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Discutindo sobre sexualidade

Discutindo sobre sexualidade

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Publicado porCaio de sousa silva
Apostila com atividades práticas sobre sexualidade para discutir com jovens e adolescentes.
Apostila com atividades práticas sobre sexualidade para discutir com jovens e adolescentes.

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2ª RE Ed VI i ç TUDO QUE VOCÊ PRECISA SA ã o SABER SOBRE SEXUALIDADE, DA AIDS, DST E PREVENÇÃO

Prefeitura da Estância Turística de Embu Secretaria Municipal de Saúde

1 – ADOLESCÊNCIA

sexo sexual

EX SEX sexo
sexo
sexo
sexo
sexo
sexo

A) B) C) D)

X

I D LIDA DO SEXO

NAMORAR, FICAR, TRANSAR .... pág. 2 VIRGINDADE .... pág. 3 GRAVIDEZ .... pág. 5 CORPO ERÓTICO a) A Masturbação .... pág. 6 b) O orgasmo .... pág. 7 c) Sexo oral .... pág. 7 d) Sexo anal .... pág. 7 e) Homossexualidade .... pág. 8 E) CORPO REPRODUTIVO a) A puberdade feminina .... pág. 9 b) A puberdade masculina .... pág. 9 c) Fertilidade .... pág. 10 d) Cólicas e TPM .... pág. 10 e) O ciclo menstrual .... pág. 10 f) Métodos contraceptivos .... pág. 11 g) O aborto .... pág. 13 F) DIÁLOGO ENTRE PAIS E FILHOS .... pág. 14 G) ATENÇÃO À SAÚDE DO ADOLESCENTE .... pág. 14

idade
S E X U A L I D A D E

2 – AIDS

SEXdualidade

sexual sida CIDADE

SEXUALIDADE 3 – DST
C)

A) O QUE É AIDS .... pág. 15 B) A HISTÓRIA DA AIDS .... pág. 15 C) A TRANSMISSÃO DO VÍRUS .... pág. 15 a) Transmissão sanguínea .... pág. 16 b) Transmissão sexual .... pág. 17 c) Transmissão vertical .... pág. 18 D) TESTE ANTI-HIV .... pág. 19 E) JANELA IMUNOLÓGICA .... pág. 19 F) SINAIS E SINTOMAS DA AIDS .... pág. 20 G) TRATAMENTOS / MEDICAMENTOS .... pág. 21 H) COMO SE PEGA E COMO NÃO SE PEGA .... pág. 22

A) O QUE É DST .... pág. 23 B) A IMPORTÂNCIA DE DETECTAR E TRATAR AS DST .... pág. 23 AS PRINCIPAIS DST .... pág. 24

I D A
1

S E X

4 – PREVENÇÃO
A) A CAMISINHA (masculina e feminina) .... pág. 27 B) COMO COLOCAR A CAMISINHA .... pág. 28 C) VULNERABILIDADE / SITUAÇÃO DE RISCO .... pág. 29

SEXU ALI DA DE

A

1 – ADOLESCÊNCIA
NAMORAR
Namorar é ter alguém para compartilhar carícias e intimidades, para dar e receber afeto, é um relacionamento especial com cumplicidade e confiança mútua. É gostar, amar essa pessoa e receber amor, pode rolar sexo ou não, pode durar bastante ou não. Namorar é gostoso, experimentamos emoções e sentimentos novos, descobrimos o corpo e conhecemos o prazer. Namoramos por amor, por atração sexual, por tesão, por afinidade, por curiosidade, paixão, companheirismo, por vários motivos. Namorar não é coisa só de jovem, qualquer pessoa mais velha, seja lá qual for a idade, pode namorar. O namoro é um encontro que pode acontecer a qualquer momento.

O “FICAR”
“Ficar” não significa que você seja uma galinha ou um garanhão, “ficar” é uma forma de conhecer várias pessoas e descobrir novos sentimentos e emoções. O importante é que você se sinta bem, respeitando si próprio e os outros, amadurecendo e assumindo suas escolhas.

A TRANSA
O encontro amoroso entre duas pessoas desperta naturalmente o desejo pelo prazer do sexo. Algumas vezes é mais difícil para a mulher reconhecer seu próprio desejo, a sociedade muitas vezes inibe esse despertar, trazendo dúvidas, medo e angústia. É importante uma conversa franca sobre estes sentimentos para se saber qual será a hora certa para acontecer. Um momento especial, num lugar especial, um tesão incontrolável, e pronto... rola o sexo. A primeira transa geralmente acontece assim. Por isso é importante estar preparado(a) e esclarecido(a) para este momento especial, prevenindo-se, com a camisinha, de conseqüências indesejáveis como as doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e gravidez. O namoro, o ficar, o transar com homem ou mulher, ou com os dois, é tudo uma questão de escolha.

QUANDO ENCONTRAMOS ALGUÉM... Quando namoramos ou ficamos com alguém, devemos pensar sobre algumas questões: Na relação com o outro é fundamental o respeito pela dignidade e igualdade de cada pessoa. Lembre-se que as coisas que você considera certas para se fazer com o outro também são certas para que o outro faça com você. Trate o outro com respeito, sem gozação, sem querer “aproveitar-se”. Não se deve exibir o outro como troféu de conquista, lembre-se que esta atitude é imatura e de pessoas sem confiança em si mesmas. Não faça com o próprio corpo e sentimentos, ou com o corpo e os sentimentos do outro, coisas que você não quer ou não se sente bem fazendo. Não tenha relações sexuais só porque os(as) amigos(as) já o fazem, ou é o(a) único(a) da turma que não tem namorado(a) ou que não teve relação. As coisas na vida devem acontecer naturalmente, com maturidade, no momento certo você saberá. Reconheça que cada um tem direito a pensar e agir de forma diferente e isso deve ser respeitado. Cada um deve ser respeitado em suas convicções religiosas e morais. Devemos entender que o sexo é uma relação natural, que nasce e morre conosco e dá muito prazer e alegria. Não deixe que ele provoque conflitos psicológicos ou termine em gravidez indesejada. Lembre-se que os conflitos e medos fazem parte da vida e não devem ser negados, mas também não devem impedir a pessoa de viver; caso você sinta que algum problema está atrapalhando muito, não tenha vergonha de pedir ajuda.

2

B

VIRGINDADE
Embora ainda existam alguns resquícios dessa norma na sociedade moderna, esse conceito de “anormalidade” tem deixado pouco a pouco de existir. Porém, sem entrar na questão de valores, do certo ou errado, o fato é que, ainda hoje, muitos medos e dúvidas povoam as cabeças das pessoas. De concreto, podemos afirmar que o hímen é uma membrana normalmente fina, com um orifício por onde passa o sangue da menstruação. É pouco vascularizado e não tem função biológica definida. Há situações em que o rompimento da membrana não sangra e não dói. Se o rompimento da membrana se der exatamente onde passa um vaso sanguíneo, poderá sangrar um pouco.

Virgem é um termo usado freqüentemente para se referir a uma pessoa do sexo feminino que nunca teve uma relação sexual com penetração vaginal e que, portanto, possui seu hímen intacto. Para o homem, ser virgem também significa não ter tido nenhuma relação sexual, porém a diferença está na conotação “pecadora” ou vulgar das mulheres que perdem sua virgindade. No passado pregava-se que só as mulheres que se mantinham virgens até o casamento eram dignas e honradas. Os homens podiam ser experientes no sexo, mas as mulheres deviam permanecer “puras”. Essa regra social machista pretendia garantir que somente os filhos legítimos do homem seriam herdeiros dos bens familiares.

Tipos de Hímen:

GENITAL FEMININO EXTERNO

3

Durante o ato sexual a vagina relaxa e aumenta para receber o pênis, e quanto mais excitada a mulher estiver, mais lubrificada a vagina vai ficar. A dor na primeira relação sexual não está diretamente associada ao rompimento do hímen; muitas vezes, a tensão do momento e o lugar onde o casal está não ajudam a relaxar e o “clima” dificulta que a mulher se prepare para a penetração. Se a mulher estiver no período fértil, é possível engravidar na primeira relação sexual, assim como é possível contrair uma DST ou se contaminar com o vírus da AIDS (HIV). Por isso, mesmo na primeira vez, não esqueça a camisinha.

Você sabia? Existem muitos casos de mulheres que engravidaram sem penetração: o homem goza na “portinha”, perto da entrada da vagina, e como os espermatozóides possuem a capacidade de nadar em meio líquido, escorrem para o interior da vagina e pronto. Deixar de ser virgem não tem a ver somente com o rompimento do hímen, mas também com uma experiência nova, novas possibilidades e vivências, prazeres e riscos.

GENITAL FEMININO INTERNO
Ligamento superior ovariano Ampola

Ovário Ligamento próprio do ovário Orifício interno do útero

Útero Canal cervical

Vagina

4

C

- GRAVIDEZ

De repente acontece, bate o desespero, o que fazer? Ter ou não ter o bebê? Como contar para os pais? Como sustentar um filho? E a escola? Vou ter que parar de estudar? Será que ele vai assumir o filho? Essas perguntas e muitas outras acompanham o atraso da menstruação da mulher. Dia após dia, o mundo começa a ruir sob nossos pés. Censuras e acusações só ajudam a complicar a situação. Arrependimento. – Devia ter me prevenido! – Agora é real, paciência. Aquela transa rápida, naquele lugar escondido, no sofá da sala, um tesão incontrolável, o prazer de gozar... na hora “H”, gozar fora, não deu... – Tudo bem, não vai acontecer nada! Fica tranqüila! Dificilmente, na adolescência, a gravidez é concebida de forma consciente; o casal nem pensa que é possível acontecer com ele e não se preocupa com coisa alguma, nem doenças, nem gravidez. Isso não quer dizer que os adolescentes sejam ingênuos, tolos ou sacanas; na adolescência os riscos parecem menores e improváveis. Essa inconseqüência vem da desinformação, da falta de diálogo sobre sexo, seja em casa, na escola ou na sociedade e, principalmente, da falta de diálogo com o(a) parceiro(a). A decisão de ter ou não ter um filho não é uma escolha fácil para os adolescentes. O menino e a menina encaram a gravidez de formas diferentes; para alguns meninos, podem ocorrer dúvidas com relação a ser ou não o pai da criança e eles tomam atitudes que, na maioria das vezes, refletem o desejo de negar a sua participação e responsabilidade na gravidez, assim reforçando preconceitos machistas. Geralmente, a possibilidade da gravidez não aparece na hora do tesão e ambos não se previnem. Por isso sempre é importante conversar aberta e francamente, assumindo e dividindo as responsabilidades. A descoberta do prazer do sexo é natural e sadia, mas é necessário entender a importância da prevenção. O prazer do sexo é muito maior quando se faz sexo com segurança. O ideal é sempre se prevenir. Lembre-se: É possível engravidar na primeira relação sexual. A gestação se inicia com a fecundação ou concepção: o encontro entre o espermatozóide e o óvulo, dando origem ao ovo, início de um novo ser. No período fértil da mulher, ocorre o amadurecimento do óvulo que é eliminado pelo ovário (ovulação) e captado pela trompa. Neste período, se a mulher tiver uma relação sexual sem proteção, pode engravidar.

A ausência da menstruação é um dos principais sinais da gravidez. É importante saber que cada mulher tem um ciclo menstrual diferente. Para conhecer o seu ciclo menstrual anote o dia que a menstruação começa, quantos dias ela dura e quanto tempo demora para vir a próxima menstruação. Assim você vai saber quantos dias tem o seu ciclo menstrual. Após confirmada a gravidez, é importante fazer direitinho o pré-natal, e iniciá-lo o mais rápido possível. Procure um posto de saúde e fale com o médico obstetra, que é quem presta esse serviço e também acompanha o parto e o pós-parto. No pré-natal são dadas as orientações e são esclarecidas as dúvidas (como está o bebê, como cuidar dele e da futura mamãe, e outras), são verificadas e atualizadas as vacinações da gestante, são feitos exames para prevenção e acompanhamento da saúde da gestante e do bebê. Esse serviço é realizado por uma equipe de saúde e anotado na Caderneta da Gestante. É importante o pai estar presente nesse processo, participando e aprendendo.

5

D

- CORPO ERÓTICO

O corpo humano, na adolescência, passa por algumas modificações: nas mulheres crescem os pêlos pubianos, as mamas, em seguida começam a menstruar; nos homens também crescem os pêlos pubianos, e além de ganhar barba, massa muscular, o pênis fica maior, a voz se modifica, etc. Além disso, para ambos os sexos, aparecem as indesejáveis espinhas na face. Todo esse processo é supervisionado por horas e horas a fio, diante de um espelho. Porém, a maior e mais gostosa transformação é a descoberta do corpo erótico, a descoberta do prazer de se apalpar, das deliciosas e silenciosas sensações que vibram no corpo inteiro quando o adolescente se masturba.

a) A MASTURBAÇÃO
A masturbação está diretamente relacionada ao prazer e à descoberta e conhecimento do corpo e da sexualidade; não é apenas um ato solitário que envolve fantasias e desejos, é um momento de intimidade que também pode ser praticado a dois, pois proporciona sensações gostosas, alívio das tensões, além de propiciar maior conhecimento das zonas erógenas do corpo. A masturbação é um processo natural e não prejudica a saúde do homem ou da mulher. Uma das partes mais sensíveis do corpo da mulher é o clitóris (“campainha” ou “grelo”), acariciálo traz excitação e prazer, provoca a lubrificação e contrações rítmicas na entrada da vagina, levando ao orgasmo. Para os homens a excitação provoca a ereção do pênis (o pau fica duro), e com a estimulação rítmica da glande (cabeça do pau) e do corpo do pênis, chega-se ao orgasmo e à ejaculação (gozo). A masturbação não é de forma nenhuma um desvio de comportamento, porém a prática freqüente pode estar relacionada a tensões, ansiedades ou tristezas decorrentes de algum problema ou dificuldade emocional, que talvez possam ser enfrentados e resolvidos de outra forma, deixando a masturbação apenas para o prazer.

6

b) O ORGASMO
O orgasmo é a sensação emocional de prazer, está relacionado com a entrega e a expressão dos sentimentos através do corpo. É intenso tanto para os homens como para mulheres, porém as formas de manifestação são diferentes. Para o homem, existe uma confusão na definição do que é orgasmo e do que é ejaculação. O orgasmo é a sensação do prazer que o homem tem com a ejaculação ou gozo (expulsão do sêmen, ou esperma, pelo pênis). A ejaculação é genital e a sensação do orgasmo é cerebral. A quantidade do sêmen e a intensidade da ejaculação e sensação de orgasmo podem variar de acordo com os sentimentos durante o encontro sexual. O orgasmo feminino, além da estimulação rítmica do clitóris, também ocorre pela penetração vaginal. Durante a penetração, o clitóris pode ser estimulado indiretamente através do movimento de “vai-vem” do pênis, proporcionando muito prazer e levando ao orgasmo. Na masturbação e na penetração, a estimulação rítmica ocasiona a secreção de um líquido lubrificante pelas paredes vaginais e pelas glândulas adjacentes à vagina; às vezes essa secreção espirra para fora, dando a falsa impressão de que a mulher está ejaculando. O orgasmo é uma experiência única, de intimidade e entrega, diferente para cada um. O tempo para se chegar ao orgasmo varia de pessoa para pessoa; lembre-se de que a relação sexual deve ser prazerosa e requer tempo e dedicação dos parceiros, especialmente durante as carícias preliminares. Não tenha pressa, reconheça e respeite o ritmo de seu(sua) parceiro(a).

c) O SEXO ORAL
Sexo oral é o contato entre a boca e os genitais (vulva, pênis) e o ânus da outra pessoa. É uma das formas de ter prazer sexual e não existe nada de errado em fazê-lo, desde que você goste e esteja com vontade. Sexo oral não faz mal para a saúde, mas é importante que seja seguro para se proteger de DST e da AIDS. Para tranqüilidade e segurança, use sempre a camisinha. Na dúvida procure um médico.

d) O SEXO ANAL
Sexo anal é o ato sexual com penetração pelo ânus. O ânus pode ser, para ambos os sexos, uma importante área de prazer. Carícias, toques e penetração anal podem provocar excitação e prazer. E isso não significa, no caso dos garotos, que estes sejam homossexuais. A relação anal, desde que prazerosa para ambos e aceita em comum acordo, não traz em si qualquer manifestação de anormalidade. Para que a relação seja gostosa e segura, deve-se usar preservativo sempre, e um lubrificante à base de água. Se rolar sexo vaginal depois do anal, troque sempre o preservativo, para não levar os germes do ânus para a vagina, e assim evitar doenças. Sexo anal não engravida. O aparelho genital feminino não tem comunicação com o ânus.

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e) HOMOSSEXUALIDADE
A expressão da sexualidade, com seus diversos desejos, preferências, opiniões e outros aspectos da vida, é algo que varia de pessoa para pessoa, e se dá segundo a orientação sexual de cada um. A homossexualidade masculina ou feminina não é um comportamento anormal ou uma doença, é simplesmente a orientação sexual do desejo a uma pessoa do mesmo sexo. O gosto pessoal de cada um transcende regras e comportamentos, é individual, é próprio, é humano. A sociedade definiu como “normal” e “natural” a heterossexualidade (a relação sexual entre homem e mulher). A nossa educação é direcionada nesse sentido e, dessa forma, as pessoas que diferem desse padrão de conduta se sentem excluídas e marginalizadas. Entretanto, esta forma de amor e relação sempre existiu, sendo valorizada, proibida ou simplesmente tolerada, dependendo da cultura e dos valores de cada época e sociedade.

Preconceitos e intolerância criam rejeições e são os principais motivos para que as pessoas não aceitem as diferentes maneiras de ser. Assim como o sentimento de rejeição e o medo, criam grandes dificuldades para que as pessoas assumam suas preferências. Como diria o poeta: “qualquer maneira de amor vale a pena”, sem violência e com respeito à vontade e ao desejo de cada um.

8

E

- CORPO REPRODUTIVO

Puberdade corresponde ao período inicial da adolescência, no qual acontecem mudanças biológicas no corpo dos meninos e das meninas, tornando-os capazes de procriar. Essas mudanças não acontecem ao mesmo tempo para todos, nem são iguais para meninos e meninas. Podem acontecer depressa demais, ou mesmo custar para acontecer. Isso é normal.

a) A PUBERDADE FEMININA
Antes da primeira menstruação ocorrem mudanças importantes no corpo da menina: Entre 8 e 11 anos, aparece o botão mamário, ou telarca. Geralmente no mesmo ano em que os peitinhos começam a despontar, surgem os pêlos pubianos, ou pubarca. Entre 11 e 13 anos, os pêlos pubianos ficam mais grossos e encaracolados e as mamas ganham volume e forma mais definida. Entre 13 e 15 anos (ou por volta de 2 anos após a telarca) é que ocorre a primeira menstruação, ou menarca. Cerca de seis a doze meses antes da primeira menstruação a menina já terá passado por uma fase em que ela cresce mais rapidamente. Depois da menarca, seu crescimento desacelera e cessa rapidamente. Entre 15 e 17 anos, as principais mudanças físicas já estão completas. As mamas e os pêlos pubianos têm o aspecto dos de uma mulher adulta.

b) A PUBERDADE MASCULINA
Na puberdade, os testículos do homem passam a produzir os espermatozóides, e é a testosterona, hormônio masculino, que inicia esse processo. Os hormônios são substâncias produzidas pelo nosso corpo. Na adolescência aumenta a quantidade de testosterona que, além da produção de espermatozóides, faz com que diversas mudanças aconteçam: aparecem pêlos em volta do sexo, debaixo do braço e no rosto (barba e bigode), o suor aumenta e o cheiro fica mais forte, a voz desafina e engrossa, o saco escrotal aumenta, o pênis cresce e fica mais grosso. Essas mudanças variam de menino para menino, mas em geral dos 11 aos 15 anos o corpo vai ganhando funções de um corpo adulto. A principal mudança é a chegada da ejaculação. Quando acontece a ereção (o pinto duro) e o pênis continua sendo excitado, os músculos internos se contraem, jorrando para fora o esperma produzido. Cada menino tem um momento diferente para começar a ejacular. Os meninos já são férteis quando começam a produzir espermatozóides, ou seja, já podem engravidar alguém. Os meninos têm a cabeça do pênis recoberta por uma pele, o prepúcio. É uma pele muito sensível, que se torna mais elástica com o manuseio constante. Se ao puxar ou mexer nela, ocorrer dor ou irritação, pode ser fimose, um problema simples de resolver. Procure um médico para orientação. Assim como as mulheres fazem o auto-exame das mamas, os meninos devem apalpar seus órgãos genitais, observando e comparando o tamanho de seus testículos. Diante de qualquer dúvida ou anormalidade, procurar o serviço de saúde.

9

c) FERTILIDADE
Todas as meninas nascem com óvulos. Na puberdade, todo mês, um dos ovários se prepara para soltar um óvulo, que vai ser sugado pelas trompas: é o que chamamos de ovulação. Um só espermatozóide é necessário para a fertilização do óvulo. Uma vez fertilizado, o óvulo passa a ser chamado de célula-ovo ou zigoto, pois compreende o material genético do espermatozóide em seu interior. Entre duas até oito semanas, será chamado de embrião, para depois ser denominado feto. Os meninos são férteis todos os dias, as meninas apenas em um período do mês. A ovulação acontece mais ou menos na metade do ciclo menstrual. Nesses dias, o útero se prepara para uma possível gravidez: é o período fértil. 30 horas: o ovo se divide em duas células Trompa de Falópio 3 dias: forma-se um cacho com 8 células 4 dias: O embrião está com 64 células

0 hora: fecundação

Óvulos amadurecendo

5/6 dias: 0 embrião se implanta no útero Ovulação Ovário Útero

d) CÓLICAS E TPM
As cólicas são provocadas por contrações da musculatura do útero durante a menstruação, para que o sangue possa ser expelido. Compressas com bolsa de água quente e um pouco de atividade física podem ajudar a relaxar a musculatura. Nem todas as mulheres sentem cólicas durante a menstruação, ou mesmo cólicas pré-menstruais. A TPM - tensão pré-menstrual - pode causar mudanças físicas e psíquicas na mulher dias antes de menstruar. Acredita-se estar relacionada às mudanças dos níveis de hormônios desse período. É preciso procurar um ginecologista para orientações e medicações adequadas, tanto para cólicas como para TPM.

e) O CICLO MENSTRUAL
A menstruação é a eliminação do revestimento interno do útero (o endométrio), que se descola quando não houver fecundação. Os hormônios são os mensageiros do organismo e fazem com que os ovários liberem o óvulo e prepare o útero para receber o embrião. Se não houver gravidez, a produção de hormônio cai e o útero elimina, na forma de sangue, toda a camada interna que produziu. A menstruação dura, em média, de 3 a 7 dias. O odor forte se deve ao contato do sangue com o ar e à ação de bactérias, por isso é importante manter a higiene e sempre trocar o absorvente. É pouco provável engravidar nesta fase (o óvulo já foi eliminado e o organismo ainda está se preparando para o novo ciclo), embora este risco exista.

endométrio descamado

eliminação da secreção menstrual

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f) MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
Você deve escolher e usar algum método contraceptivo para evitar a gravidez:

Diafragma – É um anel flexível, côncavo, coberto de borracha, que é colocado pela mulher no interior da vagina, tampando o colo do útero. Seu uso é associado a geléia ou creme espermicida. Deve ser colocado 30 minutos antes da relação sexual e retirado após 6-8 horas da última relação. É muito eficiente quando bem colocado, porém, atenção: ele não evita doenças sexualmente transmissíveis (DST) e nem AIDS. Os serviços de saúde podem orientar a colocação correta do diafragma.

diafragma

DIU

DIU – Dispositivo Intra-Uterino – É colocado por um médico no interior do útero. O mais usado tem a forma de um “T”, é pequeno e feito com cobre ou plástico. É um método eficiente mas, como os outros, tem seus riscos. O DIU é mais aconselhável para as mulheres que já tiveram o primeiro filho. Esse método também não evita a contaminação pelo HIV e nem as doenças sexualmente transmissíveis.

Pílula – É um método bastante seguro se a pílula for tomada corretamente. O primeiro comprimido deve ser tomado no 1º dia do ciclo menstrual e, daí para frente, um comprimido por dia até a cartela acabar. Espera-se 7 dias e começa-se a tomar a nova cartela. Neste intervalo dos 7 dias deverá ocorrer a menstruação. Outras pílulas têm maneiras diferentes de se tomar. Por ser um método contraceptivo à base de hormônios, é preciso que o médico indique a dosagem mais adequada a cada pessoa. Também existem restrições médicas para quem fuma ou tem tendência a alguns problemas cardio-vasculares. Esse método não previne DST e AIDS, por isso deve ser utilizado em conjunto com a camisinha.

pílula anticoncepcional

Contraceptivos Injetáveis - Além da pílula, também existem injeções à base de hormônios, que podem ser prescritos pelo médico. Elas, porém, também não evitam a transmissão de DST e AIDS.

11

Camisinha – É um excelente método contraceptivo para os adolescentes: evita a gravidez indesejada, a AIDS e outras DST. É encontrada em qualquer lugar, é fácil de colocar e só estoura se não for colocada direito. Apesar de fininha, ela é super resistente e flexível.

camisinha masculina

camisinha feminina

Coito interrompido – Esse método não é seguro nem para evitar a gravidez, nem para evitar a contaminação pela AIDS. Os homens expelem um líquido transparente - chamado de “ emissão” - antes da ejaculação e que pode conter espermatozóides e o vírus da AIDS em quantidade suficiente para haver uma gravidez e/ou uma contaminação. Além disso, o homem, devido à excitação, pode expelir um pouco de esperma antes de gozar, sem perceber. Portanto, o coito interrompido não deve ser considerado um método contraceptivo.

Contraceptivo de emergência – É um método que pode ser utilizado pelas mulheres que desejam evitar a gravidez numa situação de emergência: quando a camisinha estourou ou vazou, se foi forçada a fazer sexo ou se o método que utiliza falhou. Nem sempre a fecundação ocorre exatamente na hora da relação sexual. Pode demorar um pouco. Esse método, para ser eficaz, deve ser utilizado até, no máximo, 3 dias depois da relação sexual, mas quanto antes, melhor. Esse método não deve ser utilizado regularmente, substituindo outros métodos, mas somente em situações de emergência. Além disso, não evita a AIDS e as DST. Procure profissionais da saúde para receber maiores informações e orientações.

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Tabelinha – Sua utilização não é muito segura para os dois ou três anos após a primeira menstruação, pois o ciclo menstrual ainda não é regular nesse período. Para ser utilizada corretamente, deve-se marcar no calendário os dias em que a menstruação ocorre em cada mês. A marcação deve ser feita durante seis meses seguidos, para que se conheça a duração dos ciclos menstruais. Um ciclo completo vai do 1º dia da menstruação até o dia anterior à próxima. Os ciclos, em geral, duram de 24 a 40 dias, dependendo de cada mulher. O cálculo: veja nas anotações o ciclo mais curto (dos seis meses anotados) e subtraia 18; o número encontrado será o 1º dia do período fértil. Para achar o último dia fértil, pegue o ciclo mais longo e subtraia 11. Exemplo: se uma mulher tem ciclos mentruais com duração de 26 a 30 dias, devemos subtrair 18 de 26 e 11 de 30. Os números obtidos, 8 e 19 indicam o início e o fim do período fértil. Nesse período (do 8º ao 19º dia do ciclo), existe maior possibilidade da gravidez, embora nos outros dias do mês a mulher também possa engravidar, inclusive durante a menstruação. É claro que a tabelinha também não evita as DST/AIDS.

Como preencher a tabela, neste exemplo:

g) O ABORTO
Principalmente na adolescência os casais pensam em maneiras diferentes de lidar com a possibilidade de serem pais. Algumas vezes, pensam em aborto. Aborto é a interrupção da gravidez, e pode ocorrer de forma espontânea ou provocada. O aborto, seja usando medicamentos “abortivos”, seja através de uma cirurgia, traz alguns riscos e é preciso muito cuidado. Pode solucionar um problema, mas também pode ocasionar outros. O ideal é sempre evitar a gravidez. Se acontecer com você ou uma amiga, não ponha objetos, nem permita que alguém faça isso na sua vagina. O mais certo antes de tomar uma decisão é procurar um médico. Procure alguém mais velho de sua confiança para conversar, isso também ajuda muito. Este é um tema polêmico que envolve questões ligadas à ética, religião, direitos, valores. No Brasil o aborto só é legalmente permitido em casos que envolvam violência sexual ou risco de morte para a grávida. Abortar ou não merece muita reflexão antes de uma decisão.

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F

- DIÁLOGO ENTRE PAIS E FILHOS
Família, uma instituição falida ou um grupo de pessoas agregadas pela necessidade de sobrevivência?

Vivemos numa sociedade em que os valores importantes para a formação e crescimento do ser humano estão a cada dia sendo esquecidos. A roda viva da sobrevivência impõe o silêncio, e pais não conversam com filhos, filhos não dão a menor atenção aos pais, e assim vai se levando. Os amigos, muitas vezes, são as referências, o meio em que o jovem vive dita o comportamento, opiniões e atitudes, e dessa forma a família se distancia, se afasta cada vez mais. Que falta faz sentar na calçada, sentar no sofá com a televisão desligada, o almoço e o jantar na mesa, que falta faz a conversa, o simples ato de atenção e afeto. Independente da realidade, da dureza do dia a dia, da angústia, da insegurança, do desemprego, a família existe e deve ser resgatada. Atenção é uma atitude recíproca, uma troca que deve acontecer sempre, desde o início da vida. Este compartilhamento deve ser natural e desarmado. Os filhos não devem ter o medo como obstáculo para uma aproximação com os pais e os pais devem se atualizar. Hoje se discutem coisas que não eram discutidas na família em tempos atrás: sexo, AIDS, violência, entre outros assuntos, fazem parte do cotidiano e da realidade atual. Independente das orientações religiosas e filosóficas, os adolescentes são adolescentes e estão abertos para descobertas e desafios do crescimento. São cidadãos em transformação, que já são maduros para algumas coisas, mas ainda buscam seus caminhos. O crescimento físico acontece sem pedir licença ao aparato emocional, e não deve ser solitário. O silêncio na família não constrói atitudes maduras no adolescente.

G

- ATENÇÃO À SAÚDE DO ADOLESCENTE

A atenção integral à saúde do(a) adolescente pressupõe a compreensão do(a) adolescente como cidadão, com direitos e com um papel importante na sociedade, principalmente num mundo em que valores insustentáveis como o consumismo, a violência, o desrespeito, o preconceito e a irresponsabilidade são amplamente estimulados. Lidar com as questões que afligem a saúde do(a) adolescente significa incorporar na assistência a discussão sobre o estilo de vida, considerando seus determinantes culturais, sociais e econômicos. A partir desta ampla reflexão, que deve ser cotidiana no espaço de trabalho individual e coletivo de atenção, entendemos a importância da: atenção ao crescimento e desenvolvimento; abordagem às violências; estímulo às práticas saudáveis (esporte, lazer, etc); atenção às situações de adoecimento agudas e crônicas; atenção às questões da sexualidade; prevenção do uso de drogas; suporte familiar tendo como desafio principal estimular a aquisição de autonomia e emancipação pelos jovens nos cuidados com a própria vida. Assim, o adolescente tem direito a uma atenção à saúde que responda a essas questões, respeitando sua individualidade. Se você, adolescente, precisa do serviço de saúde (para consultas, exames, vacinas ou mesmo para orientação), saiba que você tem direito à privacidade. Isso significa que o que você disser numa consulta, não será dito a ninguém. Se o(a) profissional que presta atendimento achar que você deve se abrir com seus pais ou outros adultos, ele(a) dirá isso a você e dará apoio para que essa conversa aconteça.

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O termo AIDS é uma sigla em inglês (Acquired ImmunoDeficiency Syndrome) que significa Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (ou SIDA). No Brasil o Ministério da Saúde decidiu-se por AIDS, para não confundir sonoramente o nome da doença com o nome próprio Cida, derivado de Aparecida. AIDS, como seu próprio nome indica, é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas e sinais que juntos mostram que o sistema imunológico da pessoa está deficiente. É causado pelo HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana. Este vírus destrói os mecanismos de defesa do nosso organismo, provocando a perda de nossa imunidade natural, ou seja, da nossa própria resistência e proteção contra as doenças. Por este motivo, as pessoas com AIDS podem apresentar as doenças oportunistas, que surgem em decorrência das falhas do sistema imunológico. Vírus é a menor partícula viva que existe. São seres vivos minúsculos só visíveis por intermédio de um microscópio de grande potência. O vírus, para viver e se multiplicar, precisa entrar no interior das células vivas, e dessa forma assumir o comando, modificando o funcionamento da célula e fazendo com que ela trabalhe, produzindo outros vírus iguais a ele. Existem muitas pessoas que são soropositivas (portadoras do vírus) há mais de 10 anos e que não manifestaram a doença. Elas, embora saudáveis, podem transmitir o vírus. Os cientistas ainda não podem afirmar se todos que têm o HIV vão um dia ter AIDS.

A

O QUE É AIDS

2 – AIDS

vírus da AIDS

C

A TRANSMISSÃO DO VÍRUS

B

A HISTÓRIA DA AIDS

A AIDS foi detectada pela primeira vez em 1981 nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York e Los Angeles. Pessoas jovens estavam sendo atacadas por um tipo de pneumonia e câncer não muito comuns nesta população. Somente em 1983 é que se descobriu que ela era causada por um vírus, que recebeu o nome de HIV (vírus da imunodeficiência humana). Há diversas hipóteses sobre a origem do vírus HIV. A mais aceita atualmente é que ele tenha se originado de um outro vírus muito semelhante que atinge uma espécie de macacos africanos. Através do contato do homem com estes animais (lutas, alimentação - já que o consumo de carne de macaco é comum na região), teria havido uma mutação no vírus original e se formado o vírus HIV.

O vírus HIV está presente em muitos fluidos do organismo: sangue, sêmen (esperma), secreção vaginal, saliva, lágrimas, leite materno. Porém, em apenas 4 deles existe uma concentração suficiente do vírus HIV para que ele possa ser transmitido de uma pessoa para outra. Ou seja, entre todas as secreções do corpo humano, quatro são os meios de transmissão: sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. A “emissão” (secreção transparente que o homem solta pelo pênis antes de gozar) também pode transmitir um número suficiente de vírus para a contaminação. O HIV já foi encontrado no suor, na lágrima, na saliva e na urina, mas não existe nenhum caso de alguém que se contaminou dessa forma. O que contamina a gente não é um vírus, mas uma carga virótica, uma quantidade grande de vírus. Nesses líquidos, o HIV está em quantidade extremamente baixa, e portanto não é capaz de passar de uma pessoa para outra. O HIV não tem a capacidade de penetrar na pele íntegra. Para conseguir entrar no organismo os vírus penetram no corpo por alguns caminhos (portas de entrada), o que chamamos de vias de transmissão do vírus HIV:

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a) TRANSMISSÃO SANGUÍNEA
1- Transmissão através de seringas ou agulhas contaminadas: é comum entre usuários de drogas injetáveis que compartilham seringas. 2- Transmissão pelo sangue e seus derivados: mais comum no início da epidemia, quando, pelo desconhecimento da doença e despreparo de alguns laboratórios, pessoas recebiam sangue contaminado pelo HIV em transfusões. Atualmente há um controle rígido sobre os procedimentos adotados nos bancos de sangue, e o risco de ocorrer este tipo de transmissão caiu muito, embora não seja zero devido ao período de janela imunológica, em que o teste será negativo em um sangue que contém o vírus (ver na pág. 19). 3- Transmissão em procedimentos médicos e similares: deve-se exigir uso de material descartável em qualquer procedimento que envolva contato direto com sangue: injeções, retirada de sangue para exames, atendimentos odontológicos, acupuntura, tatuagens, etc. Alguns materiais permitem esterilização, que deve obedecer a regras bem definidas. 4- Transmissão pelo contato da pele ferida ou mucosa com sangue contaminado: o vírus pode penetrar pela pele, desde que no local do contato haja algum ferimento (mesmo que pequeno), ou pelo contato com as mucosas. Portanto, no socorro a pessoas feridas que apresentem sangramento (acidentes de trânsito, brigas, traumatismos, etc.), a pessoa que presta socorro deve sempre proteger o próprio corpo do contato direto com o sangue, utilizando luvas e outros equipamentos que sejam necessários, dependendo da situação. 5- Acidentes de trabalho com profissionais da saúde: podem ocorrer principalmente com médicos, odontologistas, profissionais de enfermagem e todos que manuseiam instrumentos utilizados em procedimentos que envolvem contato direto com sangue. 6- Transmissão através de objetos de uso pessoal: lâminas de barbear, alicates de unhas, tesouras, etc. Apesar de um risco muito pequeno, objetos que podem entrar em contato com sangue podem ser veículos de transmissão do vírus HIV. Medidas preventivas na transmissão pelo sangue A transmissão do vírus HIV através do uso compartilhado de seringas é uma das causas mais importantes para a transmissão do vírus pela via sanguínea. Para quem usa drogas injetáveis, é muito importante: nunca compartilhar seringas e usar uma seringa descartável de cada vez.

Se você ou alguém que você conhece usa droga injetável, ou toma “baque”, ou “pico na veia”, procure alguém do Programa de DST/AIDS da Secretaria de Saúde. Um profissional irá orientá-lo sobre como conseguir o “kit de Redução de Danos”, com agulhas e seringas descartáveis. Para isso você não é obrigado a fazer nada que não queira: nem exames, nem tratamentos. A escolha será sempre sua. Afinal, na sua saúde quem manda é você. Além disso, existem outras medidas importantes para prevenir a transmissão do vírus HIV em situações envolvendo sangue: - Exigir uso de equipamentos descartáveis em cabeleireiros, acupunturistas, tatuadores, serviços médicos ou odontológicos, laboratórios e farmácias; - Exigir o controle de qualidade do sangue disponível nos bancos de sangue. Importante: O material usado para extrair sangue nos bancos de sangue é descartável. Não existe nenhum risco para transmissão do HIV na doação de sangue.

IMPORTANTE

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b) TRANSMISSÃO SEXUAL
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a principal via de transmissão do HIV é a sexual. Não existe nenhuma prática sexual que não ofereça risco de infecção. Nas relações sexuais com penetração anal e/ou vaginal podem acontecer microlesões , com microsangramentos que abrem uma porta de entrada do HIV na corrente sanguínea. O atrito, mesmo com lubrificação feminina e masculina, pode causar pequenas escoriações na vagina, no ânus ou no pênis. Mesmo que microscópicos, esses ferimentos abrem o caminho para o vírus. Sobre o risco nas relações sexuais, podemos dizer: 1. Sexo anal: existe maior risco de transmissão porque a mucosa do ânus é muito frágil, e se fere com mais facilidade. 2. Sexo vaginal: existe risco de transmissão um pouco menor do que no sexo anal porque a mucosa da vagina é mais resistente que a mucosa anal. 3. Sexo oral: existe menor possibilidade de transmissão do que nas relações sexuais com penetração. Deve-se sempre, porém, evitar o contato direto com o sêmen. Não importa o número de relações sexuais que se mantenha: uma só relação sexual que se realiza sem precauções pode ser suficiente para provocar a transmissão do vírus HIV.

Medidas preventivas na transmissão sexual Pode-se manter qualquer prática sexual sem o risco da contaminação pelo vírus HIV. A proteção adequada é o preservativo. Usar o preservativo de forma adequada é mais do que seguir corretamente suas instruções de uso. O preservativo é muitas vezes rejeitado e parece inútil querer torná-lo “simpático”. Para evitar que o preservativo se torne uma interrupção desagradável nas relações sexuais, o melhor é falar dele a partir de uma conversa franca entre o casal, onde os dois possam levantar seus medos, dividindo responsabilidades e dúvidas. Poder falar sobre isso é uma forma de reforçar a intimidade do casal e, neste caso, também é uma possibilidade de maior prazer.

O beijo na boca não transmite o vírus HIV porque a concentração do vírus na saliva não é suficiente para infectar.

IMPORTANTE

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c) TRANSMISSÃO VERTICAL
Com o número crescente de mulheres infectadas com o vírus da AIDS, também cresce o número de crianças nascendo com o HIV. A mãe pode passar o vírus para o bebê durante a gestação, na hora do parto ou na amamentação. Esta forma de transmissão é atualmente denominada de transmissão vertical.

1 -

TRANSMISSÃO DURANTE A GESTAÇÃO E PARTO

Uma forma possível de transmissão da mãe para o filho acontece na troca de sangue durante a gravidez ou no parto. A gravidez de mulheres soropositivas implica em alta probabilidade de que seu filho seja infectado, o que estabelece um problema de responsabilidade pessoal. Este fato reforça a importância da realização do acompanhamento pré-natal para toda gestante (que inclui obrigatoriamente a realização de no mínimo dois testes anti-HIV durante a gestação), disponível em Unidades Básicas de Saúde. Atualmente são utilizadas drogas anti-retrovirais (coquetel) durante a gestação de mulheres comprovadamente soropositivas e também durante o trabalho de parto. Estas medidas reduzem consideravelmente o risco de transmissão ao feto. Sem qualquer intervenção, a probabilidade de uma mãe passar o vírus para o bebê é ao redor de 25% . Mas, caso a mãe tome o coquetel a partir da 14ª semana de gestação e durante o parto, e se o recém nascido também tomá-lo, esta taxa pode cair para 3 a 5%. É bom saber que no Brasil o Ministério da Saúde distribui gratuitamente nos serviços de saúde o coquetel contra o vírus HIV.

2 -

TRANSMISSÃO PELA AMAMENTAÇÃO

A amamentação por mães soropositivas é contraindicada pelo Ministério da Saúde, já que alguns trabalhos demonstram ser o leite materno uma via possível de transmissão do vírus HIV. É importante, porém, que se ofereça condições à mãe soropositiva para que possa alimentar adequadamente seu filho, sem o que corre-se o risco de impor uma norma sem oferecer uma alternativa viável para a nutrição do lactente. Para isso, o Ministério da Saúde disponibiliza verbas específicas para os municípios adquirirem leite industrializado especial para crianças expostas ao vírus HIV (toda criança nascida de mãe portadora do HIV) até os 06 meses de idade.

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D

Possibilidades de resultados do teste anti-HIV:

- TESTE ANTI-HIV

É importante que você saiba que este teste não vai dizer se você está com AIDS ou não, ele vai dizer se você tem o vírus ou não. Isso é bem diferente, pois quando o HIV entra no corpo ele fica durante muito tempo “incubado”, ou seja, fica “dormindo” dentro das células de defesa do nosso organismo. Atualmente, os cientistas dizem que o vírus pode ficar em média de 8 a 10 anos “incubado”, sem se manifestar. E também não há certeza se todos que são soropositivos para o HIV vão desenvolver a doença. Portanto, muitas pessoas saudáveis podem ter o vírus e transmití-lo sem saber, e por isso é importante se fazer o teste. Os testes da AIDS vão detectar os anticorpos que estão no seu sangue e não o vírus HIV. Esses anticorpos são proteínas que o sistema imunológico fabrica contra o vírus HIV. Eles são específicos, e só podem ser produzidos após a entrada do vírus no organismo. Assim, se você tiver anticorpos contra o HIV (teste positivo ou reagente), isto indica que você teve contato com o vírus. Qualquer pessoa que passou por uma situação de risco deve fazer o teste da AIDS. É possível uma pessoa ter um resultado negativo e mesmo assim estar infectada pelo vírus HIV. O organismo leva em média de 2 a 6 meses para produzir os anticorpos contra o vírus HIV numa quantidade que seja detectada pelo teste laboratorial. Este período se chama janela imunológica (ver em seguida). Por este motivo, é necessário que um resultado de teste anti-HIV seja sempre discutido com o médico que o solicitou, para que se avalie a necessidade de repetir ou não o teste.

1) Reagente (ou positivo): significa que a pessoa foi infectada pelo vírus HIV em algum momento de sua vida . Pelo teste, não é possível determinar quando isto aconteceu. 2) Não reagente (ou negativo): significa que a pessoa não foi infectada pelo vírus HIV até o momento da coleta do sangue (exceto em situação de janela imunológica - ver em seguida) 3) Indeterminado: resultado inconclusivo. O teste deve ser repetido.

E

- JANELA IMUNOLÓGICA

Janela Imunológica é o período que vai do dia da entrada do vírus HIV no organismo até o momento em que o sistema imunológico já produziu anticorpos em quantidade suficiente para que o teste anti-HIV consiga detectá-los. Neste período, que demora em média 3 meses, a pessoa tem o vírus HIV em seu organismo e pode transmití-lo a outras pessoas, e no entanto o resultado do teste é negativo (ou não reagente). Exemplo: uma pessoa que, no dia 01 de janeiro de 2004, viveu uma situação de risco para a contaminação pelo HIV (isto é, transou sem preservativo) e se contaminou. O teste anti-HIV só dará um resultado razoavelmente seguro a partir de 01 de abril, ou seja, 3 meses depois. Antes disso, o teste pode vir negativo. Na verdade, só é aconselhável realizar o teste depois de vencido o período da janela imunológica (6 meses), para evitar falsas crenças. E é claro que, sem a prevenção, a pessoa estará eternamente em janela imunológica, que vai sendo renovada a cada transa desprotegida.

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NÃO SE ESQUEÇA - IMPORTANTE: Durante a janela imunológica, mesmo com um resultado negativo no teste anti-HIV, a pessoa contaminada transmite o vírus.

COMO FAZER O TESTE ANTI-HIV NO MUNICÍPIO DE EMBU DAS ARTES Qualquer pessoa pode fazer um teste anti-HIV em nosso município. Para isso, basta procurar qualquer Unidade Básica de Saúde, dizendo ao funcionário da recepção que deseja realizar o exame. A pessoa será encaminhada para uma conversa de esclarecimento sobre o teste, que será realizada por um profissional capacitado (médico, enfermeiro ou psicólogo). Após a conversa, onde todas as dúvidas em relação ao teste (possibilidades de resultado, tempo de espera do mesmo, encaminhamentos possíveis e outras) deverão ter sido esclarecidas, o teste será solicitado e colhido em data e horário orientados pelo profissional que prestou o atendimento. É importante saber que, durante o período de espera do resultado, quaisquer dúvidas ou sentimentos de angústia ou ansiedade devem ser esclarecidos na própria unidade de saúde. O resultado do teste será entregue apenas ao paciente, sempre por um profissional capacitado, preferencialmente o mesmo que solicitou o exame. Vale lembrar que tanto a coleta do exame quanto o resultado são sigilosos. Em caso de resultado positivo: Nosso município conta com um serviço especializado para atendimento a portadores do HIV/AIDS, localizado na UBS EMBU, na Avenida Elias Yazbek 2500 - telefones 4704.3450 / 4704.5029 / 4704.7781 ou 4704.2150. Em caso de resultado positivo, o paciente será encaminhado para esta unidade, já com consulta agendada com o infectologista para início do acompanhamento ambulatorial. Em caso de resultado negativo: O profissional que presta o atendimento deverá orientar o paciente da necessidade ou não de repetir o teste (janela imunológica). Em caso de resultado indeterminado: O profissional que presta o atendimento deverá orientar o paciente das possíveis causas deste resultado e sempre orientar nova coleta sanguínea para esclarecimento da situação.

Sinais são dados que o médico observa quando examina o paciente; sintomas são alterações que o paciente sente e conta ao médico. A AIDS, por ser uma síndrome, pode acometer diversos órgãos do corpo. Sua ação essencial sobre o organismo, porém, é a de enfraquecer o sistema imunológico, deixando-o mais vulnerável a infecções. Estas infecções são chamadas oportunistas, por serem causadas por microorganismos (fungos, bactérias e vírus) que, em condições normais, são inofensivos à saúde, já que são permanentemente controlados pelo sistema imunológico (que funciona como nosso exército de soldados). Porém, se há uma falha em nossas defesas, como na infecção pelo HIV, estes microorganismos aproveitam a oportunidade e podem multiplicar-se, desencadeando as referidas infecções oportunistas. Resumimos a seguir o quadro clínico da AIDS: - febre persistente - emagrecimento - aumento dos gânglios (ínguas) pelo corpo, principalmente nas regiões do pescoço, axilas e virilhas; - diarréias freqüentes - pneumonias de repetição - tuberculose (em diversas formas) - infecções neurológicas (toxoplamose; criptococose) - infecções virais (herpes zooster; citomegalovírus) - tumores (sarcoma, linfoma) Este quadro é apenas um resumo de alguns sinais e sintomas possíveis da AIDS. Nenhum doente apresenta todos eles ao mesmo tempo. O médico é a única pessoa que pode avaliar corretamente um quadro clínico sugestivo de AIDS.

F

- SINAIS E SINTOMAS DA AIDS

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Até o momento, apesar de inúmeras pesquisas realizadas em todo o mundo, não se descobriu uma vacina que impeça a contaminação pelo vírus. Já em relação aos remédios para combater o vírus em uma pessoa já infectada, estes existem em número cada vez maior, e a associação de no mínimo três drogas no tratamento (o chamado coquetel) tem se mostrado eficaz no controle da multiplicação do vírus HIV dentro do organismo. O tratamento medicamentoso da AIDS se compõe de: a) Medicamentos anti-retrovirais (coquetel): são aqueles que irão combater o vírus HIV no organismo, podendo torná-lo indetectável aos exames laboratoriais. Exemplos: AZT (Zidovudina), Efavirenz, Nelfinavir, Nevirapina, Atazanavir e outros. b) Medicamentos contra as infecções oportunistas que podem aparecer quando o sistema imunológico (que defende o organismo) se encontra fragilizado. Ex: antibióticos, antifúngicos, anti-virais. A medicina, atualmente, oferece cada vez mais recursos para o controle da infecção pelo HIV e da AIDS. Os remédios adequados e a assistência do médico, entretanto, não são suficientes para garantir uma boa qualidade de vida ao paciente. Para isso, é fundamental: - a participação ativa e responsável do paciente no tratamento; - o apoio integral da sua família; - a solidariedade da comunidade.

G

- TRATAMENTOS / MEDICAMENTOS

IMPORTANTE A prevenção é a melhor arma para você evitar a AIDS. Use sempre camisinha em suas relações sexuais. A AIDS não tem cara, a AIDS não tem cura. Qualquer pessoa pode ser portadora do vírus. Faça o teste ANTI-HIV, ele será importante para que você reflita sobre sua sexualidade e a maneira como a exerce. Desta maneira, você pode cuidar de sua saúde cada vez mais e melhor, sem deixar de lado o prazer.

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H-

AIDS: COMO SE PEGA E COMO NÃO SE PEGA

ASSIM PEGA

ASSIM NÃO PEGA
Abraço, aperto de mão, carinhos,beijo na boca

Nas transas sem camisinha. Pode ser sexo anal, vaginal ou oral Compartilhando seringas ou agulhas Nas transfusões, quando o sangue está contaminado Durante a gravidez, no parto ou na amamentação

Masturbação a dois Suor, lágrimas, saliva ou espirro Alimentos Pratos, copos, talheres, xícaras, etc. Roupas Bebedouro público Banheiros (particulares ou públicos) Chuveiro e/ou vestiários Contato com dinheiro Lugares públicos (cinemas, igrejas, ônibus, estádios, bares, restaurantes, hospitais,etc) Piscinas e saunas Prática de esportes coletivos Local de trabalho Uso do telefone Consultas médicas Doação de sangue Pelo contato com animais Através de picada de insetos
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3 – DST

Quando amamos e somos amados(as) não é fácil falar com os(as) respectivos(as) parceiros(as) sobre as doenças que podem ser transmitidas pela relação sexual, assim como sobre a fidelidade, a vida sexual passada, sexo seguro, a AIDS. Hoje, porém, é importante e necessário que os casais conversem muito a respeito. Se existe amor e afeto, por que não construir juntos uma relação mais segura, tranqüila e com respeito? DST é uma sigla que quer dizer Doenças Sexualmente Transmissíveis. São doenças causadas por vários tipos de microorganismos, principalmente bactérias e vírus. Quase sempre pegamos essas doenças nas relações sexuais com alguém que já se contaminou. Antigamente eram conhecidas como doenças venéreas ou de Vênus (doenças do amor). Qualquer pessoa que teve ou tem algum tipo de contato sexual sem camisinha (anal, vaginal ou oral) com alguém que se infectou pode ter uma DST. Muitas vezes as DSTs não apresentam sintomas, portanto, qualquer pessoa pode se infectar e não saber. Existem muitos tabus em torno deste tema, pois é comum as pessoas se sentirem sujas e com vergonha de estar com uma DST, não buscando tratamento adequado ou se automedicando (tomando medicamentos por conta própria). Além disso, não avisam seus parceiros sexuais e, em conseqüência disto, as doenças se alastram.

A

- O QUE É DSTs

B

- A IMPORTÂNCIA DE DETECTAR E TRATAR AS DST

Mais importante do que saber o nome das doenças e seus sintomas principais é conhecer o próprio corpo, aprender a se observar, a se tocar, a se examinar e perceber mudanças que acontecem. Notando algo estranho, não tenha vergonha, não adie e procure um médico. A maioria das DST é tratável, e quanto mais cedo forem diagnosticadas, melhor. Isso vale para homens e mulheres. É preciso que conte para as pessoas com quem você transou, para que elas possam também procurar um médico e se tratar.

SINTOMAS: Pequenas feridas, verrugas ou corrimento
no ânus, na vulva, ou no pênis; coceira, dor, ou ardor nestes lugares, seja durante ou após a relação sexual, ou quando fizer xixi, são sintomas que indicam um DST. Porém, muitas pessoas estão doentes e não sentem nada, ou têm sinais pouco específicos. Às vezes, as DSTs não apresentam sintomas aparentes tanto no homem quanto na mulher.A avaliação feita por um médico pode esclarecer se você adquiriu a doença ou não. Uma dúvida freqüente é com relação à secreção natural da vagina (incolor, não tem cheiro desagradável, nem provoca irritação ou dor), que molha um pouco a calcinha, mas não é corrimento que indica infecção ou sintoma de DST. Para os homens, o esmegma, aquele “sebinho” que aparece embaixo da pele que cobre a cabeça do pênis quando não é feita uma higiene diária e adequada, também não é DST.

TRATAMENTO: A maioria das DSTs é curável ou, pelo
menos, tem tratamento. Mas se não forem tratadas adequadamente podem se tornar graves, atingindo outras partes do corpo. Muitas vezes as pessoas procuram tratar as DSTs em farmácias, onde não são bem diagnosticadas e se complicam. A Unidade Básica de Saúde de sua região é o lugar certo para você pedir apoio e ajuda. Consulte o médico, não se automedique. Faz parte do tratamento de uma DST também tratar o(a) parceiro(a). Caso você tenha uma DST, e mesmo que se trate corretamente, poderá se reinfectar caso seu(sua) parceiro(a) não faça o mesmo. Lembre-se de que o melhor é sempre transar com camisinha para se assegurar contra as DSTs.

A PESSOA COM UMA DST NÃO TRATADA TEM UM RISCO ATÉ 10 VEZES MAIOR DE CONTRAIR OU TRANSMITIR O VÍRUS HIV.

IMPORTANTE

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C

- AS PRINCIPAIS DSTs
CLASSIFICAÇÃO DAS DSTs:
1 – Doenças essencialmente transmitidas pelo contato sexual: gonorréia, linfogranuloma venéreo e cancro mole. 2 – Doenças freqüentemente transmitidas pelo contato sexual: sífilis, herpes, AIDS, candidíase, tricomoníase, hepatite B e C. 3 – Doenças eventualmente transmitidas pelo contato sexual: escabiose (sarna humana) e giardíase.

SÍFILIS – Em geral, inicialmente surge uma lesão no local onde ocorreu o contato com a bactéria causadora da sífilis (Treponema pallidum). A sífilis é uma doença de transmissão sexual muito traiçoeira, pois os sintomas podem desaparecer espontaneamente, dando a impressão de cura; porém, se não tratada, a doença vai progredindo dentro do nosso organismo, e depois de vários anos aparecem lesões na pele, complicações nos ossos, no coração e no sistema nervoso, podendo levar à paralisia, doença mental, cegueira ou até a morte.
Alguns sintomas: Verrugas no ânus, feridas na boca, ínguas no corpo, febre e dores nas juntas, queda de cabelos, lesões avermelhadas na pele, etc. São sintomas comuns a várias outras doenças. Só o médico pode esclarecer e orientar corretamente. A sífilis tem cura. Se você apresentar algum destes sintomas, procure a Unidade Básica de Saúde o mais rápido possível. O tratamento correto evita complicações. Não tome remédios por conta própria. A mulher grávida com sífilis pode transmití-la para o bebê, provocando o aborto ou doenças graves na criança (sífilis congênita). Por isso toda grávida deve fazer o exame para sífilis (VDRL) no pré-natal.

GONORRÉIA – É considerada uma das DSTs mais freqüentes. A doença é caracterizada por uma secreção espessa e de cor amarelo-esverdeada, e normalmente é acompanhada de ardor para urinar ou coceira. Na mulher, a secreção costuma surgir na uretra, na vagina, colo do útero ou ânus. Pelo fato dos órgãos genitais serem internos, a doença é mais difícil de ser diagnosticada. No homem, costuma acometer a uretra e ânus. Em ambos os sexos, a infecção pode se propagar internamente e causar esterilidade. No caso de gravidez e contaminação do feto, o bebê pode nascer com uma série de complicações (visuais, auditivas, etc).
Além da transmissão sexual, o gonococo (ou Neisseria gonorrhoeae - a bactéria causadora na gonorréia) pode ser levado da região genital para os olhos pelo contato com sêmen e desenvolver uma conjuntivite purulenta. A mão é um importante veículo de transmissão de microorganismos, portanto é importante lavá-las bem após o contato com as partes contaminadas. Procure um médico para iniciar qualquer tratamento.

LINFOGRANULOMA VENÉREO – O agente causador é a bactéria Chlamydia trachomatis. Possui três estágios: no primeiro, alguns dias depois do contágio, surge uma lesão, que geralmente passa despercebida. Se observada, tem a aparência de uma pequena úlcera, indolor e de desaparecimento espontâneo.
No segundo estágio, nas semanas seguintes, surge a infecção dos vasos linfáticos da região e um tumor encoberto, bastante doloroso, formando gânglios aumentados de um só lado da virilha. É neste estágio que as pessoas procuram o médico. Se não tratada, evolui para um tumor de grandes proporções que deforma todo o pênis e vulva. Estas lesões são raras nos dias atuais.

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CANCRO MOLE – A doença se manifesta através de uma ferida que costuma ser profunda, purulenta, dolorida, mal cheirosa e aparece na vulva, no pênis, no ânus ou regiões periféricas (em casos raros, pode aparecer na boca). O cancro mole é causado pelo bacilo Haemophilus ducreyi.

HERPES GENITAL E LABIAL

- Dependendo das práticas sexuais, podem aparecer

tanto nos lábios como nos genitais. Esta doença não tem cura, mas é tratável e não traz maiores complicações, à exceção do recém-nascido de mãe portadora de herpes, que em geral apresenta um quadro grave e potencialmente letal. Após algumas semanas do contágio, aparecem pequenas bolhas cheias de líquido sobre uma área avermelhada, no local onde ocorreu o contato. Em geral elas causam coceira, ardor e dor. O herpes genital pode apresentar outros sintomas como febre e prostração. Os sintomas da doença costumam aparecer quando o organismo está debilitado em seu estado físico-emocional, como stress, queda de resistência, fadiga, e desaparecem espontaneamente depois de algum tempo. A contaminação acontece pelo contato com a ferida do herpes ou com a sua secreção. O agente causador é o vírus Herpesvirus hominis. O tratamento visa reduzir a duração e a intensidade do quadro. É uma doença que pode evoluir em crises ocasionadas por uma queda de resistência do organismo, sem que para isso haja necessariamente reinfecção.

VULVAGINITES - É muito comum a mulher apresentar inflamação na vagina, geralmente causada por fungos ou bactérias. Desenvolve sintomas como corrimento, dor ou coceira e, para um diagnóstico correto, deve-se procurar um médico. O tratamento deve ser realizado em conjunto com o parceiro. Os microorganismos causadores das vulvaginites podem não provocar sintomas em homens, mas eles podem estar infectados e reinfectar a mulher. Fazem parte deste quadro, entre outras, a candidíase e a tricomoníase.
A CANDIDÍASE é causada pelo fungo chamado Candida albicans. Na mulher os sintomas são: coceira com um corrimento esbranquiçado, viscoso, com aspecto semelhante ao leite coalhado. No homem: inflamação da uretra e irritação do pênis. O modo mais comum de manifestação é através da queda de resistência e o uso de roupas pouco ventiladas e/ou apertadas. Não é necessariamente uma DST, já que a mulher pode ter este fungo em sua vagina de maneira espontânea. A TRICOMONÍASE se caracteriza por um corrimento amarelado e bastante malcheiroso, que provoca irritação da vulva e faz com que a pessoa sinta a necessidade de urinar pequenos volumes com grande freqüência. O agente causador é uma bactéria chamada Trichomonas vaginallis.

HPV – PAPILOMA VÍRUS HUMANO - Existem mais de 70 tipos de Papiloma Vírus Humano (HPV). Em geral, a doença se manifesta em forma de verrugas conhecidas como condiloma acuminado ou mais popularmente chamado de “crista de galo”. Na mulher, os locais onde as lesões aparecem são: vulva, vagina, colo do útero e no ânus e, no homem, no pênis e no ânus. Quando não tratado, depois de muitos anos, o condiloma acuminado pode assumir a aparência de um cacho de uvas. Como as verrugas usualmente não coçam, não doem e seu crescimento é lento, muitas vezes a doença evolui durante anos sem ser percebida.
Alguns tipos de HPV, se não tratados, estão diretamente relacionados com uma maior incidência de câncer de colo de útero e reto. Por isso o exame ginecológico de prevenção (incluindo o papanicolau) deve ser realizado no mínimo uma vez por ano, por todas as mulheres.

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GIARDÍASE - O agente causador é um protozoário chamado Giardia lamblia, e seu sintoma principal é uma diarréia crônica, pois o parasita se aloja na região intestinal. A giardíase pode ser transmitida através da relação sexual quando ocorre sexo oral ou anal sem a higiene adequada.

ESCABIOSE (SARNA HUMANA)

- A escabiose tem como agente causador um

ácaro chamado Sarcoptes scabiei. Seus sintomas são: erupções da pele, manchas avermelhadas e coceiras, aparecendo inicialmente no pênis, glande e escroto se o contágio for sexual. O parasita penetra na pele e deposita seus ovos na epiderme. Existem outras formas de transmissão incluindo, roupas de cama e toalhas.

PIOLHO PÚBICO OU “CHATO”

- O nome diz tudo, o bicho é um chato mesmo!

Não é propriamente uma DST, pois não causa verdadeiramente nenhuma doença, mas os piolhos alojamse nos pêlos púbicos e se alimentam de sangue, provocando uma coceira intensa. Botam seus ovos na base dos pêlos e podem ficar aproximadamente seis dias até eclodirem. Recomenda-se ferver a roupa íntima e a de cama infestadas para que não aconteça uma reinfestação..

HEPATITE - Existem 5 tipos de Hepatite: A, B, C, Delta, E. As únicas que podem ser consideradas DST são a “B” e a “C”.
A hepatite A é transmitida exclusivamente por via fecal-oral, ou através do contato pessoa-apessoa (em creches, hospitais, etc). É comum, nos surtos epidêmicos, a ingestão de água e alimentos contaminados. A hepatite B é transmitida através do sangue infectado e principalmente pelo contato sexual. O vírus já foi encontrado no sêmen, na saliva e na secreção vaginal, porém a saliva não tem o poder de contaminação. Atualmente já existem vacinas para a hepatite B. A hepatite C é transmitida principalmente pelo sangue (transfusão de sangue ou hemodiálise), através de agulhas contaminadas (drogas injetáveis) e também por via sexual. A principal característica é o desenvolvimento de doença crônica de fígado. O vírus da hepatite Delta precisa estar associado ao vírus da hepatite B para sua replicação. A transmissão é através do sangue infectado. A vacina que imuniza contra o vírus da hepatite B também protege contra a hepatite delta. A hepatite E é de transmissão fecal-oral. A transmissão sexual nunca foi descrita e não há vacina até o momento.

IMPORTANTE
Os microorganismos não conseguem atravessar o látex das camisinhas, por isso as Doenças Sexualmente Transmissíveis podem ser facilmente prevenidas com a utilização consciente e constante de preservativos. A higiene sempre será uma grande aliada. Cuide de sua saúde, cuide de seu corpo, conheça-o, toque-o, previna-se. O seu corpo é a sua casa, cuide bem dela.

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A

4 – PREVENÇÃO
A CAMISINHA
A CAMISINHA MASCULINA A seguir, as orientações básicas sobre o uso correto do preservativo.

Sexo seguro é quando nos prevenimos de forma adequada contra doenças sexualmente transmissíveis. Se usada de forma adequada, a camisinha reduz a quase zero o risco de contrair o HIV, além de proteger contra muitos outros microorganismos causadores das DSTs – Doenças Sexualmente Transmissíveis. Com mais uma vantagem: a camisinha ajuda a evitar uma gravidez não planejada.

1.

Verifique na embalagem do preservativo (seja adquirido gratuitamente em unidades públicas de saúde, seja comprado em farmácias ou similares): data de validade, selo de controle de qualidade (Inmetro), existência de ar dentro da embalagem (comprovando que está bem lacrada, para que não tenha ressecado ou perdido o lubrificante no qual é embebido o preservativo). (fig.a)

2. Devem-se usar sempre lubrificantes à base de água (KY, Preserv). Lubrificantes à base de vaselina ou outros (como cremes) não devem ser usados porque provocam a dilatação da borracha (látex), podendo provocar a ruptura do preservativo. 3. Na hora de usar, qualquer um pode colocar o preservativo, em si mesmo ou no parceiro. 4. Para colocar o preservativo: a) b) c) apóie o preservativo sobre a ponta do pênis ereto. (fig.b) aperte a ponta do preservativo para tirar o ar e evitar que estoure. (fig.c) desenrole o preservativo até a base do pênis. (fig.d)

5. Use o preservativo durante toda a relação. 6. Retire o pênis imediatamente após a ejaculação. 7. Segure o preservativo pela base, retirando-o com cuidado antes que termine a ereção. 8. Embrulhe o preservativo em papel após o uso e jogue no lixo. 9. Troque o preservativo a cada relação sexual, mesmo que não tenha ocorrido penetração. IMPORTANTE: O preservativo deve ser colocado antes da penetração. As “brincadeirinhas” na porta da vagina ou do ânus muitas vezes são suficientes para a passagem de um vírus ou bactéria. A CAMISINHA FEMININA Procure encontrar uma posição confortável: tente ficar em pé com uma perna apoiada em cima da cama, sentar ou agachar. Veja se o anel interno (fechado) está no fundo da camisinha. 1. Segure a camisinha com o lado aberto pendurado. Segure o lado externo da bolsa e aperte o anel interno com o polegar e o dedo médio. Coloque agora o dedo indicador entre o polegar e o dedo médio e continue apertando o anel interno. (fig.a) 2. Ainda apertando a camisinha com seus três dedos, separe os lábios vaginais com a outra mão e insira a camisinha comprimida. Relaxe. Se a camisinha escorregar na hora de inserir, solte-a e comece de novo. (fig.b) 3. Empurre agora o anel interno e a bolsa pelo canal da vagina com o dedo indicador. (fig.c) 4. Certifique-se de que o anel interno esteja bem acima do osso púbico. Você pode sentir o osso púbico curvando seu indicador quando estiver uns cinco centímetros dentro da vagina. (fig.d) 5. O anel externo (aberto) deve ficar para fora da vagina. (fig.e) 6. Retire a camisinha segurando-a pelo anel externo de modo a evitar entrar em contato com o esperma.

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B

COMO COLOCAR A CAMISINHA MASCULINA
a) b)

c)

d)

COMO COLOCAR A CAMISINHA FEMININA
a) b) c)

d)

e)

Lembre-se: - A camisinha não diminui a sensibilidade e o prazer, é uma questão de hábito. - Ela faz parte de um jogo sexual na relação entre parceiros, e pode ser usada para estimular a criatividade e a fantasia, com saúde e segurança. - O uso da camisinha é uma garantia, pois em qualquer tipo de relação evita o contato com sangue, esperma e secreções do corpo do outro. - A camisinha evita a gravidez indesejada e as DSTs. - Usar camisinha é um ato de amor e respeito.

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VULNERAB VULNERABILID VULNERABILIDADE
VULNERABILIDADE
É preciso entender o conceito de vulnerabilidade identificando os fatores individuais (autoconhecimento, auto-estima, autocuidado) e os fatores sociais e institucionais (atendimento em serviços públicos) que a influenciam. Estes planos se correlacionam, ou seja, a falha em um ou mais desses fatores explica o maior risco de infecção pelo HIV, de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis e também da gravidez não planejada. Explicando melhor: a conjuntura que se apresenta para uma pessoa que se expõe em situações de risco, somada ao fato de viver numa comunidade em situação precária, sem muitos recursos e sem nenhum apoio de serviços de saúde que orientem e informem, leva essa pessoa a uma situação de extrema vulnerabilidade. Ou seja, ela está muito exposta e sem defesas frente a situações onde possa se contaminar. É fácil perceber porque em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento os números da AIDS são expressivos. Fica fácil entender também porque nas comunidades das periferias metropolitanas, onde prolifera a pobreza, o desemprego e a violência, os números crescem a cada dia.

C

- VULNERABILIDADE / SITUAÇÃO DE RISCO

SITUAÇÃO DE RISCO
A adolescência é uma das fases do desenvolvimento humano, cercada por muitas mudanças físicas, emocionais e psicológicas. Tudo imerso em um meio social complexo e que nem sempre fornece iguais condições para um desenvolvimento sadio e integral. Por esta razão, a adolescência é considerada um período de grande vulnerabilidade para o HIV/AIDS, para as DSTs e também para a gravidez não planejada. “Ah, isso não acontece comigo”. Essa frase ilustra bem a falta de informação dos adolescentes que negam a possibilidade de contaminação para si. Essa negação leva sempre a comportamentos arriscados, principalmente transar sem camisinha.

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DISCUTINDO SEXUALIDADE NO EMBU DAS ARTES
Elaboração: Programa de Informação, Educação e Comunicação em Saúde / Programa DST-AIDS Programa Escola Promotora de Saúde / Programa de Saúde do Adolescente / Programa de Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde de Embu das Artes.
2ª RE Ed VI i ç ã SA o DA

Publicação contemplada pelo FUMCAD - Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Lei Municipal nº 2031 de 02.01.2003), gerenciado pelo CMDCA - Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Arte / Ilustrações: Wanderley Ciuffi - Projeto Gráfico: João Lisanti Neto PARCERIAS: Teatro Popular Solano Trindade – Casa de Cultura Santa Tereza – Biblioteca Zumaluma Escolas Estaduais e Escolas Municipais de Embu das Artes

APOIO: CEJAM – Centro de Estudos ”João Amorim” FINANCIAMENTO: Ministério da Saúde PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA EM SEXUALIDADE E DST/AIDS Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Embu Diretoria de Ensino – Região Taboão da Serra Universidade Federal de São Paulo - Programa de Integração Docente-Assistencial de Embu

PREFEITURA DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE EMBU DAS ARTES Prefeito Geraldo Leite da Cruz
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE Dr. Jorge Harada – Secretário Municipal de Saúde Enfª. Isabel C. Pagliarini Fuentes – Secretária Adjunta Dra. Laura Covello – Diretora Técnica Dione Porto – Diretora Administrativa João Lisanti Neto – Coordenador Programa Informação, Educação e Comunicação Dr. Wolff Rothstein – Coordenador Programa DST/AIDS Dra. Glaura César Pedroso – Coordenadora Programa Escola Promotora de Saúde Dra. Cláudia Maria Chagas de Souza - Coordenadora Programa Saúde do Adolescente Dra. Roseli Higa Onishi - Coordenadora Programa Saúde da Mulher Kátia Paiva - Coordenadora Programa de Saúde Mental Colaboração: Jane Salazar / Priscila da Silva /José Francisco dos Santos / Otávio Filho - Técnicos / Arte Educadores Roberta Torres /Ivoni Cirillo / Osvaldo Furlan - Psicólogos João Leonel Belini - Suporte Unifesp / SMS-Embu Prof. José Roberto Brêtas - Professor da Unifesp

2006

CENTRO DE REFERÊNCIA PARA DST/AIDS NO EMBU UBS EMBU - Avenida Elias Yazbek 2500 - Centro
telefones 4704.3450 / 4704.5029 /4704.7781 ou 4704.2150
BIBLIOGRAFIA - “Fala Garoto! Garota!”, nº 2 - Coord. DST/AIDS da Secr. de Estado da Saúde de São Paulo. (transcrição parcial). - “Fala Educadora! Educador!” - Coordenação DST/AIDS da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. - Gewandsznajder, F. Sexo e Reprodução. Rio de Janeiro, Editora Ática. 1992. - Wüsthof, R. Descobrir o Sexo. São Paulo, Editora Ática, 1994. - Revista Ciência Hoje na escola V.2. Sexualidade: corpo, desejo e cultura. SBPC Rio de Janeiro. Editora Global. 2001. - Tordjman G., Morand C. Primeiras Emoções Amorosas. São Paulo. Editora Scipione. 1992. - Lima H. Educação sexual para adolescentes: desvendando o corpo e os mitos. São Paulo. Iglu Editora. 1994. - Revista Aprendendo sobre AIDS e Doenças Sexualmente Transmissíveis. Brasília. Ministério da Saúde. 2001

MINISTÉRIO DA SAÚDE

APOIO
UNIFESP

Diretoria de Ensino Taboão da Serra

PATROCÍNIO

logo gráfica

Publicação contemplada pelo FUMCAD - Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Lei Municipal nº 2031 de 02.01.2003), gerenciado pelo CMDCA - EMBU Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

Este material foi impresso em: Capa - Papel Couchê Image Mate 210 g/m²; Miolo - Papel Couchê Image Mate 90 g/m², produzidos pela Ripasa S/A Celulose e Papel. Nossos produtos são fabricados em harmonia com o meio ambiente.

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