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Glossário erros frequentes Português

Glossário erros frequentes Português

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Erros frequentes na língua portuguesa. Retirado de "Ciberdúvidas da Língua Portuguesa".
Erros frequentes na língua portuguesa. Retirado de "Ciberdúvidas da Língua Portuguesa".

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Retirado de “Ciberdúvidas da Língua Portuguesa” http://ciberduvidas.sapo.

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Glossário de Erros mais frequentes em Português

ACERCA ACERVO AÇORIANO ADERÊNCIA ADN AERO AFIM ALCOOLEMIA ALÉM/ AQUÉMANTEPOR APARTE APELAR ÁRCTICO E ANTÁRCTICO ARGELINO ASSESSOR AUTOAZAGAIA AZERBAIJANÊS

...e não \"àcerca\". Diferente de espólio (que se refere aos bens pós-morte). ...e não \"açoreano\". [Outras palavras com o i normalmente trocado pelo e: ameixial, artífice, cabo-verdiano, camoniano, definido, lampião, oficina, suficiente.] Diferente de adesão. ...de ácido desoxirribonucleico, e não DNA (que é à inglesa). Prefixo que nunca se emprega com hífen [aeroporto, aeroplano, aerotransportado]. Diferente de a fim. ... e não "alcoolémia", tal como dizemos LEUCEMIA e não "leucémia". Prefixos acentuados, sujeitos sempre ao emprego do hífen. [alémfronteiras, aquém-Pirenéus]. ...e não \"antepôr\". Sem acento. Diferente de à parte. Apelar para e não "apelar a ". Mas: fazer apelo a. ... e não "Artico" nem "Antártico". ...e não "algerino", nem "algeriano". ...e não "acessor"; diferente de acesso. Prefixo sujeito ao emprego do hífen, quando o segundo elemento possui vida própria e começa por vogal, h, r ou s. [auto-estrada, autohemoterapia, auto-retrato, auto-sugestão - mas: autonomeado, autocrítica]. O mesmo que zagaia. E não Azeri (embora o Dicionário Houaiss já ateste o barbarismo, preferindo azerbaidjano).

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BAINHA BANCARROTA BARBARISMOS BATE-PAPO BÁTEGA BÊ-Á-BÁ BEBÉ BEGE BEM-VINDO BÊNÇÃO BENEFICÊNCIA BI BILIÃO BIOPSIA BURBURINHO "CARTOON" CAEM CALVÍCIE CAMPEÃO

...e não "baínha". ...e não "banca-rota". Erros de expressão e de grafia (mal) entrados no Português. ...e não batepapo. Aguaceiro, chuvada. A expressão "bátega de água" é pleonástica. ...e não "b-a-ba". ...e não "bébé". ...e não "beige" nem "beje". ...e não Benvindo (nome próprio). ...e não "benção". ... e não "beneficiência". Prefixo que dispensa o emprego do hífen [bianual, bimotor, bissecular, bissexual]. O mesmo que bilhão: um milhão de milhões, e não um "milhar de milhões" como é usado noutros países, como nos EUA e no Brasil. ... e não "biópsia" (a pronúncia correcta é: /biopsía/). ...e não "borborinho". Em inglês. Forma aportuguesada: cartune (cartunista). ...e não "caiem". ...e não "calvíce". ...não "campião" [Outras palavras com e, susceptíveis de erro: aldeão, ameaça, apear, areeiro, côdea, denegrir, mercearia, privilegiado, refreado, viseense]. ... e não "caracter". No sentido de índole, temperamento; mas, também, a tipo de imprensa, marca. Plural: CARACTERES (/caractéres/). É assim que se escreve aquele cartãozinho que usamos em contactos sociais ou profissionais. ...e não "centenas de milhar". ...e não "co-habitação" e "cohabitação". ...e não "concerteza". ...e não "combóio". ...e não..."compôr". ...e não "comumente". Salvo na variante ortográfica brasileira. Diferente de CONSERTAR. «Concluir que nem tudo é perfeito»; mas: «Chegar à conclusão de que nem tudo é perfeito». ...e não "constituia"; CONSTITUIU e não "constituíu".

CARÁCTER

CARTÃO-DE-VISITA CENTENAS DE MILHARES COABITAÇÃO COM CERTEZA COMBOIO COMPOR COMUMMENTE CONCERTAR CONCLUIR CONSTITUÍA

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CONTROLO COR COSER CRÂNIO CRÍQUETE (DES)PRETENSIOSO DE QUE DECAIR DECERTO DÉFICE DEFINIÇÃO DEFINIR DEMARCAR DEMOS DESCRIMINAR DESDE DESEQUILÍBRIO DESPENDER DESPENSA

Forma já aportuguesada, em vez do galicismo "controle"/ "contrôle". ...e não "côr". Diferente de COZER. ...e não "crâneo". Forma aportuguesada de "cricket". ...e não “(des)pretencioso". Regência normalmente mal utilizada. Certo / errado: "Informo-o de que chego amanhã..." / "Informo-o que chego amanhã..." "Posso provar que..." / "Posso provar de que..." Diferente de DESCAIR. Conjugam-se como cair. Diferente de DE CERTO. ...aportuguesamento. do latim "deficit" (e nunca o barbarismo "deficite"). ...e não "defenição". ...e não "defenir". Diferente de desmarcar. Diferente de DÊMOS. Diferente de discriminar. Não se escreve "desde Moscovo" mas de Moscovo, nem "desde a Bairrada até ao Algarve" mas da Bairrada ao Algarve. ...e não "desiquilibrio". ...e não "dispender". Diferente de dispensa. Erro crasso, utilizado no sentido exactamente inverso ao da ideia original. Não se "despoleta" uma granada para deflagrá-la: descavilhase. Quando se despoleta ela fica sem efeito. No sentido da deflagração, prefira-se, por exemplo, a imagem detonar, rebentar, activar.. ...e não "dignatários". Diferente de delação. [Outras palavras de expressão/ conteúdo diferentes começadas por de/di: deferente/diferente, delatório/dilatório]. ...e não "dispendio". ...utilizado desadequadamente. Não sendo sinónimos de dizer, os verbos acentuar, afirmar, confessar, declarar, esclarecer, observar, precisar, referir, rematar são muitas vezes empregados como se o fossem. Importa, assim, cuidar do seu uso adequado e preciso. ...e não "ex-aequo". ...e não "(e)locubração". ... e não "ecran" nem "écran". Tão-pouco "écrã".

DESPOLETAR

DIGNITÁRIOS DILAÇÃO DISPÊNDIO DISPLICENTE

DIZER

"EX AEQUO" (E)LUCUBRAÇÃO ECRÃ

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EFEITO DE ESTUFA EM EMIRADOS ENQUANTO

...e não "efeito-estufa"; sempre sem aspas. É frequente o uso incorrecto da preposição em. "Reafirmou a sua disposição em...", disposição para/disposição de/"dispõe-se a", tende a]. ...e não "emiratos". Diferente de em quanto. As palavras com som es/ ex prestam-se a inúmeros erros de ortografia. [Alguns exemplos mais comuns: esplêndido, estrato/ extracto, estático/ extáctico, estasiado /êxtase, extorquir, exangue, extracção, extrínseco, exequível, elixir, esotérico/ exotérico, estipulado/ extipulado, estore, estónio, estremado/ /extremado/ Estremadura, estrair/ extrair, estreme /extremo, estipulado/ extipulado, espectador/ expectador/ expectativa/ expectante/ / expectável, espedido/ expedito/ /expedido, espécime/ espécimen, esperto/ experto, excursão, "establishment", "Essen"/ "Essex", "ex aequo", estratego, espesso/ espeço/ expeço, etc. etc.]. ...e não "exdrúxulo". ...e não "esquesito". [Outras palavras incorrectamente escritas com e ou com i, como reflexo da oralidade: definição (e não "defenição"), definido (e não "defenido"), indispensável (e não "indespensável"), privilégio (e não "previlégio"), etc.]. Diferente de ESTADIA. Natural da Estónia. ...e não "estratega". Evacuam-se lugares e não pessoas. Diferente de INVOCAR. Pronuncia-se tal e qual a palavra exposição. Porquê essa moda da "ecspô"? ...aportuguesamento da expressão latina "fac simile", portanto sem aspas. ...e não "febre amarela". ... e não "femenino". [A formação errada dos femininos leva também a muitos disparates e tropeções na gramática: hóspede/ hóspeda; ilhéu/ ilhoa; gigante/ giganta; juiz /juíza; monge/ monja; parente/ parenta; primeiro-ministro/ primeira-ministra (e não "a primeiro-ministro" nem "primeira-ministro"); embaixadora (mulher que exerce o cargo de embaixador) "embaixatriz" (mulher do embaixador); cônsul/ consulesa; presidente/ presidenta. Outras recomendações: personagem, sida e síndroma são palavras do género feminino; idem quanto à (a) diabetes. Mas: clã e grama, por exemplo, são masculino. O Opus Dei (e não: a Opus Dei); mas: a Obra (de Deus). E há os casos em que o significado da palavra varia com o número: fonte diferente de fontes; ânsia diferente de ânsias; face diferente de faces; feijão diferente de feijões; etc., ou conforme o género: o cabeça diferente de a cabeça; o caixa diferente de a caixa; o moral diferente de a moral; etc.] ...e não "femininismo".

ES/ EX

ESDRÚXULO

ESQUISITO

ESTADA ESTÓNIO ESTRATEGO EVACUAR EVOCAR EXPO FAC-SÍMILE FEBRE-AMARELA

FEMININO

FEMINISMO

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FERRO-VELHO FIM-DE-SEMANA FOGO-DE-ARTIFÍCIO FOGO-FÁTUO FOLHA-DEFLANDRES FOR FORA FORO FOTO "GHETTO"

plural: ferros-velhos. Com hífenes, quando nos referimos àquele período em que geralmente não trabalhamos. Com hífenes. ...e não "fogo fátuo". folha-de-flandres...e não "folha de flandres". ...e não "fôr". ...e não "fôra", diferente do advérbio FORA. ...e não "fôro". Todas as palavras compostas com o prefixo foto não levam hífen [fotocomposição, fotonotícia, fotossíntese]. Forma aportuguesada: GUETO. Pode ter significação pejorativa: "ghetto homossexual", "ghetto intelectual". Evitáveis, sobretudo se há a palavra correspondente em português vernáculo. Cf. PROPRIEDADE. [Vide Guia Essencial da Língua Portuguesa para a Comunicação Social, de Edite Estrela e J. David Pinto Correia] ...e não "gaz". Os nomes que exprimam "proveniência" ou "naturalidade" grafam-se com caixa baixa e, no caso dos compostos onomásticos, levam sempre hífen. [Exemplos de casos normalmente mal empregues: afegão, albicastrense, azerbaijanês, calipolense (de Vila Viçosa), cingalês, corso, famalicense, fijiano (e não "fidjiano"), frexenista, gibraltino, lituano, milfontense, nicaraguano, panamense, paranaense, penafidelense, picuense, ponta-delgadense, são-luisense, sãotomense, sariano, tangerino, turinês, vila-franquense, viseense, zimbabuense]. ...e não "geneceu". ...e não "gorgeta". [1 - Algumas palavras de grafia difícil: abcesso (ou abscesso), acessível, ascensão, burburinho, calidoscópio, calvície, cassetete, circuncisão, digladiar, dirimir, displicência, dissensão, estultice, estupro, excepção, extemporâneo, fratricídio, lentejoula (e não "lantejoula"), feiticismo (e não"fetichismo"), idiossincrasia, pantomima (e não "pantomina"), pexote (e não "pixote"), privilégio, réstia (e não "réstea"), susceptível, surripiar, zulo (e não "zulu"), etc. 2 - Palavras de grafia dupla: abdómen/ abdóme, espécimen/ espécime, regimen/ regime].

GALICISMOS

GÁS

GENTÍLICOS

GINECEU GORJETA

GRAFIA

GRAMA GRANJEAR GUISAR

O grama e não "a grama", masculino e não feminino... Como drama, monograma, fotograma, programa, telegrama. Diferente de planta rasteira rizomatosa. ...e não "grangear". ...e não "guizar".

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HALTERE

Diferente de ALTERE. 1. No sentido de existir, é impessoal e fixa-se na 3.ª pessoa do singular ["Há muitas pessoas aqui"].

HAVER

2. Nas formas compostas, o verbo haver transmite a sua impessoalidade ao verbo acompanhante ["Deve haver problemas"]. ...e não "hectar". ...e não "exitar". As regras do emprego do hífen são numerosas e das mais complexas da língua portuguesa (por analogia, servem igualmente para formar novas palavras: pluriemprego, neomodernistas). Indispensável o recurso constante a um prontuário ortográfico. ...e não "hilariedade". ...e não "Hiroshima". Nunca precede hífen [homossexual, homotáxia]. [Erros mais comuns com palavras com grafia parecida e sentido diferente: aço (liga de metal), asso (verbo assar); acento (sinal ortográfico), assento (lugar para sentar; verbo assentar); bucho (estômago de certos animais), buxo (planta); cegar (perder a vista), segar (ceifar); era (verbo ser), hera (planta); cervo (animal), servo (criado, escravo)]. Relativo à humanidade, em prol da humanidade. Por exemplo: «Ajuda humanitária», «missão humanitária». Por isso, é erro crasso trocar o adjectivo HUMANITÁRIO pelo adjectivo HUMANO em frases como «miséria humana (e não "humanitária")» ou «tragédia humana (e não "humanitária")». Trata-se de dois sufixos distintos. formal + izar = formalizar; suav(e) + izar = suavizar; rubor + izar = ruborizar; anális(e) + ar = analisar; avis(o) + ar = avisar; paralis(ia) + ar = paralisar; a + juízo + ar = ajuizar. Melhor do que "yacht". ...No Brasil, "idéia". ...e não "ilacção". No Brasil é ímã. ...e não "de imediato". Talvez melhor: imediatamente. [Tornou-se um modismo e pode ser substituído com vantagem por outras expressões de sentido equivalente: desde logo, logo, a seguir, etc... Diferente de EMÉRITO. Diferente de EMERSÃO. Diferente de EMIGRAÇÃO. Diferente de EMINENTE [" Um perigo iminente", "um cientista eminente"].

HECTARE HESITAR

HÍFEN

HILARIDADE HIROXIMA HOMO

HOMÓFONAS

HUMANITÁRIO

-IZAR/-(IS)AR / (-iz) + ar IATE IDEIA ILAÇÃO ÍMAN IMEDIATO IMÉRITO IMERSÃO IMIGRAÇÃO IMINENTE

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IMPLEMENTAR

É um anglicismo mal formado e sem sentido específico em português. Pode significar tudo: adoptar, começar, completar, desenvolver, executar, instaurar, tomar, vigorar, etc. etc. Em nome da propriedade, é aconselhável a adopção da palavra (mais) adequada... ...e não "inclusivé". ...e não "indespensável". ...e não "inflacção". As palavras compostas com este prefixo levam hífen, quando o segundo elemento começa por vogal, h, r ou s: [infra-som, infraestrutura; infravermelhos]. ...preferível a "insonso". As palavras compostas com este prefixo levam hífen, quando o segundo elemento começa por h ou r. [interempresas; interresistente]. Diferente de INTERCESSÃO. ...e não "interviu"; INTERVINDO e não "intervido". [Intervir conjuga-se como vir: intervenho, intervéns, intervém; intervim, intervieste; interveio, intervindo. São também compostos de vir: advir, avir, convir, desavir, desconvir, entrevir, sobrevir]. [intra-uterino; intramuros]. plural: INVEROSÍMEIS. ...e não "evocar". ...e não "yoga". ...e não "ipslon". ...e não IRIZAR (relativo a doença do cafezeiro). ...e não "irupção". Diferente de ESOTÉRICO e de EXOTÉRICO. Já aportuguesada: JINES. ...e não "geito". ...e não "geropiga". ...e não" juíz"; feminino: juíza; plural: juízes. Com acento; plural: JUNIORES, sem acento. E também séniorseniores. ...e não "juz". O plural é "leitmotive". Diferente de LASSADA/ LASSO.

INCLUSIVE INDISPENSÁVEL INFLAÇÃO INFRA INSOSSO INTER INTERCEPÇÃO

INTERVEIO

INTRA INVEROSÍMIL INVOCAR IOGA ÍPSILON IRISAR IRRUPÇÃO ISOTÉRICO "JEANS" JEITO JEROPIGA JUIZ JÚNIOR JUS "LEITMOTIV" LAÇADA/ LAÇO

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LATINISMOS

[Algumas expressões latinas mais utilizadas:"ad hoc" – para isso, para tal fim, de propósito; "a posteriori" – pelas razões que vêm depois; "a priori" – pelas razões anteriores; "deficit" – falta; défice; saldo negativo num orçamento; "ex aequo" – com igual mérito; "facies" – aspecto, semblante, expressão; "grosso modo" – de modo grosseiro, por alto, pouco mais ou menos; "honoris causa"– a título de honra; "ibidem" – aí mesmo (quando se faz uma citação de um livro já citado); "idem" – o mesmo; "in loco" - no lugar, no mesmo lugar; "ipsis verbis" - pelas mesmas palavras; "lapsus linguae" - lapso de língua (para justificar uma falta); "lato sensu" - em sentido lato; "motu proprio" espontaneamente; "per capita" - por cabeça; "sine die" - sem dia, sem data fixa; "sine qua non" - condição (sem a qual, não) indispensável; "statu quo" - o estado em que as coisas estão; "stricto sensu" - em sentido estrito; "superavit" - saldo positivo, excesso; "urbi et orbi" - por toda a parte (à cidade e ao mundo); "numerus clausus" (número fechado, limitado)]. ...e não "laser". Diferente de laser (no original inglês: light amplification by stimulated emission of radiation). ...e não "lêm". Diferente de LISSA. ...e não "linguísta". ...e não "lisongear". ... e não "logotipo". ...e não "logista". Plural da palavra latina "MEDIUM" (e não o "media"/os "medias"). Inaportuguesável (órgão de comunicação social), ao contrário do derivado MEDIÁTICO. Que se pronuncia "média" – e não "mídia", à inglesa. Consoante que, entre outras particularidades, se dobra nos advérbios de modo formados a partir de adjectivos terminados em m [comummente, ruimmente]. ...aportuguesamento de "McCarthysm". ...e não "massiço" nem "massivo", do fr. "massif". Os compostos de macro nunca levam hífen, excepto se a palavra seguinte começar por r. [Macroeconomia, macro-região; excepção à regra: macro-história]. ...o mesmo que MAGNATE. 1. Antes de adjectivos-particípios, utilizam-se, de preferência, estas formas dos advérbios bem e mal ["Mais bem alimentado", "Estas paredes estão mais bem pintadas do que as outras".] 2. Em caso de posposição, porém, só se empregam as formas sintéticas dos respectivos comparativos ["As paredes das salas estão pintadas melhor do que as do quarto".]

LAZER LÊEM LIÇA LINGUISTA LISONJEAR LOGÓTIPO LOJISTA

"MEDIA"

M MACARTISMO MACIÇO MACRO MAGNATA

MAIS BEM/ MAIS MAL

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MAIS-VALIA

Aumento de valor adquirido por uma mercadoria ou por um bem patrimonial por influência de factores estranhos ao proprietário. Adaptado pela gíria do futebol [cf. FUTEBOLÊS], no sentido de reforço, craque, valioso, etc. Diferente de «mais valia estar calado». ...e não "magestade". Prefixo que obriga ao emprego do hífen apenas antes de vogal e H [mal-afamado, mal-entendido, mal-estar (e não "mau estar"), malhumorado (e não "mau-humorado"); mas: malcheiroso, maldisposto]. ...de captura. ...eleitoral...judicial. ...e não "mangerico". ...e não "mangerona". ...e não "mantem-se", plural: mantêm-se (e não "manteem-se"). ...e não "maquete". ...sem hífen [maxissaia]. ...também sem hífen [megahertz, megalómano, megatonelada, megapolis]. Prefixo que nunca precede hífen [metafísica, metalinguagem, metapsíquico]. ...e não "metereologia". Prefixo que nunca emprega hífen [microempresa, microcirurgia, microonda e não micronda, microrregião]. Diferente de MINERALURGIA. ... e não "miscegenação". ...e não "misogenia"/"misógeno". ...sem hífen [morfomania, morfossintaxe]. ...sem hífen [motobomba, motociclismo, motonáutica, motorreactor]. ...também sempre sem hífen no caso de conceitos autónomos [multissecular, multirracial]. Modismo dispensável. Preferível a morgue. Prefixo que conserva o hífen quando o segundo elemento da palavra tem vida à parte e começa por h, r, s ou vogal [neo-escolástica, neohelénico, neo-republicano, neo-socialista; mas: neobarroco, neogótico, neofascista, neologismo e neomoderno]. ...e não "nonagessimo". Ordinal de 900. ...e não "Nova-York" [nova-iorquino].

MAJESTADE MALMANDADO MANDATO MANJERICO MANJERONA MANTÉM-SE MAQUETA MAXI MEGA META METEORO/ METEOROLOGIA MICRO MINERALOGIA MISCIGENAÇÃO MISOGINIA/ MISÓGINO MORFO MOTO MULTI NA MEDIDA EM QUE NECROTÉRIO

NEO-

NONAGÉSIMO NONGENTÉSIMO NOVA IORQUE

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NOVEL

...e não "nóvel". ...e não "obcessão"; diferente de OBCECAÇÃO. [Outras palavras com s ou ss (nas terminações -são ou -ssão) erradamente mais vezes confundidas: aversão, contraversão, dissuasão, distensão, emersão, extensão, persuasão, pretensão, repercussão]. ... e não "Oceania". ...e não "ó-ó". ...e não "opróbio". ...e não "organigrama". ...e não "o personagem". As palavras iniciadas por per/ pre e pré /pro, semelhantes na expressão oral, mas diferentes no significado, levam a inúmeros erros de escrita [percursor/ precursor/ percussor, perfeito/prefeito, perseverar/ preservar, prenome/ pronome, prerrogativa/ prorrogativa, prescrever/ proscrever, previdente/ providente]. ...e não "pagem". ...e não "paralizar". ...passados duplos. Princípio geral: a conjugação da forma regular é com os auxiliares ter e haver; e a irregular com os verbos ser e estar. É uma regra com várias excepções que aconselham o recurso a uma gramática. [Particípios duplos mais usados: absorvido/ absorto, aceitado/ aceite, acendido/ aceso, afligido/ aflito, assente/ assentado, atento/ atendido, cativado/ cativo, cegado/ cego, completado/ completo, convencido/ convicto, corrigido/ correcto, cultivado/ culto, descalçado/ descalço, dirigido/ directo, dissolvido/ dissoluto, distinguido/ distinto, elegido/ eleito, entregado/ entregue, envolvido/ envolto, escurecido/ escuro, expulsado/ expulso, ganhado/ ganho, gastado/ gasto, imprimido/ impresso, inquietado/ inquieto, juntado/ junto, libertado/ liberto, limpado/ limpo, manifestado/ manifesto, matado/ morto, morrido/ morto, nascido/ nado/ nato, ocultado/ oculto, pagado/ pago, prendido/ preso, rompido/ roto, salvado/ salvo, secado/ seco, soltado/ solto, tingido/ tinto]. N.B.: Embora os verbos apresentar, empregar e encarregar tenham apenas o particípio regular (apresentado, empregado e encarregado, respectivamente), na linguagem corrente essas formas são frequentemente substituídas por pretensos particípios irregulares: presente, empregue, entregue, cujo uso deve ser evitado. Os gramáticos e dicionaristas mais antigos registam, no entanto, a legitimidade destes particípios passados. Vide Vocabulário de Rebelo Gonçalves. Empregue e entregue usam-se na linguagem popular. ...e não paúl: plural: pauis. Diferente de PELO (POR + O). Diferente PERCUSSÃO/PRECURSOR. ...e não "preserverança". ...e não "persuação", nem "presuasão". ...e não "Pirinéus".

OBSESSÃO

OCEÂNIA OÓ OPRÓBRIO ORGANOGRAMA a PERSONAGEM

P

PAJEM PARALISAR

PARTICÍPIOS

PAUL PÊLO PERCURSOR PERSEVERANÇA PERSUASÃO PIRENÉUS

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PLEONASMO

"Sair para fora", "monopólio exclusivo", "principal protagonista". Aconselha-se a consulta regular da gramática ou do prontuário, para os casos mais complexos. [papéis, móbiles, escolas-modelo, capitãesmores, guarda-portões, pores-do-sol, chupa-chupas, históricogeográficos, vice-presidentes, pedreiros-livres, quebra-luzes, etc., etc.]. Diferente de PODE. Erro comum: "poude". Prefixo que dispensa o emprego do hífen [policromático, poliopia, polissilábico]. Diferente da preposição POR. [Os compostos de pôr não levam acento circunflexo nas formas do infinito impessoal e na 1.ª e 3.ª do infinito pessoal: antepor, apor, compor, contrapor, depor, dispor, expor, impor, pospor, prepor, propor, repor, supor]. Diferente de PORQUE [Por que - sempre no sentido de a razão pela qual ("por que meio atinjo um fim?"); porque - nas restantes situações]. Diferente de POR QUANTO. Prefixos sujeitos ao emprego do hífen por terem acento gráfico [pósescrito, pré-romano, pró-francófono]. ... no mais curto prazo e não (a redundância) "no mais curto espaço de tempo". Prazo é já um espaço de tempo dentro do qual se há-de fazer isto ou aquilo. ...feminino de primeiro-ministro e não "a primeiro-ministro" plural: primeiros-ministros. ...e não "previlégio". Diferente de PREEMINÊNCIA. ...e não "(re)quere-se". ...e não "(re)quer-o". ...e não quadricomia. Errado usar "quadrilha de ladrões". ...e não "quadriplicado". ...e não "quasimodo". De utilização diferente: "...muito mais importante do que se pensava" diferente de: "...muito mais importante que se pensava". ...plural: quebra-cabeças. ...plural: quebra-gelos. Pronomes de emprego distinto: quem – só para pessoas; que – sempre para organismos. Aportuguesamento da expressão francesa "képi". ...e não "quisito". ...e não "quisília" nem "quesília".

PLURAIS

PÔDE POLI

PÔR

POR QUE PORQUANTO PÓS/ PRÉ

PRAZO

PRIMEIRA-MINISTRA PRIVILÉGIO PROEMINÊNCIA (RE)QUER-SE (RE)QUERE-O QUADRICROMIA QUADRILHA QUADRUPLICADO QUASÍMODO QUE/ DO QUE QUEBRA-CABEÇA QUEBRA-GELO QUEM/ QUE QUÉPI QUESITO QUEZÍLIA

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QUILO QUILOGRAMA QUILÓMETRO QUIS QUOTA QUOTA-PARTE RAINHA RAIZ RASAR RATIFICAR RAUL REAVER

...e não "kilo". ...e não "kilograma" (símbolo: kg). ...e não "kilómetro". (símbolo: km). ...e não "quiz". Diferente de COTA. ...e não "cota-parte". ...e não "raínha". ...e não "raíz". Plural: raízes. Nivelar; tocar ao de leve (...e não "razar"). diferente de RECTIFICAR. ...e não "Raúl". Se bem que composto de haver, só se conjuga nas formas em que haver tem v. (substantivo: grande bulício; grande desordem e vozeraria; balbúrdia; confusão; motim) ... diferente de REBOLIÇO (adjectivo: que tem forma de rebolo; arredondado; que rebola). Prefixo sujeito sempre ao emprego do hífen [recém-casado, recémnomeado, recém-promovido]. Forma aportuguesada de "record"; plural: recordes. ...e não "rédia". 1. Com verbos: aspirar (o, a); assistir (a, o); abdicar (de, em, a favor de); abstrair (de); aludir (a); arrepender-se (de); aspirar (a, à); assegurar-se (de); assistir (um, ao); cansar-se (de); certificar (de); chamar (de, o, para, por, pela); chorar (de); convencer (de); deparar (com); deparar-se (a); dispor (de); duvidar (de); dizer que (e não "para"); esquecer (a)/esquecer-se (de); falar (a, com, de, por); fugir (de); gostar (de); induzir (alguém a); informar (de, sobre, acerca de, a respeito de, de que, a alguém que); interessar-se/interessar-se (por, em); lembrar-se (de); pedir a; persuadir (de); propor (alguma coisa a); privar-se (de); pugnar (por); recordar-se (de); responder (a, por); reunir-se (com); rir-se (de). [Os chamados verbos recorrentes afirmar, anunciar, comunicar, confessar, declarar, dizer, expor, manifestar, noticiar, ordenar, pretextar, proferir, publicitar, saber regem um complemento, mas nunca a preposição de. 2. Com substantivos: amor (de); admiração (de); ambição (de, por); analogia (com); gosto (de); prece (a, por).; repugnância (de); respeito (de); veneração (de); 3. Com adjectivos: alheio (a); anexo (a); ansioso (por, de); apto (a, para); ávido (de); extrínseco (a); inerente (a).

REBULIÇO

RECÉM RECORDE RÉDEA

REGÊNCIA

REGURGITAR REJEITAR REMÓI/ REMOO REQUEIRO RÉSTIA

...e não "regurjitar". ...e não "regeitar". ...do verbo remoer. ...e não "requero". ...e não "réstea".

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RESVÉS RETAGUARDA RETRACTAR RETRO RICTO RUBRICA "STATU QUO" SAEM SALOIICE SALVE-RAINHA SANDUÍCHE SÃO MARINHO SARJETA SEMEAR SENÃO SÉNIOR

Diferente de REVESAR. ...e não "rectaguarda". Diferente RETRATAR. Prefixo que nunca antecede hífen [retroinjector, retroprojector, retrovisor]. Diferente de RITO. ... e nunca "rúbrica". ...e não "status quo", nem "statuo quo". ...e não "saiem". ...e não "saloice". ...e não "salvé-rainha". Aportugues. de "sandwich"; admitem-se também as palavras sande e sandes. ... e não "São Marino". ...e não "sargeta". ...e não "semiar". Diferente. de SE NÃO. ["trabalha bem, senão cortam-te no prémio"; "...se não considerarmos..."]. Ver júnior. Feminino e não masculino. De (a) síndrome da imunodeficiência adquirida. Termo já substantivado na língua portuguesa: portanto, com minúscula (a sida). No Brasil optou-se pela sigla AIDS, da palavra em inglês: "Acquired ImmunoDeficiency Syndrome". ...ou a SÍNDROME (no feminino)... e não "o sindroma". Respeitante a solar ou com aspecto de solar (casa ou herdade nobre) – e não no sentido de SOALHEIRO (exposto ao sol, banhado pelo sol), como erradamente se escreve e se diz por aí... ...e não "solidariedade por". Prefixo sujeito ao hífen antes de b, h (só se o segundo elemento não tiver vida autónoma - subastar e não "sub-hastar") ou r [sub-reptício]. ... e não "Suiça" nem "Suissa". De igual modo, temos SUÍÇOS. Prefixo sujeito ao hífen antes de h ou r [super-homem, superrequintado; mas: superelegante, supermoderna] ...e não "supôr". Sujeito ao hífen antes de vogal, h, r ou s [supra-axilar, supra-renal; mas: suprapartidário]. A grafia portuguesa é trupe. Aportuguesamento de "tablette". ...e não "transfuga".

SIDA

SÍNDROMA SOLARENGO SOLIDARIEDADE COM SUB SUÍÇA SUPER SUPOR SUPRA "TROUPE" TABLETE TRÂNSFUGA

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TRANSPOR TRÁS

...e não "transpôr". Diferente de traz. ...No seu uso impessoal, a forma trata-se, na construção trata-se de, não é flexionada e, por definição, não admite sujeito. Assim, são desaconselháveis frases como as seguintes: "tratam-se de histórias policiais"; "este texto trata-se de erros de gramática". ...aportuguesamento de "tricot". ...e não "última da hora", que se ouve na linguagem popular. Prefixo que antecede o hífen antes de vogal, h, r ou s [ultra-avarenta, ultra-radical, ultra-sensível; mas: ultracontrariado]. ... e não "Urano". ...e não "vai-vem". ...e não "ventoínha". ...e não "verosímel". Diferente de VÊS. Prefixo sujeito sempre ao emprego do hífen, salvo se o segundo elemento não possui vida autónomavicedómino [vice-primeiroministro, vice-almirante, vice-reitor]. ...e não "vegilante". ... de vírus da imunodeficiência humana, preferível a HIV ( que é a sigla da palavra em inglês: "human immunodeficiency virus"). Cf. SIDA. Erro crasso: a vírgula entre o sujeito e o verbo da oração. Não significa que seja vítima mortal. Assim, é errado escrever que "o acidente causou duas vítimas" querendo com isso significar que causou duas mortes. Diferente de VOLUNTARISTA. ...e não "vôo". ...e não "vultuoso". Todas as palavras iniciadas pelo W são de origem estrangeira ou, quase sempre, de entrada recente no Português. Casos wagneriano, walkman, washingtoniano, wellingtoniano, western, whisky (já com a variante aportuguesada de UÍSQUE), workshop, etc. Ou em substantivos formados de nomes estrangeiros como darwinismo/ darwinista. O W também é utilizado no vocabulário geográfico de origem estrangeira, como Wellington ou Washington. Passa-se o mesmo com as palavras começadas e/ ou com o K, como, por exemplo, Kuwait. ...diferente de "chácara". ...e não "xadrês". O mesmo que xale. ...e não "chamã" o mesmo que xamane.

TRATA-SE

TRICÔ ÚLTIMA HORA ULTRA ÚRANO VAIVÉM VENTOINHA VEROSÍMIL VEZ VICE VIGILANTE VIH VÍRGULA VÍTIMA VOLUNTARIOSA VOO VULTOSO

W

XÁCARA XADREZ XAILE XAMÃ

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XANFUTA XAPUTA XECADO XELIM XELINDRÓ XEQUE XEREZ XEXÉ XÍCARA XIITA XUI "YACHT" "YANKEE" "YOGA" Y ZAIRE ZAIRENSE ZÂNGÃO ZÉ-NINGUÉM ZEFIR ZEPELIM ZIGUEZAGUE ZOO

...e não "chanfuta". ...preferível a chaputa. ...o mesmo que xeicado e diferente de checado. ...e não "shilling". ...e não "xilindró". Diferente de cheque. ...e não "Jerez". ...e não "xéxé". ...e não "chícara". ...e não "chiita". ...o mesmo que chui. Cf. IATE. IANQUE é o vocábulo já aportuguesado. Cf. IOGA. Mantém-se nos vocábulos derivados de nomes próprios estrangeiros que se escrevam com essa letra: byroniano, taylorista, etc.; símbolo químico do ítrio. Diz-se Zaire e não o afrancesado "Zaíre". ...e não "zairota". ...e não "zangão". Plural zés-ninguém. Grafar sempre zé em caixa baixa. ...o mesmo que "zéfiro". ...e não "zeppelin". Grafar sempre em caixa baixa. ...e não "zig-zag". ...e não "zoô". Diz-se como zoológico. Palavra inglesa sem equivalente em Português, do domínio universal. Deve ser usada em itálico (zoom) ou entre aspas ("zoom"). No Brasil, usa-se o aportuguesamento zum, que dispensa aspas (cf. Dicionário Houaiss). ...e não "zum-zuns".

ZOOM

ZUNZUNS

“Ciberdúvidas da Língua Portuguesa” http://ciberduvidas.sapo.pt/

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