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Escola de líderes - nível 01

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Apostila do 1º modulo da escola de líderes.
Apostila do 1º modulo da escola de líderes.

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Igreja Batista do Caminho TENDA

Curso Escola de Líderes Nível 1

Outubro de 2005

Igreja Batista do Caminho - TENDA Escola de Líderes - nível 01
Índice Prefácio ............................................................................................................................ 3 Introdução......................................................................................................................... 4 Nível 1 - Lição 01 - Visão Celular ..................................................................................... 6 Nível 1 - Lição 02 - Igreja.................................................................................................. 8 Nível 1 - Lição 03 - A Bíblia ............................................................................................ 10 Nível 1 - Lição 04 - Trindade .......................................................................................... 13 Nível 1 - Lição 05 - Deus Pai .......................................................................................... 15 Nível 1 - Lição 06 - Deus Filho ....................................................................................... 17 Nível 1 - Lição 07 - Deus Espírito Santo......................................................................... 19 Nível 1 - Lição 08 - Homem ............................................................................................ 22 Nível 1 - Lição 09 - Pecado ............................................................................................ 24 Nível 1 - Lição 10 - Salvação.......................................................................................... 27 Nível 1 - Lição 11 - Anjos e Demônios ........................................................................... 31 Nível 1 - Lição 12 - A Morte, Céu e Inferno .................................................................... 34 Literatura Recomendada.................................................................................................. 36 Bibliografia...................................................................................................................... 37

Escola de Líderes: Importância - É o coração da visão ; Objetivo - Tratamento de caráter

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Prefácio Em dias que se tem dado muito mais ênfase em cultos espetaculares e programações para arrebanhar multidões para Jesus, uma coisa tem sido negligenciada: o ensino da Bíblia Sagrada, o ensino da palavra de Deus. Que tipo de líderes temos formado em nossas igrejas? Que tipo de conhecedores das Escrituras temos preparado para consolidar, discipular e enviar novos discípulos? Onde foi parar aquelas classes de alunos da Bíblia, que tinham como prioridade fundamental conhecer profundamente as verdades da Palavra de Deus? Vivemos aqueles dias em que Paulo diz: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas" 2 Timóteo 4:3,4. A Igreja Batista do Caminho - TENDA sempre teve muita preocupação com o ensino aos seus discípulos e também aos seus missionários com suas igrejas no campo. Por isso, lançamos esta apostila de Escola de Líderes que tem a finalidade de preparar líderes de células de evangelismo e discipulado, capazes de ensinar a Bíblia aos novos convertidos a Cristo. Minha oração é que todos os alunos das Escolas de Líderes de todo o Brasil, possam preparar-se para a conquista da nação, e isso, muito bem equipados com a Espada do Espírito Santo. Pastor José Maria Savazzi Outubro de 2005.

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Introdução A Tenda é uma igreja missionária que usa a célula como estratégia para crescimento. Toda célula possui um líder: é aqui que você entra amado aluno! A Escola de Líderes forma líderes de células. Mesmo que você não queira assumir uma célula, que você diga: "quero apenas ser o braço direito de alguém e ajudar", é importante concluir este curso porque a Escola de Líderes é o coração da visão. Ou seja, a parte principal da visão. Um líder de excelência é capaz de ganhar, consolidar, discipular e enviar (a escada do sucesso). Um líder tratado é uma bomba atômica no inferno! Vamos saquear o inferno! Você é um líder de excelência. Receba! O Encontro é tremendo, mas é apenas o início da visão. O começo, onde você foi curado (corpo e alma) e onde você se livrou de todas as maldições e teve a memória sarada. "...o encontro é o começo de tudo o que Deus preparou para nós.." A Escola de Líderes complementa o tratamento. Comparamos esse processo a um escultor de madeira. Primeiro ele escolhe o toco, depois começa a tirar a casca, retirar a madeira podre e suja, desbastar a madeira desnecessária, passar um produto para matar o cupim (esse é o Encontro!). Depois disso, o escultor vai começar a fazer o esboço da escultura e começar a esculpir (essa é a Escola de Líderes). Mas o escultor não acabou a peça ainda, falta concluir a escultura, lixar, polir, envernizar, e assim por diante (esse é o Reencontro e o que Deus mandar por aí...). São vários os procedimentos, mas nunca estaremos bons o suficiente. Nunca ficaremos bons se não formos tratados. Portanto, devemos trabalhar. O tratamento vem pelo trabalho. Quem evangeliza é tratado. Esquece seus problemas e ajuda nos problemas dos outros. Deixa de olhar para o umbigo e olha para os outros. Ao trabalhar somos tratados. Quem não trabalha dá trabalho! Para ser tratado você deverá: a) Reconhecer que precisa de tratamento; b) Desejar o tratamento; c) Reconhecer no professor um agente de Deus para efetuar o tratamento; Dizemos que o objetivo da Escola de Líderes é tratamento de caráter. Você será avaliado pelo seu caráter transformado. Se é escola, tem lição. Se tem lição, tem prova! Portanto você deverá: a) Avisar seu professor se faltar; b) Dar uma justificativa verdadeira ao professor quando faltar (não mentir); c) Ser submisso ao professor; d) Honrar seu professor diante de seu líder; e) Honrar seu líder diante do professor; f) Ler a Bíblia e orar diariamente; g) Estudar a apostila, consultar os textos, ler os livros, etc;
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h) Ser transparente com o professor (abrir-se com ele, caso seja conveniente: homem x mulher!); i) Caso não esteja conseguindo orar, clamar por ajuda; j) Ir ao Encontro novamente, caso seja necessário; k) Ser submisso ao professor e à Liderança; l) Não faltar das células; m) Não faltar dos cultos e programações; n) Ganhar almas e começar uma célula; o) Dizimar, primiciar, ofertar a missões e para outras áreas; p) Pagar o Encontro completamente (não dever nada!); q) Pagar a Escola de Líderes mensalmente, não deixar tudo para o final; r) Ir a algum Satélite e desenvolver seus dons espirituais lá; s) Etc. A Escola de Líderes está organizada em três níveis, com 12 lições cada. São três meses por nível, totalizando 9 meses de curso: • nível 1 - a base da nossa doutrina; • nível 2 - vida cristã em ação; • nível 3 - liderança e formação de líderes. No final desta apostila incluí alguns livros de leitura recomendada. É muito importante o líder ler muitos livros (a Bíblia é muito mais importante, é claro). Adicionei também na bibliografia a lista de alguns livros e materiais que usei para confeccionar a apostila. Temos certeza que Deus honrará seu esforço e dedicação. Ele derramará bênçãos sem limites sobre sua vida. Você terá muitas células.

Gilson de Moura Outubro de 2005

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Nível 1 - Lição 01 - Visão Celular A Tenda é uma igreja que entrou na visão celular no final de 1999. Passamos nesses anos de 280 membros para mais 1.500 discípulos. A diferença entre estes dados não é apenas o número que aumentou (aleluia, isto é só o começo). Percebeu que eu escrevi "membros" e depois escrevi "discípulos". É grande a diferença entre um membro e um discípulo. Todo discípulo é um membro, mas nem todo membro é um discípulo. Discipular significa caminhar junto, participar da vida (familiar, social, profissional e, principalmente, espiritual). Significa uma nova dimensão no tratamento pastor-ovelha. Discípulos são discipulados (orientados, edificados, exortados, consolados, etc), membros são arrolados em uma lista (famoso "rol de membros"). Falar em membros refere-se a "Organização", falar de discípulos refere-se a "Organismo". A diferença é realmente notória. A visão celular é a implantação na igreja de uma estrutura organizacional que dispõe todos os membros em células. Células são grupos de pessoas que se reúnem regularmente em algum local para estudar a Palavra de Deus, evangelizar, orar, etc. Antes a Tenda possuía Grupos Caseiros com seus líderes. Eram reuniões heterogêneas (homens e mulheres juntos) e semanais. Contudo, não havia a interoperabilidade, ou seja, não havia outras ações entre os participantes dessas reuniões (que eram abençoadas). Na célula, a "invasão" não se resume na sala. Temos que invadir não somente a casa da pessoa, mas também a sua vida. Isto não significa ser um fuxiqueiro, bisbilhoteiro, de forma alguma. Ser assim é pecado. Esta "invasão" a que referimos ocorre com o objetivo de estender a graça e a misericórdia de Deus em toda a vida da pessoa. Graça irresistível em todo lugar, em todas as esferas. Além disso, os grupos caseiros eram limitados na propagação do evangelho. A responsabilidade caía sobre o líder. Na célula é diferente, o crescimento vem. Células se multiplicam, esta é a natureza espiritual dela. • • • • • • Célula é lugar de: Amar • Adorar Ganhar • Consolidar Alegrar-se • Aprender Edificar • Exortar Crescer • Restauração Vitória • Refrigério E muito mais. Existem vários modelos de igrejas em células: governo dos 12 (G12), modelo dos 12 (M12), grupo dos 5 (G5), micro-células (MDA), etc. Todos são bênçãos e obtêm excelentes resultados. Deus é Espírito, o Espírito sopra para onde quer. Quem pode barrar o vento? • • • • • • Evangelizar Discipular Trabalhar Consolar Santidade Transparência • • • • • • Testemunhar Enviar Contribuir Abençoar Frutificar Amizade • • • • • • Chorar Interceder Prosperar Ser abençoado Relacionamento Multiplicar

"...vento do Espírito... não sei de onde vens, e nem pra onde vais, mas eu sei que eu quero ir, vento do Espírito, sopra em mim..."
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Como surgiu a igreja em células? Na verdade, a igreja em células surgiu na igreja primitiva. No livro de Atos de Lucas, vemos a igreja reunida nas casas (2:2, 46; 5:42; 9:11, 17, 43; 10:2, 6, 17; 11:3; 12:2; 16:15, 31, 32, 34; 16:40; 18:8; 20:20; 21:8; 28:30). Paulo, em Romanos 16, cita várias casas onde a igreja se reunia (vs. 5, 10, 11, 14 e 15). Quando Paulo mandou uma carta para a igreja de Éfeso, ele citou aos "santos que vivem em Éfeso", ou seja, os moradores dessa cidade que eram crentes, que se reuniam nas casas e não em um prédio (templo). Na verdade, em Éfeso havia um templo, o da "deusa" Diana, considerado uma das sete maravilhas da antigüidade. Paulo aos Coríntios fez a mesma coisa, inclusive em 1Co. 16:19 cita uma célula, ou melhor, igreja na casa. Em Fp. 4:22, Cl. 4:15, 2Tm. 1:16, 4:13, 19, Fm. 1:2, etc, lemos a mesma coisa. Lembre-se, igreja não é prédio, mas sim, grupo de pessoas (aguarde a próxima lição). O uso de uma construção específica para adoração surgiu alguns séculos depois.

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Nível 1 - Lição 02 - Igreja Cremos que uma igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados, que se associam por um pacto na fé e comunhão do Evangelho (Mt. 18:17; At. 5:11; 20:17,28; I Cor. 4:17; I Tim. 3:5; III João 9; I Cor. 1:2,10); que observam as ordenanças de Cristo e são governados por Suas leis (At. 2:41,42); que usam os dons espirituais e ministeriais concedidos pelo Espírito Santo (1Co. 12 e Ef. 4:11-12). As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer sejam de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou comprometimento de lealdade a Cristo e sua Palavra. Cada igreja é um templo do Espírito Santo (At. 20:17,28; 6:3-6; 13:1-3; Tito 1:5-9; I Tim. 3:1-3; Fm. 1:1; I Cor. 3:16,17; At. 14:23; I Pd. 5:14). Cremos que a Igreja invisível de Cristo é a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida e edificada por Ele, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual Ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus (Mt. 16:18; Cl. 1:18; Hb. 12:22-24; Ef. 1:22,23; 3:8-11; 4:1-16; 5:22-32; João 10:16; Ap. 21:2,3). A palavra igreja vem do grego eclesia que significa um ajuntamento de pessoas com certas qualificações para um propósito. Igreja é o grupo de pessoas e não um local, um prédio. A igreja (pessoas) reúne-se em um templo ou nas casas ou em qualquer lugar. O termo igreja aparece no NT por cerca de 119 vezes. Não aparece nenhuma denominação. Denominações (batistas, presbiterianos, metodistas, assembleanos, nazarenos, quadrangulares, etc.) são invenções humanas. Igreja é invenção de Deus. Vemos no NT pessoas reunidas (igreja) nas casas. Igreja é o agrupamento dos salvos por Jesus e que se comprometem a viver os padrões dEle. A Igreja Batista do Caminho é uma igreja com um propósito bem definido: adoradora e missionária. Este é o papel eterno da Igreja (vamos adorar a Deus por toda a eternidade), mas, enquanto estamos aqui na Terra, vamos obedecer à ordenança de Jesus: fazer missões. Usamos a estratégia celular para ganhar as almas, consolidá-las, discipulá-las e enviá-las. Os anjos da igreja são o Pr. José Maria e a Pr.a Yaeko. Fazemos parte do corpo de Cristo, chamado de Igreja, conjunto de todos os crentes em Jesus Cristo desde sua ressurreição Até a Sua volta. A nossa estratégia para ganhar almas é: não barrar a ação do Espírito Santo! Nenhum batista vai para o céu, somente por ser batista. O mesmo vale para assembleanos, presbiterianos, metodistas, nazarenos, etc. Vai para o céu a pessoa que aceitou Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador. A Igreja surgiu no coração de Deus desde a eternidade (Ef. 1:4). Em termos humanos, como um ato inaugural, a igreja surgiu em Atos 2, no pentecostes, onde os discípulos foram batizados no Espírito Santo, sem a presença física de Jesus, após a Sua ascensão. A Igreja nunca vai terminar, pois adoraremos a Deus na glória, por toda a eternidade. ²O Novo Testamento usa algumas figuras bem elucidativas sobre igreja, às quais devemos atentar. Já vimos os termos qahal e eclesia e eles nos ajudaram na nossa compreensão. Há outros termos, porém, que nos ajudarão a entender mais o que é igreja. Eles trazem uma carga conceitual consigo e vale a pena examiná-los. a) Povo de Deus - É o conceito dominante de igreja no Novo Testamento. No AT, por causa de Israel, a idéia de um povo de Deus é muito forte. Israel girava ao redor de
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três verdades: um Deus, um povo e uma terra. A Igreja gira ao redor de três verdades: um Salvador, um povo e uma pátria celestial (Hb 11.16). Das três verdades do Antigo Testamento, permanece o conceito de povo como o único imutável, já que o próprio conceito de Deus foi mudado por Jesus como vimos na lição "Deus Pai". Israel era povo porque Iahweh era seu pai (Êx 4.22-23). Um povo, nos tempos do Antigo Testamento, remontava a um ancestral comum. A Igreja, como Israel, remonta a um ancestral comum. No Novo Testamento, o termo mais comum para Deus usado por Jesus é “Pai”. É o termo da oração modelo. A Igreja é o povo que tem a Deus como Pai, por causa de Jesus Cristo. Ele ensinou os homens a chamarem a Deus de “Pai”. Não apenas ensinou como tornou isto possível b) Corpo de Cristo – Leiamos os textos de 1Coríntios 12.12-31 e Efésios 4.1-16 e vejamos como eles mostram a Igreja como corpo. A figura necessita ser explicitada. Não é mística, mas funcional: mostra interdependência e complementaridade. Num corpo, os membros são dependentes uns dos outros e se complementam. A Igreja é um grupo de pessoas que deve viver em solidariedade e não isoladas, umas das outras. c) Templo e sacerdócio - O pastor não é um sacerdote, no sentido de ter uma autoridade espiritual diferente da dos demais. Todos os crentes o são. Todos têm a função do sacerdote: podem acessar a Deus diretamente, interceder por si e pelos outros. O pastor é nosso sacerdote pois somos seu rebanho. Quanto à palavra templo, o Novo Testamento nunca a usa para uma construção. Sucede o mesmo com o termo santuário. Alguns chamam o salão de cultos de “santuário”, o que é resquício do Antigo Testamento e do judaísmo. No Novo Testamento, o termo “santuário” é aplicado sempre a gente. E nunca a um lugar. O lugar onde o santuário de Deus, as pessoas, se reúne, se chama salão de cultos. Veja-se 1Coríntios 3.16 e 6.20. Nós é que somos a casa de Deus (Hb 3.6). No Novo Testamento, Deus não habita em construções (At 17.24), mas em pessoas. Esta é a glória dos fiéis do Novo Testamento: Deus não habita em prédios, mas neles. Devemos guardar isto bem. No cristianismo, o sagrado não é um lugar nem uma construção. Isto é idolatria. No cristianismo, sagrado são as pessoas porque é nelas que o Espírito Santo mora. d) Servo - O termo é riquíssimo e no Antigo Testamento designava alguém escolhido por Deus para uma missão, o ebhed Iahweh, como diz o texto hebraico. Vejamse, principalmente, os cânticos do Servo, na segunda parte de Isaías. Nestes textos, o conceito, que era de Israel (49.3), vai se pessoalizando e se aplica a uma pessoa, em 52.13 a 53.12. É, claramente, um indivíduo. Jesus se viu nos cânticos do Servo (veja Lucas 4.16-21). O primeiro servo, Israel, falhou. Pecou no deserto. Não confiou e pediu pão. Jesus foi ao deserto e não pediu pão, como Israel o fez. A Igreja é a comunidade do segundo Servo. Ela está no mundo para fazer a vontade de Deus. e) Noiva - A figura do casamento entre Israel e Iahweh é bem clara em Oséias e em Ezequiel capítulo 16 (aborto, jovem, noiva, esposa, prostituta...). Nos escritos paulinos e no livro do Apocalipse, a idéia é aplicada à Igreja. Ela é a noiva, aquela que deve esperar o noivo, que lhe deve ser fiel, viver em expectativa de sua chegada e confiante na sua palavra.

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Nível 1 - Lição 03 - A Bíblia A Bíblia é a Palavra de Deus! Para nós, cristãos, isto é óbvio. Contudo, para algumas pessoas a coisa não é bem assim. Tais pessoas podem perguntar: Que Deus é esse, o meu ou o seu? Esta é uma boa pergunta. Muitas pessoas não aceitam a Bíblia como única regra de fé e prática. Outras pessoas afirmam que papel aceita tudo. Algumas religiões encaram a Bíblia apenas como mais um livro. Outras religiões proíbem sua leitura. Algumas pessoas que se dizem cristãs a lêem como um talismã (deixando-a aberta no Salmo 91, por exemplo). Muitos a admiram, porém, não a seguem. Mas, e quanto a nós? Nós cremos que ¹: • • • • • • • Cremos que a Bíblia Sagrada foi escrita por homens divinamente inspirados (Ex 24.4; II Sm 23.2; At 3.21; II Pe 1.21.); Que ela é o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens (Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1,2; Mt 24.35; Lc 24.44,45; 16.29; Rm 16.25,26; I Pe 1.25); que é um tesouro perfeito de instrução celestial, tendo Deus por seu verdadeiro autor (Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44,45; Jo 10.35; Rm 3.2; I Pe 1.25; I Pe 1.21.); que tem por objetivo a salvação dos homens, edificar os crentes e promover a glória de Deus (Lc 16.29; Rm 1.16; II Tm 3.16,17; I Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4); que o seu conteúdo é a verdade sem qualquer mescla de erro (Sl 19.7-9; Sl 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 15.4; II Tm 3.15-17); que revela os princípios pelos quais Deus nos julgará (Jo 12.47.48; Rm 2.12,13); e por isso é, continuará sendo até ao fim do mundo, o verdadeiro centro da união cristã e padrão supremo pelo qual toda a conduta, credos e opiniões dos homens devem ser julgados, portanto, ela é autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas a doutrina e a conduta dos homens (II Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 34.16; Mt 5.17,18; Is 8.20; At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; II Tm 1.13.); Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo (Lc 24.44,45; Mt 5.22,28,32,34,39; 17.5; 11.29,30; Jo 5.39, 40; Hb 1.1,2; Jo 1.1,2,14).

A Bíblia foi escrita com os seguintes idiomas: 1) - HEBRAICO: Quase todos os 39 livros do Antigo Testamento foram escritos em hebraico. As letras tipo bloco eram escritas em maiúsculas, sem vogais, sem espaços entre palavras, frases ou parágrafos, e sem pontuação. Os pontos das vogais foram acrescentados mais tarde (entre 500 e 600 A.D.) pelos eruditos massoretas. O hebraico é conhecido como um dos idiomas semíticos. 2) - ARAMAICO: Um idioma aparentado com o hebraico, o aramaico tornou-se a língua comum na Palestina depois do cativeiro babilônico (c.500 A.C.) Algumas partes do antigo Testamento foram escritas nesse idioma: uma palavra designando nome de lugar em Gênesis 31:47; um versículo em Jeremias 10:11; cerca de seis capítulos no livro de Daniel (2:4b - 7:28); e vários capítulos em Esdras (4:8-6:18; 7:12-26). Aramaico continuou sendo o vernáculo da Palestina durante vários séculos. Temos assim algumas palavras aramaicas preservadas para nós no Novo Testamento: Talitha Cumi (“Menina, levantate"), em Marcos 5:41; Ephphatha (“Abre-te"), em Marcos 7:34; Eli, Eli lama sabachthani (“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?), em Mateus 27:46. Jesus se dirigia habitualmente a Deus como Abba (aramaico "Pai"). Note a influência disto em Romanos Escola de Líderes: Importância - É o coração da visão ; Objetivo - Tratamento de caráter 10

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8:15 e Gálatas 4:6. Outra frase comum dos primeiros cristãos era Maranatha ("Vem, nosso Senhor"), em 1Coríntios 16:22. 3) - GREGO: Apesar de Jesus falar aramaico, o Novo Testamento foi escrito em grego grego Koiné (estilo comercial da língua grega muito difundida na época de Jesus). A mão de Deus pode ser vista nisto, porque o grego era o idioma internacional do século I, tornando assim possível a divulgação do evangelho através de todo o mundo então conhecido. O material usado para escrever os autógrafos (manuscritos originais) e as cópias foram: 1) - PEDRA: Muitas inscrições famosas encontradas no Egito e Babilônia foram escritas em pedra. Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos escritos em tábuas de pedra (Êx 31:18, 34:1,28). Dois outros exemplos são a Pedra Moabita (850 A.C) e a Inscrição de Siloé, encontrada no túnel de Ezequias, junto ao tanque de Siloé (700 A.C). 2) - ARGILA: O material de escrita predominante na Assíria e Babilônia era a argila, preparada em pequenos tabletes (chamados de ostracas) e impressa com símbolos em forma de cunha chamados de escrita cuneiforme, e depois assada em um forno ou seca ao sol. Milhares desses tabletes foram encontrados pelas pás dos arqueólogos. 3 - MADEIRA: Tábuas de madeira foram bastante usadas pelos antigos para escrever. Durante muitos séculos a madeira foi a superfície comum para escrever entre os gregos. Alguns acreditam que este tipo de material de escrita é mencionado em Isaías 30:8 e Habacuque 2:2. 4 - COURO: Talmude judeu exigia especificamente que as Escrituras fossem copiadas sobre peles de animais, sobre couro. É praticamente certo, então, que o Antigo Testamento foi escrito em couro. Eram feitos rolos, costurando juntas as peles que mediam de alguns metros a 30 perpendiculares ao rolo. Os rolos, entre 26 e 70cm de altura, eram enrolados em um ou dois pedaços de pau. 5 - PAPIRO: É quase certo que o Novo Testamento foi escrito sobre papiro, por ser este o material de escrita mais importante na época. O papiro é feito cortando-se em tiras seções delgadas de cana de papiro, empapando-as em vários banhos de água, e depois as sobrepondo umas às outras para formar folhas. Uma camada de tiras era colocada por sobre a primeira, e depois as punham numa prensa, a fim de aderirem uma às outras. As folhas tinham de 15 a 38 cm de altura e 8 a 23 cm de largura. Rolos de qualquer comprimento eram preparados colocando juntas as folhas . Geralmente mediam cerca de 10m de comprimento. 6 - VELINO OU PERGAMINHO: Velino começou a predominar mediante os esforços do rei Eumenes ll, de pérgamo (197-158 A.C). Ele procurou formar sua biblioteca, mas o rei do Egito cortou o seu suprimento de papiro, sendo-lhe então necessário obter um novo processo para o tratamento de peles. O resultado é conhecido como velino ou pergaminho. Embora os termos sejam usados intercambiavelmente, o velino era preparado originalmente com a pele de bezerros e antílopes, enquanto o pergaminho era de pele de ovelhas e cabras. Obtinha-se assim um couro de excelente qualidade, preparado especial e cuidadosamente para receber escrita de ambos os lados. Este tipo de material foi utilizado centenas de anos antes de Cristo e, por volta do século IV A.D., ele suplantou o papiro. Quase todos os manuscritos conhecidos são em velino. A Bíblia não é um papel que aceita tudo. Ela está muito bem documentada em mais de 2000 manuscritos antigos. O Velho Testamento apresenta a mesma forma (livros e textos) desde 400 anos antes de Cristo. O manuscrito mais antigo do Novo Testamento
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é de 96 d.C. Os textos atuais comparados com os textos dos manuscritos descobertos coincidem palavra por palavra, com grau de acerto de mais de 99%. Os documentos antigos da humanidade estão em ampla desvantagem comparados à Bíblia: "Tucídides, historiador aceito pelos estudiosos, viveu entre 460-400 a.C. Sua obra nos chegou com oito manuscritos de 900 a. D. (1.300 anos depois de sua vida). Os manuscritos de outro historiador, Heródoto, são mais raros, mas também aceitos, como os de Tucídides. Chegaram-nos em poucas cópias, bem depois da sua vida. As obras de Aristóteles, filósofo grego, foram produzidas em cerca de 330 a.C. O manuscrito mais antigo é de 1.110 d.C. (1.400 anos após sua vida). Nenhum filósofo impugnou Aristóteles por isso. As guerras gaulesas foram narradas por César entre 58 e 50 a. C., mas o manuscrito mais recente data de 1.000 anos depois de sua morte. No entanto, todos eles são aceitos pelos historiadores como dignos de confiança. Ninguém negará o valor de A Ilíada, de Homero, que tem 643 manuscritos. Pois bem, do Novo Testamento temos cerca de 2.000 manuscritos, cópias de escritos dos anos 46 a 90 de nossa era, bem perto dos eventos, narrados por testemunhas oculares."2 ³O nome "Bíblia" vem do grego "Biblos", e significa livros. Os primeiros a usar a palavra "Bíblia" para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos de Cristo, no século II d.C.; Ao comparar as diferentes cópias do texto da Bíblia entre si e com os originais disponíveis, menos de 1% do texto apresentou dúvidas ou variações, portanto, 99,9% do texto da Bíblia é puro. É o livro mais vendido do mundo. Estima-se que foram vendidos 11 milhões de exemplares na versão integral, 12 milhões de Novos Testamentos e ainda 400 milhões de brochuras com extratos dos textos originais. Isto sem falar nos textos distribuídos gratuitamente que são praticamente incontáveis. Foi a primeira obra impressa por Gutenberg, em seu recém inventado prelo manual, que dispensava as cópias manuscritas; A divisão em capítulos foi introduzida pelo professor universitário parisiense Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, pelo impressor parisiense Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus; Os 39 livros que compõem o Antigo Testamento (sem a inclusão dos apócrifos) estavam compilados desde cerca de 400 a.C., sendo aceitos pelo cânon Judaico, e também pelos Protestantes, Católicos Ortodoxos, Igreja Católica Russa, e parte da Igreja Católica tradicional; A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748. A tradução foi feita a partir da Vulgata Latina e iniciou-se com D. Diniz (1279-1325), rei de Portugal. João Ferreira de Almeida nasceu em 1628, próximo a Lisboa. Convertido ao protestantismo, iniciou a tradução da Bíblia aos dezessete anos, mas perdeu seu primeiro manuscrito e reiniciou seu trabalho em 1648. Conhecia hebraico e grego, e utilizou-se de vários manuscritos dessas línguas para compor sua tradução. Em 1676, foi concluída a tradução do Novo Testamento, que só viria a ser publicada em 1681, na Holanda, por problemas de revisão. Quando de sua morte, em 1641, já havia traduzido o Antigo Testamento até o livro do profeta Ezequiel. Seu trabalho foi continuado pelo pastor Jacobus op den Akker, de Batávia, em 1748. Cinco anos depois, em 1753, foi impressa a primeira Bíblia em português.

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Nível 1 - Lição 04 - Trindade Quem ou o que é Deus? Nós cremos que¹: • • • • • Há um e somente um Deus vivo e verdadeiro, onipotente, onisciente, e onipresente (Dt 6.4; Jr 10.1; Sl 139; I Co 8.16; I Tm 2.5,6; Ex 3.14; 6.2,3; Is 43.15; Mt 6.9; Jo 4.24; I Tm 1.17; Ml 3.6; Tg 1.17; I Pe 1.16,17); Deus é Espírito infinito e inteligente, Criador e Senhor Supremo dos céus e da terra, Ele governa pelo Seu poder, dispondo de todas as coisas de acordo com seu propósito (Gn 1.1; 17.1; Ex. 15.11-18; Is 43.3; At 17.24-26; Ef 3.11; I Pe 1.17); Ele é indizivelmente glorioso em santidade (Ex 15.11; Is 6.2; Jó 34.10); É digno de toda honra, confiança e amor e a Ele devemos todo amor, culto e obediência (Mt 22.47; Jo 4.23,24; I Pe 1.15,16); Na Unidade Divina há três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em todas as perfeições divinas e que executam ofícios distintos mas harmônicos na grande obra da Redenção (Mt 28.19; Mc 1.9-11; I Jo 5.7; Rm 15.30; II Co 13.13; Fp 3.3). Nosso Deus tem atributos naturais e morais. Os atributos naturais de Deus a) Onipresença - "A onipresença de Deus não quer dizer que ele esteja em todos os lugares. Não confundamos Deus com os átomos ou com o ar. Quer dizer, sim, que não há lugar onde Deus não possa estar e que não há lugar em que sua graça seja impedida de chegar aos homens." ². A palavra oni vem do grego Omni, que significa tudo ou todo; b) Onisciência - A onisciência quer dizer que Deus não aprende por observação ou por experiência, mas que simplesmente sabe. Ele não aprende porque não tem o que aprender e ninguém lhe ensina nada. Ele simplesmente sabe. ² c) Onipotência - A onipotência de Deus traz consigo dois significados: a onipotência moral, relacionada com Ele, e a física, relacionada com a criação. ² A onipotência de Deus é mais do que brincadeirinha sobre o que Ele pode e não pode fazer. Evitemos ser desrespeitosos com Deus. Reconhecer a onipotência de Deus é reconhecer que ele nunca pode ser frustrado em seus planos. Seu poder é tal que tudo terminará como ele deseja que termine. ² d) Unidade - Unidade quer dizer que Deus é uno. Não são três deuses, mas sim, um só, organizado em três pessoas. Também quer dizer que não há deus do bem e deus do mal, como afirmam as religiões orientais (yin / yang) e) Unicidade - Unicidade quer dizer que Deus é único, singular (Dt. 6:4). Que não há outro Deus. f) Infinidade - não há limites para ação e presença de Deus. Sua ação é infinita e a possibilidade de sua presença também é infinita. ² g) Imutabilidade - Este atributo não afirma que Deus é imobilizado, nem afirma que ele nunca muda seu modo de agir. Deus não muda sua essência e seu caráter, mas, pode mudar planos e sua ação na humanidade (dependendo como o homem reage a Seu apelo). Deus é criativo.

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Os atributos morais de Deus a) Santo; b) Justo; c) Amor; d) Fiel. Nosso Deus é um ser triúno. Para se entender a trindade vamos dizer o que ela não é, para então revelar o que ela é: Não são três deuses, mas sim um só. Não são três indivíduos, mas sim, três distinções pessoais. Não são modos de agir (ora ele age como Pai, ou como Filho, etc.), mas sim um só agir (Deus, o Pai, Deus, o Filho e Deus, O Espírito Santo agem conjuntamente - como no batismo de Jesus). Não há hierarquia entre Deus, o Pai, Deus, o Filho e Deus, O Espírito Santo. Um não é subordinado ao outro. São três pessoas com a mesma substância, com a mesma natureza. Deus, o Espírito Santo não é um cumpridor de ordens, nem o executivo. Uma essência só em três subsistências (pessoas). "A doutrina da trindade é exatamente esta: Deus existe como Pai, Deus existe como Filho e Deus existe como Espírito Santo. As três pessoas são uma só e não há graduação entre elas. Uma não é superior a outra nem manda na outra. Elas não estão em conflito. O que o Pai quer, isso o Filho quer e o Espírito quer também. Elas têm distinção de funções, mas esta distinção é baseada na diferença de papéis ou de relacionamentos que elas desempenham dentro da trindade e não de valor ou de importância." ²

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Nível 1 - Lição 05 - Deus Pai Vamos ver nessa aula a figura de Deus Pai. Nós cremos que¹: • • • • Deus, em todos Seus atributos, manifesta disposição de pai para com todos os homens (Is 64.8; Mt 6.9; At 17.26-29; I Co 8.6; Hb 12.9); De acordo com a Bíblia, Ele se revelou primeiro como Pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os Seus propósitos eternos (Ex 4.22,23; Dt 32.6-18; Is 1.2,3; Jr 31.9); Ele é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi enviado a este mundo para salvar os pecadores e fazendo-os filhos por adoção do Deus Pai (Sl 2.7; Mt 3.17; Lc 1.35; Jo 1.12); Quem aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida é feito filho de Deus, nascido pelo Espírito Santo, recebendo de Deus Pai proteção e disciplina (Mt 23.9; Jo 1.12,13; Rm 8.1417; Gl 3.26; 4.4-7; Hb 12.6-11).

A palavra Deus engloba o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo. Se vamos falar do Deus Pai, temos que entender esta distinção: Deus (três pessoas da trindade) e Deus o Pai (uma das pessoas da trindade). Deus o Pai é o pai dos cristãos. Jesus O apresentou como nosso pai. Esta é a principal diferença entre o Velho Testamento (VT) e o Novo Testamento (NT): Deus Pai. Veja: Mateus 11:27 e João 1:12. O conceito de Pai em Deus no VT era um pouco restrito: Êx. 4:22 e 23, Os. 11:1, Jr. 3:19 e 31:9, Sl. 103:13. No VT a ênfase da paternidade de Deus era mais no sentido social ou racial ou ainda nacional (nação de Israel). No NT a história é diferente, 250 vezes² aparece a palavra Deus como Pai. Isto aparece em todos os 27 livros, exceto Terceira João. Jesus chama Deus de Pai mais ou menos 50 vezes. Se Deus Pai é pai e Jesus é o Deus Filho, há diferença de poder entre eles? Jesus também é nosso pai, o Espírito também é nosso pai? Vamos encontrar a resposta em João 5:16-23: Existe um relacionamento entre Deus Pai e Deus Filho, mas não é de hierarquia ou subordinação, apenas relação: a) igualdade: no vs. 18 Jesus afirma que ele era igual ao Pai, mesma natureza, uma não é superior à outra; b) autoridade do Pai: no vs. 19 vemos que o Filho só pode fazer o que o Pai faz (ver Jo. 6:38 e Jo. 15:10). "O Pai não é superior às outras pessoas da trindade, mas tem papéis diferentes dentro da mesma trindade. A autoridade do Pai não é de mando, mas é de relação"². c) amor: no vs. 20 vemos o amor do Pai. Deus Pai não é um deus carrasco e o deus filho um deus bonzinho que acalma o pai. "O Pai oferece o Filho que Ele ama. E o Filho aceita ser separado do Pai que Ele ama! E o Espírito faz a obra no nosso coração para crermos no amor dEles por nós."²
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d) comunhão: no vs 23 vemos a questão da honra, compare com Cl. 1:15-17. O Deus Pai se revelou no Deus Filho encarnado, Jesus o Cristo (Ungido). Quem vê o Filho, vê o Pai. Se Deus Pai é o nosso Deus, então estes aspectos tornam-se reais em nossa vida: a) adoção: somos adotados por Deus, conforme Gl. 4:5 e Ef. 1:5; b) caráter: Se Deus é nosso Pai, temos que ter Seu caráter, conforme Jo. 8:38 e 44 e Mateus 5:48; c) destino do Fiel: nosso destino é habitar com Deus Pai, conforme 1Ts. 4:17, se nos mantermos fiéis...; d) disciplina: se somos filhos, Deus Pai nos disciplina (exorta) conforme Hb. 12:8.

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Nível 1 - Lição 06 - Deus Filho Nós cremos que Jesus Cristo:¹ • • • • • • • É um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus (Sl 2.7; 110.1; Mt 1.18-23; 3-17; 8.29; 14.33; 16.16,27; 17.5; Mc 1.1; Lc 4.41; 22.70; Jo 1.1,2; 11.27; 14.7-11; 16.28); N’Ele, por Ele e para Ele, foram criadas todas as coisas (Jo 1.3; ICo 8.6; Cl 1.16,1); Na plenitude dos tempos se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerado pelo Espírito Santo e nascido de Virgem Maria, sendo em sua pessoa verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Is 7.14; Lc 1.35; Jo 1.14; Gl 4.4,5); É a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem (Jo 14.7-9; Mt 11.27; Jo 10.30, 38; 12.44-50; Cl 1.15-19; 2.9; Hb 1.3); Honrou e cumpriu plenamente a lei divina e obedeceu a toda a vontade de Deus (Is 53; Mt 5.17; Hb 5.7-10); Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando as culpas de nossos pecados, conquanto Ele mesmo não tivesse pecado (Rm 8.1-3; Fl 2,1-11; Hb 4.14,15; I Pe 2.2125); Morreu na cruz e foi sepultado, ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos para salvar-nos do pecado e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à direita do Pai, exerce o Seu eterno Supremo Sacerdócio (At 1.6-14; Jo 19.30,35; Mt 28.1-6; Lc 24.46; Jo 20.1-20; At 2.22-24; I Co 15.4-8); É o Único Mediador entre Deus e os homens e o Único suficiente Salvador e Senhor (Jo 14.6; At 4.12; I Tm 2.4,5; At 7.55,56; Hb 4.14-16; 10.19-23); Está presente e habita no coração de cada crente e na Igreja (Mt 28.20; Jo 14.16,17; 15.26; 16.7; I Co 6.19); Voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar Sua obra redentora (At 1.11; I Co 15.24-28; I Ts 4.14-18; Tt 2.13).

• • •

Vamos tratar da natureza e caráter do Deus Filho. Sobre a obra de Jesus (salvação da humanidade) veremos nas próximas lições. Nós somos cristãos por causa de Jesus Cristo. Sem Cristo, não somos cristãos. Ele é a figura central da nossa crença. É o diferencial das outras religiões. Nenhuma outra religião afirma que seu líder ressuscitou. Nenhum homem pode ser comparado à Ele. Ele é 100% Deus e 100% Homem. 100% mais 100% não dá 200%. Duas naturezas, uma só personalidade. Dividiu a história da humanidade em antes e depois dEle. Jesus era 100% Homem (Fp. 2:7): a) nasceu: Gl. 4:4. nasceu como homem, era um autêntico homem. Jesus não teve pai homem. Não houve espermatozóide. Apenas o óvulo de Maria (que era virgem nesta época) e a ação do Espírito Santo (que foi seu "pai" - Lc. 1:35). b) cresceu: desenvolveu-se como homem: bebê, criança, adolescente, jovem e adulto, só não ficou idoso! Lc 2:40 e 52. Cresceu física, emocional e mentalmente. Ele tinha corpo (Hb. 10:25, Lc. 24:39, 1Jo. 1:1). c) teve fome: Mt. 4:2-4;
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d) teve sede: Jo. 4:7; e) chorou pelos outros: Jo. 11:35; f) chorou por si mesmo: Hb. 5:7; g) teve medo e angústia: Mc. 14:33; h) teve emoções: Mt. 26:38 e Jo. 13:21; i) morreu. Jesus sendo homem, poderia pecar? Resposta: SIM. Mas, Jesus pecou? Resposta: NÃO. A natureza humana de Jesus o impelia ao pecado, mas, nunca pecou, nem chegou perto de pecar (Hb. 4:15; 2Co. 5:21; 1Pe. 2:22). Jesus não pecou e as pessoas à sua volta percebiam isso!, conforme Jo. 8:46. Jesus era 100% Deus (Cl. 1:13-19): a) sabia que era Deus: Jo. 8:58, 10:30, 17:22 e Mc. 2:5-11; b) as pessoas deram testemunho disso antes da ressurreição: Simeão (Lc. 2:32), Ana (Lc. 2:38), João Batista (Jo. 1:29-30), etc; c) as pessoas deram testemunho disso depois da ressurreição: Tomé (Jo. 20:28) e a igreja (At. 2:36); d) sendo Deus, Jesus não se utilizou disso para Seu benefício. Ele esvaziou-se, tornando-se servo (Fp. 2:7); e) Não era mais onipresente: tinha que andar!; f) Não era mais totalmente onisciente (não sabia a data de Sua vinda - Mc. 13:32). Sendo Deus-Homem, Jesus: a) uniu o homem a Deus (Jo. 1:14). A encarnação de Deus Filho foi o ponto principal da nossa redenção, assim como a Sua ressurreição. Nas outras religiões o homem é elevado a ser deus. No Cristianismo, Deus se fez homem para nos resgatar. Foi Ele quem iniciou o processo, não a gente! (Hb. 2:14-17). Só um homem perfeito para nos apresentar diante de Deus. Só Deus para pagar o preço da nossa salvação; b) Uniu Deus ao homem: antes da encarnação, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo eram espíritos, não possuíam corpo algum. Depois da encarnação e ressurreição, Deus Filho adquiriu um corpo glorificado. Deus uniu-se ao homem (Cl. 2:9); c) Fez o sacrifício perfeito: conforme Hb. 10:11-14 e Jo. 1:29.

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Nível 1 - Lição 07 - Deus Espírito Santo Nós cremos¹ que: • • • • • • • • • • • • O Espírito Santo é o Espírito de Deus. um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina (Gên. 1:2; Jó 23:13; Sal. 51:11; 139:7-12; Is. 61:1-3; Luc. 4:18,19; João 4:24; 14:16,17; 15:26; Heb. 9:14; I João 5:6,7; Mat. 28:19); Ele é o Espírito da Verdade (João 16:13; 14:17; 15:26); Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras (Gên.1:2; II Tim. 3:16; II Ped. 1:21); Ele inspirou homens santos da antigüidade para escrever as Escrituras (Gên.1:2; II Tim. 3:16; II Ped. 1:21); Capacita homens através de iluminação a compreender a verdade (Luc. 12:12; João 14:16,17,26; I Cor. 2:10-14; Heb. 9:8); Exalta a Cristo (João 14:16,17; 16:13,14); Convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8-11); Atrai homens ao Salvador e efetua regeneração (João 3:5; Rom. 8:9-11); Cultiva o caráter cristão, conforta os crentes e concede os dons espirituais pelos quais eles servem a Deus através de Sua Igreja e a edificam (I Cor. 12:7,11; Ef. 4:11-13); Sela o salvo para o dia da redenção final (Ef.4:30); A presença dEle no cristão é a segurança de Deus para trazer o salvo à plenitude da estatura de Cristo. Ele ilumina e reveste de poder no Batismo no Espírito Santo (At. 2:38,39; I Cor. 12:1215); Capacita o crente e a Igreja para a adoração, evangelismo e serviço (Ef. 5:18-21; Gál. 5:22-23; At. 1:8).
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É essencial que os crentes reconheçam a importância do Espírito Santo no plano divino da redenção. Sem a presença do Espírito Santo neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o Espírito Santo, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o Espírito Santo, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (Mc 1.11). A OBRA DO ESPÍRITO SANTO: 1) A revelação do Espírito Santo no AT.
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a) O Espírito Santo desempenhou um papel ativo na criação. O segundo versículo da Bíblia diz que "o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" (Gn 1.2), preparando tudo para que a palavra criadora de Deus desse forma ao mundo.; b) O Espírito estava ativo na comunicação da mensagem de Deus ao seu povo. Era o Espírito, por exemplo, quem instruía os israelitas no deserto (Ne 9.20); c) A liderança do povo de Deus no AT era fortalecida pelo Espírito do Senhor. Moisés, por exemplo, estava em tão estreita harmonia com o Espírito de Deus que compartilhava dos próprios sentimentos de Deus; sofria quando Ele sofria, e ficava irado contra o pecado quando Ele se irava (ver Êx 33.11 ; cf. Êx 32.19). d) O Espírito de Deus também vinha sobre indivíduos a fim de equipá-los para serviços especiais. Um exemplo notável, no AT, era José, a quem fora outorgado o Espírito para capacitá-lo a agir de modo eficaz na casa de Faraó (Gn 41.38-40). e) Havia, ainda, uma consciência no AT de que o Espírito desejava guiar as pessoas no terreno da retidão. Davi dá testemunho disto em alguns dos seus salmos (Sl 51.10-13; 143.10). f) Note que, nos tempos do AT, o Espírito Santo vinha apenas sobre umas poucas pessoas, enchendo-as a fim de lhes dar poder para o serviço ou a profecia. Não houve nenhum derramamento geral do Espírito Santo sobre Israel. O derramamento do Espírito Santo de forma mais ampla (cf. Jl. 2.28,29; At 2.4,1618) começou no grande dia de Pentecostes. 2) A revelação do Espírito Santo no NT. a) O Espírito Santo é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em Cristo, recebemos o Espírito Santo (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4). b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação. Na conversão, o Espírito passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9; 1Co 6.19). Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4; Gl 5.16,17; 2Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a Deus (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo, que O glorificam (Gl 5.22,23; 1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.13; 14.26; 1Co 2.10-16) e também nos revela Jesus e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-18; 16.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de Deus (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.16; 1Ts 1.6). c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito. Quando somos batizados no Espírito, recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (At. 1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (At. 2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar
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a Palavra de Deus (At. 1.8; 4.31) e a operar milagres (At. 2.43; 3.2-8; 5.15; 6.8; 10.38). O plano de Deus é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no Espírito Santo (At. 2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12-14). Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11). d) O Espírito Santo é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de Cristo, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a Deus (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (At. 2.4; 1Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8; 1Co 3.16; 1Pe 1.2). As diversas operações do Espírito são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do Espírito Santo formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter: a) a nova vida total em Cristo; b) um santo viver; c) o poder para testemunhar do Senhor; d) a comunhão no seu corpo Sem exercitar estas quatro coisas.

Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no Espírito Santo se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo Espírito, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas. Mais detalhes do batismo no Espírito Santo no próximo Nível.

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Nível 1 - Lição 08 - Homem

O que é o Homem? Homem no sentido gênero humano e não apenas sexo masculino. Homem com H maiúsculo, ou seja, incluindo o homem e a mulher. Muitas religiões colocam o homem como um acidente, ou um ato louco de algum deus, ou ainda como semelhante ao mundo (filho da "mãe natureza" por exemplo). O que a Bíblia fala sobre nós? • • • • • • • • Nós fomos criados por Deus por um ato especial, à Sua imagem e conforme à Sua semelhança, desse fato, concluímos que temos valor e dignidade (Gên. 1:26-31; 18:22; 9:6; Sal. 8:1-9; Mat. 16:26); Somos formados por corpo, alma e espírito (I Tess. 5:23); Nosso corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar (Gên. 2:7; 3:19; Ecl. 3:20; 12:7); Nosso espírito procede de Deus e para Ele retornará (Ecl. 12:7; Dan. 12:2,3); O Criador nos ordenou que dominássemos, desenvolvêssemos e guardássemos a obra criada (Gên. 1:21; 2:1; Sal. 8:3-8); Fomos criados para a glorificação de Deus (At. 17:26-29; I João 1:3,6,7); Nosso propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com o Criador, bem como cumprir Sua divina vontade (Jer. 9:23,24; Miq. 6:8; Mat. 6:33; João 14:23; Rom. 8:38,39) Somos seres pessoais e espirituais, temos capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente, a verdade revelada, e para tomar nossas decisões em matéria religiosa, sem a mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso (João 1:4-13; 17:3; Ecl. 5:14; I Tim. 2:5; Jó 19:25,26; Jer. 31:3; At. 5:29; Ez. 18:20; Dan. 12:2; Mat. 25:32,46; João 5:29; I Cor. 15; I Tess. 4:16,17; Apoc. 20:11-30).

O Cristianismo (o Judaísmo também) coloca o homem em elevada posição na criação. Este fato distancia nossa religião das demais. Antropologia é a ciência que estuda o homem. Evidentemente a antropologia secular é inteiramente diferente da antropologia bíblica. A Bíblia coloca o homem como a imagem e semelhança de Deus. O homem se assemelha a Deus no fato de possuir: a) uma natureza racional; b) uma natureza moral; c) uma natureza emocional; d) vontade; e) capacidade de ser livre; f) liberdade original ao pecado e sua tendência à santidade; g) capacidade de exercer domínio sobre ordens inferiores; h) imortalidade (não é eterno, mas vive para sempre);
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Nós: a) não somos independentes; b) somos solidários; c) temos valor - um ser humano vale mais que qualquer ser vivo ou coisa material; d) somos iguais - todo ser humano é igual ao outro (não importa sexo, etnia, etc.); e) temos relação com o ambiente - todos possuímos corpo que é formado e sustentado pelos elementos da natureza; f) etc. Constituição do ser humano: Existem duas linhas gerais: os dicotomistas - alma (ou espírito) e corpo; e os tricotomistas - espírito, alma e corpo (nossa posição). Acompanhe o quadro abaixo²: Português Corpo Alma Espírito Carne Hebraico ----------Nephesh Ruah Basar Grego soma psychê pneuma sarx Significado o homem físico a sede da vida contato com Deus natureza humana

Devemos entender que o homem é uma unidade: corpo, alma e espírito. Fomos criados assim e tudo o que Deus criou é bom. O corpo é bom. Quando alguém morre, seu corpo morre, a alma e o espírito vão para a glória se tal pessoa aceitou Jesus. Ela não vai passar a eternidade desse jeito. O corpo será ressuscitado. Ganharemos um novo corpo. Passaremos a eternidade em nova terra, habitando na nova Jerusalém com corpo, alma e espírito. Mais detalhes nos próximos Níveis. O importante é destacar que nosso corpo será transformado, ou na ressurreição (se estivermos mortos) ou no arrebatamento (se estivermos vivos) quando Jesus voltar. Temos que tomar cuidado para não acrescentarmos doutrinas do espiritismo ou das religiões orientais no cristianismo. Os textos de 1Ts. 5:23 e Hb. 4:12 tratam desse tricotomismo: • • • Corpo - é o tabernáculo da alma; Alma - é a sede da personalidade; Espírito - é o órgão de comunhão com Deus.

Praticamente todas as religiões acreditam que o homem é mais que simplesmente corpo, tais religiões colocam uma pré-existência e uma pós-existência. Nós pensamos assim também. Trabalharemos a pós-existência nas próximas lições. Quanto à pré-existência, a idéia mais aceita é a Transmissão, ou seja, quando um homem e uma mulher se reproduzem, um novo corpo e um novo espírito é formado. Ou seja, Adão e Eva foram criados puros. O pecado entrou e decretou a separação espiritual do homem. Quando eles se reproduziram gerando Caim, transmitiram essa natureza de separação espiritual a ele. E assim sucessivamente. A idéia de que Deus cria um novo espírito a cada gestação, que é chamada de Criacionismo, apresenta um problema: Deus vai criar um espírito já caído em pecado?

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Nível 1 - Lição 09 - Pecado Pecado é um conceito religioso, diferente de crime. Gula não é um crime, mas é um pecado. Crime ocorre contra seres humanos e a natureza. Crime é desobediência às leis estabelecidas pelo homem. Pecado sempre envolve a figura de Deus (Sl. 51:4). Pecado é desobediência a Deus. Vejamos o que é a queda, pecado e suas conseqüências¹:

Cremos que o homem foi criado em santidade, sob a lei do seu Criador (Gên. 2:15-17; 3:8-10; Ecl. 7:29), mas caiu desse estado santo e feliz, por transgressão voluntária (Gên. 3; Rom. 5:12-19; Ef. 2:12; Rom. 3:23), em conseqüência da qual toda a humanidade tornou-se pecadora, não por constrangimento, mas por livre escolha, sendo por natureza destituída completamente daquela santidade que a Lei de Deus requer, e positivamente inclinada à prática do mal, estando, sem defesa nem excusa, condenada com justiça à ruína eterna (Gên. 3:12; Rom. 5:12; Sal. 51:15; Is. 53:6; Jer. 17:5; Rom. 1:18-27; 3:10-19; 7:14-25; Gál. 3:22; Ef. 2:1-3). ). Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo (Mat. 6:14, 15; 18:21-35; I Cor. 8:12; Tiago 5:16). O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Cristo, o Filho de Deus, como Salvador pessoal (João 3:36; 16:9; I João 5:10-12). Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além de se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus (Rom. 5:12-19; 6:23; Ef. 2:5; Gên. 3:18; Rom. 8:22). Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo (Rom. 3:20,23; Gál. 3:10,11; Ef. 2:8,9). Algumas palavras hebraicas e gregas que fazem referência a pecado²: a) hata' (heb.) - errar o alvo; b) hamartia (gr.) - errar o alvo; c) 'avon (heb.) - errar o caminho no sentido de torcer, perverter tornar-se perverso, iniquidade (Jr. 11:10); d) shagag ou shaga (heb.) - errar, extraviar-se, vaguear com a idéia de ignorância. Como em Nm. 15:27 : "...pecar (hata) por ignorância (shaga)..."; e) sur e sug (heb.) - virar, desviar, afastar, abandonar, revoltar (Jz. 2:17); f) natash e azab (heb.) - abandonar. Natash em Dt. 32:15; azab em Dt. 29:25; g) 'avel e 'avelah (heb.) - desviar do caminho, praticar injustiça (Is. 59:3); h) ta'ah (heb.) - andar à toa, errante; i) rasha' (heb.) - ímpio, culpado (Sl. 1:1); j) pasha' (heb.) - é revolta da vontade do homem contra a vontade de Deus (algumas vezes traduzido como transgressão como em 1Rs. 12:19 em algumas traduções); k) adkia (gr.) - iniquidade; l) poneria (gr.) - mal vicioso ou degenerado; m) parabasis (gr.) - transgressão, ir além de um limite conhecido; n) anomia (gr.) - falta de lei, desrespeito às leis. Pecado é fazer ou deixar de fazer, mas não somente ação, também pode ser pensamento.

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Por que o homem peca? Falta de educação? Por causa do ambiente? Falta de religião? Por causa da pobreza? Em Ef. 2:1-3 vemos três fatores que nos deixaram mortos por causa do pecado: 1) Mundo (vs. 2a): sistema de valores corrompido. Devemos entender bem esta palavra. Em Jo. 3:16 lemos que Deus amou o mundo. Em 1Jo. 2:15, o mesmo João nos ordena a não amar o mundo. Contradição? Não, são mundos diferentes: no evangelho, mundo refere-se à humanidade; na epístola refere-se aos conjuntos de valores corrompidos. Com este significado é que nós lemos que satanás é príncipe deste mundo (Jo. 12:31, 14:30) e que o mundo está dominado pelo maligno (1Jo. 5:19). O pecado saiu do coração e invadiu a sociedade, a história. 2) Príncipe das potestades do ar (vs. 2b): o diabo. A palavra satanás vem do hebraico satan e significa adversário. Diabo vem do grego diabolos e significa caluniador. Demônio vem do grego daimon, uma entidade espiritual. O nosso inimigo procura de todos os meios: a) nos tentar (1Ts. 3:5); b) nos iludir (2Co. 4:4); c) nos enganar (2Co. 11:14); d) usar pessoas contra nós (Mt. 16:23); e) causar doenças (Mt. 9:33); f) causar distúrbios mentais (Mc. 5:4-5); g) espalhar falsas doutrinas (1Tm. 4:1); h) colocar obstáculos (1Ts. 2:18); i) concluindo, sua ação pode ser física, mental ou espiritual. A nossa resposta deve ser: a) compreender sua sutileza (2Co. 2:11 e 11:14); b) não lhe dar lugar (Ef. 4:27, Mt. 12:43-45 e Cl. 3:1-3); c) sujeitar-se a Deus (Tg. 4:7a); d) resistir (Tg. 4:7b); e) fugir (1Co. 6:18, 10:14, 2Tm. 2:22); f) buscar santidade (Sl. 91:1). 3) Carne (vs. 3): não é o corpo físico (soma, no grego) é a natureza pecaminosa (sarx, no grego). Esta natureza impele o homem para a prática do mal (Rm. 7:14-15 e 17; 8:18). Veja que carne aqui não se refere apenas ao corpo, como se o corpo fosse um cárcere para o espírito. O corpo é bom, foi Deus quem criou, contudo, por causa do pecado, ele foi amaldiçoado, degenerado. A questão não é apenas física, envolve também pensamentos ou a mente (alma) e também o espírito. A nossa natureza corrompida nos dominava completamente, mas Deus nos deu vida (vs. 1,4 e 5). Não é difícil entender a natureza pecaminosa, toda a humanidade nasceu fora do Jardim do Éden, fomos gerados à imagem e semelhança de Adão, ou seja, em pecado. Para encerrar, se Deus é onisciente, onipotente e onipresente, porque o mal existe? O incrédulo diz em seu coração5:
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1) Um Deus totalmente bom não permitiria crianças inocentes sofrerem e morrerem; 2) Um Deus onipotente pode evitar o sofrimento de crianças inocentes; 3) Crianças inocentes sofrem; 4) Logo, Deus não é bom, ou não é onipotente, ou não existe! Temos que entender este problema: a) temos que entender o problema do bem e do mal do ponto de vista cristão e não de outras religiões (forças opostas de igual nível - yin e yang); b) não há nada mais bondoso que Deus. Ele é todo bem. Não ,pode ser julgado por mim, criatura Sua. Se o mal ocorre há alguma explicação; c) com a nossa natureza pecaminosa não conseguimos compreender a totalidade do plano de Deus para a humanidade e para cada ser em especial (Rm. 11:33-36); d) se não dá para compreendermos, temos que ter fé: - na soberania de Deus (Ele é totalmente soberano sobre tudo, nada acontece fora do plano de Deus); - na justiça de Deus (Deus é o padrão de justiça, a única coisa que merecemos é ser condenados por causa do pecado); - no amor de Deus (o amor dEle é tão grande que sofreu por nós para nos resgatar. Resgatar para passarmos a eternidade com Ele); e) temos que entender que Deus nos criou com livre arbítrio (moral) e não robozinhos. Ele nos criou como Ele, com vontade. Portanto, podemos modificar as frases acima com esta maneira de ver as coisas (modo bíblico): 1) Se Deus é totalmente bom, derrotará o mal; 2) Se Deus é onipotente, pode derrotar o mal; 3) O mal não está derrotado; 4) Logo, um dia o mal será derrotado; Ou ainda: 1) Deus criou o ser humano com moral e vontade; 2) O ser humano decidiu pecar; 3) O pecado causa morte eterna e sofrimentos; 4) A morte eterna é pior que os sofrimentos na Terra; 5) Deus é onipotente, já resolveu isso; 6) Deus é todo amor, enviou Jesus;

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Nível 1 - Lição 10 - Salvação Vimos na lição anterior o pecado, agora veremos a salvação. Abaixo extraio este assunto do Manual Básico dos Batistas Nacionais, da Convenção Batista Nacional (o item Glorificação, e apenas este, foi extraído das declarações Doutrinárias da Convenção Batista Brasileira): A SALVAÇÃO Cremos que a salvação dos pecadores é inteiramente de graça pela mediação do Filho de Deus, o qual, segundo desígnio do Pai, assumiu livremente nossa natureza mas sem pecado, honrou a lei divina pela Sua obediência pessoal, e por Sua morte realizou completa expiação dos nossos pecados; que, tendo ressurgido dos mortos, está agora entronizado nos céus e que, unindo em sua maravilhosa pessoa a mais terna simpatia com a perfeição divina, está completamente capacitado para ser o Salvador adequado, compassivo e todo-suficiente dos homens (Ef. 2:5, 8,9; Mt. 18:11; l Jo 4:10; I Co. 3:5,7; At. 15:11; Jo. 3:16; Jo. 1:1-14; Hb. 4:14; 12:24; Fl. 2:6,7; Hb. 2:9, 14; II Co. 5:21; Is. 42:21; Fl. 2:8; Gl. 4:4,5; Rm. 3:21; Is. 53:4,5; Mt. 20:28; Rm. 3:21; 3:24, 25; I Jo. 4:10; 2:2; I Co. 15:1-3; Hb. 9:13-15; Hb. 1:3, 8; 8:1; Cl. 3:1-4; Hb. 7:25; Cl. 2:9; Hb. 2:18; 7:26; SI. 89:19; SI. 34).

A SALVAÇÃO É PELA GRAÇA Cremos que as bênçãos da salvação cabem gratuitamente a todos por meio do Evangelho; que é dever imediato de todos aceitá-las com fé obediente, cordial e penitente, e que nada impede a salvação, ainda mesmo do maior pecador da terra, senão sua perversidade inerente à voluntária rejeição do Evangelho, a qual agrava a sua condenação (Is. 55:1; Ap. 22:17; Lc. 14:17; Rm. 16:26; Mc. 1:15; Rm. 1:15,17; Jo. 5:40; Mt. 23:27; Rm. 9:32; Pv. 1:24; At. 13:46; Jo. 3:19; Mt. 11:20; Lc. 19:27; II Ts. 1:8). O PROPÓSITO DA GRAÇA DE DEUS Cremos que a Eleição é o eterno propósito de Deus, segundo o qual Ele gratuitamente regenera, santifica e salva pecadores; que esse propósito, sendo perfeitamente consentâneo com o livre arbítrio do homem, compreende todos os meios que concorrem para esse fim. Que é gloriosa manifestação da soberana vontade de Deus que é infinitamente livre, sábia, santa e imutável; que exclui inteiramente a jactância e promove a humildade, o amor, a oração, o louvor, a confiança em Deus, bem como a imitação ativa de sua livre misericórdia; que encoraja o uso dos meios de santificação no grau mais elevado e pode ser verificada por seus efeitos em todos aqueles que realmente crêem no Evangelho; que é o fundamento de segurança cristã e que o verificá-la. a respeito de nós mesmos exige e merece a nossa maior diligência (II Tm. 1:8,9; Ef. 1:3-14; I Pe. 1:1,2; Rm. 11:5,6; Jo. 15:16; I Jo. 4:19; II Ts. 2:13,14; At. 13:48; Jo. 10:16; Mt. 20:16; At. 15:14; Êx. 33:18,19; Mt. 20:13; Ef. 1:11; Rm. 9:23, 24; Jr. 31:3; Rm. 11:28,29; Tg. 1:17,18; II Tm. 1:9; Rm. 11:32-36; I Co. 4:7; 1:26,31; Rm. 3:27; 4:16; Cl. 3:12; I Co. 3:3,7; 15:10; I Pe. 5:10; At. 1:24; II Ts. 2:13; I Pe. 2:9; Lc. 18:7; Jo. 15:16; Ef. 1:16; I Ts. 2:12; II Tm. 2:10; I Co. 9.22; Rm. 8:28, 30; Jo. 6:37-40; II Pe. 1:10; I Ts. 1:4-10; Tg. 2:18; Jo. 14:23; Rm. 8:28-30; Is. 42:16; Rm. 11:29; Fl. 3:12; Hb. 6:11). Escola de Líderes: Importância - É o coração da visão ; Objetivo - Tratamento de caráter 27

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O ARREPENDIMENTO E A FÉ Cremos que o arrependimento e a fé são deveres sagrados e também graças inseparáveis, originadas em nossas almas pelo Espírito regenerador de Deus; que, sendo por essas graças convencidos profundamente de nossa culpa, perigo e incapacidade, bem como do caminho da salvação por Cristo, voltamo-nos para Deus com sincera contrição, confissão e súplica por misericórdia, recebendo ao mesmo tempo de coração o Senhor Jesus Cristo como nosso Profeta, Sacerdote e Rei, e confiando somente nEle como o único e auto-suficiente Salvador (Mc 1:15; At 11:18; Ef. 2:8; I Jo. 16:8; At. 2:37,38; At. 16:30,31; Lc. 18:13; 15:18-21; Tg. 4:7-10; II Co 7:11; Rm 10:12-13; SI. 51; Rm 10:9-11; At. 3:22-23; Hb. 4:14; SI. 2:6; Hb. 1:8; 7:25; II Tm. 1:12).

A REGENERAÇÃO Cremos que os pecadores para serem salvos precisam ser regenerados, isto é, nascer de novo; que a regeneração consiste na outorga de uma santa disposição à mente, e que isso se efetua pelo poder do Espírito Santo de um modo que transcende a nossa compreensão, em conexidade com a verdade divina, de maneira a assegurar-nos nossa obediência voluntária ao Evangelho; que a evidência da regeneração transparece nos frutos santos do arrependimento e da fé e em novidade de vida (Jo. 3:3, 6, 7:1 Co. 2:14; Ap. 21:27; II Co. 5:17; Ez. 36:26; Dt. 30:6; Rm. 2:28,29; Rm. 5:5; I Jo. 4:7; Jo. 3:8; Jo. 1:13; Tg. 1:16-18; I Co. 1:30; Fp. 2:13; I Pé. 1:20,25; I Jo. 5:1; I Co. 12:3; Ef. 4:20-24; Cl. 3:911; Ef. 5:9; Rm. 8:9; Gl. 5:16-23; Ef. 2:14-21; Mt. 3:8-10; 7:20; I Jo. 5:4).

A JUSTIFICAÇÃO Cremos que a grande bênção do Evangelho, que Cristo assegura aos que nEle crêem, é a Justificação; que esta inclui o perdão dos pecados e a promessa da vida eterna, baseada nos princípios da justiça; que é conferida, não em consideração de quaisquer obras justas que tenhamos feito. Mas exclusivamente pela fé no sangue do Redentor que, em virtude dessa fé, a perfeita justiça de Cristo é livremente imputada por Deus; que ela nos leva ao estado da mais abençoada paz e favor com Deus e nos assegura todas as outras bênçãos necessárias para o tempo e a eternidade (Jo. 1:16; Ef. 3:8; At. 13:39; Is. 53:11, 12; Rm. 8:1; Rm. 5:9; Zac. 13:1; Mt. 9:6; At. 10:43; Rm. 5:17; Tt. 3:5,6; I Jo. 2:25; Rm. 5:21; Rm. 4:4, 5; 5:22; 6:23; Fl. 3:8,9; Rm. 5:19; 3:24-26; 4:23-25; I Jo. 2:12; Rm. 5:1-3,11; I Co. 1:30,31; Mt. 6:23; I Tm. 4:8).

A SANTIFICAÇÃO Cremos que a Santificação é o processo pelo qual, de acordo com a vontade de Deus, somos feitos participantes de Sua santidade; que é uma obra progressiva que se inicia na regeneração; que é continuada nos corações dos crentes pela presença do Espírito Santo, o Confirmador e Confortador, no uso contínuo dos meios indicados, especialmente a Palavra de Deus, o exame próprio, a renúncia, a vigilância e a oração (I Ts. 4:3; 5:23; II Co. 7:1; 13:9; Ef. 1,4; Pv. 4:18; Hb. 6:1; II Pe. 1:5-8; I Jo. 2:29; Rm. 8:5; Io. 3:6; Fl. 1:9-11; Ef. 1:13,14; Fl. 2:12,13; Ef. 4:11,12; I Pe. 2:2; II Pe. 3:18; II Co. 13:5; Lc. 11:35; 9:23; Mt. 26:41; Ef. 6:18; 4:3). 28

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A PERSEVERANÇA DOS SANTOS Cremos que só são crentes verdadeiros aqueles que perseveram até o fim; que a sua ligação perseverante com Cristo é o grande sinal que os distingue dos que professam superficialmente; que uma Providência especial vela pelo seu bem-estar e que são guardados pelo poder de Deus mediante a fé para a salvação (Jo. 8:31; I Jo. 2:27, 28; 3:9; 5:18; Mt. 13:20, 21; Jo. 6:66-69; Rm. 8:28; Mt. 6:30-33; Jr. 32:40; SI. 19:11,12; 121:3; Fl. 1:6; 2:12,13; Jd. 24; Hb. 1:14; 13:5; I Pe. 1:5; Ef. 4:30).

A GLORIFICAÇÃO A glorificação é o ponto culminante da obra da salvação (Rom. 8:30; II Ped.1:10,11; I João 3:2; Fil. 3:12; Heb. 6:11). É o estado final, permanente, da felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo (I Cor. 13:12; I Tess. 2:12; Apoc. 21:3,4). O Cristianismo apresenta um modo de salvação que não aparece em nenhuma outra religião. Algumas religiões (como o Hinduísmo) o mal e o bem são a mesma coisa, portanto, salvar-se do que? No Islamismo, o mal existe e devemos nos conformar com ele. Com o Cristianismo a história é outra. A Cruz de Cristo é a religação com Deus.. Por isso a cruz é tão importante para nós e é símbolo para os crentes (a cruz vazia, pois Jesus ressuscitou). Em 1Co. 15:3 e 4 lemos que Jesus morreu por nossos pecados. Os significados deste ato são: a) Substituição - No AT um animal morria em lugar do pecador (Lv. 1:2-5), o animal substituía a pessoa. Jesus é chamado por João Batista de Cordeiro de Deus (Jo. 1:29), Ele é o nosso substituto. Jesus foi ao mesmo tempo sacerdote e sacrifício (Hb. 9:11 a 28); b) Redenção: é o resgate, pagar o preço para comprar algo que já era dEle (Mt. 20:28). Redimir (do gr. Lytróo)e Resgatar (do gr. Lytron) são palavras com o mesmo significado básico: comprar para libertar. O texto de 1Co. 6:20 afirma que fomos comprados (do gr. Agorázo, comprar no mercado). Em Ap. 5:9 vemos a mesma idéia. O texto de Gl. 3:13 afirma que Cristo nos resgatou, aqui a palavra grega é exagorázo, que significa tirar do mercado; c) Propiciação: é a satisfação, pelo sangue de Cristo, da ira santa de Deus contra os pecadores², conforme (Rm. 3:25-26). A ira de Deus foi aplacada pelo Seu amor por nós (Jo. 3:16). 1Jo. 4:10 resume a explicação; d) Justificação: esta palavra significa tornar justo, tornar honrado (do gr. Dikáios). A salvação é um ato de justiça de Deus, pois ninguém poderia ser salvo. Deus enviou Jesus para fazer justiça. Leia Rm. 1:17 e 5:9, At. 13:39 e 2Co. 5:21. Deus, através de Jesus, transforma pessoas culpadas em justas e honradas diante dEle. As nossas justiças são comparados a trapos de imundícia (Is. 64:6). Trapos de imundícia eram os absorventes íntimos daquela época; e) Reconciliação: é fazer as pazes, transformar alguém de inimigo em amigo. Contudo, a iniciativa deste ato parte de Deus (2Co. 5:18); f) Vitória: Cl. 2:15 - vitória sobre os demônios. Jo. 12:31 e Hb. 2:14-15 - vitória sobre satanás. 1Co. 15:54-55 - vitória sobre a morte;

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Como se dá a conversão da pessoa? Como a pessoa aceita Jesus? São três idéias a respeito desse fato: 1) Deus aplica ao pecador a obra salvadora de Cristo sem nenhuma participação do homem (Calvinismo); 2) O homem, por seus próprios recursos, se apropria da obra salvadora de Cristo (Arminianismo); 3) Deus e o homem, cooperam conjuntamente para a salvação deste. As idéias 1 e 2 foram muito resumidas, são muito mais profundas que apenas uma frase. Na verdade este assunto causou muita separação entre os evangélicos. São duas as correntes: calvinista e arminianos. Eles "discutem" até hoje. Não vamos tratar dessa discussão aqui, contudo, vamos trabalhar com uma tentativa de conciliar as duas idéias (apesar de cada corrente afirmar que uma idéia exclui completamente a outra!). Incluo abaixo um texto retirado da obra do Pr. Isaltino² (as palavras em itálico são minhas): Como entender esta questão? Como herdeiros teológicos que somos, da Reforma, sustentamos que a salvação nos vem pela graça de Deus. É um ato Seu. Não a "arrancamos" dEle, como se Ele fosse um Deus insensível, com as nossas obras. Ela chega a nós pela obra de Jesus Cristo na cruz, como estudamos. Ele a tornou possível para nós. Mas cremos, igualmente, que a fé é a resposta do homem ao ato de Deus na pessoa de Cristo. Na conhecida passagem de Efésios 2.8 lemos: "Pela graça sois salvos, por meio da fé...". Os dois termos teológicos, graça e fé, se completam. Graça é o chamado, fé é a resposta. Graça é a mão de Deus que se estende na direção do homem, fé é a mão do homem que se estende na direção da de Deus. Graça é Deus vindo até a metade do caminho, fé é o homem indo ao encontro de Deus, na metade do caminho. Graça é o braço aberto de Deus, fé é o homem lançando-se nele. A graça é, pois, a chamada divina, e a fé, a resposta humana. A graça é Deus dizendo "eu ofereço", a fé é o homem dizendo "eu aceito".... A idéia dos reformadores foi de que Deus não apenas traz a graça, mas que também cria a fé no homem (idéia dos calvinistas, pois para eles o homem caiu em depravação total, não pode ter fé por seus próprios meios). Esta questão precisa ser bem entendida, também. Não se pode pensar numa fé criada no coração humano à revelia deste (idéia dos arminianos, pois para eles existe o livre arbítrio, eu posso resistir à graça e não querer a salvação). Concluindo: não vamos afirmar, "somos calvinistas" ou "somos arminianos". Ambos estão corretos em alguns pontos, mas há exagero em ambos os lados também. Vamos afirmar o seguinte: "Estamos salvos, aleluia! Vamos pregar o evangelho. Vamos ganhar almas!" O aluno que quiser conhecer mais a respeito, procure o professor para maiores informações.

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Nível 1 - Lição 11 - Anjos e Demônios Anjos4 A palavra "anjo" (hb. Malak; gr. Angelos) significa "mensageiro". Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.13,14), criados por Deus antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16). A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio, numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2Pe 2.4; Jd 1.6; Ap 12.9; ver Mt 4.10 ) e abandonaram o seu estado original de graça como servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial. A Bíblia fala numa vasta hoste de anjos bons (1Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2; Dn 7.910; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 1.9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de arcanjo (lit.: "anjo principal", Jd 9; 1 Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos ministradores angelicais (Hb 1.13,14; Ap 5.11). Como seres espirituais, os anjos bons louvam a Deus (Hb 1.6; Ap 5.11; 7.11), cumprem a sua vontade (Nm 22.22; Sl 103.20), vêem a sua face (Mt 18.10), estão em submissão a Cristo (1Pe 3.22), são superiores aos seres humanos (Hb 2.6,7) e habitam no céu (Mc 13.32; Gl 1.8). Não se casam (Mt 22.30), nunca morrerão (Lc 20.34-36) e não devem ser adorados (Cl 2.18; Ap 19.9,10). Podem aparecer em forma humana (geralmente como moços, sem asas, cf. Gn 18.2,16; 19.1; Hb 13.2). Os anjos executam numerosas atividades na terra, cumprindo ordens de Deus. Desempenharam uma elevada missão ao revelarem a lei de Deus a Moisés (At 7.38; Gl 3.19; Hb 2.2). Seus deveres relacionam-se principalmente com a obra redentora de Cristo (Mt 1.20-24; 2.13; 28.2; Lc 1-2; At 1.10; Ap 14.6,7). Regozijam-se por um só pecador que se arrepende (Lc 15.10), servem em prol do povo de Deus (Dn 3.25; 6.22; Mt 18.10; Hb 1.14), observam o comportamento da congregação dos cristãos (1Co 11.10; Ef 3.10; 1Tm 5.21), são portadores de mensagens de Deus (Zc 1.14-17; At 10.1-8; 27.23-24), trazem respostas às orações (Dn 9.21-23; At 10.4); às vezes, ajudam a interpretar sonhos e visões proféticos (Dn 7.15-16); fortalecem o povo de Deus nas provações (Mt 4.11; Lc 22.43), protegem os santos que temem a Deus e se afastam do mal (Sl 34.7; 91.11; Dn 6.22; At 12.7-10), castigam os inimigos de Deus (2Rs 19.35; At 2.23; Ap 14.17-16.21), lutam contra as forças demoníacas (Ap 12.7-9) e conduzem os salvos ao céu (Lc 16.22). Durante os eventos dos tempos do fim, a guerra se intensificará entre Miguel, com os anjos bons, e Satanás, com suas hostes demoníacas (Ap 12.7-9). Anjos acompanharão a Cristo quando Ele voltar (Mt 24.30-31) e estarão presentes no julgamento da raça humana (Lc 12.8,9). Anjo do Senhor A Palavra de Deus menciona um anjo especial, chamado de Anjo do Senhor. Ele aparece por diversas vezes no VT: a) Agar, no deserto (Gn 16.7); b) Abraão (Gn 22.11,15); c) Jacó (Gn 31.11-13);
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d) Moisés (Êx 3.2 e 6) - aqui o Anjo do Senhor fala: "Eu sou o Deus de teu pai..."; e) todos os israelitas durante o êxodo (Êx 14.19) e em Boquim (Jz 2.1,4) - aqui o Anjo do Senhor fala: "Eu" e "Meu" várias vezes. Ora, quem prometeu algo aos israelitas foi Jeová; f) Balaão (Nm 22.22-36); g) Josué (Js 5.13-15) - aqui o Anjo do Senhor aceita adoração de Josué. Nenhum outro anjo aceitou adoração; h) Gideão (Jz 6.11); i) Davi (1Cr 21.16); j) Elias (2Rs 1.3-4); k) Daniel (Dn 6.22). Muito provavelmente este Anjo do Senhor é a segunda pessoa da trindade antes da encarnação, o Deus Filho. Demônios: 4 O NT menciona muitas vezes pessoas sofrendo de opressão ou influência maligna de Satanás, devido a um espírito maligno que neles habita; menciona também o conflito de Jesus com os demônios. O Evangelho segundo Marcos, e.g., descreve muitos desses casos: 1.2327, 32, 34, 39; 3.10-12, 15; 5.1-20; 6.7, 13; 7.25-30; 9.17-29; 16.17. Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como súditos de Satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt 12.43-45), são malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás (ver Mt 4.10 ). Os demônios são a força motriz que está por trás da idolatria, de modo que adorar falsos deuses é praticamente o mesmo que adorar demônios (ver 1Co 10.). O NT mostra que o mundo está alienado de Deus e controlado por Satanás (ver Jo 12.31 ; 2Co 4.4; Ef 6.10-12). Os demônios são parte das potestades malignas; o cristão tem de lutar continuamente contra eles (ver Ef 6.12 ). Os demônios podem habitar no corpo dos incrédulos, e, constantemente, o fazem (ver Mc 5.15; Lc 4.41; 8.27,28; At 16.18) e falam através das vozes dessas pessoas. Escravizam tais indivíduos e os induzem à iniqüidade, à imoralidade e à destruição. Os demônios podem causar doenças físicas (Mt 9.32,33; 12.22; 17.14-18; Mc 9.17-27; Lc 13.11,16), embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de espíritos maus (Mt 4.24; Lc 5.12,13). Aqueles que se envolvem com espiritismo e magia (i.e., feitiçaria) estão lidando com espíritos malignos, o que facilmente leva à possessão demoníaca (cf. At 13.8-10; 19.19; Gl 5.20; Ap 9.20,21). Os espíritos malignos estão grandemente ativos nos últimos dias desta era, na difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade; atacarão a Palavra de Deus e a sã doutrina (Mt 24.24; 2Co 11.14,15; 1Tm 4.1). O maior surto de atividade demoníaca ocorrerá através do Anticristo e seus seguidores (2Ts 2.9; Ap 13.2-8; 16.13,14). Satanás:6 Lúcifer (do latim lux= luz; feros= portador - portador da luz) era o nome latino do planeta Vênus, o objeto mais brilhante do céu, excetuando o sol e a lua. Vênus é o primeiro ponto brilhante do céu ao anoitecer e o último a ser ofuscado pelo sol ao amanhecer, a chamada Estrela da Manhã. Lúcifer foi criado para adorar e louvar a Deus. Observe no texto abaixo extraído do livro do profeta Ezequiel, onde os instrumentos musicais foram preparados no dia
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da sua criação. O pífaro pode ser entendido como um tipo de flauta (de acordo com a versão, não aparecem estas palavras). No meio da profecia contra Tiro, o Espírito Santo falando através de Ezequiel, começa a citar satanás: "Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. " Ez. 28:12 -17 No livro de Isaías encontramos um texto muito semelhante: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo". Is. 14:12 - 15 Com o pecado, Lúcifer foi destituído de seu cargo e de sua formosura. Ele e os anjos que compartilharam de sua sedição. Ele caiu do céu. Neste trecho, encontramos Jesus falando de satanás caindo do céu: "E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu." Lc 10:18 No livro de Apocalipse isto também é citado: "E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo". Ap 9:1 "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele". Ap 12:9. A palavra Satã é de origem hebraica. Satanás é a forma grega. O significado é Adversário. Ele é o adversário dos filhos de Deus. Encontramos muitos exemplos na Bíblia: 1 Cr 21:1, Sl 109:6, 1 Jo 3:8 e muitos outros. Como alguns teólogos insistem em dizer que esta história de demônios é uma inverdade ? Estes são servos de satanás para atrapalhar os novos convertidos. A Bíblia é muito clara. No livro do profeta Zacarias, satanás aparece à direita do sacerdote Josué (ou Jesua) - não confunda com o Josué, substituto de Moisés. Neste trecho, encontramos satanás atrapalhando a obra de Josué. Na verdade, Josué estava em pecado (vestes sujas) por causa de satanás.

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Nível 1 - Lição 12 - A Morte, Céu e Inferno Morte. Inevitável. Todos passarão por isso, exceto os que estiverem vivos no momento do arrebatamento (sobre este assunto, vamos trabalhar em outra lição). A morte é algo próprio da criação de Deus após a entrada do pecado. Vemos na Bíblia três mortes: a) morte corporal (Ec. 12:7, Hb. 9:27); b) morte espiritual (Ef. 2:1, Jo. 3:3); c) morte eterna (Ap. 20:15). Vemos na Bíblia dois tipos de nascimento: a) nascimento físico - parto; b) nascimento espiritual - aceitar Jesus. Vemos na Bíblia três tipos de ressurreição: a) ressurreição espiritual - quando se aceita Jesus como Senhor e Salvador, o mesmo que novo nascimento; b) ressurreição corporal - para a vida eterna (se a pessoa aceitou Jesus como Senhor e Salvador, quando Ele voltar); c) ressurreição corporal - para a morte eterna (se a pessoa NÃO aceitou Jesus como Senhor e Salvador, para o Juízo Final). Com base nas afirmações acima, podemos verificar as seguintes situações: 1) Quem tem Jesus como Senhor e Salvador: a) nasce duas vezes - parto físico (da mãe) e parto espiritual (quando aceita Jesus); b) morre uma vez - fisicamente; c) ressuscita duas vezes - espiritualmente (quando aceita Jesus) e corporalmente (na volta de Jesus). 2) Quem NÃO tem Jesus como Senhor e Salvador: a) nasce uma vez - parto físico (da mãe); b) morre três vezes - fisicamente, espiritualmente e eternamente; c) ressuscita uma vez - corporalmente (para o Juízo Final). Ao morrer fisicamente, o que acontece com o ser humano? Tudo vai depender se ele tem Jesus como Senhor e Salvador ou não. 1) Quem tem Jesus como Senhor e Salvador: Ao fechar os olhos aqui, o crente: 4 a) É conduzido à presença de Cristo (2Co 5.8; Fp 1.23); b) Permanece em plena consciência (Lc 16.19-31) e desfruta de alegria diante da bondade e amor de Deus (cf. Ef 2.7); c) O céu é como um lar, i.e., um maravilhoso lugar de repouso e segurança (Ap 6.11) e de convívio e comunhão com os santos (Jo 14.2 ); d) O viver no céu incluirá a adoração e o louvor a Deus (Sl 87; Ap 14.2,3; 15.3); e) Os salvos nos céu, até o dia da ressurreição do corpo, não são espíritos incorpóreos e invisíveis, mas seres dotados de uma forma corpórea celestial temporária (Lc 9.30-32; 2Co 5.1-4); f) No céu, os crentes conservam sua identidade individual (Mt 8.11; Lc 9.30-32);
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g) Os crentes que passam para o céu continuam a almejar que os propósitos de Deus na terra se cumpram (Ap 6.9-11). 1) Quem NÃO tem Jesus como Senhor e Salvador: Ao fechar os olhos aqui, o ímpio será levado ao inferno, ali será atormentado e aguardará o Juízo Final, quando terá seu corpo ressuscitado. Após ser julgado e condenado, será levado ao lago de fogo e enxofre (a segunda morte, ou seja, morte eterna). Portanto, o inferno é temporário e o lago de fogo e enxofre é eterno. Na verdade, até o próprio inferno será lançado no lago de fogo e enxofre. Três palavras são traduzidas como inferno na versão em português: a) Geena - vem do grego gehenna, que por sua vez veio do hebraico ge'hinnon, que traduzido significa Vale do Filho de Hinom (Ge bene Hinnom - Jr. 7:31). Esta depressão ou vale próximo de Jerusalém era o local onde os idólatras sacrificavam (queimavam) seus filhos a Moloque. Era também a lixeira da cidade, onde todo o lixo e cadáveres de animais e de assassinos eram queimados. O fogo praticamente não se apagava. Jesus usou esta palavra para descrever o estado dos mortos espiritualmente (Mt. 5:22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Mc. 9:43, 45, 47; Lc. 12:5). Tiago também fez o mesmo uso em 3:6. Em todas estas passagens gehena está traduzida como inferno. b) Seol - vem do hebraico e dá a idéia de algo insaciável (Pv. 30:15, 16), mas é traduzida como sepultura, cova e inferno. Aparece mais de 65 vezes no AT. É chamado de congregação dos mortos em Pv. 21:16. O interessante notar é que se refere a um lugar onde os bons e maus vão (Sl. 16:10, 30:3, 49:15, 86:13, etc). O Seol é visto como um T invertido ou uma cruz invertida (ilustrativamente ┼). De um lado seria o "seio de Abraão" (conforme a parábola do rico e do Lázaro), o lugar dos fiéis. Do outro lado seria a Geena (lugar de tormento, conforme a parábola), o local dos infiéis. No centro e abaixo dessa "cruz invertida" estaria o poço do abismo, ou Tártaro (conforme 2Pe 2:4 e Jd. 6 - local de punição de um legião de demônios). Segundo Ap. 9, esta legião tem um líder, Abadon (em heb., que traduzida é destruição) ou Apoliom (em gr., que traduzida é destruidor), tais demônios são comparados a gafanhotos e serão libertos na segunda fase da Grande Tribulação. Em Pv. 15:11 e 27:20, vemos Seol e Abadon traduzidos como inferno e perdição, respectivamente. Antes de ressuscitar, Jesus desceu ao Seol para pregar sua vitória aos espíritos na prisão (1Pe 3:19), ao sair de lá, levou cativo o cativeiro. Levou consigo o "seio de Abraão" para o céu. Hoje, o crente em Jesus Cristo vai para a glória, debaixo do altar de Deus. O Céu é lugar eterno (2Co 5.1, Sl 45.6 e 145.13) É um alto lugar (Is 57.15). Lugar de paz, sem fome, sem tristeza, dores e choro (Ap 7.16,17). c) Hades - palavra grega que tem o mesmo significado de Seol. É usada no NT. Estas informações finais logo acima, são controvertidas e não tão aceitas pelos estudiosos. Acham esta explicação muito ilustrativa, muito "física". Porém, temos que levar em consideração que existem estudiosos "cristãos" que nem acreditam em inferno! O importante não é saber se o Seol contém a Geena e o Tártaro, etc. O importante é retirarmos as seguintes lições: a) A vida humana não se esgota aqui na Terra; b) A oportunidade de salvação é apenas aqui na Terra. c) Portanto vou perseverar para ir ao céu; d) E vou levar o maior número de pessoas comigo (vou evangelizar)!
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Literatura Recomendada Os materiais indicados são de grande valia para o seu crescimento espiritual. Evidentemente, apenas a Palavra de Deus é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2Tm. 3:16). Contudo, existem diversos livros que nos ajudam a caminhar a carreira cristã: Livros de referência: 1) Teologia Sistemática, Berkhof, Cultura Cristã; 2) Teologia Elementar, Bancroft, Vida; 2) Novo Dicionário da Bíblia, J. D. Douglas (coord.), Editora Vida Nova; 3) Ética Cristã, Norman L. Geisler, Editora Vida Nova; 4) Aconselhamento Cristão, Gary R. Collins, Editora Vida Nova, 1999. Bíblias de Estudo (evite as Bíblias NVI): 1) Bíblia em cadeia temática de Thompson, Editora Vida; 2) Bíblia de Estudos Pentecostal, CPAD (inclinada a usos e costumes, mas seus estudos são ótimos); 3) Bíblia de Aplicação Pessoal, CPAD (muitas ferramentas de ajuda). Livros da Visão Celular e Liderança: 1) 144, A Chave para a Multiplicação, Pr. Cesar Castellanos, Palavra da Fé Produções; 2) Seja um líder de verdade, Haggai, Betânia; 3) Liderança de sucesso através dos 12, César Castellanos, Palavra da Fé Produções; 4) Sonhas e ganharás o mundo, Cesar Castellanos, Palavra da Fé Produções. Leitura de Edificação, Exortação e Consolação (1Co. 14:3): 1) Evangelização: a Igreja em chamas, Robert L. Sumner, Imprensa Batista Regular; 2) Novos Limiares da Fé, Kenneth E. Hagin, Graça Editorial; 3) A Batalha Final, Rick Joyner, Danprewan Ed. E Com. Evang. Ltda; 4) A Chamada Final, Rick Joyner, Danprewan Ed. E Com. Evang. Ltda; 5) Bom Dia Espírito Santo, Benny Hinn, Bompastor Editora; 6) A unção, Benny Hinn, Bompastor Editora; 7) Personalidades restauradas, Valnice Milhomens, Palavra da Fé Produções; 8) Autoridade Espiritual, Watchman Nee, Ed. Vida. Software: 1) Sword Project - excelente programa, com várias Bíblias, números Strong, referência da Thompson, etc. (download no site http://www.sword.org, gratuito, parte em inglês); Sites sugeridos: 1) Alfa e Ômega, http://www.alfaeomega.zip.net; 2) Igreja Batista do Caminho - TENDA, http://www.batistadocaminhotenda.com.br

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Bibliografia

Os materiais abaixo indicados foram úteis na confecção desta apostila. 1) Declarações Doutrinárias das Convenções Batista Nacional e Brasileira (adaptadas, conjugadas e harmonizadas, por incrível que pareça!); 2) Apostila de Teologia Sistemática I e II do Pr Isaltino Gomes Coelho Filho, da Igreja Batista Cambuí, Campinas, São Paulo (excelente material usado na Escola Dominical dessa igreja, são quase 300 páginas). Obtida através de download em sites não anotados. Usei, basicamente, seu elenco de conteúdo e citações de inúmeros autores. Nos trechos copiados que necessitavam de observações - para se adequarem ao contexto dessa apostila - usei palavras em itálico; 3) Bíblia Multimídia da Thelos, Associação Cultural, Ltda (obtida através de download em sites não anotados). Caso haja copyright, avise-me!); 4) Estudos da Bíblia de Estudos Pentecostal, 2000, CPAD; 5) Apostila de Teologia Sistemática do Pr. Alan D. Myatt, do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (obtida através de download em sites não anotados); 6) Textos do site Alfa e Ômega, de Gilson de Moura (http : // www . alfaeomega . zip . net); 7) O Novo Dicionário da Bíblia - J D Douglas - Editora Vida Nova, 2000; 8) Dicionário Bíblico de Easton (1897), no Software Sword Project; 9) Estudos da Bíblia Thompson, 2000, Editora Vida; 10) Anotações da pregação do Pr. José Maria Savazzi (bênção de Deus!) em junho de 2005, sobre o Seol. 11) Dicionário e Concordância de Palavras em Hebreu e Grego, de James Strong, 1890, no Software Sword Project; 12) Definições and Símbolos das Duas Babilônias, do Pastor Alexander Hissop no Software Sword Project (este software é excelente: gratuito, sem limitações e está sob a licença GPL/GNU. Basta baixá-lo no site http://www.sword.org, tem versões para Windows e Linux); 13) Guia do Professor da Escola de Líderes, Pr. Arão Amazonas, Coordenador Geral, Semente de Vida Produções, 2003; 14) Encontro, Pr. César Castellanos, Palavra da Fé Produções, 2000.

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