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Guia Diretor

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  • 1 - APRESENTAÇÃO
  • 2 - DIALOGANDO COM O DIRETOR ESCOLAR
  • 3 - COMPETÊNCIAS DO DIRETOR ESCOLAR
  • 3.1 Gestão Pedagógica: Eixo do Trabalho da Escola
  • 3.2- Gestão Administrativa: Direcionamento Compartilhado
  • 3.3 Gestão Financeira: Suporte e Execução Transparente
  • 4.1 Termo de Compromisso do Diretor Escolar e Vice-diretor
  • 4.2 O Progestão em Minas Gerais
  • 5 - AGENDA DO DIRETOR ESCOLAR
  • 6- PAINEL PEDAGÓGICO
  • 7 - DICAS PARA UMA GESTÃO DE SUCESSO
  • 8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • 9- SUGESTÕES DE INSTRUMENTOS DE APOIO PEDAGÓGICO

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS

GUIA DO DIRETOR ESCOLAR

Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica Superintendência da Educação Infantil e Fundamental Diretoria de Ensino Fundamental

Governador Aécio Neves da Cunha Vice – Governador Antônio Augusto Junho Anastasia Secretária de Estado de Educação Vanessa Guimarães Pinto Chefe de Gabinete Felipe Estábile Moraes Secretário Adjunto de Educação João Antônio Filocre Saraiva Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica Raquel Elizabete de Souza Santos Subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais Sônia Andère Cruz Subsecretária de Gestão de Recursos Humanos Maria Eliane Novaes Subsecretário de Administração do Sistema de Educação Gilberto José Rezende dos Santos Superintendente de Educação Infantil e Fundamental Maria das Graças Pedrosa Bittencourt Diretora de Ensino Fundamental Maria Helena Brasileiro

GUIA DO DIRETOR ESCOLAR SEE – MG
Instrumento didático destinado a orientação e suporte do trabalho do Diretor Escolar.

Para tanto. Fazer isto significa caminhar em direção ao cumprimento das metas pactuadas pela Escola com sua comunidade escolar e em direção. Diretor. formando seus professores e funcionários. Este Guia não traz consigo “receita pronta”. Neste sentido. Bom trabalho! Secretaria de Estado de Educação . para que possa unir a todos da comunidade escolar no compromisso de construção da Escola que faz a diferença. descentralização e transformação do ambiente educacional. Numa sociedade envolvida pelos processos de democratização. Servidores da Secretaria e dos Serviços Gerais. Este Guia do Diretor Escolar. elevar os índices de proficiência média e garantir que toda criança esteja lendo e escrevendo até os oito anos de idade. não está fechado nem concluído. visando ao seu foco maior: a aprendizagem dos alunos. voltada para inclusão educacional e social do aluno e. também. tornase essencial para o direcionamento da educação. pretende ser um instrumento de auxílio. persistência e confiança. que ora colocamos em suas mãos. trabalhando as relações interpessoais. Pais e Alunos – atua como articuladora e transformadora da realidade. Guimarães Rosa nos ensina que “é devagar que o escuro fica claro”. A Escola precisa ser. melhorar o desempenho escolar dos alunos. o lugar onde toda a comunidade escolar – Diretor. Professores. mais que um administrador. ao cumprimento das metas prioritárias da Secretaria de Estado de Educação: reduzir as diferenças educacionais regionais. o Diretor Escolar. o papel do Gestor Escolar. focada na aprendizagem deste aluno. hoje. o início de um processo direcionado à organização e ao funcionamento de uma Escola mais ativa. face a estes desafios. gerindo os recursos públicos. democrática. mas. conciliando as demandas burocráticas e pedagógicas.CARTA AO DIRETOR Prezado Diretor Escolar. orientação e consulta para ajudá-lo a fazer esta caminhada com sucesso. estimulando a participação dos pais e comunidade. mas aberto à complementação a partir de sua criatividade e experiência. deve exercer sua missão de verdadeiro líder da Escola. realize este seu trabalho desafiador com paciência. sobretudo. Especialistas. Que você. tudo para garantir que todos os alunos progridam. sem esquecer o toque de audácia. o Guia não é o fim. sim.

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......................................... 118 ...........................1 ....PAINEL PEDAGÓGICO ......1 – Gestão Pedagógica: eixo do trabalho da Escola .......... 12 3 .................................COMPETÊNCIAS DO DIRETOR ESCOLAR ..............................................................BIBLIOGRAFIA .......72 4 ....................... 15 3...... 100 10...............46 3............97 8 ..........3 .........................................................SUGESTÕES DE INSTRUMENTOS DE APOIO PEDAGÓGICO .................................11 2 ................... 76 4. 90 7 ......Termo de Compromisso do Diretor Escolar e Vice-Diretor ................. 76 4......................Gestão Administrativa: direcionamento compartilhado .....................................................DICAS PARA UMA GESTÃO DE SUCESSO ..APRESENTAÇÃO ................CONSIDERAÇÕES FINAIS ..............................................................................................2 .............................99 9...................................................................................................................................O PROGESTÃO em Minas Gerais .......... 79 6 .SUMÁRIO 1 ..........................................78 5 ................................PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR ESCOLAR ..............2 .............................................AGENDA DO DIRETOR ESCOLAR ......Gestão Financeira: suporte e execução transparente .................................................................................................................DIALOGANDO COM O DIRETOR ESCOLAR ............................................................... 15 3.......

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dar conta. Toda a estrutura deste Guia está voltada para reflexão sobre o sentido. Assim. Esperamos que cada tema abordado seja analisado e discutido por aqueles que estão à frente da direção das Escolas. desafio maior a ser enfrentado pelo Diretor.APRESENTAÇÃO Este Guia do Diretor Escolar tem por finalidade subsidiar os gestores no desenvolvimento do trabalho nos diferentes contextos escolares. novos conhecimentos e. foram ouvidos inúmeros educadores. todas estas “gestões” devem girar em torno do eixo pedagógico. para que. mas. que precisa. a importância e o significado da atuação do Diretor como líder e articulador de demandas e soluções para a aprendizagem dos alunos. com propostas de ações abertas ao diálogo e ao comprometimento coletivo de todos os que. 11 . ser um instrumento de reflexão sobre a prática da gestão. outros na Equipe Central da SEE. sim. Professores das Escolas. do espaço físico. possam criar novas práticas e espaços de interação que busquem identificar e solucionar as demandas e necessidades do cotidiano escolar. sobretudo. das questões legais. da aprendizagem dos alunos. administrativas e financeiras. razão de ser de toda a Escola. abrangendo os processos de planejamento.1 . O eixo norteador deste instrumento é a Gestão Pedagógica. na Escola. querem e podem fazer a diferença. possam construir novas concepções. Para a construção deste Guia. além de pesquisas e estudos teóricos relacionados à Gestão Escolar. outros na Equipe Pedagógica das Superintendências Regionais de Ensino. muitos vivenciando a experiência na Direção de Escolas. da gestão dos recursos financeiros. também. das relações interpessoais e da interação com a comunidade escolar. função social prioritária da Escola. a partir dele. no seu dia a dia. No entanto. o Guia do Diretor Escolar não pretende ser uma lista de ações a ser seguida de forma automática. implementação e avaliação das ações pedagógicas.

Relaciona-se com a atividade de impulsionar uma organização a atingir seus objetivos. comunidade. 985). estratégias e procedimentos da Escola. divide atribuições e responsabilidades. p. propiciam boas condições de ensino e aprendizagem. .busquem caminhos. Portanto. Neste sentido. A descentralização do poder deve ser entendida como método de trabalho coletivo que delega. desempenhar seu papel. independentemente de raça. quer sejam relativos à gestão administrativa. portanto. a autonomia. administração. que se constitui no único mecanismo de hominização do ser humano. coletiva. (Holanda Ferreira. Ao entrarmos em uma Escola. é necessário que a gestão escolar seja compartilhada. 1980:120). comprometida com a construção de um mundo mais humano e justo para todos que nele habitam. 1999. gerência.A participação. democrática e que todos juntos . Ser articulador – Líder cooperativo. as expectativas da Comunidade Escolar e articula a adesão de todos os segmentos na gestão dos Projetos e Planos da Escola. são aquelas em que o Diretor é líder e bom administrador. é organização. já podemos observar as características do Diretor. é tomada de decisão. A gestão da Educação é responsável por garantir a qualidade de uma mediação no seio da prática social global (Saviani. objetivos. credo ou opção de vida. a formação humana de cidadãos. 12 . cor. professores. Ter predisposição para o trabalho coletivo . funcionários . alguém que consegue aglutinar as aspirações. pais. a responsabilidade são práticas indispensáveis ao gestor democrático. é direção. o diálogo. Diretor. pois a marca da administração e da liderança fica evidente em todos os seus espaços. dos recursos humanos e financeiros. cumprir sua função.diretor. alunos.2 . participativa. os desejos. Gestão é administração. que é a educação.DIALOGANDO COM O DIRETOR ESCOLAR Gestão (do latim gestio – Õnis) significa ato de gerir. quer sejam a respeito dos aspectos pedagógicos. Seus princípios são os princípios da educação que a gestão assegura serem cumpridos – uma educação comprometida com a “sabedoria” de viver junto respeitando as diferenças. Escolas que apresentam um ambiente tranqüilo e. Uma gestão democrática requer a participação da comunidade escolar nos processos que se evoluem em permanente formulação e em implementação coletiva de metas. vamos rever algumas características que compõem o perfil do Diretor Escolar: . soluções para os entraves e consigam realizar o sonho coletivo: “todos os alunos aprendendo”.

administrativos. financeiros e legislativos. criatividade. . O Diretor deve. Acompanhamento e avaliação sistemática com finalidade pedagógica: diagnóstico. acompanhamento dos trabalhos. É fazer com que todos os alunos aprendam. fazer compartilhar as experiências docentes bem sucedidas de formação continuada entre o grupo de professores para o aprimoramento das práticas pedagógicas. Ser íntegro. Plano de Intervenção Pedagógica. portanto. proatividade. Ser transparente e coerente nas ações – Ser ético. Ter espírito ético e solidário – Cultivar um clima de trabalho positivo. é zelar pelo melhor ensino e pela educação de qualidade. iniciativa. . Exercer uma liderança entendida como “habilidade de influenciar as pessoas para trabalharem visando atingir objetivos comuns. . pedagógicos. enfim. no lugar do “deve fazer”. Em que contexto social a Escola está inserida? Quais e quem são os usuários da Escola? O que esses usuários esperam da Escola e o que eles buscam? Os alunos estão aprendendo? Quais são os anseios e as reais necessidades dos alunos.” . . pais e professores? Os resultados das avaliações internas e externas mostram índices de aprendizagem satisfatórios? . ter presença. alguns princípios e valores que lhe possibilitem: 13 . analisar os resultados. acompanhar o processo de ensino. Defender a Educação – Zelar pelo bom nome da Escola é desenvolver ações positivas que de fato divulguem o bom nome da Instituição. Ter iniciativa. HUNTER). reorientação de rumos e ações. O diretor escolar terá que ter e demonstrar competência técnica e qualificação para exercer as atribuições da função que exerce. fundamentado no respeito mútuo. no reconhecimento e valorização das pessoas e da contribuição de cada uma na construção de uma Escola de qualidade. Assim o Diretor da Escola deve vivenciar. fazer com eficiência e eficácia. sabendo que “Liderar é comunicar às pessoas seu valor e seu potencial de forma tão clara que elas acabem por vê-los em si mesmas. Ser capaz de auto-avaliar-se e promover a avaliação do grupo – Todos avaliam e todos são avaliados. É atingimento das metas pactuadas. . ter paixão pelo que faz. na sua vida pessoal e profissional. correto no que se propõe a realizar e no que realiza. ..C. Conhecer os assuntos técnicos. entusiasmo. tomada de decisão. Escola que queremos. Conhecer a realidade da Escola – Escola que temos. firmeza de propósito para realização de ações – Suavidade nos modos e firmeza na ação – como posturas básicas. inspirando confiança por meio da força do caráter” (J. Ter liderança democrática e capacidade de mediação – Cultura do “querer fazer”.

Isso porque o “gestor líder volta suas ações para os bons resultados da educação e esse objetivo é buscado pela divisão de tarefas. decisões e ações. e do patrimônio escolar. colocando-as como eixo de seu trabalho. que o Diretor Escolar possibilitará a sua Escola e a todos que aí somam esforços. . valores.. ou seja. mas a responsabilidade direta sobre elas é da competência de quem dirige a Escola. compreender os condicionamentos políticos e sociais para promover maior integração com a comunidade. compartilhando planos. observando. propor e planejar ações. avaliando e replanejando processos. promover ações de formação continuada de sua equipe. do desenvolvimento profissional e da avaliação. pelas ações de natureza pedagógica. antes de tudo. financeiros e pedagógicos. responsabilizar-se. ético e solidário. . Essas ações dizem respeito à gestão do Projeto Pedagógico da Escola. Realizar uma gestão democrática é acreditar que todos possam encontrar caminhos para atender melhor aos anseios da comunidade escolar. de recursos materiais. por integrar idéias e ações de forma a se solidificar um grande compromisso com as famílias e comunidade envolvidas”. compartilhando informações. do Currículo. . gestão esta mediada pelos princípios fundamentais da descentralização. garantindo assistência pedagógica aos professores e o aprimoramento profissional de todos. compartilhar e pactuar as metas estabelecidas pela SEE/MG com toda a comunidade escolar. atitudes e sentido de justiça essenciais ao convívio social. É assim. participação e transparência. em sua prática. por assumir aquelas não – delegáveis. incorporar. do Plano de Intervenção Pedagógica. Todos os membros da equipe escolar devem estar envolvidos nessas ações. conseqüentemente. atingir as metas pactuadas. . a questão dos próprios elementos que constituem a natureza da atividade escolar. valorizando a gestão participativa fortalecendo o vínculo com a comunidade local e estabelecendo parcerias que promovam enriquecimento do trabalho da Escola e da comunidade em que ela se insere. a qualidade do ensino na Escola. . . responsabilizar-se pela administração de pessoal. . estimular a participação dos colegiados e das instituições escolares. 14 . . divulgar para a comunidade escolar os resultados das avaliações internas e externas e planejar com sua equipe alternativas de ações de intervenção pedagógica para melhorar o desempenho dos alunos e. pesquisando e refletindo sobre o cotidiano escolar. envolvendo a todos no desafio e compromisso em atingi-las.

finanças). patrimônio. Assim. cabe ao Diretor Escolar articular todas as formas da gestão. mas escolhas coletivas. na aquisição do material necessário ao funcionamento da Escola. Garantir o sucesso dos alunos e propiciar ações que impeçam o fracasso são propósitos que devem se constituir permanentes. do cumprimento das leis e planos da Escola à consecução do processo pedagógico e suas implicações. com eqüidade. de padrões básicos de ensino e de aprendizagem. na capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais da educação. material. Quanto ao direcionamento administrativo. do zelo pela vida funcional de seus servidores ao emprego transparente dos mecanismos de democratização da Escola. Projeto Pedagógico da Escola. buscam viabilizar o objetivo da Escola – o conhecimento. Plano de Intervenção Pedagógica representam o ciclo da Escola. nesse aspecto. na aquisição de material didático-pedagógico. Tudo que aí se faz só tem real significado se o professor ensina e o aluno aprende. Assim.1 Gestão Pedagógica: Eixo do Trabalho da Escola As diversas facetas da gestão têm um foco privilegiado que determina sua finalidade principal: o Processo Pedagógico. Neste contexto. a aprendizagem dos alunos. direcionando-as para o foco central do fazer da Escola: o ensinar e o aprender. É. para que. por assim pensar a Escola. com a participação da comunidade escolar. a Gestão Financeira tem por objetivo cuidar para que os investimentos sejam empregados na conservação do prédio e do patrimônio escolar.1 Gestão Pedagógica 3. significa fazer escolhas. Avaliação Interna e Externa da Aprendizagem. os recursos de que a Escola dispõe. todo esse fazer deve ter por objetivo possibilitar à Escola maximizar ainda mais seus pontos fortes e minimizar os pontos fracos. de definição e de pactuação de metas.2 Gestão Administrativa 3. sejam dispostos a serviço das prioridades de seu Projeto Pedagógico. de constatação do desempenho do aluno e da Escola.COMPETÊNCIAS DO DIRETOR ESCOLAR Dar foco à Gestão Pedagógica é a exigência primordial da Escola que queremos hoje: tempo de avaliação externa. É empregar. Administrar a instituição escolar. assentadas em ações – meio (pessoal. de Plano de Intervenção Pedagógica. na avaliação da aprendizagem. buscando o sucesso no desempenho de todos. no desenvolvimento e implementação do Projeto Pedagógico. e. A liderança do Diretor tem de privilegiar o bom andamento do processo pedagógico.3 . que esse Guia passa a discutir os seguintes aspectos da gestão escolar: 3.3 Gestão Financeira 3. da vida escolar dos alunos e seu desempenho na aprendizagem aos processos burocráticos dos registros. sobretudo. e todos têm de se conscientizar de que essas práticas possibilitarão a aprendizagem a todos e em todos 15 .

para o desenvolvimento de capacidades. ao normatizar sobre a organização e funcionamento do Ensino Fundamental nas Escolas Estaduais mineiras. em seguida. encontramos orientações pedagógicas para o Ciclo da Alfabetização. quais habilidades ou capacidades devem ser desenvolvidas. a efetivação da aprendizagem dos alunos. e. Para os Anos Finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. Ainda para o Ciclo de Alfabetização.1 Orientações para Organização do Ciclo da Alfabetização – Cadernos SEE/ MG Elaborados pelo CEALE/ UFMG. A Resolução 1086/2008. Caderno 3 – Preparando a Escola e a sala de aula: a organização da Escola para o trabalho de alfabetização. o planejamento da rotina e das atividades. deixa claro este foco. sendo responsabilidade coletiva. uma síntese do conteúdo de cada caderno com orientações para os Anos Iniciais. são definidas e pactuadas as metas de desempenho de cada Escola de Minas Gerais. foram elaborados pela SEE os “Guias do Professor Alfabetizador”. 16 . e 3º ano deste Ciclo. É tratar de um conjunto de ações que cooperam para a formação humana. a SEE/MG enfatiza a Alfabetização e o Letramento. a seleção de métodos e livros didáticos. principalmente. critérios e instrumentos para seleção de alfabetizadores. com matrícula a partir dos seis anos e organizado nos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) em Ciclos (Ciclo da Alfabetização 1º ao 3º ano e Ciclo Complementar 4º ao 5º ano). na íntegra. o perfil dos professores. A coleção é composta de seis cadernos que devem não só ser lidos. qual sua distribuição ao longo do Ciclo.CBC.1. Para isso. quadro de atividades pedagógicas. de competências e de habilidades. Caderno 1 – Ciclo da alfabetização: a reorganização do Ensino Fundamental no Estado. Apresentamos. . a seguir. Falar dele é falar de Ensino-Aprendizagem.os tempos da Escola. . mas estudados pelo diretor. Caderno 2 – Alfabetizando: o que ensinar no Ciclo de Alfabetização. de 16/04/2008. por que e para que ciclos de alfabetização. Ao implementar o Ensino Fundamental de nove anos. pelos especialistas e professores. o que não exime a leitura e o estudo de todos eles. um comentário sobre os CBC e sobre sua estrutura. 2º. 3. planejamento. da SEE/MG elaborados pelo Centro de Aperfeiçoamento de Leitura e Escrita da UFMG (CEALE). nas Escolas em que se ministram os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. contendo orientações didático-pedagógicos a partir das capacidades a serem desenvolvidas pelos alunos. separados por bimestre para o 1º. as orientações pedagógicas e curriculares se encontram nos cadernos que compõem os Conteúdos Básicos Comuns . Destacamos nesse caderno: . a ênfase na alfabetização. Na Gestão Pedagógica. com sugestões de atividades para o professor. Nos cadernos da coleção “Orientações para a Organização do Ciclo de Alfabetização”. deve-se considerar o desenvolvimento curricular e todas as suas implicações no fazer da Escola.

. Portifólio – Trajetória.1. Organização de reagrupamentos de alunos. integração das famílias com o trabalho desenvolvido pelas Escolas. avaliação da Escola. . . a critério de cada Escola. Caderno 6 – Reafirmar a importância do planejamento na organização do trabalho em sala de aula: . . . Caderno 4 – Acompanhando e avaliando: diagnóstico e avaliação dos alunos. 17 . tendo como ponto de partida diagnóstico das capacidades lingüísticas dos alunos. . o ambiente alfabetizador. as propostas curriculares para os alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e para os alunos do Ensino Médio têm sido constituídas por uma parte relativa a um currículo obrigatório para todas as Escolas Estaduais. Ênfase em procedimentos de diagnóstico e avaliação. . Observação e Registros. . instrumentos para responder a esses aspectos: . . Revisão do núcleo conceitual da avaliação. . respostas para os problemas de ensino e de aprendizagem detectados. 3. a escolha e utilização de livros didáticos de alfabetização. . . Sugestão para uso do instrumento. lugar de discussão metodológica nas decisões pertinentes à alfabetização-Métodos. .CBC A partir de 2005. Instrumento de avaliação diagnóstica. Eixos temáticos. Provas operatórias. Instrumentos relevantes. Ênfase na aprendizagem dos alunos. Subtemas. . . Auto-avaliação. na alfabetização. estabelecimento das rotinas semanais e diárias. . .2 Os Conteúdos Básicos Comuns . Define propostas de intervenção pedagógica. Articula as ações de planejamento às ações avaliativas. . . Matriz de referência para avaliação diagnóstica.CBC estão assim organizados: . . e uma parte correspondente aos conteúdos complementares. Caderno 5 Apresentação: . Teoria Construtivista. Os Conteúdos Básicos Comuns . Tópicos básicos do conteúdo / habilidades básicas. . Ênfase no trabalho desenvolvido nas Escolas. Temas.

em média.CBC de uma disciplina contém. acompanhe as atividades dos alunos nas visitas às salas de aula.educacao. Resolução SEE/MG 1086/2008 – Dispõe sobre a organização e o funcionamento do Ensino Fundamental das Escolas Estaduais de Minas Gerais. . . Resolução SEE/MG nº 666/2005 – Estabelece os Conteúdos Básicos Comuns – CBC a serem. Resolução CEE nº 444/2001 – Instrução para organização da Educação de Jovens e Adultos. A seguir. .gov. Mais trabalho. O professor poderá acessar o site e consultar os itens associados aos tópicos do CBC. os roteiros de atividades. do Guia do Alfabetizador. Resolução SEE/MG n° 753/2006 – Institui e regulamenta a organização curricular a ser implementada nos cursos de Ensino Médio de unidades de ensino integrantes do Projeto Escolas-Referência. relação de legislação a ser consultada sobre a Educação Básica: . . Resolução SEE/MG n° 521/2004 – Dispõe sobre a organização e o funcionamento do Ensino das Escolas Estaduais de Minas Gerais e dá outras providências. com vistas a melhorar o processo de ensino-aprendizagem.br Na área de apoio à atividade docente desse site. para que os professores e especialistas possam planejar suas atividades pedagógicas e executálas de acordo com as exigências curriculares estabelecidas pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. 40 tópicos e será base para a Avaliação Institucional das Escolas da rede pública. .mg. encontram-se também as Orientações Pedagógicas – OP. Para isso sugerimos: . . deixe o material de apoio pedagógico à vista dos professores. ensinados pelas Unidades de Ensino Estaduais que oferecem os Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.gov. Resolução SEE/MG nº 1025/2007. Resolução CNE/CEB nº 04/1999 – Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Médio. . socializando o conhecimento dos CBC. Cópias desses documentos podem ser extraídas no site do Centro de Referência Virtual do Professor – http://crv.Institui e regulamenta a organização curricular a ser implementada nos cursos de Ensino Médio das unidades de ensino da rede estadual.mg. verifique se as atividades trabalhadas pelos professores estão de acordo com as capacidades a 18 . os recursos didáticos e um banco de itens de avaliação dos tópicos do CBC. dos Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE. seção legislação. . mais aprendizagem dos alunos. mais ação. obrigatoriamente.educacao.br. para a Avaliação de Desempenho Individual do Professor e para a proposição de Metas. para definir o nível de dificuldades da avaliação que deseja aplicar aos alunos. Diretor! Promova encontros para estudos e discussões. Disponível no site www. para orientar o professor na elaboração de suas atividades e de seus instrumentos de avaliação. melhor ensino.

Estabelecer a relação entre a Resolução. como ensinar?. 3. Socialize com os professores. que ações de intervenção pedagógica poderão ser adotadas? .serem desenvolvidas pelos alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE/UFMG. quem auxiliará nessas ações? E.PPE A elaboração do Projeto Pedagógico da Escola – PPE – exige uma reflexão sobre o ensino: . Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE. b) Analise com o grupo de professores e especialistas um Plano de Ensino de uma disciplina do currículo. teatro.. . analise com os especialistas os instrumentos de avaliação utilizados pelos professores. dos CBC e Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE. analise os planejamentos dos professores. como ensinar e como avaliar devem estar presentes. . verificando se os mesmos estão de acordo com os CBC e Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE. utilizando-se de cartazes. por exemplo. Porém. para isso. o que ensinar?. falar de currículo é falar de uma perspectiva de mundo. Finalize cada oficina com uma apresentação em plenário dos trabalhos realizados pelos grupos.3 O Projeto Pedagógico da Escola .. desenhos. 19 . observando sempre o tipo de prova (provas operatórias). em determinado ano do Ciclo de Alfabetização. como por exemplo: a) Dadas as capacidades a serem desenvolvidas pelos alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. quando ensinar. de sociedade e de ser humano.) define-se currículo como um conjunto de ações que cooperam para a formação humana. promova oficinas para conhecimento. . (Guia de Estudos para Certificação Ocupacional do Dirigente Escolar – SEE/MG – 2006).1. nº 2). questões como o que ensinar. . estudo e aplicação dos Guias do Professor Alfabetizador. juntamente com os especialistas. (. O currículo preside as atividades educativas escolares. Identifique aspectos relacionados à escolha e à organização dos conteúdos. como avaliar? . às capacidades e às atividades. primeiro. . o trabalho com elas e ou a sua consolidação. é preciso. solicitar aos professores que elaborem atividades que possibilitem a sua introdução. outros.vol. define suas intenções e proporciona subsídios para a execução das ações. o conteúdo da Resolução SEE/MG nº 1086/2008 para que possam planejar atividades como: . Nesse sentido. os CBC e os Planos de Ensino dos professores e os demais projetos desenvolvidos. por que ensinar?.Levantar os pontos principais dessa Resolução no que se refere às capacidades que devem ser consolidadas pelo aluno. os Guias do Professor Alfabetizador. à coerência. entender o que é Currículo para a Escola.

Diretor. cujo objetivo é cumprir sua função social de construir e produzir conhecimentos. Deve estar ligado ao contexto sociopolítico. com o seu cotidiano e o seu tempo-espaço.. 32º e 35º da LDB. além do embasamento legal e pedagógico. e ainda os espaços da mídia e as parcerias. e. aos Artigos 2º. para análise e discussão. possibilitando. pelo aluno. contribuir. de aprender a aprender e a raciocinar. econômico e filosófico e atender às demandas do contexto social em que a Escola está inserida.) o Projeto Pedagógico da Escola é. Os alunos precisam dos Conteúdos Básicos para entenderem o mundo onde vivem e cada Escola deve privilegiar os interesses e as vocações de seus alunos ao lhes oferecer os Conteúdos Complementares. como os Laboratórios e as Bibliotecas. partindo da “cara” que tem. capacidades básicas de leitura. 29º. capacidades cognitivas de pensar criticamente. 25º. 27º. se possível. os Guias do Professor Alfabetizador para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. demais segmentos da Escola. Não se esqueça. assim. Reporte-se. de solucionar problemas. 3º.. tomar decisões é atribuição do Diretor. às Propostas contidas nos Conteúdos Básicos Comuns para os Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. de que o embasamento legal e teórico deve assegurar a sua elaboração. sempre um processo inconcluso. O Projeto Pedagógico da Escola somente ganha sentido quando contribui para efetivar a construção. da ousadia de seus agentes. 26º. da ousadia de cada escola em assumir-se como tal. escrita e cálculo. à Coleção para Organização do Ciclo de Alfabetização da SEE/MG elaborada pelo CEALE.” “O projeto da Escola depende. integrando espaços de aprendizagem. definir. É esse entendimento de Currículo que deve direcionar a elaboração do Projeto Pedagógico da Escola. 22º. O Projeto Pedagógico da Escola deve ser elaborado de forma coletiva. contexto histórico em que ela se insere” (GADOTTI). de: . Preparar o grupo com competência para discutir. . “(. sobretudo. representantes das lideranças da comunidade local. representação dos alunos e dos pais. entender Currículo Escolar pressupõe compreender todo o conjunto de atividades desenvolvidas na Escola. à Resolução da SEE nº 1086/2008. 12º. uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da Escola.Assim. O PPE é o projeto da Gestão Pedagógica articulado com os projetos da sala de aula de cada professor. envolvendo a direção. a criação de um clima adequado para a participação de todos. de usar a imaginação. de tomar decisões. 20 . isto é. os professores os especialistas em educação básica. Esta é a importância de sua liderança.

sua criação. seus vínculos com a Escola. entre outros pontos. seus pontos e suas debilidades em cada um desses aspectos. organizacionais e tecnológicos funcionam e operam efetivamente. principalmente. o relacionamento e entrosamento com os outros profissionais. trata-se de uma discussão não somente sobre a história da Escola. . a partir de uma reflexão conjunta. Para tanto. capacidades interpessoais de saber trabalhar em equipe. interpretar. sua construção é um processo sempre inconcluso. comunicar e avaliar a informação. . administrativa e financeira. o valor dado à cultura e à educação por parte da família. saber ensinar e ajudar os outros a aprender. • 21 . Como são os demais servidores da Escola. Inúmeros livros orientam sobre como elaborar o Projeto Pedagógico da Escola. sua formação acadêmica. necessitando. endereço. . auto-gerenciamento.. integridade e honestidade. Unidade Central e Superintendências Regionais de Ensino da Secretaria de Estado de Educação. organizar. em uma perspectiva histórica. a estrutura familiar. seu caminhar.A construção do Projeto Pedagógico da Escola Identificação e Contextualização da Escola em uma Perspectiva Histórica. capacidade de saber adquirir. seus interesses e visão de mundo. Como está a Escola em sua parte física. capacidade de utilizar a tecnologia e compreender como sistemas sociais. qualidades pessoais de responsabilidade. . É importante explicitar a visão que a comunidade tem da Escola. Ao mesmo tempo em que se identifica a Escola pelo nome. tem por objetivo o melhor atendimento ao aluno no processo de sua aprendizagem. como a Escola se relaciona com essa comunidade. seu comprometimento profissional. auto-estima. em sua elaboração. . deve-se partir da avaliação objetiva das necessidades e das expectativas de todos os segmentos escolares. de avaliação periódica para redimensionamento das propostas nele contidas. como são seus alunos: seu nível cultural e sócio-econômico. deve-se também historiar. como se dão as parcerias. suscetível às mudanças necessárias à sua concretização e ele visa à melhoria do processo pedagógico da Escola. Por conseguinte. mas. sobre “que Escola é esta”. como é a comunidade em que ela está inserida. sua formação acadêmica. principalmente sobre sua evolução. é preciso lembrar que o PPE: . sociabilidade. o que lhe oferece e o que dela recebe. Como a Escola se relaciona com os diversos níveis institucionais do Sistema Educacional. portanto. atos legais que lhe dão amparo. aceitar a diversidade cultural e a variedade de qualquer origem. Quem e como são os professores. . é importante descrever. Na verdade. Optamos por sugerir alguns pontos básicos e fundamentais que podem ser complementados pelos livros que tratam deste tema.

LDB. lançando-se mão de duas ou três estratégias – entrevistas. Essa explicitação é fundamental para que produza um Projeto Pedagógico da Escola lógico. enfim. alicerce para essa utopia coletiva: a Escola que interessa a essa comunidade específica. Contextualizada a Escola por meio de seu histórico. Assim sendo. sem se esquecer também do Estatuto da Criança e do Adolescente. em consonância com os princípios e fins da Educação que se encontram definidos nas Constituições Federal e Estadual e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. como deve ser a formação do aluno para viver nessa sociedade desejada. Essas informações explicitadas. Aspectos como seus principais problemas e suas maiores necessidades. é o momento de explicitar. Fundamentos e Justificativas do PPE Este campo do Projeto Pedagógico da Escola deve refletir a Escola que se tem e a Escola que se quer. calcadas nos Marcos Situacional (a realidade). seus maiores potenciais de sucesso e de possibilidades de construção (Marco Referencial) devem ser base. a fazer escolhas. para concretizar tais desejos ou utopias. sempre mediante uma discussão coletiva de todos os segmentos. como a comunidade gostaria que fosse a sociedade/mundo em que ela vive. Só faz sentido se vier da reflexão coletiva. bemestruturado e. a partir de sua definição do que é realmente uma educação de qualidade e. como deseja chegar. ou seja. uma vez sensibilizada para a construção do seu projeto de escola. sobre o caminho que deseja prosseguir. orgânico. Os princípios e valores que sustentam essa educação que a comunidade deseja e que justificam as ações e os caminhos descritos no Projeto devem ser aqui declarados. representarão os fundamentos e as justificativas para o Projeto Pedagógico da Escola. o que é preciso fazer para tornar estes desejos realidade. a definir caminhos e confiante naqueles que lhes são parceiros – manifestará sobre sua realidade. progressista e transformador. como pensa que deveriam ser as pessoas que compõem essa sociedade. e nunca uma cópia de tudo que é definido na LDB ou nos melhores livros de Educação.revelando as mudanças pelas quais vem passando. seus progressos ou dificuldades. Essa explicitação deve ser repleta de significados para a Escola. Doutrinal (as crenças. a comunidade – chamada a participar. questionários. O que importa é que o diagnóstico se concentre • • 22 . A melhor forma para se mostrar essa realidade é através de um diagnóstico bem feito. de que forças próprias pode lançar mão para conquista desse ideal de Escola. as grandes opções do grupo) e Operativo (as ações). Diagnóstico Partir da realidade é condição para a eficácia do Projeto Pedagógico da Escola. Aqui. quais são os princípios e as finalidades específicos que a Escola possui ou deseja alcançar. principalmente. Há que se efetuar uma discussão para explicitar. expressando desejos autênticos da comunidade. a fé. pesquisas – para que os elementos dificultadores e os facilitadores venham à tona. é imprescindível definir que tipo de educação a Escola deve implementar. aonde quer chegar. como a comunidade quer que a Escola seja.

Um diagnóstico bem feito é meio caminho andado para uma boa proposta de ação. considerando a realidade escolar levantada pelo diagnóstico realizado. Devem responder às perguntas: “o que a comunidade escolar se propõe a alcançar e quais são os seus compromissos”.às informações internas – alunos matriculados. São as metas a forma de tornar os objetivos mais claros. as metas permitem uma avaliação mais precisa ao final de cada período estabelecido no plano.possibilitando. índices de proficiência. levam-se em conta a amplitude e a exeqüibilidade dos mesmos. como conclusão. Assim. isto é. até atingir completamente o que se propôs no projeto. Os objetivos explicitam as mudanças que a Escola se propõe a realizar. o sucesso do aluno. potencialidades dos professores. Metas e objetivos devem refletir os resultados finais que a Escola espera alcançar dentro de um período de tempo estabelecido em seu projeto. dificuldades de aprendizagem. uma síntese dos principais pontos em que a Escola vai bem. Fazer diagnóstico não é só criticar. Celso dos Santos Vasconcelos sugere os seguintes questionamentos para elaboração do diagnóstico: . devem priorizar tudo que leve à melhoria do desempenho do aluno. As metas traduzem os objetivos e devem responder às questões: “Como a Escola vai realizar os seus objetivos e como vai chegar lá”. Assim. indicam o caminho. Por serem quantificáveis.nas principais questões da escola: o acesso. o atingimento das metas de melhoria de desempenho pactuadas pela Escola – sem esquecer os meios necessários para alcançá-las como aqueles relativos aos professores e aos aspectos administrativos e financeiros da Escola. Por exemplo. mais específicos. mas. 23 . se um dos objetivos for eliminar a distorção idade/ ano de escolaridade até o ano x. rendimento escolar. comportamentais .Quais os pontos Positivos/ Negativos? Esse diagnóstico deve agregar as informações de fora da Escola. freqüência. pontos em que deixa a desejar e pontos de interesse dos principais “interessados” na Escola – alunos e suas famílias.Que fatos e situações mostram que estamos Bem/ Mal? Ou . ou rumo a seguir. mais atingíveis. familiares. a meta será reduzir essa distorção em x % a cada ano. índices de evasão.aspectos políticoeconômico-sociais. sobretudo.Quais os pontos de Força/ Resistência? Ou .Quais os pontos de Apoio/ Empecilhos? Ou . conhecer nossas forças e fraquezas e quais fatores são facilitadores e dificultadores de nossas ações. ver os defeitos.Quais os elementos Facilitadores/ Dificultadores? Ou . devem focalizar as prioridades da Escola e estas. • Formulação dos Objetivos e Metas A finalidade essencial do Projeto Pedagógico da Escola é estabelecer objetivos e metas a serem alcançados dentro de um determinado período de tempo. por sua vez. ao se definirem os objetivos e as metas. o progresso.

• Prática Pedagógica Na construção do PPE e a partir do diagnóstico.no Marco Operativo e Doutrinal. que tipo de ação se propõe e com que finalidade. criativas. novas tecnologias aplicadas à educação. . inovadoras. quer dizer. contexto social. deve-se considerar um currículo comprometido com a transformação social. entre outras questões. classificação e reclassificação do aluno. acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do aluno. coerente com a concepção dos CBC. O Plano de Ação do PPE deve conter: . A norma só tem sentido se for para satisfazer alguma necessidade apontada no diagnóstico.São propostas de ação que se repetem e ocorrem com determinada freqüência na Escola.São ações marcadas por um caráter de obrigatoriedade que atingem a todos ou a alguns segmentos. organização do tempo e do espaço escolar. com atividades interativas. É uma forma de satisfazer alguma necessidade do diagnóstico.Programação das Ações do Projeto Pedagógico É o momento de iniciar a elaboração das propostas de ação com o grupo. competências e habilidades dos educandos. contextualizadas e que promovam o crescimento do aluno. Guias do Professor Alfabetizador. que são formas genéricas de ação. Elas devem ter como meta a satisfação das necessidades apontadas no diagnóstico. . Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE. A prática pedagógica possibilita o desenvolvimento das capacidades. utilização dos recursos e materiais didáticos. Determinações (Normas) . ambiente educativo. um modo de ser ou de agir. A Atividade Permanente também deve atender a alguma necessidade da Escola. Atividades Permanentes (ou rotinas) . . Ações Concretas – A Ação Concreta deve explicitar o que e o para que. Por isto. a organização do processo didático-pedagógico no PPE deve tratar. Linha de Ação – Indica sempre um comportamento. apresentamos as seguintes perguntas: • 24 . uma atitude. tendo em vista o Marco Operativo. político e cultural. é fundamental que se tenha em mãos o Marco Referencial para se evitar propostas em desacordo com a real necessidade da Escola. Distinguem-se das atividades permanentes pelo caráter de obrigatoriedade ou restritivo. A necessidade da ação concreta – o que – vai ser buscada no diagnóstico e a finalidade – para que . Como subsídios para a discussão e a reflexão destes temas. Pode vir acompanhada de um conjunto de estratégias. Assim. metodologia. de: currículo. formas de enturmação dos alunos. disciplina e a formação ética dos alunos.

Como é elaborado seu currículo e como são definidos os conteúdos? . a comunicação. Como cada componente curricular se articula com os demais? .Que tipo de metodologia a Escola privilegia? . . . adolescência.Qual o papel das aulas expositivas nos respectivos componentes curriculares? . Em que medida cada um deles colabora para que o aluno compreenda melhor a sua realidade? .A aprendizagem é construída a partir de procedimentos operatórios como a observação. a expressão. Currículo . Qual a importância de cada componente curricular para a vida do aluno e para o exercício de sua cidadania? (analisar cada componente curricular separadamente). Qual a concepção que a Escola tem de currículo? .Qual o papel das tecnologias da informação e comunicação nas situações de aprendizagem? . a experimentação. procedimentos e atitudes.. competências. Como percebe questões como a contextualização dos conteúdos. a Escola pretende que os alunos construam a partir do estudo de cada componente curricular? . . e por ciclos ou anos? . . Quais os critérios de seleção do currículo e de seus componentes? .Que lugar ocupa o trabalho de grupo ou em equipe? .Como são desenvolvidos os conteúdos curriculares? Através de eixos temáticos? . Que habilidades. . a memorização compreensiva? . Organização do tempo e do espaço escolar . a análise. A Escola tem definido os “padrões de desempenho” dos alunos por componente curricular/ disciplina. O que se deve priorizar em cada componente curricular? .A Escola valoriza as atividades extra-classe da mesma forma que as atividades ocorridas nos limites físicos da sala de aula? 25 .Qual o tipo de organização do tempo escolar mais coerente com o processo educativo da Escola? . a aprendizagem significativa? .Adota as mesmas estratégias didáticas para todos os componentes curriculares? . Metodologia . Como a Escola vê cada componente curricular? . a comparação. a interdisciplinaridade. “A referência para a escolha das situações educativas na sua Escola são os alunos ou o Programa de Ensino?”. De que forma aborda cada um? (não se trata de relacionar conteúdos programáticos) . transição entre elas? . a síntese.A Escola compreende o aluno em relação aos elementos centrais de sua idade de formação: infância.

bio-psicológicos e pedagógicos que embasam a avaliação da aprendizagem do aluno? .Ao organizar seu tempo e espaço escolar.Como conviver com as diferenças? . entre outros”. . ética.Quais são os princípios filosóficos. Formas de enturmação dos alunos . . psicológica.Como conviver com a heterogeneidade? .Qual a melhor forma de enturmar os alunos? . cultural.Quais os critérios que a Escola utiliza para a enturmação dos alunos? .Quais são os critérios de avaliação do rendimento do aluno? . a Escola considera as várias dimensões (afetiva.Avalia-se apenas o intelecto ou o desenvolvimento integral do aluno? 26 . que não acontece de forma linear e seqüencial e envolve aspectos de natureza biológica.Avalia-se apenas a aprendizagem conceitual ou. omissões ou de características do aluno ou de sua família? . ..A Escola analisa suas taxas de evasão? . estética.Visitas ao teatro. museu têm espaço como atividade de cultura enriquecendo a aprendizagem do aluno? . “Por que a diferença tem que ser vista como algo que nos afasta ou nos separa? Por que não pode ser encarada como uma oportunidade de tornar nossa existência mais fértil e enriquecida? . assim como sobre os processos de construção do conhecimento”. em qual medida. cultural.O fracasso escolar é resultado de ações. entre outras) do processo de formação humana? . “A organização do tempo escolar em ciclos apóia-se nas descobertas científicas sobre a formação e o desenvolvimento humano. Acompanhamento e avaliação do desenvolvimento do aluno .A Escola adota critérios pedagógicos para organizar as turmas? . os procedimentos e atitudes? . emocional.O reagrupamento de alunos é uma estratégia utilizada pela Escola para atender as dificuldades de aprendizagem dos alunos? . biblioteca pública. “Estudos científicos revelam que a aprendizagem é uma atividade bastante complexa. jardim zoológico.A Escola desenvolve atividades para explorar de forma efetiva outros espaços físicos além da sala-de-aula? .Os vínculos que os alunos estabelecem com colegas e professores devem ser observados ao se realizar a enturmação? . .

Novas tecnologias aplicadas à educação .Valoriza a biblioteca escolar como um espaço de conhecimento. Reclassificar é rever e alterar a classificação de um aluno em determinado ano ou etapa escolar.Como a Escola registra o desenvolvimento e a construção de competências e habilidades do aluno? .Quais as formas e estratégias de avaliação que a Escola adota? . respeitada a correlação idade/ano escolar. . utilização dos recursos e materiais didáticos .Emprega a informática.Procura instigar e valoriza a curiosidade intelectual de seus alunos? . as quadras esportivas e as salas-ambiente são igualmente utilizados por todos os alunos.Existem critérios claros para a Escola utilizar esses instrumentos legais? . a biblioteca. de forma a promover o avanço no seu percurso escolar.Que recursos são usados para o posicionamento do aluno na turma? .Os laboratórios.Faz com que os alunos se sintam à vontade nesses espaços? . “Classificar significa matricular o aluno na série adequada ao seu nível de competência.A Escola adota condutas que rompem com os processos burocráticos? .Incentiva seus alunos a utilizá-la? . Classificação e reclassificação do aluno . cultura e gosto pela leitura? . Ambiente educativo. .. de informática e as salas-ambiente? .Como se dá a progressão de aluno ao longo do seu processo educativo? . inclusive pelos alunos do noturno? .A Escola utiliza efetivamente os laboratórios de ciência.A Escola prepara os alunos para ter uma visão crítica dos meios de comunicação? . considerando suas habilidades e competências. .Quais os procedimentos que a Escola adota para fazer a classificação/reclassificação de alunos oriundos de outras Escolas? .O que fazer com os alunos que demonstram muita facilidade e apresentam disposição em aprender mais e mais? .Como a Escola procede diante do ano que não consegue um desenvolvimento esperado? . . a internet.Capacita-os para utilizar as novas tecnologias da informação e comunicação no seu cotidiano? . a multimídia como recursos didáticos? 27 .Prepara-os para compreender as mensagens que estão subjacentes ao discurso da mídia? . .

o perfil dos profissionais que a Escola deseja. “A elaboração por parte dos alunos. o código de convivência. de como a Escola vê o papel do professor. socialização e internalização. “Trabalhar a idéia do Grêmio em sala de aula significa ensinar cidadania não é só teoria como também na prática.A Escola pratica a justiça. Disciplina e formação ética dos alunos .Os planos de ensino são simples exigência burocrática? .Como transmissor do conhecimento aos alunos? . a conduta ética são vivenciados por todos que convivem na Escola? .” ARAÚJO . articulação e trabalho em equipe entre seus professores? • 28 .A Escola prevê a participação dos alunos em Conselhos de Classe? .Como coordenador.Os melhores professores são para as melhores turmas? . a liberdade de expressão e a generosidade? . de um código de conduta ou de convivência pode ser um ótimo instrumento educativo para que os alunos adquiram autonomia e consciência moral. como campeonatos esportivos. “A discussão sobre o código de convivência a cada início de ano letivo é uma grande oportunidade para sua melhor compreensão. É o espaço para reivindicações e idéias que possibilitem melhorar o espaço em que os alunos convivem: a Escola. a avaliação de desempenho e a formação continuada destes profissionais. teatros. problematizador e sistematizador das relações educativas? . excursões e os famosos jornaizinhos escolares.Há interação.Incentiva os alunos a participar do Colegiado Escolar e do Grêmio Estudantil? . cursos. dentre outras questões.Acha importante discutir com os próprios alunos as normas de conduta que eles devem observar na Escola? . “Através do Grêmio os alunos organizam vários eventos. . Visão do papel do professor .. o PPE deve tratar.” . com a colaboração dos professores.A disciplina. organizador.Conhece e vivencia os princípios contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente? . o respeito. Algumas sugestões para a reflexão: . incentiva a responsabilidade pessoal.Como a Escola vê o professor? .” . a tolerância. .” A Escola e seus Profissionais Neste aspecto. articulador.

Há claramente definido um perfil a partir do qual espera-se que os candidatos ao processo de indicação de Diretor se encaixem? . grupos de estudos? . as relações de competição ou as relações solidárias.Assim como para o Diretor.É um instrumento de crescimento do profissional. trabalhando e discutindo divergências? . deveres. . Formação continuada .Os profissionais procuram a coerência entre aquilo que apregoam para seus alunos e sua prática. . o tempo semanal (Módulo 2) para formação continuada e o trabalho coletivo? . há uma clara explicitação do perfil dos demais profissionais. .Há na Escola debates e troca de experiências entre seus profissionais? . Avaliação de desempenho dos profissionais .A formação continuada é valorizada? . seu exemplo de vida? . Código de convivência . tomando-se como base a filosofia de trabalho da Escola? .A avaliação de desempenho e o perfil do profissional desejado pela Escola são levados em consideração para o encaminhamento do profissional para cursos de formação continuada? .A Escola utiliza a avaliação de desempenho para subsidiar a elaboração de programas ou ações voltadas para a formação continuada? .A Escola procura explicitar seus conflitos. .Existem critérios claramente definidos para a participação em cursos de atualização e/ou aperfeiçoamento? . o diálogo e a cooperação entre os pares? 29 .Valoriza o diálogo em todos os níveis e em todas as situações de conflito? .A avaliação é realizada junto com o profissional avaliado.Há preocupação com a formação cultural do professor? .A Escola pensa em estratégias para viabilizar a formação continuada de seus profissionais? .Os direitos. tendo como parâmetro o Projeto Pedagógico da Escola? . cursos.O que prevalece na Escola.Como deve ser o perfil do diretor necessário à Escola? .. fornecendo-lhe suporte para corrigir eventuais dificuldades e debilidades? .A Escola destina. Perfil dos profissionais . limites e normas considerados básicos para regular as relações pessoais e profissionais são definidos de forma democrática e coletiva? . de acordo com as normas estabelecidas.A Escola incentiva seus profissionais a participar de seminários.A avaliação de desempenho dos servidores tem servido para estimular o aprimoramento da competência do profissional? .

.Há envolvimento da Escola com a comunidade? . vivenciando seu papel de agente transformador da sociedade? . a utilização das dependências da Escola pela comunidade. Formas de relacionamento com os pais e comunidade .A comunidade tem acesso aos espaços da Escola? . para a realização de atividades por parte da comunidade local? • 30 . entre outros? Os Conselhos de Classe são realizados em uma perspectiva de aprimorar a prática educativa ou ainda são priorizadas as discussões sobre a disciplina. Formas de utilização das dependências da escola pela comunidade e serviços que lhe são oferecidos . mas do desempenho dos professores e da equipe escolar? .Nas Assembléias da Comunidade. .O Conselho de Classe é um momento não apenas para análise dos avanços dos alunos. de refletir e decidir sobre as formas de relacionamento da escola com os pais e comunidade: a representatividade da comunidade.Busca parcerias na comunidade visando suprir suas limitações? .A Escola fica aberta para a comunidade nos fins-de-semana? . Formas de representatividade da comunidade .A Escola e sua Relação com a Família e a Comunidade Trata-se.Preocupa-se em criar em seus alunos a consciência do protagonismo social? . há a preocupação de se garantir o espaço democrático de participação de todos? Na Escola. criticar e sugerir medidas sobre o trabalho escolar? Incentiva a criação de canais de comunicação com a comunidade local como a criação de rádio escolar e jornais do bairro? .A Escola valoriza o trabalho compartilhado.Disponibiliza seus espaços nos fins-de-semana e períodos de férias.Percebe os valores dessa comunidade? . todos podem se expressar sem medo e constrangimento do aluno “ficar marcado?” Os pais e demais membros da comunidade se sentem à vontade para opinar.Quais os mecanismos e estratégias que a Escola desenvolve para se integrar na comunidade. expresso pelo Colegiado Escolar. cursos ou atividades à comunidade? .Os pais são parceiros da Escola na empreitada de educar o aluno? .Pode utilizar a quadra ou áreas de lazer. .A Escola conhece e se preocupa com os problemas da comunidade? . aqui. Assembléias da Comunidade e Conselhos de Classe.A Escola dialoga séria e criativamente com os pais? .A Escola incentiva a participação dos diversos segmentos da sociedade na discussão de projetos sociais voltados aos interesses da Escola pública? . biblioteca ou outros serviços e dependências da Escola? . os serviços que lhe são oferecidos bem como a relação da Escola com o Conselho Tutelar.A Escola oferece algum tipo de serviço. o comportamento e as deficiências dos alunos? .Sugestões de questões para direcionar esta reflexão: .

Os resultados da auto-avaliação são confrontados com os resultados de outras avaliações institucionais. que deve ser coletiva.A Escola planeja intervenções adequadas e consistentes para melhorar a aprendizagem dos alunos? . funcionários. pais e comunidade externa participam da auto-avaliação? . A Escola e sua relação com o Conselho Tutelar . envolve a todos da Comunidade Escolar? .“A incorporação de objetivos sociais e ambientais a seu projeto pedagógico é indispensável a uma Escola que se deseja parte integrante da comunidade e amada por essa comunidade” . hiperatividade e outros? .Como a comunidade escolar pode auxiliar o aluno com dificuldade de aprendizagem? .Trabalha de forma cooperativa com ele? .Professores. • Avaliação Interna.Avaliação da Escola Campo importantíssimo para reflexão de todos na construção do PPE. .Quais os parâmetros para a Escola se auto-avaliar? .Como a Escola trabalha e faz suas intervenções pedagógicas ao aluno com TDAH. tipo SIMAVE e SAEB? .A tarefa de melhorar o desempenho escolar dos alunos.Existem critérios claramente definidos para se auto-avaliar? . Externa e Auto.A Escola planeja e executa ações de intervenção objetivando melhorar o desempenho dos alunos nos níveis recomendável. alunos.Quais os itens avaliados? .Busca auxílio no Conselho Tutelar em caso de necessidade? Mantém formas de comunicação e informação abertas.A Escola conhece e mantém estreito relacionamento com o Conselho Tutelar de sua região? . intermediário e baixo? .Toda a Comunidade Escolar conhece as metas de desempenho da Escola e dos Alunos propostas pela SEE e pactuadas pela Escola? . socializando e propiciando transparência de suas ações? “Nenhuma instituição é melhor do que seus profissionais”.A Escola possui a prática de se auto-avaliar de forma sistemática? . Sugerimos as seguintes perguntas: .Como a Escola analisa os resultados das avaliações internas e externas da aprendizagem? .A Escola baseia-se no seu Projeto Pedagógico (PPE) e no desempenho escolar dos alunos e 31 .

sistema de avaliação) e dos projetos que serão desenvolvidos. análise e interpretação dos resultados da aprendizagem dos alunos e das ações desenvolvidas. comemorar os avanços alcançados e planejar de novo”.De que forma são divulgados? . especialmente ao final do ano. o que pode ser melhorado e o erro que não deve ser repetido é fundamental para o crescimento de todos.Foram executadas todas as ações concretas propostas pelo plano? (o que foi e o que não foi realizado. auto-avaliação por área ou setor de atuação. pode-se também fazer uma rápida análise do Marco Referencial do PPE (Ele ajudou a iluminar a prática? Há necessidade de se rever algum ponto?) embora o previsto. avaliação escrita geral – todos os envolvidos na vida da Escola. e a programação do próximo ano. calendário. tirar lições.As normas foram cumpridas? Ajudaram a construir uma prática transformadora? . Avaliação e Reelaboração do PPE A avaliação do conjunto do Projeto deve ser constante para que as correções de rumo sejam feitas no momento certo. Sugerimos que a Escola faça: . ao final de cada ano. algumas questões para nortear a avaliação da implementação do PPE: . parte-se então para a reorganização. . auto-avaliação por segmentos. .Como realizar a auto-avaliação? Com que freqüência realizá-la? . em princípio. Este cronograma oferece as referências para dar início ao desenvolvimento do PPE em planos específicos dos profissionais da Escola. “É um processo cíclico que não tem fim: planejar. é que se faça esta revisão depois de três ou quatro anos.As Atividades Permanentes foram realizadas? Estavam de acordo com as necessidades do grupo? . Rever o que deu certo.Como garantir um processo de auto-avaliação coletivo e participativo? Previsão de um Cronograma Geral de Atividades do PPE Trata-se de planejar a distribuição geral das atividades permanentes da Escola (currículo. . objetivos e metas analisados para tomada de decisões ao longo e ao final do ano letivo. novas metodologias buscadas.As ações ajudaram na caminhada? Até que ponto foram vivenciadas? . Feita a avaliação da execução do PPE e tendo como referência as necessidades já revistas e reelaboradas. realizar ações planejadas. mas foi realizado). o que está em andamento. se necessário.Os resultados das avaliações externas (SIMAVE e SAEB) e da avaliação interna (autoavaliação) são plenamente divulgados para a Comunidade? .Em que medida as necessidades foram supridas? Quais permanecem? Que novas necessidades estão colocadas? Se o grupo sentir necessidade. . • • 32 . A seguir. avaliar os resultados e o processo vivenciado pela Escola.atingimento das metas pactuadas para se auto-avaliar? . o que não foi programado.

11h30 12h30 12h30 16h30 14h30 16h45 14h45 18h30 às às às às INTERVALO Como fazer o PPE – Construção hipotética da Proposta Pedagógica. Especialista em Educação Básica: _____________________________________________ Diretor(a) ______________________________________________________________ 33 . é essencial submetê-lo à coletiva da Escola. Mensagem / Música. para que todos aprovem a redação final. de como e quando fazer. Concluída a elaboração do documento. Apresentação da programação. sugestão de pauta de um encontro com a comunidade escolar para os trabalhos de início do processo de elaboração do Projeto Pedagógico da Escola. Teatro de Fantoches. Essa fase representa o registro do que se quer fazer.. Textos / Roteiros – papel kraft e pincéis. Introdução – Princípios. II) PROGRAMAÇÃO HORÁRIO ATIVIDADES 1. INTERVALO Apresentação dos grupos. Pauta do Encontro. INTERVALO METODOLOGIA/RECURSOS Boas-vindas. 8h às 9h 9h às 9h15 9h15 11h30 às CAFÉ MUSICAL Oficinas – dinâmicas de trabalho em grupo – divisão dos participantes em Estudo sobre o PPE. ALMOÇO Grupos A e B. Abertura Acolhida dos participantes. CAFÉ Plenário Avaliação escrita do encontro.Orientações complementares para a elaboração e redação do Projeto Pedagógico da Escola Para a redação do PPE. Encerramento / Avaliação. Apresentamos. será necessário construir comissões representativas de todos os segmentos do coletivo da Escola. Introdução do assunto – Reflexão. a seguir. ESCOLA ________________________________________________________________ LOCAL: ___________________DATA: _______________ DURAÇÃO: ____________ I) OBJETIVO GERAL Oportunizar à Comunidade Escolar subsídios para a elaboração do Projeto Pedagógico da Escola. etapas de construção. turmas A e B. Mensagem.

PARA SABER MAIS . GONÇALVES, Dalva Cifuentes. Projeto pedagógico. IN: REVISTA AMAE EDUCANDO. nº 310, 2002; . OLIVEIRA, Maria Marly de, Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis – RJ, Vozes, 2008. . REPENSANDO A GESTÃO ESCOLAR PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE. SEE/ MG – 2004. . VASCONCELOS, Celso dos Santos. Planejamento – Plano de Ensino-Aprendizagem e Projeto Educativo. São Paulo: Libertad, 1995.

3.1.4 Aspectos Operacionais do Projeto Pedagógico da Escola
Elaborado o Projeto Pedagógico da Escola, alguns aspectos operacionais merecem destaque para que se garantam a sua real efetividade e a coerência de ações em sua implementação no cotidiano da Escola. - Plano de Ensino O Plano de Ensino consiste na organização do processo de trabalho a ser desenvolvido no ano letivo em curso, em cada turma e em cada disciplina específica. Deve considerar os pressupostos do PPE e os Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE e os Guias do Professor Alfabetizador, quando se tratar das turmas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, e os CBC, quando se tratar dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Sua elaboração é da competência do professor responsável pela disciplina ou pela turma, e deve ocorrer assim que o docente conhecer quais são as suas turmas. No processo de elaboração do Plano de Ensino, é imprescindível que cada professor considere as características de cada turma, os conteúdos específicos, o nível de rendimento esperado dos alunos, as diretrizes e orientações curriculares emitidas pela Secretaria de Estado de Educação e, claro, o Projeto Pedagógico da Escola. Para o conhecimento das características dos alunos, o professor pode consultar os relatórios de sua vida escolar, preenchidos pelos professores do ano anterior, e complementar esses dados com uma avaliação diagnóstica que ele desenvolverá logo no início do ano letivo. Cada disciplina possui sua especificidade. Cada conteúdo, em função da sua natureza, exige tempo, estratégias e formas de abordagens diferentes. O respeito a essas características implica que seja dado a cada conteúdo o tratamento adequado às suas peculiaridades, como a duração e o ritmo dos fenômenos a serem estudados. O Plano de Ensino deverá romper com a tradicional linearidade, reforçando-se a transdisciplinaridade e poderá ser elaborado coletivamente pelos Professores de cada ano de escolaridade ou de cada disciplina, com o apoio e orientação dos Especialistas. - Plano de Aula Planejamento que compõe a rotina diária do trabalho pedagógico. Deve ser elaborado

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sob a coordenação e orientação dos Especialistas em Educação Básica com os professores reunidos por turmas (professores de 1º, 2º, 3º, 4º, 5º anos e por disciplinas e ou conteúdos afins nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio). Consiste no detalhamento do Plano de Ensino, tendo em vista sua operacionalização sistemática, e deve contemplar: . as necessidades e os avanços já alcançados pelos alunos, e a intervenção pedagógica no tempo certo; . a coerência que deve existir entre as capacidades a serem desenvolvidas, bem como os descritores e as atividades e conteúdos que devem ser trabalhados em consonância com os Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE, os Guias do Professor Alfabetizador e os Conteúdos Básicos Comuns - CBC, dentre outros. - Plano de Intervenção Pedagógica O foco do acompanhamento e da avaliação das ações desenvolvidas na Escola está centrado nos indicadores referentes aos resultados escolares, ao desempenho dos alunos, ao seu sucesso na vida escolar: melhor ensino, mais aprendizagem e melhor desempenho escolar. Esse é o olhar central de todos os envolvidos no processo. O Diretor terá de se preocupar em manter, à vista de todos, as metas pactuadas pela Escola e os resultados dos alunos nas avaliações internas, nas avaliações do PROALFA e do PROEB, através de cartazes, faixas, murais, e divulgá-los para toda a comunidade escolar. Deverá também manter, à mão, a lista com os nomes dos alunos que não estão com o desempenho recomendável. Quais são e onde estão esses alunos. Quais as ações de intervenção que estão sendo desenvolvidas para atendê-los, e quem são os responsáveis. A Escola precisa criar situações diferenciadas para atender a esses alunos. É preciso verificar, no Ensino Médio e nos Anos Finais do Ensino Fundamental, a existência de alunos que ainda não avançaram na consolidação das capacidades de leitura e de escrita. Constatada a situação, fazer a intervenção pedagógica e resolver o problema de alfabetização destes alunos. Essas decisões devem ser discutidas e partilhadas com os professores, colegiado, especialistas e com a família dos alunos. Devemos promover encontros freqüentes com os pais, pois todos podem e dão conta de participar das decisões. Eles valorizam a Escola e querem o sucesso dos filhos. Nenhum aluno pode passar pela Escola ou sair dela sem que tenha consolidado as capacidades de leitura e escrita, fundamentais ao seu sucesso. É papel do Diretor garantir o acompanhamento contínuo das atividades docentes, apoiando e incentivando a utilização dos Guias do Professor Alfabetizador, do Guia do Especialista, dos Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE, dos CBC, do Banco de Itens, dos Boletins Pedagógicos, dos materiais do PNLD, da biblioteca da sala e da Escola, dos materiais disponíveis no ambiente virtual do CRV, dentre outros instrumentos didáticopedagógicos disponibilizados pela SEE/MG.

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É preciso também promover, juntamente com o Especialista, as mudanças necessárias nas práticas pedagógicas, diversificando o repertório de procedimentos didáticos, tais como excursão, debate, seminários, palestras, olimpíadas, feiras e amostras culturais, entrevistas, oficinas pedagógicas, pesquisa, entre tantos outros. Com o empenho de toda a Escola, o Diretor e sua equipe estarão contribuindo e garantindo que os objetivos educacionais sejam atingidos: “Alunos estudando, aprendendo e a Escola fazendo a diferença”. Elaborar um bom Plano de Intervenção Pedagógica a partir dos resultados das avaliações externas e internas e coerente com Projeto Pedagógico da Escola é fundamental para garantir melhor aprendizagem dos alunos e o cumprimento das metas da Escola. A seguir, apresentamos algumas “dicas” para elaboração deste Plano, sugerindo a leitura atenta dos Guias de Organização e Reorganização do PIP elaborados pela SEE e distribuídos às Escolas em 2007/2008: . . Elaboração do Plano de Intervenção Pedagógica Um bom plano tem que ser exeqüível. Não adianta tentar reinventar a roda. O plano deve ter objetivos claros, com metas bem definidas e ações adequadas que respondam aos problemas identificados na análise dos boletins. Apresentamos um roteiro de plano para auxiliar no trabalho de elaboração: 1. Identificar o problema: Situação Atual Para elaborar este item do plano, com a ajuda dos resultados das avaliações, deverão ser identificados os alunos com maiores dificuldades de aprendizagem, as características dessas dificuldades, e as causas dos problemas apresentados pelos alunos (são de ordem cognitiva, familiar? É uma questão de saúde ou outra deficiência?) Muitas Escolas não conseguirão avançar na identificação das causas, por não conseguirem se aproximar das famílias e vice-versa, mas estes dados são importantes para sabermos onde e como agir. 2. Estabelecer metas: situação desejada As metas devem priorizar o aprendizado do aluno com foco na ação do professor. E serem expressas com objetividade e clareza, com prazo de execução, para que qualquer pessoa, seja da escola ou da comunidade, possa acompanhar essas ações. Para isso sugerimos a criação de murais com as metas e a divulgação dos resultados parciais à medida que forem sendo alcançados. 3. Definir as ações: caminho Neste item, o trabalho coletivo dos professores e especialistas é fundamental, pois

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aprender o não aprendido. A cada ano. do que foi realmente implementado. o Plano de Intervenção Pedagógica deve ser revisto e atualizado mediante a situação de aprendizagem e as necessidades reais. do que deve ser descartado e.Enturmação temporária por turmas contemplando os níveis de dificuldades. . tanto quanto criar turmas apenas de alunos com baixo desempenho. . como. .Utilização da Biblioteca como espaço dinâmico de leitura. . faça a intervenção pedagógica acontecer. Importante! Recorrendo-se ao Boletim do PROALFA e do PROEB. tais como: . portanto.toda a escola deverá ser mobilizada no sentido de buscar alternativas de intervenções para mudar o quadro atual e atingir as metas. Esta tarefa não é só do professor.Laboratório de aprendizagem. precisamos respeitar o dinamismo de seu aprendizado. dos especialistas e dos professores da Escola. não se devem agrupar alunos com as mesmas características atitudinais e 37 . . Fazer a análise do que foi proposto. Definir responsabilidades: pessoas Dividir responsabilidades é permitir que cada um faça a sua parte.Enturmação temporária por conteúdos. e. Desde o porteiro da escola até o Diretor. em uma mesma turma.Enturmação dos Alunos Uma das medidas de grande importância no aprendizado dos alunos é a enturmação. A participação de todos na responsabilidade do alcance das metas estabelecidas deve ser evidenciada e exigida. Por isso é essencial definir quem será responsável pelo quê. .Atendimento a pequenos grupos de alunos de forma sistematizada. desenvolvendo ações que podem constar no Plano de Intervenção Pedagógica da Escola. Reunir os alunos de melhor desempenho numa mesma turma é uma política perversa. Assim.Atendimento aos alunos em turmas do Projeto de Tempo Integral e Acelerar para Vencer. a partir das premissas – o quê. A enturmação deve ser uma ferramenta usada sempre a favor do aluno. e possibilita ao aluno com menor aprendizagem. mas será na sala de aula que o processo terá maior expressão. do que deu certo. enquanto ajuda seu colega. alunos em níveis diferentes de aprendizagem possibilita ao educando mais desenvolvido se fortalecer. numa linguagem de igual para igual. todos podem dar sua contribuição. 4. quem – é que o Plano de Intervenção Pedagógica deve ser replanejado. Colocar. É uma ação que deve ser realizada com a participação efetiva da direção. onde.

matemática e objetivamente. É para esta última modalidade de avaliação que converge a atenção de grande parte dos educadores e pesquisadores em educação. destacam-se a “avaliação sistêmica”. 32. Também identificada como “avaliação da aprendizagem” ou “avaliação pedagógica”. art. art. a “avaliação do desempenho profissional e institucional”. Na LDBEN. imprimindo caráter complexo e contraditório ao termo. No contexto contemporâneo da educação brasileira. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e os resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais” (Lei nº 9. consideramos que predomina o sentido da abordagem formativa. uma vez que a proposta do ciclo contempla esse aspecto. 41) e a “avaliação formativa” (art. A primeira é uma perspectiva de “avaliação” vinculada à noção de medida e à idéia de que é possível aferir. 24. Essas sugestões de formas de agrupamento podem assegurar o desenvolvimento cognitivo e a inclusão social dos alunos. realizada no âmbito dos sistemas de ensino. Duas vertentes da “avaliação escolar” destacam-se nesse debate e acham-se presentes nos dispositivos normativos da LDBEN: a “avaliação classificatória” (art. destinada às instituições e aos profissionais da educação. Ao dispor sobre a verificação do rendimento escolar. que interferem no processo educativo como um todo e que. com base em duas perspectivas teóricas divergentes. eram desprezados na avaliação do desempenho do aluno. 36. Entre as várias modalidades que compõem o conjunto de práticas avaliativas no campo da “avaliação”. procedimentos. quando necessário. a saber: a “avaliação classificatória” e a “avaliação formativa”. por caracterizar-se como uma das ações centrais do processo ensino-aprendizagem. § 5º. instrumentos que os professores desenvolvem para avaliar o processo ensino-aprendizagem. “a”). Por configurar-se como uma das práticas centrais do trabalho pedagógico.394/1996. o desempenho de um aluno 38 . antes. a “avaliação” realiza-se em diferentes instâncias do sistema educacional e apresenta dimensões variadas que lhe conferem múltiplos significados. mediante comparação. A noção de medida em “avaliação” supõe a existência de padrões de rendimento. o termo dá destaque a outros aspectos relacionados à organização do trabalho escolar. e a “avaliação escolar ou pedagógica” que pode ser analisada de acordo com o debate contemporâneo sobre esse tema.A Avaliação A noção do termo “avaliação” presente no texto da LDBEN (Lei nº 9. mas. fazer a reenturmação temporária.de aprendizagem em uma mesma turma. em seus dispositivos referentes à “avaliação escolar”. § 1º. de acordo com as necessidades de aprendizagem dos alunos. A “avaliação escolar” constitui o conjunto de iniciativas. ações. com base nos quais. as aprendizagens escolares. a LDBEN orienta quanto à adoção da “avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno. o debate em torno da “avaliação escolar” ganhou ênfase no contexto de mudanças em que se encontra a educação no mundo contemporâneo. 31 e 36). V.394/1996) é demasiadamente ampla para se prestar a uma definição simples. . art. considerar os pares de idade. sim.

mais extensa e detalhada. mas entender o significado do seu desempenho para fazer ajustes no processo ensino-aprendizagem. Avaliação.gov. a ênfase é na “avaliação institucional” (Lei nº 10. a construção da identidade e da subjetividade.mg. questionários. com foco em cada unidade escolar (ver a respeito:www. a incumbência de assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar na Educação Básica e na Superior (Lei nº 9.br). 7º. e sua função é estabelecer uma classificação do aluno para fins de aprovação ou reprovação. provas. UFMG. art. a “avaliação sistêmica” é realizada por meio de procedimentos próprios de aferição de proficiência do aluno: o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (SIMAVE) (www.educacao. em todos os níveis. In: DUARTE.394/1996. fundamentada que está no princípio de meritocracia. testes.394/1996. a “avaliação formativa” fundamentase em teorias que postulam o caráter diferenciado e singular dos processos de formação humana. que é aplicada em amostra aleatória de estudantes. Marisa R.T. Pode ser realizada por meio de variadas atividades. 2007. No âmbito dos governos estaduais. a socialização. como o de Minas Gerais. a “avaliação formativa” constitui-se numa prática que permite ao professor acompanhar os processos de aprendizagem do aluno com a finalidade de compreender como esse aluno está elaborando seu conhecimento. sob a responsabilidade do Ministério da Educação (MEC). Entende que a aprendizagem é uma atividade que se insere no processo global de formação humana.. nas teorias construtivistas/sociointeracionistas da aprendizagem. No caso dos sistemas estaduais e municipais. “a avaliação 39 . ainda hoje. II) e atribui à União.gov. Cláudia. a abordagem avaliativa mais utilizada nas escolas brasileiras e.961. a Lei de Diretrizes e Bases refere-se à “avaliação sistêmica”. Um exemplo é o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB).. nos Termos da Legislação Educacional Brasileira. DUARTE. e Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (ANRESC). tais como exercícios. Esse tipo de avaliação é desenvolvido por diferentes sistemas de ensino no país e tem por finalidade subsidiar políticas e programas na área educacional. Nessa abordagem.C. mas com a sua seleção. que estabelece as ações para a avaliação de cursos e instituições. 2000). A “avaliação do desempenho profissional e institucional” também tem sido amplamente realizada no âmbito dos sistemas de ensino.inep. que se realiza desde 1990. Ed. trabalhos. No Ensino Superior. em colaboração com os demais sistemas de ensino. segundo os estudiosos do tema (LUCKESI.br/basica/saeb). 1993. entre outros. Nesses dispositivos. CD-Room). ESTEBAN. art. Belo Horizonte. É. a preocupação não é registrar os fracassos ou os sucessos do aluno mediante notas ou conceitos. Adriana M. e teve nova estrutura definida em 2005. 1996. fere o princípio constitucional do direito à educação. Atualmente. é constituído por dois processos de avaliação distintos: Avaliação Nacional da Educação Básica (ANEB). envolvendo o desenvolvimento. porque não está comprometida com a aprendizagem dos alunos. 9º. Em contraposição à “avaliação classificatória”. Assim.será avaliado e hierarquizado (SOARES. VI). estudos dirigidos. HOFFMANN. O texto da LDBEN estabelece também a exigência de avaliação do ensino privado pelo poder público (Lei nº 9. de 2004).

A avaliação externa utiliza instrumentos elaborados de fora da escola e tem como objetivo identificar as desigualdades educacionais.C. Ao final das etapas do ano letivo.PAAE – Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar 40 . quanto no contexto das reformas e políticas educacionais em curso nas últimas décadas. o teste ou prova. a participação dos alunos nas atividades individuais e coletivas o que permite a intervenção pedagógica imediata e a aprendizagem no tempo real. Avaliação externa São as informações sobre o Sistema como um todo. segundo as capacidades dos alunos avaliadas. que é o somatório de cada um dos instrumentos usados. Belo Horizonte: Ed. Tem por objetivos aferir o desempenho e identificar necessidades de capacitação do servidor. pelo professor. Marisa R. UFMG. tempo reveladores de novas práticas e concepções em construção. SAEB – Sistema Nacional da Avaliação da Educação Básica . 2007) • Avaliação da Aprendizagem . . hoje.. de 13 de agosto de 2004. .PROEB – Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica . Para finalizar. Avaliação interna É a avaliação realizada na sala de aula.645. ao mesmo. os seguintes sistemas de avaliação externa: . SIMAVE – Sistema Mineiro de Avaliação da Escola Pública . DUARTE. Temos. “a avaliação de desempenho” está vinculada ao plano de carreira do magistério e foi regulamentada pela Resolução SEPLAG/SEE nº 5. fornecer subsídios à gestão da política de recursos humanos. T. o resultado do SIMAVE/PROALFA/PROEB apresenta proficiência de desempenho. entre outros.PROALFA – Programa de Avaliação da Alfabetização .ANEB (amostral) e Avaliação Nacional da Educação Básica . . importa destacar o caráter polissêmico que o termo avaliação adquire tanto no texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. tendo à disposição vários instrumentos de avaliação como a observação. buscando informações sobre cada aluno e sobre a turma de um modo geral.ANRESC (censitária) Avaliação Nacional do Rendimento Escolar = Prova Brasil: resultados na internet . Enquanto a Escola lida com índices representados por notas.de desempenho” conjuga critérios de desempenho individual do servidor com indicadores de desempenho da instituição. promover sua adequação funcional. deve-se atribuir aos alunos uma nota ou conceito. ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio . Na Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). múltiplos sentidos que traduzem movimentos contraditórios e. fornecer subsídios para reformas e políticas educacionais e promover a melhoria do ensino e as políticas de eqüidade. (Fonte: DUARTE. (ORG) – Termos da Legislação Educacional Brasileira. Adriana M.

faz-se necessária a ampla divulgação desses.1).Matriz Curricular É ampla e espelha as diretrizes de ensino cujo desenvolvimento deve ser obrigatório para todos os alunos. Novas Oportunidades de Aprendizagem. Os Conteúdos Básicos Comuns – CBC. Auto-avaliação da Escola A avaliação do sistema de ensino só fica completa quando tem como auxílio a autoavaliação da Escola. À medida que as Escolas iniciarem suas auto-avaliações haverá maior facilidade em obter subsídios a partir das avaliações externas. . conforme o Guia de Estudos para Certificação Ocupacional do Dirigente Escolar. murais. . os alunos e os gestores do sistema. 2001. A auto-avaliação interna contempla e incorpora os resultados da avaliação da aprendizagem dos alunos e o desempenho dos profissionais da Educação. O Diretor da Escola deve assegurar o cumprimento. . refletir. A proposta dos Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE/UFMG. de tal forma que o processo avaliativo cumpra a sua função: mudar o que precisa ser mudado e melhorar o que precisa ser melhorado” (LOCATELLI. “A auto-avaliação é um processo que exige uma tomada de consciência. A Diretriz do Ensino Escolar. garantia da Progressão Continuada e o tempo destinado ao Ciclo da Alfabetização. com freqüência mínima de 75% do total de horas oferecidas no ano letivo. e-mail. pelos educadores. . A Matriz Curricular contempla: . gráficos elaborados pelos próprios alunos. É de fundamental importância que a comunidade escolar conheça os resultados das Avaliações Internas e Externas. . Para tanto. estudos orientados presenciais e estudos independentes realizados no período de férias. da Resolução SEE/MG nº 521/2004. por intermédio dos mais variados meios de comunicação como: cartazes. que orienta o processo de avaliação: . exigência do aluno. Matriz de Referência de Avaliação Amostra significativa da Matriz Curricular formada por um conjunto de descritores que expressa as habilidades e competências que serão avaliadas. O conteúdo dos Guias do Professor Alfabetizador. tais como os estudos orientados ao longo do processo. . É na Escola que se dará o diálogo entre a equipe pedagógica. p. analisar e avaliar o processo de ensino e de • • • 41 .Conselho de Classe Espaço que objetiva discutir. local onde as atividades escolares acontecem. outros.

fornecendo dados para o direcionamento do trabalho dos professores. conteúdos.aprendizagem dos alunos. necessidades e dificuldades dos professores e alunos). diretor. coerência entre prática pedagógica e a proposta da Escola (ações. necessidades pedagógicas. questionamentos plausíveis: a) Os professores buscam alternativas de atividades e metodologias em função da melhoria do perfil da turma e de alguns alunos? b) As decisões tomadas. desenvolvidas com sucesso? c) Nas reuniões de Conselho de Classe. mas do desempenho dos professores e da equipe escolar favorecendo sua formação continuada. do orientador educacional e da presença do diretor informando-se e/ou liderando os rumos desejados. pontuadas nas reuniões do Conselho de Classe são executadas. avaliar os objetivos das pautas do ano anterior. Lembramos que cada reunião deve contar com a participação de todos os professores que trabalham com a turma em foco. . A participação direta dos professores. A reunião do Conselho de Classe é o momento não apenas para análise dos avanços dos alunos. do especialista em educação básica e do diretor. capacidades. . perfis.Livro Didático A Coordenação Geral de Estudos de Avaliação de Materiais atua na execução e no 42 . do supervisor pedagógico. As reuniões estruturam-se a partir dos objetivos definidos em função das necessidades pedagógicas prioritárias das turmas. c) situação dos alunos. atividades. a preparação e a participação dos professores das turmas. dos especialistas. são definidas ações de intervenção pedagógica para os alunos que estão apresentando resultado escolar insatisfatório? E para acelerar a aprendizagem daqueles que já se encontram em nível recomendável? d) Faz-se o levantamento de alunos infreqüentes e com rendimento insatisfatório que necessitam de atendimento especial da Escola? e) Dá-se atenção à verificação quanto à avaliação do trabalho do professor na visão do aluno? . metas. Essas reuniões devem estar previstas no calendário escolar para facilitar sua organização. . fazer confronto entre o que se propôs nessas reuniões e o Projeto Pedagógico da Escola. levantar indicadores de sucesso: a) necessidades pedagógicas dos professores. b) características dos alunos ou das turmas. Sugestões de atividades que a Escola pode desenvolver visando à melhoria das reuniões de Conselho de Classe: . seleção dos objetivos. bem como a efetivação dos registros. é uma característica apontada como fundamental para os Conselhos.

acompanhamento de dois grandes programas: o Programa Nacional do Livro Didático – PNLD/ Programa Nacional do Livro para o Ensino Médio - PNLEM e o Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE. Esses programas são desenvolvidos em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. Compete à Secretaria de Educação Básica coordenar o processo de avaliação de livros didáticos, de literatura, de referência e de apoio à pesquisa a serem distribuídos às Escolas públicas. O Livro Didático deve ser utilizado como uma ferramenta importante de trabalho em sala de aula, apesar de muitos deles apresentarem conteúdos e atividades que nem sempre atendem às propostas curriculares. Por isso, o professor, usando de sua criatividade, deverá, por meio do diálogo e pesquisas, aprofundar-se nos conteúdos das disciplinas. Assim o Livro Didático deve se constituir numa das ferramentas de trabalho do professor, e nunca a única. Compete ao Diretor coordenar, juntamente com os Especialistas e Professores, a escolha criteriosa, fazendo, com antecedência, um estudo minucioso para uma escolha acertada dos livros que os alunos receberão do PNLD/PNLEM. É importante lembrar que esses livros devem ficar nas mãos dos alunos, eles devem levá-los para casa, manuseá-los, pois, em muitos casos, eles constituem o único material de leitura que o educando possui. Ao saírem da Escola ou mudarem-se de ano escolar, os alunos devem devolver os livros para serem reutilizados por outros alunos nos anos subseqüentes.

3.1.5 A Gestão Pedagógica e os Projetos da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica – SEE
Para apoiar as Escolas no desenvolvimento da Gestão Pedagógica a SEE, através da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica, coordena, dentre outros, os seguintes projetos: . Programa de Intervenção Pedagógica – Alfabetização no Tempo Certo. . Aceleração da Aprendizagem no Norte de Minas, Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce e Região Metropolitana de Belo Horizonte – Projeto Acelerar para Vencer-PAV. . Projeto Desempenho e Qualificação de Professores- Pró-fundamental- Projeto Mão na Massa – Ciências e Matemática – Anos Iniciais. . Projeto Escola de Tempo Integral. . Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa. . Programa de Educação Profissional –PEP – Ampliação de Oferta de Educação Profissional. . Melhoria da Qualidade e Eficiência do Ensino Médio – Universalização e melhoria do Ensino Médio - Promédio. . Desenvolvimento Profissional dos Professores – PDP- Grupo de Desenvolvimento Profissional . Formação Inicial para o Trabalho- FIT

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. Escolas – Referência . Programa de Educação Afetivo Sexual – PEAS . Projeto Incluir . Projeto Manuelzão vai à Escola. Importante! Consultem o site da SEE/MG (www.educacao.mg.gov.br) e o link do Centro Virtual de Referência do Professor ( CRV), bem como manuais e legislação pertinentes, quando quiserem informações a respeito dos Projetos da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica e demais Subsecretarias da Secretaria de Estado de Educação- SEE/ MG. Importante lembrar o Projeto Progestão, coordenado pela Subsecretaria de Desenvolvimento de Recursos Humanos, que desenvolve ações de formação continuada na área específica de gestão escolar, abordado no item 4 deste guia.

3.1.6 Gestão de Parcerias
Fortalecer as relações com a comunidade significa, primeiramente, não desconsiderar o ambiente em que a Escola se insere, seus problemas, suas peculiaridades, seus anseios e suas necessidades. E, num momento que se segue, poder lançar mão de toda a cultura, de todo os hábitos e as riquezas humanas e físicas que possam enriquecer o currículo escolar. O Diretor precisa promover a participação da comunidade na Escola e da Escola na comunidade, pois as pesquisas mostram que a escola que tem os pais e a comunidade ao seu lado consegue melhor desempenho de seus alunos no processo de aprendizagem. Assim, é urgente que a escola transforme os pais em seus primeiros aliados, em seu parceiros de toda hora na tarefa de garantir melhor ensino e mais aprendizagem aos alunos. Aqui, reafirmamos que os principais fatores da mudança, na Escola e fora dela, são as pessoas. Mudanças levam tempo e não podem ser impostas, porque ninguém muda a forma de pensar por decreto e, sem mudar o pensamento, a ação permanece inalterada. Inicie em sua Escola esse processo, Diretor, porque mudar comportamento faz parte do trabalho do líder. Comece contagiando e envolvendo a todos na construção dessa Escola onde todos aprendem e são felizes. Busque parceiros, faça propostas que vão ao encontro dos interesses e necessidades de sua escola e de sua comunidade. Incentive, entusiasme, chame à participação. Nesse processo, você, com certeza, poderá contar com: - Comunidade Escolar; - Voluntariado; -Polícia Militar de Minas Gerais; - Igrejas; - Empresas Locais;

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- Organizações Não-Governamentais (ONG); - Conselho Tutelar – Juizado de Menores; - Universidades; - Associação de Bairros; - Serviços Públicos Municipais – Saúde, Ação Social, entre outros. Parceria é a reunião de pessoas que visam ao interesse comum. Partindo dessa premissa, busque parceria nas pessoas e nas entidades. Essa busca se faz através de contatos pessoais, convites para participarem das atividades da Escola e de outros meios que, certamente, o Diretor saberá encontrar e socializar para encontrar parceiros para a Escola. Importante ressaltar o trabalho desenvolvido, em várias Escolas de Minas Gerais, pela Polícia Militar, com o PROERD- Programa Educacional de Resistência às Drogas - que consiste em uma ação conjunta entre o Policial Militar devidamente capacitado, chamado de Policial PROERD, e professores, especialistas, estudantes, pais e comunidade, para se reduzir o uso indevido de drogas e a violência entre estudantes, bem como ajudar os estudantes a reconhecerem as pressões e a influência diária para usarem drogas e praticarem a violência, e a resistirem a elas. Todas as demais parcerias, cada uma com sua especificidade, muito podem contribuir por meio de troca de experiências, de contribuições materiais e financeiras, do trabalho voluntário, para a melhoria da qualidade da Escola. Quanto à Comunidade Escolar, já sabemos da sua força, do quanto é útil e imprescindível a sua ação no interior da Escola. Conhecer as dificuldades que os pais têm em participar da vida da Escola e buscar estratégias que estimulem e viabilizem essa parceria, que certamente renderá bons frutos, são ações importantes que competem ao Diretor. Assim, sugerimos algumas estratégias para trazer a Comunidade para a Escola, tais como: . Discutir com sua equipe formas de atuação da Comunidade na vida da Escola; . Consultar à Comunidade quanto ao melhor dia e melhor hora para se realizarem as reuniões; . Promover reuniões agradáveis, com uma pauta interessante. Mostrar o papel da Comunidade na construção da qualidade da Escola; . Mostrar a ela as dificuldades da Escola e levantar propostas de soluções, envolvendo-a; . Promover assembléias, nas quais os pais sejam chamados a discutir, opinar, sobre os assuntos da Escola e da turma, não sendo meros ouvintes; . Promover eventos esportivos, sociais, envolvendo todos os alunos, pois, assim, você atingirá os pais; . Solicitar sugestões de atividades que possa realizar para trazer a Comunidade para a Escola; . Solicitar aos pais que assinem nos “deveres de casa e nas avaliações”; . Enviar correspondências aos pais e solicitar que acusem o recebimento; . Outra forma que surte efeito é a mobilização dos alunos, a partir de atividades propostas pela

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na Escola.9 Comunicação Escolar 3.2.Gestão Administrativa: Direcionamento Compartilhado Os aspectos da Gestão Administrativa a seguir devem merecer do Diretor e de sua equipe atenção cuidadosa. Escola boa é aquela em que a Comunidade participa. Para eles.2. Para alguns pesquisadores. diz-nos Gadotti (1994.2. uma vez que não existem como fim em si mesmos.12 Gestào das Instituições Escolares 3.2. Legitima e legaliza os atos escolares. envolvendo toda a comunidade 46 .11 Gestão de Pessoas 3. a participação das famílias na Escola não resulta apenas em possibilidades de consolidar a democracia na Escola.10 Eventos Cívico-sociais. tem um papel muito importante. gincanas.2. lembretes aos pais. Sua construção. recreativas.1 O Regimento Escolar O Regimento Escolar expressa a autonomia da Escola e tem força de lei interna.2. 3. É documento de existência obrigatória. devendo ser elaborado em consonância com a legislação vigente.6 Calendário Escolar 3. como líder. poderá ser a pessoa que abrirá as portas da Escola a todos os interessados em tomar parte nessa construção. 3.1 Regimento Escolar 3. Além da formação da cidadania. a participação é um espaço que possibilita aos sujeitos a construção da sua autonomia e o exercício da liberdade.2. 42) “A participação e a democratização num sistema público de ensino é a forma mais prática de formação para a cidadania”.3 Cadastro Escolar 3. pois.7 Escrituração – Registros 3.2 Censo Escolar 3. Só ganham sentido se se tornarem ferramentas eficazes e efetivas para concretizar o objetivo maior da Escola: ser espaço de aprendizagem. Promover.2.2.8 Arquivamento 3. .2.2. Diretor. apresentação de peças de teatro. como convites. pois.2.própria Escola. p. Você. a participação também é apontada como instrumento de formação de familiares do aluno. manhãs esportivas. “Todos pela Educação de Qualidade” 3.5 Matrícula dos Alunos 3. A esse respeito. aproveitando esse momento para a construção dessa relação.2.4 Fluxo Escolar 3.2. Essa tarefa de trazer e tornar a Comunidade Escolar uma parceira é de todos.

registro e situação especial para isenção da freqüência. anos. Grêmio Estudantil.Objetivos gerais e específicos e funções sociais da Escola . séries.Compõem essa identificação os seguintes itens: Nome. critérios. políticos e educacionais: princípios em que se fundamentam e definição das finalidades da Escola.Fundamentos éticos. IV) Organização Disciplinar . promoção . formas. . análise de resultados e ações de intervenção.escolar. . Associação de Pais e outros órgãos. pois é um documento normatizador das relações. outros.Cursos oferecidos e clientela a ser atendida. modalidades da avaliação.Critérios para a Matrícula e a Transferência: solicitação. Histórico da Escola. apuração.Promoção Parcial: finalidade. periodicidade. III) Organização . Caixa Escolar. V) Política Educacional da Escola . renovação. Endereço. critérios. . registros. objetivos.Diretrizes norteadoras da verificação do rendimento escolar: objetivos. enturmação dos alunos.Estrutura Organizacional: Direção. . Secretaria da Escola. reclassificação.o regime adotado. registro e análise de resultados.Administrativa. a concessão e a expedição de transferência (só poderá acontecer se constar do Regimento Escolar). . 47 . periodicidade. . outros. Conselho de Classe. periodicidade. instrumentos diversos.Progressão Continuada: finalidade.Estágio Curricular: objetivos. . normas para a sua realização. objetivos. . cancelamento. Financeira e Técnica . Vice-direção. matrícula por disciplina – critérios para a aceitação. critérios e procedimentos. definição de forma de avaliação e recursos pedagógicos. critérios para avaliação.Avaliação: objetivos. calendário escolar. estratégias. II) Caracterização da Escola .Classificação. . outros.Diretrizes Gerais para a Elaboração de um Regimento Escolar I) Denominação da Instituição Legal – Entidade mantenedora . periodicidade. . objetivos. recursos metodológicos. Colegiado Escolar.Direitos e deveres dos componentes da comunidade escolar. periodicidade. outros.Formas de organização: se em ciclos. formas de registro. aceleração de Estudos e Avanço Escolar: conceituação. Atos legais. currículo. a formação de classes e turmas.Aproveitamento de Estudos: equivalência. visa ao fortalecimento da identidade da Escola. estratégias.Freqüência Escolar: controle. direitos e deveres de todos os que vivem e convivem no ambiente escolar. . modelos.

documentação. Certo dia. A professora se nega a repetir a atividade para Amanda. arquivos ativo e inativo. a mãe de Pedro conversa com o Diretor e ouve do mesmo que a atitude de barrar o aluno está respaldada no Regimento Escolar. Tarefa: Discuta a norma adotada pela Escola e decida-se pelo CERTO OU ERRADO. 4º Caso: Em um determinado dia. alegando estar agindo fora da lei. o seguinte embasamento legal: Lei nº 9 394 de 20 de dezembro de 1996 .Proposta de Estudo do Regimento Escolar 1ª Proposta . Ele está cursando o 8º ano do Ensino Fundamental. solicitou à Secretaria da Escola que se emitisse a 2ª via de seu boletim escolar.Escrituração Escolar. cursando o 1º ano do Ensino Médio. foi barrado na portaria. de 15 anos. conforme sugestão abaixo. Tarefa: Discuta o caso. O Diretor solicitou à Especialista responsável pelo turno que assumisse a classe. Por razões desconhecidas ela deixou de fazer uma atividade avaliativa. Ao procurar resposta pela atitude dos servidores da Escola. Foi informado de que teria de pagar pelo documento. A Especialista recusou-se. outros. está cursando o 6º ano do Ensino Fundamental. caso o fizesse. uma professora do 2º ano de Ensino Fundamental se ausentou da Escola. Lei nº 8 69/1952 .Divida a turma em grupos e entregue a cada grupo um caso. Tarefa: Discuta o fato. normas de organização.Estatuto do Funcionalismo Público. VIII) Disposições Transitórias Para a elaboração do Regimento Escolar é preciso considerar . sugerindo 48 . organização de arquivo. Em seguida. 3º Caso: Marcos. (10 minutos para cada grupo): 1º Caso: Pedro é aluno da Escola X. Solicite que analisem o caso fazendo julgamentos. sem o uniforme. ao chegar à Escola. O argumento apresentado pela professora procede? Justifique sua resposta. 2º Caso: A aluna Amanda. a professora eventual também estava ausente. VII) Outros aspectos que a Escola julgar necessários: . Resolução da SEE/MG nº 1 086/2008.Estudo de Casos: Dinâmica . justificando sua resposta.LDBEN. os grupos farão a apresentação das suas conclusões à luz do Regimento Escolar. A Escola está agindo corretamente? Justifique sua resposta. Lei Federal nº8 069/ 1990 . Lei nº 7 109/1977 Estatuto do Magistério. .VI) Normas destinadas ao atendimento dos princípios da Gestão Democrática na Escola . de 12 anos. dentre outros.Estatuto da Criança e do Adolescente. Nesse mesmo dia.Princípios norteadores e objetivos. pois a Escola fornecia sem custos apenas a 1ª via.

consecutivos.ao Diretor que dispensasse a turma. Tarefa: Discuta a solicitação do Diretor e a postura adotada pela Especialista. Por motivos desconhecidos da Escola. Tarefa: A atitude tomada pela Escola tem respaldo legal? Comente. posicione-se e justifique. A Escola informou à família da aluna que ela estava automaticamente reprovada. Comentarista: Esta é uma cena que se passa em uma Reunião Administrativa da Escola. 7º Caso: Flávia é aluna do 6º ano do Ensino Fundamental. 8º Caso: Durante a reunião de Conselho de Classe. obtivesse rendimento escolar de 80% em todos os conteúdos avaliados. Tarefa: Que argumentos legais podem ser usados pela professora para fazer tal sugestão e quais argumentos podem ser alegados pela família para adotar ou não essa medida? Discuta o caso e apresente justificativa. a Escola poderá apresentar estas cenas para oportunizar a discussão a respeito do Regimento Escolar. ausentou-se por 45 dias letivos. Comunicou o fato ao Especialista. Tarefa: Discuta a atitude do professor. Decida-se pelo CERTO ou ERRADO e justifique. Diretor: Gostaria de começar a reunião. mesmo sem 49 . submetida à avaliação. 5º Caso: Um aluno X do 5º ano foi colocado para fora da sala de aula pelo professor com a seguinte argumentação: “Ele não fez o dever de casa”. um grupo de professores reprovou um aluno que durante o ano não conseguiu rendimento escolar recomendável em duas disciplinas por dificuldades com as mesmas. 2ª Proposta: Cenas que precisam ser mudadas Dinâmica: Teatro De forma teatralizada. deve ser tratado com carinho. a professora sugeriu que a mesma voltasse a freqüentar o 3º ano. 6º Caso: Vera é aluna do 4º ano do Ensino Fundamental. pois acho que o Regimento Escolar é para punir e torturar as pessoas da Escola. devido ao número de faltas. e decidiram por uma reunião com os responsáveis pela aluna. Ao reunir-se com os responsáveis pela aluna. mesmo que. 1ª Cena – Reunião Administrativa da Escola Objetivo: Discutir a construção do Regimento Escolar com servidores da Escola. Tarefa: A decisão do Conselho de Classe é válida? Comente. posicione-se e justifique. perguntando o que é um Regimento Escolar e vocês deverão responder através de um desenho. A professora de Português só percebeu que ela não estava alfabetizada no mês de junho. Marize: Acho que o Regimento Escolar é uma flor. ok? Diretor: Vamos ver o que cada um desenhou? Helena: Eu desenhei uma nuvem negra. Decida-se pelo CERTO ou ERRADO e justifique.

dentro do arquivo número 16. faz muito tempo que eu parei de estudar.. o Regimento Escolar é o mesmo que um conjunto de regras impostas as quais devem ser cumpridas sem discussão. das 7h às 9h. 3. o fazendeiro atual fechou a Escola. Secretária: Pois bem. Secretária: Não tem jeito. Sinta-se à vontade para criar outras mais adequadas à sua realidade e discuti-las com os profissionais da Educação. não se discutindo a construção do Regimento Escolar conforme proposto. Comentarista: O Aluno X está com 16 anos de idade. eu não tenho esse tal de histórico. essas são algumas situações habituais na vida da Escola. ah. dona. 2ª Cena – Aluno é impedido de matricular-se. eu resolvi estudar de novo e vim fazer matrícula.2. é claro. mas eu acho que é no 3º ano. O Regimento Escolar não permite matrícula sem a documentação completa. na gaveta “B”. e a senhora quer saber? Acho até que aquela Escola era clandestina. oportunizando o conhecimento do mesmo. Está escrito no Regimento da Escola. Diretor: Foi muito bom vocês terem manifestado o que pensam sobre o Regimento Escolar. Karla: Para mim. Agora vocês devem procurar na secretaria.. em situações práticas. e eu tenho que cumpri-lo.2 Censo Escolar O objetivo da realização do Censo Escolar é padronizar o levantamento dos dados educacionais e ressaltar a importância dessas informações para o conhecimento da realidade 50 . Atenção! Diretor. triste e desencantado com o seu sonho de voltar a estudar. Secretária: Em que série meu filho? Aluno: Ah! Eu nem sei. Aluno: Já vem o bendito do histórico!!! Sempre me barrando de estudar. Dona. ele é a lei maior. à luz do Regimento Escolar.. Aluno: Dona.. Eu vejo falando que a Escola é para todos. dá um jeito.conhecê-lo.. Vai à Escola e é impedido de matricularse no Ensino Fundamental por falta de Histórico Escolar. numa pasta preta. E vocês ficarão bem informados sobre o Regimento Escolar. Aluno: Dona. Comentarista: E assim a reunião teve fim. com a permissão da Secretaria. Que posso fazer? Comentarista: E o aluno X foi embora. sob seu comando.. Secretária: Então me dê o seu Histórico Escolar que eu vou olhar em que série você vai matricular-se. pois eu estudei há sete anos. meu filho. Cada professor foi embora com as mesmas dúvidas de antes. então você vai ficar sem estudar. numa roça.

São utilizados como parâmetros para execução de vários programas como Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB. Processa-se a coleta de dados do final do ano anterior. Estadual e Municipal. . São dados que constituem a movimentação dos alunos.4 Fluxo Escolar Taxas de aprovação. Objetivos: . . À Secretaria de Estado de Educação compete coordenar e promover a realização do Censo Escolar que. reprovação e abandono de curso com seus respectivos percentuais dos alunos aprovados. entre outras finalidades. Os resultados do Censo Escolar subsidiam o planejamento das políticas educacionais nas esferas governamentais Federal. Democratizar o acesso à rede pública de ensino. em busca de 51 . oferece dados para o repasse de recursos do Programa de Manutenção e Custeio. e o Programa de Mobiliário e Equipamentos define o número de livros e de materiais didáticos e dimensiona o quadro de pessoal das Escolas. 3. reprovados e dos que abandonaram sem pedir transferência para outra Escola. É dever do diretor da Escola tomar consciência dos dados relativos a aprovação. isto é. acontece em duas etapas: a primeira realizada em fevereiro. É ação conjunta entre SEE e MEC. Possibilitar o zoneamento. ele deve acompanhar e zelar pelo correto preenchimento dos formulários e pelo cumprimento dos prazos. . em Minas Gerais. A análise dos dados obtidos permite identificar as necessidades das ofertas educacionais nas diversas etapas da Educação Básica.educacional do Estado e do País. O Programa Nacional do Livro Didático – PNLD e o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. É responsabilidade do Diretor da Escola a veracidade dos dados e das informações registradas. o fluxo escolar. coletam-se os dados do início do ano em curso e é realizada normalmente em maio/junho.2. repetência e evasão de seus alunos e compartilhar com a comunidade escolar. na segunda.2. Deve manter os dados cadastrais sempre atualizados junto aos órgãos competentes. em regime de cooperação com as Prefeituras. Proceder à chamada da população para garantir que os candidatos à matrícula no Ensino Fundamental ingressem na rede pública.3 Cadastro Escolar É o conjunto de atividades que permite a compatibilização de candidatos a vagas na rede pública de ensino. O sistema de turmas e matrícula (QTM) implantado nas Escolas. É realizado anualmente. 3. Possibilitar ao poder público condições de planejar a rede escolar. O atraso escolar está associado ao menor desempenho do aluno.

horários e o local de atendimento e deverá ser um espaço amplo que proporcione conforto às pessoas que buscam a matrícula. a permanência e o sucesso escolar dos educandos. evidencia o aluno da Escola. Durante o ano letivo. isso próximo a dezembro.alternativas e estratégias que fomentem a melhoria do processo de ensino-aprendizagem e que garantam a entrada. Determina as datas previstas para o início e o término dos períodos letivos e as demais atividades. O uniforme escolar. Nunca poderá ser obstáculo à entrada ou mesmo à permanência desse aluno na Escola. utilizando-se de instrumentos específicos para cada situação do contexto escolar. enfatizando aspectos importantes como: data da realização da matrícula. No momento da matrícula. nos estabelecimentos de ensino. 3. não sendo admitidos erros e incorreções (rasuras.Registros É o ato de registrar. 3. Permanecendo essa situação. compete à Escola comunicar. comunicar à Promotoria da Vara da Infância e da Juventude ou à Promotoria de Justiça para que ações cabíveis sejam tomadas.2.2. Atenção! Em caso de infreqüência do aluno. É elaborado de forma coletiva. é realizada a renovação de matrícula. Persistindo a infreqüência. sistematicamente.6 Calendário Escolar Instrumento de relevância na organização dos trabalhos escolares. tendo como base as orientações da SEE/MG.5 Matrícula dos Alunos Primeiro inscreve-se o aluno no Cadastro Escolar. com a participação da comunidade escolar e apreciação do Colegiado. 3. Podemos mencionar os seguintes instrumentos: 52 . com o objetivo de prever vagas e turmas. primeiramente ao Conselho Tutelar da Jurisdição. Define parâmetros gerais relativos à organização do ano escolar. a família deve ser informada das normas da Escola. falta de assinatura e outros). conforme legislação específica dos órgãos competentes. É importante ressaltar que as matrículas também podem acontecer quando houver oferta e demanda de vagas.2. Usar o bom senso e criar alternativas para que todos possam freqüentá-la sem constrangimento é o melhor caminho. o Diretor deverá pesquisar junto à sua família os porquês de sua falta. Só depois é efetivada a matrícula. Compete ao Diretor organizar com seus pares a melhor forma de processar esse atendimento. além de dar um aspecto organizado. do Calendário e do Uniforme Escolar. ocorrido em período determinado pela SEE/MG. todas as informações e os acontecimentos ocorridos na Escola.7 Escrituração .

Ela é o registro claro. rubricá-las. São elementos obrigatórios de uma ata o cabeçalho.Diário de Classe do Professor Instrumento utilizado pelo professor para registrar a vida escolar do aluno. deve-se observar o seguinte: . 53 . tenham sido divulgados. de forma simples e objetiva. relação dos participantes. É necessário que a Escola registre em Ata. datar e assiná-las. Possui um espaço apropriado. o cálculo de aulas previstas. Essa mesma pessoa fará o Termo de Encerramento. a ressalva é feita escrevendo-se “em tempo”. e não há parágrafos. Atenção! Mais importante que fazer a Ata de uma reunião é anotar. Só podem assinar as Atas os membros presentes àquela reunião. Do Diário de Classe são extraídas todas as informações necessárias para emissão de documentos como histórico escolar. aprovação da Ata anterior. as ações combinadas. A Ata é um documento em que se exigem determinados cuidados. -Acréscimos podem ser feitos com a expressão “em tempo”. e não os presentes às sessões seguintes. o que foi combinado e decidido na reunião e/ou assembléia. desfecho. Não se deve deixar espaço em branco. ficha individual do aluno. todas as decisões tomadas nas reuniões ou assembléias.As correções em atas são feitas usando-se o termo “digo” para retificar. normalmente um livro próprio. e os nomes dos responsáveis por cumpri-las. por pessoa autorizada. .Os numerais deverão ser escritos por extenso. com antecedência de pelo menos 24 horas. A Ata permite consultar registros e esclarece dúvidas surgidas. as decisões tomadas. Na redação de uma Ata. resultado de uma reunião de pessoas cujos objetivos. O essencial não é a Ata. abertura com indicação de local. desenvolvimento. não podendo mudar nem acrescentar nada aos registros feitos pelo professor. com páginas numeradas e rubricadas por quem se responsabiliza por ele. dos fatos ou das decisões. diretor ou secretário. mas. indicar a quantidade delas. após o término da Ata. . sim. O livro de Ata deve conter: Termo de Abertura e Termo de Encerramento. fiel. porque as pessoas que assinam a Ata declaram ser verdadeiro tudo o que nela está escrito. -Quando o erro só for percebido após o término da Ata. entre outros. Compete à Secretaria escrever no Diário de Classe a relação dos alunos. através de convocação. O Termo de Abertura indica a finalidade do livro.Atas O Diretor divide e compartilha responsabilidades e decisões. para impossibilitar acréscimo. que deverá numerar as folhas.O registro é feito seguidamente. Feito na primeira página. . dia e hora..

Declarações.Títulos e Certificados .Pasta Individual do Aluno É utilizada para a guarda de toda a documentação referente à vida escolar do aluno.Compete ao Professor registrar o número de aulas previstas e dadas no bimestre. Boletim Escolar.Cópia de documentos preenchidos para Avaliação de Desempenho Individual – ADI . deve estar em consonância com o Projeto Pedagógico da Escola e com o Plano de Ensino do Professor. .Ficha de matrícula.Estatuto da Caixa Escolar .Declarações do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e outros (DIRPJ. fazer ressalvas com a data e a assinatura do professor. incluindo os Recursos Diretamente Arrecadados – RDA 54 .Outros pertinentes ao interesse de cada servidor.Não permitir que se faça registros a lápis. registrado no Diário de Classe. Certidão de Nascimento ou outro documento pessoal. . Transferências. DCTF e RAIS) . sem autorização da Secretaria da Escola.Pasta de Prestação de Contas da Caixa Escolar.Movimentação regional e estadual .Calendário Escolar . endereço. a síntese do conteúdo trabalhado após o término do bimestre. outros. os dias trabalhados. .Em caso de rasuras no Diário de Classe. Não é da competência do professor acrescentar nome dos alunos no Diário de Classe. a freqüência e as faltas dos alunos.Regimento Escolar . contatos. devendo conter os seguintes dispositivos: . etc. Certificados de Conclusão de etapas ou de níveis escolares.Cópia de documentos pessoais .Ficha de dados pessoais.Processo Funcional do Servidor – Vida Funcional É utilizado para a guarda de toda a documentação referente à vida profissional do servidor. Atenção! .Recortes de publicações do Diário Oficial de Minas Gerais . Histórico Escolar. . devendo conter: . . .Documentos relativos a benefícios e vantagens adquiridos .Documentação Relevante da Escola Uma escola bem organizada administrativamente deve ter em seus arquivos: .O conteúdo das aulas.

. garantindo.Cópia do Patrimônio da Escola . assim.Processos Funcionais dos Servidores . . .Ao serem apresentados documentos oficiais de identificação. para que o servidor compare os dois documentos e autentique a cópia. .Espaços não preenchidos deverão ser inutilizados com um traço. segurança e manutenção do arquivo. Seus nomes deverão figurar por extenso.Pastas de correspondências expedidas. transferências.8 Arquivamento É a guarda de toda a memória da Escola. etiquetado. do Conselho de Classe.A apresentação da cópia autenticada dispensa a apresentação do documento original. dos dados constantes dos documentos originais. Livro de Ponto.Livro de expedição e entrega de documentos.Cópia do Plano de Intervenção Pedagógica – PIP.Cópia do Projeto Pedagógico da Escola – PPE. deverá ser exibido o original.Cópia do Termo de Pactuação de Metas da Escola. contudo. compreendido por qualquer pessoa em qualquer época.Livro de visitas do Inspetor Escolar.Outros. ..Livros com registro de freqüência dos servidores. . sem rasuras e incorreções. no ato. devolvendo o original ao interessado. . Somente pessoas credenciadas poderão assumir esta função.Plantas do prédio da Escola.Quadro de Freqüência dos Servidores . 55 . . . .O arquivo deve ser separado por assunto.Os documentos expedidos devem ser assinados pelo Diretor ou seu substituto legal.Transcrição exata. 3. diplomas. administrativas. . Aspectos a serem observados na Escrituração e no Arquivamento . Pode ser digital. ou a 2ª via de todo documento expedido. . etc. de fácil acesso. Se a cópia não for autenticada. . livros e fichas. certificados. abaixo das assinaturas e dos números dos respectivos registros ou MASP.Cópia do Boletim do PROALFA e PROEB.Cópia dos Resultados do Desempenho Escolar nas Avaliações Institucionais. entre outras. e pelo Secretário ou responsável pela escrituração escolar. estes deverão ser devolvidos aos seus proprietários por não ser lícita a retenção de qualquer documento de identificação pessoal. . .Cópia do Censo Escolar e Quadro de Turmas e Matrícula – QTM .2. do Colegiado. é necessário também que toda esta documentação esteja muito bem organizada em pastas. da Caixa Escolar e de eventuais ocorrências. .Deverá ser arquivada uma cópia. das Assembléias. . recebidas. outros. .Livros de Atas das reuniões pedagógicas.Os espaços destinados à observação deverão conter todos os dados peculiares à vida escolar.

. Fale devagar e pausadamente para que o ouvinte o compreenda. . Fale de maneira dinâmica. Use a linguagem adequada. decorrentes do Processo EnsinoAprendizagem. adoção de agendas. a partir da realidade escolar. . entre outros. Na busca de alternativas para melhorar o fluxo de comunicação. É necessário que a Escola selecione cuidadosamente todo o material a ser arquivado.Ao Secretário cabe o registro dos resultados obtidos. por exemplo. . Seja solícito e acolhedor. . demonstrando suas habilidades. para uma melhor organização. viabilizando a oportunidade de socialização das informações pertinentes e peculiares à Escola. Olhe de frente para quem fala. 56 . . arquivo de funcionários e arquivos diversos. podem ser utilizadas. . . a fidedignidade das informações. características intrínsecas à gestão democrática. tenha atenção aos seguintes aspectos: . Para facilitar a comunicação verbal. Esse caminho favorece a satisfação de todos os envolvidos promovendo um clima harmonioso e transparente. . tendo como critério desta organização a ordem alfabética. com mobiliário apropriado para sua conservação.Arquivo Ativo e Inativo Arquivo ativo consiste na organização de informações e registros referentes ao funcionamento da Escola no decorrer do ano letivo. Tenha segurança no que vai falar. Diminua a distância física. 3. Identifique as pessoas pelo nome. Arquivo inativo consiste na organização de informações e os registros referentes ao funcionamento da Escola nos anos anteriores ao ano letivo em vigor. veiculação de informações atualizadas em quadrosmurais e instalação de caixas para sugestões em pontos estratégicos. Pode-se. mantendo assim.9 Comunicação Escolar A direção da Escola precisa estabelecer contatos regulares e continuados com toda a comunidade escolar. Recebe também os nomes de Estático ou Morto. . Dê atenção a quem fala. Seja claro e objetivo. . . Os arquivos devem ser instalados em local arejado. das igrejas. separá-lo em três partes: arquivo de aluno.2. Faz-se necessária a revisão e a atualização deste arquivo anualmente. Recebe também o nome de Arquivo Vivo ou Dinâmico. transmissão de informações por meio de aparelhagem de som da Escola.Separar o Arquivo Morto ou Permanente do Arquivo Vivo.

.Avaliação de Desempenho e o Plano de Gerenciamento do Desempenho Individual – PGDI. Evite erros vocais ou gaguejos. tendo como eixo de seu trabalho a gestão pedagógica. sempre pautando-se nos princípios da ética e da democracia. administrando conflitos. promovem a socialização. O incentivo.Formação Continuada dos Profissionais da Escola . financeira.Movimentação de Pessoal e o Processo Funcional .Relações Interpessoais . proporcionar-lhes ambiente propício para o exercício de suas funções. Zelar pelo bem-estar de todos os servidores.Concessão de Benefícios . Vale lembrar que é importante o envolvimento dos alunos nas atividades cívico-sociais. o desenvolvimento humano nos aspectos afetivo.11 Gestão de Pessoas Cabe ao Diretor. . na gestão de pessoas e de resultados. a organização e a liderança do Diretor. . a integração com a comunidade.2. esportivas. fazer acontecer as outras “gestões” da Escola na área administrativa.10 Eventos Cívico-Sociais Estes eventos devem fazer parte do currículo da Escola. Use tom de voz adequado. .2. Respire calmamente para não demonstrar nervosismo. em tempo hábil. são indispensáveis para uma verdadeira gestão democrática e participativa. nesses momentos tão especiais de intercâmbio com as famílias dos alunos. concedendo-lhes benefícios e vantagens que lhes são de direito.As Pessoas e a Instituição Escolar . privilegiando-se a prática do protagonismo infantil e juvenil. promovendose a participação e a inclusão de todos. 3. e nos valores que regem as relações humanas. motor e cognitivo. se bem planejadas pela Escola. Saiba ouvir. possibilitar-lhes formação continuada e avaliação de desempenho individual justa. Essas atividades. 57 . são ações imprescindíveis na gestão de pessoas. Os itens que se seguem merecem cuidado especial da Gestão Escolar por se tratarem de ações que envolvem os direitos e deveres das pessoas que na Escola atuam: . As Pessoas e a Instituição Escolar As instituições podem ser definidas como conjunto de pessoas que se organizam coletivamente em torno de um propósito comum. 3. buscando soluções para entraves.

sob o teto da instituição escolar. Mudança de Lotação e Remoção. O bom desempenho de cada um garante o sucesso da engrenagem escolar. Assim. o desenvolvimento organizacional requer mais do que uma boa convivência social. Processo de Acúmulo de Cargos ou Funções. socialize essas atribuições para que toda a comunidade escolar as conheça. Lotação. Movimentação de Pessoal e o Processo Funcional O processo de movimentação de pessoal consiste em realizar ações necessárias com o objetivo de oferecer ao servidor seus direitos. irmanam-se no objetivo comum: propiciar a aprendizagem a todos os alunos. os planos de trabalho de cada um. Diretor. atualizar e guardar com muita segurança este “bem” do servidor. cuidar. . Essas atribuições estão descritas no Regimento da Escola. É nessa interação que a teia da convivência. Apesar da importância das relações interpessoais no desenvolvimento das instituições. . fazendo os registros e arquivamento dos mesmos. . valendo-se das normas e leis vigentes. mas que. Cabe ao Diretor fazer convergir essas forças de trabalho em favor do sucesso de todos os alunos. Neste campo compete à Escola prestar os seguintes serviços : . São pessoas diferentes. Certidão de Contagem de Tempo de Serviço do Servidor. registrar. Processo de Abandono de Cargo. a formação profissional. A gestão de pessoas pressupõe a definição de papéis e das atribuições de cada servidor. fazendo as alterações quando necessárias. é importante levar em consideração outros elementos como as competências pessoais. valorize aqueles que aí atuam. da partilha das experiências e do conhecimento se constrói. o processo é também assim. processar e acompanhar as designações de servidores para cargos vagos e em substituições. Realizar as matrículas e as renovações de matrículas dos alunos. Planejar. É dever da Escola. mas jamais entregar-lhe o processo funcional para que ele tente 58 . Compõem a movimentação de pessoal: Adjunção. Leitura do Órgão Oficial de Minas Gerais para destaque e arquivamento das partes de interesse da Escola e dos Servidores. Posse. atender às solicitações do servidor. . . Na Escola. conforme determinação da SRE/SEE. . em busca da harmonia do ambiente escolar e do alcance das metas estabelecidas.Processo Funcional O Processo Funcional do servidor é tão importante quanto os seus benefícios e a sua vida funcional. . Dispensa.Porém. Controlar a movimentação dos servidores da Escola em nível estadual e regional – Transferências. É de extrema responsabilidade da Escola zelar. Mudança de lotação.É o processo pedagógico que identifica a Escola e todos que aí trabalham. Designação. também.

protocolize-o imediatamente.RIM. para organizar o Processo. Nunca deixar para última hora. solicitar cópias xerografadas do Processo Funcional. de modo que ele fique pronto para qualquer eventualidade. a Escola deve mantê-lo sob sua guarda até ser requisitado. Em caso de remoção. Os documentos necessários para compor um Processo Funcional. organizado e atualizado para ser encaminhado ao destino. disposição. remoção. demissão.Resultado de Inspeção Médica.Recortes das publicações dos Minas Gerais em caso de benefícios identificando: data.Ficha funcional. Quanto aos servidores designados. São eles: .Cópia xerografada autenticada do diploma de curso de pós-graduação (quando for o caso) .Cópia do Certificado de Reservista ou de Dispensa de Incorporação se homem com até 45 anos. Essas situações não podem apanhar a Escola desprevenida em sua escrituração. na SRE. quando o servidor estiver nas seguintes situações: em processo de afastamento preliminar por aposentadoria voluntária.Termo de posse e exercício. . licença para tratar de interesses particulares (LIP). . Daí a necessidade de solicitar do servidor documentos. o Processo Funcional deve ser protocolado na SRE. protocolar o Processo Funcional para a Escola de destino. mudança de lotação.Expediente de acúmulo de cargos (licitude publicada) quando o servidor tiver mais de um Cargo em outro órgão. requerer qualquer benefício. invalidez ou compulsória. desde que acompanhado por um funcionário de confiança da diretoria na Escola. atualizado sempre que for possível.resolver o problema sem ajuda de um servidor responsável pelo serviço. independentemente das situações já citadas.Resultado de exames pré admissionais. É direito do servidor manusear. sem rasuras e de fontes fidedignas.Cópia de documentos pessoais – CI e CPF. . . adjunção. coluna. Fora isso. devem ser legíveis. mudança de lotação e cargo em comissão em outros órgãos. Quando qualquer setor da SRE solicitar o Processo Funcional de algum servidor.Declaração de acúmulo de Cargos e Proventos assinado pelo servidor. principalmente quando for para resolver ações jurídicas.Todas as contagens de tempo originais. laudo médico. . do responsável com 59 . exoneração. contagens de tempo. . O Processo Funcional deve ser organizado. e designados em outra. . . página. cargo em comissão em outros órgãos. . . do diretor. com carimbo da escola. exceto se cidadão português. terminada a designação nessa Escola.Documento relativo à naturalização de estrangeiro. O servidor pode se desligar definitivamente da Escola. e quando o servidor vier a falecer.Certidão de nascimento ou casamento (com homologação do divórcio quando for o caso). .

Quadro Informativo (quando for designado). remoção. 13º . a contagem divergir). 15º . 9º .Microfilmagem do cargo aposentado. Memória de Cálculo). 7º .Gratificação por Curso de Pós-graduação.Certidão de Nascimento ou Casamento e Demonstrativo de Pagamento. e assim por diante. Esses documentos devem ser solicitados ao servidor gradativamente.Biênio (IA.Qüinqüênio (IA.Acúmulo de cargos e proventos.Quadro de extensão de carga horária em “horas aulas”.Adicionais por Tempo de Serviço . 14º . 5º .Promoção por Acesso e Progressão Horizontal já adquiridos. 6º . Memória de Cálculo). deixar os documentos no Processo. 12º . .Publicações.Férias-prêmio (deixe tudo sobre este benefício no bloco). 10º . assinado pelo Diretor (impresso próprio). .Abono Família (só o IA).Expurgo é tudo o que exceder aos itens acima citados. mudança de lotação (podem ficar no mesmo bloco). como contagens de tempo repetidas (escrever nelas a lápis – REPETIDA) demonstrativo de pagamentos antigos. 3º .Contagens de Tempo (separe somente as que serão utilizadas). Minuta.Ficha financeira. requerimentos pedindo benefícios (exceto os de Férias-Prêmio e o Acesso) QI (quando o servidor for efetivo).suas respectivas assinaturas e do inspetor (somente nos períodos de designação ou quando for efetivo. Ficha Financeira e microfilmagem do cargo aposentado. solicitar a alteração dos mesmos. quando se tratar de assunto fora de sua esfera de competência e 60 . Minuta. . Concessão de Benefícios O Servidor deve requerer o que lhe é de direito na Escola em que trabalha. 4º . Um Processo Funcional organizado facilita o manuseio e torna mais rápido e seguro o trabalho. 2º . 8º .Gratificação de Incentivo à Docência.Dados Cadastrais do servidor. Essa providenciará o expediente necessário à formalização da concessão pela Superintendência Regional de Ensino.Como organizar um Processo Funcional 1º .Nomeação. Cabe à Escola comparar os dados neles contidos. . exercício. 11º . posse.Ficha Funcional. a qual compete fazer publicar o correspondente ato ou encaminhar o processo ao outro órgão. Se estiverem incorretos.

Em se tratando de direitos previdenciários de servidor não efetivo. Adicional de 10% . Afastamento por motivo de Casamento.adoção de criança menor que um ano. Adicional por Tempo de Serviço. Redução da Carga Horária de servidor responsável por Excepcional.A). . . Gratificação de Incentivo à Docência – Biênio e Pó de Giz. Abono Família. . Alteração de Nome. Afastamento por motivo de Luto. Aposentadoria. . . . Licença Maternidade . .providenciará a emissão de Informativos de Alteração (I. 176. . . Licença Gestação. . 152. .adoção de crianças com mais de um ano e menos de quatro anos. . os documentos deverão ser observados com atenção uma vez que exige prazo para requerimento destes direitos. 186 . Licença para Acompanhar Cônjuge Servidor Público – Lei nº 869/1952 – Art. Licença para Acompanhar Pessoa Doente da Família – Lei nº 869/1952 – Art. . . Alteração de Titulação. Afastamento Voluntário Incentivado – AVI .adoção de crianças de quatro a oito anos. . 61 . . Gratificação de Educação Especial. Promoção por Escolaridade – Progressão. Direitos e Vantagens do Servidor . Compete ao Diretor otimizar e dinamizar com o Secretário e com os Assistentes da Educação Básica o trabalho da Escola. . Gratificação por Curso de Pós-graduação. Salário Família. Férias Prêmio. . Licença Paternidade. . .Art. Afastamento da Docência – Lei nº 7109/1977. Licença para tratar de Interesses Particulares – LIP – Lei nº 869/1952 . 179.Art. . com relação à concessão de Direitos e Vantagens a que o servidor tem direito.

está associada à formação dos professores. Outros temas demandados pelo grupo. da direção e dos demais servidores. assuntos. vol.Formação Continuada dos Profissionais da Escola A qualidade de uma Escola. mais aprendizagem dos alunos. Ética / Relações Interpessoais. . Avaliação da Aprendizagem . dos especialistas. ao Diretor gerenciar e objetivar o aprimoramento desses profissionais. Avaliação de Desempenho Individual – ADI. incentivando-os a participar de cursos. Diretrizes Curriculares de Matemática (de Iracema Campos Cusati e Wanda Maria de Castro) .Sugestões de Temas. Socialização da legislação pertinente à Educação. . Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE. dos CBC. . Compete. A formação inicial profissional é uma exigência legal. se faça com os professores. portanto.2 e 3 (As escolas possuem essa coleção) . Guias do Professor Alfabetizador . congresso de educação e outros promovidos fora. Projeto Pedagógico da Escola (PPE) . Pode partir de iniciativas individuais ou da instituição mantenedora. Diretor! É importante que. palestras. um pré-requisito para o ingresso na carreira. Procedimentos e Recursos para a Formação Continuada • Público-alvo: Direção / Especialista / Professor Temas . para que se tenha educação de qualidade. Ortografia (como e quando trabalhar a ortografia) . especialistas e com os demais servidores o levantamento da demanda de temas. Análise de produção de escrita dos alunos . . Plano de Gestão do Desempenho Individual (PGDI) . . A Psicogênese da Leitura e da Escrita . . em grande parte. A Formação Continuada é uma necessidade e um direito garantido pela LDBEN. estabelecendo com o “grupo” uma programação para a Formação Continuada. e na própria Escola. Metodologia do Ensino da Matemática – SEE/MG. logo no início do Ano Escolar. Plano de Intervenção Pedagógica (PIP) . Melhor ensino. Regimento Escolar. 1. 62 .

.Relacionamento Interpessoal. aulas de demonstração.Como elaborar Projetos de leitura.As relações interpessoais com os usuários do espaço da Biblioteca.Os Professores de Uso de Biblioteca deverão participar do programa de formação continuada sugerida para os demais Professores. Recursos que não podem faltar aos encontros: pincéis atômicos. transparências. . utensílios necessários e sua conservação e vestuário. . papel kraft. blocos de anotação. Apresentação virtual. oficinas pedagógicas.Como organizar uma Biblioteca.Cantina: aspectos de higiene.Usar as metodologias e os recursos didáticos sugeridos na formação continuada dos Professores. o que 63 . . DVD. . • Público-alvo: Cantineiras Temas .Desenvolva dinâmicas de grupo que incentivem a participação de todos. aula expositiva com interação do grupo. outros.Merenda Escolar: seu preparo. textos.• Metodologias / Procedimentos Didáticos: Técnicas de painel. distribuição. CD. fita crepe.Merenda Escolar e a Aprendizagem dos Alunos. giz. armazenamento dos alimentos. vídeos. seminários e palestras.Comece sempre os encontros com uma reflexão (Mensagem). painéis e cartazes. • Público-alvo: Professor de uso de Biblioteca Temas . • Recursos Didáticos Recurso audiovisual: Slides em programas computacionais. . mesa redonda.Direitos e Deveres dos Servidores . . Importante: . . produção de fotografias.Esses encontros devem ser planejados com a participação efetiva dos Especialistas em Educação Básica. na folha de papel kraft. . dinâmicas de Grupo (promover as relações interpessoais).Outros Atenção! . como servir. • Metodologias . .Dinâmicas de Grupo – Peça que se escreva ou se desenhe.Como fomentar o hábito pela leitura.

• Público-alvo: Auxiliar de Serviços da Educação Básica.Arquivamento – Como construir e alimentar o arquivo da Escola.Atendimento ao público. dê 15 minutos para cada uma apresentar o seu cartaz ao grupo.Relações interpessoais. mas boa mensagem. . por ocasião dos encontros. é pensar em algo aberto. .Direitos e Deveres dos Auxiliares. Pensar as relações na Escola é pensar nas interações que se desenvolvem no ambiente escolar.considera ser dificuldade no trabalho.Não se esqueça de incluir bons vídeos para que sejam exibidos e discutidos. .Direitos e deveres dos Servidores. . Observações . melhor será o seu patamar de desenvolvimento da qualidade da educação oferecida aos alunos. . na atualização dos servidores. .Realizar as dinâmicas de relações interpessoais também com esse grupo. Relações Interpessoais “Falar de relações é falar de incompletudes.Escrituração / Preenchimento de documentos. Escreva ou desenhe algo que possa amenizar essas dificuldades. Quanto mais a Escola investir na formação continuada. diz Guarechi (1998). .Mesa Redonda ─ dialogue / troque idéias . 64 .Outros sugeridos pelo grupo. . .Relações Interpessoais. . • Público-alvo: Assistente Técnico da Educação Básica e Secretário Temas . . . Temas .Finalizando. Atenção! Podem ser utilizadas as mesmas dinâmicas de trabalho usadas nos grupos anteriores e tantas outras a critério da direção.Estudo da Legislação referente aos serviços prestados e à vida profissional.Considerar as metodologias usadas no grupo das Cantineiras.A eficiência no Trabalho.Comece sempre as reuniões com uma pequena. em algo que pode ser ampliado e transformado”.

até que ponto.Fortalecimento da visão compartilhada envolvendo todos os segmentos nas ações da Escola . idéias e melhores práticas. não só com seus valores. pois. A Psicologia pode contribuir para a compreensão das relações interpessoais e para a mudança da vivência cotidiana dos professores. os mesmos têm afetado sua vida e suas relações. sugerimos alguns temas para estudo: .As propriedades e qualidades de uma relação social.Leituras e exibição de filmes e vídeos para reflexão. compreensão. responsabilidade e solidariedade com e entre todos os que militam na Escola.Palestras sobre afetividade. . deixarmos de dar a atenção devida às nossas relações. dos alunos e de todos os segmentos da Escola. . . Nosso código de referência para abordagem do mundo são as pessoas. . especialmente por parte dos professores. faça uso dessa habilidade. entre outros. neutras ou antagônicas para nossas relações interpessoais. práticas de convivências que possam produzir mudanças substanciais em nossos relacionamentos.Componentes e condições para uma relação humana construtiva . Sugerimos que sejam desenvolvidas na Escola as seguintes práticas: . através de palestras. Enfocando algumas dessas contribuições. quase sem notar. Faça uma reflexão a respeito de seus valores e veja. É comum. 65 . de promover a evolução individual e do grupo.Os Valores: o primeiro componente que define a qualidade de nossas relações com as pessoas é o nosso conjunto de valores. eficazmente. As diferenças podem ser complementares.Diferenças Individuais: cada pessoa entra na relação. .Competência interpessoal é a habilidade de lidar. relações interpessoais. .Dinâmicas de grupo.As características das relações interpessoais e suas conseqüências para o processo de ensino e aprendizagem.A questão da indisciplina dos alunos. . Esta é uma tarefa indelegável do Diretor da Escola. Daí. o cuidado da direção da Escola em buscar e desenvolver exercícios.Diálogo permanente favorecendo a troca de experiências. uma convivência harmoniosa só conseguiremos através de práticas e atitudes de respeito. Diretor. O importante é que se trabalhe para construir na escola um clima de abertura e transparência que permita uma relação prazerosa e respeitosa entre todos os profissionais e destes com os alunos e comunidade. . de se relacionar com as pessoas de forma a descobrir a melhor maneira para utilizar as potencialidades de cada um. mas também com suas características individuais. com relações interpessoais.O que fazer com a indisciplina na Escola? Esses temas poderão ser desenvolvidos pelo Especialista de sua Escola e outros profissionais da comunidade escolar. no dia-a-dia. minicursos e outras estratégias. presentes em livros e filmes.

integradas num espírito de equipe. do espírito de trabalho em equipe são necessárias: Interação _ Motivação _ Participação _ Cooperação. Vigie seus hábitos. Uma escola que tem seus profissionais compromissados com objetivos comuns e formando um verdadeiro “time”.Trabalho em Equipe No relacionamento entre pessoas de um mesmo ambiente de trabalho. Vigie seu caráter. Na vida real.T. é fundamental para o cumprimento de metas ambiciosas como as metas educacionais.E) .. o que mais encontramos são deficiências de aprendizagem. (Fonte: Apostila da Consultoria Técnica Educacional – C.Habilidades: com relação aos valores e às diferenças individuais assistimos a uma discussão permanente sobre o que é hereditário e sobre o que é aprendido. Vigie suas palavras. uma a uma. A consciência de que o trabalho do outro é tão importante quanto o nosso. No campo das relações interpessoais é sempre bom lembrar as palavras do texto abaixo: Agora é sua vez “Vigie seus pensamentos. Porque eles se tornarão seu caráter. Porque eles se tornarão palavras.Não é diferente na escola. Para o desenvolvimento. institui a Avaliação de Desempenho 66 . na escola. são as engrenagens que movimentam a instituição. todo bom funcionamento. Avaliação de Desempenho e o Plano de Gerenciamento do Desempenho Individual . Vigie seus atos.As pessoas. ocupando diferentes cargos. consegue alcançar melhores resultados do que outra em que cada um está por si só. essa discussão desaparece.PGDI A Lei complementar no 71 de 30 de julho de 2003. todo bom resultado não se fazem automaticamente. Porque elas se tornarão seus atos. No que chamamos habilidade. Porque eles se tornarão seus hábitos. Porque ele será seu destino”. e entramos no campo da aprendizagem. Fonte: REVISTA VOCÊ S. novos comportamentos. – julho/2000. E é através da aprendizagem que podemos criar novas respostas.A. afetando o relacionamento humano.

paritariamente. no período em que será avaliado.A periodicidade da Avaliação de Desempenho da SEE/ MG é anual. É necessário destacar que o Processo de Avaliação de Desempenho Individual visa. • Ser instrumento de alinhamento das metas individuais com as institucionais definidas na forma da lei. (obrigatoriamente a chefia imediata do servidor avaliado. função gratificada ou com gratificação de função. a Avaliação e a conclusão do registro do desempenho de cada servidor nos respectivos Termos Finais de Avaliação pela Comissão de Avaliação. • A Comissão de Avaliação. é um dos principais documentos que compõem o processo avaliatório. no mínimo. dois membros eleitos ou indicados pelo servidor avaliado e um membro indicado pela chefia imediata ou Colegiado Escolar. e a ser um indicador 67 .Quando Avaliar Período avaliatório  é o tempo compreendido entre o termo inicial. É um formulário que visa em consonância com o Plano de Ação do setor ou Projeto Pedagógico da Escola. e o período avaliatório ocorrerá entre 01 de janeiro e 31 de dezembro. Aprimorar o desempenho do servidor e dos Órgãos e Entidades do Poder Executivo Estadual. . contribuindo para a implementação do princípio da eficiência na Administração Pública. justamente. mesmo que estejam ocupando cargo de provimento em comissão. cento e cinqüenta dias de efetivo exercício no período avaliatório. a definir objetivos e ações a serem cumpridas pelo servidor. • • • Objetivos da Avaliação de Desempenho Individual (ADI) Valorizar e reconhecer o desempenho eficiente dos servidores. por meio de observação do trabalho por ele realizado durante todo o período avaliatório. no caso de Escola) é responsável por atuar em momentos específicos ao final do período avaliatório. 5690 de 2004 e 5759 de 2005.Quem avalia e qual é o papel da Comissão de Avaliação • A chefia imediata é responsável por acompanhar o desempenho do servidor. a avaliar o desempenho do servidor. por quatro membros. anexo constante das Resoluções Conjuntas SEPLAG/SEE-MG n° 5645. A contagem dos dias de efetivo exercício será encerrada no último dia do mês de novembro de cada período. durante todo o período avaliatório e não as características pessoais do servidor. Identificar ações para o desenvolvimento profissional do servidor.ADI para todos os servidores estáveis ocupantes de cargo efetivo e os detentores de função pública da Administração Pública Direta. 5681. Autarquia e Fundacional do Poder Executivo Estadual. Para fins de ADI. . o servidor deverá possuir. .Plano de Gestão do Desenvolvimento Individual – PGDI O Plano de Gestão do Desempenho Individual – PGDI. efetivados ou não.Individual . que deve ser constituída.

IV.AED O Decreto nº 43. para fins de aquisição de estabilidade. 68 . II. Vale lembrar que a avaliação de desempenho do servidor na Escola deve estar atrelada ao desempenho dos alunos. juntamente com o servidor. III. Para cada ingresso em órgão ou Entidade do Poder Executivo Estadual.concreto para subsidiar o processo de avaliação. Contribuir para a implementação do princípio da eficiência na Administração Pública do Poder Executivo Estadual. Identificar necessidades de capacitação do servidor. e tem por finalidade a apuração da aptidão do servidor para o desempenho do cargo. VI. após aprovação em concurso público para provimento de cargo efetivo. na Administração Pública Direta. será exigido o cumprimento de período de estágio probatório e a submissão à AED. Possibilitar o estreitamento das relações interpessoais e a cooperação dos servidores entre si e suas chefias. Fornecer subsídios à gestão da política de recursos humanos. Aprimorar o desempenho do servidor e dos Órgãos e Entidades do Poder Executivo Estadual. V. ocupante ou não de cargo comissionado. do servidor público civil em período de estágio probatório. É.AED I. . VII.Objetivos da Avaliação Especial de Desempenho . função gratificada ou com gratificação de função. .764/2004 regulamentou a Avaliação Especial de Desempenho – AED. constatado nas avaliações internas e externas e no atingimento das metas pactuadas pela Escola. Aquisição da estabilidade: fica condicionada à Avaliação Especial de Desempenho – AED do servidor a ser realizada em três etapas e ao cumprimento dos três anos de efetivo exercício. e Promover a adequação funcional do servidor.Avaliação Especial de Desempenho . no primeiro mês de cada período avaliatório. Estágio Probatório: é o período dos três primeiros anos de efetivo exercício do servidor que ingressou no serviço público em cargo de provimento efetivo. um plano de Gestão que deverá ser preenchido pela chefia imediata. Aferir a aptidão do servidor para o efetivo desempenho de suas funções. Autárquica e Fundacional do Poder Executivo Estadual. portanto. em virtude de aprovação em concurso público.

anteriormente. Tem como função administrar os recursos recebidos da SEE/MG. A Caixa Escolar viabiliza a aplicação dos recursos. ou pela denominação escolhida na Assembléia Geral de Constituição. também. Isto significa que. é.2. 3. fazendo com que funcionem com sucesso. aumenta o senso de propriedade e reduz o potencial de conflitos. a Caixa Escolar é uma entidade de sociedade civil. da Comunidade. de monitoramento e avaliação nos assuntos referentes à gestão pedagógica. consultiva. Todas as orientações referentes à Prestação de Contas encontram-se no item de Recursos Financeiros deste Guia. aspectos fundamentais para ajudá-lo a garantir excelência no processo pedagógico da Escola. a legislação e os guias específicos elaborados pela SEE/MG para a Avaliação de Desempenho Individual e Avaliação Especial de Desempenho. Lembramos. sempre. de acordo com as prioridades aprovadas pelo Colegiado Escolar. “O trabalho do Diretor em promover e valorizar a contribuição dos diversos membros da comunidade escolar na gestão da Escola está no cerne da Gestão Democrática. administrativa e financeira.Diretor! Consulte.Caixa Escolar . neste guia. É regida por um estatuto próprio. contribuindo para a melhoria da Escola. de Entidades Públicas e Privadas e de campanhas realizadas pela própria Escola. Ao mesmo tempo em que combate o autoritarismo. o Colegiado Escolar é responsável pelos 69 . respeitadas as normas legais vigentes. sem dúvida. jurídica e de direito privado.12 Gestão das Instituições Escolares Instituições Escolares são aquelas que possibilitam o fortalecimento e a autonomia da Gestão Democrática. função deliberativa. Apresentamos a seguir alguns mecanismos de democratização da Escola: .Colegiado Escolar . e tem o nome da unidade a que pertence. junto com o Diretor. Colegiado Escolar O Colegiado Escolar é órgão representativo da comunidade escolar e tem.Grêmio Estudantil Caixa Escolar Como já dissemos. que a melhor estratégia para administrar e dinamizar as instituições. fomenta a responsabilidade coletiva para o sucesso da Escola.Associação de Pais . libera a criatividade. instituída nos estabelecimentos públicos de ensino. O papel do Diretor é de identificar oportunidades e mobilizar pessoas para a participação dentro dos limites e das estruturas estabelecidas em lei”. a prática do diálogo e da transparência. a cultura da participação. estimula a democracia.

nos casos de vacância e afastamentos temporários. . Categoria profissional em exercício na Escola. . .aprovar e acompanhar a execução do Projeto Pedagógico e do Regimento Escolar.propor parcerias entre Escola. no mínimo.1 aluno regularmente matriculado e freqüente no ensino médio. constituída pelos segmentos: 1.2.aprovar o calendário e o plano curricular da Escola.buscar estratégias para ampliar a participação da comunidade na gestão da Escola. professor fora da regência e demais servidores. é automaticamente desligado e substituído pelo suplente. A Escola com até 250 alunos deve compor o Colegiado Escolar com. O membro titular que falar a três reuniões consecutivas ou alternadas. constituída pelos segmentos: 1. especialista em educação básica. 2. 10(dez) membros titulares e 10 (dez) suplentes e acima de 1401 alunos.propor a aplicação e acompanhar a execução dos recursos orçamentários e financeiros da Escola. sem justificativa formal. 1. Cada categoria deverá ser representada no Colegiado Escolar por 50% (cinqüenta por cento) de seus membros.2 pai ou responsável por aluno regularmente matriculado e freqüente no Ensino Fundamental. são escolhidos pelos seus pares mediante processo de eleição e o mandato tem duração de dois anos. Os membros do Colegiado Escolar. .1. nos termos da legislação vigente. Categoria Comunidade atendida pela Escola. servidor para o provimento do cargo de Diretor e para a função de vice-diretor. observadas as normas vigentes.destinos da Escola e pelo processo educativo que ela desenvolve. é necessário que os representantes do Colegiado Escolar conheçam e exerçam efetivamente as suas atribuições. Regulamentado pela Resolução SEE/MG no 1059/2008. pais. 70 . professor regente de turma e aulas. . . 1. titulares e suplentes. obrigatoriamente.indicar representante para compor a Comissão de Avaliação de Desempenho dos Servidores.acompanhar o processo de aprendizagem do aluno e os resultados da avaliação externa da Escola. com 251 a 1400 alunos. Compete ao Colegiado Escolar: . Para que a gestão da Escola seja competente. por isso é necessário que sejam continuamente capacitados. no mínimo. . 06 (seis) membros titulares e 06 (seis) suplentes. 14 (quatorze) membros titulares e 14 (quatorze) suplentes. comunidade e instituições públicas ou não governamentaisONG.indicar. . transformadora e democrática.promover a auto-avaliação das ações desenvolvidas pela Escola. o Colegiado Escolar é presidido pelo Diretor da Escola e composto por representantes: 1.

o funcionamento e as competências de cada um dos membros da Associação de Pais. por escrito contendo a pauta. deve ser colocada em local visível. .Promova reuniões. em cooperação com outras instituições. pois as deliberações do Colegiado devem estar em consonância com os anseios daqueles que os elegeram e com o Projeto Pedagógico da Escola. encaminhando ações que integrem os anseios das famílias e as metas do PPE. Para que a Associação funcione com eficiência. sendo permitido o livre acesso dos interessados. Tem por objetivo buscar melhoria da qualidade da Escola: é espaço de gestão compartilhada.Traga para a Escola palestras de representantes de Associação de Pais de outras Escolas que já são sucesso. após assinada. incentivando os alunos a se organizarem 71 . abra espaço à reflexão e ao debate.. São os pais participando. Cabe ao Colegiado elaborar o cronograma de reuniões. e divulgá-lo à comunidade. é necessário que o Diretor proporcione um ambiente propício para que o trabalho coletivo aconteça. buscando alternativas. Diretor! . ordinariamente a cada mês e extraordinariamente sempre que necessário. Ela representa a comunidade escolar. os alunos devem ser envolvidos nos processos de tomada de decisão e de implementação das ações na Escola. que deve constar do Calendário Escolar. Grêmio Estudantil Para garantir a prática democrática. com antecedência mínima de 48 horas para as reuniões ordinárias e de 12 horas para as extraordinárias. A convocação para as reuniões ordinárias e extraordinárias deve ser feita pelo Presidente a cada um dos membros titulares e suplentes.decidir matéria de interesse do aluno ou de seu familiar. . querendo o sucesso dos alunos e celebrando os melhores resultados.aprovar a proposta de aplicação dos recursos financeiros geridos pela Caixa Escolar e referendar a prestação de contas feita pelo Conselho Fiscal. como exercício pleno da cidadania. A Escola precisa abrir esses espaços. Estes procedimentos são necessários. Associação de Pais É uma entidade representativa dos pais. no âmbito da competência exclusiva da Escola. apresente estudo sobre a organização. As reuniões do Colegiado Escolar acontecem na sede da Escola. As reuniões devem ser lavradas em ata que. valorizando a Escola.

É função da Caixa Escolar administrar os recursos recebidos da SEE/MG. focalizar a aprendizagem do aluno. 3. o fazer pedagógico sem se esquecer da Gestão Administrativa e Financeira . a elevação dos índices de proficiência média e a diminuição das diferenças educacionais. Sugerimos alguns pontos para reflexão sobre o funcionamento da Caixa Escolar: 72 . possibilita a formação de sujeitos do conhecimento. É também sua função viabilizar a aplicação dos recursos de acordo com o Plano de Aplicação aprovado pelo Colegiado Escolar. 3. para resguardar o interesse público. se não garantir que toda criança esteja lendo e escrevendo até os oito anos de idade.3 Gestão Financeira: Suporte e Execução Transparente Nunca é demais repetir que a Escola terá que oferecer um serviço educacional de qualidade. da comunidade.3. de entidades públicas e privadas e aqueles advindos da promoção de campanhas realizadas pela própria Escola. uma educação com padrões de desempenho de excelência. o gerenciamento dos recursos financeiros. as parcerias deverão convergir. A Gestão dos Recursos Financeiros da Escola deve orientar-se pelos princípios da administração pública: obediência ao que a lei prescreve. financeiros. organizando e dando suporte aos estudantes com sugestões de atividades para a organização e o funcionamento do Grêmio Estudantil. Diretor! Nessa tarefa. aplicação de regras de correta administração regida pela ética. porque são elas que dão suporte para que a Gestão Pedagógica aconteça com a qualidade desejada. cabe à Instituição Caixa Escolar. As ações desenvolvidas neste campo devem atender aos interesses da comunidade de forma impessoal e devem ser divulgadas o mais amplamente possível. É regida por um estatuto próprio designada pelo nome da Escola a que pertence ou pela denominação da escolha na Assembléia Geral de Constituição. ativos e envolvidos nos mais diversos aspectos da vida escolar.1 Caixa Escolar É uma sociedade civil com personalidade jurídica e de direito privado instituída nas Escolas Estaduais. Na Escola. o melhor desempenho escolar dos alunos. Projeto nenhum terá sentido e não fará jus. a participação do Especialista é de fundamental importância. institucionais. O Grêmio Estudantil possui características diferentes dos demais espaços de participação. O papel do Diretor é gerenciar com competência.coletivamente. O grêmio Estudantil deve ser inserido como um segmento importante da Gestão Democrática e como parte do Projeto Pedagógico da Escola. recursos humanos. prioritariamente. Devemos lembrar que todos os esforços. isto é. pois. em perfeita conjugação com a lei.

valor (verificar se será creditado em prestações).Movimentação dos Recursos Ao receber os recursos. observar atentamente o Termo de Compromisso verificando: . não perdem sua identidade física. com o uso. Material de consumo é aquele que perde a identidade física em razão de suas características de deterioração e fragilidade.Os membros do Conselho Fiscal são bem preparados para assumir suas atribuições? .A comunidade escolar conhece as normas de funcionamento da Caixa Escolar? .Execução dos Recursos O repasse financeiro é vinculado ao que foi acordado no Termo de Compromisso. Sua aplicação pode ter destinos como manutenção e custeio..O Estatuto da Caixa Escolar corresponde à filosofia e à política da Escola? . obra de construção.A Escola prevê a utilização dos recursos financeiros de acordo com o plano de ação? . Despesas de Capital .Existe uma política da Escola para captação de recursos oriundos de arrecadação própria? . Materiais permanentes são aqueles que.QESE.Procedimentos Abertura de conta bancária. merenda escolar. . assinatura do termo de compromisso.Como é prevista a elaboração do plano de aplicação de recursos pela Escola? . assinado pelo Diretor. outras. material permanente e obras de reparo e reformas. ampliação e/ou adequação.São os investimentos feitos em equipamentos e materiais permanentes. . Federal: FNDE – Fundo Nacional da Educação Recursos Diretamente Arrecadados. Objeto (a que ele se destina). aplicação do recurso. aquisição de gêneros alimentícios. .Comunidade e direção sabem que Caixa Escolar é uma instituição pública de direito privado e o que isso significa? . aquisição de mobiliário e equipamento para sala de aula. natureza da despesa (consumo ou capital). As prioridades da aplicação dos recursos são definidas no Plano de Aplicação aprovado pelo Colegiado Escolar. reforma.Natureza da Despesa Despesas Correntes – Aquisições de materiais de consumo e o pagamento de prestação de serviços de quaisquer naturezas. cozinha e dependências administrativas. outras liberações congêneres. Tesouro. prestação de serviços. 73 . .Principais Fontes de Recursos Estadual: Quota Estadual de Salário Educação. prazo de vigência. a SEE/MG repassa recursos financeiros destinados a: manutenção da unidade de ensino. . cantina.De que forma a Escola dá conhecimento à Comunidade de sua prestação de contas? .Objeto do Repasse Além de projetos pedagógicos específicos. prestação de contas.

em sua memória. Entretanto essa função social não se esgota em si mesma.Recursos Diretamente Arrecadados São os recursos provenientes da arrecadação de receitas previstas em seus estatutos. dentre outros. ao cumprimento das metas. submetendo ao Colegiado e Conselho Fiscal. é também comprovado apenas com a Nota Fiscal. Patrimônio público. requer engenho e arte.2 Gestão do Patrimônio e das Instalações Escolares O patrimônio da Escola não é constituído apenas pelos recursos materiais. Aspectos importantes dessa Gestão merecem destaque : . no seio da comunidade. após a aprovação do Colegiado e Conselho Fiscal. Diretor! . neste caso. lotados em determinada unidade administrativa. A Caixa Escolar deverá manter o registro da movimentação financeira desses recursos e um Livro-Caixa. todos os documentos relativos a receitas e despesas contraídas com esse recurso.A SEE disponibiliza um Manual de Prestação de Contas que deverá ser consultado. Não basta apenas possuir bens e recursos. Patrimônio material e patrimônio imaterial são complementares..ensinar e possibilitar aprender. O patrimônio tem também uma dimensão imaterial. para aprovação. garantindo em perfeito estado o patrimônio e as instalações escolares. os equipamentos. limpeza e organização desses bens são essenciais para que todos se sintam mais estimulados à realização das atividades e. a Escola. bazares. em sua história. portanto. compõem a Escola e a sua identidade. contribuições espontâneas de membros da comunidade e da iniciativa privada. o que ele representa na vida da comunidade em que se insere e dos que a cercam. tais como: venda de ingressos para festas e exibições. também. que pode ser percebida no símbolo da Escola.3. cumpre a sua função específica . 3. A prestação de contas dos Recursos Diretamente Arrecadados deverá ser elaborada em uma única via. a ser mantida em arquivo próprio na Escola. sempre que necessário. devendo a Caixa Escolar disponibilizar a Prestação de Contas quando solicitada pela SRE ou demais órgãos de Controle Interno e Externo para análise e parecer. Instalações em bom estado de conservação. a infraestrutura. e a Escola se abre para usos sociais diversificados que devem ser realizados de forma integrada à função primeira e não em seu prejuízo. . o mais importante é o bom uso desses no cotidiano da Escola. os materiais escolares.Vale lembrar mais uma vez que os recursos financeiros são fundamentais para que a Escola faça a diferença. Gerir o patrimônio escolar significa não apenas conservar o que se vê como.Carga Patrimonial São os bens permanentes.. Há também nas Superintendências Regionais de Ensino uma divisão financeira que apóia e orienta os diretores. as instalações físicas. Gerenciar todo esse fazer da Escola. que é 74 . que. para averiguar a documentação específica de cada verba em particular. Todo o crédito deverá ter sua origem identificada bem como o débito. quando ocorre a assinatura do Termo de Compromisso para a descentralização de recursos.

Há espaços ociosos na Escola. Seguem algumas questões para que. Possui espaços que favoreçam a flexibilização de atividades docentes e discentes? . Atenção! O Diretor não tem competência legal para ceder ou permitir o uso de bens móveis por terceiros. deve ser aplicada a Lei Estadual nº 11942/1995. Desperta carinho. . ele tem 30 dias para realizar esse tipo de inventário. Inicial – É realizado quando é criada uma Escola. O prédio da Escola é bem cuidado? . seja quanto às dependências físicas seja em relação aos turnos? . O SEPLAG dá a permissão e a SEE/MG formaliza o ato. entre órgãos municipais. Eventual – Pode ser realizado em qualquer tempo por iniciativa da autoridade competente. Interveniente: SEE/MG. gratuitamente ou onerosa. em situação de eventos programados previamente. de cultura. O mobiliário e os equipamentos são concebidos e adaptados às crianças e jovens? . estaduais e federais ou autarquias e fundações do poder executivo. .Inventário – Conjunto específico de ações de controle para a verificação dos materiais pertencentes ao ativo permanente. Interna – Troca de responsabilidade do mesmo órgão feita através da Guia de Movimentação de Bens Patrimoniais. com autorização do Diretor e respaldado pelo Colegiado. De extinção ou transformação – É realizado quando ocorre a extinção ou a transformação da Escola. a Escola possa refletir quanto a utilização e conservação de sua rede física.responsável por sua guarda e conservação. . 75 . . de trabalho em equipe. A Escola é tranqüila e adequada para o desenvolvimento das atividades intelectuais? . Há quatro tipos de movimentação: . Cessão de uso – É de caráter temporário. respeito e cuidados por parte de toda a Comunidade? . de inovação e de experimentação? . No caso de cessão de dependências para entidades sem fins lucrativos. Quando o Diretor assume o cargo. . Permissora é a SEPLAG. Há nele espaço de convívio. Há cinco tipos de inventário: . . Transferência de responsabilidade – Quando ocorre substituição do responsável pela guarda e conservação do bem. mobiliário e equipamentos: . Possui locais que permitem a aprendizagem cooperativa e autônoma? . Permissão de uso – É a transferência de posse para terceiros. .A Movimentação dos Bens É o deslocamento de um bem já incorporado à Escola para outra Escola. para fins de interesse público. . pela própria Escola. para a sua identificação e registro. Externa – É o repasse gratuito de posse e a troca de responsabilidade de caráter definitivo entre órgãos do poder executivo. Anual – Destina-se a comprovar a quantidade e o valor dos materiais do acervo existente. com elas. Os alunos demonstram prazer em estar na Escola? Sentem-se tão bem na Escola quanto em sua casa? . A comunidade escolar conserva e valoriza o espaço escolar? .

76 .Coordenar o Projeto Pedagógico. de 29/06/2007. de forma a propiciar às unidades de ensino serviços educacionais de qualidade. com a participação efetiva dos Colegiados Escolares. pais. que mobilizou toda a comunidade escolar a participar. conforme plano de metas a ser pactuado no prazo de dois meses com a Secretaria de Estado de Educação – SEE/MG.1 Termo de Compromisso do Diretor Escolar e Vice-diretor No ato de posse ou de exercício o Diretor e o Vice-Diretor assumem perante a Secretaria de Estado de Educação o compromisso de gerenciar a Escola. ocorreu em 29/04/2007 e os novos diretores foram nomeados pelo Governador do Estado em 03/07/2007 e os vice-diretores designados pela Secretaria de Educação em 05/07/2007. tornando-a aberta aos interesses da comunidade. as movimentações geradas pelos afastamentos temporários ou pela vacância do cargo ou da função são regulamentadas pelas disposições finais da Resolução SEE no 852/2006. efetivo ou detentor de função pública. professores e demais membros da equipe escolar. Tanto o cargo de Diretor quanto a função de Vice-Diretor são exercidos por Professor ou Especialista em Educação Básica. mediante assinatura do Termo de Compromisso conforme documento a seguir: TERMO DE COMPROMISSO – DIRETOR Eu. . estimulando o envolvimento dos alunos. SRE _________________________ ciente do disposto no artigo 28 do Decreto no 44559. além de atender aos critérios dispostos na Resolução. II – Zelar. O último processo de indicação ao cargo de Diretor e à função de Vice-Diretor. . aos quais cabe propor à SEE/MG nomes de servidores da Escola para serem designados ao exercício da gestão.Apoiar o desenvolvimento e divulgar a avaliação pedagógica. Município______________________. Masp _________nomeado(a) designado(a) para exercer o cargo de Diretor da Escola Estadual _____________________ _____________. deve apresentar perfil para o gerenciamento competente e ser capaz de ampliar a participação da comunidade escolar na gestão democrática. por meio das ações abaixo detalhadas. 4. comprometo-me a assumir as seguintes responsabilidades: I .Adotar medidas para elevar os níveis de proficiência dos alunos nas avaliações externas. A partir desta fase.Representar oficialmente a Escola. _______________________________________. . para que a escola estadual sob minha responsabilidade ofereça serviços educacionais de qualidade. que.4 – PROVIMENTO DO CARGO DE DIRETOR ESCOLAR E O PROGESTÃO EM MINAS GERAIS O provimento do cargo em comissão de Diretor de Escola e o exercício da função de Vice-Diretor são orientados pela Resolução SEE/MG no 852/2006. exercendo as atribuições que lhe são próprias.

. acompanhar a freqüência dos servidores e conduzir a avaliação de desempenho da equipe da Escola. observando os prazos estabelecidos. . Masp. V – Prestar contas das ações realizadas durante o período em que exercer a direção da Escola e a presidência do Colegiado Escolar.Sanar as dificuldades apontadas nas avaliações externas. _______________. SRE _____________________ comprometendo-me a: I – Assumir as atribuições delegadas pelo Diretor da Escola. VIII – Observar e cumprir a legislação vigente. ______________________________________ ______________________ Local e data SRE _______________________________ (assinatura por extenso) ___________________ (Masp. gradativamente. os padrões de aprendizagem escolar de seus alunos e contribua para a formação da cidadania. .Garantir a legalidade e regularidade da Escola e a autenticidade da vida escolar dos alunos. II . IV – Indicar necessidades de reforma e ampliação do prédio e do acervo patrimonial.Organizar o quadro de pessoal. III – Zelar pela manutenção dos bens patrimoniais.) ______________ (Cargo) ____________________________________________ ____________________________________________ 77 . ________________________________________________.Estimular o desenvolvimento profissional dos professores e demais servidores em sua formação e qualificação. nos seus afastamentos. os dados solicitados pela SEE/MG. com fidedignidade.Cumprir os compromissos assumidos pelo Diretor.. do prédio e mobiliário escolar. Município ________________________________. designado (a) para exercer a função de Vice-diretor da Escola Estadual ___________ _____________________. VII – Fornecer. VI – Assegurar a regularidade do funcionamento da Caixa Escolar.) ___________________ (Cargo) Testemunhas: ____________________________________________ ____________________________________________ TERMO DE COMPROMISSO – VICE-DIRETOR Eu. III – Zelar para que a Escola Estadual onde exerço as funções de Vice-diretor ele. ___________________________________________ ______________________ Local e data SRE ____________________________________ (Assinatura por extenso) Testemunhas: ________________ (Masp.

a SEE/MG busca.Além do Termo de Compromisso. uma das contribuições mais significativas refere-se a sua extensão aos profissionais do magistério em exercício nas Escolas Estaduais que postulam atuar como gestores escolares. o que se propõe nesta SEE é intensificar a necessária mobilização administrativa no sentido de re-significar as competências necessárias ao desempenho profissional.2 O Progestão em Minas Gerais A iniciativa de adesão da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais ao Projeto de Capacitação a Distância para Gestores Escolares – PROGESTÃO deve-se ao desafio de capacitar um dos maiores contingentes de educadores do País. as novas tecnologias e os novos sistemas de informação. o PROGESTÃO destinava-se apenas aos dirigentes escolares. proposto pela SEE. a Comunidade e a Secretaria de Estado de Educação. Este Plano de Metas. na ampliação dos níveis de eficiência e eficácia dos gestores escolares. deve ser complementado com outras metas da Escola a partir de seu Projeto Pedagógico e envolvendo. orientações e normas específicos do seu Sistema de Ensino. Em Minas Gerais. o seu Plano de Metas. o Diretor assina. Coerentemente com os desafios de valorização da gestão democrática. denominados Intermódulos. também. com vistas à melhoria da qualidade do ensino público. da Escola e do Sistema Educacional. a SEE desenvolveu recursos instrucionais complementares ao currículo proposto pelo CONSED. os demais aspectos da gestão escolar. Na sua concepção. Ao analisar a dinâmica dos processos de gestão escolar e as competências necessárias ao aprimoramento da educação em Minas Gerais. que tratam dos conhecimentos. Com o foco na gestão do desenvolvimento de dirigentes escolares. o compromisso de cumprimento de metas. considerando o comprometimento com a efetiva aprendizagem dos alunos e a elevação da qualidade do ensino público no Estado. também. pactuado com a equipe da Escola. 78 . esta Secretaria reconhece no PROGESTÃO uma contribuição inovadora no campo da formação continuada que se identifica com os objetivos educacionais e as diretrizes das políticas públicas no Estado. assumindo todos. a ampliação e melhoria do Ensino Fundamental e a universalização e melhoria do Ensino Médio. 4. voltadas para a melhoria do desempenho dos alunos. Aliado ao impacto do PROGESTÃO no desenvolvimento da gestão educacional.

ajudar. implementar e operacionalizar todo o Projeto Pedagógico da Escola. delegando competências. É aqui que a Agenda Administrativa – aquela em que estão presentes os principais tópicos ou as principais tarefas que. todas as tarefas mensais e. mês a mês. Acelerar para Vencer. Diretor. desejamos que estas sugestões sejam de grande valia. implementando e operacionalizando o Plano de Intervenção Pedagógica. avaliação dos resultados e das intervenções pedagógicas. se necessário. antecipadamente.5 . Sabemos que cada Escola tem suas características próprias. alterar. Estimular. • Verificar. sabemos que as ações que são comuns a todas elas são essas que estão distribuídas. Realizar atendimento ao público. dentre outros.AGENDA DO DIRETOR ESCOLAR Na complexidade de uma administração escolar. Programa de Educação Afetivo-Sexual (PEAS). . Tentar racionalizar o trabalho. dividindo os serviços. colocar em pauta. distribuir o trabalho. Alguma coisa há que só ele mesmo poderá fazer. de tudo ele deverá ter ciência e intervir. na organização e no desempenho de sua gestão. a aprendizagem dos alunos através de visitas às salas de aula. CBC. são ações muito importantes para quem deseja ser um bom gestor. Solicitar periodicamente dos Especialistas e dos Professores a revisão das estratégias de ensino e da implementação das atividades do Projeto de Intervenção Pedagógica. juntamente com a Equipe Pedagógica. conversa com os alunos e professores. ao mesmo tempo. Realizar reunião mensal interna com Especialistas e Direção para organizar e reorganizar a estrutura pedagógica e as ações de intervenção pedagógica. nas atividades permanentes e especificamente. • • • • • • 79 . ao longo do ano. tudo animar continuamente. na verdade. faz-se necessário um planejamento cada vez mais cuidadoso com a adequada distribuição de setores e tarefas. acompanhar e viabilizar o desenvolvimento de projetos: Escola de Tempo Integral. Guias do Professor Alfabetizador. depois. na agenda a seguir. há que se fazer – torna-se imprescindível. Diretrizes Curriculares de Matemática. • Garantir que “Toda criança esteja alfabetizada até os oito anos de idade”. modificar.Atividades Permanentes • Acompanhar. observação das atividades propostas. • Garantir que Alunos com necessidades educativas especiais tenham o PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) e acompanhar seus avanços. entretanto. Assegurar-se de que professores estejam usando os diversos suportes: Caderno de Alfabetização – CEALE-SEE-MG. E. sempre que possível. sensibilizando. Livro Cantalelê. Garantir e dar suporte necessário para o desenvolvimento das ações do Plano de Intervenção Pedagógica. E. estimulando.

Assegurar o atendimento às solicitações de documentos. Coordenar as ações relativas às Avaliações Externas. murais. Acompanhar e informar ao Conselho Tutelar e/ou às autoridades competentes do Município as situações de evasão ou repetidas faltas não justificadas do aluno. Verificar o que está sendo arquivado. Organizar e gerir a rotina da Escola. Expedir documentação de transferência e outros. Manter-se atento a prazos de compras. associação de pais. a cada bimestre. Promover encontros e reuniões (Módulo 2) para estudos que possibilitem análise constante do Projeto Pedagógico da Escola. dos Guias do Professor Alfabetizador adaptando-os à realidade da Escola e do educando e aos recursos disponíveis. Ler e responder e-mails e demais correspondências. Assegurar o uso da Biblioteca. Participar de reuniões convocadas pela SRE e SEE. o e-mail da Escola e o portal da Educação. panfletos para informações intra e extra-escolares. Visitar diariamente os SITES da SEE. Vistar todas as folhas do Livro de Ponto. sua conservação e garantir a ampliação de seu acervo. Visitar as salas de aula. Visitar as dependências da Escola. Manter atualizadas as Videoteca. Incentivar. semanalmente. Realizar matrículas de alunos novatos. 80 . quando convidada. sob a coordenação do Especialista. andar pelos espaços internos da Escola sempre. e garantir que as intervenções pedagógicas se efetivem. e se a solicitação de informações e/ou documentos está sendo atendida no prazo previsto. prestação de contas de materiais permanentes. quando houver vagas. Zelar pela assiduidade dos alunos à Escola. clubes de leitura. de consumo e de merenda escolar. dos Cadernos da SEE/MG. discussões e tomada de decisões a respeito do resultado dos alunos. Incentivar a utilização de jornais da Escola. no decorrer do ano letivo. observando as orientações da SEE e SRE. folhetos. Estimular a criação de grêmios escolares. Realizar os editais e divulgá-los. acompanhar e viabilizar o cumprimento do Módulo 2 e a participação de todos os professores.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Programa de Educação Profissional (PEP). a Gibiteca. para que todos possam. participar das ações de formação continuada promovidas pela SEE e SRE. Participar das reuniões do Conselho de Classe para análise. a DVteca. Participar de reuniões promovidas pela comunidade. dos CBC.

Realizar reuniões periódicas com pais e comunidade escolar para apresentação de resultados dos alunos. Divulgar e discutir sempre com toda a Comunidade Escolar as metas pactuadas pela Escola e os resultados dos alunos e da Escola nas avaliações internas e externas. Transferências. Assegurar o cumprimento das rotinas de limpeza. com a equipe. tendo em vista a satisfação de todos. pela leitura e recorte das publicações de interesse do servidor e da Escola no Diário Oficial. alunos e colegiado). Analisar com o Colegiado Escolar a situação financeira da Escola. Requerimento de Inspeção Médica (RIM). segurança. servidores. Responsabilizar-se pela escrituração do Quadro de Pessoal. Providenciar a manutenção e/ou as correções necessárias. Garantir a participação da Comunidade Escolar nas ações e eventos da Escola. Avaliar a freqüência dos alunos.• • • • • • • • • • • • • • Divulgar amplamente para toda a Comunidade Escolar as atividades e eventos realizados pela Escola Reunir-se mensalmente com o Colegiado Escolar. Contagem de Tempo. Estimular o uso das Salas de Informática e Laboratórios de Ciências zelando por sua conservação e ampliação do acervo. (referentes ao item anterior) Participar das atividades Cívico-Sociais do mês celebradas pela Escola. Realizar matrículas de alunos novatos. Listagem de Freqüência. Elaborar. definir como os recursos recebidos serão aplicados e como será o funcionamento do cotidiano da Escola. Verificar e avaliar o Fluxo Escolar. merenda e materiais de consumo. Declarações. Analisar e prestar conta da situação financeira da Escola com e para a Comunidade Escolar (pais de alunos. Divulgar o início do Ano Letivo para comunidade. Matrículas. Planejar com o especialista os encontros Pedagógicos e Administrativos que acontecerão 81 . Garantir funcionamento da secretaria da Escola para atendimento ao público. Programar atividades para o período de férias. desenvolvendo a cooperação e o crescimento pessoal em todos os segmentos da Escola. o horário de aulas. de propostas de ação e de intervenção pedagógica e colher sugestões. professores e demais servidores Janeiro Concluir a elaboração do Calendário Escolar. Pasta do Aluno. Propiciar a adoção de formas de trabalho. Processo Funcional do Servidor.

especialistas. • Distribuição de turmas e aulas de acordo a legislação vigente. se necessário. objetivando discussão e ajustes na primeira reunião de fevereiro. Assegurar o atendimento às solicitações de documentos fornecidos pela Escola. • Definição de horários de início e término de turnos. especialistas e demais funcionários. de aulas e de recreio. pintura e outros). se necessário. de consumo e de merenda escolar. • Apresentação de calendário escolar. • Estudo e análise do Regimento Escolar para sua revisão e atualização. Realizar encontros pedagógicos e administrativos com a pauta a ser desenvolvida nos dias escolares: • Boas-Vindas. Entregar a Relação Anual de Informações Sociais . • Definição da enturmação dos alunos e do quadro de pessoal da Escola nos termos da legislação vigente.nos primeiros dias escolares de fevereiro. prestação de contas de materiais permanentes. Divulgar as informações recebidas da SRE. coleta de dados para a construção do Plano de Desenvolvimento Individual dos alunos com necessidades 82 . Divulgar amplamente para toda a Comunidade Escolar as atividades e os eventos planejados para o ano em curso. • Análise e avaliação do Projeto Pedagógico da Escola e Plano de Intervenção Pedagógica com vistas ao replanejamento de ações. • Dinâmicas (relações interpessoais). (Designação) Fazer uma distribuição prévia de turmas e aulas. SEE e MEC no quadro de avisos da Escola. organização de gêneros alimentícios. alunos e demais servidores. Preparar e organizar o quadro de servidores. vistoria da rede física e realização de pequenos reparos. pais e /ou responsáveis por alunos. Acompanhar o processo de recuperação previsto na Lei SEE nº 521/ 2004. Preparar a Escola para recepcionar os professores. Desenvolver com a vice-direção a proposta de trabalho tanto no aspecto pedagógico quanto no administrativo.RAIS. através das orientações da SEE. Recepcionar os alunos com festividade e fazer a apresentação dos professores. Fevereiro Recepcionar professores. elaboração de cardápios. Manter-se atento a prazos de compra. Buscar parcerias entre Escola. comunidade e instituições públicas ou nãogovernamentais – ONG através de reuniões com o Colegiado Escolar. pais. Organizar a Escola para o início das atividades escolares (limpeza. Iniciar com a equipe pedagógica.

Acompanhar a realização da Progressão Parcial prevista na Resolução da SEE nº 521/2004. conforme legislação vigente. professor do uso da biblioteca e dos demais funcionários. Responsabilizar-se pela inserção de dados no ambiente virtual. Organizar com o especialista o plano de trabalho do professor eventual.educativas especiais. Elaborar Ata de Resultados e preencher Histórico Escolar dos alunos que realizaram os Estudos Orientados. as Emendas e o Plano Curricular. referentes à AED (Avaliação Especial de Desempenho . Levantar demandas de cursos de formação. com o objetivo de melhorar o desempenho e o seu crescimento profissional. Garantir que o professor eventual construa seu plano de ação.Estágio probatório) e ADI (Avaliação de Desempenho Individual). Abril Verificar. SISAD. Realizar o Censo Escolar. tendo em vista o apoio às demandas de aprendizagem. Replanejar ações do PPE e PIP objetivando a atualização e implementação. Realizar reuniões de pais de alunos de todas as turmas da Escola. o Regimento Escolar. Afixar seu horário de trabalho para que todos possam ter acesso a ele. Construir o “Banco de dados” para ser oferecido ao aluno. Garantir a realização das Avaliações Diagnósticas para subsidiar planejamentos e ações do Plano de Intervenção Pedagógica. ou reformular o Projeto Pedagógico da Escola. Realizar o QTM (Quadro de Turmas e Matrícula) e protocolizá-los na SRE. dos Planos de Ensino dos Professores. em parceria com a Equipe Pedagógica. Planejar com os especialistas a organização do Módulo 2. Reunir-se com o colegiado escolar mensalmente e de acordo com as necessidades da Escola. Organizar cronograma de atendimento aos pais. professores e demais funcionários. Março Elaborar e. Escriturar atas dos resultados finais e históricos escolares. Analisar os Planejamentos dos especialistas em Educação Básica. a aprendizagem dos alunos através de 83 . dos Planos de todos os servidores (PGDI – Plano de Gestão de Desempenho Individual). na falta inesperada do professor. junto aos servidores.

Estimular professores a participarem de concursos: Fundação Victor Civita. Definir as atividades extracurriculares e desenvolvê-las com o apoio e a participação da Comunidade Escolar. Analisar. avaliação dos resultados e intervenções pedagógicas. Lúcia Casasanta. Entregar a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais . conversa com alunos e professores. Acompanhar e assegurar o desenvolvimento dos Projetos Institucionais da Secretaria de Estado da Educação: Programa de Intervenção Pedagógica. etc. Estimular alunos e professores a participarem da Avaliação do 1° ano do Ensino Médio – PAAE (Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar) Estimular os alunos a participarem da Olimpíada da Matemática. Acompanhar as ações e metas previstas no PGDI dos servidores. planilhas e e-mail em reuniões de pais e professores. os instrumentos e as ferramentas utilizadas na avaliação da aprendizagem dos alunos e assegurar-lhes a eficácia dos mesmos (provas operatórias). entre outros. Incentivar a pesquisa e o estudo sobre a temática: “História e cultura afro-brasileira” de acordo com a Lei nº 11645/2008. concursos de redação. Informar à comunidade escolar sobre inscrições de vestibulares e de concursos públicos. CBC. Reunir-se com o Colegiado Escolar para analisar a situação financeira da Escola. Divulgar os resultados do primeiro bimestre para os pais e/ou responsáveis através de boletins escolares. Maio Rever as estratégias de ensino de cada professor e a implementação das atividades do Plano de Intervenção Pedagógica (PIP). Olimpíada da Língua Portuguesa. juntamente com a Equipe Pedagógica. verificando os registros nos Diários de Classe. 84 . observação das atividades propostas. etc. juntamente com o Especialista. definir como os recursos recebidos serão aplicados e como será o funcionamento do cotidiano da Escola. Participar das reuniões do Conselho de Classe informando-se e ajudando a definir os rumos desejados para o processo ensino-aprendizagem. Guias do Professor Alfabetizador. gráficos. e a sua consonância com propostas de Alfabetização e Letramento contidas nos cadernos da SEE/MG elaboradas pelo CEALE. a execução dos Planos de Ensino. observando as orientações da SEE/SRE para aplicação das avaliações externas do PROALFA e Provinha Brasil. Coordenar as ações de Avaliações Externas. Garantir.DCTF. Diretrizes Curriculares de Matemática/SEE. Projeto Acelerar para Vencer e Escola de Tempo Integral.visitas às salas de aula.

ENEM assegurando-se de que os alunos do Ensino Médio a realizem. objetivando sua auto-avaliação.” 85 . Junho Garantir a realização da 2ª Avaliação Diagnóstica institucional que deverá acontecer em todas as turmas. procedimentais e atitudinais. Elaborar um projeto envolvendo toda a comunidade escolar. Avaliar o resultado das atividades rotineiras de todos os setores da Escola. em reunião com pais e professores. Julho Realizar reunião de encerramento do 2° bimestre. Participar das reuniões de pais para entrega dos boletins escolares. objetivando a reestruturação do Plano de Intervenção Pedagógica nos Dias da Escola e da Comunidade. tendo em vista o desenvolvimento de conteúdos conceituais. a Ética. feiras culturais sobre o Meio Ambiente. a Saúde. palestras. Analisar os resultados dos alunos no bimestre e fazer a divulgação dos mesmos por meio de gráficos. Incentivar a realização de atividades de pesquisa. Avaliar a implementação e a operacionalização do Plano de Intervenção Pedagógica. Entregar a Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica .DIRPJ. Analisar os Diários de Classe com a secretaria da Escola. Participar do Conselho de Classe – 2° Bimestre. Organizar juntamente com a equipe pedagógica da Escola excursões e passeios para alunos dos diversos níveis. Coordenar as ações de avaliações externas (Prova Brasil). juntamente com os especialistas. visando à aprendizagem dos alunos. avaliar e intervir no Plano de Ação dos Especialistas em Educação Básica. coordenadores dos projetos e subprojetos verificando o atendimento às METAS. Divulgar e analisar os resultados das avaliações do POALFA. Preparar e fazer realizar as atividades dos dias: “Toda a Escola Pode Fazer a Diferença” e “Toda a Comunidade Participando. Replanejar o Projeto Pedagógico.Acompanhar e disponibilizar a inscrição do Exame Nacional de Ensino Médio. a Cidadania e demais Temas Transversais. em função dos resultados e redefinindo objetivos ou planos individuais de trabalho. subsidiando o replanejamento das atividades escolares e a implementação das ações de intervenção pedagógica. Programar e realizar com a equipe da Escola e o Colegiado a Festa Junina. Divulgar e realizar o Cadastro Escolar (data móvel). Acompanhar. Definir providências para encerramento do semestre. boletins escolares.

sobre inscrições de vestibulares. Responsabilizar-se pela escrituração do Patrimônio da Escola. com a equipe pedagógica. 86 . Levantar demanda de matrícula de EJA e promover a implantação da mesma na Escola. pela construção do Formulário VI para a solicitação de atendimento especializado para alunos com necessidades educativas especiais. conhecer as metas propostas e planejar intervenções pedagógicas adequadas para melhorar a aprendizagem dos alunos. Avaliar o resultado das atividades rotineiras de todos os setores da Escola. Realizar o segundo momento do Plano de Gestão de Desempenho Individual. (Ver Projeto Incluir no site da Secretaria de Estado da Educação). Setembro Refletir com a equipe sobre as questões pedagógicas. Avaliar o rendimento do aluno e acionar medidas de Intervenção Pedagógica. vestibular por etapas. os resultados dos alunos nas avaliações internas e divulgá-los à comunidade escolar. objetivando sua auto-avaliação. Estudar os Boletins Pedagógicos. Estimular professores a usarem os recursos disponíveis na Escola: Laboratório de Informática. bibliografias diversas. Acompanhar o fechamento do Educa Censo e verificar o levantamento dos alunos que não venceram os Estudos Orientados para oportunizar os Estudos Independentes. trabalhos em equipe e interdisciplinares. Informar à comunidade escolar. Levantar demandas de cursos junto aos servidores com o objetivo de melhorar o desempenho e seu crescimento profissional (para o segundo semestre). cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE. Laboratório de Ciências. concursos públicos em Escolas Técnicas Federais. Analisar.PGDI. Responsabilizar-se. etc. com a equipe pedagógica da Escola. analisando os resultados das avaliações internas e buscando alternativas para a melhoria da aprendizagem dos alunos. Preparar com a equipe a comemoração do dia do estudante (11/08). de que os Planos de Ensino foram elaborados e de que estão sendo aplicados em consonâncias com as diretrizes do CBC. Acompanhar as atividades de Progressão Parcial dos alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental e Médio previstas na Resolução da SEE nº 521/2004. alunos e demais funcionários no retorno do recesso escolar. por intermédio dos Especialistas em Educação Básica. Estimular a troca de experiências. Diretrizes da Matemática. Analisar com toda a equipe os resultados das avaliações externas realizadas no primeiro semestre. Acompanhar a escolha dos livros didáticos nos períodos determinados. através de afixação de cartazes em lugar visível a todos. Assegurar-se. materiais concretos.Agosto Preparar as boas-vindas para professores.

infanto-juvenis. 87 .DCTF. Avaliar o Plano de Intervenção Pedagógica para formulação de possíveis estratégias para o atendimento aos alunos que ainda não atingiram as capacidades previstas para o ano. Cadastrar professores interessados em fazer algum curso na área de Educação Inclusiva através do site da SEE. infantis. Novembro Responsabilizar-se por renovar assinaturas de revistas pedagógicas. Outubro Organizar e preparar atividades relativas à semana da criança e ao dia do professor. Rever com os professores o número de aulas para complementação da carga horária dos alunos nos Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. jornalísticas. Promover eventos extra-escolares que envolvam a comunidade (feira de ciências. sensibilizando. gincanas para a confraternização e solidificação dos laços afetivos.br/siscort/. Organizar e realizar juntamente com a secretaria da Escola a renovação da matrícula dos alunos. utilizando oficinas.Acompanhar as ações e metas previstas no PGDI dos servidores. Analisar e preencher o Plano de Atendimento para o ano seguinte. Reunir-se com o Conselho de Classe para analisar os resultados dos alunos no processo ensino-aprendizagem do 3° bimestre e garantir a operacionalização das ações de intervenção pedagógica.fnde. Acompanhar e presidir as reuniões e entrevistas com os servidores no PGDI. implementando e operacionalizando o Plano de Intervenção Pedagógica. Reformular a Proposta Pedagógica e o Regimento Escolar. Observar as orientações da SEE/SRE para aplicação das Avaliações Externas do SIMAVE/ PROEB e Provinha Brasil. Programa do Livro Didático. gov. Entregar a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais . Participar das reuniões de Pais para a divulgação dos resultados de aprendizagem dos alunos e o acompanhamento das atividades de Intervenção Pedagógica-Entrega de Boletins. Assegurar-se de que “Toda criança esteja alfabetizada até os oito anos de idade”. FNDE. olimpíadas). Organizar uma homenagem aos alunos e professores. campeonatos internos e externos. Coordenar as ações de avaliações externas e internas. gincanas. Através do Projeto Incluir – Gerenciamento de Cursos. estimulando. Manter atualizados dados referentes ao número de alunos através dos site: http://www. jornais. saraus.

Dezembro O final do Ano Escolar representa não apenas a ocasião da completude de duzentos dias letivos e oitocentas horas plenas de aula para todos os alunos da Escola.Análise do Fluxo Escolar. Divulgá-lo para a comunidade escolar. entretanto. é necessário inventariar e avaliar os resultados alcançados: A Escola conseguiu que os seus alunos aprendessem mais que nos anos anteriores? Que eles se sentissem mais satisfeitos com a Escola e mais motivados a estudar? Conseguiu diminuir os índices de evasão.Promoção troca de cartões e de lembranças.Avaliação do Plano de Intervenção Pedagógica.Apresentações de vídeos com recortes de atividades realizadas durante o ano. . reprovação e distorção de idade-ano de escolaridade? Boa Escola é a que realiza esses feitos ano a ano.Elaboração da primeira versão do calendário escolar. incluindo fotos do trabalho realizado compartilhando os resultados alcançados pela Escola. também.Auto-avaliação dos servidores e Avaliação da Instituição Escolar. . Organizar com os Especialistas e os Professores as atividades para os alunos em Progressão Parcial (Res.SEE nº 521/ 2004). Planejar as pautas das reuniões de encerramento do ano escolar. . 88 . Rever com os Especialistas o cronograma das atividades programadas para o mês de dezembro. com base nas orientações da SEE/MG.Primeira reunião: . um tempo de celebrações do dever cumprido e com ótimos resultados educacionais. (Revista Gestão em Rede.Preparação de murais de agradecimentos. Estabelecer com a Comunidade Escolar os critérios complementares para a escolha de turmas. .Segunda reunião: dinâmica de grupo (Confraternização) . tendo em vista o encerramento dos anos letivo e escolar. Para perceber essas boas sensações.Realização almoço ou lanche de confraternização para todos os servidores da Escola.avaliação geral dos resultados dos alunos e das atividades realizadas durante o ano.Incentivar e realizar a Semana da Preservação do Patrimônio Público. 2006). . nº 74. deve representar. . . continuamente. referentes ao 4º Bimestre e em o todo ano letivo. . turnos e aulas e divulgá-los após aprovação do Colegiado Escolar. . Reunir-se com o Conselho de Classe para a análise e o fechamento dos resultados do processo ensino-aprendizagem dos alunos. .Mensagens. nov. e melhora seus resultados.

Realizar matrícula dos alunos advindos do Cadastro Escolar. 89 . Realizar reuniões de encerramento do Ano Letivo e Escolar. se for o caso. financeiros e principalmente pedagógicos. nos aspectos administrativos. Verificar e providenciar a organização dos registros e dos resultados dos alunos nas Atividades de Progressão Parcial. com os servidores. prosseguindo com seu fechamento e arquivamento. os Diários de Classe. previstas na Resolução da SEE nº 521/04. Analisar. Reunir-se com os professores e o Colegiado para análise da avaliação da Escola feita pelos pais. as atividades que serão realizadas no mês de janeiro. Definir. Expedir declaração de conclusão do Ensino Fundamental e Médio e divulgar lista de Escolas para o encaminhamento. Acompanhar as ações e metas previstas no PGDI dos servidores. com os Especialistas e a Secretaria. Participar da reunião de pais para avaliação da Escola e entrega dos resultados dos alunos – Boletim Escolar.

3. impregnada de pressupostos político-ideológicos. o estabelecimento de diferentes tipos de relações entre fatos.5. para satisfazer às exigências do aprendizado. desenvolvem competências e mudam o comportamento. Martins Fontes) 90 .1. relacionando-se às experiências anteriores e vivências pessoais dos alunos. que oferece oportunidade de interação dos alunos com diferentes tipos e usos de textos em práticas sociais ou de letramento.6.Ambiente Alfabetizador É um contexto de cultura escrita. apresentamos algumas definições e alguns conceitos de palavras. desencadeando modificações de comportamento e contribuindo para utilização do que é aprendido em diferentes situações.Aprendizagem Forma como os seres adquirem novos conhecimentos.Aprendizagem Significativa É aquela que resulta na compreensão de significados. qualquer definição está. invariavelmente. 6. Por outro lado. da sociedade e do saber. propiciado pela organização da sala de aula e da Escola no decorrer do processo de alfabetização.2. termos e expressões que poderão constituir-se temas de estudo e de reflexão para todos os que atuam na EDUCAÇÃO BÁSICA. Contudo. 6. não são capazes de utilizar a escrita na leitura e na produção de textos na vida cotidiana ou na Escola. embora dominem as habilidades básicas do ler e do escrever. 1988. a complexidade desse processo dificilmente pode ser explicada apenas com o recorte do todo. “Por aprendizagem significativa entendo uma aprendizagem que é mais do que uma acumulação de fatos. É uma aprendizagem que provoca uma modificação. objetos. 6. Ed.PAINEL PEDAGÓGICO Considerando o caráter pedagógico desse Guia. noções e conceitos. relacionados com a visão de homem. 6. 6. quer seja no comportamento do indivíduo. permitindo a formulação de problemas que incentivem o aprender mais. in Tornar-se Pessoa.Alfabetização É o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita. A conquista dos princípios alfabético e ortográfico que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia. acontecimentos. (ROGERS. na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade”.4.Analfabetos Funcionais Expressão para designar as pessoas que.

caderno 2).Capacidade Termo considerado amplo o suficiente para abranger todos os níveis de progressão.6. 6.10. 6. Disponibiliza on line. em patamares progressivos de abstração. subtema. para a condução da própria vida. na produção textual e na seleção de instrumentos diversificados para tais aprendizagens.9. tema. dos alunos e pais na gestão da Escola.Assimilação É a incorporação de elementos do meio externo (objeto.Competência Segundo Perrenoud (2000). inclui conhecimentos teóricos 91 .Banco de Itens O banco de itens informatizado e organizado pela SEE oferece suporte didático aos professores no processo de avaliação da aprendizagem escolar. A competência. a intervenção dos usuários profissionais da educação. portanto. Como a autonomia opõe-se às formas autoritárias de tomada de decisão. afirma esse autor. competência pode ser considerada como a “capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação apoiando-se em conhecimentos. modelos de ação ou procedimentos. eixo temático. conhecimento) a um esquema ou estrutura do sujeito. mas sem limitar-se a eles”. Os itens que constituem o acervo do banco abrangem os conteúdos do CBC e estão disponibilizados em aproximadamente 20.7. tópicos e habilidades.8. (Cadernos da SEE/MG elaborados pelo CEALE.000 itens de todos os conteúdos dos componentes curriculares dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. isto é. itens que serão utilizados na geração de provas das avaliações. A participação significa. disciplina. Esses itens orientam o professor em relação aos parâmetros mínimos de aprendizagem que devem ser alcançados. não consiste na aplicação pura e simples de conhecimentos. desde os primeiros atos motores indispensáveis à aquisição da escrita até as elaborações conceituais. que possibilitam ampliação na compreensão da leitura. Foram elaborados por professores e por especialistas em conteúdos de acordo com as especificações do CBC: nível de ensino. 6. É o processo cognitivo de colocar (classificar) novos eventos nos esquemas existentes 6. sua realização concreta nas instituições dá-se pela participação na livre escolha de objetivos e processos de trabalhos e na construção conjunta do ambiente de trabalho.Autonomia Significa a capacidade das pessoas e dos grupos para a livre determinação de si próprios.6.

social e escolar.Conteúdo Escolar O conteúdo escolar não é o saber científico original.Diversidade O termo diz respeito à variedade e à convivência de idéias.ou metodológicos. é uma opção historicamente configurada que se sedimentou dentro de determinada trama cultural.15. situação ou ambiente. seus conteúdos e sua forma última não podem ser indiferentes aos contextos nos quais se configura”. 2000. evidentemente. 6. por meio do que se acostuma chamar de transposição didática. portanto se constrói na instituição escolar.14. “O currículo é o conjunto de todas as experiências escolares de conhecimento proporcionadas aos / às estudantes. 92 . p.11. A noção de diversidade está ligada aos conceitos de pluralidade. portanto. o que pode ser feito tanto a partir de um nível de análise político-social.Currículo “O currículo.13. 6.12. em seus conteúdos e nas formas pelas quais se nos apresenta e se apresenta aos professores e aos alunos. de valores e pressupostos que é preciso decifrar. características ou elementos diferentes entre si.Consciência Fonológica Pressupõe a compreensão de que a escrita se organiza como seqüência de sons. (LOPES. nos acordos e conflitos diários no interior dessas instituições. é preciso relacioná-las a um conjunto de problemas ou tarefas. 6. diferenciados. política. As rimas. descobrindo os mecanismos que operam em seu desenvolvimento dentro dos campos escolares” (SANCRISTAN. por exemplo.Desempenho Escolar Ato ou efeito para a satisfação de uma promessa ou de um objetivo. conforme a posição ocupada por letras e sílabas nas palavras. heterogeneidade e variedade. por meio da execução de uma tarefa ou função. Para defini-las. multiplicidade. em determinado assunto. 19) 6.17). diferentes ângulos de visão ou de abordagem. quanto a partir do ponto de vista de sua instrumentação “mais técnica”. 6. p. podem ser percebidas nesse nível de consciência e facilitam estratégias de inferências e generalizações para novas construções de palavras. O conteúdo escolar é um objeto didático. formas de atuar e atitudes. é algo que se constrói. está carregado. produto de um conjunto de transformações do conhecimento científico. Se o currículo. 1998.

18. a fim de mudá-las. tendo em vista sua qualificação e a melhoria de sua prática no contexto escolar. 6. Significa proporcionar mais a quem mais necessita. 6. que eles podem aprender novas noções e habilidades. ação de sensibilizar a Comunidade Escolar para garantir a execução das atividades planejadas.Eqüidade Nas ciências sociais em geral e. em especial. Eqüidade supera esse conceito por vincular-se com mais vigor ao conceito de justiça. que não apresentam as mesmas particularidades. e de que suas diferenças devem ser respeitadas e trabalhadas.6.21. reprovados e dos que abandonaram a unidade escolar antes do final do ano letivo sem solicitar transferência para outra Escola.Escola Entendemos por Escola o lugar aonde vamos (os alunos) buscar pessoas (educadores) que nos ajudem a organizar nossos pensamentos sobre a realidade. 93 .Formação Continuada Formas deliberadas e organizadas de aperfeiçoamento profissional do docente. “Não basta planejar. 6. a Escola comum torna-se um lugar fecundo para a construção de novos referenciais para esses sujeitos.17. Segundo ALESSANDRI (2002). na prática “uma estratégia inversa ao “igual para todos”: propõe-se uma educação diferenciada para se obter resultados semelhantes”.16. pois é na convivência com seus pares. 6. eqüidade supera o conceito formal de igualdade: “todos os indivíduos são portadores dos mesmos direitos fundamentais”. 6. para que possamos nelas interferir de modo crítico e competente. considerando as diversidades e particularidades do indivíduo. é preciso implementar as ações”. Parte do princípio de que todos podem aprender.Implementação Criação de condições para que o planejamento se realize. na educação escolar. trata-se da chamada “discriminação positiva”. Por isso. são quantitativos que indicam o percentual dos alunos aprovados.19.20. Escola é o lugar de organização da reflexão sobre as determinações naturais e sociais. para a construção de um mundo melhor para todos.Inclusão Social na Escola A educação inclusiva se apóia em uma visão ampliada do processo de ensino e de aprendizagem.Fluxo Escolar É a movimentação de alunos no contexto escolar.

6. etc. por exemplo). rótulos. A interdisciplinaridade buscou conciliar os conceitos pertencentes às diversas áreas do conhecimento a fim de promover avanços. tratase de um processo que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade (placas. 2005).25. Inclusão 6.Nessa perspectiva.Matriz Curricular A matriz curricular é ampla e espelha as Diretrizes de Ensino cujo desenvolvimento deve ser obrigatório para todos os alunos.Letramento Letramento. as esperanças.Marco Referencial É a explicitação da visão de mundo. articulação que existe entre as disciplinas para que o conhecimento do aluno seja global.. A interdisciplinaridade é. Uma Matriz de Referência é formada por um conjunto de descritores que. revistas. registram-se os sonhos. e se prolonga por toda a vida. processo necessário devido à fragmentação dos conhecimentos ocorrido com a revolução industrial e a necessidade de mão de obra especializada. de obras literárias. como analisa uma professora do ensino fundamental: “. 6. a sua possibilidade de descobrir e produzir outras formas de conhecer. os parâmetros fundamentais são as suas potencialidades. como 94 .” (ELIZA.. precisamos ter sensibilidade para incluir cada sujeito em sua particularidade. promovermos situações de aprendizagem e trabalharmos com diferença. dos valores e dos compromissos que a Escola está assumindo. e expressa sua identidade e a direção que deseja tomar.. como o processo de inserção e participação na cultura escrita. mas não impedem o desenvolvimento. A interdisciplinaridade surge como uma das respostas à necessidade de uma reconciliação epistemológica.22. e não fragmentado.. com a crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita (leitura e redação de contratos... como a produção de novos conhecimentos ou mesmo novas sub-áreas. Nele.). embalagens comerciais. 6.26.Interdisciplinaridade É a integração de dois ou mais componentes curriculares na construção do conhecimento.Matriz de Referência Conjunto de habilidades previstas como objeto de avaliação. as dificuldades imprimem um ritmo. as utopias e as expectativas da comunidade escolar e os seus desejos relativos à construção de uma sociedade melhor. por tanto.23. 6. de livros científicos.24.

Parceria Reunião de pessoas para um fim de interesse comum. capacidade. inclui os objetivos. aptidão. Ele deve retratar as decisões tomadas no processo de planejar. 6. de articulação teoria-prática”. 6. Assim. Proficiente: que tem perfeito conhecimento. 6. o registro do que se quer fazer. Esse Plano deve levar em conta os resultados das Avaliações Internas e Externas e estabelecer ações específicas de intervenção pedagógica para os alunos. 6.27. financeiros intelectuais) e coordenar e avaliar o trabalho das pessoas.Oficina “Espaço otimizado de convivência institucionalizada no qual se promove a troca de experiência sistematizada.Proficiência De acordo com o Dicionário Aurélio proficiência é qualidade do proficiente: competência. de modo especial para aqueles com desempenho insatisfatório na aprendizagem. dar uma estrutura. explicitam pontos básicos do que se avalia: conteúdo programático e o nível de operação mental desenvolvido no processo de aprendizagem.31. competente. a organização escolar refere-se aos princípios e procedimentos relacionados à ação de planejar o trabalho da Escola. quando fazer. etc. Esse termo se refere a habilidades. descrevem habilidades. os recursos humanos e financeiros disponíveis.30. habilidade. 6. No contexto escolar.32.próprio nome indica. capaz. Assim. racionalizar o uso de recursos (materiais.28. o que deve ser feito no tempo certo e ao longo de todo ano letivo. as ações a serem implementadas.Organização Escolar Significa dispor de forma ordenada. 6. competências e conhecimentos que os alunos demonstram ter desenvolvido em um dado momento de sua escolarização. tendo em vista o sucesso da aprendizagem do aluno e da Escola. de fundamentação teórica. parceria supõe uma via de mão dupla em que Comunidade e Escola se interagem numa troca contínua.Plano de Intervenção Pedagógica É o Plano de Intervenção de cada Escola. como fazer. planejar uma ação e prover condições necessárias para realizá-las. as metas.29. hábil. sociedade. tendo em vista a consecução dos objetivos. 95 . companhia.Plano Nada mais é do que um documento.

37. antevir um futuro diferente do presente. métodos.Transdisciplinaridade Trabalho pedagógico com situações complexas.Quebra de Paradigmas Implica romper condicionamentos. fruto de iniciativa do líder (gestor.Visão Compartilhada Significa engajar verdadeiramente os indivíduos nas ações por um objetivo comum.38. idéias arraigadas e generalizações que influenciam atitudes e formas de encarar a vida para enxergar as pessoas e o mundo.34. Os focos desse tipo de avaliação se voltam. generalização.Visão Sistêmica Novo paradigma da ciência contemporânea em que a compreensão do processo de conhecimento deve ser trabalhada e entendida de forma dinâmica na qual tudo está interligado. explicado sobre o que se quer construir. conceitos.6. ou seja.35. 96 . ao longo de seu desenvolvimento e de suas aprendizagens. para representações. diretor. Segundo Gadotti. capaz de transmitir à equipe a imagem do futuro que pretende criar. entre outras).33. aplicação a novas situações.Projeto Pressupõe uma ação intencionada com sentido definido. as partes só podem ser entendidas a partir da dinâmica do todo (processo sistêmico). portanto. professor). projetar significa “lançar-se para frente”. 6. análise. 6.36.Provas Operatórias Instrumentos assim designados devido à sua ênfase em operações mentais envolvidas nos conhecimentos que estão sendo processados pelos alunos. 6. competências e conteúdos próprios de uma disciplina dentro da estrutura de uma outra disciplina e de um novo contexto. no qual utilizamos noções. produção de inferências. 6. capacidades ou estratégias em geral (levantamento de hipóteses. 6.

.Buscar estratégias e ações para. .Divulgar as pautas de reunião do Colegiado para a comunidade escolar. entre outras. . . funcionários. competência.Ter os pais e a comunidade como parceiros. dispensar a todos o mesmo tratamento.Ser pontual na chegada.Divulgar amplamente as decisões tomadas nas reuniões do Colegiado . na Equipe da Regional (Inspetor e Analista Educacional). . . do reforço extraturno.Fazer acontecer a Intervenção Pedagógica no tempo certo utilizando-se: do Projeto Escola de Tempo Integral.Buscar as qualidades das pessoas (alunos. .Investir nas relações interpessoais. .Ser justo. . .Fomentar nos servidores o desejo de formação continuada. Compartilhar suas vitórias e sucessos com todos. acompanhamento. pedagogicamente.Desenvolver a cultura da Auto-Avaliação da Escola. servidores).Fazer planejamento integrado das ações da Escola. mural.Formar sua equipe de trabalho. . professores. da reenturmação temporária dos aluno.Ser transparente nas ações.Estar atento às situações sociais relacionadas aos funcionários (aniversários. porém cordial com toda a comunidade escolar. da escolha do melhor professor para os alunos da alfabetização. -Fazer pautas para as reuniões.DICAS PARA UMA GESTÃO DE SUCESSO As sugestões a seguir foram coletadas entre diretores.Registrar as ocorrências (fatos eventuais) para segurança do gestor e do servidor.Ser firme. . alunos e pais: . no cumprimento das ações e dos prazos estabelecidos. .Manter à vista de todos um quadro. planejamento. na saída. .7 .Buscar parcerias na SEE/SRE. casamentos.Estar atento à aprendizagem dos alunos – Escola Boa é aquela em que todos os alunos aprendem. . .Conquistar a autonomia da Escola com trabalho compartilhado.Envolver todos os alunos na realização das atividades cívico-sociais . corrigir distorções idade/ano de 97 . .Socializar com os servidores toda a legislação pertinente à educação.Realizar o trabalho em equipe.Reconhecer e valorizar a contribuição de cada servidor. .Analisar e divulgar os resultados das Avaliações do SIMAVE / SAEB para os alunos e comunidade escolar. . nascimentos. . 24 horas antes de sua realização. pais. . . falecimentos).Tomar decisões coletivamente. . . avaliação e com resultados positivos e atingimento das metas pactuadas. com as atribuições de cada servidor.

4.Promover encontros freqüentes com os pais dos alunos.(socialmente legítima. Feedback).Monitoramento (monitoramento do desempenho dos alunos. 7.Investir no professor e cobrar resultados.Parceria família / Escola (envolvimento dos pais no aprendizado dos seus filhos).(unidade de propósitos. avaliação da Escola). realizada por Colton (2004) e Sammons et al (1995). .Organização voltada para a aprendizagem (desenvolvimento da profissionalização e do clima organizacional). para o governo britânico. clareza de objetivos. objetiva e participativa). no qual as pessoas estejam e sejam felizes. possibilitando que eles participem. . 5. firme. Essa pesquisa possibilitou aos autores uma visão de onze fatores os quais devem ser encontrados na boa Escola. .Buscar recursos financeiros e humanos para a execução de todos os projetos. 9. abordado no livro Melhoria do Desempenho Cognitivo dos Alunos no Ensino Fundamental de José Francisco Soares. orientação para obtenção de resultados cognitivos). 10.Concentração no ensino/aprendizagem (bom uso do tempo. e não apenas escutem. 2. 6. o Resultado da Pesquisa sobre a Estrutura de uma Escola Eficaz.escolaridade.Estar atento quanto à manutenção e conservação das instalações físicas. Fundação Santillana – Ed Moderna.Ter visão dos objetivos.Dispensar um atendimento de excelência ao público. 11. todos são responsáveis). prazeroso. 8. . Constitui-se também dica para o Diretor. ambiente de trabalho agradável). .Altas expectativas (altas expectativas sobre todos. das Metas da Escola e das estratégias para o seu atingimento.Reforço Positivo (disciplina clara e acordada. . expectativas comunicadas. São fatores sobre os quais o Diretor deve refletir e verificar neles a aplicabilidade no fazer da Escola. profissionalmente competente. ensino com um sólido Projeto Pedagógico da Escola). decisões colegiadas.Direitos e responsabilidades dos alunos (auto-estima. responsabilidade. 3. proposição de desafios intelectuais).Ambiente de aprendizagem (clima de ordem.Visão e metas compartilhadas . .Proporcionar um ambiente alegre. Ouvi-los. mobiliário e material de uso permanente.Ensino Estruturado (organização eficiente.Direção . controle do trabalho). São eles: 1. 98 .

8 . que o Guia cumpra este papel. voltado para o processo do ensinar e do aprender. participativo e ativo. função principal da Escola. fazendo com que toda a equipe da Escola atue em função do desempenho escolar dos alunos. gerenciar os recursos financeiros. resolver conflitos internos e. Esperamos. 99 . Este Guia do Diretor Escolar foi construído para ajudar o Gestor a realizar esta tarefa tão significativa e desafiadora: colocar a gestão pedagógica como eixo de seu trabalho. atender a alunos e pais. buscar parcerias. criando e mantendo um ambiente escolar reflexivo. crítico. zelar pelo patrimônio público sob sua responsabilidade. sinceramente. resolver questões legais e administrativas.CONSIDERAÇÕES FINAIS Somos conhecedores da importância e complexidade da função desempenhada pelos Diretores de Escolas que precisam equilibrar-se diante das inúmeras atividades que desempenham no dia-a-dia de trabalho: cuidar da gestão de pessoal. fazer com que tudo isto esteja a serviço da aprendizagem dos alunos. sem negligenciar os aspectos administrativos e financeiros. acima de tudo.

1 INÍCIO DO ANO ESCOLAR 9.3 ROTEIRO DE VISITA ÀS SALAS DE AULA 9.3 ENCERRAMENTO DO ANO ESCOLAR 9.6 PLANO ANUAL DE TRABALHO DO DIRETOR 9.SUGESTÕES DE INSTRUMENTOS DE APOIO PEDAGÓGICO 9.5 SITES E LEITURA PARA O DIRETOR E EQUIPE PEDAGÓGICA 9.2 ENCERRAMENTO DO 1º SEMESTRE 9.7.8 AGENDA PARABÉNS PRA VOCÊ 100 .9.2 LEGISLAÇÃO 9.4 SIGLAS 9.1 CALENDÁRIO ESCOLAR 9.7 DINÂMICA DE GRUPO 9.7.7.

101 .

Resolução PGJ nº 05/1998.171/1996 – proíbe a venda de cigarros e bebidas alcoólicas nas Escolas públicas da rede Estadual de Ensino e nas conveniadas.195/2001. Estatuto dos Funcionários Público Civis do Estado de Minas Gerais. que contém o Estatuto do Pessoal do Magistério Público de Minas Gerais.394/1996.845/2004 e nº. Decreto nº 43 673/2003 – Cria o conselho de Ética Pública e institui o Código de Conduta Ética do Servidor Público. com matricula obrigatória a partir dos 6 ( seis ) anos de idade. 69 da Lei Estadual nº 7.Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional.274/2006 – Altera a redação dos artigos 29. 9. 11. 32 e 87. do direito da criança e do adolescente ao ensino fundamental assegurado pela Constituição Federal e pelas Leis. Lei Federal nº 11. Constituição Estadual de Minas Gerais: 1989. Lei Estadual no 12. Normatiza a atuação do Ministério Público na fiscalização da efetiva observância pelo Estado. Lei Federal nº 9.293/2004. Lei Estadual no 15.424/1996. revoga dispositivos das Leis Federais nº.2 Legislação Sugestão para estudo.Proíbe a cobrança de taxa ou mensalidade em escola pública e da outras providências. do Ministério Público de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais.781/1998 . Resolução da CEDC nº.394/1996 . na Escola: • • • • • • • Constituição Federativa do Brasil. da Lei Federal nº. Brasília: 1988. Lei Estadual no 12. Lei Estadual no. 30.494/2007 – Regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB. nº. disposto sobre a duração de 9 (nove ) anos para o Ensino Fundamental. Título VIII: Capítulo III.861/1998.109/1977. de que trata o artigo 60 do ato das Disposições Constitucionais Transitórias: altera a Lei Federal nº. 9. Lei Estadual nº 7. • • • • • • • • • • 102 . 30. Lei Federal nº 8.9. Dá nova redação ao Inciso I do art. Educação direito de todos).109/1977.10. e 87. 17/2007 – do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais.114/2005 – Altera os artigos 6º.880/2004. Lei Federal nº 11.10. Lei Estadual nº 12. Estatuto de Pessoal do Magistério Público do Estado de Minas Gerais.069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Estadual nº 869/1952.394/1996 que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (toda criança na Escola. 9. da Lei Federal nº. 10. Município e Famílias. .Institui as carreiras dos Profissionais de Educação Básica do Estado.942/1995 – uso de espaço físico sem fins lucrativos para atividades educacionais. com o objetivo de tornar obrigatório o início do Ensino Fundamental de 6 (seis) anos. Lei Federal nº 11. 32.

Parecer CEE nº 1132/1997 – Dispõe sobre a Educação Básica. nos termos da Lei nº 9 394/1996. Parecer CEE nº 1158/1998 – responde consulta da SEE/MG e da Federação dos Estabelecimentos de Ensino de Minas Gerais. Resolução SEE nº 666/2005. com objetivo de tornar obrigatório o início do Ensino Fundamental aos seis anos de idade.025/2007 – Institui e regulamenta a organização curricular a ser implementada nos cursos de ensino médio das unidades da rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. da Rede Estadual de Ensino. Parecer CEE nº 247/2008 – Examina Planejamento do Atendimento Escolar/2008. Parecer CBE nº 24/2004 – Estudos visando ao estabelecimento de normas nacionais. Resolução da SEE/MG nº1026/2007. 32 e 87. Resolução da SEE/MG nº 852/2006 – Estabelece critérios e condições para a indicação de candidatos ao cargo de Diretor e a função de Vice-Diretor de Escola Estadual de Minas Gerais. Estabelece os Conteúdos Básicos Comuns – CBC a serem obrigatoriamente ensinados pelas Unidades de Ensino Estaduais que oferecem as séries finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Instrução SB/SEM nº 01/2008 – Orienta sobre a aplicabilidade da Resolução SEE nº 1025/2007. Estabelece normas para a organização do Quadro de Pessoal das Escolas Estaduais e designação para o exercício de função pública da rede Estadual de Ensino de Minas Gerais.• • • • • • • • • • Resolução SEE/MG nº 430/2003 – Define normas para a organização do ensino fundamental com nove anos de duração nas Escolas da rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. 30. Dispõe sobre a organização e o funcionamento de ensino nas Escolas Estaduais de Minas Gerais e dá outras providências. da Lei Federal nº 9394/1996. Parecer CEE nº 1041/2005 – Manifesta-se sobre o disposto na Lei Federal nº 11 114/2005 que altera os artigos 6º.086/2008. Dispõe sobre a estrutura e o funcionamento do Colegiado Escolar na rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. • • • • • • • • 103 . com orientações ao Sistema Estadual de Ensino. Resolução da SEE/MG nº 1. nas Escolas Estaduais de Minas gerais e dá outras providências. Parecer CNE/CEB nº 39/2006 – Consulta sobre situações relativas à matrícula de crianças de seis anos no Ensino Fundamental. para ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração. dispõe sobre a organização e o funcionamento do Ensino Fundamental nas Escolas Estaduais de Minas Gerais. Resolução da SEE/MG nº 469/2003 – Dispõe sobre a organização e o funcionamento dos anos iniciais do Ensino Fundamental. para operacionalização do disposto no Parecer CEE nº 1132/1997. Resolução SEE/MG nº 1033/2008 – dispõe sobre a implantação do Projeto de Aceleração da aprendizagem “Acelerar para Vencer” para alunos do Ensino Fundamental da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais. que tratam do Ensino Fundamental de nove anos e da matrícula obrigatória de crianças de seis anos no Ensino fundamental. com nove anos de duração. Resolução da SEE/MG nº 1. Resolução da SEE/MG nº 1059/2008. Resolução da SEE/MG nº521/2004 (retificada em 04/02/04). Parecer CNE/CEB nº 05/2007 – Consulta com base nas Leis nº 11 114/ 2005 e 11 274/2006.

Revista – Ensino Fundamental de nove anos – Em busca do Sucesso Escolar. 104 . Legislação específica de quadro de pessoal e manual de prestação de contas.• • • • • Ofício Circular da SEE nº 198/2004 – Orienta sobre os artigos 34 a 39 da Resolução SEE nº 521/2004. Legislação específica do Conselho Tutelar. Legislação específica de avaliação de desempenho dos Servidores Públicos Estaduais.

3 Roteiro de Visita às Salas de Aula Aspectos que devem ser observados: As relações interpessoais – professor/aluno. atividade de leitura. Nível de satisfação dos alunos. Postura do Professor. bom tom. É importante lembrar que após a visita. Coerência entre capacidade que se deseja introduzir. A avaliação da aprendizagem. As práticas de ensino: . se necessário. no momento de sua visita à sala de aula. Esta ficha é apenas um roteiro para que o Diretor possa se lembrar dos aspectos que merecem atenção. Padrão de linguagem – clara. inclusive propondo aulas de demonstração. discutindo os pontos positivos e os que devem ser melhorados. recreio e outros. visitas à biblioteca. 105 . excursões. O Manejo de Classe. suave. o Diretor. Aspectos de higiene (salas – alunos). Envolvimento dos alunos nas atividades pedagógicas. O ambiente pedagógico das salas e a exploração deste ambiente pelo professor. O Plano de Aula. trabalhar. sugerindo outras práticas de ensino. O domínio do conteúdo pelo professor.9. o planejamento do dia. escrita. trabalho em grupos. consolidar e as atividades. Utilização do Guia do Professor Alfabetizador ou do CBC. com o Especialista. Uso do material didático para tornar a aprendizagem mais significativa e a aula mais interessante. deve escolher o momento apropriado para orientação ao professor. Organização do trabalho na sala de aula. Os registros – Diário de Classe. a hora da leitura.rodinha.

9.4 Siglas ADI – Avaliação de Desempenho Individual ANEB – Avaliação Nacional da Educação Básica ANRESC – Avaliação Nacional do Rendimento Escolar CBC – Currículos Básicos Comuns CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação CRV – Centro de Referência Virtual do Professor ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FUNDEF – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério IDH – Índice de Desenvolvimento Humano INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira LDBEN – Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional OCEM – Orientações Curriculares para o Ensino Médio ONG – Organização Não Governamental PAAE – Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar PDP – Programa de Desenvolvimento Profissional PDDE – Programa Dinheiro Direto na Escola PISA – Programa Internacional de Avaliação de Alunos PNLD – Programa Nacional do Livro Didático PNBE – Programa Nacional de Biblioteca da Escola PNE – Plano Nacional de Educação PROALFA – Programa de Avaliação de Alfabetização PROEB – Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica PROGESTÃO – Programa de Capacitação à Distância para Gestores Escolares QESE – Quota Estadual de Salário Educação SAEB – Sistema Nacional da Avaliação da Educação Básica SEPLAG – Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão SIED – Sistema Integrado de Informações Educacionais SIMAVE – Sistema Mineiro de Avaliação da Escola Pública 106 .

Eunice Soriano de. GANDIM. 2. Ed. Ana. São Paulo: Martins Fontes.ed. In: Educação em revista. Ciências. 3ed. Redação e Textualidade: Texto e Linguagem. Chapeuzinho Vermelho Aprende a Escrever: Estudos psicolingüísticos em três línguas. Construtivismo: Grandes e Pequenas dúvidas. FREIRE. A Prática do Planejamento Participativo.7-141. César / TEBEROSKY. v. Edições Loyola. Ministério da Educação e do Desporto. Psicogênese da língua escrita. 2001. Subsídios para Credenciamento e Funcionamento de Instituições de Educação Infantil. Porto Alegre: Artes Médicas. Danilo. Mário Sérgio. Cortez Editora. 272 p. ARAÚJO. Emília & TEBEROSKY. Ronald. Emília. Brasília: Consed/Ceiuse. na escola: formando educadores para formar leitores. Era uma vez. FARACO. Maria Nilza. Ed. Reflexões sobre Alfabetização. A Escola e o Conhecimento: Fundamentos epistemológicos e políticos. Caria.5 Sites e Leitura para o Diretor e Equipe Pedagógica • • • • • • • • • • • • • • • • • • • AGUIAR. São Paulo: Cortez. Ed. Formato CEALE. Coleção: Aprendendo Matemática.ed.3. Escrever com prazer: Oficina de produção de textos. Ed.. V. Brasília: Senado. Editora A Autêntica. • • • • • • • 107 . FERREIRO. Geografia. Ática. Ed. Ática. ALENCAR.4-7. 1979. Diagnóstico e Problematização e aspectos conceituais sobre a formação do magistério: subsídio para o delineamento de políticas na área. Danilo.P. Celso. Ana. 2.ed. M. FERREIRO. p. FERREIRO. 1985. Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º e 2º Graus. Vozes. Técnicas de Estudo (Como Estudar Sozinho). p. Márcia Botelho. Ed. COSTA VAL. CEALE. FERREIRO. A Violência Desce para a Escola. Trabalhando Habilidades: Construindo idéias. Autêntica. 2001. BREJON. 1985. Paz e Terra S/A.U. (Org. GANDIM. CORRÊA. Editora A Autêntica.2. 1996. Formato. ÁTICA. Org. p. 12. CLAVER. Trabalhando com Narrativa. n. 1986. 8. A escolarização da leitura literária: o jogo do livro infantil e juvenil. Ed. CEALE.). Carlos. Em busca da maturidade: o fracasso escolar e suas bases psicológicas. ed. Brasília. São Paulo: Cortez. Nadja Ribeiro / HIDALGO. Pedagógica e Universitária GATTI. Constituição (1988).1. Emília / RONTECERVO. Planejamento como Prática Educativa. Literatura Infantil na Escola: Leitores e Textos em construção. Belo Horizonte.9. Scipione. Professor Leitor. Pioneira. Isabel Garcia.). Emília. Constituição da República Federativa do Brasil. Formato. Bernadete A. Ed. 1988. junho de 1986. 1999. maio/1998.9-102. Néa Monteiro & SANTOS. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Dimensão. p. EVANGELISTA. CORTELLA. História – Conteúdos Essenciais para o Ensino Fundamental 1ª a 4ª série. Clotilde/ MOREIRA. Aluno autor: Reflexões sobre avaliação de texto escolar. Alfabetização em Processo. São Paulo. FERNANDES. Paulo. BRASIL. Novas contribuições da psicologia aos processos de ensino e aprendizagem. BRASIL. Belo Horizonte: Ceale. FAGUNDES. Maria da Graça. Aprendendo Valores Éticos. Andreza Paladino..91-92. Ed. Belo Horizonte: Formato Editorial. p. E. COLL.3-128.Cortez ANTUNES. Aracy Alvez Martins et al. Vera Teixeira de (Coord. Ed. Ed. Português.

A Organização do Currículo Por Projetos de Trabalho. 31-36. Sebastião/ CARVALHO. KRAMER. Revista Tecnologia Educacional. Adolescentes e Adultos.Uma Perspectiva Construtivista. Sônia. Mesquita de Rocha & ROCHA. p. Das intenções à ação. O Pensar na Educação. MARTINELLI. Philippe. Secretaria de Estado da Educação. p. HILARI. Pedagogia Diferenciada. 1995. HOFFMANN. Mediação. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Ed. Avaliação: Da Excelência à Regulação das Aprendizagens – Entre duas Lógicas. In: Revista Pedagógica. Dificuldades de Aprendizagem na Alfabetização: Linguagem & Educação. Graça. 37.ARTMED PERRENOUD. KRAMER. O que a escola tem feito para formar o aluno cidadão. Vozes. p. 120 p. MARTINS. André. MORAES. Ed ARTMED. Paulo Roberto.165. KATO. Philippe/ THURLER. 189-207. J.ARTMED PERRENOUD. MOTTA. Rodolfo. NERY. Editora Lê. Alfabetização. 15-17. Mattew. ed. p. MOREIRA. Zélia D. Ed. PROCAD. São Paulo: Ática. Lemos Editorial. Petrópolis: Editora Fundação. HERNÁNDEZ. Artur Gomes de. evasão. 13-192. No Mundo da Lua. HERNÁNDEZ. MINAS GERAIS. Não existe hora certa pra ler. Melhoria da qualidade do ensino: o desafio da formação de professores. Paulo. Ailton. Belo Horizonte: Editora Lê. 1994.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • GOMES. M. p. Alfredina. Intertextualidades: teoria e prática. PERRENOUD. nov 2000. PAULINO. n. SENA. São Paulo: Ed Abril. n. 10 Novas competências para Ensinar. Philippe. ARTMED PERRENOUD. Abril 1997. Marilu. Philippe. Rio de Janeiro: Dois Pontos Editora. Jussura. 1997. Belo Horizonte. Jussura. 33. A formação em serviço do professor a partir da pesquisa e da prática pedagógica. Ivete e CURY. MANIFESTO DOS PIONEIROS DA EDUCAÇÃO NOVA. A Lingüística e o Ensino da Língua Portuguesa. Mediação. Ed. Philippe.6-124. Mônica Gather. p. Mesquita de Moraes. 1992. Conversando sobre Educação em Valores Humanos. p. Rio de Janeiro. WALTY. p. Meio Ambiente em Defesa da Vida. Revista AMAE Educando. Ed. Ed. Módulo 2. Maria de Fátima Cardos. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Fernando.105/106. 200. Nova Escola. Sônia. n. Fernando/ VENTURA Montsserrat. MORAIS. Brasília. HOFFMANN. p 42 a 59. 226. Transgressão e Mudança na Educação: Os projetos de trabalho. 124. Gestão Contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. Belo Horizonte: Autêntica. Maria das Graças de Castro. Avaliar para Promover – As setas do Caminho. 1932. jan/fev. ano XXX. As Competências para Ensinar no 108 . repetência. 1999. Ed. Maria Zilda. MATTOS.ARTMED. 1986. Construir as Competências desde a Escola. 1986. Ática. ARTMED PERRENOUD. Rio de Janeiro: Record. A escola Pública de qualidade: pressupostos e fundamentos. LIPMAN. Perguntas e respostas sobre o transtorno do déficit de atenção com Hiperatividade em Crianças. DF. Ed. n. 197. MEDIANO. n. No Mundo da Escrita: uma perspectiva psicolingüística. Ed. 4. São Paulo: Martins Fontes. 67. Mary A. 1989. Avaliação:Mito & Desafio. Alfabetização: Dilemas da Prática. Ortografia: Ensinar e aprender.

SANTOS. escrever e resolver problemas: Habilidades básicas para aprender matemática. 89-109. SPLITTER. A literatura infantil na escola. Alfabetização em segredos. Celso dos S. ed. 1985. São Paulo: Vozes. 12-13. In: RIBEIRO.).Libertadora do Processo de Avaliação Escolar – Cadernos Pedagógicos do Libertad. ROHDE. Ed. ARTMED. ed. Textos Matemáticos: Produção. Práticas de Educação Ambiental para Escolas. ZORZE. Autêntica. Philippe. 10. Editora ARTMED. 5-272. Edmar Henrique. 2005. Kátia Stuccd / DINIZ.gov. In: Educação. SMOLE. Mylene Lyra / MACHADO. p. Interpretação e Resolução de Problemas. Porto Alegre: Art Méd. Laurence J. Antoni. Ed. p. TELLES. Porto Alegre. VASCONCELLOS. Belo Horizonte: Ceale.ed. Mediação.). Autêntica.ed.educacao. Aprender a Escrever : a apropriação do sistema ortográfico. ZILBERMAN. SOARES. Poesia na sala de aula. Tânia / BORGES. RADESPIEL. Celso dos S.P. Ann Margaret. SOLÉ.mg. 2003. Vera Masagão (Org. Maria. Como trabalhar conteúdos procedimentais em sala de aula. 3. ZABALA. Ed. p. SILVA. 2. SOUZA. Estrutura e funcionamento de 1º grau. Ed. Jussara / ESTEBAN. Celso dos S. 1998. Parques. Letramento e escolarização. 1998. Isabel. A prática educativa. Vozes. A Prática Educativa. entre 109 . maio/1996.br – link Centro de Referência Virtual do Professor (CRV). Antoni. 11. p. Transtorne de Déficit de Atenção Hiperatividade – O que é? Como ajudar?. Hélder. São Paulo: Ática. 2002. Estratégias de Leitura. N. Jaime Luiz.6. Marcelo de Queiroz / ROCHA. 2003.ARTMED PERRENOUD. Ana. 194. 8. PINHEIRO. Maria Aparecida Paiva et al. O Fracasso Escolar: Causas. (Org. Maria Aparecida Paiva et al. Praças e Zoológicos – Vivências Integradas com o Meio ambiente. Democratizando a leitura: pesquisas e práticas. p. São Paulo: Cortez. 1985. Luis Augusti P. ZABALA. SITES INTERESSANTES ⇒ www. p. p 97-98. Planejamento: Plano de ensino – Aprendizagem e Projeto Pedagógico. São Paulo: Global. Conseqüências e Alternativas. Ed. Jogos Matemáticos. Avaliação da aprendizagem: Práticas de Mudança. p. 2-313. CARDOSO.). São Paulo: Global. por uma práxis transformadora. RABELO. Letramento no Brasil. 4. Ler. Como Ensinar. Uma Nova Educação: A comunidade de Investigação na sala de aula. Um Caminho para Combater o Fracasso Escolar. VASCONCELLOS. Maria Ignez. Belo Horizonte: Ceale. Ed. Os Ciclos de Aprendizagem. Neidson. Do Brasil. 1989. ROCHA. (Org. Magda. ARTMED. RODRIGUES. Artes Médicas.ARTMED PILET. Artmed. Ed. Célia Maria Moreira de & COELHO. VASCONCELLOS. Leituras literárias: discursos transitivos. Janssen Felipe da/ HOFFMANN. Cadernos Pedagógicos do Libertad.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Século XXI – A Formação dos professores e o desafio da Avaliação. Contagem: IEMAR. TEBEROSKY. Ed. ed. 6. Beatriz. Regina. João Pessoa: Idéia. ARTMED. 27-51. Silvia Maria de Campos. n. Maria Teresa. 1998.3. Ed. Heloisa. Jane Cristina./ SHARP. Belo Horizonte. Mário Borges da / PEDROSO. Edyleine B. Nova Alexandria. 2004. Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. Avaliação Concepção Dialética. ZABALA. Por uma Nova Escola: o transitório e o permanente na educação. SANTOS. Práticas Avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do Currículo. Antoni.1. e BENCZIK. Cadernos Pedagógicos do Libertad. Editora Sá.

com.com.cidadedocerebro.br – link AssineAbril.outros.br – Sociedade Brasileira de Matemática ⇒ www.abceducativo.org.abril.br – Revista do Professor de Matemática ⇒ www.br – Mensagens 110 .com.br – Sociedade Brasileira de Educação Matemática ⇒ www.com.br – Construir Notícias ⇒ www.com.sbm. ⇒ www.br ⇒ www.editoraconstruir.rpm.org.com .sbem.Revista Nova Escola ⇒ www.

cidade. CEP:) Telefone: Localização: ( ) Urbana ( ) Rural Níveis e modalidades de ensino ministrado: SRE: .Justificativa do Trabalho (Baseada no diagnóstico da situação atual da Escola e no Projeto Pedagógico da Escola) .Identificação da Escola Nome da Escola: Tipologia: Endereço: (rua.Objetivo Geral ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ .Objetivos Específicos ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ .Metas ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ .6 Plano Anual do Diretor Escolar Ano: Diretor da Escola Estadual: Diretor: .Prioridades ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 111 .9. nº.

Monitoramento e Avaliação __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ Data: Assinatura do Diretor: 112 .-Cronograma de Atividades OBSERVAÇÃO N° Detalhamento das atividades MESES J F M A M J J A S O N D .

apresentada mais à frente. Esgotado esse tempo. “Meus medos”. acrescentando às aspirações e aos medos de seu colega. Os obstáculos são removidos à medida que nos acreditamos capazes de superá-los. □ Disposição no espaço: sentados em círculo □ Recurso: Música suave. A pureza desse futuro reluz na pureza dos meios imediatos escolhidos para realizálo aqui e agora”. e.1 Início do ano escolar Aspirações e Medos □ Objetivos: vivenciar a confiança mútua. Recolha as folhas. então. É esse o pressuposto do pragmatismo e a proposta desta Oficina está alicerçada aí. levem-nos a crer no poder da mudança e deixem-nos permanente a ânsia de superação. Informe que a identificação é voluntária. crio o futuro no presente e o coletivo no pessoal em processo dialético.7 Dinâmica de Grupo 9. possibilitar a integração grupal. Relembre-os de que este é o primeiro encontro e que há um desejo de que. Precisamos de novas atitudes e de polimento de nossa auto-imagem. muitos laços sejam firmemente apertados. e leia-a com eles. Após seu comando de início. “Minhas aspirações”. embaralhe-as e redistribua-as aleatoriamente. neste grupo. Solicite que cada um leia para o grupo a folha que recebeu. não deixe o ambiente extremamente iluminado. A ação é mais importante que o pensamento. Leonardo Boff. Todos nós temos o direito de ser bem-sucedidos. irão descrever nos lugares indicados o que lhe é sugerido. isto é inapelável. só o suficiente para que seja possível escrever. se possível.9. A mudança “A mudança começa por mim mesmo que como motor e reflexo. Coloque uma música suave e.7. prosseguirão com o exercício naquela folha. Peça que escrevam na frente do papel. 113 . in Ética e política. por um período de 30 segundos. o pré-requisito é realizarmos ações que valorizem nossa auto-estima. Durante outros 30 segundo. Todo o poder da mudança está aqui e agora. solicite que cada um passe sua folha ao companheiro à sua esquerda. que se levantem e ofereçam um abraço fraterno. humildemente. de modo que não podemos agendá-la para amanhã ou para daqui a pouco. Somos aquilo que. no seu topo. Todavia. Proponha. acreditamos ser. Quais são suas aspirações? Quais são seus medos? Distribua uma folha de papel para cada participante. Luz. seus próprios medos e aspirações. Peça que observem os diferentes e os semelhantes registros do exercício. Questione-os se há algum comentário acerca dela. Presenteie-os com a mensagem de Leonardo Boff. no verso. O exercício continua nessa sistemática até que o papel retorne ao participante do qual se originou.

2 Encerramento 1º semestre O Caso Miguel □ Objetivo: Demonstrar o modo de julgar e avaliar. Divida o grupo em cinco equipes e distribua entre elas os cinco textos apresentados logo adiante. façam o seu relato descrevendo como perceberam Miguel. Encerrado esse prazo. Na verdade. Depois disso. Havendo predisposição para uma rápida discussão após os relatos. Esgotando-se 25 minutos. do motorista de táxi e do garçom da boate que ele freqüenta. enxergarmos além das superfícies. Nesse período cada equipe terá a tarefa de julgar ou avaliar o comportamento de um certo Miguel. Não raro. do zelador do edifício. Não são raras às vezes em que nós mesmos nos assustamos com nossa permanente capacidade de julgamento. encerre a atividade. Que efeito esta nossa faceta produz sobre o grupo no qual convivemos? Sobre qual base lógica nos situamos para proceder estes juízos e a estas aferições? É a lógica que nos torna capazes de organizar nossas idéias a ponto de enxergarmos com maior clareza determinadas situações. equivocamos-nos escandalosamente. da faxineira. Vivemos mensurando e avaliando tudo o que encontramos pela frente. requisite atenção de todos para que você leia o depoimento do próprio Miguel sobre o que ocorreu naquele dia. 114 . como um radar atento. questionarmos onde há perguntas já formuladas e ver prismas que os outros não vêem. □ Disposição no espaço: cinco equipes □ Recursos: Textos em anexo. torna-se interessante fazê-la. uma a uma.7. Acompanharão o comportamento de Miguel por meio de relatos de sua mãe. também. vivemos julgando pessoas e coisas. Proponha discussão acerca das observações feitas anteriormente pelas equipes. observado em diferentes momentos de um dia e descrito nos textos.9. Estabeleça um prazo de dez minutos. O sociólogo David William Carraher defende que para pensarmos criticamente é necessário sermos perspicazes. proponha que as equipes. tendo por base os argumentos no parágrafo inicial desse Encontro.

Como eu não conhecia. mas não deu a mínima bola para ela. como a equipe percebe Miguel? RELATO No 2 Do garçom da boate Ontem à noite ele chegou aqui acompanhado de uma morena. Ele continua sendo uma criança que precisa de atendimento. ele não é certo da bola.. às vezes finge que não vê ninguém. Hoje de manhã. Disse que estava com pressa e reagiu com impaciência a meus pedidos para se alimentar e abrigar-se direito. As conversas dele a gente não entende. Dava risadas e mais risadas. É parecido com um parente meu que enlouqueceu. como você percebe Miguel? 115 . às 9 da manhã. que quando pintava um quadro. Não quis colocar o cachecol que eu lhe dei. Desconfio que ele é daqueles que o pessoal chama de subversivos. por sinal. seco. como a equipe percebe Miguel? RELATO No 3 Do motorista de táxi Hoje de manhã.. mas só pude ouvir que ele marcava um encontro. dizendo que precisava se concentrar. não quis tomar café e nem ligou para o bolo que eu havia feito especialmente para ele. apanhei um sujeito e não fui com a cara dele. Disse. ele não teve dúvidas: levantou-se e foi à mesa falar com ela. política. pois não reconhece o que é bom para si mesmo. desses que a polícia anda procurando ou desses que assaltam motorista de táxi. ele me chamou e queria saber quem era ela. Estava de cara amarrada. que as palavras não eram iguais para todos. Fiquei louco para me livrar dele. nem as pessoas.O Caso Miguel RELATO No 1 De sua mãe Miguel levantou-se correndo. bem nas barbas do acompanhante dela. Eu dei bom dia e ele me olhou com um olhar estranho e disse que tudo no mundo era relativo. não queria saber de conversa. Aposto que anda armado. Tentei falar sobre futebol. Deu um puxão na minha gola e apontou para uma senhora que passava. também. Após esse relato. Sujeito peitudo! Após esse relato. aquilo é que era a realidade. Eu disfarcei. ele chegou falando sozinho. Só apanhou o maço de cigarros e a caixa de fósforos. bem bonita. Após esse relato. não! Às vezes cumprimenta. como a equipe percebe Miguel? RELATO No 4 Esse Miguel. de vestido colante. Esse cara é um lunático! Após esse relato. Quando entrou uma loura. sobre o trânsito e ele sempre me mandava calar a boca.

Os quadros que ele pinta. não são atitudes freqüentes nos nossos gestos cotidianos. que prosseguirá com a proposta. □ Recursos: Música suave. lamentavelmente. a gente não entende. Use cola. olhando para ela cheio de ódio. Daí a pouco ouvi ela gritar e acudi correndo. em benefício da instituição. caixa com bombons embrulhada várias vezes.RELATO No 5 Da faxineira Ele anda sempre com um ar misterioso. Eu saí gritando: Assassino! Assassino! Após esse relato. apertar os laços que trazem unidade ao grupo. desta vez. Ela estava jogada no divã e no chão tinha uma faca. quando a música parar. Aquele que desembrulhar totalmente o pacote e abrir a caixinha será o grande vencedor e. enquanto a música estiver tocando. Mas. libere-os para o lanche de confraternização. ele deverá passar o embrulho ao colega à sua esquerda. Quando ele chegou. Tive um pressentimento ruim. irá dividir os bombons com todo o grupo.3 Encerramento do ano escolar O EMBRULHO □ Objetivos: socializar e. ele tem o direito de ir abrindo o pacote.7. O resto não tem importância. como a equipe percebe Miguel? ____________________________________________ Depoimento do próprio Miguel Eu me dedico à pintura de corpo e alma. mas não encontro uma modelo adequada. 9. por conseguinte. 116 . como se fosse acontecer alguma coisa ruim. por meio do lúdico. Presenteie-os com a mensagem “O elo”. Há meses que eu quero pintar uma Madona do século XX. Você já deve ter providenciado uma caixa com bombons embrulhada diversas vezes. O exercício. □ Disposição no espaço: Sentados em círculo. com diferentes tipos de papéis e de amarras. prossegue. finalizar o Ano Escolar. Pouco depois chegou a moça loura. Disponha o grupo em círculo e coloque uma música bem ritmada. Algumas ações simples e outras aparentemente banais trazem em seu âmago um profundo e invisível significado. fita adesiva e barbante. Ela me perguntou onde ele estava e eu disse. como demonstração de solidariedade. Compartilhe este argumento com o grupo. O doar-se e o compartilhar. Compartilhar é socializar-se. Abri a porta de supetão e ele estava com uma cara furiosa. assim. Entregue o embrulho para um dos participantes e avise-o de que. na manhã de ontem. Faça um grande embrulho. Em seguida. cuidando para rasgar o papel ao mínimo. Leia-a com eles e verbalize. é permutar as melhores impressões e. me olhou meio enviesado. enfocando todo o processo vivido durante o Ano Escolar.

somático. Dialogar não é um duelo. nossos princípios capitalistas. sono. O fascismo cultural e bélico que criamos e sustentamos. amores. Crescemos? Medo de ser o que queremos. Tem gente com quem é bom estar junto da disputa entre iguais que não concordam. está rodando fora do eixo. vizinhos. criar e lutar com prazer. Fora do eixo estão nossas tradições autoritárias. nossa relação com a gente mesmo ─ nosso corpo.O ELO Estamos perdendo a capacidade de dialogar ─ surdos nos tornamos ─ Dialoga quem fala e ouve. de viver. comida. Condicionados a competir selvagemente. de ousar viver.. Tesão ecológico. Alex Xavier (condensado por Simão de Miranda) 9. Amigos. parindo uma terceira coisa filha do encontro de duas diferenças.. Queremos mudar o cotidiano. desejos.. Crises são possibilidades de crescimento. pais. quem se mostra e vê o outro. Nossa bola de terra. Vivemos muita coisa. nossa moral burguesa. radical. É criar vida.. solta no espaço. filhos. risco de possibilidade. aqui e agora. lobo do lobo do lobo do homem. Mudar é reavaliar nossos planos.8 Agenda Parabéns pra Você Janeiro Dia Nome Fevereiro Dia Nome Março Dia Nome Abril Dia Nome Maio Dia Nome Junho Dia Nome Julho Dia Nome Agosto Dia Nome Setembro Dia Nome Outubro Dia Nome Novembro Dia Nome Dezembro Dia Nome 117 . Nossa relação com os outros. Pode ser um encontro.

Guia de Estudo 3 – Projeto Político-Pedagógico da Escola – PROCAD – SEE/MG – 2001. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 2008. Guia de Estudo 1 – Relacionamento Interpessoal na Escola – PROCAD – SEE/MG-2001. AMAE . 1984. Madza.EDUCANDO – ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE AÇÃO EDUCACIONAL. Moacir. TOSCHI.BILIOGRAFIA AGUIAR. Aurélio Buarque de Holanda.SEE. VELZEM. FNDE. Simon Ette. KOVEN. Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação. Salvador – Secretaria de Estado da Educação / 2000. Editora Artemd. Cláudia. Perspectivas atuais da educação. Dirigente Escola – Estado de Minas Gerais – De acordo com a bibliografia sugerida pelo Guia de Estudos .Universidade Federal de Juiz de Fora – Faculdade de Educação – CAED Brasil. Brasil – Lei n° 9394/96 de 20 de dezembro de 1996 .Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Plano de desempenho e projetos político-pedagógico em debate. ALONSO. CECON. Ministério da Educação.2001. O papel do diretor na administração pública. Myrtes. 2 ed. Dicionário. Editora Lâncer LTDA. 118 . Paulo. EMST. Alex Van. FREIRE. Boletim Pedagógico de avaliação da Educação SIMAVE/PROEB/2007. José Márcio de. Cadernos de Orientações PDPI/ Plano de Desenvolvimento Pedagógico e Institucional – SEE/MG. 2000. ed. 2007. Manual do Diretor de Escola Estadual de Educação Básica. João Ferreira de. Boudewijn Van – Mestres da mudança: Liderar com a cabeça e o coração . Guia de Estudo 4 – Organização dos tempos e dos espaços na Escola – PROCAD. Gerenciando a Escola Eficaz: Conceitos e instrumentos. Guia de Estudo – Democracia na Escola – PROCAD – SEE/MG . GADOTTI. FONSECA. São Paulo: Paz e Terra.SEE/MG2001. Mirza Seala.10 . Maio/2006. 1997. EDNIR. 2004. Marília.Nova Escola – A revista de quem educa. OLIVEIRA.um guia para gestores escolares / organização CECIP. Goiânia: UCG. Porto Alegre: Artmed. FERREIRA.

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