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O SHABBAT

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Origens

O Sábado, provavelmente tem as suas origens em torno da


época do Êxodo do Egito, quando o povo hebreu, sem raiz e não
organizado, ouviu dos Dez Mandamentos pela primeira vez. Ele
nos foi impresso quando crianças como o mais importante das
festas. Como todas as datas hebraicas, o Sábado começa à
noite, como os dias estão descritos na história de criação do
Gênesis. "E era noite e era manhã, o primeiro dia", etc. Essa
celebração é uma combinação dum marco no fim de cada
semana de sete dias mais um dia periódico de repouso, sendo
marcado por atividades religiosas.

A unidade de sete dias, pode ser que venha duma antiga crença
no sete como um número feliz, junto com a lembrança de que o
povo da Mesopotâmia (agora Iraque) marcava na sua vida de
negócios um quarto de um mês lunar, um período de
aproximadamente sete dias.

Possivelmente, o nosso antepassado Moisés, desesperado para


conseguir um pouco de alívio para os duramente pressionados
escravos do antigo Egito, inventou o dia de repouso. Misturou-o
com a idéia de veneração duma especial Deidade, a qual
considerou o real regente do povo hebreu. A idéia do período de
sete dias e do dia semanal de descanso estendeu-se dos
antigos hebreus aos cristãos e moslins no mundo moderno. De
todos os grandes religiões e hoje, creio que só essas três têm
esse dia semanal especial. Nos dias quando muita gente
realmente não sabia numerar, a enumeração dos sete dias,
pode ser que foi feita acendendo diariamente mais uma vela no
candelabro de sete braços, o qual estava no primeiro grande
Templo de Jerusalém.

Os rituais religiosos do Sábado são como segue:

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As sinagogas têm um curto serviço público perto do pôr do sol
na sexta-feira, mas isso é secundário referente ao serviço
familiar no lar. Na ceia, com um par de velas, o vinho é servido,
e, de costume, dois pães, tudo num limpo pano branco. A mulher
da casa cobre seus olhos quando acende as velas e profere uma
benção. Cobrir seus olhos pode ser uma indicação de que essas
luzes são para celebração, não para iluminar o quarto. Os dois
pães podem representar a quantidade dupla de maná que os
hebreus coletavam no deserto de Sinai no dia antes do Sábado,
assim que não precisavam sair para colher no dia de repouso. O
pano limpo, as velas, a comida a melhor possível – tudo isso
marca o dia. Na Polônia, antes da Segunda Guerra Mundial,
milhões de judeus viviam na horrível pobreza do shtetl (uma
aldeia pequena). Tinham muito poucos alimentos, poucas velas,
e pouco o que estava limpo. Tudo de melhor estava muitas
vezes salvado para a ceia do Sábado.

A benção de abertura das vésperas do Sábado pode ser


traduzida como "Agradecemo-Te, Senhor, nosso Deus, Rei do
universo, Que nos santificas com Teus mandamentos e ordens
de acender as luzes do Sábado." Seguem mais duas outras
benções, uma para o vinho, outra para o pão (ou seja para os
alimentos em geral).

O coração de orações judaicas é sempre uma mistura de


agradecimento e louvor para o Autor de todas as benções.
Depois da refeição há mais benções, cantos de louvor e canto
de passagens dos Salmos. O líder pode ser qualquer homem ou
mulher, mas de costume é o pai ou a mãe da família. De acordo
com um mando da Toráh, os judeus são tidos para ser uma
Nação de Sacerdotes, assim que qualquer adulto(a) pode
prestar qualquer serviço religioso. Nas modernas Congregações
progressivas, a mulher pode conduzir qualquer serviço, mas os
judeus ortodoxos não permitem isso nas suas Congregações.

Os maiores rituais da semana tomam lugar na manhã do


Sábado. Entre as orações prescritas, uma parte da Toráh é lida
de alta voz à congregação, seguida por uma parte dos livros
posteriores à Tanack e B'rit Hadashah (Bíblia Hebraica e Novo
Testamento Judaico). Nestes serviços, os homens todos
cobrem a sua cabeça e vestem um xale franjado, chamado de

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talít. Nas mais ortodoxas congregações, todas as funções e o
cantar são exercidas por homens, mas mulheres tomam o seu
lugar nas mais progressivas e modernas assembléias. As
coberturas para a cabeça e as leituras bíblicas, em grande
parte, podem ser traçadas claramente aos dias quando Ezra
conduziu os exilados de volta de Babilônia a Jerusalém, cerca
600 anos antes da Era Comum.

O trabalho está proibido neste dia, mas não há definição clara


do que é trabalho. Alguns proíbem carregar dinheiro, ou o
gastar, ou andar de veículo. Outros tentam a excluir a labuta
diária e o ganho da sua vida. Falar com a família, visitar
parentes, estudo da Bíblia – tudo isso é conveniente para o dia
sagrado. Alguns judeus jogam jogos alegremente ou escrevem
cartas, enquanto outros pode ser que vejam tais actividades
como contrárias ao espírito do dia. Certamente é entendido
como uma pausa na labuta diária e da procura e encontro duma
intimidade quase exclusiva com D'us.

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e bem-estar

DÍZIMO

Amigos e Irmãos em Yaohúshua, quero


falar-vos do desequilíbrio de um equilíbrio:
em Ciência política como na Teologia
existem os famosos "Três"; naquela, os da
direita, os da esquerda e os do centro;
nesta, as linhas de pensamento
contemporânea, moderada, e
conservadora. Aqueles que defendem a
Linha de Pensamento Conservadora (os
formalistas), afirmam que o dízimo foi
coisa do passado, coisa da Lei. Os que
defendem a Linha de Pensamento

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Contemporânea (os liberais), fugindo dos
princípios básicos fundamentalistas da
hermenêutica bíblica, afirmam ser o
dízimo o requisito da Lei para manter
minimamente o sustento Sacerdotal. Eles
afirmam: ―não estamos debaixo da Lei e
sim da Graça, debaixo da medida bem
sacudida e bem recalcada.― O dízimo para
eles é figurativo na quantia e na virtude: o
dízimo pode ser dez, vinte ou cinquenta
por cento da receita, do tempo ou dos
talentos individuais, dependendo sempre
quem seja o recipiente! Entretanto, os que
aceitam a Linha de Pensamento Moderada
(os fundamentalistas), entendem que a
virtude do dízimo está na fidelidade da sua
contribuição e do seu valor biblicamente
estipulado. E sabem eles, que, sendo os
crentes obedientes à Palavra, Deus os fará
prosperar materialmente e
espiritualmente. E desta prosperidade, ele
dará livremente os dízimos sagrados e
contribuirá com as ofertas alçadas para o
engrandecimento do Reino de Deus e a
propagação do Evangelho.

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A Linha de Pensamento Conservadora:
temerosos [prudência cristã calvinista ou
arminiana mais a cúria católica ou
ortodoxa] de ensinarem e
praticarem Malaquias 3:10 — ―Trazei todos
os dízimos à casa do tesouro, para que
haja mantimento na minha casa...‖;
alegam que este ensino foi restrito à
época vetero-testamentária.

A Linha de Pensamento Contemporânea:


depois da década de sessenta, os anos
das grandes mudanças de costumes e
doutrinas da igreja ocidental, tenho
contemplado muita Teologia boa na linha
de pensamento contemporâneo mas
também Teólogos a contemporizar e a
ceder a horrores: à manipulação dos fiéis
quanto à contribuição para a obra do S-r.
Uns assolapam os crentes com
intimidações tais que os deixam
apavorados, pensando que já estão
condenados por pecados imperdoáveis;
outros, com chicotes e anestésicos
prometem aos leigos cura interior, uma
melhor família, carro e casa nova, retorno
dobrado do investimento. Nesta guerra
atroz e apelação insane por parte dos

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exploradores de recursos financeiros das
igrejas, muitos têm perdido fundos da
bolsa de valores, casas, jóias e amigos —
tudo em nome de Deus, e escudados no
Dízimo Sagrado! Entretanto, outros vão
mais a fundo do abismo, e, à guisa de uma
nova revelação, trazem doutrinas infernais
afim de amedrontarem os crentes,
colocando-os em verdadeiras camisas de
força:

A maldição hereditária: os pregadores da


Confissão Positiva afirmam que um
indivíduo que tenha problemas com
adultério, álcool, pornografia, câncer ou
crise financeira, os têm porque ele herdou
de algum antepassado que teve problemas
nestas áreas, ou pela negligência da
devolução do dízimo! Sendo assim, o
antepassado passou aquela maldição,
como que por genes espirituais para seus
descendentes. Por isso, continuam eles, o
descendente deve pedir ajuda ao Espírito
Santo para lhe revelar em quem a
maldição teve início, afim de pedir perdão
pelo antepassado, voltar a depositar o
dízimo no tesouro da igreja ou nas mãos

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de um ministério, e ter a maldição
quebrada.

O texto bíblico mais utilizado pelos


propagadores liberais desta doutrina é o
de Êxodo 20:4-6; Ml 3:10 e Joel 2:25-26,
onde Moshé (Moisés) escreveu sobre o
mandamento que condena a prática da
idolatria; Malaquias admoestou ao povo
para não serem negligentes quanto ao
dízimo; e, Ioêl (Joel) trouxe uma
mensagem orientada ao arrependimento. É
bom notar, que os textos em epígrafe
falam claramente de idolatria e não de
adultério, cancro/câncer ou de qualquer
outra enfermidade em forma explícita; de
fechamento das janelas dos céus, em
represália à negação do dízimo por parte
do povo de Deus, não de espíritos imundos
invadindo a sua terra; de libertação de
praga de gafanhotos sobre as suas
plantações e não do assédio de legiões de
demónios para destruir as propriedades,
saúde ou a vida espiritual do povo de
Deus! Tão pouco oferece qualquer base
explicíta para a doutrina de transmissão
hereditária de maldições. Entretanto, e por
outro lado, sabemos, pela lei da

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semeadura estabelecida pelo Eterno (Ex
20:5; Gl 6:7), que, sempre quando
desobedecemos à sua Palavra, somos
objectos do efeito desse pecado; mas
quando nos arrependemos, somos
agraciadamente livres de qualquer
maldição! Estas verdades já foram
preconizadas pelos profetas no Antigo
Testamento/Antigo Encontro (Tanack),
quando afirmaram: "Os Pais comeram uvas
verdes, e os dentes dos filhos se
embotaram... nunca mais direis este
provérbio... Eis que todas as almas são
minhas... a alma que pecar, essa morrerá"
(Ez 18:2-4); "De maneira que cada um de
nós dará conta de si mesmo a D'us" (Rm
14.12). Novamente, aqui, a lei da recíproca
é verdadeira: Hizquiáhu (Ezequias) foi um
homem temente a D-s, e o seu filho
Menashé (Manassés), um pueril idólatra;
Ahas (Acaz) foi um abominável Rei, mas
isso não fez de Hizquiáhu (Ezequias), o seu
filho, um idólatra ou pecador abominável,
mas um Crente temente a D-s!

O profeta Ioêl (Joel) em evidência: o texto


de Joel 1:4 — ―O que ficou da lagarta, o
comeu o gafanhoto, e o que ficou do

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gafanhoto o comeu a locusta, e o que ficou
da locusta o comeu o pulgão‖ — é o
preferido para a nova doutrina
dos Teólogos que acreditam que D-s lhes
deu uma nova revelação, uma nova unção
e uma nova visão; e amedrontam os
Crentes leigos arminianos, afirmando que
os gafanhotos referidos na mensagem
profética de Joel são exércitos de
demónios ferozes, anjos caídos que estão
ao derredor dos que não dizimam para
destruírem a sua paz, a sua família e os
seus bens, e que o único poder capaz para
repreender estas hostes, chama-se o
dízimo!

Outra interpretação numa perspectiva de


desconstrucionismo: os três únicos
capítulos do livro de Ioêl (Joel)
estabelecem um resumo do passado,
presente e futuro de Israel: um passado de
fracassos, um presente de dores e um
futuro de vitórias. Nesse passado de
fracasso, D-s instigou ao povo com várias
pragas a fim de se arrependerem da sua
nefasta ingratidão — tinham templo novo,
cidade reconstruída, terra frutífera, novo
horizonte na preparação do advento do

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Messias — mas o povo sentou-se a comer,
a beber e a folgar. Uma das maldições
seria que as suas plantações seriam
destruídas por uma praga de gafanhotos
afim de que se acabasse o vinho das suas
festas; a comida das suas glutonarias e a
paz para os dias de profundo sono e
preguiça nacional! O terrível instrumento
de punição seria o gafanhoto, segundo
havia profetizado Mosheh (Moisés) (Dt
28:38,39) — um insecto provido de
aparelho bucal mastigador, asas dobradas
longitudinalmente e pernas posteriores
mais desenvolvidas, adaptadas para seu
tradicional salto — em seus quatro
estágios de vida: lagarta, pulgão, locusta e
gafanhoto:

Lagarta – palmerworm – gazan, é o


primeiro estágio do gafanhoto em si,
recém saído do ovo, no seu perfil
embrionário, o qual, pelo processo
acidulante suga as proteínas das

10
folhas das plantações, deixando-as
enodoadas e ressequidas.

Pulgão – caterpillar – hasic, é o


segundo estágio desse bonito, mas
perigoso herbívoro, que mudando sua
casca começa lentamente comer as
primeiras polpas das folhas das
plantações.

Locusta – cankerworm – yelek, é o


terceiro estágio da metamorfose do
gafanhoto, no qual suas pernas e
pequenas asas já aparecem e, pulando
de folha em folha, já pode fazer um
grande estrago, comendo as folhas de
cada planta, deixando apenas isenta
seus tentáculos.

Gafanhoto – locust – arbeh, é o quarto,


último e perigoso estágio do que nós
conhecemos como gafanhoto, tendo já
uma pele nova, as pernas firmes e asas
desenvolvidas. E, em exército, eles
pulam e voam em alta velocidade, e
sua capacidade devoradora das folhas,
flores e tentáculos é de
incomensurável poder.

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A Linha de Pensamento Moderada:
presencia-se os humildes trabalhadores e
as pobres viúvas trazerem os seus dízimos
aos cultos de Santa Ceia; vê-se os
Pastores das pequenas Igrejas do interior
dizimarem fielmente daquilo que
amoravelmente lhe ofereceram; observa-
se que os irmãos ricos, não tendo como
contabilizar os seus lucros mensais,
lançarem mãos da sua renda anual, dividir
por dozes, e entregarem o dízimo no culto
mensal de doutrina de sua igreja local.
Sem murmuração ou questionamento,
todos felizes por obedecerem à Palavra de
D-s. Os crentes tidos como moderados
aceitam que a virtude do dízimo está
explicitamente na fidelidade da sua
contribuição e do seu valor biblicamente
estipulado. Sabem eles, que, sendo
obedientes às Escrituras, Deus os fará
prosperar materialmente e
espiritualmente. Desta prosperidade, ele
dará livremente os dízimos (Lv 27:30-32;
Dt 14:23; Ml 3:10; 2 Cr 31:6; Mt 23:23 e Hb
7:9) e as ofertas (2 Co 16:2) para o
engrandecimento do Reino de D-s aqui na
terra.

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Neste presente Século de
desenvolvimento, entretanto, os crentes
entregam dez por cento da sua renda bruta
(deduzidos dela apenas o seguro social e
outros deveres: dez por cento da renda
bruta, após descontados os impostos de
seguros sociais, subsídio de alimentação,
o valor entregue aos pais ou a outro
familiar ou amigo/instituição [se for
caridade sincera e não hipócrita: mentir ao
'Rukha-Yaohu, Espírito Santo]), as suas
ofertas alçadas, os quais são utilizados no
sustento pastoral, na compra de edifícios,
na manutenção das instalações, no envio
de missionários e no apoio de programas
de ensino acadêmico e congregacional,
evangelístico e assistência social. No
tempo presente os crentes sentem-se na
obrigação de obedecerem à Palavra de D-
s. Portanto, o primeiro princípio que leva
os crentes a dizimarem é o da obediência
às Escrituras Sagradas, uma vez que ela é
norma de conduta e fé de todos cristãos; o
segundo, é o do reconhecimento, em saber
que somente D-s, e unicamente ele, é
responsável pelo sol e a chuva, pela água
e a terra, pelo crescimento e frutificação

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de todos os pomares do mundo; e o
terceiro, é o do agradecimento, em saber
que não merecíamos nada, e ele nos deu
tudo! Não dizimamos para sermos
abençoados, o fazemos porque já o somos;
não dizimamos para fazermos pseudos
negociatas com Deus, porque ele é santo e
seu povo também o é; não dizimamos
temendo que nenhuma legião de demónios
venha nos atacar, porque delas D-s dará
ordem aos seus anjos para nos proteger!

Os gafanhotos do texto de Jl 1:4 e Dt


28:38 não são quatro tipos diferentes, e
sim, quatro fases distintas de
metamorfose do inseto ortópteros.

As quatro fases dos gafanhotos do texto


do profeta Joel não se referem a
demónios, nem na interpretação literal
ou simbólica fundamentalista ou
moderada das Escrituras. Destarte, em
lugar nenhum da B'rit Hadashah
[NT/NE] há evidências claras [somente
implícitas e nunca para os
predestinados/eleitos] de que os
gafanhotos sejam demónios
incorporados, ou que estes tenham

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domínio sobre o povo de Deus, quando
ela mesma afirma que "o pecado não
terá domínio sobre vós" ; que "as
armas da nossa milícia não são
carnais, mas sim poderosas em D'us,
para destruição das fortalezas" ;
"porque maior é o que está em vós do
que aquele que está no mundo" ; e,
finalmente, ela nos exorta que
devemos nos submeter a D-s, resistir
ao Diabo, ―e ele fugirá de vós‖ (Rm
6:14; 2 Co 10:4; 1 Jo 4:4; Tg 4:7).
Entretanto, quando D-s quer privar o
Crente de qualquer bênção, ele ordena
ao céu para que retenha a chuva;
ordena às árvores que não produzam; a
Faraó que endureça o coração; aos
gafanhotos que comam os frutos das
plantações; e que o pneu do carro do
Irmão negligente no dízimo, baixe em
plena estrada alfaltada. Porque todas
as coisas contribuem para o bem
daqueles que amam a D-s (Rm 8:30)!

Não existem bases bíblicas nem históricas


para a alocação de certas hierarquias
angelicais da maldade aos governos, às
regiões geográficas ou a agrupamentos

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demográficos. Certo é, que o
gerenciamento dos anjos caídos é
responsabilidade de Satanás, que o seu
Reino está prestes a se dividir e ruir, que
todos serão julgados por YAOHÚSHUA e a
Igreja glorificada, e que por fim, serão
RENOVADOS A PARTIR DE UMA NOVA
HOMBRIDADE [Jürgen Moltmann:
http://www.scribd.com/doc/6482501/A-
ASSINATURA-DE-JESUS-Brennan-
Manning]. Nada mais nada menos
interessa aos cristãos — ―As coisas
encobertas são para o Senhor nosso Deus;
porém as reveladas são para nós...‖ (Dt
29:29)! Não existe qualquer inferência
bíblica que designe a classificação
angelical de Efésios 6:12 — ―Porque não
temos que lutar contra a carne e o sangue,
mas sim contra os principados, contra as
potestades, contra os príncipes das trevas
deste século, contra as hostes espirituais
da maldade, nos lugares celestiais‖ —
como sendo responsável por determinadas
escalas de maldições, como se Deus
tivesse uma subordinação administrativa à
estes espíritos imundos! É bom sempre
lembrar que onde está o cadáver ai está

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as aves rasteiras! Deus abre portas, Deus
fecha portas. Ele é soberano! Chegou o
tempo de cuidarmos com a proliferação
irresponsável das chamadas nova unção,
nova revelação e nova visão. Existe
apenas uma unção, a do Espírito (1 Jo
2:27); uma revelação, a de Deus ( 1 Co
2:10); uma visão dos campos brancos, a de
Cristo (Jo 4:35)! E elas são tão antigas
quanto a eternidade (Hb 1:14; Sl 119:89)!

Todos os crentes que interpretam o dízimo


para os dias hodiernos, são estimulados a
entregarem os seus dízimos (dez por cento
da renda bruta, após descontados os
impostos de seguros sociais, subsídio de
alimentação, o valor entregue aos pais ou
a outro familiar ou amigo/ou instituição
ONG ou governamental [caridade
realmente sincera]), seja ele baptizado ou
não, membro aderente ou efectivo daquela
Igreja — ―Trazei todos os dízimos à casa
do tesouro, para que haja mantimento na
minha casa...‖ (Ml 3:10). Os Pastores de
tempo integral ou não, são compelidos a
pagarem o dízimo, o que as Escrituras se
referem como dízimo do dízimo — ―Quando
receberes os dízimos dos filhos de Israel,

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que eu deles vos tenho dado em vossa
herança, deles oferecereis uma oferta
alçada ao S-r; os dízimos dos dízimos‖ (Nm
18:26; Ne 10:37).

Os que defendem a Linha de Pensamento


Conservadora (os formalistas históricos)
argumentam: DÍZIMO É UMA OBRIGAÇÃO DO
CRISTÃO?

Será que o dízimo é neotestamentário? O dízimo


obrigatório condiz com os cristãos que estão hoje na
GRAÇA de Deus, livres do jugo da Lei?

A resposta inicial é a seguinte: Nenhum texto do


Novo Testamento contém algum mandamento que
nos ordena a pagar dízimos nas igrejas. As falsas
interpretações de textos destinados aos que viviam
ou vivem sob a Lei é altamente interessante para
aqueles que têm interesse nos dízimos: os líderes
eclesiásticos que enfatizam este aspecto para
enriquecerem às custas desta falsa doutrina.

Temos que nos conscientizar que estamos vivendo


hoje debaixo da Graça. Aqueles que intimidam os
crentes para darem o dizimo obrigatório usam a
sobejo Malaquias 3:8-11: "Roubará o homem a
Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te
roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós
sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim
me roubais, sim, vós, esta nação toda. Trazei todos
os dízimos à casa do tesouro, para que haja

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mantimento na minha casa, e depois fazei prova de
mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir
as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal
bênção, que dela vos advenha a maior abastança.
Também por amor de vós reprovarei o devorador, e
ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a
vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do
tempo, diz o Senhor dos exércitos".

Este texto é terrível. Mete medo realmente. Chama


os não dizimistas de ladrões, promete maldições,
fala do devorador e manda o povo fazer prova de
Deus. Esta linguagem é flagrantemente do Velho
Testamento e da Lei. É a mesma linguagem do
apedrejamento dos adúlteros e dos rebeldes.

No Novo Testamento a linguagem muda


completamente e os adúlteros e rebeldes
arrependidos em lugar de serem apedrejados são
perdoados e passam a viver em novidade de vida.

Os que utilizam o argumento do dízimo obrigatório


de Malaquias 3 parece que jamais leram o Novo
Testamento que nos mostra claramente que o
devorador foi vencido em nossa vida, independente
de dízimos. Veja o que nos mostra o Novo
Testamento:

1) Já estamos abençoados - Efésios 1:3 - "Bendito


seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o
qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais
nas regiões celestes em Cristo".

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2) O devorador já foi derrotado - Hebreus 2:14 -
"Portanto, visto como os filhos são participantes
comuns de carne e sangue, também ele
semelhantemente participou das mesmas coisas,
para que pela morte derrotasse aquele que tinha o
poder da morte, isto é, o diabo".

3) O devorador (o maligno) não pode nos tocar, em


nosso bens, nem em nossa casa - Isto é doutrina
falsa neopentecostal. Os pentecostais verdadeiros
não ensinam esta doutrina. Vemos a evidência desta
verdade em I João 5:18: "Sabemos que todo aquele
que é nascido de Deus não vive pecando; antes o
guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não
lhe toca".

4) Já não há condenação - Romanos 8:1 - "Agora,


pois, já nenhuma condenação há para os que estão
em Cristo Jesus".

5) Já não há acusação - Romanos 8:33 - "Quem


intentará acusação contra os escolhidos de Deus"?

6) Já não há mais maldição - Gálatas 3:13 - "Cristo


nos resgatou da maldição da Lei".

7) Já não há mais dívida - Colossenses 2:14 - "...e


havendo riscado o escrito de dívida".

8) Já não há juízo - João 5:24 - "Quem ouve a minha


palavra, e crê naquele que me enviou tem a vida
eterna e não entra em juízo".

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9) Já não há sacrifício, porque o verdadeiro sacrifício
já foi realizado - Hebreus 10:14 - "Porque com um
único sacrifício nos aperfeiçoou para sempre".

10) Temos um fiador para com qualquer dívida ainda


existente - Hebreus 7:22 - "De tanto melhor pacto
Jesus foi feito fiador".

11) Temos um mediador - Hebreus 9:15 - "E por isso


é mediador de um novo pacto".

12) E se qualquer dúvida ainda existir, temos um


advogado - I João 2:1 - "Temos um advogado para
com o Pai, Jesus Cristo, o justo".

13) Não precisamos mais fazer prova de Deus - I


Coríntios 10:9 - E não ponhamos o Senhor à prova
como alguns deles o fizeram e pereceram pelas
mordeduras das serpentes.

Um dos textos mais usados pelos interessados em


dízimos é Mateus 23:23: "Ai de vós, escribas e
fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã,
do endro e do cominho, e tendes omitido o que há
de mais importante na lei, a saber, a justiça, a
misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis
fazer, sem omitir aquelas".

Ao utilizarem este texto os cultores dos dízimos


estão colocando em pé de igualdade os eleitos de
Deus, nascidos de novo, lavados e remidos pelo
sangue de Cristo, com os escribas e fariseus
hipócritas! Não é uma aberração?

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Quando Jesus disse que eles deveriam fazer estas
coisas, estava simplesmente enfatizando o seguinte:
vocês, escribas e fariseus hipócritas, que vos gloriais
na Lei, cumpram a Lei de vocês, mas não se
esqueçam que para Deus o mais importante não é
isto, mas é a justiça, a misericórdia e a fé.

Este texto de modo algum pressupõe que os crentes


tem que cumprir os mesmos ditames da Lei que os
escribas e fariseus ainda estavam cumprindo e
ainda cumprem até os dias de hoje. Outro texto
muito usado é Hebreus 7:1-8 - "Porque este
Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus
Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando
este regressava da matança dos reis, e o abençoou,
a quem também Abraão separou o dízimo de tudo
(sendo primeiramente, por interpretação do seu
nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém,
que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem
genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de
vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus),
permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois,
quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão
deu o dízimo dentre os melhores despojos. E os que
dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm
ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo,
isto é, de seus irmãos, ainda que estes também
tenham saído dos lombos de Abraão; mas aquele
cuja genealogia não é contada entre eles, tomou
dízimos de Abraão, e abençoou ao que tinha as
promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é
abençoado pelo maior. E aqui certamente recebem

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dízimos homens que morrem; ali, porém, os recebe
aquele de quem se testifica que vive".

Este texto mostra claramente que Abraão, antes da


Lei deu dízimos para Jesus. O argumento é que nós,
sendo filhos de Abraão, que é o pai da fé e que deu
dízimos antes da Lei ser instituída, também
devemos dar dízimos a Jesus, como Abraão o fez.

Abraão também teve mais de uma mulher ao mesmo


tempo e mentiu. O cristão jamais pensaria em fazer
tais coisas. Naquele tempo os dízimos eram dados
pela população aos soberanos. Ele deu dízimos
mostrando sua condição de vassalo diante do
Soberano Supremo.

Se o dízimo fosse uma instituição cristã, haveria


referências a ele em todo o Novo Testamento.

Mas, como é a verdadeira maneira de um cristão


contribuir?

Antes de qualquer coisa, segundo o que o Novo


Testamento classifica como a verdadeira religião, eis
o principal destino das contribuições de um cristão:
Tiago 1:27 - "A religião pura e imaculada diante de
nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as
viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da
corrupção do mundo".

Depois, ajudando não a Presidentes de Igrejas para


as suas viagens nacionais e internacionais e as suas
hospedagens luxuosas, mas ajudando aqueles que

23
vivem ensinando a Palavra, conforme I Timóteo
5:17: "Os anciãos que governam bem sejam tidos
por dignos de duplicada honra (ou remuneração),
especialmente os que labutam na pregação e no
ensino" e Gálatas 6:6: "E o que está sendo instruído
na palavra, faça participante em todas as boas
coisas aquele que o instrui". Outra tradução diz:
"reparta de todos os seus bens com aquele que o
instrui".

Resumindo, quais as principais finalidades das


contribuições dos cristãos? Ajudar aos órfãos e
viúvas e aos que ensinam a Bíblia com propriedade.

Como foi que o apóstolo Paulo mandou contribuir:


"Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós
também o mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia.
No primeiro dia da semana cada um de vós ponha
de parte o que puder (não 10%), conforme tiver
prosperado, guardando-o, para que se não façam
coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado,
mandarei os que por carta aprovardes para levar a
vossa dádiva a Jerusalém". - I Coríntios 16:1-3.

Veja que não ficaria na igreja local para pagamento


de algum Chefe, mas seria para os Cristãos
necessitados. O problema hoje é que se necessita
de muito dinheiro para fazer templos luxuosos, o que
não é bíblico.

"Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia


levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre
os santos que estão em Jerusalém. Isto pois lhes

24
pareceu bem, como devedores que são para com
eles. Porque, se os gentios foram participantes das
bênçãos espirituais dos judeus, devem também
servir a estes com as materiais". - Romanos
15:26,27.

Mostrarei, a seguir, vários textos que falam sobre a


verdadeira índole de um Diácono ou de um
Presbítero, ou Bispo (Pastor) do Novo
Testamento/Encontro.

I Timóteo 6:10,11:"Porque o amor ao dinheiro é raiz


de todos os males; e nessa cobiça alguns se
desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos
com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge
destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o
amor, a constância, a mansidão".

I Timóteo 3: 8: "Da mesma forma os diáconos sejam


sérios, não de língua dobre, não dados a muito
vinho, não cobiçosos de torpe ganância".

Tito 1:7-11: "Pois é necessário que o bispo seja


irrepreensível, como despenseiro de Deus, não
soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem
espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas
hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso,
temperante; retendo firme a palavra fiel, que é
conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto
para exortar na sã doutrina como para convencer os
contradizentes. Porque há muitos insubordinados,
faladores vãos, e enganadores, especialmente os da
circuncisão, aos quais é preciso tapar a boca;

25
porque transtornam casas inteiras ensinando o que
não convém, por torpe ganância".

Veja que os principais insubordinados que viviam a


ensinar coisas erradas por torpe ganância (ou para
ganhar dinheiro), era os da circuncisão, ou seja os
judeus que tinham se "convertido", mas ainda
estavam com toda aquela idéia de dízimo para os
levitas.

Sejamos muito claros. Vou escrever com letras bem


grandes para que você entenda que não somos
judaizantes: NÃO EXISTEM LEVITAS NO NOVO
TESTAMENTO! Esta dispensação já passou.
Estamos na Graça.

Veja o que diz Hebreus 13:5: "Seja a vossa vida


isenta de ganância, contentando-vos com o que
tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei,
nem te desampararei".

Veja o que diz I Pedro 5:1-3: "Aos anciãos (ou


presbíteros, ou pastores), pois, que há entre vós,
rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos
sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se
há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que
está entre vós, não por força, mas espontaneamente
segundo a vontade de Deus; nem por torpe
ganância, mas de boa vontade; nem como
dominadores sobre os que vos foram confiados, mas
servindo de exemplo ao rebanho".

Quando um Pastor Presidente de uma grande Igreja

26
viaja para a Europa e Israel, com o pretexto de
visitar os lugares onde YAOHÚSHUA (Jesus)
pregou, junto com 18 pessoas da sua família, com
tudo pago com dízimos e ofertas de viúvas e
lavadeiras, além, é claro, dos dízimos dos magnatas
da sua Igreja que gostam de contribuir para serem
vistos, iguais aqueles fariseus que Jesus mostrou no
templo, por acaso ele não está enquadrado no que
diz Isaías 10:2: "para privarem da justiça os
necessitados, e arrebatarem o direito aos aflitos do
meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem
os órfãos"! e no que diz Mateus 32:14: "Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as
casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas
orações; por isso recebereis maior condenação".

Quer ver um texto em que os dízimos são mais


castigos do que bênçãos? Leia I Samuel 8:11-17: "E
disse: Este será o modo de agir do rei que houver de
reinar sobre vós: tomará os vossos filhos, e os porá
sobre os seus carros, e para serem seus cavaleiros,
e para correrem adiante dos seus carros; e os porá
por chefes de mil e chefes de cinqüenta, para
lavrarem os seus campos, fazerem as suas colheitas
e fabricarem as suas armas de guerra e os
petrechos de seus carros. Tomará as vossas filhas
para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o
melhor das vossas terras, das vossas vinhas e dos
vossos olivais, e o dará aos seus servos. Tomará e
dízimo das vossas sementes e das vossas vinhas,
para dar aos seus oficiais e aos seus servos.
Também os vossos servos e as vossas servas, e os
vossos melhores mancebos, e os vossos jumentos

27
tomará, e os empregará no seu trabalho. Tomará o
dízimo do vosso rebanho; e vós lhe servireis de
escravos".

Assim agiam os reis daquele tempo e assim agem


os dominadores dos rebanhos hoje.

Não escrevi tudo isto porque não gosto de contribuir,


nem porque tenho algo contra algum guardião de
templos. Escrevi, porque creio que é a verdade.
Escrevi porque vejo muita distorção nos sistemas de
contribuições que existem hoje. Escrevi porque vejo
pessoas ganhando salário mínimo e dando 10%
desse minguado salário porque estão "fazendo
prova de Deus".

Não precisamos mais fazer prova de Deus. Ele já


nos abençoou com toda sorte de bênçãos, já
destruiu o devorador, já pagou nossa dívida, já nos
libertou da opressão da Lei. Somos livres para
contribuir com aquilo que o Senhor colocar em
nossa coração e conforme a nossa prosperidade,
principalmente para ajudar aos necessitados e para
ajudar aqueles que vivem ensinando a Palavra, não
para aqueles que vivem utilizando o dinheiro dos
fiéis para seu luxo.

O dízimo só surgiu entre os cristãos no século VI


d.C. No Ocidente, a partir da Idade Média, o direito
eclesiástico ocupou-se fartamente dos dízimos, tema
de vários concílios regionais ou ecuménicos da
Igreja Católica Romana. Entre os Cristãos
Ortodoxos, no entanto, a prática não prosperou.

28
Entre os Judeus, o costume de pagar dízimos
manteve-se, apesar das invasões estrangeiras.
Depois de esmagada a última revolta contra o
domínio romano, a Palestina foi esvaziada da sua
população e o judaísmo se espalhou pelo mundo.
Posteriormente, o dízimo passou a ser cobrado em
dinheiro e perdeu o caráter de contribuição decimal.
Foi substituído por um conjunto de doações, em
princípio voluntárias, com fins de culto, previdência
social e beneficência.

Nos primórdios do cristianismo não havia dízimo,


mas doações voluntárias com fins caritativos
denominadas oblações. No século VI, com o
desmoronamento do sistema de cobrança de
impostos do Império Romano do Ocidente, a igreja
católica transformou as oblações em dízimos. Eles,
entretanto, passaram a ser utilizados também pelos
senhores feudais e nobres, que atuavam muitas
vezes como intermediários na cobrança.

A redução de arrecadação foi compensada pela


Igreja Católica com os chamados direitos de pé-de-
altar, taxas cobradas por baptismos, casamentos,
serviços fúnebres e comunhão pascal. Tais práticas
promoveram a secularização dos dízimos, que foram
desviados da sua finalidade original. A Igreja
concedeu a alguns Soberanos o direito de cobrança
de parte dos dízimos, a partir do século XII. No
século XVIII, com a revolução francesa, esse
imposto foi progressivamente abolido.

29
Nos países europeus onde ocorrera a Reforma
protestante, o dízimo continuou a ser cobrado pelas
novas Igrejas oficiais. Em certos países, católicos ou
protestantes, era cobrado também dos dissidentes.
Com a abolição do dízimo na França e a partir daí,
progressivamente, nos demais países europeus, o
Estado achou outras formas de compensação às
igrejas.

No Brasil colonial, os dízimos pertenciam à Ordem


de Cristo, a quem a Santa Sé os concedera
implicitamente, ao conferir-lhe jurisdição sobre as
terras conquistadas e a conquistar nas regiões
ultramarinas, de acordo com bulas papais do século
XV. Inicialmente, o dinheiro arrecadado mal cobria
os gastos do clero, mas, com o impulso do açúcar
no século XVI, o dízimo tornou-se uma das maiores
fontes de arrecadação da colónia. Também aqui o
dízimo era secularizado e a coroa portuguesa
repassava para a igreja apenas uma parte dos bens
recolhidos. O dízimo eclesiástico não se confunde
com a dízima, imposto civil também de um em dez,
cobrado no Brasil imperial.

Os dízimos continuaram a ser cobrados durante o


primeiro reinado, mas, no decorrer do século XIX,
foram sendo progressivamente substituídos por
impostos civis. Em 1890, com a separação da igreja
e do estado, extinguiram-se em definitivo no Brasil.
Os direitos de pé-de-altar permaneceram e as
oblações tornaram-se generalizadas.
Posteriormente, a Igreja Católica procurou substituir
as coletas por doações mensais voluntárias, sem

30
caráter decimal.

Entre os evangélicos, contudo, essa prática continua


até os dias de hoje.
Sobre o Autor
Paulo de Aragão Lins é escritor, poeta, teólogo, phd em Filosofia, Psicanalista,
Comendador e Erudito em Exposição Bíblica. Tem 67 anos e tem sido conferencista
internacional em 30 países e em todos os estados brasileiros. Aceita convites para
conferências em igrejas e entidades outras pelo E-Mail proflins@yahoo.com.br.

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e bem-estar

Quem era Jesus?

Com 33 anos, "Jesus Cristo era um homem


como outro homem". Com "os traços
físicos de um judeu, de olhos cinzentos e
cabelos pretos e não loiro de olhos azuis",
afirma o teólogo Joaquim Carreira das
Neves. Os erros de representação da
figura de Cristo são, na sua opinião,
habituais porque "a Igreja se serviu dos
seus pintores para o representarem à
maneira ocidental, anglo-saxónica".

Pelo facto de não haver fotografias de


Cristo, "não se sabe se era bonito ou feio",
lembra Carreira das Neves. "A B'rit
Hadashah ou o Novo Testamento
grego não descreve fisicamente os seus

31
heróis, mas sabemos que, por volta dos 30
anos, Jesus era um homem cheio de
saúde", diz. No entanto, para adivinhar os
seus traços físicos, "basta pensar num
judeu e num árabe, porque entre um e
outro encontram-se os traços que terá
tido", explica.

Um dos erros mais frequentes na


descrição da sua vida é, de acordo com o
teólogo, "a ideia de que era pobre". Isto
porque "Jesus vivia no seio de uma família
de classe média", afirma. O seu pai, José,
terá mesmo sido carpinteiro "Trabalhava a
madeira, um material mais digno do que o
ferro."

Da infância e da juventude de Jesus Cristo


não há registos. "O que sabemos é aquilo
que aconteceu depois de completar 27
anos", conta Carreira das Neves. "É um
facto que foi baptizado e discípulo de São
João Baptista, e que continuou a sua obra
depois de este ter sido preso", diz Carreira
das Neves.

"Do que há certeza é de que foi


crucificado", avança o teólogo. Porque

32
"todos os crucificados eram malditos, ele
era um maldito, amaldiçoado por causa da
nossa maldição, para retirar de nós o
pecado", explica.

De acordo com Carreira das Neves, é


também certo que Jesus Cristo foi
flagelado "Condenaram-no por ser
blasfemo, porque perdoou pecados, porque
fez milagres ao sábado e porque era
contra a lei do divórcio." Na base da sua
condenação esteve também "o facto de
ter pregado o reino de Deus". Por isso,
"não foi condenado por ser malfeitor",
assegura.

Carreira das Neves condena "tanto


romance e tanta ficção" à volta da figura
de Cristo. Na sua opinião, livros como o
Código Da Vinci têm sucesso porque há
neles "um Jesus feito à imagem e
semelhança das pessoas".

Essa procura não faz sentido, pensa o


teólogo, que tece duras críticas aos livros
de Paulo Coelho - escritor brasileiro, autor
de Brida e O Alquimista -, por considerar
que "não têm dignidade e que as pessoas

33
que o lêem estão demasiado voltadas para
um Deus feminino".

Ficção é também, na sua opinião, "o que


se diz por aí das viagens que Jesus Cristo
terá feito e dos anos que terá vivido no
Nepal ou na China". Segundo Carreira das
Neves, "não temos fontes que nos
garantam que estudou ciência mágica,
como se diz".

Os dados biográficos que existem de


Cristo são poucos "As cartas de São Paulo
são um dos registos mais fiéis que temos,
mas São Paulo não se interessou pela
pessoa histórica de Jesus, mas pela sua
obra." Por essa razão, "não conseguimos
dizer com certeza se era bonito, feio,
inteligente, ou como era o seu cabelo".

Para explicar às crianças a vida de Jesus


Cristo "é preciso muita pedagogia",
considera Carreira das Neves. Isto porque
"habitualmente só lhes falamos de coisas
bonitas, não se fala de sangue nem de
morte", explica. Assim, "não é raro
celebrar um baptismo em que uma criança
de três anos foge de perto dos pais para ir

34
ver a imagem de Cristo morto e perguntar
"Quem fez mal a este senhor?", diz. Para o
teólogo, "os pais devem recorrer à
criatividade para lhes explicar a morte de
Cristo".
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e bem-estar

Donde vimos? Para onde vamos? Quem somos?

Mesmo os mais distraídos colocar-se-ão, nas situações-


limite, as velhas perguntas: donde vimos?, para onde
vamos?, quem somos? Porque a realidade nos aparece
por vezes exultante e, outras, horrorosa, e morreremos,
perguntamos: o que é verdadeiramente?, qual o sentido
da existência?, que andamos cá a fazer?, que nos
espera?

Cada um de nós vivencia-se a si mesmo como presença


de si a si mesmo: sou eu e não outro. Coincidimos,
portanto, connosco mesmos. Mas, por outro lado,
experienciamo-nos como não plena e totalmente
idênticos. Somos nós mesmos e chamados a sermos nós
mesmos, pois estamos ainda a caminho de nos
tornarmos nós mesmos.

Precisamente deste paradoxo de sermos e ainda não


sermos adequada e plenamente surge a nossa
inquietação radical e a pergunta que nos constitui:
afinal, o que somos?, quem somos?

Eu sou eu, mas ainda não sou o que serei. Cá está,


portanto, a pergunta ineliminável: então, o que sou e
quem sou? E que devo fazer para ser finalmente eu?

35
É assim que a pergunta pelo sentido não é uma questão
adjacente, que pode colocar-se ou não. Ela é constitutiva
do ser humano enquanto tal, questão fundamental da
Filosofia, como viu A. Camus.

Sentido tem a ver com caminho, viagem e direcção - nas


estradas, por exemplo, encontramos placas em seta a
indicar o caminho e a direcção para alcançar uma meta,
um objectivo, um destino. Qual é então o caminho e o
sentido da existência humana? O que move a minha
vida?

O Homem vem ao mundo por fazer e quer queira quer não


tem essa tarefa constitutiva: fazer-se a si mesmo. E
tanto podemos fazer de nós uma obra de arte como
fracassar.

Einstein constatou que quem sente a vida vazia de


sentido não é feliz e sobrevive mal. O Homem não pode
viver sem sentido. Aliás, a existência humana está
baseada na convicção do sentido. A sua própria negação
ainda o afirma. No limite, não é possível o "suicídio
lógico", pois quem pegasse numa arma para suicidar-se,
porque tudo é absurdo, negaria o absurdo e afirmaria o
sentido.

O famoso psiquiatra Viktor Frankl, fundador da


logoterapia, mostrou, a partir dos estudos que realizou
com base na sua terrível experiência nos campos de
concentração nazis, que a exigência mais radical do ser
humano é o sentido, razões para viver. Contra Freud e
Adler, no mais fundo de nós, mais do que a exigência de
prazer e de poder está a vontade de sentido.

Nos campos de concentração, verificou que sobreviviam


mais aqueles que ainda tinham um sentido para a
existência: reencontrar a família, realizar uma obra, lutar
para que nunca mais acontecesse o intolerável. O que

36
significa que o sentido não está em nós, mas fora. Se
estivesse em nós, não se colocaria a questão, pois
estaria sempre presente. O sentido está no encontro
com o mundo e com os outros: é saindo de si que o
Homem vem a si. Dá um exemplo: quando se começa a
ver pequenas manchas à frente do olho, é bom ir ao
médico, pois está doente: o olho é intencional, isto é,
não foi feito para se ver a si mesmo, mas o que não é
ele. Paradoxalmente, só saindo de si é que o Homem
encontra sentido. É o amor que dá sentido. Por isso,
sente a vida como tendo sentido quem vê a sua
existência reconhecida. A nossa vida não tem sentido,
quando não vale para ninguém.

A existência caminha de sentido em sentido - o que


vamos realizando. Mas, um dia, somos confrontados com
a pergunta: qual é o sentido de todos os sentidos? Este é
o núcleo da questão religiosa: o quê ou quem dá sentido
último à existência, para que não fique na situação da
ponte que não encontra o outro lado, a outra margem?
Porque, sem o Sentido último, os caminhos de sentido
não vão dar a lado nenhum.

"Conhecer Deus" era a maior esperança para João


Bénard da Costa, que, por isso, podia dizer: "Acredito
que esta vida não pode acabar aqui: nada faria sentido,
para mim, se assim fosse".

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