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dissertação sobre educação - minha parte

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Publicado porGuilherme Castelo
Um fragmento de um trabalho da facu que achei q deveria dividir com vcs.
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Published by: Guilherme Castelo on Oct 20, 2009
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04/18/2013

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Muito se tem falado sobre Reforma na Educação brasileira. Ultimamente até o Papa tem influenciado na Educação brasileira.

Mas será que aos verdadeiros interessados, os educandos brasileiros, se têm dada a devida atenção? Temos visto um sem número de fóruns, seminários e reuniões políticas em Brasília desde os anos 80, e ainda assim, enfrentamos graves problemas na educação. O resultado direto da maioria dessas discussões, contudo, acaba quase que invariavelmente, influenciando de uma forma ou de outra, nas leis que servirão de diretrizes para a prática docente no país. O “texto da Lei” atua, traz uma proposta muito importante, de integração. Há até uma tendência um pouco maior em se utilizarem métodos científicos e experimentados, em detrimento dos antigos preceitos educacionais. Isto é ótimo. Mas é só o começo. É preciso que se perceba que o mundo está em constante mudança e faz-se necessário que acompanhemos essa mudança. Nesse sentido, podemos afirmar que a formulação do Referencial Curricular Nacional e os PCN’s significaram um enorme avanço em direção à uma “escola” nova, mais dinâmica e mais eficiente. Notamos, contudo, que não é o suficiente. É como dissemos, o começo do caminho. É a bússola indicando o caminho, e ele é longo. A própria distância entre o que diz o “texto da lei” e nossa realidade, é ainda gigantesca. Nossa “missão”, como os educadores do futuro, é diminuir essa distância. Sabemos, entretanto, das dificuldades de tal empreitada. Há muito a se fazer, e não só no campo da Educação. Não há como se pensar em “Educação”, sem se levar em conta os fatores sociais e seus desdobramentos. Não há como ignorar o papel da família no processo de formação dos indivíduos. Há que se conscientizar as pessoas que é nos primeiros anos da vida que se forma o caráter, que criancinhas aprendem MUITO com os exemplos que tem à sua frente, e que o professor não é o responsável pela criação de seus filhos, mas por sua educação, ou seja, processo de letramento, docência e acompanhamento acadêmico, e que o maior responsável direto pela criança é ele, o pai, é ela, a mãe. Se conseguirmos fazer os pais o futuro perceberem tal realidade com mais compromisso, aí sim, daremos um salto verdadeiramente grande no sentido de unidos, pais e educadores, mudarmos os rumos da educação como a conhecemos, e darmos às nossas crianças mais que esperanças; Dar-lhes certeza de um futuro digno. Como dissemos, um grande salto. Mas há outros passos tão necessários quanto. É preciso que haja estabilidade entre os outros fatores sociais que compõe essa equação. Parece “chover no molhado”, mas o Governo tem uma parcela FUNDAMENTAL no processo. Seria ingenuidade nossa ficarmos aqui falando da educação básica e sua importância no processo de desenvolvimento do aluno e na necessidade de maior compromisso dos pais na criação e orientação das crianças, e ignorarmos a realidade social dessas famílias. Não podemos mais aceitar que as regras sejam baseadas nas estatísticas da classe média, que sejam pensadas

levando-se em conta índices que nem sempre refletem a realidade. Há que se levar em conta que a grande maioria da população brasileira é pobre, que muitas famílias são desestruturadas, por diversas razões, e que o Brasil é um país de contrastes e diferenças, e que são essas diferenças que compuseram o Brasil, desde sua origem. Há que se ter em conta às múltiplas realidades vivenciadas por cada família, cada criança. Há crianças que aprendem a ler e escrever a palavra “PAI” muito antes de saber seu real significado. Muitos jamais saberão. Há crianças que precisam assumir responsabilidades muito cedo, sendo os “pais” de seus irmãozinhos, pois seus pais precisam trabalhar o dia todo, para ganhar esse mínimo salário mínimo, sem o qual todos morreriam de fome. Há crianças filhas de lares instáveis, que são vítimas de todos os tipos de abusos e privações, e ao contrário do que possam pensar alguns, esses casos não são minoria. Não podemos mais pensar em uma escola que não esteja integrada à realidade de seus alunos, nem podemos aceitar mais governos descompromissados com a educação das crianças e com as questões sociais e pessoais das famílias. Como ensinar às crianças que devem se alimentar corretamente, com todos os grupos de cores, se eles não têm nada em casa para comer? Como lhes dizer que precisam estudar para ter um futuro melhor se eles vêem seus pais desempregados? Como lhes dizer que se afastem das drogas e do crime se mesmo formados, não terão oportunidades reais na vida? Precisamos fazer alguma coisa. Precisamos mudar nossa concepção de mundo, de tal modo que haja mesmo um futuro para nossos filhos.

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