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A atitude responsiva ativa , para Bakhtin ([1979]/2003), o que coloca o sujeito numa ativa posio discursiva, tornando-o capaz

de concordar, discordar, completar e aplicar os elementos lingusticos da comunicao discursiva, ocorrendo durante todo o processo de compreenso lingustica. importante ressaltar que essa atitude responsiva determinada pelas condies de produo e revela o lugar que o ethos ocupa no discurso.
De acordo com Bakhtin ([1929] 1992), o dilogo representa as relaes entre interlocutores em um momento scio-histrico compartilhado e sujeito a mudanas devido s variaes do contexto. O dilogo bakhtiniano vai alm das relaes face a face e engloba toda comunicao verbal, seja ela falada ou escrita. Ainda segundo Bakhtin, toda produo lingustica requer uma atitude responsiva e isso confere linguagem o seu carter dialgico. Para Bakhtin, era impossvel pensar a lngua fora da enunciao e nesse momento, o dilogo passa de uma simples relao face a face, para uma troca de ideologias que emanam do interior e da reflexo de cada indivduo no processo de enunciao. Para Bakhtin ([1979], 2003, p. 348),
A vida dialgica por natureza. Viver significa participar do dilogo: interrogar, ouvir, responder, concordar, etc. Nesse dilogo o homem participa inteiro e com toda a vida: com os olhos, os lbios, as mos, a alma, o esprito, todo o corpo, os atos. Aplica-se totalmente na palavra, e essa palavra entra no tecido dialgico da vida humana, no simpsio universal (BAKHTIN, [1979], 2003, p. 348).

ethos proposta por Maingueneau (1995) que, embora admita que o ethos seja origem de um sujeito enunciativo, discursivo e, portanto, divergente do sujeito ativo, real de Bakhtin, declara que o ethos est ligado ao exerccio da palavra e vinculado enunciao que implica uma relao entre corpo e discurso. ALMEIDA