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  • Módulo 1 –Sujeito e Predicado
  • Módulo 2 –Oração sem Sujeito
  • Módulo 3 –Tipos de Predicado e Predicativo
  • Módulo 4 –Predicado Verbal
  • Módulo 5 –Predicado Verbo-nominal
  • Módulo 6 –Adjunto Adverbial
  • Módulo 7 –Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
  • Módulo 8 –Aposto e Vocativo
  • Módulo 9 –Voz Passiva Analítica
  • Módulo 10 –Voz Passiva Sintética
  • Módulo 1 –A Lírica Trovadoresca
  • Módulo 2 –A Poesia Palaciana
  • Módulo 3 –Gil Vicente
  • Módulo 4 –A Medida Nova – Luís de Camões
  • Módulo 5 –Os Lusíadas– I
  • Módulo 6 –Os Lusíadas– II
  • Módulo 7 –Barroco
  • Módulo 8 –O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira
  • Módulo 9 –Gregório de Matos
  • Módulo 10 –Cláudio Manuel da Costa
  • Módulo 11 –Autores Árcades
  • Módulo 12 –Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Ro mantismo
  • Módulo 13 –Bocage
  • Módulo 14 –Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal
  • Módulo 15 –Almeida Garrett e Alexandre Herculano
  • Módulo 16 –Camilo Castelo Branco
  • Módulo 17 –As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias
  • Módulo 18 –As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros
  • Módulo 19 –As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves
  • Módulo 20 –Prosa Romântica I – José de Alencar I
  • Módulo 14 –Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal
  • Módulo 1 –Análise de Texto
  • Módulo 2 –Análise de Texto
  • Módulo 3 –Análise de Texto
  • Módulo 4 –Análise de Texto
  • Módulo 5 –Análise de Texto
  • Módulo 6 –Análise de Texto
  • Módulo 7 –Análise de Texto
  • Módulo 8 –Análise de Texto
  • Módulo 9 –Análise de Texto
  • Módulo 10 –Análise de Texto
  • Módulo 1 –Funções da Linguagem
  • Módulo 2 –Estrutura da Dissertação e Critérios de Correção
  • Módulo 3 –Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis
  • Módulo 4 –Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis
  • Módulo 5 –Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis
  • Módulo 6 –Dissertação – Coesão
  • Módulo 7 –Figuras de Palavra
  • Módulo 8 –Figuras de Pensamento
  • Módulo 9 –Figuras de Sintaxe
  • Módulo 2 –Estrutura da Dissertação e Critérios de Correções
  • Módulo 10 –Figuras Sonoras

FRENTE 1

GRAMÁTICA

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. Assinale a alternativa correta. Em Retira-te, criatura ávida de vingança, o sujeito é a) te. b) inexistente. c) oculto determinado. d) criatura. e) nenhuma das alternativas. Resolução O sujeito da oração está determinado pelo verbo, sendo oculto ou elíptico (tu). Resposta: C Leia e, a seguir, responda o que se pede. Capitu refletia. A reflexão não era coisa rara, e conheciamse as ocasiões pelo apertado dos olhos. Pediu-me algumas circunstâncias mais, as próprias palavras de uns e de outros, e o tom delas. Como eu não queria dizer o ponto inicial da conversa, que era ela mesma, não lhe pude dar toda a significação. A atenção de Capitu estava agora particularmente nas lágrimas de minha mãe; não acabava de entendê-las. (Machado de Assis) 2. No fragmento anterior, o sujeito da 2.a oração é a) simples. b) composto. c) indeterminado. d) elíptico. e) inexistente. Resolução O sujeito é simples (a reflexão). Resposta: A

3) Haveria desejado ele tudo isso? 4) Alguém havia aberto a porta. 5) Choveu papel picado nas ruas de Curitiba. Resolução O item 1 apresenta o verbo haver no sentido de existir, portanto a oração está sem sujeito. Resposta: 1

Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo
5. (FM-POUSO ALEGRE) – Os garotos estavam indóceis à espera do grande mocinho. Na frase acima a palavra destacada é a) sujeito. b) predicativo do sujeito. c) aposto. d) objeto direto. e) predicativo do objeto. Resolução Indóceis indica estado do sujeito e faz parte do predicado nominal (verbo de ligação mais predicativo do sujeito). Resposta: B 6. (FGV-Econ.) – Não, nós não somos vagabundos. Assinale a alternativa em que a função sintática de “vagabundo” coincide com a do(s) termo(s) em destaque. a) A ociosidade ensina muitas coisas perniciosas. b) Cabeça vazia é oficina do Diabo. c) Tem como personagens Frank e Ernest, os desleixados e oportunistas representantes do homem comum. d) Paul Lafargue, um franco-cubano casado com Laura, foi pouco compreendido. e) Escreveu “Direito à Preguiça“, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação. Resolução A palavra vagabundos exerce a função sintática de predicativo do sujeito (nós), a mesma função de “oficina do diabo” em relação ao sujeito “cabeça vazia”. Resposta: B 7. (FGV) – Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua predicação. a) O alfaiate virou e desvirou o terno, à procura de um defeito. / Francisco virou a cabeça para o lado, indiferente. b) Clotilde anda rápido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente. c) A mim não me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prédio, como me cabia fazer.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
3. (FGV) – Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito. a) Existe um povo que a bandeira empresta. b) Embora com atraso, haviam chegado. c) Existem flores que devoram insetos. d) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo. e) Há de haver recurso desta sentença. Resolução O verbo haver no sentido de existir é impessoal, isto é, não tem sujeito. Resposta: E 4. (CEFET-PARANÁ) – Assinale a alternativa em que há oração sem sujeito. 1) Esperanças haverá sempre. 2) Ninguém trovejou de tanta raiva quanto eu.

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d) Não assiste ao prefeito o direito de julgar essa questão. / Não assisti ao filme que você mencionou. e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades portuárias visaram o passaporte. Resolução A mudança de predicação ocorre com o verbo andar. Na primeira oração da alternativa b, o verbo indica ação, significa caminhar e é intransitivo; na segunda, é verbo de ligação, expressa o estado do sujeito e tem o sentido de estar. Resposta: B

Os predicados assinalados nas três frases são a) respectivamente verbo-nominal, nominal, verbal. b) respectivamente nominal, verbal, verbo-nominal. c) todos nominais. d) todos verbais. e) todos verbo-nominais. Resolução Em I, o verbo é de ligação; em II, o verbo é transitivo direto e indireto; em III, o verbo é intransitivo com predicativo do sujeito. Resposta: B

Módulo 4 – Predicado Verbal
8. (FUVEST) – Observar a oração: “…e Fabiano saiu de costas…” Assinalar a alternativa em que a oração também tenha verbo intransitivo: a) “…Fabiano ajuntou o gado…” b) “…acreditara na sua velha.” c) “…davam-lhe uma ninharia.” d) “Atrevimento não tinha…” e) “Depois que acontecera aquela miséria…” Resolução O verbo acontecer não rege complemento. O termo aquela miséria exerce função sintática de sujeito. Resposta: E 9. (FM-CATANDUVA) I. Vi um gato comendo um rato. II. Não provei a alface. III. Dei-lhe a apostila de gramática. IV. Não soube quanto custou-lhe a reforma da calça. Observe as funções sintáticas assinaladas nas frases e escolha a opção correta. a) Todos os termos assinalados, exceto em IV, constituem objetos diretos. b) da alface é objeto indireto. c) a apostila é sujeito. d) a reforma da calça é complemento nominal. e) Um gato, um rato e a apostila são predicativos do sujeito. Resolução Os termos destacados, exceto em IV (sujeito), completam verbos transitivos diretos. Resposta: A 11. (UFPR) 1) Durante o carnaval, fico agitadíssimo. = predicado verbal. 2) Durante o carnaval, fico em casa. = predicado nominal. 3) Durante o carnaval, fico vendo o movimento das ruas. = predicado nominal. Assinale a certa: a) 1 e 2. b) 2 e 3. c) 1 e 3. d) todas as alternativas estão corretas. e) todas as classificações estão erradas. Resolução No item 1, o predicado é nominal; em 2, o predicado é verbal; em 3, o predicado é verbal. Resposta: E

Módulo 6 – Adjunto Adverbial
12. (FUVEST) – Assinalar a oração que começa com um adjunto adverbial de tempo. a) “Com certeza havia um erro no papel do branco.” b) “No dia seguinte Fabiano voltou à cidade.” c) “Na porta, (…) enganchou as rosetas das esporas…” d) “Não deviam tratá-lo assim.” e) “O que havia era safadeza.” Resolução No dia seguinte é uma locução adverbial que sintaticamente funciona como adjunto adverbial de tempo. Resposta: B 13. Em Falava baixinho; pegou-me na mão e pôs o dedo na boca (Machado de Assis), os termos destacados indicam circunstância adverbial de a) modo – lugar – lugar. b) causa – causa – modo. c) condição – modo – causa. d) causa – modo – condição. e) concessão – condição – concessão. Resolução Baixinho indica o modo de falar e os demais o lugar. Resposta: A

Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal
10. (MED.SANTA CASA) – Examine as três frases abaixo: I. As questões de física são difíceis. II. O examinador deu uma entrevista ao repórter do jornal. III. O candidato saiu do exame cansadíssimo.

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Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal
14. (MACKENZIE) – O examinador considerou ruim o bom candidato. De acordo com a análise sintática, indique a alternativa que contém a correta classificação do termo destacado no período acima. a) objeto indireto. b) complemento nominal. c) adjunto adnominal. d) adjunto adverbial. e) predicativo do objeto. Resolução Adjunto adnominal funcionando como determinante do núcleo nominal candidato. Resposta: C 15. Assinale a alternativa em que o adjetivo destacado funciona como adjunto adnominal. a) Sempre que a via, sentia-me bastante feliz. b) Homem feliz é aquele que ama o seu próximo. c) Todos afirmavam que ela era muito feliz. d) A carta do amigo deixou-o bastante feliz. e) O jovem inteligente considerava-se apto para o trabalho. Resolução Feliz atribui a homem uma característica que lhe é própria, inerente. Resposta: B 16. (MED.SANTA CASA) – Observe as duas frases seguintes: I. O proprietário da farmácia saiu. II. O proprietário saiu da farmácia. Sobre elas são feitas as seguintes considerações: 1.ª) Na I, da farmácia é adjunto adnominal. 2.ª) Na II, da farmácia é adjunto adverbial. 3.ª) Ambas as frases têm exatamente o mesmo significado. 4.ª) Tanto em I como em II, da farmácia tem a mesma função sintática. Destas quatro considerações, a) apenas uma é verdadeira. b) apenas duas são verdadeiras. c) apenas três são verdadeiras. d) as quatro são verdadeiras. e) nenhuma é verdadeira. Resolução A 1.ª e a 2.ª afirmações são verdadeiras. A 3.ª afirmação é incorreta porque, na frase, não tem o mesmo significado: “da farmácia” é atributo essencial do proprietário (1.ª), na 2.ª é o local onde ele trabalha. Resposta: B

Módulo 8 – Aposto e Vocativo
17. (UNAERP) – Na oração Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o desejo de arrastar, Gustavo Corção empregou a vírgula a) por tratar-se de antítese. b) para indicar a elipse do verbo. c) para separar o vocativo. d) para separar uma oração adjetiva de valor restritivo. e) para separar o aposto. Resolução O termo Pássaro e lesma é um aposto explicativo do termo homem. Resposta: E 18. (FEBASP) – No exemplo de período simples: Santos, cidade paulista, é um importante porto, as vírgulas estão separando a) o aposto. b) o vocativo. c) a elipse do verbo. d) termos coordenados. Resolução Cidade paulista é um aposto explicativo do termo Santos. Resposta: A

Módulo 9 – Voz Passiva Analítica
19. (MACKENZIE) – Transpondo-se para a voz passiva analítica a oração: O menino ia assinalando as respostas numa folha, obtém-se a forma verbal: a) foram assinaladas. b) tinham sido assinaladas. c) iam sendo assinaladas. d) eram assinaladas. e) seriam assinaladas. Resolução Na voz passiva analítica, obtém-se a forma verbal: As respostas iam sendo assinaladas pelo menino numa folha. Resposta: C 20. (FUVEST) – A ferida foi reconhecida grave. (Machado de Assis, “A causa secreta”) A transposição da frase acima para voz ativa está corretamente indicada em: a) Reconheceu-se a ferida como grave. b) Reconheceu-se uma grave ferida. c) Reconheceram a gravidade da ferida. d) Reconheceu-se que era uma ferida grave. e) Reconheceram como grave a ferida. Resolução Na transformação da passiva analítica foi reconhecida para a ativa, têm-se a) o sujeito da passiva passa a objeto direto da ativa; b) elimina-se o verbo auxiliar ser; c) o predicativo do sujeito passa a referir-se ao objeto. Resposta: E

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Módulo 10 – Voz Passiva Sintética
21. I. II. III. (FF-RECIFE) – Nas orações a seguir: No trabalho, use equipamento de proteção. Júlio, no clube, falaram mal de você. Vendeu-se a pá.

aparece acompanhado da partícula apassivadora se, tendo como sujeito simples a pá. Resposta: D 22. (UNISA) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. Resolução A primeira fase está na voz passiva sintética, tendo como sujeito simples silêncio. Na segunda frase, o sujeito é simples: “a caverna”. Na terceira frase, o sujeito é inexistente, porque o verbo fazer indica tempo (temperatura). Resposta: E

o sujeito é, respectivamente: a) Simples, simples, simples. b) Oculto, simples, simples. c) Indeterminado, indeterminado, simples. d) Oculto, indeterminado, simples. e) Oculto, indeterminado, indeterminado. Resolução No item I o sujeito não está expresso, pode ser determinado pela desinência verbal (você); em II, o verbo está na 3.a pessoa do plural, sem referência a substantivo anterior; em III, o verbo

Módulo 1 – Sujeito e Predicado
1. (PUC-RIO) – Aponte a opção em que as palavras destacadas não têm a mesma função sintática de Em sua mente tumultuavam negros pensamentos. a) (…), e bandos folgazões de quero-queros saudavam os últimos raios do Sol (…) b) Já se havia difundido o crepúsculo, (…) c) Foi a luz gradativamente morrendo no céu, (…) d) Com tanta leveza voam os pássaros: (…) e) (…), como repetiam o uivo selvático da suçuarana, a nota plangente do sabiá ou a martelada metálica da araponga. 2. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa em que ocorra sujeito composto. Deus, Deus, que farei? Os livros contemplei, os quadros e as outras obras. Nós, os homens do futuro, venceremos. Foram João e Maria. Ontem foi João e José, hoje.

a) b) c) d) e)

elíptico e simples. simples e elíptico. elíptico e indeterminado. composto e indeterminado. composto e elíptico.

5. Em Quando entrei na sala, ninguém ralhou comigo. (Machado de Assis), tem-se sujeito a) elíptico e simples. b) elíptico e indeterminado. c) indeterminado e elíptico. d) inexistente e elíptico. e) composto e indeterminado.

Módulo 2 – Oração sem Sujeito
1. (OSEC) – Das seguintes orações: Pede-se silêncio; A caverna anoitecia aos poucos; Fazia um calor tremendo naquela tarde; o sujeito se classifica, respectivamente, como a) indeterminado, inexistente, simples. b) oculto, simples, inexistente. c) inexistente, inexistente, inexistente. d) oculto, inexistente, simples. e) simples, simples, inexistente. 2. a) b) c) d) e) (PUC-SP) – Que há entre a vida e a morte? O sujeito do verbo haver é o pronome interrogativo que. Tem-se uma oração sem sujeito. O sujeito está oculto. O sujeito é indeterminado. O sujeito é a vida e a morte.

3. (UFMG) – A propósito do trecho que segue, aponte o sujeito de supõe. O idealismo supõe a imaginação entusiasta que se adianta à realidade no encalço da perfeição. a) a imaginação entusiasta b) O idealismo c) imaginação d) entusiasta 4. (UNIP) – Em Enfim, peguei dos livros e corri à lição. Não corri precisamente; a meio caminho parei, advertindo que devia ser muito tarde, e podiam ler-me no semblante alguma cousa (Machado de Assis), tem-se sujeito

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b) impessoal – sujeito composto. o verbo é ___________. meu bem? c) –– Vamos… – disse Jesuíno. Faziam todos um profundo silêncio. b) transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. h) Andam monstros sombrios pela estrada. mas era um antigo. assinale a única alternativa em que o verbo não é de ligação. 4. (transitivo indireto) 2. d) Quem está aí? e) Alguém falou. d) Eram todos irmãos. um minuto para as quatro horas. b) indeterminado. São dois minutos para as cinco horas. 3. 6. felizmente. pela terceira vez. a) Vai – deve – houvessem b) Vai – devem – houvessem c) Vão – deve – houvessem d) Vai – devem – houvesse e) Vão – devem – houvessem 7. respectivamente. Assinale a alternativa que completa as lacunas. e) intransitivo – transitivo direto – transitivo direto. a) Meus prognósticos estariam certos? (de ligação) b) A costureira pagou a conta? (transitivo direto) c) Pagou a conta à costureira? (transitivo direto e indireto) d) Neide apresentou-me a seus pais. Em síntese. a) impessoal – sujeito simples. c) O animal estava doente. ____________________ anos que não se colhem bons frutos. os verbos destacados são. o sujeito do verbo ser é a) inexistente.A. e eu sou acaso um deles. “CONVIVAS DE BOA MEMÓRIA” Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. d) aquela noite amiga. (FF-RECIFE) – Assinale a oração em que há erro quanto à classificação do verbo. _________________ pragas a assolarem os pomares. d) intransitivo – intransitivo – intransitivo. mas como se pensa em perigo que passou. (MACKENZIE) – Em Já era mais de meia noite quando chegamos ao baile. Azevedo) c) Continuarei sozinho. ________ fazer cinco meses que não a vemos. (Machado de Assis). quantos veículos tinha mesmo a Polícia Rodoviária? Nos exercícios 2 e 3. (transitivo direto e indireto) e) As feras rugiram em suas jaulas. Classifique sintaticamente o predicado de cada oração. c) Notícias mais graves não poderia haver. e) impessoal – oração sem sujeito. conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo. (PUC-MG) – Considerando que verbo transitivo direto requer complemento verbal chamado objeto direto. se bem me lembra. g) A casa era azul. Módulo 3 – Tipos de Predicado e Predicativo 1. a) Faz – deve haver b) Fazem – deve haver c) Fazem – devem haver d) Faz – devem de haver e) Faz – devem haverem 5. d) Continuarei no parque. e) E vão fazendo telhados. (UNIP) – Em Quando repeti isto. A vida é cheia de tais convivas. É um minuto para as duas horas. assinale a alternativa em que esse termo ocorre. Eram zero hora. 3. Texto para os testes 4 e 5. e) Você parece louco.3. e) aquela noite amiga. ________ existir motivos imperiosos para sua ausência. Em Não havia ninguém fora. pois se não os __________ ela já nos teria procurado. pensei no seminário. c) transitivo indireto – intransitivo – transitivo direto. (M. Seria. b) –– Como viverei sem ti. a) A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados. Portanto tem-se ___________. f) Estava a morte ali. a) b) c) d) e) Assinale a incorreta. Módulo 4 – Predicado Verbal 1. d) pessoal – sujeito inexistente. – 81 . 2. c) impessoal – sujeito indeterminado. a) transitivo direto – transitivo indireto – intransitivo. um pesadelo extinto. e basta. c) um homem. d) O sol estava alto. um mal abortado. a) O professor ficou aborrecido. (1)verbal (2) nominal a) Tu pareces triste. a) O tostão é regateado com cerimônia. noite cristã. todos os meus nervos me disseram que homens não são padres (Machado de Assis). Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória.) b) Eu sou tão infeliz… (A. b) Era noite. b) O professor ficou na sala. i) Trabalha-se com prazer.

(2) oração com predicado verbal. (FMU) – Assinale a alternativa em que aparece um predicado verbo-nominal. (ESPM) – Quando percebi que o doente expirava. ( ) O carrapato lembrava miséria e abandono. e somente raras circunstâncias. a) c) e) Os verbos do primeiro período do texto são. recuei aterrado. b) nominal com verbo de ligação. d) Compareceram todos atrasados à reunião. c) sujeito. cansada. verbal. 7. c) verbo-nominal com predicativo do sujeito. verbo-nominal. não. (C. transitivo direto – transitivo indireto – transitivo direto. Acabei. respectivamente. e) verbo-nominal com predicativo do objeto indireto. 18. transitivo direto e indireto. Caiu doente. O verbo arrenegar foi usado como transitivo indireto. A quem passe a vida na mesma casa de família. Acabei a lição. Caiu. mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. nominal. é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. Recebi a notícia como verídica. nominal. Alguns acharam meu discurso um desastre parlamentar. sem guardar delas nem caras. b) nominal. D. o predicado dos verbos ria. temse predicado a) verbal com verbo transitivo direto. objeto direto. transitivo direto – intransitivo – transitivo direto. a) b) c) d) Indique a alternativa em que o predicado é verbo-nominal. Ao contrário. eu continuava surdo. ( ) Vede como está contente. 3. sujeito. 7. transitivo indireto – intransitivo – transitivo indireto. a sós comigo e o meu desprezo. e) verbo-nominal. ( ) Arrebentaram a porta. objeto direto. b) transitivo direto. d) objeto indireto. 6. mas ninguém me ouviu. falava alto. sujeito. transitivo direto e indireto. Meu tio foi nomeado embaixador. d) verbo-nominal com predicativo do objeto direto. a) b) c) d) e) f) Acabarás doente. sujeito. como se me avisasse. transitivo direto – transitivo direto – transitivo direto. ( ) A fogueira estalava. Eu ia caminhando pela avenida. Em Os excursionistas retornaram felizes à sua cidade. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. c) verbal. a lição. 9. objeto direto. 2. intransitivo – transitivo direto – intransitivo. de Assis) A função sintática das palavras doente. 12. e dei um grito. b) transitivo indireto.) 15. 13. b) objeto direto. c) para verbo transitivo. Viajarei amanhã de manhã. 10. (M. 82 – . objeto direto. respectivamente. objeto indireto. objeto direto. Caiu do automóvel. ninguém e me é. (Cecília Meireles) 16. a) b) c) d) e) 5. c) Nomearam as novas ruas da cidade. é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias. 19. Módulo 5 – Predicado Verbo-nominal 1. d) intransitivo. (3) oração com predicado verbo-nominal. 5. e) Estava irritado com as brincadeiras. a) c) e) Em Não lhe arranquei mais nada tem-se verbo transitivo direto. (G. objeto indireto. ( ) A criança virou a xícara. Desde então ficou desconfiado. respectivamente. a minha memória não é boa. a) sujeito. Consideraram meu irmão como malfeitor. com os seus eternos móveis e costumes. de ligação.R. b) Demitiram o secretário da instituição. do automóvel. b) para verbo intransitivo. falava e continuava é.R. nem nomes. pessoas e afeições. a) Os viajantes chegaram cedo ao destino.) 14. ( ) Era muito feliz. Numere as orações abaixo. verbo-nominal. verbal. nominal. grito.Não. Derrubaram a porta. verbo-nominal. objeto direto. pelos horrores escritos. (Machado de Assis) 4. 6. sujeito. objeto direto. objeto direto. objeto indireto. Andrade) 17. ( ) Meu pai virou uma fera. d) verbo-nominal. de ligação. ( ) O carro virou na esquina. a) verbal. verbo-nominal. Coloque: a) para verbo de ligação. e) sujeito. 8. 4. ferida. 11. d) intransitivo. ( ) Sou favorável ao novo projeto. (G. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor. Em Capitu ria alto. Classifique os termos grifados como predicativo do sujeito ou do objeto. verbal. Encontrei Maria Clara mais envelhecida. de acordo com a seguinte indicação: (1) oração com predicado nominal. ( ) A fazenda renasceria.

d) afirmação e intensidade. 8 metros. – 83 . c) predicativo do objeto. b) complemento nominal e adjunto adnominal. Segunda-feira haverá um jogo importante. Estava folgado. O automóvel parou perto do rio. d) complemento nominal. 3. as palavras destacadas exercem. Todos falavam alto. b) adjunto adnominal e objeto indireto. b) afirmação e negação. Passeávamos com o intérprete. responda aos testes. ou baleias assassinas. c) complemento nominal – objeto indireto – objeto direto. IV. as funções de a) sujeito – objeto direto – objeto indireto b) adjunto adverbial – objeto indireto – adjunto adnominal. adjunto adnominal e objeto indireto. (FEI) – Resolva as questões a seguir conforme o código que segue: a) adjunto adverbial de lugar. 2. Estou sem amigos. de a) adjunto adnominal e adjunto adverbial de assunto. e) complemento nominal e objeto indireto. sim. Pedro é efetivamente bom. Os termos sim e não são adjuntos adverbiais. complemento nominal e objeto indireto. b) adjunto adnominal – complemento nominal – sujeito. respectivamente. INVERSO Brasil. respectivamente. E agora ensino: Quem espera nunca alcança. em criança e Quem são. e) nenhuma das anteriores. e acrescentasse alguma palavra relativamente aos dotes que Deus lhe dera. I. a) adjunto adnominal – adjunto adverbial – sujeito. e logo pintou a tristeza de minha mãe. d) objeto indireto e complemento nominal. país do futuro me ensinaram em criança. AS BALEIAS Se a maioria das pessoas que mora nas grandes cidades não tem sequer a chance de conhecer cavalos ou bois. O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores. Esqueçamos esta dor sem remédio. e) adjunto adnominal – objeto direto – predicativo. o pronome me exerce função sintática. 5. na menor das espécies. o desvanecimento de minha mãe nessas ocasiões era indescritível. O som estava alto. 2. d) adjunto adverbial de causa. A única oportunidade de encararmos de frente algum desses animais. Módulo 6 – Adjunto Adverbial 1. adjunto adnominal e objeto direto. c) objeto indireto e objeto indireto. a) b) c) d) e) f) g) h) i) 3. e contava-me isso cheio de uma admiração lacrimosa. como são 4. função sintática de a) complemento nominal e complemento nominal. Elas formam suas comunidades em alto-mar. d) predicativo – objeto indireto – objeto direto. As orcas. e) adjunto adnominal e complemento nominal. O poço secou com o calor. ainda mais remota é a possibilidade de ver de perto alguma baleia. Vives bem mal. José Dias apertou-me as mãos com alvoroço. As expressões de minha mãe e de mim exercem função sintática. c) adjunto adnominal – objeto indireto – objeto direto. II. Como a apurasse sempre. respectivamente. o termo destacado é a) objeto direto. No texto. é nos shows aquáticos. a) b) c) d) e) Assinale as orações com adjunto adverbial. d) objeto indireto e adjunto adnominal.20. de a) lugar e modo. (MACKENZIE) – Os termos do futuro. que falava de mim todos os dias. III. respectivamente. Tio Cosme se enternecia muito. Módulo 7 – Adjunto Adnominal e Complemento Nominal Leia e. c) dúvida e negação. quase a todas as horas. a seguir. Com o mau tempo não podemos trabalhar ao relento. De modo algum te intrometas na vida alheia. (UFPI) – Na frase Essas atitudes impensadas podem trazerlhe alguma consequência desastrosa. b) c) d) e) objeto indireto e objeto indireto. c) objeto indireto e objeto indireto. Há muito tempo. e) afirmação e afirmação. Fomos à Bahia. Viajava folgadamente. (Millôr Fernandes) 4. Vou ao Rio. respectivamente. e) adjunto adnominal – adjunto adverbial – objeto direto. que não te escrevo. (Machado de Assis) 1. preferindo geralmente as águas geladas dos oceanos próximos aos pólos. respectivamente. d) complemento nominal – objeto direto – objeto indireto. Adjunto adverbial de causa está em Compro livros com o dinheiro. b) predicativo do sujeito. de a) objeto direto e objeto indireto. c) adjunto adverbial de modo. Os termos aos dotes e de uma admiração lacrimosa exercem. Em O mestre tachou-nos de indisciplinados. b) adjunto adverbial de tempo. que medem.

d) vocativo. quem te fez chorar? d) ( ) Jerônimo. jogar bola com o nariz ou mesmo carregar o treinador nas costas. senhor rei. (UFSC) – Observe os períodos abaixo e assinale a alternativa em que o lhe é adjunto adnominal. seu doutor! 2. Beijo-vos as mãos. curiosamente. somos homens do povo. c) objeto direto. 4. e) adjunto adnominal – adjunto adnominal – adjunto adnominal. e) complemento nominal. b) complemento nominal. os verdadeiros patriotas. c) Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras. que nos viu passar unidos e ora mortos nos deixa e separados. (Machado de Assis). e) sujeito simples – transitivos diretos. 5. (T. complemento nominal. a) adjunto adnominal. 3. c) vocativo – transitivos diretos. onde estás? b) A vida. b) Ah! eu lhe agradeço muito. e) Sim. 6. 7. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa que contenha vocativo. Trago-te flores. d) aposto – transitivos diretos. a) vocativo – intransitivos. Mas seu cardápio habitual é de peixes. Antão só pensava na linda Thereza. animais e árvores. tudo passa/ A sorte deste mundo é mal segura/ Se vem depois dos males a ventura/ Vem depois dos prazeres a desgraça/ Estão os mesmos deuses/ Sujeitos ao poder do ímpio fado:/ Apolo já fugiu do céu brilhante. c) adjunto adnominal – adjunto adnominal – complemento nominal. quando famintas. b) aposto – intransitivo./ já foi pastor de gado. é uma loteria. tudo é terra e da terra. complemento nominal. c) objeto indireto. Indique a função sintática dos termos destacados. Gonzaga) Minha bela Marília é a) vocativo. Foram chamadas de assassinas por costumarem atacar pinguins e até mesmo outros mamíferos. angústia. as causas de sua morte são a velhice ou a doença. b) O peixe cai-lhe na rede. b) objeto indireto. 8. as orcas são consideradas a espécie mais poderosa de sua família.conhecidas. b) ( ) Mestres de todas as horas. secas. melancolia eram o seu pão de cada dia. (MACKENZIE) – Os vocábulos dos oceanos. c) Ao traidor. A. as funções sintáticas de a) predicativo do objeto – predicativo do sujeito – adjunto adnominal. são ensinadas a pular. e) aposto. complemento nominal. (UNIP) – Em Abaixe a cabeça. amanhã vais comigo. Minha bela Marília. a) sujeito. faça todos os gestos de incredulidade. Em Ninguém concordou com a demolição daquela casa antiga. respondeu ele. e) ( f) ( ) Ó Vitória. Módulo 8 – Aposto e Vocativo 1. d) adjunto adnominal. o termo destacado é a) adjunto adnominal. Além disso. Aquiles. (UFMG) – A propósito do trecho que segue. os livros nos ensinam e divertem. as expressões de um pé e de gerânio são. Em que alternativa as vírgulas separam um aposto? a) Filho meu. como romancista. respectivamente. senhores das aldeias. as frutas e algo mais. d) complemento nominal – adjunto adnominal – predicativo do sujeito. b) sujeito. é homem de estatura meã. d) complemento nominal. b) predicativo do sujeito. alguém lhe propôs emprego. Alencar) d) Tristeza. Choraram amargamente o seu destino. Assinale a alternativa sem aposto: a) O dr. 9. 84 – . Nós. Apesar de seu pouco simpático apelido. Eu vou! Os doces comi. c) aposto. o termo leitor é ____________ e os verbos são _____________ . não lhe perdoaremos jamais. frios. A cidade do Rio comove aos mais duros de sentimentos. nosso vizinho. Aves brancas e delicadas enfeitavam a beira da lagoa. d) adjunto adnominal. aponte a resposta correta. e) agente da passiva. como focas ou leões-marinhos. 7. a) …anunciou-lhe: Filho. c) objeto indireto. a mesma dos golfinhos. c) ( ) Dize. por que não varre esta casa direito? ) Essa moçarada é teimosa. elas não são hostis ao homem. 8. leitor. c) Não os detêm ou amedrontam barreiras e contratempos: chuvas. (MACKENZIE) – Em Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado. Isto quer dizer que não existem predadores para ela. nunca foi superado. filha de Theodoro. adjunto adnominal. adjunto nominal. respectivamente. médico. b) adjunto adnominal – predicativo do sujeito – complemento nominal. e à cabana de Araquém… (J. Coloque (A) para aposto e (V) para vocativo a) ( ) Este escritor. d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã. de assassinas e de sua morte exercem. restos arrancados da terra. a) b) c) d) (FEFASP) – Em que alternativa não existe aposto? Homens. 6. montou uma oficina. meu filho.

E a desconfiança terrível que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também consequência da profissão. quase infinita. Foi este modo de vida que me inutilizou. E um nariz enorme. c) Agradeço-lhe pelo livro.. d) reverão. b) passiva: .. POUSO ALEGRE) – Todos os verbos abaixo estão na voz passiva. Marciano está dormindo. com certeza me achava extraordinariamente feio. É horrível! Se aparecesse alguém.. colocandose o verbo na voz passiva. b) foi espalhada.. ITAJUBÁ) – Transforme segundo o modelo: — Foi socorrido por amigos. b) Olha essa terra toda que se habita dessa gente sem lei. e) seriam colocados – seria conseguido – 85 . d) Ouvi a notícia pelo rádio. a forma verbal espalha na voz passiva passa a ser: a) eram espalhadas. fica: a) Se eu era visto assim por Madalena. Lá fora há uma treva dos diabos. agito a cabeça para repelir a visão que me exibe essas deformidades monstruosas. Se Madalena me via assim. rios cheios e uma figura de lobisomem. temos: a) tinham dito. c) Os livros foram comprados pelo aluno.. d) seria dito. Patifes! (Graciliano Ramos) 9. A vela está quase a extinguir-se. 11.. Sou um aleijado. e) foram guiados. 3. e) Se Madalena me tivesse visto assim. dedos enormes. com verbo na voz passiva. 6. 7. obtém-se a forma verbal a) deve-se rever. e) haviam dito. b) Esta manhã uma jovem deu à luz três gêmeos. um grande silêncio. 10. c) era dito. No período Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. b) Não se encontram mais artigos bons. Texto para as questões de 9 e 10.. c) guiavam. a) Foste ajudado por muitos.. e) Por mim. Ele foi avisado dos perigos (ou foram-lhe avisados os perigos).. uma boca enorme. (MED-TAUBATÉ) – Assinale o item em que há erro na conversão da frase da voz ativa para a voz passiva (com verbos transitivos diretos e indiretos). b) Se eu fosse visto assim por Madalena. outros aquilo.. d) Cientificamo-lo de que chegaríamos hoje. São ótimos os livros que te foram presenteados pelo professor. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. d) espalhou-se. 8. b) ia guiando. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. exceto: a) Os portões foram fechados pelo faxineiro. (MED. de onde não pudessem ser vistos por ele. você pode ficar. lacunas no cérebro. Esta manhã três gêmeos foram dados à luz por uma jovem. c) Se me vissem assim por Madalena. pois minhas credenciais estavam em ordem.Módulo 9 – Voz Passiva Analítica 1. (MACKENZIE) – Assinale a única alternativa em que há agente da passiva. (MAUÁ) – Passe para a voz a) ativa: .... (OSEC) – Em . (SANTA CASA) – Transpondo para a voz ativa a frase O processo deve ser revisto pelos dois funcionários. não o conseguiram.. obtêm-se as formas: a) fossem colocados – seria conseguido. Quando eu já estava barbeando o bandido... b) será revisto. b) foi dito. uns diziam isto. Em Por mais que tivessem colocado obstáculos a minha entrada no clube... d) Se tivesse sido visto por mim e Madalena. (ENG. — Amigos socorreram-no. Foi-nos comunicado que ele chegaria hoje. obtém-se a forma verbal a) guiava-se. e) rever-se-á. e) são espalhadas.. colocando-se os verbos na voz passiva. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal.. c) tivessem sido colocados – seria conseguido. Fecho os olhos. c) Comunicaram-nos que ele chegaria hoje. d) tivessem sido colocados – seriam conseguidos. Ele foi cientificado por nós de que chegaríamos hoje. c) foram espalhadas. c) devem rever. 5... a) Nós seremos julgados pelos nossos atos. Devo ter um coração miúdo. Se ao menos a criança chorasse.. 4. b) fosse colocado – será conseguido. Estão todos dormindo. (SANTA CASA) – Transpondo para a voz passiva a oração O faro dos cães guiava os caçadores. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. Nem sequer tenho amizade a meu filho.... e) Os documentos foram encontrados... b) Fomos aconselhados pelos mestres. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. e) Avisaram-no dos perigos (ou avisaram-lhe os perigos). A oração Se Madalena me via assim.. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. 2. d) eram guiados. a) São ótimos os livros com que o professor te presenteou. d) Até domingo ela já terá chegado.

” A palavra se. b) Descobriram-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas.. E. (MED. mas de crianças. (A. d) Tinham descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. por meio de outro sujeito. e crianças _____________________ com carinho. Aponte a alternativa correta sobre a frase acima. 6. Assistiu-se a dois bons espetáculos. d) não existe sujeito. d) Ouviu-se um barulho estranho. no horror da descrição. 2. E. nas vestes em pedaços. (VIÇOSA) – Há voz passiva sintética em todos os itens. e) Arrisca-se a vida por tão pouca coisa. a) se trata – tratam-se b) se trata – trata-se c) se tratam – tratam-se d) se trata – se trata e) se tratam – se tratam 11. ______________ épocas em que não _____________ levantamentos. (MACKENZIE) – Em todos. Não ___________________ de objetos. Nenhumas das anteriores. d) Projetava-se um grande frigorífico. (FEI) – Transformar a voz passiva analítica em passiva sintética. 5. 8.) – “Não se pensou em tal fato. 3. exceto: a) Fazia-se a relação dos livros novos. não _________________ dados atualizados na secretaria. b) Encerram-se hoje as inscrições. liam-se as provações sofridas. Vendeu-se a casa). a) b) c) d) e) (MED. uma bela língua. 7. e) Abriu-se uma clareira naquela mata. e) A ordem direta da frase expressa um raciocínio retilíneo. e) Haviam descoberto dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. b) os livros indicados. (Euclides da Cunha) 4. exceto: a) Fala-se. assinalar o sujeito: a) nas livrarias. ITAJUBÁ) – Todas as frases estão na voz passiva. (BRÁS CUBAS) – Assinale a alternativa em que ocorre uma voz passiva pronominal: a) Vive-se muito bem no Brasil. (MED. (SÃO JUDAS) – Dois ninhos repletos de ovos de dinossauro foram descobertos na província argentina de Rio Negro. e) sujeito oculto. (CESCEM) – Indique a alternativa que preenche corretamente as lacunas. TAUBATÉ) – Na frase: Encontraram-se os livros indicados nas livrarias. Estaria mantida a correção da frase acima caso ela fosse reescrita como está proposto na alternativa a) Tinham sido descobertos dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. (modelo: Foi vendida a casa. d) O sujeito nos corpos emagrecidos completa-se. pode ser classificada como: a) pronome reflexivo/OD b) pronome reflexivo/OI c) partícula apassivadora d) índice de determinação do sujeito e) partícula expletiva 86 – . aqui. 9. conservando o modo e o tempo. a) O sujeito provações sofridas confirma a ideia de sofrimento contida nos adjuntos adverbiais. c) A indeterminação do sujeito em liam-se aponta para um observador que não assume a própria palavra.Módulo 10 – Voz Passiva Sintética 1. c) sujeito indeterminado. Ouviram-se lindas melodias. sem meandros de expressão. b) Assistiu-se o enfermo com desvelo. b) Estuda-se novo processo de irrigação. nos corpos emagrecidos e nas vestes em pedaços. Hoje não são mais feitos carros como antigamente. c) Trata-se sempre do mesmo problema. a) Houve – se fez – havia b) Houve – se fizeram – havia c) Houveram – se fez – tinha d) Houveram – se fizeram – haviam e) Houve – se fizeram – existia 10. praticamente. c) O menino feriu-se por acaso. Amanhã vai fazer dois anos que eles vieram ao Brasil. c) Procedeu-se à verificação de aprendizagem. CATANDUVA) – Assinale a alternativa errada: Creio que hão de existir razões. c) Descobriu-se dois ninhos repletos de ovos de dinossauro na província argentina de Rio Negro. que aparece no trecho acima. b) O objeto direto provações sofridas ratifica a ideia de sofrimento dos adjuntos adverbiais. d) Nenhuma das anteriores.

de acordo com as regras do amor cortês. E mal seria se nom foss’assi. é correto afirmar. como a coita ou sofrimento amoroso e a reprodução da hierarquia do sistema feudal. mencionam-se características das cantigas de amigo (alternativas c e d) ou elementos que não se aplicam à cantiga de amor. se soubéssedes quanto mal mi vem por vós. que haveríades doo de mi. na cantiga de amor. E. já que o trovador se coloca numa posição inferiorizada (vassalo) em relação à dama (a suserana ou senhor). que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. tam chorosos. 4 – Ca: porque. Dinis. assi Deus mi perdon. e) o eu lírico é um homem apaixonado que sofre e se coloca na posição de servo da “senhor”. pero mi havedes gran desamor. senhor. amiga ou algum elemento da natureza). Ca4. tam doentes da partida. que haveríades doo de mi. aspecto que confere à cantiga de amor um tom lamentativo. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. que a) o trovador. Módulo 2 – A Poesia Palaciana Texto para o teste 3. Disponível em: http://agalgz. tam cansados. cuid’eu. d) o trovador se coloca no lugar da mulher que sofre com a partida do amado e confessa seus sentimentos a um confidente (mãe. Resposta: B 1. (Oswald de Andrade. c) idealização do amor. cuid’eu. – 87 . forçar e poder-vos dizer quanta coita2 mi fazedes sofrer por vós. nesse tipo de composição poética. Tam tristes. sobre esse tipo de produção poética. a ideia de poder retoma o conceito de a) fé religiosa. per boa fé. CANTIGA SUA PARTINDO-SE Senhora. partem tam tristes meus olhos por vós.org) 1 – Senhor: senhora. Nele. se soubéssedes quanto mal levei e quanta coita. a mulher (ou o seu amor) é vista como algo inatingível. que lamenta a ausência do namorado que viajou e a abandonou. par Deus que pod’e val5. revela em seus poemas o nome da mulher amada.FRENTE 2 LITERATURA Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca Texto para o teste 1. In Portal Galego da Língua: Cantigas trovadorescas. Resolução Nada mais notório que a relação entre “Senhor Feudal” e a organização social da Idade Média e a instituição da suserania e vassalagem. 2 – Coita: sofrimento de amor. assim como nas cantigas de amor. que. cuid’eu. 3 – Doo: dó. (UFPA-PA – MODELO ENEM) – Considerando-se que o texto transcrito é uma cantiga de amor. b) relação de vassalagem. por vós. que haveríades doo3 de mi. ao cantar a alegria de amar. b) o homem. d) saudade de um ente distante. é objeto de desejo. c) na lírica trovadoresca. 5 – Val: valer. des que vos amei. tam saüdosos. nutre esperanças de um dia conquistar a mulher amada. Senhor1. Resposta: E Texto para o teste 2. século XX) 2. (D. Nas demais alternativas. pero me fazedes mal e mi nunca quisestes fazer bem. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – O título do poema de Oswald remete o leitor à Idade Média. e) igualdade entre as pessoas. essa modalidade de cantiga caracteriza-se por conter a confissão amorosa da mulher. senhor. Se eu podess’ora meu coraçon. ajudar Resolução A alternativa e menciona características centrais das cantigas de amor. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. mesmo sendo imperfeita. meu bem.

3 – Vasquinha: saia de vestir por cima de toda a roupa. Módulo 3 – Gil Vicente Texto para o teste 5. A medida nova corresponde ao verso decassílabo (dez sílabas métricas). (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário indevido em relação aos versos de Gil Vicente. d) a intenção moralizante.. Mais branca que a neve pura. Resolução A medida nova pressupõe a erudição. O esquema de rimas é: ABAB – CDCCD – ABAB. Sobre o Humanismo. Resposta: D Resolução O Parvo utiliza palavras latinizadas para produzir efeito burlesco ou cômico. Resposta: E Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões 7. e não segura. Horácio etc.) e do dolce stil nuovo da Renascença italiana (Dante. e corresponde ao século XV. Vai formosa. Beleza e Perfeição. b) a alegoria bíblica. e) Ao misturar um falso latim com palavras vulgares. c) O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródica dessa língua. Resposta: D 4. (MODELO ENEM) – Só não é característica do teatro vicentino a) a sátira social. (. Resposta: E Texto para o teste 8. manuais de Direito Parvo: — Hou. O verso utilizado representa uma antecipação renascentista. tercetos. c) o caráter popular. Resolução Gil Vicente escreveu na medida velha. O eu lírico expressa-se por meio de hipérboles. com muitas pregas na cintura. o Parvo está denunciando a corrupção do Corregedor e do Procurador.) (Camões) 1 – Testo: tampa do pote. Resposta: D 6. 4 – De cote: de uso diário. a assimilação de modelos e formas da Antiguidade (Homero. valendo-se dos chamados versos redondilhos. como a apresentada acima. Boccaccio. e a figura do monarca destaca-se no cenário político nacional.). Voltas Leva na cabeça o pote. Sainho de chamalote2. a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representa a base filosófica e cultural do Renascentismo. a) As falas do Parvo. Boccaccio e Petrarca. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. c) predileção por formas fixas. o Trovadorismo. ou Quatrocentismo. Os versos apresentam sete sílabas métricas. b) influência italiana. b) Nessa fala. d) sonetos. b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursores Dante Alighieri. Virgílio.Partem tam tristes os tristes. o Parvo afasta-se de sua simplicidade. Traz a vasquinha3 de cote4. A linguagem desse poema nos é mais acessível que a linguagem das cantigas trovadorescas. 88 – . (João Ruiz de Castelo Branco) 3. rapinastis coelhorum roubastes os coelhos et pernis perdiguitorum e pernas de perdizes e mijais nos campanários! (Auto da Barca do Inferno) 5.. O testo1 nas mãos de prata. que passará a ser usado pelos inovadores “italianizantes” (Gil Vicente era conservador) e se generalizará em época posterior ao teatro vicentino. Vai formosa. c) Denomina-se também Pré-Renascentismo. oitavas e odes. mas do chamado latim macarrônico. DESCALÇA VAI PARA A FONTE Mote Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura. e) a medida nova. assinale a afirmação incorreta. d) Por meio de seu latim. tam fora d’esperar bem. Não se relaciona à medida nova: a) versos decassílabos. e) Retoma os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade. Petrarca etc. homens dos breviários. com intenção satírica. d) Marca-se pelo fortalecimento da estrutura feudal. Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão. Cinta de fina escarlata. 2 – Chamalote: tecido de lã e seda. e não segura. e) cultura popular. Resolução O lirismo provençal dominou o período anterior. mostrando-se conhecedor de outras línguas. a) b) c) d) e) Assinale a alternativa incorreta sobre o poema transcrito. sempre são repletas de gracejos e de palavrões. Resolução O Humanismo afasta-se das concepções medievais e caracteriza-se pela afirmação do Homem e de suas realizações terrenas. Não se trata de latim erudito. tradicional.

Trata-se de: a) Concepção da história nacional como uma sequência de proezas de heróis aristocráticos e militares.. constitui o ápice da produção poética camoniana. Resolução Embora tenha composto poemas na medida velha. cana de aveia) e “frauta ruda” (= flauta singela). 5 – Dai-me igual canto aos feitos da famosa 6 – Gente vossa.) e no vício da tirania (. ambição e vício da tirania. O corpo feminino e sua sensualidade são descritos com exuberância. respectivamente. indique a opção incorreta. critica a misoginia (aversão às mulheres) do Rei D. Resposta: A 12... e) A poesia de Camões representa o amadurecimento da língua portuguesa. d) Contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antiguidade. b) A protagonista. Que possuí-los sem os merecer.) um freio duro (. como nas cantigas de amigo.. 3 – Mas de tuba canora e belicosa. se quiserem ser grandes no mundo. (FUVEST-SP) 1 – Dai-me uma fúria grande e sonorosa. esse ouro puro Verdadeiro valor não dão à gente: Melhor é merecê-los sem os ter. É melhor merecer essas honras sem as possuir. essa riqueza. d) Mesmo na medida velha. (FUVEST-SP) – Indique a ideia que não está no texto: a) A ambição é um vício torpe que leva à tirania. Resposta: C Resolução Se na poesia lírica de Camões predomina a concepção neoplatônica. na ambição também (. c) A lírica na medida velha. é uma plebeia. d) cobiça. Baseando-se nos versos transcritos e nas informações que você tem sobre a lírica camoniana.)” é completado pelos termos: a) cobiça. Leonor. c) Os que aspiram à glória devem fugir ao ócio. do que possuí-las sem merecer”. existente em parte da lírica. Camões. mais amante da caça e da companhia masculina. em favor de uma ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. b) As falsas honras e a riqueza não dão valor às pessoas..8. Camões superou muitos de seus contemporâneos e antecessores. A poesia épica é representada pelo som da “tuba canora e belicosa”. e) É preferível merecer honras e riquezas não conseguidas a obtê-las sem merecimento. que a Marte tanto ajuda: 7 – que se espalhe e se cante no Universo 8 – Se tão sublime preço cabe em verso. d) É preciso refrear a excessiva ambição e o pendor para a tirania. a) Pode-se afirmar que Camões utilizou versos redondilhos.” (Os Lusíadas. medieval. Ó ponde na cobiça um freio duro.). que escraviza a vontade do homem livre. ousadamente. 2 – E não de agreste avena ou frauta ruda. 92-93) 11. nos versos: a) 1 e 3 b) 2 e 3 c) 2 e 4 d) 1 e 5 e) 5 e 8 Resolução A poesia lírica é referida em “agreste avena” (= flauta de bambu. Parafraseando o fragmento: “Por isso vocês que buscam a fama. b) Apologia dos poderes humanos. que indignamente Tomais mil vezes. Se quiserdes no mundo ser tamanhos. ambição e ócio. Uma dessas características está incorreta.. não dão às pessoas o verdadeiro mérito. despertem do sono da preguiça ignorante. ó vós que as famas estimais. trocar “a gente e bela forma humana” pela “alegria bruta e insana” da caça. c) escravidão e cobiça. e no torpe e escuro Vício da tirania infame e urgente. Os Lusíadas. c) Efabulação mitológica e recorrência ao imaginário pagão. e) cobiça e honras vãs. tradicional. Sebastião. Resposta: B 10. Resolução A ambição está incluída entre as “honras vãs”. podemos dizer que Camões figura diretamente a poesia lírica e a poesia épica. Despertai já do sono do ócio ignavo. – 89 . (Os Lusíadas) Com referência a essa estrofe da Invocação. Porque essas honras vãs. Que o ânimo de livre faz escravo. vício da tirania e honras vãs. dentro da chamada “poesia palaciana”. Camões celebrizou-se por seus versos em medida nova (o verso decassílabo). 4 – Que o peito acende e a cor ao gesto muda. b) ambição. sua estabilização e maior manifestação de excelência literária. IX. (VUNESP-SP – adaptada) – Apontam-se a seguir algumas características atribuídas pela crítica à epopeia de Luís Vaz de Camões. (FUVEST-SP) – O sentido de “ponde (.. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 9.. E ponham um freio duro na cobiça. e) Eliminação do pan-erotismo. realçando o orgulho humanista de autodeterminação e do avanço no domínio sobre a natureza. porque essas honras vãs. Resposta: E Módulo 6 – Os Lusíadas – II As questões de 11 a 14 referem-se ao texto que segue: “Por isso. idealizada e espiritualizada do Amor. na sua epopeia há um transparente apelo erótico e sensual e a noção de que não há pecado no prazer carnal. Considera pecado grave o que fazia o rei. E na ambição também.

O segundo apoia-se no significado da palavra. os Alexandres. e em que se distinguem duas coordenadas fundamentais — o culteranismo ou cultismo e o conceptismo — às quais correspondem outras tantas designações de âmbitos nacionais — gongorismo. voltada ao equilíbrio e à contenção das formas. (FUVEST-SP) – O autor inclui nas “honras vãs” a) a ambição de glória. racional. o roubar com pouco poder faz 10 os piratas. Resolução Segundo o texto. dinâmico. Opondo-se ao normativo e racional do Classicismo.. voltado para a paisagem e apegado ao espírito pagão. c) a liberdade de ânimo. simultaneamente. Revisto. senhor. e) satírico. e vós. que por ali andava roubando os pescadores. e) de uma estética simples. já que é impossível distinguir o cultismo do conceptismo. porém ele. d) o refreamento da cobiça.. imaginativo e exagerado (hiperbólico). com um sentido global e universal. c) normativo. é dinâmico. Candido e J. b) a ociosidade. Resolução Trata-se de uma digressão (dissertação) de cunho moral e filosófico que o eu poemático lança no final do canto IX. Ambos têm ascendência renascentista. foi valorizado como uma constante histórica reconhecível em todas as manifestações artísticas e mesmo em toda a civilização. dinâmico. Panteísmo e dinamismo. amante da força. b) apegado ao espírito cristão e intensamente dinâmico. hiperbólico e imaginativo. d) patriótico. considerado monstruoso e de mau gosto. um tom a) descritivo. Certamente é quase impossível a perfeita distinção entre cultismo e conceptismo. o Barroco se define libertador.) para as agudezas ou sutilezas de pensamento”. delimitado do século XVII ao XVIII. eufuísmo e mesmo preciosismo. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial (. que não era medroso nem lerdo. b) narrativo.Resolução Ler a paráfrase que aparece na resolução do exercício anterior. Foi assim que a expressão passou a ser adotada pela crítica e história literárias. reconhecíveis nas duas coordenadas que o compõem.. sou ladrão. para as agudezas ou sutilezas de pensamento. c) não pode ser definida.. porque roubo em uma barca. libertador e amante da força. (Padre Antônio Vieira) 90 – . o Barroco opõe-se ao normativo e racional característicos do Classicismo. O roubar pouco é culpa. Porque essas honras vãs. o roubar muito é grandeza.. c) filosófico. Resposta: C tendendo para o abusivo jogo de vocábulos e de raciocínio. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira Texto para os testes 17 e 18. porque roubais em uma armada. imaginação e exageração são características barrocas.. / E na ambição também. Resolução Nos versos. frequentemente. Daí derivam a sua temática e os seus processos técnicos e expressivos. intensamente. que eu.. Resposta: A 14. Resolução O texto afirma “O primeiro [o cultismo] repousa sobretudo no som e na forma. d) pode ser entendida como o apego à palavra versus o apego ao pensamento. A. além de seu misticismo ideológico. Até há uns trinta anos. d) anormativo. marinismo. b) pode ser compreendida como apego ao irreal versus o apego à realidade. Resposta: D 13. uma vez que tanto o cultismo quanto o conceptismo têm sua origem no Renascimento. tendendo (. da escultura e da arquitetura. sois imperador? Assim é. (A. com transições bruscas ou associações inesperadas. Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia. Resposta: D 16. Resposta: A Módulo 7 – Barroco Texto para os testes 15 e 16. afirma-se “Ó ponde na cobiça um freio duro.. embora prevaleça a sua delimitação histórica confinada do século XVII à primeira metade do século XVIII. (MODELO ENEM) – Segundo o texto. enquanto favorece a fantasia na busca de imagens e sensações que ultrapassam as sugestões da realidade. repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão 5 mau ofício. e) não tem base real.. assim como audácia. respondeu assim: Basta. / . no seu desejo de valorização do humano contraditório e instável. opondo-se ao Classicismo mais do que o próprio Romantismo.) O segundo [o conceptismo] apoia-se no significado da palavra. (FUVEST-SP) – Caracteriza o texto. (MODELO ENEM) – A oposição cultismo versus conceptismo a) pode ser compreendida como o aspecto sensorial versus o intelectual. o Barroco é a) monstruoso e de mau gosto. e como fosse trazido à sua presença um pirata. a expressão Barroco designava um fenômeno específico da pintura.. / Verdadeiro valor não dão à gente”. Castello) 15. transitório e finito. tendendo para uma verdadeira exaltação sensorial. O primeiro repousa sobretudo no som e na forma. aplicável a épocas distintas. o roubar com muito. e) os vícios em geral.

depois da Luz. Resolução Pode-se fazer um reparo à redação da alternativa a: a expressão “episódio narrativo” não é adequada. na alegria. Em II. e por “constância”. expresso por pares antagônicos como dia/noite. sinta-se tristeza. d) somente I e III estão corretas. d) as injúrias. Em III. e não dura mais que um dia. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a afirmativa correta. luz/sombra. “alegria” e “firmeza”. e) A palavra “Alexandres” (linha 10) tem. Mais própria seria a redação “narrativa de um episódio”. o mesmo sentido de “ladrão de pescadores”.. não se trata de um “soneto oitocentista” e sim seiscentista (século XVII). em geral. não há nenhum elemento místico. b) somente II está correta. invertendo-se as posições das rimas interpoladas (ABBA) e alternadas (ABAB). e) Ao descrever a cena em que Alexandre repreende o pirata. Resposta: B Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. que compõem a figura da antítese. Resposta: A Texto para o teste 20. o autor chega a uma conclusão de caráter particular. b) A partir de uma ideia geral. tristeza/alegria etc. “pescador” está para “grandeza”. mas a alternativa é suficientemente clara e não há outra possível. Identificou-se incorretamente o sistema de rimas. Porém. e) o vil e o rico são vítimas de severas injustiças. II. deve-se dizer que: a) somente I está correta. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos. c) geralmente a riqueza decorre de ações ilícitas. por que nascia? Se é tão formosa a luz. A respeito de tais afirmações. (FATEC-SP – modificado – MODELO ENEM) – Sobre as características barrocas desse soneto. rimas ricas. c) A frase “Assim é” (linha 8) explicita a concordância do autor com relação à atitude de Alexandre. Resposta: A 18. a expressão “tão mau ofício” (linhas 4 e 5) refere-se à atividade dos pescadores (linha ?). III. Resolução A afirmação I contempla a característica mais notória do estilo barroco – o bifrontismo ou dualismo – demonstrada à saciedade no soneto de Gregório de Matos. nem lhe faltava presença de espírito para uma observação aguda e um raciocínio inteligente. se segue a noite escura. na formosura não se dê constância e. por um lado. d) A história de Alexandre evidencia a submissão dos pescadores do mar Eritreu. o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. – 91 . Módulo 9 – Gregório de Matos Texto para o teste 19.17. (Gregório de Matos) 20. em contínuas tristezas. o eu lírico deixa evidente que a) uma pessoa se torna desprezível pela ação do nobre. que cumpre os padrões da forma fixa. no texto. e) todas estão corretas. apresentou-se como dos tercetos o esquema rimático que corresponde às quadras (o esquema das rimas dos tercetos é CDCDCD). em tristes sombras morre a formosura. a alegria. de outro. ali. interpoladas nas quadras (ABAB) e alternadas nos tercetos (ABBA). b) o honesto é quem mais aparenta ser desonesto. todo ele estruturado por pares antitéticos. tem mais carepa: Com sua língua ao nobre o vil decepa: O Velhaco maior sempre tem capa. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. a) No contexto. a) O autor utiliza-se de episódio narrativo como estratégia argumentativa. Resolução De fato. Além disso. quais sejam. Neste mundo é mais rico. c) somente III está correta. eliminam as injustiças. considere as afirmações abaixo: I. a tensão opositiva do soneto não é entre o sagrado e o mundano. c) A pergunta do pirata é argumento para o autor inocentá-lo. 19. d) No contexto. com sua pergunta. assim como “culpa” está para “imperador”. o pirata. b) A pergunta do pirata comprova que ele não era medroso nem lerdo (linha 5). A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. demonstrou que nem tinha medo do imperador. o autor revela o lado agressivo dos imperadores. Esse é um soneto oitocentista. Tratase de um texto reflexivo/filosófico centrado em um tópico da lírica barroca e de todos os tempos: o tempus fugit. que desembocam no paradoxo contido na chave de ouro: a única coisa constante é a inconstância das coisas do mundo. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. se acaba o Sol. Há nele um jogo simétrico de contrastes.

(Cláudio Manuel da Costa) 21. “Neste mundo é mais rico o que mais rapa” (isto é.a essência doutrinária revela um homem primitivo.. Faz a imaginação de um bem amado Que nele se transforme o peito amante. já que a morte é inevitável. e a um e outro agradeço. acabou por fazer-se verdade artística.o sentimento amoroso se espraia livremente.. 92 – . o homem de estudo...” Módulo 11 – Autores Árcades Os testes 23 e 24 baseiam-se no texto a seguir. extraído de Formação da Literatura Brasileira.. No Brasil.. Foi um acaso feliz para a nossa literatura esta conjunção de um poeta de meia idade com a menina de dezessete anos. em relação à moça em flor.Resolução O correto entendimento dos dois primeiros versos já seria suficiente para a resposta deste teste.. Resposta: C Resolução Os versos transcritos — primeiro quarteto de um dos sonetos mais camonianos de Cláudio Manuel da Costa — apresentam duas das características apontadas no trecho constante da alternativa a: “uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana” e o “racionalismo”. uma sintaxe linear. rouba) e quem se mostra mais limpo é quem é mais sujo (tem mais “carepa”.” e) “. Resolução O termo “o peito amante” é sujeito paciente do verbo transformar. c) considera o presente desagradável. façamos. isto é. uma linguagem coloquial e brejeira. apegado ainda à Idade Média: os poemas respiram uma fé inabalável.. Resposta: B 22. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta comentário crítico adequado à obra de Cláudio Manuel da Costa... (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Nos versos apresentados por Antonio Candido. e creio que ainda possam agradar aos que pedem pouco à literatura: uma expressão fácil. Deus me deu um amor no tempo de madureza. do paradoxo e do racionalismo.” b) “.. e o amor por Doroteia de Seixas o iniciou em ordem nova de sentimentos: o clássico florescimento da primavera no outono. b) se mostra frustrado e angustiado pela possibilidade de morrer. a) “.” d) “. Resolução Os versos de Gonzaga retomam o tema clássico do carpe diem (“colhe o dia”). (MACKENZIE-SP – modificado – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta.. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.sua poesia prolonga uma atmosfera lírica e moral que descortinamos na poesia camoniana. de ambição e de sala. que está na voz passiva sintética (com o pronome se). e a proximidade da velhice intensifica. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. doce amada. Deus — ou foi talvez o diabo — deu-me este amor maduro. segundo o poeta. de Antonio Candido.. façamos. expressão horaciana consagrada para designar os poemas do convite amoroso em que o argumento é a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte. e) O segmento “que a minha alma delirante / Se não distingue já do meu cuidado” (versos 3 e 4) é objeto direto da forma verbal “vem”. d) se entrega ao amor da amada para burlar o tempo e atrasar a morte. sim.é preciso ver na força desse poeta o ponto exato em que o mito do bom selvagem. nota-se que o poeta infringe os princípios clássicos da contenção e manifesta a emoção dum modo tal que seus versos acabam adquirindo foros de crônica amorosa. constante desde os árcades. pois que tenho um amor. capaz de sentir poesia onde o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano.. 23. Resposta: A Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa Texto para os testes 21 e 22. encontrou condições inteiramente novas. e) convida a amada a aproveitar o presente. tanto quanto a morte iminente. Ficou talvez mais disponível. b) O termo “o peito amante” (verso 2) é sujeito da forma verbal “se transforme”. c) O segmento “daqui vem” (verso 3) introduz ideia de causa. pois. a) O termo a “imaginação de um bem amado” (verso 1) é objeto direto da forma verbal “faz”. O quarentão é o amoroso refinado. A antítese e o paradoxo são igualmente frequentes na poesia deste poeta árcade brasileiro. d) O segmento “se não distingue” (verso 4) introduz ideia de condição. intocada pelos ventos críticos da Renascença. que provavelmente era. um encantamento que mais se apura pela fuga do tempo e a previsão da morte: Ah! enquanto os destinos impiedosos voltam contra nos a face irada. caspa). fica evidente que o eu lírico a) reconhece a amada como única forma de não sofrer pela morte. poeta do Arcadismo brasileiro.” c) “.os seus versos agradaram. os nossos breves dias mais ditosos. Resposta: E Texto para o teste 24. evidente no emprego constante da antítese.

e pelos decassílabos brancos. Resposta: A I. IV. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. Texto B ( ) Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. É castigo do vício o próprio vício. b) justificam a ideia de que “o adolescente só vê o embaraçoso cotidiano”. na medida em que a) exemplificam a ideia contida em “clássico florescimento da primavera no outono”. tratava-se do amor de um quarentão por uma adolescente. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre O Uraguai e Caramuru. o indígena é retratado como um ser inferior. Não se diga que é parte. sendo todo. de Basílio da Gama. O texto C é um fragmento de O Uraguai. dentro dos moldes com que o Arcadismo revestiu o carpe diem horaciano. II. sim. em pó. Qual a impostura horríssona apregoa. (ITA-SP) – Leia os versos para fazer a associação. (UNIFESP-SP – MODELO ENEM) – Estes versos. o que se percebe pela alusão a Caitutu. entre outros poemas). c) negam a ideia de que o homem de quarenta anos “é o amoroso refinado”. porém. O texto D é o quarteto inicial de um engenhoso soneto sacro conceptista. E rompe em profundíssimos suspiros. Gregório de Matos Tomás Antônio Gonzaga Basílio da Gama Cláudio Manuel da Costa Preenchidos os parênteses. entre nós. além de um gosto. d) confirmam a ideia de que o amor se desencanta “com a previsão da morte”. façamos. pois o traço pertinente é a “madureza” do amante. Resposta: A Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo 25. respectivamente. c) Caramuru e O Uraguai consistiram em uma imitação do poema épico Os Lusíadas. de Carlos Drummond de Andrade. Uma necessidade. doce amada. III. e a voluntária morte. podem ser tematicamente relacionados ao texto de Antonio Candido. a) O destino de Lindoia e o de Moema antecipam aquele que será o destino de Iracema (Alencar). No caso de Gonzaga. de Gregório de Matos. a sequência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV Resolução O texto A é um fragmento de Marília de Dirceu. (Bocage) – 93 . A parte sem o todo não é parte. isto é. Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa.24. evidente no convite amoroso. O texto B é o terceto final de um conhecido soneto de Gregório de Matos. não existe inferno. em cinza. Módulo 13 – Bocage Texto para os testes 27 e 28. que tem por chave de ouro uma expressiva gradação em anticlímax. b) Tanto em Caramuru como em O Uraguai. em nada. Resolução Trata-se do tema clássico do amor serôdio. nos versos de Drummond. “Florescimento da primavera” é a expressão metafórica para esse amor. e) se opõem à ideia de que “a proximidade da velhice intensifica um encantamento”. Resposta: A 26. Amar é um dever. os nossos breves dias mais ditosos. Céus não existem. como José de Alencar (Iracema) e Gonçalves Dias (“I-Juca-Pirama”. assim como “outono” é a metáfora clássica para o “tempo de madureza”. sendo parte. não vem ao caso a possível juventude da amada. essa beleza em terra. irmão de Lindoia. Resolução Entre nossos épicos árcades já havia o elemento indianista posteriormente tão caro aos românticos. O prêmio da virtude é a virtude. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. façamos. e) Em Caramuru e em O Uraguai. narram-se. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. em sombra. tardio — amor de homem maduro. a tomada de Sete Povos das Missões e o naufrágio de Diogo Álvares Correia. de Tomás Antônio Gonzaga. não um crime. Mas se a parte o faz todo. d) A primazia dada à figura do índio resultou. no sucesso de políticas de integração social desse grupo.

não superou a ideologia contrarreformista do período barroco. (MODELO ENEM) – Sobre o fragmento da “Epístola a Marília”. no século XVIII. b) Inglaterra e França. Resposta: E 28. que o autor colocou no início de seu poema Camões (1825). Resposta: B 32.” c) “Com dor que os seios d’alma dilacera.27. b) a segunda pessoa do singular (tu) identifica o destinatário da mensagem. b) o drama. o eu poemático — o pastor Elmano. sendo os dois outros o clero e a nobreza). e) epistolar.” b) “Que me estás repassando o íntimo peito. c) Alemanha e Inglaterra. tendo seu início em dois países: 94 – . manifesta seus sentimentos. e) as alusões a “céus” e “inferno” revelam que Bocage. só não se pode dizer que a) o apelo amoroso se vale de uma argumentação que envolve conceitos éticos e religiosos. e) Espanha e Portugal. a pastora Marília. d) o apelo contido no verso inicial é fundamentado numa concepção hedonista e racionalista. Resposta: C 30. mas delgado Soro de estanques lágrimas — Saudade! (Almeida Garrett. como os concebia a mística católica da Contrarreforma. a) “Saudade! gosto amargo de infelizes. (MODELO ENEM) – Por tratar-se de poesia na qual prevalece a presença de um eu que manifesta sua interioridade. Resposta: C Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 29. que aproxima a tradição da lírica clássica da Antiguidade e as ideias iluministas do século XVIII. Resolução O Romantismo literário surgiu na Inglaterra e na Alemanha. c) o romance. instâncias da eternidade que acolhiam os bons e crentes e puniam com a danação os pecadores não redimidos pela fé católica. Resposta: C Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano Texto para os testes 31 e 32. Saudade! gosto amargo de infelizes. Resolução O romance é o gênero que. b) épico. Resolução A poesia lírica é aquela em que. como nos versos transcritos. obteve primazia na representação literária da nova ordem social (a burguesia e os desdobramentos históricos por ela provocados). (MODELO ENEM) – O Romantismo é de origem europeia. Resolução O fragmento é uma negação dos “céus” e do “inferno”. Camões) 31. o “remetente” da epístola. correspondem a formas do imperativo. o fragmento transcrito se associa ao gênero a) dramático. — Mas dor que tem prazeres — Saudade! Misterioso númen que aviventas Corações que estalaram. por meio das quais o eu lírico busca convencer a amada a entregar-se ao amor. Resposta: E a) França e Alemanha. considerado “a revolução literária do Terceiro Estado” (o povo. d) a poesia de sátira dos costumes. identifique a seguir o verso em que é inequívoco o fato de que o eu lírico se dirige à saudade.” e) “Soro de estanques lágrimas — Saudade!” Resolução No verso da alternativa b. Delicioso pungir de acerbo espinho. uma subjetividade se expressa. Garrett invoca a saudade. Que me estás repassando o íntimo peito Com dor que os seios d’alma dilacera. Considerando o trecho transcrito.” d) “Corações que estalaram. e) o soneto. no caso. foi a) a epopeia. ainda que fictícia. obra que inaugura o Romantismo em Portugal. a saudade. c) o pronome oblíquo me identifica o emissor. d) França e Itália. e gotejam. (MODELO ENEM) – O fragmento transcrito é uma espécie de “invocação” à saudade. a forma verbal na segunda pessoal do singular (“estás repassando”) demonstra que o eu lírico se dirige a um interlocutor. d) romanesco. (MODELO ENEM) – No verso “Ah! Faze-me ditoso e sê ditosa”. característico da função conativa da linguagem. c) lírico. sob o pseudônimo arcádico de Elmano. destaca-se a seguinte função da linguagem: a) metalinguística b) referencial c) fática d) poética e) conativa Resolução As formas verbais faze (= faz) e sê. (MODELO ENEM) – O gênero literário que deteve a primazia no Romantismo. e gotejam Não já sangue de vida. no Romantismo. pedindo a ela que o inspire para narrar a vida e os amores do poeta Camões.

que a vida É luta renhida: Viver é lutar. a) A analogia presente no terceiro parágrafo corresponde a um argumento do narrador para provar a afirmação “Enganam-se ambos”. Resolução É evidente nos textos a alusão à fortaleza moral do indígena diante de adversidades. rica herdeira. c) Teresa. d) O último período do texto exemplifica a analogia usada pelo narrador no terceiro parágrafo. foi intenso no início. Pois choraste. (Camilo Castelo Branco. refuta a opinião de poetas e de alguns prosadores de que o amor de juventude seria “paixão perigosa. c) hipérbole. “as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude”. Resposta: B 36. Amava Simão uma sua vizinha. porventura. no parágrafo anterior. ironicamente. O amor dos quinze anos é uma brincadeira. que a está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito. e) o amor de Simão e Teresa é prova de que os poetas e prosadores estão enganados com relação aos relacionamentos juvenis. A vida é combate. caracterizado como “amor à primeira vista”. meu filho não és! (“I-Juca-Pirama”) Não chores. é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho. c) a fortaleza moral do índio diante da adversidade. única e inflexível. d) o caso de amor entre Simão e Teresa rompeu as expectativas do narrador com relação a namoros de juventude. b) a negação da paternidade. meu filho. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – De acordo com o texto. Teresa de Albuquerque devia ser. Da janela do seu quarto é que ele a vira pela primeira vez. portanto. os bravos Só pode exaltar. Resolução A analogia que caracteriza o amor como uma brincadeira reforça a afirmação. e) O último período contesta. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. “Enganam-se ambos”. amava como uma “avezinha que ensaia o voo fora do ninho”. Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos. ele apresenta o amor de Teresa como exceção à regra dos superficiais e passageiros amores “dos quinze anos” — ideia. (“Canção do Tamoio”) 35. Amor de Perdição) 33. d) visão idealista e rósea da existência. (MODELO ENEM) – Os dois primeiros versos do primeiro texto contêm a seguinte figura de linguagem: a) antítese. que. (MACKENZIE-SP – MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta. (MODELO ENEM) – Os dois textos apresentam uma ideia comum: a) a exaltação das belezas naturais do Brasil. Rompem-se.Módulo 16 – Camilo Castelo Branco Texto para os testes 33 e 34. b) o amor de Simão e Teresa. já anunciada no final do primeiro parágrafo. como argumentação. portanto. Resposta: C – 95 . o narrador descreve o que seria a norma para os namoros de juventude: uma brincadeira. c) A analogia presente no terceiro parágrafo retoma e confirma a afirmação feita por poetas e prosadores. uma exceção no seu amor. é a última manifestação do amor às bonecas. menina de quinze anos. para amá-la sempre. única e inflexível”. mas não durou muito. Tal símile serve. Que os fracos abate. d) anáfora. aliás. porém. regularmente bonita e bem-nascida. a afirmação feita pelo narrador no primeiro parágrafo. e) constatação da fragilidade espiritual do índio. Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? Não descende o covarde do forte. por sua vez. Resolução No terceiro parágrafo. Resolução O quiasmo é uma figura de linguagem que consiste na “disposição cruzada da ordem das partes simétricas de duas frases”. amou-o também. Que os fortes. b) quiasmo. Resposta: A Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias Textos para os testes 35 e 36. b) A analogia presente no terceiro parágrafo contradiz a afirmação “Enganam-se ambos”. Não chores. sempre com os olhos fitos na ave-mãe. como paixão perigosa. Enganam-se ambos. aos quinze anos. a) o amor de Simão e Teresa é visto pelo narrador como uma brincadeira de criança. Resposta: D 34. como a segunda o que é voar para longe. perfil cultivado nas obras românticas indianistas. Não ficara ela incólume da ferida que fizera no coração do vizinho. e com mais seriedade que a usual nos seus anos. No último parágrafo. e) paradoxo.

c) as marcas de pontuação contribuem para representar o estado emocional do sujeito lírico. d) o verso 1 e o verso 2 se caracterizam pela recorrência do som /l/.. 96 – . Está(ão) correta(s): a) apenas a afirmativa I. Era mais bela! o seio palpitando. b) apenas a afirmativa III. e o verso 8 se caracteriza pela repetição do som /s/. Resposta: D 38. O erro do item I consiste em associar. afetividade e Natureza se relacionam situa-o claramente como produção romântica indianista. d) apenas as afirmativas II e III. sendo esse um recurso para regularizar o ritmo do poema. 7 e v. II e III. A alusão à morte.Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Os testes 37 e 38 referem-se ao poema a seguir: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Pálida à luz da lâmpada sombria.. b) o poema contém elementos que constituem oposições no 12 Não te rias de mim. (UFSM-RS – modificado – MODELO ENEM) – Considere as seguintes afirmativas a respeito do soneto: I. 1). ou seja. no poema. a tonicidade recai na penúltima sílaba. 14 Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo! (Álvares de Azevedo) plano do significado: luz e sombria (v.. (UFSM-RS – MODELO ENEM) – A respeito do soneto.. 37. é incorreto afirmar que a) as palavras finais dos versos são oxítonas. O fato de que.. no poema. chorando (v. atribuindo essa associação à vertente indianista. II. afetividade e Natureza. Como a lua por noite embalsamada. três pronomes de primeira pessoa. Resposta: A 10 Negros olhos as pálpebras abrindo. c) apenas as afirmativas I e III. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar. identificando o sujeito lírico. na última estrofe. 11 Formas nuas no leito resvalando. 14). III. e) se encontram. é um traço frequente na produção poética de Álvares de Azevedo. 5) e anjo (v. Resolução As palavras finais dos versos são paroxítonas. meu anjo lindo! 13 Por ti — as noites eu velei chorando. 12) indicam que a mulher observada se caracteriza pela pureza. e) as afirmativas I. no verso 14. As palavras virgem (v.. 13) e sorrindo (v. na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Resolução Os itens II e III apresentam informações pertinentes ao soneto transcrito (item II) e ao poeta Álvares Azevedo (item III). não havendo esse recurso nas outras estrofes. Sobre o leito de flores reclinada.

entrega-se ao conformismo. (MODELO ENEM) – O trecho apresentado evidencia uma característica do indianismo romântico alencariano. imundo. se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar. d) indianista.. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. Infecto. e) O drama do escravo é expresso por meio de lirismo elevado. b) Castro Alves foge das questões sociais e busca somente a introspecção.. Senhor Deus! Se é loucura. b) Descrição da cultura regional do Brasil. quando eram trazidos da África para o Brasil. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa correta sobre o trecho extraído de “O Navio Negreiro”. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?. O sono dormido à toa Sob as tendas d’amplidão! Hoje. b) historicista. E o sono sempre cortado Pelo arranco de um finado.” Resolução Nas alternativas a. em que os indivíduos ainda eram livres. a) Registro da sociedade carioca no século XVI. O verso da alternativa b faz menção à triste condição dos negros escravizados. detalhe delgado. de caráter social. e) Idealização do indígena.) Ontem a Serra Leoa. (MODELO ENEM) – Qual dos seguintes trechos sugere a situação sofrida pelo escravo? a) “O sono dormido à toa. (José de Alencar. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. portanto. Castro Alves descreve a vida dos negros na época da escravidão. O fidalgo os recebia como um rico-homem que devia proteção e asilo aos vassalos. mas robusto. c. na África. (José de Alencar. d) Apropriação da hierarquia social própria da Idade Média.. E o baque de um corpo ao mar. Resolução A obra O Gaúcho é exemplo da prosa regionalista de José de Alencar. fundo. que menciona um tipo oriundo da região dos pampas. Resposta: D Texto para o teste 42. alto... apertado..” c) “A guerra. valendo-se de linguagem inflamada e imagens grandiosas. Resposta: C – 97 .. é exemplo de uma das vertentes da prosa romântica de José de Alencar. Trata-se da vertente a) urbana. com imagens grandiosas. a) O poeta projeta a imagem do herói medieval na figura do escravo. c) O eu lírico sente-se impotente para mudar o mundo e. A guerra. a caça ao leão. como sugere o próprio título.Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para os testes 39 e 40. o nariz adunco. o porão negro. palavras como fidalgo e vassalo podem ser corretamente associadas à hierarquia social feudal...” d) “Sob as tendas d’amplidão!” e) “Ontem a Serra Leoa. Trata-se de exemplo da poesia abolicionista de Castro Alves. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. Assinale a alternativa correta. extraído de O Gaúcho. Astros! Noite! Tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. trata do drama do escravo. (MODELO ENEM) – O trecho transcrito.. O Guarani) 41. os versos fazem alusão a um tempo passado. No trecho transcrito. como afirma a alternativa e. Resposta: E 40. d e e. O Gaúcho) 42. Resolução É notório em José de Alencar o indianismo “filtrado” pelo código cultural do branco europeu e cristão. e) memorialista. por isso. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. Resolução Os versos transcritos foram extraídos do poema “O Navio Negreiro” e. (Castro Alves) 39..” b) “Hoje. Resposta: B Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para o teste 41.. tufão! (. fundo. Tendo a peste por jaguar. d) Com muita objetividade. própria da Idade Média. a caça ao leão. O rosto comprido. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso.. o “bom selvagem” de Rousseau.. o porão negro. c) regionalista. nos “navios negreiros”. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. c) Preocupação com temas sociais e políticos.

pois tão bem cantais Cantigas de amigo. I. cá já moiro por vós — e ai! mia senhor branca e vermelha. de acordo com a tradição popular da época.Módulo 1 – A Lírica Trovadoresca As questões de 1 a 3 baseiam-se numa cantiga trovadoresca e sua paráfrase. considerando-se que a palavra abutre se grafava avuytor. sey que andades D’amor muy coytada que tan ben cantades Cantigas d’amigo. ( ) No mundo non me sei parelha.) 98 – . (VUNESP-SP – adaptada) – Trata-se de uma cantiga de amigo ou de uma cantiga de amor? Justifique. Rio de Janeiro. — Avuytor comestes. madr’. (Cantiga n. Sua voz harmoniosa. (VUNESP-SP – adaptada) – Aponte três fatos do cotidiano medieval aos quais a cantiga faz alusão. Cantigas de Trovadores Medievais em Português Moderno. que adevinhades. que vos enton non vi fea! III. pois que adivinhais. e oj’est o prazo passado: ay. e oj’est o prazo saydo: ay. SEDIA LA FREMOSA SEU SIRGO TORCENDO (Estevão Coelho) Sedia la fremosa seu sirgo torcendo. Sa voz manselinha fremoso dizendo Cantigas d’amigo. se de cantiga de amigo. bordando. — Par Deus de Cruz. pp. se vistes meu amado! e ai Deus. Sua voz harmoniosa. se verrá cedo! Ondas do mar levado. senhora. mia dona! ESTAVA A FORMOSA SEU FIO TORCENDO (paráfrase de Cleonice Berardinelli) Estava a formosa seu fio torcendo. o meu amigo. suave dizendo Cantigas de amigo. Por Jesus. sey que avedes Amor muy coytado que tan ben dizedes Cantigas d’amigo. dona. ben talhada. o meu amado. 4. vejo que sofreis De amor infeliz. se verrá cedo! II.o 321 – Cancioneiro da Vaticana) 1. eu vejo que andais Com penas de amor. ( ) Non chegou. Sa voz manselinha fremoso cantando Cantigas d’amigo. suave cantando Cantigas de amigo. 1953. queredes que vos retraya quando vos eu vi en saya! Mau dia me levantei. — Abutre comestes. Estava a formosa sentada. dona. moyro d’amor! Non chegou. moyro d’amor! IV. madre. madr’. ( ) Ondas do mar de Vigo. em português arcaico. 2. Par Deus de Cruz. — Por Jesus. ( ) Hun tal home sei eu. no contexto do poema. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. se vistes meu amigo! e ai Deus. ai. b) interprete o significado do último verso. Assinale A se se tratar de cantiga de amor e B. que por vós ten a sa morte chegada. 3. e considerando-se que. Sedia la fremosa seu sirgo lavrando. madre. Cleonice. vedes quem é e seed’en nembrada: eu. mentre me for como me vai. 58-9. senhora. era possível fazer previsões e descobrir o que estava oculto comendo-se carne de abutre: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto no último verso do poema. (in Berardinelli. Organização Simões. (VUNESP-SP – adaptada) – Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens.

numa concepção mais “realista” da mulher. ( ) Non ey barqueyro nen [ar son] remador. evidenciando a submissão ao canto e ao acompanhamento musical. amigo. As protagonistas são moças simplórias ou marotas. e mais vos direiy en: tanto a fez Deos comprida de ben. X. ou de parte deles. – 99 . ca me tremi’assi o coraçon que non sei lh’o dixe ou se non. ca por vós perço Deus e sis’e sen. e morrerey fremosa no alto mar! eu atendend’o meu amigo. Em tom plangente e lamuriento. adultério. alcoviteiras e dissimuladas). A distinção está no recurso retórico do “equívoco”. e direi-vos al: non sei se me lh’o dixe bem. nem está na condição de se omitir a identidade do ofendido. da ambiguidade e da ironia. mia dona. barcarolas. prostitutas. antes de a repressão inquisitorial atirá-las à clandestinidade. ( ) Têm uma feição mais analítica e discursiva e. anterior ao domínio da escrita. a avareza. se o outro mundo passar. senhor. romarias. ca non por outra sen. em obediência às convenções literárias do fin amors provençal e às regras de convivência na corte. submissas ou atrevidas. Isso revela que a liberdade da linguagem e a ausência de preconceito ou censura (institucional. VIII. b) O elemento individualizante das cantigas de escárnio não é temático. ( ) Senhor. ( ) Refletem a vida cotidiana do medievo (as romarias. IX. utilizando sistemas estróficos mais complexos e intelectualizados (cantigas de maestria). I. padres e freiras libidinosos). da linguagem livre e da violência verbal dos antigos trovadores. o trovador expressa seu drama passional. II. IX. eu atendend’o meu amigo! Non ey [i] barqueyro nen [ar] sey remar. quando vos vejo dos olhos catar. III. ( ) Têm um caráter mais narrativo e descritivo e assumem sempre a feição de um diálogo. que mais que todas las do mundo val. ( ) O apelo amoroso revestia-se de formalidades e convenções e de uma aura de espiritualidade. as lutas pela Reconquista. a corrupção e a própria arte de trovar. VII. marinheiros e camponeses). servo/ senhor. estética ou pessoal) eram componentes da vida literária no período trovadoresco. ( ) Mia irmana fremosa. Assinale a afirmação falsa sobre as cantigas de escárnio e de maldizer. Não existiam na lírica provençal. serenas e pastorelas. e morrerey fremosa no mar mayor! eu atendend’o meu amigo. conforme o assunto ou a situação que representam: albas. os próprios poetas (trovadores e jograis eram frequentemente ridicularizados). IV. as mulheres (soldadeiras. VI. Os refrãos e o paralelismo são formas insistentes de repetição de versos. nen bondade. com a qual se disfarçava o impulso erótico situado na raiz das súplicas. a) A principal diferença entre as duas modalidades satíricas está na identificação ou não da pessoa atingida. ( ) Compreendem várias espécies. VII. ausentes na cantiga de maldizer. fremosa dona etc. V. Mais do que dixe estou a gran pavor. ( ) Ca nunca eu falei con mia senhor se non mui pouc’oj. algumas vezes. ( ) Possuem vocabulário mais escasso e arcaizante. treides comigo a la igreja de Vig’u é o mar salido E miremos las ondas! Mia irmana fremosa. ( ) Contêm a confissão amorosa de um homem. ( ) Levad’. que dormides as manhanas frias. a soidão. 6. A dama é sempre distinguida com os tratamentos respeitosos de mia senhor. a coita d’amor. d) As cantigas satíricas perfazem cerca de uma quarta parte da poesia contida nos cancioneiros galego-portugueses. amigo. malmariadas. a soledade. ( ) Originárias da tradição popular. todalas aves do mundo d’amor dizian: leda m’and’eu! Levad’.( ) A relação masculino/feminino mimetiza a relação hierárquica da sociedade feudal: vassalo/suserano. prescindem do recurso facilitador do refrão ou estribilho. o eu lírico é masculino. todalas aves do mundo d’amor cantavan: leda m’and’eu! VI. e) Algumas composições satíricas do Cancioneiro Geral e algumas cenas dos autos gilvicentinos revelam a sobrevivência. assy com’aquesto pass’e passey.V. ( ) Querer eu en maneira provençal fazer agora hun cantar d’amor e querer muyt’i loar mha senhor a que prez nen fremosura non fal. que dormides as frias manhanas. c) Os alvos prediletos das cantigas satíricas eram os comportamentos sexuais (homossexualidade. bailias. sensatas ou levianas. se mal. eu atendend’o meu amigo! VIII. Assinale A para o que se referir às cantigas de amor e B para o que for compatível com as cantigas de amigo. já bastante atenuada. treides de grado a la igreja de Vig’u é o mar levado E miremos las ondas! 5. a dura rotina de pescadores. como amante frustrado. oral. e con tal coita com’aqui levey e lev’eno infer’ey de morar por vós.

VII. Assinale a alternativa inadequada a respeito da poesia palaciana. compilada no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. a) Grande número de composições faz uso do que depois se chamou a “medida velha”. É a personificação da má-fé no exercício da profissão e prática de uma religiosidade apenas formal. tanto vos quero. contrária à especulação e à idolatria do dinheiro. identifique a alternativa falsa. consubstanciado em regras como: revelar seus sentimentos com prudência e moderação (mesura). c) Onde pode acolher-se um fraco humano. Trata-se de um aspecto de difícil interpretação. Assinale a alternativa que apresenta um fragmento de poesia que não poderia constar do Cancioneiro Geral. em contradição com atitudes que os biógrafos atribuem ao autor. aparentemente. e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará. Módulo 3 – Gil Vicente 1. que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém. Representa a condenação do falso moralismo religioso. para não comprometer a reputação (pretz) da dama e não incorrer no desagrado (sanha) da mulher. IV. V. pois a poesia se separa da música e o trovador cede lugar ao poeta. de seus atributos e realizações. d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período específico da evolução da cultura ocidental. VI. 2. Ainda sobre o Humanismo. II. partem tam tristes meus olhos por vós. IX. Sua condenação recoloca em cena a crítica à burocracia corrupta. a) Em sentido amplo. e) Meu amor. Sua absolvição decorre do princípio cristão de que “bemaventurados são os pobres de espírito. III. não posso viver comigo. X. revelando a defesa da posição da Igreja medieval. especialmente a de origem ibérica. destituída de sentido autenticamente cristão. personifica uma parcela da própria plateia que assistia à encenação dos autos e farsas de Gil Vicente. e) É uma produção poética que pode ser considerada préclássica. e de que só a transcendência liberta o homem de sua insignificância terrena. o caráter popular e sentimental da poesia trovadoresca. Condenado pela usura e ganância – pecados mortais intoleráveis –. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? 3. c) Mantém. VIII. a) Entre mim mesmo e mim não sei (o) que s’alevantou. d) Senhora. que tão meu imigo sou. Representa aqueles que se valem da autoridade dos cargos que exercem para enriquecerem de forma ilícita. versos redondilhos menores e maiores. b) Representa uma evolução formal em relação ao período trovadoresco. porque deles é o reino do Céu”. c) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo. sou posto em todo perigo. b) Comigo me desavim. Arrogante e presunçoso. b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”. designa a atitude de valorização do homem. no plano temático. Identifique a personagem do Auto da Barca do Inferno pelo que se diz a seu respeito nas seguintes afirmações: I. ( ) O “serviço amoroso” impunha um rígido código de comportamento. representada pela cantiga de amigo. confirmando a máxima de que o hábito não faz o monge. Representação da glorificação do ideal das Cruzadas e do cristianismo puro. também explorada nas passagens do Corregedor e do Procurador. nem posso fugir de mim. d) Entre os poetas mais notáveis incluídos nessa grande antologia encontram-se Gil Vicente e Sá de Miranda.X. ou seja. meu bem. pois nela já se encontram alguns dos componentes que caracterizarão a poesia do período posterior. que deseja o coração mil cousas contra a razão. Sua passagem revela. 100 – . A prostituição e a feitiçaria são as práticas pelas quais a personagem é condenada à barca dos danados. Onde terá segura a curta vida. Módulo 2 – A Poesia Palaciana 1. uma atitude preconceituosa do Diabo.

Passeai-vos mui pomposa.. 4 – Se preza: se orgulha. IV – Viveste a teu bel prazer pensando te defender só porque rezam por ti? Embarcai logo.. Agora estais vós formosa como a rosa... é o tempo material.... que em al 1 me fundo2. Anjo — Oh! Andai! Quem vos detém? Como vindes para a glória devagar! Ó meu Deus! Ó sumo bem! Já ninguém não se preza4 da vitória em salvar! Já cansais.. Há a oposição entre o mundo imaterial e intemporal da Alma e o mundo material e temporal do Diabo. espelho.. 5 – Brial: vestido de seda ou brocado fino. III – Tu passarás se quiseres porque em todos teus afazeres por malícia não erraste. pois o Diabo ensina a noção de dias da semana. Identifique as personagens a que se referem as falas do Diabo ou do Anjo: I – Sois livres de todo o mal.. Não são debalde os prazeres e comeres: tudo são puros afeites3 das criaturas.. tudo vos mui bem esta Descansai! 1 – Al: outra coisa. daqui para ali....... e vem o Diabo e diz à Alma: Diabo — Gozai. Esperavas de viver. A Alma é despertada por esses elementos do mundo material... calaste dez mil enganos.. metei o braço por aqui: ora esperai. Levai também a cadeira que assim passou vosso pai. .. Diabo — Oh! Descansai neste mundo. alma preciosa? Diabo — Assi passais esta vida em disparate? Vês i ora este brial 5. – 101 . embarcai que esta hora é a derradeira. Não cureis doutro paraíso quem vos põe em vosso siso outro remanso. 6 – Chapins: sapatos de mulher. Alma — Não me detenhais aqui... sapatos... eramá para ti. não no quiseste dizer... O pecado é representado por braceletes.. Esta vida é descanso doce e manso. Uns chapins6 haveis mister de Valença: ei-los aqui. V – Tu morreste excomungado.. gozai dos bens da terra.. e fantasiai. 3 – Afeites: atributos. me apoio. Agora estais vós mulher de parecer 7.. santos sem nenhuma falha pois quem morre em tal batalha merece paz eternal! II – Quando éreis ouvidor NONNE ACCEPISTIS RAPINA? Pois nos apraz que à bolina sejais nosso viajor.. 8 – Presuntuosos: com vaidade.. Não são embalde os haveres. A Alma (que é uma entidade) é tentada pelo Diabo. Oh... isso si. Oh! Como vem tão real! Isto tal me parece bem a mi: ora andai. que isca esses papéis para um fogo que eu conheço. mas não consegue ser seduzida. Ponde os braços presuntuosos8.. não são embalde os deleites e fortunas.. e de lá para cá. Adianta-se o Anjo. o povo com seu mister. procurai por senhorios e haveres. . Embarca. que todos fazem assi..2.... deixai-me ir.... 2 – Me fundo: me firmo. tua simpleza te abaste para gozar dos prazeres. 7 – De parecer: digna de admiração. para os homens se criaram.. Que já há muito que te espero! As questões de 3 a 5 terão como base o texto abaixo transcrito: O Auto da Alma é a exemplificação mais acabada da concepção religiosa de Gil Vicente. porque o Anjo a socorre. vestido colorido e por um tempo cronológico..

Verdades puras são. Módulo 5 – Os Lusíadas – I 1. Tereis o entendimento de meus versos! 1. tipos ou alegorias? Justifique. a) Faça a escansão dos dois primeiros versos. para aqui se deter não vê razão. e aqueles que por obras valorosas se vão da lei da Morte libertando: cantando espalharei por toda a parte. tomai as rédeas vós do Reino vosso: dareis matéria a nunca ouvido canto. desde a primeira edição das Rimas. Que elementos do texto justificam a afirmação de que Gil Vicente manifesta uma visão medieval do mundo em transformação para o Renascimento? 5.. que dá ou causa alegria. Identifique no texto a ocorrência de: a) antítese(s) e paradoxo(s). Identifique a que parte estrutural de Os Lusíadas pertencem os versos a seguir: a) Proposição b) Invocação c) Dedicatória d) Narração e) Epílogo I. c) enjambement(s). em verso humilde. o que abre a série de sonetos que compõem a lírica camoniana. a quem Fortuna sempre favorece.. que. ) E.) ) Vasco da Gama. Porém. b) Identifique o sistema de rimas. ENQUANTO QUIS FORTUNA QUE TIVESSE Enquanto quis Fortuna que tivesse Esperança de algum contentamento O gosto de um suave pensamento Me fez que seus efeitos escrevesse. (. que inabitada terra lhe parece.3. esplendorosa. Explique o sentido do último verso. 2 – Marchetada: colorida. é o primeiro. Para que seus enganos não dissesse. e as terras viciosas de África e de Ásia andaram devastando. Tágides minhas. 4. Que duns e doutros olhos derivadas Se acrescentaram em grande e largo rio. temendo Amor que aviso desse Minha escritura a algum juízo isento. e a vós não posso. Viu apartar-se de uma outra vontade. adornada com manchas coloridas. E sabei que. Que nunca poderá ver-se apartada. que a tamanhas empresas se oferece. pois criado tendes em mim um novo engenho ardente se sempre. quando amena e marchetada2 Saía. o Império. O Anjo. Escureceu-me o engenho c’o tormento. 4. ( 102 – . Cheia toda de mágoa e de piedade. Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos A diversas vontades! Quando lerdes Num breve livro casos tão diversos. Por que nos versos 5 e 9 a palavra Amor está grafada com inicial maiúscula e no verso 13 está grafada com minúscula? Há diferença de sentido? Como se chama o procedimento empregado nos versos 5 e 9? 2. ( As questões 3 e 4 referem-se ao soneto abaixo: AQUELA TRISTE E LEDA MADRUGADA Aquela triste e leda1 madrugada. Enquanto houver no mundo saudade Quero que seja sempre celebrada. a Alma e o Diabo são caracteres. Ela só viu as lágrimas em fio. enquanto eu estes canto. se a tanto me ajudar o engenho e arte. que não me atrevo a tanto. dando ao mundo claridade. Que puderam tornar o fogo frio E dar descanso às almas condenadas. Que elementos do texto configuram a sua caracterização como um auto? Ela só. que traz alegria a outros. de soberbo e de altivo coração. IV. ( ) E vós.. segundo o amor tiverdes. b) hipérbole(s). sublime Rei. II. celebrado foi de mim vosso rio alegremente (.. matizada. o forte capitão.. 3. Ela ouviu as palavras magoadas..) ) E também as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a Fé. ( III. Módulo 4 – A Medida Nova – Luís de Camões As questões 1 e 2 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. e não defeitos. 1 – Leda: festiva.

Já que minha presença não te agrada. Relacione os fragmentos transcritos a seguir com os episódios que a eles corresponderem. A quem para perdê-la não fez erro. Leia as estrofes a seguir e responda ao que se pede. vencendo a Maura resistência. III. c) O Velho do Restelo. d) Nacionalismo e universalismo. com clemência. ( ) Como Eneias e Ulisses. Que te custava ter-me neste engano.102 estrofes.. ( ) Confluem no poema um ideário nacional. nuvem. I. ( ) Não mais. de Virgílio. VI. V. um ideal religioso e um ideal humanístico. no mundo. a) Paganismo e cristianismo. cos arcos de ouro. Zurara e Rui de Pina) e a literatura dos viajantes. Vasco da Gama é o protagonista que concentra em si toda a ação épica. b) Imitação dos clássicos e invenção. doces cítaras tocavam. ( ) III. sonho ou nada? Mas Marte. e) A Ilha dos Amores. a Odisseia. Orlando Furioso. ( ) VIII. e revela grande erudição literária. e não do canto. Alg˜ uas. Outras. VIII. Sabe também dar vida. ( ) O título no plural indicia o caráter coletivo do herói principal – o povo português. ( ) A narrativa da viagem é cronologicamente linear. ( ) É uma obra que traduz uma cultura exclusivamente livresca.) IV. histórica e geográfica. a mais formosa do Oceano.V. que honra se chama! Módulo 6 – Os Lusíadas – II 1. ( ) Têm como modelos: a Eneida. harpas e sonoras frautas. a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. X. a medida velha dos cancioneiros medievais. Ó glória de mandar. Nas ondas velas pôs em seco lenho! Digno da eterna pena do Profundo Se é justa a justa Lei que sigo e tenho! 2. Portugueses. sendo: a) Inês de Castro. 1. assinale V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) Ó Ninfa. (. ó vã cobiça desta vaidade. Assi lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. as Deusas em riquíssimos estrados. E se. Ou porque o amor antigo o obrigava. c) Ideal imperialista e ideal de cruzada. II. IV. VII. Musa. A morte sabes dar com fogo e ferro.. Ou porque a gente forte o merecia Oh! Maldito o primeiro que. em alguns episódios. VI. por memória eterna. concedido Vos é salverdes os futuros feitos Que. Alg˜ uas. aconteceu da mísera e mesquinha que depois de ser morta foi Rainha. Aqui toda a Africana costa acabo neste meu nunca visto Promontório.( ) IX. IX. ( ) Têm como fontes históricas os cronistas medievais (Fernão Lopes. 8. Nesta frescura tal desembarcavam Já das naus os segundos Argonautas. predominantemente heroicos. pelo mar. II. 3. ( ) VII. que do sepulcro os homens desenterra. já que seu autor viveu muito depois dos fatos narrados no episódio central. os Deuses em cadeiras de cristal. se fingiam Seguir os animais. ( ) Sobrevive. nobre e divinal. em fonte pura As lágrimas choradas transformaram.816 versos decassílabos. que não seguiam. ( ) Até aqui. ( ) Sobre Os Lusíadas. como incautas. ( ) X. de Homero. As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando memoraram. ( ) A narração principia com a partida das naus de Vasco da Gama da praia de Belém. a quem vossa ousadia tanto ofende! O caso triste e digno da memória. d) O Consílio dos Deuses. Onde pela floresta se deixavam Andar as belas Deusas. de Ariosto. que já deixais sabido. ( ) V. que da Deusa sustentava Entre todos as partes em porfia. que se atiça com uma aura popular. Virão fazer barões de fortes peitos. mas de ver que venho cantar a gente surda e endurecida. Ou fosse monte. que a Lira tenho destemperada e a voz enrouquecida. I. que para o Pólo Antártico se estende. estâncias ou oitavas. ( ) O poema contém 10 cantos. b) O Gigante Adamastor. ( ) – 103 . Assinale o par antitético que não se pode encontrar em Os Lusíadas. E. e) Antropocentrismo e humanismo. não mais. Já finalmente todos assentados na grande sala.

b) O homem centra suas preocupações em seu próprio ser. Quando fogo. que em um rosto corres desatado. em cristais aprisionado. Tu. pelo uso de figuras de linguagem. 2.) Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. o que rebaixa. 508-9. é correto afirmar: a) Terminada a ação histórica. morte e vida. Ardor em firme coração nascido. os heróis não se tornam dotados de atributos divinos. Os Lusíadas. exceto: a) O Barroco estabelece contradições entre espírito e carne. Posta [= deposta] a artificiosa fermosura. Cobrai-a.. Se fizessem primeiro desejadas. sendo estas responsáveis por uma ideia puramente sensual do amor. (FATEC-SP) –Assinale a alternativa incorreta. Rio de neve em fogo convertido: Tu.. CAXIAS DO SUL-RS) – Escolha a alternativa que completa de forma correta a frase abaixo. Eu sou. em chamas derretido. presente no Barroco como expressão do sentimento de inquietação do homem.Que. Módulo 7 – Barroco 1. tendo em mira seu aprimoramento. Incêndio em mares de água disfarçado. Quando fogo. Pranto por belos olhos derramado. Com referência ao Barroco. d) A arte barroca vincula-se à Contrarreforma. Rio de neve em fogo convertido: Tu. de cunho social. Incêndio em mares de água disfarçado. em chamas derretido. (Camões. os deuses (“belas Deusas”) e homens (“barões”) encontram-se. pp. insere-se num plano puramente histórico. INL. o antropocentrismo renascentista. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas. 1972. a) simples a antítese parnasiana b) rebuscada a antítese barroca c) objetiva a metáfora simbolista d) subjetiva o verso livre romântica e) detalhada o subjetivismo simbolista Os exercícios propostos de 4 a 6 baseiam-se no soneto transcrito a seguir. I Ardor em firme coração nascido. Brasília. (. o paradoxo. c) O Barroco apresenta. a ovelha desgarrada. de outro. Quando cristal. predominantes na lírica barroca. 104 – . a) Os textos I e II marcam duas atitudes. (UNIV. que em um rosto corres desatado. o espírito de tensão. sendo um episódio referente ao regresso de Vasco da Gama a Portugal. b) A “Ilha dos Amores”. conflito entre tendências opostas: de um lado. c) O texto II marca-se pela temática religiosa. (UFPA – adaptada) – Sobre a estrofe do episódio da “Ilha dos Amores”. Pranto por belos olhos derramado.. e) O texto I representa a característica barroca de valorização da simplicidade de expressão. e não queirais. o teocentrismo medieval e. com base na cultura greco-latina. diante de estados humanos contraditórios: o amor expresso pelos sentidos e o amor místico. que em ímpeto abrasas escondido. os heróis.) 2. Observe os textos I e II. mantém-se a separação entre os homens e os deuses em obediência às normas da epopeia clássica. Quando cristal.. Tu. vista dos [pelos] barões [varões] a presa incerta. sem referências à cultura greco-romana. e) As estrofes fazem parte da descrição dos amores dos navegantes com as Ninfas. todas as alternativas são corretas. A linguagem ____________. finalmente.) II (. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Senhor. Alg˜ uas. alma e corpo. e) O Barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura. pastor divino. como característica marcante. em cristais aprisionado. 3. ____________ e o registro das impressões sensoriais são recursos linguísticos presentes na poesia ______________ . conhecido também por seus textos satíricos. Nuas lavar se deixam na água pura. como afirmais na sacra história. d) Apesar de as ninfas se mostrarem aos navegantes portugueses. já que o tempo e a morte são mantidos. c) Embora encontrem as deusas e a elas se unam. numa ilha encantada que Vênus preparou e povoou de ninfas à espera do encontro com os heróis. uso de hipérboles e de metáforas. d) Os textos I e II pertencem à lírica de Gregório de Matos Guerra. moralmente. b) O texto I apresenta traços estilísticos baseados no modelo de Camões e vem marcado pela característica barroca do gosto pela antítese. que em um peito abrasas escondido.

anáforas etc. apontando para o açoite. do Padre Antônio Vieira: Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos um estilo tão empeçado. ou gongorismo. da “palavra de Deus” sobre o malabarismo verbal e sobre o preciosismo estéril. Compara Cristo o pregar e o semear. um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a natureza? O estilo há de ser muito fácil e muito natural.Se és fogo. As metáforas que você identificou estão organizadas em um sistema de oposições.( IV. como imagens vilíssimas da servidão e espetáculo de extrema miséria. Permitiu parecesse a chama fria. com especial utilização de metáforas. termos africanos e do falar coloquial à sua obra. a) Do ponto de vista semântico. Identifique as metáforas do texto. ao preciosismo. pregar e semear afetam o estilo. Os senhores poucos. em torno do eixo quente x frio. Assinale a alternativa incorreta. excluindo da audiência as pessoas que ficavam fora da igreja.). c) Sermão de Santo Antônio aos Peixes. a argumentação sutil que visa a convencer pelos recursos da lógica. Contra a escravidão dos índios. porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte. segundo o exemplo de Cristo. O poema é predominantemente cultista ou conceptista? Justifique. sinestesias. tema esse desenvolvido por meio de uma sucessão de imagens baseadas em sensações térmicas. Leia o trecho de um sermão. os senhores banqueteando. a manipulação verbal. os escravos carregados de ferro. ( ) Representa o abrasileiramento do estilo barroco pela incorporação de tupinismos. 5. c) argumentar que a lição de Cristo é desnecessária para os objetivos da pregação religiosa. ( ) Afastou-se totalmente do cultismo ou gongorismo. I. não era afetado nem dificultoso. como estátuas de soberba e tirania. d) A linguagem conceptista é menos rebuscada que a gongórica. os escravos muitos. os senhores em pé. os escravos despidos e nus. volta-se mais para o conteúdo das palavras. para a essência de sua significação. qual o recurso predominante? 3. o primado da ideia. e) Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda. a ornamentação estilística. os senhores nadando em ouro e prata. Texto para a questão 2. b) salientar que o estilo usado na igreja. c) A linguagem cultista tende ao rebuscamento. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. Módulo 8 – O Barroco Conceptista – Padre Antônio Vieira 1. ( III. Como quis que aqui fosse a neve ardente. – 105 . 6. III. Contra a ambição dos colonos maranhenses.( V. os senhores rompendo galas. antíteses. qual a figura de linguagem predominante no fragmento? b) Aponte exemplos de hipérbole no texto em questão. Contra os exageros do estilo barroco. (Antônio Vieira. Relacione: a) Sermão da Primeira Dominga da Quaresma. (Gregório de Matos) 4. atitude que radicalizou a partir do Sermão da Sexagésima. os senhores tratando-os como brutos. ( II. como passas brandamente? Se és neve. os escravos perecendo à fome. quiasmos. b) Sermão da Sexagésima. 5. Contra os perigos do protestantismo. como queimas com porfia? Mas ai. De quantas e de quais partes se compõem os sermões de Antônio Vieira? 4. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás. c) Do ponto de vista sintático. O amor é o tema do soneto. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania. Identifique as antíteses que expressam essa oposição. e) Cultismo e conceptismo são polos opostos do Barroco e tendem a ser mutuamente excludentes. d) Sermão XIV do Rosário. é a vertente barroca voltada para as imagens. naquela época. 2. ( ) Defendeu o conceptismo. hipérbatos. pelo acúmulo de figuras (metáforas. Sermão XIV do Rosário) 6. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) sobre o Antônio Vieira e sua obra. um estilo tão afetado. a) O cultismo. dos argumentos. hipérboles. ( ) ) ) ) ) Contra os maus-tratos aos escravos negros. e) mostrar que. I. O objetivo do autor é a) destacar que a naturalidade – propriedade da natureza – pode tornar mais claro o estilo das pregações religiosas. II. b) O conceptismo é a vertente barroca voltada para o jogo de ideias. um estilo tão dificultoso. porque são práticas inconciliáveis. d) lamentar o fato de os sermões serem dirigidos dos púlpitos.

pois. Goza. alerta. Que a terra de hoje é porto soberano. utilizando uma linguagem permeável ao linguajar do povo. A INSTABILIDADE DAS COISAS DO MUNDO Nasce o Sol. se segue a noite escura. Ó não aguardes que a madura idade te converta essa flor. sustentando uma crítica à preocupação feminina com a beleza. VII. a alegria. sinta-se tristeza. por que nascia? Se é tão formosa a luz. os contrastes da vida. c) auditivas. (Gregório de Matos) Módulo 9 – Gregório de Matos Releia a seguir o poema “A Instabilidade das Coisas do Mundo” e responda aos testes de 1 a 3. Começa o mundo enfim pela ignorância e tem qualquer dos bens por natureza a firmeza somente na inconstância. Se assopra a vaidade e incha o pano. b) o jogo metafórico próprio do Barroco. Lembra-te Deus que és pó para humilhar-te. No texto predominam as imagens a) olfativas.. ( ) Foi a maior figura da poesia barroca sacra e conceptista. a respeito da fugacidade da vida. terra. ( ) É barroco pela linguagem e pelo temperamento. Porém. na formosura não se dê constância e. concentrou-se nos temas místicos: a devoção mariana. onde peleja. a falsidade das aparências. que o vento berra. de que quis formar-te.. própria da visão de mundo nostálgica cultista. (Gregório de Matos) 4. De pó te faz espelho. (PUC-SP) NO DIA DE QUARTA-FEIRA DE CINZAS Que és terra. Na proa a terra tens. de Quintiliano e de Cícero. b) gustativas. a grandeza de Deus e a pequenez humana. Todo o lenho mortal. e imprime em toda a flor sua pisada. em tristes sombras morre a formosura. cartas e obras proféticas 2. a duração prolongada do sofrimento. em terra. na alegria.IV. em pó. IX. se acaba o Sol. o afastamento das questões mundanas. depois da Luz. homem. ( ) Equilibra o gosto pelas imagens literárias ousadas e surpreendentes e pela citação erudita dos clássicos e dos grandes teólogos da Igreja com um agudo senso de observação da realidade. a elevação espiritual. 5. a) b) c) d) e) A ideia central do texto é a duração efêmera de todas as realidades do mundo. ( ) Perseguido pela Inquisição em Portugal. d) as características de um texto romântico.. VI. foi apoiado no Brasil pelos colonos. ( ) Escreveu sermões. V. e) uma poesia que fala de uma existência mais materialista do que espiritual. ( ) Como jesuíta. do cotidiano. mas é clássico pela lógica rigorosa com que articula seu discurso e pela obediência aos princípios da retórica de Aristóteles. baixel humano. e em terra hás de tornar-te. que o tempo trata a toda a ligeireza. 106 – . goza da flor da mocidade./Como o gosto. porque fala de flores. Te põe à vista a terra. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. Se busca a salvação. exaltando o gozo do momento. em que se veja A vil matéria. em contínuas tristezas. em nada. a) b) c) d) Fazer a correspondência entre as colunas: epíteto ( ) “Em contínuas tristezas a alegria” anáfora ( ) “E na alegria sinta-se tristeza” antítese ( ) “Noite escura” zeugma ( ) “Como a beleza. graças à sua atuação a favor da libertação dos escravos índios.” 3. e) visuais. Texto para o teste 4. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol e na luz falte a firmeza. ( ) A necessidade de se fazer entender pelas plateias dos mais diferentes níveis socioculturais levou o pregador a transigir quanto à pureza do idioma. tome hoje terra. VIII. e não dura mais que um dia. X. (UFV-MG) – Os tercetos acima ilustram a) o caráter de jogo verbal próprio da poesia lírica do século XVI. onde salvar-te. essa beleza. (Gregório de Matos) 1. c) o estilo pedagógico da poesia neoclássica. sombras. d) táteis.. ratificando as reflexões do poeta sobre as mulheres maduras. amaina e ferra. Alerta. em sombra. em cinza. Te lembra hoje Deus por sua Igreja.

outono. Fábio. delicada. é artificial. calma e chuvas inclementes Passo o verão. ou seja neste monte... pacato e equilibrado. ( ) Se sou pobre pastor. nos textos que seguem. B) Carpe diem (“aproveita o dia”) – desejo de fruição dos prazeres. terão a sorte de consumir os dous a mesma terra. (Cláudio Manuel da Costa) ( ) O ser herói. o tema predominante. b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior. em que vivo. Consiste o ser herói em viver justo. é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão a) impessoal e. 3 e 4 c) 0 e 1 d) 0. Marília. que armada. Espalha o sangue humano E despovoa a terra Também o mal tirano. era. (MEDICINA SANTA CASA-SP) I É a vaidade. Que significados ela assume no poema? b) na segunda estrofe. Obras Completas) (UnB-DF) – Julgue os itens a seguir. a hipérbole. a linguagem conotativa. diante da fugacidade da vida. c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca. Leia o poema abaixo: É questão muito antiga e altercada Entre os Letrados e os Milicianos. com ambição dourada. comparando a pontuação desse texto. (4) Chama-se sinédoque a figura de linguagem que está na base da relação entre “pena” e “Letrados”. outros. promove um retorno às “virtudes clássicas” da clareza. províncias. Airosa rompe. a) 0. estio. Qual é de mais nobreza: a pena ou a espada. da simplicidade e da harmonia. Assinale a alternativa que apresenta os itens corretos. e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco.Este poema de Gregório de Matos evidencia bem o Barroco literário. o que se confirma por meio do emprego metafórico de “brasões”. 3 e 4 e) 1 e 2 nossos corpos terão. pedante. tanto temática quanto formalmente. fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal. que Palas togada. 3. identifique os termos que metaforizam: – a vida. Se em frio. Sem se haver decidido em muitos anos. que da manhã lisonjeada. tal como no latim literário. (Tomás Antônio Gonzaga) Módulo 10 – Cláudio Manuel da Costa 1. Assim sendo. humilde. nesta vida. constatam-se mudanças. a antítese. E tanto pode ser herói o pobre. 1 e 2 b) 2. afetada. pastoralismo. (. (2) Devido à insistente busca de acordo entre as partes envolvidas no conflito. O texto I é barroco. Comparando-os. Identifique. o II é arcádico. sendo: A) Bucolismo. – o homem. expoente da literatura brasileira. e entre “espada” e “Milicianos”. escrito no século XVII. temido e odiado por suas sátiras ferinas e espirituosas: os versos transcritos apresentam vestígios de sua mordacidade. diferenciada do sentimentalismo barroco. prefere a ordem indireta. não consiste Em queimar os Impérios: move a guerra. nações. D) Locus amoenus – a natureza aprazível. – 107 . portanto. II Depois que nos ferir a mão da morte. Discorrem em matéria tão travada Altos entendimentos mais que humanos. mantém as ousadias expressionais do Barroco. E julgam ter brasões mais soberanos Uns. diferentemente do Barroco. Como o maior Augusto. com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente. o autor sugere a altercação das togas e das armas no poder. co’as enchentes Dessa grande fortuna: assaz presentes Tenho as paixões desse tormento eternos. (0) Gregório de Matos. se não governo Reinos. (1) O texto trata da disputa entre intelectuais e militares pela permanência no governo. inverno. E) Inutilia truncat (“corta o inútil”). d) em que predominam. Nem por isso trocara o abrigo terno Desta choça.) (Gregório de Matos. Púrpuras mil. a) atente para o aproveitamento semântico que o poeta faz da palavra terra. ou noutra serra. arrasta presumida. na época do Barroco. fugere urbem – opção pelo rústico em contraposição ao civilizado. em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta. 6. mundos e gentes. C) Aurea mediocritas (“áurea mediania”) – exaltação do honrado. (3) Com referência ao uso da vírgula entre termos coordenados. Rosa. com as normas atualmente em vigor. procura expressar o mundo subjetivo do poeta. 2. a) b) c) d) e) Quanto à linguagem árcade.

Ou dos cercos dos rios caudalosos. Lançar os grãos nas covas. sinceridade. aproveite-se o tempo. Lerás em alta voz. 108 – . é variedade: Oh ventura do rico! Oh bem do pobre! (Cláudio Manuel da Costa) 5. você não diria que a) o tema central é. e pode. Quem deixa o trato pastoril amado Pela ingrata. cem cativos Tirarem o cascalho e a rica terra. Enquanto revolver os meus consultos. já vêm frias. Pois em mim tenho a parte desejada.. outro a verdade. o da inocência! E que mal é no trato. vendo que lhe dás o justo apreço. em ambos. e na aparência Ver sempre o cortesão dissimulado! Ali respira amor. b) o texto II é uma derivação imitativa do texto I. mestra História. 20 E decidir os pleitos. 10 Queimar as capoeiras inda novas. e ao semblante a graça! (Tomás Antônio Gonzaga) 4. Ver-me-ás folhear os grandes livros. Ali não há fortuna. Um só trata a mentira. No fundo da bateia.. Servir de adubo à terra a fértil cinza. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde. Que nele se transforme o peito amante. a concepção platônica do amor. Texto para a questão 5. civil correspondência. que soçobre. Ou desconhece o rosto da violência.( ) Que havemos de esperar. d) a imitação e a recriação eram procedimentos corriqueiros entre os clássicos. Texto I Transforma-se o amador na cousa amada. E os cantos da Poesia. por meio de antíteses. Ou do retiro a paz não tem provado. bem que distante. dois lugares. Marília. Mas ao passo que a busco. 25 Módulo 11 – Autores Árcades Texto para os exercícios de 1 a 3. a imagem bela. Não tenho logo mais que desejar. 5 Não verás separar ao hábil negro Do pesado esmeril a grossa areia. c) Cláudio Manuel da Costa plagiou Camões. Gostoso tornarei a ler de novo O cansado processo. Tu me farás gostosa companhia. Verás em cima da espaçosa mesa Altos volumes de enredados feitos. o que evidencia a falta de recursos do poeta brasileiro. Compare atentamente os textos I e II. enfim. Dê duas características opositivas desses lugares.. Se nela está minha alma transformada. neste instante Me vejo no meu mal desenganado.) (Cláudio Manuel da Costa) Sobre eles. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças. minha Marília. Nesta doce ilusão arrebatado Anarda cuido ver. Ou da minada serra. mudar-se a nossa estrela. Por virtude do muito imaginar.. (. Daqui vem que a minha alma delirante Se não distingue já do meu cuidado. Aqui quanto se observa. Não verás enrolar negros pacotes Das secas folhas do cheiroso fumo. Que bem é ver nos campos transladado No gênio do pastor. Que mais deseja o corpo alcançar? Em si somente pode descansar? Pois consigo tal alma está liada. Aqui sempre a traição seu rosto encobre. (FAAP-SP) – O poema acima relaciona. e) os fragmentos I e II são as quadras (ou quartetos) iniciais de dois sonetos. Tu não verás. Não verás derrubar os virgens matos. Eu.) (Camões) Texto II Faz a imaginação de um bem-amado. (. E já brilharem os granetes de ouro. Ah! não. 15 Nem espremer entre as dentadas rodas Da doce cana o sumo. Lendo os fatos da sábia.

Um pouco meditemos Na regular beleza. (UFV-MG) – Todas as alternativas apresentam uma característica temática do Arcadismo utilizada por Gonzaga nos versos acima. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. Texto para a questão 4. Inspira amor. com sensualismo e subjetivismo exagerados..)... Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza.. quando Disser consigo: “É esta De teu querido pai a mesma barba. Um pouco meditemos Na regular beleza. pp..... um estado pastoril. Por meio do poema já se nota algum “abrasileiramento” na poesia de Gonzaga? Justifique... 30 Marília. O autor contrapõe atividades profissionais distintas. Há tentativa de autovalorização? Justifique. Minha bela Marília. Rio de Janeiro... alegre.. Atende como aquela vaca preta O novilhinho seu dos mais separa. Marília.. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza.. Atende mais.. Ediouro.. (Cláudio Manuel da Costa. Quando der ao filhinho o peito brando... Não vês ninfa cantar. 29..... exceto: a) O poeta busca motivos bucólicos. b) A poesia da Arcádia transforma o campo num bem perdido. p. Texto A SONETO II Leia a posteridade. Fresco assento de um álamo copado. doçura! (Tomás Antônio Gonzaga. o manso gado. 40-1... c) A vida em contato com a natureza é revalorizada.... o manso gado. ó pátrio Rio. enquanto chupa a lisa teta. Que gosto não terá a esposa amante. O tenro infante já com risos mudos Começa a conhecê-la! Que prazer não terão os pais. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio.. Em meus versos teu nome celebrado. c’o dedinho Nas faces graciosas. Enriquecendo o influxo em tuas veias. e na boca Do inocente filhinho! Quando.. Rio de Janeiro..” Que gosto não terá a mãe que toca.) Texto B LIRA XIX Enquanto pasta. (Tomás Antônio Gonzaga) 4.. Minha bela Marília.. s/d.. e) O árcade adota uma personalidade fictícia.. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. Marília de Dirceu.. E salte em cima dela.... s/d. não lhe invejes a ventura. que de peso serve. – 109 . Quanto em chamas fecunda.. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. (Tomás Antônio Gonzaga) 1. E refletir então no seu semblante! Quando. ó cara.. Leia atentamente os poemas que se seguem antes de responder à questão 5. E o lambe. ao verem Com as mães um dos filhos abraçados... Como a ruiva cadela Suporta que lhe morda o filho o corpo.... Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. A mesma boca. d) O emprego de uma linguagem poética cheia de simplicidade faz parte da retórica neoclássica. e testa..Se encontrares louvada uma beleza.. Que tens quem leve à mais remota idade A tua formosura... Jogar outros a luta. brota em ouro. outros correrem Nos cordeiros montados! Que estado de ventura! Que até naquilo. Ediouro. In: Péricles Ramos (org. Quais? É possível determinar pelo texto a profissão de Dirceu? 3.... Que de seus raios o planeta louro. Quando o tem nos seus braços. alegre. Marília bela... Enquanto pasta....) 2. Poemas Escolhidos. ..

muito provavelmente. soltando o leme. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindoia. que irado freme. como que dormia. (UFG-GO) – A partir da leitura dos versos de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. Rio de Janeiro. b) Como o poeta argumenta contra a recusa da amada e em defesa de seu convite amoroso? Mencione três metáforas utilizadas nesse argumento. 149. São Paulo. apesar da simplicidade de sua linguagem. evidencia a ligação afetiva do poeta com os elementos locais. “As porções de riquíssimo tesouro”. 110 – . Gozemo-nos agora. ESTROFE XLII) Módulo 12 – Autores Épicos do Arcadismo e Pré-Romantismo Texto referente à questão 1. (VUNESP – adaptada) – A epopeia Os Lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. Esta caracteriza-se por uma linguagem poética que busca uma comunicabilidade e sociabilidade. Verás murchar no rosto as faces belas. e nas mimosas flores. e cinge. No texto A. E fuja. E param cheios de temor ao longe. Marfiza cruel. Pois se sabes que a tua formosura Por força há de sofrer da idade os danos. e temem Que desperte assustada. Public. Fogem de a ver assim sobressaltados. Cansada de viver. Por que me negas hoje esta ventura? Guarda para seu tempo os desenganos. não sendo exceções O Uraguai e Caramuru. O poema de Tomás Antônio Gonzaga expressa uma visão e um sentimento do mundo conflitivos. a) aponte. Edições Cultura. E as tranças d’ouro converter-se em prata. IV. II. E nem se atrevem a chamá-la. Esta ligação é uma constante na poesia de Cláudio Manuel da Costa. o aspecto moribundo. Na branda relva. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah! Diogo cruel!” disse com mágoa. enquanto dura. (Frei José de Santa Rita Durão. Tinha a face na mão. a) Por que se pode dizer que este poema desenvolve o tema do carpe diem? Perde o lume dos olhos. Teus olhos deixarão de ser estrelas. a seguir. Que inda te espero ver. por causa delas. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. p. 1941. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. Pescoço. Já que dura tão pouco a flor dos anos. Caramuru. e apresse no fugir a morte. A existência de interlocutor nos dois poemas é um dos traços marcantes da poesia árcade. III. A preocupação do eu lírico no texto A. VI. Releia atentamente os textos apresentados e. pode-se concluir que: I. de que o “pátrio Rio” não caia no “esquecimento vil”. 78-9. pp. que espalhava Melancólica sombra. E. e lhe passeia. e lhe lambe o seio. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. Com mão já sem vigor. Já. c) Por que se trata de um soneto? A questão de número 2 toma por base os seguintes textos: O URAGUAI (CANTO IV) (fragmento) Este lugar delicioso.5. e braços.) 2. me não maltrata Saber que usas comigo de cautelas. da Academia Brasileira. Lá reclinada. sorveu-se n’água. V.) CARAMURU (CANTO VI. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os Lusíadas. e triste. que tudo desbarata. Pálida a cor. Arrependida de ter sido ingrata: Com o tempo. Os deslocamentos sintáticos no soneto de Cláudio Manuel da Costa apontam para uma permanência de elementos barrocos em sua poesia. do ponto de vista da versificação. A convenção literária do poeta pastor e do retorno à natureza é um dos elementos marcantes da poesia árcade. referem-se à exploração das terras de Minas Gerais pelos grandes proprietários plantadores de cana-de-açúcar no século XVIII. e irrite o monstro. pasma e treme. entretanto. Entre as salsas escumas desce ao fundo: Mas na onda do mar. O Uraguai. 1945. (Basílio da Gama) 1. essas convenções não estão presentes. (Basílio da Gama. sem mais vista ser.

dos ventos. Lundum: ou lundu.3. Marília. O soneto de Bocage que transcrevemos a seguir satiriza o violeiro. é o trecho mais conhecido da obra O Uraguai. deuses e entidades pagãs. a ordem lógica na escrita. orangotango. Não posso tal sofrer: eu ardo. especialmente ao Brasil. Crespo Aríon. é motivado por dois propósitos indisfarçáveis: exaltação da política pombalina e antijesuitismo radical. Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. as flautas dos pastores Que bem que soam. Fandango: dança rural portuguesa de raízes espanholas. que. índia que se deixa picar por uma serpente. cultivou a poesia bucólica. e) Todas. instrumento popular de quatro cordas simples. Texto para as questões de 3 a 6. preferindo a clareza. Que no auge do assombro te intrometas. Vai cevar-te no coco e na banana. misto de missionário e colono português. (Bocage) Vocabulário: Machete: espécie de cavaquinho. Aríon: célebre poeta grego. desde a sua fundação. na qual menciona a natureza como refúgio. Mais tristeza que a noite me causara. Em Marília de Dirceu. poema épico clássico que antecipa em várias direções o Romantismo. 4. c) O árcade recusa o jogo de palavras e as complicadas construções da linguagem barroca. III. embora tenha a estrutura de um diálogo. (ITA-SP) – Uma das afirmações abaixo é incorreta. do canto e. Quando acompanhas de infernais caretas Insípido lundum ou vil fandango. melódico. épica e satírica. de grande difusão no Brasil do século XVIII e início do XIX. I. de Santa Rita Durão. O autor do poema épico Vila Rica. As vagas borboletas de mil cores. constantemente cai em contradição quanto à sua postura de pastor e sua realidade de burguês. fez sucesso na Metrópole com suas modinhas e lundus. b) Apenas II. Transcreva os versos ou expressões que traduzam aversão às colônias. Tu glória das carrancas semipretas! aí – 111 . Ora nos ares. Com uns eu esbravejo. e) A morte de Moema. (ITA) – Dadas as afirmações: O Uraguai. Para o cálido Sul cortando a linha. Ei-las de planta em planta as inocentes. os Amores Incitam nossos ósculos ardentes. 2. que pode ser lírico-amorosa. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. b) A produção literária do Arcadismo brasileiro constitui-se sobretudo de poesia. c) Apenas I e II. II. Olha. (Bocage) Vocabulário: Cadente: harmonioso. eu zango. Ósculo: beijo. pastoril. Módulo 13 – Bocage Texto para as questões 1 e 2. Com faro de chulice americana. levado a efeito por Diogo Álvares Correia. por extensão. raciocina. Ora nas folhas a abelhinha para. Orfeu de carapinha. a) O escritor árcade reaproveita os seres criados pela mitologia greco-romana. Zéfiros: personificação clássica das brisas. se eu te não vira. brasileiro e mulato. no qual se exaltam os bandeirantes e se narra a história da atual Ouro Preto. de Basílio da Gama. Amores: personificação pagã do amor e da sensualidade. de origem africana. Já de sobejo tens fartado a gana No seio da formosa Pátria minha. Mas esses mesmos deuses convivem com outros seres do mundo cristão. Assinale-a. tem como assunto o descobrimento da Bahia. como seu conterrâneo Caldas Barbosa. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali. 1. com outros mango Que ópio dás ao machete. Vivem por i alguns de várias tretas. sussurrando. Naquele arbusto o rouxinol suspira. d) Apenas I e III. d) O poema épico Caramuru. gira. como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. Vago: errante. Marília é quase sempre um vocativo. composição popular. da poesia. beijando-se. Transcreva os versos ou expressões que evidenciem a índole racista da sátira de Bocage. vagueante. modinheiro e improvisador Joaquim Manuel. Orfeu: deus da música. a obra é um monólogo – só Gonzaga fala. musicalmente concertado.

/ Qu’és mãe de merencórios pensamentos. ( ) O Romantismo reflete a ideologia da Revolução Francesa. no penúltimo verso. Gosto pelo pitoresco. a figura feminina invocada no primeiro verso. ao imperfeito do subjuntivo (“se eu te não visse”) e ao futuro do pretérito. III. — são teus. a identificação da Natureza com o estado emocional do eu poemático revela uma aproximação com o tratamento expressivo que os românticos davam à Natureza. Há aproximações pré-românticas? Aponte o verso que destoa da natureza festiva e deleitosa predominante no soneto. não tinha cores / Formosas como as dela. a) é a mesma mulher a quem o brasileiro Tomás Antônio Gonzaga consagrou nas Liras de Marília de Dirceu . porque és bela. 2. 5. V. b) A forma fixa do soneto. V. / Quebrado pela dor. cautério vivo. c) II e III.) // (. / Entre dor e prazer celeste arroubo. na flor. feliz só tu. –– Evasionismo no sonho. // O amor que eu tanto amava do imo peito.) me causaria”). olhos. Marília. Leia os itens a seguir e assinale a alternativa correta.. –– Culto da morte como alívio para os sofrimentos. utilizada por vários poetas setecentistas. Só tu. II. b) I e II. o coração.. / Das cidades populosas. bem longe. esclarecendo / As trevas do meu sono. I..3. / Uma etérea visão vem assentar-se / Junto ao meu leito aflito! / Anjo ou mulher? não sei. II. –– Ah! se não fosse / Um qual véu transparente. uns após outros. Prevalência da realidade exterior sobre a interior. / Não tinha uma harmonia a natureza / Comparada a sua voz. À noite quando durmo. no português contemporâneo. IV... 4. correspondendo à ideologia da classe que assume a condição dominante — a burguesia. com outras repetições. / Sem paz e sem amor. Anteposição da fé à razão. na planta. (FAC. / Que embalde procurei. sentidos. / Fujamos longe.. IV. lábios d’homens / Não puderam dizer como eu a amava! –– Exacerbação emocional.) // (. resume globalmente tudo o que fora descrito e vai contrapor-se à ideia e ao sentimento final do soneto: a importância exclusiva. / Eu a crera mulher. para a visão e valorização da Natureza. da presença da mulher amada. / Do vegetar entre as vagas / Destas cortes enganosas. Módulo 14 – Romantismo: Breve Histórico – Romantismo em Portugal 1.. I. a todos prendes! / A mente. / Meus anos hei passado. / A ledice e a dor. b) revela a influência que Gonzaga exerceu sobre Bocage. Fujamos longe das vilas. RUI BARBOSA-SP – adaptada) – Assinale as proposições em que há equivalência entre o fragmento transcrito e o traço romântico indicado em negrito. antigo condicional (“mais tristeza (. expressão do mundo interior. e mar! –– Natureza participante. e) II e V. Por isso o romântico é levado ao escapismo (fuga) ou à rebeldia. Detalhismo.. a remordê-lo. 6. o pranto e o riso. a disposição das rimas. / No prado. os verbos no pretérito mais-que-perfeito (vira e causara) correspondem. / Deste viver cortesão! –– Visão subjetiva. Atenção do escritor aos detalhes para retratar fielmente o que descreve. 112 – . brasileira que distribuiu seus encantos entre os árcades de Vila Rica e de Lisboa. / Posto no coração. e) Nos versos de 1 a 12. Assinale a afirmação falsa sobre o soneto em questão. em meia vida. / Homem que sente dor folga contigo. e terra. III. pela descrição de ambientes exóticos. ( ) O Romantismo reflete o conflito entre o mundo interior (sonho) e o exterior (realidade). d) é um pseudônimo de Maria Joaquina Doroteia de Seixas. c) A palavra tudo. Aponte os elementos árcades. Amei! e o meu amor foi vida insana! / Um ardente anelar. com a transcrição de palavras ou expressões extraídas do texto. envolvida de sobrenatural. e) é uma figura convencional de pastora. a seleção vocabular. a métrica decassilábica. II. I. (.) meus olhos vagos / De a ver não se cansavam. bem como o sentimento de insatisfação e inadaptação. d) As repetições nos versos 1 e 3 (“Olha”) e 10 e 11 (“Ora”) configuram anáforas e. d) I e IV. / Que nunca pude achar. com valorização da mística e da intuição. Características gerais do Romantismo acham-se expressas nas proposições: a) II e IV. Examine os textos dos itens de I a X e assinale V (se forem verdadeiros) ou F (se forem falsos).. a) No segundo terceto. Já farto de viver. Daí o liberalismo e individualismo. / Folgam de te avistar. 3. c) revela a influência que Bocage exerceu sobre Gonzaga. / Homem que tem prazer folga de ver-te! / Contigo simpatizam. Poesia descritiva de representação dos fenômenos da Natureza. a construção gramatical e as alusões mitológicas revelam a tendência classicizante. revelam o gosto pela simetria e pela construção paralelística. / Entre os céus e a terra êxtase doce. / Como que a alma pura ali se pinta / Ao través do semblante.. — és deles.

e desprendidos de cobiça. b) O celibato clerical. mas temeroso de ser chamado como testemunha. c) “este inferno de amar” – “esta chama”. Quando — ai quando se há de apagar? 1. Módulo 15 – Almeida Garrett e Alexandre Herculano As questões 1 e 2 referem-se à estrofe do poema “Este Inferno de Amar”. caracterizada pelo tom inflamado. Vinham aqueles inofensivos cidadãos pelo seu caminho. Que é a vida — e que a vida destrói — Como é que se veio a atear. com tendência ao coloquial. 4. d) “em mim” – “n’alma”. correram atrás deles e. que inclui poesia. quem foi? Esta chama que alenta e consome. “pálpebra demente”. Sobre Alexandre Herculano. ( ) O sentimento da Natureza traduziu-se de maneira exaltada.. no “eu” do escritor. – 113 . d) Antônio Feliciano de Castilho. não havendo em sua obra qualquer traço das escolas literárias precedentes. e) Antero de Quental. gritando que andavam ratoneiros lá dentro. da noite e suas variantes semânticas representa. tempo em que se passam as histórias de suas obras Monasticon e Eurico. e) Em Viagens na Minha Terra retrata seus amores com a Vincondessa da Luz. acaba-se perdendo nos aspectos mórbidos e depressivos da existência. e estugou o passo. (MACKENZIE-SP) – A palavra mo. b) Almeida Garrett. 2. une ficção e história. marcado por morbidez. Importante figura na cultura portuguesa do século XIX. Os vizinhos do senhor Lobo. VI. a propósito de uma tentativa de roubo ao senhor Lobo da Reboleira. c) Em Lendas e Narrativas. de Almeida Garrett. VII. obra inspirada na prosa medieval. quando tal ouviu. pelo espírito libertário e progressista. fugiu também. b) “em mim” – “esta chama”. ( ) A visão romântica do mundo é centrada no sujeito. d) O autor é tipicamente romântico. e) “em mim” – “vida”. a) O retorno à Idade Média é constante. o Presbítero descreve os costumes. foi poeta romântico e grande tradutor. Que elementos do texto permitem associá-lo ao Romantismo? 3. ( ) O sol. ( ) O Romantismo reagiu contra a tirania gramatical. ( ) O emprego de expressões como “pálidas crenças”. valorizando-se o passado histórico. Assinale a alternativa correta sobre Almeida Garrett. Módulo 16 – Camilo Castelo Branco As questões de números 1 a 3 referem-se ao seguinte fragmento de Memórias do Cárcere. fugindo à realidade. ( ) A valorização da lua. Está relacionado tanto ao início do Romantismo quanto do movimento realista em Portugal. “deserto lodaçal” e “matéria impura” é próprio da situação adolescente que. é seu tema preferido.. tendo sido protagonista da Questão Coimbrã. IV. escapismo. revalorizando o período barroco. O senhor Manuel Caetano. Este inferno de amar — como eu amo! — Quem mo pôs n’alma. da fuga e da fantasia. a luz do dia e suas variantes semânticas aprazem ao romântico por representarem a realidade em que ele se encontra. O poeta faz da Natureza seu refúgio e sua confidente. Passaram à porta do capitalista no momento em que o senhor Lobo escorregava nas escadas íngremes e oleosas de sua casa. a) Sua obra crítica apresenta traços cultistas. A maior injustiça que eu ainda vi desenfreada e às soltas na face da terra foi a que prendeu os senhores Almeida e Manuel Caetano. defendendo uma língua liberta. daí a predominância da função emotiva da linguagem. d) Destacou-se por sua produção poética. e) Eurico. apanharam-nos. “fúnebre clarão”. no segundo verso da estrofe. e a poesia social ou condoreira. a paisagem e os valores portugueses do século XIX. O senhor Almeida. declamatório. dentro do Romantismo. romance e teatro. mansos e quietos. tédio. auxiliados pela guarda do Banco. examinado sob a óptica romântica. de Camilo Castelo Branco. Trata-se de: a) Alexandre Herculano. o egocentrismo. assinale a alternativa correta. o Presbítero. b) No teatro. IX.III. transformando-se quase numa religião (panteísmo). 5. receou que o tomassem por um dos salteadores. menos amedrontado das suspeitas. c) É autor de obra ampla e variada. refere-se a a) “em mim” – “este inferno de amar”. VIII. o heroísmo lendário. ( ) Podem-se identificar três atitudes fundamentais no Romantismo: o nacionalismo. vendo fugirem dois homens e ouvindo os gritos da criada do milionário. V. cuja linguagem era bastante inovadora para a época. destacou-se com a obra Frei Luís de Sousa. c) Camilo Castelo Branco. rica. a valorização do sonho.

estudando a alma com linguagem castiça. Texto para o teste 2. de Amor de Perdição. 3. e não os conhecem. — Quem há. c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira. (FAC.” (Antonio Candido. que os perseguiram. inserindo-as na realidade local.São o queixoso e sua criada convidados a reconhecer os ladrões. CIÊNCIAS HUM. tratando-as como próprias de uma tradição brasileira. (01) O romance deve ser útil. Se o júri provar a inocência destes dois homens. motivo por que eles perduram. Releia o texto apresentado e. Lisboa. sob a óptica do colonizador. b) pode-se considerar a estrofe como uma imagem idealizada do índio. b) “perseguiram” no pretérito do indicativo. de acordo com o texto. b) os elementos contextuais que permitem reconhecer tais sentidos. e asseveram a identidade das pessoas. p. ouvi-me.” e) “É demente o senhor Simão?! disse o desembargador. indique: a) os sentidos das duas palavras. únicos. aponte: a) os motivos pelos quais Almeida e Manuel Caetano fugiram. Tomou cargo de defesa Marcelino de Matos. que apresente tom fatalista. a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus. as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental.” c) “Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. de Gonçalves Dias.) 1.” b) “O destino há de cumprir-se. 1966. manda buscar a rapariga. leia atentamente a frase: “São chamados os vizinhos. Valente na guerra Quem há. 5. Texto para a questão 4. a seguir. no entanto. permite entender o que significam. pode-se dizer que o indianismo. a meu ver. Eu dou mais pelo segundo merecimento. e asseveram a identidade das pessoas. que por aspectos psicológicos. extraído. como ocorre nas literaturas clássicas. como todos os demais. que a alma está sobejamente estudada e desvelada nas literaturas clássicas.. Tendo-se em vista o indianismo romântico. (32) A expressão “firmar sua duração” (linha 1) equivale a “garantir sua perdurabilidade”. Pereira. (VUNESP-SP) – No excerto apresentado. que destes há o suficiente nos clássicos. Indique o fragmento. (FATEC-SP) – “O indianismo dos românticos (.” Módulo 17 – As Gerações Românticas – Primeira Geração: Gonçalves Dias 1. a) “Agora é tempo de dar sepultura ao nosso venturoso amigo. e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local.. b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus. Aqui está a história contada pelos presos. (VUNESP-SP) – Neste fragmento. EXATAS E LETRAS DE RONDÔNIA-RO – modificado) – A estrofe transcrita faz parte do poema “O Canto do Guerreiro”. uma característica da visão romântica de mundo. como eu sou? 2. (Camilo Castelo Branco) 4..130-1. Memórias do Cárcere – II. (16) O romance deve sobreviver antes pela linguagem castiça. tal como o estudo da alma. A. a) pode-se considerar a estrofe como expressão verdadeira da realidade indígena. na literatura romântica brasileira. Seja o que o Céu quiser. b) os captores de ambos. que a podem contar como ela foi. Releia o texto de Camilo e. d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental. de Camilo Castelo Branco. (02) A alma foi estudada pelos clássicos. M.) denota tendência para particularizar os grandes temas. O contexto.. há pelo menos duas palavras que não são comuns no português coloquial brasileiro: ratoneiro e estugar. Formação da Literatura Brasileira) Considerando-se o texto.. São chamados os vizinhos. a seguir. (04) A utilidade do romance está na duração com que estuda a alma. como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais como eu dou? — Guerreiros. que os perseguiram. 114 – . se tens saudades. Mais haverá de oito meses que eles estão esperando que os julguem. (VUNESP-SP) – Sem perder de vista o contexto. qual é o artigo da lei que impõe ao ministério público o sacratíssimo dever de os indenizar? (Camilo Castelo Branco. 2. O romance tem de firmar sua duração em alguma espécie de utilidade. (UFMS-MS) – Assinale a(s) opção/opções verdadeira(s). Camilo Castelo Branco rememora uma curiosa história que ouviu na prisão.” d) “Mas. (08) Romance duradouro é o que estuda a alma em linguagem purista.” Justifique por que Camilo colocou: a) “são chamados” e “asseveram” no presente do indicativo. ou a pureza do dizer.

O bosque exala como prece de amor. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista.ª estrofe). sinhá. sob a copa da mangueira altiva e zelosa.. Texto para o teste 3. como estas preces. tais como “luar”. b) O poema romântico indianista retoma as antigas cantigas de amigo medievais. (Gonçalves Dias) 4. os filósofos são polacos vendendo a prestações. IV. d) pode-se considerar a estrofe como uma falsa imagem do índio.. as únicas que preservam o sentido original do texto de Gonçalves Dias são: a) as frases II. Texto 1 Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. papá. (FATEC-SP – adaptado) – Assinale a alternativa correta com relação ao texto. II e III. e) pode-se considerar a estrofe como uma imagem do índio típica daqueles que seguiam os preceitos neoclássicos. – 115 . movendo as folhas.. típica do misticismo.ª estrofe). Assinale a alternativa que apresenta o nome do poema parodiado e seu autor. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam mais de cem mil-réis a dúzia. há pouco. no silêncio da noite. para expressar o amor por meio da espera. Eu cobri nosso leito com mimoso tapiz de folhas brandas. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. Brilha a lua no céu. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Do tamarindo a flor abriu-se. 3. movendo as folhas. e) as frases I e III. b) “Canção do Exílio” – Gonçalves Dias. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. LEITO DE FOLHAS VERDES Por que tardas. Onde o frouxo luar brinca entre flores.. No silêncio da noite o bosque exala. c) as frases III e IV. d) “Ainda uma Vez – Adeus!” – Gonçalves de Magalhães. cubistas. Já nos cimos do bosque rumoreja.. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. não mais. sofá. Eu morro sufocado em terra estrangeira. (MACKENZIE-SP – modificado) – Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. a) “Canção de Regresso à Pátria” – Oswald de Andrade. brilham estrelas. os sargentos do exército são monistas.. “vales”. II. e) “I-Juca-Pirama” – Gonçalves Dias. III e IV. Um quebranto de amor respira a si mesmo melhor que a vida! (4. Jatir. (2. (3. III.. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida.ª estrofe). (1. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista..c) pode-se considerar a estrofe como verdadeira expressão épica do condoreirismo. como estas preces. maná. cá? bah! (José Paulo Paes) Leia o texto abaixo para responder aos testes 4 e 5. (FATEC-SP – adaptado) – Considere as seguintes frases reescritas a partir do poema “Leito de Folhas Verdes”: I. c) “Canção do Exílio” – Casimiro de Abreu. De todas as frases acima. Ai quem me dera chupar carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! (Murilo Mendes) Texto 2 lá? ah! sabiá.. 5. A viração da noite já rumoreja nos cimos do bosque. d) as frases II e III. Correm perfumes no correr da brisa.. b) as frases I. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. “bosque” e “perfumes”.ª estrofe).

Quem te força da morte no império Pela noite assombrada a vagar? O FANTASMA 1.. a) b) c) d) e) O autor a que se refere o texto acima é: Gonçalves Dias. Casimiro de Abreu.. quem és? o remorso? Do corcel te debruças no dorso.. Tua febre que nunca descansa. A febre dos momentos não dormidos E o sonhar de ventura. — Poesia e amor. da 1.ª geração (byroniana). Agrupe os adjetivos usados pelo poeta e conclua sobre a atmosfera romântica criada pelo uso desses adjetivos.. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Macilento qual morto na tumba?. Os olhos turvos. Texto para o teste 2. narrativa fantástica. notam-se no poema os aspectos marcantes do Arcadismo.ª geração (nacionalista).. O delírio que te há de matar!.. (Alfredo Bosi. pela presença dos elementos mitológicos. TRINDADE A vida é uma planta misteriosa Cheia d’espinhos. a) b) c) d) e) O poema apresenta o assunto em forma de: relato épico. Na longa montanha Um tropel teu galope acompanha? E um clamor de vingança retumba? Cavaleiro. Fagundes Varela.. da 1.. da 2. história romanceada. MEU SONHO EU Módulo 18 – As Gerações Românticas – Segunda Geração: Álvares de Azevedo e Outros Texto para a questão 1. mas o horizonte último é sempre a Morte.. d) Apesar da intensa presença da Natureza. Cavaleiro das armas escuras. como forma de resolver as tensões exasperadas. A evasão segue a rota de Eros. negra de amarguras Onde só abrem duas flores puras. é a nota suspirosa Que treme d’alma a corda estremecida. Leia atentamente o poema abaixo e responda às questões 3 e 4.. recebida principalmente de Camões. Em vários níveis se apreendem suas tendências para a evasão e o sonho. Oh! da estrada acordando as poeiras Não escutas gritar as caveiras E morder-te o fantasma nos pés? Onde vais pelas trevas impuras. as comparações e metáforas traduzem no concreto das imagens naturais os mesmos sentimentos básicos vinculados a aspectos mórbidos da existência. Tu escutas. A camada de sons compõe ritmos frouxos.. e) Mesmo sendo romântico. quem és? — que mistério. Onde vais pelas trevas impuras Com a espada sanguenta na mão? Por que brilham teus olhos ardentes E gemidos nos lábios frementes Vertem fogo do teu coração? Cavaleiro. o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo.c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista.. diálogo dramático. crônica.ª geração (byroniana).. 4. E a mulher. Gonçalves de Magalhães.. da 2. Álvares de Azevedo.ª geração (nacionalista).. 2. Voltai. melodias lânguidas que se prestam antes à sugestão de atmosferas que ao recorte nítido de ambientes.ª geração (indianista).. (Álvares de Azevedo) 3. História Concisa da Literatura Brasileira) Sou o sonho de tua esperança. da 1. Identifique no poema as expressões e imagens associadas à noite e ao oculto. — É a fada que nos leva além da vida Pálidos de langor! A poesia é a luz da mocidade — O amor é o poema dos sentidos. 116 – . sonhos de amor e de saudade! Quero ainda sentir arder-me o sangue. E galopas do vale através. o meu peito langue E morrer de ternura! (Álvares de Azevedo) Cavaleiro das armas escuras.

Era a pálida Teresa! “Adeus” lhe disse conservando-a presa. . a intensidade patética do sentimento.. c) Só em sonhos o poeta realiza o desejo de tocar a mulher amada.” Uma noite.. Tão vaga. que agride a Natureza. e) A subjetividade romântica idealiza a figura da mulher... E amamos juntos. Entrei!.. E ela. considerando o tema da atração que a mulher exerce sobre o poeta romântico e responda ao teste 5. E depois na sala “Adeus” eu disse-lhe a tremer coa fala. abandonando as preocupações com a História. a) o poeta romântico assume o ideal do progresso.. E ela... Foi-se a minha visão.. gozos do Empíreo.. d) Dividido entre espírito e matéria... Olhos fitos no céu. que o templo das ideias Largo — abris às multidões... e) o poeta romântico propõe que literatura e Natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico. cabelos soltos. Pálida sombra de mulher formosa Entre nuvens azuis pranteia orando.. descansa!.” Ela... E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!” Passaram tempos. Junto a meu leito. Pra o batismo luminoso Das grandes revoluções. Texto para os testes de 2 a 4.. E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. 1. O “ADEUS” DE TERESA A vez primeira que eu fitei Teresa. a confissão da fidelidade. a palavra adeus reitera. — sec’los de delírio Prazeres divinais. a) A presença de um erotismo doentio e reprimido torna a mulher uma musa distante do poeta. Mas um dia volvi aos lares meus. em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais... A valsa nos levou nos gritos seus.. livros à mão cheia. consuma o lado carnal dessa relação... murmurou-me: “adeus!” (Castro Alves) 2. no contexto de Espumas Flutuantes. com as mãos unidas. a) b) c) d) e) Neste poema. b) o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela Natureza. –– Arauto da grande luz!.. por fim. corando.. Módulo 19 – As Gerações Românticas – Terceira Geração: Castro Alves Texto para o teste 1.. entreabriu-se um reposteiro. b) A descrição da mulher amada aproxima-se da imagem angelical e sagrada que caracteriza a senhor da concepção medieval. em cada repetição. o vazio da paixão. arquejando. era o palácio em festa!... (UFV-MG – modificado) – Assinale a alternativa falsa. E manda o povo pensar! O livro caindo n’alma É germe — que faz a palma.Leia o poema. e em delíquio Nos lábios dela suspirei tremendo. E da alcova saía um cavalheiro Inda beijando uma mulher sem véus. d) o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica. a plenitude do desencontro.. o tema do amor interrompido. (Álvares de Azevedo) 5.. É chuva — que faz o mar. Ela em soluços murmurou-me: “adeus!” Quando voltei.. Como as plantas que arrasta a correnteza. Agora que o trem de ferro Acorda o tigre no cerro E espanta os caboclos nus.. Naquele seio Porventura sonhei douradas noites: Talvez sonhando desatei sorrindo Alguma vez nos ombros perfumados Esses lábios negros. tão extinta e fumarenta Como de um sonho o recordar incerto... chorando mais que uma criança.. permite afirmar corretamente que. E resta agora Aquela vaga sombra na parede — Fantasma de carvão e pó cerúleo. (Castro Alves) – 117 .. Oh! Bendito o que semeia Livros.. Partindo eu disse — “Voltarei!... c) o entusiasmo pelo progresso cultural se contrapõe ao temor do progresso técnico.. Era eu. Fazei desse “rei dos ventos” –– Ginete dos pensamentos. murmurou-me: “adeus. Ela me olhou branca... É um retrato talvez. Vós. o poeta. surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa!. nestes versos de “O Livro e a América”... (FUVEST-SP) – O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro.

põem de lado o sentimentalismo egocêntrico. de forte impacto emocional.. (MODELO ENEM) – Em “o rir calmo da turba excita a fúria do algoz” há a) comparação. Alfredo Bosi afirmou: “A sua estreia coincide com o amadurecer de uma situação nova: a crise do Brasil puramente rural... que lembra a morte. d) similares. d) dar relevo aos tempos fracos de uma história excepcional. (. uma palavra aberta. Hoje.. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta um comentário inadequado aos versos transcritos. portanto. e) O eu lírico emprega recursos da oratória (arte do bem dizer) e metáforas arrebatadoras e ousadas.) A palavra do poeta baiano seria. lúgubre2 serpente — Nas roscas da escravidão.. c) indicar a estabilidade do amor de Teresa. 118 – . cúm’lo de maldade. “arquejando”). em sua parte variável (“corando”.... O verso-refrão.. Prende-os a mesma corrente — Férrea. Dança a lúgubre coorte3 Ao som do açoite4. a) Os ideais liberais. d) antítese. dos ideais democráticos e. 3 – Coorte: legião... e) onomatopeia. 4. 1 – Turba: multidão. Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. E assim zombando da morte. transpostos ao âmbito social. 2 – Lúgubre: fúnebre..” (História Concisa da Literatura Brasileira) Leia a seguir alguns versos extraídos do poema “O Navio Negreiro” e responda aos testes 5 e 6. 6.. Ó mar.. Irrisão5!.. cujo objetivo é envolver e sensibilizar o leitor. Senhor Deus.. 5. e) contínuos. por que não apagas Coa esponja de tuas vagas6 Do teu manto este borrão? Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares. 5 – Irrisão: zombaria. b) As palavras são de repúdio à realidade de uma nação que se nutre da mão de obra escrava. adjetivos da mesma área semântica. e) frisar o aspecto convencional do “adeus”.3. Nem são livres pra morrer. b) sinestesia. no contexto em que se inseriu. o lento mas firme crescimento da cultura urbana. d) Os versos são excelente exemplo da manifestação daquela repulsa de que nos fala Alfredo Bosi. c) próximos. tem a função principal de a) prenunciar as imagens da estrofe seguinte. caçoada. 6 – Vaga: onda. o despontar de uma repulsa pela moral do senhor-eservo.) Ontem plena liberdade. Se eu deliro. que poluía as fontes da vida familiar e social do BrasilImpério. b) marcar a progressão dramática das separações. “Pálida” e “branca”. tufão!.. b) diferentes.. A vontade por poder. “em soluços”. “entre beijos”. c) Trata-se da expressão de uma análise racional da realidade. Texto 1 Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba1 Que excita a fúria do algoz? (. ou se é verdade Tanto horror perante os céus?!. c) paradoxo. 4 – Açoite: chicote.. apreendem a personagem em estados de alma: a) idênticos.. Sobre Castro Alves.

(b) com o tema central do livro. dois esplendores que se refletem. Eles contêm elementos que se relacionam: (a) com o tipo de sociedade descrita no romance. (José de Alencar. Quem não se recorda da Aurélia Camargo. (FUVEST-SP – adaptada) – Observe os três primeiros parágrafos do texto. mas robusto. de talhe delgado. a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. Tornou-se a deusa dos bailes. Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro. O rosto comprido. como o raio de sol no prisma do diamante. Duas opulências que se realçam como a flor em vaso de alabastro.Módulo 20 – Prosa Romântica I – José de Alencar I Texto para as questões de 1 a 3. Trata-se de um tipo de caracterização romântico ou realista? Por quê? – 119 . O Gaúcho) 4) Quanto à modalidade de texto. alto. Indique esses elementos e explique quais são essas relações. foi proclamada a rainha dos salões. Cobria-lhe a fronte larga um chapéu desabado de baeta preta. como se pode classificar o trecho transcrito? 5) Que recurso linguístico mais caracteriza esse tipo de composição? 2. o nariz adunco. Era rica e formosa. Senhora) 1. 3. e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu fulgor? (José de Alencar. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro. (FUVEST-SP – adaptada) – Este trecho inicia a caracterização de uma das personagens do romance. Era o cavaleiro moço de vinte e dois anos quando muito. Essa alma devia ter o arrojo e a velocidade do voo do gavião. (FUVEST-SP – adaptada) – Qual o significado da expressão metafórica “Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela”? Texto para as questões 4 e 5. os olhos vivos e cintilantes davam à sua fisionomia a expressão brusca e alerta das aves de altaneria. Tinha a face tostada pelo sol e sombreada por um buço negro e já espesso.

A reiteração de “por meu mal” e “que farei eu?” produz uma crescente intensidade patética. SENHOR FEUDAL Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. Resposta: D Texto para o teste 2. 120 – . que vós desamparades? 2. pois meu mal é quanto ben vós havedes. e) (A) regularidade métrica versus (B) irregularidade métrica. en que hoj’eu vivo tan sem sabor. vivendo sempre assi? Que farei eu. O ritmo das repetições. ele também afirma que. ansiedade por meu mal vivo mais ca vós cuidades do que – pensais e por meu mal me fezo Deus nascer e por meu mal non morri u cuidei onde – pensei (que morreria) como vos viss’e por meu mal fiquei logo que vos vi vivo. observamos todos os seguintes pares de contrastes. (MODELO ENEM) – Assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase indevida dos versos. d) (A) tema religioso versus (B) tema prosaico. se logo non morrer: Que farei eu. e por meu mal vos vi. se mais a viver hei? Que farei eu. por Deus que mi’o digades? Que farei eu. (Oswald de Andrade. O que primeiramente se deve notar na cantiga é a expressão de estonteamento amoroso. o eu lírico diz viver “sem sabor” e que a amada não crê no amor que ele sente por ela: “en que hoj’eu vivo tan sem sabor. e por meu mal tan muito ben oí dizer de vós. que mal dia nasci? Que farei eu. por meu mal é que tan ben parecedes e por meu mal vos filhei por senhor. vê-se que nem mesmo Deus acredita no amor que o eu lírico diz sentir: “E. b) Na mesma estrofe. terminando no clímax de um eu lírico “desamparado”: Senhor fremosa. os versos afirmam que Deus não quer que a amada ajude o eu lírico. o eu lírico lamenta o fato de ter nascido e de não ter morrido onde pensou que morreria: “e por meu mal me fezo Deus nascer / e por meu mal non morri u cuidei”. com a expressão da perda da vida e do desespero diante da frustração amorosa. que conselho non sei? / Que farei eu. menos um: a) (A) gravidade (seriedade) versus (B) humor. a concentração na figura amada. pois que Deus non quer que me valhades. o eu lírico sente-se completamente desamparado e pergunta à amada o que ele deve fazer: “Que farei eu. pois que Deus non quer que me valhades. pois me vós non valedes? 1. que farei eu. Sua música infelizmente se perdeu.FRENTE 3 ANÁLISE DE TEXTOS Módulo 1 – Análise de Texto Leia a seguir uma cantiga de Martin Soares. desde que viu a amada pela primeira vez. ele vive somente pelo sofrimento que ela fez surgir nele: “como vos viss’e por meu mal fiquei / vivo”. / que farei eu. e) Nos versos finais. crer no sofrimento sois tão bela por amada ouvi todas as [qualidades que tendes E pois vos vós da coita non nembrades. pois vós por meu mal ren non dades. século XX) ajudais E. como aconteceu com quase todas as canções medievais portuguesas. que vós desamparades?” Resolução Na quarta estrofe. (MODELO ENEM) – Comparando (A) o poema medieval transcrito no teste 1 com (B) o poema do modernista Oswald de Andrade. Trata-se de uma das mais belas composições do trovadorismo português. pois me non queredes creer a coita en que me tem amor. b) (A) linguagem elevada versus (B) linguagem coloquial. que farei eu. c) (A) linguagem hiperbólica versus (B) linguagem concisa. a) Na segunda estrofe. as queixas de quem não é correspondido dão ao poema uma emoção dramática e lamentativa. cativo pecador? Que farei eu. nem que queirades mia coita creer. c) Na terceira estrofe. nada E dessa coita en que me vós teendes. pois mi’a vós non creedes?” d) Na quarta estrofe. que conselho non sei? não sei que fazer Que farei eu. lembrais nem do afan que m’amor faz prender. tampouco que ela acredite no sofrimento dele. / nem que queirades mia coita creer”. pois mi’a vós non creedes? Que farei eu.

por natureza. e) próprio dos estados de transe dos artistas. e um casco debaixo do capelo.Resolução No poema de Martin Soares. porém que há mais mal em ser vítima de injustiça do que bem em praticá-la. 3. Editora da Universidade Federal do Pará. c) emotivo. desempenha. portanto. b) lúdico. portanto. (MODELO ENEM) – Pelo que se observa no modo como o Juiz Corregedor conduzia seu trabalho. Não as duas que ele teve. o que é determinado por lei a ser chamado legalidade e justiça. ele mesmo fazendo a baixa. Resolução A poesia. praticar injustiça é um bem e ser vítima de injustiça. que julgava os processos segundo os subornos que lhe ofereciam. [Glauco] – Dizem que. Tal é a origem e a essência da justiça: uma espécie de compromisso entre o maior bem. ta-ri-rim-rim-rã. a experimentar ambas as coisas. Na dor lida sentem bem. Livro II.. E assim nas calhas de roda Gira.a ed. e pelo que se depreende da fala de Glauco. e. como a própria classificação da cantiga já indica (cantiga de amor). então. e) infantil. foi um juiz corrupto. resulta de uma ________________________________ . Trad. (Fernando Pessoa) 3. (MODELO ENEM) – A palavra que dá título ao poema indica que o eu lírico tratará de um fenômeno psíquico a) que ocorre conosco quando de uma ruptura amorosa. comporta um certo grau de ______________ ______________________ e. (MODELO ENEM) – Em “Autopsicografia”. não se pode dizer que o tema seja religioso. então. tai-ri-ri-rã. Resolução A palavra autopsicografia refere-se à análise psíquica ou psicológica que o eu lírico faz do ato de criação poética. que gira entre uma ficção e outra. os que não podem esquivar-se de uma nem alcançar a outra consideram mais vantajoso firmar um acordo para não mais serem vítimas de injustiça nem virem a cometê-la. (Platão. a impunidade para todas as malfeitorias. e o maior mal. a entreter a razão. E os que leem o que escreve. Desse ponto foi que nasceram as leis e os contratos entre os homens. a) corrupção – imposição da natureza b) inflexibilidade – acomodação de interesses c) manipulação – convenção social d) conveniência – imposição religiosa e) imparcialidade – inclinação natural do ser humano Resolução O Corregedor.) 5. no diálogo A República. uma função lúdica — lúdico: relativo a jogo. vindo. tem um caráter a) instável. c) responsável pela inspiração artística. ta-rai-rai-rai-rã. embora o eu lírico se declare “cativo pecador” e mencione a vontade de Deus. tã-tã. Resposta: D 4. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. e um broquel e üa espada na outra. b) vivenciado por pessoas que apreciam a autêntica poesia. em vida. 358e-359b. Esse comboio de corda Que se chama o coração. dizendo: Frade: Tai-rai-rai-ra-rã. Da fala de Glauco. Pode-se. no segundo. não sendo. d) que ocorre com o poeta no ato da criação poética. Resposta: C Texto para o teste 6. uma forma de regular as relações na vida em grupo. 2000. trata-se de tema amoroso. entretendo a razão. como a obra de arte em geral. Resposta: B – 121 . quando os homens cometem reciprocamente injustiça e dela são vítimas. Por isso. isto é. d) enganoso. entre outras. presente tanto no ato da criação como no ato da fruição da obra de arte. brincadeira —. padre?! Que vai lá? Frade: Deo gratias! Som cortesão. ou seja. passando. no primeiro caso. como a obra de arte em geral. conclui-se que a justiça é um compromisso entre os homens. AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. um mal. ta-ri-ri-rã. no Auto da Barca do Inferno. dizer que a poesia. Um Frade com üa Moça pela mão. graças a Deus – sou homem da Corte Módulo 2 – Análise de Texto Texto para os testes 3 e 4. na obra de Platão. é possível concluir que a prática da justiça. Fernando Pessoa representa o coração como um trenzinho de brinquedo. Mas só a que eles não têm. começou de dançar. Resposta: D Módulo 3 – Análise de Texto Texto para o teste 5. Belém. de Carlos Alberto Nunes. a impotência de vingar-se quem foi vítima de injustiça. A República. uma inclinação natural do homem. Huhá! Diabo: Que é isso.

Diabo: Sabês também o tordião? Frade: Por que não? Como ora sei! Diabo: Pois. desenvolvendo-se na forma de uma sucessão de quadros ou sketches.) Pera onde levais gente? Pera aquele fogo ardente que não temestes vivendo. espécie de dança cortesã então na moda. representantes de vícios humanos (a desonestidade. de Gil Vicente. 6. e) os veículos que chegam ao mercado nas linhas 2000 e 2001 surpreendem por suas linhas futuristas e inovam em tecnologias cada vez mais ousadas. a corrupção etc. que se refere unicamente aos aspectos ligados ao futuro (“linhas futuristas” e “tecnologia cada vez mais ousada”). c) o maior evento automotivo das Américas. b) “ser aprovado” quer dizer ser aceito pelo programa Credicard.o 132 trouxe uma propaganda do cartão Credicard. Juro a Deos que nom t’entendo! esta batina de nada me vale? E est’hábito no me val? Gentil padre mundanal. refere-se ao Salão do Automóvel de Detroit. 3 – Capelo: capuz. (UPF-RS) – Esta manchete. nos Estados Unidos. e) a propaganda dirige-se a leitores específicos — os universitários. 7. Ganhei (perdi) meu dia.... a Igreja. entrai! Eu tangerei e faremos um serão. Resolução Aqui refere-se ao cartão Credicard.). Resolução Gil Vicente é um autor ainda preso a uma visão maniqueísta do mundo. a personagem do Diabo sentencia o destino das personagens. a usura. realizado em Detroit. Resposta: D Módulo 4 – Análise de Texto As questões 7 e 8 referem-se ao texto que segue. mundano a Berzabu vos encomendo! Belzebu. investem em tecnologia de preservação do meio ambiente. 2 – Casco: capacete. o compromisso com o futuro da humanidade. NOSTALGIA NO FUTURO 122 – . e sempre a tive de meu (. e o frio ao frio em bruma se entrelaça. mostra que nunca o ontem e o amanhã estiveram tão bem representados no presente. só não se pode afirmar que a) “nota alta” está significando muito dinheiro. assumindo. b) os fabricantes de automóveis não resistem ao apelo nostálgico do fim do século e esbanjam criatividade em lançamentos que lembram velhos sucessos. (UEMT-MT) – A revista Superinteressante n. publicada em ZH de 14 de janeiro de 1999. (MODELO ENEM) – Sobre o Auto da Barca do Inferno. —. em que se lê UNIVERSITÁRIO AQUI VOCÊ NÃO PRECISA TER UMA NOTA ALTA PARA SER APROVADO Com relação ao texto da propaganda. mas sim aos indivíduos que as compõem. Essa dama é ela vossa? Frade: Por minha la tenho eu. d) Nesta peça. além de mostrar a onda retrô. c) o autor do texto fez uma analogia criativa. Resposta: E 8. a Nobreza etc. segundo suas ações em vida. o Diabo 1 – Broquel: escudo pequeno. E baixa a coisa fria também chamada de noite.. Resolução Todas as alternativas contemplam a tecnologia do futuro aliada à valorização das linhas do passado. num suspiro. já que é o primeiro autor a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. Ou seja: em suas obras não há relativização do Bem e do Mal.) tipo de dança tocarei um instrumento sarau a como coisa minha Frade: Diabo: Frade: Diabo: (. assim. d) as novas tendências de Detroit. Gil Vicente faz desfilar tipos alegóricos. Resposta: C A alternativa que não contempla o duplo enfoque dessa manchete é a) a virada do milênio tem a tecnologia do futuro com o visual do passado. todas as alternativas seguintes são corretas. exceto a e. 4 – Fazer a baixa: cantarolar ou assobiar a música de uma “dança baixa”. b) A crítica vicentina não se dirige às instituições — a Justiça. menos uma: a) Como se observa no trecho. SALÃO DE DETROIT Módulo 5 – Análise de Texto Texto para os testes 9 e 10. c) Gil Vicente inova nesta obra. obra da qual se extraíram os versos transcritos. e) A estrutura da peça se enquadra nos moldes medievais. d) “aqui” refere-se a uma universidade.

. [que] a elegia (poema lamentativo) [seja] lágrima. a tua promissória / ao minuto. podemos concluir que a) o poeta sente medo e tristeza dentro da noite negra e fria. é representado pela palavra fidalgo.. quase que fisicamente.) (Carlos Drummond de Andrade) 9. que ansiava por intensas emoções. c) estão empregadas como metáforas. faz um retrospecto melancólico. me sentia tão rico deste dia e lá se foi secreto. pois se trata de termo que se associa à nobreza. c) “fidalgo”. Resposta: C Módulo 6 – Análise de Texto Texto para os testes 11 e 12.. azul. azul. que. assinar a promissória esses filhos do momento.. Resposta: D – 123 . Resolução O tom elevado. (MODELO ENEM) – Da interpretação do poema.o duradouro de hoje nem / espera a tinta do jornal secar” e) “firma. dizer que ele se dirige a um interlocutor. a sensação de um dia de inverno. Resposta: C 10. (MODELO ENEM) – Dos versos transcritos. (.. escrever o bilhete. “felicidade” e “infelicidade”. como quem percebe a aproximação da morte. Resolução Os versos expressam a melancolia do eu lírico. e) significam. não há marca linguística indicativa do interlocutor a que se dirige o eu lírico: a tinta de escrever. bronze a epopeia... (José Paulo Paes. confrontando o muito que esperava e o nada que tem nas mãos. onde pudesses inscrever arte longa em vida breve.. Assinale a alternativa em que não há marcas linguísticas indicativas desse interlocutor ou destinatário. Prosas seguidas de Odes Mínimas) (*) Entenda-se: “Sonhas [que seja] mais duradouro o pergaminho. 11. respectivamente. respectivamente. a) “Ao teu azul fidalgo mortifica / registrar a notícia. d) o poeta.E me pergunto e me respiro na fuga deste dia que era mil para mim que esperava os grandes sóis violentos. b) estão empregadas em sentido denotativo. Resolução As palavras dia e noite são. c) o poeta se sente triste ao fim de mais um dia de um longo inverno e se lembra com saudade dos dias quentes e alegres de verão. sublime. b) “vida breve”.. a um destinatário — a um tu.” Resolução Nos versos transcritos na alternativa d. arte longa em vida breve inscrever. d) estão empregadas com sentidos complementares. a tua promissória ao minuto e adeus que agora é tudo História. escrever / o bilhete. e) a poesia é puramente objetiva e descritiva. Sonhas 12. O poeta pretende transmitir-nos. b) o poeta mostra alegria. metáforas para vida e morte. como se observa no próprio título do poema. no poema. Resposta: D mais duradouro o pergaminho onde pudesses. verificamos que as palavras dia e noite a) estão empregadas em sentido próprio. sentindo próximo o fim da vida. vitríolo o epigrama. os pronomes e verbos na segunda pessoa do singular marcam a inclusão do interlocutor ou destinatário... superior. (MODELO ENEM) – O eu lírico fala a algo ou a alguém.. ao cair de uma noite de inverno: ele merecera e ganhara mais um dia. (MODELO ENEM) – A palavra ou expressão que sintetiza o caráter sublime da escrita é a) “filhos do momento”. [e que] a epopeia [seja] bronze”. por “sóis violentos”. Pode-se. arte longa em vida breve / inscrever. então. [sonhas que] o epigrama (poema breve e satírico) [seja] vitríolo (veneno). lágrima a elegia.Sonhas / mais duradouro o pergaminho” c) “onde pudesses. Nas demais alternativas. ao serro frio. d) “promissórias”.(*) Mas já que o duradouro de hoje nem espera a tinta do jornal secar. e) “História”. desejado na poesia. firma.” d) “.” b) “. aproveitando o descanso da noite para meditar. Ele ama o dia e sua luz. lamenta o esvaziar-se de uma vida que era cheia de expectativas. À TINTA DE ESCREVER Ao teu azul fidalgo mortifica registrar a notícia.

d) o recurso didático preferido pelo técnico Tim. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No texto. um caminhante resignado.. pelo uso de termos médicos em lugar de expressões corriqueiras. vou acatando os conselhos. Comprovam-se essas afirmações no trecho “Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. in O Estado de S. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores. Sou.Módulo 7 – Análise de Texto O texto abaixo refere-se aos testes 13 e 14. Da entrada em campo até a troca das camisetas. A triste verdade é que passei as férias no calçadão do Leblon. digo sem muita convicção a meus entediados botões. c) a visão de jogo como movimento contínuo. pela oposição entre o ser humano e objetos. d) os momentos iniciais decidem como será o jogo. Estou ficando cobra em calçadão. Foi um técnico de sucesso. A equação entre o organismo e o automóvel é o centro da brincadeira. certamente como no momento do minuto de silêncio. é bom para todos. diziam todos.”. nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrando. por exemplo. in O Estado de S. Resolução A utilização do quadro-negro. é o contraplano do rolabrequim. Resolução O acaso pode mudar toda a esquematização tática do técnico. c) uma certa confusão no espírito do leitor. o uso de termos (já existentes ou inventados) referentes a áreas diversas tem como resultado a) um tom de melancolia. incluindo o minuto de silêncio. É quando os times ficam perfilados. c) a inteligência dos jogadores é que decide o jogo. durante o jogo. e) a dinâmica do jogo depende do planejamento que o técnico faz. em futebol. é o contrafarto do mesocárdio epidítico. Tático exemplar. pela aproximação entre um carro usado e um homem doente. é o radiador. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. entre os termos técnicos utilizados pelos mecânicos e os utilizados pelos médicos. embora deva confessar que o meu momento calçadônico mais alegre é quando. na enumeração do texto. e que o técnico não pode controlar. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – No período que se inicia em “Depois dos 50. a falta de serotorpina folimoleculal. Andar é bom para mim. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema — e parados. dá ao tático a possibilidade de esquematizar o jogo de sua equipe. b) um efeito de ironia. (João Ubaldo Ribeiro. e) a criação de uma metáfora existencial. digamos. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. e) um meio de pensar o jogo como algo previsível. vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-saúde do dia. b) a lógica rege as jogadas. Resposta: E Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 15 e 16. Resposta: A 14. Observe-se o trecho “Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável”. b) um recurso utilizado no vestiário. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – A tese que o autor defende é a de que. é o que mecânicos e médicos disseram. O problema do Tim. Depois dos 50. O Tim. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. para conseguir ir segurando a barra.. como se fora um campo de futebol. Resposta: B 124 – . os jogadores ficam estáticos. já no caminho de volta. a comparação do campo com um quadro negro aponta a) o pessimismo do tático em relação ao futuro do jogo. é a suspensão. a gente fica igual a carro usado. Resolução O efeito de ironia zombeteira deve-se à ausência de discriminação. ocorrem situações imprevisíveis. Paulo) 13. já que. a) o planejamento tático está sujeito à interferência do acaso. devido à apresentação de termos novos e desconhecidos. todo o dia tem uma coisa dando errado. é a embreagem. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. Falava um jogo e o time jogava outro. provocadas pelo movimento dos jogadores. pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecânica. (Luís Fernando Verissimo. Aí. Paulo) 15. d) a invenção de uma metalinguagem. esse inimigo mortal de qualquer estrategista”. planejava todo o jogo numa mesa de botão. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. Então o técnico acredita que pode prever o que acontecerá. No quadro-negro.

Estão em toda parte. Não se metem com ninguém / (. Um ovo. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. caneta”. b) oposição. produtos industrializados. b) Nesse instante. leia o poema de Mário Quintana.16. Rente. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. No Brasil. As cousas. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. morrem de subnutrição a cada ano.. equipamentos e interesses. Multiplicam-se [em excesso. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. para conseguir ir segurando a barra. água. d) compatibilidade. As cousas são quietas. por: a) Nesse lugar. porém.. e) complementaridade. sabiá. são os adjetivos.. lavam as frutas e verduras. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. para evitar queda de preços. a relação entre as pessoas e as cousas é de a) contiguidade. Eu sonho Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais.. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. o mesmo advérbio poderia indicar lugar ou tempo.. de acordo com seu sentido no texto. Se deixar de comer e beber. (Frei Betto. Um armário. obras de arte e. o Nobel de Química e o encanador. Macio. Áspero. ela deve ser composta de adjetivos. / As cousas são quietas. passou a ter valor de troca. o poeta. embora haja milhares de famintos. Módulo 10 – Análise de Texto Para responder os testes 19 e 20.. Mas o bom.. in O Estado de S. 17. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. e) Ao contrário. Entre os indígenas tribalizados. até sem roupa. (UNIFESP-SP) – No poema. texto adaptado) – 125 .) As cousas vivem metidas com as suas cousas.. Multiplicam-se em excesso. A bailarina e o papa. todos diferem quanto a hábitos e costumes. Impossível é prescindir de comida e de bebida. mesmo. E não exigem nada.. d) põe em dúvida o fato de que ela seja composta apenas por adjetivos. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. o poeta a) ironiza a ideia de que ela seja composta apenas por adjetivos. mais do que possibilidade. Lento. Escuro. Eu gosto é das cousas. gordura. O alimento é-lhe tão imprescindível que. Dotados de capacidade reflexiva — sabem que sabem o que sabem –. Resposta: B 18. Bastam-se. nem sempre. ela certamente seria composta por adjetivos. leia o texto abaixo. Morre. (FUVEST-SP – MODELO ENEM) – Na frase “Aí. nos trópicos. aí será corretamente substituído.” Referindo-se à linguagem das plantas e dos animais. Estão em toda parte. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. b) nega que ela seja composta apenas por adjetivos. e) indica a possibilidade de que ela seja composta apenas por adjetivos. c) semelhança. Bastam-se. vou acatando os conselhos”. cozinham legumes e assam os grãos. c) mostra que. Uma pedra. com menos de 5 anos de idade. d) Em consequência. evitam comer carne crua. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos. Resolução A alternativa e é a mais aceitável. reticente ou falastrão. sal e fermento obtêm o pão.. o marajá e o indígena. aí serve para introduzir uma decorrência do que antes foi dito. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. o ser humano definha e morre. Resposta: D Resolução A relação de oposição entre as pessoas e as cousas pode ser constatada nos seguintes versos: “As pessoas atrapalham. havendo uma linguagem das plantas e dos animais. ao empregar o advérbio “decerto”. As pessoas atrapalham. Paulo. Na sociedade capitalista. Não se metem com ninguém. Da mescla de trigo. animal ou cousa: João. Resolução No contexto. c) Contudo. em muitas situações. Luminoso. Resposta: E Módulo 9 – Análise de Texto Para responder às questões de números 17 e 18. com o advento do mercado. Verde. indica que. onde não faltam alimentos.) As cousas vivem metidas com as suas cousas”. (Ovo. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. Em outros contextos. João. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos. Sonoro. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva. Ovo pode estar choco: é inquietante..(UNIFESP-SP) – “Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos / Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. Amigo ou adverso.. sim!. João só será definitivo Quando esticar a canela.

(MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. normalmente vivem sem roupa. transforme a loja em um espaço de lazer. b) explicita o esquecimento do nome do animal pelo emissor. no texto.. casa própria e diploma. Informe-se sobre a disponibilidade deste evento junto à sua operadora. mas usam as mesmas roupas. a) Mais um espetáculo corresponde. drible da vaca e aquele bicho que é gritado pela torcida quando alguém perde um gol cara a cara. Tem folha seca. Resposta: E Módulo 1 – Análise de Texto Texto para as questões de 1 a 3. Um espetáculo ecológico. é correto afirmar que a) expõe a liberdade do emissor de repetir o que a torcida grita. e) alimentos. 3. cor. c) Em mais um espetáculo. os dribles e toques exóticos dos jogadores. d) o homem e a mulher.19. com direito a música. apesar de suas diferenças culturais. e) cria um efeito de humor. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o anúncio a) tem como meta informar eventuais torcedores sobre o início do Campeonato Brasileiro de Futebol e sobre sua transmissão pela Sportv. Texto para as questões de 4 a 6. Parque temático O adolescente vai ao shopping center por prazer. Dinheiro jovem: lições para fazer sucesso com a turma 1. Para atraílo. aroma e muita experimentação. 126 – . a “mais um escândalo”. BRASILEIRÃO 2002. nos trópicos. e) podem prescindir de comida e bebida. termo que consta de período anterior. (Anúncio publicitário da SporTV) 1. (MACKENZIE-SP) – Sobre o trecho Aquele bicho que é gritado pela torcida. e) explora gírias e metáforas a fim de atingir unicamente o jovem adolescente interessado em futebol. o pronome em destaque retoma a expressão a) a bailarina e o papa. há informação implícita de que o público experimenta uma certa saturação de futebol. e) Em Aquele bicho que é gritado pela torcida. pelo apagamento da ação da torcida. c) produtos industrializados. por ser dirigido ao público em geral. c) desprezam a arte e. presente em “reproduzi-los” refere-se a alimentos. Quando eu crescer Os sonhos dos adolescentes são bastante práticos e factíveis. o termo em negrito é conjunção integrante. Vaidade em série Eles garantem ter estilo próprio. Resolução A resposta a este se encontra logo no início do texto: Pode-se viver sem estudos. b) os únicos animais. mas por meio de uma perífrase. caracterizado no texto como espetáculo lúdico. apropriada ao tom informal e humorístico do texto. Resposta: D 20. b) Em mais um espetáculo. Eles querem ter carro. d) Aquele bicho que é gritado pela torcida é uma construção passiva atípica. independentemente de sua posição social. comum e informal. que compartilha certo conhecimento da linguagem empregada no texto. 3. b) tem como meta enaltecer o alto nível do Campeonato. pode-se afirmar que as pessoas a) não conseguem viver sem os produtos industrializados. Resolução O pronome pessoal os. (VUNESP-SP) – De acordo com o texto. está implícita a informação de que há excessivo exibicionismo das estrelas do futebol brasileiro. 2. c) denota indiferença do emissor em relação às manifestações pouco educadas da torcida. ao referir-se a tal bicho não pelo nome. ouvem as mesmas músicas e frequentam os mesmos lugares. d) prioriza. criativo e ecológico.. Impossível é prescindir de comida e de bebida. 2. b) têm nos estudos o bem mais importante para o desenvolvimento da sociedade. Vai começar mais um espetáculo do futebol brasileiro. c) estrutura-se com base em linguagem denotativa. (VUNESP-SP) – No trecho “Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária”. d) se assemelham quanto à necessidade de alimentação e bebida. d) privilegia um público de classe social baixa.

Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e III. d) há uma advertência em relação ao mundo das drogas “novas”. já que de médico e louco todos temos um pouco. o texto foi elaborado apenas com coordenadas assindéticas. (Geraldo Medeiros. d) se todas as afirmações estiverem corretas. sem que. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira oitenta por cento de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é. pois é possível vincular baseados apenas na propaganda a mais de um dos termos antecedentes. b) distorce a imagem do consumidor adolescente. mas valorizam a honestidade e não acreditam em mudanças sociais pela política. (MACKENZIE-SP) – Considere as seguintes afirmações. 6. c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. a partir da exposição de supostas características do adolescente. no segundo parágrafo. 2. 1985. e) faz-se uma crítica a consultas médicas frequentes. Os leigos sempre se medicaram por conta própria. b) aponta para a exclusão de um fato que serviria de argumento contrário à afirmação anterior. e) veicula ideias equivocadas sobre o adolescente. (Adaptado de Kátia Simões) 4. I. dezembro. pois confunde o tema “como lucrar” com o tema “como polemizar” com o adolescente. o estilo próprio que o adolescente alega possuir é discutível.O final do item 4 é ambíguo. in VEJA. O uso da conjunção mas. III. São pragmáticos e pouco propensos a acreditar em marcas e produtos baseados apenas na propaganda. b) há uma insinuação de incentivo à automedicação. (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que o texto a) sugere. I. e) I e II. c) introduz um argumento que comprova a tese expressa na oração anterior. III. (UNIFOR-CE) – Observe as afirmativas que se seguem. 3.4. leitura. – 127 . a) há uma expressão que retoma o que foi exposto no primeiro parágrafo. só se deve ir ao shopping center para consumir. necessariamente. Por ser dirigido aos jovens. (UNIFOR-CE) – A expressão sem que. II. c) aponta-se mais um efeito negativo da automedicação. no item 3. e) se todas as afirmações estiverem incorretas. a) mostra o fato de que não faltam pessoas entusiastas da automedicação. Módulo 2 – Análise de Texto As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto apresentado a seguir. Cerca de quarenta por cento das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. a) b) c) d) e) (MACKENZIE-SP) – É correto afirmar que os adolescentes não têm sonhos legítimos. os resultados podem ser danosos. e) indica uma oposição de intensidade entre duas orações. d) perde seu foco. 5. mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. c) II. b) I. de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. das vendas realizadas sem receita médica. Assinale: a) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. O desejo de conservação da juventude pode levar as pessoas a recorrer ao processo da automedicação. b) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. que não se sustentam sequer quando o parâmetro é o senso comum. ao citar unicamente traços negativos de seu modo de ser. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. d) III. é adequado para explicitar suposta contradição do adolescente. Diante desse quadro. A indústria de material bélico nacional ultrapassa quantitativa e qualitativamente a indústria farmacêutica. c) corresponde a um receituário explícito sobre como ludibriar o adolescente em transações comerciais. II. Retrato em 3X4 Eles são individualistas. (UNIFOR-CE) – No segundo parágrafo do texto. para combater doenças.) 1. o lazer para o adolescente resume-se a experiências sensitivas. faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. os adolescentes são presas fáceis do marketing. d) marca uma relação de simultaneidade entre as orações que constituem o período. formas de cativá-lo como consumidor. As vendas efetuadas sem receita médica contrariam a ambição dos profissionais no sentido de atraírem as pessoas para as consultas médicas. Qualquer que seja a causa.

4. (UNIFOR-CE) – A expressão sublinhada identifica-se como figura de estilo em a) alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio. b) os leigos sempre se medicaram por conta própria. c) retira oitenta por cento de seu faturamento da venda livre de seus produtos. d) a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos. e) qualquer farmácia conta com um arsenal de armas de guerra. 5. a) b) c) d) e) A coesão do texto efetiva-se pelo uso adequado dos conectivos. pela linguagem em função referencial. pelo emprego de sinônimos. pela variedade da carga vocabular. pela predominância de orações subordinadas.

7. (UEL-PR) – No texto, a expressão “na frente do espelho que certa imprensa lhes montou” refere-se a) às fotos de favelados insistentemente divulgadas por órgãos de imprensa. b) à baixa autoestima dos moradores de favela resultante de suas precárias condições de vida. c) à representação que os moradores de favela têm de si próprios, a partir de sua descrição na imprensa. d) à apresentação de bandidos como heróis nos noticiários policiais, transformando-os em modelos para os moradores das favelas. e) aos espelhos distribuídos por empresas jornalísticas com objetivo publicitário e usados nos barracos das favelas. 8. (UEL-PR) – Em que alternativa a mudança na ordem das palavras resulta em uma sequência que poderia substituir a expressão correspondente no texto, sem alteração de sentido? a) esta outrora encantadora cidade / esta encantadora cidade outrora b) por serem simples moradores / por serem moradores simples c) certa imprensa / imprensa certa d) uma terrível tragédia pessoal / uma tragédia pessoal terrível e) dos bandidos pobres / dos pobres bandidos

Os testes de 6 a 8 referem-se ao texto abaixo. Trata-se do parágrafo introdutório de um livro de Alba Zaluar sobre a violência urbana no Rio de Janeiro. O lugar não importa. Pode ser qualquer um, contanto que seja pobre e marginal a esta outrora encantadora cidade. Nele fiquei mais de um ano convivendo e conversando com os supostos agentes da violência urbana. Alguns por serem simples moradores do lugar. Pois o que é para nós, além de um grande medo, assunto jornalístico, para eles é nódoa contra a qual têm que lutar diariamente, até com eles próprios na frente do espelho que certa imprensa lhes montou. Mais um estigma que, na pressa de descobrir os culpados alhures, se lhes impôs. Outros porque realmente traficam, assaltam e fazem uso da arma de fogo. Eu os vi, observei, escutei e deles ouvi contar muitas estórias. Durante todo esse tempo ouvi também explicações, ou seja, tentativas de encaixar o que para eles pode vir a ser uma terrível tragédia pessoal numa lógica qualquer, na ordem das coisas deste mundo. É claro. Todo mundo sabe o fim dos bandidos pobres: morrer antes dos 25 anos. E ninguém quer ver seu filho, seu irmão, seu parente ou seu vizinho com este destino, embora haja quem acredite que este caminho não é escolha, é sina. Talvez seja o modo que encontram para dizer que as condições em que vivem os levam forçosamente a agir assim. (ZALUAR, Alba. Condomínio do Diabo. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1994. p. 7.) 6. (UEL-PR) – Segundo o texto, é correto afirmar: a) Qualquer morador das áreas pobres do Rio de Janeiro tem sua parcela de responsabilidade na violência urbana. b) Alguns moradores das favelas acreditam que está escrito no destino de cada um tornar-se ou não bandido. c) Os moradores das favelas que não entram para o crime ficam alheios às tragédias do cotidiano. d) A autora faz sua análise a partir de uma situação hipotética, por isso não identifica o lugar estudado. e) Os moradores das favelas afirmam que o banditismo é a única alternativa de sobrevivência que lhes é acessível.

Módulo 3 – Análise de Texto
1. (ESPM-SP) – A montagem de imagens e palavras abaixo ilustra o texto de propaganda de uma escola particular.

(Época, n.o 72, de 04/10/99) A frase do texto de propaganda que estaria em desacordo com as sugestões da montagem acima é: a) Com a agressão ao meio ambiente nós aprendemos a importância de cuidar do meio em que vivemos e de passar a preservá-lo.

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b) De bomba a pomba há mais que um jogo de palavras: há o salto de qualidade que se deve dar na passagem de século. c) A lição das catástrofes, quando aproveitada, é a de se valorizar de modo absoluto a construção de um caminho de pacificação. d) O passado recente nos deu exemplos instigantes dos caminhos dos quais não vale a pena nos afastarmos no século XXI. e) Para bem se aprender uma lição do século XX, não é possível esquecer qual foi sua mais trágica invenção. 2. (UPF-RS) – No contexto de um tenso debate nos meios de comunicação, gerado pela possibilidade de a Ford não mais se instalar no RS, por desacordos com o governo do Estado, ZH publica, em 14 de abril de 1999, um anúncio publicitário do Governo da Bahia, com a seguinte manchete: GM E FORD, VENHAM PARA A BAHIA. AQUI, A GENTE HONRA OS COMPROMISSOS E ESTÁ SEMPRE ANDANDO NA FRENTE. Neste anúncio, I. afirma-se, explicitamente, que a Bahia tem recursos de sobra para dar incentivos fiscais a montadoras de automóveis. II. afirma-se, explicitamente, que o Governo da Bahia não rompe contratos assumidos. III. fica implícito que o Governo da Bahia só garante honrar compromissos com a GM e a Ford. IV. fica implícito que o Governo do RS costuma não cumprir os compromissos que assume. V. fica implícito que o Governo do RS só não honra compromissos assumidos com montadoras de automóveis. São verdadeiras somente as afirmações a) I e II. b) II e IV. c) III e V. d) II e V. e) I, II e IV. 3. (PUC-MG) – Os shampoos Herbal Essences, preparados com água pura de fonte de montanha, contêm ervas orgânicas naturais e um exclusivo complexo botânico. Essa associação original deixará seus cabelos limpos, perfumados e brilhantes. Herbal Essences Clarifying Shampoo combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas, para limpar o fio capilar de uma forma suave, porém profunda, removendo a oleosidade excessiva e resíduos de produtos (mousse, gel, spray para cabelo), que se depositam na superfície do cabelo. Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional. • Não contém substâncias de origem animal. Produto não testado em animais. • Utiliza ingredientes de alta qualidade, derivados de plantas não sujeitas à extinção. • Fórmula biodegradável.

• As ervas são cultivadas em condições orgânicas comprovadas, sem pesticidas e petroquímicos. Modo de Usar: Aplicar sobre os cabelos molhados, massagear até que espume, enxaguar bem. Se necessário, repetir a operação. Para melhores resultados, usar Herbal Essences Clean Rinsing Conditioner, que desembaraça e dá brilho sem deixar os cabelos pesados ou com resíduos. No texto, só não há indicações de que a empresa a) demonstra respeitar a natureza. b) acredita ser importante explicar o modo de ação do produto. c) pretende descrever o produto, o modo de usá-lo e, também, promover outro produto da linha. d) acredita que há produtos perigosos à saúde devido ao modo como são produzidos ou cultivados seus ingredientes. e) imagina que só os produtos naturais têm qualidade. 4. Assinale a alternativa que contenha consideração adequada sobre o texto. a) O termo “impurezas” (no último período do segundo parágrafo) retoma e especifica a expressão “oleosidade excessiva” (período anterior). b) Se, no lugar dos infinitivos sublinhados na parte do texto relativa ao “Modo de Usar”, aparecessem imperativos, então as sugestões de uso ali apresentadas tornar-se-iam ordens. c) Embora a conjunção “se”, no trecho “Se necessário, repetir a operação”, pudesse levar o leitor a concluir que aí se estabelece uma relação de condição, não é isso o que ocorre. d) O trecho “contêm ervas orgânicas naturais” deixa pressupor que há ervas orgânicas que não são naturais. e) Utiliza-se inadequadamente o termo spray em “spray para cabelo”, uma vez que o vocábulo só é utilizado no português para se referir ao método de expulsão do produto da embalagem. 5. Assinale a alternativa que contenha consideração inadequada sobre o texto. a) O vocábulo “outros”, em “combina alecrim, jasmim e flor de laranjeira com outros derivados de plantas”, leva a concluir que alecrim, jasmim e flor de laranjeira são derivados de plantas. b) Entre as partes do enunciado “Livre de impurezas, o cabelo adquirirá um brilho excepcional” é estabelecida uma relação de causa (1.a parte) e consequência (2.a parte). c) O trecho “Modo de usar” baseia-se na possibilidade de que o leitor nunca tenha usado shampoo, pois, para os que já usaram, muitas das informações ali fornecidas são supérfluas. d) A ordem das informações relativas ao produto no texto pode ser descrita como se segue: modo de ação; resultados proporcionados; origem dos ingredientes; modo de usar. e) O vocábulo “operação”, em “Se necessário, repetir a operação”, poderia ser substituído por “ação”, sem que houvesse comprometimento do sentido.

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Módulo 4 – Análise de Texto
As questões de números 1 a 9 referem-se ao texto que segue. Homem-sanduíche é uma designação muito expressiva para aquele que anda ou estaciona na rua encaixado entre duas placas publicitárias. Além de denotar essa posição de recheio humano, a expressão pode ainda lembrar o quanto valerá um dia inteiro desse específico trabalho: um sanduíche, ou quem sabe dois. A primeira vez em que me deparei com uma dessas figuras híbridas do humano com a coisa, li no cartaz: COMPRO OURO. Olhei para o homem, para seu chapéu velhíssimo de sol e chuva, para seus sapatos deformados em tantas pisadas, para as barras da calça puída, para seu rosto de velho, com expressão de cansaço e vazio – e nada entendi. Por segundos, imaginei que exótica personagem era aquela, comerciando ouro fantasiado de pobre. Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas, demorei um pouco para entender a função do ensanduichado: não ser mais que uma placa com pernas, disposta a conduzir algum cliente à pessoa do verdadeiro comprador. Quem tivesse, por exemplo, uma aliança, corrente ou anel, para vender com urgência, que o seguisse por alguma escada sombria. Muitos anos mais tarde, certamente menos ingênuo, deparo-me com esta nova atração dos homens-sanduíches: entre dois cartazes de papelão, anunciam empregos, neste tempo de desemprego. Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados: foi preciso aproximar-me, curioso, para reconhecer indicações de alguns postos de trabalho, oferecidos à pequena multidão, que anotava como podia alguns endereços. Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo, alguém pediu: — Quietinho, tio, que eu quero anotar... Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homemsanduíche nada compra e nada oferece por si mesmo: seu corpo é um suporte móvel para o mercado alheio. Alugá-lo é por certo mais barato que contratar um pedaço de parede, é mais prático que disputar um lado de coluna. O homem-sanduíche, invenção do homo sapiens, é uma das provas vivas de que falta alguma coisa em nossa sabedoria. (Celso de Oliveira, inédito) 1. (ESPM-SP) – O autor considera que a expressão “homemsanduíche” é muito expressiva porque ela alude, ao mesmo tempo, à a) descrição de sua imagem e ao parco rendimento de sua função. b) sua posição intermediária na escala social e ao tipo de mercadoria que anuncia. c) descrição de sua imagem e ao tipo de mercadoria que anuncia. d) sua posição intermediária na escala social e ao parco rendimento de sua função. e) sua posição no mercado de trabalho e ao fato de passar despercebido.

2. (ESPM-SP) – “Nada entendi” – diz o autor do texto no segundo parágrafo. Essa declaração prende-se às seguintes causas: I. a mensagem do anúncio era contraditada por índices da pobreza de quem anunciava. II. ainda rapazinho ingênuo, chegado do interior, tomara ao pé da letra o que dizia o anúncio. III. desconhecia as razões da condição de quem lhe parecera uma estranha personagem. Está correto o que é dado como causa em a) II, somente. b) I e II, somente. c) I e III, somente. d) II e III, somente. e) I, II e III. 3. (ESPM-SP) – Para indicar a condição de “coisa” a que fora reduzido o homem-sanduíche, o autor se vale das seguintes expressões: a) “expressão de cansaço” e “fantasiado de pobre”. b) “exótica personagem” e “placa com pernas”. c) “placa com pernas” e “suporte móvel”. d) “suporte móvel” e “homo sapiens”. e) “placa com pernas” e “afinal estava vivo”. 4. (ESPM-SP) – No contexto da crônica, há uma relação de causa e efeito entre os seguintes fatos: a) “Muitos anos mais tarde” e “deparo-me com esta nova atração”. b) “neste tempo de desemprego” e “cerrada roda de interessados”. c) “anunciam empregos” e “certamente menos ingênuo”. d) “deparo-me com esta nova atração” e “COMPRO OURO”. e) “Por isso, mal pude vê-lo” e “Como ele se mexesse”. 5. a) b) c) (ESPM-SP) – É paradoxal a seguinte afirmação do texto: “Imaginei que exótica personagem era aquela”. “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo (...)”. “Então rapazinho do interior, trazendo comigo a ingenuidade de outras e mais amenas rotinas (...)”. d) “Comprando ouro ou oferecendo emprego, o homem-sanduíche nada compra e nada oferece (...)”. e) “Por isso, mal pude vê-lo no meio de uma cerrada roda de interessados”. 6. (ESPM-SP) – Está incorreta a seguinte afirmação sobre o texto: a) O autor é irônico ao dizer “Como ele se mexesse, pois afinal estava vivo...”. b) A condição de coisa do homem-sanduíche é intensificada pelas alusões a “pedaço de parede” e “lado de coluna”. c) O emprego da expressão “nossa sabedoria” é irônica e nos responsabiliza a todos pela miséria e exploração humanas. d) A expressão “Quietinho, tio, que eu quero anotar...” contém um misto de afetividade e impaciência. e) O autor detecta na “pequena multidão” os responsáveis pela condição do homem-sanduíche.

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7. (ESPM-SP) – Considerado o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão ou frase do texto em a) “designação muito expressiva” = sugestão enigmática. b) “figuras híbridas” = imagens falsas. c) “exótica personagem” = tipo bizarro. d) “suporte móvel para o mercado alheio” = base instável de um comércio precário. e) “outras e mais amenas rotinas” = experiências longínquas e vazias. 8. (ESPM-SP) – Estão corretamente grafados os sinônimos, respectivamente, de exótico, ensanduichado e disputar em a) esdrúxulo – imprensado – pleitear b) esdrúchulo – imprensado – divergir c) exquisito – emprensado – preitear d) esdrúxulo – emprensado – diverjir e) esquisito – imprençado – pleitear 9. (ESPM-SP) – A frase em que todas as palavras estão corretamente grafadas é a) O jovenzinho provinceano ficou extático quando se deparou com o homem-sanduíche. b) A ingênuidade do rapazinho impediu momentâneamente que ele desse pela função do homem-sanduíche. c) Quem tinha pretenções de emprego acercava-se das placas, buscando divizar o que informavam. d) A existência mesma do homem-sanduíche constitui prova de que nossa sabedoria não exclui a impiedade. e) Nas situações extremas, as pessoas desfazem-se de aneis ou correntes para cobrir despezas de emergência.

1. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) No primeiro parágrafo, entende-se que os citados intelectuais da época criaram a Cinemateca Brasileira contando com o apoio de seus jovens alunos universitários. b) No segundo parágrafo, estão em relação de causa e efeito, respectivamente, os segmentos: a continuidade de sua atuação e é um dos arquivos de filmes mais antigos do mundo. c) No terceiro parágrafo, a referência à Fédération Internacionale des Archives du Film foi feita como exemplificação dos fatos citados nas orações concessivas do parágrafo anterior. d) Compreende-se pelo texto que a ação da Cinemateca Brasileira resume-se na preservação de seu acervo, constituído pela maior coleção de filmes da América Latina. e) No terceiro parágrafo, a especial ênfase dada à produção contemporânea é o argumento mais abrangente para provar o cuidado da Cinemateca com o cinema em todas as suas manifestações. 2. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa redigida de maneira lógica, de acordo com a norma culta da língua e sem alteração das ideias originais do texto. a) A Cinemateca Brasileira, que o trabalho dela é de reconhecimento internacional, tem conhecido insucessos, os quais não a impedem a continuidade de sua eficaz ação. b) O trabalho feito pela Cinemateca Brasileira, considerada internacional, não está impedido por que teve e tem problemas; em vez, ela continua a agir contínua e eficazmente. c) Os problemas que a Cinemateca está sujeita, mesmo com o trabalho internacionalmente reconhecido, não prejudicam sua contínua ação que se revela eficazmente. d) A Cinemateca Brasileira, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, sofreu duros reveses, que não foram, entretanto, capazes de impedir sua ação contínua e eficaz. e) A ação da Cinemateca Brasileira eficaz e contínua não foi compatível com os problemas que sofreu, na medida que ela continua atuando de maneira adequada. 3. (MACKENZIE-SP) – Assinale a alternativa correta. a) Cinemateca é exemplo de vocábulo formado por composição em que o segundo elemento é um radical grego que significa “lugar onde se guarda”. b) A frase “Cinematecas, que preservam e difundem a cultura cinematográfica, não devem ser confundidas com instituições saudosistas” mantém o sentido original, se forem retiradas as vírgulas. c) A concordância verbal está correta em: “Antes da Cinemateca não haviam lugares próprios para a restauração de filmes”. d) A frase Embora o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios tem sentido equivalente a “Já que incêndios costumavam vitimar o acervo cinematográfico”. e) O segmento Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949 exerce a mesma função sintática do termo grifado em “Jovens estudantes, procurem conhecer a Cinemateca.”

Módulo 5 – Análise de Texto
Texto para as questões de 1 a 4. Do sonho de um grupo de intelectuais, entre eles Paulo Emilio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Antonio Candido, então jovens estudantes da USP, nasceu a Cinemateca Brasileira. Embora seus criadores tenham sofrido perseguições políticas em várias oportunidades, e o acervo cinematográfico tenha sido vítima de incêndios, a Cinemateca Brasileira, pela continuidade de sua atuação, é um dos arquivos de filmes mais antigos de todo o mundo. Membro efetivo da Fédération Internacionale des Archives du Film desde 1949, a Cinemateca Brasileira tem seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Além de possuir a maior coleção de filmes da América Latina, é um centro de informações e de difusão da cultura cinematográfica, que restaura e preserva a produção do cinema nacional em seu conjunto, com especial ênfase na conservação dos registros de imagens em movimento produzidos contemporaneamente, além de documentar, pesquisar e difundir o cinema em todas as suas manifestações.
(Folheto de divulgação da Cinemateca Brasileira, produzido pela Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura)

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fabricam-se versões. Desconfio de que essa seja uma falha de programação da mente humana. em suma. de longa data.) mesmo quando queremos ser justos e corretos. quanto se deve. a primeira vítima é a verdade. é o despudor com que versões substituem fatos e categorias ganham estatuto de epifanias. por meio de uma ironia. rostos desfigurados pela dor. situando-se além da condição humana.. pelos lados. para ser encontrada. que as cenas de guerra vêm camufladas. 132 – .Paulo. contudo. secretário de Defesa dos EUA. d) Alusão a uma tese: a “verdade” foi sacrificada por determinada circunstância. à ideia de que a “verdade”.. quando os exércitos em que poderia integrar-se foram desbaratados... reforçar a retórica dos políticos no seu papel de convocar todos para que não poupem suor e lágrimas até a vitória. Bin Laden estaria para Mc Veigh assim como o fundamentalismo muçulmano para a ultraortodoxia judaica e para todas as outras formas de fanatismo. Para que a diferença se transforme em ódio. Rumsfeld. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. As imagens do último desastre foram maquiadas para evitar que se vissem pessoas se precipitando no vazio. O terrorista sem rosto constitui uma ameaça que.) Se a guerra é contra o terror ameaçando uma forma de vida.. continuamos dividindo os homens em duas categorias: parecido-aliado e diferente-inimigo. Texto I CAÇANDO A VERDADE Alguém já afirmou que. Não é assim que se combate a epidemia das vacas loucas? Situar. por fim. além disso.) Donald H. (José Arthur Giannotti.. os títulos aludem à necessidade de saber quem seria o líder responsável por tal ação. em TV Folha 7/10/01) Texto II A OCULTAÇÃO DO REAL (. ao ser mordida pela astúcia ou pela mera força bruta. Não é o que pregam aqueles que se suicidam em massa na Guiana ou na Flórida? Não é contra o mal da frustração que se lança o estudante que toma de uma arma e assassina professores e colegas numa escola? (. o que distancia.. nunca de frente. Nunca duvidei disso. “Mais!”. para continuar a luta. Tomam a passagem por esse vale de lágrimas como pausa a ser abreviada pela imolação de si mesmos.. do que se dispersar em pequenos grupos. Mesmo na “Civilização”. inescrupulosamente. do que imaginar que o simples fato da diferença de formas de vida levaria ao conflito. Depois da experiência do Vietnã. O que me surpreendeu agora. porém. preferimos já sair sublinhando o que separa. e) Que o uso do gerúndio sugere a ideia de que essa ação contra o terrorismo deve ser contínua e prolongada e não imediata. no que a imprensa vem chamando de “guerra contra o terror”. c) De que eles aludem. como se trata da “caçada ao terrorismo”. 7/10/01) 1. tentando aferroar o inimigo pelas costas.. a guerra nesse plano termina por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. Em vez de simplesmente dizer que somos todos homens e que o fato de usarmos turbantes ou crucifixos é absolutamente secundário. se transforme em negociação democrática. diabolizar o inimigo. (ESPM-SP) – A justificativa para os títulos dos textos I e II seria: a) De que.. Todos se situam como iguais na doença do desapego à vida. nada mais lhe restando. evitando o contato direto dos jornalistas com o campo de batalha. acusa os inimigos de estarem “empenhados em negar a povos livres a oportunidade de viverem como quiserem”. O remédio então é criar um espaço em que a luta continue em termos civilizados e. vírus vindo de fora. (MACKENZIE-SP) – Assinale o título que seria fiel ao conteúdo informativo do folheto sobre a Cinemateca. sempre. Tudo é feito para reforçar o maniqueísmo. (. estar à caça da “verdade”.4. a) Cinema brasileiro: em prol da América Latina b) Cinemateca brasileira: a memória do nosso cinema c) Fatalidades atuais do cinema brasileiro d) A universidade e o cinema de protesto e) Cinemateca brasileira: a moderna produção de filmes Módulo 6 – Análise de Texto Textos para os testes de 1 a 8. as Forças Armadas norte-americanas trataram de controlar a notícia. tem de ser tratada como num jogo. (. numa guerra.) A história nos ensina que o militante se converte em guerrilheiro quando está irremediavelmente acuado. (Hélio Schwartsman. Mas o que vem a ser essa nova guerra que se trava nos limites do mundo conhecido? Sabemos. b) A sugestão de que é necessário tanto caçar o responsável pelas ações terroristas. Nada mais esdrúxulo. é salamandra que renasce de suas cinzas. mesmo sem saber exatamente o que seja “a verdade”. não é preciso que uma das partes se sinta ameaçada até mesmo em sua possibilidade de existir? (. deve ser abatido como animal feroz. em nome de um princípio transcendente. Folha de S. membros despedaçados.) Declarou-se guerra ao terror. primeiro afirmamos a diferença para depois procurar circunstanciais semelhanças.

d) A eliminação do terrorista é conclusão da proposição hipotética de que o terror é “vírus vindo de fora”. 3. segundo o autor do texto. ele quer alertar para um ponto em comum entre inimigos internos e externos: desapego à vida. que o terror é um vírus.. a) Todas as alternativas são verdadeiras. de forma a eliminá-los. c) Somente as alternativas I e III são verdadeiras. como um vírus. contudo. c) a força bruta. a guerra. b) Como identificar o terrorista “sem rosto”. e) Somente a alternativa I é verdadeira. nessa passagem. para o indivíduo “acuado”.2. b) ele é um doente. relação ao apoio dado à ação. aliada à astúcia. e) ele faz parte de uma forma fragmentada de terror. para impossibilitar identificação dos agentes. (ESPM-SP) – “Se a guerra é contra o terror ameaçando d) ele se torna invencível quando é levado a usar da astúcia ou força bruta. refere-se ao combate do terrorismo (sentido geral). segundo período? a) A intenção é simplesmente negar a afirmação do primeiro período. versam os dois textos? a) Como acabar com o terror. é “um doente e tresloucado”. deve ser abatido como animal feroz. na por abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. termina por abolir a diferença”. rosto que a) a mais eficaz forma de combatê-lo é por meio da guerra. e) Eliminar o terrorista é a única forma de garantir a segurança interna dos EUA. c) A intenção é ironizar o fato de que “guerra” ganhou um novo sentido. para testar seu nível de interpretação. é “alguém além da condição humana”. o inimigo passa a ser um doente e tresloucado que. e) Converte-se o indivíduo em ser sem identidade institucional.. II. É falsa a ideia de que não existem diferenças entre os inimigos internos e externos. são componentes do perigo representado pelo terrorista. porque a referida matéria foi escrita antes da reação dos EUA. 8. (ESPM-SP) – Quais as consequências. um tresloucado que deve ser eliminado. c) Converte-se o indivíduo em membro de pequenos grupos. Quando o autor diz “a guerra. a se combater. d) Como não camuflar a luta por interesses distintos. por isso justifica-se seu extermínio. c) O terrorista. d) a afirmação acima é falsa. apontadas pelo autor? a) Converte-se o indivíduo de militante em guerrilheiro. (ESPM-SP) – Como explicar o uso da adversativa no Texto 6. faz uso da indeterminação do sujeito. para isso. porque acuado. para destacar o objeto da ação. b) Somente as alternativas I e II são verdadeiras. c) Como abolir a diferença entre o inimigo externo e o interno. do qual fala o autor. (ESPM-SP) – Em: “Declarou-se guerra ao terror” (Texto II). b) O terrorista. d) A intenção é contrariar a ideia de que o sujeito da ação enunciada é desconhecido. usando. b) Converte-se o indivíduo num ser destemido. O plano. (ESPM-SP) – “Situar. considerando-o um agressor externo.” a) Afirma o autor.” I. 5. III. e) A intenção é levantar dúvida sobre “guerra” ser reação legítima a uma verdade aparente versus uma verdade camuflada. vírus vindo de fora. b) A intenção é confundir o leitor. (ESPM-SP) – É verdadeiro afirmar sobre o terrorista sem II. por isso justifica-se seu extermínio. (ESPM-SP) – Qual o verdadeiro dilema sobre o qual uma forma de vida. c) a afirmação acima tem como estrutura sintática a voz passiva. d) Somente as alternativas II e III são verdadeiras. – 133 . d) O indivíduo passa a valer-se de práticas traiçoeiras. por isso justifica-se seu extermínio. a guerra nesse plano termi- a) a afirmação acima tenta construir a ideia de unanimidade em b) a afirmação favorável à guerra. sob o rótulo de “guerra contra o terror”. e) Como conter a força bruta dos terroristas. e) a afirmação acima retrata uma reação emocional ao ataque sofrido pelos EUA. que sofre da doença do desapego à vida. segundo o autor do texto. situando-se além da condição humana. 4. 7.

no texto. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. entretanto. É quando os times ficam perfilados. um breve aceno de cabeça bastou para que os operários abrissem as canaletas. o melhor escultor do país foi chamado. c) Afim de ser entronizado em imponente estátua equestre. Foi um técnico de sucesso. O Tim. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. que está aí por lugares (um para cada um). mandou chamar. plumas. nem de longe o satisfez. 2. outro foi convocado. e durante semanas posou. Em breve.. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. o segmento “o melhor momento do futebol” são a) os times ficam perfilados – aí. o melhor escultor do país. Falava um jogo e o time jogava outro. devidamente montado num cavalo de pau. o ditador quis chamar o melhor escultor do país. O resultado. menos conseguia. Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. embora não chegasse aonde queria. e) é quando – começa o jogo. com plumas e condecorações. b) associou lhes a mãos e parados a times. nem de longe o satisfez. Faltavam a altivez dos traços. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável. in O Estado de S. Mas aí começa o jogo e tudo desanda.O ditador mandou chamar o melhor escultor do país. a qual do alto de um pedestal dominasse a cidade. e) ereto. portanto desistia. e durante semanas posou. Mas nenhum deles parecia saber captar a nobreza do líder: E a este não restou senão uma solução. que do alto de um pedestal dominava a cidade. dominasse. planejava todo o jogo numa mesa de botão. a qual do alto de um pedestal dominou a cidade. operários. empinou o queixo. d) estabeleceu relação de concordância entre lhes e mãos e entre parados e jogadores. esse inimigo mortal de qualquer estrategista. levantou o braço direito em gesto cívico.” O trecho transcrito aparece modificado de forma correta e sem prejuízo do sentido em: a) Assim que foi eternizado em imponente estátua equestre. e até mesmo os ceramistas. nem fazia o peito encovado justiça à força que abrigava. ou não se satisfaria. (Marina Colasanti. os poucos escultores restantes haviam sido chamados e despachados. Mandou construir imenso caixote de madeira. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. ditador. d) o tático pode olhar o campo – aí. Fuzilado o escultor.” A relação lógica estabelecida. não sendo o melhor. pela palavra grifada também aparece em: a) Muito tentou e não conseguiu o efeito pretendido. entretanto. produziu estátua ainda mais mesquinha. cívico. por exemplo. d) Porque desejava ser eternizado em imponente estátua equestre. E requisitaram-se os entalhadores.cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados”. encovado. sem que qualquer dos seus trabalhos parecesse sequer aceitável ao ditador. o autor usa o plural em lhes e parados porque a) ambas as palavras referem-se a lugar. 4. c) altivez. para tristeza e fúria do modelo. incluindo o minuto de silêncio. do alto de um pedestal. (FUVEST-SP) – As expressões que retomam. devidamente montado num cavalo de pau. Ereto sobre a sela estufou o peito. e deu um puxão nas rédeas. diziam todos. Tático exemplar. O qual. c) antecipou a concordância com os jogadores se movimentam. c) Nunca alcançava. mesquinha.. e) fez lhes concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e parados. b) escultor. era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores.. b) é quando – então.. modelo. GOLS DE COCURUTO O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. (Luís Fernando Verissimo. Contos de Amor Rasgados) 3.. (FUVEST-SP) – “Querendo ser eternizado em imponente estátua equestre. (FUVEST-SP) – “. O resultado. no qual entrou no dia aprazado. depois os santeiros. nobreza. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. (FUVEST-SP) – A alternativa em que todas as palavras e expressões pertencem a um mesmo campo de significação é: a) imponente. o ditador mandou chamar o melhor escultor do país. b) Enquanto quis ser eternizado em imponente estátua equestre. grandioso. Quando o cavalo ergueu-se sobre as patas traseiras. 134 – . d) Ou continuava. d) imenso. aceno. e) Visto que o ditador queria ser eternizado dominando a cidade em imponente estátua equestre. O problema do Tim. despejando a pasta de gesso até encher completamente o caixote. montado no seu fiel tordilho e trajado em alto uniforme. Texto para as questões de 3 a 6.Módulo 7 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “Gols de Cocuruto” e responda ao que se pede.. o melhor escultor do país foi chamado. cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema – e parados. que do alto de um pedestal dominasse a cidade. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. tristeza. com os times. 5. aprazado. b) Esforçava-se. força. e) Quanto mais se esforçava. (FUVEST-SP) – Em “. no texto. Da entrada em campo até a troca das camisetas. garantia de um molde perfeito onde coaria o bronze. mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário. o grandioso do gesto. c) aí – os jogadores se movimentam. Paulo) 1. tordilho.

Eu gosto é das cousas. Aquele que desdenha do próprio coração.. O pavão é um arco-íris de plumas. De acordo com o que o texto permite deduzir. Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores. d) a afirmação I está correta. O ser que ama sente refletir-se em si mesmo um atributo do ser amado. Bastam-se. O esplendor do pavão e o da obra de arte implicam algum grau de ilusão. Amigo ou adverso. Em nossa última conversa. (FUVEST-SP) – “— Mas se eu inventei. Verde. fui ao dicionário. b) a ser enriquecido pela criação de gírias. Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros. e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. você inventou — triunfei. Áspero. Entre um copo e outro de cerveja. (Ovo. Uma pedra. II. O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaboração. d) se projeta além dos limites físicos do que a motivou. Módulo 9 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “De Gramática e de Linguagem” e responda ao que se pede. um termo erudito empregado para criar um efeito cômico. Não se metem com ninguém. João. e) A absolvição da vaidade depende de uma dura penitência.. animal ou cousa: João. III. b) Não há vaidoso que possa suportar a vaidade alheia. ao final de sua narrativa. como em um prisma. Um ovo. e) a afirmação II está correta. (Rubem Braga. Escuro. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta. atingir o máximo de matizes com um mínimo de elementos.) As cousas vivem metidas com as suas cousas. sim!. c) pronto para incorporar estrangeirismos. Texto para as questões 3 e 4. acidental e efêmera. como é que não existe? — espantouse o meu amigo. um neologismo desprovido de indícios de significação. João só será definitivo Quando esticar a canela. a língua. é um luxo imperial. como é que não existe?” Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador.. Sonoro. uma frase adequada seria: a) Não há persistência quando impera a vaidade. Lento. era um código aberto. Não há pigmentos.. mesmo. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre..6. palavra técnica constante de dicionários especializados. parentes e bem-amadas. 3. reticente ou falastrão. As cousas são quietas. As cousas. c) as afirmações II e III estão corretas.. 2. b) é uma reação mecânica dos nossos sentidos estimulados. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes. d) A vaidade só se curva ao instinto de autopreservação. uma criação de palavra pelo processo de composição. apenas a) as afirmações I e III estão corretas. As pessoas atrapalham.. Mas andei lendo livros. Multiplicam-se [em excesso. — “Cardisplicente” não existe. sabiá. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico. Mas o bom. Estão em toda parte. Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. Morre. — Cardisplicente. Luminoso. nem sempre. que assim é o amor. c) decorre da predisposição de quem está apaixonado. seu grande mistério é a simplicidade. Rente. Eu considerei que este é o luxo do grande artista. b) as afirmações I e II estão corretas. e) resulta da imaginação com que alguém se vê a si mesmo. 200 Crônicas Escolhidas) 1. (FUVEST-SP) – Se a autora pretendesse acrescentar. caneta”. c) A expressão de uma grande vaidade não mede o custo. De água e luz ele faz seu esplendor. — Mas se eu inventei. para ele. a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. (FUVEST-SP) – Nas três “considerações” do texto. a ideia de que a sensação de esplendor a) ocorre de maneira súbita. E não exigem nada. DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa.. d) que se amplia graças à tradução de termos científicos. dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo. são os adjetivos. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. “cardisplicente” um jogo fonético curioso. oh minha amada. é a) b) c) d) e) (FUVEST-SP) – Conforme sugere o texto. Eu sonho – 135 . por fim. e) a ser enriquecido com contribuições pessoais. de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. Um armário. Ovo pode estar choco: é inquietante. Macio. uma espécie de “moral da história”. (FUVEST-SP) – Atente para as seguintes afirmações: I. o cronista preserva. como elemento comum. Módulo 8 – Análise de Texto Texto para as questões 1 e 2. — O quê? 4. mas arbitrário. Considerei. por ser um “cardisplicente”.

realiza-se independentemente da linguagem e do sonho.. tem sentidos ocultos a serem vivenciados. Leia os textos I e II para responder às questões de 3 a 6. com o tom soturno dos mineiros. Texto I POBRE ALIMÁRIA O cavalo e a carroça Estavam atravancados no trilho E como o motorneiro se impacientasse Porque levava os advogados para os escritórios Desatravancaram o veículo E o animal disparou Mas o lesto carroceiro Trepou na boleia E castigou o fugitivo atrelado Com um grandioso chicote. está “atrelado” ao ritmo do progresso.Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. cerrada. animal ou cousa: João. c) O cavalo. c) o primeiro par remete à ideia de gramática. dando à noite lúgubres pavores de enterros. porque nem a lua. estão presentes as funções apelativa e referencial.. predomina a função referencial. e) o primeiro par remete à ideia de linguagem.. 4. é correto afirmar sobre os versos que a) o primeiro par remete à ideia de gramática. ao menos. dá ideia da derrocada de terrenos abalados por bruscas convulsões subterrâneas. Neles predominam. b) ambos os pares remetem à ideia de gramática. sentindo na espinha dorsal. a função é metalinguística. um desconhecido tremor nervoso. a função metalinguística e a conativa. sabiá. onde alguns homens ásperos. assinale a alternativa correta. andam colocando largos tubos de barro para o encanamento das águas da cidade. Instintivamente. convivem atraso e modernidade. não tem saída. Nos dois pares. o segundo. d) Na oração “E o animal disparou” há uma relação de oposição. Texto II Volto da rua. cometem injustiças contra a natureza.. veem-se fundas e extensas valas cavadas de fresco. estabelecida pela conjunção. na oração seguinte. a) Há uma relação de causa e efeito entre a impaciência do motorneiro e o ato de desatravancar o veículo. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca. neles predomina a função metalinguística. enquanto o “motorista” depende da rapidez do trânsito. à ideia de linguagem. diante dessas enormes bocas escancaradas na treva. caneta. o segundo. b) Na oração “como o motorneiro se impacientasse” há uma comparação que se completa com a ideia da pressa dos advogados. que impressiona e gela. 1. 3. ali. como “fugitivo”. (FATEC-SP) – Ainda sobre o texto I. desde que não atrapalhem o ritmo urbano. o primeiro defende o ritmo lento das ações. pois.. fulgem no firmamento. podem estar na cidade.. pensa-se fatalmente na Morte. com relação à estrutura sintática e de significação dos versos “E como o motorneiro se impacientasse! / Porque levava os advogados para os escritórios / Desatravancaram o veículo! / E o animal disparou”. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto I. o poema não é suficiente para exprimir seus sentimentos. na rigidez do solo. o segundo. portanto. b) Na oposição entre “carroceiro” e “motorista”. revolta e calcária. que lembra o mistério. 136 – . A terra. fica limitado em razão do sonho e da linguagem. é uma forma de sonhar e fugir da realidade. e) O poema capta um momento da vida urbana em que. como numa tecla elétrica onde se calca de repente a mão. referencial. com imensa quantidade de pedras brutas sobrepostas. Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto. à ideia de gramática. d) ambos os pares remetem à ideia de linguagem. em torno dos formidáveis ventres abertos. (UNIFESP-SP) – Observe os pares de versos: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. a) b) c) d) e) (UNIFESP-SP) – Para o poeta. para modernizarem a cidade. e) As orações “E como o motorneiro se impacientasse” e “E o animal disparou” indicam relações de adição entre esses dois fatos.” “Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto…” Considerando-se o título e os sentidos propostos no poema. Há apenas uma noite escura. à ideia de linguagem. Não há nem a mais leve nitidez de aspectos. que representa o atraso. Noite glacial e melancólica.) À turva luz oscilante dos lampiões de petróleo. nem as estrelas. (. em linha. rudes. no segundo. 2. d) O poema indica que os elementos da natureza. respectivamente. No primeiro. a) O título sugere a crítica aos homens que. simbolizados em “cavalo”. num mesmo espaço. c) A oração “porque levava os advogados para os escritórios” é consequência da impaciência do motorneiro. Em ambos os pares.

in O Estado de S.” (FALECEM) c) “No Brasil. Os países capitalistas têm investido maciçamente no combate à fome. o sujeito reflete sobre os trabalhadores braçais que.32 milhões de pessoas passam fome. (. (VUNESP-SP) – Se o verbo destacado for alterado pelo que está entre parênteses. e) No texto I. Na sociedade moderna. Se deixar de comer e beber. (Frei Betto.” (NECESSITAM) 4.” (HÁ) d) “. b) O sujeito teme a cidade que se moderniza. b) I e II. com menos de 5 anos de idade. presentes no texto II... c) O tema da cidade.todos (.) não faltam alimentos. devido a sua rudeza. Da mescla de trigo.. morrem de subnutrição a cada ano. no olhar saudosista que lamenta a destruição da natureza.) morrem de subnutrição. com o culto do mistério já tipicamente simbolista. evitam comer carne crua..o alimento tem apenas valor de uso.. Impossível é prescindir de comida e de bebida. Entre os indígenas tribalizados. pois os operários deixam abertas as perigosas valas. no texto I.5. Dotados de capacidade reflexiva – sabem que sabem o que sabem –. a) No texto I. (VUNESP-SP) – Considere as seguintes informações: I. a) No retorno a casa. o olhar irônico do sujeito marca o estilo da poesia contemporânea. todos diferem quanto a hábitos e costumes.. domina a atitude romântica. estão corretas apenas as afirmações a) I e IV. o trabalho com a linguagem de tom informal identifica o Modernismo.. o encanador e o indígena. d) A modernização da cidade é percebida pelo sujeito que a contempla como uma violação à terra..) dependem de sua ração diária. d) forma injusta como é tratada a questão da fome nos países capitalistas. do Arcadismo.cerca de 300 mil crianças (.. gordura.. não respeitam a natureza. a) No Brasil (modo) b) morrem de subnutrição (causa) c) diretamente nos alimentos (tempo) d) até sem roupa (afirmação) e) com o advento do mercado (companhia) Módulo 10 – Análise de Texto Releia a seguir o texto “A Mesa Global” e responda ao que se pede. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação ao Texto II. o ser humano definha e morre. possível apenas com a morte. a confundir valas e túmulos. onde não faltam alimentos. alimento é-lhe tão imprescindível que. o valor do alimento equipara-se ao da vida humana. obras de arte e. em que as emoções do sujeito. 3. o valor de um produto alimentício supera o de uma vida humana. cozinham legumes e assam os grãos. e) Recusando a vida urbana de sua época. caracterizam o Romantismo. o que se acentua no texto II. até sem roupa. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa correta com relação aos Textos I e II. o homem e a mulher são os únicos animais que não enfiam a boca diretamente nos alimentos.. muda-se o sentido da oração em: a) “.. c) II e IV. mas coincidem num ponto: dependem de sua ração diária. diferentemente do texto II. Para os índios. contrasta com o elogio da vida simples e o fugere urbem.. com o advento do mercado. perturbado por suas alucinações. o papa. assim como extraem cerveja da cevada e vinho da uva.O homem moderno concebe o alimento como um bem de consumo e lucro. A bailarina e o papa. II. (VUNESP-SP) – Assinale a alternativa em que o sentido da preposição destacada está correto. No Brasil. o Nobel de Química e o encanador. ainda hoje o alimento tem apenas valor de uso. III. nos trópicos. 32 milhões de pessoas passam fome e cerca de 300 mil crianças. se associa à prosa simbolista.. tipicamente realista.. em que o vocabulário. A MESA GLOBAL Pode-se viver sem estudos. para evitar queda de preços. produtos industrializados. Capazes de reproduzi-los pela agricultura e pela pecuária. sal e fermento obtêm o pão. equipamentos e interesses. embora haja milhares de famintos. 2. Na sociedade capitalista. O – 137 .” (POSSUI) e) “..” (SENTEM) b) “. e) ação contínua dos produtores para que se reduzam os preços dos alimentos. A ambição de lucro faz com que se destruam plantações de grãos e frutas. passou a ter valor de troca. lavam as frutas e verduras. água. b) falta de incentivo governamental para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. em contraste com o texto II.. IV.. 6. c) O contraste entre o negror da noite e a luz dos lampiões induz o sujeito. Paulo. o marajá e o indígena. comparadas a bocas abertas para a morte. o sujeito quer retomar à vida natural. com tédio da vida. o alimento vale apenas para saciar suas necessidades físicas. (VUNESP-SP) – A crítica que se sustenta no texto centra-se na questão da a) diferença na alimentação entre a bailarina. mais refinado. d) I e III. que caracterizam o texto II como barroco. d) Os versos livres que caracterizam o Modernismo no texto I contrastam com a presença de antíteses. c) forma excêntrica com que os seres humanos tratam os alimentos antes de consumi-los. b) No texto I. De acordo com o texto. texto adaptado) 1. e) III e IV.

“globalização” é praticamente sinônimo de “americanização”. Grosso modo. no Brasil onde. Folha de S. passam fome. Nestes tempos de “guerra”. 7. e) 32 milhões de pessoas passam fome no Brasil. d) Não faltam alimentos. BRASÍLIA – Se não bastasse. c) expressa dúvida e espanto da autora quanto à compreensão do que seja exatamente “retaliar à altura”. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto ao uso das aspas. agora mais essa: corremos o sério risco de acabar entre Osama Bin Laden e George W. 32 milhões — de pessoas — passam fome. d) seu uso excessivo visa marcar falta de critério da autora do texto no uso das aspas. 32 milhões de pessoas passam fome. 138 – . Texto para os testes 6 e 7. de querer retaliar à altura (?!). d) sugere que há dúvida quanto à atitude de “retaliar à altura” ser fruto do querer ou ser uma imposição devido à gravidade dos fatos. no texto.5. e) há dúvida em relação a qual dos dois citados seria o verdadeiro responsável pela retaliação anunciada como revide. descrença nas intenções de Bush. O outro. Em tempos de “paz”. b) seu uso visa marcar palavras de outros autores. (VUNESP-SP) – A pontuação está correta na alternativa: a) Não faltam alimentos. é certo afirmar que a) seu uso visa ressaltar as ideias principais do trecho em questão. a “globalização” pode ficar ainda pior. no Brasil onde não faltam alimentos passam fome. Eles se matam aos milhares por lá e por aí. Paulo) 6. no Brasil. os juros deles aumentam lá. c) seu uso visa resguardar os termos destacados de seu sentido absoluto para sugerir outros sentidos. b) expressa dúvida sobre “retaliar” — por isso depender de se saber quem o faria — e. que tanto recomendam não usar ponto de exclamação quanto de interrogação em título de matéria. (Eliane Cantanhêde. pode-se afirmar que a) fere a determinação dos manuais de estilo jornalístico. onde. Bush. 32 milhões. onde. Um é suspeito de explodir o coração dos EUA. e) seu uso visa confundir o leitor a respeito dos conceitos marcados pelas aspas. concomitantemente. e nós vamos pagar o pato aqui. onde não faltam alimentos. (ESPM-SP – adaptado) – Quanto à pontuação (entre parênteses) do primeiro parágrafo. c) Não faltam alimentos no Brasil. de pessoas. e você não consegue mais pagar a prestação de sua casa aqui. b) 32 milhões de pessoas.

pois estes interiorizam a suposição de que não são sujeitos da história. se precisa do trabalho deles. agentes da história e do progresso. Resolução Na gravura de Escher. Resposta: D – 139 . (FUVEST) – Observe. fazendo com que se lembrem apenas dos feitos dos vencedores. Nem para os camponeses.FRENTE 4 REDAÇÃO E MORFOLOGIA Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. quando o autor descreve com isenção e distanciamento a experiência de que trata. a ideologia nunca nos diz o que são esses “grandes”. mas apenas seus pacientes. “puxar conversa”. nem a dos servos. o desenho volta-se para o próprio desenho. Não é assim. d) na literatura. Não há direito à memória para o negro. mas os dominantes também não permitem que restem vestígios (documentos. monumentos) dessa história. b) poética. a) nos jornais. Nem para o índio. d) fática. Aliás a própria ideia de que os outros são os “pequenos” já é um pacto que fazemos com a ideologia dominante. c) na prosa científica. os vencidos perderam o “direito” à história). das “grandes descobertas”. e) apelativa. dos “grandes feitos”. cuja “grandeza” depende sempre da exploração e dominação dos “pequenos”. Por isso os dominados aparecem nos textos dos historiadores sempre a partir do modo como eram vistos e compreendidos pelos próprios vencedores. por exemplo. com frequência. quando o repórter registra uma ocorrência que lhe parece extremamente intrigante. mas simplesmente porque sua ação histórica consiste em eliminar fisicamente os vencidos ou. Graças a esse tipo de história. c) emotiva. elimina sua memória. uma vez que a intenção do emissor foi apenas fazer um cumprimento. nem a dos trabalhadores vencidos – não só suas ações não são registradas pelo historiador. os dominantes. então. A este procedimento. quando o escritor se vale das palavras para expor procedimentos construtivos do discurso. isto é. ao representar o ato de desenhar. Grandes em quê? Grandes por quê? Grandes em relação a quê? No entanto. o saber histórico nos dirá que esses “grandes”. O vencedor ou poderoso é transformado em único sujeito da história. Resolução Resposta: D Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correção Não possuímos a história dos escravos. dos “grandes progressos”. são os “grandes e poderosos”. e) nos manuais de instrução. esta gravura de Escher: 2. não só porque impediu que houvesse a história dos vencidos (ao serem derrotados. que os estudantes negros ficam sabendo que a Abolição foi um feito da Princesa Isabel? As lutas dos escravos estão sem registro e tudo que delas sabemos está registrado pelos senhores brancos. quando se organiza com clareza uma determinada sequência de operações. a ideologia burguesa pode manter sua hegemonia mesmo sobre os vencidos. quando se comparam dois produtos que têm a mesma utilidade. equivalente ao descrito na alternativa d. (FAGA) – No primeiro quadrinho não houve a transmissão de informação nova. Nem para os operários. A função da linguagem que apresenta esta característica é a a) metalinguística. exemplos de aproveitamento de recursos equivalentes aos da gravura de Escher encontram-se. chama-se metalinguagem. abaixo. b) nos textos publicitários. (Marilena Chauí) Na linguagem verbal. História dos “grandes homens”.

sugere a adesão do leitor às conclusões decorrentes da argumentação do articulista.º parágrafo: “testes” retoma “todos os testes”. (FGV-SP) – Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada não tem valor de adjetivo. pois está substantivado pelo artigo o.3. pisou na bola. o codescobridor da molécula de DNA e ganhador do Nobel de 1953. Assinale a alternativa que identifica incorretamente um desses procedimentos: a) A tese (1. 4. Nos parágrafos seguintes. b) O sol desbotou o verde da bandeira.º parágrafo: “James Watson”. Resolução Verde. mas no grupo ao qual consideramos que ela pertence. Assinale a alternativa em que a sequência dos números corresponde à sequência lógica desses parágrafos.º parágrafo: “ele” retoma “James Watson”. Resposta: B 140 – . e) 2/4/1/3/5. paralelismo sintático. a) 4/2/1/3/5. 2. ou seja.º parágrafo: “generalização” retoma “generalização apressada”. O último paragráfo. Assinale a alternativa em que não há correspondência entre o adjetivo e a locução. o fato é que é em princípio errado prejulgar alguém por características (reais ou supostas) que não observamos nessa pessoa. Resposta: E 4. c) Tinha os cabelos branco-amarelados. (FGV-Adm. Resolução O adjetivo inodoro corresponde à locução adjetiva sem cheiro. (FECE-Apucarana) – O adjetivo marítimos equivale à locução adjetiva dos mares. mesmo com toda a sua genialidade científica. 3 Os testes a que o laureado se referiu são provavelmente as tabelas de Richard Herrnstein e Charles Murray publicadas em The Bell Curve (a curva do sino ou a curva normal). sofreu muitas adaptações e não mais corresponde à opinião do autor. Resposta: B 6. Resposta: C Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 5. A retomada de termos mantém a coesão textual e permite colocar o texto em sequência lógica. É possível inferir e/ou identificar vários procedimentos usados pela autora para defender o seu ponto de vista. nas relações antitéticas e nas alusões históricas. e 5. b) A unidade do tema é preservada porque o autor desenvolve as ideias com coerência. 2 Podemos concluir que as forças da civilização exigem que abandonemos essa forma primitiva de pensar e utilizemos a razão e não reações instintivas no trato com outros seres humanos. obedecendo à estrutura dissertativa: tese. reflexões filosóficas. Esses elementos de coesão são: 1. a) exangue – sem sangue. um dos livros mais explosivos e criticados da década passada. e) A articulação das ideias de um parágrafo para outro é feita por meio de conjunções subordinativas. 3. e) O mendigo carregava um fardo amarelado. Resolução O texto inicia-se por um período que contém uma declaração de sentido geral do geneticista James Watson. b) inodoro – sem sabor. de 1994. a) A malha azul estava molhada. d) O grau de persuasão do texto está pautado. não foi capaz de fazer. d) 5/2/3/4/1. argumentação e conclusão. 1 Ele cometeu em sua declaração pelo menos dois grandes pecados epistemológicos. 4 James Watson.º parágrafo) contém o tópico frasal – a história sempre foi registrada a partir do ponto de vista dos dominadores ou vencedores – a partir do qual a autora desenvolve os argumentos. O texto original. na alternativa b. é um caso de derivação imprópria ou conversão. e insípido à locução sem sabor. c) 4/1/3/5/2. 5 Quanto à generalização. com os verbos na primeira pessoa do plural. Falou em “todos os testes” sem dizer quais e fez uma generalização apressada. e) pluvial – da chuva. c) A fundamentação das ideias é obtida por meio de vários recursos argumentativos: perguntas retóricas. d) bélico – da guerra. É isso que Watson. Declarou que africanos são menos inteligentes do que ocidentais. principalmente.) – Os parágrafos abaixo estão fora de ordem. Paulo. Resolução Não há conjunções subordinativas iniciando os parágrafos. c) hepático – do fígado. A autora do texto acima tem a intenção de convencer o leitor quanto à questão da participação política no processo histórico. d) As nuvens tornavam-se cinzentas.º parágrafo: expressão que indica conclusão: “podemos concluir”. b) 4/5/2/1/3. redigido por Hélio Schwartsman para a Folha de S. o articulista passa a refutar a declaração citada e arrola as possíveis justificativas para as conclusões preconceituosas de James Watson. deixa de ser adjetivo. exposição de fatos etc.

de modo que haja relação de sentido entre as ideias. As uniões consensuais cresceram. entretanto. (Porque / entretanto / logo) 3. d) à proporção que.que lhe torna a solidão horrível”. só não o fazemos.6% dos domicílios do país têm computador. RESOLUÇÃO No trecho “. b) à proporção que. porém. 21/03/07) 7. contudo. c) Achei algum futuro. causa (2). apenas. sem as inverter. logo. reitera a ideia de negação. exclusão (5). Resposta: D 8. posposto ao substantivo futuro.. contudo. 1. engana nossa falta de poder. ou seja. 10. Também há ocorrência de pronome empregado com sentido de posse em: a) O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio. ainda assim. Os números mostram que o brasileiro vive à margem da era digital. Transforme-as em uma única. A desigualdade persiste. nós temos.Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis Leia a charge. apenas. por isso. As estatísticas também registram avanço na educação. oposição (3 e 4). (contudo / logo / por isso) 4.) – Assinale a alternativa em que a mudança da posição do adjetivo no texto altera o sentido da frase. Resposta: D 10. d) O Brasil apenas começou a tomar um certo impulso… e) O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento… Resolução O pronome indefinido certo passa a adjetivo se colocado depois do substantivo impulso... d) Vagabundo é quem não tem o que fazer. (FGV-Econ. tem o sentido de “adequado. (com isso / ainda assim / desde que) 5. c) [O trabalho] desvia-o da visão assustadora de si mesmo. Resolução O pronome indefinido algum. (FGV-Econ. porém. embora. o pronome lhe é empregado com sentido de posse e equivale a sua: que torna a sua solidão horrível.. b) Se eu fosse cunhar uma frase digna de um porta-voz da bufunfa… c) . contudo. Resposta: B – 141 . (UFES) – As afirmativas de cada um dos itens abaixo expressam o perfil do brasileiro.parafraseando uma outra máxima trivializada pela repetição. e) [O trabalho] faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento. desde que. Resposta: B Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis (Diário da Tarde. (Apenas / embora / porém) A alternativa que contém a ordem correta dos elementos de ligação é: a) a fim de que. logo. mantém o mesmo sentido do pronome indefinido nenhum. d) Não achei futuro algum. a) Achei algo. fazendo uso de um dos elementos de ligação propostos. O desemprego cresce no país. b) [O trabalho] impede-o de olhar um outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. e) ainda que. apropriado”. c) ainda que. O brasileiro teve mais coragem e orgulho de declarar sua cor. (à proporção que / ainda que / a fim de que) 2. certo significa algum. A população negra cresceu.. a) O nosso “complexo de vira-lata” tem múltiplas facetas. Minas Gerais. Saúde e educação melhoram.) – O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade. com isso. A taxa de casamentos legais caiu. Resolução A relação que se estabelece entre as orações é de proporcionalidade (1). porque. (UNIFESP) – Assinale a alternativa em que a frase mantém o sentido da resposta do policial. ainda assim. porque. o vício e a necessidade. b) Achei alguma coisa. ainda assim. 9. porque. conforme resultados do Censo 2000. como adjetivo. Como pronome. e) Não achei muita coisa..

a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade. O presidente cortou o pão com a faca. finalidade. finalidade. O presidente ficou irritado com as críticas. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. 1. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. Na noite de Natal. Resolução As circunstâncias expressas por enquanto. explicação. de horizonte a horizonte. instrumento. Resposta: E 14. no entanto indica contraste. d) tempo. Resolução As preposições estabelecem as relações indicadas na alternativa a. de: a) condição. As preposições destacadas traduzem. instrumento. oposição. ideia de a) companhia. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite. ela não se move em relação às estrelas. modo. adição. instrumento. indicando conclusão. para e porque são. modo. que interpreta de forma distorcida o significado da primeira. e) companhia. é necessário lembrar que. finalidade e causa. c) alternância. causa. respectivamente. e) adição. simultaneidade. no entanto. d) lugar. é possível contemplar. modo. b) A marca linguística que gera alteração de significado é a preposição em. A substituição da preposição em pela preposição com (“problemas com a casa”) desfaria o equívoco. (Roberto de A. b) adição – objeção – tempo – conclusão. brigou com seu amigo e principal repórter. Portanto. Paulo. b) simultaneidade. Se. a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. então. 2. então equivale a isso.o/10/01) a) O que há de engraçado nesse diálogo? b) Qual a marca linguística que permite o efeito cômico? Resolução a) A comicidade está na segunda fala do primeiro quadrinho. d) distanciamento – oposição – tempo – consequência. indicando efeito. enquanto vestia o smoking para ir a um jantar da alta sociedade carioca. a cada instante. oposição. (ITA) (Folha de S. Resposta: A Módulo 6 – Dissertação – Coesão (FUVEST) – Além de parecer não ter rotação. respectivamente. então o campo de visão à noite não seria. pois a expressão “problemas em casa” já se consagrou como referente a problemas de relacionamento familiar.11. exatamente porque o jornalista atacara a nova capital em artigos… A relação que se estabelece entre as orações destacadas é. e) adição – oposição – consequência – conclusão. respectivamente. de horizonte a horizonte. 4. portanto equivale a logo. em geral. oposição. na antiguidade. companhia. b) companhia. O presidente almoçou com os sindicalistas. simultaneidade. portanto estabelecem no texto relações. causa. Os termos além de. c) simultaneidade. Para entender esses argumentos. modo. modo. no entanto. 3. tempo. conclusão. Neste caso. Resposta: D 12. de cada vez. causa. imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica. O presidente falou junto com o ministro. a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. consequência. de a) distanciamento – objeção – tempo – efeito. 142 – .) 13. tempo. exatamente a metade da esfera das estrelas. respectivamente. modo. Introdução geral ao Commentarius de Nicolau Copérnico. outras vezes poderíamos ver menos da metade do zodíaco. a metade do zodíaco. (ESPM) – Leia as frases: 1. consequência. causa. Martins. o céu visível à noite deve abranger. explicação. a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar. David Nasser. Resolução Além de equivale a soma. E se ela está sempre nesse centro. c) distanciamento – consequência – conclusão – efeito. cujo raio não parecia ser muito superior à distância da Terra aos planetas. por conseguinte.

ó tarde doce".. No enunciado da questão... trem ou ônibus”.. Resposta: D – 143 .... que a princípio se referia a “entrar ou colocar-se em embarcação”. que se misturam e se confundem no efeito emocional que provocam no leitor... "Montou." e "como quem tocasse violino.. ó tarde doce que se admira..” e) “Amanheceu.... e) aliteração... inculta e bela..” b) “Última flor do Lácio. porque o verbo montar refere-se a “colocar-se sobre cavalo”. a) “e o pão preserve aquele branco / sabor de alvorada. c) hipérbato. (ENEM) – Ferreira Gullar. (GULLAR..” c) “Apressadamente. estendeuse para outras situações referentes à montaria: “montar um camelo. A palavra “sabor” implica sensação gustativa. ele recorre à sinestesia. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. . comparações ("Como uma torre de pérolas e safira.. figura que se observa na frase: "Montou a cavalo no burro bravo". "ó tarde"). O uso... Ó tarde linda. construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas. BICHO URBANO Se disser que prefiro morar em Pirapemas ou em outra qualquer pequena cidade do país estou mentindo ainda que lá se possa de manhã lavar o rosto no orvalho e o pão preserve aquele branco sabor de alvorada.. Ferreira.. Com seus matos sombrios suas águas suas aves que são como aparições me assusta quase tanto quanto esse abismo de gases e de estrelas aberto sob minha cabeça. ocorre em: a) “Os tempos mudaram..) Embora não opte por viver numa pequena cidade.. O mesmo ocorre com o verbo embarcar.. a luz tem cheiro.") e prosopopeia ou personificação ("Tarde de olhos azuis e de seios morenos...” b) “ainda que lá se possa de manhã / lavar o rosto no orvalho” c) “A natureza me assusta. poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes cidades..” d) “Ó mar salgado.. o flagrante apelo aos sentidos humanos....... o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades. é autor de “Bicho urbano”. que se misturam e se confundem".. todos embarcaram no trem... Resposta: A 16.” Resolução Catacrese é a figura que consiste na utilização de um vocábulo com sentido inadequado em virtude da inexistência de palavras que designem os seres referidos. b) anacoluto.. mesclam-se referências a duas impressões sensoriais diversas.. Assinale a opção em que se observa esse recurso. és a um tempo esplendor e sepultura... Toda poesia. definida no enunciado como "apelo aos sentidos humanos.. (FUVEST – MODELO ENEM) Tarde de olhos azuis e de seios morenos.. Ó tarde como quem tocasse violino.... quanto do teu sal.. Resposta: C 17."). Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos. (FUVEST – MODELO ENEM) – A catacrese. 1991.. os versos de Emiliano Perneta têm apóstrofes ("Ó tarde linda. no devagar depressa do tempo... “embarca-se em avião.Módulo 7 – Figuras de Palavra 15........ porém.. / Com seus matos sombrios suas águas” d) “suas aves que são como aparições / me assusta quase tanto quanto” e) “me assusta quase tanto quanto / esse abismo / de gases e de estrelas” Resolução Na expressão “sabor de alvorada”. A natureza me assusta..... no burro bravo" é catacrese. d) sinestesia... além de barco. um dos grandes poetas brasileiros da atualidade... (Emiliano Perneta) Nesses versos. montar um elefante” etc. Como uma torre de pérolas e safira.. Hoje. Resolução Além da sinestesia “tarde doce”. “alvorada” (palavra derivada de “alvo”) implica sensação visual. caracteriza figura altamente expressiva: a) metonímia..

” b) “Há tanta vida lá fora. Para Garfield. Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em a) “Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão. Companhia das Letras./ Meu mulato inzoneiro.) data da nossa independência política. meu Brasil brasileiro.. Resposta: B 144 – . (Machado de Assis. 1992.” c) “Brasil. Em nenhuma das demais alternativas ocorre a mesma estrutura de significação. Vinícius de. o que constitui a figura de linguagem chamada oxímoro. é um recurso expressivo de natureza semântica que aparece em “lá fora” / “aqui dentro”. a metonímia corresponde à substituição do concreto (os engenheiros brasileiros) pelo abstrato (“a engenharia brasileira”)./ Vou cantar-te nos meus versos. (ENEM) – Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente.” d) “Se lembra da fogueira.” d) “…o operário faz a coisa E a coisa faz o operário. dos sertões?” e) “Meu bem querer/ É segredo.” b) “…a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão” c) “Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia De que sequer suspeitava. o sujeito casa recebe dois predicativos que se contradizem e excluem (“liberdade” e “escravidão”). sempre. e do meu primeiro cativeiro pessoal. Resposta: B 19. Resposta: B 20. ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em: a) “Meu coração/ Não sei por que/ Bate feliz. …Suspendamos a pena.. configurada nas expressões antônimas “independência política” e “cativeiro pessoal”. é sagrado. um humilde operário Um operário que sabia Exercer a profissão.) Resolução Nos versos transcritos na alternativa b. data da nossa independência política.Módulo 8 – Figuras de Pensamento 18./ Aqui dentro.” e) “Ele. não adiantemos os sucessos. e) Pleonasmo. Antologia Poética. Vamos de um salto a 1822. Memórias póstumas de Brás Cubas) Nas alternativas abaixo. (ITA) – Assinale a figura de linguagem predominante no seguinte trecho: A engenharia brasileira está agindo rápido para combater a crise de energia./ Como uma onda no mar. d) Hipérbole. b) Metonímia./ Se lembra dos luares. a) Metáfora. c) Eufemismo.” (MORAIS. quando te vê./ Está sacramentado/ Em meu coração. estão transcritos versos retirados do poema “O operário em construção”. e do meu primeiro cativeiro pessoal”. (FUVEST – MODELO ENEM) – Na frase “(.” Resolução A antítese. a frase de saudação de Jon (tirinha abaixo) expressa o maior de todos os oxímoros./ Se lembra dos balões. São Paulo. Resolução No caso.

pois atribui-se característica humana às ondas (“choram”). mas diferentes no significado. epa. palavras que se diferenciam por mudanças fonéticas mínimas (tropa/trapo/tripa). e) o PARADOXO. e o mato cochichava. c) o POLISSÍNDETO. nos trechos I. ipa.” (Graciliano Ramos) e) “Um bando de maitacas passava. Em II. II. ao mesmo tempo. porque a Musa topa Em apa. d) assonância e preterição. e sua. d) o PLEONASMO. Choram as ondas. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. Mostra o patife da nobreza o mapa: Quem tem mão de agarrar. Esse procedimento chama-se aliteração. existe repetição dos fonemas consonantais /p/. Resposta: B – 145 . Resposta: D 22. opa. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. b) a SINESTESIA. Resolução No verso “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. não o que houve. II e III. Resposta: E 23. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. “O olhar para trás”. ligeiro trepa. Para a tropa do trapo vazo a tripa E mais não digo.) Módulo 10 – Figuras Sonoras AS COUSAS DO MUNDO Neste mundo é mais rico o que mais rapa: Quem mais limpo se faz. ontem garlopa. (FATEC) – Em “Para a tropa do trapo vazo a tripa”. e teima. chuva beirando’. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. /t/ e /r/. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. Assinale a alternativa que não contém onomatopeia: a) “Jamais tivera notícia de tanto silvo e chilro. emocionados. paronomásia. III. podese constatar que o poeta teve grande cuidado com a seleção e disposição das palavras que compõem a sonoridade do verso. (MACKENZIE) – I. As alpercatas batiam no chão rachado. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. e lima. para salientar certos fonemas que se repetem (principalmente os “pês” e os “tês”).” (Oswald de Andrade) c) “ ‘Sapo na seca coaxando. na paciência e no sossego. Mais isento se mostra o que mais chupa. b) Elipse / aliteração / sinédoque. upa. e o coração (…).” (Guimarães Rosa) Resolução Trata-se de paronomásia: ouve/houve. A flor baixa se inculca por tulipa. em que as palavras são parecidas no som. c) aliteração e paronomásia. partindo vidros. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. e) metáfora e metonímia. e) Elipse / polissíndeto / prosopopeia. portanto. Resolução Nesses versos de Vinícius de Moraes. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes.Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 21. Os recursos estilísticos empregados aí foram a) personificação e alusão. há personificação ou prosopopeia. ocorre silepse de pessoa: os sobreviventes (3. Em III. tinindo guizos. estralejando de rir. há polissíndeto. e os minutos passando…”).” (G. tem mais carepa. b) paralelismo e comparação. (Gregório de Matos Guerra. Rosa) b) “A imprensa publica o que ouve. mais increpa: Quem dinheiro tiver. caracterizado pela repetição da conjunção e (“E o olhar (…). Resolução Em I. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e.a pessoa do plural) e abraçamos (1. (FATEC) – E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. e a cabeça (…). Rosa) d) “Chape-chape. Com sua língua. Do claustro. ocorre polissíndeto com a repetição da conjunção e. Os vocábulos tropa/trapo/tripa apresentam semelhança de sons e diferença de sentido. e sofre. Quem menos falar pode. Bengala hoje na mão. Resposta: C 24. E os sobreviventes. Trabalha. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. cheio de palavras polacas e de mil bichinhos tocando viola no oco do pau. pode ser Papa. Seleção de Obras Poéticas) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. respectivamente. utilizando. constituindo. mãe Quitéria!” (G. ao nobre o vil decepa: O velhaco maior sempre tem capa.a pessoa do plural). choram em vão: O inútil choro das tristes águas.

Nos textos abaixo. o “bom dia”. pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata. 4. e em seguida a demonstração. a prova. ouvi. sou forte. (Rose-Marie Muraro) b) O discurso comporta duas partes. Aponte os elementos que integram o processo de comuni- cação em “Poética”. (. identifique as funções da linguagem: a) O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum. eu vou indo em busca de um sono tranquilo. c) Função fática. descendo Da tribo tupi. b) Função referencial. de Cassiano Ricardo. a segunda. (CESUPA-CESAM-COPERVES) – Segundo o linguista Roman Jakobson. fala-se do tempo ou de futebol. Meu canto de morte Guerreiros. até o dia em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer. e você? Tudo bem. (Aristóteles) c) Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho.) A primeira destas operações é a exposição. Ela faz referência à função da linguagem cuja meta é “quebrar o gelo”. eu vou indo pegar um lugar no futuro. (PUC) – Observe a seguinte afirmação: Em nossa civilização apressada. Indique a alternativa que explicita essa função. dificilmente lograríamos (…) encontrar mensagens verbais que preenchessem uma única função… A estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da Texto para as questões 2 e 3: POÉTICA Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados Que é Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto Um homem que tem fome como qualquer outro homem. (Gonçalves Dias) 146 – . (Danilo Caymmi & Ana Terra) e) Olá.Módulo 1 – Funções da Linguagem 1. a) Função emotiva.. e) Função poética. Guerreiros. Que agora anda errante Por fado inconstante. 5.. Da tribo pujante. tudo bem? Tudo bem. d) Se um dia você for embora Ria se teu coração pedir Chore se teu coração mandar. Guerreiros. o “boa tarde” já não funcionam para engatar conversa.. ouvi. d) Função conativa. Qualquer assunto servindo. Quais as funções da linguagem predominantes no poema anterior? 3. nasci: Sou bravo. Sou filho do Norte Meu canto de morte. Sou filho das selvas Nas selvas cresci. (Paulinho da Viola) 2. (Cassiano Ricardo) função predominante. como vai? Eu vou indo e você.. Guerreiro.

Observamos que medidas mais enérgicas eram urgentes para conter as despesas. também. Assim. sobretudo nos países árabes. Módulo 2 – Estrutura da Dissertação e Critérios de Correções 1.000 apátridas no país. são utilizados recursos gramaticais para tornar o texto impessoal. (PUC-SP) – Com esta história eu vou me sensibilizar. decidiu-se encaminhar o caso para as instâncias superiores. escrevo com o corpo. marcada pela sondagem de fluxo de consciência (monólogo interior). abrimos os documentos nos quais se apontavam os pontos falhos do processo. Não é uma situação comum no mundo islâmico. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. Foi observado que medidas mais enérgicas eram urgentes para as despesas serem contidas. 2 – Em situações como essas. d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. Ao contrário. mas o hábito – cujo objetivo é privar a mulher do prazer sexual – continua amplamente difundido. (Clarice Lispector) A obra de Clarice Lispector. Decidimos também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. abrimos os documentos que apontavam os pontos falhos do processo. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles e não há notícia de nenhuma organização pelos direitos femininos que tenha sobrevivido por muito tempo. c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.” No trecho acima. 1 – Após instalarmos a comissão. justificando a indicação.1 – Eu constatei. renda. 2 – No relatório final. estalactites. após fazer uma análise cuidadosa. Se se deixam as decisões urgentes para outras pessoas. entre eles o Irã. Este livro é um silêncio. 2 – Constatei. 1 – No relatório final. Na década passada. Este livro é uma pergunta. II. Eu não sou um intelectual. A VIDA ATRÁS DOS VÉUS O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. corro o risco de perder o controle sobre os acontecimentos. Observe o trecho em questão e aponte os elementos que comprovam tal preocupação. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. Se deixar as decisões urgentes para outras pessoas. corre-se o risco de se perder o controle sobre os acontecimentos. Há hoje 80. uma preocupação com a escritura do texto literário. Na Arábia Saudita. Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica. 6. para não contrariar a oposição islâmica. que os dados que recolhi não eram suficientes para justificar a conclusão. (Veja. após fazer cuidadosa análise. de acordo com as normas da língua padrão. assim. o governo retirou um projeto de lei que permitiria às mulheres viajar para o exterior sem autorização escrita do marido. buscar mais evidências a fim de uma análise ser apresentada com mais respaldo. I. 01/03/2000) – 147 . constatou-se um desvio de recursos que se supõe ter sido feito pelo diretor afastado. Recentemente. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. IV. que são insuficientes os dados recolhidos para que se justifique a conclusão. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. na universidade e na imprensa. Para que os fatos sejam apurados. não permite que a mãe passe a nacionalidade egípcia ao filho. Resolvi. Decidiu-se também relatar os últimos acontecimentos que não constavam do processo. omitiram-se as informações que comprometeriam o andamento das investigações. 2 – Após a comissão ser instalada. Em vários países. reflete. Alegro com brio. b) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. E o que escrevo é uma névoa úmida. 1 – Em situações como essas. (UEL) – As questões de 2 a 5 referem-se ao texto a seguir. sempre se constata que é necessário ter atitudes firmes na hora certa. Analise as ocorrências abaixo e aponte aquelas em que esses recursos foram usados para impessoalizar o que aparece em 1. nós omitimos as informações que comprometeriam o andamento das investigações.Indique a função predominante no fragmento anteriormente transcrito. e) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. o Estado baniu a mutilação genital. (UFPR) – “Na análise do relatório. a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. resolvi buscar mais evidências a fim de apresentar uma análise que tivesse mais respaldo. III. mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. O Egito. música transfigurada de órgão. além de se apresentar introspectiva. Assinale a alternativa correta. todos filhos fora do casamento ou de pai desconhecido. Tentarei tirar ouro do carvão. É uma fotografia muda. que no início do século XX aboliu o uso do véu e nos anos 50 adotou o voto feminino. e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. sempre constato que é necessário ter atitudes firmes na hora certa.

. e) Costume andaluz. e) Mundo árabe. no entanto. d) Pobre cão e rico dinheirinho. Robbin. º 17. c) É uma situação pouco usual no mundo islâmico. e) adjetivo e significa puro. (Adaptado de Zeff . (UNISA) – Em que conjunto os adjetivos têm valor afetivo? a) Proibido entrada e aviso reles. 2) Nos Estados Unidos e no Canadá. o acesso à internet está fora de questão. “Não é uma situação comum no mundo islâmico. existe disponibilidade de acesso ilimitado à internet por uma tarifa mensal.” referem-se a: a) Irã.000 apátridas no país. em regiões da Rússia. elas não podem dirigir automóvel ou sentar-se sozinhas num restaurante. por exemplo. b) Não é uma situação comum no mundo islâmico. mas em cada país há especificidades econômicas e sociais que podem facilitar ou limitar o acesso à rede.” c) “Apesar de obrigadas a esconder os cabelos com lenços pretos. d) Mundo islâmico. todos têm de pagar 10 ienes por três minutos on-line. 127. 1999) Módulo 3 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. há a apresentação de uma tese. nov.. c) Os casos de conquistas femininas no mundo árabe. especialmente nos países árabes. n./dez. sentimento fraterno.” e “Na década passada. na universidade e na imprensa. 5) Na maioria dos países. por exemplo. c) Egito. as iranianas conquistaram posições importantes no governo. c) adjetivo e significa quase. Neste texto. 3. (MACKENZIE) – Assinale a alternativa em que ambos os adjetivos não se flexionam em gênero. b) Exemplos de países do mundo árabe.” 5. sobretudo nos países árabes. b) A personagem principal do conto é o Seu Rodrigues. ano 3. e) “Nossa Caixa” e aviso reles. ainda há muitos lugares onde não há telefones. No entanto. 6. c) Juiz arrogante. c) Ele foi apontado como a cabeça do motim. 6) Por isso. (UFF) – Assinale a única frase em que há erro no que diz respeito ao gênero das palavras. indique. entre eles o Irã. e) Exemplos de mulheres participando do governo. (PUC) – No trecho … o homem não fala simplesmente uma língua. d) Ainda que ocorra sobretudo nos países árabes. incluindo o telefone. Qual trecho do texto marca essa inversão? a) “Não é uma situação comum no mundo islâmico. da África ou da América Central.. nem mesmo nos países árabes. embora seja comum nos países árabes. homem célebre. d) Cientista hindu. Ao contrário. o texto se desenvolve para uma contra-argumentação. b) Esforço vão. tratamento médico-dentário. São Paulo: HSM Management. universidade e imprensa. d) O telefonema deixou a anfitriã perplexa. a) Elemento motor. b) Aviso reles e pobre cão.” d) “O mais enérgico movimento social a emergir no Irã desde 1979 foi o das mulheres. p. as mulheres são privadas de direitos básicos na maioria deles. 1) Além disso. (FGV) – Os períodos abaixo estão alinhados sem ordem alguma. 4) A internet pode ter um caráter mundial.” e) ”Na Arábia Saudita. 4.. seu uso é cobrado por minuto. As expressões no país e o Estado em “Há hoje 80. cuja ideia central é o movimento de emancipação da mulher no Irã. não a usa como mero instrumento de comunicação…. e) A parte superior da traqueia é o laringe. d) advérbio e significa estreme. o Estado baniu. O que o autor do texto utiliza para ilustrar esse contra-argumento? a) A história constitucional do Egito. o termo destacado é um a) substantivo e significa simples. manual lúdico-instrutivo. a) O gerente deverá depor como testemunha única do crime. b) advérbio e significa genuíno.” 3. 3) No Japão.2. e) É uma situação comum nos países árabes. 2. Organize-os em uma sequência lógica. a ordem em que eles devem dispor-se. sobretudo no mundo islâmico. 4... passeio matinal. seu testemunho na justiça vale metade do de um homem. Que alternativa preserva as mesmas relações de sentido da frase acima? a) É uma situação incomum no mundo islâmico. b) Arábia Saudita. c) Pobre cão e coleira canina. não é uma situação comum no mundo islâmico. d) A história do islamismo em diferentes países árabes. Na resposta.” b) “Em vários países. 148 – . por meio dos números. sobretudo nos países árabes.

conjunção condicional. III e IV. respectivamente. no plano morfológico a) pronome relativo. d) … debate sobre a partilha dos impostos federais…. 6. c) … conta com a ajuda dos governadores…. I. Quantos namorados você tem?” Um. respectivamente. pronome demonstrativo. pronome oblíquo átono. pronome indefinido. (UNITAU) – Leia as frases abaixo: Módulo 4 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. III e IV. Tutameia) As palavras destacadas no período acima são. pronome oblíquo átono. a) artigo definido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. respectivamente. à pergunta que fazia. e) artigo indefinido – substantivo – pronome demonstrativo. (MACKENZIE) – Houve o que se chama de comunhão perfeita. d) pronome demonstrativo. Essa é a etimologia da palavra. franzina. d) numeral – substantivo – artigo definido. Ex. pronome oblíquo tônico. 5. pronome oblíquo tônico. Como torná-lo assimilável pelas novas gerações… As palavras destacadas são. e) pronome indefinido. Pedro comprou um jornal. (1) mas se responder não pude – 149 . e) … aos governadores e prefeitos a contrapartida em encargos. pronome oblíquo átono. e) artigo indefinido em III e IV e numeral em I e II. c) pronome demonstrativo. pronome oblíquo átono. explique o emprego de há. pronome relativo. b) … os amigos brotam a sua volta…. (CESMAZON) – O a destacado na expressão … a a) Na sequência (1). (PUC) – Observe as duas sequências de versos abaixo. (Guimarães Rosa. respectivamente. Tomo a liberdade de levar ao conhecimento de V. no plano morfológico. pronome relativo. e) é pronome indefinido. pronome oblíquo tônico. a vida. IV. b) é artigo masculino. conjunção integrante. III.5. 3. (FGV) – Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. indique. conjunção integrante.a que os ________________ que ________________ foram encaminhados defendem causa justa e ficam a depender tão somente de ________________ decisão para que sejam atendidos. 4. d) artigo indefinido em I. c) pronome indefinido – pronome indefinido – pronome relativo. ela. (Clarice Lispector) Em relação ao termo destacado no trecho acima. Maria mora no apartamento um. b) Na sequência (2). II. a) abaixos-assinados – lhe – sua b) abaixos-assinados – vos – vossa c) abaixo-assinados – lhe – sua d) abaixo-assinados – vos – vossa e) abaixo-assinados – lhe – vossa 2. (UNITAU) – Observe: Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho… II. b) artigo indefinido em I e II e numeral em III e IV. b) artigo indefinido – pronome indefinido – pronome demonstrativo. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. A palavra um nas frases acima é. a) artigo indefinido em I e numeral em II. pronome demonstrativo. b) pronome indefinido. d) é pronome pessoal oblíquo tônico. o valor morfológico das palavras destacadas. A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. c) artigo indefinido em I e III e numeral em II e IV. a respondeu (2) mesmo quando é uma explosão como a de há pouco. (MACKENZIE) – Um livro deve valer por tudo o que amizade será submetida a teste tem a mesma função morfológica do que se encontra na alternativa: a) … teriam facilitado a vida do presidente. é correto afirmar que a) é pronome demonstrativo. c) é pronome pessoal oblíquo átono. nele não deve caber.

IV – substantivo. no plano morfológico e semântico. por exemplo. respectivamente. d) tempo e modo. com significado de algumas em I e adjetivo significando íntegras em II. c) I – substantivo. e) Comprou um metro e meio. (UNIP) – Assinale a frase em que meio funciona como advérbio. V – conjunção. b) tempo e condição. c) locução conjuntiva. Em Apenas deixava para trás as últimas casas mal iluminadas…. As palavras destacadas são. o verbo teadorar Intransitivo: Teadoro. V – preposição. II. V – preposição. 4. voltou a dizer-lhe que sim. II – pronome indefinido. com significado de algumas em I e algumas em II. c) advérbio em I e II. (significado) a) adjetivo em I e substantivo em II. a) Descobri o meio de acertar. Módulo 5 – Classificação das Palavras – Palavras Variáveis e Invariáveis 1. IV – adjetivo. b) Dê a classe gramatical da palavra súbito no contexto transcrito. as palavras destacadas indicam a) tempo e consequência. (MACKENZIE) – No período Minha mãe hesitou um pouco. com significado de algumas em I e corretas em II. (FGV) – Súbito deu-me a consciência um repelão… a) Substitua súbito por outra palavra ou expressão que conserve o mesmo sentido. em sequência. V – preposição. d) I – verbo. e) expletivo. b) advérbio de tempo. falo menos ainda III Mas invento palavras IV Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana V Inventei. b) conjunção e conjunção. III – conjunção. d) Parou no meio da rua. IV – adjetivo. é 150 – . c) pronome relativo e pronome relativo. a classificação correta dos termos destacados no poema de Manuel Bandeira. c) causa e condição. e) advérbio em I e adjetivo em II. (MACKENZIE) – NEOLOGISMO I II Beijo pouco. a palavra que funciona. e) condição e modo. mas acabou cedendo. d) pronome indefinido. (UNITAU) – Em I. III – preposição. com significado de muitas em I e íntegras em II. II – advérbio. III – preposição. II – advérbio. c) comparação. b) Achei-o meio triste. d) advérbio de modo. como a) conjunção e pronome relativo. Instituições certas encontram caminho no mercado financeiro. II – advérbio. e) condição. depois que o Padre Cabral. a) locução prepositiva. tendo consultado o bispo. b) conformidade. a palavra destacada estabelece relação de a) causa. com significado de poucas em I e poucas em II. 5. 7. d) pronome relativo e conjunção. IV – substantivo. como bicho perseguido. Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. 3. 2. III – conjunção. Em A imaginação de dez anos vagueava solta e desvairada. Em Se sim. a) I – substantivo. b) I – verbo. d) consequência. V – conjunção.6. III – preposição. morfologicamente. e) I – substantivo. deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino formam um só curioso. IV – adjetivo. Teodora (Manuel Bandeira) Indique a alternativa que apresenta. a expressão depois que. que podia ser. b) substantivo em I e adjetivo em II. e) conjunção e pronome demonstrativo. 8. c) Só quero meio quilo. II – pronome indefinido.

A abolição das distâncias representa uma garantia de eficácia do processo da interatividade humana. afinal. concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro. b) II e III. (MACKENZIE) – Quando ouço dizer que o frio vai chegar. As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja. pronome relativo. (Cecília Meireles) Assinale a alternativa em que os termos destacados acima estão. Está de acordo com o texto o que se afirma somente em a) I e II.). as águas azuis. abolindo as distâncias.. Do avanço da tecnologia decorrerá uma sociedade do futuro independente da herança do passado. ventos frios que vêm do Sul. pronome d) conjunção integrante. (UNIFOR) – O texto explora como ideia central a) o possível aspecto original da sociedade do futuro. como se alguém me chamasse para viajar. preposição 7. é um dos grandes aceleradores da mundialização. e) Também a lua surge.) transformou tanto as relações internacionais. As relações internacionais se tornariam impossíveis sem livre circulação de imagens e palavras. conjunção integrante. d) II. II. preposição c) pronome relativo. pronome relativo. porque o verbo está no gerúndio (abolindo). em tempo real. vieram os tucanos e seus primos aracaris… d) Nossa última alegria foi a das primeiras chuvaradas. até no que possa ter de perturbador. e atingem as regiões mais recônditas. pronome. classificados de forma correta: a) pronome relativo. respectivamente. adjetivo. que prefigure o mundo de amanhã. discutir e transmitir informações e conhecimentos. e) as decorrências positivas da comunicação globalizada. uma alegria se expande no meu peito. (CESMAZON) – Assinale a alternativa em que os termos destacados são. introduzindo a conjunção que mantém o sentido do período. a primeira oração é reduzida.. pronome e substantivo. ressurge. pronome. Passam os dias azuis… b) Voltam. destapados… c) Depois. em qualquer parte do mundo. No período “abolindo as distâncias. a nenhum modelo do passado. sem limite de distância ou de tempo. a) “As informações mais rigorosas e mais atualizadas podem ser postas ao dispor de quem quer que seja (.) 4. c) os prejuízos ligados a zonas desprovidas de eletricidade. f) “Esta livre circulação de imagens e de palavras (. também. (Jacques Delors) 3. contudo. advérbio. que há massas frias. Módulo 6 – Dissertação – Coesão As novas tecnologias fizeram a humanidade entrar na era da comunicação universal. principalmente em zonas desprovidas de eletricicidade. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. Esta livre circulação de imagens e de palavras. b) Identifique a relação que se estabelece entre as orações. ondas frias..” e) “Esta livre circulação de imagens e de palavras. por isso mesmo. adjetivo. advérbio. 2. conjunção integrante. os dias azuis. os céus azuis. como a compreensão do mundo pelas pessoas (. b) o difícil acesso dos sistemas de informação para alguns países. (UNIFOR) – I. substantivo. que prefigure o mundo de amanhã. pronome relativo. como a compreensão do mundo pelas pessoas. substantivo.) e atingem as regiões mais recônditas. que não corresponderá.6. pronome relativo. respectivamente. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações. Recordemos. a) Meses se acumulam sobre meses. [as novas tecnologias] concorrem muitíssimo para moldar a sociedade do futuro”. também. a) Desenvolva a oração... discutir e transmitir informações e conhecimentos (. – 151 . mas também dialogar. que numerosas populações carentes vivem ainda afastadas desta evolução. até no que possa ter de perturbador. substantivo. e) III. artigo. Não podemos esquecer. c) I.. d) a diversidade de serviços oferecidos pela rede telefônica. substantivo.” c) “Não podemos esquecer. conjunção integrante. conjunção.” b) “Em breve. Em breve.. conjunção integrante.. pronome relativo. transformou tanto as relações internacionais. contudo. pronome relativo. preposição b) conjunção integrante. que mais da metade da população mundial não tem acesso aos diversos serviços oferecidos pela rede telefônica. se mostra e se esconde… 1. principalmente em zonas desprovidas de eletricidade. muitas vezes. pronome e) conjunção integrante. Identifique o valor semântico dos termos ou locuções destacadas no contexto em que se encontram. a interatividade permitirá não só emitir e receber informações.” d) “Recordemos. mas também dialogar. III.

d) metáfora. c) silepse. levantou-se rápida à procura do pai. (UM-SP) – Qual dos períodos abaixo apresenta um desvio das normas propostas pela Gramática. d) Suas faces avermelhadas traduziam-se em chamas encolerizadas por causa dos males imaginados. (MACKENZIE) – Construções do tipo “dente de alho”. c) elipse. d) metonímia. 6. No período acima. (FIT) – Mas seu Juveniano foi um vitorioso porque. Nesse caso. e) Metáfora. c) Com o espinho enterrado no pé. e) pleonasmo. conhecido no domínio da linguagem figurada como catacrese? a) Os olhos piscavam mil vezes por minuto diante do horrível espetáculo. c) sinédoque. e) A perversidade secreta daquelas montanhas selvagens assuntava as calmas águas do riacho. d) hipérbole. 2. c) Qual um filósofo. b) Eu parece-me que vivo em função de um áspero orgulho. pois. que aprenderam sozinhos o mistério das cousas. b) É mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser. 7. soldado do Futuro. Ergue-te. o enunciador empregou o efeito pela causa: suor em lugar de trabalho. 4. b) Metonímia. d) Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios. 9. (FEBA-SP) Nuvem. e) Os meus sentidos estavam tão aguçados. b) catacrese. a) Rio como um regato que soa fresco numa pedra. e) catacrese. c) Zeugma. Sonhador. e) sinédoque. d) antonomásia. b) metonímia. fixando meu olhar na menina dos olhos dela. temos qual figura de linguagem? a) Catacrese. (Antero de Quental) A expressão destacada é exemplo de a) metonímia. 5. d) Hipérbole. d) metonímia. b) catacrese. d) antonomásia. e) silepse de pessoa. e) perífrase. (UM-SP) – Fitei-a longamente. faze espada de combate. a figura de linguagem utilizada foi a) catacrese. (VUNESP) – Na frase bíblica: Comerás o pão com o suor do teu rosto. E dos raios de luz de sonho puro. b) hipérbole. b) metáfora. c) antonomásia.Módulo 7 – Figuras de Palavra 1. b) metáfora. c) elipse. c) sinédoque. pôs um diploma na mão de cada filho. “barriga da perna” e “pé de cana” são exemplos de a) metonímia. temos a figura de linguagem chamada a) metáfora. ocorre uma figura de palavra conhecida como a) metáfora. (SÃO MARCOS-SP) 3. 8. A oração destacada assinala o emprego de a) metonímia. (BEBEDOURO) – Na oração Ele trazia na cabeleira a neve dos anos. (UM-SP) – Aponte a alternativa em que não haja uma comparação. 152 – . caravela branca no ar azul do meio-dia: – quem te viu como eu te via? (Cecília Meireles) No verso acima. de um jeito ou de outro. o poeta vive a procurar o mistério oculto das cousas.

( ) O dinheiro é uma força tremenda. Não há (Olavo Bilac) gradação em: a) O carro arrancou. ganhou velocidade e capotou. ( ) Residem juntamente no teu peito Um demônio que ruge e um deus que chora. Qual delas falará primeiro? – 153 . Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas. se segue a noite escura. (Manuel Bandeira) e) João pegou de um livro. onipotente. b) hipérbole. (FEBA-SP) – A suntuosa Brasília. (Carlos Drummond de Andrade) (Carlos de Laet) Nesses versos do poeta ocorrem. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) ironia (c) antítese (e) hipérbole (b) eufemismo (d) paradoxo (f) gradação 1. lhe fugiram. respectivamente. ( ) Nasce o sol. somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. ( ) Todo sorriso é feito de mil prantos. descontente. (Camões) 9. Depois da luz. b) Ironia e pleonasmo. b) O avião decolou. Repousa lá no céu eternamente. (VUNESP) – No trecho: … dão um jeito de mudar o 3. tomou conta de sua mente e frustrou-se. (CESGRANRIO-RJ) – Na frase O fio da ideia cresceu. E viva eu cá na terra sempre triste. d) Hipérbole e comparação. toda vida se tece de mil mortes. ( ) Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã. d) A inspiração surgiu. ( ) Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha. Existe uma forte oposição no interior da estrofe. (Carlos Drummond de Andrade) 2. a figura de linguagem presente é chamada a) metáfora. Identifique-a e dê uma pequena explicação para ela. 6. começou a subir e apagou. contemplam-se. e não remando. ( ) Quando a Indesejada das gentes chegar. ouviu um disco e saiu. 11. d) anáfora. assombrosa. duas figuras de linguagem: 5. Era nada. que te partiste Tão cedo desta vida. ( ) Eu era pobre. (Monteiro Lobato) c) Antítese e personificação. (FUVEST) Alma minha gentil. mínimo para continuar mandando o máximo. 7. 13. a alegria. (Gregório de Matos) 8.Módulo 8 – Figuras de Pensamento Nos exercícios de números 1 a 9. ( ) Voando. a) Metáfora e metonímia. c) O balão inflou. (Olavo Bilac) 10. Era subalterno. e) antítese. e não dura mais que um dia. (Machado de Assis) 12. c) hipérbato. a esquálida Ceilândia 4. engrossou e partiu-se ocorre processo de gradação. ganhou altura e caiu.

c) Eufemismo – catacrese. b) onomatopeia e anacoluto. b) Apóstrofe – antítese.º) Principalmente nasci em Itabira.º) E esse alheamento do que na vida é porosidade 7. b) metonímia e antítese. e) metáfora e zeugma. 3. d) Zeugma e inversão. 154 – . e) anáfora e metáfora. (Guimarães Rosa.º) Noventa por cento de ferro nas calçadas. a vaca Trombeta. Manuelzão e Miguilim. e … de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira… enquanto procedimento estilístico. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório. c) metonímia e aliteração. c) hipérbole e eufemismo. em prece. d) Gradação – antonomásia. o primeiro verso está caracterizado por duas figuras de linguagem: a) Elipse e inversão. d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios. orgulhoso: de ferro. e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento. 6. 4.º) e comunicação. (sinestesia) 4. d) hipérbole e anacoluto. O oôo das vacas: a vaca Belbutina. Pela falta de um dos termos e posição destes na oração. roçando o chão. b) comparação e repetição. a) Hipérbole – anáfora.º) Por isso sou triste.º) A vontade de amar.º) Oitenta por cento de ferro nas almas. vindo lentamente do pasto.. temos. cicia. 2. respectivamente. (Castro Alves) Indique a alternativa que apresenta a correta classificação de duas figuras que aparecem no verso acima. (ITA) – No verso A poesia – é uma luz… e alma – uma ave… ocorrem a) prosopopeia e hipérbato. e) Perífrase – pleonasmo. 15. a vaca Brindada. frouxa claridade / Flutua… (aliteração) e) Oh sonora audição colorida do aroma. b) Antítese e catacrese. (ITA) – Em qual das opções há erro na identificação das figuras? a) Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono. c) Silepse e sinédoque.º) mulheres e sem horizontes. O enfile delas todas. os pais de Júlio e nós.14. habitantes desta pacata região..) No trecho acima ocorrem a) personificação e catacrese. (eufemismo) b) A neblina. d) personificação e onomatopeia. c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades. (MACKENZIE) – E eu morro. c) anáfora e metáfora. sem 10. sobre o pé de pó. que me paralisa o trabalho. (FASP-SP) – O texto abaixo serve às questões de 5 e 6: Módulo 9 – Figuras de Sintaxe 1. 5. (silepse de número) d) E fria. o dia abaixando a cabeça morre-não-morre o sol. fluente. e) onomatopeia e sinestesia. (PUC-SP) – Nos trechos: O pavão é um arco-íris de plumas. (UNITAU) – Daí mas descambava.º) vem de Itabira. Ó Deus! na aurora da existência. tantas vacas. 1. a) metáfora e polissíndeto. (UM-SP) – Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse: a) Os irmãos de Teresa. 3. precisaremos de muita força para sobreviver. (Carlos Drummond de Andrade) 5. (prosopopeia) c) Já não são tão frequentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. 9. d) pleonasmo e silepse. de suas noites brancas. 2. 8.º) Alguns anos vivi em Itabira.

repetição – verbo. omissão – concordância verbal. Elipse é a _________ de um _________. Assinale a alternativa quanto às figuras presentes. Pleonasmo é a ___________ de __________ para enunciar uma _____________. Do claustro. hipálage. 9. e teima. Hipérbato é a ____________ da ____________ na oração. ergue a mão em viseira. III. a) Zeugma / pleonasmo / anacoluto. e) solecismo. d) metonímia.) A figura de linguagem que predomina nesses versos é a) a METÁFORA. abundância excessiva – ideias – frase. divisando o vulto de um. II. III. nos pormenores porém. II. III. b) Hipérbato. hipérbato. “O olhar para trás”. b) pleonasmo. na paciência e no sossego. polissíndeto. encontramos um caso de a) anacoluto. para conotar a intensidade da crescente sensação de ansiedades contraditórias do ato de esperar. II. hipérbato. abundância excessiva – palavras – ideia. manifestada pela referência à interação dos sentidos: visão e coração no momento de espera. eufemismo. choram em vão: O inútil choro das tristes águas. coerência – palavras – ideia. e) o PARADOXO. c) Anáfora. (FEI) – Assinalar a alternativa correta. 7.6. polissíndeto. II. II. discordavam. e) Silepse / polissíndeto / prosopopeia. d) o PLEONASMO. supressão – ordem das ideias. nos trechos I. IV. (MACKENZIE) I. II. constitui a) catacrese. III. 10. pleonasmo. e lima. correspondente às figuras de linguagem. b) a SINESTESIA. d) zeugma. b) I. expressa pela analogia entre o ato de esperar e o ato de balançar. e sofre. c) I. repetição – ordem dos termos. silepse. – 155 . omissão – termo. a) I. zeugma. anacoluto. inversão – ordem das palavras. respectivamente. III. c) elipse. e sua. (ESPM) – Figuras de sintaxe são processos expressivos que. b) Elipse / aliteração / sinédoque. Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste. A maioria concordava nos pontos essenciais. assíndeto. Choram as ondas. o direito. 8. repetição – ideias – frase. (FATEC) E o olhar estaria ansioso esperando e a cabeça ao sabor da mágoa balançando e o coração fugindo e o coração voltando e os minutos passando e os minutos passando… (Vinícius de Moraes. (SÃO MARCOS-SP) – Na frase Ao pobre não lhe devo nada. E os sobreviventes. elipse. Trabalha. omissão – termo. d) I. silepse. a) Anacoluto. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: I. A moral legisla para o homem. catacrese. expresso pela contradição das ações manifestadas pelos verbos no gerúndio. III. A expressão “de ferro”. marcado pela repetição desnecessária da conjunção coordenada sindética e aditiva e. para. e) I. d) Pleonasmo. c) o POLISSÍNDETO. d) Zeugma / assíndeto / metonímia. repetição – termo. inversão – ideia. emocionados. III. omissão – verbo. no terceiro verso do texto acima. II. c) Elipse / assíndeto / eufemismo. presentes nos fragmentos abaixo: I. caracterizado pela repetição da conjunção coordenada aditiva e. zeugma. e) Hipálage. para o cidadão. Isaac a vinte passos. muitas vezes. III. firma os olhos. b) metáfora. substituem a coesão gramatical pela coesão significativa. abraçamos o piloto que vinha nos salvar. omissão – palavras – oração. II e III. 11. c) sinédoque. II.

O ar cheira a passarinho. Minha vida é uma pobre rosa ao vento. 6. as esporas tilintim. 1938.ª ed. O zumbido da mosca embalança de sede. ( ) Rua torta... Lua morta. 3. ( ) É pleno dia. José! (Drummond) 2. (VUNESP) – Relâmpago Nos exercícios de números 1 a 5.. São Paulo: Comp. b) II – Elipse do artigo. e afia o ouvido. . Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. E treme. se você tocasse a valsa vienense. E brilha. Mas você não morre. 5. Vidraça arisca. E passa. Não vi mais o acampo deles. ( Assinale a alternativa incorreta quanto aos recursos estilísticos das respectivas frases. Aproximou-se do chiqueiro das cabras. d) IV – Metáfora. b) Explique as relações semânticas que tal vocábulo apresenta no contexto do poema. viu o bode velho fazendo um barulho feio com as ventas arregaçadas. (MACKENZIE) – I. Tua porta. a) I – Polissíndeto. faça a associação de acordo com o seguinte código: (a) assonância (b) paronomásia (c) onomatopeia (d) aliteração 1. 156 – . 4. (Guilherme de Almeida) III. Assurbanipal. áspera asa risca o ar. IV. ( ) Se você gritasse se você gemesse. a) Identifique esse vocábulo. II.) Divindade do duro totem futuro total (Caetano Veloso) Módulo 10 – Figuras Sonoras 6. você é duro.. O lábio se dissolve em açúcares breves. Nacional. Martim Cererê. e) V – Onomatopeia.. Cassiano. (Cassiano Ricardo) A onça pintada saltou tronco acima que nem um relâmpago de rabo comprido e cabeça amarela: Zás! Mas uma flecha ainda mais rápida que o relâmpago fez rolar ali mesmo aquele matinal gatão elétrico e bigodudo que ficou estendido no chão feito um fruto de cor que tivesse caído de uma árvore! (in RICARDO.. se você dormisse se você cansasse se você morresse..12. c) III – Silepse. com decisão”. e brilha.. e cresce. ( ) Diamante. e escuta. Ed. (Mário de Andrade) ) Do amor morto motor da saudade (. V.) Em Relâmpago há um vocábulo onomatopaico que sugere “movimento rápido. lembrouse do acontecimento da véspera.

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