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E aí Caríssimo, seja bem-vindo a nossa primeira unidade deste material!

Objetivos de aprendizagem:

Ao final deste módulo, você deve ser capaz de:

- reconhecer os conceitos de Sintaxe de Colocação Pronominal -estudar os pronomes, conceito e emprego em situações práticas de produção textual.

PRONOME é a palavra que acompanha ou substitui o substantivo:

Lançaram ontem uma aeronave. Ela desapareceu no espaço.

ela = aeronave

Observação

O pronome quando acompanha o substantivo, é chamado de pronome adjetivo e, quando o substitui,
O pronome quando acompanha o substantivo, é chamado de pronome adjetivo e, quando o substitui, é
chamado de pronome substantivo.
Ex: Aos treze anos da minha idade.e três da sua, separamo-nos , o meu papagaio e eu.
Pronome adjetivo
Pronome adjetivo
Pronome adjetivo
pronome substantivo

CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES

a) Pronomes pessoais: são aqueles que substituem uma das pessoas gramaticais. Ex: Embarco para Cametá city e ele fica.

ele = o cajueiro

b) Pronomes possessivos: são aqueles que se referem a uma das pessoas, indicando “posse”. Ex: Separamo-nos, o meu papagaio e eu.

refere-se à 1ª pessoa

c) Pronomes demonstrativos: são aqueles que se referem ao substantivo, indicando sua posição em relação a pessoa gramatical.

Ex: Receberás com esta [carta] uma pequena lata de doce de bacuri, em calda.

Indica a posição do substantivo carta em relação a pessoa que fala (=remetente da carta)

d) Pronomes indefinidos: são aqueles que se referem à 3ª pessoa gramatical de modo vago, indeterminado.

Ex: Gesualda não diz nada, e eu vou embora.

e) Pronomes interrogativos: são aqueles que introduzem uma frase interrogativa ou com sentido de interrogação.

Ex: Quem viu a Maricota?

f) Pronomes relativos: são aqueles que se referem a um substantivo já citado e que introduzem a uma nova oração que se

relaciona com a anterior. Ex: Bala que mata gatuno também serve para furtar a vida de nosso irmão.

gatuno também serve para furtar a vida de nosso irmão. EMPREGO DOS PRONOMES Pronomes pessoais retos:

EMPREGO DOS PRONOMES Pronomes pessoais retos:

Os pronomes retos funcionam geralmente como sujeito e podem, às vezes, ser omitidos, pois as desinências verbais já indicam a pessoa gramatical:

Ex: Ele não diz nada e eu me vou embora Ex 2 : Na hora, porém, nada de deixar a casa, vou levar-lhe o meu adeus O verbo indica que está implícito o pronome eu

Os pronomes pessoais retos podem funcionar, às vezes, como predicativo do sujeito:

Ex: Eu sou é eu mesmo.

Ex 2 : Já disse mil vezes: o responsável foi ele.

Os Pronomes retos tu e vós podem ser vocativos:

Ex: Ó tu, que vens de longe! Ó tu, que vens cansada!

As formas eu e tu não podem vir precedidas de preposição. Para substituí-las, usam-se os pronomes oblíquos correspondentes

mim e ti:

Logo: são erradas as expressões como:

O correto, nessas expressões, é:

entre mim e vocêentre ti e mim

entre eu e você

é: entre mim e vocêentre ti e mim entre eu e você entre tu e eu

entre tu e eu

e vocêentre ti e mim entre eu e você entre tu e eu preposição: não se

preposição: não se admitem eu e tu posposto

tu e eu preposição: não se admitem eu e tu posposto Fique atento! Se o pronome

Fique atento! Se o pronome estiver funcionando com sujeito da oração, obrigatoriamente será usado o eu ou tu, uma vez que apenas os pronomes retos podem exercer a função de sujeito. Ex: Ele pediu para eu pegar

Sujeito do verbo pedir

Sujeito do verbo pegar

Pronomes demonstrativos:

1. Posição espacial: quando o demonstrativo indica a posição que o ser ocupa no espaço em relação às pessoas do discurso.

este, esta, isto: indicam que o ser está próximo da 1ª pessoa ( aquela que fala).

Ex: Puxou-lhe a toalha das mãos em censura: este menino!

esse, essa, isso: indicam que o ser está próximo da 2ª (aquela com quem se fala).

Ex: O total será ainda insuficiente para pagar o que eu lhe exigiria por esse monopólio.

aquele, aquela, aquilo: indicam que o ser está próximo da 3ª pessoa ( a respeito de quem se fala) ou distante de todas elas.

Ex: Ao verem aquele velho levado para fora

2. Posição temporal: quando o demonstrativo indica a proximidade ou o afastamento no tempo, em relação às pessoas do

discurso.

este, esta, isto: tempo presente em relação ao falante.

Ex: Este momento é inesquecível

esse, essa, isso: tempo passado relativamente próximo em relação ao falante.

Ex: Essa noite foi memorável.

aquele, aquela, aquilo: tempo distante em relação ao falante.

Ex: Aquele tempo não volta mais.

em relação ao falante. Ex: Aquele tempo não volta mais. Será que podemos compreender o assunto
em relação ao falante. Ex: Aquele tempo não volta mais. Será que podemos compreender o assunto
Será que podemos compreender o assunto de um modo mais simples? Vejamos então!
Será que podemos
compreender o assunto de
um modo mais simples?
Vejamos então!

Pronomes

Emprego

1 Pessoas Gramaticais

1ª - O emissor (quem fala) eu nós

2ª - O receptor (com quem se fala) tu vós você(s)

3ª - O assunto (de que ou de quem se fala) ele eles

2 Advérbios de Lugar

Aqui

Ali, lá

3 Tempo do Discurso futuro (o que será dito, citado) .

Passado (o que já foi dito, citado)

Passado (o que já foi dito, citado há muito)

4 Tempo Cronológico

Presente

Passado e futuro (próximos)

Passado e futuro (distantes)

Pronomes relativos:

Pronomes relativos: Ex: Este é o rapaz que eu admiro. Pronome relativo Pronome relativo Essa frase

Ex: Este é o rapaz que eu admiro.

Pronome relativo

Ex: Este é o rapaz que eu admiro. Pronome relativo Pronome relativo Essa frase pode ser

Pronome relativo

Essa frase pode ser separada em duas orações:

A mulher tentou prender o crisântemo. O crisântemo resvalara para o pescoço.

que.

A mulher tentou prender o crisântemo. O crisântemo resvalara para o pescoço. que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis
A mulher tentou prender o crisântemo. O crisântemo resvalara para o pescoço. que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis

PRONOMES RELATIVOS:

variáveis

Este(s)

Isto

X

que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X
que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X

X

que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X
que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X

X

que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X
que. PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X

X

PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X
PRONOMES RELATIVOS: variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X

que

Esse(s)

Isso

variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo

X

variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo
variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo

X

variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo
variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo

X

variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo
variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo

X

variáveis Este(s) Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo

Aquele(s)

Aquilo

Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X
Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X

X

Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X
Isto X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X

X

X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X X
X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X X

X

X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X X
X X X X que Esse(s) Isso X X X X Aquele(s) Aquilo X X X

X

Em português o pronome relativo refere-se a um termo já citado e, simultaneamente, introduz uma oração que se relaciona a outra anterior.

Observação

No exemplo acima, apalavra que é pronome relativo, pois se refere ao nome rapaz e, ao mesmo tempo introduz uma nova oração que é dependente dessa palavra, da oração anterior.

EX 2 : A mulher tentou prender o crisântemo que resvalara para o pescoço.

Nesse caso, o pronome relativo substitui o crisântemo e une as duas orações, tornando a segunda dependente da primeira.

O termo já citado é chamado de antecedente. Nesse exemplo, o crisântemo é antecedente do pronome relativo

Lembrete importante: o estudo dos pronomes relativos é fundamental para que você tenha um domínio mais proficiente na produção de texto. O uso desses elos coesivos o auxiliará no domínio da norma culta.

um domínio mais proficiente na produção de texto. O uso desses elos coesivos o auxiliará no
um domínio mais proficiente na produção de texto. O uso desses elos coesivos o auxiliará no

invariáveis

o qual, a qual, os quais, as quais cujo, cuja, cujos, cujas quanto, quanta,quantos, quantas

quem

onde

Emprego dos Pronomes Relativos:

1. Que é o pronome relativo mais usado. Refere-se a pessoa ou coisa.

o pronome relativo mais usado. Refere-se a pessoa ou coisa. Ex 1 : Chegou um tempo

Ex 1 : Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Ex 1 : Chegou um tempo em que não adianta morrer. Ex 2 : Chegou um

Ex 2 : Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

O relativo que pode ser precedido pelos pronomes demonstrativos, inclusive pelo pronome o (e suas flexões) quando este estiver exercendo a função de demonstrativo.

quando este estiver exercendo a função de demonstrativo. Ex 1 : “E o gênio é aquele
quando este estiver exercendo a função de demonstrativo. Ex 1 : “E o gênio é aquele
quando este estiver exercendo a função de demonstrativo. Ex 1 : “E o gênio é aquele

Ex 1 : “E o gênio é aquele que a interpreta, que lhe dá forma, o que vai na frente de todos os que clamaram.”

forma, o que vai na frente de todos os que clamaram.” Pronome relativo Pronome relativo Pronome

Pronome relativo

Pronome relativona frente de todos os que clamaram.” Pronome relativo Pronome demonstrativo Pronome demonstrativo 2. Quem

Pronome demonstrativo

Pronome demonstrativo

2. Quem refere-se a pessoa ou coisa personificada. Quando tiver antecedente explicito, aparece sempre regido de preposição.

explicito, aparece sempre regido de preposição. Ex 1 : Este é o homem de quem lhe

Ex 1 : Este é o homem de quem lhe falei.

preposição

Ex 1 : Este é o homem de quem lhe falei. preposição Ex 2 : E

Ex 2 : E dar um beijo em cada mão de quem trabalha.

Preposição

Quando aparece sem antecedente, é chamado de pronome relativo indefinido.

Ex: “Não há quem não possua, entre suas aquisições da infância, as riquezas das tradições, recebidas por via oral.”

3. O qual (e suas flexões) refere-se a pessoa ou coisa. É empregado como substituto do que:

a) quando o antecedente for substantivo e estiver distante do pronome relativo.

for substantivo e estiver distante do pronome relativo. Ex: Visitei o museu da minha cidade, o

Ex: Visitei o museu da minha cidade, o qual me deixou maravilhado.

Ex: Você já sabe os assuntos sobre os quais deve discutir?

preposição

Ex: Li a história da qual você me falou

Preposição de + artigo a

4. Cujo equivale a do qual, de quem, de que. Concorda em gênero e número com a coisa possuída e não admite a posposição de artigo.

a coisa possuída e não admite a posposição de artigo. Ex: Derrubaram as paredes cujos tijolos

Ex: Derrubaram as paredes cujos tijolos estavam quebrados.

= delas, das paredes

cujos tijolos estavam quebrados. = delas, das paredes Ex: sempre gostei desse poeta cujas poesias declamo

Ex: sempre gostei desse poeta cujas poesias declamo até hoje.

= delas, das paredes

Cujo é portanto, pronome relativo e possessivo ao mesmo tempo e é sempre pronome adjetivo.

5. Onde refere-se a coisa, indica lugar e equivale a em que, no qual. Ex: “ Minha terra tem palmeira onde cantas o sabiá.”

Ex: “ Minha terra tem palmeira onde cantas o sabiá.” Atenção redobrada para o emprego do
Atenção redobrada para o emprego do relativo abaixo. Vamos lá.

Atenção redobrada para o emprego do relativo abaixo. Vamos lá.

Atenção redobrada para o emprego do relativo abaixo. Vamos lá.
Atenção redobrada para o emprego do relativo abaixo. Vamos lá.
Atenção redobrada para o emprego do relativo abaixo. Vamos lá.
Atenção redobrada para o emprego do relativo abaixo. Vamos lá.
 

Observação

 
   

Onde

x

Aonde

   

Onde: indica estada, permanência „em‟ algum lugar. Ex: Onde moras? Aonde: indica movimento para um lugar. Ex: Aonde vamos? Na prática, a única diferença entre eles é uma preposição exigida, via de regra, por um verbo ou um nome, portanto essa história de parado e movimento para definir o uso de onde e aonde é conversa da professora Raimundinha. Não se deve levar em consideração para o uso desses relativos.

6. Quanto (e suas flexões) refere-se a pessoa ou coisa. Quando precedido de tudo., tanto, tem significado quantitativo

indefinido.

 
Ex: Você já disse tudo quanto desejava?

Ex: Você já disse tudo quanto desejava?

 
Ex: Você quer canetas? Leve tantas quantas quiser.

Ex: Você quer canetas? Leve tantas quantas quiser.

EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS

Os pronomes oblíquos o, a, os, as, podem assumir as seguintes formas:

 

a)

lo, los, la, las, depois de verbos terminados em r, s, z Os habitantes da aldeia resolveram matá-lo Fizemo-lo sair. Meu filho brincava. Fi-lo estudar.

 

b) no, nos, na, nas, depois de verbos terminados em ditongo nasal (am, em, ão, õe) Ouçam-na. Peguem-no. Eles não vendem o produto. Dão-no aos pobres. Eles não têm certeza dessas resoluções. Supõe-nas.

 

As formas tônicas dos pronomes oblíquos sempre vêm precedidas de preposição. Não houve nada entre mim e ti.

Obs.: Se houver um verbo acompanhando o pronome, este será pessoal do caso reto. Empreste o livro para eu ler. Disseram que é para tu viajares.

As formas conosco e convosco serão substituídas por com nós e com vós se vierem seguidas de numeral ou de palavra como:

todos, outros, mesmos, próprios, ambos. Deixaram o recado com nós mesmos. Falei também com vós todos.

 

A forma consigo só se utiliza quando o sujeito da frase for uma 3ª pessoa e o pronome referir-se a esse mesmo sujeito. Ela trazia a prova consigo.

 

Se a palavra até tiver o valor de mesmo, também, inclusive, usa-se a forma reta do pronome. Até eu tive problemas com essa empresa.

Os pronomes oblíquos podem ser usados como possessivos.

 

Não lhe entendo a intenção.

 

Os pronomes o(s), a(s) são usados como objeto direto e o pronome lhe(s) como objeto indireto. Isto o compromete. Isto lhe convém.

 

Os pronomes pessoais do caso reto de 3ª pessoa podem contrair-se com as preposições de ou em. Ninguém cuida de melhorar a sorte dele.

Quando esses pronomes exercem a função de sujeitos, essa contração não deve haver. É capaz de ele não poder chegar.

Algumas regras gerais acerca Do emprego dos pronomes Oblíquos átonos . Olho no lance!!
Algumas regras gerais acerca
Do emprego dos pronomes
Oblíquos átonos .
Olho no lance!!

Colocação pronominal

Oblíquos átonos . Olho no lance!! Colocação pronominal Denomina-se colocação pronominal o conjunto de regras

Denomina-se colocação pronominal o conjunto de regras referentes à colocação dos pronomes pessoais, oblíquos e átonos que funcionam como complementos: me, te, se, o, lhe, a, nos, vos, se, os, as, lhes. Relativamente ao verbo, do qual dependem colocar-se antes (próclise), no meio (mesóclise) e depois (ênclise) dele.

Próclise - é de regra com:

1. palavras de sentido negativo.

“Ninguém me ama, ninguém me quer

2. pronome indefinido.

Tudo me parece impossível

3. pronome relativo.

Tudo quanto me disseste é falso.

4.com certos advérbios. Bem se vê que lá se vive melhor. Obs.: se depois do advérbio vier vírgula, ocorre ênclise:

Aqui se fala muito. Aqui, fala-se muito.

5. conjunções subordinadas.

“Quando meu bem-querer me vir, estou certo

Se você o encontrar ,avise-o de que

6. Gerúndio regido de preposição em.

Em se tratando de mulheres, prefiro as inteligentes.

7. infinitivo flexionado regido de preposição. E, por se amarem muito, uniram seus destinos.

Nota: é facultativa quando o infinitivo não flexionado estiver precedido de preposição ou palavra negativa:

“Estou aqui para servir-te.”.(ou: para te servir) Meu desejo era não o incomodar”(ou: não incomodá-lo). Mas, se o infinitivo vier antecedido da preposição a, recomenda-se a ênclise:

Estou inclinado a obedecer-lhe. Comecei a compreendê-lo.

Estou inclinado a obedecer-lhe. Comecei a compreendê-lo. 8. Nas orações optativas (aquelas que expressam desejo) de

8. Nas orações optativas (aquelas que expressam desejo) de sujeito anteposto ao verbo.

Macacos me mordam.

9. Nas orações exclamativas.

“Quanto sangue se derramou inutilmente!”

10. Nas orações interrogativas. Por que me abandonas?

Mesóclise - É de regra Com o futuro do presente e com o futuro do pretérito, desde que não ocorra condição para a próclise. “Dir-me-á o leitor que a beleza vive de si mesma!” (M.A.) “Dar-me-iam água para lavar as mãos?” (G. Ramos)

Ênclise - É de regra:

1. Nas orações iniciadas por verbo.

Falava-me suavemente. Disseram-me que Maricota me ama.

2.

Com verbo no gerúndio, sem partícula atrativa

O

velho criticava a juventude, dirigindo-se aos presentes.

Entendeu o segredo do tempo, olhando-se no espelho.

3. Com verbo no imperativo afirmativo.

Dê-me um copo d‟água.

Faça-me um favor.

4. Com verbo no infinitivo, regido da preposição a.

Chegamos a abraçá-lo. “Sabe-se ele se tornará a vê-los algum dia!” (José de Alencar)

5.

Junto a infinitivo precedido de artigo.

O

vender-se; o queixar-se.

6.

Nas orações interrogativas, estando o verbo no infinitivo, embora antecedido de palavra ou locução que obrigue a próclise.

Como alistar-me, se o governo não tem inimigos?” Por que arrepender-me? Como apanhá-lo?

COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS

1)

Auxiliar + infinitivo - há quatro possibilidades:

a)

ênclise ao auxiliar.

O

amigo precisou lhe confiar

o

segredo.

b)

ênclice ao infinitivo.

O

amigo precisou confiar-lhe o segredo.

c)

próclise ao auxiliar.

O

amigo lhe precisou confiar o segredo.

d)

próclise ou ênclise ao infinitivo precedido de preposição.

O

amigo não deixou de lhe confiar o segredo.

O

amigo não deixou de confiar-lhe o segredo.

2.

Auxiliar + Gerúndio - há três possibilidades:

a)

próclise ao auxiliar.

O

amigo lhe estava confiando o segredo.

b)

ênclise ao auxiliar.

O

amigo estava-lhe confiando o segredo.

c)

ênclise ao gerúndio.

O

amigo estava confiando-lhe o segredo.

3)

Auxiliar + particípio - há duas possibilidades:

a)

próclise ao auxiliar.

Os amigos se tinham despedido.

b) ênclise ao auxiliar.

Os Amigos tinham se despedido.

Notas importantes 1. Com palavra ou locução atrativa, o pronome não pode ficar no meio

Notas importantes 1. Com palavra ou locução atrativa, o pronome não pode ficar no meio da locução.

Não lhe quero falar ou Não quero falar-lhe. 2) “A interposição do pronome átono nas locuções verbais sem se ligar por hífen ao auxiliar, é sintaxe brasileira que se consagrou na língua literária, a partir (ao que parece) do Romantismo. “O morcego vem te chupar o sangue.” (Alencar)

estava “

“Como teria se comportado aquela alma de passarinho diante do mistério da morte?” (Raquel de Queirós)

se distanciando da outra.” (Taunay)

Adaptações

Os 1

la, -los, -las. Vou amar-a por toda minha vida. (Sem adaptação.) Vou amá-la por toda minha vida. (Com adaptação.)

Tu amas-o como a ti mesma

Tu ama-lo como a ti mesma. (Com adaptação.)

pronomes o, a, os, as, enclíticos, sofrem adaptações quando o verbo termina em r, s ou z. Eles passam a ter as formas: -lo, -

(Sem adaptação.)

O

jogo, fiz-o sozinho. (Sem adaptação.)

O

jogo, fi-lo sozinho. (Com adaptação.)

Observação. Com a expressão eis acontece a mesma coisa:

Ei-la aqui, radiante e bela!

2. Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando precedidos de verbos terminados em -m, -ão, -õe, assumem a forma -no, - na, -nos, - nas. Entregaram- o ao professor. (Sem adaptação.) Entregaram-no ao professor. (Com adaptação.)

O

assunto, dão-o por encerrado. (Sem adaptação.)

O

assunto, dão-no por encerrado. (Com adaptação.)

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS NOS TEMPOS COMPOSTOS

Nos tempos compostos, os pronomes átonos ficam junto do verbo auxiliar e nunca do particípio, podendo ocorrer próclise, ênclise

ou mesóclise.

Exemplos:

Os alunos tinham-se levantado. (ênclise ao auxiliar) Nunca a tínhamos encontrado. (próclise ao auxiliar) Ter-lhe-ia sido nociva alguma de minhas prescrições? (mesóclise ao auxiliar)

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS NOS TEMPOS COMPOSTOS

Nos tempos compostos, os pronomes átonos ficam junto do verbo auxiliar e nunca do particípio, podendo ocorrer próclise, ênclise

ou mesóclise.

Exemplos:

Os alunos tinham-se levantado. (ênclise ao auxiliar) Nunca a tínhamos encontrado. (próclise ao auxiliar)

Ter-lhe-ia sido nociva alguma de minhas prescrições? (mesóclise ao auxiliar)

Exercício sobre pronome

1) As crianças,

enorme capacidade de criar deve ser continuamente exercitada, encontram variados meios de

escapar do mundo

imperam

as leis de objetos industrializados.

a) cuja, em que

b) cujas, onde

c) a cuja, para que

d) cuja a, em que

2) Assinale o período com erro relacionado ao emprego dos pronomes relativos:

a) O livro a que me referi é este

b) Ele é uma pessoa cuja honestidade ninguém duvida

c) O livro em cujos dados nos baseamos é aquele

d) A pessoa perante a qual compareci foi muito agradável

3) São excelentes técnicos,

a) cuja

b) de cuja

c) que a

d) com cuja

4) Por favor, passe

a) essa, esta, eu

b) esta, esta, mim

c) essa, essa, eu

d) essa, esta, mim

caneta

5) Assinale o único item correto:

a) Vou consigo ao teatro hoje.

b) Esta pesquisa é para mim fazer?

c) Nada de sério houve entre eu e tu

d) O diretor conversou com nós dois

colaboração podemos contar.

que está aí perto de você;

aqui não serve para

6) Assinale o item que apresenta um erro:

a) Esta carta, desejo mantê-la em segredo

b) V.Exª quer que mande subir vossa bagagem

c) Eu sei que há muitas pessoas que não concordam conosco

d) Prometeu que falará com nós todos

7) Assinale a alternativa incorreta:

a) Percebi que o plano era para eu desistir do jogo

b) Não vá sem mim ao cinema

c) Já houve discussões entre eu e você em outras ocasiões?

d) Pesam suspeitas sobre você e mim.

8) Trata-se de trabalhos

a) cujos os

b) em cujos

c) de cujos

d) cujos

e) por cujos

méritos ninguém duvida.

9) Marque a opção incorreta.

a) Não lhe assistiam razões para protestar.

b) Jamais o convidei para assistir ao jogo.

c) Informe-o de que nada há entre mim e você.

d) A professora chamou-o para conversar.

e) Não o importa a sua opinião.

10) Marque a frase correta.

a) Entre eu e ela não há nada.

b) Isto não era para mim consertar

c) Para mim, estudar é bom.

d) Para mim estudar, falta pouco.]

e) Entre eu e você há uma grande amizade.

11) Marque a opção incorreta.

a) A moça a quem aspiras não te esqueceu.

b) Maria é a mulher de quem me apaixonei.

c) Ontem chegou o homem a quem se pagou o recibo.

d) O amigo a quem perdoei não merecia este ato.

e) Aquela é a pessoa com quem não simpatizas!

12) Marque a opção incorreta.

a) O poema de que mais gosto é este.

desenhar.

b) O poema que mais gosto de ler é este.

c) São muitos os favores de que se precisa.

d) Este é o filme de que nunca esqueci.

e) Esta é a pesquisa por que me interessei.

13) Marque a opção correta.

a) Era um livro cujos princípios nunca me afastei.

b) Era um livro em cujos conceitos não concordo.

c) Moramos num planeta em cujos habitantes são teimosos.

d) Moramos num planeta cujos habitantes gostamos muito.

e) Ele era um professor contra cujas atitudes eu não podia revoltar-me.

Assinale a opção que melhor preenche as lacunas da frase.

14) É um amigo

nunca pedimos favores.

a)

a quem

b) à quem

c) o qual

d) a cujo

e) cujo.

15) O teatro

nos

levaram não estava em boas condições.

 

a)

onde

b) aonde

c) donde

d) que

e) de que.

16) Assinale o emprego incorreto do pronome demonstrativo:

a) A mulher é mais tolhida socialmente que o homem. A este se permitem direitos que se negam àquela

b) Em 1944 ainda havia guerra. Esta época traumatizou a humanidade.

c) O que dizer dessas opiniões que acabaste de expor

d) Estes documentos que tenho aqui comigo, não os revelarei tão cedo

17) Assinale o item com erro no emprego do pronome demonstrativo:

a)

Maria, quem é esse jovem que está com você?

b)

“Amai-vos uns aos outros”! são estas as verdadeiras palavras.

c)

1977, como foi bom aquele ano!

d)

Não concordo com aquelas palavras que José pronunciou.

Gabarito

concordo com aquelas palavras que José pronunciou. Gabarito Exercício sobre colocação pronominal 1-(C.Chagas)Assinale

Exercício sobre colocação pronominal

1-(C.Chagas)Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase:

Entre eles e

a) eu; se cumprirá; dispusermo-nos

b) mim; cumprir-se-á; nos dispuser-mos

c) eu; cumprir-se-á; dispusermo-nos

d) mim; se cumprirá; nos dispusermos

existe

um compromisso que só

se

ao

sacrifício.

2-(ESAF)Assinale a alternativa que completa corretamente a frase:'Esses são os livros que '

do público, mas

a) acham-se - se acredita - procurá-los-ão

b) acham-se - acredita-se - procurá-los-ão

c) se acham - acredita-se - os procurarão

d) se acham - se acredita - procurá-los-ão

que

poucos

à disposição

3- (UNB-DF)Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo átono NÃO está devidamente colocado:

a) Jamais me deixe falando sozinha.

b) Nunca me deixe falando sozinha.

c) Meu chefe não me disse nada.

d) Nada disse-me meu chefe.

4- (UNIRIO)Observe os pronomes da seguintes frases e marque a opção em que ocorre erro de colocação.

a) Por se tratar de reincidência, justifica-se o indiciamento do

b) Quando for necessário, transmitir-lhe-ei mais esclarecimentos.

c) A vítima disse que se encontrava de costas quando lhe acertaram a cabeça.

d) O estado de miséria em que se criara, teria afetado-lhe a

suspeito.

consciência do certo e do errado.

5-(IDR)Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo átono NÃO está devidamente colocado:

a) Ninguém me deixa falar.

b) Gesualda não me ligou.

c) Aqui me deixaram sozinha.

d) Isso disse-me Neomízio.

6-(C.Chagas)Assinale a frase em que a colocação do pronome oblíquo está errada.

a) Em se tratando de ordens, obedeça.

b) Como lhe ocorreu isso?

c) Se convidarem-nos, iremos.

d) Pediu que me esforçasse muito.

7-(C.Chagas)Os pronomes oblíquos átonos podem ocupar três posições na oração em relação ao verbo: antes, no meio e depois. Das alternativas abaixo, aponte aquela que obedece à norma culta da língua.

a) Ainda que me considerem um amigo, não concordo com suas idéias.

b) Em contando-me todos os fatos acontecidos durante a reunião,

c) Todas as situações que foram-me apresentadas, merecem um maior estudo.

d) Ninguém chamar-te-ia para a convenção, uma vez que você jamais demonstrou interesse por ela.

poderei compreendê-lo melhor.

8-(ESAF)Que frase apresenta uso inadequado do pronome?

a) Não há mágoas entre ela e ti.

b) Carlos saiu com Vera no seu carro.

c) O livro, trazia-o consigo.

d) Que tais foram os exames?

9-(UFRJ)Ache o pronome que está erradamente empregado:

a) Não há segredos entre mim e você.

b) Comunico a V. Ex.ª que vossa determinação foi cumprida.

c) Eles estavam com nós todos.

d) Escrevo esta carta para vires.

10-(C.Chagas)Assinale a alternativa em que a colocação pronominal obedece à

a) Por favor, não diga-lhe que será homenageado.

b) Nos entregaram o projeto cujo custo superou as exigências.

c) Embora me informassem o resultado da licitação, não o comuniquei a

d) Aqui nunca trabalha-se.

ninguém.

norma culta.

11-(Cesgarnrio)'

com tudo aquilo que

realizar, sem, contudo, nos

demais.'

Quanto ao emprego das formas verbais, qual a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do

período acima ?

a) Preocupemo-nos - pudemos - expor

b) Preocuparmo-nos - pudermos - expusermos

c) Preocupamo-nos - podíamos - expusermos

d) Preocupemo-nos - pudermos expormos

12-(UNB)Marque a opção que completa corretamente os espaços dos respectivos textos iniciais.

Joana, eu não gostaria de interrom

a) pê-la

b) per

c) per-lhe

d) pe-la

, mas preciso fazer-lhe umas perguntas.

13-(DavesUfpa)Preencha as lacunas com o verbo pronominal indicado e indique a alternativa correta.

1. do que fez naquela tarde.( arrepender-se /

2. Maria não

3. Tu não

a) se arrependerá _ se envergonhará _ se lembrava

Ele

pretérito perfeito )

da roupa que vai usar na festa. ( envergonhar-se / futuro do presente)

do nome do rapaz. Foi um vexame. ( lembrar-se / pretérito imperfeito )

b) te arrependeu _ se envergonhava _ te lembra

c) me arrependeu _ se envergonha _ te lembravas

d) se arrependeu _ se envergonhará _ te lembravas

14-(ESAF)Assinale a frase em que há erro no emprego de 'eu' ou 'mim'.

a) Para eu fazer isso, preciso pensar muito.

b) Esse documento é para eu assinar.

c) Para mim sair, preciso pedir licença.

d) Para mim, você pode sair quando quiser.

15-(UEMA)Assinale a alternativa em que ocorre a correta colocação pronominal:

a) Aonde você vai? Aqui se come, se bebe e se é feliz.

b) Ontem realizou-se uma reunião no clube, ele não veio, tampouco

c) Quando viu-se cercado, fugiu. Daqui a três meses ele voltará arrependido.

d) Aquilo se deu em 1990, Paulo e eu, há cerca de uma semana, conversávamos sobre o assunto

apresentou justificativa.

16-(UFRJ)O chefe não

a) lhe queria - o tratava - mau

b) lhe queria - lhe tratava - mau

c) o queria - o tratava - mau

d) o queria - lhe tratava mau

bem,

nem

bem;

isso talvez explique o seu

humor.

– mau bem, nem bem; isso talvez explique o seu humor. 1 - Complete as frases

1 - Complete as frases usando EU ou MIM .

a) sair desta fazenda, terão que me pagar todos os meus direitos.

b) , é indiferente a sua posição.

Para

Para

c)

Esta tarefa é muito difícil para

executar.

d)

Enviou o relatório para

e)

Vou pedir férias para

conseguir estudar neste final de ano.

f)

Esta tarefa é muito difícil para

2

- Complete as frases abaixo empregando onde e aonde .

a)

Não sei

você quer chegar.

b)

o bóia-fria trabalha ?

c)

os trabalhadores vão há uma fazenda

todos serão assentados.

d)Sabe

fica o INCRA ?

Gabarito:

1-

a)

Eu -

b)

Mim

c)

Eu

d)

Mim

e)

Eu

f)

Mim

2-

a)

Aonde

b)

Onde

c)

Aonde//onde

d)

Onde

Exercícios Sobre Pronomes demontrativos 01) Complete as lacunas abaixo: carro 01 que dirijo não é
Exercícios Sobre Pronomes demontrativos
01) Complete as lacunas abaixo:
carro 01
que dirijo não é meu
02
teu
fascínio é que me apaixona
03.
cadeiras
que usamos são confortáveis, mas
do
Teatro Nacional são bem melhores
04.
que
vês lá em alto-mar é a tempestade, o ciclone
05.
De todos os livros que li
aqui
foi o mais complicado
06.
Paula, de quem é
moto que o teu irmão dirige?
07.
Os tipos de predicado são
:
nominal, verbal e verbo-nominal
08.
Você, que está no México, poderia me dizer quantos brasileiros vivem
país.
09.
Sei que vou alcançar meus objetivos e
está
bem próximo.
10.
O que você quis dizer com
?
11.
que eles estão fazendo é crime de lesa-pátria
12.
Ao observar o juiz e o bandeirinha, percebi que
confirmou o sinal que
lhe
fizera, e anulou o
nosso gol
Gabarito
1-Este
2-Esse
3-Estas, aquelas
4-Aquilo
5-Este
6-Aquela
7-Estes
8-Nesse
9-Isso
10- Isso
11- Aquilo
12- Aquele, este

E aí Caríssimo, seja bem vindo a nossa segunda Unidade de ensino!

Objetivos de aprendizagem:

Ao final desta unidade, você deve ser capaz de:

- compreender o emprego da regência e do sinal indicativo de crase - Empregar as teorias sobre regência em situações que envolvam o uso da linguagem padrão.

em situações que envolvam o uso da linguagem padrão. Vamos refletir um pouco acerca da sintaxe
Vamos refletir um pouco acerca da sintaxe de regência e sobre o uso do sinal
Vamos refletir um pouco acerca
da sintaxe de regência e sobre o
uso do sinal indicativo de Crase.

Quando se estuda o tema sintaxe de regência, três questões justificam a complexidade do assunto, fato que torna o domínio deste estudo tão importante na nossa prática profissional. 1º. São aproximadamente quarenta e dois mil casos de regência, o que torna a memorização impraticável 2º. A relação entre termo regente e termo regido, ou seja, entre verbos, nomes e preposições é arbitrária, portanto não há uma lógica que determine o porquê de determindo termo exigir certo complemento. 3º. O uso que fazemos de verbos, nomes e preposições nas nossas práticas diárias está muito próximo do uso normativo, porém estar próximo não significa estar de acordo com ele, por isso erramos tanto, acreditando que estamos acertanto o emprego desses termos.

acreditando que estamos acertanto o emprego desses termos. SINTAXE DE REGÊNCIA Vamos ler um pouco das

SINTAXE DE REGÊNCIA

Vamos ler um pouco das teorias gramaticais ?
Vamos ler um pouco das teorias
gramaticais ?

Regência é o mecanismo que regula a relação entre os verbos ou nomes (substantivos e adjetivos) e os seus complementos. Em

seu caso, importa saber se a palavra exige ou não outras que complementem o seu sentido e, no caso de exigir, que tipo de

complemento é esse. Saliente-se que na regência na verbal sobretudo são encontradas consideráveis diferenças entre o uso

popular ou informal e o uso culto e formal, verificando-se também, em certos casos, divergências entre os próprios gramáticos e

dicionaristas,

alguns dos quais são menos normativos que descritivos a respeito.

1- SINTAXE DE REGÊNCIA VERBAL

A regência se diz verbal quando o termo regente é um verbo. São a seguir definidos alguns tipos de verbos e indicados aqueles

verbos mais propensos a dúvidas.

Verbos transitivos diretos Um verbo é transitivo quando não tem sentido completo e por isso exige (rege) um complemento que lhe complete o significado. É chamado transitivo direto quando seu complemento denominado objeto direto não vem obrigatoriamente precedido de preposição. Em outras palavras, a noção que ele exprime “transita” diretamente para o objeto:

“Nenhum Deputado poderá solicitar a palavra quando houver orador na tribuna, exceto para requerer prorrogação de prazo, levantar questão de ordem, ou fazer comunicação de natureza urgentíssima.” (RICD, art. 169) Nesse exemplo, os termos grifados funcionam como objeto direto porque completam, sem preposição, o sentido dos verbos solicitar, haver, requerer, levantar e fazer, que são assim transitivos diretos.

, levantar e fazer , que são assim transitivos diretos. Objeto direto preposicionado? O que é
, levantar e fazer , que são assim transitivos diretos. Objeto direto preposicionado? O que é
Objeto direto preposicionado? O que é isso?
Objeto direto
preposicionado? O que é
isso?

Há casos em que o objeto direto ocorre com preposição, utilizada por tradição, ênfase ou clareza. Alguns exemplos: Ainda não se conhecem uns aos outros (expressão de reciprocidade um ao outro); É um amigo a quem pouco vejo (pronome relativo quem); A Abel matou Caim (clareza: a preposição evita confusão entre o sujeito e o objeto); Amava a Deus e aos irmãos (ênfase: o uso estilístico da preposição com verbos que exprimem sentimento dá ideia de encarecimento do beneficiário da ação verbal). Quando pronome átono, o objeto direto tem a forma o, a, os, as, ou as suas variantes lo(s), la(s), no(s), na(s).36 Exemplos:Solicitar a palavra Solicitá-la; Fez um comunicado Fê-lo; Apurou os votos Apurou-os; Levantaram uma questão de ordem Levantaram-na; Dão graças a Deus Dão-nas.

O pronome lhe funciona como objeto indireto; consequentemente, não pode ser usado como complemento de verbos transitivos

diretos. Deve-se dizer: Nós o ajudamos, e não:

*Nós lhe ajudamos; Eu a vi, e não: *Eu lhe vi; Os colegas a respeitam e a admiram, e não: *Os colegas lhe respeitam e lhe admiram. São verbos transitivos diretos:

O Deputado adentrou o plenário para votar. (não: *adentrou no)

Não os ajudou quando eles mais necessitavam. (não: *lhes ajudou)

A bancada apoia o projeto. (não: *apoia ao)

A Presidência conclama os Deputados a se dirigirem ao plenário. (não: *conclama aos)

A Oposição conclamou-a líder. (não: *conclamou-lhe)

Constituí-o meu procurador. (não: *constituí-lhe)

O

júri condenou a ré. (não: *condenou à)

O

programa favorece os mais pobres. (não: *favorece aos)

Verbos transitivos indiretos

Verbo transitivo indireto é aquele que tem o sentido completado por complemento precedido de preposição

obrigatória, o qual, por isso, recebe o nome de objeto indireto. No exemplo abaixo, observe-se que o verbo referir-se tem os seus objetos indiretos regidos pela preposição a:

“Nenhum Deputado poderá referir-se, de forma descortês ou injuriosa, a membros do Poder Legislativo ou às autoridades

constituídas deste e dos demais Poderes da República [

].”

(RICD, art. 73, XII)

Alguns verbos transitivos indiretos que se constroem com a preposição a admitem que o seu objeto indireto tome a forma do pronome lhe(s): Coube ao Diretor decidir Coube-lhe decidir; Estes bens pertencem ao patrimônio público Estes bens lhe pertencem. Já outros não admitem o pronome átono lhe, mas sim

as formas tônicas a ele(s), a ela(s): Referir-se às autoridades Referir-se a elas; Procederam à votação Procederam a ela; Provia a todas as necessidades da casa Provia a elas.

Além de a, o objeto indireto pode ser introduzido por outras preposições, a depender do verbo: apelar para; consistir em; carecer de; contentar-se com, de ou em; contribuir para; esforçarse em, para ou por; lutar contra, com e por; optar por; simpatizar com; etc.

Verbos transitivos diretos e indiretos Verbo transitivo direto e indireto é aquele que requer dois complementos ao mesmo tempo, um direto e outro indireto:

“Ao Presidente da Comissão compete, além do que lhe foratribuído neste Regimento, ou no Regulamento das Comissões, delegar, quando entender conveniente, aos Vice-Presidentes adistribuição das proposições.” (RICD, art. 41, XIX) Nesse exemplo, a expressão preposicionada aos Vice-Presidentes é objeto indireto e a distribuição das proposições, objeto direto; ambas completam o sentido de delegar, que é um verbo transitivo direto e indireto típico, pois quem delega, delega alguma

coisa a alguém. Tal como ocorre com delegar, o objeto direto dos verbos transitivos diretos e indiretos é em geral coisa e o indireto, pessoa (ou ente a quem se destina ou interessa a ação). Mas não faltam verbos que admitem alternância dos dois objetos (de pessoa e de coisa), como por exemplo avisar: avisa-se alguma coisa a alguém ou avisa-se alguém de alguma coisa. Outros exemplos:

A

família agradece aos amigos o apoio prestado. (não:*agradece os amigos)

O

Departamento notificou os servidores da obrigatoriedade do uso do crachá. / O Departamento notificou aos servidores a

obrigatoriedade do uso do crachá. Aviso a V.Exa. que se fará chamada nominal. / Aviso V.Exa. de que se fará chamada nominal. Cientifique-o de que haverá sessão amanhã às 9 horas. / Cientifique-lhe que haverá sessão amanhã às 9 horas.

Com pesar, o médico comunicou-lhe o resultado do exame. Ensinei-o a respeitar as leis. / Ensinei-lhe o respeito às leis. Felicito V.Exa. pela data de hoje. (não: *felicito a V.Exa.) Sugeriram-lhe que retirasse o projeto. (não: *sugeriram-lhe de que)

Verbos intransitivos e verbos pronominais Verbo intransitivo é aquele cuja significação não “transita” para um complemento, isso porque já tem o sentido completo, não necessitando de objeto direto nem indireto:

A

semente germinou (floresceu / vingou / murchou / apodreceu).

O

prazo para interpor recurso expirou (prescreveu / acabou / findou).

A

criança pula, brinca, corre, chora e finalmente adormece.

Verbo pronominal é aquele que se usa sempre acompanhado de um pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos) da mesma pessoa que o sujeito, pronome esse que, por fazer parte do verbo, não desempenha função de objeto nem outra qualquer:

O repórter se condoeu (se apiedou / se lembrou) das vítimas da inundação.

Nós nos arrependemos (nos queixamos / nos esquecemos) de nossos erros.

Alguns verbos são sempre pronominais, caso de arrepender-se, queixar-se, etc. Já outros podem ser ou não pronominais.

Nesse caso, muda a regência do verbo e não raro o seu significado. Compare-se:

Debateu-se na água pedindo por socorro. / Debateu o assunto com os colegas.

Caminhava apoiando-se em uma bengala. / A bancada apoiará o projeto.

em uma bengala. / A bancada apoiará o projeto. Observação importante: Os verbos pronominais quase sempre
Observação importante: Os verbos pronominais quase sempre exigem

Observação importante: Os verbos pronominais quase sempre exigem

Observação importante: Os verbos pronominais quase sempre exigem preposição, à exceção dos intransitivos
preposição, à exceção dos intransitivos

preposição, à exceção dos intransitivos

Observação importante: Os verbos pronominais quase sempre exigem preposição, à exceção dos intransitivos

Verbos com regências diferentes e mesmo sentido

Alguns verbos se constroem na língua padrão com regências diversas com ou sem preposição, ou com preposições diferentes

, sem que isso implique mudança de sentido:

A maioria dos parlamentares compareceu à / na sessão.

Cada um deve cumprir (com) o seu dever.

Ninguém se dignou de ouvir minhas declarações. /

Ninguém se dignou a ouvir

É melhor nos esquecermos desse incidente. / É melhor esquecermos esse incidente.

Lembrou o professor e sentiu gratidão. / Lembrou-se do professor e sentiu gratidão.

O Primeiro-Secretário foi quem presidiu a / à sessão. Um caso relaciona-se com o / ao outro.

/ Ninguém se dignou ouvir

relaciona-se com o / ao outro. / Ninguém se dignou ouvir Tome cuidado com alguns verbos
Tome cuidado com alguns verbos que geram dúvidas quanto à regência
Tome cuidado com alguns verbos que
geram dúvidas quanto à regência

Abdicar

Significando “rejeitar, desistir” rege, em geral (mas não obrigatoriamente), a preposição de:

O deputado abdicou da/a homenagem que lhe seria prestada.

Abdiquei do/o cargo de presidente.

Anteceder

Significando “realizar antes do tempo”, é transitivo direto:

Tendo em vista o final de semana, o chefe antecedeu o pagamento dos funcionários. Significando “preceder, ficar ou vir antes”,

“superar”, é transitivo direto ou indireto, indiferentemente:

A votação será realizada nos dias que antecedem o / ao feriado.

No início do curso, já antecedia os / aos professores em inteligência.

Significando “ser anterior, antecipar-se”, é pronominal e transitivo indireto, tanto para coisa quanto para pessoa:

Antecedeu-se a todos na entrega dos relatórios.

Este fato antecedeu-se a outros que não foram compreendidos.

Anuir

Significando “concordar, condescender”, rege as preposições a e em:

O Diretor anuiu ao requerimento do servidor.

Anuímos em participar dos debates.

Aspirar

Significando “desejar, almejar”, rege a preposição a (mais comum) ou por:

A Nação aspira ao/pelo desenvolvimento social e à/pela liberdade econômica. (Aspira a/por eles.)

e à/pela liberdade econômica. (Aspira a/por eles.) Gramáticos e dicionaristas não se entendem quanto ao uso
e à/pela liberdade econômica. (Aspira a/por eles.) Gramáticos e dicionaristas não se entendem quanto ao uso
Gramáticos e dicionaristas não se entendem quanto ao uso de preposições para alguns verbos.
Gramáticos e dicionaristas
não se entendem quanto
ao uso de preposições para
alguns verbos.

Assistir

Significando “presenciar, ver”, rege a preposição a e só aceita pronome tônico como complemento:

Todos assistiram às sessões ordinárias? Sim, todos assistiram a elas.

Observação: O uso corrente brasileiro sem preposição (transitivo direto) é registrado por Houaiss e Aurélio, sem,

contudo, merecer abonação no uso da língua culta.

Significando “caber, competir”, rege a preposição a e admite pronome átono como complemento:

O direito de ir e vir assiste a todos.

Assiste ao Presidente da República a incumbência de

sancionar as leis. / Assiste-lhe a

Significando “acompanhar, ajudar, prestar assistência, socorrer”, usa-se ou não a preposição a:

O Governo deverá assistir os / aos flagelados.

Atender

Significando “tomar em consideração, considerar, levar em conta, acatar”, “dar solução a, resolver, responder”, “dar despacho

favorável, deferir, aprovar”, “prestar socorro, acudir”, “receber em

audiência”, pode-se usar ou não a preposição a:

Os grevistas não atenderam os/aos apelos do governo.

As características técnicas do produto atendem as/às exigências da licitação.

O

ministro atendeu as/às reivindicações dos servidores.

A

Defesa Civil atendeu prontamente as/às vítimas das enchentes.

O

presidente atenderá a/à comissão na sala de reuniões.

Importante: a tendência atual da língua culta, registrada por

Houaiss, é aceitar as duas regências (transitivo direito ou transitivo

indireto) em acepções para as quais a gramática tradicional só

aceitava uma única regência.

gramática tradicional só aceitava uma única regência. Chamar Significando “fazer ou mandar ir ou vir”, é

Chamar

Significando “fazer ou mandar ir ou vir”, é transitivo direto:

O Líder chamou os membros do partido para votarem a emenda. / O Líder chamou-os para

Significando “apelidar, qualificar, tachar”, pode-se usar ou não a preposição a. Nessa acepção, vem acompanhado de predicativo

do objeto, que pode ou não vir antecedido da preposição de:

 

Os colegas chamaram o / ao rapaz (de) traidor. / Os colegas chamaram-no (de) traidor. / Os colegas chamaram-lhe (de) traidor.

Significando “bradar, clamar”, rege a preposição por:

 

A

violência chama por medidas imediatas. Significando “avocar, tomar para si, assumir”, rege a

 

preposição a:

Chamou a si as consequências do ato praticado.

 

Chegar, dirigir-se, ir, retornar, voltar

Esses verbos regem a preposição a (ir e voltar também a preposição para):

Chegamos ao fundo do poço. (não: *no fundo)

Aonde pretende chegar agindo dessa forma? (não: *onde)

Fomos (Dirigimo-nos / Voltamos / Retornamos) ao plenário

para apoiar a proposta. (não: *no plenário)

Foi (Voltou) para o Tocantins, onde hoje vive.

Observe que:    

Observe que:

   

1.

Nas indicações de tempo ou do lugar dentro do qual ocorre a ação, usa-se a preposição

em: Chegamos (Fomos / Voltamos /Retornamos) na hora marcada; A comitiva chegou (foi / voltou / retornou) no avião presidencial.

2.

Ir/voltar a denota que não se vai demorar, já ir/voltar para indica que se vai demorar. Cp.:

 

Vai ao Ceará esta semana. / Vai para o Ceará, onde fixará residência; Voltou a Brasília muitas vezes./ Voltou para Brasília em definitivo.

Consistir

Rege a preposição em:

 

O

programa consiste em promover a cidadania. A bancada de Brasília consiste em oito parlamentares.

 

Observação: A regência com a preposição de (“A bancada de Brasília consiste de oito parlamentares”), embora

   

de uso cada vez mais comum, ainda não é aceita pelos modernos dicionaristas.

 

Constar

Significando “ser composto, constituído”, rege a preposição de:

 

A família constava de cinco crianças e dois adultos.

A Ordem do dia consta de dez itens.

Significando “estar escrito, registrado, mencionado”, rege a preposição de ou em:

O

referido projeto consta da/na da Ordem do Dia.

Significando “dar-se como certo” é intransitivo:

Consta que a bancada vai votar contra o projeto.

Custar

Significando “ser difícil”, é usado apenas na 3ª pessoa do singular e rege a preposição a:

 

Custou aos peritos confirmar a falsificação. (não: *Os peritos custaram a confirmar

)

Custou-lhe aceitar a derrota. (não: *Ele custou a aceitar

)

Significando “acarretar, causar”, rege a preposição a:

A derrota nas urnas custou-lhe (ou custou a ele) muitos prejuízos.

A falta de dinheiro custava-lhe muitos sacrifícios.

Observação: As variações do tipo “Os peritos custaram a confirmar o resultado”, “Ele custou a acreditar”, embora de uso frequente no Brasil, ainda não são unanimemente aceitas na língua culta pelos gramáticos e dicionaristas.

Declinar Significando “rejeitar, desistir, desviar-se”, rege, em geral (mas não obrigatoriamente), a preposição de:

O Deputado declinou da/a homenagem que lhe seria prestada.

Declinei do/o cargo de presidente. Significando “dizer, proferir, revelar”, é transitivo direto e indireto:

Passou cinco minutos declinando as normas da sessão aos oradores.

Implicar Significando “resultar, acarretar, ser a causa de”, não se usa preposição:

O corte orçamentário implica sacrifícios à população. (não: *implica em sacrifícios)

à população. (não: * implica em sacrifícios) Observação : A regência implicar em , tradicionalmente

Observação: A regência implicar em, tradicionalmente condenada no uso culto da língua, já encontra alguns defensores, como Luft e Rocha Lima. Significando “envolver, comprometer”, é transitivo direto e indireto e rege a preposição em:

As denúncias implicam o funcionário na fraude. Significando “antipatizar, mostrar-se impaciente”, rege a preposição com:

Implicava com o modo de falar do colega.

Morar, residir, situar-se, estabelecer-se, estar situado Esses verbos regem a preposição em:

A

testemunha mora (reside) na Rua A do Setor Oeste. (não: *mora ou reside à)

A

loja situa-se (está situada) na Avenida Getúlio Vargas. (não: *situa-se ou está situada à)

O

comerciante estabeleceu-se na Rua Amazonas. (não: *estabeleceu-se à)

Obedecer, desobedecer Regem a preposição a, tanto para coisa quanto para pessoa, e aceitam o pronome lhe como complemento para pessoa e a ele(s)/as para coisa:

Evita acidentes quem obedece aos sinais de trânsito. / Evita acidentes quem obedece a eles.

É um funcionário rebelde: desobedece ao chefe com frequência. /

desobedece-lhe

com frequência.

ao chefe com frequência. / desobedece-lhe com frequência. Observação : A construção sem preposição (“O

Observação: A construção sem preposição (“O funcionário obedeceu a ordem do chefe”), embora de uso comum, ainda não é plenamente aceita na linguagem culta pelos modernos dicionaristas e gramáticos, embora alguns já admitam a forma passiva (“A ordem foi obedecida pelo funcionário”).

Pagar, perdoar Esses verbos são transitivos diretos quando o seu complemento refere-se a coisa, e transitivos indiretos (preposição a) quando o complemento refere-se a pessoa. Podem também ser transitivos diretos e indiretos:

Quem pagará o exame? Quem pagará ao médico?

A empresa finalmente pagou os atrasados aos funcionários. /

A empresa finalmente os pagou aos funcionários. / A empresa

finalmente lhes pagou os atrasados. Perdoou aos que o haviam caluniado. Perdoaram o erro que ele cometeu.

Participar Significando “tomar parte”, rege as preposições de ou em:

Os servidores participaram da reunião. Alguns participaram na conspiração contra a empresa. Significando “comunicar”, é transitivo direto e indireto:

Participamos a decisão a quem pudesse interessar. Significando “compartilhar”, rege a preposição de: Participamos das suas decisões.

Pedir Pede-se a ou para alguém alguma coisa ou que faça alguma coisa:

Esta Presidência pede a / para todos os Deputados que se dirijam ao plenário. (não: *

pede

aos Deputados para se dirigirem

)

Atenção: Quando está implícita a palavra licença, permissão, é correto o uso da preposição para: O Líder pediu ao Presidente (licença / permissão) para sair da sessão, pois não passava bem.

Preferir

É transitivo direto e indireto e rege a preposição a:

Prefiro cinema a teatro. Preferiam falar a calar-se.

Cuidado com o erro abaixo. Ele é muito comum no uso diário da língua
Cuidado com o erro abaixo. Ele é muito
comum no uso diário da língua
o erro abaixo. Ele é muito comum no uso diário da língua Observação: Não se empregam,

Observação: Não se empregam, na língua formal, as partículas que, do que, mais, menos, antes: *Prefiro mais cinema que teatro; *Prefiro antes cinema que teatro.

Proceder Significando “dar andamento a, iniciar”, rege a preposição a:

Finalmente, procederemos à votação.Significando “provir, originar”, rege a preposição de:

Os manifestantes procediam de diferentes regiões do País. Significando “ter fundamento” é intransitivo:

As acusações não procediam, e por isso o suspeito foi libertado.

Renunciar Significando “rejeitar, desistir”, rege, em geral (mas não obrigatoriamente), a preposição a:

O deputado renunciou à/a homenagem que lhe seria prestada.

Renunciei ao/o cargo de presidente

Responder Significando “dar resposta a”, rege a preposição a:

Sem pestanejar, respondeu às questões.

O réu respondeu às acusações que lhe foram feitas. É também transitivo direto (responder alguma coisa) e transitivo direto e

indireto (responder alguma coisa a alguém):

Ele apenas respondeu isso. Respondi-lhe (ou Respondi a ele) que eu não assinaria o contrato.

Significando “pagar”, rege a preposição por:

Injustamente, respondeu pelos crimes que não cometeu.

Sobressair Significando “distinguir-se, salientar-se, destacar-se”, rege as preposições a ou entre:

Ele sobressaía entre os / aos demais pela sua eloquência. Observação: A forma pronominal, tradicionalmente condenada na língua culta, já está abonada em Aurélio e Houaiss: “Ela se sobressai como quituteira”. “Sobressaiu-se como escritor”. Suceder Significando “acontecer, ocorrer” rege a preposição a:

Acontecimentos constrangedores sucederam a ele. Significando “seguir-se, vir depois de, ser o sucessor de”,

tradicionalmente rege a preposição a, embora o uso moderno sem preposição (transitivo direto) já seja abonado por Houaiss e

Luft:

Lula sucedeu (a) Fernando Henrique Cardoso.

Paulo VI sucedeu (a) João XXIII.

A democracia sucedeu à/a ditadura

Visar Significando “objetivar, ter em vista”, rege ou não a preposição a:

O projeto visa ao/o estabelecimento de novas diretrizes de política social. As providências visam ao/o interesse coletivo.

Tradicionalistas repudiam o uso sem preposição (transitivo direito) nessa acepção, forma abonada por dicionaristas contemporâneos, como Houaiss e Aurélio, além de gramáticos como Luft e Celso Cunha, razão pela qual não cabe condená-la.

A regência e os pronomes relativos Quando funciona como complemento do verbo, o pronome relativo (que, quem, qual, o qual, a qual, cujo, quanto, onde) deve ser antecedido de preposição caso o verbo a requeira:

O

cargo a que aspiram é cobiçado por todos. (aspirar a)

O

projeto de lei de que falaram não foi aprovado. (falar de)

Esses são os dados de que o Estado dispõe. (dispor de) Ela é a professora a quem dediquei o livro. (dedicar algo a alguém)

Esta é a testemunha a cujo depoimento nos referimos. (referir-se a)

O lugar aonde fomos é perigoso à noite. (ir a)

Verbos de regência diferente coordenados A norma gramatical preceitua que não se dê complemento comum a verbos que exigem preposições distintas. Assim, a frase Os deputados entraram e saíram do plenário estaria incorreta, porque o verbo entrar rege a preposição em e sair, a preposição de. Em outras palavras, entra-se em e sai-se de.

Portanto, a redação correta é: Os deputados entraram no plenário e dele saíram. De acordo com esse mesmo preceito, está incorreta a frase Assisti e não gostei do filme, pois assistir se constrói com a e gostar com de. Correção: Assisti ao filme e não gostei dele. Entretanto, alguns gramáticos, entre eles Evanildo Bechara, são mais flexíveis em relação ao tema e não repugnam a forma

a língua

abreviada de dizer. Para Bechara, “salvo as situações de ênfase e de encarecimento semântico de cada preposição [ dá preferência às construções abreviadas que a gramática insiste em condenar, sem, contudo, obter grandes vitórias”

],

Não durma no ponto. Atenção às observações finais sobre a regência
Não durma no ponto. Atenção às observações finais
sobre a regência
ponto. Atenção às observações finais sobre a regência  Os verbos transitivos indiretos (exceção feita ao

Os verbos transitivos indiretos (exceção feita ao verbo obedecer) não admitem voz passiva. Assim, não são corretas as construções:

O

O

filme foi assistido pelos alunos.

as construções: O O filme foi assistido pelos alunos. cargo era visado pelos funcionários. Deve-se dizer:

cargo era visado pelos funcionários.

Deve-se dizer:

Os alunos assistiram ao filme. Os funcionários visavam ao cargo.

Não se deve dar um único complemento a verbos de regências diferentes. Assim, não são corretas as construções:

Entrou e saiu da sala. Assisti e gostei do filme Deve-se dizer:

Entrou na sala e saiu dela. Assisti ao filme e gostei dele.

na sala e saiu d ela. Assisti a o filme e gostei d ele.  As
na sala e saiu d ela. Assisti a o filme e gostei d ele.  As

As formas oblíquas o, a, os, as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos, enquanto as formas lhe, lhes funcionam como complemento de verbos transitivos indiretos. Convidei o amigo. Convidei-o. Obedeço ao amigo. Obedeço-lhe. Quero o livro. Quero-o Quero a meus pais. Quero-lhes.

Havendo pronome relativo, a preposição desloca-se para antes do pronome. Esta é a faculdade a que aspiro. Estes são os filmes a que assisti. Este é o autor a cuja obra me refiro.

Este é o autor de cuja obra gosto. Este é o autor por cuja obra
Este é o autor de cuja obra gosto.
Este é o autor por cuja obra tenho simpatia.
Há verbos transitivos indiretos que não admitem o pronome oblíquo lhe, mas sim o pronome ele, acompanhado de preposição.
Preciso usar óculos. Dependo deles para enxergar a distância.
Moro perto de uma farmácia. Recorro a ela sempre que necessito de remédios.
Veja mais alguns desses verbos: aludir, aspirar, abstar, assistir, carecer, desconfiar, duvidar, gostar, incorrer, insistir,
pensar, reparar, concordar.
FUNÇÃO DOS PRONOMES RELATIVOS
Coisa
pessoa
lugar
posse
quantidade
que
que
onde
cujo
quanto
quem
o qual
em que
o qual
a qual
a qual
Às vezes, o pronome relativo vem precedido de preposição.
A aluna à qual me refiro é estudiosa.
Esta é a fruta de que mais gosto.
Enquanto na regência verbal, há, pelo menos, uma justificativa
para um ou outro emprego de preposiçõoes, na regência
nominal nem justificativa há. Portanto dominar o assunto
dependerá do nosso permanente contato com os principais
casos de regêencia nominal.
Vamos ao estudo!!
SINTAXE DE REGÊNCIA NOMINAL
Assim como os verbos, alguns nomes também podem apresentar dificuldades quanto à regência, muitas vezes pelo fato de
admitirem mais de uma preposição que ligue o termo regente ao regido.
01. acostumado (a, com); acessível (a, por); acostumado (a, com); agradável (a)
02. afável (a, com, para com); adequado (a)
03. aflito (com, por)
04. alheio (a, de); análogo (a);
05. amor (a, para com, por)
06. ansioso (de, para, por)
07. antipatia (a, com, contra, por)
08. apegado, (a)
09. apto (a, para)
10. assíduo (a, em)

11. atenção (a, com, para, para com, sobre)

12. atencioso (a, com, para com)

13. atento (a, em)

14. aversão (a, para, por)

15. avesso (a)

16. bom (a, com, de, em, para, para com)

17. capacidade (de, para)

18. capaz (de)

19. cego (a, para, por)

20. compaixão (de, para, para com, por)

21. comum (a, entre)

22. confiança (com, em)

23. conforme (a, com)

24. consideração (a, acerca de, a respeito de, de, sobre, com, por)

25. contente (com, em, de, por)

26. contrário (a)

27. cruel (com, para, para com)

28. curioso (de, por)

29. desejoso (de)

30. desprezo (a, de, para, para com, por)

31. devoto (a, de)

32. digno (de)

33. empenho (de, em, por)

34. equivalente (a, de)

35. estima (a, de, por)

36. fácil (a, de, em, para)

37. fanático (de, por)

38. farto (de, em)

39. fecundo (de, em)

40. fértil (de, em)

41. fiel (a, em, para com)

42. gosto (a, de, em, para, por)

43. habituado (a, com)

44. horror (a, de, por)

45. hostil (a, contra, para com)

46. idêntico (a, em)

47. imune (a, de)

48. inclinação (a, por, para); incompatível (com, entre)

49. ingrato (a, com, para, para com); infiel (a); influência (em, sobre)

 

50. insensível (a); inútil (para, a),

 

51. intransigente (com, em)

 

52. inveja (a, de); junto (a, de, com); leal (a, com, para com); localização (em)

 

53. medo (a, de)

 

54. nocivo (a)

 

55. obediência, obediente (a)

 

56. ódio (a, contra, entre, para com)

 

57. ojeriza (a, com, contra, por)

 

58. orgulhoso (com, de, em, por)

 

59. peculiar (a, de)

 

60. predileção (para com, por)

 

61. preferência (por, sobre)

 

62. preferível (a)

 

63. pronto (a, em, para)

 

64. próprio (a, de, para)

 

65. próximo (a, de)

 

66. relacionado (com)

 

67. respeito (a, de, para com, por)

 

68. satisfeito (com, de, em, por)

 

69. simpatia (com, para com, por)

 

70. surdo (a)

 

71. suspeito (a, de)

 

72. último (a, de, em)

 

73. união (a, com, de, entre)

 

74. único (a, entre)

 

75. vazio (de)

 

76. vizinho (a, com, de)

QUESTÕES ACERCA DO EMPREGO DA SINTAXE DE REGÊNCIA

01.

Assinale a correta:

a.

A mãe perdoou a filha.

b.

Devo obedecer os sinais de trânsito.

c.

Cheguei na casa de meu pai cansado.

d.

O excelente jogo que o povo assistiu, mostrou que o futebol ainda pode ser emocionante.

e.

Pensamentos negativos implicam pessoas negativas.

02.

Regência verbal. Assinale a opção correta:

a. Prefiro coca-cola que cerveja.

b. Sua casa situa-se na Rua Néo Alves Martins.

c. Esta é a música de que não esqueço.

d.

A excursão que iremos ocorrerá em janeiro.

e.

Alternativas A e C estão corretas.

03.

Assinale a alternativa em que a regência verbal não esteja de acordo com a norma culta:

a.

Não informaram aos interessados o ocorrido.

Não informaram os interessados sobre o ocorrido

b.

Não informaram aos interessados sobre o ocorrido.

c.

Vieram informá-los de que as tropas já estavam nas ruas.

d.

Informaram-lhe que haveria atraso.

04.

Observe o verbo ASPIRAR nas frases “aspirou o ar” e “aspirou à glória”. Tal verbo:

a.

apresenta a mesma regência e o mesmo sentido nas duas orações.

b.

embora apresente regências diferentes, ele tem sentido equivalente nas duas orações.

c.

poderia vir regido de preposição também na primeira oração sem que se modificasse o sentido dela.

d.

apresenta regência e sentidos diferentes nas duas orações.

e.

embora tenha o mesmo sentido nas duas orações, ele apresenta regência diferente em cada uma delas.

05.

Observe a regência verbal e assinale a alternativa que não contraria a norma culta:

a.

Amanhã voltarei na loja para trocar o sapato.

b.

Pedro assistiu a um bom espetáculo.

c.

Ele prefere mais televisão do que cinema.

d.

Informei-lhe do resultado do exame.

e.

Só cheguei em casa bem tarde.

06.

(UM SP) Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal:

a) Ele custara muito para me entender.

b) Hei de querer-lhe como se fosse minha filha.

c) Em todos os recantos do sítio, as crianças sentem-se felizes, porque aspiram o ar puro.

d) O presidente assiste em Brasília há quatro anos.

e) Chamei-lhe sábio, pois sempre soube decifrar os enigmas da vida.

07. Obedeça-

a) os os recorra a eles.

b) lhes os recorra a eles.

c) lhes lhes recorra-lhes.

d) os lhes recorra-lhes.

e) os lhes recorra a eles.

, estime-

08. Quanto a amigos, prefiro João

a) a por menos.

b) do que por menos.

c) a para menas.

d) do que com menas.

e) do que para menos.

e

Paulo,

sempre que precisar.

quem sinto

simpatia.

09. Assinale a alternativa em que o uso do verbo custar não está de acordo com a norma culta:

a) Custou-me entender o fato.

b) Custou ao aluno entender o fato.

c) Custa-me resolver este problema.

d) O trabalho custou muito esforço ao aluno.

e) O aluno custou para entender o exercício.

10. Só não

louco, porque

a) o chamei lhe quero.

b) o chamei de o quero.

c) chamei-o quero-lhe.

d) lhe chamei quero-o.

e) lhe chamei de o quero.

muito bem.

11.

Complete com preposições, artigos ou deixe em branco conforme convier:

a.

Maria chegou

fazenda ,cansada.

b.

Esqueci

entradas para o teatro.

c.

O povo assistiu

um excelente espetáculo de futebol.

d.

Devemos obedecer

os sinais de trânsito.

e.

Pensamentos negativos implicam

pessoas pessimistas.

f.

João simpatizou

sua prima.

g.

Prefiro um bom filme

um espetáculo circense.

h.

Carlos,

quem Sônia namora ?

i.

O pai perdoou

filho.

j.

Dirigiu-se

casa de seus pais.

12.

Preencha as lacunas utilizando as preposições adequadas (caso de regência nominal):

a. Este exercício é acessível

todos os alunos.

b. Este problema é análogo

outro.

c. Moro num apartamento contíguo

d. Ele estava descontente

e. Estamos habituados

f. Sua atitude é incompatível

g. O pai era liberal

h. Este remédio é nocivo

i. Aquele artista era versado

j. Foi grande a aversão popular

seu.

a nota.

resolver os problemas.

o ambiente.

os filhos.

organismo.

música.

reformas do Plano Real.

a aversão popular seu. a nota. resolver os problemas. o ambiente. os filhos. organismo. música. reformas
Crase??Que tal buscarmos considerações que vão além da memorização de regras sobre o assunto em
Crase??Que tal buscarmos considerações que vão além
da memorização de regras sobre o assunto em
questão??
da memorização de regras sobre o assunto em questão?? Na prática, precisamos compreender que são três

Na prática, precisamos compreender que são três as fusões que justificam o uso do acento grave, indicativo de crase. Isso envolve a fusão de uma preposição com um artigo ou pronome a, pronome demonstrativo aquele, aquilo, aquela ou pronome relativo a qual, as quais. Além dessas possibilidades, mas funcionando dentro de uma lógica diferente, haverá a ocorrência do acento grave nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas, desde que iniciadas por (a) ou (as).

Então, tudo o que exceder aos casos citados acima, configura-se como pormenores que são auxiliares ao processo de emprego do sinal indicativo de Crase

ao processo de emprego do sinal indicativo de Crase A OCORÊNCIA DA CRASE Então precisamos conhecer
ao processo de emprego do sinal indicativo de Crase A OCORÊNCIA DA CRASE Então precisamos conhecer
ao processo de emprego do sinal indicativo de Crase A OCORÊNCIA DA CRASE Então precisamos conhecer

A OCORÊNCIA DA CRASE

Então precisamos conhecer a lógica das regras de emprego do acento grave??
Então precisamos
conhecer a lógica das
regras de emprego do
acento grave??

Crase é a fusão de dois ou mais sons iguais em um só. Aborda-se aqui a que se indica com o acento grave ( ` ) e que resulta da

fusão de dois aa, escritos à(s). O primeiro desses aa é sempre a preposição a. Esta ocorre quando presentes na frase palavras

que a requerem. Palavras como: dirigir-se a, falar a, ir a, referir-se a, retornar a (verbos); alusão a, amor a, combate a,

menção a, referência a, respeito a (substantivos); igual a, ligado a, semelhante a, similar a (adjetivos); anteriormente a,

próximo a, quanto a, relativamente a (advérbios). Já o segundo a da crase pode ser:

1- o artigo definido feminino a(s), o que significa que somente substantivos do gênero feminino (estejam expressos ou

implícitos) admitem a crase:

Os deputados retornaram à sessão imediatamente. Expressemos o amor à Pátria e o respeito às leis.

2-o a inicial do pronome relativo a qual, as quais:

Esta é a emenda à qual se acrescentou um parágrafo. Trata-se das pessoas às quais devemos nossas vidas.

3- o pronome demonstrativo feminino a(s), equivalente a “aquela(s)”:

Esta emenda é semelhante à que foi apresentada ontem.

Nossa sorte está ligada à do Brasil.

Às que muito reclamavam pediu paciência.

Fique ligado no fato de que os métodos (leia-se macetes) são apenas auxiliares no processo

Fique ligado no fato de que os métodos (leia-se macetes) são apenas auxiliares no processo de compreensão do assunto. Para que você tenha sucesso na utilização do acento indicativo da Crase, é fundamental ter conhecimento prévio acerca do assunto anterior ( sintaxe de regência), pois se crase é fusão de preposição com um outro termo, então metade do assunto depende de seu domínio da regência.

Observação: Um recurso prático para saber se há ou não a crase nos três casos acima consiste em substituir a expressão

feminina por uma masculina: se o masculino resultar em ao(s), a crase se

confirma. Ex: Os deputados retornaram ao plenário imediatamente; Expressemos o amor ao País e o respeito aos

regulamentos; Este é o projeto ao qual se acrescentou um parágrafo; Trata-se dos heróis aos quais devemos nossas vidas; Este

parecer é semelhante ao que foi apresentado ontem; Nosso destino está ligado ao do Brasil; Aos que muito reclamavam pediu

paciência.

4-

Encaminhe-se àquele balcão.

Foste àquela reunião?

Evite dar ouvidos àquilo.

o a inicial dos demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo :

Observação: Aqui, na dúvida, deve-se substituir o pronome por outro que não comece por a. Se aparecer um a, a preposição se confirma. Ex.: Encaminhe-se a este balcão; Foste a que reunião?; Evite dar ouvidos a isto.

Deve-se, ainda, usar o acento de crase nos seguintes casos (trata-se de casos particulares que não deixam de enquadrar-se nas

regras acima):

a. Nas locuções formadas de palavras femininas:

O

povo ficou na praça à espera (à mercê / à disposição / à procura) do Presidente da República.

O

trabalho foi feito às pressas (às carreiras / às escondidas / à risca).

Chegaram a Brasília às 14 horas (à tarde / à meia-noite / à toa).

À medida que (À proporção que) o tempo passava, mais impacientes ficávamos.

O soldado à paisana foi levado à força pelo policial militar.

à paisana foi levado à força pelo policial militar. Temos que ter muito atenção com os
à paisana foi levado à força pelo policial militar. Temos que ter muito atenção com os
Temos que ter muito atenção com os casos abaixo
Temos que ter muito
atenção com os casos
abaixo

A rigor, não existe o artigo feminino em locuções adverbiais de modo e de instrumento tais como à bala, à caneta, à

faca, à força, à máquina, à míngua, à vista, etc., o que fica patente quando se troca o substantivo feminino por

equivalente masculino (o artigo masculino não aparece). Ex.: Foi morto à bala / Foi morto a pau; Escrito à caneta /

Escrito a lápis; Comprou à vista / Comprou a prazo. Foi o uso que consolidou o emprego do acento grave nessas

locuções.

b. Diante de topônimos (nomes de lugar) que pedem o artigo feminino:

Faremos uma excursão à Bahia, a Sergipe, a Alagoas e à Paraíba.

Um túnel ferroviário liga a França à Inglaterra.

Observações

1. Para saber se o topônimo pede ou não o artigo, deve-se trocar a preposição a por de ou em. Caso o resultado seja da e na, o

artigo se confirma. Observe-se: Fui à Bahia. / Estou na Bahia. Mas: Fui a

Sergipe. / Estou em Sergipe. / Voltei de Sergipe.

2. Topônimos que não admitem o artigo passam a exigi-lo quando especificados, ocorrendo então a crase. Ex.: Viajamos a

Brasília, depois fomos a São Paulo. / Viajamos à Brasília de Juscelino, depois fomos à São Paulo da garoa.

c. Quando a expressão à moda de (ou à maneira de) estiver subentendida:

Tinha estilo tão rebuscado, que todos diziam que escrevia à Rui Barbosa.

d.

Diante das palavras casa e distância, quando especificadas:

O

bom filho volta à casa dos pais todos os dias. (Mas: O bom filho volta a casa todos os dias.)

Via-se um barco à distância de cem metros. (Mas: Via-se um barco a distância.)

Observação: Tratando-se de Casa, sinônimo de Câmara dos Deputados, ocorrerá a crase: Prestar à

Casa as devidas homenagens.

e.

Diante da palavra terra, quando significa “solo”, “planeta que habitamos”, “lugar de nascimento ou onde se vive”:

O

agricultor dedica-se à terra.

Quando os astronautas voltarão à Terra?

Viajou em visita à terra dos antepassados.

Observação: Não há crase quando a palavra terra está em contraposição a bordo: Os marinheiros voltaram a

terra depois de um mês no mar.

f. Na locução à uma “unanimemente, conjuntamente” e diante do numeral uma, quando em referência a hora:

Os sindicalistas responderam à uma: greve já!

O avião aterrissou pontualmente à uma hora.

: greve já! O avião aterrissou pontualmente à uma hora. Mesmo já tendo o domínio das
Mesmo já tendo o domínio das principais ocorrências do acento grave, indicativo da crase, é
Mesmo já tendo o domínio das principais ocorrências do acento grave, indicativo da crase, é
Mesmo já tendo o domínio das principais ocorrências do acento grave, indicativo da crase, é

Mesmo já tendo o domínio das principais ocorrências do acento grave, indicativo da crase, é necessário estudar alguns casos em que, por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que mais geram dúvidas.

por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que
por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que
por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que
por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que
por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que
por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que
por razão gramatical ou por uso consagrado, a Crase não ocorrerá. Vejamos alguns dos casos que

CASOS EM QUE NÃO OCORRE CRASE

Como, conforme já referido, são necessários dois aa para haver a crase, esta não ocorrerá:

a.

Se houver apenas o artigo a(s):

O

brasileiro aprendeu a lição: é preciso paciência para enfrentar a crise.

É

preciso amar a Pátria e respeitar as leis.

O

homem e a mulher, a qual era inocente, foram levados presos.

b. Quando já houver preposição:

Ficamos esperando-o desde (após / durante) as 7 horas.

Calou-se ante (perante / com) a advertência. Enviou flores para (mediante) as secretárias.

c. Se houver apenas o pronome demonstrativo a(s) ou apenas os pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo:

Auxiliava tanto as pessoas ricas como as pobres.

O Presidente cumprimentou aquele secretário apenas.

Ele disse aquilo sem pensar.

d. Diante de palavras masculinas (de d em diante, o a é apenas preposição):

Os projetos em discussão estão subordinados a turno único. Chegou a tempo de tomar o avião.

e. Diante de verbos:

Estamos dispostos a vir e a trabalhar.

Demorou a chegar, mas não tardou a sair.

f. Quando o a, sozinho, antecede palavra no plural (neste caso, não há artigo definido, pois o substantivo é empregado com

sentido indeterminado):

A atuação do administrador está sempre sujeita a restrições.

(Ex.:

Não dê atenção a intrigas. (Ex.:

às

restrições da lei.)

às

intrigas dos opositores.)

g.

Diante do artigo indefinido uma, ou quando ele puder ser subentendido:

O

funcionário entregou o ofício a uma pessoa indevida.

Chegaremos ao Rio a uma hora qualquer, entre 19 horas e 21 horas. Foi submetido a cirurgia delicada.

h. Entre palavras repetidas, ainda que do gênero feminino:

cara a cara, frente a frente, gota a gota, de lado a lado.

i. Diante de pronomes de tratamento, pessoais,

indefinidos, relativos quem e cuja, demonstrativos esta e essa:

Fizemos referência a Vossa Excelência (a Sua Excelência / a Vossa Eminência / a Sua Santidade, a você). Não entregaste a mim (a ela) o documento.

Contou a verdade a certa (a qualquer / a cada / a toda) pessoa. Cederemos o espaço a esta (a essa) empresa. Não sei a quem recorrer.

A

reunião a cuja pauta me referi foi cancelada.

 

Lembrete Importante!

Os pronomes de tratamento senhora, senhorita, dama,madame e dona (este, especificado) e o indefinido outra admitem o artigo, ocorrendo a crase: Desejo felicidade à senhora e à Dona Carmélia; As pessoas perguntavam-se umas às outras quando findaria aquele pesadelo.

j.

Antes de Nossa Senhora e de nomes de santas:

Nas suas aflições, apelava a Nossa Senhora e a Santa Bárbara.

Fique esperto, pois conhecer o uso facultativo da crase é Tão importante quanto saber seu
Fique esperto, pois conhecer o uso facultativo da crase é Tão importante quanto saber seu
Fique esperto, pois conhecer o uso facultativo da
crase é Tão importante quanto saber seu emprego
obrigatório.

CRASE FACULTATIVA Emprega-se facultativamente o acento de crase quando é opcional o uso da preposição a, caso da letra a abaixo, ou do artigo definido feminino, caso das letras b, c, d. Casos em que a crase é facultativa:

a.

Depois da preposição até:

O

visitante foi até à / a sala do Diretor.

A

sessão prolongou-se até à / a meia-noite.

b.

Diante de pronome possessivo feminino acompanhado de substantivo:

No discurso de ontem, limitou-se à / a sua pregação de sempre. Fizeram ameaças à / a minha secretária.

de sempre. Fizeram ameaças à / a minha secretária. Agora, algumas dicas valiosas para finalizarmos o
de sempre. Fizeram ameaças à / a minha secretária. Agora, algumas dicas valiosas para finalizarmos o
de sempre. Fizeram ameaças à / a minha secretária. Agora, algumas dicas valiosas para finalizarmos o
Agora, algumas dicas valiosas para finalizarmos o assunto
Agora, algumas dicas
valiosas para finalizarmos
o assunto

1. Diante de possessivo feminino no plural, é preciso atenção.

Pode-se escrever Fizeram ameaças às minhas secretárias ou Fizeram ameaças a minhas secretárias, mas não *Fizeram

ameaças à minhas secretárias. Na primeira frase, o acento de crase é obrigatório porque, além da preposição a, exigida pelo substantivo ameaça, usou-se o artigo as, indicado pelo s de às. Já na segunda, o acento de crase não é possível, pois não se usou

o artigo, mas apenas a preposição. Essa, aliás, é a razão por que a terceira frase está errada:

ali há somente um a, logo não há crase

2. Nos casos em que o possessivo feminino está ocupando o lugar do substantivo, o acento de crase é obrigatório, pois a

presença do artigo torna-se necessária. Observe-se: (A) sua roupa é nova, a minha é usada. Como o primeiro possessivo está

acompanhado de substantivo, pode-se usar ou não artigo antes dele, ao passo que antes do segundo, que está só, fazendo as vezes do substantivo, o uso do artigo é obrigatório. Por essa razão, quando houver a preposição a, haverá a crase: Refiro-me a (ou à) sua roupa, não à minha. Compare-se com o masculino, para confirmar: Refiro-me a (ou ao) seu traje, não ao meu.

c. Diante de nomes próprios femininos (o uso do artigo antes de substantivos próprios personativos é variável conforme a região ou a intimidade com a pessoa):

Em suas dificuldades, sempre recorria à / a Júlia. Jacó preferia Raquel à / a Lia.

Observação: Tratando-se de pessoa célebre com a qual não se tenha intimidade, geralmente não se usa o artigo nem, consequentemente, o acento de crase, salvo nos casos em que o nome está acompanhado de especificativo. Ex.: O orador fez uma bela homenagem a Rachel de Queiroz. / O orador fez uma bela homenagem à Rachel de Queiroz de O quinze.

d. Quando é indiferente usar ou não artigo diante do substantivo:

Todo trabalhador tem direito à / a aposentadoria. (Ex.: Todo trabalhador tem direito a / ao repouso remunerado.)

A crase em situações de uso Marque (c) CERTO ou (e) ERRADO de acordo com a regência apresentada nas estruturas abaixo

1. Aludiram a Roma. [ ]

2. Aludiram a Roma de César. [ ]

3. Vi os meninos a distância. [

4. Vi os meninos a distância de dois metros. [

5. Cheguei a casa.[

6. Cheguei a casa de meus avós. [

7. Os marinheiros desceram a terra, após meses de explorações marítimas.[ ]

8. Após duas semanas, desceu a terra, reconfortando-se com os seus.[

9. Daqui a uma hora, amigos, partiremos. [ ]

10. Cheguei a Minas Gerais.[

11. Cheguei as Minas Gerais. [ ]

12. Dei o material a Zeguelé.[ ]

13. Ela usa sapatos à Luís XV. [ ]

14. Viso aquele emprego, Gesualda. [ ]

15. Prefiro isto aquilo. [ ]

16. Estou a analisar processos. [ ]

17. Fiz referências a algumas propostas oportunas. [ ]

18. A beleza a que me referi lembra quadros simbolistas. [ ]

19. As propostas a que aspiro, eles não estão bem certos de que são benéficas. [ ]

20. As propostas as quais aspiro, eles não estão bem certos de que são benéficas.[ ]

21. A diretora a quem entreguei os projetos continua ansiosa por mudanças.(

22. As 18 horas, nós estaremos viajando. [ ]

23. Elas saíram da sala, Cremilda, a uma, as 20 horas. [ ]

24. Saímos a uma da tarde.[ ]

25. A carta a cuja mensagem fui grata guardo com carinho.[ ]

26. Fui a Beirute. [ ]

27. Fui a Piriquitaquara [ ]

28. Irei a Portugal. [

29. Dei os relatórios a sua amiga. [

30. Dei os relatórios a suas amigas. [

31. Forneci os dados a minha colega, mas não os dei a sua. [

32. Comuniquei as mudanças a Gesualda.[ ]

33. Aludiram a Joana D`Arc.[ ]

34. Chamei as meninas de tolas, apesar de não serem. [

35. A enfermeira assistiu a enferma com amor. [ ]

36. Aspiro à rosa / Aspiro a rosa.[

37. Haja vista a nova informação, é melhor. [

38. Assisti a novela América , mas minha amiga não assistiu a ela. [ ]

39. Vendi a casa de meus avós.[ ]

40. Ofereci livros a V. Sa. e a Senhora Lourdes, mas a Senhora Lourdes não quis.[ ]

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