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Hamlet - Shakespeare - Resumo

Hamlet - Shakespeare - Resumo

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Hamlet Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa Nota: Para outros significados de Hamlet, veja Hamlet (desambiguação).

O ator americano Edwin Boot como !amlet em "#$%, durante o mon&logo Ser, ou não ser, eis a questão. Hamlet é uma tragédia de William ' akespeare, escrita entre "()) e "*%"." + , peça, situada na -inamarca, reconta a ist&ria de como o .r/ncipe !amlet tenta vingar a morte de seu pai !amlet, o rei, e0ecutando seu tio 1l2udio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando3se com a mãe de !amlet. , peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura 4ingida 5 do so4rimento opressivo 6 raiva 4ervorosa 5 e e0plora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade. ,pesar da enorme investigação que se 4a7 acerca do te0to, o ano e0ato em que ' akespeare escreveu3o permanece em de8ate. 9r:s primeiras vers;es da peça so8revivem aos nossos dias: essas são con ecidas como o .rimeiro <uarto =<">, o 'egundo <uarto =<+> e o ?irst ?olio =?">.@aA 1ada uma dessas possui lin as ou mesmo cenas que estão ausentes nas outras. ,credita3se que ' akespeare escreveu Hamlet 8aseado na lenda de ,mleto, preservada no século BIII pelo cronista 'a0o Crammaticus em seu Gesta Danorum e, mais tarde, retomada por ?rançois de Belle4orest no século BDI, e numa suposta peça do teatro isa8elino con ecida oEe como r!Hamlet. -ada a estrutura dram2tica e a pro4undidade de caracteri7ação, Hamlet pode ser analisada, interpretada e de8atida por diversas perspectivas. .or e0emplo, os estudiosos t:m se intrigado ao longo dos séculos so8re a esitação de !amlet em matar seu tio. ,lguns encaram o ato como uma técnica de prolongar a ação do enredo, mas outros a v:em como o resultado da pressão e0ercida pelas comple0as quest;es éticas e 4ilos&4icas que cercam o assassinato a sangue34rio, resultado de uma vingança calculada e um deseEo 4rustrado. Fais recentemente, cr/ticos psicanal/ticos t:m e0aminado a mente inconsciente de !amlet,

enquanto cr/ticos 4eministas reavaliam e rea8ilitam o car2ter de personagens como O4élia e Certrudes. Hamlet é a peça mais longa de ' akespeare, e provavelmente a que mais tra8al o l e deu,G mas encontrou nos tempos um espaço que a consagrou como uma das mais poderosas e in4luentes tragédias em l/ngua inglesa: durante o tempo de vida de ' akespeare, a peça estava entre uma das mais populares da Inglaterra e ainda 4igura entre os te0tos mais reali7ados do mundo, no topo, inclusive, da lista da HoIal ' akespeare 1ompanI desde "#$).J Escrita para o Kord 1 am8erlainLs Fen, calcula3se que so8re Hamlet E2 se escreveram cerca de #%.%%% volumes,( muitos deles certamente são o8ras de grandes nomes que 4oram in4luenciados pela tragédia s akespeariana, como Fac ado e Coet e e -ickens e MoIce, além de ser considerada por muitos cr/ticos e artistas de todo o planeta como uma o8ra rica, a8erta, universal e muitas ve7es per4eita.* Índice @esconderA • " 'inopse • + ?ontes te0tuais • G -ata • J 9e0tos • ( ,n2lise cr/tica o (." 1onte0to ist&rico o (.+ Estrutura dram2tica o (.G Kinguagem • * 9em2tica e interpretação o *." Heligião o *.+ ?iloso4ia o *.G .ol/tica o *.J .sican2lise o *.( ?eminismo • $ In4lu:ncia • # !ist&ria das encenaç;es o #." -e ' akespeare a Hestauração o #.+ Hestauração e século BDIII o #.G Hamlet no século BIB o #.J Hamlet no século BB e no século BBI o #.( ,tuaç;es no cinema • ) Ediç;es o )." Kista de ediç;es em portugu:s • "% He4er:ncias o "%." 1oment2rios o "%.+ Notas de rodapé • "" He4er:ncias o ""." Bi8liogra4ia • "+ Kigaç;es e0ternas

Sinopse[editar] "er artigo #rinci#al$ Personagens de Hamlet Aviso: Este artigo ou se=c>ção contém revelações sobre o enredo. O protagonista de Hamlet é o .r/ncipe !amlet de -inamarca, 4il o do recentemente morto Hei !amlet e so8rin o do Hei 1l2udio, irmão e sucessor de seu pai. ,p&s a morte do Hei !amlet, 1l2udio casa3se apressadamente com a então viOva Certrudes, mãe do pr/ncipe. Num plano de 4undo, a -inamarca est2 em disputa com a vi7in a Noruega, e e0iste a e0pectativa de uma suposta invasão liderada pelo pr/ncipe noruegu:s ?&rtin8ras.

!or2cio, !amlet, e o ?antasma =,rtista: !enrI ?useli "$)#>$ , peça a8re numa noite 4ria do 1astelo de Elsinore, o 1astelo Heal -inamarqu:s. Os sentinelas tentam convencer !or2cio, amigo do .r/ncipe !amlet, que eles t:m visto o 4antasma do rei morto, quando ele aparece novamente. -epois do encontro de !or2cio com o ?antasma, !amlet resolve v:3lo com seus pr&prios ol os. P noite, o ?antasma aparece para !amlet. O espectro di7 a !amlet que é o esp/rito de seu pai morto, e revela que 1l2udio o matou com um 4rasco venenoso, despeEando o l/quido em seus ouvidos. O ?antasma pede que !amlet vingue sua morteQ !amlet concorda, com pena do espectro, decidindo 4ingir3se de louco para não levantar suspeitas. Ele, contudo, duvida da personalidade do 4antasma. Ocupados com os assuntos do estado, 1l2udio e Certrudes tentam evitar a invasão de ?&rtin8ras. Rm tanto preocupados com o comportamento solit2rio e err2tico de !amlet, acrescido de seu luto pro4undo diante da morte do pai, eles convidam dois amigos do pr/ncipe 3 Hosencrant7 e Cuildenstern 3 para desco8rirem a causa da mudança de comportamento de !amlet. !amlet rece8e os compan eiros calorosamente, todavia logo discerne que eles estão contra ele. .olSnio é o consel eiro3c e4e de 1l2udioQ seu 4il o, Kaertes, est2 indo de viagem 6 ?rança, enquanto sua irmã, O4élia é corteEada por !amlet. Nem .olSnio nem Kaertes acreditam que !amlet nutra deseEos sinceros com O4élia, e am8os alertam para ela esquec:3lo. .ouco depois, O4élia 4ica alarmada pelo comportamento estran o de !amlet e con4essa ao pai que o pr/ncipe ir2 ter com ela num dos aposentos do castelo, mas ol a 4i0amente para ela e nada se di7. .olSnio assume que o T:0tase do amorT é o respons2vel pela loucura de !amlet, e

mas a c egada de uma trupe art/stica em Elsinore apresenta3se como uma solução para a dOvida. !amlet discute com O4élia e insiste para que ela v2 Ta um conventoT. distra/do. a culpa ou a inoc:ncia de 1l2udio. d2 uma estocada através do arr2s e desco8re . -urante o camin o. No quarto da rain a. com a aEuda de !or2cio. di7endo que !amlet deve acol er sua mãe suavemente. encenando o assassinato do pai 3 assim como o espectro l e relatou 3 e determinar. Tmuito p2lido. 8ane !amlet 6 Inglaterra em um prete0to. 9oda a corte é convocada para assistir o espet2culoQ !amlet 4ornece coment2rios durante toda a encenação. Tem grand/ssima a4lição de esp/ritoT. Certrudes. !amlet esita em mat23lo. 1l2udio. O rei. vigiado por Hosencrant7 e Cuildenstern. por ele estar orando. O ?antasma aparece. em8ora volte a pedir vingança. Fais tarde. <uando a cena do assassinato é reali7ada. 4a7 um 8arul oQ !amlet.in4orma isso a 1l2udio e Certrudes. temendo pela pr&pria vida.# =. ergue3se cam8aleanteT. acreditando ser 1l2udio.olSnio.) =. pois raciocina que enviaria o rei ao céu. !amlet encontra3se com 1l2udio re7ando.rtista: EugVne -elacroi0>. . !amlet e !or2cio com os dois rOsticos.rtista: Faclise> !amlet continua sem sa8er se o esp/rito l e contou a verdade. com uma carta que manda o portador ser assassinado. . O desmascaramento de 1l2udio é atingido através de um recurso singular: o teatro no teatro. ato que !amlet interpreta como prova de sua culpa8ilidade. estudando sua reação. t:m um de8ate 4ervoroso. que espia tudo atr2s da tapeçaria. c ama o 4il o em sua cUmara e pede uma e0plicação sensata so8re a conduta que resultou no mal3estar do rei.olSnio morto. Ele vai montar uma peça.

mas o con4lito é separado pelos demais. !amlet.e a Kaertes uma luta de espadas entre ele e !amlet onde o primeiro dos dois utili7ar2 uma espada envenenada. Kaertes decide 4eri3lo com a arma envenenada. O rei. que dei0a a 8e8ida para depois. O4élia camin a por Elsinore cantando li8ertinagens. Kaertes retorna da ?rança en4urecido pela morte do pai e melanc&lico pela loucura da irmã. Interrompendo a conversa. Ele penetra pro4undamente em Kaertes o item envenenado. . no corpo3a3corpo. sendo que na ocasião ser2 o4erecido ao pr/ncipe uma taça de vin o com veneno. como planeEou anteriormente.-emente em luto pela morte do pai. trocam as espadas. se o Tplano . usando sua 4orça. atraca3se com o inimigo e.T 4al ar. No regresso a Elsinore. !amlet aparece com !or2cio e se apro0ima de um dos rOsticos. Enquanto a mãe en0uga a 4ace do 4il o. . 1l2udio convence Kaertes que !amlet é o Onico respons2vel pelo acontecidoQ e é então que c ega a not/cia de que o pr/ncipe voltou 6 -inamarca porque seu 8arco 4oi atacado por piratas no camin o da Inglaterra. na cova. di7endo amar O4élia. Custave Foreau retrata o momento em que !amlet vinga3se de seu pai envenenando o tio e pondo 4im 6 peça. . e a rain a toma a taça envenenada. rain a con4essa que morre por conta do veneno. Orisco aparece para convidar o pr/ncipe a um com8ate de armas 8rancas proposto pelo rei. !amlet conta a !or2cio como escapou do destino mortal que 4oi entregue a Hosencrant7 e Cuildenstern. rain a morre envenenada. um 8o8o da corte que !amlet con eceu na in4Uncia. <uando o e0ército de ?&rtin8ras cerca Elsinore. a competição começa e am8os os caval eiros tomam posição. preparando3se para cavar sua sepultura. Demos depois dois rOsticos discutindo o aparente suic/dio de O4élia num cemitério. ele e Kaertes se investem em luta. Hapidamente 1l2udio prop. T8e8endo a sua sorteT. <uando o corteEo 4One8re de O4élia aparece liderado por Kaertes e !amlet desco8re que o rOstico cavava a sepultura da moça. !amlet vence o primeiro e o segundo assalto. separa a taça envenenada e deposita dentro do l/quido uma pérola. o4erecendo3a a !amlet. . enquanto Kaertes revela que o rei é o culpado de toda a in4Umia.té que Certrudes interrompe a conversa di7endo que O4élia a4ogou3se. que depois segura um crUnio que conta ser de Worick.

Dida de . 9or4aeus.m8ales =da 'aga de .mleto. pelo menos. e a sorte que ele adquire ao se esquivar da morte e 4a7er com que outros dois morram em seu lugar."" . O er&i. mas o primeiro não permite. o so8rin o o8riga 1l2udio a 8e8er a taça com veneno 6 4orça.r/ncipe . primeira trata3se de Hr%lfs saga &ra&a. para o cada4alçoT. <uando é a ve7 de !amlet. . de 'a0o Crammaticus. . e o mata. vingando a morte de seu pai. o casamento apressado de sua mãe com o usurpador. Os soldados carregam o corpo do pr/ncipeQ soa a marc a 4One8re. . ao invés de 4ingirem estarem numa condição de loucura5e é nisso que o te0to di4ere3se do Hamlet de ' akespeare. registrada em dois tra8al os latinos di4erentes. lu7T>. são 8astante &8vias: a 4alsa loucura do pr/ncipe. e 4oi amplamente estudado na época de ' akespeare. o assassinato que o pr/ncipe comete em um espião escondido. ?urioso. maioria dos primeiros elementos legend2rios 4oram entrelaçados no "ita 'mlet(i =T. seu a8ate acidental diante do consel eiro do rei no quarto da mãe. !amlet morre. que contém a lenda de ."% O segundo é a lenda romana de Brutus. e o eventual assassinato do tio. di7endo TO resto é sil:ncio. 4a7endo parte do Gesta Danorum. e depois uma salva de can .s semel anças entre os te0tos. mudando tam8ém sua personalidade."+ Escrito em latim. muda seu nome para Brutus =TestOpidoT. o rei assassinado tem dois 4il os5!roar e !elgi5que passam a maior parte da ist&ria dis4arçados so8 nomes 4alsos. uma saga legend2ria da Escandin2via. T8ravoT>. mas ele di7 estar apenas mac ucado. passando a ser TidiotaT para evitar o destino de seu pai e irmãos. Aviso: 9erminam aqui as revelações sobre o enredo. Kaertes. um estudioso n&rdico do século BDII."G Os principais paralelos no enredo são a loucura 4ingida do pr/ncipe. Fontes textuais[editar] ?acsimile de Gesta Danorum. de 'a0o Crammaticus. comparou o er&i . aca8ando por degolar o assassino de sua 4am/lia.es. tom8ando para tr2s e di7endo que a eleição cair2 certamente em ?&rtin8ras.m8ales> ao !amlet de ' akespeare. morrendo aos poucos. 'ão identi4icadas muitas 4ontes antigas para o te0to de Hamlet. am8os perdoam3se. o Hei 9arquinius. KOcio =Tiluminado.T ?&rtin8ras invade o castelo com seu e0ército e ordena que Tquatro capitães condu7am !amlet como um soldado.mlodi e o er&i espan ol . Nela. despede3se de !amlet. o te0to re4lete o conceito cl2ssico da Homa acerca da virtude e do ero/smo.mletoT> que data do século BIII. !or2cio di7 que ser2 4iel ao pr/ncipe morrendo Eunto com ele. onde o pr/ncipe 4ingi3se louco.!amlet 4ere o rei com a espada envenenada.

com um longo per/odo de desenvolvimento 3 tem atra/do alguns suportes.+" No entanto."* . que morreu em "()* com apenas on7e anos de idade. e que o nome !amnet era 8astante popular naquela época. Essa recente ideia 3 que coloca Hamlet como mais recente do que a data geralmente aceita. ou do enredo de Belle4orest ou 'a0o. . tampouco evid:ncias de que a o8ra não 4oi uma primeira versão da Hamlet do pr&prio ' akespeare. 1ontudo. isto é incerto. é imposs/vel comparar seu estilo e linguagem com as o8ras con ecidas de qualquer autor. com certe7a. em8ele7ou a o8ra de 'a0o.+% Fuitos estudiosos reEeitam a ideia de que Hamlet tem alguma cone0ão com o Onico 4il o de ' akespeare. di7endo que a triste7a de . que começou sua carreira liter2ria revisando e di4undindo te0tos de outros autores. de modo que ' akespeare. em seu tra8al o de tradução. ou com qualquer outra 4onte contemporUnea dele."$ retra8al ou em cima do enredo. ' akespeare usaria posteriormente: a melancolia do er&i. mas elas não estão presentes na ist&ria do 'a0o.Rma versão 4iel e moderada da ist&ria de 'a0o 4oi tradu7ida na ?rança em "($% por ?rançois de Belle4orest."J Belle4orest. a 1 am8erlainLs Fen. Não e0istem evid:ncias claras de que ' akespeare construiu alguma re4er:ncia direta com a versão de 'a0o. 1ontudo. ."( ?ol a de rosto da peça de 9 omas XId =que talve7 ten a escrito r!Hamlet tam8ém>: esta popular tragédia talve7 ten a in4luenciado Hamlet. conquanto outros estudiosos desmentem essa especulação. 'tep en Creen8latt argumenta acerca da coincid:ncia dos nomes. os elementos da versão de Belle4orest aparecem na peça de ' akespeare."# Em8ora não e0ista nen uma c&pia de r! Hamlet viva oEe. a sa8edoria convencional prega que Hamlet tem uma &8via cone0ão com a lenda. não 2 evid:ncias de que XId a escreveu. talve7 ten a adquirido a peça e encenado uma versão na mesma época. 1onsecutivamente. r! Hamlet 4oi encenada pela primeira ve7 em "(#) e a primeira versão con ecida da ist&ria incorpora um personagem34antasma. além de do8rar o taman o do te0to. a teoria popular di7 que a principal 4onte do dramaturgo ingl:s 4oi uma peça 3 oEe perdida 3 con ecida como r!Hamlet.rovavelmente escrita por 9 omas XId. 'e ' akespeare pegou esses elementos diretamente de Belle4orest ou do resto de r!Hamlet. !amnet ' akespeare. e introdu7ir um elemento que. os estudiosos não possuem dom/nio com qualquer con4id:ncia que prove que ' akespeare se inspirou em alguma coisa do enredo de r!Hamlet =a4inal. em seu Histoires )ragiques. não se sa8em nem se o documento realmente e0istiu>.") 1oncluindo. compan ia de ' akespeare.o contr2rio disto.

que data de "()). o vi7in o strat4ordiano em que o nome !amnet 4oi inspirado. Outros estudiosos consideram isso inconclusivo.T Isso ocorre porque a mesma nota 4a7 re4er:ncia a 'penser e Watson como se eles tam8ém estivessem vivos =di7endo Tnossos métricos 4lorescentesT>Q .es 6 -. Bernard Kott. edição muito utili7ada por alguns estudiosos para datar Hamlet.lio . por e0emplo.+* Rm contemporUneo de ' akespeare. 4rase T4il otes de 4alcãoT. . Creen8latt re4orça que o nome de !amnet 'adler. o que sugere que ela não avia sido escrita até então. tin a seu nome escrito 6s ve7es como T!amlet 'adlerT e que. que ela é pouco usada na tentativa de datar Hamlet. acredita ter sido Tpouco prov2vel que ele @FeresA ten a ignorado uma peça tão importante. illip Edwards. alguns acreditam que Hamlet pode ter sido produ7ida por essa data. nota de !averI a4irma que é Tuma 4orma sensataT apreciar Hamlet. escreveu uma nota marginal em sua edição de "()# das o8ras de 1 aucer. conclui que o Tsentido da época da nota de !averI é tão con4uso.+J . 1omo o te0to era muito popular.' akespeare perante a perda do 4il o talve7 o ten a inspirado na criação da tragédia. como a trupe tornou3se 4amosa em "*%". Em "()#. em *e+ S+an.+( Em contrapartida. dentro do qual do7e peças de ' akespeare são citadas. na delicada ortogra4ia daquela época. indicando que Hamlet 4oi encenada pelo Kord 1 am8erlain Fen. advertiu . mas Hamlet não est2 entre as peças. de Hamlet T<ualquer data que se 4i7er de Hamlet deve ser provis&riaT. Edwards. Ca8riel !arveI. talve7 seEa uma alusão a uma trupe de atores in4antis que atuava na época de ' akespeare e. estimativa da data mais recente analisa que Hamlet possui 4reqYentes alus.++ O pr&prio ' akespeare escreveu o primeiro nome de 'adler como T!amlettT em seu testamento. ?rancis Feres pu8licou em seu Palladis )amia um levantamento da literatura inglesa de 1 aucer a sua época. e implica que o 1onde de Esse0 Z e0ecutado em 4evereiro de "*%" por uma re8elião Z ainda estava vivo.T+* .+$ no ?irst ?olio =?"> como Tlittle eIasesT.ambridge. editor do *e+ .+G Data[editar] ?rontisp/cio da edição de "*%( =<+>. os nomes eram constantemente permut2veis./sar. a data mais tardia é 8aseada na entrada da peça em +* de Eul o de "*%+ no Stationers0 1egister.

TGG . a nota menciona o Tnovo epigrama de Mo n OwenT. William Maggard e Edward Blount pu8licaram o 2irst 2olio.na de -inamarca.+# Textos[editar] ?acsimile da primeira p2gina de Hamlet.GJ . <+ é a maior edição. a primeira edição dos )rabal(os . • 'egundo <uarto =Q2>: Nic olas King pu8licou em "*%J.G" Os primeiros editores dos tra8al os de ' akespeare com8inaram o material das duas primeiras 4ontes de Hamlet dispon/vel naquele tempo. no ?irst ?olio pu8licado em "*+G. O <" contém um pouco mais da metade do te0to depois do segundo quarto. com algumas pequenas di4erenças na 4ormulação: +%% lin as são praticamente id:nticas nos dois. em8ora omita #( lin as encontradas na ?" =muito provavelmente para não o4ender . . versão de 9 eo8ald tornou3 se estandarte por um longo tempo. o <+ é datado de T"*%J[(T. Os editores com8inaram em criar um te0to que re4letisse e imaginasse o TidealT do original de ' akespeare. . pu8licação de +%%* por . 9r:s primeiras ediç.G+ e seu Tte0to completoT continua a in4luenciar a pr2tica editorial nos dias de oEe.contudo. 4oi pu8licado e impresso os c amados TmausT primeiros quartos. pu8licado somente em "*%$..rden ' akespeare dos di4erentes te0tos de Hamlet em di4erentes volumes é provavelmente a mel or prova dessa deslocação de 4oco e :n4ase. 1ada te0to contém algum elemento que o outro carece.rimeiro <uarto =Q1>: Em "*%G.G% • ?irst ?olio =F1>: Em "*+G.es do te0to so8reviveram aos nossos dias 4a7endo tentativas de esta8elecer um Onico te0to aut:ntico..om#letos de ' akespeare.lguns estudiosos contemporUneos. contudo. . mas nen um te3to. o que pode indicar uma segunda impressãoQ consecutivamente. considerando3a Tum Hamlet aut:ntico num ideal irreali7ado. desconsideram essa a8ordagem. a rain a de Maime DI da Esc&cia e I de Inglaterra>. a <+ e a ?". e Mames Ho8ert imprimiu. .+) 1ada edição di4ere da outra em algum ponto: • . e0istem te3tos dessa peça.lgumas c&pias datam de "*%(.

G) J% . que 4oram essenciais para o desenvolvimento do conceito de um Tmau quartoT. levou =desde "##"> a pelo menos +# di4erentes produç.G$ . no documento da edição <". os editores de ' akespeare t:m dividido o te0to em cinco atos. contudo.es de viagem.G# Os estudiosos discordam entre si quando de8atem se essa reconstrução não 4oi uma edição pirateada ou autori7ada. o que levanta muitas quest. di7em que a cena III. 4oi organi7ado dessa 4orma. desco8erta do <" em "#+G 5 cuEa e0ist:ncia avia sido 8astante suspeita 5 causou grande interesse e entusiasmo. Os estudiosos logo notaram aparentes de4ici:ncias no <".@8A . em "$%). -essa 4orma. 2 uma interrupção."G* O solil&quio 'er ou não ser.olSnio 4ora do quarto de Cetrudes. ideia de que a <" não é crivada de erro. 4oi quem ela8orou uma lista de personagens da peça pela primeira ve7.J" An lise cr!tica[editar] "ontexto #ist$rico[editar] . quando os te0tos do <".G( 9radicionalmente. e a divisão da peça em atos e cenas deriva de um quarto de "*$*. quando !amlet arrasta o corpo de .J deveria continuar até o 4im de ID. Outra teoria. o <" possui valor: contém indicaç.es 8aseadas em seu te0to.Howe.es posteriores.es de interpretação e pr2tica editorial.es de palco que revelam atuais pr2ticas de encenação que o <+ e o ?" não possuemQ e tam8ém contém uma cena inteira =normalmente rotulada como J. Nen um dos primeiros te0tos de Hamlet. mas a consideram insatis4at&riaQ por e0emplo. e sim uma versão eminentemente pr&pria para o palco e para a 4ala dos atores. que alguns estudiosos consideram não muito 4eli7. de "*%G. pois que8ra intempestivamente a ação. sustenta a ideia de que o <" é uma versão que tem a intenção especial de produç. do <+ e do ?" não tra7iam nen uma relação.G$ O <" é consideravelmente menor que o <+ ou o ?" e pode ser uma reconstrução memorial de como a peça 4oi encenada pela compan ia de ' akespeare.pesar disso tudo. Os editores modernos geralmente seguem essa divisão. considerada pelo editor Xat leen Irace.*> que não aparece em nen uma parte do <+ ou do ?"Q e isso se mostra 8astante Otil na sua comparação com ediç.

quando os cr/ticos começaram a considerar !amlet um er&i puro. o advento da literatura g&tica trou0e uma leitura psicol&gica e m/stica so8re Hamlet.88eI> -esde o in/cio do século BDII. o8scuras e. cr/ticos teatrais. no 4inal do século BDII os cr/ticos da Hestauração inglesa en0ergavam Hamlet como uma peça primitiva e reprovaram seu estilo. m/sticas. =. ele era ora louco. até mesmo.té então. o século seguinte.pesar de ter permanecido com uma audi:ncia consider2vel. contudo. ora lOcidoQ ora um er&i.JJ Em meados do século BDIII. um Eovem de ideias 8ril antes e um omem em circunstUncias adversas.J$ O século BIB trou0e o Homantismo e. que re4lete um con4lito contemporUneo de lutas internas e interiores.J) Em um per/odo onde muitas peças eram apresentadas com duas oras de duração ou menos. cr/ticos e dramaturgos que valori7avam !amlet como um indiv/duo in4ernal.-urante algum tempo.(" -ramaticamente. a peça era 4amosa por seus personagens 4antasmas e pela v/vida dramati7ação da melancolia e da insanidade. recolocando a loucura e o 4antasma da peça para a ri8alta. encararam as personagens de Hamlet como misteriosas. . desde o in/cio da o8ra =a cena de a8ertura do castelo imperial> e0iste um clima de tensão que ir2 tomar conta de todo o resto do enredo da peça. "#(#.J# -epois. contur8ado. o te0to integral de ' akespeare possui J.rtista:Edwin .té os 4inais deste século os teatr&logos e pro4issionais envolvidos no teatro começaram a ver !amlet como con4uso e inconsistente. essa atmos4era ainda misteriosa 4ica um .J( . aqui retratados por -ante Ca8riel Hossetti. num car2ter a8erto e amplo.%J+ lin as. ora um 4racassado. que veio a se concentrar mais no personagem.((" palavras engendradas em cinco atos =é a peça mais longa de ' akespeare>G 5 ou seEa. totali7ando +).J+ . o que levou uma procissão de no8res da corte a ir assisti3la durante a Era Maco8ina e a Era 1arolina. quando a cr/tica a8ordou Hamlet so8 v2rios Ungulos. os cr/ticos se atentaram a 4ocar na demora de !amlet em matar seu tio como uma caracter/stica do personagem.JG Essa visão mudou radicalmente a partir do século BDIII. com ele.J$ Essa atenção ao car2ter do personagem e sua luta interna continuou na entrada do século BB. discutindo sua tem2tica e interpretação =que serão apresentadas no pr&0imo cap/tulo>. ao invés de um elemento do enredo. como tam8ém o pO8lico.J* Estes desenvolvimentos representaram uma mudança 4undamental na cr/tica liter2ria. leva3se mais de quatro oras para encen23la 4ielmente. em detrimento da trama. %strutura dra& tica[editar] Rm dos su83enredos da o8ra é o relacionamento de !amlet com O4élia.(% Hamlet tam8ém contém um dos dispositivos mais 4avoritos de ' akespeare: o teatro no teatro. Kogo ap&s isso.

principalmente no su83enredo de antagonismo entre o pr/ncipe e o atual rei: num dado momento.es pelos solil&quios como meio de e0plicar para o pO8lico os pensamentos e os motivos de !amletQ 'egundo =e ao contr2rio de outras peças s akespearianas. parecem respeitar essa inEunção. com O4élia 3 enquanto a linguagem de !or2cio. 4ascina todo tipo de plateia =desde a que procura o teatro como mera diversão até a que 8usca 4ormas de pensamento mais pro4undas>. sendo que todos os enredos se entrelaçam diretamente para a veia principal do enredo mais importante. Esse tra8al o.T(+ Em Hamlet. são diversas ve7es selecionados de 4orma simples pelos cr/ticos: o antagonismo de !amlet e seu tio 1l2udio. seus con4litos com a mãe. quando 1l2udio aparece. esses su83enredos. como recomendado por Baldassare 1astiglione em "(+# em seu guia cerimonial )(e . que são dois empregados. contudo.* -e 4orma resumida.rist&teles: To drama precisa 4ocar em sua ação. na época de ' akespeare. a tentativa de !amlet vingar seu pai. sua pai0ão pela in4eli7 O4élia.(J . dos Cuardas e dos HOsticos é simples. No entanto. 6s ve7es. no entanto. segundo eles.(G Os estudiosos de ' akespeare ainda de8atem se estes entrelaçamentos são enganos ou adiantamentos intencionais a acrescentar 6 tem2tica da peça =con4usão e dualidade>. Orisco e . por e0emplo.* -entro desse caleidosc&pio de sentimentos e em8ates psicol&gicos. ele se encontra su8itamente manso. aconsel a os retentores reais a divertirem os seus sen ores com uma linguagem inventiva. ' akespeare reverte essa técnica. com e0ceção de 4telo>: não e0iste nen um su83enredo 4orte.* 'in(ua(e&[editar] Crande parte da linguagem da peça é lisonEeira: ela8orada. em8ora não possuam uma presença visivelmente de4inida. como na cena do coveiro. não em seu personagem. o relacionamento de O4élia com o irmão Kaertes e o de Kaertes com o pai . com discurso espirituoso. su8stituindo as aç.olSnio. especi4icamente.tanto mais clara com o aparecimento do ?antasma do pai de !amlet. O status alto de 1l2udio é re4orçado pelo uso da primeira pessoa do plural =Tn&sT ou TnosT>. O discurso de 1l2udio é rico em 4iguras ret&ricas 3 como acontece tam8ém com !amlet e. a peça est2 c eia de irregularidades e descontinuidades em suas aç.olSnio.es. e com o uso da an24ora misturada com a met24ora para ressonar com os discursos pol/ticos da Crécia antiga. podemos di7er que Hamlet a4astou3se da convenção dram2tica de sua época so8 v2rias maneiras: primeiro.(G 1ertos estudiosos acreditam que tal estrutura dram2tica ten a sido o principal 4ator de sucesso mundial dessa peça s akespeariana que.) !amlet parece estar resolvido a matar 1l2udio. mas na pr&0ima cena. as peças eram usualmente 8aseadas no ensinamento da Po/tica de .ourtier.

5 #arte.... juntas.** Te& tica e interpretaç)o[editar] T. !amlet est2 4ortemente dependente dos trocadil os para e0pressar seus verdadeiros pensamentos e simultaneamente para camu4lar3los.. portanto.T (# Outras ve7es. quando ele era adepto dos elementos ret&ricos como meios de se preenc er os personagens e o enredo. que !amlet considera 1l2udio algo mais do que parente.A Os traEes de costumeiros de solene preto [ HaEadas de suspiros no 4orçado alento [ ($ @. ten a usado essa 4orma ret&rica durante toda a peça. *ão se #ode analisar !amlet a #artir de um #onto de vista estritamente #sicol%gico.*J Os solil&quios de !amlet tam8ém t:m capturado a atenção dos estudiosos: !amlet 6s ve7es se interrompe. e em8ele7ando suas pr&prias palavras. aparentemente de 4orma ar8itr2ria.<uando !amlet declara que a sua roupa escura é o espel o e0terior do seu interior melanc&lico. e os traEes e 28itos de dor. ou #ol6tico. ele é simples e preciso.*( que !amlet é capa7 de se articular mel or e discursar mais livremente..AT. #ossibilitam uma a#reciação global. #orque todos eles são v7lidos. sois meu paiT. e.($ -esse trocadil o =no original como a little more t(an &in. mas Tsou menos do que 4il o. [ E e0cede o aspecto. quando a ocasião manda. ele demonstra uma 4orte a8ilidade da ret&rica.(* Em contrapartida.es é que Hamlet 4oi escrita na maturidade de ' akespeare. em memor2veis palavras. 0ingando3se. !amlet. ou /tico. Ele tem di4iculdades em e0pressar3se diretamente em ve7 de ser a8rupto com a orientação de seus pensamentos. TE2 que casastes com a min a mãe e. quando e0plica sua emoção introspectiva para a mãe: T@. Wrig t sugere que o endiades tin a sido utili7ado por ' akespeare como meio de aumentar a sensação de dualidade e deslocamento da peça. ap&s sua e0peri:ncia com os piratas. a esperança e 4lor do 8elo Estado. porque esse casamento é incestuosoTQ ou ainda: Tporque não ten o sentimentos 4iliais para convoscoT.*+ Outro elemento ret&rico. implanta tanto a an24ora como o ass/ndeto: Tmorrer: dormir5 [ -ormir. entre outras e0egeses.s primeiras palavras de !amlet na peça tam8ém são trocadil osQ quando 1l2udio se dirige a ele como Tmeu parente e meu 4il o. e menos do que 4il oT. ou social.lti#las e os #roblemas contidos na #eça são com#le3os e universais. concordando ou discordando de si mesmo. as abordagens são m. contudo. bordel. !amlet é o personagem da ret&rica mais quali4icada: ele usa met24oras altamente desenvolvidas com esticomitias. E0emplos podem ser encontrados nas 4alas de O4élia no 4inal da Tcena do conventoT: T-o guerreiro. '& no decorrer da peça.*% *" . and less t(an &ind > pode3se entender. como decaiu\TQ TE eu.lgo mais que parente. talve7 son arT. entre as damas a mais triste e in4ortunada @..ada #osição cr6tica a#onta #ara uma faceta de um todo e.. aparece em v2rios lugares na peça: o endiades.éricles Hamos*$ ..es a respeito de TconventoTJ) dirigidas para O4élia são um e0emplo de duplo sentido para a palavra conventil(o. (( =.T. o alvo das de4er:ncias. um tanto raro..rtista: EugVne -elacroi0.() 'uas o8servaç.*G Fuitos estudiosos t:m ac ado curioso e estran o que ' akespeare.T 5.orém eu ten o isto que sinto no interior. O lingYista Ceorge 9. "#GJ>.. responde: T.A . Rma das e0plicaç. o espel o da elegUncia e o molde da etiqueta.

es.$G que é caracteristicamente cat&lica.es e as apreciaç. como a Espan a e a It2liaQ e. etc. como e0ige sua religião.es mais a8rangentes e as mais tradicionais> com ainda mais vigor. onde alguns a consideram como indestrut/vel e. ermen:utica.*) O prest/gio inicial de Hamlet deu3se no século BIB com o advindo do Homantismo 5 per/odo que presenciou a origem de estudos mais pro4undos e mais sérios acerca das o8ras de ' akespeare 5 e a popularidade da peça l e aEudou a entrar no século BB =que l e doou as compreens. no entanto.éricles Eug:nio da 'ilva Hamos considerou a peça 5 em sua tradução de Hamlet 5 como T@umaA o8ra rica. ou dei0ar a vingança nas mãos de -eus. "#(+>: a8re3se um tema religioso quando os coveiros discutem se ela merece enterro cristão por ter se suicidado. da ci:ncia e da 4iloso4ia. e no despertar da He4orma Inglesa.es mais e0tremadas. 1ertos estudiosos t:m o8servado que as tragédias de vingança surgem em pa/ses tradicionalmente cat&licos. ' akespeare conseguiu produ7ir uma o8ra que a8riu diversas discuss. em8ora não esteEa claro se a locali7ação 4iccional da peça nesse pa/s esteEa .es em torno de seu enredo e de suas personagens. sim8ologia. sendo estudada so8 as &ticas da ideologia.$% . então. além disso.rotestantismo de Hamlet resulta provavelmente em sua locali7ação na -inamarca Z que era desde o tempo de ' akespeare predominantemente um pa/s protestante. visto que a doutrina cat&lica prega o dever para com a 4am/lia e com -eus. Hamlet é alternadamente 1at&lica =ou supersticiosamente medieval> e . permitindo a ela dar novas roupagens e tam8ém contri8uiç. como mostraremos a seguir: *eli(i)o[editar] .es de novos elementos aos variados mecanismos que o século passado se preocupou em criar ou em desenvolver. per4a7em a maior parte da cone0ão do 1atolicismo com o enredo da peça.$J Crande parte do .T* -e 4ato.rotestante =ou conscientemente moderna>: o 4antasma do Hei !amlet di7 que est2 no purgat&rio e morrendo sem Oltimos sacramentos. isso é um parado0o. 2 mais de quatro séculos.$+ Isso e a cerimSnia 4One8re de O4élia. misteriosa morte de O4élia =-etal e de Fillais.$" Escrita numa época de tur8ul:ncia religiosa. a8rangendo desde a religião até a psican2lise. que 4oram 4eitas por grandes nomes da literatura. @queA permite as mais diversas interpretaç.*# Hamlet adequou3se em ramos e 2reas umanas com a8rang:ncia inédita para uma o8ra teatral. sociologia. não é de se espantar que a peça adquiriu um grande ist&rico no que di7 respeito a suas interpretaç. O dilema de !amlet. desde a reali7ação de Hamlet. 4undamental para a compreensão do ser umano. é se vingar de seu pai matando 1l2udio.O poeta e tradutor 8rasileiro .ortanto.

no <" a mesma passagem aparece da seguinte 4orma: T!2 uma provid:ncia predestinada na queda de um pardal. no céle8re e 4amoso mon&logo da tragédia: T'er ou não ser. 9ee finge not(ing so . s& est2 por vir.$$ -i4erentemente. e0ceto na mente do indiv/duo.es com alguns conceitos do 4ranc:s Fontaigne... que e0pSs ideias agora con ecidas como relativistas.s ideias 4ilos&4icas em Hamlet talve7 possuam cone0. ele e0pressa uma ideia relativista quando se dirige para Hosencrant7 e di7: Tnada é 8om ou mau. os cr/ticos acreditam que ' akespeare cita o 4ranc:s Fic el de Fontaigne: 8f it be a consummation of ones being.. . Ou insurgir3nos contra um mar de provocaç. -i7er que rematamos com um sono a angOstia E as mil peleEas naturais3 erança do omem: Forrer para dormir. !amlet é 4requentemente encarado como um personagem 4ilos&4ico.$) Filoso+ia[editar] .or e0emplo. através da doutrina da predestinação. contudo.es E em luta pSr3l es 4im] Forrer. apenas a verdade relativa so8re as coisas. a não ser por 4orça do pensamentoT.. e em que Fartin o Kutero pregou pela primeira ve7 suas )( teses. . crentes de que. e Tnão serT aludindo para a morte e a inércia. en4urecida. é uma consumação <ue 8em merece e deseEamos com 4ervor @..$( <uando !amlet di7 que T 2 uma inilud/vel provid:ncia na queda de um pardal. uma ve7 que nada pode ser perce8ido e0ceto através dos sentidos Z e uma ve7 que todas as pessoas sentem e. it is also an amendemente and entrance into a long and quiet life. eis a questão: ser2 mais no8re Em nosso esp/rito so4rer pedras e setas 1om que a ?ortuna. ideia de que nada é mau.T$* ele re4lete a ideia protestante de que a vontade de -eus Z -ivina .realmente destinada a esse 4ato. o8ra 4a7 menção a Witten8erg. dormir: não mais. perce8em as coisas de maneira di4erentemente entre si Z não 2 verdade a8soluta.$# o que sugere uma ligação ainda mais 4orte com o protestante Moão 1alvino. pois s& aparece em <". !or2cio e Hosencrant7 e Cuildenstern 4requentaram universidades.AT#+ Os cr/ticos acreditam que !amlet usa TserT para aludir 6 vida e 6 ação. nos alveEa.T. onde !amlet. portanto. 1ertos estudiosos estimam que essa passagem ten a sido censurada.#G #J 1om a palavra TconsumaçãoT.rovid:ncia Z controla até mesmo o menor evento.#" O e0emplo mais claro do e0istencialismo. contemporUneo de ' akespeare. e0istencialistas e céticas. encontra suas ra/7es nos gregos so4istas.#% .

4icou encarcerado enquanto sua peça m -ogo de . cumpriu3se>.nne 1ecil. 4eito 6 imagem divina.#* Na l/ngua portuguesa.nteriormente 6 época de ' akespeare. uma coroação.)% 9 omas Fiddleton.s+eete in life. a relação da 4il a de . .)+ . aniquilação. ecoa muitas ideias de Fontaigne.or unum.es.olSnio num vitral: o primeiro3ministro de Hamlet poderia ser uma s2tira a William 1ecil. em "*+J. isto é. onde am8os reagiram semel antemente diante do esp/rito da época. an/antissement. Ben Monson 4oi preso por sua cola8oração na o8ra ' 8l(a de . 4rase T<ue o8ra de arte é um omemT.olSnio em <"> ressoa com o latim Tduplo coraçãoT. a um 4inal que é um atingimento. . and +it(out dreams.#$ .)( ?inalmente.#* Os estudiosos acreditam que Hamlet re4lete o ceticismo contemporUneo prevalecido durante o !umanismo Henascentista.ães. com Eduardo de .lém disso.olSnio em Hamlet vem seguramente do 4alecido William 1ecil =Korde Burg leI> 5 tesoureiro e consel eiro3c e4e de Isa8el I de Inglaterra 5 onde eles encontram inOmeros paralelos. com o no8re !amlet. #( 'endo consummation. pode ser comparada com a relação da 4il a de Kord Burg leI.olSnio é um estadista ancião num cargo semel ante ao do Kord Bourg leI. que era . consumar tam8ém cumpre o sentido de Ttudo est2 consumadoT =conclu/do> ou Tconsumou3se o intentoT =reali7ou3se. mas os estudiosos discordam se ' akespeare realmente citou o ensa/sta da ?rança ou se isso não passa de coincid:ncia. um camin oT>. os diversos consel os que . por e0emplo.olSnio entrega a seu 4il o Kaertes são muito parecidos ao do Kord Burg leI para seu 4il o.adre< 4oi 8anida ap&s nove encenaç. que talve7 satiri7e o mote do Korde. mas essa tese 4oi contestada notavelmente em :nsaios =")(%>. )J . via una de 1ecil =TRm coração.#) . Em "()$.olSnio.)G Os estudiosos tam8ém c amam a atenção para a ver8osidade entediante de .## que vem de !amlet. que di7em ser semel ante a de Burg leI. O4élia.ol!tica[editar] -esen o de . T1oram8isT =o nome de . no original. O primeiro é que . o verso s akespeariano 4a7 alusão a conclusão. os umanistas argumentaram que o omem era a maior criação de -eus.)" Numerosos estudiosos cr:em que o impulso divertido de . de Fontaigne.olSnio. as a quiet rest and gentle slee#. a pr2tica da s2tira pol/tica 4icou totalmente desencoraEada pelo 4ato de os dramaturgos correrem o risco de serem punidos por tra8al os To4ensivosT. No in/cio do século BDII. e capa7 de escol er sua pr&pria nature7a.inda nesse racioc/nio.

tendo em vista que o assassinato deste. ou seEa.es teatrais posteriores. longe de ser reprimido.)# . matar o pai e 4icar com sua mul er. e principalmente para a visão o04ordiana. l e entregou aquela intenção de e0plicar um deseEo que não coloca o suEeito necessariamente na ação.T"%+ ?reud sugere que o aparente desgosto se0ual de !amlet. =.T"%" 1on4rontado com sua repressão psicol&gica. Em seu ' 8nter#retação dos Son(os ="#))>. 'igmund conclui que T!amlet encontra3se impossi8ilitado de reali7ar a vingança da morte do pai.rtista: -elacroi0. o impede.Dero.)) Nos estudos de ?reud. Hamlet tem sido a 4onte de tais estudos. em8ora ?reud ten a dado o nome de 1omple0o de ^dipo. ao contr2rio."%J .)$ No entanto.)* Esses argumentos tam8ém o4erecem um suporte para o de8ate da autoria de William ' akespeare.@cA .ssim. ' akespeare esquivou3se da censura e. talve7 como um modo de ser 4iel 6quilo que mais precocemente 4oi conce8ido na ist&ria cultural da umanidade. articulado na cena onde ele di7 para O4élia ir a um Tconvento de 4reirasT"%G tem consonUncia com essa interpretação. ?reud utili7a uma variedade de o8ras liter2rias para entender e e0plicar o comportamento das aç. 8em como um 8rasão de armas. Ernest Mones e tam8ém Macques Kacan Z que in4luenciaram produç. comple0o que parece estar intimamente presente no pr/ncipe !amlet."%% .sican lise[editar] -esde o surgimento da psican2lise em 4inais do século BIB. mas. onde ?reud encontra a ess:ncia do que viria a c amar de comple0o de ^dipo. ?reud sugeriu que um inconsciente comple0o de ^dipo causou a esitação de !amlet a matar seu tio. e e0perimentou an2lises Z reali7adas por nomes como 'igmund ?reud. "#JJ>. 9alve7 a mais con ecida seEa a tragédia =di#o 1ei. tudo indica que Hamlet rece8eu um 8m#rimatur na Inglaterra. é Hamlet que se encontra mais consistente em suas ideias. na verdade. Hamlet complementou o que 4altava em =di#o 1ei. de '&4ocles.es umanas.p&s essas an2lises. atuali7a seus deseEos in4antis reprimidos 5 ou seEa. !amlet se d2 conta de que Tele pr&prio não est2 em estado mel or do que o pecador que ele quer punir.

Kaurence Olivier reali7ou Hamlet no Old Dic so8 as perspectivas de Mones. Ernest Mones 5 psicanalista e 8i&gra4o de ?reud 5 desenvolveu as ideias 4reudianas introdu7indo uma série de ensaios que culminaram em seu livro Hamlet and 4edi#us =")J)>.olSnio.""% . isto é."%) Em ")G$. intruso e temer2rio\ 9omei3te por alguém mais altoQ aceita a sorte[ Bem v:s que 2 algum perigo em ser intrometido. e isso 4ica claro quando ele condu7 sua mãe para a cama.olSnio. Em ")J%.@dA !amlet era capa7 de matar uma pessoa. inOmeras produç. que ?reud discorda de Coet e 5 de4ensor da tese de que a esitação do pr/ncipe se deve so8retudo por causa de sua inclinação 6 racionali7ação 5. mas não era capa7 de matar seu tio porque esse l e remetia a seus impulsos in4antis. !amlet est2 desgostoso por sua relação incestuosa com 1l2udio enquanto simultaneamente est2 temeroso de mat23lo. quando !amlet con4ronta sua mãe na cUmara dela. como 4e7 sem a menor parcela de culpa com . m/sero tolo. In4luenciado pelas a8ordagens psicanalistas de Mones. ele precisaria vingar o pai matando seu assassino mas. "%* 1oncluindo."%$ .olSnio. os 4atores que impedem o assassinato de 1l2udio por !amlet seria sua identi4icação com o tio e o medo de praticar uma ação inEusta e imoral com a 4igura paterna que este l e representa."%$ -esta 4orma.olSnio =na imagem>. 9alve7 a pro0imidade entre a ação de 1l2udio e o deseEo de !amlet seEa o 4ator que impede este de matar aquele. o pai dela. por ser um dos personagens de 4igura paterna na peça. que se prolongou por "%" noites.es 4reudianas em sua marcante produção de ")++ em Nova Iorque.osteriormente. poderia remeter !amlet a seu pr&prio pai. .T"%( Nessa ocasião. =. ao contr2rio da crença de Coet e. ele condu7 v2rios outros personagens 6 morte."%" ^ por meio desse e0emplo. o consel eiro . mas isso não ocorre."%# em uma 4unção se0ual. ?reud cr: que a esitação de !amlet em reali7ar a tare4a da qual 4oi incum8ido se deve 6 nature7a da mesma tare4a.rtista: -elacroi0>. in4eli7mente. 'o8 essa leitura. consolando3a.'o8 os parUmetros de ?reud. esse assassino =o tio 1l2udio> l e re4lete seus impulsos in4antis e isso 4a7 com que !amlet não se vingue. 2 a interpretação de que . Enquanto o pr/ncipe não mata seu tio e não vinga a morte do pai. do assassinato de . o ator Mo n BarrImore introdu7iu essas e0plicaç. que não demonstra qualquer culpa no ato: T. é assassinado pela espada de !amlet. pelo motivo do completo de ^dipo. Ela est2 tão saturada de ter seu amor não3cumprido por ele que terminou de 4orma a8rupta que aca8a se entregando 6 insanidade.deus. e0ceto seu tio. mostrando3l e que !amlet é capa7 de matar alguém. loucura de O4élia ap&s a morte do pai tam8ém pode ser lida através de lentes 4reudianas como uma reação 6 morte de alguém que esperava seu amor. Rm deles.es t:m retratado a Tcena do closetT.

""J .""" . enquanto que a T onestidadeT é um traço interior de cada suEeito. da 4antasia. contudoQ no entanto. cr/ticos 4eministas a8riram novas a8ordagens acerca das personagens Certrudes e O4élia.aris e logo depois pu8licadas em 4 Desejo e a 8nter#retação do Desejo em Hamlet . que criaram 8uracos =ou T4altasT> nos aspectos reais. assume o papel de 4alo 5 a causa de sua inércia 5 e est2 cada ve7 mais distanciado da realidade por conta do Tluto. com as prostitutas so7in as 4ora do estere&tipo.Na década de ")(%. imagin2rios e sim8&licas de sua psique. "#)%> -urante o século BB. !amlet. -e acordo com certos cr/ticos. -entro dessa an2lise.""+ 1r/ticos 4eministas t:m estudado o seu estado dentro da loucura. tentando Euntar a cultura original do meio am8iente da peça. segundo os 4eministas.rtista: !ug es. e tam8ém o tema central de luto que é e0ercido pelo pr/ncipe !amlet. do e0terior.s teorias de Kacan in4luenciaram a cr/tica liter2ria de Hamlet porque utili7aram vis. consecutivamente. as teorias estruturalistas de Kacan so8re Hamlet 4oram apresentadas pela primeira ve7 em uma série de semin2rios dados em . do narcisismo e da psicoseT.""" Fe&inis&o[editar] O4élia distra/da com sua dor. a ess:ncia de Hamlet é no enredo central de que !amlet não aceita o novo casamento da mãe e a v: como uma prostituta por causa de sua incapacidade de manter3se 4iel ao Hei !amlet.es alternativas da peça e o uso da semUntica para e0plorar o panorama psicol&gico da o8ra. apontando para a trindade comum da empregada.""G Eles se 4ocam para o papel social de g:nero da Inglaterra na idade moderna. =. as estruturas lingY/sticas de Hamlet lançam lu7 so8re a Unsia umana. !amlet passa a perder sua 4é diante de todas as mul eres. inconscientemente. é praticamente imposs/vel associar essas duas caracter/sticas. Os novos istoriadores e cr/ticos do materialismo cultural e0aminaram a peça segundo seus conte0tos ist&ricos. da esposa ou da viOva. uma ve7 que TEustiçaT é um traço da apar:ncia.""" Na an2lise de Kacan. Em consequ:ncia. tratando O4élia como se ela 4osse desonesta 4eito uma prostituta.""" O ponto de partida de Kacan 4oram as teorias do comple0o de ^dipo de ?reud. seu 4alecido marido. O4élia pode ser onesta e Eusta. Kacan estipula que a psique umana é determinada por estruturas de linguagem e que.

quando !amlet assassinou seu pai. escrito entre "$$* e "$)*. argumentando que o te0to da peça nunca a4irmou que a rain a sou8esse do envenenamento do Hei !amlet por parte de 1l2udio. descreve uma visita 4eita por 9om Mones e Fr. ."+" Em contraste.lguns cr/ticos consideram que O4élia tornou3se 3 ine0ata e inadequadamente 3 o s/m8olo da mul er istérica e distra/da na cultura moderna. e as divide em quatro principais categorias: conta8ilidade 4ict/cia da composição da peça. O4élia dirigi3se gradativamente 6 loucura. !amlet a8andona3a>. tirando ."+% Escultura do .olSnio do camin o. 2 séculos. O acad:mico Kaurie Os8orne identi4ica a direta in4lu:ncia de Hamlet em inOmeras narrativas modernas. Kaertes viaEa. v2rias o8ras liter2rias 4oram in4luenciadas pela peça s akespeariana. mas todos os tr:s desaparecem =. ao invés de entenderem os motivos dados pela pr&pria rain a. tem in4luenciado a escrita de diversos autores através dos séculos. de !enrI ?ielding. t:m seguido a visão do pr/ncipe a respeito de sua mãe. )om -ones. . ele cumpriu o deseEo se0ual dela de. adaptação do enredo para leitores in4antis. em .ncia[editar] Hamlet é uma das o8ras mais citadas da literatura inglesa. de4ende Certrudes.""( O4élia.artridge a !amlet.r/ncipe !amlet segurando uma caveira. !eil8run di7 que os omens.""$ Os cr/ticos 4eministas apontam que ela 4icou louca e sentiu3se culpada porque. ampliação ou diminuição de algumas personagens da peça. de 1arolIn !eil8run. sem esses tr:s omens importantes para tomar decis. a personagem é cercada de omens poderosos que possuem algum signi4icado em sua pr&pria vida =seu pai. 4a7endo com que algumas teorias convencionais digam que. não 2 evid:ncias de que Certrudes praticou adultério: ela meramente teve que se adaptar 6s circunstUncias diante da morte de seu esposo para o 8em de todo o reino. na Inglaterra: ao longo dos séculos.es em seu lugar. seu irmão e !amlet>. com similaridades com o recurso Tteatro no teatroT. poderem 4icar Euntos. não s& tem um nOcleo semel ante ao de Hamlet como tam8ém cria um paralelo entre o ?antasma e o pai morto do personagem Wil elm Feister."") 1omo tal.olSnio morre.""* 'o8 esse Ungulo. notavelmente por mul eres que.es destacando atuaç. e narraç.es da peça.""# -n+lu. são 4eministas. por sua ve7. -esse modo. principalmente os 4eministas. tem sido de4endida por cr/ticos de todos os tipos. pu8licado em "$J). Esta an2lise tem sido de4endida por muitos outros cr/ticos."+" Na década de "#(%.O ensaio >ãe de Hamlet =")($>. e é 4requentemente inclu/da na lista de grandes tra8al os liter2rios. além de cr/ticas teatrais e liter2rias. o 8ildungsroman 9il(elm >eisters ?e(rja(re de Coet e.

entrelaçados com Hamlet."+J Em >em%rias P%stumas de @r7s . revolucion2rio.ngela 1arter.T"+* Na década de ")+%.(ildren. não me arrependo das vinte ap&lices que l e dei0ei. que condu7iu a ist&ria através desse discurso. !erman Felville 4oca3se em !amlet como um personagem de longo desenvolvimento como escritor. sem as Unsias nem as dOvidas do moço pr/ncipe.T"++ Fac ado de . o Great :3#ectations de -ickens contém muitos elementos parecidos com Hamlet: ele é impulsionado por vingança através de aç. um grande admirador de ' akespeare. e tam8ém possui personagens34antasmas. e.e nossa vã 4iloso4iaT"+G logo na primeira lin a. no conto ' . Em 9ise ."+$ /ist$ria das encenações[editar] "er artigo #rinci#al$ S(a&es#eare em desem#en(o 9 omas Betterton como !amlet durante a Hestauração =.rtista: descon ecido> .artomante 2 a 4rase T!2 mais coisas entre o céu a terra do que sup."+" Na década de "))%."+" O acad:mico . 2 temas como o do comple0o de ^dipo e do assassinato. consecutivamente. mas pausado o trSpego.es motivadas. como quem se retira tarde do espet2culo. Ser ou não ser é retra8al ado como uma mOsica e uma dança rotineira. duas romancistas mul eres 4oram e0plicitamente in4luenciadas por Hamlet.ubas.le0ander Wels nota que Great :3#ectations é uma Tnovela auto8iogr24icaT e Tantecipa leituras psicanal/ticas de Hamlet em si. de . além de 4ocar na culpa do er&i.ssis. de Iris Furdoc . Mames MoIce coordenou Tuma versão mais otimistaT de Hamlet 5 despoEada de o8sessão e vingança 5 em lAsses. E 4oi assim que c eguei 6 cl2usula dos meus diasQ 4oi assim que me encamin ei para o undiscovered countrA"+( de !amlet.@eA utili7ou a tragédia amletiana em inOmeros escritos de sua autoria: mais popularmente. o primeiro 4ant2stico e realista do Brasil e."+" -e7 anos depois.Pierre$ or. o personagem3narrador cita o pr/ncipe !amlet para 4alar de sua morte no cap/tulo primeiro: TNão. em )(e @lac& Prince. em8ora o paralelo principal seEa com a 4disseia de !omero. )(e 'mbiguities.

es."G) Esta nova convenção de palco ressaltou a 4reqY:ncia . e0ecutou Hamlet em setem8ro de "*%$Q"G+ sa8e3se tam8ém que a peça e0cursionou pela . com uma capacidade de mem&ria muito grande e uma veia tr2gica. como Ceorge !i88ard."GJ ."G" 'ão escassas as evid:ncias espec/4icas so8re as primeiras encenaç."+# "+) . acredita3se que ' akespeare escreveu o papel de !amlet para ele.or conta disso. Hamlet 4oi o Onico 4avorito s akespeariano que a compan ia teatral -ukeLs 1ompanI.oveiros. 1ena " de Hamlet. como os atores isa8elinos encenavam no Clo8e com vestimentas contemporUneas no m/nimo de aparel agem. <uando c egou a pré3guerra civil inglesa e as peças 4oram divididas entre as duas empresas recém3criadas para ser de4inido o teatro com patente.lguns editores. incluindo uma c amada 4s . 1icardo 888 e P/ricles o passaram.rtista: 9 omas Cains8oroug > . peça 4oi reaproveitada na Hestauração. garantiu.es da peça."G( 9odos os teatros ingleses 4oram 4ec ados pelo governo puritano durante o Interregno Ingl:s. o que se sa8e é que a tripulação do 8arco 1ed Dragon. 4oi encenada antes de Maime DI _ I em "*") e 1arlos I em "*G$. contudo. isso não teria a4etado as encenaç."G# 'ara 'iddons talve7 ten a sido a primeira mul er a interpretar !amlet. uma ve7 que a literatura contemporUnea contém muitas alus. ancorado em 'erra Keoa. Hamlet tornou3se a primeira das peças de ' akespeare a serem apresentadas com plan/cies pintadas e m&veis com um genérico cen2rio atr2s do prosc:nio no 9eatro KincolnLs Inn ?ields.es e re4er:ncias a Hamlet =somente ?alsta44 é mencionado mais. em ' akespeare> a o8ra 4oi reali7ada com uma 4requ:ncia que 4alta no registro ist&rico. de William -avenant."G* Fesmo durante esse tempo."G% ' akespeare não providenciou nen uma indicação de quando sua peça 4oi encenadaQ contudo.De S#a0espeare a *estauraç)o[editar] 1omo Hic ard Bur8age era o ator das tragédias do Kord 1 am8erlainLs Fen.es. 8aseada no . Hamlet aparece como a quarta peça mais popular de ' akespeare durante seu tempo de vida Z somente Henrique "8 Parte B. Eulgar pelo nOmero de reimpress.to (.leman a depois de cinco anos da morte de ' akespeareQ"GG e que. por Oltimo. atores con ecidos como drolls reali7aram peças ilegalmente. =. argumentam que."G$ *estauraç)o e s1culo 23---[editar] . No entanto.

ele tornou3se uma cele8ridade nacional. o Eovem l/der da tragédia nacional."J% -avenant lançou 9 omas Betterton no papel epinSmino. 9 omas .r/ncipe !amlet como o resumo de uma oposição 6 tirania de 1l2udio 3 um tratamento que ocorreu novamente em outras vers."JG . Mr. encenou Hamlet no meio de outras peças na ?iladél4ia e em Nova Iorque. mas porque tam8ém produ7iu dois dos mais not&rios atores da nação: Mo n Wilkes Boot =que mais tarde assassinaria ."J$ Nos anos que se seguiram a Independ:ncia americana. e suas prolongadas pausas provocaram a sugestão de que Ta mOsica de ser tocada entre as palavras.T"(% Boot encenou Hamlet por "%% noites entre "#*J[(."JJ 'ua per4ormance era para ser dita por mais +% minutos do que qualquer outra. na ?iladél4ia.. Edwin Boot .or volta de "#"% a "#J%."J) O Hamlet de Edwin Boot é descrito como Tigual ao o8scuro. Em8ora criticado por Tmemori7ação inadequada de algumas lin asT. numa produção da 1ompan ia .le0ander 'umarokov escreveu uma adaptação russa que 4ocava no . encoraEando as recorrentes cr/ticas so8re sua violação do princ/pio neocl2ssico de manter a unidade do espaço. em "$#G."J" -avid Carrick produ7iu uma versão que adaptou a elevação de ' akespeare. louco.8t orpe 1ooper.. declarando: Teu não gostaria de dei0ar o palco até que livrar a not2vel peça de toda a insigni4icUncia do quinto ato.mérica do Norte 4oi Kewis !allam."(" . son ador. ilip Xem8le no 9eatro -rurI Kane 4oi como !amlet. como se a4astasse do poss/vel plano da vida real. inaugurando a era de longas apresentaç. estreia de Mo n . a aparição de Orisco e a competição de esgrima entre Kaertes e !amletT. e ele continuou a encenar -ane até ele ter $J anos. incluindo Munius Brutus Boot .T"J( 'ara 'iddons 4oi a primeira atri7 con ecida a encenar !amlet. @agiuA de uma maneira ideali7adora.es s akespearianas nos Estados Rnidos. misterioso er&i de um poema. ..es s akespearianas nos Estados Rnidos 4oram reali7adas em viagens teatrais lideradas por atores londrinos. as mais 4amosas encenaç. Boot merece destaque não s& por ter continuado sua carreira nos ER. Eu tive que retirar a cena dos coveiros."J+ O primeiro ator a interpretar !amlet na .8ra am Kincoln> e um dos mais 4amosos Hamlet. uma ve7 que muitas mul eres interpretavam3no em papéis com roupas masculinas"J* Em "$J#.es do Ocidente europeu na entrada do século BB."J# Hamlet no s1culo 2-2[editar] .com que ' akespeare desloca o local dram2tico..mericana de "$().

. e !enrI Irving> encenaram ' akespeare de 4ormas variadas.leman a é !amletT. partir de "#(%. e liderou mem8ros do Fovimento HomUntico 3 como Dictor !ugo e . mas nem por isso pensativo. ela8orando cen2rios e costumes.rado diria: T@. No Heino Rnido.rtista: -escon ecido>. e com encenaç. a produção so8re o te0to do <"."*% . atores3administradores da Era vitoriana =incluindo Xean. . 4oi uma tentativa de reconstruir a austeridade dos teatros isa8elinos.."*% ' oIo 9su8ouc i tradu7iu Hamlet e produ7iu uma per4ormance em ")"" que misturou S(inge&i =Tnovo dramaT> com estilos t/picos do Xa8uki. produção tornou3se popular e conquistou cr/tica e pO8lico. onde seu cen2rio era apenas um conEunto de cortinas vermel as."() Hamlet no s1culo 22 e no s1culo 22-[editar] . louvando a per4ormance de um outro ator."(J Em um contraponto gritante com as primeiras opul:ncias.. onde o destaque 4oi para a O4élia de !arriet 'mit son. encenada e atuada pelo renomado 'érgio 1ardoso. @eleA pensa antes de agir. o teatro persiano produ7iu Hamlet dentro de suas tradição indianas."*G . num tempo em que os atores 8rasileiros acreditavam no talento nato. numa ilustração de "#)G presente na revista )(e 8dler =. com de7enas de mOsicas adicionadas dentre a peça. no 9eatro ?:ni0. Hamlet tin a se tornado tão popular em meados do século BIB que ?erdinand ?reiligrat declarou certa ve7: T.es dos cr/ticos. em ")%G. por William .oel em "##". a primeira encenação pro4issional de Hamlet em territ&rio Eapon:s partiu de OtoEiro Xawakami. Em contraste com a visão Ta4eminadaT do personagem central que geralmente acompan ava um elenco 4eminino. talve7 ten a sido a primeira encenação da peça em territ&rio 8rasileiro..lém de muitas trupes ocidentais visitarem o Mapão no século BIB. ist&ria da peça 4oi per4eitamente compreens/vel.le0andre -umas 3 a assistir sua per4ormance de Hamlet em . onde -écio de . deu uma T8o4etadaT na de Irving =que vin a 4a7endo encenaç. e ele disse ter se surpreendido com a audi:ncia apesar de seu !amlet sério e introspectivo. ela descreveu seu !amlet como T4irme e melanc&lico. e levou 8astante a atenção da plateia so8re os momentos de aparição da personagem principal.'ir !enrI Irving como !amlet."(# .es no 9eatro KIceum>: T.A todos estes anos não se passaram em vãoT. tend:ncia dos atores destacarem a importUncia de seu pr&prio personagem =especial e principalmente de !amlet> ainda não encontrava aprovaç. 1 arles Xem8le iniciou um tra8al o que sustentaria uma mania por ' akespeare. uma caracter/stica que indica sua grande 4orça e seu grande poder espiritual."($ Na ."(+ ."*+ 1ardoso tra8al aria novamente em Hamlet oito anos depois. Ceorge Bernard ' aw. FacreadI. E o que o KIceum anda a encenar]T"(G Em Kondres. Edmund Xean 4oi o primeiro !amlet a a8andonar os en4eites reais usualmente associados ao papel em 4avor de uma simples 4antasia.lmeida . citada como atenciosa na construção da personagem.es 4olcl&ricas.leman a.aris em "#+$. produção de Hamlet =")J#> no Brasil.T"(* Em ?rança."(( 'ara Bern ardt encenou o pr/ncipe em sua popular produção londrina de "#)).."*" O impacto dessa produção 4oi a interpretação inovadora de 'érgio 1ardoso.

Tdestacou.olSnia.raça da . Nesta produção. ela possui sessenta e quatro produç. de Cu Wuwei. .a7 1elestial. Ele não 4ala nada so8re ela. ponto onde o ator associado a !amlet avia ca/do no c ão.eter OL9oole =que era o pr/ncipe>. no 9eatro Berlin 'taatst eater. incluindo o momento da morte de 1l2udio. alguns diretores da HepO8lica 1 eca t:m usado a peça nos momentos de ocupação: uma produção de ")J" do 9eatro Dino radI. esses nOmeros aumentam cada ve7 mais. Hamlet muitas ve7es 4oi e ainda continua sendo encenada com tons pol/ticos contemporUneos: a produção de ")+*. 4oi uma cr/tica a determinados militares que deseEavam derru8ar a repO8lica do pa/s."$% . vigilUncia 3 pudessem ser utili7ados para comentar uma situação da época. o nOmero de produç. no mon&logo Ser."*$ No rescaldo do colapso dos protestos de ")#) na . os atores encenaram !amlet. do alemão Keopold Messner.es de Hamlet o8teve uma tend:ncia a dar destaque aos temas pol/ticos da peça.olSnio mudando os papéis nos momentos cruciais da per4ormance.es em Kondres e em Nova Iorque incluem a produção de BarrImore de ")+(: ela in4luenciou as per4ormances de Mo n Cielgud e Kaurence Olivier.es encenadas na BroadwaI e um nOmero incont2vel na O443BroadwaI. 4oi a ve7 de Olivier dirigir Hamlet. ou não ser. algumas per4ormances de Hamlet tiveram importUncia pol/tica: )(e sur#er of State Po+er =")"*>."** Na 1 ina. 1om e4eito."$+ No século BIB. retratou a corte do personagem 1l2udio como uma par&dia da corte de Cuil erme II. No Brasil. Kin ` ao ua encenou um Hamlet em "))% onde o pr/ncipe era um indiv/duo ordin2rio torturado por uma perda de sentido. a situação de um intelectual inde4eso tentando so8reviver em um am8iente sem piedadeT. com Olivier no elenco. e tra8al ou com . uma recente produção de Wagner Foura 5 que E2 vin a 4a7endo sucesso com o personagem 1apitão Nascimento em )ro#a de :lite 5."*J Na .T"$" Em ")*G. Hamlet é a peça mais produ7ida de ' akespeare: somente em Nova Iorque. uma am2lgama de Hamlet e >acbet(. desde que esses temas pol/ticos 3 crimes suspeitos. segundo alguns autores. golpes. 4a7endo com que 4osse considerado o mel or intérprete do papel desde BarrImore. produção de ")G$ no Old Dic 9 eatre. eis a questão. 4oi aclamada pelo pO8lico mas não pelos cr/ticos: um cr/tico teatral do )(e SundaA )imes escreveu certa ve7: TFr. dirigida por .O ator americano Edwin Boot como !amlet.der8al ?reire ?il o. com a devida cautela. "#$%."*( -a mesma 4orma."*# "*) Cielgud atuou no papel principal durante um 8om tempo: sua produção de ")G* em Nova Iorque levou3o a reali7ar "G* per4ormances. 1l2udio e ."*$ Not2veis encenaç. Olivier não 4ala poesia de 4orma ruim.

"$$ . que apresentava a cena da competição. ")"G e em ")"$."$J Atuações no cine&a[editar] . Gamlet =Husso: abcdef>. primeira adaptação de Hamlet que 4e7 sucesso na tela 4oi o 4ilme produ7ido em ")%% de cinco minutos de 'ara Bern ardt. ")%#.es cinematogr24icas de Hamlet.es mudas 4oram reali7adas em ")%$. e Et an !awke encena um !amlet que estuda cinema.tri7 'ara Bern ardt como !amlet."$# Cielgud dirigiu Hic ard Burton no Kunt3?ontanne 9 eater em ")*J3( e essa per4ormance aca8ou inspirando uma o8ra cinematogr24ica.osteriormente. e o resultado 4oi quatro oras de 4ilme. é um 4ilme russo. de ")*J. dirigiu e estrelou uma e0tensa versão de "))*. Fic ael .es 4onogr24icas para serem encenadas ao longo das cenas.lmereIda adaptou a ist&ria para os tempos contemporUneos.sta Nielsen encenou !amlet como uma mul er que gasta sua vida dis4arçada de omem. ."$* Em ")+%."$* O film noir Hamlet =")J#>. outros atores como Xennet Branag e Fel Ci8son tam8ém dirigiram ou atuaram adaptaç. dois e3#erts de ' akespeare."#" %dições[editar] .or sua per4ormance. 8aseado na tradução de Boris .asternak e estrelando InnokentI 'moktunovskI no papel do pr/ncipe. com a caveira de Worick."$) 9onI Hic ardson dirigiu Farianne ?ait 4ull como O4élia em sua versão de ")*). . ")"%."$( . que contin a todas as palavras da peça s akespeariana. Mo n Cielgud e Xennet Branag . ."#% Em +%%%. 'moktunovskI gan ou um elogio de Kaurence Olivier. consideram esse tra8al o como a rendição de4initiva do conto tr2gico de ' akespeare.destacou o lado cSmico da peça"$G e reali7ou uma versão menos poética e mais apropriada para a 4ala do atores em cena. Branag adaptou. onde ela se passa em Fan attan. de Kaurence Olivier. com8inando o material dos te0tos do ?" e do <+."$* Ders. mOsica do 4ilme e as 4alas 4oram gravadas em gravaç. gan ou o Oscar de mel or 4otogra4ia e de mel or ator.

mericanos da ?aculdade de Ketras da Rniversidade do .inda na estratégia 4ormal da prosa. são importantes para se veri4icar como as traduç. a ?undação Bi8lioteca Nacional data uma versão em portugu:s de "#$". .ortugal: certos pesquisadores encontram apenas dois t/tulos relevantes 4ora desse costume. su8stituem 4reqYentemente seus versos por prosa: isso ocorre com o primeiro conEunto de pu8licaç. a tradução versi4icada dos versos dram2ticos de ' akespeare encontram poucos adeptos em . l/ngua portuguesa conta com uma ampla 8i8liogra4ia de Hamlet. e -. por Ku/s 1ardim. em8ora não in4orme o tradutor.es mais antigas. 2 alguns tradutores 8rasileiros que seguem os versos s akespearianos.s vers. 1icardo 888 ="##%> e 4telo. porém."#G ?ora da estratégia prosaica.es de ' akespeare em portugu:s 6s ve7es não seguem o te0to34onte e. desde +%%".ntes da edição de Ku/s I. do -epartamento de Estudos . Ceir 1ampos e tam8ém .nt&nio de ?reitas./sar =")+(>.éricles Eug:nio da 'ilva Hamos =sendo esse ver8ete 8aseado em sua tradução de ")$*>. como é o caso de . #rinci#e da Dinamarca. o Brasil conta com tradutores de ' akespeare que são importantes nomes das letras nacionais.orto.rtur de 'ales. tragedia em cinco actos. so8 o t/tulo de Hamleto. assinada por Mosé . adquirindo um estilo peculiar. partir das traduç. na série S(a&es#eare #ara o s/culo . tradu7idas por Ku/s I de .lio . onde acad:micos especiali7ados tradu7em as o8ras so8 o parUmetro do registro em prosa.aulo Fendes 1ampos. o >ouro de "ene<a ="##(>. além de assinar Hamlet ="#$$>.es da tragédia s akespeariana.nt&nio ?eliciano de 1astil o. que possui associação com a editora 1ampo das Ketras.s[editar] . a tradição esta8elecida por Ku/s I é aproveitada. como é o caso de Son(o d0uma noite de São -oão (BCDE)..@viA Ceraldo 1arneiro e .@iiiA -e 4ato. e0istiu uma edição de "##$ com um estudo cr/tico da peça. como é o caso de Hamlet =+%%G> em tradução do 8rasileiro Elvio ?unck. tradu7ida por Disconde ."#G . -e acordo com a Bi8lioteca Nacional de ."#G . contudo.ortugal que. dei0ando apenas o con ecimento de que 4oi impressa e lançada no Hio de Maneiro. muitas outras se seguiram.@iA . como FillSr ?ernandes =que 4e7 uma tradução em ")#J>.es de ' akespeare para o portugu:s.8.es do Hei e a do Hio. Fesmo nos dias atuais ainda se 4a7em traduç.Ku/s I de .ortugal 4oi o primeiro a pu8licar em conEunto sistemati7ado algumas o8ras de ' akespeare para o portugu:s."#+ Hecentemente."#G 'ista de edições e& portu(u."#J . inclusive Hamlet.nglo .@iiA tam8ém tra8al ou em cima de 4 >ercador de "ene<a ="#$)>.ortugal.

ortugal e do Brasil. Nunes> ' akespeare. da . . . Hamlet.>. "(*J3"*"*Q ?reitas.es acerca do 1omple0o de ^dipo . ed. 'ão .aulo.orto : 33 9ip.ato. Isso apenas comprova como o te0to do <" não é inteiramente parecido com o do ?" e nem com o dos outros. 'op ia de Fello =")#$> !amlet. Kis8oa : M. "#J)3")G". trad.ortugal =trad. or not to be.ncias[editar] "o&ent rios[editar] a4 5 Quarto: é um termo =usado na idade moderna> na impressão. William. Hamlet.>. ?reud pretendia representar suas concepç. .>. ")$*. Kis8oa: Imprensa Nacional. Mosé . Hamlet. 1ultural e Industrial.. "#J)3")G".ntSnio =trad.>. trad. .E. 8 t(ere0s t(e #oint. Hamlet. que se re4ere ao taman o de um livro. +%%G.ortugal e da ?undação Bi8lioteca Nacional. 'e quiser analisar uma relação mais completa. ")#J. geralmente impresso so8re duas 4aces de grandes 4ol as de papel. 'ão . . reali7ada por tradutores de . b4 5 Hepare como em <" est2 escrito )o be. "#$) '!. ^lvio . Kis8oa : M. tradução de FillSr ?ernandes. enquanto que no ?" podemos encontrar: )o be.."#( • BHEWNEH. +%%$ Editora Rniverso dos Kivros. c4 5 9omando em consideração que '&4ocles é de uma época muito anterior da de ' akespeare. ed. trad. RNI'INO'.ocket Editora. lista a8ai0o se 8aseia em dados da Bi8lioteca Nacional de ..éricles =trad. e pre4. ")*$A = . I'BN )$#3#(3$JG"3"*J3$ ii4 5 Ku/s I de . W.nt&nio de. Hodrigues.es. Hamlet.ortugal. pode se dirigir 6 p2gina virtual dessas duas instituiç. "#+)3")"+. a8rangendo tanto tra8al os recentes como tra8al os antigos.es em l/ngua portuguesa de Hamlet. "#$$ iii4 5 ' akespeare. @Kis8oa : Editorial .HE. Hamlet. apro0imadamente o taman o da maioria das revistas de oEe em dia. 'ão Keopoldo. "(*J3"*"*Q . I'BN #(3+(J3%*""3+ *e+er. ' akespeare. or not to be$ )(at0s t(e question.nt&nio de. Hodrigues.>. 5 =trad. Mosé .cademia Heal das 'ci:ncias.resença. Hamlet. William. Editora . H' : Ed. Pr6nci#e da Dinamarca[ ' akespeareQ trad. +%%J. Drama em cinco actos.ei0oto Neto. Hamlet. ")"+ • • • • • i4 5 ?unck.. I'BN )$#3#(3 ))"#$3J(3* ' )rag/dia de Hamlet. Kis8oa : 9Ip.8ril '. Bul ão.XE'.orto: Kello _ Irmãos Z Editores • Hamos..aulo. FillSr =trad. ")"+ vi4 5 ?ernandes. medindo +G cm por G% cm. William. "(*J3"*"*Q ?reitas.8ai0o podemos encontrar uma lista de ediç. Mosé Blanc de .

cerca de outros te0tos. cena ". se comparada 6 época de '&4ocles. O m20imo queconseguiu de imediato. !amlet sente3se pois um reparadorde uma inEustiça. d4 5 . que s& surgiu séculos depois da =di#o 1ei. O mundo era inEusto. serviram3seTos manEaresT que.T"#* 9am8ém podemos encontrar paralelos entre Fac ado e ' akespeare em Dom . ?altava porém a !amlet o talento para a ação.T"#$ 6otas de rodap1[editar] 9odas as re4er:ncias ao te0to de Hamlet 8aseiam3se na edição de ")$* tradu7ida por .ara !amlet a e0ist:ncia tornara3se insuport2vel desde que o espectro do seu pai recentemente mortoapareceu3l e numa noite assom8rada no alto da torre do castelo. omatara. . desde o in/cio. O 4antasma. "%% -e 4ato. onde. tin am sido o4erecidos Tna re4eição4One8reT. um pouco antes. diriEa3se 6 su8seção 8i8liogra4ia. Tainda mal es4riadosT. . quando não ouver mais Crã3Bretan a. além de a4errar3se ao luto e ao mau umor.. onde o personagem principal. é a peça Hamlet. o=s> nome=s> do=s> autor=es> aparece=m> antes de par:nteses que contém o nOmero da edição e. ?oi escrita entre "*%% e "*%+ eimpressa pela primeira ve7 em "*%G. . seu tio. 'eu pr&prio irmão. um omem com uma missão. que se encai0a mel or nas ideias 4reudianas. ainda sim.tordoou3se o pr/ncipe. Fais 8em sucedida da !ist&ria!amlet é certamente a mais 8em3sucedida ist&ria de vingança levada aos palcos. suprema ignomia. o rei 1l2udio. além de se re4erir a ' akespeare e ir assistir em um teatro carioca uma de suas peças. sempre sedu7iu o a todos. como meio de registrar a consci:ncia mais antiga da umanidade a respeito do comple0o.ara avaliar as o8ras que 4oram utili7adas como 4ontes. para um casamento 4eito 6s pressas.coloca o pO8lico ao lado do Eovem pr/ncipe porque o ato da vingança. não e0istir mais a l/ngua inglesa. . .(( =p. Ela. G.lgo deveria ser 4eito. não s& usurpara o trono como arrastara suamãe.9alve7 seEa essa o8sessão. seria como se ' akespeare registrasse uma consci:ncia que evolui e mantém esse comple0o. ?ora isso. p2gina ((. é considerado por alguns cr/ticos de literatura como Tuma versão tropical de Otelo. quando pois.éricles Hamos que.*$ e4 5 Fac ado disse certa ve7: TRm dia. O assassino. a rain a Certrudes.dando esse nome em omenagem 6 peça deste dramaturgo grego antigo. incapa7 de e0ecutar a tare4a que l e 4oi dada.asmurro. essa monomania que toma conta dele desde as primeiras cenas do primeiroato. 'o8re seu sistema de re4erenciação. seguiu o te0to 4i0ado por Mo n -over Wilson. por sua ve7. 'eu lar a8rigava a traição e a maldade\ . tétrico.". reclamavades4orra. quando não ouver mais os Estados Rnidos. ela ir2 dedicar todos os momentos da sua vida. consecutivamente.o contr2rio de ?reud. aver2 ' akespeare. Coet e acreditava que o pr/ncipe era um ser e0tremamente 4r2gil. e0. 4oi entregar3se especulativamente6 vingança. serpente acoitara3se na suapr&pria 4am/lia. que eletri7e os . ?alaremos ' akespeare.mesmo que ten a que sacri4icar seu amor por O4élia e ainda ter que tirar a vida de outras pessoas.. 1ontou ao 4il o que um crime ignominioso o vitimara. !amlet é uma das peças de teatro mais 4amosas de ' akespeare. contudo.> signi4ica ato G. o=s> nOmero=s> da=s> p2gina=s> correspondente=s> 6 4onte. que ?rancis Bacon de4iniu comouma T4orma selvagem de 4a7er EustiçaT.

mas sim pelo veneno que o seu irmão 1laudius. . o 4il o de . decide mandar o pr/ncipe para Inglaterra. O ramo partiu3se. .(%$ lin as>. 4il o do 4alecido rei !amlet. 9odos pensam que o pr/ncipe tin a enlouquecido: a sua mãe. e morre\ -e seguida o 4il o do rei !amlet 4ere mortalmente Kaertes. No terceiro dia de viagem. 4icou sen or de alguns territ&rios que pertenciam ao monarca noruegu:s. o seu tio 1laudius assassinou ovel o rei. . recita ". queagora se sentava no trono da -inamarca. O pr/ncipe !amletpromete ao pai punir o seu tio 1laudius pelo assassinato. <uando l2 c egou teve a not/cia de que a sua irmã tin a morrido ao tentar su8ir a um ramo para pendurar grinaldas de 4lores. . . . Kaertes.Entretanto.4il o do vel o rei vencido. que estava prestes a morrer. . para l e anunciar que o Eovem?ortim8r2s tin a c egado ao castelo. reparou que !amlet estava prestes a morrer.o c egar ao local. -urante o com8ate. !2 alguns séculos atr2s.gora o Eovem ?ortim8r2s. porque o pai de O4élia estava a espiar o pr/ncipe. regressou 6 -inamarca com a intenção de se vingar do omem que matou oseu pai.espectadores e 4aça com que eles literalmente 8e8am todas as palavras do pr/ncipevingador =!amlet é o personagem que mais 4ala na o8ra de ' akespeare. O rei !amlet. a mando do rei. !amlet comporta3se como um louco na corte da -inamarca. na -inamarca. !amlet mata . andava pelos ?iordes da Noruega reunindo omens e navios para poder recuperar essasterras. so8re as ameias do castelo de Elsinor. enquanto ele dormia no Eardim.ol&nio.con4undindo3o com um rato. o rei mo8ili7ouKaertes para matar o pr/ncipe Organi7ou. O reiescreveu uma carta para o rei de Inglaterra pedindo que este matasse !amlet mal este c egasse.lém disso. a par da situação. de 4acto. 1om a c egada de !amlet ao castelo. reida Noruega. preparando o momento para Kaertes matar !amlet. O4élia =a Eovem que ele ama> e o paidesta.or 4im é o Eovem ?ortim8r2s que so8eao trono e são disparadas salvas de artil aria pelo 4il o do rei !amlet.!amlet decide simular que est2 louco como estratégia para desco8rir se. Fas o pr/ncipedesco8riu a missiva e resolveu alter23la. di7 que tin a sido orei a planear tudo para poder matar o pr/ncipe. indignado com o sucedido. morte de .ol&nio. e O4élia morreu a4ogada. l e tin a colocado na cavidade do ouvido. um torneio de esgrima.ol&nioc egou aos ouvidos de 1laudius. o tio. !amlet avança para 1laudius e trespassa3o com a sua espadaenvenenada. !amlet o4ereceu de7 mil coroas para os piratas o levarem de volta a Elsinor.<uando o !or2cio =um grande amigo do pr/ncipe> vai ter com o 4il o do rei !amlet. depois de ter vencido em duelo ?ortim8r2s. rain a. que l e era destinada.O motivo do crime era claro: permitia a 1laudius casar com a mul er do rei e su8ir ao trono. o 4antasma do rei apareceu erevelou que não tin a sido morto por uma serpente venenosa. e este. os guardas reais viram o 4antasma dorei !amlet. !amlet é 4erido pela espada envenenada do seu advers2rio enquanto a sua mãe 8e8euma taça de vin o com veneno.Os guardas resolveram pSr o pr/ncipe !amlet. ?oi então que o pr/ncipe decidiuque quem iria su8ir ao trono era o Eovem ?ortim8r2s. grita para o seu 4il oque o copo estava envenenado. então. Este con4essaque a sua espada estava envenenada e que !amlet tam8ém iria aca8ar por morrer. . que tin a sido morto poucos meses antes.ol&nio. O in4ante decidiu então4icar de vig/lia com os soldados para ver o 4antasma do seu pai. certa altura. e logo de seguida morre. . o 8arco onde ia 4oi atacado por um navio depiratas.

7illia& S#a0espeare nascido em +* de . Al(u&as obras do Autor: 3 "o&1dias: O Fercador de Dene7a. especialmente os do teatro. cinema e literatura. e são encenadas mais do que qualquer outro dramaturgo Fuitos de seus te0tos e temas. 1oriolano. ^ c amado 4requentemente de poeta nacional da Inglaterra ou. 1onto do Inverno. Homeu e Mulieta.8ril de "(*J Z +G de . televisão. Mulio 1ésar. Fuito 8arul o por coisa nen uma. "(J sonetos. 'uas peças 4oram tradu7idas para os principais idiomas do glo8o. 3 Dra&as /ist$ricos: !enrique ID. Noite de reis. -e suas o8ras restaram até os dias de oEe G# peças. sendo revisitados com 4reqY:ncia pelo teatro. 3 Tra(1dias: 9ito .ndrSnico. Otelo e !amlet. Fac8et . !enrique DIII. Fegera -omada e . 1omédia dos Erros. 1im8elino. =TO BardoT>.ntSnio e 1le&patra. 'on o de uma noite de verão. dois longos poemas narrativos. Hicardo III. !enrique D. permaneceram vivos até aos nossos dias. . . 9imon de . Fedida por medida. 9empestade. tido como o maior escritor do idioma ingl:s e o mais in4luente dramaturgo do mundo. .8ril de "*"*> 4oi um poeta e dramaturgo ingl:s. O Hei Kear. Os dois 4idalgos de Derona. e diversos outros poemas.tenas.

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