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Emoções : Educação Emocional

Emoções : Educação Emocional

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Publicado porNoeliza Lima
Este artigo visa informar sobre a psicologia das emoções, e como discrimá-las adequadamente para não se perder o foco. Isto interfere sobremaneira também no trabalho, já que sem este conhecimento fica difícil a objetividade.
Contato: ngroupsy@yahoo.com
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Categories:Types, Research
Published by: Noeliza Lima on Jul 29, 2007
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08/01/2013

EDUCAÇÃO EMOCIONAL NOELIZA BIANCHINI DE LIMA

O objetivo deste artigo é despertar o público para a questão das emoções e sua expressão adequada no ambiente interpessoal, em especial no trabalho. Pretende-se aqui trabalhar o indivíduo em sua expressividade cognitiva e emocional. Muito se tem dito e ouvido sobre este assunto, através de Inteligência Emocional (Goleman), Educação emocional (Claude Steiner), QI Emocional, etc. Tudo que vem de afetividade é correto e útil. Estes temas foram todos abordados e estudados profundamente por Eric Berne (o criador da análise transacional, método psicológico), em meados dos anos 60. Em uma visão psicológica ampla, daremos aqui uma idéia geral do assunto. Os estímulos chegam ao nosso cérebro e são percebidos primeiramente através dos órgãos dos sentidos. Entendê-los exige um processo cognitivo amplo, o qual depende do sentimento que o estímulo provoca. A população em geral desconhece este caminho, passando do estímulo a ação sem avaliar que impacto emocional que sofre neste caminho. Saber o que se sente, e expressar o que se sente é um aprendizado. As crianças manifestam aquilo que aprenderam. Pais calorosos criam filhos calorosos. Pais que confundem seus sentimentos ensinam as crianças a não saberem direito o que sentem, o que as leva, na vida adulta a desconfiarem de suas intuições e sentimentos, trazendo posteriormente uma deformação em sua percepção dos fatos e portanto em seu comportamento. No trabalho tornam-se pessoas as vezes confusas, omissas, iradas, sem motivo aparente, ocasionando estresse e desarmonia no ambiente. A cognição é um fenômeno físico-químico – elétrico. A emoção surge de sensações agradáveis ou desagradáveis dentro do organismo, decorrentes de estímulos internos (como a fome) ou externos (como um susto). Esta é a primeira aprendizagem do bebê. Se a pessoa não entra em contato com estas sensações e emoções subsequentes, pode entrar em estresse e ter um comportamento completamente contrário ao esperado. Este estresse é orgânico-funcional, já que lida tanto com a parte neurovegetativa do organismo (responsável por músculos lisos e glândulas), como o sistema nervoso central (pensamento). Toda esta energia mal direcionada tem que encontrar um caminho para ser descarregada. Assim, surgem as somatizações ( que são causa de absenteísmo e até de licenças saúde), dificuldades de relacionamento (levando a perda de emprego, de separações, (ocasionando a depressão e outras doenças), auto estima baixa. Interpretações inadequadas da realidade interna e externa - levam a conflitos que comprometem a vida de relação do indivíduo. As emoções básicas são afeto, alegria, medo, raiva, tristeza. Aceitá-las como naturais e de expressão necessária pode romper uma rede de angustia, facilitando a convivência.

Nossa cultura valoriza a expressão de emoções agradáveis, tais como a alegria e o afeto, desde que sejam contidas, ou disfarçadas em outras que não causam dano ao ambiente. Sabe-se que um indivíduo autêntico e caloroso é bem vindo em qualquer situação, entretanto se exercer esta liberdade em outras emoções tais como medo, raiva ou tristeza, pode ser considerado respectivamente: inseguro, agressivo e fraco. Desta forma, desde criança aprendemos a lidar com as emoções de uma forma que não fira os valores culturais e familiares. Elogiar-se é entendido em algumas famílias como falta de humildade. Abraçar um amigo tem sempre que estar acompanhado de tapas nas costas, assim como entre as mulheres o abraço só é considerado livre de problemas até a adolescência, pois pode ser mal interpretado em termos de opção sexual. Pais carinhosos deixam de sê-lo quando os filhos atingem a puberdade. O medo é característica de um perdedor, a tristeza é tida como emoção de fragilidade, e a raiva sugere uma pessoa difícil. Pessoas que não expressam seu desconforto através do medo, raiva ou tristeza não saberão expressar adequadamente e sem culpa a alegria e o afeto. Desta forma as pessoas aprendem a esconder as emoções naturais, transformando-as em sensações, sentimentos e comportamentos crônicos, parasitas, tais como: inadequação, culpa, remorso, timidez, inveja, depressão, problemas gastrointestinais, medos, dores, alergias, bronca, ressentimento, ciúme, poder, solidão, rejeição, desespero. Fica claro que este mecanismo defensivo tem conseqüências negativas para a pessoa e para os que a cercam, levando-a a somatizações, perda da auto estima e motivação, dificultando a vida de relação. Entende-se portanto que a base da competência emocional é conhecer e expressar suas próprias emoções, o que trará a pessoa a capacidade intuitiva e precisa de lidar com as situações. Isto exige conhecimento de si, o que levará ao entendimento do outro, ferramentas essenciais na profissão. NOTAS NOELIZA LIMA é psicóloga, prof. universitária, docente e palestrante em congressos, instituições, empresas. Artigo publicado : Temas Multidisciplinares em Neuropsicologia e Aprendizagem, São Paulo, Tecmedd, 1a. ed. Contato: ngroupsy@yahoo.com

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