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Maria vai No vai, Maria. Para alm dessa mata no h lua, apenas o sol sobre a areia quente.

Tua pele ainda fresca, orvalhada e morena, esse drago calcinante reduzir a cinzas. Teu povoado de girass is e cigarras esban!a perfumes. " terra molhada convida # pregui$a. %ecende a flores nascidas ao p das cascatas. &ica entre os teus. 'ilui toda a estafa e cessa, Maria, teu andar ofegante. Porque h rapina nas redondezas do tabacal, no vai. (mbora no creias em sacis ou duendes, saibas que um bicho medonho e trai$oeiro reina nestas paragens. Talvez ! tenhas andado demais e, para que adorme$as, um gole do sol ser suficiente. "o despertar, sentindo fracos teus cambitos arqueados, ! no estars sozinha. "lgumas luas apenas e ters pela mo um rebento de cabelos dourados como o trigo e teu algoz. "gora que tua pele couro e teu rosto, rugas, mostra ao menino, do alto do monte, a diminuta aldeia colorida e viva que um dia dei)aste que se apagasse. No sol que ! aclara sem abrasar, sente o encantamento do futuro aberto e percebe que retornar ao porto como um novo parto. *egue adiante e denuncia o crpula que, impune, aniquilou teus dias. ' a teu filho, que cresceu sem pai, a dignidade de pertencer ao povo. +om a alma tarimbada de tamborilar a lua, ressuscita e avan$a. Maria, vai. Carlos Hahn (baseado na cano homnima de Antonio Tarrag Ros - verso de Raul Ellwanger)