Vicente escreveu na medida velha. assinale a afirmação incorreta. Sainho de chamalote2. b) Nessa fala. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário indevido em relação aos versos de Gil Vicente. manuais de Direito Parvo: — Hou. Resposta: D 6. Resposta: E Texto para o teste 8.. (. e) a medida nova. d) a intenção moralizante. Módulo 3 – Gil Vicente Texto para o teste 5. b) influência italiana. o Parvo está denunciando a corrupção do Corregedor e do Procurador. com intenção satírica. Resolução O Humanismo afasta-se das concepções medievais e caracteriza-se pela afirmação do Homem e de suas realizações terrenas. A linguagem desse poema nos é mais acessível que a linguagem das cantigas trovadorescas. tradicional. c) o caráter popular. ou Quatrocentismo. tam fora d’esperar bem. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. Cinta de fina escarlata. a assimilação de modelos e formas da Antiguidade (Homero. O verso utilizado representa uma antecipação renascentista. Sobre o Humanismo. como a apresentada acima. rapinastis coelhorum roubastes os coelhos et pernis perdiguitorum e pernas de perdizes e mijais nos campanários! (Auto da Barca do Inferno) 5. Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão. O esquema de rimas é: ABAB – CDCCD – ABAB. valendo-se dos chamados versos redondilhos. Traz a vasquinha3 de cote4. Boccaccio. a) As falas do Parvo. Os versos apresentam sete sílabas métricas. d) sonetos. Resolução O lirismo provençal dominou o período anterior.) e do dolce stil nuovo da Renascença italiana (Dante. tercetos. O eu lírico expressa-se por meio de hipérboles. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa incorreta sobre o poema transcrito. Resolução A medida nova pressupõe a erudição. homens dos breviários. mostrando-se conhecedor de outras línguas. Horácio etc. O testo1 nas mãos de prata. 2 – Chamalote: tecido de lã e seda. oitavas e odes. b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursores Dante Alighieri. mas do chamado latim macarrônico. e) Retoma os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade. Virgílio. Vai formosa. c) predileção por formas fixas. Resposta: D 4. Resposta: D Resolução O Parvo utiliza palavras latinizadas para produzir efeito burlesco ou cômico. DESCALÇA VAI PARA A FONTE Mote Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura. Não se trata de latim erudito. Vai formosa. (João Ruiz de Castelo Branco) 3. c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródica dessa língua. a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representa a base filosófica e cultural do Renascentismo. 3 – Vasquinha: saia de vestir por cima de toda a roupa.) (Camões) 1 – Testo: tampa do pote.). e não segura.Partem tam tristes os tristes. Petrarca etc. e) Ao misturar um falso latim com palavras vulgares. d) Marca-se pelo fortalecimento da estrutura feudal. 4 – De cote: de uso diário. e a figura do monarca destaca-se no cenário político nacional. Voltas Leva na cabeça o pote. Mais branca que a neve pura. e) cultura popular..

como nas cantigas de amigo. IX. Ó ponde na cobiça um freio duro. idealizada e espiritualizada do Amor. mais amante da caça e da companhia masculina. e) cobiça e honras vãs. existente em parte da lírica. d) cobiça. Leonor. 3 – Mas de tuba canora e belicosa. (FUVEST-SP) – Indique a ideia que não está no texto: a) A ambição é um vício torpe que leva à tirania. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 9.. E ponham um freio duro na cobiça.. Porque essas honras vãs. b) A protagonista. (VUNESP-SP – adaptada) – Apontam-se a seguir algumas características atribuídas pela crítica à epopeia de Luís Vaz de Camões. a) Pode-se afirmar que Camões utilizou versos redondilhos. – 89 . c) escravidão e cobiça. b) As falsas honras e a riqueza não dão valor às pessoas.)” é completado pelos termos: a) cobiça. Se quiserdes no mundo ser tamanhos. não dão às pessoas o verdadeiro mérito.).. d) Mesmo na medida velha. É melhor merecer essas honras sem as possuir. cana de aveia) e “frauta ruda” (= flauta singela). trocar “a gente e bela forma humana” pela “alegria bruta e insana” da caça. sua estabilização e maior manifestação de excelência literária.. O corpo feminino e sua sensualidade são descritos com exuberância. na ambição também (..) um freio duro (.” (Os Lusíadas. em favor de uma ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. tradicional. Parafraseando o fragmento: “Por isso vocês que buscam a fama. despertem do sono da preguiça ignorante. Camões celebrizou-se por seus versos em medida nova (o verso decassílabo). que a Marte tanto ajuda: 7 – que se espalhe e se cante no Universo 8 – Se tão sublime preço cabe em verso. Resposta: A 12. ousadamente. vício da tirania e honras vãs. medieval. que escraviza a vontade do homem livre. Trata-se de: a) Concepção da história nacional como uma sequência de proezas de heróis aristocráticos e militares. do que possuí-las sem merecer”. e no torpe e escuro Vício da tirania infame e urgente. respectivamente. Baseando-se nos versos transcritos e nas informações que você tem sobre a lírica camoniana. Resolução Embora tenha composto poemas na medida velha. c) Os que aspiram à glória devem fugir ao ócio. Camões.. 2 – E não de agreste avena ou frauta ruda. constitui o ápice da produção poética camoniana. Camões superou muitos de seus contemporâneos e antecessores.) e no vício da tirania (. Despertai já do sono do ócio ignavo. (FUVEST-SP) – O sentido de “ponde (. indique a opção incorreta.8. (Os Lusíadas) Com referência a essa estrofe da Invocação. A poesia épica é representada pelo som da “tuba canora e belicosa”. se quiserem ser grandes no mundo. na sua epopeia há um transparente apelo erótico e sensual e a noção de que não há pecado no prazer carnal. porque essas honras vãs. Que possuí-los sem os merecer. Considera pecado grave o que fazia o rei. b) ambição. Resposta: E Módulo 6 – Os Lusíadas – II As questões de 11 a 14 referem-se ao texto que segue: “Por isso. c) Efabulação mitológica e recorrência ao imaginário pagão. e) Eliminação do pan-erotismo. e) A poesia de Camões representa o amadurecimento da língua portuguesa. E na ambição também. c) A lírica na medida velha. 5 – Dai-me igual canto aos feitos da famosa 6 – Gente vossa. ó vós que as famas estimais. que indignamente Tomais mil vezes. critica a misoginia (aversão às mulheres) do Rei D. Os Lusíadas. Resolução A ambição está incluída entre as “honras vãs”. Resposta: B 10. realçando o orgulho humanista de autodeterminação e do avanço no domínio sobre a natureza. b) Apologia dos poderes humanos. é uma plebeia. (FUVEST-SP) 1 – Dai-me uma fúria grande e sonorosa. d) É preciso refrear a excessiva ambição e o pendor para a tirania. Resposta: C Resolução Se na poesia lírica de Camões predomina a concepção neoplatônica. Que o ânimo de livre faz escravo. dentro da chamada “poesia palaciana”. d) Contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antiguidade. essa riqueza. 4 – Que o peito acende e a cor ao gesto muda. nos versos: a) 1 e 3 b) 2 e 3 c) 2 e 4 d) 1 e 5 e) 5 e 8 Resolução A poesia lírica é referida em “agreste avena” (= flauta de bambu... podemos dizer que Camões figura diretamente a poesia lírica e a poesia épica. e) É preferível merecer honras e riquezas não conseguidas a obtê-las sem merecimento. 92-93) 11. ambição e ócio. Uma dessas características está incorreta. Sebastião. esse ouro puro Verdadeiro valor não dão à gente: Melhor é merecê-los sem os ter. ambição e vício da tirania.

b) apegado ao espírito cristão e intensamente dinâmico. foi valorizado como uma constante histórica reconhecível em todas as manifestações artísticas e mesmo em toda a civilização. afirma-se “Ó ponde na cobiça um freio duro. Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia.) para as agudezas ou sutilezas de pensamento”. Resolução O texto afirma “O primeiro [o cultismo] repousa sobretudo no som e na forma.. eufuísmo e mesmo preciosismo. e) não tem base real. dinâmico. e em que se distinguem duas coordenadas fundamentais — o culteranismo ou cultismo e o conceptismo — às quais correspondem outras tantas designações de âmbitos nacionais — gongorismo. Castello) 15. Resolução Nos versos. (FUVEST-SP) – Caracteriza o texto. (FUVEST-SP) – O autor inclui nas “honras vãs” a) a ambição de glória. voltada ao equilíbrio e à contenção das formas. o Barroco se define libertador. senhor. simultaneamente. Candido e J. da escultura e da arquitetura. (A. delimitado do século XVII ao XVIII. sois imperador? Assim é. Resposta: D 13. frequentemente. e) satírico. e como fosse trazido à sua presença um pirata. que não era medroso nem lerdo. Resposta: A Módulo 7 – Barroco Texto para os testes 15 e 16. Resposta: C tendendo para o abusivo jogo de vocábulos e de raciocínio.Resolução Ler a paráfrase que aparece na resolução do exercício anterior. O roubar pouco é culpa. e vós. Foi assim que a expressão passou a ser adotada pela crítica e história literárias... Ambos têm ascendência renascentista. o Barroco é a) monstruoso e de mau gosto. (Padre Antônio Vieira) 90 – . b) narrativo.. sou ladrão. Panteísmo e dinamismo. voltado para a paisagem e apegado ao espírito pagão. / Verdadeiro valor não dão à gente”. (MODELO ENEM) – Segundo o texto. intensamente. o Barroco opõe-se ao normativo e racional característicos do Classicismo. libertador e amante da força. d) anormativo. c) a liberdade de ânimo. respondeu assim: Basta. Resposta: D 16. o roubar com muito. imaginação e exageração são características barrocas. marinismo. b) pode ser compreendida como apego ao irreal versus o apego à realidade. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial (. que por ali andava roubando os pescadores. A. d) patriótico.. já que é impossível distinguir o cultismo do conceptismo. racional. hiperbólico e imaginativo. amante da força. d) o refreamento da cobiça. porém ele. para as agudezas ou sutilezas de pensamento.. é dinâmico. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial. / . Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira Texto para os testes 17 e 18. d) pode ser entendida como o apego à palavra versus o apego ao pensamento. porque roubais em uma armada. assim como audácia. Opondo-se ao normativo e racional do Classicismo. Resolução Segundo o texto. / E na ambição também. porque roubo em uma barca. considerado monstruoso e de mau gosto. O primeiro repousa sobretudo no som e na forma. no seu desejo de valorização do humano contraditório e instável. embora prevaleça a sua delimitação histórica confinada do século XVII à primeira metade do século XVIII. transitório e finito. e) de uma estética simples. enquanto favorece a fantasia na busca de imagens e sensações que ultrapassam as sugestões da realidade. reconhecíveis nas duas coordenadas que o compõem. opondo-se ao Classicismo mais do que o próprio Romantismo. repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão 5 mau ofício. Até há uns trinta anos. uma vez que tanto o cultismo quanto o conceptismo têm sua origem no Renascimento.... dinâmico. imaginativo e exagerado (hiperbólico). que eu. a expressão Barroco designava um fenômeno específico da pintura. Revisto. Certamente é quase impossível a perfeita distinção entre cultismo e conceptismo. Resolução Trata-se de uma digressão (dissertação) de cunho moral e filosófico que o eu poemático lança no final do canto IX. os Alexandres.) O segundo [o conceptismo] apoia-se no significado da palavra. o roubar muito é grandeza. O segundo apoia-se no significado da palavra. c) normativo. (MODELO ENEM) – A oposição cultismo versus conceptismo a) pode ser compreendida como o aspecto sensorial versus o intelectual. Porque essas honras vãs. c) filosófico. além de seu misticismo ideológico.. Resposta: A 14. aplicável a épocas distintas. tendendo (. com transições bruscas ou associações inesperadas. um tom a) descritivo. o roubar com pouco poder faz 10 os piratas. Daí derivam a sua temática e os seus processos técnicos e expressivos. c) não pode ser definida. com um sentido global e universal. e) os vícios em geral. b) a ociosidade.

III. não há nenhum elemento místico. – 91 . a expressão “tão mau ofício” (linhas 4 e 5) refere-se à atividade dos pescadores (linha ?). d) A história de Alexandre evidencia a submissão dos pescadores do mar Eritreu. Há nele um jogo simétrico de contrastes. o autor revela o lado agressivo dos imperadores. (Gregório de Matos) 20. depois da Luz. c) A frase “Assim é” (linha 8) explicita a concordância do autor com relação à atitude de Alexandre. Em II. a) No contexto. Resposta: A 18. na formosura não se dê constância e. c) A pergunta do pirata é argumento para o autor inocentá-lo. invertendo-se as posições das rimas interpoladas (ABBA) e alternadas (ABAB). que cumpre os padrões da forma fixa. tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. e) o vil e o rico são vítimas de severas injustiças.. c) somente III está correta. “alegria” e “firmeza”. Resposta: B Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. que compõem a figura da antítese. todo ele estruturado por pares antitéticos. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos. ali. Em III. (FATEC-SP – modificado – MODELO ENEM) – Sobre as características barrocas desse soneto. Resolução Pode-se fazer um reparo à redação da alternativa a: a expressão “episódio narrativo” não é adequada. em geral. Porém. o autor chega a uma conclusão de caráter particular. e) A palavra “Alexandres” (linha 10) tem. “pescador” está para “grandeza”. Identificou-se incorretamente o sistema de rimas. A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. Neste mundo é mais rico. Resolução A afirmação I contempla a característica mais notória do estilo barroco – o bifrontismo ou dualismo – demonstrada à saciedade no soneto de Gregório de Matos. considere as afirmações abaixo: I. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. deve-se dizer que: a) somente I está correta. Além disso. Tratase de um texto reflexivo/filosófico centrado em um tópico da lírica barroca e de todos os tempos: o tempus fugit. e) Ao descrever a cena em que Alexandre repreende o pirata. tristeza/alegria etc. e) todas estão corretas. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. Esse é um soneto oitocentista. Mais própria seria a redação “narrativa de um episódio”. demonstrou que nem tinha medo do imperador. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. interpoladas nas quadras (ABAB) e alternadas nos tercetos (ABBA). d) somente I e III estão corretas. apresentou-se como dos tercetos o esquema rimático que corresponde às quadras (o esquema das rimas dos tercetos é CDCDCD). e por “constância”. luz/sombra. em contínuas tristezas. b) somente II está correta. por que nascia? Se é tão formosa a luz. b) A pergunta do pirata comprova que ele não era medroso nem lerdo (linha 5). d) as injúrias. c) geralmente a riqueza decorre de ações ilícitas. II. de outro. b) o honesto é quem mais aparenta ser desonesto. por um lado. na alegria. a alegria. mas a alternativa é suficientemente clara e não há outra possível. se segue a noite escura. b) A partir de uma ideia geral. d) No contexto. assim como “culpa” está para “imperador”.17. o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. a) O autor utiliza-se de episódio narrativo como estratégia argumentativa. o pirata. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. o mesmo sentido de “ladrão de pescadores”. não se trata de um “soneto oitocentista” e sim seiscentista (século XVII). Resposta: A Texto para o teste 20. que desembocam no paradoxo contido na chave de ouro: a única coisa constante é a inconstância das coisas do mundo. no texto. 19. nem lhe faltava presença de espírito para uma observação aguda e um raciocínio inteligente. eliminam as injustiças. Resolução De fato. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. expresso por pares antagônicos como dia/noite. A respeito de tais afirmações. sinta-se tristeza. em tristes sombras morre a formosura. a tensão opositiva do soneto não é entre o sagrado e o mundano. o eu lírico deixa evidente que a) uma pessoa se torna desprezível pela ação do nobre. e não dura mais que um dia. se acaba o Sol. com sua pergunta. Módulo 9 – Gregório de Matos Texto para o teste 19. quais sejam. rimas ricas.

e a um e outro agradeço. uma linguagem coloquial e brejeira. Deus me deu um amor no tempo de madureza. constante desde os árcades. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.sua poesia prolonga uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana. façamos. caspa). extraído de Formação da Literatura Brasileira. b) se mostra frustrado e angustiado pela possibilidade de morrer. de Antonio Candido. isto é. que provavelmente era. e creio que ainda possam agradar aos que pedem pouco à literatura: uma expressão fácil. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta comentário crítico adequado à obra de Cláudio Manuel da Costa. e o amor por Doroteia de Seixas o iniciou em ordem nova de sentimentos: o clássico florescimento da primavera no outono. “Neste mundo é mais rico o que mais rapa” (isto é.Resolução O correto entendimento dos dois primeiros versos já seria suficiente para a resposta deste teste. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. já que a morte é inevitável. tanto quanto a morte iminente.é preciso ver na força desse poeta o ponto exato em que o mito do bom selvagem. Resposta: E Texto para o teste 24. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos apresentados por Antonio Candido. do paradoxo e do racionalismo. os nossos breves dias mais ditosos... o homem de estudo.. b) O termo “o peito amante” (verso 2) é sujeito da forma verbal “se transforme”. Resolução O termo “o peito amante” é sujeito paciente do verbo transformar.. poeta do Arcadismo brasileiro.a essência doutrinária revela um homem primitivo.” Módulo 11 – Autores Árcades Os testes 23 e 24 baseiam-se no texto a seguir. doce amada.o sentimento amoroso se espraia livremente.” b) “.” e) “. nota-se que o poeta infringe os princípios clássicos da contenção e manifesta a emoção dum modo tal que seus versos acabam adquirindo foros de crônica amorosa. (Cláudio Manuel da Costa) 21. apegado ainda à Idade Média: os poemas respiram uma fé inabalável. Resposta: A Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa Texto para os testes 21 e 22. pois. 23. capaz de sentir poesia onde o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano.. façamos.. Resolução Os versos de Gonzaga retomam o tema clássico do carpe diem (“colhe o dia”). Faz a imaginação de um bem amado Que nele se transforme o peito amante... Foi um acaso feliz para a nossa literatura esta conjunção de um poeta de meia idade com a menina de dezessete anos. c) considera o presente desagradável. e a proximidade da velhice intensifica. A antítese e o paradoxo são igualmente frequentes na poesia deste poeta árcade brasileiro.” c) “. evidente no emprego constante da antítese.. pois que tenho um amor. em relação à moça em flor. uma sintaxe linear.os seus versos agradaram.. um encantamento que mais se apura pela fuga do tempo e a previsão da morte: Ah! enquanto os destinos impiedosos voltam contra nos a face irada. 92 – . que está na voz passiva sintética (com o pronome se). e) convida a amada a aproveitar o presente. d) se entrega ao amor da amada para burlar o tempo e atrasar a morte. sim. e) O segmento “que a minha alma delirante / Se não distingue já do meu cuidado” (versos 3 e 4) é objeto direto da forma verbal “vem”. intocada pelos ventos críticos da Renascença. (MACKENZIE-SP – modificado – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. Resposta: B 22.. Resposta: C Resolução Os versos transcritos — primeiro quarteto de um dos sonetos mais camonianos de Cláudio Manuel da Costa — apresentam duas das características apontadas no trecho constante da alternativa a: “uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana” e o “racionalismo”. c) O segmento “daqui vem” (verso 3) introduz ideia de causa. Deus — ou foi talvez o diabo — deu-me este amor maduro.. rouba) e quem se mostra mais limpo é quem é mais sujo (tem mais “carepa”.. O quarentão é o amoroso refinado. segundo o poeta. expressão horaciana consagrada para designar os poemas do convite amoroso em que o argumento é a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte. d) O segmento “se não distingue” (verso 4) introduz ideia de condição. acabou por fazer-se verdade artística. encontrou condições inteiramente novas. fica evidente que o eu lírico a) reconhece a amada como única forma de não sofrer pela morte.” d) “. de ambição e de sala. a) “. Ficou talvez mais disponível. No Brasil.. a) O termo a “imaginação de um bem amado” (verso 1) é objeto direto da forma verbal “faz”.

o que se percebe pela alusão a Caitutu. não vem ao caso a possível juventude da amada. Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa. c) Caramuru e O Uraguai consistiram em uma imitação do poema épico Os Lusíadas. sendo parte. Módulo 13 – Bocage Texto para os testes 27 e 28. E rompe em profundíssimos suspiros. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. O texto D é o quarteto inicial de um engenhoso soneto sacro conceptista. Resolução Trata-se do tema clássico do amor serôdio. Não se diga que é parte. façamos. na medida em que a) exemplificam a ideia contida em “clássico florescimento da primavera no outono”. não um crime. tardio — amor de homem maduro. Resposta: A Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo 25. d) A primazia dada à figura do índio resultou. Uma necessidade. a sequência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV Resolução O texto A é um fragmento de Marília de Dirceu. narram-se. No caso de Gonzaga. o indígena é retratado como um ser inferior. façamos. de Carlos Drummond de Andrade. porém. de Tomás Antônio Gonzaga. A parte sem o todo não é parte. “Florescimento da primavera” é a expressão metafórica para esse amor. b) Tanto em Caramuru como em O Uraguai. de Basílio da Gama. b) justificam a ideia de que “o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano”. não existe inferno. O texto B é o terceto final de um conhecido soneto de Gregório de Matos. pois o traço pertinente é a “madureza” do amante. O texto C é um fragmento de O Uraguai. essa beleza em terra. sim. d) confirmam a ideia de que o amor se desencanta “com a previsão da morte”. no sucesso de políticas de integração social desse grupo. podem ser tematicamente relacionados ao texto de Antonio Candido. nos versos de Drummond. Resposta: A 26. c) negam a ideia de que o homem de quarenta anos “é o amoroso refinado”. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. de Gregório de Matos. como José de Alencar (Iracema) e Gonçalves Dias (“I-Juca-Pirama”. a) O destino de Lindoia e o de Moema antecipam aquele que será o destino de Iracema (Alencar). Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. além de um gosto. isto é. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. irmão de Lindoia. em cinza. que tem por chave de ouro uma expressiva gradação em anticlímax. assim como “outono” é a metáfora clássica para o “tempo de madureza”. e) se opõem à ideia de que “a proximidade da velhice intensifica um encantamento”. IV. III. dentro dos moldes com que o Arcadismo revestiu o carpe diem horaciano. e) Em Caramuru e em O Uraguai. Resolução Entre nossos épicos árcades já havia o elemento indianista posteriormente tão caro aos românticos. em nada. respectivamente. tratava-se do amor de um quarentão por uma adolescente.24. em pó. entre nós. Amar é um dever. entre outros poemas). (Bocage) – 93 . (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre O Uraguai e Caramuru. em sombra. (ITA-SP) – Leia os versos para fazer a associação. e pelos decassílabos brancos. Mas se a parte o faz todo. É castigo do vício o próprio vício. II. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Estes versos. Gregório de Matos Tomás Antônio Gonzaga Basílio da Gama Cláudio Manuel da Costa Preenchidos os parênteses. O prêmio da virtude é a virtude. Qual a impostura horríssona apregoa. Texto B ( ) Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. Resposta: A I. doce amada. Céus não existem. a tomada de Sete Povos das Missões e o naufrágio de Diogo Álvares Correia. evidente no convite amoroso. sendo todo. os nossos breves dias mais ditosos. e a voluntária morte.

e) o soneto. e gotejam Não já sangue de vida. e) epistolar. b) o drama. c) Alemanha e Inglaterra. Considerando o trecho transcrito. d) romanesco. (MODELO ENEM) – Por tratar-se de poesia na qual prevalece a presença de um eu que manifesta sua interioridade. tendo seu início em dois países: 94 – . a) “Saudade! gosto amargo de infelizes. c) o romance. sendo os dois outros o clero e a nobreza). a pastora Marília. Resolução O romance é o gênero que. característico da função conativa da linguagem. Resposta: C Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano Texto para os testes 31 e 32. no Romantismo. Resposta: E 28. Resposta: E a) França e Alemanha. c) o pronome oblíquo me identifica o emissor. instâncias da eternidade que acolhiam os bons e crentes e puniam com a danação os pecadores não redimidos pela fé católica. Resolução O fragmento é uma negação dos “céus” e do “inferno”. (MODELO ENEM) – O Romantismo é de origem europeia. o “remetente” da epístola. Camões) 31. d) o apelo contido no verso inicial é fundamentado numa concepção hedonista e racionalista. Resposta: C Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 29. (MODELO ENEM) – O fragmento transcrito é uma espécie de “invocação” à saudade. destaca-se a seguinte função da linguagem: a) metalinguística b) referencial c) fática d) poética e) conativa Resolução As formas verbais faze (= faz) e sê. pedindo a ela que o inspire para narrar a vida e os amores do poeta Camões. Resolução O Romantismo literário surgiu na Inglaterra e na Alemanha. a forma verbal na segunda pessoal do singular (“estás repassando”) demonstra que o eu lírico se dirige a um interlocutor. (MODELO ENEM) – Sobre o fragmento da “Epístola a Marília”. c) lírico.” b) “Que me estás repassando o íntimo peito. Resposta: B 32. sob o pseudônimo arcádico de Elmano. uma subjetividade se expressa. obteve primazia na representação literária da nova ordem social (a burguesia e os desdobramentos históricos por ela provocados). obra que inaugura o Romantismo em Portugal. — Mas dor que tem prazeres — Saudade! Misterioso númen que aviventas Corações que estalaram. b) épico. Delicioso pungir de acerbo espinho. por meio das quais o eu lírico busca convencer a amada a entregar-se ao amor. no caso. manifesta seus sentimentos. Resposta: C 30. Garrett invoca a saudade.” d) “Corações que estalaram. e) Espanha e Portugal. b) a segunda pessoa do singular (tu) identifica o destinatário da mensagem. mas delgado Soro de estanques lágrimas — Saudade! (Almeida Garrett. Resolução A poesia lírica é aquela em que. d) a poesia de sátira dos costumes. no século XVIII. identifique a seguir o verso em que é inequívoco o fato de que o eu lírico se dirige à saudade. como os concebia a mística católica da Contrarreforma. o fragmento transcrito se associa ao gênero a) dramático. Que me estás repassando o íntimo peito Com dor que os seios d’alma dilacera. d) França e Itália. b) Inglaterra e França. que o autor colocou no início de seu poema Camões (1825). (MODELO ENEM) – O gênero literário que deteve a primazia no Romantismo. e) as alusões a “céus” e “inferno” revelam que Bocage.27. o eu poemático — o pastor Elmano. como nos versos transcritos. foi a) a epopeia. Saudade! gosto amargo de infelizes. que aproxima a tradição da lírica clássica da Antiguidade e as ideias iluministas do século XVIII. só não se pode dizer que a) o apelo amoroso se vale de uma argumentação que envolve conceitos éticos e religiosos. a saudade. considerado “a revolução literária do Terceiro Estado” (o povo. correspondem a formas do imperativo.” c) “Com dor que os seios d’alma dilacera. e gotejam. ainda que fictícia. (MODELO ENEM) – No verso “Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa”. não superou a ideologia contrarreformista do período barroco.” e) “Soro de estanques lágrimas — Saudade!” Resolução No verso da alternativa b.

ele apresenta o amor de Teresa como exceção à regra dos superficiais e passageiros amores “dos quinze anos” — ideia. d) o caso de amor entre Simão e Teresa rompeu as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude. c) Teresa. mas não durou muito. (MODELO ENEM) – Os dois primeiros versos do primeiro texto contêm a seguinte figura de linguagem: a) antítese. os bravos Só pode exaltar. Amor de Perdição) 33. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – De acordo com o texto. o narrador descreve o que seria a norma para os namoros de juventude: uma brincadeira. amava como uma “avezinha que ensaia o voo fora do ninho”. Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos. portanto. porém. Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o covarde do forte.Módulo 16 – Camilo Castelo Branco Texto para os testes 33 e 34. Resposta: D 34. Resolução No terceiro parágrafo. Que os fortes. d) O último período do texto exemplifica a analogia usada pelo narrador no terceiro parágrafo. No último parágrafo. regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez. b) o amor de Simão e Teresa. b) A analogia presente no terceiro parágrafo contradiz a afirmação “Enganam-se ambos”. Tal símile serve. Que os fracos abate. rica herdeira. porventura. Teresa de Albuquerque devia ser. O amor dos quinze anos é uma brincadeira. Não chores. única e inflexível”. e) constatação da fragilidade espiritual do índio. no parágrafo anterior. meu filho. menina de quinze anos. c) hipérbole. como a segunda o que é voar para longe. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho. d) anáfora. e) o amor de Simão e Teresa é prova de que os poetas e prosadores estão enganados com relação aos relacionamentos juvenis. (Camilo Castelo Branco. única e inflexível. b) a negação da paternidade. é a última manifestação do amor às bonecas. como argumentação. por sua vez. que. perfil cultivado nas obras românticas indianistas. é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho. “Enganam-se ambos”. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. foi intenso no início. uma exceção no seu amor. a) o amor de Simão e Teresa é visto pelo narrador como uma brincadeira de criança. Rompem-se. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. caracterizado como “amor à primeira vista”. A vida é combate. c) A analogia presente no terceiro parágrafo retoma e confirma a afirmação feita por poetas e prosadores. Resposta: B 36. Enganam-se ambos. (MODELO ENEM) – Os dois textos apresentam uma ideia comum: a) a exaltação das belezas naturais do Brasil. já anunciada no final do primeiro parágrafo. Amava Simão uma sua vizinha. aos quinze anos. Resposta: A Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias Textos para os testes 35 e 36. que a vida É luta renhida: Viver é lutar. e com mais seriedade que a usual nos seus anos. ironicamente. (“Canção do Tamoio”) 35. meu filho não és! (“I-Juca-Pirama”) Não chores. Resposta: C – 95 . amou-o também. e) O último período contesta. portanto. para amá-la sempre. Pois choraste. d) visão idealista e rósea da existência. “as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude”. Resolução O quiasmo é uma figura de linguagem que consiste na “disposição cruzada da ordem das partes simétricas de duas frases”. c) a fortaleza moral do índio diante da adversidade. a afirmação feita pelo narrador no primeiro parágrafo. Resolução A analogia que caracteriza o amor como uma brincadeira reforça a afirmação. e) paradoxo. como paixão perigosa. b) quiasmo. Resolução É evidente nos textos a alusão à fortaleza moral do indígena diante de adversidades. a) A analogia presente no terceiro parágrafo corresponde a um argumento do narrador para provar a afirmação “Enganam-se ambos”. aliás. sempre com os olhos fitos na ave-mãe. que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito. refuta a opinião de poetas e de alguns prosadores de que o amor de juventude seria “paixão perigosa.

(UFSM-RS – modificado – MODELO ENEM) – Considere as seguintes afirmativas a respeito do soneto: I. 5) e anjo (v... d) o verso 1 e o verso 2 se caracterizam pela recorrência do som /l/. 96 – . c) apenas as afirmativas I e III. 13) e sorrindo (v. O fato de que. Era mais bela! o seio palpitando. 37. é incorreto afirmar que a) as palavras finais dos versos são oxítonas. 11 Formas nuas no leito resvalando. não havendo esse recurso nas outras estrofes. atribuindo essa associação à vertente indianista. Como a lua por noite embalsamada. chorando (v. Resolução As palavras finais dos versos são paroxítonas.. 7 e v. na última estrofe.. Resposta: D 38. três pronomes de primeira pessoa. 14). 12) indicam que a mulher observada se caracteriza pela pureza. Resposta: A 10 Negros olhos as pálpebras abrindo. é um traço frequente na produção poética de Álvares de Azevedo. sendo esse um recurso para regularizar o ritmo do poema. 1). II e III.. no poema. meu anjo lindo! 13 Por ti — as noites eu velei chorando. 14 Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo! (Álvares de Azevedo) plano do significado: luz e sombria (v. III. a tonicidade recai na penúltima sílaba. Está(ão) correta(s): a) apenas a afirmativa I. identificando o sujeito lírico. no verso 14. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar.Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Os testes 37 e 38 referem-se ao poema a seguir: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Pálida à luz da lâmpada sombria. As palavras virgem (v. ou seja. no poema. e) as afirmativas I. na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Resolução Os itens II e III apresentam informações pertinentes ao soneto transcrito (item II) e ao poeta Álvares Azevedo (item III). (UFSM-RS – MODELO ENEM) – A respeito do soneto. e) se encontram. afetividade e Natureza se relacionam situa-o claramente como produção romântica indianista.. c) as marcas de pontuação contribuem para representar o estado emocional do sujeito lírico. b) apenas a afirmativa III. e o verso 8 se caracteriza pela repetição do som /s/. A alusão à morte. II. O erro do item I consiste em associar. d) apenas as afirmativas II e III. b) o poema contém elementos que constituem oposições no 12 Não te rias de mim. afetividade e Natureza. Sobre o leito de flores reclinada.

quando eram trazidos da África para o Brasil.” Resolução Nas alternativas a. o porão negro. fundo. a caça ao leão. (José de Alencar. o “bom selvagem” de Rousseau.. (Castro Alves) 39. na África. (José de Alencar. Resolução Os versos transcritos foram extraídos do poema “O Navio Negreiro” e. E o baque de um corpo ao mar. b) historicista. O sono dormido à toa Sob as tendas d’amplidão! Hoje. d e e. c.. c) Preocupação com temas sociais e políticos. Resolução É notório em José de Alencar o indianismo “filtrado” pelo código cultural do branco europeu e cristão. O Gaúcho) 42. própria da Idade Média. e) memorialista.. (MODELO ENEM) – O trecho transcrito. o nariz adunco. Resposta: E 40. alto. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. mas robusto. valendo-se de linguagem inflamada e imagens grandiosas. Trata-se da vertente a) urbana. e) O drama do escravo é expresso por meio de lirismo elevado. é exemplo de uma das vertentes da prosa romântica de José de Alencar. detalhe delgado.” b) “Hoje.” c) “A guerra. o porão negro. com imagens grandiosas. O fidalgo os recebia como um rico-homem que devia proteção e asilo aos vassalos. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito.. nos “navios negreiros”. d) Apropriação da hierarquia social própria da Idade Média. No trecho transcrito.. Trata-se de exemplo da poesia abolicionista de Castro Alves.” d) “Sob as tendas d’amplidão!” e) “Ontem a Serra Leoa. como afirma a alternativa e. b) Castro Alves foge das questões sociais e busca somente a introspecção. b) Descrição da cultura regional do Brasil.. E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso.. portanto. tufão! (. Senhor Deus! Se é loucura. c) regionalista.. palavras como fidalgo e vassalo podem ser corretamente associadas à hierarquia social feudal. a) Registro da sociedade carioca no século XVI. Resposta: D Texto para o teste 42. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta sobre o trecho extraído de “O Navio Negreiro”. trata do drama do escravo. d) Com muita objetividade. e) Idealização do indígena. a caça ao leão. a) O poeta projeta a imagem do herói medieval na figura do escravo.. c) O eu lírico sente-se impotente para mudar o mundo e.. Resolução A obra O Gaúcho é exemplo da prosa regionalista de José de Alencar. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. Tendo a peste por jaguar. fundo.. O verso da alternativa b faz menção à triste condição dos negros escravizados. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?. se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar. Infecto.. entrega-se ao conformismo. Assinale a alternativa correta. (MODELO ENEM) – O trecho apresentado evidencia uma característica do indianismo romântico alencariano. Castro Alves descreve a vida dos negros na época da escravidão.. imundo. em que os indivíduos ainda eram livres.Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para os testes 39 e 40. A guerra. (MODELO ENEM) – Qual dos seguintes trechos sugere a situação sofrida pelo escravo? a) “O sono dormido à toa. Resposta: C – 97 . d) indianista.. Astros! Noite! Tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. os versos fazem alusão a um tempo passado. apertado. como sugere o próprio título. extraído de O Gaúcho. que menciona um tipo oriundo da região dos pampas. por isso. de caráter social.) Ontem a Serra Leoa. O Guarani) 41. Resposta: B Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para o teste 41. O rosto comprido.

o meu amado. moyro d’amor! Non chegou. Sedia la fremosa seu sirgo lavrando. ( ) No mundo non me sei parelha. o meu amigo. — Por Jesus. suave cantando Cantigas de amigo. bordando. Par Deus de Cruz. vejo que sofreis De amor infeliz. (VUNESP-SP – adaptada) – Aponte três fatos do cotidiano medieval aos quais a cantiga faz alusão. era possível fazer previsões e descobrir o que estava oculto comendo-se carne de abutre: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto no último verso do poema. Estava a formosa sentada. e oj’est o prazo saydo: ay. pp. I. eu vejo que andais Com penas de amor. 2. madr’. se de cantiga de amigo. Assinale A se se tratar de cantiga de amor e B. que por vós ten a sa morte chegada. sey que avedes Amor muy coytado que tan ben dizedes Cantigas d’amigo. (VUNESP-SP – adaptada) – Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. pois que adivinhais. se verrá cedo! Ondas do mar levado. sey que andades D’amor muy coytada que tan ben cantades Cantigas d’amigo. queredes que vos retraya quando vos eu vi en saya! Mau dia me levantei. considerando-se que a palavra abutre se grafava avuytor. (in Berardinelli. ( ) Hun tal home sei eu. Cleonice. dona.) 98 – . 4. Sua voz harmoniosa. (Cantiga n. senhora. 3. ai. Sa voz manselinha fremoso cantando Cantigas d’amigo. — Avuytor comestes. — Par Deus de Cruz. moyro d’amor! IV. — Abutre comestes. ben talhada. Organização Simões. de acordo com a tradição popular da época. vedes quem é e seed’en nembrada: eu. suave dizendo Cantigas de amigo. se verrá cedo! II. madre. mia dona! ESTAVA A FORMOSA SEU FIO TORCENDO (paráfrase de Cleonice Berardinelli) Estava a formosa seu fio torcendo. SEDIA LA FREMOSA SEU SIRGO TORCENDO (Estevão Coelho) Sedia la fremosa seu sirgo torcendo. que adevinhades. cá já moiro por vós — e ai! mia senhor branca e vermelha.o 321 – Cancioneiro da Vaticana) 1. mentre me for como me vai. madr’. em português arcaico. Rio de Janeiro. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. Por Jesus. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. se vistes meu amigo! e ai Deus. 1953. senhora. (VUNESP-SP – adaptada) – Trata-se de uma cantiga de amigo ou de uma cantiga de amor? Justifique. se vistes meu amado! e ai Deus.Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca As questões de 1 a 3 baseiam-se numa cantiga trovadoresca e sua paráfrase. Cantigas de Trovadores Medievais em Português Moderno. que vos enton non vi fea! III. no contexto do poema. ( ) Non chegou. madre. e oj’est o prazo passado: ay. b) interprete o significado do último verso. e considerando-se que. 58-9. ( ) Ondas do mar de Vigo. dona. Sa voz manselinha fremoso dizendo Cantigas d’amigo. Sua voz harmoniosa.

prescindem do recurso facilitador do refrão ou estribilho. estética ou pessoal) eram componentes da vida literária no período trovadoresco.( ) A relação masculino/feminino mimetiza a relação hierárquica da sociedade feudal: vassalo/suserano. mia dona. malmariadas. a avareza. ( ) Originárias da tradição popular. ( ) O apelo amoroso revestia-se de formalidades e convenções e de uma aura de espiritualidade. Assinale A para o que se referir às cantigas de amor e B para o que for compatível com as cantigas de amigo. se mal. e mais vos direiy en: tanto a fez Deos comprida de ben. utilizando sistemas estróficos mais complexos e intelectualizados (cantigas de maestria). V. numa concepção mais “realista” da mulher. a soidão. todalas aves do mundo d’amor cantavan: leda m’and’eu! VI. em obediência às convenções literárias do fin amors provençal e às regras de convivência na corte. o trovador expressa seu drama passional. amigo. X. evidenciando a submissão ao canto e ao acompanhamento musical. o eu lírico é masculino. Mais do que dixe estou a gran pavor. a corrupção e a própria arte de trovar. senhor. prostitutas. ca non por outra sen. e) Algumas composições satíricas do Cancioneiro Geral e algumas cenas dos autos gilvicentinos revelam a sobrevivência. ( ) Têm um caráter mais narrativo e descritivo e assumem sempre a feição de um diálogo. barcarolas. marinheiros e camponeses). da linguagem livre e da violência verbal dos antigos trovadores. VII. III. ( ) Levad’. e direi-vos al: non sei se me lh’o dixe bem. nem está na condição de se omitir a identidade do ofendido. algumas vezes. as mulheres (soldadeiras. fremosa dona etc. VIII. I. romarias. Não existiam na lírica provençal. IX. Os refrãos e o paralelismo são formas insistentes de repetição de versos. com a qual se disfarçava o impulso erótico situado na raiz das súplicas. e con tal coita com’aqui levey e lev’eno infer’ey de morar por vós. II. submissas ou atrevidas. amigo. sensatas ou levianas. os próprios poetas (trovadores e jograis eram frequentemente ridicularizados). ou de parte deles. e morrerey fremosa no mar mayor! eu atendend’o meu amigo. Assinale a afirmação falsa sobre as cantigas de escárnio e de maldizer. ( ) Ca nunca eu falei con mia senhor se non mui pouc’oj. ( ) Mia irmana fremosa. treides de grado a la igreja de Vig’u é o mar levado E miremos las ondas! 5. ( ) Compreendem várias espécies. que mais que todas las do mundo val. ( ) Refletem a vida cotidiana do medievo (as romarias. VII. IX. ( ) Non ey barqueyro nen [ar son] remador. bailias. serenas e pastorelas. padres e freiras libidinosos). As protagonistas são moças simplórias ou marotas. ( ) Têm uma feição mais analítica e discursiva e. ( ) Senhor. conforme o assunto ou a situação que representam: albas. as lutas pela Reconquista. 6. VI. como amante frustrado. quando vos vejo dos olhos catar. ca por vós perço Deus e sis’e sen. a dura rotina de pescadores. e morrerey fremosa no alto mar! eu atendend’o meu amigo. já bastante atenuada. A distinção está no recurso retórico do “equívoco”.V. A dama é sempre distinguida com os tratamentos respeitosos de mia senhor. Isso revela que a liberdade da linguagem e a ausência de preconceito ou censura (institucional. alcoviteiras e dissimuladas). servo/ senhor. c) Os alvos prediletos das cantigas satíricas eram os comportamentos sexuais (homossexualidade. a coita d’amor. antes de a repressão inquisitorial atirá-las à clandestinidade. que dormides as frias manhanas. que dormides as manhanas frias. a) A principal diferença entre as duas modalidades satíricas está na identificação ou não da pessoa atingida. d) As cantigas satíricas perfazem cerca de uma quarta parte da poesia contida nos cancioneiros galego-portugueses. eu atendend’o meu amigo! VIII. ausentes na cantiga de maldizer. nen bondade. se o outro mundo passar. – 99 . oral. ( ) Querer eu en maneira provençal fazer agora hun cantar d’amor e querer muyt’i loar mha senhor a que prez nen fremosura non fal. ( ) Possuem vocabulário mais escasso e arcaizante. da ambiguidade e da ironia. eu atendend’o meu amigo! Non ey [i] barqueyro nen [ar] sey remar. adultério. ( ) Contêm a confissão amorosa de um homem. IV. todalas aves do mundo d’amor dizian: leda m’and’eu! Levad’. ca me tremi’assi o coraçon que non sei lh’o dixe ou se non. a soledade. Em tom plangente e lamuriento. anterior ao domínio da escrita. assy com’aquesto pass’e passey. treides comigo a la igreja de Vig’u é o mar salido E miremos las ondas! Mia irmana fremosa. b) O elemento individualizante das cantigas de escárnio não é temático.

o caráter popular e sentimental da poesia trovadoresca. d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período específico da evolução da cultura ocidental. b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”. em contradição com atitudes que os biógrafos atribuem ao autor. contrária à especulação e à idolatria do dinheiro. IX. Módulo 2 – A Poesia Palaciana 1. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? 3. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. e de que só a transcendência liberta o homem de sua insignificância terrena. c) Onde pode acolher-se um fraco humano. b) Comigo me desavim. Ainda sobre o Humanismo. Identifique a personagem do Auto da Barca do Inferno pelo que se diz a seu respeito nas seguintes afirmações: I. Onde terá segura a curta vida. Sua absolvição decorre do princípio cristão de que “bemaventurados são os pobres de espírito. d) Entre os poetas mais notáveis incluídos nessa grande antologia encontram-se Gil Vicente e Sá de Miranda. 2.X. Assinale a alternativa inadequada a respeito da poesia palaciana. Módulo 3 – Gil Vicente 1. revelando a defesa da posição da Igreja medieval. Sua passagem revela. ou seja. ( ) O “serviço amoroso” impunha um rígido código de comportamento. personifica uma parcela da própria plateia que assistia à encenação dos autos e farsas de Gil Vicente. II. pois a poesia se separa da música e o trovador cede lugar ao poeta. a) Em sentido amplo. V. partem tam tristes meus olhos por vós. não posso viver comigo. porque deles é o reino do Céu”. a) Grande número de composições faz uso do que depois se chamou a “medida velha”. A prostituição e a feitiçaria são as práticas pelas quais a personagem é condenada à barca dos danados. X. especialmente a de origem ibérica. para não comprometer a reputação (pretz) da dama e não incorrer no desagrado (sanha) da mulher. destituída de sentido autenticamente cristão. Condenado pela usura e ganância – pecados mortais intoleráveis –. É a personificação da má-fé no exercício da profissão e prática de uma religiosidade apenas formal. sou posto em todo perigo. também explorada nas passagens do Corregedor e do Procurador. III. IV. Representa a condenação do falso moralismo religioso. que tão meu imigo sou. representada pela cantiga de amigo. Representa aqueles que se valem da autoridade dos cargos que exercem para enriquecerem de forma ilícita. Assinale a alternativa que apresenta um fragmento de poesia que não poderia constar do Cancioneiro Geral. VIII. c) Mantém. aparentemente. confirmando a máxima de que o hábito não faz o monge. Arrogante e presunçoso. Sua condenação recoloca em cena a crítica à burocracia corrupta. no plano temático. tanto vos quero. pois nela já se encontram alguns dos componentes que caracterizarão a poesia do período posterior. c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo. versos redondilhos menores e maiores. de seus atributos e realizações. VII. a) Entre mim mesmo e mim não sei (o) que s’alevantou. VI. Representação da glorificação do ideal das Cruzadas e do cristianismo puro. e) É uma produção poética que pode ser considerada préclássica. consubstanciado em regras como: revelar seus sentimentos com prudência e moderação (mesura). compilada no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Trata-se de um aspecto de difícil interpretação. uma atitude preconceituosa do Diabo. e) Meu amor. nem posso fugir de mim. que deseja o coração mil cousas contra a razão. designa a atitude de valorização do homem. meu bem. 100 – . identifique a alternativa falsa. e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará. d) Senhora. b) Representa uma evolução formal em relação ao período trovadoresco.

.. 6 – Chapins: sapatos de mulher. .. Não são embalde os haveres. 2 – Me fundo: me firmo. eramá para ti. A Alma é despertada por esses elementos do mundo material. – 101 .... tudo vos mui bem esta Descansai! 1 – Al: outra coisa. Oh! Como vem tão real! Isto tal me parece bem a mi: ora andai. 5 – Brial: vestido de seda ou brocado fino.......... 7 – De parecer: digna de admiração. V – Tu morreste excomungado.. porque o Anjo a socorre. Diabo — Oh! Descansai neste mundo. Agora estais vós mulher de parecer 7.... pois o Diabo ensina a noção de dias da semana. espelho. vestido colorido e por um tempo cronológico... embarcai que esta hora é a derradeira. . Esperavas de viver. O pecado é representado por braceletes. e fantasiai. sapatos. tua simpleza te abaste para gozar dos prazeres. Esta vida é descanso doce e manso. Agora estais vós formosa como a rosa... IV – Viveste a teu bel prazer pensando te defender só porque rezam por ti? Embarcai logo. Não são debalde os prazeres e comeres: tudo são puros afeites3 das criaturas. calaste dez mil enganos.2. Que já há muito que te espero! As questões de 3 a 5 terão como base o texto abaixo transcrito: O Auto da Alma é a exemplificação mais acabada da concepção religiosa de Gil Vicente.. que isca esses papéis para um fogo que eu conheço. me apoio... Oh. daqui para ali.. Levai também a cadeira que assim passou vosso pai. procurai por senhorios e haveres.. o povo com seu mister. e de lá para cá. isso si...... Embarca. gozai dos bens da terra. mas não consegue ser seduzida. A Alma (que é uma entidade) é tentada pelo Diabo... metei o braço por aqui: ora esperai. 4 – Se preza: se orgulha. Anjo — Oh! Andai! Quem vos detém? Como vindes para a glória devagar! Ó meu Deus! Ó sumo bem! Já ninguém não se preza4 da vitória em salvar! Já cansais. e vem o Diabo e diz à Alma: Diabo — Gozai. para os homens se criaram. é o tempo material. não no quiseste dizer. 8 – Presuntuosos: com vaidade. Uns chapins6 haveis mister de Valença: ei-los aqui. deixai-me ir. Alma — Não me detenhais aqui. Ponde os braços presuntuosos8. não são embalde os deleites e fortunas. Passeai-vos mui pomposa... Não cureis doutro paraíso quem vos põe em vosso siso outro remanso.. III – Tu passarás se quiseres porque em todos teus afazeres por malícia não erraste. Há a oposição entre o mundo imaterial e intemporal da Alma e o mundo material e temporal do Diabo. que todos fazem assi.... 3 – Afeites: atributos.. santos sem nenhuma falha pois quem morre em tal batalha merece paz eternal! II – Quando éreis ouvidor NONNE ACCEPISTIS RAPINA? Pois nos apraz que à bolina sejais nosso viajor. que em al 1 me fundo2.. Adianta-se o Anjo... Identifique as personagens a que se referem as falas do Diabo ou do Anjo: I – Sois livres de todo o mal. alma preciosa? Diabo — Assi passais esta vida em disparate? Vês i ora este brial 5..

é o primeiro. ( 102 – . ENQUANTO QUIS FORTUNA QUE TIVESSE Enquanto quis Fortuna que tivesse Esperança de algum contentamento O gosto de um suave pensamento Me fez que seus efeitos escrevesse. Explique o sentido do último verso. celebrado foi de mim vosso rio alegremente (. a Alma e o Diabo são caracteres. Que nunca poderá ver-se apartada. ( As questões 3 e 4 referem-se ao soneto abaixo: AQUELA TRISTE E LEDA MADRUGADA Aquela triste e leda1 madrugada. que. dando ao mundo claridade. Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos A diversas vontades! Quando lerdes Num breve livro casos tão diversos.. 3. tipos ou alegorias? Justifique. Porém. que a tamanhas empresas se oferece. que traz alegria a outros. Viu apartar-se de uma outra vontade. Ela só viu as lágrimas em fio. quando amena e marchetada2 Saía. que dá ou causa alegria. ( ) E vós. Escureceu-me o engenho c’o tormento. 4. Enquanto houver no mundo saudade Quero que seja sempre celebrada. Que puderam tornar o fogo frio E dar descanso às almas condenadas. sublime Rei. IV. b) hipérbole(s). b) Identifique o sistema de rimas. Identifique no texto a ocorrência de: a) antítese(s) e paradoxo(s). e a vós não posso. temendo Amor que aviso desse Minha escritura a algum juízo isento. a) Faça a escansão dos dois primeiros versos. e não defeitos. de soberbo e de altivo coração. Cheia toda de mágoa e de piedade.. enquanto eu estes canto.) ) Vasco da Gama. Por que nos versos 5 e 9 a palavra Amor está grafada com inicial maiúscula e no verso 13 está grafada com minúscula? Há diferença de sentido? Como se chama o procedimento empregado nos versos 5 e 9? 2. Que duns e doutros olhos derivadas Se acrescentaram em grande e largo rio. tomai as rédeas vós do Reino vosso: dareis matéria a nunca ouvido canto. 2 – Marchetada: colorida. Tágides minhas. Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões As questões 1 e 2 baseiam-se no soneto transcrito a seguir.) ) E também as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a Fé.. que não me atrevo a tanto. ) E. e aqueles que por obras valorosas se vão da lei da Morte libertando: cantando espalharei por toda a parte. (. Identifique a que parte estrutural de Os Lusíadas pertencem os versos a seguir: a) Proposição b) Invocação c) Dedicatória d) Narração e) Epílogo I. Verdades puras são. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 1. o que abre a série de sonetos que compõem a lírica camoniana. 4. II.3. desde a primeira edição das Rimas. Ela ouviu as palavras magoadas.. E sabei que. O Anjo.. Para que seus enganos não dissesse. o forte capitão. c) enjambement(s). Que elementos do texto justificam a afirmação de que Gil Vicente manifesta uma visão medieval do mundo em transformação para o Renascimento? 5. ( III. Tereis o entendimento de meus versos! 1. 1 – Leda: festiva. esplendorosa. a quem Fortuna sempre favorece. para aqui se deter não vê razão.. e as terras viciosas de África e de Ásia andaram devastando. que inabitada terra lhe parece. em verso humilde. Que elementos do texto configuram a sua caracterização como um auto? Ela só. segundo o amor tiverdes. adornada com manchas coloridas. o Império. se a tanto me ajudar o engenho e arte. pois criado tendes em mim um novo engenho ardente se sempre. matizada.

A morte sabes dar com fogo e ferro. as Deusas em riquíssimos estrados. Já que minha presença não te agrada. no mundo. doces cítaras tocavam. que da Deusa sustentava Entre todos as partes em porfia. Ó glória de mandar. estâncias ou oitavas. os Deuses em cadeiras de cristal. Sabe também dar vida. Musa. Virão fazer barões de fortes peitos. (. IV. ( ) III. se fingiam Seguir os animais. b) O Gigante Adamastor. Alg˜ uas. um ideal religioso e um ideal humanístico. Assi lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. I. e revela grande erudição literária. ( ) V. assinale V (verdadeiro) ou F (falso). de Homero. V. ( ) – 103 . histórica e geográfica. pelo mar. II. Relacione os fragmentos transcritos a seguir com os episódios que a eles corresponderem. que para o Pólo Antártico se estende. II. Leia as estrofes a seguir e responda ao que se pede. que já deixais sabido. ( ) Até aqui. ( ) O título no plural indicia o caráter coletivo do herói principal – o povo português. a mais formosa do Oceano. Outras. ( ) Têm como fontes históricas os cronistas medievais (Fernão Lopes.102 estrofes. ( ) Têm como modelos: a Eneida.V. ( ) A narrativa da viagem é cronologicamente linear. de Virgílio. VI.( ) IX. Ou porque o amor antigo o obrigava. Zurara e Rui de Pina) e a literatura dos viajantes. VII. e) Antropocentrismo e humanismo. Que te custava ter-me neste engano. a quem vossa ousadia tanto ofende! O caso triste e digno da memória. não mais. ( ) Sobrevive. ( ) O poema contém 10 cantos. e) A Ilha dos Amores. Ou porque a gente forte o merecia Oh! Maldito o primeiro que. Aqui toda a Africana costa acabo neste meu nunca visto Promontório. já que seu autor viveu muito depois dos fatos narrados no episódio central. Orlando Furioso. a Odisseia. d) Nacionalismo e universalismo. mas de ver que venho cantar a gente surda e endurecida. c) O Velho do Restelo. Alg˜ uas. Nesta frescura tal desembarcavam Já das naus os segundos Argonautas. 1. a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. ( ) VII.. a medida velha dos cancioneiros medievais. ( ) VIII. d) O Consílio dos Deuses. X. VI. com clemência. cos arcos de ouro. ó vã cobiça desta vaidade. aconteceu da mísera e mesquinha que depois de ser morta foi Rainha. ( ) Como Eneias e Ulisses. III. predominantemente heroicos. e não do canto. E se. nobre e divinal. Ou fosse monte.. vencendo a Maura resistência. harpas e sonoras frautas. As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram. como incautas. ( ) Sobre Os Lusíadas. c) Ideal imperialista e ideal de cruzada. ( ) X. que a Lira tenho destemperada e a voz enrouquecida. Portugueses. ( ) A narração principia com a partida das naus de Vasco da Gama da praia de Belém. por memória eterna. sendo: a) Inês de Castro. que se atiça com uma aura popular. de Ariosto. Vasco da Gama é o protagonista que concentra em si toda a ação épica. IX. a) Paganismo e cristianismo.816 versos decassílabos. que do sepulcro os homens desenterra. VIII.) IV. em fonte pura As lágrimas choradas transformaram. nuvem. ( ) Ó Ninfa. A quem para perdê-la não fez erro. E. concedido Vos é salverdes os futuros feitos Que. ( ) Não mais. em alguns episódios. Assinale o par antitético que não se pode encontrar em Os Lusíadas. sonho ou nada? Mas Marte. b) Imitação dos clássicos e invenção. 8. Onde pela floresta se deixavam Andar as belas Deusas. que honra se chama! Módulo 6 – Os Lusíadas – II 1. que não seguiam. Já finalmente todos assentados na grande sala. I. ( ) É uma obra que traduz uma cultura exclusivamente livresca. ( ) Confluem no poema um ideário nacional. 3. Nas ondas velas pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! 2.

pelo uso de figuras de linguagem. todas as alternativas são corretas. que em ímpeto abrasas escondido. Quando fogo. Módulo 7 – Barroco 1. Se fizessem primeiro desejadas. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas.. ____________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ______________ . 508-9. Incêndio em mares de água disfarçado. Pranto por belos olhos derramado. a) simples a antítese parnasiana b) rebuscada a antítese barroca c) objetiva a metáfora simbolista d) subjetiva o verso livre romântica e) detalhada o subjetivismo simbolista Os exercícios propostos de 4 a 6 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. a) Os textos I e II marcam duas atitudes. vista dos [pelos] barões [varões] a presa incerta. a ovelha desgarrada. b) A “Ilha dos Amores”. Pranto por belos olhos derramado. I Ardor em firme coração nascido. A linguagem ____________. d) Os textos I e II pertencem à lírica de Gregório de Matos Guerra. Ardor em firme coração nascido. sendo um episódio referente ao regresso de Vasco da Gama a Portugal. Senhor. sendo estas responsáveis por uma ideia puramente sensual do amor. em cristais aprisionado. tendo em mira seu aprimoramento. (Camões. b) O texto I apresenta traços estilísticos baseados no modelo de Camões e vem marcado pela característica barroca do gosto pela antítese. insere-se num plano puramente histórico. pastor divino. diante de estados humanos contraditórios: o amor expresso pelos sentidos e o amor místico. que em um rosto corres desatado. já que o tempo e a morte são mantidos. o teocentrismo medieval e. o espírito de tensão. INL. predominantes na lírica barroca. (. (UNIV. CAXIAS DO SUL-RS) – Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo. o paradoxo. mantém-se a separação entre os homens e os deuses em obediência às normas da epopeia clássica. Tu. e) O texto I representa a característica barroca de valorização da simplicidade de expressão. o antropocentrismo renascentista. (UFPA – adaptada) – Sobre a estrofe do episódio da “Ilha dos Amores”. em cristais aprisionado. moralmente.. d) A arte barroca vincula-se à Contrarreforma.. Perder na vossa ovelha a vossa glória. 1972. como característica marcante. Cobrai-a. Rio de neve em fogo convertido: Tu. conflito entre tendências opostas: de um lado. é correto afirmar: a) Terminada a ação histórica. e) O Barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura. 3. sem referências à cultura greco-romana.) 2. os heróis. Posta [= deposta] a artificiosa fermosura. exceto: a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne. (FATEC-SP) –Assinale a alternativa incorreta. c) Embora encontrem as deusas e a elas se unam. pp. b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser. Quando fogo. finalmente. como afirmais na sacra história. 104 – .. e) As estrofes fazem parte da descrição dos amores dos navegantes com as Ninfas. de cunho social. presente no Barroco como expressão do sentimento de inquietação do homem.) II (. Os Lusíadas.) Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. o que rebaixa. que em um rosto corres desatado. uso de hipérboles e de metáforas. que em um peito abrasas escondido. e não queirais. morte e vida. Tu. c) O Barroco apresenta. numa ilha encantada que Vênus preparou e povoou de ninfas à espera do encontro com os heróis. d) Apesar de as ninfas se mostrarem aos navegantes portugueses. os deuses (“belas Deusas”) e homens (“barões”) encontram-se. conhecido também por seus textos satíricos. alma e corpo. 2. Observe os textos I e II. Nuas lavar se deixam na água pura. Incêndio em mares de água disfarçado. Quando cristal. os heróis não se tornam dotados de atributos divinos. Quando cristal. Rio de neve em fogo convertido: Tu. Com referência ao Barroco. Alg˜ uas. Eu sou. com base na cultura greco-latina. c) O texto II marca-se pela temática religiosa. em chamas derretido. de outro.Que. Brasília. em chamas derretido.

qual o recurso predominante? 3. como imagens vilíssimas da servidão e espetáculo de extrema miséria. I. O amor é o tema do soneto. quiasmos. ( III. os escravos muitos. ( ) Afastou-se totalmente do cultismo ou gongorismo. III. ( ) Defendeu o conceptismo. hipérbatos. a) Do ponto de vista semântico. Relacione: a) Sermão da Primeira Dominga da Quaresma. porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte. para a essência de sua significação. como queimas com porfia? Mas ai. os senhores em pé. Contra os exageros do estilo barroco. um estilo tão afetado. termos africanos e do falar coloquial à sua obra. pelo acúmulo de figuras (metáforas. apontando para o açoite. Leia o trecho de um sermão. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. ou gongorismo. 5. 5. Como quis que aqui fosse a neve ardente. os escravos despidos e nus. com especial utilização de metáforas.). os senhores tratando-os como brutos. c) argumentar que a lição de Cristo é desnecessária para os objetivos da pregação religiosa. segundo o exemplo de Cristo. como passas brandamente? Se és neve. a argumentação sutil que visa a convencer pelos recursos da lógica. é a vertente barroca voltada para as imagens. O poema é predominantemente cultista ou conceptista? Justifique. I. (Gregório de Matos) 4. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania.Se és fogo. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira 1. Contra a ambição dos colonos maranhenses. e) Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda. e) Cultismo e conceptismo são polos opostos do Barroco e tendem a ser mutuamente excludentes. a manipulação verbal. Compara Cristo o pregar e o semear. Identifique as metáforas do texto. tema esse desenvolvido por meio de uma sucessão de imagens baseadas em sensações térmicas. – 105 . b) O conceptismo é a vertente barroca voltada para o jogo de ideias. d) A linguagem conceptista é menos rebuscada que a gongórica. Sermão XIV do Rosário) 6. porque são práticas inconciliáveis. os senhores banqueteando. atitude que radicalizou a partir do Sermão da Sexagésima. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás. Os senhores poucos. volta-se mais para o conteúdo das palavras. o primado da ideia. em torno do eixo quente x frio. antíteses. 6. As metáforas que você identificou estão organizadas em um sistema de oposições.( IV. e) mostrar que. qual a figura de linguagem predominante no fragmento? b) Aponte exemplos de hipérbole no texto em questão. De quantas e de quais partes se compõem os sermões de Antônio Vieira? 4. b) Sermão da Sexagésima. excluindo da audiência as pessoas que ficavam fora da igreja. ( ) ) ) ) ) Contra os maus-tratos aos escravos negros. d) Sermão XIV do Rosário. 2. os escravos perecendo à fome. um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a natureza? O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Texto para a questão 2. ao preciosismo. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) sobre o Antônio Vieira e sua obra. Identifique as antíteses que expressam essa oposição. Assinale a alternativa incorreta. ( II. II. naquela época. Contra a escravidão dos índios. da “palavra de Deus” sobre o malabarismo verbal e sobre o preciosismo estéril.( V. O objetivo do autor é a) destacar que a naturalidade – propriedade da natureza – pode tornar mais claro o estilo das pregações religiosas. Contra os perigos do protestantismo. do Padre Antônio Vieira: Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos um estilo tão empeçado. c) A linguagem cultista tende ao rebuscamento. d) lamentar o fato de os sermões serem dirigidos dos púlpitos. c) Sermão de Santo Antônio aos Peixes. pregar e semear afetam o estilo. (Antônio Vieira. dos argumentos. os senhores nadando em ouro e prata. hipérboles. um estilo tão dificultoso. como estátuas de soberba e tirania. ( ) Representa o abrasileiramento do estilo barroco pela incorporação de tupinismos. a ornamentação estilística. c) Do ponto de vista sintático. b) salientar que o estilo usado na igreja. anáforas etc. a) O cultismo. os senhores rompendo galas. sinestesias. não era afetado nem dificultoso. Permitiu parecesse a chama fria. os escravos carregados de ferro.

Lembra-te Deus que és pó para humilhar-te. em sombra. ( ) A necessidade de se fazer entender pelas plateias dos mais diferentes níveis socioculturais levou o pregador a transigir quanto à pureza do idioma. Se busca a salvação. 5. pois. ( ) Perseguido pela Inquisição em Portugal. Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. c) o estilo pedagógico da poesia neoclássica. o afastamento das questões mundanas. em terra. concentrou-se nos temas místicos: a devoção mariana. ( ) Escreveu sermões.. em contínuas tristezas. em cinza. em pó. homem. d) táteis. terra. sinta-se tristeza. (Gregório de Matos) Módulo 9 – Gregório de Matos Releia a seguir o poema “A Instabilidade das Coisas do Mundo” e responda aos testes de 1 a 3. e não dura mais que um dia./Como o gosto. Todo o lenho mortal. c) auditivas. De pó te faz espelho. Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. utilizando uma linguagem permeável ao linguajar do povo. a elevação espiritual. em nada. b) o jogo metafórico próprio do Barroco. por que nascia? Se é tão formosa a luz. na formosura não se dê constância e. ( ) É barroco pela linguagem e pelo temperamento.” 3. a duração prolongada do sofrimento. a) b) c) d) Fazer a correspondência entre as colunas: epíteto ( ) “Em contínuas tristezas a alegria” anáfora ( ) “E na alegria sinta-se tristeza” antítese ( ) “Noite escura” zeugma ( ) “Como a beleza.. se segue a noite escura. (Gregório de Matos) 4.. na alegria. e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que espiritual.IV. essa beleza. ratificando as reflexões do poeta sobre as mulheres maduras. a grandeza de Deus e a pequenez humana. se acaba o Sol. IX. Te põe à vista a terra. ( ) Foi a maior figura da poesia barroca sacra e conceptista. a) b) c) d) e) A ideia central do texto é a duração efêmera de todas as realidades do mundo. exaltando o gozo do momento. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. porque fala de flores. Que a terra de hoje é porto soberano. (PUC-SP) NO DIA DE QUARTA-FEIRA DE CINZAS Que és terra. V. Porém. em tristes sombras morre a formosura.. onde peleja. Se assopra a vaidade e incha o pano. Na proa a terra tens. VIII. de Quintiliano e de Cícero. sombras. que o tempo trata a toda a ligeireza. tome hoje terra. e) visuais. goza da flor da mocidade. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. d) as características de um texto romântico. a respeito da fugacidade da vida. amaina e ferra. graças à sua atuação a favor da libertação dos escravos índios. que o vento berra. Alerta. 106 – . X. foi apoiado no Brasil pelos colonos. No texto predominam as imagens a) olfativas. b) gustativas. a alegria. ( ) Equilibra o gosto pelas imagens literárias ousadas e surpreendentes e pela citação erudita dos clássicos e dos grandes teólogos da Igreja com um agudo senso de observação da realidade. alerta. em que se veja A vil matéria. baixel humano. VII. (Gregório de Matos) 1. mas é clássico pela lógica rigorosa com que articula seu discurso e pela obediência aos princípios da retórica de Aristóteles. ( ) Como jesuíta. Texto para o teste 4. do cotidiano. depois da Luz. de que quis formar-te. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. onde salvar-te. sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza. própria da visão de mundo nostálgica cultista. e em terra hás de tornar-te. A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. VI. Goza. a falsidade das aparências. (UFV-MG) – Os tercetos acima ilustram a) o caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do século XVI. cartas e obras proféticas 2. e imprime em toda a flor sua pisada. os contrastes da vida.

diante da fugacidade da vida. tal como no latim literário. D) Locus amoenus – a natureza aprazível. B) Carpe diem (“aproveita o dia”) – desejo de fruição dos prazeres. ( ) Se sou pobre pastor. (3) Com referência ao uso da vírgula entre termos coordenados. E julgam ter brasões mais soberanos Uns. mundos e gentes. Se em frio. fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal. com as normas atualmente em vigor. Comparando-os. Sem se haver decidido em muitos anos. Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça. humilde. b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior. nos textos que seguem. E tanto pode ser herói o pobre. E) Inutilia truncat (“corta o inútil”). 1 e 2 b) 2. da simplicidade e da harmonia. a linguagem conotativa. outros. (1) O texto trata da disputa entre intelectuais e militares pela permanência no governo. ou noutra serra. com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente. que Palas togada. 6. pacato e equilibrado. tanto temática quanto formalmente. em que vivo. terão a sorte de consumir os dous a mesma terra. a) atente para o aproveitamento semântico que o poeta faz da palavra terra. que da manhã lisonjeada. pedante. Rosa. (Cláudio Manuel da Costa) ( ) O ser herói. (2) Devido à insistente busca de acordo entre as partes envolvidas no conflito. estio. mantém as ousadias expressionais do Barroco. Assim sendo. 2. O texto I é barroco. Fábio. Espalha o sangue humano E despovoa a terra Também o mal tirano. a hipérbole. constatam-se mudanças. 3. nações. promove um retorno às “virtudes clássicas” da clareza. Assinale a alternativa que apresenta os itens corretos. (0) Gregório de Matos. afetada. Púrpuras mil. procura expressar o mundo subjetivo do poeta. (Tomás Antônio Gonzaga) Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa 1. diferentemente do Barroco. Qual é de mais nobreza: a pena ou a espada. Airosa rompe. d) em que predominam. Discorrem em matéria tão travada Altos entendimentos mais que humanos. – o homem. com ambição dourada. inverno. prefere a ordem indireta. em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta. Marília. Como o maior Augusto.. C) Aurea mediocritas (“áurea mediania”) – exaltação do honrado. Consiste o ser herói em viver justo. fugere urbem – opção pelo rústico em contraposição ao civilizado.) (Gregório de Matos. 3 e 4 e) 1 e 2 nossos corpos terão. nesta vida. Que significados ela assume no poema? b) na segunda estrofe. na época do Barroco. II Depois que nos ferir a mão da morte. outono. arrasta presumida. pastoralismo.. a) b) c) d) e) Quanto à linguagem árcade. era. Identifique. o II é arcádico. o tema predominante. províncias. não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra. e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco. portanto. Obras Completas) (UnB-DF) – Julgue os itens a seguir. e entre “espada” e “Milicianos”. (. temido e odiado por suas sátiras ferinas e espirituosas: os versos transcritos apresentam vestígios de sua mordacidade. sendo: A) Bucolismo. identifique os termos que metaforizam: – a vida. 3 e 4 c) 0 e 1 d) 0. co’as enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eternos. Leia o poema abaixo: É questão muito antiga e altercada Entre os Letrados e os Milicianos. – 107 . expoente da literatura brasileira. a antítese. calma e chuvas inclementes Passo o verão. delicada. (MEDICINA SANTA CASA-SP) I É a vaidade. ou seja neste monte. comparando a pontuação desse texto. o autor sugere a altercação das togas e das armas no poder. a) 0. c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca. que armada. é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão a) impessoal e. diferenciada do sentimentalismo barroco. o que se confirma por meio do emprego metafórico de “brasões”.Este poema de Gregório de Matos evidencia bem o Barroco literário. é artificial. escrito no século XVII. se não governo Reinos. (4) Chama-se sinédoque a figura de linguagem que está na base da relação entre “pena” e “Letrados”.

No fundo da bateia. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor. b) o texto II é uma derivação imitativa do texto I. que soçobre.) (Camões) Texto II Faz a imaginação de um bem-amado. Compare atentamente os textos I e II. Pois em mim tenho a parte desejada. civil correspondência. Enquanto revolver os meus consultos. Dê duas características opositivas desses lugares. a concepção platônica do amor. 5 Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia. já vêm frias. Não tenho logo mais que desejar. Lendo os fatos da sábia. Por virtude do muito imaginar. Servir de adubo à terra a fértil cinza. Que mais deseja o corpo alcançar? Em si somente pode descansar? Pois consigo tal alma está liada. Lerás em alta voz.. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças. a imagem bela. E os cantos da Poesia. vendo que lhe dás o justo apreço. mestra História. Ou dos cercos dos rios caudalosos. Mas ao passo que a busco. outro a verdade. 108 – . Ou da minada serra. mudar-se a nossa estrela. Ou do retiro a paz não tem provado. Que nele se transforme o peito amante. em ambos. (. dois lugares. d) a imitação e a recriação eram procedimentos corriqueiros entre os clássicos. e ao semblante a graça! (Tomás Antônio Gonzaga) 4. neste instante Me vejo no meu mal desenganado. Tu me farás gostosa companhia. sinceridade. aproveite-se o tempo. Não verás derrubar os virgens matos. Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata. 20 E decidir os pleitos.. Tu não verás. Verás em cima da espaçosa mesa Altos volumes de enredados feitos. minha Marília.) (Cláudio Manuel da Costa) Sobre eles. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde. e pode. cem cativos Tirarem o cascalho e a rica terra.. bem que distante. o que evidencia a falta de recursos do poeta brasileiro. é variedade: Oh ventura do rico! Oh bem do pobre! (Cláudio Manuel da Costa) 5. Se nela está minha alma transformada. Ali não há fortuna. Gostoso tornarei a ler de novo O cansado processo. 10 Queimar as capoeiras inda novas. Ou desconhece o rosto da violência. Ver-me-ás folhear os grandes livros. Nesta doce ilusão arrebatado Anarda cuido ver. Texto para a questão 5. 25 Módulo 11 – Autores Árcades Texto para os exercícios de 1 a 3. Não verás enrolar negros pacotes Das secas folhas do cheiroso fumo. E já brilharem os granetes de ouro. Eu. e) os fragmentos I e II são as quadras (ou quartetos) iniciais de dois sonetos. Aqui quanto se observa. Lançar os grãos nas covas.. Texto I Transforma-se o amador na cousa amada. Aqui sempre a traição seu rosto encobre. 15 Nem espremer entre as dentadas rodas Da doce cana o sumo.( ) Que havemos de esperar. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. (FAAP-SP) – O poema acima relaciona. e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado! Ali respira amor. você não diria que a) o tema central é. por meio de antíteses. c) Cláudio Manuel da Costa plagiou Camões. enfim. Ah! não. Um só trata a mentira. o da inocência! E que mal é no trato. (. Marília.

. In: Péricles Ramos (org. alegre.Se encontrares louvada uma beleza.. ao verem Com as mães um dos filhos abraçados. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. Que de seus raios o planeta louro... ó pátrio Rio.... Há tentativa de autovalorização? Justifique. Por meio do poema já se nota algum “abrasileiramento” na poesia de Gonzaga? Justifique...” Que gosto não terá a mãe que toca. doçura! (Tomás Antônio Gonzaga..) Texto B LIRA XIX Enquanto pasta. e) O árcade adota uma personalidade fictícia.... Atende como aquela vaca preta O novilhinho seu dos mais separa. Enriquecendo o influxo em tuas veias. Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio.. Enquanto pasta. Poemas Escolhidos. Ediouro. pp.). que de peso serve. Texto para a questão 4. (Tomás Antônio Gonzaga) 1. Rio de Janeiro... 29.. Quais? É possível determinar pelo texto a profissão de Dirceu? 3..... (Tomás Antônio Gonzaga) 4. um estado pastoril. com sensualismo e subjetivismo exagerados. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio.. Que gosto não terá a esposa amante. Quando der ao filhinho o peito brando..... Jogar outros a luta. (Cláudio Manuel da Costa... Não vês ninfa cantar.. Texto A SONETO II Leia a posteridade... exceto: a) O poeta busca motivos bucólicos... brota em ouro... 30 Marília. Marília de Dirceu.... 40-1. Marília bela. . ó cara. nos sentemos À sombra deste cedro levantado.. Que tens quem leve à mais remota idade A tua formosura. Um pouco meditemos Na regular beleza. E refletir então no seu semblante! Quando.. Leia atentamente os poemas que se seguem antes de responder à questão 5..... Rio de Janeiro... p. E o lambe.) 2. – 109 . Inspira amor. s/d.. Como a ruiva cadela Suporta que lhe morda o filho o corpo. d) O emprego de uma linguagem poética cheia de simplicidade faz parte da retórica neoclássica. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. e testa. não lhe invejes a ventura. quando Disser consigo: “É esta De teu querido pai a mesma barba.. Ediouro.. c) A vida em contato com a natureza é revalorizada.. O tenro infante já com risos mudos Começa a conhecê-la! Que prazer não terão os pais. Quanto em chamas fecunda. outros correrem Nos cordeiros montados! Que estado de ventura! Que até naquilo. enquanto chupa a lisa teta. A mesma boca. s/d. e na boca Do inocente filhinho! Quando. Atende mais. E salte em cima dela. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. O autor contrapõe atividades profissionais distintas. Marília. Minha bela Marília.. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. Quando o tem nos seus braços.. (UFV-MG) – Todas as alternativas apresentam uma característica temática do Arcadismo utilizada por Gonzaga nos versos acima. c’o dedinho Nas faces graciosas. Minha bela Marília.. o manso gado.... o manso gado.. Em meus versos teu nome celebrado.. b) A poesia da Arcádia transforma o campo num bem perdido. Fresco assento de um álamo copado. alegre.. Um pouco meditemos Na regular beleza.

5. Já que dura tão pouco a flor dos anos. c) Por que se trata de um soneto? A questão de número 2 toma por base os seguintes textos: O URAGUAI (CANTO IV) (fragmento) Este lugar delicioso. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindoia. (Basílio da Gama) 1. Na branda relva. e braços. Fogem de a ver assim sobressaltados. O poema de Tomás Antônio Gonzaga expressa uma visão e um sentimento do mundo conflitivos. 1945. Os deslocamentos sintáticos no soneto de Cláudio Manuel da Costa apontam para uma permanência de elementos barrocos em sua poesia. (Basílio da Gama. A preocupação do eu lírico no texto A. pode-se concluir que: I. Teus olhos deixarão de ser estrelas. Public. Pois se sabes que a tua formosura Por força há de sofrer da idade os danos. Lá reclinada. Esta caracteriza-se por uma linguagem poética que busca uma comunicabilidade e sociabilidade. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah! Diogo cruel!” disse com mágoa. e cinge. 1941. O Uraguai. do ponto de vista da versificação. o aspecto moribundo. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. e triste. E nem se atrevem a chamá-la. No texto A. II. muito provavelmente. V. referem-se à exploração das terras de Minas Gerais pelos grandes proprietários plantadores de cana-de-açúcar no século XVIII.) 2. de que o “pátrio Rio” não caia no “esquecimento vil”. me não maltrata Saber que usas comigo de cautelas. enquanto dura. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. pp. Que inda te espero ver. E as tranças d’ouro converter-se em prata. Gozemo-nos agora. a) aponte. pasma e treme. Já. VI. essas convenções não estão presentes. Edições Cultura. IV. (UFG-GO) – A partir da leitura dos versos de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os Lusíadas. e nas mimosas flores. São Paulo. que irado freme. apesar da simplicidade de sua linguagem. sorveu-se n’água. Pálida a cor. 149. entretanto. soltando o leme. E param cheios de temor ao longe. sem mais vista ser. E fuja. 110 – . Cansada de viver. (VUNESP – adaptada) – A epopeia Os Lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. (Frei José de Santa Rita Durão. evidencia a ligação afetiva do poeta com os elementos locais. e lhe passeia. ESTROFE XLII) Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo Texto referente à questão 1. e irrite o monstro. Rio de Janeiro. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. “As porções de riquíssimo tesouro”. Releia atentamente os textos apresentados e. E. e lhe lambe o seio. Pescoço. não sendo exceções O Uraguai e Caramuru. 78-9. e apresse no fugir a morte. b) Como o poeta argumenta contra a recusa da amada e em defesa de seu convite amoroso? Mencione três metáforas utilizadas nesse argumento. Entre as salsas escumas desce ao fundo: Mas na onda do mar. Esta ligação é uma constante na poesia de Cláudio Manuel da Costa. da Academia Brasileira. A existência de interlocutor nos dois poemas é um dos traços marcantes da poesia árcade. III. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. e temem Que desperte assustada. que espalhava Melancólica sombra. Verás murchar no rosto as faces belas. Tinha a face na mão.) CARAMURU (CANTO VI. a) Por que se pode dizer que este poema desenvolve o tema do carpe diem? Perde o lume dos olhos. por causa delas. A convenção literária do poeta pastor e do retorno à natureza é um dos elementos marcantes da poesia árcade. Arrependida de ter sido ingrata: Com o tempo. que tudo desbarata. Marfiza cruel. Com mão já sem vigor. Por que me negas hoje esta ventura? Guarda para seu tempo os desenganos. a seguir. p. Caramuru. como que dormia.

Ora nos ares. a ordem lógica na escrita. d) O poema épico Caramuru. (ITA-SP) – Uma das afirmações abaixo é incorreta. modinheiro e improvisador Joaquim Manuel. Módulo 13 – Bocage Texto para as questões 1 e 2. Tu glória das carrancas semipretas! aí – 111 . b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia. as flautas dos pastores Que bem que soam. deuses e entidades pagãs. na qual menciona a natureza como refúgio. composição popular. vagueante. Zéfiros: personificação clássica das brisas. a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia greco-romana. especialmente ao Brasil. Mais tristeza que a noite me causara. Orfeu de carapinha. e) A morte de Moema. Quando acompanhas de infernais caretas Insípido lundum ou vil fandango. sussurrando. por extensão. a obra é um monólogo – só Gonzaga fala. se eu te não vira. Transcreva os versos ou expressões que traduzam aversão às colônias. dos ventos. musicalmente concertado. Naquele arbusto o rouxinol suspira. c) Apenas I e II. como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo. que pode ser lírico-amorosa. os Amores Incitam nossos ósculos ardentes. Transcreva os versos ou expressões que evidenciem a índole racista da sátira de Bocage. Vago: errante. misto de missionário e colono português. As vagas borboletas de mil cores. Aríon: célebre poeta grego. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. fez sucesso na Metrópole com suas modinhas e lundus. II. raciocina. índia que se deixa picar por uma serpente. I. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali. Olha. c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca. épica e satírica. Crespo Aríon. brasileiro e mulato. Orfeu: deus da música. (Bocage) Vocabulário: Cadente: harmonioso. cultivou a poesia bucólica. 1. Assinale-a. d) Apenas I e III. constantemente cai em contradição quanto à sua postura de pastor e sua realidade de burguês. do canto e. Marília. gira. Com uns eu esbravejo. eu zango. que. desde a sua fundação. embora tenha a estrutura de um diálogo. de origem africana. III. beijando-se. (ITA) – Dadas as afirmações: O Uraguai. orangotango. instrumento popular de quatro cordas simples. Para o cálido Sul cortando a linha. levado a efeito por Diogo Álvares Correia. como seu conterrâneo Caldas Barbosa. e) Todas. Marília é quase sempre um vocativo. é o trecho mais conhecido da obra O Uraguai. Que no auge do assombro te intrometas. Vivem por i alguns de várias tretas. de grande difusão no Brasil do século XVIII e início do XIX. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. Texto para as questões de 3 a 6. Não posso tal sofrer: eu ardo. no qual se exaltam os bandeirantes e se narra a história da atual Ouro Preto. Ora nas folhas a abelhinha para. Fandango: dança rural portuguesa de raízes espanholas. pastoril.3. de Basílio da Gama. O autor do poema épico Vila Rica. 4. melódico. Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. Lundum: ou lundu. Já de sobejo tens fartado a gana No seio da formosa Pátria minha. Com faro de chulice americana. (Bocage) Vocabulário: Machete: espécie de cavaquinho. 2. tem como assunto o descobrimento da Bahia. é motivado por dois propósitos indisfarçáveis: exaltação da política pombalina e antijesuitismo radical. preferindo a clareza. de Santa Rita Durão. poema épico clássico que antecipa em várias direções o Romantismo. Vai cevar-te no coco e na banana. da poesia. Ei-las de planta em planta as inocentes. Ósculo: beijo. Em Marília de Dirceu. b) Apenas II. com outros mango Que ópio dás ao machete. O soneto de Bocage que transcrevemos a seguir satiriza o violeiro. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão. Amores: personificação pagã do amor e da sensualidade.

–– Culto da morte como alívio para os sofrimentos. 4. Aponte os elementos árcades. / Deste viver cortesão! –– Visão subjetiva. (.. revelam o gosto pela simetria e pela construção paralelística. Amei! e o meu amor foi vida insana! / Um ardente anelar. / Qu’és mãe de merencórios pensamentos. 5. / Fujamos longe. Anteposição da fé à razão. resume globalmente tudo o que fora descrito e vai contrapor-se à ideia e ao sentimento final do soneto: a importância exclusiva. I. b) A forma fixa do soneto. na planta. Já farto de viver. feliz só tu. esclarecendo / As trevas do meu sono. / Não tinha uma harmonia a natureza / Comparada a sua voz. no penúltimo verso. / A ledice e a dor. e) é uma figura convencional de pastora. o pranto e o riso. e terra. II. / Entre os céus e a terra êxtase doce. porque és bela. b) I e II. RUI BARBOSA-SP – adaptada) – Assinale as proposições em que há equivalência entre o fragmento transcrito e o traço romântico indicado em negrito. / Uma etérea visão vem assentar-se / Junto ao meu leito aflito! / Anjo ou mulher? não sei. IV. no português contemporâneo. em meia vida. Por isso o romântico é levado ao escapismo (fuga) ou à rebeldia. ( ) O Romantismo reflete o conflito entre o mundo interior (sonho) e o exterior (realidade). os verbos no pretérito mais-que-perfeito (vira e causara) correspondem. Atenção do escritor aos detalhes para retratar fielmente o que descreve. com outras repetições. com a transcrição de palavras ou expressões extraídas do texto. III. Marília. Poesia descritiva de representação dos fenômenos da Natureza. / No prado. / Que nunca pude achar. / Entre dor e prazer celeste arroubo. / Das cidades populosas. d) I e IV. V. / Meus anos hei passado. / Homem que sente dor folga contigo. –– Ah! se não fosse / Um qual véu transparente. olhos. b) revela a influência que Gonzaga exerceu sobre Bocage. 112 – .) // (. / Como que a alma pura ali se pinta / Ao través do semblante. d) é um pseudônimo de Maria Joaquina Doroteia de Seixas. c) II e III. / Eu a crera mulher. brasileira que distribuiu seus encantos entre os árcades de Vila Rica e de Lisboa. Examine os textos dos itens de I a X e assinale V (se forem verdadeiros) ou F (se forem falsos). Detalhismo.3. — são teus. lábios d’homens / Não puderam dizer como eu a amava! –– Exacerbação emocional. a remordê-lo. Assinale a afirmação falsa sobre o soneto em questão. 6. a disposição das rimas.. II. antigo condicional (“mais tristeza (. ao imperfeito do subjuntivo (“se eu te não visse”) e ao futuro do pretérito. Gosto pelo pitoresco. Características gerais do Romantismo acham-se expressas nas proposições: a) II e IV. a identificação da Natureza com o estado emocional do eu poemático revela uma aproximação com o tratamento expressivo que os românticos davam à Natureza. Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 1. a todos prendes! / A mente. a) é a mesma mulher a quem o brasileiro Tomás Antônio Gonzaga consagrou nas Liras de Marília de Dirceu . sentidos. expressão do mundo interior. pela descrição de ambientes exóticos.) // (.. I. / Posto no coração. para a visão e valorização da Natureza. Há aproximações pré-românticas? Aponte o verso que destoa da natureza festiva e deleitosa predominante no soneto. 3. II.. a seleção vocabular. c) A palavra tudo. da presença da mulher amada.) me causaria”). / Quebrado pela dor. À noite quando durmo.. // O amor que eu tanto amava do imo peito. envolvida de sobrenatural.. Leia os itens a seguir e assinale a alternativa correta. na flor. IV. III. o coração. V. a figura feminina invocada no primeiro verso. com valorização da mística e da intuição. 2. / Folgam de te avistar. bem como o sentimento de insatisfação e inadaptação. / Sem paz e sem amor. Fujamos longe das vilas. –– Evasionismo no sonho. I. — és deles. a métrica decassilábica. (FAC. Prevalência da realidade exterior sobre a interior.. e) II e V.) meus olhos vagos / De a ver não se cansavam. não tinha cores / Formosas como as dela. ( ) O Romantismo reflete a ideologia da Revolução Francesa. e mar! –– Natureza participante.. / Homem que tem prazer folga de ver-te! / Contigo simpatizam. c) revela a influência que Bocage exerceu sobre Gonzaga. a construção gramatical e as alusões mitológicas revelam a tendência classicizante. Só tu.. cautério vivo. Daí o liberalismo e individualismo. bem longe. / Que embalde procurei. a) No segundo terceto. / Do vegetar entre as vagas / Destas cortes enganosas. uns após outros.. utilizada por vários poetas setecentistas. e) Nos versos de 1 a 12. d) As repetições nos versos 1 e 3 (“Olha”) e 10 e 11 (“Ora”) configuram anáforas e. correspondendo à ideologia da classe que assume a condição dominante — a burguesia.

mas temeroso de ser chamado como testemunha. que inclui poesia. o Presbítero descreve os costumes. com tendência ao coloquial. “pálpebra demente”. IX. vendo fugirem dois homens e ouvindo os gritos da criada do milionário. fugindo à realidade. Sobre Alexandre Herculano. apanharam-nos. correram atrás deles e. o heroísmo lendário. valorizando-se o passado histórico. Assinale a alternativa correta sobre Almeida Garrett. Quando — ai quando se há de apagar? 1. – 113 . V. dentro do Romantismo. VIII. b) No teatro. c) “este inferno de amar” – “esta chama”. Importante figura na cultura portuguesa do século XIX. 2. caracterizada pelo tom inflamado. “deserto lodaçal” e “matéria impura” é próprio da situação adolescente que. 5. ( ) Podem-se identificar três atitudes fundamentais no Romantismo: o nacionalismo. tédio. obra inspirada na prosa medieval. e) Antero de Quental. O senhor Manuel Caetano. foi poeta romântico e grande tradutor. marcado por morbidez. ( ) O emprego de expressões como “pálidas crenças”. Vinham aqueles inofensivos cidadãos pelo seu caminho. o egocentrismo. refere-se a a) “em mim” – “este inferno de amar”. tendo sido protagonista da Questão Coimbrã. d) O autor é tipicamente romântico. Os vizinhos do senhor Lobo. acaba-se perdendo nos aspectos mórbidos e depressivos da existência.III. da noite e suas variantes semânticas representa. O poeta faz da Natureza seu refúgio e sua confidente. daí a predominância da função emotiva da linguagem. menos amedrontado das suspeitas. declamatório. IV. assinale a alternativa correta. transformando-se quase numa religião (panteísmo). b) “em mim” – “esta chama”. Está relacionado tanto ao início do Romantismo quanto do movimento realista em Portugal. cuja linguagem era bastante inovadora para a época. 4. Que elementos do texto permitem associá-lo ao Romantismo? 3. (MACKENZIE-SP) – A palavra mo. quem foi? Esta chama que alenta e consome. ( ) A visão romântica do mundo é centrada no sujeito. o Presbítero. de Camilo Castelo Branco. revalorizando o período barroco. a luz do dia e suas variantes semânticas aprazem ao romântico por representarem a realidade em que ele se encontra. fugiu também. “fúnebre clarão”. Módulo 16 – Camilo Castelo Branco As questões de números 1 a 3 referem-se ao seguinte fragmento de Memórias do Cárcere. e a poesia social ou condoreira. a propósito de uma tentativa de roubo ao senhor Lobo da Reboleira. a paisagem e os valores portugueses do século XIX. gritando que andavam ratoneiros lá dentro. d) “em mim” – “n’alma”. e) “em mim” – “vida”. Trata-se de: a) Alexandre Herculano. Que é a vida — e que a vida destrói — Como é que se veio a atear. c) É autor de obra ampla e variada. VI. ( ) A valorização da lua. c) Camilo Castelo Branco. rica. ( ) O sol. mansos e quietos. ( ) O sentimento da Natureza traduziu-se de maneira exaltada. e) Em Viagens na Minha Terra retrata seus amores com a Vincondessa da Luz... d) Destacou-se por sua produção poética. auxiliados pela guarda do Banco. une ficção e história. Este inferno de amar — como eu amo! — Quem mo pôs n’alma. VII. é seu tema preferido. da fuga e da fantasia. defendendo uma língua liberta. Passaram à porta do capitalista no momento em que o senhor Lobo escorregava nas escadas íngremes e oleosas de sua casa. de Almeida Garrett. e estugou o passo. examinado sob a óptica romântica. tempo em que se passam as histórias de suas obras Monasticon e Eurico. a) Sua obra crítica apresenta traços cultistas. Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano As questões 1 e 2 referem-se à estrofe do poema “Este Inferno de Amar”. destacou-se com a obra Frei Luís de Sousa. c) Em Lendas e Narrativas. no segundo verso da estrofe. b) O celibato clerical. e) Eurico. romance e teatro. pelo espírito libertário e progressista. b) Almeida Garrett. d) Antônio Feliciano de Castilho. a valorização do sonho. ( ) O Romantismo reagiu contra a tirania gramatical. O senhor Almeida. no “eu” do escritor. receou que o tomassem por um dos salteadores. e desprendidos de cobiça. A maior injustiça que eu ainda vi desenfreada e às soltas na face da terra foi a que prendeu os senhores Almeida e Manuel Caetano. não havendo em sua obra qualquer traço das escolas literárias precedentes. escapismo. quando tal ouviu. a) O retorno à Idade Média é constante.

. (02) A alma foi estudada pelos clássicos. (UFMS-MS) – Assinale a(s) opção/opções verdadeira(s). como todos os demais. Tendo-se em vista o indianismo romântico. (VUNESP-SP) – Sem perder de vista o contexto. O contexto. tal como o estudo da alma. ou a pureza do dizer.” b) “O destino há de cumprir-se. de acordo com o texto. e asseveram a identidade das pessoas. que os perseguiram. Texto para o teste 2.. a) pode-se considerar a estrofe como expressão verdadeira da realidade indígena. 3. (04) A utilidade do romance está na duração com que estuda a alma. Camilo Castelo Branco rememora uma curiosa história que ouviu na prisão. CIÊNCIAS HUM.) denota tendência para particularizar os grandes temas. aponte: a) os motivos pelos quais Almeida e Manuel Caetano fugiram. (32) A expressão “firmar sua duração” (linha 1) equivale a “garantir sua perdurabilidade”. no entanto. que a alma está sobejamente estudada e desvelada nas literaturas clássicas. Tomou cargo de defesa Marcelino de Matos. (16) O romance deve sobreviver antes pela linguagem castiça. Releia o texto apresentado e. e não os conhecem. de Gonçalves Dias. que a podem contar como ela foi. Indique o fragmento. Aqui está a história contada pelos presos. uma característica da visão romântica de mundo. Texto para a questão 4. b) os captores de ambos. (Camilo Castelo Branco) 4.” (Antonio Candido.” Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias 1. inserindo-as na realidade local.. as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental. que apresente tom fatalista. (08) Romance duradouro é o que estuda a alma em linguagem purista. 2.” e) “É demente o senhor Simão?! disse o desembargador. Se o júri provar a inocência destes dois homens. p. na literatura romântica brasileira. a) “Agora é tempo de dar sepultura ao nosso venturoso amigo. (01) O romance deve ser útil. São chamados os vizinhos. O romance tem de firmar sua duração em alguma espécie de utilidade. (FATEC-SP) – “O indianismo dos românticos (. ouvi-me.) 1. Valente na guerra Quem há. Memórias do Cárcere – II..” c) “Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada.São o queixoso e sua criada convidados a reconhecer os ladrões.130-1. EXATAS E LETRAS DE RONDÔNIA-RO – modificado) – A estrofe transcrita faz parte do poema “O Canto do Guerreiro”. há pelo menos duas palavras que não são comuns no português coloquial brasileiro: ratoneiro e estugar. leia atentamente a frase: “São chamados os vizinhos. Pereira. como eu sou? 2. e asseveram a identidade das pessoas. b) os elementos contextuais que permitem reconhecer tais sentidos. e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local. 5. b) “perseguiram” no pretérito do indicativo. Eu dou mais pelo segundo merecimento. se tens saudades. que os perseguiram. como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais como eu dou? — Guerreiros. indique: a) os sentidos das duas palavras. Releia o texto de Camilo e. de Camilo Castelo Branco. Mais haverá de oito meses que eles estão esperando que os julguem. 114 – . pode-se dizer que o indianismo. a seguir. Seja o que o Céu quiser. (VUNESP-SP) – Neste fragmento. que destes há o suficiente nos clássicos. a meu ver. estudando a alma com linguagem castiça. extraído. d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental. b) pode-se considerar a estrofe como uma imagem idealizada do índio. como ocorre nas literaturas clássicas. de Amor de Perdição.” Justifique por que Camilo colocou: a) “são chamados” e “asseveram” no presente do indicativo. b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus. Lisboa.” d) “Mas. que por aspectos psicológicos. c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira. (FAC. manda buscar a rapariga. a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus. únicos.. 1966. qual é o artigo da lei que impõe ao ministério público o sacratíssimo dever de os indenizar? (Camilo Castelo Branco. tratando-as como próprias de uma tradição brasileira. M. motivo por que eles perduram. a seguir. A. Formação da Literatura Brasileira) Considerando-se o texto. — Quem há. sob a óptica do colonizador. permite entender o que significam. (VUNESP-SP) – No excerto apresentado.

Jatir... Do tamarindo a flor abriu-se. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. sob a copa da mangueira altiva e zelosa.. c) as frases III e IV. b) O poema romântico indianista retoma as antigas cantigas de amigo medievais. 5. (2. Já nos cimos do bosque rumoreja. 3.. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas.ª estrofe). Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam mais de cem mil-réis a dúzia. (MACKENZIE-SP – modificado) – Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura.. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Um quebranto de amor respira a si mesmo melhor que a vida! (4. A viração da noite já rumoreja nos cimos do bosque. III. movendo as folhas. b) as frases I. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol.ª estrofe). movendo as folhas. (FATEC-SP – adaptado) – Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Correm perfumes no correr da brisa. – 115 . cubistas. “vales”. III e IV. sinhá. d) pode-se considerar a estrofe como uma falsa imagem do índio. brilham estrelas.. Texto 1 Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. De todas as frases acima. como estas preces.c) pode-se considerar a estrofe como verdadeira expressão épica do condoreirismo. Assinale a alternativa que apresenta o nome do poema parodiado e seu autor.. Texto para o teste 3. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. e) pode-se considerar a estrofe como uma imagem do índio típica daqueles que seguiam os preceitos neoclássicos. tais como “luar”.ª estrofe). pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista.. cá? bah! (José Paulo Paes) Leia o texto abaixo para responder aos testes 4 e 5.. IV. d) as frases II e III. d) “Ainda uma Vez – Adeus!” – Gonçalves de Magalhães. maná. típica do misticismo.ª estrofe). as únicas que preservam o sentido original do texto de Gonçalves Dias são: a) as frases II. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. os filósofos são polacos vendendo a prestações. e) as frases I e III. c) “Canção do Exílio” – Casimiro de Abreu. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. No silêncio da noite o bosque exala. (1. no silêncio da noite. (Gonçalves Dias) 4. a) “Canção de Regresso à Pátria” – Oswald de Andrade. “bosque” e “perfumes”. (3. os sargentos do exército são monistas. Onde o frouxo luar brinca entre flores. como estas preces. há pouco. papá. (FATEC-SP – adaptado) – Considere as seguintes frases reescritas a partir do poema “Leito de Folhas Verdes”: I. Brilha a lua no céu. b) “Canção do Exílio” – Gonçalves Dias. sofá. II. não mais. e) “I-Juca-Pirama” – Gonçalves Dias.. Eu cobri nosso leito com mimoso tapiz de folhas brandas. Ai quem me dera chupar carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! (Murilo Mendes) Texto 2 lá? ah! sabiá. O bosque exala como prece de amor. LEITO DE FOLHAS VERDES Por que tardas. para expressar o amor por meio da espera. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. II e III.

ª geração (indianista).. Tu escutas. Leia atentamente o poema abaixo e responda às questões 3 e 4. a) b) c) d) e) O autor a que se refere o texto acima é: Gonçalves Dias. Os olhos turvos.ª geração (nacionalista). da 1.. (Álvares de Azevedo) 3. Em vários níveis se apreendem suas tendências para a evasão e o sonho. a) b) c) d) e) O poema apresenta o assunto em forma de: relato épico. narrativa fantástica.ª geração (byroniana). 4. da 1. quem és? o remorso? Do corcel te debruças no dorso. Fagundes Varela. da 1. — É a fada que nos leva além da vida Pálidos de langor! A poesia é a luz da mocidade — O amor é o poema dos sentidos. crônica. Cavaleiro das armas escuras.. — Poesia e amor. E a mulher. d) Apesar da intensa presença da Natureza. Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingança retumba? Cavaleiro. sonhos de amor e de saudade! Quero ainda sentir arder-me o sangue..... como forma de resolver as tensões exasperadas.c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. e) Mesmo sendo romântico.. diálogo dramático.. A febre dos momentos não dormidos E o sonhar de ventura. o meu peito langue E morrer de ternura! (Álvares de Azevedo) Cavaleiro das armas escuras.. Tua febre que nunca descansa. Oh! da estrada acordando as poeiras Não escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos pés? Onde vais pelas trevas impuras. Agrupe os adjetivos usados pelo poeta e conclua sobre a atmosfera romântica criada pelo uso desses adjetivos. melodias lânguidas que se prestam antes à sugestão de atmosferas que ao recorte nítido de ambientes. A camada de sons compõe ritmos frouxos. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. História Concisa da Literatura Brasileira) Sou o sonho de tua esperança. Quem te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? O FANTASMA 1. da 2.ª geração (nacionalista). história romanceada. recebida principalmente de Camões. 116 – . 2. mas o horizonte último é sempre a Morte. as comparações e metáforas traduzem no concreto das imagens naturais os mesmos sentimentos básicos vinculados a aspectos mórbidos da existência. Voltai. negra de amarguras Onde só abrem duas flores puras. TRINDADE A vida é uma planta misteriosa Cheia d’espinhos. Macilento qual morto na tumba?. notam-se no poema os aspectos marcantes do Arcadismo. é a nota suspirosa Que treme d’alma a corda estremecida. Texto para o teste 2.. Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lábios frementes Vertem fogo do teu coração? Cavaleiro... Gonçalves de Magalhães.. Casimiro de Abreu. da 2. MEU SONHO EU Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Texto para a questão 1. E galopas do vale através. Álvares de Azevedo..ª geração (byroniana). quem és? — que mistério.. Identifique no poema as expressões e imagens associadas à noite e ao oculto. O delírio que te há de matar!. A evasão segue a rota de Eros. pela presença dos elementos mitológicos. o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo. (Alfredo Bosi.

. (UFV-MG – modificado) – Assinale a alternativa falsa. e) o poeta romântico propõe que literatura e Natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico. a palavra adeus reitera.. Mas um dia volvi aos lares meus..Leia o poema... que o templo das ideias Largo — abris às multidões. c) o entusiasmo pelo progresso cultural se contrapõe ao temor do progresso técnico. Como as plantas que arrasta a correnteza... nestes versos de “O Livro e a América”.... Texto para os testes de 2 a 4. A valsa nos levou nos gritos seus. Era a pálida Teresa! “Adeus” lhe disse conservando-a presa... que agride a Natureza. . E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!” Passaram tempos.. corando. E manda o povo pensar! O livro caindo n’alma É germe — que faz a palma. b) A descrição da mulher amada aproxima-se da imagem angelical e sagrada que caracteriza a senhor da concepção medieval. Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para o teste 1. Pra o batismo luminoso Das grandes revoluções. abandonando as preocupações com a História. Olhos fitos no céu. b) o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela Natureza. gozos do Empíreo. É um retrato talvez. tão extinta e fumarenta Como de um sonho o recordar incerto. consuma o lado carnal dessa relação.. 1. no contexto de Espumas Flutuantes. livros à mão cheia.. Oh! Bendito o que semeia Livros. e) A subjetividade romântica idealiza a figura da mulher.. o poeta.. Partindo eu disse — “Voltarei!. E ela.. em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais. Pálida sombra de mulher formosa Entre nuvens azuis pranteia orando. considerando o tema da atração que a mulher exerce sobre o poeta romântico e responda ao teste 5. d) Dividido entre espírito e matéria. (FUVEST-SP) – O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro.. Tão vaga. — sec’los de delírio Prazeres divinais. Agora que o trem de ferro Acorda o tigre no cerro E espanta os caboclos nus. arquejando.... (Castro Alves) – 117 . o tema do amor interrompido. permite afirmar corretamente que. E resta agora Aquela vaga sombra na parede — Fantasma de carvão e pó cerúleo.. a plenitude do desencontro. surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa!.. murmurou-me: “adeus. descansa!. Naquele seio Porventura sonhei douradas noites: Talvez sonhando desatei sorrindo Alguma vez nos ombros perfumados Esses lábios negros.. em cada repetição. Ela em soluços murmurou-me: “adeus!” Quando voltei. chorando mais que uma criança. Junto a meu leito.. a intensidade patética do sentimento. Entrei!.... E ela... Era eu. a) b) c) d) e) Neste poema... Foi-se a minha visão. E depois na sala “Adeus” eu disse-lhe a tremer coa fala....” Ela. era o palácio em festa!. entreabriu-se um reposteiro. Vós. a) o poeta romântico assume o ideal do progresso. c) Só em sonhos o poeta realiza o desejo de tocar a mulher amada. –– Arauto da grande luz!. murmurou-me: “adeus!” (Castro Alves) 2. O “ADEUS” DE TERESA A vez primeira que eu fitei Teresa. (Álvares de Azevedo) 5. d) o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica. Ela me olhou branca. Fazei desse “rei dos ventos” –– Ginete dos pensamentos.” Uma noite. E amamos juntos.. o vazio da paixão.. com as mãos unidas. e em delíquio Nos lábios dela suspirei tremendo. por fim. a) A presença de um erotismo doentio e reprimido torna a mulher uma musa distante do poeta... É chuva — que faz o mar.. a confissão da fidelidade. E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. E da alcova saía um cavalheiro Inda beijando uma mulher sem véus... cabelos soltos..

. 5 – Irrisão: zombaria. que poluía as fontes da vida familiar e social do BrasilImpério. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário inadequado aos versos transcritos. tem a função principal de a) prenunciar as imagens da estrofe seguinte. c) próximos. e) onomatopeia.3... uma palavra aberta.... Prende-os a mesma corrente — Férrea. 118 – . Texto 1 Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba1 Que excita a fúria do algoz? (. Ó mar. c) indicar a estabilidade do amor de Teresa. Dança a lúgubre coorte3 Ao som do açoite4. tufão!. c) paradoxo. o despontar de uma repulsa pela moral do senhor-eservo. A vontade por poder. adjetivos da mesma área semântica. e) frisar o aspecto convencional do “adeus”. 6.. b) sinestesia. cúm’lo de maldade. 6 – Vaga: onda. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. Hoje. “em soluços”.. lúgubre2 serpente — Nas roscas da escravidão. e) O eu lírico emprega recursos da oratória (arte do bem dizer) e metáforas arrebatadoras e ousadas. 1 – Turba: multidão. “arquejando”). Irrisão5!. O verso-refrão.. c) Trata-se da expressão de uma análise racional da realidade. “Pálida” e “branca”. Nem são livres pra morrer. d) similares. Sobre Castro Alves.. b) diferentes.. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas6 Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. d) Os versos são excelente exemplo da manifestação daquela repulsa de que nos fala Alfredo Bosi. b) marcar a progressão dramática das separações.. d) antítese. Se eu deliro..” (História Concisa da Literatura Brasileira) Leia a seguir alguns versos extraídos do poema “O Navio Negreiro” e responda aos testes 5 e 6. E assim zombando da morte.. 4 – Açoite: chicote. d) dar relevo aos tempos fracos de uma história excepcional. Senhor Deus. transpostos ao âmbito social.) Ontem plena liberdade. a) Os ideais liberais.. (MODELO ENEM) – Em “o rir calmo da turba excita a fúria do algoz” há a) comparação. 5. põem de lado o sentimentalismo egocêntrico.. apreendem a personagem em estados de alma: a) idênticos. Alfredo Bosi afirmou: “A sua estreia coincide com o amadurecer de uma situação nova: a crise do Brasil puramente rural.. e) contínuos.. dos ideais democráticos e. (. que lembra a morte. 2 – Lúgubre: fúnebre.) A palavra do poeta baiano seria.. “entre beijos”. cujo objetivo é envolver e sensibilizar o leitor. portanto. o lento mas firme crescimento da cultura urbana. b) As palavras são de repúdio à realidade de uma nação que se nutre da mão de obra escrava. no contexto em que se inseriu. 3 – Coorte: legião. 4. ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!.. caçoada. de forte impacto emocional. em sua parte variável (“corando”.

mas robusto.Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para as questões de 1 a 3. que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro. Tornou-se a deusa dos bailes. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro. como se pode classificar o trecho transcrito? 5) Que recurso linguístico mais caracteriza esse tipo de composição? 2. (FUVEST-SP – adaptada) – Observe os três primeiros parágrafos do texto. e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu fulgor? (José de Alencar. (FUVEST-SP – adaptada) – Este trecho inicia a caracterização de uma das personagens do romance. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. como o raio de sol no prisma do diamante. alto. (FUVEST-SP – adaptada) – Qual o significado da expressão metafórica “Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela”? Texto para as questões 4 e 5. foi proclamada a rainha dos salões. Duas opulências que se realçam como a flor em vaso de alabastro. 3. a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso. dois esplendores que se refletem. (b) com o tema central do livro. de talhe delgado. Era rica e formosa. Indique esses elementos e explique quais são essas relações. O Gaúcho) 4) Quanto à modalidade de texto. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. Senhora) 1. Quem não se recorda da Aurélia Camargo. Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. Trata-se de um tipo de caracterização romântico ou realista? Por quê? – 119 . Eles contêm elementos que se relacionam: (a) com o tipo de sociedade descrita no romance. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. o nariz adunco. O rosto comprido. (José de Alencar.

o eu lírico lamenta o fato de ter nascido e de não ter morrido onde pensou que morreria: “e por meu mal me fezo Deus nascer / e por meu mal non morri u cuidei”. que conselho non sei? não sei que fazer Que farei eu. (Oswald de Andrade. menos um: a) (A) gravidade (seriedade) versus (B) humor. o eu lírico sente-se completamente desamparado e pergunta à amada o que ele deve fazer: “Que farei eu. que mal dia nasci? Que farei eu. c) Na terceira estrofe. e) (A) regularidade métrica versus (B) irregularidade métrica. pois me non queredes creer a coita en que me tem amor. O ritmo das repetições. pois mi’a vós non creedes? Que farei eu. e por meu mal vos vi. o eu lírico diz viver “sem sabor” e que a amada não crê no amor que ele sente por ela: “en que hoj’eu vivo tan sem sabor. vê-se que nem mesmo Deus acredita no amor que o eu lírico diz sentir: “E. Trata-se de uma das mais belas composições do trovadorismo português. se logo non morrer: Que farei eu. (MODELO ENEM) – Comparando (A) o poema medieval transcrito no teste 1 com (B) o poema do modernista Oswald de Andrade. O que primeiramente se deve notar na cantiga é a expressão de estonteamento amoroso. / que farei eu. tampouco que ela acredite no sofrimento dele. que farei eu. se mais a viver hei? Que farei eu.FRENTE 3 ANÁLISE DE TEXTOS Módulo 1 – Análise de Texto Leia a seguir uma cantiga de Martin Soares. b) (A) linguagem elevada versus (B) linguagem coloquial. século XX) ajudais E. / nem que queirades mia coita creer”. e por meu mal tan muito ben oí dizer de vós. que farei eu. pois que Deus non quer que me valhades. d) (A) tema religioso versus (B) tema prosaico. terminando no clímax de um eu lírico “desamparado”: Senhor fremosa. nada E dessa coita en que me vós teendes. Resposta: D Texto para o teste 2. nem que queirades mia coita creer. vivendo sempre assi? Que farei eu. cativo pecador? Que farei eu. pois meu mal é quanto ben vós havedes. e) Nos versos finais. pois me vós non valedes? 1. ele vive somente pelo sofrimento que ela fez surgir nele: “como vos viss’e por meu mal fiquei / vivo”. c) (A) linguagem hiperbólica versus (B) linguagem concisa. lembrais nem do afan que m’amor faz prender. que vós desamparades? 2. que vós desamparades?” Resolução Na quarta estrofe. pois mi’a vós non creedes?” d) Na quarta estrofe. crer no sofrimento sois tão bela por amada ouvi todas as [qualidades que tendes E pois vos vós da coita non nembrades. as queixas de quem não é correspondido dão ao poema uma emoção dramática e lamentativa. a concentração na figura amada. que conselho non sei? / Que farei eu. ansiedade por meu mal vivo mais ca vós cuidades do que – pensais e por meu mal me fezo Deus nascer e por meu mal non morri u cuidei onde – pensei (que morreria) como vos viss’e por meu mal fiquei logo que vos vi vivo. observamos todos os seguintes pares de contrastes. por Deus que mi’o digades? Que farei eu. com a expressão da perda da vida e do desespero diante da frustração amorosa. por meu mal é que tan ben parecedes e por meu mal vos filhei por senhor. en que hoj’eu vivo tan sem sabor. os versos afirmam que Deus não quer que a amada ajude o eu lírico. pois que Deus non quer que me valhades. A reiteração de “por meu mal” e “que farei eu?” produz uma crescente intensidade patética. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. 120 – . pois vós por meu mal ren non dades. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase indevida dos versos. Sua música infelizmente se perdeu. a) Na segunda estrofe. ele também afirma que. b) Na mesma estrofe. desde que viu a amada pela primeira vez. como aconteceu com quase todas as canções medievais portuguesas.

b) vivenciado por pessoas que apreciam a autêntica poesia. E os que leem o que escreve. a) corrupção – imposição da natureza b) inflexibilidade – acomodação de interesses c) manipulação – convenção social d) conveniência – imposição religiosa e) imparcialidade – inclinação natural do ser humano Resolução O Corregedor.Resolução No poema de Martin Soares. um mal. uma função lúdica — lúdico: relativo a jogo. dizer que a poesia. Pode-se. e pelo que se depreende da fala de Glauco. uma inclinação natural do homem. Resposta: D 4.. e um casco debaixo do capelo. dizendo: Frade: Tai-rai-rai-ra-rã. 358e-359b. não sendo. a impotência de vingar-se quem foi vítima de injustiça. ta-ri-ri-rã. tem um caráter a) instável. Trad. 2000. no diálogo A República. presente tanto no ato da criação como no ato da fruição da obra de arte. [Glauco] – Dizem que. Esse comboio de corda Que se chama o coração. em vida. ou seja. como a própria classificação da cantiga já indica (cantiga de amor). na obra de Platão. passando. e um broquel e üa espada na outra. quando os homens cometem reciprocamente injustiça e dela são vítimas. d) enganoso. isto é. de Carlos Alberto Nunes. Livro II. Resolução A palavra autopsicografia refere-se à análise psíquica ou psicológica que o eu lírico faz do ato de criação poética. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. por natureza. e) infantil. a impunidade para todas as malfeitorias. a experimentar ambas as coisas. Mas só a que eles não têm. comporta um certo grau de ______________ ______________________ e.) 5. entretendo a razão. ta-rai-rai-rai-rã. começou de dançar. como a obra de arte em geral. no Auto da Barca do Inferno. Desse ponto foi que nasceram as leis e os contratos entre os homens. ta-ri-rim-rim-rã. então. padre?! Que vai lá? Frade: Deo gratias! Som cortesão. que julgava os processos segundo os subornos que lhe ofereciam. c) emotivo. Da fala de Glauco. uma forma de regular as relações na vida em grupo. (Platão. (MODELO ENEM) – A palavra que dá título ao poema indica que o eu lírico tratará de um fenômeno psíquico a) que ocorre conosco quando de uma ruptura amorosa. foi um juiz corrupto. entre outras. brincadeira —. não se pode dizer que o tema seja religioso. Fernando Pessoa representa o coração como um trenzinho de brinquedo. Tal é a origem e a essência da justiça: uma espécie de compromisso entre o maior bem.a ed. A República. Huhá! Diabo: Que é isso. Na dor lida sentem bem. Resposta: C Texto para o teste 6. porém que há mais mal em ser vítima de injustiça do que bem em praticá-la. que gira entre uma ficção e outra. e o maior mal. embora o eu lírico se declare “cativo pecador” e mencione a vontade de Deus. a entreter a razão. d) que ocorre com o poeta no ato da criação poética. e) próprio dos estados de transe dos artistas. Resposta: D Módulo 3 – Análise de Texto Texto para o teste 5. c) responsável pela inspiração artística. os que não podem esquivar-se de uma nem alcançar a outra consideram mais vantajoso firmar um acordo para não mais serem vítimas de injustiça nem virem a cometê-la. graças a Deus – sou homem da Corte Módulo 2 – Análise de Texto Texto para os testes 3 e 4. Belém. praticar injustiça é um bem e ser vítima de injustiça. é possível concluir que a prática da justiça. no primeiro caso. no segundo. (MODELO ENEM) – Pelo que se observa no modo como o Juiz Corregedor conduzia seu trabalho. (Fernando Pessoa) 3. tai-ri-ri-rã. Um Frade com üa Moça pela mão. Resolução A poesia. trata-se de tema amoroso. conclui-se que a justiça é um compromisso entre os homens. vindo. o que é determinado por lei a ser chamado legalidade e justiça. Não as duas que ele teve. Resposta: B – 121 . então. (MODELO ENEM) – Em “Autopsicografia”. desempenha. E assim nas calhas de roda Gira. portanto. e. resulta de uma ________________________________ . tã-tã. como a obra de arte em geral. 3. portanto. b) lúdico. ele mesmo fazendo a baixa. Editora da Universidade Federal do Pará. AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. Por isso.

. o Diabo 1 – Broquel: escudo pequeno. desenvolvendo-se na forma de uma sucessão de quadros ou sketches. Resolução Gil Vicente é um autor ainda preso a uma visão maniqueísta do mundo.. d) as novas tendências de Detroit. num suspiro.Diabo: Sabês também o tordião? Frade: Por que não? Como ora sei! Diabo: Pois. a Igreja. NOSTALGIA NO FUTURO 122 – . mostra que nunca o ontem e o amanhã estiveram tão bem representados no presente. 4 – Fazer a baixa: cantarolar ou assobiar a música de uma “dança baixa”. a usura. b) “ser aprovado” quer dizer ser aceito pelo programa Credicard. E baixa a coisa fria também chamada de noite. investem em tecnologia de preservação do meio ambiente. espécie de dança cortesã então na moda. Resposta: C A alternativa que não contempla o duplo enfoque dessa manchete é a) a virada do milênio tem a tecnologia do futuro com o visual do passado. Resolução Aqui refere-se ao cartão Credicard. Ou seja: em suas obras não há relativização do Bem e do Mal. segundo suas ações em vida. menos uma: a) Como se observa no trecho. obra da qual se extraíram os versos transcritos. publicada em ZH de 14 de janeiro de 1999. e o frio ao frio em bruma se entrelaça. entrai! Eu tangerei e faremos um serão. em que se lê UNIVERSITÁRIO AQUI VOCÊ NÃO PRECISA TER UMA NOTA ALTA PARA SER APROVADO Com relação ao texto da propaganda. e) A estrutura da peça se enquadra nos moldes medievais.) tipo de dança tocarei um instrumento sarau a como coisa minha Frade: Diabo: Frade: Diabo: (. representantes de vícios humanos (a desonestidade. Resposta: D Módulo 4 – Análise de Texto As questões 7 e 8 referem-se ao texto que segue. só não se pode afirmar que a) “nota alta” está significando muito dinheiro. 6. mundano a Berzabu vos encomendo! Belzebu.o 132 trouxe uma propaganda do cartão Credicard. Essa dama é ela vossa? Frade: Por minha la tenho eu. exceto a e.. 2 – Casco: capacete. mas sim aos indivíduos que as compõem. c) Gil Vicente inova nesta obra. Juro a Deos que nom t’entendo! esta batina de nada me vale? E est’hábito no me val? Gentil padre mundanal. Ganhei (perdi) meu dia. refere-se ao Salão do Automóvel de Detroit. b) os fabricantes de automóveis não resistem ao apelo nostálgico do fim do século e esbanjam criatividade em lançamentos que lembram velhos sucessos. já que é o primeiro autor a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. nos Estados Unidos.. realizado em Detroit. d) Nesta peça. c) o maior evento automotivo das Américas. e sempre a tive de meu (. a corrupção etc. todas as alternativas seguintes são corretas. —. b) A crítica vicentina não se dirige às instituições — a Justiça. a Nobreza etc. 3 – Capelo: capuz. Resolução Todas as alternativas contemplam a tecnologia do futuro aliada à valorização das linhas do passado. assim. de Gil Vicente. além de mostrar a onda retrô. e) os veículos que chegam ao mercado nas linhas 2000 e 2001 surpreendem por suas linhas futuristas e inovam em tecnologias cada vez mais ousadas. Resposta: E 8. o compromisso com o futuro da humanidade. Gil Vicente faz desfilar tipos alegóricos. (MODELO ENEM) – Sobre o Auto da Barca do Inferno. SALÃO DE DETROIT Módulo 5 – Análise de Texto Texto para os testes 9 e 10. e) a propaganda dirige-se a leitores específicos — os universitários. 7.). c) o autor do texto fez uma analogia criativa. a personagem do Diabo sentencia o destino das personagens. (UPF-RS) – Esta manchete. d) “aqui” refere-se a uma universidade. que se refere unicamente aos aspectos ligados ao futuro (“linhas futuristas” e “tecnologia cada vez mais ousada”). assumindo. (UEMT-MT) – A revista Superinteressante n.) Pera onde levais gente? Pera aquele fogo ardente que não temestes vivendo.

superior. aproveitando o descanso da noite para meditar. 11.. b) “vida breve”. Ele ama o dia e sua luz. bronze a epopeia. b) estão empregadas em sentido denotativo. sublime. e) a poesia é puramente objetiva e descritiva. Assinale a alternativa em que não há marcas linguísticas indicativas desse interlocutor ou destinatário.. O poeta pretende transmitir-nos. podemos concluir que a) o poeta sente medo e tristeza dentro da noite negra e fria. [que] a elegia (poema lamentativo) [seja] lágrima. que.o duradouro de hoje nem / espera a tinta do jornal secar” e) “firma. respectivamente.(*) Mas já que o duradouro de hoje nem espera a tinta do jornal secar. d) “promissórias”. c) estão empregadas como metáforas. Resolução O tom elevado. escrever o bilhete.. escrever / o bilhete. Pode-se. (MODELO ENEM) – Da interpretação do poema. lágrima a elegia. então. vitríolo o epigrama... (MODELO ENEM) – A palavra ou expressão que sintetiza o caráter sublime da escrita é a) “filhos do momento”. respectivamente.E me pergunto e me respiro na fuga deste dia que era mil para mim que esperava os grandes sóis violentos. firma. ao serro frio.. a tua promissória / ao minuto. quase que fisicamente. e) “História”. como se observa no próprio título do poema. metáforas para vida e morte. faz um retrospecto melancólico. c) o poeta se sente triste ao fim de mais um dia de um longo inverno e se lembra com saudade dos dias quentes e alegres de verão.” Resolução Nos versos transcritos na alternativa d. sentindo próximo o fim da vida. azul. a um destinatário — a um tu. [e que] a epopeia [seja] bronze”. arte longa em vida breve / inscrever. Sonhas 12. não há marca linguística indicativa do interlocutor a que se dirige o eu lírico: a tinta de escrever. À TINTA DE ESCREVER Ao teu azul fidalgo mortifica registrar a notícia. os pronomes e verbos na segunda pessoa do singular marcam a inclusão do interlocutor ou destinatário. onde pudesses inscrever arte longa em vida breve. assinar a promissória esses filhos do momento. (José Paulo Paes. Resposta: C Módulo 6 – Análise de Texto Texto para os testes 11 e 12.Sonhas / mais duradouro o pergaminho” c) “onde pudesses. b) o poeta mostra alegria. (MODELO ENEM) – O eu lírico fala a algo ou a alguém. pois se trata de termo que se associa à nobreza. lamenta o esvaziar-se de uma vida que era cheia de expectativas. é representado pela palavra fidalgo. “felicidade” e “infelicidade”.” d) “. (MODELO ENEM) – Dos versos transcritos...) (Carlos Drummond de Andrade) 9. como quem percebe a aproximação da morte. Nas demais alternativas.. desejado na poesia. azul. a) “Ao teu azul fidalgo mortifica / registrar a notícia. Prosas seguidas de Odes Mínimas) (*) Entenda-se: “Sonhas [que seja] mais duradouro o pergaminho. d) estão empregadas com sentidos complementares... me sentia tão rico deste dia e lá se foi secreto. Resposta: D – 123 . [sonhas que] o epigrama (poema breve e satírico) [seja] vitríolo (veneno). verificamos que as palavras dia e noite a) estão empregadas em sentido próprio. por “sóis violentos”. ao cair de uma noite de inverno: ele merecera e ganhara mais um dia. a tua promissória ao minuto e adeus que agora é tudo História. Resposta: D mais duradouro o pergaminho onde pudesses. c) “fidalgo”. d) o poeta. no poema.. Resposta: C 10. que ansiava por intensas emoções. dizer que ele se dirige a um interlocutor.” b) “. e) significam. Resolução As palavras dia e noite são. (. confrontando o muito que esperava e o nada que tem nas mãos. Resolução Os versos expressam a melancolia do eu lírico. a sensação de um dia de inverno. arte longa em vida breve inscrever.

é bom para todos. um caminhante resignado. devido à apresentação de termos novos e desconhecidos. Comprovam-se essas afirmações no trecho “Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. b) um recurso utilizado no vestiário. pela oposição entre o ser humano e objetos. planejava todo o jogo numa mesa de botão. b) um efeito de ironia. durante o jogo. incluindo o minuto de silêncio. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No texto. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. a comparação do campo com um quadro negro aponta a) o pessimismo do tático em relação ao futuro do jogo. É quando os times ficam perfilados. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. Tático exemplar. em futebol.Módulo 7 – Análise de Texto O texto abaixo refere-se aos testes 13 e 14. a gente fica igual a carro usado. é a embreagem. Andar é bom para mim. é o contraplano do rolabrequim. (João Ubaldo Ribeiro. d) os momentos iniciais decidem como será o jogo.. Resolução A utilização do quadro-negro. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. Da entrada em campo até a troca das camisetas. pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecânica. já que. dá ao tático a possibilidade de esquematizar o jogo de sua equipe. digamos. Então o técnico acredita que pode prever o que acontecerá. d) o recurso didático preferido pelo técnico Tim. in O Estado de S. Falava um jogo e o time jogava outro. certamente como no momento do minuto de silêncio. e que o técnico não pode controlar. entre os termos técnicos utilizados pelos mecânicos e os utilizados pelos médicos. o uso de termos (já existentes ou inventados) referentes a áreas diversas tem como resultado a) um tom de melancolia. e) um meio de pensar o jogo como algo previsível. Estou ficando cobra em calçadão. e) a criação de uma metáfora existencial. c) uma certa confusão no espírito do leitor. Resposta: B 124 – . (Luís Fernando Verissimo. Resolução O efeito de ironia zombeteira deve-se à ausência de discriminação. Depois dos 50. é o que mecânicos e médicos disseram. os jogadores ficam estáticos. para conseguir ir segurando a barra. A triste verdade é que passei as férias no calçadão do Leblon. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No período que se inicia em “Depois dos 50. A equação entre o organismo e o automóvel é o centro da brincadeira. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. todo o dia tem uma coisa dando errado. nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrando. e) a dinâmica do jogo depende do planejamento que o técnico faz. Aí. por exemplo. provocadas pelo movimento dos jogadores. é o contrafarto do mesocárdio epidítico. c) a visão de jogo como movimento contínuo. a) o planejamento tático está sujeito à interferência do acaso. vou acatando os conselhos. c) a inteligência dos jogadores é que decide o jogo. No quadro-negro. Sou. ocorrem situações imprevisíveis. como se fora um campo de futebol. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. embora deva confessar que o meu momento calçadônico mais alegre é quando. Resolução O acaso pode mudar toda a esquematização tática do técnico. diziam todos. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. é a suspensão. Resposta: A 14. O Tim. b) a lógica rege as jogadas. d) a invenção de uma metalinguagem. vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-saúde do dia.”.. Paulo) 13. Observe-se o trecho “Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável”. in O Estado de S. pela aproximação entre um carro usado e um homem doente. digo sem muita convicção a meus entediados botões. pelo uso de termos médicos em lugar de expressões corriqueiras. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema — e parados. na enumeração do texto. Foi um técnico de sucesso. Paulo) 15. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – A tese que o autor defende é a de que. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. é o radiador. O problema do Tim. Resposta: E Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 15 e 16. a falta de serotorpina folimoleculal. já no caminho de volta. esse inimigo mortal de qualquer estrategista”.

sabiá. c) semelhança. a relação entre as pessoas e as cousas é de a) contiguidade. obras de arte e.. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. gordura. animal ou cousa: João. Bastam-se. por: a) Nesse lugar. b) nega que ela seja composta apenas por adjetivos. b) oposição. No Brasil.16. Não se metem com ninguém. com menos de 5 anos de idade. sal e fermento obtêm o pão. Morre.. o ser humano definha e morre. nos trópicos. ela deve ser composta de adjetivos. até sem roupa. Eu gosto é das cousas. todos diferem quanto a hábitos e costumes. vou acatando os conselhos”. reticente ou falastrão. b) Nesse instante. As cousas são quietas. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. Multiplicam-se [em excesso. texto adaptado) – 125 . E não exigem nada. ao empregar o advérbio “decerto”. morrem de subnutrição a cada ano. onde não faltam alimentos. Mas o bom. aí serve para introduzir uma decorrência do que antes foi dito. passou a ter valor de troca. A bailarina e o papa. As pessoas atrapalham. Na sociedade capitalista. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. cozinham legumes e assam os grãos. Impossível é prescindir de comida e de bebida. Em outros contextos. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. Não se metem com ninguém / (. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. Da mescla de trigo. e) complementaridade. Se deixar de comer e beber. ela certamente seria composta por adjetivos. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos. aí será corretamente substituído. 17.. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. As cousas. o poeta a) ironiza a ideia de que ela seja composta apenas por adjetivos. em muitas situações. Um ovo. Resposta: D Resolução A relação de oposição entre as pessoas e as cousas pode ser constatada nos seguintes versos: “As pessoas atrapalham. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre. Paulo. de acordo com seu sentido no texto. leia o texto abaixo. porém. mesmo. sim!. produtos industrializados. e) Ao contrário. / As cousas são quietas. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – Na frase “Aí. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. Escuro.. Áspero. in O Estado de S. d) compatibilidade.. João. o Nobel de Química e o encanador. são os adjetivos.. indica que.) As cousas vivem metidas com as suas cousas”.. embora haja milhares de famintos. d) Em consequência.. Multiplicam-se em excesso. Um armário. Uma pedra. Estão em toda parte. Módulo 10 – Análise de Texto Para responder os testes 19 e 20... para evitar queda de preços. Eu sonho Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. havendo uma linguagem das plantas e dos animais. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos. Resposta: B 18. mais do que possibilidade. caneta”. Bastam-se. o mesmo advérbio poderia indicar lugar ou tempo. Resposta: E Módulo 9 – Análise de Texto Para responder às questões de números 17 e 18. Resolução No contexto. Ovo pode estar choco: é inquietante. evitam comer carne crua. Estão em toda parte. João só será definitivo Quando esticar a canela. Dotados de capacidade reflexiva — sabem que sabem o que sabem –. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca.” Referindo-se à linguagem das plantas e dos animais. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. Entre os indígenas tribalizados. leia o poema de Mário Quintana. com o advento do mercado. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. c) Contudo. para conseguir ir segurando a barra. Macio. equipamentos e interesses.) As cousas vivem metidas com as suas cousas. o poeta. água.. e) indica a possibilidade de que ela seja composta apenas por adjetivos. Sonoro. (Frei Betto. (UNIFESP-SP) – No poema. Amigo ou adverso. (Ovo. Verde. d) põe em dúvida o fato de que ela seja composta apenas por adjetivos.(UNIFESP-SP) – “Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos / Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. Resolução A alternativa e é a mais aceitável. o marajá e o indígena. nem sempre. c) mostra que. Rente.. Luminoso. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. Lento. O alimento é-lhe tão imprescindível que. lavam as frutas e verduras.

Quando eu crescer Os sonhos dos adolescentes são bastante práticos e factíveis. c) produtos industrializados. aroma e muita experimentação. Tem folha seca. termo que consta de período anterior. Resolução O pronome pessoal os. Vai começar mais um espetáculo do futebol brasileiro. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. apropriada ao tom informal e humorístico do texto. c) desprezam a arte e. mas por meio de uma perífrase. o pronome em destaque retoma a expressão a) a bailarina e o papa. BRASILEIRÃO 2002. e) alimentos. d) se assemelham quanto à necessidade de alimentação e bebida. Parque temático O adolescente vai ao shopping center por prazer. Texto para as questões de 4 a 6. Resposta: E Módulo 1 – Análise de Texto Texto para as questões de 1 a 3. pelo apagamento da ação da torcida. d) o homem e a mulher. transforme a loja em um espaço de lazer. casa própria e diploma. c) denota indiferença do emissor em relação às manifestações pouco educadas da torcida. criativo e ecológico. é correto afirmar que a) expõe a liberdade do emissor de repetir o que a torcida grita. caracterizado no texto como espetáculo lúdico. cor. e) podem prescindir de comida e bebida. presente em “reproduzi-los” refere-se a alimentos. Impossível é prescindir de comida e de bebida.. a) Mais um espetáculo corresponde. que compartilha certo conhecimento da linguagem empregada no texto. mas usam as mesmas roupas. o termo em negrito é conjunção integrante. d) Aquele bicho que é gritado pela torcida é uma construção passiva atípica. (VUNESP-SP) – No trecho “Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária”.. normalmente vivem sem roupa. e) cria um efeito de humor. e) Em Aquele bicho que é gritado pela torcida. com direito a música. nos trópicos. b) tem como meta enaltecer o alto nível do Campeonato. pode-se afirmar que as pessoas a) não conseguem viver sem os produtos industrializados. 2. 2. Um espetáculo ecológico. comum e informal. 3. os dribles e toques exóticos dos jogadores. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o anúncio a) tem como meta informar eventuais torcedores sobre o início do Campeonato Brasileiro de Futebol e sobre sua transmissão pela Sportv. Informe-se sobre a disponibilidade deste evento junto à sua operadora. Vaidade em série Eles garantem ter estilo próprio. 3. no texto. 126 – . b) os únicos animais. a “mais um escândalo”. Resposta: D 20. d) privilegia um público de classe social baixa. e) explora gírias e metáforas a fim de atingir unicamente o jovem adolescente interessado em futebol. Para atraílo. c) Em mais um espetáculo. b) explicita o esquecimento do nome do animal pelo emissor. independentemente de sua posição social. Dinheiro jovem: lições para fazer sucesso com a turma 1. (VUNESP-SP) – De acordo com o texto.19. apesar de suas diferenças culturais. b) Em mais um espetáculo. ouvem as mesmas músicas e frequentam os mesmos lugares. está implícita a informação de que há excessivo exibicionismo das estrelas do futebol brasileiro. b) têm nos estudos o bem mais importante para o desenvolvimento da sociedade. ao referir-se a tal bicho não pelo nome. Eles querem ter carro. Resolução A resposta a este se encontra logo no início do texto: Pode-se viver sem estudos. (MACKENZIE-SP) – Sobre o trecho Aquele bicho que é gritado pela torcida. c) estrutura-se com base em linguagem denotativa. há informação implícita de que o público experimenta uma certa saturação de futebol. drible da vaca e aquele bicho que é gritado pela torcida quando alguém perde um gol cara a cara. (Anúncio publicitário da SporTV) 1. por ser dirigido ao público em geral. d) prioriza.

I.4. c) introduz um argumento que comprova a tese expressa na oração anterior. b) distorce a imagem do consumidor adolescente. b) aponta para a exclusão de um fato que serviria de argumento contrário à afirmação anterior. no item 3. pois confunde o tema “como lucrar” com o tema “como polemizar” com o adolescente. no segundo parágrafo. a) b) c) d) e) (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que os adolescentes não têm sonhos legítimos. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o texto a) sugere. Retrato em 3X4 Eles são individualistas. d) marca uma relação de simultaneidade entre as orações que constituem o período. (UNIFOR-CE) – Observe as afirmativas que se seguem. e) se todas as afirmações estiverem incorretas. 6. das vendas realizadas sem receita médica. mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. c) aponta-se mais um efeito negativo da automedicação. c) corresponde a um receituário explícito sobre como ludibriar o adolescente em transações comerciais. e) indica uma oposição de intensidade entre duas orações. c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. que não se sustentam sequer quando o parâmetro é o senso comum. b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. São pragmáticos e pouco propensos a acreditar em marcas e produtos baseados apenas na propaganda. mas valorizam a honestidade e não acreditam em mudanças sociais pela política. II. 3. e) I e II. d) III. I. a partir da exposição de supostas características do adolescente. A indústria de material bélico nacional ultrapassa quantitativa e qualitativamente a indústria farmacêutica. sem que.) 1. dezembro. 2. o lazer para o adolescente resume-se a experiências sensitivas. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra. (UNIFOR-CE) – A expressão sem que. b) há uma insinuação de incentivo à automedicação. O desejo de conservação da juventude pode levar as pessoas a recorrer ao processo da automedicação. de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. e) faz-se uma crítica a consultas médicas frequentes. Diante desse quadro. Cerca de quarenta por cento das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. As vendas efetuadas sem receita médica contrariam a ambição dos profissionais no sentido de atraírem as pessoas para as consultas médicas. ao citar unicamente traços negativos de seu modo de ser. necessariamente.O final do item 4 é ambíguo. já que de médico e louco todos temos um pouco. b) I. d) perde seu foco. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira oitenta por cento de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é. Os leigos sempre se medicaram por conta própria. III. (UNIFOR-CE) – No segundo parágrafo do texto. os adolescentes são presas fáceis do marketing. d) se todas as afirmações estiverem corretas. para combater doenças. é adequado para explicitar suposta contradição do adolescente. a) há uma expressão que retoma o que foi exposto no primeiro parágrafo. os resultados podem ser danosos. 5. II. d) há uma advertência em relação ao mundo das drogas “novas”. (MACKENZIE-SP) – Considere as seguintes afirmações. leitura. e) veicula ideias equivocadas sobre o adolescente. Qualquer que seja a causa. o estilo próprio que o adolescente alega possuir é discutível. Módulo 2 – Análise de Texto As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto apresentado a seguir. Por ser dirigido aos jovens. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. 1985. (Adaptado de Kátia Simões) 4. Assinale: a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. o texto foi elaborado apenas com coordenadas assindéticas. III. c) II. o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. (Geraldo Medeiros. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e III. formas de cativá-lo como consumidor. pois é possível vincular baseados apenas na propaganda a mais de um dos termos antecedentes. – 127 . in VEJA. O uso da conjunção mas. só se deve ir ao shopping center para consumir. fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. a) mostra o fato de que não faltam pessoas entusiastas da automedicação.

4. (UNIFOR-CE) – A expressão sublinhada identifica-se como figura de estilo em a) alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. b) os leigos sempre se medicaram por conta própria. c) retira oitenta por cento de seu faturamento da venda livre de seus produtos. d) a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. e) qualquer farmácia conta com um arsenal de armas de guerra. 5. a) b) c) d) e) A coesão do texto efetiva-se pelo uso adequado dos conectivos. pela linguagem em função referencial. pelo emprego de sinônimos. pela variedade da carga vocabular. pela predominância de orações subordinadas.

7. (UEL-PR) – No texto, a expressão “na frente do espelho que certa imprensa lhes montou” refere-se a) às fotos de favelados insistentemente divulgadas por órgãos de imprensa. b) à baixa autoestima dos moradores de favela resultante de suas precárias condições de vida. c) à representação que os moradores de favela têm de si próprios, a partir de sua descrição na imprensa. d) à apresentação de bandidos como heróis nos noticiários policiais, transformando-os em modelos para os moradores das favelas. e) aos espelhos distribuídos por empresas jornalísticas com objetivo publicitário e usados nos barracos das favelas. 8. (UEL-PR) – Em que alternativa a mudança na ordem das palavras resulta em uma sequência que poderia substituir a expressão correspondente no texto, sem alteração de sentido? a) esta outrora encantadora cidade / esta encantadora cidade outrora b) por serem simples moradores / por serem moradores simples c) certa imprensa / imprensa certa d) uma terrível tragédia pessoal / uma tragédia pessoal terrível e) dos bandidos pobres / dos pobres bandidos

Os testes de 6 a 8 referem-se ao texto abaixo. Trata-se do parágrafo introdutório de um livro de Alba Zaluar sobre a violência urbana no Rio de Janeiro. O lugar não importa. Pode ser qualquer um, contanto que seja pobre e marginal a esta outrora encantadora cidade. Nele fiquei mais de um ano convivendo e conversando com os supostos agentes da violência urbana. Alguns por serem simples moradores do lugar. Pois o que é para nós, além de um grande medo, assunto jornalístico, para eles é nódoa contra a qual têm que lutar diariamente, até com eles próprios na frente do espelho que certa imprensa lhes montou. Mais um estigma que, na pressa de descobrir os culpados alhures, se lhes impôs. Outros porque realmente traficam, assaltam e fazem uso da arma de fogo. Eu os vi, observei, escutei e deles ouvi contar muitas estórias. Durante todo esse tempo ouvi também explicações, ou seja, tentativas de encaixar o que para eles pode vir a ser uma terrível tragédia pessoal numa lógica qualquer, na ordem das coisas deste mundo. É claro. Todo mundo sabe o fim dos bandidos pobres: morrer antes dos 25 anos. E ninguém quer ver seu filho, seu irmão, seu parente ou seu vizinho com este destino, embora haja quem acredite que este caminho não é escolha, é sina. Talvez seja o modo que encontram para dizer que as condições em que vivem os levam forçosamente a agir assim. (ZALUAR, Alba. Condomínio do Diabo. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1994. p. 7.) 6. (UEL-PR) – Segundo o texto, é correto afirmar: a) Qualquer morador das áreas pobres do Rio de Janeiro tem sua parcela de responsabilidade na violência urbana. b) Alguns moradores das favelas acreditam que está escrito no destino de cada um tornar-se ou não bandido. c) Os moradores das favelas que não entram para o crime ficam alheios às tragédias do cotidiano. d) A autora faz sua análise a partir de uma situação hipotética, por isso não identifica o lugar estudado. e) Os moradores das favelas afirmam que o banditismo é a única alternativa de sobrevivência que lhes é acessível.

Módulo 3 – Análise de Texto
1. (ESPM-SP) – A montagem de imagens e palavras abaixo ilustra o texto de propaganda de uma escola particular.

(Época, n.o 72, de 04/10/99) A frase do texto de propaganda que estaria em desacordo com as sugestões da montagem acima é: a) Com a agressão ao meio ambiente nós aprendemos a importância de cuidar do meio em que vivemos e de passar a preservá-lo.

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b) De bomba a pomba há mais que um jogo de palavras: há o salto de qualidade que se deve dar na passagem de século. c) A lição das catástrofes, quando aproveitada, é a de se valorizar de modo absoluto a construção de um caminho de pacificação. d) O passado recente nos deu exemplos instigantes dos caminhos dos quais não vale a pena nos afastarmos no século XXI. e) Para bem se aprender uma lição do século XX, não é possível esquecer qual foi sua mais trágica invenção. 2. (UPF-RS) – No contexto de um tenso debate nos meios de comunicação, gerado pela possibilidade de a Ford não mais se instalar no RS, por desacordos com o governo do Estado, ZH publica, em 14 de abril de 1999, um anúncio publicitário do Governo da Bahia, com a seguinte manchete: GM E FORD, VENHAM PARA A BAHIA. AQUI, A GENTE HONRA OS COMPROMISSOS E ESTÁ SEMPRE ANDANDO NA FRENTE. Neste anúncio, I. afirma-se, explicitamente, que a Bahia tem recursos de sobra para dar incentivos fiscais a montadoras de automóveis. II. afirma-se, explicitamente, que o Governo da Bahia não rompe contratos assumidos. III. fica implícito que o Governo da Bahia só garante honrar compromissos com a GM e a Ford. IV. fica implícito que o Governo do RS costuma não cumprir os compromissos que assume. V. fica implícito que o Governo do RS só não honra compromissos assumidos com montadoras de automóveis. São verdadeiras somente as afirmações a) I e II. b) II e IV. c) III e V. d) II e V. e) I, II e IV. 3. (PUC-MG) – Os shampoos Herbal Essences, preparados com água pura de fonte de montanha, contêm ervas orgânicas naturais e um exclusivo complexo botânico. Essa associação original deixará seus cabelos limpos, perfumados e brilhantes. Herbal Essences Clarifying Shampoo combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas, para limpar o fio capilar de uma forma suave, porém profunda, removendo a oleosidade excessiva e resíduos de produtos (mousse, gel, spray para cabelo), que se depositam na superfície do cabelo. Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional. • Não contém substâncias de origem animal. Produto não testado em animais. • Utiliza ingredientes de alta qualidade, derivados de plantas não sujeitas à extinção. • Fórmula biodegradável.

• As ervas são cultivadas em condições orgânicas comprovadas, sem pesticidas e petroquímicos. Modo de Usar: Aplicar sobre os cabelos molhados, massagear até que espume, enxaguar bem. Se necessário, repetir a operação. Para melhores resultados, usar Herbal Essences Clean Rinsing Conditioner, que desembaraça e dá brilho sem deixar os cabelos pesados ou com resíduos. No texto, só não há indicações de que a empresa a) demonstra respeitar a natureza. b) acredita ser importante explicar o modo de ação do produto. c) pretende descrever o produto, o modo de usá-lo e, também, promover outro produto da linha. d) acredita que há produtos perigosos à saúde devido ao modo como são produzidos ou cultivados seus ingredientes. e) imagina que só os produtos naturais têm qualidade. 4. Assinale a alternativa que contenha consideração adequada sobre o texto. a) O termo “impurezas” (no último período do segundo parágrafo) retoma e especifica a expressão “oleosidade excessiva” (período anterior). b) Se, no lugar dos infinitivos sublinhados na parte do texto relativa ao “Modo de Usar”, aparecessem imperativos, então as sugestões de uso ali apresentadas tornar-se-iam ordens. c) Embora a conjunção “se”, no trecho “Se necessário, repetir a operação”, pudesse levar o leitor a concluir que aí se estabelece uma relação de condição, não é isso o que ocorre. d) O trecho “contêm ervas orgânicas naturais” deixa pressupor que há ervas orgânicas que não são naturais. e) Utiliza-se inadequadamente o termo spray em “spray para cabelo”, uma vez que o vocábulo só é utilizado no português para se referir ao método de expulsão do produto da embalagem. 5. Assinale a alternativa que contenha consideração inadequada sobre o texto. a) O vocábulo “outros”, em “combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas”, leva a concluir que alecrim, jasmim e flor de laranjeira são derivados de plantas. b) Entre as partes do enunciado “Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional” é estabelecida uma relação de causa (1.a parte) e consequência (2.a parte). c) O trecho “Modo de usar” baseia-se na possibilidade de que o leitor nunca tenha usado shampoo, pois, para os que já usaram, muitas das informações ali fornecidas são supérfluas. d) A ordem das informações relativas ao produto no texto pode ser descrita como se segue: modo de ação; resultados proporcionados; origem dos ingredientes; modo de usar. e) O vocábulo “operação”, em “Se necessário, repetir a operação”, poderia ser substituído por “ação”, sem que houvesse comprometimento do sentido.

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Módulo 4 – Análise de Texto
As questões de números 1 a 9 referem-se ao texto que segue. Homem-sanduíche é uma designação muito expressiva para aquele que anda ou estaciona na rua encaixado entre duas placas publicitárias. Além de denotar essa posição de recheio humano, a expressão pode ainda lembrar o quanto valerá um dia inteiro desse específico trabalho: um sanduíche, ou quem sabe dois. A primeira vez em que me deparei com uma dessas figuras híbridas do humano com a coisa, li no cartaz: COMPRO OURO. Olhei para o homem, para seu chapéu velhíssimo de sol e chuva, para seus sapatos deformados em tantas pisadas, para as barras da calça puída, para seu rosto de velho, com expressão de cansaço e vazio – e nada entendi. Por segundos, imaginei que exótica personagem era aquela, comerciando ouro fantasiado de pobre. Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas, demorei um pouco para entender a função do ensanduichado: não ser mais que uma placa com pernas, disposta a conduzir algum cliente à pessoa do verdadeiro comprador. Quem tivesse, por exemplo, uma aliança, corrente ou anel, para vender com urgência, que o seguisse por alguma escada sombria. Muitos anos mais tarde, certamente menos ingênuo, deparo-me com esta nova atração dos homens-sanduíches: entre dois cartazes de papelão, anunciam empregos, neste tempo de desemprego. Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados: foi preciso aproximar-me, curioso, para reconhecer indicações de alguns postos de trabalho, oferecidos à pequena multidão, que anotava como podia alguns endereços. Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo, alguém pediu: — Quietinho, tio, que eu quero anotar... Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homemsanduíche nada compra e nada oferece por si mesmo: seu corpo é um suporte móvel para o mercado alheio. Alugá-lo é por certo mais barato que contratar um pedaço de parede, é mais prático que disputar um lado de coluna. O homem-sanduíche, invenção do homo sapiens, é uma das provas vivas de que falta alguma coisa em nossa sabedoria. (Celso de Oliveira, inédito) 1. (ESPM-SP) – O autor considera que a expressão “homemsanduíche” é muito expressiva porque ela alude, ao mesmo tempo, à a) descrição de sua imagem e ao parco rendimento de sua função. b) sua posição intermediária na escala social e ao tipo de mercadoria que anuncia. c) descrição de sua imagem e ao tipo de mercadoria que anuncia. d) sua posição intermediária na escala social e ao parco rendimento de sua função. e) sua posição no mercado de trabalho e ao fato de passar despercebido.

2. (ESPM-SP) – “Nada entendi” – diz o autor do texto no segundo parágrafo. Essa declaração prende-se às seguintes causas: I. a mensagem do anúncio era contraditada por índices da pobreza de quem anunciava. II. ainda rapazinho ingênuo, chegado do interior, tomara ao pé da letra o que dizia o anúncio. III. desconhecia as razões da condição de quem lhe parecera uma estranha personagem. Está correto o que é dado como causa em a) II, somente. b) I e II, somente. c) I e III, somente. d) II e III, somente. e) I, II e III. 3. (ESPM-SP) – Para indicar a condição de “coisa” a que fora reduzido o homem-sanduíche, o autor se vale das seguintes expressões: a) “expressão de cansaço” e “fantasiado de pobre”. b) “exótica personagem” e “placa com pernas”. c) “placa com pernas” e “suporte móvel”. d) “suporte móvel” e “homo sapiens”. e) “placa com pernas” e “afinal estava vivo”. 4. (ESPM-SP) – No contexto da crônica, há uma relação de causa e efeito entre os seguintes fatos: a) “Muitos anos mais tarde” e “deparo-me com esta nova atração”. b) “neste tempo de desemprego” e “cerrada roda de interessados”. c) “anunciam empregos” e “certamente menos ingênuo”. d) “deparo-me com esta nova atração” e “COMPRO OURO”. e) “Por isso, mal pude vê-lo” e “Como ele se mexesse”. 5. a) b) c) (ESPM-SP) – É paradoxal a seguinte afirmação do texto: “Imaginei que exótica personagem era aquela”. “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo (...)”. “Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas (...)”. d) “Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homem-sanduíche nada compra e nada oferece (...)”. e) “Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados”. 6. (ESPM-SP) – Está incorreta a seguinte afirmação sobre o texto: a) O autor é irônico ao dizer “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo...”. b) A condição de coisa do homem-sanduíche é intensificada pelas alusões a “pedaço de parede” e “lado de coluna”. c) O emprego da expressão “nossa sabedoria” é irônica e nos responsabiliza a todos pela miséria e exploração humanas. d) A expressão “Quietinho, tio, que eu quero anotar...” contém um misto de afetividade e impaciência. e) O autor detecta na “pequena multidão” os responsáveis pela condição do homem-sanduíche.

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7. (ESPM-SP) – Considerado o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em a) “designação muito expressiva” = sugestão enigmática. b) “figuras híbridas” = imagens falsas. c) “exótica personagem” = tipo bizarro. d) “suporte móvel para o mercado alheio” = base instável de um comércio precário. e) “outras e mais amenas rotinas” = experiências longínquas e vazias. 8. (ESPM-SP) – Estão corretamente grafados os sinônimos, respectivamente, de exótico, ensanduichado e disputar em a) esdrúxulo – imprensado – pleitear b) esdrúchulo – imprensado – divergir c) exquisito – emprensado – preitear d) esdrúxulo – emprensado – diverjir e) esquisito – imprençado – pleitear 9. (ESPM-SP) – A frase em que todas as palavras estão corretamente grafadas é a) O jovenzinho provinceano ficou extático quando se deparou com o homem-sanduíche. b) A ingênuidade do rapazinho impediu momentâneamente que ele desse pela função do homem-sanduíche. c) Quem tinha pretenções de emprego acercava-se das placas, buscando divizar o que informavam. d) A existência mesma do homem-sanduíche constitui prova de que nossa sabedoria não exclui a impiedade. e) Nas situações extremas, as pessoas desfazem-se de aneis ou correntes para cobrir despezas de emergência.

1. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) No primeiro parágrafo, entende-se que os citados intelectuais da época criaram a Cinemateca Brasileira contando com o apoio de seus jovens alunos universitários. b) No segundo parágrafo, estão em relação de causa e efeito, respectivamente, os segmentos: a continuidade de sua atuação e é um dos arquivos de filmes mais antigos do mundo. c) No terceiro parágrafo, a referência à Fédération Internacionale des Archives du Film foi feita como exemplificação dos fatos citados nas orações concessivas do parágrafo anterior. d) Compreende-se pelo texto que a ação da Cinemateca Brasileira resume-se na preservação de seu acervo, constituído pela maior coleção de filmes da América Latina. e) No terceiro parágrafo, a especial ênfase dada à produção contemporânea é o argumento mais abrangente para provar o cuidado da Cinemateca com o cinema em todas as suas manifestações. 2. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa redigida de maneira lógica, de acordo com a norma culta da língua e sem alteração das ideias originais do texto. a) A Cinemateca Brasileira, que o trabalho dela é de reconhecimento internacional, tem conhecido insucessos, os quais não a impedem a continuidade de sua eficaz ação. b) O trabalho feito pela Cinemateca Brasileira, considerada internacional, não está impedido por que teve e tem problemas; em vez, ela continua a agir contínua e eficazmente. c) Os problemas que a Cinemateca está sujeita, mesmo com o trabalho internacionalmente reconhecido, não prejudicam sua contínua ação que se revela eficazmente. d) A Cinemateca Brasileira, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, sofreu duros reveses, que não foram, entretanto, capazes de impedir sua ação contínua e eficaz. e) A ação da Cinemateca Brasileira eficaz e contínua não foi compatível com os problemas que sofreu, na medida que ela continua atuando de maneira adequada. 3. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) Cinemateca é exemplo de vocábulo formado por composição em que o segundo elemento é um radical grego que significa “lugar onde se guarda”. b) A frase “Cinematecas, que preservam e difundem a cultura cinematográfica, não devem ser confundidas com instituições saudosistas” mantém o sentido original, se forem retiradas as vírgulas. c) A concordância verbal está correta em: “Antes da Cinemateca não haviam lugares próprios para a restauração de filmes”. d) A frase Embora o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios tem sentido equivalente a “Já que incêndios costumavam vitimar o acervo cinematográfico”. e) O segmento Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949 exerce a mesma função sintática do termo grifado em “Jovens estudantes, procurem conhecer a Cinemateca.”

Módulo 5 – Análise de Texto
Texto para as questões de 1 a 4. Do sonho de um grupo de intelectuais, entre eles Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Antonio Candido, então jovens estudantes da USP, nasceu a Cinemateca Brasileira. Embora seus criadores tenham sofrido perseguições políticas em várias oportunidades, e o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios, a Cinemateca Brasileira, pela continuidade de sua atuação, é um dos arquivos de filmes mais antigos de todo o mundo. Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949, a Cinemateca Brasileira tem seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Além de possuir a maior coleção de filmes da América Latina, é um centro de informações e de difusão da cultura cinematográfica, que restaura e preserva a produção do cinema nacional em seu conjunto, com especial ênfase na conservação dos registros de imagens em movimento produzidos contemporaneamente, além de documentar, pesquisar e difundir o cinema em todas as suas manifestações.
(Folheto de divulgação da Cinemateca Brasileira, produzido pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura)

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) Declarou-se guerra ao terror. reforçar a retórica dos políticos no seu papel de convocar todos para que não poupem suor e lágrimas até a vitória. para continuar a luta. nunca de frente. rostos desfigurados pela dor... no que a imprensa vem chamando de “guerra contra o terror”. diabolizar o inimigo. Folha de S. (. tentando aferroar o inimigo pelas costas. Nunca duvidei disso. “Mais!”.4. que as cenas de guerra vêm camufladas. secretário de Defesa dos EUA. Tomam a passagem por esse vale de lágrimas como pausa a ser abreviada pela imolação de si mesmos. As imagens do último desastre foram maquiadas para evitar que se vissem pessoas se precipitando no vazio. Rumsfeld. Não é o que pregam aqueles que se suicidam em massa na Guiana ou na Flórida? Não é contra o mal da frustração que se lança o estudante que toma de uma arma e assassina professores e colegas numa escola? (. 7/10/01) 1. numa guerra. a primeira vítima é a verdade. se transforme em negociação democrática. à ideia de que a “verdade”. vírus vindo de fora. (ESPM-SP) – A justificativa para os títulos dos textos I e II seria: a) De que. os títulos aludem à necessidade de saber quem seria o líder responsável por tal ação. O remédio então é criar um espaço em que a luta continue em termos civilizados e.. evitando o contato direto dos jornalistas com o campo de batalha. Nada mais esdrúxulo. primeiro afirmamos a diferença para depois procurar circunstanciais semelhanças. é o despudor com que versões substituem fatos e categorias ganham estatuto de epifanias. (José Arthur Giannotti. Depois da experiência do Vietnã. Para que a diferença se transforme em ódio. Tudo é feito para reforçar o maniqueísmo. em TV Folha 7/10/01) Texto II A OCULTAÇÃO DO REAL (. mesmo sem saber exatamente o que seja “a verdade”. deve ser abatido como animal feroz. O terrorista sem rosto constitui uma ameaça que. por meio de uma ironia. Texto I CAÇANDO A VERDADE Alguém já afirmou que. d) Alusão a uma tese: a “verdade” foi sacrificada por determinada circunstância. tem de ser tratada como num jogo. Mas o que vem a ser essa nova guerra que se trava nos limites do mundo conhecido? Sabemos. por fim. (. a) Cinema brasileiro: em prol da América Latina b) Cinemateca brasileira: a memória do nosso cinema c) Fatalidades atuais do cinema brasileiro d) A universidade e o cinema de protesto e) Cinemateca brasileira: a moderna produção de filmes Módulo 6 – Análise de Texto Textos para os testes de 1 a 8. é salamandra que renasce de suas cinzas. além disso. quanto se deve. as Forças Armadas norte-americanas trataram de controlar a notícia. inescrupulosamente. pelos lados. a guerra nesse plano termina por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. Não é assim que se combate a epidemia das vacas loucas? Situar. continuamos dividindo os homens em duas categorias: parecido-aliado e diferente-inimigo. fabricam-se versões. Todos se situam como iguais na doença do desapego à vida. c) De que eles aludem. do que se dispersar em pequenos grupos.) mesmo quando queremos ser justos e corretos.. (MACKENZIE-SP) – Assinale o título que seria fiel ao conteúdo informativo do folheto sobre a Cinemateca. ao ser mordida pela astúcia ou pela mera força bruta. estar à caça da “verdade”. sempre. contudo. O que me surpreendeu agora.. b) A sugestão de que é necessário tanto caçar o responsável pelas ações terroristas. porém... do que imaginar que o simples fato da diferença de formas de vida levaria ao conflito. preferimos já sair sublinhando o que separa.) Donald H. em suma. acusa os inimigos de estarem “empenhados em negar a povos livres a oportunidade de viverem como quiserem”. (Hélio Schwartsman. de longa data. em nome de um princípio transcendente. membros despedaçados. nada mais lhe restando. Desconfio de que essa seja uma falha de programação da mente humana..) Se a guerra é contra o terror ameaçando uma forma de vida. e) Que o uso do gerúndio sugere a ideia de que essa ação contra o terrorismo deve ser contínua e prolongada e não imediata.Paulo. situando-se além da condição humana. o que distancia. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. como se trata da “caçada ao terrorismo”..) A história nos ensina que o militante se converte em guerrilheiro quando está irremediavelmente acuado. para ser encontrada. Mesmo na “Civilização”.. Em vez de simplesmente dizer que somos todos homens e que o fato de usarmos turbantes ou crucifixos é absolutamente secundário. não é preciso que uma das partes se sinta ameaçada até mesmo em sua possibilidade de existir? (. 132 – . quando os exércitos em que poderia integrar-se foram desbaratados. Bin Laden estaria para Mc Veigh assim como o fundamentalismo muçulmano para a ultraortodoxia judaica e para todas as outras formas de fanatismo.

do qual fala o autor. É falsa a ideia de que não existem diferenças entre os inimigos internos e externos. c) a afirmação acima tem como estrutura sintática a voz passiva. contudo. b) Converte-se o indivíduo num ser destemido. b) ele é um doente. b) A intenção é confundir o leitor. na por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. 5. a) Todas as alternativas são verdadeiras. (ESPM-SP) – Como explicar o uso da adversativa no Texto 6. e) Somente a alternativa I é verdadeira. Quando o autor diz “a guerra.. b) O terrorista. segundo o autor do texto. c) Como abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. d) Como não camuflar a luta por interesses distintos.2. nessa passagem. O plano. e) A intenção é levantar dúvida sobre “guerra” ser reação legítima a uma verdade aparente versus uma verdade camuflada. porque a referida matéria foi escrita antes da reação dos EUA. por isso justifica-se seu extermínio. para isso. e) ele faz parte de uma forma fragmentada de terror. sob o rótulo de “guerra contra o terror”. de forma a eliminá-los. 4. (ESPM-SP) – “Situar. usando.. b) Somente as alternativas I e II são verdadeiras. – 133 . d) Somente as alternativas II e III são verdadeiras. a guerra nesse plano termi- a) a afirmação acima tenta construir a ideia de unanimidade em b) a afirmação favorável à guerra. para destacar o objeto da ação. c) O terrorista. (ESPM-SP) – Em: “Declarou-se guerra ao terror” (Texto II). e) Converte-se o indivíduo em ser sem identidade institucional. segundo o autor do texto. termina por abolir a diferença”. (ESPM-SP) – É verdadeiro afirmar sobre o terrorista sem II. d) A eliminação do terrorista é conclusão da proposição hipotética de que o terror é “vírus vindo de fora”. vírus vindo de fora. deve ser abatido como animal feroz. porque acuado. (ESPM-SP) – Qual o verdadeiro dilema sobre o qual uma forma de vida. um tresloucado que deve ser eliminado. a guerra. apontadas pelo autor? a) Converte-se o indivíduo de militante em guerrilheiro. c) Converte-se o indivíduo em membro de pequenos grupos. (ESPM-SP) – Quais as consequências. (ESPM-SP) – “Se a guerra é contra o terror ameaçando d) ele se torna invencível quando é levado a usar da astúcia ou força bruta. 8. a se combater. são componentes do perigo representado pelo terrorista. d) a afirmação acima é falsa. 3. faz uso da indeterminação do sujeito. para o indivíduo “acuado”. por isso justifica-se seu extermínio. II. por isso justifica-se seu extermínio. ele quer alertar para um ponto em comum entre inimigos internos e externos: desapego à vida. aliada à astúcia.” I. para testar seu nível de interpretação. relação ao apoio dado à ação. rosto que a) a mais eficaz forma de combatê-lo é por meio da guerra. c) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. situando-se além da condição humana. e) Eliminar o terrorista é a única forma de garantir a segurança interna dos EUA. para impossibilitar identificação dos agentes. d) O indivíduo passa a valer-se de práticas traiçoeiras. c) a força bruta. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. 7. e) a afirmação acima retrata uma reação emocional ao ataque sofrido pelos EUA. versam os dois textos? a) Como acabar com o terror.” a) Afirma o autor. III. considerando-o um agressor externo. que o terror é um vírus. como um vírus. segundo período? a) A intenção é simplesmente negar a afirmação do primeiro período. refere-se ao combate do terrorismo (sentido geral). b) Como identificar o terrorista “sem rosto”. que sofre da doença do desapego à vida. d) A intenção é contrariar a ideia de que o sujeito da ação enunciada é desconhecido. é “alguém além da condição humana”. é “um doente e tresloucado”. e) Como conter a força bruta dos terroristas. c) A intenção é ironizar o fato de que “guerra” ganhou um novo sentido.

produziu estátua ainda mais mesquinha. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável.cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados”. nem fazia o peito encovado justiça à força que abrigava. (FUVEST-SP) – “Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. d) estabeleceu relação de concordância entre lhes e mãos e entre parados e jogadores. (FUVEST-SP) – As expressões que retomam.” O trecho transcrito aparece modificado de forma correta e sem prejuízo do sentido em: a) Assim que foi eternizado em imponente estátua equestre. e durante semanas posou. c) antecipou a concordância com os jogadores se movimentam. montado no seu fiel tordilho e trajado em alto uniforme.O ditador mandou chamar o melhor escultor do país. b) escultor. Mandou construir imenso caixote de madeira. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. para tristeza e fúria do modelo. Em breve. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. um breve aceno de cabeça bastou para que os operários abrissem as canaletas. e até mesmo os ceramistas. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável.. Fuzilado o escultor. É quando os times ficam perfilados.. dominasse.. c) altivez. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. portanto desistia.. despejando a pasta de gesso até encher completamente o caixote. e) é quando – começa o jogo. Falava um jogo e o time jogava outro. força. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. o melhor escultor do país foi chamado. devidamente montado num cavalo de pau. com os times. nem de longe o satisfez. entretanto. d) o tático pode olhar o campo – aí. o segmento “o melhor momento do futebol” são a) os times ficam perfilados – aí. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. b) associou lhes a mãos e parados a times. diziam todos. o ditador quis chamar o melhor escultor do país. não sendo o melhor. no texto. grandioso.Módulo 7 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “Gols de Cocuruto” e responda ao que se pede. ou não se satisfaria. pela palavra grifada também aparece em: a) Muito tentou e não conseguiu o efeito pretendido. devidamente montado num cavalo de pau. O resultado.. (Luís Fernando Verissimo. sem que qualquer dos seus trabalhos parecesse sequer aceitável ao ditador. garantia de um molde perfeito onde coaria o bronze. que do alto de um pedestal dominava a cidade. outro foi convocado. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. a qual do alto de um pedestal dominou a cidade. Tático exemplar. (FUVEST-SP) – A alternativa em que todas as palavras e expressões pertencem a um mesmo campo de significação é: a) imponente. o grandioso do gesto.” A relação lógica estabelecida. Contos de Amor Rasgados) 3. empinou o queixo. 4. e durante semanas posou. Da entrada em campo até a troca das camisetas. do alto de um pedestal. b) Esforçava-se. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. e) Quanto mais se esforçava. tristeza. O resultado.. levantou o braço direito em gesto cívico. depois os santeiros. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados. E requisitaram-se os entalhadores. O problema do Tim. O Tim. c) Nunca alcançava. modelo. mandou chamar. Mas nenhum deles parecia saber captar a nobreza do líder: E a este não restou senão uma solução. menos conseguia. planejava todo o jogo numa mesa de botão. que está aí por lugares (um para cada um). Faltavam a altivez dos traços. Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. b) é quando – então. c) aí – os jogadores se movimentam. cívico. d) Porque desejava ser eternizado em imponente estátua equestre. plumas. e deu um puxão nas rédeas. mesquinha. nem de longe o satisfez. o autor usa o plural em lhes e parados porque a) ambas as palavras referem-se a lugar. embora não chegasse aonde queria. b) Enquanto quis ser eternizado em imponente estátua equestre. in O Estado de S. O qual. operários. e) fez lhes concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e parados. com plumas e condecorações. por exemplo. ditador. aprazado. (FUVEST-SP) – “. o melhor escultor do país. (Marina Colasanti. e) Visto que o ditador queria ser eternizado dominando a cidade em imponente estátua equestre. d) Ou continuava. no qual entrou no dia aprazado. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. 5. Texto para as questões de 3 a 6. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. 134 – . encovado. Foi um técnico de sucesso. nobreza. incluindo o minuto de silêncio. a qual do alto de um pedestal dominasse a cidade. entretanto. os poucos escultores restantes haviam sido chamados e despachados. no texto. c) Afim de ser entronizado em imponente estátua equestre. aceno. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. tordilho. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. Paulo) 1. o melhor escultor do país foi chamado. Quando o cavalo ergueu-se sobre as patas traseiras. 2. (FUVEST-SP) – Em “. Ereto sobre a sela estufou o peito. d) imenso. e) ereto.

6. Em nossa última conversa. atingir o máximo de matizes com um mínimo de elementos. Bastam-se. sim!. Ovo pode estar choco: é inquietante. d) A vaidade só se curva ao instinto de autopreservação. acidental e efêmera. O esplendor do pavão e o da obra de arte implicam algum grau de ilusão.) As cousas vivem metidas com as suas cousas. c) pronto para incorporar estrangeirismos. a língua. é um luxo imperial. (FUVEST-SP) – Nas três “considerações” do texto. nem sempre.. — O quê? 4. um neologismo desprovido de indícios de significação. e) resulta da imaginação com que alguém se vê a si mesmo. Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros. uma criação de palavra pelo processo de composição. palavra técnica constante de dicionários especializados. Módulo 9 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “De Gramática e de Linguagem” e responda ao que se pede. Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 1 e 2. por fim. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. b) é uma reação mecânica dos nossos sentidos estimulados. b) a ser enriquecido pela criação de gírias. Aquele que desdenha do próprio coração. 3. E não exigem nada. para ele. De água e luz ele faz seu esplendor. dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo. reticente ou falastrão. mas arbitrário. Eu gosto é das cousas. O pavão é um arco-íris de plumas. d) a afirmação I está correta. Lento. que assim é o amor. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. — Cardisplicente. c) A expressão de uma grande vaidade não mede o custo. a ideia de que a sensação de esplendor a) ocorre de maneira súbita. III. um termo erudito empregado para criar um efeito cômico. (FUVEST-SP) – Atente para as seguintes afirmações: I. era um código aberto. por ser um “cardisplicente”.. — Mas se eu inventei. Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores. Estão em toda parte. Rente. e) A absolvição da vaidade depende de uma dura penitência. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta. (FUVEST-SP) – “— Mas se eu inventei. são os adjetivos. Verde.. As cousas são quietas. é a) b) c) d) e) (FUVEST-SP) – Conforme sugere o texto. 2. João só será definitivo Quando esticar a canela. e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. As pessoas atrapalham. Texto para as questões 3 e 4.. d) que se amplia graças à tradução de termos científicos. como em um prisma. sabiá. Amigo ou adverso. Um armário. “cardisplicente” um jogo fonético curioso. oh minha amada. seu grande mistério é a simplicidade. — “Cardisplicente” não existe. e) a afirmação II está correta. Escuro. como elemento comum. você inventou — triunfei. (Rubem Braga. ao final de sua narrativa. apenas a) as afirmações I e III estão corretas. fui ao dicionário. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes. Macio. Áspero. (FUVEST-SP) – Se a autora pretendesse acrescentar. d) se projeta além dos limites físicos do que a motivou. Um ovo. de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar.. Uma pedra. Entre um copo e outro de cerveja. II. Sonoro. b) as afirmações I e II estão corretas.. Luminoso. (Ovo. Não há pigmentos. Eu sonho – 135 . Não se metem com ninguém. 200 Crônicas Escolhidas) 1. parentes e bem-amadas. De acordo com o que o texto permite deduzir. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. c) as afirmações II e III estão corretas. O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaboração. uma frase adequada seria: a) Não há persistência quando impera a vaidade. como é que não existe? — espantouse o meu amigo. As cousas. O ser que ama sente refletir-se em si mesmo um atributo do ser amado. a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular. como é que não existe?” Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador. Mas o bom. mesmo. e) a ser enriquecido com contribuições pessoais. Eu considerei que este é o luxo do grande artista. animal ou cousa: João.. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre. uma espécie de “moral da história”.. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. b) Não há vaidoso que possa suportar a vaidade alheia. Considerei. João. Mas andei lendo livros. o cronista preserva. Morre. caneta”. c) decorre da predisposição de quem está apaixonado. Multiplicam-se [em excesso.

como “fugitivo”. animal ou cousa: João. rudes. c) O cavalo. neles predomina a função metalinguística. no segundo. em torno dos formidáveis ventres abertos. em linha. Instintivamente. respectivamente. cometem injustiças contra a natureza. 4.. à ideia de linguagem. sentindo na espinha dorsal.) À turva luz oscilante dos lampiões de petróleo. Leia os textos I e II para responder às questões de 3 a 6. Em ambos os pares. e) o primeiro par remete à ideia de linguagem. No primeiro. desde que não atrapalhem o ritmo urbano. dá ideia da derrocada de terrenos abalados por bruscas convulsões subterrâneas. d) O poema indica que os elementos da natureza. 1. veem-se fundas e extensas valas cavadas de fresco. cerrada. (FATEC-SP) – Ainda sobre o texto I. como numa tecla elétrica onde se calca de repente a mão. porque nem a lua. sabiá. fulgem no firmamento. onde alguns homens ásperos. (. com o tom soturno dos mineiros. Noite glacial e melancólica. (UNIFESP-SP) – Observe os pares de versos: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. estão presentes as funções apelativa e referencial. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto.. não tem saída. d) Na oração “E o animal disparou” há uma relação de oposição. que representa o atraso. realiza-se independentemente da linguagem e do sonho. na oração seguinte.. é correto afirmar sobre os versos que a) o primeiro par remete à ideia de gramática. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto I. e) As orações “E como o motorneiro se impacientasse” e “E o animal disparou” indicam relações de adição entre esses dois fatos. à ideia de gramática. num mesmo espaço. o primeiro defende o ritmo lento das ações. está “atrelado” ao ritmo do progresso. referencial. Há apenas uma noite escura. simbolizados em “cavalo”. portanto. o segundo. Texto II Volto da rua. ali. um desconhecido tremor nervoso. convivem atraso e modernidade. b) ambos os pares remetem à ideia de gramática. andam colocando largos tubos de barro para o encanamento das águas da cidade. diante dessas enormes bocas escancaradas na treva. 136 – . que lembra o mistério. enquanto o “motorista” depende da rapidez do trânsito.Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. para modernizarem a cidade. à ideia de linguagem. pois. c) o primeiro par remete à ideia de gramática. a função metalinguística e a conativa.. fica limitado em razão do sonho e da linguagem. Não há nem a mais leve nitidez de aspectos. 3. b) Na oração “como o motorneiro se impacientasse” há uma comparação que se completa com a ideia da pressa dos advogados. nem as estrelas. a) Há uma relação de causa e efeito entre a impaciência do motorneiro e o ato de desatravancar o veículo. A terra. Nos dois pares. com imensa quantidade de pedras brutas sobrepostas. 2. o segundo. que impressiona e gela. estabelecida pela conjunção. na rigidez do solo. assinale a alternativa correta. dando à noite lúgubres pavores de enterros. b) Na oposição entre “carroceiro” e “motorista”. o poema não é suficiente para exprimir seus sentimentos. o segundo. a) O título sugere a crítica aos homens que. podem estar na cidade. a função é metalinguística. a) b) c) d) e) (UNIFESP-SP) – Para o poeta.. predomina a função referencial.” “Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto…” Considerando-se o título e os sentidos propostos no poema. revolta e calcária. e) O poema capta um momento da vida urbana em que. caneta. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. d) ambos os pares remetem à ideia de linguagem.. é uma forma de sonhar e fugir da realidade. tem sentidos ocultos a serem vivenciados. com relação à estrutura sintática e de significação dos versos “E como o motorneiro se impacientasse! / Porque levava os advogados para os escritórios / Desatravancaram o veículo! / E o animal disparou”. ao menos. Texto I POBRE ALIMÁRIA O cavalo e a carroça Estavam atravancados no trilho E como o motorneiro se impacientasse Porque levava os advogados para os escritórios Desatravancaram o veículo E o animal disparou Mas o lesto carroceiro Trepou na boleia E castigou o fugitivo atrelado Com um grandioso chicote. pensa-se fatalmente na Morte. Neles predominam. c) A oração “porque levava os advogados para os escritórios” é consequência da impaciência do motorneiro.

. (. texto adaptado) 1. para evitar queda de preços.. com o culto do mistério já tipicamente simbolista.” (SENTEM) b) “. cozinham legumes e assam os grãos. do Arcadismo. Na sociedade moderna. no olhar saudosista que lamenta a destruição da natureza. O – 137 . com menos de 5 anos de idade. b) No texto I. 6. devido a sua rudeza. Paulo.. equipamentos e interesses. no texto I. A bailarina e o papa. II..O homem moderno concebe o alimento como um bem de consumo e lucro. III. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. o sujeito quer retomar à vida natural.. em que o vocabulário..) dependem de sua ração diária. e) III e IV.. domina a atitude romântica. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. alimento é-lhe tão imprescindível que. o alimento vale apenas para saciar suas necessidades físicas. (VUNESP-SP) – Se o verbo destacado for alterado pelo que está entre parênteses. b) I e II. nos trópicos. o ser humano definha e morre. (VUNESP-SP) – Assinale a alternativa em que o sentido da preposição destacada está correto. De acordo com o texto.. passou a ter valor de troca. produtos industrializados. d) Os versos livres que caracterizam o Modernismo no texto I contrastam com a presença de antíteses. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. Da mescla de trigo. (Frei Betto.) não faltam alimentos. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. 3. d) I e III. diferentemente do texto II. muda-se o sentido da oração em: a) “. lavam as frutas e verduras. o papa.cerca de 300 mil crianças (. e) Recusando a vida urbana de sua época. Dotados de capacidade reflexiva – sabem que sabem o que sabem –. evitam comer carne crua. não respeitam a natureza. gordura. o olhar irônico do sujeito marca o estilo da poesia contemporânea. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos.” (POSSUI) e) “. (VUNESP-SP) – A crítica que se sustenta no texto centra-se na questão da a) diferença na alimentação entre a bailarina.. até sem roupa. Os países capitalistas têm investido maciçamente no combate à fome. Entre os indígenas tribalizados. sal e fermento obtêm o pão. a) No Brasil (modo) b) morrem de subnutrição (causa) c) diretamente nos alimentos (tempo) d) até sem roupa (afirmação) e) com o advento do mercado (companhia) Módulo 10 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “A Mesa Global” e responda ao que se pede. o que se acentua no texto II. embora haja milhares de famintos.. c) O tema da cidade. possível apenas com a morte. em contraste com o texto II.. com o advento do mercado.. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos. comparadas a bocas abertas para a morte.. Na sociedade capitalista. Se deixar de comer e beber. c) O contraste entre o negror da noite e a luz dos lampiões induz o sujeito. 2. o marajá e o indígena. presentes no texto II. água. d) forma injusta como é tratada a questão da fome nos países capitalistas.. o sujeito reflete sobre os trabalhadores braçais que. a confundir valas e túmulos.todos (. pois os operários deixam abertas as perigosas valas. obras de arte e. contrasta com o elogio da vida simples e o fugere urbem. a) No retorno a casa.o alimento tem apenas valor de uso. mais refinado. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto II. perturbado por suas alucinações.) morrem de subnutrição. que caracterizam o texto II como barroco. o Nobel de Química e o encanador. Para os índios. todos diferem quanto a hábitos e costumes. em que as emoções do sujeito. Impossível é prescindir de comida e de bebida. No Brasil. onde não faltam alimentos. b) O sujeito teme a cidade que se moderniza. com tédio da vida.. c) II e IV. o valor do alimento equipara-se ao da vida humana.5. morrem de subnutrição a cada ano.” (FALECEM) c) “No Brasil. e) ação contínua dos produtores para que se reduzam os preços dos alimentos. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação aos Textos I e II. o trabalho com a linguagem de tom informal identifica o Modernismo. in O Estado de S.” (HÁ) d) “. (VUNESP-SP) – Considere as seguintes informações: I. estão corretas apenas as afirmações a) I e IV. d) A modernização da cidade é percebida pelo sujeito que a contempla como uma violação à terra. caracterizam o Romantismo. e) No texto I. se associa à prosa simbolista. o encanador e o indígena. IV.. tipicamente realista. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. a) No texto I... c) forma excêntrica com que os seres humanos tratam os alimentos antes de consumi-los.32 milhões de pessoas passam fome.” (NECESSITAM) 4. b) falta de incentivo governamental para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.

(VUNESP-SP) – A pontuação está correta na alternativa: a) Não faltam alimentos. descrença nas intenções de Bush. Bush. no texto. concomitantemente. c) seu uso visa resguardar os termos destacados de seu sentido absoluto para sugerir outros sentidos. onde não faltam alimentos. e você não consegue mais pagar a prestação de sua casa aqui. e) seu uso visa confundir o leitor a respeito dos conceitos marcados pelas aspas. 32 milhões — de pessoas — passam fome. Em tempos de “paz”. agora mais essa: corremos o sério risco de acabar entre Osama Bin Laden e George W. 32 milhões. O outro. d) Não faltam alimentos. “globalização” é praticamente sinônimo de “americanização”. pode-se afirmar que a) fere a determinação dos manuais de estilo jornalístico. passam fome. 138 – . Nestes tempos de “guerra”. Texto para os testes 6 e 7. a “globalização” pode ficar ainda pior. que tanto recomendam não usar ponto de exclamação quanto de interrogação em título de matéria. é certo afirmar que a) seu uso visa ressaltar as ideias principais do trecho em questão. e) 32 milhões de pessoas passam fome no Brasil. no Brasil onde. 7. no Brasil. e) há dúvida em relação a qual dos dois citados seria o verdadeiro responsável pela retaliação anunciada como revide. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto ao uso das aspas. b) expressa dúvida sobre “retaliar” — por isso depender de se saber quem o faria — e. de querer retaliar à altura (?!). Folha de S. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto à pontuação (entre parênteses) do primeiro parágrafo. BRASÍLIA – Se não bastasse. onde. b) 32 milhões de pessoas. c) Não faltam alimentos no Brasil. d) seu uso excessivo visa marcar falta de critério da autora do texto no uso das aspas. no Brasil onde não faltam alimentos passam fome. d) sugere que há dúvida quanto à atitude de “retaliar à altura” ser fruto do querer ou ser uma imposição devido à gravidade dos fatos. de pessoas. onde. Grosso modo. Um é suspeito de explodir o coração dos EUA. b) seu uso visa marcar palavras de outros autores. 32 milhões de pessoas passam fome. os juros deles aumentam lá.5. e nós vamos pagar o pato aqui. Paulo) 6. Eles se matam aos milhares por lá e por aí. (Eliane Cantanhêde. c) expressa dúvida e espanto da autora quanto à compreensão do que seja exatamente “retaliar à altura”.

Grandes em quê? Grandes por quê? Grandes em relação a quê? No entanto. por exemplo. História dos “grandes homens”. isto é. mas os dominantes também não permitem que restem vestígios (documentos. agentes da história e do progresso. Aliás a própria ideia de que os outros são os “pequenos” já é um pacto que fazemos com a ideologia dominante. os vencidos perderam o “direito” à história). Graças a esse tipo de história. d) fática. (Marilena Chauí) Na linguagem verbal. quando o repórter registra uma ocorrência que lhe parece extremamente intrigante. nem a dos trabalhadores vencidos – não só suas ações não são registradas pelo historiador. Não há direito à memória para o negro. equivalente ao descrito na alternativa d. quando se organiza com clareza uma determinada sequência de operações. e) apelativa. das “grandes descobertas”. são os “grandes e poderosos”. os dominantes. A este procedimento. Por isso os dominados aparecem nos textos dos historiadores sempre a partir do modo como eram vistos e compreendidos pelos próprios vencedores. Não é assim. pois estes interiorizam a suposição de que não são sujeitos da história. elimina sua memória. quando o escritor se vale das palavras para expor procedimentos construtivos do discurso. uma vez que a intenção do emissor foi apenas fazer um cumprimento. chama-se metalinguagem. b) nos textos publicitários. mas simplesmente porque sua ação histórica consiste em eliminar fisicamente os vencidos ou. (FUVEST) – Observe. nem a dos servos. e) nos manuais de instrução. o saber histórico nos dirá que esses “grandes”. quando o autor descreve com isenção e distanciamento a experiência de que trata. A função da linguagem que apresenta esta característica é a a) metalinguística. ao representar o ato de desenhar. O vencedor ou poderoso é transformado em único sujeito da história. monumentos) dessa história. (FAGA) – No primeiro quadrinho não houve a transmissão de informação nova. que os estudantes negros ficam sabendo que a Abolição foi um feito da Princesa Isabel? As lutas dos escravos estão sem registro e tudo que delas sabemos está registrado pelos senhores brancos. abaixo. então. dos “grandes feitos”. d) na literatura. Resolução Resposta: D Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correção Não possuímos a história dos escravos. Nem para os operários. a ideologia nunca nos diz o que são esses “grandes”. dos “grandes progressos”. fazendo com que se lembrem apenas dos feitos dos vencedores. Nem para o índio. exemplos de aproveitamento de recursos equivalentes aos da gravura de Escher encontram-se. a) nos jornais. mas apenas seus pacientes. “puxar conversa”. a ideologia burguesa pode manter sua hegemonia mesmo sobre os vencidos. se precisa do trabalho deles. o desenho volta-se para o próprio desenho. esta gravura de Escher: 2. Resolução Na gravura de Escher. cuja “grandeza” depende sempre da exploração e dominação dos “pequenos”.FRENTE 4 REDAÇÃO E MORFOLOGIA Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. Nem para os camponeses. não só porque impediu que houvesse a história dos vencidos (ao serem derrotados. c) emotiva. c) na prosa científica. b) poética. Resposta: D – 139 . quando se comparam dois produtos que têm a mesma utilidade. com frequência.

c) A fundamentação das ideias é obtida por meio de vários recursos argumentativos: perguntas retóricas. d) As nuvens tornavam-se cinzentas. a) exangue – sem sangue. o articulista passa a refutar a declaração citada e arrola as possíveis justificativas para as conclusões preconceituosas de James Watson. 1 Ele cometeu em sua declaração pelo menos dois grandes pecados epistemológicos.º parágrafo: “generalização” retoma “generalização apressada”. c) hepático – do fígado. Assinale a alternativa que identifica incorretamente um desses procedimentos: a) A tese (1. Resposta: E 4. (FGV-Adm. deixa de ser adjetivo. (FECE-Apucarana) – O adjetivo marítimos equivale à locução adjetiva dos mares. d) O grau de persuasão do texto está pautado. O texto original. 3. b) inodoro – sem sabor. Resolução O adjetivo inodoro corresponde à locução adjetiva sem cheiro. obedecendo à estrutura dissertativa: tese. O último paragráfo. d) 5/2/3/4/1. exposição de fatos etc. Resposta: C Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 5. A retomada de termos mantém a coesão textual e permite colocar o texto em sequência lógica. d) bélico – da guerra. não foi capaz de fazer. e insípido à locução sem sabor. e) pluvial – da chuva. Resolução Verde. c) 4/1/3/5/2. 4 James Watson. b) 4/5/2/1/3. com os verbos na primeira pessoa do plural. e) 2/4/1/3/5. ou seja.) – Os parágrafos abaixo estão fora de ordem. de 1994.º parágrafo: expressão que indica conclusão: “podemos concluir”. Resposta: B 6. o fato é que é em princípio errado prejulgar alguém por características (reais ou supostas) que não observamos nessa pessoa. Esses elementos de coesão são: 1. na alternativa b.3. é um caso de derivação imprópria ou conversão. sofreu muitas adaptações e não mais corresponde à opinião do autor. e 5. Nos parágrafos seguintes. paralelismo sintático. 5 Quanto à generalização. e) O mendigo carregava um fardo amarelado. Resolução O texto inicia-se por um período que contém uma declaração de sentido geral do geneticista James Watson. mas no grupo ao qual consideramos que ela pertence. sugere a adesão do leitor às conclusões decorrentes da argumentação do articulista. Paulo. um dos livros mais explosivos e criticados da década passada. 3 Os testes a que o laureado se referiu são provavelmente as tabelas de Richard Herrnstein e Charles Murray publicadas em The Bell Curve (a curva do sino ou a curva normal).º parágrafo: “testes” retoma “todos os testes”. a) A malha azul estava molhada. pisou na bola. c) Tinha os cabelos branco-amarelados.º parágrafo: “ele” retoma “James Watson”. redigido por Hélio Schwartsman para a Folha de S. pois está substantivado pelo artigo o. reflexões filosóficas. b) O sol desbotou o verde da bandeira. o codescobridor da molécula de DNA e ganhador do Nobel de 1953. Falou em “todos os testes” sem dizer quais e fez uma generalização apressada. A autora do texto acima tem a intenção de convencer o leitor quanto à questão da participação política no processo histórico. argumentação e conclusão. b) A unidade do tema é preservada porque o autor desenvolve as ideias com coerência. Declarou que africanos são menos inteligentes do que ocidentais. mesmo com toda a sua genialidade científica. É possível inferir e/ou identificar vários procedimentos usados pela autora para defender o seu ponto de vista. principalmente. (FGV-SP) – Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada não tem valor de adjetivo.º parágrafo: “James Watson”.º parágrafo) contém o tópico frasal – a história sempre foi registrada a partir do ponto de vista dos dominadores ou vencedores – a partir do qual a autora desenvolve os argumentos. 2. Assinale a alternativa em que a sequência dos números corresponde à sequência lógica desses parágrafos. É isso que Watson. a) 4/2/1/3/5. Resposta: B 140 – . Resolução Não há conjunções subordinativas iniciando os parágrafos. e) A articulação das ideias de um parágrafo para outro é feita por meio de conjunções subordinativas. nas relações antitéticas e nas alusões históricas. 2 Podemos concluir que as forças da civilização exigem que abandonemos essa forma primitiva de pensar e utilizemos a razão e não reações instintivas no trato com outros seres humanos. Assinale a alternativa em que não há correspondência entre o adjetivo e a locução. 4.

Minas Gerais.. contudo.) – Assinale a alternativa em que a mudança da posição do adjetivo no texto altera o sentido da frase. ainda assim.) – O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade. e) Não achei muita coisa. O desemprego cresce no país. Resolução O pronome indefinido algum. fazendo uso de um dos elementos de ligação propostos. Resposta: D 10. (FGV-Econ. entretanto. As estatísticas também registram avanço na educação. causa (2). engana nossa falta de poder. posposto ao substantivo futuro. mantém o mesmo sentido do pronome indefinido nenhum. ainda assim. porque. porém. a) O nosso “complexo de vira-lata” tem múltiplas facetas. A taxa de casamentos legais caiu. porque. apropriado”. tem o sentido de “adequado. Resolução A relação que se estabelece entre as orações é de proporcionalidade (1). As uniões consensuais cresceram. ainda assim. contudo.6% dos domicílios do país têm computador. certo significa algum. com isso.Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis Leia a charge. d) à proporção que. c) ainda que. por isso. Como pronome. A desigualdade persiste. Resposta: D 8. embora. nós temos. como adjetivo. b) Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa… c) . 21/03/07) 7. b) à proporção que. c) Achei algum futuro. O brasileiro teve mais coragem e orgulho de declarar sua cor. ou seja.. b) [O trabalho] impede-o de olhar um outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. Também há ocorrência de pronome empregado com sentido de posse em: a) O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio. (com isso / ainda assim / desde que) 5. contudo. de modo que haja relação de sentido entre as ideias. d) O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso… e) O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento… Resolução O pronome indefinido certo passa a adjetivo se colocado depois do substantivo impulso. porém. só não o fazemos. desde que. logo. Resposta: B – 141 . 1. Transforme-as em uma única. reitera a ideia de negação.. (FGV-Econ. e) [O trabalho] faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento. (contudo / logo / por isso) 4. oposição (3 e 4). (Porque / entretanto / logo) 3. Resposta: B Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis (Diário da Tarde.que lhe torna a solidão horrível”. exclusão (5). Os números mostram que o brasileiro vive à margem da era digital.. apenas. a) Achei algo. d) Não achei futuro algum. (Apenas / embora / porém) A alternativa que contém a ordem correta dos elementos de ligação é: a) a fim de que. A população negra cresceu. d) Vagabundo é quem não tem o que fazer. 10. RESOLUÇÃO No trecho “. sem as inverter. e) ainda que. porque. c) [O trabalho] desvia-o da visão assustadora de si mesmo. o vício e a necessidade. (UNIFESP) – Assinale a alternativa em que a frase mantém o sentido da resposta do policial. o pronome lhe é empregado com sentido de posse e equivale a sua: que torna a sua solidão horrível.. (à proporção que / ainda que / a fim de que) 2. Saúde e educação melhoram.parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição. conforme resultados do Censo 2000.. 9. b) Achei alguma coisa. logo. (UFES) – As afirmativas de cada um dos itens abaixo expressam o perfil do brasileiro. apenas.

Os termos além de. (ITA) (Folha de S. indicando conclusão. a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. Para entender esses argumentos. indicando efeito. 142 – . imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica. consequência. modo. finalidade. respectivamente. Na noite de Natal. a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade. então equivale a isso. modo. por conseguinte. modo. o céu visível à noite deve abranger. explicação. de a) distanciamento – objeção – tempo – efeito. para e porque são. b) companhia. consequência. Paulo. a cada instante. modo. instrumento. respectivamente. tempo. causa. causa. conclusão. c) alternância. 2. Se. d) tempo. e) companhia. a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar. 1. é possível contemplar. oposição. então. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite. instrumento. b) A marca linguística que gera alteração de significado é a preposição em. d) lugar. tempo. respectivamente. Neste caso. cujo raio não parecia ser muito superior à distância da Terra aos planetas. oposição. O presidente ficou irritado com as críticas. 4. causa. simultaneidade. e) adição – oposição – consequência – conclusão. A substituição da preposição em pela preposição com (“problemas com a casa”) desfaria o equívoco. exatamente a metade da esfera das estrelas.o/10/01) a) O que há de engraçado nesse diálogo? b) Qual a marca linguística que permite o efeito cômico? Resolução a) A comicidade está na segunda fala do primeiro quadrinho. no entanto indica contraste. respectivamente. pois a expressão “problemas em casa” já se consagrou como referente a problemas de relacionamento familiar. companhia. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. de cada vez. finalidade. e) adição. enquanto vestia o smoking para ir a um jantar da alta sociedade carioca.11. explicação. em geral. modo. c) simultaneidade. a metade do zodíaco. instrumento. finalidade e causa. de horizonte a horizonte. Resolução As circunstâncias expressas por enquanto. Martins. então o campo de visão à noite não seria. d) distanciamento – oposição – tempo – consequência. no entanto. b) simultaneidade. exatamente porque o jornalista atacara a nova capital em artigos… A relação que se estabelece entre as orações destacadas é. 3. ela não se move em relação às estrelas. de horizonte a horizonte. As preposições destacadas traduzem. modo. simultaneidade. causa. oposição. a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. outras vezes poderíamos ver menos da metade do zodíaco. O presidente falou junto com o ministro. (ESPM) – Leia as frases: 1. Introdução geral ao Commentarius de Nicolau Copérnico. portanto equivale a logo. (Roberto de A. portanto estabelecem no texto relações. c) distanciamento – consequência – conclusão – efeito. na antiguidade. de: a) condição.) 13. que interpreta de forma distorcida o significado da primeira. é necessário lembrar que. David Nasser. Portanto. Resposta: A Módulo 6 – Dissertação – Coesão (FUVEST) – Além de parecer não ter rotação. b) adição – objeção – tempo – conclusão. brigou com seu amigo e principal repórter. O presidente almoçou com os sindicalistas. O presidente cortou o pão com a faca. Resolução Além de equivale a soma. no entanto. ideia de a) companhia. Resposta: E 14. Resposta: D 12. E se ela está sempre nesse centro. Resolução As preposições estabelecem as relações indicadas na alternativa a. adição.

.. que se misturam e se confundem no efeito emocional que provocam no leitor.. No enunciado da questão... ó tarde doce".. montar um elefante” etc... além de barco.. A palavra “sabor” implica sensação gustativa.. definida no enunciado como "apelo aos sentidos humanos. . o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades... "Montou. construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas....Módulo 7 – Figuras de Palavra 15......... trem ou ônibus”.. a) “e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada. Como uma torre de pérolas e safira. comparações ("Como uma torre de pérolas e safira... b) anacoluto...") e prosopopeia ou personificação ("Tarde de olhos azuis e de seios morenos.... A natureza me assusta. mesclam-se referências a duas impressões sensoriais diversas. d) sinestesia.” e) “Amanheceu.) Embora não opte por viver numa pequena cidade. Resolução Além da sinestesia “tarde doce”. “embarca-se em avião. “alvorada” (palavra derivada de “alvo”) implica sensação visual. caracteriza figura altamente expressiva: a) metonímia. O uso... (FUVEST – MODELO ENEM) Tarde de olhos azuis e de seios morenos. c) hipérbato.. e) aliteração... Ó tarde como quem tocasse violino.. "ó tarde")." e "como quem tocasse violino. (GULLAR. poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes cidades... ó tarde doce que se admira.. que se misturam e se confundem"... no burro bravo" é catacrese. porque o verbo montar refere-se a “colocar-se sobre cavalo”. ocorre em: a) “Os tempos mudaram. és a um tempo esplendor e sepultura... inculta e bela."). Com seus matos sombrios suas águas suas aves que são como aparições me assusta quase tanto quanto esse abismo de gases e de estrelas aberto sob minha cabeça. é autor de “Bicho urbano”. que a princípio se referia a “entrar ou colocar-se em embarcação”.. Resposta: D – 143 . Ferreira..... ele recorre à sinestesia... (Emiliano Perneta) Nesses versos. Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio Editora.. O mesmo ocorre com o verbo embarcar. BICHO URBANO Se disser que prefiro morar em Pirapemas ou em outra qualquer pequena cidade do país estou mentindo ainda que lá se possa de manhã lavar o rosto no orvalho e o pão preserve aquele branco sabor de alvorada. Resposta: C 17.. 1991. estendeuse para outras situações referentes à montaria: “montar um camelo. (FUVEST – MODELO ENEM) – A catacrese. (ENEM) – Ferreira Gullar..” d) “Ó mar salgado... o flagrante apelo aos sentidos humanos.. todos embarcaram no trem. Hoje. no devagar depressa do tempo.” c) “Apressadamente... Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos.. a luz tem cheiro... os versos de Emiliano Perneta têm apóstrofes ("Ó tarde linda.. Resposta: A 16. porém. um dos grandes poetas brasileiros da atualidade..” Resolução Catacrese é a figura que consiste na utilização de um vocábulo com sentido inadequado em virtude da inexistência de palavras que designem os seres referidos. Ó tarde linda. quanto do teu sal... / Com seus matos sombrios suas águas” d) “suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto” e) “me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas” Resolução Na expressão “sabor de alvorada”.” b) “Última flor do Lácio.. Assinale a opção em que se observa esse recurso. figura que se observa na frase: "Montou a cavalo no burro bravo"..” b) “ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho” c) “A natureza me assusta...

estão transcritos versos retirados do poema “O operário em construção”. Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em a) “Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão. Memórias póstumas de Brás Cubas) Nas alternativas abaixo.” Resolução A antítese./ Como uma onda no mar. configurada nas expressões antônimas “independência política” e “cativeiro pessoal”.” b) “…a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão” c) “Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia De que sequer suspeitava.” (MORAIS. o que constitui a figura de linguagem chamada oxímoro. Resposta: B 20. São Paulo.” d) “Se lembra da fogueira./ Se lembra dos luares.” c) “Brasil. Vinícius de. é sagrado. Resposta: B 144 – . Resolução No caso. um humilde operário Um operário que sabia Exercer a profissão. o sujeito casa recebe dois predicativos que se contradizem e excluem (“liberdade” e “escravidão”). a metonímia corresponde à substituição do concreto (os engenheiros brasileiros) pelo abstrato (“a engenharia brasileira”)./ Se lembra dos balões. meu Brasil brasileiro. sempre.) data da nossa independência política. é um recurso expressivo de natureza semântica que aparece em “lá fora” / “aqui dentro”.Módulo 8 – Figuras de Pensamento 18../ Meu mulato inzoneiro. (ITA) – Assinale a figura de linguagem predominante no seguinte trecho: A engenharia brasileira está agindo rápido para combater a crise de energia. Resposta: B 19. Para Garfield./ Vou cantar-te nos meus versos. e do meu primeiro cativeiro pessoal”. a) Metáfora.” b) “Há tanta vida lá fora. data da nossa independência política. dos sertões?” e) “Meu bem querer/ É segredo. e do meu primeiro cativeiro pessoal.) Resolução Nos versos transcritos na alternativa b. Antologia Poética. (ENEM) – Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. não adiantemos os sucessos. …Suspendamos a pena. Companhia das Letras./ Aqui dentro. c) Eufemismo./ Está sacramentado/ Em meu coração. a frase de saudação de Jon (tirinha abaixo) expressa o maior de todos os oxímoros.” e) “Ele. Em nenhuma das demais alternativas ocorre a mesma estrutura de significação. 1992. d) Hipérbole. (FUVEST – MODELO ENEM) – Na frase “(. e) Pleonasmo. (Machado de Assis.. quando te vê. b) Metonímia. Vamos de um salto a 1822. ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em: a) “Meu coração/ Não sei por que/ Bate feliz.” d) “…o operário faz a coisa E a coisa faz o operário.

Em III.” (Guimarães Rosa) Resolução Trata-se de paronomásia: ouve/houve. para salientar certos fonemas que se repetem (principalmente os “pês” e os “tês”). opa. b) a SINESTESIA. constituindo. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. ontem garlopa. Com sua língua. pode ser Papa. chuva beirando’.Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 21. e sua. Resolução No verso “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. ocorre polissíndeto com a repetição da conjunção e. A flor baixa se inculca por tulipa. E os sobreviventes. partindo vidros. há personificação ou prosopopeia. Resposta: E 23. cheio de palavras polacas e de mil bichinhos tocando viola no oco do pau. portanto. e a cabeça (…). emocionados. (MACKENZIE) – I. ao mesmo tempo. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. há polissíndeto. mãe Quitéria!” (G. e) o PARADOXO. Em II. respectivamente. e) metáfora e metonímia. Os vocábulos tropa/trapo/tripa apresentam semelhança de sons e diferença de sentido. Resposta: D 22. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. e) Elipse / polissíndeto / prosopopeia. Choram as ondas.a pessoa do plural) e abraçamos (1. e lima. Resposta: B – 145 . c) aliteração e paronomásia. Resolução Em I. pois atribui-se característica humana às ondas (“choram”). /t/ e /r/. caracterizado pela repetição da conjunção e (“E o olhar (…). b) paralelismo e comparação. d) o PLEONASMO. (Gregório de Matos Guerra. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. Os recursos estilísticos empregados aí foram a) personificação e alusão. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar. ocorre silepse de pessoa: os sobreviventes (3. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. Seleção de Obras Poéticas) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. upa. Bengala hoje na mão. paronomásia.” (G. As alpercatas batiam no chão rachado. e sofre. Assinale a alternativa que não contém onomatopeia: a) “Jamais tivera notícia de tanto silvo e chilro. Trabalha. tinindo guizos. e o mato cochichava. em que as palavras são parecidas no som. ao nobre o vil decepa: O velhaco maior sempre tem capa. Mais isento se mostra o que mais chupa. Resposta: C 24. palavras que se diferenciam por mudanças fonéticas mínimas (tropa/trapo/tripa). na paciência e no sossego.” (Graciliano Ramos) e) “Um bando de maitacas passava. Para a tropa do trapo vazo a tripa E mais não digo. utilizando. e o coração (…). porque a Musa topa Em apa. ipa. tem mais carepa. mas diferentes no significado. (FATEC) – Em “Para a tropa do trapo vazo a tripa”.” (Oswald de Andrade) c) “ ‘Sapo na seca coaxando. Quem menos falar pode. “O olhar para trás”. Rosa) d) “Chape-chape. III. Rosa) b) “A imprensa publica o que ouve. II e III. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar.) Módulo 10 – Figuras Sonoras AS COUSAS DO MUNDO Neste mundo é mais rico o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. d) assonância e preterição. Do claustro. nos trechos I. e teima. II. c) o POLISSÍNDETO. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. epa. Esse procedimento chama-se aliteração. podese constatar que o poeta teve grande cuidado com a seleção e disposição das palavras que compõem a sonoridade do verso. ligeiro trepa. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. e os minutos passando…”). não o que houve. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. (FATEC) – E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. Resolução Nesses versos de Vinícius de Moraes. b) Elipse / aliteração / sinédoque. estralejando de rir.a pessoa do plural). existe repetição dos fonemas consonantais /p/. mais increpa: Quem dinheiro tiver. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera.

d) Se um dia você for embora Ria se teu coração pedir Chore se teu coração mandar. (Rose-Marie Muraro) b) O discurso comporta duas partes.) A primeira destas operações é a exposição. como vai? Eu vou indo e você. Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”.. fala-se do tempo ou de futebol. c) Função fática. Guerreiros. (.Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. d) Função conativa.. (Gonçalves Dias) 146 – . Meu canto de morte Guerreiros. (Danilo Caymmi & Ana Terra) e) Olá. sou forte. Guerreiros. eu vou indo pegar um lugar no futuro. 5. Aponte os elementos que integram o processo de comuni- cação em “Poética”. Quais as funções da linguagem predominantes no poema anterior? 3. Qualquer assunto servindo. a segunda. Da tribo pujante. o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa. e você? Tudo bem. até o dia em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer. dificilmente lograríamos (…) encontrar mensagens verbais que preenchessem uma única função… A estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da Texto para as questões 2 e 3: POÉTICA Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados Que é Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto Um homem que tem fome como qualquer outro homem. identifique as funções da linguagem: a) O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum. ouvi. tudo bem? Tudo bem. a) Função emotiva. (Cassiano Ricardo) função predominante. e) Função poética. (Paulinho da Viola) 2. o “bom dia”. pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata.. e em seguida a demonstração. eu vou indo em busca de um sono tranquilo. a prova. descendo Da tribo tupi. (Aristóteles) c) Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho. Indique a alternativa que explicita essa função. Nos textos abaixo.. (CESUPA-CESAM-COPERVES) – Segundo o linguista Roman Jakobson. Sou filho do Norte Meu canto de morte. nasci: Sou bravo. b) Função referencial. Guerreiro. Que agora anda errante Por fado inconstante. 4. Sou filho das selvas Nas selvas cresci. ouvi. (PUC) – Observe a seguinte afirmação: Em nossa civilização apressada. de Cassiano Ricardo.

mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. abrimos os documentos nos quais se apontavam os pontos falhos do processo.000 apátridas no país. c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. decidiu-se encaminhar o caso para as instâncias superiores.Indique a função predominante no fragmento anteriormente transcrito. após fazer cuidadosa análise. na universidade e na imprensa. 1 – Após instalarmos a comissão. É uma fotografia muda. Em vários países. que no início do século XX aboliu o uso do véu e nos anos 50 adotou o voto feminino. Foi observado que medidas mais enérgicas eram urgentes para as despesas serem contidas. Na Arábia Saudita. III. para não contrariar a oposição islâmica. II. e) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. A VIDA ATRÁS DOS VÉUS O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. são utilizados recursos gramaticais para tornar o texto impessoal. (Clarice Lispector) A obra de Clarice Lispector. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles e não há notícia de nenhuma organização pelos direitos femininos que tenha sobrevivido por muito tempo. (UEL) – As questões de 2 a 5 referem-se ao texto a seguir. (PUC-SP) – Com esta história eu vou me sensibilizar. Observamos que medidas mais enérgicas eram urgentes para conter as despesas. Se deixar as decisões urgentes para outras pessoas. 2 – Em situações como essas. Este livro é um silêncio. entre eles o Irã. Alegro com brio. 2 – No relatório final. Assim. Tentarei tirar ouro do carvão. 2 – Constatei. que são insuficientes os dados recolhidos para que se justifique a conclusão. assim. Decidiu-se também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. (Veja. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. omitiram-se as informações que comprometeriam o andamento das investigações. Resolvi. Para que os fatos sejam apurados. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. o governo retirou um projeto de lei que permitiria às mulheres viajar para o exterior sem autorização escrita do marido. Ao contrário. Analise as ocorrências abaixo e aponte aquelas em que esses recursos foram usados para impessoalizar o que aparece em 1. b) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. Este livro é uma pergunta. além de se apresentar introspectiva. (UFPR) – “Na análise do relatório.1 – Eu constatei. d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. Recentemente. não permite que a mãe passe a nacionalidade egípcia ao filho. abrimos os documentos que apontavam os pontos falhos do processo. IV. Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correções 1. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica. nós omitimos as informações que comprometeriam o andamento das investigações. buscar mais evidências a fim de uma análise ser apresentada com mais respaldo. Não é uma situação comum no mundo islâmico. Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. 1 – Em situações como essas. também. estalactites. sempre se constata que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. marcada pela sondagem de fluxo de consciência (monólogo interior).” No trecho acima. 1 – No relatório final. 01/03/2000) – 147 . Na década passada. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais. O Egito. Observe o trecho em questão e aponte os elementos que comprovam tal preocupação. sempre constato que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. sobretudo nos países árabes. todos filhos fora do casamento ou de pai desconhecido. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. mas o hábito – cujo objetivo é privar a mulher do prazer sexual – continua amplamente difundido. Se se deixam as decisões urgentes para outras pessoas. resolvi buscar mais evidências a fim de apresentar uma análise que tivesse mais respaldo. corre-se o risco de se perder o controle sobre os acontecimentos. uma preocupação com a escritura do texto literário. justificando a indicação. constatou-se um desvio de recursos que se supõe ter sido feito pelo diretor afastado. Assinale a alternativa correta. que os dados que recolhi não eram suficientes para justificar a conclusão. escrevo com o corpo. a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. Eu não sou um intelectual. I. após fazer uma análise cuidadosa. música transfigurada de órgão. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. corro o risco de perder o controle sobre os acontecimentos. o Estado baniu a mutilação genital. 6. reflete. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. 2 – Após a comissão ser instalada. E o que escrevo é uma névoa úmida. renda. de acordo com as normas da língua padrão. Há hoje 80. Decidimos também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo.

não a usa como mero instrumento de comunicação….” b) “Em vários países.” referem-se a: a) Irã. b) A personagem principal do conto é o Seu Rodrigues. p. d) A história do islamismo em diferentes países árabes. Qual trecho do texto marca essa inversão? a) “Não é uma situação comum no mundo islâmico. b) Não é uma situação comum no mundo islâmico.2. por exemplo. embora seja comum nos países árabes. no entanto. mas em cada país há especificidades econômicas e sociais que podem facilitar ou limitar o acesso à rede. Ao contrário. “Não é uma situação comum no mundo islâmico. Na resposta. a ordem em que eles devem dispor-se. todos têm de pagar 10 ienes por três minutos on-line. b) Arábia Saudita. (UNISA) – Em que conjunto os adjetivos têm valor afetivo? a) Proibido entrada e aviso reles. e) Mundo árabe.. especialmente nos países árabes. o Estado baniu. c) Juiz arrogante. (PUC) – No trecho … o homem não fala simplesmente uma língua./dez. b) Aviso reles e pobre cão. 148 – . 2. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante.. n. passeio matinal. c) Egito. 1999) Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. 4. e) adjetivo e significa puro. o texto se desenvolve para uma contra-argumentação. 6) Por isso. não é uma situação comum no mundo islâmico. 3. em regiões da Rússia. º 17. Que alternativa preserva as mesmas relações de sentido da frase acima? a) É uma situação incomum no mundo islâmico. ano 3.” 5. a) Elemento motor. sobretudo nos países árabes. (UFF) – Assinale a única frase em que há erro no que diz respeito ao gênero das palavras. Organize-os em uma sequência lógica. tratamento médico-dentário.” e) ”Na Arábia Saudita. sobretudo nos países árabes. O que o autor do texto utiliza para ilustrar esse contra-argumento? a) A história constitucional do Egito. d) Ainda que ocorra sobretudo nos países árabes. 1) Além disso... indique. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles. entre eles o Irã. por meio dos números. São Paulo: HSM Management. Robbin. nem mesmo nos países árabes.000 apátridas no país. 6. c) Pobre cão e coleira canina. d) Mundo islâmico. o acesso à internet está fora de questão. o termo destacado é um a) substantivo e significa simples. e) A parte superior da traqueia é o laringe.. há a apresentação de uma tese.” 3. b) Exemplos de países do mundo árabe. manual lúdico-instrutivo. Neste texto. No entanto. c) Os casos de conquistas femininas no mundo árabe. As expressões no país e o Estado em “Há hoje 80. incluindo o telefone. na universidade e na imprensa. b) advérbio e significa genuíno. b) Esforço vão. 3) No Japão. c) Ele foi apontado como a cabeça do motim. c) adjetivo e significa quase. da África ou da América Central. c) É uma situação pouco usual no mundo islâmico. 4) A internet pode ter um caráter mundial. sobretudo no mundo islâmico.” c) “Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. (Adaptado de Zeff . (MACKENZIE) – Assinale a alternativa em que ambos os adjetivos não se flexionam em gênero. d) advérbio e significa estreme. 2) Nos Estados Unidos e no Canadá. 127. homem célebre. existe disponibilidade de acesso ilimitado à internet por uma tarifa mensal. e) Exemplos de mulheres participando do governo. 4. nov. e) Costume andaluz. seu uso é cobrado por minuto. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. e) É uma situação comum nos países árabes.” d) “O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. ainda há muitos lugares onde não há telefones. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. por exemplo.. universidade e imprensa. d) O telefonema deixou a anfitriã perplexa. d) Pobre cão e rico dinheirinho. cuja ideia central é o movimento de emancipação da mulher no Irã. d) Cientista hindu. (FGV) – Os períodos abaixo estão alinhados sem ordem alguma. e) “Nossa Caixa” e aviso reles. sentimento fraterno.” e “Na década passada. a) O gerente deverá depor como testemunha única do crime. 5) Na maioria dos países.

c) artigo indefinido em I e III e numeral em II e IV. e) artigo indefinido – substantivo – pronome demonstrativo. conjunção condicional. (PUC) – Observe as duas sequências de versos abaixo. Maria mora no apartamento um. I. (MACKENZIE) – Um livro deve valer por tudo o que amizade será submetida a teste tem a mesma função morfológica do que se encontra na alternativa: a) … teriam facilitado a vida do presidente. pronome oblíquo átono. Tomo a liberdade de levar ao conhecimento de V. respectivamente. a) artigo indefinido em I e numeral em II. pronome demonstrativo. II. A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. no plano morfológico. Como torná-lo assimilável pelas novas gerações… As palavras destacadas são. Essa é a etimologia da palavra. b) artigo indefinido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. A palavra um nas frases acima é. pronome oblíquo átono. ela. e) é pronome indefinido. (Guimarães Rosa. (CESMAZON) – O a destacado na expressão … a a) Na sequência (1). o valor morfológico das palavras destacadas. d) … debate sobre a partilha dos impostos federais…. pronome relativo. III e IV. (FGV) – Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. c) pronome indefinido – pronome indefinido – pronome relativo. e) … aos governadores e prefeitos a contrapartida em encargos. é correto afirmar que a) é pronome demonstrativo. no plano morfológico a) pronome relativo. a) artigo definido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. III e IV. b) … os amigos brotam a sua volta…. IV. pronome indefinido. 5. d) numeral – substantivo – artigo definido. (UNITAU) – Leia as frases abaixo: Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. b) pronome indefinido. III. a vida. 3. a) abaixos-assinados – lhe – sua b) abaixos-assinados – vos – vossa c) abaixo-assinados – lhe – sua d) abaixo-assinados – vos – vossa e) abaixo-assinados – lhe – vossa 2. à pergunta que fazia. respectivamente. nele não deve caber. pronome oblíquo tônico. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. Pedro comprou um jornal. respectivamente. pronome oblíquo tônico. (UNITAU) – Observe: Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho… II. (1) mas se responder não pude – 149 . a respondeu (2) mesmo quando é uma explosão como a de há pouco. c) pronome demonstrativo. pronome oblíquo tônico. (Clarice Lispector) Em relação ao termo destacado no trecho acima. d) é pronome pessoal oblíquo tônico. c) … conta com a ajuda dos governadores…. explique o emprego de há. Ex. d) pronome demonstrativo. b) artigo indefinido em I e II e numeral em III e IV. Quantos namorados você tem?” Um. respectivamente.5. 4.a que os ________________ que ________________ foram encaminhados defendem causa justa e ficam a depender tão somente de ________________ decisão para que sejam atendidos. b) Na sequência (2). e) pronome indefinido. 6. d) artigo indefinido em I. e) artigo indefinido em III e IV e numeral em I e II. pronome demonstrativo. indique. c) é pronome pessoal oblíquo átono. conjunção integrante. (MACKENZIE) – Houve o que se chama de comunhão perfeita. conjunção integrante. pronome oblíquo átono. b) é artigo masculino. franzina. Tutameia) As palavras destacadas no período acima são. pronome relativo. pronome oblíquo átono.

V – preposição. (UNITAU) – Em I. d) tempo e modo. b) substantivo em I e adjetivo em II. e) condição. c) locução conjuntiva. (UNIP) – Assinale a frase em que meio funciona como advérbio. b) I – verbo. que podia ser. c) causa e condição. e) I – substantivo. 5. a classificação correta dos termos destacados no poema de Manuel Bandeira. a expressão depois que. como bicho perseguido. depois que o Padre Cabral. e) expletivo. deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino formam um só curioso. d) consequência. falo menos ainda III Mas invento palavras IV Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana V Inventei. c) Só quero meio quilo. Instituições certas encontram caminho no mercado financeiro. voltou a dizer-lhe que sim. Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. b) advérbio de tempo. V – preposição. Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1.6. c) comparação. a) Descobri o meio de acertar. Em Se sim. (significado) a) adjetivo em I e substantivo em II. b) Achei-o meio triste. III – preposição. morfologicamente. e) Comprou um metro e meio. Teodora (Manuel Bandeira) Indique a alternativa que apresenta. 2. é 150 – . b) conformidade. a) I – substantivo. a palavra que funciona. V – conjunção. tendo consultado o bispo. d) pronome relativo e conjunção. b) conjunção e conjunção. II – advérbio. por exemplo. 8. e) advérbio em I e adjetivo em II. com significado de algumas em I e algumas em II. IV – substantivo. Em Apenas deixava para trás as últimas casas mal iluminadas…. II – advérbio. Em A imaginação de dez anos vagueava solta e desvairada. c) I – substantivo. com significado de poucas em I e poucas em II. o verbo teadorar Intransitivo: Teadoro. b) tempo e condição. As palavras destacadas são. respectivamente. c) advérbio em I e II. no plano morfológico e semântico. d) pronome indefinido. a) locução prepositiva. IV – adjetivo. II – pronome indefinido. como a) conjunção e pronome relativo. a palavra destacada estabelece relação de a) causa. d) advérbio de modo. d) Parou no meio da rua. (FGV) – Súbito deu-me a consciência um repelão… a) Substitua súbito por outra palavra ou expressão que conserve o mesmo sentido. II. IV – adjetivo. 4. d) I – verbo. II – advérbio. III – preposição. as palavras destacadas indicam a) tempo e consequência. (MACKENZIE) – NEOLOGISMO I II Beijo pouco. V – conjunção. com significado de algumas em I e corretas em II. V – preposição. b) Dê a classe gramatical da palavra súbito no contexto transcrito. c) pronome relativo e pronome relativo. 3. mas acabou cedendo. 7. IV – adjetivo. II – pronome indefinido. III – conjunção. com significado de algumas em I e adjetivo significando íntegras em II. e) condição e modo. com significado de muitas em I e íntegras em II. III – preposição. em sequência. e) conjunção e pronome demonstrativo. IV – substantivo. (MACKENZIE) – No período Minha mãe hesitou um pouco. III – conjunção.

que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. muitas vezes. em tempo real. introduzindo a conjunção que mantém o sentido do período. transformou tanto as relações internacionais. Em breve. [as novas tecnologias] concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro”. a nenhum modelo do passado. II. que não corresponderá. que prefigure o mundo de amanhã.) transformou tanto as relações internacionais. conjunção integrante. afinal. substantivo. adjetivo. que prefigure o mundo de amanhã. pronome relativo. também. como se alguém me chamasse para viajar. mas também dialogar. pronome relativo. conjunção integrante. No período “abolindo as distâncias. também. advérbio.) e atingem as regiões mais recônditas. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações. abolindo as distâncias. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações. e) as decorrências positivas da comunicação globalizada. sem limite de distância ou de tempo. pronome d) conjunção integrante. (CESMAZON) – Assinale a alternativa em que os termos destacados são. advérbio. substantivo. d) II. – 151 . preposição b) conjunção integrante. se mostra e se esconde… 1. Do avanço da tecnologia decorrerá uma sociedade do futuro independente da herança do passado. os céus azuis.. por isso mesmo. preposição 7. Esta livre circulação de imagens e de palavras. c) os prejuízos ligados a zonas desprovidas de eletricidade. (UNIFOR) – I. artigo. mas também dialogar. discutir e transmitir informações e conhecimentos. b) Identifique a relação que se estabelece entre as orações. em qualquer parte do mundo. Recordemos. discutir e transmitir informações e conhecimentos (. pronome. substantivo. pronome. pronome e) conjunção integrante. substantivo. pronome relativo. concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro.” c) “Não podemos esquecer. ressurge. uma alegria se expande no meu peito. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e II. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. (Jacques Delors) 3. é um dos grandes aceleradores da mundialização. classificados de forma correta: a) pronome relativo. b) o difícil acesso dos sistemas de informação para alguns países. pronome relativo. principalmente em zonas desprovidas de eletricicidade. e) Também a lua surge. até no que possa ter de perturbador. A abolição das distâncias representa uma garantia de eficácia do processo da interatividade humana. (MACKENZIE) – Quando ouço dizer que o frio vai chegar. conjunção integrante. adjetivo.) 4. e) III. principalmente em zonas desprovidas de eletricidade. ventos frios que vêm do Sul. pronome e substantivo.” e) “Esta livre circulação de imagens e de palavras. f) “Esta livre circulação de imagens e de palavras (. Não podemos esquecer. d) a diversidade de serviços oferecidos pela rede telefônica... As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja.” b) “Em breve.. Módulo 6 – Dissertação – Coesão As novas tecnologias fizeram a humanidade entrar na era da comunicação universal.” d) “Recordemos. respectivamente. c) I.. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. As relações internacionais se tornariam impossíveis sem livre circulação de imagens e palavras. Passam os dias azuis… b) Voltam. pronome relativo. os dias azuis. b) II e III. preposição c) pronome relativo. pronome relativo. 2.. como a compreensão do mundo pelas pessoas (. a primeira oração é reduzida. a) Desenvolva a oração..6. respectivamente. a) “As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja (. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. que há massas frias. (UNIFOR) – O texto explora como ideia central a) o possível aspecto original da sociedade do futuro..). até no que possa ter de perturbador. destapados… c) Depois. Identifique o valor semântico dos termos ou locuções destacadas no contexto em que se encontram. a) Meses se acumulam sobre meses. contudo. ondas frias. como a compreensão do mundo pelas pessoas. conjunção integrante. vieram os tucanos e seus primos aracaris… d) Nossa última alegria foi a das primeiras chuvaradas. (Cecília Meireles) Assinale a alternativa em que os termos destacados acima estão. as águas azuis. e atingem as regiões mais recônditas. porque o verbo está no gerúndio (abolindo). conjunção. III. contudo.

c) elipse. (FEBA-SP) Nuvem. d) metonímia. d) antonomásia. (UM-SP) – Aponte a alternativa em que não haja uma comparação. b) hipérbole. 7. e) catacrese. conhecido no domínio da linguagem figurada como catacrese? a) Os olhos piscavam mil vezes por minuto diante do horrível espetáculo. pois. ocorre uma figura de palavra conhecida como a) metáfora. (SÃO MARCOS-SP) 3. b) É mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser. b) metáfora. caravela branca no ar azul do meio-dia: – quem te viu como eu te via? (Cecília Meireles) No verso acima. temos a figura de linguagem chamada a) metáfora. d) hipérbole. (UM-SP) – Fitei-a longamente. levantou-se rápida à procura do pai. e) perífrase. e) silepse de pessoa. A oração destacada assinala o emprego de a) metonímia. d) Suas faces avermelhadas traduziam-se em chamas encolerizadas por causa dos males imaginados. faze espada de combate. pôs um diploma na mão de cada filho. d) Hipérbole. Ergue-te. a) Rio como um regato que soa fresco numa pedra. b) Eu parece-me que vivo em função de um áspero orgulho. que aprenderam sozinhos o mistério das cousas. c) Com o espinho enterrado no pé. b) metonímia. 9. e) sinédoque. c) elipse. 6. (FIT) – Mas seu Juveniano foi um vitorioso porque. b) Metonímia. c) Zeugma. fixando meu olhar na menina dos olhos dela. Nesse caso. E dos raios de luz de sonho puro. c) Qual um filósofo. (VUNESP) – Na frase bíblica: Comerás o pão com o suor do teu rosto. b) metáfora. c) sinédoque. de um jeito ou de outro. d) metáfora. Sonhador. 8. d) antonomásia. c) sinédoque. e) A perversidade secreta daquelas montanhas selvagens assuntava as calmas águas do riacho. e) Metáfora. soldado do Futuro. “barriga da perna” e “pé de cana” são exemplos de a) metonímia. c) silepse. o enunciador empregou o efeito pela causa: suor em lugar de trabalho. b) catacrese. o poeta vive a procurar o mistério oculto das cousas. (MACKENZIE) – Construções do tipo “dente de alho”. 2. d) metonímia. temos qual figura de linguagem? a) Catacrese. 4. (BEBEDOURO) – Na oração Ele trazia na cabeleira a neve dos anos. a figura de linguagem utilizada foi a) catacrese. c) antonomásia. d) Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios. e) pleonasmo.Módulo 7 – Figuras de Palavra 1. No período acima. 152 – . b) catacrese. (Antero de Quental) A expressão destacada é exemplo de a) metonímia. 5. e) Os meus sentidos estavam tão aguçados. (UM-SP) – Qual dos períodos abaixo apresenta um desvio das normas propostas pela Gramática.

Era nada. e não remando. a) Metáfora e metonímia. Depois da luz. ( ) O dinheiro é uma força tremenda. se segue a noite escura. toda vida se tece de mil mortes. c) O balão inflou. e não dura mais que um dia. 7. contemplam-se. ( ) Nasce o sol. Não há (Olavo Bilac) gradação em: a) O carro arrancou. (Manuel Bandeira) e) João pegou de um livro. d) anáfora. tomou conta de sua mente e frustrou-se. e) antítese. Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas. assombrosa. (FUVEST) Alma minha gentil. Existe uma forte oposição no interior da estrofe. (Gregório de Matos) 8. engrossou e partiu-se ocorre processo de gradação. começou a subir e apagou. lhe fugiram. ( ) Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã. Qual delas falará primeiro? – 153 . (Monteiro Lobato) c) Antítese e personificação. a alegria. que te partiste Tão cedo desta vida. a figura de linguagem presente é chamada a) metáfora. (Carlos Drummond de Andrade) (Carlos de Laet) Nesses versos do poeta ocorrem. (Camões) 9. b) hipérbole. Repousa lá no céu eternamente.Módulo 8 – Figuras de Pensamento Nos exercícios de números 1 a 9. onipotente. somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. duas figuras de linguagem: 5. (FEBA-SP) – A suntuosa Brasília. ( ) Eu era pobre. a esquálida Ceilândia 4. c) hipérbato. b) Ironia e pleonasmo. ( ) Voando. ( ) Todo sorriso é feito de mil prantos. Era subalterno. ( ) Residem juntamente no teu peito Um demônio que ruge e um deus que chora. E viva eu cá na terra sempre triste. ganhou altura e caiu. d) Hipérbole e comparação. ( ) Quando a Indesejada das gentes chegar. (CESGRANRIO-RJ) – Na frase O fio da ideia cresceu. d) A inspiração surgiu. ganhou velocidade e capotou. (VUNESP) – No trecho: … dão um jeito de mudar o 3. 6. 13. mínimo para continuar mandando o máximo. b) O avião decolou. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) ironia (c) antítese (e) hipérbole (b) eufemismo (d) paradoxo (f) gradação 1. (Machado de Assis) 12. 11. (Carlos Drummond de Andrade) 2. (Olavo Bilac) 10. ( ) Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha. respectivamente. descontente. ouviu um disco e saiu. Identifique-a e dê uma pequena explicação para ela.

3. (ITA) – Em qual das opções há erro na identificação das figuras? a) Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono. d) hipérbole e anacoluto. d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios. Ó Deus! na aurora da existência. 1. (UNITAU) – Daí mas descambava. 4. (Guimarães Rosa. 6.º) mulheres e sem horizontes. (FASP-SP) – O texto abaixo serve às questões de 5 e 6: Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 1. (sinestesia) 4. temos. c) anáfora e metáfora. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório. fluente. em prece. (prosopopeia) c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. b) Apóstrofe – antítese. (ITA) – No verso A poesia – é uma luz… e alma – uma ave… ocorrem a) prosopopeia e hipérbato. os pais de Júlio e nós. d) Zeugma e inversão. d) Gradação – antonomásia.º) A vontade de amar. a vaca Trombeta. que me paralisa o trabalho. O enfile delas todas. 15. d) personificação e onomatopeia.º) E esse alheamento do que na vida é porosidade 7. 3. O oôo das vacas: a vaca Belbutina. b) Antítese e catacrese. (Castro Alves) Indique a alternativa que apresenta a correta classificação de duas figuras que aparecem no verso acima. cicia. d) pleonasmo e silepse.º) e comunicação. precisaremos de muita força para sobreviver. c) Silepse e sinédoque. Pela falta de um dos termos e posição destes na oração. e) anáfora e metáfora. (UM-SP) – Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse: a) Os irmãos de Teresa. orgulhoso: de ferro. a) Hipérbole – anáfora. b) metonímia e antítese. e) onomatopeia e sinestesia.) No trecho acima ocorrem a) personificação e catacrese. c) hipérbole e eufemismo. (eufemismo) b) A neblina.14. 5. roçando o chão. 9. e … de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira… enquanto procedimento estilístico. e) metáfora e zeugma..º) Principalmente nasci em Itabira. 2. de suas noites brancas. (MACKENZIE) – E eu morro. respectivamente. b) comparação e repetição.º) Por isso sou triste. frouxa claridade / Flutua… (aliteração) e) Oh sonora audição colorida do aroma.. e) Perífrase – pleonasmo. e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento. vindo lentamente do pasto.º) Noventa por cento de ferro nas calçadas. c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades. 8. Manuelzão e Miguilim. o dia abaixando a cabeça morre-não-morre o sol. c) Eufemismo – catacrese.º) Alguns anos vivi em Itabira. b) onomatopeia e anacoluto. a) metáfora e polissíndeto. c) metonímia e aliteração. (PUC-SP) – Nos trechos: O pavão é um arco-íris de plumas. 154 – . sem 10. (silepse de número) d) E fria. tantas vacas. (Carlos Drummond de Andrade) 5. a vaca Brindada. 2. sobre o pé de pó.º) vem de Itabira. o primeiro verso está caracterizado por duas figuras de linguagem: a) Elipse e inversão.º) Oitenta por cento de ferro nas almas. habitantes desta pacata região.

9. Elipse é a _________ de um _________. o direito.) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. Isaac a vinte passos. Choram as ondas. III. 10. d) o PLEONASMO. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. III. e sua. Pleonasmo é a ___________ de __________ para enunciar uma _____________. c) Anáfora. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. (FATEC) E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. supressão – ordem das ideias. respectivamente. c) I. e) Silepse / polissíndeto / prosopopeia. a) I. (FEI) – Assinalar a alternativa correta. elipse. Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.6. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. (ESPM) – Figuras de sintaxe são processos expressivos que. Trabalha. hipérbato. II. 11. II. e sofre. zeugma. b) I. assíndeto. abundância excessiva – ideias – frase. III. hipérbato. repetição – ideias – frase. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. e) solecismo. correspondente às figuras de linguagem. omissão – palavras – oração. II. ergue a mão em viseira. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. anacoluto. b) Elipse / aliteração / sinédoque. II. Hipérbato é a ____________ da ____________ na oração. omissão – termo. inversão – ideia. c) o POLISSÍNDETO. substituem a coesão gramatical pela coesão significativa. c) sinédoque. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. inversão – ordem das palavras. eufemismo. III. d) Pleonasmo. para o cidadão. III. catacrese. na paciência e no sossego. repetição – termo. omissão – termo. (SÃO MARCOS-SP) – Na frase Ao pobre não lhe devo nada. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. repetição – ordem dos termos. III. polissíndeto. A expressão “de ferro”. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. discordavam. E os sobreviventes. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: I. encontramos um caso de a) anacoluto. presentes nos fragmentos abaixo: I. para. “O olhar para trás”. 8. d) I. constitui a) catacrese. b) Hipérbato. A maioria concordava nos pontos essenciais. b) metáfora. II. e) o PARADOXO. hipálage. nos trechos I. III. Do claustro. e) I. divisando o vulto de um. abundância excessiva – palavras – ideia. zeugma. e teima. III. 7. repetição – verbo. II. II. nos pormenores porém. silepse. c) elipse. – 155 . emocionados. pleonasmo. muitas vezes. IV. firma os olhos. no terceiro verso do texto acima. coerência – palavras – ideia. omissão – verbo. II. silepse. b) pleonasmo. a) Anacoluto. polissíndeto. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. e lima. (MACKENZIE) I. d) metonímia. II e III. A moral legisla para o homem. omissão – concordância verbal. b) a SINESTESIA. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. d) zeugma. e) Hipálage.

O ar cheira a passarinho. b) II – Elipse do artigo. a) I – Polissíndeto. ( ) Diamante.) Em Relâmpago há um vocábulo onomatopaico que sugere “movimento rápido. c) III – Silepse. ( ) É pleno dia. viu o bode velho fazendo um barulho feio com as ventas arregaçadas. O lábio se dissolve em açúcares breves. São Paulo: Comp. 1938. e escuta. 4. você é duro. e) V – Onomatopeia.. lembrouse do acontecimento da véspera. Mas você não morre. Ed. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. áspera asa risca o ar. e afia o ouvido. Tua porta. (VUNESP) – Relâmpago Nos exercícios de números 1 a 5. Lua morta. Martim Cererê. 156 – . ( ) Rua torta. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) assonância (b) paronomásia (c) onomatopeia (d) aliteração 1.. Minha vida é uma pobre rosa ao vento.) Divindade do duro totem futuro total (Caetano Veloso) Módulo 10 – Figuras Sonoras 6. O zumbido da mosca embalança de sede.. E passa.. e cresce. E treme. (MACKENZIE) – I. V. a) Identifique esse vocábulo.. se você dormisse se você cansasse se você morresse. II. d) IV – Metáfora. (Guilherme de Almeida) III. Não vi mais o acampo deles. se você tocasse a valsa vienense. ( Assinale a alternativa incorreta quanto aos recursos estilísticos das respectivas frases. Assurbanipal. José! (Drummond) 2. IV. 5. as esporas tilintim. E brilha. b) Explique as relações semânticas que tal vocábulo apresenta no contexto do poema. (Mário de Andrade) ) Do amor morto motor da saudade (.. e brilha.12. Vidraça arisca. Aproximou-se do chiqueiro das cabras. Cassiano.ª ed. Nacional. ( ) Se você gritasse se você gemesse. com decisão”.. (Cassiano Ricardo) A onça pintada saltou tronco acima que nem um relâmpago de rabo comprido e cabeça amarela: Zás! Mas uma flecha ainda mais rápida que o relâmpago fez rolar ali mesmo aquele matinal gatão elétrico e bigodudo que ficou estendido no chão feito um fruto de cor que tivesse caído de uma árvore! (in RICARDO. 6. 3.. .

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