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Programa Nacional de Educação Física - Ensino Secundário

Programa Nacional de Educação Física - Ensino Secundário

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Programa nacional da disicplina de Educação Física.
Documento produzido pelo Ministério da Educação.
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Ministério da Educação

Departamento do Ensino Secundário

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

10º, 11º e 12º ANOS

CURSOS CIENTÍFICO-HUMANÍSTICOS
E CURSOS TECNOLÓGICOS

Autores
João Jacinto (Coordenador)
Lídia Carvalho
João Comédias
Jorge Mira

05/02/2001

Homologação

Consultores:

Professor Doutor Francisco Sobral Leal
Faculdade de Ciências do Desporto e da Educação Física
Universidade de Coimbra

Professor Doutor Carlos Januário
Faculdade de Motricidade Humana
Universidade Técnica de Lisboa

Revisão efectuada por:

João Jacinto
João Comédias
Jorge Mira
Lídia Carvalho

Sobre os programas elaborados por:

Luís Bom (Coordenador da Equipa)
Francisco Carreiro da Costa
João Jacinto
Sebastião Cruz
Manuel Pedreira
Leonardo Rocha
Jorge Mira
Lídia Carvalho

ÍNDICE

1 - INTRODUÇÃO....................................................................................................6
2 - APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA......................................................................10
2.1 - FINALIDADES...........................................................................................10
Extensão da Educação Física..............................................................................11
QUADRO 1- EXTENSÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA...................................................12
2.2 - OBJECTIVOS GERAIS.................................................................................13
Objectivos comuns a todas as áreas..................................................................13
Objectivos das áreas obrigatórias......................................................................14
Objectivos das áreas de opção...........................................................................15
2.3 - VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS – Níveis de especificação e organização
curricular...........................................................................................................16
QUADRO 2 - COMPOSIÇÃO CURRICULAR...........................................................18
2.4 - SUGESTÕES METODOLÓGICAS...................................................................20

2.4.1 - CONDIÇÕES DE APLICAÇÃO DOS PROGRAMAS E DE
DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA............................................20
2.4.2 - PROJECTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA(S) ESCOLA(S)....................24
2.4.3 - PLANO DE TURMA.....................................................................26

2.4.3.1 - PRÍNCIPIOS DE ELABORAÇÃO DO PLANO DE TURMA.....................26
2.4.3.2 - PLANO DE TURMA - ORGANIZAÇÃO GERAL DO ANO LECTIVO.........30
2.4.3.3 - PLANO DE TURMA - A DIMENSÃO OPERACIONAL DO PLANO..........31
2.5 - AVALIAÇÃO...............................................................................................34
Normas de referência para a definição do sucesso em Educação Física.............35
Aspectos Operacionais.......................................................................................39
2.6 - RECURSOS.................................................................................................45

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1 - INTRODUÇÃO

O presente programa, resultante da revisão curricular operada no ensino secundário,
procede apenas a pequenos ajustamentos no anterior programa.

Tal facto resulta de um entendimento partilhado por diferentes entidades quanto à sua
correcção e ao seu papel como factor de desenvolvimento da Educação Física, papel esse
ainda longe de esgotar as suas virtualidades.

Apesar das condições materiais se terem alterado com algum significado na última
década, e de, no quadro normativo da presente revisão, a Educação Física ver consagradas
algumas aspirações antigas (aumento da carga horária, reconhecimento do seu valor
enquanto área disciplinar autónoma, etc.), há ainda um longo percurso pela frente, e
potenciar as condições criadas torna-se um desafio fundamental. Infelizmente não está
ainda debelada uma visão meramente recreacionista da Educação Física, visão essa
contrária e perniciosa ao seu desenvolvimento, à assunção cultural da disciplina e aos
respectivos programas como referência desse padrão cultural.

A necessidade de suscitar uma dinâmica de desenvolvimento do currículo real da disciplina
é cada vez mais a questão central à qual o programa procura responder, no sentido de que
possam ser criadas, em todas as escolas, as condições materiais e pedagógicas para que
cada aluno possa usufruir dos benefícios da Educação Física.

A concepção de Educação Física seguida neste plano curricular (conjunto dos programas
de Educação Física) vem sistematizar esses benefícios, centrando-se no valor educativo da
actividade física ecléctica, pedagogicamente orientada para o desenvolvimento multilateral
e harmonioso do aluno.

Assim, esta concepção concretiza-se na apropriação das habilidades e conhecimentos, na
elevação das capacidades do aluno e na formação das aptidões, atitudes e valores (bens de
personalidade que representam o rendimento educativo), proporcionadas pela exploração
das suas possibilidades de actividade física adequada - intensa, saudável, gratificante e
culturalmente significativa.

Esta concepção está representada no capítulo das Finalidades, que sintetizam o contributo
da Educação Física para a realização dos efeitos educativos globais visados no conjunto do
ensino secundário.

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As finalidades definem os campos ou áreas que integram a Educação Física, cujo conteúdo
está explicitado nos objectivos de ciclo/áreas e nas especificações das matérias que
integram estas áreas.

Os programas não se estruturam segundo o fraccionamento de domínios/áreas da
personalidade, dividindo, por exemplo, os objectivos gerais e específicos na tríade de
domínios motor, cognitivo e sócio-afectivo. Considera-se que a actividade dos alunos e os
seus efeitos integram necessariamente esses domínios.

Assim, o programa organiza-se em torno da diferenciação dos tipos de actividades
característicos da Educação Física (áreas e matérias - ver quadro de extensão da Educação
Física e também quadro de composição curricular).

Os aspectos específicos do desenvolvimento (cognitivo, motor e sócio-afectivo)
encontram-se relacionados nessas actividades, integrando-se quer nas componentes
genéricas dos programas (finalidades, objectivos de ciclo e orientação metodológica), quer
nos elementos mais pormenorizados (objectivos por matéria).

Este programa apresenta a forma de listas de objectivos, na estrutura das áreas e
matérias indicadas no quadro de extensão curricular.

Pretende-se com esta opção que fiquem mais evidentes as linhas de desenvolvimento e de
percurso pessoal do aluno ao longo dos diferentes anos de escolaridade, bem como
facilitada a estruturação do trabalho a realizar pelos professores.

Incluem-se na orientação metodológica os princípios e regras gerais a observar na
estratégia pedagógica e organização da actividade educativa nas aulas de Educação Física.
Foi aliás neste aspecto particular que residiu um dos maiores aprofundamentos operados
com a nova redacção dos programas.

Na linha de preocupação antes referida, de suscitar uma dinâmica de desenvolvimento do
currículo real, entende-se ser ao nível das grandes opções estratégicas de estruturação da
disciplina que reside o móbil mais acentuado de transformação da sua qualidade.

Considera-se que a selecção de objectivos específicos e a aplicação dos processos
formativos, de aprendizagem e treino, são objecto de deliberação pedagógica ao nível da
realidade educativa concreta, cujas limitações e possibilidades particulares só podem ser
apreciadas pelo próprio professor.

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Para apoiar as suas decisões, o professor encontra na própria formulação dos dois níveis
de objectivos do programa, das áreas e das matérias, referências importantes para a
selecção e organização dos processos formativos. Estas referências consistem,
respectivamente, na indicação das características da actividade apropriada à expressão das
capacidades (objectivos por áreas) e da forma das situações de prática propícias ao
aperfeiçoamento e prova das competências específicas (objectivos por matéria).

Reconhece-se, assim, ao professor, a responsabilidade de escolher os objectivos
específicos e as soluções pedagógica e metodologicamente mais adequadas, investindo as
competências profissionais da especialidade de Educação Física Escolar, para que os
benefícios reais da actividade do aluno correspondam aos objectivos do programa,
utilizando os meios atribuídos para esse efeito.

Prevê-se igualmente que, em cada escola, o grupo de Educação Física e os professores
estabeleçam um quadro diferenciado de objectivos, com base na avaliação formativa, peça
metodológica fundamental para a adequabilidade dos programas a cada realidade
particular.

É de admitir mesmo que esse quadro de objectivos tenha uma expressão de maior
complexidade que o apresentado no programa, o que certamente acontecerá se os alunos
realizarem o programa de Educação Física do ensino básico, e se for cumprida em todos os
anos de escolaridade a carga horária mínima exigível de três horas por semana, distribuída
em pelo menos três sessões.

O programa constitui, portanto, um guia para a acção do professor que, sendo motivado
pelo desenvolvimento dos seus alunos, encontra aqui os indicadores para orientar a sua
prática, em coordenação com os professores de Educação Física da Escola (e das «escolas
em curso») e também com os seus colegas das outras disciplinas.

Nesta perspectiva do trabalho pedagógico, as metas dos programas devem constituir,
também, objecto da motivação dos alunos, inspirando as suas representações e empenho
de aperfeiçoamento pessoal no âmbito da Educação Física, na Escola e ao longo da vida. No
fundo, o que está em causa é a qualidade da participação do aluno na actividade educativa,
para que esta tenha uma repercussão positiva, profunda e duradoura.

Esta preocupação está representada nos objectivos da Educação Física do ensino
secundário, bem como nas orientações metodológicas, baseando-se numa concepção de
participação dos alunos definida por quatro princípios fundamentais:

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- A garantia de actividade física correctamente motivada, qualitativamente adequada e
em quantidade suficiente, indicada pelo tempo de prática nas situações de
aprendizagem, isto é, no treino e descoberta das possibilidades de aperfeiçoamento
pessoal e dos companheiros, e numa perspectiva de educação para a saúde;

- A promoção da autonomia, pela atribuição, reconhecimento e exigência das
responsabilidades que podem ser assumidas pelos alunos, na resolução dos
problemas de organização das actividades e de tratamento das matérias;

- A valorização da criatividade, pela promoção e aceitação da iniciativa dos alunos,
orientando-a para a elevação da qualidade do seu empenho e dos efeitos positivos da
actividade;

- A orientação da sociabilidade no sentido de uma cooperação efectiva entre os alunos,
associando-a à melhoria da qualidade das prestações, especialmente nas situações de
competição entre equipas, e também ao clima relacional favorável ao aperfeiçoamento
pessoal e ao prazer proporcionado pelas actividades.

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