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Apostila - Instrumentação Eletrônica (Cefet-MG)

Apostila - Instrumentação Eletrônica (Cefet-MG)

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tutorIE rev0.

doc - 1 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Nota técnica
INSTRUMENTAÇÃO
ELETRÔNICA
NOTAS DE AULA








Anísio Rogério Braga, DAEE/CEFET-MG
Carmela Maria Polito Braga, DELT/UFMG







Belo Horizonte, 10 março 2002

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS
DEPARTAMENTO DE ENSINO SUPERIOR
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
Av. Amazonas, 7675 - Belo Horizonte, MG-Brasil, 30.470-000

tutorIE rev0.doc - 2 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Sumário
Prefácio__________________________________________________________________________4
Teoria de Circuitos Elétricos e Eletrônicos _____________________________________________5
Alguns Conceitos e Convenções ____________________________________________________5
Dipolos Elétricos ________________________________________________________________8
Fonte de Tensão ideal ____________________________________________________________9
Fonte de Tensão Real ____________________________________________________________9
Fonte de Corrente ______________________________________________________________9
Fonte de Corrente Real ___________________________________________________________9
Chave Aberta _________________________________________________________________ 10
Chave Fechada ________________________________________________________________ 10
Fonte de Corrente Controlada por Corrente (F.C.C.C.)__________________________________ 10
Fonte de Corrente Controlada por Tensão (F.C.C.T.) ___________________________________ 11
Modelamento de alguns Dispositivos Eletrônicos ____________________________________ 11
Diodo_______________________________________________________________________ 11
Transistor Bipolar ______________________________________________________________ 11
Configuração de circuitos elétricos_________________________________________________ 12
Lei de Kirchhoff das Correntes (LKC):______________________________________________ 13
Lei de Kirchhoff das Tensões (Voltagens) (LKV) _____________________________________ 13
Divisão de Tensão ______________________________________________________________ 13
Divisão de Corrente _____________________________________________________________ 14
Teorema de Thevenin ___________________________________________________________ 14
Teorema de Norton _____________________________________________________________ 16
Teorema da Superposição________________________________________________________ 16
Circuitos de Condicionamento de Sinais ______________________________________________ 20
Amplificadores Operacionais _____________________________________________________ 20
Princípios Básicos de Operação ___________________________________________________ 20
Bloco Amplificador Operacional___________________________________________________ 21
Regras de conexão de sistemas de medida __________________________________________ 35
Alguns conceitos estatísticos usados em instrumentação ________________________________ 38
Distribuição estatística __________________________________________________________ 38
Distribuição Gaussiana __________________________________________________________ 39
Erros e incerteza _________________________________________________________________ 41
Planejando um experimento: análise geral de incerteza __________________________________ 42
Sensores e Atuadores ______________________________________________________________ 45
Conceitos gerais sobre instrumentação _____________________________________________ 46
Instrumentação: definição e classes de aplicação _______________________________________ 46
Características estáticas dos instrumentos ____________________________________________ 47
Características Dinâmicas dos Instrumentos __________________________________________ 48
Segurança Intrínseca ____________________________________________________________ 49
Instrumentos espertos e inteligentes _________________________________________________ 50
Selecionando sensores _____________________________________________________________ 51
Sistemas de Medidas ______________________________________________________________ 53
Dispositivos de Medição ___________________________________________________________ 70
Medidas de movimento e dimensão________________________________________________ 70
Módulo para condicionamento de sinais de uma célula de carga ___________________________ 80
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C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Magnetoresistência _____________________________________________________________ 81
Bibliografia______________________________________________________________________ 83

tutorIE rev0.doc - 4 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Prefácio

Esta Nota Técnica - NT é um compêndio de notas de aula e transparências utilizadas pelos autores em
aulas e palestras sobre instrumentação eletrônica. Assim sendo, esta NT é um texto em constante mutação.
Para uma compreensão maior do tema é imprescindível a consulta a livros textos como os citados no item
bibliografia. A organização dos textos não necessariamente segue uma ordem típica de apresentação formal
do conteúdo.
Inicialmente é apresentado uma revisão de circuitos com o intuito de estabelecer uma convenção para a
apresentação. Em particular, na experiência dos autores, é muito comum o erro de sinal de tensões e
correntes em circuitos eletrônicos. Para se evitar tais equívocos os autores sugerem sempre associar as
polaridades de tensões e correntes nos circuitos com os dos instrumentos de medição.
Por se tratar de notas de aula é comum os erros tipográficos, devendo o leitor estar atento e checar as
dúvidas com textos de referência sobre o assunto. No caso de dúvida os autores podem ser consultados.
Sugestões e correções do texto são sempre bem vindas.
Os autores podem ser contatados nos seguintes endereços eletrônicos:
anisio@des.cefetmg.br
carmela@cpdee.ufmg.br

Os autores.
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C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Teoria de Circuitos Elétricos e Eletrônicos

Alguns Conceitos e Convenções

• Carga Elétrica: Os elétrons, por convenção, possuem carga elétrica Negativa (-) e os prótons carga
elétrica Positiva (+).
• Corrente Elétrica (Amperagem): Resulta do movimento de carga elétrica com uma direção associada.
É medida por meio de um amperímetro que tem uma polaridade de referência associada aos seus
terminais. É comumente utilizada a representação do sentido da corrente por meio de uma seta, como
ilustrado na Fig.1b:
| |
| | s t
C Q
A I


= ] [
a b
I
ab

+
A
_
Figura 1a

a b
I
+
A
_
Figura 1b


• Tensão Elétrica (Voltagem): O trabalho realizado para se deslocar uma carga positiva de um ponto a
até um outro ponto b em um campo elétrico (E= Força/carga):
| |
| | C Q
J W
V V = ] [
( )
b a
a
b
a
b
ab
V V b a E x d E x d
q
F
V − = − = ⋅ = ⋅ =
∫ ∫
r
r
r
r

A Tensão Elétrica é medida por meio de um voltímetro que tem uma polaridade de referência associada
aos seus terminais.
a b
V
ab

+
V
_
Figura 2


A medição da corrente que atravessa um elemento de circuito e da tensão sobre o mesmo elemento de
circuito é realizada conectando-se o amperímetro em série e o voltímetro em paralelo com o elemento de
circuito. Se a tensão for designada por um símbolo de quantidade (V
ab
) os sinais positivo e negativo
atribuídos aos terminais a e b, conforme ilustrado na Fig.3, serão polaridades de referência para conexão
dos terminais do voltímetro. A polaridade indicada pelo voltímetro dependerá evidentemente da condição
de polarização do elemento do circuito. Portanto, assumindo-se que tanto o voltímetro quanto o
amperímetro são instrumentos capazes de indicar valores positivos e negativos (lembre-se que multímetros
analógicos normalmente indicam apenas valores positivos de tensão e corrente!) a polaridade do
instrumento não precisa coincidir com a do circuito.
a b
R
I
V
A
+ -
+ -
+ -
-
+
Fi gura 3



tutorIE rev0.doc - 6 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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A conexão dos instrumentos em um circuito é normalmente subentendida e portanto raramente indicada
explicitamente nos diagramas de circuitos eletrônicos. As anotações de valores de correntes e tensões nos
diagramas de circuitos é usualmente feita como se segue:
R
+ -
-
+
a

b

V
ab


+

_

I

V
ab
= R . I


Fi gura 4


polari dade do vol t íme tro
polari dade real do ci rcui to

Para evitar confusão entre as indicações da polaridade real do circuito e a de conexão dos instrumentos, os
autores desta nota técnica preferem representar os instrumentos por setas como ilustrado na Fig.5. Um
voltímetro é representado por uma seta curva que se estende sobre o componente ou parte do circuito,
sendo o valor da tensão ou o nome do voltímetro indicado a seu lado e o terminal positivo associado com
a ponta da seta. Um amperímetro é representado por uma seta reta em paralelo com o ramo do circuito,
sendo o valor da corrente ou o nome do amperímetro indicado a seu lado, e a ponta da seta associada com
o terminal negativo do instrumento. A corrente indicada no instrumento terá um valor positivo se o
sentido indicado pelo amperímetro for o do deslocamento (aparente ou real) de cargas positivas e negativo
se o sentido indicado for o do deslocamento de cargas negativas.
R
+ -
-
+
V
ab
= R . I


a

b

R

I

V
ab


Figura 5



Na Fig.5 as leituras do voltímetro V
ab
e do amperímetro I serão ambas negativas.
• Potência: A razão pela qual a energia é absorvida ou fornecida. Fontes geram energia e cargas
absorvem. | |
| |
| | s t
J W
W P =
(Vale notar que a unidade de trabalho W, é Joule cuja pronúncia correta é "djule".)
I V P ⋅ =
R
+ -
-
+
PR= V. I = R . I
2
= V
2
/R

a

b

R

I

V
ab


Figura 5



PR= VB.I
VB


• Circuito aberto: corrente I = 0 (∀ V).
• Curto Circuito: tensão V = 0 (∀ I).

• Sistema Linear: satisfaz o princípio da superposição.
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Figura 6a
x
y
x1 x2 x3
y1
y2
y3
A função f(x) = ax é linear?
ou
f(x1 + x2) = f(x1) + f(x2) ?

y
1
= ax
1
; y
2
= ax
2
;
y
1
+y
2
= ax
1
+ax
2

y
1
+y
2
= a(x
1
+x
2
)
y
3
= ax
3


x
y
x1 x2 x3
y1
y2
y3
b
A função f(x) = ax+b
é linear? (Verifique!)

Figura 6b

• Linearização: Uma função não-linear pode ser linearizada dentro de uma certa região, isto é,
aproximada por uma série de Taylor em torno de um dado ponto do qual se deseja obter uma
aproximação.
( )
( )
n
N
i
n
x x
n
x f
x F
0
0
0
!
) ( − =

=

onde f
n
é a n-ésima derivada da função f(x) e x
0
é o ponto em torno do qual a aproximação é válida.
Figura 7
A função f(x) = e
x
é não linear.
x
y

x1 x2
y1

y2

No intervalo [x
1
, x
2
] com x
0
= 0, uma
aproximação linear é obtida por meio da
série de Taylor como segue:
f ’(x) = e
x
Para x
0
= 0, tem-se
F(x) = [e
0
/0!] + [e
0
/1!] . (x - 0)
1

F(x) = 1 + x


• Curva Característica VxI: ilustram o comportamento estático da impedância de um circuito ou
elemento de circuito. Note que os eixos cartesianos tem sentidos indicados pelos instrumentos
(amperímetro e voltímetro) representados por setas (vide Fig.8).
Figura 8

V
I

V
I

Resistor
V
I

Diodo
junção PN

Diodo
Túnel
C
i
r
c
u
i
t
o

I
V
V
I

Diodo
Zener

VZ

• Curva de Transferência Vo x Vi: ilustra a relação entre a tensão de entrada e a de saída de
um circuito.
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Figura 9
Vi
Vo

Vi
Vo

Vi
Vo
Sistema linear
com saturação

Retificador de
onda compl eta

Retificador de meia onda
com diodo (modelo para
baixos sinais)

C
i
r
c
u
i
t
o

Vi

Vo


Dipolos Elétricos

Resistência, Capacitância e Indutância

I
V

Figura 10

V
I

Resistor,
Indutor ou
Capacitor


I
V
I
V
V = R I v = L di/dt
V = (L s) I
i = C dv/dt
I = (C s) V
dt
d
s = é o operador de Laplace. No regime permanente senoidal tem-se jw s = ( 1 − = j e w é a
freqüência em rad./s). É comum analisar o comportamento da reatância (ou o inverso desta, a
susceptância) de um circuito usando um gráfico de freqüência versus reatância, w×Imag(Z). Na Fig10b é
ilustrado o gráfico da reatância de um indutor, de um capacitor e de um circuito equivalente para um cristal
de quartzo.
Figura 10b

w

I
V
ZL = j wL


I
V
ZC = 1/(jwC)
Impedância Z = V/I

imag(Z)
capacitivo
I
V
CP


CS


R


L


Circuito equivalente de um cristal de quartzo
Capacitâncias: CS: serie; CP:paralela
Freqüências: wS: serie; wP:paralela
Gráfico representando a reatância
de um cristal de quartzo.
imag(Z)
indutivo
wP


wS


w

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Fonte de Tensão ideal
Figura 11

V
I

I
V
V = V
B

VB
V
B

V
B



Fonte de Tensão Real
Figura 12

V
I

I
V
V = R I + VB

I = (1/R) V - VB/R

VB
R
-VB/R
VB


Fonte de Corrente
Figura 13

V
I

I
V
I = I
C

I
C

I
C


Fonte de Corrente Real
Figura 14

V
I

I
V
I = V/R + I
C



I
C

-I
C
R I
C

R

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Chave Aberta
Figura 15

V
I

I = 0




I
V

Chave Fechada
Figura 16

V
I

I
V
V = 0




Fonte de Corrente Controlada por Corrente (F.C.C.C.)
Figura 17

V2
I2

I2
V2
h
fe
I
1

I
1

I
2x
= h
fe
I
1x

I
1

I23

I22

I21
I
11

I
12

I
13


Figura 18

V2
I2

I
2x
= V
2
/R + h
fe
I
1x

I
1

I23

I22

I21
I
11

I
12

I
13

I2
V2
hfeI1

I1

R


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Fonte de Corrente Controlada por Tensão (F.C.C.T.)
Figura 19

V2
I2

I2
V2
g
m
V
1

V
1
I
2x
= g
m
V
1x

V
1

I23

I22

I21
V
11

V
12

V
13


Modelamento de alguns Dispositivos Eletrônicos
As características estáticas VxI de componentes eletrônicos são normalmente não-lineares mas usando-se
os modelos lineares descritos anteriormente pode-se obter uma aproximação linear por partes para os
modelos não-lineares que passam então a serem representados por um conjunto de modelos lineares
simples.
Diodo
Figura 20

I
V
I = I
s
(e
40V
-1)
I
s
=10 nA

V
I

V
I

V
I

V
I

|V| >> Vd
Vd
|V| > Vd |V| ˜ Vd
Vd
Vd rd
a) b) c)
d)
Vd Vd
Nos modelos equivalentes da Fig.20 o símbolo do diodo é usado para representar a lógica da chave que
está aberta quando V < 0 (Fig.20b) ou V < Vd (Fig.20c e d) e aberta quando V > 0 (Fig.20b) ou V > Vd
(Fig.20c e d).
Transistor Bipolar
Figura 21

Ib
VCE
Ib

VCE
IC

Ib

IC3
IC2
IC1
Ib1

Ib2

Ib3

VCE
IC

Ib

IC3
IC2
IC1
Ib1

Ib2

Ib3

Linear
IC = VCE/R + h
fe
Ib
Saturação
VCE = VCEsat

Corte
IC = 0


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Figura 22
IC
VCE
hfeIb

Ib

R

hie

IC
VCE
VCE sat
Ib

hie

IC
VCE
VCE sat
Ib

hie

Ib = 0
Corte
Ib >> 0
Saturação
IC = hfe Ib
Linear
Comportamento
de Chave
Comportamento
de amplificador

Em análises de circuitos usando 'papel e lápis' é interessante aproximar o transistor bipolar por um modelo
ideal em que o módulo da tensão base-emissor é fixado em 0.7V e a corrente de base é considerada
desprezível ( 0 ≅ ⇒ >>
b fe
I h ).
A polarização de transistores bipolares determina o seu funcionamento predominante como chave ou
amplificador linear. Configurações típicas de polarização são mostradas na Fig.22b.
C2
1uF
DIODO
RE1
Relé
R1
2.7k
C1
1uF
Vs
0
R2
4.7k
R2
620
+VCC
Q4
BC547A
Vs
0
R3
2.2k
R4
560
+VCC
Q1
2N2222
Amplif icador linear Circuito de comutação
Figura 22b

Configuração de circuitos elétricos
Um circuito elétrico consiste num caminho fechado formado por componentes passivos ou ativos tais
como fontes de alimentação, resistores, transistores, etc., em que pode haver circulação de corrente como
ilustrado na Fig.23a. Por questões de simplicidade e clareza, normalmente, o circuito é representado apenas
como um ramo simples como mostrado na Fig.23b e c. Para se representar um circuito em forma de ramo
é preciso estabelecer um ponto de referência. Na Fig. 23a duas referências diferentes são ilustradas e os
ramos de circuito baseados nestas referências são ilustrados nas Figs. 23b e c. A escolha do ponto de
referência é algo arbitrário mas uma vez estabelecido determina a polaridade das demais tensões indicadas
no circuito com apenas um índice (o índice de referência fica subentendido como sendo a referência), e.g.
Vs.
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Rb
-Vs
+Vs
Ra
Ra
Rb
Vs
0
0
Ra
Rb
V0
V0
a) b) c)
Vx
I
Figura 23



Lei de Kirchhoff das Correntes (LKC):

Método preferencial: análise nodal
Soma algébrica das correntes é igual a zero. Note que
todos os amperímetros foram conectados com a
mesma polaridade no nó A Neste caso, escolheu-se
sentidos de corrente saindo do nó A. Como todos os
amperímetros têm o mesmo sentido, suas leituras são
somadas algebricamente.

= 0 I
0
3 2 1
= + + +
T
I I I I
Rc
0
Is
Ra Rb
I1 I2 I3
IT
Nó A
Nó B

Note que as leituras dos amperímetros que estão conectados com o mesmo sentido de polaridades tem o
mesmo sinal na equação algébrica da lei de Kirchhoff das correntes.
Lei de Kirchhoff das Tensões (Voltagens) (LKV)

Método preferencial: análise de malha
Soma algébrica das tensões igual a zero. Note que os
voltímetros foram conectados de forma a constituir
um caminho fechado em série. Como todos os
voltímetros têm o mesmo sentido, suas leituras são
somadas algebricamente.

= 0 V
0
3 2 1
= + + +
T
V V V V
Rb
0
Vs
Ra
Rc
VT
V1
V2
V
3

Note que as leituras dos voltímetros que estão conectados com o mesmo sentido de polaridades tem o
mesmo sinal na equação algébrica da lei de Kirchhoff das tensões.
Divisão de Tensão
Algumas vezes é essencial que a tensão fornecida por um divisor de tensão permaneça fixa; isto é, a tensão
não deve cair significativamente quando uma carga é conectada. Para prevenir tais efeitos de carregamento,
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usamos cargas com impedâncias suficientemente grandes para que o circuito divisor de tensão não seja
alterado significativamente. Isto é realizado utilizando os chamados divisores de tensão firmes ou rígidos.
Em um divisor firme a carga é no mínimo 10 vezes o valor da impedância sobre a qual é conectada. A
carga em um divisor rígido é no mínimo 100 vezes o valor da impedância sobre a qual é conectada

Rb Ra
V V Vs + =
Rb
Rb Ra
V
V
s
Rb
|
.
|

\
|
+
=

s Rb
V
Rb Ra
Rb
V
+
=
RL
Ra
0 0
Rb
+Vs
VRa
VRb

Exercício: Calcule a relação entre a tensão do divisor de tensão ideal (sem carga) e com a carga R
L

conectada. Considere o divisor firme, R
L
=10R
b
, e rígido, R
L
=100R
b
.
Divisão de Corrente

2 1
I I I
T
+ =
1 2
I I I
T
− =
2 1
I R I R
b a
=
1 1
I R I R I R
b T b a
− =
T
b a
b
I
R R
R
I
+
=
1

0
I
Rb Ra
+Vs
I
2
I
1

I
T


Teorema de Thevenin
Um circuito linear e bilateral qualquer pode ser substituído, em relação a um par de terminais, por um
gerador de tensão V
TH
(igual a tensão em um circuito aberto) em série com uma impedância Z
TH
vista entre
esses terminais.
Para se calcular a impedância Z
TH
, vista entre dois pontos, considera-se uma fonte de tensão V aplicada
externamente nestes pontos e calcula-se a corrente I fornecida. Z
TH
= V/I. Todas as fontes de tensão do
circuito devem ser curto-circuitadas e todas as fontes de corrente abertas: todas as fontes dependentes
devem ser mantidas no circuito.
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Circuito A
(Linear e bilateral)
Circuito B
(Linear e
não-linear)


Circuito B
(Linear e
não-linear)
+
-
VTH

ZTH


Exemplo: Calcule o circuito equivalente de Thevenin para o divisor de tensão real com uma carga R
L

conectada.
Desconecta-se a carga R
L
e se calcula a
tensão sobre os terminais abertos, neste
caso sobre R
b
.
s Rb TH
V
Rb Ra
Rb
V V
+
= =
R
TH
é calculado curto-circuitando-se a
fonte Vs e olhando a impedância vista
pela carga, que é R
TH
=V/I.
1
1 1

|
|
.
|

\
|
+ = ∴ + =
b a b a
R R I
V
R
V
R
V
I
b a TH
R R R // =
b a
b a
TH
R R
R R
R
+
=
RTH
RL
VTH
Rb
0
RL
Carga
Ra
I
V
RL

Ra

0

0

Rb

+Vs
VRa

VRb

Circuito
equivalente de
Thevenin

Exemplo: Calcule o circuito equivalente de Thevenin para o regulador de tensão zener com uma carga R
L

conectada. Considerando Rs=RL, calcule a tensão sobre o diodo zener. Qual deve ser a relação de
proporcionalidade R
L
/R
s
para que o diodo zener opere na região zener, i.e. com V
21
= 8.2V.
Desconecta-se o diodo zener, que é um
componente não-linear e se calcula a
tensão sobre os terminais abertos, neste
caso sobre R
L
.
s
L s
L
RL TH
V
R R
R
V V
+
= =
R
TH
é calculado curto-circuitando-se a
fonte Vs e olhando a impedância vista a
partir dos terminais abertos.
1
1 1

|
|
.
|

\
|
+ = ∴ + =
L s L s
R R I
V
R
V
R
V
I
L s
L s
TH
R R
R R
R
+
= .
D1
8.2V
1

2

2
Rs
RTH
RL
1
Rs
VTH
2
D1
8.2V
1

2

Rs
RL
RL
Vs Vs = 10V
1
V21
VTH
V
I

Substituindo-se os valores de tensão V
s
=10 e considerando
R
s
=R
L
, tem-se: . 5 10 V V
R R
R
V
TH
L L
L
TH
= ∴
+
= Neste
caso, portanto, o diodo estará fora da região de regulação
zener.
Para o diodo operar na região zener a tensão de Thevenin deve ser maior que 8.2V, portanto
56 . 4
. 82 . 0 1
. 82 . 0
10
2 . 8
> ∴

= ∴
+
=
s
L
L s
L
L s
L
R
R
R
R
R R
R
.
tutorIE rev0.doc - 16 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Teorema de Norton
Um circuito linear qualquer, pode ser substituído em relação a um par de terminais por um gerador de
corrente (igual à corrente de curto-circuito) em paralelo com a resistência vista entre os dois terminais. O
teorema de Norton é o dual do teorema de Thevenin.
Circuito A
(Linear e bilateral)
Circuito B
(Linear e
não-linear)

Circuito B
(Linear e
não-linear)

I
N

Z
N


Exemplo: Calcule o circuito equivalente Norton para o circuito equivalente Thevenin.
RN
RL
RTH
RL
RTH
IN
VTH
VTH
RTH
IN =
VTH
RTH
RTH RN =
V
I

Teorema da Superposição
A resposta de um circuito linear com várias fontes independentes é obtida considerando
cada gerador separadamente e adicionando depois as respostas individuais.
Exemplo: Determinar a tensão v
o
aplicando o teorema da superposição no circuito deste exemplo..
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VCC
9.0V
VCC
9.0V
R1
2k
C1
1uF
Vo
Rs
330
C1
1uF
0
+VCC
Rs
330
0
Rs
330
+VCC
0
R1
2k
R2
1k
v0
Vs = sen(wt)
R1
2k
R2
1k
Vs
R2
1k
+VCC
V0
Modelo CA
(para corrente alternada)
Modelo CC
(para corrente contínua)
t
t
t
3
vo
3.6
2.4
3
+0.6
-0.6
É comum em circuitos eletrônicos deparar-se com circuitos excitados por fontes de
sinais alternados e fontes de alimentação contínuas como ilustrado neste exemplo. Como
o circuito é formado por componentes lineares, a aplicação do teorema da superposição
permite que sejam analisados os efeitos das fontes de excitação em separado.
1. Modelo CA: a análise do circuito "visto" pela fonte de sinal alternado, v
s
, considera
a impedância capacitiva igual a zero, ou seja, a freqüência, f, do sinal é assumida
ser muito alta e portanto 0
2
1
→ =
fC
Xc
π
. A fonte de alimentação V
CC
é zerada
(curto-circuitada) e então tem-se: 0 = Xc e
) (
666 330
666
) (
//
//
0
2 1
2 1
0
wt sen v wt sen
R R R
R R
v
s s
+
= ∴
+
= . ) ( 67 . 0
0
wt sen v =
2. Modelo CC: considera-se a impedância capacitiva igual a infinito (circuito aberto),
ou seja, a freqüência da fonte de alimentação V
CC
é f=0 e ∞ →

=
0 2
1
C
Xc
π
. A
fonte de excitação v
s
é zerada (curto-circuitada) e então tem-se:
CC
V
R R
R
V
2 1
2
0
+
= .
V V V V 3 9
3
1
0 0
= ∴ = .
Aplicando-se o teorema da Superposição tem-se que a tensão v
0
é: ) ( 67 . 0 3
0
wt sen v + = .

Exemplo: Calcule a corrente I que circula pelo LED (Light Emitter Diode) no
circuito da Fig.ex01 a e b. Qual a queda de tensão sobre o LED? Comente sobre a
intensidade do brilho do LED.
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Dados: resistores com 10% de tolerância, h
fe
do BC557A na faixa de 100 a 300 e LED de
encapsulamento na vermelha.
Figura ex01:

0V
D1
LED
0
Q1
BC557A
R3
470
+12V
R2
6.2k
5.942V
12.00V
R1
6.8k
VB
VEB VR3
VEE
I
a)
6.720V
11.16mA


+12V
D1
LED
D2
6.2Vz
Q1
BC557A
R3
470
0
R2
620
Vz
VEB
VR3
b)
5.783V
11.5mA
12.00V


Q
V
BE

I
B
I
C

I
E

|V
BE
| = 0.7V
I
B
+I
C
+I
E
=0
I
B
= 0
Transistor ideal
c)
Base
Coletor
Emissor

Solução: Como a faixa de variação de h
fe
(
B C fe
I I h / = ) é ampla e a tolerância dos
resistores é de 10%, é razoável buscar uma solução aproximada. Neste caso considere o
transistor BC557 como sendo ideal, ou seja ∞ =
fe
h ou
0 =
B
I
e V V
BE
7 . 0 = . Tem-se,
portanto, para a Fig. ex01a, com uma corrente de base zero (I
B
=0), um divisor de tensão
ideal na malha da base:
EE B
V
R R
R
V
2 1
2
+
= . Aplicando-se a lei de Kirchhoff das tensões à
malha de tensão ilustrada na Fig.ex01_a obtém-se: .
3 EE R EB B
V V V V = + + Esta malha foi
escolhida porque a única variável desconhecida nela é a tensão V
R3
. Note que a malha de
saída formada pelo LED, os terminais de Coletor-Emissor e R
3
apresentam 3 diferenças
de potencial desconhecidas!
Substituindo os valores numéricos nominais dos resistores tem-se: V V
B
72 . 5 = e
. 58 . 5 . 12 7 . 0 72 . 5
3 3
= ∴ = + +
R R
V V A corrente que circula por R
3
é então
mA I 9 . 11 470 / 58 . 5 = = . Como o transistor foi assumido ideal (I
B
=0) a corrente que
circula pelo LED é igual a que circula por R
3
, I
LED
= 11.9mA.
O circuito da Fig. ex01b é equivalente ao da Fig.ex01a porém a tensão de polarização de
base do transistor é obtida com um diodo Zener ao invés de um divisor de tensão
resistivo. A equação de Kirchhoff para a malha de voltímetros indicada na Fig. ex01b é:
V V V V V
R R EB Z
5 . 5 7 . 0 2 . 6 ,
3 3
= − = ∴ + = . A corrente de emissor é portanto
mA I 7 . 11 470 / 5 . 5 = = . Como o transistor foi assumido ideal (I
B
=0) a corrente que circula
pelo LED é igual a que circula por R
3
, I
LED
= 11.7mA.
No diagrama do circuito apresentado na Fig.ex01 são indicados os valores de tensão de
base e emissor, bem como a corrente que circula pelo LED obtidos com um simulador
de circuitos SPICE. No simulador SPICE o LED foi simulado com uma barreira de
tutorIE rev0.doc - 19 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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potencial de 1.4V. Observe que a diferença dos valores simulados para os calculados
usando-se aproximações são bem próximos para I
LED
:
Fig.ex01 a: divisor de tensão
resistivo

Fig.ex01 b: regulador Zener de
tensão
11.9 mA 11.16 mA
11.7 mA 11.5 mA

A queda de tensão sobre o LED não pode ser determinada a partir dos dados fornecidos
pelos seguintes motivos:
1. A queda de tensão sobre um LED depende preponderantemente do material
dopante que por sua vez determina a cor da luz emitida pelo LED. Valores
típicos estão na faixa de 1.2V a 1.8V dependendo da corrente ligeiramente. Note
que a queda de tensão sobre um LED é praticamente o dobro da apresentada por
um diodo de sinal (e.g. D1N914) que está na faixa de 0.7V.
2. Os dados informam apenas a cor do encapsulamento do LED como sendo
vermelho. Vale notar que é comum encontrar LED's que emitem luz numa cor
diferente da do seu encapsulamento. Se o LED emitir luz vermelha então a queda
de tensão sobre o LED estará em torno de 1.6V.
3. O brilho do LED está relacionado diretamente com a intensidade da corrente
que circula pelo mesmo. Brilhos intensos são obtidos com correntes na faixa de
10mA. Valores típicos de acionamento de um LED estão na faixa de 5mA. Vale
notar que quanto maior a corrente menor a vida útil de um LED e que correntes
máximas típicas estão na faixa de 50mA.
Comentários: O circuito deste exemplo ilustra de forma contundente as características de
fonte de corrente de um transistor bipolar. Note que o simples fato de assumir o
transistor como sendo ideal em que sua tensão entre base e emissor é mantida constante
permitiu-nos projetar uma fonte de corrente para acionar LED's com brilho constante
independente da cor do LED. Como a queda de tensão sobre o LED não foi fornecida e
a tensão V
CE
desconhecida, a corrente de emissor só poderia ser obtida pela malha de
polarização da base (ou da entrada). A Fig.ex1c ilustra a analogia do circuito deste
exemplo com o de uma fonte de corrente ideal acionando um LED.
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Figura ex01 c

D1
LED
0
Q1
BC557A
R3
470
+12V
R2
6.2k
R1
6.8k
VEB
I
D1
LED
I

Problema 1: Calcule as correntes (I
B
, I
C
e I
E
) e tensões (V
B
, V
C
e V
E
) de polarização
no circuito da Fig.P-01. Os valores obtidos com um simulador de circuitos estão
indicados no esquema eletrônico do circuito. Assuma transistores ideais para obter uma
solução aproximada para o problema. Algumas malhas formadas por voltímetros foram
indicadas no circuito para facilitar a obtenção das equações de Kirchhoff.
Figura P-01.
12.00V
Q3
BC557A
-16.23uA
9.904V
R5
2.7k
3.617mA
R8
560
2.757mA
C1
1uF
R3
470
2.885mA
R4
1.8k
2.869mA
R7
2.2k
2.743mA
0V
+VCC
R2
2.4k
4.127mA
Q4
BC547A
13.64uA
R1
510
4.110mA
0
2.234V
R6
620
3.603mA
VB1
VEB1
VR3
VCC
VB2 VE2
VBE2
IC2
IC1

Circuitos de Condicionamento de Sinais
Amplificadores Operacionais
São condicionadores ativos capazes de aumentar a potência de um sinal através do aumento da
amplitude da sua tensão ou corrente.
Princípios Básicos de Operação
Amplificação
a amplitude do sinal de saída é aumentada
em relação ao sinal de entrada do circuito.
Realimentação
um sistema realimentado é aquele que utiliza informações da saída
para controlar os estados do sistema.
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Vo Vi
A
Ampl i fi cador

Vo
Vi
B
Ganho da
real i mentação
A
Ampl i fi cador


Bloco Amplificador Operacional
Suposições teóricas:
o bloco de diferença na entrada não drena energia dos sinais V1 e V2.
O ganho A do amplificador é muito alto (> 100.000)

V1
Vo
B
Ganho da
realimentação
A
Amplificador
V2
E Vo

2 1
V V E − =
( )
2 1
V V A V
o
− =
o
BV V =
2

( )
o o
BV V A V − =
1

( )
1
1 AV AB V
o
= +
AB
A
V
V
o
+
=
1
1

Como AB>>1 tem-se
B V
V
o
1
1
= e
2 1
V V ≅ .
O amplificador ajusta a saída V
o
para que o sinal V
2
acompanhe o sinal V
1
;
Circuito Integrado Amplificador Operacional




tutorIE rev0.doc - 22 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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a. Símbolo de Circuito
U1
3
2
7
4
6
1
5
+
-
V
+
V
-
OUT
N1
N2

Identificação dos Pinos:
Pino 2: Entrada Inversora
Pino 3: Entrada Não-Inversora
Pino 6: Saída

b. Tensão de Alimentação (Fonte de Energia Externa)
U1
3
2
7
4
6
1
5
+
-
V
+
V
-
OUT
N1
N2

Pino 4: Alimentação Negativa (-Vcc)
Pino 7: Alimentação Positiva (+Vcc)

c. Denominação
Nos computadores analógicos, circuitos com amplificadores operacionais implementam
operações matemáticas como soma subtração entre outras.

d. Composição interna
Transistores, resistores e capacitores implementam blocos básicos (amplificador diferencial,
estágio de alto ganho, seguidor de tensão).
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e. Importância
Contribuem para a ampla utilização dos operacionais:
versatilidade;
parâmetros próximos de um amplificador de tensão ideal;
performance real próxima daquela prevista em análise com características ideais
e. Aplicações
Simulação analógica
Processamento de sinais
Conformação de sinais
Instrumentação
Regulação de tensão
Fontes de alimentação
Amplificação


f. Características de um amplificador operacional
Alta Resistência de entrada (idealmente infinita) ⇒ as entradas do AOP praticamente não
drenam corrente dos circuitos externos. Isto significa que a carga sobre a fonte de sinal é muito
reduzida, evitando-se assim distorções no sinal medido;
Baixa Impedância de Saída (idealmente zero)
A entrada diferencial: permite que muitos tipos de ruídos, presentes em ambos terminais de
entrada (modo comum) sejam fortemente atenuados;
Alto ganho (idealmente infinito): permite que o ganho da topologia seja determinado inteiramente
pelos componentes externos, deixando o sinal praticamente imune às variações de temperatura e
das variações na fonte de alimentação.
Alta faixa de Passagem (idealmente infinita)
Alta Razão de rejeição modo comum (CMRR)

As características reais e ideais são comparadas abaixo:
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Característica Valor Ideal Valor Real Típico
Ganho de Malha Aberta A

100.000 V/V
Tensão de Offset Vos 0
±1mV a 25
o
C
Correntes de Polarização i
A
,i
B
0 10
-6
a 10
-14
A
Impedância de Entrada Zd
∞ 10
5
a 10
11

Impedância de Saída Zo 0
1 a 10Ω

f. Regras para análise de circuitos com AOP´s
Alta Resistência de entrada ⇒ (i1 ≅ i2 ≅ 0).
Em operação c/ Realimentação Negativa o AOP ajusta o sinal de saída para fazer com que as
tensões de entrada se igualem (v1 ≅ v2)
São aplicáveis as leis de Kirchoff e o princípio da superposição
g. Topologias Básicas
V2
V1
R1
2 1
R2
2 1
R3
2 1
3
2
7
4
6
1
5
+
-
V
+
V
-
OUT
N1
N2
Vo
R4
2 1

2
4 3
4
v
R R
R
v
+
=
+

por superposição:
o
v
R R
R
v
R R
R
v
2 1
1
1
2 1
2
+
+
+
=


Igualando v+ a v- (Realimentação Negativa), tem-se:
o
v
R R
R
v
R R
R
v
R R
R
2 1
1
1
2 1
2
2
4 3
4
+
+
+
=
+

|
|
.
|

\
|
+

+
+
=
1
2 1
2
2
4 3
4
1
2 1
v
R R
R
v
R R
R
R
R R
v
o
(*)

Caso 1: Considerando R4 = R2 e R3 = R1:

( )
1 2
1
2
v v
R
R
v
o
− =
Amplificador Diferencial

2 1 12
R R Z + =

tutorIE rev0.doc - 25 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Caso 2: Considerando v2 = 0:
V2
V1
R1
2 1
R2
2 1
R3
2 1
3
2
7

4

6
1
5
+
-
V
+

V
-

OUT
N1
N2
Vo
R4
2 1

Amplificador Inversor
1
1
2
v
R
R
v
o
− =

1 1
R Z =


Caso 3: Considerando v1 = 0:

|
|
.
|

\
|
+
+
=
2
4 3
4
1
2 1
v
R R
R
R
R R
v
o
Amplificador Não-Inversor
Fazendo-se algumas simplificações, temos a topologia clássica:
V2
R1
2 1
R2
2 1
3
2
7
4
6
1
5
+
-
V
+
V
-
OUT
N1
N2
Vo

Amplificador Não-Inversor
2
1
2
1 v
R
R
v
o
|
|
.
|

\
|
+ =

∞ =
1
Z


• Conversor de Tensão-Corrente


A
-
+
CLP


250Ω
250Ω
+
v
i

-
+24V
Transmissor
I

R
V
I
i
= e neste caso
Ω = 250 R .
Para Vi variando entre 1V e 5V
tem-se I variando entre 4mA e
20mA. Note que a corrente
independe de variações na fonte de
tensão de +24V e da impedância
das conexões e cabos.


tutorIE rev0.doc - 26 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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3.2 Amplificador de Instrumentação
• Obviamente, todos os tipos de amplificadores são usados em instrumentação; entretanto uma
configuração particular recebe o nome de amplificador de instrumentação para distingui-la de
circuitos com amplificadores operacionais simples.
• As principais características desta configuração são: alta razão de rejeição em modo comum e
impedância de entrada, deriva e ruído baixo, largura de faixa moderada, e uma faixa de ganho
limitada.
• É fácil demonstrar considerando os AmpOps ideais que: ( )
R
G
o
V V V
R
R
V + −
|
|
.
|

\
|
+ =
1 2
2
1 .
-VEE
R
25k
Amplificador de Instrumentação
R
25k
U1C
TL084
10
9
4

1
1

8
+
-
V
+

V
-

OUT
V1
-VEE
RG
10k
+VCC
+VCC
RG1
R
25k
-VEE
U1A
TL084
3
2
4

1
1

1
+
-
V
+

V
-

OUT
Vr
Ref
-VEE
RG2
+VCC
-VEE
+VCC R
25k
R
25k
+VCC
V2
R
25k
Vo
U1D
TL084
13
12
4

1
1

14
-
+
V
+

V
-

OUT
RG
10k U1B
TL084
5
6
4

1
1

7
+
-
V
+

V
-

OUT
Vo
Figura 3.2.1: Amplificador de instrumentação com ajuste de offset.
• Como V
R
aparece na expressão do ganho como uma soma, pode-se obter várias
funções de transferência simplesmente manipulando-se o valor de V
R
. Na Fig3.2.2
tem-se um amplificador CA com função de transferência
( )
1
2
1
1 2
+

|
|
.
|

\
|
+ =
Cs R
V V C sR
R
R
V
C
C
G
o
.
R
25k
-VEE
+VCC
R
25k
Vo Vo
R
25k
+VCC
RG
10k
C
0.1u
U1D
TL084
13
12
4

1
1

14
-
+
V
+

V
-

OUT
RG1
-VEE
V1
+VCC
U1B
TL084
5
6
4

1
1

7
+
-
V
+

V
-

OUT
-VEE
Amplificador de Instrumentação
+VCC
RG2
U1A
TL084
3
2
4

1
1

1
+
-
V
+

V
-

OUT
R
25k
V2
Rc
1M
Io
U1C
TL084
10
9
4

1
1

8
+
-
V
+

V
-

OUT
Vo
R
25k
Vr
Ref
-VEE
R
25k

Figura 3.2.2: Amplificador de instrumentação CA (passa-altas).
tutorIE rev0.doc - 27 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Exercício: Mostre que se a relação V
o
/V
R
de um amplificador de Instrumentação for um
sistema de primeira ordem (filtro RC simples
1
1
+
=
Cs R V
V
C R
o
) obtém-se um controlador
PI com a seguinte função de transferência:
( )
( )
1 2
1 2
1 V V
Cs R
Cs R
R
R
V
C
C
G
o

+
|
|
.
|

\
|
+ = .
1.11 Circuitos em Ponte
• Muitos transdutores convertem alguma variável física numa mudança de resistência,
capacitância ou indutância.
• Circuitos em ponte (principalmente a Ponte de Wheatstone) são usados para medir
resistência, capacitância e indutância.

R6
100k
RG
10k
R4 R3
R2 R1
R=120
Strain-gages
0
Vex
R5
20k
-
+
U2
INA114AP
1
8
2
3
6
7

4

5

GS1
GS2
-
+
OUT
V
+

V
-

R
E
F

A C
B
D

Figura: Conexão típica de um circuito em ponte em que um amplificador de instrumentação (e.g. INA114)
é usado para medir a tensão de desequilíbrio da ponte, e
AC
.
• Princípios básicos de operação do circuito em ponte de Wheatstone.
1. Método de Zeramento: um dos braços da ponte é ajustado manualmente (ou
automaticamente) até se alcançar a condição de equilíbrio. Assim sendo este método é
imune às variações da ponte.
2. Método de Deflexão: o desequilíbrio da ponte é medido diretamente.

Uma análise do circuito é necessária para se obter relações qualitativas que descrevam a
operação do circuito em ponte.
Deseja-se as seguintes informações:
1. Qual relação existe entre as resistências quando a ponte está balanceada (e
AC
=0)?
(R1/R4 = R2/R3)
2. Qual é a sensitividade da ponte? Isso é, quanto varia a tensão de saída e
AC
por unidade
de variação da resistência em um dos braços?
3. Qual é o efeito da resistência interna na medição?

tutorIE rev0.doc - 28 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• Em células de carga (com transdutores “strain-gage”) na condição de equilíbrio tem-
se R
1
=R
2
=R
3
=R
4
=R. Além disso, as variações da resistência são tais que
+∆R
1 = –
∆R2 = ∆R
3 = –
∆R
4
. Assim tem-se:

ex AC
E
R R R R
R R
R R R R
R R
e

∆ + + ∆ +
∆ +

∆ + + ∆ +
∆ +
=
) ( ) ( ) ( ) (
4 4 1 1
1 1
3 3 2 2
2 2

e
R
E
AC
R
ex
=

1

• Mesmo quando a simetria acima não existe, a resposta da ponte é quase linear na
medida em que os ∆R

s são pequenas porcentagens dos R

s. Nos strain-gages, por
exemplo, os ∆R

s raramente excedem 1% dos R

s.
Há um interesse prático em se obter uma exposição da sensitividade da ponte para
valores pequenos dos ∆R

s.
e f R R R
AC
= ( , , )
1 2 3 4
e R
Para pequenas variações em torno da condição de equilíbrio temos:
∆ ∆ ∆ ∆ ∆
AC AC
AC AC AC AC
e
e
R
R
e
R
R
e
R
R
e
R
R = ≅ + + +








1
1
2
2
3
3
4
4

As derivadas parciais são consideradas constantes.

2. Acoplamento de Sistemas


Sistema A



Sistema B


V

i


• Os sistemas A e B só se “conhecerão” mutuamente se ocorrer transferência de energia
entre eles. Para tanto são necessários duas variáveis genéricas para “representar” a
energia transferida. Os sistemas A e B podem ser elétricos, térmicos, hidráulicos,
mecânicos, etc. Genericamente são identificadas uma variável de esforço e uma variável
de fluxo (circulação), cujo produto corresponde à potência transferida, por exemplo, de
A para B.

Potência = Esforço * Fluxo
P = E * F
tutorIE rev0.doc - 29 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• Uma vez identificadas estas duas variáveis, pode-se calcular a impedância (ou
admitância) generalizada de entrada do sistema B. ( Na instrumentação o sistema A
corresponde ao meio onde é feito a medida e o sistema B é o medidor.).
• O conceito de impedância é usado quando a variável de interesse é o Esforço e a de
admitância quando a variável de interesse é o Fluxo (circulação).
Impedância Generalizada: Zi
E
F
=
Admitância Generalizada: Yi
F
E
=
Usando estas definições a potência drenada do meio (sistema A) pode ser calculada
como:
P
E
Zi
F
Yi
= =
2 2

As variáveis de esforço e fluxo (circulação) são freqüentemente caracterizadas como
variáveis “Através” e “Sobre”.
Potência = Var. Sobre
*
Var. Através Unidades
Elétrica V(Tensão) I(Corrente) V.A
Mecânica w(Vel. angular) T(Torque) rad/s .N.m
Mecânica(Translação) v(Vel. linear) F(Força) m/s . N
Hidráulico P(Pressão) Q(Vazão) N/m
2.
.m
3
/s
• Rigidez e Compliância Estáticas
Os conceitos de rigidez e compliância são úteis quando a potência drenada em regime
estacionário é igual a zero mas ainda assim uma certa quantidade de energia é removida
do meio. Nesse caso o conceito de impedância (e admitância) generalizados são
inconvenientes, pois tendem para 0 ou ∞.
Exemplo:
Variável Fluxo = Velocidade
Variável Esforço = Força

F
P
E
N m s
N
m s vel = = = =
. /
/ .
Impedância Mecânica: = =
E
F
forç a
velocidade

Impedância Mecânica Estática= = ∞
forç a
0

tutorIE rev0.doc - 30 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• Usando a energia temos:
Rigidez Estática Mecânica≡ =

forç a
deslocamento
forç a
velocidade dt ( )

Energia = (Força).(Deslocamento)
Generalizando então, obtem-se:
Rigidez Estática Generalizada: Sg
Var Esforç o
fluxo dt
=

.
(var. )

Compliância Generalizada: Cg
Var fluxo
esforç o dt
=

.
(var. )


4. Problemas de Ruído, Blindagem e Aterramento
Fonte de ruído
(circuito ruidoso)
Receptor
(circuito do si nal)
Canal de acoplamento
• impedância comum (condutivo)
• Campo elétrico (capacitivo)
• Campo magnético (induti vo)
• Eletromagnético (radioativo)
• cabos de potência CA
• monitor de computador
• chaveamento de sinais lógicos
• alta-tensão ou alta-corrente CA
ou chaveamento de circuitos.
• Transdutor
• cabo de condicionamento
transdutor-sinal
• condicionametno de si nal
• condicionamento de si nal para
cabeamento do sistemas de medida
Diagrama em blocos ilustrando o problema de acoplamento de ruído.

• As fontes de interferência podem ser classificadas em três grandes grupos:
1. Locais (efeitos de termopar indesejáveis);
2. De comunicação (correntes e elos de terra);
3. Externos (interferências eletromagnéticas);

• É observada a presença de campos eletromagnéticos cobrindo faixas de frequência
desde 0 até alguns Ghz;
Origens:
• Perturbações atmosféricas (tempestades);
• Radiação de emissoras de rádio e TV;
• Ruídos parasitas gerados por interruptores, lâmpadas fluorescentes, etc...;
• Campos produzidos pela rede de distribuição de enegria elétrica;
• Campos magnéticos de fuga originários de transformadores, motores, etc..., que
induzem sinais parasitas nos circuitos de medição;
tutorIE rev0.doc - 31 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
• A escolha da blindagem mais adequada depende da sensibilidade do sistema de
medida, de sua faixa de passagem, do comprimento dos fios, etc...;
• O uso de bindagem eletrostática e transformadores de isolação são as técnicas mais
comuns (cuidados devem ser tomados para que a introdução destes no circuito não
provoque erros ainda maiores);

Proteção contra Campos Eletromagnéticos:
• Induzem sinais parasitas por acoplamento capacitivo e/ou indutivo;
• Considera-se separadamente sinais de frequências baixas ( λ grande em relação às
dimensões dos cabos ou blindagens ), e frequências altas (onde os fenômenos de
ressonância e de propagação são importantes );
• No primeiro caso, as induções por acoplamento capacitivo devem ser consideradas
separadamente das induções por efeito indutivo; no segundo caso a blindagem deve
ser eficiente para os dois tipos de indução;


Eliminação do acoplamento Capacitivo (ou por campo elétrico):
• É feito por meio de blindagem eletrostática (Gaiola de Faraday) que, se bem feita, é
eficaz tanto em baixas quanto em altas frequências;
• A blindagem funciona capturando cargas que de outra forma alcançariam os
condutores. Uma vez capturadas estas cargas devem ser drenadas para um terra
satisfatório, senão elas podem ser acopladas para os condutores do sinal através da
capacitância da blindagem para o cabo;

• É equivalente a um circuito com um capacitor (CA) ligado à fonte de tensão parasita;
o valor do capacitor CA pode atingir a ordem de de algumas centenas de pF (sem
blindagem) e a tensão parasita da ordem de alguns volts; a blindagem reduz a
capacitância para décimos de pF.
Sensor C
fuga

Termopar 100pF
Strain Gage 140pF
Cristal Piezoelétrico 30pF
Primário/Secundário de Trans. 20W 1000pF
tutorIE rev0.doc - 32 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Potenciômetro 17pF

Vi
R
R j
fCa
V j fCaR =
+

1
2
2
π
π
Ex.: R=1000Ω, C=100pF, f=17Hz, V=1V ⇒ Vi=10uV

Eliminação do Acoplamento Indutivo (ou por campo magnético):

• A blindagem eletrostática ( usada para eliminação do acoplamento capacitivo ) não é
eficaz para sinais de baixas frequências (< 1khz);
• Para frequências muito baixas é necessário utilizar blindagem com materiais de alta
permeabilidade magnética, como o u-metal (uma liga de Ni (78%), Fe (17%) e
Cu(5%)) por ex., que atenua o campo magnético mesmo em frequências muitíssimo
baixas;
• Para se obter atenuações ainda maiores, na prática, justapõe-se várias destas
blindagens;
• Reduz-se ao máximo a influência de campos magnéticos externos (mantendo o
condutor do sinal a uma distância mínima possível do fio de terra ou de retorno do
sinal);
• Para sinais da ordem de mV, os fios de sinal e terra devem ser entrelaçados, mesmo
que os fois sejam blindados individualmente (a fim de reduzir a capacitância entre
eles). Desta forma a “área do laço” disponível para a indução das tensões de erro é
reduzida e as indutâncias mútuas entre a fonte de ruído e cada fio são balanceadas
para proporcionar um efeito de cancelamento;
• Para sinais da ordem de nV, o cabo coaxial é obrigatório a fim de manter induções
parasitas inferiores a 0.1 nV;
• Em qualquer caso os fios de sinal e de retorno não devem passar próximos aos
transformadores de alimentação ou outros fios transportando correntes alternadas;
devem também ser mantidos longe de vibrações;
• O efeito de superfície (‘Skin Effect’) deve ser considerado tanto para se verificar a
eficácia da blindagem quanto para estimar a resistência efetiva dos fios de ligação,
tabelas próprias são usadas para esse fim.
tutorIE rev0.doc - 33 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Ex.: Rac k f R
dc
= , k=17.6 para fio 14 e 88 para fio φ (0.297 Ω//Km), ou seja, um fio
φ em 1MHz se comporta como um fio 19 (24.3 Ω/Km) à corrente contínua.
O efeito de superfície pode ser calculado pela fórmula δ
ωσu
=
2
, onde δ é a
profundidade de penetração do campo à frequência ω num condutor de permeabilidade
u e condutividade σ;



Cuidados na Construção e Ligação dos Sistemas de Medida:
• Enquanto o conceito de Blindagem está associado à proteção contra sinais AC
acoplados por capacitância ou indutância parasita ou de fuga, o conceito, de Guarda
usualmente refere-se a proteção contra fuga de corrente contínua;
• Na realidade o objetivo da guarda não é eliminar a fuga, mas sim desviá-la para outro
ponto do sistema onde seu efeito sobre a medida seja reduzido;
• Em um circuito impresso, por exemplo, onde amplificadores operacionais de baixa
corrente de polarização são usados, a guarda deve ser usada; nesse caso, além de se
evitar que a corrente de fuga afete a entrada, a capacitância efetiva é virtualmente
reduzida a zero;
• Cuidado semelhante deve ser tomado ao se ligar os sensores ao sistema de medida;
nesse caso, dois tipos de interferência devem ser considerados:,de modo normal e de
modo comum;
• Interferência de Modo Normal: a tensão de interferência (Vi) aparece na entrada
como o próprio sinal, e portanto afeta diretamente a medida, e só pode ser
minimizado por filtros seletivos;
• Interferência de Modo Comum: afeta os dois terminais de entrada do instrumento em
relação à terra; é injetado no circuito por fontes de ruído com um polo na terra e
outro acoplado ao circuito de medida por correntes de fuga (capacitiva, indutiva ou
resistiva);
V V V V
R
R R
V
R
R R
A B s cm cm
− = +
+

+
( )
3
1 3
4
2 4

tutorIE rev0.doc - 34 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• No circuito anterior, R
3
e R
4
representam as impedâncias (altas) entre o terra e o
circuito de medida (resistência ou capacitância de fuga), portanto, R
3
,R
4
>>R
1
,R
2

V V V V
R R R R
R R
A B s cm
_ ≅ +

|
\

|
.
|
2 3 1 4
3 4

Se R R V V V
R R
R
B S CM 3 A-
então V ≈ − = +

|
\

|
.
|
4
2 1
3

a diferença entre o sinal de entrada V
A
-V
B
e V
S
representa o erro devido à conversão da
tensão de modo comum em modo normal; a habilidade de um sistema reduzir o efeito
dessa tensão é expresso pelo inverso do coeficiente de V
CM
, i.é, R
3
/(R
2
-R
1
), que é
chamado Fator de Rejeição de Modo Comum (CMRR);
(obs.: o CMRR diminui com a frequência, daí a necessidade de se considerar sinais AC);
• Interferências de modo normal são atenuadas por filtros passa faixa ou corta faixas
(compromisso entre rejeição e degradação do sinal);

REGRAS GERAIS:

1. Localizar e espaçar adequadamente os componentes críticos (circuitos de baixo sinal);
2. O fio de sinal deve estar sempre acompanhado do fio de terra (blindagem do fio, por
exemplo), e no caso de sinais diferenciais, do fio de retorno do sinal; sempre que
necessário estes devem ser entrelaçdos mesmo sendo cabos coaxiais;
3. A ligação à terra num sistema de medida só deve ser feita em um único ponto pelo
pino de terra de um dos aparelhos, p.ex.; os outros aparelhos devem ter seu pino de
terra desconectado sempre que as entradas não estiverem isoladas; o aterramento
dessas aparelhos será realizado via blindagem do cabo que transporta o sinal.


tutorIE rev0.doc - 35 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Regras de conexão de sistemas de medida

Fonte: National Instruments, www.ni.com: AN025.pdf

tutorIE rev0.doc - 36 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Amplificador Síncrono (Lock-In)
• Um detetor Lock-In é um detetor sensível a fase seguido de um filtro passa-baixas
RC. Um Lock-In age como se fosse um filtro extremamente sensível e seletivo
alimentando um detetor sensível a fase.
• É utilizado na deteção de sinais imersos em ruído.
• Princípio de funcionamento do amplificador síncrono:
Swi tch
Si nal modul tante
Si nal
demodul ado
Si gn
Portadora
PSD1
1
Ti .s+1
Fi l ter1
K
Ampl i fi cador
-1
-1
+1
+1
Sinal de Ref erencia
de f reqüência f r
Sinal
modulado
Vo

Figura: Estrutura do amplificador Síncrono.
• O sinal de saída Vo é invertido periodicamente a uma freqüência de referência, fr, por
um comutador, e, após a filtragem, obtém-se um sinal contínuo proporcional ao sinal
de entrada (modulado na freqüência fr.)
• Basicamente, a operação do amplificador síncrono consiste na multiplicação
(batimento) de uma onda quadrada pelo sinal de entrada, sendo o resultado disso
filtrado.
0 1 2 3 4 5
x 1 0
- 4
- 1
- 0 . 8
- 0 . 6
- 0 . 4
- 0 . 2
0
0 . 2
0 . 4
0 . 6
0 . 8
1
t ( s )
V r
S i n a l d e r e f e r e n c i a

0 1 2 3 4 5
x 1 0
- 4
0
0 . 1
0 . 2
0 . 3
0 . 4
0 . 5
0 . 6
0 . 7
0 . 8
0 . 9
1
t ( s )
V o
B a t i m e n t o c o m a P o r t a d o r a e m F a s e

tutorIE rev0.doc - 37 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
0 1 2 3 4 5
x 1 0
- 4
- 1
- 0 . 9
- 0 . 8
- 0 . 7
- 0 . 6
- 0 . 5
- 0 . 4
- 0 . 3
- 0 . 2
- 0 . 1
0
t ( s )
V o
B a t i m e n t o c o m a P o r t a d o r a D e f a s a d a d e 1 8 0

0 1 2 3 4 5
x 1 0
- 4
- 1
- 0 . 8
- 0 . 6
- 0 . 4
- 0 . 2
0
0 . 2
0 . 4
0 . 6
0 . 8
1
t ( s )
V o
B a t i m e n t o c o m a P o r t a d o r a D e f a s a d a d e 9 0

0 1 2 3 4 5
x 1 0
- 4
- 1
- 0 . 8
- 0 . 6
- 0 . 4
- 0 . 2
0
0 . 2
0 . 4
0 . 6
0 . 8
1
t ( s )
V o
B a t i m e n t o c o m H a r m o n i c o P a r

0 1 2 3 4 5
x 1 0
- 4
- 1
- 0 . 8
- 0 . 6
- 0 . 4
- 0 . 2
0
0 . 2
0 . 4
0 . 6
0 . 8
1
t ( s )
V o
B a t i m e n t o c o m H a r m o n i c o I m p a r

0 1 2 3 4 5
x 1 0
- 4
- 1
- 0 . 8
- 0 . 6
- 0 . 4
- 0 . 2
0
0 . 2
0 . 4
0 . 6
0 . 8
1
t ( s )
V o
B a t i m e n t o c o m F r e q u e n c i a n a o C o r r e l a c i o n a d a


• Normalmente todas as medidas são contaminadas por ruído branco e por flutuações
de baixa freqüência (cuja densidade espectral aumenta consideravelmente à medida
que a freqüência diminui).
• O mérito do amplificador síncrono é, ao deslocar o sinal de entrada para regiões de
freqüências mais altas, reduzir o ruído devido a essas flutuações de freqüências baixas.
tutorIE rev0.doc - 38 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Alguns conceitos estatísticos usados em
instrumentação
Distribuição estatística
Considere a tensão de saída de um termômetro eletrônico que está monitorando ao longo de um
período de tempo a temperatura de uma sala que é supostamente mantida constante. As medidas
efetuadas ao longo do tempo em intervalos regulares de 30s, são apresentadas na Fig.1. As
leituras estão espalhadas em torno de um valor central de 2,0V. Na Fig.2 é ilustrado o histograma
das 500 leituras iniciais do termômetro. À medida que mais leituras fossem adquiridas o
histograma tenderia a ficar mais suave e para um número infinito de leituras assumiria a forma
suave da curva Gaussiana mostrada na Fig.2. Na Fig.1 é mostrada a distribuição de
probabilidades que a variável aleatória da tensão medida tende a assumir com o passar do tempo.
0 0.2 0.4
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
6
7
f(y)
y
0 100 200 300 400 500
-3
-2
-1
0
1
2
3
4
5
6
7
número de amostras, N
L
e
i
t
u
r
a

d
o

m
e
d
i
d
o
r
,

y

[
V
]
u+σ
u-2σ
u-σ
u
u+2σ

Figura 1: Leituras de calibração de um termômetro eletrônico. Com a temperatura mantida constante em 20 °C a
tensão de saída do termômetro eletrônico é em torno de 2V.
A distribuição das leituras do termômetro para um número infinito de leituras é denominada
distribuição da população. Na prática nunca se tem tempo ou recursos para se obter um número
infinito de leituras e portanto tem-se que trabalhar com uma amostra da população que resulta
numa distribuição da amostra como a ilustrada na Fig.2.
tutorIE rev0.doc - 39 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7
0
0.1
0.2
0.3
0.4
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7
0
20
40
60
80
Leitura do medidor, y, [V]
Densidade de probabilidade da população
(distribuição Normal ou Gaussiana)
f(y) = σ
-1
(2π)
-1/2
e
-(y-u)
2
/(2σ
2
)
Distribuição de freqüência
de uma amostra com 500
pontos.
f(y)
No. de
leituras
[amostras]
u = 2
σ = 1
u
a
= 1,9414
σ
a
= 0.9898

Figura 2: Histograma das medidas de temperatura de um termômetro eletrônico.
Distribuição Gaussiana
Cada leitura do termômetro eletrônico mostrada na Fig.1 é comumente modelada como uma
variável aleatória com função de densidade de probabilidade uniforme, ou seja, os valores
medidos tem a mesma chance de serem maiores ou menores que o valor médio de 2,0V. O
teorema do Limite Central afirma que para uma variável aleatória X
n
, que é composta da soma de
um número grande (n>30) de variáveis aleatórias, X
n
= x
1
+x
2
+ ..., + x
n
, a densidade de
probabilidade da variável composta X
n
coincide com a curva Normal ou Gaussiana.
• Exemplo: Execute o programa Matlab abaixo para verificar o teorema do limite
central.
% Gaussiana.m
% Programa para verificar o teorema do limite central
%
% Seja uma variável aleatória Xn formada pela adição de variáveis aleatórias
% com densidade uniforme f(x) Xn=x1+x2+...+xn
%
% Definição de função característica (Transformada de Laplace de f(x)!)
% Phi(x) = E{exp(sx)}
% E{exp(sx)} = int{ f(x).exp(sx).dx ) ; int() = integral
%
% A função caracteristica para a variável aleatoria Xn=x1+x2+...+xn é
% Phi(Xn)=E{exp(x1+x2+...+xn)}
% =E{exp(x1) exp(x2) ... exp(xn)}
% =Phi(x1) Phi(x2) ... Phi(xn)
%
% Sabe-se que a transformada inversa de Laplace (ou Fourrier) de Phi(Xn)
% resulta
% f(Xn) = f(x1) * f(x2) * ... * f(xn); onde '*'significa convolução!
%
% Portanto para verificar-se o teorema do limite central basta convoluir
% um vetor representando amostras da densidade de probabilidade com ele mesmo.
% Note que após a convolução de uns 30 pontos a forma da densidade é bem
% próxima da curva normal ou gaussiana como afirma o teorema do limite central.
%
% Obs.: Note que o triangulo de Pascal tem a forma de uma Gaussiana
% (1+x)^n ==> Gaussiana (:-)
%__________________________________________________________________
% Autor: Anisio R. Braga Data: 10/04/2001
% DES/DAEE/CEFETMG
% anisio@des.cefetmg.br
%__________________________________________________________________
% gerando a função gaussiana para plotar como referência...
tutorIE rev0.doc - 40 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
g=inline('(2*pi)^-0.5/s*exp(-(x-m).^2/(2*s^2))','x','m','s')
t=linspace(-3,7,100);
plot(t,g(t,2,1),'r'); hold on

% Define-se uma função com distribuição uniforme (10 pontos)
fx(1:10)=1/10; % a integral de fx = 1 pela definição de probabilidade
s = fx;
t=linspace(-3,7,length(s));
plot(t,s*length(t)/10); % intervalo= 7 - (-3) = 10;

for i=1:10,
s=conv(s,fx); % convolui-se
% cria-se o intervalo [-3,7] com espaçamento linear da variável aleatória
t=linspace(-3,7,length(s));

% plota-se s normalizado com área unitária. Somente para manter Fs(inf)=1.
plot(t,s*length(t)/10);
pause;
end
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7
0
0.05
0.1
0.15
0.2
0.25
0.3
0.35
0.4
0.45
x
f
(
x
)
f(x
1
)
f(x
1
) *f(x
2
)
f(x
n
)
para n = 100

Figura 3: Convergência para a distribuição normal a partir da convolução de densidades uniformes.

Definições:
• Variável aleatória: é um número atribuído a todo resultado ζ de um experimento. Este
número pode ser o valor da face de um dado, a tensão de uma fonte de alimentação
qualquer, o valor de um componente eletrônico aleatório, ou qualquer outro valor
numérico que seja de interesse na execução do experimento.
o Exemplo 1: Os seis resultados possíveis de um jogo de dado podem ser
designados por uma função x(f
i
)=10 i. Assim x(f
1
)=10, ..., x(f
6
)=60, onde f
i
=
face gravada com o número i.
o Exemplo 2: No mesmo experimento do exemplo 1 pode-se atribuir a cada
resultado com número par o valor 1 e com número ímpar o valor 0. Assim
x(f
1
)=x(f
3
)=x(f
5
)=0 e x(f
2
)=x(f
4
)=x(f
6
)=1.
Em ambos os exemplos x é uma variável aleatória mas com interpretações diferentes
obviamente. Uma vez constituída uma variável aleatória pode-se responder a questões do
tipo:
o Qual é a probabilidade de que a variável aleatória x seja menor que um número
x?
tutorIE rev0.doc - 41 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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o Qual é a probabilidade de que a variável aleatória x esteja contida no intervalo
[x
1
, x
2
]? Ou seja, P{x
1
≤ x ≤ x
2
}=?
Como uma variável aleatória tem um valor numérico pode-se indagar sobre seu valor
médio, valor mais freqüente (modo), etc.
• Processo estocástico: é uma regra de atribuição para todo resultado ζ de um
experimento uma função x(t,ζ). Desta forma um processo estocástico é uma família de
funções temporais que dependem do parâmetro ζ, ou simplesmente uma função de t e ζ.
o Exemplo 3: Três fontes de alimentação do mesmo modelo são ajustadas para
fornecer 5V de tensão contínua. A tensão medida nos terminais de saída de cada
fonte são apresentadas na Fig.1. A tensão fornecida pelas fontes de alimentação
constituem um processo estocástico, x(t,ζ), onde cada fonte é considerada um
evento ζ, e a tensão da fonte varia com o tempo diferentemente para cada fonte.
• Se uma única fonte, ,ζ
i
, é escolhida, x(t,ζ
i
) é uma função do tempo;
• Se t é fixado em t
0
, então , x(t
0
,ζ) é uma variável aleatória;
• Se t e ζ são fixados, então x(t
0

i
) é um número.
25 30 35 40 45 50 55
4.8
4.85
4.9
4.95
5
5.05
5.1
5.15
5.2
5.25
tempo, s
T
e
n
s
ã
o
,

V

t
o

ζ
1

ζ
2
ζ
3

Fig. 1: Exemplo de um processo estocástico: três fontes de alimentação (ζ
1

2
e ζ
3
)
do mesmo modelo ajustadas para fornecerem 5 Vcc.

Erros e incerteza

Os parâmetros estatísticos de uma amostra da população são estimados por:
Valor médio,

=
=
N
i
i
X
N
X
1
1
; Desvio padrão, ( )

=


=
N
i
i X
X X
N
s
1
2
1
1
, onde X
i
são os valores
medidos e N o número de medidas observadas.
tutorIE rev0.doc - 42 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
Incerteza total de uma variável medida
A incerteza total de uma variável medida X é o intervalo ao redor do melhor valor de X dentro
do qual espera-se que o valor verdadeiro X
verd.
esteja contido com um dado nível de confiança. A
incerteza total é obtida combinando-se a incerteza aleatória e sistemática como se segue
2 2 2
i B C
S S U + = ,
onde S
B
é a incerteza sistemática e S
i
é a incerteza aleatória. A norma ISO sugere que o intervalo
de confiança seja de 95% ou aproximadamente 2S, onde S é o desvio padrão.
2 2
% 95
2
i B
S S U + =
Planejando um experimento: análise geral de
incerteza
Antes de se realizar um experimento ou de se especificar um instrumento para determinada
aplicação é necessário que se faça uma análise da viabilidade técnica da realização seja da medida
ou do experimento como um todo. Por outro lado, se um experimento já foi realizado, é
essencial saber a relevância ou validade do experimento. A base do estudo de viabilidade técnica e
de validação de um experimento é a análise de incerteza das medidas. Para se entender os
fundamentos da análise de incertezas é preciso entender como as medidas são realizadas e quais
os componentes utilizados para medição.
Um instrumento ou sistema de medida é normalmente composto pelo encadeamento de vários
componentes, cada um sujeito a uma incerteza individualmente. As medidas podem ser diretas,
quando um sensor é utilizado diretamente para medir uma variável desejada, ou indiretas quando
a variável desejada resulta de uma equação da física ou química do processo envolvendo mais de
uma grandeza medida. Duas questões são freqüentemente colocadas sobre a incerteza:
Se a incerteza de cada componente de um instrumento é conhecida, como se calcula a incerteza
total da medida?
Se a variável desejada resulta de uma equação cujas variáveis foram medidas com instrumentos
diferentes (e.g. P = ρRT, onde T é temperatura, P é pressão, R uma constante e ρ densidade),
qual a incerteza da variável estimada dado que as incertezas de cada instrumento usado são
conhecidas?
A resposta destas questões é obtida do cálculo diferencial e da estatística. Considere um caso
genérico em que o resultado experimental, r, é uma função de n variáveis medidas,
) , , , (
2 1 n
x x x r r L =
. A incerteza no resultado é dada por,
.
2
2
2
2
2
2
2
1
2
2 1 n
x
n
x x r
U
x
r
U
x
r
U
x
r
U
|
|
.
|

\
|


+ +
|
|
.
|

\
|


+
|
|
.
|

\
|


= L

A expressão para o cálculo da incerteza é obtida da regra da cadeia de uma função de várias
variáveis,
,
2
2
1
1
n
n
dx
x
r
dx
x
r
dx
x
r
dr
|
|
.
|

\
|


+ +
|
|
.
|

\
|


+
|
|
.
|

\
|


= L
-
tutorIE rev0.doc - 43 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
C M Polito-Braga/ DELT/UFMG
que descreve a variação da medição em torno de uma medida (um ponto). Os termos
x
d
's são
considerados os erros em cada variável e as derivadas parciais a magnitude com que cada erro,
seja de componente ou de instrumento, contribui para o erro total na variável medida, r. Os
erros individuais de cada variável são normalmente não correlacionados, por exemplo a parcela
de erro devido a
1
x
pode ser positiva enquanto a de
2
x
pode se negativa e vice-versa ou ainda
ambas podem ter o mesmo sinal. Entretanto essas parcelas de erro nas variáveis intermediárias
do cálculo de r sempre resultam em erros
dr
. Neste caso a melhor estimativa do erro total é
obtida da expectância de
2
dr
, ou seja
{ }
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦

|
|
.
|

\
|


+ +
|
|
.
|

\
|


+
|
|
.
|

\
|


=
2
2
2
1
1
2
n
n
dx
x
r
dx
x
r
dx
x
r
E dr E L
.
O operador de expectância é um operador de média e portanto os termos cruzados da expansão
do quadrado tendem a zero visto que eles são considerados não correlacionados. Assim tem-se
2 2
2
2
2
1
1
2

|
|
.
|

\
|


+ +

|
|
.
|

\
|


+

|
|
.
|

\
|


=
n
n
dx
x
r
dx
x
r
dx
x
r
dr L

A equação de dr2 descreve o erro quadrático absoluto e portanto é um valor com dimensão.
Dividindo-se a expressão de dr2 por r2 obtém-se uma expressão adimensional, o erro relativo,
dado por
2
2
2
2
2
2
2
2
2
1
1
2
1
1
2

|
|
.
|

\
|


+ +

|
|
.
|

\
|


+

|
|
.
|

\
|


=

n
n
n
n
x
dx
x
r
r
x
x
dx
x
r
r
x
x
dx
x
r
r
x
r
dr
L
.
Os termos
2

|
|
.
|

\
|


i
i
x
r
r
x
são denominados fator de amplificação da incerteza, FAI, e são
extremamente úteis no planejamento de um experimento ou análise de um resultado
experimental.
Com uma expressão para o cálculo da incerteza pode-se responder a questões do tipo: "dado a
incerteza dos instrumentos usados num experimento, qual a incerteza duma variável medida
indiretamente?" e "se se deseja obter uma variável com uma precisão de x%, qual deve ser a
precisão dos instrumentos usados para obtê-la indiretamente?"
Exemplo 1: Obter a expressão da incerteza (erro) para um experimento de determinação da
densidade de um gás. A equação que descreve o princípio físico é
RT P ρ =
. As variáveis
medidas são pressão e temperatura absoluta. A constante R é assumida ser conhecida com
altíssima exatidão.
Solução: Primeiramente deve-se explicitar a variável a ser calculada,
RT
P
= ρ

e então calcula-se os fatores de amplificação da incerteza,
1 = =

=
RT
P
dP
P
FAI
P
ρ
ρ
ρ
e
1
2
− = |
.
|

\
| −
=

=
RT
P T
dT
T
FAI
T
ρ
ρ
ρ
.
tutorIE rev0.doc - 44 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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A incerteza na medida de ρ é então dada por,
2
2
2
2
2
2
T
U
P
U
U
T P
+ =
ρ
ρ
.
A equação acima relaciona a incerteza relativa no resultado experimental, ρ, com as incertezas
relativas nas variáveis medidas, P e T. Neste exemplo conclui-se que as incertezas relativas das
variáveis medidas diretamente afetarão igualmente o resultado calculado da densidade.
Exemplo 2: Um tanque pressurizado é mantido à temperatura ambiente (25C). Com qual
exatidão pode-se determinar a densidade sabendo-se que a temperatura é medida com uma
exatidão de 2C e a pressão do tanque é medida com uma incerteza relativa de 1%.
Solução: As incertezas são UT = 2C = 2K; T=25C+273C = 298K, portanto a incerteza relativa
da temperatura é UT=2/298 e a incerteza da pressão é UP=1/100 (ou seja 1%). Substituindo-se
na expressão da incerteza do exemplo 1 tem-se
( )
4
2
2
2
2
10 45 , 1
298
2
01 . 0

× = |
.
|

\
|
+ =
ρ
ρ
U
, ou
% 2 , 1 =
ρ
ρ
U
.
Exemplo 3: Para o experimento do exemplo 2, suponha que a densidade é desejada com uma
incerteza de 0.5%. Se a temperatura é medida com um exatidão de 1C, qual deve ser a precisão da
medida de pressão?
Solução: As incertezas são UT = 1C = 1K; T=25C+273C = 298K, portanto a incerteza relativa
da temperatura é UT=1/298 e a incerteza da densidade desejada é Uρ=0.5/100. Substituindo-se
na expressão da incerteza do exemplo 1 tem-se
( )
2 2
2
298
1
005 , 0 |
.
|

\
|
+ |
.
|

\
|
=
P
U
P
, ∴
% 37 , 0 =
P
U
P
.
Assim sendo a medição da pressão terá de ser feita com uma incerteza menor que 0,37% para
que a medida da densidade atenda à especificação.
Dica: Como discutido anteriormente, a incerteza relativa é extremamente útil tanto na fase de
planejamento de um experimento quanto na análise dos resultados. Portanto é interessante tomar
nota de mecanismos que facilitem o cálculo da incerteza relativa para o caso especial em que
variáveis estimadas resultam de expressões com produto ou divisão de variáveis como no
exemplo 1. Uma regra útil é denominada de derivação de logaritmos e baseia-se no fato de que
dx
dr
x r dx
x r d
) (
1 )) ( ln(
=
. Use essa dica para obter a expressão para a derivada de
v
u
r =
, que é
2
v
udv vdu
dr

=
.
Exemplo 4: Obter a expressão da incerteza do exemplo 1. A equação que descreve o princípio
físico é
RT P ρ =
. As variáveis medidas são pressão e temperatura absoluta.
Solução: Primeiramente deve-se explicitar a variável a ser calculada,
RT
P
= ρ
, e então aplica-se o
logaritmo em ambos os lados da equação,
|
.
|

\
|
=
RT
P
ln ln ρ
, que resulta em
( ) ( ) RT P ln ln ln − = ρ
.
tutorIE rev0.doc - 45 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Derivando-se ambos os lados em relação ao tempo, t, tem-se,
dt
dT
RT
R
dt
dP
P dt
d
− =
1 1 ρ
ρ
.
Cancelando-se a variável t, tem-se
dT
T
dP
P
d
1 1 1
− = ρ
ρ
.
A incerteza é obtida com a expectância estatística do quadrado da variação dρ, resultando em
2
2
2
2
2
2
T
U
P
U
U
T P
+ =
ρ
ρ
.
Exercício 1: A medição de deformação de uma asa de avião é comumente realizada utilizando-se
resistores especialmente projetados, denominados "strain gauges", para serem colados sobre a asa
que se deseja conhecer a deformação. Os resistores ou strain-gauges colados na superfície da asa
sofrerão a mesma deformação que a asa resultando em variação da resistência dos strain-gauges
pois
A
L
R
ρ
=
, onde ρ é a resistividade do material usado para fabricar o strain-gauge, L é o
comprimento do strain-gauge e A sua área transversal.
Variações no comprimento da asa podem ser medidos com circuitos simples, uma ponte de
Wheatstone é comumente usada. A tensão de saída de um circuito em ponte em que apenas um
strain-gauge é utilizado para medir a deformação da asa pode ser escrita como
( )
2
g
BB g o
R R
R
V GR v
+
− = ε
,
onde G é um fator de amplificação do strain-gauge, Rg é a resistência do strain-gauge, ε é a
deformação (dL/L), VBB é a tensão da bateria usada para alimentar o circuito e R é a resistência
de resistores comuns usados no circuito em ponte.
Calcular, usando a regra de derivação dos logaritmos, a incerteza da deformação medida,
ε = ε(G, Rg,VBB, R, vo)
Sensores e Atuadores
No contexto de Controle e Automação Industrial é freqüente o uso de análises simplificadoras
em que se consideram a instrumentação, tanto sensores quanto atuadores, como sendo
componentes ideais e portanto relegados como “adendos auxiliares” no projeto de um sistema de
controle. Entretanto, é importante ressaltar que a instrumentação é o elo de conexão entre o
controlador e o processo e portanto deve ser abordada com a mesma importância dada ao
projeto de controladores e estratégias de controle. Nesse sentido, há uma tendência moderna de
se utilizar instrumentos com funções de validação, comercialmente referidos como instrumentos
inteligentes, que incorporam além de funções de comunicação digital, mecanismos que visam
robustecer as malhas de controle tais como: calibração automática, detecção e compensação de
falhas, rótulos digitais para identificação automática, reconciliação de dados locais, etc.
tutorIE rev0.doc - 46 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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O conhecimento de princípios e técnicas de medição, de conceitos associados aos instrumentos
de medida (e.g. caracterização estática e dinâmica,
calibração), e de procedimentos relacionados a segurança
e instalação apropriada de instrumentos são fundamentais
para técnicos e engenheiros de projeto, operação e
manutenção que almejam obter sistemas de controle com
bom desempenho, confiabilidade, e custos otimizados de
instalação, operação e manutenção.
O desafio para engenheiro de controle e automação
começa com a seleção de um sensor adequado para
determinada aplicação. Esta seleção depende da natureza
do objeto a ser medido e das restrições de instalação.
A seguir apresenta-se uma revisão teórica dos conceitos
relacionados com a Instrumentação Industrial, quais
sejam, conceito de instrumentação, classes de aplicação
de instrumentos de medida, definição de instrumento,
definição das características estáticas dos instrumentos
(precisão, exatidão, polarização, calibração, span, range, etc.), caracterização dinâmica dos
instrumentos, segurança intrínseca.
Finalmente apresentam-se os demais critérios, além das características de desempenho estático e
dinâmico dos sensores, que devem ser considerados no momento de se fazer a escolha do sensor
para determinada aplicação.
Conceitos gerais sobre instrumentação
Instrumentação: definição e classes de aplicação
Processo Industrial é uma seqüência de operações, executadas por equipamentos, que
transformam matéria prima em um produto final.
Existem sensores baseados em princípios físicos diversos que possibilitam medir as variáveis de
processo básicas, quais sejam, temperatura, pressão, vazão de fluido, e nível, propriedades físicas
tais como viscosidade, calor de combustão e densidade, e composições (fração de moles,
concentrações).
Para o bom desempenho e segurança de um sistema de controle de processo é necessário que a
medição dessas variáveis seja a mais precisa possível.
Sendo assim, a partir dos conceitos anteriores, pode-se definir a Instrumentação Industrial
como sendo o conjunto de equipamentos (sensores, transmissores e hardware/software para
procedimento de validação) que possibilitam a medição, monitoração e controle de variáveis de
processo, propriedades físicas e composições dentro de um processo industrial.
Classes de Aplicação de Instrumentos de Medida: Monitoração, Análise Experimental de
Engenharia e Controle de Processos.
Para qualquer classe de aplicação, a seleção de um instrumento de medida deve ser criteriosa,
responsável e adequada aos objetivos definidos para a aplicação. Mas esta tarefa não é fácil. Ela
demanda um amplo espectro de informações a respeito da instrumentação comercial disponível e
de suas características técnicas, que precisam ser especificadas de acordo com as condições
operacionais a serem impostas ao instrumento (e.g. tipo de instrumento e span) e com as
demandas do processo em relação à medição (e.g. precisão e tempo de resposta). Em outras
palavras, demanda-se um bom conhecimento do trabalho a ser desempenhado pelo instrumento
e das características de desempenho passíveis de serem atingidas.
P
S
C
A
Componentes básicos de uma malha
de controle: Controlador, Atuador,
Processo, Sensor e Validador
tutorIE rev0.doc - 47 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Características estáticas dos instrumentos
O desempenho estático dos instrumento de medida pode ser caracterizado a partir dos conceitos
apresentados a seguir:
• Calibração estática: Operação que tem por objetivo levar o instrumento de medição a uma
condição de desempenho e ausência de erros sistemáticos, adequados ao seu uso.
• Ganho: O ganho é a relação entre a variação na saída e a variação unitária na entrada, ou o
span da saída dividido pelo span da entrada.
Assim, para um transmissor eletrônico de temperatura com uma faixa de entrada de 100 a 200º C
e uma saída de 4 a 20 mA, o ganho é:
) / ( 16 , 0 ) / (
100 200
4 20
C mA C mA ganho
o o
=


=

• Faixa de calibração (Range): é a região entre os limites máximo e mínimo nos quais a
quantidade medida, recebida ou transmitida pode variar. Toda variável medida e todo
instrumento possuem um determinado range. Por exemplo, se um processo pode ter sua
pressão variada entre 200 e 300 psi (Pounds per Square Inch, libras por polegada quadrada)
deve-se requerer um instrumento que seja capaz de medir entre 100 e 400 psi. Isto é o
instrumento possui um range com limite inferior de 100 e superior de 400 psi. O range é
determinado pelos valores máximos e mínimos. Deve-se cuidar para que a especificação do
instrumento propicie que o mesmo opere em torno de 30% da sua faixa máxima para o
valor nominal da variável medida, evitando-se leituras no início e no final da escala onde a
confiabilidade da medida é inferior.
• Span é a diferença algébrica, isto é a "distância numérica" entre os limites inferior e superior
do range. No exemplo mencionado acima o span do instrumento é de 300 psi.
• Exatidão (Accuracy): indica o quanto o sensor é capaz de indicar um valor próximo do
valor real. A exatidão é indica em termos da "inexatidão", por exemplo: ±2 % ou +1% ou -
3 %.
Obs.: Não há sentido em se falar de exatidão de um instrumento isoladamente. Deve-se levar em
consideração o meio e as entradas (perturbações).
• Precisão: é a medida da consistência do sensor e indica a sua repetibilidade, isto é qual a
capacidade do sensor em indicar o mesmo valor, estando nas mesmas condições de
operação, em um dado período de tempo.
Em geral, os instrumentos são especificados em termos de sua exatidão (accuracy) e não da sua
precisão. A especificação informa o valor da exatidão em termos de percentagem em torno do
valor exato (para mais ou para menos), isto é, informa o desvio que o instrumento pode
proporcionar.
Por exemplo, um sensor de nível com exatidão de 10 cm , pode ter sua medida na faixa de ±10
cm em torno do valor real, isto é pode variar de 10 cm para mais ou para menos. Neste caso,
uma indicação de nível de 3 m pode significar qualquer nível entre 2,9 e 3,1 m.
Ao contrário, precisão não é indicada pelo fabricante e está sempre na mesma direção, isto é o
desvio será sempre para mais ou para menos. Um instrumento preciso pode informar o valor
errado, mas ele é consistente com essa informação. Logo o desvio provocado por um dispositivo
preciso pode ser removido.
Bias (polarização) e Imprecisão: Um processo de calibração pode propiciar a decomposição
do erro total do processo de medição em duas partes: polarização (bias) e imprecisão.
A polarização pode também ser chamada de erro sistemático, uma vez que será sempre a
mesma para cada toda leitura realizada, e portanto pode ser removida pela calibração.
tutorIE rev0.doc - 48 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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O erro causado pela imprecisão pode ser denominado erro aleatório (random error) ou
não-repetibilidade uma vez que é diferente para cada leitura. A soma da polarização e da
imprecisão caracterizam a incerteza total de uma medida.
Portanto, a calibração é o processo realizado para remover a polarização (minimizando, assim, a
incerteza da medida) e definir a imprecisão numericamente.
Em um experimento de calibração real, faz-se o valor verdadeiro da quantidade medida variar
(em incrementos pré-definidos) ao longo da faixa de operação do medidor. Em geral, o
procedimento inclui variações da entrada no sentido crescente e depois decrescente.
• Repetibilidade: é a medida da capacidade de um instrumento repetir a mesma saída
(medida) para um dado valor, quando a mesma entrada precisa é aplicada várias vezes.
Existem duas definições matemáticas possíveis para repetibilidade:
100

100

min


=


=
escala fundo
média desvio maior
Rp
escala fundo
máx
Rp

Zona Morta: é a faixa onde o sensor não consegue responder. Ela define o valor necessário de
variação do processo (da variável em medição) para que o medidor comece a percebê-lo.
Tempo Morto: é o tempo necessário para que o sensor comece a responder a alterações na
variável medida (entrada).
Resolução: é menor mudança na entrada do sensor que irá resultar em uma mudança na saída
do mesmo. A resolução dá uma indicação de quão pequena uma variação na entrada de energia
pode ser percebida por um sensor.
Linearidade: pode ser especificada de várias formas. Uma maneira simples e usual é especificar a
linearidade da reta de calibração de um sensor, traçada a partir da estimativa da melhor reta, pelo
método dos mínimos quadrados, proveniente dos dados de entrada e saída do tal sensor para
toda a faixa de medição.
Histerese: o efeito da histerese é notado em instrumentos que possuem comportamento
diferente para entrada crescente em relação a entrada decrescente.
Carga do Instrumento: Um instrumento de medida (elemento primário) sempre extrai alguma
energia do meio onde encontra-se instalado realizando suas medições. Sem isto seria impossível
realizar a medição. Mas a grandeza medida é sempre perturbada pelo meio ou pelo ato da
medição, o que torna uma medida perfeita, teoricamente, impossível de ser alcançada. Portanto,
bons instrumentos devem ser projetados para minimizar este efeito.
Este efeito de carga do instrumento está associado à sua rigidez ou impedância de entrada,
definida como:
fluxo
esforço
i
V
V
Z =
, onde V
esforço
é a variável de esforço e V
fluxo
é a variável de fluxo,
e portanto, a potência drenada do meio é dada por:, ou seja, um instrumento deve ter uma alta
impedância de entrada para drenar minimamente potência do meio.

Características Dinâmicas dos Instrumentos
Os instrumentos de medida também são sistemas dinâmicos com características semelhantes as
dos processos industriais. Os sistemas dinâmicos sempre respondem à uma entrada qualquer (um
sinal a ser medido ou uma perturbação) passando por uma resposta transiente antes de
encontrarem sua condição de estado estacionário. Basicamente duas características definem a
tutorIE rev0.doc - 49 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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resposta dinâmica de um sistema: o tempo morto, ou atraso de transporte (tempo decorrido
antes que o sistema comece a responder a uma dada entrada aplicada) e a constante de tempo
(tempo necessário para a resposta do sistema atingir 63,2% do seu valor final de estado
estacionário). Estas características definem o tempo de resposta do sistema, neste caso, do
instrumento de medida. Pode-se, então, dizer que o tempo de resposta é o tempo requerido para
o sensor responder completamente à uma mudança na sua entrada e corresponde a
aproximadamente 4 vezes a constante de tempo do mesmo.
Embora as características que determinam o desempenho estático do instrumento, discutidas no
item anterior, sejam muito importantes, elas não são suficientes para determinar o desempenho
final do instrumento em sua aplicação. Se vamos especificar um instrumento para medir uma
variável controlada de dinâmica rápida, precisamos de um instrumento de medida com
velocidade de resposta maior que a da variável medida, caso contrário, a dinâmica do instrumento
poderá interferir consideravelmente na dinâmica do sistema de controle da malha, introduzindo
atrasos e provocando oscilações na resposta.
A análise do comportamento dinâmico de um instrumento pode ser feita a partir de um modelo
matemático e/ou a partir de dados provenientes de testes aplicados no instrumento. A
caracterização dos principais tipos de resposta dinâmica é feita a partir dos modelos matemáticos
dos instrumentos, geralmente na forma de equações diferenciais. A ordem da equação diferencial
define o tipo de resposta, por exemplo, de primeira ou de segunda ordem.
Segurança Intrínseca
Em alguns processos industriais existem áreas consideradas de risco, devido à presença de
substâncias potencialmente explosivas. O risco de ignição da atmosfera destas áreas está
relacionado à simultaneidade de três condições:
1. Presença de uma substância inflamável em estado e quantidade suficiente para formar uma
atmosfera explosiva (Combustível);
2. Existência de uma fonte de ignição com energia elétrica ou térmica suficiente para provocar a
ignição (Fonte de Ignição);
3. Existência de atmosfera em torno da fonte de ignição (Comburente: ar ou oxigênio).
Para se evitar a ocorrência desta simultaneidade de condições causadora de explosões, pode-se
optar por vários métodos de prevenção, quando for necessária a instalação de um instrumento ou
equipamento eletro-eletrônico em uma área de risco. De uma maneira geral estes métodos
baseiam-se em um dos seguintes princípios (Rossite, 1993):
• Confinamento: evita a detonação da atmosfera, confinando a explosão em um
encapsulamento robusto, capaz de resistir à pressão desenvolvida durante uma possível
explosão, evitando a propagação para áreas vizinhas.
• Segregação: visa separar fisicamente a atmosfera potencialmente explosiva da fonte de
ignição. Instrumentos pressurizados utilizam este princípio. Além da pressurização, as
técnicas de encapsulamento (para circuitos eletrônicos), imersão em óleo ( para
transformadores, disjuntores e similares) e enchimento com areia (proteção em leitos de
cabos) utilizam o princípio da segregação.
• Prevenção da ignição: é o método mais elegante para se implementar proteção contra
explosões. Baseia-se na limitação dos níveis de potência elétrica envolvidos na área. Os
dispositivos de segurança intrínsica utilizam este conceito de prevenção.
• Segurança Intrínseca: os instrumentos com proteção baseada me segurança intrínseca têm
o excesso de energia elétrica na forma de tensão e corrente, limitados através da inserção de
dispositivos limitadores de energia, conhecidos como barreiras de segurança intrínseca, nos
seus circuitos. Pode-se dizer que um circuito intrínsecamente seguro possui três
componentes básicos: o dispositivo de campo a ser instalado na área de risco, a barreira de
segurança intrínseca e a fiação de campo envolvida.
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Para se selecionar uma barreira adequada ao dispositivo de campo, este deve ser conhecido. Estes
dispositivos são classificados basicamente em dois tipos: dispositivos simples (que não
armazenam energia) e complexos (que armazenam energia) (norma ANSI/ISA-RP 12.6, 1987).
Para proteger o sistema de segurança intrínseca numa área de risco, um dispositivo limitador de
energia deve ser instalado. Este dispositivo é conhecido como barreira ou sistema de segurança
intrínseca associado. Sob condições normais, o dispositivo é passivo e permite o sistema de
segurança intrínseca funcionar normalmente. Sob condições de falta, ele protege o circuito de
campo prevenindo que o excesso de corrente e tensão atinja
a área de risco.
A figura ao lado mostra um circuito de barreira. Pode-se
observar que existem três componentes na barreira que
limitam corrente e tensão: um resistor, pelo menos dois
diodos zener (se um queimar, o outro atua) e um fusível. O
resistor limita a corrente ao valor específico conhecido
como corrente de curto circuito, Isc. Os diodos zener
limitam a tensão ao valor referenciado como tensão de
circuito aberto, Voc. O fusível abre quando o diodo
conduz, abrindo o circuito e evitando a queima do diodo,
bem como a transferência de qualquer excesso de tensão à area de risco.
Durante a análise do problema de segurança intrínseca de uma dada área de risco, é fundamental
comparar os valores da entidade de um sistema intrinsecamente seguro (dispositivo de campo)
com os do sistema associado (barreira), para definir a escolha da barreira adequada. Esses
parâmetros são normalmente encontrados nas placas de caraterísticas dos instrumentos ou nos
diagramas de fiação. Ver tabela 1.
Tabela 1: Comparação entre valores de entidades de um sistema intrinsecamente seguro (dispositivo de campo) e um
sistema associado (barreira).
Característica do Circuito de Barrreira Barreira de
Segurança
Dispositivo de
Campo
Condição de Segurança
Intrínseca
Tensão de circuito aberto Voc Vmax Voc<=Vmax
Corrente de curto circuito Isc Imax Isc<=Imax
Capacitância permitida Ca Ci Ca>=Ci
Indutância permitida La Li La>=Li

Os níveis adequados de tensão de circuito aberto e corrente de curto circuito são definidos a
partir de curvas de ignição dos gases. Aplicações de segurança intrínseca deverão sempre estar
abaixo destas curvas, onde o nível de energia de operação é de cerca de 1W ou menos (60mW
típico). As curvas de capacitância e indutância também devem ser analisadas para a especificação
de circuitos intrinsecamente seguros.
Um outro ponto importante a ser analisado na especificação de dispositivos intrinsecamente
seguros é a operação correta do dispositivo de campo em condições normais. Em outras
palavras, é preciso certificar-se de que o resistor limitador de corrente do circuito de barreira
exercerá sua função de proteção com segurança sem influenciar nas medições do instrumento em
condições normais. O cálculo adequado desta queda de tensão, faz, portanto, parte da
especificação de um instrumento de campo intrinsecamente seguro. esperto
Instrumentos espertos e inteligentes
Instrumentos espertos ("smart") ou inteligentes são comercializados desde meados da década de
80 mas as funções disponíveis tem sido consideravelmente incrementadas desde então com a
combinação de novas tecnologias de microsensores e microeletrônica. Estes instrumentos
S1
Fusível
D2
1
2
R1
R
D1
1
2
Figura: Circuit o de barreira intríns eca
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inteligentes tem capacidade de processamento local, funções de auto-diagnóstico e capacidades
para compensação de falhas e deteriorações de certas características. Vale notar que o termo
esperto ("smart") e inteligente são usados devido ao grande apelo comercial e não propriamente
técnico. Academicamente é comum referir-se aos instrumentos inteligentes como instrumentos
auto-validados, ou seja, instrumentos com capacidade de atestar, sob certas condições, o seu
correto estado de funcionamento. A primeira geração de instrumentos espertos incorporou
apenas a capacidade de comunicação digital em conjunto com transmissão de sinais analógicos
convencional e portanto várias das características divulgadas como sendo inteligentes são na
prática bem restritas a determinadas condições operacionais e de procedimentos de manutenção.
Com o constante barateamento de componentes eletrônicos têm sido possível incorporar maio r
processamento local a instrumentos de campo. As características mais comuns encontradas em
instrumentos inteligentes atualmente são:
• Auto-diagnóstico: é a capacidade do instrumento de verificar suas próprias condições de
operação e relatar degradações operacionais e falhas.
• Auto-calibração: é a habilidade do instrumento para ajustar parâmetros internos quando as
condições de operação mudam, e.g. faixas de operação, variações de temperatura, etc.
• Funções de auto-testes: é a habilidade do instrumento de executar testes internos específicos
para determinar o seu estado atual representado por parâmetros característicos internos tais
como ganho, constante de tempo, tempo morto, histerese, etc.
• Detecção de faltas e geração de alarmes: limites internos quando violados disparam alarmes,
e.g. chaves indicadoras de valores máximos ou mínimos.
• Funções de controle: algoritmos de controle (e.g. PID) são incorporados ao conjunto de
funções para processamento interno permitindo compensação dinâmica de não-linearidades
ou até mesmo o controle de variáveis externas via processamento distribuído.
• Redundância de hardware com o uso de múltiplos sensores internos conferindo ao
instrumento a habilidade de medir mais de uma variável permitindo auto-validação on-line e
possibilidades de reconfiguração de malhas de monitoração e controle.
• Registro de dados históricos: informações sobre manutenções, faltas detectadas com
estampas de tempo e estatísticas, tendência histórica dos dados, etc.
• Bancos de dados: permite manter localmente informações características do instrumento, tais
como as contidas nas folhas de dados: número de identificação (tag), coeficientes de
calibração, ajustes dos níveis de alarme para valores máximos e mínimos, dados sobre faixa
de calibração e span, linearidade, fatores de incerteza, unidades de engenharia, parâmetros de
sintonia, opções de configuração, coeficientes da função de transferência do instrumento,
funções para linearização, fabricante, etc.
• Comunicação digital e analógica: provisão de vários protocolos de comunicação digital e
analógica (Fieldbus Foundation, Profibus, LonWorks, WorldFip, etc.) que permitem a
conexão de instrumentos de diferentes fabricantes numa mesma rede de chão de fábrica.

Selecionando sensores
As seguintes características devem ser observadas durante o processo de especificação de
sensores:

1. Características estáticas;
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• Exatidão ou precisão;
• Faixa de calibração (limites, span);
• histerese, backlash e mechanical play (folga);
• zona morta;
• linearidade (não-linearidade);
• repetibilidade;
• resolução.
2. Características dinâmicas
• constante de tempo dominante máxima;
• tempo morto;
• Deriva;
• Consistência na tendência;
• resposta dinâmica a pequenos, médios e altos sinais;
• reposta em freqüência (passa baixas, passa altas);
• robustez;
• estabilidade.
3. Rejeição de perturbações (interferência e modificação)
• Rejeição de vibrações e choques;
• Rejeição de efeitos da temperatura;
• Rejeição de efeitos elétricos (RFI, EMI, ESD, aterramento);
• Rejeição de efeitos de outras variáveis ambientais (umidade, pressão,
viscosidade).
4. Características de instalação
• a medição deve ser feita com ou sem contato físico entre sensor e variável de
processo;
• há necessidade de isolação devido a interação com fluidos corrosivos;
• a superfície do material, e.g. no caso de medição de nível, é lisa e/ou
homogênea;
• restrições impostas pelas condições ambientais (temperatura, humidade,
atmosfera/meio corrosivo);
• restrições impostas pela operação do sistema;
• necessidade de invólucro à prova de explosões (escolha adequada de invólucros,
de acordo com as especificações da norma NEMA ou IEC/IP no caso de
ambientes perigosos);
• necessidade de segurança intrínseca;
• aplicações de alta integridade e segurança;
• dimensões do sensor (tubulações, volumes, vazões, pressões, temperaturas, etc)
• tipos de conexão para interfaceamento com o processo (conectores para dutos
de pressão, tubulações padronizadas, flanges, etc). Geralmente cada segmento da
indústria adota seus próprios padrões;
• comunicação em redes elétricas. Coexistem na indústria padrões de sinais
transmitidos em corrente, tensão (e.g. 4 @ 20mA, 0-10V, etc). O padrão de 4 @
20mA é o mais simples e comum pois requer em muitos casos apenas 2 fios.
Existem também redes digitais compartilhando o mesmo meio físico com redes
analógicas. Comunicação ótica é cada vez mais comum. Comunicação via rádio
são usados em casos específicos apenas. Ethernet já está chegando ao chão de
fábrica também;
• conexões elétricas incluem conduítes, cabos trançados, blindados, conectores de
tamanhos variados. Embora o par-trançado seja o mais comum aplicações
modernas têm demandado novos tipos de cabos como robôs que demandam
cabos flexíveis, fibras óticas com variadas especificações de atenuação,
imunidade a ruído, etc.
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5. Características de manutenção
• Tempo de vida e confiabilidade (parâmetros estatísticos MTBF, MTBFA, ARL);
• capacidade de manutenção sem remoção da planta;
• capacidade de auto-validação (online ou off-line);
• capacidade de armazenamento local de dados de manutenção (folhas de dados
eletrônica);
• facilidades de rastreamento remoto para inventários;
• funções de auxílio no processo de manutenção preventiva (e.g. registro de falhas
e deteriorações graduais de desempenho).

Sistemas de Medidas
• Cúbito egípcio: Criado no Egito por volta de 3000 AC. É igual a distância do cotovelo
a ponta dos dedos (~50cm)
Dígito
No Egito antigo era
igual a largura de um
dedo.
4 dígitos = 1 palmo
24 dígitos = 1 cúbito
Span
(~20cm)
Cúbito
(entre 40cm e 50cm)


Figura 1: Esta pintura de parede egípcia da
18
a
dinastia (1567 - 1320 AC) no túmulo de
Menna em Thebes, mostra trabalhadores
medindo o campo de plantações e anotando
o resultado da colheita.


Figura 2: Régua de medidas do reino de Tutankhamun
feita de granito preto com numerais e hieróglifos
gravados nela.

Os egípcios mantinham um padrão do cúbito contra o
qual todas as réguas oficiais de medidas de todo o país
eram regularmente comparadas. A eficiência deste
processo pode ser vista da precisão das medidas usadas
na complexa construção das pirâmides.
• Gregos usavam o comprimento de um dedo como unidade de medida de comprimento e
os Romanos subdividiam o pé em 12 polegadas. Por exemplo, 5 pés romanos eram um
passo e 1000 passos eram um milha.
• Pés e polegadas formam a base do sistema imperial oficializado na Inglaterra em 1215,
espalhado pelo mundo inteiro, e muito utilizado até o século XX. Foi revisado pela
última vez em 1968.
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• Sistema métrico decimal: criado em 1670 e adotado na França em 1795. Foi proposto
para atender a dois requisitos importantes: cada unidade do sistema pudesse ser definida
a partir de um pequeno conjunto de unidades padrões, e outras unidades menores ou
maiores pudessem ser obtidas simplesmente dividindo-se ou multiplicando-se por
múltiplos de 10.
• O SI (Sistema Internacional) de unidades, definido cientificamente, foi proposto em
1960 e baseia-se no sistema métrico que já era largamente utilizado desde 1875 em
muitos países.
• Unidades básicas do SI
o Comprimento [m]: 1.650.763,73 comprimentos de onda da linha laranja-
avermelhada do criptônio-86.
o Massa [kg]: clindro de liga de platina-iridio (Sèvres - França)
o Tempo [s]: 9.192.631.720 ciclos do átomo de césio.
o Corrente elétrica [A]: corrente que passa por 2 fios paralelos (longos)
separados de 1 m cria uma força = 2x10
-7
N/m
o Temperatura termodinâmica [K]: ponto trplo da água = 273,16 K = 0.01
o
C
o Intensidade luminosa [cd]: intensidade de 1/600.000 da radiação emitida por
1m
2
de platina no ponto de solidificação (T=2.042K)
• Teoria da medição
o Tipos de medida
Extensiva (aditiva) Ex.: peso
Intensiva (não-aditiva). Relaciona-se as propriedades da matéria, e.g.
temperatura.
o Problema de representação: atribuição de números a objetos eou fenômenos
(procedimentos e operações empíricas passam a ter representação numérica)
o Unicidade
proximidade da medida da única representação do tipo possível
análise dimensional: medidas físicas exibem relações simples nas
equações fundamentais da física.
o Erros
Instrumental (e.g. calibração, precisão, etc)
Humano (e.g. paralaxia)
Sistemático (e.g. polarização)
Aleatório (e.g. ruído térmico)
De amostragem (falseamento da informação amostrada)
Propagação de erros em cálculos sucessivos
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Ciência
dos
Sensores
Medição
Máquinas
de
Informação
Tecnologia
da
Informação
Inteligênci a
Artifici al
Ciência dos
Materi ais
Engenhari a
de Sistemas
Modelagem
Matemática
Engenhari a
de Software
Teoria da
Informação
Control e
Comunicação
Engenhari a
do Sinal
Computação
Emgenharia de
Confi abilidade
Geração do
Projeto Conceitual
Projeto
Hol ístico
Geração das
Especificações
Manut enção
e Logística
Diagnóstico
de Faltas
Identi ficação
Diagrama de bolhas ilustrando as diversas disciplinas que compõem a Ciência dos Sensores.

Instrumentação
• A Instrumentação se ocupa dos dispositivos de medição e elementos finais de atuação.
• Váriáveis típicas e métodos utilizados para medição.
Métodos
Variáveis
Movimento Vazão Força Pressão Tensão/Corrente Temperatura
Temperatura

Força


Momento/
Torque




Pressão/
Vácuo


Vazão

Velocidade




Aceleração




Massa


Peso




Posição


Distância


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Contorno


Nível


Densidade


Umidade



Viscosidade




Tensão



Corrente



Resistência


Indutância


Capacitância


Impedância


Calor específico



• Classificação quanto à aplicação
o Monitoração
Instrumento
de medi da
Informação
apresentada ao
observador
Distúrbios
Grandeza a ser
medida

Figura 4: Sistema de monitoração

o Controle de processos
Processo
Instrumento
de medi da
Control ador
Elemento final
de cont rol e
Variável
controlada
Distúrbios
Material ou
energia de
entrada
Valor desejado da
variável controlada

Figura 4: Sistema de controle realimentado
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o Análise experimental


• Configuração generalizada e elementos funcionais de um instrumento
Sensor
primário
Apresentação
dos dados
Conversão da
variável
Manipulação
da variável
Transmissão
da informação
Armazenamento
dos dados





Observador
Ambiente onde a
medida é feita
quantidade medida

Figura 5: Elementos funcionais de um instrumento ou sistema de medição.
o Sensor primário: é o elemento transdutor que absorve a energia extraída do
meio onde a medida é feita. O sensor primário sempre interage com o ambiente
onde a medida é feita tornando uma medida perfeita (sem dreno de energia do
ambiente da medida) teoricamente impossível.
o Conversão da variável: em muitos casos é interessante converter a variável
medida em outras unidades (e.g. um termopar converte temperatura em
tensão/corrente) mas preservando a informação presente no sinal original.
o Manipulação da variável: é o elemento que produz uma mudança no valor
numérico da variável preservando sua natureza física (e.g. amplificação de tensão
ou corrente).
o Transmissão da informação: é o elemento que transfere a informação de um
ponto do instrumento a outro.
o Apresentação: é o elemento que converte a informação em uma forma
reconhecível por um dos sentidos do ser humano.
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Figura 6: Termômetro baseado no método de pressão.

Observações
• Conceitos gerais são úteis para o entendimento de sistemas de maior complexidade
• O conhecimento das funções básicas de um sistema de medida permite a síntese de
novas combinações de transdutores para atender a aplicações específicas.
• A seleção de instrumentos requer amplo conhecimento do problema, das variáveis
disponíveis, e do desempenho do instrumento.



• Transdutores passivos: é aquele em que a energia de saída é quase que inteiramente
fornecida pelo sinal de entrada; a energia de saída pode ser da mesma forma da de
entrada ou pode ser convertida em uma outra forma.
• Transdutores ativos: é aquele que necessita de uma fonte auxiliar de energia que
fornece a maior parte da potência de saída enquanto o sinal de entrada contribui com
uma porção insignificante.

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Figura 7: Amplificador eletrônico [transdutor ativo]

Figura 8: Instrumento tipo servomecanismo

• Modos de operação:
o Analógico: o valor preciso da quantidade que contem a informação é
significante, e.g. termopares.
o Digital: são basicamente de natureza binária (verdadeiro/falso), e.g. chaves
liga/desliga, encoders, etc.

• Método de operação
o Deflexão: o instrumento deflete até encontrar o ponto de equilíbrio com a
quantidade sendo medida.
o Zeramento: a deflexão é mantida o mais próximo de zero através da aplicação de
um efeito oposto ao que gerou a quantidade medida. Resulta em instrumentos
precisos pois a faixa de operação é bem reduzida e próximo ao zero do
instrumento.
• Configuração de entrada e saída de um instrumento
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F
I

Interferência, e
I
F
D

F
M,I

F
M,D

Modificação, e
M
Sinal desejado, e
D
Saída, e
O
Componete da saída
devido ao sinal
desejado e e
M
Componete da saída
devido ao sinal de
intereferência e e
M
+
+

Figura 9: Configuração generalizada de entrada e saída.
o Sinal desejado: variável que o instrumento foi projetado para medir (F
D

representa a relação de entrada e saída, isto é, as operações matemáticas
necessárias para se obter a saída a partir dos sinais de entrada.)
o Interferência: variável que o instrumento é não-intencionalmente sensível.
o Modificação: variável que provoca mudanças na relação de entrada e saída
causando mudanças nas funções F
I
e F
D
.
Exemplo: Medição de deformação usando extensômetros ('strain-gage'). A resistência Rg
varia de acordo com a relação
ε
g F g
R G R = ∆ ,
onde ∆R
g
é a mudança na resistência do strain-gage em Ω, G
F
é o gage-gactor, sem
dimensão, R
g
é a resistência do strain-gage sem deformação e ε é a deformação unitária,
em cm/cm. A tensão de saída, e
o
, é dada por
( )
2
a g
a
b g F o
R R
R
E R G e
+
⋅ ⋅ ⋅ = ε .
Sinais de interferência: tensão induzida, temperatura (causa variação na resistência do strain-
gage e na dilatação do specimem.).
Sinais de modificação: temperatura afeta o gage-factor, G
F
e a tensão da bateria, E
b
. Estes
sinais são de modificação pois modificam a relação de proporcionalidade entre a
deformação ε e a tensão de saída, e
o
.
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Figura 10: Sinal de interferência para um circuito com strain-gage.

• Métodos de correção de Interferências
o Método de insensibilidade inerente: dispositivos projetados de forma a
serem sensíveis a apenas a entrada desejada, i.e., ainda que existam variáveis de
modificação e interferência estas não afetam a saída.
o Realimentação com ganho alto: a variável de saída é convertida em uma
variável que pode ser comparada à de entrada por um dispositivo que apresente
menor sensibilidade às variáveis de modificação e interferência; o erro resultante
é amplificado e usado como entrada no sistema de medida.
o Filtragem do sinal: introdução de elementos que reduzem o efeito dos sinais
de interferência e modificação na saída de acordo com o seu conteúdo de
freqüência.
o Método das entradas em oposição: introdução de um elemento sensível às
variáveis de interferência e modificação de forma a cancelar os efeitos dessas
entradas na saída.
Exemplo: Uso de
realimentação para
reduzir efeitos de
entradas espúrias.

i
FB
o
e
K
x
1

K
AM

x
o

Distúrbios
e
i

K
Mo
K
SP

K
FB

Amplificador Motor Mola
Distúrbios
e
o

+
-

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Figura 11: Exemplos de métodos de correção de interferências e modificações
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Figura 11 (cont.): Exemplos de métodos de correção de interferências e modificações

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• Sensitividade estática




Exemplo de mudança de sensitividade devido a interferência (zero drift) e modificação
(sensitivity drift).

tutorIE rev0.doc - 65 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• Linearidade é simplesmente uma medida do desvio máximo de qualquer ponto de
calibração da reta obtida por mínimos quadrados.
• Linearidade independente = ±A % da leitura ou ±B % do fundo de escala, o que for
maior.


• Não-linearidades: limiar, histerese, folga mecânica, resolução


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• Modulação e demodulação

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Determinação experimental de parâmetros
• A sensibilidade estática, K, é obtida no processo de calibração estática
• Sistema de 1a. Ordem
• Resposta em freqüência (G=-3db e arg(G)=-45
o
)
• Resposta ao degrau



• Sistema de 2a. Ordem: neste caso é necessário determinar primeiramente o tipo de
sistema: super ou sub-amortecido.


tutorIE rev0.doc - 68 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• Para sistemas sub-amortecidos os parâmetros ζ e ω
n
podem ser obtidos de diversas
maneiras a partir da resposta em freqüência ou ao adegrau. Referindo-se a figura abaixo
os valroes dos parâmetros ζ e ω
n
são:
( ) | | 1 / ln /
1
2
+
=
A a π
ζ
e
2
1
2
ζ
π
ω

=
T
.
• Para sistemas levemente amortecidos ζ pode ser aproximado por:
( )
n
x x
n
π
ζ
2
/ ln
1
=
.
Calcula-se vários valores de ζ para alguns valores de n, (e.g. n=1, 2 , 3, 6) e caso haja
discrepância significativa o modelo aproximado não é de 2a. Ordem.

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Dispositivos de Medição

Medidas de movimento e dimensão
• Baseadas em duas quantidades fundamentais na natureza: comprimento e tempo.
• É comumente usada como quantidade intermediária em medidas de outras variáveis como força,
pressão, temperatura, etc.

Potenciômetro resistivo
• Resistência com contato móvel (translação ou rotação):
o faixa 0,25 a 50 cm ou 10
0
a 60 voltas.
o Excitação: CA ou CC.
• Idealmente a saída varia linearmente com o deslocamento.


tutorIE rev0.doc - 71 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• Na prática, a resistência de carga do medidor introduz não-linearidade no circuito devido ao
carregamento,
( ) ( )( )
t i m p t i ex
x x R R x x e
e
− +
=
1 1
1
0

• Quando a resistência do sistema de medida é infinita tem-se:
0 =
m p
R R ⇒
t
i
ex
x
x
e
e
=
0

• Se R
p
=R
m
, o erro máximo é de 12% do fundo de escala;



• Se a dissipação de potência é limitada a P watt, a tensão máxima de excitação permitida é
p ex
R P e ⋅ =
max
.
• Assim um valor baixo de R
p
implica em um valor baixo de e
ex
e portanto baixa sensitividade.
tutorIE rev0.doc - 72 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• A resolução dos potenciômetros é fortemente influenciada pela construção do elemento resistivo.
• Potenciômetros de uma única espira têm valores muito limitados de resistência e potência;
• Potenciômetros com fio enrolado não têm resposta linear contínua, mas em pequenos degraus, o
que limita muito a resolução do potenciômetro (e.g., um potenciômetro de 200 espiras com 1 cm
de comprimento não é capaz de detectar variações menores que 0,005 cm; na prática é possível
encontrar até 500 voltas/cm.)

• Potenciômetros de carvão oferecem resolução bem superior: melhor que 10
-6
cm, entretanto a
resistência de contato é significativa e limita a corrente.
• Outra solução para aumentar resolução é o uso de potenciômetros multivoltas.
• Ruído é caracterizado principalmente por contato intermitente, e.g. devido a desgaste e ao repique
do contato durante deslocamentos.
• Alguns mecanismos de contato são fabricados com forma e massa diferenciados para evitar perda
de contato devido a freqüência de ressonância dos terminais de contato.
• Potenciômetros são sistemas de ordem zero. Para operações de alta velocidade a inércia e o atrito
devem ser considerados. A compliância de um potenciômetro é: C = 1/(mD
2
), onde m é a massa
e D o operador diferencial.


tutorIE rev0.doc - 73 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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Transformador Diferencial de Variação Linear TDVL (ou 'LVDT')
• Dados típicos:
• Tensão de alimentação senoidal de 3 a 15 V com freqüência de 60Hz a 20KHz.
• Deslocamento: 25um a 10mm.

• O movimento do núcleo aumenta a indutância-mútua de um secundário reduzindo a de
outro.
• A tensão de saída varia linearmente com a posição do núcleo quando os secundários são
ligados em anti-série (polaridades opostas).


tutorIE rev0.doc - 74 - A R Braga/ DAEE-CEFETMG
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• A tensão de saída varia linearmente com a posição do núcleo apenas em uma pequena porção
(0.3) do comprimento do núcleo, que é normalmente igual ao das bobinas secundárias.

• A relação entre a tensào de excitação, e
ex
, e a tensào de saída e
o
é obtida analisando-se o circuito
abaixo:

A equação de malha para o primário é dada por

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e a tensão acoplada em cada secundário é
,
onde M1 e M2 são indutâncias mútuas. A tensão do secundário é dada por

Para uma posição fixa do núcleo tem-se:

e portanto

Em termos de resposta em frequencia tem-se:



que demonstra o deslocamento de fase entre e
ex
e e
o
. Se o circuito for carregado com um medidor de
rsistencia R
m
, tem-se





• Se a freqüência de entrada for igual a freqüência natural w
n
, o deslocamento de fase é nulo, caso
contrario os circuitos abaixo podem ser usados para compensar a diferença de fase.
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• Métodos para redução da tensão de nulo (na posição
central).
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Exercício: Projete um sistema utilizando um amplificador síncrono (Lockin) para demodular os sinais de
um LVDT. Atenção especial deve ser dada aos circuitos de correção de fase entre a portadora e o sinal
modulado pelo deslocamento do núcleo.


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• Demodulacão


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Strain gages
Stress (Tensão) = Força/Area
Strain (deformação)
L
L ∆
= ε

Microdeformação = Strain*10
6
"Strain" pode ser compressão ou tração

A
L
R ρ =
Gage factor (GF):
L L L L
R R
/
/
2 1
/
/


+ + =

∆ ρ ρ
ν
Mudança na resistência devido
o a mudança no comprimento
o mudança na área
o mudança do efeito piezoresistivo



Instalação de Strain Gage







Balança eletrônica usando strain-gages
Poisson Strain
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Módulo para condicionamento de sinais de uma célula de carga


R4 R3
R2 R1
R=120
Strain-gages
0
C2
33nF
Vex=6V
R3
2.2k
C1 33nF
R4
560
+Vex
RG
10k
VIN(+)
Célula de Carga
Vo
0
Vo
C5
.1uF
VEE
R2
1k
Amplificador de Instrumentação
VEE
-
+
U1
LM723
1
2
1
1
10
7 1
3
4
5
2
3
6
9
V
c
c
+
V
c
OUT
V
c
c
-
C
O
M
P
-
+
CL
CS
Vref
Vz
12V
12V
Balanceamento
0
R5
20k
C3
.1uF
Vof
G=1+50k/RG
0
0
VCC
0
VIN(-)
VEE
Módulo Condicionador para Células de Carga
Fonte de Alimentação
VCC
GND
0
0
Balanço
Regulador de tensão para
a tensão de excitação do
circuito em ponte de
Wheatstone
VCC
GND
0
0
1
2
3
4
JP2
-
+
U2
INA114AP
1
8
2
3
6
7
4 5
GS1
GS2
-
+
OUT
V
+
V
-
R
E
F
R7
560
Filtro
f0=100Hz
C4
.1uF
VEE
VCC
VCC
R1
100
R8
15k
R6
100k



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Magnetoresistência
Magnetoresistência anisotrópica ocorre em certos materiais ferrosos e pode ser
aplicada em uma tira fina para tornar-se um elemento resistivo. Um material
ferroso chamado Permalloy é usado para formar 4 elementos resistivos em uma
configuração em ponte de Wheatstone. Cada tira magneto-resistiva possui uma
habilidade de mudar a resistência numa relação de cos
2
θ, onde (teta) é o angulo
entre o momento magnetico e o fluxo de corrente (I). Arranjando-se os elementos
resistivos numa ponte como mostrado na figura abaixo obtém-se variações de
resistência conforme ilustrado.

Exercícios
1) O circuito abaixo utiliza um sensor resistivo (RTD), para medir variações de temperatura numa
configuração em ponte de Wheatstone. Deduza a expressão para o ganho do circuito Vo=f(rs,R,R
G
,E
ex
).

Figura 1: Elemento magneto-resistivo, configuração em ponte de Wheatstone, Forma de onda típica e exemplo de
utilização para detecção de direção do veiculo.
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T = temperatura
[R+rs] é um RTD. R é um
resistor de precisão.
+Eex
U6
3
2
7
4
6
5
1
+
-
V
+
V
-
OUT
OS2
OS1
RG
R R
R
U6
3
2
7
4
6
5
1
+
-
V
+
V
-
OUT
OS2
OS1
R+rs
2
1
Vo
Va
Vb
Vc

2) Proponha um circuito eletrônico para linearizar a vazão indicada por
uma placa de orifício.
3). O sensor de pressão piezoresistivo em ponte de Wheatstone é
freqüentemente alimentado em corrente para permitir compensação de
temperatura conforme indicado na figura ao lado.
a)Projete um circuito condicionador para a tensão de desequilíbrio da ponte
indicando todas as conexões elétricas necessárias para o correto
funcionamento do circuito.
b) Apesar do sensor de pressão indicado ser alimentado externamente em
tensão, internamente ele é acionado por uma fonte de corrente constante.
Deduza uma expressão para a tensão de desequilíbrio da ponte quando esta
é acionada em corrente. Qual é a condição dos resistores da ponte para se
ter equilíbrio na ponte?
4)Explique o funcionamento do medidor de pressão com LVDT.
5) Explique o funcionamento do circuito de medição do eletrocardiograma.
6) Calcule a impedância do circuito girador de Antoniou.























0
0
Vs
I5
I7
I8 I10
Is
I4
R2
R4
R1
U2
2

1

3

+

-

U1
2

1

3

+

-

C1 R3
V1 V2
V3
V6 V9
Zs
Girador de
Antoniou
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Bibliografia
1. Doebelin, Ernest O.:"Measurement Systems. Application and Design", McGraw-Hill, 4th edition, 1990.
2. Coleman, H. W. and Steele, W. G.: "Experimentation and uncertainty analysis for engineers", 2nd Edition, John
Wiley and Sons, 1999.
3. Paul Horowitz, Winfield Hill: " The Art of Electronics ", 1998.
4. Jacob Millman e Arvin Grabel: "Microelectronics ", McGraw-Hill Series in Electrical Engineering.
5. WWW.NI.COM, Data acquisition systems.
6. WWW.Omega.com: Sensors and transducers manufacturer

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