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A liderança positiva

por Celso Gagliardo

O sucesso obtido pelo voleibol masculino nacional vem refletindo a magistral


influência da liderança positiva.

É comum nos defrontarmos com sofríveis lideranças que levam a resultados


medíocres.

Em grande parte, esse quadro é resultante da má seleção interna, pois


esperam que um bom técnico operacional se transforme de um dia para outro
em um poderoso e convincente líder.

É preciso preparar aqueles mais vocacionados para desenvolverem


competências e habilidades do líder, pois a demanda do cargo é outra, e muito
mais difícil.

Há chefes que jamais chegarão a ser líderes. Pessoas que se impõem apenas
pela força do cargo, que não conseguem convencer ninguém pela
argumentação positiva, portanto não conseguem unir o grupo em busca dos
resultados esperados.

O verdadeiro líder se impõe natural e sutilmente pela sua postura, equilíbrio e


conhecimento das tarefas, pelo exemplo nas atitudes, justiça e seriedade com
que trata pares, superiores e subordinados.

Não estamos apregoando o líder bonzinho, que aceita tudo. Nem os


subordinados querem isso, mas aquele que agrega valor à equipe consegue
sinergia e faz com que a força individual, somada, potencialize-se e multiplique-
se.

O líder moderno é porta-voz, é treinador insistente, é planejador para fazer


diferente e melhor. Incentiva a polivalência, enxerga o seu subordinado como
um ser integral, que também tem problemas. Responde de fato pelos quatro
Ms dentro do seu espaço organizacional: mão-de-obra, materiais, máquinas,
métodos e processos.

O bom ocupante de cargo de comando é aquele que se antecipa, é proativo,


previne a ocorrência de problemas e não de conformidades. Consegue extrair
do seu time idéias para melhoras contínuas. Olha nos olhos das pessoas,
cumprimenta, toca, é energético, caloroso e muito claro em relação ao que se
espera delas, equilibrando sempre razão e emoção.

Que bom seria se nossas empresas tivessem muitos Bernardinhos. As vitórias


viriam com mais freqüência, e as metas seriam atingidas sem tanto heroísmo e
desgaste.

Pense bem: você se considera o líder que a empresa e os colaboradores


esperam?