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Tecnicas de Construcao

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TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

2009

PROF. DR. JOSÉ ANTONIO DE MILITO

PREFÁCIO

Estas anotações de aulas, compiladas em forma de apostila, tem o intuito de facilitar a consulta e o acompanhamento das disciplinas de Técnicas das Construções Civis e Construções de Edifícios da Faculdade de Ciências Tecnológicas da P.U.C. Campinas e Construção Civil da FACENS-Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Não houve pretensão de escrevê-la para ser publicada como livro, mas sim reunir coletânea, conhecimentos extraídos de livros, catálogos, informativos, pesquisas, palestras, seminários etc. desde 1981, por esta razão não consta as citações e as referências bibliográficas dos autores e fontes de consulta em boa parte dos capítulos. Contém um bom número de informações gerais úteis para que, ao projetar ou edificar, se esteja atento para não cometer os erros mais graves, que são encontrados em grande quantidade, principalmente nas construções de pequeno porte. Espero que, de alguma forma, esta apostila contribua para acrescentar algo de novo aos alunos e mostre a importância do assunto, para que nos futuros projetos, seja dedicado algum tempo, aos cuidados necessários às técnicas de edificar.

JOSÉ ANTONIO DE MILITO

SUMÁRIO

1 ESTUDOS PRELIMINARES 1.1 Estudo com o cliente 1.2.Exame local do terreno 1.3 Limpeza do terreno 1.4 Levantamento topográfico de lotes urbanos 1.4.1 Medidas do terreno (levantamento planimétrico) 1.5 Nivelamento (levantamento altimétrico) 1.5.1 Com uso do clinômetro 1.5.2 Nível de bolha 1.5.3 Nível de mangueira 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2.1 Construções vizinhas 2.2 Movimento de terra 2.2.1 Cortes 2.2.2 Aterros e reaterros 2.2.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra 2.3 Instalação de canteiros de serviços ou canteiro de obras 2.3.1 Exemplo de barracão para obras de pequeno porte 2.4 Locação de obra 2.4.1 Processo dos cavaletes 2.4.2 Processo da tábua corrida 2.5 Traçado 2.5.1 Traçado de ângulos retos e paralelas 2.5.2 Traçado de curvas 2.5.3 Locação de estacas 2.5.4 Locação da fôrma de fundação 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.1 Sondagem 3.1.1 Execução da sondagem 3.1.2 Resistência à penetração 3.1.3 Determinação do número de sondagens a executar 3.1.4 Perfil de sondagem 3.2 Escolha do tipo de fundações 3.2.1 Tipos de fundações 3.3 Fundação direta ou rasa 3.3.1 Sapata corrida em alvenaria 3.3.2 Sapatas isoladas 3.3.3 Sapatas corridas 3.3.4 Radiers 3.4 Fundações profundas 3.4.1 Estacas 3.4.2 Blocos de coroamento das estacas

....... 1 ....... 3 ....... 4 ....... 4 ....... 4 ....... 7 ....... 8 ....... 9 ..... 10 ..... 14 ..... 14 ..... 15 ..... 16 ..... 17 ..... 17 ..... 19 ..... 21 ..... 21 ..... 22 ..... 23 ..... 24 ..... 25 ..... 26 ..... 28 ..... 31 ..... 31 ..... 33 ..... 33 ..... 35 ..... 36 ..... 37 ..... 38 ..... 39 ..... 42 ..... 42 ..... 43 ..... 44 ..... 44 ...... 46

3.4.3 Brocas 3.4.4 Estacas escavadas 3.4.5 Estacas apiloada 3.4.6 Estacas Strauss 3.4.7 Estacas Franki 3.4.8 Tubulões 3.4.9 Alvenaria de embasamento 3.5 Impermeabilização 3.5.1 Impermeabilização dos alicerces 3.5.2 Impermeabilização nas alvenarias sujeitas a umidade do solo 3.6 Drenos 4 ALVENARIA 4.1 Elementos de alvenaria tradicional 4.1.1 Elementos cerâmicos 4.1.2 Tijolos de solo cimento 4.1.3 Blocos de concreto 4.2 Outros elementos de alvenaria de vedação 4.3 Elevação da alvenaria tradicional 4.3.1 Paredes de tijolos maciços 4.3.1a Amarração dos tijolos maciços 4.3 1b Formação dos cantos de parede 4.3.1c Pilares de tijolos maciços 4.3.1d Empilhamento de tijolos maciços 4.3.1e Cortes em tijolos maciços 4.3.2 Paredes com blocos de concreto 4.3.3 Paredes de tijolos furados 4.4 Vãos em paredes de alvenaria 4.5 Outros tipos de reforços em paredes de alvenaria 4.6 Fixação das alvenarias de vedação em estruturas de concreto 4.7 Muros 4.7.1 Fechamento de divisas em blocos de concreto 4.7.2 Fechamento de divisas em tijolo maciço e baiano 4.7.3 Tipos de fundações para muros 4.8 Argamassa de assentamento – preparo e aplicação 4.8.1 Preparo da argamassa para assentamento de alvenara de vedação 4.8.2 Aplicação 5 FORROS 5.1 Forro de madeira 5.2 Lajes pré-fabricadas unidirecionais 5.2.1 Elementos que as compõe 5.2.2 Generalidades sobre a laje comum (LC) 5.2.3 Generalidades sobre laje treliça (LT) 5.2.4 Generalidades sobre laje protendida (LP) 5.2.5 Montagem e execução de lajes pré-fabricadas 5.3 Lajes pré-fabricadas bidirecionais

..... 47 ..... 49 ..... 49 ..... 50 ..... 51 ..... 51 ..... 53 ..... 54 ..... 55 ..... 57 ..... 58 ..... 63 ..... 63 ..... 67 ..... 68 ..... 69 ..... 69 ..... 70 ..... 72 ..... 74 ..... 75 ..... 76 ..... 77 ..... 77 ..... 79 ..... 79 ..... 82 ..... 84 ..... 85 ..... 85 ..... 86 ..... 87 ..... 88 ..... 88 ..... 89 ..... 91 ..... 92 ..... 93 ..... 94 ..... 98 ... 102 ...103 ... 107

5.4 Pré-lajes unidirecionais e bidirecionais 5.5 Lajes pré-fabricadas – Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6.1 Estrutura 6.1.1 Materiais utilizados nas estruturas 6.1.2 Peças utilizadas nas estruturas de telhado 6.1.3 Ligações e emendas 6.1.4 Telhado pontaletado 6.1.5 Recomendações 6.2 Cobertura 6.2.1 Cerâmica 6.2.2 Concreto 6.2.3 Telhas onduladas de fibrocimento 6.2.4 Inclinação e caimento ou declividade das telhas 6.3 Sistema de captação de águas pluviais 6.3.1 Calhas 6.3.2 Água furtada 6.3.3 Condutores 6.3.4 Coletores 6.3.5 Rufos e pingadeiras 6.4 Dimensionamento 6.4.1 Calhas 6.4.2 Condutores 6.5 Formas de telhados 6.5.1 Beirais 6.5.2 Platibanda 6.5.3 Linhas do telhado 6.5.4 Tipos de telhados 6.6 Regra geral para desenho das linhas dos telhados 6.7 Calculo das telhas para cobertura plana 7 ESQUADRIAS 7.1 Esquadrias de madeira 7.1.1 Portas 7.1.2 Porta balcão 7.1.3 Janelas 7.1.4 Tipos de janelas de madeira 7.2 Esquadrias de metal 7.2.1 Janelas 7.2.2 Portas 7.3 Esquadrias de PVC 7.4 Representação gráfica de portas e janelas 7.4.1 Portas 7.4.2 Janelas 7.5 Algumas dimensões comerciais 7.5.1 Portas 7.5.2 Janelas 7.6 Como escolher uma esquadria

... 108 ... 108 ...111 ...112 ...114 ...119 ...122 ...124 ... 125 ... 125 ... 130 ... 130 ... 131 ... 133 ... 134 ... 135 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 136 ... 138 ... 138 ... 138 ... 139 ... 140 ... 141 ...142 ...143 ...145 ...145 ... 150 ...151 ...153 ...156 ... 156 ... 160 ... 160 ... 161 ... 161 ... 161 ... 163 ... 163 ... 163 ... 164

8 REVESTIMENTO 8.1 Preparo dos substratos 8.1.1 Na vertical 8.1.2 Na horizontal 8.2 Revestimentos argamassados tradicionais 8.2.1 Na vertical 8.2.2 Na horizontal 8.3 Revestimentos não argamassados 8.3.1 Gesso 8.3.2 Revestimento cerâmico 8.3.2.1 Revestimento cerâmico na vertical 8.3.2.2 Revestimento cerâmico horizontal 8.3.3 Piso de madeira 8.3.4 Carpete 8.3.5 Pedras decorativas 8.3.6 Pisos vinílicos 8.3.7 Pisos de borracha 8.3.8 Pisos laminados 8.3.9 Piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9.1 Tintas 9.1.1 Seus tipos 9.1.2 Sua qualidade 9.1.3 Preparação da superfície 9.1.4 Esquema de pintura 9.1.5 Cuidados na aplicação das tintas 9.1.6 Condições ambientais durante a aplicação 9.1.7 Material de trabalho 9.1.8 Rendimentos 9.1.9 Recomendações gerais 9.2 Vidro 9.2.1 Vidro temperado 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10.1 Revestimento Argamassados – Analise das causas 10.1.1 Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados 10.1.2 Causas decorrentes do traço da argamassa 10.1.3 Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento 10.1.4 Causas decorrentes do tipo de pintura 10.1.5 Causas externas ao revestimento 10.1.6 Reparos 10.2 Revestimento cerâmicos – Analise das causas 10.2.1 destacamento de placas 10.2.2 Trincas, gretamentos e fissuras 10.2.3 Eflorescência 10.2.4 Deterioração das juntas 10.3 Pinturas – Análise das causas

...166 ...166 ...168 ...170 ...170 ...177 ...178 ...178 ...181 ...185 ...188 ...192 ...196 ...196 ...200 ...201 ...203 ...204 ... 211 ... 211 ... 212 ... 213 ... 214 ... 216 ... 220 ... 220 ... 222 ... 222 ... 223 ... 224 ... 229 ... 229 ... 231 ... 232 ... 233 ... 234 ... 236 ... 239 ... 239 ... 239 ... 240 ... 240 ... 241

11

DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Materiais empregados em concreto armado 11.1.1 Cimento 11.1.2 Agregados miúdos e graúdos 11.1.3 Água 11.1.4 Armaduras 11.2 Sistemas de fôrmas e escoramentos convencionais 11.2.1 Materiais e ferramentas 11.2.2 Peças utilizadas na execução da fôrmas 11.2.3 Detalhes de utilização 11.2.4 Junta das fôrmas 11.2.5 Sistema de forma leve 11.2.6 Sistema médio de fôrmas 11.2.7 Sistema pesado de fôrma 11.2.8 Sistema trepante e auto trepante 11.2.9 Sistema de fôrmas deslizante 11.3 recomendação quanto ao manuseio e colocação das barras de aço 11.3.1 Corte 11.3.2 Dobramento das barras 11.3.3 Montagem das armaduras 11.3.4 Barras de espera de pilares 11.3.5 Armação de fundação 11.3.6 Emendas 11.3.7 afastamento mínimo das barras 11.4 Como se prepara um bom concreto 11.4.1 Concreto preparado manualmente 11.4.2 Concreto preparado com betoneira 11.4.3 Concreto dosado em central 11.4.4 Aplicação do concreto em estruturas 11.4.5 Cobrimento da armadura 11.4.6 Cura 11.4 7 Desforma 11.4.8 Consertos de falha 11.4.9 plano de concretagem 12 VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO ANEXOS Ferramentas EPI - Equipamentos de proteção individual Pregos na escala natural 1:1 Tabelas para obras em concreto armado Tabelas prática de traço de concreto Tesouras terças e pontaletes Caibros Referências Bibliográficas

... 244 ... 244 ... 247 ... 248 ... 248 ... 251 ... 252 ... 256 ... 257 ... 263 ... 264 ... 265 ... 266 ... 266 ... 267 ... 267 ... 267 ... 268 ... 269 ... 270 ... 271 ... 272 ... 272 ... 273 ... 273 ... 274 ... 276 ... 277 ... 282 ... 284 ... 285 ... 286 ... 286 ... 289 ... 321 ... 323 ... 324 ... 327 ... 330 ... 332 ... 333 ...

43 . 6 .8 Detalhe do nivelamento do fundo de vala 3.7 Profundidade de uma estaca isolada 3...... 16 ..... 27 . 8 .10Posição da água quando não existe bolhas 1.2...... 29 .12 Sapata isolada retangular 3..7 Marcação sobre gabarito 2...Lote irregular com pouco fundo 1.. 32 ...6 Relação dos tipos de fundações usuais em construção 3..13 Sapata corrida sobre parede 3.....1 Corte em terreno 2...7 Clinômetro inclinado 1.10 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito usando esquadro metálico 2. 25 .. 41 .5 Cavalete 2..6 Processo dos cavaletes 2. 5 . 26 .. 11 ..4 Planta de locação das sondagens 3..13 Projeto de locação de estacas 2.. 39 ...... 28 .8 Realização das medidas útil com o clinômetro 1...11 Com cinta de amarração 3. 6 ...14 Sapata corrida sobre pilares .3 Lote irregular com muita profundidade 1.1 Lote regular 1. 41 ..12 Levantamento altimétrico em terreno com aclive 1... 32 .11 Traçado de curvas de pequeno raio 2.. 5 .. 37 .10 Com cinta de amarração 3... 25 . 42 . 10 . 41 .. 23 .LISTA DE FIGURAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1...... 8 . 12 .5 Exemplo de um perfil de subsolo 3. 20 . 38 ..... 24 .2 Equipamento de sondagem a percussão 3..... 34 .9 Sem cinta de amarração 3. 15 ....... 21 ...8 Processo da tábua corrida 2...15 Projeto de forma locadas pelo eixo 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3.13 Levantamento altimétrico em terreno com declive 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2...11 Processo da mangueira de nível 1...6 Clinômetro ou nível de Abney 1. 9 ......1 Esquema de sondagem 3...2 Aterro em terreno 2..5 Representação de curva de nível 1.. 12 . 22 ..12 Traçado de curva pelo método das quatro partes 2.. 10 .....4 Aproveitamento das chapas compensadas 2. 19 .. 23 .3 Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes 3..3 Barracão para pequenas obras 2. 36 ...9 Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito 2.9 Utilização do nível de bolha 1. 42 ..14 Locação de estaca 2.. 35 . 7 ...4 Lote com setor curvo 1.

71 .20 Tipos de trado 3.18 Canto em parede de um tijolo no ajuste francês 4... 48 . 71 .22 Perfuratriz 3....16 Ajuste inglês ou gótico 4.21 Canto em parede de um tijolo com parede interna de meio tijolo ajuste francês 4... 46 . 57 ... 43 . 66 ..30 Vergas sobre e sob os vãos .31 Impermeabilização em locais com ventilação 3.26 Detalhe de execução dos cantos 4. 74 .25 Detalhe do assentamento do bloco de concreto 4.....23 Execução das estacas Strauss 3.28 Execução da amarração na alvenaria de tijolo furado 4.1 Tijolo comum 4. 74 .. 70 ...13 Retirada do excesso de argamassa 4.. 60 ..4 Tijolo laminado 4.. 68 .. 45 ...17 Esforços nas estacas 3.. 51 .19 Bloco de coroamento 3.8 Bloco canaleta 4..29 Vão de alvenaria 4. 75 .27 Execução da alvenaria utilizando tijolos furados 4.. 47 ..... 80 ...19 Canto de parede de um tijolo no ajuste comum 4.32 Dreno horizontal 3.. 78 .. 45 . 79 .12 Assentamento do tijolo 4.18 (a) Arrasamento das estacas (b) Cota de arrasamento das estacas 3..11 Colocação da argamassa de assentamento 4.... 58 .21 Perfuração das brocas 3.... 72 . 52 ...16 Radier 3.. 53 .27 Alvenaria de embasamento 3. 54 .. 67 . 67 . 75 . 76 ..34 Exemplo de aplicação dos drenos 4 ALVENARIA 4...9 Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria 4..10 Detalhe do prumo do canto da alvenaria 4. 57 ...3 Tijolo com furo prismático 4... 77 ...6 Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 4..... 79 . 70 ........ 59 .24 Corte do tijolo maciço 4.14 Ajuste corrente 4. 68 .24 Execução das estacas Franki 3. 44 .... 73 . 49 . 73 . 59 .25 Seção típica de um tubulão 3. 50 .26 Tubulão a ar comprimido 3. 56 .7 Bloco de concreto 4. 73 . 78 ...20 Canto em parede de espelho 4.2 Tijolo com furo cilíndrico 4..... 74 . 64 ..... 80 ..5 Tijolo de solo cimento comum 4.....29 Detalhe da aplicação da argamassa impermeável 3.. 76 . 66 .........33 Dreno horizontal cego 3.15 Sapata corrida com viga 3.28 Impermeabilização no respaldo do alicerce 3. 67 .17 Canto de parede de meio tijolo no ajuste comum 4...22 Exemplo de pilares em alvenaria 4...15 Ajuste francês 4.3...30 Impermeabilização em locais de pouca ventilação 3..23 Empilhamento de tijolos maciços 4.

... 94 . 100 .. 85 .10 Exemplo de reforços em laje pré comum 5.49 Tipos de frizos 5 FORROS 5. 84 .44 Exemplo de fundação para muros 4..12 Exemplos das variações das alturas da laje treliça 5.39 Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto 4.. 82 . 104 . 96 .. 96 . 95 ....36 Coxins de concreto 4.9 Apoio da laje com balanceado em beirais 5.1 Tipos de forros de madeira 5. 82 ..0m e entre 1.7 Apoio da laje comum em estrutura de concreto armado 5.0 e 2..0 e 2. 90 . 83 .. 88 . 92 .0m e entre 1. 100 .. 100 .0m 4. 104 ....20 Exemplo de escoramento convencional para laje préfabricada 5.40 Fixação da alvenaria de vedação em estrutura de concreto 4.15 Armadura adicional de compressão 5..5m 4. 89 .. 96 . 107 . 86 . 82 .8 Apoio da laje comum passante em beirais 5. 105 .3 Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. 97 .. 87 .31 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.... 91 ..5 Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum 5. 81 . 102 ..38 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado 4... 88 .17 Exemplo de execução de nervuras 5..19 Vigota protendida 5.5 e 2..0 e 1. 106 ...41 Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 4. 98 ..24 detalhe do apoio das tábuas da passarela ... revestido e viga baldrame 4...48 Assentamento em cordão 4.2 Fixação do forro na estrutura do telhado 5. 98 .14 Armadura adicional de tração 5..11 Elementos de uma laje pré-fabricada treliça 5. 101 .. 99 .4...34 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1. 92 ..21 Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 5...42 Detalhe da elevação de muros de bloco aparente...32 Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vão entre 1.. 83 .. 100 ..46 Preparo da argamassa com betoneira 4.13 Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 5....0m 4.18 Manuseio da laje treliça 5..43 detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 4.23Detalhe da colocação da armadura negativa 5..37 Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço 4.. 81 ..6 Apoio da laje comum sobre alvenaria 5.. 86 .35 Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.22 Detalhe da colocação da laje pré-fabricada 5.45 Preparo da argamassa manualmente 4.0m 4. 83 ... 89 ..33 Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vão de 1.. 81 ... 96 ..47 Assentamento tradicional 4..0m 4.16 reforço em laje treliça 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum 5.

19 Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6.40 Calha tipo platibanda 6. 135 . 136 .26 Telha plan 6. 139 . 121 .24 Telha francesa ou marselha 6.8 Detalhe da ligação entre linhas e a perna 6.38 Áreas de contribuição condutores 6. 135 . 128 . 112 .17 Apoio dos pontaletes em berços 6. 120 . 118 .34 Calha tipo platibanda 6.22 Fixação das ripas nos caibros 6.21 Detalhe da fixação das ripas nos caibros 6.46 Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. 116 . 109 .15 Detalhes da emenda das terças com pregos 6. 137 . 140 . 115 . 118 . 138 .47 Telhados com uma água .43 Beiral em telhas vã 6. 131 . asna e pendural 6. 114 .30 Inclinação e caimento de telhados retos 6. 128 .37 Detalhe da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. 127 . 120 .26 Painel alveolar de concreto protendido 6 COBERTURA 6. 126 . 133 . 123 .28 Telha termoplan 6. 129 .2 Seção típica de uma estrutura de telhado 6.1 Esquema de estrutura de telhado 6. 134 .0m 6.5 Esquema do apoio das terças nas tesouras 6. 121 . 137 .36 Detalhe de uma água furtada 6.44 Detalhe das platibandas 6.33 Calha tipo coxo 6.6 Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais 6. 125 . 124 . 124 .25 Telha paulista 6. 120 .12 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.7 Detalhe da galga 6.23 Acabamento da cumeeira 6.25 (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento 5. 129 . 121 . 139 .9 Detalhe da ligação entre a linha e a perna 6.13 Detalhe da ligação entre a linha. 135 .10 Detalhe da ligação entre a perna e a escora 6.5.11 Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural 6.14 Detalhe das emendas de uma linha de terça 6. 119 .35 Calha tipo moldura 6. 108 . 119 .32 Detalhe da estrutura de um telhado selado 6.20 Detalhe da fixação por pregos menores 6. 141 . 115 . 125 .41 Calha tipo coxo 6. 141 . 137 .31 Inclinação mínima para telhados selados com vão até 8.45 Desenho das linhas de um telhado 6. 130 . 140 .29 Telha germânica 6. 121 .39 Divisão do telhado em áreas “a” 6.27 Telha romana e portuguesa 6.42 Beiral em laje 6.3 Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal 6. 132 .4 Esquema de contraventamento das tesouras 6. 123 .18 Detalhe do berço para distribuir as cargas 6.16 Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6.

147 . 162 . 155 . 185 . 148 . 175 . 173 . 143 . 155 .5 Determinação da colocação das taliscas nos tetos utilizado o nível referêncial 8. 159 . 157 .15 Veneziana de correr com caixilho de correr 7.48 Telhados com duas águas 6.11 Determinação do assentamento dos azulejos 8.4 Assentamento das taliscas inferiores nas paredes 8.21 Caixilho maximo ar 7. 167 . 184 .10 Batentes das janelas 7. 142 .5 Detalhe da fixação dos batentes por parafusos 7. 148 .8 Determinação dos tipos de juntas 8. 142 .1 Componentes das portas de madeira 7. 163 .4 Detalhe da fixação dos batentes por pregos 7.13 Tacos de madeira .186 .26 Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 7.12 Caixilho de correr 7.49 Telhados com três águas 6.3 Assentamento das taliscas superior nas paredes 8.20 Detalhe do caixilho tipo basculante 7.12 Exemplo de divisão dos azulejos 8.6 Determinação da execução das guias e do emboço 8.6 Detalhe da fixação dos batentes por espuma de poliuretano 7. 150 .25 Representação das portas em planta e vista 7.9 Porta balcão 7. 154 .6.2 Vão livre ou vão de luz 7.7 Determinação da aplicação do reboco 8. 159 . 146 . 158 .27 Representação dos caixilhos de empurar e guilhotina 7.28 Representação dos caixilhos de correr e de abrir 7. 145 . 161 .9 Determinação da execução do rejuntamento 8. 169 . 174 .23 Caixilho de correr 7. 153 . 151 .22 Janela veneziana 7.30 Representação dos caixilhos tipo ideal 8 REVESTIMENTO 8. 146 .8 Tipo de fechaduras para as portas 7.14 Venezianas de abrir com caixilho guilhotina 7. 172 .24 Venezianas de projeção 7.13 Caixilho de abrir 7. 142 . 156 . 160 .149 . 173 . 154 . 183 . 186 .1 Diversas formas de aplicação do chapisco 8. 153 . 152 . 192 .10 Juntas superficiais dos azulejos 8.17 Janela tipo ideal 7. 162 . 162 .18 Janela de enrolar 7.50 Telhados com quatro águas 6.11 Detalhe da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo 7.3 Detalhes da fixação dos batentes das portas 7. 157 . 161 .16 Veneziana de abrir com caixilho de abrir 7.51 Perspectiva das linhas de um telhado 7 ESQUADRIAS 7. 154 .2 Procedimento para nivelar sub-base do lastro 8.29 Representação dos caixilhos pivotante 7.7 Detalhe da fixação das guarnições 7.19 Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos 7.

3 Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa 10. 259 . 258 .2 Baia de madeira para separar os agregados 11.8 Posição dos furos em vidros temperados 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 220 . 236 .1 Materiais utilizados no preparo das pinturas em madeiras 9.18 Situação de empenamento devido à posição do cerne 8. 255 . 206 .17 Exemplo de regularização sem nivelamento 8. 206 . 196 .16 Fixação das tábuas por pregos anelados 8.5 Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente 10. 225 .20 Selante para junta de construção 8. 259 .14 Parquete e tacão 8. 221 .2 Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno 10.2 Material utilizado no preparo e aplicação das pinturas em metais 9. 234 .1 Vesícula formada no reboco 10.3 Materiais utilizados no preparo e aplicação da pintura em parede 9.7 Acúmulo de bolor no revestimento por efeito da umidade 10. 225 .1 Local para guarda de material 11. 255 .8. 207 .9 Aspecto do revestimento Interno 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11. 231 . 224 . 223 .4 Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco 10.7 Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares 11. 232 . 230 .8 (a)(b) Fissuras do revestimento por expansão da argamassa de assentamento 10. 250 . 256 . 221 .4 Exemplo de fixação dos vidros em caixilhos 9.4 Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas 11.21 Selante para junta serrada 8. 193 . 258 .6 Tipos de disco para corte de tábua e chapas compensadas 11. 194 . 229 .5 Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas 11.6 Efeitos da umidade sobre o reboco 10. 236 . 246 .7 Flambagem 9.6 Impacto nos vidros 9.22 Detalhe de execução do piso de concreto 9 TINTAS E VIDROS 9. 226 . 234 . 248 .15 Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes 8. 235 .3 Armazenagem das barras de aço sobre travessas 11.5 Cargas nos vidros 9.8 Detalhe do escoramento e contraventamento em pilares bem como das janelas 11. 208 .10 Tipos de reforços em gravatas . 194 .9 Tipos de gravatas utilizadas em pilares 11. 196 .19 Junta de expansão tipo diamante 8.

282 .23 Pontos de amarração usuais 11. 275 . 267 .17 Detalhe da fôrma utilizando tábuas 11.25 Lastro de brita sob as vigas baldrames 11.14 Detalhe da fôrma das lajes maciças 11.28 Adição das britas 11. 262 . 268 .35 Detalhe das guias de nivelamento 11. 261 . 286 . 281 .16 Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-junta e fita adesiva 11.33 Emendas e concretagem de vigas realizadas à 45º 11. 280 .26 Lastro de brita sob os blocos de estacas 11. 274 . 272 .13 Detalhe de fôrma das vigas com sarrafo de pressão 11. 279 .15b detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.29 Colocação da água 11.15a Detalhe da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 11.24 Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 11. 283 . 269 .18 Escoramento de madeira tipo H 11.11 Detalhe de uma fôrma de viga 11.27 Mistura da areia e de cimento sobre superfície impermeável 11. 263 . 264 . 270 .22 Bancadas com pino de dobramento 11. 272 .39 Método mais comum de consertos de falha .20 Fôrma trepante 11.31 Aplicação do vibrador na vertical 11.12 Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão 11. 278 . 261 . 263 . 274 .19 Escoramento metálico 11. 274 .36 Passarela para concretagem apoiadas na fôrma 11.37 Pastilhas de argamassa 11.21 Equipamento utilizados no corte das barras de aço 11.34 Determinação da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras lajes 11. 281 . 283 .11.32 Cachimbo para facilitar a concretagem 11. 262 .38 Pastilha plásticas 11. 260 . 266 . 262 .30 Sequência da mistura em betoneira 11. 265 .

.. 68 ..3 Vão máximo dos caibros (m) 6. 132 . 132 . 116 .. 35 . 176 .3 Desvios máximos de prumo.1 Altura total da laje (h) 5. 163 .2 Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum 5. 133 . 89 .. 20 ...4 Dimensão das telhas onduladas de fibrocimento 6.. 33 .4 Equivalência das bitolas dos aços 5 FORROS 5.. 15 .2 Vão máximo de terças (m) 6.2 Número mínimo de pontos em função da área construída 4 ALVENARIA 4.1 Algumas espécie de madeiras indicadas para estrutura de telhado 6.2 Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obras 2..1 Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos 4.8 Fator de inclinação para caimentos usuais 7 ESQUADRIAS 7.. 101 ... 179 .5 Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 6.. 112 . 97 . 164 . nível e planeza .3 Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje 5. 65 ..3 Características dos diversos tipos de janelas 8 REVESTIMENTO 8.2 Dimensões nominais dos blocos de concreto 4.....0m 6.. 18 .3 Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras 3 FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS 3..LISTA DE TABELAS 1 ESTUDOS PRELIMINARES 1. 171 ..1 Modelo de questionário para uso residencial 2 TRABALHOS PRELIMINARES 2. 91 .1 Relação de empolamentos 2. 143 . 117 .4 Vãos máximos para laje treliça 6 COBERTURA 6..1 Dimensões das portas 7.2 Traço do reboco 8.1 Compacidade das areias e consistência das argilas 3.1 Traço do emboço para as diversas bases 8....2 Dimensões das janelas 7.7 Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. 163 ..6 Ponto de cobertura 6.3 Traço de argamassa em latas de 18 litros para argamassa de assentamento 4.. 131 . 97 . 2 . 94 .

13 Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais 9 TINTAS E VIDROS 9.10 número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento .4 Patologia mais comuns das tintas 11 DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO 11.1 Identificação das causas.3 Dimensões dos pregos em “mm” 11. 251 . 276 .3 Patologia mais comuns das tintas 10.1 Defeitos observados. agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação 9. 269 . 199 . 268 . 187 . 238 . 222 .4 Etapa e tempo aproximado de execução da aplicação manual do gesso 8.7 Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão 2 8.5 Dimensões máximas de fabricação 10 PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTO 10. 245 . 243 . 275 . 182 .4 Diâmetros dos pinos de dobramento 11. 223 .7 Tempos mínimos de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira 11. 181 . 282 . externas do dano e solução 10.5 Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água 8.2 Característica dos fios e barras 11.11 Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos 8. 191 . 225 . 182 .10 Consumo de argamassa colante 8.12 Pedras naturais mais comuns 8. 271 .2 Identificação das causas. 284 .6 Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico 8.Estribos 11.8.198 . 254 . 219 .8 Consumo de rejunte por m 8. 184 .3 Classificação dos vidros 9. 224 .4 Resistência ao impacto 9. 237 .2 Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade 9. externas do dano e solução 10.5 Diâmetro dos pinos de dobramento .1 Cimentos disponíveis no mercado brasileiro 11.6 Comprimentos básicos para esperas de acordo com o fck do concreto 11. 242 . 181 .9 Cobrimento das armaduras 11.8 Limite de abatimento (slump-test) 11. 199 .9 junta superficial entre azulejos 8.

1). Começamos com: • • • • Estudo com o cliente. para obter o maior número possível de dados. O cliente poderá ser um grupo de profissionais (médicos. Devemos considerar que geralmente o cliente é praticamente leigo. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto.1 . Levantamento topográfico. 1 . Com os dados levantados. Não é possível seu preenchimento completo.ESTUDOS PRELIMINARES APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. pois é útil e indispensável uma visita ao terreno. Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos. • Analisar a topografia de um terreno. pois vamos nos ater a pequenas obras (residências unifamiliares). uma família etc. podemos utilizar um questionário (Tabela 1. • Utilizando métodos simples.1 . cabendo então ao profissional orientar esta entrevista. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. Nesta apostila o nosso cliente será o interessado juntamente com os seus familiares. Este modelo de questionário poderá ser preenchido parcialmente durante a entrevista. municipalidade. definir a planimetria e a altimetria de um terreno. entidades..ESTUDO COM O CLIENTE Sabemos que para se elaborar um projeto devemos antes de mais nada. Para auxiliar na objetividade da entrevista inicial com o cliente.PROJETO . 1. realizar uma entrevista com os interessados em executar qualquer tipo de construção. • Utilizar melhor a topografia dos terrenos. podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Elaborar um bom projeto arquitetônico. Exame local do terreno. antes de iniciarmos o projeto. que tem a função de orientar evitando esquecimentos. industriais etc).

Com. da rua: ____________ Tipo de Pav.:________________________________________________ Fone ( )______________ Prof. Com.:__________________________________CEP __________ Fone ( )______________ CPF: ________________________________RG: _______________________________________ Nome Esp.1 .: _______________ nº casas Viz.Modelo de questionário para uso residencial PROJETO RESIDENCIAL I Dados do cliente: Nome:_________________________________________________ e-mail ___________________ End. Ele: _______________________________ Ela _____________________________________ II Dados do Terreno Localização: Medidas: Frente _____________ LE _____________ LD ____________ Fundo _______________ Rua: ________________________________ CEP ____________Bairro: ____________________ Lote: _______________ Quadra: ________________ Quarteirão: __________________________ Larg.:___________________________________CEP __________ Fone ( )______________ End.Tabela 1. __________________ Distância da esquina__________________________Largura do passeio:____________________ Inclinação do Terreno: Plano Sobe para os Fundos Desce para os Fundos Local de passagem da rede de Água Centro Local de passagem da rede de Esgoto Centro Os terrenos vizinhos estão construídos ? LE LD LD LD Fundos Popular Suave Forte Inclinação lateral Esquerda Direita nº _______ LE LD Nível econômico das construções no local Alto Croquis de situação Médio III Restrição da Prefeitura Zoneamento: ______ To (taxa de ocupação)______ Ca (coeficiente de aproveitamento) _______ Recuos obrigatórios: de frente ___________________ lateral _____________________ de fundo ___________________ % de área permeável_______________Outros ________________________________________ 2 .:____________________________________________ e-mail____________________ End. Res.

b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência. foi devidamente aprovado e está liberado para construção.: ________ Área aprox. Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos. e) Ser resistente para suportar bem a construção.IV Da Futura Construção Nº de Pav. d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua. levantando os seguintes pontos: a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura. 3 . f ) Ter facilidade de acesso. colhendo-se todas as informações necessárias. i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica. g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos. c) Ser seco. b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade.EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno. h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão.Aprox. se o loteamento onde se situa o terreno. de construção: ________m² usuários: ____ Dados dos usários: sexo________ idade_______ Ambientes Méd. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são: a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção. devemos levá-las em consideração quando da visita ao lote. c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote. Pisos Paredes Tetos Estilo: ____________Nº de Portas Janelas Verba disponível: R$ ______________________________________ Revestimento Externo: Pisos: ______________________________Paredes: ___________________________________ Fachada: ___________________________ Muro: ______________________________________ Detalhes: _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 1. é quase impossível executar-se um bom projeto.2 .

estes dados colhidos na visita ao terreno não são suficientes. usando para tal. esgoto.2 . Deve retratar a conformação da superfície do terreno.Destocar . que devemos levar em consideração e sabermos defini-las: 1. em uma das divisas laterais ou fundo. verificar se existe viela-sanitária vizinha do lote. 1.Roçar . Geralmente. Todo material vegetal. posição de postes. 1.Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos. interpretados e manipulados corretamente. f) Verificar se existem benfeitorias. 1.: Todos esses dados poderão ser acrescidos no questionário anterior. com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que.3.et al.LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com curavas de nível e de perfis.3.d) Situação do lote dentro da quadra.3.( de não construção) j) Verificar a largura da rua e passeio. pois nem sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.. é necessário que se tenha as medidas corretas do lote. bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras. devemos pedir previamente que se execute uma limpeza do terreno e um levantamento plani-altimétrico. h) Verificar se passa perto do lote..Carpir . energia) g) Sendo o terreno com inclinação acentuada. i) Verificar se existe faixa non edificandi . 1. podem contribuir no desenvolvimento do projeto arquitetônico e de implantação (Pinto Jr. Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente.4. 4 .(água. Obs.Quando além da vegetação rasteira. necessitando desgalhar. confirmar a posição da linha N-S.3 .3 . medindo-se a distância da esquina ou construção mais próxima. bem como as dimensões dos lotes.4 .MEDIDAS DO TERRENO (LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO) Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um determinado terreno. e) Com bússola de mão. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. etc. e na maioria das vezes. que poderão ser cortadas com foice.1 . houver árvores de pequeno porte. cortar ou serrar o tronco e remover parte da raiz.1 .Quando houver árvores de grande porte. em declive. 2001) 1. unicamente a enxada. bueiros.LIMPEZA DO TERRENO Temos algumas modalidades para limpeza do terreno. linha de alta tensão.

devemos medir as diagonais que deverão ser iguais.2-Lote irregular com pouco fundo 5 . os processos mais rápidos para medir um lote urbano. caso as medidas encontradas forem diferentes as da escritura. b) Lote irregular com pouco fundo Medir os quatro lados e as duas diagonais (Figura 1. necessitamos de um levantamento executado por profissional de topografia.Apesar de não pretendermos invadir o campo da topografia. Para verificar se o lote está no esquadro. portando. e usar o valor médio. vamos mostrar em alguns desenhos. bastando portanto medir os seus "quatro" lados. sem referência.(Figura 1. a sua medição sem aparelhos ou processos próprios da topografia desde que se tenha uma referência confiável (casa vizinha. No entanto. são geralmente de pequena área possibilitando.1). casos mais complexos.2). a) Lote regular Geralmente em forma de retângulo. Os terrenos urbanos.1-Lote regular Obs. esquina. piquetes etc). Figura 1. Figura 1.

4-Lote com setor curvo 6 . Nestes casos devemos demarcar as divisas retas até encontrarmos os pontos do início e fim da corda. o mais preciso será a medição da corda e da flecha (central).3-Lote irregular com muita profundidade d) Lote com um ou mais limites em curva Para se levantar o trecho em curva. c = corda f = flecha Construção da curva Figura 1.3). a medição da diagonal se torna imperfeita devido a grande distância Convém utilizar um ponto intermediário "A" diminuindo assim o comprimento da diagonal (Figura 1. Medir a corda e a flecha no local. E com o auxílio de um desenho (realizado no escritório) construir a curva a partir da determinação do centro da mesma utilizando a flecha e a corda (Figura 1.4).c) Lote irregular com muita profundidade Neste caso. Figura 1.

0 RN 0.0 2. 1.5.5-Representação de curva de nível (Pinto Jr.0 2. que sejam aproveitadas as diferenças de nível do lote.3). Geralmente é suficiente tirar um perfil longitudinal e um transversal do terreno. as distâncias entre as curvas serão menores.2.0 3. 7 .0 1. 3. devemos fazer um levantamento com aparelhos recorrendo a um topógrafo.1.5 .0 1. Podemos identificar a topografia do lote através das curvas de níveis.0 2.1. menos inclinada as distâncias serão maiores d1 < d2. que geralmente utilizam terrenos pequenos. Caso seja necessário algo mais rigoroso. inclinações etc. depressões. quando utilizamos métodos simples para a sua execução (descritos nos itens 1. mas nada nos impede de tirarmos mais. 1. mas é o suficiente para construção residencial unifamiliar.0 RN 0. A curva de nível é uma linha constituída por pontos todos de uma mesma cota ou altitude de uma superfície qualquer.NIVELAMENTO (LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO) É de grande importância para elaborarmos um projeto racional.5 que quando mais inclinada for a superfície do terreno.0 1.0 d2 Figura 1.5.0 3. de uma superfície (Figura 1. caso necessário.0 3.0 1.5) Podemos observar na Figura 1.5. Este levantamento não é muito preciso. 2001) As curvas de níveis são elaboradas utilizando aparelhos topográficos que nos fornecem os níveis. as dimensões de um terreno ou área. Quando relacionadas a outras curvas de nível permite comparar as altitudes e se projetadas sobre um plano horizontal podem apresentar as ondulações.et al. os ângulos.0 d1 2.

6-Clinômetro ou Nível de Abney (Borges.7.0m. 1972) Figura 1. 1972) 8 .7-Clinômetro inclinado proporcionando a leitura (Borges. Materiais: clinômetro 2 balizas trena Figura 1.0 em 5.Nos métodos descritos abaixo se usa basicamente balizas com distância uma da outra no máximo de 5. Terrenos muito íngremes a distância deverá ser menor e terrenos com pouca inclinação podemos utilizar as balizas na distância de 5. Alguns métodos para levantarmos o perfil do terreno: a) b) c) Com o nível e Abney ( clinômetro) Com o nível de mão Com o nível de mangueira 1.0m. ou de acordo com a inclinação do terreno.6 e 1.1) Com uso do clinômetro (Nível de Abney) Figuras 1.5.

9 . Utilizando o método do nível de bolha. . Resta medir a distância horizontal "d" ou a inclinada "m".trena. 1972) 1. nivelamos a régua (Figura 1.8).régua . na 1ª baliza a uma altura de 1.50m (ponto A). a medida do desnível se consegue colocando uma régua entre as duas balizas. Com o auxílio do nível de bolha.9). Pela ócula se vê a bolha e giramos o parafuso até colocá-la na horizontal e produzirá sobre a graduação (através de um ponteiro fixo no parafuso) a leitura do ângulo α.2) Nível de bolha Materiais : . .Coloca-se o clinômetro (Figura 1.2 balizas. Inclina-se o tubo do clinômetro para avistarmos o ponto B.5. Figura 1. O desnível obtido é a diferença entre o H e h e assim consecutivamente.Nível de bolha.8-Realização das medidas utilizando o Clinômetro (Borges. Com os diversos desníveis conseguimos delinear um perfil.

Para uma boa marcação ela deve estar posicionada entre as balizas. Este é o método que os pedreiros utilizam para nivelar a obra toda.9 Utilização do nível de bolha 1. batentes. A mangueira deve ter pequeno diâmetro.10 .11). azulejos etc. parede espessa para evitar dobras e ser transparente. A água deve ser colocada lentamente para evitar a formação de bolhas.10 e 1..Figura 1. Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes.3) Nível de mangueira O método da mangueira é um dos mais utilizados.Posição da água quando não existe bolhas 10 .5. sem dobras ou bolhas no seu interior (Figura 1. desde a marcação da obra até o nivelamento dos pisos. que nos fornece o nível. Figura 1..

Para utilizarmos o nível de mangueira necessitamos: Materiais: .2 balizas . Exemplos de medição com mangueira: • • Em terrenos com aclive Em terrenos com declive 11 . o que dificultaria a leitura e não nos forneceria uma boa medição. O desnível é obtido pela diferença entre “H” e “h”. Fazemos isso para não precisarmos colocar o nível d'água direto no ponto zero (próximo do terreno). podemos partir com o nível d'água em uma determinada altura "h" numa das balizas.11 .Processo da mangueira de nível Para facilitar a medição.Trena Figura 1. que será descontada na medida encontrada na segunda baliza “H”.Mangueira .

.13 .a) Terreno em aclive: Portanto: h1 = H -h ..Levantamento altimétrico em terreno com declive 12 . Htot = h1 + h2 + hn ... Figura 1.h' ..h' .. Htot = h1 + h2 + hn .. Figura 1...Levantamento altimétrico em terreno com aclive b) Terreno em declive: Portanto: h1 = H -h .. h2 = H'. h2 = H'.12 .

da ordem de ∅ 1/4" ou 5/16" para obter maior sensibilidade. 2 .A espessura da parede da mangueira deve ser espessa para evitar dobras 13 .ANOTAÇÕES 1 . para não dar erro nas medições (Figura 1. e de pequeno diâmetro.13).Devemos ter o cuidado de não deixar nenhuma bolha de ar dentro da mangueira.A mangueira deve ser transparente. 3 .

pode ser entendido como um conjunto de operações de escavação. transporte. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Calcular os volumes de corte e aterro. • Demolições. quando existirem. como trincas. O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. 1969). carga. • Canteiro de obras e a locação da obra. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. para facilitar a sua entrada e retirada). antes do início das obras. 14 . aterros. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos. A análise prévia das condições das construções vizinhas evita surpresas desagradáveis durante a execução da sua obra. Antes de iniciarmos a construção de um edifício. antes do início da obra. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado. • Realizar as compensações de volume. • Movimento de terra necessário para obtenção do nível desejado. • Analisar e executar um canteiro de obras. algumas atividades prévias. 2. Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. O registro é composto por um relatório técnico com fotografias datadas da vizinhança e relatos das observações realizadas. o registro das condições das construções vizinhas. • Realizar ou conferir a marcação de uma obra.2 . de acordo com o projeto de implantação e o projeto executivo. descarga. desabamentos de muros ou de construções vizinhas. devem ser realizadas. compactação e acabamentos executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação (Cardão.TRABALHOS PRELIMINARES DE CONSTRUÇÃO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. Essas atividades são denominadas trabalhos preliminares e compreendem: • Verificação das condições das construções vizinhas.2 – MOVIMENTO DE TERRA O acerto da topografia do terreno.1 – CONSTRUÇÕES VIZINHAS É importante. Garante também as reclamações infundadas de vizinhos. 2.

Localização do canteiro de obras. Relacionamos na Tabela 2. Podemos executar. úmida Argila e cascalho seco Argila e cascalho úmido Rocha decomposta 75% rocha e 25% terra 50% rocha e 50% terra 25% rocha e 75% terra Terra natural seca Terra natural úmida Areia solta. Seqüência da execução do edifício.1 .1).2. conforme o levantamento altimétrico. 1977) materiais Argila natural Argila escavada. Níveis das construções vizinhas. o empolamento de um solo superficial é de 43% (Tabela 2. quando removido de seu estado natural e é expresso como uma porcentagem do volume no corte.1 . aterros.Relação de Empolamentos (Manual Caterpillar.1). O empolamento é o aumento de volume de um material. acrescentando-se um percentual de empolamento (Figura 2. significa que um metro cúbico de material no corte (estado natural) encherá um espaço de 1. seca Argila escavada. ou cortes + aterros: 2.: Quando não se conhece o tipo de solo.1 . deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do corte multiplicada pela altura média. cortes.As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são: • • • • Sondagem do terreno. Tabela 2. Por exemplo.43 metros cúbicos no estado solto. podemos considerar o empolamento entre 30 a 40% Vc = Ab x hm e Vs = Vc+ empolamento Sendo Ab = área de projeção do corte Vs =volume solto hm= altura média Vc =volume no corte = volume natural Figura 2.Corte em terreno 15 . seca Areia úmida Areia molhada Solo superficial % 22 23 25 41 11 43 33 25 25 27 12 12 12 43 OBS.Cortes: No caso de cortes.1 alguns empolamentos.

tais como compactadores lisos e rolos pé de carneiro (Barros. No corte os materiais são classificados em: materiais de 1ªcategoria: são materiais que podem ser extraídos com equipamentos convencionais de terraplenagem. pedras ou entulhos. Devem ser realizadas camadas sucessivas de no máximo 30 cm. isto é.2 . ou os próprios equipamentos de escavação. Va = Ab . sem vegetação nem entulhos.O corte é facilitado quando não se tem construções vizinhas. materiais de 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica inferior ao do granito. Compreendem as terra em geral. Mas quando efetuado nas proximidades de edificações ou vias públicas. acrescentando de 25% a 30% devido a aproximação dos grãos. deverá ser adotado um volume de solo correspondente à área de projeção do aterro multiplicada pela altura média. Quando o nível de compactação for baixo. Quando o nível de exigência é maior devem-se procurar equipamentos específicos de compactação.Aterros e reaterros: No caso de aterros. hm + 25% a 30% Sendo Ab = área de projeção do aterro hm= altura média Figura 2. como os compactadores mecânicos (sapos). sem detritos. Materiais de 3ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica igual ou superior ao granito.2).2. devidamente molhadas e compactadas manual ou mecanicamente. é possível utilizar pequenos equipamentos. descompressão do terreno de fundação ou do terreno pela água. reduzindo o volume de vazios. quando compactado (Figura 2. 2006). devemos empregar métodos que evitem ocorrências. os soquetes manuais.2 . 16 . incluindo eventual escarificação. como: ruptura do terreno. rochas em decomposição e seixos com diâmetro máximo de 15cm. não é fundamental para o desempenho estrutural do edifício.Aterro em terreno Para os aterros as superfícies deverão ser previamente limpas. - 2. O material escolhido para os aterros e reaterros devem ser de preferência solos arenosos. podendo fazê-lo maior. piçarra ou argila.

deve ser feito um tapume. bem como distribuição de máquinas.. Materiais a serem utilizados. madeiras.2...2. e deve-se registrar o número de viagens. O aluguel da máquina está incluso no preço da viagem. a) Aluguel de equipamentos: Neste caso deve ser pago a máquina de escavação por hora e os caminhões para a retirada do solo. refeitório e instalação sanitária.3 . que serão utilizados durante a execução dos serviços. aço. Este sistema é indicado para obras com pequeno movimento de terra. O dimensionamento do canteiro compreende o estudo geral do volume da obra. b) Empreitada global: A empresa contratada realiza e é remunerada por todos os serviços (escavação e retirada de material). Nesse barracão serão depositados os materiais (cimento. etc.INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE SERVIÇOS . pedras.OU CANTEIRO DE OBRAS Após o terreno limpo e com o movimento de terra executado.) e ferramentas. ou ainda containers metálicos que são facilmente transportados para as obras com o auxílio de um caminhão munck. Deverá ser localizado em áreas onde não atrapalhem a circulação de operários veículos e a locação das obras. c) Empreitada por viagem: Neste tipo de contratação a remuneração pelo serviço é efetuada por caminhão (volume retirado ou colocado). Empresas empreiteiras previstas. tudo dependendo do vulto da obra. sendo que nela também poderão ser construídos escritórios. "encaixotamento" do prédio. tijolos. O canteiro é preparado de acordo com as necessidades de cada obra. Para esse tipo de contratação é necessário calcular o volume de solo tanto para corte como para o aterro. Máquinas e equipamentos necessários. A sua organização é desenvolvida e detalhada no escritório central. 17 . Este estudo pode ser dividido como segue: • • • • • • Área disponível para as instalações. 2. cal.3 Sistemas de contratação dos serviços de movimento de terra Podemos contratar os serviços de movimento de terra através do aluguel de equipamentos. Prazos a serem atendidos. chapas compensadas (Figura 2. para evitar que materiais caiam na rua. No mínimo devemos fazer um barracão de madeira. alojamento para operários. etc. Áreas para areia. o tempo de obra e a distância de centros urbanos. Serviços a serem executados. com tábuas alternadas ou chapas compensadas.. por empreitada global ou empreitada por viagem.deverão estar próximas ao ponto de utilização.3). Em zonas urbanas de movimento de pedestres. se houver. É indicado para obras com grandes movimentos de terra.

ainda.o local deve ser de pouco trânsito. Antes do início da obra.2 – Potência e sistema de alimentação dos equipamentos de obra (Barros.5 a 15 trifásico Betoneira 3. Tendo rede trifásica devemos conferir a capacidade para atender demanda da obra. deve-se fazer um pedido de estudo junto à concessionária. deve-se providenciar o fornecimento de água através de caminhões “pipa” ou abertura de poço de água. Tabela 2. no local.Deverá ser providenciada a ligação de água e construído o abrigo para o cavalete e respectivo hidrômetro. b) . deixandose a frente para construção posterior da fossa séptica. para verificar a possibilidade de extensão da rede até a obra ou optar pela energia gerada a diesel através de geradores de energia.o mais distante possível de fossas sépticas e de poços negro. O uso da água é intensivo para preparar materiais no canteiro. Deve-se providenciar a ligação de energia. 2006). Na Tabela 2. com os seguintes cuidados: a) . atendendo a demanda é só pedir a ligação para a concessionária local. Caso. As instalações elétricas nos canteiros de obras são realizadas para ligar os equipamentos e iluminar o local da construção. nunca a menos de 15 metros dos mesmos. 18 .2) ou optar por equipamentos monofásico que tem custo maior. não existir rede elétrica.0 trifásico Em função do empreendimento podemos utilizar equipamentos de porte maior. Se no local existir rede mais é monofásico. isto é.0 trifásico Maquina de corte 2. c) . quais as ampliações que serão feitas nas instalações elétricas. onde ficarão os quadros de força. quantas máquinas serão utilizadas e.0 trifásico Bombas d’água 3. Ela serve também para a higiene dos trabalhadores e deve ser disponível em abundância.2 temos a potência de alguns equipamentos.0 trifásico vibrador 3. ou seja. 2006) Equipamento Potência (hp) Sistema Guincho 7. as gruas que elevam sensivelmente a demanda de energia (Barros. Mas precisam ser feitas de forma correta. aliada a um fator de demanda (visto que nem todos os equipamentos serão utilizados simultaneamente). deve-se também fazer um pedido de estudo. sendo desfeitas após o término dos serviços.que seja o mais distante possível dos alicerces. Não existindo água.0 trifásico Serra elétrica 2. para que sejam seguras. é preciso saber que tipo de fio ou cabo deve ser usado. pois a maioria dos equipamentos é trifásica (Tabela 2. como. no fundo da obra. Para o dimensionamento do cabo devemos somar as potências dos equipamentos utilizados no canteiro.

Barracão para pequenas obras Para realizar um barracão econômico podemos realizar o aproveitamento das chapas compensadas (Figura 2. desmontável para utilizar em obras.3 .4).2.Exemplo de barracão para obra de pequeno porte Utilizando chapas compensadas. 19 .1 .3): Figura 2. como segue (Figura 2. pontalete de eucalipto ou vigotas 8x8. e telhas de fibrocimento podemos montar um barracão de pequenas dimensões.3.

00m Pontaletes ou caibros de 3.44 Telhas fibrocimento 4. 03 03 16 11 11 01 60 01 0.0m Sarrafo de 7.5 03 0.Figura 2.0mm 0.50x2.50x1.3.5 0.50m Chapas de compensado 6.3 .0 10.4 – Aproveitamento das chapas compensadas Na Tabela 2. Tabela 2.0mm 0.0cm Cadeado médio Corrente Dobradiças Prego 15x15 Prego 18x27 ou de de 20 .3.Relação de materiais para execução de barracão para pequenas obras Quant.22 Viga 6x12 de 5. está relacionado os materiais utilizados na execução do barracão de obra da Figura 2.3 un un un pç pç pç pç m pç m pç kg kg Descrição Pontaletes ou caibros de 3.0mm Telhas fibrocimento 4.

régua.Processo dos cavaletes No processo dos cavaletes os alinhamentos são obtidos por pregos cravados em cavaletes. o auxílio da topografia. com métodos simples (utilizando o nível de mangueira. tropeços. Em quaisquer dos casos.6) 21 .4. pois não nos oferece grande segurança devido ao seu fácil deslocamento com batidas de carrinhos de mão. para materializar a demarcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por cavaletes ou tábua corrida (gabarito). que nos garantam certa precisão. sem o auxílio de aparelhos. etc. previamente alinhados conforme o projeto.4 . portanto. Devemos sempre que possível. poderão acumular erros.LOCAÇÃO DA OBRA Podemos efetuar a locação da obra.2.1 . os métodos simples. linhas são fixadas e esticadas nos pregos para determinar o alinhamento do alicerce. nos casos de obras de pequeno porte. evitar esse processo. sendo conveniente. No entanto.5). Figura 2. Estes são constituídos de duas estacas cravadas no solo e uma travessa pregada sobre elas (Figura 2. e em seguida inicia-se a abertura das valas (Figura 2.5 . fio de prumo e trena). em obras de grande área.Cavalete Depois de distribuídos os cavaletes. 2.

00m do piso (Figura 2. Nos pontaletes serão pregadas tábuas na volta toda da construção (geralmente de 15 ou 20 cm).5cm ou 7. pontaletes de pinho de (7.determinação dos alinhamentos 2. em nível e aproximadamente 1.0m e a 1. Nos pregos são amarrados e esticados linhas ou arames.Figura 2.50m a 2.7).20m das paredes da futura construção. que posteriormente poderão ser utilizadas para andaimes. cada qual de um nome interligado ao de mesmo nome da tábua oposta.4.6 . determinam os alinhamentos (Figura 2. Este processo é o ideal.Processo da tábua corrida (gabarito) Este método se executa cravando-se no solo cerca de 50 cm.8).5 x 7. Pregos fincados nas tábuas com distâncias entre si iguais às interdistâncias entre os eixos da construção.2 . 22 . Em cada linha ou arame está materializado um eixo da construção.0cm) ou varas de eucalipto a uma distância entre si de 1. todos identificados com letras e algarismos respectivos pintados na face vertical interna das tábuas.5 x 10.Processo dos cavaletes .

Processo da Tábua Corrida – Gabarito Como podemos observar o processo de "Tábua Corrida" é mais seguro e as marcações nele efetuadas permanecem por muito tempo. pode utilizar o processo dos cavaletes. 2.7 . retiradas das plantas para o terreno. é de extrema importância que no final da marcação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados procurando evitar erros. No entanto.5 . 23 . devemos transferir as medidas.TRAÇADO Tendo definido o método para a marcação da obra. seja qual for o método escolhido. possibilitando a conferência durante o andamento das obras.8 .Marcação sobre gabarito Figura 2. para auxiliar este processo. Não obstante.A Figura 2.

9 .80 x 1. É indispensável saber traçar perpendiculares sobre o terreno.9). saber locá-las com métodos simplificados. determinando assim o esquadro. quando as linhas ficarem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto. O esquadro deve ser colocado sobre uma base plana e ficar tangenciando as linhas sem as tocá-las.Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito Outro método consiste na utilização de um esquadro metálico (geralmente 0. para pequenas obras.Quando a obra requer um grau de precisão.4 e 5m (triângulo de Pitágoras).Traçado de ângulos retos e paralelas. Um método simples para isso.60 x 0.5. que não podemos realizar com métodos simples devemos utilizar aparelhos topográficos. consiste em formar um triângulo através das linhas dispostas perpendicularmente. 24 . cujos lados meçam 3 . Isto fica a cargo da disciplina de Topografia.10). Figura 2. 2. Isto serve de referência para locar todas as demais paredes. pois é através delas que marcamos os alinhamentos das paredes externas.00m) para verificar o ângulo reto (Figura 2.1 . fazendo coincidir o lado do ângulo reto com o alinhamento da base (Figura 2. da construção. cabendo a nós.

Traçado de curvas A partir do cálculo do raio da curva (que pode ser feito previamente no escritório) achamos o centro e.Baud. No caso de grandes curvas.11.10 .Traçado de curva de pequeno raio Este método nos fornece uma boa precisão. por aproximações sucessivas. com o auxílio de um arame ou linha.5. podemos utilizar um método aproximado. a quarta parte deste último valor (Figura 2. todos os pontos da curva circular (G.2 . sucessivamente. chamado método das quatro partes.11 . 1976) 25 . Consiste em aplicar. traçamos a curva no terreno (como se fosse um compasso) Figura 2.12).Traçado de ângulos retos e paralelas sobre o gabarito utilizando esquadro metálico 2.Figura 2. sobre a corda obtida com a flecha precedente. Encontram-se assim. Figura 2. quando temos pequenos raios.

13). caso contrário podemos iniciar a locação das obras pelo projeto de forma da fundação ("paredes"). fornecida pelo cálculo estrutural (Figura 2. 2.3 . visto que qualquer marcação das "paredes" irá ser desmarcada pelo deslocamento de equipamentos mecânicos. O posicionamento das estacas é feito conforme a planta de locação de estacas. 26 .Locação de estacas Serão feitas inicialmente a locações de estacas. tubulões ou fundações que necessitam de equipamentos mecânicos para a sua execução. 4 f3 = f2 4 r = raio da curva t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta) Portanto.5.Baud.1976) f1 = r − sendo: r2 r2 + t2 em seguida f2 = f1 .Figura 2.12 . com o auxílio do gabarito.Traçado de curva pelo método das quatro partes (G. inicialmente devemos locar as fundações profundas do tipo estacas.

14). geralmente de peroba. No ponto marcado pelo prumo. através de um prumo de centro (Figura 2. 27 .Projeto de locação de estacas A locação das estacas é definida pelo cruzamento das linhas fixadas por pregos no gabarito.13 .5 x 15. Transfere-se esta interseção ao terreno. crava-se uma estaca de madeira (piquete). com dimensões 2.5 x 2.E D C B A 1 2 3 Figura 2.0cm.

Hoje com o uso de softwares específicos de desenho ficou bem mais fácil e dependendo da espessura da alvenaria adotada define-se a espessura das paredes.5. No projeto de arquitetura convencionou-se as paredes externas com 25cm e as internas com 15cm.Locação da estaca Após a execução das estacas e com a saída dos equipamentos e limpeza do local podemos efetuar com o auxílio do projeto estrutural de formas a locação das "paredes".5cm difícil de serem desenhadas a pena nas escalas usuais de desenho 1:100 ou 1:50. 2.Figura 2.15). Em obras de pequeno porte ainda é usual o pedreiro marcar a construção utilizando as espessuras das paredes.Locação da Forma de Fundação "paredes" Devemos locar a obra utilizando os eixos.4 . 28 . na realidade as paredes externas giram em torno de 26 a 27cm e as internas 14 a 14. por isso da adoção de medidas arredondadas que acumulam erros. para evitarmos o acúmulo de erros provenientes das variações de espessuras das paredes (Figura 2.14 .

15 .Projeto de forma locadas pelo eixo 29 .E D C B A 1 2 3 Figura 2.

Noções de segurança para movimentação de terra: • 1 . devem estar protegidos por calhas de madeira.Os fios e cabos devem ser fixados em isoladores.A locação da obra deve. 6 . em relação às divisas do terreno.ANOTAÇÕES 1 . Não devem ser usadas para ligar diretamente os equipamentos. elétrica ) e suas implicações.As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas e fechar para cima.Os taludes instáveis com mais de 1. 5 .Nos cálculos dos volumes de corte e aterro. 3 . 5 . 7 – Verificar se o terreno em relação às ruas está sujeito à inundação ou necessita de drenagem para águas pluviais. • Instalações elétricas em Canteiro de obras: 1 . sinalizados e de fácil acesso mias longe da passagem de pessoas. Podem ser colocados a certa altura que não deixe as pessoas e máquinas encostarem-se a eles.A marcação pelo eixo. ser efetuada pelo engenheiro ou conferida pelo mesmo. blocos e estacas.30m de profundidade devem ser estabilizados com escoramentos. pilares. 6 . 8 – Confirmar a perfeita locação da obra no que se refere aos eixos das paredes. materiais e equipamentos. 4 .Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis. de preferência.Na execução do gabarito. 4 .Sinalizar os locais de trabalho com placas indicativas. 3 . sapatas. 2 . máquinas e materiais.Estudo da fundação das edificações vizinhas e escoramentos dos taludes. as tábuas devem ser pregadas em nível. 4 . não deixando partes descobertas.Os fios e cabos estendidos em locais de passagem. 5 – Verificar os afastamentos da obra.Os fios e cabos devem ser estendidos em lugares que não atrapalhem a passagem de pessoas. 2 . 3 . além de mais precisa.A pressão das construções vizinhas deve ser contida por meio de escoramento. ou redes de esgoto. 2 . canaletas ou eletro dutos. facilita a conferência pelo engenheiro. 30 . os valores são mais precisos se o número de seções for maior. As emendas devem ficar firmes e bem isoladas.Os quadros de distribuição devem ser de preferência metálicos e devem ficar fechados para que os operários não se encostem às partes energizadas.Depositar os materiais de escavação a uma distância superior à metade da profundidade do corte. 6 – Constatar no terreno a existência ou não de obras subterrâneas ( galerias de águas pluviais.Somente deve ser permitido o acesso à obra de terraplenagem de pessoas autorizadas.

o barateamento das fundações.FUNDAÇÕES CONVENCIONAIS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. até a profundidade de interesse do projeto. • Analisar um perfil de sondagem.T. Não querendo invadir o campo da Engenharia de Fundações. no sentido de reconhecer o subsolo e escolher a fundação adequada. Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação da orientação dos planos (superfícies) que as separam. um pequeno enfoque sobre fundações mais utilizadas em residências unifamiliares térreas e sobradas. As sondagens representam. no subsolo.P.3 .05 a 0. 31 . • Especificar o tipo de dreno e a sua localização.1. ficando a cargo da Cadeira de Fundações aprofundar no assunto. bem como a sua localização. 1971): • • • • Determinação dos tipos de solo que ocorrem.SONDAGENS É sempre aconselhável a execução de sondagens. Determinação das condições de compacidade (areias) ou consistência (argilas) em que ocorrem os diversos tipos de solo. A execução de uma sondagem é um processo repetitivo. damos nestas anotações de aulas. Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os seguintes (Godoy. 3. 3.Execução da sondagem A sondagem é realizada contando o número de golpes necessários à cravação de parte de um amostrador no solo realizada pela queda livre de um martelo de massa e altura de queda padronizada. Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo. apenas 0.Standart Penetration Test. que consiste em abertura do furo.005% do custo total da obra. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Determinar o número de furos de sondagem.1 . .1 . • Especificar corretamente o tipo de impermeabilização a ser utilizada em alicerce. ensaio de penetração e amostragem a cada metro de solo sondado. • Saber escolher a fundação ideal para uma determinada edificação. fazendo com isso. em média. A resistência à penetração dinâmica no solo medida é denominada S.

inicialmente.Abertura 100cm 45cm . (Figura 3. uma haste e o amostrador. (Figura 3.Abertura 100cm 45cm .1 . 1971) 55cm .2 . um martelo de 65 kg.Esquema de sondagem peso guia Operador haste amostrador Figura 3.Ensaio 55cm . utilizando um tripé.Ensaio Figura 3.1) As fases de ensaio e de amostragem são realizadas simultaneamente.2) (Godoy.Desta forma.Equipamento de sondagem à percussão 32 . e o restante dos 45 cm é utilizado para a realização do ensaio de penetração. a abertura do furo com um comprimento de 55 cm utilizando um trado manual ou através de jato de água. em cada metro faz-se.

no comportamento da fundação.1 . e devem ter profundidade que inclua todas as camadas do subsolo que possam influir.200m² Será fixada a critério. O Índice de Resistência à Penetração é determinado através do número de golpes do peso padrão.P.3.19 Dura > 19 3.P.Número mínimo de pontos em função da área construída (NBR8036/1983) ÁREA CONSTRUÍDA de 200 m² até 1.400m² Nº.3 .400 m² acima de 2. No caso de fundações para edifícios.S.200 m² até 2.18 Compacta 19 . dependendo do plano de construção. Podemos ainda.2).1.1. sendo anotado o número de golpes necessários à penetração de cada 15 cm.41 Muito Compacta > 41 Consistência de argilas e Muito Mole <2 siltes argilosos Mole 2-5 Média 6 .1 apresenta correlações empíricas. DE SONDAGENS 1 sondagem para cada 200m² 1 sondagem para cada 400m² que exceder a 1.2 .T. 1971) Tabela 3. o número mínimo de pontos de sondagens a realizar é função da área a ser construída (Tabela 3.200 m² de 1. que permite uma estimativa da compacidade das areias e da consistência das argilas.Compacidade das areias e consistência das argilas "in situ" (Godoy. SOLO DENOMINAÇÃO No DE GOLPES Compacidade de areias e Fofa ≤4 siltes arenosos Pouco Compacta 5-8 Med. a partir da resistência à penetração medida nas sondagens.Determinação do número de sondagens a executar Os pontos de sondagem devem ser criteriosamente distribuídos na área em estudo. Compacta 9 .2 . caindo de uma altura de 75 cm.Resistência à penetração O amostrador é cravado 45 cm no solo. (Godoy. considerando-se o número necessário à penetração dos últimos 30 cm do amostrador. Tabela 3. A Tabela 3. Conhecido como S. avaliar o mínimo de furos para qualquer circunstância em função da área do terreno para lotes urbanos: 33 . 1971) COMPACIDADES E CONSISTÊNCIAS SEGUNDO A RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO .T.10 Rija 11 . significativamente.

de maneira a cobrir toda a área em estudo. Em geral. A distância entre os furos de sondagem deve ser de 15 a 25m. durante a execução da sondagem. em material de boa qualidade. 34 . ou No mínimo.3 apresenta alguns exemplos de locação de sondagens em terrenos urbanos. evitando que fiquem numa mesma reta e de preferência. permitem a interrupção do furo. Nos terrenos argilosos. existem alguns métodos para determiná-las: • • Pelo critério do bulbo de pressão Pelas recomendações da norma brasileira Mas. Nos terrenos arenosos. três furos para determinação da disposição e espessura das camadas. a sondagem deverá ultrapassar todas as camadas. Os furos de sondagens deverão ser distribuídos em planta. quatro índices elevados de resistência à penetração.3 . as sondagens raramente necessitam ultrapassar os 15 a 20m. 30 25 7 10-12 30 20 40 20 Figura 3.• • • 2 furos para terreno até 200m² 3 furos para terreno entre 200 a 400m². um técnico experimentado pode fixar a profundidade a ser atingida. pelo exame das amostras recuperadas e pelo número de golpes. A Figura 3. próximos aos limites da área em estudo.Exemplo de locação de sondagens em pequenos lotes Em relação à profundidade das sondagens.

00 1.42 (100. 3.20 25.1.Perfil de Sondagem Os dados obtidos em uma investigação do subsolo são normalmente apresentados na forma de um perfil para cada furo de sondagem.Obs. a sondagem deverá ser novamente deslocada 3.NA . A posição das sondagens é amarrada topograficamente e apresentada numa planta de locação bem como o nível da boca do furo que é amarrado a uma referência de nível RN bem definido ( Figura 3. em planta.00 RN=100.0m.4 . Essa profundidade pode ser corrigida.0m. (Godoy. 1971) 35 . nas respectivas cotas. Se for confirmada a ocorrência de obstrução na mesma profundidade.. CALÇADA 5.também é indicada.60 (99.5).0m numa direção ortogonal ao primeiro deslocamento.4) GUIA EXISTENTE CASA EXISTENTE EM CONSTRUÇÃO 2.4 4 S1 21. a sondagem na rocha é realizada com equipamento de sondagem rotativo.Planta de locação das sondagens No perfil do subsolo as resistências à penetração são indicadas por números à esquerda da vertical da sondagem.00 5.00 RUA . Neste caso a verificação é realizada executando-se uma nova sondagem a 3.00 CASA EXISTENTE Figura 3.60 S2 21.00 1. bem como a data inicial e final de sua medição (Figura 3.: profundidade mínima 8. A posição do nível d'água . à medida que os primeiros resultados forem conhecidos.40 2. da anterior.40 2.4 . Caso necessário. Poderá ocorrer obstrução nos furos de sondagens do tipo matacões (rochas dispersas no subsolo) confundindo com um embasamento rochoso.95) 7.13) 2..

proceder à escolha do tipo de fundação mais adequada. 36 . Mesmo sendo viável a adoção das fundações diretas é aconselhável comparar o seu custo com o de uma fundação profunda. pela verificação da possibilidade do emprego de fundações diretas. O estudo é conduzido inicialmente.Exemplo de um perfil de subsolo 3. técnica e economicamente. pode o engenheiro.Figura 3.5 .2 .ESCOLHA DO TIPO DE FUNDAÇÃO Com os resultados das sondagens. de grandeza e natureza das cargas estruturais e conhecendo as condições de estabilidade e fundações das construções vizinhas.

E finalmente. 3.Relação dos tipos de fundações usuais em construção 37 . Simples Armada Simples Armada Alvenaria Pedra Sapata Corrida ou Contínua Diretas ou Rasas Sapata Isolada Radier Rígidos Flexíveis de concreto Estacas Pré Moldadas Mega ou de reação Vibradas Centrífugas Protendida sem camisa Brocas Escavadas Raiz perdidas com camisa monotube Raynond Strauss Simples Duplex Franki Moldadas in loco Profundas de madeira de aço céu aberto Tubulões Pneumático (ar comprimido) Tipo poço Tipo Chicago Tipo gow Tipo Benoto Tipo Anel de concreto recuperadas Figura 3. verificando a impossibilidade da execução das fundações diretas.2.6 .1 .6). estuda-se o tipo de fundação profunda mais adequada.Tipos de fundações Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas (Figura 3.

Em terrenos firmes a mais de 6.Portanto os principais tipos de fundações são: • • Fundações diretas ou rasas.0m. Dividindo a carga P pela σ s do solo.7 .Profundidade de uma sapata isolada (Df) • • - Quando Df ≤ B ⇒ Fundações diretas Quando Df > B ⇒ Fundações profundas (sendo “B” a menor dimensão da sapata) Quando a camada ideal for encontrada à profundidade de 5. podemos adotar brocas.7). Com o auxílio da sondagem. Condições econômicas: A-a=B-b A-B=a-b Sendo “A e B” as dimensões da sapata e “a e b” a dimensão do pilar. S nec = P σs . Figura 3. se as cargas forem na ordem de 4 a 5 toneladas e sem presença de água.0m. σs ≅ SPT 5 Encontrada a área. encontramos a área necessária da sapata (Snec). são capazes de suportar as cargas. logo abaixo da estrutura. 3. obtemos o SPT na profundidade adotada e calculamos a σ s do solo.12). 38 .3 .FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS As fundações diretas são empregadas onde as camadas do subsolo.0 à 6. Fundações profundas. Para a escolha das fundações podemos iniciar analisando uma sapata isolada (Figura 3. adotam-se as dimensões e verificamos se são econômicas (Figura 3. devemos utilizar estacas ou tubulões.

P. • • Figura 3. barraco de obra. Mantendo-se o valor "h" em no mínimo 40 cm e h1. H. sempre em nível.8). abrigo de gás.parede de 1/2 tijolo = 40 cm Em terrenos inclinados.Como referência temos σ s (Tensão admissível do solo) como sendo: Boa = 4.0 kg/cm² Regular = 2. é função do tipo de solo e da consideração da sapata ser rígida ou flexível.5 kg/cm² A Distribuição das pressões. É importante conhecer esse tipo de alicerce. retangular ou triangular.). no máximo 50cm. Uma sapata será considerada flexível quando possuir altura relativamente pequena e . 3. 1973) Descrevemos com mais detalhes as fundações diretas mais comuns para obras de pequeno porte.8 .0 kg/cm² Fraca = 0. o fundo da vala é formado por degraus (Figura 3.1 . pois foram muito utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos. (edícula sem laje.parede de 1 tijolo = 45 cm valas: . apresentar deformação de flexão (Caputo. no terreno.Detalhe do nivelamento do fundo da vala 39 .Sapata Corrida em Alvenaria São utilizadas em obras de pequena área e carga. podendo ser bi triangular. água etc. sob atuação do carregamento.3. As etapas de execução são: a) Abertura de vala * Profundidade nunca inferiores a 40 cm * Largura das .

O reaterro deve ser feito em camadas de no máximo 20cm bem compactadas. utilizam-se tijolos em espelho. • Argamassa de assentamento é de cimento e areia traço 1:4. não podendo. no caso de pretender a sua atuação como viga deverá ser calculada a ferragem e os estribos.b) Apiloamento Se faz manualmente com soquete (maço) de 10 à 20 kg. assentados com argamassa de cimento e areia traço 1:3. • Seu respaldo deve estar acima do nível do terreno. f) Reaterro das valas Após a execução da impermeabilização das fundações. • Assentamento dos tijolos é feito em nível. com o objetivo unicamente de conseguir a uniformização do fundo da vala e não o de aumentar a resistência do solo. e) Cinta de amarração É sempre aconselhável a colocação de uma cinta de amarração no respaldo dos alicerces. areia grossa e pedra 2 e 3) e espessura mínima de 5cm com a finalidade de: • • Diminuir a pressão de contato visto ser a sua largura maior do que a do alicerce. Sobre a cinta será efetuada a impermeabilização. 40 . • O tijolo utilizado é o maciço queimado ou requeimado.feitos com tijolo e meio. • Tem espessuras maiores do que a das paredes sendo: Paredes de 1 tijolo . podemos reaterrar as valas. contudo ser utilizadas como vigas. Para economizar formas. A função das cintas de amarração é "amarrar" todo o alicerce e distribuir melhor as cargas. Normalmente a sua ferragem consiste de barras "corridas". Paredes de 1/2 tijolo .feitos com um tijolo. Uniformizar e limpar o piso sobre o qual será levantado o alicerce de alvenaria d) Alicerce de alvenaria ( Assentamento dos tijolos) • Ficam semi-embutidos no terreno. a fim de evitar o contato das paredes com o solo. c) Lastro de concreto Sobre o fundo das valas devemos aplicar uma camada de concreto magro de traço 1:3:6 ou 1:4:8 (cimento.

1972) 41 . 1972) Parede de um tijolo Figura 3.9 .10 .Com cinta de amarração (Borges.Sem cinta de amarração (Borges. 1972) Parede de meio tijolo Figura 3.Com cinta de amarração (Borges.g) Tipos de alicerces para construção simples Figura 3.11 .

Figura 3. o que lhes confere boa rigidez.Sapata corrida sob paredes 42 .Obs. A função desses estribos é somente posicionar as armaduras. As sapatas de concreto armado. devem ser usados estribos.0m.13 .3. 3.3. podem ter formato piramidal ou cônico. Para manter os ferros corridos da cinta de amarração na posição. Também são denominadas de Blocos. 3. possuem grande altura.15) PAREDE h L Figura 3. possuindo pequena altura em relação a sua base.12 .14.13. espaçados de mais ou menos 1.2 Sapatas Isoladas São fundações de concreto simples ou armado. 3.Sapata isolada retangular 3. As sapatas de concreto simples (sem armaduras).3 .Sapatas corridas Executadas em concreto armado e possuem uma dimensão preponderante em relação às demais (Figura 3. que pode ter forma quadrada ou retangular (formatos mais comuns).

A laje deve ser executada utilizando concreto armado com armaduras de aço nas duas direções tanto na parte superior como na inferior (armadura dupla).Sapata corrida com viga 3. Os radiers são elementos contínuos que podem ser executados em concreto armado. protendido ou em concreto reforçado com fibras de aço.PILAR h L Figura 3. tem-se o que se denomina uma fundação em radier. esgoto e elétrica. Colocação das tubulações de água. Etapas de construção: • • Preparo do terreno – apiloamento e nivelamento.14 .Sapata corrida sob pilares PILAR VIGA h L Figura 3.3. 43 .15 . O radier pode ser considerado uma laje contínua em toda a área de construção distribuindo uniformemente toda a carga ao terreno.Radiers Quando todas as paredes ou todos os pilares de uma edificação transmitem as cargas ao solo através de uma única sapata.4 .

16 .1 . Se uma parte dele for firme e outra fraca você não deve usar radier. Os principais tipos de fundações profundas são: 3. Podem ser: . cilíndricas ou prismáticas.Estacas Estacas são peças alongadas. b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas).4.• • Colocação de manta plástica para evitar a perda de água do concreto e a umidade do solo.Moldadas in loco 44 .4 . bom para a fundação. Concretagem e cura.FUNDAÇÕES PROFUNDAS São utilizadas quando o terreno firme. Figura 3. cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa. encontra-se em camadas mais profundas do solo. c) Compactação de terrenos.Pré-moldadas . 3.Radier O radier somente deve ser utilizado se o terreno todo tiver o mesmo tipo de solo. essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas.

Portanto a estaca deve ser concretada no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. A limpeza e remoção do concreto de má qualidade até a cota de arrasamento devem ser feito com o auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido deve ser preferencialmente de baixo para cima (Figura 3. Figura 3.a) Nas estacas pré-moldadas. o excesso de concreto acima da cota de arrasamento.As estacas recebem esforços axiais de compressão. permitindo a execução do lastro e a sobra de no mínimo 5 cm de estaca acima do lastro (Figura 3.18. Figura 3. vigas etc. A cota de arrasamento das estacas deve ficar no mínimo 10 cm acima do fundo da vala. Esses esforços são resistidos pela reação exercida pelo terreno sobre sua ponta e pelo atrito entre as paredes laterais da estaca e o terreno.Esforços nas estacas Após a cravação das estacas pré-moldadas de concreto ou a concretagem das estacas moldadas “in loco” as mesmas devem ser preparadas previamente para sua perfeita ligação com os elementos estruturais (blocos de coroamento. (a) (b) Figura 3. ausência de pedra britada e possibilidade de barro em volta da estaca.). é devido às estacas encontrarem a “nega” (solo impenetrável) em cotas distintas. pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa. Nas estacas prancha além dos esforços axiais temos o empuxo lateral (esforços horizontais). Nas estacas moldadas “in loco” o concreto da cabeça das estacas geralmente é de qualidade inferior.18 b).18 (a) Arrasamento das estacas – (b) Cota de arrasamento das estacas 45 .17 .17.

19 – Bloco de coroamento 46 . 1973)... distribuindo para ela as cargas dos pilares e dos baldrames (Figura 3. H.4.19)..P. Figura 3.3.2 Blocos de coroamento das estacas Os blocos de coroamento das estacas são elementos maciços de concreto armado que solidarizam as "cabeças" de uma ou um grupo de estacas. Ø= diâmetro da estaca UMA ESTACA DUAS ESTACAS TRÊS ESTACAS QUATRO ESTACAS . Os blocos de coroamento têm também a função de absorver os momentos produzidos por forças horizontais. excentricidade e outras solicitações (Caputo.

Os ∅ mais usados são 20 cm e 25 cm.20. que veremos adiante. utilizando pedra nº 2. Inicia-se a abertura dos furos com uma cavadeira americana e o restante é executado com trado (Figura 3. • • • Limite de diâmetro: 15 (6") a 25cm (10"). sempre verificando se não houve fechamento do furo. as mesmas são compactadas e preenchidas com concreto fck 15. as brocas só serão iniciadas depois de todas as valas abertas. pois o trabalho é exclusivamente manual.Brocas São feitas a trado.0m.20 . (geralmente com 1. Fazemos isso através da cubicagem (volume) de concreto que será necessária para cada broca.0 MPa conforme NBR 6122.5m cada peça) até atingir a profundidade desejada.0m. não utilizando nenhum equipamento mecânico. de forma a não haver fechamento do furo nem desmoronamento. 3.0m a 4. A execução das brocas é extremamente simples e compreende apenas quatro fases: • • • • Abertura da vala dos alicerces Perfuração de um furo no terreno Compactação do fundo do furo Lançamento do concreto Ao contrário de outros tipos de estacas. Ao atingir a profundidade das brocas. que tem o seu comprimento acrescido através de barras de cano galvanizado. bem como falhas na concretagem. no mínimo de 3. Limite de comprimento: é da ordem de 6.Tipos de trado 47 .4.21).3.3 . Figura 3. em solo sem água.

No entanto. que possibilitem a concretagem antes do acúmulo de água. 48 .Figura 3. encontrarmos solo resistente a uma profundidade inferior a 3. Forem tracionadas.21 . também sofrem empuxos laterais. sem nenhuma proteção. geralmente o fundo do furo não é compactado e o lançamento do concreto é feito diretamente no solo. Quando em algumas brocas. isto é feito com 4 (quatro) ferros e estribos em espiral ou de acordo com o projeto estrutural. É conveniente adotar cargas não superiores a 5 toneladas por unidade. pois sua execução é manual. A Resistência Estrutural da Broca quando bem executadas podem ser: • • broca de 20cm: broca de 25cm: .armada ≅ 6 a 7t . certas ocasiões nos obrigam a armá-las e nesses casos. em solos suficientemente coesivos e na ausência de lençol freático.não armada ≅ 4 a 5t . além de trabalharem a compressão.não armada ≅ 7 a 8t .Perfuração da broca Geralmente as brocas não são armadas.0m. A execução de brocas na presença de água deve ser evitada e somente é admitida quando se tratar de solos de baixa permeabilidade. Devemos armar as brocas quando: • • • Verificarmos que as mesmas.armada ≅ 10t Esses valores são aproximados. apenas levam pontas de ferro destinadas a amarrá-las à viga baldrame ou blocos.

49 . apoiadas em chassis metálicos ou acopladas em caminhões (Figura 3.1998) Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 15tf 25tf 30tf 3.5 .4.4 .22). (Falconi et al. conjunto de tração e haste de perfuração.Estacas Escavadas As estacas escavadas caracterizam-se também por serem moldadas no local após a escavação do solo. podendo esta ser helicoidal em toda a sua extensão ou trados acoplados em sua extremidade. que é efetuada mecanicamente com trado helicoidal.4. Seu emprego é restrito a perfuração acima do nível d'água. Nas estacas apiloadas não existe uma padronização de carga. depende da profundidade atingida do diâmetro da estaca e do tipo de solo. 1998) Figura 3. Em ambos os casos são empregados guinchos. São executadas através de torres metálicas. O processo é mecanizado e utilizado somente para pequenas cargas devido as suas limitações.22 – Perfuratriz (Hachich et al.3. A perfuração é conseguida lançando o saquete ao solo de uma altura variável dependendo do equipamento.Estaca Apiloada A estaca apiloada é executada utilizando um tripé e um soquete com diâmetro de 20 a 30 cm.

coloca-se o tubo de molde do mesmo diâmetro da estaca. 1998).Estaca Strauss A estaca Strauss é executada utilizando equipamento mecanizado composto por um tripé. Inicia-se a perfuração utilizando o soquete.4.0 m que é socado pelo pilão à medida que se vai extraindo o molde formando o bulbo. 3. Após abertura inicial do furo com o soquete. Quando lançado e epiloado em camadas deve-se ter o cuidado do contato do soquete com a parede do furo para não contaminar o concreto com o solo (Hachich et al. Figura 3.A concretagem das estacas apiloadas seguem as mesmas especificações das estacas moldadas “in loco” pode ser lançado até preencher o furo ou lançado e apiloado em camadas. exceto a formação do bulbo.23 .Execução das Estaca Strauss Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • • Ø 25 cm: Ø 30 cm: Ø 35 cm: 20tf 30tf 35tf 50 .5 a 1. soquete (pilão) e a sonda (balde). guincho. até completar o nível proposto pelo projeto. Alcançado o comprimento desejado da estaca. O procedimento acima se repete. enche-se de concreto em trechos de 0.6 . o soquete é substituído pela sonda com porta e janela a fim de penetrar e remover o solo no seu interior em estado de lama.

24 . normalmente de seção circular revestido ou não. tendo no seu interior junto à ponta. ele vai abrindo caminho no terreno devido ao forte atrito entre o concreto seco e o tubo e o mesmo é arrastado para dentro do solo.4. 51 . apiloados ao mesmo tempo em que se retira o tubo de molde. um tampão de concreto de relação água/cimento muito baixa.Execução das Estacas Franki Usualmente os diâmetros e cargas de trabalho utilizado são: • • Ø 30 cm: Ø 35 cm: 40tf 50tf 3. provoca-se a expulsão do tampão até a formação de um bulbo do concreto.Estacas Franki Coloca-se o tubo de aço (molde). Após essa operação desce-se a armadura e concreta-se a estaca em pequenos trechos sendo os mesmos fortemente.3. coloca-se mais concreto no interior do molde e com o pilão. esse tampão é socado por meio de um soquete (pilão) de até 4t. Figura 3.25) (Alonso et al.Tubulões São elementos de fundação profunda constituído de um poço (fuste). Alcançada a profundidade desejada o molde é preso à torre. 1998).8 .7 . e uma base circular ou em forma de elipse (Figura 3.4.

= 70cm D ≅ de 3 a 3. 1973).26). pelo ar comprimido injetado. resulta de um poço perfurado manualmente ou mecanicamente e a céu aberto. Sendo a de aço perdida ou recuperada. Já no sistema Gow o escoramento é efetuado utilizando cilindros telescópicos de aço cravados por percussão (Caputo. Os tubulões à céu aberto é o mais simples. a água afastada do interior do interior do tubulão. Os tubulões a ar comprimido ou pneumático utilizam uma câmara de equilíbrio em chapa de aço e um compressor (Figura 3. tang60o sendo < 2.5d H ≥ D . O revestimento dos tubulões pode ser constituído de camisa de concreto armada ou de aço.Seção típica de um tubulão Sendo: β ≥ 60o dmin. existindo dois sistemas de execução Chicago e Gow. O princípio é manter. No sistema Chicago a escavação é feita com pá. em etapas. 52 .25 .d .0m 2 Os tubulões dividem-se em dois tipos básicos: à céu aberto (com ou sem revestimento) e a ar comprimido (pneumático) revestido.x FUSTE d BASE b H d RODAPÉ 15 a 20cm D a D Figura 3. as paredes são escoradas com pranchas verticais ajustadas por meio de anéis de aço. Seu emprego é limitado para solos coesivos e acima do nível d'água.

possibilitar a passagem de tubulações sem prejuízo do baldrame. 53 .4.9 – Alvenaria de embasamento As fundações são executadas em um nível abaixo do piso acabado (no mínimo 20 cm).Figura 3.Tubulão a ar comprimido 3. Sobre as fundações e vigas baldrames é executado a alvenaria de embasamento de modo a permitir os diferentes níveis de piso mantendo o baldrame nivelado.26 .

etc. existem igrejas e pontes onde a argamassa das pedras foi aditivada com óleo de baleia. A impermeabilização das edificações não é uma prática moderna. aquedutos. para impermeabilizar saunas. nas cidades históricas. sangue.contra a pressão hidrostática.contenção lateral para aterros dos pisos e receber a camada impermeabilizante do alicerce. quando anteriormente planejada.Alvenaria de embasamento 3. . As falhas corrigidas a posteriori. Podemos dividir os tipos de impermeabilização. Os serviços de impermeabilização contra pressão hidrostática e contra água de infiltração não admitem falhas. Os romanos empregavam clara de ovos. O tijolo maciço é o mais utilizado devido as suas dimensões facilitando as diversas espessuras da alvenaria de embasamento (Figura 3.contra a infiltração. . Os serviços de impermeabilização representam uma pequena parcela do custo e do volume de uma obra. a impermeabilização para esses tipos. mais 54 . dispomos de produtos desenvolvidos especialmente para evitar a ação prejudicial da água. óleos.5 – IMPERMEABILIZAÇÃO A impermeabilização é de fundamental importância no aumento da durabilidade das construções. A alvenaria de embasamento pode ser de tijolo maciço ou de bloco de concreto assentada com argamassa de cimento e areia no traço 1:4. Figura 3.contra a umidade do solo.27). Atualmente. de acordo com o ataque de água: .27 . Já no Brasil. somam muitas vezes o custo inicial.

A fundação sempre é executada num nível inferior ao do piso.. Uma junta fissurada deve ser cheia com uma massa elástica e não com argamassa rígida. causando sérios transtornos. etc. nas recuperações de estruturas sujeitas a pressão hidrostática etc. Se a estrutura fissurar. pois esse produto pode ser aplicado. é a por meio de membranas onde a plasticidade é a grande vantagem.5.50m nas paredes superiores. A obstrução da água fará com que ela procure nova saída e inicie o trabalho pelas áreas porosas. no Brasil. a impermeabilização mais utilizada é com argamassa rígida e impermeabilizante gordurosos. até alcançarmos o nível do piso (Alvenaria de embasamento). Portanto é indispensável uma boa impermeabilização no respaldo dos alicerces. em especial as de concreto.2º Constituídos por cimentos especiais de cura rápida que são utilizados no tamponamento. pela inclusão de um aditivo. 3. No tijolo a água sobe por capilaridade. membrana de asfalto com elastômetros. pois é o ponto de ligação entre a parede que está livre de contato com o terreno e o alicerce. sendo necessário assentar algumas fiadas de tijolos sobre a sapata corrida ou sobre o baldrame. Devemos ter alguns cuidados com a impermeabilização Uma impermeabilização não dá resistência à estrutura.28). lençóis termoplásticos.1º Constituídos pêlos concretos e argamassas impermeáveis. penetrando até a altura de 1. pois acompanha o movimento das trincas que venham a se formar na estrutura permanecendo impermeáveis mesmo sob pressão hidrostática.Impermeabilização dos alicerces Independente do tipo de fundação adotada deve executar uma impermeabilização no respaldo dos alicerces (Figura 3. que penetra nos poros através de água e se cristaliza até cerca de 6 cm dentro da estrutura fechando os poros e ficando solidária com a estrutura. e com grande sucesso. O flexível: Constituído por lençóis de borracha butílica.. . local mais indicado para isso. existem basicamente três sistemas principais de impermeabilização: O rígido: . E no caso de umidade do solo. um produto mineral que se aplica na estrutura. Tem sido bem aceito. Como podemos observar. 55 . O semi flexível: .-. a argamassa também o fará.utilizada há mais de 50 anos.Semelhante à impermeabilização rígida somente que os aditivos favorecem pequenas movimentações. Temos também. já há algum tempo.1.

usando. A camada impermeável não deve ser queimada.5 kg de impermeável Após a cura da argamassa impermeável a superfície é pintada com piche líquido (Neutrol ou similar). Nesse sistema aplica-se uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 e pintura com cimento cristalizante e aditivo (Kz + água + K11 na proporção de 1:4:12. impermeável gorduroso (Vedacit ou similar). Aplicar sempre com as paredes úmidas em três demãos cruzadas. Viaplus 1000.Figura 3. Usa-se a mesma argamassa para o assentamento das duas primeiras fiadas da alvenaria de elevação. geralmente. Podemos utilizar aditivo acrílico que proporciona uma composição semi flexível. Outro processo utilizado dispensa o uso da pintura com piche líquido sobre a argamassa. dosado em argamassa de cimento e areia em traço 1:3 em volume: . Recomendações importantes para uma boa execução da impermeabilização: Deve-se sempre dobrar lateralmente cerca de 10 a 15 cm (Figura 3. para que sua superfície fique semi-áspera evitando fissuras.3 latas de areia (54 litros) . mas apenas alisada.1. corrigindo os pontos fracos. Devemos aplicar duas demãos e em cruz. Tec 100 ou similar).28 .29).Impermeabilização no respaldo do alicerce O processo mais utilizado é através de argamassa rígida.1 lata de cimento (18 litros) . pois o piche penetra nas possíveis falhas de camadas. 56 .

nos locais onde o solo entra em contato com as paredes.30 e 3. 3. Faz-se necessário estudar caso a caso para adotar o melhor sistema de impermeabilização (rígido e semi flexível para umidade e flexível para infiltração). devemos executar uma impermeabilização.5.Impermeabilização nas alvenarias sujeita a umidade do solo Além dos alicerces.29 .: O tempo de duração de uma impermeabilização deverá corresponder ao tempo de uso de uma construção.Impermeabilização em locais de pouca ventilação 57 .Detalhe da aplicação da argamassa impermeável Obs. Sua substituição envolve alto custo e transtorno aos usuários. Figura 3.Figura 3.30 . As figuras 3.2 .31 detalham uma impermeabilização rígida em diversos locais de uma construção.

Onde o solo encostar-se à parede levantar o revestimento interno e externo no mínimo 60 cm acima do solo

Figura 3.31 - Impermeabilização com ventilação

Em ambos os casos o alicerce e o lastro impermeabilizado devem coincidir. 3.6 - DRENOS Existem casos que para maior proteção da impermeabilização dos alicerces e também das paredes em arrimo, necessitamos executar DRENOS, para garantir bons resultados. Os drenos devem ser estudados para cada caso, tendo em vista o tipo de solo e a profundidade do lençol freático, etc... Os drenos subterrâneos podem ser de três tipos: - Drenos horizontais (ao longo de uma área) (figura 3.32) - Drenos verticais (tipo estacas de areia) - Drenos em camada (sob base de estrada) De modo genérico, os drenos horizontais são constituídos:

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Figura 3.32 - Dreno horizontal

1 - Camada filtrante: (areia de granulometria adequada ou manta de poliéster servindo como elemento de retenção de finos do solo). 2 - Material drenante: (pedra de granulometria apropriada) que serve para evitar carreamento de areia - 1 - para o interior do tubo, e conduzir as águas drenadas. 3 - Tubo coletor: deve ser usado para grandes vazões. Normalmente de concreto, barro cozido ou PVC. 4 - Camada impermeável : (selo) no caso do dreno ser destinado apenas à captação de águas subterrâneas. Se o dreno captar águas de superfície, esta camada será substituída por material permeável. 5 - Solo a ser drenado: em um estudo mais aprofundado, a sua granulometria servirá de ponto de partida para o projeto das camadas de proteção. Obs. No caso de não ter tubulação condutora de água, o dreno é chamado de cego (Figura 3.33). Os drenos cegos consistem de valas cheias de material granular (brita e areia). O material é colocado com diâmetro decrescente, de baixo para cima.

Figura 3.33 - Dreno horizontal cego

Uma das utilizações dos drenos é quando o nível de água é muito alto e desejamos rebaixá-lo (Figura 3.34).

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Figura 3.34 - Exemplo de aplicação dos drenos

Obs. Neste caso os furos do tubo devem estar para cima.

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ANOTAÇÕES

1 – Verificar se o terreno confirma a sondagem quando da execução da fundação. 2 – Verificar a exata correspondência entre os projetos, arquitetônico, estrutural e o de fundações. 3 – Verificar se o traço e o preparo do concreto atendem as especificações de projeto. 4 – Verificar qual o sistema de impermeabilização indicada no projeto. Constatar se as especificações dos materiais, bem como as recomendações técnicas dos fabricantes estão sendo rigorosamente obedecidas.

Noções de segurança na execução de fundação: - Evitar queda de pessoas nas aberturas utilizando proteção com guarda corpos de madeira, metal ou telas. - Realizar escoramento em valas para evitar desmoronamentos. - O canteiro de obra deverá ser mantido limpo, organizado e desimpedidos, para evitar escorregões, e tropeços. - Sinalizar com guarda-corpo, fitas, bandeirolas, cavaletes as valas, taludes poços e buracos.

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4 - ALVENARIA

APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO; VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a alvenaria adequada; • Orientar a elevação das paredes (primeira fiada, cantos, prumo, nível); • Especificar o tipo de argamassa de assentamento; • Especificar e conhecer o tipo de amarração; • Especificar os tipos de reforços nos vãos das alvenarias. • Executar corretamente os muros de fechamento de divisas.

Alvenaria, pelo dicionário da língua portuguesa, é a arte ou ofício de pedreiro ou alvanel, ou ainda, obra composta de pedras naturais, cerâmica, blocos de concreto, ligadas ou não por argamassa; cola, armadura e graute (que preenchem os furos da alvenaria estrutural). A alvenaria pode ser empregada na confecção de diversos elementos construtivos (paredes, muros, abóbadas, sapatas, etc.) e pode ter função estrutural ou simplesmente de vedação. Quando a alvenaria é empregada na construção para resistir cargas, ela é chamada Alvenaria resistente, pois além do seu peso próprio, ela suporta cargas (peso das lajes, telhados, pavimento. superior, etc.) Quando a alvenaria não é dimensionada para resistir cargas verticais além de seu peso próprio é denominada Alvenaria de vedação. As paredes utilizadas como elemento de vedação devem possuir características técnicas que são: • • • • • Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

As alvenarias de pedras naturais são raramente executadas, em função da falta de mão-de-obra especializada, como também, pelas distâncias entre os locais de sua extração e de sua utilização. As alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. No entanto neste capítulo iremos abordar os elementos de alvenaria tradicionais.

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4.1 - ELEMENTO DE ALVENARIA TRADICIONAL O elemento de alvenaria é um produto industrializado, de formato paralelepipedal, para compor uma alvenaria, podendo ser: cerâmico, solo cimento e concreto. 4.1.1 - Elementos cerâmicos Os elementos cerâmicos são obtidos a partir da queima de misturas compostas por areia e argila, quando misturados com água, formam uma pasta plástica podendo adquirir grande dureza, sob a ação de calor. Geralmente, os produtos cerâmicos para alvenaria apresentam as seguintes etapas de fabricação: • • • • • • Escolha de matéria prima; Exploração de matéria prima; Preparação da argila; Amassamento ou preparo da mistura; Moldagem; Secagem e cozimento.

A temperatura de queima varia entre 800° C até 1500° C, e dependendo da temperatura de queima dos compostos presentes, os elementos cerâmicos podem ser classificados em: • • • Cerâmica vermelha – entre 950° C a 1100° C (Tijolos, blocos, lajotas etc.) Cerâmica Branca – entre 1100° C a 1300° C (azulejos, peças sanitárias etc.) Cerâmica refratária – acima de 1500° C.

a - Tijolo cerâmico maciço (comum ou caipira) São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas (Figura 4.1), obtidos após a queima das peças em fornos contínuos ou periódicos com temperaturas da ordem de 950 a 1100° C. De acordo com a NBR7170 os tijolos dividem-se em: • • Tipo 1 = (200±5; 95±3; 63±2)mm Tipo 2 = (240±5; 115±3; 52±2)mm

Porém no mercado corrente encontra-se tijolos com dimensões nominais de 210x100x50 mm, que são adquiridos por milheiro. • • • peso: 2,50kg resistência do tijolo: de 1,5 a 4,0 Mpa. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 77un parede de 1 tijolo: 148un

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Figura 4.1 - Tijolo comum

A produtividade da execução de alvenaria com tijolo maciço é baixa, no entanto as suas pequenas dimensões permitem uma maior precisão de nivelamento e prumo. b – Bloco cerâmico Tijolo cerâmico vazado, moldados com arestas vivas retilíneas. São produzidos a partir da cerâmica vermelha, tendo a sua conformação obtida através de extrusão. Podem ser classificados em: • • Blocos de vedação; Blocos estruturais.

As dimensões nominais dos blocos cerâmicos são muito variáveis, portanto pode-se escolher a dimensão que melhor se adapte ao seu projeto utilizando a Tabela 4.1. Neste capítulo iremos abordar somente os blocos de vedação. Os blocos de vedação não têm função de suportar outras cargas além do seu peso próprio e do revestimento. Isto ocorre porque no assentamento, dos blocos de vedação, os furos dos mesmos estão dispostos paralelamente à superfície de assentamento (diferente dos blocos estruturais em que os furos são verticais, perpendiculares à superfície de assentamento) o que ocasiona uma diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. Os blocos de vedação têm as superfícies constituídas por ranhuras e saliências para aumentar a aderência, porque na queima as faces do tijolo sofrem um processo de vitrificação, que compromete a aderência com as argamassas de assentamento e revestimento. A tabela 4.1 determina as dimensões normalizadas para os elementos cerâmicos existentes comercialmente. 64

a alvenaria de tijolo baiano e furado é sensivelmente mais leve do que a alvenaria de tijolo maciço.5 x 20 x 30 12. muitas vezes maior.5 a 2. por outro lado.00Kg resistência do tijolo: de 1.5x14x24 também é bem utilizado.5 x 20 x 40 15 x 20 x 20 15 x 20 x 25 15 x 20 x 30 15 x 20 x 40 20 x 20 x 20 20 x 20 x 25 20 x 20 x 30 20 x 20 x 40 Medidas especiais L x H x C (cm) 10 x 10 x 20 10 x 15 x 20 10 x 15 x 25 12.Dimensões nominais de blocos de vedação e estruturais. Exige menos mão-de-obra. menos argamassa de assentamento.2) denominados tijolo baiano e com furos prismáticos.0 Mpa.5 x 20 x 25 12.Dimensões normalizadas dos elementos cerâmicos Tabela NBR . porque devido as suas dimensões tem um rendimento maior.3) com as seguintes características: • • • peso: 3. também 9x19x19. quantidades por m²: parede de 1/2 tijolo: 22un parede de 1 tijolo: 42um Tolerancia nas medidas: ± 3mm • O bloco cerâmico 11.Tabela 4. Comparando o tijolo baiano e o furado com o tijolo maciço. devido à quebra do tijolo.1 .5 x 15 x 25 Largura (L) 90 90 90 90 115 115 115 115 140 140 140 140 190 190 190 190 Largura (L) 90 90 90 115 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 190 Dimensões nominais (mm) Altura(H) 90 140 140 140 Comprimento(C) 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 190 240 290 390 Comprimento(C) 190 190 240 240 Os mais utilizados são os blocos com furos cilíndricos 9x19x19 (Figura 4. 65 .5 x 20 x 20 12. comuns e especiais Tipo(A) L x H x C (cm) 10 x 20 x 20 10 x 20 x 25 10 x 20 x 30 10 x 20 x 40 12. denominados tijolo furado (Figura 4. o corte para passagem de tubulação é difícil e.

3 . • • dimensões: 23x11x5.2 .Tijolo laminado (21 furos) Tijolo cerâmico utilizado para executar paredes de tijolos à vista (Figura 4.Tijolo com furo cilíndrico (tijolo baiano) Figura 4.4).70kg resistência do tijolo ≅ 3.Figura 4.5cm quantidade por m²: parede de 1/2 tijolo: 70un parede de 1 tijolo: 140un peso aproximado ≅ 2.0MPa • • 66 . O processo de fabricação é semelhante ao do tijolo furado.5 a 5.Tijolo com furo prismático (tijolo furado) c .

25 quantidade: a mesma do tijolo maciço de barro cozido resistência a compressão individual: 1.0MPa Figura 4.5 .6).4 .Tijolo de solo cimento para assentamento com cola 67 .Tijolos de solo cimento Material obtido pela mistura de solo arenoso .5cm. Podem ser maciços (Figura 4.Tijolo de solo cimento comum Figura 4. cal e areia no traço 1:2:8 ou por meio de cola respectivamente.5x6.Tijolo laminado 4. • • • • dimensões: 20x10x4.50 a 80% do próprio terreno onde se processa a construção (o qual não deve apresentar matéria orgânica em teores prejudiciais).1. 23x11x5cm ou 25x12.7MPa resistência à compressão média: 2.6 . São assentados por argamassa mista de cimento. prensados mecanicamente ou manualmente. e água.2 .Figura 4. cimento Portland de 4 a 10%.5) ou furados (Figura 4.

8).2 .1. areia.7kg 13.8kg 6.5MPa Individual 2. pó de pedra e água (Figura 4.2 determina as dimensões nominais dos blocos de concreto mais utilizado.50 kg 19 x 19 x 39 = 18.7kg 8.7 . Tabela 4.5kg 68 a 09 1/2 14 tijolo 19 b x 19 x 19 x 19 c x 19 x 19 x 19 peso 4. Figura 4.3 .5un resistência do bloco: média 2. Figura 4.7.4. fabricadas com cimento. Em relação ao acabamento os blocas de concreto podem ser para revestimento (mais rústico) ou aparentes.Bloco de concreto • • • quantidade de blocos por m² : 12. e dependendo do equipamento é possível obter peças de grande regularidade e com faces e arestas de bom acabamento.6kg 15.7kg .Bloco canaleta Bloco Canaleta : 14 x 19 x 39 = 13. O bloco é obtido através da dosagem racional dos componentes.0MPa Espessura mínima de qualquer parede do bloco deve ser de 15mm.8 . O equipamento para a execução dos blocos é a presa hidráulica.10 kg A Tabela 4.Dimensões nominais dos blocos de concreto dimensões *: a 09 11 14 19 b x 19 x 19 x 19 x 19 x x x x c 39 39 39 39 peso 10kg 10. pedrisco. 4.Blocos de concreto Peças regulares e retangulares.

Devido à argila ser muito retrátil.4. diminuindo a retração do material e melhorando o comportamento higrotérmico da parede. com características argilosas. retiradas depois de completar a secagem. resistência ao fogo. pois se estica uma linha entre os dois cantos já levantados. d) Concreto celular autoclavado: É um produto obtido por processo industrial. resistência à compressão. gesso comum e sizal. Pode ser utilizado na forma de blocos com diversas medidas e espessuras ou painéis armados. b) Adobe: Tijolos de barro amassado com palha. boa trabalhabilidade e precisão nas medidas. ariginando paredes ou muros homogêneos e monolíticos. cal. É assentado com gesso cola. utilizados para a execução de paredes e divisórias internas. isolamento térmico. e) Gesso acartonado: Utilizado na divisão dos espaços internos das edificações. fixo ou desmontável. O serviço é iniciado pêlos cantos (Figura 4. Os cantos são levantados primeiro porque. para a execução de paredes de vedação. comprimidas entre taipas (formas) de madeira. fiada por fiada. estruturado. proporcionando ao material baixo peso específico. leve. que funciona como um elemento aglutinador. areia e outros materiais silicosos aos quais se adiciona alumínio em pó. técnicas e materiais utilizados. Geralmente monolítico. um dia da execução da impermeabilização. 4. c) Blocos de concreto celular: São blocos de concreto com adição de produtos químicos na sua composição ocorrendo à incorporação de gases.9). areia e água. desta forma. se junta palha. obedecendo ao prumo de pedreiro para o alinhamento vertical (Figura 4. no mínimo. secos ao sol.9) após o destacamento das paredes (assentamento da primeira e segunda fiada). É autoclavado (cura a vapor sob pressão de 10 atmosferas e temperatura de 180ºC) caracterizando um produto com baixo peso específico. serão erguidas as paredes conforme o projeto de arquitetura.3 – ELEVAÇÃO DA ALVENARIA TRADICIONAL: Depois de. como: a) Taipa: A taipa é constituída por terra úmida. com a mistura de cimento. o restante da parede será erguida sem preocupações de prumo e horizontalidade.10) e o escantilhão no sentido horizontal (Figura 4. f) Blocos de Gesso: Os blocos pré-fabricados de gesso são elementos de vedação vertical. 69 . facilitando o manuseio e bom desempenho térmico e acústico. de montagem por acoplamento e constituído por uma estrutura de perfis metálicos ou de madeira e fechamento em chapas de gesso acartonado.2 – OUTROS ELEMENTOS DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO Existem diversas alternativas.

os cantos são levantados utilizando uma argamassa de assentamento de cimento.9) Figura 4.Detalhe do nivelamento da elevação da alvenaria Figura 4.10 .Paredes de tijolos maciços Com o auxílio do escantilhão.1 . do prumo de pedreiro e da linha.3.9 .Detalhe do prumo do canto da alvenaria 70 .4. cal e areia no traço 1: 2: 8 (Figura 4.

Assentamento do tijolo 71 . Figura 4.11. 4.Podemos ver nos desenhos (Figura 4.11. conforme a Figura 4. 1o – Colocada à linha.12. verificando o nível e o prumo.11 .12. Figura 4. 4.Colocação da argamassa de assentamento 2o .13) a maneira mais prática de executarmos a elevação da alvenaria. a argamassa e disposta sobre a fiada anterior. batendo e acertando com a colher conforme Figura 4.12 .Sobre a argamassa o tijolo e assentado com a face rente à linha.

5x30cm) utilizando os mesmos pontaletes de marcação da obra ou com andaimes metálicos.13. para garantir uma maior resistência e estabilidade dos painéis (Figuras 4.3o . 4.14. Quando as paredes atingirem a altura de 1.A sobra de argamassa é retirada com a colher. se for sobrado.5m acima da laje e assim sucessivamente.50m.15. e o terceiro 1. Os andaimes são estruturas que auxiliam na elevação das alvenarias quando o nível das paredes ultrapassa a altura de 1.a .13 . 4. deve-se providenciar o primeiro plano de andaimes. Podendo ser: 72 . No caso de andaimes utilizando pontaletes de madeira as tábuas devem ser pregadas para maior segurança dos usuários.5m aproximadamente.3. Os andaimes são executados com tábuas de 1"x12" (2. o segundo plano será na altura da laje. 4. conforme Figura 4. nota-se certa diferença de medidas. Por este motivo.Retirada do excesso de argamassa Mesmo sendo os tijolos da mesma olaria.1. sendo a mesma à externa por motivos estéticos e mesmo porque os andaimes são montados por este lado fazendo com que o pedreiro trabalhe aparelhando esta face.Amarração dos tijolos maciços Os elementos de alvenaria devem ser assentados com as juntas desencontradas. Figura 4.16). somente uma das faces da parede pode ser aparelhada.

14 .16 .Ajuste Inglês.Ajuste Francês também comumente utilizado (Figura 4.15 .15) Figura 4.Ajuste comum ou corrente.14) Figura 4.a . Figura 4.16).Ajuste Inglês ou gótico 73 . é o sistema mais utilizado (Figura 4.Ajuste corrente (comum) b . de difícil execução pode ser utilizado em alvenaria de tijolo aparente (Figura 4.Ajuste Francês c .

20 e 4.b . 4. Figura 4.Canto em parede de meio tijolo no ajuste comum Figura 4.19 .17 .19. 4.4.3.17. pois como já visto.Canto em parede de um tijolo no ajuste francês Figura 4.1. Nas Figuras 4. as paredes iniciam-se pêlos cantos.18 .Formação dos cantos de paredes É de grande importância que os cantos sejam executados corretamente. 4.18.Canto em parede de um tijolo no ajuste comum 74 .21 mostram a execução de diversos cantos de parede nas diversas modalidades de ajustes.

Canto em parede externa de um tijolo com parede interna de meio tijolo no ajuste francês 4.Canto em parede de espelho Figura 4.20 .Figura 4.).c . muros etc.3.21 ...Pilares de tijolos maciços São utilizados em locais onde a carga é pequena (varandas.1. Podem ser executados somente de alvenaria ou e alvenaria e o centro preenchido por concreto (Figura 4.22) 75 .

Empilhamento de tijolos maciços Para conferir na obra a quantidade de tijolos maciços recebidos. é comum empilhar os tijolos de maneira como mostra a Figura 4.Figura 4.1. Figura 4. Como coroamento.Exemplo de pilares de alvenaria 4.Empilhamento do tijolo maciço 76 . Costuma-se. arrumam-se mais 10 tijolos.d . pintar ou borrifar com água de cal as pilhas. também. perfazendo uma pilha de 250 tijolos.3.23. após cada descarga do caminhão. para não haver confusão com as pilhas anteriores. resultando 240.22 . contendo cada 16 tijolos. São 15 camadas.23 .

Desvantagens: 77 .menor tempo de assentamento e revestimento. O processo de assentamento é semelhante ao já descrito para a alvenaria de tijolos maciços.menor consumo de argamassa para assentamento.24 .Corte do tijolo maciço 4. são necessários tijolos comuns.24). . o que facilita no momento da execução. os desenhos dos blocos. .2 . A argamassa de assentamento dos blocos de concreto é mista composta por cimento cal e areia no traço 1:1/2:6.difícil para se trabalhar nas aberturas de rasgos para embutimento de canos e conduítes. se estendem rapidamente em nossas obras.Cortes em tijolos maciços O tijolo maciço permite que seja dividido em diversos tamanhos.4.3. . economizandomão-de-obra.geralmente.melhor acabamento e uniformidade.3. nas espaletas e arremates do vão. Isto ocorre devido à absorção da argamassa de assentamento ser diferente da dos blocos. Com o desenvolvimento dos artigos pré-moldados.1. Figura 4. .e .peso menor . Podemos dividi-lo pela metade ou em 1/4 e 3/4 de acordo com a necessidade (Figura 4. As paredes iniciam-se pêlos cantos utilizando o escantilhão para o nível da fiada e o prumo. .nos dias de chuva aparecem nos painéis de alvenaria externa. Vantagens: . .Paredes com bloco de concreto São paredes executadas com blocos de concreto vibrado.não permite cortes para dividi-los.

A amarração dos cantos e de parede interna com externa se faz utilizando barras de aço a cada três fiadas ou utilizando um pilarete de concreto no encontro das alvenarias (Figura 4.25 . Portanto.25) para facilitar a colocação da argamassa de assentamento.26): Figura 4.26 .Detalhe do assentamento do bloco de concreto O assentamento é feito em amarração. Pode ser junta a prumo (somente quando for vedação em estrutura de concreto). a elevação da alvenaria se dá assentando o bloco com os furos para baixo.Detalhe de execução dos cantos 78 .Os blocos de concreto para execução de obras não estruturais têm o seu fundo tampado (Figura 4. Figura 4.

e o seu assentamento e feito em amarração. No entanto. pois não se consegue uma amarração perfeita devido às diferenças de dimensões (Figura 4.Execução de alvenaria utilizando tijolos furados A amarração dos cantos e da parede interna com as externas se faz através de pilares de concreto.27).28).3. Para que isso ocorra devemos 79 . Figura 4.Exemplo de amarração na alvenaria de tijolo furado 4. só devem ser aplicados com a única função de vedarem um painel na estrutura de concreto.28 . Sobre elas não devem ser aplicados nenhuma carga direta.Parede de tijolos furados As paredes de tijolo furado são utilizadas com a finalidade de diminuir o peso das estruturas e economia.VÃOS EM PAREDES DE ALVENARIA Na execução das paredes são deixados os vãos de portas e janelas.4. os tijolos baianos também são utilizados para a elevação das paredes.3 .4 . tanto para paredes de 1/2 tijolo como para 1 tijolo (Figura 4. não oferecem grande resistência e portanto.27 . No caso das portas os vãos já são destacados na primeira fiada da alvenaria e das janelas na altura do peitoril determinado no projeto. Figura 4.

pois a medida do mesmo deverá ser acrescida ao vão livre da esquadria (Figura 4. executa-se uma só verga. As vergas são elementos construtivos não passiveis de cálculo as Figuras 4. a sua função é evitar as cargas nas esquadrias e quando trabalha sob o vão. os acréscimos serão de 3cm tanto na largura como na altura. e devem exceder ao vão no mínimo 30 cm ou 1/5 do vão.Vão de alvenaria Esquadrias de madeira: porta = acrescentar 10 cm na largura e 5 cm na altura.considerar o tipo de batente a ser utilizado. devido aos batentes. Figura 4. janela = acrescentar 10cm na largura e 10cm na altura. Sobre o vão das portas e sobre e sob os vãos das janelas devem ser construídas vergas (Figura 4.30).Vergas sobre e sob os vãos As vergas podem ser pré-moldadas ou moldadas no local. Esquadrias de ferro: como o batente é a própria esquadria. No caso de janelas sucessivas.31. Quando trabalha sobre o vão.30 .29). 4.32 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos maciços para: 80 .29 . tem a finalidade de distribuir as cargas concentradas uniformemente pela alvenaria inferior: Figura 4.

0m Figura 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.0m Vãos de 1.0 a 1.0 e 2.00m.34 exemplificam as vergas nas paredes de alvenaria executadas com blocos de concreto para: Vãos de 1.50m Figura 4.33.00m e entre 1.0m Figura 4.31 . deve-se calcular uma viga armada.32 .Vergas em alvenaria de bloco de concreto para vãos até 1.00m e 2.00m OBS: Caso o vão exceda a 2. As Figuras 4.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos até 1.Vãos até 1.50m 81 .33 . 4.00m e 1.00m Vãos entre 1.

Quando uma viga.36 .00m Figura 4.00m e entre 1.36).34 .0m Figura 4. para evitar a carga concentrada e consequentemente o cisalhamento nos tijolos.Coxins de concreto 82 .00m 4.OUTROS TIPOS DE REFORÇOS EM PAREDES DE ALVENARIA. Figura 4. executa-se coxins de concreto (Figura 4.Vãos acima de 1.00m e 2. de pequena carga. proveniente principalmente das coberturas.5 .Vergas em alvenaria de tijolo furado para vãos até 1.50m e 2.0m Vãos de 1.Vergas em alvenaria de tijolo maciço para vãos entre 1.00m A Figura 4. descarrega sobre a alvenaria.50 até 2.0 a 2.35 .35 exemplifica as vergas nas paredes de alvenaria executadas com tijolos furados para: Vãos de 1.

As cintas de amarração servem para distribuir as cargas e "amarrar" as paredes (internas com as externas).39 .00m.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo maciço Figura 4.50 a 3. Se necessitarmos que as cintas suportem cargas.38 .37 e 4. no máximo entre 2. nestes casos para lajes de pequenos vãos. 83 . utilizamos uma nova cinta de amarração sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebem carga.38 exemplificam as cintas de amarração no respaldo das alvenarias cerâmicas para tijolo maciço e tijolo furado respectivamente.Ao chegar com as paredes à altura da laje (respaldo das paredes).37 . devemos então calcular vigas. quando não temos uma verdadeira estrutura de concreto e os vão são pequenos. (ver apoio de lajes em alvenaria nas anotações de aulas nº5). Figura 4.39) Figura 4.Cinta de amarração em alvenaria de tijolo furado Na alvenaria de bloco de concreto utilizamos blocos canaletas para a execução das cintas de amarração (Figura 4. As cintas de amarração no respaldo das paredes servem para apoio das lajes.Cinta de amarração em alvenaria de bloco de concreto Obs. As Figuras 4.

além do chapisco. lajes tipo cogumelo). O chapisco (argamassa de cimento e areia mais um adesivo de argamassa) é imprescindível. portanto apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações e a forma de fixação deve garantir o grau de ligação. tijolos cerâmicos inclinados ou argamassa expansiva Para fixação lateral devem ser previstas barras chamadas de “ferro cabelo” ou telas de aço previamente fixadas nos pilares (Figura 4.6 – FIXAÇÃO DAS ALVENARIAS DE VEDAÇÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Quando a alvenaria é executada depois da estrutura são observadas fissuras na interfase alvenaria/estrutura devido à diferença de módulo de elasticidade dos materiais constituintes. b) A alvenaria não funciona como travamento e a estrutura que a envolve é deformável (pré-fabricados. Devem-se observar quais os vínculos previstos entre a parede de alvenaria e a estrutura a fim de se definir os materiais e técnicas. Na parte superior da alvenaria deve ser executado. pois falta aderência neste ponto. Devemos tomar alguns cuidados. De modo geral procura-se executar as juntas com material bastante deformável (mastiques elásticos).40 – Fixação da alvenaria de vedação em estruturas de concreto No caso (b) cada tipo de estrutura deve ser estudado separadamente. Devem. que permita a movimentação da estrutura sem introduzir 84 . o encunhamento utilizando cunhas pré-fabricadas de conceto. Podemos ter: a) A alvenaria funciona como travamento da estrutura. e a solidarização é feita durante a elevação da alvenaria.40).4. Figura 4. grandes pórticos. No caso (a) é necessário que exista uma ligação efetiva e rígida entre elas. c) A alvenaria não funciona como travamento e está envolta por estrutura pouco deformável. As paredes estarão submetidas a um estado de tensão que lhes serão transmitidas pela estrutura.

esforços de grande amplitude na alvenaria. o importante da fixação.41 . no máximo.5 a 3. devemos utilizar os próprios furos dos blocos para preencher com "grout".42). pórticos rígidos. 4. Para o tijolo furado e o maciço. é tempo correto de sua execução.41) ou revestido (Figura 4. provavelmente. torna-se necessário que seu funcionamento seja compatibilizado com o da estrutura devido principalmente às diferenças de comportamento dos materiais. 4. evitando que esta se manifeste no revestimento. poderemos também utilizar os furos do bloco como pilarete ou colocar formas e executar um pilarete. para as alvenarias de vedação.00 a 15. Se a escolha for para o revestimento. No caso “c” panos pouco extensos. Se a escolha for à vista. neste caso armado. Obs.À vista: Figura 4. formando assim os pilaretes (Figura 4. O encunhamento rígido pode submetê-la a um estado excessivo de tensão e provocar fissuras. NOTA: Quanto ao tipo de ligação.0m executa-se um pilarete de 10 x 25. Esta não deve se dar imediatamente após término da elevação da alvenaria. com o auxílio de formas de madeira (Figura 4.Detalhe dos pilaretes executados nos blocos 85 . No encontro vertical (com os pilares) normalmente ocorrem juntas “auto deformáveis” que.00m. tomando sempre o cuidado de deixar as juntas com o mesmo espaçamento.41). Tudo vai depender de um estudo econômico e também técnico para a escolha do melhor elemento Para o bloco de concreto podemos executar de duas maneiras: à vista (Figura 4. tijolo maciço ou tijolo furado.43). Qualquer que seja o elemento escolhido para a execução do muro a cada. para podermos frisá-las. estar parcialmente engastado no alicerce. Esta junta deve ser executada para evitar que no muro apareça trincas devido ser o mesmo esbelto. desde que a junta seja frágil. portanto a cada 2. devemos deixar uma junta de dilatação de 1. e sofrer movimentação proveniente da variação térmica. de 10. Assim a fixação da alvenaria à estrutura deverá ser inicialmente fraca. devemos quase sempre revesti-los. Nestes casos o “ferro cabelo” deve ser fixo na estrutura de concreto e livre na alvenaria.Fechamento de divisas em bloco de concreto a .7 – MUROS Os fechamentos para divisas podem ser executados em alvenaria de bloco de concreto (14 x 19 x 39). possibilitando a movimentação do painel.7. ventos etc. se manifestarão também no revestimento.0cm. Nestes casos pode-se especificar o acabamento frisado para as juntas ou a aplicação de telas na região da junta.1 .

7.2 .Detalhe da elevação de muro de bloco aparente .Detalhe de execução de um muro de tijolo maciço 86 .43 .42 .Fechamento de divisas em tijolo maciço ou baiano Figura 4.Revestido: Figura 4.b . revestido e viga baldrame 4.

As sapatas corridas devem estar em nível e apoiadas em solo firme a uma profundidade mínima de 40cm. através de argamassa e impermeabilizantes. geralmente de φ 20 cm efetuadas a trado.5 ou 3.44 . o que poderia ocasionar o aparecimento de fissuras.4. uma proteção impermeável. Como as cargas dos muros de divisa não são elevadas podemos fazê-la com 2. 87 .7. impermeabilização Figura 4.Tipos de fundações para muros Podemos efetuar. caso o terreno não comporte este tipo de alicerce podemos optar por brocas.3 . Deverá ser executada uma cinta de amarração no mínimo no meio e no respaldo da alvenaria.Exemplo de fundação para muros No respaldo do alicerce do muro.44). que tem a função de interligar os pilaretes com a alvenaria.0m de profundidade e a cada 2. As brocas. um alicerce em sapata corrida de concreto ou com brocas (Figura 4. para evitar a presença de umidade na alvenaria de elevação do muro. devemos executar também.0m de distância uma das outras. dependendo do terreno. Devemos sempre deixar as valas do alicerce do muro em nível para evitarmos esforços na alvenaria.

. Podemos considerar que ela é trabalhável quando se distribui com facilidade ao ser assentada.8. junto com os elementos de alvenaria.8 – ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO .Com betoneira Figura 4.1 .vedar as juntas impedindo a infiltração de água e a passagem de insetos. conforme o desejo de quem vai manuseá-la..Preparo da argamassa para assentamento de alvenaria de vedação A argamassa de assentamento deve ser preparada com materiais selecionados.45 e 4. sendo a sua função: .3).46 .PREPARO E APLICAÇÃO As argamassas.Preparo da argamassa com betoneira 88 . Podem ser preparadas (figuras 4.Manualmente Figura 4. são os componentes que formam a parede de alvenaria não armada. 4. não endurece rapidamente permanecendo plástica por tempo suficiente para os ajustes (nível e prumo) do elemento de alvenaria.4. As argamassas devem ter boa trabalhabilidade. Difícil é aquilatar esta trabalhabilidade. etc.46): a) .Preparo da argamassa manualmente b) . granulometria adequada e com um traço de acordo com o tipo de elemento de alvenaria adotado (Tabela 4.distribuir uniformemente as cargas . Ela pode ser mais ou menos trabalhável.unir solidamente os elementos de alvenaria . não "agarra" a colher do pedreiro. pois são fatores subjetivos que a definem.45 .

47 .48).Assentamento em cordão 89 .48 .8.47): Figura 4. melhorando o desempenho da parede em relação a penetração de água de chuva.Aplicação Tradicional: onde o pedreiro espalha a argamassa com a colher e depois pressiona o tijolo ou bloco conferindo o alinhamento e o prumo (Figura 4.Tabela 4.2 .3 .Assentamento Tradicional Cordão: onde o pedreiro forma dois cordões de argamassa (Figura 4. ideal para paredes em alvenaria aparente. Figura 4.Traço de argamassa em latas de 18litros para argamassa de assentamento Aplicação Alvenaria de tijolos de barro cozido (maciço) Alvenaria de tijolos baianos ou furados Alvenaria de blocos de concreto Traço 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 2 latas de cal 8 latas de areia 1 lata de cimento 1/2 lata de cal 6 latas de areia Rendimento por saco de cimento 10m² 16m² 30m² 4.

Tipos de frisos Os frisos a. pode-se frisar a junta de argamassa. que deve ser comprimida e nunca arrancada (Figura 4.49 . conferindo mais resistência além de um efeito estético. 90 .Quando a alvenaria for utilizada aparente. Figura 4.b.49).c são os mais aconselháveis para painéis externos pois evita o acúmulo de água.

0 10. estão colocadas em polegadas.4). gruas e equipamentos de elevação só devem ser feitos por trabalhador qualificado.0 6. A utilização de andaimes para a elevação da alvenaria deve ser executada com estruturas de madeira pregadas e não amarradas ou em estruturas metálicas contraventadas e apoiadas em solo resistente e nivelado.As bitolas dos ferros das vergas e das cintas de amarração.Fiadas em nível para se evitar o aumento de espessura de argamassa de assentamento. . pois.Painéis de paredes perfeitamente a prumo e alinhadas. será necessário uma grande espessura de revestimento. 91 . do contrário. Não acumular muitos tijolos e argamassa sobre os andaimes.5 polegada s 3/16 1/4 5/16 3/8 1/2 2 – Verificação para um bom assentamento: .3 8.4 . por ser a nomenclatura mais usual entre os pedreiros na obra (Tabela 4. 3 – Noções de segurança: A operação de guinchos. .Equivalência das bitolas dos aços mm 5. Tabela 4. .Desencontro de juntas para uma perfeita amarração.ANOTAÇÕES 1 .Junta de argamassa entre os tijolos completamente cheios.0 12.

(Figura 5. laje pré-fabricada. por buchas e parafusos ou pendurados por tirantes (Figura 5. Existem vários tipos de forros. muiracatiara. etc.FORRO DE MADEIRA Geralmente são lâminas de pinho. aglomerados de celulose. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de forro ideal para a sua edificação. a estética.1) e são pregadas em entarugamentos executados de 0.2. etc. 5. pvc. Dependendo do tipo de obra. • Executar corretamente os apoios das lajes pré-fabricadas.1 . presos às lajes ou nas estruturas do telhado. laje protendidas. laje maciça. ipê. gesso. fica a cargo do projetista a sua escolha.Tipos de forros de madeira 91 .FORROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.5 .1 . etc. levando em consideração a acústica. o acabamento.50m. • Especificar o tipo de armadura adicional para as lajes pré-fabricadas • Executar corretamente a cura e a desforma. jatobá. Os forros mais comuns são: madeira.50 a 0. • Especificar corretamente o escoramento e contraventamento das lajes pré-fabricadas.3) Figura 5. 5. pinus.

2 . Entre elas. oriundos da flexão. etc. têm a função de solidarização dos elementos.3 .Fixação do forro em laje e em tirantes para execução de rebaixos 5. econômico.Fixação do forro na estrutura do telhado Figura 5. as peças pré-fabricadas são empregadas para a formação das nervuras.em telhado Figura 5.2 . colocam-se elementos intermediários de cerâmica. feito no local. A variedade desse produto é grande e a sua escolha depende de vários fatores tais como: estrutural.Laje treliça (LT) . além de resistir os esforços à compressão.Protendidas (LP) 92 . em geral. e o revestimento de concreto. Podemos ter segundo a NBR14859: .LAJES PRÉ-FABRICADAS UNIDIRECIONAIS Originam-se das lajes nervuradas e das lajes nervuradas mistas. concreto ou outros materiais.Laje comum (LC) . onde.

5.2.1 – Elementos que as compõe: • Vigotas pré-fabricadas: Peças industrialmente, podendo ser: de concreto estrutural, executadas

a) de concreto armado (VC): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura passiva totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes comuns (LC) (Figura 5.4). b) Treliça (VT): com seção de concreto formando placa, com armadura treliçada parcialmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes treliça (LT) (Figura 5.11). c) de concreto protendido (VP): com seção de concreto geralmente em forma de “T” invertido, com armadura ativa pré-tensionada totalmente englobada pelo concreto da vigota. Utilizadas para compor as lajes de concreto protendido (LP) (Figura 5.19). • Elementos de enchimento (E): Elementos pré-fabricados com materiais diversos (cerâmica, concreto, EPS), podendo ser maciço ou vazado intercalado entre as vigotas. Têm a função de reduzir o volume de concreto, o peso próprio da laje e servir como fôrma para o concreto complementar. As alturas dos elementos de enchimento (he) podem ser de 7, 0 (mínima) 8,0 - 10,0 - 12,0 - 16,0 - 20,0 - 24,0 - 29,0 centímetros. As larguras dos elementos de enchimento (be) podem ser de 25,0 (mínima) – 30,0 – 32,0 – 37,0 – 39,0 – 40,0 – 47,0 – 50,0 centímetros. Armadura complementar: Armadura complementada na obra. Podendo ser:

a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas, quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária(Figura 5.14). b) Transversal: armadura que compõe a armadura das nervuras transversais. c) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal, para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. d) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das vigotas, nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais, o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) com espessura mínima de 3,0 cm.

Segundo a NBR14859/2002 a altura padronizada da laje deve ser composta por sua sigla (LC, LT, LP), seguida da altura total (h), da altura do elemento de enchimento (he), mais a altura da capa (hc) sendo todos os valores expressos em centímetros. Exemplo: • • • LC h (he + hc) LC h (he + hc) LT h (he + hc) LC 11 (7+4) LC 16 (12+4) LT 12 (8+4) 93

Em função da altura do elemento de enchimento (he), as alturas totais das lajes (h) estão descritas na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Altura total da laje (h)

Altura do elemento de enchimento (he) 7,0 8,0 10,0 12,0 16,0 20,0 24,0 29,0

Altura total da laje (h) 10,0 - 11,0 - 12,0 11,0 - 12,0 – 13,0 14,0 – 15,0 16,0 – 17,0 20,0 – 21,0 24,0 – 25,0 29,0 – 30,0 34,0 – 35,0

5.2.2 - Generalidade sobre a laje comum (LC) a) - Elementos que a compõem: • • • Vigota de concreto pré-fabricada (VC); Elemento de enchimento entre as vigotas de tijolo cerâmico (E). Capa de concreto (capeamento) (C) de espessura variável (Figura 5.5)

(E)

E C C

VC

Figura 5.4 Elementos da laje pré-fabricada comum

b) - Variação das alturas: A diferente altura dos elementos de enchimento, com o lançamento de capas de concreto em espessura adequada, resulta nas variadas alturas de lajes (Figura 5.5) ou pela Tabela 5.1. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - As mais usuais são: LC10 para forro e LC12, LC 16 etc. para piso, em vãos máximos de 4,50m. Para vãos maiores, o ideal seria outro tipo de laje. 94

-

- Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento (C ) das lajes pré-fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.

LC11

LC12

LC16

LC20

LC25

LC29

CAPA = 3 cm

Figura 5.5 - Variação das alturas de uma laje pré-fabricada comum

c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição. A armadura de distribuição em lajes pré-moldadas tem a finalidade de limitar a fissuração que poderá ocorrer pela retração e/ou variação de temperatura e ainda melhora a monoliticidade do painel da laje, aumentando sua rigidez e evitando a fissuração decorrente de deslocamento diferenciais, que deverão ocorrer entre suas vigotas de concreto. Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar no mínimo: forro = malha ∅ 6,3mm de 33 x 33cm piso = malha ∅ 6,3mm de 25 x 25cm mínimos 3 ∅ por metro, ou em tela soldada leve para laje. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Superior de tração (Armadura negativa). A armadura negativa é utilizada quando a laje for semi-engastada na estrutura, contínua ou em balanço. A função da armadura negativa é combater os momentos negativos formados pelos vínculos utilizados (Figuras 5.6; 5.7; 5.8; 5.9). Caso não esteja especificado no projeto podemos adotar: • sobre a vigota, comprimento l/4, podendo também estar posicionada sobre o elemento de enchimento (a quantidade deverá ser fornecida pelo fabricante ou calculista).

95

d) - Tipos de apoios:
• APOIO EM ALVENARIA

Figura 5.6 - Apoio da laje comum sobre alvenaria

APOIO EM VIGAS

Figura 5.7 - Apoio da laje comum em estruturas de concreto armado

BEIRAIS

Figura 5.8 - Apoio da laje comum passante em beirais

Figura 5.9 - Apoio da laje comum balanceado em beirais

f) - Reforços usuais: Devemos evitar o apoio de elementos estruturais diretamente sobre as lajes pré-fabricadas. Caso não seja possível executar uma viga para receber as cargas provenientes de paredes ou muretas, devemos criteriosamente executar um 96

reforço na laje pré-fabricada (Figura 5.10). Estes reforços devem ser indicados pelo fabricante ou pelo engenheiro calculista.

Figura 5.10 - Exemplo de reforços em laje pré-comum

g) - Vãos livres e consumos de materiais: A Tabela 5.2 indica os vão livres máximos para intereixo de 41cm dependendo do tipo de apoio e sobrecargas utilizadas. E a Tabela 5.3 o consumo de materiais para capeamento e nervuras por m2 de laje pré-fabricada comum.
Tabela 5.2 - Vãos livres máximos para laje pré-fabricada comum

Tabela 5.3 - Consumos de materiais para capeamento por m2 de laje

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5.2.3 - Generalidades sobre laje Treliça (LT) São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal. Este sistema de pré-fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré-fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais. Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência. a) - Elementos que a compõem: É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.11)

C

VC

(E)

Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré-fabricada treliça

b) - Variação das alturas: A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12) ou pela Tabela 5.1.. - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas. - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é no mínimo, 20 MPa, ou segundo a orientação do calculista.
LT12 LT16 LT20 LT25 LT30 LT35 LT42

LT11

CAPA = 3 cm

Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

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c) - Armaduras usuais: Armadura de distribuição Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré-fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como: forro = ∅ 6,3mm a cada 33cm piso = ∅ 6,3mm a cada 25cm mínimos 3 ∅ por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada. A altura da armação treliçada deve ser igual à altura do elemento de enchimento (lajota cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem. Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cisalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças. A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando se utiliza aço com diâmetro menor e em quantidade maior. Armadura negativa. A armadura negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 ∅, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante. d) - Tipos de apoios e reforços: Nas lajes treliças podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.15; 5.16)

Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado

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18) Figura 5.Figura 5.16 .Armadura adicional de compressão Armaduras adicionais Figura 5. etc (Figura 5. e no seu transporte (Figura 5.14 .15 .17).Reforços em laje treliça Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas. pergolados.Exemplo de execução de nervuras 100 .17 . para reforços em aberturas do tipo domos.Armadura adicional de tração Figura 5.

. onde se exija resistência à ação do fogo. dada à ausência de contraflecha inicial.Vãos máximos para a laje treliça f) .Vantagens: .Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado. Tabela 5. porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da vigota (VT) ao concreto. dada à leveza da vigota. impedindo a rotação da vigota (VT) quando o pavimento entrar em carga.Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço. Como conseqüência.Facilidade de montagem.18 .Garantia de inexistência de fissuras nos tetos.Perfeita planimetria dos tetos. .Vãos livres: Na Tabela 5.4 temos os vãos máximos para intereixo de 45 cm dependendo do tipo de apoio e sobrecarga adotada. permitindo a utilização de pisos leves nas construções. permitindo menor consumo de argamassa. completado na obra. . fica extremamente facilitado e rápido.Manuseio da laje treliça e) . . emboço e reboco. de aproximadamente 12kg por metro.4 .Facilidade de manuseio e transporte. o trabalho de revestimento com chapisco. .Figura 5. 101 . conferido pelo próprio formato da vigota.

a seção resistente da laje passa a ser composta pelo concreto da vigota mais o concreto moldado “in loco”. colocação das vigotas. Escoramento (quando necessário). Após a cura do concreto de capeamento. consequentemente.4 .19). maior o esforço resistente da laje (TATU.devido ao efeito da protenção aplicada ás vigotas (TATU. b) . Redução do consumo de concreto e peso próprio – devido a vigota (VP) ter a largura um pouco maior que as vigotas das lajes tradicionais.5. maior será a altura final da nervura e.2. Maiores vãos e menores flechas .20m. Vão maiores deve-se consular o fabricante. Portanto para uma mesma vigota. Redução ou eliminação de escoramento.19 – Vigota protendida As vigotas protendidas podem suportar o carregamento da fase executiva sem o auxílio de escoramento até o vão de 3. concreto ou EPS. • • • 102 . o consumo de concreto e na ordem de 15 a 20% menor (TATU.Elementos que a compõem: As lajes pré-fabricadas protendidas (LP) são compostas por nervuras préfabricadas em concreto protendido (VP) que tem a forma de um “T” invertido e face superior rugosa para facilitar a aderência da capa de concreto (Figura 5. quanto maior a altura do elemento de enchimento. 2008). 2008).Generalidades sobre laje protendida (LP) a) . Após a montagem completa-se com a capa de concreto (C) de no mínimo 20 MPa. Elemento de enchimento (E) que podem ser cerâmico. 2008) Figura 5.Vantagens: • Facilidade de utilização – são de fácil utilização e sua montagem é semelhante às das lajes pré-fabricadas comuns e treliça. das armaduras adicionais (distribuição e negativo) e a concretagem da capa. dos elementos de enchimento.

2. L/5 .00m duas linhas de escoramento (2/5L .00m de altura. Podemos utilizar os escoramentos metálicos compostos por longarinas.20).40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente). ou de acordo com o projeto. Chegando as paredes no seu respaldo. das armaduras de distribuição e das armaduras negativas. Já no início da obra.50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1.20m uma linha de escoramento central (L/2). Vãos de 3. e procedendo-se da seguinte forma: a) . ou uma viga armada.Escolha do material: Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material (manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista).4% do vão livre.Escoramento: Todos os vãos superiores a 1.5. para a escolha das vigotas. 2/5L) acima desses vãos consultar o fabricante (TATU. geralmente de aproximadamente 0. Nas lajes pré-fabricadas protendidas os vãos até 3.Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas A montagem dos elementos pré-fabricados deve obedecer ao especificado no projeto de execução da laje e no manual de colocação e montagem fornecido pelo fabricante ou calculista. de 6. para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas ou pelo projeto e forma. e pontaletes (Figura 5. deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho.20 a 1. assentados sobre calços e cunhas. que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante. executa-se a cinta de amarração. barrotes e escoras metálicas (Figura 5. 2008). b) . e são contraventados transversal e longitudinalmente. As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes. Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para cada metro.20m a 10. deve-se pedir para o fornecedor. em base firme.20m não necessitam de escoramento.21) 103 . quando as paredes estiverem com 1. sobre a qual se apóia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.20m a 6.5 . sobre chapuz.

20 .Exemplo de escoramento metálico para laje pré-fabricada 104 .Exemplo de escoramento convencional para laje pré-fabricada Figura 5.21 .Figura 5.

22). Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.Colocação da laje: A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão. visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal. a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada. No caso de laje treliça.Detalhe da colocação da laje pré-fabricada d) . 105 . Não deverá ficar nas juntas. entre as vigotas e os blocos de cerâmica (Figura 5. A primeira carreira de intermediária deve apoiar. Figura 5. de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio.c) . Coloque a viga usando uma intermediária em cada extremidade para espaçálas exatamente.23). As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto.22 . de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto.Armaduras de distribuição e negativas: Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante.

para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos. deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos. é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas préfabricadas. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas. 106 . As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do concreto no momento da concretagem. o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias 20 MPa. como em qualquer estrutura.1 Para concretar as lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos). Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado. Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo ou a Tabela 5.Figura 5.Concretagem: Molhar bem o material antes de lançar o concreto. e) . este deve ser socado com a colher de pedreiro . salvo indicações do responsável técnico. f) . Os conduites devem ficar bem fixos junto à laje e sobre a armadura de distribuição e negativa.23 . O descimbramento da laje pré-fabricada.Cura do concreto e desforma Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada. Salvo alguma restrição do calculista. geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores.Detalhe da colocação da armadura negativa Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula “Detalhes de execução de obras com concreto armado”). no mínimo. ou com uma linha de escoramento.

Detalhe do apoio das tábuas de passarela NOTA: É importante estudar minuciosamente o projeto para a escolha correta da laje tanto do ponto de vista econômico como estrutural. Nas lajes que empregam vigotas pré-fabricadas de concreto armado ou de concreto protendido não se pode executar as nervuras transversais. Tais como: • • • Lajes pré-fabricadas bidirecionais. b) Transversal: armadura disposta ao longo das nervuras transversais da laje. no entanto existem outros tipos de lajes que também poderão ser utilizadas. Figura 5. Pré-laje unidirecional e bidirecional.1 descrevemos as lajes mais comuns para pequenas obras.Cuidados Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto. • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. 107 . quando da impossibilidade de integrar na vigota toda a armadura passiva inferior de tração necessária.g) . Podendo ser: a) Longitudinal: armadura nas lajes treliçadas. As nervuras transversais somente podem ser executadas quando se empregam vigotas treliçadas.LAJES PRÉ-FABRICADAS BIDIRECIONAIS Segundo a NBR14859-2 a laje pré-fabricada bidirecional é constituída por nervuras principais nas duas direções.24). é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes (Figura 5. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. Painel alveolar de concreto protendido.0 cm.3 .24 . que forma a armadura inferior de tração na direção perpendicular às vigotas treliçadas. 5. No item 5.

capa de concreto e material de rejuntamento (NBR14861).5.PRÉ-LAJE UNIDIRECIONAIS E BIDIRECIONAIS Laje de seção maciça ou nervurada (Figura 5. Figura 5.0cm e larguras padronizadas. g) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal.0 cm nos casos de pré-laje com enchimento. constituída de nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção ou também com nervuras transversais perpendiculares às nervuras principais (NBR14860-1 e NBR14860-2). Podendo ser: e) Longitudinal: armadura utilizada.25 – (a) laje maciça com pré-laje treliçada (b) laje maciça com pré-laje treliçada e elemento de enchimento • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do elemento de enchimento (E) e deve ter espessura mínima de 3. 5.25). Nas lajes nervuradas maciças é a partir da superfície superior da pré-laje. 108 . para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo.4 .LAJES PRÉ-FABRICADAS – PAINEL ALVEOLAR DE CONCRETO PROTENDIDO Utilizada para grandes vãos e formados por painéis alveolares protendidos pré-fabricados (Figura 5. montados por justaposição lateral.5 .0cm a 5. h) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades das pré-lajes. Proporciona a continuidade das nervuras longitudinais. f) Transversal: armadura que compõe a armadura inferior das nervuras transversais. quando da impossibilidade de integrar na pré-laje toda a armadura passiva inferior de tração necessária. englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração.26). As pré-lajes podem ser treliçada (PLT) ou protendida (PLP) constituídas por placas de espessura de 3. nos mesmos sentidos das nervuras e posicionados na capa.

Proporciona a continuidade dos painéis entre si e com o restante da estrutura. o combate a fissuração e a resistência ao momento fletor negativo. no mesmo alinhamento destes e posicionados na capa. para distribuir as tensões oriundas das cargas concentradas e para o controle da fissuração.0 cm. com características especificadas pelo fabricante. Rejuntamento: Material destinado a promover a solidarização entre os painéis alveolares de concreto protendido justapostos. • Capa (C): Concreto complementar cuja espessura é medida a partir da face superior do painel alveolar de concreto protendido (E) e deve ter espessura mínima de 3. Podendo ser: a) de distribuição: armadura posicionada na capa nas direções transversal e longitudinal. b) Superior de tração: armadura dispostas sobre os apoios nas extremidades dos painéis alveolares de concreto protendido.26 – Painel alveolar de concreto protendido • Armadura complementar: Armadura complementada na obra. • 109 .Figura 5.

ANOTAÇÕES 1 – Verificar o nivelamento dos apoios. 110 . mesmo sendo bloco de concreto. Para evitar quedas de operários ou de materiais da borda da laje deve-se prever a colocação de guarda corpo de madeira ou metal. 2 – Verificar sempre os escoramentos e contraventamentos. Noções de segurança: Andar sempre sobre passarela executada com tábuas e nunca no elemento intermediário. 7 – Molhar até a saturação após a concretagem no mínimo 3 dias e três vezes ao dia. nas bordas da periferia da laje. 5 – Conferir as posições das armaduras previstas no projeto. com tela. 6 – Controlar o lançamento e adensamento do concreto. 4 – Proporcionar uma contra flecha compatível com o vão a ser vencido. 3 – Verificar o comportamento estrutural dos apoios das lajes pré fabricadas. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à laje.

metálica. fibrocimento.ESTRUTURA A estrutura de telhado tem como funções principais a sustentação e fixação de telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais. condutores verticais. as telhas cerâmicas. Sistema de captação de águas pluviais: são para o escoamento conveniente das águas pluviais e constituem-se de: calhas. • • • Neste capitulo iremos abordar os telhados com estruturas de madeira por ser de uso mais corrente. é o quadriculado constituído de terças. O telhado é composto pela estrutura. que se apóiam sobre a armação. etc. etc. pingadeiras e rincões. • Escolher a telha ideal bem como as inclinações. A trama é a estrutura de sustentação e fixação das telhas. escoras. Para facilitar. alumínio. chapa galvanizada. são de chapas galvanizadas. cobertura e do sistema de captação de águas pluviais. fibrocimento. • Especificar e dimensionar corretamente as calhas. A cobertura: é o elemento de vedação constituída por telhas que pode ser: cerâmica.C. A armação é a parte estrutural. etc.1 . caibros e ripas. 6.6 . concreto etc. podendo ser de madeira. P. A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura. cantoneiras. Geralmente constituída por tesouras. 111 . pontaletes ou vigas.COBERTURA APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. constituída pelas tesouras. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha.V. concreto e galvanizada. • Desenhar todas as linhas de telhado. podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6. rufos. sobretudo em construções residenciais unifamiliares.1). • Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado.

1 .1 .Figura 6.1 Materiais utilizados nas estruturas a) Madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1.Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT) A amendoim canafístula guarucaia jequitibá branco laranjeira peroba rosa B angelim cabriúva parda cabriúva vermelha caovi coração negro cupiuba faveiro garapa guapeva louro pardo Mandigau pau cepilho pau marfim sucupira amarela de C anjico preto guaratã taiuva 112 .Esquema de estrutura de telhado 6. no entanto a peroba foi a madeira mais utilizada e serve como referência. Tabela 6.1).

5. Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13. o preço da peça aumenta.0cm. 5. OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final desta apostila. Os pregos mais utilizados são: 22 x 42 22 x 42 15 x 15 ou ou 22 x 48 19 x 39 → para pregar as vigas → para pregar os caibros → para pregar as ripas. coração de negro. Caibros: 5x6 cm ou 5x7 (6x8)cm. A cabreúva vermelha.5.5 MPa. b) Peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos. 3. A designação dos pregos com cabeça será por dois nos. 5. é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2. geralmente com 4. a x b .4 mm 18 = 3. existem casos onde o dimensionamento das peças exige peças maiores ou diferentes. Ripas: 1. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores. 4. faveiro. 3. comprimento 2.5. guaratã e taiuva têm alta dureza. a 15% de umidade. Portanto temos: Vigas: 6x12 cm ou 6x16 cm. Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. chapas de aço para os estribos e presilhas.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir: Resistência à compressão (fc). unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga. comprimento 2. portanto devemos ter cuidado ao manuseálas.0.5 m de comprimento e são vendidas por dúzia. Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6. igual ou superior a 55. 3.2.5 MPa.0x5. os parafusos.3 mm.5.0.0 m.As madeiras da Tabela 6.0 m. • • As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais.0.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas.0.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . a = refere ao diâmetro. assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudados na disciplina Estruturas de Madeira). 4. anjico preto.5. No entanto. 113 .5. 4. • • • Obs. 3. 4.

1. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte.2 . denomina-se asna a que sai do pé do pendural.2). para distribuir a carga do telhado. Geralmente trabalham à compressão. Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna. as demais de escoras. transmitindo-as aos seus apoios. Geralmente trabalham à tração.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado Figura 6. Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento. geralmente trabalham à compressão. indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. geralmente trabalham à tração. encontramse.2 .Peças utilizadas nas estruturas de telhado a) Tesoura dos telhados As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoios intermediários (Figura 6. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano. Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. Geralmente são compostas por: Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura.6. : Obs. A Figura 6. Perna: Peças de sustentação da terça. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte.Seção típica de uma estrutura de telhado 114 . em posição oblíqua ao plano da linha. e nos demais tirante. geralmente. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume.

A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5.0m.O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3.3) . (Figura 6. .Vãos acima de 8.4 .4) Figura 6.Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal Figura 6. .00m deve-se colocar tirantes.As tesouras devem ser contraventadas.O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura. com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira. .00m não precisam de escoras.O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação. .Em tesouras simples no mínimo devemos saber: : .Vãos até 3.Esquema de contraventamento das tesouras 115 . (Figura 6.0cm.3 . .

50 2. e contra frechal na parte baixa (Figura 6.35 A 3.61 a 1.50 3.30 2.30 C 3.85 2.70 2.70 2.60 3.21 a 2.c) Terças As terças se apóiam sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.45 2.50m.50 a 3.30 3.20 Colonial ou paulista B 2.75 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6.2 .05 2.80 1.1: • • bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2.30 3.80 C 3.50 2.65 2.25 B 2. Portuguesa ou plan A 2.10 3.17.60 2.70 2.21 a 1.95 2.Esquema do apoio das terças nas tesouras Tabela 6.18).20 3.05 2.75 3. 6.45 3.35 3.90 2.00 2.45 2.60 Seção transversal (cm) Francesa.50m.80 B 3. Caso não se tenha certeza.85 3.01 a 2. Figura 6.5 .10 2.60 1.Vão máximo das terças (m) Vão dos caibros (m) 1.40 2.20 3.41 a 2.40 2.80 2.81 a 2.20 1.90 2. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.40 1. Estes vãos são para as madeiras secas.00 6 x 12 6 x 16 6 x 12 6 x 16 116 .2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3.75 B 3.50 2. As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras. 6.35 A 3.85 2.20 3. bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2.30 3.45 2.20 3.15 3.50 3. Romana.5) ou pontaletes (Figuras 6.16.60 2.20 C 2.20 2. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume).60 2.40 2.30 2.00 2.00 2.90 A 2.40 3.5).10 3.50 2.55 2.40 2.30 2. do tipo de madeira e da telha empregada. e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras).50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.85 C 3.00 a 1.40 2.40 2.15 3.90 2.10 2.41 a 1.

Para determinar a galga média devemos: 117 .3 .0cm (1. sendo que seu declive determina o caimento do telhado.60 2. Portuguesa ou plan 1.0cm). portanto paralela às tesouras. As ripas são colocadas do beiral para a cumeeira. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas (no mínimo 6 peças) para medir a sua galga (distância entre travas da telha). São inclinados.00m usamos caibros de 5 x 6.00 5x6 1.00m e não ultrapassarem a 2. São encontradas com seções de 1.40 1.50 5x6 5x7 Colonial ou Paulista 1. Tabela 6. devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6. usamos caibros de 5x7 (6x8).d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular as terças.20 2. Estes vãos são para as madeiras secas.00 2.20 5x7 e) Ripas As ripas são as últimas partes da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. Podemos também iniciar os beirais com uma testeira (tábua pregada na frente do caibro do beiral) eliminando nestes casos as ripas sobrepostas(Figura 6.2x5. Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0.90 1. • quando as terças excederem a 2. Podemos adotar na prática utilizando as madeiras da Tabela 6. com o tipo de madeira e da telha.50m (eixo a eixo) para que se possam usar ripas comuns de peroba 1x5. As ripas são pregadas com pregos 15 x 15 tomando-se o cuidado de não rachá-la. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças.60 2.Vão Máximo dos Caibros (m) Tipo de madeira A B C Seção transversal (cm) Francesa.7).6).50m. O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada.1: : • terças espaçadas até 2.00 2. devemos utilizar a galga média. Caso não se tenha certeza.40 1. Romana. o carpinteiro prepara uma “galga” de madeira com a média da distância entre as travas da telha (Figura 6.80 2. para garantir o espaçamento constante das ripas. iniciando-se com duas ripas sobrepostas de forma a compensar a espessura da telha.0x5. Portanto.3.

Se for maior. podemos utilizar as ripas 1.50 em 0. De posse destas medidas calcular a galga média: Gmed = (Gmin + Gmax) /2 Gmax = Ctmax /5 Sendo: Gmin = Ctmin /5 e Figura 6.Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira nos beirais Figura 6. 118 .7 . Cinco vãos. ou seja. Cinco vãos. devemos.5x5. utilizamos sarrafos de 2. ou seja.• • • Ajustar 6 telhas sobre os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre telhas medir o comprimento total mínimo Ctmin que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.0x5. verificar o espaçamento entre os caibros.Detalhe da galga As ripas suportam o peso das telhas.6 .0m (peroba ou equivalente).0m. portanto. Se este espaçamento for de 0.50m. Reajustar os apoios para o afastamento máximo entre as telhas e proceder à medição do comprimento total máximo Ctmax que corresponde à medida do primeiro ao sexto apoio.

6. com encaixes precisos. 1992) 119 .6.3 .Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno.9) • escora/perna (Figura 6.10) • pernas/pendural (Figuras 6.1.9 .8 .Ligações e emendas Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas.12) • asna/pendural/linha (Figura 6.11 e 6.8 e 6. r ≥ 2 cm ou 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h h = altura da peça b) encaixes: • perna/linha (Figuras. 1992) Figura 6.13) Figura 6.Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno. Para isso devemos saber: a) recorte: • r = recorte.

1992) Figura 6. 1992) Figura 6.Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno. 1992) 120 .Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno.10 .11 .Figura 6.12 .Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno.

15 .13 .14).Detalhe da emenda das terças com pregos 121 .70 m. Figura 6. 1992) c) emendas: As emendas das terças devem estar sobre os apoios.15 e 6.Detalhe das emendas de uma linha de terças Figura 6.14 .Detalhe da ligação entre a linha. ou aproximadamente 1/4 do vão com no máximo de 0. com chanfros a 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6. no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.16). asnas e pendural (Moliterno.Figura 6.

Entretanto nas lajes pré-fabricadas não devemos apoiar e sim realizar o apoio na direção das paredes (Figuras 6. Nas lajes maciças. as paredes internas oferecem apoios intermediários. a laje recebe uma carga distribuída (Figuras 6. o custo da estrutura é menor.1.a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura .Figura 6. Nesses casos.17 e 6.deverá ser acrescido aos pontaletes. berço (de no mínimo 40 cm) para distribuir melhor os esforços. onde tudo é calculado.18). . é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vãos grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos.4 . Havendo necessidade de se apoiar um pontalete fora das paredes. Para isso.16 . mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto. 122 . O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na direção das paredes. Sendo assim.Telhado pontaletado Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. Devemos ainda.19). Em construções residenciais.a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.17 e 6. ter algumas precauções como: . devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. portanto.Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas 6. podemos apoiar em qualquer ponto.

Apoio dos pontaletes em berços Figura 6.17 .Detalhe do berço para distribuição das cargas 123 .18 .Figura 6.

1.Recomendações: .19 . deve ser colocado em ângulo (Figura 6. quando os alinhamentos das peças são perfeitos. Figura 6.Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água.Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes 6. pelo carpinteiro.20). antes do término.Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro. . incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.20 . Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. do madeiramento.21). O ideal seria o prego penetrar 2/3.Figura 6.5 .Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra.Detalhe da fixação por pregos menores . 124 . formando cada painel do telhado um plano uniforme. .Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar.

a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora.2 . Essa massa passa pelas prensas de moldagem. indo diretamente para a secagem.Figura 6.2. aço galvanizado. 125 .21 . pois existem uma grande variedade de tipos e consequentemente de fixação. Não devem apresentar deformações.22) * achatar um pouco a extremidade do prego * furar a madeira e depois introduzir o prego * pregar a madeira mais fina a mais grossa. Devem apresentar som metálico. Para a sua utilização. As demais telhas (alumínio. é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálogos técnicos. 6.22 . e consiste na mistura de várias argilas.COBERTURA Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas as de concreto e fibrocimento por serem as mais utilizadas em obras residenciais. assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. acessórios etc. no caibro.Detalhe da fixação das ripas nos caibros .Fixação das ripas nos caibros 6.) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900° C. devemos pregar da seguinte maneira: * no final de uma ripa. Na próxima etapa.1 .CERÂMICA As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila. poliéster etc.para evitar rachaduras na madeira. não alinhar os pregos (Figura 6. onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. Figura 6.

a) Telha francesa ou Marselha Tem forma retangular. também as telhas dos beirais e oitões.002m³/m² de telhado. trincas empenamentos.23) e espigões e . Figura 6. colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6. É o que se chama de emboçamento das telhas. recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento.defeitos ou manchas e atender as normas NBR9601-Telha cerâmica de capa e canal ou a NBR7172-Telha cerâmica tipo francesa. e deslocar de acordo com a medida da telha. O consumo da argamassa é na ordem de 0. São as cumeeiras (obedecendo um sentido de colocação contrário ao do vento predominante) (Figura 6. cal e areia no traço 1:2:8. e a do tipo escama (germânica). em até três fiadas sobrepostas. As telhas planas são do tipo francesa ou Marselha. com arame galvanizado ou fio de cobre. também chamadas paulista. 126 . rebarbas. No recebimento das telhas na obra não devem ser aceitos defeitos sistemáticos como quebras. portuguesa. As telhas cerâmicas devem ser estocadas na posição vertical. esfoliações. É recomendado que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado. Cada caminhão é considerado um lote e deve-se separar 20 peças para as verificações de suas propriedades com exceção da espessura que podemos separar 13 peças. chamadas termoplan entre outras. Podemos dividir as telhas cerâmicas em dois tipos: as planas e as curvas. cobrindo sempre do beiral para a cumeeira.24). desvios geométricos em geral. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento. Ao cobrir. desde a ponta do beiral até a cumeeira. plan.23 . quando forem do tipo canal. possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais (Figura 6. para que seu peso próprio seja distribuído uniformemente sobre a estrutura de madeira. As somente canal. romana. As curvas do tipo capa e canal. usar régua em vez de linha. são planas e chatas. As telhas são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente.Acabamento da cumeeira Para inclinações de telhados acima de 45° . paulistinha. colonial.6).

saturada .saturada .caimento: 25% .peso unitario aproximado de 2. (canal) 46 cm comp.Telha francesa ou Marselha b) Telha paulista Constituem-se de duas peças diferentes.24 .15 un por m² . . .tolerância ± 1 mm . e 24 cm de largura .Para encaixe.dimensões ≅ 40 cm de comp.25).0 kg .seca 83 kgf/m² .Cumeeira: 3 un/ml Figura 6. (capa) 18 cm largura (canal) 16 cm largura (capa) .cumeeiras: 3un/m 127 .65 kg . cutelos em sentido oposto. que faz a cobertura dos espaços entre dois canais (Figura 6.peso: 45 kgf/m² . cuja função é de conduzir a água e capa. canal.peso unitario aproximado de 2.dimensões: ≅ 46cm comp.26 un por m² .peso: 69 kgf/m² . nas bordas superiores e inferiores.seca 54 kgf/m² .tolerância ± 1 mm .caimento: 33% a 35% . Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.

Telha paulista c) Tipo plan Tem as características da telha paulista. .peso unitario aproximado de 2.seca 86 kgf/m² .26 .26).Figura 6.26 un por m² .75kg .tolerância ± 1 mm Figura 6. (canal) 16cm largura (capa) 18cm largura (canal) .cumeeiras: 3 un/m .Telha Plan d) Telha romana e telha portuguesa A telha romana tem o mesmo formato que as telhas plan. tem os cantos arredondados e a seção retangular (Figura 6.peso: 72 kgf/m² . A portuguesa é igual à paulista (Figura 6.(capa) 46cm comp.caimento: de 20 a 25% . 128 .dimensões: 46cm comp. mas melhoradas. somente que nesses tipos o canal é junto com a capa.27).saturada .25 .

.seca 65 kgf/m² .28 .Telha romana e Portuguesa d) Termoplan Como o próprio nome indica a termoplan através de dupla camada.saturada Figura 6. consegue um isolamento térmico e um isolamento de umidade (Figura .27 .Telha Termoplan f) Telha germânica A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características: .seca 58 kgf/m² .15 peças por m² .dimensões: 45.5cm largura Figura 6.28).caimento mínimo: 30% .30 telhas por m² 129 .caimento mínimo: 30% ..16 peças por m² .0cm comprimento 21.peso: 54 kgf/m² .peso: 48kgf/m² .saturada .

agregados e óxidos que são responsáveis pela sua coloração.caimento mínimo: 30% . 6. São fabricadas com mistura homogênea de cimento Portland e fibras de amianto.2. . para evitar o apoio da mesma com o solo. A Tabela 6.0cm largura • Os valores acima são para as telhas do tipo Tégula tradicional.2 .0 cm de areia. Para o seu armazenamento devemos preparar um lastro de 5.4 apresenta as dimensões padronizadas das telhas onduladas de fibrocimento..29 .Telha Germânica 6. 130 .2.peso unitário: 1.3 – TELHAS ONDULADAS DE FIBROCIMENTO Juntamente com as telhas de aço galvanizado. Figura 6.0cm comprimento 30.peso unitário aproximado de 4. as telhas de concreto apresentam uma espessura média de 12 mm e resistência mínima a flexão de 300 kg.dimensões: 32. as telhas de fibrocimento são largamente empregadas em edifícios comerciais e industriais.70 kg .10.peso: 49 a 54 kgf/m² . calcular ventilação do forro.475g . e empilhá-las no máximo em três camadas na vertical. Segundo informações do fornecedor. Para outros modelos ou fabricantes devemos consultar o manual técnico correspondente.caimento mínimo: 45% Quando for colocado isolante térmico.seca 57 a 60 kgf/m² .5 peças por m² .saturada .CONCRETO As telhas de concreto são compostas de aglomerantes. Pelo baixo custo dos telhados executados com telhas onduladas de fibrocimento são também utilizadas em construções unifamiliares. Vários fabricantes estão substituindo as fibras de amianto por outras fibras menos agressiva ao ser humano.

sendo um no centro e os outros a 10 cm de cada borda.13 – 2. parafusos e grampos de ferro zincado. As telhas devem ser armazenadas em pilhas de até 35 unidades. NOTA: Existem outras telhas de fibrocimento com seções diversas e capazes de vencer grandes vãos. indicada pela letra d (d = h/l = tang α %) (Figura 6.83 1. 6 e 8 0.4 – Dimensões das telhas onduladas de fibrocimento Espessura (mm) Comprimento (m) Largura (m) 5. 6. Para as telhas com comprimento superior a 1. fornecidos pelo fabricante.30 – Inclinação e caimento de telhados retos Na Tabela 6. Figura 6.2.4 – Inclinação (αº) e caimento ou declividade (%) dos telhados A inclinação (ângulo α) é o ângulo que plano de cobertura faz com a horizontal e o caimento ou declividade de um telhado é a tangente trigonométrica da inclinação.53 – 1.5 – Correspondência entre (αº) e (d%) usuais 131 .0mm) e de 2.83 m (6.Tabela 6.13m (8.44 – 3. metálica ou de concreto através de acessórios compostos por ganchos. apoiadas em três pontaletes.66 As telhas onduladas de fibrocimento são fixadas em estrutura de madeira.30).05 – 3. O caimento mínimo é de 20% ou aproximadamente 11o.5 estão relacionadas às correspondências entre inclinação (αº) e o caimento ou declividade (D%) de um telhado reto.22 – 1.10 2. Portanto é aconselhável consultar os fabricantes e seus catálogos técnicos.0mm) deve-se colocar uma terça intermediária de apoio. O recobrimento lateral é de ¼ de onda e o recobrimento longitudinal de no o mínimo 14 cm para caimentos maiores de 15 e 20 cm para recobrimentos menores o de 15 . conjuntos de vedação e arruelas. Tabela 6.91 – 1.

Os caimentos citados em cada tipo de telha deste capítulo relacionam-se a telhados retos.70 8.αº 1.6 – Ponto de Cobertura Ponto 1:2 1:3 1:4 1:5 1:6 1:7 1:8 Designação Ponto meio Ponto terço Ponto quarto Ponto quinto Ponto sexto Ponto sétimo Ponto oitavo Inclinação 45º 33º40’ 26º30’ 21º48’ 18º35’ 15º50’ 14º04’ Declividade 100% 66% 49% 40% 33% 28% 25% O ponto é considerado alto a partir de 1:3 (inclinação acima de 33º40’) ou declividade maior do que 100%.72 d%) 3.0 45.0 αº 18.0 25.0 20.7: Figura 6. o caimento mínimo deve ser conseguido na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8. infiltrando parte das águas nos telhados. as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral).35 19.70 5.31). O ponto varia de 1:2 a 1:8 nos telhados (Tabela 6. fazendo com que as águas retornem.0 100.60 11. também chamadas de Ponto de Cobertura é a relação entre a altura máxima da cobertura e o vão.04 16.0 35.31 . Portanto.31 14.17 21.0 10. As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.6).48 24.0 A altura das cumeeiras.0 d%) 33. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado. Tabela 6.0 30.0 40.0 50.0 15. Devido ao seu traçado.0m 132 .60 45.23 26. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.

0 y2 (m) 0.0 ou 1.Detalhe da estrutura de um telhado selado 6. pingadeiras) evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.85 1.32 .60 .0 3.24 y (m) 1.0 8.00m e 1.20m de largura e comprimento variável.5 4.08 3.25 .05 1.60 0. tendo como função a drenagem das águas pluviais (calhas.5 4.00 133 .0 y1 (m) 0.20 1.50 .15 . e para reduzir o preço das peças.20 . Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros.20m de largura por 2.75 2.28 .0 6. rufos e pingadeiras. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.05 2.0 x1 (m) 1.0 7.45 0.60 x2 (m) 1. quanto a sua largura. As chapas galvanizadas geralmente medem 1.88 1.33 1.00m de comprimento.08 1.12 .30 -33 -39 ou 40 .84 Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.75 . Os sistemas de captação de águas pluviais podem ser encontrados em PVC para as calhas e condutores ou executados em chapas galvanizadas para as calhas.64 0.Tabela 6.0 4.0 2.5 2.3 – SISTEMA DE CAPTÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS São os complementos das coberturas. Portanto.0m x (m) 3.7 . águas furtadas. Figura 6.Dimensões mínimas para telhados selados com vão até 8. mais para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1.5 2.0 2. para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas.44 1.32). as mesmas são "cortadas" em medidas padrões denominadas corte podendo ser: Corte: 10 .52 2. águas furtadas. condutores) e arremates (rufos.5 3.1.0 5.52 3.5 3.0 3.

coxo: Figura 6.3. Partes constituintes do sistema de captação de águas pluviais: 6.Calha tipo coxo 134 . A espessura de chapa galvanizada mais utilizada é a 26 e 24 para as calhas e águas furtadas. É geralmente confeccionada com chapa galvanizada nº 26 e 24. 40 e 60 (para as chapas de 1. 28 e 26 para os rufos e pingadeiras.2m de largura). Além do corte. devemos mencionar a espessura da chapa denominada de “número” podendo ser: Chapa nº: 28 – 26 – 24 – 22 – 20 etc. Tipos de calhas: • • • coxo platibanda moldura a) .Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50 (para as chapas de 1.33 . para especificar um sistema de captação de águas pluviais.0m de largura) e o corte 30. Quanto menor é o número da chapa mais espessa ela é.1 Calhas São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente.

Calha tipo platibanda c) . Figura 6. São confeccionadas.2 Água furtada: São captadoras de águas pluviais e são colocadas inclinadas.moldura Figura 6.Calha tipo moldura 6.3. com chapas galvanizadas nº 26 e 24.35 .36 .Detalhe de uma água furtada 135 . como as calhas.platibanda Figura 6.34 .b) .

3. 136 . Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75 mm. A = [ n.a (m²)] = cm² sendo: A = área útil da calha a = área da cobertura que contribui para o condutor n = significa o numero de áreas “a” que contribui para o condutor mais desfavorável.Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 6. uma fórmula empírica que nos fornece a área da calha "A" (área molhada).4 . em certas cidades.4 Coletores São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais. 6. a qual tem dado bons resultados.3. 6.6. Figura 6.3 Condutores: São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.4. Entretanto podemos utilizar para pequenas coberturas.Calhas: Para o dimensionamento preciso das calhas devemos ter dados dos índices pluviométricos da região o que dificulta.DIMENSIONAMENTO 6.3.1 .37 . devido ao difícil acesso a esses dados.5 Rufos e Pingadeiras: Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas) ou chapa n 26.

6.38 .Calha tipo platibanda 137 . adotar calha tipo platibanda. podemos aumentar o nº de condutores ou adotar uma calha tipo coxo (a mais indicada para esses casos). Figura 6.40 .Áreas de contribuição para os condutores Para o dimensionamento das calhas devemos adotar o condutor mais desfavorável (aquele que recebe maior contribuição de água).0 cm² 2º devemos verificar se é uma área grande ou não 3º Se for grande. 4º Se for pequena.Divisão do telhado em áreas "a" 1º necessitamos de uma calha com área útil de 50. mas sempre verificando as condições de adaptação da calha ao telhado. Exemplo: Figura 6.39 .38 Para esse dimensionamento devemos dividir o telhado conforme a Figura Figura 6.

A calha coxo recebe uma contribuição de água maior (105cm2) 6.42) ou em telhas vã (Figura 6.80m. o mais comum é 0. Obs: 1 .5. Os da extremidade têm uma área de contribuição de 25cm². adotando.5 . Podemos adotar um ∅ de 75 mm.2 .70 e 0. Podem ser em laje (Figura 6.Neste caso podemos utilizar o de maior dimensão para todos 2 .60.FORMAS DE TELHADOS 6.43). O do centro recebe a contribuição de 50m².Calha tipo coxo Podemos neste caso adotar a calha tipo platibanda corte 33 devido a melhor adaptação ao trabalho e ter uma contribuição de água relativamente pequena. 138 .40 a 1.4. ∅ 75 mm = 42cm² e ∅ 100 mm = 80cm² Exemplo: No caso anterior temos três condutores de cada lado do telhado. 6. 0.Beirais: Beiral é a parte do telhado que avança além dos alinhamentos das paredes externas. geralmente tem uma largura variando entre 0.Condutores: Para o caso de condutores podemos considerar a regra prática: Um cm² de área do condutor para cada m² de área de telhado a ser esgotado.41 . um ∅ de 100 mm.Devemos evitar colocar condutores inferiores a 75 mm. Ex.00m.1 .Figura 6. portanto.

Beiral em laje Figura 6. sempre se coloca uma calha.44).Figura 6.Platibanda: São peças executadas em alvenaria que escondem os telhados e podem eliminam os beirais ou não (Figura 6.42 . 139 . Neste caso.43 .2 .5.Beiral em telhas vã 6. rufos e pingadeiras.

5.Desenho das linhas de um telhado .as águas-furtadas ou rincões são receptores de águas inclinadas.Detalhe das platibandas 6.3 .espigões .cumeeiras . também.45 . letra (C) 140 .a cumeeira é um divisor de águas horizontal e está representada na figura pela letra (A) .Linhas do telhado: Os telhados são constituídos por linhas (vincos) que lhes confere as diversas formas (Figura 6. um divisor de águas.Figura 6.45).44 . As principais linhas são: .águas-furtadas ou rincões Figura 6. letra (B) .os espigões são. porém inclinados.

4 .5. Figura 6.47 .Telhados com uma água (Borges.46 .48 .46.Telhados terminando em águas ou em águas mais oitão 6. temos um telhado com duas águas e. ou um telhado de quatro águas.Telhados com duas águas (Borges.O telhado pode terminar em oitão (elevação externa de alvenaria no formato da caída do telhado) ou em água. 1972) 141 . portanto dois oitões. Na figura 6. 1972) COM DUAS ÁGUAS: Figura 6.Tipos de telhados COM UMA ÁGUA: Figura 6. portanto sem oitões.

As cumeeiras são sempre horizontais e geralmente ficam no centro. 142 . e no encontro do espigão com a cumeeira mais baixa nasce uma água furtada. formando os beirais ou platibanda que são representados por linhas cheias. 1972) COM QUATRO ÁGUAS: Figura 6.Quando temos uma cumeeira em nível mais elevado da outra. Ao projetarmos uma cobertura (Figura 6.Telhados com três águas (Borges.COM TRÊS ÁGUAS: Figura 6. pois a cobertura deverá ultrapassar as paredes.51). devemos lembra-nos de algumas regras práticas: 1 .49 .Os espigões são as bissetrizes do Ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos externos. 3 . Indicam-se por linhas interrompidas. 1972) Obs: Sempre devemos adotar soluções simples para os telhados pela economia. e facilidade de mão-de-obra.REGRA GERAL PARA DESENHO DAS LINHAS DO TELHADO O telhado é representado na mesma escala da planta. isto é. os contornos da construção.Telhado com quatro águas (Borges. 4 . fazemos a união entre as duas com um espigão. geralmente na escala 1:100. 6.As águas-furtadas são as bissetrizes do ângulo formado entre as paredes e saem dos cantos internos. evitando muitas calhas que só trarão transtornos futuros. 2 .6 .50m. As águas do telhado ou os panos tem seu caimento ou inclinação de acordo com o tipo de telha utilizada.50 . Também é usual representá-lo na escala 1:200. no mínimo 0.

8 – Fator de inclinação para os caimentos usuais % 10 15 20 25 30 33 35 40 fator 1. • Multiplicando a área inclinada pelo número de telhas por metro quadrado encontra-se a quantidade de telhas necessárias.077 143 .011 1.Figura 6.059 1.51 .005 1.7 – CALCULO DAS TELHAS PARA COBERTURA PLANA Um método simples e prático para o calculo das telhas de um telhado plano pode ser realizado da seguinte maneira: • Calcular a área plana (incluindo o beiral) e multiplicar pelo fator de inclinação da Tabela 6.044 1.Perspectiva das linhas de um telhado 6.020 1.053 1.031 1. • Acrescentar de 5 a 10% Tabela 6.8 determinando a área inclinada.

utilizando guarda-corpo com tela. 144 . 2 – Deve-se evitar sempre o caso de pano desaguando sobre pano. Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.ANOTAÇÕES 1 – Noções de segurança: Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas. Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança. Para que isso não ocorra devemos utilizar calhas de beiral (moldura).

Figura 7. as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram também o lugar de decoração de fachadas.ESQUADRIAS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO.C. 145 . 7.1).Portas Compõem-se de batente.V. • Especificar corretamente o tipo de fixação dos batentes nas alvenarias e/ou estruturas. • Especificar as ferragens adequadas para cada tipo de esquadria de madeira As esquadrias são componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de intrusos. que é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para esconder as falhas existentes entre eles (Figura 7. onde será colocada a folha por meio de dobradiças. janelas venezianas.7 . dado que a mão de obra era barata e o material abundante. ferro fundido. 7. Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira. A folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente e por fim a guarnição.ESQUADRIAS DE MADEIRA (CARPINTARIA) A madeira é um material bastante utilizado para a confecção das esquadrias como as portas. que é a peça fixada na alvenaria. alumínio) as de P.1 . • Nivelar e colocar no prumo os batentes. caixilhos etc. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo ideal de esquadrias verificando as suas vantagens e desvantagens.1 . da luz natural e da água.1.1 .Componentes das portas de madeira. Com a sua evolução. Com a revolução industrial apareceram as esquadrias metálicas (ferro.

146 . canela.0cm. Caso venha desmontado a sua montagem deve ser executada por profissional competente (carpinteiro). Chamamos de vão livre ou vão de luz de um batente.Para facilitar o assentamento.0 a 14. podendo ser também da mesma madeira da folha (especial). Esta é à medida que aparece nos projetos. 2 . Os batentes são assentados nos vãos deixados nas alvenarias.2 .0m.Batente: Em geral é de peroba rosa.2).Vão livre ou vão de luz Os batentes devem ficar no prumo e em nível.3): Figura 7. se tijolo inteiro 26. tem espessura em torno de 4.5cm e largura variando com o tipo de parede: se meio tijolo de 14.Devemos marcar inicialmente o nível do piso acabado próximo aos montantes. que já devem vir montados para a obra. Estes vãos dependem do vão de luz ou vão livre da esquadria (Figura 7. elevamos este nível em 1.3 . canafístula. a menor largura no sentido horizontal e menor altura no sentido vertical (Figura 7.2) + a espessura do batente e + uma folga de acordo com o sistema de fixação.a) . angelim (comercial). Figura 7.4).Detalhes da fixação dos batentes das portas 1 . O batente é composto de dois montantes e uma travessa (Figura 7. Para que isso ocorra. chamado batente duplo.5cm. podemos proceder da seguinte maneira (Figura 7.

4 .Estica-se uma linha no referido nível. coloca-se cunhas de madeira para o travamento do batente e posterior fixação.Depois de aprumado e nivelado.5 em 0.09 ou 2. parafusos. Geralmente a fixação por parafusos é utilizado em alvenarias estruturais ou mesmo para fixar batentes em estruturas de concreto armado.5). ou seja. a alvenaria deve estar requadrada (no caso de alvenaria de vedação convencional). Utilizam-se parafusos com bucha dois a dois e de 50 em 50 cm ou em “zig e zag” espaçados em torno de 20 cm.4 . para dar melhor acabamento. Figura 7.08m da travessa para o "pé" do batente. com lápis a medida de 1.Aprumar os dois montantes. ficando o vão da travessa até o piso acabado em 2.No assentamento do batente. 5 .3 . sem folga entre a alvenaria e o batente. e. 7 . O chumbamento é realizado com uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 em aberturas previamente realizadas nas alvenarias e umedecidas (Figura 7. 6 .Detalhes da fixação dos batentes por pregos Na fixação por parafusos. Nestes casos o prumo e as dimensões são mais precisos (não se tem a necessidade do requadro) e também não é aconselhável a quebra da alvenaria ou do concreto para a fixação dos batentes (Figura 7. (este procedimento é feito para evitar o empenamento dos montantes).5m no mínimo de dois em dois para possibilitar que toda a largura do batente seja fixada. espuma de poliuretano ou sobre contramarco.4). 147 .08m. Na fixação com pregos se utiliza o prego 22 x 42 ou o 22 x 48 colocados de 0. portanto de 1 a 2 cm embutido no piso. (assim se garante o nível). igualar a marca de lápis com a linha. Os batentes são fixos nos vãos da alvenaria através de pregos.09 ou 1.Marca-se nos montantes.

em torno de todo o batente com o auxílio de um aplicador (pistola). requadrar primeiramente o vão da esquadria deixando uma folga aproximadamente de 1. em geral. Figura 7. é constituída pela utilização de travessa e montante de pequena espessura.Para vedar os parafusos podemos utilizar cavilhas de madeira ou massa para calafetar (Figura 7. Não alisar a espuma.5 . fixado à alvenaria através de pregos ou parafusos.5). depois pode cortar para dar o acabamento final (Figura 7.6 . Figura 7.Detalhes da fixação dos batentes por parafusos Na fixação dos batentes com espuma de poliuretano expansiva. Deixar secar por uma hora. E os batentes por parafusos no contramarco.0cm para possibilitar a colocação da espuma. 148 . em 6 pontos sucessivamente. A espuma poderá ser colocada em faixas de aproximadamente 30 cm.Detalhes da fixação dos batentes por espuma de poliuretano A fixação por contramarco.6).

c) . Muitas vezes. (revestimentos. Podem ser lisas. Devemos utilizar a guarnição para dar arremate e esconder esse defeito (Figura 7. A guarnição é pregada com pregos sem cabeça 12x12. O núcleo das folhas compensadas deve ser constituído por sarrafos ou colméias que formem poucos vazios. b) . (para que a guarnição fique assentada corretamente) devemos realizar um rebaixo na mesma evitando assim que ela fique desalinhada com o revestimento e o batente.7 . etc. A folha externa deverá ser mais reforçada e de melhor acabamento.7).Guarnição: Na união do batente com a parede. pois os batentes somente serão colocados no final da obra. OBS. ela deverá parar em qualquer posição que você deixá-la. das avarias geralmente sofridas durante a execução dos serviços. portanto. o acabamento nunca é perfeito. protegendo-os. no mínimo.Detalhe da fixação das guarnições 149 .Este sistema é o ideal. As travessas das folhas devem ter largura suficiente para poder cortar sem aparecer o núcleo. com almofadas. Para se verificar se a folha foi bem colocada. Os montantes das folhas devem ter largura suficiente para proporcionar a fixação das dobradiças e fechaduras. três dobradiças de 3"x 3 1/2" para as folhas compensadas e quatro dobradiças para as folhas maciças recebendo posteriormente a fechadura. geralmente maciça. As folhas compensadas devem ser "encabeçadas" (acabamento dos montantes maciços) evitando assim a vista do topo da chapa compensada. Alguns cuidados devemos ter na escolha das folhas compensadas como: Se ela vai ser pintada ou envernizada (a folha para verniz é de melhor acabamento). envidraçadas etc. Cuidado maior devemos ter nos ambientes providos de azulejos ou revestimentos cerâmicos.Folha: É a peça que será colocada no batente por intermédio de. abrasões. Figura 7. choques.

de cilindro (porta externa) . envidraçada (caixilho) e externamente de venezianas (Figura 7.8): .p/ portas de correr Figura 7.8 .c.2 . 150 .de w. temos as fechaduras que podem ser (Figura 7.c) .9). Podem ser consideradas como um misto de porta e janela. . mais modernamente em qualquer ambiente.Porta Balcão São portas que comunicam dormitórios com o terraço ou sacada. Compõem-se internamente por folhas de abrir ou de correr.Tipos de fechaduras para as portas As fechaduras devem ser colocadas sem danificar as folhas. porque permite a iluminação e a ventilação. com bom acabamento e sem deixar folgas quando as folhas estiverem fechadas.tipo gorge (porta interna) .1. 7. Porta. Podendo ser de duas ou quatro folhas. porque permite comunicação entre dois ambientes e janela.Ferragens: Além das dobradiças.

9 . e as guarnições. apenas de caixilhos (ambientes sociais). utilizando vidros duplos. Uma vez instalada. portanto os materiais que as constituem deverão ser cuidadosamente escolhidos visando à manutenção. drenos nos perfis que compõe a travessa inferior. angelim. Portando. com dois montantes e duas travessas uma superior e outra inferior (Figura 7.3 . de forma a permitir que a água escoe e seja lançada para o exterior.Figura 7. caso haja necessidade.Batentes: Geralmente de peroba rosa. a) . deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os perfis e partes fixas ou móveis. O modelo da esquadria deve ser adequado ao clima da região e os materiais que as compõe deverão ser de pouca absorção de calor. Os componentes mecânicos as folhas móveis bem como os dispositivos devem ser operados com o mínimo de esforço. as janelas estarão sujeitas às condições ambientais. são fixos às alvenarias da mesma forma dos batentes das portas.Porta balcão 7. As janelas.1. canela.10). As janelas de madeira podem ser compostas por batentes.Janelas As janelas sempre devem comunicar o meio interno com o externo. 151 . devem ser completamente estanques à passagem da água. canafístula. poderão ser projetadas de forma a promover isolamento sonoro do ruído externo. Nas janelas. ou ainda janelas com caixilhos e venezianas (ambientes íntimos). exceto nas varandas. mesmo tendo aberturas para passagem do ar.

cremona e vara. geralmente em nº de dois. Na posição normal. fixas às paredes por carrancas (Figuras 7. utilizam duas dobradiças por folha (3"x3"). dois roletes por folha móvel e trincos ou fechaduras. Quando fechadas. basculantes. As venezianas e os caixilhos de abrir são fixas por dobradiças (3"x3").10 . Utilizam trilhos metálicos. que nesses casos são dois de correr e dois fixos.15).Caixilhos: Podem ser de abrir. de dois.Figura 7.14). não cabendo nesta apostila maior detalhe. e as palhetas que preenchem o quadro. Para isso devemos utilizar janelas de batentes duplos ou ainda batente simples. 152 . Ou através de roldanas ou roletes nos caixilhos ou nas venezianas de correr (Figura 7.Batentes das janelas b) . Os caixilhos guilhotina são em nº. para que as venezianas possam abrir totalmente (Figura 7. c) . Os caixilhos de abrir. Cada folha de veneziana é composta de dois montantes e duas travessas: superior e inferior. mas com dobradiças especiais chamadas palmela. Devemos tomar cuidados quando colocamos as janelas em paredes de um tijolo.13 e 7. quatro folhas ou mais. são trancadas por cremona. de correr. mas com venezianas de quatro folhas. quando desejamos abri-la. Os de correr podem ser em nº de quatro. Os caixilhos basculantes já vêm montados de fábrica. inferior e superior.12 e 7. o inferior é o caixilho interno e o superior externo. ou venezianas de duas folhas. Utilizam dois levantadores e duas borboletas para fixá-las na posição superior. pivotante ou guilhotina. serem de abrir ou correr. e quando abertas. As venezianas podem ter duas folhas (mais comum).Venezianas: Permite a ventilação mesmo quando fechada.11).

áreas de serviço etc. Figura 7.Janelas compostas apenas de caixilhos: Geralmente de correr (Figura 7. escritórios.Detalhes da fixação das janelas em alvenaria de um tijolo d .1.11 . ou seja. 7.Caixilho de correr 153 .Figura 7.12 .12) ou de abrir (Figuras 7. a).13).Tipos de janelas de madeira. e basculantes nos WCs.4 . utilizadas nas salas. nas áreas sociais.Guarnições: Têm as mesmas funções e detalhes de fixação das colocadas nas portas.

13 . Figura 7.Figura 7.Venezianas de abrir com caixilhos guilhotina Figura 7.14 .15) ou veneziana de abrir com caixilho de abrir (Figura 7.Venezianas de correr com caixilhos de correr 154 .15 . veneziana de correr com caixilhos de correr (Figura 7.14).Janelas venezianas e caixilhos: Podem ser compostas de: venezianas de abrir com caixilhos guilhotina (Figura 7.16).Caixilho de abrir b) .

1.Janela tipo Ideal: Compõem-se normalmente de duas partes: vidraça e veneziana.Venezianas de abrir com caixilhos de abrir c) .60m .1.1.Figura 7.30m .1.1.16 . sendo que enquanto o painel superior sobe. o inferior desce.00m .30m .00m . largura livre: 1. Este movimento existe tanto para a parte das vidraças como para a parte das venezianas.90m (cada corpo).40m).Janela tipo Ideal 155 .10m . As dimensões padronizadas são: altura livre: 1.20m (pode-se conseguir = 1. cada uma delas em dois painéis que são movimentados simultaneamente. Figura 7.17 .1.

utilizam-se grapas. I. O contato desses materiais com as esquadrias causa danos irreversíveis.Janelas: Podem ser:156 . a possibilidade de o ferro ser facilmente moldado. L. rebites ou soldas.2 . A principal desvantagem é a rápida oxidação. não sofre alteração na estrutura e não necessita de pintura. são utilizados. A principal vantagem das esquadrias de ferro é o custo baixo.ESQUADRIAS DE METAL (SERRALHERIA) Podem ser de ferro. não oxida. apresenta muitas vantagens sobre o ferro. portanto devem ser protegidas. T. chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 7.Janela de enrolar Figura 7.d) .2. Para a junção das diversas peças. 7. Descrevemos neste item as esquadrias de ferro. Podem ser também de alumínio. quadrados ou redondos. A desvantagem está no custo e no cuidado com a manipulação das esquadrias anodizadas na obra. Não podem ter contato com o reboco. com ácido muriático e fluorídrico (na limpeza de final de obra).17). e para sua fixação na alvenaria. em chapa etc. não perde o brilho.18 .1 . com resíduos aquosos (infiltração de laje). chatos. maior durabilidade. Depois. O alumínio se for anodizado.Janela de enrolar 7. utilizando peças perfiladas U.

O conjunto de báscula.Basculantes: Permitem a entrada de luz e ventilação.Detalhe do caixilho tipo basculante 157 .19 .19).a) .Fixação dos caixilhos de ferro na alvenaria e dos vidros nos caixilhos b) . Figura 7.Fixas: São aquelas que só permitem a entrada de luz (Figura 7.20). pode ser acionado por uma única alavanca (Figura 7. Só se justifica o seu emprego quando a ventilação for obtida por outra janela. A báscula é um painel de caixilho que gira em torno de um eixo horizontal. do mesmo caixilho.20 . Figura 7.

fácil colocação e por serem fabricadas em diversas dimensões.Caixilho máximo ar d) .Ferro L das básculas. Caso se deseje maior. pelo seu baixo custo em relação a de madeira. .Ferro T de contorno de parte fixa. a colocação do vidro. 0.Ferro L de contorno externo. dois caixilhos de correr e dois fixos. onde se colocam os vidros (Figura 7.21). sob pena dela se enfraquecer.60m. .70x0. 158 .Matajuntas em ferro L com pingadeira. grades de segurança. . São fabricadas em chapas de ferro e perfis ou mesmo em alumínio.Podem ser colocadas no caixilho fixo. devemos compor as básculas. ganharam grande mercado atualmente. São compostas de duas venezianas de correr e duas venezianas fixas para o lado externo e internamente.70m etc.50x0.21 . O comprimento das básculas não deve ser superior a 1 metro. Figura 7. c) .Geralmente o caixilho basculante é composto de uma parte fixa e outro móvel. sendo sua abertura para o exterior (figura 7. ficando no caixilho móvel.50m. Os caixilhos basculantes são compostos por: .22). . 0. .60x0.Janelas Venezianas: As janelas do tipo veneziana.Maxim-air (Máximo-ar) e de empurrar: São as mais utilizadas nos dias de hoje. 0.Orelha de alavanca. Permite-nos uma maior área de ventilação e seus quadros são de grande tamanho. simples ou em arabesco.Vareta de alavanca.

Caixilho de correr g) . (Figura 7.Janela veneziana e) .24) 159 . O fechamento se dará mediante a aplicação de cremona.22 .Figura 7. São construídos de um quadro em ferro L munido de grapas e de folhas de abrir também em ferro L.de abrir: São compostas de folhas.23 . f) .de correr: São compostas de folhas . cuja abertura se dá em torno de dobradiças. Podem também ser compostas com venezianas de chapa.Persianas de projeção: São fabricadas por indústrias especializadas em alumínio ou aço zincado.23). e bandeiras (basculantes ou não) (Figura 7. Figura 7. funcionando como uma porta. que deslizam lateralmente apoiadas sobre trilhos e que receberão os vidros.

3 – ESQUADRIAS DE PVC As esquadrias de PVC cada vez mais vêm conquistando uma parcela do mercado da construção civil. mesmo com a porta fechada. A grade poderá ter desenho variado. a) . Cada folha deverá ter a largura mínima de 0.Venezianas de projeção 7.24 .Figura 7. Acima de 1.Portas: São utilizadas basicamente para portas externas. 7. 160 .2. as folhas deslizam suspensas por roldanas na parte superior e orientadas por um guia no piso. maçanetas etc. b) . A principal vantagem das esquadrias de PVC é a grande resistência mecânica garantida pela alma de aço e pelos seus acessórios como roldanas.10m devemos usar duas folhas. e os postigos são de abrir e desempenham o papel de permitir a ventilação do vão.60m e máxima 1.de abrir: Podem ser de uma ou mais folhas. A almofada é geralmente feita em chapa nº16. cremonas.de correr: Assemelha-se ao caixilho de correr. para evitar peso excessivo nas dobradiças.10m. O postigo apenas ocupa a área da grade. Cada folha compõe-se de almofada e grade na parte externa e postigo na parte interna.2 . No quadro do postigo é que se colocam os vidros.

7.1 – Portas Figura 7.2 – Janelas Figura 7.4.25 .26 .4.4 .REPRESENTAÇÃO DE PORTAS E JANELAS (GRÁFICAS) 7.Representação das portas em planta e vista 7.Representação dos caixilhos basculante e máximo ar 161 .

27 .29 .Representação dos caixilhos de empurrar e guilhotina Figura 7.Figura 7.28 .Representação dos caixilhos pivotante 162 .Representação dos caixilhos de correr e de abrir Figura 7.

00 2.20 2.20 x 1.5.70 0.00 x 1..20 0.00 x 0.40 x 1.10 0.20 x 0.50 x 0. cada indústria detém um sistema.60 x 0.50 e) Vitrô redondo ∅ 60 ∅ 80 c) Vitrô de Correr (com bandeira fixa) 1.20 2.00 x 2..80 x 0.Portas: Tabela 7.00 1.50 0.00 1.50 0.20 x 0.60 x 1.20 1.Representação dos caixilhos tipo Ideal OBS.00 x 0. 7.50 x 1.90 x 2.:As esquadrias de alumínio e de PVC não serão descritas nesta apostila.00 1.50 x 1.80 0.20 1.10 1.00 x 1.60 0.60 x 0.20 2.50 0.80 1.80 0.00 1.80 1.20 1.50 x 1.40 0.5 – ALGUMAS DIMENSÕES (COMERCIAIS) 7.20 1.50 x 1.60 x 0.20 x 1. solicitar ao fabricante desejado.20 x 2.00 x 0.00 1.20 x 1.40 0.50 x 0.10 0.1 .20 1.00 1.70 x 0.70 x 2.60 x 1.00 2.40 x 1. acessórios.00 x 1.40 x 1.Figura 7.20 x 1.00 x 1.00 x 1.20 163 .60 x 1.80 x 1.20 x 1.00 0. etc.30 .50 x 0.60 0.00 1.60 x 2.80 x 0.00 x 1.00 1.80 x 1.2 .5. de perfis.00 1. 7.20 1.00 1.60 2. fixação.80 x 2.70 x 0.20 2.00 x 0.Janelas: Tabela 7.50 x 1.80 x 1.80 x 1.10 1.20 1. catálogos ou ainda a visita de um técnico especializado.00 x 1.00 2.60 1.80 2.20 2.00 x 1.Dimensões das portas 0.10 em madeira ou metal.20 x 1.50 x 1. os manuais técnicos.00 x 1.00 x 1.80 x 1.20 x 1.00 1.20 1.50 x 1.00 x 1.20 b) Basculante 0.Dimensões das janelas a) Venezianas 1. para dirimir possíveis dúvidas.20 1.1 .60 x 0.2 .20 c) Vitrô de Correr com bandeira basculante) 1.00 1.80 1.00 x 1. devido ao fato de serem industrializadas e portanto.20 2.20 x 1.60 1.20 1. Havendo necessidade de utilizar as esquadrias de alumínio ou PVC.00 0.40 x 0.60 1.10 0.20 1.60 1.00 x 0.20 x 1.

caso tenha panos fixos. 2) Dificuldade de limpeza na parte externa. 5) Impossibilidade de abertura para ventilação com chuva oblíqua. GUILHOTINA PROJETANTE PROJETANTE DESLIZANTE 1) Todas as desvantagens da janela tipo projetante quando não utiliza braço de articulação de abertura até 90° . 2) Libera completamente o vão na abertura máxima. 4) Possibilita a movimentação de ar em todos os ambiente. 1) Ventilação boa principalmente na parte superior. 2) Facilidade de comando a distância. 1) Boa estanqueidade ao ar e à água. mesmo com chuva sem vento. 4) Dificultam a colocação de tela e/ou grade e/ou persianas se as folhas abrirem para fora . 1) Dificuldade de utilização de telas e/ou grades 2) Abertura de grandes dimensões com um único e/ou persianas. 2) Dificulta a utilização de telas e/ou grades e/ou persianas. 2) Dificuldade de limpeza na face externa. 1) Todas as vantagens da janela do tipo projetante. 3) Fácil limpeza na face externa. 4) Possibilita a movimentação de ar em todo o ambiente. ABRIR folha dupla ABRIR folha simples PIVOTANTE HORIZONTAL (REVERSÍVEL) (1) 1) Facilidade de limpeza na face externa. PIVOTANTE VERTICAL (*) BASCULANTE 1) Facilidade de limpeza na face externa. (*) O eixo pivotante pode ser localizado no meio do plano da folha ou mais próximo de uma de suas bordas. 1) No caso de grandes vão necessita-se de uso de fechos perimétricos. 1) As mesmas vantagens da janela tipo de correr caso as folhas tenham sistema de contrapeso ou sejam balanceadas. 1) Janela que permite ventilação constante. 2) Possibilidade de abertura até 90° (horizontal) devido aos braços de articulação apropriados. 3) Vedações necessárias nas juntas abertas. 3) Quando utiliza pivôs com ajuste de freio.7. 2) Não permite o uso de grades e/ou telas na parte externa. pois a pressão do vento sobre a folha ajuda esta condição. mesmo com chuva 1) Não libera o vão para passagem sem vento. TOMBAR 1) Não libera o vão. na totalidade do vão. 2) As desvantagens já citadas das janelas de correr. 1) Ocupa espaço caso as folhas abram para dentro. 2) Pequena projeção para ambos os lados não prejudicando as 2) Reduzida estanqueidade. Desvantagens 1) Vão para ventilação quando aberta totalmente é 50% do vão da janela. 3) Fácil limpeza. 2) Não é possível regular a ventilação 3) As folhas se fixam apenas na posição de máxima abertura ou no fechamento total. 1) Dificuldade de limpeza na face externa. mesmo com chuva sem vento. 1) Caso as janelas tenham sistemas de contrapeso ou de balanceamento. pivôs com ajuste de freio. 2) Ocupa pouco espaço na área de utilização. o que permite o controle da ventilação. permite abertura a qualquer ângulo para ventilação. áreas próximas a ela. a quebra dos cabos ou a regulagem do balanceamento constitui problemas. tanto na parte superior com na parte inferior. 164 .6 . mesmo com chuva sem vento.COMO ESCOLHER UMA ESQUADRIA: Tabela 7. total.Características dos diversos tipos de janelas Tipos CORRER Vantagens 1) Simplicidade de manobra. 3) A abertura na parte superior facilita a limpeza e melhora a ventilação.3 . 3) Libera parcialmente o vão. 2) Ocupa espaço interno caso o eixo seja no 3) Abertura em qualquer ângulo quando utiliza centro da folha. vidro. 2) Ventilação regulada conforme abertura das folhas. 3) Não acupa áreas internas ou externas (possibilidade de grades e ou telas no vão total). 3) Boa estanqueidade. caso contrário as folhas devem ser retentores no percurso das guias nos montantes do marco 1) Não ocupa espaço interno 2) Possibilita ventilação nas áreas inferiores do ambiente. 4) Permite telas e/ou grades e/ou persianas quando as folhas abrem para dentro.

ANOTAÇÕES 1 . 2 .Na fixação das dobradiças os parafusos não devem ser martelados e sim aparafusados. 3 . evitando danificar a madeira durante o ajuste.Nos batentes fixos por parafusos. 4 – Quando a esquadria de madeira é recebida na obra não deve apresentar desvios dimensionais além dos limites tolerados e muito menos teor de umidade acima do especificado. nos dois lados. para criar a rosca na madeira.Aprumar os dois montantes. 6 – A qualidade de uma esquadria e seu funcionamento perfeito depende de uma colocação bem ajustada e da utilização cuidadosa das feramentas. tampar o furo dos parafusos com cavilhas de madeira. devemos aplicar produtos de conservação da madeira para protegê-la do intemperismo. 5 – Após a entrega da esquadria de madeira e antes de sua colocação. 165 .

Os revestimentos podem ser divididos em: argamassados e os não argamassados o que consiste em revestir as paredes. óleos desmoldantes nas estruturas e fungos. Portanto os revestimentos são executados para proporcionar maior resistência ao choque ou abrasão (resistência mecânica). A limpeza da base deve ser feita com uma escova de aço. 166 . graxas. TETOS. Essa adequação esta relacionada com a limpeza da estrutura e da alvenaria. Portanto devemos preparar o substrato. 8. Precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência da argamassa de revestimento. • Executar corretamente os pisos de concreto armado O revestimento é a fase da obra em que se faz a regularização das superfícies verticais (paredes) e horizontais (pisos e tetos). essa limpeza visa eliminar elementos que podem prejudicar a aderência da argamassa. todos os dutos e redes de água. lavagem ou jateamento de areia.1 – PREPARO DOS SUBSTRATOS 8. fuligem. pedras decorativas. substâncias gordurosas. texturas entre outros. MUROS E PISOS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. barro. remoção das incrustações. como: pó. pontas metálicas e preenchimento de furos bem como aumentar a rugosidade para garantir boa aderência.REVESTIMENTO DAS PAREDES. • Executar corretamente o assentamento dos pisos. tetos e muros com argamassa convencional. tornar as superfícies mais higiênicas (laváveis) ou ainda aumentar as qualidades de isolamento térmico e acústico.1 Na vertical A preparação do substrato (base) consiste em adequar a alvenaria para o recebimento da argamassa. com gesso. ela deve estar sempre isenta de poeira. eliminação das irregularidades superiores.8 . • Executar corretamente os diversos tipos de revestimentos. • Especificar corretamente o tempo de cura de cada revestimento.1. impermeabilizar. • Especificar a regularização adequada para um determinado piso. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Analisar o tipo de revestimento que mais se enquadra para uma determinada superfície. esgoto e gás deverão ser ensaiados sob pressão recomendada para cada caso antes do início dos serviços de revestimento. cerâmicas. eflorescências ou outros materiais soltos. Quando se pretende revestir uma superfície.

2005) Os tetos.1 – Diversas formas de aplicação do chapisco (CEOTTO. Deve-se também corrigir imperfeições da base preenchendo furos e elementos de alvenaria quebrados. pedra ou concreto. 1998b).1a).1 ilustra as diversas maneiras de se aplicar o chapisco. E no caso de superfícies lisas. A Figura 8. É um revestimento rústico empregado nos paramentos lisos de alvenaria. pouco absorventes ou com absorção heterogênea de água. Consumo de materiais por cimento = 2. a fim de facilitar o revestimento posterior. (a) Convencional (b) Desempenado (c) Rolado Figura 8.25 kg m² : areia = 0. Na alvenaria aplica-se o chapisco bem distribuído e fechado (convencional) aplicado com colher de pedreiro ou mecânicamente.0053m³ Deve ser lançado sobre o paramento previamente umedecido em uma única camada de argamassa pelo sistema convencional. desempenado ou rolado. aplica-se o chapisco. e as estruturas de concreto devem ser previamente preparados mediante a aplicação de 167 .1c) (CEOTTO et al. independentemente das características de seus materiais. O chapisco rolado pode ser aplicado tanto na estrutura como na alvenaria utilizando. além da remoção de incrustações metálicas e de arames devem ser realizados. um rolo de espuma (Figura 8. O chapisco é uma argamassa de cimento e areia média ou grossa sem peneirar no traço 1:3. devido a sua superfície porosa. no mínimo 03 dias antes da aplicação do emboço (Figura 8. Na estrutura de concreto armado aplica-se o chapisco para concreto com desempenadeira dentada devendo o mesmo ser acrescido de adesivo para argamassa (Figura 8.1b). 2005). Pode ser acrescido de adesivo para argamassa. dando maior pega. O chapisco deve ser executado usando materiais e técnicas apropriadas para melhorar as condições de aderência da camada do revestimento à base ou substrato. criando uma superfície de rugosidade adequada e regularizando a capacidade de absorção inicial da base (FRANCO & CANDIA.A eliminação das irregularidades superiores como rebarba de concretagem e excesso de argamassa nas juntas.

Devemos executar uma camada de preparação em concreto magro. 168 . ficando claro que o apiloamento não tem a finalidade de aumentar a resistência do solo mais sim uniformizá-lo. cimento cola ou cola. ou uma argamassa de regularização. base ou lastro.00m. Este chapisco deverá ser acrescido de adesivo para argamassa a fim de garantir a sua aderência Portanto a camada de chapisco deve ser uniforme. podendo usar o traço 1:2.2 Na horizontal Todas as vezes que vamos aplicar qualquer tipo de piso. pois o terreno nunca estará completamente plano e em nível. 1:3:5 ou 1:3:6. 5º-entre duas guias consecutivas será preenchido com concreto e passando a régua. 4º-entre os tacos fazemos as guias em concreto. respectivamente. podendo assim executar o emboço. 3º-colocar tacos cujo nivelamento é obtido com o auxílio de linha. Para termos uma superfície acabada de concreto plana e nivelada devemos proceder da seguinte forma (Figura 8.. convém armar o concreto e nesses casos o concreto é mais resistente (concreto estrutural). podendo atingir até ± 8 cm. A espessura mínima do contrapiso deverá ser de 5 cm. Quando se tem um aterro e este for maior que 1.1. podendo chegar até a ±10. 2º-descontar a espessura do piso e da argamassa de assentamento ou regularização. Em residências. Quando não se puder confiar num aterro recente.0 cm.0 cm. que se faz utilizando o nível de mangueira. devemos executá-lo com cuidados especiais.2): 1º-determinamos o nível do piso acabado em vários pontos do ambiente. 5:4. apoiadas nas guias se retira o excesso de concreto. a) . em camadas de 20 cm apiloadas. que chamamos de contrapiso. Para aplicarmos o concreto devemos preparar o terreno. nivelando e apiloado. não podemos fazêlo diretamente sobre o solo ou sobre as lajes ( exceto as lajes de nível zero). A cura do chapisco se dá após 3 dias após a sua aplicação. com pequena espessura e acabamento áspero.Lastro Os lastros mais comuns são executados com concreto não estrutural no traço 1:4:8. nos locais de passagem de veículos o lastro deverá ser no mínimo 7.chapisco. 8.

Caso haja umidade. Esse tratamento consiste em colocar aditivo impermeabilizante no concreto do contrapiso ou na argamassa de assentamento ou ainda a colocação de lona plástica sob o contrapiso.0cm. 169 .Figura 8. quando as mesmas não forem executadas com nível zero.Argamassa de Regularização Nos pavimentos superiores (sobre as lajes). apenas devemos variar as alturas das taliscas.). que em certos casos poderá ser a própria argamassa de assentamento. quando os pisos forem assentados pelo sistema convencional. Neste caso a espessura da argamassa de assentamento não deve exceder a 3. b) . seja ele natural. Utilizamos a argamassa de regularização quando os pisos forem assentados com cola. promovendo assim as caídas. como veremos na descrição de cada piso. Para o piso com pouca caída é aconselhável que a caída seja dada na argamassa de assentamento ou na de regularização. cerâmico ou sintético. E utilizamos argamassa de assentamento para regularizar.0cm. deverá ser feito um tratamento impermeável para que o piso não sofra danos na fixação (desprendimento do piso). pois prejudica todo e qualquer tipo de piso.Procedimento para nivelar sub-base do lastro Obs: Para o piso com grande caída o procedimento é o mesmo.2 . cimento cola ou ainda quando a espessura da argamassa de assentamento exceder a 3. pois o piso é assentado com a argamassa ainda fresca e a mesma perde volume comprometendo a planicidade do piso. etc. Devemos ter cuidado quanto à umidade no contrapiso. Para cada tipo de piso existe um tipo mais indicado de traço de argamassa de regularização. devemos realizar uma argamassa de regularização. no acabamento (aparecimento de manchas) e na estrutura do piso (empenamento.

conforme a superfície a ser aplicada. sarrafeado.1. A areia empregada é a média ou grossa. de preferência a areia média. do telhado para as fundações. A partir da invenção do cimento Portland as argamassas sofreram uma evolução. por tijolos cerâmicos assentados e revestidos com argamassa de cal e areia. gesso etc. As superfícies precisam estar perfeitamente desempenadas. 8. principalmente para as argamassas industrializadas. 170 . Os revestimentos externos devem.2 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS TRADICIONAIS Os revestimentos argamassados são tecnologias construtivas que remontam seu uso desde a Idade Média. Com a adição do cimento. A superfície deve estar previamente molhada. preferencialmente. Para garantir uma boa aderência entre os demais revestimentos o acabamento superficial do emboço pode ser executado do seguinte maneira: • • • sarrafeado. sarrafeado e desempenado. Nesta época as alvenarias eram utilizadas como vedação e como estrutura.2. massa corrida.8. bem como apresentar boa aderência entre as camadas e com a base. se lançarmos a argamassa sobre a base. O consumo de cimento deve. ou seja. O emboço é uma argamassa mista de cimento. e eram construídas. azulejo. ideal para receber o revestimento final (reboco). em contato com a base. Podem ser preparadas manualmente de acordo com a NBR 7200/98. A umidade não pode ser excessiva. desempenado e feltrado (uma mão de massa ou massa única ) para receber a pintura. ideal para receber gesso. prumadas ou niveladas e com textura uniforme. contínuas e uniformes. azulejo. cal e areia nas proporções indicadas na Tabela 8. pois a massa escorre pela parede. completamente seca. Normalmente o emboço trabalha como base para o reboco.1 Na vertical a) . já nas primeiras idades. esta absorverá a água existente na argamassa e da mesma forma se desprenderá. etc. resistir à ação de variação de temperatura e umidade. além disso. O revestimento é iniciado de cima para baixo. Por outro lado.Emboço A argamassa utilizada para a regularização dos diversos substratos é chamada de emboço ou massa única ou ainda emboço paulista. conseguiram ter sua resistência aumentada e a aderência às bases melhoradas. devendo promover a boa ancoragem com eles e possuir uniformidade de absorção para que haja boa aderência entre as camadas. massa corrida. pastilha. ser decrescente. Os revestimentos internos e externos devem ser constituídos por uma camada ou camadas superpostas. sendo maior na primeira camada.. na sua grande maioria. De preferência devem ser preparadas por processo mecanizado.

0 a 10.0 cal hidratada 2. As irregularidades da alvenaria são mais freqüentes na face não aparelhada das paredes de um tijolo.5cm. o emboço é executado com argamassa de cimento e recomenda-se a incorporação de aditivos impermeabilizantes.0 3.0 11.0 11.0 1. com argamassa de cal.0 11. 171 .0 .5 Areia (2) 8.5 8.no caso de execução de acabamento tipo barra lisa - Superfícies externas e internas - 1.0 a 10.0 1. O emboço deve ter uma espessura média de 1.0 2. além do consumo inútil.5 1. Nas paredes externas.0 8.0 3.0 3.0 a 12.0 8. Recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante Paredes Superfícies externas em contato com o solo.0 9.0 1. devemos seguir com bastante rigor ao prumo e ao alinhamento.0 a 10. pois o seu excesso.0 a 10.0 3.0 8. Infelizmente esta espessura não é uniforme porque os tijolos têm diferenças de medidas.0 a 12.0 (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água.0 1. mista de cimento e cal.0 a 12. Para isso devemos fazer: a.0 3.5 2.0 a 4.0 11.0 2. (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5% Portanto. No caso de tetos.5 a 3.0 1. em contacto com o solo.3 e 8. na interna.0 1.0 1.0 2.5 1.4). deve ser executado com argamassa de cimento e cal.0 1.0 a 10.0 a 4.0 1. resultando um painel de alvenaria.0 OBS.1) Assentamento da Taliscas (tacos ou calços) As taliscas são pequenos tacos de madeira ou cerâmicos. principalmente o interno.0 Pasta(1) de cal 1.0 11. com saliências e reentrâncias que aumentam essa espessura.0 1.0 1.0 1. o emboço de superfície externa.5 2.0 a 12. corre o risco de desprender.0 2.0 a 12.0 1. Para conseguirmos uma uniformidade do emboço e tirar todos os defeitos da parede. com argamassas mistas de cimento e cal. ou preferivelmente.0 1. acima do nível do terreno. depois de seca.0 a 12.0 a 10.Tabela 8.5 2.1 -Traço do emboço para as diversas bases BASES Tipo MATERIAIS Localização Superfícies externas acima do nível do terreno cimento 1.0 a 3. que assentados com a própria argamassa do emboço nos fornecem o nível (Figuras 8.0 11. Superfícies internas Tetos (laje de concreto maciço ou laje mista) 1.

Sob esta linha.3 . A distância entre a linha e a superfície da parede deve ser na ordem de 1.0m de comprimento. é preciso fixar uma linha na sua parte superior e ao longo de seu comprimento. devem ser assentadas outras na parte inferior (a 30cm de piso) e as intermediárias (Figura 8. É importante verificar o nível dos batentes. com a superfície superior faceando a linha (Figura 8. 172 . pois os mesmos podem regular a espessura do emboço.3).Assentamento das taliscas superiores nas paredes A partir da sua disposição na parte superior da parede. para poder utilizar réguas de até 2. ou cacos cerâmicos) devem ser assentadas com argamassa mista de cimento e cal para emboço.4).5m a 2m entre si. As taliscas (calços de madeira de aproximadamente 1x5x12cm. favorecendo a sua aplicação. Figura 8. Devemos ter o cuidado para que os batentes não fiquem salientes em relação aos revestimentos. com o auxílio de fio de prumo. recomenda-se a colocação das taliscas intermediárias em distâncias de 1. quando forem colocadas as taliscas. e nem tampouco os revestimentos salientes em relação aos batentes e sim faceando.5cm.No caso de paredes.

Figura 8.4 - Assentamento das taliscas inferiores nas paredes

No caso dos tetos, é necessário que as taliscas sejam assentadas empregando-se régua e nível de bolha ao invés de fio de prumo. Ou através do nível referência do piso acabado, acrescentando uma medida que complete o pé direito do ambiente (Figura 8.5).

1.00 m

X

nível do piso acabado

Figura 8.5 - Detalhe da colocação das taliscas nos tetos utilizando o nível referencial.

173

1.00 m

X

a.2) Guias ou Mestras São constituídas por faixas de argamassa, em toda a altura da parede (ou largura do teto) e são executadas na superfície ao longo de cada fila de taliscas já umedecidas. A argamassa mista, depois de lançada, deve ser comprimida com a colher de pedreiro e, em seguida, sarrafeada, apoiando-se a régua nas taliscas superiores e inferiores ou intermediárias (Figura 8.5). Em seguida, as taliscas devem ser removidas e os vazios preenchidos com argamassa e a superfície regularizada. O sarrafeamento do emboço pode ser efetuado com régua apoiada sobre as guias. A régua deve sempre ser movimentada da direita para a esquerda e viceversa (Figura 8.6).

Figura 8.6 - Detalhe da execução das guias e do emboço

Nos dias muito quentes, recomenda-se que os revestimentos, principalmente aqueles diretamente expostos a radiação solar, seja mantidos úmidos durante pelo 174

menos 48 horas após a aplicação. Pode ser efetuado, por aspersão de água três vezes ao dia. O período de cura do emboço, antes da aplicação de qualquer revestimento, deve ser igual ou maior há sete dias. b) - Reboco Atualmente pouco utilizado o reboco é iniciado somente após a colocação de peitoris, tubulações de elétrica etc. e antes da colocação das guarnições e rodapés. A superfície a ser revestida com reboco deve estar adequadamente áspera, absorvente, limpa e também umedecida. O reboco é aplicado sobre a base, com desempenadeira de madeira e deverá ter uma espessura de 2 mm até 5 mm. Em paredes, a aplicação deve ser efetuada de baixo para cima, a superfície deve ser regularizada e o desempenamento feito com a superfície ligeiramente umedecida através de aspersão de água com brocha e com movimentos circulares. O acabamento final é efetuado utilizando uma desempenadeira com espuma (Figura 8.7). É extremamente importante, antes de aplicar o reboco, que o mesmo seja preparado com antecedência dando tempo para a massa descansar. Esse procedimento é chamado de "curtir" a massa e tem a finalidade de garantir que a cal fique totalmente hidratada, não oferecendo assim danos ao revestimento.

Figura 8.7 - Detalhe da aplicação do reboco

O reboco é constituído, mais comumente, de argamassa de cal e areia no traço 1:2, ou como apresentado na Tabela 8.2:

175

Tabela 8.2 - Traços do reboco BASES MATERIAIS
Tipo Localização Superfícies externas acima do nível do terreno Superfícies externas em contato com o solo. cimento 1,0 cal hidratada 1,0 Pasta(1) de cal 1,0 Areia (2) 2,0 a 3,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,0 OBS. recomenda-se a incorporação de aditivo impermeabilizante a argamassa ou executar pintura impermeabilizante

Paredes

Superfícies internas inclusive paredes de banheiros, cozinhas, lavanderias e ixeiras, acima de 1,60m de altura.

-

1,0 -

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Superfícies internas 1,0 de paredes de banhei ros, cozinhas, lavanderias e lixeiras, até 1,60m de altura Tetos Superfícies externas 1,0 e internas (1) Pasta obtida a partir da extinção de cal virgem com água (2) Areia com teor de umidade de 2% a 5%.

-

3,0 a 4,0

no caso de pintura da superfície revestida com tinta à base de resina epóxi, borracha clorada, etc...

1,0

2,0 a 3,5 1,5 a 3,0

-

Podemos utilizar argamassas pré-fabricadas, para reboco, que precisam ser fornecidas perfeitamente homogeneizadas, a granel ou em sacos. Cada saco deve trazer bem visíveis, as indicações de peso líquido, traço, natureza do produto e a marca do seu fabricante. Outros materiais aglomerantes e agregados podem ser empregados, como as massa finas acondicionada em sacos de aproximadamente15kg, que são misturados na obra com a cal desde que satisfaçam à especificações necessárias de uso. Em condições normais é um pouco mais dispendioso do que a argamassa preparada na obra, mas quando não se tem espaço suficiente para peneirar, secar e "curtir", a massa é vantajosa. c) – Chapisco para acabamento O chapisco pode ser aplicado como revestimento rústico, para acabamento externo, podendo ser executado com vassoura ou peneira para salpicar a superfície. Neste caso, é aplicado sobre o emboço podendo ser aplicado mais de uma camada, de modo a cobrir o substrato. As peneiras utilizadas na construção civil são as mesmas da agricultura e são denominadas peneiras de fubá, arroz, feijão, café etc. Para um acabamento mais fino se utiliza a peneira de arroz, para um acabamento mais rústico a de feijão. A função da peneira na aplicação do chapisco é para uniformizar a textura do 176

chapisco, pois somente vão passar pela malha da peneira as dimensões dos grãos inferiores ao da malha, os maiores são separados. 8.2.2 Na horizontal a) - Cimentados O piso cimentado é executado com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com espessura entre 2,0 a 2,5cm e nunca inferior a 1,0cm. Podemos utilizar o cimento Portland comum ou o cimento Portland branco e ainda acrescentar no cimento branco corantes. * Se desejamos um acabamento liso devemos polvilhar cimento em pó e alisar com a colher de pedreiro ou desempenadeira de aço (massa queimada). * Se desejamos um acabamento áspero, usamos apenas desempenadeira de madeira, ou texturado (vassoura, roletes etc...) a

Quando o cimentado for aplicado em superfícies muito extensas, devemos dividi-las em painéis de 2,0x2,0m, com juntas de dilatação (junta seca) que podem ser executadas durante a aplicação ou depois da cura (junta serrada). A cura será efetuada pela conservação da superfície levemente molhada, coberta com sacos de estopa ou mantas, durante no mínimo 7 dias. Obs.: A utilização de mantas é muito utilizada nos dias de hoje, mas devemos ter o cuidado de mante-las sempre molhadas, para evitar que as mesmas absorvam a água do piso fazendo o efeito contrário. b) - Granilite Granilite ou marmorite, é um piso rígido polido, com juntas plásticas de dilatação, moldado in loco, ele é constituído de cimento e mármore, granito ou quartzo triturado. A cor varia de acordo com a granilha e o corante que são colocados na sua composição ( se for utilizado cimento branco). b.1) - Regularização de base para granilite É feita com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, não devendo ser alisada com a colher de pedreiro mais sim desempenada, para ficar com uma superfície áspera onde o granilite irá aderir com maior intensidade. b.2) - Pasta de granilite É constituída de uma argamassa composta de pequena carga de pedra (granito, mármores ou quartzo, cimento e corantes. O cimento poderá ser comum ou branco, a espessura é de 12 a 15 mm. 177

Assim como o cimentado, o granilite também precisa da ajuda das juntas de dilatação para não sofrer retração. Portanto a sua aplicação deve ser precedida da colocação das juntas de dilatação constituídas por tiras de plástico fixadas no contrapiso com nata de cimento. A argamassa de granilite é aplicada no contrapiso com colher de pedreiro e regularizada com régua de alumínio. b.3) – Polimento Após dois dias da colocação do granilite, a argamassa já está apta para receber o primeiro polimento. O polimento é executado com máquina com emprego de água e abrasivos de granulação 40, 80 e 160 progressivamente. Após o primeiro polimento, as superfícies serão estucadas com mistura de cimento comum ou branco e corante (para tirar pequenas falhas). O polimento final será a máquina com emprego de água e abrasivos nº 220. Os rodapés, peitoris etc. são polidos a seco com máquina elétrica portátil. As juntas de dilatação devem formar quadros de no máximo 1,50 x 1,50m. 8.3 – REVESTIMENTOS NÃO ARGAMASSADOS São os revestimentos, constituídos por outros elementos naturais ou artificiais (gesso, cerâmicas, pedras, madeiras, pastilhas, piso vinílico, piso de borracha etc.), assentados sobre emboço ou base regularizada (para pisos) através de argamassa colante, cola, argamassa de assentamento ou outras estruturas de fixação. São utilizados nos revestimentos de paredes e pisos. 8.3.1 – GESSO O gesso é um dos materiais mais consumidos no mundo. Extraído de minas subterrâneas e de minas ao céu aberto, como é o caso brasileiro, o gesso já serviu como massa de assentamento nas pirâmides egípcias bem como os gregos e os romanos o utilizaram para decoração. Hoje, os processos industriais nos permitem ter acesso a uma grande gama de produtos de gesso. Suas propriedades de isolamento térmico e acústico além das riquezas das formas que pode se criar com o pó de gesso o tornaram essencial para arquitetos e engenheiros. O gesso em pó é empregado em grande quantidade na construção, misturando com água proporciona um revestimento eficaz, estético e bom acabamento para paredes interna e tetos (SINDUSGESSO, 2006). A crescente utilização de revestimentos de gesso nas edificações contribuiu para uma boa alternativa e muitas vezes econômica. O revestimento de gesso pode ser aplicado em diversas bases, mas deve-se garantir a aderência e uma espessura ideal. A espessura do revestimento de gesso em geral depende da base, mas tecnicamente se recomenda a espessura de 5 ± 2mm (Revista Téchne, 1996)

178

Para a aplicação do revestimento de gesso deve-se observar o prazo mínimo de 30 dias sobre as bases revestidas com argamassa, e de concreto estrutural; e de no mínimo 14 dias para as alvenarias. a)- Preparo do substrato A superfície a ser revestida deve estar sempre isenta de poeira, umidade, substâncias gordurosas, eflorescências ou outros materiais soltos. A superfície precisa apresentar-se suficientemente áspera a fim de que se consiga a adequada aderência. Inicialmente deve-se verificar a falta de prumo, nível e planeza das bases conforme limites constantes na Norma 02.102.17-006/95 (Tabela 8.3).
Tabela 8.3 - Desvios máximos de prumo, nível e planeza (ABNT,1995)

Desvio do prumo ≤ H/900

Desvio de nível ≤ L/900

H = Altura da parede em metros L = Maior vão do teto

Planeza • Irregularidades graduais: ≤ 3mm, em régua de 2,0m • Irregularidades abruptas: ≤ 2mm, em régua de 20cm

Caso a base não atenda os limites da Tabela 8.3 deve-se retificar o plano da base utilizando-se um emboço. Pontas de ferro, resíduos de fôrmas, rebarbas de concreto ou argamassa, devem ser removidos. O revestimento de gesso propicia a corrosão de peças metálicas comum, pois é alcalina e pode apassivar o aço, portanto deve-se tratar os componentes metálicos ou protegê-los. As alvenaria que deverão receber o revestimento de gesso não deverão ser umedecidas, pois podem movimentar causando fissuras no revestimento. Se necessário somente os revestimentos de argamassa devem ser umedecidos pelas suas características de absorção ou de secagem da pasta.(De Milito, 2001) b)- Preparo da pasta O gesso (CaSO4) é preparado em pasta, e devido a pega rápida o volume preparado para cada vez é em geral na ordem de um saco comercial (40kg) o que equivale a 45 litros. A quantidade de água deverá ser entre 60% a 80% da massa do gesso seco dependendo da finura. A mistura é feita manualmente polvilhando o gesso sobre a água para que todo o pó seja disperso e molhado, evitando a formação de grumos. Depois de concluído o polvilhamento do gesso sobre a água, esperar cerca de 10 min. Para que as partículas absorvam água, e a suspensão passe do estado líquido a um estado fluído consistente. Com a colher de pedreiro agitar parte da 179

c) . uma régua de alumínio de 20 cm não deve apresentar desvio superior a 1 mm. Desempenadeira de aço. Régua de alumínio com 2. Terminada a camada de revestimento. Na execução do revestimento de gesso deve-se observar a temperatura ambiente e a temperatura do substrato que não deverão ultrapassar a 35 ° C. promove o seu sarrafeamento com o intuito de cortar os excessos grosseiros e dar ao revestimento uma superfície mais regular. raspagens e a camada final de acabamento. Para pontos localizados.0 m de comprimento. Concluída a execução de uma camada de espalhamento. A espessura da pasta é de 1 mm a 3 mm podendo chegar no máximo a 7 mm. ficando o acabamento final liso e brilhante. Espátula. 180 . Neste caso. Cantoneiras de alumínio. pois o gesso endurecido desidrata lentamente com o calor (HINCAPIE et al. As ferramentas e acessórios utilizados na execução de revestimento de gesso são: 1. o revestimento não poderá apresentar desvio superior a 3 mm. 6. e antes que a pega esteja muito avançada.0 m. e tendo revestido todas as faixas em uma direção. 7. que irá receber os retoques. 3. o gesseiro verifica a sua planeza. 1996a). Desempenadeira em chapa de PVC com dimensões aproximadas de 0. 2. avaliação da aderência do revestimento. Após a conclusão dos serviços para verificar a planeza do revestimento como um todo. o gesseiro inicia à camada seguinte. aplicada sobre o revestimento em qualquer direção.60 m e espessura de 4. Para a execução de uma camada de espalhamento divide-se o substrato em faixas de espalhamento com aproximadamente a mesma largura da desempenadeira de PVC. o revestimento de gesso não deve apresentar pulverulência. Colher de pedreiro. Dependendo do substrato a pasta de gesso pode ser aplicada com desempenadeira de PVC em uma ou várias camadas. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm.0 mm. avaliação da aderência da pintura. avaliação da dureza. Caso necessário pode-se executar ensaios especiais como: medição da espessura. Os retoques finais e a camada de acabamento são executados utilizando a colher de pedreiro e a desempenadeira de aço. executa-se uma inspeção visual utilizando uma régua de alumínio de 2. Para aplicar a pintura. Cada faixa é iniciada com uma pequena sobreposição à precedente. 5. 4.pasta ( aquela que vai ser utilizada inicialmente) e aguardar cerca de 5 min.Aplicação. Com a régua de alumínio.25 x 0. Caixotes para o preparo da pasta com volume interno superior a 100 litros (denominadas masseiras). para o repouso final da pasta e até que adquira consistência adequada para ser aplicada com boa aderência e sem escorrer sobre a base. aplicando a pasta de gesso em faixas perpendiculares às primeiras (camadas cruzadas).

o revestimento não deve apresentar pulverulência superficial excessiva. utilizando uma régua de 20 cm.: O revestimento com gesso deve ser aplicado somente em ambientes internos e sem umidade. piscinas.Verificação visual dos serviços: Utilizando uma régua de 2. Pelas suas características. e areias (quartzo) dando um produto final com grande variedade de cores. banheiros. retoques e raspagens 30 a 35 Acabamento 35 a 45 Total 97 a 130 d) .4 – Etapas e tempo aproximado de execução da aplicação manual de gesso. para consumo de 45 litros de pasta = 1 saco de gesso (HINCAPIE et al.5): Tabela 8. paredes.0m de comprimento aplicada sobre o revestimento em qualquer direção. gretamento. as cerâmicas são utilizadas em ambientes que podem ser molhados e devem ser higiênicas como as cozinhas.A Tabela 8. paredes e piscinas Pisos e paredes paredes 181 . Em pontos localizados. saunas úmidas etc. feldspatos (grês).4 resume as diversas etapas e o tempo aproximado de execução da aplicação manual da pasta. brilhantes ou acetinados. melhor será a qualidade. tanto nas paredes como nos pisos.5) e resistência ao ataque químico contidos em produtos de limpeza (Tabela 8. Antes de comprar ou especificar um revestimento cerâmico devemos classificá-los principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8. Tabela 8.Classificação das cerâmicas quanto a absorção de água Grupo I IIa IIb III Grau de absorção 0% a 3% 3% a 6% 6% a 10% >10% Uso recomendado Pisos. falhas ou estrias com profundidade superior a 1 mm. 5 .7). Normalmente quanto menor o grau de absorção.3. Obs. Antes da aplicação de pintura. filitos. não deve apresentar desvio superior a 3 mm. piscinas e saunas Pisos. não deverá apresentar desvio superior a 1 mm. 8. 1996) Serviços Tempo (min) Preparo da pasta 2a5 Espera 10 a 15 Espalhamento 20 a 30 Sarrafeamento. podendo ser (Tabela 8. lisos ou decorados A espessura é variável apresentando a face posterior (tardoz) saliências para aumentar a aderência. talcos.2 Revestimento cerâmico A cerâmica é um produto industrializado composto por argila.6) e a abrasão (Tabela 8.

consequentemente. e as de (Figura 8. hall de residência. entradas de hotéis. shopping centers. Estab. 7 . como a resistência à manchas e a expansão por umidade EPU. destacamento da peça. show rooms. que devem existir na estrutura de concreto cuja função é aliviar as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. Quartos de dormir etc. Outras características técnicas dos revestimentos cerâmicos são importantes observar. Existem quatro tipos básicos de juntas as: • Superficiais ou de assentamento. pela movimentação do substrato e pela dilatação térmica. aeroportos.40mm/m. Recomenda-se utilizar em pisos ou paredes internas. Comerciais internos. no caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e classificado como segue (Tabela 8. e externamente no máximo 0.Tabela 8. Áreas públicas. cerâmica com EPU de no máximo 0.60mm/m. padarias. fast-food etc. Quartos sem portas para fora Cozinhas residênciais. a) Juntas de dilatação: Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações devem ser informadas pelo fabricante. Uma alta EPU pode ocasionar deslocamento e gretamento da placa. que definem a posição das peças e tem a função de absorver parte das tensões provocadas pela expansão por umidade da cerâmica. 6 .Classificação das cerâmicas esmaltadas ao ataque químico (Anfacer) Classe A B C Resitência Química Ótima resistência aos produtos químicos Ligeira alteração de aspecto Alteração de aspecto bem definida E quanto a resistência a abrasão.8). corredores. 182 • .7): Tabela 8. quintais. As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e. ela representa a resistência ao desgaste superficial. Na colocação das cerâmicas devemos prever juntas de dilatação e rejuntá-las para uma maior durabilidade. as Estruturais.Classificação dos pisos cerâmicos quanto a abrasão Abrasão Grupo 0 Grupo 1 (PEI-1) Grupo 2 (PEI-2) Grupo 3 (PEI-3) Grupo 4 (PEI-4) Grupo 5 (PEI-5) Resistência Baixa Média Média alta Alta Altíssima e sem encardido Uso recomendado Desaconselhável para piso Banheiros residênciais.

De Dessolidarização..) e ser preenchida com material deformável.8 – Detalhe dos tipos de juntas Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as dilatações e contrações. Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas esse procedimento é denominado de rejuntamento. O rejunte (material industrializado). tem a função de separar a área com revestimento de outras áreas (Figura 8. dureza. estabilidade de cor. Elas devem ser executadas em painéis de até 32m2 para os pisos internos ou até 24m2 nos painéis externos.• • Expansão ou movimentação. flexibilidade. normalmente adicionados com outros componentes. Portanto. e entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. b) Rejuntamento Rejuntamento é o enchimento das juntas entre as peças com pasta de cimento ou rejunte industrializado. que conferem características especiais a ele como: retenção de água. resistência a manchas etc. as juntas são importantes para melhorar o alinhamento das peças (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. Quando temos juntas estruturais no contrapiso ou nas paredes estas precisam ser reproduzidas no revestimento cerâmico. que devem existir em grandes áreas.. Figura 8. contrapiso. vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15 mm de largura (Figura 8. etc. As juntas de movimentação necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje.8). longitudinalmente e transversalmente. na 183 .8).

5 10x10 10x20 15x15 15x30 20x20 20x30 20x40 24x11.9 . O excedente será retirado. esteja atento às suas características. ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte (Figura 8. SUPERFÍCIE LISA CERÂMICA REJUNTE ACABAMENTO CORRETO Figura 8. assim que começar a secar. em gramas 2x2 5x5 7. Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final. Nas cerâmicas a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do mesmo. com pano.5 25x25 30x30 34x34 41x41 50x50 800 750 640 480 360 320 240 220 200 180 320 200 160 140 120 100 1280 960 720 640 480 440 400 360 640 400 320 280 240 200 1440 1080 960 720 660 600 540 960 600 480 420 360 300 1920 1440 1280 960 880 800 720 1120 800 640 560 480 400 2400 1800 1600 1200 1100 1000 900 1600 1000 800 700 600 500 2880 2160 1920 1440 1320 1200 1080 1920 1200 960 840 720 600 1800 1650 1500 1350 2400 1500 1200 1050 900 750 184 .Detalhe da execução do rejuntamento A Tabela 8.9).hora de escolher a argamassa de rejuntamento.8 indica o consumo de rejunte por metro quadrado para diversas larguras de junta e formato de placa. Esta pasta deve ser aplicada em excesso com auxílio de um rodo.5x7.8 – Consumo de rejunte por m 2 Largura da junta Formato da placa (cm) 2mm 4mm 6mm 8mm 10mm 2 12mm 15mm Consumo por m . Tabela 8.

Para garantirmos que o azulejo fique na horizontal devemos proceder da seguinte maneira: (Figura 8. Teremos comentários neste capitulo a respeito das diferentes maneiras de assentarmos azulejos e materiais cerâmicos. para melhor distribuição dos azulejos.Revestimento cerâmico na vertical a) .10 – Juntas superficiais dos azulejos O assentamento se faz de baixo para cima. de fiada em fiada. de uso interno ou externo.3. se será colocado moldura de gesso. colas etc. mas sim dando um intervalo de 3 a 5 dias. Os cimentos colantes e as colas devem ser aplicados com desempenadeira dentada de aço.11) • • • Fixar uma régua em nível acima do nível de piso acabado.. 185 ..2. a prumo ou em amarração (Figura 8. ou com cimento-colante. deixando neste caso um espaço próximo à laje.10): a) em diagonal b) junta à prumo c) em amarração Figura 8. Verificar. para colocação de rodapés ou uma fiada de azulejos.O rejuntamento não deve ser efetuado logo após o assentamento.1 .Assentamento dos azulejos Os azulejos podem ser assentados com juntas em diagonal. Deixar um espaço entre a régua e o nível do piso acabado. que já deverá estar revestida. sobre base regularizada. com argamassa de cal e areia no traço 1:3 com 100 kg de cimento por m³ de argamassa (pelo processo convencional). de modo a permitir que a argamassa de assentamento ou o cimento colante seque com as juntas abertas. 8.

ou ainda dividi-los em partes iguais nos painéis (Figura 8.12).12 .1) . dentro dos boxes.2) . para que os recortes não fiquem muito visíveis. no mínimo como descrito na Tabela 8. O ideal é seguir as recomendações do fabricante descritas nas embalagens. Portanto.Detalhe do assentamento dos azulejos a. podemos deixá-los atrás das portas.Figura 8. nos projetos não é levado em consideração às dimensões dos azulejos. Figura 8.Recortes de azulejos: É muito difícil em um painel de alvenaria não ocorrer recortes.Exemplo de divisão dos azulejos a.11 .9. visto que na maioria das vezes. 186 .Juntas entre azulejos As juntas superficiais entre os azulejos deverão ter largura suficiente para que haja perfeita penetração da pasta de rejuntamento e para que o revestimento de azulejo tenha relativo poder de acomodação.

Tabela 8.9 - Juntas superficiais entre azulejos

Dim. (cm)

do

azulejo Parede (mm)
1,0 2,0 1,5 2,0 2,0 2,5

interna Parede (mm)
2,0 3,0 3,0 3,0 4,0 4,0

externa

11x11 11x22 15x15 15x20 20x20 20x25

Para os demais tipos de juntas devemos seguir as recomendações do item 8.3.2 (a). a.3) - Rejuntamento Para o rejuntamento do azulejo, além dos rejuntes industrializados descritos no item 8.3.2 (b) podemos utilizar a pasta de cimento branco e alvaiade na proporção de 2:1, ou seja, duas partes de cimento branco e uma de alvaiade, o alvaiade tem a propriedade de conservar a cor branca por mais tempo. b) - Pastilhas É outro revestimento impermeável, empregado nas paredes, principalmente nas fachadas de edifícios. É constituída de pequenas peças coladas sobre papel grosso ou tela. A preparação do fundo para sua aplicação deve ser feita como segue: - para pisos: fundo de argamassa de cimento e areia (1:3) com acabamento desempenado. - para paredes: o fundo será a própria massa grossa (emboço) dosada com cimento, bem desempenada. A argamassa de assentamento será de cimento branco e caolin em proporção igual (1:1), ou argamassa de cimento colante, de uso interno ou externo, própria para pastilhas. A argamassa de assentamento é estendida sobre a base e as placas de pastilhas são arrumadas sobre ela fazendo pressão por meio de batidas com a desempenadeira. O papelão ficará na face externa e após a pega, que se dá aproximadamente em dois dias, o papelão é retirado por meio de água. Utilizando o cimento colante, que deve ser aplicado através de desempenadeira dentada, as placas de pastilhas são fixadas também fazendo pressão por meio de batidas. Nas placas de pastilhas fixadas em tela a tela pode ficar em contato direto com a argamassa bastando, após a cura, realizar o rejuntamento. O rejuntamento é executado com pasta de cimento branco ou rejunte industrializado conforme descrito no item 8.3.2 (b)

187

8.3.2.2 Revestimento cerâmico na horizontal

a) - Piso cerâmico Após a escolha do piso podemos assentá-los de duas maneiras usuais: Utilizando argamassa de assentamento (sistema convencional) ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira: a.1) - Regularização de base para pisos cerâmicos Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm. a.2) - Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional) Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. Ao se considerar que a colocação do material cerâmico, no caso de utilizar a argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços - que atuam no plano do revestimento resultam componentes normais ao revestimento que tendem a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base será a aderência proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência, ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à separação do revestimento de sua base. Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importantes. Quanto maior for à espessura da argamassa de assentamento, tanto maior será o esforço resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro tanto maior serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento. Portanto a melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

188

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje. - Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada. - Traço da argamassa de assentamento - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6 de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta de cimento aguado e pouco resistente. - Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu endurecimento - início de pega do cimento - se dê antes do término do assentamento. Na prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez. - Aplicação da argamassa - será apertada firmemente com a colher e, depois, sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura. - Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será irregular. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa, formando a pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente. - Peças cerâmicas - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada" de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água, ocasiona certa fragilidade às peças e consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em aproximadamente 5%. Para se conseguir melhor efeito das peças, quando estas não são de cores lisas, espalharem o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto. Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material. - Fixação das peças - para pisos, depois de aplicados na área preparada, serão batidos com o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm 189

aparelhado, a marreta de borracha. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças maiores - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir boa aderência à pasta. - Espaçamento das peças - nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja, com juntas secas (exceto em pisos especiais). As juntas de 1 mm a 3 mm, conforme o tamanho das peças, são necessárias por três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal a classificação na faixa de até 2 mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que compõem o revestimento. Resumindo:
• Estender

a massa em pequeno panos de maneira a colocar em nº de piso que se possa alcançar. • Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. • Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a pasta de cimento se torne fraca. • Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de cimento com a colher. • Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a pasta de cimento comece a surgir pelas juntas. a.3) - Assentamento utilizando cimento cola O cimento cola é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete) dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos. A desempenadeira dentada é utilizada, pois facilita o espalhamento da argamassa de assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca de 4 mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2 mm. A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a base já curada e seca, em camada fina, de 1 mm a 2 mm, com desempenadeira dentada, formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida, bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1 mm entre as peças. Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada, interrompendo-se a aplicação do piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio obedece também às 190

necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do método, mais rápida que a do processo convencional. A espessura de 2 mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas (dependendo da dimensão do piso). Isso corresponde a um consumo de cerca de 3 kg/m² de revestimento (Tabela 8.10). O cimento também retrai, para a espessura utilizável de 2 mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimentos são praticamente nulos se comparados àqueles provenientes aos 30 mm de espessura da argamassa convencional. Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente ilimitado. Obs.: Para o assentamento com cimento cola deixar na regularização da base as caídas para os ralos, as saídas, etc., pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno de 5 mm, não possibilitando a execução de caídas.
Tabela 8.10 - Consumo de argamassa colante (Fiorito, 1994)

Espessura da pasta
1 mm 2 mm 3 mm 4 mm 5 mm 6 mm

Consumo de pó
1,5 kg/m2 3,0 kg/m2 4,5 kg/m2 2 6,0 kg/m 7,5 kg/m2 9,0 kg/m2

a.4) - Juntas de dilatação e rejuntamento Conforme descrito no item 8.3.2. O rejuntamento sobre o piso pode ser feito com pasta de cimento comum ou rejunte estendida sobre o piso e puxado com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação do inicio da pega da pasta. b) - Porcelanato O Porcelanato é constituído de uma mistura de argila, feldspato, caulim e outros aditivos (corantes), submetido a uma forte pressão e queima em alta temperatura (entre 1200oC a 1250oC ), resultando um piso resistente a abrasão e de baixa porosidade. O acabamento do Porcelanato pode ser ou não esmaltado nos padrões semirústico, rústico e acetinado, ou esmaltados. Os não esmaltados tem uma durabilidade maior, pois o esmalte é aplicado antes da queima e mais tarde polido, portanto a fina camada de esmalte tende a desgastar. Como o Porcelanato não é poroso, é necessário fixá-lo com argamassa colante aditivada com polímeros, como o PVA. Essa mistura tem o dobro da aderência da argamassa comum. É importante também, espaçar as peças conforme

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recomendação do fabricante e rejuntá-las com uma massa de rejunte também aditivada próprias para porcelanato. Vantagens do porcelanato: • maior resistência mecânica; • alta resistência a abrasão; • alta resistência ao gelo; • baixíssima expansão por hidratação; • cor uniforme e totalmente impermeável; • grande durabilidade; • possibilidade de se utilizar juntas de assentamento mínimas. Existem os pisos de porcelanato retificado, estes, podem ser assentados sem juntas. 8.3.3 - Piso de madeira a) - Regularização de base para piso de madeira Se necessário é feita com argamassa de cimento e areia média ou grossa no traço 1:4 com espessura de 2,5cm. b) - Assentamento utilizando argamassa: Utiliza-se uma argamassa de cimento e areia média peneirada, no traço 1:3 e se aconselha que nesta dosagem seja colocada impermeabilizante na quantidade indicada pelo fabricante. A argamassa é estendida através de guias numa espessura média de 3,0cm, é povilhado cimento seco sobre a massa para enriquecer a sua dosagem na superfície de contato. O piso de madeira assentado com argamassa é o taco. Os tacos para assentamento com argamassa, são pintados em suas bases com piche, no piche é impreganado areia lavada e para melhorar ainda mais a aderência com a argamassa, é fixado dois pregos para taco em cada peça (Figura 8.13).

Figura 8.13 - Tacos de madeira

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c) - Assentamento utilizando cola: Quando for utilizado cola para assentamento a argamassa de regularização deve ser de cimento e areia no traço 1:3 do tipo "farofa", e deverá receber um acabamento liso, nivelado e isento de umidade. Entende-se por acabamento liso a argamassa desempenada e alisada com a colher ou desempenadeira de aço e não queimada (quando se enriquece a superfície com pó de cimento). E argamassa do tipo "farofa" aquela argamassa bem seca, pois o excesso de água faz com que o cimento se deposite em camadas inferiores deixando a superfície fraca. Os pisos assentados com cola são: - Tacão, peças com 2,0cm de espessura, largura variando de 7,0 a 10 cm e comprimento entre 30 a 45cm podendo chegar até 50cm (Figura 8.14), podendo ser de peroba, Ipê, Pau marfim, jacarandá etc. - Parquetes, peças menores coladas em papelão ou fitas adesivas formando desenhos. (Figura 8.14)

Figura 8.14 - Parquete e Tacão

- Carpete de madeira podendo ser usado no revestimento de pisos, tetos e paredes, tanto em construções novas quanto em reformas. A sua espessura pode ser de 1,5mm, 2,5mm, 4,0mm e 7,0mm, largura de 18cm, 18,5cm, 19,0cm e 19,5cm respectivamente e comprimento variável. O carpete de madeira é composto, em linhas gerais, por lâminas de capa e contracapa, e uma chapa central estabilizante em sentido oposto com espessuras variadas. A sua aplicação é feita colando sobre superfície plana com cola de contato, exceto no carpete de madeira de 7,0mm que é pelo sistema macho e fêmea, colado somente no topo das réguas com cola branca (P.V.A), travado e fixado nos cantos das paredes. 193

sobre a argamassa de fixação dos ganzepes (barrote) é colocado cola de madeira e no encaixe entre uma tábua e outra.Fixação utilizando parafuso: Essa fixação é feita para as tábuas. Neste caso a argamassa deverá ter o traço 1:3 de cimento e areia e superfície alisada com a colher Figura 8.15).15 .16 .16). que são aparafusadas com dois parafusos de 50 a 50 cm sobre caibros ou ganzepes (barrote) fixados no concreto da base ou com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (Figura 8.Fixação utilizando pregos: Essa fixação é feita também para as tábuas.Fixação das tábuas com parafusos sobre caibros ou ganzepes e) . ganzepes Figura 8.Fixação das tábuas por pregos anelados 194 . que são pregadas nos ganzepes (barrote) com pregos retorcidos ou anelados (Figura 8. Para melhor fixação das tábuas. Os parafusos são rebaixados e recobertos com a própria madeira (cavilhas) ou com massa de calafetar.d).

Exemplo de regularização sem nivelamento 195 . são importantes que sejam observados os seguintes fatores: • A madeira deve estar perfeitamente seca e firmemente assentada para que não ocorram trincas e "estufamento" da massa ao longo do rejuntamento Cura da massa de calafetar. • O pisos de madeira devem ser assentados com uma folga das paredes para facilitar a movimentação. A calafetação é realizada utilizando uma massa acrílica para madeira pigmentada na cor aproximada do piso. o piso de madeira passa por lixamento (raspagem) iniciando-se com a lixa no 16 (grossa) e depois a 36 (mais fina). A aplicação é efetuada com desempenadeira de aço em camadas finas. sem que ocorra empenamento. verniz poliuretano ou encerado. • Figura 8. podendo se soltar (Figura 8.Acabamento dos pisos de madeira Após cinco dias no mínimo do assentamento.17).17 . Bonatech. g) Recomendações Quando assentarmos taco. no mínimo 24horas. O acabamento final é realizado com 3 (três) demãos de synteko. • Ao assentarmos com cola verificar se a base está bem nivelada e sem ondulações. para evitar que se movimente com a sua utilização provocando assim a sua soltura. deixando assim a superfície fraca. pois se não estiverem. • Após a massa curada é efetuado o polimento utilizando lixa no100 ou 120 dependendo da madeira e do acabamento. devemos fazê-lo o mais próximo possível. Para o bom resultado da calafetação. principalmente para os tacões. • A base para assentamento com cola deve ser feita com uma argamassa bem seca para evitar que a água em excesso "verta" fazendo com que o cimento se deposite em camadas inferiores e as areias fiquem sem coesão por falta de aglomerante. parte do tacão fica colado e outra não. Em seguida o piso é limpo e calafetado (preenchimento das juntas entre os pisos). visando corrigir os defeitos em "baixo relevo".f) .

3. alisada sem pó de cimento. A colocação das mantas deverá ser estendida na direção de entrada da luz do dia ou na direção da porta principal. régua metálica). O adesivo de contato á base de neoprene.18 . piso irregular. 8. e parafusar bem. produtos naturais sujeitos a variação de cor. O 196 . espessura média de 3. por empresas especializadas.0 e 6.0cm.0. pois a umidade tanto do ar como do solo pode empenar as tábuas dando ondulações nos pisos o que é desagradável (Figura 8.: Nas tábuas fixadas por parafusos é aconselhável o uso de dois parafusos por seção. que fornecerão os colocadores e suas ferramentas (martelo de borracha. sobre a regularização ( 3. a) . Figura 8. 8.Pedras decorativas As pedras naturais deverão ser executadas por equipes especializadas.18). para evitar o empenamento das mesmas. com desempenadeira de aço.• Verificar o cerne das tábuas para piso. Os defeitos mais comuns na colocação são: emendas tortas = cortes feito a mão livre recorte de canto com abertura = corte a mão livre descolagem = falta de cola tempo de secagem diferença de tonalidade = inversão no sentido das mantas emendas abertas = corte imediato. 4.5 .Regularização de base para carpete É feita com argamassa de cimento e areia fina sem peneirar no traço 1:3.Carpete Geralmente os carpetes de pequena espessura são colados. falta de cola emendas em excesso = aproveitamento de sobras vazamento de cola = excesso de cola.4 .Situação de empenamento devido à posição do cerne Obs. nível. distribuído com desempenadeira dentada metálica.3. serra maquita. é fazer antes da instalação uma montagem do desenho do piso. O procedimento correto no caso das rochas.0mm) e os demais podem ser soltos.

cal e areia média sem peneirar no traço 1:0.Camada de pó de cimento . preto absoluto. verde São Francisco. E os granitos mais procurados são: cinza andorinha. O granito é uma rocha magmática formada de quartzo. amarelo Santa Cecília. feldspato e mica já o mármore é uma rocha carbonática de origem sedimentar ou metamórfica. Na Tabela 8. Deixar cair o pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. marrom imperador (Espanha).Regularização de base para assentamento das pedras Para o assentamento utilizando cimento cola. carrara (Itália). Nas áreas externas.Aplicação da argamassa . Elas são classificadas quanto à dureza numa escala chamada de Mohs. Esse cimento deverá se hidratar exclusivamente com a água existente na argamassa. depois. composta de calcita ou dolomita. deverá ser executada uma regularização com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:3 com espessura média de 3 cm e acabamento desempenado. O seu assentamento se faz utilizando argamassa (convencional) para as rústicas e argamassa ou cimento cola para as serradas e polidas. Podendo ser: 197 . verde alpe (Itália). granito branco.5:4.será espalhada e apertada firmemente com a colher e. o travertino. As pedras. dependendo do lugar da aplicação. Para auxiliar a formação da pasta. O mármore tem dureza 3 e o granito 6. passar colher de pedreiro levemente. Por isso não é recomendado em área de alto tráfego e molhadas. a) . podem ser rústicas com espessura irregular ou serradas e polidas com espessura regular. menos resistente a riscos do que o granito. cinza Mauá.Mármores e Granitos Qual a diferença entre o mármore e o granito? O mármore é bem mais macio. Os mármores mais procurados são: O branco.11 está indicado os locais de aplicação dos mármores e granitos.Assentamento com argamassa (sistema convencional) Se utiliza uma argamassa mista de cimento. os granitos não podem ser polidos. preto São Gabriel. . sarrafeada. b) . Não atirar o pó sobre a argamassa. pois a espessura será irregular. amêndoa rosa. verde Ubatuba. crema marfil (Espanha). o beje bahia e os importados rosso verona (Itália). Poderá ser seguido os mesmos critérios estabelecidos para o assentamento de pisos cerâmicos: . devem ter acabamentos ásperos. ou seja.assentador agrupa as mais parecidas e separa as manchadas ou de coloração diferente para fazer os recortes ou para instalar em locais escondidos. boticcino (Itália). granito vermelho (Capão Bonito).espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura aproximada de 1 mm ou 1 litro/m². c) . formando a pasta ideal.

e a pedra não fica escorregadia.Locais indicados para aplicação dos mármores e granitos Locais Mármores Granitos Cozinha Nunca use. Levigado: Lixamento com abrasivos. Jateado: A superfície é levemente desgastada com jatos de areia ou. goiás. Prefira acabamentos antiderrapantes. Embora os mais contrapiso do térreo deverá porosos manchem com a ser impemeabilizado. andorinha) são mais consequências são manchas porosos. vinagre e de alguns Evitar os granitos cinza detergentes . No piso. Nenhum tipo de instruções da cozinha. Nas áreas externas (quintais. d) . fazem-se "furinhos" sobre a chapa. miracema. Dá efeito rústico.12 estão relacionadas às pedras naturais mais comuns e na Tabela 8. deixando-a antiderrapante. por isso dão um visual rústico. bancadas.13 os locais mais indicados. que não saem e a perda do brilho Banheiro Em bancadas e paredes não Pode ser usado sem há restrição. madeira. mármore é indicado para o piso do boxe.11 .Flameado: Um maçarico derrete alguns minerais da rocha. superfície torna-se higiênica. As (mauá. Por isso. deixando-a irregular e antiderrapante. Piso externo ( e bordas de Não deve ser usado. Polida a sua contém elementos químicos. todos são Nenhuma restrição. a pedra Os polidos ficam piscinas) desgasta. Essas pedras naturais não passam por processos industriais. poroso e absorve substância principalmente para as com facilidade. umidade. Seguir as travertino. Além disso. jardins) as rochas ficam expostas ao sol e à chuva. que reagem Os granitos vermelhos e com os ácidos do limão e do pretos são mais resistentes. os tipos ideais para esses lugares são aquelas que não esquentam demais e fiquem escorregadias ao serem molhadas. como o mármore e o granito. Tabela 8. como o carbono. são-tomé. Piso interno A princípio. escorregadios quando molhados. evite o problemas. pedra mineira. Apicoado: Com martelo e uma ponteira.Pedras brutas Ardósia. Na Tabela 8. Não deve ser efetuado nos granitos pretos e verde-escuros. 198 . Ele é muito É o mais indicado. mas o indicados.

utilizando uma argamassa de cal. pedramadeira. Antiderrapante.12 . goiás. 13 . lustro e apicoamento.5: 5. pedra sabão. pedra sabão. pedra goiás. restringindo o uso a detalhes mais ornamentais. tem aspecto semelhante ao da pedra mineira Pode ficar ao sol. pedra-mineira. muito absorvente enão propaga calor. É usada ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. pedra mineira.O rejuntamento das pedras deve ser feito uma a uma. cimento e areia fina peneirada ou massa fina industrializada na proporção de 1: 0. com textura irregular. costuma ser usado no estado bruto. A limpeza das pedras brutas.Pedras naturais mais comuns Pedra Ardósia Arenito Dolomita Itacolmi Luminária Miracema Descrição Pedra madeira Pedra sabão Pedra mineira Pedra goiás Seixo rolado Risca com facilidade. Resiste a choques mecânicos e intempéries. com bastante água para evitar danos nos revestimentos. miracema. Tabela 8. miracema. Pedra goiás Seixos rolados Pedra sabão e ardósia (polidas) 199 . Usada na forma bruta ou com bordas serradas. Aplicado em estado bruto ou com bordas serradas.Locais mais indicados de aplicação de algumas pedras naturais Locais Pedras Paredes internas Paredes externas Piso interno Piso externo Borda de piscina Jardim Bancadas (bar e cozinha) Arenito. Mancha facilmente com óleos e produtos químicos. são tomé Arenito. paralelepípedo. após o rejuntamento. dolomita. itacolomi. pedra goiás Arenito. já que é uma pedra macia e fácil de ser cortada. itacolomi. são tomé. pois não concentra calor Usada normalmente em estado brutoo. aparece com superfície irregular ou plana e é antiderrapante. ela aceita polimento. Antiderrapante. dolomita. Mas também aceita polimento. Aceita polimento e resina impermeabilizante. Tabela 8. A sua superfície é bem irregular. pedra sabão Ardósia. Antiderrapante. é efetuada utilizando ácido muriático diluído em água na proporção de 1:5 (se as superfícies estiverem bem sujas) ou 1:10 (limpeza mais superficial). Resistente ao sol e chuva. e com auxílio de uma espuma retirar o excesso imediatamente. São duros e resistentes. Aplicada em estado bruto. pedra sabão. Enxágüe rápido. Rocha com características semelhantes às da pedra mineira ( o nome muda devido a procedência) Há aqueles naturalmente moldados pelas águas dos rios e os rolados em máquina.

hospitais. quartos de hospitais. 200 . supermercados. lojas. ladrilhos. b) . ou qualquer outra. fibras.6 . proporcionando um produto bastante versátil. recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação. 8. É comumente utilizado em residências. Não se recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração ascendente de umidade.Execução: Em imóveis recém-construídos. oralite. elevadores. marmorite. pisos plásticos desgastados. o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada. lugares de passagem nas residências. Sua base pode se o próprio contrapiso. Elas são quebradas manualmente no formato de cubos em torno e 4. escadas. deverá ser refeito. Os de 3 mm são utilizados em locais de grande trânsito. anfiteatros. na espessura de 3.e) . desde que esteja firme limpa e seca.Pisos vinílicos Os pisos vinílicos ou de vinil-amianto. O piso de 1. com espessura mínima de 3cm.6 a 3 mm. refeitórios coletivos.Mosaico Português As pedras empregadas para a execução do mosaico Português podem ser o basalto preto. salas de aula. escritórios.Desempenho: O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já revestidas ou a revestir. com argamassa.0cm.3. A superfície deve apresentar bem desempenada e para se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado". serão assentadas sobre colchão de cimento e areia no traço 1:6 seco e rejuntado com a mesma mistura. ou seja. lavabos e outros compartimentos residenciais. são fabricados a partir da mistura de resina vinílica. como o hall de entrada. quadras esportivas e estabelecimentos públicos e comerciais. cimento e areia no traço 1:3. ambientes de pouca utilização: quartos. a) .0cm no mínimo. risca-se com uma ponta firme. Além disso. salas de consulta ou de espera. São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1. Os com espessura 2 mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou ainda em escritórios particulares. escolas. plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico. banheiros. sanitários públicos e laboratórios. Deverão ser molhadas e apiloadas. repartições públicas de recepção e refeitórios industriais. Caso apresente problemas. escadas. além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples. calcário branco ou vermelho.6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito. ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região de possíveis depressões. Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo.

até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar.V. Antes de se espalhar o adesivo. 8. rodapés.3.V. devem-se respeitar as recomendações de posicionamento.Pisos de borracha Fabricados com borracha sintética. mas que também pode ser encontrada em outras cores. se existirem falhas ou pedaços soltos. estriada ou lisa. estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas. por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele. Sobre tacos e assoalhos de madeira. deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado pelo fabricante.A. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. para oito de água. de superfície pastilhada. c) . (1:8). mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto aos fornecedores. Possui acessórios como degraus. na proporção de uma parte de P. estes devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. Para manchas resistentes. enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". para quatro de água e uma segunda demão da argamassa comum com P. A cola deve permanecer descansando por uns 15 min. No caso de pisos vitrificados. com sabão especial e água à vontade.7 . o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P. 201 . geralmente de cor preta. canaletas e faixa amarela de alerta.V. Às vezes acontecem variações das dimensões nominais do produto. a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P. é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples. d) . A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada.Em imóveis que já possuem revestimentos. pois estes elementos atacariam o produto. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm. Após a lavagem. pode-se encerar com qualquer cera que não contenha solvente ou mesmo algum derivado de petróleo. Ela ataca o adesivo fazendo com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior.A. a colocação pode ser feita.A. desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo.V.A. devido a tensões internas que deformam a placa.Cuidados e conservação: A presença de umidade compromete todo o revestimento.Colocação: Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor.

em suas posições. de maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2. Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso. por suas qualidades acústicas e pela segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. recentemente. Está sendo colocada no mercado uma linha especial. previamente preenchidas com argamassa. A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos ou sujeitos a lavagem. A colocação pode ser iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a lavagem. estações de metrô e trem. No entanto.Desempenho É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas. A pastilha em relevo. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi. A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação. mas a livre utilização do piso é aconselhada somente após seis dias. corredores. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento. este procedimento é feito com adesivos plásticos comuns. indicado para o uso mais pesado. vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas. onde deve ser espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3. deve-se dispor as placas. b) – Execução Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada. O outro é chamado piso industrial. é fabricado em duas linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados. batendo levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento.5cm. Depois disso. contra a umidade. principalmente em regiões de rampa e escada. para aplicação em escritórios. No caso do piso fixado com adesivo. Embora recomendada essa espessura possa sofrer modificações a critério do engenheiro. com 15 mm de espessura. que também será espalhada na parte inferior das chapas do piso. São fabricados em duas espessuras: o de 9 mm para locais de acesso público restrito como escolas. exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. passarelas públicas e. Se opção for pelo piso estriado.a) . uma a uma. Além disso. piscinas internas e áreas de rampa. É fornecido com superfície pastilhada. Para tanto basta molhá-lo com água. e espessura de 4. foi reduzida para permitir a movimentação de móveis. em locais de grande movimentação como aeroportos.5mm. na Europa. em áreas internas ou externas. é recomendável que seja disposto pelo sistema de juntas de amarração. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas. estriada ou lisa. supermercados. 202 . estações rodoviárias. devendo ser utilizado somente em áreas internas. O procedimento de colocação iniciase pela verificação das condições da base. em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades existentes. simplesmente apoia-se a chapa sobre ele. que deve estar bem nivelada e sem defeitos. neste caso. através de espátulas dentadas e o posicionamento das peças são feito posteriormente. para evitar problemas de alinhamento entre as estrias da superfície das placas.

dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. desde que se faça uma encomenda especial.08m x 1.Cuidados e conservação Se por qualquer motivo. Possui resistência contra as marcas deixadas por equipamentos pesados. não apresenta porosidades e é antialérgico. As bases podem ser cimentados. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e umidade.2m por 3. antiderrapante. seja por má fixação ou pressa na utilização.6m. as placas podem ser aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios. ladrilhos e outras. isto é. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira. cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. O produto proporciona um acabamento texturizado. desde que estejam niveladas e sem falhas.Pisos laminados As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis impregnados com resinas fenólicas. cerâmicos. como solventes. mas casos especiais de utilização. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos. saltos de sapatos.-Execução A base ideal para a aplicação dos laminados é formada por uma argamassa de cimento e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. Não é absorvente. sob um rígido controle de temperatura. No entanto. a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e areia. esteja ela revestida ou não. assoalhos. São placas de piso com espessuras de 2 mm nas dimensões de 0. Não é recomendado que a superfície fique 203 . encontradas também em réguas com larguras de 0. tacos. Alguns problemas que podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. detergentes e tintas. É de difícil penetração. são produzidas borrachas com resistência a qualquer tipo de produto.6m por 0. resiste bem aos agentes químicos. Além disso. as placas fixadas com argamassa soltarem-se. 8.c) . a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação.8 . Quando a base apresentar lombadas ou concavidades. a) . cargas móveis.3m e 0. deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir a reposição da placa. recobertos com material melamínico. b) .25m.Desempenho Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies. a massa deve estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. desde que estejam em boas condições e para isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local.3. Além disso. Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma demão de cera solúvel apropriada de cor preta. Nestes casos.

atingindo a metade da espessura da chapa.Cuidados e conservação Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações.onde a vedação das juntas é obrigatória . isto é feito com o auxílio de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem. que é feito ao se marcar com um lápis. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural.3. pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. o estudo das juntas. espalha-se o adesivo com uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. sobre a face decorativa da chapa. usa-se a plaina. a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a permitir a colagem. Depois disso.geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas. A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. melhorando consideravelmente a durabilidade e manutenção. garagens de edifícios etc.. a linha onde se quer cortar. Após a evaporação do solvente. seja ela de ordem interna ou externa. A separação entre as partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. Em seguida. Antes porém. Não é necessário o uso de cera. isto é. o ideal é encontrar uma textura satisfatória. que é verificada através de um teste simples . Devem ser armados. ajustando as mesmas às dimensões desejadas. 204 . A técnica de cortar e recortar as placas deve merecer cuidado. não deverá apresentar defeitos. os materiais a serem empregados o posicionamento das armaduras. Em áreas que possuem umidades. no entanto. for necessária a descolagem de uma placa. é aconselhável a eliminação da mesma. a análise do terreno de fundação. na superfície a ser revestida e na chapa laminada. c) .lisa ou áspera demasiadamente. A operação de marcar a placa exige cuidado. com o auxílio de uma régua e do riscador. marcar e aprofundar o risco. 8. deve-se espalhar sobre a base. o colocador deve. Se. pois a perfeita junção entre elas depende deste trabalho. fechando os poros da superfície. Para o desgaste lateral.8 – Piso de Concreto Utilizado principalmente para pisos Industrial interno ou externo. a lima e a lixa. posto de gasolina. assegurando a boa fixação.Colocação A utilização de técnicas e ferramentas adequadas para a operação de colocação dos pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. A cola deve ser aplicada nas duas faces. com um martelo ou rolete de borracha. pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar a parte decorativa.não deve grudar nos dedos . d) . Após a secagem. Em áreas molhadas ou em hospitais . a concretagem a cura e o controle de qualidade dos pisos. uma demão de mistura em partes iguais de cola e diluente. aumenta-se a pressão.

Quando não se tem certeza de um preparo confiável do solo. 40% de brita 2.Para os pisos armados pouco solicitados. como nos salões comerciais. obrigatoriamente. Nas regiões de emendas. Resistência mínima do concreto: . O material deve ser lançado e espalhado com equipamentos adequados. construtivas (JRC) ou serradas (JRS) JRC – São juntas construtivas onde a largura da placa é limitado pela armadura distribuída. O isolamento entre a placa e a sub-base. . e também evitar a absorção de água pela subbase. ser maior do que 1/6 da espessura da placa e menor do que ¼ da espessura da mesma (RODRIGUES. pois se não forem adequadamente projetadas e executadas. deve ser feito com filme plástico (espessura mínima de 0. garagens. podem provocar deficiência estrutural bem como infiltração de água e outros materiais.0cm da face inferior da placa. 205 . estar posicionada a 1/3 da face superior da placa. Após o processo de acabamento do concreto. porem representam pontos frágeis no piso. A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá. prevê a concretagem em faixas e limitadas em sua largura pelas juntas construtivas (JRC). pois permitem a redução considerável do número de juntas.20 Mpa – Pedestres e carros. A função deste isolamento é evitar que a infiltração de água pelas juntas prejudique a sub-base. condições moderadas de ataque químico. podemos adotar o seguinte: Sub-base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1.0cm. pelos equipamentos e métodos executivos.25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos. 1998). lojas . • Juntas de Expansão (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que impedem a movimentação dos pisos. quadras esportivas etc. deve-se iniciar o corte das juntas transversais de retração (JRS). - - - - A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura. podendo ser: • Juntas de Retração longitudinais e/ou transversais. escritórios. Os pisos armados têm vantagens sobre os pisos de concreto simples. O posicionamento da armadura deve ser efetuado com espaçadores soldados (como as treliças) para as telas superiores.Slump entre 5 a 10 cm As juntas têm a função de permitir as movimentações de contração e expansão do concreto. O corte deve ter no mínimo 40 mm. utilizar armadura ( tela soldada ) adicional a 3. a fim de assegurar a sua homogeneidade.15mm) como as denominadas lonas pretas. sem. Em geral este tempo é de cerca de 10 horas após o lançamento do concreto. JRS – O processo construtivo utilizado nos dias de hoje. dando tempo para realizar o acabamento. com recobrimento máximo de 5. no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ). 20% de areia fina e 6% de cimento em peso. deve-se promover uma superposição de pelo menos 15 cm.

20 – -Selante para junta de construção 206 .21).19 – Junta de expansão tipo diamante As juntas tipo serradas deverão ser cortadas logo após o concreto tenha resistência suficiente para não desagregar e ter profundidade mínima de 3cm. 8. também conhecida como junta tipo diamante (RODRIGUES.19. somente poderão ser serradas quando for visível o deslocamento entre as placas.20. Figura 8. No caso das juntas de construção (para a formação do reservatório do selante).As juntas de expansão são fundamentais para isolar o piso das outras estruturas. 1998). A selagem das juntas deverá ser feita quando o concreto estiver atingido pelo menos 70% de sua retração final (Figura 8. Nos casos de pilares e pequenas aberturas nos pisos. normalmente utiliza-se a solução apresentada na figura 8. isto faz com que o piso trabalhe independente das outras estruturas existentes. Figura 8.

para pisos de 15 a 25 cm de espessura.5cm de espessura. é de que a relação entre a largura e o comprimento seja na ordem de 1:1.5. sem gerar tensões. tanto no plano vertical como no horizontal e concomitantemente ao eixo da placa. Os conjuntos de barras devem estar paralelos entre si.Atualmente. onde as juntas serão serradas após 10 horas do lançamento do concreto (Figura 8. A recomendação para as placas de concreto simples. placas de no máximo 8. onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas.Figura 8. pois acabam formando vazios entre o aço e o concreto. para pisos de 12. 207 . sistema mais antigo.0m.22). Piso armado: placas com comprimento até 30m.21 – Selante para junta serrada O espaçamento das juntas podem ser: Piso não armados: • • • placas com no máximo 3. lona plástica ou mangueira na barra é prejudicial aos mecanismos de transferência de carga. OBS: . para permitir que nos movimentos contrativos da placa ela deslize no concreto.0m.Para que isso aconteça metade da barra tem que estar com vaselina industrial para impedir a aderência ao concreto.0m. podendo ser empregada apenas em trabalhos muito simples. a concretagem em dama deve ser evitada. placas de no máximo 5. A concretagem pode ser executada de duas maneiras: em dama (xadrez).5 a 15 cm de espessura e.Quando utilizarmos barras de transferência as mesmas devem trabalhar com pelo menos uma extremidade não aderida. para pisos de 10 a 12. A prática de enrolar papel de embalagens de cimento. . que só serão concretadas 24 horas após ou em faixas.

Detalhes da execução do piso de concreto 208 .22 .Figura 8.

Poderão ser empregados os filmes plásticos.. O alisamento superficial ou desempeno fino (troweling) é executado após o desempeno. constituída de uma régua de alumínio ou magnésio. fixada a um cabo com dispositivo que permita a sua mudança de ângulo. que condensando pode provocar manchas no concreto. acrílico ou outro composto capaz de produzir um filme impermeável. visto que podem danificá-la na sua colocação. com a diferença de que as lâminas são mais finas. Seu uso irá reduzir consideravelmente as ondas que a régua vibratória e o sarrafeamento deixaram. . lisa e dura. uma nova aplicação do rodo de corte proporciona acentuada melhoria dos índices de planicidade e nivelamento. mais exigem maior cuidado com a superfície. remover protuberâncias e promover o adensamento superficial do concreto. para produzir uma superfície densa. 209 . quando o material está um pouco rígido. O equipamento é om mesmo empregado no desempeno mecânico. Para a sua execução. por não ficarem firmemente aderidos ao concreto.Acabamento superficial: O acabamento superficial é formado pela regularização da superfície. A cura química deve ser aplicada à base imediatamente ao acabamento podendo ser de PVA. A regularização da superfície do concreto é fundamental para obtenção de um piso com boa planicidade. preferencialmente dupla. A operação mecânica deve ser executada quando o concreto suportar o peso de uma pessoa. Na cura úmida deverão ser empregados tecidos de algodão ou sintéticos. formam uma câmara de vapor. O desempeno mecânico do concreto (floating) é executado com a finalidade de embeber as partículas dos agregados na pasta de cimento.Cura: A cura do piso pode ser do tipo química ou úmida. Deve ser aplicado no sentido transversal da concretagem. algum tempo após a concretagem. Devem ser empregadas acabadoras de superfície. a superfície deverá estar suficientemente rígida e livre da água superficial de exsudação. além disso. que deverão ser mantidos permanentemente úmidos pelo menos até o concreto ter alcançado 75% da sua resistência final. Nesta etapa. Deve ser efetuada com ferramenta denominada rodo de corte. deixando uma marca entre 2 a 4 mm. e pela texturização do concreto.

Para cada tipo de piso deve-se estudar a junta mais indicada. • Retirar das caixas somente as cerâmicas que serão assentadas. e a mesma deverão coincidir com as juntas estruturais efetuadas no contrapiso. assentados com cola. • As cerâmicas não devem ser molhadas se forem assentadas com cimento colante. 6 – Cuidados na utilização das cerâmicas: • As cerâmicas devem retornar a cor natural após secarem. 3 .ANOTAÇÕES 1 . Cuidado. • O tardoz deve estar isento de pó ou outro material solto que impeçam sua boa aderência. sintéticas etc. 5 – Cuidados na aquisição de revestimentos cerâmicos: • Verificar ao receber o produto a tonalidade o PEI e se todas as caixas são do mesmo lote e têm a mesma classificação. 4 .Verificar sempre se a argamassa de regularização para pisos. que auxiliam na redução das fissuras. esteja seca do tipo “farofa" no ato da sua aplicação. 210 .).Nos pisos de concreto pode ser adicionadas fibras (de aço. 2 – Mesmo em áreas pequenas devemos prever as juntas entre os pisos e as paredes.Nas colocações de pisos em grandes áreas deve-se prever juntas de dilatação(expansão). • As cerâmicas podem apresentar pequenas variações nos tamanhos e na sua tonalidade.

No preparo da tinta recomendam-se os seguintes cuidados: cal de boa qualidade.TINTAS E VIDROS APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. torna-se uma película protetora e decorativa. Os pigmentos são partículas sólidas (pó) e insolúveis. visando à facilidade de aplicação. cetonas. além de ser desinfetante. Os solventes são utilizados pelo fabricante nas diversas fases da fabricação da tinta. etc. Sua composição básica inclui pigmentos.TINTAS A tinta é uma composição líquida.SEUS TIPOS Aqui são relacionados os tipos comumente encontrados na construção civil classificado de acordo com os veículos utilizados em sua formulação. solventes e aditivos. • Classificar corretamente os vidros. de fácil execução. quando aplicada sobre uma superfície. sendo responsável pela formação da película protetora na qual se converte as tintas depois de seca. • Especificar corretamente a colocação dos vidros. para facilitar o empastamento dos pigmentos. consistência. veículo. O usuário emprega o solvente para adequar a tinta às condições de pintura. facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas.Nas construções rurais. xilol. • Especificar corretamente o preparo das bases para a aplicação das tintas. etc. é a caiação a pintura mais indicada para as paredes por ser mais econômica que as demais. O veículo de uma tinta é constituído por resinas. • Verificar a qualidade das tintas.1. 9. • Especificar corretamente o esquema de pintura. enquanto que os inertes (ou cargas) encarregam-se de proporcionar outras características.09 . Os pigmentos ativos possuem função de conferir cor e capacidade de cobertura a tinta. álcoois. Podem se divididos em dois grandes grupos. Caiação . pigmentada que. aguarrás. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher o tipo de tinta ideal para a sua edificação. queima de cal em vasilhame limpo e passagem da pasta através de uma 211 . Uma tinta pode conter vários pigmentos. dureza. alastramento.1 .1 . Entre os solventes mais comuns encontram-se a água. etc. além de exercer função sanitária e influir na distribuição da luz. para regular a viscosidade da pasta de moagem. ativos e inertes. na fase de enlatamento. tais como lixabilidade. 9.

empedramento.V.é uma solução de resinas poliuretânicas. Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva.é uma tinta em solução. Este fato faz com que as tintas acrílicas sejam recomendadas.é também uma tinta aquosa. de alta plasticidade e de grande resistência à água. Na prática. resultando uma película uniforme. um leite de cal mais ou menos denso.A. no mínimo. em solventes alifáticos.é uma solução à base de borracha clorada. a tinta precisa se espalhar facilmente. Apresenta-se em dois componentes: tinta e catalisador. No momento de aplicação.é uma tinta à base de resinas alquídicas. de óleos secativos e solventes. a primeira demão deve ser branca. cor e espessura. galeificação. Verniz Poliuretano . O primeiro expressa a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (l/m²). Látex Acrílico . não apresenta odor pútrido e nem expelir vapores tóxicos. a tinta deve satisfazer às seguintes condições: não apresentar excesso de sedimentação. se junta à tinta certa quantidade de óleo de linhaça para melhor aderência da pintura.. 9.. sendo que. no caso de aplicação de cores. Rendimento e cobertura são dois conceitos distintos. para superfícies externas. etc. que conferem a tinta maior resistência ao intemperismo. Aplicação: brochas. torna-se homogênea mediante agitação manual.A.V. A adição da água deve ser em quantidade necessária para obter-se uma pasta maleável. devendo as marcas destes acessórios desaparecer logo após a aplicação da tinta. de grande resistência à abrasão. Tinta de borracha Clorada . Nas caiações em paredes externas. É 212 . Esmalte Sintético . Na superfície interna da embalagem não deve haver sinais de corrosão. à base de acetato de polivinila (P. . Látex P. Estas duas propriedades estão intimamente ligadas ao tipo.é uma tinta aquosa.peneira fina. separação de pigmentos ou formação de pele (nata). de maneira que o rolo ou pincel deslizem sem resistência (suavemente).2 . três demãos. pincéis grandes. Tinta Óleo .). esta capacidade é medida em número de demãos. quanto ao brilho. ou seja. Há necessidade de. qualidade e quantidade de resinas e de pigmentos utilizados na formulação da tinta. óleo. preferencialmente.é semelhante ao esmalte sintético. adicionam-se à cal produtos impermeabilizantes. à base de emulsões acrílicas.1. com preponderância do teor Tinta Epóxi . à base de resinas epóxi. coagulação. O outro se refere à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e cor).SUA QUALIDADE Ao se abrir uma embalagem pela primeira vez.

provavelmente a pintura descascará. proteção do acabamento contra alcalinidade do reboco. Neste caso. desbotar. Antes de iniciar a pintura sobre um reboco novo. causando o descascamento. precisam prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos . Normalmente. sabão ou mofo. A melhor tinta é aquela que demora mais para calcinar. Após a secagem. Assim.. lixa-se novamente. não sujeitos a grande variação térmica. 9. apresentar resistência à ação de agentes químicos. A qualidade também depende do tipo da tinta e a maneira de se medir previamente a durabilidade de uma tinta é através de testes de imtemperismo acelerado. na variação destes elementos. Em seguida aplica-se uma demão de fundo branco fosco. os tipos de tinta mencionados devem ser armazenados em locais secos e ventilados. perder sua boa aparência. constatando-se a existência de partículas soltas (grãos de areia). atendendo às recomendações de temperatura do fabricante. Rebocos deficientes. água sanitária. eliminar o brilho de qualquer origem. recomenda-se aplicar uma demão de fundo à base de solvente.fungos e bactérias. As tintas devem ser laváveis. gordura. fato que pode ser verificado ao se esfregar a mão sobre o reboco. não pode apresentar formação de pele e os problemas já mencionados anteriormente. a tinta armazenada na embalagem original. com pouco cimento. tais como detergentes. etc. seca. 213 . que se têm as maiores diferenças de qualidade entre as tintas no mercado. usando lixa de grana adequada. com diluição de até 15% de diluente e corrigem-se as imperfeições com massa a óleo. as pequenas imperfeições (rasas) devem ser corrigidas com massa corrida (em reboco interno) ou massa acrílica (em reboco externo). cheia e fechada.PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE A adequada preparação da superfície é fator tão importante como a escolha de bons produtos para a sua pintura. aumentando a coesão da superfície. bem como suas propriedades de proteção. A durabilidade de uma tinta refere-se à resistência à ação do intemperismo ao longo do tempo. isenta de poeira. em seguida. deve-se utilizar água morna com detergente para eliminar manchas de gordura. comuns no uso doméstico. apresentam superfície poucas coesas. Este procedimento resultará nos seguintes benefícios: fixação de partículas soltas. com alto poder de penetração e grande resistência à alcalinidade natural do reboco. A superfície de madeira. uniformização da absorção da superfície e aumento do rendimento do acabamento. aplicar uma solução de água com cerca de 25% de água sanitária para remover as partes mofadas e. o que os pode ser feito em laboratório.3 . corrigir com argamassa as imperfeições profundas da parede. enxaguar a superfície. Além disso. após um ano da data da fabricação. porque a impermeabilidade da tinta dificultará a saída da umidade e as trocas gasosas necessárias à carbonatação do reboco. Se a tinta for aplicada sobre o reboco mal curado. sem a qual se tornará pulverulento sob a película da tinta. Os seguintes cuidados devem ser observados: ela deve ser limpa. deve ser lixada para que sejam eliminadas as farpas. é preciso aguardar que ele esteja seco e curado. raspar ou escovar as partes soltas ou mal aderidas. removendo-se a poeira e aplicando-se o acabamento.justamente aqui. pintada pela primeira vez.1..

No caso de envernizamento da madeira. O acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma demão de tinta látex (P.ESQUEMA DE PINTURA Qualquer que seja o esquema de pintura a ser aplicado. Para a pintura nova sobre ferro é necessário remover-se a ferrugem. não se aplica fundo branco fosco e nem massa a óleo.A. lixar a superfície. elimina-se a ferrugem e aplica-se o fundo apenas nas partes onde a superfície metálica esteve exposta. para que a 214 . e aplica-se fundo a base de zarcão ou óxido de ferro e pintar. ou caiação. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda até 5%. No acabamento liso interno.4 . com diluição de 20 a 30% de água. Quando se pretende um acabamento acrílico texturado. Na repintura. o procedimento é semelhante ao da primeira pintura. 9. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica.banheiros.1. duas demãos de esmalte sintético brilhante. uma demão de látex textura acrílica. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã) . de alto poder de penetração. deve-se aplicar uma demão de látex textura acrílica. duas demãos de esmalte sintético brilhante. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). látex em mau estado. finalmente. isto é. descascando. aplicam-se duas demãos de tinta látex acrílica sobre a textura acrílica. lixa-se para nivelar a base e aplica-se o acabamento.Na repintura sobre madeira.deve-se aplicar massa acrílica em camadas finas. com a finalidade de facilitar a limpeza. com diluição de 20 a 30% de água.V. deve-se usar uma demão de látex textura acrílica com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. etc. Outro produto conhecido como Neutralizador de Ferrugem. com diluição de até 10% de água. No entanto. Após a secagem. escadarias. uma demão de liqui-brilho. mas sim selador para madeira. . apenas utilizando-se de tinta látex acrílica. eliminar o pó e aplicar o fundo à base de solventes (1). utilizando lixa ou escova de aço. sendo a primeira com diluição de até 15% de diluente e a segunda com até 5%. finalmente. lixa-se e se aplica o verniz. duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. cozinhas. etc. podendo haver significativas variações. recomenda-se seguir a orientação do fabricante. calcinado. ele é aplicado a frio e transforma quimicamente a superfície do ferro ou oxidos nela existentes em fosfatos inertes do ponto de vista da corrosão. impedindo o aparecimento de ferrugem. O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se em produtos de boa qualidade. bem diluída (com até 100% de água). recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície. já que existe uma grande diferença de qualidade entre as tintas disponíveis no mercado. Quando se deseja resistência superior e maior durabilidade do acabamento. A repintura sobre superfícies críticas. deve ser efetuada removendo-se as partes soltas com espátula. No acabamento liso de áreas molháveis . fazer os reparos. No externo processe-se da mesma forma. com diluição de 10% de água (usar rolo de espuma). Quando se pretende um acabamento texturizado. uma demão de látex textura acrílica. com diluição de até 10% de água (usar rolo de espuma) e. deve-se aplicar massa corrida em camadas finas e duas demãos de tinta látex. aumentando o brilho da superfície. convenientemente diluído. No acabamento texturado em corredores. dispensando-se aplicação de fundo branco fosco. pode ser usado antes de aplicarmos o zarcão. ou acrílica).

recomenda-se frisar a massa de assentamento de maneira que os frisos sejam rasos. Preferencialmente. Nas barras lisas de cimento (internas e externas) recomenda-se aplicar duas demãos de tinta látex acrílica. Se isto ocorrer. deve-se aplicar uma demão de silicone. Para a pintura da face interna. recomenda-se também consultar os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. com diluição de 40 a 50% de água (usar rolo de lã). pois não havendo impermeabilização na face externa. com diluição de 30 a 40% de água. sem alterar o aspecto. os fabricantes recomendam que se efetuem reparos necessários com a mesma massa. deve-se aplicar duas demãos de tinta acrílica. com diluição de 20 a 30% de água. recomenda-se aplicar mais duas demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água. Nas superfícies de litocerâmica não esmaltada ou de tijolo à vista aplica-se massa de assentamento adequadamente frisada. uma demão de látex textura acrílica. (usar rolo de espuma). dispensa-se a aplicação de fundo à base de solventes. não apresentando falhas. 215 . deve-se consular os fabricantes de tintas sobre quais produtos aplicar. resultando um aspecto final semelhante à própria textura do bloco (usar rolo de lã).superfície não se torne brilhante. som diluição de 20 a 30% de água.V. poderá haver trincamento na textura acrílica. conforme orientação do fabricante. a umidade penetrará. Lixa-se a superfície e em seguida aplica-se silicone. recomendase aplicar mais duas demãos de tinta látex (P. Se isto ocorrer. Para maior resistência e durabilidade. o que aumentará a impermeabilização da superfície. Neste caso. ou acrílica). Para proporcionar brilho e mais resistência a estas superfícies. Se forem profundas. Para maior resistência e durabilidade do acabamento. esta segunda demão de textura acrílica deve ser aplicada com diluição de até 10% de água. que não é aconselhável pintar apenas a superfície interna da telha. Além disso. A massa de assentamento não deve apresentar falhas. sobre a massa de assentamento (frisos). o que facilita a aplicação da pintura. prejudicando a pintura interna. esta primeira demão deve ser feita com pincel. Para obter um acabamento texturizado. entretanto. devem-se efetuar os reparos necessários com a mesma massa.P. No acabamento direto sobre bloco de concreto (interno ou externo). fissuradas ou orifícios. com o auxílio de detergentes ou removedores à base de aguarrás. deve-se aplicar uma demão de fundo à base de solventes. Na face externa das telhas de fibrocimento. diluído com até 100% de diluente.A. Em seguida.V. Em seguida. Para que a superfície se torne brilhante e mais resistente. lixa-se levemente para quebrar o brilho. fissuras ou orifícios.A. ou acrílica . duas demãos de tinta látex acrílica. No concreto aparente deve-se eliminar os eventuais resíduos de substâncias desmoldantes utilizadas para retirar as formas para concreto. recomenda-se especial atenção no sentido de que os frisos da massa de assentamento não sejam profundos e de que não haja irregularidades acentuadas (buracos) na superfície dos blocos. Deve-se observar. Caso isto ocorra.. pois a tinta menos diluída tenderá a encher tais depressões. de acordo com as instruções do fabricante. o que aumenta a impermeabilização sem alterar o aspecto. Eventuais reparos precisam se efetuados com nata de cimento ou massa acrílica principalmente nos casos em que se deseja pintá-la. com diluição de 20 a 30% de água. a pintura do lado externo aumentará a vida útil da telha. Em seguida aplica-se uma demão de látex textura acrílica. de alto poder de penetração e resistência à alcalinidade.com diluição de 20 a 30% de água. aplicam-se duas demãos de tintas látex . Quando se deseja pintar o concreto aparente.

sendo que este último não é recomendado para superfícies externas. acetinado ou fosco. Nas superfícies de ferro. Também deve-se lixar levemente entre as demãos. Estes "inimigos" da pintura podem acarretar inconvenientes conhecidos por eflorescência. A correção pode ser feita da seguinte forma: raspam-se as partes de agregadas: corrigir as imperfeições profundas do reboco com argamassa. que se torna pulverulento. o que demora cerca de 30 dias. A prevenção. No primeiro envernizamento da madeira normalmente são necessárias três demãos de verniz brilhante ou fosco. Para se prevenir este inconveniente. infiltração de águas pluviais e má impermeabilização de alicerce. cura insuficiente e alcalinidade.1. sendo que o fosco não é recomendado para superfícies externas. preparar a superfície e depois. Observa-se. Primeiro é necessário eliminar a umidade. A causa é a umidade. sem desagregamento. antes de iniciar a pintura. Lixar levemente entre as demãos. onde se deposita. aplicar a tinta. A eflorescência manifesta-se pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada. isto é. Aqui é tratado apenas. Entretanto é oportuno lembrar que as causas mais comuns de umidade são: vazamento em encanamentos. antes de pintar o reboco. A carbonatação (cura) do reboco se dá pelo processo de reação do gás carbônico com óxidos metálicos provenientes do reboco que contém cal. A primeira demão de esmalte pode ser diluída com até 15% de diluente e a segunda. é aguardar até que a parede esteja seca e curada. que a umidade sempre acarreta problemas na superfície.CUIDADOS NA APLIAÇÃO DAS TINTAS Nas superfícies de reboco ocorrem muitos problemas em função de umidade. Para a correção. causando a mancha. 9. que arrasta o hidróxido de cálcio do interior para a superfície pintada. a tinta foi aplicada sobre o reboco ainda úmido. sendo que esta última é a mais difícil de ser eliminada. porém.5 .Em pinturas sobre madeira devem ser observadas as orientações a respeito da preparação da superfície. O desagregamento manifesta-se pela destruição ou descascamento da pintura. aplicar uma demão de fundo à base de solvente de grande resistência à alcalinidade e repintar. A secagem se dá pela eliminação da água sob forma de vapor. É preciso lixar a superfície levemente entre as demãos. que não podem ser resolvidos apenas com a pintura. desagregamento e saponificação. deve-se aguardar até que esteja completamente seco e curado. O reenvernizamento é feito normalmente com duas demãos. são aplicadas duas demãos de esmalte sintético brilhante. neste caso. depois de preparadas adequadamente. A causa deste problema reside no fato de a tinta ter sido aplicada antes que o reboco estivesse curado. normalmente aplicando-se duas demãos de esmalte sintético brilhante. e a segunda e terceira com 5 e 10% respectivamente. com até 5%. acetinado ou fosco. A diluição na primeira demão pode ser de até 20% de diluente. podendo envolver também o substrato. cuja solução é simplesmente aguardar a secagem total da parede. se houver apenas eflorescência. A primeira demão deve ser diluída com até 15% de diluente e a segunda com até 5%. 216 . o caso de umidade proveniente de um reboco que ainda não estava seco. lembrando-se de que este último é recomendado para superfícies internas. é suficiente aguardar a secagem total da parede.

ainda quente (este procedimento é somente aconselhável quando executado por profissionais experientes).aguardar a secagem e a cura. Torna-se oportuno esclarecer que. Aplicar duas demãos de fundo à base de solventes. provocando o descascamento ou a destruição da película de tinta P. A causa da saponificação é a alcalinidade natural do reboco. repintar. A correção para tintas do tipo látex é a seguinte: raspar.A. no primeiro caso. não haverá manchas. a segunda é a camada excessivamente espessa de massa fina. No segundo caso. A correção é efetuada com a lavagem de toda a superfície pintada. A cal não apresenta boa aderência sobre o substrato. na primeira pintura sobre o reboco. ou pelo retardamento indefinido da secagem de tintas a base de resinas alquílicas. recomenda-se aplicar. As trincas e fissuras. deve ser a não aplicação de tinta diretamente sobre a caiação. A correção é feita desta forma: abrem-se as fissuras com estilete. de grande resistência à alcalinidade. Para se evitar possíveis defeitos decorrentes da alcalinidade. na presença de um certo grau de umidade. A primeira demão deve ser bem diluída para penetrar na superfície. raspando e lixando. de grande resistência à alcalinidade. podendo até ocorrer o escorrimento de óleo. acarretando os defeitos já mencionados.V. pela utilização do cimento e cal. a tinta deve ser diluída de acordo com as instruções do fabricante. Aplica-se 217 . corrige-se a superfície com massa acrílica (interna e externamente) ou massa corrida (internamente) lixa elimina-se o pó e se repinta. uma demão de fundo à base de solvente. a primeira demão não foi suficientemente diluída e/ou havia excesso de poeira na superfície. antes da aplicação do reboco. sem esfregar. E. Em seguida. se cair realmente uma chuva e não apenas pingos isolados. constituindo camada pulverulenta. sem prévia preparação da superfície. A correção em ambos os casos deve ser efetuada com a raspagem ou escovagem da superfície até a total remoção das partes soltas ou mal aderidas. O caso de manchas causadas por pingos de chuva ocorre quando se trata de pingos isolados em paredes recém pintadas. eliminando as partes atacadas e as mal aderidas. O descascamento ou não aderência é causado por pintura sobre caiação. previamente. Como é difícil remover este tipo de tinta. e repintar. Decorrem do fato de estes pingos trazerem à superfície os materiais solúveis. em seguida. raspando-se em seguida. Portanto qualquer tinta aplicada sobre caiação está sujeita a se descascar rapidamente. A prevenção. A causa do descascamento da tinta pode ocorrer também quando. Esta alcalinidade. reage com a acidez característica de alguns tipos de resina. A correção para tintas à base de resinas alquílicas é feita da seguinte forma: remover totalmente a tinta mediante lavagem com solvente. recomenda-se a correção das imperfeições com massa acrílica (externa e internamente) ou massa corrida (internamente). costuma-se aquecer a pintura com um maçarico até que ela estoure. com água. Aplicar uma demão de fundo à base de solvente. estreitas. rasas e sem continuidade ocorrem por duas razões: a primeira é o tempo insuficiente de hidratação da cal. A superfície apresenta-se. repintar. neste caso. escovar e lixar toda a superfície. em certos casos. Após estas providências. A saponificação manifesta-se pelo aparecimento de manchas na superfície pintada. sempre pegajosa. aplicar uma demão de fundo à base de solventes. é necessário que ele esteja seco e curado. de grande resistência à alcalinidade. Para a sua prevenção sempre que se pintar sobre reboco.

Se esta aplicação resultar uma película brilhante. Estes casos são raros e de difícil solução. Cabe aqui observar que a massa corrida P. aplicar uma demão de fundo à base de solventes (1) e repintar. A correção. O aparecimento de bolhas seguidas de descascamento em paredes externas geralmente é causado pelo uso indevido da massa corrida. óleo ou nicotina é feito com a lavagem da superfície por meio de solução de água com 10% de amoníaco ou detergentes que contém amônia. Em seguida. 218 . Os mesmos problemas. deve ser feita pela remoção da massa corrida e a aplicação de uma demão de fundo à base de solventes.A. repinta-se. isto é. bolhas e descascamentos. bem diluída. O certo é o emprego de massa a óleo. pode ser substituído pela aplicação de fundo à base de solvente. para corrigir imperfeições de madeira. podem ocorrer na primeira pintura em paredes internas. Em seguida repintar. Trincas e má aderência geralmente ocorrem quando se utiliza massa corrida P. seja pela correção da superfície ou para "pintura". não é indicada para superfícies externas. Outra hipótese da ocorrência dos mesmos problemas constata-se na repintura.V. com água em abundância. Em seguida. Este procedimento.V. deve-se raspar ou escovar a superfície até a remoção total da "pintura". A repintura sobre madeira impregnada com resíduos de soda cáustica (ou similares) utilizada na remoção da pintura anterior é uma segunda causa do problema que pode ser prevenido se. sendo aplicada com rolo.A. A correção de manchas amareladas provocadas por gordura. corrigir as imperfeições com massa acrílica e repintar. Aguarda-se a secagem total da superfície e torna-se a pintar. manchas. forem eliminados estes resíduos a partir da lavagem de toda a superfície. principalmente em portas. Não se deve utilizar massa corrida P. A primeira precaução é evitar tais madeiras. como se fosse tinta. deve ser feita com a remoção (raspagem) das partes onde ocorreu o fenômeno. Depois aplica-se uma demão de fundo à base de solventes. corrigem-se as imperfeições com massa acrílica e repinta-se. A correção. Isto acontece quando.V.então uma demão de fundo à base de solvente para melhorar a firmeza da superfície. recomenda-se retocar a superfície com massa corrida. antes da repintura. lava-se a superfície com água em abundância para que sejam eliminados os resíduos de soda cáustica. para este fim. sobre massa corrida. Os problemas mais comuns em superfícies de madeira pintadas com tinta de sistemas alquímicos são os retardamentos da secagem. Aguardar a secagem total e repintar. em todos os casos. no primeiro caso. No segundo caso. quebra-se o brilho lixando suavemente. A correção é feita com a remoção total da pintura. quando a nova tinta aplicada umedece a película da tinta anterior.A. após o lixamento da massa. a poeira não foi devidamente eliminada da superfície e/ou a tinta não foi adequadamente diluída e/ou a massa corrida utilizada era muito fraca (com pouca resina). Isto feito. Em seguida. provocando a sua dilatação. Recomenda-se consultar os fabricantes de tintas sobre cada caso específico. quando desejável. O retardamento indefinido da secagem e/ou manchas é causado pela migração de ácidos orgânicos e/ou resinas naturais características de determinados tipos de madeira. má aderência e trincas.

. correção das imperfeições com massa a óleo.1 .Defeitos observados. descasc amento. umidade e temperatura podem favorecer o crescimento de fungos.pode ocorrer pela presença de água sob a película de pintura. descasc amento Perda de sais álcalis aderência. repintar. aplicação de uma demão de fundo branco fosco bem diluído.. sais. Fendilhamento Fissuras e intemperismo POSSÍVEIS MECANISMOS DE DEGRADAÇÃO . . .as condições ambientais. que podem surgir sob e película ou sobre ela.podem ocorrer pela preparação inadequada da base. intemperismo Manchas escuras na superfície fungos Umidade água 219 . agentes causadores e possíveis mecanismos de degradação DEFEITOS AGENTES Perda de água aderência. aplicação Alteração no aspecto .aplicação inadequada da pintura. água. . .preparação inadequada da base.produto inadequado ao fim a que destina. em seguida. etc. partículas em .a alteração na cor e brilho da pintura é o resultado da ação de alguns agentes agressivos tais como radiação ultravioleta. empol amento. degradando o pigmento e veículo da pintura. neste caso. A baixa permeabilidade ao vapor de água pode permitir o acúmulo de umidade sob a película.pode estar associado ao ataque de álcalis ou ao surgimento de eflorêscencia pelo carreamento de sais solúveis em água através da parede. .A correção. lixamento e eliminação de pó para. .podem ocorrer pela perda da capacidade de flexibilidade da película após a ação da radiação solar particularmente sua parcela de radiação ultravioleta. Tabela 9. empol amento. Normalmente ocorrem tanto no interior quanto no exterior da edificação nas faces com má ventilação e sem incidência de radiação solar direta. que provoca esforços originando os citados problemas. é feita com a eliminação da massa corrida.a retenção de poeira pela pintura e a suspensão conseqüente lavagem pela chuva provoca o no ar surgimento de regiões manchadas.

desde que seja obedecida a variações de temperatura. Segue abaixo algumas sugestões: • de madeira: Figura 9. As pinturas executadas em superfícies exteriores não devem ser efetuadas quando ocorrer precipitação pluvial. falhas ou imperfeições. descoloramentos. somente deverá ser aplicada quando a anterior estiver adequadamente seca.. Cada demão de tinta subseqüente. As pinturas de interiores podem ser efetuadas mesmo quando as condições climáticas impeçam as do exterior.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em madeira 220 . condensação de vapor d'água na superfície da base ou ventos fortes. A última demão de tinta deve proporcionar a superfície uma película de pintura uniforme.9. com o transporte de partículas em suspensão no ar. empregando-se removedor adequado.6 . etc. 9. De preferência. a menos que o fabricante estabeleça outro intervalo de variação para um tipo específico de tinta. ou mesmo contra contatos acidentais durante o período de secagem.1.. alvenarias e concretos aparentes. e que não ocorra condensação de vapor de água na base a ser pintada.MATERIAL DE TRABALHO Podemos utilizar vários tipos de materiais e equipamentos para se efetuar uma boa pintura.1. pisos. Também devem ser evitados escorrimentos ou salpicos de tinta nas superfícies não destinadas à pintura .1 . de modo tal que o contato com a película.7 . não provoque na mesma enrugamentos. etc. sem escorrimentos. a pintura em superfícies interiores deve ser realizada em condições climáticas que permitam que portas e janelas permaneçam abertas. anteriormente aplicada. A pintura recém-executada deve ser protegida contra a incidência de poeira ou de água.vidros.Os salpicos que não puderem ser evitados precisam ser removidos enquanto a tinta ainda estiver fresca.CONDIÇÕES AMBIENTAIS DURANTE A APLICAÇÃO Os serviços de pintura devem sempre ser realizados em ambiente com temperaturas variando entre 10ºC e 35ºC.

em alvenaria.• de metais: • parede: Figura 9.rolos de lã: para aplicação de látex.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em metais Figura 9.. . Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. São mais usados para pinturas em paredes. São mais comumente usados para trabalhos artesanais.3 . P.Materiais utilizados no preparo e aplicação das pinturas em paredes NOTA Pincel ou Trincha? São praticamente a mesma coisa.2 . Proporcionam grande rendimento. As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada.V. Rolos? São indicados para pintura de grandes superfícies.rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte.A. ou acrílico. etc. verniz ou óleo em madeira ou alvenaria interna. os rolos são utilizados como segue: .. sem muito esforço físico. madeira ou metal. Mais comumente. 221 .

primeira demão de látex nas portas antes de aplicar o esmalte).Não aplicar tinta diretamente sobre paredes caiadas. b .V.Rendimentos mais comuns em tintas de boa qualidade: TINTAS Látex P. Látex Acrílico Massa corrida P. 222 . e . c .RECOMENDAÇÕES GERAIS RENDIMENTO Galão ( 3. certifica-se de que a mesma esteja adequadamente preparada e que a tinta a ser aplicada seja compatível com a superfície.Não utilizar massa corrida diluída com água como se fosse uma tinta de fundo.8 .A Massa corrida acrílica Tinta à óleo Esmalte sintético Grafite Zarcão Massa à óleo Verniz Epoxy Silicone 9.1. 9..Não aplicar massa corrida P.1.Não utilizar verniz fosco ou esmalte fosco em superfícies externas.Não pintar o reboco antes que o mesmo esteja completamente seco e curado.A. O verniz ou esmalte brilhante são mais resistentes.RENDIMENTOS Tabela 9.Não utilizar produtos látex (P.) e acrílico) sobre superfícies de madeira ou ferro (exemplos: massa corrida para corrigir imperfeições de portas antes de pintar.2 . d . g.V.9 .V. em superfícies externas.A.6 l ) / DEMÃO 30 m² 30 m² 20 m² 20 m² 35 m² 40 m² 40 m² 30 m² 20 m² 35 m² 35 m² 30 m² a .V.rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturada em alvenarias.A.Antes de pintar uma superfície. f .

. vidro plano: janelas. possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica. cálcio. O vidro em sua fabricação atinge uma temperatura de 800 a 1000° C. obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. óxido. portas. alumina. O vidro não é poroso nem absorvente.4 .VIDRO O vidro é uma substância inorgânica e amorfa.2 .. automobilística. Podemos utilizar o vidro da seguinte maneira: • • • • vidro oco: para garrafas.4). O vidro colorido. etc. aparelhos eletrônicos. arsênico. suporta pressões de 5. nitrato de sódio. é ótimo isolador. Suas principais qualidades é a transparência e a dureza. magnésio. soda.3 . vidros curvos: usados na ind. óxido de selênio-cinza) e sucata de vidro. Figura 9.800 kg por cm². etc. Tabela 9. óxido de ferro-verde. cloreto de sódio.Exemplo de fixação dos vidros nos caixilhos 223 .9. os vidros podem reduzir o consumo energético de um edifício ou residência. além do aspecto estético.800 a 10.. O vidro é composto por: sílica.Classificação dos vidros (ABNT) TIPO Vidro recozido Vidro segurança temperado Vidro segurança laminado Vidro segurança aramado Vidro termo-absorvente Vidro termo-refletor Vidro composto TRANSPARÊNCIA Vidro transparente Vidro translúcido Vidro opaco ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE Vidro liso Vidro float Vidro impresso Vidro fosco Vidro espelhado Vidro gravado Vidro esmaltad COLORAÇÃO COLOCAÇÃO Vidro incolor caixilhos Vidro colorido autoportantes mista. corantes (óxido de cobalto-azul... Na colocação em caixilhos utilizamos massa de vidraceiro para a sua fixação (Figura 9.. frascos. vidros finos: lâmpada.

Podem ser feitas opacações leves e desenhos. O vidro temperado tem uma resistência mecânica cerca de quatro vezes superior à do vidro comum.2 m 1.Cargas nos vidros Tabela 9.5 . o vidro temperado. A têmpera gera no interior da chapa um conjunto de esforços de tração e compressão em equilíbrio. apresentar fragmentos de pequenas dimensões e com arestas menos cortantes.00 mm vidro comum vidro temperado Bolas de aço de 225g 0. resistente aos choques mecânicos e térmicos. como cortes.2. conservando as características de transmissão luminosa.VIDRO TEMPERADO Vidro temperado significa ter um vidro passado por um processo especial de aquecimento (em torno de 650° C.43 m 224 . IMPORTANTE: Depois de acabado.1 m Saco de areia de 500g 0. que o transforma num material extremamente forte.4 . seguindo de um rápido resfriamento.9. A segurança reside no fato de. não permite novos processamentos. com menor risco de acidentes graves. furos e recortes. que reforçam consideravelmente a resistência mecânica.53 m 3.Resistência ao impacto: Vidro espessura de 6.).81 m 2. mas isto reduz sensivelmente a resistência do material.1 . além de conferir-lhe as características de segurança.00 m Bolas de aço de 900g 0. de aparência e de composição química. rompendo-se.PROPRIEDADES: • Tensão de ruptura: vidro comum 400 kgf/cm² vidro temperado 1470 kgf/cm² Figura 9. .

Flambagem • • • Módulo de elasticidade: 700. Figura 9.5 . enquanto o vidro comum rompe-se a uma diferença de 60° C.6 .7 . DADOS TÉCNICOS: Tabela 9.Impacto nos vidros • Resistência à flambagem: uma peça de 6mm de espessura de 100 x 35 cm suporta uma carga axial de 1000 kg.Figura 9.00 kgf/cm² Peso específico: 2.Dimensões máximas de fabricação: tipo de vidro temperado temperado temperado diáfano diáfano espessura mm 6 8 10 8 10 dimensões máximas (cm) caixilhos e portas instalações 110 x 200 150 x 260 100 x 220 240 x 320 100 x 220 110 x 220 100 x 220 110 x 250 100 x 220 225 .5 kg/m²/mm Resistência ao choque térmico : resiste a uma diferença de temperatura entre suas faces de até 220° C.

cores e espessuras: Vidro polido (cristal) . a tolerância é de ± 3 m/m para largura e comprimento..8 e 10 mm Vidro diáfano incolor 8 e 10 mm cinza 8 e10 mm Vidro liso cinza 6.8 e 10 mm 226 . furos: O vidro temperado só pode ser furado antes da têmpera Tolerâncias para os diâmetros e localizações dos furos: a) diâmetro mínimo = espessura da chapa b) diâmetro máximo = 1/3 da largura da chapa c) posição dos furos: a distância mínima entre borda do vidro e a borda do furo deve ser 3 vezes a espessura da chapa.Posição dos furos em vidros temperados TIPOS DE VIDROS: O vidro temperado é oferecido nos seguintes tipos.tolerâncias dimensionais: Em todos os casos.8 e 10 mm verde 6.8 e 10 mm bronzes 6. 10mm = 1/10 Figura 9.incolor 0.relações largura/comprimento : 6mm = 1/4 8mm = 1/8 .8 .

nem condensação de vapor no substrato.ANOTAÇÕES Quanto as Pinturas. A tinta deve ser bem espalhada e a espessura de cada demão deve ser a mínima possível e a espessura do filme deve resultar da aplicação de várias demãos. 17. 9. Não pintar com chuva. Evitar aplicação de tinta em superfície muito lisa. Evitar pintura sobre substratos de concreto ou argamassa curados por tempo insuficiente. Remoção de contaminantes gordurosos com aplicação de solventes à base de hidrocarbonetos. 3. Tintas a óleo e alquímicas somente podem ser aplicadas sobre substrato totalmente seco e curados por 60 dias e sobre tinta de fundo resistente à alcalinidade. 227 . As pinturas internas devem permitir a abertura das portas e janelas. Remoção de algas. sem sinais de contaminação e deterioração. 13. 14. 7. A pintura deve ser realizada com temperatura variando de 10 ºC a 35 ºC. As superfícies devem estar suficientemente secas e endurecidas. 12. fungos e bolor com escovação de fios duros e lavagem com solução de fosfato trissódico. com espessura uniforme e livre de escorrimentos. nem em presença de ventos fortes. 11. sem condições de secagem. Cada demão deve ser aplicada quando a anterior tiver secado para evitar enrugamentos e deslocamentos. 18. A tinta aplicada em ambientes de elevada umidade não deve permitir nem favorecer a formação de vida vegetal. 5. aplicar tinta de fundo para homogeneizar a superfície. 15. Em substratos muito porosos. Caso insuficiente. Cada película deve ser contínua. lavando bem a seguir. 2. Remoção de material eflorescente com escovação de cerdas macias sobre superfície seca. Tinta aplicada em ambientes externos deve possuir boa resistência à radiação solar. Remoção de sujeiras efetuada com água. 16. 6. 10. Aplicar tinta que forme película porosa e resistente a álcalis sobre substrato muito úmido. lavando bem a seguir. 4. usar solução de fosfato trissódico com água. 1. Podem ser usadas tintas de acabamento diluídas. 8.

há formação de eflorescência na superfície da tinta ou entre a tinta e o reboco. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Saber analisar as manifestações apresentadas nos revestimentos. prejudiciais ao aspecto de paredes e tetos: a. Todos os tipos de danos de revestimento têm importância do ponto de vista da economia e satisfação do usuário.a superfície do revestimento apresenta vesículas com deslocamento da pintura.a superfície do revestimento apresenta fissuras de conformações variada. f. c. • Especificar os materiais ideais para os revestimentos. Estes fenômenos podem se apresentar como resultados de uma ou mais causas.tipo e qualidade dos materiais utilizados no preparo da argamassa de revestimento. • Especificar corretamente os reparos. deslocando do emboço.10 – PATOLOGIAS MAIS COMUNS EM REVESTIMENTOS.mau proporcionamento das argamassas. e. À preocupação do usuário com o custo do reparo do revestimento deve-se acrescentar a sensação desagradável do mesmo precisar coexistir com um ambiente visualmente antiestético. c. em placas compactas ou por desagregação completa. g. com desenvolvimento de bolor.há formação de manchas de umidade. 228 . • Saber as causas prováveis das patologias dos revestimentos.a argamassa do revestimento descola inteiramente da alvenaria. APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. deslocando da argamassa de revestimento.o reboco endurecido empola progressivamente. d. tais como: a. d.a pintura acha-se parcial ou totalmente fissurada. atuando sobre a argamassa de revestimento. b.má aplicação de revestimento. Podemos observar nas edificações os seguintes fenômenos. b.fatores externos ao revestimento.

No centro da vesícula.1.10. Outra alternativa é a de 229 . quanto à finura que regulará os níveis de retração por secagem. respectivamente . a areia natural essencialmente quartzosa.Vesícula formada no reboco.ANÁLISE DAS CAUSAS 10.sulfatos e óxidos de ferro hidratados. como agregado. costuma-se adicionar aditivo incorporador de ar à argamassas de cimento. A matéria orgânica pode ser a causa de formação de vesículas esporádicas. mica. a expansão pode ser resultante da formação de produtos de oxidação da pirita e das concreções ferruginosas . por sua vez. exceção feita à de chapisco. concreções ferruginosas e matéria orgânica. tem como causa a presença de torrões argilosos. São particularmente prejudiciais impurezas tais como: aglomerados argilosos. a retração aumenta com o teor de finos.de hidratação de argilo-minerais montmoriloníticos ou de matéria orgânica.Causas decorrentes da qualidade dos materiais utilizados Agregados Em nosso meio é utilizada. Mas. Cimento Não existe inconveniente quanto ao tipo de cimento. em idades. com excesso de finos na areia ou de mica em quantidade apreciável.1 . A mica pode também reduzir a aderência do revestimento à base ou de duas camadas entre si.1 – REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS .1) Figura 10. pirita. maiores. material pulverulento escuro. Dos efeitos observáveis. A desagregação do revestimento. por sua vez. mas sim. De modo a contornar o problema. A retração nas primeiras 24 horas é controlada pela retenção de água que. é proporcional ao teor de finos.1 . no interior de cada vesícula observa-se um ponto escuro (Figura 10.

cuja velocidade depende das condições de calcinação da matéria-prima. A etapa intermediária.2 . como resultado da ação do anidrido carbônico do ar. Comparativamente. durante o amassamento e após a aplicação da argamassa. Se utilizada logo após a fabricação. o carbonato. de hidratação da cal virgem. melhorando a retenção de água e trabalhabilidade do conjunto. Existindo óxido de cálcio livre. Quando esta reação não é completa durante a extinção em fábrica. O revestimento endurecido empola gradativamente deslocando-se do emboço (figura 10. pode continuar após o ensacamento. o aumento de volume causa danos ao revestimento. Ao ser a hidratação do óxido de magnésio muito mais lenta. Cal A produção de cal virgem e de cal hidratada e o endurecimento da argamassa pertencem a um ciclo de reações que se inicia pela decomposição do constituinte principal da matéria-prima. ela se dá simultaneamente à carbonação.2) Figura 10.adicionar-se cal hidratada que aumenta o teor de finos. na forma de grãos grossos. 230 . mais propriamente na camada de reboco. dá-se por uma reação contínua. terminando pela sua regeneração no endurecimento da argamassa. com efeitos diferentes. A hidratação retardada é a responsável pelo rasgamento do saco quando a cal é armazenada por tempo prolongado. O inconveniente é o aumento de volume que acompanha a reação de hidratação.Aspecto típico do deslocamento da argamassa de cal do revestimento interno. a cal virgem dolomítica tem velocidade de hidratação mais lenta. a expansão não pode ser absorvida pelos vazios de argamassa e o efeito é o de formação de vesículas. observáveis nos primeiros meses de aplicação do reboco. quer se trate do óxido de cálcio ou do óxido de magnésio presentes na cal.

aquecedores. como já visto. para que essa camada seja suficientemente elástica deve conter cal e cimento em proporções adequadas.1. cal e de condições favoráveis à penetração do anidrido carbônico do ar atmosférico através de toda a espessura da camada.Causas decorrentes do traço da argamassa Argamassa de cimento A primeira camada do revestimento é constituída pelo emboço. em massa superior a 1:3. cuja função é regularizar a superfície da base. Com relação ao agregado é desaconselhável a utilização de argamassa de saibro. Argamassa de cal O endurecimento é resultante da carbonatação da cal. Observam-se fissuras e deslocamento quando esta camada é excessivamente rica em cimento (proporção 1:2 em massa. 10. iniciando-se na parte inferior da alvenaria.3 . tubulação de água quente). areia. a carbonatação é favorecida pela pequena espessura da camada. 231 .Argamassa magra de saibro e cal aplicada muito espessa. mas desfavorecida por uma porosidade baixa resultante de uma argamassa rica em finos.2 .Observar-se que o empolamento e mais localizado em regiões onde há maior incidência do sol ou de aquecimento por fontes quaisquer (fogão. a resistência da argamassa é função de uma proporção adequada. condição agravada quando aplicada em espessura maior de 2 cm. por exemplo). procedentes tanto do agregado como do aglomerante. 10. A incidência da chuva favorece o fenômeno de desagregação. Em camadas pouco espessas como as de reboco. Podemos considerar como argamassa rica a que contém proporção calareia. Assim sendo.

Constata-se casos de deslocamento acompanhado de desagregação. Para as camadas de 2 cm aproximadamente ou mais. como exemplo. mas não tem a resistência suficiente para manter-se aderente ao emboço ou à alvenaria. Cita-se. 10.3 nos mostra a desagregação de um revestimento de uma única camada com espessura fora de especificação. construída de saibro e cal.4 nos mostra o deslocamento de revestimento aplicado sem chapisco. A aderência se dá pela penetração da nata no aglomerante nos poros da base e endurecimento subseqüente. Assim. é essencial que existam condições de aderência do revestimento à base. é aplicada a utilização de cimento e cal. para argamassa de 1:16 ou ainda para proporções maiores. uma camada do revestimento aplicada sobre outra impregnada de um produto orgânico. o qual impede a penetração da nata do aglomerante.Argamassa em processo de deslocamento por falta de chapisco. quando aplicada como revestimento em uma única camada. A Figura 10. ou da qualidade dos materiais empregados.4 .A Figura 10. uma 232 . como as de emboço.Causas decorrentes do modo de aplicação do revestimento Aderência à base Independentemente do número de camadas de argamassa aplicadas. pode apresentar problema de aderência.1.3 . bem como da homogeneidade dessas propriedades. Uma argamassa magra tem porosidade favorável à carbonatação. Consequentemente vai depender da textura e da capacidade de absorção da base. com a agravante de ter sido aplicado sem chapisco sobre blocos de concreto. 10.

a espessura do emboço não deve ultrapassar 2 cm e a do reboco 2 mm. Este fato. não permite que o revestimento acompanhe a movimentação da estrutura.superfície de concreto impregnada de desmoldante ou uma camada de chapisco contendo um produto hidrofugante. impedindo o endurecimento do interior da camada de revestimento. Por carbonatação. preparo. O alisamento intenso da camada de reboco propicia uma concentração de leite de cal na superfície. No reboco. agravado por em traço rico de cimento. aplicação e manutenção". o grau de carbonatação atingido não é suficiente para conferir à camada de reboco a resistência suficiente e este acaba por deslocar-se do emboço com desagregação (Figura 10. Outra causa a ser citada é a ausência de rugosidade da camada da base. 233 . com configuração de mapa. Espessura do revestimento Segundo as prescrições da NB-231 "Revestimento de paredes e tetos com argamassas: materiais.1. 10. deslocando-se. na camada superior. Se a pintura for aplicada prematuramente. Aplicação da argamassa Para argamassa contendo cimento. o revestimento acaba por descolar sob efeito do seu próprio peso. se o tempo de endurecimento e secagem da camada inferior não é observado antes da aplicação da camada superior. o efeito observado é de desagregação por falta de carbonatação. O revestimento mantém-se aderente nas regiões correspondentes às juntas do assentamento. Observa-se que em alguns casos deslocamento de revestimento de laje de teto o emboço chega a apresentar espessura de 5 cm.4 .5).Causas decorrentes do tipo de pintura As tintas a óleo ou à base de borracha clorada e epóxi promovem uma camada impermeável que dificulta a difusão do ar atmosférico através da argamassa de revestimento. forma-se uma película de carbonato uniforme que age como uma barreira à penetração do anidrido carbônico. a retração que acompanha a secagem da camada inferior gera fissuras. Sendo a área dessas juntas relativamente pequena.

A infiltração constante provoca a desagregação do revestimento. 234 . ou formação de bolor em pontos onde não há incidência de sol (Figura 10.1.Revestimento em processo de deslocamento por carbonatação insuficiente. 10.6). acompanhada ou não pela formação de eflorescência ou vesículas.Efeitos da umidade sobre o reboco. 10.5 .Figura 10.Causas externas ao revestimento Umidade A infiltração de água através de alicerces. lajes cobertura mal impermeabilizadas ou argamassas de assentamento magras manifesta-se por manchas de umidade.7).6 .5 . A alvenaria freqüentemente exposta ao sol não favorece a formação do bolor. A argamassa nos pontos empolados é pulverulenta e facilmente removível. com pulverulência (Figura 10.

Acúmulo de bolor no revestimento por efeito de umidade. 10.8a. A expansão da argamassa de assentamento pode ser provocada por reações químicas entre os constituintes desta argamassa ou mesmo entre compostos do cimento e dos tijolos ou blocos que compõem a alvenaria. 10.reação de sulfato do meio ambiente ou do componente da alvenaria com o cimento da argamassa.hidratação retardada da cal dolomitica usada na argamassa de assentamento. 235 .Figura 10. a eflorescência deposita-se entre a camada de tinta e a do reboco. As causas podem ser as seguintes: .9).7 . . Expansão da argamassa de assentamento Ocorre predominantemente no sentido vertical e pode ser identificada por fissuras horizontais no revestimento (Figuras 10. No caso de tintas impermeáveis.8b. Estas tintas são também responsáveis pela formação de vesículas ou bolhas que resultam da percolação da água através da alvenaria e que se acumula entre o revestimento e a tinta. comprometendo a aderência entre ambas.

Os danos nem sempre aparecem em toda a edificação.Aspecto do revestimento interno. a tendência do usuário é executar pequenos reparos. o fenômeno alastra-se progressivamente.8a e 10. REPAROS A possibilidade de reparo é função do tipo e extensão do dano existente. Notam-se as fissuras do revestimento e da argamassa de rejuntamento dos azulejos.6. é necessária a 236 . às vezes por um largo tempo. Por isso mesmo.9 . Nestes casos.8b .Fissura do revestimento por expansão da argamassa de assentamento (b) Figura 10.1. solicitando um reparo constante. Em conseqüência. talvez antieconômico se comparado a uma execução completa. sem a preocupação com a causa. 10. mas comumente localizados em pontos onde o fenômeno que os originou é mais favorecido.(a) Figura 10.

como segue nas Tabelas 10. Tabela 10.Aplicação prematura de tinta impermeável Infiltração de umidade Eliminação da infiltração da umidade Renovação da pintura Deslocamento com Empolamentos Hidratação retardada do óxido de magnésio da cal Renovação da camada de reboco 237 .branca Vesículas .preta . Revestimento em desagregação. extensão do dano e solução.2.1 . Cal não carbonada Umidade constante Área não exposta ao sol Empolamento da pintura.Hidratação retardada de óxido de cálcio da cal.Identificação das causas.Presença de pirita ou de matéria orgânica na areia .vermelho acastanhado . Manifestações Aspecto observado Manchas de umidade Pó branco acumulado sobre a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Umidade constante Sais solúveis presentes no elemento da alvenaria Sais solúveis presentes na água de amassamento ou unidade infiltrada Reparos Eliminação da infiltração da umidade Secagem do revestimento Escovamento da superfície Reparo do revestimento quando pulverulento Eliminação da infiltração da umidade Lavagem com solução de hipoclorito Reparo do revestimento quando pulverulento Renovação da camada de reboco Bolor Manchas esverdeadas ou escuras.identificação das causas e da extensão do dano para melhor decidir-se sobre a solução a ser adotada. apresentando-se as partes internas das empolas na cor: .1 e 10.Presença de concreções ferruginosas na areia . .bolhas contendo umidade interior A superfície do reboco formando bolhas cujos diâmetros aumentam progressivamente O reboco apresenta som cavo sob percussão .

dilatações térmicas diferenciadas.A superfície de contato com a camada inferior apresenta placas freqüentes de mica .Ausência da camada de chapisco Argamassa magra Reparos Renovação do revestimento Renovação da pintura Deslocamento em Placa A placa apresenta-se endurecida. mas quebradiça. do óxido de magnésio da cal.Excesso de finos no agregado . desagregando-se com facilidade Sob percussão o revestimento apresenta som cavo Apresenta-se ao longo de toda a parede Deslocamento do revestimento em placas.Tabela 10. Manifestações Fissuras Mapeadas Aspecto observado As fissuras têm forma variada e distribuem-se por toda a superfície Causas prováveis atuando com ou sem simultaneidade Retração da argamassa de base .A superfície da base está impregnada com substância hidrófuga . etc.A superfície da base é muito lisa .A película de tinta desloca arrastando o reboco que se desagrega com facilidade . com som cavo sob percussão Renovação do revestimento: .O reboco foi aplicado em camada muito espessa Renovação do revestimento após hidratação completa da cal da argamassa de assentamento A solução a adotar é função da intensidade da reação expansiva Fissuras Horizontais Deslocamento com Pulverulência .apicoamento da base .Ausência de carbonatação da cal . 238 .aplicação de chapisco ou outro artifício para melhoria da aderência Renovação do revestimento Ausência da camada de chapisco Expansão da argamassa de assentamento por hidratação retardada. Sob percussão o revestimento apresenta som cavo A placa apresenta-se endurecida. extensão do dano e solução.eliminação da base hidrófuga . resultantes de causas tais como recalques de fundação. Expansão da argamassa de assentamento por reação cimento-sulfatos ou devido à presença de argilo-minerais expansivos no agregado .Argamassa muito rica .Traço em aglomerantes . quebrando com dificuldade.O reboco apresenta som cavo sob percussão Renovação da camada de reboco OBS: Estão excluídas desta análise as fissuras de revestimento.Identificação das causas. movimentação de estrutura.Traço excessivamente rico em cal .Argamassa aplicada em camada muito espessa .2 .

variações higrotérmicas e de temperatura. juntas de dessolidarização). • Mão-de-obra não qualificada. 2004). É muito trabalhosa e cara a recuperação desta patologia. mãode-obra etc. gretamentos e fissuras Geralmente ocorre por causa da perda de integridade da superfície da placa cerâmica. • Ausência de detalhes construtivos (vergas. • Assentamento sobre superfície contaminada. ou da argamassa colante. Verificar com cuidado.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias nos revestimentos cerâmicos podem ter origem na etapa de projeto.Destacamentos de placas São caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do substrato. • Deterioração das juntas. ou quando o projetista não leva em consideração as interações do revestimento com outras partes da construção (esquadrias. Um dos sinais desta patologia é a ocorrência de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas quando percutidas. • Gretamento e fissuras. 10. As patologias mais comuns são: • Destacamentos de placas.2 – REVESTIMENTOS CERÂMICOS . devido a acomodação da construção. quando as tensões ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante e/ou emboço. 10. 2004). estrutura etc. pois as patologias são evidenciadas por alguns sinais que podem ter origem em outros componentes de revestimento (base.) (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. ou na fase de execução.2. contravergas. ou se observa o estufamento da camada de acabamento.2.).2 – Trincas.10. • Execução do revestimento sobre base recém executada. As causas destes defeitos são: • Instabilidade do suporte. características um pouco resiliente dos rejuntes. • Trincas. • Deformação lenta da estrutura de concreto armado. • Eflorescências. • Utilização do cimento colante vencido.1 . 239 . quando são escolhidos os materiais. Muitas vezes a solução é a retirada total do revestimento (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.

Para evitar esse processo podemos adicionar: • • • Reduzir o consumo de cimento Portland no emboço ou usar cimento com baixo teor de álcalis. com aberturas superiores a 1 mm. reagindo com a água. com abertura inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura das placas. sal insolúvel de coloração branca. dá-se a reação entre essas duas substâncias. que causam a separação das placas em partes.2.3 – Eflorescência Eflorecência são manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. resulta em uma base medianamente solúvel. O gretamento é uma série de aberturas em várias direções inferiores a 1 mm e que ocorrem na superfície esmaltada das placas. Garantir o tempo necessário para secagem de todas as camadas anteriores à execução do revestimento cerâmico. Pode ser facilmente retiradas mediante solução diluída de ácido muriático em concentrações baixas e em pequena quantidade. 2004). que por sua vez.2. A causa provável desta patologia é a falta de especificação de juntas de movimentação e detalhes construtivos adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO. resultanto em carbonato de cálcio. denominada hidróxido de cálcio. a deterioração das juntas compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos. 10.As trincas são rupturas na placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos. enxaguando muito bem a superfície após seu uso. O cimento comum. o que elimina os ais solúveis). 10.4 – Deterioração das juntas As juntas são responsáveis pela estanqueidade do revestimento cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas. ocasionando o contato com o ar. Como a argamassa de assentamento e de rejuntamento contém cimento e essas camadas são porosas. contém anidro carbônico. Utilizar placas cerâmicas de boa qualidade (queimadas em altas temperaturas. Ela aparece devido a um processo químico. Observa-se que está ocorrendo uma deterioração das juntas quando ocorre: 240 . em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre.

As causas mais prováveis do problema são: • • • • • • • Escolha inadequada da tinta por conta da exposição ou por incompatibilidade com o substrato. 2004). Para evitar a ocorrência desta patologia devemos ter controle da execução do rejuntamento. do preenchimento das juntas. somados aos ataques de agentes atmosféricos agressivos e/ou solicitações mecânicas. Ausência de preparação do substrato ou preparo insuficiente Substratos que não apresenta estabilidade. Diluição excessiva da tinta na aplicação. A própria película da pintura. por ser de origem orgânica. Umidade excessiva no substrato. As juntas rígidas.3 e 10.ANÁLISE DAS CAUSAS As patologias da pintura estão relacionadas a duas famílias de problemas: • • Interface do filme com o substrato. Quando os rejuntes possuem uma quantidade grande de resinas. podem envelhecer e perder a cor.3 – PINTURAS . A perda da estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução. podem causar fissuras. preenchimento com materiais a base de cimento. Condições metereológicas inadequadas por temperatura e/ou umidade muito elevada ou muito baixa ou ventos fortes. que. 241 . 10. Envelhecimento do material de preenchimento.4 apresentam as patologias mais comuns das tintas aplicadas sobre as paredes.• • Perda de estanqueidade. sofrem deterioração na presença de agentes agressivos (chuva ácida ou fissuras). Formulação inadequada da tinta As tabelas 10. pelo procedimento de limpeza inadequada (uso de ácidos e bases concentrados). bem como da escolha de matérias de preenchimento adequados (COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO.

-perda de aderência da película. -aplicação da tinta sobre superfície úmida. sobre substrato úmido e alcalino. Causas: -aplicação de tinta em superfície contaminada por sujeira. Deslocamento Pintura da -pulverulências ou descolamentos. como as tintas a óleo ou alquídicas. restando apenas os pigmentos e as cargas em forma pulverulenta. que absorve o veículo. a água infiltra na película de tinta(com o tempo) chegando até a massa que começa a estourar e causa esfarelamento do reboco.quando é usada massa corrida PVA em paredes externas ou internas.não hidratação correta da cal. 2007). aparecendo um pó bem fino. que não tenha sido preparada adequadamente. óleo. semelhante ao sal. etc. -ao aplicar uma tinta com melhor qualidade sobre uma de qualidade inferior. partículas soltas. C) aplicação sobre base úmida. -aplicação de tinta impermeável sobre substrato úmido. pulverulência e umidade na interface do filme com o substrato. com perda de aderência. -por poeiras que não foram removidas das superfícies (massa corrida após lixada). -por excesso de cal na preparação do reboco. Bolhas Massa corrida PVA em contato com a água Descascamento -a tinta começa a descascar ou soltar da parede Calcinação . . -verificar as características do substrato e da superfície de aplicação quanto a lisura. graxa. não devem usar massa corrida PVA. . -superfície calcinada. .Tabela 10. -escamação da Película.3 – Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. mas em contato com água.umidade na superfície. poeira. depositamse na interfase do filme com o substrato. eflorescência.aplicação de tinta sobre substrato com elevado teor de sais solúvel em água. .aplicação prematura da tinta formando película impermeável sobre a argamassa não curada. -má aderência da tinta. que por evaporação e capilaridade. .começa o estufamento da superfície. -aplicação da tinta sobre substrato muito liso. 242 .aplicação de tinta sobre substrato em vias de expansão ou desagregação. . Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) preparo inadequado do substrato ou ausência. -aplicação de tinta sobre reboco sem cura adequada de 30dias. desmoldantes. -paredes próximas ao chão com piso frio. majorado pela alta temperatura e umidade. -verificar a existência de contaminantes na interface película e substrato. Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis. . porosidade e umidade. devido a diluição incorreta. -aplicação de tinta sobre superfícies que contenham partes soltas e caiação. -verificar a existência de umidade no substrato. causando um esfarelamento do reboco com facilidade.aplicação sobre substrato muito poroso. -superfície que não tenham eliminado totalmente o pó. -conforme se lava o piso.quando a tinta não for diluída corretamente. B) aplicação em substrato instável: Causas: .

aplicação de tinta com baixa resistência a álcalis.aplicação de tinta com baixa flexibilidade. sai também parte do reboco e costuma ficar esfarelendo por baixo. -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco muito arenoso. -incompatibilidade das várias camadads. enrugando o filme.Tabela 10. verde azulada e vermelho-castanho.4 . . . na cor preta. faz com que aflorem materiais solúveis. com destruição do filme por fissuramento ou por deterioração com pulverulência. -são microorganismos vivos que se proliferam em ambientes diferentes. -em caso de umidade. -aplicação de tinta sobre substrato muito poroo. C) Aplicação em condições inadequadas: Causas: . -aplicação de tinta ou massa corrida sobre reboco não curado ou sobre parede com umidade. -ocorre quando acontecem chuvas tipo garoa. . 2007 Manifestações Apresentação Investigação Diagnóstico A) Problemas com a natureza da tinta Causas: -aplicação de tinta com baixa resistência à radiação solar em ambiente externo. marrom.Patologias mais comuns das tintas (ILIESCU. tornando a tinta pegajosa com sinais de bolhas. fungos e algas).a tinta com filme ainda não curado. -fungos: área interna e externa. cinza.aplicação prematura de tinta que forme película impermeável. . -aplicação de tinta com baixa resistência ao ataque por agentes biológicos (bolor. verde e outras. -a eflorecência se dá pela eliminação de água sob a forma de vapor. quando a tinta não está totalmente curada. .por ter sido aplicado acabamento final sobre reboco úmido ou por não ter sido curado. 243 . pode ocorrer. junto com a película de tinta. cor verde. -em cores escuras. da parte interna da parede para a externa. Perda de brilho e de cor. Defeitos no filme da Pintura Desagregamento Manchas esbranquiçadas Manchas por chuvas irregulares Fungos -é um tipo de descascamento em que. quando a tinta foi diluída excessivamente. que molha somente pontos isolados da parede. B) Problemas com a natureza do substrato Causas: . quando se arrastam matérias alcalinos solúveis do interior para a superfície pintada. secagem muito rápida ou espessura elevada produzindo enrugamentos. . -aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas solúveis em água. causando manchas. apresentando bolhas e vesículas.secagem muito rápida devido à temperatura ou umidade inadequadas ou ventos fortes. aparecendo assim marcas do rolo. usados na formulação das tintas. -algas: áreas externas. durante a secagem do reboco.Aplicação da tinta sobre argamassa de revestimento contendo partículas expansivas.umidade por chuvas e não se ter aguardado a secagem.

pega. perda ao fogo etc. cimentos. estrutura. método construtivo. pois cada uma tem seus aspectos exclusivos e particulares. mas é importante frisar que grandes benefícios poderiam também ser obtidos no que concerne à durabilidade das estruturas. devido sempre a problemas referentes a custos. Atenção também deve ser dada às especificações sobre agregados. consumo de cimento e resistência. Exemplo de alguns tipos de cimento disponíveis no mercado brasileiro passíveis de emprego em aplicações específicas (Tabela 11.1): 244 .1 . • Especificar corretamente a cura e a desforma.1 Cimento O projeto deverá estabelecer os tipos de cimento adequados.MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO 11. funcionalidade das estruturas em concreto armado. maior resistência à abrasão e baixa permeabilidade. 11. trabalhabilidade. VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: • Escolher os tipos de materiais ideais para execução de obras utilizando concreto armado. de resistência à compressão. Vamos abordar de modo prático alguns detalhes para uma boa execução de obras em concreto armado. a cada tipo de concreto. ou mesmo. Seriam óbvias as vantagens em economia propiciadas pela utilização de concreto de maior resistência. No que se referem aos constituintes da mistura os pontos-chaves são o fator água-cimento. estabilidade. em relação aos materiais inertes disponíveis. tecnicamente e economicamente.. • Especificar corretamente as armaduras bem como a sua posição. ficando aqui em ressalva que qualquer problema em obra deverá ser bem estudado para se fornecer uma solução adequada. • Especificar corretamente a concretagem e o adensamento.DETALHES DE EXECUÇÃO EM OBRAS COM CONCRETO ARMADO APÓS ESTUDAR ESTE CAPÍTULO. • Especificar corretamente as fôrmas o ecoramento e o contraventamento. em geral.1. pois concretos mais fortes tem também.11 . e também por falta de tecnologia por parte de pequenos construtores. o que fará com que as construções sejam prejudicadas quanto a durabilidade. Sabemos que apesar da grande evolução na tecnologia do concreto. nas obras de pequeno e médio porte não se consegue executar um concreto com todas as suas características. aditivos e cuidado especial é recomendável quanto aos teores de cloretos e sulfatos no concreto.

Tabela 11. água do CP (RS) (NBR 5737) mar e em alguns tipos de solo O cimento Portland de baixo calor de hidratação. Gera calor numa 2-Cimento Portland (CP II) (NBR 11578) velocidade menor do que o gerado pelo cimento Portland a) CPII-E-composto com escória comum. O concreto (NBR 5736) feito com esse produto se torna mais impermeável. 245 . obras submersas. a) CPII-E-Com adição de escória granulada de alto forno. subterrâneas . onde o volume é grande. CP (BC) (NBR13116) cimento tem a propriedade de retardar o desprendimento de calor em peças de grande massa de concreto. mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa. portanto. com 5% de material pozolânico em massa. Apresenta menor c) CPII-F-composto com fíler resistência ao ataque de sulfatos contidos no solo. apresenta maior impermeabilidade e 3-Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) durabilidade. apresenta resistência mecânica superior. além de baixo calor de hidratação. precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada. com as mesmas características. é designado 7-Cimento Portland de Baixo Calor de por siglas e classes de seu tipo acrescidas de BC. e está 8-Cimento Portland Branco CPB classificado em dois subtipos: estrutural e não estrutural. a proteção oferecida e em geral. Recomendado para estruturas que exijam um desprendimento de calor moderadamente lento ou que possam ser atacados por sulfatos. marítimas e industriais. mais durável. O cimento. além de ser resistente a sulfatos. 32 e 40. O cimento Portland composto é modificado. b) CPI-S. Para aplicações gerais Adicionado com escória. obras em ambientes agressivos. ao sair da fábrica acondicionado em sacos de várias folhas de papel impermeável. c) CPII-F-Com adição de fíler. Quando o intervalo de tempo decorrido entre a fabricação e a utilização não é demasiado grande. evitando o aparecimento de fissuras de origem térmica. Seu uso. similares aos demais tipos de cimento. O cimento Portland branco se difere por coloração. É recomendada em todas as aplicações que necessitem de 5-Cimento Portland de Alta resistência resistência inicial elevada e desforma rápida inicial (CP V-ARI) ( NBR 5733) Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados como 6-Cimento Portland Resistente a Sulfatos redes de esgotos de águas servidas ou industriais. Empregado em obras civis em geral. assim devendo ser conservado até o momento da sua utilização. Este cimento combina com bons o baixo calor de hidratação com o aumento de resistência do cimento Portland comum. Para uso geral. O concreto feito com esse produto é mais impermeável e por isso mais durável. apresenta-se finamente pulverizado e praticamente seco. adição recomendado para construção em geral. Favorece a sua aplicação em grandes volumes devido ao baixo calor de hidratação. Empregado em geral. esgotos e efluentes industriais. b) CPII-Z-Com adição de material pozolânico. Esse Hidratação. suficiente. 2003) Tipos Aplicações a) CPI-Cimento Portland sem adição além da gipsita. tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos. é mais indicado em lançamentos b) CPII-Z-composto com pozolana de concreto.1 – Cimentos disponíveis no mercado brasileiro (ABCP. O (NBR 12989) estrutural com classes de resistência de 25. É muito 1-Cimento Portland Comum (CP I) adequado para o uso em construções de concreto em geral (NBR 5732) quando não há exposição a sulfatos do solo ou de águas a) CPI – Cimento Portland Comum b) CPI-S-Cimento Portland Comum com subterrâneas. Caso contrário. É especialmente indicado em obras expostas à 4-Cimento Portland Pozolânico (CP IV) ação de água corrente e ambientes agressivos. assim como (NBR 5735) alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado.

por ele absorvida.Local para guarda de materiais 246 . ainda se pode tentar aproveitar o cimento utilizando em aplicações de menor responsabilidade como pisos. salvo se o tempo de armazenamento for no máximo 15 dias. lastros etc. com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos. isto é. O empedramento às vezes é superficial. hidrata-o pouco a pouco. não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos.As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11. reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante. freqüentemente. Para armazenar cimento é preciso. se o saco de cimento for tombado sobre uma superfície dura e voltar a se afofar. constata-se mesmo. Figura 11. tanto quanto possível. Portanto para evitar essas duas principais causas de deterioração do cimento é aconselhável: 1º . a presença de torrões e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação. É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios. mas não deve ser utilizado em peças estruturais. pois o cimento ainda é possível de hidratar-se (Figura 11.2). o cimento deste saco pode ser utilizado. não ser estocado em pilhas de alturas excessivas. O cimento hidratado é facilmente reconhecível. calçada.1 . caso em que pode atingir 15 sacos. Caso contrário. forçando um contato mais intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente chegando a empedrar. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado. RECOMENDAÇÕES: O cimento sendo fornecido em sacos deve-se verificar sua integridade.As pilhas não excederem de mais de 10 sacos. depois de peneirado em peneira com malha de 5 mm (peneira de feijão). preservá-lo. em primeiro lugar. de ambientes úmidos e em segundo. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratado. não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural.A principal causa da deterioração do cimento é a umidade que.1). 2º . ou se for possível esfarelar os torrões com os dedos.

etc. aumentando a resistência pela diminuição do fator água/cimento. análise petrográfica e mineralógica. tipos e classes diferentes. 11. haverá uma redução na resistência mecânica. verificar a procedência.1. Se recebermos. consequentemente. com granulometria mais fina que o material usado na dosagem inicial. e também. mas devem ser colocados separadamente de maneira a facilitar sua inspeção e seu emprego na ordem cronológica de recebimento. provocando exudação do mesmo. • absorsão do material No entanto. álcali-carbonato). RECOMENDAÇÕES: Deve-se ao chegar os agregados. presença de impurezas ou materiais deletéricos. a quantidade. deve-se optar pelo uso de material já consagrado no local ou pela adoção de medidas preventivas. é praticamente inviável a execução de tais ensaios e análises. Quando da aprovação de jazida para fornecer agregados para concreto devemos ter conhecimento de resultados dos seguintes ensaios e/ou análises: • • • • • reatividade aos álcalis do cimento (álcali-sílica. em casos específicos (uso de material pozolânicos. Esta variabilidade prejudica a homogeneidade e características mecânicas do concreto. necessitará uma maior quantidade de água para mantermos a mesma trabalhabilidade e. que prejudicará sua coesão e capacidade de reter água em seu interior. e o local de armazenamento e devem estar praticamente isentos de materiais orgânicos como humus. sem reabastecimento. no caso de obras de pequeno porte.Os lotes recebidos em épocas diferentes e diversas não podem ser misturados. Devem-se tomar cuidados especiais no armazenamento utilizando cimento de marcas. daqueles inicialmente escolhidos. resitência à abrasão. Se ocorrer o inverso haverá um excesso de água para a mesma trabalhabilidade. estabilidade do material frente a variações de temperatura e umidade. Para evitarmos a variabilidade dos agregados devemos esclarecer junto aos fornecedores a qualidade desejada e solicitar rigoroso cumprimento no fornecimento. O tempo de estocagem do cimento pode ser prolongado tomando todos os cuidados na estocagem (podendo atingir até 90 dias) mais em obra não devemos ultrapassar 30 dias. pois torna-se antieconômico. álcali-silicato. além de provocar uma redução de finos. o qual será desnecessário. A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima.2 Agregados miúdo e graúdos Devemos tomar o cuidado para que em nossas obras não se receba agregados com grande variabilidade. 247 . carvão. siltes. por exemplo). Neste caso. algumas vezes por motivo de abastecimento ou econômico.

1.Baias de madeira para separar os agregados 11. diminuindo-se o gradiente de umidade. a água destinada ao amassamento deverá ser as água potáveis. devendo ser criteriosamente avaliada a perda de seção da armadura. No segundo caso de diminuição de seção. 1 e 2 para possibilitar a drenagem do excesso de água. Deveremos fazer uma inclinação no solo.4 . Do ponto de vista da durabilidade dos concretos. impedindo o contato com o concreto. se parte da mesma não ficou retida nas caixas ou latas. evitando-se constantes correções na quantidade de água lançado ao concreto. para o concreto simples. evitando a mistura de agregados de diferentes dimensões. principalmente nas areias e pedriscos. além de manchas e eflorescências superficiais. em função de meio ambiente existente na região da obra.2 . No primeiro caso. onde a existência de cloretos pode ocasionar corrosão das armaduras. 11. para que a água escoa no sentido inverso da retirada dos agregados.3 .Para o armazenamento dos agregados poderemos fazê-lo em baias com tapumes laterais de madeira (Figura 11.Armaduras Os problemas existentes com as barras de aço é a possibilidade de corrosão em maior ou menor grau de intensidade. Figura 11. o uso de águas contendo impurezas. deve-se ter o cuidado de verificar no lançamento do material na betoneira. o que provoca a diminuição da aderência ao concreto armado e diminuição de seção das barras.2) ou em pilhas separadas. pode não trazer conseqüências danosas. 248 . pedindo que seja bem batida para a sua total liberação. se a água utilizada no amassamento conter substâncias nocivas em quantidades prejudiciais. Portanto. Recomenda-se que as alturas máximas de armazenamento sejam de 1. Estando a areia com elevada saturação. e colocar uma camada com aproximadamente 10 cm de brita.Água A resistência mecânica do concreto poderá ser reduzida.50m. o mesmo não ocorre com o concreto armado. o problema é de ordem estrutural.1. o emprego de águas não potáveis no amassamento do concreto pode criar problemas a curto ou longo prazo. Se. dentro de certos limites. esta diminuição é provocada pela formação de uma película não aderente às barras de aço.

Armazenar as barras em galpões fechados e cobertos com lona plástica.Cobrir com lonas plásticas. . ou altamente poluídas): . Meios pouco agressivos: . .Armazenar o menor tempo possível. a qual pode ser feito manualmente através de impacto de pedaço de barra de aço estriada e ajudar a limpeza através de fricção das mesmas. .RECOMENDAÇÕES: Meios fortemente agressivos (regiões marítimas. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido de pedra britada. apoiadas em solo limpo de vegetação e protegido por camada de brita. para sua utilização na estrutura deverão ser removidas.Armazenar as barras sobre travessas de madeira (Figura 11.3) de 20 cm de espessura. . 249 . . em pequenas quantidades.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência.limpeza manual com saco de estopa úmido. . Obs. Para a limpeza das barras com corrosão devemos fazer em ordem de eficiência: .(avaliar a eficiência periodicamente).4) de 30 cm de espessura.Receber na obra as barras de aço já cortadas e dobradas. Meios mediamente agressivos: .jateamento de areia.Pintar as barras com pasta de cimento de baixa consistência (avaliar a eficiência periodicamente). .Armazenar as barras em travessas de madeira (Figura 11.Receber as armaduras já montadas.limpeza manual com escova de aço. .: As barras que foram pintadas com camadas de cimento.

com tolerância de mais ou menos 9%. Pode ser encontrado em fios isolados ou formando uma cordoalha. os grãos permanecem deformados aumentando a resistência. • No Brasil a indicação do aço utilizado no concreto armado é feita pelas letras CA (concreto armado) seguida de um número que caracteriza a tensão de escoamento em kg/mm². Os mais utilizados são o CA 25 e o CA 50 em barras. O comprimento normal das barras é de 11 m. As barras são produtos de diâmetro nominal 5.Figura 11.2). E sua unidade é em milímetros (Tabela 11.Armazenagem das barras de aço sobre travessas Tipos de aço: Os aços estruturais de fabricação nacional em uso no Brasil podem ser classificados em três grupos: Aços de dureza natural laminados a quente: utilizados há muito tempo no concreto armado. Nos dias de hoje possui saliências para aumentar a aderência do concreto.0 ou superior e os fios aqueles de diâmetro nominal 10. 250 .0 ou inferior. • Aços encruados a frio: obtidos por tratamento a frio trabalho mecânico feito abaixo da zona crítica. o CA 60 em fio. fabricados por laminação a quente. • Aços para concreto protendido: aços duros e pertencem ao grupo de aços usados para concreto protendido.3 . fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio).

em toneladas.963 1. estudadas e projetadas.3 31.0 32.9 13.935 6.269 0.1 314.1 78.5 6.1 29.084 5.589 0. concluímos que racionalizar ou otimizar a fôrma corresponde a 8% do custo de construção.9 16.2 – Características de fios e barras NBR7480/1996 Diâmetro Nominal (mm) Fios Barras 2.2 38.395 0.2 – SISTEMA DE FÔRMAS E ESCORAMENTOS CONVENCIONAIS Para se ter a garantia de que uma estrutura ou qualquer peça de concreto armado seja executada fielmente ao projeto e tenha a forma correta.418 0. o comprador deve no mínimo indicar: • número da Norma.5 100. • comprimento e sua tolerância.284 0.1 11.9 804.6 Perímetro (mm) 7.034 0.318 2.163 0. 251 .654 0. Considerando que a estrutura representa em média 20% do custo total de um edifício.456 Valores nominais Área da Seção (mm2) 4.0 5.1 490.371 0.3 70.355 0.0 5.154 0. fazendo um serviço empírico.5 125.094 0. estes procedimentos resultam em consumo intenso de materiais e mão-de-obra.067 0.187 0.0 6.805 2.4 39.5 18.0 6.2 32.4 3.175 0.123 0.8 19.6 5.622 3.558 0.6 19.072 0.6 23.209 0.523 0. Geralmente as fôrmas têm a sua execução atribuída aos mestres de obra ou encarregados de carpintaria.0 20. • quantidade. as fôrmas podem ficar superdimensionadas ou subdimensionadas.084 0.5 122.235 0.865 10.169 0.130 0.238 0.617 0.268 0.0 40.580 0.038 0.3 50.145 0.259 0.0 22.089 0.Tabela 11.3 13.0 10.193 0.3 62.137 0.0 8.5 10.036 0. depende da exatidão e rigidez das fôrmas e de seus escoramentos.5 17.0 9.220 0.4 7.313 6.8 4.0 25.222 0.115 0. As fôrmas podem variar cerca de 40% do custo total das estruturas de concreto armado.578 1. feixe dobrado.253 0.8 31.614 2.230 0. rolo) 11. • diâmetro nominal e categoria da barra ou fio.484 1.0 12.3 17.7 Na compra de barras e fios de aço para concreto armado.434 0. para todos os tipos de obras.5 50.320 0. • embalagem (feixe. Hoje existe um grande elenco de alternativas para confecção de fôrmas.2 380.4 3.0 25.673 2.0 Massa e tolerância por unidade de comprimento (kg/m) Massa Massa Massa Massa Massa Mínima Mínima nominal Máxima Máxima -10% -6% +6% +10% 0.021 1.075 0.109 0.1 22.245 0.7 201.906 0.8 20.5 16.302 0.8 28.9 78.4 11.198 0.273 9.692 9.5 10.5 9.3 8.8 69.2 1256.984 3.102 0.466 2.853 4.2 14.163 3.2 4.

As tábuas podem ser reduzidas a qualquer largura.Nessa análise. existem os chamados indiretos. estamos considerando os custos diretos. que são: a) Devem ser executadas rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto. armação e concreto). 2. • equipamentos para transporte. • cargas atuantes. 2.5 x 30. c) Não colocar a agulha do vibrador entre a fôrma e as armaduras. • cronograma da obra. desdobradas em sarrafos. • textura requerida da superfície do concreto. o cedrilho.0 cm ( 1" x 8" ).5 x 15. papelão etc. • tipo de estrutura a ser moldada. para que a estrutura não seja prejudicada: a) Antes de concretar. • investimento inicial.0 cm ( 1"x 10 "). c) Deve ser projetado para serem utilizadas o maior número possível de vezes.5 x 7. que podem alcançar níveis representativos. etc. Portanto devemos satisfazer alguns requisitos para a sua perfeita execução. isso pode danificar os painéis. sendo as bitolas comerciais mais comuns de: 2.0 cm. a) Tábuas de madeira serrada: As tábuas mais utilizadas são o pinho de 2º e 3º. 11. b) Antes de concretar. em relação as fôrmas.1 .0 cm.0 cm.0 cm ( 1" x 12 "). Na concretagem devemos tomar algumas precauções. e ter a resistência necessária. eventuais atrasos. 2.5 x 10. 252 . alumínio plástico.Materiais e ferramentas As formas são fabricadas a partir de grande variedade de materiais.5 x 25. Portanto. as fôrmas devem ser molhadas até a saturação. A forma é responsável por 60% das horas-homem gastas para execução da estrutura os outros 40% para atividade de armação e concretagem. o caminho crítico.5 x 20.2. tendo como principal componente a madeira. No ciclo de execução da estrutura (forma. 2. responsável por cerca de 50% do prazo de execução do empreendimento.5 x 5. o seu ritmo estabelece o ritmo das demais atividades e. timburi. as fôrmas devem ser limpas. dos quais os mais comuns são os de 2. • custo dos componentes e mão-de-obra. 2. A escolha destes materiais é determinada em função de uma série de fatores: • número de utilizações previstas. ou podemos utilizar também o aço. e similares. b) Devem ser praticamente estanques.00 cm. o item forma é geralmente.

As chapas têm acabamento resinado.0 x 12.Não ser excessivamente dura . coladas por cola "branca" PVA. a qual não pode ser feita no terço médio do seu comprimento. de modo que as cargas dos pontaletes sejam distribuídas numa área maior. Nos pontaletes com mais de 3. para utilização em estruturas de concreto armado revestida.(Tabela 11.0 cm. Prever cunhas duplas nos pés de todos os pontaletes para possibilitar uma desforma mais fácil.0 cm. c) Escoramentos : Podemos utilizar para escoramentos pontaletes de eucaliptos ou peças de peroba como os cibros 5. As chapas de madeira compensada.0 cm. além dos escoramentos tubulares metálicos.Baixo custo b) Chapas de madeira compensada: A madeira compensada é o composto laminado transversal mais utilizado em aplicações estruturais. de modo a permitir a colocação das contra flechas. para utilização em estruturas de concreto armado aparente.0 x 16.0 x 8.0. As chapas coladas com cola fenólica são mais resistentes ao descolamento das lâminas quando submetidas à umidade.3) 253 .20 x 1. Devem. 5. São compostas por diversas lâminas adjacentes com espessura entre 1 mm e 5 mm. 10. Cuidado com emendas nos pontaletes !!! Cada pontalete de madeira só poderá ter uma emenda. 8. Quando os pontaletes forem apoiar no terreno. Nas emendas.0.10 m e espessura que variam de 6.0 x 6. ou cola fenólica.0 cm.0mm.0 x 7. ser pregados cobre junta de sarrafos em toda a volta das emendas. para evitar recalques. deve com certeza serem colocados. os topos das duas peças devem ser planos e normais ao eixo comum. d) Pregos: Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. e nos vãos intermediários dos escoramentos. prever travamentos horizontais e contravontamentos para evitar flambagem.0cm e 6. as vigas 6.Elevado módulo de elasticidade e resistência razoável . têm dimensões de 2.00m. nestes casos. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. mais usadas para fôrma. a x b . 12. devemos colocar tábuas ou pranchas que deverão ser maiores quando mais fracos forem os terrenos. e acabamento plastificado.Devem ter as seguintes qualidades: .

3 mm.0 X 61.46 2.Escoramentos: 18 x 27 19 x36 15 x 15 18 x 27 19 x 36 18 x 27 O diâmetro deve ser escolhido entre 1/8 e 1/10 da espessura da peça de menor espessura.3 .7 X 40.68 2.80 3.14 3.02 3.4 X 33.Fôrmas de tábuas: . Normalmente são utilizados como tensores vergalhões de aço com partes soldadas. suportando a pressão do concreto fresco.Fôrmas de chapas: .4 X 81. sendo cortados após a desforma. 254 . outros podem ser removidos completamente e reutilizados (este sistema é o melhor) (Figura 11.53 3.4 X 47.46 2.7 X 47.14 Os pregos mais utilizados para a execução das fôrmas são: .9 X 74. vigas altas.a = refere ao diâmetro.0 X 47.4 mm 18 = 3. Tabela 11. e) Tensores: Os tensores são utilizados para conectar formas de pilares.4).4 X 61.7 X 54.9 X 88.46 3.02 3.90 2. Alguns tensores podem ser perdidos.4 X 67.9 X 61.2.0 X 54.0 X 11.24 3.24 3.80 3.Dimensões dos pregos em "mm" NÚMERO 5X5 15 X 15 15 X 18 15 X 21 16 X 18 16 X 21 16 X 24 17 X 21 17 X 24 17 X 27 17 X 30 18 X 24 18 X 27 18 X 30 18 X 36 19 X 27 19 X 33 19 X 39 DIMENSÕES EM mm 1.4 mm b = representa o comprimento medido em "linhas" . é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2.02 3.68 2. unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.4 X 54. roscas e porcas ou acessórios especiais.0 X 67.24 3.50 2.4 X 40. painéis.

serrote.5). lima. etc. e ainda é de 255 . Figura 11.5 . protegidos do sol e da chuva. No manuseio das chapas compensadas deve-se tomar o cuidado para não danificar os bordos.tensores espaguetes Figura 11. As dimensões da mesa de serra devem ser coerentes com as dimensões das peças a serrar. se utiliza uma mesa de serra circular e uma bancada com gabarito para a montagem dos painéis (Figura 11. como o martelo.Bancada com gabarito para montagem dos painéis das fôrmas A mesa de serra deve ter uma altura e todos os sistemas de proteção que permita proceder ao corte de uma seção de uma só vez.Modelos de tensores e espaguetes utilizados em fôrmas Devemos deixar os materiais em locais cobertos.4 . Para a execução das fôrmas além das ferramentas de uso do carpinteiro.

MONTANTES: Peças destinadas a reforçar as gravatas dos pilares. Geralmente feitos a de caibros ou varas de eucaliptos. 2 .Peças utilizadas na execução das fôrmas: São dados diversos nomes às peças que compõem as fôrmas e seus escoramentos as mais comuns são: 1 .PONTALETES: Suportes das fôrmas das vigas.PÉS. pilares.6). 6 . 12 . dos painéis de vigas. etc.6 .TRAVESSAS: Peças de ligações das tábuas ou chapas. destinadas ao apoio dos painéis de lajes e das peças de suporte dos painéis de laje (travessões e guias). colunas e vigas.2.TRAVESSAS DE APOIO: Peças fixadas sobre as travessas verticais das faces da viga.GRAVATAS: Peças que ligam os painéis das formas dos pilares.TRAVESSÕES: Peças de suporte empregados somente nos escoramentos dos painéis de lajes. 5 . pilares. Figura 11. os travessões são suprimidos. geralmente feitas de sarrafos ou caibros. no caso de utilizar tábuas.grande importância adotar um disco de serra com dentes compatíveis com o corte a ser feito (Figura 11.FUNDO DAS VIGAS: Painéis que forma a parte inferior das vigas. 4 .FACES: Painéis que formam os lados das fôrmas das vigas. Os painéis formam os pisos das lajes e as faces das vigas. 256 . paredes. 8 .PAINÉIS: Superfícies planas. 3 . 11. geralmente feitas de sarrafos ou caibros.CANTONEIRAS: Peças triangulares pregadas nos ângulos internos das fôrmas. paredes. 7 .Tipos de disco para corte de tábuas e chapas compensadas 11.2 . Geralmente feitos de caibros ou varas de eucaliptos. 9 .GUIAS: Peças de suporte dos travessões.DIREITOS: Suportes das fôrmas das lajes. formadas por tábuas ou chapas. Geralmente feitas de caibros ou tábuas trabalhando a cutelo ( espelho ). 10 .

ESCORAS (mãos . destinadas a limpeza. geralmente usadas aos pares.7 e 11.. Consiste na ligação das fôrmas entre si. 19 .7 e 11. trabalhando a compressão.TALAS: Peças idênticas aos chapuzez.CONTRAVENTAMENTO: Ligação destinada a evitar qualquer deslocamento das fôrmas. fundações e vigas. 17 . 11. Devem ser bem fixados com pregos (18x27 ou 19x36) nas ligações com a fôrma e com os apoios (estacas ou engastalhos). 18 .. prever contraventamentos em dois ou mais pontos de altura.CUNHAS: Peças prismáticas.8) os quais deverão estar bem apoiados no terreno em estacas firmemente batidas ou engastalhos nas bases.francesas): Peças inclinadas. 14 .ESPAÇADORES: Peças destinadas a manter a distância interna entre os painéis das formas de paredes.CALÇOS: Peças de madeira os quais se apoiam os pontaletes e pés direitos por intermédio de cunhas. 16 . 20 .8). Em pilares altos. 21 .3 . 257 .TRAVAMENTO: Ligação transversal das peças de escoramento que trabalham a flambagem. destinadas à ligação e a emenda das peças de escoramento. lajes etc. Quando os pilares forem concretados antes das vigas.Nos Pilares Os pilares são formados por painéis verticais travados por gravatas. para garantir o prumo. 15 .JANELAS: Aberturas localizadas na base das fôrmas. e nos casos de contraventamentos longos prever travessas com sarrafos para evitar flambagem (Figuras 11.Detalhes de utilização: a) .13 . temos que prever contraventamentos em duas direções perpendiculares entre si (Figuras 11. ou como apoio extremo das escoras.CHAPUZES: Pequenas peças feitas de sarrafos. geralmente empregadas como suporte e reforço de pregação das peças de escoramento.2.

8). bem como deixar janelas intermediárias. Esta janela tem a função de facilitar a vibração evitando a desagregação do concreto. a cada 2.1 9 21 10 2 Figura 11.Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares bem como das janelas 258 . 9 10 1 2 21 Figura 11.8 .Detalhes do escoramento e contraventamentos em pilares Devemos colocar gravatas com dimensões proporcionais às alturas dos pilares para que possam resistir ao empuxo lateral do concreto fresco. Na parte inferior dos pilares. Não devemos esquecer de deixar na base dos pilares uma janela para a limpeza e lavagem do fundo. as distância entre as gravatas devem ser máximo de 30 a 40 cm. para concretagem em etapas nos pilares altos.0m (Figura 11.7 . responsável pela formação de vazios nas peças concretadas"bicheiras".

ou ainda com espaguetes.0 ou 10.9 . que podem ser introduzidas dentro de tubos plásticos para serem reaproveitados ( seção 3) (Figura 11. tensores.Tipos de gravatas usuais para o fechamento dos painéis dos pilares: .Tipo 1 = sarrafo simples.10 . de 2.Tipos de gravatas utilizadas em pilares (Cardão.5 x 7.0 cm Figura 11.10).0 ou 10 cm . (1) (2) (3) Figura 11.1969) Além das gravatas podemos reforçar as formas dos pilares com arame recozido nº12 ou nº 10 (seção 2).Tipos de reforços em gravatas 259 .Tipo 2 = dois sarrafos de 2.Tipo 3 = caibro com dois sarrafos de 2.5 x 7.5 x 7.0 ou 10 cm .

Detalhe de uma fôrma de viga 260 . escoramentos e contraventamentos suficientes para não sofrerem deslocamentos ou deformações durante o lançamento do concreto. 0.para as gravatas : 0.11).00 a 1.00m lajes Nas formas laterais das vigas.b)-Nas vigas e lajes As fôrmas das vigas são constituídas por painéis de fundo e painéis das faces firmemente travadas por gravata. Na base da forma e sobre as guias é importante pregar um sarrafo denominado “sarrafo de pressão”.entre pontaletes das vigas e mestras das : 1.80m . E verificarmos se as distâncias entre eixos (para o sistema convencional) são as seguintes: .11) ou contra o piso ou terreno. evitando as "barrigas" ou superfícies tortas. que não são travadas pelos painéis de laje. não é suficiente a colocação de gravatas ancoradas através do espaço interior das fôrmas com arame grosso (arame recozido nº 10). para evitar a abertura da forma (Figura 11. espaguetes ou tensores .20m . é necessário prever também um bom escoramento lateral com as mãos francesas entre a parte superior da gravata e a travessa de apoio (Figura 11.50 m .50. mãos-francesas e sarrafos de pressão.60 a 0. Devemos certificar se as formas têm as amarrações.11 . Sarrafo de pressão Figura 11.para caibros horizontais das lajes : 0. principalmente nas vigas altas.entre mestras ou até apoio nas vigas : 1.

12 .Outros tipos de fôrmas e escoramentos de vigas: Figura 11. 1969) Figura 11.13 .Detalhe da Fôrma das vigas sem sarrafo de pressão 261 .Detalhe de fôrma de vigas de pequena dimensão (Cardão.

Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas Figura 11.Detalhes da fôrma das lajes maciças conjugado com vigas 262 .15a .14 .15b .

2.Fechamento das juntas de fôrma utilizando mata-juntas e fita adesiva Recomendações: .Juntas das Fôrmas As juntas das fôrmas devem ser fechadas para evitar o vazamento da nata de cimento que pode causar rebarbas ou vazios na superfície do concreto. fita adesiva e até mastiques elásticos (Figura 11. Isso pode ocorrer principalmente em pequenas obras.17 .17).11.Detalhe da fôrma utilizando tábuas 263 .4 .Fazer o fechamento das juntas pouco antes da concretagem. Figura 11. . para evitar que as juntas se abram.16 .Colocar as tábuas das formas com o lado do cerne voltado para dentro (Figura 11. Pode ser utilizada mata-juntas. Figura 11.16). o que não é muito eficiente. Devemos evitar o fechamento das juntas com papel de sacos de cimento ou de jornais.

b) Misto :É um sistema que utiliza escoramento metálico com finalidade de suporte de carga sendo a fôrma revestida com chapas de compesado e podem ser dimensionadas para uma pressão que pode chegar até 60k/m².5 . longarinas e transversinas de madeira (Figura 11. às vezes utiliza-se roldanas e corda para a subida vertical do equipamento (Figura 11.6kN/m².Escoramento de madeira tipo "H" 264 . sendo sua aplicação feita manualmente. e somente se necessário.4 a 0.2. e as lajes formadas por escoras. São encontradas de tres maneiras: a) Madeira : o escoramento das vigas são executadas em madeira por sistema chamados de garfos ou H de viga.11. não necessitando do emprego de equipamentos para o içamento das peças.Sistema de forma leve São sistemas em que se utiliza mão-de-obra manual. O peso próprio dessas formas variam de 0.19).18 . ou seja. Figura 11.18).

de grua ou guindaste.13kN/m2. As fôrmas metálicas chegam a Ter um peso próprio de aproximadamente 0.00 kN/m2. barragens.19 . forrando o painel. 265 . por exemplo.Escoramento metálico c) Industrializado metálico: São aqueles sistemas em que praticamente se utilizam elementos metálicos para fôrma e escoramento. reservatórios.2.Sistema médio de fôrmas São sistemas que se utilizam equipamentos para o içamento dos painéis com a utilização. geralmente. consistindo como bastante leves.6 a 1. Esses painéis são estruturados e a forma pesa em média de 0. 11. paredes e núcleos de edificações. por uma estrutura de alumínio e compensado. São utilizados compensados e vigas metálicas em aço ou alumínio Os painéis estruturados tem grandes aplicações em obras-de-arte. compostos por painéis leves constituídos.Figura 11.6 .

As principais aplicações desses sistemas são os muros.Sistema trepante e auto-trepante São sistemas que com carro e cursor variável permitem deslocar a fôrma para frente e para trás na plataforma de trabalho. Podem ser empregados em estruturas com mais de 100m de altura. sem grua.2.11.8 kN/m2.20 .2.8 . 11. Consiste essa modalidade de escoramento na utilização da chamada mesa voadora que é uma estrutura metálica forrada por compensado sobre vigas mistas em alumínio ou aço.7 . para que. Figura 11. paredes.Sistema pesado de fôrmas São sistemas nos quais que se utilizam gruas para o içamento da fôrma. Essa estrutura fica apoiada sobre escoras ou treliças metálicas sob roldanas para a locomoção do sistema. todo o conjunto seja levado à lateral da edificação e transportado por meio de grua para os pavimentos ou área de trabalho superiores ou próximos. sendo as fôrmas elevadas por comando hidráulicos. galerias e principalmente lajes. após a desforma. As mesas voadoras pesam em média de 0.4 a 0.Fôrma trepante 266 .

11. máquina ou policorte de bancada (Figura 11. núcleos de prédios. poços de elevador e escadas. de capacidade. silos verticais.2 ton.20). com o auxilio de ferramentas e máquinas apropriadas. Uma barra bem desempenada aumenta o rendimento e proporciona bom aspecto. grandes pilares. Tesoura máquina de cortar ferro Figura 11.2. São de pequena altura.3. sobre a bancada.21). 11. sendo que a plataforma de trabalho dos operários sobe junto com a fôrma. chaminés cilíndricas e torres para telecomunicações. tesoura.RECOMENDAÇÕES QUANTO AO MANUSEIO E COLOCAÇÃO DAS BARRAS DE AÇO 11. e apoiadas por barras de aço presas nas paredes de concreto (Figura 11. revestimentos de poços.1 – Corte O corte das barras de aço consiste em dividir uma barra na dimensão indicada no projeto. Podemos utilizar desde uma simples segueta (para pequenas bitolas). 267 .21 – Equipamentos utilizados no corte das barras de aço Após o corte as barras devem ser endireitadas.Sistema de fôrmas deslizante São sistemas de fôrmas que deslizam verticalmente impulsionadas por macacos hidráulicos com aproximadamente 1.9 . antes de ser dobrada. o processo exige concretagem contínua.3 . Esse sistema se aplica especialmente às obras verticais de reservatórios elevados.

11.2 .4 . Figura 11.4 para ganchos e dobras e na Tabela 11. para as quais.5 5/8" 16 3/4" 20 1" 25 11/4" 32 CA 25 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 4φ 5φ 5φ 5φ CA 50 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 5φ 8φ 8φ 8φ CA 60 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 6φ 268 .22).5 para os estribos.3.3 5/16" 8 3/8" 10 1/2" 12.(Ganchos. Este fato é observado na maioria das vezes em obras onde existe grande variabilidade de bitolas.22 – Bancada com pino de dobramento A recomendação para estes casos.Diâmetros dos pinos de dobramento . Tabela 11. Caso as barras continuem quebrando. dobras) BITOLAS POL mm 3/16" 5 1/4" 6. que os diâmetros dos pinos sejam os mais próximos possíveis aos especificados na Tabela 11. quando do seu dobramento através de ferramentas manuais. recomendamos que sejam feitos ensaios de caracterização do lote. chegando a romper por tração (Figura 11.Dobramento das barras Em algumas obras encontramos casos de quebra de barras de aço. Para algumas bitolas eles são finos levando a barra. a sofrerem um ensaio extremamente rigoroso de dobramento. operários menos experientes não atentam para a necessidade de substituir o diâmetro do pino de dobramento.

Diâmetros dos pinos de dobramento . volta-seca.23 – Pontos de amarração usuais 269 . Os pontos mais conhecidos na amarração são: ponto simples.5 . laçada e flor (Figura 11.Estribos BITOLAS (mm) ≤ 10 10 < ø >20 ≥ 20 CA 25 3 øt 4 øt 5 øt CA 50 3 øt 5 øt 8 øt CA 60 3 øt - 11.23). dando forma as estruturas de acordo com o projeto estrutural. É importante amarrar bem para que os ferros não saiam da sua posição durante a concretagem.3.3 – Montagem das armaduras Montagem das armaduras consiste em unir peças de aço com auxílio da torquês e do arame recozido nº18. Ponto simples Ponto volta-seca ou rabo de macaco Ponto flor ou cruzado Ponto laçada Figura 11.Tabela 11.

24). .descuidos na locação dos pilares. deixando as barras de espera fora de posição após a concretagem. recomendamos que se execute um quadro de madeira para servir de apoio às barras de espera e que o mesmo seja fixado no restante da armadura (Figura 11.4 . devendo nestes casos consultar o projetista. é quanto ao seu posicionamento. . etc. tais como: . pois acontece em obras em que as esperas dos pilares não coincidem com sua localização em planta. Caso as recomendações citadas não forem obedecidas. recomendamos como principal a fiscalização das ferragens. Para que isso ocorra.3. não deve ser permitido que as mesmas sejam dobradas para alcançar sua posição (engarrafamento das armaduras).Barras de espera de pilares O que acontece com as barras de espera. Para evitar esse problema.falta de amarração adequada. Para melhorar a rigidez da armadura impedindo o seu deslocamento. Figura 11.Quadro de madeira para servir de suporte às barras de espera dos pilares 270 .24 . as causas podem ser diversas.11.movimentação das barras durante a concretagem.

Para que isso não ocorra recomendamos que seja colocada no fundo das valas uma camada de concreto magro (lastro de concreto não estrutural) Figuras 11. levando a expansão e desagregação do concreto.6 . e principalmente os blocos de estacas. o gesso e o sulfo-aluminato de cálcio. mas os vazios formados pela elevada granulometria faz com que a pasta de cimento escoe formando vazios no concreto “bicheiras”.Comprimentos básicos para as esperas de acordo com o fck do concreto (Fusco. sapatas.6). 271 .3. suas armaduras.5 . Tabela 11. a lixiviação significa a extração ou dissolução dos compostos hidratados da pasta de cimento • Todas as vigas baldrames. Porque as armaduras poderão ficar descobertas pelo concreto o que ocasionará a corrosão. salvo recomendações do calculista. o que deve ser respeitado. Merecem menção dentre tais agentes agressivos: • Íons sulfatos.1994) Fck (Mpa) CA-50A . serem apoiadas diretamente sobre o solo.As esperas de pilares (arranques) têm o comprimento mínimo dado por Norma NBR 6118/2003 (Tabela 11. a ação dos sulfatos. Líquidos que possam lixiviar o cimento.25 e 11. não devem.Barra estriada Boa aderência Má aderência 15 40φ 56φ 20 32φ 45φ 25 28φ 40φ 30 24φ 34φ 35 22φ 31φ 40 20φ 28φ 11.26. freqüentemente presentes em solos e águas subterrâneas. quando presente em solução produz.Armação de Fundação As fundações das estruturas podem ser expostas a agentes agressivos presentes nas águas e/ou solos de contato. podendo deixar as armaduras expostas. ao reagir com o hidróxido de cálcio e com o aluminato tricálcico hidratado. que tem volumne consideravelmente maior do que os compostos iniciais. poderia ser utilizada como lastro. A pedra britada.

Em qualquer caso o comprimento da emenda mínima deve ser ≥15φ ou ≥20cm. em várias . Quando não houver indicações.barras.Afastamento mínimo das barras Como o concreto deve envolver toda a armadura e que não se apresente falhas de concretagem.3. se necessário.3. As emendas com luvas são excelentes.Emendas As emendas de barras por transpasses devem ser feitas rigorosamente de acordo com as recomendações do projetista. as emendas devem ser feitas na zona de menor esforço de tração.6 . alternadas em diversos locais de uma seção (NBR 6118/2003).25 .Lastro de britas sob os blocos de estacas 11. Emendas soldadas de aço CA-50 podem ser feitas com solda especial. mas nunca em mais barras do que a metade.7 .26 . é necessário que haja um mínimo de afastamento entre as 272 . 11.Lastro de brita sob as vigas baldrames Figura 11.Figura 11.

Concreto preparado manualmente Devemos evitar este tipo de preparo. a superfície deve ficar úmida. limpa e impermeável (preferencialmente em "caixotes") (Figura 11. espalhando-o de modo a cobrir a areia e depois se realiza a primeira mistura. sem perder água. de madeira ou cimento. caso a mistura for realizada sobre superfície impermeável sem proteção lateral "caixotes" (Figura 11.barras.4 . • • • • Para regular a quantidade de água e evitar excesso. pouco a pouco. 11. Admite-se que entre as barras tanto na vertical como na horizontal pelo menos 2 cm e não menos do que o próprio diâmetro da barra. sobre essa camada esvazia-se o saco de cimento. durabilidade e qualidade. A mistura dos materiais deve ser realizada sobre uma plataforma. é conveniente observar a consistência da massa.27). pois a mistura das diversas massadas. com o objetivo de garantir sua homogeneidade.27). ou com latas de 18 litros. 273 . e excesso de areia ou pedra no enchimento das mesmas deve ser retirado com uma régua. Cuidado com o congestionamento formado pelas armaduras das vigas com as dos pilares. se junta à quantidade estabelecida de pedra britada. a fim de facilitar o lançamento do concreto. que é prejudicial.4.1 . Depois de bem misturados. não fica com a mesma homogeneidade. O concreto preparado manualmente é aceitável para pequenas obras e deve ser preparado com bastante critério seguindo no mínimo as recomendações abaixo: • Deve-se dosar os materiais através de caixas com dimensões pré-determinadas. a forma da espremedura deve permanecer. Se espremido com a mão um punhado de massa.28). Espalha-se a areia formando uma camada de 10 a 15 cm. da seguinte maneira: • • Se a plainada com a pá. 11. A seguir faz-se um buraco no meio da mistura e adiciona-se a água. misturando os três materiais (Figura 11.COMO SE PREPARA UM BOM CONCRETO Faremos aqui algumas recomendações sobre o preparo do concreto.29). tomando-se o cuidado para que não escorra para fora da mistura. com pá ou enxada até que a mistura fique homogenia (Figura 11.

pois a betoneira ficará limpa. em primeiro lugar. 274 .29 .Adição das britas Figura 11.28 .Mistura da areia e do cimento sobre superfície impermeável Figura 11.4. parte da água.30): • É boa a prática de colocação. e em seguida do agregado graúdo. Os materiais devem ser colocados no misturador na seguinte ordem (Figura 11.27 .Figura 11.1. medidas de areia e pedra do item 11.Concreto preparado em betoneira Recomendam-se o mesmo cuidado no enchimento das caixas ou latas.2 .4.Colocação da água 11.

30 . Podemos estabelecer os tempos mínimos com relação ao diâmetro "d" da caçamba do misturador. haverá ainda uma moagem dos grãos de cimento. Finalmente. pois havendo água e pedra.Sequência da mistura em betoneira 275 . O tempo de mistura deve ser contado a partir do primeiro momento em que todos os materiais estiverem misturados. haverá uma boa distribuição de água para cada partícula de cimento. coloca-se o agregado miúdo. Colocar o restante da água gradativamente até atingir a consistência ideal.7).7 .Tempos mínimos de mistura de acordo com o diâmetro e tipo de betoneira TEMPOS MÍNIMOS DE MISTURA Misturador tipo Tempo mínimo de mistura (seg. em metros (Tabela 11.• • • É boa a regra de colocar em seguida o cimento. não deixando sair o graúdo em primeiro lugar. que faz um tamponamento nos materiais já colocados.) Eixo Vertical Eixo Horizontal Eixo inclinado 30 d 90 d 120 d Figura 11. Tabela 11.

até atingir a consistência adequada.4. coloque mais cimento e água. Máx. Min. Tabela 11. Se o concreto ficar mole. Máx. Máx. deixe misturar no mínimo por 3 min. • a dimensão do agregado graúdo • o abatimento adequado (slump test).Nunca adicione somente água. Min. OBS: .8 . adicione a areia e a pedra aos poucos. o que devemos saber é programar e receber o concreto.Concreto dosado em central Para a utilização dos concretos dosados em central. pois isso diminui a resistência do concreto. tais como: • localização correta da obra • o volume necessário • a resistência característica do concreto a compressão (fck) ou o consumo de cimento por m³ de concreto. Socado) Firme Firme até plástico Plástico Mole até Plástico Plástico até mole Mole Muito mole Plástico até firme Firme até plástico Firme Muito firme 276 . 11. pois é ele que controla o lançamento dos materiais.Devemos sempre colocar um operário de confiança para operar a betoneira. Se ficar seco.Limite de abatimento (Slump-Test) para diversos tipos de concreto Valores de abatimento em – mm Tipo de execução de concreto: Regular ou razoável Rigoroso Agregados em volume Agregados Sem ou com controle em peso tecnológico Vibração sem com com Min.3 . 20 40 20 60 10 50 30 80 30 70 20 60 60 80 50 70 40 60 80 110 70 90 60 80 70 --------30 60 --------100 --------100 80 --------60 80 90 30 50 20 10 80 100 130 80 70 50 30 50 70 80 20 30 10 0 70 90 100 70 40 30 20 Tipo de Construção Consistência (Trabalhabilidade) Fundações e muros não armados Fundações e muros armados Estruturas comuns Peças esbeltas ou com excesso de armadura Concreto aparente Concreto bombeado – até 40m Mais de 40m Elementos pré fabricados Lastros-pisos Pavimentação Blocos maciços(concr. Depois de colocados os materiais.8 Tabela 11.OBS: Os materiais devem ser colocados com a betoneira girando e no menor espaço de tempo possível. a) .Programação do concreto: devemos conhecer alguns dados. . na proporção de 5 partes de cimento por 3 de água.

A programação deve ser feita com antecedência e deve incluir o volume por caminhão a ser entregue. • coloque o cone sobre a placa metálica bem nivelada e preencha em 3 camadas iguais e aplique 25 golpes uniformemente distribuídos em cada camada. para isso devemos ter alguns cuidados: aplicar sempre o vibrador na vertical vibrar o maior número possível de pontos o comprimento da agulha do vibrador deve ser maior que a camada a ser concretada. deve-se verificar: • • • o volume do concreto pedido a resistência característica do concreto à compressão (fck).31). b) .Recebimento: antes de descarregar.4.4 . • não vibrar a armadura • não imergir o vibrador a menos de 10 ou 15 cm da parede da fôrma • mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. • retirar o cone e com a haste sobre o cone invertido meça a distância entre a parte inferior da haste e o ponto médio do concreto. só nos resta verificar .Aplicação do concreto em estruturas Na aplicação do concreto devemos efetuar o adensamento de modo a tornálo o mais compacto possível. O método mais utilizado para o adensamento do concreto é por meio de vibrador de imersão (Figura 11. • 11. • adense a camada junto a base e no adensamento das camadas restantes. a haste deve penetrar até a camada inferior adjacente. aditivo se utilizado Se tudo estiver correto. Para isso devemos executá-lo como segue: coletar a amostra de concreto depois de descarregar 0. bem como o intervalo de entrega entre caminhões.5 m³ de concreto ou ≅ 30 litros. o abatimento (slump test) para avaliar a quantidade de água existente no concreto. • • • 277 .

Engravatar a fôrma a cada aproximadamente 50 cm.Figura 11. antes da concretagem.Aplicação do vibrador na vertical Porém antes da aplicação do concreto nas estruturas devemos ter alguns cuidados: a altura da camada de concretagem deve ser inferior a 50 cm. 278 . vigas. • e alguns cuidados nos pilares. facilitando assim a saída das bolhas de ar.32). a 2. e fazer com que a fôrma fique travada nos "engastalhos". Fazer um "cachimbo" nas janelas para facilitar a concretagem (Figura 11. e não a "marteladas" como o usual. lajes como segue: • a) Nos pilares Verificar o seu prumo. O concreto deverá ser vibrado com vibrador específico para tal. Em casos de pilares altos. Podemos ainda fazer uma outra abertura no pé do pilar para.00m fazer uma abertura "janela" para o lançamento do concreto.31 . fazer a remoção e limpeza da sua base. e contraventá-las. evitando com isso a queda do concreto de uma altura fazendo com que os agregados graúdos permaneça no pé do pilar formando ninhos de pedra a vulgarmente chamado "bicheira".

no momento de vibração. a emenda deve ser feita a 1/4 do apoio. contraventadas a cada 50 cm. Limpar as fôrmas e molhá-las antes de concretar As vigas deverão ser concretadas de uma só vez. mãos-francesas etc. Devemos evitar as emendas nos apoios e no centro dos vãos. fazer as emendas à 45º (Figura 11. a sua abertura e vazamento da pasta de cimento. onde geralmente os esforços são menores. par evitar. caso não haja possibilidade. Caso contrário.engastalho Figura 11. As emendas de concretagem devem ser feitas de acordo com a orientação do engenheiro calculista. respectivamente.33). pois os momentos negativos e positivos. Verificar a estanqueidade das fôrmas.32 .Nas vigas Deverá ser feito formas.Cachimbo para facilitar a concretagem b) .. 279 . através de gavatas. são máximos.

c) . Garantir que a armadura negativa fique posicionada na face superior. devemos fazer a limpeza das pontas de arame utilizadas na fixação das barras." (Figura 11. O umedecimento nas fôrmas de laje maciça não pode originar acúmulo de água.após a interrupção.Figura 11. isenta de partículas soltas. 4º o reinicio da concretagem deve ser feito preferêncialmente pelo sentido oposto. através de imã.33 . formando poças. prejudique o concreto em início de endurecimento e quanto a aderência do concreto as barras de aço. com a utilização dos chamados "Caranguejos. fazer a limpeza e umedecimento das formas antes de concretagem. evitando que a mesma absorva água do concreto. transmitida pela armadura. A superfície deve ser limpa. este cuidado é necessário para evitar que a vibração do concreto novo. e para maior garantia de aderência do concreto novo com o velho devemos: 1º retirar com ponteiro as partículas soltas 2º molhar bem a superfície e aplicar 3º ou uma pasta de cimento ou um adesivo estrutural para preencher os vazios e garantir a aderência.34) 280 .Emendas de concretagem em vigas realizada à 45 0 Quando uma concretagem for interrompida por mais de três horas a sua retomada só poderá ser feita 72 horas .Nas Lajes Após a armação.

Figura 11.35 .Detalhe das guias de nivelamento 281 .35) Figura 11. (Figura 11.34 .Detalhe da colocação de caranguejos no posicionamento das armaduras das lajes Recomendamos o uso de guias de nivelamento e não de pilaretes de madeira para nivelarmos a superfície das lajes.

Industrial) (Industrial.9 . a resistência ao fogo.36). devemos fazer cumprir os cobrimentos mínimos exigidos no projeto e dado pela NBR6118/2003. Devemos em todos os casos garantir o total cobrimento das armaduras.Cobrimento das armaduras Agressividade componentes laje Viga/pilar Fraca (Rural. (Tabela 11. sejam feitas e apoiadas diretamente sobre as formas.Passarela para concretagem apoiadas na fôrma. submersa) Moderada (Urbana) Forte (Marinha.9) Tabela 11.4. para movimentação de pessoal no transporte de concreto.38). independentes da armadura (Figura 11. 11.Cobrimento da armadura A importância do Cobrimento de concreto na armadura é de vital importância na durabilidade. lembrando que o aço para concreto armado estará apassivado e protegido da corrosão quando estiver em um meio fortemente alcalino propiciando pelas reações de hidratação do cimento. Os cobrimentos estão sempre referidos à superfície da armadura externa. deve ser dada atenção apropriada aos espaçadores para armadura e uso de dispositivos para garantia efetiva do cobrimento especificado (Figuras 11.Recomendamos ainda que as passarelas. em geral à face externa do estribo. Figura 11. como por exemplo. e a deslocação das mesmas principalmente as armaduras negativas.5 . repingos de maré) Muito Forte 20 25 Cobrimento nominal (mm) 25 35 30 40 45 50 282 . mas também pelos benefícios adicionais. Desta forma evitaremos a vibração excessiva das armaduras com eventual risco de aderência na parte de concreto já parcialmente endurecido.37 e 11. Na execução.36 . É preocupante ao constatar que esse ponto é freqüentemente negligenciado.

isopor (caixa de ovos). banheiros.38) ou de argamassa (Figura 11. com o auxílio de formas de madeira.37 .. cozinha. que além de mais econômicas. residências e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura.Pastilhas plásticas 283 . áreas de serviço de apartamentos.. • e = recobrimento Figura 11. metálica etc. • cordões de argamassa.OBS: Pode-se considerar um microclima com uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos (salas. para tal podemos empregar: pastilhas (espaçadores): plásticas (Figura 11.Pastilhas de argamassa Figura 11.38 . (para fazer gelo).37). aderem melhor ao concreto e podem ser facilmente obtidas na obra. dormitórios.

palha. etc. garantindo ainda.Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento a/c Cimento CPI e II 32 CPIV – POZ 32 CPIII – AF – 32 CPI e II – 40 CPV – ARI 0. de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento. ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas. como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes. molhagem. Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento: 1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de alagamento.35 2 2 2 2 2 0.10 . é necessário considerar dois aspectos fundamentais: .10: Tabela 11. A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade. como mantas de algodão ou juta.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto.65 7 7 7 5 5 0.a relação a/c e o grau de hidratação do concreto. somente serão desenvolvidas totalmente. se a cura for realizada adequadamente. bem como a durabilidade do concreto.55 3 3 5 3 3 0. Para concretos com resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias. OBS. durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. uma temperatura favorável ao concreto.4.6 .70 10 10 10 5 5 284 . areia. vapor d’água ou materiais de recobrimento saturados de água.tipo de cimento. a) Tempo de Cura Para definir o prazo de cura.11. terra.Cura A cura é um processo mediante o qual mantém-se um teor de umidade satisfatório. 2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes. conforme mostra a Tabela 11. serragem. . evitando a evaporação da água da mistura. motivo de constante preocupação de engenheiros e construtores nacionais. A resistência potencial.

geometria das peças. deve-se pedir ao calculista um programa de desforma progressiva. também. desformar nos seguintes prazos: faces laterais retirada de algumas escoras faces inferiores. Quando o cimento não for de alta resistência inicial ou não for colocado aditivo que acelerem o endurecimento e a temperatura local for adequada. que podem provocar fissuras e até trincas. evitando-se desformas ou retiradas de escoras bruscas ou choques fortes. a retirada das fôrmas e do escoramento deverá ser feito quando o concreto atingir a resistência característica à compressão ≥ 15 MPa. 11. 285 . de alguma forma.7 . Em certas condições. O maior dano causado ao concreto pela falta da cura não será uma redução nas resistências à compressão. exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. que pode ser definida pela relação. como pilares e vigas. outros aspectos importantes na determinação do tempo total de cura e não podem deixar de ser mencionados. as obras mais carentes de uma cura criteriosa – pequenas estruturas. deixando-se algumas escoras bem encunhadas • desforma total. vento e umidade relativa do ar. área de exposição/volume da peça. Em estruturas com vãos grandes ou com balanços. com concreto de relação a/c elevada – são as que menos cuidados recebem especialmente componentes estruturais. além de atender ao exposto acima. Ironicamente.Há. é prática usual nos canteiros de obras cuidarem da cura somente na parte superior das lajes. Nas obras de pequeno porte e de menor responsabilidade podemos. temperatura. que retêm mais água e garantem o grau de umidade necessário para hidratar o cimento. haverá necessidade de concretos mais compactos (menos porosos). uma vez que. Além disso.4. a qual é inicialmente controlada pelas propriedades das camadas superficiais desse concreto.Desforma A desforma deve ser realizada de forma criteriosa. Secagens prematuras resultam em camadas superficiais porosas com baixa resistência ao ataque de agentes agressivos. para evitar tensões internas não previstas no concreto. exceto as do item abaixo • vigas e arcos com vão maior do que 10 m • • • 3 dias 7 dias 14 dias 21 dias 28 dias A desforma de estruturas mais esbeltas deve ser feita com muito cuidado. pelo menos nas peças espessas. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do meio ambiente. A falta de uma cura adequada age principalmente contra a durabilidade das estruturas. atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento: condições locais.

Método mais comum de consertos de falhas 11.4. 286 .39 . que são: a) Fôrma e Escoramento • • • • • Conferir a montagem baseada no projeto.9 . quantidades e dimensões das barras.8 . que após a desforma de qualquer elemento da estrutura de concreto armado sejam fechadas falhas (bicheiras) do concreto. • • Figura 11.Consertos de falhas Devemos proibir.4. Limpeza e aplicação de desmoldante. Tratamento da superfície de contato. • aplicar um adesivo a base de epóxi na superfície de contato do concreto e das barras de aço com o novo concreto de enchimento.11. Estanqueidade. Capacidade de suporte da fôrma relativo a deformações provocadas pelo peso próprio ou devido às operações de lançamento. nas obras. • preenchimento do vazio. para esconder eventuais descuidos durante a concretagem ou por outro qualquer motivo. sendo aconselhável aplicar aditivo inibidor de retração (expansor). picotar e limpar bem o lugar a ser reparado.O que devemos verificar antes da concretagem .Plano de Concretagem Antes da concretagem devemos verificar um conjunto de medidas a serem tomadas antes do lançamento do concreto objetivando a qualidade da peça a ser concretada. b) Armadura • Bitolas. com concreto forte. limpar bem as barras das armaduras descoberta removendo toda a ferrugem. Para os concertos nas falhas simples devemos assim proceder: remover o concreto solto.

Prever interrupções nos pontos de descontinuidade (juntas. pás. Providenciar equipamentos e dispositivos (carrinhos. início e intervalos das cargas. Fixação. • • d) Adensamento • • • • Providenciar.0m. ponteiros. vibradores de superfície (réguas vibratórias). adensamento e cura do concreto. prever local de acesso e de posicionamento para os caminhões e bomba. Providenciar ferramentas diversas (enxada. Dimensionar a equipe envolvida no lançamento.. Iniciar o adensamento logo após o lançamento. Durante o lançamento devemos evitar o acúmulo de concreto em determinados pontos da fôrma. 287 . O vibrador de imersão deve penetrar cerca de 5. paredes com vigas ou lajes). lançar nova camada antes do início de pega da camada inferior. No caso de lançamento convencional verificar: o intervalo compatível de entrega do concreto. evitar a segregação e o acúmulo de água na superfície do concreto. No caso de lançamento por bombas verificar: altura de lançamento. iniciar a concretagem pela parte mais distante do local de recebimento do concreto. esteira. caçamba). preparar rampas e caminhos de acesso. autobomba com lança. guincho. desempenadeiras. etc. encontros de pilares.) Providenciar tomadas de força para equipamentos elétricos. a partir da extremidade para o centro das fôrmas. guindaste. Programar o tempo previsto para o lançamento. e) Cura • • Iniciar a cura tão logo a superfície concretada tenha resistência à ação da água.• • • • Posicionamento. caçamba). jericas. lançar o mais próximo da sua posição final. Especificar a forma de lançamento (convencional. bomba estacionária. lançar em camadas horizontais de 15 a 30cm. a altura de lançamento não deve ultrapassar a 2. A cura deve ser contínua. Cobrimento das armaduras (pastilhas. Evitar o adensamento a menos de 10cm da parede da fôrma devido a formação de bolhas de ar e perda de argamassa. limitar o transporte a 60m. vibradores externos (vibradores de fôrma). vibradores de imersão (agulha).0cm da camada inferior. espaçadores) Limpeza c) Lançamento • • • • • • • • • Programar antecipadamente o volume de concreto.

protetor auricular. danificadas ou improvisadas. ser fixadas nos pisos inferiores e superiores. dobra e manipulação de armações de aço devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual obrigatórios (capacete. avental. com guarda-corpos de madeira. - - - 288 . emprego de escadas inadequadas devemos: proteger as beiradas das lajes. corte. Madeira de desforma e estroncas devem ser armazenadas no centro do pavimento. poços. óculos de segurança contra impactos. metal ou telados. luva e mangote de raspa. escorregões ocasionados pela desforma. Retirar da área de produção as ferramentas defeituosas. cinturão de segurança tipo pára-quedista e trava-quedas). devemos evitar o empilhamento e armazenamento próximo a beiradas de laje. beirada das lajes. Para evitar quedas de materiais e objetos. As escadas devem ser dimensionadas em função do fluxo de trabalhadores. O içamento de materiais só deve ser feito por pessoal qualificado Para o transporte. calçado.ANOTAÇÕES Noções de segurança: Para evitar quedas de pessoas em aberturas.

Acetinado – Todo material tratado para ter textura semelhante ao cetim. tem origem no termo francês cave: lugar especial da casa. indica locais como garagem. 2 289 . em geral no subsolo. normalmente fixa peças. desbastar saliência ou alisar madeiras.12 . vãos. A palavra provavelmente. Abrasão – Desgaste causado nas superfícies pelo movimento de pessoas ou objetos. valas). Afagar – Nivelar. também chamada de abrigo de carros.VOCABULÁRIO DA CONSTRUÇÃO Este capítulo reúne a maior parte dos termos usados na construção civil. alvenaria. curva. Na engenharia é uma estrutura de alvenaria ou concreto. Abraçadeira – Peça metálica que. areia em pequena quantidade. quer no vertical. Adobe – Tijolo feito com uma mistura de barro cru. Afastamento – Separação de um elemento construtivo em relação a um ponto. Adega – Também conhecida como cava. escadas. Acesso – Passagem. Acréscimo – É o aumento de uma construção. quer no sentido horizontal. Abrigo – Lugar destinado a proteger das intempéries. tabuleiros de ponte. linha ou outra referência. Carregada verticalmente. a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo. Abóbada – Geométricamente. Aclive – Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua. e tem como objetivo melhorar a comunicação e o entendimento com os profissionais envolvidos na construção. conduites etc. Abertura – Termo genérico que indica todo e qualquer rasgo na construção (portas. lugar ou meio de ligação por onde se chega à entrada de um edifício ou à alguma parte dele. Acabamento – Conjunto de operações de revestimentos e de finalização. onde se guardam os vinhos e azeites. Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. pisos etc. No uso corrente. como tubos. que forma normalmente a cobertura de um recinto. formando novos compartimentos ou ampliando os existentes. janelas. produz reações oblíquas nos apoios A abóbada serve ainda de meio de suporte de pavimentos. estrume ou fibra vegetal. Aço-carbono – Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência. realizadas ao término da estrutura. A Abaular – Dar forma curva. arqueada a uma superfície. aplainar. Aço – CA-50 – Aço para concreto armado de tensão característica e escoamento igual a 50 Kgf/mm .

Alma – Parede componente dos perfilados ou vigas U. calor ou pressão. composta de serragem compactada com cola que pode ser fechada com duas lâminas de madeira ou não. Agrimensura – Medição da superfície do terreno. linhito. Almofada – Na marcenaria e carpintaria. Argola de metal que fica do lado de fora da porta e serve de instrumento para bater à porta. Trabalha o revestimento ainda úmido de paredes e tetos. forma argamassas e concretos. Almoxarifado – Depósito dos materiais de uma obra ou empresa. Alicerce – Fundação. T. Água furtada – Vão entre as tesouras do telhado. Agrimensor – Topógrafo. Alpendre – Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais. construir. que principia na cumeeira e segue até a beirada. com o sem adição de água. I. por onde passam os eixos de simetria da seção. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra e transmitir ao solo de forma estável. Geralmente fica localizada na entrada da casa. aglutinante) substância que.é o nome que se dá às duas águas de forma trapezoidal. engenheiro no seu trabalho. Aglomerante – (ligante. sótãos ou desvão de telhado. Alçar – Levantar a parede. misturada a um agregado. Aldrava – o mesmo de aldraba. Alcova – quarto pequeno de dormir. peça com saliência superposta à superfície. Aglomerado – Placa prensada. Profissional que estuda os níveis e as características do terreno para ajudar o arquiteto. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. Z e L. 290 . turfa e madeira). Altura (de uma edificação) – É a diferença de cota entre o piso do pavimento habitável mais próximo do terreno natural e o forro do pavimento habitável mais alto. resultante da destilação de materiais (hulha. Alambrado – Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno. juntamente com água e um ligante. Agregado – Material pétreo granuloso quimicamente inerte e sem poder aglutinante que. As duas triangulares são chamadas de tacaniças. Água-mestra – Nos telhados retangulares de quatro águas. sem aberturas para o exterior. Alto-relevo – Saliência criada e definida numa superfície plana. Alinhamento – Linha que limita o lote urbano em relação à via pública. Água do telhado – Cada uma das superfícies inclinadas da cobertura. permitindo a absorção da tinta.Afresco – Técnica de pintura. faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química. Alcatrão – Produto semi-sólido ou liquido. Alçapão – Portinhola no piso ou no foro que dá acesso a porões.

de tijolos ou blocos. por meio de registro escrito. As peças de uma fiada são assentadas com diferença de meio comprimento ou meia largura em relação a fiada seguinte. Amianto – Tem origem de um mineral chamado asbesto e é composto de filamentos delicados. É utilizado na construção de refratários. Apiloamento – Operação de bater a terra solta com soquete ou maço. Aprovação de planta – Ato administrativo da Prefeitura para aprovação de projeto arquitetônico de construção ou reforma de um edifício urbano. que formam paredes. rés do chão. antiderrapante. acima do porão. flexíveis e incombustíveis. insolúvel na água. pilares e colunas por meio de prumo (ver prumo). em sucessivas camadas. ou adicionadas ao cimento branco para rejunte. loja ou sobre loja. pedras e outros elementos que compõe a alvenaria. Amarração – Modo de assentar tijolos. Primeiro andar – é o pavimento imediatamente acima do andar térreo. peça (biombos.Alvará de construção – Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada que licencia a execução da obra. Alvaiade – Carbonato básico de chumbo de composição variável. quebra-luzes. talhadeiras) do qual resulta uma textura rugosa. usada para alcançar niveis superiores durante a construção ou reparo de um edifício. Aprumar – Acertar a verticalidade de paredes. A fonte de energia para o aquecimento da água poderá ser a eletricidade. Aquecimento Central – Sistema que centraliza o aquecimento da água para distribuição nas edificações. bloco. usado no estado em pó fino na fabricação de tintas brancas. com argamassa ou não. Aplique – Ornamento. Angelim-vermelho – Madeira de construção de cor castanho-rosada. enfeite fixado em paredes e muros. Apontador – Funcionário encarregado do controle de presença dos operários de uma obra ou serviço. para proteger. 291 . de maneia que as juntas verticais fiquem desencontradas. loja ou sobre loja. Anodização – Tratamento químico no alumínio que lhe confere aparência fosca e cores variadas. embasamento. e na composição do fibrocimento. o gás ou a energia solar. Apicoado – Superfície submetida a desbastamento (com ponteiros. Alvenaria – Conjunto de pedras. Anteprojeto – Linhas iniciais em busca de uma idéia ou concepção para desenvolver um projeto. Angico – Madeira muito dura. ligado hidraulicamente a rede de água e de esgoto. castanho clara. Andar térreo – é o pavimento acima do porão ou do embasamento e no nível da via pública. Aparelho Sanitário – Peça ou aparelho destinado a usos higiênicos. Apartamento – Conjunto de dependências constituído de habitação distinta. pára-ventos) que se coloca diante de alguém ou de algo. de cor branca sem matizes. Andaime – Plataformas elevadas do piso. muros e alicerces. Anteparo – Qualquer objeto. Andar – Qualquer pavimento de uma edificação. rés do chão.

Armador – Profissional responsável pelo corte e pela armação das ferros de uma construção. Área permeável – É a porção do terreno onde não há pavimento ou estruturas subterrâneas capazes de obstruir a percolação das águas para o subsolo. obtido por aquecimento de 1. Área ou faixa não edificável (non aedicandi) – É a área de terreno onde não é permitida qualquer edificação. pilares. a realidade social. Arquibancada – Série de assentos em filas sucessivas. cada fila mais elevada que a outra. Área útil – Superfície utilizável de uma edificação. cobertos de todos os pavimentos de uma ou mais edificações. Argila expandida – Agregado artificial leve. em suas extremidades. escorar. Arquiteto – Profissional que idealiza e projeta uma construção. Arquitrave – Viga de sustentação que. 292 . tendo em vista o conforto. Arrimar – Apoiar. usada no assentamento ou revestimento. Ardósia – É uma rocha metamórfica de grão fino e homogêneo composta por argila ou cinzas vulcânicas que foram metamorfizadas em camadas. Podendo ser elétrico ou a gás. e o sentido plástico da época. em forma de escada. se apóia em colunas. excluídas as paredes. Armadura – conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra. complementado as moradias. Arquitetura – Arte de compor e construir edifícios. Área de lazer – É a área de uso comum dos condomínios. Arco – semicircunferência que vence um vão entre paredes. Área construída – É a soma das áreas dos pisos utilizáveis. Aroeira – Madeira em extinção de cor variando do castanho ao avermelhado escuro. Arame recozido – Arame de ferro submetido a tratamento térmico de recozimento que o torna flexível. Arcada – Sucessão de arcos. calcário ou feldspato usado em pisos. Possui a arte da composição. Arrematar – Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra. Rocha macia e de corte fácil. encostar. Arabesco – Ornamento de inspiração árabe.400ºC de uma mistura de argila e substâncias capazes de gerar gases. Arandela – Aparelho de iluminação fixada à parede. Argamassa – Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Área ocupada – è a área de projeção horizontal de uma ou mais edificações sobre o terreno. Arenito – Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. o conhecimento dos materiais e de suas técnicas.000º a 1.Aquecimento de passagem – Sistema que aquece a água sem centralizar a reserva de água quente.

Baldrame – Viga ou conjunto de vigas de concreto armado que corre sobre qualquer tipo de fundação para travamento ou apoio das paredes. Ligar circuito ou aparelho elétrico à terra. B Baixo-relevo – Trabalho em que as figuras sobressaem muito pouco em relação à superfície que lhes serve de fundo. na altura de pisos elevados. Baliza – É um instrumento utilizado pelo topógrafo para elevar o ponto topográfico com objetivo de torná-lo visível.Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício comercial ou industrial recém construído. Autoclave – Máquina que opera em altos graus de temperatura e pressão. Auto de vistoria . Bandeira – Caixilho fixo ou móvel. Aspersor – aparelho usado na jardinagem que divide o jorro da água em gotículas. Balizador – Pequena haste cilíndrica. Autoportante – Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo. Asfalto – Material sólido ou semi-sólido. Assentar – Colocar e ajustar tijolos. favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes. Assoalho – Piso de madeira de tábuas corridas. Átrio – Pátio descoberto cercado por telhados. pisos. blocos. Balaústre – Pequena coluna ou pilar que.Art déco – Movimento entre os anos 20 e 40 e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. pastilhas e outros acabamentos. que se coloca na parte superior de portas e janelas. Ateliê – Local de trabalho do artista. É protegido com grades ou peitoril. disposto diante de portas e janelas. Balcão – Elemento em balanço. que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo. Art nouveau – Arte nova se refere ao estilo arquitetônico e da arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. 293 . Geralmente usada em processos de impregnação de fungicidas e preservativos na madeira. Aterrar – Colocar terra para nivelar uma superfície irregular. esquadrias. que se funde pelo calor. de cor entre preta e pardo-escura. e no qual os constituintes são os betumes. Balanço – Saliência ou corpo que se projeta para além da prumada de uma construção. A origem do azulejo remonta aos povos babilônicos. Azulejo – placa de cerâmica polida e vidrada. Assobradada – Construção com mais de um pavimento. sustenta corrimãos e guarda-corpos. alinhada lado a lado. de cozimento ou de secagem de materiais. com uma ou mais lâmpadas. sem estrutura de sustentação aparente. usada em iluminação de jardins.

Brise – Quebra-sol composto de peças instaladas na vertical ou horizontal diante das fachadas para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Barroco – Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. plástico ou metal. Bloco de vidro – Elemento de vedação que ajuda a iluminar o ambienta. Basalto – Rocha muito dura. Barrote – Peça de madeira. pedra. usada na pavimentação de estradas e na construção. classificados em peneiras. Bloco – Designa edifícios que constituem uma só massa construída. Brita – Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de diâmetros variados. Tem função estrutural. onde os condutores são lançados. que avança além da parede que a sustenta.5 cm de espessura. Bloco de concreto – Elemento de dimensões padronizadas Tem função estrutural ou de vedação. protegendo-a da ação das chuvas. erguida no campo ou nos arredores das cidades. Pode ser estrutural ou não. Bloco sílico-calcário – Elemento de alvenaria composto de uma mistura de areia silicosa e cal virgem. Beiral – Prolongamento do telhado ou da estrutura de uma laje para além da parede externa. Bangalô – Pequena casa alpendrada. Batente – Peça de madeira. Bisotê – Rebaixo em ângulo na extremidade do vidro ou do espelho deixando o contorno da peça mais fino do que o restante da superfície. metal ou cantaria. Bica corrida – Pedra britada (ver brita). Boiler – Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é armazenada e mantida em determinada temperatura. presa ao guarnecimento do vão. Bitola – Dimensão ou forma fixa de certos materiais determinada pelo uso ou por normas técnicas. Fragmentos de pedra usados na construção civil.5 a 3. sobre o qual bate a folha da porta ou da janela ao fechar. de grão fino e cor escura. chumbada com massa no contrapiso. 294 . que permite fixar o piso de tábua. Bate-estaca – Equipamento de cravar estacas no terreno pela ação de golpes a sua cabeça com um pilão. Também é a proteção externa colocada nos edifícios para evitar a queda de detritos. Barrado – Revestimento colocado nas partes inferiores das paredes. Bay window – Janela de três faces. onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. Bow-window – Janela semicircular que se projeta para fora das paredes.Bandeja – Conduto de instalação aparente. Basculante – Caixilho empregado em portas e janelas. aberto superiormente em toda sua extensão. abrindo vãos para ventilação. Boleado – acabamento arredondado no contorno da superfície de madeira. Tem de 3 a 5 cm de largura por 2. Bloco cerâmico – Elemento de vedação com medida-padrão.

ruas ec. ou em determinados pontos ao longo de trechos extensos da mesma. que aplica com broxa. Cal – aglomerante cujo constituinte principal é o óxido de cálcio em presença natural do óxido de magnésio. Calçada – Pavimentação do terreno dentro do mesmo. 295 . que suporta pouco peso. Caixa de escada – Espaço. Caixa de gordura – Caixa para retenção de gorduras. Calha – Canal que recebe as águas das chuvas e as leva aos condutores verticais. com ou sem adição de cola. Camada de betume aplicada sobre uma superfície. Canafístula – Madeira dura. executada a trado. elétricas ou hidráulicas. C Caderno de encargos – É o conjunto de especificações técnicas. instalada após o sifão. Caixa de passagem – Une tubulações diversas. oficinas ou outros. estradas. implantado em anexo a área reservada a construção principal. de cor amarelo-clara com manchas mais escuras. A perfuração atinge no máximo 6. com o martelo de calceteiro.0m. hidratados ou não. Calefação – Sistema criado para aquecer a construção. Capa – Demão de tinta. pigmentos ou outros. critérios. Também profissional que forma as pedras de calçamento. Caixa de inspeção – Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. destinado à escada. Calafetar – Vedar fendas e pequenos buracos surgidos durante a obra. como depósitos. Caixilho – Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas. Canal de irrigação – duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos. condições e procedimentos estabelecidos pelo contratante para a contratação. retiradas de um bloco de rocha. Caiação – Pintura com cal diluída com água. execução. sobre a qual se pregam as ripas. Capitel – Parte superior de uma coluna.Broca – Estaca manual simples. na canalização de esgoto da pia de cozinha. Calceteiro – Profissional que trabalha com assentamento de pedra em calçadas. Cantoneira – Peça em forma de “L” que arremata as quinas ou ângulos de paredes. em sentido vertical. Canteiro de obra – Conjunto de instalações provisórias auxiliares de uma obra. Podem ser simples ou ornamentados. que permite o acesso para limpeza e inspeção. fiscalização e controle de serviços e obras. Cantaria – Pedra de cantaria é a pedra esquadrejada em cantos formando esquadro de 90 graus usadas para edificar ou revestir. Caibro – Peça de madeira inclinada segundo o caimento do telhado e regularmente espaçada.

Carpete – Forração de pisos. em forma de cavalete. que avançam sobre a fachada. telhas e vasos. Cascalho – Lasca de pedra Caulim – Argila branca. Caranguejo – Espaçador para armadura feito em obra. em forma de funil. tipo do colonial americano. Cachimbo – Anteparo de madeira. rica em carbonato de cálcio. Cinta de amarração – Reforço horizontal realizado em todas as paredes que recebem esforços com a finalidade de distribuir as cargas e “amarrar” as paredes internas às externas. Cimalha – Saliência ou arremate na parte mais alta da parede ou mureta. polias e quadros de comando.Cortar em diagonal os ângulos retos de uma peça. utilizado junto às formas para concretar os pilares pelas janelas intermediárias. Chapuz – Peça de madeira que serve de apoio as guias nos escoramentos de laje e estruturas de concreto armado. Tem formato cilíndrico-cônico. Cerâmica – Objetos de argila. destinado aos motores. Climatizado – Ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente. Chaminé – Duto que conduz a fumaça da lareira e do fogão para o exterior da casa. Clapboard – Tipo de revestimento externo para paredes. sustentado por pontaletes ou pilares e coberta por vegetação. como um pergolado. Os mais comuns são os têxteis. Carpete de madeira – Conjunto de pranchas de madeira ou laminado que são encaixados e/ou coladas ao contrapiso. feito com tábuas de madeira sobrepostas. Cisterna – Poço de água potável ou reserva de água enterrada. para iluminar interiores de uma edificação. Chumbar – Fixar com argamassa. São constituídas de concreto e barras de aço corridas fundidos dentro de uma canaleta. tais como tijolos.Caramanchão – Armação. Chanfrar . Casa de máquinas – Compartimento de um edifício situado acima da última parada dos elevadores. em geral envidraçada. base de extração da cal. Também se refere às lajotas usadas em pisos ou como revestimento de parede. Carpinteiro – Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cavilha – Peça de fixação ou arremate em madeira. Chapiscar – Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera e facilitar a aderência. Clarabóia – Abertura. bem inclinadas. de barras de aço. feita no telhado. Cerca viva – Arbustos plantados para formar um muro divisório. 296 . Chalé – Casa de campo de madeira com telhados em duas águas.

assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. vigas) usada sob a janela para evitar a fissuração da parede. Código de obras – Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano. Concreto – Mistura de água. Copa – Compartimento auxiliar da cozinha. Coletor de energia solar – Placa que capta a energia solar e a transforma em eletricidade (com células fotovoltaicas) ou energia térmica. Combogó – Elemento vazado (ver) Compensado – Chapa de madeira sobreposta e colada sob forte pressão. Coeficiente de aproveitamento – É a relação entre a área construída de uma ou mais edificações e a área de terreno a ela(s) vinculada. Apresenta. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso. Corpo de prova – Material utilizado para o ensaio de resistência à compressão tração ou outro ensaio físico.Clínquer – Produto granulado resultante da queima até a fusão parcial ou completa de constituintes minerais. 297 . Contrafrechal – Terça que se apóia nas pontas das linhas das tesouras. que suga a fumaça dos fogões. maior resistência e homogeneidade. Cornija – Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura. sobre o frechal. Cobertura – Estrutura revestida de material impermeável. areia e pedra britada. Contraventamento – Sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura com a finalidade de aumentar a rigidez. destinado a espetáculos públicos. que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Closet – Pequeno cômodo usado como quarto de vestir. Conduíte – Tubo que conduz a fiação elétrica. Contrapiso – Camada de concreto não estrutural. Colunata – Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica. o que permite a fabricação de peças com grande dimensão. porém. Colonial – Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. que se executa no fechamento superior de um edifício. Coluna – Elemento estrutural de sustentação. com a finalidade de protegê-lo da chuva e de outros agentes. em proporções prefixadas. Coifa – Cobertura feita de metal. Contraverga – Reforço na alvenaria (canaletas. Clorar – Tratar a água com cloro a fim de eliminar microorganismos. Ao longo da história da arquitetura. que nivela o piso antes da aplicação do revestimento. Coreto – Espécie de armação construída ao ar livre. cimento. Contramarco – Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho.

Desmembramento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. Curar – Secar madeiras. usado para eliminar ondulações nas argamassas. horizontal e vertical. Cozinha – Compartimento em que são preparados os alimentos.Corredor – É o saguão de que segue. Cuba – Recipiente das pias. de vigas na alvenaria estrutural etc. sem interrupção da rua ou área de frente até a área do fundo. Desaterro – Retirar um volume de terra de um local. Depósito – Edificação ou ambiente destinado à guarda de mercadorias ou objetos. Cúpula – Parte superior interna e externa de algumas construções.). Curva de nível – Representação gráfica da curva formada pelos pontos de mesma cota. Demão – Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície. que se dispõe em seqüência na composição de uma escada. vernizes ou pinturas a óleo que formam um entrelaçamento irregular de fendas muito finas. Declive – Quando a inclinação do terreno está abaixo do nível da rua. Desempenadeira – Instrumento formado por uma base lisa e uma alça. 298 . cimentos etc. de um lote edificável para fins urbanos. Corrimão – Apoio para as mãos colocado ao longo das escadas. Degrau – Cada um dos pares iguais de planos sólidos. Ver abóbada. Craquelê – Rachaduras em esmaltes. Croqui – Primeiro esboço de um projeto. Elemento metálico. Desdobro – É a divisão. Cromado – Material que recebe uma camada de cromo. com o aproveitamento do sistema viário existente. Coxim – Reforço de concreto nas alvenarias que recebem cargas concentradas (das tesouras. rampas etc. concretos. Desforma – Operação de retirada das formas de uma obra de concreto armado. Cota – Indicação ou registro numérico das dimensões. Desnível – Diferença entre altitudes de dois pontos do terreno ou construção. em duas ou mais áreas. demolindo ou cortando acima desta cota. D Deck – Plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelho d’água. Desgaste – Ver abrasão. Cumeeira – Parte mais elevada de um telhado. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). Cota de arrasamento – Cota em que deve ser deixado o topo de uma estaca ou tubulão. duro e brilhante.

Dobradiça – Dispositivo de fixação da folha ao marco (batente). Também conhecida como oitão.Destacamento – Assentamento das duas primeiras fiadas de uma alvenaria. Dilatação – Aumento de dimensão. aposentos de empregados etc. utilizado na cobertura para iluminar e ventilar o interior. ou seja. resulta em uma base medianamente solúvel. Elevação – Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal. Aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes. Duto – Tubo que conduz líquidos (canos). ou ar. Emboço – Primeira camada de argamassa. Embasamento – Parte inferior de uma construção. fios (conduítes). Ducha – Chuveiro com jatos d’água de grande pressão. Também é utilizado para assentar trilhos das ferrovias. Elemento vazado – Peça produzida em concreto. Ver junta de dilatação. dotado de aberturas que possibilitam a passagem do ar e de luz para o interior. Disjuntor – Dispositivo destinado a desligar automaticamente um circuito elétrico sempre que ocorrer sobrecarga da corrente. Elastômero – Polímeros naturais ou sintéticos que se caracterizam por apresentar módulo de elasticidade inicial e deformação permanente baixos. Tem como função uniformizar as superfícies. reagindo com a água. Dormente – Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. Empena – Cada uma das paredes laterais onde se apóia a cumeeira nos telhados de duas águas. Desvão – espaço entre a telha e o forro. Edificação – Obra. sem profundidade ou perspectiva. tanto da superfície quanto de camadas profundas. Emboçamento – Assentamento com argamassa das telhas da cumeeira ou espigão. que permite que a folha se movimente em torno de um eixo. Ela aparece devido a um processo químico. principalmente a partir de uma variação térmica.São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento cerâmico e a ele aderem. Drenagem – Retirada de água do solo. O cimento comum. E Edícula – Construção complementar independente com área inferior a construção principal destinada à lavanderia. cerâmica ou vidro. Domo – Peça de fibra de vidro ou acrílico. 299 . biombos. Divisória – Parede que separam ambientes de uma construção. despensa. denominada hidróxido de cálcio. Eflorescência . Elevador – Equipamento que executa o transporte vertical. Tapumes. construção. Eletroduto – Conduíte que carrega a fiação. de pessoas ou mercadorias.

Espelhado – Superfície polida. Esquadrias – Qualquer tipo de caixilho (portas. colocar o caixilho. Epóxi – Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas. Espigão – Linha inclinada que divide as águas de um telhado. É utilizado para espalhar em pequenas áreas a massa corrida ou massa a óleo nas esquadrias de madeira. que se acumulam em demolições ou construções. fixo no concreto. embutido. que coordena serviços de grupos de operários. Ou também pequena peça de madeira em forma de cunha. Enxaimel – Conjunto de estacas e caibros que sustentam as divisões da estrutura da casa.Empreitada – Sistema de contratação de um ou mais profissionais para executar qualquer tipo de serviço ou obra. Engastado – Encaixado. Encarregado – Auxiliar do mestre de obras. Escovado – Metal polido com escovas. ou ambientes expostos a umidades. Espátula – Objeto feito de metal e de forma espalmada. Escora – Peça de madeira ou metálica que sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo quando este não suporta a carga dele exigida. Endurecimento – Fase subseqüente ao período de pega. resultando num efeito irregular e manchado. de forma que fique coeso. Espatolato – Técnica de pintura que imita a textura da rocha. Eles ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura. Escada – Série de degraus por onde se sobe ou se desce. ganhando aparência fosca. Espaçadores – Também conhecido como pastilhas plásticas ou de argamassa que tem a função de distanciar as armaduras das formas. Enquadrar – Emoldurar. janelas) utilizado em uma obra. podendo ou não ficar aparente na fachada. Espera – Armadura ou tijolos deixados para possibilitar a amarração futura. utilizado para travar o pé das formas dos pilares. Esponjado – Técnica de pintura utilizando uma esponja para espalhar a tinta. de modo a adquirir a aparência lisa do espelho. Entulho – Conjunto de materiais fragmentados e desagregados. Encunhamento – Colocação da última camada de tijolos de uma parede. Engastalho – Calço de madeira. na qual o aglomerante passa a oferecer resistência a esforços mecânicos. Ou ainda execução de um elemento construtivo oposto a um já existente. Escala – Relação de homologia existente entre o desenho e o que representa na realidade. que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Escantilhão – Régua de madeira que serve de molde para marcar ou aferir medidas em peças ou em obras. 300 .

Estriado – Superfície trabalhada em que aparecem estrias. Ferragem – Artefatos ou peças de metal (fechaduras. empregado na fabricação de banheiras. Fiada – Fileira horizontal que o pedreiro assenta. régua do boxe. Flameado – Que sofre a ação de chamas para alcançar a forma final. dobradiças. Fechadura – Fecho composto por um mecanismo e acionado por maçaneta. que é cravada nos terrenos. Flambagem – Deformação lateral ocorrida em peças esbeltas ao passarem do estado de equilíbrio estável para o instável. protendido.para ser trabalhada em estado granular solto. janelas. impermeável. Farofa – Argamassa preparada a seco ou com mínimo teor de água. Fissura – Abertura inferior a 1. proveniente de uma ruptura pouco profunda de sua massa. conferida pela impermeabilização. Esticador – Dispositivo para tencionar barras ou cabos flexíveis metálicos. Fibra de vidro – Material resistente. na operação de elevação de uma parede ou obra de alvenaria de tijolos ou de peças similares. puxadores etc. de impedir a passagem de fluídos. desde à ruptura. fixando-as em sua devida posição. chave ou tranqueta. Também usada para fazerem forros e ornatos. Fibrocimento – Material resultante da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza. geralmente de concreto armado. Estanqueidade – Propriedade. sem causar divisão do sólido em partes separadas. friso. aço ou madeira. pivotar etc. a mais freqüente é a fibra do amianto. F Fachada – Qualquer das faces externas de um edifício. cremonas.Estaca – Componente das fundações profundas de pequeno diâmetro e longa. que servem para juntar partes ou dar-lhes certos movimentos como abrir.0mm que aparece na superfície do concreto ou revestimento. Fecho – Dispositivo em que uma peça metálica pode ser movimentada diretamente para manter fechados painéis. 301 . Estribo – Cada uma da série de ferros paralelos que envolvem as barras longitudinais. Estudo preliminar – Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto. piscinas e calhas. puxador. quando são submetidas à compressão. estruturas de madeira ou metálicas. fechar. Semelhantes ao canelado. ordinariamente em nível e obedecendo a uma linha esticada. Filete – Moldura estreita. É obtido por meio de processo no qual o vidro ainda em fusão possibilita a separação dos filamentos que compõe o material. Estuque – Toda a argamassa de revestimento geralmente acrescida de gesso ou pó de mármore.) empregados em portas. e quando necessário podem ser abertos. correr. Estrutura – Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra.

Também pode ser o corpo cilíndrico de um tubulão antes da base. Forro – Material que reveste o teto. Também é o nome que se dá ao arremate entre bancadas e as paredes. com finalidades acústicas e decorativas para reduzir o pé direito. Fuste – Parte intermediaria de uma coluna. Quando instalados e cheios de pedra os gabiões se convertem em elementos estruturais flexíveis. Fungo – Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras. ligando entre si dois logradouros. pivotar). Fôrma – Elemento de madeira. Depois desse processo. Frechal – Viga que fica assentada sobre o respaldo das paredes. Frontão – Arremate superior de portas e janelas que normalmente tem forma triangular. que irão compor a estrutura da construção. utilizando uma bigorna. 302 . Fusível – Dispositivo que opera com limites de amperagem. como hera. tornando a passagem coberta. Recuo da construção no pavimento térreo. Duto subterrâneo para escoamento de águas. Galeria pública – Passagem coberta em um edifício. Fossa séptica – Compartimento enterrado onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Gabião – Tipo de caixa em forma de prisma retangular fabricado com malha hexagonal de dupla torção produzida com arames de baixo teor de carbono e revestido. verificar ou controlar formas e medidas durante a execução de uma obra. Galga – Operação de riscar em uma obra uma linha paralela a outra conhecida ou transportar pontos por meio da aplicação sucessiva de um escantilhão ou gabarito. sapatas etc.correr. Forro falso – Forro de teto construído em plano inferior ao plano do forro verdadeiro. Fossa – Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção. após aquecimento. drenantes. Forjar – Moldar o ferro ou outro metal. promove o isolamento térmico entre o telhado e o piso. drenagem. que fazem o acabamento de um jardim. G Gabarito – Molde em escala real para traçar. Galeria – Corredor largo que. Quando exixte sobrecarga no sistema elétrico. metal ou de outro material utilizado na obra para fundir peças de concreto armado. impede que o resto do circuito sofá os efeitos da sobrecarga. além da circulação de pessoas. os líquidos resultantes são encaminhados para um filtro anaeróbico e ao sumidouro.Flexão – Tipo de solicitação na qual esforços que atuam sobre uma viga prismática tendem a modificar sua curvatura longitudinal. serve para exposição de obras de arte. Folha – Parte da porta e da janela que necessita de ferragem para se mover (abrir. canalizações etc. Fundação – Conjunto de elementos de fundação (estacas. ocultar canalizações ou estruturas. armados.) responsável pela transmissão das cargas de uma obra ao solo. entre a base e o capitel. musgo ou grama. Utilizados como muros de contenção. servindo de apoio à tesoura. Forração – Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. Plantas rasteiras.

a qual se chumba na alvenaria para permitir a fixação de caixilhos.Galpão – Construção coberta de dimensões amplas e aberta lateralmente. Gravata – É um conjunto de peças de madeira para uso em formas de vigas e pilares com o intuito de fechar e travar as formas. devido ao repentino fechamento ou à brusca abertura de registro.96t/m3 e resistência à compressão de 600kgf/cm2. corrimões etc. geralmente dobrada. 303 . Gesso – Aglomerante aéreo obtido usualmente pela calcinação moderada da gipsita. Ver guindaste. Grapa – Peça de ferro.50 a 2. Podendo ter um lado fechado por parede. varandas ao longo do tabuleiro de uma ponte. Galvanizar – Recobrir uma superfície com metal para preservá-lo da corrosão. uma encostada à outra. Gazebo – Pequeno quiosque colocado no jardim. Gastalho – Braçadeiras de sarrafo que se pregam espaçadamente nos painéis das formas de vigas e pilares para impedir que venham a deformar por flexão no ato de enchimento. Gárgula – Orifício para saída da água em fontes. causado por uma variação brusca na velocidade da água. dura. para proteção de vigia. Gambiarra – Instalação provisória. Gótico – estilo arquitetônico que marca as construções com abóbadas ogivais e motivos tirados da natureza. batentes. Guarita – Abrigo de madeira ou material leve. Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura. Gradil – Fecho construído na testada do lote edificado. feldspato e mica. com uma parte fendida e dobrada em sentidos opostos. Gruas – É um equipamento utilizado para elevação e a movimentação de cargas e materiais pesados. com localização e configurações definidas e que não resultou de processo de parcelamento de solo para fins urbanos. Gotejador – Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo de água em gotas. Grelha – Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. minúsculas. Geminada – Diz-se de duas edificações construídas. como as rosáceas. Guarda-corpo – Grade ou balaustres de proteção usada em balcões. guardas etc. Grana – Conjunto de rochas diversas. válvula. torneira. composta de quartzo. para dar segurança aos usuários. Golpe de aríete – Choque contra as paredes de um duto forçado. etc. janelas. usada para revestir paredes e pisos. sentinelas. Também é a peça de suporte nas churrasqueiras. geralmente fora das recomendações técnicas. de qualquer natureza. Granilite – Mistura do cimento. Sua estrutura é formada de madeira ou ferro e fechada com vidros ou treliças. com parede de meação. sacadas. Gleba – É uma porção de terra. Granito – Rocha ígnea granular. que entra na composição do granilite. com peso específico de 2. pó de mármore e grana.

rampas etc. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis. O mesmo que locação da obra. Imprimação – Também denominada por primer ou pintura primária. nos grandes edifícios.Guarnição – Régua ou sarrafo que cobre a junta formada pelo encontro da parede com o batente da porta ou janela. 304 . I Iluminação – Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço. Iluminação zenital – Iluminação natural de um recinto através de clarabóias ou de domo. É a pintura aplicada à supefície a ser impermeabilizada. Implantação – Demarcar no terreno a localização exata de cada parte da construção. Impermeabilização – Conjunto de procedimentos que impede a umidade ou infiltração de água na construção. tintas e vernizes com a função de proteger a superfície da umidade. Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o consumo de água. Hidrófugo – Produto químico. Hotel – Prédio destinado a alojamento. escadas. se encontram as escadas e elevadores que conduzem aos andares superiores. Guindaste – Máquina composta de sarrilho. com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização. como as portas de correr etc. quase sempre temporário. Guia – Peça de pedra ou concreto que delimita a calçada da rua. Hidratação – processo químico pelo qual um aglomerante de origem mineral reage com a água. Hidromassagem – equipamento com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água. roldana e cabo destinado a levantar grandes pesos. H Habitação – É a construção ou fração de edifício ocupado como domicílio de uma ou mais pessoas. para compor coberturas. Infiltração – Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. acrescentado a argamassa. Inclinação – Ângulo formado pelo plano com a linha horizontal. Hall (vestíbulo) – Sala de entrada onde. Habite-se – Documento fornecido pela Prefeitura que autoriza a ocupação e uso de um edifício residencial recém construído. Insolação – Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebidas por uma construção. Home theatre – Conjunto de equipamento de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas.

em geral envidraçado. para evitar trincas provenientes das forças de dilatação. L Lã de vidro – Material isolante composto de finos fios de vidro. Janela guilhotina – Quando os caixilhos se movimentam verticalmente.Quando é subdividida em caixilhos de pequenas dimensões que giram em torno de seu eixo horizontal. 305 . banheiras ou reservatórios. Janela do tipo escotilha – Aquelas de dimensões pequenas e arredondadas semelhantes à janela dos navios. Isolamento – Recurso para resguardar um ambiente do calor. Irrigação – Umidificação da terra por meio de sistemas mecânicos. Junta aprumo – É quando as juntas entre os elementos são coincidentes tanto na vertical como na horizontal. Irradiação – Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor. Jirau – Estrado ou laje em piso a meia altura que permite a circulação de pessoas sobre ele e abaixo dele. de cerâmica. com pouca espessura. Ladrilho – Peça quadrada ou retangular. Ladrilho hidráulico – Peça de cimento comprimido decorado feita na prensa hidráulica. cimento. Jardim-de-inverno – Local. hidráulicas. além de permitir a visão externa. Ladrão – Tubo de escoamento. Janela de correr – Quando os caixilhos correm horizontalmente em rebaixos ou trilhos.Instalação – Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra. barro cozido. gás etc. Jardim – Local do terreno onde se cultivam plantas. linha ou fenda que separa dois elementos. do som e da umidade. Janela máximo-ar – Semelhante à basculante. reservado no interior das construções para cultivo de plantas. mármore etc. J Janela – Abertura destinada a iluminação e ventilação dos ambientes internos. colocado na parte superior de cubas. Junta – Articulação. Também conjunto das instalações elétricas. Janela basculante . Janela pivotante – Aquela que se abre girando verticalmente no seu próprio eixo. que evita o transbordamento do excesso de água. feita em uma só peça. Junta amarração – É quando as juntas entre os elementos são desencontradas. Junta de dilatação – Espaço deixado entre a parte de uma estrutura ou de componente construtivo.

Parte de uma escada que se limita por patamar. Lençol freático – Depósito subterrâneo natural de água. à pressão atmosférica. Geralmente situado à entrada da casa. que significa depósito. Locação – Marcação da obra a partir do gabarito. Listelo – Filete. Hoje são espaços amplos sem divisórias. proveniente da infiltração de águas de chuva. Tem encaixe do tipo machoe-fêmea. propiciando ventilação. Esta denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia. cunhar. Lajota – Pequena laje de pedra ou placas de cerâmica. pelo cubo. Loft – Palavra inglesa. 306 . com abertura de novas vias públicas ou prolongamento ou alargamento das vias existentes. apoiada em vigas e pilares. Lanternim – Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras. Loteamento – É a subdivisão de gleba em lotes edificáveis para fins urbanos. que divide os pavimentos de uma construção. Lance – Comprimento de um pano de parede. azulejo e outros aplicados à meia altura. Lambris – Revestimento interno de parede. Lambrequim – Recorte na madeira que arremata forro e beirais. placas de mármore. usados para moradia. Lavrar – Gravar. que se articula nas pontas com as empenas e no centro com o pendural. Linha – Viga horizontal inferior de uma tesoura. quando as árvores que produziam madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo. Lambril – Revestimento de madeira ripada usado em forros e paredes. servindo também para puxar ou empurrar a porta. brocas e cupins. Living – Palavra inglesa que designa todos os espaços de convívio da casa. conferir ornatos às superfícies metálicas com o auxilio do cinzel. Madeira de lei – Madeira dura. Longarina – Viga de sustentação em que se apóiam os degraus de uma escada. Levigado – Tipo de acabamento semipolido. Lote – Porção de terreno que faz frente ou testada para um logradouro publico. Pequena moldura usada para arrematar peças cerâmicas. muro etc. feito de tábuas. Maçaneta – Peça que transmite o esforço externo para acionar o trinco. resistente às intempéries e ao ataque de fungos.Laje – Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado. Lei de zoneamento – Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos. Lavabo – Pequeno banheiro sem espaço para o banho. M Macho-e-fêmea – Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância.

307 . é penteada com uma escova. deixando-a pronta para receber a pintura. usada como divisória. com cargas adicionais a si. Meia água – Telhado com um único plano inclinado Meia-parede – Parede que não fecha totalmente o ambiente. Mármore – Calcário metamorficamente recristalizado que tem como constituinte importante um carbonato. Massa raspada – Mistura de areia. Mástique – Material de consistência pastosa. Manta asfáltica – É um impermeabilizante a base de asfalto modificado com polímeros estruturado com não-tecido de poliéster pré-estabilizado. pedras em obras de marcenaria. ela se projeta para além da parede da construção. Massa – Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos. Marquise – Cobertura em balanço construída sobre o aceso de porta externa. geralmente calcítico ou dolomitico. em miniatura. plásticas ou elásticas. cimento e corante. coberturas e contrapisos. Marchetaria – Arte de incrustar ou embutir peças de madeira. Marmorizado – Técnica de pintura que reproduz os veios e as tonalidades do mármore.Madeiramento – Conjunto de madeiras usadas na construção ou nas armaduras de telhado.Pedra de cantaria ou peça de concreto que separa em desnível o passeio carroçável das estradas e ruas. adquirindo. Mata junta – Sarrafo ou régua que cobre a junta formada entre duas peças. de um projeto arquitetônico. diminuindo o vão livre. Meio-nível – Piso construído a meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão. Não pode ser retocada e. o produto final. Ver batente. formando desenhos.. Meio-fio ou guia . Marco – Parte fixa das portas ou janelas que guarnece o vão e recebe as dobradiças. escada externa etc. cal. ou filme de polietileno de alta densidade. Mansarda – Sótão com janelas que se abre sobre as águas do telhado. Manilha – Grande tubo de barro para instalação subterrânea que conduz às águas servidas. água e cal empregada para rebocar as paredes. Maquete – Reprodução tridimensional. Massa grossa – Mistura de areia média. Marquise – Cobertura ou alpendre geralmente em balanço. Mão-francesa – Elemento estrutural inclinado que liga um componente em balanço. Massa corrida – Feita a partir de PVA ou acrílico. depois de aplicada. Massa fina – Mistura de areia fina. dá acabamento liso a parede. consistência adequada para ser aplicado em calafetações rígidas. água e cimento usado no emboço. Manta plástica – revestimento plástico que impermeabiliza lajes. Meio tijolo – Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo. cal.

Monta-cargas – Pequeno elevador utilizado em algumas casas ou comércio para movimentar mercadorias. no caixilho divide as folhas. Mestre-de-obras – Profissional que dirige os operários em uma obra. do qual se quer uniformizar o emprego. roupas etc. Nível – Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. Mísula – Peça de pedra. Mourão – Esteio grosso de madeira ou de concreto muito usado em andaimes e cercas. da fundação ao acabamento. Nivelar – Regularizar um terreno por meio de aterro ou corte. Viga saliente na face inferior de qualquer laje. Mirante – Parte alta. sobrecarga de construções. Mezanino – Andar intermediário entre dois pisos e com acesso interno abrindo-se para um ambiente no piso inferior. Muxarabiê – Balcão protegido. empuxos de águas de infiltração. Modular – Usar o módulo Módulo – Elemento com medida padrão Monoqueima – Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica. em toda a altura da janela. por uma treliça de madeira. madeira ou concreto que sustenta beirais. Montante – Peça vertical que. 308 . sobre-aterros. especificando o material que são necessários à obra. também. a fim de assegurar ventilação e sombra e. de se poder olhar para o exterior sem ser observado. prateleiras etc. a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos. etc. Mosaico – Trabalho executado com caquinhos de vidro ou pequeno pedaços de pedra e de cerâmicas engastados em base de argamassa estuque ou cola. Norma – Conjunto de prescrição que regulam o emprego de uma técnica ou fixam condições de execução de um projeto ou de elaboração de um produto. correspondente a 1/10 da penetração para os últimos dez golpes. em que as peças passam apenas uma vez pelo forno.Memorial descritivo – Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico. Mictório – Aparelho sanitário próprio para nele se urinar. Nicho – Reentrância feita na parede para abrigar armários. sacadas ou balcões. N Nega – Penetração da estaca em milímetros. Nervura – Arco que produz uma saliência no interior de uma abóbada. Muro de arrimo – Muro resistente usado na contenção de terras. acima do telhado da construção.

que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. 309 . Oxidação – Ferrugem. Ombreira – Cada uma das peças verticais de porta e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores. Parapeito – Peitoril. Partido – Opção arquitetônica que atende a diversos fatores: topografia. P Painel – Grande superfície decorada. Passadiço – Corredor. que dá aspecto antigo às superfícies. Óleo de linhaça – Solvente e secante para determinadas tintas. feita de cedro. Orientação – Posição da casa em relação aos pontos cardeais. condições locais. obtido artificialmente por meio de pintura ou pela ação do tempo. sacadas etc. Parquete – Piso feito da composição de tacos. verba disponível etc. Passarela – Corredor estreito e elevado que interliga dois ambientes. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais. Paisagismo – Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura Palafita – Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres. Passa-prato – Pequena abertura feita à meia altura de uma parede que permite a passagem de pratos e alimentos da cozinha para a sala de jantar ou outro ambiente. galeria ou ponte que liga dois setores ou alas de uma construção. obtido a partir das sementes do linho. Parede – Elemento de vedação ou separação de ambientes. Passeio – É a parte do logradouro público destinado ao trânsito de pessoas. porcelana ou vidro. presentes em janelas. pastilhas. Apresenta composição de mosaicos. Patamar – Piso que separa os lances de uma escada. cerâmicas etc. Ogiva – Forma característica das abóbadas góticas. necessidades de quem vai habitar. feita de cerâmica. Pano – Extensão de parede ou muro. típica do Japão. terraços.O Ofurô – Banheira arredondada. geralmente construído de alvenaria. Pátina – Efeito oxidado. tanto no interior como no exterior da construção. Pastilha – Pequena peça de revestimento. Proteção que atinge a altura do peito. Oitão – Cada uma das paredes laterais de uma construção.

metálico e outros.Revestimento de base o qual se pode caminhar. Elas são estreitas horizontais fixas ou móveis. Pingadeira – Acabamento externo de proteção que desvia a água de chuvas. situadas alternadamente do lado de fora e de dentro. 310 .Pátio – Espaço descoberto no interior das casas e cercado pelos elementos da construção. metálicas ou têxteis. Pérgola – Estrutura horizontal composta de elementos paralelos feitos de madeira. pegajosa. Pilotis – Conjunto de pilares ou colunas de sustentação do prédio que deixa livre o pavimento térreo. Piche – Substância negra. O pendural se situa no eixo vertical da tesoura. Piso . posteriormente. Pavimento. recebem em ambos os lados da cabeça as extremidades das empenas e no pé. cume. a linha. Pega – Caracterização da perda de plasticidade das pastas. unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais. caldas. Placa fotovoltaica – Peça responsável pela captação dos raios do sol transformando-os em energia elétrica. Pé-direito – Distância vertical medida desde o piso até o teto de um ambiente. Pavimento – Andar. tiras plásticas. preenchida com barro. de forma prismática ou cilíndrico (coluna). píncaro. resinosa. Um de seus lados fica ligado à alvenaria da construção. Pivotante – Esquadria com eixo em forma de pivô vertical (movimento giratório vertical) permitindo formar ângulo reto e localizado ao centro da mesma. obtida da destilação do alcatrão ou da terebintina. para demarcações no terreno. Peitoril – Base inferior das janelas que se projeta além da parede e funciona como parapeito. de pequena seção em relação à sua altura. A pérgola é sustentada por pilares ou em balanço. Andar. Pilastra – Pilar com quatro faces. Pedreiro – Profissional encarregado de preparar a alvenaria. Pau-a-pique – Tipo de taipa em que as paredes apresentam uma armação de varas ou paus verticais. Pilar – Elemento estrutural vertical. argamassas e concretos de cimento. Perspectiva – Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Piquete – Pequeno bastão de madeira com ponta que se crava no terreno. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pipe-rack – Cavalete metálico ou de concreto para sustentação de tubulações horizontais. Pináculo – Ponto mais alto de um edifício. concreto. tijolo. Persiana – Caixilho formado por ripas de madeira. Pendural – Parte da tesoura que trabalha à tração. impedindo que ela escorra ao longo das paredes da fachada ou nos muros e muretas. pH – Escala que mede o grau de acidez de diversas substâncias. destinados a suportar carga vertical. Pilarete – Pequeno pilar. feito de pedra. Toda esta trama é. por meio de suspensório (estribo). alvenaria ou concreto.

de alta resistência. pá de cabo curto e um balde fixo em um sarilho (também conhecido como sarrilho) para retirada do solo. Poço romano – Tanque ou piscina de dimensões reduzidas e circular. utilizado com laminados plásticos colados. formatados por aquecimento. Porcelanizado – Processo industrial que dá aos materiais a aparência ou a textura da porcelana. O mesmo que planalto. Pré-moldado . Poço caipira – Perfuração feita no solo manualmente utilizando uma cavadeira. terraços ou varandas. para depois ser montado na obra. Porcelanato – Revestimento. Platibanda – Mureta ou balaustre de alvenaria maciça ou vazada. Portinhola sobre a folha de uma porta maior. Poço artesiano – Perfuração mecanizada feita no solo para encontrar o veio d’água subterrâneo. que se destina a proteger ou camuflar o telhado. cuja cobertura é apoiada em colunas. Pórtico – Portal de entrada de uma casa.Parte ou componente de uma edificação.Plaina – Instrumento utilizado para desbastar. Policarbonato – Material sintético transparente. Pó xadrez – Pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. Pontalete – Peça de madeira colocada a prumo que se amparam elementos horizontais pesados de uma construção. fabricado previamente em instalações industriais. que substitui o vidro no fechamento de estruturas. Porta – Abertura até o nível do pavimento feita nas paredes. construída no topo das paredes externas de uma edificação e contornando-a acima da cobertura. 311 . Polir – Lustrar uma superfície. que serve de vedação ou acesso a um ambiente. aplainar ou tirar irregularidades da madeira. Post-forming – Acabamento arredondado de bordas. Plano Diretor – Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano. Escora. Platô – Parte elevada e plana de um terreno. equivalente à figura de um corte horizontal que passa pelos peitoris das janelas. muros ou painéis. Apoio. fabricado e depois montado na própria obra. com baixa absorção de água. inquebrável. resistência ao risco igual ou superior que as cerâmicas esmaltadas ou as pedras naturais. Pré-fabricado – Parte ou componente de uma edificação. Ver sarilho. Planta baixa – Desenho de projeção horizontal de um andar de um edifício. baixa porosidade. depósito ou outro fim similar. Playground – Palavra inglesa que significa espaço reservado para o lazer. Postigo – Pequeno vão executado a meia altura de uma parede que permite a passagem de objetos de um cômodo a outro. Possui alta resistência ao impacto e baixíssima expansão por hidratação. Porta-balcão – Porta de duas folhas que se abrem para as sacadas. Porão – Pequeno espaço situado entre o solo e o primeiro pavimento de uma casa. Prédio – Construção destinada à moradia.

uma laje de concreto armado. Prumada – Posição vertical da linha do prumo. Recuo – Distâncias entre as faces da construção e os limites do terreno. Requadro – Armação em que os componentes formam ângulos retos. Recorte – Acabamento feito com trincha no encontro de cores diferentes usadas para pintar a mesma parede ou no encontro de duas superfícies. cortes. Radier – Tipo de fundação direta. Quiosque – Pequena construção. Respaldo – Última carreira de tijolos da alvenaria de embasamento ou de parede do pavimento. Ato de deixar a argamassa formando um ângulo reto. como a nogueira. recebendo pintura diretamente. Revestimento – Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies rústicas e que são responsáveis pelo acabamento. normalmente aberta que realçam a decoração de jardins. Reboco – Revestimento de parede e teto feito com massa fina. elevação. 312 . Perfil de alumínio que nivela os revestimentos enquanto a massa ainda está mole. Régua – Prancha estreita e comprida de madeira. a imbuia e o pinho-de-riga. Refratário – Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas. Ressalto – Qualquer saliência na fachada da construção. Retábulo – Peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encosta o altar.Programa – Conjunto de necessidades sociais e funcionais de uma família ou pessoas que serve de base para o desenvolvimento de um projeto. detalhamentos etc. Q Quadro de distribuição – Caixa que distribuí os circuitos de eletricidade em uma construção. Rejunte – Pasta de cimento e aditivos que preenche as juntas superficiais entre as peças de revestimento. R Radica – Deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores. reunindo plantas. responsável pela passagem da corrente elétrica da rede para o conjunto de luminária. colunas etc. Projeto – Plano geral de uma construção. fundida diretamente sobre o terreno previamente preparado. Rancho – Habitação rústica do campo. Prumo – Aparelho que permite verificar por paralelismo a verticalidade de paredes. composta de chave geral e disjuntores. Reator – Peça das lâmpadas halógenas.

Sarrafo – Tira de madeira. Saliência – Elementos da construção que avança além dos planos verticais. Muito comum em portas divisórias retráteis. S Sacada – Qualquer espaço construído que faz uma saliência sobre o paramento da parede. Podem ser isolada ou corrida. Sanfonado – Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Rococó – Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos. Saibro – Material contendo grande quantidade de fragmentos pequenos de feldspato e quartzo.Ripa – Qualquer peça de madeira fina. Rufo – Chapa metálica dobrada que. e pequena quantidade de argila. quando seca. e no qual se enrola corda. e a saliente. Rústico – Acabamento ou construção feita de acordo com técnicas artesanais. dos profissionais que trabalham nas obras. 313 . Sanca – Moldura de gesso ou de outro material instalada junto ao teto.5 cm. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria recebendo a sua carga e distribuí para uma faixa maior de terreno. é usada para cobrir casas e quiosques. Na construção é usado para fazer argamassa e usado como piso de quadras de tênis. de camisa ou blusa. evita a penetração das águas das chuvas. Sapata – Parte mais larga e inferior do alicerce. A sapata isolada é um elemento de forma tronco de pirâmide construído nos pontos que recebem as cargas dos pilares.) Sebe – Tapume feio com ramos ou varas utilizado para fechar terrenos. Rosácea – Caixilho de dimensões grandes e circulares. cabo ou corrente para levantar objetos (pesos.5 e 2. A tábua reentrante é chamada de saia. Saguão – Pátio interno fechado por paredes altas. Como ficam isoladas. Peça de madeira em que se apóiam as telhas. Seladora – Base incolor utilizada para proteger madeiras. Saia-e-camisa ou saia-e-blusa – Tipo de forro de madeira em que as tábuas são sobrepostas formando reentrância e saliências. junto ao forro. Rodapé – Faixa de proteção ao longo das bases das paredes. Sarilho (Sarrilho) – Cilindro disposto horizontalmente. estreita e comprida. Pode ou não embutir iluminação. junto ao piso. as sapatas são interligadas por vigas baldrames. Servente – Ajudante. com largura entre 5 e 20 cm e espessura entre o. baldes etc. Rodaforro ou rodateto – Faixa (moldura) colocada ao longo das paredes. auxiliar. Sapé – Tipo de gramínea que. no encontro de telhados e paredes. Selante – Óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas ou nos lustres.

Shingle – Tipo de telha de madeira plana ou materiais industrializados. Solário – Local descoberto destinado a banhos de sol. Soleira – Parte inferior do vão da porta no solo. caraterísticas dadas pelas águas dos rios.50m. e nas portas externas. Silos – É uma construção agrícola destinada ao armazenamento de produtos. com rosca interna. Sondagem – É a investigação do subsolo com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e financeira de uma fundação. geralmente depositados no seu interior sem estarem ensacados. que serve para apoiar armários ou as guarnições das portas. Soalho – Piso de tábuas apoiadas sobre vigas ou guias. de onde são retiradas. Sobre-loja – É o pavimento de pé-direito reduzido. que pode ser revestida ou não. telefone etc. Shaft – Palavra inglesa. muito usado em construção de vários pavimentos. onde se encaixa a lâmpada. de madeira ou ouro material. 314 . inspirada nas aberturas das muralhas dos antigos palácios. Servidão – Encargo imposto à qualquer propriedade para passagem. Seixo rolado – Pedra de formato arredondado e superfície lisa.Seteira – Janela estreita e comprida. Sub-solo – Pavimento situado abaixo do piso térreo de uma edificação e de modo que o respectivo piso esteja. É um duto de alvenaria ou de concreto. Soquete – Receptáculo. Ele tem geralmente portas ou tampas. Slump test – Ensaio para medir a consistência do concreto em massa. como a manta asfáltica. mantendo o mesmo nível. Spot – Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado. a uma distância maior do que a metade do pé-direito. em relação ao terreno circundante. que serve para passar as tubulações elétricas. Sifão – Dispositivo formado por uma peça que retém água e tem a função de transportar um líquido de uma altura para outra mais baixa. Suíte – Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro. Sobreira – Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las. Ver lanternim. Silicone – Material usado na vedação. Sinteco – Verniz resistente e durável usado no revestimento de pisos de madeira. Podem ter o formato de “s” ou “copo”. formando um degrau na parte de fora. proveito ou serviço de outra propriedade pertencente a dono diferente. Sótão – Ambiente que surge dos desvãos do telhado no último pavimento de uma construção. que facilitam o acesso às tubulações. na adesão e no isolamento de qualquer superfície que exija proteção contra umidade e infiltração de água. Shed – Abertura na cobertura que propicia a ventilação e iluminação natural dos ambientes. Arremate na mudança de acabamento de piso. passando por um ponto mais alto impedindo a passagem dos cheiros provenientes das canalizações. de água. e situado imediatamente acima do pavimento térreo. Sóculo – É uma base de alvenaria. não inferior a 2.

Sumidouro – Local para onde se escoa a água de esgoto e infiltra no solo. destinada ao seu assentamento. 315 . aberta em todas as faces ou parcialmente fechada. pelo menos em parte. Chama-se taipa de pilão quando se comprime a terra em fôrmas de madeira. transporte. por meio de colunas e pilares. Terraplenagem – Conjunto de operações de escavação. descarga e compactação. Terça – Viga de madeira que sustenta os caibros do telhado. As telhas e a estrutura ficam aparentes. Telhado – Parte exterior e mais elevada que cobre uma edificação. Também designa nuances do marrom que lembram a cor da terra. para evitar que elas sofram torção ou oscilação lateral. executadas para a construção de aterros e cortes. Tábua corrida – Piso de tábuas em geral largas e contínuas. formando a moldura que guarnece os telhados. Terreno – Espaço de terra sobre a qual se vai assentar a construção. Taipa – Sistema construtivo que usa barro para fechar paredes. utilizado em topografia para medir ângulos horizontais e verticais. Galeria descoberta. carga. Tabique – Parede delgada feita de tábuas. Terraço – Cobertura plana. constituída de estrutura sobre a qual se assentam as telhas. T Tabeira – Série de tábuas que contornam as paredes. Peça paralela a cumeeira e ao frechal. Tapume – Vedação provisória de madeira ou outro material com que se veda uma obra. Talude – Inclinação de um terreno ou de uma superfície sólida. Telheiro – É a construção constituída por uma cobertura suportada. Terracota – Argila modelada e cozida. Tardoz – Superfície de aderência do piso cerâmico. tijolos ou taipa que separa um ambiente de outro. Telha – Cada uma das peças usadas para cobrir as construções. Tabuado – Porção de tábuas. Teodolito – Instrumento ótico portátil. desviada angularmente em relação ao plano vertical. Telha-vã – Telhado sem forro. Taco – Cada uma das pequenas peças que formam o parquete. Espaço aberto no nível do solo ou em balanço. a fim de dar à superfície do terreno a forma projetada. Tarugo – Peça curta de madeira que se coloca entre os lados das vigas. Taxa de ocupação – É a relação entre a área ocupada de uma ou mais edificações e a área total do mesmo. Tala – Peça de madeira utilizada para reforçar emendas de pontaletes e/ou peças de madeira. Pedaço de madeira embutido na parede ou concreto para receber pregos ou parafusos.

nas tesouras. Usucapião – Instrumento legal que possibilita o acesso à propriedade da terra pela posse. Toldo – Cobertura de lona ou de outro tecido colocado sobre portas e janelas para impedir a incidência direta do sol. graduada em uma ou ambas as faces. com pequenas aberturas que permitem a formação de gotas pra umidificar o solo. U Umbral – Parte superior das portas. Tulha – Depósito de café e cereais. 316 . usada em telhados para vencer grandes vãos. Tirante – Viga horizontal que. Barra de ferro. Textura – Massa. sem auxilio de apoios intermediários. Tubogotejador – Tubo de passagem de água. recebe os efluentes dos aparelhos sanitários instalados nos diversos andares. Este termo se refere a construção residencial unifamiliar (residência para uma só família). no sistema métrico e/ou no sistema inglês. tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície. Treliça – Estrutura estaticamente definida. deixando-a áspera. Testeira – Superfície feita de madeira ou concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Torre – Construção cuja base é bem menor do que a altura. constituída por articulações em múltipla triangulação. Tozzeto – Pequenas peças de cerâmica que se encaixam em outras maiores. formando um conjunto de barras interligadas. nas instalações de esgotos de prédios elevados. Trava – Viga fina de madeira que prende o madeiramento de uma estrutura. Testada – É a divisa do lote lindeira ao logradouro público que lhe dá acesso. Trincha – Tipo de pincel achatado. Tubo de queda – Tubo vertical que. está sujeita aos esforços de tração. Trena – Instrumento de medição constituído por uma fita de aço. Topografia – Análise e representação gráfica detalhada de um terreno. cabo de aço que se presta aos esforços de tração.Tesoura – Armação de madeira ou aço triangular. crespa. Tijolo – Peça de barro cozido usada na alvenaria. Tem forma de paralelepípedo retangular com espessura igual à metade da largura e o comprimento duas vezes a largura mais um centímetro. Unifamiliar – Uma única família. Tutor – Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras. compondo os pisos. fibra ou tecido. Urbanismo – Técnica de organizar as cidades com o objetivo de criar condições satisfatórias de vida nos centros urbanos.

Cada floco expandido aprisiona consigo células de ar inerte. Vermiculita . 317 . Vibrador – Aparelho destinado a adensar a massa de concreto fresco através de vibração provocado por um motor com excêntrico. Quando submetida a um aquecimento a água contida entre suas milhares de lâminas se transformam em vapor fazendo com que as partículas explodam e se transformem flocos sanfonados. Vitral – Painel executado com pedaços de vidros coloridos rejuntados com chumbo. Vidro aramado – Aquele que tem uma trama de arame em seu interior para torná-lo mais resistente. Verga – Reforço colocado sobre o vão de porta e janela (verga superior) e sob o vão de janela (verga inferior ou contraverga). Vão de luz – Distância livre e útil entre duas extremidades. formado essencialmente por silicatos hidratados de alumínio e magnésio. Vidro temperado – Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e rápido resfriamento para torná-lo resistente a impactos. Vestíbulo – Entrada de uma edificação. vedar. apropriado para revestir pisos. Vidro de segurança – Nome dado ao vidro inestilhaçável. madeira. Verniz – Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira. É formado por palhetas inclinadas e paralelas podendo ser fixas ou móveis. o que confere ao material excepcional capacidade de isolamento termoacústico. Vistoria – Diligência efetuada por profissionais habilitados da Prefeitura. e concentrá-las na alvenaria lateral dos vãos. A verga superior tem a função de receber a carga das alvenarias.V Vala – Escavação estreita e longa feita no solo. aquele que não projetam estilhaços quando se quebram por impacto. E as vergas inferiores recebem as cargas concentradas e as distribui novamente na alvenaria. Vão – Abertura numa parede para a colocação de portas e janelas.) para os pilares. cargas minerais e pigmentos. As vigas transferem o peso das lajes e dos demais elementos (paredes etc. Vergalhão – Barra de ferro comprida. Viga – Peça estrutural. Vazão – Quantidade de fluído que passa pela seção transversal de uma canalização na unidade de tempo. Veneziana – Tipo de esquadria. Vão livre – Distância entre os apoios de uma cobertura. tirando-as das esquadrias. espaço entre a porta de ingresso e a escadaria em átrio. que permite a ventilação permanente dos ambientes. concreto etc. plastificantes. feita de aço.É um mineral semelhante a mica. Vedação – Ato de fechar. Varanda – Alpendre grande e profundo. Vigota – Pequena viga Vinílico – Material composto por resinas de PVC.

Vitrô – Pequena janela fechada com vidros.Vitrificado – Material que assume a aparência do vidro. 318 . do solo etc. Voluta – Ornato em forma de espiral que aparece nos capitéis de colunas clássicas. Volante – Peça onde se pega para abrir a torneira. comerciais. Z Zarcão – Subproduto do chumbo. Zincado – Material que foi revestido de zinco. industriais ou mistas. evita a ferrugem. de cor alaranjada. dos agregados. Zoneamento – Divisão oficial de uma cidade ou centro populacional em regiões ou zonas residenciais. Volumetria – Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção. Zenital – Iluminação vinda de domo ou clarabóia.

ANEXOS .

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FERRAMENTAS 321 .

322 .

quando exposta a garoas e chuvas € € € € € # # € # € # € € € € € € € # # # € € € # # # # # # # # € # € # # # # # # # € # # € # Qualquer função deve utilizá-la quando houver necessidade de proteção facial # Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe Déverá sempre utilizar Correspondente a sua equipe # # # # € # # # # # . como limitador de espaço.Observar as Normas de Segurança do Trabalho . Óculos ampla visão Òculos p/a soldagem Máscara p/a soldar Botas impermeáveis Calçado de segurança Capa impermeável Mangote de raspa Perneira de raspa Protetor auricular Luva de borracha Avental de raspa Cinturão de Seg.Substituir. obrigatoriamente. o EPI danificado ou extraviado .Higienizar e realizar manutenção periódica do EPI .00m de altura Escudo p/a soldador Máscara panorâmica Máscara semifacial Óculos contra imp.Usar o EPI fornecido pela empresa a finalidade a que se destina . quando exposta a níveis cima do limite da NR15 # uso obrigatório € uso eventual Administração em geral Almoxarife Armador Azulejista Carpinteiro Carpinteiro (serra) Eletricista Encanador Equipe-concretagem Equipe-montagem Operador-betoneira Operador-compactador Operador-empilhadeira Operador-guincho Operador-máquina Operador-martelete Operador de policorte Pastilheiro Pedreiro Pintor Poceiro Servente Geral Soldador Vigia Cabe ao empregador: Luvas de PVC Capacete FUNÇÃO x EPI # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # # € € # # € # # # € € # # # # € € # # # € # € € # € # # € € Qualquer função deve utilizar. Avental de PVC Luvas de raspa Máscara descartável Protetor facial Qualquer função deve utilizar. .Responsabilizar-se por sua guarda e conservação Cabe ao empregado: 323 Colete refletivo € ∋ . valas etc. quando executar trabalhos acima de 2.Fornecer aos empregados gratuitamente. o EPI adequado ao risco e em perfeito estado. em beiradas de laje. imediatamente.Tornar obrigatório o uso do EPI .Cumprir as disposições legais sobre Segurança Saúde no Trabalho .EPI – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Cinturão páraqudista Cinto de segurança Qualquer função deve utilizar. Qualquer função deve utilizar.

PREGOS NA ESCALA NATURAL 1:1 324 .

325 .

326 .

91 4.0 6.61 3.92 3.83 x 2.48 5.59 x 1.47 x 0.47 3.3 117.0 6.4 0.13 x 1.0 1.96 5. .TABELAS PARA OBRAS COM CONCRETO ARMADO = Telas para estrutura de concreto armado NORMAS: NBR 7481.96 x 3.38 x 1. Longc Trans.4 x 3.8 57.0 6.0 37.8 0.5 1.28 7.PESO COMPR. NBR 5916 E NBR 7480 DA ABNT ORDEM DESIGNAÇÃO ESPAÇAMENTO ENTRE FIOS Long.4 323.2 1.6 2.13 4.0 285.97 1.36 x 6.9 92.03 x 5.37 6.1 45.03 6.61 x 0.2 x 4.Painéis: Emendas: (Em cm) Por simples justaposição das telas para armaduras prinicpais: (3 malhas) (desenho da justaposição 3 malhas) Para armadura de distribuição: (1 malha) 327 .0 x 9.38 4.20m e 6.97 10.3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Q 47 Q 61 Q 75 Q 92 Q 113 Q 138 Q 159 Q 196 Q 246 Q 283 Q 335 Q 396 Q 503 Q 636 Long Trans.8 x 3.11 3.0 x 6.0 x 3.92 x 0.5 x 4.75 4.0 0.1 x 7.5 264.36 Categorias do aço: CA-60: 3 ≤ 0 ≤ 9mm Dimensões padronizadas: Largura: 2. cm cm 15 x 15 15 x 15 15 x 15 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 10 x 10 15 x 15 10 x 10 10 x 10 10 x 10 DIÂMETRO DOS FIOS SECÇÃO DOS FIOS PESO ROLOS PAINÉIS COMPR.8 x 3.0 9.83 3.21 1.2 148.0 6.35 x 3.0 x 8.4 65.0 x 8.6 x 5.2 x 4. Trans.0 8.80 2.46 6.0 6.1 356.8 1.0 7.96 x 1.20 2.75 x 0.75 0.0 6.1 8.09 120 120 120 60 60 60 222.1 217.59 5.48 1. cm cm cm²/m cm²/m 3.2 0.35 3.96 5.0 x 5.00m Comprimento: Rolo: vide tabela .52 3.9 78.0 2.PES O kgf/m² m kgf m kgf 0.46 x 2.0 6.0 6.45m 4.

328 .

1. um tij.50 Peso de paredes Tijolos Maciço Tijolo Baiano Blocos de concreto Parede Espelho 1/2 tij.25. de madeira 40 Com telhas de alumínio e estr: aço 30 alumínio 20 Com canalete 90 e estr.10 .60 0.2 tf/m³ 1.bw(cm).1.h(cm) Kgf/m Laje pré Verificar bw= largura h = altura Peso de revestimento de laje 50kg/m² Peso de enchimento Material Caco pumex Argila expandida Entulhos Peso específico γ (tf /m³) 0. de 35 madeira Cargas Acidentais -NB-5 329 .3 tf/m³ Tijolo Baiano kgf/m² 120 180 300 Tijolo Maciço kgf/m² 160 240 400 Bloco de concreto Espessura (cm) 9 14 19 Esp.85 1.6 tf/m³ 1.Acabada (cm) 12 17 22 Peso kgf/m² 170 240 300 Peso de cobertura Tipo de cobertura Peso kgf/m² Com telhas de barro e tesouras de 70 madeira ι ≤ 40% Com telhas onduladas de fibrocimento e estr.Cargas Permanentes: Peso próprio Concreto Armado 2.5 tf/m³ Lajes e paredes de concreto 25h(cm) Kgf/m² Vigas e pilares 0.

6 28.27 97.6 28.7 23.0 17.7 21.6 22.7 28.7 28.9 168.7 23.7 28.4 9 0.5 4 3.5 Rendimento p/ saco de 50 kg Litros 1:1:2 1:1/2:3 1:2:21/2 Obras de responsabilidade 1:2:3 1:21/2:3 Colunas.5 27.6 181.3 170.5 32.5 60.9 23.4 19.9 28.20 24.6 22.5 30.0 218.84 1.9 1 2 2 2 3 2 3 3 3 2.7 129.41 1.0 33.5 162 147 114 486 441 456 622 561 584 405 441 456 405 441 456 202 198 194 40 50 70 50 130 100 28.0 Nº de caixas por 1 saco de cimento Areia Brita Nº 1 1 1 1 1 Brita Nº 2 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Fatores de água/cimento Cimento/água L/k g 0. Armado Cintas de Amar-ração Vergas.6 33. Lages 1:21/2:4 1:21/2:5 500 400 375 350 300 300 300 275 250 363 273 264 243 225 210 207 195 174 400 350 300 250 220 210 190 180 150 28.9 28.27 2.TABELA PRÁTICA DE TRAÇOS DE CONCRETO TABELA DE TRAÇOS DE CONCRETO Aconselha-se nos casos Traço Volume Consumo de 3 cimento p/ m de concreto Kg Sacos de 50kg 10 8 7.82 1.4 33.6 29.37 1.0 35.2 145.9 3 3 4 2 2 5 2 2 3 1.1 33.3 1:3:5 1:3:8 Casos especiais.04 1. leitos e camadas preparatórias 1:4:8 225 200 175 4.5 187.9 312.7 28. Peq.2 133. de Concr.4 4 0.6 8 0.5 5 0.6 1 0.4 19.7 1 0.5 1 6 6 6 5.48 m 330 .6 29.5 34.47 1. Baldrames e Vigas Médias 1:2:4 1:21/2:31/2 Estr.0 33.6 22.9 5 1.1 33.6 22.83 14.5 28.4 28.1 240.7 5 0.5 5 Litros Consumo de 3 areia p/ m de concreto Seca L 363 409 525 486 362 420 517 487 435 Num 3% L 465 524 676 622 719 538 662 625 557 Consumo de brita 3 e água por m de concreto Nº 1 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Nº 2 L 363 409 330 364 331 420 362 390 435 Água L 226 189 206 210 207 202 208 201 195 Resistência a 2 compressão kg/cm (provável) 3 dias 220 180 140 110 100 90 80 70 50 7 dias 300 250 200 170 150 130 120 110 90 28 dias Altura das caixas (cm) Areia Brita Nº 1 22.14 1.4 33.0 Brita Nº 2 22.9 23.7 9 0.6 5 0.5 39.2 0 Kg/L L/sac o 50kg 2.35 x 0.8 6 0.4 28.6 33.54 1.2 203.6 36.05 0.5 As caixas para pedra e areia terão em todos os casos como medidas de boca 0.

331 .

TERÇAS E PONTALETES DET. ESPIGÃO 332 .TESOURAS.

CAIBROS Obs.0 (m) 15.5 5.00 3.00 3. (m) 01 (Pont.00 333 .50 3.Acrescentar 20cm em cada viga com emendas. (m) 01 26 04 04 02 03 2.0 4. . Compr. .50 4.0 4.50 3.) 07 01(Berço) 2.0 4.00 4.5 x 10.Acrescentar 10cm em cada caibro com emendas. (m) 24 07 05 26 30 2. RELAÇÃO DE MATERIAIS Viga 6 x 16 Quant.5 3. .0 Caibro 5 x 6 Ripas 1 x 5(m) Quant. Compr.50 4.Ripas acrescentar 10% . Compr.50 520.Sarrafo para travamento na linha da cumeeira.0 Viga 6 x 12 Quant.00 Sarrafo 2.) 03 (Pont.

et al. desenhos de concreto armado. Editora Edgard Blucher. Editora Pini.et al.P. São Paulo. 334 . 9 FUSCO. Técnica da Construção. J.1992 4 BAUD. Rio de Janeiro. C Arruda. Manual do Construtor.2 volumes. Ed. Uma metodologia de Orçamentação para Obras Civis. 2000 8 FALCONI. Copiare. 1o volume. 1969 7 DIAS. Batista. São Paulo. 1995. Caderno de Projetos de Telhados em Estrutura de Madeira. Editora Pini. NBR 6118/1980 Projeto e execução de obras de concreto armado. C. Sistema treliçado global . A. F. P. J. 4a edição. 2a edição. Editora Glob. Firme. São Paulo 1998. Técnica de armar as estruturas de concreto. 3a edição. Editora Calcitec.F. 1998. Editora Pini. 1993 11 MELLO. São Paulo. P. 16 SANTOS. A . Fundações Teoria e prática.C. São Paulo 1995 6 CARDÀO..Caio.Vilela. Editora Hemus. Tesouras de Telhados. São Paulo. 1993 3 BORGES. Editora Tecnoprint. 1980 2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Estruturas. 5 volumes. F. 1992 13 PIANCA. São Paulo. Porto Alegre. Rio de Janeiro. 6a edição.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. PCMAT. Edvaldo G.R. Pisos Indistriais de Concreto Armado. NBR 8036/1993 Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundação.O. P. Antonio. 4a edição. Editora Edgard Blucher. Editora Pini. J.Boletim Técnico de Edifício. 10 LIMA.Falcão. Editora Globo. L. Materiais de Construção. Prática das Pequenas Construções. 15 SAMPAIO. G. 2a edição. 1996 12 MOLITERNO. Curitiba/PR.B. Programa de Condi'~oes e Meio Ambiente do Trabalho da Indústria da Construção.. Celso. Manual de Construção. 1974 14 RODRIGUES. IBTS – Instituto Brasileiro de Telas Soldadas. 9a edição. 2 volumes. 1976 5 BAUER. Rio de Janeiro.

Publicação ABESC Manual de execução de Telhado .Fôrma e Ferragens. 18 YAZIGI. 335 .Associação dos Fabricantes de Lajes.Editora Pini Manual Técnico Blindex .IPT Manual de tipologia de Projeto e de Racionalização das Intervenções por ajuda mútua. P. Roberto. Walid. São Paulo. Campinas/SP. Jornal da AFALA . A técnica de Edificar. Detalhaes de execução . 1998. Editora Pini. 1978. Apostila 4oSimpatcon. Outras Publicações: Apostilas Senai Boletins Técnicos do IPT Boletins Técnicos da ABCP Revista Arquitetura eConstrução Revistas Técnicas .Construção Mercado e Téchne .17 TERZIAN.

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