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Oceanografia Dinâmica

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O teorema de Gauss é uma afi rmação matemática de caráter extremamente geral. É uma constatação da conservação

de...praticamente qualquer coisa! Sejamos um pouco mais formais.

v

v t

∆A

ρ

Figura 15: Considere um fluido de densidade ρ fluindo com velocidade v através da superfície perpendicular a v de área ∆A no
tempo ∆t.

Considere a fi gura 15 A massa total m de fluido passando pela área∆A no tempo ∆t é aquela contida no cilindro de

base ∆A e comprimentov∆t, ou seja, m =ρv∆t∆A. O fluxo de massa através de ∆A por unidade de tempo é F =ρv∆A

(expresso em kg/s).

v t

v

θ

A’

Figura 16: No caso de uma superfície não perpendicular à velocidade precisamos do tratamento vetorial.

Generalizando para o caso da superfície não perpendicular à velocidade torna–se necessário levar em conta as

direçõesrelativasdasuperfíciee davelocidade(Figura16. Fazemosisso expressandodA ,ve F comovetores,portanto

F = ρ( v•

∆A ) n, onde n é o versor na direção perpendicular à superfície e apontando para fora do volume.

22

n1

n2

1

2

A

Figura 17: O fluxo para dentro ou para fora da região que envolve os dois volumes cúbicos infinitesimais 1 e 2 é a soma dos fluxos
através de todas as superfícies dos dois cubos.

Considerando a superfície fechada que envolve os dois cubos da fi gura 17, o fluxo total através desta superfície é

igual à soma dos fluxos através das superfícies de cada um dos cubos. Matemáticamente podemos dizer que:

Z

A

F

dA = ∑

i=1,2

Z

Ai

F

dAi.

(8)

Considerando apenas o fluxo entre os volumes 1 e 2 através da superfície A, é fácil perceber que os versores

normais são opostos, n1 = − n2, em termos da superfície A,

dA1 = −

dA2. Portanto temos:

Z

A

F

dA1 +

Z

A

F

dA2 =

Z

A

F

dA1 −

Z

A

F

dA1 = 0,

ou seja, a contribuição das áreas internas não colabora em nada no cálculo do fluxo total. No caso das áreas externas

isso não acontece.

Tomando a fi gura 17 como exemplo, podemos extrap-

olar para o caso de uma superfície arbitrária qualquer

e dividi–la em cubinhos infi nitesimais. Não há di-

reção privilegiada na fi gura 17, portanto podemos afi r-

mar que qualquer que seja a direção considerada, ao

totalizarmos todas as contribuições, vale a idéia que

sobra apenas a contribuição das faces externas dos cu-

binhos.

dV

dA

Figura 18: Generalizando o esquema da figura 17, na soma
dos fluxos parciais apenas a contribuição da face externa dos
cubinhos não é anulada pela face vizinha.

Se reescrevermos uma generalização da equação 8 para N cubinhos como

Z

A

F

dA = ∑

i=1,N

1

Vi

Z

Ai

F

dAi

Vi,

(9)

Fazendo N→inf ⇒ ∆Vi→0 e notando que dAi

dVi = 1

dxi podemos reescrever a equação 9 na forma:

Z

A

F

dA = ∑

i=1,N

(∇• F)i

(10)

Z

A

F dA =

Z

V

∇• FdV,

que é uma das formas mais comuns do teorema de Gauss: “ A integral de volume da divergência de F é igual à

integral de área do fluxo de F para fora da área que envolve este volume”.

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